Arquivo de tag Elohim

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Junho de 2025

Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.

*********************

1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)

clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Junho de 2025

2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:

image-1024x474 Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Junho de 2025

SUMÁRIO

Informação. 5

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Junho/2025: Reuniões de Estudos e Publicações 6

Julho – Sol transitando pelo Signo de Câncer (Junho-Julho) 7

01/06 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 7 – Versículos: 6 a 11. 10

Significância esotérica da passagem: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos”. 11

Significância esotérica da passagem: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois, tudo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se este lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedem”. 12

01/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Solar – Termos Rosacruzes: Terra – Sol – Massa Ígnea Central 17

Termo Rosacruz: Terra. 18

Termo Rosacruz: Sol 20

Termo Rosacruz: Massa Ígnea Central no Período Solar 21

08/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Lunar – Termos Rosacruzes: As 2 Classes de Água do Período Lunar – Período Lunar na Teoria científica dos tempos modernos – Nebulosa no Período Lunar 22

Termo Rosacruz: As 2 Classes de Água do Período Lunar 22

Termo Rosacruz: Período Lunar na Teoria científica dos tempos modernos 23

Termo Rosacruz: Nebulosa no Período Lunar 25

15/06– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Termos Rosacruzes: Espirais dentro de Espirais – Recapitulação – Períodos de Repouso. 27

Termo Rosacruz: Espirais dentro de Espirais 27

Termo Rosacruz: Recapitulação. 29

Termo Rosacruz: Período de Repouso. 34

22/06– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Termos Rosacruzes: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre – Vida – Onda de Vida. 35

Termo Rosacruz: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre. 36

Termo Rosacruz: Vida. 43

Termo Rosacruz: Onda de Vida. 45

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Junho: 48

Quais são as nossas prioridades, pois com a proximidade da Era de Aquário, as facilidades das informações, as notícias estão chegando rápido demais 48

A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito. 50

As guerras não terão fim? Não haverá paz para todos?. 52

Viver de aparências será sempre um risco, um grande perigo. 55

A Angústia. 57

Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 59

Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes 59

1. Pergunta: Depois que o Espírito interno de um animal aprende tudo o que pode dentro de uma espécie, ele adquire experiência em outras espécies?. 59

2.Pergunta: Existe fazer um “Pacto com Lúcifer”, como algumas pessoas falam?. 59

3.Pergunta: Vocês têm prova pessoal e direta do que foi dito pelo Max Heindel ou, como eu, apenas acreditam no que ele escreveu? Vocês também possuem clarividência ou são capazes de visitar os Planos espirituais? Eu gostaria de ver por mim mesmo para fortalecer a minha confiança nos ensinamentos da Fraternidade. Vocês não têm essa necessidade de evidência direta e pessoal?. 61

4.Pergunta: Se os nossos irmãos menores não estão sujeitos à Lei de Causa e Efeito, por que eles sofrem com as doenças, por exemplo? Entendo que isso pode fazer parte da evolução, mas é um sofrimento?. 62

5.Pergunta: O que exatamente significa o “germe dos Corpos” que vemos quando estudamos o Esquema de Evolução no livro Conceito Rosacruz do Cosmos? É a sua “alma” ou força essencial, o seu núcleo ou matriz?. 63

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 64

Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 67

*******************************************************************************************************

Informação

As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.

Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com

É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Junho/2025: Reuniões de Estudos e Publicações

-Dia 1/06 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – P.2 – “pérolas aos porcos” … “pedir o que tem capacidade para receber”

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo SolarTerraSol – Massa Ígnea Central

-Dia 08/06 – 16 h – Estudos de Astrologia Rosacruz – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Lunar – Duas Classes de ÁguaNebulosa no Período Lunar

-Dia 15/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Terrestre – Espirais dentro de Espirais – Recapitulações – Períodos de Repouso

-Dia 22/06 – 16 h – Reunião do Estudante Regular – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Terrestre – Quem eram os Elohim nas Épocas do Período TerrestreVidaOnda de Vida

-Dia 29/06 – Recesso – Não houve Reuniões de Estudos

Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/

-Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:

https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz

https://www.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas

https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e

https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas

-Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz

-Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)

-Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)

-Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritos no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz

***********************************************************************************************************

Julho – Sol transitando pelo Signo de Câncer (Junho-Julho)

Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para  praticarmos durante TODOS OS DIAS DE JULHO. Esse mês solar de JULHO, que vai de de 22 de junho a 22 de julho, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Câncer.

 Câncer é a Hierarquia Criadora dos Querubins, que mantém sobre a Terra o modelo cósmico da exaltação do divino feminino em toda a Criação. Esse Signo é o lar da gloriosa Mãe do Mundo, uma elevada Iniciada da Hierarquia de Câncer. Esse Ser, e o princípio que representa, é reconhecido e deificado por todas as grandes Religiões do mundo.

Câncer trata com a Alma – a Alma como reveladora da verdade. Por isso a dedicação durante o mês de Câncer é a busca dessa luz, ainda nunca vista sobre a Terra nem sobre o mar.

Enquanto o Sol entra em Câncer, no mês de Julho, o Senhor Cristo ascende ao Seu próprio Mundo, o Mundo do Espírito de Vida. Esse é o Reino onde a unidade e a harmonia reinam supremas; também, é a esfera de consciência que os primeiros discípulos de Cristo contatou no Dia de Pentecostes. Isso será alcançado por toda a Humanidade avançada no fim do presente Período Terrestre.

Por meio da operação do Cristo Cósmico, é aqui que o Filho ou o princípio da Palavra e o segundo aspecto da Trindade, nosso Abençoado Senhor, contata a Hierarquia de Câncer, os Querubins. Esses Seres celestiais são os guardiões de todos os lugares Sagrados no Céu e na Terra. Eles guardam até mesmo o maior mistério da vida. Sob a orientação do Senhor Cristo, esse mistério sagrado é transmitido para baixo, de Câncer para o seu Signo oposto, Capricórnio, e fornecido para os Arcanjos. Foi por essa razão que o Salvador do Mundo, que veio para a Terra proclamando o mistério do Espírito Santo, nasceu sob o Signo de Capricórnio. A observância conhecida eclesiasticamente como a Festividade de São João, o precursor do Cristo, ocorre durante a estação do Solstício de Junho.

Em julho a Alma da Terra está impregnada de puro êxtase. O Céu se inclina, enquanto a Terra é elevada. No intercâmbio divino de forças espirituais o Casamento Místico entre o Céu e a Terra é consumado. Em um intervalo de quatro dias, as correntes de desejos são acalmadas de tal modo que as forças espirituais vão se tornando cada vez mais operantes. A Terra vai, então, sendo literalmente inundada com a luz pura e branca do espírito. O discípulo que aprende como se sintonizar com esse influxo poderoso receberá um despertar jamais sonhado de consciência espiritual.

O centro físico correlacionado com Câncer é o Plexo Celíaco (também chamado de Plexo Solar), que é uma complexa rede de neurônios que, no corpo humano, está localizada atrás do estômago e embaixo do diafragma, perto do tronco celíaco na cavidade abdominal a nível da primeira vértebra lombar (L1), chamado, às vezes, de “o sol do estômago”. Antes da vinda de Cristo esse centro era considerado muito importante em relação ao desenvolvimento para a Iniciação. Na nova Raça crística, o Plexo Celíaco será dirigido novamente pelo Espírito, porque o Sistema Nervoso Simpático se transformará na coluna feminina do Corpo-templo humano.

Dentre os 12 Apóstolos, o correlacionado com Gêmeos é S. Natanael (ou Bartolomeu, nos três Evangelhos sinóticos), que é um místico em quem não existe o engano.

Procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o da Meditação: “…se caminhamos na Luz como Ele está na Luz, estamos em comunhão uns com os outros” (IJo 1:7). Faça isso em cada um dos dias em que Câncer enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.

**************************************************************************************************************

01/06 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 7 – Versículos: 6 a 11    

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz, como Estudantes Rosacruzes que as páginas da Bíblia possuem: uma mensagem para todas as Almas sedentas, independente do estágio que se esteja no Caminho da realização. E, também, esperança, conselho e inspiração para as Mentes mais fechadas e tradicionalistas, e ao mesmo tempo, há palavras gloriosas de luz para o intelecto questionador e liberal.

Se estudarmos como se deve os Ensinamentos Bíblicos, e se observarmos bem ao nosso redor, será fácil descobrir que: em todas as partes da Bíblia há ensinamentos e conforto; tanto para as doutrinas mais simples como para doutrinas mais elevadas, e para o maior Iniciado que este Planeta é capaz de produzir.

Comecemos desvendando algumas significâncias esotéricas desse trecho do versículo 6:

Significância esotérica da passagem: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos

Está claro que no Ensinamento dado por Cristo é que não devemos oferecer os Ensinamentos Cristãos a quem não os aprecia ou não é digno delas. Há vários tipos de irmãos e irmãs que não “apreciam” e/ou que não querem saber “disso”.

E por quê? Porque o efeito pode ser perda de tempo (nosso e deles), perigoso, confundir com proselitismo e/ou missionarismo, totalmente contrário os princípios Rosacrucianos. Coisa parecida ocorre quando pessoas que chegam à Fraternidade Rosacruz com mero diletantismo intelectual. Se não tomarmos cuidado, é fácil cair em argumentações, discussões, desqualificações, comparações com outras instituições que o irmão ou a irmã frequenta ou frequentou.

Devemos transmitir os Ensinamentos Cristãos, mas consideremos o nível de entendimento do irmão ou da irmã, senão o irmão ou a irmã podem estar acostumados a dogmatismos, ou podem confundir a Fraternidade Rosacruz com outras denominações ou ainda, estar interessados em fenômenos ou aquisição de “poderes” e se o interesse é mais Devocional (partindo do coração pela beleza dos Ensinamentos Cristãos Rosacruzes).

E, no caso de não ser por interesse devocional, a curiosidade ser somente superficial; adquirir conhecimento pelo conhecimento e a busca pode ser por novidades, nem se tocando que aqui são “verdades antigas em novas roupagens”. Ou, então, ter “dificuldades” em ver resultados visíveis, e ou desistir ou falar mal do Método Rosacruz.

De qualquer forma, sempre será o melhor método para demonstrar como funciona o “Método Rosacruz de Conhecimento Direto” às verdades espirituais pela prática na vida do Estudante Rosacruz.

**

Significância esotérica da passagem: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois, tudo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se este lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedem

Muitos acham que é uma “receita” para uma “oração eficaz”, entendendo aqui “eficaz” como conseguir o que está pedindo! Esotericamente, é claro, que não é bem isso, né?

Para entendermos o que o Cristo está nos ensinando aqui comecemos com algumas afirmações:

•Não perguntamos ao mineral se ele quer ou não se cristalizar, nem à flor se quer ou não florescer, nem ao leão se deixará ou não de devorar. Todos estão, tanto nas grandes quanto nas pequenas coisas, sob o domínio absoluto do Espírito-Grupo, pois carecem de iniciativa e livre arbítrio, o que em certo grau são atributos somente nosso, dentre os 4 Reinos de Vida.

•Todos os animais da mesma espécie aparentam ser quase iguais porque emanam do mesmo Espírito-Grupo, enquanto entre todos os seres humanos que povoam a Terra não há dois que pareçam exatamente iguais; nem sequer os gêmeos quando adolescentes, porque a estampa que o Ego sobre cada um produz, é a diferença, tanto na aparência quanto no caráter.

O Sol sempre nascerá no oriente e se porá no ocidente. Não atrasa e nem adianta. A maré alterna entre alta e baixa. Não adianta e nem atrasa. Toda planta sempre germina, cresce, floresce e frutifica (segundo leis infalíveis). Todos os bois pastam erva e animais ruminantes pastam. Isto é mais uma ilustração da absoluta influência do Espírito-Grupo.

Para os 3 Reinos de Vida, isso tudo funciona com infalível precisão e não deixam nunca de funcionar. Mas…de maneira completa e perfeita, só onde há ambiente propício! Notemos que para os 3 Reinos sempre será automaticamente, sempre mecanicamente.

•Agora para o nosso Reino, o Humano, pode ou não existir circunstâncias para qualquer coisa funcionar de uma maneira ou de outra. Ou seja, não podemos ser manejados tão facilmente de fora, seja ou não com o nosso consentimento. Somente nós podemos, até certo ponto, seguir nossos próprios desejos, dentro de limites determinados.

E qual é a principal CAUSA dessa diferença entre nós e os outros 3 Reinos de Vida? O Livre Arbítrio!

E isso nos proporciona um certo privilégio se, e somente se, aprendemos com os nossos erros e se andamos na retidão com as Leis de Deus, mas há um grande perigo! Se insistimos em procrastinar, adiar, deixar para depois, os efeitos serão sempre danosos, sempre graduados pela gravidade das nossas más decisões, para o nosso desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.

Agora, nunca esqueçamos que o nível de desenvolvimento espiritual depende sempre do quanto estamos prontos! Ou seja: se não estivermos prontos, não nos desenvolveremos espiritualmente numa Escola de Preparação para Iniciação como é a Fraternidade Rosacruz!

O que isso significa? Aqui na Fraternidade Rosacruz significa o quanto seguimos o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

 E nisso está incluído, o quanto oficiamos os Rituais de Serviço Devocional e o praticamos os Exercícios Esotéricos Rosacruzes. E mais ainda, o quanto colocamos em prática no nosso dia a dia os Ensinamentos Rosacruzes que aprendemos.

Em outras palavras: ser de fato e verdadeiramente um Estudante Rosacruz ativo.

E por que é necessário tudo isso?

Porque aqui o foco é desenvolver o Corpo-Alma e a Mente Abstrata.

Aqui cabe totalmente o provérbio que diz que “o recebido está no recipiente segundo a capacidade do recipiente”. Ou seja: só recebemos aquilo que temos condições de receber; se somos um copo, recebemos o suficiente para encher um copo; se um balde, o suficiente para encher um balde; se uma piscina, o suficiente para encher a piscina.

Portanto, os Ensinamentos Rosacruzes estão todos a nossa disposição e prontos para serem recebidos, mas o que falta? Qual é o tamanho do seu recipiente?

Agora, com toda essa introdução podemos compreender a significância esotérica do “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo aquele que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá”

Sabemos que o princípio fundamental para construir e desenvolver o nosso Corpo Vital é a repetição. As experiências repetidas agindo nele criam a memória.

Nessa passagem acima, considerando o que explicamos, há somente uma finalidade: criar em nós as condições para aumentar o nosso recipiente.

E o que indica esse texto? Como devemos fazer isso?

As Hierarquias Criadoras, desejando nos prestar uma ajuda inconsciente por meio de certos Exercícios, instituíram a oração! Por isso elas nos recomendaram que “orássemos sem cessar”, pedindo a Deus. Os críticos têm perguntado ironicamente e com frequência, porque será necessário estar sempre a orar. 

Se Deus é Onisciente, dizem, deve conhecer todas as nossas necessidades e, se não é, as orações provavelmente, não chegarão até Ele. Aliás, se não for Onipotente também não poderá, sequer, responder às orações. Pensando de modo análogo, até muitos Cristãos têm acreditado que será ruim, estar importunando a Deus continuamente com orações.

Tais ideias estão baseadas numa má compreensão.

Deus, verdadeiramente é Onisciente, não necessita que ninguém lhe recorde nossas necessidades. No entanto, se, como devemos, Lhe dirigimos orações, somos nós mesmos que nos elevamos para Ele ao prepararmos e purificarmos os nossos Corpos Vitais.

Se orarmos como devemos, aí está a grande questão. Geralmente, interessam-nos muito mais as coisas temporais do que elevarmo-nos espiritualmente. As igrejas celebram reuniões especiais para pedir chuva ou para pedir o triunfo do exército ou armada sobre o inimigo. A oração é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital. Ela é também um dos melhores métodos para realizar a espiritualização dos nossos Corpos.

E, como aprendemos na Filosofia Rosacruz, ela é muito superior à fria Concentração, pois é devoção pura e impessoal, dirigida a altos ideais.

Agora, para praticar esses Ensinamentos nos fornecidos por Cristo nessa passagem, façamos sempre as Orações científicas.

•A mais completa de todas é a Oração do Senhor: o Pai-Nosso!

•E há outras que obedecem às mesmas regras de Orações Cristãs, como: Oração Rosacruz, Oração do Estudante Rosacruz, Oração para as Refeições, Oração de Cura.

Agora pensemos bem em como nos capacitar para aplicar esses conhecimentos nos fornecidos diretamente por Cristo. Isso, logicamente, se você não quiser só brincar de “cuidar da parte espiritual”.

Para saber mais, assista a 21ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

21ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_1jun25-Cap.7-Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – Versículos de 6 a 11

__________________________________________________________________________________________

01/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Solar – Termos Rosacruzes: TerraSol – Massa Ígnea Central

Termo Rosacruz: Terra

Para a Fraternidade Rosacruz a palavra “Terra” assume significados distintos ao longo dos diversos Períodos desse Esquema de Evolução.

No Período Solar:

• A “Terra” não é o Planeta físico que conhecemos hoje, mas sim um estado mais sutil e espiritualizado da existência.

• A Terra estava numa condição de existência etérica e luminosa, composta por matéria muito mais sutil do que a atual.

• A Nebulosa tornou-se ígnea – estado de fogo brilhante e luminoso.

• A característica principal dos brilhantes Globos do Período Solar foi descrita pelo termo “Ar”.

• A Bíblia não fala somente da Terra, mas da Massa Ígnea Central, da qual se formaram os Planetas do nosso Sistema Solar, inclusive a Terra.

• Planeta Terra era descrito como um nevoeiro incandescente de brilhante luminosidade.

Portanto no Período Solar, “Terra” indica a esfera ou condição espiritual e etérica onde os seres evoluíam e desenvolviam, principalmente o Corpo Vital e não era um Planeta físico, mas sim um estágio da evolução cósmica onde a matéria ainda era sutil e luminosa.

O Período Solar se refere ao segundo dia da criação. Como pôde haver luz na Terra se o Sol não foi criado senão no quarto dia?

Quando a Nebulosa alcançou o estado de fogo brilhante e luminoso, no Período Solar não havia a menor necessidade de iluminação externa pois a Luz estava dentro.

“E os Elohim disseram: “Faça-se a luz, e a luz foi feita”. Isto porque o espaço exterior era obscuro, se distinguindo da brilhantíssima nebulosa que existiu no Período Solar.

Era um mundo fluídico, mais próximo do plano etérico, onde as Forças Criadoras Espirituais predominavam sobre a Forma.

A Vida se expressava em um nível menos denso que o atual, mas ainda ligada à evolução da futura Humanidade.

No Período Solar a Onda de Vida que estava atravessando o estágio “Humanidade” era a Onda de Vida dos Arcanjos.

E o ser mais elevado iniciado do Período Solar foi Cristo – O Arcanjo – O “Filho”. Foi o Arcanjo que aprendeu, no Período Solar, tudo que um Arcanjo deve aprender até o Período de Vulcano. Cristo conseguiu criar um Corpo com material formado de matérias do Mundo de Deus.

O Período Solar, foi crucial para o desenvolvimento do Corpo Vital, pois foi nesse Período que recebemos o germe do Corpo Vital.

E no final deste Período Solar possuíamos: um Corpo Denso, um germe do Corpo Vital que começamos a desenvolver a partir da 3ª Revolução, e os veículos despertados foram o Espírito Divino e o Espírito de Vida, isto é, um duplo Espírito e um duplo Corpo.

*

Termo Rosacruz: Sol

Para a Fraternidade Rosacruz o termo “Sol” no Período Solar tem um significado profundamente esotérico e simbólico, e difere do conceito astronômico comum. Recebe esse nome não por haver um Sol físico como o que conhecemos hoje, mas porque a manifestação da vida nesse estágio estava diretamente relacionada às forças solares, ou seja, forças de calor, luz e vida que são expressão direta do Espírito. Representa um estado vibratório, luminoso e etérico, onde as formas eram criadas e sustentadas mais pela luz e pelo calor espiritual, do que por qualquer substância densa.

O Período Solar pode ser imaginado como uma grande esfera de luz — um “Sol espiritual”, onde os seres estavam imersos nesse ambiente de energia vital, absorvendo, modelando e construindo os fundamentos do que viria a ser, no futuro, seus Corpos Vitais.

O “Sol” no Período Solar simboliza:

• A fonte de vida, calor e luz espiritual.

• O centro organizador da evolução naquele estágio.

• Uma esfera onde a matéria era composta de substância etérica luminosa, e não havia matéria densa como hoje.

O foco da evolução nesse Período foi o desenvolvimento do Corpo Vital, que é justamente o veículo relacionado à energia solar, à vitalidade, crescimento e manutenção da vida.

*

Termo Rosacruz: Massa Ígnea Central no Período Solar

Para a Fraternidade Rosacruz a ‘Massa Ígnea’ no Período Solar, representa o núcleo espiritual e energético da manifestação naquele estágio evolutivo.

“Ígnea” não significa fogo físico, mas sim fogo espiritual, associado ao calor, luz, vida e forças criadoras do Espírito. É o centro emanador de vida e energia etérica, uma concentração intensa de forças espirituais que sustentavam e vitalizavam toda a esfera de manifestação do Período Solar.

A “Massa Ígnea Central” simboliza o Espírito Divino em manifestação, que irradia vida, calor e luz. Representa o papel do Fogo Cósmico, que nas tradições esotéricas é a manifestação mais direta do Espírito na matéria. É o embrião do que mais tarde se tornaria, em estágios posteriores, o próprio Sol físico, além dos Planetas e outros Corpos Celestes.

Essa Massa Ígnea Central atuava como o polo gerador da vitalidade universal, sendo a fonte das forças que permitiam a formação e sustentação dos Corpos Etéricos dos seres em desenvolvimento. Não havia matéria física no Período Solar. Essa massa não era composta de lava, fogo ou elementos químicos, mas sim de substância etérica incandescente, altamente vibratória e luminosa. A partir dessa massa central emanavam as correntes de energia vital (associadas posteriormente ao que chamamos de forças solares) que alimentavam todo o processo evolutivo daquele Período.

Para saber mais, assista a 226ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

226ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_1jun25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis-Período Solar – Termos Rosacruzes: Terra – Sol – Massa Ígnea Central  

__________________________________________________________________________________________

08/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Lunar – Termos Rosacruzes: As 2 Classes de Água do Período LunarPeríodo Lunar na Teoria científica dos tempos modernos – Nebulosa no Período Lunar

Termo Rosacruz: As 2 Classes de Água do Período Lunar

O Elemento Água foi acrescentado nesse Esquema de Evolução no Período Lunar. Essa água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar: “e os Elohim disseram: haja uma expansão nas águas, para que a água se separe da água”.

No Período Lunar, o calor da massa ígnea brilhante e o frio do espaço exterior, formaram uma coberta de água em torno do centro ígneo. O contato do fogo com a água gerou o vapor, que é água em expansão, conforme descreve o versículo. O vapor, arremessado do centro ígneo formava uma atmosfera de neblina ardente que se condensava ao pôr-se em contato com o espaço externo. E voltava novamente ao centro para tornar a se esquentar e realizar outro ciclo.

Havia duas classes de água e uma divisão entre elas, como se descreve na Bíblia:

• A água mais densa estava mais próxima do centro incandescente

• A água em expansão ou vapor estava fora

Termo Rosacruz: Período Lunar na teoria científica dos tempos modernos

A Nebulosa é Espírito, e isso não é reconhecido pelas teorias científicas, e dela nascem todos os Planetas desse Sistema Solar, e a finalidade é criar um Campo de Evolução espiritual para a Humanidade e outras formas de vida.

A teoria científica dos tempos modernos concorda que no Período de Saturno houve o calor obscuro e a nebulosa escura e quente. No Período Solar houve a Nebulosa brilhantíssima que se tornou ígnea, um estado de fogo brilhante e luminoso. No Período Lunar houve o calor interno e umidade externa. Formou-se uma coberta de água em torno do centro ígneo. No Período Terrestre houve a solidificação pela umidade externa e calor interno.

Dentro da “teoria científica dos tempos modernos” em qual das 4 partes se encaixa o Período Lunar, segundo a Rosacruz, e por quê?

A teoria moderna reflete apenas os estágios finais da formação da Terra física, a partir da condensação de uma nebulosa, e a Fraternidade Rosacruz nos ensina que a evolução ocorre em sete grandes Períodos Planetários, dos quais a ciência só vê o final do atual, o Período Terrestre. Sendo o Período Lunar o terceiro grande Período e não é visível ou reconhecido pela ciência moderna, pois ocorreu em um plano mais etérico, anterior à densificação da matéria física como a conhecemos hoje, mas que antes da formação física houve Períodos anteriores, como o Período Lunar, onde a matéria era etérica e a vida evoluía em um plano mais sutil.

O Período Lunar não se encaixa diretamente na teoria científica moderna porque essa não reconhece planos de existência invisíveis, nem os processos criativos guiados por Inteligências Espirituais.

Termo Rosacruz: Nebulosa no Período Lunar

A Nebulosa no Período Lunar era uma substância viva, fluídica e etérica, ainda não física como conhecemos hoje. Essa nebulosa era formada por matéria altamente sutil e plástica, permeada pela consciência e ação das Hierarquias Criadoras (como os Senhores da Sabedoria e os Senhores Individualizadores). Era um ambiente em que a matéria ainda não havia se cristalizado em formas sólidas, mas já se diferenciava em graus de densidade (as “águas de cima” e “águas de baixo”).

Dentro dessa nebulosa, os Corpos dos seres em evolução (inclusive os primórdios da Humanidade) existiam em formas semifluidificadas, moldados principalmente pelas forças vitais. Foi a preparação para a materialização posterior no Período Terrestre, foi a condição para a separação entre diferentes tipos de matéria (mais sutil e mais densa). Era substância viva, dinâmica, espiritualizada, em processo de organização pela Inteligência Cósmica.

A ciência materialista de meados do século passado iniciou a teoria da geração espontânea; que em algum momento apareceu no espaço, espontaneamente, uma névoa de fogo. E, também espontaneamente, surgiram naquela névoa de fogo, correntes que a fizeram girar. E, espontaneamente, a força centrífuga lançou dela Corpos e eles formaram Planetas que giram em torno do Sol central, assim, os Sistemas Solares foram formados.

A nebulosa deveria ter sido escura antes de iluminar-se, e ter sido quente antes de ser ígnea. Esse calor deve ter-se produzido pelo movimento, e movimento é Vida. Mesmo Spencer, o grande pensador materialista do século XIX, não podia concordar com essa Teoria Nebular, pois ele viu que, se tal teoria fosse verdadeira, deveria haver por trás de tudo uma primeira causa. Ele não acreditava em um Criador Divino, mas compreendia perfeitamente que deve ter havido uma causa externa para iniciar aquela névoa de fogo. Spencer entendeu que devemos acreditar que por trás desse vasto Universo, existe um Poder governante, isso é assim ou não poderia haver uma expressão tão ordenada.

O menor Planeta que foi arrojado no Período Lunar condensou-se com relativa rapidez, e formou o campo de nossa evolução até o fim desse Período. Era como uma Lua girando em torno do seu Planeta-pai, da mesma forma que a Lua gira em torno da Terra, porém não mostrava fases como a nossa Lua. Girava de tal maneira que uma metade estava sempre iluminada e a outra sempre obscura, como sucede com Vênus.

Para saber mais, assista a 227ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

227ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_8jun25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis – Período Lunar – Termos Rosacruzes: As 2 Classes de Água do Período Lunar – Período Lunar na Teoria científica dos tempos modernos – Nebulosa no Período Lunar

15/06– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Terrestre – Termos Rosacruzes: Espirais dentro de Espirais – Recapitulação – Períodos de Repouso

Termo Rosacruz: Espirais dentro de Espirais

Aprendemos que o Caminho da nossa Evolução, desde que a começamos no Período de Saturno, é em espiral. Não é uma reta e nem um círculo, o que significaria dar voltas continuamente sem nunca terminar. Tanto se fosse uma linha reta como se fosse um círculo, estaríamos caminho em duas dimensões: para lá e para cá,

mas sim uma espiral: ou para frente e para baixo ou para frente e para cima. Cada volta da espiral é um ciclo, cuja denominação depende de onde ela está inserida: fase, grau, Período, etc. Cada ciclo se submerge no próximo, pois há sempre uma continuidade durante o Esquema de Evolução. Cada ciclo é sempre formado por atividades de Aprendizagem, Assimilação, Incorporação e Prática.

Assim, garantimos que:

• Cada ciclo é o produto melhorado do ciclo precedente

• Cada ciclo é o criador de estados de maior desenvolvimento

Portanto, todas as coisas se movem em ciclos progressivos, beneficiando-se das vantagens e oportunidades que todo o Universo pode oferecer. E isso só é possível se caminharmos em três dimensões: para lá, para cá e para cima.

E por toda parte vemos a espiral evolutiva. Sempre representa o esforço da Natureza (que é a manifestação visível de Deus) para atingir a perfeição, lenta, mas perseverantemente. Muitas vezes na forma de Sequência de Fibonacci ou de Razão Áurea, outras vezes em forma de Fractais, e outras com dificuldades em visualizarmos a forma espiral imediatamente. Mas sempre em ciclos, sempre alternantes…dia e noite, alegria e tristeza, saúde e doença, para lá e para cá, mas sempre em um estágio diferente, para cima e para frente.

Na extrema complexidade do nosso atual Esquema de Evolução, há a necessidade de sempre ter espirais dentro de espirais, ad infinitum. Mas, por que tem que ser assim?

Porque Deus nos criou com possibilidades potencialmente ilimitadas.  Assim, no Esquema, Caminho e Obra de Evolução, quanto mais condições diferentes pudermos experimentar, mais possibilidades reais e ativas poderemos desenvolver para a glória de Deus. Por isso que existem condições sobre condições evolutivas. E para isso, temos que ter o processo de espirais dentro de espirais para garantir a existência de Recapitulações, de Períodos de Repouso que geram aprendizagem, assimilações, incorporações, práticas em níveis infinitos de modo a termos acesso a todas as possibilidades potenciais.

Termo Rosacruz: Recapitulação

Antes de começar qualquer atividade nova nesse Esquema, Obra e/ou Caminho de Evolução é feita uma recapitulação de tudo que antes foi feito. Ou seja: se preciso avançar para uma nova atividade, antes de mais nada faço uma recapitulação de tudo que fiz até então, e só depois avanço para aprender uma nova atividade.

Se observarmos bem, nada mais é do que a aplicação da Lei da Polaridade: recapitula-avança.

Vamos a um exemplo simples e didático no microcosmo e que muitas vezes já o fizemos: para saltar a uma maior distância, caminhamos para trás para pegar impulso. Ou para saltar por um buraco, também, caminhamos para trás para pegar impulso. Ou quem quiser arremessar uma pedra o mais distante possível, não se aproxima do seu objetivo curvando-se para frente; pelo contrário, inclina-se para trás, na direção oposta.

E essa distância para trás depende de muitas variáveis: recapitulações pessoais (idade, forma física, coragem e outras). Se observarmos e refletirmos bem, veremos que só avançamos depois de recapitularmos tudo que aprendemos. Se não o fizermos, o nosso avanço fica comprometido. Eis a causa-raiz da conclusão que chegamos que “muitas coisas não dão certo”. Não temos a paciência e a sabedoria para recapitular!

Afinal: Vida é ritmo, portanto, é movimento: vai e vem… Tudo é duplo!

Compreendamos sempre que: Recapitulações nada mais são do que mais uma chance para aprendermos o que passou batido.

Um dos efeitos de estarmos evoluindo por meio de “Espirais dentro de Espirais” é que Recapitulações não são simples repetições. Por exemplo: uma Época não dura somente enquanto o Sol, pelo movimento de Precessão dos Equinócios, passa pelos Signos que a determinavam (exemplo: a Época Atlante não durou somente enquanto o Sol passou pelos Signos de Câncer, Gêmeos e Touro, por Precessão, totalizando uns 6 mil e poucos mil anos).

As Espirais dentro de Espirais proporcionam as Recapitulações que ocorrem nas Épocas, de modo que podemos saber qual é o destino geral observando a passagem do Sol por esses Signos, e com isso levando em consideração seu significado e simbolismo. Mas e o tempo de duração da Época? Durou muito mais do que o tempo cronológico pela passagem pelos 3 Signos! E sempre ocorrem a um estágio acima da vez anterior.

Um exemplo disso podemos ver que quanto mais progredimos, menores se tornam as espirais, e mais curto o tempo em que determinado aperfeiçoamento é conseguido, por causa da eficácia no processo de aprendizagem, assimilações, incorporações, práticas que alcançamos nos eventos anteriores.

Qual é o efeito disso?

Por exemplo, é extremamente provável que a presente etapa seja a última, que a vindoura Era de Aquário seja o último dia da escola preparatória que nos adaptará à Sexta Época, e que isso começará quando o Sol, por Precessão, entrar em Capricórnio.

Vamos ver uns exemplos no Macrocosmo. Utilizemos o Período Terrestre: Aqui temos o Período Terrestre com os Globos A, B, C e D, cada um situado no seu respectivo Mundo ou Região de um Mundo, bem como as Revoluções que passam por cada Globo.

Perceba que entramos pela 1ª Revolução no Globo A, vindo da Noite Cósmica entre o Período Lunar e o Período Terrestre e sairemos na 7ª Revolução no Globo G, indo da Noite Cósmica entre o Período Terrestre e o Período de Júpiter.

Já percorremos 3 Revoluções e meia, ou seja, estamos na metade da 4ª Revolução.

Vamos ver as Recapitulações em relação aos Globos do Período Terrestre:

•Toda passagem pelo Globo A é uma Recapitulação do Campo de Evolução que houve no Período de Saturno; calor obscuro e fogo incipiente.

•Toda passagem pelo Globo B é uma Recapitulação do Campo de Evolução que houve no Período Solar; Nebulosa Brilhante (com os Elementos da Natureza: Fogo e Ar).

•Toda passagem pelo Globo C é uma Recapitulação do Campo de Evolução que houve no Período Lunar; Umidade Externa e Calor Interno (com os Elementos da Natureza: Fogo, Ar e Água).

Mas o trabalho original, ou seja, o fim das Recapitulações dos Períodos anteriores, não começou no Globo D imediatamente, pois houve as Recapitulações em cada Revolução.

Assim: a Primeira Revolução foi a Recapitulação do Período de Saturno, é a Revolução de Saturno em qualquer Período. A Segunda Revolução foi a Recapitulação do Período Solar, é a Revolução Solar em qualquer Período. A terceira Revolução foi a Recapitulação do Período Lunar, é a Revolução Lunar em qualquer Período.

Mas o trabalho original, ou seja, o fim das Recapitulações das Revoluções anteriores, não começou no início da 4ª Revolução no Globo D, pois houve as Recapitulações dentro das Épocas, que ocorrem na metade da 4ª Revolução do Globo D.

Assim: a 1ª Época, a Polar, foi uma Recapitulação do Período de Saturno: nós no estágio mineral de Corpo e Consciência. A 2ª Época, a Hiperbórea, foi uma Recapitulação do Período Solar: nós no estágio vegetal de Corpos e Consciência. A 3ª Época, a Lemúrica, foi uma Recapitulação do Período Lunar: nós no estágio animal de Corpos e Consciência.

Assim, o trabalho original no Período Terrestre, a um nível macrocósmico começou no Globo D, com o estado de solidificação máxima que podemos alcançar com os Elementos Fogo, Ar, Água e Terra, mas na metade da 4ª Revolução e na Época Atlante.

Termo Rosacruz: Período de Repouso

É definido como um Período que ocorre entre uma atividade, onde há alguma separatividade e a próxima que também há alguma separatividade. E durante esse Período há uma cessação da manifestação ativa, a fim de que se possa desenvolver proporcionalmente uma atividade subjetiva e mais intensa, para depois, iniciar a próxima manifestação ativa.

Talvez a melhor ideia da natureza dessa atividade subjetiva, nos seja proporcionada pela observação do que ocorre quando uma fruta madura cai na terra, por exemplo, a maçã, ela apodrece, fermenta, vai se esfoliando até ser incorporada à terra. E de todo esse caos brota a nova macieira, que se eleva para o ar e para a luz do Sol.

Durante um Período de Repouso, ocorre uma atividade subjetiva em que Tudo se resume em um conglomerado Caos, aparentemente impossível de ser ordenado. Todas as coisas manifestadas se transformam numa massa homogênea. Esse retorno periódico da matéria – que é a separatividade – à substância primordial – que é a unidade – nos habilitar a evoluir.

Se o processo cristalizante de manifestação ativa continuasse indefinidamente, ofereceria um insuperável obstáculo ao nosso progresso. Quando a matéria se cristaliza a ponto de se tornar demasiadamente pesada e dura, nós não podemos agir nela, e nos retiramos para recuperar a energia já exaurida. Exatamente como acontece quando dormimos! O motivo, a causa e a necessidade são as mesmas!

Assim, onde ocorre os principais Períodos de Repouso?

•Entre Períodos (que chamamos de Noite Cósmica)

•Entre Globos

•Entre Revoluções

Para saber mais, assista a 228ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

228ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_15jun25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Termos Rosacruzes: Espirais dentro de Espirais – Recapitulação – Períodos de Repouso

22/06– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo Terrestre – Termos Rosacruzes: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período TerrestreVidaOnda de Vida

Termo Rosacruz: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre

No primeiro Capítulo do Livro do Gênesis encontraremos este nome que é dado às Hierarquias Criadoras, que significa uma hoste de seres bissexuais, masculino-femininos, expressões da energia criadora dual, positiva-negativa. Na Bíblia diz que eles são os Agentes de Deus.

Vamos ver nesta apresentação quais Hierarquias Criadoras ou quais os principais Elohim, aqui no Período Terrestre, que trabalharam conosco, lembrando que Elas são responsáveis por nos ajudar – não mais guiar, controlar ou liderar – nesse Esquema, Obra e Caminho de Evolução, e a cada uma destas Hierarquias foi dado o trabalho que melhor podiam desempenhar devido a nossa necessidade daquele momento que estávamos passando, para que este trabalho pudesse ser revertido em maior benefício de todos os envolvidos no aprendizado. Não podemos esquecer que o trabalho destas Hierarquias é voluntário, em contrapartida Elas também acabam evoluindo naquilo que necessitam.

Nosso trabalho hoje começa a partir da primeira Época, a Polar, descrita no versículo nono.

O foco nessa Época Polar foi trabalharmos no nosso Corpo Denso (Corpo Físico), o nosso veículo que usamos para funcionar na Região Química do Mundo Físico. E, nessa Época possuíamos a mesma constituição de um mineral atual, em Corpo e em grau de Consciência.

E os principais Elohim que trabalharam para nós, conosco e sobre nós, foi a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma, também chamada de Hierarquia Zodiacal de Escorpião que foram os responsáveis por toda a evolução no Período Terrestre e, portanto, é a Hierarquia mais ativa no Período Terrestre – nos ajudaram reconstruir o nosso Corpo Denso na Época Polar.

Já na segunda Época, a Hiperbórea – descrita nos versículos 11 a 19 –, o foco foi trabalharmos no nosso Corpo Vital, o nosso veículo que usamos para funcionar na Região Etérica do Mundo Físico e, nessa Época possuíamos a mesma constituição de um vegetal atual, em Corpos e em grau de Consciência.

E os principais Elohim que trabalharam para nós, conosco e sobre nós foram a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma e a Hierarquia Criadora dos Anjos.

Os Senhores da Forma, juntamente com a Hierarquia Criadora dos Anjos, nos ajudaram a reconstruir o Corpo Vital.

Na terceira Época – a Lemúrica – que na Bíblia está descrita como a obra do quinto dia, no versículo 20 e 21, vemos: “Elohim disseram: ‘que as águas tenham coisas que respirem vida… e aves…’ e os Elohim formaram os grandes anfíbios e todas as coisas viventes de acordo com as suas espécies e todas as aves com asas”.

O foco nessa Época foi trabalharmos no nosso Corpo de Desejos, o nosso veículo de sentimentos, desejos e emoções e, nessa Época possuíamos a mesma constituição de um animal atual, em Corpos e em grau de Consciência.

E os principais Elohim que trabalharam para nós, que trabalharam conosco e que trabalharam sobre nós foram a Hierarquia Criadora dos Anjos, a Hierarquia Criadora dos Arcanjos, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente e a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma (a Hierarquia Criadora responsável por toda a Evolução no Período Terrestre).

Recordando que nesta Época Lemúrica todos nós éramos Clarividentes involuntários, e foi precisamente a frouxidão da conexão que havia entre o Corpo Denso e o Corpo Vital que nos tornamos assim e, naquela Época, era necessário tal estado para que os Elohim pudessem trabalhar sobre nós.

Vejamos agora qual foi o trabalho de cada Hierarquia nesta Época Lemúrica:

– A Hierarquia Criadora dos Anjos, também chamada de Hierarquia Zodiacal de Aquário, dirigiram, nessa Época, a propagação da espécie humana em um processo, em que o parto era sem dor. Em determinados períodos do ano, os Arcanjos retiravam sua restritiva influência sobre o Corpo de Desejos, e os Anjos nos conduziam a grandes templos, onde o ato gerador era realizado nos momentos em que as configurações astrológicas eram as mais propícias. Na última parte da Época Lemúrica nós éramos puros e inocentes e, por isso, éramos protegidos por Anjos da Guarda que guiaram cada passo do nosso caminho de desenvolvimento.

– A Hierarquia Criadora dos Arcanjos ou Hierarquia Zodiacal de Capricórnio – como são especialistas em lidar com os materiais de desejos, foram ajudados pelos Senhores da Forma a trabalharem sobre o nosso Corpo de Desejos, e se incumbiram de cuidar da parte inferior na Época Lemúrica.

– A Hierarquia Criadora Senhores da Mente – ou Hierarquia Zodiacal de Sagitário -, como são peritos na construção de Corpos de “matéria mental”, trabalharam, como até hoje trabalham, somente conosco, o ser humano. Na Época Lemúrica, ajudados pelos Senhores da Forma, deram o germe do veículo Mente à maior parte dos pioneiros entre nós, pois esses seres humanos tão evoluídos estavam prontos para receberem o germe do veículo Mente.

– A Hierarquia Criadora Senhores da Forma – ou Hierarquia Zodiacal de Escorpião -, na Época Lemúrica vivificaram o veículo Espírito Humano em todos os Atrasados do Período Lunar que tinham progredido o necessário nas três Revoluções e meia, transcorridas desde o começo do Período Terrestre.

Na quarta Época – a Atlante – que na Bíblia está descrita como a obra do sexto dia – é descrita nos versículos 24 ao 27. No versículo 24 é mencionada a criação dos mamíferos. Os Elohim disseram: ‘Que a Terra produza coisas que respirem vida’… mamíferos…” e no versículo 27 os Elohim formaram o ser humano à sua semelhança, isto é, fizeram-nos macho e fêmea como Eles (os Elohim).

E o foco nessa Época foi trabalharmos na obtenção, na grande maioria de nós que não tinha, o germe do nosso veículo Mente.

E até antes de ganharmos o germe da Mente, continuávamos a ser Clarividente involuntário, e foi precisamente a frouxidão da conexão entre o Corpo Denso e o Corpo Vital que nos tornamos assim, e era necessário tal estado para que os Elohim pudessem trabalhar sobre nós.

Quando, finalmente na última terça parte da Época Atlante, o ponto do Corpo Vital se uniu ao ponto correspondente do Corpo Denso, na região chamada “raiz do nariz”, e obtivemos a plena visão e percepção do Mundo Físico. Fomos perdendo, gradualmente, a capacidade de perceber os Mundos superiores.

Os principais Elohim que trabalharam para nós, conosco e sobre nós foram: Jeová – o mais elevado Iniciado do Período Lunar e pertencente à Hierarquia Criadora dos Anjos –, a própria Hierarquia Criadora dos Anjos, a Hierarquia Criadora dos Arcanjos, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente e a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma.

Vejamos o trabalho de cada uma destas Hierarquias nesta Época:

Jeová que instituiu as Religiões de Raça para nos ajudar no domínio do nosso Corpo de Desejos. Ele nos dividiu em diferentes povos e nações, cada um com a sua própria língua, e colocou cada um deles sob a direção de um grande Arcanjo, como se fosse um “Deus” particular deste povo. Ele nos deu a Lei que nos freou em nossos inferiores anseios. Afinal se seguíssemos os seus preceitos, Ele nos abençoaria abundantemente e nos cumularia de bens. Se nos afastássemos dos seus caminhos, os males viriam sobre nós. Portanto, a escolha era nossa. Éramos livres, mas sofríamos as consequências de nossos próprios atos. E essas consequências por desobediência, são conhecidas como pecado. Portanto, como todas as Religiões de Raça é baseada em Leis, são originadores do pecado como consequência da desobediência a essas Leis.

Alguns seres da Hierarquia Criadora dos Anjos continuaram a exercer a função de “Anjos da Guarda”, ou seja, Jeová destinou um Anjo a cada Ego para que agisse como guardião, até que o Espírito individual fosse suficientemente forte e pudesse se emancipar de toda influência externa, o que foi ocorrendo ao longo da Época Atlante até que essa função não tivesse mais sentido para cada um de nós.

Alguns seres da Hierarquia Criadora dos Arcanjos começaram a exercer a função de Espíritos de Raça e trabalham conosco tanto industrial como politicamente, como árbitros do destino dos povos e nações. Podem ser chamados de Espíritos raciais e nacionais, porque unem as nações por meio de patriotismo e do amor ao lar e ao país. Foram responsáveis pela elevação e queda dos povos – e ainda são para alguns povos e nações que necessitam; nesse sentido deram e dão a paz ou a guerra, vitórias ou derrotas, isto é, aquilo que serve melhor aos interesses do povo a que regem.

A Hierarquia Criadora Senhores da Mente – também chamada de Hierarquia Zodiacal de Sagitário – nessa Época nos deram o germe da Mente, para que tivéssemos propósito na ação. Como o nosso domínio era excessivamente débil e a nossa natureza passional de desejos muito forte, unimos a nossa Mente nascente ao nosso poderoso Corpo de Desejos, originando a astúcia, causa de todas as debilidades dos meados da última terceira parte da Época Atlante. A partir daí a astúcia se une ao desejo sem ter em conta se esse é bom ou mau, ou se pode trazer alegria ou dor. Reparem bem que a culpa disso é nossa e não dos Senhores da Mente! Na maioria de nós, os Senhores da Mente trabalharam nas partes superiores do Corpo de Desejos e da Mente germinal, impregnando-as do sentimento da Personalidade separada, sem a qual não poderíamos existir como seres separados, tal como hoje nos conhecemos. Assim, devemos aos Senhores da Mente a Personalidade individual e todas as possibilidades de experiências e crescimento que ela pode nos proporcionar. Esse ponto marca o nascimento do indivíduo!

A Época Ária corresponde ao sétimo dia da Criação, quando os Elohim, como Criadores e Líderes, descansaram do seu trabalho e fomos deixados ao nosso próprio cuidado, isto é, devíamos trabalhar por nossa própria salvação. “No sétimo dia, Deus havia terminado sua obra de criação e descansou de todo o seu trabalho. Deus abençoou o sétimo dia e o declarou santo, pois foi o dia em que ele descansou de toda a sua obra de criação” (Gn 2:2).

E o foco nessa Época é nos manifestar e no revelar, até certo ponto, o nosso terceiro ou mais inferior aspecto de nosso Tríplice Espírito – o Ego – que é o Espírito Humano.

Para isso, foi nessa Época Ária, que começamos a aperfeiçoar o nosso pensamento e a nossa razão, isso, como resultado do nosso trabalho sobre a nossa Mente, a fim de conduzirmos os nossos desejos, os nossos sentimentos e as nossas emoções a canais que conduzem à nossa perfeição espiritual, que é o objetivo da nossa evolução aqui no Mundo Físico.

Foi no início dessa Época que os mais Avançados dentre nós alcançaram as Iniciações superiores, para que pudessem ocupar o lugar de muitos Elohim. Desde esse tempo tais irmãos e irmãs Iniciados têm sido os únicos mediadores entre nós e Deus!

E os principais Elohim que trabalharam e trabalham para nós e sobre nós foram: a Hierarquia Criadora dos Anjos, a Hierarquia Criadora dos Arcanjos, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente e a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma.

Vejamos então o trabalho das Hierarquias desta Época Ária:

A Hierarquia Criadora dos Anjos geralmente, ensina o ser humano, os animais e os vegetais a modelar e a empregar o Corpo Vital. Exercem a função de Anjos do Destino – também chamados de Senhores do Destino ou Anjos Relatores – em que uma das suas funções é nos ajudar na escolha de nosso ambiente do próximo Renascimento, e dedicando para que a cada vida o destino produza os necessários efeitos. Também nos ajudam a renascer aqui, e são responsáveis por colocar o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide que fecundará o óvulo, e a matriz do Corpo Vital no útero da futura mãe. E sabemos que sem isso não há a fecundação!

A Hierarquia Criadora dos Arcanjos ainda presta a função de Espíritos de Raça para povos e nações que ainda necessitam. Geralmente, ensinam o ser humano e os animais a modelarem e empregarem o Corpo de Desejos. Trabalham nos preparando para chegarmos ao ponto de podermos receber os impulsos espirituais diretamente do Sol, sem a intervenção da Lua. Lembrando que Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, o Deus Filho, um Arcanjo, é o que nos envia esse impulso, sendo o Espírito Planetário da Terra, o nosso Salvador, o nosso Redentor.

A Hierarquia Criadora Senhores da Forma, aproveitando a nossa consciência de vigília, nos ajuda a nos desenvolver na criação de Formas: físicas (sólidas, líquidas e gasosas), etéricas (química, de vida, luminosa, refletora), de desejos (emoções e sentimentos) e de pensamentos (pensamento-forma e ideias). E isso ela utiliza o nosso Espírito Humano como meio, já que é a responsável por nos ajudar no desenvolvimento desse veículo.

A Hierarquia Criadora Senhores da Mente – também chamada de Hierarquia Zodiacal de Sagitário – então, na Época Ária, são bem ativos com todos os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana que possuem a Mente. A Mente ainda é um veículo para nós, e eles são especialistas em nos ajudar a tornar esse “veículo” em “Corpo”. Conforme vamos nos aproximando da Era de Aquário o trabalho deles, para os que estão se dedicando para desenvolver o Corpo necessário para lá funcionar (o Corpo-Alma), vai se intensificando. Muitas “tecnologias aquarianas” que estão se concretizando são resultados da facilitação que os Senhores da Mente criam para que os seres humanos acessem as Forças Arquetípicas do Mundo do Pensamento. Se o ser humano usar isso para o bem ou para o mal, aí é o livre arbítrio que será colocado. Sabemos que na imensa maioria das vezes a INTENÇÃO do ser humano é boa nesse sentido, depois é que mete os pés pelas mãos, né? Os Exercícios que são fornecidos para reforçar em nós, a tão inativa Mente abstrata, para sairmos de onde nos metemos de “contaminar” a Mente concreta com o nosso Corpo de Desejos, são orientados pelos Senhores da Mente.

E conforme vamos nos adiantando no Caminho de Preparação e de Iniciação Rosacruz, mais fáceis se tornarão a execução daqueles Exercícios (que a grande maioria não dá muita bola, mesmo porque não possuem a sutilização dos Corpos Vitais e de Desejos o suficiente para receber tais instruções, que ajudam a compreender e a executar tais Exercícios, ao contrário, quando se tem um bom hábito não se consegue viver sem fazer tais Exercícios).

Quando se chega ao Discipulado, os Senhores da Mente já encontram um Corpo Vital e um Corpo de Desejos do Estudante Rosacruz suficientemente desenvolvidos para trabalhar na alimentação cotidiana da Mente Abstrata.

Já no nível de Irmão Leigo ou Irmã Leiga, a Mente já começa a se desvencilhar do aprisionamento do Corpo de Desejos, por meio de criação de pensamentos-formas municiado por ideias livres do desejo, da emoção e/ou do sentimento inferior, ou seja, fica muito mais fácil criar pensamentos-formas e envolvê-los somente com materiais de desejo das 3 Regiões superiores do Mundo do Desejo. E como resultado temos o caminhar pelo dever, que é mais regozijante e fácil do que caminhar pelo prazer (que é fugindo do dever).

No nível de Adepto, já tem o Corpo Mental, e esta é a sua realidade, usando para criar em sua plenitude no Mundo do Pensamento!

Termo Rosacruz: Vida

Para iniciarmos essa definição notemos que a Vida não foi e não é gerada. A Vida é!

Pois a Vida é, antes das formas mortas. Por exemplo, sabemos que ela construiu Corpos das Formas de substância vaporosa e sutil, muito antes de se condensar na crosta sólida da Terra.

Assim, somente quando a Vida abandona as Formas, podem essas se cristalizar, tornando-se duras e mortas. Portanto, considerando a explicação oculta da nossa evolução, a questão que devemos sempre colocar é como se originaram as coisas mortas, as Formas! A Vida pode existir independentemente da Forma. Logicamente, podem existir Formas não perceptíveis aos nossos atuais sentidos limitados, e não sujeitas a nenhuma das Leis da Natureza que regem o estado atual, concreto, da matéria.

Podemos falar do “problema da Vida e da Morte”, mas ao estudarmos por meio dos Ensinamentos Rosacruzes, vemos que “morte aqui no Mundo Físico é vida celeste”; “morte lá nos Mundos espirituais é vida terrestre”. Ou seja, só há Vida!

Das três soluções sobre esse “problema da Vida e da Morte” que se estuda, vemos que a Teoria do Renascimento é a única que satisfaz todas as condições, pois só nela é que vemos claramente que só há Vida!

Notem que o que nos faz relacionar atualmente, enquanto, seres humanos em evolução, são as quatro correntes de Vida, e cada uma delas se envolvem em Formas. Tais Formas são utilizadas e descartadas pela Vida, quando não mais servem como meios de evolução.

Ou seja; quando uma forma serviu ao seu propósito, como veículo de expressão para as três correntes superiores de vida (vegetal, animal e humana), as forças químicas desintegram essa Forma. Então a matéria pode voltar ao estado primordial, ficando assim em disponibilidade para a constituição de novas Formas.

Assim, somente a Vida sente; a Forma é morta e insensível.

Por exemplo: como todas as Formas mineral, vegetal, animal e humana são químicas, logicamente deverão ser tão mortas e desprovidas de sensação como a matéria química no seu estado primitivo.

Usamos a Vida na nossa escola de experiência que, atualmente, estamos passando aqui, na Região Química do Mundo Físico.

Olhem que interessante: nós, um Espírito Virginal, somos a Vida que nos juntamos à Forma para, por seu intermédio, obter a Consciência. Reparem: nos juntamos, usamos, mas nunca somos a forma!

Termo Rosacruz: Onda de Vida

Uma Onda de Vida é um conjunto de seres vivos, criados por um Deus, que estão em evolução e que pertencem a uma Hierarquia Criadora, ou a um subgrupo de uma Hierarquia Criadora.

No atual Grande Dia de Manifestação Deus diferenciou dentro de Si Mesmo (não de Si mesmo) todos os Espíritos Virginais, como chispas de uma Chama da mesma natureza, capazes de se expandirem até se converterem, eles também, em Chamas.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que Deus, nesse Grande Dia de Manifestação que, para nós, começou no Período de Saturno, criou muitas e muitas Ondas de Vida, e muitas outras se desenvolvem nesse Esquema de Evolução.

Para nós, somente quatro Ondas de Vida nos interessa tratar aqui:

-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana – nós – também chamada de Hierarquia Zodiacal de Peixes, somos a Onda de Vida que começou a evolução no Período de Saturno desse Esquema de Evolução. Temos um Tríplice Corpo, uma Tríplice Alma, um Tríplice Espírito, e para que possamos trabalhar com o Tríplice Corpo, por meio do Tríplice Espírito, para gerarmos a nossa Tríplice Alma, temos o nosso veículo Mente, o elo de ligação. Atingimos o nosso estágio de “Humanidade” neste Período Terrestre, momento em que começamos o trabalho para nos tornarmos especialistas em materiais da Região Química do Mundo Físico. Atualmente exercemos o nosso poder apenas sobre a Onda de Vida dos minerais e as substâncias químicas, porque a nossa Mente está ainda no primeiro estágio de evolução. Hoje estamos trabalhando com os minerais por meio da imaginação, lhes dando formas, fazendo com eles barcos, pontes, trilhos, máquinas, casas, etc.

No Período de Júpiter guiaremos a evolução do Reino vegetal. O que atualmente é mineral terá uma existência análoga à das plantas. E com nossa faculdade imaginativa teremos a capacidade não só de criar formas como também de insuflar-lhes vitalidade.

No Período de Vênus dirigiremos os animais desse Período, e os vegetais atuais serão a Humanidade deste Período, e o ser humano trabalhará dando-lhes vitalidade e formas sensíveis.

No Período de Vulcano será nosso privilégio dar a atual Onda de Vida mineral uma Mente germinal, tal como os Senhores da Mente fizeram conosco. Os minerais de hoje serão a Humanidade deste Período, e nós teremos passado através de estados análogos aos percorridos pelos Anjos e Arcanjos. Lembrando que, na espiral evolutiva há sempre aperfeiçoamento progressivo: para frente e para cima.

Outra coisa é que: cada Onda de Vida permanece, definidamente, confinada dentro de seus próprios limites. Isso quer dizer: nenhuma espécie animal poderá alcançar o nosso estado de desenvolvimento em particular.

-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida animal que começaram a evolução no Período Solar desse Esquema de Evolução, são nossos irmãos menores, têm um Tríplice Corpo e um Tríplice Espírito, e para que possam trabalhar com o Tríplice Corpo, por meio do Tríplice Espírito, contam com um Espírito-Grupo (para cada espécie) que os dirigem de fora, por meio do acesso ao sangue. Tal função é feita por um grupo da Hierarquia Criadora dos Arcanjos que, hoje, são responsáveis pela evolução dessa Onda de Vida. Atingirão o estágio de “Humanidade” no Período Júpiter.

-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida vegetal que começaram a evolução no Período Lunar desse Esquema de Evolução, possuem um Duplo Corpo e um Duplo Espírito, e para que possam trabalhar com o Duplo Corpo, por meio do Duplo Espírito, contam com um Espírito-Grupo (para cada espécie) que os dirigem de fora, por meio do Éter. Tal função é feita por um grupo da Hierarquia Criadora dos Anjos que, hoje, são responsáveis pela evolução dessa Onda de Vida. Atingirão o estágio de “Humanidade” no Período de Vênus.

-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida mineral que começaram a evolução no Período Terrestre desse Esquema de Evolução, possuem um único Corpo, o Corpo Denso, e um Espírito, o Espírito Divino. Hoje tem a função de ser a Crosta e toda a parte de sustentação química (sólidos, líquidos e gasosos) no nosso Campo de Evolução, o qual chamamos de Planeta, no nosso caso o Planeta Terra. Atingirão o estágio de “Humanidade” no Período de Vulcano.

Do Período Terrestre até o Período de Vulcano não aparecerá nenhuma outra Onda de Vida, pelo menos que interaja com a nossa Onda de Vida. Todas as Ondas de Vida foram criados à imagem e semelhança de Deus.

Para saber mais, assista a 229ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

229ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_22jun25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Termos Rosacruzes: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre – Vida – Onda de Vida

***************************************************************************************************************

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Junho:

Quais são as nossas prioridades, pois com a proximidade da Era de Aquário, as facilidades das informações, as notícias estão chegando rápido demais

Todos devemos estar sempre atentos quanto às nossas prioridades, o tempo está passando rápido, com a proximidade da Era de Aquário, as facilidades das informações, notícias chegando rápido demais. E nós, o que priorizamos?

Temos deveres a cumprir diariamente, claro, estamos no Mundo Físico, porém não podemos descuidar da parte espiritual, muito mais importante do que a parte material, pois todas as causas são espirituais e todos os efeitos são materiais e, logicamente, não há como ter um efeito sem, antes, se ter uma causa! Eis aí o motivo de quando se lida com assuntos materiais se fazer uma oração antes terminando com a máxima Cristã: “Faça a Sua vontade a não a minha”.

Infelizmente, muitas pessoas cometem o grande equívoco de colocar como primordiais os deveres e as tarefas materiais, pensando que o desenvolvimento espiritual pode esperar até um tempo propício em que não tenham outra coisa a fazer, por exemplo quando se aposentarem, criarem os filhos. Não compreenderam que o desenvolvimento espiritual só ocorre quando cumprimos nossos deveres materiais inserindo neles a prática espiritual, ou seja, como servir amorosa e desinteressadamente (ou seja: cumprir os deveres) o irmão ou a irmã, focando na divina essência oculta que temos em cada um, sem considerar a parte espiritual do irmão ou da irmã?

Admitem que deveriam dar atenção aos assuntos espirituais, mas sempre encontram uma desculpa para não fazerem naquele momento, como se pudesse separar o “material” do “espiritual”! Só se pode separar aqui um “material” do outro “material”.

Já ouvimos: “Meus negócios requerem toda minha atenção, tenho as horas do dia contadas, não me sobra tempo, minha família precisa de mim”. “Assim que ficar mais livre, vou me preocupar com a parte espiritual”.

Entendemos que existem aquelas pessoas que estão se sacrificando real e verdadeiramente por alguém, há pessoas aos seus cuidados, ok.

Por mais extenuantes que sejam os trabalhos de cada um, é sempre possível colocar a parte espiritual dentro dos trabalhos materiais. Devemos cuidar bem do nosso tempo.

Hoje as facilidades para se estudar, se concentrar, fazer os Exercícios são muitas, a Fraternidade Rosacruz dispõe até de vários métodos aquarianos, utilizando as “ferramentas” aquarianas para o bem e de acesso gratuito!

Damos aqui todo suporte às dúvidas em todos os Cursos, diariamente, além de enviarmos o “ECOS” material informativo uma vez por mês, disponibilizamos um grande material todas as quintas feiras, textos em redes sociais, vídeos no Youtube, Reuniões de Estudos, um site fiel aos Ensinamentos Rosacruzes, tudo isso de forma totalmente gratuita.

Todos os livros da Biblioteca Rosacruz estão em PDF visando facilitar, é só baixar e estudar, em qualquer lugar, a qualquer momento.

No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, a obra básica dos Ensinamentos Rosacruz, há um Capítulo intitulado: “Como adquirir o Conhecimento Direto”, uma fonte maravilhosa de informações.

Hoje não cabem mais desculpas para não se cuidar da parte espiritual.

A Fraternidade Rosacruz dá o passo a passo de como seguir o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Devemos sempre lembrar que o amanhã pode não chegar (!?), e se quisermos estudar quando estivermos com uma idade já avançada, “tranquilos”, talvez seja tarde; a visão não ajuda, a locomoção, idem, podemos ficar doentes, talvez dependentes de outras pessoas, tanta coisa pode acontecer, e sobrará apenas arrependimento pelo descuido e pela demora.

Façamos, irmãos e irmãs, bom uso do nosso tempo!

O tempo é agora!

***

A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito

A sabedoria popular diz: “Quem canta, seus males espantam”.

Vamos mais adiante; não só cantar, mas ouvir uma boa música.

Podemos melhorar muito nosso humor, esquecer um pouco das tristezas, das dores, diminuir nosso cansaço, se ouvirmos uma boa música.

A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito, a saber, o Espírito Divino, o Espírito da Vida, o Espírito Humano e o elo da Mente, que conecta o Espírito aos seus: Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos. O despertar da vibração dessas sete fontes de poder desenvolve os poderes do Espírito.

As três divisões primárias da música – melodia, harmonia e ritmo – estão correlacionadas aos três poderes primários de Deus: Vontade, Sabedoria e Atividade. Assim, nenhuma tentativa de revolucionar a arte da música pode produzir resultados desejados, a menos que comece com o princípio artístico de coerência, e com um equilíbrio correto dos três elementos dos quais a música é composta: melodia, harmonia e ritmo.

Porém, a chamada música discordante reduz suas vibrações, e a continuação desse tipo de música resultará na perda de poder e desintegração dos quatro veículos inferiores.

Muitos médicos da antiguidade prescreviam músicas para ajudar em diversas doenças, principalmente como sedativo para os “nervos”.

Muitos médicos árabes (há muito tempo atrás) acreditavam no poder da música para curar, usavam o instrumento musical alaúde, no combate às doenças, acreditavam que cada uma das quatro cordas desse instrumento tinha uma correspondência com os quatro elementos da Natureza; Fogo, Ar, Terra e Água.

Achavam também que estes se relacionavam com os quatro temperamentos: fleumático, melancólico, sanguíneo e colérico. Vibrando as cordas correspondentes, pretendiam obter a cura dos males que afligiam as doenças de cada categoria. O fato é que acreditavam no poder da música.

Curandeiros sérios, antigos, também usavam o canto, a música e a dança.

Uma boa música, todos sabemos, tem o poder de acalmar.

Igualmente uma música com muitos batuques e barulhos nos irritam.

Hoje vemos que os trens modernos colocam músicas para atenuar o cansaço de viagens longas, muitas fábricas deixam uma música ambiente, gostosa, visando amenizar um pouco o estresse, criadores de vacas colocam músicas para que elas não se estressem na hora da ordenha, e por aí vai…

Muitos massoterapeutas, quiropratas, fisioterapeutas também colocam uma música suave para relaxar os pacientes.

Hoje não se usa somente a música como poder de cura, claro, mas sabemos que ela ajuda e muito a acalmar as pessoas.

A Música é uma verdadeira arte!

Exerce grande influência sobre o estado de ânimo de quem a ouve, refletindo com certeza, na saúde física das pessoas.

Podemos melhorar e muito o ambiente em que vivemos, onde trabalhamos, onde estudamos, e a tensão nervosa que nos martiriza, se soubermos se cercar em tempo certo, lugar certo e, também, da música certa.

Então usemos mais a sabedoria popular e não só cantemos, mas procuremos cada vez mais colocar boas músicas nas nossas vidas

***

As guerras não terão fim? Não haverá paz para todos?

Infelizmente enquanto muitos irmãos não acabarem seus relacionamentos com amor, enquanto o dinheiro (falamos de bilhões e bilhões de dólares) e o poder falarem mais alto, haverá a continuidade das guerras.

Entristecemo-nos, obviamente, vendo o horror da guerra, inocentes a nosso ver (pois há uma razão de estarem lá) morrendo de fome, de sede, ficando órfãos, sendo mutilados, perdendo seus lares, seus familiares.

Somos Cristãos, e como tal, queremos ver a paz, a Fraternidade Universal.

Por outro lado, não podemos permitir que as atuais condições de guerras e conflitos afetem nossa fé e nosso otimismo. Façamos a nossa parte orando muito, pedindo por esses irmãos e essas irmãs que estão sofrendo.

Uma pessoa que é definida como gênio militar, dotado de maravilhoso conhecimento sobre táticas de guerra não pode ser verdadeiramente boa, pois está destinada a ser impiedosa e destrutiva ao manifestar sua genialidade. Ela nunca poderá ser sábia, porque deliberadamente deve esmagar todos os bons sentimentos!

E aqui não se fala só de militares, mas dos irmãos e das irmãs que trabalham para as indústrias de armamentos direta ou indiretamente e, também, daqueles que ganham fábulas de dinheiro com ações das empresas que fornecem materiais para tais armamentos ou os produzem!

Irmãos e irmãs que gostam de “joguinhos de guerra”, onde “matar” é a ordem para se “ganhar”, cooperam por meio da geração de sentimentos, desejos e emoções das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Pense bem nisso, pois a astúcia Atlante leva muitos a definirem isso como é “de faz de conta” …” não estou machucando ninguém” …” é meu ganha-pão”. E pudessem ver a cor dos Corpos de Desejos nesses momentos e o estrago que isso faz no Corpo Denso, com certeza, mudariam de opinião.

Os Anjos do Destino – que estão acima de todo erro – governam as linhas da evolução, e têm a função de ajustar o Relógio do Destino e isso quer dizer que definem com precisão a ocasião propícia para colher as safras do passado de cada um de nós, seja individualmente, seja coletivamente.

Assim, se estudarmos as características das nações que estão em guerra e, também, os objetivos pelos quais estão lutando, juntando a isso um olhar retrospectivo sobre a história delas, não precisamos de ter nenhuma visão espiritual para localizar e inferir que as fontes da recente guerra foram geradas num passado distante!

As guerras do passado sempre reacenderam novos conflitos quando os vencidos foram tratados com dureza e sem compaixão.

Para evitar a repetição de tragédias semelhantes, é essencial cultivar um espírito de bondade e justiça equilibrada.

O desejo de agressão precisa ser eliminado, e todos devem se empenhar para preservar a paz, hoje e no futuro.

Medidas como o boicote industrial são contraproducentes, pois perpetuam o ódio. O ideal seria que todas as nações tivessem uma parte justa no comércio global.

Nunca se deve tentar corrigir um erro com outro — é vital adotar o princípio de “viver e deixar viver”.

Enquanto não aceitarem o Cristo, Seus magníficos Ensinamentos, e consequentemente não tiverem a Sabedoria (aqui ela é definida como o conhecimento usado com Amor), continuarão os conflitos, as guerras e suas terríveis consequências.

Aqueles que hoje são mortos nascerão de novo e, devido à angústia de suas experiências, viverão em seus próximos Renascimentos aqui, a partir de um estado de consciência mais elevado do que agora.

Os preceitos de paz e Amor fraternal ensinados diretamente por Cristo, então lhes aparecerão em sua devida Luz, como a base natural para a vida social e econômica do ser humano, e a guerra, com certeza, será coisa do passado.

Esses irmãos e irmãs hoje em guerra, terão uma ânsia muito grande por coisas espirituais, como também terão uma dedicação mais completa ao modo de vida espiritual, buscarão absorver rapidamente o Cristianismo.

Chegará para todos uma vida pura e altruísta, realizarão a união do “Eu superior” com o “eu inferior”.

No vindouro Reino de Cristo, o Regente do Planeta Terra, o maior de todos os Arcanjos, ou a Época da Nova Galileia, todos estaremos num estágio extremamente elevado.

Oremos muito por esses irmãos e essas irmãs que estão em guerra, e perdidos.

Lembremos sempre: Deus, nosso criador não faz nada para se perder.

O tempo de Deus não é o nosso tempo, em qualquer lugar do mundo.

Viver de aparências será sempre um risco, um grande perigo

A Natureza (manifestação visível de Deus invisível aos nossos olhos físicos) não deve ser enganada; Deus não pode ser zombado. “𝘖 𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘮𝘦𝘢𝘳, 𝘪𝘴𝘴𝘰 𝘤𝘰𝘭𝘩𝘦𝘳á”.

É fato também que se 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀, estaremos enganando aos outros e a nós mesmos, menos a Deus, que tudo vê.

Sabemos que na época do Cristo quem vivia de aparências eram os 𝗳𝗮𝗿𝗶𝘀𝗲𝘂𝘀; faziam questão de serem vistos, serem aplaudidos, admirados, se achavam melhores que as outras pessoas, e se esqueciam que eram vistos por Deus.

Viver de aparências será sempre um risco, um grande perigo.

A pessoa “𝙥𝙤𝙗𝙧𝙚 𝙙𝙚 𝙚𝙨𝙥í𝙧𝙞𝙩𝙤” gosta de elogios, holofotes, admiração, se contenta com migalhas, gosta de tapinhas nas costas, de presentinhos.

Estão enganando a si mesmos, e o tempo passando…Muitas vezes tudo é em nome de uma vida social, mas não deixa de ser uma vida “fake”.

Todo o mal, toda a mentira, toda injustiça praticada, inveja, cobiça, uma vida mundana, material, absolutamente tudo está sendo visto por Deus.

Como Estudantes Rosacruzes, fiéis, verdadeiros, Cristãos, isso não nos cabe.

Hoje quando menos esperamos, tudo vem à tona, nada mais fica escondido por muito tempo, as máscaras caem tão rapidamente que chega a assustar.

Lágrimas, dores, tristezas, lutas diárias, tudo está sendo “visto”, gravados no Éter particular nosso!

Estamos sendo vistos? Sim, com toda certeza!

Sabemos como trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, e esse tem que ser sincero, sempre para frente e para cima, com muita vontade, sinceridade e persistência.

Aqui não cabe querer enganar, querer fazer os Cursos rapidamente (para que? Ganhar diploma, medalha, elogios?), pois não caminhará e nem crescerá espiritualmente, talvez, intelectualmente, mas logo irá desistir, achará que não era o que procurava. E será uma pena, perdeu o precioso tempo.

Conselho? Não tente se enganar, nem enganar aos outros, hoje isso não dura por muito tempo, as máscaras caem e a pessoa não cresce e nem sai do lugar.

Estudante Rosacruz ativo é um “esteio”, principalmente na família, e muitas vezes no trabalho, entre amigos, e jamais pode enganar, mas ser exemplo.

A Angústia

Além da depressão, que é muito comum ouvirmos hoje, temos a “angústia”.

Que é a angústia? Parece um mal sem distinção de origem ou de classes sociais, onde analisá-la e situá-la exatamente fica impossível.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que não devemos nos contentar em meramente tentar aliviar a angústia de qualquer um ou de qualquer número de pessoas. Buscamos a causa de todo sofrimento humano (onde a angústia é um deles) para que, eliminando a causa principal (a causa fundamental, a causa-raiz) possamos erradicar os efeitos.

Para fazer isso, para chegar a uma conclusão verdadeira sobre a origem da angústia, ao tempo em que descobrimos os meios para sua erradicação permanente, devemos compreender que ela está no momento que nos desviamos de Deus, aceitando a “falsa Luz”, dando origem a toda angústia que sentimos hoje; e ela terminará a sua existência com a promessa de que o Sol da Justiça surgirá com a “Cura em suas asas”, a “verdadeira Luz”, que veio para “salvar o mundo” e o primeiro fato que se afirma sobre Ele é que seja de uma Imaculada Conceição. Ou seja: o grande ideal pelo qual o Aspirante à vida superior está lutando: se purificar da mácula do egoísmo e da busca egoísta.

Eis o motivo pelo qual hoje a pessoa angustiada a descreve como um sentimento de aperto e vazio no peito, frequentemente acompanhados de ansiedade, desespero e muitas vezes até de irritabilidade.

Também descreve que sente uma tristeza inexplicável, um medo, uma preocupação.

Isso pode ser um estado natural em resposta a situações difíceis ou perdas.

Muitas pessoas sentem impulsividade, agitação, tremores, insônia, uma sensação de sufocamento, dificuldade para respirar, palpitações, um certo desânimo, pesadelos e até dores de cabeça. 

Hoje devido à correria do dia a dia (muitas vezes sem necessidade), com preocupações em excesso, como também excesso de trabalho, mulheres com jornadas duplas, excesso do uso de celulares, violência aparecendo a todo momento nas redes sociais levam a um estresse muito grande e angústia.

Sair desse problema depende da própria pessoa, buscando o equilíbrio.

Há médicos que digam que a má alimentação, muito fast-food, refrigerantes, comer fora de casa, consumo excessivo de carnes animais, bebidas alcoólicas e até drogas, estão deixando as pessoas doentes.

Muitas pessoas não fazem exames periódicos, não verificam a pressão arterial, estão com excesso de peso, não fazem exercícios físicos, não tomam sol, não tomam ar puro, não têm nenhum contato com a natureza, passam horas nos escritórios, nas redes sociais, esquecendo de cuidar da própria saúde.

Muito ajudaria se tivessem uma alimentação de forma equilibrada, sem pressa, natural, fizessem caminhadas, tivessem uma boa noite de sono, momentos de lazer, tivessem o hábito de uma boa leitura, e claro, cuidando da saúde física e da parte espiritual, essa então, muito importante.

Há que se esquecer um pouco desse mundo material, consumista, corrido.

Se tivessem um ideal construtivo, amor ao próximo, vontade de viver bem, cuidando bem do Corpo Denso (Corpo Físico), buscando a parte espiritual Cristã, com certeza, não dariam espaço para a angústia.

Uma boa saúde e paz interior depende de nós mesmos.

******************************************************************************************

Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?

É só acessar aqui: https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz e

https://www.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas/ e

https://www.instagram.com/frc_max_heindel

************************************************************************************************************* Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes:

1. Pergunta: Depois que o Espírito interno de um animal aprende tudo o que pode dentro de uma espécie, ele adquire experiência em outras espécies?

Resposta:  Não. Atualmente no Período Terrestre cada espécie animal tem o seu objetivo muito bem definido pelo Espírito-Grupo dele.

2.Pergunta: Existe fazer um “Pacto com Lúcifer”, como algumas pessoas falam?

Resposta: Não existe esse tal “Pacto com Lúcifer”! Isso, logicamente, se a pessoa sabe exatamente quem é Lúcifer. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que Lúcifer é um Anjo, ainda que seja um “Anjo caído”, ou seja, um Anjo que não quis seguir o Esquema de Evolução da Onda de Vida dos Anjos. Por isso dizemos que ele se rebelou e, por isso, ficou Atrasado na Evolução dos Anjos.

Em outras palavras, Lúcifer é um Atrasado da Onda de Vida dos Anjos, há lições que ainda não aprendeu e está aprendendo a fim de alcançar a Onda de Vida dos Anjos.

Como as pessoas – os seres humanos – que ainda não conseguem viver conscientemente no Corpo-Alma estão atrasadas em relação às pessoas que conseguem. Na terminologia da Fraternidade Rosacruz, as pessoas que conseguem são os Irmãos Leigos, as Irmãs Leigas, os Adeptos e os Irmãos Maiores.

A fim de conseguir alcançar a Onda de Vida dos Anjos, Lúcifer nos ajudou, sugerindo a nós um “caminho diferente” para conseguirmos alcançar a consciência de vigília (essa que hoje usamos aqui, quando estamos renascidos nessa Região Química do Mundo Físico). Note, essa consciência nós não tínhamos quando Lúcifer apareceu para nós, isso há milhões de anos atrás no que chamamos de Época Atlante (hoje estamos na Época Ária).

Ao invés de usarmos a sugestão com prudência e inteligência, nós abusamos da força sexual criadora (a força que tínhamos e temos para tal consciência) e, como consequência, nos degeneramos a esse estado que muitos de nós está hoje, e o que conhecemos como a “Queda do Homem” – e muitos de nós continuam “caindo”.

Então, veja, que em um sentido Lúcifer foi um benfeitor. Se quiser saber mais sobre isso, leia esse artigo que publicamos: https://fraternidaderosacruz.com/construindo-a-nova-jerusalem/

Como “vemos” Lúcifer hoje? Como um tentador que nos sugere fazer algo que não é correto, que é mal. E o “vemos” assim por nossa própria culpa, pois não alcançamos o domínio próprio ou o autodomínio. Quando alcançarmos não mais o “veremos” assim.

Sobre o “dito pacto” que menciona: é comum pessoas que “apostam” a sua realização nessa vida, nas coisas materiais e em se manter se alimentando de desejos, emoções e sentimentos inferiores (paixão, egoísmo, inveja, posse, poder, cobiça, ciúmes, ódio, raiva, medo e outros afins) atraírem (pela Lei de Semelhante atrai Semelhante), facilmente, seres humanos desencarnados que ainda não entraram no Purgatório (que nós chamamos de Apegados à Terra) e que tendem a serem maus (pois assim o eram quando estavam renascidos aqui, ou seja; viviam se alimentando daqueles sentimentos, daqueles desejos e daquelas emoções) ou uma outra Onda de Vida sub-humana que chamamos de elementais, cujo alimento é a intensidade de paixões, desejos e emoções inferiores. Esses lamentáveis seres não estão limitados pela visão física, nem pela distância e nem pelas restrições que muitos de nós têm enquanto renascidos aqui. Normalmente trabalham induzindo, como uma “pequena voz” que muitos acham que é ou da sua própria consciência, ou “de Deus”, ou de um antepassado ou…de Lúcifer. E assim é montado o processo: “fala no ouvido de uma pessoa”, “fala no ouvido da outra pessoa”; “fala para uma pessoa o que ela deve falar para a outra pessoa”, enquanto induz a outra pessoa a aceitar o que está ouvindo. O efeito da pessoa que aceita? “Conseguir” o que quer. As consequências para a pessoa que aceita? Dívidas a serem pagas nessa vida (normalmente em vidas futuras) por meio do sofrimento, da dor e da necessidade de conviver com as pessoas que prejudicou, e terminar esse relacionamento com amor, pois enquanto não conseguir amar, ela não aprendeu a lição e, portanto, vem na vida com restrições e limitações, que são traduzidas como dor e sofrimento.

Oremos por esses irmãos que você mencionou para que retomem o caminho Cristão e pratiquem o que Cristo – nosso único Mestre, a verdadeira Luz (Lúcifer é a falsa luz) – ensinou, no seu dia a dia, estudando e colocando em prática na sua vida os Ensinamentos Cristãos, bem explicados pela Fraternidade Rosacruz.

3.Pergunta: Vocês têm prova pessoal e direta do que foi dito pelo Max Heindel ou, como eu, apenas acreditam no que ele escreveu? Vocês também possuem clarividência ou são capazes de visitar os Planos espirituais? Eu gostaria de ver por mim mesmo para fortalecer a minha confiança nos ensinamentos da Fraternidade. Vocês não têm essa necessidade de evidência direta e pessoal?

Resposta: Caro irmão, se esforce e foque seu desenvolvimento trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. A evolução é individual e o Caminho está aberto a todos que quiserem.

Se você é um Estudante Preliminar, se esforce para chegar ao segundo grau, Estudante Regular.

Se você é um Estudante Regular, se esforce para chegar ao terceiro grau, Probacionista.

Se você é um Probacionista, se esforce para chegar ao quarto grau, Discipulado e aqui estar às portas da Ordem Rosacruz.

Se você é Discípulo, se esforce em se preparar para, unicamente pelo seu mérito, a ser Irmão Leigo e, assim, ter o privilégio de trabalhar na Ordem Rosacruz, continuando o seu trabalho na Fraternidade Rosacruz.

Se for fiel, paciente, persistente e aplicar seu conhecimento no serviço amoroso e desinteressado considerando unicamente a divina essência oculta no seu irmão ou na sua irmã que está ao seu lado, aos poucos, as verdades prováveis vão lhe sendo provadas, ou seja, o conhecimento direto vai lhe sendo apresentado. Caso contrário, ficará especulando e tentando encontrar “alguém” que lhe diga o que a pessoa é para você, ou “confirmar algo que não conseguirá” ou pior, cair na tentação em ter essa pessoa como uma espécie de guru, instrutor ou mestre. Na Fraternidade Rosacruz, com certeza, isso você não conseguirá. Pois “é possível viver sob o mesmo teto, em estreita intimidade, com um Iniciado de Fraternidade Rosacruz, e ainda assim o segredo desse Iniciado permanecer oculto em seu peito, até que você alcance o ponto de poder converter-se num Irmão Iniciado. A revelação dos segredos não depende da vontade do Iniciado, mas da qualificação do Aspirante, no caso, você!”.

4.Pergunta: Se os nossos irmãos menores não estão sujeitos à Lei de Causa e Efeito, por que eles sofrem com as doenças, por exemplo? Entendo que isso pode fazer parte da evolução, mas é um sofrimento?

Resposta: O Corpo Denso de nenhuma das quatro Ondas de Vida (mineral, vegetal, animal e humana) é perfeito. Ou seja, tem partes que não funcionam perfeitamente e sendo assim, podem “adoecer” – que é nada mais do que não conseguir cumprir com as suas funções perfeitamente, indo deteriorando durante o uso do Corpo Denso, durante a vida aqui. Como aprendemos, estudando o livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, o animal e o ser humano possuem Corpos de Desejos separados que os capacitam a sentir desejos, emoções e paixões. Contudo, existe uma diferença entre eles: o Corpo de Desejos do animal é inteiramente formado por matéria das Regiões mais densas do Mundo do Desejo, ou seja, das 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo: Região da Paixão e do Desejo Sensual, Região da Impressionabilidade e Região do Desejo. Assim, os nossos irmãos menores só conseguem criar desejos, emoções e/ou sentimentos inferiores. Como nessas Regiões prevalece a Força de Repulsão muito mais fortemente do que a Força de Atração, a “produção” desses tipos de desejos, emoções e/ou sentimentos sempre geram efeitos nocivos no Corpo Denso (pois o Espírito tem que lutar muito para fazer prevalecer um desejo, sentimento ou uma emoção em um lugar onde a “Repulsão” em usá-los é muito mais forte do que a “Atração”). Exatamente como nós, os nossos irmãos menores têm o livre arbítrio. E é por isso que, como aprendemos, estudando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos, o Espírito-Grupo do animal atua sobre ele com sugestões e jamais imposições. Ou seja, o animal produzindo um desejo, sentimento ou uma emoção inferior, pode sim danificar a parte do seu Corpo Denso correspondente ao efeito daquele desejo, sentimento ou daquela emoção. E isso se chama doença e enfermidade. Como isso depende do grau de consciência (apesar de todos terem a consciência de sono com sonhos, alguns mais avançados já tem vislumbres de consciência próxima a de vigília – e isso garantido pelo processo de espirais dentro de espirais), os que estão mais elevados entre os animais, têm a possibilidade de desenvolver doenças ou enfermidades mais diversificadas. Atualmente, é o caso dos mamíferos (no grau mais diversificado de tipos de doenças ou enfermidades – e das aves – no grau menos diversificado delas). O Espírito-Grupo aprende com isso? Sim, melhorando o seu “jeito de sugerir” para ser mais eficaz e ajudar o animal a tomar a decisão correta. O animal aprende com isso? Sim, entendendo que colocar em ação desejos, sentimentos e emoções inferiores para atender um anseio seu, há um preço a pagar: o preço do transgressor!

5.Pergunta: O que exatamente significa o “germe dos Corpos” que vemos quando estudamos o Esquema de Evolução no livro Conceito Rosacruz do Cosmos? É a sua “alma” ou força essencial, o seu núcleo ou matriz?

Resposta: Não. É uma matriz fornecida por uma Hierarquia Criadora que é especialista na matéria que é formado esse Corpo (tem, latente, tudo que esse Corpo precisa, e poder ser desenvolvido até a sua perfeição ou transmutação em Alma). Essa matriz não tem nada da pessoa que a recebe (ou seja: não tem o Átomo-semente desse Corpo). Só deixará de ser germe para ser Átomo-semente do Corpo quando a pessoa a recebe e começa a funcionar nesse Corpo na Região ou no Mundo referente.

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ

As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).

O horário é 18h30, horário local.

Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?

Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.

Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura  (veja na figura abaixo as datas para esse mês), sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.

Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;

3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)

Se você está doente e entende que precisa de ajuda

…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas. O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA. As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/

**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

https://fraternidaderosacruz.com/category/treinamento-esoterico/rituais-diario-e-semanal/ritual-de-cura

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Maio de 2025

Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.

*********************

1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)

clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Maio de 2025

2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:

ECOS-108-capa-1024x207 Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Maio de 2025

A Fraternidade Rosacruz é uma Escola de Filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel.

Exercitando nosso papel de Estudantes Rosacruzes, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: ECOS.

SUMÁRIO

Informação. 4

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Maio/2025: Reuniões de Estudos e Publicações 5

Junho – Sol transitando pelo Signo de Gêmeos (Maio-Junho) 6

04/05– 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 6 – Versículos de 1 a 5. 8

04/05 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Teoria Nebular – Parte 1. 14

Termo Rosacruz: Teoria Nebular 14

11/05– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Teoria Nebular – Parte 2. 16

Termo Rosacruz: Teoria Nebular (continuação) 16

Termo Rosacruz: Sistema Solar 17

Termo Rosacruz: Três Atributos de Deus 18

18/05– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Hierarquias Criadoras 22

Termo Rosacruz: Elohim.. 22

Termo Rosacruz: ADM.. 22

Termo Rosacruz: Hierarquias Criadoras 23

25/05– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período de Saturno. 24

Termo Rosacruz: Elohim.. 24

Termo Rosacruz: Período Terrestre. 27

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Maio: 31

A prova crucial da própria experiência contada pelo próprio Max Heindel 31

“Deus é Luz”, esta é a Luz que se tornou vida em cada um de nós! 33

Qual a maneira correta de nos dirigir a Deus! 35

Os Benefícios do Aspirante à Vida Superior estudar a Filosofia Rosacruz. 36

O que é “Viver a Vida” para o Estudante Rosacruz. 38

Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 39

Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes 40

1. Pergunta: Por que os Espíritos Lucíferos não poderiam obter conhecimento sem o auxílio de um órgão interno, um cérebro físico?. 40

2.Pergunta: Parece-me que o “pensamento Rosacruz” tem fundamentos iguais à doutrina espírita. Isso é muito bom. Estou correta?. 41

3.Pergunta: Por que os judeus sofrem de forma tão cruel há dois milênios?. 41

4.Pergunta: Se os nossos irmãos menores não estão sujeitos à Lei de Causa e Efeito, por que eles sofrem com as doenças, por exemplo? Entendo que isso pode fazer parte da evolução, mas é um sofrimento?. 42

5.Pergunta: Segundo os Ensinamentos Rosacruzes, Deus criou apenas o Sistema Solar?. 43

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 44

Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 46

Informação

As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.

Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com

É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Maio/2025: Reuniões de Estudos e Publicações

-Dia 4/05 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – P.1 – O Julgar e o Não Ver a Si Mesmo

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Análise Oculta do Gênesis – Teoria Nebular – Sistema Solar – Atributos do Deus Solar

-Dia 11/05 – 16 h – Estudos de Astrologia Rosacruz – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Análise Oculta do GênesisHierarquias Criadoras (Elohim – ADM)

-Dia 18/05 – 16 h – Reunião do Estudante Regular – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Análise Oculta do GênesisHierarquias Criadoras (Elohim – parte 2)

-Dia 25/05 – 16 h – Reunião do Probacionista – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do GênesisPeríodo de Saturno – Ciência Oculta – Dias da Criação

Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/

-Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:

https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz

https://www.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas

https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e

https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas

-Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz

-Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)

-Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)

-Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz

Junho – Sol transitando pelo Signo de Gêmeos (Maio-Junho)

Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para  praticarmos durante TODOS OS DIAS DE JUNHO. Esse mês solar de JUNHO, que vai de de 22 de maio a 22 de junho, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Gêmeos.

Gêmeos é a Hierarquia Criadora dos Serafins, cujo modelo cósmico para a Terra, projetado por essa Hierarquia, é o de uma grande paz, uma paz que sobre passa toda a compreensão e que será a herança da vindoura Humanidade Crística.

Quando o Sol passa pelo Signo de Touro no mês de maio a força de Cristo ascende mais e mais até a aura espiritual da Terra.

Quando o Sol transita pelo Signo de Gêmeos, a constelação imprime no Corpo-templo humano uma dupla influência. Governa todas as dualidades do Corpo: Pulmões, ombros, baços e mãos, em particular. Contém, também, o Arquétipo cósmico do perfeito andrógino, onde as potencialidades masculinas e femininas estão em equilíbrio. Essa é a consecução dos Iniciados nos Grandes Mistérios de Cristo. Essa aquisição produz a imunidade ante a enfermidade e a passagem do tempo. E como sua consciência não se interrompe, esteja ou não na carne, nunca experimentam a morte, tal como nós a concebemos, já que sua consciência está centrada na imortalidade ininterruptamente.

Os centros físicos correlacionados com Gêmeos são as mãos e são visualizadas como centros florais, fragrantes, luminosos e adornados com preciosos dons de cura e concedendo bênçãos.

Dentre os 12 Apóstolos, o correlacionado com Gêmeos é S. Tomé, que tão intimamente se identificou com Cristo que suas dúvidas, próprias em uma Mente mortal, foram transcendidas por meio de uma dinâmica realização dos poderes crísticos latentes dentro dele. Realizou muitos e maravilhosos milagres logo depois de ter havido essa transformação.

Procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o da Meditação: “Tranquilizai-vos e reconhecei: Eu sou Deus.” (Sl 46:11). Faça isso em cada um dos dias em que Touro enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.

______________________________________________________________________________________________________

04/05– 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 6 – Versículos de 1 a 5       

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz, como Estudantes Rosacruzes que:

O motivo que nos inspira, nos alimenta, nos leva e nos mantém em uma vontade constante e firme de se aprofundar nos Ensinamentos Bíblicos é porque: a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

A Bíblia é um dos maiores Livros de Mistérios de todos os tempos. Há poucos que se dão conta de suas insondáveis profundidades.

A Bíblia contém os ensinamentos de que necessitam, especialmente, nós que vivemos no ocidente.

Comecemos desvendando algumas significâncias esotéricas desse trecho:

“Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos.”

 Aqui nos é apresentada de um modo bem didático a Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito.

E essa Lei de Consequência ou de Causa e Efeito é irmã da Lei do Renascimento. E nesses “julgamentos” que fazemos e nas “medidas” que medimos, deixam claro a aplicação dessas Leis, pois: com certeza se fazemos o bem, colheremos o bem; se não fazemos bem, não colheremos o bem; também se fazemos o mal, colheremos o mal; se não fazemos o mal, não colheremos o mal. E com certeza: até os talentos que administramos (bens materiais, competências, qualidades positivas, relacionamentos benéficos e afins) se o fazemos bem, com o objetivo de melhor servir, mais talentos nos são dados para administrar; se não administramos bem, sem julgar, sem medir, sem praguejar, sem esnobar, sem se orgulhar, sem o viver no “eu me basto”, até os talentos que administramos os perderemos.

A escolha é nossa (livre arbítrio), mas as consequências também!

Agora, vamos ver algumas significâncias esotéricas desse trecho:

Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu?…”

Aqui está bem claro: como podemos, nós que teoricamente conhecemos os nossos defeitos – muitas vezes maior do que o do irmão ou da irmã – julgar e querer corrigir um defeito – muitas vezes menor do que o nosso – em um irmão ou em uma irmã?

 Se olharmos para nós e ao nosso redor: é o que mais acontece!

A pergunta que sempre todo Estudante Rosacruz ativo (especialmente, os que estão estudando Astrologia Rosacruz) deve sempre fazer para não cair nessa tentação: “Se eu tivesse o mesmo horóscopo que o irmão ou a irmã tem, será que eu não teria esse defeito, problema, deficiência, dificuldade?”.

Continuemos desvendando algumas significâncias esotéricas na sequência desse trecho:

Ou como poderás dizer ao teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu?”

Todas as vezes que uma tentação dessa nos seja apresentada (seja internamente, seja externamente) façamos essa pergunta a nós mesmos: “Somos capazes de alterar uma só vírgula do horóscopo do nosso irmão ou da nossa irmã?”. Se realmente somos Estudantes Rosacruzes ativos, somos convictos ou temos a certeza absoluta que não!

Se realmente conhecemos a Astrologia Rosacruz e sabemos aplicá-la, está aqui uma oportunidade para “compreendermos o cisco no olho do irmão ou da irmã”, pois sabemos a “trave que temos no nosso olho”.

No nosso dia a dia, o que podemos nos dedicar para: SE virmos “cisco no olho no olho do nosso irmão ou da nossa irmã”, podermos ajudar e não cair na tentação de julgar?

Muito simples: praticar o Exercício Esotérico Rosacruz de Discernimento como se deve, e o tempo todo durante o dia! Só que já sabemos: para praticar o Exercício Esotérico Rosacruz de Discernimento como se deve e o tempo todo durante o dia, temos que ficarmos craques na prática de um Exercício anterior.

Qual é? O Exercício Esotérico Rosacruz de Observação! Esse é um dos mais importantes auxílios ao Estudante Rosacruz que se esforça. A maioria das pessoas atravessa a vida toda quase às cegas.

É, literalmente, certo dizer delas: “têm olhos e não veem… têm ouvidos e não ouvem”.

Na maioria das pessoas há uma deplorável falta de observação. E isso é muito ruim!! Pois precisa-se mais “enxergar” do que somente “ver”. Está pronto para isso?

Não? Comece já a treinar!

Algumas dicas do que você deve utilizar durante o seu cotidiano Exercício Esotérico Rosacruz de Observação:

 -Esvazie a sua Mente

-Não perca o que está acontecendo agora!

 -Preste toda atenção

 -Nunca não está acontecendo nada

Notem: é muito importante que o Estudante Rosacruz possa ver todas as coisas ao redor de si de maneira clara, nítida, distinta, em todos os pormenores.

E aqui podemos entender a significância esotérica do trecho: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”

Após ficarmos bem afinados no Exercício Esotérico de Observação, nos dediquemos com o mesmo afinco a prática cotidiana do Exercício Esotérico de Discernimento, dessa forma o Exercício de Discernimento começa com o observar sistematicamente todas as coisas e todas as pessoas, assim estará sempre 100% presente onde você estiver.

Depois tire conclusões dos fatos a elas relacionadas e use para isso seu conhecimento (obtido do estudo constante dos Ensinamentos Rosacruzes) e de suas referências (especialmente as resultantes dos relacionamentos com irmãos e irmãs). Só assim você conseguirá cultivar a faculdade do raciocínio lógico e, portanto, já que você aprendeu na Filosofia Rosacruz que a lógica é o melhor instrutor no Mundo Físico, assim como é o guia mais seguro em qualquer mundo.

Quando se pratica este método de Discernimento, é necessário ter bem presente que deve ser empregado exclusivamente para agrupar fatos, não com o propósito de criticar, nem que seja por brincadeira.

A crítica construtiva, que assinala os defeitos e o modo de remediá-los, é a base do progresso. Mas, a crítica destrutiva, sem nenhuma finalidade superior, que destrói de modo vandálico tudo quanto toca de bom ou de mau, porque define tudo como “defeito do outro”, é uma úlcera do caráter de uma pessoa que deve ser extirpada. As conversações frívolas e os mexericos são estorvos, obstáculos.

A crítica sempre deve ser feita com propósitos de ajudar, não com o de manchar, irresponsavelmente, o caráter do nosso próximo quando nele encontramos alguma pequena nódoa.

Procuremos sempre o bem que se acha oculto em tudo. O cultivo desta atitude de discernimento é especialmente importante. Relembrando a parábola do argueiro e da trave, voltemos nossa impiedosa crítica contra nós mesmos.  Ninguém é tão perfeito que não necessite melhorar. Quanto mais impecável é o ser humano, menos se inclina a encontrar faltas nos demais e atirar a primeira pedra nos outros.  Ao assinalarmos alguma falta e indicarmos o meio de corrigi-la, devemos fazer isso impessoalmente.

Vamos a uma prática rápida: no texto: “Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”

No texto acima, façamos três perguntas:

-Em que parte do texto se evidencia a crítica destrutiva?

Resposta: Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu?

Pois “Quanto mais impecável é o ser humano menos se inclina a encontrar faltas nos demais e atirar a primeira pedra nos outros.”

-Em que parte do texto se evidencia a impiedosa crítica contra nós mesmos que temos que ter?

Resposta: Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho.

Pois, “Ninguém é tão perfeito que não necessite melhorar”.

-Em que parte do texto se evidencia a crítica construtiva?

Resposta: E então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

Pois, “Ao assinalarmos alguma falta e indicarmos o meio de corrigi-la, devemos fazer isso impessoalmente.”

Para saber mais, assista a 20ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

20ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_4mai25-Cap.7-Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – Versículos de 1 a 5

__________________________________________________________________________________________

04/05 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Teoria Nebular – Parte 1

Termo Rosacruz: Teoria Nebular

A Teoria Nebular é um modelo teórico que explica a formação da Terra e dos outros Planetas do Sistema Solar.

Nebulosa é Espírito, e isso não é reconhecido pelas teorias científicas e delas nascem todos os Planetas desse Sistema Solar. A finalidade é de criar um Campo de Evolução espiritual para a Humanidade e outras Ondas de Vida.

O Universo surgiu do movimento ordenado, rítmico, na Substância-Raiz-Cósmica permeando cada átomo por Deus, organizada por forças cósmicas em uma nebulosa giratória.

Substância Espiritual é de onde emanou tudo o que vemos em torno de nós. Quando ela se manifesta, torna-se Espaço cristalizado (formas).

A Substância-Raiz-Cósmica mantém-se unida e é posta em movimento.

Os anéis formados pela inércia das massas em Revolução separam-se da massa central, formando Planetas, etc.

No início desse Esquema de Evolução, a Nebulosa era escura e quente!

Iluminou-se e tornou-se ígnea – estado de fogo brilhante e luminoso e o calor foi produzido pelo movimento, e movimento é vida.

Com a umidade externa e calor interno, houve a solidificação.

A atmosfera ao nosso redor – espaço entre os Mundos – é Espírito. Há uma constante permuta: “Forma dissolvendo-se em Espaço, e Espaço cristalizando-se em Forma”.

Na Criação dos Mundos:

  • Cada Planeta, incluindo a Terra, é um Campo de Evolução e foi criado com o propósito de servir como escola para a evolução dos seres que necessitam se desenvolver até a onisciência.
  • O Planeta Terra passou por várias etapas de desenvolvimento, sendo inicialmente composto de Éteres, depois composto de mineral gasoso, depois líquido, até alcançar o estado físico atual.

Para saber mais, assista a 222ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

222ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_4mai25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis-Teoria Nebular

__________________________________________________________________________________________

11/05– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Teoria Nebular – Parte 2

Termo Rosacruz: Teoria Nebular (continuação)

Repare sempre que a evolução do Universo e a Evolução Espiritual da Humanidade estão associadas. E nesse sentido, o surgimento da Terra e dos Corpos Celestes foi um processo divino guiado por Hierarquias Espirituais, também chamadas de Hierarquias Criadoras e Zodiacais. Assim, cada fase de evolução é planejada para que os seres desenvolvam atributos e capacidades espirituais, ascendendo em direção ao Divino.

A Teoria Nebular não é apenas um fenômeno físico, mas um ato divino com o objetivo de promover a experiência e o desenvolvimento espiritual das Almas, e criar um ambiente onde a consciência possa evoluir através de ciclos de renascimentos aqui na Região Química, e aprendizado aqui e nos Mundos celestes.

Uma pergunta que pode ser feita aqui: onde o conceito de Teoria Nebular da Fraternidade Rosacruz se difere da visão científica?

A resposta completa é que o conceito de Teoria Nebular da Fraternidade Rosacruz e a visão científica, compartilham um ponto de partida comum — a ideia de que o Universo surgiu a partir de uma nebulosa primordial. Mas, para a Fraternidade Rosacruz, o conceito de Teoria Nebular é profundamente espiritual, focada na relação entre a criação física e o desenvolvimento dos Espíritos Virginais no grande Esquema de Evolução nesse Sistema Solar.

Termo Rosacruz: Sistema Solar

O Sistema Solar é o Reino de Deus. Mas quando falamos isso, incluímos aqui com todas as Leis de Deus funcionando perfeitamente e na mais impecável harmonia, sintonia e vibrações exatas para cada forma de vida que está evoluindo nesse Esquema de Evolução. Criado pelo Deus do nosso Sistema Solar, onde Deus decide criá-lo, limitando-se a Si Mesmo em certa porção do espaço, para evoluir e dilatar a Sua própria consciência. Seu Reino inclui os sistemas de evolução que se processam em todos os Planetas do nosso Sistema Solar: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, bem como seus satélites.

Observem que Netuno e Plutão não pertencem ao nosso Sistema Solar. São Corpos Celestes dos Embaixadores do Deus de outro Sistema Solar, que circulam em torno do Sol daquele Sistema Solar. São Campos de Evolução de seres muito mais avançados do que nós da Terra.

Netuno e Plutão nos influenciam aqui, mas somente aos que se desenvolvem espiritualmente em Escolas de Mistérios, onde Netuno – está nos ajudando a desenvolver a “Mente abstrata”. Plutão – está nos ajudando a sublimar os nossos desejos, sentimentos e nossas emoções inferiores e convertê-los em superiores.

A evolução de todos os Planetas está em perfeita harmonia com as Leis de Renascimento e de Consequência. Quando os seres de um Planeta evoluem até um grau suficiente, o Planeta se torna um Sol – o centro fixo de um Sistema Solar.

Quando os seres que nele se encontram evoluem ainda mais e consequentemente quando ele (o Sol) atinge o máximo de esplendor, transforma-se em Zodíaco, tornando-se, por assim dizer, uma matriz de um novo Sistema Solar.

O Sol é o centro do nosso Sistema Solar e assim é a Luz, o Amor e a Vida que alimentam nosso Sistema Solar.

A Trindade Divina forma o Deus Trino, e Seu Poder é representado na Astrologia Rosacruz pelo Sol que alimenta e serve nosso organismo como um todo. O Sistema Solar inteiro é um vasto instrumento musical, denominado na mitologia grega como a “lira de sete cordas de Apolo”. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa de ressonância da harpa cósmica. Os sete Planetas, as suas cordas que emitem diferentes sons à medida que passam pelos vários signos, influenciando a Humanidade de diversas maneiras. Se a harmonia falhasse por um simples momento, se houvesse a menor dissonância na orquestra celestial, o Universo inteiro seria desfeito.

Termo Rosacruz: Três Atributos de Deus

Os três Atributos de Deus são:

Vontade, Sabedoria e Atividade

1- Vontade:

•A Vontade Divina é o atributo que impulsiona a criação.

•Representa o Poder Criador e a força motriz por trás da manifestação do Universo.

•A Vontade é a essência primordial que inicia e sustenta a Evolução.

•Ela corresponde à Luz Espiritual, a primeira pessoa da Trindade, ou seja, Deus Pai, a fonte de toda a existência.

2-Sabedoria

•A Sabedoria Divina é o atributo que traz ordem e harmonia à criação.

•Representa a Inteligência Cósmica que guia a Evolução de todas as coisas, assegurando que o Universo opere de maneira equilibrada e coesa.

•A Sabedoria corresponde à segunda pessoa da Trindade, ou seja, o filho – Cristo, o princípio do Amor Universal que equilibra e harmoniza a criação.

•Esse atributo também está associado à Consciência Crística, que é o ideal espiritual para a Humanidade.

3-Atividade

•A Atividade Divina é o atributo que torna possível a manifestação no plano material e a evolução contínua da criação.

•Representa a energia dinâmica ou força em ação, que anima e organiza toda a matéria e toda a vida.

•A Atividade corresponde à terceira pessoa da Trindade, ou seja, o Espírito Santo, que atua como o princípio vivificador e regenerador no Universo.

Esses atributos atuam harmonicamente, dando origem e sustentando o Cosmos, enquanto servem como a base para a evolução espiritual de todas as Almas e formas de vida.

No Livro do Gênesis encontramos que na formação do Universo, há só duas forças ativas: a Vontade que é o impulso criador primordial, a força que inicia a manifestação. Em nós, ela se expressa como determinação, intenção e a capacidade de superar obstáculos em direção a um objetivo. É a base do poder espiritual que conecta o indivíduo à força Divina que habita dentro dele. Quando o primeiro aspecto do Deus Trino se manifesta como Vontade de criar, Ele desperta o segundo aspecto, a Sabedoria, para planejar o futuro Universo, e produz a Imaginação. A primeira manifestação da Força de Deus, a Imaginação, relaciona-se ao atributo da Sabedoria (Cristo). A imaginação é a capacidade de visualizar e criar no Plano Mental antes que algo se manifeste no Plano Físico. Essa faculdade está ligada ao pensamento criador, e é um reflexo da capacidade divina de conceber o Universo antes de sua materialização. A imaginação é considerada uma força criativa sutil que permite ao ser humano atuar como co-credor junto à Divindade. Depois que essa força primária de Imaginação concebeu a ideia de um Universo, o terceiro aspecto, a Atividade, agindo sobre a substância cósmica, produz o Movimento. Já a segunda manifestação da Força de Deus é o Movimento. Ele está associado ao atributo da Atividade (Espírito Santo). O movimento é a manifestação da energia dinâmica no Universo, que anima e organiza a matéria. Ele é responsável pelo fluxo constante da vida e pela evolução contínua. No ser humano, o movimento se manifesta fisicamente no Corpo e espiritualmente no crescimento interno e desenvolvimento da Alma. O Movimento, por si só, não é suficiente para formar um sistema de Mundos, há de haver um movimento ordenado. A Sabedoria é necessária para dirigir o movimento, de maneira a produzir inteligentemente resultados definidos.  Portanto, a primeira sentença do livro do Gênesis diz que no princípio, o movimento ordenado, rítmico, na Substância-Raiz-Cósmica, formou o Universo.

Vamos ver isso em relação conosco: as faculdades: Imaginação, Movimento, Vontade representam a tríplice manifestação da força divina dentro de nós; a vontade cria a intenção, a imaginação molda a ideia, e o movimento concretiza a ideia no Mundo Físico. Esses aspectos são expressões da consciência em evolução, que reflete os atributos divinos no plano material.

Associamos a música e seus três atributos: melodia, harmonia e ritmo com Deus e toda a criação. Os pensamentos de Deus são melodias; os sentimentos de Deus são harmonias; os movimentos de Deus são ritmos.

Para saber mais, assista a 223ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

223ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_11mai25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis – Teoria Nebular – Parte 2

18/05– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Hierarquias Criadoras

Termo Rosacruz: Elohim

Elohim é o nome dado no primeiro capítulo do Livro do Gênesis, às Hierarquias Criadoras. Além das Hierarquias Criadoras que voluntariamente atuaram em nossa evolução, existem outras sete que necessitam completar a evolução delas, e cooperam com Deus na formação do Universo. Elohim são, também, os sete Espíritos diante do Trono, criadores dos Campos de Evolução o qual chamamos de Planetas do nosso Sistema Solar; cada um, como o Sol, é um ser vivo, orgânico e consciente, cada um possui um espírito criador, ou melhor, é um Espírito criador. Jeová, um Elohim.

O significado do termo “Elohim” é uma hoste de Seres duais ou bissexuais. “Eloh” + “im” = “Elohim”, são os agentes de Deus.

Termo Rosacruz: ADM

“ADM” significa a espécie humana – nós –, e não Adão, um indivíduo. Em hebraico, “Adão” é chamado de “ADM“ que, assim, simboliza todos nós, isto é, toda a Humanidade naquela época.

A Humanidade é representada pelo número 144.000, o nome em hebraico é ADM. O número de Adão ou ADM = 9, o número da Humanidade, Adão ou ADM, a vida que iniciou sua evolução como Espírito Virginal. ADM = 144 que é igual ao número 144.000.

Termo Rosacruz: Hierarquias Criadoras

As Hierarquias Criadoras são também denominadas: Hierarquias de Seres Espirituais, Hierarquias de Seres Celestiais, Hierarquias Divinas e Hierarquias Zodiacais. Tomando como referência o Diagrama 6 do Conceito, temos: ao nível do 2º até o 6º Plano Cósmico são descritas como Exaltados Seres. Ao nível do 7º Plano Cósmico, também são denominadas Hierarquias Zodiacais. Há, também, 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais atuando nesse atual Esquema de Evolução. Duas dessas Hierarquias executaram um trabalho no início (Áries e Touro), outras três (Leão; Câncer e Gêmeos) executaram atividades em nós. Há outras Sete Hierarquias Criadoras, que estão trabalhando ativamente aqui. 

A Humanidade atual – nós – Egos, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, em um passado distante, tinha a consciência divina, mas não tinha a consciência de si mesmo, como temos hoje. Os Espíritos que habitam os corpos dos animais e das plantas atuais, também foram e são também ajudados. As Hierarquias Criadoras ajudam em todo Esquema de Evolução. E com o seu auxílio encontramos condições para progredimos constantemente. Muitas Hierarquias Criadoras trabalham ajudando a desenvolver os veículos da Humanidade.

O nosso Caminho de Evolução está, indissoluvelmente, unido às Hierarquias Zodiacais (ou Hierarquias Criadoras) que regem os Planetas e os Signos do Zodíaco.

Essas Hierarquias Criadoras constroem com o propósito de ajudar a desenvolver os veículos das Ondas de Vida em evolução. Seu trabalho é tornar os veículos mais responsivos à Vontade dos Espíritos que os habitam. Nós, como seres humanos, estamos entre as Hierarquias Criadoras.

Diz-se que as etapas na construção das Formas (não da Vida) na Terra atual foram as seguintes: primeiro, estas Hierarquias Criadoras nos ajudaram a construir Formas e a habitamos no passado com a consciência que hoje têm os minerais: Transe Profundo. Também nos ajudaram a construir Formas, e a habitamos lá com a Consciência que têm hoje os vegetais: Sono sem Sonhos. Como também nos ajudaram a construir Formas e a habitamos com a Consciência que têm hoje os animais: Sono com Sonhos. E, por fim, nos ajudaram a construir Formas e a habitamos com a consciência que temos hoje que é a Consciência de Vigília.

Uma vez que uma Forma tenha sido construída, ela pode ser reproduzida (por geração) e outros Espíritos da mesma Onda de Vida podem habitar esta Forma, cristalizada, projetada originalmente.

Para saber mais, assista a 224ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

224ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_18mai25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis – Hierarquias Criadoras

25/05– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período de Saturno

Termo Rosacruz: Elohim

Além das Hierarquias Criadoras que, voluntariamente, nos ajudaram em nossa evolução, há outras que cooperaram com Deus na formação do Universo.

No primeiro capítulo do Gênesis essas Hierarquias são chamadas Elohim. Esse nome significa uma hoste de Seres duplos ou bissexuais.

Antes de nos aprofundarmos, precisamos falar sobre o Esquema de Evolução, pois ele vai nos norteando dos contatos e ajuda que recebemos desses Seres. O Esquema de Evolução é efetuado através de 7 Períodos em 7 Globos, aonde os Espíritos Virginais da Onda de Vida evoluem até se converterem em um Deus.

Um Globo é um Campo de Evolução, ou seja: um local com um ambiente completo e condições perfeitas para a EVOLUÇÃO de inúmeras Ondas de Vida.

Cada Período é composto por 343 Revoluções. São 7 Globos que completam 7 Revoluções cada, seguido de 48 Repousos e 1 Noite Cósmica.

O Repouso ocorre todas as vezes em que migramos de um Globo para outro, mas essa não é uma fase de inércia e sim de assimilação e preparação do novo ambiente. A Noite Cósmica também não é um período de inércia e sim de assimilação e preparação. Quando isso ocorre o Cosmo converte-se em ‘Caos’ novamente e partimos para um novo Período.

Vamos detalhar as ajudas que tivemos: no Período de Saturno a Hierarquia Senhores da Chama, prestou grande auxílio a nossa Onda de Vida humana nos dando um germe de um Corpo Denso e despertando em nós o Espírito Divino. Vale ressaltar que tal Hierarquia não tinha compromisso ou obrigação nenhuma de nos auxiliar, pois nada poderíamos acrescentar à sua evolução, nenhum novo conhecimento, nenhuma nova habilidade, aprendizado ou experiência, toda a sua ajuda foi verdadeiramente desinteressada (aquilo que não se tem ganho, necessidade ou obrigação) e, sendo assim, o auxílio foi essencial para nossa evolução.

Durante a 1ª Revolução do Período de Saturno, os Senhores da Chama conseguiram implantar na vida evolucionante o germe do nosso atual Corpo Denso. Esse germe foi se expandindo durante as próximas 6 Revoluções, onde obteve a capacidade de desenvolver os órgãos do sentido, especialmente o ouvido.

Retornaram somente no final deste Período para novamente nos ajudar. Foi na metade da 7ª Revolução do Período de Saturno que os Senhores da Chama nos proporcionaram o princípio espiritual mais elevado, despertando o Espírito Divino em nós, seres humanos.

No Período Solar, a Hierarquia que atuou diretamente com o ser humano foi a “Senhores da Sabedoria”, que foram responsáveis por nos proporcionar o germe do Corpo Vital. E mais no final deste Período tivemos outra grande realização, que foi o despertar do Espírito de Vida, a contraparte do Corpo Vital, feito por uma Hierarquia chamada Querubins.

Neste Período o ser humano era análogo aos vegetais, onde a consciência era semelhante a um estado de sono sem sonhos. O foco principal no Período Solar era o desenvolvimento do Corpo Vital, que era responsável pelos processos vitais e pelo crescimento, e durante este período, a Humanidade estava fortemente influenciada por essas forças vitais.

No Período Lunar, a Hierarquia que atuou diretamente com o ser humano foi a dos “Senhores da Individualidade”. Foram responsáveis por nos proporcionar as “sementes”; o germe de Corpo Desejos, e a Hierarquia chamada de Serafins nos proporcionou o despertar do Espírito Humano, a contraparte do Corpo de Desejos. Neste Período o ser humano era análogo aos animais pois possuía a consciência de sono com sonhos, onde havia uma percepção rudimentar de imagens e formas. No entanto, essa consciência era instável e fragmentada.

O foco principal do desenvolvimento neste Período era do Corpo de Desejos. Este Corpo é responsável pelas emoções e sentimentos, onde começaram a experimentar emoções primitivas e sensações, mas sem uma compreensão clara ou controle sobre elas.

No Período Terrestre, na Revolução de Saturno, teve a reconstrução do Corpo Denso, com a finalidade de torná-lo apto para ser interpenetrado pela Mente.

Também recebemos o primeiro impulso para a construção do Sistema Nervoso Voluntário, e por seu intermédio, o Corpo Denso, que era um mero autônomo agindo somente em função de estímulos exteriores, como uma marionete, se transformou num instrumento extraordinariamente adaptável podendo ser guiado e governado pelo Ego, de dentro.

O trabalho principal de tal reconstrução foi executado pelos Senhores da Forma. Esta Hierarquia é a mais ativa no atual Período Terrestre e sem sombra de dúvida, este é o Período da Forma. Aqui, a parte material da evolução está em seu grau máximo, o mais elevado, ou mais pronunciado e o fator mais dominante.

Senhores da Forma não nos “deram” nenhum germe, mas Eles nos dão (e, também, a todas as Ondas de Vida que precisam) os ensinamentos para construirmos Formas, sejam químicas, etéricas, de desejo e/ou de pensamento. E por isso são os responsáveis por todas as atividades no Período Terrestre.

Os Senhores da Mente, especialistas em matéria mental, nos deram o germe do veículo Mente, aqui na 4ª Revolução do Período Terrestre. E com o recebimento do germe da Mente, completamos a reconstrução final do Corpo Denso, capacitando-o a alcançar o mais alto grau de eficiência possível até ao final do Período Terrestre.

Termo Rosacruz: Período Terrestre

Vamos ver como o Período Terrestre é descrito no Livro do Gênesis. Antes de fazer essa descrição tratemos das Recapitulações. Os versículos citados, assim como as descrições feitas, também correspondem aos Períodos que recapitulam. O que se diz do Período de Saturno descreve também as condições do Sistema Solar quando emerge de qualquer dos Períodos de Repouso. As descrições dos Períodos de Saturno, Solar e Lunar corresponderiam, portanto, às três primeiras Revoluções de nosso presente Período Terrestre, e o seguinte corresponderia às condições da Terra na presente Revolução.

E como a Bíblia foi escrita para utilizarmos já quando obtivemos a Mente, ou seja, já no Período Terrestre, não faria nenhum sentido como meio de aprendizagem descrever os Períodos, já que o que importa aprendermos é o que de cada Período realmente resultou como algo que nos trouxe até aqui.

No versículo nono, lemos: “E Elohim disse: que as águas se separem da terra seca’… e Elohim chamou à terra seca, Terra”. Isto se refere à primeira solidificação. O calor e a umidade tinham formado o Corpo sólido de nosso atual Globo.

A Época Hiperbórea é descrita nos versículos 11 a 19, como trabalho efetuado no quarto dia. Se diz ali que Elohim criou o Reino Vegetal, o Sol, a Lua e as estrelas. A Bíblia concorda com a ciência moderna ao dizer que as plantas vieram depois dos minerais. A diferença entre os dois ensinamentos se refere ao tempo em que a Terra foi expelida da massa central. A ciência afirma que foi expelida antes da formação da crosta sólida que pudesse se chamar de mineral ou vegetal. Se queremos designar por tais minerais ou vegetais os que atualmente conhecemos, essa afirmação é verdadeira.

O narrador da Bíblia indica somente os incidentes principais. Não se diz que a crosta sólida se fundiu quando foi expelida da massa central, como um anel que se quebrou, se reunindo depois os pedaços. Num Corpo tão pequeno como a Terra, o tempo preciso para a cristalização foi comparativamente curto. Por isso, o historiador não o menciona, assim como não relata o desmembramento que se produziu novamente quando a Lua foi expelida da Terra.

A Época Lemúrica é descrita no trabalho do quinto dia. Como esta Época é a terceira, em certo sentido é uma Recapitulação do Período Lunar. Na narração bíblica estão descritas as condições existentes no Período Lunar: água, neblina ardente e as primeiras tentativas de vida com movimento e respiração. Os versículos 20 e 21 descrevem que os “Elohim disseram: que as águas tenham coisas que respirem vida e avese os Elohim formaram os grandes anfíbios e todas as coisas viventes de acordo com as suas espécies e todas as aves com asas”.

É importante notar particularmente que as coisas formadas não eram Vida. Não se diz que se criou a Vida, mas “coisas” que respiravam e inalavam vida… A palavra hebraica para a substância que se inala é “Nephesh”, e se deve notar cuidadosamente isto, porque a encontraremos mais tarde sob uma nova roupagem.

A Época Atlante se refere ao trabalho do sexto dia. No versículo 24 é mencionada a criação dos mamíferos e a palavra Nephesh aparece outra vez explicando que os mamíferos “inalavam vida”. Os Elohim disseram: ‘Que a Terra produza coisas que respirem vida’… mamíferos” e no versículo 27 os Elohim formaram o ser humano à sua semelhança, isto é, fizeram-nos macho e fêmea como Eles (os Elohim). O historiador bíblico omitiu o estado humano assexual e hermafrodita, e chega aos sexos separados tal como os conhecemos atualmente. Não podia ser de outra maneira porque está descrevendo aqui a Época Atlante, e no tempo desta Época que se alcançou esse estado de evolução, já não havia seres humanos assexuais nem hermafroditas. A diferenciação dos sexos ocorrera antes, na Época Lemúrica. Nos seus primeiros graus de desenvolvimento, o que depois se converteu em ser humano, mal se podia considerar como tal, diferia muito pouco dos animais. Portanto, a Bíblia não contradiz os fatos, quando afirma que o ser humano foi formado na Época Atlante.

No versículo 28 (de todas as versões) encontramos um pequeno prefixo de grande significação: “Os Elohim disseram:frutificai e RE-povoai a Terra”. Isto mostra claramente que o escritor conhecia perfeitamente os ensinamentos ocultos de que a Onda de Vida tinha evolucionado no Globo D, o do Período Terrestre, nas Revoluções anteriores.

A Época Ária corresponde ao sétimo dia da Criação, quando os Elohim, como Criadores e Líderes, descansaram do seu trabalho, e a Humanidade foi deixada ao próprio cuidado. Assim termina a história no que diz respeito à manifestação das Formas.

Para saber mais, assista a 225ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

225ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_25mai25-Cap.14-Análise Oculta do Gênesis – Período de Saturno

 ____________________________________________________________________________

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Maio:

A prova crucial da própria experiência contada pelo próprio Max Heindel

 Max Heindel conta como ele próprio passou pela prova crucial que o levou a ser a pessoa que deveria iniciar a Fraternidade Rosacruz aqui na Região Química do Mundo Físico.

Estando na Alemanha, sentado em uma praça, aguardando a notícia de quando poderia voltar para casa, frustrado por uma viagem onde achava que ia encontrar conhecimentos esotéricos que o ajudasse a responder as perguntas que ele tinha, sentou-se ao seu lado no banco um senhor já idoso que se dizia ser membro de uma “Ordem Oculta”, possuidora de ensinamentos esotéricos muito profundos, que trariam respostas às suas muitas dúvidas, porém, ele teria que manter tais ensinamentos em sigilo absoluto, não poderiam ser revelados a ninguém, sob pena de se esquecer de tudo isso; prontamente, ele recusou!

Max Heindel achou ridícula uma proposta dessas, dizendo que se algo lhe era benéfico, teria que ser benéfico também aos outros. Ele ouviu várias vezes essa proposta e todas as vezes a recusou, chegando até a pensar em ser ríspido com tal senhor.

Até que a verdade veio à tona: o próprio senhor idoso lhe confidenciou que ele estava sendo colocado à prova por um Irmão Maior da Ordem Rosacruz. Se ele tivesse aceitado a proposta de ficar só para si todo o conhecimento, ele não teria passado pela prova, como o candidato anterior não passou. Superando-a brilhantemente, credenciou-se então a cumprir essa grande missão de divulgar os Ensinamentos Rosacruzes.

Em pouco tempo, sendo assessorado pelos Irmãos Maiores, condensou os ensinamentos que recebeu, em um livro: “Conceito Rosacruz do Cosmos”, a obra básica da Fraternidade Rosacruz.

Mesmo estando em precário estado de saúde, não se furtou ao trabalho.

Tinha poucos recursos materiais, sendo difícil imprimir o livro, mas jamais desanimou, sabedor da sua Missão, não mediu esforços para concluí-lo. Ele tinha que inaugurar a Fraternidade Rosacruz até o final dos primeiros dez anos do século, pois os primeiros dez anos de todos os séculos é o período ideal para o início de uma nova fase de ensinamentos espirituais para a Humanidade.

E ele conseguiu!! Terminou sua obra no final de 1909.

Sua saúde era sempre precária, porém não media esforços para trabalhar e divulgar tão maravilhosos Ensinamentos.

Promovia conferências, escrevia, orientava a formação de Grupos de Estudos, a formação de Estudantes Regulares, Probacionistas e Discípulos.

Sempre que o procuravam, atendia com humildade, um verdadeiro servo.

Ele podia se considerar “o maior”, porém era uma pessoa simples, fazia também todos os serviços que fosse preciso.

Certa vez procurado na Sede, estava cuidando do jardim. Uma pessoa chegou e disse que queria falar com o senhor Mas Heindel. Ele pediu licença, levantou-se, foi lavar suas mãos e veio atender.

Sempre mostrou com atos e ações: “Se há algo a fazer, por que não eu?”.

Isso é um exemplo maravilhoso a ser seguido, ele tinha o Cristo também como único Ideal a ser seguido, daí obter tanto sucesso.

Vemos em Max Heindel um Espírito devotado ao bem comum, um grande buscador da verdade e a passava a todos também.

A exemplo temos a Fraternidade Rosacruz que é uma Escola Filosófica Cristã, séria e passa todos os Ensinamentos deixados por Max Heindel, gratuitamente.

Procura divulgar todos os Ensinamentos na íntegra.

Que levemos sempre a sério nossos Estudos, nossos Exercícios, os Rituais da Fraternidade Rosacruz, e sempre os repassemos para que possamos ajudar mais e mais irmãos e irmãs a seguirem o mesmo Caminho.

E não esqueçamos: jamais devemos ser o primeiro, mas sim, o servo de todos!

Afinal, o próprio Cristo nos ensinou: “Aquele que quiser ser o maior dentre vós, seja esse o servo de todos”. Coloquemos em prática esse mais um Ensinamento Cristão!

___________________

Deus é Luz, esta é a Luz que se tornou vida em cada um de nós!

Deus é Luz”, a Luz que se tornou vida em cada um de nós! Todas as vezes que nos aprofundamos no significado dessas três palavras, nos banhamos numa fonte espiritual de insondável profundidade e, claro, nos aproximamos mais e mais de Deus, nosso Criador.

Isso porque ela é tão esclarecedora para a nossa Mente, quanto as outras são confusas. Qualquer pessoa que use essa frase “Deus é Luz” como assunto de Meditação encontrará uma maravilhosa recompensa a sua espera. Por quê? Não importa quantas vezes tome esse assunto, o próprio desenvolvimento espiritual, conforme os anos passam, assegura à pessoa uma compreensão cada vez mais completa e melhor. Experimente essa prática Rosacruciana!

Deus é o grande Criador do nosso Esquema, Caminho e da nossa Obra de Evolução; o Sistema Solar, e os sete Mundos: Mundo de Deus, Mundo dos Espíritos Virginais, Mundo do Espírito Humano, Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Desejo e Mundo Físico.

Verdadeiramente Deus é “UM” e indivisível. Ele abarca dentro do Seu Ser tudo aquilo que É (Deus não existe, DEUS É), da mesma forma que a cor branca inclui todas as cores, e refrata-se nas três cores primárias: o azul, o amarelo e o vermelho.

Onde quer que vejamos essas três cores, estão elas simbolizando o Pai (a cor azul), o Filho (a cor amarela) e o Espírito Santo (a cor vermelha).

Ele habita o sétimo Plano Cósmico. Sua manifestação é tríplice, com os três Aspectos: Vontade, Sabedoria e Atividade.

Esses três raios primários da Vida Divina difundem-se ou se irradiam através do Sol, produzindo a Vida, a Consciência e a Forma sobre cada um dos sete portadores de Luz, os quais são chamados de os “Sete Espíritos Diante do Trono”, ou “Espíritos Planetários”.

São eles: Mercúrio, Vênus, Marte, a Terra, Júpiter, Saturno e Urano.

Esse Deus é um “reflexo” do grande Ser Supremo, o Criador do Universo.

Ele é a fonte e meta de nossa existência.

Lembremos sempre: “Deus é Luz, se andarmos na Luz como Ele na Luz está, seremos fraternais uns com os outros”. “Deus é Amor, e quem vive em Amor está em Deus e Deus nele.”

E mais: Deus sem nós, continua Deus e nós sem Deus não somos nada!

________________

Qual a maneira correta de nos dirigir a Deus!

Temos que tomar cuidado com nossas atitudes, com o nosso modo de se dirigir a Deus, nossa maneira de O procurarmos.

Não podemos ser egoístas e interesseiros.

Muitos procuram a Deus quando precisam de algo e, muitas vezes, material.

Deus não é uma solução mágica para nossos problemas e nossas necessidades.

Muitos são os que rezam somente quando estão passando por momentos difíceis, quando precisam de uma graça, de uma cura, ou quando ela própria ou um ente querido está enfermo. Hoje isso é um grande erro. Até a primeira vinda do Cristo não era (!?). Sim, porque naquele momento estávamos sobre as Dispensações Jeovísticas, as Religiões de Raça. Hoje estamos nas Dispensações Crísticas. Totalmente diferente!

Não devemos ficar a pedir e pedir… Façamos a nossa parte.

Se depositamos um dinheiro todo mês na poupança, quando precisamos, nós recorremos à empréstimos? Não, já temos de onde tirar.

Se temos fé, se acreditamos em Deus como nosso Pai, se temos Cristo como nosso único Ideal a ser seguido, vamos orar todos os dias, agradecer todos os dias, oficiar os Rituais da Fraternidade Rosacruz todos os dias, servir nossos irmãos e nossas irmãs todos os dias.

Se fizermos bem a nossa parte, sem ficar esperando recompensas, quando precisarmos, as soluções virão, a cura virá (se fizermos o que é necessário).

A procura “interesseira” por Deus é ridícula!

Jamais se cresce espiritualmente fazendo barganhas com Deus ou pedindo coisas materiais, saúde, um bom casamento, um bom trabalho, que “seu” filho ou sua filha entre na faculdade (o do vizinho não interessa), e por aí vai.

Nosso depósito no “banco de Deus” deve ser diário, sem interesse, pois já sabemos: “Faça a tua parte e Eu te ajudarei”, ou “Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça e o mais virá por acréscimo”!

Deus não tem que ser nosso provedor, já sabemos qual é o Caminho.

Não deixemos para lembrar de Deus somente quando estivermos doentes, numa cama, e ao olharmos para cima lembrarmos do quanto fomos alertados quanto à Sua Presença em nossas vidas, e não ligamos.

Saibamos fazer a nossa “poupança diária divina” com Deus.

___________________

Os Benefícios do Aspirante à Vida Superior estudar a Filosofia Rosacruz

Estudar a Filosofia Rosacruz, eis algo que nem todos os Aspirantes à vida superior ponderam sobre os incomensuráveis benefícios que conseguem estudando-a. Poucos se dão conta realmente da transformação operada em seu íntimo a partir do primeiro contato com os Ensinamentos Rosacruzes.

Essa Filosofia passada por um Iniciado, Max Heindel, é de uma simplicidade cristalina, é algo extraordinário e revolucionário na vida de todo ser humano.

Se bem entendida e praticada, transforma radicalmente nosso caráter, como no dizer de S. Paulo: “transmuta o homem velho num homem novo, em novidade de Espírito“. S. Paulo que teve sua vida mudada radicalmente.

Ela que nos mostra “de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos” de forma clara, como também nos leva a compreender essa Obra de Deus no Mundo, e que uma vez satisfeita a Mente, possa o Coração começar a falar, numa fé ativa e exemplar. Tendo, claro, Cristo como único Ideal a seguir.

O conhecimento superior, aliado ao sentimento, ao altruísmo, ao serviço aos nossos irmãos e as nossas irmãs, faz o cristão ser completo. Só a fé não basta!

O Amor é uma força poderosa que deve ser orientada pela razão, e o frio intelecto deve se orientar pelo calor do sentimento para atingir seu objetivo.

Precisamos nos orientar para nos desenvolver, para sabermos como crescer espiritualmente, com segurança, tendo uma direção.

A Filosofia Rosacruz é uma grande mensagem Aquariana, e todo aquele que estiver alerta, com vontade sincera de seguir o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, abrirá suas portas e seu Coração e se juntará à essa Escola Filosófica Cristã, nessa grandiosa sementeira.

Num Mundo cheio de materialismo, com desejo de fama e poder mundanos, que cobra sempre para adquirir mais e mais bens, poucos serão os que realmente virão para ela.

Poucos são os que desejam se preparar internamente e seguir adiante, porém a Fraternidade Rosacruz não preza por quantidade, mas sim pela qualidade.

Procura fazer de cada ser humano uma lei em si mesmo, a seguir sozinho, confiante, coerente com o propósito do Grande Arquiteto, o Criador desse Sistema Solar, Deus Pai.

Se a Filosofia Rosacruz representa algo transcendentalmente importante em nossas vidas, por uma questão de coerência devemos contribuir para que ela seja difundida. Outros, como nós, necessitam de beber desta fonte sacrossanta.

___________________

O que é “Viver a Vida” para o Estudante Rosacruz

Todos precisamos aprender a “Viver a vida”. E isso é muito simples.

Primeiramente não nos esqueçamos de nossos afazeres diários, nossa vida familiar, dos que dependem de nós. Mas cuidemos bem da “parte espiritual”; não deixar para cuidar “lá na frente”. Procuremos fazer com que ela ande lado a lado com nossa vida pessoal, de modo que o cuidado da “parte espiritual” esteja sempre à frente do cuidado da “parte material”.

Capacitemo-nos por meio da obtenção do Conhecimento Direto preconizado pela Fraternidade Rosacruz. A base inicial é mais fácil alcançar por meio dos Cursos de formação da Filosofia Rosacruz. Esses nos dão a direção certa e segura! Como sempre: tudo grátis (“dai de graça, o que de graça recebestes“). Acrescendo da oficiação dos Rituais dos Serviços Devocionais específicos, da execução dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes, e praticando o conhecimento Rosacruz adquirido, em servindo aos nossos irmãos e as nossas irmãs amorosa e desinteressadamente, o Aspirante caminhará seguramente e a passos largos no seu desenvolvimento espiritual como um Cristão Rosacruz!

Isso só depende do nosso empenho em trabalhar amorosa, desinteressadamente e o mais anônimo possível, sempre. A todo momento alguém está precisando de algum tipo de ajuda.

Tenhamos ações, obras e/ou atos concretos pois a “fé sem obras é morta”, assim: “ore e labore”.

Coloquemos amor nas nossas vidas, tendo alegria de viver, vontade de servir, de aprender e colocar em prática os ensinamentos.

Coloquemos como prioridade: tratar bem todas as pessoas, não importa que não sejam simpáticas, façamos a nossa parte, se temos inimigos, os amemos também, os relacionamentos precisam terminar em Amor, estejamos sempre atentos pois sempre há alguém precisando de algo, ou de uma palavra.

Lembremos o que nos ensinou S. Paulo: “Em tudo o que fizerdes, por palavra ou ação, fazei-o em nome do Senhor, o Cristo, por Ele, dando graças a Deus, o Pai. (Cl 3,17)”. Esse é um grande direcionamento.

Quem ama, quem serve, tem um coração puro, sincero, verdadeiro, é Cristão, está sempre atento aos grandes ensinamentos dos Evangelhos, e está, com certeza, intimamente ligado (a) ao Cristo.

“Viver a vida” é todo dia, é através de atos, obras e ações concretas, firmes, cheias de amor, afeto, carinho, é sempre pensar no seu semelhante.

******************************************************************************************

Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?

É só acessar aqui: https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz e

https://www.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas/ e

https://www.instagram.com/frc_max_heindel

Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes

1. Pergunta: Por que os Espíritos Lucíferos não poderiam obter conhecimento sem o auxílio de um órgão interno, um cérebro físico?

Resposta:  Porque esses só poderiam ter um ambiente apropriado para isso no Período Lunar, quando os Anjos estavam passando pelo seu estágio de “Humanidade” e tinham como objetivo se tornarem especialistas em matéria etérica e, consequentemente, desenvolverem o Éter Refletor até a sua perfeição, que significava ter acesso a qualquer conhecimento diretamente acessando as “Memórias” (ou seja: a Sabedoria no conhecimento do Mundo Físico). Como eles não quiseram trabalhar para isso nesse Período Lunar, perderam o ambiente ideal para alcançar esse mérito da maneira mais simples (ou seja, sem a necessidade de um aparato entre eles e a fonte de conhecimento). Então, como sempre acontece com qualquer classe de seres Atrasados, foi lhes dada mais uma chance no Período Terrestre, só que como as condições evolutivas aqui são diferentes (preparadas para formas físicas pelos Senhores da Forma), então só conseguiriam ter acesso a qualquer conhecimento por meio de um aparato físico, no caso, um cérebro. Como não sabem construir, pois um cérebro só tem função se for construído por material da Região Química – já que um cérebro construído por material somente etérico não serve para tal atividade – (porque a Onda de Vida dos Anjos nunca precisou de um), precisou prestar um serviço a uma Onda de Vida inferior à deles (no caso, a nossa) para conseguir obter o estágio de “Sabedoria que os Anjos possuem”. Só que, também, como sempre acontece, o caminho é árduo, duro, difícil e demorado. E, assim, aqui estão eles “tentando” nos ajudar e sendo taxados como malfeitores e nomeados com vários nomes nada agradáveis. Em outras palavras: por seus livres arbítrios não quiseram seguir o Plano desse Esquema de Evolução para a Onda de Vida dos Anjos, e se rebelaram…e depois chegaram a mesma conclusão que chegamos quando insistimos, aqui, de não cuidar da parte espiritual e nos entregamos somente as “delícias e prazeres” da parte material; “quem procura enganar a Deus descobrirá que o caminho do transgressor é difícil, quando suas asas são chamuscadas na chama”. Tanto que correram para buscar “alcançar” o estágio em que os outros Anjos estão (a “sabedoria flui nos Anjos”) e para isso “prestaram o serviço a Onda de Vida humana, como verdadeiros benfeitores” (leia mais aqui: https://fraternidaderosacruz.com/as-verdades-espirituais-nos-mitos-antigos/  e aqui https://fraternidaderosacruz.com/construindo-a-nova-jerusalem/).

___________

2.Pergunta: Parece-me que o “pensamento Rosacruz” tem fundamentos iguais à doutrina espírita. Isso é muito bom. Estou correta?

Resposta: Não, os fundamentos da Fraternidade Rosacruz não são iguais aos nossos irmãos e irmãs que professam a doutrina espírita. Basta conhecer o que a Fraternidade Rosacruz preconiza como Clarividente e como médium, por exemplo. E há outros “fundamentos” que são bem diferentes. Sugerimos ler a obra básica da Fraternidade Rosacruz, o livro Conceito Rosacruz do Cosmos (que você acessa gratuita e digitalmente aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/ ) para você conhecer os “fundamentos” dos Ensinamentos Rosacruzes e verificar como há diferenças “fundamentais”.

______________

3.Pergunta: Por que os judeus sofrem de forma tão cruel há dois milênios?

Resposta: Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que nossos irmãos e nossas irmãs judeus, em renascimentos anteriores (antes até da primeira vinda do Cristo) se apegaram tanto à parte material desse Mundo que chegaram ao ponto de quase provocarem a existência de mais uma Lua na Terra (e se isso acontecesse, provocaria um enorme atraso evolutivo para todos os irmãos e todas as irmãs que precisam desse Planeta para cumprirem o Caminho de Evolução). Isso só não ocorreu porque Cristo veio ANTECIPADAMENTE, e com um Plano de Salvação que lhe exigiu e continua exigindo um sacrifício tão terrível que nós nem conseguimos imaginar (coisa que não seria necessário se esses irmãos e essas irmãs por sucessivos renascimentos não fossem cristalizando tanto aquela parte do Planeta Terra).

E mesmo com a presença do Deus Filho (Cristo) no meio daqueles irmãos e daquelas irmãs – “fazendo-se um entre eles”; “nascendo como judeu” e ensinando com toda a paciência da doutrina do Amor, e da necessidade de se voltar para a parte espiritual que busca a Fraternidade e a união com todos os irmãos e todas as irmãs desse Planeta – o que eles fizeram? Mataram o Corpo Denso de Cristo Jesus, não foi? E continuam tentando acabar ao negar o Cristianismo e se apegarem cada vez mais à Raça Judia (sendo que Religião de Raça, Raça, Deus de Raça, Espírito de Raça deixou de ser um método de evolução para nós, no lado ocidental do Planeta, desde a vinda de Cristo!).

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que temos o livre arbítrio para fazermos o que quiser, mas temos que arcar também com as consequências. E isso prova que o “caminho do transgressor é duro”. E é por isso que continuam sofrendo e sofrerão até adotarem o Cristianismo como Religião.

Se você observar bem, em vários países do continente americano já temos irmãos e irmãs judeus que convivem harmoniosamente com outros povos, inclusive árabes!

Sugiro que estude no livro Conceito Rosacruz do Cosmos (https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/): Jesus e Cristo Jesus e o Mistério do Gólgota para saber mais sobre esse assunto!

4.Pergunta: Se os nossos irmãos menores não estão sujeitos à Lei de Causa e Efeito, por que eles sofrem com as doenças, por exemplo? Entendo que isso pode fazer parte da evolução, mas é um sofrimento?

Resposta: O Corpo Denso de nenhuma das quatro Ondas de Vida (mineral, vegetal, animal e humana) é perfeito. Ou seja, tem partes que não funcionam perfeitamente e sendo assim, podem “adoecer” – que é nada mais do que não conseguir cumprir com as suas funções perfeitamente, indo deteriorando durante o uso do Corpo Denso, durante a vida aqui. Como aprendemos, estudando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos, o animal e o ser humano possuem Corpos de Desejos separados que os capacitam a sentir desejos, emoções e paixões. Contudo, existe uma diferença entre eles: o Corpo de Desejos do animal é inteiramente formado por matéria das Regiões mais densas do Mundo do Desejo, ou seja, das 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo: Região da Paixão e do Desejo Sensual, Região da Impressionabilidade e Região do Desejo. Assim, os nossos irmãos menores só conseguem criar desejos, emoções e/ou sentimentos inferiores. Como nessas Regiões prevalece a Força de Repulsão muito mais fortemente do que a Força de Atração, a “produção” desses tipos de desejos, emoções e/ou sentimentos sempre geram efeitos nocivos no Corpo Denso (pois o Espírito tem que lutar muito para fazer prevalecer um desejo, sentimento ou uma emoção em um lugar onde a “Repulsão” em usá-los é muito mais forte do que a “Atração”). Exatamente como nós, os nossos irmãos menores têm o livre arbítrio. E é por isso que, como aprendemos, estudando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos, o Espírito-Grupo do animal atua sobre ele com sugestões e jamais imposições. Ou seja, o animal produzindo um desejo, sentimento ou uma emoção inferior pode sim danificar a parte do seu Corpo Denso correspondente ao efeito daquele desejo, sentimento ou daquela emoção. E isso se chama doença e enfermidade. Como isso depende do grau de consciência (apesar de todos terem a consciência de sono com sonhos, alguns mais avançados já tem vislumbres de consciência próxima a de vigília – e isso garantido pelo processo de espirais dentro de espirais), os que estão mais elevados entre os animais, têm a possibilidade de desenvolver doenças ou enfermidades mais diversificadas. Atualmente, é o caso dos mamíferos (no grau mais diversificado de tipos de doenças ou enfermidades – e das aves – no grau menos diversificado delas). O Espírito-Grupo aprende com isso? Sim, melhorando o seu “jeito de sugerir” para ser mais eficaz e ajudar o animal a tomar a decisão correta. O animal aprende com isso? Sim, entendendo que colocar em ação desejos, sentimentos e emoções inferiores para atender um anseio seu, há um preço a pagar: o preço do transgressor!

5.Pergunta: Segundo os Ensinamentos Rosacruzes, Deus criou apenas o Sistema Solar?

Resposta: Segundo os Ensinamentos Rosacruzes, o que conhecemos como Deus, é um Ser que é do sétimo Plano Cósmico (Diagrama 10 do livro Conceito Rosacruz do Cosmos), e quando da Sua atual manifestação criou o nosso Sistema Solar como Campo de Evolução para infinitas Ondas de Vida, inclusive as 4 que Ele criou nessa Sua atual manifestação: humana, animal, vegetal e mineral. Aqui temos um vídeo (produto da nossa Reunião Dominical de Estudos de Filosofia Rosacruz) que detalha bem esse ponto. Talvez lhe ajude a esclarecer mais: https://youtu.be/sbZ9ufUM7Ug?si=28fjox2NwcKA7Imd

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ

As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco.

O horário é 18h30, horário local.

Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?

Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.

Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura  (veja na figura abaixo as Datas para esse mês), sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – pois a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.

Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª – 𝑷𝒓𝒆𝒑𝒂𝒓𝒂çã𝒐 – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – 𝑪𝒐𝒏𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂çã𝒐 – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;

3ª – 𝑺𝒂í𝒅𝒂 – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)

Se você está doente e entende que precisa de ajuda

…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas. O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA. As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/

**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

https://fraternidaderosacruz.com/category/treinamento-esoterico/rituais-diario-e-semanal/ritual-de-cura

image Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Maio de 2025
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Procurando a Luz

Uma recente visitante de Mount Ecclesia assistiu, pela primeira vez, a oficiação do Ritual de Serviço Devocional do Templo, na Pro-Ecclesia, também chamada de “Capela”. Ela ficou muito impressionada com a legenda na parede: “DEUS É LUZ” e, também com o tempo dedicado à “Concentração sobre o Serviço”, que é dedicado após à leitura do texto do Ritual e antes de começarmos a parte final com a Oração Rosacruz. Ela observou que a luz enchia literalmente a Capela e que esse sentimento de “estar” na luz a acompanhou por muito tempo.

E não é verdade? Essa “é” uma “capela de luz”. É reverenciada ao longo dos anos pela prece, pelo amor, pelos pensamentos focados na cura, paz, adoração e os anseios e as lutas daqueles que prestaram ao ofício do Ritual. Na verdade, o lugar em que oficiamos os Rituais é um local “sagrado”, e é a esse local que vimos “procurar a luz”.

Max Heindel menciona no livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz que “o inspirado Apóstolo São João quando ele escreveu: ‘Deus é Luz’[1]”. E Max Heindel continua dizendo: “Qualquer um que use essa passagem como assunto de Meditação encontrará, seguramente, uma maravilhosa recompensa à sua espera, pois não importa quantas vezes tomemos esse assunto, nosso próprio desenvolvimento, conforme os anos passam, nos assegura uma compreensão cada vez mais completa e melhor. Cada vez que mergulhamos nessas três palavras, sentimo-nos banhados por uma fonte espiritual de inesgotável profundidade e, a cada vez, sondamos mais minuciosamente as profundezas divinas e nos aproximamos mais do nosso Pai celestial”.

Quando começamos a estudar este assunto, surge naturalmente a pergunta: “De onde vem a luz?”. No primeiro capítulo do Livro do Gênesis dizem-nos que: “O Espírito de Deus movia-se sobre as águas[2]. E Deus disse: “Faça-se a luz[3], e fez-se a luz. E Deus viu a luz, e viu que era boa; e Deus separou a luz da escuridão. E Deus chamou à luz dia, e à escuridão noite… Assim, Deus criou o “homem à sua própria imagem[4]; à imagem de Deus o criou a ele.

Aprendemos pelos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que a luz passou a “existir” no segundo Período, o Período Solar, do nosso setenário Esquema de Evolução, quando a nebulosa, que continha o nosso Sol e os Planetas, havia alcançado um estado de incandescência. Esse Período, o Solar, vem descrito no terceiro versículo do primeiro capítulo do Livro do Gênesis: “Faça-se a luz[5].

Mas ainda não éramos um Ego totalmente individualizado e para saber quando nós, como Ego, pela primeira vez tivemos contato com a luz, aprendemos na Fraternidade Rosacruz: “A primeira vez que nossa consciência se dirigiu para a Luz, foi logo após sermos dotados da Mente. Quando entramos definitivamente em nossa evolução como seres humanos na Atlântida – a terra da névoa – nas profundezas das bacias de nosso planeta, a neblina quente, emitida da terra que se resfriava, pairava como um denso nevoeiro sobre a Terra. Nessa época, as estrelas nas grandes alturas do universo nunca eram vistas, e nem a luz prateada da Lua podia penetrar a atmosfera densa e nebulosa que pairava sobre aquela antiga Terra. Mesmo o esplendor ígneo do Sol estava quase totalmente extinto, e quando estudamos a Memória da Natureza daquela época, vemos que ele se assemelhava a um lampião colocado num poste num dia enevoado. Era bastante obscuro e tinha uma aura de variadas cores, muito similar àquelas observadas ao redor de um arco de luz.

Mas, essa luz tinha um fascínio. Os antigos Atlantes foram instruídos pelas Hierarquias Divinas, que os acompanhavam, que aspirassem a luz e, como a visão espiritual já estava, então, em declínio (até mesmo os mensageiros, ou Elohim, eram percebidos com dificuldade pela maioria) eles aspiravam cada vez mais ardentemente à nova luz, pois temiam as trevas das quais se tornaram conscientes por meio da dádiva da Mente.

Então, ocorreu o inevitável dilúvio, quando a neblina esfriou e se condensou. A atmosfera clareou e o “povo escolhido” foi salvo. Aqueles que trabalharam internamente e aprenderam a construir os órgãos necessários para respirar numa atmosfera semelhante à atual, sobreviveram e vieram para a luz. Não foi uma escolha arbitrária; o trabalho do passado consistiu na construção do corpo. Aqueles que só possuíam fendas parecidas com brânquias, tal como o embrião humano que ainda as tem em seu desenvolvimento pré-natal[6], não estavam preparados fisiologicamente para entrar na nova Era[7], como não estaria o embrião humano se nascesse antes de construir os pulmões. O embrião humano morreria como morreram aqueles povos antigos quando a atmosfera rarefeita tornou inúteis as fendas parecidas com brânquias.

Desde o dia que saímos da antiga Atlântida, nossos corpos estão praticamente completos, isto é, não tivemos o acréscimo de novos veículos; mas, desde aqueles tempos e de agora em diante, os que desejam seguir a luz precisam se esforçar para obter o crescimento anímico. Os corpos que cristalizamos ao nosso redor precisam ser dissolvidos, e a quintessência da experiência extraída, que como “alma” pode ser amalgamada com o Espírito, para fomentá-lo da impotência à onipotência. Por isso, o Tabernáculo no Deserto foi proporcionado aos antigos e a luz de Deus desceu sobre o Altar dos Sacrifícios. Isso tem uma grande significância: o Ego tinha acabado de descer para dentro do seu tabernáculo, o corpo. Todos nós conhecemos a tendência do instinto primitivo para o egoísmo e, se tivéssemos estudado as éticas superiores, saberíamos quão subversiva do bem é a indulgência às tendências egoístas; portanto, Deus imediatamente colocou ante a Humanidade, a Luz Divina sobre o Altar dos Sacrifícios.”[8].

Isso foi de grande significação, pois indicou que o Ego havia descido até seu próprio Tabernáculo, o Corpo Denso.

Talvez nesta altura seja bom recordar que o século anterior ao nascimento de Jesus viu o mundo civilizado mergulhado numa orgia de imoralidade, traição e maldade. Roma, o maior poder desse tempo, era o centro do deboche e perversa intriga. Roma havia conquistado a Palestina no ano 63 A.C. Na década seguinte veio a rápida ascensão de Júlio César ao poder. A depravação e corrupção da corte e do governo eram disfarçadas sob a mais magnífica ostentação de fausto e opulência que o mundo jamais havia visto. Nesse tempo Herodes foi nomeado governador da Galileia e de Jerusalém. Foi sucedido pelo seu filho, que continuou a sua perseguição ao povo e exterminou todas as coisas virtuosas e puras. A evolução humana havia quase chegado a um ponto morto. A vida espiritual do mundo estava em decadência. Foi esse reinado de perversidade que precedeu a vinda de Cristo.

Por conseguinte, o advento do Cristo assinala o mais importante acontecimento da evolução humana. A sua significação e seu objetivo formam o enigma dos Mistérios Cristãos, porque esta encarnação de um Raio do Cristo Cósmico na Terra tornou possível a nós avançarmos na senda espiritual. O Corpo de Desejos da Terra foi purificado, e o Princípio de Cristo, que se encontra dentro de cada um de nós, foi consequentemente levado a se expandir.

O Cristo Cósmico é representado, no Evangelho Segundo S. João, pela Palavra, o Verbo, sem o qual nada do que foi feito se fez[9]. É esse segundo Princípio do Deus Trino e Uno do nosso Sistema Solar. E uma vez que fomos feitos à imagem do nosso Criador, também somos Trinos e Unos e temos latente o Poder de Cristo dentro de nós. Nós somos todos Cristos em essência, e só podemos cumprir o nosso elevado destino mediante os novos ensinamentos de Cristo: o Evangelho do Amor.

Buscando a luz na Escola dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental sabemos que Amor e Serviço, como foi exemplificado por Cristo Jesus, devem ser o nosso lema. Amando e servindo amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) o irmão e a irmã – focando na divina essência oculta que existe em cada um de nós, e que é a base da Fraternidade – atraímos a nós os dois mais elevados Éteres que formam o Corpo-Alma[10], o radioso traje de luz usado por toda pessoa Cristã verdadeiramente espiritualizada.

Aprendemos algo sobre o que o poder da luz espiritual e do amor Crístico podem nas nossas vidas. Alguns acariciaram vislumbres dessa luz, lampejos momentâneos de qualquer coisa dentro de si, deixando um brilho na sua consciência. Uma vez que somos abençoados com tal sensação, sabemos que temos tocado as orlas exteriores de algo que não é físico, emocional ou mesmo mental, mas sim qualquer coisa profunda, real e verdadeiramente espiritual. Experimentamos um sentimento nascente de companhia, talvez a razão pela qual algumas pessoas nunca se sentem sós, nunca necessitam de prazeres exteriores para se sentirem felizes.

Que devemos fazer para que a luz se manifeste através de nós em toda a sua glória? Amar e servir (por meio do amor Crístico e do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e a irmã – focando na divina essência oculta que existe em cada um de nós, e que é a base da Fraternidade, respectivamente), sim – após haver erradicado da nossa Mente todos os pensamentos de raiva, ódio, egoísmo, cólera, inveja, ciúmes, preguiça, desgraça, medo, temor e afins. Se usarmos nossa força de vontade para fazer isso repetidas vezes, uma modificação alquímica se realizará gradualmente. Certos átomos do nosso Corpo Denso se transmutam, de forma a podermos ser sensíveis às vibrações mais elevadas de abnegação, paciência, tolerância e amor. Morremos para a antiga vida, porque estamos “caminhando na luz”.

(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross e Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – dezembro/1976-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.T.: IJo 1:5

[2] N.T.: Gn 1:2

[3] N.T.: Gn 1:3

[4] N.T. Gn1:26

[5] N.T.: Gn 1:3

[6] N.T.: são fendas e arcos nos seus pescoços que são idênticos as fendas e arcos branquiais dos peixes atuais.

[7] N.T.: se refere à Era de Áries.

[8] N.T.: do capítulo XII – Um Sacrifício Vivente do livro:  Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

[9] N.T.: Jo 1:3

[10] N.T.: O Éter Luminoso (ou de Luz) e o Éter Refletor.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quinta Época, a Ária, do Período Terrestre

Nós, a Humanidade, estamos passando, atualmente, pela quinta Época que chamamos de Época Ária. Sob a direção de uma grande Entidade, a Raça Semitas Originais – a quinta e mais importante das sete Raças atlantes – foi levada para leste até a grande extensão das estepes da Ásia Central, atualmente denominada Deserto de Gobi. Ali ela foi preparada para se converter na semente das sete Raças da Época Ária, nutrindo-a, potencialmente, das qualidades que deviam ser desenvolvidas por seus descendentes.

Esse nome se deu em virtude da Ásia Central ter sido o berço das Raças Árias, descendente dos Semitas Originais, que aperfeiçoou a Mente e a razão, e à qual pertencemos.

Nessa Época conhecíamos o uso do fogo e de outras forças, que nos foram intencionalmente ocultadas nas Épocas anteriores, para que pudéssemos usá-las livremente para os propósitos mais elevados do nosso próprio desenvolvimento.

Pois, durante as primeiras quatro Épocas, tínhamos um conhecimento maior dos Mundos espirituais. Porém, houve a necessidade de despertarmos completamente para a grande importância desta existência concreta. Por isso, fomos privados da recordação da existência espiritual superior nesta quinta Época. Assim, fomos obrigados a aproveitar e viver a vida intensamente, visando nosso crescimento no conhecimento do que tínhamos a disposição.

No início da Época Ária, os mais avançados da nossa Humanidade obtiveram as Iniciações Maiores para que pudessem ocupar o lugar dos Mensageiros de Deus, ou seja, dos Senhores de Vênus.

Esses Iniciados humanos foram, desde então, os únicos mediadores entre nós e Deus. Embora não apareçam publicamente nem mostrem sinais ou maravilhas são Líderes. Ficamos completamente livres para procurá-los ou não, quando quiséssemos.

Na metade da Época Atlante, nós, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado, penetramos completamente nos nossos veículos e começamos a trabalhar no veículo Mente, produzindo a manifestação do Pensamento e da Razão: a habilidade de deduzir uma causa pelo efeito da atividade do próprio pensamento. A faculdade de raciocínio ou lógica se desenvolveu mais completamente na Época Ária. Os Semitas Originais constituíram um “povo escolhido”, destinado a levar essa faculdade germinal a tal ponto de maturação que impregnasse completamente seus descendentes, para se converterem em uma Nova Raça.

Com a manifestação do pensamento e a aquisição da Mente – ainda no seu primeiro estágio de desenvolvimento, o mineral –, exercemos, presentemente, o nosso poder, apenas sobre os minerais e as substâncias químicas.

Não pode exercer o menor poder sobre a vida animal ou vegetal. Utilizam nas indústrias, madeiras, diversas substâncias vegetais, e certas partes do animal, substâncias que, em última análise, são todas matérias químicas animadas pela vida mineral, da qual se compõem todos os Corpos, conforme já se explicou. Atualmente, podemos ter domínio sobre todas essas variedades de combinações químico-minerais.

No final da nossa Época atual, o mais elevado Iniciado aparecerá publicamente, quando suficiente número de pessoas da humanidade comum desejar submeter-se voluntariamente a um Líder. Constituirão, dessa forma, o núcleo para a última Raça, que aparecerá no princípio da Sexta Época. Depois disso as Raças e nações deixarão de existir, a Humanidade formará uma Fraternidade Espiritual, como antes do fim da Época Lemúrica.

Os nomes das Raças que apareceram sobre a Terra durante a Época Ária, até agora, são os seguintes:

1) A Ariana, que se dirigiu para o sul da Índia,

2) A Babilônica-Assíria-Caldaica,

3) A Persa-Greco-Latina,

4) A Céltica e

5) A Teuto-Anglo-Saxônica.

Da mescla das diferentes nações, como atualmente acontece na América, virá a “semente” para a última Raça, no início da Sexta Época.

Duas Raças mais se desenvolverão na nossa Época atual, uma delas a Eslava. Quando, no transcurso de algumas centenas de anos, o Sol, em virtude da Precessão dos Equinócios, tenha entrado no Signo de Aquário, o povo russo e as Raças eslavas em geral alcançarão um grau de desenvolvimento espiritual que os levarão muito além de sua condição atual. A música será o fator principal para que isso aconteça, pois nas asas da música a Alma, que está sintonizada com ela, pode voar para o próprio Trono de Deus, onde o mero intelecto não pode alcançar.

Entretanto, o desenvolvimento assim obtido não é permanente, porque é unilateral e, portanto, não está em harmonia com a lei da evolução, que demanda que o desenvolvimento, para ser permanente, deve ser uniformemente equilibrado – em outras palavras, a espiritualidade deve se desenvolver através do, ou pelo menos igualmente com o, intelecto. Por esse motivo, a civilização eslava será de vida curta, mas será grande e muito feliz enquanto durar, porque terá nascido da dor e do sentimento de tristeza, de pesar e de sofrimento sem conta, e a lei de Compensação lhe levará ao oposto, a seu devido tempo.

Dos eslavos descenderá um povo que formará a última das sete Raças da Época Ária. Da América descenderá a última de todas as Raças desse Esquema de Evolução, que começará seu curso ao princípio da Sexta Época.

A Época Ária corresponde ao sétimo dia da Criação, quando os Elohim, como Criadores e Líderes, descansaram do seu trabalho e a humanidade foi deixada ao próprio cuidado.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: O Papel do Mal no Mundo

Maio de 1913

Na lição do mês passado, vimos o valor da dissonância na música; também, o papel correspondente do mal no mundo, isto é, enfatizamos por contraste a beleza e a harmonia do bem. Assim, à primeira vista, pode parecer que o mal aparente foi concebido por Deus, o Autor e Arquiteto do nosso sistema – como se Ele fosse responsável por toda a dor, todo sofrimento, toda tristeza e angústia sob os quais o mundo todo geme. No entanto, esse não é o caso. A Bíblia diz claramente que os Elohim, que são os agentes de Deus, “viram que isso era bom” quando o trabalho foi concluído. O nosso livro Conceito Rosacruz do Cosmos[1] e [2] e as Conferências 13[3] e 14[4] do livro Cristianismo Rosacruz explicam detalhadamente o relato da Bíblia de como o aparente mal entrou através dos Espíritos de Lúcifer; e que quando o mal entrou, as forças que trabalham para o bem o utilizaram para servir a um propósito benéfico e para alcançar um bem maior do que seria possível sem esse fator.

Na última parte da Época Lemúrica e nos primeiros tempos da Época Atlante, nós éramos puros e inocentes – o dócil protegido dos Anjos guardiães que guiaram todos cada passo o nosso caminho do desenvolvimento.

Nós não possuíamos a razão; essa era desnecessária quando só havia um caminho a seguir, pois nesse estado não havia escolha. Os Senhores de Vênus foram enviados para promover a bondade, o amor e a devoção. Se nenhum fator perturbador tivesse entrado, essa Terra teria permanecido um paraíso, e nós teríamos permanecido nela como uma bela flor. A dor, o sofrimento, a tristeza, a angústia e as doenças seriam desconhecidas. Sob o regime dos Anjos lunares e dos Senhores de Vênus, automaticamente, nós teríamos nos tornados sábios, porque não teria tido outra alternativa. Quando os Espíritos de Lúcifer abriram os nossos olhos para outra direção e os Senhores de Mercúrio promoveram a razão para nos guiar, tornamo-nos potencialmente maior que ambos, como exigido àqueles que seguem o caminho espiral da evolução.

Assim, equipado com as faculdades de escolha e da razão, é nossa prerrogativa gloriosa se elevar até o pináculo da maior perfeição possível nesse Esquema de Evolução. Por isso, Cristo disse: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço; e obras maiores que estes farão.[5].

Aprendamos, do mito de Fausto[6], a seguir os passos dos nossos preceptores, usando o aparente mal para alcançar um bem maior; aprendamos a não ser vencidos pelo mal, mas a vencê-lo e transmutá-lo em bem. Há um ditado que diz que “o que quer que seja, é o melhor”[7]. Se isso fosse verdade, não haveria incentivo para lutar por algo mais elevado, melhor ou maior. As palavras do Salvador nos impelem a avançar e as lendas, como a do mito de Fausto, nos ensinam como utilizar as forças aparentemente destrutivas e subversivas.

A quem muito é dado, muito lhe será exigido. Os Estudantes da Fraternidade Rosacruz, que recebem os avançados Ensinamentos avançados da Sabedoria Ocidental, são particularmente compromissados a fazer os maiores esforços. Que nos esforcemos com todas as nossas forças para viver à altura do nosso grande privilégio.

P.S. Muitos novos Estudantes foram adicionados a nossa lista desde que pedimos suas orações diárias para os trabalhadores em Mount Ecclesia. Assim, sentimos que servirá a um bom propósito reiterar o pedido de que nos incluam em suas devoções para que a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz possa se tornar um Centro Espiritual mais eficiente. Como sabem pelos prospectos enviados, estamos prestes a abrir a Escola de Cura e, neste passo importante, sentimos como nunca a necessidade da Graça Divina. Ajudem-nos, por favor, para que possamos ser bem-sucedidos.

(Cartas aos Estudantes – nº 30 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Os Espíritos Lucíferos

Esses espíritos eram uma classe de atrasados da Onda de Vida dos Anjos. No Período Lunar estavam muito além da grande massa que atualmente constitui os mais avançados da nossa Humanidade. Não progrediram tanto como os Anjos, que eram a Humanidade pioneira do Período Lunar, entretanto, estavam tão avançados do que a nossa Humanidade atual que era impossível para eles tomar um Corpo Denso como nós fizemos; ainda mais, eles não poderiam obter conhecimento sem o uso de um órgão interno, um cérebro físico. Estavam a meio caminho entre o ser humano, que tem cérebro, e os Anjos que não necessitam dele – em uma palavra, eram semideuses.

Eles estavam, assim, em uma situação muito séria. O único caminho que puderam encontrar para se expressarem e adquirir conhecimento foi usar o cérebro físico do ser humano. Através dele podiam se fazer compreender por um ser físico dotado de cérebro, o que os Anjos não podiam fazer.

Como dissemos, o ser humano, na última parte da Época Lemúrica, não podia ver o Mundo Físico, tal como nós o vemos atualmente, pois estava inconsciente do Mundo exterior. O Mundo do Desejo lhe era muito mais real. Tinha a consciência do sono com sonhos do Período Lunar, uma consciência pictórica interna. Os Lucíferos não encontraram dificuldade alguma em se manifestarem a essa consciência interna e lhe chamar a atenção para a forma exterior, que antes o ser humano não tinha percebido. Ensinaram-lhe como podia deixar de ser simplesmente o escravo dos poderes exteriores e como poderia se converter em seu próprio dono e senhor, se parecendo aos deuses, “conhecendo o bem e o mal”.

Outrossim, fizeram compreender que não devia ter apreensão quanto à morte do Corpo; que possuía em si a capacidade de formar novos Corpos, sem necessidade da intervenção dos Anjos. Todas essas coisas os Lucíferos disseram com o único propósito de que o ser humano dirigisse sua consciência ao exterior, para que eles aproveitassem e adquirissem conhecimentos conforme o ser humano os fosse obtendo.

Estas experiências resultaram em dor e sofrimento, o que, antes, o ser humano não conhecia, mas deram também a inestimável bênção da emancipação das influências e direção alheias e o ser humano iniciou a evolução de seus poderes espirituais. Essa evolução, um dia, permitir-lhe-á construir por si próprio, com tanta sabedoria como os Anjos e os outros Seres que o guiaram antes de exercitar sua vontade.

Antes dos seres humanos serem iluminados pelos Espíritos Lucíferos não conheciam enfermidades, nem dor, nem morte. Essas coisas foram o resultado do emprego ignorante da faculdade propagadora e de seu abuso na gratificação dos sentidos. Os animais em estado selvagem são livres de enfermidades e dores, porque se propagam sob o cuidado e direção dos sábios Espíritos-grupo, nas épocas do ano propícias a tal objetivo. A função sexual tem por única finalidade a perpetuação das espécies e não a gratificação dos desejos sensuais, seja qual for o prisma pelo qual se examine a questão.

Se o ser humano continuasse sendo um autômato guiado por Deus, não teria conhecido, até hoje, nem a enfermidade, nem a dor, nem a morte, mas também não teria obtido a consciência cerebral e a independência resultante da iluminação proporcionada pelos Espíritos Lucíferos, os “dadores da luz”. Eles abriram o entendimento e ensinaram a empregar a obscura visão para obter conhecimento do Mundo Físico, o qual estavam destinados a conquistar.

Desde esse tempo, duas forças agem no ser humano. Uma, a dos Anjos, se dirige para baixo, para a propagação e, por meio do Amor, forma novos seres na matriz. Os Anjos são, portanto, os perpetuadores da Raça. A outra força é a dos Espíritos Lucíferos, os investigadores de todas as atividades mentais. Dirige para cima, para o trabalho cerebral, a outra parte da força sexual.

Os Lucíferos são também chamados “serpentes”. Diversas mitologias assim os representam. Diremos mais sobre eles quando chegarmos à análise do Gênese. No momento já dissemos o bastante para encaminhar a investigação para o progresso evolutivo que trouxe o ser humano desde os tempos remotos, através das Épocas Atlante e Ária, até nossos dias.

O que temos dito acerca da iluminação dos lemurianos se aplica somente à minoria daqueles que viveram na última parte daquela Época, e foram a semente das sete Raças atlantes. A maior parte dos lemurianos era análoga aos animais, e as formas ocupadas por eles degeneraram para as dos selvagens e antropoides atuais.

Recomendamos ao Estudante gravar cuidadosamente que as formas é que degeneram. Devemos sempre recordar que há uma distinção importantíssima entre os Corpos (ou formas) de uma Raça, e os Egos (ou vidas) renascentes nesses Corpos de Raça.

Quando nasce uma Raça, as formas, animadas por certo grupo de espíritos têm a inerente capacidade de evoluir somente até certo grau. Na Natureza nada pode parar. Quando uma Raça atinge o limite de sua evolução, os Corpos ou formas dessa Raça começam a degenerar, caindo de forma para forma até a Raça extinguir-se.

A razão disso não se encontra longe. Novos Corpos de Raça aparecem flexíveis e plásticos, que proporcionam, aos Egos neles renascentes, grande margem de condições para melhorar esses veículos e, por consequência, eles mesmos progredirem. Os Egos mais avançados nascem nesses Corpos e melhoram-nos o mais que podem. Contudo, sendo esses Egos unicamente aprendizes, não podem evitar que esses veículos se cristalizem lentamente, até chegar ao limite mínimo de eficiência que esse Corpo seja capaz de proporcionar. Então, novas formas são criadas para proporcionar aos Egos de uma nova Raça maior margem de experiência e desenvolvimento. Os Corpos descartados se convertem em habitações de Egos menos avançados, que os aproveitam como degraus do largo caminho do progresso. Desta sorte, os antigos Corpos de uma Raça vão sendo empregados por Egos de crescente inferioridade, e degeneram gradualmente, até que já não haja Egos suficientemente inferiores que possam obter algum proveito do renascimento em tais Corpos. As mulheres se tornam estéreis e os Corpos da Raça morrem.

Podemos facilmente mostrar esse processo por meio de certos exemplos. A Raça teutônica-anglo-saxônica (especialmente o ramo americano) tem um Corpo mais brando e flexível e um Sistema Nervoso mais sensível do que qualquer outra Raça dos tempos atuais. Os indianos e os negros, por terem Corpos muito mais endurecidos e Sistema Nervoso mais rude, são muito menos sensíveis aos ferimentos. Um indiano continua lutando depois de receber ferimentos, cujo choque bastaria para derrubar ou matar um branco, enquanto o indiano se restabelece imediatamente. Os aborígines australianos (Bushmen) são um exemplo palpável da morte de uma Raça, devido à esterilidade, apesar de todos os esforços que o governo britânico vem fazendo para perpetuá-los.

Diz-se que onde entra a Raça branca as outras Raças desaparecem. Os brancos têm sido acusados de terríveis opressões sobre as outras Raças, tendo massacrado multidões de nativos indefesos e desprevenidos, como prova a conduta dos espanhóis com os antigos peruanos e mexicanos, se temos que apontar um entre tantos exemplos. As obrigações resultantes de tais abusos de confiança, de inteligência e de poder serão pagas até o último centavo, por aqueles que neles incorreram. Todavia, ainda que os brancos não tivessem massacrado, escravizado, martirizado e maltratado as antigas Raças, elas desapareceriam, sem bem que mais lentamente. Tal é a Lei da Evolução, a ordem da Natureza. No futuro, quando os Corpos das Raças brancas forem habitados por Egos que atualmente ocupam Corpos das Raças vermelha, negra, amarela ou parda, terão degenerado tanto que também desaparecerão, para serem substituídos por outros e melhores veículos.

A Ciência fala unicamente de evolução. Porém, não considera as linhas de degeneração que, lenta, mas seguramente, estão destruindo os Corpos, levando-os a tal extremo de cristalização que já não podem ser utilizados.

[2] N.T.: A “Queda do Homem

Ainda sobre a análise do Gênesis, podemos juntar mais algumas palavras sobre “a Queda”, à base do Cristianismo popular. Se não tivesse havido queda não haveria necessidade de “plano de salvação”.

Quando em meados da Época Lemúrica se efetuou a separação dos sexos (na qual trabalharam Jeová e seus Anjos), o Ego começou a agir ligeiramente em seu Corpo Denso, criando órgãos internos. Naquele tempo, o ser humano não tinha plena consciência de vigília, tal como possui hoje, mas com metade da força sexual, construiu o cérebro para expressão de pensamento, na forma já indicada. Estava mais desperto no Mundo Espiritual do que no Físico, mal podia ver seu Corpo e era inconsciente do ato de propagação. A afirmação da Bíblia de que Jeová adormeceu o ser humano, nesse ato é correta. Não havia nem dor nem perturbação alguma relacionada com o parto. Sua obscura consciência do ambiente não o inteirava, ao morrer, da perda do Corpo nem, ao renascer, da entrada noutro Corpo Denso.

Recorde-se: os Espíritos Lucíferos eram uma parte da Humanidade do Período Lunar, os atrasados da Onda de Vida dos Anjos. Eram demasiado avançados para tomarem um Corpo Denso físico, mas necessitando de um “órgão interno” para aquisição de conhecimento podiam trabalhar por meio deum cérebro físico, coisa fora do poder dos Anjos ou de Jeová.

Esses espíritos entraram na coluna espinhal e no cérebro e falaram à mulher, cuja imaginação, conforme já se explicou, tinha sido despertada pelas práticas da Raça Lemúrica. Sendo a consciência predominantemente interna, pictórica, e porque tinham entrado em seu cérebro por meio da medula espinhal serpentina, a mulher viu aqueles espíritos como serpentes.

No preparo da mulher estava incluído assistir e observar as perigosas lutas e feitos dos seres humanos que se exercitavam no desenvolvimento da vontade. Muito frequentemente os Corpos morriam nas lutas.

A mulher se surpreendia ao ver essas coisas tão raras e tinha obscura consciência de que algo estranho acontecia. Embora consciente dos espíritos que perdiam seus Corpos, a imperfeita percepção do Mundo Físico não lhe dava poder para revelar aos amigos que seus Corpos físicos tinham sido destruídos.

Os Espíritos Lucíferos resolveram o problema “abrindo-lhe os olhos”. Fizeram-na ciente dos Corpos, o seu e o do homem, e ensinaram-na como podiam conquistar a morte, criando Corpos novos. A morte não poderia mais dominá-los porque, como Jeová, teriam o poder de criar à vontade.

Assim, Lúcifer abriu os olhos da mulher, e ela, vendo, ajudou o homem a abrir o seu. Desta maneira, de forma real, se bem que obscura, começaram a “conhecer” ou a se perceberem uns aos outros e, também, ao Mundo Físico. Fizeram-se conscientes da morte e da dor, aprendendo a diferenciar o ser humano interno da roupagem que usava e renovava cada vez que era preciso dar um novo passo na evolução. O ser humano deixou de ser um autômato. se converteu num ser que podia pensar livremente, à custa de sua imunidade à dor, às enfermidades e à morte.

Interpretar o comer do fruto como um símbolo do ato gerador não é uma ideia absurda, como demonstra a declaração de Jeová (que não é um capricho, mas a declaração formal das consequências que adviriam do ato): morreriam e a mulher teria seus filhos com dor e sofrimento. Jeová sabia que o ser humano, agora com a atenção fixada em sua roupagem física, perceberia a morte, e que, não tendo ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos Astros, o abuso da função produziria o parto com dor.

Para comentadores da Bíblia sempre tem sido um enigma relacionar o comer de uma fruta com o nascimento de uma criança. A solução é bem fácil quando se compreende que o comer a fruta simboliza o ato gerador, ato pelo qual o ser humano se converte em algo “semelhante a Deus”, conhece sua espécie e se capacita para gerar novos seres.

Na última parte da Época Lemúrica, quando o ser humano se arrogou o direito de praticar sem peias o ato gerador, foi sua poderosa vontade que lhe permitiu realizá-lo. “Comendo da árvore do conhecimento” quando quisesse, se capacitou para, livremente, criar um Corpo novo ao perder o antigo veículo.

Geralmente, a morte é considerada algo temível. Se o ser humano também tivesse “comido da árvore da Vida” teria aprendido o segredo de vitalizar perpetuamente seu Corpo, o que teria sido ainda pior. Nossos Corpos atuais não são perfeitos, mas os desses tempos antiquíssimos eram excessivamente primitivos. Por isso, foi bem fundada a medida quando as Hierarquias Criadoras impediram o ser humano de “comer da árvore da vida”, impedindo de renovar o Corpo Vital. Se o tivesse conseguido ter-se-ia feito imortal, mas não poderia mais progredir. A evolução do Ego depende da evolução dos seus veículos. Se não pudesse obter novos e mais perfeitos veículos por meio de sucessivas mortes e renascimentos, ter-se-ia estagnado. É máxima oculta: quanto mais frequentemente morremos, melhor poderemos viver. Cada nascimento proporciona uma nova oportunidade.

Como vimos, o ser humano obteve o conhecimento por via cerebral, com o concomitante egoísmo, à custa do poder de criar sozinho, e a vontade livre à custa da dor e da morte. Quando aprender a empregar a inteligência para o bem da Humanidade, adquirirá poder espiritual sobre a vida, e se guiar-se-á por um conhecimento inato muito superior à atual consciência manifestada por via cerebral, tão superior a esta como a sua consciência de hoje é superior à consciência animal.

A queda na geração foi necessária à construção do cérebro, que é um meio indireto de adquirir conhecimento. Será sucedido pelo contato direto com a Sabedoria da Natureza. Então, sem cooperação alguma, o ser humano poderá utilizar esta Sabedoria na geração de novos Corpos. A laringe falará novamente a “Palavra perdida”, ou “Fiat Criador”, outrora empregada pelos antigos lemurianos sob a direção dos grandes instrutores, para criar vegetais e animais.

Será um criador de verdade e não na forma relativa e convencional do presente. Empregando a palavra apropriada ou a fórmula mágica poderá criar um Corpo novo.

[3] N.T.: CONFERÊNCIA Nº 13 – OS ANJOS COMO FATORES DA EVOLUÇÃO

Quando falamos de evolução, a ideia disso no ocidente é, principalmente, focada no materialismo. Acostumamo-nos a olhar a matéria pelo ponto de vista puramente científico: que o nosso Sistema Solar procede daquilo que, uma vez, foi uma incandescente nebulosa, cujas correntes foram geradas e postas em um movimento a partir de um movimento espontâneo. Essa nebulosa assumiu a forma esférica e lançou de si anéis conforme se contraía. Esses anéis se romperam e formaram, assim, os Planetas que se esfriaram e se solidificaram. Pelo menos um Planeta – nossa Terra – espontaneamente gerou organismos simples que mais tarde, pelo processo evolutivo, se tornaram cada vez mais complexos, elevando-se na escala através dos Radiados (ouriços, estrelas do mar, etc.), depois pelos Moluscos (ostras, mexilhões, etc.) e daí pelos Articulados (caranguejos, lagostas, etc.) até as espécies vertebradas. Após percorrer as quatro classes de vertebrados – Peixes, Répteis, Aves e Mamíferos – esse impulso evolutivo espontâneo alcançou o seu mais elevado estágio no ser humano, que é considerado a fina flor da evolução – a mais elevada inteligência do Cosmos.

O cientista materialista expressará desprezo ou impaciência com tudo aquilo que sugere a existência de um Deus, ou mesmo de qualquer outro agente externo, como totalmente desnecessária para explicar o universo. Em apoio a essa sua posição, ele pega uma vasilha com água e despeja nela um pouco de óleo. A água representa o espaço, e o óleo a nebulosa incandescente. A seguir, ele começa a mexer o óleo, girando-o na vasilha até formar uma “bola” no centro, e essa vai engrossando mais nas bordas, formando um anel, até se desprender desse anel. Isto formará uma esfera menor e revolve sobre a massa central como um Astro em volta do Sol. Então, o cientista pode, triunfalmente, se voltar e indagar com um sorriso compassivo: “Agora, você viu quão natural é isso, como é supérfluo o seu Deus?”

Na verdade, é de causar pasmo a constatação de quão obtusas podem ser as mais brilhantes inteligências quando influenciadas por noções preconcebidas. É de pasmar também que alguém, capaz de idealizar essa excelente demonstração, seja ao mesmo tempo incapaz de ver que ele próprio representa, em sua experiência, o Autor do nosso sistema a quem chamamos Deus, porque a experiência jamais teria sido imaginada, nem o óleo jamais teria sido posto a girar sobre a água, formando algo semelhante a um sistema planetário, não fora o pensamento e a ação atuarem sobre a matéria. Por isso, ao invés de provar a “superficialidade” da existência de Deus, sua demonstração da teoria nebular prova, no sentido mais amplo, a absoluta necessidade de uma Causa Primeira – seja ela chamada Deus ou tenha qualquer outro nome. Percebendo isto foi que Herbert Spencer, o grande pensador do século XIX, rejeitou esta teoria. Contudo, foi por sua vez incapaz de explicar satisfatoriamente a origem do sistema solar independentemente da mesma, que considerou falha. A ciência, pois, embora não queira reconhecê-lo, também apoia a teoria da origem do mundo que requer a ação inteligente de um ser ou seres estranhos à matéria do universo: um Criador ou Criadores.

Propriamente compreendida, essa teoria está em perfeita harmonia com a Bíblia que nos fala de um certo número de diferentes Seres que tomam parte ativa na evolução da Terra e das criaturas que nela vivem. Ouvimos falar de Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Tronos, Principados, Poder das Trevas, Poder dos Ares, etc., de modo que a Mente indagadora não pode deixar de perguntar: “Quem são todos eles? que papel desempenharam no passado? e qual o seu trabalho no presente?” Porque a Mente indagadora não pode acreditar que os Anjos sejam seres humanos transformados pela morte em entidades espirituais cujo único prazer e única tarefa consiste em soprar uma trombeta e dedilhar uma harpa, quando na vida terrena eram incapazes até de distinguir uma nota de outra. Tal suposição contraria a razão e está em desacordo com todos os métodos da Natureza, que exige que nos esforcemos para desenvolver nossas faculdades.

Os ensinamentos ocultos – em harmonia com a Bíblia e com as modernas teorias científicas – e que se encontram no Capítulo “Análise Oculta do Gênesis” de “O Conceito Rosacruz do Cosmos” dizem que o corpo que agora é a Terra nem sempre foi tão denso e sólido como no presente, mas que já passou por três Períodos de desenvolvimento antes de chegar ao atual Período Terrestre, e que, “após este, haverá ainda mais outros três antes de completar-se nossa evolução”.

Durante os três Períodos precedentes à nossa atual condição, isto que agora é a Terra, juntamente com o ser humano sobre ela, foram ambos gradativamente solidificados a partir de um sutil estado etéreo até outro de densidade muito maior do que é presentemente. Enquanto a “Involução” – o processo de consolidação – prosseguia, o Espírito que agora é o Ego humano construía um corpo ou um veículo para cada grau de densidade. Trabalhava inconscientemente, mas nisso era ajudado por diferentes Hierarquias espirituais, tais como os Tronos, os Querubins e os Serafins.

Quando o máximo de densidade foi alcançado, o Espírito teve a consciência despertada para si mesmo como um Ego separado no mundo material. Este foi o ponto decisivo para o retorno, pois, uma vez consciente, o Espírito não pode continuar submergindo-se na matéria. Assim, à medida que sua consciência espiritual paulatinamente desponta, ele também aos poucos espiritualiza seus corpos, deles extraindo a alma que é a essência do poder de cada um.

Deste modo, ele se elevará gradativamente das regiões materiais mais densas, juntamente com a Terra, durante o resto do Período Terrestre e nos três Períodos subsequentes.

Nos primórdios da evolução, o tríplice “Espírito Virginal” estava “desnudo” e era inexperiente. Sua Involução implicava na construção de corpos, o que ele conseguiu inconscientemente com a ajuda de poderes superiores. Quando seus corpos foram concluídos e o Espírito tornou-se consciente, então a Evolução teve início. Mas esta exige crescimento anímico, que só pode ser alcançado mediante os esforços individuais do espírito no ser humano, o Ego, que ao final desta fase possuirá poder anímico como fruto de sua peregrinação através da matéria. E será daí uma Inteligência Criadora.

Os Rosacruzes deram aos sete Períodos de desenvolvimento os nomes dos Astros que regem os dias da semana porque, usando o termo em seu sentido mais amplo, tais Períodos são os Sete Dias da Criação. Significam também metamorfoses da Terra, nada tendo a ver com os Astros no céu, exceto que as condições que eles representam aproximam-se das dos Astros de mesmo nome, como segue: 1) Período de Saturno; 2) Período Solar; 3) Período Lunar; 4) Período Terrestre (cuja primeira metade é chamada “Marciana” e a segunda “Mercurial”, segundo o exposto no “Conceito Rosacruz do Cosmos”); 5) Período de Júpiter; 6) Período de Vênus; 7) Período de Vulcano.

Nossa evolução começou na Terra como ela era no quente e escuro Período de Saturno, em que a matéria era constituída de uma substância gasosa extraída da Região do Pensamento Concreto. Ali, o Espírito Divino (que é o mais elevado aspecto do tríplice “Espírito Virginal”, feito à semelhança de Deus) foi despertado pelos Senhores da Chama, também chamados Tronos no esoterismo Cristão, os quais irradiaram de si próprios o germe do pensamento-forma como contraparte material do Espírito Divino. Este pensamento-forma foi mais tarde aperfeiçoado e consolidado na forma do Corpo Denso do ser humano, pelo que o seu mais elevado Espírito e o mais inferior dos seus corpos são frutos do Período de Saturno.

No Período Solar, a Terra alcançou a densidade do Mundo do Desejo, convertendo-se em algo assim como um nevoeiro incandescente de brilhante luminosidade. Então, os Querubins despertaram o segundo aspecto do Espírito Virginal tríplice: o Espírito de Vida. Sua contraparte – o Corpo Vital – nasceu aí como pensamento-forma e foi feito para interpenetrar o Corpo Denso germinal que se tinha consolidado e alcançado a mesma densidade da Terra. Foi, portanto, formado de matéria de desejos.

Ao fim das condições a que chamamos Período Solar, o ser humano possuía um duplo espírito e um duplo corpo.

No Período Lunar, a densidade da Terra aumentou a tal ponto que alcançou o estado de matéria que constitui a chamada Região Etérica. Era então um núcleo ígneo envolto em vapor e recoberto por uma atmosfera de nevoeiro quente ou de gás também vaporoso e quente. Quando a água esquentava pela proximidade com o núcleo ígneo, dele se afastava evaporando-se para o exterior; e quando resfriada pelo contato com o espaço externo, o vapor tornava a descer em direção ao núcleo ígneo.

Dessa substância úmida é que se formou o corpo mais denso dos “homens aquáticos”. O pensamento-forma do Corpo Denso havia se consolidado em um gás úmido; o pensamento-forma do nosso atual Corpo Vital havia descido até o Mundo do Desejo, pois da matéria desse Mundo foi formado, conforme vimos anteriormente. O pensamento-forma do nosso atual Corpo de Desejos foi acrescentado a esse duplo corpo no Período Lunar, tendo sido os Serafins que despertaram aí o terceiro aspecto do Espírito Virginal: o Espírito Humano. Foi então que o Espírito Virginal se tornou um “Ego”, de modo que, ao fim do Período Lunar, o ser humano nascente possuía um Tríplice Espírito e um Tríplice Corpo, a saber:

1) o Espírito Divino e sua contraparte – o Corpo Denso;

2) o Espírito de Vida e sua contraparte – o Corpo Vital;

3) o Espírito Humano e sua contraparte – o Corpo de Desejos.

O Tríplice Corpo é a “sombra” do Tríplice Espírito, lançada na Região do Pensamento Concreto nos três Períodos que precederam o atual Período Terrestre. Desde ali, todos esses pensamentos-forma condensaram-se: 1 grau o Corpo de Desejos, 2 graus o Corpo Vital e 3 graus o Corpo Denso, antes de alcançarem sua presente densidade.

Os Senhores da Chama (Tronos), os Querubins e os Serafins trabalharam para o ser humano voluntariamente e por puro Amor. De uma evolução como a nossa, eles nada podiam aprender. Agora que já se retiraram no atual Período Terrestre, os “Poderes” (Exusiai) do Cristianismo Esotérico – chamados Senhores da Forma pelos Rosacruzes – assumiram um encargo especial, porque este é um Período eminentemente da “Forma” e foi esta Hierarquia espiritual quem deu a todas as coisas suas atuais, definidas e nítidas formas concretas, as quais eram incipientes e indistintas nos Períodos anteriores.

Além das Hierarquias espirituais mencionadas, houve outros que ajudaram, mas vamos ater-nos somente aos seres que alcançaram no desenvolvimento a condição de humanos nos três Períodos precedentes. Esses seres avançaram naturalmente, de modo que os homens do Período de Saturno estão agora três passos à frente dos humanos atuais, sendo conhecidos como “Senhores da Mente”. A humanidade do Período Solar encontra-se dois passos adiante de nós e são chamados “Arcanjos”. E a humanidade do Período Lunar acha-se apenas um passo à nossa frente: são os “Anjos”.

Os Períodos são dias da Criação e, entre cada dois Períodos, há um intervalo de repouso ou atividade subjetiva – uma Noite Cósmica, análoga à noite de sono restaurador que desfrutamos entre um dia e outro de nossa vida terrena. Quando a vida evoluinte emerge do “Caos” na aurora de um novo Período, efetua-se em primeiro lugar uma recapitulação um grau à frente do trabalho realizado nos Períodos anteriores, antes de iniciar-se a obra do novo Período. Assim é alcançado o apogeu da perfeição capaz de ser atingida.

Portanto, a evolução do ser humano sobre a Terra, tal como se acha agora constituída, divide-se em “Épocas”, nas quais ele primeiro recapitula o seu passado, indo depois em frente às condições que prefiguram desenvolvimento e que só alcançarão expressão plena em Períodos futuros.

Na primeira – ou Época Polar – “Adão” ou humanidade – foi formado de “terra”. Atravessava ele aquela fase puramente mineral do Período de Saturno em que possuía somente o Corpo Denso, modelado por ele próprio sob a orientação dos Senhores da Forma. Estava submerso no então escuro e gasoso Astro que acabava de emergir do caos, “sem forma e vazio”, como diz a Bíblia. Pois, do mesmo modo que as framboesas são formadas de pequenas bagas, assim foi a nossa “mãe Terra” formada da multidão de corpos densos parecidos com minerais de todos os reinos, e as correntes de vida que se expressavam como minerais, animais e homens, trabalhavam para libertá-los.

Na segunda – ou Época Hiperbórea – disse Deus: “Haja luz”, e o calor transformou-se em uma nuvem incandescente idêntica àquela do Período Solar. Nessa Época, foi o Corpo Denso do ser humano interpenetrado por um Corpo Vital, ficando a flutuar de um lado para outro sobre a Terra ígnea como uma enorme coisa em forma de saco. O ser humano era então como as plantas porque dispunha dos mesmos veículos que estas possuem agora, enquanto os Anjos o auxiliavam a organizar seu Corpo Vital, conforme continuam fazendo até o presente.

Isso pode parecer uma anomalia, já que os Anjos são a humanidade do Período Lunar, no qual o ser humano obteve seu Corpo de Desejos. Mas não é, porque somente no Período Lunar a Terra evoluinte condensou-se em Éter, tal como o que agora forma a substância de nosso Corpo Vital. A humanidade de então (os atuais Anjos) aprenderam ali a construir seus corpos mais densos de matéria etérea, assim como aprendemos a construir os nossos com matéria sólida, líquida e gasosa da Região Química. E nisso os Anjos tornaram-se peritos, conforme seremos também na construção de nossos corpos densos ao fim do Período Terrestre.

Eles estão, portanto, especialmente preparados para ajudar as outras ondas de vida em funções que digam respeito às importantes expressões do Corpo Vital. Ajudam assim na formação e manutenção das plantas, dos animais e do ser humano, relacionando-se muito de perto com a assimilação, crescimento e propagação desses reinos. Os Anjos anunciaram o nascimento de Isaac ao fiel Abraão, mas foram também os arautos da destruição de Sodoma por abusar-se ali das funções criadoras. O Anjo Gabriel (não Arcanjo, de acordo com a Bíblia) predisse os nascimentos de Jesus e João. Outros Anjos já haviam anunciado os nascimentos de Samuel e Sansão.

Os Anjos atuam particularmente nos corpos vitais dos vegetais porque a corrente de vida que anima esse reino iniciou sua evolução no Período Lunar, quando os Anjos eram humanos e trabalhavam com os vegetais do mesmo modo que agora trabalhamos com os minerais. Há, portanto, uma afinidade especial entre o Anjo e o Espírito-Grupo das plantas. Pode-se assim explicar a enorme assimilação, crescimento e fecundidade das plantas. O ser humano também alcançou enorme estatura na segunda Época – ou Época Hiperbórea – que estava principalmente a cargo dos Anjos. A mesma coisa se dá com a criança em sua segunda Época setenária de vida, porque então os Anjos podem trabalhar mais amplamente sobre ela de maneira que, ao fim dessa Época, aos quatorze anos, a criança alcança a puberdade e torna-se apta a reproduzir sua espécie – também com a ajuda dos Anjos.

A terceira – ou Época Lemúrica – apresentava condições análogas ao Período Lunar, embora mais densas. O núcleo ígneo da Terra ficava ao centro. Envolvendo-o, havia uma fervilhante camada de água em ebulição que, por sua vez, era envolvida na parte mais externa por uma atmosfera vaporosa de “neblina ardente”, pois assim “havia Deus dividido a terra das águas”, segundo o Gênese. Com a umidade mais densa do vapor, podia o ser humano viver em ilhas com crostas sólidas em formação espalhadas num mar de águas ferventes. Sua forma era então completamente firme e sólida, possuía tronco e membros e a cabeça começava a formar-se. O Corpo de Desejos foi acrescentado e aí o ser humano passou ao encargo dos Arcanjos.

Temos aqui outra vez o que se parece com uma anomalia, pois os Arcanjos foram a humanidade do Período Solar, Período em que nasceu o Corpo Vital, quando o ser humano não possuía ainda Corpo de Desejos. A dificuldade, porém, se desvanece quando recordamos que cada veículo nosso é a sombra de um dos aspectos do Espírito, conforme dissemos anteriormente, e que tais veículos não foram dados por essas Hierarquias. Estas simplesmente ajudam o ser humano no aperfeiçoamento de determinado veículo, dada a sua especial aptidão para trabalhar com a matéria dele. Os Arcanjos são educadores do nosso Corpo de Desejos, pois se fizeram peritos na construção e uso de tal veículo quando eram humanos no Período Solar. Neste Período, eles construíram o seu corpo mais denso com “matéria de Desejos”, da mesma forma que agora construímos nosso corpo mais denso com matéria química mineral.

Os Arcanjos são também o principal apoio do Espírito-Grupo animal, porque os atuais animais começaram como minerais no Período Solar. Na Época Lemúrica, o ser humano encontrava-se em idêntica situação à daqueles na Época atual: o Espírito estava fora do corpo que tinha de dirigir, ainda que os corpos de todos já estivessem sido impregnados com o germe da personalidade individual, conforme esclareceremos a seguir. Deste modo, os homens não eram tão fáceis de guiar como os animais do presente, pois o espírito separado de cada um destes ainda está inconsciente. O desejo então predominava, necessitando por isso de uma forte sujeição. Isto foi feito em alguns dos mais dóceis entre a nascente humanidade da Época Lemúrica, sendo que estes, no devido tempo, vieram a ser instrutores dos demais. A grande maioria, contudo, não recebeu tal vantagem.

Na quarta – ou Época Atlante – teve início o verdadeiro trabalho do Período Terrestre. O Tríplice Espírito estava destinado a entrar no Tríplice Corpo e converter-se num Espírito interno para alcançar pleno domínio sobre seus veículos, mas faltava ainda o elo da Mente. Tal elo, nós o devemos aos Senhores da Mente que haviam antes impregnado os corpos com a sensação de personalidade separada. Esta preponderou sobre a primitiva sensação de unidade com o todo, possibilitando a cada um colher experiências individuais de condições semelhantes.

Os Senhores da Mente alcançaram o estado humano no Período de Saturno. Não eram “deuses” vindos de uma evolução anterior como os Querubins e os Serafins. Daí a tradição oriental de os chamar de “A-suras” – “Não-deuses” – e a Bíblia os denominar “Poderes das Trevas”, em parte porque procederam do escuro Período de Saturno e em parte porque os considera como o mal. São Paulo apóstolo fala do nosso dever de lutar contra eles.

São Paulo estava certo, mas é bom compreendermos que não existe nada absolutamente de mal, e que no passado eles foram os benfeitores do gênero humano. O mal não é outra coisa senão o bem mal colocado ou não desenvolvido. Por exemplo: suponhamos um especialista em fabricação de órgãos que construa um, todo especial – sua obra-prima. Neste caso, ele é uma encarnação do bem. Mas se ele leva o órgão até a igreja e, mesmo não sendo músico, insiste em tocá-lo substituindo o organista, então ele representa o mal.

Quando os Senhores da Mente eram humanos no Período de Saturno e a Terra era constituída de substância da Região do Pensamento Concreto, aí começamos nossa evolução como minerais. Então, os Senhores da Mente aprenderam a construir seus corpos mais densos com esses minerais, do mesmo modo que agora construímos nossos corpos dos presentes minerais. Assim, especializaram-se no uso dessa “matéria mental”, estabelecendo também, portanto, uma relação extraordinariamente íntima conosco.

Chegado o tempo em que o Tríplice Corpo estava pronto para que o Espírito nele habitasse, o ser humano precisou da Mente para servir como elo entre o Espírito e o corpo. Mas isto os deuses não lhe podiam dar. Era demasiado para eles. Os Arcanjos e os Anjos ainda não podiam criar, mas os Senhores da Mente já haviam alcançado o terceiro Período além daquele em que tinham sido humanos, tornando-se, pois, Inteligências Criadoras. Assim, puderam naturalmente preencher a lacuna irradiando de si a substância de que está formada a nossa Mente.

Procedendo de tal forma, nossa Mente tinha de ser, como é de fato, naturalmente separatista e inclinada a ressentir-se da autoridade. Devia ser o instrumento do infante Espírito no governo do Tríplice Corpo e um freio ao desejo imoderado. Contudo, ela veio acrescentar ao desejo a poderosa astúcia, depois paixão e malvadez, sendo por si mesma mais difícil de domar que um potro selvagem. À Mente, agrada mais dominar o inferior do que obedecer ao superior. Por conseguinte, a paixão e a perversidade predominaram na Época Atlante. A raça degenerou e então tornou-se imperiosa a criação de outra e sob diferentes condições.

Entretanto, a atmosfera quente e vaporosa da Lemúria havia-se esfriado e condensado, convertendo-se em espesso nevoeiro na Época Atlante. Ali viveram os “niebelungen” (“filhos da névoa”) das velhas lendas, que foram os atlantes. Então, Deus ordenou que “as águas se juntassem em um lugar e que aparecesse a terra seca”. A névoa condensou-se gradualmente, caindo em torrentes e inundando os vales da Atlântida. A raça perversa pereceu, com exceção de uns poucos, conhecidos depois como “o povo eleito”, e escolhidos para serem o núcleo da atual raça ariana e herdarem a terra prometida: a Terra como é agora constituída. Estes poucos foram salvos conforme relatado diversamente nas histórias de Noé e Moisés, este tirando o povo de Deus do Egito (Atlântida) e guiando-o através do Mar Vermelho (o dilúvio ou inundação atlântica), onde o Faraó (o malvado rei atlante) pereceu com todos os seus seguidores.

As Hierarquias espirituais têm sido seriamente embaraçadas em seus esforços para ajudar o ser humano desde a Época em que este recebeu a luz da razão e se lhe abriu o entendimento, porque então tinha de lidar com assuntos dos quais não possuía o menor conhecimento, como por exemplo a propagação da espécie. Por ignorar as Leis Cósmicas que a regiam, o parto tornou-se doloroso e a morte converteu-se na experiência mais frequente e desagradável. Severas medidas impuseram-se, portanto, para controlar a natureza inferior. Isto foi feito por Jeová, o mais alto Iniciado do Período Lunar e regente dos Anjos, auxiliado nessa tarefa pelos Arcanjos, que são os Espíritos de Raça (Dn 12:1).

Jeová ajudou o ser humano a controlar a Mente e a dominar o Corpo de Desejos impondo leis e decretando castigos para as transgressões. O temor de Deus opôs-se então aos desejos da carne, e assim foi o pecado manifestado ao mundo.

Os Arcanjos, como Espíritos de Raça, lutavam a favor ou contra uma nação por intermédio de outra para castigar aquela em que houvesse pecado (Dn 10:20).

Eram os Anjos que faziam vicejar ou secar os trigais e vinhedos; os que aumentavam ou diminuíam os rebanhos; os que multiplicavam ou reduziam a família, conforme fosse necessário recompensar ou punir o ser humano por sua obediência ou transgressão às leis do Chefe dos Espíritos de RaçaJeová. Sob o reinado deste, todas as religiões de raça – Confucionismo, Taoísmo, Budismo, Judaísmo, etc. – floresceram e atuaram no Corpo de Desejos como Religiões do Espírito Santo. Jeová ajudou o ser humano a dominar o Corpo de Desejos porque este foi obtido no Período Lunar.

Mas a Lei conduz ao pecado, pois é separatista. Além disso, o ser humano deve aprender a agir bem independentemente do medo. Portanto, Cristo, o mais alto Iniciado do Período Solar, veio para ensinar a Religião do Filho, que atua sobre o Corpo Vital, obtido no Período Solar. Ele ensinou que o Amor é superior à Lei. O amor perfeito lança fora o temor e liberta a humanidade do racismo, da casta e do nacionalismo, conduzindo-o à Fraternidade Universal, que será um fato quando o cristianismo for vivenciado.

Quando o cristianismo haja espiritualizado plenamente o Corpo Vital, um passo ainda mais elevado será dado com a Religião do Pai, o qual, como o mais alto Iniciado do Período de Saturno, ajudará o ser humano a espiritualizar o corpo que obteve nesse Período: o Corpo Denso. Então, até a Fraternidade Universal será superada. Não haverá mais eu ou tu, porque todos serão conscientemente “Um” em Deus, e o ser humano terá sido emancipado da tutela dos Anjos, dos Arcanjos e dos Poderes ainda maiores.

[4] N.T: Lúcifer: Tentador ou Benfeitor

Ao olharmos o mundo ao nosso redor, constatamos que não há fato mais evidente do que aquele expresso pelo poeta hebreu: “Poucos são os dias do homem, e plenos de desgraça”. E perguntamo-nos, naturalmente: “Por que deve ser assim?”

O teólogo afirma que Deus decretou que sofrêssemos porque nossos primeiros pais pecaram ao serem tentados pelo diabo. E procura justificar Deus nesta frase burlesca: “Na queda de Adão, todos pecamos.” Mas por que o comer-se uma maçã, como causa, deve merecer o castigo do parto doloroso como efeito? Isto tem sido sempre um enigma difícil para os comentaristas da Bíblia. E como poderia um Deus sábio e amoroso decretar tanta miséria sobre toda a raça humana só pela tão irrelevante falta de um casal? Isto é tão difícil de entender que justifica até certo ponto a Robert Ingersoll quando exclamou: “Um Deus honesto é a obra mais nobre do homem!”

Semelhante anomalia nasce naturalmente da falta de conhecimentos ocultos e da consequente interpretação materialista dessa mina de informação esotérica que é a Bíblia.

Para conseguirmos um esclarecimento verdadeiro no que tange à dor e à tristeza, devemos, de início, basear-nos na informação puramente oculta, procurando ver então que luz lança a Bíblia sobre a mesma.

Recordemos que quatro grandes Épocas ou Idades precederam a nossa presente Época Ária: a Polar, a Hiperbórea, a Lemúrica e a Atlante.

Na Época Polar, o homem dispunha apenas de um Corpo Denso precariamente organizado. Daí que estivesse inconsciente e imóvel como os minerais que agora são assim constituídos. Na Época Hiperbórea, seu Corpo Denso foi envolvido por um Corpo Vital, ficando o Espírito “flutuando” fora. Os efeitos de tal natureza podem ser constatados pelo exame dos vegetais que, no presente, são analogamente constituídos.

Neles, podemos ver a repetição permanente, a formação de talos e folhas em sucessão alternada que prolongar-se-iam infinitamente caso não houvesse outra influência. Mas, como a planta não tem um Corpo de Desejos separado, o Corpo de Desejos da Terra, o Mundo do Desejo, endurece o vegetal e impede em determinado ponto o seu excessivo crescimento para cima. A força criadora, impedida de expressar-se no fazer a planta crescer mais ainda, busca outra saída: forma as flores nessa planta e encaixa-se na semente, de forma que possa crescer de novo em outra planta.

Na Época Hiperbórea, em que o homem se encontrava em condições idênticas, seu Corpo Vital fazia-o crescer a gigantescos tamanhos. Agindo sobre ele, o Mundo do Desejo levava-o a expelir sementes parecidas com esporos, das quais outro Ego humano apoderava-se ou eram utilizados pelos Espíritos da Natureza na construção de corpos para os animais que começavam a emergir do Caos (a onda de vida mais avançada começa primeiro, no início de um período, e retorna por último ao Caos: as ondas de vida que se seguem – animal, vegetal e mineral – começam mais tarde e retornam mais cedo).

Portanto, na Época Hiperbórea, quando o homem era constituído identicamente aos vegetais, seu Corpo Vital formou vértebra sobre vértebra e teria continuado a formá-las caso um Corpo de Desejos individual não houvesse sido dado na Época Lemúrica. Este corpo começou a endurecer a estrutura e a restringir a tendência a um maior crescimento. Como resultado, o crânio, a flor que se encontra na ponta do caule (da coluna vertebral), estava incipientemente formado.

Contrariada em seus esforços para construir uma forma maior, tornou-se necessária à força criadora no Corpo Vital buscar uma nova saída pela qual pudesse continuar a crescer em outro ser humano. O homem então tornou-se hermafrodita, capaz de gerar sozinho um novo corpo.

A planta não tem Corpo de Desejos individual, daí não sentir paixão. Apenas estende seu órgão criador – a flor – casta e inocentemente em direção ao Sol, uma das coisas mais belas e encantadoras que existem.

No ser humano, o Corpo de Desejos individual deve necessariamente produzir a paixão e o desejo, a menos que seja subjugado de algum modo. Por conseguinte, o ser humano, tanto figurada quanto literalmente, é o inverso da casta planta, pois é apaixonado, tem órgãos criadores voltados para a Terra e deles se envergonha. A planta toma seu alimento por baixo, pela raiz; o ser humano se alimenta por cima, pela cabeça. O ser humano inala o vivificante oxigênio e exala o deletério dióxido de carbono. Este é absorvido pela planta que lhe extrai o veneno e devolve ao ser humano o princípio vitalizante.

Com a finalidade de controlar a paixão e prevenir o abuso da função criadora, diversas medidas foram tomadas pelos Líderes encarregados da Evolução.

Esta criatura semianimal de meados da Época Lemúrica, embora horrenda em seu aspecto, era, no entanto, um diamante bruto, destinada a tornar-se mais tarde o instrumento perfeito e o formoso templo de um Espírito interno. Para isto, era preciso um mecanismo de controle, um cérebro, e um segundo sistema nervoso, capazes ambos de serem comandados pela Vontade, que era a força do morador em perspectiva, o Ego.

O total da força criadora podia ter sido usado com esse propósito, mas, como o uso de qualquer ferramenta causa o seu desgaste, um plano para substituir o instrumento gasto quando abandonado pelo Espírito, na morte, foi também idealizado, e assim a força criadora em cada ser humano foi dividida: metade continuou fluindo para cima, como antes, para construir um cérebro e uma laringe, através dos quais o Espírito pode controlar seus instrumentos e expressar-se em pensamentos e palavras; e a outra metade foi impelida para baixo, aos órgãos criadores, para reprodução.

Este arranjo valeu mais para prevenir os abusos, já que tornou mais difícil a geração. Antes da separação dos sexos, cada um podia gerar sem ajuda. Depois da divisão, fez-se necessário a cada um procurar a cooperação de outrem que possuísse a metade oposta da força sexual necessária à reprodução.

A mudança de voz dos rapazes na puberdade mostra a relação que existe entre os órgãos criadores e a laringe. Uma vez que metade da força sexual constrói o cérebro, aquele que se super-excede no uso do sexo converte-se em idiota. Por outro lado, o pensador profundo, particularmente o espiritualista, sente pouca ou nenhuma inclinação para o coito, já que emprega a maior parte de sua energia criadora no cérebro.

Apenas os Anjos trabalharam com o homem na Época Hiperbórea, quando este dispunha somente do Corpo Denso e do Corpo Vital, mas, na Época Lemúrica, – quando o Corpo de Desejos lhe foi acrescentado – os Arcanjos também começaram a participar do trabalho, ajudando o infante Espírito humano a controlar seus futuros veículos. Assim, pois, neutralizaram eles o Corpo de Desejos de tal modo que o mesmo só se tornava sexualmente ativo em determinadas épocas do ano. Na última parte da Época Lemúrica e princípio da Época Atlante, o cérebro e o sistema cérebro-espinhal haviam evoluído o suficiente para permitir que o elo da Mente fosse estabelecido. Então, o Ego começou a penetrar aos poucos em seus corpos, tornando-se assim um espírito interno em meados da Época Atlante, plenamente consciente de seu ambiente externo. Antes que a entrada nos corpos fosse completada – especialmente na última parte da Época Lemúrica – a consciência do homem estava voltada para dentro, sendo ele mais consciente do mundo espiritual. Nascimento e morte eram, portanto, inexistentes para, do mesmo modo que o brotar, secar e cair de uma folha não existe para a planta. Sua consciência permanecia continuamente nos mundos internos quer tivesse ou não um corpo, pois era inconsciente deste, embora utilizando-o por completo, à semelhança do que ocorre no uso de nosso estômago e pulmões, isto é, utilizamo-los inconscientemente.

Nas aludidas épocas do ano, os Arcanjos suspendiam sua influência restritiva sobre os Corpos de Desejos. Então, os Anjos conduziam os seres humanos a grandes templos, onde o ato gerador era realizado nos momentos estelares mais propícios. As viagens de lua-de-mel de nossos dias são reminiscências atávicas daquelas migrações com propósitos geradores e mostram a relação que tinham com os corpos celestiais pela denominação “lua-de-mel”.

Quando a propagação havia sido efetuada, o Corpo de Desejos era novamente neutralizado. Em consequência, o parto era totalmente indolor, conforme se dá atualmente com os animais, que se encontram em idênticas condições.

Esse era um estado livre de cuidados, mas o homem era extremamente limitado em sua consciência, sendo guiado e controlado independentemente de sua vontade por agentes externos. Se tais condições houvessem prevalecido, o homem continuaria sendo um autômato guiado por Deus. Nunca poderia tornar-se uma Inteligência Criadora autoconsciente – conforme está destinado a ser – até que afastasse toda sujeição e atuasse em sua própria salvação.

Por conseguinte, exaltados Guias de uma evolução mais avançada foram enviados para instruir o homem e despertá-lo para conhecer o mundo externo ou material. Drásticas medidas impuseram-se, então, naturalmente, e por seguidas eras. Os meninos eram exercitados no desenvolvimento da Vontade, que era a contraparte espiritual de sua força criadora positiva. Faziam-nos carregar pesados fardos, ensinando-os a fortalecerem os braços pela vontade. Os rapazes eram obrigados a se enfrentarem em lutais brutais; seus membros eram estropiados; seus corpos eram queimados ou empalados, etc., num esforço para despertar o Ego à consciência do Corpo Denso e do mundo externo.

As mulheres eram conduzidas às imensas florestas em formação que vicejavam luxuriantes no solo úmido e quente. Eram expostas à fúria das tempestades e furacões que assolavam a Terra na Época Lemúrica e levadas a contemplar as erupções vulcânicas, o que produzia imagens ante sua visão interna. Faziam-nas presenciar também lutas ferozes entre os homens com o objetivo de despertar-lhes a Imaginação.

Imaginação é o polo espiritual negativo da força criadora, que reflete na consciência interna as cenas do mundo externo como se fossem sonhos. Deste modo, as mulheres foram as primeiras a dar-se conta da existência do Mundo Físico e do Corpo Denso, pelo que começaram a pregar o evangelho do corpo do homem, a quem falaram daquela obscura percepção inicial da existência física.

Em nossos dias, aqueles que começaram a sentir a alma e por isso tentam pregar o evangelho do mundo espiritual onde o Espírito vive, geralmente encontram a barreira da incredulidade e do ridículo, tal como aconteceu às mulheres lemúricas quando tentaram convencer seus contemporâneos de que tinham um Corpo Denso.

Entre as observações feitas por essas videntes, estava o fato de que às vezes o homem perdia o seu corpo, o qual se desintegrava. Elas podiam continuar a vê-lo no mundo espiritual conforme o viam antes, mas como ele se havia ido da existência material, isso as deixava confusas.

Dos Anjos, nenhuma informação elas podiam obter, pois, ainda que estes atuassem sobre o Corpo Denso, não o faziam diretamente, mas usavam o Corpo Vital como transmissor, não se podendo fazer entender por um ser que raciocinasse cerebralmente. Os Anjos conseguiram o conhecimento sem precisar utilizar o raciocínio, pois externaram todo o seu amor em seu trabalho, recebendo em troca torrentes de Sabedoria Cósmica. O ser humano também cria pelo amor, embora seu amor seja egoísta. Ele ama porque deseja. A cooperação na propagação é um exemplo, porque nisso ela participa somente com a metade da força criadora. A outra metade é conservada egoisticamente para manter seu próprio órgão pensante – o cérebro – e utiliza-se dessa metade também egoisticamente para pensar, porque deseja conhecimento. Daí, ele precisar esforçar-se e raciocinar para obter sabedoria. No devido tempo, porém, ele alcançará um estado muito superior ao dos Anjos e Arcanjos. Então, haverá ultrapassado a necessidade dos órgãos criadores inferiores: criará por meio da laringe, podendo “fazer do verbo carne”.

Naquela fase, a mulher também não podia raciocinar, pois, tendo sido a Mente dada pelos Poderes das Trevas, era naturalmente obscura. De forma que, antes de poder ser utilizada para correlacionar fatos, precisava ser iluminada. Somente depois de ter isso acontecido, pôde o homem lançar a “Luz da Razão” sobre os seus problemas.

É aqui que pela primeira vez ouvimos falar de “Lúcifer” – o “Portador de Luz” – que falou à mulher e ajudou-a a solucionar o enigma, indicando-lhe como, com a cooperação do homem, poderia ela exercer a função criadora independentemente dos Anjos, de modo a prover de novo corpos àqueles que os tivessem perdido, escapando dessa maneira à morte.

Ele pergunta se Deus os havia proibido de comer os frutos das árvores. É-lhe dito, então, que haviam sido proibidos de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal sob pena de morrerem.

Que a árvore do conhecimento é uma expressão simbólica da função geradora, torna-se evidente quando recordamos quão limitada era a consciência humana naquela época. O homem não conhecia ou não se dava conta de nada fora de si mesmo; seus olhos ainda não haviam sido abertos; sua consciência era interna, como a consciência pictórica dos nossos sonhos, exceto em que não era confusa. Mas achava-se tão alheio ao mundo e aos seres externos, como em nossos dias estamos do mundo espiritual, salvo nas ocasiões em que era conduzido aos templos e posto em íntimo contato sexual com outro ser humano. Então, por um momento, o Espírito rompia o véu da carne e homem e mulher se conheciam um ao outro em Corpo Denso. Para o Iniciado, a Bíblia registra isso de maneira maravilhosamente iluminadora quando usa a mesma expressão em muitas passagens, tais como: “Adão conheceu sua mulher”, e na pergunta de Maria: “Como poderei conceber, visto que não conheço homem? As dores do parto são, pela lógica, mais uma penalidade pela violação de uma regra de relação sexual do que um castigo por se haver comido uma maçã.

A serpente disse à mulher: “É certo que não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que dela comerdes abrir-se-vos-ão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal “. Este último era ainda desconhecido para o homem.

Seguindo o conselho, a mulher obteve a cooperação do homem e, mediante a força de vontade, libertaram seus corpos de desejos. Esta faculdade era então muito mais poderosa que agora, porque é lei que toda nova faculdade sempre é adquirida à custa do enfraquecimento de outro poder anterior, como quando se adquiriu a faculdade de pensar ao preço da metade da força criadora. A força de vontade do homem era tal que a preocupação de Deus “receando que o homem comesse também da árvore da vida e se tornasse imortal” estava plenamente justificada, pois, tivesse ele se apoderado do segredo para renovar o Corpo Vital e o denso, teria sido capaz de criar um corpo e vitalizá-lo para sempre. Então, a morte não teria verdadeiramente existido, mas tampouco teria havido qualquer evolução. E, como o homem então não sabia – e não sabe até agora – construir um corpo perfeito, a posse daquele segredo teria sido, com efeito, a maior de todas as calamidades. A morte não é uma desgraça, mas um amigo, quando chega naturalmente, porque liberta-nos de um ambiente cujo proveito já haurimos e de um corpo que já nos tolhe. Isto para que possamos ter outra oportunidade de aprender novas lições em novo e melhor corpo.

O uso desenfreado da função sexual resultou em fazer o homem cada vez mais consciente do seu corpo. “Seus olhos foram abertos” e sua atenção focalizou-se mais e mais no Mundo Físico até que, gradativamente, todos se esqueceram dos mundos superiores, chegando muitos a descrer de que o homem habita um espírito imortal. A morte do corpo converteu-se para eles em uma coisa terrível, uma tremenda calamidade, a despeito de todas as afirmações em contrário, pois acreditavam na aniquilação total. Assim, ainda que a palavra de Lúcifer fosse verdadeira quanto à criação de um novo corpo, a palavra do Anjo o fora ainda mais, porque de fato a morte não existiu até o homem haver perdido sua consciência dos mundos superiores.

Quanto ao anátema: “Em dores darás à luz teus filhos”, não se trata absolutamente de uma maldição. A frase bíblica é apenas o enunciado dos efeitos que inevitavelmente resultariam do abuso ou uso ignorante da função criadora.

Enquanto essa se realizava sob a sábia orientação dos Anjos, em certas épocas do ano em que as forças cósmicas entre os planetas eram mais favoráveis, o parto efetuava-se sem dor, mas, como o homem era e é ignorante desses fatores, a transgressão às suas regras resultou em dor.

Por conseguinte, o cérebro e o órgão vocal foram adquiridos ao custo da metade da força criadora. A emancipação da guia dos Anjos, o poder de iniciativa na ação para a escolha do bem ou do mal, e a consciência do mundo material, isso tudo é nosso ao preço da tristeza, da dor e da morte.

Mas todas as coisas no mundo trabalham para o bem no reino de Deus. Mesmo aquilo que é mal transmuta-se, por meio de sutilíssima alquimia espiritual, em trampolim para um bem maior.

Tendo sido exilado do Jardim do Éden – a Região Etérea – por ter aprendido a conhecer o mundo material mediante repetidos abusos sexuais que focalizaram sua atenção aqui, o homem começou a ter seu Corpo Denso endurecido por esse crescente uso do Corpo de Desejos. Então, precisou de alimento e abrigo. Deste modo, impunha-se a habilidade física, a destreza, para que seu corpo fosse sustentado. A fome e o frio, portanto, foram os látegos do mal que despertaram essa habilidade, pois forçaram o homem a pensar e agir no sentido de prover suas próprias necessidades. E assim, gradativamente, ele aprendeu a ser prudente. Aprendeu a acumular para essas contingências antes mesmo que elas surgissem, porque os tormentos da fome e do frio já o haviam ensinado a prevenir-se. Assim é que a sabedoria é sofrimento cristalizado. Quando podemos serenamente contemplar os sofrimentos nossos que ficaram para trás, extraindo deles as lições que trouxeram, então eles se convertem em fontes de sabedoria e de futuros regozijos, porque através deles é que aprendemos o conhecimento aplicado, a única salvação. Isto pode parecer uma asserção indelicada e duvidosa, mas, se experimentarmos meditar sobre o assunto, concluiremos que ela é tão absolutamente verdadeira e possível de demonstrar como dois e dois são quatro.

Sobre a pergunta: “Quem são esses Lucíferes?” (pois, embora a Bíblia pareça referir-se a uma pessoa apenas, é um erro considerarmos essa singularidade; o mesmo se dá com referência a Deus no singular, no primeiro capítulo do Gênese), esta classe de Seres pertence a uma onda de vida que alcançou um estado evolutivo muito superior ao de nossa humanidade no Período Lunar, mas que ficou um pouco aquém do desenvolvimento alcançado pelos Anjos. Os Lucíferes são semideuses, mas não puderam possuir um Corpo Denso como o homem, nem puderam adquirir experiências, conforme acontece com os Anjos. Precisavam para isso de um cérebro e de uma medula espinhal. Portanto, quando o homem havia construído tais instrumentos, foi para proveito deles que o instigaram a usá-los sem demora.

Naquela época, a incipiente consciência do homem estava voltada para dentro. Por isso, ele via seus órgãos internos e os construía com a mesma força que agora se exterioriza para construir casas, navios, etc., e os músculos externos de seu corpo. Deste modo, a mulher, que estava mais avançada em tal direção em virtude de ter exercitado sua Imaginação, viu a inteligência encarnada em sua medula espinhal serpentina, de maneira que, num estado posterior, quando o homem recordou essa experiência, a serpente pareceu-lhe a semelhança mais próxima daquilo que desejava exprimir a respeito.

Esta ideia transparece por toda a Bíblia. No Capítulo XIV do livro do profeta Isaías, ele é chamado Lúcifer (a “estrela da manhã”), rei de Babel-On (a “porta do Sol”), cidade situada sobre sete colinas, com domínio sobre o Mundo.

A humanidade deixou então de agir uniformemente, dividindo-se em diversas nações guerreiras. Isto foi a geratriz de todos os males imagináveis, e que a Revelação denomina “Rameira” ao descrever sua queda.

Como suprema antítese, ouvimos falar de uma outra “Luz do Mundo”, de outra “luminosa estrela da manhã”, de uma luz verdadeira (Cristo) que se erguerá após a queda da Babilônia e reinará para sempre na cidade da paz – Jer-u-salem – também chamada “Noiva”. Esta descerá dos céus e terá doze portais que nunca se fecharão, embora a preciosa árvore da vida esteja lá dentro. Iluminação externa não existe, pois nela toda a luz está dentro, e a noite não existe.

Essa cidade é verdadeiramente maravilhosa, e a maior antítese da outra, jamais imaginável. Mas o que significam essas duas cidades, já que uma interpretação literal para ambas está fora de cogitação? Admitindo-se que a Babilônia tenha existido, tal cidade não era literalmente conforme a descreveram. Por outro lado, a futura “Nova Jerusalém” é contrária a todas as leis conhecidas da natureza. Estas duas cidades devem, portanto, ser apenas simbólicas.

A fim de decifrarmos seu significado, consideremos as duas cidades situadas no alto de sete colinas ou montes, posição que oferece uma especial vantagem à observação. Moisés foi à “montanha” e “viu” e “ouviu”, o mesmo acontecendo àqueles que subiram ao “monte” da transfiguração. Daniel compara a Babilônia à cabeça da estátua que Nabucodonosor viu em sonhos. E na cabeça humana existem sete pontos de observação: dois olhos, dois ouvidos, dois orifícios nasais e uma boca. Sobre estes, situa-se o cérebro, de onde o “dador de Luz” – a razão – governa o pequeno mundo, o microcosmo, assim como o Grande dador de Luz – Deus – governa o macrocosmo.

A razão é produto do egoísmo, pois é gerada pela Mente dada pelos “Poderes das Trevas” em um cérebro construído pela metade da força sexual egoisticamente acumulada, e que foi estimulada pelos egoístas Lucíferes. Por conseguinte, ela é a “semente da serpente” e, embora possa ser convertida em sabedoria mediante a dor e a tristeza, deve, contudo, dar lugar a algo superior: a intuição, que significa “ensino que provém de dentro”. Sendo uma faculdade espiritual, a intuição faz-se presente de modo equitativo em todos os Espíritos – quer estejam estes funcionando num corpo masculino, quer num corpo feminino – muito embora manifeste-se mais enfaticamente nos Egos encarnados em organismos femininos, pois nestes a contraparte do Espírito de Vida (o Corpo Vital) é masculina ou positiva. Sendo, pois, uma faculdade do Espírito de Vida, a intuição pode apropriadamente ser chamada “semente da mulher”, de onde emanam todas as tendências altruísticas e, mediante as quais, todas as nações do mundo, lenta, mas seguramente, agrupar-se-ão até formarem uma Fraternidade Universal de amor sem preconceito de raça, sexo ou cor.

Nosso cérebro, entretanto, não é um todo homogêneo. Divide-se em duas metades, e, de acordo com os fisiologistas, a grande maioria das pessoas utiliza-se principalmente de apenas um desses hemisférios cerebrais: o esquerdo. O outro hemisfério, o direito, é ativo só parcialmente. O coração também se situa no lado esquerdo do nosso corpo, mas começa a dirigir-se para o lado “direito”. O cérebro “direito” tornar-se-á cada vez mais ativo de modo que, em consequência destas duas alterações fisiológicas, o caráter do homem será completamente modificado. O lado esquerdo está sob o domínio dos Lucíferes e entregue ao egoísmo, mas o Ego terá, por sua vez, crescente domínio sobre ele à medida que o lado direito do cérebro vá conquistando o poder de atuar sobre o corpo inteiro como “critério reto”.

Que esteja havendo uma mudança no coração que faz dele uma anomalia, um enigma, não é novidade para os fisiologistas. Temos duas grandes classes de músculos. Uma delas está sob o controle da vontade, como por exemplo os músculos dos braços e das mãos. Estes são estriados em dois sentidos: longitudinal e transversal. Os músculos involuntários que respondem pelas funções que estão fora do alcance da vontade e que não podem ser acionados pelo desejo são estriados apenas no sentido longitudinal. Mas, destes, o coração é a única exceção. Ele não está sob o domínio do desejo, contudo começa a mostrar estrias transversais como um músculo voluntário.

No devido tempo, essas estrias transversais ter-se-ão desenvolvido plenamente, e o coração estará sob o nosso controle. Então seremos capazes de dirigir a corrente sanguínea para onde queiramos fazê-lo. Poderemos ainda limitar o suprimento normal do sangue para o hemisfério cerebral esquerdo, provocando, desta maneira, a queda de Babilônia, a cidade de Lúcifer.

Quando o sangue puder ser enviado para o hemisfério cerebral direito, estaremos construindo a Nova Jerusalém. Por enquanto, preparamo-nos para aquela era, construindo as estrias transversais no coração por meio de ideais altruísticos ou, no caso do discípulo, enviando para lá as correntes sexuais através do caminho da direita do coração.

Recordemos que os Querubins despertaram o Espírito de Vida – a fonte do amor divino – cuja contraparte é o Corpo Vital, o meio de propagação, e que, quando o homem foi expulso da Região Etérea com suas quatro camadas de éter, o Jardim do Éden, por ter usado indevidamente a força sexual, um Querubim postou-se à sua entrada empunhando uma espada flamejante. O uso apropriado da força sexual constrói um órgão que dará ao homem a chave dos Mundos internos e o ajudará a criar por meio do pensamento. Então, a tristeza e a dor não mais existirão e ele terá entrado na senda que conduz à Cidade da Paz – Jer-u-salem.

A Lemúrica sucumbiu pelo fogo, em meio a terríveis cataclismas vulcânicos, surgindo em seu lugar a Atlântida. No devido tempo, esta foi sepultada sob as águas, dando lugar à Ariana – a Terra como a vemos na atual Época Ária – e que logo passará. As Salamandras começam a avivar o fogo na forja, a fim de que se façam “um novo Céu e uma nova Terra” a que as Escolas de Mistério do Ocidente chamam de “Nova Galileia”.

Nas duas primeiras épocas, o homem desenvolveu um Corpo e o vitalizou; na Época Lemúrica, desenvolveu o Desejo; a época Atlante produziu a Habilidade; e o fruto da Época Ária é a Razão.

Na Nova Galileia, a humanidade terá um corpo muito mais delicado e etéreo que agora, a Terra também será transparente e, como resultado, esses corpos responderão mais facilmente aos impactos espirituais da Intuição. Tais corpos não conhecerão o cansaço, daí não precisarem das noites para repouso, as quais também não existirão. Os doze nervos cranianos, que são os portais para o trono da consciência, nunca estarão fechados. Além disso, a Nova Galileia será formada de éter luminoso e transmitirá luz solar. Essa será uma terra de paz (Jer-u-salem), pois a Fraternidade Universal unirá todos os seres de toda a Terra no Amor. A morte não poderá existir porque a árvore da vida – a faculdade de gerar energia vital – será possibilitada através do já referido órgão etéreo da cabeça, o qual estará aperfeiçoado naqueles que desde agora estão sendo escolhidos para serem os precursores da humanidade nessa Era vindoura.

Fala-se dessa raça futura como sendo a “Raça de Cristo”. Entenda-se, porém, que tal denominação não se deve ao Cristo externo, mas sim porque a humanidade de então terá desenvolvido o princípio Crístico dentro de si, agindo somente pelos ditames do espírito através da Intuição, de modo que tudo o que fizer será feito por Amor. Somente por tal progresso individual pode a salvação da Raça ser efetuada, pois, conforme Angelus Silesius:

“Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém,

Se não nascer dentro de ti, tua alma ficará perdida.

Em vão olharás a Cruz do Gólgota

A menos que dentro de ti Ela seja novamente erguida.”

[5] N.T.: Jo 14:12

[6] N.T.: Ao mencionar o nome de Fausto, a maioria da gente culta pensa na adaptação teatral desta ópera, feita por Gounod. Alguns admiram a música, mas o argumento não parece impressionar ninguém, de modo particular. Tal como se apresenta nesta ópera, a história parece ser demasiadamente comum: um homem sensual atraiçoa uma donzela ingênua e abandona-a, depois, para que expie sua loucura e sofra o resultado do seu excesso de confiança. A magia e bruxaria de algumas cenas da obra são consideradas, pela maioria das pessoas, como fantasias de um autor, aí introduzidas para dar às ações sórdidas mais vigor e interesse. Quando Fausto é levado por Mefistófeles aos infernos e Margarida sobe ao céu nas asas angelicais, no final, as pessoas imaginam que esta é a moral que convém para concluir dignamente a obra. Todavia, pouca gente sabe que a ópera de Gounod está baseada no drama de Goethe (um poema trágico do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, dividido em duas partes. Está redigido como uma peça de teatro com diálogos rimados, pensado mais para ser lido que para ser encenado. É considerado uma das grandes obras-primas da literatura alemã.). Os que estudaram esse drama, forma dele uma ideia muito diferente da que o argumento da ópera sugere. Somente os poucos místicos iluminados veem na obra de Goethe a mão inequívoca de um companheiro Iniciado e iluminado e reconhecem, perfeitamente, a grande significação cósmica da obra. É preciso compreender, claramente, que a história de Fausto é um mito, tão antigo como a Humanidade. Goethe apresentou-o numa forma mística apropriada, esclarecendo um dos mais antigos problemas da atualidade: a relação e a luta entre a Maçonaria e o Catolicismo, já examinada, sob outro ponto de vista, num livro anteriormente publicado “A Maçonaria e o Catolicismo-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz”.

[7] N.T.: do livro: “Whatever is, is best: A collection of poems” de Ella Wheeler Wilcox, cuja frase: “Não, o que quer que seja, é o melhor”, foi dita por Theophilus Lindsey, teólogo e clérigo unitário inglês (3 de novembro de 1808), a um amigo que sugeriu que Lindsey foi fortalecido pelo ditado: “Tudo o que é, está certo”.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Princípios Básicos da Astrologia Rosacruz

A Astrologia Rosacruz se baseia em dois fatos cósmicos:  primeiro, que a matéria é inerte e segundo, que a vida se manifesta na matéria, como movimento.

No começo desse grande Dia de Manifestação o Deus do nosso Sistema Solar produziu movimento nos átomos inseparáveis da Substância Raiz Cósmica, ao emitir a Palavra de Poder. Essa “Palavra” foi um tom musical, provavelmente, contendo a totalidade da Escala Cromática.

Outros grandes Seres, dotados de poder criador, assistiram à divindade nos detalhes relativos à execução do plano criador do Sistema Solar. São as Hierarquias Criadoras. Esses seres são designados na Bíblia como Elohim. Um deles é Jeová, o Anjo mais elevado Iniciado do Período Lunar. Seu poder, expressando-se em tonalidades musicais, atingiu o extremo ou a periferia do Sistema Solar.

Deus é vida, e cada ser humano, como uma descendência direta de Deus, também é uma unidade de vida. Por isso cada uma dessas unidades de vida tem poder inerente para se manifestar na matéria, em grau limitado. Daí, então, ser o propósito da vida humana tornar o ser humano gradativamente idêntico a Deus em manifestação.

O Sol tem três veículos, a saber: o Sol Espiritual, o Sol Central e o Sol Físico, através dos quais operam o Pai, o Filho (Cristo) e o Espírito Santo (Jeová), respectivamente. Toda a vida e energia, dadora e criadora, nos vêm do Sol, porém, presentemente recebemos e usamos pouco dela. Eis porque se refrata nos três tons musicais e nas cores do espectro. Essas focalizam-se em nós por intermédio dos Planetas do nosso Sistema Solar.

É o tom que produz a cor e, assim, cada um deles manifesta uma cor particular. Primeiramente, os sete Planetas do nosso Sistema Solar (que são corpos de Grandes Inteligências Espirituais, designados na Bíblia como os Sete Espíritos diante do Trono) tonalizam-se com determinado tom da escala musical e cor do espectro; por meio do Sol e dos Planetas recebemos as energias que nos auxiliam a crescer e desenvolver.

Há nove Planetas em nosso Sistema Solar. Dois deles, Netuno e Plutão, descobertos mais recentemente, não pertencem ao nosso Sistema Solar, porque não foram ejetados do Sol como os outros sete. Foram adicionados, provindos do espaço exterior, pertencentes a outro Sistema Solar. Mais três Planetas serão necessários para completar a Escala Cromática dentro desse Esquema de Evolução. No devido tempo serão eles “descobertos” pelos astrônomos.

Como ficou demostrado pelo grande tenor Caruso, o tom musical de um objeto poderia ser encontrado utilizando-se uma taça. Ficou provado que cada objeto na Terra possui uma nota-chave. Colocava a citada taça à uma certa distância e emitindo o tom-chave com relativa intensidade ela se esfacelava. A mesma verdade encontramos mencionada na passagem bíblica do desmoronamento das Muralhas de Jericó, por Josué.

O ser humano é sétuplo. Possui um Tríplice Espírito (Poderes), um Tríplice Corpo e uma Mente. Cada um desses fatores que o compõem possui um tom-chave que lhe é determinado antes do nascimento físico ou um mais nascimento aqui.

As vibrações ou tons que são induzidos nos Corpos Densos pelas energias provindas do Sol, da Lua e dos Planetas no momento do nascimento físico, são também tonalidades permanentes, para mais ou para menos, na vida. Elas compõem a “Carta Natal da Astrologia”, o horóscopo. Produzem discórdia ou harmonia de acordo com suas naturezas e os ângulos em que se colidem. Esses tons, em conformidade com suas naturezas e os ângulos de incidências, impelem (sugerem, induz, não exigem, nem obrigam!) o ser humano a gerar certos tipos e classes de pensamentos, de sentimentos, de emoções e de desejos. As vibrações discordantes produzem pensamentos, sentimentos, emoções e desejos discordantes (inferiores), ao passo que as harmoniosas geram sentimentos, emoções e desejos concordantes (superiores). As discórdias geram como efeitos a tristeza, a dor, o sofrimento, a frustração e a perda. Pela aplicação do conhecimento, da sabedoria e do poder da vontade essas vibrações ou tons poderão ser mudados, dentro de certos limites, em conformidade com os propósitos e necessidades do indivíduo. Afinal, o livre arbítrio sempre é e será respeitado!

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – junho/1973 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Astrologia e os Evangelhos

Há muitos Estudantes Rosacruzes que ainda não vislumbraram a sublime analogia existente entre os ensinamentos da Astrologia Rosacruz fornecidos pela Fraternidade Rosacruz, a história nos Evangelhos e o Treinamento Esotérico que direcionará adequadamente as nossas forças no Corpo Denso, o qual, segundo a máxima oculta Hermética de “Como é em cima, assim é embaixo”, é um reflexo do ser humano Cósmico. Esse esquema é dado como alimento para o pensamento; há muitas relações não mencionadas que, não obstante, serão reveladas na meditação.

O primeiro grande caráter na históriado Evangelho é a Virgem Maria. É pura e imaculada, mas dá Nascimento ao Redentor. Na Astrologia celestial vemos o Signo de Virgem, a virgem, sempre pura e, não obstante, a “Mãe de todas as coisas criadas”. A Hierarquia Criadora (Elohim) relacionada com esse Signo Zodiacal é a dos Senhores da Sabedoria. O seu reflexo terrestre é a Terra, como produtora de sementes e cachos de uvas, que o ser humano, com o seu engenho, transforma em “pão e vinho”. O ser humano cria com o que Deus deu e pode instrumentalizar ou tornar essa criação mais eficiente, pelo uso do poder de Mercúrio, o “pensador”. Mercúrio, “o mensageiro de Deus”, rege a Mente Concreta; esse é o refletor entre o Espírito, a Alma e o Corpo. Mercúrio é o Regente de Virgem.

No microcosmo, reflexo do macrocosmo, Virgem rege a região abdominal. Virgem governa o baço, o qual é a porta de entrada da energia solar, que pela alquimia de Mercúrio é transformada no rosado fluído vital. Virgem, assim como as vísceras, é o alambique no qual o alimento, que tomamos, é transmutado dentro do Corpo Denso em células renovadas, a fim de que os nossos veículos não morram de inanição. A Terra Mãe provê a substância necessária.

Pois bem, o nascimento de Jesus aconteceu desta maneira: um Anjo (Gabriel) anuncia a Maria, que é uma virgem casada com José (Tekton), da casa de Davi: “Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo.[1]. Maria era clarividente e podia perceber o Ministério dos Anjos nas concepções.

“O pai de Jesus, José, era um Iniciado de elevado grau, que uma única vez na sua vida deixou o caminho do celibato. Em anteriores renascimentos tinha esgotado o tempo de ser pai de Família” (Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel). Somente um Mestre pode ser pai do Corpo de outro Mestre. José era um Iniciado e podia discernir o Mistério dos Anjos.

Jesus nasceu em Belém, quando José e Maria ali foram pagar os seus tributos. Belém (de Bethlem) significa “um lugar de pão” (Virgem). Mas, a hospedaria estava tão cheia e o nascimento teve lugar na “cova de Davi” que desde remotos anos tinha sido usada como estábulo. E “o menino foi colocado num presépio”.

Surpreende a muitos de nós que o nascimento do Redentor fosse rodeado de tal ambiente. Mas, devemos aprender que o simbolismo da história dos Evangelhos tem um significado para todos da educação esotérica.

Herodes, o mundano governante da Terra, procurou matar o pequeno porque lhe tinham dito que o menino seria maior do que ele e que governaria em seu lugar.

Os “três reis magos” advertiram José e Maria e esses levaram o menino e fugiram para o Egito. Quando Herodes morreu, voltaram à Terra e subiram a Jerusalém (a cidade da Paz). Ali Jesus ensinou no Templo e mais tarde expulsou dele os agiotas e aqueles que vendiam animais para os sacrifícios.

O grande capítulo da analogia evangélica que se segue refere-se ao grande trabalho, o “Caminho da Cruz”, aos trabalhos desde Jerusalém ao Gólgota, a Crucificação, Ressureição e Pentecostes.

Na Astrologia Rosacruz é-nos ensinado que há três grandes correntes de fogo espiritual simbolizado pelo Signo de Fogo de Áries (a cabeça, regente da triplicidade intelectual), de Leão (o coração; regente da Triplicidade Maternal) e de Sagitário (regente da Triplicidade Reprodutora). Estão relacionados com a Trindade de Deus, com as três grandes Hierarquias e com três centros espirituais do ser humano.

Áries significa o Fogo Intelectual, Leão, o Fogo Vital Funcional e Sagitário, o Fogo Reprodutor. Têm os seus grandes centros, respectivamente, na cabeça e no cérebro; no coração e no Plexo Celíaco; na região sacra e no órgãos sexuais. O grande trabalho da evolução é o de aumentar e equilibrar a ação dessas três grandes correntes de Fogo Espiritual Único.

Aprendemos que antes que o ser humano desenvolvesse o cérebro e a inteligência, os fogos reprodutores e funcionais eram mais poderosos e durante algum tempo tivemos duplo sexo, as fases positiva e negativa do fogo reprodutor aparente nas gerações. O grande trabalho de equilibrar esses três fogos mencionados não está ainda cumprido e é nos mistérios do Redentor, em que achamos escondida a indicação dos processos conducentes a esse objetivo. Esses processos estão relacionados com os grandes Mistérios Solares e com a Transmutação. Têm relação com o Mistério do Tabernáculo no Deserto. Esses processos estão indicados nos ensinamentos esotéricos de todas as Religiões, ali colocados para aqueles que “têm olhos para ver”.

Nos tempos atuais são os Mistérios desvendados e o ser humano é posto sobre a sua própria responsabilidade, como Deus do Templo. À humanidade é ensinada a natureza das suas forças e os efeitos do pensamento, da emoção e das ações sobre o seu Corpo Denso; seu ambiente e a sua evolução espiritual. Não há nada oculto que não possa ser revelado.

Quando compreendermos a Individualidade e a relacionarmos com esta lição, veremos como os frutos da transmutação são incorporados ao Ser Imortal, esse “Eu Sou” que foi antes de Abraão: o Espírito Humano.

O veículo Espírito Humano é o terceiro aspeto do Trino Espírito Virginal. Funciona na Região do Pensamento Abstrato, o “lar” do Espírito Humano e Ego.

O Espírito Humano atua na eterna realização de princípios e poderes abstratos, tendo acesso a toda a sabedoria acumulada durante as duas grandes partes desse Esquema de Evolução: a Involução e a Evolução, veículo do Tríplice Espírito e da Tríplice Alma.

Todas as ordens de inerências espirituais agem na região do Pensamento Abstrato. As Hierarquias Criadoras não têm pensamento concreto. O seu trabalho está em harmonia com uma perfeita unidade espiritual e cumprindo a Vontade de Deus. Elas não conhecem o mal. As ordens criadoras conscientes de si mesmas, como a humanidade, especializam-se como Egos e recolhem experiências das relações do bem e do mal.

Do ponto de vista do Evangelho, José representa o iluminado Ego. Doponto de vista astrológico, Mercúrio, desenvolvendo-se por meio dos poderes de Gêmeos, Libra e Aquário, simboliza José.

Esse é preparado para a Matrimônio Místico. Maria é unida a José pelo Sumo Sacerdote. O Sumo Sacerdote é o Espírito Humano. Esse é representado astrologicamente por Júpiter e Sagitário e a nona Casa astrológica.

Recorde-se que o Sumo Sacerdote oficiava no Santo dos Santos e via a Glória de Sekinah. Recebia instruções para o povo, da Gloriosa Trindade, na Arca da Aliança. Do ponto de vista esotérico, o Ego, consciente de si mesmo como Personalidade com um nome definido, demasiado identificado com o organismo, pode despertar na sua real dignidade pelo Espírito Humano. Isso pode alcançar-se guiando-nos pelos ditames superiores antes que pelas atrações externas. E dessa forma instruídos com essas asas emancipadoras, chegaremos a amar e apreciar Maria, que é o fruto espiritual da vida pessoal.

Desta união da “Cabeça com o Coração”, consumada pela inteligência abstrata, nasce dentro de nós o Redentor, enquanto trabalhamos na senda do dever. Jesus nasce enquanto José e Maria estão em Belém para “pagar tributo”. Mas, as pousadas estavam cheias e o nascimento ocorre num estábulo onde dormiam animais e Jesus foi colocado num presépio. Esotericamente, o poder unido da inteligência iluminada e do coração purificado pode alcançar o fogo sexual e transmutar parte dele pela região sacra (Sagitário). José e Maria pegam o Menino Jesus e fogem para o Egito (Sagitário, um país estrangeiro). Fogem para o Egito para escaparem da perseguição de Herodes, que procura o menino para matar. Herodes representa Marte, o desejo, o eu inferior, a paixão e todos os vícios.

Neste estado do nosso estudo esotérico, o nosso egoísmo luta contra o ameaçador triunfo do “Eu Superior”. O Sol, todavia, governa Leão, onde Cristo é Rei. Paralelamente Herodes governa em Jerusalém. Judas (Marte e Escorpião) trai Cristo “com um beijo” (Vênus e Touro). Paixão que delata o Amor, enquanto o Redentor (o Sol em Leão) chega ao seu próprio lugar.

Quando Herodes morreu e o seu país foi governado por outro, José e Maria voltam a Israel e vão a Jerusalém. Jesus é encontrado ensinando no Templo, donde mais tarde Ele expulsa os mercadores e todos aqueles que vendiam animais para o sacrifício.

Pela nossa lealdade à “Luz que está diante de nós” e o sagrado “Trabalho do Templo”, os Probacionistas e aqueles que se esforçam em ser Discípulos, estão ajudando a trazer Jesus do Egito a Jerusalém. Nessa analogia física e espiritual, o fogo reprodutor é, primeiramente, desviado do sexo (em alguma extensão) e centralizado na região sacra, além de vivificar o Plexo Celíaco. Esse, por sua vez, estimula a atividade harmoniosa das glândulas endócrinas das suprarrenais e do baço e o ritmo do sistema nervoso.

Paralelamente com esse trabalho, é subjugado o materialismo, abolida a alimentação carnívora (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins), assim como as paixões e o egoísmo. O ritmo amoroso do coração é mudado parcialmente desde a paixão egoísta do amor possessivo (Marte em Escorpião) até ao amor de Cristo (Sol em Leão). Jesus, em Jerusalém, afirma ser um Filho de Deus. Faz milagres provendo o que se necessita e curando os enfermos e doentes. Além disso, passa pelo “Caminho da Cruz” de Jerusalém ao Gólgota. Esforça-se por salvar “aos que estavam perdidos”, a consciência espiritual da multidão. “Ressuscita os mortos”, aqueles que acreditavam ser somente organismos físicos. Ajuda outros a chegarem a ser “Filhos de Deus”. “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos[2], reprende os Seus Discípulos. Ele ensina e cura, expulsa os demônios e fala com o poder da Palavra.

Do ponto de vista esotérico, o Redentor depois de purificar o “Templo” (o Corpo Denso), mudada a natureza do sangue e depois de ter dominado a “natureza inferior”, cumpre o seu ministério em prol da humanidade. Ensinando, curando, liberando com o poder da verdade, o Discípulo serve o Mestre. Mas, Jesus pode ser conduzido perante Pilatos. E o Grande Uno é julgado por um inferior. Pilatos representa a Mente Concreta, com grande desenvolvimento de faculdades; síntese do mentalismo não iluminado, não subjugado pelo Espírito Humano nem pela Sabedoria do Coração.

O “Tribunal de Pilatos” é a cabeça, o cérebro, a Mente pessoal. Pilatos representa esse último inimigo da consciência espiritual, enquanto luta para se estabelecer dentro de si mesmo e manifestar a sua divindade. Pilatos representa o Ego forte em poderes pessoais, mas ainda não preparado para se entregar ao “Eu impessoal”, e reconhecer a Cristo.

Muitos filósofos e mestres bem conhecidos passaram por essa prova ou julgamento de suas obras. Grandes dirigentes nacionais chegaram ao zênite da glória, do poder mundano, mas tendo sempre na sua Mente martelando a interrogação interna: “o que é a Verdade?[3].

Devemos recordar aquelas palavras de Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim. Se me conheceis, também conhecereis a meu Pai[4]. Recordemos a acusação de um mestre a Napoleão: “E agora que alcançaste o máximo do poder mundano a quem és útil: a Napoleão ou a França?”. O Egoísmo provocou a sua ruína. Esse “Eu Sou” chamado Napoleão abandonou o “Eu Sou Impessoal”, que era “antes de Abraão”.

Muitos Mestres espirituais passaram por essa prova. Depois de anos dedicados ao trabalho, autossacrifício e desinteressado serviço, veem acusada ou desafiada a sua autoridade e em vez de permanecerem fiéis ao Doce Nazareno, rebelam-se defendendo o seu direito e razão, entrando num período de megalomania ou supremacia egoística, até que, novamente, encontram a Luz. Cristo Jesus foi fiel à definição do amor espiritual que demonstrou com a Sua obra na Sua morte serena sobre a cruz. Nós, como Cristãos, passamos pelo Caminho da Cruz percorrendo uma parte dele, até que o Pai nos recolha em seu seio para nos fazer descansar e preparar-nos para outro dia na Escola da Vida Terrestre.

Aprendamos novas lições no “grande laboratório alquimista” seguido de outro passo de transmutação, até alcançar a meta. Pequeno menino em Cristo: “Sê de bom ânimo e perfeita inclinação para que conheça quem te enviou e para que estejas aqui. Segue a Luz, Nosso Senhor, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Até que Cristo seja formado em ti, nós te ajudaremos”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1969-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Lc 1:30-32

[2] N.T.: Mt 8:22

[3] N.R.: Jo 18:38

[4] N.R.: Jo 14:6-7

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Influência de Seres mais que Interplanetários

No princípio desse Grande Dia de Manifestação, Deus nos diferenciou dentro de si mesmo e nos deu o nome de Espíritos Virginais. Por isso que se diz que: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser

Como lemos em no Livro do Gênesis: 1:26: “Os Elohim disseram: ‘Façamos o homem à nossa imagem e segundo nossa semelhança’”.

Com isso, todas as qualidades de Deus estão contidas em cada um de nós, ainda que latentes. Além delas também há um atributo importante de Deus contido em cada um de nós: o germe da vontade que torna possível originarmos novas causas, exercitando nosso poder criador. Assim, durante a Evolução essas qualidades latentes vão se transformando em poderes dinâmicos, enquanto a vontade independente produz a chamada Epigênese, a qual dá a Evolução algo mais que o simples desdobramento ou desenvolvimento de qualidades latentes.

Deus, nosso criador, é Uno. É assim que ele se apresenta no Seu Mundo, o Mundo de Deus. Quando deseja se manifestar torna-se Trino, torna-se Tríplice: Vontade, Sabedoria e Atividade.

Como nós fomos criados à Sua imagem e semelhança, também, quando não manifestado, somos uno: um Espírito Virginal. É assim que nos apresentamos no nosso Mundo, o Mundo dos Espíritos Virginais, no nosso Plano Cósmico, o primeiro Mundo logo abaixo do Mundo de Deus (veja detalhes nos diagramas 6 e 14 do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos).

Quando nos manifestamos, tornamo-nos Tríplice:

.. Espírito Divino, imagem e semelhança da VontadeDeus Pai.

.. Espírito de Vida, imagem e semelhança da SabedoriaDeus Filho.

.. Espírito Humano, imagem e semelhança da Atividade – Deus Espírito Santo.

Deus se manifesta na criação. Criando os Mundos e tudo que neles há. Diferenciando dentro de Si tudo que hoje existe. Mundos esses que são campos de oportunidade de evolução para as infinitas formas de vida. Ele é o Macro e o Microcosmo.

Nós, criados a Sua imagem e semelhança, mas como Deuses em formação, nos manifestamos na peregrinação pelos diversos Mundos que ele criou.

Como diz São Paulo em sua Epístola aos Romanos 8:16-17: “… somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros: herdeiros de Deus”. Somos o microcosmos.

Diz uma lenda que quando Deus criou os Mundos, disse aos Espíritos Virginais: “Meus filhos, eis a nossa morada. Percorra-a e conheça tudo que nela há. Pois, Eu a fiz para vocês”. E nós, filhos obedientes e cheios de gratidão, iniciamos a nossa peregrinação.

Lógico que em nosso Mundo (Mundo dos Espíritos Virginais) estávamos mais bem acomodados. Tínhamos a consciência divina. Mas não a consciência do “eu”, de indivíduos separados. Éramos omniscientes como Deus, mas não conscientes de nós mesmos.

Deus tem essa consciência individual. A consciência de diferenciar Ele de outro Deus de outro Sistema Solar. E aqui encontramos o objetivo dessa peregrinação pelos Mundos que Deus nos criou: tornarmo-nos conscientes de nós mesmos, como indivíduos separados. Convertendo-nos, Espíritos Virginais, em seres humanos e depois em Deuses.

Afinal, como disse S. Paulo: “Não sabeis que sois Deus em formação?

Contudo, em que consiste essa peregrinação?

Simplesmente, na nossa passagem pelos cinco Mundos mais densos situados logo abaixo do nosso Mundo, o Mundo dos Espíritos Virginais.

E quais são eles?

¨      Mundo do Espírito Divino

¨      Mundo do Espírito de Vida

¨      Mundo do Pensamento

¨      Mundo do Desejo

¨      Mundo Físico

A passagem por esses Mundos tem como objetivos:

1-conhecermos como eles funcionam,

2-conhecermos para que servem,

3-conhecermos quais são as leis que os regem

E, principalmente, para mostrarmos ao nosso Deus, nosso criador, a gratidão que o temos por nos dar essa oportunidade de evolução.

Ora, para podermos passar por cada um desses Mundos existe uma Lei Cósmica que diz: “Nenhum ser, por mais elevado que seja, pode funcionar em qualquer Mundo sem um veículo construído com material desse Mundo”. Um exemplo claro está aqui quando da necessidade da cessão dos Corpos Vital e Denso de Jesus para que Cristo pudesse aparecer entre nós.

Assim, tínhamos que ter um veículo construído com material de cada um desses Mundos.

Então, vejamos:

¨ Para o Mundo do Espírito Divino, temos a nossa expressão como Espírito Tríplice: o veículo Espírito Divino

¨ Para o Mundo do Espírito de Vida, temos a nossa expressão como Espírito Tríplice: o veículo Espírito de Vida

¨ Para a Região Abstrata do Mundo do Pensamento, temos a nossa expressão como Espírito Tríplice: o veículo Espírito Humano

Todavia, e para a Região Concreta do Mundo do Pensamento, para o Mundo do Desejo e o Mundo Físico?

Não tínhamos veículos próprios. Além disso, não sabíamos como construí-los. Tudo bem, tínhamos veículos para o Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida e a Região Abstrata do Mundo do Pensamento, mas não sabíamos como trabalhar lá. E o que dizer do Mundo do Desejo e do Mundo Físico que nem veículos tínhamos?

Aqui entra a regra de ouro que permeia toda a evolução em todo o Universo: “O Serviço amoroso e desinteressado para com os outros”.

Em outras palavras: desde o início de tudo fomos ajudados, de um modo que sem essa ajuda não teríamos condições sequer de começar. Desde aqui começa a nossa ingratidão. Pois se estivéssemos conscientes da imensa importância dessa ajuda, o serviço amoroso e desinteressado seria praticado em nossas vidas como um hábito qualquer, sem a necessidade do mais mínimo esforço, mas… um dia aprenderemos.

Afinal, quem nos ajudou?

Como sempre acontece nessas horas, em qualquer Esquema de Evolução, seres mais superiores na escala evolutiva que nós.

Na terminologia Rosacruz esses seres são conhecidos como:

¨ Hierarquias Divinas ou Hierarquias Criadoras

¨ Ou Jerarquias Divinas ou Jerarquias Criadoras

.. Ou, ainda, Hierarquias Zodiacais ou Hierarquias Divinas

Primeiro, penetramos no Mundo do Espírito Divino. Lembrem-se, já tínhamos o veículo: o Espírito Divino. Faltava somente saber como utilizá-lo. Afinal não sabíamos como se manifestar.

Aí apareceu a primeira Hierarquia Criadora, chamada Senhores da Chama. Assim chamados devido:

¨ à brilhante luminosidade dos seus corpos

¨ aos seus grandes poderes espirituais

Encontramos na Bíblia com o nome de Tronos na Epístola de São Paulo aos Colossenses 1:16.

Emitindo uma fortíssima luz dos seus corpos, projetavam suas imagens sobre a superfície desse nosso Planeta Terra. E através dessas projeções implantou na nossa vida evolucionante o Átomo-semente do nosso Corpo Denso. Através desse Átomo-semente é que podemos agregar os materiais dessa Região Química do Mundo Físico (sólidos, líquidos e gasosos) e, assim, construir um Corpo Denso (o nosso corpo físico).

Portanto, devemos a possibilidade de construir um Corpo Denso a Hierarquia Criadora dos Senhores da Chama.

Mas, eles fizeram mais.  Foram eles que nos ajudaram:

¨ a penetrar no Mundo do Espírito Divino

¨ a despertar o nosso veículo Espírito Divino, para podermos funcionar nesse Mundo

Está aqui o porquê da relação entre o Espírito Divino e o Corpo Denso.

Depois, penetramos no Mundo do Espírito de Vida. Lembrem-se, já tínhamos o veículo: o Espírito de Vida. Faltava somente saber como utilizá-lo. Afinal não sabíamos como se manifestar.

Então apareceu a segunda Hierarquia Criadora, chamada Senhores da Sabedoria.

Encontramos na Bíblia com o nome de Dominações na Epístola de São Paulo aos Colossenses 1:16.

Emitindo uma fortíssima sugestão dos seus corpos, projetavam suas imagens sobre a superfície desse nosso Planeta Terra. E através dessas projeções implantou na nossa vida evolucionante o Átomo-semente do nosso Corpo Vital. Através desse Átomo-semente é que podemos agregar os materiais dessa Região Etérica do Mundo Físico (Éter Químico, de Vida, Luminoso e Refletor) e, assim, construir um Corpo Vital.

Portanto, devemos a possibilidade de construir um Corpo Vital a Hierarquia Criadora dos Senhores da Sabedoria.

Agora, nesse momento tínhamos, também, que ser ajudados para despertar o nosso veículo Espírito de Vida.

Para isso, recebemos ajuda de outra Hierarquia:  são conhecidos como Querubins, seres mais desenvolvidos que os Senhores da Sabedoria.

Foram eles que nos ajudaram a:

¨ a penetrar no Mundo do Espírito de Vida

¨ a despertar o nosso veículo Espírito de Vida, para podermos funcionar nesse Mundo

Está aqui o porquê da relação entre o Espírito de Vida e o Corpo Vital.

Está aqui, também, porque foram os Querubins que se prostraram na porta do Jardim do Éden quando fomos de lá expulsos.

Como lemos no Livro do Gênesis: 3:23-24:

O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. E expulsou-o; e colocou ao oriente do Jardim do Éden Querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida

Em seguida, penetramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Lembrem-se, já tínhamos o veículo: o Espírito Humano. Faltava somente saber como utilizá-lo. Afinal não sabíamos como se manifestar.

Então apareceu outra Hierarquia Criadora, chamada Senhores da Individualidade.

Encontramos na Bíblia com o nome de Virtudes na Epístola de São Paulo aos Colossenses 1:16.

Emitindo a substância formadora dos seus corpos, implantou na nossa vida evolucionante o Átomo-semente do nosso Corpo de Desejos. Através desse Átomo-semente é que podemos agregar os materiais do Mundo do Desejo (emoções, sentimentos, desejos) e, assim, construir um Corpo de Desejos.

Portanto, devemos a possibilidade de construir um Corpo de Desejos a Hierarquia Criadora dos Senhores da Individualidade.

Agora, nesse momento, tínhamos, também que sermos ajudados para despertar o nosso veículo Espírito Humano.

Para isso, recebemos a ajuda de outra Hierarquia: são conhecidos como Serafins, seres mais desenvolvidos que os Senhores da Individualidade.

Foram eles que nos ajudaram a:

¨ a penetrar no Mundo do Pensamento, mais precisamente: na Região do Pensamento Abstrato

¨ a despertar o nosso veículo Espírito Humano, para podermos funcionar na Região Abstrata do Mundo do Pensamento

Está aqui o porquê da relação entre o Espírito Humano e o Corpo de Desejos.

Daqui por diante perdemos definitivamente a nossa omnisciência. Vimo-nos forçados a dirigir a nossa consciência para dentro, ali encontrando-nos separados e à parte de todos os outros.

E foi assim que nos vimos encerrados dentro de um tríplice véu.

O véu externo, o Espírito Humano, cerrou a consciência ao sentimento da unidade da Vida convertendo-nos em Ego, seres separados, prontos para sermos indivíduos.

Até esse ponto o que tínhamos para funcionar?

.. Um Corpo Denso

.. Um Corpo Vital

.. Um Corpo de Desejos

.. Um Espírito Divino

.. Um Espírito de Vida

.. Um Espírito Humano

Ainda tínhamos mais uma Região para penetrarmos: a Região Concreta do Mundo do Pensamento.

Percebam que essa Região é que liga os Mundos inferiores:

.. Região Química do Mundo Físico

.. Região Etérica do Mundo Físico

.. Mundo do Desejo

Aos Mundos superiores:

.. Mundo do Espírito Divino

.. Mundo do Espírito de Vida

.. Mundo do Espírito Humano

Então apareceu outra Hierarquia Criadora, chamada Senhores da Mente.

Encontramos na Bíblia com o nome de Poderes das Trevas na Epístola de São Paulo aos Colossenses 1:16.

Nesse nosso Período Terrestre, essa Hierarquia alcançou o estado de Criador, um Deus Criador.

Emitindo a substância formadora dos seus corpos, implantou na nossa vida evolucionante o Átomo-semente da nossa Mente. Através desse Átomo-semente é que podemos agregar os materiais da Região Concreta do Mundo do Pensamento (pensamentos-formas) e, assim, construir uma Mente.

Portanto, devemos a possibilidade de construir uma Mente à Hierarquia Criadora Senhores da Mente.

Com a Mente tornamo-nos capazes de focalizar e podemos focalizar nossos propósitos ou objetivos, enquanto Egos, em nossos veículos mais densos, pois precisávamos de algo que unisse o nosso Tríplice Espírito a esse Tríplice Corpo. Ela é o meio de união entre a Personalidade e a Individualidade, nós, o Ego.

E, assim, graças a um belo Serviço amoroso e desinteressado estamos aqui podendo evoluir, construir a nossa Tríplice Alma, fruto do nosso trabalho no nosso Tríplice Corpo.

Graças a esse serviço prestado é que temos o exemplo a seguir de: “o Serviço Amoroso e desinteressado para com os outros é o caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que nos conduz a Deus”.

Ah! E que fim deram essas Hierarquias Criadoras?

.. Os Senhores da Chama, os Querubins e os Serafins elevaram-se da existência limitada à libertação

.. Os Senhores da Sabedoria, que nos ajudaram com o nosso Espírito de Vida, evoluíram e nos ajudam até hoje desenvolvendo o nosso veículo Espírito Divino

.. Os Senhores da Individualidade, que nos ajudaram com o nosso Espírito de Humano, evoluíram e nos ajudam até hoje desenvolvendo o nosso veículo Espírito de Vida

.. Outra Hierarquia apareceu, conhecida como Senhores da Forma, e nos ajudam até hoje desenvolvendo o nosso veículo Espírito Humano

.. Os Senhores da Mente continuam nos ajudando nesse veículo mais recente, a Mente

.. O nosso Corpo de Desejos, dado pelos Senhores da Individualidade, são objetos de ajuda da Hierarquia Criadora dos Arcanjos

.. E o nosso Corpo de Vital, dado pelos Senhores da Sabedoria, são objetos de ajuda da Hierarquia Criadora dos Anjos

Faltou um veículo. Qual? O Corpo Denso.

Pois é, qual a Hierarquia Criadora que está nos ajudando, nessa especialização de um corpo formado por sólidos, líquidos e gases?

A Hierarquia Criadora dos Espíritos Virginais, ou seja, nós mesmos!

E por quê?

Porque o mesmo serviço amoroso e desinteressado que todos esses Seres mais que Interplanetários prestaram a nós, também, estamos e sempre devemos prestar a todos os seres que necessitarem de Corpos Densos para evoluir.

Em particular, nesse momento do atual Esquema de Evolução, o Reino de vida mineral ou a Onda de Vida Mineral.

Ou seja, nessa Esquema de Evolução estamos nos desenvolvendo para sermos especialistas em construção e utilização de corpos formados de matéria da Região Química do Mundo Físico, de modo a poder ajudar Ondas de Vida que necessitam desse corpo para se manifestar nessa Região. Do mesmo modo que:

.. os Anjos são especialistas em corpos formados de matéria da Região Etérica do Mundo Físico

.. os Arcanjos são especialistas em corpos formados de matéria do Mundo do Desejo

.. os Senhores da Mente são especialistas em corpos formados de matéria da Região Concreta do Mundo do Pensamento

.. E assim por diante

Demonstremos a nossa gratidão a Deus e a todos esses Seres que nos ajudam nesse Esquema de Evolução, servindo ao irmão e à irmã no nosso entorno, sempre focando na sua divina essência e sempre da única maneira que é correta: amorosa e desinteressadamente, utilizando para isso todas as formas que temos: pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, palavras, atos, obras e ações.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O “Filho do Homem” e o “Filho da Viúva”

Lemos na Bíblia, em Gênesis, 1:27 que os Elohim formaram o “homem à sua semelhança”, isto é, fizeram-nos macho e fêmea como Eles (os Elohim). Ali temos a descrição da nossa Época Atlante.

Quem eram esses Elohim? Eram, nada mais nada menos, que as Hierarquias Criadoras que, nesse primeiro capítulo do Gênesis, foram chamados de Elohim: “Eloh”, um nome feminino em que a letra “h” indica o gênero e “Im”, a desinência de plural masculino.

Portanto, trata-se de uma hoste de seres bissexuais, masculino-femininos, expressões da energia dual criadora, positivo-negativa. Pois Deus é um ser composto.

Jeová era e é uma dessas Hierarquias Criadoras, portanto, um Elohim. Sua presença aparece mais explícita a partir do segundo capítulo do Gênesis no texto hebraico. E não poderia ser de outra maneira, pois sua parte especial no trabalho da Criação começa efetivamente a partir dali. Jeová é o Guia dos Anjos, a Onda de Vida que atingiu o “grau de humanidade” do Período Lunar, e é o regente da Lua atual. O trabalho de Jeová é a construção de corpos ou formas concretas, por meio das forças lunares cristalizantes e endurecidas. Seu trabalho é multiplicar o que existe sobre o nosso Planeta Terra. Portanto, Ele é o dador de crianças e os Anjos são os mensageiros nesta obra. Jeová também não é somente o “Deus dos Judeus”. Ele é também o autor de todas as Religiões de Raça que nos conduzem ao Cristianismo. Como Deus de Raça, tem características que o faz ser um Deus ciumento e zeloso, como um feitor que nos obriga a fazer isto ou aquilo, ou nos proíbe de fazer outras coisas.

Pela sua Lei, quem não obedece é expulso, sofre e é abandonado. É a Lei do “Olho por Olho, Dente por Dente”. Assim, no Velho Testamento temos a história de toda a nossa descida até a esse Mundo Físico: nossa transgressão as leis de Jeová, como Jeová nos guiou no passado e como nos guiará no futuro até que alcancemos o Reino dos Céus; e é justamente aqui que vamos buscar a origem das duas tendências que operam atualmente no mundo: de um lado, a de buscar compreender tudo e do outro, a de aceitar tudo como é.

Vamos começar dizendo que o relato bíblico tem pontos coincidentes e pontos discrepantes com respeito à Lenda Maçônica.

No capítulo 1 de Gênesis, 22, diz-se que Deus criou Eva, o ser feminino. A Lenda Maçônica diz que Jeová criou Eva. E que o Espírito Lucífero Samael se uniu a ela. Mas este foi expulso por Jeová e forçado a deixá-la antes do nascimento do fruto dessa união, Caim. Ora, Samael é um dos espíritos marcianos que, liderados por Lucífer, ajudou a humanidade incipiente a comer da Árvore do Conhecimento.

Aquele ensinamento relatado na Bíblia em Gênesis 3:1-8, nada mais era do que chamar a atenção da humanidade que ela poderia procriar sozinha, sem a ajuda dos Anjos ou de Jeová. Motivo pelo qual foram expulsos do paraíso.

Voltando a Lenda Maçônica, temos que depois Jeová criou Adão para ser companheiro de Eva. E dessa união nasceu Abel. Assim, Caim ficou sendo filho de natureza semidivina, fruto da união de um espírito de Lúcifer, Samael, com um ser humano, Eva. Abel ficou sendo filho da união de dois seres humanos: Adão e Eva.

Pelo fato de Samael ter que abandonar Eva, mesmo antes do nascimento de Caim, este, então, ficou conhecido como “Filho da Viúva”. Afinal, Samael nunca assumiu sua função de marido ou de pai, portanto, o seu filho era, como já foi dito, o filho de uma viúva.

Já como Adão permaneceu com Eva mesmo após o nascimento de Abel, este ficou conhecido como “Filho do Homem”. Afinal, Adão assumiu sua função de marido e de pai, portanto, o seu filho era, como já foi dito, o filho do homem.

Essa diferença desses dois seres tornou o principal diferencial de toda a nossa evolução. Caim, por ser um produto semidivino, tinha o impulso divino da criação. Abel, por ser um produto totalmente humano, contentava em aceitar tudo como estava.

Como lemos na Bíblia, Gênesis 4:2: “Abel tornou-se pastor e Caim lavrador“. Abel contentava-se em guardar rebanhos, criados também por Jeová. Abel e esses rebanhos se alimentavam do alimento vegetal que crescia naturalmente, sem esforço nenhum de Abel, ou seja, uma dádiva dos deuses. Caim, não. Tinha o desejo dominante de criar algo. Não se sentia satisfeito enquanto não realizasse algo por iniciativa própria. Portanto, ele: plantou as sementes que achou, fez crescer o grão e ofereceu a Jeová o fruto do trabalho de suas mãos.

Mas, como lemos em Gênesis 4:3-5: “… ofereceu Caim frutos da Terra em oblação ao Senhor. Abel, de seu lado, ofereceu dos primogênitos do seu rebanho e das gorduras dele; e o Senhor olhou, com agrado, para Abel e sua oblação, mas não olhou para Caim, nem os seus dons“.

Ora, Abel fazia tudo que Jeová dizia. Era obediente e, portanto, harmonioso num regime de Leis. Estava satisfeito em aceitar o seu modo de vida, cônscio de sua descendência divina, gerada sem esforço e iniciativa própria.

Por outro lado, Caim não era obediente e, portanto, desarmonioso num regime de Leis. Imbuído com a dinâmica energia marcial herdada de seu divino antecessor, era agressivo, progressista e possuidor de grande iniciativa, mas impaciente à repressão ou autoridade, tanto humana como divina. Reluta em aceitar ideias pela fé e inclina-se a provar tudo à luz da razão.

Em consequência, criou-se uma animosidade entre Caim e Abel, e como lemos em Gênesis 4:8: “Caim disse então a Abel, seu irmão: ‘Vamos ao campo’. Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre seu irmão e matou-o“.

Ao saber do que Caim tinha feito Jeová o amaldiçoou, como lemos em Gênesis 4:11: “De ora em diante, serás maldito e expulso da Terra… E tu serás peregrino e errante sobre a Terra… E o Senhor pôs em Caim um sinal na sua fronte“.

Assim, Caim perdeu sua visão espiritual e foi aprisionado no Corpo Denso, através do sinal em sua fronte, lugar onde se diz que Caim foi marcado. Ele vagou como filho pródigo na relativa escuridão do mundo material, esquecido do seu estado divino.

Então, Adão conheceu outra vez Eva e ela deu à luz a Seth, como lemos em Gênesis 4:25: “Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou“. Seth tinha as mesmas características de Abel, e as transmitiu aos seus descendentes, os Filhos de Seth, que continuavam a confiar inteiramente em Jeová e viviam pela fé e não pelo trabalho.

Por outro lado, os descendentes de Caim, os Filhos de Caim, através da árdua e enérgica diligência nos trabalhos do mundo, adquiriram: a sabedoria mundana e o poder temporal. Tornaram-se mestres na arte da política, governantes temporais. Enquanto os Filhos de Seth, tomando o Senhor por guia, tornaram-se canais para a sabedoria divina e poder espiritual. Tornaram-se mestres na arte do sacerdócio, guias espirituais.

A animosidade entre Caim e Abel perpetuou-se de geração a geração entre seus respectivos descendentes. E não poderia ser de outro modo, pois essas gerações deram origem a duas correntes de ações no mundo: uma classe, como governantes temporais, aspirava elevar o bem-estar físico da humanidade através da conquista do mundo material; enquanto a outra classe, como sacerdotes ou guia espiritual, estimulava seus seguidores a abandonar o mundo perverso e a buscar consolo em Deus.

Assim, formaram-se duas escolas: uma visa formar mestres trabalhadores, peritos no uso de ferramentas com as quais possam tirar seu sustento da terra, e a outra produz mestres mágicos, hábeis no uso da palavra para fazer invocações e, dessa forma, ganham aqui o apoio daqueles que trabalham e rezam para que eles alcancem o céu.

Da progênie semidivina de Caim descendem várias gerações de filhos que originaram todas as artes e ofícios e as cidades e a habilidade para se trabalhar com fogo. Deve-se a eles: essa nossa indomável coragem de ousar; essa nossa inquebrantável vontade de fazer e esse nosso diplomático discernimento de saber calar.

Vejamos na Bíblia, em Gênesis 4:19-22: “Ada deu à luz a Jabel e Jubal. Jabel foi construtor das tendas. Jubal foi o pai de todos aqueles que tocam a cítara e os instrumentos de sopro. Sela deu à luz Tubal-Caim, o pai de todos aqueles que trabalham o cobre e o ferro“.

Já da progênie humana de Abel descendem várias gerações de filhos que originaram todo tipo de sacerdócio e de guia espiritual, tais como: Noé, Abraão, Isaac, Jacó, Davi, Salomão, Jesus.

Em Gênesis 4:26, lemos: “Seth também teve um filho a quem chamou de Enós. Foi então que se começou a invocar o nome do Senhor“. Enós é considerado o Iniciador da Religião ou do culto a Deus.

Um exemplo da união dessas duas forças para a construção de algo extremamente elevado e espiritual podemos achar na construção do Templo do Rei Salomão (em IReis 5:9-32 e 6:1-38).

O Rei Salomão era descendente dos Filhos de Seth, “Filho do Homem”. Salomão era o ser humano mais sábio que existia no mundo. Nele concentrava toda a sabedoria divina de todos os Filhos de Seth que o precederam. Como descendente dos filhos de Seth, Salomão não era especialista na construção concreta do Templo. O seu papel foi o de instrumento realizador do plano divino revelado a Davi por Jeová. Por isso, Salomão buscou a cooperação do Rei Hiram de Tyro, descendente dos filhos de Caim, “Filho da Viúva”.

Esse por sua vez escolheu Hiram Abiff para ser o mestre de todos que trabalhavam na construção. Hiram Abiff era o mais habilidoso artífice no trabalho do mundo. Nele se concentrava toda a arte e ofício de todos os Filhos de Caim que o precederam. Assim, a habilidade material dos Filhos de Caim foi tão necessária para a construção deste Templo como o era a concepção espiritual dos Filhos de Seth.

E, portanto, durante o período de construção, as duas classes uniram forças, esqueceram a inimizade latente.

Essa foi de fato a primeira tentativa de unir os Filhos de Caim e os Filhos de Seth. Se essa união tivesse alcançado sucesso, nossa história teria sido provavelmente alterada substancialmente. E por que não deu certo?

Porque quando Hiram Abiff, descendente dos Filhos de Caim, “Filho da Viúva”, estava perto de acabar a obra prima do Templo, que seria o Mar Fundido, os Filhos de Seth, “Filho do Homem”, tentaram apagar o fogo utilizado por Hiram Abiff, jogando água e por pouco não conseguiram. Com isso frustrou o plano divino de reconciliação entre essas duas classes.

 Mas esses dois personagens, expoentes maiores das duas classes hoje existentes – “Filho do Homem” e o “Filho da Viúva” – continuaram trabalhando nesse objetivo de reconciliação, renascendo de tempos em tempos, trabalhando tanto de um lado como do outro.

Salomão renasceu como Jesus de Nazaré, o “Filho do Homem”.

Hiram Abiff renasceu, nos tempos de Jesus de Nazaré, como Lázaro e, depois como Christian Rosenkreuz.

Jesus, o “Filho do Homem”, trabalhou e trabalha até hoje entre as igrejas, onde a Religião é cultivada e o ser humano é conduzido de volta a Deus por meio do caminho sincero da devoção.

Christian Rosenkreuz, o “Filho da Viúva”, trabalha com todas as potências do mundo, as indústrias e a ciência, a fim de efetuar a união das forças temporais e espirituais, a “cabeça e o coração”, que deve ser realizada antes que o Cristo, Filho de Deus, possa vir novamente.

Pois, na época que isso ocorrer, no Reino do Cristo, só haverá um regente. Cristo será ambos: Rei e Sacerdote ou como fala São Paulo na sua Epístola aos Hebreus 5:6-10 e 7:1-18: Sumo Sacerdote da Ordem de Melquisedeque, desempenhando o duplo ofício de cabeça espiritual e temporal.

Enquanto isso, nós estamos sendo educados para alcançar essa união. Nossos dirigentes devem se aproximar cada vez mais desse ideal: sendo sábios o suficiente para governar um estado e bons o bastante para guiar o coração dos seres humanos.

E é essa a condição que Christian Rosenkreuz, o “Filho da Viúva” e Jesus, o “Filho do Homem”, se esforçam por trazer ao estado e as igrejas atuais.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

(*) Pintura: The Body of Abel Found by Adam and Eve-1826-William Blake

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Corpo, Alma e Espírito em um Espírito Virginal da Onda de Vida humana e seu desenvolvimento

De acordo com a Bíblia o ser humano é composto de três partes: Corpo, Alma e Espírito.

Cada um de nós é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana. Um ser que começou o seu desenvolvimento no Período de Saturno e o terminará no Período de Vulcano, pelo menos no que se refere a este Grande Dia de Manifestação.

Um membro da Onda de Vida dos Espíritos Virginais. Diferenciados dentro de Deus como chispas de uma Chama, com as mesmas qualidades dela e capazes de se expandir até se converter em chamas.

E os Elohim formaram o homem à sua semelhança e imagem” (Gn 1:27). Portanto, em todos os Espíritos Virginais estão contidas todas as possibilidades de Deus, inclusive o germe da vontade independente, o livre arbítrio, que nos torna capazes de originar novas fases, além das latentes, fases originais, o que corresponde à faculdade da Epigênese.

Vemos, portanto, que é um fato que: “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Nada pode existir fora de Deus.

A Onda de Vida dos Espíritos Virginais forma a Hierarquia Criadora de Peixes. Uma Hierarquia Criadora é um grupo de seres duplos ou bissexuais que coletivamente são Deus (chamados de Elohim no Gênesis) e que trabalham ativamente para se cumprir o plano evolutivo criado por Deus neste Grande Dia de Manifestação – em Gn 22:1: “Assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército”.

Como cada Hierarquia Criadora tem seu trabalho no Plano Evolutivo de Deus, nós também temos o nosso. E temos, ao nosso cargo, a Evolução da Onda de Vida que começou no Período Terrestre e que hoje anima os minerais.

Atualmente estamos trabalhando com eles por meio da imaginação, dando-lhes formas, fazendo com eles: livros, edifícios, pontes, máquinas, carros, etc…

Perceba que só trabalhamos com as formas minerais dos três reinos inferiores. Contudo, não podemos trabalhar com a vida que as anima. Isso porque, atualmente, a nossa Mente está no estado ou forma “mineral”. Tempo virá em que poderemos “imaginar formas que viverão e crescerão”. E depois, criar “coisas com vida, sensíveis e capazes de crescer”. E por último, seremos capazes de “imaginar a criação de seres que viverão, crescerão, sentirão e pensarão”.

Em harmonia com o Esquema da Evolução, traçado por Deus, cada Hierarquia só entra em atividade quando tenham sido criadas condições necessárias para o seu trabalho. Os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, nós, só entraram em atividade quando as Hierarquias Criadoras prepararam as condições para o seu desenvolvimento.

Cada Hierarquia tem o seu trabalho. Por exemplo, os Anjos, a Hierarquia Criadora de Aquário, têm como objetivo conquistar, dominar e funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico. Tornaram-se especialistas na matéria dessa região. Para isso tiveram que descer a essa Região e aprender como lidar com tal matéria. Foi-lhes fornecido todo tipo de ajuda para tal, desde alimentação até instruções, experiências e orientação. Conquistarão e expandirão sua consciência nos quatro Mundos superiores a essa Região do Mundo Físico.

Do mesmo modo, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana têm como objetivo conquistar, dominar e funcionar conscientemente na Região Química do Mundo Físico. Devem se tornar especialistas na matéria dessa Região. Peritos na construção das formas constituídas de substâncias minerais químicas. Para isso tivemos que descer a essa Região e estamos aprendendo como lidar com tal matéria. Tivemos que adquirir a consciência de nós próprios. Portanto, “somos a vida que se juntou à forma, para, por meio de Deus, obter consciência”. Aperfeiçoaremos os nossos veículos e expandiremos a nossa consciência nos cinco Mundos superiores a essa Região do Mundo Físico, por nosso esforço e vontade. Estamos aprendendo, através da experiência, como fazer isso.

O Espírito é um só, entretanto, observado do Mundo Físico, ele refrata-se em três aspetos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano. Como Deus, que nos criou, refrata-se em três: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Cada um desses aspectos corresponde a um aspecto da Deidade.

E na oração o Pai-Nosso, fornecida por Cristo, cada um expressa a sua adoração. O Espírito Humano é a contraparte do Espírito Santo (Jeová): “Santificado seja O vosso nome”. Ele expressa a ATIVIDADE, o MOVIMENTO, atributos do Espírito Santo.

O Espírito de Vida é a contraparte do Filho (Cristo): “Venha a nós o Vosso reino”. O reino do Filho, da Fraternidade Universal. Ele expressa o AMOR, a SABEDORIA.

O Espírito Divino é a contraparte do Pai: “Faça-se a Tua vontade”. Reverenciando a onipotência do Pai. Ele expressa o Poder, a Vontade.

Durante a involução, conforme nós passamos por cada Mundo vindo em direção à Região Química do Mundo Físico, foi despertado cada um desses aspectos, por cada uma das Hierarquias Criadoras que nos ajudaram.

Assim, quando entramos no Mundo do Espírito Divino, foi despertado o nosso Espírito Divino pelos Senhores da Chama.

Descendo a um grau a mais de densidade, mergulhamos no Mundo do Espírito de Vida. Então, foi despertado o nosso Espírito de Vida pelos Querubins.

Depois, descemos a mais um grau de densidade, e entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Quando, então, foi despertado o nosso terceiro aspecto: o Espírito Humano, pelos Serafins. Quando isso aconteceu, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana perderam a onisciência, pois essa Região é a primeira Região separatista, de cima para baixo.

Assim, já não podendo descerrar seus véus (os três aspectos) para observar as coisas exteriores (espirituais) ou perceber os outros, nos vimos forçados a dirigir a consciência para dentro, ali encontrando nosso próprio “EU” ou EGO, separado e à parte de todos os outros à nossa volta. Foi assim que os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana se viram envoltos no seu Tríplice Espírito.

Perceba que é o Espírito Humano que encerrou o Espírito Virginal. É a capa externa – é o Ego.

Portanto, o Ego humano é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana envolto em um Tríplice Véu de matéria que obscurece sua consciência divina original.

Nosso atual Esquema de Evolução é dividido em duas partes: a involução e a evolução. Durante a involução, o Ego mantém a ilusão da separatividade. O Ego vai descendo na matéria, entrando em Mundos e em Regiões de maior densidade.

Assim, já é fácil deduzir que o Espírito Virginal da Onda de Vida humana precisava funcionar conscientemente no Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico. Entretanto, para funcionar num determinado Mundo (ou Região desse Mundo) e expressar as qualidades que lhe são realizáveis é necessário construir um veículo formado de matéria desse Mundo. Para funcionarmos na Região Química do Mundo Físico precisamos de um Corpo Denso. Para expressar vida e crescimento, ou as outras qualidades da Região Etérica do Mundo Físico, precisamos de um Corpo Vital. Para expressar sentimentos, desejos e emoções precisamos de um Corpo formado de matéria do Mundo do Desejo, ou seja, de um Corpo de Desejos. E para manifestar o pensamento, precisamos de um veículo formado de matéria da Região do Pensamento Concreto, ou seja, de uma Mente. Esses são os instrumentos que utilizamos atualmente; cada um em seu estágio de evolução; todos interpenetrados; sendo que a Mente é o elo entre esse Tríplice Corpo e o nosso Tríplice Espírito.

Para que pudéssemos possuir cada um desses Corpos e veículos, as Hierarquias Criadoras nos deram o germe, ou irradiaram de si mesmo o germe de cada um deles.

No Período de Saturno, os Senhores da Chama irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Denso. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado ápice do coração.

No Período Solar, os Senhores da Sabedoria irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Vital. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado Plexo Celíaco.

No Período Lunar, os Senhores da Individualidade irradiaram de si mesmo o germe do Corpo de Desejos. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado fígado.

E, por fim, agora no Período Terrestre, os Senhores da Mente irradiaram de si mesmo o germe do veículo Mente. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado meio do sinus frontal.

Cada um desses germes serviu para o Ego humano (ou o Espírito Virginal envolto no Tríplice Espírito) aprender a construir cada corpo e veículo durante a involução.

Eles continham, e ainda contêm, o núcleo para a formação de cada Corpo e de cada veículo.

Hoje cada um desses Átomos-sementes forma parte de todos os veículos já usados por um Ego humano. Esses Átomos-sementes estão ligados entre si pelo Cordão Prateado, enquanto estamos aqui renascidos, nesta vida. E é esse Cordão Prateado que mantém unidos os veículos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.

Durante a involução, ou seja, do início do Período de Saturno até à Época Atlante no Período Terrestre as energias dos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana estavam dirigidas para dentro, para a construção desses Corpos e veículos. Essas energias são as mesmas que o ser humano hoje emprega para construir casas, pontes, estradas e qualquer coisa que melhore as condições externas na Região Química do Mundo Físico.

O caminho que compreende a involução e evolução desse Esquema de Evolução é a peregrinação dos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana da total inconsciência à consciência individual.

Hoje nos reconhecemos como um indivíduo, um ser pensante, unidos no Corpo místico de Deus, mas separados um do outro, um criador, como o nosso Pai que nos criou.

Esses Corpos e veículos são os instrumentos de trabalho do Ego humano. Como diz São Paulo em ICor 15:44-45: “Se há um corpo animal <Corpo Denso e Vital>, também há um espiritual <Corpo de Desejos e Mente>. Como está escrito: ‘o primeiro ser humano, Adão, foi feito alma vivente; o segundo Adão é Espírito vivificante’”.

É por meio deles que o Ego humano obtém a experiência. Como disse São Paulo em ICor 6:13-20: “Não sabeis que o vosso corpo é Templo do Espírito Santo, que habita em vós, O qual recebeste de Deus (…), glorificam, pois, a Deus no vosso corpo”.

Assim, cada aspecto do Tríplice Espírito trabalha sobre um dos três Corpos.

Novamente, na oração do Pai-Nosso podemos ver como isso se dá: O Espírito Divino pede à sua contraparte, o Deus Pai, pelo Corpo Denso: “O pão nosso de cada dia”.

O Espírito de Vida pede à sua contraparte, Deus Filho, pelo Corpo Vital: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.

O Espírito Humano pede à sua contraparte, Deus Espírito Santo, pelo Corpo de Desejos: “não nos deixeis cair em tentação”.

Por fim, os três aspectos (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano) se juntam na súplica pela Mente ao Pai, Filho e Espírito Santo: “livrai-nos do mal”.

Vale a pena lembrar que qualquer trabalho sobre um Corpo reflete em todos os outros. Por isso é importantíssimo o Aspirante à vida superior cuidar de cada um dos seus Corpos da melhor maneira possível. Sem isso é impossível se desenvolver espiritualmente em uma Escola como a Fraternidade Rosacruz.

Os três aspectos (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano), ou nossos veículos superiores, possuem assentos particulares no Corpo Denso.

O Espírito Humano possui um assento na Glândula Pineal e no sistema nervoso cérebro-espinhal. O Espírito de Vida possui um assento no Corpo Pituitário e no coração. O Espírito Divino possui um assento na impenetrável área conhecida como raiz do nariz.

Quando nós obtivemos o domínio dos nossos corpos por meio do foco mental, da Mente, começamos a desenvolver a Alma, trabalhando de dentro dos nossos Corpos. A Alma também é Tríplice. Cada vez que agimos bem, praticamos boas ações, servindo altruisticamente, a Alma Consciente cresce, e o Espírito Divino a assimila do Corpo Denso, assentando sua consciência. Cada vez que sentimos o bem, esforçando-nos por ter desejos e sentimentos superiores, emoções elevadas, alimentamos a nossa Alma Emocional e o Espírito Humano a assimila do Corpo de Desejos. Cada vez que exercitamos a nossa memória, originando a simpatia, ligando as experiências, alimentamos a nossa Alma Intelectual e o Espírito de Vida a assimila do Corpo Vital. Portanto, a Alma nada mais é do que o produto espiritualizado dos nossos Corpos; é a quintessência desses, o seu poder ou a sua força. É através desse trabalho que o Ego humano adquire a perfeição de cada um dos Corpos.

E nesse trabalho, percorrendo a parte conhecida como evolução desse Esquema de Evolução, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana vão da consciência de vigília (que temos agora) à onisciência, da impotência à onipotência. A evolução da vida, da consciência e da forma; a tríplice manifestação do Espírito Virginal da Onda de Vida humana, completando o Plano de Deus que nos criou neste Grande Dia de Manifestação.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

Idiomas