Categoria Material de Auxílio aos Estudos de Astrologia Rosacruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados:  Material de Auxílio aos Estudos de Astrologia Rosacruz

A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 1
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 10: A Astrologia nos Séculos XIX e XX
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 2: As Constelações e Signos do Zodíaco
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 3: A Astrologia até o Século VI a.C
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 4: Primeiro Milênio depois de Cristo
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 5: A Astrologia dos Séculos V a I a.C.
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 6: A Astrologia na Idade Média
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 7: A Astrologia nos Século XVI e XVII
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 8: A Astrologia no Século XVIII
A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 9: Asteroides e novos Planetas
A Astrologia e a Academia Francesa
A Astrologia e o Nosso Destino
A Astrologia e os Evangelhos
A Astrologia e os Modos de Comunicação
A Astrologia explica a forma da Religião
A Astrologia Rosacruz Esotérica
A Astrologia Rosacruz: nossas ações passadas e um tríplice processo de amadurecimento
A Astrologia Rosacruz: suas Possibilidades e Limitações
A Base Racional da Astrologia Rosacruz
A Cabeça e a Cauda do Dragão
A Ciência Sagrada das Estrelas
A Divina Ciência da Astrologia Rosacruz revela as Causas Ocultas que trabalham em Nossas Vidas
A Dor de Transição e as Experiências Dolorosas
A Exatidão da Astrologia Rosacruz
A Filosofia da Astrologia Rosacruz
A Importância da Astrologia Rosacruz
A Mente no Tema Natal ou no Horóscopo Natal
A Nutrição e a Lua, Saturno, Marte e Urano
A Polaridade dos Signos Zodiacais
A Porta da Vida e da Morte
As Causas da Importância da Astrologia Rosacruz
As Chaves do Reino
As Manchas Solares como Causa de Guerra
As razões para não menosprezarmos a Astrologia Rosacruz, nem como uma Ciência, nem como uma fase da Religião
Astrologia Esotérica
Astrologia: assumamos a responsabilidade de nosso destino e tratemos de construir condições melhores
Astrologia: Nossas Ações Presentes Determinam as Condições Futuras
Como a Evolução está Escrita no Zodíaco
Como se utiliza a Astrologia no dia a dia e como há charlatões que tentam desvirtuá-la
Correlações entre Quadruplicidades, Triplicidades, Aspectos da Divindade e Casas Astrológicas
De Escorpião a Águia
Diagnóstico de Doenças e Enfermidades pela Astrologia Rosacruz
Estudo Referente a “Alinhamento Planetário”
Horário do Sol e Horário do Relógio
Influências da Cabeça e da Cauda do Dragão
Interpretação Astrológica do Salmo 23
Manipulando de forma tola a Ciência Divina e Exata da Astrologia
Nosso Planeta não consegue aproveitar todos os raios dos outros Astros…assim como cada um de nós
O Destino e a Décima Segunda Casa
O Emprego da Astrologia Rosacruz e como Você a Emprega
O Jarro de Aquário
O Planeta Plutão: as lições mais significativas
O que um Júpiter forte oferece como possibilidades e tendências a uma pessoa
O que um Vênus forte oferece como possibilidades e tendências a uma pessoa
O Significado Esotérico das Pedras Preciosas
Para os que se desanimam em estudar nos Cursos de Astrologia Rosacruz
Plutão: Potencialidade de Renascimento Espiritual – Princípio do Fogo Congelado
Por que houve tantos fracassos entre aqueles que vieram trabalhar em Mount Ecclesia (sede mundial da The Rosicrucian Fellowship), se tínhamos os horóscopos de cada um?
Princípios Básicos da Astrologia Rosacruz
Regeneração Espiritual – o Relato de uma Experiência de uma Pessoa
Signos – Segmentados pela Quadruplicidade
Signos – Segmentados pela Triplicidade
Signos – Segmentados pelo Poder das Suas Vibrações (Tabela das Potências)
Signos – Segmentados por Graus Críticos
Trânsito do Sol pelo Signo de Leão
Trânsito do Sol pelo Signo de Virgem
Transmutando Quadraturas em Trígonos
Um Bom Formador de Opinião a partir de Poucas Evidências ou até Nenhuma Evidência
Um Questionamento sobre a Astrologia para quem não acredita
Um Testemunho do próprio Max Heindel sobre Casos envolvendo a Astrologia
Uma Análise dos Três Horóscopos de Trigêmeos: Causas Ocultas de Desajustes
Uma Breve Síntese Astrológica
Uma Convocação Celestial
porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Jarro de Aquário

O Zodíaco é o círculo dos céus que mais diretamente está vinculado a nós e, como todo círculo, contém trezentos e sessenta graus. Para ter uma ideia da imensidão desse plano da Eclíptica, lembre-se de que a órbita da Terra ao redor do Sol tem aproximadamente 941.500.000 km e que esse plano do Zodíaco tem quinze graus de largura em toda essa distância. Esse grande círculo é dividido em doze partes de 30 graus cada, chamadas de Signos do Zodíaco.

Os diferentes Signos receberam seus nomes dos antigos Sábios porque, após um longo curso de observação e registro, descobriu-se que a influência do Sol, ao passar por cada Signo, tinha certo efeito sobre o Reino vegetal e trazia à manifestação ativa algumas qualidades na Humanidade.

Cada Signo é representado por um símbolo e a invenção desses símbolos remonta a eras tão antigas que não há registro sobre isso. Quando os Signos do Zodíaco foram nomeados, sem dúvida, eles eram idênticos às constelações, o que não acontece atualmente.

Cada Signo tem um Regente que expressam melhor as qualidades desse Signo. Esses Planetas ou Regentes são os Corpos Densos de elevados Seres que são, na Bíblia, chamados de “Os Sete Espíritos diante do Trono” e que têm sob Sua responsabilidade a nossa evolução. Cada Planeta visível é a personificação de uma Grande Inteligência Espiritual que busca guiar a Humanidade de acordo com o Plano de Deus, sempre tendo em vista o objetivo final, sem se prender ao estado presente. Cada um desses elevados Seres tem o seu trabalho especial a realizar em favor da Humanidade.

O primeiro Signo, Áries, situa-se em um dos cantos do Céu e quando o Sol está em Áries ele está totalmente à leste. Áries, o Carneiro, recebeu esse nome porque nascia com o Sol no atual mês de março, mês do vivificante Equinócio de Março, e simboliza a Vida. Os pastores lhe deram o nome em homenagem aos seus rebanhos e aos campos que revitalizavam.

Em seguida vem Touro, nomeado a partir dos rebanhos que eram considerados os mais valiosos depois das ovelhas. O Touro foi muito adequadamente venerado por aquelas pessoas, sendo um emblema da fortaleza necessária para conquistar o Mundo material. Devido à sua prodigiosa força, ele era de uma ajuda inestimável em todas as suas tarefas. O provérbio sobre “as panelas de carne do Egito” (Ex 16:3) serve até hoje para mostrar com que abundância aquele animal lhes supriam a necessidade física de alimento, sendo o leite da fêmea também um elemento importante da dieta. Possuir muito gado era, portanto, ardorosamente desejado na antiguidade pelas nações novas.

O próximo é Gêmeos, às vezes chamado de Cástor e Pólux que, em sua eterna juventude, contam a história da fraternidade humana.

O quarto Signo, Câncer, está em outro canto do Céu. No Solstício de Junho, o Sol parece parar e, como um caranguejo, recuar lentamente — por isso o chamamos de caranguejo. Mas os egípcios chamaram esse Signo de Escaravelho ou Besouro e usavam o escaravelho como símbolo da alma, explicando que esse Signo é “a esfera das almas que aguardam o renascimento”.

Então surge o Signo Real, Leão, o Signo solar por excelência, a morada do Sol.

Em seguida vem a “Virgem Celestial”, geralmente chamada de Virgem. Dizemos que o Sol nasce da Virgem Celestial porque, no Solstício de Dezembro, quando a noite é mais longa, a Virgem se ergue no horizonte oriental e o Sol inicia seu novo percurso rumo ao Equinócio de Março, para derramar nova vida sobre a Terra.

O terceiro canto do Zodíaco é ocupado por Libra, a Balança, assim chamada porque, no Equinócio de Setembro, os dias e as noites estão igualmente equilibrados.

Em seguida vem Escorpião, que carrega seu ferrão na cauda e rege a Oitava Casa, a Casa da Morte. Escorpião governa os órgãos da geração e a morte aguarda todos os que nascem da fecundação, resultado de uma relação sexual (direta ou indireta) entre um homem e uma mulher.

O nono Signo, que tem influência especial sobre a Mente, é Sagitário, o arqueiro, meio homem, meio animal: um centauro. Seu símbolo mostra um homem com um arco, representando aquele que se ergue acima da sua natureza animal. O arqueiro aponta sua flecha diretamente para o Sol, simbolizando sua aspiração espiritual; embora frequentemente erre o alvo, às vezes acerta e não desiste.

O quarto e último canto do Céu é ocupado por Capricórnio, o bode, que se deleita em escalar altos precipícios. Ele ocupa o canto onde o Sol começa a subir novamente, em seu retorno para o Norte.

O décimo primeiro Signo é Aquário, o Portador da Água, que se supõe carregar um jarro cheia de água em suas mãos. Esse jarro contém seus sentimentos e suas emoções; se ele a inclina, eles transbordam; contudo, se mantém firme, eles permanecem contidos. Assim, tudo está sob seu próprio controle e esse é o ideal celestial que nos foi colocado como meta a ser alcançada.

O último ou décimo segundo Signo do Zodíaco é Peixes. Seu símbolo mostra dois peixes nadando em direções opostas, unidos por uma faixa. Os dois peixes apontam para o grande abismo, o lugar do mistério, enquanto a faixa que os une representa a Unidade entre tudo o que existe.

O Zodíaco significa “Círculo de Animais”; embora dois dos Signos de Ar, Gêmeos e Aquário, sejam humanos; um dos Signos de Fogo, Sagitário, meio humano; e um dos Signos de Terra, Virgem, também seja humano, todos os demais, exceto Libra, que é neutro, pertencem ao Reino animal.

Essas doze constelações estão sempre na mesma posição relativa, porém devido a um leve movimento dos polos da Terra, o Sol cruza o equador em um ponto ligeiramente diferente a cada ano, durante o Equinócio de Março, parecendo se mover lentamente para trás no Zodíaco, a uma taxa de 50 segundos por ano. Ele demora aproximadamente 2.100 anos para retroceder por um Signo inteiro e, aproximadamente, 25.868 anos para completar o ciclo através de todos os doze Signos. Esse movimento retrógrado é chamado de “Precessão dos Equinócios”. O grande ciclo foi completado pela última vez no ano 498 d.C., quando o mundo iniciou uma nova espiral mais elevada de sua evolução.

Hoje, os Signos que mais diretamente estão relacionados a nós são Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos e Câncer. Eles realmente compõem a essência de todos os Signos do Zodíaco, pois a qualidade de um Signo é sempre refletida em seu oposto.

Cada Signo do Zodíaco tem um Regente que se acredita estar em harmonia com o Signo. Cada um desses elevados Seres é responsável por uma determinada fase do nosso desenvolvimento. Assim, fica claro que a educação da Humanidade depende em grande parte do treinamento que nossos instrutores receberam em evoluções anteriores. Quando o Sol esteve, pela última vez e por Precessão dos Equinócios, no Signo aquoso de Câncer, o continente da Atlântida foi sepultado sob as ondas e emergiu o que parecia ser um novo Céu e uma nova Terra, com uma nova Raça destinada a habitar o mundo.

Essa catástrofe que se abateu sobre a Atlântida, enquanto o Sol estava em Câncer, é o cataclismo relatado a Platão pelos sacerdotes do Egito e que o próprio Platão mais tarde registrou. Os sacerdotes disseram a Platão que, segundo seus registros, esse dilúvio ocorreu de dez mil anos antes, aproximadamente, considerando a base de tempo atual.

Câncer é um Signo fértil e a Lua controla o crescimento. Como mostra a vibração da Lua, ela também controla a Mente, sendo o dígito das vogais a força espiritual do número de expressão da Trindade ativa. Nesse contexto, é interessante recordar que a Mente foi dada à Humanidade infantil quase no final do Período Atlante.

Jeová, o Espírito Santo, que também expressa o três em suas vogais, é o Regente de todas as Luas, que são usadas com o propósito de dar aos seres que ficaram para trás na marcha do progresso uma nova chance, sob circunstâncias diferentes e Leis mais rigorosas, para tentar recuperar o tempo perdido. O nome Jehovah (ou Jeová) revela o cuidado protetor que Ele sempre exerce e como tenta alcançar Seus discípulos por meio de suas Mentes.

Mas Jeová foi um mestre severo e ensinou Seus filhos a compreender que, quando fizessem o que é certo e O agradavam, seriam recompensados; no entanto, quando faziam o que era errado, um castigo rápido os alcançaria. Eraolho por olho, dente por dente”. Não era, de forma alguma, um reino de misericórdia, pois a Humanidade não teria compreendido a misericórdia naquela época — era um Reino da Lei onde o egoísmo florescia. Assim, apelando aos instintos egoístas, a Humanidade, enquanto desenvolvia a Mente, foi pressionada e conduzida ao longo do Caminho de Evolução.

À medida que o Sol retrocedeu pelo Zodíaco, após cerca de 2.100 anos em Câncer, ele entrou no Signo de Ar, Gêmeos. Gêmeos governa a Mente inferior e os gêmeos são o símbolo da juventude eterna e da fraternidade humana. Sendo um Signo de Ar, esse foi um tempo de expressão.

Acredita-se que esse período tenha contido a Idade de Ouro no Egito, pois, em um Signo de Ar, as almas são mais facilmente despertadas para o reconhecimento de sua origem divina. É provável que o autor do Livro de Jó tenha vivido na Era de Gêmeos.

O Regente de Gêmeos é Mercúrio, cujo nome revela o trabalho educacional rigoroso que ele exigia; e as vogais do seu nome indicam que o seu trabalho tinha como objetivo expandir a Mente da Humanidade infantil até que ela pudesse funcionar no Plano Universal.

Os elevados Seres que ficaram entre os seres humanos naquela época para guiar e ensinar a Humanidade eram conhecidos como os Senhores de Mercúrio e os Senhores de Vênus. Embora fossem extremamente mais avançados do que os “filhos dos homens”, eram, na verdade, os pertencentes a Mercúrio e Vênus que haviam ficado para trás na evolução e sido lançados em uma das Luas de cada um dos dois Planetas. Naquele tempo, ao ajudarem a Humanidade, eles receberam uma nova oportunidade de recuperar o atraso e, quando seu trabalho na Terra estivesse concluído, retornariam ao seu Planeta natal. A obra de Mercúrio estava especialmente ligada à Humanidade com o Sol em Gêmeos; Vênus teve mais trabalho a realizar no período seguinte, quando o Sol estava em Touro.

Neste ponto da história do mundo é muito difícil para nós imaginarmos um tempo em que não possuíamos a faculdade da razão, onde o que tínhamos de mais próximo dela se manifestava como astúcia. Mas desenvolver a faculdade racional e colocar a Mente inferior em atividade foi realmente a obra que Mercúrio teve de realizar. Que ele foi bem-sucedido em grande medida é provado pelo fato de que muitos de nós já começamos a usar também a intuição em vez de apenas a razão.

Ao final daquele período, o Sol havia saído de Gêmeos, pela Precessão dos Equinócios, e entrado em Touro, que era, naquela época, conhecido como o “Touro Alado de Nínive”. Nesse período, o Touro era considerado um símbolo sagrado e visto como a mais elevada expressão da força física, que ainda era considerada de maior valor do que a simples Mente. O Touro também era cultuado como símbolo de força procriadora.

O Signo oposto a Touro é Escorpião, que é regido por Marte, o Planeta da Energia Dinâmica. Como sempre há um significado exotérico e um significado esotérico em cada ensinamento, o Signo oposto geralmente expressa o significado interior. Assim, durante a Era de Touro, quando se cultuava o touro sagrado, os sacerdotes usavam o Uraeus, o Símbolo da Serpente, pertencente a Escorpião, o Signo oposto a Touro, para indicar sua posse da sabedoria esotérica.

Pelo que foi dito, pode-se compreender facilmente que a força estava dominante no mundo e governava tudo. Assim, entendemos o tipo de trabalho que o suave Vênus, Regente de Touro, teve que realizar. A maior parte do que definimos e conceituamos com “mal” foi assim decidido quando começamos a responder à Marte, o Regente de Escorpião e Áries.

Como aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes, os Espíritos Luciféricos foram os atrasados da Onda de Vida dos Anjos do Período Lunar e não conseguiram viver no Sol nem na Lua, pois eram movidos por paixões e desejos egoístas. Por isso, foi necessário encontrar um lugar separado para eles e assim foram colocados em Marte. Dessa forma, Marte é o lugar de Lúcifer, o chefe dos Anjos caídos. Mas percebemos por sua vibração que ele seja, como diz Jó, “um filho de Deus” e isso é confirmado por S. Judas Tadeu, ao dizer que nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer.

Estudamos na Filosofia Rosacruz uma bela história sobre como Lúcifer, quando lutou contra o Arcanjo Miguel, disputando pelo corpo de Moisés, perdeu a gema mais preciosa da sua coroa. Ela foi deslocada durante a luta. “Essa linda gema era uma esmeralda chamada Elixir. Ela foi lançada no abismo, mas foi recuperada pelos Anjos e a partir dela o Cálice, ou Santo Graal, foi feito — aquele que mais tarde foi usado para conter o sangue purificador que fluiu do lado do Salvador”.

Também, da Filosofia Rosacruz, observamos que “essa joia era uma esmeralda e, portanto, verde. O verde é uma combinação de azul e amarelo; assim, é a cor complementar da terceira cor primária, o vermelho. No Mundo Físico, o vermelho tende a excitar e energizar, enquanto o verde tem um efeito calmante; mas o oposto é verdadeiro no Mundo do Desejo. Lá, a cor complementar é ativa, produzindo em nossos desejos e nossas emoções o efeito que atribuímos à cor física. Logo, o tom verde da gema perdida por Lúcifer revela sua natureza e efeito. Essa pedra tinha o poder de atrair paixão e gerar amor sexual, sendo, portanto, o oposto da Pedra Filosofal, que é a Pedra Branca e apocalíptica, emblema do amor da alma pela alma”.

Os Espíritos Luciféricos de Marte depositaram o ferro em nosso sangue, o que tornou possível a nossa vida em uma atmosfera que contém oxigênio; eles também agitaram todas as nossas forças e nos deram incentivo, de modo que agora agimos — embora, às vezes, nossas ações sejam más.

Marte sugere às pessoas a ignorarem os direitos dos outros: para ele o correto é a força e considera apenas as próprias vantagens. Assim, na Era de Touro foi trabalho de Vênus tornar os seres humanos amorosos e bondosos. El não tentou ir muito além do imediato grupo familiar, porém sob a sua influência, quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino – uma mulher – começamos a nos tornar charmosas e, assim, atraíamos os seres que renasciam aqui com o sexo oposto – um homem – com laços de amor, em vez de mera luxúria.

Perto do fim da Era de Touro, quando o Sol havia entrado, por Precessão dos Equinócios, na Órbita de Influência de Áries, o carneiro, o culto ao touro se tornou idolatria, pois agora havíamos entrado em outra Dispensação. É evidente que, quando estudamos a Bíblia por meio  dos Ensinamentos Rosacruzes, os israelitas mortos por construírem um bezerro de ouro para adoração não estivam acompanhando a Era em que adentravam.

Acredita-se que Áries seja dividido em duas partes: a primeira é representada pelo carneiro, e a última parte — durante a qual Cristo-Jesus nasceu —, quando o carneiro era apresentado de maneira muito gentil, é figurada pelo cordeiro. O Regente de Áries, assim como de Escorpião, é Marte. Áries tem domínio sobre a cabeça e o cérebro foi construído pela divisão da força sexual criadora, enquanto Escorpião governa os nossos órgãos reprodutores. Áries é a Casa da Vida e Escorpião, a Casa da Morte, significando que tudo o que nasce da paixão e do desejo está destinado a morrer aqui.

De Lúcifer vem o nosso sangue vermelho e a energia marcial, que é o veículo de todo progresso e energia material. De Jeová vem a interiorização da Lei e do castigo pelo pecado. No período que estamos considerando, a qualidade da misericórdia ainda não havia entrado na consciência humana e o altruísmo não havia sequer sido concebido.

Quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, chegou a poucas centenas de anos de Peixes, um Signo de Água, em sua passagem através de Áries, Jesus nasceu de uma virgem (Virgem é o Signo oposto a Peixes) e o peixe se tornou o símbolo do Cristão. Os Bispos da Igreja ainda usam um adorno de cabeça que lembra a cabeça de um peixe e a água ainda é colocada à porta da Igreja como símbolo de pureza.

O Regente de Peixes é Júpiter, o Planeta da filantropia; por isso podemos ver que a Humanidade está pronta para dar outro passo. Vênus havia começado o trabalho de embelezamento e humanização na Era de Touro e agora Júpiter dará continuidade a esse trabalho; no entanto, e como sempre, em um nível mais elevado. É interessante considerar os meios usados para manter a Humanidade em ascensão. Lembremos que, no início, não houve qualquer poder de raciocínio e a primeira faculdade desenvolvida foi a astúcia.

Foi necessário desenvolver o egoísmo no processo de nos fazer perceber nossa identidade separada. Isso foi realizado pelas Leis de Jeová. O ganho material era constantemente oferecido a nós como sinal de obediência ou não das Leis: se agradassem a Jeová, colheriam benefício; se o desobedecessem, sofreriam com a pobreza.

Então, depois que o germe da Mente havia sido desenvolvido, a Humanidade estava muito satisfeita e não tinha qualquer incentivo para agir — estava perfeitamente contente com as coisas como eram e não via razão para fazer qualquer esforço. Assim, os Espíritos Lucíferes de Marte foram enviados para polarizar o ferro no nosso sangue e, assim, possibilitar o sangue vermelho, de modo que desejasse agir. “Melhor fazer o mal do que não fazer coisa alguma”. Naturalmente, o primeiro resultado foi muito ruim. Ambição, ganância, luxúria e brutalidade dominaram — mas a Humanidade estava agindo.

A influência de Vênus mostrou um cuidado mais delicado, quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino – uma mulher. Em vez de considerá-las simples “animais de carga” ou “meras criaturas para a satisfação da luxúria”, gradualmente despertaram ternura genuína e verdadeiro amor.

Cristo-Jesus nasceu quando o Signo de Áries estava dentro da Órbita de Influência de Peixes. Ele nasceu da Virgem Celestial, o Signo oposto a Peixes, e pela primeira vez na história do mundo quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino recebemos um lugar de honra e respeito. O Regente de Peixes, Júpiter, representa benevolência, filantropia, altruísmo. Essa foi a mais elevada influência que a Humanidade havia sentido até então.

Cristo introduziu uma nota completamente nova quando disse: Ninguém tem amor maior do que este; dar a vida por seus amigos. (Jo 15:13). Ou Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16). Naquele tempo, o mundo nada sabia sobre amor ou solidariedade. Se, por exemplo, uma pessoa tropeçasse e caísse nas ruas de Roma, provavelmente seria deixada onde caiu, porque ninguém demonstraria qualquer interesse por ela. Eles enfaticamente não se consideravam guardiões dos seus irmãos e das suas irmãs.

Tudo isso Cristo tentou modificar. Com a influência de Júpiter auxiliando a Humanidade, Ele induziu as pessoas a adquirirem um senso de fraternidade. Em vez da antiga doutrina Jeovística do “olho por olho, dente por dente” (Ex 21:24; Lv 24:20), Ele instituiu a ideia da misericórdia; no lugar da “retribuição”, as pessoas foram ensinadas a ignorar e perdoar.

Embora tenhamos muitas falhas, mesmo assim a Humanidade deu um grande salto naquela época e, desde então, apesar dos muitos tropeços e recaídas, continuamos avançando lentamente, tateando nosso caminho para cima. O Signo oposto a Áries, sob o qual Jesus nasceu, é Libra, o que nos diz que o Cristo retornará.

O Sol já avançou o suficiente através de Peixes para entrar na Órbita de Influência de Aquário, o grande Signo humano que foi colocado nos Céus como o ideal que a Humanidade deve buscar. Na época em que Jesus de Nazaré nasceu, nada mais elevado em termos de altruísmo era conhecido além do que Júpiter representava; ainda hoje estamos longe de alcançar o seu ideal. Contudo, pouco antes do fim da primeira metade do século dezenove, outro Planeta, Urano, entrou em nosso campo de percepção. A Humanidade estava, evidentemente, pronta para dar outro passo. Aproximadamente em 1898, a Terra entrou plenamente na Órbita de Influência de Aquário e o seu Regente, Urano, começou a agir sobre nós.

Urano realiza praticamente o mesmo trabalho que Júpiter, mas em nível mais elevado. Ele não dá atenção aos Corpos — seu amor é de alma para alma. Quando ativo, ele desperta todas as faculdades intuitivas de modo que a pessoa obtém conhecimento sem precisar do esforço do raciocínio. Desde que a Terra entrou na Órbita de Influência de Aquário, máquinas voadoras tornaram-se práticas, o rádio foi inventado, o telégrafo sem fio foi inaugurado e muitas outros objetos tecnológicos começaram a surgir, antes considerados impossíveis. E não sabemos o que mais aparecerá.

Como foi dito a respeito de Gêmeos: em uma Era de Ar, as almas são mais facilmente despertadas para a consciência da sua Origem divina. É sempre uma era de expressão e a última destinou-se a expressar o trabalho do intelecto. A Era de Aquário destina-se, contudo, à manifestação do altruísmo. O conhecimento de que eu sou o guardião do meu irmão (Gn 4:9) agora ofusca qualquer outra consideração. Responsabilidade e liberdade, embora pareçam antagônicas, pertencem ao Ar e devem trabalhar juntas.

Como Urano derruba e destrói o que desaprova para reconstruir, é possível que o abominável holocausto da Primeira Guerra Mundial tenha sido resultado da sua ação; nesse caso, veremos o início de um reino de responsabilidade e liberdade na Terra, quando a paz for novamente declarada, ainda que temporária. O que parecem mau é apenas o bom em formação. “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam o Senhor.” (Rm 8:28).

Embora muitas pessoas aguardem confiantemente a rápida e segunda vinda do Cristo, predita pelo Signo de Libra, é evidente que ainda estamos muito longe de estar preparados, pois poucos de nós desenvolveram o Corpo-Alma no qual, como diz S. Paulo, seremos capazes “de encontrá-Lo nos ares para estar com Ele.” (ITss 4:17). Primeiro precisamos aprender a levitar. Como Capricórnio está em um dos cantos do Zodíaco, é muito provável que, quando o Sol estiver pronto para entrar neste Signo pela Precessão dos Equinócios, a Humanidade talvez esteja preparada para a segunda vinda de Cristo-Jesus. Se isso for verdade — e não devemos esquecer que “daquele dia e hora ninguém sabe, exceto nosso Pai no Céu (Mt 24:36) — ainda temos pelo menos mais de dois mil e quinhentos anos para nos desenvolvermos o bastante para conseguir usar nossos Corpos Vitais.

Embora o prazo possa parecer muito distante, quando percebemos que até agora fizemos muito pouco para evoluir, notamos que esse tempo não é de forma alguma excessivo — e é responsabilidade nossa começar a trabalhar e continuar trabalhando sem cessar, porque assim cada um poderá fazer sua parte para apressar o “Dia do Senhor”, ajudando a libertá-Lo da Terra, onde Ele sofre com gemidos inexprimíveis.

E o modo como nosso trabalho se apresenta no momento é pelo Caminho do Altruísmo, conforme mostrado pelo Signo de Aquário, onde entraremos em breve. O símbolo do Jarro deve estar sempre ativo em nossa consciência, pois até que possamos controlar nossos próprios Corpos, nosso trabalho pela Humanidade deve esperar. Para alcançar a estatura do ser humano perfeito nós devemos aprender a carregar nosso Jarro de modo que, exceto quando escolhemos incliná-lo, nenhuma gota de água da emoção vaze. Então, quando pudermos controlar perfeitamente nossos próprios Corpos, estaremos prontos para obter nossa herança, tornando-nos colaboradores de Deus para a edificação da Humanidade.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro/1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Aspectos Adversos envolvendo os Planetas Misteriosos

Uma pessoa deveria se sentir honrada por ter qualquer tipo de Aspecto relacionado a esses Planetas Urano e Netuno, pois isso mostra que escolheu, por livre vontade, responder às influências desses Planetas sejam benéficos (aproveitando as oportunidades) ou adversos (aprendendo pela vigilância, discernimento e determinação em não cair nas tentações sugeridas). Aspectos adversos com Netuno e Urano são como se alguém fosse membro de uma família que possui um líder muito distinto.

Esse indivíduo raramente concorda com o líder e, geralmente, se recusa terminantemente a aceitar suas sugestões ou ouvir seus conselhos. O líder jamais força sua orientação nem exige que seus conselhos sejam seguidos. Ele simplesmente permite que o indivíduo siga adiante, tropece e caia — e caia novamente — até ficar tão machucado que começa a se perguntar o que está acontecendo. Então, talvez, ele finalmente comece a ouvir.

O ponto onde as correntes de pensamento do indivíduo e do líder se cruzam é marcado por um Aspecto adverso. Seu significado específico pode ser identificado pela Casa em que esse Aspecto aparece.

Mas os Aspectos adversos frequentemente trazem bons resultados. A análise de diversos horóscopos mostra que pessoas com gênio verdadeiramente positivo quase sempre possuem muitos Aspectos adversos ligados aos Planetas do Mistério.

Indivíduos com muitos Aspectos benéficos ligados aos mesmos Planetas têm fé em abundância — fé e ainda mais fé —, mas raramente demonstram genialidade. É bem provável que o poder da genialidade esteja latente, mas não chega a se manifestar.

É como se a alma, ao lutar por luz e paz através do esforço que faz e do sofrimento que suporta, acendesse a centelha que produz o brilho de superioridade que chamamos de genialidade. E parece que as pessoas que possuem muitos Aspectos adversos e, portanto, conflitantes, especialmente com Netuno, simplesmente não possam ser ajudadas.

Eles precisam encontrar o próprio caminho. Como são excepcionalmente sensíveis — e mais conscientes das feridas do que a Humanidade comum — isso cria uma situação difícil para qualquer amigo ou amiga que compreenda o caso e esteja disposto a ajudar. Mas qualquer conselho será desperdiçado. Ofereça nada além de simpatia. Com o tempo, eles acabarão encontrando seu próprio caminho rumo à paz.

Enquanto estão passando por esse processo de trabalho interior e sofrimento, produzem obras em música e literatura que beneficiam toda a Humanidade. Nos momentos elevados de inspiração que lhes chegam, recebem a recompensa por grande parte do sofrimento pelo qual estão passando. Nessas ocasiões, sentem o chamado do Divino — que tendem a negar nos momentos comuns.

Notamos que muitos dos Aspectos adversos presentes nesses indivíduos de gênio são aspectos separativos; por isso, é provável que, em vidas anteriores, tenham lutado contra os mesmos espinhos. É possível que o fogo da genialidade tenha sido aceso em outros tempos e outras existências, de modo que sejam gênios antigos e renascidos — já prontos desde a infância para surpreender seus amigos com seus talentos.

Com o tempo aprenderão sua lição e superarão essas dificuldades. Então renascerão com Aspectos benéficos ligados aos mesmos Planetas, muitos deles separativos, permitindo que se compreenda aquilo que precisaram vencer.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que é o Dragão e Suas Influências nas Casas Astrológicas

Quando a Lua recolhe e reflete a luz solar sobre a Terra, em seu Nodo Ascendente, essa luz emprestada é, em muitos aspectos, semelhante ao raio direto do Sol; e onde a Cabeça do Dragão (Nodo Norte) aparece nos Signos ou nas Casas de um horóscopo, seu efeito sobre os assuntos a ela relacionados é semelhante ao do Sol em Áries, seu ponto de Exaltação. Ela promove e acelera os assuntos pessoais em grau comparável ao de Júpiter — a grande fortuna da figura mundana —; além disso, lubrifica a engrenagem da manifestação onde estiver localizada, aumentando a força dos Astros benéficos com os quais esteja em Conjunção e tornando menos adversa a influência dos Planetas adversos trazidos sob o seu domínio vigoroso.

Mas sempre em oposição a isso está a Cauda do Dragão letal, drenando a vida de toda influência benéfica em sua órbita de e, ao que parece, agindo diretamente contra a força da Cabeça do Dragão, em sua sutil determinação de anular seu poder e desfazer tudo o que a parte superior possa realizar em benefício do nativo. Assim, a natureza inferior está sempre em guerra contra a superior e a Cauda do Dragão busca desafiar e derrotar o plano da do Dragão. Sua influência corresponde à de Saturno e, quando em Conjunção com um Astro, exerce uma força de supressão e obstrução semelhante, em efeito, às rajadas gélidas do inverno sob o feitiço saturnino do Grande Provador da Alma.

Assim, sempre se deve considerar a Cabeça do Dragão equivalente a qualquer um dos Astros benéficos; quando unida aos Planetas adversos, nota-se que ela reduz a influência adversa deles; quando unida aos Astros benéficos, aumenta o bem prometido por estes.  Sobre a Cauda do Dragão nota-se que, quando unida aos Planetas adversos, sua malícia — ou a adversidade pretendida — é duplicada, triplicada ou extremamente aumentada; quando, por acaso, está em Conjunção com algum dos Astros benéficos que são relevantes em um horóscopo ou, de outra forma, proeminentes, o bem deles é frustrado e seu poder, por assim dizer, arrancado pela “fúria do Dragão”.

A Cabeça do Dragão é o ponto espiritual mais sensível do horóscopo e indica, por sua posição e se está em Conjunção, a linha de maior desenvolvimento do nativo. A Cauda do Dragão mostra o ponto de maior limitação no caráter — aquilo de que mais carece espiritualmente. Ela é forte em trevas e adversidades. Quando está em Conjunção com o Sol, suas trevas se transformam em um tom mais brando.

Considerando o fato de que a Lua é o centro Zodiacal do poder procriador, é significativo que o glifo usado para simbolizar a Cabeça do Dragão seja uma reprodução quase perfeita do desenho fálico utilizado como emblema da trindade masculina, apontando para cima, enquanto o da Cauda representa a mesma força, mas direcionada para baixo.

O Nodo Norte, ou Nodo Ascendente — a Cabeça do Dragão — é benevolente: uma força masculina e ígnea, determinada a induzir o nativo a se elevar sobre o horóscopo, afirmando sua própria divindade, criando seu próprio destino. O Nodo Sul, ou Nodo Descendente, é adverso, uma força feminina e aquosa que está determinada a incentivar o nativo a pecar até mesmo abaixo do nível da própria natividade, esquecendo sua Humanidade nas garras da ação destrutiva, devoradora. Assim, há inclusive uma “guerra no céu” até que o dragão seja esmagado sob o calcanhar da alma que aspira às alturas.

Consideremos, brevemente, suas manifestações mundanas no horóscopo natal ou no progredido. Nas 1ª ou 7ª Casa, exerce um papel variável, porém poderoso. Quando a Cabeça do Dragão está na 1ª Casa, tende a trazer honra e favor, acrescentando muito ao magnetismo da Personalidade e ao poder do indivíduo; mas a Cauda do Dragão, em Oposição na 7ª Casa, proporcionar o pesar a opressão para neutralizar cada favor, trazendo inimigos e concorrentes que antagonizam a Personalidade, além de provações como disputas com um parceiro, seja nos negócios ou no matrimônio: desafios que exigirão ao máximo a força do nativo para superá-los.

Saturno quando em Exaltação na 7ª Casa e nos tempos de provação é o ceifador de todo feixe disponível. Por outro lado, quando a Cabeça do Dragão está na 7ª Casa, reduz o número de inimigos e concede sucesso em todas as uniões e parcerias — contrastando com as tribulações trazidas pela Cauda do Dragão na 1ª Casa, que provoca perdas, escândalos e falta de magnetismo pessoal, inclinando o nativo a uma vida curta e pouco proveitosa.

Na 2ª e 8ª Casas, manipula o ganho de maneira das mais provocantes. Se a Cabeça do Dragão está na 2ª Casa, atua para conceder abundância e afastar toda preocupação e ansiedade, aumentando as posses e atraindo ao nativo muita riqueza por herança ou dádiva; enquanto a Cauda do Dragão, na 8ª Casa, desvia esses ganhos por meio do engano — podendo até conduzir a uma morte súbita ou violenta.

Se a posição do Dragão estiver invertida — estando a Cabeça do Dragão na 8ª Casa e a Cauda do Dragão na 2ª Casa —, a saúde do nativo será fortalecida e uma vida longa estará assegurada, com presentes e heranças recebidos de parentes falecidos. Entretanto, a Cauda do Dragão trará perda e prejuízo ao patrimônio, além de muitas adversidades nas finanças, conduzindo a temores, tristezas e inúmeras preocupações com dinheiro ou posses. A Cabeça do Dragão concederá benefícios em ambos os casos, mas a Cauda do Dragão arrancará a vida de cada ganho obtido.

Na 3ª e 9ª Casas, a condição mental e as viagens do nativo estão sob o domínio serpentino do Dragão. Quando a Cabeça do Dragão está na 3ª Casa e a Cauda do Dragão, na 9ª Casa, o ganho por meio de irmãos ou irmãs, viagens, escritos ou publicações é assegurado, enquanto a Mente se torna mais ágil e os assuntos educacionais são seguidos com zelo. Contudo, a Cauda do Dragão esgota boa parte da faculdade da fé, pressagia viagens miseráveis e conclusões infelizes, além de inclinar o nativo a sonhos curiosos e premonições pouco confiáveis.

Quando o Dragão inverte sua posição — com a Cabeça na 9ª Casa —, ele aumenta a fé e o interesse por assuntos religiosos e espirituais, sendo favorável a viagens e residências em terras estrangeiras. Também confere maior confiabilidade aos sonhos e visões, além de ampliar a intuição profética; enquanto a Cauda do Dragão, na 3ª Casa, traz preocupações mentais e problemas com irmãos, irmãs ou pessoas próximas — o suficiente para manter as coisas agitadas durante todo o período de adaptação.

Na 4ª e 10ª Casas, temos os assuntos do pai e da mãe sob o toque do dedo do destino. A Cabeça do Dragão na 4ª Casa prenuncia boa fortuna para a mãe, uma infância pacífica e feliz para o nativo e um final de vida igualmente harmonioso; enquanto a Cauda do Dragão na 10ª Casa anuncia um destino desfavorável para o pai, além de perdas de posição, honra e prestígio público para o nativo, no exercício de qualquer profissão que escolha seguir.

Quando o Dragão está invertido — com a Cabeça na 10ª Casa —, a boa fortuna é transferida para o pai e o nativo recebe promessas de honra, alta posição e grande favor público em todas as suas atividades profissionais. Enquanto isso, a Cauda do Dragão na 4ª Casa priva a mãe da sua paz e alegria, trazendo turbulência tanto ao lar da infância quanto ao final da vida do nativo, cuja carreira pode ser completamente abalada e lançada em confusão quando Aspectos adversos se formam em conjunto com essa força destrutiva.

Na 5ª e 11ª Casas, os filhos, as filhas e os amigos ou amigas estão sob a influência desse poder potente e desempenham seu papel na determinação das dívidas de Destino Maduro do indivíduo. A Cabeça do Dragão na 5ª Casa liberta o nativo de muitos infortúnios, tornando-o feliz e o inclinado a atividades prazerosas, com filhos afortunados e muita alegria em todos os empreendimentos; mas a Cauda do Dragão na 11ª Casa impõe amizades indesejáveis, perda de oportunidades e a morte de suas mais queridas esperanças e desejos.

Por outro lado, quando a Cabeça do Dragão está na 11ª Casa, ela traz ao nativo amizades meritórias e a ajuda delas na realização de suas esperanças e desejos; embora a Cauda do Dragão, na 5ª Casa, retire dele a esperança de ter filhos — ou os destrua, caso eles venham —, não lhe permitindo alegria junto a eles durante sua vida. Além disso, o nativo sofre em decorrência da excessiva entrega a prazeres nocivos.

Na 6ª e 12ª Casas, a saúde e a felicidade entram em processo de ajuste. A Cabeça do Dragão na 6ª Casa promete um Corpo forte e saudável, enquanto a Cauda do Dragão na 12ª Casa traz muitos tormentos causados por inimigos ocultos e possibilidade de aprisionamento, inclinando o nativo à autodestruição. A Cabeça do Dragão na 12ª Casa é altamente significativa de ganhos por meio de empreendimentos secretos e sucesso em atividades ocultas; embora a Cauda do Dragão na 6ª Casa prive o nativo de toda saúde, tornando longa e árdua a luta contra as limitações físicas, dificultando cada atividade pela fragilidade do Corpo através do qual a alma se manifesta.

Estas são apenas algumas das indicações natais; são, porém, os Aspectos de Conjunção, os Trânsitos e as Direções que determinam as crises da experiência do nativo e marcam as dívidas amadurecidas e o modo do seu pagamento. No entanto, cada uma delas deve ser esgotada até “o último centavo”. São essas direções que despertam a constante luta entre o avançar, o retroceder e as batalhas que devam ser travadas — perdidas ou vencidas — ao longo de toda a escalada rumo ao alto.

Observe essas manifestações e veja por si mesmo a função vital que elas desempenham no desenvolvimento do destino humano. À medida que enfrentamos e vencemos todas as provas, uma a uma, devemos alcançar aquela meta suprema em que poderemos reivindicar a promessa bíblica: “Aquele que vencer herdará tudo… E nunca mais haverá maldição.” (Apo 21:7 e 22:3).

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – setembro e outubro /1916 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Astrologia Esotérica

A astronomia ensina que o Sol está se movimentando, com seu poderoso conjunto de Planetas, Luas e outros objetos, através do espaço a uma velocidade de dezesseis quilômetros por segundo! O movimento do voo não pertence apenas ao Sistema Solar. A ciência dos céus avançou o suficiente para revelar o fato de que todas as estrelas estão em movimento. Muitos desses orbes gigantes possuem uma velocidade, em seu voo através do espaço infinito, que ultrapassaria facilmente o Sistema Solar. Por mais que a abóboda celeste tenha revelado seus segredos ocultos para o estudo do ser humano, ela ainda não deu qualquer pista sobre o circuito rápido e complicado que é indicado pelos mundos gigantescos com os quais está enfeitada. Nenhuma regra definida pode ser estabelecida para essas complexidades; as estrelas parecem se mover de um lado para outro mais como um enxame de abelhas.

Essas luminárias imensas são as moradas de outras criaturas? Para que elas existem? Foram feitas simplesmente para derramar em rios inúteis sua inundação de luz e calor sobre os abismos do infinito?

Para essa questão a ciência não tem o que falar. E depois de 6.000 anos de astronomia, antiga e moderna, não houve resposta, exceto nas palavras inspiradas das Sagradas Escrituras. Assim, lemos, por exemplo na Epístola de S. Paulo aos Efésios: “Portanto, de agora em diante, as dominações e potestades celestes podem conhecer, através da igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina” (Ef 3:10). Esse texto nos faz saber que ao grande Apóstolo Paulo foi permitido por Deus obter a visão dos lugares celestiais; o Apóstolo que uma vez foi “arrebatado ao Terceiro Céu” e que, ao escrever as glórias que se seguiram à ressurreição, pôde dizer que “Há também corpos celestes e corpos terrestres… Há uma glória do Sol e outra glória da Lua, e outra glória das estrelas; pois uma estrela difere de outra estrela em glória” (ICor 15:40-41).

Ele não apenas sabia que existiam lugares celestiais e declarou seu conhecimento desse fato, mas também nos deu claramente o entendimento de que eles desempenhavam um papel objetivo no plano eterno de salvação. Para os redimidos, grandes glórias ainda estavam por vir. Para esses reinos majestosos do espaço a igreja, em seu caminho, deveria ser levada não apenas para entretenimento ou aumento de conhecimento, mas para transmitir alguns dons espirituais.

Dê uma olhada na constelação do norte e veja a bela estrela Capela, branca e leitosa, na constelação de Auriga. Viajando em linha reta da estrela polar e através dessa Capela, passamos à esquerda pelo Aldebaran rosa avermelhado, na constelação de Hyades. Um pouco mais à direita está a estrela laranja Betelguese, no ombro de Orion. O voo continuado nos levaria àquele Sol branco e brilhante, o gigante Rigel. Então poderíamos olhar novamente à direita, ver o Sirius imperial e, próximo a ele, Procyon, de cor ligeiramente branco-amarelada. Levante os olhos, ao passar por essa galeria, e haverá algo mais do que mortal. Devemos dizer, então, que essas vastas luminárias foram criadas em vão? Foram chamados à existência apenas para lançar uma maré de esplendor inútil sobre a solidão da imensidão?

Por que resistir por mais tempo à conclusão principesca, pressionando em nosso peito para ser expressa? Será que o gigante Arcturus carregará consigo sua sucessão de satélites que, se forem análogos à sua luminária central, são maiores e mais imponentes do que os Planetas do Sistema Solar, sendo todos apenas um carnaval de vazio? Não. Em vez disso, vamos concluir com o Apóstolo que esses reinos são as moradas de bem-aventurança. Embora as Escrituras nos levem a crer que seus habitantes não desconheçam as provações, as esperanças, os temores e os acontecimentos da nossa Terra, ainda assim, vejamos qual é a razão divina para a qual a comunicação atualmente não é estabelecida.

Em primeiro lugar, vemos pelo argumento do Apóstolo, que a igreja estava sobres testes. Os céus estão sobre testes? Nós pensamos que sim. Estudando no Livro de Jó (não nos esqueçamos de que Jó foi um grande erudito e astrônomo), vemos o seguinte. “Eis que ele não confia nos seus santos; sim, os céus não são limpos aos seus olhos” (Jo 15:15). Aqui somos levados a refletir que a grande revolta de Lúcifer deixou os habitantes de outros Mundos um tanto confusos. Isso os colocou também em provação, mas com uma diferença. Um ser pode estar em provação sem pecado e sem ter incorrido na penalidade do pecado. Na verdade, há muito que mostra que até mesmo os Anjos estivessem em provação. Embora miríades deles tenham seguido o grande rebelde em sua revolta, muitos mais, embora ainda sob provação, permaneceram fiéis em sua lealdade ao divino Criador. Quando esse momento probatório terminar, todos, tanto nos Céus quanto na Terra, serão reunidos como um em um universo infinito, completo e testado. Portanto, lemos novamente na Epístola de S. Paulo aos Efésios: “Para que na dispensação da plenitude dos tempos, Ele possa reunir todas as coisas em Cristo, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; mesmo n’Ele” (Ef 1:10).

Os céus são habitados? Vamos primeiro ter a resposta das Escrituras, antes de tomarmos a resposta da astronomia. Quem pode resistir à conclusão da poderosa declaração feita pelo Apóstolo S. João, no Livro do Apocalipse? “Alegrai-vos, pois, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos habitantes da terra e do mar! Porque o diabo desceu sobre vós com grande ira, porque sabe que não tem senão pouco tempo” (Apo 12:12). A palavra “céus” neste texto está no plural. E a declaração do Profeta vai mostrar que a regra geral do Criador para seu universo é esta: “Ele o estabeleceu, não o criou em vão, Ele o formou para ser habitado.” (Is 45:18).

Voltando agora para o primeiro capítulo do Livro do Gênesis, lemos que “no princípio Deus criou os céus e a terra”. Também lemos: “E o Espírito de Deus Se movia sobre a superfície das águas” (Gn 1:2). O Espírito Santo estava presente, agindo como um grande agente na criação desta Terra. Durante cinco dias cósmicos, o amor divino preparou o berço com antecedência para a vinda da família humana. Associado à criação estava o Senhor Cristo, como lemos no primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:1-5).

Portanto, essa criação é uma criação de Cristo, uma criação Cristã. De si mesmo, no jardim do Getsemani, Cristo disse: “Glorifica-me com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17:15). Isso o leva de volta a um período antes do começo do mundo.

Movendo-se pelo espaço a uma taxa de, aproximadamente, 306.000.000 quilômetros por ano, a Terra, em seu voo rápido, percorre cerca de 30 quilômetros por segundo. Está ao alcance do ser humano mortal produzir esse resultado? Suponhamos que todo o poder que habitou o braço de Adão e, posteriormente, residiu no braço de cada filho seu, desde a manhã da criação até o presente, pudesse estar, todo ele, concentrado em um único braço humano, hoje. Poderia esse braço dar à Terra sua velocidade atual? Impossível! Existe um poder e apenas um capaz de um resultado tão estupendo: o Cristo. E embora possamos nos distanciar entre estrelas tão densas que parecemos voar através do pó estelar, não pode ser encontrado um único Sol gigante que saltou à existência por qualquer outro meio que não o divino poder do Filho de Deus. Ele existe, como diz o profeta, “desde os dias da eternidade” (Mq 5:2).

Desde os dias da eternidade, Ele teve um propósito infinito. Ele viu o fim desde o início. Ele havia planejado o último ato, antes de delinear o primeiro. E o Apóstolo S. Paulo nos admitiu um pouco disso em seu conselho secreto. Era com a intenção, diz ele, de que por meio da Igreja fosse dada a conhecer aos principados e potestades em todos os céus a multiforme sabedoria de Deus. É maravilhoso demais para acreditar? Não duvide disso. A astronomia ainda vai alcançar esse conhecimento com a inspiração.

Algumas palavras do astrônomo, agora. E aqui citamos a magnífica passagem de Sir Robert Ball: “O ser humano é uma criatura adaptada para a vida em circunstâncias que são estreitamente limitadas. Alguns graus a mais ou a menos de temperatura; uma ligeira variação na composição do ar; a adequação precisa dos alimentos; tudo isso faz muita diferença entre saúde e doença, entre a vida e a morte. Olhando para além da Lua, no comprimento e largura do universo, encontramos incontáveis globos celestes com todas as variedades concebíveis de temperatura e constituição”.

“Em meio a esse vasto número de mundos com os quais o espaço é ocupado, há algum habitado por seres vivos? A essa questão a ciência não pode responder; não podemos dizer. No entanto, é impossível resistir a uma conjectura. Encontramos nossa Terra repleta de vida, em todas as partes. Encontramos vida nas mais variadas condições que possam ser concebidas. É encontrada sob o calor escaldante dos trópicos e nas geadas eternas dos polos. Encontramos vida em cavernas onde nenhum raio de luz já penetrou. Nem está faltando nas profundezas do oceano, à pressão de toneladas por centímetro quadrado. Quaisquer que sejam as circunstâncias externas, a natureza geralmente fornece alguma forma de vida para a qual essas circunstâncias são adequadas” [1].

Não é de todo provável que entre as milhões de esferas do universo haja uma única exatamente como a nossa Terra — como ela na posse de ar e água, em tamanho e composição. Não parece provável que um indivíduo pudesse viver por uma hora em qualquer corpo do universo, exceto a Terra, ou que um carvalho pudesse viver em qualquer outra esfera por uma única estação. Os seres humanos podem morar na Terra e os carvalhos podem prosperar nela, porque as constituições do ser humano e do carvalho são especialmente adaptadas às circunstâncias particulares da Terra. A filosofia mais verdadeira sobre este assunto foi cristalizada na linguagem de Tennyson[2]:

“Esta verdade em sua mente ensaia,

Que, em um universo sem limites

É ilimitadamente melhor, ilimitadamente pior.

Pense neste molde de esperanças e medos.

Não pode encontrar alguém mais majestoso do que seus pares

Em centenas de milhões de esferas?

Que caminho de voo infinito está diante de nós! A velocidade mais alta que nossa inteligência humana atinge agora é a velocidade da luz, que se move com a rapidez de 300.000 quilômetros por segundo, aproximadamente. Conte os segundos, os minutos, as horas, os dias e isso totaliza quase 10.000.000.000.000 de quilômetros por ano. Com essa rapidez indescritível, levaríamos mais de cinquenta anos para alcançar o gigante Arcturus. Outros sóis estão ainda mais distantes e os astrônomos conjeturaram outros mundos tão distantes que, correndo à velocidade da luz, levaríamos 300.000 anos para alcançar.

Essa jornada não está dentro da esfera de possibilidade do ser humano finito. Ele poderia começar, mas sua juventude seria consumida, a meia-idade viria e os anos de enfermidade estariam sobre ele antes que deixasse uma dúzia de lugares celestiais, em sua retaguarda.

Quão divinos, então, são os atributos que em breve nos serão conferidos. Mais do que mortais, nossos corpos imortalizados se erguerão para alcançar glórias indizíveis. Há mudanças maravilhosas pela frente. O autor delas providenciou para que pertencessem a nós, desde que vivamos a vida real e verdadeiramente.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – janeiro/1918 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: do Livro: Story of the Heavens

[2] N.T.: Alfred Tennyson, (1809-1892), foi um poeta inglês.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Astrologia e o Nosso Destino

Muitos Estudantes Rosacruzes, após um pequeno estudo de Astrologia Rosacruz, têm a impressão de que tudo está predestinado. Passam a acreditar que a vida, com seus muitos eventos e experiências, é planejada do berço ao túmulo, e que somos levados irresistivelmente por ela, seja uma vida “boa ou ruim”. Essa é uma ideia equivocada. É verdade que a maioria de nós tem uma certa dose de Destino Maduro do qual não podemos escapar, mas não podemos dizer que toda a nossa vida esteja predeterminada. Os principais acontecimentos, conforme nos chegam do Mundo Físico, são planejados antes de nascermos, mas isso é feito por nós mesmos, auxiliados pelos grandes Senhores do Destino. Há muitas lacunas que preenchemos à medida que avançamos.

A maneira como encaramos essas experiências, as assimilamos e construímos suas lições em nós mesmos em forma de caráter não está predeterminada. Não está predestinado, por exemplo, que um ser humano acabe na sarjeta como resultado de uma prova para superar sua tendência a tomar bebidas alcoólicas. Certamente, ele nasceu com essa tendência de uma vida passada porque não a superou naquela vida; no entanto, isso não o condenou a terminar seus dias no caminho descendente. Ele poderia ter acabado no caminho ascendente, se tivesse usado a força de vontade dele e lutado para superar a fraqueza. Dependia dele o fracasso ou a conquista.

Certos traços e certas características acompanhados por diversas experiências são definitivamente mostrados no horóscopo: contudo, o resultado final é determinado pelo “eu” interior – o que realmente somos – e não pode ser conhecido exatamente de antemão. Podemos julgar se o progresso de uma vida será desenvolvido ao longo de linhas espirituais ou materiais, observando qual destes se move mais rápido: o Meio do Céu ou o Ascendente. Se o Meio do Céu se mover mais rápido, o progresso da pessoa será realizado por meio de esforços espirituais; se o Ascendente se mover mais rápido, o trabalho da vida tenderá a ser realizado por meio de esforços materiais. Um progresso quase igual dos dois significa um desenvolvimento equilibrado. A vida física de um indivíduo pode terminar na prisão ou na pobreza e, ainda assim, essa pessoa pode ganhar uma riqueza de experiência que lhe beneficiaria espiritualmente e desenvolveria muito crescimento de caráter. O mundo exterior diria: “Que pena, terminar seus dias na prisão”. Entretanto, o Estudante Rosacruz, sabendo que uma vida é apenas um curto espaço de tempo no intervalo de muitas vidas, consideraria aquela em particular como uma experiência passageira a ser vivida — mais uma no Caminho de Evolução.

As Triplicidades dos Signos do Zodíaco mostram que tipo de destino está reservado para o indivíduo, ou que destino ele reservou para si mesmo ao longo de muitas vidas. A palavra destino aqui é usada de maneira muito geral, abrangendo não apenas as experiências de vida, mas também o caráter. As experiências a serem enfrentadas, que são indicadas por Astros em Signos Cardinais — Áries, Câncer, Libra e Capricórnio — são Dívidas do Destino que concordamos em pagar nesta vida. O Ego, antes de nascer, vê o Panorama de Vida que será a sua vida futura com seus vários principais eventos. No caso dos Signos Cardinais, o Ego concordou, voluntariamente, em aceitar as experiências que são delineadas. Mesmo que pense que elas trazem infelicidade e dor, ele sabe que ajudou a selecioná-las no Terceiro Céu, onde tudo estava claro – devido a sua consciência estar expandida, de modo que ele sabia exatamente qual é o objetivo de renascer aqui – e ele não estava cego pela matéria. Portanto, ele aceita voluntariamente esse destino.

As experiências a serem enfrentadas e que são provenientes de Signos Fixos — Touro, Leão, Aquário e Escorpião — são, como o próprio nome indica, fixas. Isso significa que sejam algo que não pode ser contornado pelo esforço do indivíduo. As aflições vindas de Signos Fixos devem ser e serão enfrentadas em algum momento durante cada vida particular. Características de Signos Fixos são aquelas que foram expressas durante um período de vidas e se tornaram muito fortes. Naturalmente, qualquer característica prejudicial proveniente de um Signo Fixo é muito mais difícil de superar do que uma proveniente de um Signo Cardinal ou Comum. Por exemplo, Netuno rege as drogas: portanto, um viciado em drogas com um Netuno sob tensão no Signo Fixo de Touro certamente vai considerar o hábito mais difícil de superar do que um viciado com Netuno no Signo Cardinal de Áries ou no Signo Comum de Gêmeos. Com o conhecimento do renascimento para nos guiar, podemos facilmente ver que o indivíduo Netuno-Touro evidentemente se entregou ao vício das drogas por um período de várias vidas e será muito difícil abandonar o hábito. Naturalmente, muitas coisas podem se enquadrar nessa categoria, como bebida alcoólica, mau humor, dissipação de todos os tipos, comer demais etc. Aflições de Signos Fixos indicam tendências prejudiciais que são muito fortes; mas os Aspectos benéficos dos Signos Fixos dão a estabilidade necessária ao caráter para revelar suas melhores qualidades.

Sob os Signos Comuns — Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes — qualquer qualidade negativa indicada pode ser facilmente superada, em geral. Qualquer característica de Signo Comum está realmente em formação, seja ela boa ou ruim. No entanto, se falharmos em corrigir um hábito ruim de um Signo Comum em uma vida, na próxima vida ele pode se vincular a um Signo Cardinal e se tornar um pouco mais difícil de corrigir. Contudo, se continuarmos sem fazer esforço para mudar, depois de várias vidas ele passará para um Signo Fixo, e a mais difícil de todas as batalhas começará.

Das Triplicidades, os Aspectos dos Signos Comuns são os mais fáceis de se lidar. Depende de nós, se colheremos ou não toda a aflição desses Signos. Nos Signos Comuns, temos alguma margem para mitigar muito do destino indicado, se vencermos o mal dentro de nós. É claro que, se seguirmos o caminho mais fácil e sem resistência, certamente colheremos um destino infeliz. Esse é o principal problema com as pessoas que possuem Signos Comuns fortalecidos no seu horóscopo. Elas tendem a ser mutáveis e podem não ter a determinação ou o desejo de tentar conter as tendências ou características negativas que vêm de Signos Fixos e Cardinais.

Deve-se perceber que um horóscopo não é inquebrável: geralmente é flexível. Não importa quantas Dívidas de Destino um horóscopo indique, quão alto seus obstáculos pareçam assomar, pois sempre há pontos positivos em algum lugar. Ninguém é enviado a este mundo de mãos e pés atados, figurativamente falando. Nos horóscopos mais afligidos há sempre algum Aspecto ou combinação que seja útil à pessoa. É aí que entra o dever do Astrólogo Rosacruz: apontar tal (is) característica (s) positiva (s), mostrando ao nativo como ele pode se basear nela (s) ou até mesmo usá-la para dominar suas aflições. O Astrólogo Rosacruz deve estudar cuidadosamente o horóscopo, analisando e ponderando cada fator em relação aos demais. Um indivíduo pode superar todas as aflições ou infortúnios que a experiência terrena contém, mas deve ser um Espírito forte — aquele que esteja disposto a morrer lutando.

Alguns de nós, seja por fraqueza de caráter ou por hábito, aprendemos lentamente as nossas lições. Pagamos uma penalidade por um erro ou transgressão e, deliberadamente, o cometemos de novo. Cada vez que caímos ou cedemos a essas coisas, recebemos uma lição mais difícil; a tarefa se torna maior. Se pudermos reconhecer nossos pontos fracos e as nossas tendências adversas e trabalhar para corrigi-los, será muito mais fácil para nós do que esperar o futuro começar. Entre o agora e o futuro, nossas falhas podem se tornar tão fixas que será necessário muito mais esforço para superá-las. A energia que teríamos de usar para corrigir essas falhas no futuro, nós podemos usar agora para construir um caráter novo e melhor.

A natureza humana é fraca. O ditado “o Espírito está pronto, mas a carne é fraca[1] é muito verdadeiro. Vamos tentar esquecer “a carne” e nos concentrar no Espírito, para que ele se eleve e domine todo o resto.

Não culpe os Astros pela infelicidade ou pelo infortúnio que chegam até você, ou pelo “mal” que pode estar dentro de você. É fácil dizer: “Bem, eu tenho o Sol em Quadratura com Marte; é por isso que tenho um temperamento horrível”. Esqueça seus Astros, olhe para dentro de si mesmo e perceba que a fraqueza é algo dentro de você — algo a ser dominado. Pense nos Astros, não como portadores de boa ou má fortuna, mas como os Corpos Celestes de grandes Seres espirituais que o estão, voluntariamente, ajudando você em sua evolução. Pense neles com a reverência que lhes é devida. Então, à luz desse conhecimento mais amplo, você será grato pelo destino que seu horóscopo prenuncia. Saiba que toda experiência, provação ou infortúnio o esteja ajudando a fortalecer seu caráter. Medite nas palavras do grande filósofo Confúcio, que disse: “A gema não pode ser polida sem fricção, nem o ser humano aperfeiçoado sem provações”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1984 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)


[1] N.T.: Mt 26:41

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trânsito do Sol pelo Signo de Virgem

Virgem é o lar da Hierarquia Criadora dos Senhores da Sabedoria, que na segunda Revolução do Período Solar nos deram o germe do nosso atual Corpo Vital. Enquanto o Sol transita pelo Signo de Virgem, o Signo do serviço, durante os meses de agosto e setembro, uma necessidade cósmica impulsiona o Cristo para deixar o Reino do Pai e descender, novamente, à Terra, que contata quando o Sol passa por Libra.

Também quem está trilhando o Caminho da Espiritualidade, seguindo o raio de Cristo, abandona também a região espiritual da Terra, enquanto o Sol passa por Virgem. Sendo o amor a palavra-chave de Leão e o serviço por meio da pureza a de Virgem, aquele que caminha por essa parte da Trilha, atravessando os planos da mais elevada vibração dessa esfera, há de ter desenvolvido a pureza como um poder interno. De modo geral, a qualidade de tal poder não se reconhece, embora Cristo tenha declarado que só os puros de coração verão a Deus.

A palavra-chave bíblica de Virgem ressoa nas palavras: “…o maior dentre vós seja o servo de todos” (Mt 20:27, 23:11 e Mc 10:32)

Durante a época em que o raio de Virgem permeia nossa esfera, esta Hierarquia mantém o Planeta em um padrão cósmico elevado de uma Terra limpa profundamente e rejuvenescida. Em certo ponto, a pureza humana conquistada se torna um extraordinário poder anímico – uma verdade ressaltada pelo Senhor Cristo quando disse: “Os puros de coração verão a Deus.” (Mt 5:8).

(Drops do Livro Mistério dos Cristos – Corinne Heline – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trânsito do Sol pelo Signo de Leão

Leão é o lar da Hierarquia Criadora dos Senhores da Chama (Luz e Amor). Enquanto o Sol transita pelo Signos de Leão durante os meses de julho e agosto, Cristo ascende ao Trono do Pai, onde se banha em Sua transcendente glória.

Ali Cristo se renova e se revitaliza, atraindo mais e mais forças espiritualizadas para prosseguir o Seu ministério terreno quando volte a penetrar nos reinos da Humanidade, no Equinócio de Setembro.

Durante Sua permanência nos céus o Planeta Terra, clarividentemente observado, aparece luminoso por Suas radiações; e o observador comprova, no mais profundo do seu ser, o significado de Sua afirmação: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue.” (Mt 28:18).

A palavra-chave bíblica de Leão ressoa nas palavras: “O amor é o cumprimento da lei.” (Rm 13:10).

Há uma íntima conexão existente entre a Hierarquia de Cristo e o centro de luz do corpo humano, chamado coração.

É durante o tempo em que a Hierarquia de Leão está derramando suas forças sobre a Terra, que é mais fácil para o Aspirante se dedicar, novamente, a prosseguir na trilha para tecer a luminosa vestimenta que lhe há de abrir a essas correntes de luz e a essas radiações de amor. Quando esse traje for totalmente tecido, será considerado digno de participar do banquete do Matrimônio Místico e de ser contado entre os filhos do Rei. Quando a alguém é permitida essa assistência, pode estar em Sua presença, olhando-O face a face e o conhecendo tal qual Ele é.

A Dispensação Cristã (3ª e 4ª das quatro Dispensações pelas quais passamos) está guiada pela Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama. Por isso a Iniciação do Fogo está diretamente conectada com os Mistérios Crísticos. Esse fogo não é uma chama que arde, mas uma luz que purifica e transmuta.

O Livro de Daniel está estreitamente relacionado com o trabalho da Hierarquia do Signo de Fogo, Leão. É a Iniciação de Fogo que conserva o umbral dos Mistérios Cristãos, que o Supremo Mestre se referiu quando disse a Nicodemos: “Quem não nascer da água e do Espírito (Fogo), não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3:5), a nova ordem de Cristo.

(Drops do Livro Mistério dos Cristos – Corinne Heline – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que um Júpiter forte oferece como possibilidades e tendências a uma pessoa

Júpiter, o lustroso, agora é o senhor.

O trabalho escuro, completo de preparação.

Ele atrai pela força os reinos da luz.

As palavras de Schiller citadas acima explicam a missão de Júpiter, o segundo em brilho, depois de Vênus, o Planeta do Amor. Aqueles que têm a benção de nascer sob seu raio benéfico se movem em uma atmosfera de fraternidade e são muito amados.

Abertos, francos e generosos, eles caminham pela vida com tropas de amigos. Aqueles em grau superior de evolução são nossos legisladores e professores, o tipo inferior é o bon-vivant, que desfruta ao máximo os prazeres e não se importa com aquilo que o amanhã pode trazer.

Aqueles que tem Júpiter fortalecido beneficamente têm a tendência a brilhar na sociedade. A qualidade de cortesia da pessoa está tão distante da timidez saturnina quanto da ousadia de maneiras do marciano. Há, também, uma grande vitalidade e uma certa leveza de constituição que o acompanham. É-lhe oferecido uma capacidade de restabelecimento muito rápido de uma doença ou acidente e, se for envolvido em circunstâncias adversas, uma saída fácil para o jupiteriano.

A criança cujo horóscopo mostra Júpiter proeminente e benéfico deve ter permissão para seguir sua própria tendência e escolher sua vocação, na qual tende a ter sucesso, pois existe o poder de se lançar de corpo e alma em uma ocupação amada. Quando Júpiter está fortalecido, mas com Aspectos adversos, encontramos a bajulação e hipocrisia fortemente marcados no caráter. Essas pessoas tendem a adorar títulos e serem esnobes por excelência. As virtudes associadas ao Planeta, seus ideais e aspirações são degradados em esforços inúteis de ambição egoísta.

Outro ponto a ser lembrado é que, quando Júpiter promete boas oportunidades em um horóscopo natal, com Trânsitos três vezes mais numerosos que Saturno, os períodos de ponto alto na carreira são iguais e as oportunidades de expansão são ampliadas.

A esse respeito, Max Heindel observa: “Se cultivarmos as qualidades jupiterianas da benevolência, seu sorriso e cordial atitude mental, logo sentiremos a resposta em nosso círculo de amizades e os Aspectos benéficos de Júpiter terão, assim, um efeito grande em tornar nossa vida e trabalho agradáveis”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Dor de Transição e as Experiências Dolorosas

Saturno, o grande justiceiro, já se encontra no umbral da nova Era para ensinar lições de humildade e serviço, ainda que às custas de dor e sacrifício. É o tempo em que nós deveremos vencer a nossa natureza inferior até nos transformarmos em “super-seres humanos”. Através das preservações saturninas, pela purificação de sua natureza mais grosseira, aprenderemos suas lições, nos preparando para viver num mundo novo. Somente se formos esclarecidos seremos conclamados pelas Hierarquias Criadoras a colaborar no insano trabalho de consolidação da nova Era, a de Aquário.

Obviamente, cada um de nós possui dons naturais para executar algum trabalho especial na evolução, e quando nos achamos envolvidos nessa tarefa, encontramos uma invulgar satisfação. Entretanto, quando invadimos um campo alheio, produzimos confusões e fracassos. Sempre existem, entre nós, os invasores. São irmãos e irmãs fracassados que interferem nos esforços dos mais fortes, tratando de usurpar os talentos desses. Os fortes, postados na vanguarda da evolução, são nossos atuais líderes no desenvolvimento espiritual. Ao invés de estorvar o plano evolutivo, esses colaboram com ele. É com essas pessoas fortes que as Hierarquias trabalharão. São as pedras angulares do progresso dos autênticos aquarianos.

O nascimento de um mundo novo ocorre sempre em meio a mazelas, verdadeiros escombros, que estorvam e devem ser removidos. Isso acontece por meio de muito sofrimento. Um irmão ou uma irmã rebelde se perguntará sempre: Por que me ocorrem tantas experiências dolorosas? A resposta é essa: porque não age de acordo com as leis da evolução, as Leis de Deus. Tais rebeldias, amiúde inconscientes, ocasionam, via de regra, a perda dos bens amealhados egoisticamente. O novo deve substituir o velho. Quem não segue a nova corrente perece, inevitavelmente. Tal é a realidade da vida que está às portas e projeta sua sombra sobre a civilização atual. Tudo isso nada mais é que a realização de uma profecia. Acaso Cristo não a revelou quando afirmou: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens?”[1].

Relembrando a nossa história pode-se observar que, em certas etapas da evolução, produzimos uma grande depravação tal como a descreve a Bíblia. Os grandes pecados sempre precederam o despertamento dos povos (os nossos despertamentos!) à vida espiritual. Os esforços para nos elevar provocam uma resistência encarniçada das forças do mal (sim! Elas existem e foram criadas por nós!) que, então, redobram sua oposição ao bem, na tentativa de destruí-lo. Contudo, isso não deve nos alarmar, pois a Vontade Divina preside sempre tudo aquilo que é Bom e Verdadeiro, de tal forma a não deixar perder-se nenhum valor autêntico.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – setembro/1986 – Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Mt 24:30

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