Categoria Material de Auxílio aos Estudos de Astrologia Rosacruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Ciência Sagrada das Estrelas

A Ciência Sagrada das Estrelas

Deus é um escritor; o Espaço é sua página; as estrelas, Seu alfabeto; os meteoros, Suas vírgulas; os vastos ciclos do Tempo, Suas frases.

— Francis Merchant

A Religião da Sabedoria pode ser encontrada, em sua forma mais elevada e pura, na Ciência das Estrelas. Nos tempos antigos, antes que a humanidade descesse às profundezas atuais do materialismo, a Astronomia e a Astrologia eram uma só. O universo externo era corretamente concebido como a manifestação exterior de um Espírito Criador, interior e todo penetrante que chamamos de Deus. Quando adoravam o Sol, a Lua e as Estrelas, eram os sublimes Espíritos Cósmicos que residiam nos orbes celestes que os povos reverenciavam.

Em nossa época, o estudo das estrelas é realizado, em grande parte, vazio de espírito. Por meio de telescópios cada vez mais poderosos, perscrutamos o espaço incomensurável, mapeando as posições e os cursos de incontáveis corpos celestes. No entanto, como um dos personagens de Shakespeare observa na obra: Trabalhos de amores perdidos.

Esses Padrinhos terrenos das luzes do Céu

Que dão nome às estrelas que fixas são

Não aproveitam suas noites brilhantes mais

Do que aqueles que caminham sem saber o que são.

A Astronomia deveria ter, como uma das suas funções, a de ler a literatura escrita por Deus no Livro do Céu sobre a atividade de todas as criaturas do universo. Não apenas o que aconteceu no passado e o que está acontecendo no presente são expressos aí, mas o que acontecerá no futuro também. Uma vez que dominemos a Astronomia, portanto, Deus terá o prazer de nos contar tudo sobre o mundo.

A Grande Educação de Deus pode ser tocada pelo ser humano através dos fenômenos naturais da Natureza, sempre que ele abre a porta da sua Mente e se une ao Grande Espírito do universo. Vista por essa luz, a vida de todas as criaturas, para não falar da humanidade, deve ser conduzida de acordo com o “espírito sol-lua-estrela”; ou seja, o símbolo de Deus.

A melhor forma de ler a Astronomia é fazer dos céus estrelados um objeto de estudo científico e, então, tentar apreender o espírito de cada um dos corpos celestes que aparecem em seu exterior. De acordo com minha explicação, o mais importante é interpretar de modo espiritual a aparência externa da esfera celestial.

Tal interpretação pode ser facilmente compreendida tomando uma pessoa como exemplo. Mesmo quando a encontramos pela primeira vez, podemos falar sua idade, trabalho, caráter, expectativa de vida, destino e muitas outras coisas, observando sua aparência externa.

Também pode-se buscar o Grande Espírito no órgão ativo do universo por meio de sua aparência externa. Quando se pratica a Astronomia com isso em mente, a pessoa será capaz de perceber claramente que todas as coisas no universo são criadas quando os espíritos duais do Céu e da Terra são combinados. A origem da atividade dos fenômenos naturais produzidos pelo Deus-Natureza é a missão principal atribuída à Astronomia.

Os corpos celestes são, de fato, feitos de matéria física; porém, na realidade, eles nada mais são do que o vaso do espírito. Aqueles interessados em, e que tentam dominar a, Astronomia, portanto, devem se devotar à compreensão do significado da espiritualidade dos corpos celestes. A ciência da Astronomia pode se animar e provar seus méritos, sendo apreendida espiritualmente em sua visão profunda, em vez de ser estudada materialmente por meio de observação e cálculo. Ao fazer isso, a pessoa pode ver o Poder de Deus exibindo sua atividade na Natureza, por meio da qual todas as coisas são criadas pelo Céu e pela Terra, vivendo suas vidas de acordo com ela.

Para alcançar o Mundo de Deus o ser humano deve entrar pela porta da substância nos corpos celestes e, partindo daí, adentrar o íntimo do espírito. Deus exerce Seu Poder de várias maneiras, desde a criação do macrocosmo, que é o maior evento, até a perfeição de uma molécula microscópica, o menor. No Mundo de Deus, porém, não há ideia de tamanho, sendo tudo o mesmo, espiritualmente.

O ser humano é constituído de modo a viver de acordo com a Vontade Divina, centrando-se em Deus Pai, a Quem deve sua vida. O mais significativo para ele é, logo, fazer a Vontade Divina através da Astronomia.

A Ciência da Astronomia deve ser uma derivação do Mundo de Deus, incorporando todos os dados necessários para esse propósito. Ela permite ao ser humano esclarecer o princípio indispensável à vida humana. É por isso que é chamada de rainha das ciências.

É a Religião que estuda a realidade do universo, em aspecto espiritual; é a Astronomia que estuda o número do universo, no lado físico, e tenta apreender seu Grande Espírito. Seguindo caminhos diferentes, as duas chegam ao mesmo cume. Isso explica claramente o fato de que Religião e Astronomia são uma só. A ciência da Astronomia pode muito bem ser considerada um método de exposição da Religião e não apenas um ramo da ciência.

Vemos que o Sol e a Lua podem deixar tudo claro, ao se combinarem. Consequentemente, um calendário é ainda mais valioso, considerando que é composto da força do Sol, da Lua e das estrelas. Um calendário significa não apenas a passagem do tempo, mas também o conhecer a novidade lendo a velhice.

O estudo da aparência mais externa dos corpos celestes nada mais é do que a “Astronomia feita pelo ser humano” e está longe da realidade. E, no entanto, o astrônomo de hoje, sem exceção, parece se dedicar a esse gênero de Astronomia. Os segredos da Astronomia não podem ser dominados apenas pelo conhecimento humano, assim como a misteriosa essência da Religião não pode ser apreendida meramente por seu estudo filosófico. Com o conhecimento humano isolado de Deus, ninguém pode romper sua própria barreira e se comunicar com Ele, não importa o quanto tente.

A Astronomia, como equivalência à Religião, deve conter espiritualidade. O estudo da Astronomia, portanto, deve ser realizado tanto do ponto de vista espiritual quanto do físico para transmitir a Vontade Divina à Terra e traduzir em ação o domínio do Céu: caso contrário, não contribuirá para a elevação espiritual da humanidade.

A simples visão de um calendário mostra claramente as relações entre a Natureza e o ser humano, que são misteriosas demais para a ciência fornecer uma solução clara. Religião e Astronomia formam um par de “contra espelhos”: são espelhos um para o outro. Quando o mundo de hoje é refletido neles, eles mostram vividamente que o poder da “Religião astronômica” não é outro senão o Poder de Deus.

(Publicado na Revista New Age Interpreter – Corinne Heline – second quarter, 1962 – traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que um Vênus forte oferece como possibilidades e tendências a uma pessoa

O que um Vênus forte oferece como possibilidades e tendências a uma pessoa

Eis o Universo estendido!

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Acima, abaixo, ao redor

Os sistemas circulares formados

Um deserto de harmonia:

Cada um com objetivo constante,

Em eloquente silêncio, pelas profundezas do espaço

Perseguiu seu caminho maravilhoso.

— Shelley

Este lindo Planeta é o símbolo do amante, não do combatente, do sustentador ou do defensor. No cosmos, ele exala uma influência de amor e beleza, incorporados no amor de esposa, amor de filho, amor de amigo, amor ao país e todas as formas de amor parciais, que não podem expressar totalmente o verdadeiro espírito de amor que abrange tudo e é divino.

Existem algumas tradições inspiradoras em relação ao adorável Astro. Uma é que seus habitantes estão se aproximando da liberação, tendo transcendido a humanidade e se tornado divinos, com virtudes e atributos majestosos. Outra nos diz que, quando nossa família humana surgiu, certas almas altamente evoluídas vieram de Vênus, em terna compaixão por sua fraqueza, tomaram forma para ensinar e inspirar a humanidade infantil. Também é falado que trouxeram com eles a espiga de trigo e a abelha, para que a crueldade e a destruição da vida animal não fossem uma necessidade para o corpo físico.

A influência de Vênus em um horóscopo é mais claramente sentida por pessoas que têm os Signos de Libra ou Touro fortemente marcados, como no horizonte, no meio do céu ou com o Sol nele. Os librianos sentem seu poder mais em um sentido mítico, o que os torna muito intuitivos e misericordiosos, amando a harmonia e a beleza de pensamento e expressão. As crianças que nascem quando Vênus está aparecendo têm uma herança de beleza e amor.

O aspecto “Touro” de Vênus se manifesta de forma física. Pessoas nascidas sob a influência desse signo amam belas formas, linho adorável, cores, decoração e artesanato com agulha. Elas são adeptas da jardinagem e as flores crescem facilmente em suas mãos. Onde o libriano se expressará com um poema, história romântica ou, talvez, pela música, em um estilo de arte impressionista, o taurino se deleitará com a escultura, a arte decorativa, o desenho e a criação de vestidos bonitos; sim, até mesmo a preparação delicada e o serviço de pratos agradáveis vem junto a Vênus. Ela nem sempre vive de folhas de rosa e a “Vênus taurina” gosta de uma casa bonita e bem equipada.

Entretanto, não devemos esquecer que por mais bem colocado que o planeta esteja em nosso horóscopo, trazendo-nos amigos, namorados e afinidades, é nosso dever alimentar o fogo do afeto ou perderemos esses tesouros. Max Heindel diz: “As Estrelas marcam a hora de colher só quando o Sol chama os colhedores e a bondade dos amigos de hoje foi conquistada ontem por nossos atos prestativos”. Devemos continuar a semear ou não haverá colheita futura.

Quando Vênus está em tensão no nascimento, isso restringe o senso de beleza e ordem; portanto, a pessoa torna-se preguiçosa, desordenada e sem o devido respeito próprio.

Sexta-feira é o dia associado a Vênus e uma velha rima nos diz que: “Se Vênus te abençoar, tu abençoarás muitos seres viventes. Pois o filho de Frigga é verdadeiro, amorosa e generosamente”. Maio e outubro são seus meses.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1918 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Polaridade dos Signos Zodiacais

A Polaridade dos Signos Zodiacais

No Universo em que vivemos, tudo é duplo; isso significa que existe a atuação de duas forças que, se colocadas em equilíbrio, alcançarão seu objetivo.

Na Astrologia essa característica também existe, ou seja, há Signos positivos e Signos negativos de modo que a bipolaridade também aí se manifesta. Então temos que os Signos, vistos sob o aspecto de sua quadruplicidade, são positivos e  negativos, dois a dois. Notemos, por conseguinte, que os Signos Cardeais (ou Cardinais) de Áries e Libra são positivos; os também Signos Cardeais (ou Cardinais) de Câncer e Capricórnio são negativos. Semelhantemente, os Signos Fixos de Touro e Escorpião são negativos; por sua vez, os Signos Fixos de Leão e Aquário são positivos. Finalmente, os Signos Comuns de Gêmeos e Sagitário são positivos; os de Virgem e Peixes, negativos.

Olhemos o Zodíaco e perceberemos que os Signos positivos do mesmo grupo de quatro formam, entre si, ângulos de cento e oitenta graus, a que chamamos de Oposição em Astrologia; assim, também os negativos do mesmo grupo de quatro Signos formam Oposições entre si. Diferentemente, sempre, um Signo positivo forma ângulo de noventa graus com um negativo do mesmo grupo de quatro: a Quadratura em Astrologia. Assim, por exemplo, veremos que Áries forma uma Quadratura com Câncer, Câncer com Libra, Libra com Capricórnio e Capricórnio com Áries. Com referência aos Signos Fixos e Comuns ocorre o mesmo fato.

Se considerarmos os Signos segundo seus elementos, perceberemos que os pertencentes ao mesmo elemento também têm a mesma polaridade. Observemo-lo no Zodíaco: os Signos do elemento Fogo, ou sejam, Áries, Leão e Sagitário, assim também os Signos do elemento Ar, Gêmeos, Libra e Aquário são todos positivos. Por outro lado, tanto os do elemento Terra – Touro, Virgem e Capricórnio – bem como os do elemento Água – Câncer, Peixes e Escorpião – são todos negativos.

Concluindo, olhemos mais uma vez o Zodíaco e veremos que os Signos estão dispostos na seguinte ordem: Fogo, Terra, Ar e Água, todos alternadamente; um positivo e um negativo, para que a bipolaridade e o equilíbrio no Universo fiquem em evidência, objetivando a evolução da humanidade.

Olhemos, novamente, o Zodíaco e perceberemos que os Signos positivos do mesmo elemento de três formam, entre si, ângulos de cento e vinte graus, a que chamamos de Trígonos em Astrologia; assim também os negativos do mesmo elemento de três Signos formam Trígonos entre si. Diferentemente, sempre, um Signo positivo forma ângulo de sessnta graus com um positivo do outro elmento de três: o Sextil em Astrologia. Assim, por exemplo, veremos que Áries forma um Sextil com Gêmeos, Gêmeos com Leão, Leão com Libra, Libra com Sagitário, Sagitário com Aquário, Aquário com Áries. Com referência aos Signos de Terra e de Ar ocorre o mesmo fato.

Vejamos, agora, como essa polaridade também ocorre nas Casas Zodiacais.

“Os grãos de trigo ofertados por Deus e contidos nos doze pães representam as oportunidades para o crescimento da alma, através dos doze departamentos da vida, representados pelas doze Casas do horóscopo sob a soberania das doze Hierarquias Divinas, Criadoras, conhecidas como os Signos do Zodíaco…” – Max Heindel.

As Casas Zodiacais também são chamadas de Casas terrestres, pois se referem à divisão dos céus com relação ao lugar de nascimento. Elas têm relação com o mundo material e as circunstâncias da vida. Constituem os chamados doze departamentos da vida.

Elas são agrupadas de acordo com a influência que exercem em nossas vidas. A hora de nascimento é que determina a ordem na qual os Signos do Zodíaco são colocados nas Casas (a partir da 1ª). As Casas “guardam” uma relação com os Signos do horóscopo natural (que é o horóscopo com Áries na 1ª Casa, Touro na 2ª Casa etc., sem nenhum Signo interceptado).

Vejamos, a seguir, os assuntos tratados por cada Casa na nossa vida:

1ª Casa: também conhecida como Ascendente, governa o corpo físico, sua constituição e aparência, a personalidade.

2ª Casa: governa as posses materiais (dinheiro, propriedades), bens materiais.

3ª Casa: a relação com familiares, irmãos e irmãs, meios de comunicação (fala/escrita), viagens curtas.

4ª Casa: o lar, a mãe, o instinto maternal, as condições da última parte de nossa vida.

5ª Casa: o namoro, os filhos e/ou crianças, manifestações artísticas, bem como publicações, esporte e diversão, a criatividade, nossa natureza amorosa.

6ª Casa: o serviço a ser prestado, a saúde e a doença, a relação empregador/empregado.

7ª Casa: a sociedade, os relacionamentos (emocionais/comerciais), a outra pessoa.

8ª Casa: nossa saída do cenário da vida; a morte (física e a morte de nossos defeitos).

9ª Casa: nossas aspirações religiosas, sonhos e visões, as viagens longas, as leis.

10ª Casa: a posição social, o prestígio popular e social.

11ª Casa: amigos, altruísmo, objetivos da vida, idealismo.

12ª Casa: confinamentos, dívidas do destino, inimigos ocultos.

Essas Casas Zodiacais podem ser divididas em Casas Pessoais, Materiais, Sociais e Espirituais, todas bem polarizadas.

As Casas Pessoais (1ª, 5ª e 9ª Casas) nos falam da pessoa em seus três aspetos: o Corpo, a Alma e a Mente.

As Casas Materiais (2ª, 6ª e 10ª Casas) nos mostram as condições materiais, ou seja, a obtenção dos bens, os meios para essa obtenção e a gratificação que a vida mundana pode nos dar.

As Casas Sociais (3ª, 7ª e 11ª Casas) nos mostram a natureza dos nossos relacionamentos em três aspectos: físico, afetivo e ideológico.

Nas Casas Espirituais (4ª, 8ª e 12ª Casas) se encontram os mistérios da vida antenatal do Espírito e as imediatas experiências após a morte.

Pelo exposto acima, temos que:

A tríade das Casas Pessoais “reflete” a natureza dos três Signos de Fogo – Áries, Leão e Sagitário;

A tríade das Casas Materiais “reflete” a natureza dos Signos de Terra – Touro, Virgem e Capricórnio;

A tríade das Casas Sociais “reflete” a natureza dos Signos de Ar – Gêmeos, Libra e Aquário;

A tríade das Casas espirituais “reflete” a natureza dos Signos de Água – Câncer, Escorpião e Peixes.

Um ou mais Astros colocados em uma Casa, em particular na carta natal, afeta (de forma mais direta) a área ou o departamento da vida representado por aquela Casa. Contudo, se uma Casa está vazia de Astro, deve ser analisada de acordo com o Signo que está na cúspide (ponto de partida da Casa).

“Em nossa viagem do berço ao túmulo, levamos conosco as doze Casas na atmosfera áurica que nos cerca, como o ar envolve a terra que flutua. Cada Casa espelha parte da vida; cada uma contém algumas de nossas lições; cada uma representa o modo como cumprimos ou negligenciamos as tarefas da vida inerentes a determinado setor. No momento apropriado, colhemos de cada Casa o que semeamos em vidas passadas, isto é, salvo se nos prevenimos dessa colheita a tempo.” – Max Heindel

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Astrologia: Nossas Ações Presentes Determinam as Condições Futuras

De acordo com o Livro A Mensagem das Estrelas – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, a Astrologia é o “Relógio do Destino”. Os doze Signos do Zodíaco correspondem ao mostrador; o Sol e os Planetas correspondem ao ponteiro das horas, que indica o ano; a Lua corresponde ao ponteiro dos minutos, indicando o mês do ano em que ocorrências diferentes na pontuação do destino maduro atribuído a cada vida devem se resolver. Embora haja algumas coisas das quais não podemos escapar, temos algum livre-arbítrio para modificar as causas já postas em movimento. Nossas ações presentes determinam as condições futuras.

A Lei de Consequência trabalha em harmonia com os Astros, de forma que a pessoa nasce no momento em que a posição dos planetas no Sistema Solar lhe dê as condições necessárias para sua experiência e avanço na escola de vida. Esse trabalho está sob a administração de grandes seres de espiritualidade sublime e sabedoria superlativa, que administram todas as coisas com uma inteligência, além da compreensão de nossas Mentes finitas. Verificou-se, no entanto, que as tentativas de fugir de uma colheita de tristeza que se acumulou de certo destino maduro são balanceadas por outro movimento por parte dos administradores invisíveis dessa Lei.

No Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, lemos sobre um conferencista que foi avisado por Max Heindel que se ele saísse de sua casa em determinado dia, sofreria um acidente. Ele confundiu o dia, pensando que 28 fosse 29, fez uma viagem para outra cidade e foi ferido como previsto, em uma colisão ferroviária. Ele havia sido avisado, acreditou no aviso e pretendia acatá-lo, mas sem dúvida o sofrimento decorrente daquele acidente lhe era adequado como expiação de certos erros. Portanto, os agentes da Lei da Consequência, evidentemente, o fizeram esquecer o dia.

Independentemente das condições em que nos encontramos, o conhecimento de que as fizemos nos ajuda a suportar com paciência e nos fornece a satisfação de sermos árbitros do nosso destino e podermos fazer do futuro o que quisermos. Isso é, em si, um poder. É claro que ainda temos que enfrentar o passado e, talvez, muitos infortúnios ainda possam advir de ações erradas; contudo, podemos olhar com alegria para cada aflição como se estivéssemos liquidando uma conta antiga e aproximando o dia em que teremos os registros limpos.

É possível fazer previsões com certeza para a maioria da humanidade, porque essas pessoas seguem o rio da vida. As previsões falham no caso de quem cuida, prioriza e se esforça para cuidar da sua parte espiritual, entretanto, em proporção à sua realização espiritual e à sua força de vontade.

Além do destino trazido conosco de vidas passadas para liquidação nesta vida, todos os dias exercemos influência causal por meio dos nossos atos. Uma parte considerável das ações feitas nesse Corpo produzirá efeitos antes que a morte termine nossa estada aqui, enquanto as que não forem liquidadas serão retidas e formarão a base de uma existência futura, em que colheremos o que plantamos. O destino transportado de uma vida para outra é mostrado em nosso horóscopo e fornece alguma base ou tendência para determinada linha de ação. No entanto, existe o livre-arbítrio relativo em grande porcentagem de nossas ações, o que nos deixa espaço para o exercício da Epigênese, a atividade criativa e divina que é a base da evolução. Max Heindel nos encoraja a buscar o princípio da Epigênese e aprender a aplicá-lo a nossas vidas.

É bom reconhecer que estamos continuamente tecendo a teia do destino no tear do tempo e criando para nós mesmos uma vestimenta de glória ou escuridão, de acordo com nosso bom ou mal trabalho; além disso, esse destino maduro não pode ser contornado. O que se segue é de uma palestra proferida por Max Heindel, em 1916:

“Uma lenda árabe relata que o bom e sábio Paxá Suleiman, tendo mostrado grande zelo pela propagação do Islã, uma noite foi visitado por Deus em um sonho e, então, teve a opção de escolher qualquer favor que pudesse pedir. Suleiman, sempre humilde e temeroso de que o orgulho e a arrogância entrassem em seu coração e desviasse seu rosto de Deus, pediu que todos os dias o Anjo da Morte o visitasse para impressionar sobre ele a natureza fugaz e evanescente do poder, da glória e o fato de que, ao final de uma curta vida, o homem deva enfrentar o portal da morte para encontrar seu Deus e prestar contas de sua gestão na Terra. Certo dia, enquanto o Anjo da Morte caminhava pela corte do Paxá Suleiman, ele olhou surpreso para um dos cortesãos, um homem muito próximo ao coração do sábio Suleiman. Esse nobre estava tão distraído e perturbado pela atenção dispensada a ele pelo Anjo da Morte que foi ao Paxá em busca de ajuda e conforto, porque temia que o Anjo da Morte viesse para ele naquele mesmo dia. Ele tinha apenas um pensamento: fugir da morte.

O sábio Paxá tentou confortá-lo da melhor maneira possível, mas sem sucesso. O homem alegou que só houvesse uma saída: ele precisava fugir o mais rápido possível. Para tanto, implorou ao Paxá que lhe emprestasse seu cavalo, Abdullah, famoso garanhão árabe da melhor raça, tão veloz que não houvesse uma única criatura conhecida por alcançá-lo. Depois de muitos esforços, em vão, para acalmar seu amigo, o Paxá finalmente concordou e deu a seu amigo o famoso garanhão. Ele cavalgou e cavalgou, o dia inteiro e toda a noite, com a velocidade do vento, até que finalmente o nobre garanhão caiu morto na areia. Então o cortesão caiu de cara no chão, chorando amargamente, ao pensar que não poderia ir mais longe.

Em seguida, o Anjo da Morte apareceu e acenou para ele. Sabendo que não existisse via de escape, ele se preparou para obedecer à convocação, mas antes de deixar a Terra perguntou ao Anjo da Morte: “Por que você me olhou de forma tão estranha, ontem, na corte do Paxá Suleiman?”. Ao que o Anjo da Morte respondeu: “Fui ordenado por Alá para abordá-lo neste mesmo lugar esta manhã e, quando o vi ontem de manhã no tribunal do Paxá Suleiman, fiquei surpreso, pois não conseguia entender como seria possível para você chegar a este lugar distante em tão pouco tempo; se você não tivesse o nobre corcel do Paxá, teria sido uma impossibilidade”.

Assim, ao se esforçar para escapar do destino que o esperava, ele de fato cavalgou e muito para encontrá-lo, gastando toda a sua energia para achar seu destino no tempo determinado.

Os Planetas giram em torno do Sol, ano após ano, século após século, com precisão invariável, mas eles têm alguma latitude (uma liberdade de movimento). Dentro do curso prescrito, cada um pode variar um certo número de graus de espaço e o mesmo acontece na vida do ser humano. Os grandes eventos, o nascimento e a morte, são incidentes inevitáveis na vida do Espírito, vida que nunca acaba, nunca começa. Como Sir Edwin Arnold diz:

Nunca o Espírito nasceu,

O Espírito deixará de existir nunca.

Nunca houve tempo em que não existiu.

Fim e começo são sonhos.

Sem nascimento e sem morte permanece o Espírito para sempre.

Embora certos eventos devam acontecer a todos os seres humanos, no entanto, há alguma latitude na vida, um livre-arbítrio que podemos exercer a fim de moldar nossas vidas como desejamos e trabalhar o destino para nós mesmos à nossa própria maneira. Isso é bem afirmado, como segue:

Um navio navega para o leste e outro para o oeste,

Com os mesmos ventos que sopram.

É o sistema de vela e não o vendaval.

Isso é o que determina o caminho que segue a nau.

Existe um propósito geral na vida e somos guiados por certo caminho amplo, denominado Caminho da Evolução, pelas Hierarquias Criadoras, também chamadas de Hierarquias Zodiacais. Temos a liberdade de escolher nossos cursos individuais, nessa estrada larga, e não é por acaso, portanto, que alguns de nós conheceram, estudam, vivenciam, se desenvolvem e promovem os Ensinamentos Rosacruzes como preconizados pela Fraternidade Rosacruz. O Sol, pelo seu movimento de Precessão dos Equinócios, agora está se aproximando da cúspide de Aquário e uma Nova Era será introduzida em breve. Novas características nas pessoas estão para aflorar em seus novos renascimentos.

É nossa missão guiar o trabalho do mundo ao longo de caminhos novos e mais elevados — para promover novos ideais, para que possamos entrar na próxima espiral da evolução. Afinal a Fraternidade Rosacruz é o arauto da Era de Aquário!

Na antiga Época Atlante, quando a Época Ária estava para ser introduzida, Deus, por meio de Seus profetas, falou ao povo em quem viu certas qualidades que poderiam ser aproveitadas: “Saia do meio deles e seja meu povo; Eu serei o seu Deus e dar-lhe-ei uma terra onde transborda o leite e o mel; a sua semente será tão numerosa como as areias da praia”.

Essa chamada soa hoje, mas dentro do peito de cada indivíduo. Muitas pessoas estão elaborando seus destinos, como desejado pelas Hierarquias Criadoras, pela atração causada pela ilusão do ouro, que concebem ser uma recompensa por seu trabalho. Há um número crescente de pessoas, no entanto, cujo discernimento interior tornou claro para elas que trabalhar por uma recompensa material, na forma de ouro, que devem abandonar quando o Anjo da Morte chegar, é loucura. Essas pessoas agora ouvem o chamado em seus corações: “Saia do meio deles e seja meu povo; Eu serei o seu Deus” (IICor 6:17). Embora ainda possam continuar a cumprir seus deveres no mundo, doravante não será por causa do ouro material, que eles sabem ser verdadeiramente inútil, mas por Deus, independentemente de uma recompensa material que esteja além das necessidades com as quais manter o corpo e a alma juntos. Assim, eles servem na vinha do Mestre e acumulam, quer pensem nisso ou não, uma recompensa espiritual, um tesouro no Céu que é maior do que o ouro terreno.

É esclarecedor observar o cadinho em que o ferreiro funde o metal com o qual vai fazer a junta. Vários pedaços de chumbo são colocados no cadinho, mas gradualmente perdem sua forma distinta e separada para se fundir em uníssono com os outros, até que todos se tornem um. Ainda assim, há em cada peça alguma escória que não derrete nem é incorporada ao metal; é jogada para cima pelo calor e o ferreiro a remove até que o metal esteja limpo — tão claro que ele possa ver seu próprio rosto ali. Da mesma forma, na Fraternidade Rosacruz somos muitas formas distintas e separadas, cada uma com suas próprias características e idiossincrasias. Fomos jogados no caldeirão e cada Corpo deve afundar sua personalidade na causa comum, se quisermos ter sucesso em nosso trabalho de divulgação dos Ensinamentos dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz e na preparação do caminho para a Nova Era. Pode não ser fácil, para qualquer um de nós, esquecer-se de si mesmo, mas pelo calor e fricção que é gerado nesse processo de amálgama, as arestas agudas são arredondadas e derretidas para que nos ajustemos a nossos irmãos e irmãs. Adaptabilidade é a grande palavra de ordem; sem isso não podemos amalgamar; contudo, devemos esperar ser descartados como a escória do caldeirão, enquanto os nossos corações não tenham sido perfeitamente purificados para que a face de Deus seja vista neles, Ele não poderá fazer o melhor uso de nós em Sua obra.

Portanto, que nos esforcemos dia a dia para trabalhar séria e honestamente na “vinha do Mestre”, onde quer que estejamos colocados, lembrando o grande e glorioso destino que está diante de nós. Vamos considerar todas as tribulações atuais como indignas de serem mencionadas. Embora possamos ser mal compreendidos por aqueles que nos são próximos e queridos e, até, ser desprezados por quem pense apenas em um bom tempo e em acumular o ouro que se deve largar às portas da morte, voltemos os nossos rostos para a meta do nosso chamado e trabalhemos fielmente pelos tesouros espirituais, que perduram para sempre.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1984 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Significado Esotérico das Pedras Preciosas

O Significado Esotérico das Pedras Preciosas

Que história maravilhosa tem o resplendor da Safira; que segredo tem a cintilação do Diamante; quais os sonhos do coração da Pérola? Com que deleite nos adornamos com a beleza exterior das pedras preciosas sem perceber sua natureza íntima e a história de sua criação.

Os sábios dizem que poderemos encontrar o porquê de todo ser buscando-o nos arquivos espirituais. Todas as coisas grandes ou insignificantes convergem-se no Universo em uma sinfonia multicor de harmonia e luz. As grandes Hierarquias pensam nos acordes da música. Os átomos da música vibram no Éter e formam núcleos que atraem outros átomos semelhantes em cor e vibração. A maravilhosa sinfonia encontra os primeiros e sutis reflexos no coração do cristal, que depois de épocas incomensuráveis manifesta seu esplendor.

Qualquer pedra preciosa é uma forma de pensamento de uma grande Hierarquia. Este pensamento foi enviado à Terra para concretizar-se no cristal, anunciando sua mensagem. É por isso que a pedra preciosa emite as vibrações em harmonia com seu Signo e Astro, que elaboram sua formação harmônica e vibratória.

A dinâmica força de Marte dirigida à Terra em fusão é conhecida como Signo de Áries, que trabalhou na formação da pedra que chamamos Diamante. No Mundo dos Astros, o Diamante tem seu idêntico espírito de ascensão; no Plano terrestre, esse desejo se manifesta em sua forma inferior como ambição descontrolada. Esse mesmo fogo, que se apresenta no Plano inferior como ambição desmedida, transforma-se em desejo de elevação, quando purificado e transfigurado. Admirável é o significado oculto do fogo. Há poucos capazes de entender e sentir a força interna que emitem as pedras preciosas.

O Jaspe rosado é o raio de amor celestial que Mercúrio, o mensageiro dos deuses, leva através do Signo de Virgem, que representa o princípio maternal, a idealização do amor — a grande alma feminina na criação, que anima toda a natureza e expressa os sentimentos de amor de todas as religiões, na proporção do seu alcance; esse raio, no mundo terrestre, é o símbolo do perdão, porque o atributo divino é o amor.

As pedras lunares significam, no Mundo Celeste, o espírito místico, o aprofundar-se em Deus. Na Terra, simbolizam as almas dos sonhadores e místicos. São formados pelos raios cristalizantes de Saturno e seu Signo, Capricórnio, que falam de penas e tristezas: a tristeza amadurece o místico, por isso ele pode entender melhor as penas do mundo. O maior místico foi aquele que levou a coroa da amargura.

O coração fogoso do Signo de Leão e os raios amarelos do Sol formam o Rubi. Seu raio avermelhado transpassa os Mundos superiores como espírito da verdade e desce à Terra para penetrar a vida como serviço.

Os acordes amorosos de Vênus nos trouxeram, pelo sopro de Libra, o magnífico mistério que chamamos Opala. No País espiritual, a Opala é símbolo do espírito dos mistérios. Os mistérios da vida atual só podem ser compreendidos à luz das reminiscências de vidas passadas.

As forças sublimes da Hierarquia de Câncer criaram a Esmeralda. No Mundo Celeste, é o raio da caridade. Na Terra, esse raio é a esperança: acima de toda luta na Terra, é, a esperança, a gentil filha da caridade. Nas profundezas do coração da Esmeralda descansa o beijo ensolarado da esperança.

A Ametista irradia a chispa fogosa que Marte preparou nos cadinhos ferventes de Áries. No Mundo Celeste, brilha o espírito curador como o raio da Ametista; para o ser humano a Ametista é o símbolo da compaixão. Até que o verdadeiro significado da compaixão seja compreendido, a saúde (ou cura) permanente não poderá ser alcançada.

O ancião Saturno abre as portas de Aquário. A estranha luz tão pouco entendida e emitida por ele formou a Safira. Nos Mundos Celestes, a Safira é a luz da profunda percepção e emite suas sombras sobre a Terra, na Lei divina da compensação. Como Afrodite emerge da lagoa dourada, assim o espírito da beleza surge do coração de Touro. Ele ilumina todos os espaços e seu enorme reflexo chega à Terra trazido por Vênus. Para nós, filhos da Terra, ele vive no fogo dourado da Ágata.

A deusa das recordações tece fios tênues no céu e imerge todas as coisas atingidas por seus sonhos nos profundos matizes violáceos. O raio de Mercúrio, mensageiro dos deuses, sempre está pronto a ajudar a humanidade. Ele nos incumbe desse raro sentimento de simpatia que bem poucos são capazes de discernir e encontra sua expressão na Água-marinha. Os portadores dessa pedra preciosa deveriam aguçar os ouvidos para o ciciar dos deuses.

Quem é que conhece o significado do misterioso Ônix negro? Ele teve seu começo no meio misterioso de Câncer — aquele Portal empírico pelo qual a alma humana desceu à Terra. A Lua, como uma mulher enlutada e triste, dá-nos essa bela pedra para lembrar-nos de que necessitamos desenvolver o espírito de comiseração. O Ônix nasceu do Signo de Câncer, o Signo das lágrimas, e só o conhecimento da origem das penas e lágrimas faz a alma desabrochar-se em flor maravilhosa de diáfano esplendor, em uma doçura silenciosa.

A casta mão de Saturno e seu sóbrio domicílio, o Signo de Capricórnio, formou o Ônix branco, alma gêmea do negro no desenvolvimento do mineral. Saturno, o Senhor do tempo, com o relógio de areia e a foice, é ao mesmo tempo o raio purificador que guia a alma escura à pureza. A alegria dos Anjos com cada alma que faz penitência encontra sua expressão no Ônix branco. Essa pedra tem em certas formações também a coloração do índigo: essa cor tão mística, incluindo em si muitos diferentes tons que lhe dão sua profunda significação e indicam com a sua mistura de dores — “a luz-sombra” — as múltiplas esperanças do ser humano na sua peregrinação rumo ao Alto, onde vencerá. Ele, por isso, recebe a Pedra branca (Jo 2:17) como símbolo da divina amizade. O Ônix branco simboliza o espírito da amizade.

O sublime espírito do idealismo emite, da casa de Sagitário, poderosos luminais azuis do Éter. Eles atravessam a aura de Júpiter, que os devolve à Terra. São resplandecentes da bem-aventurança que se cristalizaram na Turquesa. Por intuição, toda humanidade gosta de abrir-se à influência mística dos tons azuis. Eles falam dos ideais superiores e de um País de felicidade no almejado Firmamento. Aquele que possui uma Turquesa devia lembrar-se de que ela traz em si um raio azul da sonhada felicidade nos Éteres distantes.

Em cada indivíduo foi submergido o espírito da Vontade criadora. Em muitos corações ele ainda está adormecido, em outros já começa a despertar e apenas alguns conseguiram manifestá-lo. Do tesouro de Escorpião, o raio fogoso de Marte nos presenteia com o Topázio, que traz em si o espírito da transmutação. É um processo que somente o fogo possa realizar. A Vontade criadora e a transmutação são dois grandes guias da alma no caminho da evolução e ninguém pode fazer a obra prescindindo de um deles: o Topázio simboliza ambas. Contemple a luz do Topázio e verá a mensagem que ele quer dar — habita nele o espírito da transmutação aureolado pela Vontade criadora.

O significado íntimo do Signo de Peixes é harmonia e união; como nenhum outro, esse Signo está ligado à nossa humanidade, a qual, considerando sua futura grandeza, ainda percebe a verdade como através dum vidro opaco. Nesse Signo criam-se os começos da Turmalina, na qual as ondas amorosas azuis de Júpiter se expressam. Falam à humanidade do espírito de união que repousa no fundo do coração do Signo de Peixes, que um dia perceberemos frente a frente. O espírito da promessa, que mora no Mundo Espiritual, para nós ao mesmo tempo tão perto e tão distante, deu-nos esse símbolo adornado de alegria.

“Tu és o amor todo compreensivo

Tu és a força que tudo envolve —

Se essa luz não me acompanhasse,

Como é que encontraria o caminho na noite?”

Assim, o azul do amor divino envolvente e o fogo da força divina cristalizaram-se no âmago da Terra. Ambos se uniram no fogo escarlate do Sol e na luz amorosa da Turmalina. Os que possuem essa pedra deveriam procurar sobrepor-se ao seu próprio eu pessoal, porque ela significa um raio do espírito do altruísmo. No seu íntimo ressoa sem cessar a canção do “Serviço por Amor — o caminho mais curto a Deus”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1970)

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