Categoria Material de Auxílio aos Estudos de Astrologia Rosacruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Astrologia Esotérica

A astronomia ensina que o Sol está se movimentando, com seu poderoso conjunto de Planetas, Luas e outros objetos, através do espaço a uma velocidade de dezesseis quilômetros por segundo! O movimento do voo não pertence apenas ao Sistema Solar. A ciência dos céus avançou o suficiente para revelar o fato de que todas as estrelas estão em movimento. Muitos desses orbes gigantes possuem uma velocidade, em seu voo através do espaço infinito, que ultrapassaria facilmente o Sistema Solar. Por mais que a abóboda celeste tenha revelado seus segredos ocultos para o estudo do ser humano, ela ainda não deu qualquer pista sobre o circuito rápido e complicado que é indicado pelos mundos gigantescos com os quais está enfeitada. Nenhuma regra definida pode ser estabelecida para essas complexidades; as estrelas parecem se mover de um lado para outro mais como um enxame de abelhas.

Essas luminárias imensas são as moradas de outras criaturas? Para que elas existem? Foram feitas simplesmente para derramar em rios inúteis sua inundação de luz e calor sobre os abismos do infinito?

Para essa questão a ciência não tem o que falar. E depois de 6.000 anos de astronomia, antiga e moderna, não houve resposta, exceto nas palavras inspiradas das Sagradas Escrituras. Assim, lemos, por exemplo na Epístola de S. Paulo aos Efésios: “Portanto, de agora em diante, as dominações e potestades celestes podem conhecer, através da igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina” (Ef 3:10). Esse texto nos faz saber que ao grande Apóstolo Paulo foi permitido por Deus obter a visão dos lugares celestiais; o Apóstolo que uma vez foi “arrebatado ao Terceiro Céu” e que, ao escrever as glórias que se seguiram à ressurreição, pôde dizer que “Há também corpos celestes e corpos terrestres… Há uma glória do Sol e outra glória da Lua, e outra glória das estrelas; pois uma estrela difere de outra estrela em glória” (ICor 15:40-41).

Ele não apenas sabia que existiam lugares celestiais e declarou seu conhecimento desse fato, mas também nos deu claramente o entendimento de que eles desempenhavam um papel objetivo no plano eterno de salvação. Para os redimidos, grandes glórias ainda estavam por vir. Para esses reinos majestosos do espaço a igreja, em seu caminho, deveria ser levada não apenas para entretenimento ou aumento de conhecimento, mas para transmitir alguns dons espirituais.

Dê uma olhada na constelação do norte e veja a bela estrela Capela, branca e leitosa, na constelação de Auriga. Viajando em linha reta da estrela polar e através dessa Capela, passamos à esquerda pelo Aldebaran rosa avermelhado, na constelação de Hyades. Um pouco mais à direita está a estrela laranja Betelguese, no ombro de Orion. O voo continuado nos levaria àquele Sol branco e brilhante, o gigante Rigel. Então poderíamos olhar novamente à direita, ver o Sirius imperial e, próximo a ele, Procyon, de cor ligeiramente branco-amarelada. Levante os olhos, ao passar por essa galeria, e haverá algo mais do que mortal. Devemos dizer, então, que essas vastas luminárias foram criadas em vão? Foram chamados à existência apenas para lançar uma maré de esplendor inútil sobre a solidão da imensidão?

Por que resistir por mais tempo à conclusão principesca, pressionando em nosso peito para ser expressa? Será que o gigante Arcturus carregará consigo sua sucessão de satélites que, se forem análogos à sua luminária central, são maiores e mais imponentes do que os Planetas do Sistema Solar, sendo todos apenas um carnaval de vazio? Não. Em vez disso, vamos concluir com o Apóstolo que esses reinos são as moradas de bem-aventurança. Embora as Escrituras nos levem a crer que seus habitantes não desconheçam as provações, as esperanças, os temores e os acontecimentos da nossa Terra, ainda assim, vejamos qual é a razão divina para a qual a comunicação atualmente não é estabelecida.

Em primeiro lugar, vemos pelo argumento do Apóstolo, que a igreja estava sobres testes. Os céus estão sobre testes? Nós pensamos que sim. Estudando no Livro de Jó (não nos esqueçamos de que Jó foi um grande erudito e astrônomo), vemos o seguinte. “Eis que ele não confia nos seus santos; sim, os céus não são limpos aos seus olhos” (Jo 15:15). Aqui somos levados a refletir que a grande revolta de Lúcifer deixou os habitantes de outros Mundos um tanto confusos. Isso os colocou também em provação, mas com uma diferença. Um ser pode estar em provação sem pecado e sem ter incorrido na penalidade do pecado. Na verdade, há muito que mostra que até mesmo os Anjos estivessem em provação. Embora miríades deles tenham seguido o grande rebelde em sua revolta, muitos mais, embora ainda sob provação, permaneceram fiéis em sua lealdade ao divino Criador. Quando esse momento probatório terminar, todos, tanto nos Céus quanto na Terra, serão reunidos como um em um universo infinito, completo e testado. Portanto, lemos novamente na Epístola de S. Paulo aos Efésios: “Para que na dispensação da plenitude dos tempos, Ele possa reunir todas as coisas em Cristo, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; mesmo n’Ele” (Ef 1:10).

Os céus são habitados? Vamos primeiro ter a resposta das Escrituras, antes de tomarmos a resposta da astronomia. Quem pode resistir à conclusão da poderosa declaração feita pelo Apóstolo S. João, no Livro do Apocalipse? “Alegrai-vos, pois, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos habitantes da terra e do mar! Porque o diabo desceu sobre vós com grande ira, porque sabe que não tem senão pouco tempo” (Apo 12:12). A palavra “céus” neste texto está no plural. E a declaração do Profeta vai mostrar que a regra geral do Criador para seu universo é esta: “Ele o estabeleceu, não o criou em vão, Ele o formou para ser habitado.” (Is 45:18).

Voltando agora para o primeiro capítulo do Livro do Gênesis, lemos que “no princípio Deus criou os céus e a terra”. Também lemos: “E o Espírito de Deus Se movia sobre a superfície das águas” (Gn 1:2). O Espírito Santo estava presente, agindo como um grande agente na criação desta Terra. Durante cinco dias cósmicos, o amor divino preparou o berço com antecedência para a vinda da família humana. Associado à criação estava o Senhor Cristo, como lemos no primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:1-5).

Portanto, essa criação é uma criação de Cristo, uma criação Cristã. De si mesmo, no jardim do Getsemani, Cristo disse: “Glorifica-me com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17:15). Isso o leva de volta a um período antes do começo do mundo.

Movendo-se pelo espaço a uma taxa de, aproximadamente, 306.000.000 quilômetros por ano, a Terra, em seu voo rápido, percorre cerca de 30 quilômetros por segundo. Está ao alcance do ser humano mortal produzir esse resultado? Suponhamos que todo o poder que habitou o braço de Adão e, posteriormente, residiu no braço de cada filho seu, desde a manhã da criação até o presente, pudesse estar, todo ele, concentrado em um único braço humano, hoje. Poderia esse braço dar à Terra sua velocidade atual? Impossível! Existe um poder e apenas um capaz de um resultado tão estupendo: o Cristo. E embora possamos nos distanciar entre estrelas tão densas que parecemos voar através do pó estelar, não pode ser encontrado um único Sol gigante que saltou à existência por qualquer outro meio que não o divino poder do Filho de Deus. Ele existe, como diz o profeta, “desde os dias da eternidade” (Mq 5:2).

Desde os dias da eternidade, Ele teve um propósito infinito. Ele viu o fim desde o início. Ele havia planejado o último ato, antes de delinear o primeiro. E o Apóstolo S. Paulo nos admitiu um pouco disso em seu conselho secreto. Era com a intenção, diz ele, de que por meio da Igreja fosse dada a conhecer aos principados e potestades em todos os céus a multiforme sabedoria de Deus. É maravilhoso demais para acreditar? Não duvide disso. A astronomia ainda vai alcançar esse conhecimento com a inspiração.

Algumas palavras do astrônomo, agora. E aqui citamos a magnífica passagem de Sir Robert Ball: “O ser humano é uma criatura adaptada para a vida em circunstâncias que são estreitamente limitadas. Alguns graus a mais ou a menos de temperatura; uma ligeira variação na composição do ar; a adequação precisa dos alimentos; tudo isso faz muita diferença entre saúde e doença, entre a vida e a morte. Olhando para além da Lua, no comprimento e largura do universo, encontramos incontáveis globos celestes com todas as variedades concebíveis de temperatura e constituição”.

“Em meio a esse vasto número de mundos com os quais o espaço é ocupado, há algum habitado por seres vivos? A essa questão a ciência não pode responder; não podemos dizer. No entanto, é impossível resistir a uma conjectura. Encontramos nossa Terra repleta de vida, em todas as partes. Encontramos vida nas mais variadas condições que possam ser concebidas. É encontrada sob o calor escaldante dos trópicos e nas geadas eternas dos polos. Encontramos vida em cavernas onde nenhum raio de luz já penetrou. Nem está faltando nas profundezas do oceano, à pressão de toneladas por centímetro quadrado. Quaisquer que sejam as circunstâncias externas, a natureza geralmente fornece alguma forma de vida para a qual essas circunstâncias são adequadas” [1].

Não é de todo provável que entre as milhões de esferas do universo haja uma única exatamente como a nossa Terra — como ela na posse de ar e água, em tamanho e composição. Não parece provável que um indivíduo pudesse viver por uma hora em qualquer corpo do universo, exceto a Terra, ou que um carvalho pudesse viver em qualquer outra esfera por uma única estação. Os seres humanos podem morar na Terra e os carvalhos podem prosperar nela, porque as constituições do ser humano e do carvalho são especialmente adaptadas às circunstâncias particulares da Terra. A filosofia mais verdadeira sobre este assunto foi cristalizada na linguagem de Tennyson[2]:

“Esta verdade em sua mente ensaia,

Que, em um universo sem limites

É ilimitadamente melhor, ilimitadamente pior.

Pense neste molde de esperanças e medos.

Não pode encontrar alguém mais majestoso do que seus pares

Em centenas de milhões de esferas?”

Que caminho de voo infinito está diante de nós! A velocidade mais alta que nossa inteligência humana atinge agora é a velocidade da luz, que se move com a rapidez de 300.000 quilômetros por segundo, aproximadamente. Conte os segundos, os minutos, as horas, os dias e isso totaliza quase 10.000.000.000.000 de quilômetros por ano. Com essa rapidez indescritível, levaríamos mais de cinquenta anos para alcançar o gigante Arcturus. Outros sóis estão ainda mais distantes e os astrônomos conjeturaram outros mundos tão distantes que, correndo à velocidade da luz, levaríamos 300.000 anos para alcançar.

Essa jornada não está dentro da esfera de possibilidade do ser humano finito. Ele poderia começar, mas sua juventude seria consumida, a meia-idade viria e os anos de enfermidade estariam sobre ele antes que deixasse uma dúzia de lugares celestiais, em sua retaguarda.

Quão divinos, então, são os atributos que em breve nos serão conferidos. Mais do que mortais, nossos corpos imortalizados se erguerão para alcançar glórias indizíveis. Há mudanças maravilhosas pela frente. O autor delas providenciou para que pertencessem a nós, desde que vivamos a vida real e verdadeiramente.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – janeiro/1918 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: do Livro: Story of the Heavens

[2] N.T.: Alfred Tennyson, (1809-1892), foi um poeta inglês.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Astrologia e o Nosso Destino

Muitos Estudantes Rosacruzes, após um pequeno estudo de Astrologia Rosacruz, têm a impressão de que tudo está predestinado. Passam a acreditar que a vida, com seus muitos eventos e experiências, é planejada do berço ao túmulo, e que somos levados irresistivelmente por ela, seja uma vida “boa ou ruim”. Essa é uma ideia equivocada. É verdade que a maioria de nós tem uma certa dose de Destino Maduro do qual não podemos escapar, mas não podemos dizer que toda a nossa vida esteja predeterminada. Os principais acontecimentos, conforme nos chegam do Mundo Físico, são planejados antes de nascermos, mas isso é feito por nós mesmos, auxiliados pelos grandes Senhores do Destino. Há muitas lacunas que preenchemos à medida que avançamos.

A maneira como encaramos essas experiências, as assimilamos e construímos suas lições em nós mesmos em forma de caráter não está predeterminada. Não está predestinado, por exemplo, que um ser humano acabe na sarjeta como resultado de uma prova para superar sua tendência a tomar bebidas alcoólicas. Certamente, ele nasceu com essa tendência de uma vida passada porque não a superou naquela vida; no entanto, isso não o condenou a terminar seus dias no caminho descendente. Ele poderia ter acabado no caminho ascendente, se tivesse usado a força de vontade dele e lutado para superar a fraqueza. Dependia dele o fracasso ou a conquista.

Certos traços e certas características acompanhados por diversas experiências são definitivamente mostrados no horóscopo: contudo, o resultado final é determinado pelo “eu” interior – o que realmente somos – e não pode ser conhecido exatamente de antemão. Podemos julgar se o progresso de uma vida será desenvolvido ao longo de linhas espirituais ou materiais, observando qual destes se move mais rápido: o Meio do Céu ou o Ascendente. Se o Meio do Céu se mover mais rápido, o progresso da pessoa será realizado por meio de esforços espirituais; se o Ascendente se mover mais rápido, o trabalho da vida tenderá a ser realizado por meio de esforços materiais. Um progresso quase igual dos dois significa um desenvolvimento equilibrado. A vida física de um indivíduo pode terminar na prisão ou na pobreza e, ainda assim, essa pessoa pode ganhar uma riqueza de experiência que lhe beneficiaria espiritualmente e desenvolveria muito crescimento de caráter. O mundo exterior diria: “Que pena, terminar seus dias na prisão”. Entretanto, o Estudante Rosacruz, sabendo que uma vida é apenas um curto espaço de tempo no intervalo de muitas vidas, consideraria aquela em particular como uma experiência passageira a ser vivida — mais uma no Caminho de Evolução.

As Triplicidades dos Signos do Zodíaco mostram que tipo de destino está reservado para o indivíduo, ou que destino ele reservou para si mesmo ao longo de muitas vidas. A palavra destino aqui é usada de maneira muito geral, abrangendo não apenas as experiências de vida, mas também o caráter. As experiências a serem enfrentadas, que são indicadas por Astros em Signos Cardinais — Áries, Câncer, Libra e Capricórnio — são Dívidas do Destino que concordamos em pagar nesta vida. O Ego, antes de nascer, vê o Panorama de Vida que será a sua vida futura com seus vários principais eventos. No caso dos Signos Cardinais, o Ego concordou, voluntariamente, em aceitar as experiências que são delineadas. Mesmo que pense que elas trazem infelicidade e dor, ele sabe que ajudou a selecioná-las no Terceiro Céu, onde tudo estava claro – devido a sua consciência estar expandida, de modo que ele sabia exatamente qual é o objetivo de renascer aqui – e ele não estava cego pela matéria. Portanto, ele aceita voluntariamente esse destino.

As experiências a serem enfrentadas e que são provenientes de Signos Fixos — Touro, Leão, Aquário e Escorpião — são, como o próprio nome indica, fixas. Isso significa que sejam algo que não pode ser contornado pelo esforço do indivíduo. As aflições vindas de Signos Fixos devem ser e serão enfrentadas em algum momento durante cada vida particular. Características de Signos Fixos são aquelas que foram expressas durante um período de vidas e se tornaram muito fortes. Naturalmente, qualquer característica prejudicial proveniente de um Signo Fixo é muito mais difícil de superar do que uma proveniente de um Signo Cardinal ou Comum. Por exemplo, Netuno rege as drogas: portanto, um viciado em drogas com um Netuno sob tensão no Signo Fixo de Touro certamente vai considerar o hábito mais difícil de superar do que um viciado com Netuno no Signo Cardinal de Áries ou no Signo Comum de Gêmeos. Com o conhecimento do renascimento para nos guiar, podemos facilmente ver que o indivíduo Netuno-Touro evidentemente se entregou ao vício das drogas por um período de várias vidas e será muito difícil abandonar o hábito. Naturalmente, muitas coisas podem se enquadrar nessa categoria, como bebida alcoólica, mau humor, dissipação de todos os tipos, comer demais etc. Aflições de Signos Fixos indicam tendências prejudiciais que são muito fortes; mas os Aspectos benéficos dos Signos Fixos dão a estabilidade necessária ao caráter para revelar suas melhores qualidades.

Sob os Signos Comuns — Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes — qualquer qualidade negativa indicada pode ser facilmente superada, em geral. Qualquer característica de Signo Comum está realmente em formação, seja ela boa ou ruim. No entanto, se falharmos em corrigir um hábito ruim de um Signo Comum em uma vida, na próxima vida ele pode se vincular a um Signo Cardinal e se tornar um pouco mais difícil de corrigir. Contudo, se continuarmos sem fazer esforço para mudar, depois de várias vidas ele passará para um Signo Fixo, e a mais difícil de todas as batalhas começará.

Das Triplicidades, os Aspectos dos Signos Comuns são os mais fáceis de se lidar. Depende de nós, se colheremos ou não toda a aflição desses Signos. Nos Signos Comuns, temos alguma margem para mitigar muito do destino indicado, se vencermos o mal dentro de nós. É claro que, se seguirmos o caminho mais fácil e sem resistência, certamente colheremos um destino infeliz. Esse é o principal problema com as pessoas que possuem Signos Comuns fortalecidos no seu horóscopo. Elas tendem a ser mutáveis e podem não ter a determinação ou o desejo de tentar conter as tendências ou características negativas que vêm de Signos Fixos e Cardinais.

Deve-se perceber que um horóscopo não é inquebrável: geralmente é flexível. Não importa quantas Dívidas de Destino um horóscopo indique, quão alto seus obstáculos pareçam assomar, pois sempre há pontos positivos em algum lugar. Ninguém é enviado a este mundo de mãos e pés atados, figurativamente falando. Nos horóscopos mais afligidos há sempre algum Aspecto ou combinação que seja útil à pessoa. É aí que entra o dever do Astrólogo Rosacruz: apontar tal (is) característica (s) positiva (s), mostrando ao nativo como ele pode se basear nela (s) ou até mesmo usá-la para dominar suas aflições. O Astrólogo Rosacruz deve estudar cuidadosamente o horóscopo, analisando e ponderando cada fator em relação aos demais. Um indivíduo pode superar todas as aflições ou infortúnios que a experiência terrena contém, mas deve ser um Espírito forte — aquele que esteja disposto a morrer lutando.

Alguns de nós, seja por fraqueza de caráter ou por hábito, aprendemos lentamente as nossas lições. Pagamos uma penalidade por um erro ou transgressão e, deliberadamente, o cometemos de novo. Cada vez que caímos ou cedemos a essas coisas, recebemos uma lição mais difícil; a tarefa se torna maior. Se pudermos reconhecer nossos pontos fracos e as nossas tendências adversas e trabalhar para corrigi-los, será muito mais fácil para nós do que esperar o futuro começar. Entre o agora e o futuro, nossas falhas podem se tornar tão fixas que será necessário muito mais esforço para superá-las. A energia que teríamos de usar para corrigir essas falhas no futuro, nós podemos usar agora para construir um caráter novo e melhor.

A natureza humana é fraca. O ditado “o Espírito está pronto, mas a carne é fraca”[1] é muito verdadeiro. Vamos tentar esquecer “a carne” e nos concentrar no Espírito, para que ele se eleve e domine todo o resto.

Não culpe os Astros pela infelicidade ou pelo infortúnio que chegam até você, ou pelo “mal” que pode estar dentro de você. É fácil dizer: “Bem, eu tenho o Sol em Quadratura com Marte; é por isso que tenho um temperamento horrível”. Esqueça seus Astros, olhe para dentro de si mesmo e perceba que a fraqueza é algo dentro de você — algo a ser dominado. Pense nos Astros, não como portadores de boa ou má fortuna, mas como os Corpos Celestes de grandes Seres espirituais que o estão, voluntariamente, ajudando você em sua evolução. Pense neles com a reverência que lhes é devida. Então, à luz desse conhecimento mais amplo, você será grato pelo destino que seu horóscopo prenuncia. Saiba que toda experiência, provação ou infortúnio o esteja ajudando a fortalecer seu caráter. Medite nas palavras do grande filósofo Confúcio, que disse: “A gema não pode ser polida sem fricção, nem o ser humano aperfeiçoado sem provações”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1984 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)


[1] N.T.: Mt 26:41

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trânsito do Sol pelo Signo de Virgem

Virgem é o lar da Hierarquia Criadora dos Senhores da Sabedoria, que na segunda Revolução do Período Solar nos deram o germe do nosso atual Corpo Vital. Enquanto o Sol transita pelo Signo de Virgem, o Signo do serviço, durante os meses de agosto e setembro, uma necessidade cósmica impulsiona o Cristo para deixar o Reino do Pai e descender, novamente, à Terra, que contata quando o Sol passa por Libra.

Também quem está trilhando o Caminho da Espiritualidade, seguindo o raio de Cristo, abandona também a região espiritual da Terra, enquanto o Sol passa por Virgem. Sendo o amor a palavra-chave de Leão e o serviço por meio da pureza a de Virgem, aquele que caminha por essa parte da Trilha, atravessando os planos da mais elevada vibração dessa esfera, há de ter desenvolvido a pureza como um poder interno. De modo geral, a qualidade de tal poder não se reconhece, embora Cristo tenha declarado que só os puros de coração verão a Deus.

A palavra-chave bíblica de Virgem ressoa nas palavras: “…o maior dentre vós seja o servo de todos” (Mt 20:27, 23:11 e Mc 10:32)

Durante a época em que o raio de Virgem permeia nossa esfera, esta Hierarquia mantém o Planeta em um padrão cósmico elevado de uma Terra limpa profundamente e rejuvenescida. Em certo ponto, a pureza humana conquistada se torna um extraordinário poder anímico – uma verdade ressaltada pelo Senhor Cristo quando disse: “Os puros de coração verão a Deus.” (Mt 5:8).

(Drops do Livro Mistério dos Cristos – Corinne Heline – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trânsito do Sol pelo Signo de Leão

Leão é o lar da Hierarquia Criadora dos Senhores da Chama (Luz e Amor). Enquanto o Sol transita pelo Signos de Leão durante os meses de julho e agosto, Cristo ascende ao Trono do Pai, onde se banha em Sua transcendente glória.

Ali Cristo se renova e se revitaliza, atraindo mais e mais forças espiritualizadas para prosseguir o Seu ministério terreno quando volte a penetrar nos reinos da Humanidade, no Equinócio de Setembro.

Durante Sua permanência nos céus o Planeta Terra, clarividentemente observado, aparece luminoso por Suas radiações; e o observador comprova, no mais profundo do seu ser, o significado de Sua afirmação: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue.” (Mt 28:18).

A palavra-chave bíblica de Leão ressoa nas palavras: “O amor é o cumprimento da lei.” (Rm 13:10).

Há uma íntima conexão existente entre a Hierarquia de Cristo e o centro de luz do corpo humano, chamado coração.

É durante o tempo em que a Hierarquia de Leão está derramando suas forças sobre a Terra, que é mais fácil para o Aspirante se dedicar, novamente, a prosseguir na trilha para tecer a luminosa vestimenta que lhe há de abrir a essas correntes de luz e a essas radiações de amor. Quando esse traje for totalmente tecido, será considerado digno de participar do banquete do Matrimônio Místico e de ser contado entre os filhos do Rei. Quando a alguém é permitida essa assistência, pode estar em Sua presença, olhando-O face a face e o conhecendo tal qual Ele é.

A Dispensação Cristã (3ª e 4ª das quatro Dispensações pelas quais passamos) está guiada pela Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama. Por isso a Iniciação do Fogo está diretamente conectada com os Mistérios Crísticos. Esse fogo não é uma chama que arde, mas uma luz que purifica e transmuta.

O Livro de Daniel está estreitamente relacionado com o trabalho da Hierarquia do Signo de Fogo, Leão. É a Iniciação de Fogo que conserva o umbral dos Mistérios Cristãos, que o Supremo Mestre se referiu quando disse a Nicodemos: “Quem não nascer da água e do Espírito (Fogo), não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3:5), a nova ordem de Cristo.

(Drops do Livro Mistério dos Cristos – Corinne Heline – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que um Júpiter forte oferece como possibilidades e tendências a uma pessoa

Júpiter, o lustroso, agora é o senhor.

O trabalho escuro, completo de preparação.

Ele atrai pela força os reinos da luz.

As palavras de Schiller citadas acima explicam a missão de Júpiter, o segundo em brilho, depois de Vênus, o Planeta do Amor. Aqueles que têm a benção de nascer sob seu raio benéfico se movem em uma atmosfera de fraternidade e são muito amados.

Abertos, francos e generosos, eles caminham pela vida com tropas de amigos. Aqueles em grau superior de evolução são nossos legisladores e professores, o tipo inferior é o bon-vivant, que desfruta ao máximo os prazeres e não se importa com aquilo que o amanhã pode trazer.

Aqueles que tem Júpiter fortalecido beneficamente têm a tendência a brilhar na sociedade. A qualidade de cortesia da pessoa está tão distante da timidez saturnina quanto da ousadia de maneiras do marciano. Há, também, uma grande vitalidade e uma certa leveza de constituição que o acompanham. É-lhe oferecido uma capacidade de restabelecimento muito rápido de uma doença ou acidente e, se for envolvido em circunstâncias adversas, uma saída fácil para o jupiteriano.

A criança cujo horóscopo mostra Júpiter proeminente e benéfico deve ter permissão para seguir sua própria tendência e escolher sua vocação, na qual tende a ter sucesso, pois existe o poder de se lançar de corpo e alma em uma ocupação amada. Quando Júpiter está fortalecido, mas com Aspectos adversos, encontramos a bajulação e hipocrisia fortemente marcados no caráter. Essas pessoas tendem a adorar títulos e serem esnobes por excelência. As virtudes associadas ao Planeta, seus ideais e aspirações são degradados em esforços inúteis de ambição egoísta.

Outro ponto a ser lembrado é que, quando Júpiter promete boas oportunidades em um horóscopo natal, com Trânsitos três vezes mais numerosos que Saturno, os períodos de ponto alto na carreira são iguais e as oportunidades de expansão são ampliadas.

A esse respeito, Max Heindel observa: “Se cultivarmos as qualidades jupiterianas da benevolência, seu sorriso e cordial atitude mental, logo sentiremos a resposta em nosso círculo de amizades e os Aspectos benéficos de Júpiter terão, assim, um efeito grande em tornar nossa vida e trabalho agradáveis”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Dor de Transição e as Experiências Dolorosas

Saturno, o grande justiceiro, já se encontra no umbral da nova Era para ensinar lições de humildade e serviço, ainda que às custas de dor e sacrifício. É o tempo em que nós deveremos vencer a nossa natureza inferior até nos transformarmos em “super-seres humanos”. Através das preservações saturninas, pela purificação de sua natureza mais grosseira, aprenderemos suas lições, nos preparando para viver num mundo novo. Somente se formos esclarecidos seremos conclamados pelas Hierarquias Criadoras a colaborar no insano trabalho de consolidação da nova Era, a de Aquário.

Obviamente, cada um de nós possui dons naturais para executar algum trabalho especial na evolução, e quando nos achamos envolvidos nessa tarefa, encontramos uma invulgar satisfação. Entretanto, quando invadimos um campo alheio, produzimos confusões e fracassos. Sempre existem, entre nós, os invasores. São irmãos e irmãs fracassados que interferem nos esforços dos mais fortes, tratando de usurpar os talentos desses. Os fortes, postados na vanguarda da evolução, são nossos atuais líderes no desenvolvimento espiritual. Ao invés de estorvar o plano evolutivo, esses colaboram com ele. É com essas pessoas fortes que as Hierarquias trabalharão. São as pedras angulares do progresso dos autênticos aquarianos.

O nascimento de um mundo novo ocorre sempre em meio a mazelas, verdadeiros escombros, que estorvam e devem ser removidos. Isso acontece por meio de muito sofrimento. Um irmão ou uma irmã rebelde se perguntará sempre: Por que me ocorrem tantas experiências dolorosas? A resposta é essa: porque não age de acordo com as leis da evolução, as Leis de Deus. Tais rebeldias, amiúde inconscientes, ocasionam, via de regra, a perda dos bens amealhados egoisticamente. O novo deve substituir o velho. Quem não segue a nova corrente perece, inevitavelmente. Tal é a realidade da vida que está às portas e projeta sua sombra sobre a civilização atual. Tudo isso nada mais é que a realização de uma profecia. Acaso Cristo não a revelou quando afirmou: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens?”[1].

Relembrando a nossa história pode-se observar que, em certas etapas da evolução, produzimos uma grande depravação tal como a descreve a Bíblia. Os grandes pecados sempre precederam o despertamento dos povos (os nossos despertamentos!) à vida espiritual. Os esforços para nos elevar provocam uma resistência encarniçada das forças do mal (sim! Elas existem e foram criadas por nós!) que, então, redobram sua oposição ao bem, na tentativa de destruí-lo. Contudo, isso não deve nos alarmar, pois a Vontade Divina preside sempre tudo aquilo que é Bom e Verdadeiro, de tal forma a não deixar perder-se nenhum valor autêntico.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – setembro/1986 – Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Mt 24:30

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Importância da Astrologia Rosacruz

Usaram-se já milhões de palavras verbais e impressas no esforço de provar se a Astrologia Rosacruz é ou não exata e científica. A facção “anti-Astrologia” (os que não a estudaram, os mal-informados, os religiosos exotéricos de Mente timorata) reduzem seus argumentos a considerações desdenhosas sobre a habilidade pessoal dos que leem horóscopos. Argumentam eles: se a Astrologia é cientificamente exata, isso deveria ser comprovado na uniformidade de parecer dos astrólogos sobre determinado ponto da matéria; por que divergem?

Ora, tais argumentos são falsos, constituem perda de tempo, pois não diz respeito à essência da matéria astrológica.

(Uma breve pausa para inquirir sobre esses “antis”. Acaso os Cristãos todos estão de acordo com o significado da mensagem de Cristo? Os músicos todos estão de acordo quanto à correta interpretação de uma sinfonia de Brahms? Os médicos todos estão de acordo quanto ao correto tratamento da paralisia infantil? Os pais todos estão de acordo quanto ao método ideal de criar filhos?)

Cada astrólogo difere de outro na habilidade de interpretação de um horóscopo, na compreensão da simbologia, na exatidão dos cálculos matemáticos, na capacidade de intuir a essência dinâmica do horóscopo, na agudeza de entendimento dos problemas psicológicos evidenciados e os meios de solução. Eis a variante humana. A Astrologia Rosacruz é uma ciência bem segura, porque cada fator no horóscopo corretamente calculado é uma representação simbólica do efeito exato e imparcial de uma causa específica. Representa a Lei Cósmica e imutável de Causa e Efeito, operando nas circunstâncias e experiências do ser humano através de muitos renascimentos. No horóscopo, corretamente calculado, não há azar, acidente, hereditariedade ou capricho de um cego. Cada posição astral e cada Aspecto é um fator dos Corpos da pessoa, uma fase de sua consciência, um marco de distância em seu caminho espiritual.

O astrólogo associa suas conclusões com a Lei de Consequência: “tudo o que o homem semear, isso mesmo colherá” (Gl 6:7) e, desse mesmo modo, se capacita à correta síntese do horóscopo em sua totalidade, deduzindo causa passada de condições presentes e determinando as soluções potenciais dos impedimentos e limitações. Aqui está as causas das doenças e enfermidades latentes e que podem ser ativadas, se a pessoa não quiser aprender as lições – que escolheu no Terceiro Céu e que estão muito bem detalhadas no horóscopo – pelo amor e precisar aprender pela dor e sofrimento.

(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz – Fraternidade Rosacruz de Santo André – SP – abril/1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

De Escorpião a Águia

Ainda hoje observamos em muitas construções antigas de igrejas católicas quatro estátuas em cima do frontispício, representativas dos quatro Evangelistas – S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João –, tendo aos pés os símbolos dos quatro Signos Fixos que outrora compunham a esfinge: Escorpião (representado por uma águia), Leão (por um leão), Touro (por um touro) e Aquário (representado por um ser humano). É uma influência da primitiva igreja, pois os antigos “Pais da Igreja” conservavam o conhecimento dos Mistérios Cristãos e sabiam muito bem a parte Esotérica e a relação entre as Forças Cósmicas (Astrologia Espiritual) e a evolução humana. Os Evangelhos são Fórmulas de Iniciação diferentes: dentre as coletâneas feitas pelos diferentes Discípulos de Cristo-Jesus e por seus seguidores diretos, foram escolhidas apenas essas quatro, que hoje, divididas em capítulos, constituem os Evangelhos. As demais foram consideradas apócrifas ou não inspiradas. Contudo, havia uma razão de ser nessa escolha. Tais Evangelhos ou métodos iniciáticos formam as linhas angulares que determinariam o horóscopo e evolução do Cristianismo.

Podem alguns estranhar que Escorpião seja ali representado pela águia, como o foi na esfinge misteriosa. É que Escorpião representa a força sexual criadora, em que se fundamenta todo o nosso poder potencial encerra vários símbolos. Cada um deles exprime um estágio evolutivo.

As forças ocultas no ser humano são um mistério, cujo conhecimento e domínio nos abre as portas da regeneração e libertação, para a reconquista da condição de Filhos de Deus (religação ou a verdadeira Religião). Por isso, Escorpião rege o sexo e a força motriz emotiva. Por isso, Escorpião rege a oitava Casa do horóscopo, que expressa a regeneração ou a degeneração, segundo os Astros e Aspectos de cada horóscopo.

Na fase primitiva da evolução, Escorpião rasteja na paixão, escravizando o nativo às exigências dos sentidos. No aspecto espiritual, gira por detrás, com a cauda, mostrando o lado negativo em que vivíamos, como Clarividentes involuntários grandemente influenciados e dirigidos de fora. Aqueles que alcançam a Iniciação e, com isso o desenvolvimento positivo das suas faculdades (a Clarividência voluntária) eram relacionados com a serpente, que pica pela frente, mostrando o aspecto positivo, independente. Nos mistérios egípcios, os Najas, ou serpentes, levavam uma serpente que parecia sair da raiz do nariz (lugar da consciência individual, do Espírito Divino). Esses eram desenvolvidos positivamente nos mistérios. Eram Clarividentes voluntários! Os Clarividentes involuntários traziam uma serpente desenhada no ventre, na altura do Plexo Celíaco ou Plexo Solar. Essas posições da serpente mostravam que, no desenvolvimento positivo (da Clarividência voluntária) é a própria pessoa que alcança a possibilidade de “voos d’alma”, saindo e entrando do seu Corpo Denso, pela cabeça (entre as comissuras dos ossos parietais e occipital), ao passo que, no desenvolvimento negativo (da Clarividência involuntária) é um irmão desencarnado ou uma irmã desencarnada (que chamamos de “espírito apegado à Terra” e que, portanto, não entrou  no Purgatório) ou um Elemental (um ser de uma Onda de Vida sub-humana) que expulsa a pessoa residente e penetra no Corpo Denso dela pelos órgãos sexuais ou pelas paredes etéricas, rompidas, do Plexo Celíaco ou Plexo Solar.

Na Bíblia temos várias passagens elucidativas desses dois estados. Os israelitas tomaram a palavra “Naja” e modificaram-na, com o sufixo, negativo feminino “OTH”, que nos dá NAIOTH, para a Clarividência involuntária, e o final positivo masculino “IM” para a Clarividência voluntária. Saul foi a Naioth (foi tomado por um “espírito” e divertiu os outros com tiradas proféticas).

Cristo-Jesus foi Naim e ressuscitou o Filho da Viúva (Iniciação de Lázaro).

Mercúrio, o símbolo da razão, também leva uma serpente a lhe sair do chapéu; é indicação de que, com o chapéu de Mercúrio, a razão, chave evolutiva da presente Época Ária, o ser humano é livre e independente de influência externa para evoluir.

Quando, no antigo Egito, a pessoa levava duas serpentes a lhe sair da fronte, indicava exercer dois poderes: de Rei e Sacerdote.

Naja (Uraeus) é um emblema de Sabedoria. Cristo se refere aos detentores dessa Sabedoria quando aconselhou a sermos “sábios como as serpentes”. Na Índia, os guardiães dos mistérios eram chamados “nagas” ou serpentes. Nos “Eddas” de Islândia, vemos que Siegfried, investigador sincero, degolou a serpente, provou seu sangue e se converteu num sábio. Ora, o veneno é um símbolo da força sexual criadora. Siegfried o bebeu e se tornou sábio. Quem usa o veneno (poder, força sexual criador) de forma indevida, pica por detrás e se torna réu ou vítima do próprio veneno como o escorpião ao se matar, diante do perigo. Contudo, quem usa essas forças de forma positiva e justa, pica pela frente, como a serpente (razão).

Um estudo sobre Escorpião mostra como essa força age e a necessidade de ela ser transmutada, transubstanciada. Quando, pela regeneração da natureza criadora, transubstanciamos essa força sexual criadora dentro de nós, alcançamos a condição de águias, a que voa em busca das alturas, não com as asas de cera do falso desenvolvimento de um Ícaro, mas com asas reais, que nos torna possível deixar a prisão da ilha do nosso Corpo Denso.

Os alquimistas costumavam comparar o ser humano a um forno e representavam-no com uma chama inferior para queimar e sublimar em forma de vapor, a líquida natureza da força de Escorpião. De fato, sabemos que na medula espinhal do ser humano circula um gás, a força de Netuno que rege as faculdades supranormais. Esse gás pode converter-se no líquido passional que procura exteriorização pelo sexo ou pode ser incendiado pela aspiração e prática de ideais superiores, caso em que, eleva-se pelo tubo (medula) do forno (corpo humano) e vai fazer vibrar os dois centros espirituais da cabeça (da Glândula Pineal e da Pituitária), estabelecendo, com a persistência do processo regenerativo, uma ponte vibratória entre esses dois centros.

Abrem-se, então, os olhos espirituais e alcançamos a visão dos planos internos da natureza, atualmente encobertos pelos nossos olhos carnais.

Ora, o que cegou o ser humano foi a “Queda do Homem”, o uso da bebida alcoólica e de outros excitantes. Por isso, a Fraternidade Rosacruz recomenda aos Aspirantes à vida superior – o Estudante Rosacruz – o abandono da carne animal (mamífero, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins) – que está impregnada pela paixão animal, pois como diz a Bíblia, “a alma da carne está no sangue”[1] –, das bebidas alcoólicas, do fumo (de qualquer tipo e de qualquer forma) e de outros tóxicos que dificultam o processo regenerativo.

O modelo divino do Tabernáculo no Deserto, dado a Moisés no Monte, previa precisamente a elevação humana da degeneração em que estavam, para a regeneração. O Altar dos Sacrifícios simboliza a força sexual criadora voltada para satisfação egoísta de todos os desejos do ser humano. Ela deve ser queimada (sublimada) com sal (arrependimento). O odor que se elevava da queima agradava ao Senhor. Contudo, naquele tempo não estávamos preparados, ainda, para o sacrifício de nós mesmo e os Seres Superiores determinaram que sacrificássemos as nossas posses (machos bovinos e ovinos) além dos dízimos. Com o advento de Cristo e a purificação dos Estratos da Terra, alcançamos a possibilidade de fazer de nós mesmos, sob uma orientação racional, um sacrifício vivente. O Tabernáculo no Deserto, que era “uma sombra das coisas que viriam”[2], antecipava essa possibilidade expressa por S. Paulo Apóstolo quando diz na sua Epístola aos Efésios 4:22 a 24: “que nos despojemos do homem velho e nos revistamos do homem novo, em novidade de espírito”. E, ainda mais, na sua Primeira Epístola aos Coríntios 15:42: “ressuscitarmos da corrupção para a incorrupção, de corpo animal para o corpo espiritual”. O Tabernáculo no Deserto é nosso Corpo Denso, o Templo de Deus Vivo, o Deus Interno. Se queremos trabalhar eficazmente a serviço da Humanidade, alcançando para nós, ao mesmo tempo, a verdadeira felicidade, é necessário que passemos além de seres humanos comuns, que funcionam apenas no Átrio externo do Tabernáculo no Deserto, no lado inferior. Aprendendo a queimar os atos errôneos de cada dia, com o fogo da consciência, durante o Exercício Esotérico noturno de Retrospeção, podemos nos lavar e nos purificar, a fim de entrar, durante o sono, no Sanctum (Sala Oriental do Tabernáculo no Deserto) e lá trabalhar como Auxiliares Invisíveis inconscientes, a serviço da Humanidade. Contudo, não basta isso, é necessário que durante o dia aproveitemos todas as oportunidades de bem agir, ou seja, de servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) a divina essência oculta em cada irmão e irmã – que é a base da Fraternidade – que está ao nosso redor. Só podemos ser eficientes Auxiliares Invisíveis quando aprendemos a ser, aqui e agora, Auxiliares Visíveis provados pela prática, e não simplesmente em teoria e aspiração. Aí sim, o bem agir e um Exercício Esotérico noturno de Retrospeção bem-feito nos permite extrair a essência do serviço prestado, para oferecê-la aos semelhantes durante o trabalho noturno, a que nos consagramos diariamente.

Desse modo — afirma Max Heindel com o conhecimento de causa — o maior criminoso pode transformar-se radicalmente. É um trabalho de repetição no bem, de automatização do certo, deixando de lado, procurando esquecer o lado inferior, que morrerá de inanição, aos poucos, e um dia chegará em que, suficientemente equilibrados para nos dirigir seguramente no Mundo do Desejo, somos visitados pelo Irmão Maior e convidados a entrar no Sanctum Sanctorum (Sala Ocidental do Tabernáculo no Deserto). Esse extremo ocidental do Tabernáculo no Deserto é a nossa cabeça, onde estão os dois Querubins (Glândula Pineal e Pituitária ligando suas asas, ponte vibratória) sobre a arca, onde estão as Tábuas da Lei (a observância consciente e espontânea nas Leis de Deus), a Vara de Aarão (o fogo espinhal de Netuno, com todo seu poder potencial) e o Maná (o Espírito).

Contudo, essa transubstanciação é assunto delicado. Por isso fazemos o presente artigo, na esperança de reforçar e assegurar uma boa compreensão.

Precisamos nos conhecer sobre o assunto (Nosce Te Ipsum), por um estudo criterioso do nosso horóscopo (calculado e levantado ponto a ponto por nós mesmos – utilizando a Astrologia Rosacruz –, e não por outrem e, muito menos por meios automatizados), tomar consciência dos nossos pontos frágeis e fortes e depois trabalhar vigilantemente por nossa regeneração, seguindo um roteiro pessoal. Os pontos frágeis, principalmente os complexos impulsos emocionais e sexuais, não são sublimados pelo combate. Cristo recomenda mui oportunamente que “não resistamos ao mal”[3], isto é, que não pensemos nele, que não lhe demos consideração pois, cada vez que pomos uma ideia na consciência fortificamo-la com nossa atenção. Conseguir bons resultados, nos mantém sempre ocupados em coisas nobres e prazerosas. Os Santos são, muitas vezes, representados pisando uma serpente. S. Jorge, por exemplo, matou o dragão; também nós, para dominar a força emocional de Escorpião, devemos unicamente estar alertas contra seu automatismo astuto e sutil e pensar e agir unicamente no que seja construtivo.

Há muitas coisas por aí a conspirar contra nosso aperfeiçoamento. Não faz mal. Não podemos ficar num convento ou num mosteiro. A oficina de aperfeiçoamento é aqui mesmo, no meio da tentação, na vida que nós mesmos escolhemos no Terceiro Céu. É a única forma de provarmos para nós mesmos se estamos seguros para enfrentar provas maiores. Estejamos alertas contra as insidiosas sensações e imagens que, pela mídia, pelos canais de comunicações, podem acumular-se e insidiosamente incitar-nos a natureza inferior. Olhemos o lado bom de cada coisa, desconcertando o mecanismo do subconsciente instintivo. Isto é, “vigiai e orai”[4].

E, como ainda não somos santos, cuidadosamente demos vazão ao vapor da natureza emocional que se acumular, porque senão estoura a caldeira. Escorpião rege esse impulso de liberação e devemos ser prudentes. Contudo, entre ser prudentes e condescendentes com o instinto, vai uma grande distância!

Há, ainda, o perigo do recalque, isto é, não sublimar natural e inteligentemente a força sexual criadora e apenas querer contê-la à força de vontade ou por inibição. Isso é realmente um perigo. Na Lenda de Parsifal, Klingsor, buscando ser um dos cavaleiros do Graal (ser repentinamente elevado), mutilou-se, vedando a si mesmo a satisfação instintiva.

Contudo, com a vista espiritual o Guardião do Castelo percebeu o íntimo tenebroso e passional de Klingsor e não lhe permitiu o ingresso. É o problema da circuncisão debatido por S. Paulo Apóstolo. O Corpo de Desejos é distinto do Corpo Denso, se bem se expresse através dele, como Klingsor fazia com Kundry, quando a despertava antes que os Cavaleiros do Graal o fizessem, utilizando-a em propósitos egoístas. Klingsor morava no “vale”, indicativo da parte baixa do Corpo Denso, onde se situam os órgãos sexuais, expressão inferior da força emocional. O Castelo do Graal estava no “monte”, isto é, na cabeça. Os Cavaleiros são o gás netuniano. Atraídos e seduzidos pela flores-deusas deixam-se exterminar por Klingsor.

Parsifal foi tentado e venceu a prova. Contudo, teve, ademais, que provar seu valor altruístico, sofrendo e servindo, usando seu poder em benefício dos demais e nunca para si.

Assim, também nós, temos tudo isso dentro do nosso reino interno e é mister alcançar o mérito de Parsifal não insensatamente como Amfortas, mas sabiamente, como “serpentes” que desejam se transmutar em águia.

E das cinzas da queima da natureza inferior se elevará, gloriosamente, em repetidos renascimentos, cada vez mais luminosos, a Fênix!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1966-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Lev 7:11

[2] N.R. Hb 10:13

[3] N.R. Mt 5:39

[4] N.R.: Mt 26:41)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Divina Ciência da Astrologia Rosacruz revela as Causas Ocultas que trabalham em Nossas Vidas

A Astrologia Rosacruz é, para o Estudante Rosacruz, uma fase da Religião, basicamente uma Ciência Divina. Essa Ciência, mais que nenhum outro estudo, nos revela a nós mesmos: nenhuma outra Ciência Divina é tão sublime, tão profunda e tão espiritual. Ela revela a relação entre Deus (o macrocosmo) e nós (o microcosmo), demonstrando que ambos são um fundamentalmente.

A Filosofia Rosacruz, ao investigar as forças mais sutis que chocam sobre nós (o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida Humana manifestado aqui) e nosso veículos, tem traçado os seus efeitos com não menos precisão que a Ciência acadêmica tem feito com as reações do mar e do solo, da planta e do animal, com os raios do Sol e da Lua. Com esse conhecimento podemos determinar o padrão astrológico em nós e conhecermos a potência ou a debilidade relativa às diferentes forças atuantes em nossa vida.

De acordo com o que tenhamos alcançado do dito conhecimento, podemos começar a formação sistemática e científica do caráter — e o caráter é o destino. Nós observamos os períodos e estações que são, cosmicamente, vantajosos para o desenvolvimento de qualidades ainda não desenvolvidas, corrigindo traços defeituosos e eliminando inclinações destrutivas.

A Ciência Divina da Astrologia Rosacruz revela as causas ocultas que trabalham em nossas vidas. Assessora os pais ou responsáveis com respeito à vocação, a educação dos seus filhos, e ao profissional de saúde, no diagnóstico das doenças e enfermidades. Afinal, seja em quaisquer assuntos que estamos tratando, se maltratado, corre o risco de ativar uma doença ou enfermidade que já trazemos latente e que está clara no nosso horóscopo. Se bem tratado o assunto, a doença não será ativada e teremos êxito no assunto, que nada mais é do que lições que temos que aprender nessa Escola da Vida. Dessa maneira prestando ajuda a todos e em qualquer situação que se encontre.

Nenhum outro tema, dentro da margem de conhecimento humano, parece conter, até esta data, as possibilidades estendidas aos Astrólogos Rosacruzes para ajudar aos demais a sua própria dignidade como deveres em formação.

(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz – Fraternidade Rosacruz de Santo André – SP – abril/1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Manipulando de forma tola a Ciência Divina e Exata da Astrologia

A Lei de Renascimento e a Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito) trabalham em harmonia com os Astros; assim, uma criança nasce quando as posições dos corpos celestes em nosso Sistema Solar lhe proporcionam as condições necessárias e mais apropriadas às experiências que necessita para seu avanço na Escola da Vida.

Para os profissionais de saúde a Astrologia é de incalculável valor para diagnosticar as doenças e enfermidades e preveni-las com remédios, porque revela a causa oculta de todas as moléstias.

Para os pais ou responsáveis por uma criança o horóscopo ajuda a dirigir ou transmutar as forças ruins, latentes em seus filhos ou suas filhas, e ensina como aplicar a prevenção devida. O horóscopo mostra também as boas qualidades e, assim, os pais ou responsáveis podem dirigir a alma confiada a seus cuidados para que se torne melhor.

A “Mensagem das Estrelas” é tão importante que não se deve mais ignorá-la!

Na Fraternidade Rosacruz não se analisa horóscopos por nenhum tipo de retribuição financeira, porque consideramos isso uma prostituição da Ciência Divina da Astrologia Rosacruz. A essa definição e advertência temos de acrescentar que não é lícito cobrar qualquer valor por serviços que façamos em consequência desse conhecimento, pois “o espiritual não pode ser comprado pelo material”.

Consideramos que seja uma prostituição da Astrologia empregá-la para predizer cataclismos, mortes, desgraças, venturas ou riquezas. Por essa razão, na Fraternidade Rosacruz ela só é empregada em harmonia com as finalidades da Filosofia Rosacruz, em suas relações externas, isto é, “pregar o Evangelho e Curar os Enfermos”; finalidades ordenadas a Seus Apóstolos por Cristo, nosso Mestre e Ideal. Com respeito às doenças ou enfermidades, a usamos para preveni-las ou aplicar o remédio oportuno. Filosoficamente, a usamos pela relação entre nossa Evolução, a Evolução dos Astros e o significado desses.

A Astrologia Rosacruz é uma Ciência Espiritual e Divina e, dessa forma não tem, e nem pode ter, qualquer compensação feita com remunerações monetárias ou artigos materiais.

Está muito longe de ser vista ou aplicada de maneira curiosa e deslumbrante como o mundo supõe. Devemos, portanto, estudar a Astrologia Rosacruz para aplicá-la a nós mesmos e ajudar, com o fim de conhecer as razões pelas quais operam as fundamentais Leis da Natureza, em sua relação com nosso campo de aplicação, onde nós nos encontramos.

Todos nós temos faculdades que nos faze superiores às influências astrais! É necessário gravar isso profundamente em nossa consciência. Portanto, caso os Aspectos astrais (envolvendo Sol, Lua e/ou Planetas) indiquem um acontecimento e esse não se produza, a que devemos atribuir essa divergência? Simplesmente a nossa força de vontade, que é desconhecida pelo Astrólogo, porque não pode se manifestar ou ser assinalada no horóscopo.

Os Estudantes Rosacruzes ativos e verdadeiros levantam todos os cálculos, desde a Hora Local Exata, um por um, com paciência, persistência (diante de dificuldades que só ele sabe que tem), dedicação e profunda reverência – por estar entrando na vida de um irmão ou de uma irmã – e, logicamente, não se dedicam a “ler horóscopos”: já estão além do ponto da curiosidade que, muitas vezes, impelem os principiantes a conhecer suas relações zodiacais. Efetivamente, há muitas pessoas que, cheias de leituras negativas e, dessa forma, destrutivas, falam e estão convencidas da perversidade de Marte, Saturno ou Urano e contemplem assustadas as indicações deles; devemos, contudo, desterrar essa crença da nossa Mente, definitivamente. Tais Planetas cumprem o seu dever, meramente. Por exemplo, que culpa tem a febre, em nossas enfermidades? Que culpa tem o fogo de consumir uma casa? Que culpa tem a dinamite de derrubar uma ponte? Que culpa tem o Sol, quando ocasiona insolação?

Nenhuma! Todos esses elementos cumprem o seu dever. A culpa é da inteligência que não soube aplicar para o bem as forças superiores que acabamos de enumerar. A ação de Marte, Saturno ou Urano em nossas “desgraças” é culpa, simplesmente, nossa e foi gerada por nossos equívocos.

Os Astros “benéficos” ou “adversos” não são outra coisa senão a febre, o fogo, a dinamite ou o Sol; isto é, os meios, elementos ou forças que produzem efeito, ao obedecer a Lei e cumprir seu dever. Porém isso é o essencial, precisamente. Ao cumprir seu dever, os elementos não atuam cegamente. É fatal, mas são dirigidos por Inteligências Bondosas e Sábias que, em definitivo e como resultado final, ajudam na manifestação do saber, que é o objetivo da Evolução.

Porque os Estudantes Rosacruzes ativos e verdadeiros compreendem o funcionamento da Lei, já não são um joguete das ondas nas tormentas da vida, que riem com a sorte e choram com a desgraça. São uma força “consciente” na obra da Natureza. São eles uma Lei em si. Os colaboradores das Leis do Cosmos.

Além disso, à análise de temas é necessário ter competência e inspiração divina para decifrar a mensagem celestial no horóscopo. Sem essas qualidades, o Astrólogo Rosacruz não pode fazer outra coisa senão se equivocar, desacreditando essa Ciência Divina e exata que ele manipula de forma tola.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)

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