Parafraseando uma frase de um poema de Vicente de Carvalho: “A felicidade está onde nós a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos”. Em verdade, estes dois versos resumem admiravelmente o sentido comum do viver humano. Fazemos da felicidade uma utopia, colocado distâncias no caminho, esquecidos de que, ao chegarmos ao seu encontro, de novo a empurramos para mais adiante. Com isso, a vida, chegará ao fim, e a felicidade nunca chegará ao viver da criatura.
É necessária uma alteração em nosso modo de pensar, a luz da Filosofia Rosacruz. A felicidade não pode ser procurada, tão pouco localizada no espaço ou no tempo. Ela é simplesmente – ou pelo menos deveria ser – o produto do viver momento a momento, segundo nossa voz interna. Não nos é dado penetrar de imediato nos “portais dourados”, transpostos os quais nos inundaria o éden incomensurável de paz e ventura. Se “somos deuses em formação”, não podemos fugir ao percurso do caminho que conduz a essa perfeição. Enquanto isso, toca a criatura, sobretudo, viver o papel da criatura, afrontando as limitações que a vida terrena naturalmente impõe, dentre os quais, permanentes solicitações da Mente, a chamar o ser humano para uma vida cheia de vazio, para a ilusão dos sete pecados capitais, especialmente a miragem do “acumular tesouros na Terra”. De fato, os almejados tesouros nos vêm às mãos. Mas como somos “peregrinos neste mundo” e estas aquisições pertencem ao mundo, acabamos ficando “de mãos vazias”.
Ao final de tudo, parece haver falta de compreensão mais profunda da vida, do “por que, afinal, nos achamos aqui”. A afirmação da Individualidade é imprescindível a nossa vida. Cada um de nós é único na Obra de Criação, e como único devemos viver entre os demais, a todos ligado pelo traço do amor.
Entende-se a afirmação individual como sendo a realização, por cada um de nós, de nossos pendores mais profundos, representados por energias naturais que não podem ser desconhecidas, nem reprimidas. Essas forças não são, em si, nem boas, nem más. O uso que delas fazemos é que lhes imprime esta ou aquela coloração, segundo o caráter do nosso comportamento.
É claro que essa realização pessoal implica a mais ampla liberdade de escolha pelo indivíduo. Do contrário, haveria o risco de “sermos” outrem, diferente de nós mesmos, criando-se um artificialismo pernicioso para a saúde mental. É a partir dessa importante conclusão que a Pedagogia se encaminha para o revolucionário sistema de Educação, conhecido como liberdade orientada. A criança cresce “conhecendo-se”, através do estudo e de trabalhos práticos adequados ao “despertar” de vocações, de modo que em nada se prejudique o viço da flor natural que deve desabrochar.
O bom uso da energia que a Natureza assim coloca a nossa disposição faz com que o manancial que a produz se torne cada vez mais abundante, porque “a quem mais tiver, mais ser-lhe-á dado”[1]. E nós, assim disposto em uníssono com as vibrações cósmicas, poderemos experimentar um estado de íntima satisfação que muito terá de felicidade, coroada pela certeza de que “quem mais der, mais receberá”[2] e “quem quiser ser o maior, deverá ser o servo de todos”[3].
Para a Ciência oculta a inércia é uma ilusão. Decorre daí que “não paramos”. Ou estamos progredindo, ou regredimos, na caminhada. Conhecendo-se e realizando-se, nos encaminhamos para a comprovação das palavras de Cristo, segundo as quais “as obras que eu faço, vós as fareis, e maiores ainda”[4].
A partir da certeza de que, durante um renascimento aqui, existe para nós uma necessidade interna de expressão constante, podemos vislumbrar uma possível causa de os manicômios andarem cada vez mais povoados, bem como de crescer o número de suicídios, especialmente nos países ditos mais “desenvolvidos”. Parece que o conforto trazido pela técnica se transforma em ócio para o indivíduo, tirando-lhe a oportunidade de utilizar as energias de que naturalmente dispõe. A serenidade do artesão parece que decorria do prazer de criar com as próprias mãos. Agora a máquina faz quase tudo. Pouco sobra para nós de oportunidade para autoafirmar, especialmente no trabalho. Então, a vida inconformada com a imposta “inércia”, contraria as Leis da Natureza de tudo quanto é vivo, rompe os diques e foge, ou para o hospício, ou para o suicídio, como saída para a torturante angústia em que se vai transformando o viver.
Evidentemente, a máquina tem seu lugar próprio na vida humana. Nós é que precisamos desenvolver o preparo para viver ao lado dela, não se deixando absorver, “matar”. O tempo a mais deixado para nós com o advento da máquina no trabalho, deve ser aplicado no cultivo de fatores capazes de preencher esse vazio, até que a espiritualidade criadora faça parte atuante da nossa vida humana do comum. Ou seja: cumpramos o que prometemos para nós mesmos no Terceiro Céu: desenvolvermos espiritualmente, aperfeiçoando os nossos Corpos e o veículo Mente e crescendo o nosso Corpo-Alma, se preparando para a Era de Aquário, já que estamos na Órbita de Influência dessa Nova Era. O restante? Será nos dado por acréscimo, como Cristo nos ensinou!
Em resumo, tudo quanto existe e vive, vive porque tem vida na Natureza. Se para todas as coisas existe maravilhosa harmonia, para nós, em especial, também existirá, desde que nos prontifiquemos a se integrar na posição cósmica que nos cabe e viver as leis profundas da própria vida.
Dessa forma, jamais procuraremos a felicidade, pois essa nos virá por acréscimo, nascida da compreensão de que não somos mais felizes porque não temos preocupações, mas sim, porque encaramos como próprias à vida, coloca-as no lugar devido, certo de que depois da tempestade vem a bonança, e que tempestade e bonança são igualmente partes da Criação.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)
[1] N.R.: Mt 25:29
[2] N.R.: Mt 10:30
[3] N.R.: Mt 10:44 e Mc 9:35
[4] N.R.: Jo 14:12
O renascimento, para muitos, é apenas uma ideia ridícula e fantástica sobre aqueles que faleceram e retornaram em alguma forma grotesca ao Reino animal ou vegetal. Isso ocorre, sem dúvida, devido ao antigo ensino de Confúcio que, mais tarde, infelizmente foi mal interpretado. Nenhum verdadeiro seguidor de Confúcio alguma vez acreditou nisso, pois Confúcio nunca ensinou que sua avó pudesse reencarnar em uma vaca, um gato ou repolho. Somente aqueles que, em sua ignorância, riem dele pensam que os “chineses pagãos” admitam tal absurdo. Ele, de fato, acreditava na involução, a transferência de poder para um nível inferior e na evolução; que o mal da Humanidade se transformará em seres inferiores e o bem evoluirá para seres superiores.
Toda a criação evoluiu de uma substância — Deus. O fundamento da criação é o átomo da vida. Se toda a criação é construída a partir de átomos idênticos, como podemos explicar as diferentes formas que eles assumem? Em primeiro lugar, porque foi predeterminado pelo Criador. Mas essa explicação dificilmente basta.
Não há coisa alguma no universo que não tenha vida. Até o pavimento debaixo dos pés tem vida. Se não tivesse, não se desintegraria. Não há nada sem vida, sem vibração; porque vida é vibração e vibração é vida. A taxa de vibração de um determinado átomo depende da variedade de outros átomos que ele atraia para si e, portanto, da forma que ele assumirá.
Da inclinação do polo de um átomo (toda vida tem polo positivo e negativo) depende sua taxa de vibração. E a inclinação de seu polo depende do tempo que empregou em sua evolução. Portanto, os átomos que compõem o reino mineral tiveram o menor tempo em evolução e os do reino humano, o ser humano, o mais longo.
Contudo, a Bíblia nos diz que o ser humano foi criado por último. Verdadeiro. Não há qualquer coisa na Bíblia que não seja verdadeira, e literal, quando interpretada de maneira inteligente. A Bíblia e a afirmação de que o ser humano foi criado primeiro não estão em desacordo. Ambas estão corretas.
No início da primavera, plantamos o bulbo do açafrão. Em algumas semanas ele cresce, floresce, cai e murcha; mas, a rosa que deve florescer aproximadamente um mês depois do açafrão, nós devemos plantar no outono anterior. Portanto, a rosa é criada primeiro porque nós a damos à terra primeiro e é criada por último, nasce, porque é quando atinge a maturidade do seu último desenvolvimento.
Assim, como um pensamento Divino, um princípio Divino, uma vibração Divina, um átomo Divino, o ser humano foi criado primeiro; contudo, o ser humano como o conhecemos, plenamente desenvolvido, com posse mais ou menos consciente de todos os seus sentidos, faculdades e corpos, como um átomo atraindo para si um certo número de todos os átomos existentes, porque o ser humano é feito à imagem de Deus e Deus é tudo em tudo — tal ser humano foi criado por último do mesmo jeito que a rosa ostenta sua flor por último.
A ciência frequentemente chama a atenção e força a convicção em que os pensamentos mais elevados não conseguem. Vamos pegar como exemplo uma descoberta, o elemento químico rádio, para ilustrar o princípio do renascimento.
A força do elemento rádio não está no próprio elemento rádio, mas na emanação, ou gás, que a ciência extraiu dele. O ser humano é um átomo como o elemento rádio; um átomo composto. Ele é composto em maior grau apenas porque tem mais tempo de evolução, pois o elemento rádio também é composto. Se o elemento rádio não fosse composto, as emanações não poderiam ser separadas dele. Um processo natural no universo, a separação dos corpos superiores do ser humano do Corpo Denso, a chamada morte, pode ser comparada à separação do elemento rádio, pela ciência, das suas emanações.
O elemento rádio, do qual as emanações foram inteiramente extraídas, não seria diferente do elemento chumbo, a substância mais inerte conhecida na natureza. Essa substância, abandonada à natureza, iria se desintegrar em elementos. A isso pode ser comparada a desintegração do Corpo Denso do ser humano.
Contudo, o elemento rádio, diferentemente dos Corpos Densos, é precioso demais para ser abandonado à desintegração. A ciência o usa repetidamente, com novas emanações de átomos de vida regressando a ele. A ciência nunca fez e nunca poderá fazer algo fora dos limites naturais ou que seja contrário às Leis da Natureza. Mas, e por outro lado demonstra leis desconhecidas para ela. Assim, ela provou conclusivamente o retorno da vida à matéria. Da mesma forma, o princípio superior do ser humano deve renascer num Corpo Denso.
Mas o que acontece com as emanações ou átomos de vida, depois que eles saem do elemento rádio? Eles se unem ao Éter planetário. Os corpos superiores do ser humano vão para os Mundos Celestiais. O ser humano espiritual (Corpo de Desejos, Mente e o Tríplice Espírito) tem a mesma relação com os gases do elemento rádio, nos Mundos Celestiais, que o ser humano físico (Corpo Denso e Corpo Vital) tem com os minerais do elemento rádio, no mundo material (Mundo Físico).
Assim, o Criador está desenvolvendo TODA a criação para a perfeição suprema; as mesmas Leis da Natureza, perfeitas, inalteráveis e predeterminadas, governam um único átomo de vida ou um universo, o elemento rádio ou um ser humano, um sapo ou uma borboleta, um riacho ou as pedras sobre as quais ele balbucia. Cada um e todos têm o seu valor relativo e, como tal, todos e cada um devem alcançar sua perfeição relativa. Infelizmente, isso é difícil para algumas pessoas compreenderem — o Senhor da Criação deles fazendo leis apenas para quebrá-las por favoritismo ou falta de normas, influenciando Sua soberania.
Todas as Religiões ou doutrinas religiosas credenciadas, sejam antigas ou modernas, incorporam o princípio do renascimento; no entanto, originalmente divino, ele tem sido desvirtuado para atender às necessidades de credos e dogmas criados pelo ser humano.
A moderna doutrina ortodoxa é um bom exemplo. Aqui encontramos o princípio da ressurreição, mas ele não convence as Mentes lógicas e racionais de que ao som de trombetas os corpos que se tornaram pó e do pó sejam restaurados inteiros e perfeitos para as almas dos mortos neles reentrarem; nem convence de que de uma vasta multidão concebida em pecado e com apenas uma chance de se redimir, Deus salvará uns poucos escolhidos para habitar eternamente em uma Terra glorificada, jogando o restante na escuridão externa e no tormento eterno. Uma concepção assustadora de um Pai amável e gentil! E um equívoco terrível de uma grande e fundamental Lei da Natureza.
Aqueles que realmente mostram o caminho para sairmos da ignorância e das trevas e chegarmos até o conhecimento e a luz não pedem a nenhuma pessoa íntegra e racional que a alma humana aceite algo apenas pela fé ou por alguém ter afirmado. A Verdade, toda a Verdade e nada mais que a Verdade pode ser CONHECIDA se, por livre arbítrio, for buscada para poder ser vivenciada.
(Traduzida da Revista Rays From The Rose Cross de agosto de 1915 pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Novembro de 1916
De tempos em tempos recebemos algumas Cartas de Estudantes lamentando que, desde que começaram os estudos superiores, estão procurando viver em consonância com eles, porém, tudo parece dar errado com suas obrigações. Alguns enfrentam uma oposição determinada em seus lares, outros sofrem em seu trabalho, e alguns até são afetados em sua saúde. Alguns, de acordo com seu temperamento, estão quase no ponto de desistir, e outros usam toda a sua determinação para continuar, apesar das dificuldades, em perseverar para seguir o método de S. Paulo na “paciente perseverança em fazer o bem” [1], somando a isso as provações. Contudo, todos são unânimes em perguntar as causas dessas mudanças marcantes em seus relacionamentos. Cada um recebe a melhor ajuda que se pode oferecer para resolver os seus problemas individuais, porém, como sabemos que há muitos Estudantes que são, similarmente, colocados a prova, nos parece prudente explicar a razão dessa situação.
Em primeiro lugar, a alma aspirante deveria perceber que as situações adversas ocorrem para o bem, de acordo com uma Lei da Natureza firmemente estabelecida, pela qual Deus quer ajudá-la em sua busca. As provas são um sinal de progresso e uma causa de grande regozijo. É assim que a lei atua: durante todas as nossas vidas anteriores, criamos laços e contraímos dívidas sob a Lei de Causa e Efeito. Essas dívidas continuam a aumentar à medida que, a cada existência, continuamos a viver de maneira egoísta e agindo e fazendo coisas de maneira não planejada e desorganizada, e podemos comparar cada uma destas dívidas a uma gota de vinagre. Quando chegar a hora do acerto e deixarmos de fabricar o vinagre, a lei da justiça exigirá que tomemos todo o vinagre que produzimos. Porém, podemos optar por tomá-lo em grandes doses e acabar depressa com essas dívidas ou em pequenas doses e prolongar esse pagamento por várias vidas. Essa escolha não é feita por palavras, mas por atos. Se assumirmos o trabalho de aperfeiçoamento interno com entusiasmo, se cortarmos os nossos vícios pelas raízes e vivermos a vida que professamos, os Grandes Seres que conhecemos como os Anjos do Destino[2] nos darão uma dose maior de vinagre do que nos daria se apenas exaltássemos as belezas da vida superior. Eles agem assim para nos preparar para o dia da libertação de nossas dívidas contraídas por nós mesmos e não para nos prejudicar ou nos atrapalhar.
Em vista desses fatos, podemos compreender a exortação de Cristo para nos regozijar quando os irmãos ou irmãs nos insultam e nos acusam falsamente por Seu amor. Os meninos passam indiferentes por uma árvore estéril, porém, se estão carregadas de frutos, eles estarão prontos para atirar pedras e roubá-los. Assim também, é com os seres humanos: enquanto seguirmos com a multidão e agirmos como ela, não somos molestados; agora, no momento em que fazemos o que ela reconhece em seus corações que é correto, nos transformamos numa reprovação vivente para ela, mesmo que nunca tenhamos proferido uma só palavra de censura, e, com o objetivo de justificar-se aos seus próprios olhos, começam a encontrar falhas em nós. A esse respeito, aqueles que estão mais próximos de nós, quer no lar ou no trabalho são mais incisivos do que os estranhos, que não têm nenhuma conexão conosco. Contudo, seja qual for a causa dessas dificuldades, devemos nos congratular por eles, pois isso demonstra que estamos fazendo algo que é efetivamente progressista. Portanto, continuemos animados e com entusiasmo incansável.
(Carta nº 72 do Livro “Cartas aos Estudantes” – de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: IICor 6:6
[2] N.T.: também conhecidos como Anjos Relatores ou Senhores do Destino.
Relato de Augusta Foss Heindel na data inaugural de Mount Ecclesia (Fraternidade Rosacruz em sua Sede Mundial em Oceanside, CA) em 28 de outubro de 1911:
“O trem chegou ao meio-dia e trouxe com ele 5 de nossos membros leais:
Sr. William Patterson, de Seattle, Washington;
George Cramer, de Pittsburgh, Pennsylvania;
John Adams
e Rudolph Miller, membros ativos do Centro da Fraternidade em Los Angeles;
e a Sra. Anne R. Attwood, de San Diego.
A esses cinco se juntou o nosso grupo que era composto:
da Sra. Ruth Beach,
da Rachel Cunningham e
nós mesmos,
perfazendo um total de 9 almas.
Dirigimo-nos ao terreno lamacento em duas carruagens pois Oceanside era uma pequena vila, com apenas uns seiscentos habitantes, com cocheiras muito antigas. Carros, lá, eram uma raridade.
Assim, o grupo prosseguiu de carruagem para realizar o que posteriormente veio a ser conhecida como a mais importante cerimônia — cavar a primeira pá de terra, erguer a cruz, e plantar uma roseira no local que se tornaria o ponto central de uma grande obra.
A Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, que era para crescer e se expandir no mundo foi iniciada.
Mount Ecclesia veio à existência num terreno baldio e poeirento onde não se via nenhum arbusto ou raminho verde.
Tanto a cruz negra, com as iniciais C.R.C. nos três braços, quanto a pá com que se cavou a primeira terra, vieram da cidade de Ocean Park.
O seguinte discurso foi proferido, por Max Heindel, aos 9 irmãos presentes em Corpo Densos e a 3 Irmãos Maiores presentes nos seus Corpos Vitais:
Cristo disse:
“Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, Eu estarei no meio deles” e como tudo que Ele disse essa declaração era a expressão da mais profunda sabedoria divina.
Ela se apoia sobre uma lei da natureza tão imutável como o próprio Deus.
Quando os pensamentos de dois ou três focalizam-se sobre qualquer objeto ou pessoa determinada, gera-se uma forma poderosa de pensamento como uma expressão definida de suas Mentes imediatamente projetada para seu objetivo.
Seus efeitos ulteriores dependerão da afinidade entre o pensamento e a quem ele é endereçado, pois para conseguir gerar uma correspondência vibratória, sobre a nota soada pelo diapasão, é necessário outro diapasão afinado no mesmo tom.
Se forem projetados pensamentos e orações de natureza inferior e egoísta, apenas criaturas inferiores e egoístas responderão a eles.
Essa espécie de oração nunca chegará até Cristo, como a água não pode correr montanha acima. Gravita para os demônios ou Elementais, que são totalmente indiferentes às sublimes aspirações manifestadas pelos que estão reunidos em nome de Cristo.
Como estamos reunidos hoje neste lugar a fim de assentar a pedra fundamental para a construção da Sede de uma Associação Cristã Mística, estamos confiantes em que, tão certo como a gravidade atrai uma pedra em direção ao centro da Terra, o fervor de nossas aspirações unidas atrairá a atenção do Fundador de nossa fé (Cristo) que, assim, estará entre nós.
Tão certamente como diapasões com a mesma afinação vibram em uníssono, também o augusto “Cabeça” da Ordem Rosacruz (Christian Rosenkreuz) faz sentir sua presença nesta ocasião quando a sede da Fraternidade Rosacruz está tendo início.
O Irmão Maior que inspirou este movimento está presente e visível, pelo menos para alguns de nós.
Estão presentes nesta maravilhosa ocasião e diretamente interessados nos acontecimentos formando o número perfeito — 12.
Isto é, há três seres humanos invisíveis que estão além do estágio da Humanidade comum, e nove membros da Fraternidade Rosacruz.
Nove é o número de Adão, ou ser humano.
Destes, cinco — número ímpar masculino — são homens, e quatro — número par feminino — são mulheres.
Por sua vez, o número dos seres humanos invisíveis, três, apropriadamente representa a Divindade assexuada.
O número dos que atenderam ao convite não foi programado pelo orador. Os convites para tomar parte nesta cerimônia foram enviados a muitas pessoas, mas apenas nove aceitaram. E, como não acreditamos no acaso, o comparecimento deve ter sido conduzido de acordo com os desígnios de nossos líderes invisíveis.
Pode ser entendido também como a expressão da força espiritual por trás deste movimento, e não é necessária maior prova do que observarmos a extraordinária expansão dos Ensinamentos Rosacruzes, que se disseminaram por todas as nações da Terra nos últimos anos, despertando aprovação, admiração e amor nos corações de todas as classes e condições de pessoas, especialmente entre os seres humanos.
Enfatizamos isso como um fato notável, pois enquanto todas as outras organizações religiosas compõem-se em sua maioria de mulheres, os homens são maioria entre os membros da Fraternidade Rosacruz.
Também é significativo que nossos membros profissionais da saúde sejam mais numerosos que os de outras profissões e que, em seguida, estejam as pessoas que exercem alguma posição nas Religiões Cristãs exotéricas.
Isso prova que aqueles que têm a prerrogativa de cuidar do corpo enfermo estão conscientes que causas espirituais geram fraqueza física, e estão tentando compreendê-las para melhor ajudar os enfermos e doentes.
Demonstra também que aqueles cujo trabalho é cuidar das pessoas doentes estão tentando socorrer Mentes inquisidoras com explicações razoáveis sobre os mistérios espirituais.
Reforçam, assim, sua fé esmorecida e tentam firmar seus laços com a Religião Cristã exotérica, em vez de responder com máximas e dogmas não sustentadas pela razão, o que abriria totalmente as comportas para o mar agitado do ceticismo, afastando aqueles que procuram a luz através do porto seguro da Religião Cristã exotérica, e levando-os para a escuridão do desespero materialista.
É um abençoado privilégio da Fraternidade Rosacruz socorrer a muitos que buscam, sinceramente, a verdade e que, embora ansiosos, são incapazes de acreditar no que lhes parece contrário à razão.
Recebendo explicações razoáveis sobre a fundamental harmonia entre os dogmas e doutrinas apresentadas pela Religião Cristã exotérica e as Leis da Natureza, muitos retornaram à sua congregação, regozijando-se com os companheiros, tornando-se mais fortes e melhores membros do que antes de se afastarem.
Qualquer movimento para perdurar deve possuir três qualidades divinas: Sabedoria, Beleza e Força.
Ciência, Arte e Religião, cada uma possui, de certa forma, uma dessas qualidades.
O objetivo da Fraternidade Rosacruz é unir e harmonizar umas com as outras, ensinando uma Religião que é tanto cientifica como artística, e reunir todas as Igrejas numa só grande Irmandade Cristã. Presentemente, o relógio do destino marca um momento auspicioso para o início das atividades da construção, erigindo um centro visível de onde os Ensinamentos Rosacruzes possam irradiar sua benéfica influência para aumentar o bem-estar de todos que estão fisicamente, mentalmente ou moralmente enfermos ou doentes.
Portanto, agora ergamos a primeira pá de terra no local da construção com uma prece pela Sabedoria, para guiar esta grande escola no caminho certo.
Cavemos o solo, uma segunda vez, com uma súplica ao Mestre Artista pelo direito de introduzir aqui a Beleza da vida superior, de tal maneira a torná-la atrativa para a humanidade.
Cavemos, pela terceira e última vez, com relação a esta cerimônia, murmurando uma prece pela Força, para que, paciente e diligentemente, possamos continuar o bom trabalho em perseverar e tornar este lugar um maior fator de elevação espiritual do que qualquer dos que nos antecederam.
Cavado o local do primeiro prédio, continuaremos, agora, plantando o símbolo maravilhoso da vida e do ser, o emblema da Escola de Mistérios ocidentais.
O emblema consiste na cruz, representando a matéria, e nas rosas, que envolvem e rodeiam o tronco, representando a vida em evolução subindo cada vez mais alto pela crucificação.
Cada um de nós, os nove membros, participará deste trabalho de escavação para este primeiro e maior ornamento de Mount Ecclesia.
Vamos fixá-lo numa posição em que os braços apontem um para Leste e outro para Oeste, enquanto o Sol do meridiano projeta-o inteiramente em direção ao Norte. Assim, ele estará diretamente no caminho das correntes espirituais que vitalizam as formas dos quatro Reinos da vida: Mineral, Vegetal, Animal e Humano.
Sobre os braços e a parte superior desta cruz podemos ver três letras douradas, “C.R.C”, Christian Rosenkreuz, ou Christian Rosecross, as iniciais do Líder Augusto da Ordem.
O simbolismo desta cruz está parcialmente explicado aqui e também em nossa literatura, mas seriam necessários volumes para dar uma explicação completa. Vamos olhar um pouco mais longe sobre o significado da lição que nos oferece este maravilhoso símbolo.
Quando vivíamos na densa atmosfera aquosa da antiga Atlântida, estávamos sob leis completamente diferentes das que nos regem hoje. Quando deixávamos o corpo, não o percebíamos, pois nossa consciência estava focalizada mais nos Mundos espirituais do que nas densas condições da matéria. Nossa vida era uma existência contínua; não percebíamos nem o nascimento nem a morte.
Ao emergirmos para as condições aéreas da Época Ária, o mundo de hoje, nossa consciência dos Mundos espirituais desvaneceu-se e a forma tornou-se mais proeminente. Então, começou uma existência dupla, cada fase definidamente diferenciada da outra pelos eventos do nascimento e da morte. Uma dessas fases é a vida do espírito livre no reino celestial: a outra, um aprisionamento num corpo terrestre, que é virtualmente a “morte do espírito”, como está simbolizado na mitologia grega de Castor e Pólux, os gêmeos celestiais.
Já foi elucidado, em diversos pontos de nossa literatura, como o espírito livre ficou emaranhado na matéria pelas maquinações dos espíritos de Lúcifer, aos quais, Cristo se referiu como as falsas luzes. Isso ocorreu na ígnea Lemúria. Portanto, Lúcifer pode ser chamado o Gênio da Lemúria.
O efeito de seu erro não ficou totalmente aparente até a Época de Noé, compreendendo o período final Atlante e o início da nossa presente Época Ária. O arco-íris, que não poderia existir sob as condições atmosféricas anteriores, pairou com suas cores sobre as nuvens como uma inscrição mística quando a humanidade entrou na Época de Noé, onde a lei dos ciclos alternantes trouxe enchente e vazante, verão e inverno, nascimento e morte. Durante essa Época, o espírito não pôde fugir permanentemente do corpo mortal gerado pela paixão satânica primeiramente inculcada por Lúcifer. Suas repetidas tentativas de fugir para seu lar celestial são frustradas pela lei da periodicidade, pois, ao livrar-se de um corpo pela morte, será trazido para renascer quando o ciclo se completar.
Engano e ilusão não podem perdurar eternamente. Surgiu, portanto, o Redentor para purificar o sangue cheio de paixão, para pregar a verdade que nos libertará deste corpo de morte. Surgiu para inaugurar a Imaculada Concepção ao longo das linhas grosseiramente indicadas na ciência da eugenia, para profetizar uma nova Era, ‘um novo céu e uma nova terra’, onde Ele, a verdadeira Luz, será o Gênio; uma Era em que florescerão a virtude e o amor, pelos quais toda a humanidade suspira e procura.
Tudo isso e a maneira de evoluir estão simbolizados na cruz de rosas que temos em frente. A rosa, na qual a seiva da vida está inativa no inverno e ativa no verão, ilustra com clareza o efeito da lei dos ciclos alternantes. A tonalidade da flor e seus órgãos reprodutores lembram o nosso sangue. No entanto, a seiva que flui é pura, e a semente é gerada imaculadamente, sem paixão.
Quando alcançarmos a pureza de vida assim simbolizada, estaremos libertos da cruz da matéria, e as condições etéricas do milênio estarão presentes.
A aspiração da Fraternidade Rosacruz é apressar esse dia feliz, quando a tristeza, a dor, o pecado e a morte desapareçam e nós sejamos redimidos das fascinantes, mas escravizantes ilusões da matéria, e despertados para a suprema verdade da realidade do Espírito.
Que Deus apresse e frutifique nossos esforços.”
Como de costume, o tempo estava ótimo no sul da Califórnia após a cerimônia, os cinco homens e as quatro mulheres retornaram à pequena casa em Oceanside, que serviria de lar para o casal Max Heindel e Augusta Foss Heindel e duas mulheres que estavam ajudando nas atividades diárias, durante o período de construção do primeiro prédio. Compartilhamos um ligeiro almoço, e os visitantes regressaram aos seus lares, deixando estas quatro almas esperançosas exaustas para repousarem um pouco, após a batalha com as pulgas e camundongos.
(Do Livro Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz – Por Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Já percebeu que cada ato que você pratica, que toda emoção e pensamento emitidos repercutem construtiva ou destrutivamente em sua saúde, seu ambiente e seu destino? No universo de Deus nada é deixado para o azar. Nós, como seres em evolução, somos os causadores de todas as coisas, boas ou más, que sucedem em nossa vida. Não nos é fácil perceber nossas fraquezas, carências e sofrimentos, nem as virtudes, talentos e alegrias, mesmo sendo garantida a colheita do que plantamos, em cumprimento sempre justo às Leis de Causa e Efeito e do Renascimento. Se nossos males foram criados por si mesmos, então devem ser necessariamente curáveis por si mesmos, mediante o correto atuar, pensar e sentir, permitindo-nos viver na mais íntima harmonia com o Plano Divino e nos acercar de Deus, a Fonte de toda a Vida.
Sendo Deus justo e bom, não permite suceder-nos algo bom ou mau sem que mereçamos. Se, em Sua infinita misericórdia e sabedoria, permite nosso sofrimento — como a consequência de nossas atividades mentais, emocionais ou físicas —, é unicamente para aprendermos lições que não podemos, ou não queremos, de outra maneira. Uma das finalidades essenciais da existência é o acúmulo de experiência e, do ponto de vista cósmico, ela nos é conveniente, ainda que seja dura.
A aceitação dessas Leis não nos deveria levar a observar nossos males, nossa vida e nosso destino a partir de uma perspectiva acentuadamente fatalista. O fato de as Leis da Natureza — as Leis de Deus — serem violadas não implica a inevitabilidade do sofrimento: Cristo nos ensinou o Perdão dos Pecados, ou seja, introduziu a doutrina do Perdão dos Pecados.
Em um artigo intitulado “Podemos semear sem colher?”, Max Heindel explica essa questão da seguinte maneira:
“Todas as Leis da Natureza, inclusive a Lei de Consequência, e suas aplicações na vida humana, encontram-se sob a direção de Grandes Seres de sublime espiritualidade e sabedoria superlativa. A Lei não opera às cegas, regendo-se pelo princípio do ‘olho por olho e dente por dente’. Os Grandes Seres e Seus colaboradores administram as coisas com sabedoria muito além da compreensão da nossa Mente finita. Alguns julgam não haver meio de escapar às dívidas do passado. Mas há. Reiteradas vezes afirmamos: Deus, a Natureza ou os colaboradores da Grande Lei, nunca a empregam com todo o seu rigor. Encontramo-nos aqui, neste grande esquema da vida, resguardados por essas Leis, que foram instituídas para nos beneficiar e não para prejudicar, ainda que nos limitem de certo modo, de maneira idêntica como limitamos a liberdade concedida a nossos filhos menores visando a protegê-los contra os perigos de sua inexperiência”.
“Mediante nossas ações passadas deixamos dívidas em pendência, sujeitas ao resgate. No entanto, reconhecendo nossas falhas, procuramos escrever uma nova página de nossa vida, em harmonia com as Leis outrora infringidas. Essa transformação apaga as consequências dos erros passados e os agentes da Grande Lei, ao observarem isso, abstêm-se de nos infligir os sofrimentos dos quais nos fizemos merecedores. Aí está a diferença entre os pontos de vista espiritual e fatalista. A mão de Deus, por intermédio de Seus agentes, encontra-se em toda parte, desde os acontecimentos mais importantes, como a passagem de um Planeta por sua órbita, até o mais simples como a queda de uma folha. Tudo está sob Seu cuidado amoroso e, por conseguinte, o que nos sucede harmoniza-se com o Grande Plano Divino. E tal Plano certamente não pode ser fatalista”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)
As maneiras erradas de viver em relação às Leis da Natureza são destrutivas e causam desarmonia, dor e sofrimento. Isso, é claro, pode ser evitado por um viver reto, obediente às leis naturais. Quaisquer violações às Leis da Natureza devem causar doenças, desconforto e infelicidade a muitas pessoas.
Dessas violações, as principais são:
Uma vez que todos os órgãos e funções do corpo são interdependentes, o abuso e consequente aflição em uma parte afeta todas as demais, o que acelera o acúmulo de substâncias deletérias no sistema e baixa a vitalidade de todo o organismo. Portanto, a cura real, para alcançar resultados duradouros, deve ser dirigida não à supressão dos sintomas, mas à remoção das causas que geraram os sintomas. E desde que o corpo é mantido por substâncias químicas introduzidas na corrente sanguínea pelo alimento diário, a comida certa é o remédio natural que o paciente precisa ingerir para cooperar com os bons aspectos astrais favoráveis à cura.
“Pelo poder da vontade nós projetamos uma ideia através da Mente, tomando ela forma concreta como pensamento-forma, ao atrair da Região do Pensamento Concreto a matéria mental com que então se reveste.” (conforme estudamos no livro: Conceito Rosacruz do Cosmos). A Mente humana, portanto, quando dirigida positivamente pelo Espírito, pode alcançar grandes feitos continuamente em todas as fases da vida. Assim, uma atitude mental construtiva, criativa, é a chave de nossos poderes internos de fortaleza, saúde, coragem e equilíbrio. O pensamento é considerado como força e energia, poderosas para o bem ou para o mal, como igualmente o é a intangível força conhecida como eletricidade. Daí precisamos ter muito cuidado ao lidar com nossos processos mentais quando desejamos determinados resultados. Pensamentos são coisas, e todo pensamento que formamos, torna-se parte de nossa aura mental e da nossa vida. Pensamentos criadores, individuais e coletivos, produzem tudo o que do esforço humano é útil, belo e de valor duradouro na vida, para a saúde e para o progresso das pessoas.
Por conseguinte, pensar e viver retamente produz saúde, felicidade e prosperidade, e encoraja a transmutação de qualquer mal que nos aflija; por outro lado, hábitos destrutivos de pensar reagem desfavoravelmente sobre o organismo físico, criando condições doentias e infelizes nas vidas e negócios das pessoas. Indivíduos que se permitem pensamentos negativos têm todas as probabilidades de serem vencidos pelo mal.
Aquele que se encontra enfermo ou doente, fraco e aflito, independentemente dos sintomas que apresente, deve formar uma imagem mental da perfeição e saúde físicas que deseje para viver mais abundantemente. Deve condicionar sua Mente para visualizar saúde enquanto obviamente esteja sofrendo por alguma doença. Isso é razoável e logico porque a doença se deve principalmente a conceitos mentais errôneos e a reações emocionais indevidas.
Como toda a Humanidade começa a ter uma compreensão mais clara, apreciação e utilização das potencialidades ocultas e dos poderes da Mente humana, a vida na Terra deve mudar para melhor. Faça a sua parte!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross, de novembro-dezembro/1988, e traduzido por um irmão da Fraternidade Rosacruz de São Paulo-SP, em 1989)
A grande maioria das pessoas não faz distinção entre curar e sarar (remediar), e, portanto, não será demasiado explicar a diferença, que consiste principalmente em haver ou não haver cooperação do paciente. Uma pessoa pode sarar a outra com massagens ou drogas. Nesses casos, o paciente mantém-se passivo; como barro nas mãos do oleiro. Não há dúvidas de que com tais tratamentos podem desaparecer as afecções e o doente restabelece-se, mas em geral, seu restabelecimento é apenas temporário, porque não foram levadas em conta as causas reais da enfermidade; o doente não compreendeu que ela é a consequência da violação das Leis da Natureza; sendo fácil, portanto, que continue fazendo as mesmas coisas que fazia, com o resultado de que a mesma doença volte a manifestar-se. “Sarar” é um processo físico. “Curar” é radicalmente diferente, porque nesse caso se exige que o paciente coopere espiritual ou fisicamente com quem cura!
Para esclarecer esse assunto nada melhor do que estudar a vida e as obras do nosso Mestre, o Cristo. Quando as pessoas iam a Ele para serem curadas, não esperavam ser submetidas a nenhum tratamento físico, porque sabiam que curariam graças ao poder do Espírito. Aquelas pessoas tinham confiança ilimitada Nele, o que era absolutamente essencial, como podemos observar nos incidentes registrados no capítulo décimo terceiro do Evangelho segundo São Mateus, em que se diz que Ele havia ido às pessoas entre as quais Jesus, o possuidor original do Corpo, havia morado em sua juventude. Tais pessoas não viam mais do que o homem exterior e diziam: “Não é este Jesus o filho de José? Não estão conosco seus irmãos? etc.”… Eles acreditavam que nada grandioso poderia sair de Nazaré, e as coisas foram feitas de acordo com a sua fé; pois lemos que “ali não fez grandes obras devido à falta de fé”.
Existem três fatores em toda cura: primeiro, o poder de nosso Pai Celestial; a seguir, o curador, e por fim o ânimo obediente do paciente sobre o qual possa agir o poder do Pai por intermédio da pessoa que cura, de tal forma que dissipe todas as enfermidades corporais.
Compreendamos em seguida que todo o Universo está impregnado e compenetrado pelo Poder do Pai, sempre à nossa disposição para curar todas as enfermidades, de qualquer natureza que sejam: isso é absolutamente certo.
O curador é o foco, o veículo por cujo intermédio se infunde o poder no corpo do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e verdadeiramente em harmonia com o Infinito, não há limites para as maravilhosas obras que o Pai realizará por intermédio dele quando a oportunidade se apresentar a um paciente apropriadamente receptivo e obediente.
(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz – Fraternidade Rosacruz de Santo André – SP – abril/1982)
Antes de mais nada, lembremos sempre: “os Anjos do Destino estão acima de todo o erro e dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento”.
E esse “dar” significa garantir que os efeitos das causas colocadas em prática por cada um sejam sentidos por seu respectivos autores:
1) Causa boa implica efeito bom
2) Causa má implica efeito mal
Simples assim!
Lembre-se sempre que a doença é a consequência da violação das Leis da Natureza, das Leis de Deus, da Lei Divina.
Podemos dizer que a doença é uma manifestação da ignorância, o único pecado, e que a cura é uma demonstração do conhecimento aplicado, que é a única salvação.
Quando a pessoa busca apenas remediar a doença e continua praticando as mesmas coisas que fazia, violando as Leis da Natureza, a doença poderá retornar.
O remediar é um processo físico. “Curar definitivamente” é radicalmente diferente porque, nesse caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem cura.
Com a quantidade de “remédios” que temos hoje é muito mais fácil remediar do que buscar a cura definitiva, né?
No entanto, para manter o equilíbrio das Leis da Natureza, um “dia a conta chega”.
Onde esse vírus está mais fazendo estrago?
Em pessoas que “remediam”, ou seja, que “tomam remédios”, ao invés de buscar a cura definitiva (como está preconizada pela Fraternidade Rosacruz – se você quiser mais informações sobre ela, clique aqui: Como curam os Rosacruzes os enfermos)
Estudando a Filosofia Rosacruz (já no seu Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz) a gente aprende que o Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso, estendendo-se além da sua periferia cerca de quatro centímetros.
Os pontos do Corpo Vital entram nos centros vazios dos átomos densos, enchendo-os com força vital, o que os faz vibrar em grau muito mais intenso do que o dos minerais da Terra, que não estão assim animados nem acelerados.
Durante o dia o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que nos rodeia, por meio do baço. Essa vitalidade impregna todo o Corpo e pode ser vista, pelo Clarividente, como um fluido de cor rosa pálido, sendo transmutado depois de penetrar no Corpo Denso. Flui por todos os nervos e quando é irradiado pelos centros cerebrais em grandes quantidades, move os músculos para os quais os nervos se dirigem.
O excesso é irradiado e ao se estender além do Corpo Denso (cerca de 4 centímetros) o protege contra a entrada de bactérias, fungos, vírus e outros patógenos. No entanto, quando estamos doentes, essa especialização do fluido solar pelo Corpo Vital não é tão eficiente. Não há excesso para ser irradiado e, assim, ficamos à mercê da entrada de bactérias, fungos, vírus e outros patógenos. (Ver mais? Livro: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel)
Agora vamos ver um pouco sobre as “causas” específicas das doenças desencadeadas por esse vírus (que se diga de passagem, sempre existiu!):
Resumindo: uma bela mistura de “fugir” da cura definitiva e viver por meio de “remédios” para continuar criando e vivendo à base da enorme quantidade dos desejos, sentimentos e emoções que enumerei acima. Chegando a um nível onde há que ter uma sacudida para voltar ao equilíbrio das Leis da Natureza. Veja, que como sempre aconteceu: haverá aqueles que sofrerão e aqueles que não sofrerão. Aqueles que repensarão e se corrigirão e aqueles que insistirão no erro (“dessa eu escapei”). Aqueles que estarão envolvidos totalmente e aqueles que “nem escutarão sobre – apesar de ter ouvido falar”.
De qualquer modo, nós, Cristãos esotéricos, oremos por todos os irmãos e irmãs, sejam em que situação estejam e sempre, mas sempre mesmo, terminemos a nossa oração com: “seja feita a Sua vontade, meu Deus, e não a minha“.
Tomemos todos os cuidados físicos necessários, conforme muito bem colocados pelos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, que tanto se sacrificam pelos irmãos e irmãs que estão sofrendo e sofrerão e oremos por eles também.
Se formos alvo desse vírus, obedeçamos fielmente às instruções dos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, nos remediando, e depois com toda a nossa vontade busquemos a cura definitiva para as causas acima apontadas na nossa vida.
Com a proximidade da Era de Aquário, esse tipo de evento vai se tornando cada vez mais constante, pois sempre haverá dois caminhos para progredirmos: pelo amor ou pela dor. Sempre cabe a cada um de nós escolher – livre arbítrio – mas, também, devemos, cada um de nós, lidar com as consequências da escolha. Deus é infinitamente bom para garantir isso!
Que as rosas floresçam em vossa cruz
De fato: não precisamos de uma nova Religião nem de uma nova Filosofia. Precisamos, isto sim, é de RE-ligião, de FILO-sofia, quer dizer, necessitamos buscar, dentro de nós, o nosso Deus, o Cristo Interno, com Quem devemos Re-atar, conscientemente, as relações. Uma vez que o encontremos e o ouçamos, seremos FILÓ-sofo, amigo da sabedoria. Essa é a verdadeira sabedoria, perfeitamente individualizada às nossas necessidades. Ninguém melhor do que nosso Verdadeiro Eu para compreender-nos e intuir-nos a melhor forma de viver.
É útil o estudo dos Evangelhos se pudermos pôr de lado as formas convencionais de interpretação e se pudermos neutralizar as induções materialistas dos nossos sentidos. Para isso, basta que leiamos e meditemos calmamente ficando, depois, em silêncio, para que a Deidade interna nos instrua. Mas, precisamos de calma e de concentração. O nervosismo e a preocupação movimentam o nosso Corpo de Desejos e comprometem a recepção mental. Se estivermos preocupados ou nervosos, respiremos profunda e calmamente e peçamos que o Cristo se levante do fundo da barca do nosso corpo-templo e, estendendo Seus poderosos braços, acalme as ondas das emoções e os ventos dos pensamentos errantes. De toda maneira, o acalmar e concentrar são preâmbulos indispensáveis ao contato com o Cristo. Pode suceder, também, que hajamos estado a conversar frivolidades e ouvindo até coisas maliciosas. Limpemos a Mente e as emoções. Isso representa tirar as sandálias, para pisar um solo santo, de encontro com o Senhor. Aí podemos ler, meditar e silenciar, pedindo ao Cristo que nos instrua.
Realmente, os Evangelhos continuam sendo atualíssimos, continuam a desafiar-nos que os vivamos, para sermos realmente felizes. Quando tivermos atingido esse ponto, aí sim, virão ensinamentos mais altos; será quando o Cristo entregar seu Reino ao Pai, a fim de que recebamos d’Ele orientação mais elevada. Mas, quem chegou a esse ponto? Os sofrimentos internos e sociais, as guerras, as doenças, são macabros atestados de como projetamos, de dentro de nós, as sombras de nossas discórdias às Leis da Natureza.
A Filosofia Rosacruz apareceu, no começo deste século, para orientar, pela razão, os Egos ocidentais que não aceitam o Cristo simplesmente pela fé. É uma Filosofia de ação Cristã, racional, atualizadíssima, que vai preparar a humanidade para uma forma de Religião mais alta, o Cristianismo Esotérico, para a próxima Era de Aquário. Ela pode servir-nos de segura orientação, porque os Irmãos Maiores que a estruturaram são Elevados Iniciados que já passaram pelas nove Iniciações Menores e pelas quatro Iniciações Maiores ou Cristãs.
Precursores que já foram até o fim do caminho desse Esquema de Evolução e pensando naqueles que ficaram para trás, amorosamente voltaram para ajudá-los, prevenindo-os da melhor forma para vencer os obstáculos da jornada. Eles podem olhar lá de cima do grande monte e vislumbrar claramente os caminhos que levam ao cume. Daí Eles serem muito tolerantes com todas as formas religiosas e filosóficas que se criaram para ajudar a humanidade. No entanto, eles indicam um caminho mais curto, um caminho do MEIO, para os que tenham coragem de vencer a si mesmos e de renunciar ao ilusório, como o “atleta que fica com o mínimo de roupas, para melhor vencer a corrida”.
A Fraternidade Rosacruz não é uma nova filosofia. É Sabedoria antiquíssima que surge para a NOVA criatura. À medida que nos renovamos, nos aparecem meios mais elevados de orientação. Simplesmente isso! A Sabedoria nada tem de nova. O método sim é adequado às necessidades internas do povo a quem se dirige. Eis a razão de ser da Fraternidade Rosacruz, que busca livrar o Aspirante das ilusões e miragens do Caminho no deserto, mostrando-lhe, seguramente, as vias de chegar à Terra Prometida, dentro dele mesmo.
Ela não manda “matar os desejos” nem se sentar em meditação ou fazer longos retiros e jejuns, negligenciando os deveres familiares e fugindo aos desafios da vida social. Não! Dá condições de nós, Aspirante à vida superior, haurirmos o alimento anímico no próprio ambiente em que vivemos e lutamos e, nos momentos que nos sobram, buscar a Deus, estudar as verdades espirituais que foram mantidas pela Ordem Rosacruz, livres da conspurcação materialista, de modo que estabeleça no íntimo um Templo. Se nós, Estudantes Rosacruzes, recebemos a oportunidade desse contato com a Fraternidade Rosacruz e a aproveitamos, consideramos isso uma graça de Deus. Mas, se nós temos a oportunidade e não reconhecemos nada de superior nos ensinamentos da Fraternidade Rosacruz e não sentimos vibrar o íntimo à Mensagem dela, é porque não chegou a nossa hora. Ainda estamos verdes; ainda precisamos de “viver e sofrer” até que “encontremos” tempo para o cultivo da Alma, por julgar que isso é a coisa mais importante do mundo.
Então podemos começar a escalada. Aí compreendemos o que é “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO”.
Compreendem isso, meu Amigo e minha Amiga?
(por Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de julho/1972-Fraternidade Rosacruz-SP)
Junho de 1911
Cristo deu dois mandamentos a Seus Discípulos quando Ele disse: “Pregai o Evangelho e Curai o enfermo”[1]. Vimos, na lição do mês passado[2], como o ofício de um conselheiro espiritual está estreitamente ligado à cura das doenças físicas, pois, ainda que a causa imediata e aparente da doença possa ser física, numa análise final, todas as doenças são devidas à transgressão das Leis de Deus, que costumamos chamar de “Leis da Natureza”, em nossos intentos materialistas de eliminar o Divino. Bacon[3], com rara percepção espiritual, disse: “Deus e a Natureza diferem entre si como o sinete[4] e a impressão”[5]. Assim como o lacre flexível é moldado pelas linhas rígidas do sinete, assim também a natureza se ajusta, passivamente, às Leis imutáveis do seu Divino Criador e, assim, a saúde e uma condição de despreocupação são a regra entre os Reinos de Vida inferiores[6]. Mas quando o estágio humano de um Reino é alcançado, quando a Individualidade é desenvolvida e começamos a ter escolhas, prerrogativas e emancipações, nós nos tornamos capazes de transgredir as Leis de Deus e, invariavelmente, o sofrimento é o efeito dessa transgressão.
Há um lado da Lua que nunca vemos[7], mas sabemos que está lá, e esse lado oculto da Lua é um fator tão importante para a formação das marés, quanto a parte da Lua que está mais próxima de nós e visível. Do mesmo modo, também há no ser humano um lado oculto que é tão ativo quanto o ser físico[8] que contemplamos. As transgressões às Leis divinas, nos planos de ação mental e moral, são tão responsáveis pelos transtornos físicos, como o é o lado oculto da Lua na formação das marés.
Se o que foi dito fosse compreendido, os profissionais de saúde[9] não ficariam mais intrigados com o fato irritante de que, embora um certo tipo e quantidade de um remédio produza a cura em um caso, pode ser absolutamente impotente em outros. Um grande e crescente número de profissionais da saúde está agora convencido que a Lei do Destino é um fator importante no aparecimento da doença e na demora da sua extinção ou do restabelecimento à saúde ou, ainda, da cura superficial, embora não acreditarem na falácia de um destino inexorável. Eles reconhecem que Deus, pela vontade d’Ele, não nos aflige, nem pretende se vingar do transgressor;eles compreendem que toda a angústia profunda, tristeza e todo sofrimento são destinados a nos ensinar lições que não aprenderíamos ou não poderíamos aprender por qualquer outro meio. As estrelas[10] mostram o período estimado como requisito para nos fazer conhecer as consequências desagradáveis de alguma ação por meio de lições, mas nem mesmo Deus pode determinar o tempo exato, nem a quantidade de sofrimento necessária; nós mesmos temos essa prerrogativa, pois nós somos divinos. Se nos tornarmos conscientes das nossas transgressões e começarmos a obedecer às Leis antes que a aflição astral[11] cesse, estaremos curados da nossa desordem no Corpo, ou seja, da doença mental, física ou moral; se persistirmos até o fim de uma aflição astral, sem termos aprendido a nossa lição, mais tarde, uma configuração astrológica mais adversa e intensa nos forçará à obediência para aprender o que devemos.
É nessa conexão que um curador dotado de uma Mente espiritual pode prestar, frequentemente, serviços eficazes e encurtar o período de sofrimento do paciente ao lhe indicar a causa de sua aflição. Mesmo quando o curador se sinta incapaz de lidar com a doença, muitas vezes, ele pode encorajar o paciente durante uma crise de inevitável angústia, informando-lhe sobre as esperanças de alívio para quando essa determinada fase passar. Nos meus cuidados aos doentes, nesses últimos anos, tem sido frequente o privilégio de apontar a Estrela da Esperança e, até onde eu me lembre, as minhas previsões de recuperação, em um prazo determinado, se realizaram sempre e, algumas vezes, quase de maneira milagrosa, pois as estrelas são o relógio do destino e são sempre corretas.
Pelo que expusemos acima, você tem o grande motivo pelo qual nós devemos estudar Astrologia do ponto de vista espiritual. Na Carta aos Estudantes do próximo mês, espero expor algo mais definitivo quanto à Panaceia Espiritual, mas, enquanto isso, tenho a certeza de que você ficará feliz em saber que compramos o terreno ao qual nos referimos anteriormente. É um dos pontos mais agradáveis aos olhos no belo sul da Califórnia; na verdade, embora eu já tenha viajado por quase todo o mundo, nunca deparei com uma vista que se possa comparar com a do local da nossa futura Sede[12]. Está situado sobre um elevado planalto que permite uma visão que se estende por uns sessenta quilômetros ou mais em todas as direções. Ao Norte, as Montanhas Santa Ana (uma pequena cordilheira) protegem dos ventos frios do norte, fazendo com que, praticamente, o clima seja livre de geadas durante todo o ano. Abaixo, para o leste, está o lindo Vale São Luiz Rey, com seu rio que parece uma faixa prateada serpenteando por campos férteis, passando pela antiga e histórica Missão Espanhola, onde os padres franciscanos ensinaram os indígenas durante séculos. Mais para o leste, a Montanha São Jacinto ergue seu pico coberto de neve contra um céu do mais intenso azul. No sul, o promontório de La Jolla, com suas cavernas pitorescas, encobre o grande porto natural da cidade, situado mais ao sul da cidade mais a sudoeste do Tio Sam, que é San Diego. Em direção ao sol poente, contemplamos a plácida enseada do Oceano Pacífico, as ilhas São Clemente e Santa Catarina com seus maravilhosos jardins submarinos – uma imagem composta de glória e inspiração, suficiente, por si só, para evocar tudo o que há de melhor e mais puro em qualquer pessoa que seja inclinada à espiritualidade.
Demos o nome de “Mount Ecclesia” a esse belo local da natureza, e uma verba já foi designada para a construção das edificações necessárias: uma Escola de Cura, um Sanitarium[13] e, por último, mas não menos importante, um lugar de culto – uma Ecclesia– onde possa ser preparada a Panaceia Espiritual e enviada para todo o mundo e, posteriormente, utilizada pelos Auxiliares devidamente qualificados.
(Carta nº 6 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Mt 10:7-8
[2] N.T.: Carta nº 5: O Valor dos Sentimentos Retos
[3] N.T.: Francis Bacon, 1°. Visconde de Alban, também referido como Bacon de Verulâmio (1561-1626) foi um político, filósofo empirista, cientista, ensaísta inglês, barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda Verulâmio) e visconde de Saint Alban. É considerado como um dos fundadores da Revolução Científica.
[4] N.T.: É um pequeno objeto de metal como ouro ou prata (placa, coluna e até anel) usados como assinatura do proprietário e/ou responsável por uma organização, para selar e autenticar documentos e cartas.
[5] N.T.: Trecho do livro “The First Book Of Francis Bacon” – Of The Proficience And Advancement Of Learning, Divine And Human – Volume VIII
[6] N.T.: Por exemplo: Animal, Vegetal e Mineral.
[7] N.T.: Também chamado de lado oculto da Lua (também chamado de lado negro da Lua ou lado escuro da Lua) é o hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra em decorrência da Lua estar em rotação sincronizada com a Terra.
[8] N.T.: o Corpo Denso
[9] N.T.: médico (a), enfermeiro (a), psicólogo (a), psiquiatra, farmacêutico (a), fisioterapeuta, nutricionista, odontólogo (a), biomédico (a), biólogo (a), osteopata, fonoaudiólogo (a), terapeutas, quiroprata e afins.
[10] N.T.: Signos astrológicos, Sol, Lua e Planetas
[11] N.T.: apontada pelos Signos astrológicos, Sol, Lua e Planetas
[12] N.T.: Onde hoje temos Mount Ecclesia, sede mundial da The Rosicrucian Fellowship.
[13] N.T.: Ou Sanatorium: se refere a um centro médico para tratamento de doenças diversas não contagiosas.