A peregrinação do Espírito – nossa – em evolução é uma longa travessia.
Travessia é, também, a vida, o dia, a circunstância.
Em períodos infinitamente grandes até aos mais fugazes, nós estamos sempre transitando, recolhendo meios para realização do nosso destino: a dinamização das faculdades latentes, que nos torna à estatura d’Aquele que nos emanou.
Em toda a literatura espiritualista, quer esotérica, quer exotérica, figuram sempre, como expressivo símbolo, as travessias: as viagens, o êxodo, atravessar rios e mares, etc. É sempre alegoria de transições de consciência, no processo de expansão do ser e de um povo.
O caminho a percorrer está sempre dentro de nós. Nunca é externo. O exterior é simples meio para atingirmos o fim, que é a realização interna. O caminho não é marcado por distância, senão por expansão de consciência. Por isso disse Cristo: “EU SOU O CAMINHO…”. Ninguém pode chegar à união com o Pai Universal, com o Criador, senão pelo encontro e expansão do “Eu interno”. Pelo semelhante atingimos o semelhante. Pelo dissemelhante nos isolamos e nos afastamos. Tal é o sentido de Religião e de queda: uma questão vibratória.
Deus, no céu (superior, elevado) é Luz, é Vida (em vibração mais alta). Satanás (o adversário, em nós, a natureza inferior), no inferno (inferior estado de consciência) é treva, é morte.
Na mitologia greco-romana temos o relato do mergulho do espírito na matéria e as transições pelas quais poderá alcançar as delícias de Eliseu – a ilha dos escolhidos e dos heróis – que se distinguiram na batalha da vida, nos desafios da evolução.
Quando Júpiter dividiu seu Reino, coube a Plutão o governo do Hades. Ele raptou Prosérpina (Perséfone) para sua esposa. Hermes (Mercúrio) levava para o Hades os mortos e os entregava, às margens do primeiro rio (rio Estige = tenebroso) ao barqueiro Caronte que os atravessava e, na margem oposta os deixava sob a vigilância do cão Cérbero (de três cabeças), para que de lá não fugissem. Os maus sofriam castigos de remorso e o suplício da Hidra, serpente de 50 cabeças.
O Hades tinha cinco rios: o Estige (tenebroso), Aqueronte (das penas), Flegeton (do fogo), Cocito (dos lamentos) e Lete (do esquecimento).
Mito não é fantasia, e sim uma alegoria. Aqui temos o relato de como a Centelha Divina mergulhou no Esquema de Evolução, envolvendo-se sucessivamente nos Corpos que formou, com auxílio das Hierarquias Criadoras (Prosérpina raptada às regiões inferiores), unindo-se à Morte (Plutão, regente de Escorpião, correspondente à oitava Raça, da morte), isto é, perdendo consciência de Si próprio identificando-se como um ser humano, aparentemente separado e à parte do Espírito.
Quem nos mantém nessa ilusão é o intelecto condicionado (Hermes), cada vez que renascemos (voltamos aos planos inferiores) e somos vinculados aos Átomos-sementes dos três Corpos (Cérbero, cão de três cabeças).
Pelo mau uso do sexo (suplício da Hidra, relativa à Câncer, que governa a vida geradora) e ignorantes transgressões (que provocam remorsos) vamos despertando a consciência pela dor inevitável (Lei de Consequência).
A maioria da humanidade vive mergulhada como num sono (irmão gêmeo da morte, que habitava o Hades), gerando os sonhos (vida irreal) e julgando-se o que não é (Morfeu, o criador das formas nos sonhos). Oportuno é lembrar que, no mito, o sono e seu filho Morfeu trazem na mão uma papoula, da qual se extrai o ópio, símbolo da inconsciência em que mergulhamos.
Para libertar-nos desse estado há cinco transições (cinco rios). Do ponto de vista comum, do ser humano em geral, significa transcender os cinco sentidos pela metanóia ou ligação com o Espírito de Verdade, o Consolador em nós (Mente abstrata), portal para uma vida mais ampla, dos escolhidos (Eliseu). Daí por diante, os cinco rios representam as cinco primeiras iniciações, para superarmos em definitivo todas as diferenças humanas e nos identificarmos em essência, com nossos semelhantes e com toda a Criação.
Os Evangelhos relatam que o Cristo e seus Apóstolos atravessaram muitas vezes o Mar da Galileia, sempre com missões diferentes. Essas passagens aludem à missão do Espírito (Cristo) nos corpos (apóstolos), aparentemente numa rotina diária, mas em verdade, sempre submetido a novos desafios, a oportunidades renovadas de elevação. A vida parece igual; os dias parecem repetir-se num monótono ritmo. Mas, o espiritualista, ao despertar, enxerga em tudo novas facetas e renovados convites de desdobramento de consciência. Cada vez que aceita esse desafio e aproveita essa oportunidade, ele faz uma transição.
Na tradição Cristã encontramos a vida de São Cristóvão, padroeiro dos viajantes e dos transportes em geral. É representado por um homem com uma criança ao ombro, atravessando o rio com auxílio de um cajado comprido. É uma maravilhosa alegoria! Representa o ser humano consciente de sua missão, que reconhece, ama e obedece ao Eu verdadeiro e superior, buscando ser um canal impessoal de Sua vontade.
São Cristóvão era um homem forte (internamente) e desejava servir alguém que lhe fosse superior em coragem e força. Conheceu um rei extraordinário e passou a servi-lo. Um dia falaram em “diabo” e o rei se persignou. Cristóvão estranhou e perguntou ao rei: “Por que fazes o sinal da cruz ao ouvires falar em diabo?”. O monarca lhe respondeu: “Por que é um poder temível”. Falou Cristóvão: “se ele é mais forte que ti, então servirei a ele”. Foi em busca de Satanás e passou a servi-lhe, até que um dia, vendo uma luz, o diabo tapou os olhos e fugiu. Cristóvão o abandonou e, indo ao encontro da luz, perguntou-lhe: “Que devo fazer para servi-la?”, E a Luz orientou-o: “Vai ajudar os viajantes na travessia daquele rio perigoso”. E o levou até lá, dizendo: “é uma tarefa difícil e ninguém a aceita”. Desde então, Cristóvão se tornou um servidor da Luz, para atravessar a vau os viajantes.
Um dia foi acordado, madrugada ainda, por um menininho que lhe pedia para ajudá-lo a atravessar o rio. Cristóvão, admirado por vê-lo só, não ousou fazer-lhe perguntas: sua tarefa era ajudar a travessia. Além disso, o menino era singularmente seguro de si.
Pô-lo no ombro e se meteu no rio. Quando chegou ao meio, inexplicavelmente as águas começaram a subir e a correnteza se tornava cada vez mais forte, ameaçando arrastá-lo. Para complicar a situação, o menino começou a tornar-se cada vez mais pesado. Cristóvão concentrou toda sua imensa força e coragem e a duras penas chegou à outra margem, exausto. Desceu docemente a criança dos ombros e, olhando- a profundamente, observou: “Meu Deus! Eu parecia estar carregando o mundo! E por que o rio se tornou inopinadamente cheio e impetuoso?”.
O menino sorriu e respondeu: “Agora te chamarás Cristóforo, ou aquele que conduz o Cristo, ajudando o Senhor a levar a cruz do mundo”. E desapareceu.
Todos nós podemos nos transformar em Cristóforos, quando assumirmos conscientemente nosso destino espiritual. Temos de reunir recursos internos, confiança própria e poder. Temos de passar a servir à Luz interna, depois de nos convencermos da inutilidade de servir ao poder ambicioso, à fama vaidosa, ao apego de bens e ao amor sensual. Temos que deixar de servir à natureza inferior e reconquistar nossa verdadeira identidade.
Então, começaremos a repartir com os outros nossa experiência dessa transição de consciência para a vida real, até que, inesperadamente, quando estivermos internamente maduros, sejamos provados para ser admitidos à iniciação.
A Igreja descanonizou S. Cristóvão, devolvendo à estória seu caráter alegórico. Os Cristãos esotéricos guardam carinhosamente a lenda, pela esplêndida mensagem que encerra.
Se executamos cada vez mais eficientemente o Exercício Esotérico da Observação perceberemos que há sempre pessoas diferentes que ajudamos a atravessar e que atravessam em nossa experiência. Isso quer dizer que devemos tomar consciência da vida, aproveitando os ensinamentos que ela nos oferece continuamente. Cada circunstância tem sua razão de ser e se ela nos envolveu, é porque temos relação com ela: devemos encontrar essa relação dentro de nós. Cada lição, cada acontecimento, cada pessoa que acorre à nossa experiência é um barqueiro, é uma ajuda, para realizarmos com mais proveito a travessia. Ao mesmo tempo servimos de barqueiro aos outros. Cada qual tem sua contribuição a dar na travessia, de vez que a Individualidade, a Epigênese, nos concede faculdades pessoais, que os outros não possuem e que podem completar os recursos deles.
De modo especial, o barqueiro é o que reúne mais recursos e os oferece com amor aos demais. Segundo a necessidade interna, somos sempre atraídos para a pessoa ou circunstância que mais nos pode edificar, mesmo que sua aparência seja negativa.
Desse modo, a travessia de cada ato ou de cada dia, enriquece-se e se torna atraente, pela variedade de contribuições. Ajudamos os outros a atravessar e eles nos ajudam igualmente na transição. Queiramos ou não, a vida é uma Fraternidade, que tende a se tornar luminosa e valiosa, na medida em que tomamos consciência do servir. Cada encontro é um mistério e uma revelação quando nos dispomos a dialogar e permutar amorosamente os recursos anímicos.
Pena é que a travessia se faz inconscientemente. A maioria evolui com muita dor, envolvendo-se na correnteza do rio da vida (circunstâncias) e machucando-se nas pedras. Essa inconsciência e ilusão de separatividade ao espírito fazem com que a Personalidade se apegue ao exterior, identificando-se com tudo que o cerca, de modo negativo e egoísta. Se ajudarmos alguém na travessia, fazemos questão de que ele nos elogie, nos agradeça ou retribua de alguma forma. Só a essência serve pelo servir. Quando a pessoa é um instrumento consciente de seu Espírito, sabe que a tarefa é atravessar a si e aos demais. Sua missão termina aí.
O servir amoroso e desapegado é importante. Ele aproveita melhor os meios de evolução e faz a pessoa progredir mais depressa. É uma travessia mais rápida e mais agradável, porque não se apega aos meios evolutivos, mas os usa bem e enquanto são úteis. É como construir uma jangada, atravessar o rio e depois abandoná-la na outra margem. O apegado se sobrecarrega, retardando a jornada: leva a jangada e as tralhas nas costas. Ora, à medida que evoluímos no caminho, os meios se tornam diferentes. Novos níveis determinam novas necessidades. Os níveis ultrapassados devem ser abandonados.
A pessoa apegada se identifica com os meios. Está sempre vivendo no passado, negligenciando as oportunidades presentes e a renovação inevitável. Ainda mais: deixa-se contaminar pelos meios, devido ao errôneo relacionamento com eles. Há uma estória referente a esse ponto, conforme segue.
Dois monges, em meio à jornada, defrontaram um rio e já se dispunham a atravessá-lo quando veio uma jovem pedir-lhes que a ajudassem na travessia. Um deles se negou e o outro, de boa vontade, tomou-a nos braços e a carregou até à outra margem. Separaram-se dela e continuaram seu caminho. Depois de meia hora de mutismo, o outro monge disse ao companheiro que ajudou a moça: “Irmão, estou muito triste com você! Jamais pude supor que você agisse de tal modo!”. O outro, admirado, perguntou: “De que você está falando?”. “Da moça – respondeu ele – da jovem que você estreitou nos braços, na travessia do rio!”. “Como? – contestou o monge – eu a deixei na outra margem e você ainda está com ela?”
A mensagem é clara: a moça representa, para um monge, uma tentação. Tentações também são todas as coisas mundanas que, encontrando um ponto fraco em nosso íntimo, possam afetar-nos. As coisas não são, em si, nem boas nem más; nem pecaminosas nem virtuosas. Quem lhes confere qualidades é o ser humano, segundo seu íntimo. Uma pessoa especializada pode e deve viver no mundo, para servir de “sal da terra”. Se o sal não se misturar à comida, de que servirá? Em si, o sal é intragável e a comida insossa. Se soubermos nos relacionar, sem identificação nem apreciação viciosa, com o mundo, ele nos ajuda a evoluir. Tal é a lição do monge que não se negou a ajudar a moça na travessia do rio. O fato de tomá-la nos braços, de estreitá-la obrigatoriamente, ao segurá-la e transportá-la, não o contaminou nem lhe despertou paixões e cobiça. Já o outro monge, progredindo por outros meios e evitando tudo o que chama “pecaminoso”, está, em verdade, recalcando desejos e pode cair facilmente através da insatisfação, um dia. Por si, julga o outro.
Outro pormenor interessante se pode sacar da estória: não há virtude em evitar os desafios da vida e recluir-se numa vida contemplativa e de exclusiva prática devocional. A virtude decorre da experiência e da superação do errôneo relacionamento com os meios evolutivos. Não há nada mal. Até no aparente mal há o bem em gestação. Deus é Onipresente e Ele é Luz e Amor. Tudo, afinal, resulta proveitoso à evolução.
Os Senhores do Destino ou Anjos do Destino utilizam os meios mundanos como incentivo para promover a evolução. A fama, o poder, o dinheiro e o amor são as grandes molas da ação humana. É fazendo que se aprende. As atividades em si não são boas nem más. Quando obrigatoriamente nos metemos nelas, vamos aprendendo a transcendê-las, no que refere ao apego, aos abusos, etc.; não que isso sirva de pretexto para chafurdarmos no que é reconhecidamente prejudicial. Referimo-nos aos inevitáveis desafios e tentações da vida.
O monge que levou a moça ensina isso: ao servir, foi servido. O estímulo do amor, da fama, do poder, da fortuna, dinamiza nossas faculdades e nos ajudam a fazer grandes travessias – as transições para melhor. Aprendemos e deixamos as falhas que a prática vai revelando.
Ao contrário, quem se omite para não ser tentado, mais facilmente poder cair nas armadilhas de sua natureza inferior. Suas críticas, sua malícia, são reflexos de seus recalques.
Realmente, a evolução não se processa apenas no que chamam de “ocultismo”, referindo-se a fenômenos, a desenvolvimento de faculdades etc. A espiritualidade é cultivo interno; é regeneração de caráter. Ela abrange toda a Personalidade viciada e condicionada, devolvendo ao intelecto, as emoções, aos sentimentos e ao Corpo Denso, condições de servirem como instrumentos eficazes do Espírito, por meio da regeneração dos hábitos.
Certa vez um discípulo, exultante, correu ao Mestre e lhe disse: “Mestre, consegui! Consegui!”. O Mestre, calmamente lhe perguntou: “Conseguiste o que, meu filho?” “Consegui cruzar o rio, andando por cima das águas. Consegui a levitação! Levei trinta anos! Mas consegui!” – exclamou o discípulo, cheio de euforia. O Mestre ficou sério alguns minutos e depois lhe observou: “Que pena! Quanta coisa melhor poderias ter feito nesses trinta anos!”.
De fato, a evolução é global. Os meios estão na própria vida de todos os dias: nas coisinhas costumeiras. A evolução está no modo como fazemos, como encaramos, como utilizamos: e tudo isso depende de nosso íntimo, de nosso conhecimento da verdade, da vivência, do amor.
Os fenômenos são decorrências inevitáveis da espiritualização do ser, mas não o fim, em si mesmo. No fundo, a busca de fenômenos esconde a pretensão da Personalidade, de distinguir-se, de parecer melhor e maior que os demais, impressionando-os com algo incomum. Não é por isso que se mede a espiritualidade. Há muito paranormal com limitação e falhas gritantes.
É importante meditarmos sobre a travessia e o modo como utilizamos os meios, para realizá-la de modo mais eficaz, rápido e agradável. Seja pelas lições do rio da vida, seja pelas constantes tarefas diárias (travessias do Cristo com os apóstolos, no Mar da Galileia), seja pelo poder da vontade persistente e da coragem (Cristóforo), seja pelos meios que nos facilitam mais, através do apego e discernimento; seja, enfim, pelos estímulos comuns da existência (ajudar a moça) – importante é que façamos a travessia para níveis mais altos; importante é que sigamos o interno impulso que nos chama para frente e para cima. Todavia, mais feliz o que tem a coragem e a paciente perseverança de se regenerar diariamente a fim de que a ascese decorra com segurança.
(por Gilberto A. V. Silos – Editorial da Revista Rosacruz – novembro/1976 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: Magia é um processo pelo qual nós podemos alcançar certos resultados não conseguidos por meio de leis normalmente conhecidas. Algumas pessoas investigaram as Leis da Natureza, desconhecidas pela maioria das pessoas, e se tornaram hábeis ou proficientes manipulando as forças mais sutis. Elas utilizam o poder delas para ajudar seus semelhantes, quando isso pode ser feito em harmonia com as leis do seu progressivo desenvolvimento. Já outros, por ter estudado as leis e se tornado capazes de manipular as forças ocultas do Universo, usam seus conhecimentos para fins egoístas com o objetivo de obter poder sobre seus semelhantes. A primeira classe nomeada são os Magos Brancos e a segunda, os Magos Negros. Ambos empregam e manipulam as mesmas forças, porém, a diferença está no motivo que os impelem. O Mago Branco é impulsionado inteiramente pelo amor e pela benevolência. Embora não seja movido por pensamentos de recompensa, o uso da magia resulta num maravilhoso crescimento anímico. Como aplicou seus talentos sem mesquinhez, sovinice ou interesse em ganhar alguma coisa em troca, agora recebe proveitos multiplicados por cem. O Mago Negro, por outro lado, está numa situação triste, pois é dito que “a alma que pecar, morrerá”[1], e tudo o que fizermos contrário às Leis de Deus, inevitavelmente, resultará em uma deterioração das qualidades da alma.
O Mago Negro, por meio do seu conhecimento e da sua arte, pode manter, às vezes e por várias vidas, a sua posição no Caminho da Evolução, mas, finalmente, chega um momento em que a alma se desintegra e o Ego se reverte no que podemos chamar de selvageria.
A magia negra em suas formas menores, como o hipnotismo, por exemplo, às vezes causa a idiotice ou idiotia congênita (ou seja, a debilidade mental que data desde o nascimento) numa vida futura. O hipnotizador priva as vítimas do livre uso dos seus respectivos corpos. Sob a Lei de Consequência, ele estará preso a um corpo com um cérebro malformado, que impede a expressão dele. No entanto, não devemos inferir que todo caso de idiotice ou idiotia congênita é devido a tal imperícia por parte do Ego em uma vida passada; existem também outras causas que podem gerar a idiotice ou idiotia congênita.
(Pergunta nº 140 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Ez 18:20
Janeiro de 1912
Revendo a lição do mês passado, há a surpreendente afirmação de que na próxima Época nós vamos abandonar a nossa atual terra seca e firme e vamos viver no ar revestidos de um sem a substância ou solidez que hoje conhecemos. Outro escritor, nessa mesma linha, provocou muita diversão com uma série de artigos tão descontroladamente imaginários que as opiniões expressas que ouvimos, unanimemente, o consideraram o campeão entre os contadores de histórias. No entanto, ele ainda permanece nessa Terra; seus templos são tão sólidos como uma rocha; e eu hesitei muito antes de publicar os ensinamentos acima mencionados, mas decidi que o dever me obrigava a falar, ainda que alguns Estudantes Rosacruzes me classifiquem como um visionário.
O problema é que todos nós nos tornamos muito mais impregnados de materialismo do que imaginamos, e isso nos atrapalha em nossa busca. Como Estudantes de uma filosofia transcendental, nós nos acostumamos a considerar que a vida individual e intermitente em um Corpo etérico só é possível ser realizada por uns poucos, mas quando percebi, vi que a totalidade da Onda de Vida humana pode sim viver permanentemente no ar durante toda uma Época! – na verdade, fiquei sem fôlego quando percebi que a Bíblia quer dizer exatamente isso quando afirma que “encontraremos o Senhor no ar… estaremos com Ele para sempre”[1].
No entanto, olhando para o futuro, através da perspectiva do passado, a ideia realmente não nos deveria causar surpresa, pois está estritamente alinhada com o caminho por onde viemos até chegar ao nosso desenvolvimento atual. Outrora vivíamos como o mineral e estávamos imersos em uma Terra gasosa. Crescemos para fora do centro ígneo durante uma existência análoga ao vegetal. Nossa peregrinação começou, mais tarde, na fina crosta terrestre, longe do núcleo interno onde nossa evolução começou. A marcha da progressão foi sempre para fora, portanto, é evidente que o próximo passo deva ser para nos elevarmos acima do nível da Terra.
Eu estou divulgando esses ensinamentos para uma apreciação, porque a maioria dos nossos Estudantes Rosacruzes acredita no Renascimento e na Lei de Consequência, que são os árbitros principais do destino durante a presente Dispensação dos ciclos recorrentes. O conhecimento dessas Leis é de grande valor, pois nos permite ordenar nossa existência inteligentemente, construindo nessa vida as condições para o próximo renascimento.
A maioria dos Cristãos não têm essa grande vantagem, mas, eles vivem sofrendo totalmente as tribulações dessa Época – o “Reino dos Homens” – com a grande esperança de possam se qualificar para a admissão no Reino de Deus – a próxima Época. A nossa visão da vida tem um foco mais curto do que o deles, que é mais longo. Eles vivem menos cientificamente do que aqueles entre nós que aplicam, mais apropriadamente, os conhecimentos atuais,mas, eles estão se preparando para a futura Época, se viverem de acordo com os ensinamentos da Bíblia. Suas informações podem ser vagas, mas eles vivem e morrem com a firme convicção da suprema e principal verdade, de que vão para os Céus e estarão com o Senhor para todo o sempre, se forem realmente Cristãos.
Se acreditarmos somente no Renascimento, não podemos esperar nada além de um retorno contínuo à Terra para batalhar com a Lei de Jeová; não termos parte no amor de Cristo. Para estar perfeitamente em sintonia com os fatos, para poder viver toda a verdade, devemos perceber que o nascimento e a morte são condições evanescentes dessa Época de existência concreta, mas a vida em si mesma é interminável. São Paulo[2] nos diz muito claramente que, embora não saibamos como será a nossa constituição, seremos transformados à semelhança de Cristo e permaneceremos imortais durante toda a Época; e cabe a nós manter essa esperança firmemente diante de nós e orar pela vinda do Reino, como Nosso Senhor ensinou.
(Carta nº 14 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: ITs 4:17
[2] N.T.: ICor 15:50-53
Há milhões de anos atrás, um grandioso Ser solar que havia cumprido as Leis da sua esfera de ação com a máxima perfeição, tornou-se o Iniciado mais elevado da Onda de Vida dos Arcanjos. Esse Ser, chamado o Cristo Cósmico, funciona, normalmente, num veículo feito de substância do Mundo do Espírito de Vida, Mundo esse onde cessa toda a separatividade. Seu trabalho também se harmoniza e se relaciona com outros dois Grandes Elevados Iniciados de outras Ondas de Vida que também colabora com Deus na evolução criadora do Sistema Solar no Mundo de Deus.
No início da nossa jornada no Período de Saturno (o primeiro Período de um total de sete, que compõe o nosso atual Esquema da Evolução) foi fornecido o Átomo-semente do Corpo Denso, a nós, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana. Nessa jornada ou Esquema de Evolução, depois desse Período, passamos pelos Períodos Solar e Lunar e chegando ao início do Período Terrestre (o quarto Período). Lembramos, aqui, que cada Período é composto de 7 Globos e de 7 Revoluções em torno desses Globos de densidades diferentes. Nesse momento, nosso Campo de Evolução ainda estava no Sol. Com o tempo, verificou-se que o desenvolvimento desses Espíritos Virginais da Onda de Vida humana não acompanhava, com a mesma rapidez, os demais, atrasando a evolução do conjunto todo. Assim, os Planetas: Urano, Saturno, Júpiter, Terra, Marte, Vênus e Mercúrio foram expelidos do Sol, um a um, de forma a servirem de campo de atividades e evolução dos Espíritos Virginais em seus diferentes estados de desenvolvimento; cada um a distância exata necessária e com o tamanho e composições ideais para ser o melhor Campo de Evolução para cada grupo de Espíritos Virginais. Assim é que se formou o nosso Planeta, a Terra, separada do Sol, Campo de Evolução da nossa Onda de Vida humana.
A um certo tempo de evolução, já aqui no Planeta Terra, passamos a ser guiados e orientados pela terceira manifestação da Divindade ou o terceiro aspecto de Deus, nosso criador – o Espírito Santo, Jeová, o Iniciado mais avançado da Onda de Vida Angélica. É dele a autoria de todas as Religiões de Raça que serviu (e ainda serve, em algumas circunstâncias específicas) para nos conduzir a humanidade do Período Terrestre. Esse auxílio, prestado a toda humanidade nesta fase de desenvolvimento, teve a participação ativa de hostes de Arcanjos (como Espíritos de Raça) e Anjos (como Mensageiros e Anjos da Guarda) e foi prestado a partir de fora da Terra. Ou seja, foi necessário que as orientações para as nossas atividades na Região Química do Mundo Físico nessa época fossem dirigidas através de fontes exteriores.
Quando chegamos à metade quarta Revolução desse Período Terrestre, houve a necessidade de haver mais segmentações no nosso Campo de Evolução, a fim de facilitar a aprendizagem das lições que estavam reservadas para nós. Essas segmentações são chamadas de Épocas. Durante a Época Lemúrica e Atlante (a terceira e quarta das 7 Épocas, respectivamente) foi acrescentado um novo veículo em nossa evolução: a Mente. Também, foi na Época Atlante que surgiram, para nós, os seres atrasados da Onda de Vida dos Anjos, chamados Espíritos Lucíferos (ou Anjos Lucíferos ou, ainda, Anjos caídos). Eram atrasados porque não conseguiam evoluir no Esquema de Evolução dos Anjos sem a necessidade de um cérebro – tal como os Anjos que nunca precisaram de um – mas também não conseguiam construir um, já que, originalmente, os Anjos não necessitam. Naquela Época a nossa consciência ainda estava ligada aos planos superiores (ou seja: não estamos com a nossa consciência de vigília, focada na Região Química do Mundo Físico, como temos hoje). Os Espíritos Lucíferos sugeriram para nós que o cérebro era uma estrutura física, capaz de auxiliar-nos a entender como criar outros Corpos Densos, aqui nesse Mundo Físico, sem se sujeitar a direção de Jeová e dos Anjos (que era como era feito até então) e, assim, seríamos dono de nós mesmos e conheceríamos o bem e o mal.
Consequentemente, a grande maioria de nós (e não todos!) aceitou a sugestão e passou a viver dessa maneira: usando e abusando da força sexual criadora. Logo, derivando para ambições egoístas, aprendendo a mentir, a praticar a astúcia desenfreadamente, a desenvolver a vontade do “eu inferior”, a se revoltar contra os preceitos de Jeová. Sob a Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito) tivemos castigos severos por desobediência a essa Lei. Fomos divididos em Raças e essas em nações. A fim de entender que o “caminho do transgressor é sofrido” e nos dar a oportunidade da escolha, sempre que preciso, uma Raça era utilizada para guerrear contra outra: uma que obedecia aos preceitos do seu Senhor (Jeová) contra outra que insistia em não obedecer. E o objetivo aqui era que cada um controlasse o seu Corpo de Desejos.
Como quando o Átomo-semente da Mente foi dado a nós, estávamos acostumados a caminhar somente pelo desejo inferior (satisfazendo-o a qualquer custo e preço), então associamos a Mente juvenil um instrumento da natureza de desejos. Conclusão: facilmente a Mente se tornou um meio de justificar e arquitetar pensamentos que evidenciasse o nosso “eu inferior” (a Personalidade) e deixou de servir o “Eu Superior” (a Individualidade). Renascimentos e renascimentos aqui praticando o abuso da força sexual criadora, por meio de ondas de paixões, desejos inferiores, sensualidades, astúcias e mentiras nos assolou e criamos dívidas e mais dívidas de Destino Maduro (aquele que só há uma maneira de pagar: expiando). Até que a cristalização do nosso Corpo Denso (e a incapacidade do nosso Corpo Vital em vivificá-lo) se tornou de tal grau que quase não era possível evoluir nele; assim como a própria Terra – o nosso Campo de Evolução – foi-se cristalizando em grande intensidade até que surgiu o perigo de que toda a nossa evolução humana poderia chegar a um grau tão alto de cristalização que poderia surgir à segunda Lua da Terra!
Para evitar esta calamidade foi necessário um novo nível de ajuda espiritual que viesse até nós. Cristo, o Espírito do Sol, era o único que poderia nos ajudar, porque ele trabalha e domina totalmente a substância do Mundo do Espírito de Vida, o primeiro Mundo debaixo para cima onde cessa toda a separatividade, onde a fraternidade é um cotidiano, a partir do amor ágape – o amor verdadeiramente desinteressado e focado na divina essência do ser a que amamos. E isso foi feito por meio de um grande sacrifício cósmico. Ele, como qualquer outro Arcanjo, só conseguia construir, como veículo mais inferior, o Corpo de Desejos. Mas Ele precisava estar entre nós (viver o nosso dia a dia, para mostrar como a partir do nosso interior poderíamos sair dessa situação que nós mesmos nos colocamos), para sentir a dificuldade que estávamos sentindo e, assim, nos prescrever exatamente o que devíamos fazer para sair desse estágio perigoso. Assim, precisava se adaptar à existência material. Para isto teve que recorrer aos Corpos Vital e Denso de um ser humano. O mais indicado, pelo seu grau de evolução, foi o ser humano de Jesus. Ele cedeu, voluntariamente nesse renascimento, o seu Corpo Denso e o seu Corpo Vital à Cristo.
O Corpo Denso e o Corpo Vital de Jesus foram aperfeiçoados e sutilizados em sua juventude e até aos 30 anos de idade pelos Essênios, de forma a sintonizarem-se com as vibrações elevadíssimas para que mais tarde esses veículos pudessem ser cedidos por Jesus, no Batismo, a Cristo, quando as ligações entre o Corpo de Desejos de Cristo e os Corpos Denso e Vital de Jesus foram feitas. Esse foi o Seu primeiro passo do sacrifício cósmico: entrar nesses veículos (Vital e Denso). A dualidade deste maravilhoso “Ser” conhecido por Cristo-Jesus tornou-se única entre todos os Seres dos sete Mundos que compõe o universo. Só Ele possui os doze veículos que unem diretamente o ser humano no Corpo Denso a Deus. Ninguém melhor do que Ele podia compreender, com maior compaixão, a nossa posição e as nossas necessidades e nos trazer alívio total.
Nos três anos de seu ministério, Cristo-Jesus ensinou a verdadeira Religião Cristã Esotérica: a unificação futura de todos nós. O amor impessoal, focado na divina essência de um ser, e a Fraternidade Universal são os dois grandes mandamentos de Amor que constituem o alicerce imediatamente necessário à nossa evolução espiritual.
A Crucificação ocorreu no momento em que Cristo-Jesus deu o passo final e se tornou o Espírito Planetário da Terra. O sangue que jorrou da coroa de espinhos e dos ferimentos do seu Corpo Denso penetrou no Planeta Terra libertando Cristo dos veículos de Jesus e tornando-O o Espírito Interno da Terra. Nesse instante a Terra foi permeada com o Seu Corpo de Desejos que lavou os pecados do mundo, não do indivíduo. Assim, purificou o Corpo de Desejos que estava contaminado da Terra – o Mundo do Desejo –, libertando-a das influências negativas, inferiores e cristalizantes que se haviam acumulado e sendo tão nefastas para a humanidade. A partir deste momento, todos nós, com vontade e esforço, temos condições de purificar os nossos veículos e acelerar o nosso desenvolvimento espiritual – se quisermos –, pois foi possível o acesso a esta substância espiritual pura.
Devido a este extraordinário sacrifício, Cristo agora vive parte do ano limitado e oprimido na nossa Terra, aguardando o Dia de Sua Libertação. Esse tempo é marcado pelo Equinócio de Setembro quando Cristo toca a atmosfera da Terra e termina no Equinócio de Março, que marca o fim do trabalho na Terra voltando ao seio do Pai, para preparar o seu retorno no próximo ano.
Cristo sente todo ódio, raiva, egoísmo, astúcia, discórdia e todos os outros desejos, sentimentos e outras emoções, tomando os materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo, que nós geramos todos os dias. Mas, Ele recebe também uma extraordinária ajuda dos Irmãos Maiores que trabalha, diariamente, para transmutar todo o mal em forma de pensamentos, sentimentos, palavras, atos, obras e ações em fatores positivos através de Sua força de vida. Mesmo sabendo que a maioria de nós não está ciente deste trabalho, nós como Estudantes Rosacruzes devemos procurar não expressar estes desejos, sentimentos e outras emoções, tomando os materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Se não o fizermos aliviaremos o sofrimento do nosso Salvador Cristo e apressaremos a Sua libertação.
A nossa dívida com o Cristo é imensa, e se quisermos começar a saldá-la, mesmo que muito modestamente, comecemos a praticar na nossa vida diária o serviço amoroso e desinteressado, servindo a divina essência do irmão e da irmã que vive ao nosso lado, no nosso cotidiano, seja quem for. Assim teceremos o Corpo-Alma, o veículo que encontraremos com Ele na Sua segunda vinda e nos possibilitará dar o próximo passo para frente e para cima nesse Esquema de Evolução. A decisão é nossa!
“Que as rosas floresçam em vossa cruz”
Antes de entrarmos no assunto acima propriamente dito, comecemos com algumas citações de Max Heindel, expostas abaixo, para que possamos nos situar dentro do espírito da Astrologia segundo os Ensinamentos Rosacruzes.
“O Zodíaco e os Astros são como um livro, no qual podemos ler a história da humanidade durante eras passadas, nos dando, também, uma chave para o futuro que está reservado para nós.” (Livro: A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel-Fraternidade Rosacruz)
“Moisés recebeu ordem de tirar suas sandálias ante à sarça ardente, em reconhecimento ao fato de que se encontrava em SOLO SAGRADO, um lugar iluminado por uma presença Espiritual. (…) podemos dizer que o SOLO sobre o qual Moisés se encontrava não era mais sagrado do que aquele em que se situa o astrólogo, quando tem em suas mãos um horóscopo”.
“A Lei de Consequência também age em harmonia com as estrelas. Assim, um ser humano nasce quando as posições dos Corpos do Sistema Solar proporcionam condições necessárias para sua experiência e progresso na Escola da Vida. Por essa razão a Astrologia é uma ciência absolutamente verdadeira, se bem que o melhor astrólogo pode equivocar-se, por ser falível tanto quanto os demais seres humanos.” (Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo IV – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
“Nós deveríamos sempre ter em mente a certeza de que os Astros impelem, mas não compelem. As ocasiões e as tentações se apresentarão quando a hora chegar; esse será, então, o momento de focar no bem e no dever. O ser humano instruído, graças ao conhecimento da Astrologia Rosacruz, está equipado antecipadamente e pode muito facilmente triunfar sobre um aspecto que predomine.” (Livro: Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
“Os astrólogos mundanos ou materialistas consideram Marte, Saturno, Urano, Netuno e Plutão como maléficos e Vênus e Júpiter como benéficos. Mas, no Reino de Deus não há nada de maléfico, já que o que parece ser mal é somente o bem em gestação, que há de vir. Nós não devemos acreditar que a influência desse ou daquele Astro age para nos prejudicar. Nós viemos a esse mundo para adquirir certas experiências necessárias ao nosso próprio desenvolvimento espiritual, e se nós nos esforçamos para compreender as influências astrais, nós perceberemos que elas são poderosos fatores que ajudam no nosso desenvolvimento.” (Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. 1 – Pergunta nº 161 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Terminando essa introdução com as citações edificantes acima, vamos a mais uma história que se conta sobre o genial inventor Thomas Edison (1847-1931): “Conta-se que, em determinada fase de sua vida, Thomas Edison trabalhava como telegrafista noturno de uma estação ferroviária. E, para poder dormir nos intervalos possíveis, sem faltar a seu importante dever, idealizou um recurso: punha um cubo de vidro na beira de uma mesa e da torneira fazia correr água, em volume calculado, para enchê-lo em determinado tempo. Deitava-se embaixo do cubo e quando esse se enchia, transbordava e a água lhe caia no rosto, acordando-o em tempo para atender ao primeiro trem. Semelhantemente, estamos girando numa corrente contínua de ações, para o bem ou para o mal, rumo ao depósito do tempo. O que dele transborda volta sobre nós, impelindo-nos a novas ações. Não importa que adormeçamos, como Edison, pois o sono da morte não pode invalidar as ações do espírito imortal. Um novo nascimento ocorrerá exatamente quando o depósito do tempo estiver cheio, para que o espírito recolha o que semeou. É sobremodo importante compreendermos, com toda a clareza, o seguinte ponto de vista: não é o fato de termos nascido num determinado instante que nos determinará certo destino. Se assim fosse, teríamos razões de sobejo para renegar a fatalidade de nascer sob má configuração e para ficar aborrecidos com Deus, de sofrer tão má fortuna, sem direito de escolha. Em verdade, somos impulsionados ao renascimento no instante em que os raios dos Astros prevalecentes correspondem às inclinações de caráter formadas por nós. Edison ficaria aborrecido se alguém o despertasse do modo descrito, jogando-lhe água na cabeça. No entanto, sabendo que isso lhe acontecia porque ele mesmo o preparara, antes de dormir e, ciente de que isso lhe era vantajoso, ficava até satisfeito. Igualmente, quando compreendemos que nossas atuais circunstâncias foram determinadas por nossos atos passados; quando sabemos que os Astros apenas marcam o momento mais favorável para recolhermos o que semeamos, então, ficamos, também, satisfeitos e tratamos de aprender as lições da vida, em vez de maldizer nossa falta de faculdades ou de privilégios.”
(de: Introduction: L’astrologie Selon Les Enseignements Rosicruciens : L’Astrologie Rosicrucien, da Association Rosicrucienne Max Heindel, Centre de Paris – Texte inspiré de l’enseignement rosicrucien légué à Max Heindel par les Frères Aînés de la Rose-Croix – Traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Resposta: Certamente poderia ter sido realizada sem o método específico da crucificação ou crucifixão, mas era absolutamente necessário que o sangue fluísse. Há vários graus de Mestres e eles exigem condições diferentes para o cumprimento de suas tarefas. Alguns Mestres, como Moisés e Buda, vêm para uma nação ou um povo e ajudam-na até determinado ponto; eles mesmos evoluem nesse processo; e ambos os Mestres mencionados atingiram um ponto em seu próprio desenvolvimento em que seus corpos se iluminaram. Ouvimos quão o rosto de Moisés brilhou e de tal forma que foi necessário ele utilizar um véu. Buda se iluminou no momento de sua morte. Cristo atingiu o estágio de iluminação no momento de Sua transfiguração, e é muito significativo que a parte mais importante de Sua obra, do Seu sofrimento e da Sua morte ocorreram após o evento da Transfiguração. E para Moisés, Elias, Buda e os outros Mestres anteriores foi necessário que nascessem em um Corpo Denso repetidas vezes, a fim de suportar os pecados do povo para os quais eles vieram, Cristo apareceu apenas uma única vez em um Corpo Denso e não necessitará tomar para Si mesmo tal instrumento novamente. Pois, quando o Espírito deixa o corpo de forma natural, leva consigo certas impurezas à medida que se retira lentamente do sangue coagulado. Mesmo num corpo tão puro como o Corpo Denso de Jesus, havia impurezas, e a morte violenta que fez o sangue fluir libertou o Ego de Cristo do sangue com um movimento via uma torção violenta e rápida, deixando para trás qualquer impureza que poderia existir naquele Corpo Denso, de forma que Cristo emergiu do Corpo de Jesus imaculado e sem os laços do destino que, geralmente, acompanham a vida no Corpo Denso.
Baseados no mesmo princípio, é um fato que, embora atualmente tenhamos guerras que devem ser lamentadas do ponto de vista meramente humano, no entanto, é patente para o ocultista que essas guerras purificaram consideravelmente o sangue dos povos envolvidos, de modo que a humanidade, gradualmente, se torna menos violenta e mais e mais espiritual. Podemos ainda dizer que nesse fato se reflete a característica redentora do sacrifício de animais. Quando a humanidade passou pelo estágio animal, não possuía sangue vermelho passional como nossos animais; não éramos tão evoluídos. Os animais de hoje, embora inferiores a nós na evolução, encontram-se em uma espiral mais elevada e, enquanto estamos sofrendo sob a Lei de Consequência por termos que superar nossas paixões com a nossa própria força de vontade, os animais estão sendo ajudados e mantidos sob controle pelos seus Espíritos-Grupo. E quando atingirem o estágio humano no Período de Júpiter, se tornarão uma humanidade superior, livre das paixões que fizeram desse mundo um lugar tão desolador. Dessa forma, a natureza sempre transmuta qualquer mal que possamos cometer num bem mais elevado.
Respondendo à pergunta, podemos dizer que, no caso de Cristo a morte violenta foi necessária porque possibilitou que o Espírito de Cristo se retirasse do Corpo Denso de Jesus sem reter nenhuma das impurezas inerentes ao veículo meramente humano.
(Pergunta nº 101 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
por Corinne Heline
Queridos amigos, meu coração está muito feliz por poder estar aqui com vocês nesta ocasião e prestar minha pequena homenagem a nosso amado Max Heindel. Gostaria de contar-lhes sobre o dia em que conheci este homem extraordinário e, para fazer isso, terei que falar rapidamente sobre a minha vida pessoal. Espero que me perdoem por isso.
Talvez vocês saibam, pela minha maneira de falar, que nasci e fui criada no Sul. Eu era filha única e os meus primeiros anos foram cheios de dedicação por minha adorada mãe. Ela foi sempre para mim como uma linda fada. No entanto, ela era frágil e os dias de minha infância eram envoltos em medo de que algum dia eu poderia perdê-la.
Assim, decidi, naquela época, que se ela morresse eu iria com ela.
Como podem ver, eu não sabia nada sobre o Renascimento e a Lei de Consequência. Nasci procurando a Luz e respostas para perguntas que nem sequer sabia formular. Não compreendia exatamente o que estava buscando. Consequentemente, não tinha ideia onde achá-las. E, como todos sabem, o Sul é profundamente ortodoxo e conservador, mas uma coisa eu sabia: que em algum lugar devia haver uma resposta mais adequada para os problemas da vida e da morte do que a ortodoxia dava e estava determinada a encontrá-la.
Enquanto isso, minha mãe ficava cada vez mais fraca e eu estava sempre cheia de medo de perdê-la. Alguns meses antes de sua doença fatal, uma amiga me telefonou e disse ter encontrado um livro novo que ela estava certa de que era exatamente o que eu estava procurando. Naquela mesma tarde eu fui à casa dela e vocês podem adivinhar que o livro era o “Conceito Rosacruz do Cosmos”.
Quando vi a Cruz de Rosas e li que nós tínhamos que transmutar as rosas vermelhas em uma rosa branca, eu soube que finalmente tinha encontrado o que queria. Naquela noite, antes de dormir, meu pedido já estava no correio a caminho de Oceanside. Contei os dias até o inestimável livro chegar e, assim que ele chegou, o médico disse que minha mãe tinha que se submeter a uma operação muito séria. Então, esse livro passou a ser meu companheiro inseparável. Dormia com ele debaixo do travesseiro, pois, embora pareça estranho, ele era o único consolo que o mundo poderia me dar. Depois da operação, o médico disse que não havia esperança e que ela só teria alguns meses de vida.
Eu continuava apegada ao meu abençoado livro. Então, de repente, tive um pensamento novo e estranho. Será que eu devia me matar e ir com minha mãe como tinha planejado ou deveria ir para Oceanside e dedicar minha vida ao trabalho de Max Heindel? A segunda parte da pergunta era a resposta. Estava decidida e, dez dias depois que minha mãe me deixou, eu estava em um trem, o Conceito debaixo do braço, a caminho da Califórnia para encontrar Max Heindel. Ele parecia ser o único bálsamo para minha dor que o mundo poderia me dar.
Oh! Quem dera que eu pudesse descrevê-lo realmente no primeiro dia em que o vi aqui em Mt. Ecclesia! Ele veio encontrar-se comigo com as mãos estendidas e sua face iluminada pela ternura, simpatia e compaixão. E, notem bem, eu não tinha tido nenhum contato pessoal com ele. Conhecia-o só por meio de seu livro e vocês podem imaginar minha enorme surpresa quando ele segurou minhas mãos nas suas e disse carinhosamente: “Minha filha, eu estive com você dia e noite durante a provação pela qual você acabou de passar. Eu sabia que quando terminasse, você viria. Agora você pertence ao meu trabalho”.
Aquele, queridos amigos, foi um dia muito significativo em minha vida. Foi o dia em que me dediquei completamente à vida espiritual e à Filosofia Rosacruz. Por cinco anos maravilhosos tive o privilégio de conhecer aquele homem sábio, de estudar e ser treinada sob sua direção e supervisão. Sempre considerei aqueles cinco anos como sendo os mais bonitos e mais espiritualmente frutíferos de toda a minha vida. Queria ser capaz de descrever aquele homem maravilhoso como o conheci. Quando penso em suas admiráveis características, talvez a qualidade que mais profundamente apreciei foi sua extraordinária humildade. Enquanto ele estava ávido em ajudar onde quer que fosse possível, estava sempre firme mantendo no seu interior a personalidade de Max Heindel.
Enquanto eu estudava sua completa dedicação à vida simples, muitas vezes pensava nas palavras de nosso Senhor Cristo: “Eu não sou nada. É o Pai que tudo faz”.
Eu penso, queridos amigos, que Max Heindel demonstrou a mais perfeita combinação do ser místico e prático que já conheci. Ele era simples e humilde. Os serviços domésticos mais simples ele fazia com a maior dignidade e satisfação. Ele descia ao curral e ordenhava a vaca se necessário fosse, pois como sabem, naquele tempo nós tivemos um curral e uma vaquinha aqui em Mt. Ecclesia. Ele tirava mel das abelhas, pois nós tivemos abelhas também. Ele subia nos postes telefônicos e consertava um fio partido; ele plantava árvores, cavava o jardim e colhia vegetais; ele fazia as coisas mais simples com a mesma dedicação e entusiasmo com que ia ao escritório, à sala de aula ou de conferência para expandir sua grande sabedoria ou talvez encontrar o Mestre que o guiou neste grande trabalho.
Nas noites de sábado, era costume manter uma sessão de perguntas e respostas na biblioteca. Havia uma mesa que se estendia por todo o comprimento da sala e os estudantes se reuniam em volta com o Sr. Heindel, de pé, para responder as perguntas. Cada estudante podia fazer uma pergunta e tinha de ser por escrito. Então, o Sr. Heindel recolhia as perguntas e respondia uma a uma. Observando-o cuidadosamente, eu descobri que ele, intuitivamente, sabia a quem cada pergunta pertencia e sempre se dirigia àquele de quem a pergunta tinha vindo. Nas muitas vezes que assisti a essas memoráveis sessões, ele nunca se enganou em identificar a pessoa que tinha feito a pergunta. Era sempre cuidadoso e meticuloso e nunca deixava uma pergunta sem ter certeza de que aquele que perguntara estivesse completamente satisfeito com a resposta.
Foi numa destas maravilhosas reuniões esclarecedoras que eu adquiri meu primeiro entendimento do importante lugar que a cor e a música iriam ocupar na preparação do mundo para a próxima Nova Era. Max Heindel anunciava que dedicaria uma hora para perguntas e respostas nessas reuniões. Entretanto, constantemente, essa hora era estendida para duas ou duas e meia e até três horas. Eram momentos tão estimulantes que o tempo parecia voar nas asas do encantamento.
Queridos amigos, quisera ser capaz de dizer-lhes tudo o que Mt. Ecclesia significava para Max Heindel quando o conheci. Como ele amava este lugar! Ele sabia o grandioso destino que estava guardado para o trabalho que ele fundamentou. Naquela época, havia um banco colocado perto da Cruz de Rosas iluminada que ficava no jardim. Ali ele se sentava cada noite, por alguns minutos ou talvez uma hora antes de se recolher, orando ou meditando, irradiando amor e bênçãos sobre esta terra sagrada e sobre todos aqueles que viviam aqui servindo à Obra fielmente.
Quisera descrever para vocês como seu semblante amigo se iluminava quando ele, com profunda reverência e devoção, olhava a iluminada Cruz de Rosas que tanto significava para ele. Nunca se cansava de nos falar das coisas maravilhosas guardadas em Mt. Ecclesia. Ele falava constantemente da Panaceia, a fórmula da qual os Irmãos Maiores da Rosa Cruz são guardiães e cujos discípulos capacitados terão a permissão de usar na cura e consolo de multidões que chegarão de todas as partes do mundo para esta capela sagrada.
Ele nos falava de seu sonho de um belo teatro grego que seria, em sua visão, construído no cânion abaixo da Capela e no qual seriam apresentadas peças com mensagens espirituais e verdades ocultas tais como os grandes dramas de Shakespeare e outros clássicos inspirados. Ele também via um tempo em que Mt. Ecclesia teria sua esplêndida orquestra composta de estudantes regulares e que apresentaria no teatro obras dos grandes mestres compositores, particularmente Beethoven e Wagner, os quais reconhecia como elevados Iniciados na música. Ele também dizia que haveria aulas de introdução musical. Max Heindel gostava de falar dos Irmãos Maiores e de como eles, em seus estudos sobre a Memória da Natureza, tinham sido capazes de observar através das eras e ver as condições do mundo de hoje. Foi por esta razão que eles deram a Filosofia Rosacruz ao mundo.
Queridos amigos, a alma do mundo de hoje está doente, cheia de sofrimento, busca e questionamento. Não há resposta para essas perguntas. O que o mundo está verdadeiramente procurando é uma ciência mais espiritualizada e uma religião mais científica. A Filosofia Rosacruz tem a resposta para essas duas questões. A Filosofia é a continuação do trabalho que nosso Mestre, Cristo, trouxe para a Terra e deu para os Doze Imortais. Ela contém o inestimável presente que Cristo nos trouxe, isto é, as Iniciações Cristãs que contêm o verdadeiro sentido da religião da Era de Aquário que se aproxima. Max Heindel entendeu tudo isto muito bem. Ele sabia do grande destino que está reservado para a sua obra. Desta forma, nunca permitiu que o desapontamento ou as dificuldades o detivessem. Ele sempre manteve seus olhos fixos nas estrelas.
Queridos amigos, é um grande privilégio sermos guardiães deste grande trabalho e deste consagrado lugar, que foi escolhido pelos Grandes Seres como um local de treinamento para aqueles que puderem passar pelos testes rigorosos que os tornarão capazes de ser incluídos entre os pioneiros da Nova Era que se aproxima.
Assim, meus amigos, sigamos, todos, os passos de Max Heindel. Unamo-nos em paz, harmonia e amor para que possamos fazer nossa parte no desempenho da missão para a qual nosso amado líder se dedicou e sacrificou durante toda sua vida. Fixemos nossos olhos na direção das estrelas como ele fez. Vamos encarar este mundo com uma nova luz, um novo poder e uma nova esperança, porque só assim seremos fiéis à nossa busca e veremos o glorioso destino deste grande trabalho ser alcançado. É verdadeiramente a religião que será o coração e a pedra angular da nova Idade de Aquário. Que Deus abençoe cada um e todos no caminho da busca da Eterna Luz.
(Publicado na revista “Rays from the Rose Cross”, em Jul/Ago 1997 – baseado na palestra realizada em Mt. Ecclesia em 23 de julho de 1965, na comemoração do centenário do nascimento de Max Heindel)
Vira e mexe nos deparamos com textos que contam as razões pelas quais várias pessoas tenham sobrevivido a acidentes coletivos, como por exemplo ao “atentado do 11 de setembro às torres gêmeas do WTC nos EUA”. Razões muito simples são alguns dos fatos citados que fizeram com que eles não estivessem no World Trade Center no momento exato do atentado. Segue o exemplo de um dos textos:
“Depois do atentado do 11 de setembro, uma empresa que tinha o seu escritório em um dos andares do World Trade Center, convidou os seus sócios e empregados que por alguma razão haviam sobrevivido ao ataque, para compartilhar as suas experiências.
Aquelas pessoas estavam vivas pelas razões mais simples da vida, eram pequenos detalhes como esses:
Mas a história que mais me impressionou foi a de um senhor que ficou com uma bolha no calcanhar, devido ao seu sapato ser novo e antes de chegar ao trabalho ele decidiu parar em uma farmácia para comprar um curativo e por isso ele está́ vivo hoje.
Agora, quando eu fico preso no trânsito, quando perco um ônibus, quando preciso me atrasar porque tive que atender alguém e muitas outras coisas que me desesperariam, penso primeiro
“Este é o lugar exato no que devo estar, nesse exato e precioso momento”.
Na próxima vez que a tua manhã for uma loucura, que teus filhos demorem em se arrumar, ou que você não esteja conseguindo achar as chaves do carro, não fique chateado ou frustrado.
VOCÊ ESTÁ EXATAMENTE NO LUGAR QUE DEVERIA ESTAR, nesse grande quebra cabeça da vida. Aplique a gratidão agora e seja grato por como você está́ agora e pelas coisas que tem”.
Isso suscita a seguinte pergunta: Por que morreram tantas pessoas e outras se salvaram por um triz?
Acidentes coletivos são, na realidade, resgastes coletivos, ou seja, segundo a Lei de Consequência somos responsáveis por nossos atos nesse mundo e colhemos o justo resultado de nossas obras, boas ou más. Temos responsabilidades por nossas ações individuais e pelas coletivas, grupal ou nacional.
Por sermos membros de uma comunidade ou nação, algumas vezes, atuamos como um grupo gerando causas boas ou más e quando tais atos são maus, a dívida assim contraída é geralmente liquidada no curso dos chamados acidentes de grandes proporções, ou seja, os Egos participantes dessas ações são atraídos para colherem, em conjunto, o que em conjunto efetuaram. Importante enfatizar que por estarmos em uma teia de destino, não necessariamente as causas que colocamos em ação nessa vida gerarão efeitos nessa vida. O que acontece, muitas vezes e que nos dá essa sensação é que o efeito de uma causa já está latente no nosso horóscopo (e isso é até fácil de descobrir, difícil é a pessoa aceitar) e uma vez que ativamos a causa, o efeito acontece. Agora, para tais efeitos que nos levam a sermos retirados dessa vida terrena são causas que colocamos em ação em vidas passadas.
Os Anjos do Destino tomam todas as providências para que nada seja alterado por interferência humana, que impeça que alguém experimente os efeitos da causa gerada, ou seja, nesse caso, o destino será cumprido, pois é a melhor maneira que existe para aprendermos a lição que nos é apresentada.
Há um caso citado no “Conceito Rosacruz do Cosmos” de um senhor que foi alertado sobre um acidente que ele sofreria. Ele então se programou para não sair de casa naquele dia. Só que ele se enganou com a data e acabou sendo ferido numa colisão de trens. Entendemos que o sofrimento decorrente desse acidente lhe era destinado como uma expiação de determinados erros.
Contudo, o inverso também é verdadeiro, pois se está previsto a queda de um avião, onde várias pessoas resgatarão uma dívida, e nesse avião tem passageiros que não fizeram parte dessa geração de dívidas, tenha a certeza de que essas pessoas, por qualquer razão, não embarcarão nesse voo.
Resumindo, todas as Leis da Natureza, incluindo a Lei de Consequência estão sob a administração de grandes Seres de sublime espiritualidade e sabedoria. Essas Leis são feitas para que possamos evoluir, nunca para nos prejudicar ou como vingança. Tudo está sob a orientação de Deus – em Quem vivemos, nos movemos e temos o nosso ser. Estamos sob Sua proteção amorosa em tudo, portanto, nada nos pode acontecer que não esteja em harmonia com o Seu grande plano divino.
Que as rosas floresçam em vossa cruz