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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Outubro de 2023

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.

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1.Para acessar a Edição digital

clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Outubro de 2023

2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:

A Fraternidade Rosacruz é uma Escola de Filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes Rosacruzes, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: ECOS.

SUMÁRIO

Informação. 3

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Outubro/2023: 4

1.Reuniões Presenciais de Estudos Rosacruzes: 4

2.Publicações de textos no nosso Site:www.fraternidaderosacruz.com e nas nossas Redes Sociais: 4

3.Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) on-line em andamento. 4

4.Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais) 4

5.. Oficiação dos Rituais dos Serviços Devocionais (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento) 4

Novembro – Sol transitando pelo Signo de Sagitário (novembro-dezembro) 5

Estudos Bíblicos Rosacruzes – Novo Testamento – Evangelho Segundo São Mateus 5, 1-6 – Parte 1 – As Bem-aventuranças. 5

Conceito Rosacruz do Cosmos – Estudo das Terminologias Rosacruzes – Capítulo III – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 10 A- Preparativos para o Renascimento. 9

Estudo das Leis de Consequência e Renascimento – O valor da repetição para o aprendizado e evolução espiritual 11

Conceito Rosacruz do Cosmos – Estudo das Terminologias Rosacruzes – Capítulo III – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 10 B – Preparativos para o Renascimento. 14

Conceito Rosacruz do Cosmos – Estudo das Terminologias Rosacruzes – Capítulo III – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 11 – O Nascimento do Corpos Denso, Vital, de Desejos e Nascimento da Mente. 16

Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Outubro: 19

“A única opinião digna de ser levada em conta precisa se basear no conhecimento.”. 19

Serviço desinteressado – necessário praticar todos os dias. 20

Período do trânsito do Sol pelo Signo de Escorpião. 21

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes. 21

1. Pergunta: No final da Revolução Lunar do Período Terrestre, o Cosmos se tornou Caos de acordo com o “Conceito”, último § do subcapítulo “Período de Repouso entre Revoluções”, no capítulo “O Período Terrestre”. No começo da outra Revolução, a 4ª, o Caos se tornou Cosmos. Estamos no meio da Quarta Revolução e os cientistas estimam que o nosso universo tenha 14 bilhões de anos, aproximadamente. Isso significa que uma única Revolução, a Volta ao redor dos sete Globos, tenha a duração aproximada de 30 bilhões de anos?. 21

2. Pergunta: Se os Lucíferos não tivessem focado a consciência da humanidade no Mundo Físico ou externo, nós seríamos até hoje meros autômatos guiados por Deus?. 22

3.Pergunta: Por que a Fraternidade Rosacruz oficia os Rituais do Serviço dos Equinócios, Solstícios e da Noite Santa na véspera dessas datas?. 22

4. Pergunta: Por que o estudante não pode fazer uso das fórmulas herméticas para manifestar coisas simples, porém necessárias e urgentes em sua vida (ex. emprego)? Na página 345 é dito algo sobre os poderes que o Iniciado vem a desenvolver: “Pode dar de comer a cinco mil pessoas, se o deseja, mas não pode converter uma pedra em pão para aplacar a própria fome. Pode curar os outros da paralisia ou da lepra, mas não pode usar a Lei do Universo para curar suas próprias feridas mortais”? Se somos todos influenciados, gostemos ou não, pelas Leis do Universo, por que não podemos usá-las beneficamente em nossas próprias vidas, precisando chegarmos a situações tão críticas como as acima mencionadas?. 22

5. Pergunta: A gazela que o tigre mata foi, em alguma vida anterior, um tigre que matava gazelas? Existe esse tipo de destino entre os animais, baseado na Lei de Renascimento e Consequência?. 23

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA.. 23

Datas de Cura: Novembro: 02, 10, 17, 23, 30. 23

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Informação

As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP, aos domingos as 17hs. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.

Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo fone: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com

É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Outubro/2023:

Reuniões Presenciais de Estudos Rosacruzes:

Dia 01/10 – 16 h – Estudos Bíblicos RosacruzesEvangelho Segundo São Mateus 5, 1-12 – Parte 1

Dia 01/10 – 17 h – Estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. III – O Ser Humano e o Método de Evolução – P.10 A – Preparativos para o Renascimento

Dia 08/10 – 17 h – Não tivemos reunião – devido à falta de água no local

Dia 15/10 – 16 h – Sessão Cinema – Estudo das Leis de Consequência e Renascimento – O valor da repetição para o aprendizado e evolução espiritual

Dia 22/10 – 16 h – Reunião de Estudante Regular

Dia 22/10 – 17 h – Estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. III – O Ser Humano e o Método de Evolução P.11 – O Nascimento do Corpos Denso, Vital, de Desejos e Nascimento da Mente

Dia 29/10 – 16 h – Reunião de Probacionista

Dia 29/10 – 17 h – Dia 17/09 – 17 hs – Estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. III – O Ser Humano e o Método de Evolução – P.10 B – Preparativos para o Renascimento

Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/

Publicações de textos no nosso Site: www.fraternidaderosacruz.com e nas nossas Redes Sociais:

https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz/

https://business.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas/

https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e

https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas

Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) on-line em andamento

Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)

Oficiação dos Rituais dos Serviços Devocionais (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)

Novembro – Sol transitando pelo Signo de Sagitário (novembro-dezembro)

A força Crística dourada, descendo da fonte do Sol, tocando a partir do lado externo da atmosfera terrestre no Equinócio de Setembro, como antes mencionado, passa pelo Mundo do Desejo durante novembro (Escorpião).

Esse é um tempo propício para que o discípulo trabalhe na purificação da sua natureza inferior e, assim, se torna mais habilitado para auxiliar os Seres Superiores em seus trabalhos de purificação do Mundo do Desejo) da Terra. Um esforço suplementar é, então, feito para torná-lo um servidor consciente mais eficiente tanto nos planos internos como nos externos da vida.

Em estágios evolutivos anteriores do desenvolvimento humano a Hierarquia de Escorpião, que preside o mês zodiacal de novembro, auxiliou o despertar do Ego (o Espírito Virginal manifestado, nós) no ser humano (ou seja, nos seus Corpos: Denso, Vital e de Desejos) e, fazendo isso lançou o ser humano na estrada da individualização. Durante o presente estágio de evolução humana o Discípulo, trabalhando sob a orientação dos Senhores da Individualidade (Libra) e dos Senhores da Forma (Escorpião), está aprendendo a substituir a sua capacidade de fazer valer a própria opinião diante de outras pessoas pela humildade e pelo sacrifício pessoal do “eu” pelo impessoal “nós”; em outras palavras, atualmente vive-se o ideal de O MAIOR BEM PARA O MAIOR NÚMERO.

Estudos Bíblicos Rosacruzes – Novo Testamento – Evangelho Segundo São Mateus 5, 1-6 – Parte 1 – As Bem-aventuranças

A Bíblia é um livro de chave e de mistérios. Ela possui Bíblia uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica)

O estudante Rosacruz deve estudar e praticar os ensinamentos oferecidos pela Bíblia, pois “A Bíblia foi nos dada ao mundo ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todo o erro, nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia”.

Os 4 Evangelhos são fórmulas de Iniciação, pelas quais todos nós vamos passar. O evangelho segundo São Mateus começa no Natal, no sagrado nascimento, e é um dos 3 evangelhos que traz as fórmulas para iniciação ou mistérios menores. João é o único evangelho que traz os mistérios de Iniciação Maiores.

As Bem-aventuranças

1Vendo ele as multidões, subiu à montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos. 2E pôs- se a falar e os ensinava, dizendo: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 5Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (Mt 5:1-6).

Também conhecida como Sermão da Montanha, Sermão do Monte ou as Beatitudes

Atualmente estamos muito longe do desenvolvimento previsto para nós no Plano Divino, pois atualmente deveríamos estar vivendo conscientemente na Região etérica do Mundo Físico, assim como muitos Auxiliares Invisíveis já vivem lá, ainda que parcialmente. Importante saber, que os irmãos (as) leigos, adeptos e irmãos (as) maiores vivem na Região etérica de forma consciente e, também, aqui no Mundo Físico, sempre que necessário.

Desde o pináculo na materialidade, estamos cristalizados aqui no Mundo Físico, ao ponto, que muitos de nós acreditam que não existe outro lugar no Universo, além da Região química do Mundo Físico e em razão dessa crença, tentam explicar tudo que existe na Terra e no Universo através dos materiais (gases, líquidos e sólidos) dessa Região.

Poucos alcançaram o ponto de evolução, no qual se vive totalmente de acordo com os Dez Mandamentos e ainda muito poucos, têm apenas uma ideia do valor espiritual das Bem-Aventuranças.

Na Era de Aquário, só conseguirão viver, os indivíduos que tiverem o Corpo-Alma desenvolvido, para funcionarem conscientemente na Região Etérica. A vida cotidiana nessa Era será baseada nos Dez Mandamentos, ou seja, todo aprendizado obtido dos 10 Mandamentos já terá virado uma virtude (um bom hábito de convivência) na nossa vida.

Para avançarmos para as próximas Eras, usaremos as Bem-aventuranças para elevarmos nossos níveis de conhecimento e de desenvolvimento que nos permita funcionar conscientemente em outras Regiões e outros Mundos.

As Bem-aventuranças, segundo são Mateus, se constituem de 9 passos e são a síntese para a libertação humana, ou seja, através dela é que alcançaremos as nossas aspirações espirituais. Nove é um número cabalístico, representativo do gênero humano, do que se deduz tratar-se de uma síntese para a libertação humana. Representa a humanidade.

Para vivermos as Bem-aventuranças é necessário nos despojarmos do sentido humano vicioso que enaltece a nossa personalidade e que cultivamos ao longo dos renascimentos.

Nota: é importante aqui diferenciarmos, segundo os Ensinamentos Rosacruzes que: Individualidade é a expressão do “eu real”, verdadeiro “Eu superior”. Compõe-se dos veículos Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano. É o Espírito quem manda e orienta. Enquanto, Personalidade, é a imagem refletida do Espírito, e a Mente é o espelho ou foco. Compõe-se do Corpo Físico, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.

As Bem-aventuranças são uma síntese do espírito Cristão (o Cristão completo é autêntico). São também uma sinopse espiritual do verdadeiro Cristianismo. É um resumo didático que Cristo deixou para que conseguimos vivenciá-las a partir da Região Química do Mundo Físico, para funcionarmos na Região Etérica do Mundo Físico. Aqui na Região Química, o hábito que devemos colocar em prática são os 10 Mandamentos.

Elas sintetizam os ensinamentos que deveremos adquirir para nossa evolução. É um dos mais importantes trechos da mensagem Cristã; um código universal de conduta, cabível a qualquer religião ou credo. Elas sugerem que sejamos as Bem-aventuranças – que sejamos: desprendidos e servidores; puros de coração; coerentes na reta justiça, apesar de perseguições; mansos, pacificadores e misericordiosos; amorosos com os que nos odeiam sem razão; e retribuidores de bem, mesmo aos que nos fazem mal.

Conforme vamos caminhando na compreensão esotérica das Bem-aventuranças, vamos concluindo que:

  • não basta interpretar: as influências do nosso subconsciente nas nossas ações
  • não basta procurar reeducar o nosso subconsciente
  • não basta a mera apreciação intelectual das falhas
  • não basta o nosso ajustamento aos padrões sociais
  • não basta definir as causas subconscientes de nossos erros atuais e indicar soluções.

Agora…se conhecermos e aplicarmos as Bem-aventuranças, teremos o êxito espiritual que tanto procuramos

  • vivemos, realizamos a “nova criatura em Cristo” (como S. Paulo nos ensinou)
  • transformamos as verdades intelectuais em caráter
  • iluminamos o nosso subconsciente
  • convergimos todos os hábitos na decidida e persistente regeneração do ser

Nos versículos 1 e 2, vemos descritos:

** “Vendo ele as multidões, subiu à montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos. E pôs- se a falar e os ensinava, dizendo…”

  • Montanha significa algum lugar acima da Região Química do Mundo Físico
  • Vendo Ele as multidões, subiu à montanha, significa que ele saiu da Região Química do Mundo Físico
  • Ao sentar-se, aproximaram-se d’Ele os seus discípulos. E pôs-se a falar e os ensinava…, significa todos os discípulos presentes tinham condições de funcionar conscientemente nesse “lugar”

Os discípulos encontravam em graus diferentes de desenvolvimento, portanto, a hipótese mais provável, é que eles estavam na Região etérica do Mundo Físico.

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5, 3).

  • O Cristo não se refere, as pobrezas ou riquezas materiais, e sim, à necessidade de a pessoa se abrir à Fonte interna para dela receber mais amplos e justos recursos. Portanto: pobres de espírito é “O indivíduo internamente aberto para receber de seu Espírito interno o de que necessita para sua evolução diária”.
  • O ser humano é escravo de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chama de “minhas posses” quando, em realidade, são elas que o possuem. Bem disse o Sábio de Concord: “São as coisas que vão montadas e cavalgam sobre a humanidade”. Nesse caso, a riqueza se torna certamente uma maldição
  • A Bíblia não sustenta virtude na pobreza nem pecado na riqueza. Mas fala de pessoas pobres por desperdiçar talentos, tempo, recursos. Elas terão que prestar conta por seus atos. Assim como as pessoas ricas que usaram suas riquezas convenientemente, que serão elogiadas por conduzir bem “os negócios do seu Pai, nosso Deus”.

** “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5, 4).

Para compreendermos o sentido dessa bem-aventurança, analisemos as palavras-chave: MANSOS e TERRA.

MANSO: não estamos falando de um indivíduo “mole”, “morno”, que se omite ou não se arrisca a contraditar ninguém; uma pessoa com falta de coragem e de dignidade, servil e até hipócrita, empenhada em cultivar um relacionamento sem conflito, ainda que isso exija a bajulação, mentiras “brancas” etc.

E sim, de uma pessoa que tem uma atitude mental de “não resistência”. Aquele que se mantém num estado de receptividade, de Mente aberta, de canal consciente, numa amorosa atitude de entrega; no desejo de que o Divino interno se lhe manifeste; intuindo-o em tudo. 

O que interessa ao Cristo, é a CAUSA interna: se o íntimo é manso, é doce, é receptivo à sabedoria interna, os atos  – que são os efeitos, logicamente serão acertados e conducentes a infalível êxito.

TERRA: Significa a esfera material, o exterior, a manifestação, a consequência, o lado humano pelo qual o Eu real se expressa. É conseguir o total domínio dessa Região Química do Mundo Físico – nosso objetivo: “estar no mundo, mas não ser do mundo”.

No “Pai Nosso”, a frase: “Seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu,” – por exemplo – indica que a vontade do Cristo interno deve ser feita nos assuntos externos da personalidade (pelos pensamentos, palavras, emoções e atos).

** “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados” (Mt 5, 5).

SE AFLIGIR: Não se refere: aflições superficiais ou astutas, movidas pela chantagem, por dizer o sofrer, com fundo vicioso. Refere-se sim:

  • àquela marcada pela consciência de que reconhecemos e aceitamos os nossos erros
  • àquela que dissolve o nosso egoísmo e nos abre à realização espiritual nessa vida
  • àquela que amolece a carapaça do nosso egoísmo e daí germina a semente do amor
  • Vejamos, o sentido esotérico de CHORAR e RIR.

CHORAR: refere-se ao choro redentor, ao choro transformador, marcado pela consciência que reconhece e aceita seus erros; aquele que dissolve a crosta da relutância egoísta e abre a alma para nova e melhor etapa. São as lágrimas que extravasam dos olhos ao coração, amolecendo a carapaça do egoísmo para que a semente do amor possa germinar e produzir a cento por um. O mundo é um “vale de lágrimas”, porque é uma escola de experiências.

RIR: refere-se ao riso legítimo, uma alegria sã, natural, desejável, citada por Cristo: “Dou-vos a minha paz para que minha alegria esteja em vós e seja perfeita a vossa alegria e ninguém mais tire de vós a vossa alegria”! Chama-se alegria perfeita a esta alegria interna, pura, saudável, para destacar da outra alegria imperfeita que brota da natureza inferior.

** “Bem-aventurados têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5, 6).

JUSTIÇA:  não é meramente uma conduta reta, mas, sobretudo, uma INTENÇÃO reta, em cada assunto e aspecto da vida. Notem a reiteração de Cristo: o que interessa é a causa, o pensamento, a intenção. Se esta é reta, os efeitos (impulsos sentimentais, palavras e atos) também o serão. O ser humano interno se expressa (ex + pressar ou impulsionar para fora) e retrata sua intenção – pressupondo coerência e sinceridade, conforme a citação evangélica: “Assim como o ser humano pensa em seu coração (íntimo) assim ele é”.

AJUSTAMENTO: – “fome e sede de ajustamento” – Ajustamento a que? Está claro: às divinas leis; à vontade divina em nós.

Essa bem-aventurança é prometida e assegurada aos que têm fome e sede (forte aspiração, sincero propósito) de verdade. Refere-se especialmente a “ter fome” do Divino interno, para experimentar a satisfação, gradativamente maior, da religação.

Temos de reconsiderar nosso modo de pensar, para que mudem nossos hábitos e, desse modo, cheguemos um dia a ser bem-aventurados pela fome e sede de ajustamento às leis de harmonia.

Para saber mais, assista a 6ª Reunião Estudos Bíblicos Rosacruzes-da FRC em Campinas-SP em:

Conceito Rosacruz do Cosmos – Estudo das Terminologias Rosacruzes – Capítulo III – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 10 A- Preparativos para o Renascimento

Anjos Relatores ou Anjos do Destino ou ainda Senhores do Destino:

São seres da Onda de Vida Angélica.

A Lei do Renascimento, uma das leis básicas expostas pelos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, está sob a administração desses Anjos. Esses Seres maravilhosos são os que guiam as influências dos Astros de tal forma que afetam a cada um da maneira mais conveniente, para facilitar a liquidação de suas dívidas passadas. Ajudam também a cada ser humano a recolher o benefício de qualquer bem que tenha feito em suas vidas anteriores.

Os Anjos do Destino também trabalham diretamente com a Lei de Consequência. Em cada novo renascimento, os arquivos registrados em cada Átomo-semente são lidos por aqueles Seres que cuidam para estabelecer as condições e o momento adequado para que o Ego renasça aqui, na Terra, com exatamente o que necessita para seu desenvolvimento. Eles asseguram que nada seja alterado por interferência humana, que impeça que alguém experimente os efeitos da causa gerada, ou seja, nesse caso, o destino será cumprido, pois é a melhor maneira que existe para aprendermos a lição que nos é apresentada.

Também foram os anjos do Destino que forneceram a Bíblia ao Mundo Ocidental, que nos fornece a luz espiritual, de modo que cada vez melhor sondamos as profundezas divinas e mais nos aproximamos do nosso Pai Celeste. A compreensão dos conteúdos da Bíblia constitui o bálsamo que nos indica como suportar os efeitos do mal praticado no passado, sem gerar mais desequilíbrios para o futuro.

Epigênese:

É o livre-arbítrio – que sempre supõe a escolha entre 2 cursos de ação.

É uma atividade divina criadora e que é a base da evolução, pois é a atividade original criadora do Espírito, de cada um de nós.

É o poder de acionar um número ilimitado de causas novas não determinadas, nem impostas por atos do passado.

É o poder que todos nós temos de “criar”.

É a liberdade que temos de inaugurar algo inteiramente novo.

É o que nos capacita, se aplicarmos à vontade, a abrirmos passagem e atingirmos esferas de maiores poderes e atividades proveitosas.

É o que nos capacita a darmos um passo em direção a esferas de poder e atividade maiores.

É uma faculdade do Ego, da Individualidade.

É um fator que se junta à Involução e à Evolução e que faz com que a evolução não seja somente o desenvolvimento de poderes latentes.

Permite ao Ego faça melhorias às condições existentes e desenvolva coisas completamente novas. Ela nos faz um criador independente e original.

A Epigênese está em atividade durante toda a vida. Se estivéssemos sujeitos totalmente ao passado e incapazes de gerar causas novas, seria impossível desenvolver o poder criador original. Nem haveria livre arbítrio.

Se a Epigênese não atuar, ou se tornar inativa no indivíduo, na família, na nação ou raça, cessa a Evolução e começa aí a degeneração.  Isso se aplica também às ideias, aos sistemas, às organizações, etc. Se não se reciclarem periodicamente, perdem a sua eficiência e, consequentemente, sua razão de ser.

Hereditariedade

A Hereditariedade diz respeito unicamente ao Corpo Denso, não às qualidades anímicas, que são completamente individuais.

Quando pesquisamos sobre Hereditariedade, vimos apenas que:

É a transmissão de características de pais para filhos

São informações genéticas e fenotípicas

Genes e características dos pais transmitidos aos seus descendentes

Portanto, não faz sentido as pessoas atribuírem as más qualidades a hereditariedade, culpando os pais por elas, e atribuírem as boas qualidades a si mesmos. Contudo, o fato mesmo de diferenciarmos o que se herda do que é propriamente nosso demonstra que existem dois aspectos da natureza humana: a forma e a vida.

Somos atraídos ao nascer e viver com as pessoas que convivem conosco devido a Lei de Causa e Efeito (ou Consequência) e a lei de Associação (ou Atração). A mesma lei que faz com que os músicos procurem a companhia de outros músicos e ser reúnam nas salas de concertos, ou que os apostadores se juntem nos hipódromos ou nas casas de jogo ou que as pessoas estudiosas se reúnam nas bibliotecas ou nos centros de cultura, também faz com que as pessoas de tendências e gostos semelhantes nasçam na mesma família.

O ser humano é essencialmente Espírito e vem para o Mundo Físico, em cada novo renascimento, equipado com uma natureza mental e moral que é absolutamente sua, tomando dos seus pais somente os materiais necessários para formar o seu corpo físico, o Corpo Denso.

Portanto, a hereditariedade só é verdadeira no que se refere aos aspectos materiais do Corpo Denso, mas, não relativamente às qualidades anímicas que são absolutamente individuais.

Para saber mais, assista a 157ª Reunião Dominical – FRC em Campinas/SP em:

Estudo das Leis de Consequência e Renascimento – O valor da repetição para o aprendizado e evolução espiritual

No Filme Feitiço do Tempo (1993) um repórter de televisão que faz previsões de meteorologia fica preso no tempo, repetindo os eventos do dia que foi fazer uma matéria sobre o “Dia da marmota”.  

Esse filme nos permite fazer uma analogia entre o ocorrido com o personagem do filme e os aprendizados rosacruzes, onde nós adquirimos o aprendizado necessário para a nossa evolução através da repetição das principais lições que precisamos aprender durante as experiências que temos em uma vida e em várias vidas.

Uma vez que a lição seja aprendida, o ensino será suspenso. Mas enquanto insistirmos em não querer aprender as lições com as quais nos comprometemos no Terceiro Céu em aprender nessa vida, a bondade divina, nos oferecerá uma nova oportunidade, ou seja, essa lição aparecerá novamente na nossa vida, até que consigamos superá-la com êxito.

Nosso aprendizado se dá de forma cíclica e espiralada. No processo em Espiral, cada passo, apesar de repetir condições já experimentadas, se situa em níveis cada vez mais elevados. Essas espirais se repetem no tempo e nas diversas fases do processo, como espirais dentro de espirais.

Por que a Repetição é necessária para o Aprendizado?

A repetição das mesmas condições nos ajuda a crescer

Se falhamos nessa vida, teremos de repeti-la na próxima vida

O contexto em que as lições nos ocorrem pode ser completamente diferente, mas a lição a ser passada será a mesma

Muitas vezes não entendemos a razão do sofrimento, da dor, da falta de sentido de nossa vida, até termos o “estalo” de consciência

Este mundo é uma escola que nos ensina a pensar e sentir corretamente, e assim tornar-nos aptos a usar estas duas forças sutis – o poder do pensamento e o poder do desejo

Objetivo é atingirmos o domínio próprio

Se cairmos pelas provas apresentadas, a Sabedoria Divina nos dará novas oportunidades. “…se caíres pelas provas, dar-te-emos forças novas, para a luz em ti se restaurar.”. Portanto: Nos são dadas várias chances de consertarmos os erros do passado e evoluirmos espiritualmente.

Quando cessa a repetição e podemos dar o próximo passo em direção ao novo dia?

Até assumimos o controle dos nossos atos e tomarmos uma nova direção. Lição aprendida, ensino suspenso.

Os Exercícios Esotéricos Rosacruzes, noturno de Retrospecção e matutino de Concentração nos ajudam a tomarmos consciência das nossas quedas e tentarmos acertar na próxima vez que a lição aparece. Eles nos permitem repetir, elaborar, corrigir e evoluir, para frente e para cima.

O autoexame e o descobrimento da causa do nosso sofrimento, é uma preciosa lição que deve ser aprendida pelo sincero aspirante à espiritualidade.

A Repetição enquanto aprendizado, está associado à quais Leis?

A Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito:

As circunstâncias atuais de nossas vidas têm por causa as nossas ações passadas e somente nós somos responsáveis por elas.

Essa Lei, nos dirige, a cada nascimento, para as condições mais adequadas e necessárias para esse nosso aprendizado.  

Ela é necessária e suficiente para aprendermos todas as lições que precisamos, desde que saibamos trabalhar com ela.

Através dela, aprendemos que cada ato acarreta responsabilidade e que cada força que põe em movimento tem seu correspondente efeito, nessa ou em outra vida

Devemos estar prontos para aproveitar todas as oportunidades oferecidas e ansiosos para aprender as lições ali contidas.

Lei do Renascimento:

O Espírito renasce para mais um dia de aprendizado na Escola da Experiência. Para aprender as lições que precisa e dar mais um passo no caminho em espiral, evolutivo, rumo à perfeição. O Espírito só consegue a evolução com várias experiências na Terra, vivendo a vida.

O que somos hoje são os resultados de nossos “ontens” (ou vidas passadas). Os nossos “amanhãs” (vidas futuras) dependem de nós hoje.

O processo de desenvolvimento é lento. É efetuado, persistentemente, por meio de repetidos renascimentos

Aprendendo as lições necessárias, alcançaremos a perfeição e a união, novamente, com Deus.

No processo de Evolução podemos escolher alguns caminhos:

O do lamento e da reclamação, onde nos colocamos como vítimas da injustiça Divina. Esquecemos que fomos nós que escolhemos o nosso “destino” e temos que encontrar o caminho para podemos seguir em frente.

O da Astúcia, de tentar tirar proveito das situações que nos são oferecidas. A finalidade da vida não é usufruir de prazeres, bens materiais e status. Outro ponto importante, é que realizar as nossas obrigações nessa vida, de má vontade, só acarretará maiores dificuldades futuras – Pode gerar destino maduro

O reto caminho: O de fazer as coisas certas.O ódio, a inveja, a ironia, o desdém, a soberba e o ressentimento, degradam e obstruem a evolução. É necessário eliminar os pensamentos negativos, os desejos e emoções inferiores, e os hábitos nocivos, capazes de retardar nossa evolução. Consciente de nossa responsabilidade, devemos indagar-nos: Estou me empenhando de maneira efetiva.

Lembramos que o Caminho da Evolução é:

Uma caminhada solitária – temos que, sozinhos, compreender e lutar no silêncio, sem apoio e sem voz alguma que nos orienta e console, até atingir a meta.

Temos que aprender a guiar nossos próprios passos, cuidadosamente, para não cair. Temos que aprender a ouvir, ver, ousar e calar, seguindo apenas a voz do silêncio interno. Ouvir a voz interna para escolher os próprios caminhos.

Requer renúncia – consiste em um esforço de desprendimento progressivo dos laços que nos ligam à vida e à experiência materiais. O Foco é ampliar o domínio da nossa vida moral e espiritual.

Goethe um grande Iniciado escreveu: “o ser humano se liberta de todas as forças que encadeiam o mundo quando alcança o domínio de si mesmo”.

O processo de recapitulação constrói uma base firme sobre a qual possam ser desenvolvidas as atividades novas

O mundo é uma escola que nos ensina a pensar e sentir corretamente. Nos ensina a controlar o poder do pensamento e do desejo.

Sempre haverá oportunidades para avaliação e correção dos erros que acontecem ao longo do caminho. O processo evolutivo, concebido pela Mente Divina, provê meios para essa avaliação e correção

Voltamos em vidas posteriores para sermos testados nessas mesmas falhas e maus hábitos. Primeiro passo é reconhecermos que estávamos errados. O Segundo é provarmos que não erramos mais.

Como se dá o nosso Processo de Mudança?

A prática de bons hábitos diariamente atua sobre o Corpo Vital e educa-o. Depois que um bom hábito é formado, fica mais fácil praticá-lo.

Nada realmente valioso se obtém sem esforço. O crescimento deve ser gradual e lento, porém seguro daquilo que estamos praticando.

Só existe um caminho que conduz ao alto céu, e esse caminho é a COMUNHÃO e o AMOR. O fator determinante para a realização do trabalho espiritual ou material na nossa vida será a nossa atitude em executá-lo. Nos momentos de fraqueza contamos com auxílio superior. O único fracasso é deixar de lutar. As provas existem para testar nossa firmeza e avaliar o nosso mérito de atingir pontos mais altos.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Estudo das Terminologias Rosacruzes – Capítulo III – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 10 B – Preparativos para o Renascimento

Forças dos 4 Átomos-sementes

Há um Átomo-semente para cada um dos três Corpos (Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos) e para o veículo Mente. É graças a esses Átomos-semente que conseguimos construir um novo Corpo e uma nova Mente.

A quintessência de toda a nossa experiência de cada vida que vivemos se imprime sobre o Átomo-semente correspondente de cada Corpo e da Mente. Isso é a base – serve de núcleo em torno do qual se construirá o novo Corpo e a nova Mente – para construção dos Corpos nos próximos renascimentos.

Por meio das forças do Átomo-semente do Corpo Denso:

É que são gravados todos os pensamentos, sentimentos, desejos, todas as emoções, palavras, obras, ações.

Estão inscritas todas as nossas experiências das vidas anteriores, e que utilizamos para a construção dos Corpos Densos nos próximos renascimentos.

São responsáveis por garantir que tudo que está gravado nele, seja passado para o Átomo-semente do Corpo Desejos, de forma que essa gravação no Átomo-semente do Corpo de Desejos, seja base da nossa vida no Purgatório e no Primeiro Céu.

Por meio das forças do Átomo-semente do Corpo Vital:

Atraímos material etérico quando estamos nos preparando para um novo renascimento. Ou seja, quando estamos passando pela Região Etérica do Mundo Físico, atraímos material para compor o nosso Corpo Vital.

É que o Fluido Solar incolor – que especializamos por meio das forças solares, que entram pelo nosso baço etérico durante o dia, é convertido em um fluido e quando irradiado pelos centros cerebrais em grandes quantidades, move os músculos para os quais os nervos se dirigem.

Que o polo positivo do Éter Químico se torna totalmente ativo, por volta dos 7 anos e que o polo positivo do Éter de Vida se torna totalmente ativo, por volta dos 14 anos.

É que se recebe, do Átomo-semente do Corpo Denso, todos os pensamentos, sentimentos, desejos, todas as emoções, palavras, obras, ações e todos os atos gravados da vida que acabou de findar, e que será a base da nossa vida no Purgatório e no Primeiro Céu.

Por meio das forças do Átomo-semente do Corpo de Desejos

Atraímos material de desejos, emoções e sentimentos, quando estamos nos preparando para um novo renascimento. Ou seja, quando estamos passando pelo Mundo de Desejo, atraímos material para compor o nosso Corpo de Desejos.

Que atraímos material de pensamentos-forma quando estamos nos preparando para um novo renascimento. Ou seja, quando estamos passando pela Região Concreta do Mundo do Pensamentos, atraímos material para compor a nossa Mente.

Lei da Semelhança ou Lei de Atração

Pela Lei de Atração – semelhante atrai semelhante. No entanto, nem sempre estamos atentos para perceber o quanto essa lei age em cada momento de nossa vida, através dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos e dos nossos atos.

Se levarmos uma vida com bons pensamentos, sentimentos e atos, certamente atrairemos para o nosso convívio, pessoas com o mesmo modo de pensar e agir. Nos sintonizaremos com pessoas de reto pensar, agir e viver. Procuramos pessoas semelhantes a nós até inconscientemente.

Quanto mais positivos nós formos e nos sentirmos, mais poderemos desenvolver e colher o bem em torno de nós.

Se lutarmos para eliminar maus hábitos e vícios, se servimos com amor e desinteresse, se formos sinceros com os outros e conosco mesmos, encontraremos pessoas de mesma índole. Estaremos então colaborando com a obra dos Irmãos Maiores e, também, serviremos às forças superiores.

Se por outro lado não nos corrigimos, não eliminamos os maus hábitos e os vícios, se buscamos desculpas para tudo, se nos justificamos, se somos interesseiros, certamente não estamos colaborando com a Obra dos Irmãos Maiores, e serviremos às forças inferiores. Da mesma maneira então, só encontraremos companheiros da mesma índole.

Se o ser humano escolher fazer o que é errado, viver de forma errada, que sabe estar infringindo a lei, com certeza, sofrerá as consequências do seu erro.  Somos livres para fazermos nossas escolhas – entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, etc. Colhemos aquilo que plantamos. Quanto melhores e corretas nossas escolhas, mais ajuda teremos dos Guias Espirituais.

Pela Lei de Atração, somos colocados em contato com Espíritos semelhantes, não somente nessa vida, mas também em vidas futuras.

Para saber mais, assista a 158ª Reunião Dominical – FRC em Campinas/SP em:

Conceito Rosacruz do Cosmos – Estudo das Terminologias Rosacruzes – Capítulo III – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 11 – O Nascimento do Corpos Denso, Vital, de Desejos e Nascimento da Mente

Polos positivo e negativo dos Éteres

Polos positivo e negativo do Éter Químico

Função do Éter Químico: Manter e nutrir o Corpo Denso – manter a forma.

O Éter Químico é o construtor e o limpador

O Éter Químico, que é o mais denso, pode ser visto como uma bruma azul que rodeia as montanhas.

O polo positivo

Atua na assimilação dos elementos nutritivos, no crescimento ou na acumulação de tais elementos no corpo e na conservação da forma.

O polo negativo

Controla a eliminação e a excreção das toxinas e dos catabólitos.

Catabolismo: processo em que os carboidratos, nutrientes, proteínas, lipídios e toda a matéria orgânica ingerida é dividida em produtos menores e se transformam em energia. 

Catabólitos: resíduos do catabolismo, geralmente substâncias tóxicas.

Polos positivo e negativo do Éter de Vida

Função do Éter de Vida: propagação – manutenção das espécies

O polo positivo

Capacita a fêmea para o trabalho ativo e positivo de formação de um novo ser.

O polo negativo

Permite que macho produza o sêmen.

O sexo do bebê é determinado antes de que esta matriz seja colocada no útero da mãe pelos Anjos

Se a matriz é constituída por átomos etéricos positivos – o bebê será do sexo feminino;

Se a matriz é feita de átomos etéricos negativos – o bebê terá um corpo masculino.

Na imensa maioria das vezes o sexo de uma vida é o inverso do sexo da vida precedente. As exceções ficam a cargo dos Anjos do Destino.

Polos positivo e negativo do Éter Luminoso

Também chamado de Éter de Luz

Função do Éter Luminoso: Fortalecer cérebro-Mente – assento de toda a percepção sensorial

O polo positivo

Gera o calor do sangue nos animais superiores e no ser humano, convertendo-os em fontes individuais de calor.

Nos animais de sangue frio, é o veículo que faz circular o sangue. Nas plantas, produzem a circulação da seiva.

O polo negativo

Permite as funções de visão, audição, tato, olfato e paladar.

Também constrói e nutre os olhos.

Para os seres que não possuem olhos, constroem e nutrem outros órgãos sensoriais.

Nas plantas: formam a clorofila.

Criam todas as cores do Reino da Natureza.

Polos positivo e negativo do Éter Refletor

Função do Éter Refletor: memória do ser humano – registra todos os eventos que são produzidos no Mundo, através dele o Ego direciona seus veículos.

É a avenida através da qual a Mente do ser humano trabalha com o cérebro físico.

É o menos denso dos quatro Éteres.

É o armazém da memória do ser humano.

O polo positivo

Responsável pelo processo de manifestação do pensar.

O polo negativo

Produz a memória – registra ou reflete todos os acontecimentos que tenham sucedido, algum dia, nas vidas passadas e presentes do ser humano.

Também reflete impressões e formas de pensamentos armazenadas na verdadeira Memória da Natureza, que se encontra nos reinos superiores.

Veículos microcósmicos

O ser humano é o microcosmo, ou seja, a pequena ordem ou o pequeno universo. Nós somos um Espírito Virginal da Onda de Vida humana aqui manifestado, uma Centelha Divina em evolução.

Eu e o Pai somos um”

Veículos inferiores do Ego (microcosmos): Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente

Veículos macrocósmicos

O cosmos como um todo é chamado de macrocosmo, ou seja, a grande ordem ou o grande universo

Como em cima, assim é embaixo”

Macrocosmo: relacionado ao universo (que incluí o reino espiritual do Divino)

Veículos Macrocósmicos: Corpo Denso do Planeta, Corpo Vital do Planeta, Corpo de Desejos do Planeta, Corpo Mental do Planeta.

Calor do sangue e produção do próprio sangue

Calor do Sangue

É pelo calor do sangue que o Ego pode expressar-se.

O sangue quente é que nos dá as condições adequadas para controlar nosso Corpo Denso

O Ego só pode atuar no Corpo Denso se o sangue estiver dentro de uma temperatura apropriada.

Por exemplo: um calor ou frio acima do normal torna a pessoa sonolenta ou inconsciente (devido a expulsão do Ego)

O calor apropriado do sangue para capacitar o Ego a expressar-se plenamente, torna-se uma realidade quando o indivíduo está para atingir os vinte e um anos de idade.

Produção do próprio sangue

O sangue é composto de:

Uma parte líquida (plasma), constituída por água, sais, vitaminas, e fatores de coagulação.

Uma parte sólida: hemácias, leucócitos e plaquetas.

É produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno.

Até os 14 anos, a medula dos ossos não forma todos os corpúsculos sanguíneos 

A maioria deles é provida pela glândula timo, que é maior no feto. A Glândula endócrina Timo contém, por assim dizer, certa existência de corpúsculos proporcionados pelos pais

Com o crescer da criança, o Ego vai desenvolvendo a faculdade individual de produzir sangue

Até que a própria criança elabore seu sangue, não pensará em si mesmo como um “eu”.

Quando a Glândula endócrina Timo se reduz grandemente aos 14 anos, o sentimento do “eu” expressa-se plenamente, pois então o sangue é produzido e dominado inteiramente pelo Ego.

Para saber mais, assista a 159ª Reunião Dominical – FRC em Campinas/SP em:

Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Outubro:

“A única opinião digna de ser levada em conta precisa se basear no conhecimento.”

Dentre muitas coisas que o Aspirante à vida superior aprende quando trilha com disposição o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz é que “a única opinião digna de ser levada em conta precisa se basear no conhecimento”.

E essa prática evita que façamos um julgamento apressado e baseado na falta de conhecimento de todo o método Rosacruz como preconizado pela Fraternidade Rosacruz e, também, evita que declaremos coisas como “essa obra não tem fundamento!”, sem previamente, dedicarmos uma atenção imparcial.

Pois já sabemos que há uma óbvia razão para que se tenha muito cuidado ao emitir um juízo: muitos de nós temos uma imensa dificuldade em nos retratar de qualquer opinião expressa prematuramente.

Para quem já é um dedicado Estudante Rosacruz (especialmente para quem já está no segundo grau – Estudante Regular -, ou no terceiro (Probacionista), ou no quarto (Discipulado) já deve estar convicto (pois já experimentou muitas “verdades prováveis” sendo “provadas” na vida dele) de que a Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre tudo que vivemos nesse mundo – enquanto vivemos aqui – e em todos os outros Mundos que existem.

Pois ao longo do seu Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz adquiriu algum conhecimento durante os muitos anos que consagrou exclusivamente aos Estudos Rosacruzes em sua completa tríade: Filosofia Rosacruz, Estudos Bíblicos Rosacruzes e Astrologia Rosacruz.

Se dedicou tanto a obtenção de conhecimento, como na aplicação na sua vida para ajudar aos outros.

Se dedicou ainda ao serviço de auxílio de Cura Rosacruz, onde já compreendeu o que é “cura paliativa” – remédio – e o que é “cura definitiva” – eliminação da causa da doença e da enfermidade.

Serviço desinteressado – necessário praticar todos os dias

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que, vira e mexe, nos “parece ser sempre necessária uma calamidade ou uma catástrofe” para que o ser humano se esqueça de si mesmo e atenda ao apelo de uma causa ou à necessidade daquele momento, sem considerar as consequências.

O ser humano sempre reage em resposta a esse apelo nas guerras, nos terremotos, incêndios ou naufrágios.

Contudo, por que haveria necessidade de tais eventos cataclísmicos para despertar a virtude do serviço desinteressado, quando tais serviços são necessários todos os dias, todas as horas, em todos os lares, lugarejos e cidades?

O mundo seria bem melhor se nós praticássemos nossos atos nobres diariamente, ao invés de somente em ocasiões de excepcional estresse.

Pode ser nobre morrer por uma grande causa, porém, certamente é mais nobre viver uma vida de sacrificando a si mesmo ou de seus interesses pelos dos outros, estendendo por muitos anos, sentindo e demonstrando afeto para com os outros e ajudando-os a ser melhores e mais nobres, do que morrer na tentativa de matar o seu próximo.

Há muitos pais que anos e anos fazem esforços extenuantes e desgastantes devido a dificuldades e adversidades para proporcionar a seus filhos o que eles denominam ‘uma oportunidade na vida’.

Há milhares de mães que se esforçam laboriosamente durante uma vida toda em ‘árduos trabalhos’ para fornecer o que é necessário para proporcionar ‘uma oportunidade na vida’ para os jovens.

Há milhões destes heróis de quem nunca se ouviu falar, porque eles ajudaram seus semelhantes a viver, ao invés de lhes causarem a morte.

Isso não é uma anomalia: que nós honremos um exército de homens por mais de meio século, pelo fato de terem matado, matado, matado…, enquanto aquele exército bem maior que fomentou tudo aquilo que há de melhor na Terra repousa esquecido em suas sepulturas?

Como seguidores de Cristo, vamos prestar homenagens aos heróis e heroínas que durante anos de sofrimento lutaram pelos outros, prestando cuidados carinhosos em tempos da infância desamparada, pelo serviço incansável em tempos de doença, pela paciente ajuda aos pobres e por todo e qualquer problema que pudesse ocorrer, especialmente devido a um destino.

Tampouco vamos esperar até que esses benfeitores passem para o além. E nem deveríamos estipular um dia no ano para o pagamento de tal tributo, mas nós deveríamos honrá-los todos os dias das nossas vidas, e deveríamos tentar aliviar seus fardos, imitando seus nobres atos.

Como vamos encontrá-los? Eles não usam uniformes; nem se exibem pelo que fazem. Eles estão em toda parte, e se buscarmos, os encontraremos.

Quanto mais depressa nos juntarmos a eles, mais depressa nós os honraremos aliviando seus fardos, pois isso torna a nós todos servos do Mestre, o Cristo: ‘cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes’.

Período do trânsito do Sol pelo Signo de Escorpião

 O Aspirante à vida superior emprega o período do trânsito do Sol pelo Signo de Escorpião como tempo de transmutação.

Ele tenta sublimar o mal em bem, a obscuridade em luz, o negativo em positivo, em cada fase da vida cotidiana.

Dedica-se a si mesmo à tarefa de transmutar o pouco endurecido de sua natureza inferior (que, às vezes, ainda se confunde como se fosse isso) no ouro puro do Espírito, o que ele realmente é.

Compreende, aos poucos, que as forças de Escorpião atuam em uma faixa que vai desde as fases mais íntimas da degeneração, até as fases mais excelsas da regeneração.

Aliás, a sublimação da geração em regeneração se simboliza não pelo escorpião se arrastando pela terra e com o aguilhão da morte em sua cauda, mas pela águia, voando em linha reta para o coração do Sol!

A constelação de Escorpião é o lar da Onda de Vida dos Senhores da Forma, ou Hierarquia Criadora de Escorpião.

Desde o princípio do Período Terrestre a Hierarquia Criadora de Escorpião fornece a nós modelos de pensamentos-forma cósmicos. Mediante esses modelos aprendemos a construir nossos renascimentos característicos.

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes

Pergunta: No final da Revolução Lunar do Período Terrestre, o Cosmos se tornou Caos de acordo com o “Conceito”, último § do subcapítulo “Período de Repouso entre Revoluções”, no capítulo “O Período Terrestre”. No começo da outra Revolução, a 4ª, o Caos se tornou Cosmos. Estamos no meio da Quarta Revolução e os cientistas estimam que o nosso universo tenha 14 bilhões de anos, aproximadamente. Isso significa que uma única Revolução, a Volta ao redor dos sete Globos, tenha a duração aproximada de 30 bilhões de anos?

Resposta: Misturar as “previsões da ciência material” – que não tem nada de precisão (e nunca terá, porque só trabalha com material da Região Química do Mundo Físico, e esse assunto se deve trabalhar com material ou da quarta Região do Mundo do Pensamento ou com 100% de precisão com material do Mundo do Espírito de Vida) – com conhecimento da ciência esotérica jamais se chegará a conclusões assertivas, e sempre ficará na dimensão de “palpites”, “hipóteses” e, portanto, perda de tempo. Por falar em tempo, como chegar a alguma conclusão como acima em um Mundo onde o tempo não existe?

Pergunta: Se os Lucíferos não tivessem focado a consciência da humanidade no Mundo Físico ou externo, nós seríamos até hoje meros autômatos guiados por Deus?

Resposta: Não, pois o Plano inicial era conhecermos tudo que precisamos conhecer aqui na Região Química do Mundo Físico – nos tornando especialistas na matéria dessa Região (tal como os Anjos são para o Éter, os Arcanjos para a matéria de desejos e os Senhores da Mente para a matéria mental) sem precisar passar pela dor, pelo sofrimento, pela morte e pelas tristezas que passamos por insistirmos em transgredir as Leis de Deus, devido a insistência em abusar da força sexual criadora. E a realização desse plano era atribuição dos Anjos, liderados por Jeová, que nos levaria até o Cristo, o Arcanjo, que, assim “nos receberia nas nuvens”, ou seja, uma vez conquistada a Região Química do Mundo Físico (um trabalho original da Onda de Vida humana, a nossa, já que os Anjos só nos orientariam até a Região Etérica do Mundo Físico), construiríamos o Corpo-Alma que nos habilitariam a viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, aqui já sendo liderado por Cristo, no caminho de “volta para o Pai” (“de Deus viemos para Deus voltaremos), como podemos ver no Diagrama Esquema de Evolução.

Pergunta: Por que a Fraternidade Rosacruz oficia os Rituais do Serviço dos Equinócios, Solstícios e da Noite Santa na véspera dessas datas?

Resposta: A maior influência espiritual de um evento periódico envolvendo Cristo (Equinócios, Solstícios e Noite Santa) é no dia do evento (esse ano: 20 de março, 21 de junho, 23 de setembro, 22 de dezembro e 24 de dezembro, respectivamente).

Então, devemos nos PREPARAR para aproveitar essas influências espirituais elevadíssimas e que nos ajuda no nosso crescimento espiritual de Cristãos como somos. E para isso é vital nos preparar na véspera (exatamente como fazemos no nosso cotidiano para qualquer evento importante, não é?). Assim: 1) enquanto como participantes inconscientes desses eventos a gente vai RECEBENDO os impactos dessas influências espirituais pela Lei da Semelhança (sintonizamos na mesma frequência); 2) quando nos tornarmos participantes conscientes (isso começa a ocorrer com o Discipulado e vai crescendo com as Iniciações) já estaremos sabendo exatamente o que está ocorrendo em cada evento e, assim, a nossa assimilação vai se tornando cada vez mais intensa e, por conseguinte, vamos nos tornando maiores colaboradores conscientes do trabalho dos Irmãos Maiores e, logicamente, do Cristo).

Resumindo: A Fraternidade Rosacruz oficia os Rituais dos Serviços dos Equinócios e dos Solstícios, no mínimo, 24 horas antes do “dia do Equinócio ou do Solstício”. Nesse ano o dia do Equinócio de Setembro é 23 às 3h49 da manhã. E 24 horas antes cairá às 3h49 da manhã do dia 22. Assim, oficiemos às 20h – de preferência – do dia 21.

Pergunta: Por que o estudante não pode fazer uso das fórmulas herméticas para manifestar coisas simples, porém necessárias e urgentes em sua vida (ex. emprego)? Na página 345 é dito algo sobre os poderes que o Iniciado vem a desenvolver: “Pode dar de comer a cinco mil pessoas, se o deseja, mas não pode converter uma pedra em pão para aplacar a própria fome. Pode curar os outros da paralisia ou da lepra, mas não pode usar a Lei do Universo para curar suas próprias feridas mortais”? Se somos todos influenciados, gostemos ou não, pelas Leis do Universo, por que não podemos usá-las beneficamente em nossas próprias vidas, precisando chegarmos a situações tão críticas como as acima mencionadas?

Resposta: Note bem o texto: não é o Estudante que tem que agir assim e, sim o INICIADO: “O Iniciado, pelo voto mais solene, obriga-se a não empregar jamais esse poder para servir seus interesses individuais, sequer em grau mínimo, nem para salvar-se de qualquer dor ou tormento. (…) Está ligado a um voto de absoluto desinteresse e, por isso, é sempre certo que o Iniciado, ainda que possa salvar os outros, não pode salvar-se”.

Pergunta: A gazela que o tigre mata foi, em alguma vida anterior, um tigre que matava gazelas? Existe esse tipo de destino entre os animais, baseado na Lei de Renascimento e Consequência?

Resposta: Não existe isso para com os animais, pois sua evolução é totalmente dirigida pelo Espírito-Grupo de cada espécie, um Arcanjo. Eles aprendem com uma consciência de sonhos com sonhos. Só terão essa “responsabilidade” e ficarão à mercê da Lei do Renascimento e Consequência no Período de Júpiter.

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura: Novembro: 02, 10, 17, 23, 30

Servireis a Iahweh vosso Deus e então abençoarei o teu pão e a tua água e afastarei a doença do teu meio.” Ex 23:25

FIM

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Astrologia ao Longo do nosso Tempo aqui – Parte 10: A Astrologia nos Séculos XIX e XX

O século 19 viu um ressurgimento do interesse pela Astrologia.

Em 1811, Goethe (1749-1832) não hesitou em proclamar a sua fé na Ciência dos Astros, ainda que a interpretação dele não se baseasse nas posições dos Astros, mas num método alquímico: “Vim ao mundo em Frankfurt -le-Main, 28 de agosto de 1749, às 12 badaladas do meio-dia. A constelação estava feliz, o Sol estava no Signo de Virgem; Júpiter e Vênus estavam com Aspecto benéfico com ele; Mercúrio não estava desfavorável, Saturno e Marte estavam neutros; só a LuaLua Cheia naquele dia – exercia a força da sua reverberação, tanto mais poderosa quanto se iniciava a sua ‘hora planetária’…” (Poesia e Verdade. Cap. I – 1811).

Podemos verificar isso no horóscopo dele:

  • Não há Aspecto de Vênus e Júpiter com o Sol;
  • Mercúrio está em Quadratura com Plutão (complexo de Fausto), mas Goethe não poderia saber disso;
  • Saturno, em Conjunção com o Ascendente e em Trígono com a Lua, está longe de ser neutro;
  • Marte também faz Trígono com a Conjunção Sol-MC.

Os únicos elementos correspondentes à Astrologia tal como a praticamos são: Sol em Virgem, Lua Cheia e com fortes influências.

Balzac (1799-1850) escreveu: “A Astrologia é uma ciência imensa que reinou sobre as maiores Mentes”.

O Tenente da Marinha Real Inglesa, Richard James Morrisson (1795-1874) ocultou suas atividades astrológicas sob o pseudônimo de Zadkiel. Em 1861, ele escreveu: “A posição estacionária de Saturno este ano oferecerá influências muito adversas para todas as pessoas nascidas em 26 de agosto… Entre os aflitos, lamento ver o valente príncipe consorte”. No entanto, descobriu-se que o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo, que se casou com a rainha Vitória em 1840, morreu em 14 de dezembro de 1861.

O Daily Telegraph conseguiu revelar a identidade de Morrisson e o processou. É Morrisson quem ganha o caso e fica famoso…

Chegamos ao alvorecer do século XX.

A Astrologia cresceu nos últimos anos do século XIX e no início do século XX. Nessa época, um novo sopro de vida passou pelas Ciências: a descoberta dos raios X, das ondas eletromagnéticas, da mecânica quântica e da relatividade de Einstein. Essas descobertas abalaram as certezas racionalistas da Ciência dos séculos passados.

O declínio do pensamento mecanicista e causal no sentido estrito dos termos, a realização da interdependência global do universo (não localidade ou emaranhamento quântico) abrem as portas para uma Astrologia renovada.

Em finais do século XIX, o Abade Nicoullaud (1854-1923) apresentou em 1897 um Manual de Astrologia Esférica e Judicial, sob o pseudônimo Fomalhaut, destinado a verificar o ensinamento de Ptolomeu.

Em 1901, a obra de Morin de Villefranche, muito empoeirada desde a sua publicação em Haia em 1661, foi traduzida do latim para o francês.

Para nós, Estudantes Rosacruzes, é especialmente o trabalho de Max Heindel e Augusta Foss Heindel, que nos é necessário e suficiente para aprendermos e praticar a Astrologia Rosacruz, por meio do estudo dos livros: “Astrologia Científica Simplificada”, “Mensagem das Estrelas” e “Astrodiagnose – Um Guia de Saúde”, como também pelo aprendizado dos ensinamentos oferecidos pelos três cursos de formação: Curso Elementar de Astrologia Rosacruz, Curso Superior de Astrologia Rosacruz e Curso Superior Suplementar de Astrologia Rosacuz. É um assunto de estudo ao longo de toda a nossa vida. A Astrologia Rosacruz assume toda a sua dimensão esotérica e mística na medida em que o conhecimento propiciado por ela se baseia nos Ensinamentos Rosacruzes fornecidos pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

As leis gêmeas: Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito) e a Lei do Renascimento resolvem o problema do livre arbítrio e do determinismo que surge quando se aborda a Astrologia Rosacruz de um ângulo esotérico.

Em particular, dois fatos fundamentais esclarecem o assunto:

Porque, recorde-se sempre, ainda que os Astros possam impelir, eles não podem absolutamente compelir. Em última análise, somos os árbitros de nosso destino e a despeito de todas as influências adversas, está em nosso poder dominar nossos Astros pelo exercício da Vontade, a marca de nossa Divindade ante a qual tudo mais deve se inclinar. Por esse motivo é que sempre utilizamos o verbo “tende” e não “é” e nem “tem” (a não ser para o irmão ou para a irmã que não cuida da parte espiritual da sua vida e vive aqui “como uma folha ao sabor do vento” ou buscando somente a felicidade neste mundo material evanescente, palco de nosso atual ciclo de evolução. Nesse caso a “sugestão”, na maioria das vezes, vira “ação” e o “tende” vira “é” ou “tem”).

(de: Introduction: L’Astrologie Selon Les Enseignements Rosicruciens : L’Astrologie Rosicrucien, da Association Rosicrucienne Max Heindel, Centre de Paris – Texte inspiré de l’enseignement rosicrucien légué à Max Heindel par les Frères Aînés de la Rose-Croix – Traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Estamos trabalhando com a Lei de Consequência ou tentando ignorá-la?

Os Anjos do Destino dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para seu desenvolvimento.”

(Ritual do Serviço Devocional – Serviço do Templo da Fraternidade Rosacruz)

Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

(IICor 5:10)

A compreensão das Leis justas e imutáveis que regem nossas vidas constitui um dos primeiros passos para realização espiritual. Somente aqueles que conseguem ir além da teoria e encaram a vida como uma experiência científica, governada por essas Leis, podem caminhar na senda da preparação para, depois, começar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Estes não mais duvidam que todas as ações sempre gerarão resultados e, desse modo, se souberem direcionar seus atos, colherão frutos valorosos para seu desenvolvimento.

Mas é evidente que novas práticas baseadas na aplicação de um novo ensinamento dependem do quanto um Estudante Rosacruz compreendeu e sentiu da verdade contida no mesmo. Além disso, pré-conceitos incontroláveis e despercebidos pelo Estudante Rosacruz (de seu “eu inferior”) contribuem para que não haja pleno acesso ao real significado de um novo ensinamento.

Vamos ver os aspectos importantes relacionados à Lei de Consequência, de como podemos trabalhar com a mesma e de alguns desses aspectos não percebidos que funcionam como bloqueadores do caminho da realização espiritual.

Sempre que ocorrer uma ação de desequilíbrio na natureza, a Lei de Consequência necessariamente, produzirá uma reação futura que objetiva reestabelecer o equilíbrio natural das coisas. É exatamente essa homeostase (essa propriedade que vemos em todo sistema aberto que possibilitam a seres vivos, especialmente, de regular o seu ambiente interno para manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação inter-relacionados) universal que fundamenta o destino de cada ser humano e determina seu atual estado biológico, psicológico, emocional, mental, econômico, educacional, laboral, ambiental e de relações em geral (sua Teia do Destino). O estudo da Lei de Consequência nos mostra que não há espaço para a infantil ideia sobre “graça ou desgraça” na vida, distribuídos gratuitamente pelo Plano Divino, mas sim, resultado de ações passadas que determinam as condições presentes e ações presentes que determinarão o futuro.

A força que busca harmonizar a natureza é manifestada em nossas vidas como: positiva ou credora (exe.: dar e receber) e como negativa ou devedora (exe.: pecado e doença). A condição presente de evolução do ser humano revela que a maior parte de suas ações ainda está presa às forças do seu “eu inferior” (composto pelo seu veículo Mente que está atrelada à parte inferior do Corpo de Desejos). Assim, poucos são os trabalhos realizados diretamente pela vontade do Ego, os quais deveriam ser à base de todas as suas ações. Essa condição faz com que colecione muito mais dívidas do que créditos.

A menos que aprendamos a não mais gerar desequilíbrios negativos e assumamos a responsabilidade das ações desarmônicas do passado, jamais ficaremos livres dos efeitos de cativeiro da Lei de Consequência. Parar de gerar esses desequilíbrios significa decidirmos entrar de vez no processo de autoconhecimento das ciladas da Personalidade (“eu inferior”) e, haja o que houver, encontrar meios de cada vez mais concretizar a vontade do Ego.

A compreensão gradativa sobre os efeitos da Lei de Consequência permite ao Estudante Rosacruz tomar consciência do emaranhado de linhas que limitam suas ações presentes. Neste ponto, despertará a possibilidade de sofrer uma tentação básica que é importante ao seu desenvolvimento espiritual, que normalmente, produz dois tipos de reações: a de acreditar estar sendo vítima de forças que o limitam injustamente; ou de incorporar em si a atitude de que os efeitos limitantes atuais são frutos das desarmonias geradas no passado. A primeira atitude o leva a tomar a decisão dissimulada de fuga, o que contribui para que seu desenvolvimento consciente, que visa a um determinado fim manifestada por intenção e decisão, praticamente cesse. Já a segunda atitude, possibilitará ao Estudante Rosacruz assumir a responsabilidade de viver suas limitações justas e poderá garantir o surgimento de novas situações futuras harmônicas ou em sintonia com a natureza.

Como nos advertiu Max Heindel: “Apesar de procurarmos a luz sob o estudo das Leis que regem nossas vidas, não devemos ter a ideia equivocada de que tudo que nos acontece é a consequência de alguma causa ou ação passada, geralmente numa existência prévia. Além do destino trazido por nós de outras vidas para redimi-lo nesta existência, estamos todos os dias exercendo uma influência causal com nossos atos. (…) Não obstante, nas ações há uma larga margem de livre-arbítrio, que dá lugar ao exercício da Epigênese (ação original), a divina atividade criadora que a base da evolução.” (veja mais detalhes na Carta nº 84 do Livro “Carta aos Estudantes” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz). 

Sabemos que as provas não têm o papel único de ajustar os desequilíbrios que geramos no passado, mas também são importantes para que ocorra o desenvolvimento da moral e da força interior espiritual, assim também como o exercício físico e o trabalho desenvolvem a saúde, os músculos e a força do Corpo Denso. O problema é que a maior parte das pessoas se acovarda neste ponto crucial no caminho inicial da santidade.

Esquecendo do funcionamento da Lei de Consequência e respondendo ao seu eu inferior, o Estudante Rosacruz pode exortar as mesmas palavras e sentimentos que a mulher de Jó teve quando viu que seu marido sem nada e acometido por grande enfermidade: “Ainda reténs a tua sinceridade (na Lei de Deus)? Amaldiçoa a Deus, e morre” (Jó 2:9). No entanto, aquele que de fato compreendeu o significado da Lei de Consequência, não responderá a esse impulso expressado pela esposa de Jó, mas firmemente exortará: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1:21).

Outro maravilhoso exemplo de como devemos encarar nossas responsabilidades com a Lei de Consequência, sem cairmos na armadilha da fraqueza da carne, é nos fornecido por S. Paulo (na Segunda Epístola aos Coríntios, 6:4-10): “Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo”.

No final de cada vida, uma grande ajuda nos é dada para evitarmos gerar desequilíbrios negativos futuros e vivermos como ministros de Deus. Como é sabido, atualmente somos o produto final no melhor que conseguimos alcançar na realização espiritual. Todos os erros cometidos foram expurgados em cada vida purgatorial passada. Assim, em cada morte, dissipamos todo o mal que causamos pertencente àquela vida. Mas tal processo de dissipação é extremamente doloroso. O resultado deste doloroso processo será uma presente emoção de repulsão, bem como um discernimento incorporado no Ego, que servirá de guia no futuro quando ele entrar em contato com uma determinada ideia, situação, pensamento ou objeto. Esse guia o acompanhará para todo o sempre em sua Memória Supraconsciente, revelando para ele se aquilo que contatou é ruim ou bom.

Entretanto, é importante compreendermos que a mencionada consciência constitui uma preciosa dádiva divina, pois o Ego jamais foi capaz de adquirir essa consciência por esforço próprio. Ele não expressou ações retas sobre determinado assunto que costumava tentá-lo em prévios renascimentos (única maneira de poderes latentes se tornarem dinâmicos). Em outras palavras, ele desenvolveu sua consciência moral pela purgação nos planos internos. Assim, ele deverá ser tentado a cometer os mesmos erros do passado, MAS com a dádiva gratuita de estar armado moralmente para superar suas provas. Cabe a cada um identificar essa dádiva e utilizar seus talentos para ouvir a voz silenciosa da consciência que impulsiona em nossos corações.

A vantagem de conhecermos uma escola de pensamento de Filosofia Cristã ocidental, como a Fraternidade Rosacruz, é que é fornecido ao Estudante Rosacruz ferramentas para que possa produzir e reforçar ainda mais a mencionada consciência moral durante a vida objetiva, antes da chegada da morte e do Purgatório. Isso é feito pelo Exercício Esotérico Rosacruz de Retrospecção (Veja mais detalhes no livro Conceito Rosacruz do Cosmos).

Os Anjos do Destino trabalham diretamente com a Lei de Consequência. Em cada novo renascimento, os arquivos registrados em cada Átomo-semente são lidos por aqueles Seres que cuidam para estabelecer as condições e o momento adequado para que o Ego renasça aqui, na Terra, com exatamente o que necessita para seu desenvolvimento. Estes mesmos exaltados seres também forneceram a Bíblia ao Mundo Ocidental e sabemos que ao procurarmos a Luz, encontraremos na Bíblia. Conforme já ilustrado em dois exemplos acima (Jó e S. Paulo), a compreensão dos conteúdos da Bíblia constitui o bálsamo que nos indica como suportar os efeitos do mal praticado no passado, sem gerar mais desequilíbrios para o futuro. Nada na natureza é maléfico ou vingativo. Assim, há muitas maneiras da harmonia ser estabelecida, sem que para isso tenhamos que pagar do pior modo possível as nossas faltas.

Mas para modificarmos o curso natural de pagamento de dívidas passadas, é preciso muito esforço de prática da doutrina do arrependimento e perdão dos pecados, fornecida no ministério de Cristo. Esse é um grande conforto e um precioso convite para trabalharmos no sentido de compreendermos a Luz que está na Bíblia e, pela expressão na vida diária dessa luz, tornar possível disparar novas reações benéficas na natureza para modificação nossa condição de devedores.

Ao aprendermos o mecanismo de como a Lei de Consequência opera, raramente iniciamos uma vida pura e de altruísmo. Mas mudamos nossas vidas pelo medo de gerar novos pecados, sofrimentos, limitações e corpo de morte. Aqueles que já percorrem o Caminho da Preparação para a Iniciação Rosacruz sabem que tal atitude está longe de ser uma consagração de uma vida altruísta que garante o disparo das forças benéficas da Lei de Consequência. Isso porque os pré-conceitos não conscientes estão fundamentados na forte tendência de egoísmo, de medo e de astúcia que direcionam ou determinam nossa capacidade de praticar esses ensinamentos.

O que de fato a Lei de Consequência computa é o resultado das ações que são os produtos da guerra entre as forças espiritual (vontade do “eu superior”) e corporal (vontade do “eu inferior”) e a classificação moral e pessoal de todas as ações resultantes dessa guerra. Pois é esse extrato dos acontecimentos que formam a voz interior ou poderes anímicos que as pessoas acumulam em cada vida. Esse é o motivo pelo qual devemos, durante o Exercício Esotérico Rosacruz de Retrospecção, examinar se transmitimos o real significado daquilo que tentamos transmitir (seja em palavras ou ações) para nossos ouvintes-observadores. Quanto mais próxima for à ação da intenção (vontade do Ego) da ação, mais congruentes e usufruidores da Lei de Consequência seremos.

O Estudante Rosacruz deve redobrar sua observação para com suas tendências enviesadas, pois uma atitude aparentemente santa pode ter uma base fortemente egoísta, e essa sutileza é pouco percebida pela maior parte das pessoas. Por exemplo, o sentimento de alívio quando se deixa de pecar ou cometer erros pode ser fruto de um egoísmo disfarçado de bondade. O aparente auxílio alheio também pode estar fundamentado na vontade de escapar da própria consciência que nos “aponta um dedo invisível” caso não o façamos. No fundo, essas ações não estavam direcionadas para o próximo, mas para nós mesmos, que não desejamos sofrer o fogo quente da consciência que queima sem a presença de chamas. A garantia de um futuro glorioso não pode ser fruto de ações justificadas, mas de uma vida de consagração. O jovem rico, na Parábola que lemos na Bíblia, que se aproximou de Cristo Jesus lhe mostrou que guardava todos os mandamentos. Mas quando o Mestre o convidou para consagrar sua vida, deixando toda sua fortuna, não foi capaz de fazê-lo.

A Fraternidade Rosacruz que é uma Escola Cristã da Sabedoria Ocidental também promulga a Epigênese, que é exatamente a capacidade que todo ser humano possui de responder de modo original às situações presentes, determinadas no passado pela Lei de Consequência. Jó, quando perdeu tudo o que tinha, quando sua honra desvaneceu e grave enfermidade acometeu sua carne, foi capaz de dar uma resposta NOVA que lhe garantiu a salvação. Já sua esposa, respondeu como a maioria das pessoas normalmente responderia, amaldiçoando a Deus e implorando para que Jó morresse.

O estudo da Lei de Consequência pode gerar a ideia equivocada de que estamos presos às ações negativas do passado. Apesar de sua influência, devemos enfatizar a realidade da Epigênese. Se nos esforçarmos inteligentemente em considerar os problemas da vida, aprendendo pela observação das ações dos que nos rodeiam assim como as nossas próprias experiências, encontraremos oportunidades para exercer iniciativas que se abrem ante nós, como nunca poderíamos julgar possível se considerarmos apenas a Lei de Consequência. Esse é o modo pelo qual o Estudante Rosacruz que venceu o teste acima mencionado passa a viver cotidianamente.

Tenhamos sempre em mente a larga margem de livre arbítrio mencionado por Max Heindel, a fidelidade de Jó, os ensinamentos vivos contidos nas Epístolas de S. Paulo aos Coríntios e a voz silenciosa que nos dita qual caminho devemos seguir frente a uma situação, para que possamos por em movimento novas causas que garantirão destinos futuros mais santos e propícios para a união com nosso Cristo Interno, o Casamento Místico.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Lei de Causa e Efeito ou Lei de Consequência e a Gêmea Lei do Renascimento

Já percebeu que cada ato que você pratica, que toda emoção e pensamento emitidos repercutem construtiva ou destrutivamente em sua saúde, seu ambiente e seu destino? No universo de Deus nada é deixado para o azar. Nós, como seres em evolução, somos os causadores de todas as coisas, boas ou más, que sucedem em nossa vida. Não nos é fácil perceber nossas fraquezas, carências e sofrimentos, nem as virtudes, talentos e alegrias, mesmo sendo garantida a colheita do que plantamos, em cumprimento sempre justo às Leis de Causa e Efeito e do Renascimento. Se nossos males foram criados por si mesmos, então devem ser necessariamente curáveis por si mesmos, mediante o correto atuar, pensar e sentir, permitindo-nos viver na mais íntima harmonia com o Plano Divino e nos acercar de Deus, a Fonte de toda a Vida.

Sendo Deus justo e bom, não permite suceder-nos algo bom ou mau sem que mereçamos. Se, em Sua infinita misericórdia e sabedoria, permite nosso sofrimento — como a consequência de nossas atividades mentais, emocionais ou físicas —, é unicamente para aprendermos lições que não podemos, ou não queremos, de outra maneira. Uma das finalidades essenciais da existência é o acúmulo de experiência e, do ponto de vista cósmico, ela nos é conveniente, ainda que seja dura.

A aceitação dessas Leis não nos deveria levar a observar nossos males, nossa vida e nosso destino a partir de uma perspectiva acentuadamente fatalista. O fato de as Leis da Natureza — as Leis de Deus — serem violadas não implica a inevitabilidade do sofrimento: Cristo nos ensinou o Perdão dos Pecados, ou seja, introduziu a doutrina do Perdão dos Pecados.

Em um artigo intitulado “Podemos semear sem colher?”, Max Heindel explica essa questão da seguinte maneira:

“Todas as Leis da Natureza, inclusive a Lei de Consequência, e suas aplicações na vida humana, encontram-se sob a direção de Grandes Seres de sublime espiritualidade e sabedoria superlativa. A Lei não opera às cegas, regendo-se pelo princípio do ‘olho por olho e dente por dente’. Os Grandes Seres e Seus colaboradores administram as coisas com sabedoria muito além da compreensão da nossa Mente finita. Alguns julgam não haver meio de escapar às dívidas do passado. Mas há. Reiteradas vezes afirmamos: Deus, a Natureza ou os colaboradores da Grande Lei, nunca a empregam com todo o seu rigor. Encontramo-nos aqui, neste grande esquema da vida, resguardados por essas Leis, que foram instituídas para nos beneficiar e não para prejudicar, ainda que nos limitem de certo modo, de maneira idêntica como limitamos a liberdade concedida a nossos filhos menores visando a protegê-los contra os perigos de sua inexperiência”.

“Mediante nossas ações passadas deixamos dívidas em pendência, sujeitas ao resgate. No entanto, reconhecendo nossas falhas, procuramos escrever uma nova página de nossa vida, em harmonia com as Leis outrora infringidas. Essa transformação apaga as consequências dos erros passados e os agentes da Grande Lei, ao observarem isso, abstêm-se de nos infligir os sofrimentos dos quais nos fizemos merecedores. Aí está a diferença entre os pontos de vista espiritual e fatalista. A mão de Deus, por intermédio de Seus agentes, encontra-se em toda parte, desde os acontecimentos mais importantes, como a passagem de um Planeta por sua órbita, até o mais simples como a queda de uma folha. Tudo está sob Seu cuidado amoroso e, por conseguinte, o que nos sucede harmoniza-se com o Grande Plano Divino. E tal Plano certamente não pode ser fatalista”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Correlação Negativa entre a Emoção, o Desejo e Sentimento com a Saúde

O trabalho Rosacruz de Cura é exercido pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por meio dos Auxiliares Invisíveis.

O trabalho está orientado de acordo com o mandamento de Cristo Jesus: “Pregar o Evangelho e Curar o Enfermo” (Lc 9:2).

Nos tempos atuais os nossos irmãos e as nossas irmãs profissionais de saúde sabem muito bem que nosso estado emocional tem significativa influência sobre nossa saúde física. Poucos médicos ou poucas médicas desestimam a importância que tem a atmosfera de alegria no quarto de um enfermo ou de uma enferma ou a de abster de aflições a um paciente, evitando relatos de dor e outros problemas. O poder de cura do otimismo e da alegria já se demonstrou muitas vezes. Isto, no entanto, concerne somente a uma fase dessa coisa muito complexa que é a nossa forma de ser emocional – o remédio depois da tensão e do estresse que já tem tomado conta – por que esperar até que estejamos enfermos para fazer algo a respeito dos temores, das apreensões, das aversões ou ataques de mau humor que podem aumentar nossas doenças físicas? Quando aprendemos a controlar nossas emoções, nossos sentimentos e desejos e construir, por nós mesmos, as bases da harmonia interior, do equilíbrio e da estabilidade que garanta calma na presença de crise, muitas de nossas impotências físicas desaparecerão.

A ciência médica reconhece que os medos, as preocupações e as raivas podem transtornar a digestão, interferir com os processos metabólicos e a evacuação e, em resumo, desajustar completamente nosso organismo. “Não eleve sua pressão sanguínea!”, mesmo que muitas vezes lhe digam em tom de brincadeira, é um conselho muito bom a seguir. Somos sábios para manter a calma sem fazer caso da provocação e não permitir emoções que afetem o nosso Corpo Denso!

As úlceras deveriam ser chamadas de uma “enfermidade emocional” como, também, muitos casos de “indigestão simples”. Não é sempre só o tipo de comida o que causa um problema intestinal; às vezes é a condição emocional da pessoa, quando está comendo. A comida mais saudável, se é consumida sobre estresse, não proporcionará toda a nutrição esperada. Excitações extremas podem precipitar um ataque de dispepsia, resultando em que os elementos nutritivos passem a ser impropriamente distribuídos pelo aparato digestivo e, assim, malgastados ou transformados em componentes daninhos.

 As “farras” emocionais estão deteriorando o funcionamento do Corpo de Desejos, o veículo que nos impulsiona à ação. Em geral as correntes de desejos que compreendem o Corpo de Desejos, que tem uma forma oval, correm continuamente ao exterior em linhas curvas desde o fígado – seu grande vórtice – até cada ponto da periferia do ovoide e logo retornam ao fígado através de um certo número de vórtices.

Estas correntes contínuas de movimento de desejos, sentimentos e emoções nos induz a tomar ação ao longo de qualquer uma das linhas representadas. As emoções, os desejos e sentimentos, tais como a preocupação ou o temor e todos os demais que colhemos materiais das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo – usando justamente o nosso Corpo de Desejos -, no entanto, interrompem o movimento, resultando em inatividade de nossa parte.

No Livro “A Teia do Destino-Max Heindel- Fraternidade Rosacruz”, lemos: “A preocupação é uma condição na qual as correntes de desejos não circulam em grandes linhas curvas em alguma parte do Corpo de Desejos, porque o veículo está cheio de redemoinhos – só redemoinhos, em casos extremos. A pessoa assim afetada não se esforça por atuar em coisa alguma; vê calamidades onde não existem e, em vez de gerar correntes que a levem à ação para evitar o que lhe produz medo, alimenta pensamentos inquietantes que produzem um redemoinho em seu Corpo de Desejos e, em consequência, ela nada faz. Essa condição de preocupação no Corpo de Desejos pode ser comparada à água que está próxima do congelamento sob uma temperatura baixa; o medo, que se expressa como ceticismo, cinismo e pessimismo, pode ser comparado a esta mesma água quando já congelada, porque o Corpo de Desejos dessas pessoas está quase sem movimento e nada do que se possa dizer ou fazer terá poder de alterar essa condição….”.

A inatividade, também, muitas vezes, resulta na enfermidade ou doença. A pessoa propensa a “se sentar e não fazer nada” parece muito mais facilmente pronta para se ver presa de indefinidas “dores e penas” do que as pessoas que se mantem ocupadas. A inatividade física também freia o exercício necessário para a manutenção da saúde, e não é raro ouvir de uma pessoa, acostumada à inatividade, queixar-se de que “se eu não estava no ar livre, ou no vento ou desagasalhada, como pude me resfriar?”.

Desta maneira, desde ambos os pontos de vistas, o puramente físico e o oculto, o controle emocional é necessário para uma boa saúde. O Estudante Rosacruz sabe que permitindo ser governado por suas paixões, ou “vivendo para o prazer”, resultará, sob a Lei de Consequência, em enfermidades ou doenças na atual e na vida futura. Ele sabe, também, que nenhuma emoção negativa ou sentimento ou desejo negativo, desde o medo, que gera inatividade, a ira, que gera muita atividade de um tipo prejudicial, terá efeitos nocivos sobre todos os seus veículos, mas, notavelmente, no Corpo Denso.

O cultivo do equilíbrio, sem o qual não podemos ir longe no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz ou alcançar a “paz que sobrepassa todo o entendimento” (Fp 4:7), é tão essencial para a saúde física, como para o progresso espiritual.

(Traduzido da Revista: Artículos de Rayos de la Rosa Cruz – Dezembro/1984 – Fraternidad Rosacruz Max Heindel – Córdoba – Argentina pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Perdão: uma Força Curativa

Max Heindel nos diz no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” que todas as Religiões de Raça eram Religiões de Lei, assim como criadoras de pecado por meio da desobediência à lei. O propósito da Religião de Raça é dominar o Corpo de Desejos.

Na Epístola de São Paulo aos Romanos, capítulo 3 e versículo 20 lemos: “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”.

Max Heindel diz, ainda, que essas Religiões de Raça são do Espírito Santo, e são insuficientes, pois estão baseadas na lei que produz o pecado e acarreta a morte, a dor e a tristeza.

Na Epístola de São Paulo aos Gálatas, capítulo 3, versículos 24 e 25 lemos: “Assim a Lei se nos tornou pedagogo para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas, tendo vindo a fé, não mais permanecemos subordinados ao pedagogo”.

E o ser humano foi cometendo pecados e mais pecados até que foi necessária a intervenção externa para que a evolução humana não tivesse sucumbido.

Moisés recebeu, na montanha, os Dez Mandamentos dados por Deus, que tinha sido o ideal para a humanidade naquela época.

Essas Religiões eram necessárias ao ser humano para prepará-lo para a vinda de Cristo.

E quando Cristo chegou disse que veio para “buscar e salvar os que estavam perdidos”. E que não viria revogar as leis de Moisés, mas cumpri-las, pois, estas coisas já tinham servido aos seus propósitos.

E ainda acrescentou mais dois importantíssimos mandamentos. No Evangelho Segundo São Marcos, capítulo 12 e versículos 30 e 31 diz o seguinte: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior que este não existe”.

Será que estamos cumprindo esses dois mandamentos?

Vamos primeiramente definir o que é o pecado. O pecado nada mais é do que uma ação contrária à Lei. Uma transgressão a uma Lei Divina.

E toda vez que alguém transgrede uma lei acaba provocando um desequilíbrio e, em consequência disso, temos um sofrimento. Essa dor, esse destino, é a maneira do indivíduo aprender a lição da harmonia.

O pecado não é somente caluniar, ferir e magoar outras pessoas. É pecado também sermos preguiçosos, gulosos, soberbos, avarentos etc. No aspecto em que nós pecamos é que seremos gravemente castigados. O Apóstolo São Paulo disse: “O que o homem semear, isso mesmo ele colherá”.

Acreditamos que poucas são as pessoas que imaginam haver uma relação entre a Cura e o Perdão dos Pecados.

No Evangelho segundo São João, capítulo 8 e versículo 34 lemos: “Em verdade, em verdade vos digo, todo homem que se entrega ao pecado, é seu escravo”. E se isso nos acontece, perdemos nossa liberdade de ação, porque seremos amarrados por nossa própria debilidade.

Em nossas relações diárias estamos sujeitos a sentimentos negativos como insultos, críticas e desapontamentos. Se respondemos a esses sentimentos estamos, então, alimentando a chama do ressentimento, da hostilidade ao nosso semelhante.

Isso determina uma reação dentro do nosso Corpo de Desejos e, ou desfrutamos do pecado e aguentamos as consequências desse ato, ou buscamos força interna para mudar os caminhos de nossa conduta. Porém, muitas vezes, essa atitude pode deixar cicatrizes emocionais.

Um bom hábito é não reagir emocionalmente diante de uma situação ou circunstância desequilibrante ou de uma provocação. E se não reagimos emocionalmente, não estaremos implicados em suas consequências.

O pecado ou a transgressão afeta a saúde. Platão afirmou que jamais deveríamos tentar curar o corpo sem antes fazê-lo com a alma.

Muitas pessoas acreditam que sofrem por causa da conduta de alguma pessoa ou porque nasceram numa classe menos privilegiada, graças a um castigo de Deus. Porém esquecem que estamos transgredindo as Leis da Natureza, e acabamos por culpar a “vida” por nossas desgraças, mesmo sem antes averiguar as causas desse sofrimento.

Todos nós estamos sujeitos à Lei de Causa e Efeito e, por isso, devemos aprender com nosso destino diário a não repetir as mesmas condutas erradas e construir um amanhã melhor, tanto para nós como para os nossos irmãos.

Aqui vemos que existem três requisitos necessários para alcançar o perdão:

  1. arrependimento – é o reconhecimento de algo mal-feito; é uma mudança da Mente e do coração em relação ao ato do pecado. É se elevar acima do Eu inferior e estabelecer um controle sobre as próprias emoções. Lembrando que o remorso exagerado é prejudicial e nocivo para nós, pois acaba por debilitar as correntes do Corpo de Desejos e, em contrapartida, afeta as Glândulas Endócrinas trazendo muita dor e desgraça. Se a cada um de nós é dada uma missão aqui na Terra, e se estamos evoluindo como foi planejado pelo nosso Grande Criador, então, nós, como Estudantes Rosacruzes desses ensinamentos, devemos tentar responder a esse plano divino. Contudo, só o arrependimento não é suficiente para o recebimento da Graça de Deus, pois quem para por aqui fica apenas na intenção. Precisamos do segundo requisito que é a reforma.
  2. reforma – como o próprio nome diz é restaurar, renovar, reconstruir. É uma mudança para uma atitude nova ou melhorada. É converter a atitude em algo belo. Isso acontece quando o ser humano transmuta seus maus hábitos em virtudes. É quando o ser humano se transforma internamente e acaba por haver uma mudança total em sua vida. Está implícito neste requisito da reforma uma prova de valorização e paciência em que nós trabalharemos na reforma de nosso caráter.
  3. restituição – como o próprio nome diz é restituir, devolver, pagar aquilo que devemos a outro. Isso é, quando prejudicamos alguém, devemos compensar de alguma forma o mal causado. Se não pudermos fazê-lo por ausência ou outra razão que nos impossibilite de reparar o mal causado, devemos fazê-lo servindo a outras pessoas ou, então, enviando pensamentos de harmonia e oração para que a pessoa “prejudicada” tenha material suficiente que possa ajudá-la. Lembrando que essa é a tônica da Fraternidade Rosacruz: serviço. Que o serviço amoroso e desinteressado aos demais nos faz tomarmos consciência da unidade. Tornando-nos unos com toda a criação, seremos incapazes de ofender ou prejudicar alguém.

Cristo disse que devemos perdoar setenta vezes sete. E se praticarmos esse perdão tantas vezes assim, buscaremos o equilíbrio de todos os nossos veículos e fortaleceremos os nossos Éteres superiores, material básico para a construção do Corpo-Alma.

Nós nos libertamos dos pecados quando em nossa consciência admitimos o erro e nos propomos a não mais repetir a falta cometida. E para nos auxiliar nessa tarefa façamos fiel e cotidianamente o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. Se procurarmos praticar esse exercício diariamente e com sinceridade, limparemos o nosso Átomo-semente das gravações indesejáveis e, assim, evitaremos muito dos sofrimentos que teríamos no Purgatório.

Deus não é vingativo, como algumas pessoas acham. Em Sua maravilhosa misericórdia por nosso bem-estar, Deus nos deu o amor que é mais elevado do que a lei, uma vez que as leis são imutáveis.

Essa doutrina não vai contra a Lei de Consequência, mas sim vem a complementá-la.

Contudo, com a aplicação dessa lei superior, que é o Amor, Cristo abriu o caminho do arrependimento e da reforma íntima, pelo qual podemos obter o Perdão dos Pecados.

Se não aplicamos essa lei superior, teremos que esperar pela morte e que nos obrigará a liquidar nossas dívidas.

O verdadeiro perdão significa tolerar as fraquezas em nós e nos outros. É produto de força espiritual interna. Para conhecer o verdadeiro perdão é preciso ter uma mentalidade livre do egoísmo.

Lembremos as palavras de Cristo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Se formos sábios e aproveitarmos toda ajuda disponível que nossos Irmãos Maiores nos dão, sofreremos menos. Portanto, seguiremos menos a vontade carnal que está relacionada a esse Mundo Físico.

Se começamos, cada novo dia, perdoando a todos, inclusive a nós mesmos, se nos exercitamos no poder do Perdão, poderemos alcançar a Luz e seremos capazes de acender a chama da verdadeira Fraternidade Espiritual, que é “o bálsamo de Gileade, a única panaceia para os males do mundo”.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Relação entre a Crucificação do Salvador e energia vital na Terra

Do mesmo modo que um eco volta a nós, muitas vezes, repetido, assim também a canção celestial de vida é repercutida na Terra.

Toda a criação entoa um cântico de louvor. Um coro de uma legião de línguas repete sem cessar. As pequeninas sementes no seio da Mãe Terra começam a germinar, brotando e despontando em todas as direções, e logo um maravilhoso mosaico de vida, um tapete verde aveludado bordado com flores multicoloridas, substitui o manto de imaculado branco invernal.

Das espécies de animais de pelo e pena, a “palavra de vida” ressoa como uma canção de amor, impelindo-os ao acasalamento. Geração e multiplicação é o lema em toda parte – o Espírito ressuscitou para uma vida mais abundante.

Descubra mais sobre esse assunto clicando aqui: A Relação entre a Crucificação do Salvador e energia vital na Terra

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Incomensuráveis Benefícios em Estudar a Filosofia Rosacruz

Nem todos os Estudantes Rosacruzes ponderam sobre os incomensuráveis benefícios que auferem estudando a Filosofia Rosacruz. Poucos se dão conta realmente da transformação operada em seu íntimo a partir do primeiro contato com os Ensinamentos Rosacruzes transmitidos ao mundo por Max Heindel. Mas, por quê? Talvez por falta de reflexão e atenção sobre o assunto. Há Estudantes Rosacruzes que negligenciam os Exercícios Esotéricos preconizados pela Escola Fraternidade Rosacruz, deixando passar uma grande oportunidade de caminhar um pouco mais na senda evolutiva. Ora, enquanto a humanidade avança lentamente, empurrada pela Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito, a Escola de Mistérios do Ocidente – a Fraternidade Rosacruz – prescreve um método científico, prático, racional, perfeitamente adequado aos habitantes desta parte do Planeta Terra. Tal método engloba uma série de Exercícios Esotéricos e Rituais de Serviços Devocionais que, diligentemente postos em prática, trarão resultados positivos e seguros. Um desses exercícios é o Exercício Esotérico de Concentração, indispensável àqueles Aspirantes sinceros e desejosos de fazer algum progresso. Vários são os temas a serem utilizados nesse Exercício Esotérico, contudo, ressaltamos um: a transformação para melhor.

Sugerimos esse tema porquanto reconhecemos a necessidade de todos se conscientizarem da importância do trabalho realizado pela Fraternidade Rosacruz como disseminadora dos Ensinamentos Rosacruzes. Quantos esclarecimentos foram prestados por estas preciosidades espirituais! Quanta luz onde reinava as trevas! Quanto alívio e consolo onde havia dor! Quanta de onde pairava a dúvida! Quanta esperança onde o desespero parecia desfalecer a vontade!

Recordemos os nossos primeiros passos na Fraternidade Rosacruz. Sentíamo-nos insatisfeitos com as migalhas atiradas pelo mundo. Os seres e as coisas não transpareciam nenhum significado além do vulgar. A existência parecia-nos vazia. O sofrimento e a adversidade nos dilaceravam. Perguntemos a nós mesmos: Por que tanta mazela? Por que tantos contrastes? Qual a razão disso tudo? A vida terá algum significado? O mundo será algo mais que um todo assimétrico e desequilibrado? Afinal de contas: quem somos; de onde viemos e para onde vamos?

Um dia, contudo, por algum motivo ou por intermédio de alguém travamos conhecimento com a Filosofia Rosacruz e, consequentemente, com a Fraternidade Rosacruz. Então, nossas vidas tomaram um novo rumo. Se meditarmos convenientemente, verificaremos que realmente foi assim. Aquela insegurança de outrora foi gradualmente substituída por uma confiança inabalável no Poder Divino. Finalmente havíamos encontrado respostas convincentes às nossas dúvidas. Passamos a encarar a vida de um ângulo mais positivo, aceitando-a como uma experiência útil e bela, digna de ser vivida. Nosso caráter passou também por uma modificação. De seres indiferentes, egoístas, temperamentais, sensuais que éramos, passamos a cultivar o amor, o autodomínio, a caridade, a benevolência, a pureza. Embora ainda haja muita coisa a ser erradicada de nosso íntimo, já alimentamos a certeza de estarmos trilhando o caminho da verdade. Mais cedo ou mais tarde estaremos em condições de dar passos gigantescos. Então, diremos como São Paulo Apóstolo: “Não sou eu quem vive, mas Cristo em mim.” (Gl 2:20).

Se a Filosofia Rosacruz representa algo transcendentalmente importante em nossas vidas, por uma questão de coerência devemos contribuir para que ela seja difundida. Outros, como nós, necessitam de beber desta fonte sacrossanta.

(Por Gilberto A. V. Silos – Editorial da Revista Rosacruz – outubro/1972 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Travessia

A peregrinação do Espírito – nossa – em evolução é uma longa travessia.

Travessia é, também, a vida, o dia, a circunstância.

Em períodos infinitamente grandes até aos mais fugazes, nós estamos sempre transitando, recolhendo meios para realização do nosso destino: a dinamização das faculdades latentes, que nos torna à estatura d’Aquele que nos emanou.

Em toda a literatura espiritualista, quer esotérica, quer exotérica, figuram sempre, como expressivo símbolo, as travessias: as viagens, o êxodo, atravessar rios e mares, etc. É sempre alegoria de transições de consciência, no processo de expansão do ser e de um povo.

O caminho a percorrer está sempre dentro de nós. Nunca é externo. O exterior é simples meio para atingirmos o fim, que é a realização interna. O caminho não é marcado por distância, senão por expansão de consciência. Por isso disse Cristo: “EU SOU O CAMINHO…”. Ninguém pode chegar à união com o Pai Universal, com o Criador, senão pelo encontro e expansão do “Eu interno”. Pelo semelhante atingimos o semelhante. Pelo dissemelhante nos isolamos e nos afastamos. Tal é o sentido de Religião e de queda: uma questão vibratória.

Deus, no céu (superior, elevado) é Luz, é Vida (em vibração mais alta). Satanás (o adversário, em nós, a natureza inferior), no inferno (inferior estado de consciência) é treva, é morte.

Na mitologia greco-romana temos o relato do mergulho do espírito na matéria e as transições pelas quais poderá alcançar as delícias de Eliseu – a ilha dos escolhidos e dos heróis – que se distinguiram na batalha da vida, nos desafios da evolução.

Quando Júpiter dividiu seu Reino, coube a Plutão o governo do Hades. Ele raptou Prosérpina (Perséfone) para sua esposa. Hermes (Mercúrio) levava para o Hades os mortos e os entregava, às margens do primeiro rio (rio Estige = tenebroso) ao barqueiro Caronte que os atravessava e, na margem oposta os deixava sob a vigilância do cão Cérbero (de três cabeças), para que de lá não fugissem. Os maus sofriam castigos de remorso e o suplício da Hidra, serpente de 50 cabeças.

O Hades tinha cinco rios: o Estige (tenebroso), Aqueronte (das penas), Flegeton (do fogo), Cocito (dos lamentos) e Lete (do esquecimento).

Mito não é fantasia, e sim uma alegoria. Aqui temos o relato de como a Centelha Divina mergulhou no Esquema de Evolução, envolvendo-se sucessivamente nos Corpos que formou, com auxílio das Hierarquias Criadoras (Prosérpina raptada às regiões inferiores), unindo-se à Morte (Plutão, regente de Escorpião, correspondente à oitava Raça, da morte), isto é, perdendo consciência de Si próprio identificando-se como um ser humano, aparentemente separado e à parte do Espírito.

Quem nos mantém nessa ilusão é o intelecto condicionado (Hermes), cada vez que renascemos (voltamos aos planos inferiores) e somos vinculados aos Átomos-sementes dos três Corpos (Cérbero, cão de três cabeças).

Pelo mau uso do sexo (suplício da Hidra, relativa à Câncer, que governa a vida geradora) e ignorantes transgressões (que provocam remorsos) vamos despertando a consciência pela dor inevitável (Lei de Consequência).

A maioria da humanidade vive mergulhada como num sono (irmão gêmeo da morte, que habitava o Hades), gerando os sonhos (vida irreal) e julgando-se o que não é (Morfeu, o criador das formas nos sonhos). Oportuno é lembrar que, no mito, o sono e seu filho Morfeu trazem na mão uma papoula, da qual se extrai o ópio, símbolo da inconsciência em que mergulhamos.

Para libertar-nos desse estado há cinco transições (cinco rios). Do ponto de vista comum, do ser humano em geral, significa transcender os cinco sentidos pela metanóia ou ligação com o Espírito de Verdade, o Consolador em nós (Mente abstrata), portal para uma vida mais ampla, dos escolhidos (Eliseu). Daí por diante, os cinco rios representam as cinco primeiras iniciações, para superarmos em definitivo todas as diferenças humanas e nos identificarmos em essência, com nossos semelhantes e com toda a Criação.

Os Evangelhos relatam que o Cristo e seus Apóstolos atravessaram muitas vezes o Mar da Galileia, sempre com missões diferentes. Essas passagens aludem à missão do Espírito (Cristo) nos corpos (apóstolos), aparentemente numa rotina diária, mas em verdade, sempre submetido a novos desafios, a oportunidades renovadas de elevação.  A vida parece igual; os dias parecem repetir-se num monótono ritmo. Mas, o espiritualista, ao despertar, enxerga em tudo novas facetas e renovados convites de desdobramento de consciência. Cada vez que aceita esse desafio e aproveita essa oportunidade, ele faz uma transição.

Na tradição Cristã encontramos a vida de São Cristóvão, padroeiro dos viajantes e dos transportes em geral. É representado por um homem com uma criança ao ombro, atravessando o rio com auxílio de um cajado comprido. É uma maravilhosa alegoria! Representa o ser humano consciente de sua missão, que reconhece, ama e obedece ao Eu verdadeiro e superior, buscando ser um canal impessoal de Sua vontade.

São Cristóvão era um homem forte (internamente) e desejava servir alguém que lhe fosse superior em coragem e força. Conheceu um rei extraordinário e passou a servi-lo. Um dia falaram em “diabo” e o rei se persignou. Cristóvão estranhou e perguntou ao rei: “Por que fazes o sinal da cruz ao ouvires falar em diabo?”. O monarca lhe respondeu: “Por que é um poder temível”. Falou Cristóvão: “se ele é mais forte que ti, então servirei a ele”. Foi em busca de Satanás e passou a servi-lhe, até que um dia, vendo uma luz, o diabo tapou os olhos e fugiu. Cristóvão o abandonou e, indo ao encontro da luz, perguntou-lhe: “Que devo fazer para servi-la?”, E a Luz orientou-o: “Vai ajudar os viajantes na travessia daquele rio perigoso”. E o levou até lá, dizendo: “é uma tarefa difícil e ninguém a aceita”. Desde então, Cristóvão se tornou um servidor da Luz, para atravessar a vau os viajantes.

Um dia foi acordado, madrugada ainda, por um menininho que lhe pedia para ajudá-lo a atravessar o rio. Cristóvão, admirado por vê-lo só, não ousou fazer-lhe perguntas: sua tarefa era ajudar a travessia. Além disso, o menino era singularmente seguro de si.

Pô-lo no ombro e se meteu no rio. Quando chegou ao meio, inexplicavelmente as águas começaram a subir e a correnteza se tornava cada vez mais forte, ameaçando arrastá-lo. Para complicar a situação, o menino começou a tornar-se cada vez mais pesado.  Cristóvão concentrou toda sua imensa força e coragem e a duras penas chegou à outra margem, exausto. Desceu docemente a criança dos ombros e, olhando- a profundamente, observou: “Meu Deus! Eu parecia estar carregando o mundo! E por que o rio se tornou inopinadamente cheio e impetuoso?”.

O menino sorriu e respondeu: “Agora te chamarás Cristóforo, ou aquele que conduz o Cristo, ajudando o Senhor a levar a cruz do mundo”. E desapareceu.

Todos nós podemos nos transformar em Cristóforos, quando assumirmos conscientemente nosso destino espiritual. Temos de reunir recursos internos, confiança própria e poder. Temos de passar a servir à Luz interna, depois de nos convencermos da inutilidade de servir ao poder ambicioso, à fama vaidosa, ao apego de bens e ao amor sensual. Temos que deixar de servir à natureza inferior e reconquistar nossa verdadeira identidade.

Então, começaremos a repartir com os outros nossa experiência dessa transição de consciência para a vida real, até que, inesperadamente, quando estivermos internamente maduros, sejamos provados para ser admitidos à iniciação.

A Igreja descanonizou S. Cristóvão, devolvendo à estória seu caráter alegórico. Os Cristãos esotéricos guardam carinhosamente a lenda, pela esplêndida mensagem que encerra.

Se executamos cada vez mais eficientemente o Exercício Esotérico da Observação perceberemos que há sempre pessoas diferentes que ajudamos a atravessar e que atravessam em nossa experiência. Isso quer dizer que devemos tomar consciência da vida, aproveitando os ensinamentos que ela nos oferece continuamente. Cada circunstância tem sua razão de ser e se ela nos envolveu, é porque temos relação com ela: devemos encontrar essa relação dentro de nós. Cada lição, cada acontecimento, cada pessoa que acorre à nossa experiência é um barqueiro, é uma ajuda, para realizarmos com mais proveito a travessia. Ao mesmo tempo servimos de barqueiro aos outros. Cada qual tem sua contribuição a dar na travessia, de vez que a Individualidade, a Epigênese, nos concede faculdades pessoais, que os outros não possuem e que podem completar os recursos deles.

De modo especial, o barqueiro é o que reúne mais recursos e os oferece com amor aos demais. Segundo a necessidade interna, somos sempre atraídos para a pessoa ou circunstância que mais nos pode edificar, mesmo que sua aparência seja negativa.

Desse modo, a travessia de cada ato ou de cada dia, enriquece-se e se torna atraente, pela variedade de contribuições. Ajudamos os outros a atravessar e eles nos ajudam igualmente na transição. Queiramos ou não, a vida é uma Fraternidade, que tende a se tornar luminosa e valiosa, na medida em que tomamos consciência do servir. Cada encontro é um mistério e uma revelação quando nos dispomos a dialogar e permutar amorosamente os recursos anímicos.

Pena é que a travessia se faz inconscientemente. A maioria evolui com muita dor, envolvendo-se na correnteza do rio da vida (circunstâncias) e machucando-se nas pedras. Essa inconsciência e ilusão de separatividade ao espírito fazem com que a Personalidade se apegue ao exterior, identificando-se com tudo que o cerca, de modo negativo e egoísta. Se ajudarmos alguém na travessia, fazemos questão de que ele nos elogie, nos agradeça ou retribua de alguma forma. Só a essência serve pelo servir. Quando a pessoa é um instrumento consciente de seu Espírito, sabe que a tarefa é atravessar a si e aos demais. Sua missão termina aí.

O servir amoroso e desapegado é importante. Ele aproveita melhor os meios de evolução e faz a pessoa progredir mais depressa. É uma travessia mais rápida e mais agradável, porque não se apega aos meios evolutivos, mas os usa bem e enquanto são úteis. É como construir uma jangada, atravessar o rio e depois abandoná-la na outra margem. O apegado se sobrecarrega, retardando a jornada: leva a jangada e as tralhas nas costas.  Ora, à medida que evoluímos no caminho, os meios se tornam diferentes. Novos níveis determinam novas necessidades. Os níveis ultrapassados devem ser abandonados.

A pessoa apegada se identifica com os meios. Está sempre vivendo no passado, negligenciando as oportunidades presentes e a renovação inevitável. Ainda mais: deixa-se contaminar pelos meios, devido ao errôneo relacionamento com eles. Há uma estória referente a esse ponto, conforme segue.

Dois monges, em meio à jornada, defrontaram um rio e já se dispunham a atravessá-lo quando veio uma jovem pedir-lhes que a ajudassem na travessia. Um deles se negou e o outro, de boa vontade, tomou-a nos braços e a carregou até à outra margem. Separaram-se dela e continuaram seu caminho. Depois de meia hora de mutismo, o outro monge disse ao companheiro que ajudou a moça: “Irmão, estou muito triste com você! Jamais pude supor que você agisse de tal modo!”. O outro, admirado, perguntou: “De que você está falando?”. “Da moça – respondeu ele – da jovem que você estreitou nos braços, na travessia do rio!”. “Como? – contestou o monge – eu a deixei na outra margem e você ainda está com ela?”

A mensagem é clara: a moça representa, para um monge, uma tentação. Tentações também são todas as coisas mundanas que, encontrando um ponto fraco em nosso íntimo, possam afetar-nos. As coisas não são, em si, nem boas nem más; nem pecaminosas nem virtuosas. Quem lhes confere qualidades é o ser humano, segundo seu íntimo. Uma pessoa especializada pode e deve viver no mundo, para servir de “sal da terra”. Se o sal não se misturar à comida, de que servirá? Em si, o sal é intragável e a comida insossa. Se soubermos nos relacionar, sem identificação nem apreciação viciosa, com o mundo, ele nos ajuda a evoluir. Tal é a lição do monge que não se negou a ajudar a moça na travessia do rio. O fato de tomá-la nos braços, de estreitá-la obrigatoriamente, ao segurá-la e transportá-la, não o contaminou nem lhe despertou paixões e cobiça. Já o outro monge, progredindo por outros meios e evitando tudo o que chama “pecaminoso”, está, em verdade, recalcando desejos e pode cair facilmente através da insatisfação, um dia. Por si, julga o outro.

Outro pormenor interessante se pode sacar da estória: não há virtude em evitar os desafios da vida e recluir-se numa vida contemplativa e de exclusiva prática devocional. A virtude decorre da experiência e da superação do errôneo relacionamento com os meios evolutivos. Não há nada mal. Até no aparente mal há o bem em gestação. Deus é Onipresente e Ele é Luz e Amor. Tudo, afinal, resulta proveitoso à evolução.

Os Senhores do Destino ou Anjos do Destino utilizam os meios mundanos como incentivo para promover a evolução. A fama, o poder, o dinheiro e o amor são as grandes molas da ação humana. É fazendo que se aprende. As atividades em si não são boas nem más. Quando obrigatoriamente nos metemos nelas, vamos aprendendo a transcendê-las, no que refere ao apego, aos abusos, etc.; não que isso sirva de pretexto para chafurdarmos no que é reconhecidamente prejudicial. Referimo-nos aos inevitáveis desafios e tentações da vida.

O monge que levou a moça ensina isso: ao servir, foi servido. O estímulo do amor, da fama, do poder, da fortuna, dinamiza nossas faculdades e nos ajudam a fazer grandes travessias – as transições para melhor. Aprendemos e deixamos as falhas que a prática vai revelando.

Ao contrário, quem se omite para não ser tentado, mais facilmente poder cair nas armadilhas de sua natureza inferior. Suas críticas, sua malícia, são reflexos de seus recalques.

Realmente, a evolução não se processa apenas no que chamam de “ocultismo”, referindo-se a fenômenos, a desenvolvimento de faculdades etc. A espiritualidade é cultivo interno; é regeneração de caráter. Ela abrange toda a Personalidade viciada e condicionada, devolvendo ao intelecto, as emoções, aos sentimentos e ao Corpo Denso, condições de servirem como instrumentos eficazes do Espírito, por meio da regeneração dos hábitos.

Certa vez um discípulo, exultante, correu ao Mestre e lhe disse: “Mestre, consegui! Consegui!”. O Mestre, calmamente lhe perguntou: “Conseguiste o que, meu filho?” “Consegui cruzar o rio, andando por cima das águas. Consegui a levitação! Levei trinta anos! Mas consegui!” – exclamou o discípulo, cheio de euforia. O Mestre ficou sério alguns minutos e depois lhe observou: “Que pena! Quanta coisa melhor poderias ter feito nesses trinta anos!”.

De fato, a evolução é global. Os meios estão na própria vida de todos os dias: nas coisinhas costumeiras. A evolução está no modo como fazemos, como encaramos, como utilizamos: e tudo isso depende de nosso íntimo, de nosso conhecimento da verdade, da vivência, do amor.

Os fenômenos são decorrências inevitáveis da espiritualização do ser, mas não o fim, em si mesmo. No fundo, a busca de fenômenos esconde a pretensão da Personalidade, de distinguir-se, de parecer melhor e maior que os demais, impressionando-os com algo incomum. Não é por isso que se mede a espiritualidade. Há muito paranormal com limitação e falhas gritantes.

É importante meditarmos sobre a travessia e o modo como utilizamos os meios, para realizá-la de modo mais eficaz, rápido e agradável. Seja pelas lições do rio da vida, seja pelas constantes tarefas diárias (travessias do Cristo com os apóstolos, no Mar da Galileia), seja pelo poder da vontade persistente e da coragem (Cristóforo), seja pelos meios que nos facilitam mais, através do apego e discernimento; seja, enfim, pelos estímulos comuns da existência (ajudar a moça) – importante é que façamos a travessia para níveis mais altos; importante é que sigamos o interno impulso que nos chama para frente e para cima. Todavia, mais feliz o que tem a coragem e a paciente perseverança de se regenerar diariamente a fim de que a ascese decorra com segurança.

(por Gilberto A. V. Silos – Editorial da Revista Rosacruz – novembro/1976 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é a diferença entre Magia Branca e Magia Negra e qual é o efeito da prática da Magia Negra sobre a alma?

Resposta: Magia é um processo pelo qual nós podemos alcançar certos resultados não conseguidos por meio de leis normalmente conhecidas. Algumas pessoas investigaram as Leis da Natureza, desconhecidas pela maioria das pessoas, e se tornaram hábeis ou proficientes manipulando as forças mais sutis. Elas utilizam o poder delas para ajudar seus semelhantes, quando isso pode ser feito em harmonia com as leis do seu progressivo desenvolvimento. Já outros, por ter estudado as leis e se tornado capazes de manipular as forças ocultas do Universo, usam seus conhecimentos para fins egoístas com o objetivo de obter poder sobre seus semelhantes. A primeira classe nomeada são os Magos Brancos e a segunda, os Magos Negros. Ambos empregam e manipulam as mesmas forças, porém, a diferença está no motivo que os impelem. O Mago Branco é impulsionado inteiramente pelo amor e pela benevolência. Embora não seja movido por pensamentos de recompensa, o uso da magia resulta num maravilhoso crescimento anímico. Como aplicou seus talentos sem mesquinhez, sovinice ou interesse em ganhar   alguma coisa em troca, agora recebe proveitos multiplicados por cem. O Mago Negro, por outro lado, está numa situação triste, pois é dito que “a alma que pecar, morrerá[1], e tudo o que fizermos contrário às Leis de Deus, inevitavelmente, resultará em uma deterioração das qualidades da alma.

O Mago Negro, por meio do seu conhecimento e da sua arte, pode manter, às vezes e por várias vidas, a sua posição no Caminho da Evolução, mas, finalmente, chega um momento em que a alma se desintegra e o Ego se reverte no que podemos chamar de selvageria.

A magia negra em suas formas menores, como o hipnotismo, por exemplo, às vezes causa a idiotice ou idiotia congênita (ou seja, a debilidade mental que data desde o nascimento) numa vida futura. O hipnotizador priva as vítimas do livre uso dos seus respectivos corpos. Sob a Lei de Consequência, ele estará preso a um corpo com um cérebro malformado, que impede a expressão dele. No entanto, não devemos inferir que todo caso de idiotice ou idiotia congênita é devido a tal imperícia por parte do Ego em uma vida passada; existem também outras causas que podem gerar a idiotice ou idiotia congênita.

(Pergunta nº 140 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Ez 18:20

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