Todos os Cursos da Fraternidade Rosacruz são gratuitos, inclusive todo o material necessário, se for no formato digital.
Por favor, LEIA com atenção as informações abaixo e siga as instruções logo em seguida:
Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz – O Curso consta de 12 lições que se ministram por e-mail ou correspondência. Essas lições contém a base preliminar de conhecimento da Filosofia Rosacruz.
Com ele você inicia o Caminho como Estudante Preliminar Rosacruz.
Serve de livro-texto o “Conceito Rosacruz do Cosmos“, livro básico da Filosofia Rosacruz, escrito por Max Heindel, que é um Livro que você utilizará para todo o seu Caminho Espiritual Rosacruz.
Se você quiser tê-lo digitalmente, na mais nova edição, sempre você encontrará aqui: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, grátis.
É só você fazer o “download” e copiar onde você quiser no seu computador 🙂
Temos também a opção em papel. Aqui você terá que adquiri-lo.
Para isso é só enviar um e-mail para contato@fraternidaderosacruz.com com o título: “Quero adquirir um livro Conceito Rosacruz do Cosmos“, inserindo seu nome, que lhe passaremos as opções que temos no momento.
a) Concluído o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, você será inscrito no Curso Suplementar de Filosofia Rosacruz e poderá alcançar o segundo nível do Caminho, o de Estudante Regular.
Além desse Curso, o Estudante Rosacruz se torna apto para fazer os demais Cursos de Capacitação dos Ensinamentos Rosacruzes: Bíblico Rosacruz e os de Astrologia Espiritual Rosacruz que poderão ser solicitados após a conclusão do Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz.
b) Os serviços da Fraternidade são mantidos com as contribuições voluntárias dos Estudantes e Simpatizantes, que tem a oportunidade de ajudar de acordo com suas posses e ditames do seu coração. Deste modo se cumpre a LEI DE DAR E RECEBER.
TÍTULO DO SEU E-MAIL: Solicito minha inscrição no Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz
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RESPONDA aqui se você gostaria de fazer o Curso via correspondência (via correios):________
Uma amiga, Estudante dos Ensinamentos Rosacruzes, me apresentou à Fraternidade Rosacruz. Comprei o livro “Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz” – pois sou do tipo que gosto do livro em papel –, que li enquanto frequentava os Cursos de Filosofia Rosacruz. Essa forma de estudar foi mais fácil para mim, pois me permitiu aprofundar o estudo do texto.
Durante esse período de estudo, não encontrei muitas dificuldades, além da dificuldade de conversar sobre o assunto com alguém próximo. Meu marido me permitiu, pois sabia da importância que tinha para mim. Consegui compartilhar com alguns amigos, mas não com minha família, que é muito focada nas Religiões Exotéricas Cristãs! Como não quero ter problemas com eles, a situação permanece a mesma até hoje. Além dos meus filhos, os demais membros da família não sabem nada sobre esse estudo. Embora eu estivesse entusiasmada com os ensinamentos, levei anos para concluir os cursos, devido às inúmeras transferências profissionais do meu marido.
Essas são dificuldades pessoais e materiais. Mas este ensinamento inclui muitos outros de ordem diferente, particularmente na prática dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes: o noturno de Retrospecção e o matutino de Concentração. Estes exercícios são muito importantes. Para serem verdadeiramente eficazes, devem ser praticados com perseverança, especialmente a o da Concentração, que requer atenção especial a si mesmo. De certa forma, devemos recolher-nos em nós mesmos, esquecer o que nos rodeia. No início, este Exercício de Concentração exige muita força de vontade. Depois, com a prática e o tempo, conseguimos dominá-lo melhor.
O objetivo destes Exercícios Esotéricos Rosacruzes é ajudar-nos a progredir no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. São importantes e exigem um “compromisso” pessoal da nossa parte. Mas este compromisso não deve nos isolar do resto do mundo; pelo contrário, nos pede que “vivamos” neste mundo, para ajudar o nosso próximo a evoluir e a crescer espiritualmente. Por esta razão, Max Heindel nos fornece um conselho muito importante: colocarmo-nos ao “Serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível)” de forma altruísta.
Nos nossos Ensinamentos Rosacruzes, posso dizer que o “Serviço” é o próprio centro do nosso compromisso. Sim, o Serviço do Amor Abnegado (portanto, o mais Anônimo possível) está no coração dos Ensinamentos Rosacruzes. Se quisermos seguir o caminho ensinado por Cristo Jesus e se quisermos “formar Cristo dentro de nós” – o Cristo interno –, devemos seguir o Seu exemplo, colocando-nos a “serviço” do nosso próximo. Como Ele fez com o Seu Sacrifício na Cruz, onde Ele sofreu e deu a Sua vida por nós. Ele não nos pede que sigamos o Seu exemplo ao ponto de “morrer” pelo nosso próximo, mas podemos “nos doar”, por exemplo: dedicando algum tempo para ajudar alguém (e que está ao nosso lado!), ou visitando uma pessoa idosa e sozinha e/ou acompanhando-a às compras, ou simplesmente conversando!
Na maioria das vezes, é através de pequenos gestos que podemos ajudar mais.
Sim, através das nossas ações e até mesmo dos nossos pensamentos a serviço dos outros, crescemos espiritualmente, porque tudo é Serviço: até o menor gesto, como um simples “olá” ou um sorriso para uma pessoa que encontramos na rua, pode trazer-lhe conforto e alegria.
Se realmente queremos seguir o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, que nos levará a uma vida mais espiritual, o nosso compromisso deve ser sincero e eficaz no Serviço.
Eu não disse que seria “fácil”. Certamente haverá muitos obstáculos. Se por vezes nos esquecermos do nosso compromisso e cairmos no Caminho, isso não é o mais importante; o que mais importa é levantarmo-nos. Como está escrito no Hino de Abertura do Ritual do Serviço Devocional do Templo:
“Falhando, embora, vamos ver
A persistência há de vencer
E num crescendo gradual
O bem sublimará o mal.”
(Publicado pela Associazione Rosacrociana – ARCO – 40° Convegno Pescia (PT) – Itália 19-20-21/setembro/2025 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Temos vários audiobooks publicados no nosso site (para vários livros que publicamos). Mas afinal, o que significa um audiobook?
Audiobook ou Audiolivro nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Cabe aqui uma explicação mais detalhada, pois os audiobooks que publicamos envolve o conceito de “livro-falado”.
E qual é a diferença?
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.
Um audiolivro traz a obra literária contada oralmente, a qual é interpretada por aquele que ouve, a partir de suas próprias experiências, conhecimentos, sensações e emoções, dado as características de locução de quem está gravando.
O que é melhor ouvir audiobook ou ler?
Essa maneira de consumir literatura tem também uma vantagem inesperada: já há estudos que apontam que o cérebro humano é mais propenso a criar imagens significativas quando está ouvindo uma história do que quando lê. Ou seja: audiobooks podem ser mais benéficos à imaginação que outros formatos de livro.
Qual é a diferença entre ler e ouvir?
Ler apenas se desenvolve mediante um conjunto de metodologias próprias, já ouvir, em caso de funcionamento estrutural normal, desenvolve-se informalmente.
Porque ouvir audiobook?
Os audiobooks são ótimas opções para aqueles momentos em que não estamos exatamente ocupados, mas que também não podemos pegar um livro para ler, como, por exemplo, qual está dirigindo algum meio de transporte, ou fazendo atividades rotineiras onde se pode dividir a atenção.
Os audiobooks que temos disponíveis no nosso site, atualmente são:
Audiobook: A Luz Além da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: A Teia do Destino – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – Esme Swainson – muito bom inclusive para as crianças.
Audiobook: Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Como Conheceremos Cristo Quando Voltar? – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Curso para Auxiliar o Exercício de Concentração – Ger Westenberg – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel- Fraternidade Rosacruz
Audiobook: O Corpo de Desejos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: O Corpo Vital – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: O Falecimento e a Vida depois dele – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Audiobook: O Lado Oculto da Guerra – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
e seguimos publicando…
Resposta: Desde que foi publicado, em 1909, o livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz exerceu reconhecida influência no espiritualismo em geral, suscitando até a criação de várias entidades com várias denominações Rosacruzes ou Rosacrucianas independentes, algumas delas dedicadas a inteira divulgação das obras de Max Heindel. Tudo isto é auspicioso, para que se cumpra a missão prevista pelo Irmão Maior da Ordem Rosacruz, quando Max Heindel passou na prova para ser o único mensageiro dos Irmãos Maiores e para isso fundou a The Rosicrucian Fellowship onde se tem um Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz que, se seguido, conduz o Estudante Rosacruz à Ordem Rosacruz com segurança e via o Conhecimento Direto.
Todavia, o que destoa e enfeia é que, no esforço de autoafirmação, alguns “amigos”, em vez de juntar-se conosco, buscam subestimar a Max Heindel, pretendendo haver-lhe enxertado revelações mais altas e atualizadas.
Uma pessoa pequena (por dentro), no esforço de subir, pisa nos outros. Eis uma constatação: se alguém está seguro de si, não precisa se esforçar para “ser”. Ele “já é”! Mas aquele que está inseguro procura diminuir os outros, pensando, com isso, ficar mais alto que eles.
É compreensível que isto suceda nos meios sociais comuns porque ali, como se costuma dizer, é “cada um por si e Deus por todos”: uma competição não fraterna.
Mas, que dizer quando isto parte de alguém que pratica a espiritualidade há muito tempo? Alguém que ocupa a direção de movimentos espiritualistas?
Tempos atrás uma estudante veio me dizer que não queria continuar o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz. Respondi-lhe: “Não há problema. Nem precisa comunicar à Fraternidade Rosacruz. Respeitamos o livre arbítrio. Cada um é livre para entrar e sair, sem qualquer compromisso conosco”. “Aí ela acrescentou: o ‘Conceito’ já está ultrapassado…”. Perguntei-lhe: “A Senhora já o estudou bem?”. Ela disse, sem jeito: “Não… nem o li inteiro. Estou na 4ª lição do Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz. Mas, uma pessoa muito entendida me disse isso”. Calei-me.
Tenho pensado nisso, não por mágoa, mas para meditar sobre o assunto. Lembrei-me da parte introdutória do “Conceito Rosacruz do Cosmos”, sobre aqueles que não aproveitam uma contribuição ou porque não ouviram falar sobre o tema ou porque não concordam com suas opiniões. Recordei, principalmente, aquela frase no Conceito: “A única opinião digna de ser levada em conta é a que tem, com base, o conhecimento”[1].
Normalmente, há um vestibular para se ingressar numa faculdade (especialmente quando a faculdade tem menos vaga do que candidatos). O vestibular é importante para avaliar os que estão em nível de frequentá-la e aproveitá-la. Há, também, uma “advertência” na “introdução” do “Conceito Rosacruz do Cosmos” (justamente o texto Uma Palavra ao Sábio), para que a pessoa se dispa das pretensões e se torne “como uma criança” para, com a Mente aberta, sem preconceitos, possa aproveitar o conteúdo. Só nesse estado de receptividade (não de inocência) a intuição pode falar; só desse modo a sabedoria interna nos permite sentir o “sabor” da verdade. Só uma Mente aberta descobre a coerência lógica.
Max Heindel é muito modesto. Cônscio de sua responsabilidade, como mensageiro da Ordem Rosacruz, ao fundar a Fraternidade Rosacruz, que é o aspecto humano, preparatório – o cursinho para a “Faculdade” Ordem Rosacruz – sinceramente diz: “Dizer que essa exposição é infalível seria o mesmo que pretender que o autor fosse onisciente. Até os próprios Irmãos Maiores nos dizem que eles mesmos se enganam, às vezes, nos juízos que fazem. Assim, está fora de qualquer discussão um livro que queira proferir a última palavra sobre o mistério do mundo, e é intenção do autor dessa obra apresentar apenas os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes”. O autor não é onisciente, nem os outros são. O Conceito Rosacruz do Cosmos está longe de ser a última palavra sobre este assunto. “à medida que avançamos, se apresentam aos nossos olhos novos aspectos e se esclarecem muitas coisas que, antes, só víamos ‘como em espelho, obscuramente’” (ICor 3:12)” (Conceito).
Prossegue Max Heindel: ” essa obra encerra apenas a compreensão do autor sobre os Ensinamentos Rosacruzes relativos ao mistério do mundo, revigorados por suas investigações pessoais nos mundos internos, a respeito dos estados pré-natal e pós-morte do ser humano, etc.”. ” tendo-se esforçado o possível para sugerir as ideias verdadeiras, se considera também na obrigação de se defender da possibilidade de a obra vir a ser considerada como uma exposição literal dos Ensinamentos Rosacruzes. Sem essa recomendação esse trabalho teria mais valor para alguns Estudantes, mas isto não seria justo nem para a Fraternidade nem para o leitor. Poder-se-ia manifestar certa tendência para atribuir à Fraternidade a responsabilidade dos erros que nesse trabalho, como em toda obra humana, possam ocorrer. Daí a razão dessa advertência.”. (Conceito)
Por outro lado, diz ele: “Durante os quatro anos decorridos, desde que foram escritos os parágrafos anteriores, o autor continuou suas investigações nos Mundos invisíveis e experimentou a expansão de consciência relativa a esses Reinos da Natureza (…). Pelo que pôde investigar por si próprio, os ensinamentos desse livro estão de acordo com os fatos tais como ele os conhece. (…) A Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre o mistério do mundo. (…) Ao mesmo tempo crê firmemente que todas as outras filosofias do futuro seguirão as linhas mestras dessa filosofia, por lhe parecerem absolutamente certas”. (Conceito).
Vamos, agora, a meditação do assunto “ultrapassado” e “desatualizado”, como também já ouvi de outra escola com o nome de “rosacruz”.
Em primeiro lugar, para avaliar uma obra é preciso estudá-la com a Mente aberta. Depois que se a estuda, a apreciação que dela fazemos é de ordem pessoal: seguindo nosso ponto de vista, porque ninguém pode ver ou perceber além de seu nível interno. É, pois, uma opinião pessoal.
Em segundo lugar, para que nossa apreciação de uma obra seja realmente válida para todos, é indispensável que estejamos acima do nível do autor. Só quem está em nível superior pode apreciar o que está abaixo dele. Pergunto: a pessoa que diz: “O ‘Conceito’ está ultrapassado”, encontra-se acima do nível de Max Heindel? Sabemos que ele alcançou a quarta Iniciação Menor (que dentre outras revelações, capacita o Iniciado a funcionar conscientemente na Região arquetípica do Mundo do Pensamento, onde constatou muitas realidades) e, além disso, teve a assistência de um Irmão Maior, em virtude de sua missão, como fundador da Fraternidade Rosacruz. Alguma dessas pessoas tem mais evolução do que ele? Se não tem, incorrerão naquela falha apontada por um passo evangélico: “A sabedoria se torna estultícia para quem não a percebe”. Um sábio é, muitas vezes, tido por louco, pela maioria ignorante que não o compreende.
Em terceiro lugar: o que é estar ultrapassado? Ou desatualizado? Porque a edição do “Conceito” foi em 1909 e estamos numa época de velocidade? Já ouvi também esse argumento. Fiquei com pena dos Vedas que vem de 8.000 anos antes de Cristo; fiquei com pena dos ensinamentos de Zoroastro, de Buda, de Pitágoras etc.. E a Bíblia? Por que a estudam ainda? Não serão, também, velharias? Verdades anacrônicas?
Dirá alguém, em defesa: “mas a Bíblia é diferente. Lá está escrito: ‘Tudo passará, mas minhas palavras não passarão’”.
Por quê? Por que são verdades eternas? E as de Buda? E as de Zoroastro? E as de Pitágoras?
Em verdade, as realidades constatadas dos Mundos invisíveis não são passageiras. São verdades permanentes. Apenas a sua transmissão aos seres humanos comuns é que merece um modo adequado. Segundo o nível de evolução, os costumes, as tendências etc., os Iniciados transmissores dessas verdades apresentam-nas de modo acessível, em vários graus, atendendo a todos. É como apresentar a mesma pessoa em roupagens diferentes. Assim, a novidade não está na verdade, mas na sua forma de apresentação. Podemos gostar mais de um vestido do que outro, considerando-o mais moderno e atraente: a questão de preconceito, de moda. Já no campo espiritual, a coisa é mais séria, pois o método ou o modo de apresentação de uma filosofia pressupõe razões mais profundas. Por exemplo, a Filosofia Rosacruz tem a finalidade de atender a razão lógica da mentalidade ocidental, a fim de que possamos compreender e aceitar as verdades espirituais e comecemos a falar uma fé racional. Seu campo há de estender-se por muitos séculos, conforme diz Max Heindel: “As linhas mestras desta Filosofia orientarão as filosofias do futuro”. Em questão espiritual, o fator tempo entra numa dimensão muito mais ampla. De fato, embora os Evangelhos tenham transmitido os ensinamentos orais do Cristo há mais de 2.000 anos atrás, quem pode dizer de sã consciência, que os segue cabalmente? Quem pode dizer-se Cristão no profundo sentido de quem vive os ensinamentos do Mestre?
Daqui depreendemos o sentido de atual ou presente; de desatual ou passado. Enquanto não atingimos a vivência de algo, estamos aquém dele. Nesse caso, tal ensinamento está no futuro em relação a nosso nível de ser. Quando o atingimos, o conhecimento se torna presente. E só quando o ultrapassamos é que ele se torna passado. Pergunto: Quem ultrapassou o “Conceito”? Quem realizou o que ali se ensina? Respondam as pessoas que procuram justificar suas escolas como superiores. Não são as palavras que dão gabarito, mas o nível de “ser”.
Em ciência, quando uma mentalidade avançada (muitas vezes inspirada pelos Irmãos Maiores, que são os guardiões dos poderes) descobre novos princípios, anulando erros anteriores, dizemos que houve evolução: ultrapassamos conceitos tidos por certo, mas que se revelaram parcial ou totalmente falsos. No campo espiritual, mais elevado, as probabilidades de engano se tornam menores, ainda mais que lá tomamos contato com a realidade mesma e não com sua enganosa aparência física. Daí que as obras sérias atravessem séculos e milênios, atendendo a evolução de certo período. Quando mudam é mais na forma de apresentação, como dissemos.
Enfim, nenhuma realidade deixa de sê-lo, pelo simples fato de que a neguem alguns. Os seres humanos estão limitados a seu nível e muitas vezes cometem imprudência de atacar o que não alcançam, pela pretensão de justificar sua verdade relativa como padrão universal.
Isso nos honra. Como disse alguém: “Por que fulano me critica? Nunca lhe fiz nenhum bem!”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1976 – Fraternidade Rosacruz SP)
[1] N.R.: O texto “Uma Palavra ao Sábio” das primeiras páginas do livro Conceito Rosacruz do Cosmos: O fundador da Religião Cristã emitiu uma máxima oculta quando disse: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Mc 10:15). Todos os ocultistas reconhecem a imensa importância desse ensinamento de Cristo, e tratam de “vivê-lo” dia a dia.
Quando uma nova filosofia se apresenta ao Mundo é encarada de forma diferente pelas mais diversas pessoas. Algumas se apoderam avidamente de qualquer novo esforço filosófico, procurando ver em que proporção ele serve de apoio às suas próprias ideias. Para essas a filosofia em si mesma é de pouca valia. Terá valor se reforçar as SUAS ideias. Se a obra os satisfizer a esse respeito, adotá-la-ão entusiasticamente, a ela aderindo com o mais desarrazoado partidarismo. Caso contrário, afastarão o livro, aborrecidos e desapontados como se o autor os tivesse ofendido pessoalmente.
Outras adotam uma atitude cética tão logo descobrem que a obra contém alguma coisa a cujo respeito nada leram nem ouviram anteriormente, ou sobre a qual ainda não lhes ocorrera pensar. E, provavelmente, repelirão como extremamente injustificável a acusação de que sua atitude mental é o cúmulo da autossatisfação e da intolerância. Contudo, esse é o caso, e desse modo fecham suas Mentes à verdade que eventualmente possa estar contida naquilo no que rejeitam.
Ambas as classes se mantêm na sua própria luz. Suas ideias pré-estabelecidas os tornam invulneráveis aos raios da Verdade. A tal respeito “uma criança” é precisamente o oposto dos adultos, pois não está imbuída do sentimento dominador de superioridade, nem inclinada a tomar aparência de sábio ou ocultar, sob um sorriso ou um gracejo, sua ignorância em qualquer assunto. É ignorante com franqueza, não tem opiniões preconcebidas nem julga antecipadamente, portanto é eminentemente ensinável. Encara todas as coisas com essa formosa atitude de confiança a que denominamos “fé infantil”, na qual não existe sombra de dúvida, conservando os ensinamentos que recebe até comprovar para si mesmo a certeza ou o erro.
Em todas as escolas ocultistas o aluno é primeiramente ensinado a esquecer de tudo o que aprendeu ao lhe ser ministrado um novo ensinamento, a fim de que não predomine o juízo antecipado nem o da preferência, mas para que mantenha a Mente em estado de calma e de digna expectativa. Assim como o ceticismo efetivamente nos cega para a verdade, assim também essa calma atitude confiante da Mente permitirá à intuição ou “sabedoria interna” se apoderar da verdade contida na proposição. Essa é a única maneira de cultivar uma percepção absolutamente certa da verdade.
Não se pede ao aluno que admita de imediato ser negro determinado objeto que ele observou ser branco, ainda que se lhe afirme. se pede a ele sim, que cultive uma atitude mental suscetível de “admitir todas as coisas” como possíveis. Isto lhe permitirá pôr de lado momentaneamente até mesmo aquilo que geralmente se considera um “fato estabelecido”, e investigar se existe algum outro ponto de vista até então não notado sob o qual o objeto em referência possa parecer negro. Certamente ele nada considerará como fato estabelecido, porque compreenderá perfeitamente quanto é importante manter a sua Mente no estado fluídico de adaptabilidade que caracteriza a criança. Compreenderá, com todas as fibras do seu ser, que “agora vemos como em espelho, obscuramente” e, como Ajax, estará sempre alerta, anelando por “luz, mais luz”.
A grande vantagem dessa atitude mental quando se investiga determinado assunto, ideia ou objeto, é evidente. Afirmações que parecem positivas e inequivocamente contraditórias, e que causam intermináveis discussões entre os respectivos partidários, podem, não obstante, se conciliar, conforme se demonstra em exemplo mais adiante. Só a Mente aberta descobre o vínculo da concordância. Embora essa obra possa parecer diferente das outras, o autor solicitaria um auditório imparcial, como base, para julgamento subsequente. Se, ao ponderar esse livro, alguém o considerasse de pouco fundamento, o autor não se lamentaria. Teme unicamente um julgamento apressado e baseado na falta de conhecimento do sistema que ele advoga, ou que diga que a obra não tem fundamento, sem, previamente, lhe dedicar atenção imparcial. E deve acrescentar, ainda: a única opinião digna de ser levada em conta precisa se basear no conhecimento.
Há mais uma razão para que se tenha muito cuidado ao emitir um juízo: muitas pessoas têm suma dificuldade em se retratar de qualquer opinião prematuramente expressa. Portanto, se pede ao leitor que suspenda suas opiniões, de elogio ou de crítica, até que o estudo razoável da obra convença do seu mérito ou demérito.
O Conceito Rosacruz do Cosmos não é dogmático nem apela para qualquer autoridade que não seja a própria razão do Estudante. Não é uma controvérsia. Publica-se com a esperança de que possa ajudar a esclarecer algumas das dificuldades que no passado assediaram a Mente dos Estudantes das filosofias profundas. Todavia, a fim de evitar equívocos graves, deve ser firmemente gravado na Mente do Estudante que não há, sobre esse complicado assunto, qualquer revelação infalível que abranja tudo quanto está debaixo ou acima do sol.
Dizer que essa exposição é infalível seria o mesmo que pretender que o autor fosse onisciente. Até os próprios Irmãos Maiores nos dizem que eles mesmos se enganam, às vezes, nos juízos que fazem. Assim, está fora de qualquer discussão um livro que queira proferir a última palavra sobre o mistério do mundo, e é intenção do autor dessa obra apresentar apenas os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes.
A Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre o mistério do mundo, e a tal respeito o autor adquiriu algum conhecimento durante os muitos anos que consagrou exclusivamente ao estudo do assunto. Pelo que pôde investigar por si próprio, os ensinamentos desse livro estão de acordo com os fatos tais como ele os conhece. Todavia, tem a convicção de que o Conceito Rosacruz do Cosmos está longe de ser a última palavra sobre esse assunto e de que, à medida que avançamos, se apresentam aos nossos olhos novos aspectos e se esclarecem muitas coisas que, antes, só víamos “como em espelho, obscuramente” (Jo 1:3). Ao mesmo tempo crê firmemente que todas as outras filosofias do futuro seguirão as linhas mestras dessa filosofia, por lhe parecerem absolutamente certas.
Ante o exposto, compreender-se-á claramente que o autor não considera essa obra como o Alfa e o Ômega, ou o máximo do conhecimento oculto. Embora tenha por título “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, deseja o autor salientar com firmeza que essa filosofia não deve ser entendida como uma “crença entregue de uma vez para sempre” aos Rosacruzes pelo fundador da Ordem ou por qualquer outro indivíduo. Convém enfatizar que essa obra encerra apenas a compreensão do autor sobre os Ensinamentos Rosacruzes relativos ao mistério do mundo, revigorados por suas investigações pessoais nos mundos internos, a respeito dos estados pré-natal e pós-morte do ser humano, etc. O autor tem plena consciência da responsabilidade em que incorre quem, bem ou mal, guia intencionalmente a outrem, desejando ele se precaver contra tal contingência e, também, prevenir aos outros para que não venham a errar.
O que nessa obra se afirma deve ser aceito ou rejeitado pelo leitor segundo o seu próprio critério. se pôs todo o empenho em tornar compreensíveis os ensinamentos e foi necessário muito trabalho para poder expressá-los em palavras de fácil compreensão. Por esse motivo, em toda a obra se usa o mesmo termo para expressar a mesma ideia. A mesma palavra tem o mesmo significado em qualquer parte. Quando pela primeira vez o autor emprega uma palavra que expressa determinada ideia, apresenta a definição mais clara que lhe foi possível encontrar. Empregando as palavras mais simples e expressivas, o autor cuidou constantemente de apresentar descrições tão exatas e definidas quanto lhe permitia o assunto em apreço, a fim de eliminar qualquer ambiguidade e para apresentar tudo com clareza. O Estudante poderá julgar em que extensão o autor logrou o seu intento. Entretanto, tendo-se esforçado o possível para sugerir as ideias verdadeiras, se considera também na obrigação de se defender da possibilidade de a obra vir a ser considerada como uma exposição literal dos Ensinamentos Rosacruzes. Sem essa recomendação esse trabalho teria mais valor para alguns Estudantes, mas isto não seria justo nem para a Fraternidade nem para o leitor. Poder-se-ia manifestar certa tendência para atribuir à Fraternidade a responsabilidade dos erros que nesse trabalho, como em toda obra humana, possam ocorrer. Daí a razão dessa advertência.
Max Heindel
Minha mãe foi secretária de Astrologia ao tempo de Max Heindel e Augusta Foss de Heindel, no início de 1914. A Fraternidade Rosacruz era pequena em números, mas era uma família feliz e harmoniosa. Mamãe vinha a Los Angeles todos os fins de semana e numa dessas ocasiões me trouxe um volume de “O Conceito Rosacruz do Cosmos”. Eu fiquei impressionado pela apresentação clara e racional das verdades ocultas e quando Max Heindel veio ao Centro de Los Angeles, lá fui ouvi-lo. Ao nos encontrarmos, senti instantaneamente que já éramos amigos desde vidas anteriores.
Convidado a descer a Oceanside, no seguinte fim de semana, tomei o trem para Santa Fé e ao descer em Oceanside verifiquei que era uma pequena povoação, com apenas uns dois quarteirões e algumas casas dispersas. Caminhei uns dois quilômetros por uma estrada de cascalho até chegar às terras da Fraternidade Rosacruz e percebi que havia somente um edifício de administração (abrigando todas as atividades), uma pequena capela e cerca três pequenas casas.
Depois passei a frequentar Oceanside em todos os fins de semana e me familiarizei com o Senhor Max Heindel e a Senhora Augusta Foss Heindel e quando havia acúmulo de trabalho no departamento astrológico eu ajudava a levantar e interpretar horóscopos, cooperando com minha mãe e a Sra. Augusta. Normalmente, depois do Serviços Matinal de Domingo, o Sr. Max Heindel e eu nos sentávamos próximos ao lugar onde se encontra hoje o Emblema Rosacruz Nós conversávamos sobre várias coisas de mútuo interesse, tais como astronomia, astrologia, filosofia e ciências, entremeadas de reminiscências humanas e reconfortantes gracejos. Tempos felizes foram esses!
Um domingo de manhã, certo visitante aproximou-se de nós para mencionar que havia gostado muito do harmonium da capela. O Sr. Max Heindel replicou: “Bem, harmonium é seu nome comum, porém o nome clássico é ‘venha a mim, vá a mim'”. Todos rimos cordialmente, e este incidente foi mencionado por mim várias vezes, para mostrar como a gente se prende gostosamente à Fraternidade depois que vem a conhecê-la. Um dia ajudando a Sra. Augusta Foss Heindel, chamei-a “Tia Gussie”, o que a alegrou, pois me pediu que sempre a, chamasse assim. Disse-lhe de minha satisfação em chamá-la “tia Gussie”, acrescentando que, neste caso, para completar minha alegria, estenderia o tratamento, chamando a Max Heindel de “Tio Max”, assim foram eles para mim todo o tempo um tio e uma tia muito simpáticos.
Minha colaboração mais direta começou quando, numa viagem à Oceanside, coincidindo no mesmo dia o Serviço Devocional do Templo e o de Véspera Lunar, fui convidado a falar, cabendo a Max Heindel dirigir a reunião. Havia uma cadeira vazia à esquerda na primeira fila, e o Irmão Maior está presentemente lá.
Depois procurei o Centro de Los Angeles e comecei a ministrar aulas de Filosofia Rosacruz durante algum tempo, particularmente sobre o Esquema de Evolução. Um dia, ao me sentar ao piano para praticar, percebi, num relance, que o esquema total da evolução, tão belamente retratado no “Conceito”, se relacionava e ampliava, sob meus olhos, com o teclado do piano, mostrando o significado das cinco Hierarquias que nos deram algum auxílio e passaram depois à libertação, bem como as outras sete que trabalharam em nossa involução espiritual e evolução corporal, continuando ainda a nos ajudar na ascensão evolutiva. Tudo isto ali estava, em progressão regular, nos mais mínimos detalhes. Na viagem seguinte a Oceanside contei minha inspiração ao Sr. Max Heindel. Isto o impressionou agradavelmente e sugeriu que eu escrevesse tudo, juntando um diagrama explicativo. Assim o fiz e publiquei o artigo no número de março de 1917 da revista “Rays from the Rose Cross”.
Eu sentia que conhecia o Sr. Max Heindel melhor que outras pessoas e achava razões para isso. Quando um autor é lido e estudado, a característica predominante de sua natureza é apenas aparente, o que não sucede com as outras facetas de seu ser. Elas se encontram mais ou menos ocultas nos trabalhos em que ele se concentra. Eu tive maior oportunidade ainda: a de privar muito tempo com o Sr. Max Heindel. Em uma mais íntima e pessoal convivência, outros aspectos de sua pessoa se revelam. Nós fomos capazes de examinar as aspirações reverentes e devocionais, a compreensão das culturas, da música, arte, das ciências e, o mais importante, do aspecto humano, tão essencial para um desenvolvimento equilibrado.
Max Heindel foi um exemplo vivo dos preceitos dos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz: “Uma Mente sã, um Coração nobre, um Corpo são” e da contraparte: “ser prudente como a serpente, forte como um leão, simples e inofensivo como a pomba”.
Ele sabia que os Irmãos Maiores eram contrários a tudo que parecesse organização e, portanto, e procurou cuidadosamente evitar mais do que era necessário para a administração. Além disso, ele estava profundamente ciente de que nosso progresso real no caminho da iluminação era interno – “o templo sem som de martelo”. Ele criticou qualquer forma de arregimentação, e frequentemente enfatizou que não devemos nos esforçar de forma tão brusca para nos tornar tão iluminados que perderíamos o valor da experiência do horóscopo particular que escolhemos para esse propósito.
Ele tentou, valentemente, enfatizar a natureza reverente e devocional do Místico, o lado oculto da compreensão intelectual e equilibrá-los com as influências saudáveis e humanas para o desenvolvimento racional. Foi um privilégio ter trabalhado com ele.
(por Art Taylor publicado no Rays from the Rose Cross Magazine, February, 1965, p. 64, 83 – traduzido na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – março/1979 – Fraternidade Rosacruz –SP)
Em 23 de julho de 1865, nascia na fria Aarhus a capital da Dinamarca, em um nobre solar, o menino Carl Louis Fredrick Grasshoff.
Quarenta e quatro anos mais tarde, já longe da sua pátria e com o simples nome de Max Heindel, essa predestinada criatura recebia uma sublime missão: ser o mensageiro dos Irmãos Maiores, o transmissor dos ensinamentos rosacruzes para o mundo ocidental.
Qual foi o merecimento de tão elevado encargo? Sem dúvida alguma o seu indescritível impulso interno de encontrar a verdade, o seu virtuoso caráter e constância, o seu amor para com os seus semelhantes. Mesmo em contato com a mais profunda verdade, não ficou satisfeito enquanto não transmitiu (mesmo sob tremendos sacrifícios) os luminosos ensinamentos ao mundo. Foi levada a público a maravilhosa Filosofia Rosacruz, explicando com clareza os mistérios da vida, dando-nos fé, consolo e esperança em uma vida futura.
Que valioso privilégio nos concederam os Irmãos Maiores através de Max Heindel. Ele plantou uma fecunda semente — a Fraternidade Rosacruz —, que germinou, cresceu, tornou-se uma frondosa árvore, floresceu e frutificou. Sob ela nos abrigamos. Suas flores perfumam as nossas vidas e seus saborosos frutos alimentam a nossa alma.
Bem sabemos e avaliamos a responsabilidade que nos cabe, pois “a quem muito foi dado, muito lhe será pedido”. Embora ainda sejamos imperfeitos, podemos nos converter em Auxiliares dos Irmãos Maiores, “pregando o Evangelho e curando os enfermos”. A que missão mais sublime poderemos aspirar do que ajudar as criaturas de Deus e a evolução espiritual do mundo?
Riquezas materiais, honras e glórias são artigos temporais e efêmeros; porém os valores espirituais que acumulamos são o tesouro da alma (que a traça não rói e a ferrugem não destrói) e jamais os perderemos.
O Conceito Rosacruz do Cosmos e a Bíblia nos ensinam que Cristo abriu o “CAMINHO” para todos. Suas irradiações espirituais procuram tocar o coração, despertando o Espírito e o impulsionando à ação. Esforcemo-nos, pois, até ao limite de nossas capacidades para nos tornarmos receptivos a essas elevadas vibrações. Harmonizemo-nos com os princípios da nova Era, como Cristo nos ensinou.
No transcurso do centésimo quinquagésimo novo natalício de Max Heindel, elevemos nossos profundos sentimentos de gratidão ao Pai Celestial e aos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz pelas bênçãos que recebemos através desse iluminado amigo.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
O verdadeiro Aspirante à vida superior que é um Estudante Rosacruz ativo promove a sua Individualidade, não a sua Personalidade. Sim, existe diferença entre o que busca promover a sua Individualidade, e o que vive na sua Personalidade. O verdadeiro Aspirante Rosacruz busca continuamente se ligar-se ao seu Cristo Interno – expressão da sua Individualidade – e se expressar superiormente em servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) ao seu irmão e a sua irmã que estão no seu entorno, esquecendo os defeitos deles e focando exclusivamente na divina essência oculta deles e dele, que é a base da Fraternidade. É coerente, no sentido de que age segundo a consciência. Embora imperfeito ainda, cônscio das ciladas de sua natureza inferior (expressão da sua Personalidade), ele “ora e vigia” constantemente.
Ao contrário do que parece, a promoção da Individualidade, bem entendida, une e valoriza a Fraternidade, da mesma forma que cidadãos conscientes formam um povo e não massa.
Atende-se bem no que, sobre o assunto, escreveu Max Heindel, no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, a obra básica da Filosofia Rosacruz: “O método de realização espiritual Rosacruz difere de outros sistemas num ponto especial: procura, desde o princípio, emancipar o discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o confiante em si, no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e lutar em todas as condições. Somente aquele que for bem equilibrado, pode ajudar ao débil”.
Há um perigo de se interpretar mal essa independência. Julgamos, rigorosamente, como dependência externa, inclusive a que se pode ter a nossa Personalidade, que não faz parte real de nosso “Eu Superior”. Isto quer dizer que o verdadeiro Aspirante Rosacruz não procura mestres, guias, instrutores, ídolos, “preferidos”, “seguidores” externos; que em nossa Fraternidade não há estres ou instrutores, senão orientadores no reto sentido de quem procura ajudar cada Estudante Rosacruz a se ajudar, a se libertar, a se independer, a se confiar para ser um valioso servidor na obra de Cristo na Terra. Aquele que gosta de proteção não pode ser um Aspirante Rosacruz, um Estudante Rosacruz de fato. Aquele que vive buscando novos autores, novos livros, “novas tendências”, novos conferencistas ou oradores da vez e correndo de uma a outra conferência, exposições, “retiros”, encontros, simpósios, seminários de oradores ilustres ou da “moda”, que se empolga, que vive repetindo ideias alheias e, afinal de contas, continua sendo o mesmo indivíduo, não pode ser um Aspirante Rosacruz, um Estudante Rosacruz de fato.
Perscrute-se letra a letra, linha a linha, página a página, no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e as demais obras de Max Heindel e veja-se que todas elas são libertadoras. Os Irmãos Maiores não gostam de dependências. Temos de gravar com letras de fogo em nossa consciência anestesiada pela escravidão do mundo, que somos “príncipes”, filhos de Deus, centelhas de seu Fogo, Espíritos feitos à Sua Imagem e Semelhança tendo dentro de nós todos os divinos atributos, latentes, à espera de desenvolvimento e potencialização. Somos criadores em formação, Cristos em desenvolvimento. “Não sabeis que sois templo do Altíssimo e o Espírito Santo habita em vós?” (ICor 3:16). “O Reino dos Céus está dentro de vós” (Lc 17:21). Ensinou-nos o próprio Cristo: “Aquilo que eu faço vós o fareis e obras maiores ainda” (Jo 14:12). São promessas bíblicas, são reconhecimento de nossa divindade em formação.
Mas para que essa Individualidade se forme harmoniosamente é necessário que se a oriente honestamente em humildade, em amor, em serviço, em entendimento. Não conhecemos outra Escola que o faça melhor, do que a Fraternidade Rosacruz! Ela não é obra de mestres terrenos, de literaturas rendadas, de promessas fantasiosas, de pretensas Iniciações. Os Irmãos Maiores que a ditaram, são elevados Iniciados, conhecidos por seus frutos. Ela é simples e profunda como a própria natureza; racional e lógica como a própria nudez simbólica da verdade. Ela reúne a que há de mais atual e conveniente às necessidades internas de cada um de nós, Egos ocidentais; é uma fase mais elevada do Cristianismo, aquilo que o Cristo ainda não podia ensinar em seu tempo, porque não podíamos suportar; é o alimento sólido do “adulto espiritual”.
Respeitamos o “leite das criancinhas”; a necessidade de dependência de muitas pessoas a outras; compreendemos a curiosidade dos que buscam coisas novas, porque se encantaram com as “vestes coloridas e não podem avaliar, ainda, a essência”. Mas a Escola Fraternidade Rosacruz se destina aos simples, aos essencialistas, aos sinceros, aos realizadores, aos servidores, aos humildes, aos corajosos que podem renunciar aos acenos do passado e “buscam alcançar o Reino dos Céus por assalto” (Lc 16:16), por seu próprio esforço e orientação esclarecida da Fraternidade. Não é uma dependência; é o reconhecimento de um método melhor, mais apropriado. O Irmão Maior leva em conta as possibilidades do verdadeiro Aspirante Rosacruz e, tendo já percorrido o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, previne os desvios retardantes e o prepara para vencer as dificuldades que defrontará.
A Escola Fraternidade Rosacruz (dizemos “de Max Heindel” só porque já andam deturpando o nome “Rosacruz”) é uma compilação atualizada de todos os mistérios antigos, conciliados com os mistérios Cristãos, de modo a dar a mentalidade inquiridora e dinâmica do povo ocidental, uma explicação lógica e simples do ser humano, do universo e de sua missão no mundo. Daí chamar-se “Escola Ocidental de Mistérios, preparatória para uma Nova Era – a de Aquário –, em que seus ensinamentos constituirão a futura Religião, o Cristianismo Esotérico”.
Compreende-se, então, que ela não pode ainda atrair grande número de pessoas, porque pressupõe qualidade, porque ensina primeiro a dar, a primeiro “buscar o Reino de Deus e Sua justiça”, e por mérito, como consequência natural o desenvolvimento interno lhe venha “como acréscimo”.
Essa é a Iniciação: um processo natural de desenvolvimento interno, como decorrência do mérito que se conquista pelo domínio de si mesmo e pelo serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao seu irmão e a sua irmã que estão no seu entorno, esquecendo os defeitos deles e focando exclusivamente na divina essência oculta deles e dele, que é a base da Fraternidade. O resto é fantasia.
A Fraternidade Rosacruz é desinteresseira e sincera, desmascara ilusões e artificialismo pela simples apresentação de seus princípios racionais.
O verdadeiro Aspirante à vida superior que é um Estudante Rosacruz ativo que nela se inspira e forma se liberta de sua natureza inferior e concomitantemente, de todas as dependências externas. Não mais se desilude porque não se ilude. Sabe que seus poderes internos serão proporcionais a capacidade moral que ele desenvolve, para usá-los retamente. Não fala de si como um Mestre ou Instrutor, não conta suas “experiências”, não exibe seus recursos curadores – porque sabe que atrás de tudo isso está a Personalidade a reclamar preço, glória, reputação, que o distinga dos demais.
O verdadeiro Aspirante à vida superior que é um Estudante Rosacruz ativo é autêntico, simples, humilde, e tudo refere a Deus dentro de si; é o que ocupa o último lugar e o que busca mais servir, sem pretensões ulteriores.
Quão necessário e oportuno se compreender isto para avançar no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz!
(Publicado na Revista: Serviço Rosacruz – outubro/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Dentre os pensamentos maravilhosos que compõem o Ritual Rosacruz do Serviço Devocional do Templo destacamos o seguinte: “Devemos esquecer diariamente os defeitos dos nossos semelhantes, e servir a Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade”. Estas palavras encerram uma exortação à busca do lado positivo de todos nós. Contudo, podemos ir mais além, pois na realidade o ideal é procurarmos vislumbrar o bem em todas as coisas.
Como estudamos no Conceito Rosacruz do Cosmos, certa vez Cristo percorria os arredores de Jerusalém em companhia de seus discípulos. Em dado momento estes depararam com o cadáver de um cão, já em adiantado estado de decomposição. Ante aquele quadro nauseabundo todos expressaram sentimentos de desagrado, porém o Mestre impassível, afirmou: “As pérolas não são mais brancas que seus dentes”. Esta foi uma das mais expressivas lições que o Salvador nos legou. Contudo, não tem sido bem compreendida. Raras vezes percebemos o lado bom das coisas ou dos nossos semelhantes. É muito mais fácil notar as falhas alheias do que ponderar sobre os próprios defeitos. Essa tendência negativa nos coloca em constante atrito com os outros, formando ao nosso redor uma atmosfera de desarmonia.
Cada um nós é como que um diamante a ser lapidado. Embora muitas vezes coberto por uma crosta pouca atraente, que mais cedo ou mais tarde mostrará seu brilho. Deus, o grande lapidário, dispõe de diversos meios para remover a dita crosta. Deixemos de considerar a fealdade desta última e procuremos meditar sobre o fulgor interno.
Cada um de nós é uma lei em si mesmo. Não há dois de nós absolutamente iguais no mundo. Cada um renasce num ambiente diferente, passa por experiências também diferentes, o que acentua sua individualidade. Então, não temos o direito de querer padronizar o comportamento humano. Cada um de nós se encontra num determinado estágio evolutivo. “Até entre as estrelas existe diferença de esplendor” (ICor 15:41). É uma grande injustiça, de nossa parte, exigir de todas as pessoas um ajustamento aos nossos conceitos pessoais de ética. Nossa formação é, assaz, débil para alimentarmos tal pretensão. Nem sempre nossos conceitos de bem e de mal correspondem à realidade das coisas. Bem é o que nos deleita; mal é o que nos desagrada. Quão restritos são tais conceitos! Consideramos nossas aflições e experiências dolorosas como sendo um mal, e, no entanto, são elas que encerram lições marcantes, despertando nossa consciência para uma vida mais elevada. Precisamos de muita cautela quando julgamos os atos dos nossos irmãos e das nossas irmãs. Eis porque destacamos a tolerância como a virtude a ser cultivada por quem anela o aprimoramento espiritual, o verdadeiro Estudante Rosacruz.
É necessário que se esclareça que tolerância não é conivência com coisas erradas nem com certas distorções dos sentimentos humanos. Porém, entre criticar destrutiva e ferinamente, e orientar amorosamente há uma grande diferença. Uma orientação amigável só tende a fortalecer e alimentar as boas qualidades alheias fazendo com que as falhas morram de inanição. A tolerância sempre é um fator de preservação da paz e harmonia em nosso meio ambiente, seja no lar ou no trabalho.
Nem sempre a nossa compreensão e as nossas boas intenções são correspondidas inteiramente, porém, isto não constitui argumento para que busquemos o litígio. Um erro não justifica outro. Se alguém nos decepciona pelo modo como procede, isto não é problema nosso. Ante a Lei de Consequência cada um responde pelos seus atos. Não somos obrigados a errar, pois temos o livre arbítrio. Podemos perfeitamente optar por um curso de ação, porém, colhemos infalivelmente aquilo que plantamos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1968-Fraternidade Rosacruz-SP)
Nesses anos transcorridos desde a passagem de Max Heindel, muito se falou a respeito de sua notável obra. A cada 23 de julho — data do seu nascimento — os Grupos e Centros Rosacruzes em atividade pelo mundo lhe rendem uma linda homenagem. Relembram as dificuldades com que se defrontou para iniciar o trabalho. Recordam certas passagens marcantes de sua vida, como o primeiro encontro com o Irmão Maior – que ele chamava de “Mestre” –, na Alemanha, ou o lançamento da pedra fundamental em Mount Ecclesia, evento que prenunciou o grande porvir da Fraternidade. Ressaltam também a grande odisseia vivida na elaboração e impressão do livro Conceito Rosacruz do Cosmos.
Há, porém, na figura de Max Heindel um aspecto pouco abordado, conquanto importantíssimo na consolidação de sua obra: sua capacidade de aglutinar pessoas em torno do Ideal Rosacruz.
A Fraternidade Rosacruz, embora inspirada desde os Planos internos pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, que lhe emprestam o nome, começou do nada, do chão. À frente, apenas Max Heindel.
Sozinho, desprovido de recursos e com a saúde abalada, embora tendo em mãos o tesouro dos tesouros — a Filosofia Rosacruz — onde poderia ele chegar?
Que força misteriosa impelia esse homem aos maiores sacrifícios, convertendo-o em um polo de atração, uma fonte viva de magnetismo?
Somente alguém dotado de um acentuado poder de aglutinação poderia inspirar outras pessoas, indicando-lhes o Ideal Rosacruz e a necessidade de se trabalhar por esse Ideal.
Ao ensejo de mais um aniversário de nascimento de Max Heindel, transcrevemos abaixo o depoimento de Bessie Boyle Campbell, publicado há muitos anos em Rays from The Rose Cross de outubro de 1955. Essa Estudante Rosacruz e contemporânea de Max Heindel, deixa entrever em suas linhas as razões de o fundador da The Rosicrucian Fellowship ser um aglutinador por excelência.
“Meu primeiro encontro com Max Heindel foi em uma noite de 1908, em Yakima, Washington, à entrada de um salão de conferências. Eu havia lido no diário local o anúncio de sua conferência sobre “A vida depois da morte”, franqueada ao público. Ora, eu havia sido criada e educada em um ambiente estritamente episcopal e os assuntos dessa natureza espiritual eram incompreensíveis para meus pais e imediatamente rechaçados por eles. Perguntei à minha irmã e mãe se podiam me acompanhar para assistir à conferência, pois o salão em que conferência se realizaria ficava em uma rua pouco recomendável para uma moça andar sozinha… Não é demais dizer que não me deixaram ir. Mas ao forte impulso interno que me impelia tomei a resolução de ir só. Quando cheguei à entrada do salão, defrontei-me com três pessoas e logo reconheci o casal Swigart e o próprio Max Heindel. Ao contemplar o rosto e a figura de Max Heindel, tive a sensação momentânea de me achar diante de um padre, embora ele estivesse trajado como qualquer homem de negócios. Pensei, depois, que essa impressão talvez se originasse da grande reverência que me despertava sua pessoa e isso me fizera associá-lo a um padre. Muito tempo depois, durante uma de suas aulas, ele nos contou que em seu renascimento anterior, há trezentos anos, havia sido um padre católico na França. Fiquei satisfeita ao ver confirmada minha intuição (…). “Observando o auditório daquele velho salão, onde Max Heindel proferiu a primeira de dez conferências, notei que, em sua maioria, era composto de mendigos e vagabundos que tinham ido ali mais para se proteger do frio e da neve do que propriamente para ouvi-lo. O conteúdo de sua dissertação estava além do meu alcance e entendimento; não obstante, seu forte magnetismo pessoal e sua grande eloquência me levavam a crer firmemente em cada palavra que dizia, como se fosse uma grande verdade”. (…) “Compreendi que eu tivesse ouvido um grande homem, abordando assuntos transcendentais”. (…) “Senti que nesses ensinamentos houvesse encontrado o que há tempo buscava”. (…) “Muito depois eu lhe perguntei o que era isto: magnetismo pessoal. Ele me respondeu que foi um poder obtido mediante atos de bondade, nesta vida e nas anteriores. Explicou-me que isso é visto pelo Cristão Místico como uma aura dourada que os grandes mestres costumam pintar ao redor da cabeça dos Santos, em suas obras clássicas. Assisti a suas conferências e lições, nessa ocasião, durante seis semanas, recomeçando tempos depois. Ele não havia publicado ainda a grande obra ‘Conceito Rosacruz do Cosmos’, pois não havia chegado o ano de 1909. Suas conferências e lições eram mimeografadas. Em 1910, assisti novamente a suas dissertações, já com público numeroso, em Los Angeles. De vez em quando, Max Heindel costumava entremear suas palestras com observações engraçadas, alegres, simpáticas. Outras vezes, permanecia muito sério e circunspecto. Ele sentia uma grande compaixão por todas as almas que sofriam. Em 1911 recebi dele uma carta em que me comunicava haver iniciado os trabalhos de Cura Rosacruz. Nessa oportunidade eu passava por um precário estado de saúde, internada em um hospital de Pasadena-CA, com febre altíssima. Depois de ler sua amável carta, meu quarto se inundou de luz e senti tal exaltação que não posso descrever. Eu vinha orando intensa e incessantemente quando isso aconteceu. Na manhã seguinte minha febre havia desaparecido por completo e, depois de alguns dias, achava-me em minha residência completamente restabelecida”. (…) “Minha mãe, que também chegou a ser Probacionista, faleceu em 1915. Max Heindel veio ao funeral e usou da palavra. Em certo momento ele me disse: ‘Bessie, coloque uma cadeira junto ao ataúde para que sua mãe possa se sentar-se’. Ele sorriu diante da cadeira, para nós vazia, e então lhe perguntei se mamãe se sentia feliz. Ele me respondeu: ‘Ela está muito séria e impressionada com a mudança’. Os trinta amigos que se achavam presentes ficaram muito impressionados ao ouvir suas palavras. Max Heindel sempre irradiava uma dulcíssima simpatia e bondade, em sua habitual humildade. Sinto que, pela oportunidade de haver conhecido esta grande alma, recebi a maior bênção deste mundo, além do conhecimento da verdadeira Religião Cristã que me veio à Mente e ao Coração por seu intermédio”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho de 1975-Fraternidade Rosacruz-SP)