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porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Servo do Hábito

Nosso Corpo Denso é um servo do hábito. Sem o positivo e objetivo esforço diário da Mente torna-se difícil, após certo tempo, romper as inclinações dos hábitos em que nos tenhamos mergulhado. Como resultado das ideias negativas concernentes à vida formamos em nosso interior uma nuvem interceptora, vedando a ação iluminadora do Ego e ilhando os nossos veículos. Estes ficam desassistidos, sem a força espiritual orientadora e vivificante. Decaem as suas limitadas possibilidades; tornamo-nos presa fácil de temores e nervosismos e, além de prejudicar a saúde, protelamos as altas finalidades a que fomos destinado realizar na Terra.

Contudo, uma vez que a Mente estabeleça um programa definido e reative sua ligação pelo interesse às coisas permanentes e divinas, o Corpo começará a despertar e a sorver a abundante vida do Espírito para os seus vários centros nervosos, ossos, músculos e órgãos. Nova energia fluirá através de seu organismo e a alma avidamente a usará para recomeçar o trabalho de liberar energia para a “carne”, a fim de cumprir a necessária ação de cura (no caso, de doença ou enfermidade do Corpo Denso) e de elevação (no caso, de enfermidade emocional – no Corpo de Desejos – ou mental, na Mente).

O que chamamos de progresso leva muitos vícios dessa ordem. A Suíça e outros países dos mais elevados níveis sociais apresentam o mais elevado índice estatístico de suicídio. Por quê? Nos Estados Unidos morre uma alarmante porcentagem de seres aos 45 anos de infarto. Por quê? Por que a vida das grandes cidades e as exigências que vamos criando para nosso conforto nos tornam paulatinamente irascíveis, comprometendo-nos a saúde e a felicidade? A raiz está neste tema.

Anos de pensamento negativo e inatividade espiritual podem causar ao Corpo Denso a perda de sua capacidade para se erguer, caminhar e realizar os múltiplos objetivos a que foi criado. O Cristo interno também reclama de alimento e sua fome é bem mais atroz que a física. O indivíduo tem que educar o Corpo Denso, persistentemente, para fazer aquilo que seja mais conveniente: um equilíbrio de ações materiais e serviço espiritual. Aí está a chave para muitos Estudantes Rosacruzes que não progridem nem são felizes!

A vida espiritual deseja se imbuir em nós, fluir através de nós. Somos criados à imagem e semelhança de Deus-Pai Celeste. Sua Seiva de Poder-Vontade, de Sabedoria e Atividade deseja percorrer os canais de nossos Corpos e se expressar em frutos mentais, emocionais e físicos, os mais convenientes alimentos do Corpo e do Espírito, alimento próprio e dos outros. Cristo interno é a “videira” verdadeira e nós somos os ramos. Que é do ramo se desligado da videira? O próprio fato de pessoas terem permanecidas vivas através de muitos anos, jazendo na cama, é a prova de que certa quantidade da vida e da substância de Deus foi recebida e aproveitada pelo Corpo Denso, porque na hora em que o Espírito o abandona imediatamente entra em decomposição. Os hábitos tornam-se fixos com a repetição e influem devidamente em nossa enfermidade ou saúde, em nossa infelicidade ou ventura, em nossa desgraça ou êxito. Temos na Filosofia Rosacruz as chaves para compreender e empregar profundamente as verdades Cristãs, a fim de gerar um novo homem e uma nova mulher, a fim de inaugurar uma vida mais elevada, uma felicidade e paz permanentes, desconhecida do irmão ou da irmã que é materialista.

A gloriosa Verdade do Ser transforma a Mente e o Corpo. E os que transfiguram se levantarão e “tomarão suas camas” e começarão a trilhar o Caminho da Santidade. Começarão a glorificar a Deus em fazendo as coisas que são prazerosas aos olhos d’Ele. Começarão a compreender que a vida é realmente feliz, eterna e inesgotável, dentro dos padrões reais.

Através do reto uso do poder que Deus nos fornece, podemos fazer de nossa vida aquilo que mais desejamos! Quer tentar?

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1968 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Jesus e Sua Sublime Missão

No Evangelho Segundo S. Mateus em 1:21 lemos: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados“. Mas não a um menino comum, pois Jesus não era um indivíduo comum, como qualquer outro da Humanidade. É certo que ele é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana; pertence à nossa Humanidade. Podemos estudar o homem Jesus de Nazaré lendo todos os seus renascimentos na Memória da Natureza. Sabemos, por exemplo, que num de seus renascimentos ele foi o Rei Salomão. Aquele rei que lemos em 1 Reis 3, 4-14, quando Jeová apareceu em sonhos e lhe disse para pedir qualquer coisa que quisesse que Ele o daria. Quando, então, Salomão respondeu: “Tu foste grande amigo de teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade e a mim me tem posto como rei em seu lugar. Confirme-se, pois, agora, Oh Jeová Deus! Tua palavra dada a Davi, porque tu me colocaste como rei sobre um povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá-me agora sabedoria e conhecimento para discernir entre o bem e o mal“.

Quando, então, Jeová replicou a Salomão: “Por quanto isso foi em teu coração, que não pediste riquezas, nem longos anos de vida, nem a vida dos teus inimigos, se não que tens pedido para ti sabedoria e conhecimento para julgar o meu povo, sobre o qual te pus por rei, sabedoria e conhecimento te são dados e, também, o que não pedistes: riqueza e glória, em toda a sua vida, como jamais houve entre os reis“.

Esse é somente um dos exemplos de seus antigos renascimentos. Houve muitos outros, onde ele viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, do mesmo modo que qualquer um de nós, seres humanos. Com isso percorreu o Caminho da Santidade (o Caminho da Iniciação) através de muitas vidas, vivendo a vida espiritual e preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.

Na vida terrestre que apareceu como Jesus, esse nosso irmão alcançou:

– um Corpo Denso que é o mais perto da perfeição que já se construiu e se construirá por qualquer um de nós nesse Grande Dia de Manifestação;

– um Corpo Vital que é o mais perto da perfeição que já se construiu e se construirá por qualquer um de nós nesse Grande Dia de Manifestação;

– um Corpo de Desejos isento totalmente de paixões, desejos inferiores; formado exclusivamente de materiais de desejos das Regiões Superiores do Mundo do Desejo;

– um Corpo Mental extremamente puro (lembrando que a Humanidade comum ainda só tem um veículo Mente).

Ou seja: ele possuía um Tríplice Corpo e um Corpo Mental da espécie mais pura que qualquer um de nós já pode construir.

Logicamente, para construir o seu Corpo Denso teve que contar com materiais da mais fina pureza que existe. Pois o ser humano para construir seu Corpo Denso necessita utilizar os materiais tomados dos corpos do pai e da mãe. Por isso, seu pai, José era um elevado Iniciado. Pertencia a Ordem dos Essênios. E durante muitas vidas também percorreu o Caminho da Santidade. Ele era tão puro que poderia realizar o ato da fecundação como um Sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal. Ele tinha a capacidade de expressar à vontade – força masculina – da maneira mais perto da perfeição no ato gerador. Com isso garantiu o melhor material para a construção do Corpo Denso de Jesus.

Por isso, a sua mãe, a Virgem Maria, era também um elevado Iniciado, da mais elevada pureza humana; por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus de Nazaré. Ela tinha a capacidade de expressar a imaginação – força feminina – da maneira mais perto da perfeição no ato gerador. Só ela poderia fornecer o material mais puro para a construção de um Corpo Denso mais perto da perfeição, como foi o de Jesus. Ela expressa a máxima pureza que um ser humano pode alcançar no ato gerador.

Mas, como pôde ocorrer uma concepção tão pura e isenta de dor, sofrimento e tristeza num ambiente tão impróprio como nós mesmos criamos aqui na Terra?

Então vejamos: Jeová, o Espírito Santo, o guia dos Anjos, aparece em várias partes da Bíblia como o dador de filhos. Seus mensageiros foram: a Sarah anunciar-lhe o nascimento de Isaac; para Hannah anunciaram o nascimento de Samuel, por exemplo. E foram eles que foram à Virgem Maria anunciarem o advento de Jesus, como lemos no Evangelho de S. Lucas (1:26-32): “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus (…) e disse-lhe o anjo: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ (…) ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho e lhe darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo“. O poder do Espírito Santo fecunda tanto o óvulo humano como a semente do grão na terra.

Antes do Pecado Original, nós procriávamos sob a orientação dos Anjos, em épocas propícias. Não tínhamos paixões, porque éramos guiados em tudo, até no ato gerador. Inocentes e inconscientes de tudo. O Pecado Original se deu quando tomamos as rédeas da nossa evolução, inclusive do ato gerador. Essa transgressão utilizando da força sexual criadora sagrada, a nosso bel prazer, sem levar em conta Corpos puros e condições astrais propícias, é o que, até hoje, nos traz sofrimentos, tristezas e dores.

Entretanto, quando uma vida santa purifica os desejos, o ser humano se inunda com esse espírito puro e pode efetuar a função procriadora sem paixão. A concepção se torna imaculada. A criança que nasce sob tais condições é naturalmente superior, porque a concepção realizou-se como um rito sagrado de autossacrifício e não como um ato de autossatisfação.

Nesse caso, criamos exatamente as mesmas condições que tínhamos quando procriávamos sob a orientação dos Anjos, só que com uma crucial diferença: o fazemos conscientes e sob a nossa responsabilidade. De onde concluímos: que todo indivíduo vil tem que nascer de uma mãe vil e de um pai vil, ou seja: antes que nasça um Salvador é necessário encontrar uma virgem puríssima para que seja sua mãe e um pai igualmente puríssimo.

Quando dizemos “virgem” não queremos falar de virgindade em sentido físico. Todos nós possuímos a virgindade física nos primeiros anos de nossas vidas, mas a virgindade do espírito é uma qualidade da alma (ou do Espírito), adquirida mediante vidas de pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e ações puros e elevados. Não depende do estado do Corpo Denso!

Assim, uma virgem verdadeira pode dar à luz a vários filhos e permanecer sempre “virgem”.

Portanto, o que determina um ser humano ser concebido em pecado ou imaculadamente depende de sua própria alma, de suas qualidades anímicas. Porque se um ser humano que vai nascer for puro, casto ele também nascerá e, naturalmente, de uma mãe e de um pai também puros e de natureza formosa. E, nessa situação, o ato sexual físico, que na maioria se realiza para gratificar a paixão e o desejo sensual, se efetua como uma oração, um Sacramento, como um sacrifício (sacro-ofício) – note a extrema oposição de sentimento: gratificação e sacrifício (sacro-ofício).

De modo que, a criança é concebida sem pecado nem paixão, ou seja, imaculadamente. Tal acontecimento não é um fato acidental. A vinda de uma criança por esses meios de pureza é previamente anunciada e a espera antecipada é marcada com impaciência e alegria.

Atualmente, há muitos casos de geração que se aproximam muito dessa Imaculada Concepção.

Aqui, realizam-se o ato gerador com puríssimo amor, e a mãe permanece tranquila, sem que seja perturbada durante o período de gestação e, assim, a criança nasce tão pura como numa Imaculada Concepção.

Com um Corpo Denso imaculadamente concebido, Jesus pode se dedicar ao objetivo específico da sua vinda como Jesus, ou seja: cuidar e desenvolver os seus Corpos Denso e Vital até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que deveria servir: fornecer o seu Corpo Denso e o seu Corpo Vital para a imensa tarefa do Cristo, o Plano da nossa Salvação.

Nesse intuito, imensa ajuda foi lhe prestada pela terceira seita que existia na Palestina: a Ordem dos Essênios. Eles formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente das outras duas seitas, então existentes: os materialistas saduceus e os hipócritas e vaidosos fariseus.

Pouco se sabe sobre eles, pois evitavam o máximo possível toda menção de si ou de seus métodos de estudo ou de adoração. Mas, foram os Essênios que educaram Jesus e cuidaram do seu desenvolvimento espiritual. Esse seu desenvolvimento espiritual foi elevando-se de grau durante os trinta anos de utilização de seus Corpos. Jesus tinha passado por várias iniciações. Como o objetivo das primeiras iniciações e do exercitamento esotérico é trabalhar sobre o Corpo Vital, a fim de construir e organizar o Espírito de Vida, vemos que, com isso, Jesus tinha alcançado as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida. O seu Espírito de Vida tornou-se o seu veículo superior mais evoluído.

Cristo, por seu lado, sendo um Arcanjo, funcionava muito bem no seu Corpo de Desejos, Mas como todo Arcanjo, era incapaz de construir um Corpo Denso ou um Corpo Vital para si. Agora, como Ele é o mais desenvolvido de todos os Arcanjos, ou em outras palavras, o mais elevado Iniciado dos Arcanjos, estava acostumado em trabalhar no seu veículo mais inferior sendo o Espírito de Vida.

Ou seja: ele sabia construir um Corpo de Desejos, uma Mente e um Espírito Humano, mas vivia comumentemente no seu veículo Espírito de Vida, no Mundo do Espírito de Vida (lembrando que esse Mundo é o que envolve todos os Planetas e corpos celestes do nosso Sistema Solar e é onde a Fraternidade Rosacruz é praticada cotidianamente).

Onde ele expressava facilmente os atributos desse veículo, quais sejam: altruísmo, fraternidade, união, amor, perdão, graça e gratidão. Tudo o que nós precisávamos (e ainda muito precisamos) aprender para seguirmos na nossa evolução para frente e para cima. Assim, para ensinar-nos tudo isso, nos propiciar o acesso mais fácil de materiais de desejos para termos desejos, emoções e sentimentos formados somente de materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo (Região da Luz Anímica, Região do Poder Anímico, Região da Vida Anímica), fundar a Religião Unificante do Filho – a verdadeira Religião Cristã, que ainda não se manifestou totalmente na Humanidade –, e com isso elevar-nos a mais um grau e para nos tirarmos das condições cristalizantes que estávamos, Ele precisou aparecer como um ser humano entre nós (1Tm 2:5) e, entrando num Corpo Denso, conquistar, de dentro, a Religião de Raça que nos afeta por fora.

Em outras palavras, acabar com a divisão entre os filhos de Seth e os filhos de Caim e uni-los numa única Fraternidade Universal. Para isso usou de todos os veículos próprios e só tomou de Jesus os Corpos Denso e Vital.

Isso ocorreu quando Jesus tinha 30 anos de idade. Então, Cristo penetrou nesses Corpos e empregou-os até o final de Sua missão aqui na Região Química, no Gólgota. Então, tornou-se a dupla figura que conhecemos como: Cristo-Jesus. Assim, Cristo é o único ser que possui uma série completa de veículos desde o Mundo de Deus até o Mundo Físico, ou seja, 12 veículos!

Nesses três anos, Jesus foi o que perdeu todo o crescimento anímico obtido durante os 30 anos terrestres, anteriores ao Batismo e contido no veículo cedido a Cristo. Este foi e é o grande sacrifício feito para nós, mas, como todas as boas ações, esse sacrifício redundará em maior glória no futuro. Durante os três anos que duraram o trabalho de Cristo nos Corpos Denso e Vital de Jesus, ou seja: entre o Batismo e a Crucificação, Jesus adquiriu um veículo de Éter, da mesma forma que um Auxiliar Invisível adquire matéria física sempre que for necessário materializar todo ou parte do Corpo Denso. Com ele seguia instruindo o núcleo da nova fé formado por Cristo. Entretanto, um material que não combine com o Átomo-semente não pode adaptar-se definitivamente. Ele se desintegra tão logo se esgote a força de vontade nele reunida; portanto, isso foi apenas um paliativo, durante esses três anos.

Depois da morte do Corpo Denso de Cristo-Jesus, no Gólgota, os Átomos-sementes dos Corpos Denso e Vital foram devolvidos a Jesus de Nazaré. Exceto o Corpo Vital usado por Cristo. Por que esse não foi devolvido? Para que Cristo o utilize na Sua segunda vinda.

E por que Cristo não poderia devolvê-lo? Não poderia Ele tomar de outro Corpo Vital de outro ser, mesmo de Jesus, quando necessitasse novamente? Certamente que não, pois existe uma Lei que determina que todo Ser deve sair de um lugar, pela mesma via por onde entrou. Cristo entrou na Terra, onde está agora confinado, através do Corpo Vital de Jesus. Deve sair também por este Corpo. Se o Corpo Vital de Jesus fosse destruído, Cristo permaneceria neste ambiente tão limitado até que o Caos dissolvesse a Terra. É por isso que os Irmãos Maiores colocaram o Corpo Vital de Jesus num sarcófago de cristal para protegê-lo dos olhares de curiosos e profanos. Eles conservam este receptáculo em um dos Estratos nas profundezas da Terra, onde ninguém que não seja Iniciado no grau apropriado pode penetrar.

Então, Jesus de Nazaré construiu um novo Corpo Vital, trabalhando com os movimentos verdadeiramente Cristãos. Os Cavaleiros da Távola Redonda, os Cavaleiros do Graal, os Druidas da Irlanda, os Trottes do Norte da Rússia são algumas das escolas esotéricas nas quais, Jesus trabalhou na Idade Média.

Note que a partir daqui nunca mais Jesus construiu para si um Corpo Denso, embora fosse capaz de fazê-lo. Isso porque o seu trabalho está totalmente dirigido na Região Etérica do Mundo Físico. Sem dúvida, Jesus é o mais elevado fruto que o Período Terrestre produziu, afinal: “Não há maior amor no homem do que aquele que dá a sua própria vida” (Jo 15:13) e o fato de dar não somente o Corpo Denso, mas também o Corpo Vital é certamente o supremo sacrifício!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Necessidade Importantíssima da Renúncia de Si Mesmo para se viver na atual Era de Peixes

As profundas verdades espirituais contidas na Bíblia sempre podem ser encontradas considerando seus incidentes e parábolas de um ponto de vista simbólico. Ao ter em mente que a mensagem das Sagradas Escrituras é, acima de tudo, o Caminho da Santidade, pode-se obter uma visão que lhe permita enxergar imediatamente, através da casca de meras palavras, o precioso cerne interior – as entrelinhas.

Vamos a um exemplo que tratamos nos Estudos Bíblicos Rosacruzes: Naqueles dias, novamente uma grande multidão se ajuntou e não tinha o que comer, por isso Ele chamou os discípulos e disse-lhes: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem o que comer. Se Eu os mandar em jejum para casa, desfalecerão pelo caminho, pois muitos vieram de longe”. Seus discípulos lhe responderam: ‘Como poderia alguém, aqui num deserto, saciar com pão a tanta gente?’. Ele perguntou: ‘Quantos pães tendes?’. Responderam: ‘Sete’, Mandou que a multidão se assentasse pelo chão e, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e deu-os aos seus discípulos para que eles os distribuíssem. E eles os distribuíram à multidão. Tinham ainda alguns peixinhos. Depois de os ter abençoado, mandou que os distribuíssem também.” (Mc 8:1-7).

Na passagem acima, Cristo-Jesus está falando das pessoas espiritualmente empobrecidas daquela época. Elas viveram a vida dos sentidos de tal forma — sem semear, cultivar ou colher os frutos do esforço espiritual — que realmente não tinham “nada para comer“. Passaram por longos períodos cristalização – negando a existência de Deus ou enxergando Deus como algo que pudesse se encher de coisas materiais, de fama, poder mundanos –, e muitos estavam à beira da regressão (ou seja, da perda dos seus Átomos-sementes), prontos para “desmaiar no caminho“.

Cristo-Jesus tinha a mensagem e o poder espiritual para iniciar e realizar o processo de libertação da Humanidade da fome autoimposta, pois essa era a Sua missão. Seus discípulos, contudo, não compreendendo plenamente o grande poder do Raio do Cristo Cósmico, que viera para fazer o sacrifício supremo pelos filhos rebeldes de Seu Pai, perguntavam-se como o “pão” poderia ser dado aos seres humanos em tal “deserto”. Sua iluminação fazia parte de seu treinamento.

Os “pães” e os “peixes” mencionados por Cristo-Jesus referem-se à Era de Peixes-Virgem que se iniciava naquele momento do Esquema de Evolução. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que para essa Era “uma nova nota de aspiração deveria ser tocada, uma nova fase de elevação humana deveria ser iniciada durante a Era de Peixes que então se aproximava. A autoindulgência deveria ser substituída pela renúncia, abnegação. O pão, o sustento da vida, feito de grãos imaculadamente gerados, não alimenta as paixões como a carne”. A unidade abrangente simbolizada pelo Signo de Peixes inclui a qualidade da auto-renúncia, que também seria um dos ideais da Nova Dispensação, a Dispensação Cristã. A realização da unidade de “cada um com todos” estava destinada a trazer a eventual entrega completa do “eu inferior” separado à Sua vontade.

Esta parábola também envolve o mistério de “dar graças“, de “bendizer” ou de multiplicar. Gratidão e bênçãos personificam o poder do Amor, a grande força de coesão e atração. Ao agradecer ou abençoar algo, trazemos a esse algo mais potência e, ao usar corretamente os números cósmicos no processo, como indicado pelos sete pães, podemos aumentar ainda mais sua potência.

Assim, esta parábola nos diz que Cristo-Jesus trouxe a muitos sustentos espirituais, que alimentou a alma faminta e incitou a cada um de nós, um Ego, a ansiar por seu Pai celestial e lar.

(Publicado na Revista Rays From The Rose Cross – junho/1975 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Divina Essência Oculta Dentro de Você e o Que Fazer Com Ela

Nos Estudos Bíblicos Rosacruzes aprendemos que a significância esotérica de: “Não sabeis que sois o santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus que sois vós é sagrado” (ICor 3:16-17), cujas palavras parecem tão coerentemente claras, produzem confusão e dúvida entre muitos de nós.

Para um Cristão afeito ao Cristianismo Popular tentar entender o que S. Paulo quis dizer nesses versículos constitui um exercício perigoso, uma aventura capaz de lhe abalar a fé. Aprofundar-se na ideia de que o “Espírito de Deus habita em nós” é algo temerário. Afinal, o Espírito de Deus só pode ser o próprio Deus. Deus no ser humano, dando vida ao seu santuário? Por que ir além?

Mas, para o próprio Estudante Rosacruz sobrevém, a princípio, grande dificuldade em aceitar a realidade do Deus Interno. Ora, durante toda sua vida se habituou a venerar e recorrer a uma inteligência superior, abstrata, permeando o espaço cósmico. A certeza da existência de um Deus externo lhe trouxe, sempre, uma certa segurança, ainda mais que esta Divindade lhe oferece seu Filho Unigênito — o Cristo — para redimi-lo de suas transgressões. Aos poucos, conforme trilha o Caminho da Santidade, vai tendo provas da Divina Essência oculta em cada um de nós e que essa é a base da Fraternidade.

A ideia de que Cristo é um ser interno, um princípio inerente à nossa condição de Egos (Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui), que desabrocha e evolui através de várias existências de pureza e serviço não é fácil de se aceitar. A ideia de que é esse Cristo interno que salva e não o Cristo exterior pode ser assustadora, pois revela, e como isso é duro, que a salvação é um problema individual, interno e intransferível!

É responsabilidade exclusiva de cada um. Logicamente ninguém está só, no desenvolvimento desse processo. Pode-se recorrer às Orações Científicas, oficiações de Rituais de Serviço Devocional, práticas de Exercícios Esotéricos Rosacruzes que, quando acompanhada de esforços sinceros e serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focado justamente na Divina Essência oculta em cada um de nós, voltado sempre ao irmão ou a irmã que está no entorno, atrairá a ajuda dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, quando se trilha o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

A centelha divina tem em si as mesmas sementes de perfeição do Deus Macrocósmico. Quanto mais ampla for a nossa consciência de que esta Divindade habita em nós, maiores serão seus canais de manifestação.

A pessoa comum, aquela que alardeia seu agnosticismo ou vive condicionado a uma crença num ente exterior, pode se abalar com as crises desta época. Pode padecer de todas as desesperanças, apavorar-se com todas as mudanças, porque falta-lhe a energia positiva de quem admite a presença de Deus dentro de si mesmo.

O Estudante Rosacruz ativo e fiel se sobrepõe espiritual, mental, emocional, fisicamente e a todas as condições transitórias desse mundo. Nada teme, porque está convencido de que a única realidade possível é o Deus Interno!

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – março/abril/1988-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Para onde foi o homem Jesus depois que o Cristo se apoderou dos seus veículos inferiores? Estaria ele presente, mas inativo, durante todo o ministério de Cristo?

Resposta: Jesus permaneceu nos Mundos invisíveis, de onde trabalhou e tem trabalhado.

O indivíduo que mais tarde se encarnou sob o nome de Christian Rosenkreuz, já estava em grau de evolução muito elevado quando nasceu Jesus de Nazaré. Está encarnado, atualmente. Seu testemunho, assim como o resultado das investigações diretas de outros Rosacruzes, concorda em que o nascimento de Jesus de Nazaré teve lugar no princípio da Era Cristã, na data que geralmente se atribui.

Jesus foi educado pelos Essênios e alcançou um elevado grau de desenvolvimento espiritual durante os trinta anos de uso do seu Corpo.

Era de Mente singularmente pura, muito superior à grande maioria da nossa presente Humanidade. Esteve percorrendo o Caminho da Santidade através de muitas vidas, se preparando para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.

Depois da morte do Corpo Denso de Cristo-Jesus, os Átomos-sementes foram devolvidos a seu primitivo dono, Jesus de Nazaré que, algum tempo depois, funcionando temporariamente em um Corpo Vital que construíra, instruiu o núcleo da nova fé formado por Cristo. Jesus de Nazaré, desde aquele tempo, tem conservado a direção dos ramos esotéricos, que surgiram por toda a Europa.

Os Irmãos Maiores, Jesus entre Eles, têm lutado e lutam por equilibrar a poderosa influência do materialismo, quase extinguiu a Luz do Espírito. Cada tentativa para iluminar o povo, e para nele despertar o desejo de cultivar o lado espiritual da vida, é uma evidência da atividade dos Irmãos Maiores.

Possam os esforços dos Irmãos Maiores serem coroados de êxito e apressar o dia em que a ciência moderna, espiritualizada, encaminhe as investigações sobre a matéria, do ponto de vista do Espírito. Então, e não antes, compreenderemos e conheceremos, verdadeiramente, o mundo. 

(Pergunta nº 101 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Caminho para Frente e para Cima alinhado ao Cristianismo Esotérico

Os importantes passos da vida de nosso Salvador, Cristo, conforme narrados pelos quatro Evangelhos, compõem o esquema geral de Iniciação para todos nós, enquanto desenvolvemos gradualmente o Espírito do Cristo em nosso interior, o Cristo Interno.

Os quatro Evangelhos descrevem, dramaticamente e em símbolos, os incidentes que serão encontrados no nosso Caminho da Santidade.

Sabemos que havia três seres dentre os Discípulos mais íntimos do Cristo que alcançaram o pináculo da Iniciação. E os Evangelhos contêm um maravilhoso relato de do elevado contatos deles com a Memória da Natureza. Os três Discípulos eram: João, o bem-amado ou, em outras palavras, o mais avançado; Tiago, o primeiro a sacrificar sua vida pelos preceitos da nova Religião instituída por Cristo – o Cristianismo, e Pedro, a rocha, simbolizando o poder da fé e obras, sobre as quais a Religião Cristã foi estabelecida. Diz o Evangelho que “os levou para o Monte[1], explica Max Heindel que esse é um termo místico significando a Iniciação.

Max Heindel não foi um intérprete das Escrituras, segundo o seu próprio entendimento. As informações mencionadas foram colhidas através de visão espiritual e contato pessoal com a Região do Pensamento Concreto, na qual o Iniciado pode examinar as verdadeiras gravações feitas na Memória da Natureza.

Um dos mais importantes pontos desse relato é que os Discípulos averiguaram, durante a sua Iniciação, a realidade do Renascimento, uma vez que Moisés e Elias eram expressões de um mesmo espírito. Esse fato ilustrava o que o Cristo havia lhes dito a respeito de João Batista: “Esse é Elias, que devia vir[2].

Dessa forma, fica mais e mais aparente que o Cristo ensinava reservadamente aos seus Discípulos o fato do Renascimento. Porém, essa doutrina deveria constituir um ensinamento esotérico por muito tempo, conhecido somente de alguns pioneiros. É da maior significação que o trabalho real de Cristo-Jesus começou após a Transfiguração, quando preparou setenta pessoas como mensageiras e as enviou em grupos de dois para cada lugar onde elas deveriam ir.

Nos lugares onde eram bem recebidas, deviam ficar, curar os enfermos e pregar as boas novas. Quando não as recebiam, deveriam sacudir “o próprio pó das suas sandálias”.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que há três passos importantes no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz: o primeiro, quando o Estudante Rosacruz dá o primeiro passo, atraindo a atenção do Irmão Maior; o segundo, quando é admitido para o Probacionismo e assume a solene obrigação de servir a Humanidade por meio do sacrifício de sua natureza inferior (“eu inferior) ao Eu superior, ocasião em que a sua aura se mescla com a do Irmão Maior. O próximo passo é o Discipulado: não poderá mais voltar atrás, já que caminho do Discipulado foi comparado com a torre de uma igreja: estreita-se gradativamente até o topo, encontrando a solitária cruz.

Aí é o ponto máximo de provação do Aspirante à vida superior e os grandes problemas de disciplina espiritual aparecem, inicialmente, como dificílimos. No entanto ele deve continuar a trabalhar consciente e inconscientemente para frente e para cima, rumo ao próximo passo que é o de Irmão Leigo ou Irmã Leiga, para o grande clímax que na história do mais nobre de todos que tenham percorrido o Caminho do Cristão Místico foi chamado de Transfiguração.

A Transfiguração representa uma ocorrência, durante a qual um processo de transfiguração se efetua no corpo do Iniciado. A essência das experiências vividas e a união da Mente com o Coração produzem uma luz radiante que penetra todos os seus Corpos e veículos.

Temos agora uma melhor compreensão a respeito da Transfiguração, conforme narrada nos Evangelhos. Devemos lembrar que foram os veículos de Jesus que ficaram temporariamente afetados pelo Espírito de Cristo na Transfiguração. Escreve Max Heindel: “A Transfiguração, de acordo como é revelada na Memória da Natureza, mostra o corpo do Cristo de um branco deslumbrante, assim evidenciando Sua ligação com o Deus-Pai, o Espírito Universal. Não há nada no mundo tão raro e precioso como aquele extrato do ser humano: o Cristo Interno. E quando cresce, ele brilha através do corpo transparente como a Luz do Mundo”.

O estudo cuidadoso da vida de Cristo-Jesus, conforme relatada pelos Seus Discípulos, nos quatro Evangelhos, mostrará que Ele deixou a Sua orientação para qualquer tipo de problema que nós, como Aspirantes à vida superior, eventualmente encontraremos no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Derramando a Sua enorme força espiritual sobre nós, Ele acalma as tempestades do excesso emocional, cura a grande enfermidade que é a ignorância, devolve a visão aos cegos pelo materialismo, expulsa os demônios do ódio e do egoísmo, derrotando o último grande adversário: o medo da morte. Aqui temos o verdadeiro sentido da redenção: a vitória sobre a alienação do ser humano dele mesmo, dos outros e de Deus!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: At 1:12

[2] N.R.: Mt 11:14

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Chamados a serem Santos

Chamados a serem Santos

No início, o Cristianismo se espalhou como fogo. Mesmo assim, não se esperaria que tantos santos Cristãos aparecessem assim como apareceram, pelo menos de acordo com o apóstolo São Paulo.

Você acha que os únicos santos são os santos que estão mortos? São Paulo estava interessado nos santos vivos. Alguns exemplos: “todos os santos que estão na Acaia”, aos quais dirigiu sua 2ª Epístola de São Paulo aos Coríntios; “Os santos que estão em Éfeso” (Ef 1:1); “Todos os santos em Cristo-Jesus que estão em Filipos” (Fp 1:1); “Os santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos” (Col 1:2); “A todos os que estão em Roma, amados de Deus, chamados a serem santos” (Rm 1:7); “Para os que são santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos” (1Cor 1:2). Claramente, os santos abundavam nos dias de São Paulo.

O termo parece virtualmente sinônimo de “Cristão praticante”, denotando toda a união Cristã daqueles que acreditavam que o recém-ressuscitado Cristo-Jesus é o Filho de Deus. São Paulo frequentemente solicitava doações para os “santos pobres” em Jerusalém. Quem foram os doadores? Santos menos pobres na área do norte e leste do Mediterrâneo. Ele encarregou os romanos de receber Febe, a diaconisa, “para que a recebais no Senhor de modo digno, como convém a santos“.

Então, naturalmente, perguntamos: para onde foram todos os santos? Talvez eles ainda estejam conosco, e em números comparativamente grandes. Talvez seja a própria palavra que se tornou rara, muito exclusiva, muito seletiva.

Angelus Silesius é claro neste ponto: “Um santo você não será e ainda deseja que o céu ganhar! / Ó tolo, apenas os santos devem entrar pelos portões do céu“. Santo primeiro, depois o céu.

E se todos devem ser salvos, quem não é chamado a ser santo? Se alguém é santo, os doze Discípulos de Cristo certamente se qualificam. Contudo, todos eles O abandonaram e fugiram do Jardim do Getsemani quando os bandidos de Caifás prenderam o Senhor. São Pedro, o Discípulo que disse do Messias “Eu não o conheço”, foi anteriormente repreendido com as palavras “tu és uma ofensa para mim, porque tu não sabes o que é de Deus”. Fato claro em nossa revisão do estereótipo dos santos: os santos erram, os santos negam Aquele que os santificou, os santos duvidam.

A porta da santidade agora se abre mais? O termo se tornou mais amigável? A imagem popular de um santo é a de alguém que quase desapareceu da existência, que normalmente é velho, reverendo, talvez translúcido, exalando um aroma de santidade. Sendo assim, como é que tal visão alinha-se com nossa imagem de São Paulo, que como Saulo “destruiu a Igreja” (At 8:3)? “Muitos dos santos foram encerrados na prisão” (At 26:10).

Cristo-Jesus rejeita essa mesma ilusão santa ao falar de São João Batista: “O que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? “. São João Batista açoitou seus ouvintes com palavras. Ele foi veemente e intransigente. O mundo secular não está em posição de julgar quem é santo.

Etimologicamente, um santo é uma pessoa santa (latim, sanctus), alguém que é santificado pela fé em Cristo (At 26:18). Os Cristãos são inspirados a serem santos por meio do Espírito Santo, que primeiro foi dado pelo Cristo Ressuscitado quando soprou sobre Seus Discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22).

A esquiva usada pelos mornos e tímidos é que a santidade está reservada aos espíritos miticamente heroicos, os titãs morais. Contudo, São Paulo nos lembra que “Como está escrito, não há justo, não, nenhum … Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:10-23). Há muitos santos porque é Cristo quem santifica e santifica todo aquele que nele crê. Além disso, “se as primícias (Cristo) são sagradas, a massa (o Cristão praticante) é sagrada; e se a raiz é sagrada, também o são os ramos” (Rm 11:16).

Podemos dizer que santo é aquele que exagera o que o mundo negligencia. Deus pode ser exagerado? Aos olhos do mundo, sim. Então, novamente, o que é Deus aqui senão virtudes Cristãs encarnadas como ações vivas – misericórdia, ajuda espontânea não solicitada, compreensão transparente, serenidade poderosa, silêncio eloquente, obediência sem exceção, simplicidade libertadora, discrição silenciosa, humildade imperceptível. A simplicidade santa se baseia na obstinação.

Embora possamos estar fazendo muitas tarefas, abaixo da atividade há uma quietude, um espaço sagrado onde a oração segue, onde a chama da devoção arde continuamente, onde a vigília constante é mantida. Aqui está a pureza de coração porque a multiplicidade externa é subsumida pelo recolhimento interior, o repouso interno da alma santificada não é distraído por qualquer agitação passageira. Para conhecer a simplicidade, devemos saber como nos livrar das coisas e das relações. A espada de Cristo corta tudo o que nos conforma com o mundo ou com os bens menores, para que possamos escolher o que é necessário.

Afinal, onde acaba o apego às coisas, aí começa Deus. O que está diante do meu olho interno? A que minha Mente faz reverência – coisas criaturas ou o Criador? Onde está meu coração, aí também está meu tesouro. É um tesouro terreno, corruptível? A pobreza espiritual está relacionada à piedade. A purificação ou esvaziamento próprio precede a entrada do Santo Convidado.

Max Heindel deixa claro que o Estudante sério dos Ensinamentos Rosacruzes está embarcado no caminho da santidade, onde, “no início, há muitas coisas que podemos nos permitir. Mas, à medida que avançamos, essas digressões devem ser eliminadas uma após a outra e devemos nos dedicar cada vez mais exclusivamente ao serviço da santidade. Por fim, chega um ponto em que esse caminho é tão afiado quanto o fio de uma navalha, e então podemos apenas agarrar a cruz.” (do Livro “Iniciação Antiga e Moderna” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).

A verdadeira santidade não se baseia no medo de querer evitar o inferno ou na ambição de entrar no céu, mas no desejo estrito de amar a Deus e fazer a Sua vontade. A história é contada sobre um homem caminhando por uma estrada que encontra um Anjo que carrega um balde de água em uma das mãos e uma tocha na outra. Questionado sobre o que ele está interessado, o Anjo responde: “Eu vou apagar o fogo do inferno e queimar as mansões do céu. Então, vamos descobrir quem realmente ama a Deus”. Santidade é uma colaboração entre Deus e Seus filhos e filhas pródigos, cuja essência divina, tendo sido coberta (ocultada) por túnicas de pele durante a involução, experimentam uma crise de compreensão que os reorienta e os impele a retornar ao Pai Celestial em autoconsciência santificada.

Embora a santidade não tenha alcançado seu objetivo, ela jura permanecer fixa no alvo. Nem parou de lutar. Em vez disso, é alguém despertado e casado com a santidade pelas dificuldades. É parteira de dúvidas e tentações. Portanto, lutamos contra o medo, a solidão e o orgulho e nos esforçamos para perceber que todas as batalhas externas são distrações e máscaras da única batalha real – aquela contra nossa própria natureza egoísta.

Santidade designa uma medida de luz interior formada em alguém, cuja alma se prepara para receber o Cristo. Para atingir esse estado e promovê-lo o eu pessoal será posto na prisão, será zombado e perseguido, perderá tudo, será abandonado, morrerá e se entregará de bom grado Àquele cujo ferrolho não é digno de soltar. E essa perda de tudo leva a ganhar tudo, a Cristo. Ela despertou poderes e virtudes que eram apenas vagas latências. Santidade é um assunto secreto entre Deus e o “eu interior”. Não é uma demonstração perante o mundo.

Nossas vidas estão “escondidas com Cristo em Deus” (Cl 3:3). Por tudo o que a santidade nos chama a fazer, não podemos nos tornar santos – somos feitos santos. Não decidimos ser santos, somos chamados a ser santos. Cristo diz: “Não me escolhestes, mas Eu te escolhi” (Jo 15:16). “Pois esta é a vontade de Deus, sim, a sua santificação.” Ele “nos chamou … para a santidade” (ITs 4:3-7). Deusnos chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu propósito e graça.” (IITim 1:9).

O chamado à santidade é o chamado para ser perfeito: “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:48). Mas não sabemos o que é isso e, se julgarmos nosso comportamento de uma posição que não podemos ocupar, somos vítimas de um perfeccionismo irritável, que é cheio de personalidade. Visto que Deus enriquece os pobres de espírito, que conhecem sua pequenez como criatura, melhor progresso é feito por aqueles que permitem que sua vida espiritual seja formada por seus deveres e pelas ações que são exigidas pelas circunstâncias diárias.

Pode-se dizer que a perfeição consiste em suportar a pobreza, a miséria, os desprezos, a adversidade e todas as adversidades que se abaterem, de boa vontade, com alegria, livremente, avidamente, calmo e impassível e persistindo até a morte sem um porquê. Essa descrição, talvez, expresse mais de perto nossa ideia de um santo. E ao viver dessa maneira completamente tolerante as respostas a todos aqueles porquês não perguntados aparecem como maná no coração. A santidade obtém sabedoria não porque a busca diretamente, mas porque vivendo em obediência, amor e humildade, ela a assume.

O mundo material precisa encapsular a santidade, precisa ser capaz de apontá-la, visto que o mundo está lá fora. Os escribas e fariseus aparentavam serem justos e literalmente desgastaram a santidade deles (e toda a sua intelectualidade) usando-a como talismã. Mas sua recompensa veio do mundo, que eles deveriam impressionar, visto que eram homens “santos profissionais”, contratados e pagos para serem santos. No entanto, a entrada no Reino dos Céus é mais exigente, mais cara. Fazer não é suficiente. Deve-se ser santo – e se alguém aceitar e se revestir de Cristo, será batizado n’Ele.

Boas ações costumam ser o efeito de ser bom, mas não sua prova, visto que fazer, como efeito, pode ser simulado.

Perto do final do Período Terrestre, nossas almas serão “conhecidas, como nós também conheceremos”, “veremos face a face”. A dissimulação será impossível. Então, ao pensarmos em nossos corações, seremos vistos.

Embora sejamos chamados para ser santos, somos livres para aceitar ou recusar o chamado. O Apóstolo São Pedro nos lembra: “Assim como aquele que vos chamou é santo, sede vós também santos.” (IPe 1:15). Assim vivemos nossa santificação.

Santificação é o processo contínuo de nossa vida de forma consciente e combinada, momento a momento, no amor e poder transformador de Cristo. Santificação não é minha ideia do que eu quero que Deus faça por mim. É a ideia de Deus do que Ele quer fazer comigo e por mim. Portanto, ele me castiga. Não nos ofendamos quando nós, como São Pedro, somos “repreendidos por ele” (Hb 12: 5). Pois assim somos separados do pecado e tornados santos. A contenção é uma bênção. Portanto, nos é ordenado: “Não extingais o espírito.” (1Tes 5:19). Os Discípulos, chamados para serem santos, são disciplinados.

A mais importante entre as virtudes da santificação é a obediência. Obediência a quê? À vontade do Pai.

O que nós fazemos? Ele diz: “Fiqueis quietos e sabeis que Eu Sou Deus.”. Levamos “todo pensamento cativo à obediência de Cristo.” (IICor 10:5), até que Deus seja tudo em todos. Obediência é fazer todas as coisas como ao Senhor. Ele nos permite lançar “argumentos e todas as pretensões que se erguem contra o conhecimento de Deus”. A espinha dorsal da obediência é santa vontade. Portanto, é dito que aquele que é “lento para se irar é melhor do que o mais poderoso; e aquele que governa seu espírito, do que aquele que toma uma cidade”.

A santificação conclui nossa luta contra o mal, a falsidade, a tentação? Em vez disso, nossa luta é intensificada. A vida de Jesus foi sagrada desde o nascimento, mas ele conheceu os testes e o conflito desde o início.

Ainda mais depois de receber o Cristo. É a Sua santidade supercarregada que atrai o tentador a ele.

Sem Cristo, a santidade seria uma raridade. Seu sacrifício planetário torna possível uma vida mais espiritual, mais moral, mais vital, mais sã fisicamente, quer a pessoa conheça ou não a de Cristo, seja um humanista secular, um praticante aderente ao islamismo sufista ou teosofista.

A santificação envolve tanto uma retirada (saída) quanto uma colocação (entrada), um esvaziamento e, também, um enchimento. A santa investidura é precedida e simultânea a uma alienação mundana. Na santidade vivida, cada um se torna eucaristia, torna-se pão partido e vinho derramado onde e para quem o Espírito Santo designar. Pois, como diz São Paulo, “é o mesmo espírito de Deus que nos santifica.” (ICor 6:11).

O chamado para a santidade envolve um despojamento para a condição zero, para o lugar da morte. Envolve a eliminação de pretensões, afiliações, julgamentos, expectativas. Somos de Cristo e não de nós mesmos. Deus nos deu a Ele (Jo 17: 6). Declaramos falência mundana. Tornamo-nos pobres para Deus. Nós sabemos que um homem não pode receber nada exceto que seja dado a ele do céu. Se Cristo disser “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma.” (Jo 5:30), o que um santo pode fazer? Nada. E ele sabe disso. Aqui está a honestidade, humildade e obediência que atendem à vontade daquele por quem tudo é possível. É esse vazio que o torna poderoso em santidade e pessoa – mas é a pessoa de Cristo nele, vencida por uma batalha campal.

O santo, como aquele que é chamado para ser santo, talvez seja mais completamente caracterizado pela obediência. O santo Cristão é “obediente até a morte.” (Fp 2: 8).

A obediência floresce no amor. O que a princípio pode ser uma conformidade grosseira às leis impostas externamente torna-se a ação alegre impelida pelo consentimento interior. Da mesma forma, o amor cumpre a lei e o santificado retribui a todo o seu valor (Rm 13: 7) e, por causa de sua benevolência graciosa, alcança uma espécie de anonimato, desviando a atenção de sua pessoa, seguindo as coisas que fazem para a paz.

Não se busca diretamente a santidade; em vez disso, a pessoa emula a Cristo em todas as coisas, contribuindo assim para a santidade. Santidade é um subproduto. A vida sagrada envolve sacrifício. Sacrifício é o que fazemos para conformar nossas vidas ao nosso chamado Cristão. Santificação é o que Deus faz por nós. Quando estamos prontos para segui-Lo daquela mesa festiva onde Ele era o honrado entre os amigos, para o Jardim de Getsemani onde ele estava sozinho e lutou com o grande problema diante Dele enquanto Seus amigos dormiam, então estamos fazendo um sacrifício vivo. O Cristão é chamado a apresentar seu corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, que é seu “serviço razoável.” (Rm 12:1).

A verdadeira substância da santidade, vista por clarividentes e seres superiores, é o que Max Heindel chama de “a vestimenta luminosa da chama“, o Corpo-Alma. Aumenta-se a luminosidade dessa vestimenta etérica por meio de um rigoroso e cotidiano exercício esotérico de Retrospecção noturna, entre cujos frutos está uma purificação da natureza do desejo.

Sem a vida pura”, escreve Max Heindel no livro “Ensinamentos de um Iniciado”, “não pode haver avanço espiritual”.

O desafio, a proibição da santidade, está no compromisso implícito. Pareceria uma aventura de tudo ou nada. Mas quando é a Cristo a quem buscamos como nossas identidades individuais seria contrário, ao nosso objetivo declarado, renegar a santidade, que é a demonstração incessante de nossa santificação.

O caminho de Cristo é o caminho da imersão no comum. A espiritualidade baseada no renascimento permeia a matéria com vontade espiritual, com pensamento amoroso. A Divindade desce às profundezas da finitude corporificada e suporta toda a sua fixidez maçante.

Somente fazendo isso, indo ao limite, bebendo o cálice da mortalidade de sua última gota, a paz final, a liberdade perfeita e a transcendência permanente podem ser conquistadas.

Por causa do Renascimento, o mais baixo é atingido por completo com o mais alto. Agora a santidade de Cristo flutua na Terra. Com o tempo, será nossa santidade. A luz e o amor do santo ajudam a fazer da Terra uma estrela. Longe? Possivelmente. Mas, como santos, somos visionários. Trazemos o distante para o presente. Nós o alimentamos, tornamo-nos amigos e íntimos dele. Abrimos espaço para a graça e continuamos com a base do amanhã plantando boas ações no solo de hoje.

Se o resplandecente Soberano do Sol, o Cristo, pode caminhar entre mortais, incompreendidos, duvidosos e humilhados, nossa experiência semelhante deve ser considerada uma bênção e honra, não uma ocasião para amargura e desespero.

O Renascimento deu um valor incomensurável ao estar diário no Corpo Denso, ela mesma se tornou redentora, potencialmente transformadora de todas as nossas pequenezas e superficialidades – se dedicarmos nossas atividades e engajarmos nossas Mentes em Seu serviço.

Tudo o que chega até nós, neste contexto, tem um efeito santificador. Como Cristo fez, nós também devemos fazer. Ele não foi salvo da adversidade. Ele foi entregue n’Ele e por meio d’Ele. Um santo pode “ter bom ânimo“, mesmo quando aparentemente derrotado pelas adversidades, porque a vitória é impossível para qualquer um, exceto para Deus. Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.

Nós somos os guardiões da chama. Está santificado em nossas almas. A centelha da divindade acende o holocausto sagrado da oferta pelo pecado. Meu Deus é um fogo consumidor. Consumindo o quê? Tudo desprezível. No fogo do remorso aceso pelo espírito são incinerados todas as nossas mesquinharias, nossa vaidade, nossas tendências egoístas. A pira do sofrimento terreno separa a escória da mera preocupação mundana do ouro da doação e da ação de graças.

A energia que mais promove a integridade é o elogio. Nosso chamado mais nobre é adorar a Deus, pois isso alinha cada átomo nosso com a harmonia da Mente perfeita de Deus e Sua criação desejada.

Em conclusão, fomos santificados por Deus por meio do sangue de Jesus Cristo. Somos feitos santos pela contínua ministração do Espírito Santo e por nossa fé no amor de Cristo, conforme demonstrado em nossa pessoa e em nossos atos. Podemos, compreensivelmente, recusar o uso das palavras santo e divino, mas não que seja por falta de esforço para ser e fazer tudo o que essas palavras implicam. Pois agora somos filhos e filhas de Deus e, embora ainda não pareça o que seremos, sabemos que nosso bendito chamado e destino é ser como Ele (IJo 3:2), porque somos moldados à Sua semelhança e carregará como nosso próprio Seu Filho Cristo. Portanto, saibamos que o nosso chamado é para cuidar do fazer e do ser.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de maio-junho/1997 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Jesus pertence à Nossa Humanidade

Jesus pertence à Nossa Humanidade

Quando se estuda o homem Jesus na Memória da Natureza, pode-se seguir de trás para diante, vida após vida, todas as que viveu, sob vários nomes, em diferentes encarnações, o mesmo que acontece com qualquer outro ser humano. Não se pode fazer o mesmo com o ser chamado Cristo. Em seu caso só se pode encontrar uma única encarnação. Não se deve, contudo, supor que Jesus tenha sido um indivíduo comum. Era um tipo singularmente puro de Mente, muito superior à maioria de nossa presente humanidade. Durante muitas vidas esteve percorrendo o Caminho da Santidade, preparando-se, assim, para a maior honra que possa ter tido um ser humano. Sua mãe, a “Virgem Maria”, era também um tipo da mais elevada pureza humana, e devido a isso foi eleita para ser a mãe de Jesus. Seu pai era um elevado Iniciado, virgem, capaz de realizar o ato da fecundação como um sacramento, sem nenhuma classe de desejo ou paixão pessoal. Dessa maneira o formoso, puro e amante espírito que conhecemos sob o nome de Jesus de Nazaré nasceu num corpo puro e sem paixões. Esse corpo era o melhor que se podia produzir na Terra, e a tarefa de Jesus nessa encarnação, era a de cuidá-lo e desenvolvê-lo até o máximo grau de eficiência possível do seu corpo, preparando-o para o grande propósito a que devia servir.

Jesus de Nazaré nasceu mais ou menos no tempo indicado pela História, e não no ano 105 antes de Cristo, segundo indicam algumas obras ocultistas. O nome de Jesus era muito comum no Oriente, e um Iniciado chamando Jesus viveu no ano 105 A.C., mas obteve a Iniciação egípcia e não foi Jesus de Nazaré, com o qual estamos nos relacionando.

A missão de Jesus não foi simplesmente a de um legislado moralista sem mais autoridade que sua palavra; veio a cumprir as profecias que anunciaram sua vinda. Recebia sua autoridade da natureza excepcional do seu Espírito e de sua missão divina. Veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está sobre a Terra, mas no Reino dos Céus; ensinar-lhes o caminho que conduz a ele, os meios para reconciliar-se com Deus, a fazer pressentir a marcha das coisas futuras para o cumprimento dos destinos humanos. Sem embargo, não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a deixar o gérmen de verdades que não poderiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos explícitos, porque para entender o sentido oculto daquelas palavras era preciso que ideias e conhecimentos novos viessem dar a chave, e essas ideias não podiam vir antes de certo grau de maturidade do espírito humano. A ciência reluta, poderosamente, em aceitar o nascimento e o desenvolvimento dessas ideias; logo é preciso dar à ciência o tempo necessário para progredir.

(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz – Fraternidade Rosacruz em Santo André-SP – dezembro/1982)

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