Tonico e Vanda eram dois primos que se estimavam muito. Frequentavam a mesma escola, mas Tonico era mais inteligente, idealista, ligeiro e travesso, ao passo que Vanda era infantil, gostava de brinquedos e coisas comuns das crianças de menor idade.
Certo dia, Tonico foi visitar seus tios, que residiam por perto. Titio era assinante e apreciador da revista “Mecânica Popular”, que sempre trazia ideias e explicações práticas de muito valor. Tonico pegou uma das revistas, começou a folheá-la e viu o esquema de um carrinho. Ali estava descrito todo o material necessário para a construção e as dimensões do brinquedo. O título dizia: “Faça você mesmo este brinquedo”. Tonico pôs sua cabecinha para funcionar e, se bem pensou, melhor realizou. Virou e revirou a revista, olhou detidamente o desenho a fim de gravá-lo bem, procurando guardar de memória as minúcias do carrinho. Assim fez porque sabia que o tio, considerando-o um molequinho ainda, não lhe emprestaria a revista. Um tanto pensativo despediu-se da titia e da priminha, dizendo-lhes ter um “assunto” a providenciar. Titia estranhou um pouco o ar compenetrado do pequeno, mas nada disse.
A primeira coisa que Tonico fez foi recorrer aos colegas de escola e amigos da vizinhança, diligenciando obter quatro rodas. Nenhum dos amigos as possuía. Pensou então no cofrinho em que guardava as pequenas economias, tirou o dinheiro, desenhou com o compasso uma circunferência do tamanho requerido e correu a um carpinteiro próximo de sua casa, mandando-lhe fazer as rodas. E a madeira, os pregos e outros materiais para a execução? Lembrou-se de que em um canto da casa havia caixas vazias de madeira. Talvez servissem. Poderia inclusive reaproveitar alguns pregos. O resto, quem sabe, encontrasse na caixa de ferramentas do papai. Foi ao quarto de despejo e de lá trouxe a caixa de ferramentas; juntou os caixões e concentrou tudo no quintal. Com auxílio de um formão velho e um martelo despregou as tábuas dos caixotes.
As marteladas chamaram a atenção da mamãe, que encontrou Tonico no quintal, cercado de tábuas e ferramentas.
— Meu filho! O que você está fazendo? Mexendo nas ferramentas do papai e estragando as caixas que ele havia guardado! Você vai ver com ele!
— Mas, mamãe… — balbuciou Tonico, meio assustado pela reprimenda — eu estou fazendo um carrinho para mim.
— Ora, meu filho, era só pedir e eu lhe compraria um carrinho mais bonito ainda e sem a necessidade dessa trabalheira toda. Além de tudo, você pode se machucar…
Tonico ficou desapontado, mas nada respondeu. Recolheu as caixas ainda inteiras, empilhou as tábuas, repôs as ferramentas no quartinho de despejo e se recolheu, acabrunhado. Passou o resto do dia assim, desanimado. Mamãe e ele não se falavam. Tonico se deixou ficar num canto, cabisbaixo, sem vontade para qualquer coisa, sentindo-se frustrado em seu desejo tão entusiasticamente acalentado!
Dali por diante, embora criança, criava coisas interessantes; contudo, ficavam só na sua Mente. Receava ser novamente advertido. Não faria mais coisa nenhuma. Mamãe ralhava e o papai não deixaria. Francamente, perdera até o entusiasmo pelos estudos! Por que não lhe deixavam fazer o que estava certo?
Assim, uma criança perdeu a oportunidade de manifestar espontaneamente seus talentos e ideias originais por incompreensão dos pais. Impediram-lhe a expressão da Epigênese, que é a capacidade de desenvolver o poder criador que todos temos.
Dar algo pronto à criança, sem a necessidade de que ela lhe acrescente uma contribuição, algo que não exija esforço, é antipedagógico e prejudicial ao seu desenvolvimento não só do ponto de vista da moderna psicologia educacional, mas principalmente à luz da Filosofia Rosacruz.
Os pais devem oferecer aos filhos, além dos livros que lhes incentivam o poder criador, material esparso e diversificado para lhes excitar a imaginação e levá-los a fazer o que possam, em desenho, modelagem… dar ferramentas e pregos; linhas, agulhas, panos; massa de modelar, papéis e lápis de cor e todos os tipos de materiais para que eles os conheçam, manuseio-os e criem. Que façam desenhos para exercitar o senso de proporção e sejam encorajados à execução posterior de brinquedos sob a orientação cuidadosa e inteligente da mamãe e do papai.
A criança é eminentemente imitativa; se dissermos ou fizermos perto dela apenas o que é digno de imitação, veremos que ela começará a fazer tudo o que fazemos, acrescentando a isso o seu modo de ser. O contrário é também verdadeiro. Não podemos nos queixar de que os filhos digam ou façam o que aprenderam com nossos maus exemplos.
É comum vermos uma criança manifestar opiniões e agir em conformidade com o que viu ou ouviu dos pais. Não queremos afirmar que a criança seja NADA; isto é, que a educação lhe dê tudo. Ela traz uma bagagem do passado que é diferente da dos pais e afeta o seu comportamento, não podendo, portanto, atribuir aos genitores toda a responsabilidade por seus erros. Entretanto, a educação pode não só incentivar o que há de bom, como corrigir o que há de mau em latência, dentro de uma criança. A Astrologia Rosacruz nos indica os pontos débeis e fortes do caráter de nossos filhos com mais segurança do que um teste psicológico.
Assim, também em relação aos vícios. Do que vale ao pai proibir o fumo, quando sempre tem um cigarro dependurado na boca? Proibir a bebida alcoólica, quando bebe durante as refeições sua bebida alcoólica favorita? Para a criança, os pais são os melhores seres do mundo e quando tiverem oportunidade farão o que os viram fazer.
Tanto erramos pela ação como por omissão. Prejudicamos nossos filhos, embora dizendo que os amemos, quando apenas nos amamos, tanto pelos maus exemplos como pelos bons que não apresentamos. Muitas vezes é preciso, antes de tudo, educar os pais! Outro erro frequente é o da proteção exagerada, o mal-entendido carinho que nos leva a fazer tudo pelos filhos, esfriando com essa atitude errada o que de bom pudessem manifestar ou contribuindo ainda mais para a inércia e o comodismo a que tenham tendência.
Ouvimos há pouco tempo o caso de uma moça que se casou e, voltando da viagem de núpcias, investiu-se furiosa contra a mãe, dizendo: “Por que não me disse que o casamento é uma droga?”. A mesma moça, indo à casa da mãe jantar, sai logo em seguida, deixando à genitora o trabalho de lavar a louça. A mãe se queixa que a filha seja egoísta. Nós então lhes fizemos esta pergunta: a senhora a educou para ver o casamento como ele é ou para cooperar na cozinha? “Oh, confesso que não”, respondeu, “Eu sempre a poupei”. Bem, está aí a explicação.
A finalidade da educação é preparar os filhos para extrair do mundo, positivamente, os frutos que ele possa dar, para receber as coisas como são e retirar de tudo o proveito que aí sempre existe, segundo as normas Cristãs.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1966-Fraternidade Rosacruz-SP)
Ao terminar o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, a maioria dos Estudantes sente um forte impulso para indagar: como se pode servir?
O serviço não é apenas um simples exercício da alma. É a responsabilidade assumida pela aquisição do conhecimento. Quando o neófito ou a neófita se acerca do que são os Ensinamentos Rosacruzes na prática do dia a dia, sente uma transformação total em si mesmo: há confusão, alegria, otimismo, entusiasmo, jovialidade, saúde da alma e do corpo, fortaleza… até convencer-se plenamente de que é um novo ser humano. Do entusiasmo e confusão passa a uma serenidade profunda, uma majestosa dignidade que o faz compreender o valor do Eu Superior como ente espiritual.
Se você quer “Servir”, há mil maneiras diferentes de fazê-lo, como melhor apraz a seu coração. Em sua profissão, no trato diário com os familiares, na empresa, no escritório ou na escola, os preceitos Rosacruzes encontram campo para serem vividos e empregados. Eles constituem um “código de elevada moral”.
Quer um exemplo que ajuda bastante? Se você quer servir, frequente um Grupo de Estudos ou Centro Rosacruz mais próximo de você (graças às “ferramentas” aquarianas, hoje você pode frequentar pessoalmente ou remotamente!). Cada Grupo de Estudos ou Centro Rosacruz têm pessoas que estão lá para estudar os Ensinamentos Rosacruzes e com esse foco fica mais fácil ajudar aqueles que pela primeira vez sentem o anseio de conhecer tais Ensinamentos, bem como é uma oportunidade para conhecer e conversar com pessoas com a mesma afinidade espiritual. Nele reúnem-se Estudantes Rosacruzes, que espontaneamente também trabalham para difundir tão sagrados conhecimentos. Já que a Fraternidade Rosacruz é uma Associação de Cristãos Místicos, e como toda verdadeira Associação todas as atividades são executadas por meio do trabalho voluntário, eles oferecem parte de seu tempo, digitalizando material, traduzindo, fazendo cópias, escrevendo, publicando, melhorando figuras e diagramas, organizando o que se precisa, executando atividades em várias áreas existentes e até proferindo conferências sobre Astrologia Rosacruz, Filosofia Rosacruz e Estudos Bíblicos Rosacruzes, atendendo aqueles que chegam em busca da Panaceia Espiritual. Reúnem-se em um dia da semana para orar em benefício dos doentes e enfermos do mundo todo, cumprindo assim os dizeres do nosso ritual: “Um só carvão não produz fogo, mas quando se juntam vários carvões…”.
A essa tarefa dedicam-se os mais esforçados, pois um ou uma Estudante Rosacruz desejoso ou desejosa de servir sabe que, para se tornar um (a) Auxiliar Visível atuante, deve reunir em si mesmo as condições expressas nos Ensinamentos Rosacruzes. Assim, logrará a realização de um serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e à irmã, focando na Divina Essência oculta em cada um deles – que é a base da Fraternidade.
A Fraternidade Rosacruz oferece só uma resposta ao Estudante: quem se adentrar no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz deve manter sua conduta sob vigilância, vivendo conforme as Leis Divinas, como preceituam os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Todo ou toda Estudante Rosacruz deve se conscientizar do seguinte: para chegar a um nível do Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz – e dali para frente – nunca ingerirá bebidas alcoólicas, não fuma, nem come carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, répteis, frutos do mar e afins), pois sabe que a partir daquele nível conhece a importância da vibração de sua nota-chave e de como pode transmiti-la, não só por meio da palavra e do pensamento, como também da ação, obra ou do ato. A vibração emanada de uma simples carta ou conversa dele ou dela pode ser portadora de um oásis de paz para quem a recebe. Tal é o poder do ritmo e da vibração que alguém emite quando “vive a vida”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1976-Fraternidade Rosacruz-SP)
É sensato ou esquisito a pessoa que não come carne animal (mamífero, ave, peixe, réptil, anfíbio, frutos do mar e afins), não utiliza nenhuma peça que seja feita por partes de animais, nem utiliza nenhum produto que seja feito de partes de animais ou que utilizem animais como meio de testes?
Disse-me minha mãe que eu, quando criança, não queria comer carne animal. Pensava ela — e muitas pessoas há que assim julgam — que para crescer é necessário comer carne animal; por isso insistia em me dar, convencida de que eu acabaria por habituar-me a comê-la. Mas lá se vão cinquenta anos que sigo dieta isenta de toda espécie de carne animal.
Durante minha atividade de médico tenho dito aos meus clientes os motivos que me levam a lhes aconselhar um regime alimentar sem carne animal. Gosto sempre de fazer as coisas às claras.
Direi, por isso, por que sou vegetariano e julgo que vocês também devessem ser. Amo a vida e desejo viver o maior tempo possível com uma qualidade de vida aceitável. Os nossos dias são cheios de animação e acontecimentos extraordinários; eu gosto de saber o que mais nos espera no campo das descobertas. Já ultrapassei os setenta anos e dou graças a Deus por supor que os dias são curtos para tudo quanto eu desejo realizar. Desenvolvo, ainda e plenamente, a minha atividade e me sinto feliz quando posso lançar-me em outras ocupações, ainda que durante poucos minutos por dia.
Muitos dos meus pacientes que têm a minha idade já deixaram de trabalhar, mas eu não tenho desejo algum de me aposentar tão depressa. Prefiro passar os meus dias ajudando os doentes, muitos dos quais se aposentaram porque não conhecem o que tenho a felicidade de conhecer. E não quero esconder de qualquer pessoa esse meu conhecimento.
Tenho estudado durante muitos anos e observado demoradamente as doenças e suas causas. Estou convencido de que, se durante a minha vida eu me tivesse alimentado com carne, hoje estaria demasiado velho para exercer a minha profissão. Um médico deve ter a mente lúcida e uma reserva de energias, sempre.
Os alimentos com base na carne animal apressam a velhice e provocam cansaço. A idade, mais do que um fator do tempo, é uma condição do organismo. O processo do envelhecimento varia de povo para povo. Há pouco tempo fui chamado para ver dois doentes que tinham, cada um deles, os seus cinquenta anos. Ambos, embora com essa idade, já pareciam velhos e não mais estavam em condições de trabalhar. O fumo e as bebidas alcoólicas tinham feito a sua parte, mas a carne animal tampouco ficara indiferente.
As células do Corpo Denso são pequenas unidades. Cada uma delas se alimenta, eliminando os resíduos e respirando oxigênio. Quando qualquer coisa se intromete nesse processo, tanto as células como os órgãos se deterioram.
Se pudéssemos remover das células do nosso Corpo Denso todos os resíduos, dando-lhes alimento adequado, facilmente teríamos vida mais prolongada. Se, pelo contrário, a substância líquida que alimenta as células for sufocada pelos resíduos, então se encurtará a vida.
Muitas pessoas que têm de efetuar trabalhos pesados acreditam que para ter muita energia seja necessário comer bifes de carne animal. No entanto, os fatos demonstram o contrário.
Há anos, o Prof. Irving Fischer declarou que, por ocasião de uma competição desportiva entre os melhores atletas de Yale contra jovens amadores vegetarianos, estes revelaram-se mais resistentes do que os atletas que se alimentavam com carne.
Johnny Weissmuller, o Tarzan do cinema e campeão mundial de natação, foi convidado para a inauguração da nova piscina da Clínica de Battle Creek, hospital relacionado com “Vida e Saúde.”
Weissmuller tinha conseguido cinquenta e seis recordes mundiais, mas durante cinco anos não conseguira um único. Seguiu, então, durante várias semanas, um regime alimentar vegetariano e assim se encontrou em condições de superar outros seis recordes mundiais de natação.
O nadador vegetariano Murray Rose, australiano, campeão mundial e vencedor dos Jogos Olímpicos, é bastante conhecido pela alimentação que adota. Desde criança nunca comeu carne animal; não só é nadador rapidíssimo, mas também a sua habilidade demonstra que quem segue a dieta vegetariana tem resistência superior.
Contudo, por que isso acontece?
É que a carne animal contém resíduos que o animal teria que eliminar. Portanto, quem come carne animal sobrecarrega-se com os resíduos que ela contém. E quando eles atingem as células do Corpo Denso, provocam fadiga e envelhecimento. Os principais produtos residuais do Corpo Denso são a ureia e o ácido úrico. Quando a carne animal é fervida, seus resíduos dissolvem-se no caldo; os resultados da análise do caldo de carne animal são, por isso, semelhantes aos da urina. A sensação de energia que um bife de carne animal parece dar — maior do que a experimentada quando se bebe uma xícara de café — é determinada pelo ácido úrico. O ácido úrico, ou trioxipurina, é muito semelhante à cafeína ou dioxipurina, tanto no nome como no efeito. Para digerir a carne animal são necessárias muitas horas, pelo que, depois de certo tempo, quando a ação estimulante cessa, sente-se uma diminuição de energia.
Disse-me um lavrador que a alimentação para vacas, rica em proteínas, aumentaria a produção de leite, mas as enfraqueceria com prejuízo para a produção. Outro perigo que ameaça os que comem carne animal são as doenças dos animais, comuns também nos seres humanos.
Disse-me a minha secretária que na fábrica em que o marido trabalha verificou-se em um ano quatro casos de leucemia (câncer) entre 124 animais. Uma vaca morreu vinte e quatro horas depois que o veterinário diagnosticou a leucemia. Sugerira ele que levassem imediatamente o animal para o matadouro, mas não foi possível, porque morrera antes.
A maior parte das vacas que não mais produz leite são levadas para o mercado e, dali, por vezes para o matadouro. Disse-me a esposa do diretor de uma grande propriedade agrícola que um vitelo atacado por pneumonia foi vendido para o matadouro.
O Dr. Gordon H. Theilen, da Escola Veterinária da Califórnia, declarou: “Temos verificado que a leucemia ocorre com muita frequência nos animais de certas propriedades e se manifesta sob a forma infecciosa. A incidência da doença tem duplicado, conforme os dados dos matadouros, nos últimos dez anos. Fácil é para os inspetores dos matadouros identificar a doença clínica no seu estado mais manifesto; contudo, muito difícil é descobrir os estados iniciais da doença, quando não apresenta sintomas evidentes; por outro lado, é bastante difícil que se faça um exame de sangue dos animais, antes de serem abatidos. O rápido aumento da leucemia no gado é de interesse particular, desde que se recorde que o câncer do sangue ou leucemia é, presentemente, uma das principais causas da mortalidade infantil, nos Estados Unidos”.
As vacas com câncer em um olho são conservadas com vida até que estejam cegas dos dois olhos; então suas cabeças são cortadas e elas são vendidas como carne. Não se faz, porém, qualquer exame dos outros órgãos para verificar neles o efeito da doença. John Harvay Kellock disse, certa vez, sentado a uma mesa vegetariana: “É realmente bom comermos algo sobre o qual não temos de nos preocupar se tenha ou não morrido de uma doença complicada”.
Quando eu era estudante, foram-me dados dois tubos de ensaio para verificar em que condições se multiplicavam mais rapidamente as bactérias, que são a causa de doenças como tifo, pneumonia e peste. Mandou-me o professor verter em cada tubo um pouco de caldo de carne animal e, depois de os haver fechado hermeticamente, esterilizei. Após isso, introduzi nos tubos as perigosas bactérias. Os germes prosperaram rapidamente no caldo: é ele o meio ideal para sua reprodução!
Se tomarmos dois cães e alimentarmos um deles com água e o outro com caldo de carne animal, o que beber água viverá mais tempo, porque o caldo não contém alimento algum, porém unicamente resíduos urinários que envenenam.
Ah! E sobre não utilizar nenhuma peça que seja feita por partes de animais, nem utilizar nenhum produto que seja feito de partes de animais ou que utilizem animais como meio de testes? O motivo pelo qual não uso é o mesmo de não comer carne animal (que vai muito mais além da questão da saúde): os animais são meus irmãos menores, estão evoluindo em um nível de consciência muito próximo do meu, portanto, sou seu guardião. Não tenho o mínimo de direito em atrapalhar, interromper, fazer sofrer um irmão menor.
(Por um Doutor e Estudante Rosacruz, publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1964-Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: A Força de Atração domina soberana as substâncias mais sutis das três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Mas ela também está presente, até certo ponto, na matéria mais densa das três Regiões inferiores, onde age contra a Força de Repulsão, ali dominante. A desintegradora Força de Repulsão destruiria imediatamente todas as formas que penetrassem nessas Regiões inferiores, se não fosse contrabalanceada. Nas Regiões inferiores, onde o poder da Força de Repulsão é enorme, ela dilacera as formas ali construídas de maneira terrível. Ela não é, contudo, uma forçavandálica. Nada na natureza é vandálico. Tudo o que assim parecer está apenas trabalhando para o bem, como acontece com a Força de Repulsão em seu trabalho nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo. As formas ali existentes são criações demoníacas, construídas pelas nossas paixões e nossos desejos mais grosseiros.
A tendência de todas as formas existentes no Mundo do Desejo é crescer, e para isso atraem a si tudo o que lhes é de natureza semelhante. Se esta tendência para a atração predominasse nas Regiões inferiores, o mal desenvolveria como erva daninha. Haveria, pois, anarquia em lugar de ordem no Cosmos. Isto é obstado pelo poder preponderante da Força de Repulsão. Quando uma forma de desejo grosseiro está sendo atraída por outra de mesma natureza, há uma desarmonia em suas vibrações, ocorrendo um efeito mútuo desintegrador. Assim, pois, em lugar de unir e amalgamar mal com mal, elas agem com mútua destrutividade. Dessa maneira o mal no mundo é conservado dentro de limites razoáveis. Quando entendermos a obra dessas forças gêmeas poderemos compreender a máxima oculta: “Uma mentira é assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os alcóolatras, que estão no Mundo do Desejo após morrerem mais uma vez aqui, tentam, na realidade, elaborar as bebidas alcoólicas de que necessitam, pois sabem que é possível plasmar a matéria de desejos naquilo que eles queiram. Mas, todos declaram unanimamente, que as bebidas alcoólicas que fabricam dessa maneira não lhes dão satisfação.
Tais bebidas alcoólicas podem imitar perfeitamente o gosto, mas não tem o poder de deixá-los bêbados. O máximo que podem fazer, a fim de terem a sensação de estarem embriagados, é induzirem nos Corpos de Desejos de irmãos e de irmãs que tomam bebidas alcoólicas e que ainda estão no Mundo Físico. Estão, pois, frequentemente visitando bares, botequins e quaisquer lugares em que se consomem bebidas alcoólicas, e se esforçando por induzir os frequentadores desses lugares a consumirem doses excessivas de bebidas alcóolicas.
Eles também dizem sentir grande satisfação ao aspirar os odores dos Corpos Densos dos irmãos e das irmãs alcoólatras. E quanto mais pesada e acre for a atmosfera dos lugares em que se consomem bebidas alcoólicas, tanto mais satisfação eles obtêm. Se os pobres coitados que visitam tais lugares pudessem ver a tática repugnante dos réprobos invisíveis que os rondam, certamente despertariam, e isso seria um auxílio para todos os que não tivessem ido demasiadamente longe. Mas, graças a Deus (tanto pelos irmãos e pelas irmãs alcóolatras visíveis quanto pelos invisíveis) é impossível criar um antro de vício usando a matéria de desejos, pois a Força de Repulsão a destruiria tão logo fosse criada.
(Publicado na Revista Rosacruz – novembro/1974 – Fraternidade Rosacruz-SP)
O Natal é a época Santa do ano, ocasião em que o Raio Crístico retorna esplendoroso ao nosso Planeta. Sem a aura rejuvenescedora, curadora e fortalecedora do Cristo, penetrando anualmente em nosso globo terrestre, grande parte da Onda de Vida humana estaria inexoravelmente perdida. Esse grande presente Natalino que recebemos é a mais profunda manifestação do amor nascido eternamente de Deus-Pai.
Max Heindel, o grande místico ocultista, descreve de forma divinamente inspirada (no livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz) a natureza do Amor Cósmico, com estas palavras: “o Espírito do Amor nasce eternamente do Pai, dia após dia, hora após hora, para o universo solar para nos redimir do mundo da matéria que nos envolve em suas garras mortais”. Este tema é particularmente oportuno para meditarmos durante esta época.
Por outro lado, causa-nos compaixão a ideia de que a maioria das pessoas faz do Natal, tornando-o um evento mais social e comercial do que místico. É verdade que o relacionamento entre nós se torna mais ameno e que há uma tendência geral à confraternização. Falta, porém, uma vivência mais mística: as pessoas acabam por se preocupar mais com presentes, ceias e coisas do gênero.
Falta um aprofundamento no significado desta festividade religiosa que se revestiu de um caráter mundano. Falta, enfim, o verdadeiro espírito do Natal!
Nós, Estudantes Rosacruzes, ou Estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, não podemos transigir com nossos princípios e valores. Devemos vivenciar os conhecimentos que recebemos. Se as circunstâncias nos obrigam ao cumprimento dos nossos deveres sociais, participando da ceia natalina em companhia dos nossos familiares, façamo-lo digna e moralmente, mostrando os nossos valores Cristãos. Abstenhamo-nos de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins), de bebidas alcoólicas, do uso de quaisquer materiais advindos de partes dos corpos de quaisquer tipos de animais e quaisquer outros excessos. Guardemo-nos contra a pusilanimidade de violentar nossos princípios, apenas para não desagradar alguém (lembremos do ensinamento do Cristo: “sim, sim…não, não”). Sejamos firmes e coerentes em nossas convicções e estaremos contribuindo, com esse exemplo, para o estabelecimento do Reino de Deus aqui na Terra.
Não nos esqueçamos de oficiar o lindo e profundo Ritual do Serviço de Véspera de Natal – Noite Santa que nos ajudará e muito em nos manter firmes e a criar um ambiente mais voltado para a significância real do Natal.
Se a tradição nos aconselha a dar presentes materiais, façamo-lo consoante nossas posses e com dignidade. Nada de presentes luxuosos ou fúteis. Porque não dar algo edificante? Dar presentes úteis e que reconhecidamente podem preencher uma necessidade justa de um amigo, de uma amiga ou de um parente é uma postura sensata.
Porém, o Natal verdadeiro se constitui de presentes espirituais. São aquelas dádivas que revelam a presença do Cristo em nossas vidas. E a maior dessas dádivas é o amor!
O amor deve fluir espontaneamente do nosso coração ao coração das pessoas. Deus é Amor! Somos parte de Deus e o amor que d’Ele se irradia em ilimitada medida também existe dentro de nós, aguardando apenas oportunidade de liberar. Que este Natal nos seja mais intenso em amorosidade.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/dezembro/1988 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Outubro de 1916
Uma das características humanas mais usuais é a de elogiar aquilo que nos agrada e depreciar o que nos causa aversão, mas confio que você tenha aprendido, na lição do mês passado, o único grande e glorioso fato de que no Reino do Pai todas as coisas cooperam para o bem[1]. Aqueles, entre nós, que estão satisfeitos por terem uma alimentação baseada em vegetais, ovos, mel e lácteos e não sentem desejos por bebidas alcóolicas, geralmente são muito propensos a menosprezar nossos irmãos e nossas irmãs que ainda usam alimentos baseados em carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins) como alimento e tomam bebidas alcoólicas com um sentimento de “eu sou mais santo do que eles”; mas você, sem dúvida, percebeu pelo que ficou dito na lição anterior, que tal sentimento é totalmente gratuito. A carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins) e as bebidas alcoólicas tiveram uma participação muito importante no progresso do mundo e, se não fossem eles, não estaríamos hoje desfrutando de muitas comodidades e dispositivos que economizam tempo e trabalho e que tornam a vida no Mundo Ocidental muito mais fácil do que nos tempos primitivos. Nem chegou o momento em que esse tipo de alimentação e o uso das bebidas alcoólicas deixou de serem necessários completamente; tanto a alimentação baseada em carne animal como o uso das bebidas alcoólicas são necessários na vida de muitas pessoas. Além disso, e como aprendemos estuando a Bíblia, não é o que entra pela boca o que contamina, mas o que sai dela[2]; e a atitude de desdém arrogante por aqueles que ainda consomem a carne animal na sua alimentação ou que estão sujeitos ao vício do alcoolismo é muito mais nociva ao crescimento espiritual do que o fato de ainda utilizá-los.
Portanto, não censuremos os outros, pelo contrário, tentemos ver a questão sob o ponto de vista deles, e permitamos o pleno uso do seu livre arbítrio, tal como desejamos usar o nosso. Tampouco devemos impor nossos pontos de vista, nem procurar converter ao nosso modo de viver os que não estão preparados para isso. A mudança deve partir de dentro, e não deve ser ditada pela consideração de que os alimentos vegetais são saudáveis, nem tampouco pela aceleração espiritual que se obtém mediante a alimentação sem carne animal. O motivo mais elevado deve ser a compaixão pelas pobres vítimas que são assassinadas para satisfazer os apetites.
No entanto, podemos dizer com toda a segurança que comer carne animal em demasia e, como todos os compostos de nitrogênio, tais como a nitroglicerina, o algodão-pólvora e outros explosivos, os alimentos baseados em carne animal são extremamente nefastos e perigosos para o nosso organismo. Por isso, faremos bem se incentivarmos a moderação no consumo para as pessoas com quem estamos em contato. A ciência está suficientemente ciente desses fatos e preparada para fornecer amplo apoio a qualquer um que empreenda essa missão. Podemos não salvar as vidas de muitos animais pregando moderação aos nossos irmãos e às nossas irmãs, como faríamos se pudéssemos convertê-los a uma “dieta sem sangue”, mas se o nosso motivo é evitar a tragédia ao máximo possível, esse será o caminho mais sábio. Também, se pudermos inculcar um espírito de compaixão pelos animais, o desejo pela carne animal desaparecerá mais rápido do que imaginamos – e mais: completamente – ante o espírito do amor.
(Cartas aos Estudantes – nº 10 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Rm 8:28
[2] N.T.: Mat 15:11
Resposta: Não, não aconselhamos os pais a pedir uma leitura astrológica para seus filhos. Aconselhamos que estudem a Astrologia Rosacruz para que sejam capazes de estudar e ler os horóscopos de seus filhos. Fazemos isso porque, embora astrólogos estranhos à família, profissionais ou não, possam ser muito mais competentes que os pais na leitura dos horóscopos das crianças, falta-lhes o interesse vital profundo e a simpatia que guiarão intuitivamente os pais a uma compreensão muito maior daquilo que está contido nessa pequena forma, o que nunca poderá ser alcançado por um estranho.
Os pais ressaltarão muito mais os fatos revelados pelo horóscopo da criança quando puderem interpretá-los por si mesmos, vendo-os representados numa forma simbólica, do que quando esse horoscopo é simplesmente registrado numa página para ser lido. Os pais que conhecem a Astrologia Rosacruz estarão muitos mais aptos e qualificados, graças a um discernimento mais profundo, a ajudar a criança a desenvolver as boas tendências e a evitar as armadilhas reveladas pelas más inclinações. Nosso correspondente pergunta, em seguida, se isso vale a pena e se não seria melhor para a criança deixá-la enfrentar as dificuldades e passar pelas experiências adversas que o horóscopo mostre. Não, absolutamente.
O que pensaríamos do capitão de um navio que iniciasse uma viagem desprovido de mapas e de uma bússola por achar muito melhor aprender pela experiência do que evitar rochedos e bancos de areia já descobertos e reproduzidos em mapas por outros? Nós o qualificaríamos de imprudente, e ficaríamos surpresos se ele não despedaçasse o seu navio de encontro aos rochedos. Se cada um de nós se recusasse a valer-se da experiência dos outros contidas em livros e em relatos, e do conhecimento geral atualmente disponível no mundo, quão limitada seria a experiência individual. O mundo cometeria os mesmos erros vezes sem conta.
A mesma situação se repete em nossas escolas, se compararmos os alunos aos mecânicos treinados manualmente. O aluno ou a aluna de mecânica que vai para uma oficina e aprende somente pela prática a executar o seu trabalho, pode se tornar, razoavelmente, hábil em sua tarefa durante o tempo que um outro despende numa escola técnica, mas, quando o aluno ou a aluna de mecânica se gradua e é admitido na oficina, não somente compreende rapidamente o que o primeiro aprendeu pela experiência, mas logo o ultrapassa. Assim é a experiência universal em todos os aspectos e departamentos da vida. Ao acrescentarmos a experiência prática dos outros, contida em livros e ensinada nas escolas, à nossa experiência, adquirimos um conhecimento muito mais vasto do que poderíamos obter por qualquer outro meio.
Dá-se o mesmo na Escola da Vida, no que se refere à ética e à moral. Se alguém, interessado em nós e conhecedor dos nossos pontos fracos estiver capacitado a nos fornecer o treino necessário, nos incentivar no aspecto particular da moral e da ética, se prontificando a nos ajudar, poderá refrear o nosso impulso quando estivermos prestes a cair de cabeça em um abismo. Ajudará a nós a adquirir as mesmas faculdades e qualidades, mas de maneira bem diferente da que teria sido, se fôssemos deixados entregues à nossa própria sorte, forçados a aprender pela experiência. Com esses esclarecimentos, podemos progredir no Caminho de Evolução de forma muito mais eficiente, do que se tivéssemos que aprender somente mediante nossos próprios erros e sofrimentos.
Se verificarmos no horóscopo de uma criancinha uma tendência à bebidas alcoólicas, e a levarmos durante os anos de sua infância, quando a natureza é compreensiva e sensível, a lugares onde outras pessoas estão se degradando, a lares onde as criancinhas estão sendo maltratadas ou até abandonadas por um pai bêbado, ou a qualquer outro lugar onde uma lição objetiva sobre esse assunto possa despertar o sentimento da criança, teremos oportunidade de instilar nessa criança ser uma aversão pela bebida alcoólica que perdurará por toda a sua vida e o conservará no caminho certo em relação a esse vício. A criança terá aprendido a lição tão bem por meio dos sofrimentos de outros, como se tivesse ela mesma passado pelas dificuldades. Dessa forma, o objetivo terá sido alcançado.
Além disso, os pais ou responsáveis que tiver prestado à criança tão maravilhoso serviço, acumulou para si um tesouro no céu, cujo valor ultrapassa tudo quanto as palavras possam expressar. Por essa razão, continuamos a insistir junto aos pais e responsáveis que estudem a Astrologia Rosacruz e a apliquem na educação infantil. Usando nosso sistema simplificado, torna-se fácil resolver a parte matemática, e a leitura não se torna difícil, quando o amor aponta o caminho.
(Pergunta nº 120 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Épocas – Eras
Vejamos, agora, os elementos adicionados em nossa Evolução em cada Época do Período Terrestre
Relembrando que estamos na 3ª Revolução e meia ou na metade da 4ª Revolução do Período Terrestre, denominada também como Revolução Terrestre. Precisamente no Globo D, nesta 4ª Revolução ou Revolução Terrestre a qual está dividida em 7 Épocas, Épocas essas perfeitamente correlacionadas com os Períodos mencionados na Bíblia.
No quadro a seguir apresentamos as 7 Épocas supramencionadas, vinculadas a um Elemento que as correlacionam, respectivamente, com os Ensinamentos Bíblicos e com o trabalho específico processado em cada Corpo até os dias atuais e futuros
| 4ª Revolução Período Terrestre | Elemento | Simbologia Bíblia | Trabalho | |
| 1ª | Época Polar | Mineral | “Adão foi feito da Terra” | Corpo Denso |
| 2ª | Época Hiperbórea | Vegetais | “Caim era um agricultor” | Corpo Vital |
| 3ª | Época Lemúrica | Leite | “Abel era pastor de ovelhas” | Corpo de Desejos |
| 4ª | Época Atlante | Carne | “Nimrod era um caçador” | Veículo Mente |
| 5ª | Época Ária | Álcool Sem carne Sem álcool | 1ª parte: “Noé se embriagou” 2ª parte: Dias atuais | 1ª focar na Região Química 2ª sutilizar os Desejos / Altruísmo – Construção do Corpo-Alma |
| 6ª | Época Nova Galileia – Nova Jerusalém | Éter | “a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus” – S. Paulo apóstolo. Cristo voltará e emitirá a nota-chave para viverem no Corpo-Alma. | Corpo-Alma |
| 7ª | Época Reino de Deus | Éter | Corpo-Alma | |
Observemos que para garantir nosso sucesso na transição da Época Atlante para a Época Ária fez-se necessário a ingestão da carne animal para endurecimento dos ossos, formação de tendões, de músculos e construção do esqueleto para podermos funcionar na Região Química do Mundo Físico com a atmosfera que temos agora; indispensável também se tornou o consumo de bebidas alcoólicas para focarmos na Região Química do Mundo Físico e para auxiliar na transformação interna da carne animal como alimento.
Ou seja, a inclusão da bebida alcoólica teve dois motivos principais:
1-Dominar as células da carne animal – para depois tirar nosso “sustento”; dominar depois assimilar;
2-Dominar/conquistar a Região Química do Mundo Físico (estávamos em uma fase “cômoda” de “esperar as instruções dos Anjos, Senhores da Mente, de Mercúrio etc.)
Relembremos, também, que nesta atual Época Ária quem nasceu no ocidente tem como objetivos: construir o Corpo-Alma para poder funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, devendo, para isso, vivenciar o Cristianismo Esotérico, ter “Cristo como ideal” e sutilizar os Corpos.
Já quem nasceu no oriente tem como objetivos: conquistar, ainda, a Região Química do Mundo Físico.
O método de desenvolvimento espiritual da Fraternidade Rosacruz é ocidental porque é Cristão e é para todas as pessoas que compreendem a necessidade de funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, começando já a trabalhar como um Auxiliar Invisível ainda que inconsciente. O caminho dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é o mais seguro, porque ensina o neófito como limpar seu Corpo de Desejos, diariamente. Dessa maneira, vive, aqui e agora, suas experiências do Primeiro Céu e Purgatório.
Abordemos, agora, o assunto Era. Dá-se o nome de Era à passagem do Sol, ao “cruzar” o equador terrestre no sentido norte para o sul, a cada ano (uma vez por ano) por determinado Signo, em virtude da Precessão dos Equinócios.Estamos no final da Era de Peixes, já em transição e influência da Era de Aquário.
As Eras estão ligadas à Precessão dos Equinócios – fenômeno que ocorre quando o Sol percorre todo o Zodíaco e o período de tempo é de 25.868 anos. A cada ano o Sol cruza o Equador da Terra por volta de 21 de março (data em que os dias e as Noites registram a mesma duração). Em decorrência da Precessão dos Equinócios, o Sol move-se para trás através dos doze Signos do Zodíaco à razão aproximada de um grau de espaço a cada 72 anos; através de um Signo (30 graus de espaço) a cada 2.100 anos, aproximadamente, completando todo o círculo em cerca de 26.000 anos.
Deve-se isso ao fato de a Terra não girar em torno de um eixo estacionário. O eixo dela tem um movimento lento, oscilante, próprio (semelhante ao de um pião que já perdeu parte da força), descrevendo, assim, um círculo no espaço, pelo que uma estrela após outra se converte em Estrela Polar.
Por causa desse movimento oscilante o Sol não cruza o Equador no mesmo ponto todos os anos, mas sempre um pouco antes, razão do termo “Precessão dos Equinócios”, isso é, o equinócio “precede” – chega mais cedo.
Se a cada 1000 anos nascemos em sexos alternados (Mulher e Homem) temos a oportunidade de aprender em cada Era uma vez com Corpo Feminino (Imaginação) e outra com Corpo Masculino (Vontade)
Todo fim de uma Era, nos últimos 8 graus de cada Signo, irmãos e irmãs atrasados aproveitam essa época – vibrações da próxima Era – para acelerar seu desenvolvimento e recuperar e aprender as lições que negligenciaram na Era que ora finda. Quando Cristo apareceu aqui estávamos a 8 graus do Signo de Áries, assim o que devemos fazer para vivenciar os ensinamentos da Era de Peixes é fornecido pela seguinte lógica: se estamos em uma Era para passar para outra Era temos que vivenciar e aprender as lições proporcionadas pelo Signo oposto ou Era anterior. Assim, se estamos na Era de Peixes indo para Era de Aquário temos que aprender as lições do Signo oposto que é Virgem.
Se estamos na Era de Áries para passar para Era de Peixes temos que aprender as lições de Libra (Justiça, Equilíbrio, Harmonia, Parcimônia, capacidade de se relacionar por meio de associações, sociedades, grupos equipes cônjuges para entender como funciona o processo, saber até onde começa seu direito e até onde vai o direito do outro e por último: Eu posso não concordar com seu ponto de vista, mas eu o defenderei até o final de minha vida).
Vamos ver o que aconteceu na transição da Época Atlante para a Época Ária. Recordemos que a Época Atlante foi a quarta das sete Épocas que estamos passando, aqui na 4ª Revolução do Globo D do Período Terrestre. Uma Mente foi acrescentada a nós em evolução, que ficou com o estado atual: um Tríplice Corpo e a Mente. Nimrod ou Nemrod, descrito como um caçador na Bíblia, simboliza o ser humano da Época Atlante: matava para comer. Esse é o significado da frase bíblica: “Nimrod era um caçador poderoso “. Uso da astúcia no cotidiano. Tínhamos percepção espiritual, mas nos portávamos como um Clarividente involuntário atualmente. Nós, o Ego, éramos muito fracos na condução e no domínio dos nossos Corpos e a natureza de desejos era muito forte. É mencionada na Bíblia (Gn 1:24-27). Sexto dia da criação na Bíblia. Passamos por sete Raças, em que a quinta Raça foi a que mais evoluiu. Obtivemos a Consciência de Vigília. O calor interno do Globo e o frio exterior produziram uma atmosfera de névoa.
Já na quinta Época, a Ária – a Época atual –, das sete Épocas que estamos passando, aqui na 4ª Revolução do Globo D do Período Terrestre. Nossos Corpos se tornaram concêntricos: total consciência de vigília. O pensamento e a razão foram desenvolvidos por nós para nos manifestarmos aqui. Aqui começou, de fato, o nosso trabalho neste Período. Tudo foi feito para que focássemos no nosso desenvolvimento aqui na Região Química do Mundo Físico. Foi acrescentado o vinho na nossa alimentação (Noé). É mencionada na Bíblia (Gn 1:28). É o sétimo dia da criação na Bíblia. Os vanguardeiros ou pioneiros da Onda de Vida humana foram Iniciados na Época Ária. Passamos pelas sete Raças da Época Ária. Virão mais duas Raças ainda nesta Época.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Se o Álcool faz tanto mal ao nosso organismo por que foi necessário no nosso desenvolvimento?
Para os Estudantes que estão em uma Escola Esotérica séria – como a Fraternidade Rosacruz –, a qual busca elevar seus Corpos e veículos para um trabalho superior nos Mundos espirituais, é de extrema importância conhecer os efeitos do álcool, assim como o porquê de ter sido acrescentado na nossa Evolução. Notemos que para todas as menções do álcool acima o verbo está no passado. Assim, para entender melhor o assunto em tela precisamos abordá-lo desde o início do atual Esquema de Evolução, no qual todos estamos inseridos, e verificar o motivo pelo qual a utilização e/ou consumo desse elemento não ser recomendado para um Aspirante à vida superior.
Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que o propósito da Evolução é o nosso desenvolvimento desde um Deus estático a um Deus dinâmico, um criador.
Essa consciência individual (de nós mesmos, como indivíduos separados), o poder anímico (o poder da Alma) e a Mente criadora são faculdades que adquirimos durante todo o processo de Evolução.
O que é conhecido como início da nossa peregrinação evolutiva através dos cinco Mundos de substância mais densa a do nosso Mundo dos Espíritos Virginais.
O objetivo de toda essa peregrinação, ou seja, da nossa evolução, é tornarmo-nos conscientes e capazes de dominar a matéria desses Mundos.
Atualmente estamos trabalhando somente em três desses 5 Mundos, quais sejam: Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico.
Somos um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado) definido como a Vida que se junta à Forma para, por seu intermédio, obter a Consciência.
A forma mais eficiente de evoluir: serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) focado na divina essência oculta ao irmão ou à irmã no seu entorno.
A primeira parte desse Esquema de Evolução é chamada de descendente ou de “Involução”.
Para conquistarmos os três Mundos precisamos, primeiro, aprender a construir Corpos com material desses Mundos, pois para funcionar em qualquer Mundo e expressar as qualidades que lhes são peculiares é necessário possuir um veículo formado da matéria desse Mundo.
Ou seja, precisamos mergulhar nesses Mundos, indo do Mundo dos Espíritos Virginais ao Mundo Físico. Para isso temos um Esquema de Evolução, baseado em Períodos, Globos, Revoluções, Recapitulações, Noites Cósmicas, Épocas e Eras.
Aprendemos nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que os sete Períodos de desenvolvimento possuem, respectivamente, os nomes dos Astros que regem os dias da semana, porque, usado o termo em seu sentido mais amplo, tais Períodos são os sete Dias da Criação. Significam, também, as transformações do nosso Planeta Terra, nada tendo a ver com os Astros do céu, exceto que as condições que eles representam aproximam-se daquelas dos Astros de mesmo nome.
Os sete Períodos denominados:
2. Período Solar;
3. Período Lunar;
4. Período Terrestre (dividido em 2 metades: 1ª Marciana e 2ª Mercuriana);
6. Período de Vênus;
Nosso trabalho inicial foi o de aprender a construir Corpos para funcionar nos Mundos: Físico, de Desejos e do Pensamento. Para isso peregrinamos por alguns desses Períodos, pois precisávamos de determinadas condições do nosso atual Planeta Terra.
E quais foram esses Períodos?
4. Metade Marciana do Período Terrestre
Durante todo esse tempo passamos aprendendo a construir Corpos, experimentando-os, em funcionamento, nesses respectivos Mundos.
De onde concluímos que durante os três Períodos e meio precedentes à nossa condição atual, isto que agora chamamos de Planeta Terra, juntamente com tudo o que nela há, inclusive nós, foram gradativamente solidificados a partir de um sutil estado até outro de densidade muito maior.
É essa parte da Evolução que chamamos de Involução: um trabalho inconsciente, de construção de corpos ou veículos para cada um dos Mundos, em um Campo de Evolução que se alterava para facilitar tal aprendizagem.
Ou seja: a Involução nos traz à matéria pela nossa cristalização em Corpos.
Nessa parte do nosso caminho, nossa consciência (essa consciência que hoje utilizamos para nos expressar neste Mundo Físico, como agora, ou no Mundo do Desejo, quando temos nossas emoções e sentimentos, ou no Mundo do Pensamento, quando criamos nossas ideias e pensamentos-forma) estava dirigida para dentro, para construirmos esses Corpos, ajudados e muito, por seres superiores, cada um especialista em um tipo de matéria.
No Período de Saturno, os Senhores da Chama (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Denso e despertaram em nós o veículo Espírito Divino. O estado de inconsciência do ser humano era semelhante ao do Corpo Denso submerso em transe profundo.
No Período Solar, os Senhores da Sabedoria (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Vital, ajudaram a reconstruir o Corpo Denso e as glândulas e o canal alimentício começaram a germinar. Os Querubins (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) despertaram em nós o veículo Espírito de Vida. A inconsciência foi sucedida pela consciência do sono sem sonhos.
No Período Lunar, os Senhores da Individualidade (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) irradiaram de si mesmo o germe do Corpo de Desejos, ajudaram a reconstruir o Corpo Denso e Vital e o esqueleto, os músculos e nervos começaram germinar. Os Serafins (outra das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) despertaram em nós o veículo Espírito Humano. Tínhamos a consciência do sono com sonhos, uma consciência pictórica interna. No Período Lunar obtivemos o primeiro vislumbre da atual consciência de vigília.
No Período Terrestre, os Senhores da Mente (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) irradiaram de si mesmo o germe da Mente. A Mente está no seu estágio “mineral”. A atual onda de vida mineral iniciou a sua evolução nesse Período. Começamos a trabalhar com a onda de vida mineral nesse Período. Foi nesse Período que ocorreu o encontro do nosso Tríplice Espírito, com o nosso Tríplice Corpo, por meio do veículo Mente, e isso marca o nascimento do indivíduo, do ser humano, do Ego, quando tomamos posse dos nossos veículos.
O Ego podia então entrar, agir e expressar-se por meio da espinha dorsal vertical, pelo que construiu a laringe vertical, bem como o cérebro, para sua adequada expressão no Corpo Denso.
O cérebro foi formado na primeira revolução do Período Terrestre com o propósito de ser um veículo para receber o germe da Mente.
Neste Período, logo após a Época Atlante, mais precisamente na 1ª Parte da Época Ária, o álcool foi acrescentado na evolução do Ser Humano e seu efeito foi a perda da visão dos Mundos Espirituais com o propósito de focar e conquistar a Região Química do Mundo Físico, simbolicamente mencionada na Bíblia pela figura de Noé.
Noé, simboliza os remanescentes da Época Atlante, portanto: os atlantes, os antigos habitantes da Atlântida, núcleo da quinta Raça, a Raça Ária, portanto, sobreviveram à destruição desse continente. Lemos na Bíblia a história de como Noé e o remanescente de seu povo foram salvos, com ele, do dilúvio e formaram o núcleo da Humanidade da Época do Arco-Íris, na qual vivemos agora. O desenvolvimento dos pulmões e a construção das costelas, apoiadas no osso externo, é o significado do símbolo “arca de Noé”, na qual os mais adiantados puderam passar para a atual Época Ária.
Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz
Sabemos que o vinho, por definição, vem do grego clássico οἶνος, através do latim vīnum e que pode significar também “videira”. Genericamente conhecida como uma bebida alcoólica produzida da fermentação do suco de uva.
Tanto na União Europeia quanto no Brasil o vinho é uma bebida obtida exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos (Mosto é um tipo de mistura açucarada destinada a fermentação alcoólica. Em vinicultura, o termo é usado para se referir ao sumo de uvas frescas utilizado antes do processo de fermentação). No Brasil, excepcionalmente, é proibido a aplicação do termo “vinho” a partir de outras matérias-primas.
Importante entendermos o que é fermentação, pois nem todo tipo é prejudicial nossa saúde. Sabemos que na indústria alimentícia a fermentação é bastante utilizada para diversos produtos, como pães, queijos, picles, os quais são ingeridos sem que haja ocorrência de efeito entorpecente comparado ao do álcool que iremos abordar adiante. Assim, é importante conhecermos mais profundamente o processo da fermentação.
Os processos fermentativos ocorrem desde a antiguidade, porém naquela época não se tinha o conhecimento de como a uva se transformava em vinho, a cevada em cerveja e a farinha em pão. Bem mais tarde, estudiosos começaram a esclarecer o fenômeno envolvido nessas transformações, a então denominada fermentação. Uma definição mais restrita, porém, ainda muito utilizada, é a de que a fermentação é o mecanismo anaeróbico (sem oxigênio) de produção de energia que não envolve a cadeia respiratória. Atualmente, essa definição foi mais ampliada pelo fato de alguns processos que são conduzidos utilizando-se o oxigênio e a cadeia respiratória serem, também, classificados como processos fermentativos, citando-se, como exemplo. a produção de enzimas microbianas. Portanto, um novo conceito mais abrangente para fermentação consiste no processo que ocorre quando o microrganismo se reproduz, a partir de uma fonte apropriada de nutrientes, visando a obtenção de um bioproduto.
A fermentação é um processo anaeróbico (que não utiliza o gás oxigênio na produção de energia) de síntese de ATP que não envolve a cadeia respiratória e tem como aceptor final de hidrogênios um composto orgânico, ou seja, é um processo realizado por organismo com o objetivo de obter energia. Esse, é realizado por algumas bactérias, protistas e fungos. Ela ocorre no citosol da célula e é realizada por seres anaeróbicos, mas também pode ser uma alternativa de energia para os organismos aeróbicos em situações nas quais o gás oxigênio está ausente ou em níveis reduzidos (hipóxia). Os organismos primitivos se originaram em um mundo cuja atmosfera carecia de O2 e, por isso, a glicólise é considerada o mecanismo biológico mais primitivo para a obtenção de energia a partir de macromoléculas presentes em todas as atuais formas de vida.
Isso porque, no curso da evolução, a química dessa sequência de reações foi completamente conservada. As enzimas glicolíticas dos vertebrados são intimamente similares (na sequência de aminoácidos e na estrutura tridimensional), às enzimas presentes nas leveduras.
Temos vários tipos de fermentação. Vamos conhecer as principais:
Na fermentação lática, o piruvato é transformado em lactato (ou ácido lático). Os NADH formados na glicólise são reoxidados, perdendo elétrons e originando NAD+. Essa perda de elétrons fornece energia para a transformação do piruvato em lactato. O NAD+ é o aceptor final dos íons hidrogênios. Algumas bactérias, protozoários e fungos realizam a fermentação lática. Mas, o exemplo mais comum que temos são as nossas células musculares. A atividade física demanda alto consumo de energia, e a respiração celular é que produz toda a energia necessária para sua realização.
Contudo, quando prolongamos demais o tempo do exercício ou quando ele é muito intenso, o oxigênio disponível nas células pode ser insuficiente para a respiração celular e, com isso, as células degradam anaerobicamente a glicose em ácido lático.
Esse processo gera um acúmulo de ácido lático nas células musculares, que, em excesso, causa dores e incômodo. Somente quando o esforço físico acaba que o ácido lático é transformado de volta em piruvato e degradado normalmente na respiração celular.
Dentre as bactérias, as mais comuns na realização da fermentação lática são as do gênero Lactobacillus. Elas são utilizadas na fabricação de coalhadas, iogurtes e queijos.
Na fermentação alcoólica, assim como na lática, a glicólise acontece normalmente. Porém o piruvato sofre uma descarboxilação (perde uma molécula de CO2) e forma um composto com dois carbonos chamado acetaldeído.
As duas moléculas de NADH formadas na glicólise são reoxidadas, perdendo elétrons e originando dois NAD+. O acetaldeído, então, sofre redução (isto é, recebe os elétrons perdidos pelo NADH) pela enzima álcool desidrogenase e origina o etanol (ou álcool etílico).
Na fermentação acética, o álcool é transformado em ácido acético, vulgarmente conhecido como vinagre. A fermentação do etanol é realizada pelas bactérias acéticas que pertencem à família Pseudomonodaceae.
Vamos estudar a palavra “álcool” e o que é: ela vem do árabe al-kohul que é uma classe de compostos orgânicos. Possuem, na sua estrutura, um ou mais grupos de hidroxilas ligados a carbonos saturados. Entre esses compostos, temos como exemplo o etanol. O etanol utilizado como combustível, esterilizante e solvente. É o componente principal das bebidas alcoólicas.
Já o etanol, conhecido como álcool etílico, é o tipo de álcool mais comum. É formado pela fermentação anaeróbica (sem ar) do açúcar. Usado para limpeza doméstica, fabricação de formaldeído, aditivo de gasolina. Também é combustível para automóveis. Está contido nas bebidas alcoólicas
O etanol pode ser produzido por fermentação de biomassa ou a partir de hidratação do eteno. A via fermentativa usa matérias-primas de origem vegetal que possuem altos índices de frutose. A principal matéria-prima utilizada é a cana-de-açúcar, mas podem também ser usados outros insumos como o milho, a mandioca e o eucalipto. Após o corte, é feito o transporte da matéria para a usina, onde ocorre a lavagem e a moagem seguida da filtragem, obtendo-se, então, a garapa e o bagaço. A garapa é aquecida, formando um líquido viscoso e rico em açúcar, o melaço.
Depois, adiciona-se ao melaço um pouco de água e ácido, obtendo-se o mosto. Após 50 horas de fermentação 13% do mosto torna-se álcool e é enviado para a destilação.
Para obter o álcool etílico a partir da mistura é feita uma destilação fracionada. Para o álcool puro ou anidro, retira-se a água excedente. O processo consiste na adição de cal vivo à mistura que ao entrar em reação com a água forma o hidróxido de cálcio que não é solúvel em álcool, assim formando uma mistura heterogênea que é separada.
Observemos, a seguir, a influência do consumo do “álcool” em nós. A percepção inicial é que o álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central. Causa desinibição e euforia quando ingerido na forma de bebidas alcoólicas. Em doses mais altas, o álcool é prejudicial à saúde física, podendo causar estupor e até coma.
Influencia muito os neurotransmissores, pois o etanol aumenta os efeitos do Gaba, causando os movimentos lentos e a fala enrolada que frequentemente se observam em pessoas alcoolizadas. Inibe o neurotransmissor excitatório glutamato, suprimindo seus efeitos estimulantes e leva a um tipo de retardamento fisiológico. O sistema Gaba atua sobre o controle da ansiedade. Ou seja, quando “armado” pela inibição da produção de glutamato, deixa as pessoas mais relaxadas e com capacidade de interagir melhor com grupos. Quanto mais Gaba, menos autocontrole. A ingestão de álcool está fortemente associada à manifestação de violência, aos comportamentos impulsivos e agressivos. Afinal, a impulsividade é controlada pelo sistema Gaba e o álcool é um modulador alostérico positivo do receptor GABA-A. Assim, o álcool pode aumentar a impulsividade e reduzir o controle das funções executivas, isso é o controle top-down, sobre os comportamentos sociais.
Ansiedade é um sentimento ligado à preocupação, ao nervosismo e ao medo intenso. Apesar de ser uma reação natural do corpo, a ansiedade pode virar um distúrbio quando passa a atrapalhar nosso dia a dia.
Além disso, o álcool também aumenta a liberação de serotonina, neurotransmissor que serve para regular o prazer e o humor. Com mais serotonina, que é considerado o hormônio da felicidade, mais euforia – e, em alguns casos, atitudes que podem resultar em atos violentos tal como acontece com o Gaba. Existe, também, o efeito do neurotransmissor glutamato. No caso, em uma situação em que o álcool é constantemente ingerido, ocorre um aumento dos receptores glutamatérgicos.
Pessoas com dependência de longa data, quando interrompem o consumo de álcool mediante uso de bebidas alcoólicas, muitas vezes começam a sofrer síndrome de abstinência, ficando hiperativas, podendo desencadear crises convulsivas e, até mesmo, sofrer acidentes vasculares cerebrais.
Vejamos, agora, alguns efeitos e consequências do consumo de bebidas alcoólicas. Os efeitos são percebidos em dois períodos: um de estímulo e outro de depressão. No estímulo, o usuário se torna eufórico e desinibido. Na depressão, ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Alguns efeitos agudos são sentidos pelos órgãos: fígado, coração, vasos sanguíneos e estômago.
Segundo a OMS, o consumo de álcool quando superior a 60 gramas por semana é considerado abusivo e extremamente nocivo para a saúde. No mundo, 11,5 % dos consumidores de álcool bebem em excesso semanalmente. Estima-se que pelo menos 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo morrem por ano por causa do consumo inadequado de álcool.
Um consumo exagerado de álcool, principalmente em um curto espaço de tempo, pode gerar falhas no sistema de registro cerebral, levando a pessoa a sofrer um blecaute alcoólico. O chamado Transtorno Amnésico Alcoólico consiste em uma perda de memória das situações que ocorreram durante esse consumo, das quais, no dia seguinte, a pessoa não se lembrará de quase nada. Isso ocorre porque circuitos do hipocampo, área do cérebro que tem papel crucial em consolidar as memórias do nosso cotidiano, são inibidos pelo álcool. Outra grave síndrome neuropsiquiátrica associada ao consumo exacerbado do álcool é a Síndrome de Wernicke-Korsakoff.
A Cirrose é uma condição médica em que o fígado deixa de funcionar corretamente devido às lesões prolongadas, caracterizadas pela substituição do tecido normal do fígado por tecido fibroso, isto é, há formação de tecidos de cicatrização no lugar de células saudáveis no fígado.
Vamos, agora, entender o significado esotérico do “álcool” nos ser dado como complemento ao alimento em um momento longínquo passado nesse Esquema de Evolução: sabemos que o álcool foi inserido na nossa evolução para que focássemos na Região Química do Mundo Físico. Alguns questionamentos para facilitar a abordagem do tema:
Resposta: No Período Terrestre
Resposta: Época Ária
Resposta: Focar na Região Química do Mundo Físico
Resposta: Para um Estudante Rosacruz que oficia os Rituais do Serviço Devocional e executa os Exercícios Esotéricos Rosacruzes, a partir do momento em que não se ingere mais bebidas alcoólicas, o nosso Corpo Denso começa a expelir os componentes químicos e em 7 dias o ciclo estará totalmente completo.
Vamos ver os efeitos do “álcool” na nossa parte espiritual: Baco era conhecido como o Espírito do Álcool que provocava uma “mudança de Personalidade”. Como efeito colateral paralisa o nosso trabalho (do Ego), principalmente na nossa memória de origem, fazendo com que esqueçamos nossa origem divina. Gera visões do entorpecente: distorções de alucinações do nosso cérebro, facilita a obsessão por Elementais, estimula visões espirituais do modo passivo (Espírito mais passivo, mais seus corpos são dominantes, seus corpos são materiais, perecíveis, transitórios etc.), a utilização de álcool e drogas é passivo e não espiritual. O álcool, a carne animal e os estimulantes são elementos que focam a pessoa na matéria, razão pela qual espiritualistas, quando começam a adquirir consciência de sua origem, deixam de consumir esses elementos!
Que as rosas floresçam em vossa cruz