Que o mundo de hoje está trabalhando de maneira nova com a luz é inquestionável. Continuamos a aprender como a ciência física está tendo uma tremenda experiência com o desenvolvimento do poder da luz, inclusive para as maravilhas LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation – amplificação da luz por emissão estimulada de radiação) que, embora capaz de projetar um feixe na Lua distante, também pode ser usado para realizar a cura delicada de um órgão interno do Corpo Denso como, antes, só era possível por meio de cirurgia via bisturi.
No entanto, embora não possamos questionar que o mundo está experimentando uma vasta liberação de luz, podemos e questionamos a maneira como respondemos a essa experiência, porque, ao enfrentarmos o grande poder da luz, devemos também enfrentar o fato de que qualquer poder, incluindo o da luz, se canalizado incorretamente ou mal direcionado, será um desastre em potencial. Mesmo a própria luz do conhecimento muitas vezes conduz apenas ao desespero e à destrutividade, enquanto a luz do amor, por si só, frequentemente contribui apenas com a soma total da instabilidade emocional e da loucura humana. É evidente que até mesmo o poder da luz requer um agente direcionador seguro, se for para servir à intenção divina.
Essa direção segura está disponível através do Cristo que, como mediador entre a Humanidade e o Mundo da Luz, libera a luz e dirige na extensão de onda da Sabedoria (o conhecimento temperado com amor) de tal maneira que ela pode ser verdadeiramente efetiva na vida espiritual da Humanidade. Todo o ensino de Cristo, durante Sua encarnação, aponta nessa direção. Ele ensinou, sempre, que os Ritos da Páscoa, marcando a conclusão de um ciclo de objetividade no plano físico, nunca eram o fim, mas o início de uma experiência nova, especial e mais profunda, bem como de um relacionamento aprofundado com Ele, por meio de uma liberação divina conhecida em termos da Trindade como o Aspecto de Luz de Deus: Deus-Espírito Santo.
Quando, por meio do uso correto do poderoso impulso do Amor Crístico, que é o poder transformador da vida humana, tivermos respondido a tudo que o Cristo trouxe à Terra e reconhecermos esse poder como o aspecto do Amor de Deus, então será possível entrarmos no estado exaltado prometido por Cristo, a Iluminação de Fogo. Nas palavras da Bíblia, “Todos os livros do mundo não poderiam conter o que poderia ser dito…” (Jo 21:25) sobre um verdadeiro contato da alma com a própria natureza de Deus como Luz. Para todos os que buscam essa iluminação divina com reverência e sinceridade, a Luz do Espírito Santo concede três grandes graças de consciência:
A primeira dessas três graças é o autoconhecimento. “Homem, conhece-te a ti mesmo” é um conselho antigo. Os Iniciados da antiguidade afirmavam que Deus, o Incognoscível, Se tornou conhecível na medida em que nós, uma criação à imagem e semelhança de Deus, nos tornamos realmente conhecido por nós mesmos. A Luz do Espírito Santo serve para aumentar esse conhecimento. Ela abre caminho para a Iluminação. Os Estudantes Rosacruzes que se dedicam aos Estudos Bíblicos Rosacruzes reconhecem essa Luz como o Espírito interior da Verdade, o Santo Consolador, o paráclito predito por Cristo. Seja qual for o nome, todos podem reconhecê-lo como um aspecto do Ser interior que atua como professor e orientador. Quando aquele orientador interior é fervoroso e reverentemente, chamado para iluminar o caminho e a resposta da “Voz do silêncio” é ouvida e amorosamente obedecida, a Luz do Espírito Santo Se torna potentemente operativa na experiência diária do nível humano. Com a elevação da consciência acompanhando a percepção que surge desse conhecimento de primeira mão da atividade do Espírito Santo, segue-se a espiritualização progressiva, ou o Cristianismo, da nossa Mente, que é a meta suprema para a realização da atual Humanidade.
A segunda grande graça da Luz do Espírito Santo é o entendimento. É a Luz que ilumina o caminho da experiência, revelando as leis que o governam e os propósitos por trás dele. É a Luz que nos mostra onde estamos, por que é o que devemos fazer a respeito. Esse ensino é a base da cena comovente do Novo Testamento na qual o Cristo chorou por Jerusalém. Sua tristeza não era só pela cidade que estava diante de Seus olhos físicos, mas pelo que Sua visão interior considerava o grande centro da Humanidade. Foi a esse centro inclusivo, que chamamos de Onda de Vida humana, que Ele disse tristemente: “Não Me vereis mais até que abençoes todas as coisas que vêm em Meu nome” (Mt 23:39 e Lc 13:35). Com efeito, Ele estava aqui dizendo: “A partir de agora, até que Eu volte, sua tarefa é usar a Luz para me encontrar nos fenômenos da existência do plano físico, para Me ver em cada experiência, para Me encontrar em todas essas coisas. Não posso voltar até que vocês façam isso, porque vocês não vão Me conhecer a menos que tenham aprendido a Me ver — na vida”. Sob a tutela do Espírito Santo, aprendemos a abençoar todas as experiências vividas, percebendo que elas vêm em nome do Cristo e para fins de desenvolvimento da alma. Então, ele não pede mais para ser aliviado da experiência, não importa o quanto ela seja dolorosa, mas aprende a dizer, como Jacó: “Não vou deixar você ir até que me abençoe com a sua bênção” (Gn 32:26). Então, também ele pode falar, igual a Jacó, no amanhecer do novo dia: “Eu vi Deus face a face nesta experiência e minha vida foi preservada” (Gn 32:30). Assim, poderemos falar quando da noite da alma.
A terceira graça do Espírito Santo a nós é o sentimento de totalidade. É a Luz que revela Deus, a Natureza e nós como o tecido perfeito da existência universal. É a Luz que abre visões para o Reino de Deus externado na Natureza e conscientemente cooperativo dentro do “Reino do Homem”. É a Luz na qual experimentamos a nossa divindade essencial: de fato e verdade, em Deus “nós vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (At 17:28).
O Espírito Santo é Deus em manifestação, é Deus em forma. A Natureza constitui Seu Corpo cósmico. Na temporada de verão, que representa o meio-dia da Sua atividade Criativa, a evidência da Sua obra está em toda parte. Todos os Reinos da natureza estão soando Sua nota de criação e é especialmente nesse momento, quando a expansão da luz física tem sua maior potência que, pela beleza terrena assim revelada, também encontramos dentro de nós a capacidade de se expandir e entrar em uma unidade abrangente com o Cosmos.
Essas verdades foram provadas por grandes pessoas do passado. Foi assim com Moisés. Como o portador de luz para as Mentes dos seres humanos, o Espírito Santo falou a Moisés através da sarça ardente para revelar o Plano de Deus à Onda de Vida humana e dar a Lei que governaria o Plano. No entanto, havia mais na revelação. As palavras “Moisés, tira as sandálias, pois o lugar em que estás é solo sagrado” (Ex 3:5) foram usadas para indicar algum local sagrado; um antigo santuário, talvez. No entanto, tirar as sandálias, na linguagem dos Mistérios, significa remover as limitações do entendimento, feitas por nós, para que a Luz do Espírito revele a verdade. Aquele que experimentou a iluminação do Fogo espiritual obtém uma revelação sobre a vivência da Terra e tudo que nela vive, que lhe permite saber que todo terreno, em todos os lugares, é o Corpo de uma entidade espiritual, sendo, portanto, sagrado, um santuário, a morada de Deus.
Foi assim com o profeta Esdras [1]. Na época do Solstício de Junho o profeta jazia de bruços no Campo de Ardath, um deserto rochoso “onde não cresciam flores”, e chorava por causa da esterilidade da existência terrena. Então o Arcanjo Uriel veio a ele como Mestre e Emissário do Espírito Santo, revelando a ele o propósito da vida e o significado da experiência de tal modo que o campo antes tão estéril se tornou um campo de flores. Esdras foi capaz de “comer das flores onde nenhuma flor crescia”. Ele foi capaz de colher o florescimento do espírito no terreno pedregoso da experiência. Contudo, novamente havia mais, porque Uriel ensinou a Esdras a vastidão da Sabedoria Antiga, a magnitude do plano para o ser humano e sua própria parte nele; Esdras foi transformado. Ele enxugou as lágrimas e começou a trabalhar — seu trabalho era transcrever os livros do Antigo Testamento, dando a ele, em grande parte, sua forma atual.
As verdades com as quais estamos lidando também se tornaram impulsos vivos e criativos na vida dos Discípulos de Cristo. Reunidos em união com o Cristo Místico e Interno, Sua promessa foi cumprida. Em um Batismo de Fogo eles receberam do Espírito Santo. Então foram também transformados de mortais assustados em imortais que nada poderiam deter ou amedrontar. Também foram elevados acima da limitação humana para contemplar o passado, o presente e o futuro do plano. Eles viram, pela primeira vez, o propósito do Cristo e a parte que interiormente foram chamados a levar adiante.
Para alguém chegar a tal consciência, mesmo que em menor medida, é necessário olhar para a vida de maneira nova e diferente. A pessoa então fica entre todas as dualidades da experiência humana — noite e dia, dor e alegria… — mas, não escolhe qualquer uma, rejeita nenhuma, mas aprende, na Luz, a encontrar a base da realidade espiritual em ambas. E essa consciência da base espiritual da vida permite ao Espírito humano colher seu próprio florescimento do seu próprio deserto rochoso de Ardath.
Em tal consciência, também, a Luz do Espírito Santo torna-Se uma luz LASER individual, cortando todas as barreiras em todos os mundos: as barreiras da ignorância, crueldade e do medo, autocriadas entre os seres humanos, grupos, as nações e os outros reinos . Só pode haver um resultado de tal conhecimento: conhecer a unidade da vida só pode trazer a compreensão de que somos os “irmãos guardiões” e que não pode haver pensamento, desejo, emoção, sentimento, palavra, ato, obra ou ação que não afete, para o bem ou para o mal, todos os seres vivos.
Viver com tal consciência é saber que, assim como o Fogo do Céu, emanando como o calor do verão, acelera o ventre da Natureza e libera a vida em fruição, assim também, quando esse mesmo Fogo divino toca o nosso coração, ele é retirado de suas limitações anteriores para viver uma nova vida e liberdade por meio de uma compreensão mais profunda da beleza essencial da existência humana, em uma reverência mais profunda pela vida e um parentesco alegre com cada criatura viva. É então que sente, como o poeta que “a Terra está abarrotada de Céu e cada feixe de luz está em chamas junto a Deus” [2].
(Publicado na Revista New Age Interpreter – do segundo trimestre de 1964 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
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[1] Esdras foi um escriba e sacerdote que liderou um grupo de judeus que retornou do exílio na Babilónia e restaurou a prática religiosa em Jerusalém, sendo considerado uma figura essencial na organização e restauração da lei de Deus entre o povo. O Livro de Esdras narra a história desse retorno e a reconstrução do Templo, e Esdras é a figura central do seu ministério.
[2] Da poetisa Elizabeth Barrett Browning
Quando o Sol entra em Libra a força dourada do Cristo passa pelos reinos terrestres enquanto esse sublime Ser inicia, novamente o Seu sacrifício anual, um evento denominado a Crucificação Cósmica.
A isso S. Paulo se refere na Epístola aos Romanos 8:22: “Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente”.
Essa estação do Equinócio de Setembro é um tempo para o Discípulo renovar sua dedicação para percorrer no caminho do Senhor a despeito de quaisquer vicissitudes e obstáculos que podem afetar seu caminhar.
Quando o Sol entra em Libra no Equinócio de Setembro a glória de Cristo toca a aura externa do Planeta Terra, e ocorre uma aceleração cósmica.
Pouco a pouco, durante os meses de outubro, novembro e dezembro o Espírito de Cristo penetra no interior do Planeta, camada por camada, até atingir o coração da Terra, na época do Natal.
O Raio do Cristo é dourado, quando é visto pela visão espiritual, como o Sol Espiritual de onde Ele emana, e é verdadeiramente esta luz que ilumina o Caminho da Santidade para o Discípulo que sincera e seriamente inicia a busca pelo desenvolvimento espiritual, no período do Equinócio de Setembro.
Futuramente, em algum Solstício de Dezembro, ele receberá a Luz Divina, o renascer no coração da Terra, pois o Solstício de Dezembro é o tempo para a dedicação da alma ao Caminho de Cristo.
Antes que ele possa alcançar este objetivo, o Aspirante à vida superior deve aprender a lição cósmica de Libra: “Então você entenderá o que é justo, direito e certo e aprenderá os caminhos do bem” (Pb 2:9).
A lição ensinada por Libra no Equinócio de Setembro é: distinguir, ou seja, separar aquilo que é real daquilo que é ilusão.
Para o Discípulo que está no Caminho de Cristo é dada uma das mais importantes lições, uma lição que é fundamental para todas as fases posteriores: descobre-se que ele próprio é um Deus em formação, feito à imagem e semelhança de seu Pai, em sua verdadeira e essencial individualidade; e ele procura ver a si mesmo, conhecer a si mesmo, como Deus o vê e conhece.
A isso se chama: estabelecer contato com o Deus interior.
O construtor tolo é o que constrói sua casa sobre a areia, só para que, no final, seja destruída pelo vento e pela enxurrada. Sendo uma pessoa que não entrou em contato com a sua divindade interna, está presa por toda corrente de pensamento negativa que se interponha em seu caminho. Está centrado na lei material, ascendendo e descendendo à mercê dos acontecimentos de sua vida, puramente objetiva.
O construtor sábio é o que constrói sua casa sobre a rocha, de modo que suporte qualquer tormenta que a ataque. Esse ser humano encontrou o Cristo Interno e é, portanto, imune às circunstâncias exteriores. Sabe que é mais forte do que qualquer coisa que possa lhe suceder. Apesar do rigor dos ventos e das enxurradas, declara triunfante: “Estou tranquilo e sei que eu sou Deus”. Verdadeiramente, sua casa foi construída sobre firmes alicerces e permanecerá para sempre.

Vamos ver como, astronomicamente, compreendemos o que é um Equinócio de Setembro.
Astronomicamente falando é um fenômeno que ocorre em um determinado dia todo o ano. Nesse dia, o dia e a noite têm exatamente a mesma duração – ou seja: quando o Equinócio de Setembro acontece, o dia possui 12 horas de dia (luz) e 12 horas de noite (escuridão).
Importante saber que por mais que sejam completamente opostos, os hemisférios norte e sul recebem a mesma quantidade de luz visível solar e a mesma intensidade de força espiritual solar, pois ficam no mesmo ângulo em direção à luz do Sol. Assim, o Equinócio de Setembro se inicia quando o Sol reflete sua luz mais fortemente nas regiões próximas à linha do Equador.
O Equinócio de Setembro (que ocorre entre o dia 22 ou 23 de setembro, dependendo do ano) marca a chegada de um estação do ano: a primavera – para o hemisfério sul – e o outono – para o hemisfério norte.
O Equinócio de Setembro, para o hemisfério sul, ocorre no momento exato em que o Sol atravessa da parte sul do Planeta (hemisfério sul) para a parte norte do Planeta (hemisfério norte), tendo como essa divisão da linha do Equador terrestre.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que é o momento em que Cristo inicia, novamente, o Seu sacrifício anual. Nesse momento a glória de Cristo toca a aura externa do Planeta Terra, e ocorre uma aceleração cósmica em todo o Planeta.
A data em que ocorre o Equinócio de Setembro é um tempo para o Estudante Rosacruz renovar sua dedicação para percorrer no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, a despeito de quaisquer vicissitudes e obstáculos que podem afetar seu caminhar.
É o melhor momento para estudar, meditar e aplicar o ensinamento Cristão fornecido por essa frase: “Então você entenderá o que é justo, direito e certo e aprenderá os caminhos do bem” (Pr 2:9).
A lição ensinada no Equinócio de Setembro é: distinguir, ou seja, separar aquilo que é real daquilo que é ilusão.
Aqui você encontra todo o material necessário para oficiar esse importantíssimo Ritual, HOJE:
Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Setembro – como oficiar e como participar
E aqui um livreto para você imprimir e ter na mão quando precisar:
Livreto: Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Setembro
Resposta: Podemos, pela força de vontade, controlar os Aspectos no nosso horóscopo? Essa é uma questão bastante complexa, mas podemos dizer que se os Aspectos do horóscopo não podem ser controlados e temos que nos submeter a eles, então, podemos muito bem descansar, tomar nossos remédios prescritos e viver à deriva, ou seja, se deixar levar. Se o destino governa e somos impotentes no “mar da vida”, de que adiantaria estudar a Astrologia Rosacruz? De que adiantaria tentar melhorar? Mas, graças a Deus, há um fator que não é mostrado no horóscopo: a força de vontade do ser humano. É isso que faz toda a diferença.
Vamos supor que duas pessoas tenham os mesmos Aspectos nos seus horóscopos; elas podem ter nascidos em horários muito próximos e até no mesmo lugar e podem ter horóscopos bem semelhantes, no que se refere à alguns Aspectos. Elas têm o mesmo Signo no Ascendente e os mesmos Astros (Sol, Lua e Planetas) em Conjunção. Suponhamos que elas tenham os mesmos Aspectos adversos, ou seja, as mesmas aflições, advindas de um desses Astros, e uma delas se desanime e diga: “Não consigo evitar isso. Assim o é. Eu simplesmente tenho que passar por isso e seguir em frente. Não adianta lutar“. E a outra pessoa diz: “Não vou me submeter! Vou me levantar e lutar“. A atitude mental da última pessoa mudaria completamente os eventos a favor dela.
Este é o motivo pelo qual nós nunca podemos predizer as coisas com absoluta certeza. Em noventa e nove por cento dos casos podemos prever com certeza, porque a maioria das pessoas se deixa levar pelo “fluxo das marés”, mas essa é justamente a razão pela qual devemos estudar a Astrologia Rosacruz. Por meio dessa Ciência Estelar sabemos o que está por vir e, se vemos algo adverso e que pode nos trazer dores, tristezas e/ou sofrimentos, podemos dizer para nós mesmos: “Sei que há uma certa influência prestes a se manifestar e eu não vou me submeter a ela“. No entanto, constatamos inúmeros casos em que as pessoas são regidas por seus Signos e Astros, apesar de tudo. Nós dissemos às pessoas que uma certa influência viria a acontecer e que agiriam precipitadamente, para o grande prejuízo delas, se não fossem cuidadosas, e no exato momento que a influência foi prevista, elas iriam e fariam exatamente aquilo contra o qual foram advertidas.
Entretanto, há um grande conforto: os Astros impelem, mas não compelem – ou seja: não obrigam. Essa é a base sobre a qual devemos trabalhar com os Astros para extrair todo o bem do nosso horóscopo. Quando vemos os Aspectos benéficos (Sextis, Trígonos e algumas Conjunções) se aproximarem, algo que contribui para o crescimento da alma, tentemos trabalhar com eles com determinação. As pessoas são, frequentemente, propensas a se deixarem levar tanto pelos Aspectos benéficos como pelos Aspectos adversos (Quadraturas, Oposições e algumas Conjunções). Se vamos ou não fazer a nossa parte, é algo que não pode ser previsto.
Temos o direito de mudar o destino gerado? Certamente, pois é isso o que devemos fazer. Numa vida passada, fomos levados a uma certa posição astral e tivemos que trazê-la conosco. Agora, estamos aqui justamente para aprender a proceder corretamente e a governar os nossos Astros, e é exatamente para isso que a ciência da Astrologia Rosacruz nos foi fornecida. Devemos tentar fazer o melhor possível com esse conhecimento, caso contrário, ele pode se tornar uma maldição. Há pessoas que recorrem, constantemente, aos seus horóscopos e dizem: “Vou ficar doente e posso ver que a morte é certa“, etc. Se é assim que vão usá-lo, é melhor não estudar a Astrologia Rosacruz.
(Pergunta nº 30 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
“Junto à cruz de Cristo-Jesus estavam Sua Mãe, a irmã de Sua Mãe, Maria, esposa de Cléofas, e Maria Madalena”.
Uma grande cruz estava ali; uma cruz de luz crescente, e nela o Sonhador viu o Grande Pastor, o Senhor do Amor. Com mitra e coroa, Sua cabeça estava adornada, Seu Corpo usava as joias e as vestes do Sumo Sacerdote. Os cravos, os espinhos, a amargura do Calvário haviam desaparecido; o rosto do Redentor irradiava alegria e glória.
Ao pé da cruz estavam as quatro Marias. Estranhas e extremamente belas; de quatro eras elas eram. A mais venerável das quatro, aquela que estava à direita da cruz, estava envolta da cabeça aos pés em um manto de vermelho veneziano brilhante; seus olhos abrigavam a sabedoria de eras passadas, e embora para ela a esfinge do deserto fosse apenas um brinquedo de ontem, o tempo não soube curvá-la ou enrugá-la.
Mais perto da cruz, perto do Sagrado Coração, estava a Virgem Maria; seu manto azul brilhava com todas as estrelas do céu, seu rosto com alegria, e todo o seu aspecto era tão puro e maternal que parecia que todo coração partido do mundo poderia encontrar conforto em seu seio. Tão bela, tão generosa, tão infinitamente maternal ela era.
E ao lado de Madalena estava a quarta Maria; mas não! Ela não estava de pé: sua figura infantil pulsava com uma juventude tão celestial que ela parecia uma chama branca e penetrante, saltando de alegria. Branca, oh, o mais branco era seu traje; flores coroavam sua cabeça e brotavam em seus pés. Dela era a alegria do céu e a dança das estrelas.
E o Sonhador compreendeu que as Marias tinham vindo dos quatro cantos do mundo e viu que cada uma delas carregava um cajado de pastor.
E então um leve balido ecoou no ar, e eis que de todos os cantos da Terra os rebanhos retornavam ao redil.
Mas, à medida que se aproximavam, ele viu que não eram ovelhas, mas homens, mulheres e crianças, apressando-se para Aquele que fora erguido, e entoaram o novo cântico dos redimidos.
Então, com grande alegria, o Sonhador despertou e retornou a este pobre Mundo onde o Filho do Homem é diariamente crucificado em lágrimas e angústias, e onde as Marias ainda vigiam junto à Cruz. Não lhes compete desfalecer nem cair: pois seu ouvido apurado captou o eco de harmonias completas, as primeiras notas tênues do Grande Cântico dos Redimidos (Ex 15, a Canção de Moisés).
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de julho/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
No Evangelho Segundo S. Mateus em 1:21 lemos: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados“. Mas não a um menino comum, pois Jesus não era um indivíduo comum, como qualquer outro da Humanidade. É certo que ele é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana; pertence à nossa Humanidade. Podemos estudar o homem Jesus de Nazaré lendo todos os seus renascimentos na Memória da Natureza. Sabemos, por exemplo, que num de seus renascimentos ele foi o Rei Salomão. Aquele rei que lemos em 1 Reis 3, 4-14, quando Jeová apareceu em sonhos e lhe disse para pedir qualquer coisa que quisesse que Ele o daria. Quando, então, Salomão respondeu: “Tu foste grande amigo de teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade e a mim me tem posto como rei em seu lugar. Confirme-se, pois, agora, Oh Jeová Deus! Tua palavra dada a Davi, porque tu me colocaste como rei sobre um povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá-me agora sabedoria e conhecimento para discernir entre o bem e o mal“.
Quando, então, Jeová replicou a Salomão: “Por quanto isso foi em teu coração, que não pediste riquezas, nem longos anos de vida, nem a vida dos teus inimigos, se não que tens pedido para ti sabedoria e conhecimento para julgar o meu povo, sobre o qual te pus por rei, sabedoria e conhecimento te são dados e, também, o que não pedistes: riqueza e glória, em toda a sua vida, como jamais houve entre os reis“.
Esse é somente um dos exemplos de seus antigos renascimentos. Houve muitos outros, onde ele viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, do mesmo modo que qualquer um de nós, seres humanos. Com isso percorreu o Caminho da Santidade (o Caminho da Iniciação) através de muitas vidas, vivendo a vida espiritual e preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.
Na vida terrestre que apareceu como Jesus, esse nosso irmão alcançou:
– um Corpo Denso que é o mais perto da perfeição que já se construiu e se construirá por qualquer um de nós nesse Grande Dia de Manifestação;
– um Corpo Vital que é o mais perto da perfeição que já se construiu e se construirá por qualquer um de nós nesse Grande Dia de Manifestação;
– um Corpo de Desejos isento totalmente de paixões, desejos inferiores; formado exclusivamente de materiais de desejos das Regiões Superiores do Mundo do Desejo;
– um Corpo Mental extremamente puro (lembrando que a Humanidade comum ainda só tem um veículo Mente).
Ou seja: ele possuía um Tríplice Corpo e um Corpo Mental da espécie mais pura que qualquer um de nós já pode construir.
Logicamente, para construir o seu Corpo Denso teve que contar com materiais da mais fina pureza que existe. Pois o ser humano para construir seu Corpo Denso necessita utilizar os materiais tomados dos corpos do pai e da mãe. Por isso, seu pai, José era um elevado Iniciado. Pertencia a Ordem dos Essênios. E durante muitas vidas também percorreu o Caminho da Santidade. Ele era tão puro que poderia realizar o ato da fecundação como um Sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal. Ele tinha a capacidade de expressar à vontade – força masculina – da maneira mais perto da perfeição no ato gerador. Com isso garantiu o melhor material para a construção do Corpo Denso de Jesus.
Por isso, a sua mãe, a Virgem Maria, era também um elevado Iniciado, da mais elevada pureza humana; por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus de Nazaré. Ela tinha a capacidade de expressar a imaginação – força feminina – da maneira mais perto da perfeição no ato gerador. Só ela poderia fornecer o material mais puro para a construção de um Corpo Denso mais perto da perfeição, como foi o de Jesus. Ela expressa a máxima pureza que um ser humano pode alcançar no ato gerador.
Mas, como pôde ocorrer uma concepção tão pura e isenta de dor, sofrimento e tristeza num ambiente tão impróprio como nós mesmos criamos aqui na Terra?
Então vejamos: Jeová, o Espírito Santo, o guia dos Anjos, aparece em várias partes da Bíblia como o dador de filhos. Seus mensageiros foram: a Sarah anunciar-lhe o nascimento de Isaac; para Hannah anunciaram o nascimento de Samuel, por exemplo. E foram eles que foram à Virgem Maria anunciarem o advento de Jesus, como lemos no Evangelho de S. Lucas (1:26-32): “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus (…) e disse-lhe o anjo: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ (…) ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho e lhe darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo“. O poder do Espírito Santo fecunda tanto o óvulo humano como a semente do grão na terra.
Antes do Pecado Original, nós procriávamos sob a orientação dos Anjos, em épocas propícias. Não tínhamos paixões, porque éramos guiados em tudo, até no ato gerador. Inocentes e inconscientes de tudo. O Pecado Original se deu quando tomamos as rédeas da nossa evolução, inclusive do ato gerador. Essa transgressão utilizando da força sexual criadora sagrada, a nosso bel prazer, sem levar em conta Corpos puros e condições astrais propícias, é o que, até hoje, nos traz sofrimentos, tristezas e dores.
Entretanto, quando uma vida santa purifica os desejos, o ser humano se inunda com esse espírito puro e pode efetuar a função procriadora sem paixão. A concepção se torna imaculada. A criança que nasce sob tais condições é naturalmente superior, porque a concepção realizou-se como um rito sagrado de autossacrifício e não como um ato de autossatisfação.
Nesse caso, criamos exatamente as mesmas condições que tínhamos quando procriávamos sob a orientação dos Anjos, só que com uma crucial diferença: o fazemos conscientes e sob a nossa responsabilidade. De onde concluímos: que todo indivíduo vil tem que nascer de uma mãe vil e de um pai vil, ou seja: antes que nasça um Salvador é necessário encontrar uma virgem puríssima para que seja sua mãe e um pai igualmente puríssimo.
Quando dizemos “virgem” não queremos falar de virgindade em sentido físico. Todos nós possuímos a virgindade física nos primeiros anos de nossas vidas, mas a virgindade do espírito é uma qualidade da alma (ou do Espírito), adquirida mediante vidas de pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e ações puros e elevados. Não depende do estado do Corpo Denso!
Assim, uma virgem verdadeira pode dar à luz a vários filhos e permanecer sempre “virgem”.
Portanto, o que determina um ser humano ser concebido em pecado ou imaculadamente depende de sua própria alma, de suas qualidades anímicas. Porque se um ser humano que vai nascer for puro, casto ele também nascerá e, naturalmente, de uma mãe e de um pai também puros e de natureza formosa. E, nessa situação, o ato sexual físico, que na maioria se realiza para gratificar a paixão e o desejo sensual, se efetua como uma oração, um Sacramento, como um sacrifício (sacro-ofício) – note a extrema oposição de sentimento: gratificação e sacrifício (sacro-ofício).
De modo que, a criança é concebida sem pecado nem paixão, ou seja, imaculadamente. Tal acontecimento não é um fato acidental. A vinda de uma criança por esses meios de pureza é previamente anunciada e a espera antecipada é marcada com impaciência e alegria.
Atualmente, há muitos casos de geração que se aproximam muito dessa Imaculada Concepção.
Aqui, realizam-se o ato gerador com puríssimo amor, e a mãe permanece tranquila, sem que seja perturbada durante o período de gestação e, assim, a criança nasce tão pura como numa Imaculada Concepção.
Com um Corpo Denso imaculadamente concebido, Jesus pode se dedicar ao objetivo específico da sua vinda como Jesus, ou seja: cuidar e desenvolver os seus Corpos Denso e Vital até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que deveria servir: fornecer o seu Corpo Denso e o seu Corpo Vital para a imensa tarefa do Cristo, o Plano da nossa Salvação.
Nesse intuito, imensa ajuda foi lhe prestada pela terceira seita que existia na Palestina: a Ordem dos Essênios. Eles formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente das outras duas seitas, então existentes: os materialistas saduceus e os hipócritas e vaidosos fariseus.
Pouco se sabe sobre eles, pois evitavam o máximo possível toda menção de si ou de seus métodos de estudo ou de adoração. Mas, foram os Essênios que educaram Jesus e cuidaram do seu desenvolvimento espiritual. Esse seu desenvolvimento espiritual foi elevando-se de grau durante os trinta anos de utilização de seus Corpos. Jesus tinha passado por várias iniciações. Como o objetivo das primeiras iniciações e do exercitamento esotérico é trabalhar sobre o Corpo Vital, a fim de construir e organizar o Espírito de Vida, vemos que, com isso, Jesus tinha alcançado as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida. O seu Espírito de Vida tornou-se o seu veículo superior mais evoluído.
Cristo, por seu lado, sendo um Arcanjo, funcionava muito bem no seu Corpo de Desejos, Mas como todo Arcanjo, era incapaz de construir um Corpo Denso ou um Corpo Vital para si. Agora, como Ele é o mais desenvolvido de todos os Arcanjos, ou em outras palavras, o mais elevado Iniciado dos Arcanjos, estava acostumado em trabalhar no seu veículo mais inferior sendo o Espírito de Vida.
Ou seja: ele sabia construir um Corpo de Desejos, uma Mente e um Espírito Humano, mas vivia comumentemente no seu veículo Espírito de Vida, no Mundo do Espírito de Vida (lembrando que esse Mundo é o que envolve todos os Planetas e corpos celestes do nosso Sistema Solar e é onde a Fraternidade Rosacruz é praticada cotidianamente).
Onde ele expressava facilmente os atributos desse veículo, quais sejam: altruísmo, fraternidade, união, amor, perdão, graça e gratidão. Tudo o que nós precisávamos (e ainda muito precisamos) aprender para seguirmos na nossa evolução para frente e para cima. Assim, para ensinar-nos tudo isso, nos propiciar o acesso mais fácil de materiais de desejos para termos desejos, emoções e sentimentos formados somente de materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo (Região da Luz Anímica, Região do Poder Anímico, Região da Vida Anímica), fundar a Religião Unificante do Filho – a verdadeira Religião Cristã, que ainda não se manifestou totalmente na Humanidade –, e com isso elevar-nos a mais um grau e para nos tirarmos das condições cristalizantes que estávamos, Ele precisou aparecer como um ser humano entre nós (1Tm 2:5) e, entrando num Corpo Denso, conquistar, de dentro, a Religião de Raça que nos afeta por fora.
Em outras palavras, acabar com a divisão entre os filhos de Seth e os filhos de Caim e uni-los numa única Fraternidade Universal. Para isso usou de todos os veículos próprios e só tomou de Jesus os Corpos Denso e Vital.
Isso ocorreu quando Jesus tinha 30 anos de idade. Então, Cristo penetrou nesses Corpos e empregou-os até o final de Sua missão aqui na Região Química, no Gólgota. Então, tornou-se a dupla figura que conhecemos como: Cristo-Jesus. Assim, Cristo é o único ser que possui uma série completa de veículos desde o Mundo de Deus até o Mundo Físico, ou seja, 12 veículos!
Nesses três anos, Jesus foi o que perdeu todo o crescimento anímico obtido durante os 30 anos terrestres, anteriores ao Batismo e contido no veículo cedido a Cristo. Este foi e é o grande sacrifício feito para nós, mas, como todas as boas ações, esse sacrifício redundará em maior glória no futuro. Durante os três anos que duraram o trabalho de Cristo nos Corpos Denso e Vital de Jesus, ou seja: entre o Batismo e a Crucificação, Jesus adquiriu um veículo de Éter, da mesma forma que um Auxiliar Invisível adquire matéria física sempre que for necessário materializar todo ou parte do Corpo Denso. Com ele seguia instruindo o núcleo da nova fé formado por Cristo. Entretanto, um material que não combine com o Átomo-semente não pode adaptar-se definitivamente. Ele se desintegra tão logo se esgote a força de vontade nele reunida; portanto, isso foi apenas um paliativo, durante esses três anos.
Depois da morte do Corpo Denso de Cristo-Jesus, no Gólgota, os Átomos-sementes dos Corpos Denso e Vital foram devolvidos a Jesus de Nazaré. Exceto o Corpo Vital usado por Cristo. Por que esse não foi devolvido? Para que Cristo o utilize na Sua segunda vinda.
E por que Cristo não poderia devolvê-lo? Não poderia Ele tomar de outro Corpo Vital de outro ser, mesmo de Jesus, quando necessitasse novamente? Certamente que não, pois existe uma Lei que determina que todo Ser deve sair de um lugar, pela mesma via por onde entrou. Cristo entrou na Terra, onde está agora confinado, através do Corpo Vital de Jesus. Deve sair também por este Corpo. Se o Corpo Vital de Jesus fosse destruído, Cristo permaneceria neste ambiente tão limitado até que o Caos dissolvesse a Terra. É por isso que os Irmãos Maiores colocaram o Corpo Vital de Jesus num sarcófago de cristal para protegê-lo dos olhares de curiosos e profanos. Eles conservam este receptáculo em um dos Estratos nas profundezas da Terra, onde ninguém que não seja Iniciado no grau apropriado pode penetrar.
Então, Jesus de Nazaré construiu um novo Corpo Vital, trabalhando com os movimentos verdadeiramente Cristãos. Os Cavaleiros da Távola Redonda, os Cavaleiros do Graal, os Druidas da Irlanda, os Trottes do Norte da Rússia são algumas das escolas esotéricas nas quais, Jesus trabalhou na Idade Média.
Note que a partir daqui nunca mais Jesus construiu para si um Corpo Denso, embora fosse capaz de fazê-lo. Isso porque o seu trabalho está totalmente dirigido na Região Etérica do Mundo Físico. Sem dúvida, Jesus é o mais elevado fruto que o Período Terrestre produziu, afinal: “Não há maior amor no homem do que aquele que dá a sua própria vida” (Jo 15:13) e o fato de dar não somente o Corpo Denso, mas também o Corpo Vital é certamente o supremo sacrifício!
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz
Resposta: O termo “oculto” refere-se em geral, a tudo o que é secreto, ou considerado “sobrenatural”, do ponto de vista puramente físico. O ocultismo, como qualquer outro estudo, tem os seus aspectos positivos e negativos. Infelizmente, devido a grande ênfase dada aos seus aspectos menos superiores a ciência oculta criou “má reputação” em certos círculos.
Parece-nos, contudo, que a Filosofia Rosacruz, ou melhor, dizendo, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, indicam para a Humanidade ideias e ensinamentos sobre tudo o que há de mais superior e positivo, quanto à natureza de Deus e a nossa. De acordo com esses ensinamentos, nós somos inerentemente semelhantes à Deus, possuindo, em estado latente, todos os atributos da Divindade. A meta final da evolução é nos transformar do ser inocente e estático que somos hoje, num ser dinâmico como o Deus solar que adotamos.
A nossa evolução vem se processando desde os tempos imemoriais. O presente estágio é caracterizado por repetidos renascimentos na Terra, a fim de aprendermos certas lições no plano físico, antes da passagem para Mundos superiores. Passarão eons incontáveis, até que as qualidades que nos tornarão em um ser divino desenvolverem.
O conhecimento adquirido em nossa jornada evolutiva deve ser usado a serviço de nossos semelhantes. E para evoluir devemos adquirir conhecimentos, tanto dos Mundos espirituais como do Mundo Físico. E não há nada de maligno no conhecimento. O desejo de aprimoramento, o esforço em aprender algo relativo tanto aos Mundos espirituais como ao Mundo Físico, numa escola qualquer, merece louvor. O importante é o uso que será feito desses conhecimentos.
Devemos nos esforçar ao máximo em resistir à tentação de usar esses acontecimentos para engrandecimento próprio, para fins egoístas ou para prejudicar nossos semelhantes.
A Filosofia Rosacruz é uma filosofia Cristã. Oferece a mais ampla interpretação dos Ensinamentos Cristãos básicos, do que as Igrejas cristãs. Proporciona grande ênfase a doutrina do Amor Universal, conforme foi legada a todos nós por Cristo-Jesus.
(Publicada na Revista Rays From the Rose Cross – 09/15 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Resposta: No Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospeção, o Estudante revê e avalia sua conduta naquele dia que está terminando. Ele está fazendo o trabalho normalmente reservado ao Purgatório e ao Primeiro Céu. Lá, a vida é vivida de trás para frente, primeiro os efeitos e depois as causas, a fim de que nós possamos ver como e por que o sofrimento resulta de nossos erros, nossas faltas. Revendo nossa vida diária, na ordem inversa, dos efeitos às causas, notamos que nossos problemas e nossas provações foram todos causados por nossas ações, obras e nossos atos durante o dia passado ou algum outro dia de nossa vida.
Nossa tarefa é encontrar essa causa e analisar a razão que leva a cada desenvolvimento, para que possamos saber, no futuro, como aproveitar as oportunidades para o crescimento anímico – o crescimento da alma – e, assim, evitar o mal. Assim, se seguirmos a experiência do dia na ordem inversa, aproveitaremos as experiências adquiridas imediatamente, ao invés de esperar até que tenhamos passado desta vida – após a morte – e sejamos forçados a colher os frutos de nossas ações, obras e de nossos atos no Purgatório e no Primeiro Céu.
(Pergunta nº 150 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)