Categoria Relação do Ser Humano com outros Seres

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Aspecto Espiritual da Natalidade para Irmãos e Irmãs a nascer aqui

É um erro pensar que, ao dar à luz um filho, os pais criam uma nova Alma ou um novo ser. O Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), que se apresenta externamente como um bebê, é uma Centelha Divina, divinamente criada. É blasfêmia supor que meros seres humanos pudessem fazer algo tão maravilhoso. Tudo que os pais podem fazer é produzir o Corpo Denso da criança – e, mesmo assim, não em sua totalidade –, sua morada física durante esta específica vida terrena. Mesmo este Corpo Denso, os pais seriam incapazes de fornecer, se não fosse pelo Átomo-semente do Corpo Denso fornecido pelo Ego que inicia mais uma vida terrestre. Na verdade, os pais fornecem o solo no qual, ou a partir do qual, o Átomo-semente do Corpo Denso cresce até se tornar uma forma física e humana. Este Átomo-semente do Corpo Denso é propriedade do Ego, que vemos como um embrião ou feto então, que está por vir e é totalmente independente dos pais. E mais ainda, assim como o feto é resguardado dos impactos do Mundo visível pelo útero protetor da mãe durante o período de gestação, do mesmo modo os veículos mais sutis são resguardados por um envoltório de Éter e de matéria de desejos que os protegem até que estejam suficientemente amadurecidos e aptos para suportarem as condições do Mundo externo.

Mas antes que a criança possa começar uma vida terrena, o Átomo-semente do seu Corpo Denso deve criar raízes e crescer no Corpo de uma mãe. A mãe, portanto, é o portal pelo qual o Ego entra em uma nova vida na Terra.

E aqui devemos detalhar bem esse ponto para termos claro o assunto sobre filhos e filhas.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que no nosso estado atual desse Esquema de Evolução a função sexual é o meio pelo qual são formados os nossos Corpos Densos usados por nós para obter experiência aqui, no Mundo Físico, que é o baluarte da nossa evolução.

Infelizmente, muitas pessoas que têm todas as condições de ajudar a um Ego que precisa renascer aqui se negam a isso! Dessa maneira anormal, muitos exercitam a prerrogativa divina de produzir a desordem na Natureza. Os Egos a ponto de renascer têm de se aproveitar das oportunidades que se apresentam e tais oportunidades, muitas veze, não são as condições favoráveis a eles. Outros que não podem renascer nessas circunstâncias, esperam até se apresentar ocasião mais favorável. Ou seja, muitos de nós, através dos nossos atos nos afetamos uns aos outros e, desse modo, “os pecados dos pais caem sobre os filhos”, porque assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo em cada um de nós. O mau uso ou abuso da força sexual criadora é um pecado que não se pode perdoar; deve ser expiado, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força sexual criadora é sagrada.

Muitas outras pessoas, ansiosas por viver uma nobre vida espiritual, muitas vezes, até consideram a função sexual um horror, por causa das misérias que o seu abuso tem trazido a nós todos. Assim, nem querem ver o que consideram uma impureza! Só que se esquecem de que são elas, as quais deram boas condições aos seus veículos por meio de alimentação apropriada e saudável, de elevados e bondosos pensamentos e de vida espiritual, precisamente, as que estão em melhores condições para gerar Corpos Densos apropriados às necessidades de desenvolvimento de irmãos e irmãs que esperam para renascer!

Quando renascemos aqui com o sexo feminino e nos recusamos a ajudar a construir um Corpo para um Ego, que precisa e merece entrar em uma vida terrena por meio do nosso Corpo, estamos privando esse Ego da nossa assistência nesse assunto. Se temos condições física, emocional, moral, financeira e espiritual suficientes adequadas, por que não?

Uma mulher e um homem, cujos pensamentos sejam puros e nobres, e cuja vida aqui seja dedicada à elevação da Humanidade dedicada à espiritualidade, pela Lei da Atração, atrairá para si um Ego com inclinações semelhantes. A atitude mental da mãe, imediatamente antes da recepção do Átomo-semente do Corpo Denso, é fundamental para determinar que Ego ela ajudará a construir um novo Corpo Denso aqui. Já uma mulher e um homem cujos pensamentos sejam impuros e inferiores, e cuja vida aqui seja dedicada à orgia, prazeres sensuais ou ao ódio, raiva e demais emoções inferiores, pela Lei da Atração, atrairá para si um Ego com inclinações semelhantes. Quando renascemos aqui com o sexo feminino, carregamos uma responsabilidade tremenda, e quanto mais cedo aprendemos tudo que há sobre isso, tanto melhor será para a próxima geração.

Sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que antes de renascermos aqui, em mais uma vida terrena, no Panorama da Vida escolhido ainda no Terceiro Céu há a indicação dos que serão o nosso pai e a nossa mãe. Mas ninguém pode escolher um ambiente que não seja merecido ou não tenha conquistado em outra vida.

A futura mãe, cumprindo seu dever sagrado, protegerá cada pensamento, palavra e ação antes de receber o Átomo-semente sagrado que se desenvolverá, tornando-se o Corpo Denso do seu filho ou da sua filha. Por meio da oração, ela se esforçará para tornar sua dádiva à Humanidade um presente abençoado. De boa vontade, com alegria e o amor protetor de mãe, ela ajudará o bebê a se formar e crescer. É assim que a maternidade realiza os mais elevados ideais de moralidade.

Quando habitamos Corpos em civilizações passadas, quando renascíamos sob o sexo feminino, éramos árbitros dos destinos do Mundo. Depois, em civilizações mais recentes quando renascíamos – e até agora, quando renascemos – sob o sexo masculino somos os árbitros dos destinos do Mundo. Agora estamos às vésperas da transição para a Nova Era – a de Aquário – e nessa Era quando renascermos sob o sexo feminino, novamente, seremos árbitros dos destinos do Mundo. Em consequência, quando renascermos sob o sexo masculino teremos que se submeter aos seus ditames, mas antes que isso aconteça, uma era de igualdade virá.

Essa é chamada de Era de Aquário pelos ocultistas, e já começamos a sentir seus efeitos desde meados do século passado, quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrou na Órbita de Influência de Aquário. No lento ritmo desse movimento, Precessão dos Equinócios, o Sol não atingirá o zero grau de Peixes antes de, aproximadamente, 600 anos. Mas durante esse período haverá, é claro, tantas mudanças maravilhosas em nosso estado físico, moral e mental, que somos agora incapazes de conceber.

Nós, agora no Corpo Denso, seremos seguidos por Espíritos ainda mais evoluídos que trarão grandes reformas. Quando as pessoas que atualmente vivem na Terra, e estão atrasadas espiritualmente, renascerem naquela atmosfera de grande realização intelectual, quando o Mundo estiver bem encaminhado na linha de desenvolvimento peculiar àquele momento nesse Esquema de Evolução, elas ganharão uma imensa elevação de consciência pela Lei da Atração que garante, por exemplo, que um condutor elétrico que é aproximado de um fio altamente carregado, receba automaticamente uma carga de voltagem mais baixa.

Assim, cada classe ou grupo que ascende, ajuda também a elevar aqueles que estão abaixo dele na escala evolutiva. O assunto populacional, portanto, não é inteiramente governado por indivíduos ou leis criadas pelo ser humano; são as Hierarquias Criadoras que guiam nossa evolução, e quem organizam isso, conforme necessário para o bem maior de todos os envolvidos; assim, o número da população está em suas mãos, não nas nossas.

Eis o motivo de que devemos sempre ajudar as pessoas onde elas estão e não onde deveriam estar. Os Ensinamentos Rosacruzes sempre enfatizaram o fato de que “semelhante atrai semelhante” e, portanto, é dever daqueles que sejam bem desenvolvidos física, moral e mentalmente, proporcionarem um ambiente para tantos Espíritos quanto suas circunstâncias físicas e financeiras permitirem.

Esse dever é ainda mais contundente para aqueles que também são espiritualmente desenvolvidos, pois uma entidade espiritual elevada não pode entrar na existência física através de uma ascendência vil. Mas quando um casal atinge o ponto em que é considerado perigoso para a saúde da mãe gerar mais filhos, ou se o fardo financeiro estiver acima de suas possibilidades, então ele deve viver uma vida de continência. Isso naturalmente requer considerável avanço espiritual e autocontrole.

Poucos são capazes de viver tal vida e seria o mesmo que aconselhar a continência a um muro de pedra, fazê-lo a um espécime médio da Humanidade. Ele não consegue entender que isso seja necessário; acredita até mesmo que interfira em sua saúde, pois falsas declarações sobre a necessidade de exercer essa função levaram a muitos resultados deploráveis. Mesmo que pudesse ser persuadido a negar a si mesmo pelo bem da sua companheira e dos filhos que já trouxe ao mundo, provavelmente seria totalmente incapaz de se conter.

Nesse ponto, nunca esqueçamos que os ensinamentos espirituais devem ser transmitidos repetidamente para que, à medida que a gota constante desgasta a pedra, assim também, e com o passar do tempo, as gerações futuras aprenderão a depender da sua própria força de vontade para realizar o objetivo de manter sua natureza inferior sob controle. Sem esse aspecto educacional dirigido para a emancipação espiritual, fica muito difícil a pessoa evoluir espiritualmente.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – fevereiro /1918 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens…”.

“Quanto maior for sua investida sobre algo, tanto maior será seu retorno” parece ser a referência que mais exprime a ideia de recompensa no mundo. Mas será que tal referência pode ser aplicada para o desenvolvimento espiritual? Será que os grandes feitos espirituais também garantirão recompensas mais rápidas e melhores no céu? Duas vinhetas são descritas para estimular o Estudante Rosacruz a responder essas indagações:

  1. Um homem, formado em biologia e química, durante uma visita num país pouco desenvolvido, deparou-se com uma população sofrendo de um grande mal: uma terrível doença que fazia cada acometido se desidratar e perder suas energias, até que a morte ocorresse. Após algum tempo de pesquisa, descobriu uma vacina capaz de estimular o sistema imunológico dos doentes contra este mal e todos foram curados! Apesar do grande sucesso, o homem apresentava comportamento bastante oscilante e preencheu sua vida com inconstâncias, divertimento e trabalho indisciplinado. Casou-se, criou seus filhos e netos. Mesmo após sua morte, seu achado continua a controlar este mal no mundo. Assim, a Humanidade recebeu grandes benefícios desta grande descoberta.
  2. Um segundo homem, com um curso de tecnólogo em administração, exerceu trabalho de auxiliar administrativo em uma pequena empresa de venda de anúncios de revista. Realizava a organização de tarefas de venda e procurava fazê-lo de modo a facilitar as decisões de seu chefe. Algumas vezes, fazia a decisão deliberada de permanecer mais tempo no trabalho para auxiliar nos fechamentos de vendas. Voluntariamente, procurava por soluções de aperfeiçoamento da empresa, realizando planos de curto, médio e longo prazo. Sofria, porém, com muitos defeitos em sua Personalidade, como oscilações motivacionais importantes. Porém não se acovardava frente às dificuldades. Com sua disciplina e seu compromisso, tornava seu ambiente favorável para produção própria e dos outros. Do mesmo modo que se esforçava para aprender algo novo a cada dia, também cuidava de sua esposa e dos seus filhos. Muitas vezes ocorriam discussões e brigas em sua casa, mas logo procuravam a solução e tentavam se reconciliar. Preocupava-se pouco com os resultados, mas esforçava-se em aprimorar as técnicas de realização de cada tarefa que se engajava, independente se a tarefa era grande ou pequena.

Pergunta: qual destes homens possui mais chance de desenvolver mais seu Corpo-Alma?

A realização de poucos atos, mas que são de grande importância para Humanidade, como realizou o homem da primeira vinheta, não garante o desabrochar dos poderes espirituais. Afinal, “que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração vai, uma geração vem, e a terra sempre permanece” (Ecl 1:3-4). O que garante a espiritualidade é a própria tentativa ou ensaio de algo, independentemente de sua grandeza e se este algo atinge sucesso ou não. “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o homem culto?” (ICor 1:19-20). Se alguém tenta realizar algo, necessariamente extrai algum aprendizado e é exatamente aqui que a experiência (ou almas) nutre o Espírito com poderes. O salário dos fiéis não pode depender das grandezas de suas obras, mas na quantidade e frequência de investidas sobre quaisquer situações que realiza para o Senhor. Constância e provas de uma vida espiritual é a chave do sucesso!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Relação do Ser Humano com Outros Seres

“A Imitação é o ‘Elogio’ Mais Sincero”
“Lamento de um Vegetal”
“Não Matarás” na Época Ária
“Unidos Venceremos, Divididos Falharemos”
12 Princípios de Ação para um Estudante de uma Escola Aquariana como é a Fraternidade Rosacruz
A Coroa da Maternidade
A Correção
A Fotossíntese da Vida: cuide do jardim da sua vida
A Futura Educação da Criança: foco dos 0 as 7 anos
A Grande Impaciência para colher os Frutos dos Ensinamentos Espirituais
A Hora da Verdade
A Ideia Comunitária de Cooperação
A Ideia de Isaac Newton sobre Deus
A importância de: se ter um vínculo mais forte de companheirismo, aprender a cooperar, se ter uma visão maior do nosso trabalho no mundo e inspirar em todos o desejo de Fraternidade
A influência dos Espíritos Planetários
A Juventude não está perdida
A Lição do Natal que devemos Relembrar todos os Anos
A Maternidade
A melhor forma de divulgação
A Onda de Vida Arcangélica
A Origem do Natal
A Páscoa mostra que ainda a humanidade dorme, enquanto Cristo sofre
A Paternidade e a Maternidade Responsáveis
A Pena de Morte – A Tendência Histórica em Relação à sua Abolição definitiva
A Prática do Hipnotismo
A Prova do Verdadeiro Instrutor
A Transformação
A Transição
A União, necessária para a elevação da humanidade
A Visão
Acredite…se quiser
Adaptabilidade segundo os Ensinamentos Rosacruzes
Ajudar Sempre
Alquimia Espiritual: o que é isso na sua vida
Apelo aos espiritualistas
Apreciações sobre o Natal
As Faculdades Espirituais e sua Ética
As maravilhas do uso do livre arbítrio e o risco de se perder no abuso do próprio livre arbítrio
As Razões Esotéricas do Natal
As Relações Humanas e o Estudante Rosacruz
As Verdades Espirituais nos Mitos Antigos
Assistindo ao Próprio Funeral
Até onde os filhos dependem dos pais?
Auxiliares Invisíveis e Médiuns
Comentários à Luz do Cristianismo Esotérico sobre “Declaração Universal dos Direitos Humanos”
Como é Importante Expressarmos a Gratidão
Como o Tempo que usamos no Dia a Dia é Determinado
Como tornar-se Alguém
Cristo é o Nosso Modelo
Cristo, o Espírito da Terra
Deus e o Ser Humano: em que nível de relação você está?
Do Merecimento de Cada Um
Dos Mitos e das Suas Profundezas
Educando Nossos Filhos (naturais ou espirituais) dos 0 aos 7 Anos
Educando Nossos Filhos (naturais ou espirituais) dos 14 aos 21 Anos
Educando Nossos Filhos (naturais ou espirituais) dos 7 aos 14 Anos
Eduque com Sabedoria
Em Defesa dos Reinos Inferiores
Ensino do Mestre
Esclarecendo a atração pela Filosofia Rosacruz
Espíritos Obsessores da Onda de Vida Humana
Fraternidade: demonstremos pelos nossos atos coerentes de amor e entendimento
Goethe e Sua Contribuição à Humanidade
Irmão Maior Jesus e a continuação do Seu trabalho entre nós
Lutar sempre para aprender as lições com espírito de aceitação e benevolência
Mais uma vez o Maior de Todos os Eventos do Ano
Nada há de mais sagrado do que o estudo da Terra e do Universo
Necessidade de uma constante Higiene Mental
Nós somos o que pensamos de nós mesmos e não o que os outros pensam de nós!
Nossa Capacidade de Servir nos conhecendo melhor
Nossa Responsabilidade com “os mortos”
Nosso Serviço para com os Animais
Nossos Mestres Planetários, incluindo o Sol e a Lua
Novas Perspectivas: a Natureza como um Conceito Religioso
O Adeptado – Primeiro Nível de um Iniciado nas Iniciações Maiores ou Cristãs
O amor é o único meio completo de conhecimento
O Ateu e o Planetário
O Cinema Afasta-se da sua Verdadeira Finalidade
O Cristo dos Místicos
O Décimo Terceiro
O Elogio Versus A Condenação
O Espírito Planetário da Terra
O Forte Aperto da Pata do Leão
O Ganho Espiritual da Guerra
O Guardião do Umbral
O Impulso Criador
O Milagre do Nascimento de um Novo Tipo de Ser Humano
O Mundo do Desejo Inferior
O Nosso Desenvolvimento Espiritual de Dentro para Fora e não de Fora para Dentro
O Poder do Exemplo
O que o Mundo nos ensina: observe-o como se deve
O que ocorre no Equinócio de Março com o Cristo
O Respeito do Ser Humano pelo Ser Humano
O Sacrifício e o Serviço
O Sangue do Redentor
O Ser Humano Integral segundo Paracelso
O Serviço pelo Exemplo: a verdadeira forma do Serviço prestado
O Serviço tem sua fonte de Amor, o Amor a Nosso Pai e aos Nossos Irmãos
O Significado dos Mitos
O Significado Oculto do Sol da Páscoa
O Trabalho com as Crianças
O Trabalho dos Irmãos Maiores na Atualidade
O Vigilante Cuidado do Pai
Os Anjos, os Anjos Lucíferes e a Evolução
Os Conceitos sobre: Espíritos Obsessores, Espíritos Apegados à Terra e Purgatório e seus correlacionamentos
Os Desejos de Natal do Estudante Rosacruz
Os Efeitos do Suicídio e da Eutanásia na Sua Evolução
Os Espíritos-Grupo dos Animais: quem são e como trabalham
Os Essênios, Aqueles que Transformaram a Religiosidade
Os Éteres e as Leis da Natureza
Os Frutos da Vivência Cristã
Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz
Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz e o nosso papel
Os Irmãos Maiores e o que devemos fazer para sermos colaboradores conscientes na obra d’Eles à serviço da Humanidade*
Os Irmãos Maiores e o Trabalho Deles
Os Mercurianos e as Escolas de Mistérios
Os Mortos Perderam o Interesse por Nós?
Os Problemas dos Gêmeos
Para falar do Amor Universal do Cristo, falemos de conhecimentos extrafísicos
Para Onde foi a Bebê?
Pensando nas estrelas
Pontos para um verdadeiro Estudante Rosacruz sempre estar pensando conforme trilha o Caminho Rosacruz
Porque um menino nos nasceu
Preparação para se encontrar com o Mestre, um Adepto da Ordem Rosacruz
Proteção aos Reinos Inferiores: apele para sua razão e sentimento para cumprir um dos Dez Mandamentos na íntegra, “não matarás!”
Que Posso Eu Fazer para Ajudar Eficazmente?
Quem é Cristo, dentre as Ondas de Vida que conhecemos?
Reflexões Antes da Despedida
Saiba o porquê a oportunidade NÃO bate apenas uma vez na porta de uma pessoa
Segredos para uma Educação Feliz
Sempre adquirimos o saber a partir dos esforços de outros, assim o que acrescentamos para quem vem depois?
Ser Fraternal
Seu Inimigo não é seu Inimigo: é seu Mestre!
Seu Papel na Fraternidade Rosacruz
Sócrates em Breve Perfil
Stonehenge
Tempestades da Insegurança
Torne-se um Especialista em esquecer
Um “Sinal” dos Irmãos Maiores
Um Breve Resumo da Filosofia Rosacruz – com Referências no Livro Cristianismo Rosacruz – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Um Ciclo Vicioso ou Virtuoso
Um Estudo sobre a Significância do Símbolo Rosacruz
Um Exemplo de um Amigo Verdadeiro
Uma Cerimônia de Casamento na Pró-Eclésia
Uma descoberta arqueológica, mas e os Ensinamentos ocultos?
Uma lembrança ao Irmão Maior, Jesus de Nazaré
Uma Retrospectiva Oculta
Vamos Falar Francamente
Viajantes do Espaço: Vidas em outros Planetas
Vida Una: Aquele que é a Única Realidade existente
Vimos a sua Estrela: a causa oculta da recepção do “Filho de Deus” não ser feita pelos “homens”
Visão da Fraternidade Rosacruz em relação à Acidentes Coletivos
Você sabe estudar?
porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Comunhão Espiritual

Como alcançamos “a realização de Deus por meio do reconhecimento da unidade fundamental de cada um de nós com todos”, como repetimos todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo?

Por meio da “Comunhão Espiritual”. Mas, como compreender e aplicar a Comunhão Espiritual?

Comecemos com a tomada de consciência de que todos somos irmãos, filhos de um mesmo Deus, que nos criou, todos como Espíritos Virginais.

Depois, compreendamos que todos, juntos, retornaremos a Deus e assim quando prejudicamos alguém, seja por pensamentos, sentimentos, emoções, palavras, obras, ações ou atos, seja por omissão ou por co-omissão, estamos prejudicando o nosso próprio desenvolvimento, a nossa própria evolução!

A Comunhão Espiritual começa no nosso lar, entre os nossos familiares. Não precisamos ficar como censores ou conselheiros, prontos para retrucar ou falar sempre que vemos um familiar agindo erradamente. Sejamos como uma fonte no deserto que jorra água por séculos sem ninguém dela necessitar, mas quando alguém passar e estiver com sede, lá está ela à disposição.

Mostremos a nossa disposição de termos a Comunhão Espiritual por meio do nosso exemplo e da nossa vivência dos Ensinamentos Rosacruzes.

Lembremos que como Aspirantes a vida superior estamos sempre sendo observados. Mesmo durante o nosso cotidiano não nos deixemos ser manipulados pelas circunstâncias externas. São elas que nos atormentam os nossos corações com angústias.

E é por falta de vontade de reconhecermos a nossa unidade com todos que nos carregamos de pecados, nos molestamos de tentações, nos embaraçamos e nos oprimimos com muitas paixões. E aí não há ninguém que nos ajude, nos livre ou nos salve senão o Cristo a quem devemos nos entregar. Pois Ele nos deu o exemplo da Comunhão Espiritual maior que se pode fazer por um irmão e uma irmã ao entregar o Seu corpo e o Seu sangue para nos salvar: “prova de amor maior não há que doar sua vida ao irmão” (Jo 15:13).

E é através desse maravilhoso exemplo que devemos nos manter em Comunhão Espiritual.

Observe que nos quatro Evangelhos há as atitudes que devemos ter em todas as circunstâncias que existem e possam existir. Quando se diz que esses quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação, quer se dizer que eles contêm o modo do Cristão agir em todas as circunstâncias que, porventura, ele passar. Ensina-nos como e porque agir fraternalmente e se tomarmos as palavras de Cristo: “a Palavra que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6; 64), então teremos a chave de como viver fraternalmente, pois como dois diapasões ressoam em sintonia quando um deles é golpeado, o nosso “Eu superior” vibra quando, pela nossa vontade, resolvemos nos sintonizar com os ensinamentos do Cristo. Assim, Suas palavras nos alimentam e ditam as nossas atitudes, desejos, sentimentos, palavras e pensamentos. Então, estaremos vivendo a vida no verdadeiro sentido da palavra.

Enquanto não tomamos essa consciência e essa resolução, temos apenas vislumbres do viver a vida. E na maioria das vezes estamos nos deixando levar pelos impactos exteriores! É “o corpo governando o espírito”.

O segredo aqui é lembrar em servir a “divina essência” oculta em cada um de nós, o Cristo interno, essa luz presente no ser humano menos evoluído. Com isso nos pomos acima de qualquer limitação imposta pelo “eu inferior”: orgulho, medo, vergonha, vanglória, ambição, egoísmo.

E não há outro meio, pois, “quem não renunciar a tudo não poderá ser Meu discípulo” (Lc 14:33). E esse é o motivo de haver tão poucos esclarecidos e livres: não saber abnegar-se de todo e de si mesmo. Deixar ser levado por esses sentimentos criados pelo “eu inferior”, por essa separatividade ilusória.

Para qualquer Onda de Vida e em qualquer grande Dia de Manifestação é muito difícil se desvencilhar dessa separatividade ilusória, após um mergulho em Mundos mais densos. A ideia de que somos separados um do outro está arraigada em nossa Personalidade (o “eu inferior”), cultivada por nós em muitas vidas.

A dificuldade em tomar consciência da Comunhão Espiritual, “da unidade fundamental de cada um com todos” é acrescida por estarmos no Mundo Físico e suas baixas vibrações. Mas essa separatividade e essa limitação de vida foram importantes para a nossa manifestação ativa. Manifestação essa que é a conscientização de que somos um ser criador, individual, com os mesmos poderes do Ser que nos criou, Deus. Mas, uma vez aprendido e passado o pináculo da separatividade, estamos voltando para Ele, para Deus.

Libertaremo-nos de toda a existência concreta e nos transformaremos num “pilar do templo de Deus e dele não sairemos mais” (Apo 3:12).

Sempre que vamos entrar em um novo estágio evolutivo, os Seres Superiores lançam sombras desse estágio que virá a fim de tornar mais suave a mudança e de dar oportunidades para os vanguardeiros da nossa Onda de Vida, aqueles que sentem a necessidade de dar mais um passo e que anseiam progredir na evolução.

Na Nova Galileia, a próxima Época, a sexta, o amor se fará altruísta e a razão aprovará os seus ditames. A Fraternidade Universal se realizará plenamente e cada um trabalhará para o bem de todos. O egoísmo será coisa do passado.

Aos poucos estamos sentindo que a razão está deixando de nos dominar e o amor está começando a ditar as nossas atitudes.

Vemos que, aos poucos, essa consciência estritamente individual, limitada ao Mundo material, está desfazendo as nações em indivíduos e assim a fraternidade humana está se estabelecendo sem ter em conta as circunstâncias exteriores.

Vivamos uma vida de fraternidade e de amor apressando a segunda vinda de Cristo.

Somente através da prática da Comunhão Espiritual em nossas vidas é que alcançaremos a conscientização da Fraternidade Universal, capacitando-nos, assim, a ajudar os nossos irmãos e as nossas irmãs a seguirem o mesmo caminho.

                                                                       Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz

Todos os Aspirantes que se colocam em linha ou “em espírito e em verdade” com a Fraternidade Rosacruz e os seus Ensinamentos colocam-se dentro da esfera de atenção e influência dos Iluminados da Onda de Vida humana: nós os conhecemos como Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. É uma grande vantagem para nós, como Aspirantes à vida superior, compreender o pleno significado desse fato e nos esforçar zelosamente para colher todo o benefício de tão maravilhoso privilégio. Podemos atrair a ajuda deles dedicando algum tempo à meditação sobre eles e os seus humanitários esforços, para lhes enviar nossa gratidão, nosso amor e nos consagrar a servi-los em seus constantes esforços para elevar a Humanidade.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz estão entre os seres Compassivos que, através de muitas vidas, desenvolveram as faculdades internas em elevado grau, mediante o serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo que eles conseguem) à toda Humanidade, sempre focando na Divina Essência de cada um, já que essa é a base da Fraternidade. Passaram por todas as Escolas de Mistérios Menores e Maiores – ou seja: alcançaram as nove Iniciações Menores e as quatro Iniciações Maiores, também chamadas de as quatro Iniciações Cristãs –, tendo alcançado, assim, um estado de evolução que os libera de todas as cadeias terrenas, ou seja, da roda de Nascimentos e Mortes aqui. No entanto, preferiram ficar aqui, na Terra, como Auxiliares, tendo sido dado a cada um deles um trabalho em harmonia com os seus interesses e suas inclinações particulares.

Esses Hierofantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental desenvolveram uma segunda medula espinhal, atraindo para cima o raio do amor inferior de Vênus e transmutando-o em altruísmo, assim conquistando o domínio sobre o segmento simpático da primeira medula espinhal e o hemisfério cerebral esquerdo, agora governado pela apaixonada Hierarquia Planetária de Marte: os Espíritos Lucíferos. Desse modo, cada Irmão Maior é uma unidade criadora completa tanto no Plano físico como nos espirituais, sendo capaz de usar a força bipolar, masculina e feminina, ao longo dessa dupla medula, iluminada e elevada em sua energia potencial por meio dos fogos espirituais da coluna vertebral, regidos por Netuno (Vontade) e Urano (Amor e Imaginação). Essa energia criadora concebe, nos hemisférios gêmeos do cérebro regidos por Marte e Mercúrio, um veículo adequado para a expressão do Espírito, meio então objetivado e materializado no mundo por meio da Palavra Criadora que é falada. Através desse poder é capaz de perpetuar a sua existência física e criar um Corpo, depois de abandonar o antigo.

Todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem a capacidade de construir o Corpo Denso mais adequado que necessitarem. Agora, para participar das atividades do Templo da Ordem Rosacruz funcionam com veículos etéricos, pois esse Templo é de natureza etérica e diferente dos nossos edifícios comuns; contudo, pode se comparar – não em intensidade, mas em composição – às atmosferas áuricas, às egrégoras, que existem nos Templos de todo Centro Rosacruz espalhados no mundo, desde que sejam templos solares e onde são oficiados fiel, constante e diariamente os Rituais dos Serviços Devocionais e que se mantenha, no  interior de cada um deles, um ambiente de silêncio e oração. Essas atmosferas áuricas, as egrégoras, são etéricas e maiores que os edifícios físicos. Também, tais estruturas existem em volta das igrejas, desde que sejam templos solares, e em todas as construções onde habitam pessoas muito espiritualizadas.

O Templo da Ordem Rosacruz é superlativo e não pode ser comparado a coisa alguma; as vibrações espirituais compenetram de tal modo o entorno que a maioria das pessoas não se sentiria ali muito confortável.

Capazes de dirigir suas ações e emoções, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz evitam todo esforço desnecessário sobre os seus Corpos. Conhecem os elementos exatos requeridos para conservá-los e a proporção adequada em que devem tomá-los. Asseguram, desse modo, a máxima nutrição e o mínimo desgaste. Por essa razão podem preservar seus Corpos em um estado de conservação juvenil com vigorosa saúde por centenas de anos.

Os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas, que estiveram em contato com o Templo da Ordem Rosacruz por um lapso de tempo que vai de vinte a quarenta anos desta vida, indicaram que os Irmãos Maiores têm hoje a mesma aparência que tinham há trinta ou quarenta anos. De acordo com os padrões dos indivíduos comuns parecem ter agora aproximadamente quarenta anos de idade.

Alguns Irmãos Leigos e algumas Irmãs Leigas disseram que Christian Rosenkreuz usa hoje um Corpo que foi conservado durante vários séculos. Isso pode ser ou não assim, mas nosso augusto condutor nunca foi visto pelos Irmãos Leigos e nem pelas Irmãs Leigas que concorrem ao serviço espiritual da meia-noite no Templo da Ordem Rosacruz. Sua presença apenas é sentida e constitui o sinal para o começo do trabalho.

Investigar a origem dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz é tão difícil como achar a prova do princípio da primeira manifestação de Deus. Posto que o seu trabalho tenha por objeto estimular a evolução da Humanidade, vêm trabalhando — de um modo ou outro — desde a mais remota antiguidade. Temos, não obstante, a prova histórica da aparição, já no século treze, de avançados ensinamentos que haviam de ser como que um brilhante astro para muitos.

Durante as poucas centúrias que passaram, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz trabalharam pela Humanidade e em segredo. Todas as noites, à meia-noite, há um serviço no Templo da Ordem Rosacruz em que os Irmãos Maiores, assistidos pelos Irmãos Leigos e pelas Irmãs Leigas, que podem deixar os seus Corpos no mundo porque muitos deles residem em lugares onde é dia quando é meia-noite no lugar do Templo da Ordem Rosacruz, atraem de todos os locais do ocidente os pensamentos de sensualidade, cobiça, egoísmo e materialismo para transmutá-los em puro amor, benevolência, altruísmo e aspirações espirituais, enviando-os de regresso ao mundo para elevar e fomentar o bem. Não fosse essa poderosa fonte de vibração espiritual, o materialismo teria, já há muito, abortado todo o esforço espiritual, pois nunca houve época mais tenebrosa do ponto de vista espiritual como a que se prolonga pelos últimos trezentos anos de materialismo.

Sete dos doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz vêm ao mundo quando as circunstâncias solicitam, aparecendo como “homens entre os homens” ou trabalhando em seus veículos invisíveis com, ou sobre, outros, se for necessário; contudo, devemos compreender que eles nunca influenciam as pessoas contra a vontade delas, pois respeitam seus desejos e apenas fortalecem o bem onde o encontram. Os outros cinco Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz nunca abandonam o Templo da Ordem Rosacruz e, embora possuam Corpos Densos, todo o seu trabalho é realizado a partir dos Mundos internos. O Décimo Terceiro da Ordem Rosacruz é o “cabeça da Ordem”, Christian Rosenkreuz, o elo que a ajusta com um superior Conselho Central composto de Hierofantes dos Mistérios Maiores que não têm contato nenhum com a Humanidade comum, porém só com os graduados dos Mistérios Menores. Ele está oculto por doze círculos de tamanho igual. Mesmo os alunos da Ordem Rosacruz nunca o veem, mas nos serviços noturnos do Templo da Ordem Rosacruz a sua presença é sentida por todos.

Todas as meias-noites, no serviço, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz abrem seus peitos para atrair os dardos de ódio, malícia, inveja e todo mal que haja sido feito durante as últimas vinte e quatro horas. Primeiro, com o objetivo de privar as forças do Graal Negro do seu alimento; segundo, para transmutar o mal em bem. Desse modo, assim como as plantas absorvem o inerte dióxido de carbono exalado pela Humanidade e com ele constroem seus Corpos, também os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz transmutam o mal dentro do Templo Ordem Rosacruz e, assim como as plantas emitem o oxigênio renovado e tão necessário à vida humana, também os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz devolvem à Humanidade a essência do mal transmutada em escrúpulos de consciência junto ao bem, a fim de que o mundo possa tornar-se melhor dia a dia.

Durante o Serviço do Templo da Ordem Rosacruz, os doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, juntos dos Irmãos Leigos e das Irmãs Leigas, funcionam em seus Corpos-Almas. É, portanto, evidente que a presença do “cabeça” da Ordem é inteiramente espiritual. Todavia, ele está sempre ativo nos assuntos do mundo, trabalhando com os governos das nações do Mundo Ocidental para guiá-los ao longo do caminho adequado à sua evolução. Com essa finalidade aparece em um Corpo Denso, pelo menos em parte do tempo.

Após o primeiro ano da Primeira Guerra Mundial, 1914-1918, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, por causa do excessivo trabalho e da necessidade de se organizar auxílios, tiveram êxito na criação de um exército de Auxiliares Invisíveis, recrutados entre os que, tendo passado através das portas da morte, sentido a angústia e o sofrimento inerentes à passagem prematura, estavam cheios de compaixão pelos que chegavam constantemente, acalmando-os e ajudando até que tivessem encontrado o equilíbrio.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem a consciência pictórica do Período de Júpiter, da qual se servem para iniciar seus Discípulos na Ordem Rosacruz. O Iniciador fixa a sua atenção em certos fatos cósmicos e o candidato, que se preparou para a Iniciação desenvolvendo em si mesmo certos poderes, é como um diapasão de idêntica nota que vibra com as ideias enviadas pelo Iniciador, em forma de quadros. Portanto, não somente vê os quadros, como também é capaz de responder à vibração; assim, o poder latente que nele existe é convertido em energia dinâmica e a sua consciência é elevada ao passo seguinte da escala iniciática.

A maioria da Humanidade está sob a orientação da Religião publicamente ensinada no país do seu nascimento; entretanto, há sempre precursores cuja precocidade requeira um ensinamento superior. A esses é ensinado uma doutrina mais profunda por meio da atividade da Escola de Mistérios. Quando unicamente uns poucos estão aptos para tal ensinamento preparatório, são instruídos privadamente; contudo, à medida que o número aumenta, o ensinamento é dado publicamente.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Coroa da Maternidade

Um dia, o grande Anjo Gabriel, que é o criador de todas as flores que estão sobre a Terra, reuniu seus Anjos, enchendo suas mãos e corações de doce paz celestial, e mandou-os espalhar essa paz celestial sobre as dores do mundo. Ele, também, os instruiu para lhe trazer, no fim do dia, a coisa mais bonita da terra, para transformá-la numa flor rara e perfeita, e para devolvê-la a Terra, a fim de servir de auxílio e inspiração para as crianças.

Todos esses Anjos partiram, alegremente, para cumprir sua bela missão, exceto um dentre eles, mais jovem e tímido que os outros, foi ficando para trás, caminhando lentamente.

“O que é que vou dar?”, pensou, enquanto ele flutuava silenciosamente sobre os vales e colinas, envoltas em nuvens. “O mundo inteiro me parece tão bonito”.

As horas passaram rapidamente e os Anjos retornaram triunfalmente ao céu, um seguido do outro, trazendo, todos eles, uma coisa maravilhosa que tinham colhido da Terra. Um havia colhido a névoa perolada do amanhecer; outro trouxe o orvalho que repousa na pétala interna de uma rosa; outro trouxe a música que se eleva dentro de uma catedral e um outro capturou os sonhos do coração de uma filha jovem.

Quando as sombras da noite começaram a cair, o pequeno Anjo ficou cada vez mais triste e suas asas pareciam cada vez mais pesadas; então, passando perto de uma janela aberta, de repente ele parou e olhou para dentro da casa: uma jovem mãe ajoelhada, em profunda adoração ante uma pequena cama, onde um bebê estava dormindo. Um sorriso brotou do seu rosto fofinho e, como se o Anjo tivesse se inclinado para ouvir, a mamãe sussurrou: “Oh! Pequena flor bem-amada, que acaba de vir do paraíso, não olhe para trás nos seus sonhos, você foi separado, recentemente, dos Anjos da guarda? Traga ao meu coração um pouco de luz celestial, com a qual eu possa protegê-lo e orientá-lo”.

E quando ela se curvou para beijar o rosto sorridente dele, murmurou respeitosamente: “Meu Deus, eu Te agradeço pelo mais maravilhoso de todos os presentes: a coroa da maternidade”.

Quando ela olhou para cima, uma lágrima brilhante, com toda a beleza e glória do amor maternal, apareceu sob os cílios da criança adormecida. Houve, de repente, um farfalhar suave de asas e o pequeno Anjo, com a lágrima apertada em seu coração, retornou feliz, ao seu lar celestial.

Ao cruzar as “Portas”, o Anjo Gabriel estava sentado em seu grande trono branco, juntamente com os demais. “Então, pequeno Anjo retardatário”, grunhiu, ternamente, vendo-o se aproximar, “Qual é a coisa mais bonita que você me trouxe da Terra?”.

Timidamente, ele deslizou para fora de seu coração, a lágrima de um amor de mãe.

Quando o Anjo Gabriel a viu, sua face ficou tão bonita, que mesmo os Anjos nunca a tinha visto assim. Ele, delicadamente, a pegou e a segurou em suas mãos, e foi cercado por um halo de luz de tal forma que todos os Anjos baixaram a cabeça e oraram. Ele ficou em silêncio por um longo tempo e, quando, enfim, ele estendeu suas mãos para eles, e disse: “O lírio será o presente dos Anjos às mães do Mundo”.

(Traduzido do Les Contes, La Couronne de la Marternité, Corinne Heline, Tiré des « Rays from the Rose Cross », maio 1981 da Association Rosicrucienne Max Heindel, Centre de Paris)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Até Onde os Filhos Dependem dos Pais?

Tonico e Vanda eram dois primos que se estimavam muito. Frequentavam a mesma escola, mas Tonico era mais inteligente, idealista, ligeiro e travesso, ao passo que Vanda era infantil, gostava de brinquedos e coisas comuns das crianças de menor idade.

Certo dia, Tonico foi visitar seus tios, que residiam por perto. Titio era assinante e apreciador da revista “Mecânica Popular”, que sempre trazia ideias e explicações práticas de muito valor. Tonico pegou uma das revistas, começou a folheá-la e viu o esquema de um carrinho. Ali estava descrito todo o material necessário para a construção e as dimensões do brinquedo. O título dizia: “Faça você mesmo este brinquedo”. Tonico pôs sua cabecinha para funcionar e, se bem pensou, melhor realizou. Virou e revirou a revista, olhou detidamente o desenho a fim de gravá-lo bem, procurando guardar de memória as minúcias do carrinho. Assim fez porque sabia que o tio, considerando-o um molequinho ainda, não lhe emprestaria a revista. Um tanto pensativo despediu-se da titia e da priminha, dizendo-lhes ter um “assunto” a providenciar. Titia estranhou um pouco o ar compenetrado do pequeno, mas nada disse.

A primeira coisa que Tonico fez foi recorrer aos colegas de escola e amigos da vizinhança, diligenciando obter quatro rodas. Nenhum dos amigos as possuía. Pensou então no cofrinho em que guardava as pequenas economias, tirou o dinheiro, desenhou com o compasso uma circunferência do tamanho requerido e correu a um carpinteiro próximo de sua casa, mandando-lhe fazer as rodas. E a madeira, os pregos e outros materiais para a execução? Lembrou-se de que em um canto da casa havia caixas vazias de madeira. Talvez servissem. Poderia inclusive reaproveitar alguns pregos. O resto, quem sabe, encontrasse na caixa de ferramentas do papai. Foi ao quarto de despejo e de lá trouxe a caixa de ferramentas; juntou os caixões e concentrou tudo no quintal. Com auxílio de um formão velho e um martelo despregou as tábuas dos caixotes.

As marteladas chamaram a atenção da mamãe, que encontrou Tonico no quintal, cercado de tábuas e ferramentas.

— Meu filho! O que você está fazendo? Mexendo nas ferramentas do papai e estragando as caixas que ele havia guardado! Você vai ver com ele!

— Mas, mamãe… — balbuciou Tonico, meio assustado pela reprimenda — eu estou fazendo um carrinho para mim.

— Ora, meu filho, era só pedir e eu lhe compraria um carrinho mais bonito ainda e sem a necessidade dessa trabalheira toda. Além de tudo, você pode se machucar…

Tonico ficou desapontado, mas nada respondeu. Recolheu as caixas ainda inteiras, empilhou as tábuas, repôs as ferramentas no quartinho de despejo e se recolheu, acabrunhado. Passou o resto do dia assim, desanimado. Mamãe e ele não se falavam. Tonico se deixou ficar num canto, cabisbaixo, sem vontade para qualquer coisa, sentindo-se frustrado em seu desejo tão entusiasticamente acalentado!

Dali por diante, embora criança, criava coisas interessantes; contudo, ficavam só na sua Mente. Receava ser novamente advertido. Não faria mais coisa nenhuma. Mamãe ralhava e o papai não deixaria. Francamente, perdera até o entusiasmo pelos estudos! Por que não lhe deixavam fazer o que estava certo?

Assim, uma criança perdeu a oportunidade de manifestar espontaneamente seus talentos e ideias originais por incompreensão dos pais. Impediram-lhe a expressão da Epigênese, que é a capacidade de desenvolver o poder criador que todos temos.

Dar algo pronto à criança, sem a necessidade de que ela lhe acrescente uma contribuição, algo que não exija esforço, é antipedagógico e prejudicial ao seu desenvolvimento não só do ponto de vista da moderna psicologia educacional, mas principalmente à luz da Filosofia Rosacruz.

Os pais devem oferecer aos filhos, além dos livros que lhes incentivam o poder criador, material esparso e diversificado para lhes excitar a imaginação e levá-los a fazer o que possam, em desenho, modelagem… dar ferramentas e pregos; linhas, agulhas, panos; massa de modelar, papéis e lápis de cor e todos os tipos de materiais para que eles os conheçam, manuseio-os e criem. Que façam desenhos para exercitar o senso de proporção e sejam encorajados à execução posterior de brinquedos sob a orientação cuidadosa e inteligente da mamãe e do papai.

A criança é eminentemente imitativa; se dissermos ou fizermos perto dela apenas o que é digno de imitação, veremos que ela começará a fazer tudo o que fazemos, acrescentando a isso o seu modo de ser. O contrário é também verdadeiro. Não podemos nos queixar de que os filhos digam ou façam o que aprenderam com nossos maus exemplos.

É comum vermos uma criança manifestar opiniões e agir em conformidade com o que viu ou ouviu dos pais. Não queremos afirmar que a criança seja NADA; isto é, que a educação lhe dê tudo. Ela traz uma bagagem do passado que é diferente da dos pais e afeta o seu comportamento, não podendo, portanto, atribuir aos genitores toda a responsabilidade por seus erros. Entretanto, a educação pode não só incentivar o que há de bom, como corrigir o que há de mau em latência, dentro de uma criança. A Astrologia Rosacruz nos indica os pontos débeis e fortes do caráter de nossos filhos com mais segurança do que um teste psicológico.

Assim, também em relação aos vícios. Do que vale ao pai proibir o fumo, quando sempre tem um cigarro dependurado na boca? Proibir a bebida alcoólica, quando bebe durante as refeições sua bebida alcoólica favorita? Para a criança, os pais são os melhores seres do mundo e quando tiverem oportunidade farão o que os viram fazer.

Tanto erramos pela ação como por omissão. Prejudicamos nossos filhos, embora dizendo que os amemos, quando apenas nos amamos, tanto pelos maus exemplos como pelos bons que não apresentamos. Muitas vezes é preciso, antes de tudo, educar os pais! Outro erro frequente é o da proteção exagerada, o mal-entendido carinho que nos leva a fazer tudo pelos filhos, esfriando com essa atitude errada o que de bom pudessem manifestar ou contribuindo ainda mais para a inércia e o comodismo a que tenham tendência.

Ouvimos há pouco tempo o caso de uma moça que se casou e, voltando da viagem de núpcias, investiu-se furiosa contra a mãe, dizendo: “Por que não me disse que o casamento é uma droga?”. A mesma moça, indo à casa da mãe jantar, sai logo em seguida, deixando à genitora o trabalho de lavar a louça. A mãe se queixa que a filha seja egoísta. Nós então lhes fizemos esta pergunta: a senhora a educou para ver o casamento como ele é ou para cooperar na cozinha? “Oh, confesso que não”, respondeu, “Eu sempre a poupei”. Bem, está aí a explicação.

A finalidade da educação é preparar os filhos para extrair do mundo, positivamente, os frutos que ele possa dar, para receber as coisas como são e retirar de tudo o proveito que aí sempre existe, segundo as normas Cristãs.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1966-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Mortos Perdem o Interesse por Nós?

Conta-se a história de um casal bondoso no País de Gales que desejava adotar uma criança refugiada belga e viajou até Swansea, uma cidade costeira do País de Gales, para conseguir uma no campo de concentração que havia lá. Mas nenhuma lhes agradou, exceto um irmão e uma irmã que se agarravam um ao outro com tanta tenacidade que o casal não teve coragem de separá-los. Então decidiram adotar ambos e os levaram para casa.

Quando a senhora despiu a menininha, reparou que ela trazia um medalhão pendurado no pescoço. A pequena explicou, da melhor forma que conseguiu, que ali dentro havia a imagem de sua mamãe, que fora massacrada. Ao abrir o medalhão, a senhora viu com assombro e angústia o retrato da sua própria irmã, que havia partido para a Bélgica anos antes como governanta e de quem não recebera notícia desde então. Assim, foi revelado que ela havia acolhido em seu lar e coração os filhos da irmã assassinada.

Como isso aconteceu — de fato aconteceu? Essa é uma questão de grande importância, pois afeta o destino de todo ser humano saber se os acontecimentos de nossas vidas são regidos pelo acaso ou pelo desígnio. A explicação mais simples é, naturalmente, que simplesmente aconteceu; pode parecer muito forçado para a maioria postular a ideia de “desígnio”. Ainda assim, Cristo nos ensinou que: “Até os cabelos da sua cabeça estão todos contados e mesmo um pardal não cai sem o conhecimento do Pai. Vocês valem mais do que muitos pardais.” (Mt 10:29-30)

Se Cristo disse a verdade — e não podemos duvidar que disse —, então o elemento do acaso é eliminado; assim, tudo o que nos acontece é resultado do desígnio Divino ou humano, atuando sob, e em harmonia com, a imutável Lei de Consequência; as forças que elaboram esses desígnios podem estar nos Mundos visível ou invisíveis.

Sob essa hipótese, é fácil explicar o ocorrido. Quando nos perguntamos quem teria interesse em levar aquelas crianças até a tia para protegê-las, a resposta é óbvia: a mãe. Se uma mãe pode fazer isso por seus filhos, então segue-se que todas as mães devem possuir capacidade semelhante de influenciar o destino de sua descendência — limitada, é claro, pela Lei de Causa e Efeito já mencionada. Se as mães podem fazer isso, também os pais ou outros parentes podem; em suma, todos estão além do véu da morte devem ter o poder de motivar cada pessoa que vive aqui; assim, nós também devemos ter esse poder. Não pode haver meio-termo.

Para o investigador ocultista isso é algo de conhecimento comum: aqueles a quem chamamos de mortos continuam, por um tempo que varia conforme sua inclinação e disposição, a se interessar pelos assuntos daqueles que deixaram para trás e se esforçam, com maior ou menor êxito, por influenciá-los, assim como nós sugestionamos uns aos outros nas relações físicas. Eles não são livres para fazê-lo em todos os momentos, pois certos episódios do Panorama da Vida deles passada exigem toda a sua atenção enquanto estão vivendo a purgação da última vida; mas entre os períodos de expurgação, nossos amigos dos Mundos invisíveis estão bem próximos de nós e nos envolvem com o mesmo cuidado e amor que tinham por nós enquanto estavam aqui no Corpo Denso.

Infelizmente, o contrário também é verdadeiro. Se um inimigo morre, não nos livramos dele por esse simples fato; na verdade, ele pode até nos causar mais dano de lá do que poderia em vida física. Isso foi sentido em pequena escala na guerra Russo-japonesa, quando alguns dos golpes estratégicos dos japoneses derivaram de impressões recebidas do outro lado. Métodos semelhantes foram usados, em proporção incrível para quem não esteja de fato ciente dos fatos, no início da presente Primeira Guerra Mundial.

Mas a ação organizada dos Irmãos Maiores e suas hostes de Auxiliares Invisíveis têm dado frutos no sentido de conter a corrente de ódio entre as vítimas do campo de batalha, de modo que todos os que atravessam o portal da morte agora são instruídos sobre o efeito da malícia sobre si e o mundo. Suas naturezas superiores são invocadas e o altruísmo é enaltecido como sendo mais nobre que o patriotismo; o resultado é que a maioria é convertida, pelo menos o suficiente, para se afastar de esforços ativos que objetivam a interferência no conflito.

Há muitos anos defendemos a abolição da pena de morte por razões semelhantes; o assassino, ressentido por esse ato de retaliação, é solto nos Mundos invisíveis para manipular outros de mentalidade semelhante e isso produz muitos homicídios. No entanto, se fosse mantido na prisão, permaneceria isolado até que os anos passassem e mitigassem seu ressentimento contra a sociedade; então atravessaria o portal da morte física em um estado de espírito menos perigoso e eventualmente não causaria mal à coletividade.

Que se compreenda, portanto, que seja um fato e não um sentimento poético, o conhecimento dado por John McCreery:

Embora invisíveis ao olhar mortal,

Eles ainda estão aqui e nos amam.

Os queridos que deixaram para trás,

Eles jamais esquecem.

Sim, sempre perto de nós, ainda que não sejam vistos,

Nossos queridos espíritos familiares caminham,

Pois em todo o vasto Universo de DeusVida e

Não existem mortos.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de Setembro/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Adeptado – Primeiro Nível de um Iniciado nas Iniciações Maiores ou Cristãs

Um Adepto é uma pessoa que se graduou, pelo menos, na primeira Iniciação Maior ou Cristã, o que significa que alcançou e passou as nove Iniciações Menores e, assim, se capacitou para as quatro Iniciações Maiores ou Iniciações Cristãs. Quando o Adepto passa pela primeira Iniciação Maior, ele passa por um processo alquímico que inclui uma transmutação biológica que muda a relação entre os seus Corpos Denso e Vital, bem como o Corpo de Desejos e a Mente, usando todo o poder aproveitado pelo Traje Dourado de Bodas, o Corpo-Alma.

Espiritualizando a Mente com práticas espirituais, com disciplina mental e positiva, com pensamentos edificantes e outros usos construtivos da Mente, eles moldam suas Mentes abstratas e concretas para processar mais luz Espiritual. O veículo Mente vai se transformando em Corpo Mental. Ao purificar e elevar o Corpo de Desejos, veículo através do qual expressamos desejos, sentimentos e emoções, ele se conecta com as três Regiões superiores do Mundo do Desejo (Vida Anímica, Poder Anímico, Luz Anímica), ativando sentimentos, desejos e emoções mais nobres, mais compassivos e mais altruístas para criar uma ligação de Alma mais profunda com os outros e com o Universo. Ao ativar mais energias etéricas com bons hábitos e intenções diárias, melhor higiene, uso responsável da força criadora e repetição de boas ações, obras e bons atos, ele aumenta consideravelmente a quantidade dos dois Éteres Superiores do Corpo Vital, nomeadamente o Éter Luminoso e o Éter Refletor (Éteres envolvidos na percepção dos sentidos, memória, cognição mental e atividade). Isso permite que ele faça um trabalho melhor nos planos internos como Auxiliares Invisíveis com uma plena Consciência: “cidadão de dois Mundos”.

Eles mantêm o Corpo Denso deles saudável, com uma quantidade mínima de exercício físico; seguem uma nutrição apropriada, se alimentam muito pouco e assimilam quantidades suficientes de fósforo no Corpo Denso; eles se dedicam em atividades positivas e construtivas e tem um estilo de vida altamente espiritualizada; assim e quando prontos, os Adeptos iniciam conscientemente a transmutação alquímica da sua estrutura bioquímica: de uma base de carbono para uma química baseada em fósforo. O carbono tem quatro valências, o fósforo tem cinco; portanto, a base química é alterada. Este processo é, em essência, o meio como eles se tornam invisíveis e lhes permite navegar entre Região Química do Mundo Físico (o Mundo visível) e os Mundos invisíveis (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo de Desejo e Mundo do Pensamento).

Eles então possuem a habilidade de materializar e desmaterializar o Corpo Denso voluntariamente. Isso lhes permite oferecer um serviço maior à Humanidade, atuam como Auxiliares Invisíveis altamente desenvolvidos onde e como precisarem, como pessoas nos governos, cientistas, artistas, filósofos, inventores, pensadores ou outros indivíduos criadores. Eles ajudam a promover o avanço da cultura maior em áreas da Arte, Ciência e da Religião.

(de uma exposição na Pró-Ecclesia em novembro/2009 – The Rosicrucian Fellowship – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Deus e o Ser Humano: em que nível de relação você está?

Tudo que fazemos ou pensamos se associa à satisfação das nossas necessidades primárias: saciar a fome, abrigar-se, vestir-se, defender-se, constituir família, etc. O sentimento e o desejo são as molas propulsoras de todas essas realizações.

Mas, por óbvio que isso pareça, surge ainda uma questão: quais os sentimentos e as necessidades que nos levaram ao pensamento religioso (de “ligar novamente” ou “religar”) e a fé em Deus?

Os Ensinamentos Rosacruzes indicam os seguintes graus: o temor, o interesse, o amor e o dever como sendo quatro formas básicas do nosso relacionamento com Deus, de nossa volta à Deus, da nossa re-ligação com Deus.

O primeiro grau, a do temor, ocorreu quando compúnhamos os povos primitivos (ou seja: estávamos renascidos em um conjunto de Corpos incipientes), o fator que despertava em nós as ideias religiosas era o medo: medo da fome, medo de animais bravios, medo das enfermidades, medo da morte. Como o nosso nível de Consciência de Vigília aqui nesse Mundo Físico naquele tempo era incipientíssimo, forjávamos um Ser que a nós se assemelhava, um Ser mais poderoso, capaz de nos submeter e nos destruir. Adorávamos a Deus a Quem começávamos a pressentir, fazendo sacrifícios para agradá-Lo, como fazem os fetichistas.

O segundo grau desse relacionamento, a do interesse, está muito ligado ao atendimento das necessidades coletivas. Foi típico quando compúnhamos os povos onde se notava uma certa organização social. O desejo de orientação diante das dificuldades, as satisfações das necessidades do grupo estimulam uma concepção social de Deus. A Divindade regia os nossos passos naquele povo em particular, protegendo-o, decidindo seus problemas, recompensando-o ou punindo-o. Para conquistar as boas graças desse “Deus”, oferecíamos a Ele sacrifícios ou agíamos conforme os princípios ou tradições do povo. Aspirávamos em troca, ver as nossas colheitas mais abundantes, os nossos rebanhos mais numerosos, a nossa prole sadia, os nossos inimigos prostrados a nossos pés. Era uma relação de barganha. Ou seja: aprendemos a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrificávamos por avareza, esperando que o Senhor nos desse cem por um, ou para nos livrar do castigo imediato, como pragas, guerras, etc. Essa forma de Religião se consolida pelo surgimento de uma casta sacerdotal, mediadora entre o povo e a Divindade. Essa casta, obviamente privilegiada, logra uma posição de poder, muitas vezes superior ao poder temporal. Trata-se de uma Religião do medo, porém, é possível dialogar com Deus e obter d’Ele compensações. Como exemplo, temos a Raça dos Semitas Originais, a quinta Raça da Época Atlante.

O terceiro grau desse relacionamento se evidencia quando a Religião do medo se transforma na Religião moral. A Divindade conforta a tristeza, o desejo insatisfeito, protege as almas dos mortos. A moral e o apreço para com o semelhante constituem a tônica desse pensamento religioso. O Cristianismo Popular (ou Cristianismo exotérico) e outros credos são um exemplo típico dessa fase do nosso relacionamento com Deus. Ou seja, aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver a vida em bondade; a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possamos nos livrar do castigo futuro do Inferno (ou de nomes similares). Não se deve, entretanto, considerar as formas religiosas primitivas como exclusivamente Religiões do medo, nem as dos povos civilizados como estritamente morais. Há pontos comuns a ambas, principalmente o caráter antropomórfico da ideia de Deus.

O quarto grau é composto por um comportamento onde podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”. Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar a nossa conduta de acordo com esse princípio, sem ter em conta nosso benefício ou nossa desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro. Pouquíssimos indivíduos encontram-se nesse quarto grau de experiência religiosa. Não é fácil conceituá-la de uma forma clara, por não estar associado a uma ideia antropomórfica de Deus, nem a um dogma. Daí, a pessoa experimenta a totalidade da existência como uma unidade, guiada pelo conhecimento Esotérico, pela Arte, pela Ciência e pela Intuição. Para ela a Religião tem, ao mesmo tempo, um sentido cósmico e interior. O Universo é o templo onde se cultua o Ser Absoluto, como também o nosso íntimo. Esse sentido cósmico da Religião é percebido por uns poucos iluminados, cujas vidas servem de estímulo a que outros, por seus próprios meios, busquem a Senda da Luz. O Cristianismo Esotérico e os Estudantes de todas as Escolas de ocultismo estão procurando alcançar esse grau superior. De modo geral, esse será alcançado na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a Religião Cristã unificadora abra os corações dos seres humanos, assim como o entendimento está agora sendo aberto.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – fevereiro/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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