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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Novembro de 2025

Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.

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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)

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Nossas Reuniões de Estudos Semanal

As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.

Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com

É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!

Para esse mês de DEZEMBRO de 2025, aqui estão as Reuniões que teremos:

O Calendário do Estudante Rosacruz na Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil para DEZEMBRO de 2025

Nesse Calendário você encontra:

1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar

2- Os melhores períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz

3- Os melhores períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais

4- Os melhores períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais

5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil

6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil

7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras)

**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site: https://fraternidaderosacruz.com/category/sobre-a-fraternidade/atividades-presenciais-do-mes/

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de NOVEMBRO/2025:

Reuniões de Estudos

Dia 02/11 –

16H – Reunião Pública: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Evangelho Segundo S. Mateus-Cap. 8: Cura do Servo de um Centurião
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – 4 Graus que nos levam a Deus

Dia 09/11 –

16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião -Perdão dos Pecados-Religião Cristã

Dia 16/11 –

17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão- Jesus e Cristo-Jesus – Quem é Jesus nos Ensinamentos Rosacruzes?

 Dia 23/11 –

16H – Reunião Reservada: Estudante Regular
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão- Jesus e Cristo-JesusEssênios-Cristo e Cristo-Jesus

Dia 30/11 –                                                                          

16H – Reunião Reservada: Probacionista
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão- Não a Paz, mas sim uma Espada-Templo Solar-Religiões

Publicações de Textos

Correção de Lições dos Cursos

Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes por esse Centro Rosacruz

Respostas às dúvidas dos leitores

via e-mail, no site, nas redes sociais

Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional

incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento

Departamento de Cura

Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz

Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Sagitário (NOVEMBRO-DEZEMBRO)

Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes de Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para  praticarmos durante TODOS OS DIAS DE DEZEMBRO. Esse mês solar de DEZEMBRO, que vai de 21 de NOVEMBRO a 21 de DEZEMBRO, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Sagitário.

Sagitário é o Signo do idealismo elevado, da inspiração e aspiração, dos sacerdotes e poetas, profetas e videntes. Sob sua influência, uma Mente iluminada e desperta se esforça para se elevar entre as estrelas. É, também, o Signo da preparação para a iminente Sagrada Festa de Cristo.

Sagitário, como Escorpião, é de natureza dupla. Seu símbolo pictórico é um centauro, metade cavalo e metade homem. O primeiro representa a natureza inferior do ser humano; o segundo, a superior. O Espírito imortal está, permanentemente, aspirando às alturas, apesar de parecer o contrário. Desde o tempo em que a Humanidade escolheu o caminho da materialidade (Escorpião), ao invés do caminho do Espírito (Virgem), Sagitário foi o Signo da promessa, da esperança e da aspiração.

Hierarquia Criadora – A Hierarquia de Sagitário é conhecida, no idioma esotérico, como Senhores da Mente, e funciona totalmente em veículos de pura substância mental. Irradiam de si mesmos aqueles germes de Mente que, muito tempo atrás, constituíram o mais precioso presente outorgado ao ser humano. Eles continuarão seu ministério próximo ao reino humano, até que cada um dos seus membros esteja preparado para funcionar em um corpo composto da sutil matéria mental.

Deus, o Pai desse Sistema Solar, é o líder supremo da Hierarquia de Sagitário, e o mais elevado Iniciado dos Senhores da Mente.

O padrão cósmico mantido por esses gloriosos Seres é o da Terra como um vasto altar irradiando a dourada aura da suprema Luz do Mundo.

Atividades do Cristo – Enquanto o Sol passa por Sagitário a dourada força de Cristo penetra mais profundamente na Terra, e os planos internos se tornam mais intensamente iluminados com Sua luz gloriosa. Para o espaço exterior esse Planeta pareceria como ouro líquido. Toda a luz e toda a cor das observâncias do Natal, no entanto, não são senão um débil reflexo de sua luz e cor em tal época. Se o Discípulo da Trilha da Santidade aprendeu a trabalhar bem com as forças da transmutação, sob a influência de Escorpião, se sentirá atraído para esse grande e glorioso resplendor.

Atividades do Aspirante à vida superior – Se o Discípulo é persistente e confia em seus esforços, todo ano, durante essa época, será consciente do aumento da força e luminosidade das sete luzes (centros) no interior de seu próprio Corpo-templo. Quando esses sete centros alcançam todo o clímax de sua glória, o Discípulo é considerado digno de seguir a Trilha da Santidade até o coração da Terra, e de permanecer ali na presença da Luz do Mundo. Receberá, então, a benção de Cristo, e ouvirá entonar o mantra utilizado em todos os Templos de Iniciação, antigos ou modernos: “Bem-feito, bom e fiel servo…entra na glória de teu Senhor.” (Mt 25:31).

No Corpo Denso – o centro físico correlacionado com Sagitário é o plexo sacro, o centro do Corpo localizado na base da coluna vertebral.

Dentre os 12 Apóstolos – S. Filipe é o Discípulo correlacionado com Escorpião. S. Filipe se correlaciona com Sagitário. Antes de encontrar ao Senhor, não tinha nenhum conceito do que significaria em sua vida uma Mente espiritualizada ou Cristificada. Ele era essencialmente um mentalista. Contudo, uma vez que a Luz de Cristo se derramou sobre ele, alcançou o mérito de ser contado entre os doze Apóstolos.

Passagem da Bíblica correlacionada – procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o de Meditação: Vós sois a luz do mundo” (Mt 5:14). Faça isso em cada um dos dias em que Escorpião enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.

Conteúdo Gerado nas Reuniões de Estudos

05/11 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 8 – Versículos: 5 a 13    

Introdução e os Milagres de Cura de Cristo Jesus

Hoje vamos estudar mais um dos inumeráveis “Milagres de Cura” que Cristo fez durante a Sua primeira vinda aqui. Lembremo-nos que os Milagres de Cura estão incluídos naquele tipo em que a lei científica não era conhecida…e muitas até hoje não são conhecidas por todos.

Recordemo-nos sempre que o Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz, a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, ocultista-místico Cristão.

E por que utilizamos a Bíblia como nosso guia seguríssimo para alcançar esse equilíbrio? Simplesmente porque todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.”. E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia.

Os Milagres de Cura: a Cura do Servo de um Centurião

Vamos estudar o trecho da Bíblia conhecido como “a Cura do Servo de um Centurião” por Cristo (Mt 8-5:13):

Ao entrar em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe implorava e dizia: “Senhor, o meu criado está deitado em casa, paralítico, sofrendo dores atrozes”. Cristo Jesus lhe disse: “Eu irei curá-lo”. Mas o centurião respondeu-lhe: “Senhor, não sou digno de receber-te sob o meu teto; basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são. Com efeito, também eu estou debaixo de ordens e tenho soldados sob o meu comando, e quando digo a um ‘Vai!’, ele vai, e a outro ‘Vem!’, ele vem; e quando digo ao meu servo: ‘Faze isto’, ele o faz”. Ouvindo isso, Cristo Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo que em Israel não achei ninguém que tivesse tal fé. Mas eu vos digo que virão muitos do oriente e do ocidente e se assentarão à mesa no Reino dos Céus, com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os ‘filhos do Reino’ serão postos para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. Em seguida, disse ao centurião: “Vai! Como creste, assim te seja feito!”. Naquela mesma hora o criado ficou são”.

A Significância Esotérica do texto: “Ao entrar em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe implorava e dizia: ‘Senhor, o meu criado está deitado em casa, paralítico, sofrendo dores atrozes’

Aqui temos algo muito importante para aprendermos e que está nessa palavra: centurião, que era um oficial do exército romano e um pagão.

A fé, muitas vezes, é demonstrada por pessoas em que menos esperamos.

E quantas vezes, pessoas que achávamos que tinham fé demonstra, em certas situações, que era algo superficial, baseado somente enquanto “as coisas andavam bem”; bastou uma dificuldade ou adversidade e aquilo que achava ser fé se mostra frágil e sem importância para a pessoa.

Por outro lado, pessoas que achávamos que não tinham fé…demonstram, for atos, que tem e isso em momentos nem tão difíceis assim.

Na Bíblia encontramos vários exemplos de pessoas que não esperamos, demonstrando uma fé inquebrantável, como esses 3:

O caso da prostituta Raabe (Js 2): morava em Jericó, que vendo o perigo eminente de destruição, se arrependeu de seus pecados e se converteu a Deus.

O caso da rica Lídia (At 16): humilde e hospitaleira. Primícia de conversão na cidade de Filipos.

E aqui na fé do centurião romano para que Cristo-Jesus salvasse seu servo (Mt 8:5-13 e Lc 7:1-10).

As duas práticas que Cristo mais espera de nós para alcançarmos a cura

A primeira prática é a humildade ou auto-esquecimento. E isso só se consegue pela consciência de que sempre, o superior se alimenta e depende do inferior para o desenvolvimento e consequente evolução do superior.

Aqui o lugar que demonstra exatamente o que é essa virtude, ou hábito que temos que cultivar, está na passagem do lava-pés em Jo 13:4-5: Cristo-Jesus tomando a Última Ceia com Seus discípulos lavou os pés de cada um sem atender os protestos de alguns que achavam isso humilhante para o Mestre.

No entanto, esse gesto foi o símbolo de uma atitude mental que é de grande significado como fator para o crescimento anímico.

Cristo-Jesus nos ensina essa prática, que foi demonstrada por esse centurião nesse trecho: Dize, porém, uma palavra, para que o meu criado seja curado. Pois também eu estou sob uma autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e a um digo: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro ‘Vem!’, e ele vem; e a meu servo ‘Faze isto!’, e ele o faz.

Os “soldados” e “servos” são palavras que significam as faculdades interiores de cada um de nós. O centurião está consciente de que há seres superiores (também eu estou sob uma autoridade) a quem deve obedecer, e seres abaixo dele, a quem deve servir (tenho soldados às minhas ordens; e a um digo: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro ‘Vem!’, e ele vem; e a meu servo ‘Faze isto!’, e ele o faz).

Isso demonstra que tem autodomínio e, portanto, está preparado para receber as graças do Mestre (superior a ele) e pelo serviço prestado está tão fortalecido que consegue penetrar na Aura Protetora e divina de Cristo-Jesus.

Pois a pessoa realmente humilde sabe obedecer aos maiores, mas também sabe comandar aos menores. Afinal, quem não sabe obedecer jamais saberá mandar! E não saber mandar aos inferiores é sinal de fraqueza e não de humildade!

A segunda prática é a fé vigorosa, inexorável, inquebrantável no processo de cura.

E quando se fala em processo de cura, estão envolvidos: a Força Curadora, o próprio Curador e o comprometimento do Paciente que participa ativa e obedientemente.

No trecho que estamos estudando, isso fica evidente aqui: …o centurião respondeu-lhe: “Senhor, não sou digno de receber-te sob o meu teto; basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são.” (…) Ouvindo isso, Cristo Jesus ficou admirado e disse aos que O seguiam: “Em verdade vos digo que em Israel não achei ninguém que tivesse tal fé”.

Podemos até elencar algumas características do que chamamos de vigorosa, inexorável, inquebrantável:

-sempre ativa e não só quando acha que se precisa

-completa em si mesma, porque é fundamentada em Deus

-não é atuada nem afetada por nenhuma força pois confia na onipotência de Deus

-não sofre influência externa porque crê que em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.

Como Cristo Curou esse Paciente (o Servo do Centurião)

Há três partes do trecho nos revelam como Cristo Jesus curou: … Cristo Jesus lhe disse: “Eu irei curá-lo”. (…) “basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são.” (…) “Vai! Como creste, assim te seja feito!”. Naquela mesma hora o criado ficou são.”

Observemos que ele curou à distância! Para compreendermos isso é preciso sabermos que os Pensamentos não são silenciosos. Eles falam uma linguagem inconfundível, exprimem se muito mais acuradamente que a intenção das palavras, e permanecem até que a força que seu criador empregou para produzi-los tenha sido gasta.

Eles soam em um tom peculiar à pessoa que os gerou. Eis o motivo de como é fácil para o Clarividente voluntário treinado descobrir sua procedência, ou seja, buscar a fonte que o originou.

Os pensamentos-forma se movem e agem somente em uma direção, e sempre de acordo com a vontade do pensador, a pessoa que originou o pensamento-forma.

Repare que é a pessoa que originou o pensamento-forma que é o poder motivador interno.

Quem estudou este assunto, sabe quantas pessoas são ativadas pelos pensamentos-forma que pensam ser delas mesmas, mas que, na verdade, se originaram na Mente de outra pessoa. A opinião pública é formada dessa maneira. Pensadores poderosos, que possuem determinadas ideias sobre algum assunto em particular, criam e irradiam pensamentos-forma de si próprios. Outros, menos positivos ou simpatizantes da ideia, expressa naqueles errantes pensamentos-forma, julgam que os pensamentos se originaram dentro deles e os adotam como seus. Assim, gradualmente, uma opinião pode crescer até que o pensamento originado por um único indivíduo pode, não só ser aceito, como defendido por toda uma comunidade, estado ou mesmo uma nação. Pensamentos expressos em palavras faladas tornam se muito mais poderosos, particularmente se pronunciados por um orador vigoroso.

Pensamentos-forma diminuem em poder, na proporção da distância percorrida por eles. A distância percorrida e a persistência que os tornam efetivos dependem da força, da exatidão e da clareza do pensamento original.

A Presença dos três fatores essenciais para o Processo de Cura

Observemos com precisa atenção a presença dos 3 fatores indispensáveis e essenciais para que a cura definitiva (que utilizamos atualmente na Cura Rosacruz) possa ocorrer:

1)O poder curador ou a força curadora onipresentemente de Deus-Pai, sempre com presença garantida porque “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

2)O curador (para uma cura definitiva) que é o foco (…de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante d’Ele), o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por intermédio do Curador, quando a oportunidade se apresentar a um paciente suficientemente receptivo e de Mente obediente. No caso que estamos estudando evidencia o fato de que Cristo Jesus tinha a laringe espiritualizada ou seja: voz com poder da benção, cura e criação.

3) O ânimo obediente do paciente, pois é somente nesse paciente obediente e animado que pode agir o Poder Curador de Deus-Pai por intermédio da pessoa que é o Curador, de tal forma que dissipe todas as doenças e enfermidades no Corpo Vital. Aqui, o centurião, que vivendo uma vida de serviço e de humildade, e sendo responsável pelo criado (na época, inclusive o poder de vida e morte) exemplificado em vários momentos: “chegou-se a ele um centurião que lhe implorava e dizia…”. “Senhor, não sou digno de receber-te sob o meu teto; basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são”. E, também, sempre presente, a cooperação ATIVA do paciente. É a relação da sentença: “A sem Obras é Morta”. Pois sempre tem que cooperar com o Curador, antes que a cura se efetuasse no paciente.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Aqui são somente algumas significâncias esotéricas desse trecho. Como visitaremos novamente esses trechos em outros Evangelhos, teremos a oportunidade de nos aprofundar mais. E pensemos bem em como nos capacitar para aplicar esses conhecimentos nos fornecidos diretamente por Cristo.

Para saber mais, assista a 26ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

26ª Reunião Dominical-FRC_Campinas_2nov25-Cap.8-Evangelho Segundo S. Mateus – Versículos 5 a 13

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02/11 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – 4 Graus que nos levam a Deus

Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:

Termo Rosacruz: Quatro Degraus que nos levam a Deus

Vamos iniciar falando do Altruísmo: aparentemente inexistente no ser humano primitivo, que só conseguia perceber o direito do mais forte ou a sobrevivência dos mais aptos. Aos fracos e débeis o desprezo, mas…

Considerando que:

-cada um de nós tem a semente do Altruísmo,

-e que esta foi se manifestando a partir da ressonância do Amor de Deus, o Senhor veio nos ensinando os caminhos para chegarmos até ele.

As Religiões de Raça foram criadas por Jeová, o 3°Aspecto de Deus: O Espírito Santo. Elas têm o objetivo de nos ajudar a dominar o nosso Corpo de Desejos.

– 1º degrau Obediência pelo Temor

É evidente que ao Ser evoluinte é dada a Religião adequada a sua ignorância. A esse Ser, que ainda só conseguia aceitar a lei da força, foi necessário oferecer-lhe um Deus ainda mais forte, do qual tivesse medo. A relação do ser humano com Deus no 1º Grau era de “obediência pelo temor”.

– 2º degrau Deus Provedor de Bens

Neste 2º Grau, foi possível a aceitação do sacrifício ao Deus de Raça (ou Tribo) exigente e zeloso. Em troca deste sacrifício material (colheita, animais, etc.), oferecia-lhes vitórias nas guerras e prosperidade material. Estes seres humanos ainda não tinham a capacidade de ver em seus inimigos, alguém semelhante a quem respeitar de alguma forma, mas através de Leis conseguiu-se o tratamento adequado para os irmãos da mesma Raça ou Tribo.

Importante lembrar que estes povos primitivos eram rebeldes e naturalmente egoístas, o que era devidamente controlado pela dor e dureza deste Deus poderoso.

A Religião Cristã foi criada por Cristo, o 2º Aspecto de Deus, O Filho, e tem como objetivo nos capacitar para vivermos conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico.

CristianismoReligião Universal do Futuro.

O Verdadeiro Cristianismo – que ainda não teve a oportunidade de se manifestar em nós em toda as suas plenitudes – será a Religião Universal do futuro.  Em termos de Evolução e consequentemente, no que diz respeito às Religiões, existem sempre as gradações a mais de 2.000 anos, ou seja, já existiam Pioneiros em condições de dar o próximo passo.

– 3º degrau Deus juiz e recompensador futuro

Refere-se à Religião Cristã Exotérica ou Cristianismo Popular, que prega viver a vida no bem, com recompensa futura, em uma existência na fé. A base deste próximo passo, era também o sacrifício, mas agora não mais o sacrifício material, mas o sacrifício de si mesmo. Agiria sempre com misericórdia, desprender-se-ia do egoísmo e amaria o próximo como a si memo.

– 4 º degrau Deus é o Bem Supremo, interiorizado na consciência

•Falamos aqui da Religião Cristã Esotérica ou Cristianismo Esotérico.

•Agir sim com misericórdia, sem egoísmo e amando o próximo como a si mesmo.

•Tudo isto, não no aguardo de recompensa, mas apenas porque é justo e correto.

•A Lei está dentro de cada um de nós.

•Este degrau a grande maioria dos seres humanos só alcançará na 6ª Época, a Nova Galileia.

Para saber mais, assista a 246ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

246ª Reunião Dominical-FRC_Campinas_2nov25-Cap.15-Cristo e Sua Missão–A Evolução da Religião–Os 4 Degraus que nos levam a Deus

09/11 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – Parte 3 – Perdão dos Pecados

Termo Rosacruz: Perdão dos Pecados

A Lei de Causa e Efeito ou a Lei de Consequência e a Lei do Renascimento andam juntas e simultaneamente se completam.

Já a Doutrina do Perdão dos Pecados (pecados esses gerados por transgredir as Leis de Deus, criando um efeito ou uma consequência que faz sofrer os seres vivos e atrapalham a evolução) é ensinada por quem pratica a Religião Cristã.

Do Cristianismo popular aprendemos que Cristo morreu pelos nossos pecados; basta crermos e seremos perdoados.

Mas em primeiro lugar, deixemos claro:

1. A Lei de Moisés

•Ela é tão importante que Cristo disse que não veio para revogá-la, mas para cumpri-la com misericórdia.

•Ele ainda propôs mais 2 mandamentos, que aliás já estão nela: Amar a Deus sobre todas as coisas e Amar ao próximo como a si mesmo.

2.O significado de pecado

•Do ponto de vista esotérico, pecar é transgredir a Lei Natural.

•O pecado provoca um desiquilíbrio desta Lei, e a reação é a dor.

•É com a dor, que todos aprendemos a lição da harmonia.

Ao pecar seremos sempre penalizados? Não, a vontade e a iniciativa nos levarão ao Perdão do Pecados.

Cristo trouxe a Doutrina do Perdão dos Pecados, e para um ocultista, Ele é um fato, mas para tanto são necessários 3 Requisitos:

1.Arrependimento – o arrependimento, é uma mudança de Mente e Coração em relação ao ato pecaminoso.

2.Reforma – o arrependimento sozinho, é apenas uma intenção; o objetivo efetivo se manifesta como Reforma de Caráter.

3.Restituição – aqui falamos de uma das bases da nossa Escola: o “Serviço”. Muitas vezes não é possível fazer uma restituição ou compensação a alguém, mas assim, podemos fazê-lo servindo outra pessoa.

E o Serviço amoroso e desinteressado para com os demais nos traz a Consciência da Unidade.

Como vimos, não se discorre aqui o processo de renascimento. O renascimento, no entanto, é ensinado nas Religiões orientais que são todas Religiões de Raça… será que são então mais evoluídas?

Não, na verdade, os nossos irmãos e as nossas irmãs que vivem no oriente ainda estão para conquistar essa Região Química, ou seja, não alcançaram o Nadir da Materialidade. E, nesse sentido, são iguais a nós, habitantes do lado ocidental e cristãos, quando estávamos naquela fase desse Esquema de Evolução.

Vamos ver algo sobre Memória Consciente e a Subconsciente. A cada dia, observamos coisas, elementos ou fenômenos naturais ou pessoas; também sons e tudo o que possamos perceber com nossos 5 sentidos. Isto fica gravado em nossa Memória Consciente. No entanto, muito do que acontece em torno de nós, não percebemos; contudo isto fica gravado também.

O ar que respiramos, contém Éter, e, portanto, é o nosso sangue que fica saturado com imagens etéricas, que gravam absolutamente tudo. Estas imagens chegam assim ao ventrículo esquerdo do nosso coração, em um local chamado Ápice, onde mora o Átomo-semente do nosso Corpo Denso. Este é o nosso arquivo, pois estas imagens são refletidas no Éter Refletor do nosso Corpo Vital, e é onde mora nossa Memória Subconsciente.

Este é o material para nosso Panorama de Vida, base do nosso aprendizado nos Mundos espirituais.

Como alcançar o Perdão dos Pecados? Apagando os pecados do nosso Átomo-semente do Corpo Denso.

Termo Rosacruz: Sangue Purificador

Existem 6 centros por onde fluem as correntes do nosso Corpo Vital. Na crucificação, 5 deles foram feridos, e ao ser ferido o sexto centro, Cristo se libertou do Corpo físico de Jesus. Neste momento, rompeu-se o véu colocado pelas Religiões de Raça, que resguardava a Iniciação apenas para poucos escolhidos.

Cristo compenetrou o veículo Planetário com seus próprios veículos. A partir de então difundiu seu próprio Corpo de Desejos para o Planeta, que teria agora matéria mais pura, trabalhando a Terra de dentro. Tornou- se então seu Redentor e seu Regente.

Termo Rosacruz: Exercício Esotérico Noturno de Retrospecção

Ao examinarmos as imagens que vivemos a cada dia, o que fizemos de mal a outras pessoas, de uma maneira piedosa, com arrependimento e reforma íntima, com a proposta de ressarcir os prejuízos, apagaremos as imagens dos nossos pecados registrados no Átomo-semente do nosso Corpo Denso.

O Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é feito ao nos deitarmos, antes de nos entregarmos ao sono. Analisamos então nosso dia do fim até o começo; noite, tarde, manhã. Também analisamos nossos acertos e boas obras com satisfação.

Após a morte, as imagens de nossos pecados não estarão mais lá, não fazendo, portanto, parte do nosso Panorama de Vida …Talvez, sequer passaremos pelo Purgatório. “Lição aprendida, ensino suspenso”.

Para saber mais, assista a 247ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

247ª Reunião Dominical-FRC_Campinas_9nov25-Capítulo XV-Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião-Perdão dos Pecados

16/11– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – Escola Rosacruz

Termo Rosacruz: Escola Rosacruz

A Fraternidade Rosacruz é uma grande Escola de Pensamento Filosófico Cristão ou Escola de Sabedoria Ocidental. Max Heindel, fundador da Fraternidade Rosacruz, foi escolhido através de um contato pessoal com o Mestre, como Mensageiro dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. Após um determinado tempo, foi instruído a retornar à América para transmitir seus ensinamentos ao Ocidente, revelando-os publicamente.

O livro: Conceito Rosacruz do Cosmos é um “tratado elementar sobre a Evolução Passada do ser humano, sua Constituição atual e seu futuro Desenvolvimento”.

A Mensagem e Missão da Fraternidade Rosacruz é: Uma Mente Pura, Um Coração Nobre e Um Corpo São.

Os 3 pilares que compõem a Fraternidade Rosacruz são:

1. O Evangelho do Serviço que é a essência dos ensinamentos Rosacruzes.

2. Emancipação do Discípulo pela autoconfiança: só o equilibrado pode ajudar o débil.

3. O Equilíbrio Cabeça-Coração: quando o coração sente, a razão sanciona; quando a cabeça pensa, o coração faz a cabeça sentir para que ela não seja tirânica.

É uma das sete Escolas de Mistérior Menores que temos atualmentente.

Como Escola, que é a Fraternidade, proporciona cursos, todos sempre gratuitos:

-Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz aos Estudantes Preliminares composto de 12 lições

-Curso Suplementar de Filosofia Rosacruz composto de 40 Lições

Após o curso Preliminar de Filosofia o Estudante estará apto a cursar os Cursos:

-Cursos de Astrologia Rosacruz, tendo o  Elementar: 26 Lições; o Superior: 12 Lições; Superior Suplementar: 13 Lições

-Curso Bíblico Rosacruz composto de 28 Lições

Estes cursos, além de gratuitos, oferecem todo o material necessário.

A Caminhada pressupõe que após 2 anos de estudos e dedicação, o Estudante Regular poderá solicitar a condição de Probacionista. Da mesma forma, após 5 anos, poderá solicitar seu aceite como um Discípulo. Este se aceito, não deverá informar esta condição a ninguém; e os ensinamentos dados a ele serão feitos diretamente pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

O Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz começa no Estudante Preliminar e vai até o Grau de Irmãos Maiores. Até a condição de Discípulo, o Estudante estará sob a égide da Fraternidade Rosacruz, que está na Região Química do Mundo Físico. A partir de então, esse irmão estará sob a égide da Ordem Rosacruz, cujo Templo está na Região Etérica do Mundo Físico.

Aprendemos que a Iniciação é um processo espiritual e interno, e o progresso espiritual não pode ser concluído por meios físicos, mas só por Exercícios espirituais. Através da Iniciação, um Irmão Leigo ou uma Irmã Leiga alcançará uma expansão de consciência que a Humanidade só alcançará em um futuro distante.

O total de Iniciações é de Treze: Nove Iniciações Menores ou Cristãs e Quatro Iniciações Maiores ou Cristãs. É impossível descrever num livro dado ao público em geral, os estágios da Iniciação. Nada a descrever, portanto, das Cerimônias Iniciáticas, já que o primeiro Voto do Iniciado é o Silêncio.  Aqui estão os caminhos; a nós cabe dedicação e persistência!

Para saber mais, assista a 248ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

248ª Reunião Dominical-FRC_Campinas_16nov25- Capítulo XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – Escola Rosacruz  

23/11– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XV Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – O Ser Humano Jesus

Termo Rosacruz: Jesus

Jesus é um ser humano, ou seja, é um ser que pertence à nossa Onda de Vida, a humana. Isso quer dizer que ele tem todos os Corpos e veículos que cada um de nós temos.

Lógico que Jesus não é um ser humano comum!

Provavelmente, ele é o Ego, ou seja, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui, mais avançado de toda a nossa Humanidade.

Estudando o ser humano Jesus na Memória da Natureza podemos segui-lo em suas vidas anteriores, renascido aqui inúmeras vezes.

 Nesse renascimento, como Jesus, tinha construído e desenvolvido Corpos mais próximos da perfeição do que qualquer outra pessoa.

Por que ele conseguiu isso? Porque esteve percorrendo o “Caminho da Santidade”. O que é esse Caminho? Nada mais é do que o que conhecemos como o Caminho de Preparação e o subsequente Caminho da Iniciação.

E ele o fez através de muitos renascimentos aqui, preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.

Uma Genealogia de Jesus

Vamos ver aqui a genealogia de Jesus, segundo S. Mateus. É lógico que S. Mateus não quis mostrar TODOS os renascimentos de Jesus. Afinal só olhando aqui já dá para perceber que houve muito mais!

Aqui cabe uma advertência: há que se tomar muito cuidado em interpretações usando o significado dos nomes aqui expostos, isso devido a dificuldades de grafia, o que pode levar a chance de “fantasiar”. Sugerimos não perder tempo, nem em tentar, nem em ler.

Agora, uma coisa é fato: dentre várias coisas que S. Mateus quis ensinar aqui, da parte esotérica, podemos ver alguns exemplos (muitos outros podemos ter, mas vamos nos ater a 2 devido ao tempo limitado):

O primeiro é que reparem como alguns grandes Iniciados forneceram Corpos para vários Egos, e por meio disso possibilitaram que Jesus pudesse chegar ao nível de proximidade da perfeição do seu Corpo Denso. Exemplos sublinhados aqui temos de Davi, Salomão, Jeconias e Zorobabel.

O segundo é uma dica para estudarmos a vida e os acontecimentos de alguns desses nomes, como Davi, Salomão, Jeconias, Zorobabel e outros na Bíblia, e aprendermos a evolução espiritual deles, para se ter mais exemplos.

Por exemplo, Salomão, ou o Rei Salomão, o 3º Rei dos Judeus. Foi Jesus em um renascimento anterior. Sabemos que ele desempenhou um papel importante na História Sagrada. Foi ele que planejou erguer o Templo de Jerusalém ou “Templo de Salomão” sob a direção de Hiram Abiff, que foi um dos renascimentos de Lázaro e hoje está renascido como Christian Rosenkreuz. Salomão é autor de 2 Salmos, do Livros dos Provérbios, do Livro do Cântico dos Cânticos, todos incluídos na Bíblia Sagrada. Esses livros são famosos por causa da profunda interpretação esotérica (com “s”) que eles guardam e que estudamos na Fraternidade Rosacruz. Foi também Salomão que Deus-Jeová apareceu em sonho e lhe disse para pedir qualquer coisa que quisesse que Ele o daria. Foi então quando Salomão pediu “sabedoria e conhecimento para discernir entre o bem e o mal”.

Outro exemplo foi Davi, nascido em Belém e pai de Salomão. Ele é uma figura com lugar especial na Bíblia, descrito como um guerreiro, músico e profeta, a quem Deus escolheu para ser o 2º rei de Israel.  A história de Davi é uma das mais detalhadas, mostrando sua fé, coragem e suas falhas. Foi escolhido por Deus por seu Coração e caráter. Passou por muitas provas. Davi é autor de muitos Salmos que estudamos no Livro dos Salmos na Bíblia.

Sobre Maria, mãe de Jesus, a Virgem Maria

Vamos, agora, relembrar alguns fatos sobre Maria, a mãe de Jesus, a Virgem Maria. Lembremos que Maria possui o maior nível de pureza humana já alcançada. Ela é uma elevada Iniciada! Com esse alto desenvolvimento espiritual, ela convive cotidianamente com os Seres Celestiais, como Anjos e Arcanjos. Ela tem a capacidade de realizar uma Imaculada Concepção. O que isso quer dizer? Que ela tem a capacidade de gerar um Corpo Denso imaculado! Por quê? Porque ela consegue expressar a Imaginação, que é a força feminina da Criação, da maneira mais perto da perfeição no ato gerador.

Vejam na Arte da pintura, especialmente quando é feita por seres humanos espiritualmente elevados, como se pode inserir detalhes que nos faz lembrar isso. No caso de Maria, vejamos os detalhes dos Anjos ao fundo da pintura “A Madona Sistina” de Raphael di Sanzio.

É uma imitação bem próxima da cor básica do Primeiro Céu, tanto quanto possível fazê-lo com os pigmentos da Terra. Uma inspeção mais cuidadosa desse pano de fundo revelará o fato de que ele é composto por uma multidão do que costumamos chamar de cabeças e asas de Anjos. Cabeças e asas, novamente, é uma literal representação pictórica dos fatos sobre os habitantes do Primeiro Céu, tanto quanto pode ser revelada, pois somente as cabeças permanece quando se entra no Primeiro Céu, fato esse que intriga a muitos que podem ali ver as almas. As asas, naturalmente, não são reais fora da pintura, mas ali foram colocadas para mostrar a habilidade em se mover com grande velocidade, o que é inerente a todos os seres nos Mundos invisíveis. Um detalhe importantíssimo para sabermos é que a mãe de Jesus, Maria, representa o ideal supremo da maternidade perfeita para a Humanidade.

Sobre José, o pai de Jesus

Vamos, agora, relembrar alguns fatos sobre José, o pai de Jesus. José é um elevado Iniciado. Por essa razão convive cotidianamente com os Seres Celestiais, como Anjos e Arcanjos. José tem a capacidade de gerar o melhor e mais puro material para compor um Corpo Denso em um ato gerador. Por quê? Porque ele consegue expressar a Vontade, que é a força masculina da Criação, da maneira também mais perto da perfeição no ato gerador.

No caso de José, vejamos alguns detalhes na pintura: “Casamento da Virgem” também de Raphael di Sanzio, onde pode se observar uma anomalia semelhante. Reparem que o pé esquerdo de José é o principal destaque na imagem, e se contarmos seus dedos veremos que são seis. Os seis dedos do pé de José, Rafael quer nos mostrar que José possuía um sexto sentido, faculdade que é despertada pela Iniciação.

Como elevados Iniciados, José e Maria são capazes de realizar o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal.

Ou seja, o ato sexual é feito como um SACRO-OFÍCIO. Somente quando se faz necessário garantir um Corpo Denso a um ser até mais elevado do que os dois, no caso: Jesus. Em consequência disso, o formoso, puro e amoroso espírito conhecido pelo nome de Jesus de Nazaré veio ao mundo num Corpo puro e sem paixões.

A tarefa de Jesus, nesse renascimento, era cuidar e desenvolver o seu Corpo até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que deveria servir. Jesus surgiu do povo comum, não foi um levita, classe para quem era uma herança o sacerdócio. Ainda que não surgisse de uma classe de instrutores, seus ensinamentos foram superiores aos de Moisés.

Sobre o Corpo Denso de Jesus

Agora, vamos ver algumas características principais dos Corpos de Jesus e que ele utilizou nesse renascimento, como Jesus de Nazaré, até os seus 30 anos de idade.

O Corpo Denso de Jesus é o mais puro e mais perto da perfeição já produzido por um ser humano. Logicamente, foi sendo melhorado por séculos e séculos de renascimentos.

Um cuidado claro, já que muito material do Corpo Denso tomamos do pai e da mãe, foi com a hereditariedade precisamente controlada por vários renascimentos

Sabemos, já que estamos na Região Química do Mundo Físico, que o Corpo Denso é predominantemente afetado quando se presta estrita atenção à higiene e à dieta.

A dieta de Jesus foi vegetariana.

A maior parte da alimentação era de alimentos que crescem ao Sol, pois estes contêm mais força solar, ou seja, são alimentos mais puros com partículas envolvidas por muito mais Éter planetário. E o que isso quer dizer? Quer dizer que é necessário muito menos alimento para nutrir um Corpo Denso e muito menor a quantidade de resíduos para eliminar.

Sabemos que esse cuidado cria um Ciclo Virtuoso entre nossos 3 Corpos: um cuidado primaz do nosso Corpo Denso, facilita a evolução no Corpo Vital e esse conjunto auxilia o controle e evolução do Corpo de Desejos. E fechando o Ciclo retroalimenta a evolução do Corpo Denso.

Sobre o Corpo Vital de Jesus

Agora, vamos nos ater ao Corpo Vital de Jesus. É o Corpo Vital mais puro e mais perto da perfeição já produzido por um ser humano. Inclusive porque o Corpo Vital é cópia fidedigna do nosso Corpo Denso. A exceção é sua polaridade em relação ao sexo manifestado aqui no Corpo Denso. Ela é invertida!

O que isso quer dizer? Que atualmente: a polaridade do Corpo Vital é negativa ou feminina quando somos do sexo masculino. A polaridade do Corpo Vital é positiva ou masculina quando somos do sexo feminino.

Agora, enquanto trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, com um objetivo claro de nos liberar da Roda de Nascimentos e Mortes aqui, nós estamos no processo de ter um Corpo Vital positivo, independente do sexo manifestado aqui!

Tudo isso para afirmarmos que o Corpo Vital de Jesus é positivo, mesmo se expressando em um Corpo Denso masculino. Qual é o resultado prático disso quando renascido aqui na Região Química? Um Corpo Vital positivo, como é o de Jesus, onde facilita enormemente a prática do Altruísmo e é mais sensível às matérias espirituais do que quando o Corpo Vital é negativo e, portanto, está em contato intuitivo com as vibrações espirituais do universo; mais ideais elevados e uma imaginação mais fértil.

Quanto a quantidade de cada Éter, o Corpo Vital de Jesus possui muito mais Éteres superiores, ou seja; Éter Luminoso e Éter Refletor, do que Éteres inferiores, ou seja; Éter Químico e Éter de Vida. Justamente o inverso de um Corpo Vital da imensa maioria de nós. Com essa composição, o Corpo Vital de Jesus se projeta muito mais além do Corpo Denso e é matizado com um conjunto de cores dourada e azul. O que resulta em um Corpo-Alma totalmente desenvolvido e apropriado para funcionar conscientemente!

Vejam que o azul é de menor em volume e pode se comparar ao núcleo azul da chama de gás. Já a cor dourada forma a parte maior e corresponderia à parte de luz amarela que rodeia o núcleo azul da citada chama de gás. A cor azul aparece pouco fora do Corpo e o dourado é mais observado fora. O Corpo-Alma, o Dourado Manto Nupcial de Jesus é o Corpo-Alma mais puro e mais perto da perfeição já construído por um ser humano.

E o que isso quer dizer? Que o Corpo-Alma de Jesus o ajudou a acessar os Mistérios sem a necessidade de livros. Ele, assim, teve acesso à sabedoria mais do que tudo que está contido nos livros do mundo!

Sobre o Corpo de Desejos de Jesus

Agora nos atemos ao Corpo de Desejos de Jesus. O mais puro e mais perto da perfeição já produzido por um ser humano. O Corpo de Desejos de Jesus era composto predominantemente de delicadas matizes de ouro, azul, rosado, verde claro e branco deslumbrante. O Corpo de Desejos de Jesus se estendia a mais de 40 cm além do seu Corpo Denso.

Os vórtices eram fontes de energia irradiante vivificando cada átomo do Corpo Denso e do Corpo Vital. Ou seja, não eram como redemoinhos que  é o que tem na maioria das pessoas atualmente.  Os vórtices do Corpo de Desejos de Jesus se moviam na mesma direção dos ponteiros dos relógios, brilhando de forma esplendorosa, sobrepujando muito a brilhante luminosidade do Corpo de Desejos de uma pessoa comum. Esses centros forneciam a Jesus meios de percepção clara e perfeita no Mundo do Desejo.

O que isso quer dizer? Que ele via e investigava o que queria e precisava perfeitamente em todas as Regiões do Mundo do Desejo, ou seja, totalmente consciente! Tudo isso resultava em um total controle dos seus desejos, sentimentos e das suas emoções.

Sobre o Corpo Mental de Jesus

Agora, vamos analisar o Corpo Mental de Jesus. Jesus construiu o mais puro e mais perto da perfeição, um Corpo Mental já produzido por um ser humano. Notem que não era um veículo Mente, como a maioria de nós temos, era um Corpo Mental. Assim, era um Corpo Mental singularmente puro, muito superior à grande maioria da nossa presente Humanidade, já que a imensa maioria tem somente um veículo Mente, extremamente primitivo. O fato de se ter um Corpo Mental garante total emancipação da escravidão do desejo. Ou seja, “pensa-se sem desejar”! Isso resultava a ele um autocontrole ou autodomínio perfeito!

Ou seja, sua Mente não estava limitada pelos desejos, nem submersa na egoísta natureza inferior, daí a facilidade de exercer o domínio próprio. Sua Mente Abstrata era de uma realidade com a qual ele trabalhava totalmente consciente, e juntando com a sua Mente Concreta formava o seu Corpo Mental maravilhoso.

As faculdades poderosas, a Mente e o Coração, foram unificados na vida de Jesus. Como em qualquer Mente, é dividida em 3 “Mentes” ou Memórias, só que com grandes diferenças no grau de evolução:

-A Memória Voluntária ou Mente Consciente de Jesus fornecia a ele uma perfeita percepção dos 5 sentidos.

-A Memória Involuntária ou Mente Subconsciente de Jesus providenciava o acesso a todas as experiências desta vida, acessando as impressões dos acontecimentos no Corpo Vital.

– E a Memória Supraconsciente de Jesus fornecia a ele o acesso a todas as faculdades e conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores, ainda que às vezes só latentes na presente vida, através do registro indelevelmente gravado no seu Espírito de Vida.

Sobre a Aura de Jesus

Detalhemos um pouco a Aura de Jesus. Ele possuía a Aura mais pura e mais perto da perfeição já produzida por um ser humano. Sabemos que a nossa Aura é composta:

-dos materiais etéricos que especializamos da Região Etérica do Mundo Físico, no nosso Corpo-Alma;

-também dos materiais de desejos, emoções e sentimentos que especializamos do Mundo do Desejo, no nosso Corpo de Desejos;

-e também dos materiais de pensamentos que especializamos do Mundo do Pensamento na nossa Mente.

Cada Aura tem uma cor básica. A cor, contudo, varia continuamente, de acordo com o estado emocional de cada um. Se nos poluímos atraindo ao nosso Corpo Vital somente maus hábitos ou repetições de coisas ruins;  ou se poluímos o nosso Corpo de Desejos somente com desejos, emoções e sentimentos inferiores (tais como: medo, angústia, raiva, ódio, ciúmes, inveja, fofoca, maldade, etc.); e poluímos a nossa Mente somente ideias e pensamentos-forma tais como de maldades, ruindades, temor, violência, etc. nossa Aura não nos protegerá e será de cores lodosas, como por exemplo: marrom escura, cinza escuro, azul lodoso e, também, exalará um cheiro muito ruim.

A Filosofia Rosacruz nos ensina a formar uma Aura Protetora perfeitamente invulnerável contra qualquer influência maléfica que lhe seja consciente ou inconscientemente dirigida. Ela constitui um verdadeiro escudo do Corpo, da Alma e do Espírito, pois se baseia na criação de uma luz harmoniosa, da radiação branca do Espírito, que afirma assim o seu poder absoluto sobre todas as coisas. E já sabemos que nada pode atacar a luz!

A Aura de Jesus era constantemente uma esfera de luz clara e brilhante o envolvendo, cheia de intensidade e, assim, o rodeando de proteção. Estava perfeitamente consciente da sua força interior. Obviamente, nunca usada para atacar, ou para fins pessoais; a utilizava sempre para se proteger contra influências psíquicas adversas, independentemente daquelas que as exerciam. Junto a ela, também utilizava o fogo da presença de Cristo que tem infinito poder. A cor da Aura de Jesus era formada pela cor dourada natural do raio do Cristo. E lembremos sempre que o tamanho da Aura depende do grau do nosso desenvolvimento espiritual. Em uma pessoa que cuida da parte espiritual Cristã e sinceramente se compromete com uma linha de evolução Cristã, a Aura se estende por alguns centímetros além dos seus Corpos. O tamanho da Aura de Jesus variava até alguns quilômetros além dos seus Corpos!

Os 5 principais eventos esotéricos até os 30 anos de Jesus

Agora, vamos relembrar 5 principais eventos esotéricos até os 30 anos da vida desse maravilhoso ser humano quando renasceu como Jesus de Nazaré:

1-Sagrado Nascimento,

2-Apresentação no Templo,

3-Fuga para o Egito,

4-Menino Jesus no Templo e

5-Batismo.

No primeiro temos o evento Sagrado Nascimento, que comemoramos já na Noite Santa, a noite mais Santa do ano, onde o Ego espiritualmente elevadíssimo e a quem foi dado o nome de Jesus (e que significa “Deus Salva”) veio viver na Terra. Nesse exato momento as forças espirituais que se concentraram, foram tão poderosas que, apesar do transcurso de milhares de anos, continua ressoando em seu eco, em comemoração daquele nascimento. Tais forças eram tão poderosas que os Anjos entoaram a famosa frase: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.”, que lemos no Evangelho Segundo São Lucas, no versículo 14 do Capítulo 2.

No segundo evento temos a Apresentação no Templo.  Esse evento mostra que dedicação e consagração à obra têm que ser total usando as 2 forças da criação: Ana que simboliza a força feminina da Imaginação e Simão que simboliza a força masculina da Vontade. E aqui os Sacerdotes Ana e Simão profetizam a missão de Jesus, e a dor e o sofrimento que Maria passará.

Já no terceiro evento, chamada de a Fuga para o Egito, lembremos que é Jesus e não Cristo-Jesus! Assim, esse evento demonstra que a vida de Jesus aqui é de alternância nessa vida: enfrentando a dor com a mesma fortaleza com que enfrenta a alegria. Ou seja, a necessidade de Jesus experimentar essa subjugação dos sentidos e da escuridão da Mente mortal (que é simbolizado pelo lugar Egito, que nada tem a ver com o país “Egito”).

No quarto evento, chamado de o Menino Jesus no Templo, ocorre junto com o nascimento do Corpo de Desejos de Jesus, que é aos 12 anos para elevados espíritos. E o grau de pureza dele era tão elevado que emanava uma aura dourada que fazia até os sábios se maravilharem com seu brilho. Dessa idade até os 30 anos foi educado pelos Essênios. Lembrando aqui que João Batista, Zacarias, Maria, José e alguns dos Apóstolos também faziam parte dessa comunidade fraterna que vivia uma vida simples, dedicados a servir, a curar e a se desenvolver espiritualmente. E foram atividades como essa que Jesus praticou: cura, serviço e exteriorizando a sua Sabedoria, por isso que estudamos na Bíblia: “O menino crescia e seu Espírito se fortalecia e se enchia de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele” no Evangelho Segundo São Lucas, no versículo 40 do Capítulo 2.

No quinto evento, o Batismo, ocorre a realização do objetivo principal do renascimento do elevado Iniciado ser humano Jesus, ou seja, ceder o puríssimo Corpo Denso e Corpo Vital para o Arcanjo Cristo, Deus Filho. Jesus estava com 30 anos de idade. Notem que quando Jesus desceu às águas do rio Jordão aconteceu o grande sacrifício de abandonar os Corpos Denso e Vital que tinha construído, para que Cristo pudesse usá-lo durante os três anos de Seu Ministério de Salvação e Redenção de todos nós. Uma vez mais os Céus se encheram com os ecos das hosanas angélicas e a voz de Deus foi escutada proclamando: “Este é o meu Filho amado, em que me comprazo”. Desde então Jesus continuou trabalhando nos Planos espirituais, especialmente com toda organização, todo grupo e todo indivíduo que aceita a Cristo como o Salvador do Mundo.

Uma questão que pode intrigar o Estudante Rosacruz poderia ser: “Por que isso ocorreu somente quando Jesus tinha 30 anos”?

Porque em torno dessa idade atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. Tudo que tinha que ser “nascido” ou “despertado” nessa vida terrestre já aconteceu. Estamos prontos para dar o máximo de nós, se quisermos! Ou seja, Jesus, enquanto um ser humano, estava com todas as “ferramentas ativadas” nessa vida terrestre (Corpos, Veículos, Alma) e todos os processos plenamente ativos (polos de cada Corpo, retirada da quintessência, consciência de cada Corpo e integração perfeita entre isso tudo).

Para saber mais, assista a 249ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

249ª Reunião Dominical-FRC_Campinas_23nov25- Cap. XV – Cristo e Sua Missão – A Evolução da Religião – Jesus e Cristo-Jesus – Jesus de Nazaré  

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de NOVEMBRO:

Qual é a importância de fazer a cremação do Corpo Denso após a morte?

É importante fazer a cremação do nosso Corpo Denso? Sim. Para a Fraternidade Rosacruz é a sugestão; é o mais correto e higiênico.

Após 3 dias e meio da morte de uma pessoa, o Corpo Denso deve ficar numa geladeira própria, normalmente hoje alguns cemitérios e até hospitais fornecem esse serviço, para que o corpo fique intacto, sem que ninguém mexa nele, e todos os eventos do Panorama da Vida terrestre que acabou de findar, seja transferido para o Átomo-semente do Corpo de Desejos.

O Cordão Prateado logo ao se romper no primeiro segmento, o Corpo Vital (mais especificamente os dois Éteres inferiores, Químico e o de Vida) é atraído para se decompor sincronicamente com ele. Toda conexão entre nós e o Corpo Denso fica definitivamente rompida.

Seguimos nós, o Ego, livremente para iniciar mais uma Vida Celeste, isso claro, se assim desejarmos.

Quando se enterra o Corpo Denso, o Corpo Vital permanece sobre o túmulo. O Clarividente pode vê-lo, decompondo-se sincronicamente com o Corpo Denso, e isso é uma visão nauseante!

Já no processo de cremação, o Corpo Vital se desintegra imediatamente.

A cremação devolve os elementos do Corpo Denso à sua condição primordial, evitando assim o desagradável processo de decomposição lenta do cadáver (carne dada aos vermes!), daí se falar em ser mais higiênico.

A lei hoje nos facilita a realização da cremação, basta que atentemos para a providência dos documentos necessários de antemão.

Devemos nos preparar para esse processo, providenciando então (já em vida) os documentos necessários; ir ao cartório fazer o documento, reconhecer firma e registrá-lo também no cartório. É tudo muito simples.

Outro dado importante: carregar uma cópia conosco e deixar outra cópia com alguém da nossa inteira confiança, para se evitar problemas.

A sugestão para quem nunca foi ao crematório, é que o faça, assistindo a todo o processo (preparação do ambiente, música, despedida do irmão ou da irmã, etc.).

Há na Fraternidade Rosacruz um Ritual a ser feito antes da cremação, vale a pena tê-lo em casa e, também, com alguém da nossa confiança (https://fraternidaderosacruz.com/livreto-ritual-do-servico-devocional-de-funeral/ ).

Triste é dizer que temos a Ciência do Nascimento, com o concurso de médicos obstetras, parteiras experimentadas, antissépticos e todo o necessário para o conforto e segurança da criança que vai nascer e de sua mãe, mas nos falta a Ciência da Morte que nos permita despedir, convenientemente, dos nossos amigos deste mundo e nos preparar para mais um nascimento nos Mundos celestes.

Será que temos um “Anjo da Guarda” que nos acompanha?

Todos achamos que temos um “Anjo da Guarda” e que este nos acompanha sempre. Precisamos entender por que trazemos isso conosco.

Enquanto estávamos sob a égide das Religiões de Raça, fornecidas pelo Deus de Raça, Jeová, o Espírito Santo, e que instituiu a Religião do Espírito Santo, tínhamos uma Personalidade incipientes (ou seja, o nosso controle sobre os nossos Corpos Denso, Vital e de Desejos e, especialmente depois do veículo Mente que eram débeis e, por isso, corríamos o risco de perder o Corpo Denso aqui na Região Química muito facilmente).

A fim de nos proteger dos riscos em perder nossos Corpos Densos, Jeová destacou um Anjo da Guarda como guardião para cada ser humano que estava renascido aqui.

Isso aconteceu entre a Época Lemúrica até a Era de Áries (a primeira das três Eras), na Época Ária, quando Cristo – já no final dessa Era – veio pela primeira vez e inaugurou a nova Religião, a Religião do Filho.

A partir daí não temos mais um Ser da Onda de Vida Angélica, um “Anjo da Guarda”, individualmente para proteger cada um de nós.

Cristo veio e rasgou o “véu do Templo”, fornecendo a oportunidade para cada Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), uma Individualidade e Personalidade fortes o suficiente para guiar, não somente o seu Corpo Denso, mas todos os outros veículos, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.

Então, a partir da vinda do Cristo temos um único “Guarda”, Cristo, o nosso Salvador, nosso Redentor, o Regente do Planeta Terra que está sempre conosco, 24 horas por dia, e nos estimula e fornece tudo o que precisamos para desenvolver em cada um de nós, o nosso Cristo interno, de “dentro para fora” como Ele nos ensinou por meio da Sua Religião Cristã – a Religião do Filho – que para a maioria, infelizmente, ainda não conseguiu vivenciar em toda a sua plenitude.

Incorporou, então, em nosso interior o conceito de “Anjo da Guarda”. Assim, “Anjo da Guarda” não é exatamente uma entidade pertencente a uma evolução superior, mas é a incorporação personificada das nossas boas ações, em todas as nossas vidas passadas que, embora invisíveis para nós, estão sempre conosco, impelindo-nos a agir corretamente e a praticar o bem em tudo e com todos, cada vez mais. Se a isso chamamos “Anjo da Guarda”, até para contrapor às tentações que, muitos entendem que vem de um “Anjo Caído” que chamam de “Satanás”, “Diabo”, “coisa ruim” e outros nomes, não há problema algum! É só ter a consciência que não é um ser da Onda de Vida Angélica especialmente destacado para nos “acompanhar”, nos “guardar” e nos “livrar do perigo”.

Exceção a convivência com os Anjos, quando estamos aqui renascidos, são as crianças – especialmente até o entorno dos sete anos. Pois, aprendemos na Filosofia Rosacruz que durante os primeiros anos as forças que atuam pelo polo negativo do Éter Refletor são extremamente ativas, e é nessa fase que muitas crianças ainda puras e inocentes, são clarividentes.

Nesse período as crianças podem “ver” os Mundos suprafísicos sobre os quais, frequentemente, falam. São, porém, desencorajadas de mencionar o que veem em razão dos mais velhos não lhes darem crédito ou mesmo ridicularizarem-nas. É deplorável que esses pequeninos sejam forçados a mentir, ou, pelo menos, negar a verdade, em virtude da incredulidade dos mais velhos, dos mais “sábios”.

A Doutrina do Perdão dos Pecados em nossas vidas

Vamos entender a Doutrina do Perdão dos Pecados em nossas vidas, muito bem explicada pela Fraternidade Rosacruz. É uma interpretação simples, porém profunda.

O mais fugaz sentimento, pensamento ou emoção é transmitido aos pulmões e introduzido no sangue, que é um dos produtos mais elevados do Corpo Vital, o sangue que é o veículo do Ego (Espírito Virginal da Onda de Vida humana aqui manifestado). É o veículo que leva o alimento a todas as partes do corpo.

As imagens nele contidas são registradas no Átomo-semente do Corpo Denso, localizado no ventrículo esquerdo do coração, junto ao ápice. Quando ocorre a chamada “morte”, esse registro é transferido para o Corpo de Desejos, o veículo do sentimento, constituindo-se no árbitro do destino do ser humano no estado post-mortem.

No curso normal da vida, a grande maioria de nós, após ocorrer mais uma morte aqui, passa pelo Purgatório, para ali rever e repassar por todas as cenas onde maltratamos ou fizemos sofrer alguém, sentindo tudo com uma força três vezes maior, pois não temos agora o Corpo Denso para amenizar esse sofrimento.

O processo de passagem pelo Purgatório pode ser amenizado ou até evitado, se aqui, nessa vida terrestre decidirmos nos examinar, nos julgar a nós mesmos e eliminarmos nossos erros através de uma grande reforma íntima, arrependimento e retificação do mal praticado aos irmãos e/ou às irmãs.

Isso só se consegue pela prática diária do 𝘌𝘹𝘦𝘳𝘤í𝘤𝘪𝘰 𝘌𝘴𝘰𝘵é𝘳𝘪𝘤𝘰 𝘥𝘦 𝘙𝘦𝘵𝘳𝘰𝘴𝘱𝘦𝘤çã𝘰, todas as noites, ao nos deitarmos, revendo ali os fatos em ordem inversa dos acontecimentos do dia, julgando-os, nos arrependendo e nos comprometendo à reforma íntima.

Isso é um pré-requisito para que se opere então o “Perdão dos Pecados”. O Perdão dos Pecados é um fato real na Natureza e nos foi trazido por Cristo.

Todos aqui renascidos, podem consegui-lo!

Há, portanto, a necessidade de se exercer muito a força de vontade aliada à sua iniciativa.

Se nos arrependermos, orarmos muito e nos reformarmos internamente, com certeza, os nossos pecados serão perdoados. Caso contrário, serão apagados somente pelo sofrimento aplicável quando da passagem pelo Purgatório.

O que devemos concluir das “previsões” tanto científicas como religiosas a respeito do “fim do mundo” ou destruição da Terra (logicamente: a Região Química!)

Muito se fala e muitas previsões foram feitas e ainda são feitas a respeito do “Fim do Mundo”.

É vergonhoso como muitos já fizeram essa previsão e a anunciaram, mas para sua própria vergonha, nada deu certo e ainda estamos aqui!!

Diversas previsões, tanto científicas quanto religiosas, divergem sobre quando tudo na Terra irá acabar. Porque não vai acabar.

Existem profecias catastróficas que descrevem como sinais do fim dos tempos, as guerras, fome, terremotos, maremotos, doenças, pestes, pragas, desastres naturais, aquecimento global, etc., etc. Com base em que?

Não devemos acreditar em tudo o que falam, não sabemos os desígnios de Deus. Ele criou o Mundo e cabe somente a Ele saber que direção dar a ele, assim como para toda a Humanidade.

Não devemos gastar nosso precioso tempo com esse tipo de assunto.

Deus não fez e não faz nada para se perder!

Gastemos nosso tempo nos desenvolvendo espiritual por meio do Caminho da Santidade, cultivando a nossa inexorável em Deus, estudando a Bíblia (que nos foi dada pelos Anjos do Destino e que estão acima de todo erro, pois na Onda de Vida angélica, a Sabedoria flui).

Vamos fazer a nossa parte, que nada mais é do que aquilo que prometemos a nós mesmos, quando ainda estávamos lá no Terceiro Céu nos preparando para mais uma vida terrestre, que é essa que estamos vivendo.

Não existe “fim do mundo”. Se assim acreditamos, então estamos negando os Ensinamentos Rosacruzes sobre próximas Eras, próximas Épocas, próximas Revoluções, próximos Globos, próximos Períodos, enfim: negando o Caminho, a Obra e o Esquema de Evolução nos quais todos nós estamos inseridos!

Afinal, não se ocupa em ficar gastando o tempo com “fim de mundo” quem ama a Deus, quem O busca, quem vê as Suas Obras.

A Fraternidade Rosacruz tem muito material para estudarmos sobre o passado, o presente e o futuro da Humanidade, sobre a nossa evolução, que mesmo vivendo por muitos e muitos renascimentos aqui no Mundo Físico, ainda não o teremos estudado por completo e nem digerido tudo.

Não percamos nosso precioso tempo com profecias, adivinhações, e muito menos com falsos profetas, falsos gurus e falsos instrutores.

Façamos melhor uso do nosso tempo, que já é curto e tende a ser mais curto ainda!

O que é Arcanjo segundo os Ensinamentos Rosacruzes

Um dos Arcanjos mais “populares” para muitas pessoas é o Arcanjo Miguel. E que fazem muita confusão sobre o que Ele realmente é e, principalmente, o que Ele não é! E nesse intervalo, se pesquisarmos, descobriremos inúmeras coisas – entre superstições, guarda, “santo”, veneração, adoração, devoção – que utilizam do seu nome, da sua função e até do que ele é!

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o Arcanjo pertence à Onda de Vida Arcangélica. É um sábio e generoso gênio, representante da autoridade, do poder e da justiça de Deus. Trabalha desde a esfera solar emanando as qualidades de Fraternidade, Justiça e Coragem a todas as Ondas de Vida de todo Sistema Solar que delas necessitam aprender e aplicar.

E o que é “Arcanjo” para a Fraternidade Rosacruz? É uma Hierarquia Criadora; é a Hierarquia Zodiacal de Capricórnio. É uma Onda de Vida (Arcangélica) que começou sua evolução em algum “Dia de Manifestação” anterior ao presente.

Cristo, o Deus Filho, é um Arcanjo, e é o mais elevado Iniciado do Período Solar, ou seja, é o único Arcanjo que aprendeu tudo que deveria aprender até o Período de Vulcano e, com isso, alcançou o mérito de pode construir um Corpo com material das quatro primeiras Regiões do Mundo de Deus.

Os Arcanjos foram a “Humanidade” do Período Solar e se tornaram peritos na construção dos Corpos de “matéria de desejos”. Ou seja, esses excelsos Seres foram humanos naquele tempo da história da Terra, em que nós (hoje seres humanos) éramos de constituição semelhante às plantas.

Os atuais Arcanjos também fizeram dois avanços em seu progresso. No primeiro deles, foram semelhantes ao que são os Anjos atualmente. Seu Corpo mais denso, embora diferente do nosso atual, e seja feito de matéria de desejos, é usado por eles como um veículo de consciência, do mesmo modo pelo qual usamos o nosso Corpo. São operadores experimentados das forças do Mundo do Desejo e estas forças é que movem a sua ação. Trabalham também para completar sua própria evolução nesse atual Esquema de Evolução.

Portanto, os Arcanjos trabalham com as Ondas de Vida que possuem Corpo de Desejos: nós e os animais.

Alguns Arcanjos exerceram e outros ainda exercem a função de Espíritos de Raça, porque unem as nações por meio do patriotismo e do amor ao lar. São responsáveis pela elevação e queda dos povos; dão a paz ou a guerra, as vitórias, as derrotas, etc., isto é, aquilo que serve melhor aos interesses dos povos a que regem. Operam as Religiões de Raça, Jeovísticas.

Outros Arcanjos exercem a função de Espíritos-Grupo dos animais, sendo responsáveis pela evolução dessa Onda de Vida.

Para alcançarmos a possibilidade de convivência ativa com eles é necessário que desenvolvamos a visão espiritual do Mundo do Desejo, ou seja, que funcionemos no Mundo do Desejo tão conscientemente como funcionamos aqui, na Região Química do Mundo Físico.

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Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam estar inseridas nas suas dúvidas também

1.Pergunta: Estudando o Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume 2 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz” há uma resposta a uma pergunta onde se diz que “um médico materializou a mão dentro do paciente”.  Eu suponho que seja a mão do seu Corpo Vital. Esse procedimento não causa dor pelo contato direto entre os órgãos?

Resposta:  Sempre quando se materializa alguma parte do Corpo, nos processos de Cura Rosacruz, é a parte etérica, já que a recuperação da parte física do paciente é a consequência da restauração da parte etérica, executada pelo Auxiliar Invisível e a cooperação do próprio paciente, ativo, colaborativo e seguindo as recomendações para a parte física do seu próprio Corpo Denso possa se reconstruir.

Nunca causa nenhuma dor e nem incômodo, pois os eflúvios da parte etérica do Auxiliar Invisível é composta de Éter Químico da mais alta qualidade (a taxa de vibração é harmoniosa em relação à parte que deveria estar funcionando perfeitamente, pois os átomos prismáticos da parte etérica do Auxiliar Invisível entram em cada átomo físico da parte a ser curada, e restabelece a taxa de vibração dessa parte quando sadia, sincronizando-a com a Nota chave do Paciente).

Os órgãos, tecidos e outras partes que avizinham a parte que está sendo trabalhada pelo Auxiliar Invisível recebem uma vitalização extra (assim, se tiverem um menor tanto que seja fora de sincronia com a Nota chave do paciente, também serão reestabelecidas).

2.Pergunta: Eva foi tentada pelo maldito Lúcifer na Época Lemúrica, certo? Mas o Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume 2 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz”, é dito que Adão (terra vermelha ou quente), companheiro de Eva, viveu no período em que a Terra estava ainda em formação. Mas isso não ocorreu muito, muito tempo antes da Época Lemúrica?

Resposta: Primeiro de tudo: Lúcifer não foi “maldito”, no sentido do conceito dessa palavra atualmente. Leia “Lúcifer, benfeitor ou malfeitor” para entender isso. A “Queda do Homem”, evento que você mencionou, ocorreu para a maioria dos seres humanos na Época Lemúrica. Para alguns irmãos e algumas irmãs, então atrasados, na Época Atlante!

3.Pergunta: Por que algumas crianças são más, se elas não têm um Corpo de Desejos maduro para desejar a maldade?

Resposta: Depende do que você entende por “más”. Até em torno de 14 anos o Ego funciona com o Corpo de Desejos planetário para expressar seus desejos, emoções e sentimentos e, como tal, essas funções são superficiais (veja como as crianças rapidamente esquecem um tombo, um choro, um riso). Agora, a expressão de agir de maneira que muitos podem entender como maldade (e isso ocorre porque “semelhante atrai semelhante”: eu vejo a maldade na pessoa, porque a pessoa fez despertar em mim algo que entendo como maldade) é inerente do Ego e está muito bem estabelecido no horóscopo da criança (é por isso que “pais sábios são Astrólogos Rosacruzes”). Também há uma questão muito importante: o sangue da mãe na Glândula Timo da criança. Se a mãe é maldosa, a criança, usando esse sangue – o veículo do Ego – pode expressar tais maldades. Nos volumes da Obra: Interpretações Astrológicas de Temas de Crianças – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz você encontra inúmeros exemplos disso.

4.Pergunta: Percebi que existem vários degraus ou níveis no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Entretanto, existem degraus que não são passíveis de Iniciação nos planos físicos. Por exemplo, o grau de “Irmão Maior”; é conquistado no plano físico com o indivíduo ainda encarnado, ou é concedido apenas pelos “Auxiliares Invisíveis” da Fraternidade?

Resposta: Observe bem o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, até o nível “Discípulo”, o Estudante Rosacruz está trabalhando na Fraternidade Rosacruz, as reuniões, rituais e atividades são feitas aqui; a partir do grau “Irmão Leigo” a ação dele passa a ser na Ordem Rosacruz, ainda que haja muita coisa a fazer que ele atua na Fraternidade Rosacruz.

No entanto, a partir do nível “Irmão Leigo” o Estudante Rosacruz participa de reuniões, rituais e atividades na Ordem Rosacruz, dependendo da Iniciação que ele já alcançou. Já os Auxiliares Invisíveis na Fraternidade Rosacruz é uma condição alcançada por mérito a partir do Probacionismo; no entanto nem todo Probacionista alcançou, por mérito, a posição de ser um Auxiliar Invisível Consciente; mormente é um Auxiliar Invisível Inconsciente, logicamente se ele for um Probacionista com “P” maiúsculo, ou seja: cumpra fielmente com o “Compromisso” que ele próprio assumiu diante de um Irmão Maior (que não vê no momento, mas sente a presença).

5.Pergunta: Os Anjos eram a Humanidade do Período Lunar ou os pioneiros da Humanidade desse Período?

Resposta: Os Anjos atingiram o seu estágio “Humanidade” no Período Lunar. O que é uma Onda de Vida atingir o estágio “Humanidade” nesse Esquema de Evolução? Significa que a Onda de Vida desceu até o Mundo (ou Região desse Mundo) mais densa que é para os seres dessa Onda de Vida descerem e, se for durante a Involução, isso tem como objetivo a Onda de Vida se tornar especialista na matéria desse Mundo (ou Região desse Mundo). No caso dos Anjos: especialistas em matéria etérica.

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ

Reuniões de “Cura Rosacruz

As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio) o que ocorre, normalmente, uma vez por semana.

A Capela Pro-Ecclesia é o edifício original e mais antigo da sede internacional da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, em Oceanside, Califórnia. Construído em 1913, este pequeno edifício térreo de estuque foi dedicado pelo fundador da Fraternidade, Max Heindel, na véspera de Natal daquele ano. Desde então, são oficiados os Rituais do Serviço Devocional diários, incluindo ofícios matinais e vespertinos e o Ritual do Serviço Devocional de Cura. Ou seja, o Templo principal (Ecclesia), maior é uma estrutura dodecagonal usada principalmente para as Reuniões de Cura exclusivas para os Probacionistas e Discípulos, a Pro-Ecclesia serve como capela diária e é uma parte essencial das estruturas devocionais Cristãs e de Cura Rosacruz.

A Pro-Ecclesia possui um telhado de quatro águas feito de telha e apresenta um campanário em estilo Missão com três sinos acima da porta da frente.

O nome “Pro-Ecclesia” significa “Para a Igreja” ou “Antes da Igreja”, indicando seu papel como o primeiro local dos Ofícios, Palestras, Seminários e Serviços.

O horário do ofício dos Rituais do Serviço Devocional (diários e semanais de Cura) é 18h30, horário local.

Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?

Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o Mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.

Datas de Cura

Se você gostaria de participar deste trabalho então, nas Datas de Cura (vide tabela ao lado) sente-se em silêncio quando o relógio no local onde você se encontra apontar para o horário: 18h30 (excepcionalmente pode ser em qualquer horário que melhor seja para você, desde que seja todos os dias no mesmo horário. E por que excepcionalmente pode ser qualquer horário? Porque a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra. O efeito não tem o grau de eficiência maximizado como quando é oficiado às 18h30 local, mas é sempre melhor contribuir, pois “a messe é grande e os operários são poucos”), e oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.

Ritual do Serviço Devocional de Cura

Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;

3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)

Se você está doente e entende que precisa de ajuda

…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.

O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.

 As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/

**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

https://fraternidaderosacruz.com/category/treinamento-esoterico/rituais-diario-e-semanal/ritual-de-cura

FIM

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por favor, me diga o que Jesus quis dizer quando disse à sua mãe Maria: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2:4).

Resposta: Este é mais um caso em que os tradutores da Bíblia traduziram o texto grego de uma forma totalmente injustificável. O comentário foi feito por ocasião das Bodas de Caná, onde Maria, a mãe de Jesus, teria ido até ele dizendo que não havia mais vinho. Jesus então respondeu com as seguintes palavras em grego: “Ti emoi kai soi gunai”. Traduzido literalmente, seria algo como: “Que me importa isso, ó mulher? Ainda não é chegada a minha hora”. Mesmo deixando de lado o significado esotérico dessa observação, essa parece ser uma resposta muito mais gentil do que a grosseira resposta atribuída a Jesus na versão popular da Bíblia do Rei Jaime[1]. Deve-se também lembrar que Cristo não era o filho de Maria no mesmo sentido em que o era Jesus, e que, embora Ele tenha usado o corpo de Jesus, Ele não reconheceu uma relação física com Maria e, portanto, estava perfeitamente justificado em se a ela chamando-a “mulher”.

No entanto, há outro significado, mais profundo, em todo o relato das Bodas de Caná. Ensinou-se na literatura Rosacruz que os Evangelhos não são relatos da vida de um indivíduo chamado Cristo ou Jesus, que foi único entre a Humanidade. Embora o Jesus dos Evangelhos tenha realmente vivido, os próprios Evangelhos são histórias ou fórmulas de Iniciação, e as Bodas de Caná, onde Cristo realizou o Seu primeiro grande milagre, foi algo muito maior do que uma mera cerimônia de casamento entre um homem e uma mulher na vida comum. Tratava-se, na verdade, de um casamento místico do “Eu superior” e o “Eu inferior” sob a nova ordem do Serviço do Templo, então inaugurada por Cristo. Na Época Atlante a água era usada nos templos, mas na Época Ária o “vinho” era essencial.

Diferentes Raças viveram sobre a Terra em várias Épocas, e elas tinham constituições diferentes do que nós temos hoje. A primeira Raça humana é simbolizada na Bíblia pelo nome de Adão. Os seres dessa Raça eram da terra, isto é, terrenos. Ou seja, eles possuíam somente uma massa mineral[2], pois eram formados pela terra mineral. A segunda raça é simbolizada pelo nome de Caim. Os seres dessa Raça possuíam tanto um Corpo Denso mineral quanto um Corpo Vital, formado de Éteres. Portanto, eles eram semelhantes às plantas, e o alimento vegetal lhes foi proporcionado para comer. Por isso, ouvimos dizer que Caim cultivava a terra e plantava grãos. A terceira Raça também desenvolveu um Corpo de Desejos e devido a essa natureza emocional e passional, os seres dessa Raça se tornaram semelhantes a animais. Portanto, receberam como comida carne animal, e lemos na Bíblia que Nimrod era um poderoso caçador. Por fim, a Mente lhes foi adicionada como um elo entre o Tríplice Corpo e o Tríplice Espírito. O Espírito então entrou no Corpo e passou a habitá-lo, tornando-se um Ego.

Para que este Ego pudesse aprender a lição na Terra, ele deveria esquecer, por um tempo, sua origem espiritual celeste. Para esse fim, um novo alimento lhe foi fornecido, e o “vinho”, um espírito fermentado fora do corpo, foi usado pela primeira vez por Noé, o Hierarca Atlante, para amortecer o verdadeiro Espírito que habitava o Corpo. Sob a influência inebriante desse pseudo-espírito, o ser humano gradualmente esqueceu sua origem divina e concentrou toda a sua atenção nas lições a serem aprendidas neste Mundo. Contudo, embora a Humanidade se tenha entregado a esse novo produto de nutrição, o “vinho”, mesmo apesar das orgias realizadas em cerimônias exotéricas, nos santuários de todas as antigas Dispensações só era utilizado água, e os mais elevados e santos sacerdotes jamais permitiam que o vinho tocasse seus lábios. Consequentemente, eles não eram líderes cegos conduzindo outros cegos, mas viam claramente os Mundos invisíveis e conheciam o sagrado mistério da vida.

Durante as Épocas primitivas da nossa evolução fomos guiados por mensageiros visíveis das Hierarquias Divinas, a quem reverenciávamos como Deus, e mesmo depois que estes nos deixaram, os profetas e videntes continuaram a aparecer entre os seres humanos, testemunhando a realidade de Deus e dos Mundos invisíveis. As Religiões antigas também ensinavam a doutrina do Renascimento e, assim, o ser humano sabia que progredia por meio da experiência adquirida utilizando uma série de Corpos terrenos de textura cada vez mais aprimorada. É por essa razão que muitos hindus, que acreditam no Renascimento, sentem que não há necessidade de pressa em termos de evolução.[3] No entanto, para que o ser humano do Mundo ocidental, onde habitam os seres humanos pioneiros, pudesse se dedicar de corpo e alma a dominar os segredos da vida terrena, foi planejado que ele fosse completamente privado desse ensinamento. Além disso, o conselheiro espiritual estava temporariamente cego quanto ao conhecimento consciente de Deus e a visão dos Mundos internos, de modo que toda a Humanidade pudesse se sustentar por si mesma durante a Nova Dispensação e, consequentemente, se dedicasse inteiramente à evolução material que lhe estava reservada. O “vinho” teve, desde o início, essa contribuição em termos exotéricos, e o seu uso foi sancionado no Templo pelo primeiro milagre.

Sob a Antiga Dispensação, somente a água era usada no Serviço do Templo, mas com o decorrer do tempo, o “vinho” se tornou um fator na evolução humana. Um “deus do vinho”, Baco, era adorado e as orgias da mais selvagem natureza eram realizadas a fim de abafar as aspirações do Espírito, para que esse pudesse se dedicar a conquistar o Mundo Físico. Sob a Dispensação Mosaica (Antiga Dispensação), os Sacerdotes eram estritamente proibidos de usar “vinho” enquanto oficiavam no Templo, mas Cristo, em Sua primeira aparição pública, transformou a água em “vinho, ratificando seu uso na ordem das coisas então existentes. Note-se, porém, que isto foi feito em público e que foi o Seu primeiro ato de ministério público. Contudo, na última sessão esotérica de Cristo com Seus Discípulos, onde a Nova Aliança foi celebrada, não havia carne de cordeiro (Áries), como exigido pela Lei Mosaica. Não havia “vinho”, mas apenas pão – um produto vegetal – e o cálice do qual falaremos a seguir, depois de termos notado Suas palavras proferidas naquele momento: “Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira até que o beba novamente convosco no Reino dos Céus” (Mc 14:25). O suco de uva recém-extraído não contém um espírito proveniente da fermentação e decomposição, sendo, portanto, um alimento vegetal puro e nutritivo. Assim, os seguidores da doutrina esotérica foram instruídos, por Cristo, a seguirem uma dieta que não incluísse nem a carne animal, nem bebidas alcóolicas.

Geralmente se supõe que o cálice usado por Cristo na Última Ceia continha “vinho”, embora, na verdade, não haja fundamento na Bíblia para essa suposição. Existem três relatos sobre os preparativos para esta Páscoa. Enquanto S. Marcos e S. Lucas afirmam que os mensageiros foram instruídos a ir a uma determinada cidade e procurar um homem que carregava um cântaro de água, nenhum dos Evangelistas menciona que o cálice continha “vinho”. Além disso, pesquisas na Memória da Natureza mostram que a água era a bebida usada, e que, sob o ponto de vista esotérico, o “vinho” já tinha cumprido sua função. Desse esse ato data também a inauguração do movimento da temperança, pois essas mudanças cósmicas envolvem uma longa preparação nos Mundos internos antes de se manifestarem exteriormente na sociedade. Milhares de anos não são nada em tais processos.

O uso da água na Última Ceia também está em harmonia com as exigências astrológicas e éticas. O Sol estava deixando Áries, o Signo do cordeiro, entrando em Peixes, o Signo dos peixes, um Signo de Água[4]. Uma nova nota de aspiração estava prestes a soar, uma nova fase de elevação humana estava prestes a começar durante a Era de Peixes que se aproximava. A autogratificação seria substituída pela abnegação. O pão, alimento básico, feito de grãos imaculadamente cultivados, não alimenta as paixões como a carne animal; tampouco o nosso sangue, quando diluído em água, pulsa com a mesma intensidade que quando bebemos “vinho”. Portanto, o “pão e a água” são alimentos adequados e símbolos de ideais durante a Era Peixes-Virgem. Eles representam a pureza, e a Igreja Católica deu aos seus fiéis a água pisciana colocada à porta do templo e o Pão Virginiano no altar, negando-lhes o cálice de vinho durante a Liturgia. Contudo, mesmo o que foi exposto acima não nos leva ao cerne do mistério culto no “Cálice da Nova Aliança”.

A antiga “taça de vinho” que nos foi dada quando entramos na Época Ária, a terra da geração, estava cheia de destruição, da morte e do veneno, e a palavra que, então, aprendemos a falar está morta e impotente.

A nova “taça de vinho” mencionada como a representação do ideal da Época futura, a Nova Galileia (que não deve ser confundida com a Era de Aquário), é um órgão etérico construído dentro da cabeça e da garganta pela força sexual criadora não gasta, que à visão espiritual se assemelha à haste de uma flor elevando-se da parte inferior do tronco. Este cálice, ou cálice de sementes, é verdadeiramente um órgão criador, capaz de proferir a palavra da vida e do poder.

A palavra atual é gerada por movimentos musculares desajeitados que regulam a laringe, a língua e os lábios, de modo que o ar, proveniente dos pulmões, emita determinados sons, mas o ar é um meio pesado, difícil de mover quando comparado às forças mais sutis da Natureza, como a eletricidade, que se movem no Éter. Quando este novo órgão estiver desenvolvido, terá o poder de proferir a palavra de vida, de infundir vitalidade em substâncias que antes estavam inertes. Este órgão está sendo hoje formado por nós, por meio do serviço amoroso e desinteressado.

Vocês se lembrarão que Cristo não deu o cálice à multidão, mas aos Seus Discípulos, que eram os Seus mensageiros e servos da Cruz. Atualmente, aqueles que bebem da taça do autossacrifício, para que possam usar a sua força sexual criadora ao serviço amoroso e desinteressado aos outros, estão construindo esse órgão, juntamente com o Corpo-Alma, o “Dourado Manto Nupcial”. Eles estão aprendendo a usá-lo, em pequena escala, como Auxiliares Invisíveis, quando estavam fora do Corpo Denso à noite, pois então são ensinados a proferir a palavra de poder que remove a doença e edifica tecidos saudáveis.

Quando a Época Atlante se aproximava do fim e a Humanidade abandonou seu lar ancestral, onde havia estado sob a orientação direta dos Mestres divinos, a Antiga Aliança foi firmada, concedendo-lhes a carne animal e o “vinho”. Estes dois elementos, juntamente com o uso desenfreado da força sexual criadora, transformaram a Época Ária, especialmente nas suas duas primeiras Eras[5], em Eras de morte e destruição. Agora, estamos nos aproximando do fim dessa Era, a de Peixes.

Pois a Era de Peixes, ou o período em que o Sol, pelo movimento de precessão, passa pelo Signo de Peixes, está chegando ao fim. Durante esse período, o Signo oposto a Peixes, Virgem, representou o ideal humano. Ela foi venerada por um sacerdócio celibatário que recomendava aos seus fiéis o consumo de “peixes” como alimento em determinadas épocas da semana e do ano. No Zodíaco ilustrado, o Signo de Virgem tem uma espiga de trigo na mão. Tanto a semente quanto a uva são produtos do Reino vegetal, e a Imaculada Virgem Celestial, portanto, personificava o primeiro princípio da Imaculada Concepção: o sangue (“vinho”) e o corpo (pão) de Cristo. A essas coisas o sacerdócio celibatário, que dirigia o culto, chamou a atenção durante a Era de Peixes, que agora está prestes a terminar e, portanto, o “vinho” está sendo rapidamente abolido nos ofícios do templo e do uso nas missas, com o resultado de que uma correspondente medida de sensibilidade está sendo experimentada. O Espírito Divino, oculto dentro de cada ser humano, despertou do seu sono tóxico induzido pelo “espírito do vinho”, e começa a se recordar de sua origem divina e de sua herança da vida, à qual não tem início nem fim.

Vale a pena notar, a este respeito, que todo o clero dos diversos países do Velho Mundo e, também, os padres católicos das Américas ainda continuam a usar o “vinho” e as bebidas alcoólicas diariamente, e é mais significativo que, quando o Parlamento da Inglaterra, o Rei e os nobres, que representam a classe política, tentaram aprovar leis que proibissem a venda de bebidas alcoólicas no país, a medida fracassou devido à determinada oposição dos mais altos dignitários da Igreja.

Essa atitude do clero europeu não implica, de modo algum, numa degradação por parte deles, nem que devam ser censurados em qualquer aspecto. A Humanidade tem ainda muitas lições para aprender que só podem ser proporcionadas durante a “era do vinho”. Quando a necessidade do espírito falsificado passar, ele cairá em desuso sem que seja necessário recorrer a medidas legislativas, que geralmente não são eficientes, pois é absolutamente impossível legislar a moralidade nas pessoas. Até que uma lei seja aprovada internamente – de dentro para fora –, elas são obrigadas a quebrá-la para garantir a satisfação de seus desejos, independentemente das medidas restritivas.

(Pergunta nº 90 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. (Jo 2:4)

[2] N.T.: Um Corpo Denso rudimentar

[3] N.T.: Hindus são pessoas que seguem o hinduísmo, uma das Religiões mais antigas e complexas do mundo, originária do subcontinente indiano, caracterizada por diversas crenças, como a crença em múltiplos deuses (Brahma, Vishnu, Shiva) e na reencarnação, além de uma rica tapeçaria de práticas, rituais (como o pujá e yoga) e textos sagrados (Vedas, Ramayana) que moldam a cultura indiana e não possuem um fundador único.

[4] N.T.: Tudo isso devido ao movimento de Precessão dos Equinócios da Terra.

[5] N.T.: Era de Áries e Era de Peixes

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Evento Anunciação no Caminho de Preparação e Iniciação Cristã

Aprendemos nos Estudos Bíblicos Rosacruzes a significância esotérica do trecho bíblico conhecido como Anunciação: “O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’. Ela ficou intrigada com essa palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação. O Anjo, porém, acrescentou: ‘Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim’” (Lc 1:26-33).

Nesse trecho vemos que pela primeira vez, o elevado Iniciado que renasceu, naquela ocasião, como Maria compreendeu totalmente seu destino incomparável e de como foi escolhida para dar à luz a esse ser humano, que seria chamado Jesus, por meio de quem o Senhor Cristo, o Salvador da Humanidade, viria a Terra. O mensageiro divino que orientou, ensinou e deu toda a ajuda necessária à Maria foi o belo, gentil e ternamente simpático Anjo Gabriel. O Anjo Gabriel é o responsável pelo processo de toda a Maternidade no mundo inteiro. Ele envia Anjos ministros para abençoar toda a mãe em perspectiva. Esses mensageiros angélicos cuidam e dirigem um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) para a mãe e o lar onde ele vai encontrar corporificação (pois colocam o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide do pai que irá fecundar o óvulo na mãe e coloca a matriz do Corpo Vital no óvulo da mãe que será fecundado), além de auxiliar o Ego nas conexões necessárias enquanto a mãe está responsável pelo desenvolvimento do embrião.

As enfermarias para maternidade nos hospitais são frequentemente iluminadas pela luz de faces angélicas e perfumadas pelas preces e bênçãos dos Anjos atendentes. Às vezes, essas enfermarias recebem santificação dobrada pela presença do próprio Anjo Gabriel. A particular Nota chave musical em que Gabriel vive e se move e tem sua existência emite uma benção contínua sobre o Espírito da Maternidade. Todas as canções de ninar e de acalanto compostas por inspirados músicos, através dos tempos, se acham sintonizadas na Nota chave musical do Anjo Gabriel.

Desde a sua mais tenra infância, Maria foi cercada por esse amor e cuidado, pois estava destinada a se tornar o perfeito e exemplar modelo de maternidade para todos os Egos que renascem aqui com o sexo feminino. Muitas e variadas foram as experiências de alma a ela dadas sob a tutela do Anjo Gabriel. Essas experiências atingiram suprema culminância no evento glorioso da Anunciação.

Nesse evento ela obteve a faculdade de ver o Arquétipo do Corpo Denso (e, obviamente um Corpo Vital) perfeito resultante do equilíbrio harmonioso entre as forças masculinas e femininas. Para nós, até que isso seja alcançado, não conseguiremos materializar aqui um Corpo Denso e um Corpo Vital ajustado com o Arquétipo divino que existe eternamente nos Céus. É a visão de que o glorioso Corpo-Templo, construído à imagem e semelhança de Deus, que dá a tônica ao Ego nessa realização: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1:38).

No Caminho de Preparação e Iniciação Cristã a Anunciação deve ser compreendida como o nascimento do Cristo Místico no nosso coração regenerado.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Cristianismo à Luz dos Ensinamentos Rosacruzes

Há mais de dois mil anos, uma mulher enlutada chorou na porta de um sepulcro vazio, e seu lamento foi este: “Eles levaram o meu Senhor e eu não sei onde O colocaram” (Jo 20:13). Angústia de coração e alma, perplexidade e até mesmo rebelião ecoaram na frase simples; e essas palavras são ecoadas por muitos corações sinceros e amorosos na Cristandade de hoje.

Onde está o Cristo? Qual é a importância da figura central na história do Evangelho? A Bíblia está sendo desacreditada e desaprovada pelos, assim chamados, críticos e estudiosos que, em sua cegueira total, chegaram à conclusão de que a história de Cristo Jesus é um mito adequado apenas para aqueles cujo intelecto permanece comparativamente subdesenvolvido. Não podemos culpá-los totalmente por superestimarem, como fazem, as reivindicações da vida mental. Eles ainda têm alguma justificativa para suas decisões, quando consideramos a teologia irracional que, desde a infância, aprenderam a aceitar como “Religião”.

Nós, Estudantes Rosacruzes ativos, que sentimos que escapamos dessa escuridão, conhecemos bem a natureza irreconciliável de muitos dos princípios da ortodoxia. Deus, nosso criador, a quem devemos orar, aparentemente é um “Pai irado” que, em outra época, teria destruído a Humanidade, não fosse pela intervenção do Seu FilhoCristo – a quem Ele permitiu que sofresse em nosso lugar. Não é de se admirar que a Mente racional do ser humano se revolte contra essa e outras concepções semelhantes!

Mas porque as pobres imaginações e interpretações de alguns seres humanos nos decepcionaram, estamos justificados em nos afastar da figura calma e serena de Cristo Jesus, que é “o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hb 13:8)? No entanto, é verdade que muitos, de coração partido e decepcionados, buscaram alimento espiritual e encorajamento nos ensinamentos de outras Religiões; as filosofias do Oriente os impressionaram com suas riquezas inesperadas e confirmaram a unidade fundamental de todos os modos de adoração; a sabedoria acumulada de eras foi saqueada para fornecer uma solução para os problemas atuais. No âmago do coração de todos esses buscadores, há um sentimento não confessado de solidão espiritual e incompletude e, ainda assim, algum poder maravilhoso e invisível parece mantê-los meio inconscientemente ligados à Religião da sua infância. Se eles não acreditam mais no Mestre, Cristo, que magnetismo estranho e imorredouro é esse que ainda permanece no próprio título, “o Cristo”?

Os críticos podem ter removido o Corpo de Jesus, mas ainda não descobriram o Cristo Jesus, Ele que “vive, esteve morto e está vivo para todo o sempre” (Apo 1:18). O mundo precisa de uma nova luz sobre as verdades fundamentais da verdadeira Religião Cristã que longe de ser uma fé do passado, nós, Estudantes Rosacruzes, temos certeza de que é a Religião do futuro.

Aproveitemos para mostrar que uma interpretação verdadeira e profunda, embora simples e satisfatória, do Cristianismo pode ser encontrada nos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz – os Ensinamentos Rosacruzes ou Ensinamentos da Sabedoria Ocidental –, uma abordagem que satisfaz não apenas o nosso intelecto, mas também o nosso coração. Aqui não é o lugar para falar da história desta Fraternidade Rosacruz, nem para apresentar suas credenciais. Apontemos um breve esboço de um grande assunto, sabendo que aqueles que são verdadeiramente sérios preencherão os espaços por si mesmos. Pois a Filosofia Rosacruz não consiste apenas de alguns fatos nem de uma mera plausibilidade superficial, mas de um sistema enorme e compacto de pensamento inspirado, um tesouro inesgotável de verdades que são as chaves mestras para a compreensão do mundo e da vida do ser humano que nesse mundo vive.

Será prontamente admitido que o enorme assunto que estamos considerando pode ser apenas tocado, mas antes mesmo que isso seja feito será necessário mencionar alguns dos mais importantes Ensinamentos Rosacruzes.

Aprendemos pelos Ensinamentos Rosacruzes que o Universo (o Macrocosmo) e o ser humano (o Microcosmo) são ambos construídos sobre o princípio setenário. O Universo em si consiste em sete Planos – os Planos Cósmicos –, no mais elevado, que é o primeiro Plano Cósmico, dos quais habita o Ser Supremo, que surgiu da Raiz incognoscível da Existência.

Dos seguintes seis dos grandes Planos Cósmicos somos inteiramente ignorantes, mas no sétimo Plano Cósmico, o mais inferior dos sete, no quesito vibracional, nosso Sistema Solar evolui, criado por Deus, nosso Criador. Aqui novamente encontramos este Plano dividido em sete Mundos, pois o número sete permeia todas as coisas.

Vamos agora voltar nossa atenção para o Pano Cósmico em que estamos atualmente evoluindo, o sétimo Plano Cósmico. No Mundo mais elevado desse Plano, o Mundo de Deus, habita o poderoso Ser que criou tudo nesse Sistema Solar, inclusive nós, e que guia nossa evolução – em um Esquema, Obra e Caminho de Evolução, também criado por Ele – e com Ele estão sete Grandes Espíritos (também chamados de Ministros de Deus), cada um dos quais preside um dos sete Planetas desse Sistema Solar; eles também são chamados de Espíritos Planetários diante do Trono de Deus. Mas nem esses Planos e nem os Mundos do sétimo Plano Cósmico devem ser abordados ​​como estando um acima do outro fisicamente, mas estão interpenetrados; isto é, este globo material e externo que conhecemos como Terra contém dentro de si seis contrapartes ou correspondentes cada vez mais sutis.

Quando Deus nos criou, dentro d’Ele, criou cada um de nós como um Espírito Virginal e consciente da nossa origem divina, mas não autoconsciente; o objetivo da nossa longuíssima peregrinação, como Espírito Virginal da Onda de Vida humana, é atingir aquele Poder de autodireção perfeita que é o Plano de Deus. Em direção a esse estado, nós, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, involuímos e evoluímos, com a nossa consciência em constante desenvolvimento, em Globos de densidade variável, do mais puro ao material mais denso (ou de condições de vibração mais sutis a condições de vibrações muito densas), como entendemos o termo. A peregrinação atual é limitada a sete Períodos em um Esquema de Evolução, cada um com sete “subperíodos” dos quais agora atingimos o mais denso e, daqui, começamos a ascender a condições mais sutis. Nós, lá no início desse Esquema de Evolução, à medida que lentamente desenvolvíamos nossos poderes latentes, fomos guiados e protegidos por muitos Seres poderosos, que chamamos de Hierarquias Criadoras, Divinas ou Zodiacais, que estavam, também, aperfeiçoando a própria evolução delas.

Durante o Período Solar desse Esquema de Evolução, um Arcanjo, universalmente conhecido como Cristo, aperfeiçoou Sua evolução ao máximo que um Arcanjo pode alcançar nesse Esquema de Evolução; Sua Consciência foi suficientemente desenvolvida para moldar para Si mesmo dez veículos que, começando no Mundo de Deus, desciam até o Mundo do Desejo, Mundo mais denso após o Mundo Físico, e o Mundo onde os seres da Onda de Vida dos Arcanjos conseguem construir o Corpo mais denso deles, o Corpo de Desejos. No entanto, Ele não podia funcionar visivelmente no Mundo Físico, ou seja, construir um Corpo Vital e um Corpo Denso, sem o auxílio de um ser humano, ou seja, um ser da Onda de Vida humana atual, que fosse suficientemente puro para que Ele pudesse operar através dele. Esse ser humano ficou conhecido, no seu último renascimento aqui, como Jesus de Nazaré.

É durante o Período seguinte, o Terrestre – que é onde nós estamos – que notamos uma grande mudança nas nossas ideias religiosas cruas e infantis. Até então, considerávamos Deus com em uma relação de medo; sem compreender nada da verdadeira natureza de Deus, nós O concebíamos como um tirano severo e cruel, cuja única chance de agradá-Lo era por meio de propiciação e muitos sacrifícios; depois, tentávamos nos aproximar d’Ele para negociar ou barganhar. Cada nação ou povo se aproximava de Deus e Lhe oferecia sua adoração, se Ele lhes desse a Sua proteção especial. Assim, surgiu uma multiplicidade de “Deuses” tribais, “Deuses” dos quais, em troca de adoração e sacrifício, se esperava que se ocupassem exclusivamente com a prosperidade dos povos ou nações específicos sob os cuidados d’Ele. Isso representava um avanço em relação ao relacionamento anterior de nós com Deus, mas estava longe de ser uma condição ideal, pois tínhamos medo de dar algo a Ele, a menos que tivéssemos certeza de receber ampla recompensa em troca. Em resumo: passamos a ser dominado pela Religião de Raça, Religião que se baseava na exaltação de um povo ou nação especial sobre todos os outros povos e nações. Nenhum povo ou nação é mais típica dessa condição do que os judeus, que adoravam a Jeová, “um Deus zeloso”, capaz e disposto a destruir todos os inimigos de Seu “povo escolhido”. Até o nascimento do Cristianismo, essa Religião de Raça, baseada nas Lei Jeovísticas, era a mais elevada conhecida, e seus exemplos mais proeminentes sendo o: Judaísmo, Budismo e Hinduísmo.

A Religião de Raça foi um passo à frente na concepção religiosa, mas seus frutos eram necessariamente práticos e mundanos. Se a nação ou o povo segue as ordenanças do seu Deus particular, ela seria abençoada, mas se não as seguisse, ela seria penalizada. A Humanidade certamente estava sendo ensinada a se sacrificar, mas se sacrificar em troca de recompensa. “Dê tanto e receba tanto” era a fórmula aceita; a ideia de dar e não receber nada, de amar todos os seres humanos, sendo amado ou não em troca disso, era uma ideia muito estúpida para ser contemplada.

E no meio de toda essa agitação, uma criança nasceu para uma nação que era, de todas as nações, talvez, a mais ferozmente racial: o povo judeu.

Ele nasceu “imaculadamente”; isto é, de uma mulher, Maria, pura de toda mácula da sexualidade animal, e de José, um carpinteiro. Ele nasceu na desprezada aldeia de Nazaré, na Palestina, “e lhe deram o nome de Jesus”. Até os trinta anos, pouco sabemos sobre Ele, mas Ele cresceu até a idade adulta, especialmente educado por uma Fraternidade avançada, a dos Essênios, que não pouparam esforços para prepará-Lo para o grande papel que Ele iria desempenhar. Aos trinta anos de idade, uma mudança veio a Ele. Puro, gentil e iluminado, como sempre fora, agora parecia como se um novo Espírito tivesse descido sobre Ele. Essa mudança é a característica mais significativa de Sua vida, pois, de acordo com a Filosofia Rosacruz, deveu-se ao fato de Ele ter sido animado pelo grande Espírito que iria inaugurar um novo ideal religioso, o do altruísmo e da fraternidade.

Foi o Cristo, de quem fizemos menção como o mais elevado Iniciado do Período Solar, um Raio do Espírito Crístico Universal, que agora, pela primeira vez, entrou em contato com a Humanidade que Ele tinha vindo para “buscar e salvar”. Devemos lembrar que o nível mais baixo no qual o Cristo podia funcionar era o Mundo do Desejo, ou o Mundo imediatamente acima do Mundo Físico e, assim, para concretizar Seu propósito de habitar como um ser humano, era necessário que Ele encontrasse um Corpo Denso adequado através do qual pudesse trabalhar. Os veículos mais puros e adequados para o Seu propósito eram aqueles pertencentes ao homem Jesus, e é por essa razão que o Espírito Santo desceu sobre o filho de José e habitou nele.

Durante os três anos de ministério que se seguiram, o Cristo pregou e ensinou o novo evangelho do amor, dizendo: “Ouvistes o que foi dito: olho por olho e dente por dente. Mas eu vos digo: não resistais ao mal” (Mt 5:38-39). Foi inevitável que Ele estivesse imediatamente em desacordo com as autoridades religiosas judaicas, os escribas e fariseus meticulosos e muitas vezes inescrupulosos, que defendiam zelosamente todas as reivindicações do seu Deus de Raça, Jeová, e que ficaram primeiro atônitos, depois enfurecidos, ao ouvir Cristo Se declarar o Filho de Deus. Não era o cúmulo da tolice, ou melhor, da própria blasfêmia, que eles ouvissem Seus ensinamentos, tão opostos àqueles dos quais se consideravam os guardiões? Para eles, Ele era um blasfemador insano, um fanático que buscava minar a Lei, suplicando a Seus ouvintes que amassem seus inimigos e orassem por aqueles que os usavam com desprezo.

A Religião de Raça seria de falto substituída pela Religião do Amor, mas não sem luta, uma luta que, de forma bem sutil, persiste até os dias atuais. A história da Transfiguração nos mostra esse grande evento em forma pictórica. No Monte, com Ele apareceram Moisés e Elias, o grande Legislador e o grande Profeta da antiga Dispensação, respectivamente; mas logo depois eles desapareceram de vista e os Discípulos “não viram qualquer homem senão Cristo Jesus somente” (Mt 17:8 e Mc 9:8). O Espírito de Cristo, por meio da cooperação consciente do homem Jesus, estava enviando um novo impulso de poder e crescimento para ajudar o ser humano em sua jornada rumo a Meta; Ele estava abrindo um novo caminho de progresso para todos seguirem.

A morte do Cristo Jesus é um evento com grande significado do um ponto de vista espiritual. Primeiramente, significou a liberação do Espírito do Sol do Corpo de Jesus; mas significou infinitamente mais do que isso, pois, quando o sangue físico caiu no chão, esse sangue físico trouxe consigo o Corpo de Desejos purificado do Cristo que, entrando na Terra, operou a salvação ao purificar o Planeta de todas as impurezas que se acumularam durante o reinado do Espírito da Raça. Jesus de Nazaré, liberto do seu Corpo Denso, tornou-se o guia invisível para todos aqueles que estão se esforçando para viver a vida ideal, conforme ensinada pelo Cristo.

É difícil para nós compreendermos a tremenda natureza do sacrifício no Calvário, ou discernir a virtude tão discutida do “sangue purificador”, pelo qual Cristo realmente purificou o mundo, entrando em contato íntimo e interior com sua Humanidade ao se tornar Regente da Terra. E o sacrifício não se limitou à hora final, mas se estendeu por todos aqueles três longos anos que o grande e glorioso Espírito do Sol se submeteu, para o nosso bem e por nossa causa, às vibrações tão lentas do Corpo Denso de Jesus.

Pela crucificação do veículo material do Espírito de Cristo na cruz (simbólico das correntes de vida dos três Reinos da Natureza animada) e pela disseminação do Seu Corpo de Desejos puro por toda a Terra, Cristo conquistou Sua morada em cada um de nós e nos abriu a porta do Progresso Eterno através da Comunhão com Ele mesmo. Pois o Cristo Interno não é um mito ou fantasia mística, mas um grande e tremendo fato gerado pelo Seu sacrifício. Um ser humano só pode ser regenerado ao se tornar consciente disso, e ao viver o nascimento e as boas-vindas ao Cristo que habita dentro de si. O caminho para Cristo é através da vida Crística do Sacrifício e não há outro caminho.

Dizem-nos que aos olhos de Deus mil anos são como ontem, e estamos bem cientes do crescimento lento, mas seguro, que caracteriza toda a evolução. Há mais de dois mil anos atrás, o Espírito de Cristo veio habitar conosco e nos salvar de nós mesmos. Sua missão é nos libertar dos limites estreitos impostos pelo Espírito de Raça, romper gradualmente as barreiras que o interesse próprio havia erguido entre as nações e os povos, mostrar a insensatez de um patriotismo meramente nacional e, finalmente, romper a barreira entre o nós, o Espírito, e o Espírito de Cristo.

A importância da Sua mensagem está se tornando conhecida apenas gradualmente, mas deve se tornar conhecimento comum na Era que está por vir, a Era de Aquário, a Era da Fraternidade. Já temos a ideia da Organização das Nações Unidas, que espera acabar com a guerra (referindo-se à Primeira Guerra Mundial), uma das armas mais mortais do Espírito de Raça; temos também a noção de uma Liga das Religiões, que visa a remover a amargura que há entre os credos.

O Cristianismo permaneceu e perdurará graças ao poderoso Espírito por trás dele, que jamais nos abandonará. O Cristianismo deve crescer, enquanto o ideal de separação deve diminuir. Isso acontecerá muito lentamente, pois a Religião de Raça é difícil de morrer e luta até o fim.

Não buscamos nenhuma conversão repentina, sabemos que dias sombrios ainda podem estar diante de nós, mas sabemos também que a Humanidade começou sua árdua jornada até o Trono de Deus.

O Cristianismo é a Religião do futuro, mas somente quando estivermos prontos para recebê-Lo é que pediremos ao Espírito do Amor Universal para ser o nosso Rei.

Todo aquele que ordena sua vida pelos Ensinamentos de Cristo está apressando a segunda vinda de Cristo, quando, por meio do poder onipresente do Seu Espírito, todas as guerras e invejas cessarão na Terra.

Esta é a mensagem da Filosofia Rosacruz para todos aqueles que a ouvirem. Ela remete à Maria, que chora no sepulcro, seu Senhor, ressuscitado, glorificado e vivo para sempre. Ela remete a uma Bíblia, à prova contra o materialismo e da crítica, e aberta a todos que a compreenderem. Ela traz de volta os cansados, os céticos e os de coração partido aos próprios pés do Cristo vivo.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro/1921 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Origem do Tabernáculo: a Primeira Igreja da Humanidade

Lemos na Bíblia a história de como Noé e a sua família foram salvos do Dilúvio e formaram o núcleo da humanidade da Época do Arco-Íris, aquela em que vivemos agora. Também se diz que Moisés guiou seu povo fora do Egito, a terra do touro (do Signo de Touro) através das águas e o estabeleceu como o povo escolhido para adorar o Carneiro, o Signo de Áries, em cujo Signo havia já entrado o Sol pelo movimento de Precessão dos Equinócios. Esses dois relatos se referem ao mesmo incidente, a saber, a aparição da infante humanidade do continente submerso da Atlântida (na Época Atlante), nesta época de ciclos alternados: verão e inverno, dia e noite, fluxo e refluxo.

Como a Humanidade acabara de receber a Mente, ela começou a dar conta da perda da visão espiritual que até então possuía. Sentiu um anelo pelo mundo do espírito e seus guias divinos, que persiste, todavia, pois ainda não cessou de lamentar essa perda. Por essa razão foi-lhe dado o Tabernáculo no Deserto, antigo Templo de Mistérios Atlante, para que pudesse encontrar o Senhor quando estivesse qualificada por meio do serviço e domínio da natureza inferior pelo Eu Superior. Tendo sido delineado por Jeová, foi a incorporação de grandes verdades cósmicas, ocultas por um véu de simbolismo que falava ao Eu interno ou Eu Superior.

Em primeiro lugar, é importante saber: esse plano divino do Tabernáculo foi dado a um povo escolhido, que devia construí-lo por meio de sacrifícios. E aqui há uma lição particular consistindo em nunca se dar à pessoa alguma a norma do caminho do progresso se primeiramente não se fez um convênio com Deus para servi-lo e estar disposto a oferecer o sangue do seu coração numa vida de serviço totalmente desinteressado. A palavra “phree messen” é um termo egípcio significando “filho da luz”. Na literatura iniciática fala-se de Deus como o Grande Arquiteto. Arche é uma palavra grega significando “substância primordial”.

Diz-se que José, pai de Jesus, foi um “carpinteiro”, porém a palavra grega é “tekton” — construtor. Também se diz que Jesus foi um “tekton”, um “construtor”.

Por conseguinte, cada verdadeiro Iniciado é um filho da luz, um construtor que se esforça em edificar o templo místico de acordo com o plano divino dado por nosso Pai nos Céus. A esse fim dedica todo o seu Coração, Alma e Mente. Ele deve aspirar a ser “o maior no Reino de Deus” e, portanto, há de ser o servo de todos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1978 – Fraternidade Rosacruz -SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: O Pão e o Vinho Místicos

Setembro de 1912

Se eu tivesse pedido aos Estudantes que me escrevessem qual era, na opinião deles, o ponto mais importante da lição do mês passado, o que você acha que teria sido respondido na maioria dos casos? Acredito que muitos sentiriam que a conexão entre o pão, o vinho e a saúde era a ideia principal; e talvez eu seja responsável por essa visão, porque escrevi essas palavras em negrito[1]. Mas, ainda que seja de suma importância essa conexão entre o pão, o vinho e a saúde, e a apliquemos em nossas vidas com o máximo da nossa capacidade, se o fizermos por uma razão menor do que a dada por Nosso Senhor, isso será essencialmente egoísta, e não promoverá nosso desenvolvimento tanto quanto se o fizéssemos como Ele pediu: “em memória de Mim[2].

Basta olhar para a questão sob esse prisma, caro amigo ou cara amiga, você entenderá a ideia. Sob o regime de Jeová, o egoísmo cristalizou a Terra em tal extensão que as vibrações espirituais quase cessaram. A evolução estava estagnada, e o sangue estava tão impregnado de egoísmo que a Onda de Vida humana corria o perigo de degenerar. Então, o Cristo Cósmico se manifestou por meio de Jesus para nos salvar. Purificar profundamente livrando o sangue de todo o egoísmo é o Mistério do Gólgota; começou quando o sangue de Jesus fluiu, continuou através das guerras das nações Cristãs sempre que os seres humanos lutavam por um ideal, e durará até que, por contraste, os horrores da guerra tenham impressionado suficientemente a Humanidade com a beleza da Fraternidade.

Cristo entrou na Terra pelo evento do Gólgota. Ele está, novamente, fermentando o Planeta Terra e tornando-a receptiva às vibrações espirituais, mas o Seu sacrifício não foi consumado em um só momento, morrendo para nos salvar, como geralmente se crê. Ele ainda está gemendo e sofrendo, esperando pelo dia da Sua libertação[3], pela “manifestação dos filhos de Deus”; e realmente nós apressamos esse dia toda vez que participarmos do alimento para os nossos Corpos superiores, simbolizados pelos: pão e vinho místicos. Mas seríamos muito mais eficientes em acelerar a nossa própria libertação e em apressar o “dia de Nosso Senhor”, se sempre fizéssemos “em memória de Mim”.

Você se lembra da “Visão de Sir Launfal?”. Não era o tamanho da dádiva o que importava; a moeda de ouro atirada ao mendigo era materialmente mais valiosa do que a côdea de pão que ele deu mais tarde; mas a moeda foi dada com impaciência para se livrar de uma presença repugnante. A côdea de pão foi dada em memória de Cristo e por Sua causa, e nisso está toda a diferença.

E Sir Launfal lhe disse:

“Vejo em ti

a imagem d’Aquele que na cruz morreu.

Tu, também, tens a coroa de espinhos de quem padeceu,

muitos escárnios tens também sofrido

e o desprezo do mundo hás sentido.

As feridas em tua vida não faltaram

nos pés, nas mãos, no corpo, elas te machucaram.

Filho da clemente Maria reconhece quem eu sou

e vê que, através do pobre, é a Ti que eu dou.”

Quanto mais cultivarmos o espírito de tudo fazer pela causa de Cristo e Sua Libertação, melhores e mais frutíferas serão as nossas vidas aqui.

(Cartas aos Estudantes – nº 22 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Lição do mês passado publicada como Capítulo IV do Livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz: O SACRAMENTO DA COMUNHÃO – “em memória de Mim” – PARTE II

… na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim”. Todas as vezes, pois, que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha. Eis porque todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação. Eis porque há entre vós tantos débeis e enfermos e muitos morreram.” (ICor 11:23-30).

Nos trechos acima há um significado esotérico profundamente oculto que é particularmente obscuro na tradução inglesa, mas em alemão, latim e grego o Estudante Rosacruz ainda tem um indício do que realmente foi pretendido com essa última admoestação do Salvador a Seus Discípulos. Antes de examinar esse aspecto do assunto, vamos considerar primeiro as palavras: “em memória de Mim”. Estaremos, então, talvez em melhores condições para compreender o que significa o “cálice” e o “pão”.

Suponhamos que uma pessoa procedente de um lugar distante venha ao nosso país e viaje através dele, visitando vários lugares. Por toda parte verá pequenas comunidades se reunindo ao redor da Mesa do Senhor para celebrar esse rito mais sagrado para todos os Cristãos, e se perguntasse a razão de fazerem isso, as pessoas lhe responderiam que elas faziam isso em memória d’Aquele que viveu uma vida mais nobre do que qualquer um que já viveu nesta Terra; d’Aquele que foi a bondade e o amor personificados; d’Aquele que foi o servo de todos sem se preocupar em ganhar ou perder. Se esse estranho comparasse a atitude dessas comunidades religiosas aos domingos na celebração desse rito com as vidas deles durante o restante da semana, o que veria?

Cada um de nós sai para o mundo para batalhar pela existência. Sob a lei da necessidade, esquecemos o amor que deveria ser o fator principal nas vidas Cristãs. A mão de uma pessoa está sempre contra seu irmão ou sua irmã. Todos lutam por posição, riqueza e pelo poder que advém com esses atributos. Esquecemos na segunda-feira o que, reverentemente, relembramos no domingo e, em consequência, todo o mundo é digno de pena por isso. Fazemos, também, uma distinção entre “o pão e o vinho” que bebemos na chamada “Mesa do Senhor” e o alimento que comemos ou bebemos durante os intervalos entre o comparecimento à Comunhão. Porém, nada é mencionado nas Escrituras que justifique tal distinção, como qualquer um pode verificar mesmo na versão inglesa, que omite as palavras impressas em itálico inseridas pelos tradutores para dar o que pensavam ser o sentido da passagem. Pelo contrário, é-nos dito que tudo o que comermos, bebermos ou qualquer coisa que fizermos, deveria ser feito para a glória de Deus. Todos os nossos atos deveriam ser uma oração. A “ação de graças” superficial que fazemos às refeições é, na realidade, uma blasfêmia e o pensamento silencioso de gratidão Àquele que nos dá o pão de cada dia está longe de ser o suficiente. Quando lembramos, à cada refeição, que o alimento retirado da substância da Terra é o corpo do Espírito de Cristo que ali habita, que aquele corpo está sendo repartido para nós diariamente, podemos compreender apropriadamente a bondade amorosa que O impele a Se dar por nós; por isso vamos, também, relembrar que não há um momento, dia ou noite, que Ele não esteja sofrendo por estar aprisionado a esta Terra. Portanto, quando comemos e percebemos a verdadeira situação, de fato estamos proclamando a morte do Senhor Cristo, cujo Espírito está gemendo e labutando, esperando pelo dia da libertação, quando não haverá necessidade de uma envoltura tão densa como a que necessitamos agora.

Mas há um outro mistério, maior e mais maravilhoso ainda, oculto nessas palavras de Cristo. Richard Wagner, com a rara intuição do gênio do músico, percebeu essa ideia quando, sentado em meditação à beira do Lago de Zurique numa Sexta-Feira Santa, sentiu brotar em sua Mente um pensamento: “Que conexão há entre a morte do Salvador e os milhões de sementes que germinam na terra nessa época do ano?”. Se meditarmos sobre aquela vida que anualmente brota na primavera, vemo-la como algo gigantesco e inspirador; uma intensidade enorme de vida que transforma o globo, de um momento próximo à morte congelante a uma vida rejuvenescida, em um curto espaço de tempo; e a vida que assim se propaga nos brotos de milhões e milhões de plantas é a vida do Espírito da Terra.

Dela vem tanto o trigo como a uva. Esses representam o corpo e o sangue do aprisionado Espírito da Terra, incumbido de sustentar a Humanidade durante a presente fase da evolução dela. Nós repudiamos a argumentação daqueles que alegam que o mundo tem a obrigação de lhes dar uma vida boa, sem que eles se esforcem e onde não tenham nenhuma responsabilidade material da parte deles; no entanto, nós insistimos que há uma responsabilidade espiritual conectada com “o pão e o vinho” servidos na Última Ceia do Senhor: devem ser ingeridos dignamente, caso contrário, causarão problemas de saúde e até mesmo a morte. Superficialmente lido, poderá parecer um conceito forçado, porém, quando meditamos à luz do esoterismo, examinando outras traduções da Bíblia e observando as condições atuais do mundo, veremos que não é assim tão forçado.

Retornemos ao momento na Evolução em que o ser humano vivia sob a guarda dos Anjos, construindo, inconscientemente, o Corpo que agora ele usa. Isso foi na antiga Época Lemúrica. Era necessário um cérebro para evolução do pensamento e uma laringe para expressão verbal desse mesmo pensamento. Portanto, metade da força criadora foi dirigida para cima e usada pelo ser humano para formar esses órgãos. Por isso, a Humanidade se tornou separada em sexos masculino e feminino, e foi forçada a procurar um complemento quando foi necessário criar um outro novo Corpo Denso e um Corpo Vital para servir como um instrumento numa fase mais elevada da evolução.

Enquanto o ato do amor era consumado sob a sábia custódia dos Anjos, a existência do ser humano estava livre de angústias e tristezas profundas, e de dores e da morte. Mas quando, sob a tutela dos Espíritos Lucíferos, ele comeu da árvore do Conhecimento e perpetuou a raça, sem levar em conta as linhas de forças interplanetárias, transgrediu a lei e os Corpos assim formados se cristalizaram excessivamente e se tornaram sujeitos à morte, de uma maneira muito mais perceptível do que haviam estado até então. Por isso, foi forçado a criar Corpos novos mais frequentemente, à medida que seu período de vida aqui se encurtava. Os guardiães celestiais da força criadora expulsaram o ser humano do jardim de amor para o deserto do mundo, e ele se tornou responsável por suas ações sob a lei cósmica que governa o universo. Desde então, por um longo tempo, o ser humano continua essa luta difícil e esgotante para conseguir sua própria salvação, e a Terra, em consequência disso, se cristalizou cada vez mais.

Hierarquias divinas, incluindo o Espírito de Cristo, trabalharam sobre a Terra externamente, assim como o Espírito-Grupo guia os animais sob sua proteção; mas, como diz S. Paulo tão corretamente: “Ninguém pode ser justificado sob a lei, pois sob ela todos pecaram e todos devem morrer” Rm (2:12). Não há no antigo pacto nenhuma esperança além da presente, salvo um presságio de alguém que há de vir e que restaurará o agir de acordo com a Lei Divina, livre de culpa ou pecado. Por isso, S. João proclama que a lei foi dada por Moisés e a graça veio por meio de Cristo (Jo 1:17). Mas, o que é a graça? Ela pode trabalhar contra a lei e revogá-la completamente? Certamente não. As Leis de Deus são imutáveis e firmes, ou o universo se tornaria um caos. A lei de gravidade mantém nossas casas em posição relativa às outras casas e por isso, quando saímos delas sabemos, com certeza, que as encontraremos no mesmo lugar ao retornarmos. Pelo mesmo princípio, todas as outras divisões no universo estão sujeitas a leis imutáveis.

Assim como a lei, separada do amor, originou o pecado, assim também a lei temperada com amor é a graça. Tomemos um exemplo de nossas condições sociais concretas: temos leis que decretam uma certa penalidade para uma ofensa específica e, quando a lei é observada, chamamos isso de justiça. Porém, a longa experiência está começando a nos ensinar que justiça, pura e simples, é como os dentes do dragão Colchian (No mito grego, os dentes do dragão aparecem com destaque nas lendas do príncipe fenício Cadmo e na busca de Jasão pelo Velocino de Ouro. Em cada caso, os dragões estão presentes e cospem fogo. Seus dentes, uma vez plantados, se transformariam em guerreiros totalmente armados. Cadmo, o portador da alfabetização e da civilização, matou o dragão sagrado que guardava a fonte de Ares. A deusa Atena disse-lhe para semear os dentes, de onde surgiu um grupo de guerreiros ferozes chamados spartoi – um povo mítico que surgiu dos dentes do dragão semeados por Cadmo e foram considerados os ancestrais da nobreza tebana. Ele jogou uma joia preciosa no meio dos guerreiros, que se viraram na tentativa de se apoderar da pedra. Os cinco sobreviventes juntaram-se a Cadmo para fundar a cidade de Tebas. Da mesma forma, Jason foi desafiado pelo Rei Aeëtes da Cólquida a semear dentes de dragão – daí dragão de Colchian – em Atenas para obter o Velocino de Ouro. Medea, filha de Aeëtes, aconselhou Jason a jogar uma pedra entre os guerreiros que surgiram da terra. Os guerreiros começaram a lutar e matar uns aos outros, não deixando nenhum sobrevivente além de Jason. As lendas clássicas de Cadmo e Jasão deram origem à frase “semear dentes de dragão”. Isso é usado como uma metáfora para se referir a fazer algo que tem o efeito de fomentar disputas.) que gera disputas e lutas cada vez maiores. O chamado criminoso permanece criminoso e se torna cada vez mais embrutecido pelas penalidades da lei; mas, quando um regime menos rigoroso, nos tempos atuais, permite que a sentença imputada àquele que transgrediu a lei seja suspensa, então ele estará sob a graça e não sob a lei. Também, o Cristão que procura seguir os passos do Mestre é emancipado da lei do pecado pela graça, desde que abandone o caminho do pecado.

Esse foi o pecado dos nossos progenitores na antiga Época Lemúrica que eles espalharam suas sementes independentemente da Lei e sem o amor. Mas é o privilégio do Cristão se redimir pela pureza da sua vida, em memória do Senhor. S. João diz: “Sua semente permanece nele” (IJo 3:9) e esse é o significado oculto do “pão e vinho”. Na versão inglesa lemos simplesmente: “Esse é a taça do Novo Testamento”, mas no alemão, a palavra que designa cálice é “Kelch” e em latim é “Calix” (Na língua portuguesa temos a tradução como cálice), ambas significando a parte externa que envolve a semente da flor. Em grego temos um significado mais sutil ainda, não expresso em outras línguas, na palavra “poterion”, um significado que se torna evidente quando consideramos a etimologia da palavra “pot”. Isso nos fornece, imediatamente, a mesma ideia de cálice ou “calix” – um receptáculo; e verbo latino “potare” (beber) também mostra que a “taça” é um receptáculo capaz de reter um líquido. As palavras inglesas “potente” e “impotente”, designando possuir ou ter falta da força viril, mostra o significado dessa palavra grega que indica a evolução do “homem para um super-homem”.

Já vivemos existências semelhantes ao mineral, à planta e ao animal, respectivamente, antes de nos tornarmos humanos como o somos hoje e, diante de nós existem ainda outras evoluções até nos aproximarmos cada vez mais do Divino. Prontamente aceitamos como verdade e válido que são nossas paixões animais que nos retêm no caminho da realização; a natureza inferior está constantemente em luta com o “eu superior”. Isso acontece, pelo menos, com os que já experimentaram um despertar espiritual; uma guerra está sendo travada silenciosamente no interior e pior seria se isso fosse reprimido. Goethe (Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) foi um polímata, autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX.), com arte magistral, exprimiu esse sentimento nas palavras de Fausto, a alma aspirante, ao se dirigir a seu amigo materialista, Wagner:

“Por um só impulso tu estás possuído,

Inconsciente do outro permaneces, ainda não o tens sentido.

Duas almas, oh! moram dentro do meu peito,

E aí lutam por um indivisível reino;

Uma aspira pela terra, com vontade apaixonada

Às íntimas entranhas ainda está ligada.

Acima das névoas, a outro aspira, de certeza,

Com ardor sagrado por esferas onde reine a pureza”.

Foi o conhecimento dessa necessidade absoluta de castidade (exceto quando o objetivo é a procriação) por parte daqueles que já haviam tido um despertar espiritual, que inspirou as palavras de Cristo e o Apóstolo S. Paulo exprimiu uma verdade esotérica quando disse que aqueles que tomam a comunhão sem viver a vida, estão em perigo de doença e morte. Assim como, sob uma tutela espiritual, a pureza de vida pode elevar o Discípulo de uma maneira maravilhosa, assim também a falta de castidade produz um efeito muito maior sobre os Corpos mais sensibilizados do que sobre aqueles que estão ainda sob a lei e não se tornaram participantes da graça, pelo cálice da Nova Aliança.

[2] N.T.: Lc 22:19

[3] N.T.: Rm 8:19-23

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quem é Cristo, dentre as Ondas de Vida que conhecemos?

A primeira coisa que devemos deixar bem esclarecida é a identidade de Cristo, conforme ensina os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. De acordo com o Diagrama “Os sete dias da Criação” no Capítulo XIV do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, passamos por um intervalo involutivo que abrange os Períodos de Saturno, Solar e Lunar até a metade do Período Terrestre. Nessa peregrinação pela matéria, adquirimos os Corpos e veículos que agora possuímos, bem como foram despertados nossos três veículos espirituais, o que nos tornou um ser com uma constituição sétupla e prontos para nos desenvolver em um ser com constituição decupla.

Durante o Período de Saturno, quando éramos “semelhantes” ao que hoje são os seres do Reino mineral, alguns seres passaram pelo seu estágio “Humanidade”, como nós o estamos passando atualmente, mas pertenciam a uma Onda de Vida de evolução diferente: os chamados Senhores da Mente. O mais elevado Iniciado daquela longínquo Período de Saturno é um ser da Onda de Vida dos Senhores da Mente que conseguiu aprender tudo no Período de Saturno que um Senhor da Mente teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um ser Senhor da Mente, um veículo constituído de materiais das 5 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Vontade”, constituindo o ser Deus-Pai, ou simplesmente: Pai.

O mais elevado Iniciado do Período Solar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Arcanjos, é um Arcanjo chamado de Cristo que conseguiu aprender tudo no Período Solar que um Arcanjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Arcanjo, um veículo constituído de materiais das 4 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Sabedoria”, constituindo o ser Deus-Filho, ou simplesmente: Cristo.

O mais elevado Iniciado do Período Lunar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Anjos, é um Anjo chamado de Jeová que conseguiu aprender tudo no Período Lunar que um Anjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Anjo, um veículo constituído de materiais das 2 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Atividade”, constituindo o ser Deus-Espírito Santo, ou simplesmente: Jeová.

Temos aqui os estados dos três grandes Seres que, como líderes da evolução, são os mais ativos. Os Arcanjos não podem descer até a matéria física, porque não sabem construir nem um Corpo Vital e nem um Corpo Denso. Não pode descer aquém do Mundo do Desejo. Portanto, seu veículo inferior é o Corpo de Desejos, e como é uma lei cósmica ser impossível a um ser, criar um veículo que não tenha aprendido a construir durante a sua evolução, seria impossível para Cristo nascer em um Corpo Denso. Também não podia formar um veículo como o Corpo Vital, constituído de Éter. Não possuía a capacidade para agir nesta última substância, porque nunca a adquiriu em Sua evolução.

Assim para que Cristo nascesse como “um homem dentre os homens” os veículos necessários de Jesus, um ser humano pertencente à nossa Onda de Vida, um dos seres humanos mais elevados espiritualmente – um elevado Iniciado – um homem nascido de um pai e de uma mãe, ambos também elevados Iniciados, que praticaram a Imaculada Conceição sem paixão, cedeu voluntariamente, no momento do Batismo, o seu Corpo Denso e Corpo Vital ao Espírito Solar, o Arcanjo Cristo, que então conseguiu funcionar com um ser no Mundo Físico, conseguindo implementar  no mundo material o início do Plano de Salvação e se converteu em mediador entre “Deus e o ser humano” pois é único que possui todos os veículos necessários para atuar como tal. Cristo-Jesus é, por conseguinte, absolutamente único, e a Bíblia nos ensina que não há “e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos[1], sendo este o único Credo Cristão autorizado.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: At 4:12

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Origem do Cristianismo Esotérico: Essênios, Iniciações e Christian Rosenkreuz

Encontramos suas raízes entre a devota ordem dos Essênios, ao tempo de Cristo. Não são mencionados nos Evangelhos porque foram precisamente eles que dirigiram sua redação. Os manuscritos do Mar Morto, descobertos desde 1947, em aparente acaso, às margens do Mar do mesmo nome, nas cercanias do soterrado Mosteiro de Qumran, mostram inequívoca relação daquela Ordem com os Evangelhos, principalmente com o de S. João Evangelista e as cartas de S. Paulo. Efetivamente, José e Maria, pais de Jesus; Zacharias e Izabel, pais de João Batista; Jesus, João Batista e os seguidores de ambos, todos foram Essênios.

Lázaro, Iniciado por Cristo na simbólica passagem de sua ressurreição, renasceu depois como Christian Rosenkreuz, fundador da Ordem Rosacruz. Jesus foi educado pelos Essênios e com eles privou no período omitido pelos Evangelhos, dos onze aos vinte e nove anos, preparando-se em Qumran e posteriormente na Pérsia (onde havia a mais completa biblioteca daqueles tempos), para a missão transcendental de sua União a Cristo, no batismo do Jordão. As passagens principais da vida de Cristo-Jesus são “passos” Iniciático do desenvolvimento de cada Aspirante à vida superior. Com esse fim os Evangelhos foram escritos: como fórmulas de Iniciação, sob a singela aparência de narrativa a respeito da vida de Cristo-Jesus.

Essas nove Iniciações, pela ordem, são: Batismo, Tentação, Transfiguração, Última Ceia, Lavapés, Getsemani, Estigmatização, Crucificação e Ressurreição.

Assim a Fraternidade Rosacruz visa a uma grandiosa finalidade e encaminha os Aspirantes à vida superior vencedores a ilimitado desenvolvimento posterior para serviço do mundo. Não constitui uma confissão religiosa, no sentido comum do termo, porque não é dogmática; todavia no mais lato sentido, é uma escola de religiosidade, que oferece os mais eficientes meios de nos religar a Deus, através de Seu Filho, o Verdadeiro Caminho.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1979 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: O Corpo Vital de Jesus

Junho de 1913

A lição do mês passado trouxe à tona uma série de pontos até então não ensinados em público[1]. Mas outros mistérios relacionados ao alcance e à limitação dos poderes espirituais, e a explicação sobre a preservação do Corpo Vital de Jesus contra o ataque das forças negras, também estão envolvidos no diálogo entre Fausto e Lúcifer. Quando esse último implora que a estrela de cinco pontas seja removida da porta para que ele possa sair, Fausto lhe pergunta: “Por que não se retiras pela janela?”.

As pessoas que estudam misticismo, frequentemente têm uma ideia muito exagerada do poder investido em alguém que desenvolveu a visão espiritual. Na verdade, os investigadores ocultistas são limitados pelas Leis da Natureza pertinentes aos Mundos invisíveis, assim como as pessoas que se dedicam à ciência material são forçados a se ajustar às leis da física[2].

A fim de que o equilíbrio seja mantido, às vezes as Leis de um Reino da Natureza agem em oposição direta às Leis de um outro Reino da Natureza. Aqui, no Mundo Físico, as formas gravitam em direção ao centro da Terra. Se a solidez do Corpo Denso não nos impedisse, poderíamos alcançar Cristo sem esforço. É preciso poder para erguer um Corpo, mesmo que este esteja a alguns centímetros do solo; por outro lado, as formas espirituais têm uma tendência natural para levitar. Portanto, é relativamente fácil a um mestre de magia negra ir até Marte impelido pela força sexual roubada de suas vítimas. Ele é naturalmente atraído para o Planeta da paixão e, como a aura de Marte se mistura com a da Terra, a façanha está longe de ser difícil. Mas, ele não consegue penetrar nem mesmo no primeiro dos nove Estratos da Terra, os quais conduzem ao Senhor do Amor, que é o Espírito da nossa esfera[3]. Tal penetração é o Caminho da Iniciação, e é preciso poder da alma, pureza e abnegação para alcançar Cristo, e é por isso que tão poucos tem algo a dizer sobre a constituição interna do Planeta Terra.

Nós não vemos os objetos físicos fora do nosso olho; eles são refletidos na retina, e nós vemos apenas a sua “imagem” dentro do olho. Como a luz é o agente de reflexão, os objetos que resistem à passagem da luz parecem “opacos”; outras substâncias, como o vidro, parecem transparentes porque admitem, prontamente, a entrada dos raios de luz. Quando usamos a visão espiritual, uma luz de superlativa intensidade é gerada dentro do Corpo, entre o Corpo Pituitário e a Glândula Pineal[4]. Esta luz é focada “através” do chamado “ponto cego” no olho[5], diretamente sobre o objeto a ser investigado. O alcance do raio direto é inteiramente diferente do alcance do raio físico refletido. Ele penetra uma parede sem dificuldade, mas nenhum Espírito que está no Mundo do Desejo pode ver através do cristal. Nem Lúcifer, nem qualquer outro Espírito do mal jamais ousa atravessar qualquer coisa feita daquele material, nem mesmo através do menor pedaço de vidraça.

Conhecendo estes fatos, nossos Irmãos Maiores colocaram o Corpo Vital de Jesus em um sarcófago de cristal para protegê-lo do olhar dos curiosos ou profanos. Eles guardam esse receptáculo em uma caverna nas profundezas da Terra, onde ninguém que não seja Iniciado pode penetrar. Para garantir uma dupla segurança, há vigilantes que montam guarda constante junto de tão precioso Corpo; pois se esse veículo fosse destruído, a única via de saída de Cristo estaria eliminada, e Ele teria que permanecer prisioneiro na Terra até que a Noite Cósmica dissolvesse seus elementos químicos no Caos. Se isso acontecesse, a missão de Cristo como nosso Salvador fracassaria; Seu sofrimento seria consideravelmente prolongado e a nossa evolução iria se atrasar enormemente.

Trabalhemos, vigiemos e oremos pelo dia glorioso de Sua libertação.

(Carta nº 32 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Carta de Max Heindel: Cristo e Sua Segunda Vinda – Junho de 1913

Um dos pontos de maior importância nessa lição mensal, e sobre o qual existe um mal-entendido generalizado, tem a ver com a vinda de Cristo e ao veículo que Ele usará. A Bíblia fornece esse ensinamento muito claramente e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes estão em total acordo com ela; daí difere radicalmente da concepção atual e comum sobre esse assunto, tanto a da maioria dos Cristãos como entre aqueles que, involuntariamente ou por outras razões, apresentam falsos Cristos para enganar os incautos. É, portanto, de vital importância que os Estudantes da Escola Ocidental devem compreender este assunto completa e inteiramente, por isso, nós reiteraremos, resumidamente, os pontos de fundamental importância dos Ensinamentos Rosacruzes contidos no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” e em alguns outros livros da Fraternidade Rosacruz.

Cristo é o mais elevado Iniciado do Período Solar; a Terra era, então, formada de matéria de desejos e o Corpo mais denso do Arcanjo Cristo era formado deste material.

Ninguém pode formar um veículo de material que ele não tenha aprendido a moldar; por isso, o Espírito Cristo trabalhou com a nossa Humanidade de fora da Terra, da mesma forma que os Espíritos-Grupo guiam os animais, até que Jesus, voluntariamente, cedeu o seu Corpo Denso e seu Corpo Vital no Batismo. O Espírito Cristo, então, desceu e entrou nesses dois veículos e, usando esses dois Corpos para viver no Mundo Físico, forneceu o Seu ministério aos seres humanos, até que o Corpo Denso foi destruído no Gólgota, quando Ele se tornou o Espírito Interno e permanentemente presente da Terra. O Corpo Vital de Jesus foi guardado para o uso especial, para esperar o segundo advento de Cristo.

Cristo nos advertiu contra os imitadores, e surge a questão: “Como podemos distinguir o falso do verdadeiro?”. S. Paulo nos fornece informações bem definidas que, se prestarmos bem atenção nelas, estaremos salvos totalmente de enganos.

S. Paulo nos ensina (ICor 15:50): “Digo-vos, irmãos: a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus”. Ele insiste que esse Corpo será mudado à imagem do próprio veículo de Cristo (Fp 3:21: “…que transfigurará o nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso, pela força que lhe dá poder de submeter a si todas as coisas”), e em (IJo 3:2: “Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas o que nós seremos ainda não se manifestou. Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.”) encontramos o mesmo testemunho.

Assim, é evidente que qualquer pessoa que venha em Corpo Denso, se proclamando que é Cristo, é ou um demente, e digno de compaixão, ou um impostor, que merece desprezo e reprovação. Nem ficamos incertos quanto à natureza do veículo no qual encontraremos Cristo e seremos semelhantes a Ele. Na Primeira Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses (4:17: “em seguida nós, os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor, nos ares.”) é-nos dito que encontraremos o Senhor no ar. Portanto, necessariamente devemos ter um veículo de textura mais delicada do que a do nosso Corpo Denso atual. A transformação exigirá séculos, no que diz respeito à maioria das pessoas.

Na Primeira Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses (5:23: “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita; e que o vosso ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”), São Paulo diz que o ser completo humano consiste de Espírito, Alma e Corpo. Quando finalmente abandonarmos o Corpo Denso, como Cristo o fez, nós funcionaremos num corpo chamado soma psuchicon (Corpo-Alma), como dito na Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios 15:44: “…semeado corpo psíquico, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo psíquico, há também um corpo espiritual.”. Na versão inglesa, o versículo 44 diz: “Existe um Corpo natural e um Corpo espiritual”; mas o Novo Testamento não foi escrito em inglês e, como os tradutores nada sabiam dos ensinamentos internos, não tinham ideia de como traduzir a palavra grega que para eles parecia sem sentido, por isso, a traduziram como a compreenderam. A palavra que é usada e traduzida como “corpo natural” é soma psuchicon. Soma é uma palavra grega que, todos concordam, é Corpo – não há dúvidas quanto a isto. Mas Psuchicon – psuche – (psyche) – a alma – um Corpo-Alma do qual nunca ouviram falar; provavelmente pareceu-lhes tolice, de maneira que traduziram a palavra como “Corpo natural”. É verdade que S. Paulo diz na 1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:23, que o ser de todo ser humano é Espírito, Alma e Corpo, mas, provavelmente, eles interpretaram Alma e Espírito como sinônimos. Existe, porém, uma grande diferença, como é explicado nos Mistérios Rosacruzes: este Corpo-Alma é o veículo a que S. Paulo se refere e no qual encontraremos Cristo. É composto de Éter e, portanto, capaz de levitação e de passar por paredes, uma vez que toda matéria densa é permeada com Éter. Os Auxiliares Invisíveis o usam hoje, como Cristo o fez.. Em nossa literatura, esse é o Corpo Vital, um veículo feito de Éter, capaz de levitação e da mesma natureza do Corpo usado por Cristo depois da Crucificação. Esse veículo não está sujeito à morte, como o nosso Corpo Denso e é, finalmente, transmutado em Espírito, como aprendemos em nossa literatura e é confirmado na Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios, no Capítulo 15.

Por conseguinte, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental estão em perfeita concordância com a Bíblia quando afirmam, mais enfaticamente, que Cristo nunca voltará “na carne” (isto seria um retrocesso para Ele). Da mesma maneira que a larva rompe o seu casulo que a aprisiona e se transforma em uma borboleta que voa entre as flores – processo deslumbrante de animada beleza – assim algum dia nós nos livraremos desse invólucro mortal que nos prende à Terra e ascenderemos ao céu como almas viventes, radiantes de glória, ansiosas por encontrar o nosso Salvador na “terra das almas”, o Novo Céu e a Nova Terra. Este é um dos pontos principais da doutrina da Escola Rosacruz, e nós confiamos que nossos Estudantes se esforçarão por assimilar totalmente este assunto, para que possam “dar uma razão” à fé deles.

(Cartas aos Estudantes – nº 31 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel)

[2] N.T.: As leis da física são enunciadas de verdades científicas, do ponto de vista da Região Química do Mundo Físico, que descrevem o comportamento do universo. Elas são fundamentais para a compreensão da Natureza (restrita à Região Química do Mundo Físico) e são usadas em diversas áreas, desde a engenharia até a tecnologia. As principais leis da física: Leis de Newton, Leis da Termodinâmica, Leis de Kepler, Lei da Gravitação Universal, Lei de Coulomb, Leis da Óptica, Lei de Ohm.

[3] N.T.: O Espírito Planetário da Terra: Cristo.

[4] N.T.: Duas Glândulas Endócrinas, também chamadas de Hipófise e Epífise Cerebral, respectivamente.

[5] N.T.: O ponto cego do olho, também conhecido como escotoma, é uma região da retina onde não existem células fotorreceptoras, tornando-a incapaz de perceber estímulos visuais. Essa área corresponde ao local onde o nervo óptico sai do olho, formando uma espécie de “buraco” na retina. Apesar de não percebermos diretamente o ponto cego devido à compensação do cérebro e à visão binocular, ele existe e pode ser demonstrado por meio de testes simples. O ponto cego é uma consequência da anatomia do olho. A retina, camada sensível à luz na parte de trás do olho, possui células fotorreceptoras (cones e bastonetes) que convertem a luz em sinais elétricos. Esses sinais são transmitidos ao cérebro através do nervo óptico. No entanto, a área onde o nervo óptico se conecta à retina não possui esses fotorreceptores, criando uma pequena região onde não há percepção visual. Dois experimentos simples para demonstrar o ponto cego: Feche um olho e olhe fixamente para um ponto enquanto move um objeto (como um círculo) para perto e para longe. Em determinado ponto, o círculo desaparecerá (Teste do X e O); Estenda um braço e olhe fixamente para um objeto. Coloque o outro polegar ao lado e mova-o lentamente para o lado. Em determinado momento, o polegar desaparecerá. (Teste do polegar).

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Essênios – Os Precursores de Cristo

Com o recente descobrimento de antigos documentos palestinos, que hoje conhecemos com o nome de Pergaminhos do Mar Morto, importantes fatos relacionados com o advento do Cristianismo surgiram, chamando a atenção não somente dos eruditos e estudantes bíblicos como de todo o povo e de toda a pessoa que lê e pensa, sem preconceitos, livremente. O interesse geral que hoje notamos sobre o conteúdo de tais pergaminhos mostra que esse descobrimento tem especial significação.

Os pergaminhos são restos de uma biblioteca pertencente aos Essênios, comunidade religiosa de antes e ao tempo de Cristo, espalhada por diversos pontos do mundo daquela época e que fundou uma colônia nas colinas da Judeia perto do Mar Morto, numa data não especificada do segundo século antes de Cristo. Nesse lugar, chamado Qumran, um pastor beduíno, procurando uma cabra perdida, entrou numa gruta e encontrou uns jarros de cerâmica que encerravam o maior achado documental de toda história. Isto aconteceu em 1947. Desde então, despertados para o assunto, representantes católicos e protestantes bem como estudiosos cientistas empreenderam no local e nas proximidades contínuas explorações, encontrando tesouros após tesouros nesse campo, ascendendo hoje a centenas de manuscritos. A maioria deles são simples fragmentos, porém, de grande importância, posto que compreendem partes de quase todos os livros do Antigo Testamento, bem como dos livros apócrifos, além de Hinos e escritos acerca dos Essênios, essa Ordem Devota, já estudada por Max Heindel quando escreveu o “Conceito Rosacruz do Cosmos” em 1909, e não mencionada no Novo Testamento. Muitos desses manuscritos bíblicos são anteriores em mais de mil anos ao tradicional texto hebraico que constituiu o fundamento de nossa bíblia.

Existem nove grutas perto do antigo centro Essênio; nestas se encontravam os inapreciáveis manuscritos, alguns de pele, outros de papiro e outros ainda de cobre. A primeira gruta encerrava o grande rolo de Isaías, que é quase uma versão fiel do texto atual, contido na bíblia. Os eruditos apontaram ligeiras variantes desse pergaminho, em confronto com o texto atual, das quais, apenas algumas merecem importância maior. Essas divergências mais importantes já foram incorporadas na Versão Standard Revisada (inglesa). Segundo os estudiosos, o maior proveito que se tirou do pergaminho de Isaías foi a eliminação da barreira para o conhecimento do texto hebreu arcaico, conhecimento que até agora não havia sido conquistado. Essa primeira gruta continha também um comentário sobre o livro de Habacuque, que era desconhecido, e o Manual de Disciplina Essênio, como foi chamado. Muito do material encontrado já foi traduzido e publicado em diversas línguas, inclusive em português. A Universidade Hebraica de Jerusalém foi a primeira a proceder a versão dos artigos principais, além do pergaminho segundo de Isaías, um saltério da Ordem e uma relação essênia da Guerra dos Filhos da Luz.

O seguinte descobrimento importante foi o da quarta gruta, onde acharam mais de trezentos manuscritos. A diferença era a de conservação: os documentos da primeira gruta estavam encerrados em jarras fechadas e seladas, portanto, conservados, ao passo que o da quarta estavam sem nenhuma proteção contra os elementos e, assim, em condições fragmentárias. Deduzimos daí que foram deixados às pressas por ocasião da invasão romana levada a efeito no ano 67 D.C. em que destruíram Qumran. As explorações continuam. Cada ano traz algo de novo aos descobrimentos. A tarefa de decifrar, traduzir, cotejar e interpretar o material é uma obra que absorverá a atenção dos eruditos por muitos anos mais.

A primeira apresentação geral do assunto foi feita por Edmund Wilson, num extenso artigo publicado no THE NEW YORKER, número de maio de 1955. Desde então foram publicados centenas de artigos em jornais e revistas religiosos, populares e científicos. Já em 1952 havia sido publicado um livro de cem páginas, sob o título “Os pergaminhos do Mar Morto” por A. Dupont-Sommer, professor de línguas semíticas da Universidade Sourbonne de Paris. Era um estudo preliminar. A Universidade de Oxford está preparando uma série de volumes sobre o assunto.

Para os esoteristas, principalmente os Cristão-esotéricos, que são os Estudantes Rosacruzes, a literatura dos Essênios é de enorme interesse por mais de uma razão. Os Essênios foram os esoteristas de seu tempo e se achavam entre os principais depositários dos Ensinamentos dos Mistérios da Antiguidade. Possuíam literatura a que tinham acesso apenas “os discretos”. Eram o degrau entre a Antiga e a Nova Dispensação, constituídos pelo Alto para serem os precursores de Cristo e os iluminados heraldos de um novo evangelho. É um descobrimento estremecedor que projeta sobre essa santa Ordem uma luz mais clara do que a que a iluminava nos dias da comunidade cristã primitiva.

Os Essênios, os Fariseus e os Saduceus foram as três principais seitas que existiam dentro do Judaísmo, ao tempo de Cristo. Os Essênios foram “os religionários da nova fé”. Constituíam uma sociedade estreitamente esotérica. A ela pertenceram S. João Batista, seus pais Zacharias e Izabel, Jesus, Maria e José, Ananias que em Damasco iniciou S. Paulo etc.

Os Saduceus eram a classe sacerdotal que havia perdido a luz interior com sua absorção nos interesses materiais. Não acreditavam em Anjos nem na imortalidade da alma. Por isso são considerados os materialistas religiosos de sua época.

Os Fariseus eram constituídos pelos escribas e os Doutores e intérpretes da lei. Consideravam tão rigorosamente a letra, o texto, que perdiam de vista o espírito dela. Em outras palavras, eram os tradicionalistas.

Desse modo, nem os Saduceus, nem os Fariseus estavam capacitados a ler corretamente os sinais dos tempos. Ambos conheciam a lei e os profetas, ensinavam a vinda de um redentor ao mundo. Não obstante, eram incapazes de perceber a preparação efetiva dos Essênios para recebê-Lo. Carecendo de percepção espiritual, não apenas não reconheceram o Messias como se tornaram Seus inimigos. Que trágica incoerência! Os líderes oficiais de Israel (cujo destino nacional e racial era preparar um veículo físico para a pessoa de Jesus de Nazaré na Divina Encarnação e estabelecer um ambiente adequado e uma atmosfera social propícia à Sua manifestação e ministério) não conheceram sua missão!

Mas o plano de salvação não podia ser frustrado pelo fracasso desses seres, embora devessem eles estar à frente do cumprimento dessa preparação. Mas, para contrabalançar, atrás dessa cena pública encontravam-se em recolhimento os Essênios, aquelas almas que não haviam perdido a iluminação interna e se conservavam fiéis à Sabedoria dos Mistérios. Eles se haviam consagrado, como discípulos espirituais, a preparar os passos do Senhor. Com esse fim, visando a evitar a contaminação do mundo, reuniram-se em cidades pequenas e, das grandes cidades afastavam-se para o deserto, constituindo comunidades fechadas, inteiramente dedicadas ao cultivo da vida espiritual. Não era um retiro egoísta com finalidade de fugir das responsabilidades que deviam ter perante a comunidade nacional. Ao contrário; era genuína e profundamente altruísta, pois tinham perfeita visão das condições e sofrimentos do mundo e se incumbiam do nobre duro mister de criar as condições etéricas necessárias para a vinda do Messias que devia ser o Salvador do mundo. Foi um movimento sacrificial que implicava a observância de severas disciplinas e preces; uma forma ascética de vida e um ostracismo virtual do mundo convencional que os cercava. Eles eram diferentes, demasiado diferentes para livremente misturar-se com a multidão e seguir suas normas de vida.

Os Essênios chamavam a si mesmos de Novo Israel e se consideram o povo do Novo Testamento. Chegara o tempo em que a Antiga Dispensação (a segunda das duas Jeovísticas) deveria ceder lugar à Nova Dispensação (a primeira das duas Cristãs). Os Essênios estavam preparados para essa transição e prepará-la foi sua missão.

Nesse tempo, o Judaísmo oficial, como dissemos, estava nas mãos dos tradicionalistas e de sacerdotes egoístas. Os saduceus (termo que significa os filhos de Sadoc) eram a Casta Sacerdotal. Sadoc foi o passado da classe sacerdotal judaica e o primeiro a servir no Templo de Salomão. Mas os Saduceus já não eram fiéis a este prestígio e à confiança que neles depositavam, pois os interesses egoístas competiam com o serviço sacerdotal. Permitiam que os traficantes negociassem em santos lugares, sacrilégios que mais tarde moveu Cristo a expulsar do Templo os cambistas de moedas. Mas a vocação sacerdotal não devia ser abandonada. Devia, isso sim, ser restaurada em seu legítimo lugar de honra e dignamente conservada para presidir no altar do Senhor. Os requisitos para tal serviço deveriam advir, não da herança física, mas da aptidão espiritual que os Essênios buscavam cumprir. Daí os Essênios reclamarem para si o nome de Filhos de Sadoc, não em virtude de sua ascendência, senão em decorrência de sua linhagem espiritual.

Em conexão com este fato, Flávio Josefo, o famoso historiador judeu do primeiro século de nossa era, afirmou que na comunidade dos Essênios a vida estava baseada, não nos laços de sangue, mas no zelo da virtude e no amor à humanidade. Isto os situa definidamente na Nova Dispensação. Foram cristãos, antes da vinda de Cristo

O laço de sangue era a base da comunidade judaica na Antiga Dispensação. As unidades sociais eram determinadas pelas relações físicas. Com exceção dos Essênios, os hebreus anteriores à vinda de Cristo, e ainda os judeus de hoje, estavam ligados em virtude de sua descendência comum do Pai Abraão. Cristo veio para romper esse laço de sangue e substitui-lo pela união espiritual. A isto se referia Cristo quando disse aos judeus que se orgulhavam de ser os eleitos, por serem filhos de Abraão: “Antes de Abraão fosse, eu era” (Jo 8:58). Com essa afirmação estava atribuindo a seus ouvintes uma herança maior, a herança de Deus, o Pai. Essa herança, comum a todos nós, nos torna todos irmãos. Os Essênios não haviam aceitado este fato de modo puramente intelectual: eles o viviam. Suas ações não eram motivadas pelos impulsos hereditários que emanavam do sangue, senão que brotavam do centro espiritual de seu Ser. Eles haviam alcançado a união com o Cristo interno e por ele, a ligação com o Cristo Cósmico, antes mesmo de Sua primeira vinda aqui, pondo sua vida em consonância com a d’Ele. Haviam, assim, transcendido o pensamento racial separatista e chegado a ser verdadeiramente universalistas.

O destino de todos nós é alcançar, algum dia, a libertação dos restritivos laços raciais e alcançar a viva realização da unidade do gênero humano, como conseguiram entre si os Essênios. A essência da missão de Cristo é precisamente a de nos ajudar a alcançar esse estado. Mas Sua ajuda não foi dada de uma vez por todas, durante os três anos de Seu ministério por Cristo Jesus; Seu ministério continua dos Mundos internos irradiando à nossa esfera humana, impulsos espirituais que fortalecem a nossa vida egóica, despertando em cada um de nós o reconhecimento do Eu superior e nos fazendo compreender nosso imortal destino como Filho de Deus.

Que os Essênios haviam tido contato consciente com o Cristo Cósmico, para cuja iminente encarnação estavam fazendo os mais cuidadosos preparativos, está evidenciado nos pergaminhos que deixaram claro muitos pontos que mantêm inequívoca similitude com os Evangelhos, demonstrando a sua associação com Cristo-Jesus. Por exemplo, o Manual de Disciplina, um dos mais importantes dos recém-descobertos manuscritos essênios, contém uma afirmação quase idêntica à usada por S. João, ao início de seu Evangelho: “E por Seu conhecimento, tudo se fez. E tudo o que é, foi estabelecido por seu propósito e fora d’Ele nada se faz”. A versão de S. João dessa sublime verdade, tão familiar a nós, Estudantes Rosacruzes, reza: “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que tem sido feito se fez”. Tão profundas afirmações só podiam ter surgido da consciência de um Iniciado. S. João a possuía, conforme o expressa no Evangelho. Antes de S. João, os Essênios a possuíam, conforme ficou evidenciado em seus escritos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1962-Fraternidade Rosacruz-SP)

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