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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Estudos Bíblicos Rosacruzes – Em Perguntas e Respostas

Pergunta: A Bíblia e os fatos concretos fornecem indícios referentes às mudanças futuras?
Pergunta: A Bíblia ensina a imortalidade da alma de uma forma autoritária. A Filosofia Rosacruz ensina o mesmo abertamente, apelando à razão. Não há provas positivas sobre a imortalidade?
Pergunta: A Bíblia menciona os Fariseus, Saduceus e Publicanos, mas não faz referência aos Essênios. Vocês podem esclarecer isto?
Pergunta: A cruz constitui apenas um símbolo de sofrimento, como dão a entender as religiões cristãs populares? Não teria um significado mais transcendental?
Pergunta: A Estrela de Belém não era um cometa?
Pergunta: A missão de Cristo não poderia ter sido cumprida sem um método tão drástico como o da crucificação?
Pergunta: A que o Cristo se referiu quando disse: “Todo aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, nele não entrará”?
Pergunta: Afirma-se que Cristo não comeu carne (incluindo peixe). Como se explica o fato relatado segundo o qual Ele comeu o cordeiro pascal na Ceia do Senhor?
Pergunta: Algo está faltando na sua Bíblia?
Pergunta: As forças lunares são mencionadas como sendo um sal? O que tem haver isso com o “temperar” e ter paz?
Pergunta: Como conciliar o fato de permanecermos um terço da vida recém-finda no Purgatório com as palavras de Cristo ao ladrão agonizante: “Hoje estarás comigo no paraíso?”
Pergunta: Como o Cristianismo Esotérico explica o fenômeno ocorrido no Dia de Pentecostes?
Pergunta: Como o Esoterismo interpreta a Crucificação?
Pergunta: Como os Ensinamentos Rosacruzes se harmonizam com a Bíblia nos seguintes pontos: vocês usam o termo “salvadores” e falam de Jesus como um salvador, e o classificam juntamente com Buda e Maomé; a Bíblia diz que “Porque
Pergunta: Como podem conciliar a declaração da Bíblia, ou seja, que José só conheceu Maria após ela ter dado à luz ao seu primogênito Jesus que foi concebido pelo Espírito Santo, com os Ensinamentos Rosacruzes que dizem que Jesus era o filho de um pai humano, José?
Pergunta: Como podemos conciliar o ensinamento de S. Paulo: “É bom para o homem não tocar em mulher” (ICor 7: 1) com o ensinamento do Conceito Rosacruz do Cosmos (Cap. XVII – O Voto do Celibato) em que o autor diz: “os Aspirantes à vida superior é que estão em melhores condições para gerar Corpos Densos apropriados às necessidades do desenvolvimento das entidades que querem renascer”?
Pergunta: Como resposta à Pergunta 113 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume I[1] – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz lemos que Cristo não ressuscitou os mortos. No Evangelho Segundo S. João, Capítulo 11, versículo 11, Cristo-Jesus disse, “Nosso amigo Lázaro dorme” e, em seguida, no versículo 14, Cristo-Jesus disse-lhes claramente, “Lázaro está morto”. Isso nos leva a pensar que Cristo se enganou na primeira passagem. O que está correto? Novamente no Evangelho Segundo S. Mateus, Capítulo 1, versículo 8, os Apóstolos recebem a missão de ressuscitar os mortos.
Pergunta: Como saber se o Ego permanece consciente após a morte? A esse respeito lemos na Bíblia, no Livro de Jó (14:12): “jaz, porém, o homem e não pode levantar-se, os céus se gastariam antes de ele despertar ou ser acordado de seu sono”?
Pergunta: Como se harmonizam os Ensinamentos Rosacruzes com a Bíblia nos seguintes pontos: “salvadores”: Jesus como o Salvador, e O classificam juntamente com Buda e Maomé; a Bíblia diz que “Jesus é o Filho unigênito de Deus”?
Pergunta: Como um Estudante Rosacruz estuda a Bíblia?
Pergunta: Como você pode acreditar na teoria da reencarnação, que afirma que voltamos para cá no corpo de um animal? Não é muito mais gratificante acreditar na doutrina Cristã, segundo a qual vamos para o paraíso com Deus e os Anjos?
Pergunta: Cristo (um ser do Período Solar) é o Espírito da nossa Terra? Se a Terra era apenas uma massa inani­mada até uns 2000 anos atrás, onde está o Espírito da Terra ante­rior? Se é apenas um Raio do Cristo Cósmico, o qual, como fonte purificadora, está trabalhando dentro e através da Terra, há outro Espírito cujo corpo é a nossa Terra? Quando o Espírito de Cristo for li­bertado da Sua escravidão, qual será o Espírito que será o Espírito Planetário da Terra?
Pergunta: Cristo deu realmente a S. Pedro as chaves do “céu e do inferno”, ou que outro sentido tem esta passagem?
Pergunta: Cristo já não se encontra no Sol? E se Ele vive no coração da Terra, como já ouvimos muitos ensinarem, como Espírito Planetário, como poderá Ele vir, se já está aqui?
Pergunta: Cristo não encarnou anteriormente em Gautama Buda e, ainda antes, em Krishna?
Pergunta: De acordo com a Bíblia, apenas o ser humano recebeu uma alma. Então, por que você diz que os animais têm um Espírito-Grupo?
Pergunta: De acordo com os Ensinamentos Rosacruzes quando Cristo voltará?
Pergunta: Diz-se que quando o Novo Testamento menciona o “Filho do Homem” quer se referir ao Espírito Solar. Os adoradores do Sol foram considerados idólatras. Nós também seríamos considerados como tais?
Pergunta: Diz-se que quando o Novo Testamento menciona o “Filho do Homem” quer se referir ao Espírito Solar. Os adoradores do Sol foram considerados idólatras. Nós também seríamos considerados como tais?
Pergunta: É comumente assumido que cada Alma individual teve um começo, mas, mesmo assim, é constituída de forma que seja imperecível. Essa ideia foi questionada por alguém que acredita que a morte põe fim a tudo, e eu gostaria de encontrar algum argumento, ou passagens da Bíblia para que eu possa convencê-lo de que ele está errado. Você poderia me ajudar, por favor?
Pergunta: É verdade que Eva foi retirada da costela de Adão?
Pergunta: Em que versículo Bíblico é especificamente mencionado que o ato de comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal se referia ao ato sexual?
Pergunta: Em uma de suas palestras, o senhor disse que era um erro enviar missionários a países estrangeiros; que as Religiões praticadas pelos chamados pagãos são adequadas para eles atualmente, mas que esses missionários causaram pouco dano até agora. Como, então, o senhor explica a ordem de Cristo aos seus Apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura?
Pergunta: Encontramos na Bíblia, no Livro de Jó, as seguintes palavras: “Podes atar as cadeias das Plêiades ou soltar os atilhos do Orion?” (Jo 38:31). Essas estrelas exercem alguma influência sobre os seres humanos?
Pergunta: Existe alguma conexão entre o Jardim Bíblico do Éden e o laboratório dos alquimistas?
Pergunta: Existe uma significância oculta nas várias festas anuais Cristãs?
Pergunta: Por favor, poderia explicar o que significa pecar contra o Espírito Santo?
Pergunta: Há algum trecho na Bíblia, seja no Antigo ou no Novo Testamento, onde é dito aos seres humanos, que se casem e vivam depois como irmão e irmã, sob quaisquer circunstâncias? Se isto não consta na Bíblia, por que é ensinado por vocês?
Pergunta: Jesus fez uma parte do trabalho enquanto Cristo fez outra parte?
Pergunta: Jesus foi batizado aos trinta anos, recebendo o “Espírito de Cristo”. Por favor, explique esse Batismo.
Pergunta: Jesus não comia peixe? Por que então os Rosacruzes são vegetarianos?
Pergunta: Jesus não era judeu? Se sim, então, o que ele quis dizer com ‘antes que Abraão existisse, Eu sou’? Pois mesmo que tenha renascido, Abraão foi o pai da raça judia, não?
Pergunta: Na primeira igreja que tivemos, Tabernáculo no Deserto, por que o incenso era usado se é prejudicial? Como poderia ser ofertado ao Senhor simbolizando o aroma do serviço?
Pergunta: No Apocalipse, São João diz: “E já não haverá mar”. O que isso significa?
Pergunta: No Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz nós lemos: “como o Espírito é necessariamente bissexual, renasce, alternadamente, em Corpos masculinos e femininos a fim de adquirir toda espécie de experiências, posto que a experiência de um sexo difere amplamente da do outro”. Lemos, também, que Elias renasceu como João Batista. Não se faz menção a renascimentos intermediários em sexos alternados. Isso está de acordo com o que está escrito?
Pergunta: O Credo Cristão está baseado na autoridade divina?
Pergunta: O ensinamento do Novo Testamento mostrando o Espírito Santo, o Consolador, tão delicado e misericordioso, torna difícil identificá-Lo com o vingativo Jeová do Antigo Testamento. Como podemos conciliar isso?
Pergunta: O que aconteceu à Virgem Maria no momento da Assunção?
Pergunta: O que é uma Oração?
Pergunta: O que é, de fato, o Reino dos Céus?
Pergunta: O que significa a salvação e a “condenação eterna”?
Pergunta: O que significa, no Credo dos Apóstolos e na Bíblia, a ressurreição do Corpo?
Pergunta: Os Ensinamentos Rosacruzes ensinam que Cristo é o Espírito Solar e, por essa razão, parece perfeitamente lógico que consideremos o domingo como dia sagrado para a “dedicação ao Senhor” em terras Cristãs. No entanto, Jeová é o Regente da Lua. Por que, então, os Judeus não foram ensinados a guardar a segunda-feira como dia sagrado em vez do dia de Saturno, que agora é o “sábado”?
Pergunta: Para onde foi o Espírito de Jesus, quando o Espírito do Cristo entrou em seu Corpo Físico no momento do Batismo? Esse Espírito renasce novamente ou já atingiu o máximo de perfeição pela evolução no Planeta Terra?
Pergunta: Para onde foi o homem Jesus depois que o Cristo se apoderou dos seus veículos inferiores? Estaria ele presente, mas inativo, durante todo o ministério de Cristo?
Pergunta: Perto da Páscoa de 1996 aconteceu um fato muito curioso nos EUA: em várias Revistas apareceram a imagem de Jesus Cristo e discussões sobre Ressurreição. Qual foi o objetivo?
Pergunta: Por favor, me diga o que Jesus quis dizer quando disse à sua mãe Maria: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2:4).
Pergunta: Por que as cores do véu do Templo e das vestes sacerdotais eram, como foi mencionado no Êxodo, azul, púrpura e escarlate, em lugar de serem as três cores primárias?
Pergunta: Por que as cores do véu no Tabernáculo eram púrpura, escarlate e branca? Por que as três cores primárias, azul, vermelho e amarelo não foram representadas?
Pergunta: Por que é que cada seita interpreta a Bíblia de maneira diferente e por que cada uma obtém desse livro uma aparente vindicação das suas ideias?
Pergunta: Por que foi necessário que o Cristo entrasse no Corpo Denso e Vital de Jesus e fosse tentado para sentir compaixão por nós? Um grande Ser como Ele não poderia sentir compaixão sem passar por isso?
Pergunta: Por que Jesus foi chamado “o Filho do Homem”?
Pergunta: Por que o Senhor elogiou o administrador injusto, conforme relatado no capítulo décimo sexto do Evangelho Segundo São Lucas?
Pergunta: Quais foram os presentes dos Reis Magos?
Pergunta: Qual a atitude Rosacruz para com a oração, à luz das recomendações bíblicas?
Pergunta: Qual a Simbologia Esotérica sobre o profeta Jonas ter passado três dias e três noites no ventre de um peixe?
Pergunta: Qual é a conexão existente entre o Jardim do Éden do Gênesis e a Nova Jerusalém do Apocalipse?
Pergunta: Qual é o significado da cruz? É simplesmente um instrumento de tortura, como geralmente se ensina nas Religiões Cristãs populares?
Pergunta: Qual é o significado das letras I.N.R.I. colocadas, às vezes, no topo da cruz?
Pergunta: Qual é o significado esotérico dos dois ladrões e da Cruz?
Pergunta: Qual o Significado Oculto do Sofrimento de Cristo no Jardim do Getsemani?
Pergunta: Quem foram os Pastores que estavam no momento do nascimento de Jesus?
Pergunta: Será que realmente serve a algum propósito relembrar todos os anos o sofrimento de Cristo? Se não, porque a Igreja Cristã não omite a Paixão e a Coroa de Espinhos, concentrando seus esforços na celebração da Páscoa como um tempo de júbilo?
Pergunta: Se “Deus fez o homem um pouco inferior aos Anjos”, como é possível que ele se torne, no final, superior a eles nos Mundos espirituais?
Pergunta: Se a mulher é uma emanação do homem, conforme a história da “Costela de Adão”, ela será reabsorvida no retorno final à unidade, perdendo sua Individualidade na divindade masculina?
Pergunta: Se Cristo alimentou a multidão com peixes, por que é errado usá-los, ou mesmo a carne deles como alimento?
Pergunta: Se Cristo veio apenas uma vez, há mais de dois mil anos, como é possível que outras Religiões mais antigas que o Cristianismo afirme ter sido fundadas por um Salvador? E se Ele foi um fator tão marcante na vida judaica, como os Evangelhos o descrevem, por que o historiador judeu Flávio Josefo (ou apenas Josefo – em latim: Flavius Josephus) se refere a ele apenas em uma passagem curta e superficial? Os Evangelhos são documentos históricos?
Pergunta: Se, como você diz, o Corpo de Jesus foi dispersado aos quatro ventos depois do sepultamento, então como pôde Tomé tocar em Jesus após a morte? Pois Ele disse: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho.” (Lc 24:39). Mais adiante, é dito que Ele comeu peixe e mel. É possível a um Espírito, sem um Corpo Denso, comer, beber e ser tocado?
Pergunta: Você pode provar, por meio da Bíblia, que o Ego nasce e renasce até estar apto a se apresentar diante de Deus?
Pergunta: Você poderia me dar uma ideia aproximada de quando podemos esperar que Cristo volte e governe o mundo como sumo sacerdote depois da Ordem de Melquisedeque?
Pergunta: Vocês consideram a Doutrina da Trindade legítima? Se assim for como podem explicá-la?
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Essênios – Os Precursores de Cristo

Com o recente descobrimento de antigos documentos palestinos, que hoje conhecemos com o nome de Pergaminhos do Mar Morto, importantes fatos relacionados com o advento do Cristianismo surgiram, chamando a atenção não somente dos eruditos e estudantes bíblicos como de todo o povo e de toda a pessoa que lê e pensa, sem preconceitos, livremente. O interesse geral que hoje notamos sobre o conteúdo de tais pergaminhos mostra que esse descobrimento tem especial significação.

Os pergaminhos são restos de uma biblioteca pertencente aos Essênios, comunidade religiosa de antes e ao tempo de Cristo, espalhada por diversos pontos do mundo daquela época e que fundou uma colônia nas colinas da Judeia perto do Mar Morto, numa data não especificada do segundo século antes de Cristo. Nesse lugar, chamado Qumran, um pastor beduíno, procurando uma cabra perdida, entrou numa gruta e encontrou uns jarros de cerâmica que encerravam o maior achado documental de toda história. Isto aconteceu em 1947. Desde então, despertados para o assunto, representantes católicos e protestantes bem como estudiosos cientistas empreenderam no local e nas proximidades contínuas explorações, encontrando tesouros após tesouros nesse campo, ascendendo hoje a centenas de manuscritos. A maioria deles são simples fragmentos, porém, de grande importância, posto que compreendem partes de quase todos os livros do Antigo Testamento, bem como dos livros apócrifos, além de Hinos e escritos acerca dos Essênios, essa Ordem Devota, já estudada por Max Heindel quando escreveu o “Conceito Rosacruz do Cosmos” em 1909, e não mencionada no Novo Testamento. Muitos desses manuscritos bíblicos são anteriores em mais de mil anos ao tradicional texto hebraico que constituiu o fundamento de nossa bíblia.

Existem nove grutas perto do antigo centro Essênio; nestas se encontravam os inapreciáveis manuscritos, alguns de pele, outros de papiro e outros ainda de cobre. A primeira gruta encerrava o grande rolo de Isaías, que é quase uma versão fiel do texto atual, contido na bíblia. Os eruditos apontaram ligeiras variantes desse pergaminho, em confronto com o texto atual, das quais, apenas algumas merecem importância maior. Essas divergências mais importantes já foram incorporadas na Versão Standard Revisada (inglesa). Segundo os estudiosos, o maior proveito que se tirou do pergaminho de Isaías foi a eliminação da barreira para o conhecimento do texto hebreu arcaico, conhecimento que até agora não havia sido conquistado. Essa primeira gruta continha também um comentário sobre o livro de Habacuque, que era desconhecido, e o Manual de Disciplina Essênio, como foi chamado. Muito do material encontrado já foi traduzido e publicado em diversas línguas, inclusive em português. A Universidade Hebraica de Jerusalém foi a primeira a proceder a versão dos artigos principais, além do pergaminho segundo de Isaías, um saltério da Ordem e uma relação essênia da Guerra dos Filhos da Luz.

O seguinte descobrimento importante foi o da quarta gruta, onde acharam mais de trezentos manuscritos. A diferença era a de conservação: os documentos da primeira gruta estavam encerrados em jarras fechadas e seladas, portanto, conservados, ao passo que o da quarta estavam sem nenhuma proteção contra os elementos e, assim, em condições fragmentárias. Deduzimos daí que foram deixados às pressas por ocasião da invasão romana levada a efeito no ano 67 D.C. em que destruíram Qumran. As explorações continuam. Cada ano traz algo de novo aos descobrimentos. A tarefa de decifrar, traduzir, cotejar e interpretar o material é uma obra que absorverá a atenção dos eruditos por muitos anos mais.

A primeira apresentação geral do assunto foi feita por Edmund Wilson, num extenso artigo publicado no THE NEW YORKER, número de maio de 1955. Desde então foram publicados centenas de artigos em jornais e revistas religiosos, populares e científicos. Já em 1952 havia sido publicado um livro de cem páginas, sob o título “Os pergaminhos do Mar Morto” por A. Dupont-Sommer, professor de línguas semíticas da Universidade Sourbonne de Paris. Era um estudo preliminar. A Universidade de Oxford está preparando uma série de volumes sobre o assunto.

Para os esoteristas, principalmente os Cristão-esotéricos, que são os Estudantes Rosacruzes, a literatura dos Essênios é de enorme interesse por mais de uma razão. Os Essênios foram os esoteristas de seu tempo e se achavam entre os principais depositários dos Ensinamentos dos Mistérios da Antiguidade. Possuíam literatura a que tinham acesso apenas “os discretos”. Eram o degrau entre a Antiga e a Nova Dispensação, constituídos pelo Alto para serem os precursores de Cristo e os iluminados heraldos de um novo evangelho. É um descobrimento estremecedor que projeta sobre essa santa Ordem uma luz mais clara do que a que a iluminava nos dias da comunidade cristã primitiva.

Os Essênios, os Fariseus e os Saduceus foram as três principais seitas que existiam dentro do Judaísmo, ao tempo de Cristo. Os Essênios foram “os religionários da nova fé”. Constituíam uma sociedade estreitamente esotérica. A ela pertenceram S. João Batista, seus pais Zacharias e Izabel, Jesus, Maria e José, Ananias que em Damasco iniciou S. Paulo etc.

Os Saduceus eram a classe sacerdotal que havia perdido a luz interior com sua absorção nos interesses materiais. Não acreditavam em Anjos nem na imortalidade da alma. Por isso são considerados os materialistas religiosos de sua época.

Os Fariseus eram constituídos pelos escribas e os Doutores e intérpretes da lei. Consideravam tão rigorosamente a letra, o texto, que perdiam de vista o espírito dela. Em outras palavras, eram os tradicionalistas.

Desse modo, nem os Saduceus, nem os Fariseus estavam capacitados a ler corretamente os sinais dos tempos. Ambos conheciam a lei e os profetas, ensinavam a vinda de um redentor ao mundo. Não obstante, eram incapazes de perceber a preparação efetiva dos Essênios para recebê-Lo. Carecendo de percepção espiritual, não apenas não reconheceram o Messias como se tornaram Seus inimigos. Que trágica incoerência! Os líderes oficiais de Israel (cujo destino nacional e racial era preparar um veículo físico para a pessoa de Jesus de Nazaré na Divina Encarnação e estabelecer um ambiente adequado e uma atmosfera social propícia à Sua manifestação e ministério) não conheceram sua missão!

Mas o plano de salvação não podia ser frustrado pelo fracasso desses seres, embora devessem eles estar à frente do cumprimento dessa preparação. Mas, para contrabalançar, atrás dessa cena pública encontravam-se em recolhimento os Essênios, aquelas almas que não haviam perdido a iluminação interna e se conservavam fiéis à Sabedoria dos Mistérios. Eles se haviam consagrado, como discípulos espirituais, a preparar os passos do Senhor. Com esse fim, visando a evitar a contaminação do mundo, reuniram-se em cidades pequenas e, das grandes cidades afastavam-se para o deserto, constituindo comunidades fechadas, inteiramente dedicadas ao cultivo da vida espiritual. Não era um retiro egoísta com finalidade de fugir das responsabilidades que deviam ter perante a comunidade nacional. Ao contrário; era genuína e profundamente altruísta, pois tinham perfeita visão das condições e sofrimentos do mundo e se incumbiam do nobre duro mister de criar as condições etéricas necessárias para a vinda do Messias que devia ser o Salvador do mundo. Foi um movimento sacrificial que implicava a observância de severas disciplinas e preces; uma forma ascética de vida e um ostracismo virtual do mundo convencional que os cercava. Eles eram diferentes, demasiado diferentes para livremente misturar-se com a multidão e seguir suas normas de vida.

Os Essênios chamavam a si mesmos de Novo Israel e se consideram o povo do Novo Testamento. Chegara o tempo em que a Antiga Dispensação (a segunda das duas Jeovísticas) deveria ceder lugar à Nova Dispensação (a primeira das duas Cristãs). Os Essênios estavam preparados para essa transição e prepará-la foi sua missão.

Nesse tempo, o Judaísmo oficial, como dissemos, estava nas mãos dos tradicionalistas e de sacerdotes egoístas. Os saduceus (termo que significa os filhos de Sadoc) eram a Casta Sacerdotal. Sadoc foi o passado da classe sacerdotal judaica e o primeiro a servir no Templo de Salomão. Mas os Saduceus já não eram fiéis a este prestígio e à confiança que neles depositavam, pois os interesses egoístas competiam com o serviço sacerdotal. Permitiam que os traficantes negociassem em santos lugares, sacrilégios que mais tarde moveu Cristo a expulsar do Templo os cambistas de moedas. Mas a vocação sacerdotal não devia ser abandonada. Devia, isso sim, ser restaurada em seu legítimo lugar de honra e dignamente conservada para presidir no altar do Senhor. Os requisitos para tal serviço deveriam advir, não da herança física, mas da aptidão espiritual que os Essênios buscavam cumprir. Daí os Essênios reclamarem para si o nome de Filhos de Sadoc, não em virtude de sua ascendência, senão em decorrência de sua linhagem espiritual.

Em conexão com este fato, Flávio Josefo, o famoso historiador judeu do primeiro século de nossa era, afirmou que na comunidade dos Essênios a vida estava baseada, não nos laços de sangue, mas no zelo da virtude e no amor à humanidade. Isto os situa definidamente na Nova Dispensação. Foram cristãos, antes da vinda de Cristo

O laço de sangue era a base da comunidade judaica na Antiga Dispensação. As unidades sociais eram determinadas pelas relações físicas. Com exceção dos Essênios, os hebreus anteriores à vinda de Cristo, e ainda os judeus de hoje, estavam ligados em virtude de sua descendência comum do Pai Abraão. Cristo veio para romper esse laço de sangue e substitui-lo pela união espiritual. A isto se referia Cristo quando disse aos judeus que se orgulhavam de ser os eleitos, por serem filhos de Abraão: “Antes de Abraão fosse, eu era” (Jo 8:58). Com essa afirmação estava atribuindo a seus ouvintes uma herança maior, a herança de Deus, o Pai. Essa herança, comum a todos nós, nos torna todos irmãos. Os Essênios não haviam aceitado este fato de modo puramente intelectual: eles o viviam. Suas ações não eram motivadas pelos impulsos hereditários que emanavam do sangue, senão que brotavam do centro espiritual de seu Ser. Eles haviam alcançado a união com o Cristo interno e por ele, a ligação com o Cristo Cósmico, antes mesmo de Sua primeira vinda aqui, pondo sua vida em consonância com a d’Ele. Haviam, assim, transcendido o pensamento racial separatista e chegado a ser verdadeiramente universalistas.

O destino de todos nós é alcançar, algum dia, a libertação dos restritivos laços raciais e alcançar a viva realização da unidade do gênero humano, como conseguiram entre si os Essênios. A essência da missão de Cristo é precisamente a de nos ajudar a alcançar esse estado. Mas Sua ajuda não foi dada de uma vez por todas, durante os três anos de Seu ministério por Cristo Jesus; Seu ministério continua dos Mundos internos irradiando à nossa esfera humana, impulsos espirituais que fortalecem a nossa vida egóica, despertando em cada um de nós o reconhecimento do Eu superior e nos fazendo compreender nosso imortal destino como Filho de Deus.

Que os Essênios haviam tido contato consciente com o Cristo Cósmico, para cuja iminente encarnação estavam fazendo os mais cuidadosos preparativos, está evidenciado nos pergaminhos que deixaram claro muitos pontos que mantêm inequívoca similitude com os Evangelhos, demonstrando a sua associação com Cristo-Jesus. Por exemplo, o Manual de Disciplina, um dos mais importantes dos recém-descobertos manuscritos essênios, contém uma afirmação quase idêntica à usada por S. João, ao início de seu Evangelho: “E por Seu conhecimento, tudo se fez. E tudo o que é, foi estabelecido por seu propósito e fora d’Ele nada se faz”. A versão de S. João dessa sublime verdade, tão familiar a nós, Estudantes Rosacruzes, reza: “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que tem sido feito se fez”. Tão profundas afirmações só podiam ter surgido da consciência de um Iniciado. S. João a possuía, conforme o expressa no Evangelho. Antes de S. João, os Essênios a possuíam, conforme ficou evidenciado em seus escritos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1962-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Bíblia menciona os Fariseus, Saduceus e Publicanos, mas não faz referência aos Essênios. Vocês podem esclarecer isto?

Resposta: Os Fariseus, Saduceus e Essênios eram todos de seitas religiosas pertencentes à raça judaica. Os Publicanos eram cobradores de taxas ou tributos, daí o povo não gostar deles.

Os Fariseus pertenciam a uma seita religiosa separada do resto dos Judeus por causa da devoção e cumprimento rigoroso e formal dos ritos e cerimônias contidos na lei escrita. Os Fariseus pretendiam fazer da Religião algo supremo na vida da nação. Eles aceitavam a tradição dos escribas, acreditavam na imortalidade da alma, na ressurreição do corpo, na futura recompensa, na vinda do Messias, nos Anjos e Espíritos, na divina providência e livre arbítrio.

Os Saduceus formavam um partido ou seita ligada aos sacerdotes aristocratas e estava política e doutrinariamente em oposição aos Fariseus. Eles estavam abertos às influências mundanas de todos os tipos; eles aceitavam a lei escrita, mas rejeitavam as tradições dos escribas, a esperança Messiânica, a doutrina da ressurreição, a existência de Anjos, espíritos e demônios. Eles ridicularizavam a imortalidade pessoal e a recompensa numa vida futura, também a dominante mão de Deus nas ações da Humanidade e exigiam o livre arbítrio.

Os Essênios formavam uma espécie de Fraternidade Esotérica que foi encarregada dos Ensinamentos dos Mistérios. Viviam uma vida comunitária, cada um compartilhando tudo com todos os outros membros da colônia. Eles eram quietos, cidadãos obedientes à lei, leais com seu País e dispostos a ajudá-lo por meio do pagamento de impostos. Obedeciam às autoridades, reconheciam os sagrados livros dos Judeus, mas o interpretavam esotericamente. Essas pessoas bondosas e despretensiosas guardavam os dez mandamentos sem reserva porque eles tinham a lei dentro deles e não por causa de influências de fora. A poligamia era protegida pela lei e praticada muito comumente pelos Judeus, mas não entre os Essênios. Para eles, o casamento não era um contrato feito pelo ser humano, mas um sacramento sagrado que ligava um homem a uma mulher.

Havia dois grupos ou ordens distintas entre os Essênios. Um grupo casava no plano material e usava a força sexual criadora com o propósito de fornecer Corpos para os Egos renascentes. A relação no casamento não era proibida na outra ordem, mas era elevada a uma pura esfera de amor, de alma para alma, uma verdadeira união espiritual. A cerimônia de casamento dos Essênios não estava de acordo com o costume Judeu que requeria um contrato assinado entre os parentes. Esse contrato continha muitos detalhes com especificações relativas a dinheiro, casas, gado e terras, mas não fazia referência ao sagrado sacramento da instituição. O marido podia se separar de sua mulher, a qualquer tempo, dando-lhe uma carta de divórcio, o que constituía um cancelamento legal do contrato.

No que se referem às diferenças nos regulamentos do casamento, os Essênios nunca mandavam seus casais casados para colônias distantes da proteção da Ordem. Mulheres casadas sem um contrato estavam em perigo de serem molestadas e possivelmente perseguidas.

Maria e José eram Iniciados da mais elevada ordem dos Essênios. Eles receberam o sacramento do matrimônio, mas eles eram castos e desprovidos de paixão. Por causa de sua extrema pureza e grandes atributos espirituais, foram escolhidos para tornarem-se pais do Ego conhecido como Jesus.

Os Essênios desapareceram da Palestina tão misteriosamente como apareceram. A Ordem Rosacruz buscou sua origem nessa Fraternidade misteriosa.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – dezembro/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

As Asas da Cura

Vamos olhar para o passado, vamos ficar do lado de fora de uma cidade murada, acho que é o Portão Oeste, enquanto os raios do Sol poente brilham intensamente sobre esta parte do grande recinto, e as sombras das colinas ao redor estão se estendendo sobre o vale, alertando uma grande companhia ali da escuridão que se aproxima e fazendo com que eles se voltem para a cidade.

O dia foi um dia que não pode ser esquecido, pois eles testemunharam muitas coisas maravilhosas, feitas por alguém cujo nome é “Jesus” e esta pergunta parece estar em todos os lábios: “É este o Messias que os profetas disseram que viria? Poderia o homem fazer essas coisas maravilhosas que hoje vimos?”. Este é o único tema que todos eles discutem enquanto passam em direção à cidade.

Mas vamos nos aproximar mais e ouvir, pois há aqueles espalhados entre esta companhia que sentiram o toque e ouviram as palavras “Sê tu completo” ditas, e sabem que alguém maior que os profetas veio.

E enquanto observamos, um se aproxima, um homem que age estranhamente às vezes, enquanto fala com seus companheiros. Ele move um braço para cima e para baixo, abrindo e fechando os dedos, sentindo as cordas e os músculos, beliscando com os dedos da outra mão, aqui e ali, pois ele sente uma nova vida no velho membro murcho, e a pergunta vem aos lábios daqueles, ao seu redor, “Não é este que estava sentado no Portão Oriental, perguntando um pouco daqueles que passavam indo ou vindo da cidade?” Sim, é ele, mas outros se aproximam.

Aqui está uma mãe que, com um amigo, conduz uma criança que, pela primeira vez, fica de pé e se move desajeitadamente como alguém que está aprendendo a andar, e a mãe sempre vigilante guardando (para que ele não caia) segura sua mão; mas ele se solta da mãe e fica sozinho, gritando: “Veja, mãe, como sou forte!” e no momento seguinte ele está enrolado nos braços de sua mãe e a comporta longamente reprimida da alma daquela mãe se abre, pois ela sabe que o toque do Mestre curou.

Outros seguem, e agora uma se aproxima, que parece ter acabado de acordar de um longo sono. Ela fala pouco, mas os grandes olhos estão se movendo e bebendo as belezas do mundo iluminado pelo Sol. Em seus braços estão as flores colhidas na beira da estrada e, enquanto ela levanta o rosto, pressiona uma linda flor em seus lábios. Neste momento, um pássaro passa por seu campo de visão, ela para maravilhada ao ver um corpo passando e se pergunta se este é o som que ela ouve de manhã cedo no jardim. Oh, como ela chora de alegria, enquanto a luz do Sol flui pelas janelas de sua alma, pois apenas algumas horas se passaram desde que a escuridão deu lugar à luz pelo toque deste Grande Curador.

Mas outros estão chegando, e um está com grande pressa. Ele levanta as mãos acima da cabeça e as palavras nos são transmitidas no ar parado: “Limpo, Limpo”. Este não é um daqueles que vieram ao anoitecer perto do Portão da Cidade para obter comida? Sim, queridos amigos, mas então seu grito foi: “Imundo, imundo!”, pois nenhum leproso pode se aproximar sem dar aquele aviso terrível. Ele agora corre para a cidade para se mostrar diante das autoridades para exame, pois este “Jesus de Nazaré” falou a palavra mágica; “Sê limpo” saiu dos lábios do Mestre, e como uma onda elétrica passou por cada fibra de seu Corpo.

E ali está a figura de um homem com os braços cruzados; ele está olhando para a cidade, e o ar suave da noite ainda está reverberando com as Palavras de Vida que Ele falou para a multidão, palavras tão suaves e sutis que você parecia sentir, em vez de ouvi-las: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós. Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, e assim ela brilha para todos os que estão na casa. Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só ‘i’, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus. Com efeito, eu vos asseguro que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mt 5:1-20)

Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens para serdes vistos por eles. Do contrário, não recebereis recompensa junto ao vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não te ponhas a trombetear em público, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, com o propósito de serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará. E quando orardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de fazer oração pondo-se em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará. (Mt 6:1-6)

E por qual poder Ele fez todas as suas obras poderosas, qual era o seu segredo? Ele disse: “Por mim mesmo, nada posso fazer: eu julgo segundo o que ouço, e meu julgamento é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (Jo 5:30). E Ele também disse: “Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que faço e fará até maiores do que elas.” (Jo 14:12). Há, portanto, um poder de cura latente dentro de cada um de nós, e quando fazemos como Ele ensinou e entramos dentro de nós mesmos, para orar a Deus-Pai, que é o Grande Médico, também sentiremos a vibração rítmica de Suas grandes asas de cura (“Mas para vós que temeis o meu nome, brilhará o sol de justiça, que tem a cura em seus raios.” (Ml 3:20)), enquanto a voz silenciosa do Consolador fala palavras de facilidade e paz: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso” (Mt 11:28).

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de junho de 1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quem eram os Saduceus e os Fariseus

Os fariseus constituíam, ao tempo de Cristo, uma seita predominante, antipatizada pelos demais em razão do seu rigor na observância exterior da Lei e da Tradição e, principalmente, por seu menosprezo aos patrícios que não participavam desse rigorismo. Daí o nome fariseu, que quer dizer separado. Eram formalistas e hipócritas. Acreditavam na sobrevivência dos Espíritos, na reencarnação dos justos (os maus, segundo eles, ficavam sofrendo os tormentos do fogo eterno) e no livre arbítrio limitado pelo destino. Participavam do Sinédrio (uma associação de 20 ou 23 juízes que a Lei judaica ordenava existir em cada cidade. O Grande Sinédrio era uma assembleia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel).

Os saduceus eram um grupo pouco numeroso, mais político que religioso, formado por personagens importantes que organizaram um senado com autoridade sobre toda a nação, mais tarde transformado no Sinédrio, com a participação de fariseus. Sua forma religiosa era subordinada à Lei (Thorah). Severos na aplicação da Lei de Talião (que consistia na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Na perspectiva da Lei de Talião, a pessoa que fere outra deve ser penalizada em grau semelhante, e a punição deve ser aplicada pela parte lesada. Em interpretações mais suaves, significa que a vítima recebe o valor estimado da lesão em compensação. A intenção por trás do princípio era “restringir” a compensação ao valor da perda. A Lei de Talião é encontrada em muitos códigos de leis antigas. Ela pode ser encontrada nos livros do Antigo Testamento do Êxodo, Levítico e Deuteronômio. Mas, originalmente, a lei aparece no código babilônico de Hamurabi (datado de 1770 a.C.), que antecede os livros de direito judeus por centenas de anos.). Materialistas, não acreditavam na sobrevivência dos Espíritos, nem nos Anjos e desprezavam os Rituais; por isso os fariseus os detestavam.

A expressão “geração de víboras, quem vos recomendou que fugísseis da ira vindoura?” (Mt 3:7), dirigida por S. João Batista aos fariseus e saduceus, é para se referir que eles eram venenosos e astutos como as víboras, por isso, eram filhos delas. As víboras previam as enchentes do Mar Morto e antecipadamente fugiam para se refugiarem nos galhos das árvores. Esse fato é comparado com a condição deles, que tinham muitos pecados e estavam buscando se refugiar no Batismo de S. João Batista, antes que a Lei de Causa e Efeito lhes trouxesse as consequências.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1977 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Nosso Próprio Reflexo

O nosso mundo interior é refletido por nossos pensamentos, sentimentos, nossas emoções, palavras, ações, obras e nossos atos. O observador perspicaz sabe disso. Nos Evangelhos encontramos a evidência dessa verdade na citação: “Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34).

Frequentemente, agimos de modo ambíguo, por isso somos incoerentes, semelhantes aos fariseus que se amoldavam à conveniência das circunstâncias: “Pode jorrar, de uma mesma fonte, água doce e amarga?” (Tg 3:11).

Curioso é observar que não suportamos nossos próprios defeitos e os projetamos sobre os outros. Geralmente, o mais malicioso é que vê e critica a malícia no semelhante; o desonesto (em algum âmbito obscuro para ele) é o que mais condena o roubo. É um grito estrangulado da consciência que está sempre em busca de apontar a verdade que também está no nosso interior. Quando tentaram o Cristo, com a mulher adúltera (e os fariseus trouxeram apenas a mulher, quando a Lei prescrevia o mesmo castigo ao homem que adulterava com ela), Ele os desconcertou com o conhecimento que tinha da natureza humana. “Aquele que estiver isento de pecado, seja o primeiro a atirar a pedra” (Jo 8:7) . E diz a tradição que o Mestre, tranquilamente reclinado sobre o solo, escrevia com uma vara sobre a areia, em que cada fariseu via escritos seus defeitos pessoais. Certamente é um símbolo da consciência que, dentro de cada um, ia clamando seus defeitos para arrasar a pretensão de juiz daquela mulher.

Qualquer pessoa que estudou um pouco a Filosofia Rosacruz compreende o quão necessário se torna o autoconhecimento. Nenhuma elevação espiritual é possível sem essa condição. À medida que vamos nos conhecendo, pela prática dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes de Observação e de Discernimento e do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, prescritos pela Fraternidade Rosacruz, vamos consolidando e fortalecendo aquilo que aprendemos. Consideramos esse conhecimento e, subsequentemente, o domínio de si mesmo, como a pedra fundamental do progresso interno e da felicidade. Goethe, o grande Iniciado, criador de “Fausto” o definiu bem: “O homem se liberta de todas as limitações que o encandeiam, apenas quando alcança o domínio de si mesmo”. E Cristo mostra o caminho: “Conhecereis a verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8:32).  Essa máxima representa a Verdade que está dentro de nós, pela sujeição de tudo a nós, o Ego, o “Eu Superior”. Nenhuma ciência, nenhum conhecimento, nenhuma arte ou posse representa uma finalidade na vida. Tudo tem valor, na medida em que se incorpore e expresse o que há de espiritual em nós.

Em síntese e reproduzindo S. Paulo: temos uma Mente carnal e uma Mente espiritual, um Corpo de Desejos, dividido em uma parte inferior e outra parte superior. Aqui residem as origens de nossas controvertidas expressões. Nós, o Ego, concebemos a ideia, mas quando ela se reveste de uma forma na Região do Pensamento Concreto, sofre a influência escravizante do Corpo de Desejos, que se unindo à Mente, desde a Época Atlante, formou em nós uma espécie de “alma animal”.

Mas, não basta conhecer a Verdade. Ela apresenta a solução, mas, é mister alcançá-la. Como nos libertar e nos regenerar, nos tornando, de novo, à condição de ser espiritual, filho e herdeiro de Deus?

O livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, em sua última parte expõe magistralmente essa questão. Tudo se resume na prática dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes recomendados e num persistente esforço de repetir o bem na vida diária. Em verdade, aquilo que em nós vê o defeito e o mal nos outros, é o lado inferior. O lado superior possui apenas a Força de Atração, simpatia, o amor, a filantropia, o Poder Anímico, a Força Anímica, a Vida Anímica e de todas as demais qualidades superiores da vida. Por isso vê apenas o bem, o amigo, o semelhante, o espírito e a essência que, unido a nós e a todos, forma a Onda de Vida humana ou Hierarquia Criadora de Peixes (aos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana em evolução), Filhos de Deus, transitoriamente diferenciados na cor da pele e nas condições externas.

O Aspirante à vida superior deve se esforçar diariamente para sublimar seu “eu inferior”. Se for permissivo a ponto de deixar suas condutas ditadas pelo lado inferior, poderá ser comparado a um animal irracional. Em verdade, o ser humano dominado por sua Personalidade se torna inferior aos próprios animais.

A Onda de Vida humana é racional e detentora de uma Mente. Essa deve ser exercitada e espiritualizada. O Estudante Rosacruz está vigilante para essa verdade. Não se expõe à insensatez pela imposição, aos outros, de suas ideias. Tão pouco sofre sem proteções a insensatez dos outros. Em todas as suas ações procura ser prudente, sábio, amoroso e justo, expressando o que tem de superior. Apenas assim, poderá se elevar e, ao mesmo tempo, elevará os demais, edificando e perfumando todos os ambientes em que passar

(Publicado na Revista Rosacruz – janeiro/1966 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Origem do Natal

Os materialistas se recusam a aceitar o formoso relato sobre o nascimento de Jesus e frequentemente formulam esta pergunta: “Se Cristo veio ao mundo para salvar os seres humanos do pecado e da morte, quem salvará as milhões e milhões de almas que estavam em manifestação antes da Era Cristã, que data de apenas um pouco mais de 2000 atrás”?

Disse São João Evangelista: “Porque Deus amou de tal maneira o mundo que lhe deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. Porque não O enviou Deus para condenar o mundo, mas para que o mundo se salve por Ele.” (Jo 3:16).

Essas palavras de Cristo-Jesus têm dado o que pensar a muitos e até fizeram que alguns se afastassem de sua fé em Deus, porque: “…como pode alguém acreditar na Paternidade de Deus e Sua Bondade: como pode alguém crer no amor desse grande Espírito e, também, pensar que Ele deixou de dar o necessário a Seus filhos, em todas as épocas? Quem pode continuar crendo n’Ele, se foi tão cruel a ponto de enviar Seu único Filho para salvar apenas uma pequena parte de seus outros filhos humanos? Quem pode crer, tal como o creem os ortodoxos, que esse amoroso Pai tivesse permitido que a maioria de seus filhos fosse arrojada às trevas para sofrer eternamente, apenas por que vieram antes de Cristo? Diante disso, é de surpreender que as Religiões de Buda, Maomé e Zoroastro continuem florescendo, embora reconheçamos que os ensinamentos do Mestre Cristo-Jesus preencham as necessidades da nova onda evolutiva?”.

Os ministros ortodoxos afirmam que o Natal começou a ser celebrado apenas uns quatrocentos anos depois de Cristo. De fato, nada existe na história para confirmar que os Cristãos tivessem celebrado esse acontecimento nos primitivos tempos do Cristianismo. Mas, isso é fácil de se compreender. Até sua oficialização, o Cristianismo sofria cruéis perseguições. Ademais, o paganismo fortemente espalhado então desvirtuaria a pureza de sua apresentação. Os essênios eram devotos e pouco dados a práticas externas, como o faziam os fariseus. Mais tarde, a própria exigência do povo pelo cerimonial estabeleceu essa prática. Vejamos o Antigo Testamento e leiamos sobre os grandes festivais promovidos pelo povo naqueles remotos tempos e que correspondem a nossos presentes festejos de Natal e Páscoa de Ressurreição.

Os antigos eram muito dados a cerimoniais. Seus festivais eram religiosamente observados, ainda mais do que as festas religiosas de hoje. Vejamos os festivais dos tempos de Abraão: Moisés deu instruções bem definidas a seus seguidores em relação a essas cerimônias, que deveriam acontecer com seus ritos Religiosos. Moisés é o autor dos cinco primeiros livros da Bíblia (Pentateuco) e seus Dez Mandamentos são a pedra angular de todas as atuais Religiões. Os antigos festivais eram terrivelmente desfigurados com ritos que as pessoas modernas considerariam repulsivos. Em algumas ocasiões não apenas eram imolados animais no Altar dos Sacrifícios, senão que o próprio sangue humano corria, para apaziguar a fúria dos deuses pagãos. Quase todos os festivais eram oferecidos ao Deus do Sol e muitas das Religiões antigas se achavam mescladas com os mitos solares. No Solstício de Dezembro, quando o Sol chega à sua mais baixa declinação sul e deve empreender a marcha ascendente rumo ao norte, converte-se num salvador de vidas e, então, renasce o deus-sol.

Em algumas das Religiões antigas, encontramos o relato da mãe e do filho divino. Na Índia, Krishna nasceu como um salvador e seus pais tiveram que fugir de sua terra devido ao decreto do Rei Karnsa de matar toda criança de sexo masculino recém-nascido. Na história do nascimento de Krishna encontramos os Anjos, os Pastores e os Magos. A história da vida deste deus-sol da Índia é muito parecida à de Cristo Jesus.

Na história da Babilônia encontramos o deus do sol, Tammuz, que nasceu de uma mãe virgem. Uma lenda similar é a do deus Apolo. Encontramos, também, o mesmo mistério em relação à data de nascimento desses deuses, que foi igual à de Jesus.

Em todos os relatos dos nascimentos dos grandes Mestres existe a aparição de um Anjo anunciando a uma Virgem que Deus a havia escolhido para mãe de uma divina criança. A história difere mui ligeiramente nas distintas Religiões. O idioma, o cerimonial e os costumes é que motivam essas diferenças secundárias.

Afinal, por que a Virgem e um menino divino aparecem nessas Religiões antigas, inclusive na classificadas de pagãs? Isso não é uma prova que deve existir alguma conexão entre esses mitos, os quais coincidem maravilhosamente com o nascimento do Salvador e com a marcha do Sol através do Zodíaco? Em alguns desses relatos fala-se de um grande silêncio existente em toda a Terra, no momento do nascimento. Tudo era silêncio. Isso é uma realidade no Solstício de Dezembro. No hemisfério norte da Terra, a vida vegetal parece descansar. A força de Deus se aquieta por algum tempo. A seiva se recolhe nas raízes. Os ramos e os talos se desnudam. A vida dorme e o Sol penetra no reino de Saturno, Capricórnio. A Terra é uma massa vivente que respira, mas nesse tempo parece reter seu alento, como o faz uma pessoa quando vai realizar um ato muito importante.

O nascimento do Sol é como uma exalação da vida do Cristo, sentido por toda a Humanidade. O Natal, nascimento místico, é um período de regozijo para a Terra, bem como o é principalmente para a Humanidade, porque então os Anjos portam correntes de júbilos.

O mito do Sol existente nas Religiões antigas, encarado sob o ponto de vista da Astrologia e da Astronomia, fala-nos do grande Plano Cósmico. O Sol em seu caminho pelos Signos do Zodíaco é uma manifestação atual das glórias do Universo de Deus. Por enquanto é apenas uma manifestação externa de uma verdade maior, o Filho cósmico, o Cristo, por quem flui toda a vida de Deus em favor da Humanidade. Ele é o grande portador da vida, cujo veículo material nasceu há mais de 2000 anos atrás. Veio à Terra para que por Seu intermédio pudesse Deus acender em todo ser humano a chama do Amor divino, os atributos do Segundo Aspecto de Sua Natureza. Igualmente nessa época nasce o Sol em sua subida ao Norte, brilhante e com mais força e vigor, mais próximo da Terra, para renovar a vida em toda a Natureza.

Se examinarmos esse grande evento anual do Natal sob os dois pontos de vista, o pagão e o festival do deus-sol em sua jornada pelos Signos do Zodíaco e relacionamos com o relato do nascimento do Filho de Deus de uma Virgem, nosso Amor e reverência pelas Páscoas modernas em vez de decrescer, aumentarão, mesmo que os textos Cristãos ortodoxos afirmem que as festas que se celebravam nos tempos pré-Cristãos eram pagãs.

O exposto, que a história nos conta, revela que nós sempre buscamos uma Religião. Nossa alma sempre ansiou por Deus. Por mais cruel que haja podido ser essa concepção de Deus para conosco, não invalida nem diminui a realidade de Sua existência. Desde a época em que os nossos olhos foram abertos para o mundo e o véu do conhecimento de nós mesmos foi retirado, fomos buscando resolver os grandes mistérios da vida. À medida que cresçamos em Sabedoria e compreensão espiritual, a verdadeira luz nos será mostrada no caminho, essa luz que esteve escondida nas dobras dos séculos que passaram. Então poderemos verificar que os deuses, assim como a nossa Mente, crescem junto com as Religiões para ganhar em consciência. Assim também deve crescer nosso ideal do Natal, em amor e beleza. Quando o Cristo-menino nasça e se alimente em nossos corações poderemos entender perfeitamente o sentido destes versos de Angelus Silesius: “Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém, enquanto não nascer dentro de ti, tua alma estará extraviada. Olharás em vão a Cruz do Gólgota enquanto ela não se erguer em teu coração também”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de dezembro/1965-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Exemplo Acima de Tudo

Uma das falhas comumente apontada pelos jovens quando desejam expressar a descrença deles nas gerações passadas é a incoerência de atitudes. “Falso moralismo” é o termo mais empregado no afã de definir aquilo que mais lhes desagrada em seus pais ou outros ascendentes, de quem criticam a maneira farisaica de apregoarem, e, às vezes, até de imporem certas normas de conduta que velada ou abertamente não observam. É a filosofia do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Se bem reconheçamos a temeridade de tal generalização sobre a referida falha de caráter, somos forçados a admitir que alguns de seus aspectos têm resistido aos séculos de tão antigos que são.

Há dois mil anos Cristo já censurara os escribas e fariseus por sobrecarregarem o povo com uma infinidade de leis e obrigações morais. Eles mesmos não as cumpriam.

Guardem-se os Estudantes Rosacruzes de incorrerem ou perseverarem em erros de tal natureza, pois estarão assim se desacreditando no meio onde vivem.

A Fraternidade Rosacruz está empenhada na árdua tarefa de, divulgando a admirável filosofia dos Ensinamentos Rosacruzes, tornar-se fator vivente na regeneração e evolução da Humanidade.

Para tanto, ela não pode prescindir do concurso de um Estudante Rosacruz sequer.

Todos podem e devem colaborar dentro de suas possibilidades e aptidões para a concretização dos ideais Rosacruzes.

Diariamente se nos oferecem valiosas oportunidades de servir. Na medida em que as aproveitamos, elas parecem multiplicar-se, crescendo com isso os nossos talentos. Nossas vidas, em tais condições, cobrem-se de bênçãos.

Contudo, não basta apenas nossa disposição em ajudar aos necessitados, e muito menos nosso empenho em proclamar aos outros as excelências da Filosofia Rosacruz, se a nossa vida moral deixa a desejar. Assim procedendo estaremos construindo castelos sobre a areia. Mais cedo ou mais tarde ruirão sob o peso da nossa incoerência.

Cada Estudante Rosacruz, pelo seu trabalho e pelo seu procedimento, deve constituir-se em uma “luz” onde quer que esteja. Porém, que não seja uma falsa luz!

Evitemos escandalizar aqueles que em nós confiam, observando uma permanente autovigilância. “Uma vida exemplar é o melhor sermão“, afirmou certa vez Max Heindel.

(por Gilberto A. V. Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz – abril/1975 – Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Sagrada Família e as Três Classes Sociais que existiam naquele tempo

Ao tempo de José e Maria havia, na Palestina, três classes religiosas: os fariseus, os saduceus e os essênios, cada uma com características próprias.

Os Fariseus seguiam à risca o Torah. Chamavam a atenção pelo seu excessivo formalismo religioso, censurando acerbadamente aos que não observavam rigorosamente a lei. Acreditavam na sobrevivência dos espíritos, no renascimento dos justos e no livre arbítrio limitado pelo destino.

Zelosos em fazer cumprir os princípios, na verdade assumiam uma postura meramente de fachada. Cristo desmascarou-os publicamente ao compará-los a sepulcros caiados: belos por fora, mas interiormente cheios de imundície. O zelo que demonstravam, no fundo, não passava de hipocrisia. O nome fariseu vem de “pherusin” que quer dizer “separados”.

O nome Saduceu, provavelmente, provenha de Sadoc, sumo sacerdote ao tempo de Davi. Constituíam minoria, exercendo influência mais política que religiosa. Eram materialistas, não acreditando na sobrevivência dos espíritos, nem na existência dos Anjos. Essa classe pouco valor atribuía à ritualística e às tradições, preferindo ater-se à lei de Talião. Mesmo assim, em termo de poder seu peso específico era considerável porquanto faziam parte do Sinédrio.

Já a seita dos Essênios era bem diferente. Em primeiro lugar, não se ostentavam publicamente. Eram piedosos, estudiosos e contemplativos.

Enquanto os saduceus se perdiam num materialismo estéril e os fariseus se comprometiam com a interpretação puramente literal da lei, a Ordem Essênica procurava o sentido mais profundo das coisas. Conheciam as leis naturais e primavam por viver consoante esses princípios. Viviam em vários mosteiros espalhados pelo oriente médio, sendo o mais famoso o de Qumram, descoberto em 1947, as margens do Mar Morto. Nele foram encontrados diversos pergaminhos cuja decifração possibilitou o esclarecimento de muitos mistérios dos Evangelhos. Uma vida plena de Oração e devoção afastava os essênios de um convívio maior com o povo. No entanto, sua bondade natural, sua pureza de costumes e outras virtudes, atraiam-lhes os sofredores, os desamparados e os sequiosos de alívio.

Essênios foram João Batista, Zacarias, Maria, José e alguns dos Apóstolos. Jesus de Nazaré cresceu e fortificou-se nesse ambiente elevado. Desde tenra idade irradiava uma espantosa sabedoria e a “benevolência de Deus estava sobre ele”. Esse fato é confirmado nos Evangelhos quando do relato do encontro entre o menino e os doutores do Templo.

José e Maria, elevados Iniciados, iam anualmente a Jerusalém, pela Páscoa. Finda a festividade, ao regressarem, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Não o achando regressaram à sua procura. Três dias depois foram encontrá-lo no Templo, ouvindo e interrogando os doutores. Todos se admiravam de sua inteligência e de suas respostas. Afinal, aquilo não era comum em uma criança de sua idade.

Maria repreendeu-o: “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, segundo o costume, subiram para a festa. Terminados os dias, eles voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia, e puseram-se a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. E não o encontrando, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, eles o encontraram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas. Ao vê-lo, ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse: ‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’. Ele respondeu: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?’. Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes dissera.” (Lc 2:41-49)

Dessa forma, Jesus preparou-se para aquele que seria o mais elevado propósito jamais cumprido por um ser humano: ceder seus veículos inferiores (Corpo Denso e Corpo Vital) ao Cristo, para que fosse cumprida a missão de ajudar a humanidade a elevar-se e a libertar-se dos grilhões da materialidade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1981 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Forte Aperto da Pata do Leão

Um correspondente deseja saber o que determina a época da Páscoa a cada ano e, sendo maçom, também deseja saber qual a conexão entre a ressurreição de Cristo na Páscoa e a ressurreição de Hiram Abiff na simbologia maçônica.

Terminada a nossa série sobre a Iniciação Cristã Mística, continuaremos o assunto com outro artigo que trata da Iniciação e se chama “Maçonaria e Catolicismo”. Nesses artigos, o assunto mencionado por nosso correspondente será amplamente debatido. Enquanto isso, esboçaremos brevemente a lenda maçônica que é necessário conhecer para compreender o assunto a que se refere.

A lenda maçônica diz que no início Iahweh criou Eva e o espírito de Lúcifer, Samael, uniu-se a ela; dessa união nasceu Caim. Então Samael deixou Eva e ela se tornou virtualmente uma viúva; assim, Caim era filho de uma viúva e dele descenderam todos os artesãos do mundo, incluindo Hiram Abiff, o grande mestre-de-obras do templo de Salomão, a quem Iahweh revelou o projeto para o Seu templo; mas, Salomão foi incapaz de executar o projeto e, portanto, compelido a contratar Hiram Abiff, um artesão exímio, filho de Caim e, portanto, filho de uma viúva.

Os elevados maçons místicos reconhecem o fato de que, do ponto de vista cósmico, Hiram Abiff é simbolizado pelo Sol. Enquanto o Sol (Hiram) está nos Signos do norte — Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem — ele está entre amigos e seguidores fiéis, mas quando, no decorrer do ano, ele entra nos Signos do sul — Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes — ele é atacado pelos três conspiradores, conforme registrado na lenda maçônica, e finalmente morto no Solstício de Dezembro, para ser novamente ressuscitado enquanto sobe em direção ao equador, que ele cruza no Equinócio de Março.

A lenda maçônica relata que a Rainha de Sabá viajou de longe para ver o sábio Salomão de quem ela tanto ouvira falar. Ela também viu o belo templo e quis ver o exímio artesão, o mestre-de-obras e seus operários, que haviam forjado tal maravilha. Mas, sempre houve inimizade entre os filhos de Caim e os filhos de Seth. Mesmo quando eles cooperaram, nunca confiaram totalmente um no outro e Salomão temia que sua bela noiva pudesse se apaixonar por Hiram Abiff; portanto, ele se esforçou para chamar os trabalhadores pessoalmente, mas nenhum respondeu. Eles “conheciam a voz do seu pastor”, Hiram Abiff (o Sol em Áries, o Signo do cordeiro). Eles foram treinados para obedecer ao seu chamado e não atenderiam a outra voz. Portanto, Salomão foi finalmente forçado a mandar chamar Hiram Abiff e pedir que ele chamasse seus artesãos; no momento em que ergueu o seu martelo (1 grau de Áries, que é o Signo de sua autoridade e exaltação), eles vieram em uma multidão que não poderia ser contada, cada um ansioso para fazer a sua vontade.

Em meados de março o Sol (Hiram) ingressa em Áries a 1 grau, Signo de sua Exaltação. Esse Signo tem a forma do martelo que Hiram ergueu e todos os trabalhadores do templo (o Universo) correm para cumprir suas ordens e continuar seu trabalho, quando ele ascender ao trono de sua dignidade e autoridade nos céus do Norte. Ele é o seu pastor porque no Equinócio de Março ele entra no 1° grau de Áries, o Signo do carneiro ou cordeiro. Eles o ouvem, mas essas forças da natureza assumem o comando de ninguém menos que o Sol em Áries, o Sol da Páscoa.

Essa é a interpretação cósmica, mas de acordo com a Lei da Analogia, Hiram, o filho de Caim, também deve ser elevado a um grau superior de Iniciação e somente o Espírito-Sol, prestes a subir aos céus, poderia realizar a façanha. Portanto, Hiram renasceu como Lázaro e foi levantado pelo forte aperto da pata do Leão. Ele havia sido um líder dos artífices durante o regime de Iahweh e Seu filho Salomão. Por essa Iniciação ele foi elevado com o propósito de ser um líder no Reino de Cristo e ajudar as mesmas pessoas em uma fase superior de sua evolução. Portanto, ele se tornou Cristão, encarregado de explicar os mistérios da Cruz e como símbolo desse mistério a Rosa foi adicionada a ele; essa missão foi incorporada em seu nome simbólico, Christian Rosenkreuz.

Em geral, a rosa é chamada de emblema do mistério; mas, a maioria das pessoas não sabe que essa adição da rosa à cruz foi a origem desse significado simbólico. A rosa é o emblema do mistério da cruz porque explica o caminho da castidade, a transmutação do sangue da paixão em amor. Lázaro, portanto, tornou-se Cristão Rosa-Cruz e os Rosacruzes são os mensageiros especiais de Cristo para os filhos de Caim, como Jesus é para os filhos de Abel.

Os fariseus sabiam muito sobre a origem oculta dessas duas classes da humanidade e, portanto, o milagre de Lázaro foi para eles o grande crime do Cristo. Eles ficaram seriamente alarmados com o fato de que sua Religião nacional seria substituída por outra, se mais sinais fossem realizados, pois eles sentiram que fosse uma Iniciação de natureza mais elevada do que eles conheciam e um presságio da entrada em um ciclo superior. Antes de Cristo, todas as Religiões eram Religiões de Raça, adequadas às pessoas a quem foram dadas e apenas a elas. Todas essas Religiões eram Religiões de Iahweh, pois assim como o Pai foi o mais elevado Iniciado do Período de Saturno e Cristo, o Filho, foi o mais elevado Iniciado do Período Solar, Iahweh, o Espírito Santo, foi o mais elevado Iniciado do Período Lunar. De Iahweh, então, vêm as Religiões de Raça, que se empenham em preparar a humanidade no caminho da evolução por meio da lei. Essas Religiões de Raça serão substituídas pela Religião universal do Espírito-Sol Cristo, que unirá todos os seres humanos em uma fraternidade. A mudança de uma para outra e o fato de que a Religião do Deus lunar Iahweh deve preceder a Religião do Espírito-Sol Cristo é simbolizada pela maneira como a Páscoa é determinada.

A regra em uso atual para determinar o tempo da Páscoa é que ela aconteça no primeiro domingo após a Lua Cheia pascal. Isso foi adotado pelos primeiros Cristãos, que tinham conhecimento e consideração pelo significado oculto, mas logo pessoas ignorantes começaram cismas e fixaram-na em diferentes épocas. Isso ocasionou grande controvérsia. No segundo século surgiu uma disputa sobre esse ponto entre as Igrejas orientais e ocidentais. Os Cristãos orientais celebravam a Páscoa no 14º dia do primeiro mês ou Lua judaica, considerando-a equivalente à Páscoa judaica. Os Cristãos ocidentais celebravam no domingo, após o 14º dia, sustentando que fosse a comemoração da ressurreição de Jesus.

O Primeiro Concílio de Nicéia, 325 d.C., decidiu a favor do uso ocidental, marcando a prática oriental com o nome de heresia. Isso, no entanto, apenas estabeleceu a norma de que a Páscoa não deveria ser celebrada em um determinado dia do mês ou da Lua, mas em um domingo. O ciclo astronômico adequado para calcular a ocorrência da Lua da Páscoa ainda não tinha sido determinado, mas eles finalmente adotaram o antigo método de fixar o festival pela Lua e, assim, o antigo costume original foi finalmente revivido. Dessa forma, a Páscoa, agora, é celebrada no mesmo dia exigido pela tradição oculta e necessária para simbolizar adequadamente o significado cósmico do evento. A esse respeito, tanto o Sol quanto a Lua são fatores necessários, porque a Páscoa não é meramente uma festa solar. O Sol não deve apenas ultrapassar o Equador, como acontece em 21 de março, mas também a Lua Cheia após o Equinócio de Março, e então o domingo seguinte é a Páscoa, o dia da Ressurreição. A luz do Sol de Março ou Abril deve ser refletida por uma Lua Cheia antes que esse dia possa raiar na Terra e há, como foi dito, um profundo significado oculto por trás desse método de determinar a Páscoa; a saber, que a humanidade não está suficientemente evoluída para ter a Religião do Sol, a Religião Cristã da fraternidade universal, até que ela tenha sido totalmente preparada através das Religiões da Lua, que segregaram e separaram a humanidade em grupos, nações e raças; isso é simbolizado pela ascensão anual do Espírito do Sol na Páscoa, sendo adiada até que a Lua Jeovística tenha refletido completamente a luz do Sol da Páscoa.

Todos os fundadores das Religiões de Raça — Hermes, Buda, Moisés, etc. — foram Iniciados nos mistérios jeovistas. Eles eram Filhos de Seth. Em sua Iniciação, eles foram animados por seu Espírito de Raça particular e Ele, falando pela boca de tal Iniciado, deu leis a seu povo, como, por exemplo, o Decálogo de Moisés, as leis de Manu ou as nobres verdades de Buda. Essas leis manifestavam pecado porque o povo não as guardava e não podia mantê-las em seu estágio de evolução. Em consequência disso os povos fizeram uma certa dívida de destino. Esse destino, o Iniciado humano fundador da Religião teve que assumir e então precisou nascer de novo e de novo para ajudar seu povo. Assim, Buda nasceu como Shankaracharya e teve vários outros renascimentos. Moisés renasceu como Elias e João Batista; mas Cristo, por outro lado, não precisava nascer, em primeiro lugar. Ele o fez de livre e espontânea vontade para ajudar a humanidade, para revogar a lei que traz o pecado e emancipar a humanidade da lei do pecado e da morte.

As Religiões de Raça do Deus lunar Iahweh transmitiam a vontade de Deus à humanidade de maneira indireta por meio de videntes e profetas, que eram apenas instrumentos imperfeitos como os raios lunares que refletem a luz do Sol. A missão dessas Religiões é preparar a humanidade para a Religião universal do Cristo Sol-Espírito, que Se manifestou entre nós sem intermediário, como a luz que vem direto do Sol, e “vimos a Sua glória como o unigênito do Pai”, quando ensinou o Evangelho do Amor. A Religião Cristã não oferece leis, mas prega o Amor como o cumprimento da lei; portanto, nenhuma dívida de destino é gerada sob ela e assim, o Cristo, que não teve necessidade de nascer, não será atraído para o renascimento sob a Lei de Consequência, como foram os fundadores das Religiões lunares da Raça, que devem carregar de vez em quando os pecados de seus seguidores. Quando Ele aparecer, será em um corpo feito dos dois Éteres superiores — o Éter de Luz e o Éter Refletor — o Dourado Manto Nupcial, chamado de soma psuchicon ou Corpo-Alma por São Paulo, que é muito enfático em sua afirmação de que “carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus”. Ele afirma que seremos transformados e seremos semelhantes a Cristo; ora, se não podemos entrar no Reino em um corpo carnal, seria absurdo supor que o Rei da Glória usaria uma roupa tão grosseira e pesada!

O Sacerdócio, do qual Iahweh tirou Seus representantes, os profetas, os fundadores de Religiões e os construtores de templos espirituais, são os Filhos de Seth. Os Filhos de Caim ainda sentem no peito a natureza divina do seu ancestral; eles repudiam o método indireto de salvação pela fé da Igreja e insistem em encontrar a luz da Sabedoria eles mesmos pelos métodos diretos do trabalho, aperfeiçoando-se nas artes e ofícios e construindo o templo da civilização material pela indústria e estadismo, de acordo com o plano de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, sendo Cristo “a principal Pedra Angular” e cada maçom místico uma “pedra viva”.

Com o tempo, porém, essas duas grandes correntes dos Filhos de Seth e dos Filhos de Caim devem se unir para alcançar os portais do Reino de Cristo. Antes do Seu tempo, não havia como tal amálgama ocorrer, mas quando Cristo, o grande Espírito do Sol, veio, Salomão renasceu como Jesus, em quem o Cristo-Espírito entrou no Batismo e Hiram Abiff renasceu como Lázaro. Quando Lázaro foi levantado pelo forte aperto da pata do Leão de Judá, Hiram e Salomão, os antigos antagonistas, apagaram suas diferenças, conforme solicitado pelo Espírito de Cristo, e ambos estão trabalhando agora para o estabelecimento do Reino de Cristo. Foi isso que os fariseus, de alguma forma, sentiram ou presumiram e daí seus temores de que esse Jesus iniciaria muitas pessoas e as retiraria da Religião de Raça com a qual eles (os fariseus) estavam fiéis seguidores.

(por Max Heindel – Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de maio/1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

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