
Com a Folha Astrológica Rosacruz o Estudante Rosacruz o Estudante tem uma importante ferramenta:
1) Ajuda-o a aproveitar as influências astrais oferecidas pelos Aspectos benéficos (Sextil, Trígono e Conjunções benéficas) e a se precaver para não cair nas tentações oferecidas pelas influências astrais adversas, ou seja, pelos Aspectos adversos (Quadratura, Oposição e Conjunções adversas), no seu dia a dia.
2) Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.
3) Obtém o conhecimento de quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.
4) Tem acesso aos dias em que oficia Rituais dos Serviços Devocionais especiais.
5) Se está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz, o uso se torna mais eficaz e muito mais abrangente.
Ajuda, inclusive, ao Estudante Rosacruz que está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz a compreender a dinâmica da Astrologia e a influência dos Astros durante todos os dias.
Para imprimir em formato A4 é só clicar: Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – Mês de MARÇO de 2026 – formato A4
Resposta: O destino que geramos sob a Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito por nossos próprios atos pode ser dividido em três tipos. Em primeiro lugar, há o destino que, pela própria natureza do caso, não podemos expiar na vida presente; por exemplo, quando uma pessoa comete um assassinato, quer sofra a pena por isso aqui ou não, a vida na prisão geralmente não tem o efeito de torná-la mais amena e bondosa. Às vezes, faz o contrário; torna-a amarga e volta sua mão contra todos. Antes que a natureza se satisfaça, ela deve aprender que não pode privar um semelhante de sua forma; ela deve aprender a servir. Assim, o caso não se resolve até que ela tenha a oportunidade, em um momento futuro, de prestar um serviço amoroso e desinteressado, focado na divina essência oculta – que é a base da Fraternidade – a sua vítima assassinada.
Um segundo tipo de destino colhemos dia após dia; é, poderíamos dizer, como uma transação em dinheiro, pagamos conforme o uso. Se comemos demais, temos indigestão; se saímos sem roupas suficientes, pegamos um resfriado, etc.
Um terceiro tipo é chamado de Destino Maduro ou “destino concreto”. É o resultado de nossas ações em vidas passadas ou em nossos primeiros anos de evolução, que amadureceram a ponto de se materializarem nas imagens mostradas a um Ego como o seu Panorama de Vida vindoura ao iniciar o processo de renascimento. Uma vez que o Ego escolhe uma determinada vida com o Destino Maduro alocado para ser cumprido pelos Anjos do Destino, ele fica vinculado a sua escolha. As tendências a agir de maneira propícia ao ajuste desse Destino Maduro são inerentes aos Corpos e inscritas nos Astros, pois as influências astrais são a fonte da atividade humana. Portanto, esse Destino Maduro pode ser visto no horóscopo de nascimento da pessoa, destacando-se com extrema clareza, de modo que é muito evidente e patente para o (a) Astrólogo (a) com inclinação espiritual. Ele (ou ela) também pode ver os outros tipos de destino e, às vezes, pode confundir um tipo com o outro, errando em sua avaliação sobre se um evento pode ou não ser evitado. Se for o Destino Maduro cumprido, será impossível evitá-lo apesar de todos os avisos, como talvez o exemplo a seguir possa demonstrar:
Em 1906, o autor ministrou algumas aulas de Astrologia Espiritual ao Sr. L., um palestrante renomado em Los Angeles, utilizando o próprio horóscopo do cavalheiro para fins didáticos, pois isso permite ao aluno verificar a veracidade das interpretações dos símbolos no que diz respeito ao passado, e torna a aula mais interessante do que usar o horóscopo de um desconhecido. O horóscopo revelou uma propensão a sofrer acidentes. Foram então mostradas ao Sr. L. o modo e as datas em que ocorreram alguns acidentes e outros acontecimentos do passado. Também lhe foi dito que outro acidente ocorreria no dia 21 de julho de 1906 ou no sétimo dia após, parecendo esta última data ser a mais perigosa, isto é, o dia 28 do mesmo mês. Foi alertado ainda sobre qualquer meio de transporte, e indicadas as partes ameaçadas de ferimento: peito, espáduas, braços, e a parte inferior da cabeça. Como estava plenamente convencido do perigo, ele prometeu ficar em casa nesse dia.
O autor foi, por aquele tempo, ao norte de Seattle, e uns poucos dias antes da data crítica escreveu ao Sr. L., prevenindo-o novamente. O Sr. L. respondeu que haveria de se lembrar da recomendação e teria cuidado.
A seguinte comunicação sobre o caso veio de um amigo comum: no dia 28 de julho o Sr. L. fora à Sierra Madre[1] num bonde, o qual se chocou com um trem. O Sr. L. sofreu exatamente os ferimentos previstos e mais um que não lhe fora anunciado: o seccionamento de um tendão da perna esquerda.
A questão era averiguar porque o Sr. L., tendo completa fé na predição, não dera melhor atenção ao aviso. A explicação veio três meses após, quando se recompôs suficientemente para poder escrever. Na carta dizia: “Eu julguei que o dia 28 era 29”.
Este caso, na opinião do autor, demonstra que o Destino Maduro não pode ser alterado e que podemos, com segurança, fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar perigos iminentes sem temer interferir na Lei de Causa e Efeito. Existem forças invisíveis ao nosso redor que neutralizam qualquer ação de nossa parte que possa interferir e, na opinião do autor, elas foram responsáveis pela confusão de datas do Sr. L.
(Pergunta nº 153 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.R.: nome dado a várias cadeias montanhosas do México.
Resposta: Os astrólogos materialistas consideram Urano, Saturno e Marte como Planetas maléficos, enquanto Vênus e Júpiter são considerados benéficos. No Reino de Deus não existe “maléfico” ou “mal”. Aquilo que aparenta ser o mal é apenas o bem em processo de formação. Tampouco se deve imaginar que as influências de qualquer Planeta atuem para nos atormentar. Viemos a este mundo para obter certas experiências necessárias ao nosso desenvolvimento espiritual, e quando buscamos compreender as influências astrais (ou seja: do Sol, da Lua e dos Planetas), descobriremos que elas são fatores poderosos para nos ajudar a obter justamente essa experiência. Saturno é o punidor. Quando nos desviamos do caminho da retidão, intencionalmente ou não, não nos é permitido continuar no mal, pois Saturno vem para nos deter. Talvez tenhamos recebido uma herança; nós a usamos mal e a desperdiçamos totalmente. Ao fazermos isso, geralmente também maltratamos nosso Corpo Denso. Então, surge um Aspecto (Conjunção adversa, Quadratura e/ou Oposição) com Saturno, uma doença é ativada – ou seja: se manifesta no nosso Corpo Denso – e ficamos debilitados. Somos forçados a fazer dieta alimentar e a dar um descanso ao nosso Corpo Denso e, como resultado, nos recuperamos da doença como um novo homem ou uma nova mulher. Mas a questão é: aprendemos a lição? Durante nosso repouso como um doente acamado, tivemos tempo para refletir sobre a vida que temos levado. Será que analisamos nossa vida a ponto de compreender as causas que nos levaram a esse estado de doença? Se sim, saímos dessa com lucro. Pois assim saberemos como agir melhor e evitar as armadilhas que podem causar a ativação de mais doenças no futuro. Ou, tendo nossa herança sido completamente dilapidada, nos encontramos de bolsos vazios na rua. Talvez não tenhamos a quem recorrer em busca de ajuda; somos então forçados a pensar e a abrir caminho por nós mesmos. Nossos talentos foram inúteis enquanto desperdiçávamos nossos recursos financeiros. Na pobreza, nossos talentos se tornam úteis, somos forçados a usá-los para fazer nossa parte no trabalho do mundo. Perdemos nossa herança, mas o mundo ganhou um trabalhador, e se aprendemos nossa lição dessa maneira, então a influência de Saturno foi uma bênção disfarçada.
E assim é com tudo no horóscopo que possa parecer “maléfico”. Além disso, quanto mais espiritualizados (ou seja, priorizemos a espiritualidade na nossa vida cotidiana) nos tornamos, menos esses chamados Planetas ou Aspectos adversos nos afetarão promovendo obstáculos ou bloqueios que nos fazem sofrer. Eles são transmutados para o bem. Saturno não trará desastre a uma pessoa espiritualizada, mas persistência; não doença, mas qualidades e estados que nos mantém fisicamente fortes; e assim, ao nos conformarmos às Leis da Natureza, vivendo nossas vidas em harmonia com os Astros, nós os dominamos e transformamos nossas vidas como nós desejarmos.
A maior parte da Humanidade segue a correnteza e age de acordo com as tendências implantadas pelas influências astrais. Portanto, um astrólogo pode prever o que farão com uma precisão admirável. Mas quanto mais um homem ou uma mulher vive a vida espiritual (ou seja, prioriza a espiritualidade na vida cotidiana dele ou dela), mais se torna um fator a ser levado em consideração, e as previsões do astrólogo falharão, no que lhe concerne, na medida em que atingir esse nível de espiritualidade.
Os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) são nossos auxiliares na evolução. Eles não são corpos mortos de matéria, mas sim corpos vivos, pulsantes e vibrantes de Grandes Inteligências Espirituais chamadas, na Religião Cristã, de os Sete Espíritos diante do Trono. À medida que mudamos, a influência deles sobre nós também muda, mas não escapamos dessa influência pelo simples fato da morte. Quando a aurora de uma nova vida despontar para nós, despertaremos com um novo horóscopo, e se tivermos buscado o crescimento espiritual, ter aprendido as lições que os Anjos Astrais nos ensinaram na vida passada, teremos novos Aspectos e novas posições astrais para nos auxiliar ainda mais no Caminho de Evolução. Por outro lado, se tivermos lutado inutilmente para não aprendermos as lições, nos rebelando ou resistindo a dores e os infortúnios provocados justamente pela nossa teimosia, descobriremos que as pressões serão maiores, que estaremos sob influências mais fortes e restritivas, de modo que, no fim, teremos que aprender as lições nessas condições piores do que nas vidas passadas. Assim, quanto mais rápido aprendermos, melhor para nós.
(Pergunta nº 161 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
A criação e a educação dos nossos filhos são a contribuição mais importante que podemos oferecer para o desenvolvimento humano. Pais sábios, que desejam conceder à criança todas as vantagens, começam antes mesmo do nascimento do filho — até mesmo antes da concepção — a voltar seus pensamentos, em oração, para a tarefa que assumirão em breve. Eles cuidam para que a união que dará origem à germinação ocorra sob as influências astrais adequadas, quando a Lua estiver passando por Signos apropriados à construção de um Corpo Denso forte e saudável. Naturalmente, eles próprios mantêm seus Corpos na melhor condição física, moral e mental que seja possível para eles.
Então, durante o período de gestação, eles mantêm constantemente diante dos olhos da Mente o ideal de uma vida forte e útil para o Ego que está chegando e, assim que possível, após o nascimento, traçam o horóscopo da criança, pois os pais ideais também são astrólogo que preconizam a Astrologia Espiritual – como a é a Astrologia Rosacruz. A partir do horóscopo natal da criança, as forças e fraquezas do seu caráter podem ser prontamente percebidas. Os pais estarão, então, na melhor posição para incentivar o que há de bom e adotar os meios adequados para transmutar as fraquezas antes que essas tendências se manifestem em fatos concretos. Dessa forma poderão, em grande medida, ajudar o Ego que chega a superar os seus defeitos, que nada mais são do que lições a aprender que o Ego escolheu lá no Terceiro Céu.
Quando consideramos o Espírito como eterno e cada vida terrena como um acontecimento no tempo, as diferentes fases da nossa existência ocupam o seu devido lugar. Refletir sobre as palavras de Sir Edwin Arnold — “Nunca o Espírito nasceu, nunca o Espírito deixará de ser; nunca houve tempo em que Ele não existisse” — nos proporciona uma percepção real da natureza fugaz do tempo, em contraste com a constância de Deus. Talvez essa compreensão possa nos ajudar a entender aqueles que se encontram na difícil fase do crescimento.
Tomemos o primeiro fôlego de uma criança: o registro da vida física de uma pessoa na Terra tem início quando o bebê dá sua primeira respiração e continua até que o último suspiro seja dado. “Quando a criança inspira pela primeira vez de forma completa, as condições fisiológicas do coração se modificam, o forame – abertura – oval se fecha e o sangue é forçado a circular pelo coração e pelos pulmões”. Pelo contato do sangue com o ar nos pulmões, ele começa a ser capaz de absorver uma imagem do seu ambiente. O sangue é o veículo do Ego; quando ele se precipita através do coração, deixa uma impressão no Átomo-semente do Corpo Denso, localizado na posição referencial do ápice do ventrículo esquerdo. Sobre essa superfície infinitesimal são impressas todas as imagens do Mundo exterior ao longo de toda a vida desse Ego aqui.
A criança tem quatro “nascimentos”. Os pais precisam compreender que aquilo que chamamos de nascimento é apenas o nascimento do visível Corpo Denso, que nasce e atinge o seu atual alto grau de eficiência em menos tempo do que os veículos invisíveis do ser humano, pois teve a evolução mais longa. Assim como o feto é protegido dos impactos do Mundo visível ao permanecer envolto no útero materno durante o período de gestação, do mesmo modo os veículos mais sutis são envolvidos por invólucros de Éter e de substância do Mundo do Desejo, que os protegem até que tenham amadurecido suficientemente e estejam aptos a suportar as condições do Mundo exterior.
O Corpo Vital nasce por volta dos sete anos de idade, ou na época em que a criança troca os dentes de leite, e o Corpo de Desejos nasce por volta dos quatorze anos, ou no período da puberdade. A Mente nasce por volta dos vinte e um anos, quando se diz que a pessoa atingiu a maioridade.
Existem certos aspectos importantes que só podem ser adequadamente cuidados durante o período apropriado de crescimento e os pais devem saber quais são. Embora os órgãos já estejam formados quando a criança nasce, as linhas de crescimento são determinadas durante os primeiros sete anos de vida; se não forem corretamente estabelecidas nesse período, uma criança que, de outra forma, seria saudável pode tornar-se uma pessoa doentia.
Vejamos o primeiro período setenário de uma criança. Como Estudantes Rosacruzes, aprendemos que nos primeiros sete anos de vida da criança apenas os polos negativos de todos os Éteres do Corpo Vital estão ativos. Por isso as faculdades da visão e da audição, que dependem das forças negativas do Éter de Luz, fazem da criança alguém “que só tem olhos e ouvidos”. É extremamente benéfico para o crescimento do bebê que os pais prestem atenção às cores que o cercam e, ainda mais importante, que notem os sons e o ritmo que chegam ao alcance auditivo da criança. Isso é válido durante os primeiros sete anos da vida infantil.
No primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João, lemos: “No princípio era o Verbo; e sem Ele nada do que foi feito se fez; e o Verbo se fez carne”. O Verbo é um som rítmico e o som é o grande construtor cósmico. Portanto, durante o primeiro período setenário de sua vida, a criança deve ser cercada por música do tipo adequado, por uma linguagem musical: o balanço e o ritmo das cantigas infantis são particularmente valiosos. O sentido das palavras não importa; o importante é o ritmo — quanto mais a criança receber desse ritmo, mais saudável ela crescerá.
Duas grandes palavras-chave se aplicam a esse período da vida da criança: imitação, exemplo. Não há criatura no mundo tão imitativa quanto uma criança pequena; ela segue o exemplo nos mínimos detalhes, na medida da sua capacidade. Portanto, os pais que desejam educar seus filhos de modo positivo devem ser cuidadosos quando estiverem na presença deles. Não adianta tentar ensiná-los a “ter juízo”, porque a criança não tem Mente formada e não possui razão — ela apenas pode imitar e não consegue evitar a imitação, assim como a água não pode deixar de correr morro abaixo.
Se nós temos para nós mesmos um tipo de alimento talvez muito temperado e damos à criança outro prato, dizendo que aquilo que comemos não lhe faz bem, a criança pode até não conseguir nos imitar naquele momento, mas implantamos nela o apetite por esse tipo de comida. Quando crescer e puder satisfazer seu gosto, ela o fará. Portanto, pais cuidadosos devem se abster dos alimentos e das bebidas alcoólicas que não desejam que seus filhos ingira.
No que diz respeito ao vestuário, podemos dizer que, nessa fase, a criança deve estar inteiramente inconsciente de seus órgãos sexuais e, portanto, as roupas devem ser sempre e particularmente folgadas. Isso é especialmente necessário no caso dos meninos pequenos pois, muitas vezes, um hábito seriamente prejudicial na vida adulta pode resultar do atrito provocado por roupas excessivamente apertadas.
Há também a questão do castigo corporal a ser considerada; este é um fator importante em qualquer circunstância, pois o castigo físico desperta a natureza sexual e deve ser totalmente evitado. Não existe criança tão rebelde que não responda ao método da recompensa pelas boas ações e da retirada de privilégios como consequência da desobediência. Além disso, reconhecemos o fato de que as surras quebram o espírito de um cão e reclamamos que certas pessoas cultivaram a fala de força de vontade e de esperança, ao invés disso vivem para atender os seus desejos. Muito disso se deve às surras aplicadas de forma implacável na infância. Que qualquer pai ou mãe observe isso do ponto de vista da criança. Como algum de nós gostaria hoje de viver com alguém cuja autoridade não pudéssemos evitar, que fosse muito maior do que nós, e ter de nos submeter a castigos físicos dia após dia? Abandonem as surras e grande parte do mal social será eliminado em uma geração.
Vejamos como ocorre o nascimento do novo Corpo Vital. Aos sete anos de idade, ele vem à luz e então a percepção e a memória começam a desempenhar seus papéis fundamentais. Nesse período de sete anos (dos 7 aos 14), a criança é imparcial e não possui ideias preconcebidas. Por isso, ela é mais ensinável nessa fase do que em qualquer outra. Ela confia em seus pais e em seus professores e seguirá a autoridade deles.
Quando o Corpo Vital nasce no sétimo ano, as faculdades de percepção e memória devem ser educadas. As palavras-chave para esse período devem ser autoridade e discipulado. Não devemos, mesmo que tenhamos uma criança precoce, tentar incitá-la a um curso de estudos que exija um enorme dispêndio de pensamento. Crianças prodígios geralmente se tornam homens e mulheres com uma capacidade mental inferior à média.
A criança deve ser autorizada a seguir sua própria inclinação nesse aspecto. Suas faculdades de observação devem ser cultivadas; devemos mostrar para ela exemplos vivos. Permita que ela veja o bêbado e aonde o vício o levou; mostre também o ser humano de bem e coloque diante dela ideais elevados. Ensine a aceitar aquilo que você diz com base na autoridade e se esforce para ser alguém digno de tal forma que ela possa respeitar sua autoridade como pais ou professores.
Aqui entram os importantes ensinamentos de educação sexual para a criança. Nessa fase, ela também deve ser preparada para administrar a força sexual criadora que agora está sendo despertada nela e que permitirá gerar sua espécie ao final do segundo período de sete anos. Não se deve permitir que ela adquira esse conhecimento a partir de fontes corrompidas, porque os pais se esquivam da responsabilidade de instruí-la por um falso senso de modéstia ou moralismo.
Uma flor pode ser tomada como uma lição objetiva da qual todas as crianças, desde as menores até as maiores, podem receber a mais bela instrução na forma de um conto de fadas. Podemos ensinar como as flores se assemelham às famílias, sem qualquer necessidade de recorrer a termos botânicos, desde que os pais tenham estudado, ainda que minimamente, um pouco de botânica elementar. Mostre algumas flores às crianças e lhes diga: “Aqui está uma flor que é um menino, uma flor estaminada, e aqui está outra que é menina, uma flor pistilada”.
Aqui está uma flor em que é tanto menino quanto menina: uma que possui estame e pistilo. Mostre o pólen nas anteras. Diga, como um exemplo, que o pequeno “menino-flor” é como o menino de uma família humana: aventureiro, desejoso de sair pelo mundo para enfrentar as batalhas da vida, enquanto a menina, o pistilo, permanece em casa. Mostre as abelhas com as cestinhas de pólen nas pernas e fale como os pequenos meninos-flor montam nesses corcéis alados, como os cavaleiros de antigamente, para zarpar pelo mundo em busca da princesa aprisionada no castelo mágico, o óvulo oculto no pistilo; explique como o pólen, esses cavaleiros-meninos-flor, abre caminho através do pistilo e entra no óvulo. Então diga que isso significa que o cavaleiro e a princesa se casam, vivem felizes para sempre e se tornam os pais de muitos pequenos meninos-flor e meninas-flor.
Quando tiverem compreendido plenamente isso, eles também entenderão a geração nos Reinos animal e humano, pois não há diferença: um é tão puro, casto e sagrado quanto o outro. E as crianças educadas dessa maneira sempre conservarão uma reverência pela função criadora, algo que não pode ser incutido de forma melhor. Quando a criança é assim preparada, ela fica bem fortalecida para o nascimento do Corpo de Desejos no período da puberdade.
Vejamos como ocorre o novo nascimento do Corpo de Desejos. As crianças com menos de quatorze anos são, de certo modo, ainda uma extensão de seus pais, pois na Glândula Timo fica armazenada uma essência do sangue parental que a criança utiliza para fabricar o seu próprio sangue durante os anos da infância. A Glândula Timo do bebê é maior antes do nascimento e diminui com o passar do tempo. Por volta do décimo quarto ano, o Ego está pronto para se afirmar e torna-se capaz de produzir o próprio sangue. Ele começa a ser uma “identidade do eu”.
Agora é o momento de pais e professores praticarem a tolerância e demonstrarem empatia pelo jovem em crescimento, que enfrenta muitos desafios. Se a criança aprendeu a confiar e amar seus parentes mais velhos, agora seguirá seus conselhos e os perigos do amadurecimento não serão grandes.
Nesse momento, quando o Corpo de Desejos do indivíduo nasce, sentimentos e paixões começam a se manifestar. A Mente individualizada ainda não está plenamente presente e nada mantém a natureza do desejo sob controle. Nessa fase, é fácil que a criança se deixe levar por hábitos indesejáveis que podem ter resultados desastrosos. É verdade que muitas lições são aprendidas dessa forma, mas pais e professores devem estar prontos para agir com interesse bondoso e compreensão amorosa.
Agora é o momento em que a criança deve ser ensinada a buscar por si mesma; ela deve aprender o valor da investigação cuidadosa de tudo aquilo que deseja julgar. Também deve aprender que quanto mais flexíveis forem as suas opiniões, melhor será capaz de examinar novos fatos e adquirir novos conhecimentos.
Quando os desejos e as emoções são liberados, o jovem ou a jovem entra no período mais perigoso de sua vida, dos quatorze aos vinte e um anos. Nessa fase, o Corpo de Desejos está em plena atividade e a Mente ainda não nasceu para atuar como freio. Por isso é um grande trunfo para a criança ter sido educada conforme aqui descrito, pois seus pais então se tornam para uma força e sua âncora, capazes de ajudá-la a atravessar esse período turbulento até o momento em que atinge sua plena maturidade — aos vinte e um anos, em torno de quando a Mente nasce.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1919 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Em ordem alfabética, a definição de vários conceitos e termos utilizados na Astrologia Rosacruz que auxilia em muito uma consulta rápida, a retirada de dúvidas e a consolidação do conhecimento
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.16
Quer ver o restante? Clique aqui: Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

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