Os Sacramentos foram fornecidos aos Apóstolos pelo próprio Cristo e, justamente como invocamos aos Anjos todas as vezes que estudamos a Bíblia, assim atraímos o Raio do Cristo quando quer que observemos Seus Sacramentos.
Ao todo são sete os Sacramentos Cristãos: Batismo, Confirmação, Sagrada Comunhão (ou Eucaristia), Matrimônio, Penitência, Ordem Sacerdotal e Extrema-Unção.
Os Sacramentos são simbolizados por rituais externos de curta duração e o seu propósito é o de nos prover de uma contínua ajuda no exercício para o nosso crescimento espiritual.
Portanto, os Sacramentos não são meras cerimônias, mas Exercícios Espirituais de grande poder, relacionados com os Átomos-sementes dos nossos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e o veículo Mente.
Já a origem da palavra Sacramento sugere isso. SACR VA N’ CABAH. SACR quer dizer: portador do gérmen e N’ CABAH que quer dizer mãe.
Todos eles estão, também, relacionados com algum ponto do nosso Ciclo de Vida aqui no Mundo Físico.
Senão vejamos:
Quando renascemos, mais uma vez, nesse Mundo Físico, pouco após o nascimento do nosso Corpo Denso, muitos de nós somos admitidos em uma Religião Exotérica, por meio do Batismo.
Mais tarde, quando já desenvolvemos em parte o nosso Corpo Vital, nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, ratificamos essa admissão através de um Rito de Comunhão.
Logo após, nos é ensinado o valor da Penitência, que tem efeitos semelhantes aos Exercícios Esotéricos, no sentido de que nos leva a aprender a importância do arrependimento sincero por todos os pecados cometidos e da retirada da quintessência de toda lição aprendida.
Em seguida, dada a necessidade de continuar a prover Corpos Densos para irmãos que precisam renascer, somos dirigidos ao Matrimônio, onde temos a oportunidade de cooperar com a continuidade da Evolução aqui na Terra, através da procriação.
Uma vez atendida a necessidade de ajudar a continuidade da nossa Evolução terrena, voltamo-nos mais para o desejo de dedicar todas as nossas energias à vida superior. Aqui, o Sacramento da Ordem Sacerdotal – que nada tem a ver com a formação de pastor, padre ou ministro de igrejas –, por meio de suas meditações e disciplinas, auxilia o Aspirante à vida superior a se elevar acima de qualquer necessidade de expressão inferior das energias criadoras.
E, finalmente, quando chega o momento que determina o fim de mais essa jornada aqui no Mundo Físico, passamos para os Mundos espirituais levando a benção por meio da Extrema Unção, descartando o nosso Corpo Denso e levando as lições aqui aprendidas para serem assimiladas durante a nossa estada nos Mundos espirituais.
Antes de detalhar o significado de cada Sacramento vamos relembrar o propósito da nossa evolução:
Quando Deus criou-nos como Espíritos Virginais e criou todos os 7 Mundos que divide o Universo, quais sejam: Mundo Físico, Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Espírito Divino, Mundo dos Espíritos Virginais e Mundo de Deus, Ele nos disse: “Caros Filhos. Criei-os a minha imagem e semelhança para que tornem como a Mim, criadores de novos Sistemas Solares. Para tal, aqui está a nossa casa, composta desses Mundos. Cabe a vocês conhecê-los, dominá-los, aprendendo a criar em cada um deles conscientemente. Vocês têm todos os Poderes da Criação, mas estão latentes, cabendo a esse Esquema de Evolução transformá-los em Poderes dinâmicos. O Mundo mais denso à que descerão será o Mundo Físico, onde alcançarão o Nadir da Materialidade, esquecerão a sua origem divina a fim de dominar tal Mundo, e se tornarem indivíduos criadores conscientes e separados. Após isso retornarão à Casa do Pai, conquistando os demais Mundos, de baixo para cima, novamente unidos numa Fraternidade Universal, mas agora como criadores dinâmicos, conscientes em todos os Mundos da nossa Casa”.
Vamos falar sobre o Sacramento do Batismo.
Etimologicamente quer dizer imersão (do grego baptizein, mergulhar na água, banhar).
Era um rito religioso usado por S. João Batista para excitar a contrição interna de seus Discípulos, preparando-os para a vinda do Messias e para receber o Sacramento do Batismo, instituído por Cristo, pois como lemos no Evangelho Segundo S. Marcos 1:8, quando S. João Batista, pregando dizia: “Eu tenho-vos batizado em água, porém Ele batizar-vos-á no Espírito Santo”.
Para obtermos uma verdadeira ideia do Batismo, temos de retroceder na história da Humanidade.
No início do Período que estamos atualmente vivenciando, o Período Terrestre, estávamos evoluindo na região polar do Sol, daí essa época ser conhecida como Época Polar. Esta é descrita no Livro do Gênesis 1:9. Construímos o primeiro Corpo que se tornaria o nosso Corpo Denso.
Inconscientes, mas dirigido de fora por Hierarquias Criadoras, no caso os Senhores da Forma, fomos aprendendo a construir de dentro para fora esse nosso primeiro Corpo, órgão a órgão, tecido a tecido.
Toda nossa atenção e consciência estavam voltadas para dentro. Nada sabíamos do nosso exterior, nem do nosso redor.
Na segunda Época, a Hiperbórea, a Terra foi arrojada do Sol. No início era obscura e fria. Com o tempo ela saiu do caos, obscura e informe, como diz a Bíblia.
Aos poucos, os Seres Espirituais responsáveis por nós nessa Época, geraram calor e a Terra foi se tornando incandescente.
Então, Deus proferiu as palavras: “Faça-se a Luz”, como lemos no Livro do Gênesis 1:14-19.
Foi o trabalho da Criação no seu quarto dia.
Na terceira Época, a Lemúrica, continuávamos guiados em tudo pelas Hierarquias Criadoras, mais precisamente nessa época, pelos Senhores da Forma e pelos Anjos, fomos envolvidos, cada um, com um incipiente Corpo Vital. Possuíamos Corpos enormes.
Assimilávamos alimentos por osmose e propagávamos por cissiparidade: nos dividíamos em duas partes desiguais. Ambas cresciam até adquirir o tamanho daquela parte inicial.
Continuávamos com a nossa atenção voltada para o nosso interior, no afã de desenvolver, então nossos dois Corpos: Denso e Vital.
Entretanto, ao redor dessa conhecida massa incandescente, estava o frio espaço. O contato entre esses dois ambientes gerou a umidade. A névoa ígnea foi rodeada pela água que fervia e o vapor era projetado na atmosfera. A atmosfera da Terra era densa. Havia uma crosta terrestre que começava a adquirir dureza e solidez. Mas havia muita ebulição, vulcões e cataclismos.
Vivíamos sobre as partes mais duras e relativamente resfriadas, entre bosques gigantescos e animais enormes.
Deus proferiu as palavras: “Faça-se um firmamento entre as águas e separe ele umas das outras”, como lemos no Livro do Gênesis 1:6-7.
Foi o trabalho de Criação do quinto dia.
Nessa Época apareceram os Arcanjos e os Senhores da Mente e envolveram nossos Corpos Denso e Vital com um Corpo de Desejos e, nos adiantados, com uma Mente.
Ainda continuávamos inconscientes, voltados para o desenvolvimento dos nossos Corpos. Entretanto, nessa Época começamos a perceber nossos semelhantes.
A fim de podermos ter instrumentos de construção nesse Mundo Físico houve a necessidade da divisão da nossa força criadora sexual. Metade dela nós utilizamos para construir o cérebro e a laringe, dois órgãos criadores.
Com isso, teve origem a divisão sexual onde surgiu o homem e a mulher. Quando renascíamos com o sexo masculino passávamos a expressar mais acentuadamente o polo positivo da força criadora sexual, a Vontade, e quando renascíamos com o sexo feminino passávamos a expressar mais acentuadamente o polo negativo, a Imaginação.
Essa percepção foi se tornando mais clara, principalmente após a separação dos sexos, embora sua percepção predominante ainda fosse interna.
Também não éramos conscientes da morte. Descartávamos nossos Corpos como hoje trocamos de roupa.
Já na próxima Época, a quarta, denominada Época Atlante, referenciada como o trabalho executado no sexto dia da Criação, explicitado no Livro do Gênesis 1:24-27, tínhamos uma atmosfera sempre sobrecarregada de uma espécie de neblina espessa e pesada.
A água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar. O Sol aparecia como rodeado de uma aura de luz vaga. Guiávamo-nos mais pela percepção interna do que pela visão externa. Víamos a qualidade da Alma de todos que viviam a nossa volta, e os percebíamos mais como seres espirituais do que materiais.
Essa percepção nos dava a possibilidade de saber logo das disposições, amigáveis ou agressivas, do outro ser humano que observávamos, e assim saber, como devíamos tratar os demais e como podíamos escapar aos perigos.
Nesse tempo ainda não existiam as nações, pois toda a Humanidade se constituía numa vasta fraternidade.
Daí para frente, devido à necessidade de aperfeiçoar o pensamento e a razão, fomos nos tornando cada vez mais separatistas, com o desenvolvimento da Personalidade, e esquecemos a Fraternidade, mergulhando no egoísmo.
Portanto, quando uma pessoa é admitida numa Religião Exotérica, que é uma instituição espiritual, onde o amor e a fraternidade são os incentivos principais para a ação, é levada às águas do Batismo como simbolismo da formosa condição da inocência da criança e do amor que prevalecia quando vivíamos sob a névoa, naquela remota Época Atlante.
Lembrando que naquela Época nossos olhos ainda não tinham sido “abertos às vantagens materiais” deste Mundo Físico.
Hoje a criança que é levada à uma Religião Exotérica, ainda não está consciente das tentações da vida, e são outros os que se obrigam a guiá-la, para que leve uma vida sagrada de acordo com a melhor habilidade, porque a experiência do Dilúvio ensinou-nos que o largo caminho do mundo está semeado de dores, tristezas e desenganos e só seguindo o Caminho reto e estreito, obedecendo as Leis de Deus, que podemos escapar da morte aqui na Terra e entrar na vida eterna.
Assim existe um profundo e maravilhoso significado no Sacramento do Batismo e isso é para nos recordar as bênçãos que acompanham aqueles que são membros de uma Fraternidade, em que o proveito próprio é posto de lado e onde o serviço aos outros é a nota-chave e principal incentivo a ação.
Agora vamos falar do Sacramento da Comunhão.
Para obter um completo conhecimento do profundo alcance desse Sacramento consideremos a evolução do nosso Planeta e a nossa composição, aqui envolvidos em um Esquema de Evolução.
Continuando na Época Atlante, mencionada anteriormente, recebemos dos Senhores da Mente o incipiente veículo Mente, que nos possibilita termos domínio sobre as nossas ações.
Então, chegou o momento em que nós devíamos nos guiar por nós mesmos, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro.
Devíamos aprender a ser independente e assumir a responsabilidade dos nossos próprios atos.
Ao invés de adorar os “deuses visíveis”, devíamos, agora, adorar o Deus invisível, criador dos Céus e da Terra, mas adorá-lo em Espírito e Verdade.
O aperfeiçoamento do pensamento e da razão se deu na próxima Época, conhecida como Época Ária, a quinta, a que estamos atualmente.
Isso foi o resultado do nosso trabalho sobre a Mente, a fim de conduzir o nosso Corpo de Desejos à perfeição espiritual.
Infelizmente, tudo isso conseguimos à custa do domínio das forças vitais, ou seja: à custa do nosso poder sobre a Natureza. Hoje podemos exercitar o nosso poder mental, o pensamento, nos minerais e nas substâncias químicas, mas não sobre a vida animal ou vegetal.
Com a Mente, fomos desenvolvendo, usando a nossa própria vontade, a malícia e a astúcia, o egoísmo e a ambição em possuir. Descobrimos que o cérebro é superior aos músculos. Fomos separados em Raças a fim de facilitar o desenvolvimento dessa incipiente Individualidade e atender os diversos graus de evolução de cada um.
A fim de não nos deixar se perverter, o que poderia colocar todo o Esquema de Evolução em risco de ser atrasado a um grau muito perigoso, através do excessivo uso do pensamento contaminado pelo egoísmo, pela paixão, astúcia, malícia, sensualidade e outros fatores que cristalizam os nossos Corpos, foram instituídas as Religiões de Raça que tinham como guia o Deus de Raça Jeová, o mais elevado Iniciado entre os Anjos.
Este nos deu a Lei que nos ajudou a frear os nossos inferiores anseios. Afinal se seguíssemos os Seus preceitos, Ele nos abençoaria abundantemente e nos cumularia de bens. Se nos afastássemos dos Seus caminhos, os males viriam sobre nós. Portanto, a escolha era nossa. Éramos livres, mas sofríamos as consequências dos nossos próprios atos. E essas consequências por desobediência são conhecidas como pecado. Portanto, como todas as Religiões de Raça são baseadas em Leis, são originadores do pecado, como consequência da desobediência a essas Leis.
Fazíamos sacrifícios oferecendo os nossos melhores bens materiais em adoração ao nosso Deus de Raça. Todo o Antigo Testamento descreve a Lei que impera nas Religiões de Raça. Era, por exemplo, a Lei do: “olho por olho, dente por dente”.
Mas nós não fomos criados para sermos subjugados a qualquer tipo de autoridade.
Devemos nos transformar num criador, a semelhança de quem nos criou, afinal fomos criados à imagem e semelhança de Deus!
Foi quando apareceram os Espíritos Lucíferos e explicaram como podíamos nos tornar cientes dos nossos Corpos Densos, o que era a morte nesse Mundo Físico e, como, utilizando da nossa força sexual criadora, podíamos construir novos Corpos quando quiséssemos.
Explicaram-nos que a morte não podia mais nos dominar porque, como Jeová, teríamos o poder de criar à vontade.
Então começamos a nos “conhecer” ou a perceber uns aos outros e, também, ao Mundo Físico. Tornamo-nos conscientes da morte e da dor, aprendendo a diferenciar nós, o ser humano interno, da roupagem que usávamos e renovávamos cada vez que era preciso dar um novo passo na evolução. Deixamos de ser um autômato.
Convertemo-nos num ser que podia pensar livremente, à custa de nossa imunidade à dor, ao sofrimento, às enfermidades. Como diz na Bíblia: comemos do fruto da Árvore do Conhecimento; o conhecimento do bem e do mal.
Mas Jeová sabia que nós, agora com a atenção fixada em nossa roupagem física, perceberíamos a morte, e que, não tendo ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos Astros, o abuso da força sexual criadora produziria o parto com dor. Esse é o momento conhecido como a “Queda do Homem”.
Afinal nós temos dentro de nós o desejo de conhecer, de experimentar. E esses nossos progressivos passos não foram dados facilmente, sem rebeliões ou desobediências. Houve muitos fracassos e retrocessos.
No Antigo Testamento temos inúmeros exemplos de como nos esquecemos dos nossos deveres e de como o Espírito de Raça nos encaminhou, persistentemente, uma e outra vez.
Considerando essas desobediências à Lei, mais os abusos cometidos em nome do egoísmo, do separatismo, conducente ao benefício próprio – ou, no máximo, ao benefício exclusivo da Raça, podemos deduzir duas coisas:
Por esses dois motivos foi necessária a intervenção de Cristo, o mais elevado Iniciado entre os Arcanjos. E quando Cristo Jesus foi crucificado, o sangue que fluiu dos seis centros por onde fluem as correntes do Corpo Vital, o grande Espírito Solar Cristo, se libertou do veículo físico do ser humano Jesus.
Nesse momento, encontrando-se na Terra com Seus veículos individuais, compenetrou os veículos do nosso Planeta, já existentes, e num abrir e fechar de olhos difundiu o Seu próprio Corpo de Desejos pelo Planeta Terra, o que permitiu, daí por diante, trabalhar sobre o Planeta Terra e sobre toda a Humanidade de dentro. Tornou-se o Regente do Planeta Terra.
Com isso purificou o Mundo do Desejo, limpando-o de todo o material cristalizante inferior que lá existia. Por isso se diz que “Cristo lavou os pecados do Mundo”, não do indivíduo.
Com isso ganhamos a possibilidade de atrair para os nossos Corpos de Desejos matéria emocional mais pura que antes.
Também Cristo nos deu a Doutrina do Perdão dos Pecados e a possibilidade da Lei, agora temperada com o Amor, por meio da Graça de Deus.
Com isso também, Ele inaugurou a Religião Cristã, baseada no Amor e as Raças e nações separadas devem se unir numa Fraternidade Universal. Esse é o trabalho anual do Cristo e de todos nós. Por isso que lemos na Bíblia: “Na mesma noite que Jesus Cristo foi traído tomou o pão e depois de dar graças, partiu-o dizendo: ‘Tomai e comei, este é o Meu corpo que se parte para vós. Fazei isso em Minha memória’. Da mesma maneira depois de haver ceado tomou o cálice, dizendo: ‘Este é o cálice do Novo Testamento em Meu Sangue’. Fazei isto toda vez que beberdes em Minha memória. Pois, todas as vezes que comeis deste pão ou bebeis deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Por conseguinte, quem quer que coma deste pão e beba desse cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor… O que comer e beber indignamente, come e bebe sua própria condenação… Por essa causa muitos estão débeis e sem força entre vós e muitos dormem” (ICor 11:23-30).
Ao recordarmos em cada refeição, em ação de graças, a natureza do alimento procedente da substância da Terra sendo o Corpo do Espírito do Cristo que habita dentro dela, compreendemos como aquele Corpo se divide diariamente para nos alimentar, tanto fisicamente como espiritualmente.
Pois, as plantas, os grãos e as frutas e tudo que há na Terra são cristalizações verdadeiras do Corpo Vital da Terra, o etérico Princípio Crístico que absoluta e literalmente é o Corpo de Cristo.
Apreciaremos, assim, a bondade amorosa que O levou a tal sacrifício e, recordaremos também que não há um momento diuturnamente, em que Ele não sofra por estar confinado a essa Terra com suas baixíssimas vibrações.
Ainda nesse ponto, Cristo nos deu qual seria o nosso trabalho daqui para frente. O cálice, ou conhecido como Santo Graal, onde continha o suco da videira e onde disse que é “o cálice do Novo Testamento em Meu sangue”, é simplesmente o símbolo do novo Veículo que estamos a construir: o Corpo-Alma, composto dos dois Éteres superiores da Região Etérica do Mundo Físico: Éter Luminoso ou Éter de Luz e Éter Refletor.
Senão vejamos: no Reino Vegetal, a atividade geradora de novos Corpos é feita de maneira pura, casta e imaculada, executada através dos seus órgãos geradores contidos numa parte chamada cálice. Não há a menor paixão nesse Reino.
Nos Reinos Superiores ao nosso, o Humano, também se tem todo o processo de regeneração puro e santo. Somente nos Reinos Humano e Animal é que se tem paixão no processo de geração. Portanto, nós, seres humanos, somos uma planta invertida. A planta é inocente e dirige seus órgãos criadores para o Sol. Não tem paixão, é pura e casta. Nós dirigimos nossos órgãos criadores para a Terra; temos paixão!
No devido tempo, nos converteremos em um Deus, e então empregaremos nossa capacidade geradora em benefícios dos outros e não para gratificar nossos sentidos.
Para isso estamos construindo um novo veículo que tem a forma do cálice da planta. Ou seja: o cálice do Graal é o cálice da planta. Estamos aprendendo, como a planta, a absorver a força solar, que é construtora de todas as formas; a empregar o poder criador, a força sexual criadora, sem paixão.
Foi por S. Paulo conhecer essa necessidade de castidade (salvo quando o objetivo seja a procriação) com respeito aos que tiveram um despertar espiritual, que o levaram a se expressar: “Aqueles que participassem da Comunhão sem viver a vida estariam em perigo de enfermidade e de morte” (ICor 11:27). Já que conforme os Corpos dos dedicados Aspirantes a vida superior, por exemplo os Estudantes Rosacruzes ativos, vão se tornando cada vez mais sensitivos, mais danosos são os efeitos produzidos pela incontinência, comparados com os Corpos que ainda estão debaixo da Lei e não conseguiram ser participantes da graça pelo Cálice do Novo Testamento.
Agora vamos falar do Sacramento do Matrimônio.
O Espírito é bissexual. Nós nos manifestamos como seres masculinos e femininos em cada renascimento, aqui na Região Química do Mundo Físico, com o objetivo de alcançarmos um desenvolvimento completo dos nossos poderes criadores em nossos polos positivo (ou masculino) e negativo (ou feminino). Os caracteres de ambos os sexos estão em cada Corpo Denso de cada sexo.
Quando renascemos em um Corpo Denso masculino, os caracteres masculinos (ou positivos) estão ativos e os femininos (ou negativos) inativos. Quando renascemos em um Corpo Denso feminino, os caracteres femininos (ou negativos) estão ativos e os masculinos (ou positivos) inativos.
Vimos anteriormente que houve um tempo onde se deu a separação dos sexos a fim de que metade da força sexual criadora fosse dirigida para a criação do cérebro e da laringe, órgãos criadores do pensamento e da fala, necessários para expressar o poder de criação nesse Mundo Físico.
Assim surgiram o ser masculino e o ser feminino e a necessidade de se unirem para procriar e manter a espécie humana provida de Corpos Densos, a fim de poderem renascer aqui, na Região Química do Mundo Físico. Naqueles tempos de inconsciência e automaticidade, nós, encarnados em seres de ambos os sexos, éramos reunidos em determinadas épocas do ano para a procriação.
Como cada ser humano de cada sexo possui metade da força sexual criadora, também possui as características positivas e negativas dessa força.
Ou seja: a mulher possui mais proeminentemente a Imaginação (polo negativo) e o homem, a Vontade (polo positivo).
Vimos anteriormente que houve um tempo em que ganhamos o germe do Corpo Denso e começamos a desenvolvê-los. Depois ganhamos o germe do Corpo Vital, incorporamos ao Corpo Denso e trabalhamos no desenvolvimento dos dois. Mais tarde, ganhamos o germe do Corpo de Desejos, incorporamos aos outros dois e trabalhamos nos três. E por fim, ganhamos o germe da Mente, incorporamos nos outros três Corpos e trabalhamos nos quatro.
Entretanto, o incentivo à ação, o desejo e a consciência resultaram numa guerra sem fim entre o Corpo Vital, que constrói, e o Corpo de Desejos, que destrói o Corpo Denso.
Assim, a cristalização, dissolução e decrepitude do Corpo Denso apareceram como efeito dessas ações nos Corpos o que levou à necessidade, de tempos em tempos, de trocarmos o nosso Corpo Denso. Para isso foi instituído o Matrimônio e o Nascimento repetidos nesse Mundo Físico.
O princípio do Sacramento do Matrimônio pode ser encontrado no Evangelho Segundo S. Mateus 19: 4-6: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, portanto, já não são dois, mas uma só carne’”.
Entretanto, além da união necessária para a procriação, o Matrimônio tem outro propósito que só se descobre quando percebemos o maravilhoso mistério do amor – não da paixão. Somente aí olhamos o Matrimônio sob outro ponto de vista. Somente aí entendemos que o Matrimônio verdadeiro é a união de duas almas, antes que a união de dois sexos. É a união de duas almas que conseguem anular o sexo.
Afinal, estamos destinados a evoluir os elementos negativos e positivos de nossa natureza. Esta mescla dos aspectos masculinos e femininos é facilitada grandemente por meio da íntima relação do estado do Matrimônio.
Cristo também indicou o fim do Matrimônio quando disse: “Na ressurreição, os homens não terão mulheres, nem as mulheres maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mt 22:30).
E isso ocorrerá quando, desenvolvendo nosso Corpo-Alma, de que fala S. Paulo, viveremos na Região Etérica do Mundo Físico e não mais teremos a necessidade de usar somente esse Corpo Denso, tal como agora. Nesse tempo não existirá mais a divisão entre sexos, nem a necessidade de trocar de Corpo Denso de tempos em tempos. Portanto, o Matrimônio, como meio de procriação, não será mais necessário.
Vamos, agora, falar sobre o Sacramento da Penitência ou, como é mais prático e completo conhecido na Filosofia Rosacruz como Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.
Como diz Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos: “É, talvez, o ensinamento mais importante dessa obra”. Esse Exercício tem uma descrição muito simples: à noite ao se deitar, feche os olhos e contemple todos os acontecimentos do dia em ordem inversa, ou seja: primeiros aqueles que ocorreram imediatamente antes de se deitar, depois o anterior e assim por diante até o primeiro acontecimento do dia, quando você se levantou. Mas não fixe no acontecimento em si, mas especialmente no seu aspecto moral.
Considerando se agiu corretamente ou não, em pensamento, palavra e ação.
Censure a si mesmo quando agiu mal, arrependendo-se e procurando sinceramente se corrigir da próxima vez.
E se enalteça aprovando toda vez que praticou o bem, procurando a satisfação por assim ter feito e repetir tal ação toda vez que houver oportunidade.
Com isso, fortalecemos o bem pela aprovação e enfraquecemos o mal pela reprovação.
Assim, compreendendo o mal que fizemos e reafirmando o propósito de desfazer o mal cometido, apagamos as imagens da memória do subconsciente.
Após a morte elas já não estarão mais lá para nos julgarmos no Purgatório.
Portanto, gastaremos menos tempo no Purgatório, onde devemos sofrer todo mal que fizemos os nossos irmãos e nossas irmãs sofrerem, com o objetivo de aprendermos, pela dor e sofrimento, o que nos negamos a aprender pelo amor.
Afinal: lição aprendida, ensino suspenso.
Do mesmo modo, enaltecendo e reforçando o bem em tudo que fazemos e, principalmente, quando revivemos os acontecimentos nesse Exercício, estamos extraindo a quinta essência da lição aprendida.
Com isso gastaremos menos tempo no Primeiro Céu, onde devemos extrair a quinta essência de todo bem praticado.
A soma dessas duas economias de tempo poderá ser utilizada, no Segundo Céu, para trabalhar mais na reconstrução das condições futuras de nossa Terra para futuros renascimentos e, também, para trabalharmos com mais tempo na reconstrução dos próximos Corpos a serem utilizados nos próximos renascimentos.
Além disso, muitas lições que lhe estavam reservadas para vidas futuras poderão ser antecipadas e aprendidas nessa vida, já que se mostra receptivo em assimilar as lições que você mesmo se propôs a aprender.
Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Setembro de 2025
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:






Nossas Reuniões de Estudos Semanal
As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Nesse Calendário você encontra:
1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar
2- Os melhores períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz
3- Os melhores períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais
4- Os melhores períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais
5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil.
6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras).
**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site: https://fraternidaderosacruz.com/category/sobre-a-fraternidade/atividades-presenciais-do-mes/
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de SETEMBRO/2025:
Dia 07/09 –
| 16H – Reunião Pública: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Evangelho Segundo S. Mateus-Cap. 7: Verdadeiros Discípulos17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Os Anjos da Guarda-Deus de Raça – Príncipes do Ar |
Dia 14/09 –
| 16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: A Mescla de Sangue no Matrimônio-Deus Interno-Espírito de Raça-Sangue Humano sob Espíritos de Raça |
Dia 21/09 –
| NÃO HOUVE AS REUNIÕES DOMINICAIS |
Dia 28/09 –
| 16H – Reunião Reservada: Probacionista17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis- A “Queda do Homem” |
Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes que por esse Centro Rosacruz
Respostas às dúvidas dos leitores
via e-mail, no site, nas redes sociais
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional
incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento
Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz.
Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Libra (Setembro-Outubro)
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE OUTUBRO. Esse mês solar de OUTUBRO, que vai de 23 de setembro a 24 de outubro, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Libra.
Hierarquia Criadora – Libra é a Hierarquia Criadora dos Senhores da Individualidade, que nos deram o germe do nosso Corpo de Desejos, na terceira Revolução do Período Lunar e desde de lá continuam nos ajudando nesse Esquema de Evolução. Atualmente estão encarregados de nos ajudar no desenvolvimento do nosso veículo Espírito de Vida.
Lembremo-nos que o padrão cósmico mantido por essa Hierarquia é o de um mundo formoso. Sua marca se vê em cada paisagem, em cada árvore, em cada planta, em cada arbusto e em toda forma dos vários reinos da natureza. A beleza e a harmonia são a marca de Libra. Por isso, tudo quanto vem sob sua influência desse Signo celestial expressará esses divinos atributos. Quando a Humanidade receber mais completamente sua influência, serão abolidas a miséria, enfermidade, discórdia e dor.
Atividades do Cristo – Quando o Sol entra em Libra, no Equinócio de Setembro, o sublime Cristo alcança a superfície exterior da Terra. Então, ocorre uma aceleração cósmica.
Lentamente, durante novembro e dezembro, o raio do Cristo penetra nos diversos planos internos do Planeta, até alcançar o centro da Terra, no Natal. Pela visão superior, o raio do Cristo é dourado, como o Sol espiritual do qual emana.
Constitui, verdadeiramente, a trilha da santidade para todo Discípulo que, sinceramente e com firmeza, se dedicou à busca durante o período do Equinócio de Setembro. Em algum futuro Solstício de Dezembro, ele receberá a luz divina, recém-nascido no coração da Terra. É o tempo da dedicação ao Caminho do Cristo.
Atividades do Aspirante à vida superior – Antes de alcançar a meta, cada Aspirante deve aprender a lição cósmica de Libra: “Então compreenderás a justiça e o direito, a retidão e toda boa obra.” (Pb 2:9).
Distinguir o real do ilusório, o verdadeiro do falso é também a palavra-chave bíblica de Libra. O trabalho principal encomendado a um Discípulo em sua dedicação pela trilha consiste em estabelecer contato com o Deus vivo interno. A Hierarquia de Libra, os Senhores da Individualidade, estão divinamente qualificados para ajudar nessa atividade. As provas do Discípulo nesse ponto são dirigidas ao desenvolvimento da sua faculdade de discernimento, uma das posses mais importantes na Trilha do Discipulado.
No Corpo Denso – o centro físico correlacionado com Libra são as Glândulas Suprarrenais. Essas Glândulas, quando funcionam adequadamente, criam um absoluto equilíbrio físico e psicológico por meio de cada órgão e de seus processos.
Dentre os 12 Apóstolos – Judas Tadeu é o Discípulo correlacionado com Libra. Esse Discípulo foi um ministro da beleza. Muitos, e de longo alcance, foram os resultados das obras que ele fez com sua devoção.
Passagem da Bíblica correlacionada – procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o de Meditação: “…e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32). Faça isso em cada um dos dias em que Libra enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
Conteúdo Gerado nas Reuniões de Estudos
07/09 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 7 – Versículos: 21 a 29
Comecemos com alguns avisos importantes para aproveitarmos ao máximo o conhecimento que adquiriremos:
•Estamos estudando o Novo Testamento e vamos assim até o Apocalipse. Depois que terminarmos, começaremos o Antigo Testamento.
•O material que utilizamos é: a Bíblia, material do Curso Bíblico (assim quem ainda não fez e quiser começar a fazer tal Curso, seria uma boa, pois aproveitará muito mais a aprendizagem), os livros de Max Heindel e Augusta Foss Heindel e os livros da Corinne Heline. Há muito material profundo e que nos ajudará a compreender as “entrelinhas” da Bíblia.
•Esse estudo é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, Cristão ocultista-místico.
•A Bíblia que usamos é a Bíblia Jerusalém. Quem a tiver em papel, sugiro que a traga a fim de fazer anotações nela e “transformá-la em SUA Bíblia de Estudos customizada para VOCÊ”. Quem não a tiver e quiser adquiri-la em papel, sugiro que busque em Sebos (pois ela é cara). E o motivo de ser cara: é a melhor, a mais próxima do original escrito, a que tem a Bíblia Massorética como uma das fontes (que Max Heindel usou), que tem uma versão em português mais fiel ao original.
Aqui está o trecho da Bíblia que estudamos.
21Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos e em teu nome que expulsamos demônios e em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23Então eu lhes declararei: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade’. 24Assim, todo aquele que ouve essas minhas palavras e as pôr em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha. 26Por outro lado, todo aquele que ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande sua ruína!”.
28Aconteceu que ao terminar Jesus essas palavras, as multidões ficaram extasiadas com o seu ensinamento, 29porque as ensinava com autoridade e não como os seus escribas.
Algumas Advertências importantes quando estudamos a Bíblia por meio dos Ensinamentos Rosacruzes
A Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios. Em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).
Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.” E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia.
Sem essa parte o seu crescimento espiritual está limitado e dificilmente trilhará o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
Afinal, sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de São Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.
Algumas Significâncias Esotéricas desse trecho: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus”
Primeiro de tudo: não confundamos Reino dos Céus com Reino de Deus. Reino dos Céus se refere a todo o Esquema, a Obra, o Caminho de Evolução no qual estamos inseridos.
E o que quer dizer aqui nesse versículo? Simplesmente que a partir da primeira vinda de Cristo está aberto o acesso a quem quisesse para conhecer DIRETAMENTE (sem nenhum intermediário) tudo o que envolve a Peregrinação do ser humano desde quando começou nesse Esquema de Evolução, lá no longínquo Período de Saturno, até quando chegar ao final, no Período de Vulcano.
E, com isso, qualquer pessoa pode alcançar o desenvolvimento espiritual que quiser, adiantando-se nesse Esquema de Evolução e ajudando com o máximo de eficácia todos os seus irmãos e suas irmãs de caminhada, trilhando o Caminho pelas Iniciações Menores e Cristãs além de participar do próprio Plano de Cristo para a “Salvação da Humanidade”.
Colocando isso em prática, alcança-se a Salvação que nada mais é do que sair das condições cristalizantes e perigosas que estamos hoje.
Algumas Significâncias Esotéricas da: Parábola da Casa Edificada na Rocha
Que é detalhada nesses versículos 26 e 27:
“todo aquele que ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande sua ruína!”
A primeira coisa que devemos ressaltar é o significado do verbo “ouvir” que é um processo passivo e involuntário de captação de sons.
Assim, todos que têm um Sistema Auditivo funcionando ouvem. E os que não tem, também “ouvem”, por exemplo, a linguagem de sinais.
Se só “ouvir” já é algo passivo, então fica difícil praticar quando o que está tentando é ensinar uma pessoa.
Assim, que cabe a sentença nos ensinada por Cristo: ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.
Então, cabe a questão: quem são essas pessoas que “ouvem e não praticam os Ensinamentos Cristãos”?
É fácil descobrir! Eis algumas características que usando os Exercícios Esotéricos de Observação e o de Discernimento podemos conhecer: são irmãos e irmãs que para começar ainda não despertaram e, portanto, não vivem a sua Espiritualidade Cristã. E, portanto, estão presas ao sabor das circunstâncias externas.
E, assim, estão centradas nas leis materiais, focadas na Região Química do Mundo Físico. Mesmo que achem que há algo acima dessa Região, tudo se referencia a essa Região: sucesso e fracasso.
Ou seja: sobem e descem à mercê dos acontecimentos de sua vida aqui: estão sob a Lei do Materialismo, ainda que usando da astúcia atlante para se justificar em até dizer que “cuidam da parte espiritual”. É o “Senhor, Senhor” que lemos nos versículos 21 e 22, se justificando.
E, por isso, caminham pelo látego da necessidade, angústia, do sofrimento e da preocupação.
Aqui é onde a pessoa se encontra no lugar da eleição e decide construir sobre a areia, sob o teor de sua necessidade e não da sabedoria. Impera nela a Lei do Materialismo.
Já na continuação dessa Parábola, nos versículos 24 e 25:
“Assim, todo aquele que ouve essas minhas palavras e as coloca em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha.”
Note aqui: ouviu, mas prestou atenção, compreendeu e processou, ou seja: escutou; um processo ativo e voluntário, por isso é que pode, pela sua vontade, colocar em prática. E por isso, fica fácil praticar, se tiver a vontade, quando o que está tentando é ensinar uma pessoa.
Assim, é que cabe a sentença nos ensinada por Cristo: ouve essas minhas palavras e as põe em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha.
Então, cabe a questão: quem são essas pessoas que “ouvem e praticam os Ensinamentos Cristãos”? É fácil descobrir! Eis algumas características que também usando os Exercícios Esotéricos de Observação e o de Discernimento podemos conhecer: são irmãos e irmãs que para começar a despertar o Cristo Interno, estão alimentando e crescendo o seu Corpo-Alma. E, portanto, são imunes às circunstâncias externas. E, assim, conscientes de que são mais fortes do que quaisquer coisas que possam suceder a elas, pois são Espíritos e não seus Corpos e Veículos.
Ou seja: caminham sempre para frente e para cima quando renascidos aqui. Estão sob a Leis de Deus e, assim, sabem que estão aqui para aprender e para tal há que praticar o que aprendeu dos Ensinamentos Cristãos. E, por isso, caminham pela sabedoria que, nada mais é do que o conhecimento temperado com amor.
Aqui é onde a pessoa se encontra no lugar da eleição e decide construir sobre a rocha, sob o teor da sabedoria e não da sua necessidade. Impera nela a Lei do Amor Crístico, o amor ágape.
Para saber mais, assista a 24ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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07/09 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Os Anjos da Guarda
Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
Termos Rosacruzes: Anjo da Guarda
Temos um Anjo da Guarda?
Enquanto estávamos sob a égide das Religiões de Raça, fornecidas pelo Deus de Raça – Jeová, tínhamos uma Individualidade e uma Personalidade incipientes, ou seja: nós, o Ego, éramos muito débeis, impotentes, completamente incapazes de guiar os nossos Corpos Densos. Assim, corríamos riscos de perder nossos Corpos Densos e, portanto, o Ciclo de Nascimentos e Mortes estaria comprometido, pois o baluarte da evolução é aqui no Mundo Físico. Se ficássemos pouco tempo aqui e muito mais lá nos Mundos celestes, não conseguiríamos evoluir como evoluímos até aqui.
Assim, Jeová destacou um Anjo da Guarda para cada um de nós todas as vezes que renascíamos aqui, para que agisse como nosso guardião, até que nós, o Ego, fossemos suficientemente fortes e pudéssemos nos emancipar de toda influência externa. Isso ocorreu entre toda a Época Lemúrica até a Era de Áries na Época Ária.
Quando Cristo veio pela primeira vez e instituiu a nova Religião, a Religião do Filho, deixamos de ter um ser da Onda de Vida angélica, um Anjo, destacado para cada um de nós como um Anjo da Guarda.
Por que deixamos de ter um Anjo da Guarda? Porque, a partir da vinda do Cristo, o “véu do Templo foi rasgado”, fornecendo a mesma oportunidade para cada Ego humano, com uma Individualidade e Personalidade fortes o suficiente para guiar, não somente o seu veículo denso (o Corpo Denso), mas todos os outros veículos (Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente).
Depois da vinda de Cristo, quem é o nosso “Guardião”? O próprio Cristo – ele é o nosso “guarda”, o nosso Salvador, o nosso Redentor, o Regente da Terra que está sempre conosco, 24 horas por dia. Ele nos estimula e nos fornece tudo que precisamos para desenvolver, em cada um de nós, o Cristo interno, de “dentro para fora”, como ele nos ensinou por meio da sua Religião Cristã – a Religião do Filho.
Incorporamos o conceito do “Anjo da Guarda” em nosso ser interior, “…Se amarmos o bem, resguardaremos e alimentaremos tudo o que é bom em volta de nós quais ‘anjos da guarda’.”. Esse “Anjo da Guarda” interior nos avisa para não fazermos o que é mau e nos diz o que devemos fazer quando estamos em perigo.
E qual é a origem de tudo isso, isto é: “sugestão de fazer o bem” e “sugestão de não fazemos o mal”? É o resultado da nossa vida no Primeiro Céu – onde reforçamos as coisas boas que praticamos, promovendo os bons hábitos e as virtudes adquiridas – e no Purgatório – onde criamos, reforçamos e aumentamos a nossa “consciência de que o ‘caminho do transgressor é duro’”, respectivamente!
Termo Rosacruz: Deus de Raça
É uma das funções de Jeová, o Espírito Santo, o Anjo que é o mais elevado Iniciado do Período Lunar. Por meio dessa função, Jeová instituiu para nós as Religiões de Raça: o primeiro auxílio que nos ajudou a conquistar o Corpo de Desejos, preparando-nos para a nossa união com o Espírito Santo a fim de ser extraída a Alma Emocional. Nessa função Ele nos proporcionou as duas primeiras Dispensações, ou seja, o modo como nos relacionamos com Deus, as Dispensações Jeovísticas, onde fazíamos sacrifícios oferecendo os nossos melhores bens materiais em adoração ao nosso Deus de Raça. Todo o Antigo Testamento descreve a Lei que impera nas Religiões de Raça.
O efeito total deste auxílio se viu no Dia de Pentecostes, pois o Espírito Santo é o Deus de Raça e todas as línguas são Sua expressão. Quando os Apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo, falaram várias línguas. Seus Corpos de Desejos haviam sido suficientemente purificados para produzir a união necessária, e isto nos mostra o que o Discípulo conseguirá algum dia: o poder de falar todas as línguas, pois, então, a diferenciação em Raças separadas terá terminado.
Assim, as Religiões do Espírito Santo, as Religiões de Raça, se destinam a elevação da Onda de Vida humana por meio do sentimento de parentesco limitado a um grupo, família, tribo ou nação, e é este Deus de Raça que recebe as preces pelas vitórias nas batalhas, pelas chuvas, pelo aumento material dos rebanhos e pela repleção dos celeiros. Como essas preces são feitas pelo Corpo de Desejos por coisas temporais, não são puras como deveriam ser para conseguirem nosso desenvolvimento espiritual. .
Termo Rosacruz: Príncipes do Poder do Ar
Quem foram os “Príncipes do Poder do Ar”, os Principados, os Poderes… de que nos falou S. Paulo? É como é chamada uma das diferentes classes de Espíritos de Raça que nos dirigiram, como povos, a vários climas e a diversas partes da Terra, principalmente, durante a vigência das Religiões de Raça, antes da primeira vinda de Cristo aqui.
Esse termo podemos ver em várias passagens da Bíblia, pois como Espíritos de Raça, um povo luta a favor ou contra outro povo, conforme as exigências da evolução dessa Raça requererem. No livro de Daniel, 10-20, um Arcanjo falando com Daniel, diz: “Agora, voltarei a lutar com o príncipe da Pérsia; e quando eu for, vede que o príncipe da Grécia virá”.
Lembrando que Espírito de Raça é uma das funções dos grandes Arcanjos que estão auxiliando Jeová na sua missão de orientar a Humanidade. Eles sãos os “deuses” dos diferentes povos, já que eles são os que proporcionam as características raciais, os costumes, a língua, a Religião.
Com a visão espiritual se vê o Espírito de Raça como uma nuvem que envolve e permeia a atmosfera da terra habitada pelo povo que está sob seu domínio. Assim se formam os diferentes povos e nações.
O patriotismo é um dos sentimentos emanados pelos Espíritos de Raça. Atualmente, o poder do Espírito de Raça sobre o povo já não é tanto como era antes, porque Cristo veio colocar fim ao regime de Jeová e dos Espíritos de Raça. Ele reunirá novamente todas as nações em uma só grande fraternidade.
Assim, o emprego ignorante da força geradora é o principal responsável pela dor, enfermidade e tristeza. Para saber mais, assista a 239ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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14/09 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – A Mescla de Sangue no Casamento – Sangue – Espírito de Raça – Deus Interno
Termo Rosacruz: Raças
Comecemos com a definição da palavra “Raça”, conforme o dicionário: um grupo de pessoas pertencentes a um grupo com os mesmos ancestrais, que compartilham as mesmas crenças, os mesmos valores, a mesma linguagem ou outro traço social ou cultural.
Nos Ensinamentos Rosacruzes aprendemos que o conceito da palavra “Raça” é que elas são traços evanescentes da Evolução. Traços evanescentes significam marcas passageiras, que desaparecem com o tempo. Ex.: Pelos corporais densos – Cauda (hoje o cóccix.) – Terceiro olho – dente do siso, se tornando raro.
Definição: São simples degraus evolutivos pelos quais devemos passar. Elas só ocorrem quando se passa pelo Nadir da Materialidade.
As Raças servem a um propósito por um tempo: nascem e morrem em um tempo relativamente curto. Quando uma Raça nasce, ela tem a capacidade de evoluir somente até certo grau. Quando ela atinge o limite de sua evolução, os Corpos ou formas dessa Raça começam a degenerar até a Raça se extinguir. Ex.: Atlantes e Lemurianos → raças-raízes passadas, que “degeneraram e desapareceram”, dando origem às atuais.
O apego à Raça faz com que muitos Egos se degenerem em seus Corpos, e com isto estes serão deixados para trás nesse Esquema de Evolução. Isto é, eles atrasam em sua evolução, não seguem com os pioneiros.
Com o avanço da evolução, as diferenças raciais perdem importância e passamos a viver guiados pela consciência espiritual e pelo amor universal; não mais por herança racial ou cultural. No início da Sexta Época ocorrerá a mescla das diferentes nações.
Cristo veio para reunir as diferentes Raças em “paz e boa vontade”, de maneira que todos nós, voluntária e conscientemente, possamos seguir a Lei do Amor. Cristo disse que só poderia haver alguma paz sobre a Terra, quando as nações (compostas de raças) se unissem numa Fraternidade Universal.
O sangue é o agente do Espírito. Ele é a expressão máxima do Corpo Vital – que nutre todo o organismo físico. E é o veículo da Memória Subconsciente
Termo Rosacruz: Sangue
O Espírito de Raça, de família, de tribo, trabalha no sangue através do ar que respiramos.
Sob o regime de Jeová a evolução estava estagnada, e o sangue tão impregnado de egoísmo que várias Raças corriam o perigo de degenerar. O egoísmo cristalizou o Campo de Evolução que é a Terra em tal extensão, que as vibrações espirituais quase cessaram.
Já sob o atual regime de Cristo estamos tendo a ajuda para nos livrarmos da escravidão dos Corpos de Raça, ou seja: Corpos que criamos e que para se manifestar tem que fazer parte de uma Raça.
O Cristo Cósmico purificou o sangue do egoísmo por meio do sangue derramado no evento que ocorreu no Gólgota.
Portanto: Precisamos cultivar nosso “Eu Superior” que é amor, luz e vida. O “Eu Superior” nos impele a amar o próximo, acima de todos os preconceitos, acima das barreiras de sangue, de Raça, de credo, na vivência de um verdadeiro Cristianismo, o Esotérico.
Agora, é importante sabermos quais as funções do sangue quando estávamos sob os Espíritos de Raça?
O sangue era o canal através do qual os Espíritos de Raça influenciavam e controlavam o ser humano. Os Espíritos de Raça (Arcanjos) não possuem Corpos Densos (o mais inferior que eles conseguem construir é um Corpo de Desejos), mas podiam influenciar os seres humanos por meio da vibração do sangue — que contém a força vital (Éter) e o registro das emoções e desejos Essa influência mantinha as pessoas unidas em grupos raciais, religiosos e familiares, com um forte senso de dever coletivo, patriotismo e obediência.
O sangue era visto como vínculo sagrado entre membros de uma Raça ou povo. As alianças e obrigações morais não eram com a Humanidade como um todo, mas com “o sangue do meu povo”. Enquanto os Espíritos de Raça governavam, o ser humano não era livre: ele obedecia por temor ou tradição. O sangue era o meio pelo qual o controle era mantido, impedindo que o “Eu Superior” (o Cristo interno) se manifestasse plenamente. A individualização e a liberdade espiritual só se tornariam possíveis com a mudança na composição do sangue e sua libertação da influência racial.
O nascimento de Jesus e a entrada do Cristo Cósmico nos dois Corpos de Jesus, culminando no derramamento de sangue na cruz, foi um marco: a libertação da Humanidade da regência de Jeová e dos Espíritos de Raça. O sangue de Jesus: nos libertou da dependência dos laços raciais, que antes controlavam nossa consciência e evolução.
Termo Rosacruz: Espírito de Raça
A função principal deles foi guiar a evolução coletiva das Raças humanas, quando todos estavam sob as Religiões de Raça.
Entendamos que os Espíritos de Raça são seres pertencentes à Hierarquia Criadora dos Arcanjos, sob o comando de Jeová. Eles tinham a tarefa de guiar o desenvolvimento espiritual da Humanidade por meio de vínculos externos – através do sangue. Cada Espírito de Raça era responsável por um povo ou nação. Agiam como Espírito-Grupo humanos, assim como hoje os Espíritos-Grupo regem os animais.
Lembrando que a atuação se dava de fora para dentro, o Espírito de Raça aparece como uma nuvem cobrindo uma nação, e essa nuvem é absorvida por seus habitantes em cada respiração que façam. Por meio deste processo, ficam imbuídos do sentimento nacionalista a que chamamos “patriotismo”.
Influenciavam o ser humano através da vibração do sangue, que contém registros emocionais da raça trazido por hereditariedade. Isso criava laços profundos de identidade com o grupo, favorecendo a coesão, mas também limitando a Individualidade.
O ser humano, nesse estágio, não era livre nem plenamente autoconsciente — ele obedecia por temor, instinto ou tradição. O controle da Humanidade se dava através de leis morais, religiosas, costumes e obediência à autoridade. Os Espíritos de Raça mantinham barreiras naturais entre os povos, como idioma, clima, costumes, religião e até isolamento geográfico. Essas barreiras permitiram o desenvolvimento específico de qualidades físicas, emocionais e mentais em cada raça, como etapas necessárias da evolução.
O trabalho dos Espíritos de Raça foi necessário até que a Humanidade estivesse pronta para começar a agir por consciência interna, e não mais por imposição externa. Quando o Cristo assumiu a missão de guiar a Humanidade, os Espíritos de Raça deixaram de ser os principais regentes da evolução humana, começa uma nova fase de desenvolvimento baseada na Fraternidade e no Amor Universal.
Termo Rosacruz: Deus Interno
Deus interno é a centelha divina que habita em cada ser humano, a presença de Deus em nós, nossa essência espiritual mais elevada. Deus interno é o Espírito Virginal, que é parte de Deus, emanado Dele no início da evolução, e que passa por diversos estágios evolutivos nos diferentes Mundos, adquirindo consciência e experiências. Cada um de nós, Egos, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, estamos em processo de nos tornarmos um Deus Criador, consciente e autoconsciente.
É através da evolução espiritual (em múltiplas vidas e com o desenvolvimento dos veículos de consciência) que o ser humano começa a expressar cada vez mais esse Deus interno.
Max Heindel afirma que: “Deus não está fora, em algum lugar nos céus; Deus está dentro de nós, esperando ser reconhecido e manifestado através de nossas ações, pensamentos e sentimentos”.
A Fraternidade ensina que devemos purificar nossos Corpos e a Mente, para que o Espírito possa se manifestar com mais clareza. E como é isso? No Corpo Denso por meio: alimentação pura (vegetariana e moderada); de ações e obras corretas, comedidas, úteis e voltadas ao bem; de trabalho digno e autocuidado. No Corpo de Desejos: por meio do domínio dos desejos inferiores (egoísmo, raiva, luxúria); da prática do amor desinteressado, da compaixão e do perdão; do controle emocional, sem repressão nem explosões. Na Mente: por meio de pensamentos puros e construtivos; do estudo de ensinamentos elevados (como a Filosofia Rosacruz); de evitar fofoca, julgamentos e ideias negativas.
Para isso podemos utilizar ferramentas para purificação, tais como: serviço altruísta: servir aos outros sem esperar recompensa; Oração e Meditação: elevar a consciência e se conectar ao Eu superior e execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, todas as noites.
Para saber mais, assista a 240ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
28/09 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – “Queda do Homem”
Termo Rosacruz: “Queda do Homem”
A “Queda do Homem”, sobre a qual tanto se escreveu e tão pouco se compreendeu, é explicada de forma muito clara e racional no Conceito Rosacruz do Cosmos. Este evento da ‘Queda do Homem’ está mencionado no Conceito Rosacruz do Cosmos, e sabemos que este acontecimento ocorreu durante a última parte da Época Lemúrica.
Mas, olhando pela ótica Rosacruz, quando encontramos na nossa literatura, o tão conhecido casal chamado “Adão e Eva”, devemos sempre recordar que esta combinação é uma maneira de se expressar metaforicamente e aqui é descrito como tendo sido o casal que experimentou a “Queda”, mas, aqui para nós Estudantes Rosacruzes, eles estão representando a Humanidade da Época Lemúrica do Período Terrestre. Portanto, estamos falando de toda Onda de Vida humana. Podemos entender então que ‘Adão – significa Humanidade’, e nós como Humanidade precisaríamos, nesta época, ser equipados com algo mais, algo que fosse necessário para promover o nosso desenvolvimento evolutivo.
Então podemos definir a “Queda” como apenas um estado temporário em que vemos através de um espelho obscuro, mas que em breve contemplaremos novamente, face a face, o Deus interior e exterior, que só pode ser percebido pelos puros de coração. Aprendemos pelos ensinamentos que a ‘Queda do Homem’ marcou o fim da Época Lemúrica, onde os cataclismos vulcânicos destruíram a maior parte do continente Lemuriano e em seu lugar surgiu o continente Atlante, onde hoje fica o Oceano Atlântico.
Para entendermos esse processo sobre a “Queda do Homem”, procurei dividir o assunto em dois pontos: o Antes e Após a Queda.
Vamos ver que Antes da Queda, nós como Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, nos encontrávamos na seguinte situação:
-Vivíamos no Jardim do Éden, que é a Região Etérica do Mundo Físico
-Portanto, funcionávamos em um Corpo Vital que não morria
-Neste período éramos ingênuos e não possuíamos qualquer percepção, tanto do Mundo Físico como do Corpo Denso, porque neste tempo a nossa consciência estava focada internamente, o que isto quer dizer que nós percebíamos as coisas físicas de maneira espiritual, tal como a percebemos toda vez que sonhamos, momento em que tudo o que vemos está dentro de nós mesmos.
Éramos inconscientes da propagação, uma vez que a gestação decorria sem incômodo algum para as mulheres e o parto se realizava sem dor do nascimento, bem como da morte, que não tínhamos nenhuma consciência dela. Tanto que o nascimento e a morte não faziam parte da consciência dos Lemurianos. Neste tempo, contávamos com a ajuda externa das Hierarquias Criadoras que neutralizavam nossos Corpos de Desejos com o objetivo de despertar a Vontade, isto, toda vez que renascíamos como homem, e despertar a Imaginação, toda vez que renascíamos como mulher. Ambos os métodos tinham como objetivo nos fazer despertar para a consciência material. Alguns Anjos tinham a função de nossos “Anjos da Guarda” que regulavam a função procriadora.
Como podemos observar pelo que acabamos de colocar que este processo de evolução que estávamos vivendo nesta Época era demasiadamente lento para nós Espíritos Virginais da Onda de Vida humana.
Mas existia uma maneira de adiantar este processo. E foi quando tivemos a ajuda dos Espíritos Lucíferes – os Anjos caídos do Período Lunar – que precisavam de um cérebro para alcançar seu desenvolvimento evolutivo, uma vez que eles não tinham condições nenhuma que criar um cérebro, pois pertenciam a Onda de Vida dos Anjos, mas viram a oportunidade de conseguir o seu desenvolvimento por meio do ser humano que tinha um cérebro.
Então, a seguir vamos mostrar o que aconteceu conosco, qual a nossa posição e como nos comportamos diante da ‘Queda’.
Já após a Queda, quando se diz que “Adão conheceu Eva”, em verdade, neste momento, começamos a estabelecer relacionamentos sexuais de modo independente e demasiadamente, conhecendo o sexo oposto. Deste contato físico, fomos percebendo que muitas outras coisas físicas também ocorriam além da percepção do outro corpo pelo qual nos relacionávamos (isto mostra que foram abertos os olhos de ambos (tanto do homem como da mulher) para a Região Química). Desta maneira, adiantamos todo o processo.
Adquirimos a consciência de vigília na Região Química do Mundo Físico. Perdemos a instrução de procriar apenas nas épocas propícias. E perdemos o ensino dado pelas Hierarquias Criadoras, que tinham por objetivo nos ajudar a focarmos a nossa consciência no Mundo Físico. Quando tomamos a decisão de agarrar as rédeas da nossa evolução, isto fez com que, abríssemos mão de toda ajuda divina, inclusive à ajuda das Hierarquias Criadoras que neutralizava nossos Corpos de Desejos e que evitava que tivéssemos desejos desenfreados.
Deste modo, nos tornamos conscientes da nossa Personalidade e, devido à força do nosso Corpo de Desejos em fazer tudo o que queríamos, o Corpo de Desejos entrou em cena e fez com que nossa “vontade desenfreada” ficasse mais proeminente do que a nossa vontade pouco desenvolvida enquanto, nós, Egos.
Mas, apesar da condição corajosa de assumirmos as rédeas da evolução, estávamos sem qualquer preparo para tal, estávamos diante de algo desconhecido, mas tínhamos a forte tendência de gastarmos indiscriminadamente a força criadora, que nos fez gerar desequilíbrios importantes na natureza.
E as consequências destas nossas ações, não levando em conta as Leis de Deus, nos geraram dor, e pela dor fomos, gradativamente, perdendo nossa percepção espiritual e ganhando a percepção material da Região Química do Mundo Físico, onde a separatividade e o egoísmo reinam de forma acelerada.
A partir daí, por escolha nossa, conhecemos a fome, o frio e a morte (que são fatores desta Região Química). Mas não apenas os fatores inerentes desta região, mas também os desequilíbrios emocionais gerados por nós, fizeram com que houvesse doenças e Corpos de morte.
A perda da percepção etérica (do nosso tão maravilhoso Jardim do Éden) nos fez acreditar que somos apenas um Corpo Denso e que não há vida após a morte.
Só que, depois de nos afundarmos totalmente nossa consciência aqui conquistando a Região Química do Mundo Físico (ainda na Época Atlante), nós deveríamos abandonar esta Região e partir de volta ao Jardim do Éden, já com toda a nossa experiência adquirida aqui. Mas, infelizmente, muitos de nós, ainda permanecem com o resquício enraizado aqui, onde se direcionam todos os esforços para gratificar nossas paixões sensualistas.
Sendo que muitos de nós direcionaram ao sexo, outros direcionaram aos negócios do mundo com necessidade de atingir a cargos, carreiras ou posição social. Esquecendo a parte espiritual.
E de tanta besteira que fizemos, chegamos ao ponto de necessitarmos de doenças e enfermidades para que haja o despertar de nossa consciência de volta à consciência da Espiritualidade. Isto é, não conseguimos nos livrar das pré-ocupações deste Mundo Físico. Estamos tão atrasamos que, já deveríamos estar hoje na Nova Jerusalém.
Qual é o caminho para deixarmos a Região Química do Mundo Físico? Devemos empreender todo o nosso esforço para interrompermos este nosso ‘corpo de morte’ aqui, e iniciarmos o processo de volta trilhando o Caminho que permite tecermos o Corpo-Alma ou o Dourado Manto Nupcial. Este é o “Corpo” que não conhecerá a morte. Cristo, na Sua primeira vinda como Cristo-Jesus, em seus três anos de Ministério aqui na Terra nos deixou este legado para seguirmos, na Sua primeira vinda.
Hoje, podemos afirmar que um novo dilúvio está por vir, mas não pela condensação da atmosfera gasosa em água, como ocorreu no longínquo passado, mas pela eterificação do ar que respiramos. A Nova Jerusalém está próxima e se não estivermos preparados para entrar e viver lá, o “dilúvio” nos consumirá novamente. Devemos procurar, o mais rápido possível, fazer as mudanças de nossos maus hábitos materiais que nos levam a morte, que produzem mais e mais sofrimento no mundo, para aqueles objetivos espirituais que Cristo nos ensinou.
Para fecharmos o assunto trouxe um resumo sobre a “Queda do Homem” e o que representa para nós:
1)A desobediência às Leis de Deus – A separação entre as Hierarquias Criadoras e o ser humano que rompeu a comunhão perfeita que existia entre Elas e a Humanidade, levando à necessidade de redenção.
2)Tentados pela ‘serpente’, que escolhemos desobedecer ao mandamento divino, a Lei, utilizando do ato criador à vontade para gratificar os sentidos, abrindo assim, o caminho para o pecado original.
3)A entrada do pecado no mundo marca a desobediência de Adão e Eva que introduziu o pecado na Humanidade, causando a separação entre o ser humano e a perda da graça original.
4)A perda da inocência nos fez conscientes do bem e do mal, experimentando a vergonha e a culpa.
5)A entrada da morte que a Bíblia afirma, tanto física quanto espiritual, é uma consequência do pecado, e a ‘Queda’ marcou o início da percepção da morte aqui para a Humanidade.
Para saber mais, assista a 241ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
241ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_28set25-Cap.14 – Análise Oculta do Gênesis – A “Queda do Homem”
Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Setembro:
Só vê a Luz quem está na Luz
Já ouvimos e lemos muitas vezes a frase: “Deus é Luz!”. Olhando ao nosso redor, sempre nos deparamos com coisas maravilhosas, grandes criações, que muito nos ajudam no nosso dia a dia, isso tanto pela proximidade da Era Aquariana, como pelas facilidades das redes sociais, a rapidez com que hoje as coisas acontecem, etc.
Sabemos também que os mais potentes telescópios, que alcançaram milhões de quilômetros no espaço, não encontraram os limites da Luz. Porém, como sabemos, não fossem os olhos com os quais percebemos a luz, e os ouvidos que registram as vibrações do som, andaríamos aqui na Terra em eterna escuridão e total silêncio.
Então, assim, para percebermos a Luz Divina, entender por que “Deus é Luz”, a única capaz de iluminar a nossa obscuridade espiritual, e ouvir a voz do silêncio, a única que pode nos guiar, devemos cultivar nossos olhos e ouvidos espirituais. E como podemos fazer isso?
Aqui na Filosofia Rosacruz aprendemos que existe um único meio: a construção do nosso Corpo-Alma, focando a nossa vida aqui ao serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão ou a irmã do nosso lado, considerando, mais do que tudo, a divina essência oculta em cada um nós – que é a base da Fraternidade.
Para nos ajudar, elevando as vibrações dos nossos Corpos e veículos invisíveis aos olhos físicos, fazemos as Orações científicas (excelentes para fazermos a todo momento; como p. exe.: a Oração do Pai Nosso (dada por Cristo), a Oração do Estudante Rosacruz, a Oração Rosacruz, a Oração de São Francisco de Assis); executamos os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (especialmente o noturno de Retrospecção e o matutino de Concentração); e oficiamos todos os dias o Ritual do Serviço Devocional.
O Corpo-Alma, sabemos, é construído pelo “Serviço”. Não há outro meio. Pela Oração sincera, com o Coração, encontramos graça diante do nosso Deus-Pai e, também, imergimos na Luz espiritual que, alquimicamente nos transforma.
Não devemos orar, nos dirigindo à Deus-Pai, pedindo coisas materiais ou emprego, e nem por nossos filhos, nossos pais, amigos, etc. Devemos lembrar sempre das palavras de Cristo: “Que seja feita a Tua Vontade e não a minha”.
Como a Oração sozinha não é válida (a fé sem obras é morta), devemos então trabalhar, trabalhar e trabalhar por meio do serviço definido acima!
Vamos nos capacitar para sermos melhores e nos adiantarmos no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
Estamos aqui no Mundo Físico, o baluarte da evolução, visando adquirir mais e mais experiências, nos relacionar com pessoas, e crescer espiritualmente.
Há muito trabalho a ser feito, há muitas pessoas esperando de nós, pelas nossas mãos prontas a ajudar, a servir, nossa doação, nosso abraço, nosso carinho, devemos, portanto, estar atentos às oportunidades de servir. Só vê a Luz quem está na Luz!
Quando nós, o Ego, entramos no útero da futura mamãe
Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que o momento da nossa entrada no útero da mãe (em torno dos 21 dias de gravidez) é um dos mais importantes da nossa vida, pois, quando nos pomos em contato, pela primeira vez, com a matriz do Corpo Vital, novamente contemplamos o Panorama de Vida que temos pela frente e que foi impresso naquela matriz pelos Anjos do Destino, com o objetivo de nos dar as necessárias inclinações para liquidar as causas maduras nessa mais uma vida terrestre que está para começar.
E que o registro de tudo que faremos nessa nossa vida física aqui (o que está no Panorama de Vida e muito mais) começa quando respiramos pela primeira vez e continua até o nosso último suspiro.
Ou seja, quando respiramos completamente pela primeira vez, as condições fisiológicas do nosso coração são alteradas, o forame oval se fecha e o sangue é forçado a circular pelo nosso coração e pelos nossos pulmões.
Pelo contato do nosso sangue com o ar nos nossos pulmões, é capaz de absorver uma imagem completa do ambiente ao seu redor (todos os pensamentos, emoções, desejos, sentimentos). Observemos bem que com exceção dos nossos pulmões, o nosso coração é o único órgão do Corpo Denso através do qual passa todo o sangue em cada ciclo!
O sangue é o nosso, Ego, veículo e, ao fluir pelo nosso coração, deixa uma marca no Átomo-semente do nosso Corpo Denso que está na posição referencial do ápice no ventrículo esquerdo do coração. Nessa superfície infinitesimal são impressas todas as imagens do Mundo exterior ao nosso redor durante toda a nossa vida.
Quem é o Aspirante à Vida Superior?
E o que isso significa de fato? O que se aspira? Por que se aspira?
Entende-se por Aspirante à vida superior, a pessoa que se dedica a eliminar todos os defeitos do seu Corpo de Desejos, e assumir seu próprio domínio, vivendo uma vida dedicada a servir, amorosa, desinteressada e se possível, o mais anônimo possível, o irmão ou irmã que sofre, que chora e que ri.
E o que é realmente SERVIR? É colocar nossos talentos para melhor utilização em cada caso de necessidade imediata, independentemente da nossa preferência de gostar ou não. É colocar em prática o que de bom está em seu Coração, é ver o bem em tudo e em todos, sempre.
É fazer sem esperar nenhuma recompensa material, sem esperar nada em troca, sem querer tirar proveito da situação. É fazer o que tiver que ser feito.
É fazer para o outro de Coração sincero, amoroso, servir pelo prazer de servir, pelo amor em servir. É fazer buscando o crescimento Anímico.
Servir é se desprender para trabalhar em prol de um ideal superior. É um processo interno de preparação e uma grande mudança de consciência.
É participar (começando aqui na Região Química do Mundo Físico) com atos, obras e ações. É sempre focar na divina essência oculta em cada irmão, em cada irmã. É difícil? Não. Quem ama, se dá pelo outro, ama até seus inimigos.
Aspirante à vida superior é a pessoa que sua Concentração é sempre sobre ideais elevados, onde fortalece seu Corpo Vital, que neste caso é muito mais eficaz que as Orações da igreja. E por quê?
O “Ocultista científico” emprega a Concentração com preferência à Oração, porque a primeira se realiza com a ajuda da Mente, que é fria e insensível, pois a Oração, geralmente, está ditada pela emoção.
Já uma Oração quando é ditada pela devoção pura e impessoal, feita falando com Deus, abrindo-se inteiramente, sem cessar, face a elevados ideais, é superior à fria Concentração.
A Oração nunca poderá ser fria porque voa sobre as asas do Amor.
Cristo nos deu a Oração do Pai Nosso, excelente para todos os momentos, deve ser feita todos os dias.
Além disso, o Aspirante à vida superior, está visando subir os degraus da Fraternidade Rosacruz, com total segurança, então “serve” e “ora” porque sente em seu Coração que isso é o correto a se fazer.
Os degraus são: Estudante Preliminar, Estudante Regular, Probacionista, Discípulo, Irmão Leigo ou Irmã Leiga, Adepto e Irmão Maior.
A Filosofia Rosacruz ensina esse passo a passo pelo Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, seguro e independente.
O Aspirante à vida superior realiza também a união entre a natureza superior e a inferior, por meio da Meditação, um dos grandes Exercícios Esotéricos Espirituais ensinados pela Fraternidade Rosacruz, claro e sempre, sobre assuntos elevados e superiores.
Entendemos então o que é um (uma) “Aspirante à vida superior”, o que este (esta) aspira e porque aspira.
Lembrando o lema da Fraternidade Rosacruz: “SERVIÇO”.
É Nossa Obrigação Proteger os Reinos inferiores
Nós seres humanos, da Onda de Vida humana, temos que ter muito forte em nosso interior, a consciência e a importância das outras Ondas de Vida, a animal, vegetal e mineral; é nossa obrigação proteger esses Reinos inferiores, pois dentre elas somente nós temos a Consciência de Vigília na Região Química do Mundo Físico, ou seja: estamos totalmente conscientes para trabalhar com os materiais dessa Região.
Todas as Ondas de Vida estão evoluindo, assim como a nossa, a humana.
A vida no Mundo Físico manifesta-se através da Forma e, portanto, devemos sempre proteger e respeitar para que todas se manifestem com desenvoltura.
Nossa ação é importante no aperfeiçoamento de tudo quanto nasce, cresce, vive e se transforma na face da Terra. Precisamos assumir a responsabilidade de contribuir para que a manifestação da Vida através dos outros Reinos se realize em ascensão constante.
A Onda de Vida vegetal está sob os cuidados dos Anjos (uma das funções dos Anjos é ser Espírito-Grupo de cada espécie dessa Onda de Vida), já a Onda de Vida animal está sob os cuidados dos Arcanjos (uma das funções dos Arcanjos é ser Espírito-Grupo de cada espécie dessa Onda de Vida); vejam então o tamanho do respeito que devemos ter para com esses Exaltados Seres.
Com relação à Onda de Vida animal, sabemos que quatro espécies de animais estão muito próximas da individualização; são eles o cavalo, o cachorro, o gato e o elefante. As outras espécies continuam evoluindo também e não temos o direito de restringir a vida de nenhum deles.
Os animais possuem um Corpo Denso, um Corpo Vital e um Corpos de Desejos. Já os vegetais possuem um Corpo Denso e um Corpo Vital.
Se praticarmos o Exercício Esotérico de Observação, aprenderemos que quando subimos na escala da evolução, comparativamente, percebemos que fazemos isso “pisando, ferindo e até destruindo” os Corpos de nossos irmãos e de nossas irmãs mais fracos (dessas outras Ondas de Vida), consciente ou inconscientemente, esmagando-os e usando-os como degraus para atingir nossos próprios objetivos. Essa afirmação é válida para todos os Reinos da natureza. Quando uma Onda de Vida é conduzida ao Nadir da Materialidade e encrustada na forma mineral com uma consciência de transe profundo é, imediatamente, aproveitada por outra Onda de Vida ligeiramente superior, que recebe o desintegrante cristal mineral, adequando-o a seus próprios objetivos como cristaloide e assimila-o como parte de uma forma vegetal. Se não houvesse minerais desintegrados que pudessem ser aproveitados e transformados, a vida vegetal não seria possível.
Da mesma maneira, as formas dos vegetais são absorvidas por várias classes de animais, quando são devoradas e trituradas até virar uma pasta e servidas de nutrição para esse Reino superior.
Se não houvessem plantas, os animais não existiriam.
Reparem com atenção que o mesmo princípio é válido na evolução espiritual, pois se não houvessem Aspirantes no degrau mais baixo da escada do conhecimento em busca de instrução, não haveria necessidade de um “professor”.
Todavia, existe uma diferença importantíssima: o “professor” cresce ao se doar aos seus alunos e servindo-os. Ascende, dos ombros deles, um degrau mais alto na escada do conhecimento. Ele ascende elevando os demais, no entanto, tem uma dívida de gratidão para com eles e deve sim praticar sempre um ato de serviço humilde com aqueles que o serviram.
Dicas de um Prato para uma Alimentação Saudável
Todos queremos ter boa saúde, disposição e vigor.
Esses três dependem exclusivamente de nós mesmos; em grande parte dos alimentos que ingerimos, do estilo de vida que levamos, dos pensamentos diários, dos nossos atos, da nossa convivência com as pessoas todos os dias.
Hoje com a facilidade dos fast-foods, dos deliveries, muitas pessoas têm uma alimentação precária, pobre e muito ruim.
Os Estudantes Rosacruzes devem ter sempre consigo a importância de se manter um Corpo Denso o mais saudável que ele puder, com vitalidade, não ativando doenças (pois todos temos doenças latentes!) e, claro, permanecendo aqui no Mundo Físico, o baluarte da evolução, pelo máximo de tempo que puderem, vivendo em plenitude.
Quanto mais ficamos aqui, mais experiências adquirimos, com mais e mais irmãos e irmãs nos relacionamos, aprendemos mais lições (muitas delas chamamos de “dívidas de destino”), e terminamos nossos relacionamentos com todos que convivemos em Amor Crístico, da nossa parte.
E qual é o motivo disso? Óbvio que do ponto de vista oculto é desejável que vivamos o maior tempo possível em cada Corpo Denso, especialmente depois de havermos começado a trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Afinal, são precisos muitos anos para educar cada um dos nossos Corpos e veículos que habitamos, até que nós, o Ego, possamos obter algum domínio sobre cada um deles. É bem claro que vivendo o maior tempo possível num Corpo já dirigido por nós, o Ego (e não pelas circunstâncias externas), tanto melhor será para o nosso progresso e se torna, por consequência, da maior importância que o Estudante Rosacruz procure se alimentar com a menor quantidade de substâncias destrutivas.
Por isso é que aprendemos na Fraternidade Rosacruz que se, começando pelo Corpo Denso, examinarmos os meios físicos para melhorá-lo e convertê-lo no nosso melhor instrumento possível a ser usado aqui na Região Química e, depois, estudarmos os meios espirituais conducentes ao mesmo fim, os demais veículos (nosso: Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente) ficarão incluídos nesse estudo. Esse é o método que o Estudante Rosacruz deve seguir sempre!
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1. Pergunta: O animal que é genial não mais renascerá como animal, porque já adquiriu toda a experiência que podia nessa Onda de Vida. Ele nascerá no Período de Júpiter como humano. Mas atualmente ele não possui um espírito individualizado ou interno, como nós, sendo guiado de fora por um Arcanjo. Isso quer dizer que no Período mencionado uma parte do Espírito-Grupo, a que orientou o animal talentoso, vai se tornar um espírito individualizado?
Resposta: Não. O ser Arcanjo já é um Espírito individualizado. No Período de Júpiter a Onda de Vida Animal não precisará mais de um Espírito-Grupo, ou seja, os Arcanjos não exercerão mais essa função para com os animais.
2.Pergunta: Os Espíritos de Raça estão aprendendo a sentir simpatia e compaixão através dos problemas humanos. Isso quer dizer que os Arcanjos, tão grandiosos, estão somente agora aprendendo a sentir compaixão (como lemos no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. 2 – Pergunta: 60?
Resposta: Não. O ser Arcanjo já possui essas virtudes, pois são todo Amor, residem no Sol e já possuem um Corpo formado de material do Mundo do Espírito de Vida (ainda que estejam em evolução), ou seja, em um Mundo em que cessa toda a separatividade, onde a Fraternidade é um cotidiano. Veja o texto: “os Espíritos de Raça estão aprendendo…”. Ou seja, o Arcanjo, quando exercendo a função Espírito de Raça “está aprendendo a simpatia e compaixão”. Em outras palavras: está aprendendo qual é o conceito das virtudes simpatia e compaixão quando se exerce essa função, já que essa função é separatista (para ajudar aos que estão sobre tal Religião de Raça a se entender como indivíduo, ainda que não totalmente separado, mas como membro de uma raça, de uma tribo, de uma nação e de uma família).
3.Pergunta: Se Moisés renasceu como Elias e este, como João Batista, então cada um deles, depois da morte, ficou quase mil anos no Reino Espiritual. Mas homens desse calibre espiritual não deveriam permanecer lá apenas duas ou três centenas de anos?
Resposta: “Homens desse calibre espiritual” já se libertaram da “roda de nascimentos e mortes” e renascem onde, quando, quanto tempo e com quem precisam para cumprir uma determinada missão. Atualmente, qualquer pessoa que se desenvolva pelo Método Rosacruz de Ensinamentos da Sabedoria Ocidental e alcançam o grau de Adepto tem esse mérito conquistado também!
4.Pergunta: A maldade em crianças que, por exemplo, sentem prazer em machucar animais ou outras crianças, é algo inerente ao Ego. Certo, isso é totalmente coeso. Mas essa inerência vem de muitas vidas passadas onde esse Ego foi mau ou vem apenas da última vida?
Resposta: Note: não é “inerente ao Ego”. Nós, Egos, somos bons e sábios (feitos a imagem e semelhança de Deus). Quando nos revestimos da Personalidade (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) é que temos problemas em como nos expressar, pois não é sempre que temos a facilidade de alimentar os nossos veículos suprafísicos (especialmente o de Desejos e a Mente) com material das Regiões superiores do Mundo do Desejo e da Região Concreta do Mundo do Pensamento. E essa dificuldade já vem quando, na descida, tomamos materiais desses Mundos que são afins (semelhante atrai semelhante), de acordo com o arquétipo que construímos, baseados nas lições que escolhemos aprender quando selecionamos o Panorama da vida lá no Terceiro Céu. Tem gente que tem facilidade em sentir uma emoção de filantropia e que outro jura que é filantropo, mas é astuto! Tem gente que tem tanta dificuldade em se aprofundar em um conceito, por exemplo, sobre perdão que acha que “dando um dinheiro” ou “comprando um presente” será perdoado. E assim vai. “Essa inerência”, então, vem de dívidas acumuladas (lições não aprendidas) de outras vidas e que o Ego escolheu aprender nessa vida. Lembrando sempre: ninguém é mau ou bom. Nas situações ou circunstâncias que se apresentam na vida de uma pessoa é que ela escolhe: “resistirei à tentação e não praticarei o mal” ou “sinto prazer em praticar o mal, isso me faz bem” ou, ainda, “pensei que estava fazendo o bem”. Tudo é tendência, possibilidade, discernimento, escolha, prova, teste, tentação. Se passa e cria-se um bom hábito repetitivamente, aquilo que um dia foi uma tentação terrível, virará virtude. Se passa e cai na tentação, as espirais dentro das espirais, garantem que se apresentará uma nova oportunidade para ser testado…nessa vida ou em outras.
5.Pergunta: Quais seriam os paralelos, se houver, dos corpos e mundos descritos no conceito e os 7 chacras. Eles estariam todos em um desses corpos e mundos, ou em mais de um, ou ainda cada um faria correspondência a um corpo/mundo?
Resposta: Para os irmãos e as irmãs que escolheram, ainda no Terceiro Céu, nascerem e viverem no lado ocidental do Planeta Terra, o Corpo Denso construído vibra com outros pontos focais e que não são mais os chacras (reservados somente para os irmãos e as irmãs que escolheram, ainda no Terceiro Céu, nascerem e viverem no lado oriental do Planeta Terra).
Quando um irmão ou irmã que escolheu, ainda no Terceiro Céu, nascer e viver no lado ocidental do Planeta Terra e durante a sua vida escolhe viver e praticar os ensinamentos das escolas de mistérios orientais, ele ou ela está reativando uma reminiscência de um método que ele já usou, no que chamamos na Fraternidade Rosacruz de Época Atlante (afinal é mais fácil reativar uma função que temos do que buscar o desenvolvimento de algo novo, que não tivemos ainda).
Com certeza, esse irmão ou irmã está se atrasando evolutivamente, pois está tentando fazer algo com “ferramentas não apropriadas”, quando não provoca doenças mentais que atrasam mais ainda sua evolução aqui.
Pior ainda é tentar, estando no lado ocidental do Planeta Terra, praticar ensinamentos das escolas de mistérios orientais. Aí, além das “ferramentas não apropriadas”, está em um lugar cujas vibrações espirituais também não são as apropriadas. Resultado: atraso na evolução e perda do precioso tempo renascido aqui, onde estamos no baluarte da evolução.
Se escolhemos, ainda no Terceiro Céu, nascer e viver no lado ocidental do Planeta Terra, estudemos, pratiquemos e sigamos uma Escola de Mistérios (ou de Iniciações) Ocidental, como é a Fraternidade Rosacruz que nos leva para a Ordem Rosacruz.
Reuniões de “Cura Rosacruz”
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).
O horário é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Ritual do Serviço Devocional de Cura
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.
O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.
As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
Essas duas palavras “não matarás” foram dadas a todos nós por Jeová ou Javé, o Deus de Raça dos povos antigos, por meio de Moisés, o grande legislador, profeta e guia dos israelitas.
Quando tinha somente três meses de idade, Moisés foi colocado em um cesto por sua mãe e escondido no canavial de um rio onde a filha do cruel Faraó ia diariamente tomar banho. O Faraó tinha assinado um decreto determinando que todos os filhos de sexo masculino dos hebreus deviam ser mortos; mas quando a princesa achou o cesto com o seu precioso conteúdo, “tomou-o e cuidou dele como seu próprio filho” (Ex 2:2). Moisés foi educado como um príncipe e tornou-se um guia popular até que, com 40 anos, incorreu na má vontade do rei por defender um hebreu em quem um egípcio estava batendo. Moisés fugiu então da corte do Faraó e passou a residir “na terra de Madiã (ou Midian)”, onde teve dois filhos. Depois de quarenta anos, quando Moisés tinha 80, pediu o Senhor a tarefa de libertar os hebreus da servidão do Faraó.
Provou aos seus inimigos como era poderoso, protegido e guiado por Javé, o Deus de Raça. Demonstrou como podia causar a ira de Jeová sobre os súditos do rei, ocasionando repetidos aparecimentos de flagelos e pestilências. Eventualmente libertou os israelitas e conduziu à Terra Prometida. A história bíblica usa os termos dos povos antigos, que não eram conscientes das mudanças e grandes soerguimentos mundiais que surgiam de tempos em tempos, indicados pela Precessão dos Equinócios: estávamos entrando na Era de Áries, Signo marcial, governado pelo sangrento Marte.
Normalmente um grande líder da Humanidade aparece nos tempos críticos, quando é necessário guiar o povo para uma nova forma de Religião. Ele proporciona o suporte moral que usualmente é tão grandemente necessitado quando a Humanidade está sob vibrações perturbadoras.
Depois que os israelitas alcançaram o Deserto do Sinai, Moisés foi chamado ao “Monte” (Segundo os Ensinamentos Rosacruzes, o Monte está situado no cérebro, por onde o Ego entra e sai livremente do Corpo Denso). Lá, comunicou-se diretamente com Javé, enquanto estava fora do Corpo Denso. Os principais líderes religiosos são, em geral, altamente desenvolvidos espiritualmente e capazes de deixar o Corpo Denso quando precisar e usando a sua força de vontade. Nos Mundos espirituais eles se comunicam diretamente com os grandes Seres. Moisés foi um Iniciado escolhido e teve uma grande missão. A nova Época, a Ária, se iniciava nessa ocasião. A Época Ária devia ter um guia poderoso, um que pudesse usar métodos estritos ou cruéis para governar e conservar sob domínio um povo pirracento, o povo ariano. A Dispensação fornecida a Moisés por Javé era muito severa e entre as Leis, que se seguem, predominavam: “Mas, se houver danos graves, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (Ex 21-23:24).
Na Época Ária praticamos muita crueldade. É estranho como o temperamento das pessoas muda, assumindo traços e disposições do Signo que governa a Terra durante os grandes períodos mundiais, sob a Precessão dos Equinócios. O Signo de Áries, governado por Marte, expressa a natureza marcial e os antigos israelitas eram denominados um povo endurecido, como se diz no Livro do Profeta Jeremias (17:23): “Mas eles não deram ouvidos nem inclinaram suas orelhas; pelo contrário, endureceram sua cerviz para não ouvir e não receber correção”. A fim de governar tal povo foram necessárias as Leis muito severas. Podemos observar isso verificando uma concordância bíblica: procurando a palavra “matar”, achamos suas ocorrências aproximadamente duas vezes no Antigo Testamento e no Novo Testamento. Embora pareça estranho, o mesmo Moisés deu ao mundo os Dez Mandamentos e um dos quais é: “Não Matarás”. Todavia, os israelitas mataram mais do que qualquer outro povo. A sua Religião foi construída sobre carnificina e seus altares eram defumados com o sangue dos animais. Isso continuou até a destruição do Templo em Jerusalém (70 d.C.), quando cessaram as ofertas de sangue.
A Religião do Signo de Peixes (ou seja, quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, transita pelo Signo de Peixes) – a Era de Peixes – não tolera o sacrifício da vida de animais, o que era costume dos israelitas. Eles acreditavam que o Espírito estava no sangue e que, quando espalhado sobre o altar, santificava-o e espiritualizava o lugar sobre o qual o Sacerdote o espalhava. Somente animais sem defeito eram oferecidos sobre os altares de Javé.
Embora ainda estejamos prontos para guerrear contra o nosso irmão ou a nossa irmã, avançamos ao estado em que protegemos os animais desses abusos e hoje nos recusaríamos a entrar em um santuário que estivesse manchado com sangue de animais. Embora, ainda, uma grande maioria de pessoas tem o Corpo Denso dela poluindo com a carne desses animais, se fosse forçada a matar tudo o que come, rapidamente cessaria de devorar corpos de animais para escapar da crueldade necessária para matar.
O primeiro ser humano que a Bíblia regista como carnívoro foi Noé, que foi obrigado a usar a carne como alimento depois do dilúvio. No Livro do Gênesis (9-3:4) encontramos o decreto: “Tudo o que se move e possui a vida vos servirá de alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas. Mas não comereis a carne com sua alma, isto é, o sangue.”
Essas duas admoestações de Javé inauguraram o consumo de carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, crustáceos, frutos do mar e afins) e têm até a presente Época contribuído para tornar a Humanidade mais brutal, mais inclinada à luta e ao matar. Temos, sim, progredido em literatura, arte, ciência e invenções. Nossas realizações nos últimos dois séculos em todos os campos, em discernimento, percepção e conhecimento geral, ultrapassam as de muitos séculos precedentes. Embora superior em desenvolvimento físico e mental a qualquer outro organismo vivo, ainda, uma grande maioria de nós é tão carnívora nos desejos, sentimentos e nas emoções dela e tão propensa a verter o sangue dos irmãos menores como era durante aqueles longínquos tempos, quando saiu da “Arca de Noé”.
Temos a posição exaltada de um Filho de Deus e a herança preciosa da imortalidade; mas estamos em uma cruel fase de degenerescência que é a responsável pelo derramamento de oceanos de sangue. Tornamo-nos moralmente retrógrados, apesar do desenvolvimento do cérebro; insaciável em nossos apetites e generosos nas luxúrias, causamos a morte massiva de animais e, ao mesmo tempo, alimentamos a nossa natureza inferior, mantendo o nosso Corpo de Desejos com muito mais matérias das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo do que das três Regiões superiores. De certo modo, podemos admitir que muitos de nós são piores que o animais que matam para comer, pois o animal não possui uma Mente que raciocine. Tais animais matam unicamente para aplacar sua fome, mas muitos de nós não se satisfazem em matar só para comer, porque também matam “por esporte”, para exibir as suas “habilidades” como atiradores ou atiradoras. Exibem esse tipo de “habilidade” para ganharem atenção, se sentirem maior do que realmente são e, afinal, compensar as suas autoestimas deficientes e inferiores. A parte mais diabólica de toda a natureza bruta de muitos de nós é, muitas vezes, encorajada pelos ganhos financeiros, cujos desejos, emoções e sentimentos inferiores são responsáveis por brutais caçadas e pela morte de criaturas de couro, pelo, penas e outras partes do corpo animal para que o ganho financeiro seja maximizado.
Logicamente, quando renascíamos no passado (bem longínquo), como homens e mulheres de raças selvagens, nesses tempos antigos usávamos couro, peles e outras partes dos corpos dos animais para nos protegermos dos Elementos da Natureza, mas já faz muito tempo que descobrimos, inventamos e encontramos muitos métodos de manufaturar vestimentas para que couro, peles e outras partes dos corpos dos animais não sejam mais uma necessidade. Contudo, em muitos casos a vaidade e o egoísmo das pessoas exigem o couro, as peles e as outras partes dos corpos dos animais que, em procura de alimento, caem em cruéis armadilhas e, depois de presos, permanecem, muitas vezes por dias, agonizando em lento e terrível processo de morte. Esses couros, peles e outras partes dos corpos dos animais são então usadas por muitas pessoas, seja como vestimentas, seja como forrações, seja como objetos de decoração.
Quando renascemos com o sexo feminino, ou seja, como mulher, temos pequenas mãos no nosso íntimo para regenerar o mundo inteiro. Durante mais dois mil anos a mulher tem sido o principal suporte da Religião e tem feito muito para que Religiões, principalmente as Cristãs populares, se conservem na prática dos Ensinamentos Cristãos.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que a Religião Cristã é o mais exaltado de todos os Ensinamentos e que, no tempo adequado, ela se espalhará por todo o mundo. Para alcançar esse objetivo ela deve se tornar uma Religião inofensiva e o Cristão precisa, antes, viver o que Cristo ensinou, desenvolvendo o Espírito de Amor e Compaixão Crística. Desse modo poderá convencer os povos de outros lugares do mundo que a Religião Cristã não é uma Religião de violência. Cristo veio realmente para ensinar a Fraternidade Universal e que o nosso Deus não é um Deus de guerra ou terror.
O que muitos chamam de Cristandade (pois, de fato, não é) tem um horrível registro de sangue. Em nome dela muitos de nós têm travado guerras, pedido sacrifícios de sangue e até mesmo perpetrado as maiores crueldades em nome do que acham ser a Religião Cristã. À medida que a nova Era, a de Aquário, se aproxima, nos mostramos destinados a cumprir a nossa missão: cessar a destruição e crueldade contra os irmãos e as irmãs e contra qualquer ser vivo. Somente quando interrompermos essa desnecessária carnificina, o mundo alcançará finalmente um estado pacífico. “A desumanidade do ser humano contra o ser humano” é diretamente causada por seu alimento. Se, como Javé afirmou, “o espírito está no sangue”, então quando muitos de nós ingerem a carne de um animal será necessário para eles vencerem o espírito do animal que ainda está no sangue da carne consumida, certo? Assim, por que não teria a carne do animal influência sobre a natureza humana, tornando-a mais brutal? Onde prevalece a alimentação carnívora, os grandes comedores de carne anseiam por estimulantes e a bebida alcoólicas, e invariavelmente segue o excessivo consumo de carne animal.
Para se viver de fato e plenamente na Era de Aquário há que ser vegetariano e, também, não haverá guerras, porque assim que pararmos de assassinar nossos irmãos humanos e nossos irmãos mais novos, os animais, a nossa natureza carnal experimentará uma completa mudança e não desejaremos mais matar nossos semelhantes. Neste tempo, rumores de guerra estão despedaçando os corações da Humanidade pacífica, mas este é o último esforço desesperado dos “senhores da guerra”. O sopro da morte induz ao desejo de combater e o fracasso aguarda a tentativa egoísta de qualquer país para vencer outro. Não haverá desejo de dominar, quando a Era de Aquário for estabelecida. A profecia de Isaías será então cumprida: “E eles transformarão suas espadas em enxadas e suas lanças em arados; as nações não levantarão espada uma contra outra nem mais aprenderão a arte da guerra” (Is 2:4).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1959 pela Fraternidade Rosacruz em-SP)
No texto do Ritual do Serviço Devocional do Templo da Fraternidade Rosacruz encontramos uma frase de transcendental importância para aqueles que ingressaram no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz: “O reconhecimento da unidade fundamental de cada um com todos, é a realização de Deus”. Porém, tal não poderá ser conseguido até que reconheçamos a unidade de todos nós, sem distinções. Sendo assim, é mister que eliminemos de nossas vidas, tanto quanto seja possível, pensamentos e ideias que suscitem o sentimento de separatividade para com nossos semelhantes. Esse é o conteúdo da magnificente mensagem que o Cristo trouxe a nós, encerrando o reinado do Deus de Raça, Jeová, sob cuja influência e individualização de cada um de nós se processou de um modo integral, e inaugurando a nova Era durante a qual devemos realizar a nossa unidade por meio do fato em que todos nós somos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, manifestados aqui como Egos, e assim Filhos de Deus. Examinemos o progresso já realizado nesse campo e os obstáculos que ainda deverão ser superados.
Quando os três homens sábios vindos do Leste, para ofertar dádivas e por prestar homenagens ao recém-nato Salvador, cumpriram sua missão na Palestina, ninguém sabia qual a distância que haviam percorrido, nem de quais longínquos países eram originários, países estes pertencentes aos três continentes conhecidos de então. A locomoção naqueles tempos, via de regra, processava-se a cavalo, por via fluvial ou marítima, se bem que os homens do mar não se aventuravam longe de suas costas litorâneas.
Assim verificamos que o mundo conhecido ao tempo do nascimento do Salvador era assaz limitado. De certo modo é interessante conjecturar a esse respeito, porque Max Heindel expressou a sua desaprovação aos esforços missionários, afirmando que Cristo enviou seus Discípulos para que pregassem o Seu Evangelho ao mundo conhecido de então, o que não queria dizer que ele fosse disseminado por toda a Terra, inclusive aos povos primitivos que não podiam compreender aqueles avançados conceitos de moral. O mundo conhecido naquela época compreendia a área adjacente ao Mediterrâneo ao Mar Vermelho, o sul da Europa, o norte da África e a Península Arábica, e alguns distantes trechos do interior da Ásia. A Inglaterra e a norte da Europa eram praticamente desconhecidos até muito tempo depois. Alexandre, o Grande, na tentativa de estender seu império até a Índia em 300 AC, demonstrou ser impossível manter o comércio e comunicações com esses longínquos países, o que tornou impraticável mantê-los sob seu governo.
A China e o Japão estiveram desconhecidos até 1275 d.C. (depois de Cristo), quando os irmãos Polo, em memorável jornada, atingiram a terra de Kublai Khan, a fabulosa Cathay. Em 1492, Cristóvão Colombo, em seu esforço no sentido de encontrar um caminho mais curto para atingir a Índia, iniciou a sua épica viagem pelo Atlântico, descobrindo um novo continente e novos povos. Mais tarde, Fernão de Magalhães realizou a viagem de circunavegação, e muitos aventureiros começaram a velejar através do oceano, em busca de riquezas e de novas terras a fim de anexá-las a seus países, ao passo que a China e o Japão permaneceram praticamente afastados até o século passado.
Cristo veio inaugurar um novo conceito de fraternidade, introduzindo a doutrina do amor em substituição à da Lei, mantida pelas Religiões de Raça. A aplicação desse princípio de fraternidade e amor, atualmente, é indispensável, embora o problema para a sua realização tenha aumentado em complexidade.
A separatividade e a exclusividade das Raças permaneceram durante muitos séculos, como um problema difícil de se equacionar, pois as diferenças da cor da pele, da aparência e dos costumes criaram barreiras gigantescas ao propósito da unidade. À medida que foram descobertos e aperfeiçoados inúmeros meios de transportes, inúmeras viagens foram realizadas, muitas terras foram colonizadas, e para tanto muitos meios foram aplicados.
Um processo lento de amalgamação entre Raças, do qual surgirá à raiz de uma nova Raça, está acontecendo. Nesse ponto as guerras representam um favor importante de integração racial, compreendido pelo envio de jovens a terras estranhas, onde muitas vezes unem-se em matrimônio as mulheres desses países. Aqueles que assim procedem, encontram pela frente os obstáculos naturais impostos pela sociedade que não admite miscigenação, porém, gradualmente tais barreiras irão desaparecendo. Vemos ainda hoje as tensões raciais revelarem a trágica rigidez engendrada em inúmeras almas que ainda se encontram ligada ao Espírito de Raça. Entretanto, as Raças estão também divididas em nações, que se diferenciam pelo desenvolvimento de um Espírito Nacional, de acordo com pensamentos, ações e costumes dos respectivos povos. As nações, como os indivíduos, buscam de um modo geral suas próprias vantagens, pouco se importando com a mal que possam causar ao bem estar alheio. Em geral, os crimes cometidos contra outras nações são registrados nos compêndios de história como atos de patriotismo, numa demonstração de amor e lealdade ao próprio país. Contudo, tempo virá no qual os povos de todas às nações compreenderão que o verdadeiro patriotismo se estabelece na aceitação da responsabilidade em relação às ações de seus próprios países, que o mundo deve se tornar uma fraternidade e que o bem-estar de cada um diz respeito a todos. Isto já está se tornando evidente, pelo modo de proceder das nações mais adiantadas no que diz respeito à guerra, tanto que existe certa tendência à preservação da paz, o que não devemos considerar única e exclusivamente como temor aos efeitos da bomba atômica, tanto que tanto que esse sentimento vem se acentuando desde a Primeira Conflagração Mundial. O velho espírito marcial, que se revela nas guerras e nos triunfos, vai desaparecendo aos poucos, dando lugar ao sentimento de amizade e compaixão para com aqueles que sofrem.
Assim como dependemos do funcionamento harmonioso dos órgãos do nosso Corpo Denso, da mesma forma o Planeta, para o seu bem-estar, depende da existência de harmonia entre nações. Todos os eventos concorrem para que as nações trabalhem em conjunto para o bem de todos ao invés de agirem em seu benefício próprio. Possuímos uma ONU, que embora não funcionando perfeitamente, tornou-se um fator da preservação da paz.
A Religião não tem sido um meio eficaz como deveria ter sido na eliminação do pecado da separatividade. A doutrina da fraternidade entre os indivíduos é fundamentada em cada uma das Religiões, porém isso não erradicou os antagonismos gerados pela divisão de credos. OCristianismo popular (ou exotérico) tem sido tão exclusivista como qualquer outro credo, quase sempre devido à própria atitude de seus praticantes que por séculos vem mantendo a crença de que somente eles possuem o caminho do céu. Isso originou guerras trágicas, as Cruzadas, a Santa Inquisição, etc.
Contudo existem indícios de que as Igrejas já estão começando a compreender que manter-se nessa atitude é ser incoerente com os próprios preceitos que apregoam, e já aceitam a necessidade do trabalho em conjunto, demonstrado pelo “Concílio das Igrejas”, por exemplo.
Apesar de alguns progressos animadores, outros problemas ainda suscitam a separatividade, como por exemplo, observamos o abismo entre o rico e o pobre. O fluxo do dinheiro pode ser comparado à circulação do sangue no Corpo Denso humano, mesmo porque o dinheiro supre as necessidades das várias partes da Terra, tal como faz o sangue ao Corpo Denso. A superabundância em determinada área terrestre poderá ser comparada a um congestionamento ou a uma inflamação no Corpo Denso, ao passo que a pobreza representa os males da desnutrição. A posse de grandes riquezas materiais implica em grande responsabilidade, pois quando riquezas materiais são acumuladas e não utilizadas para o bem comum, constituem uma dívida espiritual a ser resgatada oportunamente pela pessoa. Porém, o conhecimento dessa responsabilidade está se fazendo sentir, haja vista as inúmeras fundações instituídas por pessoas abastadas, a fim de proporcionar maior assistência ao menos favorecidos. Os inúmeros serviços grupais que estão se formando em quase todas as comunidades, no sentido de solucionar problemas locais, também são elementos indicadores do sentimento de união e solidariedade entre as pessoas.
Outro fator negativo na vida dos povos são as campanhas empreendidas pelos nossos partidos políticos. As expressões extremas de sentimentos gerados por essas campanhas exercem uma influência muitas vezes nefasta sobre o equilíbrio emocional, indispensável para o desenvolvimento espiritual. Entretanto, podemos esperar confiantes, de que o tempo irá dignificando essas campanhas, para que sejam conduzidas dentro de um sistema mais honroso, substituindo a forma presente de vituperações e ataques pessoais.
O trabalho e a indústria estão se tornando cientes de sua dependência mútua pelo labor conjunto. Um grande e louvável passo para frente já se terá dado, se o propósito do capital e da indústria se tornar um meio de fornecer emprego e melhores condições de vida para muitas pessoas, do que se ater ao único e egoísta objetivo de arrecadar dinheiro. Os detentores do capital não deixarão de ser beneficiados, mas o objetivo primeiro será sempre o bem-estar de muitos em relação a poucos, pois onde a doutrina dos serviços se encontra acima de todos os negócios, nada poderá ocasionar falhas na prosperidade.
Tempo virá em que uma vida bem-sucedida não será avaliada em relação ao dinheiro depositado no banco ou à mercadoria estocada, mas pelas virtudes de amor e caridade que nela são expressas. Vivemos atualmente sob um sistema rígido de competição, mas é mister que essa competição se transmute em cooperação para o bem de cada um de nós. O nosso ineficiente método de distribuição dos produtos do trabalho, a capacidade de alguns poucos e a exploração de muitos, constituem verdadeiros crimes sociais que provocam a depressão industrial, os distúrbios trabalhistas, a destruição da paz interna.
Aqueles que como nós estudam a Filosofia Rosacruz e de alguma forma vivem diferentemente dos demais, deverão conservar certa vigilância para que essas diferenças não os isolem do resto da Humanidade. Sejamos cuidadosos em relação a outros modos de vida, não criticando ou desaprovando-os intransigentemente, pois a autossatisfação ou o sentimento de superioridade não devem se constituir num obstáculo ao avanço espiritual.
A unidade racional, tribal e familiar deverá ser rompida antes que a Fraternidade Universal possa se tornar uma realidade. O paternalismo do grupo tem sido amplamente superado pelo reinado da Individualidade. As nações estão atualmente trabalhando para a Fraternidade Universal, de acordo com o desejo dos nossos líderes invisíveis, os quais não são os menos potentes na modelação dos eventos por não estarem oficialmente ocupando cargos no governo das nações. Esses são os meios lentos pelos quais o Tríplice Corpo de cada pessoa no mundo vai sendo gradativamente purificado. Porém, o Estudante Rosacruz trabalha conscientemente para atingir esses fins por meio dos métodos bem definidos e de acordo com a sua constituição.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1967 – Fraternidade Rosacruz- SP)
No seu sermão no Dia de Pentecostes S. Pedro proferiu: “Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida, com a Tua face me encherás de júbilo.” (At 2:28), quando Cristo apareceu com a descida do Espírito Santo em cumprimento da promessa do Cristo, e os Apóstolos anunciavam uma alegria espiritual de felicidade futura. Foi seguindo o conhecimento da vida conforme Cristo ensinou que S. Pedro conseguiu a intensa alegria dessa vida. S. Pedro foi, sem dúvida, a figura principal na formação do Cristianismo do primeiro século, pois ele foi a pedra sobre a qual Cristo construiria a Religião Cristã manifestada aqui e a ele foram fornecidas as simbólicas “chaves” do Reino do Céus. Crê-se que S. Pedro foi martirizado durante o reinado de Nero no ano 65, aproximadamente.
S. Pedro, um pescador galileu, na organização do Cristianismo recebeu ajuda e assistência do douto e missionário S. Paulo. A Religião Cristã se desenvolveu como uma instituição promotora de uma fé e de uma teologia.
A alegria de S. Pedro se baseava na prova e na fé de sua crença na Ressurreição, fortalecida pela vinda do Confortador ou Espírito Santo no Dia de Pentecostes. Esse é o ponto crucial de toda Religião Cristã: não existe a morte: “Creio na Ressurreição do Corpo e na Vida Eterna”.
Como isto é verdadeiro nesta estação do ano! Tempo de prazer e de alegria, com a natureza ornada ao máximo. Este tempo de beleza é o trabalho d’Ele, que deseja nos confortar e trazer Alegria ao Mundo, radiante e expressiva. O canto de alegria surge dos pássaros, dos animais e das plantas que dão tudo em troca do amor que lhes deu o Cristo que partiu. Descem sobre o Místico, vibrações de consciência que podem enchê-lo de alegria à sua aproximação, como sucedeu com S. Pedro.
Este período de júbilo, esta harmonia de formas, é o triunfo do Espírito sobre a Terra, e a manifestação do ritmo do amor. O Senhor nos mostrou Sua face e foi benigno conosco. Com o Espírito Santo ou, como ensina a Filosofia Rosacruz, com o Espírito Humano assumindo o trabalho do Cristo nesta estação lembremo-nos do primeiro dos três passos a dar, isto é, que pela união com o “Eu Superior” nos sobrepomos a nossa natureza interior.
Este primeiro passo é o que mais nos interessa atualmente. O primeiro auxílio que nos foi dado para consegui-lo foram as Religiões de Raça que nos ajudaram a conquistar o Corpo de Desejos, preparando-nos para a nossa união com o Espírito Santo a fim de ser extraída a Alma Emocional. O efeito total deste auxílio se viu no Dia de Pentecostes, pois o Espírito Santo é o Deus de Raça e todas as línguas são Sua expressão. Quando os Apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo, falaram várias línguas. Seus Corpos de Desejos haviam sido suficientemente purificados para produzir a união necessária e isto nos mostra o que o Discípulo conseguirá algum dia: o poder de falar todas as línguas, pois, então, a diferenciação em Raças separadas terá terminado.
As Religiões do Espírito Santo, as Religiões de Raça, se destinam a elevação da Onda de Vida humana por meio do sentimento de parentesco limitado a um grupo, família, tribo ou nação, e é este Deus de Raça que recebe as preces pelas vitórias nas batalhas, pelas chuvas, pelo aumento material dos rebanhos e pela repleção dos celeiros. Como essas preces são feitas pelo Corpo de Desejos por coisas temporais, não são puras como deveriam ser para conseguirem nosso desenvolvimento espiritual. Bem diferente da parte da Oração do Senhor (O Pai-Nosso) que pede pelo Corpo de Desejos é: “Não nos deixes cair em Tentação” – a tentação de desejar as coisas dos outros seres humanos.
Esta alegre estação do ano fornece expressão a sua vibração em palavras para exprimir o pensamento, que é o nosso mais elevado privilégio. Para podermos fazer isso precisamos de uma laringe vertical que nos permita falar. Foi quando nós, o Ego, entramos na posse dos nossos veículos que se tornou necessário usar parte da nossa força sexual criadora para a construção do cérebro e da laringe. A laringe foi construída enquanto o Corpo Denso estava curvado, do mesmo modo que fica o embrião humano, quando em gestação. À medida que o Corpo Denso se endireitava e ficava em pé, parte do órgão criador permaneceu com a parte superior do Corpo Denso e mais tarde se transformou em laringe e cérebro. Dessa forma obtivemos a consciência cerebral do Mundo externo a custa da metade do nosso poder criador, que antes era usado, integralmente, para exteriorizar outro ser.
Agora temos o poder de criar e exprimir o pensamento aqui. A laringe é mantida pelo poder da força sexual criadora que, quando purificada, se torna o poder anímico que, a seu tempo, invalidará os órgãos sexuais e nós, então, falaremos o Verbo criador.
No Simbolismo Rosacruz achamos a Rosa de brancura imaculada colocada no centro da Cruz, representando o lugar da laringe, pois aí está o poder criador puro que gera a magia da cura.
Durante este mês o Sol está passando pelo segundo Signo da Trindade Criadora, o Signo do princípio criador materno, Touro, regido pela senhora do amor, Vênus, e assistido pela Rainha da Noite, a Lua. A riqueza da Mãe Terra se espalha diante de nós para nosso júbilo e felicidade.
Acabamos de passar pelo mês apaixonado de Marte, introdutor, no início do Ano Novo, do princípio gerador masculino, no qual dominaram as atividades materiais, e estamos agora gozando o produto feminino da Senhora da Graça, Vênus, no qual o crescimento espiritual é manifestado na beleza da vida na forma.
Aquilo que fora paixão, agora foi transformado em amor por intermédio do Cristo, o Confortador, inundando a Terra com alegria e felicidade, à medida que a Voz da Natureza se faz ouvir pela Música das Esferas. Os trabalhadores foram convocados, o Fiat Criador foi proferido e a restauração do Templo na Terra está em andamento. Coalisão e unidade sob o vínculo da Deusa do Amor reflete a vida do Cristo.
Neste tempo, em que a aquisição das necessidades físicas é soberana para a preservação, é bom para nós lembrarmos que nós, o Ego, assim como o nosso Corpo, também precisamos de alimento para nosso crescimento e evolução. Nosso alimento consiste em atos e feitos de bondade, de consideração para com os outros e no esquecimento de nós mesmos.
A canção de júbilo em nossos corações, por aquilo que nos tem sido feito, deve encontrar seu eco nos outros quando, por nossa parte, fizermos algo por eles, pois, o Crescimento da Alma depende das Ações. Nossa Alma enfraquecerá se só a alimentá-la com livros, pois isso não acrescentar um átomo ao nosso Corpo-Alma. A menos que ponhamos em prática o que aprendemos, o conhecimento não produzirá dano considerável, pois somos responsáveis pelo que conhecemos e devemos pôr em bom uso os nossos talentos.
No juízo final será perguntado o que fizemos e não o que sabemos. “E, se Deus assim veste a erva que está no campo e amanhã é lançada ao forno, quanta mais a vós, homens de pouca fé” (Mt 6: 30).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)
A oração atua sobre a nossa natureza espiritual e sobre os nossos Corpos e veículos de uma forma que parece depender da sua qualidade, da sua intensidade e da sua frequência.
É fácil conhecer qual a frequência da oração e, numa certa medida, sua intensidade.
Quanto à qualidade, mantém-se desconhecida, visto não possuirmos meios de medir a fé e a capacidade de amor de outrem. No entanto, a maneira como vive a pessoa que ora pode nos esclarecer sobre a qualidade das invocações que ela dirige a Deus. Mesmo quando a oração é de fraco valor inconsciente, principalmente na recitação de fórmulas, exerce um efeito sobre o comportamento da pessoa: fortifica, ao mesmo tempo, o sentido do sagrado e o senso moral.
Os meios onde se ora se caracterizam por certa persistência do sentimento do dever e da responsabilidade, por menos inveja e maldade, e por certa bondade para com os outros.
Parece estar demonstrado que, em igualdade de desenvolvimento intelectual, o caráter e o valor moral são mais elevados entre as pessoas que oram, mesmo de forma medíocre, do que entre as que não oram.
Quando a oração é habitual e verdadeiramente fervorosa, sua influência se torna mais manifesta e podemos compará-la à de uma glândula de secreção interna – Glândula Endócrina –, como, por exemplo, a Tiroide ou as Suprarrenais. Consiste numa espécie de transformação mental ou orgânica, transformação essa que se opera de modo progressivo. É dito que que no mais profundo da consciência se acende uma chama. A pessoa se vê tal qual é. Põe a descoberto seu egoísmo, sua cupidez, seus juízos errados e seu orgulho. E, então, verga-se ao cumprimento do dever moral, procurando adquirir a humildade intelectual. Assim, abre-se perante ela o reino da graça. Pouco a pouco, vai-se produzindo um apaziguamento interior, uma harmonia das atividades nervosas e morais, uma resignação maior perante a pobreza, a calúnia e a canseira, bem como a capacidade de suportar, sem enfraquecimento, a perda dos seus, a dor, a doença e a morte.
Por esse motivo, o profissional de saúde que vê seu doente orar deve se regozijar com isso, pois a calma, proveniente da oração, é uma poderosa ajuda para a terapêutica.
No entanto, não devemos assemelhar a oração à morfina, visto que a prece origina, ao mesmo tempo que acalma, uma integração das atividades mentais e uma espécie de floração da Personalidade. Por vezes, produz até mesmo o heroísmo e marca os seus fiéis com um selo particular. A pureza do olhar, a tranquilidade do porte, a alegria serena da expressão, a virilidade do comportamento e, se for necessário, a simples aceitação da morte de uma pessoa querida ou do mártir traduzem a presença do tesouro que se oculta no íntimo dos órgãos e do Espírito.
Sob essa influência, mesmo os ignorantes, os retardados, os fracos e os maus dotados utilizam melhor as suas forças intelectuais e morais.
A oração, segundo parece, nos eleva acima da estatura mental que nos pertence em harmonia com a sua hereditariedade e sua educação. Esse contato com Deus nos impregna de paz. E a paz irradia de nós. E levamos a paz para toda parte aonde vamos.
Infelizmente, não há, hoje em dia, senão um número ínfimo de pessoas que saibam orar de uma maneira eficiente.
A oração é um dos meios que, cultivada, espiritualiza os nossos veículos Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino. Os outros meios que também resultam nessa espiritualização dos veículos são o cultivo das faculdades da observação, do discernimento e da memória, da devoção a ideais elevados, da concentração, da persistência e do reto emprego das forças vitais.
Há que se cuidar para não orar para o Deus da Tribo ou Nacional, o Espírito de Raça!
Não devemos nos esquecer que as Hierarquias Criadoras que nos ajudam nesse Esquema de Evolução, desejando nos prestar uma ajuda inconsciente por meio de certos exercícios, nos forneceram a oração como um meio de produzir pensamentos puros e nobres que agem sobre o Corpo Vital. Eis o motivo pelo qual eles nos recomendaram que “orássemos sem cessar”. Muitas pessoas que não compreendem essa ajuda zombam dessa recomendação perguntam, ironicamente e com frequência: “porque será necessário estar sempre orando, afinal se Deus é onisciente Ele deve conhecer todas as nossas necessidades e se Ele não é, Ele não é onipotente e, nesse caso, não poderia atender as orações. Aliás, se não for onipotente também não poderá, sequer, responder às orações!”. Muitos Cristãos sérios e fiéis podem, também, pensarem que é errado estar, continuamente, importunando o Trono da Graça.
Isso tudo faz parte em um mal-entendido dos fatos. Deus é, verdadeiramente, onisciente e não necessita que ninguém Lhe recorde das nossas necessidades; no entanto, se nós oramos corretamente, nós mesmos é que nos elevamos à Ele e, assim, aperfeiçoamos e purificarmos os nossos Corpos Vitais.
Agora, isso só ocorre se orarmos como devemos – aí está o grande problema! Geralmente, nos interessam muito mais as coisas temporais do que nos elevarmos espiritualmente. Várias Religiões celebraram reuniões especiais para orar pedindo chuva e até para que as forças armadas de um país ganhem da outra em guerra. Estas são orações ao Deus de Raça, “que aumenta seus rebanhos, enche os seus depósitos”, enfim, cuida de suas necessidades materiais. Tais orações não são Cristãs e não purificam em nada a pessoa. Tais orações provêm do Corpo de Desejos, e podem ser resumidas assim: “Senhor, agora estou guardando todos os teus mandamentos da melhor maneira que posso e eu quero que Você, em troca, faça a Sua parte.”.
Lembremo-nos que Cristo nos deu uma oração que, tal como Ele mesmo, é a única e universal. Há nela sete orações distintas e separadas, uma para cada um dos nossos sete princípios: o Tríplice Corpo, o Tríplice Espírito e a Mente. Cada oração está particularmente adaptada para nos promover o progresso da parte a que é dirigida. É o Pai-Nosso ou a “Oração do Senhor”. Ela é uma fórmula abstrata ao melhoramento e purificação de todos os nossos veículos!
A “Oração do Senhor” exerce o efeito do cultivo do domínio próprio, porque ao nos fazer ver que estamos injuriando os outros nos voltamos para nós mesmos e nos resolvemos a descobrir as causas. Uma dessas causas é a perda do domínio próprio, originada no Corpo de Desejos.
Vamos sempre nos recordar que a oração, feita com devoção pura e impessoal, dirigida a elevados ideais, é muito superior à fria concentração, porque voa para Divindade sobre as asas do Amor, a exaltação do Místico.
Pai nosso que estais no Céus
“Santificado seja o Vosso Nome”
“Venha a nós o Vosso Reino”
“Seja feita a Vossa Vontade…”
Assim na Terra como nos Céus
“O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje”
“Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”
“Não nos deixeis cair em tentação”
Mas, “Livrai-nos do mal”
Porque Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre, Amém
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1970 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Como vimos, havia três coisas dentro da Arca da Aliança, que ficava na Sala Oeste do Tabernáculo no Deserto: o Pote de Ouro do Maná, o Bastão que floriu e as Tábuas da Lei. Vamos, agora, estudar as Tábuas da Lei.
As Tábuas da Lei continha os Dez Mandamentos:
“Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro. Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou. Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.” (Ex 20:3-17).
Encontramos nos Ensinamentos Rosacruzes uma descrição rápida de cada um desses Dez Mandamentos:
Vamos relembrar, também, que para entendermos o que essas Leis significam e como obedecê-las nessa Região Química do Mundo Físico, tivemos antes de completar o despertar do nosso Tríplice Espírito, a obtenção do nosso Tríplice Corpo e, finalmente, o elo entre os dois: a Mente.
Sem a obtenção da Mente nós não tínhamos a menor condição de entender e, portanto, obedecer ou não essas Leis.
Somente após a obtenção da nossa Mente – que, na terminologia Rosacruz, foi nos dada, como Átomo-semente, pelos Senhores da Mente, iniciando, para uns poucos, na última parte da Época Lemúrica e, para a maioria, na primeira e segunda parte da Época Atlante – é que começamos a precisar dessas leis para a nossa evolução.
Para entendermos os motivos para que necessitássemos um regime de Lei foi o rumo que tomamos a partir do momento em que começamos a utilizar a Mente e a partir dela, expressar nossos primitivos pensamentos em emoções, sentimentos, palavras e atos.
Ou seja: a nossa constituição estava completa; ficamos, então, equipados para conquistar o mundo e gerar força anímica pelo nosso esforço e experiência, tendo individualmente vontade própria e livre-arbítrio, exceto quando limitado pelas leis da natureza e por nossas próprias ações anteriores.
Só que, ao sentir nosso valor como seres humanos separados, começamos a ser astuciosos, nos apegar aos interesses individuais, nos tornamos ambiciosos, pedíamos recompensas pelas nossas obras.
A memória tornou-se um importante fator na vida da comunidade.
A recordação das proezas de alguns fazíamos eleger para Guia o que tivesse realizado feitos mais importantes.
Aos poucos fomos nos tornando soberbos, usamos a corrupção e aplicamos o engrandecimento pessoal; sujeitamo-nos a ambição e ao egoísmo; abusamos dos poderes que íamos adquirindo, oprimindo e nos vingando.
Arrogância e brutalidade reinavam.
É fácil compreender que tais abusos tinham de produzir terríveis condições.
E isso ocorria porque deixamos que a nossa natureza animal, o Corpo de Desejos, regesse a nossa Mente infantil naquela Época.
O que também levou a necessidade da existência de um regime de Leis foi a passagem necessária que tivemos que experimentar e que faz parte da nossa educação para com os seres divinos e com a aproximação consciente para o nosso Pai, Deus, nosso criador.
Essa educação efetua-se em quatro grandes etapas:
Na primeira, as Hierarquias Criadoras (na Bíblia conhecidas como Elohim) agem sobre nós, de fora, enquanto permanecemos inconscientes dos Mundos nos quais estávamos funcionando (Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico). Isso está veladamente referido na Bíblia como “Reis de Edom” e no mistério de Melquisedeque, “rei e sacerdote ao mesmo tempo”
Na segunda etapa, somos colocados sob a direção dos Mensageiros Divinos e Reis, a quem vemos, e a cujas ordens devemos obedecer. Os Guias da humanidade (na terminologia Rosacruz, conhecidos como Senhores de Vênus – alguns poucos eram também orientados pelos Senhores de Mercúrio) prepararam grandes Reis para o povo, revestidos de grande poder. Nós honrávamos esses reis com toda a reverência devida aos que, na verdade, eram reis “pela graça de Deus”.
Na terceira etapa somos ensinados a reverenciar as ordens de um Deus a Quem não vemos. Isso porque chegou o tempo de começar a guiar-nos por nós mesmos, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro. Aqui é que nos atrapalhamos e exercemos de uma maneira perniciosa essa relação. Podemos resumir essa passagem assim: “Anteriormente, vistes Aqueles que vos guiavam. Sabeis, porém, que há Guias de maiores graus de esplendor, superiores aos primeiros, que nunca vistes, mas que vos guiaram sempre, grau a grau, na evolução da consciência. Exaltado e acima de todos esses Seres gloriosos está o Deus invisível, criador do céu e da terra sobre a qual estais. Ele quis dar-vos domínio sobre toda a terra, para que possais frutificar e multiplicar-vos nela. Deveis adorar a este Deus invisível, mas adorá-Lo em Espírito e Verdade, e não fazer nenhuma imagem d’Ele, nem procurar pintá-Lo semelhante a vós, porque ele está presente em todas as partes e além de toda comparação ou semelhança. Se seguirdes os Seus preceitos Ele vos abençoará abundantemente e vos cumulará de bens. Se vos afastardes dos Seus caminhos, os males virão sobre vós. A escolha é vossa. Sois livres, mas devereis sofrer as consequências de vossos próprios atos”.
Finalmente, na quarta etapa aprendemos a nos elevar sobre toda ordem, a nos converter em uma lei em nós mesmos. Conquistando-nos a nós mesmos, aprendemos a viver voluntariamente, em harmonia com a Ordem da Natureza, que é a Lei de Deus.
Resumindo: quando o Aspirante estava no portão oriental como filho do pecado, a lei estava fora dele, como orientador para trazê-lo a Cristo. Exigia com severidade implacável um “olho por olho e dente por dente”. Cada transgressão trazia uma recompensa justa, e o ser humano estava circunscrito por todos os lados por leis que o ordenavam a fazer certas coisas e a não fazer outras. Contudo quando, por meio de sacrifício e serviço, ele finalmente chegou ao estágio de evolução representado pela Arca na sala ocidental do Tabernáculo, as Tábuas da lei estavam dentro dele. Então, ele se emancipou de toda a interferência externa em suas ações – não que ele infringisse alguma lei, mas porque ele trabalhava com elas. Assim como aprendemos a respeitar o direito de propriedade dos outros e, portanto, nos tornamos emancipados do mandamento “Não furtarás”, também aquele que guarda todas as leis, porque deseja fazê-lo, não precisa mais de um orientador externo, mas de bom grado obedece em todas as coisas, porque ele é um servo da lei e trabalha com ela, por escolha e não por necessidade.
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Que as rosas floresçam em vossa cruz

O “Pai” é o mais elevado Iniciado da humanidade do Período de Saturno. À humanidade ordinária daquele Período pertenciam os que são agora os Senhores da Mente.
O “Filho” (Cristo) é o mais elevado Iniciado do Período Solar. A humanidade comum desse Período pertencia os que são agora os Arcanjos.
O “Espírito Santo” (Jeová) é o mais elevado Iniciado do Período Lunar. À humanidade comum desse Período pertenciam os que são agora os Anjos.
Esse Diagrama 14 mostra também quais eram os veículos dessas diferentes ordens de Seres. Comparando com o Diagrama 8, se verá que seus Corpos ou veículos (indicados por retângulos em negro no Diagrama 14) correspondem aos Globos do Período em que foram humanos. É sempre assim, pelo menos no relativo às humanidades ordinárias. Ao fim do Período em que uma onda de vida se individualiza em seres humanos, esses seres retêm Corpos correspondentes aos Globos nos quais funcionaram.

Por outra parte, os Iniciados desenvolvem veículos superiores, para eles mesmos. Deixam de usar os veículos inferiores quando obtém a capacidade de empregar um veículo novo e superior.
No Período de Saturno os Senhores da Mente eram, então, humanos. Trabalharam sobre o ser humano que, nesse Período, era mineral. Agora, nada tem a fazer com os Reinos inferiores, estão relacionados somente com o desenvolvimento humano.
Os Senhores da Mente tornaram-se peritos na construção de Corpos de “matéria mental”, assim como nós estamos nos especializando na construção de Corpos de matéria química, e por uma razão similar: a Região do Pensamento Concreto era a mais densa condição de matéria alcançada no Período de Saturno, quando eles eram humanos, assim como a Região Química é o estado mais denso alcançado pela nossa humanidade.
No Período Terrestre os Senhores da Mente alcançaram o estado Criador e emitiram de si, dentro do nosso ser, o núcleo do material com o qual estamos procurando agora construir uma Mente organizada. “Poderes das Trevas” foi o nome que lhes deu São Paulo (Col 1:13), por terem surgido do escuro Período de Saturno. São considerados maus devido à tendência separatista, pertinente ao plano da razão, em contraste com a força unificadora do Mundo do Espírito de Vida, o Reino do Amor.
No Período Lunar, Jeová foi o Iniciado mais elevado. O veículo inferior de Jeová é o Espírito Humano (veja-se o Diagrama 14) e sua contraparte é o Corpo de Desejos.
Jeová era e é um dos Elohim. É o Líder dos Anjos, a humanidade do Período Lunar e é o Regente da Lua atual. Remetemos o leitor ao Diagrama 14 para compreender facilmente a posição e natureza de Jeová.
Dirige os Anjos e, como Regente da Lua, Ele tem a seu cargo os seres degenerados e malignos que nela existem. Com Ele estão também alguns Arcanjos, que constituíram a humanidade do Período Solar. Estes são chamados “Espíritos de Raça”.
O trabalho a cargo de Jeová é a construção de Corpos ou formas concretas, por meio das forças lunares cristalizantes e endurecedoras. Portanto, Ele é o dador de crianças, e os Anjos são seus mensageiros nesta obra. Os fisiólogos sabem muito bem que a Lua está relacionada com a gestação. Observam que dirige e governa os períodos de vida intrauterina e outras funções fisiológicas.
Jeová é o Altíssimo, o Deus de Raça. Tem, por assim dizer, domínio sobre todas as Formas. É o Legislador-Chefe, o Poder mais elevado na conservação da forma e no exercício de um governo ordenado.
Ordinariamente, o veículo inferior de um Arcanjo é o Corpo de Desejos. Cristo, o mais alto Iniciado do Período Solar, emprega geralmente o Espírito de Vida como veículo inferior. Funciona tão conscientemente no Mundo do Espírito de Vida como nós no Mundo Físico. Rogamos ao Estudante que note de modo particular esse ponto porque o Mundo do Espírito de Vida é o primeiro Mundo Universal, conforme explicamos no primeiro capítulo, sobre os Mundos. Nesse mundo cessa a diferenciação e começa a manifestar-se a unidade, pelo menos quanto ao nosso Sistema Solar.
Cristo tem o poder de construir e funcionar num veículo tão inferior como o Corpo de Desejos, o veículo usado pelos Arcanjos, mas não pode descer mais. O significado disso será agora examinado.
Jesus pertence à nossa humanidade. Estudando o ser humano Jesus na Memória da Natureza, podemos segui-lo em suas vidas anteriores. Nelas viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, em diferentes encarnações, do mesmo modo que outro qualquer ser humano. Isto não sucede com o Ser Cristo. No Seu caso só pode encontrar-se uma única encarnação.
Todavia, não se imagine que Jesus tenha sido um indivíduo comum. Era de Mente singularmente pura, muito superior à grande maioria da nossa presente humanidade. Esteve percorrendo o Caminho da Santidade através de muitas vidas, preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.
Sua mãe, a Virgem Maria, possuía, também, a mais elevada pureza humana, por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus. O pai, José, era um elevado Iniciado, capaz de realizar o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal.
Em consequência, o formoso, puro e amoroso espírito conhecido pelo nome de Jesus de Nazaré veio ao mundo num Corpo puro e sem paixões. Esse Corpo era o melhor, o mais perfeito que se podia produzir na Terra. A tarefa de Jesus, nesta encarnação, era cuidar e desenvolver o seu Corpo até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que devia servir.
É lei do Cosmos: por mais elevado que seja nenhum ser pode funcionar em qualquer mundo sem um veículo construído do material desse mundo (Ver os Diagramas 8 e 14). Por esse motivo, o Corpo de Desejos era o veículo mais baixo do grupo de espíritos que alcançaram o estado humano no Período Solar.
Cristo, um desses espíritos, era incapaz de construir para Si um Corpo Vital e um Corpo Denso. Podia ter trabalhado sobre a humanidade com um Corpo de Desejos, do modo que fizeram como Espíritos de Raça, seus irmãos mais jovens, os Arcanjos. Jeová Lhe teria aberto o caminho para entrar no Corpo Denso do ser humano. Todas as Religiões de Raça foram religiões de leis, originadoras do pecado como consequência da desobediência a essas leis. Tais religiões estavam sob a direção de Jeová que, tendo por veículo inferior o Espírito Humano, está correlacionado ao Mundo do Pensamento Abstrato, onde se origina o separatismo, conducente ao benefício próprio. A unidade era impossível. Precisamente por esta razão, foi necessária a intervenção de Cristo que possuía como veículo inferior o unificante Espírito de Vida. Por esse motivo, devia aparecer como um ser humano entre os seres humanos. Devia entrar num Corpo humano denso, porque unicamente de dentro é possível conquistar a Religião de Raça, que afeta o ser humano de fora.
Cristo não podia nascer num Corpo Denso. Não tendo nunca passado por uma evolução semelhante à do Período Terrestre, teria de adquirir, primeiramente, a capacidade de construir um Corpo Denso como o nosso. Porém, ainda que tivesse essa capacidade, seria inconveniente para um Ser tão elevado empregar energia na construção do Corpo durante a vida pré-natal, a infância, a juventude, e levá-lo até a maturidade indispensável.
Ele deixara de empregar ordinariamente o Espírito Humano, o Corpo Mental e o de Desejos, embora tivesse aprendido a construí-los no Período Solar e retivesse a capacidade de construí-los e de neles funcionar quando fosse necessário.
Cristo usou todos esses veículos próprios e só tomou de Jesus os Corpos Vital e Denso. Quando Jesus atingiu trinta anos de idade, Cristo penetrou nesses Corpos e empregou-os até o final de Sua Missão, no Gólgota. Depois da destruição do Corpo Denso, Cristo apareceu entre os Discípulos em Corpo Vital, no qual funcionou ainda durante algum tempo. O Corpo Vital é o veículo que Ele empregará quando aparecer novamente. Nunca tomará outro Corpo Denso.
Jesus, quando Cristo tomou o seu Corpo, era um Discípulo de grau elevado e, por conseguinte, seu Espírito de Vida estava em organizado. Vemos, portanto, que o veículo inferior em que funcionou Cristo e o mais bem organizado dos veículos superiores de Jesus eram idênticos. Cristo, ao tomar os Corpo Vital e Denso de Jesus, encontrou-se com uma série completa de veículos, desde o Mundo do Espírito de Vida até o Mundo Físico.
Jesus já alcançara as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida e passou por várias Iniciações para obter o necessário efeito sobre o Corpo Vital. O Corpo Vital de um ser humano comum ter-se-ia paralisado instantaneamente sob as intensíssimas vibrações do Grande Espírito que entrou no Corpo de Jesus. Até esse Corpo, puríssimo e ultrassensível como era, não podia suportar durante muitos anos os tremendos impactos vibratórios d’Aquele. Quando lemos que, em certa ocasião, Cristo se afastava dos seus Discípulos, ou caminhava sobre o mar em sua procura, o esoterista sabe que Cristo tinha abandonado momentaneamente os veículos de Jesus para dar-lhes descanso, deixando-os ao cuidado dos Irmãos Essênios que, melhor que Cristo, sabia como deviam cuidar de tais veículos.
Esta cessão foi consumada com pleno e livre consentimento de Jesus. Ele soube que, durante a encarnação inteira, estava preparando um veículo para Cristo. Submeteu-se alegremente, para que o desenvolvimento da humanidade pudesse receber o gigantesco impulso que lhe foi dado pelo misterioso sacrifício do Gólgota.
Como se vê no Diagrama 14, Cristo Jesus possuía os doze veículos que formam uma ininterrupta cadeia desde o Mundo Físico até o próprio Trono de Deus. Portanto, Ele é o único Ser do Universo que está em contato, ao mesmo tempo, com Deus e com o ser humano. É capaz desta mediação porque experimentou, pessoal e individualmente, todas as condições e conhece todas as limitações incidentais à existência física.
Cristo é único entre todos os Seres dos sete Mundos. Unicamente Ele possui os doze veículos. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de sentir tão elevada compaixão e compreender tão amplamente a situação e as carências da humanidade. Ninguém, só Ele, está qualificado para trazer o remédio que satisfaça todas as nossas necessidades.
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Que as rosas floresçam em vossa cruz