As Faculdades Espirituais e sua Ética
Muitas pessoas não se dão conta de que os homens ou mulheres com os quais nos relacionamos diariamente talvez sejam, alguns, é claro, possuidores de algum grau de Vidência. Há vários estágios de desenvolvimento espiritual dos quais constantemente ouvimos falar.
As exibições dessa faculdade geralmente são feitas por videntes negativos, pouco ou nada conhecedores das forças com as quais se põem em contato. Outras vezes essas demonstrações são realizadas por aqueles que, tendo obtido um insignificante conhecimento das coisas espirituais, “atrevem-se a pisar onde os Anjos temem voar”.
O clarividente positivamente desenvolvido sabe, por experiência, que uma única demonstração não convence ao incrédulo, servindo-lhe apenas para exigir mais uma. Um ser espiritualizado, compreendendo as forças que o cercam, nunca prostituirá seu dom com a finalidade de auferir benefícios materiais.
Jamais o empregará com propósitos banais, sabendo que poderá perdê-lo se o fizer. Nem a salvação e muito menos as evoluções podem ser compradas. Cristo curou e alimentou as multidões, mas não usou Seus poderes para fugir ao Gólgota.
É possível convivermos com um clarividente positivo sem nunca o sabermos. Ele não se identificará como tal.
Durante muitos anos certo homem foi meu sócio em vários negócios. Há pouco tempo, entretanto, é que, em uma palestra casual, descobri tratar-se de um estudante de filosofia oculta. Isto, todavia, não é de se admirar, como parece à primeira vista. Revendo os vários anos de relacionamento com esse esoterista, percebi nunca tê-lo ouvido pronunciar a menor crítica ou ofensa a quem quer que fosse. Em circunstâncias onde o ser humano comum age com intolerância, ele sempre manifestou condescendência. Sempre respeitou todas as religiões e as opiniões alheias, embora tivesse seus pontos de vista. Quando eu desrespeitava as coisas sagradas em sua presença, ele me repreendia sutil e silenciosamente.
Esse homem me intrigava e eu o interrogava o mais que podia. As respostas fluíam com simplicidade e paciência, exceto quando eu me tornava impertinente. Quando, por exemplo, eu lhe perguntava sobre sua condição de grau 33 na Maçonaria, ele imediatamente mudava de assunto. Mais tarde vim a compreender como minha pergunta era indiscreta.
O espírito possui diversos veículos Corpos Denso, Vital, de Desejos e o veículo Mente, os quais usa para adquirir experiência e evoluir. O Corpo Denso é formado de matéria deste mundo em que vivemos e, naturalmente, é visível a quem tenha os órgãos da visão perfeitos. Os outros veículos são formados de substâncias pertinentes às regiões onde têm origem.
Da mesma forma como um indivíduo portador de cegueira não pode perceber o mundo ao seu redor, o ser humano profano não distingue os corpos mais sutis nem os mundos a que se relacionam.
O grande inventor Thomas A. Edison, pouco antes de seu falecimento declarou que a ciência nos últimos cem anos fizera notáveis progressos no campo da física, mas no próximo século o grande campo de investigações seria o da metafísica; sabe-se, através de relatório elaborado pela senhora Edison, que nos últimos anos que precederam a morte de seu esposo, ele esteve ocupado em aperfeiçoar uma máquina que possibilitaria o contato com os planos espirituais. Os cientistas ocultistas afirmam que o único instrumento perfeito para tal função deve ser desenvolvido pelo ser humano e dentro de si mesmo. Edison pode ter-se enganado ao pensar em aperfeiçoar tal instrumento fora de si próprio, mas por outro lado, pode ser que fosse dotado de visão espiritual e pretendesse demonstrar sua existência àqueles que não a possuem.
Encontramos as “chaves” da clarividência positiva no desenvolvimento do corpo pituitário e da glândula pineal. O reto viver, por sua vez, é a chave desse desenvolvimento. Da mesma forma como os vários graus de visão espiritual podem ser desenvolvidos, outras faculdades superiores são suscetíveis de florescimento.
Uma delas é a possibilidade de ingressar nos planos invisíveis da natureza e neles funcionar conscientemente.
Depende da habilidade de cada pessoa, em efetuar a separação dos éteres superiores dos inferiores do Corpo Vital. Isto se torna realidade mediante uma vivência pura e amorosa, mesclada com práticas devocionais e serviço altruísta e desinteressado prestado ao próximo.
Os Éteres de Luz e Refletor formam o chamado “Vestido Dourado de Bodas”, simbolizado pela estrela dourada do Emblema Rosacruz. Constituem, nessa circunstância, um verdadeiro corpo espiritual, através do qual o Ego percorre livremente os mundos internos, enquanto o Corpo Denso jaz repousando. O indivíduo dotado de elevado desenvolvimento anímico, pode, durante o sono, utilizar seus veículos superiores para trabalhar como Auxiliar Invisível, principalmente no labor de curar os enfermos.
Muitas vezes, durante o sono, encontramos amigos ou nos achamos em lugares estranhos. Em várias ocasiões, tais experiências são consideradas como meros sonhos. Às vezes, porém, são experiências reais que muito nos impressionam quando despertos.
No primeiro estágio, o Auxiliar Invisível é inconsciente. Mais tarde, como decorrência normal de seu desenvolvimento, torna consciente. Qual o requisito básico para alguém tornar-se um Auxiliar Invisível? É simples: primeiramente deve converter-se em um Auxiliar Visível, isto é, deve servir da maneira que puder aqui no mundo material. Não há outro caminho.
Hoje em dia, com essa profusão de livros sobre ocultismo e psiquismo à venda nas livrarias, fala-se muito em sexto sentido. Um dos primeiros sinais de desenvolvimento do sexto sentido consiste na receptividade às vibrações dos planos suprafísicos. Nesta classe encontramos a maioria dos estudantes de filosofia oculta. O simples fato de serem estudantes esoteristas e aceitarem a verdade contida nos ensinamentos abraçados, demonstra sua sensibilidade às vibrações suprafísicas. O importante é desenvolverem suas faculdades espirituais sempre no sentido positivo.
(Traduzido de ‘The Rosicrucian Magazine’)
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Uma Verdadeira Escola Espiritual
Muitas vezes, pode parecer a um investigador menos avisado, que a Fraternidade Rosacruz tem por escopo oferecer aos seus Estudantes o desenvolvimento de seus poderes “ocultos” e que, para tanto, irá lhes fornecer alguns exercícios “especiais”. Mas após um curto tempo, o suficiente para tomar contato com os ensinamentos da Escola podemos notar em seus semblantes a amarga decepção. Quanta ilusão traziam dentro de suas Mentes a respeito da Fraternidade! Poucos são os que compreendem que a missão de uma legítima Escola Espiritual é indicar a Via Libertadora que, desta vida de morte e pesares, conduz-nos à Vida brilhante, plena de liberdade.
Uma genuína Escola Espiritual nunca favorecerá um indivíduo, seja ele quem for, na realização de seus projetos mundanos, porque o Reino almejado por seus adeptos não é deste mundo (em grego a palavra é Kosmos, que significa: “ordem de coisas”).
O que a verdadeira Rosacruz pode ensinar ao iniciando é aspirar sinceramente por esta outra ordem de coisas e viver a vida consoante os ensinamentos recebidos. Somente no contato social, familiar, na própria vivência diária é que se torna possível um amadurecimento integral. Por isso a Fraternidade diz ao aluno: “Não fuja do mundo”. “Viva a Vida e aplique suas capacidades em favor da humanidade”.
“A Senda do serviço, do auto esquecimento, é a mais alegre, mais curta via para atingir-se a meta: Deus”.
Com um tipo imaturo, inapto, a Escola nunca poderá contar. Hoje ele poderá dizer aos quatro ventos que ama a Escola. Amanhã, porém, quando por força do próprio caminho no qual enveredou, lhe for pedido tudo, então reagirá de forma espantosa e recuará atemorizado ante a iminência do sacrifício próximo. Mas isso é natural, reconhecemos, pois, é próprio da natureza humana, quando ainda imatura, esse instinto de auto conservação. Assim, muitas vezes, a estória do jovem rico da parábola evangélica se repete.
Pode surgir a pergunta seguinte, então: “Como se desenvolve a vida do aspirante, dentro da Rosacruz? O que deve ele fazer para atingir esse estado ideal?”. Como anteriormente dissemos, as únicas coisas que deve fazer, são: ASPIRAR e VIVER A VIDA. O mandamento: “Aquele que quiser ser o maior dentre vós seja o servidor de todos”, lhe serve de guia. Atuando dessa forma, atrairá os elementos essenciais à construção de seu Corpo-Alma. Sob os auspícios do Campo formado pela Escola, verá seus poderes espirituais latentes desabrocharem-se dia a dia.
Diariamente a Escola lhe proporcionará o pão e o Vinho que alimenta a alma. Não o pão material ou o espírito do vinho fermentado “fora”, que produz a embriaguez e a loucura, mas o pão de vida, e o espírito fermentado “dentro”, o produtor de Sabedoria.
Estes pão e vinho lhe são dados na Antecâmara da Rosacruz. Com o auxílio da Hierarquia de Cristo e a força crística contida na energia solar, absorvida por uma Vida da aspiração, o candidato constrói seu corpo solar ou espiritual. Este é um verdadeiro Templo construído “sem ruído de martelo”.
Por aí, vemos o grande erro que se comete ao confundir-se a Fraternidade Rosacruz com uma escola de “magia”.
Há grande diferença entre Magia e magia. A sra. Blavatsky fez alusão a essa diferença, quando disse que, entre a Verdadeira Arte ou Arte Real e os artifícios ocultos, há uma longa distância. Os artifícios pertencem às pseudo-escolas espirituais que oferecem toda sorte de poderes e vantagens pessoais a troco de algumas moedas.
A Arte Real ou verdadeira Magia não pode ser vendida. Conhecê-la e aplicá-la requer total inegoísmo, completo abandono do “eu” ilusório, que deseja obter, dominar, brilhar, endeusar-se.
Segundo Paracelso, a sabedoria humana somente cria “sapos”, enquanto a Sabedoria Divina cria “lírios”. Em outras palavras poderíamos dizer: os artifícios causam sensação em toda parte, devido ao grande alarde que fazem os seus adeptos. São semelhantes aos sapos, muitas vezes mestres na magia negra, criaturas desprezíveis.
A Arte Real, porém, cria lírios, cheios de formosura, símbolos da pureza, deleite para os olhos cansados de ver tanta torpeza, tanto mal e tanta tristeza. Para o conhecimento da Verdadeira Arte é mister a Sabedoria Divina. Fique bem claro, porém, que, como Magia entendemos, como também o entendia Paracelso, O Espírito Divino ou Deus da Natureza.
A sabedoria humana atua na horizontal e pode, por meio de artifícios, obter algum resultado, mas este será também horizontal. Somente Divina Sophia pode rasgar verticalmente o luminoso caminho rumo ao Infinito, à Liberdade dos Filhos de Deus.
Portanto, tudo se resume no seguinte: A Fraternidade Rosacruz não oferece ao aluno um céu remoto, que pode ser conseguido por meio de artes mágicas ou então um despertar súbito dos poderes esotéricos latentes. Ensina sim, a buscar primeiramente o Reino dos Céus e Sua Justiça, porque, o resto, virá por acréscimo.
O desenvolvimento de tais poderes advirá como consequência lógica do trilhar o Caminho da Libertação. Isto equivale a dizer que a Rosacruz não faz um fim daquilo que é um meio. Esses poderes são, quando desabrochados, marcos indicadores de que estamos no Caminho. E como tais, deverão ser deixados para trás a cada passo que dermos em busca de coisas maiores.
Se, porém, nos deixamos entreter pelas fontes e pequenos poços em meio do caminho que nos leva ao cume da montanha, acabaremos nos esquecendo que nossa meta é o Grande Manancial donde jorram Águas Vivas.
Por isso dissemos que, para ser aluno da verdadeira Rosacruz, isto é, dos Irmãos Maiores, é necessária maturidade. E isto somente o tempo e as experiências podem trazer. A maturidade dá o necessário discernimento para distinguir-se o falso do verdadeiro, o certo do errado, o essencial do supérfluo.
O aluno nestas condições encontra-se apto a conhecer a diferença entre a Verdadeira Arte e os artifícios.
Consequentemente não mais se contentará com os mãe-pastos, as comidas dos porcos. Por isso, levantar-se-á e irá para seu Pai, conforme a parábola evangélica do Filho Pródigo. E para este retorno, o que necessita não são alguns “exercícios ocultos”, algumas práticas mágicas ou algum outro artifício. Estes, não acrescentam um átomo sequer ao Templo da Alma. É o toque da força espiritual da Escola, do Espírito Santo prometido pelo Senhor que, numa apoteose semelhante a Pentecostes acende o Divino Fogo Regenerador em seu ser, fazendo de sua alma uma virgem. O pão e o vinho ofertados na Antecâmara lhe servem de alimento durante a jornada. Entretanto, tudo isso requer pureza moral e total dedicação de sua personalidade ao serviço» da Grande Obra. Tal dedicação demonstra-se na vida diária do discípulo. O intenso desejo de servir a humanidade doente e moralmente abatida deve ser sua tônica constante.
Concluindo: a Senda Rosacruz nada oferece além daquilo que o próprio aspirante possui e seja suscetível de despertamento. Por outro lado, exige tudo do discípulo. Na brilhante obra “Iniciação Antiga e Moderna” encontramos o seguinte: “Devemos estar preparados todo instante para obedecer ao Cristo Interno quando nos disser: Segue-me… porque, sem este abandono decidido e completo de tudo na vida pela Luz, pelos propósitos superiores e espirituais, não pode haver grande progresso nesse caminho de perfeição”.
E concluímos, ainda, com as palavras da citada obra: “Da mesma forma como o Espírito Santo desceu sobre Jesus ao sair da água batismal da consagração, assim também o maçom místico que se banha no Lavabo do Mar Fundido, começa a ouvir debilmente a voz do Senhor dentro de seu coração, ensinando-lhe os segredos da Arte que deve usar para o benefício de seus semelhantes”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 9/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)
“Quando o Ensinamento Oculto oriental foi apresentado para o Mundo Ocidental, quarenta anos atrás, suas explicações sobre o universo foram aceitas como razoáveis por muitos estudantes. O Conceito Rosacruz do Cosmos, publicado em 1909, era similar em alguns aspectos no que se refere às leis que governam o universo. A questão que, naturalmente, surge sobre seu escopo e propósito, o motivo pelo qual foi dado, e porque seus ensinamentos e métodos de desenvolvimento são mais adequados para uma civilização mais avançada e moderna. Este tratado foi escrito em resposta a esse questionamento e para corrigir as conclusões errôneas, baseadas em exames superficiais, que ambos os ensinamentos são iguais.”
Alcance aqui um excelente material para estudar sobre: algumas diferenças entre os Ensinamentos do Ocidente e do Oriente com ênfase em particular no método Ocidental de desenvolvimento da alma.
1. Para fazer download ou imprimir:
Cristo ou Buda? – de Annet C. Rich
2. Para estudar no próprio site:
CRISTO OU BUDA?
Por
Annet C. Rich
Com Prefácio de
Max Heindel
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, Christ or Buddha?, 1914, editada por The Rosicrucian Fellowship
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
PREFÁCIO
O seguinte tratado foi escrito pela autora a meu pedido, com o objetivo mencionado nos dois primeiros parágrafos, e tendo ela dedicado anos nos estudos de ambos os sistemas Religiosos Orientais e Ocidentais, na minha opinião, ela tem uma visão mais abrangente do tema. Ela se simpatizou mais com o ensinamento oriental e assim se tornou uma alma iluminada. Assim, o espírito deste pequeno livro não é controverso em nenhum sentido, pois nós não acreditamos em tentar construir nossa própria Religião lançando aspersões sobre a Religião de outras pessoas. Estamos tão certos de que a Religião do Oriente é perfeitamente adequada para as pessoas que vivem lá como que a Religião Cristã é a Religião para o povo Ocidental. Se Buda estivesse ensinando hoje e um estudante do Ocidente perguntasse a sua opinião sobre se ele deveria segui-lo ou a Cristo, tenho certeza de que ele iria direcionar o inquiridor para a Luz do Mundo. Este pequeno livro é, portanto, enviado com a esperança de que ele possa mostrar aos estudantes ocidentais que sua Religião é a Religião Cristã, e que eles devem deixar a Religião Oriental para o povo oriental, abraçando com todo o seu coração e alma a Religião do Cristo.
Max Heindel
ÍNDICE
Involução, Evolução e Epigênese
O Mistério da Mortalidade Infantil
O Cristo do Ocidente não é o Cristo do Oriente
Quando o Ensinamento Oculto oriental foi apresentado para o Mundo Ocidental, quarenta anos atrás, suas explicações sobre o universo foram aceitas como razoáveis por muitos estudantes. O Conceito Rosacruz do Cosmos, publicado em 1909, era similar em alguns aspectos no que se refere às leis que governam o universo. A questão que, naturalmente, surge sobre seu escopo e propósito, o motivo pelo qual foi dado, e porque seus ensinamentos e métodos de desenvolvimento são mais adequados para uma civilização mais avançada e moderna.
Este tratado foi escrito em resposta a esse questionamento e para corrigir as conclusões errôneas, baseadas em exames superficiais, que ambos os ensinamentos são iguais.
O capítulo oito da Epístola de São Paulo aos Hebreus conta sobre um tempo por vir onde não será necessário ensinar ao ser humano sobre como conhecer a Deus, pois todos, do menor ao maior, terão Suas leis inscritas em seus Corações e Mentes, e todos O conhecerão. A percepção espiritual atual está obscurecida em vários graus pelo véu da carne e do sangue que “não poderá entrar no Reino de Deus”. Agora estamos tateando pela verdade que nos libertará dos grilhões da carne e nos trará as faculdades espirituais requeridas para conhecer a Deus. É uma promessa do Cristo que se nós buscarmos, nós encontraremos. Ele não fez exceções; não devemos temer que alguém ficará “perdido”. Mas muito esforço será poupado se buscarmos na direção certa, e por isto nos sentimos impelidos a colocar, diante dos estudantes Ocidentais, algumas diferenças entre os Ensinamentos do Ocidente e do Oriente com ênfase em particular no método Ocidental de desenvolvimento da alma, um método naturalmente adaptado para as pessoas que vivem no Ocidente e que leva em conta as diferenças mentais e raciais entre as civilizações ocidentais e orientais (ou povos).
Nós queremos acrescentar que após muitos anos de estudo das religiões antigas falamos sem preconceitos e com gratidão pela luz recebida por meio delas. Portanto, nos sentimos livres para dar voz a nossa convicção de que a Religião Cristã é a mais avançada do que qualquer uma de suas predecessores; que os Ensinamentos de Mistérios Cristãos, agora promulgados pela Ordem Rosacruz por meio da Fraternidade Rosacruz, são ambas científicas e especialmente adaptadas para nossa civilização avançada; e que repudiar a Religião Cristã por qualquer sistema antigo é análogo a preferir os textos científicos antigos ao invés das edições que estão atualizadas com as descobertas atuais.
Não precisamos mais ficar relembrando que vivemos em tempos repletos de inovações. Todos os departamentos de nossa civilização são varridos pelo intrépido, invasivo espírito da pesquisa, das investigações e análises. Também não podemos deixar de observar que estamos vivendo em uma época em que o intelecto está atingindo sua expressão mais prática e intensa; que está se arrogando com uma confiança real e autossuficiente, o direito de desafiar qualquer código de ética, qualquer teoria da vida ou Religião, qualquer marco da civilização ou qualquer hipótese da ciência e exigir a prova de seu direito à existência. Nada, no universo é demasiado colossal para sua investigação ou demasiado infinitesimal para sua análise. A sociedade deixou de se encolher dos ataques revolucionários das descobertas científicas que há muitos anos vêm derrotando a ignorância, o preconceito e dogmatismo com força irresistível. Esses tiveram seu dia, e agora são impotentes para retardar o progresso; a humanidade está avançando querendo ou não.
Em nenhum departamento da vida o espírito da pesquisa, do esquadrinhamento da investigação está mais intimamente manifestado do que na Religião. Nesse domínio do mistério e da tradição, nas profundezas de sua origem, no reino de sua autoridade marchou o implacável espírito da pesquisa, que não parou nem se encolheu, nem se voltou, embora todos os baluartes sagrados do credo ameaçavam desmoronar antes da invasão. O intelecto está exigindo um direito superior ao do sacerdote para interpretar a verdade da Religião, afirmando com confiança que se não pode discernir a verdade ou penetrar além das fronteiras do invisível para o conhecimento de Deus, nenhuma outra faculdade existe capaz de conhecer a Deidade.
Se olhamos para trás ao longo dos séculos da história, notamos que a idade intelectual e material atual é fruto de um passado longo e significativo; a crista de uma onda de progresso que seguiu um impulso enviado desde o início da corrida. O nosso vislumbre sobre as civilizações da Índia, do Egito, da Pérsia ou Grécia pode ser vago ou inseguro, no entanto, podemos notar que desde o nascimento da raça Ária a linha de progresso está à disposição da glória do pôr-do-sol.
Quando a Índia atingiu o auge de sua grandeza, a Religião hindu ensinou uma concepção de Deus e Sua onipotência que em toda a história não foi excedida para a espiritualidade elevada. Da crista da onda de progresso brilhou, ao longo dos séculos, a luz da maravilhosa verdade da unidade da vida e de uma Presença divina no universo. Então, com profunda quietude, a onda recuou para reaparecer na Pérsia, acrescentando uma nova luz para estimular o progresso humano.
Não costumamos associar a ideia de desenvolvimento material ao Oriente, mas ele nasceu lá. Como a nota-chave da Religião hindu é a unidade, realizando a Deidade em todas as partes do universo, então a nota-chave da Religião Persa ou Zoroástrica é pureza; pureza de conduta e nos assuntos da vida. Zoroastro veio para afastar o seu povo da preguiça e da ociosidade em que haviam caído e para despertá-los do estado de apatia e contemplação inativa da vida interior, muito comum entre os hindus, à consideração da verdade espiritual adaptada a seu dia. Como todas as grandes religiões enfatizou o lado prático da vida ao invés do metafísico, e seu lema de “pensamentos puros, palavras puras, atos puros” revela quão antiga é a doutrina do pensamento correto e do viver correto.
Séculos mais tarde, o Buda veio para re-anunciar as antigas verdades que estavam ocultas sob os escombros do egoísmo e das castas, e sentindo o sofrimento e o pecado do mundo que está enraizado no desejo não realizado, seu coração compassivo procurou aliviar a tristeza, por meio da doutrina de superar todo o desejo e, assim, alcançar a paz, uma doutrina que caiu como uma benção sobre as vidas perturbadas de seus contemporâneos, e que ainda vive no coração de seus seguidores.
Com a passagem do grande mestre oriental, a glória do Oriente começou a desvanecer. Mais uma vez a onda espiritual recuou para reaparecer entre os gregos. Uma vez que os gregos não conseguiram nenhum tipo mais elevado de intelecto puro do que o deles tinham alcançado; a arte deles, sua filosofia sempre fala na linguagem do repouso, da dignidade, do autocontrole. Para eles, VERDADE e BELEZA eram pérolas de grande valor. Eles inscreveram nos seus templos “Conhece-te a Ti mesmo”, pois se conhecer é conhecer a verdade. Quer se manifestando através do poder consciente de seu deus Apolo, saindo de seu templo para defender pessoalmente o santuário sagrado, quer refletido nas esplêndidas conquistas de Péricles ou a filosofia elevada de Pitágoras, Sócrates ou Platão, encontramos sempre nos gregos a presença do poder intelectual e da autossuficiência, mas a Grécia caiu diante do militarismo organizado de Roma.
Do seu auge da supremacia militar, Roma olhava com complacência para o mundo que conquistara. De forma simples, ela sonhou que derrubaria a força espiritual, deixando uma herança de lei, ordem e justiça para uma geração posterior.
Vislumbrar a miséria e a degradação do mundo aos pés de Roma, escravizada pelo vício, pela apatia e pela superstição, é perceber, embora vagamente, até que ponto a humanidade se afastou dos altos preceitos dos antigos Instrutores. As antigas notas-chave de unidade e pureza soou, ainda em tudo muito fraco, entre o murmúrio do preconceito da raça e da separação entre raças. O Egito estava envolto na escuridão de um sacerdócio degenerado; a Índia estava encadeada por castas; Pérsia dormia debaixo de suas coberturas de joias; a glória da Grécia estava ofuscada; Roma, fervente com vício e dissipação, afrontava os deuses com seus fogos de acampamento; e quase parecia como se Deus tivesse esquecido Seu mundo. Mas, “Ele permanece imóvel ainda que dentro da sombra, vigiando acima do Seu próprio”[1]. Novamente chegou a hora de uma dessas manifestações divinas que, de tempos em tempos, ocorrem para ajudar a humanidade. Tal manifestação invariavelmente ocorre quando a opressão das trevas parece muito pesada e um novo impulso é necessário para acelerar o crescimento espiritual.
Nesse lamaçal de um império em decadência, no cansaço de um mundo desesperado, no meio de um povo perdido e desprezado, desceu o Espírito do Sol, Cristo, manifestando “a maior das medidas divinas ainda postas para a elevação do mundo”[2]. Cristo não veio sozinho para resgatar a verdade do esquecimento, para trazer de volta os antigos ensinamentos ou para restabelecer a lei, mas para lhes acrescentar o maior princípio de todos – o Amor; para revelar à humanidade a doutrina do coração; como podemos alcançar uma sabedoria mais sublime pelo caminho do amor do que podemos alcançar pela razão. Ele veio para substituir as Religiões de Raça que foram instituídas por e sob a orientação de Jeová, com uma RELIGIÃO CÓSMICA, promovendo a Amizade Universal bem como a Fraternidade Universal; uma Religião em que o reinado da Lei deve ser substituído pelo reinado do Amor, e onde o espírito de antagonismo e separação, que está na raiz de todas as Religiões de Raça, seja transmutado em serviço desinteressado; cada um para todos; para que as nações possam transformar suas espadas em arados e o reinado da Amizade e da Paz comece.
Em todas as religiões anteriores haviam verdades mais profundas do que foram dadas às massas. Os sacerdotes eram os guardiões desse conhecimento interior, e a Iniciação estava aberta apenas a alguns. A humanidade, como um todo, não estava suficientemente avançada para recebê-la. Aqueles que foram iniciados nos antigos Mistérios necessitavam da mediação dos sacerdotes, e somente o Sumo Sacerdote podia entrar no mais íntimo Templo de Deus. Quando Cristo veio, gerado do Pai, Ele trouxe diretamente para a humanidade a luz e o poder do Sol espiritual. Ele derramou na vida humana o Raio Cósmico de Si mesmo. Ele é o elo entre Deus e o ser humano, o Caminho, a Verdade e a Vida, preenchendo em si o ofício de Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, Ele mesmo Iniciador; e agora “todo aquele que quiser, tome a água da vida livremente”.
Parece paradoxal considerar o crescimento material e a supremacia da civilização moderna como, em qualquer sentido real, o resultado de um impulso enviado pelo gentil Nazareno, mas o nascimento da Religião Cristã deu um estímulo direto e especial para a realização INDIVIDUAL, pois ela quebrou as barreiras de casta e raça e revelou o fato de que todos os seres humanos são iguais aos olhos de Deus. Que todos são irmãos é um fato na natureza, mas sob o regime de Jeová alguns eram preferidos e outros não; portanto, Cristo veio para nivelar as diferenças. A própria Galileia era um lugar mais apropriado para uma nova ordem das coisas do que a princípio parece. Obscuro como é hoje, há dois mil anos, a Galileia era a Meca dos viajantes que se reuniam lá de todas as partes conhecidas do mundo. Era tão cosmopolita quanto a própria Roma, uma espécie de “caldeirão”, proporcionando condições favoráveis ao nascimento de um corpo e de um cérebro diferentes do tipo comum, e um ambiente onde a adaptabilidade aos novos impulsos pudesse encontrar alcance e de onde novas concepções poderiam ser enviadas para o mundo.
Na nova Religião Cristã, os antigos ideais de escravo e mestre, judeus e gentios, sacerdotes e povos, brâmanes e párias foram substituídos pelos ideais de IGUALDADE, INDEPENDÊNCIA e LIBERDADE INDIVIDUAL. Até os mais humildes começaram a erguer a cabeça como pessoas livres e a alcançar a realização individual e o desenvolvimento individual; e com essa nova sensação de liberdade em seus corações, é de admirar que começaram a saciar sua primeira sede de auto expressão por meio das águas da prosperidade material, que nunca antes haviam fluido tão abundantemente aos seus pés. Nossa civilização moderna é uma consequência normal desse impulso dado ao desenvolvimento individual, tanto no pensamento quanto na ação.
As realizações materiais e intelectuais da civilização moderna evoluíram naturalmente o espírito crítico e analítico que acompanha sempre o crescimento individual. Isso foi acentuado pelo nascimento da ciência moderna. Hoje, o intelecto está entronizado no conhecimento que adquiriu e se recusa a aceitar qualquer coisa como verdade que não pode ser vista, medida ou analisada. Mas, embora a ciência física possa zombar da Religião Cristã de amor e auto sacrifício, como sendo não-científica e contrária às leis de autopreservação e sobrevivência dos mais aptos, os ensinamentos do humilde Nazareno inocentaram silenciosa e quase imperceptivelmente o Mundo Ocidental com um espírito de altruísmo, impelindo a humanidade a suportar os fardos uns dos outros e tornar a causa do bem-estar individual a causa do todo.
Todo estudante sabe que a civilização moderna não foi alcançada por estágios de crescimento constante e uniforme. Seguindo o impulso inicial do Cristianismo veio a horrível Idade das Trevas com seu manto de superstição e intolerância. A Religião Cristã foi usada como uma escada para a ganância e ambição, e os ensinamentos ocultos de Cristo foram submergidos sob o dogmatismo teológico que ameaçou prender o progresso humano por causa da supremacia eclesiástica. Os grilhões do sacerdócio autocrático foram, por fim, quebrados pela ciência moderna, e a RAZÃO saltou para a perigosa e tirânica supremacia que mantém ainda hoje.
O intelecto, em sua revolta contra a superstição, logo mostrou uma inclinação para o ultra-materialismo. Para que esse poder não engolisse a verdade espiritual, surgiu no século XIV um grande Mestre com o nome simbólico de Christian Rosenkreuz para lançar nova luz sobre os incompreendidos ensinamentos Cristãos, preservá-los e guiá-los por meio das iminentes controvérsias materialistas e científicas. Ele é um guardião da Sabedoria Oculta do Ocidente, que sozinha pode satisfazer, AMBOS, Coração e Mente.
Estamos hoje no meio de uma civilização nascida do estresse, da luta e da ultra-atividade; uma civilização cortada pela espada e arrastada pelo sangue humano. Verdadeiramente, Cristo refuta a prosperidade física ou saudável do seu povo. Para o conhecimento desse e de outros ramos da ciência, o Ensinamento da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes fornece certas explicações, novas e abrangentes, que orienta a uma solução racional para muitos dos problemas da evolução.
Além de apresentar a teoria da Involução da VIDA e a Evolução Sincrônica da FORMA, o ensino ocidental inclui um terceiro fator, a Lei da EPIGÊNESE. O ser humano é ele mesmo um fator na construção de seus corpos. Durante a vida pré-natal, ele trabalha inconscientemente, construindo na “quintessência da formação de Corpos”; mais tarde ele começa a trabalhar conscientemente, e quanto mais avançado ele é, melhor pode construir. Em cada encarnação ele faz algum TRABALHO ORIGINAL, de modo que “há um afluxo de causas novas e originais o tempo todo”, e este processo de tomar a iniciativa, de criar novas possibilidades de crescimento, é chamado de “Epigênese”. Isso permite que o ser humano se torne um GÊNIO e um colaborador das Hierarquias Criadoras do Mundo. Se a evolução consistisse simplesmente no desenvolvimento de possibilidades germinais ou latentes, o ser humano não poderia se tornar um criador. O ensinamento oriental não diz nada sobre este princípio de longo alcance.
Logo após a promulgação da teoria da evolução de Darwin, foram apresentadas certas objeções que nunca foram respondidas satisfatoriamente pela ciência, mas que recebem uma explicação razoável no Ensinamento da Sabedoria Ocidental. Estas objeções à teoria darwiniana da evolução são:
Há sempre um movimento na natureza, e como o ser humano passou por vários reinos, ele evoluiu e ocupou formas adaptadas a cada estágio de desenvolvimento. “É uma lei na natureza que ninguém pode habitar um Corpo mais eficiente do que ele é capaz de construir”. Quando a forma atinge o limite de sua capacidade de utilidade, começa a degenerar, tendo servido seu propósito como um veículo de crescimento. Ao longo do caminho sempre houve alguns que se recusaram a avançar e foram deixados para trás, como retardatários. À medida que os pioneiros passavam para os Corpos mais adequados para o progresso, os modelos arquetípicos de seus veículos desgastados e degenerados eram ocupados pelos menos evoluídos e pelos retardatários, que os utilizavam como trampolins até que os Corpos correspondentes cristalizassem ao ponto de serem inúteis para a possibilidade da vida em evolução. A ciência fala da evolução das formas, mas há também essa linha de formas degeneradas usada pelos menos evoluídos e pelos retardatários. Os Antropóides superiores pertencem a esta última classe e, em vez de serem os progenitores do ser humano, são, na realidade, retardatários que ocupam as formas degeneradas, já utilizadas pelo ser humano no passado. O ensino oriental atribui sua existência às relações impróprias do ser humano primitivo com os animais.
Esse é outro problema na evolução, completamente omitido pelo ocultismo oriental, nem explicado satisfatoriamente pela ciência, mas recebe uma solução racional no Ensinamento da Sabedoria Ocidental. Resumidamente:Até que os animais se tornem animados por espíritos individuais habitados dotados de razão para guiá-los conscientemente ou subconscientemente DE DENTRO, a Mãe Natureza designa sabiamente um Espírito-Grupo que os guia DE FORA em harmonia com a lei cósmica; e o que chamamos de “instinto” é uma manifestação da sabedoria deste Espírito-Grupo. Quando os animais de diferentes espécies se acasalam, sua progênie não está totalmente sob o controle de qualquer um dos Espíritos-Grupo que guiam seus pais. Se os híbridos pudessem se propagar, eles ficariam ainda mais longe da orientação e do controle do Espírito-Grupo; seria uma onda desamparada no mar da vida, não tendo nem instinto nem razão. Portanto, os Espíritos-Grupo retiram beneficamente o Átomo-semente necessário à fertilização dos híbridos, que são, portanto, estéreis.O fato observado cientificamente de “hemólise”, ou destruição de sangue quando misturado artificialmente, também tem um importante papel nesse assunto. Isso é totalmente elucidado no Livro Conceito Rosacruz do Cosmos, para o qual os estudantes que desejam investigar o assunto em profundidade farão bem em se referir.
Este fato, tão aparente que não pode escapar da percepção do observador mais superficial, não é claramente explicado pelo ocultismo oriental, mas recebe tratamento completo e lógico no Ensinamento da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes.
As plantas extraem seu sustento do solo, os animais se alimentam das plantas e os seres humanos tomam seu alimento dos reinos inferiores. Assim, em última análise, todas as formas minerais, vegetais, animais e humanas são compostas dos mesmos constituintes químicos da Terra.
Além deste mundo de forma física que vemos, há domínios invisíveis aos olhos, mas perceptíveis por um sexto sentido latente na maioria, mas despertado em alguns. Esta visão espiritual revela a existência de:
Como uma forma construída de matéria química é necessária para a vida no Mundo Físico, também é necessário ter um veículo feito da substância dos outros reinos da natureza, a fim de expressar suas qualidades. Além disso, a vida em evolução está sempre buscando a expansão da consciência. Para isso, as formas se tornam mais complexas à medida que subimos na escala do mineral para o ser humano, e veículos invisíveis também são adicionados à forma física. O ser humano só tem veículos que o correlacionam a todos os quatro reinos, o que resulta em quatro estados de consciência análogos aos possuídos pelos quatro reinos:
Em sessões espirituais, entidades invisíveis realizam a proeza de materialização extraindo do corpo de um médium, formando-o como desejam, e enchendo essa urdidura a qualquer densidade desejada com uma trama de partículas físicas flutuando na atmosfera. O corpo do médium é assim separado dos veículos superiores que o ligam ao espírito, daí o médium está em um estado de profunda inconsciência que chamamos de “transe”. Como o mineral tem apenas um corpo físico, pode-se dizer que ele tem uma consciência de transe.
Quando olhamos para uma pessoa envolvida em um sono sem sonhos, o corpo parece inerte; mas quando focalizamos nossa visão espiritual sobre a pessoa dormindo, vemos uma atividade interior. Os processos de digestão, assimilação, secreção, etc., são levados a um propósito ainda melhor do que no estado de vigília. Isto é porque o Corpo Denso é interpenetrado por um Corpo Vital feito do Éter, mas os veículos superiores flutuam alguns metros acima do Corpo Denso. Quando examinamos as plantas, descobrimos que elas também têm um Corpo Denso e um Corpo Vital, que lhes permite digerir e assimilar alimentos, respirar o ar, etc., e podemos, portanto, dizer que as plantas têm uma consciência análoga ao sono sem sonhos.
Às vezes, quando estamos indevidamente atentos aos assuntos deste mundo, os veículos superiores não se separam adequadamente quando vamos dormir. Os Corpos Densos e Vitais são então parcialmente interpenetrados pelo Corpo de Desejos que gera emoção e incentivo ao movimento. Devido aos centros de sentido de nossos veículos mais elevados estarem inclinados em relação ao nosso cérebro, vemos uma galáxia de imagens de sonhos selvagens, e somos atirados sobre a cama sob o balanço das emoções causadas por essas visões. Não podemos raciocinar sobre eles, pois a Mente está fora do Corpo Denso e, portanto, aceitamos inquestionavelmente até as situações mais impossíveis.
Um Corpo Vital e um Corpo de Desejos interpenetram o Corpo Denso de animais, mas não são concêntricos com ele. Imagens são projetadas pelo sábio Espírito-Grupo nesses Corpos, e os animais, sem Mente, seguem cegamente o curso sugerido por essas imagens. Assim, vemos que a consciência dos animais é análoga ao nosso próprio estado de sonho, com a importante diferença de que as imagens sugestivas projetadas pelo Espírito-Grupo não são irracionais, mas encarnam uma sabedoria maravilhosa que chamamos de instinto.
A inteligência supernormal e a razão observável em animais domesticados são induzidas pela associação com o ser humano, no mesmo princípio que a eletricidade da baixa tensão é induzida quando um fio não carregado é trazido próximo a outro que carrega uma corrente da tensão elevada.
No estado de vigília todos os veículos do ser humano são concêntricos, e ele tem a capacidade da vontade e razão. O mineral não pode escolher se cristalizará ou não, nem a planta tem a livre vontade; ela é obrigada a florescer por condições fora de seu controle. O leão deve caçar, e o coelho deve entrar na toca. Cada espécie tem certos hábitos genéricos, e todas as plantas ou animais separados de uma determinada família agem da mesma forma sob condições semelhantes, porque é impelido à ação pelo Espírito-Grupo comum. Portanto, se conhecemos os hábitos de qualquer animal, conhecemos as características de toda a família. Não é assim com o ser humano, QUE É GUIADO DE DENTRO. Cada um é uma espécie, uma lei em si mesmo, e não importa quanto estudamos, nunca podemos dizer o que alguém fará em um determinado caso, sabendo como outro agiu. Nem podemos escrever a biografia de uma rosa, ou de um leão. Apenas um ser humano, cuja vida é diferente de todos os outros, pode ser assim esboçado.
Assim, a supremacia mental e moral do ser humano sobre os animais e os reinos inferiores se deve ao fato de que ele é um ego individual, habitante, conhecendo a si mesmo como “EU SOU”, uma denominação não aplicável a um animal. O ser humano é capaz de iniciar a ação de dentro por um “EU QUERO”, enquanto os animais são guiados de fora por um Espírito-Grupo e não têm vontade própria.
Aqui também os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é mais abrangente e explícito que o ocultismo oriental. Distingue-se entre:
Durante o período de involução, quando o ser humano estava construindo seus Corpos e estava em contato mais íntimo com os Mundos espirituais do que agora, esses órgãos eram veículos de consciência por meio dos quais ele entrava em contato com os mundos internos que eram, então, tão reais para ele quanto o mundo físico é hoje. Mas à medida que mergulhava mais profundamente na matéria e começava a focalizar sua consciência aqui, esses órgãos eram um obstáculo, pois por meio deles sua atenção era desviada da obra do Mundo Físico. Por isso ficaram adormecidos. O ser humano, no entanto, evolui em espiral, e à medida que ele se eleva para cima, esses centros tornar-se-ão novamente ativos para lhe permitir recontatar os Mundos espirituais. Portanto, eles não se atrofiaram como teriam feito se seu propósito tivesse sido inteiramente servido.
Depois de muitos anos de estudo das glândulas de secreção interna, o Dr. C. E. de Sajons publicou um profundo tratado sobre o Corpo Pituitário, onde ele mostra que este órgão exerce um controle central sobre todo o nosso organismo físico; que, em vez de ser um órgão rudimentar ou atrofiado, como os fisiologistas têm afirmado há muito tempo, serve como ponto de controle sobre o Corpo. O sistema nervoso simpático, as secreções vitais da Glândula Tireoide e as Suprarrenais são reguladas por conexão direta com o Corpo Pituitário, bem como o trato digestivo e os nervos vasodilatador e vasoconstritor. Estas declarações científicas sobre a importância do Corpo Pituitário para o nosso sistema físico são especialmente interessantes à luz dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental sobre a função futura deste órgão.
O coração pertence a esta classe. É um músculo involuntário, mas é investido com as listras transversais peculiares aos músculos voluntários, e estas listras transversais tornar-se-ão mais e mais fortes, como o Ego ganha o controle sobre este órgão. Todos os músculos são a expressão do Corpo de Desejos, e quando o ser humano evolui os desejos espirituais e cresce em poder espiritual, o coração se tornará um músculo voluntário e a circulação do sangue passará sob controle voluntário. Então, ele terá o poder de reter o sangue das áreas do cérebro dedicadas a propósitos egoístas e dirigi-lo para outros centros dedicados a ideais altruístas.
Nas escrituras cristãs as doutrinas seguintes recebem grande destaque:
A doutrina do sangue é escrita em todas as páginas da Bíblia desde Gênesis até o Apocalipse. É inegável que o sangue é a base de todas as formas com vida senciente; mas até onde a escritora tem sido capaz de aprender, o ocultismo oriental não tem uma palavra sobre esse assunto importante. Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, por outro lado, lança uma luz sobre o “Mistério do Sangue” que esclarece muitos dos problemas mais intrincados da vida. Tais Ensinamentos apresentam várias ideias extensas e profundas sobre o sangue. Eles denominam o sangue de “terreno vantajoso do espírito”, o veículo direto e individual pelo qual o ser humano, por meio do seu calor, controla e dirige seu corpo físico.
Quando o ser humano entrou no reino humano e estava desenvolvendo sua individualidade, o controle sobre suas ações foi, em certa medida, exercido pelo ESPÍRITO DE RAÇA, que, de uma maneira um tanto análoga ao controle do Espírito-Grupo sobre o reino animal, manteve o domínio sobre eles preservando a pureza do sangue tribal ou familiar; quanto mais íntimo o entrelaçamento de sangue pelo casamento no clã, casta ou tribo, mais forte o poder do Espírito de Raça. Como o sangue é o veículo do Ego, o portador de seus sentimentos e emoções e o gravador de sua memória, o entrelaçamento do sangue da família teve o efeito de reproduzir as imagens mentais dos pais em seus descendentes, que se viam nessa Memória da Natureza, através de uma longa linhagem de antepassados. Os acontecimentos na vida de seus antepassados assim pareciam ter acontecido a si mesmos. Foi através dessa consciência comum ou memória que se disse que um indivíduo viveu muitas gerações. Quando lemos que Adão viveu 900 anos e os patriarcas viveram durante séculos, significa que eles não viveram tanto tempo, mas que seus descendentes se sentiram como Adão, Matusalém, etc., porque o sangue ancestral, transmitido diretamente através de casamentos dentro da tribo, clã ou nação, era o armazém de toda a experiência, e carregava os retratos da memória da vida destes patriarcas. Assim, certas faculdades e traços foram construídos e o tipo fortalecido até que a humanidade pudesse caminhar com seus próprios pés, sem o auxílio do espírito da família ou da raça. Nos princípios da evolução do ser humano na busca do estado de consciência de si mesmo, ele viveu sob o reinado da lei, que submeteu o indivíduo à nação, tribo ou família.
Há evidências de que os primeiros judeus tinham um ensinamento especial sobre o sangue, como mostrado no versículo 14 do capítulo 17 do Livro de Levítico, onde foram proibidos de comer o sangue porque a “alma de toda a carne está no sangue”. Entre eles, o Espírito de Raça era mais forte do que o indivíduo, pois todo judeu pensava em si próprio primeiro como pertencente a uma certa tribo ou família, e seu maior orgulho era ser “semente de Abraão”.
Os Semitas originais foram os primeiros a desenvolver o livre arbítrio. Em certa medida, romperam com o Espírito da Raça ao se casarem com outras tribos, e essa introdução de sangue estranho interrompeu a consciência comum que compartilhavam com seus antepassados e que foi substituída pela consciência individual. Mas por esse ato, também, gradualmente perderam a chamada “segunda visão”, mantida até hoje por muitos escoceses que se casam dentro do clã.
O grande significância da Religião Cristã reside no ensinamento de que Cristo veio preparar o caminho para a emancipação da humanidade da influência do Espírito de Raça e unir a multiplicidade das raças numa fraternidade universal; para substituir o reino da lei pelo reino do amor e auto sacrifício; para incutir na nova raça o ideal da AMIZADE UNIVERSAL, um ideal que acabará por nivelar todas as distinções e trazer paz sobre a terra e boa vontade entre os seres humanos. Ele trouxe uma espada por causa da paz final, pois o Reino de Deus só poderá ser construído depois que o reino dos homens seja destruído – o Reino de Deus, que é construído DE DENTRO mediante o livre arbítrio do ser humano como um indivíduo auto-governante, cooperando com a vontade divina.
O ser humano está construindo em todos os Mundos e, apesar de, às vezes, parecer que ele está apenas construindo para o eu separado, existe no mundo atual um ideal de amizade e altruísmo que era pouco conhecido nas civilizações antigas. Através desta expressão de altruísmo, o ser humano está evoluindo para a perfeição de seu CORPO VITAL, QUE É A MAIOR EXPRESSÃO DO SANGUE. Este veículo é também o assento da memória e está correlacionado com o Espírito de Vida unificador. Os corpúsculos sanguíneos dos animais inferiores são nucleados, e esses núcleos são a base para a atuação dos Espíritos-Grupo, que controlam cada espécie por meio desses centros de vida. Quando a individualidade evolui, os núcleos desaparecem, como nos mamíferos superiores que estão se aproximando da individualização. No feto humano os corpúsculos sanguíneos são nucleados durante as primeiras semanas, enquanto a mãe trabalha no corpo; mas estes, o Ego, que renascerá nesse corpo, desintegra esses núcleos, quando toma posse de seu corpo como um indivíduo, pois não pode haver outro princípio governante onde o espírito é residente. Assim, o sangue de cada ser humano é diferente do sangue de qualquer outro indivíduo, fato esse que logo será descoberto pela ciência. Nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental nos é ensinado que o Corpo Vital será nosso veículo mais denso no próximo ciclo ascendente, portanto a necessidade de seu desenvolvimento apropriado é prontamente necessária. Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental fornecem explicações claras sobre os Éteres constituintes do Corpo Vital, suas funções no desenvolvimento do ser humano e a relação do desenvolvimento do Corpo Vital com a segunda vinda de Cristo. Inclui instruções para esse desenvolvimento, purificando o sangue, e este método é adequado à Mente e ao Corpo que evoluímos sob os ideais modernos e progressistas do Ocidente. É um MÉTODO OCIDENTAL PARA POVOS OCIDENTAIS; portanto, é seguro e certo, como a escritora sabe por experiência.
À medida que estudamos mais de perto esses ensinamentos maravilhosos, podemos entender o intrincado problema do sangue racial que tem desempenhado um papel tão importante na história do mundo e na perpetuação de ideias familiares, tribais e nacionais. A ciência ainda está procurando seu significado; reconhece o fato de que a transfusão de sangue de um animal de uma espécie superior para um de espécie inferior mata o último (hemólise). Contudo, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental explica que à medida que a humanidade evolui para a estatura divina, a mistura do sangue humano se tornará impossível. Em uma idade distante, a propagação da raça não será mais necessária, pois o ser humano terá aprendido a criar a partir de dentro de si, PELA PALAVRA. Ainda hoje o ser humano está construindo um Corpo mais sutil e melhor do que no passado, mais flexível, mais adaptável; ele está aprendendo a conhecer suas funções e está começando a se libertar da influência cristalizadora do sangue racial e a se tornar um cidadão do mundo.
Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental também dão a solução do problema do sexo e seu propósito. “O próprio Ego, ao contrário da ideia geralmente aceita, é bissexual”. Essa dualidade não se manifesta como sexo nos mundos internos, mas como vontade e imaginação, representando as forças solar e lunar, respectivamente. Durante a época em que a Terra estava dentro do Sol “as forças solares abasteciam o ser humano com todas as substâncias necessárias, e ele, inconscientemente, irradiava o excedente para o propósito da propagação”. Mas quando o Ego começou a habitar dentro do corpo e a controlá-lo, foi necessário usar parte dessa força criadora para construir um cérebro e uma laringe para que o ser humano pudesse ser equipado com instrumentos para a auto expressão. À medida que o corpo físico se tornava ereto, a dupla força criadora foi dividida, uma parte sendo dirigida para cima para construir o cérebro e a laringe e a outra para baixo para construir os órgãos que servem para a procriação. Como resultado dessa mudança, apenas uma parte da força essencial para a criação de outro corpo estava disponível em cada indivíduo e a cooperação de outro se tornou necessária para a propagação. Assim, o ser humano obteve a consciência do cérebro ao custo de metade de seu poder criador, mas ganhou um instrumento com o qual ele poderia criar no Mundo do Pensamento, nos domínios da música, poesia e arte e entrar na herança da beleza do mundo; e se por esse ato seus olhos foram abertos ao conhecimento da morte, dor e tristeza, eles também foram abertos ao conhecimento de sua própria divindade e ao conhecimento da lei do sacrifício, amor e serviço. O ocultismo oriental ensina o fato da separação em sexos, mas os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental MOSTRAM O PROPÓSITO DA SEPARAÇÃO.
Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental também têm uma explicação lógica para a mortalidade infantil, que provocado tanta tristeza e sofrimento ao mundo; é realmente uma ação misericordiosa da lei beneficente que previne uma calamidade maior ainda. Uma compreensão do funcionamento dessa lei nos mostrará como podemos prevenir essa anormalidade e nos salvar do incidente de sofrimento da partida prematura desses raios de sol muito amados, os quais, aliás, frequentemente deixam nossa terra fria e desolada.
Imediatamente após a morte o panorama da vida que acaba de finalizar passa diante do espírito. Pela contemplação, o panorama é gravado no Corpo de Desejos, e quando o Ego entra no Mundo do Desejo, ele sente, de uma forma incompreendida por nós neste presente estado, os erros da vida passada, enquanto passa pelas cenas onde fez algo de errado. Isto é o Purgatório, e com o sofrimento a alma tece a CONSCIÊNCIA para se proteger de maus atos em vidas futuras. Ele também goza as virtudes com uma intensidade inacreditável das boas obras feitas na vida passada. Isto é o Primeiro Céu, e por meio dessa alegria vem o incentivo para viver até IDEAIS ainda maiores no futuro. Assim, o Espírito colhe os frutos de consciência e de aspiração elevada da contemplação imperturbável e do panorama, imediatamente após a morte.
Quando essa contemplação é perturbada, como no caso de morte no campo de batalhas, ou por fogo, afogamento ou outros acidentes, as circunstâncias angustiantes fazem com que seja impossível para o espírito que possa dar a devida atenção ao panorama revisto da vida passada. Esse é também o resultado quando explosões histéricas de familiares agem de forma igualmente desconcertantes. Em tais condições a gravação no Corpo de Desejos é fraca, e consequentemente as sensações de alegria e tristeza não são sentidas com o entusiasmo na existência post-mortem para gerar a consciência, e que servirá para guiar o espírito em sua próxima vida na terra, ou ideais para encorajá-lo adiante. Semeou, mas não colheu; a vida foi vivida em vão, e em sua próxima vida na Terra o ser humano ainda estará sujeito aos vícios da vida que acabou de passar; as virtudes adquiridas na vida anterior teriam que ser trabalhadas novamente. Assim, o Espírito seria lançado ao mar da vida como um navio sem bússola para guiá-lo em seu refúgio de descanso, e seria condenado a uma vida à deriva e sem rumo. Estranho como possa parecer, a mortalidade infantil, sob tais circunstâncias, foi desenhada pela bondade amorosa de Deus, para evitar essa calamidade causada pela selvageria, descuido ou falta de consideração, e dar ao espírito entrante um começo justo na vida. O método para atingir esse objetivo é o seguinte:
Em seu caminho para o renascimento o espírito recolhe material para sua nova Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso. Como o período de gestação precede ao nascimento do Corpo Denso, assim acontece com as vestes mais finas. O nascimento do Corpo Vital, aos sete anos, inaugura o crescimento rápido; do Corpo de Desejos, aos catorze anos, traz a adolescência e emerge a idade emocional; e aos vinte e um anos, quando a Mente nasce, a razão ilumina o caminho para subjugar as emoções e guiar-nos pela vida.
O que não nasceu também não pode morrer; e quando um Corpo Denso de uma criança morre antes da idade da adolescência, a gestação do Corpo de Desejos será completada no Primeiro Céu, uma parte do Mundo do Desejo (chamado de “Terra do Verão” por alguns) onde os ideais nobres e a aversão ao mal são instilados por professores devotados. Ali são ensinadas às crianças a moralidade superior, enquanto ficam engajadas em brincar com cores e brinquedos vivos tão lindos, que se pudéssemos vê-los, nós iríamos esquecer nosso sofrimento e agradecer a Deus por Sua bondade. Após alguns anos esses sortudos, muitas vezes, renascem na mesma família, mais nobres do que eles seriam se eles não tivessem a experiência resultante de uma morte na infância.
O Ocultismo Oriental nos diz que não devemos lamentar por aqueles que passam, porque o nascimento é tão certo para os que morrem como a morte é para os que nasceram. Isto é verdadeiro, mas é tão frio como o ocultismo em si. A mortalidade infantil é tão triste, aparentemente é uma anormalidade da natureza, que desejamos um raio de esperança para confortar nossos corações doloridos quando o Anjo da Morte toma o sol de nossos lares. Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental falam para o Coração e a Mente igualmente; nos mostram uma lei trabalhando para o bem, para corrigir nossos erros; iluminam o caminho do sofrimento com um raio de esperança, e nos mostram como podemos nos salvar desse sofrimento em vidas futuras, abolindo a Guerra, cuidando para evitar acidentes, e sendo atenciosos com a partida de amigos na hora de sua morte, não os distraindo com lamentações egoístas.
Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dão inestimáveis instruções no cuidado dos moribundos e mostram como podemos ajudá-los, na hora da passagem, a realizar o maior crescimento de alma possível da vida que acaba de terminar. Portanto, esses ensinamentos são de benefício prático em cada contingência da vida e da morte.
Embora a ideia de que a morte é apenas um deslocamento de atividades deste Mundo Físico para Mundos mais sutis, o Mundo celestial, é aceita pelos estudantes mais sérios, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental explica o funcionamento da lei natural, em relação à duração da vida terrena e ao colapso do Corpo Denso. O ser humano constrói o arquétipo de seu Corpo Denso no Mundo Celestial. Este arquétipo é, naturalmente, construído de acordo com suas capacidades inerentes. Às vezes, uma vida se prolonga para além da duração normal, quando os Seres Compassivos percebem que ela pode colaborar mais, mas de modo geral o arquétipo persiste até que a vibração, iniciada no nascimento, cesse.
Quando a vida física chega ao fim, a ascensão do Espírito é retardada pela matéria do desejo que se agarra a ele, depois que o Cordão Prateado foi rompido. A partir disso, ele procura se libertar por força centrífuga, seguindo a mesma lei natural pela qual um Planeta se liberta da parte que está se cristalizando em si mesmo. Então, primeiramente, a matéria mais inferior do Corpo do Desejos é descartada. Ela é eliminada pela força centrífuga da PURGAÇÃO, que arranca o mal e permite que o espírito ascenda às regiões superiores, que constituem o Mundo celeste. Nessa conexão, o ensinamento mais importante dado é a necessidade de gravar corretamente o panorama da vida passada no Corpo de Desejos, para que o Ego possa ver seus sucessos e seus fracassos, onde era forte e onde era fraco; para que ele possa ver o propósito da dor e o caminho que leva à sua erradicação. Cada geração, ao ascender ao Mundo celeste, canta um cântico de suas realizações que ela fez na Terra. Assim, cada uma entoa um canto diferente na harmonia de nossa esfera, e da mesma forma que sementes quando colocadas sobre uma placa de vidro são organizados de maneira diversas, quando tons definidos fazem a placa vibrar, assim estas variações na canção mundial são as causas que mudam o clima, a flora e a fauna terrestre. Se fôssemos aplicados durante a nossa vida anterior, ao chegarmos ao Mundo celeste, cantaríamos sobre uma terra de abundância, e seria isso que nós encontraríamos quando retornassem. Se negligenciarmos a nossa terra e passarmos nosso tempo na especulação metafísica, nossa canção no Mundo celeste será muito diferente, e quando retornamos à vida terrena, nos encontraremos em uma terra de fome, inundação e desolação. Todas as coisas no céu e na terra são governadas pela Lei de Consequência, que é imutável e que mantém o equilíbrio do mundo.
Enquanto os pontos anteriores são importantes para mostrar os conceitos superiores dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental em relação aos do ocultismo Oriental, eles se tornam insignificantes em comparação com as diferenças entre os dois ensinamentos referentes ao Cristo, a Sua identidade, a Sua missão, e a natureza do Seu advento. Sobre este ponto importante, diz Edith Ward em The Occult Review[4], há uma diferença tão radical e irreconciliável que ambos não podem ser, simultaneamente, verdadeiros. Ela chega a esta conclusão comparando o Livro Conceito Rosacruz do Cosmo, de Max Heindel, com os escritos de um líder da principal sociedade que promulga o hinduísmo entre os povos do Ocidente.
Até novembro de 1909, quando o Conceito Rosacruz do Cosmo foi publicado, esta sociedade tinha muito pouco a dizer sobre um Cristo; mas desde então eles têm feito disto uma característica. Em um de seus livros mais recentes, seu líder afirma que as vidas de Cristo sempre tiveram uma relação muito estreita com os membros mais dedicados desta sociedade. Jesus é dito ter recentemente renascido como um hindu, e no momento está à cargo desse líder, que afirma estar preparando-o para o governo espiritual do mundo.Nós não temos nenhuma discussão com aqueles que acreditam nisso. É contrário à política da Fraternidade Rosacruz falar de forma depreciativa de pessoas de outra crença ou burlar de suas crenças sinceras; mas reivindicamos o direito ético de comparar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, que está em pleno acordo com as escrituras cristãs em que acreditamos, com os Ensinamentos da escola do Oriente, que tem o propósito de mostrar que o Cristo a quem todos os cristãos procuram por luz e esperança NÃO é o Cristo proclamado por esta sociedade.Com esse objetivo há referências mais volumosas, mas a seguinte será suficiente. As letras “X” e “Z” são usadas para designar duas citações de escritores da escola do Oriente.De acordo com “X”, afirma-se que “quando chegou o momento em que era esperado que a humanidade estivesse pronta para cuidar de si mesma, os mais avançados que haviam alcançado o estágio de adeptos eram dois amigos ou irmãos cujo desenvolvimento tinham o mesmo grau. Estes foram Lord Gautama e Lord Maitreya. O primeiro foi quem atingiu o estágio primeiro, o outro o seguiu, porém, centenas de anos mais tarde …. Buda cedeu seu cargo de governante da Religião e educação para Lord Maitreya, a quem o povo ocidental chama de Cristo, e que tomou o corpo do discípulo Jesus, durante os últimos três anos de sua vida no plano físico …. Senhor Maitreya teve vários nascimentos antes de ter o ofício que possui agora”. “Z” traça uma linha semelhante de nascimentos -“O Senhor Maitreya, no devido tempo, apareceu como Shri Krishna, e faleceu em idade adulta precocemente, voltando para sua casa no Himalaia. Então ele veio novamente, usando o corpo de seu querido discípulo, Jesus, o hebreu, e por três anos brilhou na perfeita ternura de Cristo…. e agora novamente nós estamos esperando, por Sua vinda”.Mas que essas pessoas não esperam o Cristo dos Evangelhos, ou do mundo cristão e dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é um fato que se há de se cuidar de imprimir sobre seus leitores, como se segue:“Z” Escreve:“Ao considerar o retorno do Cristo quero distinguir claramente entre o Cristo dos evangelhos e a quem eu me refiro. Tudo o que eles têm em comum é o nome Jesus…. É necessário enfatizar o fato que o Jesus, cujo imediato retorno eu espero, não pode de forma alguma ser confundido com o seu Cristo …. Se você permanecer fiel em suas escrituras – cuja autenticidade eu nego – eles irão protegê-lo contra …. confundindo o profeta cujo imediato retorno proclamo e o Cristo dos Evangelhos”.“X” diz:“Quando examinamos através da clarividência a vida do fundador do Cristianismo…. nós não encontramos vestígio dos doze Apóstolos…. O autor dos evangelhos parece ter concebido a ideia de lançar alguns dos grandes fatos da iniciação em um forma narrativa e misturando-os com alguns pontos fora da vida do Jesus real, que nasceu 105 a.C”.Com isto “Z” concorda:“Sua fé na sua divindade surge de sua fé na história de sua vida, como registrado por seus discípulos. Mas tanto quanto eu sei, estes Discípulos nunca existiram, e a história de sua vida, e a deles é uma criação da IMAGINAÇÃO…. o Cristo a quem me refiro…. viveu na terra cerca de um século antes do tempo que se supõe que esses eventos ocorreram na Palestina, mas não foi assim”.Não parece estranho que escritor a que repudia as escrituras Cristãs e qualifica a história de Cristo e Seus Apóstolos como uma invenção da imaginação, exclama pateticamente como segue, o motivo pelo qual o novo Cristo é repudiado por muitos membros de sua sociedade:“Será que a história irá se repetir e a história da Judeia, de Jerusalém, e até mesmo do calvário mais uma vez acontecerá?”.Como pode repetir-se algo que nunca aconteceu? E não é estranho que um líder que faz uma campanha mundial repudiando o Cristo do Mundo Ocidental e das escrituras Cristãs e que anuncia outro Cristo, assumindo dizer:“Eu quase nada sei deste Jesus, cujo retorno eu prevejo”.Não é estranho que alguém que diz sem rodeios e sem reservas, “Eu não sou um Cristão”, deveria ter sido confiada a grande missão de proclamar o retorno de Cristo?Deixe o leitor responder a estas perguntas e ele pensar nas evidências dos méritos. Mas nós acreditamos, ou melhor, nós sabemos que o Cristo de todos os Cristãos devotos e crentes é totalmente diferente do anunciado pelos novos líderes da escola oriental do ocultismo.
Os ensinamentos da Sabedoria Ocidental fornecem uma descrição abrangente da cosmogênese. Três grandes Períodos evolutivos precederam nosso estado atual. O Pai é o Iniciado mais elevado do primeiro ou do Período Saturno. O Filho (Cristo) é o mais elevado Iniciado do segundo ou Período Solar, e Jeová é o mais elevado Iniciado do terceiro ou Período Lunar.
Sob o regime de Jeová e seus Anjos a separação dos sexos ocorreu e também uma divisão da humanidade em tribos e nações. A natureza do desejo era desenfreada, e por isso as Leis foram dadas, e “o temor do Senhor” foi colocado contra “os desejos da carne”. Todas as Religiões de Raça foram concebidas por Jeová, cada uma adaptada à nação particular a quem foi dada. Todas essas formas de culto se destinavam a preparar a humanidade para o reinado de Cristo, cuja missão é nos emancipar do Estado de direito, segundo o qual tudo é pecado; substituindo pelo reino do Amor, onde tudo servirá.
Jeová trabalhou na Terra e na humanidade, DE FORA, da mesma forma que os Espíritos-Grupo trabalham com os animais. Mas há 2.000 anos, no Batismo, o Espírito de Cristo tomou os Corpos Denso e Vital de Jesus e até a tragédia no Gólgota, quando entrou na Terra e tomou posse como Espírito planetário. Imediatamente Cristo começou a purificar o Mundo do Desejo, que estava repleto de brutalidade e do egoísmo gerados sob a Lei, e também a irradiar o amor e o altruísmo, que permeia, lenta e seguramente, o Mundo. Assim, com o tempo, certamente veremos “paz na terra, boa vontade entre os homens”[5].
Mas o Grande Sacrifício SOMENTE COMEÇOU no Gólgota; o Cristo ainda está “gemendo e trabalhando”, e deve continuar a fazê-lo “até o dia da manifestação dos Filhos de Deus” [6], o dia em que teremos evoluído o suficiente para guiar o nosso próprio Planeta em sua órbita e cuidar dos nossos irmãos mais fracos. Não esqueçamos que podemos acelerar ou retardar o dia da Sua vinda pelos tipos de vidas que vivemos. Se vivemos para o Mundo, prolongamos a Sua prisão e agonia; e, portanto, se deve observar sua última admoestação, para que tudo o que fazemos, seja feito EM MEMÓRIA DELE; pois então estaremos trabalhando para liberá-Lo, acelerando assim o tempo em que O encontraremos “no ar”, à medida que Ele for saindo do centro da Terra em direção à superfície e, então, para o Sol, de onde Ele veio.
O trabalho da raça ariana é a evolução da razão; conseguiu bem cumprir esse propósito. Mas, doravante, a humanidade deve aprender a iluminar a sua razão pela luz interior do espírito e unir o seu CONHECIMENTO CEREBRAL com o conhecimento do CORAÇÃO. Deve aprender a iniciar por meio de seu próprio livre arbítrio toda ação de dentro, e essa ação deve resultar em Serviço.
Foi dito que a “a flor da Religião sempre foi dada para a flor da humanidade”, e que religiões mais gloriosas ainda estão por vir. No entanto, o mundo de hoje está apenas começando a ter fracos vislumbres da elevada missão de Cristo, que é elevar a humanidade para a realidade vivente da FRATERNIDADE UNIVERSAL.
Nos Ensinamentos de Mistérios Atlante, registrado no Antigo Testamento, descobrimos que o ser humano, por sua própria liberdade, comeu da “Árvore do Conhecimento”, que trouxe dor e morte ao Mundo e, como resultado, ele foi “expulso do jardim de Deus, vagou pelo deserto do mundo”[7]; que Deus, por piedade, fez uma aliança com o ser humano; que um Tabernáculo foi construído, dentro do qual foi colocada a Arca, simbolizando o espírito humano, que nunca morre; que os bastões da Arca nunca foram removidos, para que o ser humano, um peregrino, nunca descanse até alcançar, por sua própria vontade, o objetivo humano. Dentro desta Arca estava o “pote de maná dourado”, MAN, caído do céu, juntamente com uma declaração de leis divinas que ele deve aprender em sua “peregrinação pelo deserto da matéria”; havia, também, o “bastão mágico” de Aarão, o símbolo do poder espiritual, que está dentro de cada um, exortando-o a caminhar para Templo Místico de Salomão[8]. No Antigo Testamento é detalhada a descendência do ser humano que desceu do céu, suas transgressões aos mandamentos de Jeová, que o orientaram e o guiaram com dor e tristeza pelo deserto da matéria em direção ao reino da paz, que será conduzido por Cristo.
O mundo já começou a viver os ensinamentos internos do Cristianismo, mas de maneira bem parcial; apenas ligeiramente começou a entender seu significado; ainda que lenta, mas seguramente, estamos a caminho do próximo ciclo de progresso, a grande Sexta Época, da qual Cristo deve ser o líder, uma Época que congregará toda a humanidade, seja “Filhos de Caim” ou “Filhos de Seth”, para trabalhar em harmonia no Reino de seu Senhor; a Época que os raios da Rosacruz derramarão a luz do entendimento sobre todas as instituições dos seres humanos, de modo que toda diferença se transformará em serviço amoroso e desinteressado para o bem de todos, e a amizade unirá as almas dispersas no Reino de Cristo. Quando Ele aperfeiçoar completamente a unificação do Reino, Ele o cederá ao Pai, conforme indicado na Bíblia.
Nos Ensinamentos de Mistérios Ocidental é revelada a missão de Cristo, que veio mostrar e preparar o caminho para o Seu Reino e que não só os atrasados podem ser elevados, mas que todos os que estão prontos para entrar na senda reta e estreita podem encontrar a Luz e o Caminho. Já não é Ele “o que virá”, mas o ÚNICO QUE VOLTARÁ. NUNCA APARECERÁ NOVAMENTE EM CARNE – pois, como disse São Paulo, a carne não pode herdar o Reino – mas em CORPO-ALMA. Quando a humanidade evoluir a consciência etérica poderá encontrá-Lo “no ar”. Mas “daquele dia e hora, ninguém conhece, nem mesmo os Anjos que estão no céu, nem o Filho, mas o Pai”. Então, a Lei que foi dada por Moisés será substituída pela “graça e verdade que veio por Jesus Cristo”[9], e a humanidade que surgiu no seu curso designado testemunhará como filhos legítimos de Deus que é possível obedecer ao comando divino: “Sede perfeitos, assim como o vosso Pai Celestial é perfeito”[10].
CONCLUSÃO
Nas páginas anteriores, abordamos, um pouco, a riqueza da sabedoria encontrada nos Ensinamentos do Mistério Cristão difundidos por meio da Fraternidade Rosacruz. Mas foi suficiente para convencer qualquer pessoa familiarizada com o ensino do ocultismo oriental e que esteja aberta à convicção. Embora ambos contenham as mesmas grandes verdades básicas comuns a todas as religiões, antigas e modernas, estão muito longe de ser O MESMO e que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental está tão longe do ocultismo oriental como BUDA, a luz da ÁSIA, ESTÁ DISTANTE DO NOSSO GLORIOSO CRISTO, A LUZ DO MUNDO, cuja chegada assistimos e oramos.
Fim de
[1] N.T.: do poema: The Present Crisis de James Russell Lowell (1819–1891)
[2] N.T.: do capítulo XV – Cristo e Sua Missão do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel
[3] N.T.: Gorilas, Orangotangos, Chimpanzés e Bonobos são os antropoides superiores.
[4] N.T.: The Occult Review foi uma importante revista britânica que existiu de 1905 até 1951 com Ralph Shirley como editor, este que foi vice-presidente do Instituto Internacional de Investigação Psíquica. A revista foi chamada por algum tempo como The London Forum. A descrição da revista dizia “ Revista mensal devotada a investigação do sobrenatural e o estudo de problemas psicológicos.”.
[5] N.T.: Lc 2:14
[6] N.T.: Rm 8:19
[7] N.T.: do Livro Maçonaria de Catolicismo – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
[8] N.T.: Veja mais sobre a simbologia do Tabernáculo do Deserto no livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.
[9] N.T.: Jo 1:17
[10] N.T: Mt: 5:48
As páginas da Bíblia encerram uma mensagem para todas as almas sedentas, independente do estágio que se esteja no caminho da realização.
Há esperança, conselho e inspiração para as Mentes mais fechadas e tradicionalistas, e ao mesmo tempo, há palavras gloriosas de luz para o intelecto questionador e liberal.
Há, na Bíblia, tanto ensinamentos e conforto para as doutrinas mais simples como para doutrinas mais elevadas e para o maior Iniciado que este Planeta é capaz de produzir.
É um erro dizer que a Bíblia não é nada mais do que um livro antigo de um passado de dois mil anos.
A Bíblia é um livro de mistérios, um maravilhoso livro de tremendo poder, um código contínuo e vigente criado por grandes Iniciados e seus Discípulos por meio de milhares de anos de esforço.
Pertence igualmente ao Passado, ao Presente e ao Futuro.
1. Para fazer download ou imprimir:
A Bíblia – O Maravilhoso Livro das Épocas – Corinne Heline
2. Para estudar no próprio site:
A BÍBLIA: O MARAVILHOSO LIVRO DAS ÉPOCAS
Por
Corinne Heline
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, 1954, The Bible: wonder book of the ages, editada por Corinne Heline
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
ÍNDICE
Parte I: Destaques importantes sobre Iniciação no Antigo Testamento 5
CAPÍTULO I – Abraão – O modelo cósmico para o ser humano da quinta raça raiz 7
CAPÍTULO II – Jacó e Moisés – Filhos iniciados da sabedoria antiga. 14
CAPÍTULO III – Davi e Salomão – Acrescentando revelações de verdade e sabedoria 20
A Missão de Salomão para o Mundo. 23
Iniciação Suprema de Salomão. 27
CAPÍTULO IV – Sons de Iniciação. 30
Cântico dos Cânticos – um canto matrimonial místico. 33
Parte II: Destaques importantes sobre Iniciação no Novo Testamento 39
GetsÊmani: O jardim da Aflição. 57
Correspondências astrológicas desde a Anunciação até a Ascensão. 66
CAPÍTULO VII – Os doze imortais 70
CAPÍTULO VIII – O CAMINHO DE DAMASCO.. 85
A LUZ GLORIOSA EM DAMASCO.. 89
O CAMINHO DA ILUMINAÇÃO INTERIOR. 93
Parte III: O Mistério do Cristo no Cosmos 102
CAPÍTULO IX – Os Doze Caminhos Através do Zodíaco. 104
CAPÍTULO X – O Mistério de Cristo nos Céus 112
CAPÍTULO XI – O Cristo Cósmico e o Cristo Planetário. 122
CAPÍTULO XII – O Ciclo do Ano com Cristo. 128
O Primeiro Trimestre: Janeiro, Fevereiro e Março. 128
O Segundo Trimestre: Abril, Maio e Junho. 129
O Terceiro Trimestre: Julho, Agosto e Setembro. 130
O Quarto Trimestre: Outubro, Novembro e Dezembro. 133
A Bíblia é o maravilhoso livro das épocas. Suas páginas encerram uma mensagem para todas as almas sedentas, independente do estágio que se esteja no caminho da realização. Há esperança, conselho e inspiração para as Mentes mais fechadas e tradicionalistas, e ao mesmo tempo, há palavras gloriosas de luz para o intelecto questionador e liberal. Há, na Bíblia, tanto ensinamentos e conforto para as doutrinas mais simples como para doutrinas mais elevadas e para o maior Iniciado que este Planeta é capaz de produzir.
É um erro dizer que a Bíblia não é nada mais do que um livro antigo de um passado de dois mil anos. A Bíblia é um livro de mistérios, um maravilhoso livro de tremendo poder, um código contínuo e vigente criado por grandes Iniciados e seus Discípulos por meio de milhares de anos de esforço. Pertence igualmente ao Passado, ao Presente e ao Futuro.
Seus segredos foram cuidadosamente colocados no texto bíblico, espiral dentro de espiral, de tal modo que quanto mais espiritual o ser humano se torna, mais profundos significados se revelarão para ele.
Como está escrito no Zohar, “Infeliz é o homem que somente enxerga no Torah (a Lei) simples recitações de palavras comuns! …. Cada palavra do Torah contém elevados significados e mistérios sublimes… A observação simples é capaz de revelar somente as vestimentas do Torah e seus versos… O homem mais instruído não presta atenção à vestimenta, mas ao corpo que a envolve”.
A Bíblia acompanhará o ser humano para as mesmas portas da Nova Era, onde descobrirá que suas páginas revelam um conceito totalmente novo a respeito dos mistérios da vida espiritual, como este livro maravilhoso é o verdadeiro livro da Vida sobre o qual serão baseadas as ciências da alma da Nova Era de Aquário.
Quando se lê a história da Bíblia sob a luz das interpretações da Nova Era, em que se relacionam todos os personagens e eventos ao ser humano individual, para que estas qualidades e atributos sejam cultivados ou erradicados, ocorre que as Escrituras se convertem em PALAVRAS VIVAS, aplicadas imediatamente aos problemas pessoais atuais da vida diária. Os aspectos históricos, então, retrocedem a um segundo plano. A Bíblia deixa de ser um livro de um passado diferente e morto e passa a ser um guia para um presente vivo e pulsante.
Abraão cujo nome significa “pai das multidões” foi o primeiro dos mestres iniciados enviados a nova Quinta Raça Raiz que habitaram a Terra depois da destruição do continente Atlântico pelo Dilúvio. Ele veio de Ur, cidade da “luz”, e se estabeleceu em Haran, “um lugar alto”. Sarah e Lot viajaram com ele. Sara, significa “princesa” e representa o princípio do feminino ou do amor, e Lot, identificado principalmente com Sodoma, que representa a natureza inferior. Assim, Abraão viaja para a nova terra, acompanhado por ambos os elementos superiores e inferiores que estão dentro de sua própria natureza.
Como um pioneiro, Abraão representa astrologicamente, Saturno, que preside o princípio da manifestação e quem as forças modelam a forma da substância que emerge do Caos.
Os espiritualmente iluminados sempre consideraram que cada lugar mencionado na Bíblia representa o aqui e agora, e cada personagem mencionado é você, você mesmo. Assim, por exemplo, as duas esposas de Abraão, Sarah e Hagar, tipificam respectivamente as naturezas superior e inferior do ser humano, e os dois filhos que nasceram, representam os atributos e as obras resultantes das atividades destas duas naturezas opostas no ser humano. Agar e seu filho Ismael, personificam o ser inferior e Sara e seu filho Isaac, caracteriza o superior. O nome Isaac significa alegria, a alegria que vem ao mais alto Ego com a vida verdadeira.
Abraão foi inicialmente conhecido como Abrão (Abram) e sua mulher Sarah como Saray. A partir da primeira Iniciação de Abraão a letra H (Abram antes da Iniciação; após a Iniciação seu nome passou a ser escrito como Abraham) se incluiu em seu nome, a letra “H”, uma letra feminina, que quando adicionado ao nome de Abram e Saray, indica que em sua experiência iniciatória eles despertaram o princípio feminino dentro de si ou princípio intuitivo. O despertar desse princípio dá origem a Isaac que, no recente contexto significa a alegria que a alma experimenta quando se estabelece ações retas e harmoniosas com a Super-Alma.
Abraão (ou Abraham) personifica o que se poderia chamar de arquétipo da quinta Raça Raiz. Portanto, os principais eventos que ocorreram em sua vida, como é relatada na Bíblia, devem ser imitados em seu significado essencial por todo o indivíduo que pertence à está presente Raça Raiz.
Abraão alcançou tão elevada condição na realização espiritual que pôde se comunicar face a face com mesmo Senhor dos Céus. No entanto, quanto mais alta a alma ascende, mais sutis serão as tentações, e mais severos serão as provas e testes que deverão ser superadas. Isso é bem verdade, pois “muitos retrocederam e não mais caminharam com Cristo”[1]. Em seu progresso espiritual, Abraão finalmente enfrentou uma de suas maiores provas no Caminho Iniciático, a denominada Grande Renúncia. Assim como se lê em Gênesis 22:7-12:
“Isaac dirigiu-se a seu pai Abraão e disse: ‘Meu pai!’. Ele respondeu: ‘Sim, meu filho!’. — ‘Eis o fogo e a lenha,’, retomou ele, ‘mas onde está o cordeiro para o holocausto?’. Abraão respondeu: ‘É Deus quem proverá o cordeiro para o holocausto, meu filho’, e foram-se os dois juntos. Quando chegaram ao lugar que Deus lhe indicara, Abraão construiu o altar, dispôs a lenha, depois amarrou seu filho e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. Abraão estendeu a mão e apanhou o cutelo para imolar seu filho. Mas o anjo de Iahweh o chamou do céu e disse: ‘Abraão! Abraão!’. Ele respondeu: ‘Eis-me aqui!’. O anjo disse: ‘Não estendas a mão contra o menino! Não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus: tu não me recusaste teu filho, teu único’.”
Esta passagem revela uma completa renúncia de si mesmo para Deus. Ele tinha a vontade, a coragem e a força para passar por esse teste com sucesso. Deste modo, ele abriu a porta para um eflúvio de poder e iluminação que não é nem sonhado por aqueles que ainda não foram testados e provados neste nível. Ele não questionou a fé para obedecer ao comando do Senhor (Lei), não importava o custo. Este é o caminho da pessoa qualificada para tomar parte dos grandes planos de Deus para o ser humano. A sentença de Cristo que diz “aquele que encontrou sua vida, a perderá; e aquele que perdeu sua vida por minha causa, a encontrará”, é um ensinamento do Templo que pertence às eras.
Novamente em Gênesis 22:13 lemos:
“Abraão ergueu os olhos e viu um cordeiro, preso pelos chifres num arbusto; Abraão foi pegar o cordeiro e o ofereceu em holocausto no lugar de seu filho.”.
O carneiro é o símbolo de Áries. Tal símbolo foi chamado por muitos anos de “o cordeiro da apresentação”. Em seu aspecto superior, as palavras-chave para Áries são: pureza, serviço e sacrifício. É o Signo da ressurreição. Peixes é o último Signo do Zodíaco, é um lugar de pesar, um jardim de lágrimas, o Getsemani no Caminho. Suas portas se fecham e apenas abrem no primeiro Signo zodiacal, Áries, anunciando a chegada do recém-nascido. Abraão agora chegou até este ponto em seu desenvolvimento Iniciático.
Uma das supremas experiências espirituais da vida de Abraão foi seu encontro com Melquisedeque, que foi um dos maiores mestres iniciadores. Ele foi um dos principais Altos Sacerdotes da Atlântida e Mestre daqueles indivíduos remanescentes que sobreviveram da destruição pelo Dilúvio. Noé e sua família são os nomes genéricos daqueles sobreviventes.
Melquisedeque deu a Abraão os profundos ensinamentos espirituais que mais tarde se tornaram conhecidos no mundo Cristão como a Missa Cristã, e que o Cristianismo Ortodoxo o denomina como a Sagrada Comunhão. Uma versão superior desse mesmo mistério espiritual foi o último e mais sublime ensinamento que o Senhor Cristo deu aos mais avançados Discípulos durante seus três anos de ministério na Terra. Uma revelação ainda maior desse sagrado mistério tornar-se-á o centro dos ensinamentos e do ritualismo da Religião da Nova Era Aquariana.
Depois que tudo isso aconteceu, a palavra do SENHOR veio a Abrão em visão, dizendo: “Não temas, Abrão! Eu sou o teu escudo, tua recompensa será muito grande.”[2]. Então disse Abrão: “Meu Senhor Iahweh, que me darás? Continuo sem filho… e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliezer?”[3]. Essa questão guarda a chave do entendimento de um dos mais ocultos capítulos da Bíblia. Uma interpretação bem resumida: o nome Eliezer significa “ajuda de Deus”. Tal nome simboliza o despertar dos poderes do Ser Divino interno. Eliezer é um mordomo e um fiel devoto da família de Abraão, que aqui representa o corpo. Ele é da cidade de Damasco, cidade que na simbologia bíblica significa um centro de iluminação e um lugar onde as flores são vigorosas e perpétuas. Privado da descendência, aquilo que Abraão pergunta ao Senhor é, em efeito, o que ele deveria fazer, pois verificou que seu Deus interno está agora funcionando como um espírito de luz que agora está no comando de seus atributos e faculdades.
Tal experiência nos mundos internos confirma a mensagem da escritura que mostra que seu encontro com o Senhor foi uma VISÃO. Além disso, a promessa feita a Abraão pelo Senhor de que o herdeiro que ele buscava nasceria de suas próprias entranhas, ou de seu ser interior, denota o aspecto espiritual dessa experiência. Sua descendência espiritual seria impossível de contar, assim como as estrelas do céu. Abraão acreditou sem embargo que a “mente mortal”, que são os sentidos físicos, a parte incrédula do ser humano, cederia espaço para a percepção clara de sua alma de verdade nos planos da consciência ao qual ele tinha agora ascendido.
O Senhor também prometeu que daria a sua descendência a Terra que se estende “Desde o deserto e o Líbano até o grande rio, o Eufrates <toda a terra dos heteus>, e até o Grande Mar, no poente do sol.”[4]. Abraão, então, perguntou como ele saberia que esta seria a sua herança. O Senhor respondeu enigmaticamente: “Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.” (Gn 15:9).
Assim ele fez. Mas este não foi um sacrifício sanguinário pelo qual se viu chamado a realizar. Toda experiência relatada neste capítulo ocorreu nos planos internos ou no nível suprafísico. Para se aprender o significado interno em seus mínimos detalhes, deve-se considerar que as palavras que descrevem tais experiências trazem termos simbólicos. Lembre-se sempre que as maiores verdades espirituais nunca são passadas de maneira escrita, mas transmitidas oralmente de Mestre para Discípulo de acordo com o entendimento e méritos deste último. Na medida em que são ou podem ser transmitidas de modo escrito, símbolos e cifras de vários tipos são também utilizados, pois eles traduzem da melhor maneira aquilo que as palavras sozinhas não podem fazer.
Assim sendo, como referências escritas são feitas para as mais exaltadas experiências da alma, e como a natureza das palavras é obscura e enigmática, exceto para aqueles que já conseguiram um estado de consciência que penetra a alma das coisas e possibilita observações e corroborações inteiramente novas. Quando se lê a Bíblia a luz do conhecimento esotérico, as cerimônias das Religiões exotéricas são apenas frações mutiladas dos verdadeiros rituais que se encontram nela.
Regressando ao tema do sacrifício animal, não foi exatamente essa oferenda de Abraão. As “asas que a alma forja para uma ascensão elevada” não se constroem da agonia e morte de qualquer coisa vivente, mas mediante simpatia, compaixão e por um amor unificante e que abraça a todos. Isso inclui todas as criaturas de Deus, do mais alto ao mais baixo. Essa é a única maneira de construir as qualidades internas da alma necessárias para que um Iniciado, como Abraão, alcançasse uma realização superior.
Apliquemos a chave astrológica aos sacrifícios que foi ordenado a Abraão. Um bezerro é um símbolo do Signo de Touro e seu sacrifício significa a renúncia de todos os desejos primários e do amor egoísta. A cabra é o símbolo de Capricórnio. Isso significa o sacrifício do poder mundano e da ambição. O carneiro é o símbolo de Áries e representa a ressurreição dos poderes vitais, por meio da castidade e pela transmutação. A rolinha e o pombo são os símbolos de Libra, a Balança, e se refere às experiências sutis que testam a sensatez do estado de realização.
Deve-se também notar que o sacrifício de Abraão ocorreu em Mambré que quer dizer fortaleza, e na cerca de Hebrón que significa unidade.
Pondo-se o Sol, um profundo sono caiu sobre Abraão; e eis que grande espanto e grande escuridão caíram sobre ele. Então disse a Abraão: “e eis que foi tomado de grande pavor. Iahweh disse a Abrão: ‘Sabe, com certeza, que teus descendentes serão estrangeiros numa terra que não será a deles. Lá eles serão escravos, serão oprimidos durante quatrocentos anos.’” (Gn 15:12-13).
Este é um resumo de tudo o que pode ser dado publicamente a respeito do processo de certa Iniciação. Isso relata o êxtase do espírito que acompanha “a grande escuridão”. Quando Abraão perde a consciência no plano físico, está acordado nos planos etéricos internos. Então no Livro de Recordação de Deus se lê que os quadros cósmicos de eventos futuros conectados as pessoas de Áries, aqueles que serão liderados por ele. A semente de Abraão, os frutos do espírito, não está em sua morada durante sua estadia na Terra. Eles são desconhecidos, são passageiros estão ao serviço da matéria e sujeitos a suas limitações até que o quaternário inferior da forma (400 anos) tenha sido transcendido por um poder trino do espírito.
E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades (Gn 15:17).
O calor, a fumaça e o fogo são inseparáveis dos processos de depuração que levam a iluminação. Está muito claro que Abraão passou com muito sucesso através do “crisol” e se qualificou para um serviço mais alto, e “no mesmo dia” celebrou a aliança com o Senhor que lhe disse que a sua descendência a Terra que se estende: “Desde o deserto e o Líbano até o grande rio, o Eufrates <toda a terra dos heteus>, e até o Grande Mar, no poente do sol.”[5].
O poder escondido do fruto da videira era reconhecido pelos primeiros Padres, como se pode concluir a partir do estudo das seguintes passagens dos escritos de Justino Mártir: “A palavra sangue da uva foi usada com o propósito de expressar que Cristo possui sangue não proveniente da semente humana, mas do poder de Deus. Desta maneira, o homem não produz o sangue da videira, mas Deus o produz. Assim, esta passagem anuncia que o sangue de Cristo não era de origem humana, mas do poder de Deus, e tal profecia revela que Cristo não é um homem, engendrado do homem, segundo as leis comuns dos homens”.
Um historiador eclesiástico do século quarto, fez um comentário desta passagem: “… Os homens são redimidos pelo sangue da uva que é espiritual e em que Deus mora”.
Conclui-se, a partir dessas declarações, que aquilo que é referido como “o sangue da uva” possui um grande significado. Esse sangue se refere à purificação e à transmutação do sangue comum. Cristo disse a seus Discípulos: “Eu sou a videira, vocês são os ramos”[6]. Por meio do pão e do vinho, um verdadeiro Aspirante se coloca em sintonia mais perfeita e mais próxima de Cristo e pode tanto desenvolver como manifestar poderes Crísticos dentro de si mesmo.
Tanto Justino Mártir como Clemente de Alexandria afirma que foi Cristo que apareceu a Jacó em um sonho. Neste sonho, ele viu uma escada que se estendia da Terra até o Céu, com Anjos do Senhor, subindo e descendo por ela. Acima dela estava o Senhor, que disse: “Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu pai e Deus de Isaac.” (Gn 28:13). Cipriano, citando Gênesis 35:1 escreve: “… Acreditando, como todos os Padres acreditaram que foi Cristo, o Deus, que falou e apareceu a Jacó quando este fugia de Essau – ou Esaú”.
Conforme mencionado no terceiro volume de nosso livro A Interpretação da Bíblia para a Nova Era, os Mestres iluminados ao longo das eras têm ensinado seus Discípulos sobre o trabalho das Escolas de Mistérios, sendo que suas várias formas de Iniciações não eram senão passos preparatórios para a vinda de um Mestre Supremo do Mundo, o Senhor Cristo. Esta afirmação se mantém verdadeira em relação aos mestres profetas da Dispensação do Antigo Testamento. Eles e seus seguidores estavam se preparando para que mais tarde, pudessem servir a Cristo. Em seus Sonhos, era ensinado a Jacó ler na Memória da Natureza. Ali, ele viu a escada de involução e evolução que se estendia desde o Céu até a Terra, com multidões de espíritos que descendiam para reencarnarem e ascendiam para Céu depois que as lições da Terra tinham sido aprendidas.
O Caminho do Discipulado tem sido similar de tempos em tempos. Os Aspirantes devem enfrentar e superar provas similares e percorrerem o mesmo caminho. Há apenas mudanças particulares no curso de épocas sucessivas. O caminho Iniciático é descrito com excepcional precisão e fidelidade na vida de Jacó. Em Gênesis 32:25-26 registra que quando Jacó foi deixado sozinho “lutou com ele um homem, até que a aurora surgiu”. Ao final deste incidente, ficou claro que foi Aquele que prevaleceu sobre Jacó, o novo nome de Israel, que significa aquele que preserva. “Porque”, disse Ele, “como um príncipe tem lutado com Deus e com os homens” (Gn 32:29). A experiência aqui relatada é de profundo significado: que o Senhor Cristo foi o Mestre e Guardião de Jacó, conforme relatado por Justino Mártir, Clemente de Alexandria e Ireneo.
A experiência de Jacó de lutar a noite toda com o Anjo e não permissão de que ele fosse embora, até que recebesse uma benção, é bem conhecida na Senda do Discipulado. Os Poderes Espirituais latentes em cada Aspirante tornam-se suficientemente vibrantes que logo se tornam evidentes em sua vida. “Deixe que Cristo seja formado em você” foi a séria exortação de S. Paulo aos seus Discípulos. Isto é um requisito necessário antes que alguém possa se tornar um pioneiro da Dispensação de Cristo.
Isto se levou a cabo na vida de Jacó. Ele abandonou para sempre Essau – ou Esaú (a natureza inferior) – Gn 33:12. Em concordância com a mudança interna que, então ocorreu, ele não mais foi mais chamado de Jacó, mas sim de Israel, um nome que também significa “aquele vê a Deus”. Jacó agora era um herói conquistador e um dedicado servo. Ele estava qualificado para se tornar um trabalhador no vinhedo do Senhor Cristo, que declarou: “Aquele que quiser ser o maior entre vós seja o servo de todos”[7].
Novamente ao verso do Gênesis que diz: “Jacó foi deixado sozinho e lutou com ele um homem”, Orígenes escreve: “Quem mais pode ser do que Aquele que é chamado de homem e Deus, que lutou e argumentou com Jacó, aquele que falava em diferentes ocasiões e de diversas maneiras com o Pai” (Hb 1:1). A Palavra sagrada que é chamada Senhor e Deus, que também abençoou Jacó e chamou a ele de Israel, dizendo: “Tu tens prevalecido com Deus”. “Foi assim que os homens daqueles dias mantiveram a Palavra de Deus, como nossos apóstolos disseram: “O que era desde o princípio, o que ouvimos o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram a Palavra da vida” (1Joa 1:1) cuja Palavra da Vida, Jacó, também viu e acrescentou: “Eu vi Deus face a face”[8].
Passada tal experiência fragorosa, que terminou com a vitória de Jacó, este ascendeu para Betel, onde construiu um altar e dedicou sua vida a Deus. Muitos que passaram por esta experiência exaltadora possuem a consciência da presença de Cristo e do derramamento de Sua terna benção sobre seus Discípulos valentes. Betel significa “a casa de Deus” e é como um candidato vitorioso que realiza completa dedicação.
Hipólito, um escritor eclesiástico do terceiro século e pupilo de Ireneo, pronunciou a seguinte declaração com referência a Cristo, em relação à profecia de Jacó (Gn 49:9) e, também, do Livro do Apocalipse (5:5): “Agora, uma vez que o Senhor Jesus Cristo, que é Deus, por causa da realeza e glória, foi descrito, antes, como um leão”.
Quatro dos mais distintos Padres da Igreja (Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Ireneo e Tertuliano), afirmaram que não foi outro, senão o Cristo que apareceu a Moisés no episódio da sarça ardente. Tal fenômeno foi reflexo do Cristo Cósmico, conforme Ele se aproximou mais da Terra, antes de Sua encarnação humana. Cristo é o Senhor do Sol e Chefe dos espíritos de Fogo, os Arcanjos. A Dispensação Cristã está intimamente guiada pela Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama. Assim, a Iniciação de Fogo é diretamente ligada aos Mistérios de Cristo. Este fogo não é uma chama que queima, mas uma luz que purifica e transmuta. A sarça que “queimava” tornou-se chama com a luz, por isso não foi consumida. Esta experiência de Moisés é uma forma velada de exaltação que acompanha a Iniciação do Fogo.
A Iniciação de Fogo está muito relacionada aos processos de Purificação e Transmutação. Todos os altos processos preparatórios Iniciáticos são acompanhados por música celestial. Richard Wagner, um real iniciado musical, trouxe a Terra, pela sua música, algo da magnificência e esplendor que acompanha a Iniciação pelo Fogo. Por meio de seus dramas musicais, como A Valquíria e Siegfried, deu ao mundo a glória da Música de Fogo. A sublimidade destas ressonâncias celestiais e, também, dos acordes finais de O Crepúsculo dos Deuses, soa como ecos e ressonâncias das tonalidades dos reinos mais altos do céu.
Justino Mártir, em concordância com muitos Padres da Igreja, acreditou que Cristo falou com Moisés desde a sarça, e isto estava em desacordo com aqueles que confundiram Deus-Pai com seu Filho. “Aqueles que pensam que sempre foi Deus-Pai que falava com Moisés, considerando que Aquele que falou com ele foi o Filho de Deus, a quem também é chamado um Anjo (e um Apóstolo), estão convencidos tanto pelo espírito profético e pelo próprio Cristo, de que não conhecem nem o Pai nem o Filho. Aqueles que dizem que o Filho é o Pai, não possuem nenhuma certeza de conhecer o Pai nem de entender que o Deus do Universo tem um Filho, ao qual, sendo a Palavra unigênita de Deus, é também Deus. E formalmente Ele apareceu a Moisés e aos profetas em forma de fogo como uma imagem incorpórea”.
Clemente de Alexandria é outra autoridade que relata que foi o próprio Cristo que disse a Moisés: “Eu sou o Senhor Deus que os trouxe da terra do Egito.”[9]. É o poder de Cristo que sempre move o Aspirante para fora do Egito, a simbólica terra de escravidão dos sentidos e da obscuridade da Mente mortal.
A Moisés se permitiu ver a Terra Prometida, a terra que fluía leite e mel (a Dispensação de Cristo do ciclo Aquário-Leão). Santo Orígenes nos diz que foi Cristo que deu a Moisés, na Montanha Sagrada, as Tábuas da Lei, quando ele aprendeu a ler os Arquivos da Memória da Natureza. Ele viu que a civilização da Quinta Raça Raiz teria seus fundamentos baseados nas leis conhecidas como os Dez Mandamentos. Mais adiante, ele viu que o mesmo Cristo traria a extensão destas leis, a qual pronunciou mediante os preceitos enunciados no Sermão da Montanha. A Humanidade da Quinta Raça Raiz ainda está longe dos preceitos de desenvolvimento programados pelo divino plano. Poucos membros alcançaram o status de evolução que está em acordo com os Dez Mandamentos. Menor número de membros aprendeu algum conceito da importância espiritual do Sermão da Montanha.
Conforme enunciado na série A INTERPRETAÇÃO DA NOVA ERA, polaridade é a palavra-chave do Cristianismo Místico. As duas colunas da polaridade são formadas pelos Dez Mandamentos (a coluna masculina) e o Sermão da Montanha (a coluna feminina). Para o homem Crístico que virá da Raça Léo-Aquariana, conforme ele se eleva a dimensões superiores de desenvolvimento, os Dez Mandamentos serão a base sobre a qual se constituirá a vida cotidiana, enquanto o Sermão da Montanha será sua superestrutura.
A elevação de Elias aos céus em um carro de fogo é a descrição de outro espírito iluminado, que estava sendo preparado, por meio da Iniciação de Fogo, para trabalhar, tanto nos planos internos, como nos externos, se antecipando à vinda do Cristo. Essa foi, igualmente, a Iniciação dos Três Homens Santos que foram introduzidos em um forno ardente e saíram incólumes, como lemos no Livro de Daniel[10]. Esse Livro contém, em sua totalidade, muita informação sobre a Iniciação de Fogo
O Livro de Daniel está estreitamente relacionado com o trabalho da Hierarquia do Signo de Fogo, Leão. É a Iniciação de Fogo que conserva o umbral dos Mistérios Cristãos, que o Supremo Mestre se referiu quando disse a Nicodemos: “Quem não nascer da água e do espírito (Fogo), não poderá entrar no Reino de Deus.”, a nova ordem de Cristo.
Frequentemente nos referimos à Bíblia como “O maravilhoso Livro das Épocas”. Isto é evidenciado pelo fato de que quanto mais se avança no caminho espiritual, mais se revelam os maravilhosos segredos escondidos nas Escrituras. Como indicado previamente, conforme o ser humano ingressa na iluminação da Era de Aquário, compreende que a Bíblia não é apenas um Livro Supremo da Luz, mas um Livro que desperta na sua consciência os profundos mistérios e verdades inimagináveis.
Muitas verdades eternas sobre Davi e Salomão estão encobertas no registro bíblico. Ambos possuíam poderes Iniciáticos de alto grau. Para evitar que verdades espirituais pudessem ser profanadas ou abusadas por pessoas incapazes de captar e aplicar adequadamente tais verdades que foram entregues ao mundo, elas foram encobertas por símbolos pouco atrativos ou por histórias que estavam em consonância com o desenvolvimento primitivo e sensual então prevalecente.
Um antigo ensinamento expressa que: “Se você conhece a doutrina, você deve viver a vida”. Sendo tal declaração verdadeira, alguém deve concluir que Davi e Salomão – duas almas qualificadas para assumirem um papel de liderança espiritual de seu povo – não foram culpados pela conduta repressora da interpretação literal de alguns relatos bíblicos atribuídos a eles. Por exemplo, mulher na vida de Davi indica estágios definitivos de seu desenvolvimento espiritual, ao invés de uniões poligâmicas como parece indicar uma leitura literal. Foi dito que Salomão teve setecentas mulheres e trezentas concubinas. Numericamente, a soma de sete e três resulta em dez, o número da realização espiritual. Tal é o significado do número que é empregado por todo o Antigo Testamento.
Salomão é referido como o mais alto iniciado da Dispensação do Antigo Testamento. O grande amor que ele professava pelas mulheres não deve ser considerado como uma cega paixão pessoal, mas como um meio de transmitir o fato de ter experimentado o êxtase, pelo fato de ter alcançado a união com o exaltado Princípio Feminino, estado este que é um requisito para o alto grau iniciatório que ele alcançou. Por outro lado, as várias mulheres na vida de Salomão, esotericamente, representam os diversos passos no progresso de um Aspirante, assim como Miguel simboliza os poderes marciais de Marte que foram dados como uma armadilha para Davi: Eglah[11], o pessoal e amor íntimo de Vênus; Camaam[12], a expansividade da consciência Jupteriana; Hagith[13], a Lei e a ordem da natureza bem desenvolvida de Saturno; Abital os atributos incrementados da fé e a sabedoria, geralmente associadas a Mercúrio. O matrimônio de Davi com Abigail simboliza um elevado estado de consciência espiritual (1Sm 25:2-42).
Abigail implora por Nabal, o tolo, que representa a natureza inferior do ser humano. Nabal refuta compartilhar com Davi certas qualidades espirituais, as quais um tolo mortal não possui compreensão. Após ter enviado Homens de Davi e participar de uma orgia alcoólica, Nabal viveu apenas dez anos. A morte de Nabal (a natureza baixa) foi seguida da união com Abigail (a graça de Deus) e Davi (o bem-amado). Isto significa a união com o “eterno feminino, que nos incita sempre para cima e para frente” – por esta exemplificação da coroação de Davi em Hebraico (a unidade) como Rei de Judá (amor e aclamação). Davi começou o verdadeiro trabalho vocacional somente após esse CASAMENTO MÍSTICO.
Davi, agora como Rei de Judá, se preparou durante sete anos para uma posição mais elevada: Rei de Jerusalém, a Cidade da Paz. Foi-lhe ensinado a ler nas gravações da Memória da Natureza e a estudar os arquétipos do mais altíssimo Templo de Mistérios, externalizado, mais tarde, por seu filho Salomão.
Assim como existe certos centros espirituais no corpo do ser humano, há também centros correspondentes de energia espiritual que vem do Planeta Terra. Por incontáveis milhares de anos, os locais onde os Templos de Mistérios foram constituídos eram exatamente nas localizações de tais centros terrestres. Cada um destes Templos emana verdades espirituais avançadas para as pessoas que permanecem dentro de sua área de radiação. Jerusalém, a Cidade da Paz, foi um destes locais de emanação de poder.
Esotericamente, Jerusalém está bem no coração da Terra. De acordo com o testemunho da Clarividência, ela foi escolhida e consagrada pelos mais Sábios que estavam sob a liderança dos líderes angélicos, desde o início da civilização humana. Foi nesta Cidade que Melquisedeque, o Sacerdote Misterioso e um dos mais exaltados membros da Grande Fraternidade Branca, trabalhou e ensinou. Ele trouxe para a Raça Ariana a sabedoria sagrada dos Atlantes antes de sua inundação final (registrada biblicamente como Dilúvio). Neste lugar sagrado, chamado por ele de Salém, Cidade da Paz, Melquisedeque iniciou Abraão, o primeiro mistério que culminou na Santa Ceia do Senhor, o Banquete de Pão e Vinho. Mais tarde, esta mesma eminência se tornou o local para o Templo de Salomão e, também, onde Abraão passou pelo supremo teste no Rito da Renúncia, quando lhe foi ordenado para sacrificar seu próprio filho Isaac.
Quando esta cidade sagrada passou pelas mãos dos Jesuítas, eles a renomearam JEBU e estabeleceram sobre essa cidade um Templo dedicado ao culto de Astarte[14]. Aproximadamente no ano de 1.000 A.C., depois de se tornar rei, tanto de Judá como de Israel, Davi foi inspirado a fazer da cidade sua capital, e a renomeou como Cidade de Davi. De Jerusalém, localizada em uma colina que permite observar o amplo território circundante, sempre houve um poderoso eflúvio de energia espiritual. E apesar de ser o coração central de toda a Terra e a casa de Judá, do Signo real de Leão, apropriadamente, se tornou a cidade do Rei.
Além disso, Jerusalém foi o centro de foco dos primeiros Mistérios Cristãos – pelo qual o trabalho de Davi e seus serviços celebrados no Templo de Salomão constituíram sua preparação. E foi destinado a se tornar o centro dos Mistérios Cristãos na preparação para a segunda vinda de Cristo. De fato, este local sagrado foi uma MECA de Iniciados de ambas as Dispensações: do Velho e do Novo Testamento. Foi o palco de atividade de todos os profetas do Antigo Testamento, com exceção de Amós e Oséias. Dentro deste contexto, os Livros do Antigo Testamento foram concebidos e não escritos. Ambos, José e a Mãe Sagrada foram acolhidos no tempo de Jerusalém.
Jerusalém foi também o cenário da maior parte do trabalho do Mestre, de seus Discípulos e de seus seguidores diretos. Muitos destes receberam sua preparação nas comunidades localizadas próximas de sua elevada irradiação espiritual, como por exemplo, o Monte das Oliveiras onde Davi passou por um de seus testes de regeneração e onde Cristo Jesus fez sua última e completa renúncia – de acordo com a vontade do Pai. E foi no ponto de maior carga espiritual da cidade que a crucificação e a ressurreição de Cristo Jesus ocorreram.
De acordo com a lenda, o nascimento de Salomão foi presenciado por uma Hoste de Anjos cantando corais triunfantes, assim como ocorreu no nascimento de Jesus. Também se diz que o Arcanjo Gabriel, guardião das mães e das crianças estava presente para derramar sua benção sobre o infante.
Natan, um profeta de Deus que guiou Davi nos caminhos da Verdade, foi um mestre guia e guardião do jovem Salomão. Assim, a criança cresceu e se desenvolveu em um ambiente de sabedoria e retidão, qualificando-se, desta maneira, para desempenhar seu grande trabalho de elevação da Humanidade.
Um dia, quando Salomão tinha aproximadamente treze anos de idade, a Corte se reuniu no majestoso Salão dos Cedros, quando um Anjo apareceu e colocou uma folha de ouro nas mãos do Rei Davi. Sobre esta folha estava escrito perguntas de caráter místico. Davi anunciou: “Aquele que responder essas perguntas se tornará Rei de Israel depois de mim”. Davi anunciou: “O que é tudo e o que é nada?”. Quebrando o silêncio que procedeu a questão, Salomão respondeu: “Deus é tudo e o mundo é nada”. Davi continuou: “O que é que mais importa e o que menos importa?”. Mais uma vez Salomão respondeu: “Paz é o que mais importa e medo é o que menos importa”.
O trabalho mais notável de Salomão foi à construção do Grande Templo dos Mistérios. Ensinamentos emanados serviram para toda a atual Quinta Raça Raiz durante sua duração evolutiva. O Monte Moriah, assim como o Monte das Oliveiras previamente descrito, foi uma área de grande poder espiritual. Sobre este lugar, Salomão foi instruído a construir o Templo e dedicá-lo ao serviço do divino propósito de trazer redenção à Humanidade. Foi-lhe ordenado que o Senhor Cristo deveria ser recebido dentro deste Templo e que o maravilhoso significado de missão deveria ser comunicado para o mundo daquele lugar. A Humanidade, no entanto, não viveu de acordo com os divinos princípios de Salomão e, mais tarde, os servidores do Templo não reconheceram o esperado Messias quando Ele veio. Assim, o dia da Crucificação iniciou a ruína do Templo. Foi apenas uma questão de tempo até a sua completa destruição.
Jesus, prevendo o destino de Jerusalém e do Templo, clamou a tragédia que sucedeu a ambos. Ele sabia que os habitantes da cidade tinham falhado em alcançar o alto destino que tinha sido preparado para eles. Assim, quando Ele viu os longos séculos pela frente, também viu um futuro cheio de conflitos e guerras devastadoras antes do dia da redenção. Davi e Salomão, ambos iniciados, viveram na Terra com o propósito de trabalhar para regeneração da raça humana na antecipação da gloriosa vinda do Senhor Abençoado. Não foram eles que falharam. Ao invés disso, foi toda a Quinta Raça Raiz.
Graças aos seus poderes Iniciáticos, Salomão era capaz de controlar os habitantes dos reinos superiores e inferiores. Foram-lhe abertos os quarenta e nove caminhos da sabedoria, segundo a lenda mística descreve (4 mais 9 resultam em 13, o número iniciatório que pertence a então Dispensação Cristã que se aproximava). Ele, até mesmo, transmutou os brutais poderes dos demônios em poderes que serviam para o bem da Humanidade. Ele controlava Espíritos da Natureza e por sua vontade, podia mandá-los para os mais remotos confins do mundo. Salvou muitas pessoas que estavam escravizadas pela Lei e obsessão.
O macrocosmo é um reflexo do microcosmo. O Corpo Denso do ser humano, seu templo, é um reflexo do Templo solar do Universo. O Mestre ensinou que era este templo humano que deveria ser destruído e então, por meio da Iniciação, ser reconstruído em três dias. Na maçonaria Mística, este é o Templo erigido por dois reis e pelo filho da viúva. Este último, de nome Hiram de Khurum, se tornou o Mestre construtor – seu nome significa ELEVADO, BRANCO, ASCENDIDO. O Rei Salomão representa o coração. O Rei Hiram de Tiro, a cabeça. Hiram, o mestre construtor é um filho da viúva, simboliza o Aspirante que trabalha para unir o poder amoroso do coração com o intelecto da cabeça.
Cada candidato maçônico é instruído a manter suas ferramentas de trabalho na coluna de Joaquim, a cabeça. Boaz, a coluna feminina do coração, é um pilar caído que não pode ser levantado até que o poder do amor se equilibre com a razão. Somente quando o amor for verdadeiro, “o cumprimento da lei” fará com que a coluna de Boaz seja reerguida e retome sua posição. Estas são as duas colunas que guardam a entrada de todos os Templos Iniciáticos, e todo neófito deve passar por entre ambas em sua busca pela verdade.
Muitas das lendas são relacionadas ao Mar Fundido. Este mar, em forma de flor, era (e é) sustentado por doze bois. Como um filho da viúva (o neófito), se converte em um mestre construtor mediante a alquimia da transmutação dentro de si mesmo e seu “mar fundido” se converte em um Cristal onde os esboços do passado, do presente e do futuro estão indubitavelmente impressos. Esta habilidade lhe capacita transformar seu veículo físico em um “veículo florescido” de um Iniciado – um labor realizado sob a liderança de um instrutor das doze Hierarquias Zodiacais. Foi essa a realização que colocou Salomão entre os Seres mais Sábios de todas as eras. E o “mar” sobre o qual ele parou para saudar a Rainha de Sabá, simboliza seu “mar fundido” pessoal.
O trono de Salomão foi confeccionado com fino ouro de Ophir, incrustado com mármore e com joias raras. Em cada um dos seis degraus que conduziam ao trono, havia dois leões de ouro e duas águias de ouro colocados cara a cara, indicativo da Era Leão-Aquário e que seus pioneiros haviam aprendido a construir a gloriosa luz do corpo tipificado pelo Templo de Salomão. Nenhum trabalhador ficou doente, durante os sete anos que o Tempo estava sendo construído, nem se deterioraram as condições perfeitas de suas ferramentas. “Quando completado, o Templo brilhava como uma colina de ouro assentada sobre uma montanha de prata. O Altar de Bronze se ampliou tanto que podia abarcar a TERRA. O Mar Fundido envolvia o espírito de todas as ÁGUAS. As cortinas agarravam e sustentavam a tremula sombras dos ARES azuis; e os candelabros, a glória do FOGO celestial”. Aos arredores do Templo estava um bosque com árvores de ouro que sustentavam frutos perpétuos que caíam apenas quando um inimigo se aproximava. Dentro do santuário uma vara de marfim, que a seu toque gerava injúrias e doenças aos impuros, mas era, provadamente, inofensiva aos puros. O muro transparente dentro do interior do santuário permanecia claro como um Cristal pela aproximação dos retos, mas se escurecia quando os indignos se aproximavam dele.
Na dedicação do Templo, essas palavras eram faladas pelo Senhor, a manifestação espiritual da lei: “Ouvi a oração e a súplica que me dirigiste. Consagrei esta casa que construíste, nela colocando meu Nome para sempre; meus olhos e meu coração aí estarão para sempre.” (1Rs 9:3). A lenda diz que Salomão colocou uma chave de ouro na porta da Sala Santo dos Santos no ritmo da música dos cantos celestiais: “Abra bem a porta de entrada do Santo dos Santos, que o Rei da Glória pode ir a seu descanso”.
“A rainha de Sabá ouviu falar da fama de Salomão e veio pô-lo à prova por meio de enigmas. Chegou a Jerusalém com numerosa comitiva, com camelos carregados de aromas, grande quantidade de ouro e de pedras preciosas. Apresentou-se diante de Salomão e lhe expôs tudo o que tinha no coração, mas Salomão a esclareceu sobre todas as suas perguntas e nada houve por demais obscuro para ele, que não pudesse solucionar.” (1Rs 10:1-3).
A vinda dessa bela rainha da sabedoria foi uma coroação triunfal para a vida de Salomão. A sabedoria, pela qual ele canta como sendo mais valiosa que os rubis, foi, finalmente, sua posse pessoal. Antes dessa conquista, ele jamais poderia escrever o CÂNTICO DOS CÂNTICOS, a Música do casamento Místico, descrita como “uma canção de amor purificada por Lírios”. Essa canção proclama a mescla final da natureza inferior com a superior, à sublimação do material para o espiritual. Este é o mais alto ponto de alcance da divina alquimia. Esta realização ocorre dentro da consciência e da vida do Discípulo, pois, lhe põe em comunhão com os planos celestiais onde a perfeição de cantar se converte em suas experiências pessoais.
O nome Sabá significa SETE e tem interpretações sétuplas: “o Belo, o Velho, o Um, o Dador, o Perigoso, o Primeiro e o Último”. Ela era a Rainha de todas as flores Árabes; Balkirs, seu nome significa BENÇÃO. Salomão se preparou durante três anos para sua chegada. Ele construiu dois muros poderosos que iniciava na fronteira de Israel e terminava nos muros de Jerusalém. Um muro era de prata e outro de ouro, e entre eles estava o lago de Cristal pelo qual todo o mundo refletia. Foi desta a maneira que ele aguardou sua chegada. Sabá veio vestida com sete véus sutis como se fossem tecidos de ar, e se aproximou de Salomão, que permanecia parado sobre este lago de Cristal como se ele estivesse sobre a água. Seus presentes ao rei foram pérolas sem preço, enquanto os presentes de Salomão para a rainha foram oito rosas verdes da Mística árvore de Damasco, todas germinadas em flores e jarras contendo águas de vida eterna do poço de Siloé – sendo esta última, uma frase pertencente de um antigo Templo de Mistérios Egípcios.
“Quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, o palácio que fizera para si, as iguarias de sua mesa, os aposentos de seus oficiais, as funções e vestes de seus domésticos; seus copeiros, os holocaustos que ele oferecia ao templo de Iahweh, ficou fora de si e disse ao rei: ‘Realmente era verdade o quanto ouvi na minha terra a respeito de ti e da tua sabedoria! Eu não queria acreditar no que diziam antes de vir e ver com meus próprios olhos, mas de fato não me haviam contado nem a metade: tua sabedoria e tua riqueza excedem tudo quanto ouvi. Felizes das tuas mulheres, felizes destes teus servos, que estão continuamente na tua presença e ouvem a tua sabedoria!’” (1Rs 10:4-8).
Na grande tenda do rei, os convidados que se reunira, para a recepção dos presentes, foram encobertos por invisíveis hostes de coros angélicos. Salomão saudou a justa rainha com as palavras: “Você é santa como a Arca de Deus; seu corpo é Sua casa”. Por estas palavras de saudação do rei, muitos dos convidados titubearam e partiram, mas Balkris, Rainha de Sabá, se inclinou, se manteve firme e sozinha no meio da tenda real.
“Muitos são os chamados e poucos são os escolhidos”.[15]
Muitos outros também vacilaram e partiram incapazes de percorrer o caminho do Mestre – o caminho estreito e reto da Iniciação que leva aos portais do Templo Místico, onde dádivas são concedidas ao Aspirante triunfante que está dedicado a sabedoria e aprendeu a glória da casa não feita pelas mãos, mas sim por eternidades do céu. Ao terminar de construir essa “casa” que ganha os tributos do Mestre e adquire a habilidade de viajar a terras estrangeiras – a suprema realização para os pioneiros da raça humana.
Salomão reinou desde Jerusalém em toda Israel, durante o período cabalístico de quarenta anos. No momento de sua transição, seus olhos contemplaram uma visão do futuro: a destruição do tabernáculo terreno porque este era transitório e não permanente. Outro grande Iniciado Cristão disse: “Coisas visíveis são temporais; coisas não visíveis são eternas”[16]. Salomão, Rei da paz, levantando ao alto o sagrado anel que tinha um nome indizível, advertiu: “Edificai um Templo invisível e eterno”.
Tanto os Salmos como o Livro dos Provérbios do Antigo Testamento foram usados de diferentes maneiras nos magníficos Templos cerimoniais. Eles, no entanto, não eram apenas lidos ou falados, mas sempre cantados e oficiados, normalmente acompanhados por ritmos graciosos da dança sagrada. Era ensinado aos Aspirantes que tal som, ou entonação, era a emanação ou benção de Deus, o Pai; a harmonia era a emanação ou benção do Cristo Cósmico; e o movimento rítmico era a emanação ou benção do Espírito Santo. Era assim que em todos os Templos cerimoniais se expressava o poder da Santíssima Trindade.
Os Salmos expressam vários níveis de realização espiritual.
O Salmo nonagésimo primeiro é um canto de proteção. Pelo seu uso, o Discípulo aprende como inundar seu corpo com uma luz pura e branca de poder que nenhum mal pode tocá-lo, pela repetição continuada da afirmação de proteção segura e poderosa: “Mil cairão ao teu lado, dez mil a tua direita, mas nenhum chegará a ti”.
O Salmo vigésimo terceiro é um de promessa. “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos.”. Estes inimigos não são meros inimigos pessoais que nos desejam mal; são, também, os inimigos mais perigosos que existem dentro de nós mesmos: pensamentos errados, falsos apetites e emoções descontroladas, especialmente as emoções destrutivas de medo, ódio, malícia e os desejos mais ásperos da personalidade não regenerada. “Unges a minha cabeça com óleo” (o despertar dos órgãos espirituais da cabeça). “O meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor (a Lei espiritual) por longos dias.” (Sl 23:5-6).
O Salmo 24 é um canto de Regozijo: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória?”. A resposta a essa questão é que o Senhor é o Rei da Glória; mas o Aspirante entende que esse canto também se refere ao “Cristo Interno”, pois cada ser humano é espírito, é um feito à imagem e semelhança de Deus.
Muitas vezes, em nossos escritos, temos nos referido as gloriosas procissões que ocorriam nos mundos internos e que eram liderados pelo próprio Cristo. Aqueles que são merecedores ganham permissão para testificar essas procissões e tomar parte delas. Isto, no entanto, não pode ocorrer antes do despertar do Cristo dentro da própria natureza do Aspirante. É por isso que este Salmo possui dois significados: o gozo que se conhece quando o Espírito de Cristo entrou no coração do Discípulo e o reconhecimento que, por este evento, ele se tornou merecedor de permanecer na presença de nosso supremo Senhor Cristo, enquanto ele ouve o coro jubilante dos Anjos: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças, e o Rei da Glória fará sua entrada”.
Nos Templos antigos, os Provérbios foram empregados como poderosos mantras de cura. A ciência oculta entende que o corpo humano é composto por certos grupos conhecidos como femininos ou negativos. O primeiro grupo está sob o domínio ou regência do cérebro e do sistema nervoso central. O segundo grupo está sob a regência do coração e do sistema nervoso simpático. O que causa a maioria das enfermidades é a interação desarmônica entres esses sistemas. Conforme o Discípulo progride espiritualmente, ambos os sistemas gradativamente começam a funcionar em perfeita harmonia. Uma relação perfeita entre esses dois sistemas é conhecida como a Balança, ou Polaridade no sentido espiritual, e com isto, o corpo se torna impenetrável a enfermidades. Esse é o segredo dos corpos perfeitos dos Mestres da Sabedoria e os altos Iniciados, que já conquistaram elevada estatura espiritual e estão além da enfermidade e morte.
Em Provérbios podemos ler a seguinte verdade: “A sabedoria já edificou sua casa, ela já lavrou seus sete pilares.” (Pr 9:1). E para o Discípulo ansioso e pronto, é dado o mandamento: “Vinde, come do meu pão e beba do meu vinho que eu preparei.” (Pr 9:5).
Por isso Provérbios e Eclesiastes são especialmente os livros didáticos de iluminação pelos quais se personifica a Sabedoria como um princípio feminino de Deus, enquanto o Entendimento, como se utiliza nos Provérbios, é um princípio masculino. A Sabedoria é o fluir da revelação cósmica, mas o Entendimento é alcançado por meio da razão e do trabalho Iniciático. Por isso o Livro dos Provérbios inicia com a seguinte instrução: “Obtenha sabedoria e entendimento.”(Pr 1:2). Esta é, em verdade, a nota chave de toda a obra. Salomão declara repetidamente que a Sabedoria é o principal objetivo de sua busca.
É significativa que a música do Templo esotérico era tanta masculina como feminina, e era tocada em instrumentos harmonizados aos seus respectivos ritmos. O canto usado no Livro dos Provérbios foi programado para vibrar diretamente sobre as duas correntes que fluem dentro do Corpo Vital. Assim, o tema musical, tanto do Livro dos Provérbios quanto de Eclesiastes, pode ser chamado de polaridade e equilíbrio.
O equilíbrio perfeito entre os polos do espírito humano nunca poderá ser efetuado, até que o inferior feminino tenha sido elevado através de uma vida pura e de aspirações. Este termo, “inferior feminino”, se refere à natureza emocional que ainda se mantém sujeita a vida dos sentidos e sob o jugo de objetivos e propósitos egoístas. Na maioria das escrituras antigas a “alma” ou espírito (Ego) humano era chamado de feminino, e, assim, o aspecto inferior da natureza da alma era chamado de “feminino caído” que deve ser elevado e redimido.
Os cânticos do Livro dos Provérbios utilizados na Igreja primitiva ocorriam, principalmente, aos domingos entre o Solstício de Dezembro (Natal) e Equinócio de Março (Páscoa), sendo essa época do ano a mais propícia para transmutação e a mais santa das estações. O ritmo dual do Livro dos Provérbios, que vibra sobre as duas correntes do Corpo-Alma e os dois sistemas nervosos, é claramente reconhecido em muitos de seus versos, como, por exemplo, no Livro dos Provérbios 14:1; 15:20; 19:26; 6:20- 21.
“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos”.
“O filho sábio alegra seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe”.
“O que aflige o seu pai, ou manda embora sua mãe, é filho que traz vergonha e desonra”.
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe”.
“Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço”.
A palavra Sabá significa sete, e a visita da Rainha de Sabá a Salomão constitui a preparação para as delícias da alma do Matrimonio Místico, que é o motivo espiritual do Cântico dos Cânticos.
Para aqueles, cujos olhos estão abertos ao verdadeiro significado da Missão, esta antiga lenda de Sabá e de Salomão, contêm muitas premissas relacionadas com o propósito da preparação, necessários para a feliz conclusão da Missão. Salomão, o Sábio Vidente, encontrou o Caminho e aprendeu a caminhar ali, preparando-se para a futura encarnação Daquele que deveria vir como uma mais completa e perfeita demonstração “do Caminho, da Verdade e da Vida”. Este sublime livro, “Cânticos do Cânticos” atribuído a Salomão, canta, em seus inspirados compassos, o que é necessário para a preparação e para o Caminho.
Neste cantar, o autor alquimista expressou, de maneira alegórica, a fórmula para fabricar a Pedra Filosofal. O relato em si mesmo é completamente simples. Ele nos conta que o Rei Salomão, ao visitar seu vinhedo no Monte de Líbano, se surpreende ao ver uma moça Sulamita. Ela foge dele. Mais tarde, no entanto, ele a visita, disfarçado de ovelha, e consegue ganhar seu amor e a clama como sua rainha. O poema abre com um recital de seu casamento no palácio real.
O Cântico de Salomão tem duas principais características, uma masculina e outra feminina. A primeira responde pelo nome de Shelomah (Pacífica), a segunda responde pelo nome de Shulamith (perfeito). É de notar que ambos os nomes são variações da mesma palavra raiz, sendo que essa variação indica diferença do gênero. Shulamith é a forma feminina de Salomão. Na tradução inglesa os dois caracteres não podem ser diferenciados tal como são diferenciados em Hebreu.
Esses dois polos do ser espiritual eram reconhecidos em todos os antigos Templos de ensinamentos e eram simbolizados nas duas colunas ou pilares que se erguiam antes dos Templos dos Mistérios. Na entrada do Templo de Salomão, se elevavam dois pilares, Jachin e Boaz, que juntos simbolizavam a Força e a Estabilidade e, também, a Beleza; eles eram, também, conhecidos como as duas Colunas da Vitória. Sempre o candidato deveria passar entre estes dois pilares na busca pela Luz, a Luz que está no Leste.
O Cântico Místico de Salomão é um delineamento poético e alegórico dos passos ou graus que levam ao desenvolvimento da consciência cósmica, parcialmente evidenciada nos clarividentes. Estes níveis, às vezes denominados “véus” nas Escolas de Mistérios, são sete em números e são enumerados deste modo:
Primeiro grau: A Missão
Segundo grau: O Despertar do Amor (o Místico)
Terceiro grau: A Realização do Conhecimento (O Oculto)
Quarto grau: O Desprendimento
Quinto grau: A Unificação
Sexto grau: A Aniquilação
Sétimo grau: A Consumação
A nota exultante que soa na Canção do Rei Salomão toma forma real nas palavras preciosas que são repetidas, frequentemente, em todas as partes: “Meu bem-amado é meu e eu sou dele”, enquanto a frase que completa o canto “O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios” (Ct 2:16), é característica do Caminho que culmina na Consumação divina.
Essa culminante mescla dos dois polos do Espírito que constitui o Matrimônio Místico é representada nos versículos que S. João abre seu Evangelho: “O Verbo estava com Deus”; e sua música acompanha cada verso do lindo canto nupcial de Salomão. Velado para aquele que não está pronto para experimentar a Missão, sob a aparência de uma canção de um terno amor humano, o Cântico dos Cânticos é para o iluminado uma revelação do Santo dos Santos, no qual ele permanece na Luz Eterna que agora não mais vista “como por espelho, obscuramente”, mas com clareza transcendente, “Face a Face”.
Mais do que qualquer outro livro, o Livro do Jó é o único, no Antigo Testamento, que se adapta às necessidades e requisitos do Discípulo do mundo moderno. O Discípulo pode aceitar esse livro como um manual de instrução, um texto para meditação e como um exemplo de santidade e fortaleza espiritual de comportamento cotidiano.
Há duas leis supremas que governam o Planeta Terra. Uma é a Lei do Espírito, a outra é a Lei da Materialidade. Cada ser humano possui o livre-arbítrio e a habilidade de escolher entre a lei que deseja estar sob jugo, seja no âmbito da casualidade material ou na liberdade de toda escravidão pelo Espírito. Os frutos de sua vida serão evidenciados por essa escolha.
No livro de Jó os dois caminhos são representados por Elifaz – o caminho do Espírito – e por seus três amigos – o Caminho da Materialidade. Os três amigos são conhecidos por nós, pois eles representam à enganosa sedução dos sentidos humanos que se expressam através do Corpo Denso, dos desejos (ou Corpo de Desejos) e pela Mente material ou “mortal”.
A Bíblia manifesta claramente que Deus ama quem castiga. Na verdade, o castigo não é um indicativo de punição, mas sim o meio pelo qual é possível trazer seus filhos de volta ao caminho da regeneração. O Livro de Jó pode ser denominado, adequadamente, como o Padrão Cósmico Típico de aperfeiçoamento do ser humano através do sofrimento. Membros de sua família são tirados dele. Todas as suas posses materiais são perdidas e, também sua reputação, e até seu nome. Por fim, Jó acaba atacado por uma enfermidade repugnante. Foi neste momento que sua esposa lhe aconselha a “amaldiçoar a Deu e morrer”. Isto representa o caminho estreito em que muitos acabam se suicidando equivocadamente, tentando escapar dos problemas da vida.
O interessante é que é neste mesmo ponto crítico que ocorreu uma coisa maravilhosa na vida de Jó: a chegada de Elifaz, que representa o despertar da espiritualização da Mente, que é conhecido no Cristianismo esotérico como a Cristificação da Mente. Aqui o Cristão aprende a ter apenas pensamentos Cristãos, falar somente palavras Cristãs e a realização somente de obras Cristãs. S. Paulo se referia a isto como a grande transformação: “morrendo o homem velho e nascendo o homem novo” (Col 3:9-10). Para ele isto ocorreu, exatamente, na estrada de Damasco. Ele entrou nesta estrada como um inimigo amargo e perseguidor de Cristo e dos Cristãos. No entanto, ele abandonou este jeito de ser e se tornou um dos servos mais devotos do Cristo. Seu nome permanecerá como uma das mais brilhantes luzes do Cristianismo, por todo o tempo.
Com a transformação de Jó, sua família retornou para ele, seus bens foram restituídos e multiplicados por dez. Sua reputação foi reestabelecida e seu corpo ficou totalmente curado. Finalmente, ele compreender o significado das palavras: “O homem é feito a imagem e semelhança de Deus”.
Deus é Amor – Deus é Todo Bondade – e quanto mais o ser humano se tornar semelhante a Deus, maior bondade será manifestada em sua vida. Quando alguém percebe a si próprio rodeado por más companhias ou submerso em um ambiente desarmônico, se este for um verdadeiro sábio, não procurará mudar tais condições com recursos e tentativas externos, mas procurará a solução dentro de si mesmo. Semelhante atrai semelhante e aquilo que doamos, inevitavelmente, retornará para nós.
Voltamos a repetir que, de todos os Livros do Antigo Testamento, o Livro de Jó é o que mais se adéqua as necessidades do Discípulo moderno, como manual de meditação e para viver a vida. Na atualidade, o Discípulo, assim como Jó, vive no meio de provas e confusão; é o tempo todo invadido por forças do mal que vem de dentro e de fora. Tais como as questões feitas por Jó, o Discípulo também as faz; e novamente, como Jó, ele receberá as respostas necessárias que virão do alto. Se persistir, terá sua recompensa: domínio de si mesmo e do mundo por meio da continuada comunhão com a Sabedoria do Eterno.
Os quatro Evangelhos apresentam quatro registros distintos da vida e da missão de Cristo Jesus. Eles se diferem tanto na abordagem como no tratamento deste assunto mais profundo. Os céticos que apresentam a denominada “maior crítica” consideram algumas dessas variações como inconsistências, e em alguns casos, como contradições. Tais variações poderiam, então, provocar algumas dúvidas a respeito da autenticidade dos registros do Novo Testamento como um todo. No entanto, quando os Evangelhos são estudados juntos e separadamente, sob a luz da Iniciação, será possível perceber que seus conteúdos, ainda que separados, suportam os ensinamentos como um todo. Essa noção ocorrerá em um nível ainda nem sonhado pelos comuns intérpretes desses documentos sagrados.
Assim, por exemplo, S. Mateus e S. Lucas iniciam seus registros com o nascimento do menino Jesus. Este fato é inteiramente omitido nos Evangelhos de S. Marcos e S. João. S. Marcos inicia seu Evangelho com o Batismo de Jesus, momento em que Cristo se encarnou em forma humana. S. João abre seus registros, não com uma apresentação do Mestre Jesus, mas do Verbo – o Verbo que é identificado com o Cristo Cósmico. Em seguida, segue a apresentação do Cristo em conexão com o milagre realizado nas bodas de Canaã, quando Ele transformou água em vinho.
Das muitas referências que S. Paulo faz aos vários mistérios conectados com a vida e trabalho de Cristo Jesus, não há dúvida de que, como resultado das muitas experiências profundas que ele próprio experimentou, em relação aos Mundos Espirituais, ele reconheceu que a natureza de muitas delas estavam fora do alcance daqueles que ainda não tinham realizado a preparação suficiente para essa assimilação e aceitação. Ele expressou tal reconhecimento nas palavras que são, frequentemente, citadas: “Dá-se leite para as crianças e carnes para os fortes” (ICor 3:2).
Qualquer pessoa que fizer um estudo cuidadoso das Epístolas de S. Paulo não pode deixar de notar a extensão pela qual elas lidam com as atividades do plano interno. Ele escreve, por exemplo, “Eu fui arrebatado ao terceiro céu, se no corpo ou fora dele, eu não sei” (IICor 12:2). Esta é uma experiência familiar a muitos Discípulos de nossos dias.
Naquele momento de transcendental iluminação ocorrido com S. Paulo na estrada de Damasco, o mundo externo foi tão obscurecido que toda a sua atenção foi totalmente voltada para a vida e atividades do mundo interior. Então, por isso, lhe foi permitido ir até a presença do Senhor Cristo e entender o significado da missão que Ele havia empreendido ao se tornar o Regente planetário interno desta Terra e o significado profundo disto para o futuro da Humanidade e para a redenção da Terra.
S. Paulo, que antes de sua experiência de Damasco foi um arqui-inimigo de Cristo e Seus seguidores, mais tarde se tornou uma pessoa com a maior e profunda dedicação e o mais ardente missionário de todos os seguidores do Mestre.
S. Paulo enfatiza que é devido ao Cristo, um ser divino encarnado em forma humana, ter sofrido como um ser humano sofre que Ele é o único capaz de se compadecer por todos aqueles que são fracos e oprimidos. Seu amor e compaixão são de tal natureza e se expressa com tamanho poder e universalidade que O faz ser o Salvador e Redentor do mundo. Como um poeta lindamente expressou: “A rosa não produz toda a sua fragrância até que suas pétalas sejam esmagadas. A verdadeira simpatia só é emanada de um coração compadecido”.
Foi a incapacidade de compreender o significado interno dos eventos da vida de Cristo Jesus que fez com que houvesse as provocações feitas por muitos que O seguiram enquanto ele carregava Sua cruz para o Calvário: “Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo”[17]. Mas foi a missão de Cristo mostrar ao ser humano o caminho e ensiná-lo como seguir Seus passos. “Aquele que quiser me seguir”[18], Ele disse aos seus Discípulos, “negue-se a si mesmo, pegue sua cruz e me siga”[19].
E assim, como o supremo Guia do Caminho era para Ele carregar a cruz até as encostas do Gólgota para sua própria crucificação. Foi também no padrão divino que Ele viveu a traição no plano físico, que ilustra, na vida do ser humano, como a natureza inferior está sempre traindo a superior, ou o Cristo Interno, até que chegue o tempo em que a natureza inferior seja transmutada, e finalmente, destrua a si mesmo, assim como Judas, o traidor, o fez.
Um estudo, do que se pode denominar o conteúdo interno do Evangelho, traz a luz os sucessivos passos que devem ser percorridos no caminho que leva a Iniciação. Os passos totalizam 12. Eles são estabelecidos nos principais eventos registrados da vida de Cristo Jesus. Eles têm início na Imaculada Concepção, Ressurreição e Ascensão. A vida de Cristo, como está delineada nos Evangelhos, corresponde ao padrão cósmico para todos os processos que abrangem a evolução espiritual.
O primeiro passo no caminho está descrito no Evangelho de S. Mateus e S. Lucas. Os passos mais avançados são registrados por S. Marcos e S. João. Conforme previamente observado, S. Marcos inicia seus escritos com a vida de Jesus, com o Batismo feito por S. João, o Precursor. S. João, o mais avançado de todos os Discípulos do Mestre, inicia seu registro com a descrição do milagre em Canaã.
Se todas as Escolas de Mistérios que ensinam o caminho da Iniciação fossem abolidas da Terra, seus trabalhos secretos seriam passíveis de serem descobertos na Bíblia. Pelo reconhecimento de tal fato é que as principais ferramentas da Loja Maçônica são: a Bíblia, o Esquadro e o Compasso. Dentro de seu simbolismo, a Fraternidade Maçônica preserva os elementos essenciais para os processos iniciatórios e como estes são delineados de muitos pontos de vista do livro supremo da vida, as Escrituras Cristãs.
Em suas interpretações iniciatórias, os quatro Evangelhos são transmissores das quatro correntes de energia que se manifestam no plano físico em elementos conhecidos como fogo, água, ar e terra. Esta verdade foi bem compreendida e ensinada pelos Cristãos dos: primeiro e segundo séculos.
Citamos de uma fonte não identificada: “Na Palestina, S. Mateus O proclamou como Aquele que colocou a pedra final no Reino de Deus, da qual foram lançadas as bases em Israel”. Em Roma, S. Marcos O apresentou como um Conquistador que fundou Seu direito divino como o Rei do Mundo sobre Seus poderes miraculosos. Na Grécia, S. Lucas O descreveu como um Divino Filantropo encarregado de levar a cabo a obra da divina graça e compaixão pelos piores pecadores. Na Ásia Menor, S. João O retratou como a Palavra tornada carne – a Luz e Vida Eterna que desceu até o mundo temporal:
Cristo, o Messias de Israel…………………………………………. Mateus
Cristo, o Poderoso Senhor da Natureza………………………. S. Marcos
Cristo, o Amigo e Pastor de toda a Humanidade…………. S. Lucas
Cristo, a Vida e Luz do Mundo…………………………………. S. João
Do que foi descrito acima, se torna aparente que as diferenças nos quatro Evangelhos, que, para algumas pessoas, comprovam as inconsistências, são variações de apresentações de diferentes estados de desenvolvimento na vida do Aspirante. Assim, um Evangelho amplia os outros em seus recitais da vida e missão de Cristo. Nisto, eles provêm evidência irrefutável da sabedoria insondável que é incorporada nesta e em todas as partes das Sagradas Escrituras.
Os 12 principais eventos da vida de Cristo Jesus e suas correspondências na vida do Aspirante são as seguintes:
| 1. Anunciação | 7. Tentação |
| 2. Imaculada Concepção | 8. Transfiguração |
| 3. Nascimento | 9. Getsemani |
| 4. Viagem para o Egito | 10. Crucificação |
| 5. Ensinando no Templo | 11. Ressurreição |
| 6. Batismo | 12. Ascensão |
Em S. Lucas 1:26-27 lemos: “E, no sexto mês, foi o Anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”.
Entre os primeiros Iniciados Cristãos, não era a pessoa de Maria que era adorada, glorificada e exaltada; o objeto de veneração era a emanação feminina do Cristo Cósmico que é inata, potencialmente divina dentro de cada ser humano e a realização pelo qual é o supremo trabalho da Iniciação.
O princípio feminino é criador na natureza, deste modo, a Anunciação Angélica era que a Virgem ou Mãe Santa daria à luz a um menino. Em sua aplicação universal, a Anunciação deve ser compreendida como o nascimento do Cristo místico no coração do ser humano regenerado.
Em S. Lucas 1:38-39 “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o Anjo ausentou-se dela. E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá”.
Dentro da vida de cada neófito de sucesso, o processo da Anunciação é promulgado. Ele se torna consciente, depois de certo período de preparação, de mudanças particulares que ocorrem dentro de si como um resultado da incorporação de Éteres Superiores em sua natureza, como consequência de uma vida devotada ao propósito do serviço espiritual.
A Imaculada Concepção pode ocorrer somente após um Aspirante a vida superior ter se dedicado a viver em obediência a lei espiritual e ao espírito do Cristo Interno. O intervalo entre a Anunciação e a Imaculada Concepção é um período de provas, quando o neófito precisa ser preparado, no que tange ao uso de seus poderes espirituais despertados. As provas consistem em averiguar se ele utilizará seus poderes para benefício próprio ou se os devotará para promover o bem dos outros. Neste estágio, muitos vacilam e nunca passam além do primeiro estágio, a Anunciação. Um exemplo de alguém que foi forte o bastante para alcançar o segundo passo, a Imaculada Concepção, foi Maria, a mãe de Jesus. Após o sucesso, ela proclamou em êxtase: “A Minh’alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegrou em Deus meu Salvador. Pois Ele me contemplou na humildade da sua serva. Pois desde agora e para sempre me considerarão bem-aventurada” (Lc 1:46-55).
Foi por meio da exaltação do princípio feminino que Maria se tornou a noiva do Espírito Santo. Uma sublime experiência similar espera cada um e a todos que decidem seguir os passos que conduzem até a Imaculada Concepção, passos percorridos por aqueles que já caminharam adiante e nos abriu o caminho.
Os passos ou níveis de Iniciação são similares, em seu delineamento, em todas as Escolas de Mistérios. Suas diferenças referem-se principalmente ao método de desenvolvimento que podem variar de acordo com os requisitos particulares e estágios evolucionários das raças que essas Escolas são designadas a servir. Foi por isso que os grandes Mestres do mundo nasceram de mães virgens e suas vindas foram proclamadas pela Anunciação Angelical. Eles, também, foram concebidos de modo imaculado e os nascimentos ocorreram em grutas, cavernas ou estábulos. O exaltado Ego de um Mestre do mundo é cuidadosamente preparado pelos Seres Divinos responsáveis pela evolução da Humanidade. Deles é um santo Nascimento e, como tal, é sempre um acontecimento acompanhado por alegres hosanas de Anjos e Arcanjos.
Para incutir os passos de realização na consciência da Humanidade, o nascimento é representado como ocorrendo em um lugar escuro, ou onde animais ferozes são alimentados, simbolizando um nascimento espiritual desde os elementos mais baixos e não regenerados da natureza mortal da Humanidade.
Simbolicamente, o neófito deve deixar Nazaré, o lugar onde o tempo é utilizado para a vida pessoal, e entrar no caminho que conduz a Belém, “Casa do pão”, em preparação para o Nascimento Sagrado. No presente estado de consciência em massa, a Mente está tão ocupada com preocupações materiais que o espírito não pode nunca encontrar uma completa hospitalidade. A cabeça, ou o interno, está tão cheio de materialismo que o espírito deve procurar acomodação em vários lugares, até encontrar.
Por várias e amplas razões muitos ainda não percebem que o tempo de nascimento de Jesus é uma estação de grande regozijo tanto nos planos internos como no externo. A encarnação física de Jesus foi feita com o propósito de auxiliar, no ser humano, o nascimento de seu próprio Cristo Interno, assim, deste modo, ele também poderá vir a conhecer, pessoalmente, a sublime experiência da Noite Santa. Este é o trabalho da Nova Dispensação Cristã. Os portais desta Nova Era foram abertos na noite do nascimento do Mestre Jesus. A Terra, então, respondeu a um novo ritmo que era estabelecido pelos Anjos que proclamaram: “Paz na terra e boa vontade entre os homens”[20].
Mt 2:13-16.
“Após sua partida, eis que o Anjo do Senhor se manifestou em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, durante a noite, e partiu para o Egito. (…). Então Herodes, percebendo que fora enganado pelos magos, ficou muito irritado e mandou matar, em Belém e em todo seu território, todos os meninos de dois anos para baixo”.
Os Evangelhos, como previamente mencionado, são fórmulas de Iniciação de vários degraus que abarcam variações em seus registros. Assim, por exemplo, S. Lucas não faz menção da fuga para o Egito, um evento que simboliza a ascensão temporária do ser humano sobre a divina natureza. A Fuga para o Egito representa a terra da escuridão e materialismo, reflete na vida do neófito lutando, em seus primeiros passos, no desenvolvimento para a Iniciação, como relatado por S. Mateus. O Evangelho de S. Lucas, que expressa uma fase mais alta de realização, passa diretamente dos Rituais do Templo da preparação até os quatro passos conhecidos como Os Ensinamentos do Templo.
Lc 2:40-42; 46-49:
E o menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, segundo o costume, subiram para a festa. Terminados os dias, eles voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia, e puseram-se a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. (…) Três dias depois, eles o encontraram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas. Ao vê-lo, ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Ele respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”.
Num ponto de vista pessoal ao episódio do Templo, Jesus representa o espírito interno desperto e iluminado, e os Rabinos, a Mente intelectualizada ou a faculdade mental desprovida que não consegue penetrar em qualquer coisa além do reino dos cinco sentidos. Maria, a mãe, tipifica o feminino ou forma-imagem da qualidade da alma, a quem o espírito acha necessário, às vezes, admoestar: “Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”.
A idade de doze anos é um tempo importante na vida de uma criança. É o tempo que inicia a puberdade e, também, em Egos avançados, o nascimento do Corpo de Desejos, o despertar da Alma. A luz espiritual que foi gerada no curso das vidas passadas irradia da cabeça da criança no nascimento como os artistas místicos retratam esse fato, não apenas em Jesus, mas também em S. João Batista, o menino Samuel e outros personagens bíblicos de alta realização espiritual.
O Ensinamento no Templo marcou um estágio definido do despertar dos poderes do menino Jesus. Nós lemos: “Maria conservava todas essas coisas em seu coração”. Ela relatou estes acontecimentos a S. Lucas que registrou os mesmos com excepcional maestria em seu Evangelho.
Mc 1:10-11:
“E, logo ao subir da água, ele viu os céus rasgando e o Espírito, como uma pomba, descer até Ele, e uma voz dos céus: ‘Tu és o meu Filho amado, em Ti me comprazo.’”.
Todos os ritos místicos Iniciáticos incluem o cerimonial de purificação com água. O festival dos Mistérios Eleusinos da Grécia[21], incluíam banhos; o Tabernáculo do Deserto possuía um Lavabo de Bronze; e na vida do grande Condutor da Humanidade da Religião Cristã, Cristo Jesus, é o seu Batismo que marca o próximo grande passo que devemos alcançar se seguirmos seu caminho.
O uso e aplicação da água é símbolo da purificação espiritual. O Batismo marca o estágio e que o coração do neófito já despertou para as necessidades de interesses dos outros. Ele não pode mais viver sozinho ou com propósitos egoístas. Seu coração se transborda de simpatia e suas mãos de ações práticas para aliviar o sofrimento e para confortar aqueles que estão em desespero e sofrimento. Quando uma pessoa experimentou o despertar espiritual que vem com o verdadeiro Batismo, seus interesses e atividade não podem mais ficar limitados a sua própria família ou limitado círculo, mas deve encontrar uma expansão que estende para uma área cada vez mais ampla, até que abarque o mundo e toda a Humanidade. Amor e compaixão, então, se manifestam em atitude de redenção. Há sofrimento por aqueles que violam a lei, civil e moral, pelos criminosos condenados à morte, pelas misérias da vida em suas profundas depressões e pela crueldade infligida aos nossos irmãos menores do reino animal. Com o fluxo espiritual no momento do verdadeiro Batismo, a realização se manifesta na consciência que a família humana é única dentro da Divindade toda-abrangente que nos anima e, consequentemente, o bem de alguém é o bem para todos e a dor de um é a dor de todos. Uma sensação profunda de responsabilidade é, então, aceita, abarcando todas as maneiras possíveis que concorda com amor, verdade e justiça.
“Apresente seus corpos para um sacrifício vivo, sendo aceitável perante Deus” exorta aquele que é admitido e passa pelo ritual do Batismo. Sobre sua cabeça pousa a pomba do poder espiritual e aonde ele vai, se dissipam as nuvens da escuridão e da ignorância, de tal maneira que ele também escuta a voz de Deus dizendo: “Tu és meu filho amado”.
Lendas místicas dizem que, no momento do Batismo, grandes esferas de fogo apareceram sobre as águas do Rio Jordão. Isto estabelece o significado interno de que as faculdades poderosas, a Mente e o Coração foram unificados na vida de Jesus, o protótipo espiritual ideal da Humanidade. Esta mescla é o ideal supremo da evolução humana e sua culminação ocorreu no maior Iniciado dessa Terra, em que ocorreu a declaração: “Este é meu filho amado, em quem Eu me comprazo”.
O Ego conhecido como Jesus deixou seu corpo no Batismo e o Arcanjo, o Cristo, desceu como uma pomba para habitar aquele corpo durante três anos de Seu Ministério terreno. O Corpo de Jesus foi o meio pelo qual Cristo pode ingressar na Terra. O Plano de redenção foi possível devido àquela união. Como S. Paulo escreveu, em um senso muito literal: “Há um só Deus, e um só entre Deus e os homens, um homem Cristo Jesus” (1Tm 2:5).
Em Mt 4:1-11 lemos:
“Então Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto, para ser tentado pelo diabo. Por quarenta dias e quarenta noites esteve jejuando. Depois teve fome. Então, aproximando-se o tentador, disse-lhe: ‘Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães’. Mas Jesus respondeu: ‘Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’. Então o diabo o levou à Cidade Santa e o colocou sobre o pináculo do Templo e disse-lhe: ‘Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.’. Respondeu-lhe Jesus: ‘Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus’. Tornou o diabo a levá-lo, agora para um monte muito alto. E mostrou-lhe todos os reinos do mundo com o seu esplendor e disse-lhe: ‘Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares’. Aí Jesus lhe disse: ‘Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto.’. Com isso, o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e puseram-se a servi-lo.”.
De todas as lições que Cristo passou no drama de Sua vida, nenhuma é mais importante do que a Tentação. Igualmente, nenhuma outra experiência é tão mal compreendida como essa experiência. Em verdade, Ele foi submetido aos testes do corpo, da Mente e da alma, para que pudesse deixar à raça humana um exemplo divino de inspiração incessante, d’Aquele Único Ser que foi tentado em todas as coisas e, mesmo assim, permaneceu sem pecado, conforme S. Paulo afirma.
A reação que o neófito tem frente à Tentação mostra claramente o nível que está no Caminho, mas esta não é a única razão das provas do Caminho. As provas são importantes porque elas permitem o desenvolvimento moral, a força mental e espiritual, assim como o exercício físico e o labor desenvolvem a saúde e a força do Corpo Denso. Cristo Jesus deu-se a Si mesmo para ser nosso Exemplo, a fim de que nós pudéssemos saber a maneira exata de sofrer a Tentação, ou provas, ou qualquer tipo de ocasião de teste no Caminho.
Assim como Cristo Jesus foi tentado depois de Seu Batismo, experiência essa que constituiu uma Iniciação, igualmente o neófito será tentado, ou testado, depois de cada iluminação ou elevação no Caminho. Esses testes vêm para ele com o propósito de lhe mostrar suas próprias fraquezas. Falhas em qualquer um destes testes não significam que ele deve retornar aos caminhos do mundo, mas significa que ele deve se esforçar ainda mais, para superar suas debilidades e defeitos e, deste modo, quando for “tentado” novamente, ou testado, ele poderá permanecer firme.
Todas as tentações, ou testes, pertencem a três categorias gerais: do corpo, da alma e da Mente. A Iniciação simbolizada no Batismo de Cristo Jesus confere, sobre o neófito, novos poderes da alma e da Mente, que vem da realização que toda a vida é una em Deus, e que ele não deve, jamais, usar tais poderes egoisticamente, não importa o tamanho da necessidade, mas somente para beneficiar seu próximo.
É agora que a ambição pessoal, de repente, floresce e de modo bastante inesperado, o neófito acredita que ele superou todos os desejos do mundo. Ele renunciou conscientemente tais desejos insignificantes e sem real valor, e sabe que tornou possível, para ele, satisfazer todos os desejos e assim ele deve depurar seus sentimentos e emoções para ter certeza de que apenas o amor de Deus e para com a Humanidade motivarão suas ações. Isto não é sempre fácil de determinar, porque muitas ambições pessoais são inocentes em si mesmas e são consideradas maléficas em relação à orientação espiritual do neófito no Caminho. Autorrespeito, por exemplo, é mantido, mas não pode ser confundido com vaidade ou egoísmo. O corpo é conscientemente cuidado, porque ele é o templo de seu deus interior, mas a saúde física e o bem-estar não são o objetivo da vida; o corpo é visto como um instrumento do espírito. A alma é encorajada a apreciar as artes, os ofícios e a contemplar as belezas da Natureza, mas tudo isto é visto em relação a Deus como sua verdadeira fonte e origem e, se entende o gênio criativo como um aspecto em si mesmo do Poder Criador da Suprema Unidade em quem o ser humano vive, se move e tem o seu ser. O intelecto deve ser treinado e seu poder cultivado, por meio da educação e da razão, mas a aquisição do conhecimento pode ser um falso deus, a menos que isto esteja relacionado com toda a vida; e quanto mais poderoso for o intelecto, mais será a necessidade de humildade para que a Mente não fique fechada a novos aspectos da verdade e da consciência. Para o intelecto, a regra é sempre a seguinte: “Que a Mente seja em você o que também foi em Cristo Jesus, que fez de Si mesmo, nenhuma reputação… e se tornou servidor de todos, até a morte”.
Essas são sutis tentações que o Discípulo iluminado encontra pelo Caminho e Cristo Jesus mostra como elas devem ser enfrentadas. Ele renunciou-se completamente e entregou sua vontade ao serviço dos outros, mas com total conhecimento de Sua Divindade instaurada sempre alerta.
Cada fase sucessiva do desenvolvimento espiritual carrega uma prova especial e específica, de acordo com o temperamento e grau de espiritualidade do indivíduo; ainda, porém, por mais variados que possam ser estes testes, o exemplo de Cristo mostra o caminho da vitória. A espiritualização da Mente, por meio da completa dedicação a verdade e ao Espírito, constitui a armadura inexpugnável do neófito que não lhe protege apenas por um dia, mas a todo tempo, pelas pequenas, insidiosas tentações da vida comum, que são as mais perigosas na medida em que são dificilmente reconhecíveis como tal. Daí a advertência de um dos mestres da sabedoria: “Orar sem cessar”.
Mc: 9:2-8:
“Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e os levou, sozinhos, para um lugar retirado sobre uma alta montanha. Ali foi transfigurado diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, de uma alvura tal como nenhum lavadeiro na terra as poderia alvejar. E lhes apareceram Elias com Moisés, conversando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra, diz a Jesus: ‘Rabi, é bom estarmos aqui. Façamos, pois, três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias’. Pois não sabia o que dizer, porque estavam atemorizados. E uma nuvem desce, cobrindo-os com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: ‘Este é o meu Filho amando: ouvi-O’. E de repente, olhando ao redor, não viram mais ninguém: Jesus estava sozinho com eles.”.
Foi a partir da Transfiguração que o trabalho de Cristo Jesus e toda a sua vida na Terra realmente começaram. Tendo experimentado as provas da tentação que, para Ele, elas não foram meramente pessoais, mas experiências cósmicas, o Corpo Denso pelo qual Ele apareceu como um homem entre os homens foi completamente transmutado em espírito. Este corpo não foi Seu próprio corpo, mas um corpo dado para Ele utilizar pelo Mestre Jesus, o mais puro e mais perfeito corpo humano já produzido pela raça humana. Séculos se passaram em sua preparação, por meio de hereditariedade controlada e cuidadosa, entre as mais belas e mais fortes famílias que viveram naquelas épocas, famílias de príncipes da Casa de Davi, de quem o herdeiro do trono foi sempre chamado de Messias.
Na repentina revelação Crística, pela Glória Arcangélica que estava, então, dentro do corpo do Mestre Jesus, os Discípulos souberam que estavam na presença de um Poder Cósmico. Anteriormente, outros Iniciados também contemplaram da mesma Glória, mas longe do Sol, ou em ocasiões raras como a presença Arcangélica no templo ou em locais sagrados da Terra, tais como o Campo de Ardath na Babilônia ou no Monte Sinai e outros.
Certos Iniciados que viviam em outros lugares do mundo estavam, também, conscientes da Presença no Monte da Transfiguração na Galileia. Mas estes três Discípulos, Pedro, Tiago e João, viram diretamente a Glória juntos a eles, ajoelharam-se e foram envolvidos por ela, imediatamente. Foi à mesma Glória Solar, conhecida por todos os Iniciados de todas as Escolas de Mistérios, tanto no Oriente como no Ocidente, mas agora brilhou como uma Luz sobre a Terra em si, não uma Luz do astro solar sozinho. Nos últimos séculos, os Iniciados contemplariam, novamente, esta Glória no Sol e experimentariam Sua Imagem projetada na Terra, onde seu “Raio” concentrou e inflamou.
Foi o Cristo Cósmico, localizado no meio da Glória Solar, que ensinou a Seus Discípulos os mistérios mais profundos da nova fé na nova Era, a Era de Peixes, que eles iriam, então, transmitir ao grupo de Discípulos mais próximos do futuro.
De todos os Quatro Evangelhos, o Evangelho de S. Mateus fornece a mais detalhada noção deste sublime evento. Para se entender o que é ali revelado, nós devemos compreender que Cristo vem de um lugar que nós chamamos de o Mundo do Espírito de Vida, que é outro nome dado para o Reino da Consciência Universal ou Consciência Crística. Este mundo é o Seu lar. No monte da Transfiguração, Ele apareceu para seus três mais avançados Discípulos, trajando uma vestimenta de gloriosa luz que pertence àquele alto plano celeste; os três estavam ali com Ele, em consciência, embora para a visão física, eles todos estavam em pé sobre o plano terrestre, no que diz respeito ao corpo.
S. João, mais tarde, descreve este brilho transcendente da seguinte maneira: “Nós contemplamos a Sua Glória, a Glória como a do Unigênito do Pai”[22].
Neste mundo universal, as figuras cósmicas são encontradas como pertencentes ao nosso Esquema de Evolução, um completo e imperecível registro de tudo o que foi experimentado pelo ser humano e os estelares que pertencem a esse Esquema de Evolução, desde o alvorecer da criação; pois este é o mais elevado dos mundos que possui o Livro da Memória de Deus e no qual os Anjos podem ler. Os Discípulos foram levados, conscientemente, a este plano superior. Quando nós olhamos para o passo correspondente do Caminho, na vida do neófito, descobrimos que a transfiguração marca um alto grau ou uma grande realização. A essência da vida conservada e transmutada dentro do corpo, verdadeiramente, ilumina com radiação espiritual, que é uma luz na escuridão, significando sabedoria no meio da ignorância. Ele compreende de uma maneira nova e diferente as palavras do maior dos três Discípulos, que compartilharam o Mistério da Transfiguração com o Cristo: “Se andarmos na Luz como Ele na Luz está, seremos fraternais uns com os outros”(IJo 1:7).
Sobre o Monte da Glória, a benção ouvida no Batismo, no início dos três anos de ministério, é ouvida novamente: “Este é meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mt 3:17 e 17:5); mas esta benção marca uma nova e mais elevada fase do Trabalho do Cristo. No Batismo, quando a Voz falou sobre o Jordão, as palavras foram para a multidão. Aqui, sobre o Monte da Transfiguração, a Voz fala para os três mais avançados Discípulos, aqueles que estavam prontos para a visão cósmica e para o serviço cósmico. Desta Transfiguração, o Cristo foi para o Getsemani e para a consumação de Seu trabalho na Terra.
Após a transfiguração, que marca a culminação de um padrão cósmico de desenvolvimento, restavam, agora, os passos que levam à Liberação.
Em S. Marcos 14:26-28; 32-34 lemos:
“Depois de terem cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras. Jesus disse-lhe: “Todos vós vos escandalizareis, porque está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão. Mas, depois que Eu ressurgir, Eu vos precederei na Galileia”.
“E foram a um lugar cujo nome é Getsemani. E Ele disse a seus discípulos: ‘Sentai-vos aqui enquanto vou orar’. E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a apavorar-se e a angustiar-se. E disse-lhes: ‘A minha alma está triste até a morte. Permanecei aqui e vigiai.’”.
A palavra Getsemani é formada por duas palavras em Hebraico: GATH “espremer” e, também, “amargura”, e SHEMEN, “óleo” (compreensão e sabedoria). A Sabedoria é sempre carregada de dor, até que o Discípulo tenha desenvolvido uma elevada consciência em que dor não tem poder sobre ele, nem para feri-lo, nem para instruí-lo. O “corpo diamante” do adepto é impenetrável à dor e ao sofrimento e é, também, indestrutível. Cristo Jesus já habitava esse corpo quando Ele foi para o Getsemani e para o Caminho da Cruz, com o propósito de mostrar à Humanidade o Caminho da Sabedoria.
Este é um dos verdadeiros e profundos mistérios da vida, onde a origem da aflição e do sofrimento não é compreendida, enquanto o ser humano somente anseia pela felicidade e tranquilidade, sem se esforçar.
O místico ainda sabe que o Jardim da Aflição e da Crucificação deve sempre preceder a jubilosa hora do amanhecer da Ressurreição e a branca glória do dia da Ascensão.
Na medida em que o espírito se desapega, sua intimidade divina que é imagem e semelhança de Deus que, por sua vez, é amor, o Getsemani deixa de ser um local pessoal de aflição e se converte em um local de pesar para as dores do mundo, como foi para o Cristo. Suas plantas são regadas com suas lágrimas de sofrimento da Humanidade, e para angústias das multidões de criaturas indefesas que vivem e que não podem falar a voz da Humanidade. Assim, conforme uma pessoa avança no Caminho da alta realização espiritual, ela se torna cada vez mais sensível às dores de todas as coisas vivas existentes. Ela sente cada espasmo de dor como se fosse seu, e os armazena em seu coração.
A lição suprema Getsemani é aprender a ficar sozinho e dizer: “Não se faça a minha vontade, mas a Tua”. Muitas vezes temos de seguir Jesus Cristo em tal Monte sozinho e beber deste cálice, até que a lição tenha sido aprendida.
Devemos jogar fora o conteúdo do cálice que é impuro, pois é por meio da dor acumulada da compaixão, que bem perto desfalece o coração, e, deste modo finalmente podemos morrer para o eu pessoal e viver, daí por diante, com o único fim de dar-nos a nós mesmos, sem reservas, para a cura e serviço no mundo. Quando, por uma espécie de alquimia divina, isto for realizado, a paixão transformada em compaixão, a consciência despertada para a compreensão divina trará consigo o poder de aliviar os cansados e curar os enfermos.
Não é mais possível culpar os outros pelos nossos sofrimentos, julgar duramente, criticar ou odiar. O Discípulo pede um único privilégio: o sacrifício de si próprio sobre o altar da Humanidade; sem esperar favores, agradecimentos e compreensão, tanto daqueles que estão mais próximos e como dos mais queridos.
Ele deseja apenas viver para servir. Este é um ideal extremamente elevado, mas é o único que devemos aceitar como uma meta em nossa vida, antes de estarmos preparados para a última libertação do Getsemani.
Em S. Lucas capítulo 23, versículo 24 lemos:
“Então Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam”.
Na Crucificação estamos de frente com um dos mistérios santos que deve permanecer selado ao profano. Na preparação para este rito sagrado, Cristo Jesus foi espancado e açoitado. Suas vestes foram rasgadas e retiradas de seu corpo e UM CERTO MANTO FOI COLOCADO SOBRE ELE. Uma coroa de espinhos foi colocada sobre Sua cabeça e foi pressionada sobre Suas têmporas tão forte que o sangue fluiu dali.
Do evento de flagelação e coração com espinhos até o carregamento da cruz e a crucificação no Gólgota, Cristo Jesus nos mostra o mistério da estigmatização. As mesmas feridas que Ele sofreu aparecem sobre o corpo do místico devoto que medita, profundamente, sobre o Caminho do Calvário e ele sente fisicamente estas feridas que foram produzidas psicologicamente. A maior parte da dor é sentida pelas feridas da cabeça, que são sentidas como se uma coroa de espinhos fosse pressionada sobre o crânio. Tal dor resulta do despertar dos nervos cranianos; estes são os mais sensíveis nervos do corpo. É o fogo ascendente espiritual que produz tais efeitos de dor, que são particularmente notadas nas mãos, nos pés e no lado, correspondendo às cinco sagradas feridas do corpo de Nosso Senhor.
Nas escolas de Mistérios, tais feridas são também sentidas, no entanto, elas permanecem invisíveis, pois o Iniciado caminha pela Via Dolorosa secretamente, embora, de fato, totalmente visível, mas não visto pela multidão cega.
Em Mateus 27:27-29 lemos:
“Em seguida, os soldados do governador, levando Jesus para o Pretório, reuniram contra ele toda a coorte. Despiram-no e puseram-Lhe uma capa escarlate. Depois, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-na em Sua cabeça e um caniço na mão direita. E, ajoelhando-se diante dele, diziam-Lhe, caçoando: ‘Salve, rei dos judeus!’.”.
O manto escarlate é a insígnia da realeza, mas para o místico isso simboliza exatamente as palavras do Cristo de que aquele que quiser ser o maior entre todos os homens deve ser o servo de todos. A verdadeira realeza é aquela que se sacrifica pelo nosso próximo. Escarlate é a cor do sangue da vida derramado em sacrifício, não um sangue sacrificado em morte, mas um sacrifício vivo. Ele segura a cana com Sua mão direita, o que é representativo de um cetro de um Rei, significando o poder do Iniciado que caminha de modo justo, ou o caminho positivo e justo do poder sobre o mal. No Evangelho de S. Marcos, Jesus é golpeado na cabeça com uma cana, indicativo da fase de desenvolvimento em que a “vara do poder” golpeia o cérebro com sua força ardente.
Apenas os Evangelhos de S. Mateus e S. Marcos mencionam a cana e a coroa de espinhos. Ambos representam as primeiras manifestações dos poderes do Cristo despertados, a Força ardente do Espírito de Vida, que, primeiro flagela o corpo e converte-o em um templo de divindade interior. O processo culmina na crucificação simbólica do Iniciado, onde a Força ardente do Cristo, tendo transmutado o aparente corpo “morto”, o levanta para a Vida eterna.
O Cristo sublime, o supremo Indicador do Caminho, enquanto Ele está na cruz, é o perfeito símbolo, de modo geral e em particular, do Caminho da verdade e de realização espiritual para toda a Humanidade – o caminho do progresso para toda a raça humana.
Em S. João capítulo 20, versículos de 1 a 2 lemos:
“No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, de madrugada, quando ainda estava escuro, e vê que a pedra fora retirada do sepulcro. Corre então e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava, e lhes diz: ‘Retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram’.”.
Em S. João capítulo 20, versículos de 11 a 14 lemos:
“Maria estava junto ao sepulcro, de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para o interior do sepulcro e viu dois anjos, vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus fora colocado, um à cabeceira e outro aos pés. Disseram-lhe então: ‘Mulher, por que choras?’. Ela lhes diz: ‘Levaram o meu Senhor e não sei onde O colocaram!’. Dizendo isso, voltou-se e viu Jesus de pé. Mas não sabia que era Jesus.”.
O Corpo de Cristo ficou na tumba por toda a sexta-feira, durante todo o sábado e uma parte do domingo. Deste modo, delinearam-se os “três dias místicos” da grande fórmula iniciadora, segundo o qual, o Discípulo é anunciado como renascido, ou ressuscitado para uma nova vida, ou vida superior, o grau mais elevado de consciência e poder espiritual.
Este sublime capítulo do Evangelho de S. João pode ser mais bem denominado como a exaltação do feminino que aponta para o futuro, quando o grande trabalho estará completamente realizado.
Saulo de Tarso e Maria Madalena podem ser considerados como exemplos idênticos no que se refere ao poder de transmutação que reside na consciência Crística. S. João, entre os Discípulos, representa o poder feminino completo e desabrochado, misticamente indicado na gentileza e beleza de seu semblante. Tais poderes fizeram-no o Discípulo mais espiritualizado de todos, como o Discípulo mais amado do Mestre e, foi natural o fato de ele ter sido o primeiro a compreender e aceitar a verdade sobre a Ressurreição.
Toda a Humanidade espera por este evento, a Ressurreição, que é a culminação da evolução na Terra. Para o neófito, a Ressurreição para os reinos elevados significa o poder de funcionar, conscientemente, fora do Corpo Denso, sem a presença da morte física. Todo Aspirante vitorioso, em que se produz a Ressurreição, ouve a proclamação do Anjo do Senhor (Lei Espiritual): “Ele não está aqui, pois ressuscitou” (Mt 28:6) (Mc 16:6) (Lc 24:6).
Tal como S. Paulo disse, verdadeiramente: “Tu és o herdeiro e todos somos Seus co-herdeiros” (Rm 8:17). Mas a mais abençoada de todas as suas promessas é essa: “Não apenas essas coisas, mas coisas ainda maiores do que estas vocês poderão fazer.” (Jo 14:12).
“Todo o poder é dado para Mim no Céu e na Terra”(Mt 28:18), foram as palavras da saudação de Cristo aos seus Discípulos quando Ele estava no cenáculo superior sagrado, após a Ressurreição. Isto significa que por meio do Seu sacrifício no Calvário, Ele agora tinha se tornado o verdadeiro Senhor e Espírito Planetário da Terra.
O Cristianismo Esotérico ensina que o Gólgota não foi o fim. Na verdade, foi o início do sacrifício redentor anual de Cristo para todo o nosso Planeta.
Durante o intervalo sagrado que constitui os “quarenta dias” místicos entre a Ressurreição e a Ascensão, Cristo se ocupou de muitas obras relacionadas não somente com a raça humana, mas com todas as ondas de vida que vivem na Terra. Este trabalho incluiu as várias raças e Espíritos-Grupo que são os guias das várias ondas de vida em evolução. Para cada um, Ele deu um novo ímpeto de altruísmo e unidade, e Ele também acelerou o tom vibratório de cada um, que vibra no padrão cósmico ou arquétipo. Na realidade, com Sua vinda, toda a Terra canta uma nova canção.
“Vão para a Galileia e Eu encontrarei vocês lá”(Mt 28:16). Cada aparição aos Discípulos sustenta um significado profundo e uma promessa de maiores poderes espirituais.
“E, levantando as suas mãos, os abençoou, e quando Ele os abençoou, Ele estava à frente deles e foi levado para o céu”(At 1:10).
Na “ressurreição dos mortos”, a cerimônia mística ensina que a morte não existe, e pela “Ascensão” ensina-se que a vida eterna é a herança do Iniciado. “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Irei preparar um lugar para vocês” (Jo 14:2).
No Grau da Ascensão, o Cristo abriu o caminho, deste modo, qualquer pessoa pode ascender com Ele e compartilhar a elevada comunhão dos reinos espirituais.
Não é o Cristianismo apenas que ensina o caminho da Iniciação. A fórmula da Iniciação foi incorporada em todas as grandes Religiões do mundo, nos principais eventos das vidas dos Grandes Mestres e Salvadores onde esse ensinamento é o acontecimento principal.
Conforme a nova Era de Aquário se aproxima mensageiros dos reinos da Luz vem para estabelecer uma comunhão íntima entre o Cristo, os Discípulos e todos aqueles na Terra que aspiram seguir o ritual místico com seus doze passos ou graus, tal como se há indicado acima.
No mundo da alma, o verdadeiro Discípulo ainda experimenta, hoje, o sofrimento e a crucificação de toda a raça humana, e o Cristo, também, continua sofrendo a crucificação permanente. Ele está, todavia, conosco até o fim dos tempos, como Ele disse, e a Libertação que ele oferece para nós é a Consumação da Cruz. As Litanias da Crucificação são cantos de Iniciação que tratam sobre a fórmula Iniciática, como é descrita nos Evangelhos. A nota chave desta realização é:“Que o Cristo se forme em ti”.
A análise esotérica dos Evangelhos mostra que os acontecimentos marcantes da vida de Cristo são em número de doze e se enumeram assim:
| 1 – Anunciação | 7 – Tentação |
| 2 – Imaculada Concepção 3 – Nascimento | 8 – Transfiguração 9 – Getsemani |
| 4 – Fuga para o Egito 5 – Ensinamentos no Templo | 10 – Crucificação 11 – Ressurreição |
| 6 – Batismo | 12 – Ascensão |
Estes doze passos sustentam uma conotação astrológica interessante, por isso que se diz, verdadeiramente, que a primeira Bíblia do ser humano foi o Zodíaco, em que ele aprendeu a ler as verdades espirituais. Lá ele decifrou os sinais enigmáticos de que revela a vida dos Deuses Salvadores e, por ela, o Iniciado Cristão lê a história da vida do Cristo.
A roda zodiacal dos céus é feita por doze constelações de Signos, onde os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) viajam ao redor do céu, conforme podem ser vistas, tendo a Terra como referência. Antigos astrônomos descobriram que tais Signos celestiais pareciam ter influência sobre questões terrenas, e assim, se originou a ciência da Astrologia. Observou-se que as influências dos Astros eram mais fortes em alguns Signos do que outros. O Signo em que o Astro expressava seus maiores potenciais é que o REGIA e é considerado seu lar, onde o Astro revela sua pureza de influência, sem qualquer mescla com outras qualidades de diferentes naturezas. Do mesmo modo, um Astro é, igualmente, forte no SIGNO DE SUA EXALTAÇÃO, embora de um modo diferente do que a regência. As qualidades de Exaltação de um Astro somente alcançam plenitude por meio da Iniciação, que liberta, dentro da Alma, o correspondente aspecto das forças astrais.
É interessante notar que a EXALTAÇÃO e a RESSURREIÇÃO foram utilizadas pelos primeiros Padres da Igreja em termos intercambiáveis, que compreendia a relação entre o desenvolvimento espiritual do ser humano e as estrelas no céu, acima dele. Eles sabiam que na Consciência de Cristo, a Humanidade aprenderia a cooperar, inteligentemente, com os Poderes Cósmicos, cujas ações do destino do ser humano eram reveladas no horóscopo.
Quando astrólogos falam de Astros e Signos que os regem, eles se atêm, principalmente, a assuntos físicos e materiais. O esoterista, que estuda o lado oculto da ciência das estrelas, fala sobre a Exaltação dos aspectos de um Astro considerando a sua natureza espiritual, conforme os seguintes assuntos:
| Anunciação; a Imaculada Concepção | A Lua Exaltada em Touro | A Lua governa o princípio formativo ou feminino e a Hierarquia dos Anjos que tem a seu encargo a geração. |
| O Nascimento | Marte Exaltado em Capricórnio | Transmutação do desejo, que desperta a vida de Cristo dentro da pessoa. |
| Fuga para o Egito | Saturno Exaltado em Libra | Saturno é o tentador ou provador. Libra a balança ou portão do julgamento. |
| Ensinando no Templo | Mercúrio Exaltado em Virgem | Mercúrio rege Virgem. Esotericamente, o Templo é o Corpo; Virgem é castidade e pureza da Mente e da Alma. Mercúrio Exaltado em Virgem é a Sabedoria obtida por meio da pureza de Mente, do Corpo e da Alma. |
| Batismo | Júpiter Exaltado em Câncer | Câncer é a porta do nascimento e os portões do céu. As senhas para entrar são: amor, unidade e fraternidade. O Batismo pela água é símbolo do Batismo pelo Espírito. |
| Tentação; Transfiguração | Urano Exaltado em Escorpião | O poder de geração quando exaltado leva a regeneração. Esta é a mais poderosa das exaltações presentes no desenvolvimento do ser humano. |
| Getsemani; Crucifixão | Vênus Exaltado em Peixes | Amor na casa do sofrimento. O amor pessoal se eleva a exaltação do amor impessoal, abarcando toda a vida. Cada Ego conhece o Jardim do Gólgota da vida amorosa. É por meio do sofrimento que a paixão é exaltada em compaixão e o amor por um, pelo amor por todos. |
| Ressurreição | O Sol Exaltado em Áries | Elevando o fogo espiritual da coluna espinhal (a força da vida cósmica) para cabeça, ajuda a construir o corpo celestial, no qual o ser humano é ressuscitado da tumba da carne. |
| Ascensão | Netuno Exaltado em Câncer | A divindade chamada de Cristo Interno eleva o ser humano aos altos reinos suprafísicos, onde o espírito pode entrar em muitas moradas preparadas por ele pelo Cristo Cósmico. |
Nada foi dito, até o momento, sobre a recente descoberta do Planeta Plutão que rodeia o Sol, mas com órbita além da órbita de Netuno e que muitas vezes se cruzam. Os astrônomos supõem que esse Planeta mais externo pode eventualmente ter sido uma lua de Netuno e que poderia retornar de volta para este Planeta um dia. Hoje, porém, como um Planeta independente, deve ser considerado como uma potência no horóscopo, mas a sua verdadeira natureza é ainda indeterminada. Alguns astrólogos acham que é da natureza de Marte, constituindo uma “oitava” daquele Planeta, enquanto outros veem nele a “oitava” da Terra. A “oitava” de um Planeta é considerada como sendo seu “alter-ego” ou “Eu Superior” que é uma maior reflexão de si mesmo. Como oitava da Terra, Plutão teria influência especial sobre as condições que afetam a profundidade da nossa evolução planetária, ou seja, a parte esotérica do nosso desenvolvimento.
Plutão se move de modo tão lento em torno do Sol que permanece na mesma posição por um longo período de tempo; com isso ele forma os mesmos aspectos em milhares de temas astrológicos. Estes aspectos se “colocam em marcha” pelas forças transitórias, com os Planetas rápidos, as lunações, os eclipses, os asteroides e os cometas, precipitando, assim, grandes movimentos de massas e alterações revolucionárias. Igual situação é verdadeira com respeito aos outros Planetas em seus relacionamentos com Plutão.
Os astrólogos Iniciados devem, eventualmente, resolver todos esses problemas. Haverá uma Nova Astrologia na Nova Era que lidará com configurações cósmicas, não apenas para os Planetas de um sistema, mas com a inter-relação dos muitos sistemas solares e seus Planetas e até mesmo considerando influências daquelas galáxias.
“Cristo Jesus escolheu os doze antes de ter vindo ao mundo. Ele escolheu doze poderes e os recebeu dos doze Salvadores do Tesouro da Luz. Quando Ele desceu ao mundo, os lançou como chispas no ventre de suas mães, de tal modo que o mundo inteiro pudesse ser salvo”.
Pitis Sophia
Os doze Discípulos representam os doze principais atributos a serem desenvolvidos no ser humano, alcançado pelo despertar do poder do Cristo Interno. Isto ocorre pelos muitos estágios exemplificados nos eventos das vidas dos Doze Discípulos, conforme relatado no Novo Testamento. Tais eventos não são compreendidos como meras lembranças da vida pessoal de cada Discípulo. Em verdade, tudo o que está escrito revela fórmulas sobre como trilhar o Caminho da Realização. A Bíblia é de significado universal. Os registros biográficos são secundários. Seu significado primário está nas entrelinhas e refere-se ao caminho de desenvolvimento espiritual de todo ser humano.
Isso não quer dizer que a história dos Discípulos também não tenha significado histórico. As doze “Chispas” que encarnaram nos doze Apóstolos referem-se aos poderes cósmicos emanados do Zodíaco. Também mostram as doze grandes Religiões do mundo e seus Mestres fundadores, que são Salvadores. Assim, de acordo com os Evangelhos e a correlação material dos documentos esotéricos, tais como os de Pitis Sophia, Cristo enviou a Terra doze Salvadores ou Fundadores das doze Religiões mundiais, que O cercava, assim como os doze Signos rodeiam o Sol. Os estudiosos da Bíblia geralmente não conseguem enxergar a verdade esotérica na mensagem de Pitis Sophia, que revela todos os grandes Salvadores do mundo como precursores de Cristo. Eles vieram a Terra antes d’Ele, com o objetivo de preparar o Caminho. Deste modo, o Mestre de Nazaré encarnou e eles também renasceram para serem Seus auxiliares e emissários imediatos para o Mundo. A vida dos Apóstolos, então, não só possui um significado para os Cristãos, mas para todas as demais Religiões do mundo.
Em Mateus 19:28 lemos:
“Disse-lhe Jesus: ‘Em verdade vos digo que, quando as coisas forem renovadas, e o Filho do Homem se assentar no seu trono de glória, também vós, que me seguistes, vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.’”.
Este versículo mostra a realização final do caminho do discipulado, quando, pela regeneração ou Iniciação é mostrada a vida de Cristo. Aqui, a natureza carnal é deixada de lado, tendo sido transmutada em poderes do Espírito. Isso ocorre quando o velho dá lugar ao novo, o natural dá lugar ao sobrenatural. Para os primeiros Discípulos, essa realização ocorre no dia de Pentecostes. Nele, aprendemos o significado essencial de todos os eventos da vida do Aspirante que poderia, de outro modo, permanecer obscura, visto que Pentecoste é a sua meta, hoje, como era nos tempos de Cristo.
Os Zelotes eram uma seita da Galileia, patriota por natureza, que numa intensidade terrível, odiava tudo que era romano. Reuniam-se com a sombria determinação de libertar sua amada terra da tirania Romana, sendo o fogo e a espada o meio que acreditavam em poder alcançar tal propósito. Simão era um zelote. Ele tinha disposição intensa e dedicava seu corpo e alma para realizar as tarefas dos Zelotes. Ele se tornou um dos guias da seita. Como a maior parte dos patriotas e bandos revolucionários, tal seita se degenerou na multidão e atraiu para si, ladrões e foras da lei, que agiam nem sempre por patriotismo. Mesmo assim, os Zelotes mantinham o comum objetivo de libertar sua nação dos romanos.
Então, chegou até Simão a influência do gentil Nazareno. A partir daí tudo mudou. Ao encontrar Cristo Jesus, Simão, que havia alimentado amarguras animalescas e ódio racial, não mais alimentou tais sentimentos e captou os mais nobres impulsos que despertaram em seu ser. Ele agora incorporou em seu coração a lei do Novo Regime: amor aos inimigos, resistir ao mal e sobrepujar o mal com o bem.
Tal é a lei que governará a Nova Era e sua palavra-chave é o Amor. Este é o nível em que seu Amor é aplicado aos problemas cotidianos que irão determinar a adequação do Discípulo para entrar na fase Aquariana da Dispensação de Cristo que está sendo introduzida agora.
O Mestre, como todos os grandes professores espirituais, ensina a necessidade de transmutar o mal em bem, e dá instruções de como realizar tal façanha. Agindo sob sua instrução, cada Escola de Mistérios, celebra um ritual à meia noite em que o miasma do mal do globo é aglomerado e transmutado em bondade. Isso não é figurativo, mas algo que ocorre literalmente. O trabalho é feito todas as noites, a meia noite, em todos os lugares, por todo o globo, através das vinte e quatro horas do dia. É um trabalho contínuo, incessante, como é sugerido no mosaico característico do piso do Templo Maçônico.
O Discípulo Simão, o grandioso Zelote, presenciou a obra da renovação realizada por Cristo e seu círculo de Iniciados e, desta maneira, mudou de ressentido patriota para amoroso e terno Discípulo, desejoso de receber e suportar o ridículo, a mortificação e a perseguição de seus antigos amigos e associados com o único fim de poder dar sua vida a seus amigos semelhantes.
Judas é o símbolo da limitação e da incompletude que age como um incentivador negativo ao progresso. “A Natureza aborrece o Vazio” (Nature abhors a vacuum) e cada alma humana, quando se torna sensitiva ao seu vazio espiritual, procura por preenchê-la por si mesmo. Todas as coisas trabalham juntas para o bem, S. Paulo diz: “O maior pecador pode se tornar o mais santo”.
Judas representa a natureza inferior no ser humano, que trai, a todo tempo, o elevado Cristo Interno. Essa traição causa grande dor e paixão, e deve sempre ocorrer no Jardim da Agonia (Getsemani). No caminho do progresso espiritual, é necessário ser um preâmbulo a Crucificação que traz a liberação, a liberdade e a realização. Isto pode ser realizado apenas pelo mau ou pela limitação (Judas), destruindo a si mesmo, para que a divina natureza possa se revelar. Matias, um homem santo, é escolhido para substituí-lo.
A lenda diz que a mãe de Judas foi avisada em sonho que ele se tornaria o filho da perdição. Ela então, o colocou em uma cesta e o lançou o ao mar. Ali o bebê foi encontrado por um rei, que o adotou e o criou como seu filho; mas Judas matou seu irmão (filho do rei) e foi compelido a fugir. Ele se tornou um pajem para Pôncio Pilatos e depois tratou de seguir o Cristo.
Judas representa a aquisição de posses, o amor ao poder que cresce da possessão das coisas materiais. Ele era o Discípulo que cuidava do dinheiro – da bolsa. Intenso, apaixonado, seus olhos se enchiam com estranhas luzes e seus cabelos eram como uma chama vermelha. Foi acusado na infância de ter sido possuído pelo demônio. Ele é também ligado, em alguns sentidos, a Maria Madalena, em termos de amor sensual, os dois representam o caminho da transmutação, pelo qual a natureza mortal e baixa é deixada de lado em favor da nova e Cristificada vida.
Um poeta canta sobre a juventude de S. João, o Discípulo amado, que “ao se tornar adulto, foi como uma bela e rápida tempestade”. “Filhos do Trovão” foi como o Mestre chamou João e seu irmão Tiago. Foi a extraordinária intensidade interna que levou Tiago a se tornar o primeiro a entregar sua vida e, também, deu a João, o lugar do Discípulo mais amado de Cristo. Isso significa que seu avanço espiritual foi tamanho que lhe permitiu ser aquele que mais se aproximou do Espírito de Cristo. Desde cedo, os olhos de águia de João visualizaram o resplendor dos Anjos e seu coração ouvia seus gloriosos cantos. Nas sombras de suas asas, as chamas brancas do amor nasceram dentro dele e este amor se transformou em poder. Mais tarde este poder foi vertido em seu Livro, o que é o maior tesouro da memória do Ministério de Cristo na Terra. Por meio do seu amor, foi capaz de ver a glória daquelas mansões que o Mestre preparou para aqueles que O ama, e fazem de si merecedores de lá habitar. Foi no espírito do seu amor, que era como o dos Anjos, que ele foi capaz de tocar a palavra-chave que soou a liminar “Amai uns os outros, assim como Eu vos amei”, e na Sua promessa, “E, quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim”.
Foi em Éfeso que S. João se preparou para o grande trabalho de cura e de ensinar, após sua separação dos Discípulos. Lá ele viveu e ensinou multidões ansiosas pelo significado do AMOR COMO UM PODER. Os Anjos cantam hosanas quando, pela primeira vez, ele se encontrou com o Senhor, e essas hosanas foram proclamadas quando seu radiante espírito deixou a Terra para reunir nos mundos celestiais com seu bem-amado Mestre. A fragrância emanada de suas palavras de despedida, ditas para seus Discípulos, ainda permanece como a respiração das raras e exóticas flores: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.
S. Tiago, irmão de S. João, foi o primeiro dos Discípulos. Estava entre os primeiros a seguir o Mestre e foi que sofreu o martírio.
Em Mateus 4:21-22 lemos: “Continuando a caminhar, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com o pai Zebedeu, a consertar as redes. E os chamou. Eles, deixando imediatamente o barco e o pai, o seguiram.”.
A rede do pescador, na simbologia esotérica, se refere à sabedoria extraída das experiências do cotidiano. O pescador é aquele que se despertou espiritualmente para o significado e propósito da existência física. O Novo Testamento contém muitas referências do trabalho dos Discípulos com redes. Por vezes, estas são quebradas e novamente, são emendadas. Elas representam à substância extraída que é o Corpo-Alma, o etérico Corpo da Nova Era que é necessário para todo ser humano.
S. Tiago representa a suprema qualidade da esperança que “nasce eternamente no peito do ser humano”. Foi pelo poder da esperança que S. Tiago foi capaz de deixar seu pai, apesar dos protestos do mesmo, dizendo: “Eu devo ir, pois Jesus chegou”.
Banhado nesta luz branca da esperança que vem do Altar mais elevado da Alma, S. Tiago foi capaz de passar calmamente pela amarga experiência de perseguição e martírio.
Antes do poder de Herodes o ter alcançado, para “matar Tiago pela espada”, os Discípulos plantaram na Terra a semente da nova fé Cristã. Lendas Místicas declaram que após o martírio de S. Tiago, os Discípulos colocaram seu corpo em um barco que foi impulsionado por Anjos até alcançar à costa da Espanha, e ali, uma enorme pedra se abriu, por si mesma, para recebê-lo – uma referência das verdades da Iniciação e da nova pedra branca que ele ensinou. Nesta lenda, temos outra faceta do Mistério do Graal, em que o castelo, construído por homens e Anjos, permaneceu em algum lugar e por muito tempo nas montanhas da Espanha, antes que fosse agraciado pelos altares de Glastonbury no tempo do Rei Arthur e seus cavaleiros; mas alguns dizem que esse castelo ficou primeiro na Grã-Bretanha.
Judas significa louvor. Este Discípulo, deste modo, representa uma das mais importantes qualidades que deve ser desenvolvida por aquele que está buscando a luz interior. Toda a verdadeira instrução espiritual enfatiza a necessidade de cultivar o espírito de louvor. A lei do louvor é a lei do crescimento; assim, aquilo que louvamos, multiplicamos. Quanto mais uma pessoa se espiritualiza, mais ela se torna capaz de praticar o louvor em seu dia a dia. Isso é exemplificado pelo Livro dos Salmos. Conforme o Salmista se tornava mais afinado com a música das esferas, mais ardente se tornava seus cantos de louvores, até que sua própria vida ressoava com um olhar: “Bendize ao Senhor, ó minha alma, e tudo que em mim bendiga Seu Santo Nome!” (Salmo 102 (103)).
Assim, louvar é aquilo que associamos com Judas, o primo de Jesus e filho de Maria que era a irmã da Virgem e sua colaboradora no culto Misterioso dos Essênios, a Comunidade dos Eleitos.
Tomé representa a dúvida e o ceticismo que necessariamente nasce durante o treinamento intelectual. Dúvida e ceticismo são dois dos maiores impedimentos enfrentados pelo moderno Aspirante, na aquisição direta do conhecimento. As palavras do Mestre para Tomé: “não sejas incrédulo, mas crê”, ainda estão ecoando através dos Éteres. Não podemos esperar progressos longos no Caminho, enquanto o estágio de Tomé de desenvolvimento não passe.
Tomé estava no limiar da compreensão, como por exemplo, quando testemunhou a ressurreição de Lázaro, mas na ocasião em que o Mestre foi preso em Getsemani, ele foi dominado pela dúvida e conflito, e no momento da Crucificação, ele fugiu. Na sua Mente tortuosa, ele carregou a memória do corpo quebrado e do lado ferido, mas em seu coração, ele reteve como uma música escondida, as cadências divinas: “Pai, perdoa-os, pois não sabem o que fazem”.
No final da triste semana da Paixão do Mestre, ele retornou a Jerusalém, onde os Éteres já eram vibrantes com os ritmos dos hinos Iniciáticos alegres da Ressurreição: “Eu sou a Ressurreição e a Vida”. Aqui, sua dedicação foi completa. Com as palavras, “Meu senhor e meu Deus”[23] um novo Tomé surgiu ao mundo, e seu coração incendiou e seus lábios se tocaram com aquela Luz que nasceu da sintonia do amor que é eterno.
Na Índia, existe uma seita numerosa, com milhares de membros que se intitulam: “Os Cristãos S. Tomé”, testemunhando os dias em que grandes trabalhos e milagres foram realizados pelo iluminado santo Discípulo que fundou esta Ordem.
A história da vida de S. Mateus revela que era um publicano pecador, e por meio do encontro com Cristo, se tornou um dos maiores e gloriosos Santos e Apóstolos que escreveu o Evangelho que carrega seu nome. Mateus, o cobrador de impostos, simboliza aquisição e posse. Essa qualidade manifestava-se primeiramente no plano físico, mas em sua equivalência transmutada, passou a manifestar uma virtude correspondente na alquimia da iluminação espiritual. Por meio de tristeza e sofrimento, a qualidade de aquisição e posse foi elevada de um nível para outro, até se tornar o poder pelo qual ele era um coletor, pela experiência, de sabedoria, em essência.
Em sua luxuosa vila, ao lado das águas azuis do lago da Galileia, S. Mateus celebrou sua renúncia da vida antiga e sua dedicação para a nova vida, servindo um grande banquete. Este banquete foi frequentado por muitos publicanos e pecadores, amigos e companheiros da vida antiga e, também, agraciada e abençoada pela presença do gracioso Senhor. Por isso, o banquete constitui um verdadeiro evento espiritual em que os atributos da vida antiga não regenerada foram elevados e transformados pela presença e poder de Cristo.
A transformação de S. Mateus ocorreu pela experiência gloriosa de participar do Sermão da Montanha do Senhor. Desde então, seus olhos foram elevados com um mistério especial e de seus lábios ecoaram a nova palavra do Espírito de Vida. Em contraste com sua luxuosa vida que viveu, antes de encontrar o Mestre, S. Mateus se tornou uma pessoa absolutamente sóbria e ascética que, de seus lábios e corpo, gradualmente iniciou a emanar uma luz transcendente que eram como uma irradiação divina do Mestre. Sua grande obra foi concentrada amplamente na Etiópia, onde trabalhou por aproximadamente 23 anos. S. Mateus significa o grande propósito e poder de transmutação da vida humana.
André é o Discípulo que representa a humildade e a auto abnegação. Foi o primeiro a ser escolhido e mesmo assim, jamais se tornou um dos mais íntimos do círculo espiritual dos Apóstolos. Contentou-se sempre em brilhar a Glória refletida de seu irmão mais novo, S. Pedro. Sonhos e anseios pelas coisas do espírito o elevaram, cedo, a ser um dos seguidores de S. João Batista. Deste modo, ele se preparou para um serviço mais elevado e profundo que era servir ao Mestre Supremo. A Bíblia misticamente descreve sua preparação quando cita que ele estava lançando redes quando Cristo Jesus chegou.
André foi um dos escolhidos por um Grande Iniciador para servir no milagre dos peixes e pães. O propósito deste milagre era ensinar aos Discípulos como manifestar a substância física de um dado núcleo, bem como demonstrar a fraternidade de compartilhar. Após receber os grandiosos poderes conferidos aos Discípulos no Pentecostes, saíram pelo mundo para promoverem a Grande Obra. André cruzou os sete mares e as lendas místicas relatam que ele foi o primeiro a dar, para a Escócia, a nova e bendita Palavra de Vida. A cruz de Santo André é um “X”, desenhado em vermelho fogo, é o símbolo do sangue sacrificado: no lugar onde se é torturado e martirizado, grandes árvores floridas surgem adornadas com flores oriundas do sangue derramado. Pela simbologia Maçônica e Cristã esotérica, podemos encontrar repetidamente o ensinamento que onde sangue de sacrifício foi derramado, uma recordação viva cresce em forma de uma árvore florida.
O caminho sangrento desenhado pelas pegadas impressionantes de Hiram Abiff, de acordo com os escritores maçônicos, descreve esse “X” da Cruz de Santo André, e a árvore de florescência sagrada em sua memória é a Acácia. A simbologia ilustra o processo de Iniciação.
S. Pedro, o hesitante, o vacilante, “’o homem-onda’ que mais tarde tornou-se o ‘homem-pedra’”, é um exemplo daquele que alcançou o domínio sobre as fraquezas pessoais e a indecisão. Sua história revela que teve mais falha e limitações do que qualquer outro Apóstolo. Ainda assim, finalmente conseguiu desenvolver os atributos espirituais transcendentais que cada verdadeiro Discípulo aspira.
S. Pedro, primeiramente, recebeu ensinamentos na escola esotérica de S. João Batista. Quando Cristo o encontrou, estava voltado, totalmente, em emendar redes. Ele tipifica a ação e serviço e, finalmente, o alcançar o lugar elevado onde ele simboliza a fé – fé como um poder, não apenas uma abstração. É sobre esse poder recém-descoberto da fé, que a Igreja da Nova Era, ou corpo do Iniciado, é construído.
Quando o amor, a fé e a esperança se tornam manifestadas como trabalhos realizados dentro da consciência do Aspirante moderno, então, eles, também se tornarão capazes de acompanhar Cristo nas Suas obras mais elevadas e maravilhosas, como Pedro, Tiago e João, os Discípulos que simbolizam essas qualidades. Nossas maiores falhas se tornarão nossos passos que nos guiará a um maior desenvolvimento, como ocorreu com Pedro. Ele não pode jamais esquecer sua negação a Cristo, e em sua própria crucificação ele pediu para que fosse crucificado de cabeça para baixo, como não merecedor de morrer do mesmo modo que seu Senhor.
A mais preciosa história de S. Pedro foi seu encontro com o Mestre naquela alvorada luminosa, após a Ressurreição, quando lhe foi permitido renovar e dedicar novamente sua vida, como uma resposta mais profunda ao Mestre que lhe perguntou: “Me amas?”[24]. Magnificamente, Pedro cumpriu o mandamento do Mestre de apascentar suas ovelhas. Reza a lenda sagrada que até mesmo sua sombra tinha o poder de curar; mas sabemos que não era sua sombra, mas as maravilhosas emanações anímicas de seu Amor a Cristo que curava. Estas emanações caíam sobre todo aquele que chegava perto dele.
A vida de S. Pedro se desenvolvia entre a luz e a sombra, isto é, a escuridão do conflito e erro, entre provas e debilidades, produzindo arranques intermitentes de glória até que finalmente ele se rendeu a morte em um radiante branco resplendor de fé que foi verdadeiramente divino.
Tudo que era fraco e humano, finalmente, foi erradicado em uma grande explosão de fogo espiritual que consumiu a carne. Sua vida ilustra, talvez como em nenhuma outra, a verdade da afirmação de um vidente moderno: “o único e verdadeiro fracasso é deixar de tentar”. Mais do que qualquer dos Discípulos, S. Pedro é o Apóstolo do esforço incessante. Devido suas muitas e variadas experiências, da sabedoria e da compreensão que elas produziram que S. Pedro é conhecido como o guardador das chaves do paraíso e do inferno. O estudante de ocultismo sabe que o real propósito da vida não é felicidade, mas adquirir experiência.
Dentre os doze, Natanael foi um sonhador e místico, “um israelita em que não há dolo” (Jo 1:47) foram as palavras que o Mestre utilizou para descrevê-lo. Era Natanael, filho de Tolomé, e por isso chamado Bar-Tolomé ou Bartolomeu, sendo seu nome Natanael Bar-Tolomé. Seu pai era um encarregado dos parreirais e foi em meio a sombras frescas e fragrâncias de sua casa, num morro, que Natanael sonhou seus sonhos, até que, para ele, o canto dos pássaros foi misturado com ao dos coros dos Anjos e os brilhos das estrelas, que, para ele, pareciam tochas de fogo apontando as escadas do céu. Assim, filosofando e vivendo seus sonhos que foram menos reais para ele do que o mundo precioso que o rodeava, este jovem Galaad[25] de espírito se preparou para a eterna busca. Filipe, seu amigo, sabedor da profunda ansiedade de Natanael para a vinda de um iluminado para iluminá-lo em sua busca, um dia o chamou com entusiasmo apaixonado e fervor ao anunciar que havia “encontrado o Messias” (Jo 1:45).
Natanael significa pureza. Ele havia conseguido dominar o eu inferior, em preparação para a chegada do Grande Mestre. Por toda a Bíblia, o figo simboliza a geração. “Enquanto estava debaixo da figueira, eu te vi” (Jo 1:48), disse o Mestre no primeiro momento da saudação; e previu: “verás as portas do céu e os Anjos do Senhor subindo e descendo” (Jo 1:51), referindo-se aos poderes da Iniciação que ele viria desenvolver. Pureza é o requisito supremo da Iniciação e nenhum verdadeiro poder espiritual pode ser alcançado sem ela. Natanael se tornou um dos curadores mais maravilhosos entre os Discípulos, e foi por esta razão que foi apedrejado até a morte pelos sacerdotes da antiga Religião, pois temiam o seu poder.
As forças de cura são forças de vida e pureza, tal como a de Natanael, que é o fruto da vida regenerada e que aumenta a força de cura mil vezes. Devido a ele ter alcançado este estado de pureza, os poderes pessoais são elevados pelas forças cósmicas que se alinham com as próprias potencialidades universais do Discípulo.
Filipe era o Discípulo de Betsaida, que em Hebreu, significa a casa das redes. Esotericamente, isso significa o despertar ou infundir-se com espiritualidade. A história de vida de Filipe contém o processo ou fórmula para espiritualização da Mente. Este é um longo e árduo processo de aceitação da divindade do Senhor. Muitas vezes, durante este processo de despertar espiritual, a Mente grita e protesta: “Mostra-nos o Pai e isso bastará”. Difícil é o ensinamento que nos faz compreender a resposta do Mestre: “Não crês que eu estou no Pai e o Pai em Mim?”.
Filipe era filho de um pai Hebreu e uma mãe Grega. Tornou-se o primeiro evangelista para o mundo Grego. Ele foi a mão que abriu a porta para o Cristianismo na Europa; e foi nomeado o Hermes de Cristo.
A maior influência em sua vida, com exceção do Mestre, foi a amizade de Natanael. Eles constituem um inseparável dois – o Davi e o Jônatas (1Sam 20:16) do Novo Testamento. Eram inseparáveis na vida e juntos, enfrentaram o martírio. Filipe trouxe Natanael para Cristo e Natanael viu a passagem do espírito luminoso de Filipe, em seu martírio, ao encontro do Mestre. Filipe viajou pela Terra, compartilhando a luz dos novos ensinamentos do Messias que ele tão ardentemente defendia, e por causa da multidão de seus seguidores e das muitas curas maravilhosas que realizava, ele foi crucificado em frente ao Templo. Fortalecido por uma visão do Cristo glorioso e pela presença terrena de seu amado Natanael, o espírito radiante de Filipe deixou seu corpo na Terra, voando a caminho ascendente da alegria daqueles que permaneceram fiéis até a morte.
S. Tiago e Judas eram filhos de Maria, uma irmã da virgem e Cléofas. Ambos passaram sua infância na mesma casa com Jesus, na comunidade essênica, mas a aceitação de Sua divindade e missão, só foi aceita por eles, sem reservas, depois da Ressurreição e Ascensão. S. Tiago recebeu de sua mãe a notícia da Ressurreição e declarou que ele não beberia ou comeria até que ele visse o Mestre ressuscitado. Logo o Salvador apareceu para ele e lhe disse: “traga a mesa, a comida e a bebida como evidência da nova vida”.
S. Tiago se tornou o mais devoto dos Discípulos e, até sua morte, foi líder da nova igreja em Jerusalém. Tão nobre e fino era seu caráter que era altamente estimado até por aqueles que não tinham reverência pelo novo Messias. Acredita-se que ele era o líder dos Essênios em Jerusalém, antes de ele se tornar chefe da nova igreja.
Inimigos da nova seita Cristã induziram o santo Tiago a aparecer no parapeito do Templo, perante a multidão reunida, durante a semana de Páscoa, sob a ideia de que deveria dizer algo sobre o Mestre que tanto amava. Conforme ele falava fervorosamente sobre Jesus como o Messias de Deus, a multidão iniciou seu apedrejamento; ele caiu terraço abaixo, onde morreu, sem qualquer malícia sobre seus perseguidores, do mesmo modo que seu Mestre havia morrido anteriormente. Assim, seu grande espírito passou para os reinos internos com as palavras daquela prece sublime sobre seus lábios: “Pai, perdoa-os, pois não sabem o que fazem”.
Foi tão amado este Mestre Essênio pelo povo, que a notícia de sua morte causou pânico e horror entre os seres humanos devotos de todas as partes. Disseram que Jerusalém tinha sofrido grande tristeza devido a este crime. Durante este tempo, ou logo após os exércitos romanos destruírem a cidade, tanto Judeus como Cristãos disseram que foi a morte do santo Tiago que trouxe a catástrofe como punição de Deus.
Três são os passos principais de instrução e disciplina, fornecidos tanto pelas Escolas Iniciáticas antigas como pelas modernas. Estes passos exigidos pelos candidatos e, entre os Cristãos primitivos, eram conhecidos como: Dedicação, Purificação e Iluminação; também por: Preparação, Purificação e Perfeição. Eles esboçam o trabalho da Provação, Discipulado e Iniciação, como são conhecidos entre as escolas atuais.
S. Paulo, um dos Cristãos primitivos mais ilustres, forneceu diversas informações sobre as experiências que marcam o progresso do Aspirante no Caminho da Santidade. Para S. Paulo, foi o Caminho de Damasco que o levou para a culminação da Glória da Iluminação. Foi corretamente mencionado que a Bíblia possui significados alegóricos em suas histórias e, portanto, o Caminho de Damasco significa o Caminho da Luz, porque o desabrochar Iniciático de S. Paulo ocorreu neste Caminho. Isso não significa que a história de S. Paulo constitui um mito ou algo que nunca ocorreu. É, de fato, uma história verdadeira e sua verdade é estampada em cada aspecto descrito, mas também pode ser observada como uma pintura que revela experiências de iluminação em que todo Aspirante alcançará.
Isto é uma verdade para todo ser humano. A vida do mais humilde, desde o nascimento até a morte, pode ser levada em toda a sua totalidade e sublimes mistérios podem ser derivados de suas numerosas experiências. Compreendemos o modo como isto pode ocorrer quando nos conscientizamos dos padrões de vida existentes nos céus e, que a vida na Terra, nada mais é que uma sombra que se funde no tempo e espaço, de acordo com tais padrões divinos. Imperfeita como a vida pode ser, não obstante, o padrão divino pode ainda ser inferido a partir dos contornos das sombras.
A Estrada de Damasco foi o começo do Caminho de Saulo, que se tornou Paulo. Se alguém for cético sobre os ensinamentos das Verdades da Iniciação e dos mistérios contidos na Bíblia, permita-o estudar cuidadosamente a respeito das Três Jornadas de S. Paulo, conforme descrito no Livro dos Atos e em suas Epístolas contidas no Novo Testamento. Então, este cético encontrará um significado novo e profundo nas palavras de S. Paulo: “Dá leite para as crianças e carne para os mais fortes”.
Foi dito, verdadeiramente, que “S. Paulo foi uma das maiores vozes que o mundo já ouviu. Por quarenta anos depois da Transfiguração, sua vida foi uma sublime e terrível aventura”.
Sua vida foi uma potente pintura caleidoscópica de eventos sensacionais. Vemo-lo como Saulo, resguardando as capas daqueles que apedrejaram Estevão; seu primeiro encontro com o Discípulo Pedro; nós observamos sua grande iluminação na Estrada de Damasco; depois, como Apóstolo Paulo, num dado momento foi apedrejado e escarnecido, num outro, foi adorado como um deus. Ouvimo-lo articulando com os Atenienses no Areópago, e, então, subir nas asas da inspiração, conforme ele canta seu cântico imortal, em que o amor prevalece sobre a fé e a esperança; um hino de êxtase que traduz as canções dos Anjos para nós e carregado com uma beleza e poder que lhe assegura um lugar nos corações dos seres humanos de todos os tempos que virão.
Mais tarde, encontramos S. Paulo no Sinédrio. Vemo-lo lançando a víbora ao fogo, e finalmente, sua nobre cabeça abaixo do carrasco, na penumbra púrpura dos grandes pinheiros de Roma. Assim, observamos S. Paulo, o intrépido, o corajoso, o vitorioso, cuja máxima de vida foi adotada centenas de anos mais tarde, por uma grande fraternidade oculta como um abre-te-sésamo para seu Templo, que continham as palavras: “Eu desejo nada além de Cristo Jesus e Ele crucificado”.
Cada quadro da vida de S. Paulo atinge uma nota chave específica e marca uma fase de desenvolvimento específico. Um progresso similar do avanço da alma, passo a passo, caracteriza o Aspirante que consegue atingir a exaltada estatura espiritual de S. Paulo. Saulo, o perseguidor de Estevão, tem pouca semelhança com S. Paulo, o autor da canção divinamente inspirada de amor, excetuando-se apenas no fervor de seu temperamento. Foi a mudança de caráter e consciência que levou a mudança do nome de Saulo para Paulo, este espírito ávido e árduo, onde, esotericamente, esses nomes são a expressão vibratória da ideia que elas representam.
Saulo de Tarso foi totalmente erradicado da consciência de S. Paulo que escreveu no final de sua Epístola a Timóteo, a epístola que descreve o objetivo superior para todos os Discípulos modernos, seus filhos em espírito: “Eu lutei a boa luta, eu mantive a fé, eu terminei a jornada”.
**************
S. Paulo colocou chaves místicas em cada uma de suas Epístolas, como uma ajuda aos seus Discípulos que entram no Caminho na busca pela compreensão profunda do mistério da vida. Quatorze dos vinte e sete Livros que compõem o Novo Testamento testificam o trabalho do grande evangelizador, e “cada letra de S. Paulo é uma pintura de S. Paulo” (Adolf Deissman). Quando organizado em ordem cronológica, as treze Epístolas de S. Paulo podem ser classificadas em quatro grupos:
A……. I e II Tessalonicenses
Escritas durante a Segunda Jornada 51 D.C.
B……. I e II Coríntios, Gálatas e Romanos
Escritas durante a Terceira Jornada 52 a 56 D.C.
C……. Filipenses, Éfeso, Colossenses e Filipenses
Escritas durante a prisão em Roma 59 a 61 D.C.
D……. Tito, I e II Timóteo
Escritas antes do Martírio
Saulo nasceu na cidade de Tarso, provincial de Cicília, durante os dias mais emocionantes do Império Romano. Ele era da tribo de Benjamin (Câncer) que sempre permaneceu fiel a Judeia (Leão). Aproximadamente no mesmo tempo em que Saulo nasceu, Anjos proclamavam o nascimento da Criança Santa em Belém. O mundo estava passando por um estado de transição na preparação para a Nova Dispensação, a chegada de Cristo Jesus. Saulo, o jovem, foi educado de acordo com a doutrina farisaica. Sua primeira visita a Jerusalém foi realizada quando tinha trinta anos, quando ele foi estudar com Gamaliel, o maior de todos os doutores da Lei. Observe essa idade e a compare com a de Jesus, que aos 12 anos ensinou no templo. Estes são os anos da adolescência, que em um plano superior de desenvolvimento, marcam o despertar da Alma Emocional. Leal a seita dos Fariseus, desdenhoso e desafiante aos ensinamentos do novo culto dos Nazarenos, estava indignado das presunçosas aclamações em nome de seu Mestre e determinado a exterminá-los a qualquer custo. Por herança e preceito, essa era a atitude instalada dentro de Saulo de Tarso; esta era a sua base que o levou a se tornar S. Paulo, o Cristão, cuja vida, após a conversão, foi dedicada ao propósito: “para que sejais plenificados com toda a plenitude de Deus”[26].
Nomeado pelo Sinédrio para perseguir os Judeus que se tornaram seguidores do Nazareno, Saulo viajou para Damasco para eliminar a heresia das comunidades dos Judeus que lá viviam. Ele quase completou sua jornada e estava próxima da cidade antiga, quando um evento ocorreu que o transformou em outro homem e colocou sua vida em um novo e perigoso curso.
Em Atos dos Apóstolos, 9:3-9, lemos:
“Estando ele em viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente uma luz vinda do céu o envolveu de claridade. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saul, Saul, por que me persegues?’. Ele perguntou: ‘Quem és, Senhor?’. E a resposta: ‘Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Mas levanta-te, entra na cidade, e te dirão o que deves fazer’. Os homens que com ele viajavam detiveram-se, emudecidos de espanto, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. Saulo ergueu-se do chão. Mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Conduzindo-o, então, pela mão, fizeram-no entrar em Damasco. Esteve três dias sem ver, e nada comeu nem bebeu.”.
É de grande significado que este evento ocorreu no ambiente áurico da cidade de Damasco. Mesmo naquele tempo Damasco era uma das mais antigas vivas cidades do mundo, uma cidade que nunca conheceu a morte. Muitas cidades belas, poderosas e grandes floresceram na antiguidade, mas Damasco sobreviveu a todas.
No oriente de Damasco, na terra erma, havia comunidades místicas, onde os iniciados se comunicavam com Deus dentro do coração e com os anfitriões dos céus, governantes dos elementos e dos egrégios Anjos e Arcanjos. Seus hinos ecoam a música das esferas e se diz que um de seus cantos da luz da alvorada veio até nós pelos versos iniciais do Evangelho de S. João. Em Damasco, estas comunidades eram similares aos Essênios do Mar Morto da Palestina, e havia constante comunicação, em uma peregrinação de idas e vindas.
Na cidade de Damasco, havia uma comunidade de chefes de família, assim como sugere o Livro dos Atos dos Apóstolos, com condições similares as da Sagrada Família em Nazaré e, em suas casas, se veneravam os Sagrados Mistérios desde antes da preparação da vinda de Cristo. Para estes, S. Paulo foi encaminhado para que pudessem cuidar dele durante o período de três dias de cegueira externa, de onde sua alma interior foi despertada.
Damasco é uma cidade preciosa e mística que todo o Aspirante se aproxima quando está realizando um contato iluminado com o Cristo. Abrão, como Saulo, se dirigiu a esta cidade excepcional quando se preparou para a realização interna que alterou seu nome para Abraão, igualmente a Saulo, que se converteu em Paulo, depois deste derrame torrencial de poder espiritual;
Saulo, um nome Judeu famoso, e Paulo, um nome Latino com origem e forma grega, representa as duas naturezas do ser humano, denominados: a baixa (carnal) e alta (espiritual) naturezas. Saulo de Tarso, o intolerante, o vingativo, o perseguidor, surge de sua experiência como Paulo, o novo homem. Nele, o velho Adão morreu e o Cristo Interno nele nasceu. Sua ambição se tornou humildade; seu sectarismo dogmático se transformou em uma fraternidade e compaixão que abraça a todos. Seu intenso zelo pela família de Israel foi absorvido em amor pela Humanidade. Seu futuro brilhante foi trocado por uma carreira unificante de sofrimento e renúncia, enquanto honras e adulações foram alegremente trocadas por escárnio e prisão. Renunciou, voluntariamente, a tudo aquilo que o mundo lhe oferecia para que se tornasse o menor dentre os apóstolos de Cristo, e “deste modo, pudesse salvar alguns”.
De que maneira se realizou está completa transformação? Em seu trabalho sobre a vida de S. Paulo, Adolf Deissman ficou perto da verdade oculta quando disse que a Religião de S. Paulo é o “Cristianismo Místico” e que sua jornada para Damasco marcou o início de sua internalização de Cristo. Por três dias e três noites Paulo não enxergou a luz com seus olhos, não comeu e nem bebeu. Durante este intervalo místico, seus olhos se abriram e sua consciência focalizou nos planos internos espirituais. Sua luz, neste período, não foi provinda do Mundo Físico, mas dos reinos celestes superiores.
Foi essa grande e gloriosa visão que trouxe iluminação a S. Paulo e o fez ser dedicado de corpo e alma, sem reservas ou hesitação, para um trabalho voluntário e profundo. Foi este evento estupendo que ele se referiu quando disse: “Não me mostrei rebelde à visão celeste”[27].
Muitos tentam realizar o caminho que leva a mística cidade de Damasco, mas poucos conseguem, com êxito, cruzar seus portais. A luz dos céus é, primeiramente, a chama interna do espírito despertado; é a luz que nunca falha em atrair o Mestre que virá abrir o caminho para instruções e iluminação mais aprofundada.
A aquisição do conhecimento, em primeira mão, sobre a vida e as condições nos mundos suprafísicos, o contato com os Grandes Seres que guiam o destino da Humanidade, a partir dos reinos espirituais, e a obediência a suas instruções são os requisitos necessários para a verdadeira Iniciação Espiritual. Tal iluminação é possível hoje, mas uma posição espiritual mais elevada do indivíduo que a grande maioria da Humanidade comum é essencial e são poucos os que realmente conseguem preencher estes requisitos de uma dieta pura, pensamentos construtivos e harmoniosos e uma vida pura e casta. Estes são requisitos fundamentais e não podem ser ignorados ou sobre passados.
Durante o intervalo sublime de cegueira das condições do mundo exterior, Paulo foi esclarecido sobre a real missão esotérica de Cristo Jesus e sobre o início da Nova Dispensação Cristã. Após anos de escárnios e perseguições aos seguidores do gentil Nazareno, a resplandecente luz de iluminação clareou sua alma e teve o privilégio de vislumbrar acontecimentos que ocorreram ao longo dos séculos. Vislumbrou o novo céu e uma nova Terra, na qual o companheirismo e a fraternidade eram uma realidade; um tempo em que Isaias, outro Iniciado, havia declarado o que iria ocorrer, onde os seres humanos trocariam suas espadas por foices e suas lanças por arados[28]. Quando em palavras repetidas posteriormente por um profeta ulterior – “o conhecimento da lei espiritual (o Senhor), cobrirá toda a Terra como as águas cobrem o mar”[29].
Após sua experiência iniciática, na comunidade de Damasco, Paulo foi para o deserto da “Arábia”, como ele diz, onde permaneceu por três anos[30]. Por isso, compreendemos que ele foi para o, conhecido como, deserto da Peréia[31], a qual se refere, vagamente, em suas epistolas. Indubitavelmente ele fez peregrinação para a comunidade do Mar Morto e, também, para outros lugares.
Durante seu confinamento na Arábia, Paulo se comunicou, incessantemente, com o Cristo Ressuscitado e com os Grandes Seres que dirigem e governam a evolução da Humanidade em seu avanço em direção à libertação. Este foi o verdadeiro início de Paulo na Escola de Deus, a Escola do Universo, e de seus Mistérios divinos. Ele aprendeu a ler no grande Livro da Memória da Natureza descrito por Enoque, que está localizado no estrato etérico da aura da Terra, e, ainda mais maravilhoso, que também é encontrado em reinos mais superiores[32]. Ele viu tudo isso e compreendeu a admirável fórmula de Iniciação que foi difundida ao mundo na vida de Cristo Jesus, em Sua Morte, Sepultamento, Ressurreição e Ascensão. No mesmo maravilhoso Livro de Deus ele leu os futuros eventos que ocorreriam em sua própria vida aqui na Terra.
No Livro dos Atos 9:22, lemos:
“Saulo, porém, crescia mais e mais em poder e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.”.
Já, no mesmo Livro dos Atos 9:15-16, lemos:
“Mas o Senhor insistiu: ‘Vai, porque este homem é para mim um instrumento de escol para levar o meu nome diante das nações pagãs, dos reis, e dos filhos de Israel. Eu mesmo lhe mostrarei quanto lhe é preciso sofrer em favor do meu nome’.”.
A experiência de S. Paulo nos Mundos suprafísicos, nos três dias e noites em Damasco, deixou impressões, de vários modos, em cada uma das suas Epístolas, cartas que proclamam a imortalidade, cujas páginas brilham com o esplendor da vida eterna. Cada uma de suas Epístolas contém mensagens tanto internas como externas. Em cada uma delas colocou alimento leve para crianças e alimento sólido para os fortes.
O trabalho principal de S. Paulo está dividido em três fases de viagens. Sempre há três passos que conduzem para a culminação final da Grande Obra, que são delineados em qualquer Escola de Iniciação. Demonstramos que, antigamente, estes três passos eram denominados de: Preparação, Purificação e Perfeição; que correspondem a etapas modernas atuais que conhecemos como: Probacionismo, Discipulado e Iniciação. S. Paulo ocultou esses passos em sua descrição dos eventos ocorridos e dos trabalhos realizados durante as suas três jornadas.
A primeira jornada durou dois anos, a segunda três e a terceira quatro. Assim o total é de nove anos, número este que novamente refere-se a uma chave mística dos nove passos ou níveis maçônicos conhecidos como: Aprendizado, Companheirismo e Mestre. Na vida do Supremo Iniciador, tais passos estão representados pelo: Nascimento, Batismo e Transfiguração. Passadas estas experiências, sempre seguem as grandes obras ou ministérios. Todo neófito que percorre o Caminho encontra “provas” que o confrontam. Essas provas encontram correspondência histórica com a vida de S. Paulo, como: a prova ante Félix, a prova ante Festus e a prova ante Agripa. Esta foi a maneira como S. Paulo passou estes testes que lhe deu a autoridade para declarar: “Desde já está me reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo Juiz, naquele Dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a Sua Aparição”[33].
Foi durante o trabalho de sua segunda peregrinação que S. Paulo começou a escrever suas inigualáveis Epístolas; a primeira delas foi enviada a igreja de Tessália. O amor manifesto, pelo forte laço entre o mestre espiritual e seus pupilos, é expresso nas linhas: “Tanto bem vos queríamos que desejávamos dar-vos não somente o Evangelho de Deus, mas até a própria vida, de tanto amor que vos tínhamos”[34].
A Epístola dos Tessalonicenses contém a mensagem da Ressurreição para uma Nova Vida em todos os seus significados internos, a saber: a habilidade de funcionar conscientemente fora do Corpo Denso, fato este que ninguém descreveu com mais precisão do que este grande Iniciado Cristão.
Ele descreve de modo muito simples o Caminho da Iniciação:
Na Primeira Epístola aos Tessalonicenses 4:13 e 17 lemos:
“Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não têm esperança. (…) em seguida nós, os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim, estaremos para sempre com o Senhor.”.
Alguém que tenha adquirido a habilidade de funcionar nos reinos mais sutis ou reinos etéricos, sabe da verdadeira imortalidade do espírito, a continuidade da vida. A morte que ele encontra nada mais é do que uma transição de um plano de atividade para outro. Foi esta realização imortal que fez S. Paulo declarar: “Oh, morte, onde está sua vitória? Oh, morte, onde está seu aguilhão?” (ICor 15:55). Aquele que alcançou este estado de consciência, não mais deve dizer: “Eu acredito” ou “Eu penso”; ele proclama triunfante como S. Paulo: “Eu sei, pois eu vi”. Então vem a realização: “A morte não o há tocado; ainda que sua morada pereça”.
Esta realização trará a Humanidade uma das bênçãos supremas que lhe aguarda na Nova Era Etérica que está diante de nós.
Corinto, a cidade dos prazeres frívolos e de errantes, significa as sutis tentações dos sentidos. A vida alegre e dissoluta desta cidade se manifesta ao redor do belo Templo de Vênus. Ali, todos os tipos de prazeres, inocentes e maldosos, florescem. Não havia outra cidade onde mais se necessitava a manifestação da influência da Dispensação Cristã.
Em Atos dos Apóstolos 18:9-11 lemos:
“Uma noite, disse o Senhor a Paulo, em visão: ‘Não temas. Continua a falar e não te cales. Eu estou contigo, e ninguém porá a mão sobre ti para fazer-te mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade’. Assim, permaneceu ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.”
As Epístolas aos Coríntios são cheias de significados místicos e internos, compreendidos em todo o seu dignificado somente por aqueles que estão seguindo o mesmo caminho e determinados a seguir similar consecução.
A Primeira Epístola aos Coríntios ensina ao neófito a morrer diariamente na subjugação de seu corpo, ou natureza inferior; e que esta é sempre o primeiro e fundamental ensinamento dado por qualquer escola verdadeira de misticismo.
A Segunda Epístola aos Coríntios contém mensagens mais profundas, dadas apenas para aqueles que encontraram a transformação por meio do VIVER A VIDA.
Em IICor 5:17 lemos:
“Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova”.
Nos ensinamentos dados por Hermes Trismegisto[35] há instruções similares aos dados por S. Paulo, em ICor 15, em que ele fala de corpos incorruptíveis, de corpos naturais e corpos celestiais. Hermes diz com referência a esta transformação: “Posto que temos uma corrente de água e terra, a de fogo e de ar fluindo em nós, que renova nossos corpos e mantém nossas casas unidas”.
“Recebi cinco vezes os quarenta golpes menos um”[36]. Aqui, S. Paulo está recontando, para aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, o processo e o número de suas Iniciações. Quarenta menos um é igual a 39, que numericamente resulta: em 3 e 3 vezes 3 ou 9 – os passos das realizações que pertencem a terceira jornada ou graus de Mestre. Novamente ele está descrevendo a mesma realização de Maestria, quando diz em IICor 12:2-4:
“Conheço um homem em Cristo que, há quatorze anos, foi arrebatado ao terceiro céu — se em seu corpo, não sei; se fora do corpo, não sei; Deus o sabe! E sei que esse homem — se no corpo ou fora do corpo, não sei; Deus o sabe! — foi arrebatado até o paraíso e ouviu palavras inefáveis, que não é lícito ao homem repetir.”.
Na Epístola aos Gálatas, talvez a mais profunda esotérica de todas as Epístolas, S. Paulo proclama que ele “não fala com carne e sangue”[37].
Em Gálatas 1:17 lemos: “Nem subi a Jerusalém aos que eram apóstolos antes de mim, mas fui à Arábia, e voltei novamente a Damasco”.
Estes versículos se referem novamente aos ensinamentos sobre os planos internos do Templo de Mistérios e ao trabalho Daqueles Seres Iluminados que ministram lá. S. Paulo nos diz que estes ensinamentos que foram revelados para ele, podem ser dados apenas de modo privado para aqueles que possuem “reputação”, o que significa para aqueles qualificados para recebê-los. Isto é um sinal de ratificação dos ensinamentos do Mestre para não jogar pérolas aos porcos.
As Epístolas aos Gálatas encerram com as expressões mais místicas de S. Paulo em Gálatas 6:17: “Doravante ninguém mais me moleste. Pois trago em meu corpo as marcas de Jesus”. Estas palavras não se referem às marcas físicas de golpes, apedrejamentos e açoites, mas a certas marcas de luz que é discernida apenas pela visão espiritual. Aqueles que possuem estas marcas são os que estão Cristificados, os elegidos do Senhor que tomam seu lugar a sua mesa santa em comunhão com o Salvador.
A Epístola aos Romanos foi escrita perto do final da terceira jornada. A gloriosa confirmação do teste de S. Paulo pelos três grandes trabalhos ou jornadas, estava, pois, perto do fim. Permanecendo na luz branca do Mestrado, ele tocou a palavra-chave deste trabalho elevado com as Palavras: “ofereçais vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.” (Rm 12:1).
Allen R. Brown, em seu livro intitulado “Paulo o semeador”, que é um estudo sobre o objetivo e significado da Epístola aos Romanos, apresenta uma interpretação muito próxima a fornecida por esse livro: a Interpretação da Bíblia da Nova Era, quando diz: “Paulo utiliza as palavras ‘em Cristo’ 150 vezes; estas palavras não se referem ao Jesus histórico, mas denotam uma relação contínua com o Cristo presente no coração; Paulo não está consumando o sofrimento de Cristo (Cl 1:24), mas leva em seu próprio corpo o sofrimento de Cristo”.
Todas as “Interpretações da Bíblia da Nova Era” lida com o despertar dos poderes Crísticos dentro do ser humano. “Até que Cristo se forme em vós”: esta declaração do Grande Iniciado Cristão contém a solução para todos os problemas do universo, quando completamente compreendidos e desenvolvidos, inaugurarão o Novo Céu e a Nova Terra. Quando S. Paulo iniciou sua última Jornada, para chegar a sua última prova e, assim, libertar seu glorioso e brilhante espírito na morte, ele estava completamente absorvido em atrair o interesse do Centurião (que, junto a um bando de soldados o acompanharam até o Portão de Ostain em Roma[38]) para o trabalho da Nova Dispensação Cristã. Até o último pensamento de sua Mente foi trazer os outros ao serviço do Cristo.
Chegando a seu destino, sob as grandes sombras dos pinheiros, ele pediu um tempo para meditação e oração. Eles que o assistiram assumir a forma de uma cruz e, com seus braços estendidos, direcionou em Hebreu algumas presenças invisíveis. Este Glorioso Ser, que deu Sua Benção a S. Paulo em sua primeira iluminação, estava presente para abençoá-lo e acelerar seu caminho assim que ele entregou seu corpo em Seu nome, em uma total dedicação e inabalável devoção até o final. Sempre foi fiel a suas próprias palavras: “Se vamos viver em Cristo, devemos abandonar a nós mesmos e morrer com Ele”.
Os portadores de tirso[39] são muitos, mas os verdadeiros místicos são poucos[40]. Reto é o caminho e a porta é estreita e poucos há que a encontram. Este é o caminho para a cidade mística de Damasco, com o seu tesouro espiritual. É apenas para aqueles que, como o Grande S. Paulo, aprenderam a “morrer em Cristo”.
O Batismo proclamava o início do ministério terrestre do Senhor Cristo e a Crucificação, o ponto alto da Sua missão sacrificial. Na Crucificação, Ele que veio como um mediador entre Deus e o ser humano, entre os Céus e a Terra, penetrou no coração do Planeta e tornou-se seu Espírito Planetário. Desde então, o Seu ministério continuou tanto dentro e como fora do nosso Corpo planetário.
O coração da Terra é o Seu centro planetário. A cada ano, o Seu Espírito penetra nele com intensidade e volume cada vez maiores, tornando, assim, mais fácil, a este impulso espiritual, entrar e encontrar uma morada no coração do ser humano. Esta foi a revelação maravilhosa que S. Paulo experimentou no caminho de Damasco, e que, mais tarde, foi incorporada na instrução dada aos seus Discípulos.
Aqueles que defendem que Cristo, como uma personalidade, nunca viveu e que a história de Sua vida é apenas uma representação simbólica do caminho Iniciático, perdem o ponto crucial do Cristianismo Esotérico ou Místico.
Mil anos com o Senhor são como um dia. No Segundo Dia da Criação, como registrado em Gênesis, e conhecido no ocultismo como o Período Solar, os Arcanjos estavam passando por uma fase de desenvolvimento que corresponde a nossa atual evolução humana. No entanto, os seus veículos ou corpos não eram como o nosso, mas eram formados de uma substância não menos densa do que a do desejo ou plano astral. (O próximo veículo mais denso, o Corpo Vital, não veio à existência até o próximo Dia da Criação, ou Período Lunar, nem o Corpo Denso até o dia seguinte, o nosso atual Período Terrestre). O Cristo era e é a própria cabeça da Onda de Vida Arcangélica, e foi naquele passado longínquo acima referido como o Período Solar que Ele dedicou a Si mesmo a servir e guiar a Terra, bem como toda a sua progênie no seu desenvolvimento evolutivo. Então, eras e eras se passaram antes que a nossa Terra estivesse pronta para recebê-Lo no seu centro.
Quando o Sol estava passando por precessão através de Áries, o Signo do Cordeiro, o Cristo veio como o Bom Pastor às ovelhas que tinham perdido o seu caminho.
Os preparativos para a Sua vinda começaram quando o Sol passou por precessão através de Libra, o Signo oposto Áries, aproximadamente a 10 mil anos antes. Seres humanos Iniciados foram enviados, como instrutores, para diferentes partes do mundo, cada um com uma mensagem semelhante, a fim de preparar um círculo interno de Discípulos para esse glorioso evento: a vinda da Luz encarnada do Sol que era para ser a Luz do Mundo.
Quando o Sol entra em Libra no Equinócio de Setembro a glória de Cristo toca a aura externa do Planeta Terra, e ocorre uma aceleração cósmica. Pouco a pouco, durante os meses de novembro e dezembro o Espírito de Cristo penetra no interior do Planeta, camada por camada, até atingir o coração da Terra, na época do Natal. O Raio do Cristo é dourado, quando é visto pela visão espiritual, como o Sol Espiritual de onde Ele emana, e é verdadeiramente esta luz que ilumina o Caminho da Santidade para o Discípulo que sincera e seriamente inicia a busca[41], no período do Equinócio de Setembro. Futuramente, em algum Solstício de Dezembro, ele receberá a Luz Divina, o renascer no coração da Terra, pois o Solstício de Dezembro é o tempo para a dedicação da alma ao Caminho de Cristo.
Antes que ele possa alcançar este objetivo, o Aspirante deve aprender a lição cósmica de Libra: “Então você entenderá o que é justo, direito e certo e aprenderá os caminhos do bem” (Pr 2:9). A lição ensinada por Libra no Equinócio de Setembro é: distinguir, ou seja, separar aquilo que é real daquilo que é ilusão.
Para o Discípulo que está no Caminho de Cristo, é dada uma das mais importantes lições, uma lição que é fundamental para todas as fases posteriores: descobre-se que ele próprio é um Deus em formação, feito à imagem e semelhança de seu Pai, em sua verdadeira e essencial individualidade; e ele procura ver a si mesmo, conhecer a si mesmo, como Deus o vê e conhece. A isso se chama: estabelecer contato com o Deus interior. Neste trabalho, a Hierarquia de Libra, os Senhores da Individualidade, está divinamente qualificada para ajudá-lo. Eles são mais que professores. Eles testam e experimentam a alma, e as provações do Discípulo neste momento têm o objetivo de desenvolver o seu poder de discernimento, um atributo dos mais importantes para Aspirante no Caminho do Discipulado, quando as tentações assumem a natureza da sutileza mais enganadora.
No Caminho da Santidade, o Discípulo utiliza o período de Escorpião para a transmutação, enquanto segue o dourado Raio do Cristo para o coração da Terra. Então, em cada fase da sua vida diária, ele se esforça para sublimar: o mal em bem, a escuridão em luz, os negativos em positivos. Ele consagra-se, a si mesmo, a tarefa de transmutar o metal básico de sua natureza inferior no ouro puro do espírito. O laboratório físico onde ele realiza essa “Grande Obra” é o sistema nervoso central, especialmente a medula espinhal e o cérebro, os quais são comumente conhecidos como o Caminho do Discipulado.
Quando o fogo do espírito é despertado no Discípulo pela primeira vez, ele é sentido na base da coluna vertebral. À medida que o fogo do espírito ascende, este se unirá com o correspondente que vem de cima para baixo; gradualmente ambos se intensificam em volume e força, até que todo o corpo se enche de luz. Assim, ele alcança uma iluminação que é visível para aqueles que possuem visão interna.
É então, quando, pela primeira vez, a sua natureza inferior é, literalmente, consumida pelo fogo celestial, e ele próprio se torna uma tocha, tornando-o capaz de caminhar em sua própria luz através do Caminho de Luz, traçado por Cristo, em direção ao interior da Terra, onde o esplendor de Cristo habita em plenitude. Quanto maior sua sinceridade, mais ardente será sua devoção, mais intensa a sua aplicação e mais ele penetra no Caminho, em cada Semana Santa que ocorre, até que, finalmente, ele será declarado digno de participar da Festa da Luz que se celebra na Noite Santa.
Biblicamente, bem como astrologicamente, Escorpião, o Signo que o Sol entra em torno de 20 de outubro, tem duas palavras chaves para o neófito: a primeira sendo “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”[42] e a segunda, para o Discípulo iluminado: “publicarei coisas que têm sido mantidas em segredo desde a fundação do mundo”[43].
Quando o Sol passa por Sagitário, no mês de dezembro, Cristo ilumina os reinos internos e forma um verdadeiro traje espiritual para o nosso Planeta. Visto com visão espiritual, a partir do espaço sideral, a Terra aparece como uma bola de ouro fundida. O Discípulo que vê este resplendor, a partir da superfície do Planeta, caminha em um oceano de luz dourada. Todo o brilho e cor das festividades de Natal são apenas um pálido reflexo da luz e da glória dos reinos planetários internos quando a Glória de Cristo está operando ali dentro. Se um Discípulo no Caminho da Santidade tem trabalhado fiel e efetivamente com as forças da transmutação, sob a influência de Escorpião, ele se encontrará atraído para aquele grande e glorioso esplendor.
Cada evento das celebrações sagradas do Natal simboliza o desenvolvimento de um poder espiritual específico dentro do próprio Discípulo. À medida que esses poderes são despertados, ele experimenta uma intensidade cada vez maior de unidade íntima com as atividades cósmicas que ocorrem durante o Solstício de Dezembro.
Sagitário tem sido simbolizado por uma série de lâmpadas acesas, e o Discípulo que tem sido persistente em seus trabalhos espirituais agora descobre que estas lâmpadas foram acesas dentro de sua própria aura, e até mesmo dentro de seu próprio corpo-templo. Estas são as lâmpadas que iluminam o seu percurso para o centro da Terra. Lá ele estará na presença do Senhor Cristo, a Luz do Mundo. Lá ele receberá a Sua bênção e O ouvirá entoar o mantra que tem sido utilizado em cada Templo de Iniciação, antiga ou moderna: “Muito bem, servo bom e fiel… entra tu para a alegria do teu Senhor”[44].
A força Crística dourada, descendo da fonte do Sol, tocando a partir do lado externo da atmosfera terrestre no Equinócio de Setembro, como antes mencionado, passa pelo Mundo do Desejo durante novembro (Escorpião), passa pela Região Etérica do Mundo Físico durante dezembro (Sagitário) e chega ao centro da Terra no Solstício de Dezembro (Capricórnio).
Quando a força do Cristo penetra no centro da Terra, uma profunda calma e quietude permeiam a natureza. Essa é a Noite Santa de todo ano.
Segue-se um poderoso aumento das forças de vida do Planeta. Essa nova infusão de vida na Natureza é belamente descrita nas lendas da Noite Santa, em que é dito que mesmo os animais e as plantas fazem reverência ao Menino Cristo à meia-noite mística sagrada.
Ano a ano a Glória do Cristo penetra a Terra com seu poder de harmonia e de cura. Ano a ano a Terra é vivificada com a vida cósmica. Pouco a pouco, o ódio, a inimizade e o conflito estão sendo superados, e pouco a pouco o espírito da fraternidade vai crescendo. Finalmente, o ideal imaginado por Isaías há muito tempo se tornará uma realidade: “De suas espadas forjarão relhas de arados, e de suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e nem se aprenderá mais a fazer guerra.” (Is 2:4).
A constelação de Aquário é o lar da Hierarquia de ministério dos Anjos, adorada em todas as lendas sagradas de todas as Religiões. O campo de atuação dessa Hierarquia é a Região Etérica do Mundo Físico e, uma vez que o Corpo de um Anjo é formado por Éter, ele se torna visível mesmo para pessoas que tenha um mínimo de visão suprafísica. Muitas crianças tiveram um conhecimento em primeira mão dos seres angelicais e espíritos da natureza, que, como os Anjos, habitam os reinos vizinhos.
Os Anjos são especialistas em trabalhar com a substância Etérica e as Forças Vitais. Eles moldam os muitos e variados padrões florais nas cores azuis e douradas dos Éteres Superiores; e são esses padrões que as Fadas transmitem para a Terra como flores para enfeitar a Terra.
Quando o Sol está em Aquário, a Força de Cristo concentra suas atividades na Região Etérica do Mundo Físico. Ele derrama o Seu amor e Suas bênçãos sobre os Anjos e as almas desencarnadas da Humanidade da Terra que estão vivendo e servindo nestes reinos. Aqui também é uma parte da pátria celeste de crianças que morreram na infância; e aqui eles são ensinados e acompanhados pelos Anjos. Tais espíritos das crianças não vivem sempre nesse reino etérico, já que o seu verdadeiro lugar é nas regiões mais altas do Mundo da Alma, do Mundo do Desejo; no entanto, em momentos especiais, eles são trazidos por seus instrutores angelicais para dentro dos Éteres superiores, onde eles podem aprender as alegrias da natureza e das Fadas.
É também na Região Etérica do Mundo Físico que são encontrados os Templos Iniciáticos que, nos tempos antigos, também existiram em forma física. À medida que a Humanidade perdeu a luz interior eles foram removidos de nosso plano de manifestação e continuaram a existir apenas no nível etérico. Por isso, atualmente eles se tornaram assuntos de lenda e de poesia. No entanto, agora, o tempo se aproxima para serem externalizados novamente. Nesse meio tempo, para o Discípulo iluminado os Templos Etéricos são acessíveis, e aparecem como algo real na Região Etérica do Mundo Físico, assim como são as estruturas físicas neste plano físico.
Um desses Templos, o mais bonito para todos os Cristãos, está localizado em cima da cidade de Jerusalém. Os Anjos estão intimamente associados ao trabalho conduzido ali, e em todos os Templos situados nos planos internos. Eles são livres para entrar à vontade nestes santuários, e se regozijam em servir nesses lugares sagrados, pertencentes aos filhos da Terra.
Diz-se que um Anjo da Guarda pairava acima da cadeira de cada cavaleiro que se sentava à mesa-redonda no Templo do Rei Arthur. Isso é uma lenda, mas profundas verdades espirituais estão escondidas em lendas e, especialmente, nas lendas do Graal da Idade Média. O Templo do Graal é realmente uma parte da Escola de Mistérios Cristãos. O significado mais profundo das lendas espirituais é velado por poetas e artistas, que os relaciona com os costumes da época em que apareceram pela primeira vez. Não há mistério mais profundo no Cristianismo do que o do Santo Graal, pois pertence à história da Última Ceia e se refere às profundas verdades cósmicas transmitidas por Cristo aos seus Discípulos, e, especialmente, para S. João, o Discípulo bem-amado, que “repousava sobre seu peito” (Jo 13:23-25).
Através do serviço da Hierarquia de Capricórnio, o Discípulo aprende a ministrar como um Auxiliar Invisível às pessoas que ainda vivem encarnadas no Mundo Físico. Esse trabalho é ampliado, à medida que o Caminho da Santidade passa através de Aquário. Aqui o Discípulo aprende, sob a orientação dos Anjos, como trabalhar com os seres que habitam os reinos internos.
O Discípulo qualificado, que tem seguido a Cristo até aqui é agora capaz de entrar CONSCIENTEMENTE nos reinos Etéricos. Lá ele observa os mais variados e belos serviços realizados pelos Anjos para o benefício não só da Humanidade, mas de todos os reinos da Terra. Muitos dos segredos da natureza são revelados a ele, tanto por meio das atividades dos espíritos da natureza como por meio das Fadas. Deste modo ele se encontra em um mundo encantado, um mundo tênue, onde conhecimento das Fadas tem a sua origem, pois o reino dos Éteres superiores é verdadeiramente a terra das Fadas. Muitos escritores inspirados ou místicos teceram fantasias sobre as maravilhas desta região. Um exemplo maravilhoso é o livro Blue Bird (Pássaro Azul) de Maeterlinck[45], que, embora seja uma fantasia de uma criança representa, verdadeiramente, a natureza e as características da Região Etérica do Mundo Físico.
Quando o Sol passa através de Aquário a glória de Cristo já está subindo para fora da Terra, em preparação para sua Libertação na Páscoa. Durante o mês de março, com o passar Sol pelo Signo de Peixes, que é o Signo da dor e do sofrimento, a Igreja Cristã entra nos sacrifícios quaresmais, e na participação do sofrimento de Cristo no Gólgota. Peixes é o Signo da Crucificação, o Signo do Messias. A Crucificação do Cristo Cósmico começa quando o Sol está em Libra, no Equinócio de Setembro, quando a Glória desce para o “Hades”[46] do Planeta Terra. As observâncias comemorativas do mundo Cristão na Páscoa, quando o Sol caminha em direção ao Solstício de Junho, não é a Sua Crucificação, mas Sua Ressurreição cósmica. O Planeta Terra fica, então, consciente de certo vazio, um vazio espiritual, enquanto a Glória Cósmica se afasta. Esta é a origem da mistura de tristeza e da alegria no tempo pascal do Equinócio de Março.
À medida que o Discípulo viaja pelo CAMINHO DA SANTIDADE, que conduz aos reinos espirituais, as experiências vividas se tornam cada vez mais maravilhosa e transformadora. Nesses níveis celestiais da existência, não há véu que separa aqueles que vivem na terra daqueles que habitam os planos internos de luz. Deste plano suprafísico, junto com os Anjos e com reinos ainda mais elevados, é possível testemunhar e entender as ações das almas humanas durante o período que vai da morte no plano físico até o renascimento em uma encarnação. Aqui, também, é onde pode se observar o funcionamento dos Espíritos da Natureza e reparar como suas atividades são as bases do que a ciência se refere como as leis da natureza. Aqui em cada manhã de Páscoa, em meio à hosanas triunfantes dos Anjos e Arcanjos, o Cristo, após a Sua liberação a partir da encarnação anual na Terra, aparece em glória radiante. No Templo dos Mistérios Cristãos a procissão gloriosa de Páscoa é formada em torno de Sua presença luminosa, não como um mero espetáculo, mas como um meio pelo qual se transmite um poder transcendente sobre todos aqueles que foram considerados dignos de serem contados entre Sua companhia santificada.
O Cristão Místico comemora a Páscoa, não apenas como um evento histórico, mas como uma ocorrência espiritual anual. Ao longo do ano solar, depois de Sua descida ao coração da Terra na época do Natal, Ele começa, novamente, no período entre a Páscoa e a Ascensão, a ascender ao trono do Pai, que está nos céus, para restaurar os seus poderes antes de, mais uma vez, iniciar o seu retorno à esfera física no Equinócio de Setembro.
Foi no momento da Sua crucificação que o Cristo deixou o corpo de Jesus, no qual Ele tinha funcionado durante Seu ministério de três anos entre os seres humanos, e transferiu o Seu próprio Espírito para o corpo planetário para, assim, se tornar o seu Regente. Há um significado profundo nas palavras que Ele pronunciou aos Seus Discípulos depois da Ressurreição: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue”[47].
Quando a raça humana sucumbiu à sedução de espíritos de Lúcifer, o ritmo atômico do corpo físico do ser humano foi alterado de tal modo que o fogo espírito vertebral entrou em sintonia com as forças lucíferas e recebeu a impressão destes Seres de fogo. É a missão de Cristo neutralizar essa condição, substituindo pelo Seu ritmo e impressão àquelas dos Lucíferos – já que Cristo, como um Arcanjo, é também um Ser de Fogo. Quando isso tiver sido realizado, a vibração atômica do corpo do ser humano irá torná-lo imune à doença e morte. Os indivíduos da Nova Era, trazem em si mesmo a imagem gloriosa de Cristo.
A Hierarquia de Áries contém um padrão arquetípico do ser humano como ele foi criado “à imagem e semelhança de Deus”. Este padrão se manifestará cada vez mais na Nova Era. As seis constelações acima do equador (setentrionais) contêm, por assim dizer, esses padrões em miniatura e as Hierarquias dessas constelações meridionais trabalham com a Humanidade para trazer tais padrões para serem cumpridos aqui na Terra. Por exemplo, a Hierarquia de Áries conserva este padrão perfeito do ser humano Cristificado. Libra, o Signo oposto a Áries é o lar dos Senhores da Individualidade, diminui este padrão cósmico de Áries e está ajudando o ser humano a manifestá-lo.
Esse é o conhecimento que tem motivado os grandes mestres do mundo para ajudar a Humanidade a trazer o padrão divino a ser manifestado neste plano. O trabalho é árduo. Mas, ao longo dos séculos, as almas corajosas que têm sido fortes o suficiente para prosseguir no Caminho da Santidade nos reinos espirituais, retornam inflamadas com o que elas contemplaram como “um novo céu e uma nova terra”, habitados por uma Humanidade Cristificada. Elas sabem, como o Cristo sabia, que, em verdade, “o Verbo era Deus”.
Quando o Sol passa por Touro, durante o mês de maio, a força de Cristo sobe cada vez mais alta, acima da aura espiritual da Terra. O Discípulo que está trilhando o caminho da Santidade segue na esteira da Luz ascendente de Cristo e entra numa esfera onde encontra a si mesmo, interiormente, harmonizado e fortalecido pelo poder criativo da música. Os Seres Celestiais que habitam este reino falam uma linguagem musical. Cada um dos seus movimentos emana música. Eles moldam e formatam todos os tipos de forma por meio de tons musicais. Neste reino todas as coisas que crescem são alimentadas pelo poder da música, enquanto as várias cores das flores são produzidas por variações no tom. A música é, certamente, o poder criativo supremo deste reino elevado.
A constelação de Touro é o lar dos padrões cósmicos para tudo quanto existe na Terra. Esses padrões são prefigurados pelo seu Signo oposto, Escorpião, casa dos Senhores da Forma. Esta Hierarquia ensina a construir formas a partir do plano físico; e da constelação de Touro ressoa o tom misterioso que Deus usou na criação, a Palavra criadora, pela qual: “tudo o que foi feito, foi feito por Ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem Ele”. Esta é a nota chave bíblica de Touro.
Os Senhores de Touro mantêm o padrão cósmico do órgão mais maravilhoso destinado a se tornar parte do futuro corpo humano. Este novo órgão, semelhante a uma rosa dourada, será localizado na garganta, e será o centro através do qual a Palavra Criadora será projetada pelo ser humano da Nova Era. Por seu poder, a geração se tornará regeneração, e o ser humano será capaz de moldar uma substância sobretudo o que desejar. No reino onde os poderes taurinos são mais ativos somente um iluminado pode contemplar uma visão desta perfeição e meditar sobre ela. Ele percebe o desenvolvimento glorioso que o espera no futuro e percebe o significado literal das palavras do salmista: “Tu o fizeste um pouco menor que os Anjos, e de glória e de honra o coroaste”[48].
Quando o Sol se eleva em direção ao seu ponto mais setentrional no céu em junho, ele transita pelo Signo de Gêmeos, a constelação que define uma dupla impressão sobre o corpo-templo humano. Ele rege as dualidades do corpo: pulmões, ombros, braços e mãos, em particular. Ele também mantém o padrão cósmico do andrógino perfeito no qual as potências masculinas e femininas estão em equilíbrio. Isso é a realização dos Iniciados dos Grandes Mistérios de Cristo. Esta realização traz imunidade contra doença e velhice. E uma vez que a consciência permanece intacta, independente se esses Iniciados estão encarnados ou desencarnados, a morte como nós a conhecemos nunca é vivida por eles, porque a sua consciência está centrada na ininterrupta imortalidade.
A vida Arcangélica alcançou o estado onde funciona em corpos perfeitamente polarizados. Isso não é verdade nos reinos angélico e humano, menos evoluídos. É, por consequência, possível aos membros desses reinos quando descem do seu elevado estado para formas inferiores de expressão. A queda dos Anjos é registrada biblicamente no relato da guerra no céu, quando Lúcifer e seus seguidores foram expulsos dali, e a Queda do Homem ocorreu, de acordo com o relato de Gênesis, quando Adão e Eva (a Humanidade infantil) foram expulsos do Jardim do Éden. A redenção, a partir destas quedas, necessita um poder maior do que estava disponível para qualquer uma destas ondas de vida. Tinha que vir a partir da vida Arcangélica. E assim se fez. O Senhor Cristo, o mais evoluído dos Arcanjos, tornou-se o professor e redentor de ambos: os Anjos caídos e a Humanidade. Esta é uma das verdades mais profundas associadas ao mistério de Cristo.
O padrão do andrógino perfeito foi projetado pela Hierarquia de Gêmeos no seu Signo oposto, Sagitário. A Hierarquia de Sagitário (Senhores da Mente) fornece este ensinamento esclarecedor aos pioneiros mais avançados da Terra. Após a vinda de Cristo, o maior desenvolvimento da Mente humana passou da orientação de Escorpião para a orientação de Sagitário. Considerando-se as maravilhas da Mente, os seus poderes criativos e sua capacidade de envolver o mundo em um instante de tempo e contemplar a vastidão do espaço cósmico – apesar de, atualmente, apenas uma fração do que é ativo – temos um fraco vislumbre da glória transcendente da Hierarquia de Sagitário, cujo veículo inferior, correspondente ao Corpo Denso do ser humano, é composto de substância mental. Ele também indica os poderes sublimes que aguardam o ser humano quando este atinge aquele desenvolvimento.
Para uma alma desperta, o propósito supremo de cultivar a Mente é que ela se tornará Cristificada. Até o momento esta é a realização de alguns poucos entre nós. A maioria está mergulhada no materialismo da Mente concreta, que é focada principalmente em atividades mundanas e interesses do eu separado. Enquanto tais preocupações reivindicarem a atenção do ser humano, haverá uma falta de percepção espiritual e uma realização escassa das realidades que pertencem ao mundo interno e à Mente universal. Nem haverá qualquer continuidade da consciência e pouco, se alguma, indicação das experiências vividas nos Mundos Espirituais, durante os intervalos entre vidas terrenas. O resultado de consciência, vedada a partir de realidades espirituais, é o materialismo que condiciona o mundo hoje. Isso, no entanto, é apenas uma fase temporária da evolução da Humanidade. Como há um acréscimo de luz no caminho daqueles que se esforçam para a santidade, a realização das realidades espirituais se tornará mais clara e mais forte. O impulso insistente desses Aspirantes a se tornarem dignos de andar no Caminho da Santidade vai trazer mais e mais luz.
O Sol, em seu trânsito anual, quando chega a Câncer atinge o ponto mais alto de sua ascensão norte, no momento do Solstício de Junho. Então, sua radiação física alcança o máximo nível no hemisfério norte, de modo que os dias são mais longos e as noites mais curtas. É o meio-dia mais elevado do ano, e a sua tônica é LUZ.
Câncer é o Signo feminino mais importante dos céus. Em harmonia com este fato, o Signo contém um pequeno aglomerado de estrelas dispostas que se assemelha a uma manjedoura. Do coração de Câncer surgem as águas da vida eterna, em que são germinadas formas-sementes que animam todos os reinos da Terra. O Solstício de Junho ocorre quando o Sol entra em Câncer (em torno de 21 de Junho) e, também, está em sintonia com o princípio da fecundidade. É em obediência a este princípio ativo na natureza que as sementes irrompem em um ciclo de manifestação. Luz, liberdade e alegria são qualidades dominantes da temporada do verão. Consequentemente, muitas pessoas, em especial na Europa, observam esta época do ano com música, dança e festividades exuberantes.
A Hierarquia de Câncer é conhecida, biblicamente, como os Querubins. É ministério desta Hierarquia guardar lugares sagrados. Eles pairam acima do Santo dos Santos[49]. Através dos processos de Iniciação ao Aspirante é ensinado a construir este Santo dos Santos dentro de si mesmo. O pote dourado de maná, dentro da Arca da Aliança, é um símbolo do Cálice do Graal do próprio indivíduo e da sua própria força sagrada de vida. A Humanidade perdeu o Jardim do Éden por mau uso dessa força de vida, e, a partir desse momento, os Querubins guardam os portões do Éden para que a Humanidade não regenerada não tente voltar, prematuramente. A Bem-Aventurada Virgem Maria e os Discípulos alegaram terem comungado com os Querubins depois de Pentecostes, o que significa que eles tinham aprendido estas verdades sagradas dessa Hierarquia Divina.
Assim como o Sol atinge sua maior ascensão[50], o Espírito de Cristo ascende ao trono do Pai. Sua atividade, então, é focada no mais elevado nível da aura planetária da Terra, onde Ele traz mais iluminação e renovadas bênçãos para os Seres celestiais que habitam este reino; e, também, para as almas que, em seu progresso espiritual, entre as encarnações físicas, subiram para este elevado plano. Em harmonia com isso, também é no verão que um ser iluminado, que está seguindo o Cristo no caminho da Santidade, eleva a consciência a este reino para comungar com seus habitantes celestes e aprender mais sobre as forças da natureza. Aqui se percebe como os elementais do Ar e da Terra, os Silfos[51] e Gnomos, trabalham no outono e inverno com a vida vegetal, desintegrante e moribunda. É neste plano exaltado que o que segue o Caminho da Santidade fica diante do mistério real da própria vida.
Só os puros de coração alcançam este plano. Aqueles cujas mãos estão manchadas com o sangue nunca pode levantar o véu deste lugar santo. Aquele que procura descobrir o segredo da vida nunca vai encontrá-lo até que suas mãos e o seu coração estejam castos e limpos. Somente para este virá a realização da unidade de toda a vida.
Estas são verdades que pertencem particularmente à Hierarquia de Câncer, e não é possível transmiti-la, diretamente, para o plano terrestre. Por isso, elas são passadas pelos Querubins à Hierarquia de Capricórnio, o Signo oposto a Câncer e lar dos Arcanjos que, sendo de uma posição hierárquica inferior à dos Querubins e, portanto, mais perto da consciência para a Humanidade, as disseminam àqueles da Terra que estão prontos e dispostos a recebê-los.
Assim, houve um tempo em que as forças de Capricórnio permearam a Terra para que fosse possível a encarnação do Mestre Jesus, da descendência de Davi, que se converteu no portador do Cristo.
Diz-se que quando o Sol transita o Signo de Câncer e Leão, durante julho e agosto, o Cristo ascende ao trono do Pai, onde Ele se banha na transcendente glória do Pai. É aqui que Ele renova e revitaliza a Si mesmo, atraindo as maiores e mais elevadas forças espirituais para continuar o Seu ministério terreno quando Ele voltar para o reino da Humanidade no Equinócio de Setembro. Durante Sua estada nesses elevados céus, os clarividentes observam que a Terra aparece iluminada com Suas irradiações; e o observador alcança uma profunda compreensão do significado de Sua afirmação de que “Todo o poder me foi dado no céu e na terra”[52].
Quando o Sol transita pelos Signos de Câncer e Leão, um ser iluminado que trilha o Caminho da Santidade ascende aos mais altos reinos espirituais deste Planeta e entra em uma consciência mais profunda do poder transcendente. Ele começa a entender que o amor, em seu aspecto mais elevado, não é paixão ou sentimento, mas uma fase da própria divindade. Foi com esse poder do amor que S. Pedro estava imbuído. Ele próprio se referiu a este poder do amor quando ele disse ao homem coxo ao lado da porta do Templo, chamada Formosa: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”[53]. Novamente, foi esse mesmo poder que S. Paulo, tão animado, apesar de todas as perseguições e prisões, foi capaz de pronunciar por meio dessas palavras sublimes: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos Anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”[54].
Quando um Aspirante atinge esse grau de realização espiritual, o Cristo é tudo em todos, para ele. Servir como Ele serviu, e amar como Ele amou se torna sua maior aspiração. A tônica bíblica de Leão é soada com as palavras “o amor é o cumprimento da lei”[55].
Enquanto o Sol está em Leão, o espírito de Cristo é revigorado e reformado pelas glórias do Reino do Pai. É neste contexto que as linhas de Tennyson em Sir Galahad são descritas: “Minha força é como a força de dez, porque meu coração é puro”[56].
Este é o atributo que tornou Parsifal[57] imune ao ataque contra ele pelo malvado Klingsor[58]. A lança do ódio que o cavaleiro negro atirou em Parsifal foi desviada do seu curso. Nesse mesmo momento, e pela virtude deste poder, Parsifal fez o sinal da cruz e provocou o completo colapso para o castelo do mal, construído por Klingsor.
Embora Virgem detenha o segredo da Imaculada Conceição, é através do seu Signo oposto, Peixes, que este presente foi trazido para Terra e demonstrado pelo Mestre supremo feminino: Maria de Belém. Foi sob a Hierarquia de Sagitário (Arcanjos), que a própria Maria foi concebida imaculadamente; e foi sob a tutela espiritual da Hierarquia de Virgem que ela nasceu no Mundo Físico.
Um candidato que é digno de tocar o reino celestial de Virgem encontra-se diante do mistério da Imaculada Conceição e descobre que este dom divino não foi concedido a apenas um indivíduo, mas que Maria e Jesus foram os padrões do tipo que a Humanidade como um todo está destinada a imitar. Nesta morada celestial aqueles que são espiritualmente iluminados ouvem os Anjos entoando sobre o dia em que, em um novo Céu e uma nova Terra, a Imaculada Conceição será a herança de toda a raça humana.
Como mencionado anteriormente, a Hierarquia de Touro mantém o padrão cósmico da forma; a Hierarquia de Câncer, da vida, a Hierarquia de Virgem, o poder pelo qual a vida anima a forma. Estas três constelações, o Triângulo Feminino dos céus, administram todos os reinos de vida na Terra.
Atente-se que aquele que segue o Caminho da Santidade através dos seis Signos zodiacais acima do equador alcançou esse lugar elevado de iluminação onde ele é considerado digno de estar diante dos mistérios sublimes das quatro maiores Iniciações. O Discípulo que trilha este caminho, como é descrito nos seis Signos abaixo do equador, está sendo preparado para receber o trabalho dos nove Mistérios Menores.
A Bíblia é um dos maiores livros de mistérios de todos os tempos. Muito poucos percebem suas profundezas infinitas. Cristo disse às multidões desatentas: “a fim de que vendo, vejam e não percebam; e ouvindo, ouçam e não entendam” (Mc 4:12).
Entre os milhares de livros que foram escritos sobre a vida de Cristo, não há mais que dois ou três que mencionem os mistérios mais profundos sobre Ele, ou seja, o Mistério de Cristo no Cosmos. Até porque, em nosso tempo, talvez, não seja essencial que este mistério fosse ensinado abertamente.
Hoje entramos na Era Espacial e o Cristo Cósmico será a figura central da vindoura Religião da Era de Aquário. Nós, que temos o privilégio de começar aqui e agora a estudar estas verdades cósmicas profundas, preparando-nos para sermos os pioneiros da Era que está se aproximando, devemos aceitar essa responsabilidade. Essas são as responsabilidades do Discípulo da Nova Era ensinadas pelo Cristo Ressurreto ou por Seus emissários.
Entretanto, avaliando o Caminho de Cristo através das estrelas nós devemos nos esforçar e, ao mesmo tempo, investigar os padrões do discipulado da Nova Era, o “Aquele que Despertou”, que aprende a andar no mesmo Caminho de Luz que Cristo andou mostrando o Caminho para aqueles que devem vir após Ele.
O Mistério de Cristo é tão sublime e tão poderoso em Sua importância que transcende qualquer definição humana. Tão profundo é o Seu significado que nunca pode ser dosado ou expresso por meras palavras; só pode ser sentido no silêncio da contemplação espiritual.
No livro Conceito Rosacruz do Cosmos[59], Max Heindel nos informa que: “No primeiro CAPÍTULO de S. João, este grande Ser é chamado Deus. Deste Ser Supremo emanou o Verbo, o Fiat Criador, ‘sem o qual nada do que foi feito se fez’. Este Verbo é o Filho unigênito nascido do Pai (o Ser Supremo) antes de todos os mundos, mas positivamente não é o Cristo”. Aqui Max Heindel faz uma distinção entre o Cristo Jesus Cósmico em Seus aspectos planetários e históricos; e continua: “Grande e glorioso como Cristo é, elevando-se muito acima da mera natureza humana, Ele não é esse Exaltado Ser. Certamente o ‘Verbo se fez carne’, não no sentido limitado da carne de um corpo, mas carne de tudo quanto existe neste e em milhões de outros Sistemas Solares”.
O Pai canaliza o princípio da Vontade; Cristo canaliza o princípio do Amor-Sabedoria; o Espírito Santo canaliza o princípio da Atividade. O Espírito Santo infunda, literalmente, as formas com vida. O Espírito Santo trabalha com o princípio da vida, que está presente em toda a criação; e é o guardião da força sagrada, o princípio criativo de Deus. Portanto, todos os seres viventes estão sob a sua tutela. Deus cria e Cristo manifesta, enquanto o Espírito Santo ativa a forma.
A diferença entre Cristo da Terra e o Cristo Cósmico é mais bem entendido por meio de uma ilustração. Imagine uma lâmpada no centro de uma grande esfera oca de metal polido. A lâmpada envia raios de luz de si para todos os pontos da esfera e os refletirá em vários lugares. Do mesmo modo, o Cristo Cósmico – o mais elevado Iniciado do Período Solar – envia Seus raios emitidos.
O Sol do nosso Sistema Solar é o tríplice. Podemos ver o Sol físico. Por trás dele, ou escondido por ele, está o Sol espiritual, de onde vem o impulso do Espírito do Cristo Cósmico. Além, e externo, a esses dois está algo que chamamos de Vulcano – não um Planeta – que pode ser visto apenas como um meio globo. No ocultismo nós dizemos que é o corpo do Pai. Quando tínhamos nos desenvolvido o suficiente, Cristo veio e encarnou aqui na Terra; então um raio do Cristo Cósmico veio aqui e encarnou no Corpo do nosso Irmão Maior Jesus. Após o sacrifício no Gólgota Ele entrou na Terra, e tornou-se Seu Espírito Planetário Interno.
O Cristo Planetário é um Arcanjo glorioso, supremo entre a Hoste Arcangélica. A Hierarquia de Capricórnio é o lar dos Arcanjos; mas durante o período de Sua missão nesse Planeta, Cristo e Seus ministros Arcangélicos faz Seus lares no revestimento espiritual do Sol – pois cada corpo celestial tem um revestimento espiritual estendendo além do espaço da sua parte visível. Do mesmo modo, cada ser humano tem uma extensão espiritual, além do seu veículo físico.
Desde bem do início da civilização, a maioria das Religiões primitivas prestavam homenagens a esse Grande Ser residente no Sol. Os Sumos Sacerdotes dos Templos de Mistérios ensinaram seus mais avançados Discípulos a verdade em relação a esse glorioso Ser Solar, e eles procuravam o momento quando Ele desceria à Terra e tornaria o Redentor do mundo. Aqueles que eram clarividentes podiam ver o Senhor do Sol, a quem eles prestavam homenagem para esse grande Ser residente no Sol, e, assim, eles sabiam que Sua encarnação entre a Humanidade era iminente. De nação para nação; de profeta para mestre; de mestre para instrutor; de instrutor para Discípulo se passavam as boas novas de que o Senhor Abençoado, que era o Salvador do mundo, estava perto da Terra.
Quando nós falamos de uma elevação espiritual no espaço interno é para ser entendido que “para cima” e “para dentro” são virtualmente sinônimos; ainda, no mesmo tempo, para a visão do clarividente, a Glória do Cristo realmente tem a aparência de uma “elevação” ascendente para o Sol a partir da superfície da Terra; assim como o Divino Hermes do antigo Egito dizia: “como é encima, é embaixo”.
O Caminho do Discipulado também segue de fora para dentro, que, também, é para cima. Max Heindel comparou esse Caminho à torre de uma igreja que se torna cada vez mais estreita e fina até que no cume é um ponto, suportando a cruz. Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”[60].
A cruz da renúncia, simbolizada na Quaresma e no período da Páscoa, deve ser aceita por cada verdadeiro Discípulo que se esforça para percorrer o Caminho da Santidade. Seu Corpo-Alma nunca poderá ser construído até que ele adquira domínio sobre si mesmo, e deseje privar-se dos tão conhecidos prazeres do mundo dos sentidos. Os poderes da alma alcançados pelo esforço próprio capacitam o iluminado a trocar a cruz por uma coroa.
Diz-se que a constelação de Peixes será o lar da Onda de Vida humana quando todos alcançarem a perfeição. Peixes é chamada a constelação da Onda de Vida humana, assim como a de Aquário é a dos Anjos. Aqueles que seguem a Cristo até o mais elevado objetivo se libertam do ciclo de encarnação mortal; eles estão livres da roda de nascimentos e mortes. “Não saem mais”, e é então, que como seres espirituais, por assim dizer, agrupam-se entre as estrelas da constelação de Peixes.
Seus débitos de destino maduro estão pagos e todos os seus vínculos terrestres são desfeitos. Tais humanos são conhecidos como Seres Compassivos, os Irmãos Maiores da Onda de Vida humana que não mais necessitam de lições terrestres. Eles estão livres para passar para uma existência gloriosa dentro da constelação de Peixes. Entretanto, esses grandes Seres podem retornar, por livre vontade, e em obediência ao preceito de que aquele que ama deve servir melhor, frequentemente eles desistem dessas oportunidades bem-aventuradas daquele plano divino, para servir os seres humanos menos evoluídos que estão, ainda, lutando nas labutas com seus próprios destinos maduros. Humildade, obediência e serviço são as notas chaves de suas vidas.
Tal renúncia é ilustrada na vida de Maria de Belém, que, tendo aprendido todas as lições da Terra e tendo sido exaltada a reinar com os Anjos, retornou para esse Planeta para ensinar a Humanidade um dos mais supremos mistérios celestes, que é o da Imaculada Concepção. Sabendo que ela poderia ser mal compreendida, perseguida e injuriada, ainda assim ela persistiu, para que pudesse ser, para a Humanidade, um Exemplo tão próximo da divindade que, até hoje, passados quase dois mil anos, ainda é dificilmente compreendida por uns poucos e permanece inteiramente desconhecida pela maioria. Trabalhando sob a lei do serviço, ela descendeu à mortalidade, dizendo: “Faça-se segundo a tua palavra”. É isso que se espera de um ser humano perfeito: tal elevado estado de realização espiritual, construído por meio de sacrifício, humildade do espírito e perfeita harmonia com a lei da obediência.
O Aspirante que reflita seriamente sob o significado dos 12 Signos Zodiacais que envolve nosso cosmos próximo consegue correlacionar corretamente a meditação de Peixes com as experiências dos 12 imortais durante a estação que precede a “crucificação” anual de Cristo. Assim como a dor e o sofrimento no Gólgota são tragados pela glória dourada da manhã de Páscoa, o Discípulo que conseguiu suplantar seu “eu pessoal” e que percorre, até o final, o Caminho da Santidade, por meio de Peixes, descobrirá que ele trocou sua cruz pela glória dourada do “vestido de bodas” no qual funciona, livre e triunfante, com o Cristo Ressurreto.
A história da Humanidade, desde o Sacrifício de Cristo no Gólgota pode parecer ter alcançado pouco desenvolvimento até agora; mas esse momento é a Era de Peixes, que como nós temos informado, é o Signo da estabilização das dívidas dos destinos maduros. As dívidas que o ser humano deve para outro ser humano e nações devem para outras nações devem, agora, serem pagas, e à medida que essa Velha Era de Peixes desapareça no tempo a Nova Era de Aquário tomará o seu lugar; uma harmonia que estende a todo o mundo será alcançada, com um governo mundial das nações, pleno em fraternidade e em paz, pois Aquário é o Signo do Filho do Homem.
As gotas de sangue físico que foram derramadas no Monte na Crucifixão não eram os verdadeiros agentes da salvação da Terra. Esses são as Redentoras asas ígneas de luz e poder, que são a Glória do Cristo, enchendo internamente e passando por através do Planeta. A Luz Arcangélica é Seu verdadeiro sangue, e é esta que salva.
Agora, todo ano quando Raio de Cristo resplandecente ascende, uma vez mais, do centro da Terra, Sua elevação é sentida na Natureza, como uma força atrativa; e quando chega a uma certa altura Suas forças são focadas, novamente, no Mundo do Desejo do Planeta. As intensas emoções da Humanidade são, agora, o campo especial de Seu ministério e durante o tempo da Páscoa, a Humanidade sente que uma grande tranquilidade preenche sua alma desde uma fonte desconhecida. Pela intensificação desse poder, ano a ano, a Humanidade, lenta, mas com toda a segurança, vai se convertendo em um Cristo em formação.
A ressurreição cósmica ocorre em março, quando o Espírito de Cristo é libertado da esfera terrestre e entra, novamente, nas esferas celestiais. É quando as Hierarquias de Áries e Peixes se juntam aos Anjos e Arcanjos em triunfante jubilação para esse evento. O ritmo dos seus hinos cósmicos encontra uma transcrição aqui na Terra no Coro Aleluia de Händel[61]. As cerimônias pré-Cristãs celebrando o retorno da Primavera e a vitória da luz sobre as trevas estavam sintonizadas com esses ritmos.
O Equinócio de Março é um dos mais elevados pontos do ano para o Discípulo. Suas notas chaves são a liberdade e a emancipação que conduz a uma vida mais ampla. É também o momento em que o Cristo Cósmico é libertado dos grilhões terrestres que Ele se aprisionou, durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Por isso, é o momento mais propício para um Discípulo avançado romper os laços que o prendem e entrar na liberdade jubilosa do espírito.
A Igreja observa a Festa eclesiástica da Anunciação, em março, quando a natureza comemora a Festa cósmica da Anunciação, pois há uma íntima relação entre o ser humano e a natureza. A natureza é Deus em manifestação.
O ser humano é um deus em construção. Entretanto, um se reflete no outro. A maioria dos rituais sagrados observados pelo ser humano estão em sintonia com as transições das estações do ano. Os poetas cantam em louvor o espírito de regozijo da primavera, enquanto o verde e dourado do esplendor da natureza fornece a evidência de que as forças vitais, que retornam, estão respondendo em um triunfante impulso de ressurreição da própria natureza.
Um avançado seguidor do Caminho entende que chegou o tempo de fundir a tristeza e as lágrimas propostas pela vida pessoal (Peixes) com os fogos transformadores de Áries. Concomitantemente a essa realização, ele se junta ao poderoso coro que é ecoado e repetidamente ecoado pelos Anjos e Arcanjos: “O Cristo ressuscitou, porque Cristo ressuscitou agora dentro de mim”.
Os antigos persas denominavam o mês de abril como o mês do paraíso, e os primeiros pais Cristãos declaravam que era durante essa estação de encantamento quando o Sol entrava em Áries que Deus moldou o Planeta Terra, e tudo que nele habita. Abril é, geralmente, considerado um mês de ressurreição.
Quando o Senhor Cristo faz Sua ascensão aos reinos internos, esses assumem a aparência de uma massa fundida de ouro brilhante. Na lenda do Santo Graal, os Cavaleiros diziam que na Sexta-feira Santa uma pomba descia do céu para repor a água da vida no Cálice Sagrado, e que eles eram capazes de retirar a nutrição espiritual dele ao longo do ano que se seguia. Por isso, é que o Senhor ressuscitado derrama o Seu amor e espírito para nutrir todos os seres vivos sobre o Planeta Terra. Se não fosse por esta reposição anual, os campos seriam estéreis e as árvores e videiras não produziriam frutos. À luz desse fato, pode-se observar que o Senhor Cristo proferiu uma profunda e literal verdade quando disse aos Seus Discípulos na Última Ceia: “Isto (pão) é o meu corpo que é dado por vós: … Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós”[62].
Uma das mais lindas festividades do ano é a da Ascensão, que acontece quando o Sol passa por Touro (maio) indo para Gêmeos (junho). É quando falanges após falanges de Seres Celestiais se ajoelham para adorar a presença exaltada de Cristo, e mesmo as estrelas se unem em uma sinfonia proclamando Sua majestade e glória. Durante essa festividade divina Sua radiação permeia a Terra com uma refulgência impossível de descrever, tornando resplandecente, ambos, os reinos espirituais e físico. Como a natureza está em perfeita harmonia com as correntes elevadas do Cristo durante os quarenta dias entre a Ressurreição e a Ascensão, o período é de um significado espiritual tão elevado que é um esperançoso tempo para o Discípulo despertar, dentro de si mesmo, os poderes de Clarividência, clariaudiência e outros dons do espírito pertencentes ao verdadeiro discipulado.
Durante o mês de junho, Cristo torna-se um canal de radiações enviadas pelos Serafins, a Hierarquia de Gêmeos. É lá que o Cristo entra em contato com o Espírito Santo, o terceiro aspecto da Trindade. Uma das notas chaves de Gêmeos é ATIVIDADE; repare: é também uma das notas chaves do Espírito Santo. Por meio dessa atividade os Serafins transmitem, para baixo, os mistérios do Espírito Santo para o Signo oposto a Gêmeos, qual seja, Sagitário, os Senhores da Mente. Aqui, então, eles aguardam que o ser humano se desenvolva e se ilumine até o ponto onde ele seja capaz de compreender e aplicar os poderes do Espírito Santo em seu cotidiano. No momento, a Humanidade só é capaz de absorver fracamente os mistérios relacionados com o princípio e os poderes do terceiro aspecto da Trindade.
Enquanto o Sol entra em Câncer, no mês de julho o Senhor Cristo ascende ao Seu próprio mundo, o Mundo do Espírito de Vida. Esse é o reino onde a unidade e a harmonia reinam supremas; também, é a esfera de consciência que os primeiros Discípulos de Cristo contataram no Dia de Pentecostes. Isso será alcançado por toda a Humanidade avançada no fim do presente Período Terrestre. Por meio da operação do Cristo Cósmico, é aqui que o Filho ou o princípio da Palavra e o segundo aspecto da Trindade, nosso Abençoado Senhor, contata a Hierarquia de Câncer, Querubins. Esses Seres celestiais são os guardiões de todos os lugares Sagrados no céu e na Terra. Eles guardam até mesmo o maior mistério da vida. Sob a orientação do Senhor Cristo esse mistério sagrado é transmitido para baixo, de Câncer para o seu Signo oposto, Capricórnio, e fornecido para os Arcanjos. Foi por essa razão que o Salvador do Mundo, que veio para a Terra proclamando o mistério do Espírito Santo, nasceu sob o Signo de Capricórnio. A observância conhecida eclesiasticamente como a Festividade de S. João Batista, o precursor do Cristo, ocorre durante a estação do Solstício de Junho.
Em julho a alma da Terra está impregnada de puro êxtase. O céu se inclina, enquanto a Terra é elevada. No intercâmbio divino de forças espirituais o Casamento Místico entre o céu e a Terra é consumado. Em um intervalo de quatro dias, as correntes de desejos são acalmadas de tal modo que as forças espirituais vão se tornando cada vez mais operantes. A Terra vai, então, sendo literalmente inundada com a luz pura e branca do espírito. O Discípulo que aprende como se sintonizar com esse influxo poderoso receberá um despertar jamais sonhado de consciência espiritual.
À medida que o Sol atinge o ponto mais alto de sua ascensão norte[63], o Cristo também sobe para o reino espiritual descrito na Bíblia como o trono do Pai. Isso é conhecido na terminologia Rosacruz como o Mundo do Espírito Divino, a morada do Deus desse Sistema Solar. Deus é Amor e Deus é Luz. AMOR e LUZ são notas chaves da Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama (Amor). Sob a supervisão dos Senhores da Chama, e unido com os poderes do Pai, o primeiro aspecto da Trindade, o Senhor Cristo trabalha com o supremo poder do amor, a força estabilizadora da Terra. Aqui Ele se torna o canal daquele poder, enquanto Ele roteia a Terra sobre o seu eixo e a gira, em sua órbita, em torno do Sol. Esse poder do amor é transmitido para baixo pela Hierarquia de Leão para o seu Signo oposto, Aquário; assim, será esse o poder que animará a nova Era Aquariana.
Nessa estação, as influências cósmicas fornecem o maior auxílio para o Discípulo Aspirante para fazer do amor a força dominante e motivadora da sua vida. É tempo para embelezar cada palavra, pensamento e ato seu com essa magia do coração.
O décimo terceiro capítulo da Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios, uma das maiores canções de amor da alma, é o mantra perfeito tanto para meditação como para a motivação, durante o período em que o Sol está transitando pelo Signo majestoso de Leão.
Em setembro, o Senhor Cristo volta da glória dos mais elevados céus e começa Seu descenso para os reinos físicos[64]. Por todo esse mês, a ternura, a beleza ansiosa da natureza se manifesta diferente de em qualquer outra estação, pois o Cristo está começando a cobrir a Terra com sua terna tristeza e Ele sente como sentiu quando chorou em Jerusalém a muito tempo atrás[65]. Suas lágrimas foram derramadas porque Ele sabia o longo tempo de dor e sofrimento por meio dos quais a Humanidade deveria passar, tendo escolhido a escuridão ao invés da luz. Seu grandioso coração se entristeceu com as nuvens negras que envolveriam Jerusalém, mesmo o coração do Planeta que Ele tinha dedicado em Seu próprio serviço e em que Ele tinha derramado Seu imenso amor.
Setembro é outro mês de preparação para o Discípulo. Uma das palavras chaves de Virgem é SACRIFÍCIO. Um Discípulo fervoroso, preparando-se por meio do sacrifício e da renúncia de si próprio para tomar parte das festividades dos últimos meses do ano que se avizinha[66], medita frequentemente sobre a nota chave de Virgem: “Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja o servo de todos”.
Quando o Sol entra em Libra, que anuncia a chegada de outubro, a força dourada do Cristo passa pelos reinos terrestres enquanto esse sublime Ser inicia, novamente o Seu sacrifício anual, um evento denominado A CRUCIFICAÇÃO CÓSMICA. A isso S. Paulo se refere na Epístola aos Romanos 8:22: “Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente”. Essa estação do Equinócio de Setembro é um tempo para o Discípulo renovar sua dedicação para percorrer no caminho do Senhor a despeito de quaisquer vicissitudes e obstáculos que podem afetar seu caminhar.
Durante novembro o Espírito do Cristo permeia o Mundo do Desejo da Terra. Esse é um tempo propício para que o Discípulo trabalhe na purificação da sua natureza inferior e, assim, se torne mais habilitado para auxiliar os Seres Superiores em seus trabalhos de purificação do Mundo do Desejo da Terra. Um esforço suplementar é, então, feito para torná-lo um servidor consciente mais eficiente tanto nos planos internos como nos externos da vida.
Em estágios evolutivos anteriores do desenvolvimento humano, a Hierarquia de Escorpião, que preside o mês zodiacal de novembro, auxiliou o despertar do Ego[67] no ser humano[68] e, fazendo isso lançou o ser humano na estrada da individualização. Durante o presente estágio de evolução humana o Discípulo, trabalhando sob a orientação dos Senhores da Individualidade (Libra) e dos Senhores da Forma (Escorpião), está aprendendo a substituir a sua capacidade de fazer valer a própria opinião diante de outras pessoas pela humildade e pelo sacrifício pessoal do “eu” pelo impessoal: “nós”; em outras palavras, atualmente vive-se o ideal de O MAIOR BEM PARA O MAIOR NÚMERO. A Estação do Advento se estende pelo mês de dezembro e é anunciada como uma Festividade de Luz. O impulso espiritual da estação prepara a Humanidade para o derramamento das forças celestiais acompanhando o renascimento do Cristo Cósmico em nossa esfera terrestre. Esse período é seguido pela estação do Solstício de Dezembro que se estende de 21 de dezembro a 24 de dezembro e culmina com o dia seguinte, o 25 de dezembro, no Natal, o dia mais profundamente reverenciado em toda a Cristandade. A observância da festividade dessa estação santa nunca cessará para os Aspirantes, até que o Cristo tenha nascido dentro de nossas próprias almas. O quanto desse êxtase o Discípulo tenha experimentado nesse momento depende do degrau que ele tenha alcançado, e o regozijo pela sua participação cada vez mais crescente da mistura nessa estação entre o terreno e o divino é sentido com uma intensidade nunca alcançada em outro momento do ano.
[1] N.T.: Jo 6:66
[2] N.T.: Gn 15:1
[3] N.T.: Gn 15:2
[4] N.T.: Js 1:4
[5] N.T.: Js 1:4
[6] N.T.: Jo 15:5
[7] N.T.: Mt 20:27 e Mc 10:43
[8] N.T.: Gn 32:30
[9] N.T.: Ex 20:2
[10] N.T.: Dn 3:21-23
[11] N.T.: também escrito como: Egla ou Eglá – 2Sm 3-5
[12] N.T.: também escrito como: Chimham ou Quimã – 2Sm 37-42
[13] N.T.: também escrito como: Haggith, Aggith ou Hagite – 2Sm 3-4
[14] N.T. personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidônios (I Reis 11:2).
[15] Mt 22:14
[16] 2Cor 4:18
[17] N.T.: Mt 27:42
[18] N.T.: Mt 16:42
[19] N.T.: Mt 16:42
[20] N.T.: Lc 2:14
[21] NT: eram ritos de Iniciação ao culto das deusas agrícolas Demeter e Perséfone, que se celebravam em Elêusis, localidade da Grécia próxima a Atenas.
[22] N.T.: Jo 1:14
[23] N.T.: Jo 20:28
[24] N.T.: Jo 21:15-19
[25] N.T.: Um dos Cavaleiros do Rei Arthur, buscador do Santo Graal, reconhecido por sua pureza e coragem.
[26] N.T.: Ef 3:19
[27] N.T.: At 26:19
[28] N.T.: Is 2:4
[29] N.T.: Hab 2:4
[30] N.T.: Gl 1:17-18
[31] N.T.: região leste do Rio Jordão
[32] N.T.: refere-se ao Mundo do Espírito de Vida, onde está a Memória da Natureza, em toda sua plenitude e clareza.
[33] N.T.: IITm 4:9
[34] N.T.: ITs 2:8
[35] N.T.: Hermes Trismegisto (em latim: Hermes Trismegistus; “Hermes, o três vezes grande”) era um legislador egípcio, pastor e filósofo, que viveu na região de Ninus por volta de 1.330 a.C. ou antes desse período; a estimativa é de 1.500 a.C a 2.500 a.C.
[36] N.T.: IICor 11:24
[37] N.T.: Gl 1:16
[38] N.T.: At 27:1-44
[39] N.T.: Um tirso (em grego: thyrsos; em latim: thyrsus) era um bastão envolvido em hera e ramos de videira e encimado por uma pinha. Na mitologia grega (assim como na romana), era usado pelo deus Dioniso (ou Baco) e pelas seguidoras do deus, as ménades (ou bacantes). A hera e a videira eram de resto as plantas emblemáticas deste deus. Segundo os textos gregos, as ménades utilizariam os tirsos como uma espécie de arma, sendo conhecidos os cortejos frenéticos em honra a Dionísio (os tíasos) aos quais estas se entregavam.
[40] N.T.: do Diálogo Platônico “Fedão” ou Fédon, seguindo: “E no meu modo de entender, são estes, apenas, os que se ocuparam com a filosofia, em sua verdadeira acepção”.
[41] N.T.: pelo desenvolvimento espiritual
[42] N.T.: Mt 5:8
[43] N.T.: Mt 13:34-35
[44] N.T.: Mt 25:21
[45] N.T.: Maurice Polydore Marie Bernard Maeterlinck1 (1862 -1949) foi um dramaturgo, poeta e ensaísta belga de língua francesa, e principal expoente do teatro simbolista.
[46] N.T.: profundezas
[47] N.T.: Mt 28:18
[48] N.T.: Sl 8:5-7 – Hb 2:7
[49] N.T.: Sala no extremo Oeste do Tabernáculo do Deserto
[50] N.T.: para o Hemisfério norte
[51] N.T.: ou Sílfides
[52] N.T.: Mt 28:16-20
[53] N.T.: At 3:6
[54] N.T.: ICor 13:1
[55] N.T.: Rm 13:11
[56] N.T.: Sir Galahad é um poema escrito por Alfred Tennyson, poeta inglês
[57] N.T.: obra-mestra de Richard Wagner, baseado na lenda de Parsifal, cuja origem está envolta no mistério em que se desenvolveu a infância da raça humana; Parsifal simboliza a nova raça, que se eleva pela geração pura, em harmonia com as leis da natureza.
[58] N.T.: o mago negro, o “cavaleiro negro”, na obra Parsifal; simboliza a natureza inferior.
[59] N.T.: CAPÍTULO V – A Relação do Ser Humano com Deus
[60] N.T.: Mt 16; 24 – Mc 8:34 – Lc 9:23
[61] N.T.: Georg Friedrich Händel, célebre compositor da Alemanha, naturalizado cidadão britânico; 42º movimento (o célebre “Aleluia” – HALLELUJAH CHORUS) da obra: o oratório Messias (Messiah)
[62] N.T.: Lc 22:19-20
[63] N.T.: o ponto mais alto de ascensão norte é no Solstício de Junho.
[64] N.T.: reinos do Mundo Físico: Região Química e Região Etérica do Mundo Físico.
[65] N.T.: quando da sua primeira vinda.
[66] N.T.: outubro, novembro e dezembro.
[67] N.T.: o Espírito Virginal manifestado, nós
[68] N.T.: nos seus Corpos: Denso, Vital e de Desejos e o veículo: Mente.
A Escola de Sabedoria Ocidental ensina, como sua máxima fundamental, que “todo desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital”, declara Max Heindel.
É por esse motivo e com o propósito de apresentar, numa forma concisa e de fácil compreensão, todas as informações importantes que Max Heindel escreveu em várias cartas, lições e livros a respeito do veículo etérico, que este material compilado se acha publicado em forma de livro.
Para o leigo em estudos ocultos, assim como para o estudante avançado, seu conteúdo é de enorme valor prático.
Há 4 meios de você acessar esse Livro:
1. Em formato PDF (para download):
O Corpo Vital – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
2. Em forma audiobook ou audiolivro:
O Corpo Vital – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – audiobook
3. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas/featured
aqui:
O Corpo Vital – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – videobook
4. Para ler no próprio site::
O CORPO VITAL
Por
Max Heindel
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
3ª Edição em Inglês, 2011, The Vital Body, editada por The Rosicrucian Fellowship
1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
PARTE I – EVOLUÇÃO PASSADA DO CORPO VITAL DO SER HUMANO 7
Capítulo I – Durante Períodos e Revoluções. 7
Capítulo II – Durante as Épocas. 17
PARTE II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA 24
Capítulo I – Natureza e Funções. 24
Capítulo II – Na Saúde e na Doença. 46
Capítulo III – No Sono e nos Sonhos. 66
Capítulo IV – Na Morte e nos Mundos Invisíveis. 75
Capítulo V – A Caminho do Renascimento. 99
Capítulo VI – As Crianças. 102
PARTE III – O CORPO VITAL DOS ANIMAIS E DAS PLANTAS. 108
Capítulo I – Natureza e Funções. 108
PARTE IV – A RELAÇÃO DO CORPO VITAL COM O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL.. 116
Capítulo I – Um Fator Importante. 116
Capítulo II – O Efeito das Orações, Rituais e Exercícios. 129
nota[1]
A Escola de Sabedoria Ocidental ensina, como sua máxima fundamental, que “todo desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital”, declara Max Heindel, um Iniciado da Ordem Rosacruz e fundador da Fraternidade Rosacruz. É por esse motivo e com o propósito de apresentar, numa forma concisa e de fácil compreensão, todas as informações importantes que Max Heindel escreveu em várias cartas, lições e livros a respeito do veículo etérico, que este material compilado se acha publicado em forma de livro. Para o leigo em estudos ocultos, assim como para o Estudante Rosacruz avançado, seu conteúdo é de enorme valor prático.
Muitos Estudantes Rosacruzes zelosos dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental deram de modo desinteressado e amoroso, seu tempo e esforços no preparo desse material para publicação, e eles rogam que cada exemplar possa levar sua mensagem de luz e inspiração a todo Aspirante espiritual, que esteja se empenhando em seguir o Caminho de Cristo.
A Filosofia Rosacruz ensina que o ser humano é um Espírito Tríplice, possuindo uma Mente através da qual ele governa o Tríplice Corpo, que ele emanou de si mesmo para adquirir experiência. Ele transmuta esse Tríplice Corpo numa Tríplice Alma, da qual ele avançada impotência à onipotência. O Espírito Divino emana de si mesmo o Corpo Denso extraindo, como alimento, a Alma Consciente; o Espírito de Vida emana de si mesmo o Corpo Vital, extraindo, como alimento, a Alma intelectual; o Espírito Humano emana de si mesmo o Corpo de Desejos, extraindo, como alimento, a Alma Emocional. O Corpo Vital é feito de Éter e permeia o corpo visível,[2] como o Éter permeia todas as demais formas, com a exceção de que os seres humanos especializam uma maior quantidade do Éter universal que as outras formas. Esse corpo etéreo é nosso instrumento para a especialização da energia vital do Sol.
Também é ensinado pela Filosofia Rosacruz que nosso esquema evolucionário é levado através de cinco dos sete Mundos ou estados de matéria (Físico, do Desejo, do Pensamento, do Espírito de Vida e do Espírito Divino) em sete grandes Períodos de Manifestação (Períodos de: Saturno, Solar, Lunar, Terrestre, Júpiter, Vênus e Vulcano) durante os quais o Espírito Virginal, ou vida evolucionante, torna-se primeiro, um ser humano e depois, um Deus. Estamos, agora, no quarto período, ou Período Terrestre, que se acha dividido em sete Revoluções, assim como as sete Épocas seguintes: a Polar, a Hiperbórea, a Lemúrica, a Atlante, a Ária, a Nova Galileia e o Reino de Deus, essas últimas duas ainda por vir[3]. No começo do Período de Saturno doze grandes Hierarquias Criadoras estavam ativas no trabalho da evolução. Duas dessas Hierarquias fizeram algum trabalho para ajudar bem no início…. E, então, retiraram-se da existência limitada para a liberação. Mais três Hierarquias Criadoras seguiram-nas no início do Período Terrestre: os Senhores da Chama, os Querubins e os Serafins, deixando sete Hierarquias em serviço ativo quando o Período Terrestre teve início: os Senhores da Sabedoria, os Senhores da Individualidade, os Senhores da Forma, os Senhores da Mente, os Arcanjos, os Anjos e os Espíritos Virginais.
A evolução do Corpo Vital e do Espírito de Vida, do qual é uma contraparte, se iniciou no segundo Período ou Período Solar dos sete Grandes Dias de Manifestação. Desde então, foi reconstruído e atingirá a perfeição no Período de Júpiter. Num estágio futuro a Humanidade não mais terá necessidade desse veículo, mesmo assim, sua quintessência será retida.
O Espírito de Vida e o Corpo Vital iniciaram sua evolução no Período Solar e, por conseguinte, são responsabilidades específicas do Filho.
Eles (os Senhores da Chama) forneceram, anteriormente, o germe do Corpo Denso e, na primeira metade da Revolução de Saturno do Período Solar estavam ocupados com certos melhoramentos a serem feitos nele.
No Período Solar a formação do Corpo Vital estava para ter início, com todas as decorrentes implicações de capacidade para assimilação, crescimento, propagação, desenvolvimento das glândulas, etc.
Os Senhores da Chama incorporaram no germe do Corpo Denso apenas a capacidade de desenvolver os órgãos dos sentidos. Na ocasião, agora em consideração, foi necessário mudar o germe de tal modo que permitisse a interpenetração do Corpo Vital, e, também a capacidade de desenvolver glândulas e um tubo digestivo. Isso foi feito pela ação conjunta dos Senhores da Chama, que forneceram o germe original, e os Senhores da Sabedoria, que se encarregaram da evolução material no Período Solar.
Quando os Senhores da Chama e os Senhores da Sabedoria tinham, na Revolução de Saturno do Período Solar, reconstruído conjuntamente o Corpo Denso germinal, os Senhores da Sabedoria, na Segunda Revolução, deram início ao trabalho propriamente dito, do Período Solar, irradiando de seus próprios corpos o germe do Corpo Vital, tornando-o capaz de interpenetrar o Corpo Denso e dando ao germe a capacidade de crescimento ulterior, de propagação e de sensibilização dos centros sensoriais do Corpo Denso e possibilitando-o a se mover. Em suma, eles deram, em germe ao Corpo Vital, todas as faculdades que ele está agora expandindo para tornar-se um instrumento perfeito e flexível para o uso do Espírito.
Notamos também que, como a Primeira Revolução ou Revolução de Saturno, de qualquer período, diz respeito ao trabalho no Corpo Denso (porque este teve início numa primeira Revolução), assim, a Segunda, ou Revolução Solar, de qualquer período se acha relacionada com melhorias no Corpo Vital, porque este teve início numa Segunda Revolução.
Pode-se dizer que o ser humano, no Período Solar, passou pela existência do vegetal. Ele tinha um Corpo Denso e um Corpo Vital, como têm as plantas. Sua consciência, tal como a dos vegetais, era a de um sono sem sonhos.
Então havia duas classes ou reinos no Período Solar, isto é, os atrasados do Período de Saturno, que ainda eram minerais, e os pioneiros do Período de Saturno, que foram capazes de receber o germe do Corpo Vital e tornaram-se semelhantes às plantas.
No meio da sétima Revolução do Período Solar, os Senhores da Sabedoria se encarregaram do Espírito de Vida germinal, dado pelos Querubins na Sexta Revolução do Período Solar. Eles assim o fizeram com o propósito de conectá-lo ao Espírito Divino. Sua maior atividade, nesse trabalho, foi alcançada na Noite Cósmica intermediária entre os Períodos Solar e Lunar. No primeiro despertar do Período Lunar, à medida que a Onda de Vida se pôs em marcha em sua nova peregrinação, os Senhores da Sabedoria reapareceram, trazendo com eles os veículos germinais do ser humano em evolução. Na Primeira Revolução, ou de Saturno do Período Lunar, eles cooperaram com os “Senhores da Individualidade”, que tinham como encargo especial a evolução material do Período Lunar. Juntos eles reconstruíram o germe do Corpo Denso trazido do Período Solar. Esse germe tinha desdobrado os órgãos embrionários dos sentidos, os órgãos da digestão, as glândulas, etc. e foi interpenetrado por um Corpo Vital germinal que difundiu certo grau de vida no Corpo Denso embrionário. Certamente, ele não era sólido e visível como é agora, embora numa certa forma já tivesse algo desenvolvido e era perfeitamente distinguível pela visão Clarividente treinada do investigador competente, que procure na Memória da Natureza por cenas desse distante passado.
Na Segunda, ou Revolução Solar do Período Lunar, o Corpo Vital foi modificado para tornar-se capaz de ser interpenetrado pelo Corpo de Desejos, e, também acomodar-se ao sistema nervoso, muscular, esqueleto, etc. Os Senhores da Sabedoria, que foram os criadores do Corpo Vital, ajudaram também os Senhores da Individualidade em seu trabalho.
Na Sexta Revolução do Período Lunar os Querubins reapareceram e vivificaram o Espírito de Vida daqueles atrasados do Período Solar, mas que desde então tinham alcançado o estágio necessário de desenvolvimento, e, também naqueles atrasados do Período Solar que tinham então desenvolvido o Corpo Vital durante sua existência vegetal no Período Lunar.
Os pioneiros da nova Onda de Vida passaram por um estágio inferior da existência vegetal; entretanto a maioria deles desenvolveu o Corpo Vital suficientemente para permitir o despertar do Espírito de Vida.
Portanto, todos os três últimos mencionados possuíam os mesmos veículos no início do Período Terrestre, embora só os dois primeiros mencionados pertençam à nossa Onda de Vida e têm a chance de até nos ultrapassarem se passarem pelo ponto crítico que virá na próxima Revolução do Período Terrestre. Os que não conseguirem ultrapassar esse ponto ficarão retidos, até que alguma evolução futura alcance um estágio onde eles possam ser incorporados e continuar com seu desenvolvimento em um novo período humano. Eles serão impedidos de prosseguir com a nossa Humanidade, porque esta terá avançado muito além de suas condições e seria um sério entrave ao nosso progresso arrastá-los conosco. Eles não serão destruídos, mas, simplesmente retidos esperando por outro período de evolução.
No fim do Período Lunar essas classes possuíam os veículos como estão classificados no Diagrama 10 e começaram com eles no início do Período Terrestre.

Diagrama 10 – Classes no início do Período Terrestre
Durante o tempo que transcorreu desde então, o reino humano vem desenvolvendo o elo mental, e tem desse modo logrado total consciência de vigília. Os animais obtiveram um Corpo de Desejos; as plantas um Corpo Vital; os atrasados da Onda de Vida, que entraram na evolução no Período Lunar, escaparam das duras e pesadas condições de formações de rochas e agora seus Corpos Densos compõem nossos solos mais macios; enquanto a Onda de Vida que entrou na evolução aqui no Período Terrestre forma as rochas mais duras e as pedras.
Vemos então, que ao término do Período Lunar o ser humano possuía um Tríplice Corpo em vários estágios de desenvolvimento; e, também o germe do Tríplice Espírito. O ser humano possuía Corpos: Denso, Vital e de Desejos, e o Espírito: Divino, de Vida e Humano. Só lhe faltava o elo para conectá-los.
Outra Hierarquia Criadora tinha encargo especial dos três germes dos Corpos: Denso, Vital e de Desejos, conforme estavam evoluindo. Eram aqueles que, sob a direção das mais elevadas ordens fizeram praticamente o trabalho inicial nesses Corpos, usando a vida evolucionante como uma espécie de instrumento. Essa Hierarquia chama-se “Senhores da Forma”.
Eles estavam, então, tão evoluídos que receberam o encargo do terceiro aspecto do Espírito no ser humano, o Espírito Humano, no Período Terrestre que se aproximava.
Vamos, portanto, analisar o assunto e ver o que temos direito de esperar de quem pretende ser um professor. Para fazê-lo temos que primeiro nos indagar: Qual o propósito da existência no universo da matéria? Podemos responder a isso dizendo que é a evolução da consciência. Durante o Período de Saturno, quando éramos como minerais em nossa constituição, nossa consciência era a de um médium afastado de seu corpo por espíritos em uma seção de materialização, onde uma grande parte dos Éteres que compõem o Corpo Vital tenha sido removida. O Corpo Denso fica então num transe bem profundo. No Período Solar, quando nossa constituição era similar a das plantas, nossa consciência era como a de um sono sem sonhos, quando o Corpo de Desejos, a Mente e o Espírito ficam fora do corpo, deixando os Corpos Físico e Vital sobre a cama. No Período Lunar tivemos um quadro de consciência como a que temos nos sonhos, quando o Corpo de Desejos se acha só parcialmente removido do veículo Denso e do Corpo Vital. Aqui, no Período Terrestre, nossa consciência se alargou para sentir os objetos fora de nós, colocando-se todos os veículos numa posição concêntrica, como quando estamos acordados.
O Período Terrestre é proeminentemente o Período da Forma, pois aqui a forma ou a parte material da evolução atinge seu maior e mais pronunciado estado. Aqui o Espírito está mais indefeso e subjugado e a Forma é o fator mais predominante; daí a proeminência dos Senhores da Forma.
Durante essa Revolução (a Segunda ou Revolução Solar do Período Terrestre) o Corpo Vital foi reconstruído para acomodar o germe da Mente. O Corpo Vital foi moldado para ficar mais semelhante ao Corpo Denso, de modo que pudesse tornar-se adequado para uso como o veículo mais denso durante o Período de Júpiter, quando o Corpo Denso terá se espiritualizado.
Os Anjos, a “Humanidade” do Período Lunar, foram ajudados nessa reconstrução pelos Senhores da Forma. A organização do Corpo Vital acha-se agora em uma eficiência próxima ao do Corpo Denso. Alguns escritores deste assunto chamam o Corpo Vital de um elo, e sustentam que ele é meramente um molde do Corpo Denso e não um veículo separado.
Embora não desejando criticar, e admitindo que essa controvérsia se acha justificada pelo fato de que o ser humano, no presente estágio da evolução, não pode habitualmente usar o Corpo Vital como um veículo separado, porque ele sempre permanece com o Corpo Denso, e retirá-lo totalmente iria causar a morte do Corpo Denso, sem dúvida houve uma época em que ele não estava tão firmemente incorporado a este último, como veremos mais adiante.
Durante essas Épocas da história de nossa Terra, que já foram mencionadas como a Lemúrica e a Atlante, o ser humano era involuntariamente Clarividente, e foi precisamente essa debilidade de conexão entre os Corpos Denso e Vital que tornava o ser humano assim (Os Iniciadores daquela época ajudavam o candidato a afrouxar ainda mais essa conexão, como no Clarividente voluntário).
Desde então o Corpo Vital tornou-se muito mais firmemente entretecido com o Corpo Denso na maioria das pessoas, mas em todos os sensitivos essa conexão está frouxa. É essa frouxidão que constitui a diferença entre o parapsíquico e a pessoa comum que é inconsciente de tudo, exceto das vibrações captadas pelos cinco sentidos. Todos os seres humanos tiveram que passar por esse período de estreita conexão dos veículos e experimentar a consequente limitação de consciência. Há, portanto, duas classes de sensitivos, aqueles que não se tenham firmemente enredado na matéria, como a maioria dos hindus, indianos, etc., que possuem certo e pequeno grau de clarividência, ou seja, sensíveis aos sons da natureza, e aqueles que se acham na vanguarda da evolução. Os últimos estão surgindo do nadir da materialidade, e estão também divididos em dois tipos, um dos quais se desenvolve de modo passivo e fraco de vontade. Pela ajuda de outros eles tornam a despertar o plexo solar e outros órgãos de conexão com o sistema nervoso involuntário. Esses são, portanto, Clarividentes involuntários, médiuns que não possuem controle de sua faculdade. Eles retrocederam. O outro tipo é formado por aqueles que, pela própria vontade, desenvolveram o poder vibratório dos órgãos atualmente conectados com o sistema nervoso voluntário e assim tornaram-se ocultistas treinados, controlando seus próprios corpos e exercendo a faculdade de clarividência como desejem. Eles são chamados de Clarividentes voluntários ou treinados.
No Período de Júpiter o ser humano vai funcionar em seu Corpo Vital como agora ele faz em seu Corpo Denso e como nenhum desenvolvimento é súbito na natureza, o processo de separar os dois Corpos já começou. O Corpo Vital irá no futuro alcançar um grau muito maior de eficiência que o que tem o Corpo Denso de hoje. Como ele é um veículo muito mais flexível, o espírito estará então capacitado a usá-lo de um modo impossível de imaginar com nosso atual veículo Denso.
O Corpo Vital começou na Segunda Revolução do Período Solar e foi reconstruído nos Períodos Lunar e Terrestre, e irá alcançar a perfeição no Período de Júpiter, que é o seu quarto estágio, assim como o Período Terrestre é o quarto estágio do Corpo Denso.
Nada é desperdiçado na natureza. No Período de Júpiter as forças do Corpo Denso irão se superpor ao Corpo Vital completado. Este veículo possuirá, então, os poderes do Corpo Denso além de suas próprias faculdades e será, por isso, um instrumento de muito mais valia para o Tríplice Espírito expressar-se do que se fosse construído a partir de suas próprias forças.
De modo similar, o Globo D do Período de Vênus estará localizado no Mundo do Desejo, e daí nem o Corpo Denso nem o Vital poderão ser usados como instrumentos conscientes. Por esse motivo as essências dos Corpos Denso e Vital aperfeiçoadas serão incorporadas ao Corpo de Desejos completo, tornando-se assim, este último, um veículo de qualidades transcendentais, maravilhosamente adaptado e assim sensível ao mais leve desejo do Espírito interno do que em nossas atuais limitações, o que se acha além de toda a concepção.
Até mesmo a eficiência desse esplêndido veículo estará superada quando no Período de Vulcano sua essência, junto com as essências dos Corpos Denso e Vital, agregarão a Mente, tornando-a o mais elevado dos veículos do ser humano, contendo dentro de si a quintessência do que houver de melhor em todos os veículos. Se o veículo do Período de Vênus está tão além de nosso atual poder de compreensão, que dirá aquele que estará a serviço dos seres divinos no Período de Vulcano!
As Épocas Polar, Hiperbórea, Lemúrica e Atlante foram recapitulações das etapas que os Espíritos Virginais atravessaram. Consequentemente, o Corpo Vital sofreu modificações durante aquelas épocas.
Quando o ser humano apareceu na Terra, na Época Polar o Corpo Denso foi constituído e na Época Hiperbórea foi vitalizado pela interpenetração do Corpo Vital. Naquelas Épocas o ser humano era parecido com os Anjos, macho-fêmea, uma completa unidade criadora, capaz de criar por si mesmo projetando toda sua força criadora que é amor.
Quando a Terra surgiu do Caos, encontrava-se primeiramente na etapa vermelho escuro, que conhecemos como Época Polar. Então, a Humanidade desenvolveu primeiro, um Corpo Denso que não era, absolutamente, como nosso corpo atual. Quando o estado da Terra se fez ígneo, na Época Hiperbórea, o Corpo Vital foi agregado e o ser humano se converteu em algo similar às plantas, isto é, tinha os mesmos veículos que têm as plantas atualmente, e, também uma consciência similar, ou melhor, uma inconsciência parecida à que temos durante o sono sem sonhos, quando só os Corpos Denso e Vital ficam no leito.
Os Senhores da Forma apareceram na Época Hiperbórea, juntamente com os Anjos (“Humanidade” do Período Lunar), e envolveram a forma densa do ser humano com um Corpo Vital.
Como a Época Polar era realmente uma recapitulação do Período de Saturno, pode-se dizer que, durante este tempo, o ser humano passou através do estado mineral; tinha o mesmo veículo – o Corpo Denso – e uma consciência semelhante à do estado de transe. Por razões análogas, o estado vegetal foi atravessado durante a Época Hiperbórea, pois o ser humano tinha um Corpo Denso e um Vital, e sua consciência era semelhante à da de sono sem sonhos.
Absorvendo os cristaloides preparados pelos vegetais, o ser humano desenvolveu um Corpo Vital na Época Hiperbórea, e se converteu em algo semelhante às plantas, tanto por sua constituição como por sua natureza, pois vivia sem fazer esforço algum e tão inconscientemente quanto às plantas.
Na segunda época, a Hiperbórea, um Corpo Vital de Éter foi acrescentado, então, o ser humano, em desenvolvimento, já possuía um corpo constituído como o das plantas atuais. Ele não era uma planta, mas algo semelhante à planta.
Caim, o ser humano desta Época, é descrito como um agricultor; seus alimentos vinham unicamente dos vegetais, pois as plantas contêm mais Éter do que qualquer outra estrutura.
Descreve-se Caim como um agricultor. Ele simboliza o ser humano da Segunda Época. Tinha um Corpo Vital análogo ao das plantas, que o sustentava.
Na segunda Época, a Hiperbórea, Deus disse: “Faça-se a Luz”; o calor se converteu numa massa ígnea luminosa semelhante à do Período Solar, e o Corpo Denso humano foi vestido com um Corpo Vital, flutuando aqui e acolá sobre a Terra ígnea, como uma coisa grande em forma de saco ou bolsa. O ser humano era, então, análogo ao vegetal porque tinha os mesmos veículos que têm as plantas atuais, e os Anjos eram seus auxiliares na organização de seu Corpo Vital, e continuam sendo até os dias atuais.
Isto pode parecer uma anomalia, pois os Anjos são a “Humanidade” do Período Lunar, no qual o ser humano obteve seu Corpo de Desejos. Porém, não é assim, porque, só no Período Lunar, a Terra evolucionante se condensou em Éter, tal como o que agora forma nosso Corpo Vital e, lá a “Humanidade”, os Anjos atuais, aprenderam a construir seus corpos mais densos com matéria etérea, assim como, estamos aprendendo a formar os nossos com sólidos, líquidos e gases, da Região Química do Mundo Físico. Eles se tornaram especialistas na construção daqueles corpos, assim como nós o seremos na construção de um Corpo Denso, quando finalizar o Período Terrestre.
Na Época Polar, o ser humano tinha somente um Corpo Denso pobremente organizado; era inconsciente e imóvel como os minerais que agora são assim, constituídos. Na Época Hiperbórea, seu Corpo Denso ficou envolto em um Corpo Vital e o Espírito pairava fora. Os efeitos desta natureza podem ser observados nos vegetais, que agora estão constituídos analogamente.
Neles vemos repetição constante, construção de talos e folhas para cima em sucessão alternada, o que continuaria ‘ad infinitum’, se não houvesse outra influência. Porém, como a planta não tem Corpo de Desejos separado, o Corpo de Desejos da Terra, o Mundo do Desejo, endurece o vegetal e freia seu intenso crescimento na medida certa. A força criadora, que não consegue fazer uma determinada planta continuar a crescer, busca outra saída: forma a flor e se acumula na semente, para que possa crescer outra vez em uma nova planta.
Na Época Hiperbórea, na qual o ser humano se encontrava em condições parecidas, seu Corpo Vital o fazia crescer até alcançar um tamanho enorme. O Mundo do Desejo, agindo sobre ele, fazia com que ele produzisse umas sementes semelhantes a esporos, que ou eram apropriados por outros Egos humanos ou eram empregados pelos Espíritos da Natureza, para formar os corpos animais que começavam a emergir do Caos (a Onda de Vida superior começa primeiro, no princípio de um período, e é a última que vai ao Caos; as ondas de vida que se seguem – animal, vegetal e mineral – surgem mais tarde e se vão mais depressa).
Deste modo, na Época Hiperbórea, quando o ser humano era análogo aos vegetais, seu Corpo Vital formava vértebra, pós-vértebra, e teria continuado assim se não lhe tivesse sido dado um Corpo de Desejos na Época Lemúrica. Esse corpo começou a endurecer a estrutura e a dominar a tendência a crescer, e, como resultado, o crânio, a flor sobre o “talo” da coluna espinhal, foi incipientemente formado.
Impedida em seus esforços de construir uma forma mais alta, fez-se necessário que a força criadora do Corpo Vital buscasse outra saída, pela qual pudesse continuar crescendo para cima em outro ser humano. Então, o ser humano tornou-se hermafrodita, capaz de gerar um novo corpo de si mesmo.
Então chegamos à segunda época, a Hiperbórea, quando o ser humano possuía um Corpo Denso e um Corpo Vital; que era o seu estágio análogo ao vegetal. Alimentava-se de vegetais e se fala de Caim como de um agricultor. Imediatamente depois, temos a Época Lemúrica, quando o ser humano já tinha um Corpo de Desejos, isto é, possuía três veículos, igual aos animais.
Então chegamos à etapa em que o ser humano necessitava de alimentos para manter seus três Corpos. Ele os obtém de animais viventes e se diz que Abel era um pastor.
Quando o ser humano adquiriu seu Corpo Vital, na Época Hiperbórea, o Sol, a Lua e a Terra estavam ainda unidos e as forças solares-lunares penetravam em cada ser uniformemente, de modo que todos podiam perpetuar sua espécie através de brotos e esporos, como fazem as plantas atuais. Os esforços do Corpo Vital para abrandar o veículo denso e mantê-lo vivo, então, não sofriam intervenção, e esses corpos primitivos, parecidos com as plantas, viviam séculos. Porém, como o ser humano era inconsciente e imóvel como as plantas, não fazia nenhum esforço vigoroso. A inclusão de um Corpo de Desejos agregou estímulos e desejos, e a consciência surgiu como resultado do estado de guerra entre o Corpo Vital que constrói, e o Corpo de Desejos que destrói o Corpo Denso.
Então, a dissolução tornou-se só uma questão de tempo, especialmente porque a energia construtiva do Corpo Vital foi também necessariamente dividida, uma parte ou polo sendo usada nas funções vitais do corpo, e a outra para substituir o veículo perdido pela morte. Porém, como os dois polos de um magneto ou dínamo são requisitos para a manifestação, assim também dois seres de sexos diferentes são necessários para a geração; então, casamento e nascimento foram instituídos para compensar o efeito da morte. A morte, então, é o preço que pagamos pela consciência no mundo atual. O casamento e os nascimentos repetidos são nossas armas contra o maior terror da Humanidade, até que mude nossa constituição e nos tornemos seres semelhantes aos Anjos.
Os veículos superiores dos primitivos Atlantes não estavam em posição concêntrica com relação ao Corpo Denso como estão os nossos. O Espírito não era ainda um Espírito interno; estava parcialmente no exterior e, portanto, não podia controlá-los tão facilmente, como quando habita internamente. A cabeça do Corpo Vital estava fora e se mantinha muito mais acima que a do Corpo Denso. Há um ponto entre as sobrancelhas, a meia polegada[1] abaixo da pele, que tem um ponto correspondente no Corpo Vital. Esse ponto não é o Corpo Pituitário[2], que está muito mais dentro da cabeça do Corpo Denso. Pode chamar-se de “raiz do nariz”. Quando esses dois pontos, do Corpo Vital e do Físico se colocam em correspondência, como acontece com o ser humano atual, o Clarividente treinado os vê como uma pequena mancha negra, ou melhor dizendo, como um espaço vazio, semelhante à parte invisível da chama do gás. Este é o assento do Espírito interno do ser humano, o Santo dos Santos (Sanctum Sanctorum) do templo do corpo humano, fechado para tudo o que não seja o Espírito que habita aquele corpo, o Ego. O Clarividente desenvolvido pode ver com maior ou menor clareza, de acordo com sua capacidade e treinamento, todos os diferentes corpos que formam a aura humana. Esse ponto está oculto para ele. É a “Isis”, cujo véu ninguém pode se levantar. Nem mesmo o ser mais evoluído da Terra pode tirar o véu do Ego da mais humilde ou menos desenvolvida criatura. Isto, e unicamente isto, sobre a Terra, é tão sagrado que está completamente a salvo de toda intrusão.
Estes dois pontos que acabamos de citar – um no Corpo Denso e sua contraparte no Corpo Vital – estavam muito separados no ser humano dos primitivos tempos da Atlântida, como estão nos animais atuais. A cabeça do Corpo Vital do cavalo está muito separada da cabeça de seu Corpo Denso. Esses dois pontos estão mais próximos no cachorro do que em qualquer outro animal, com exceção talvez do elefante. Se chegar a juntar-se, acontece o caso dos animais prodígios que podem contar, soletrar, etc.
Devido à distância entre esses dois pontos, o poder de percepção do Atlante era muito mais agudo nos mundos internos do que no Mundo Físico, obscurecida pela atmosfera de neblina densa e pesada. Com o tempo, no entanto, a atmosfera foi ficando gradualmente mais clara, ao mesmo tempo, que o ponto citado no Corpo Vital foi-se aproximando, pouco a pouco, do correspondente no Corpo Denso. Conforme se iam aproximando, o ser humano ia perdendo seu contato com os mundos internos, que ficavam mais escuros à medida que o físico clareava. Finalmente, na terceira e última parte da Época Atlante, o ponto do Corpo Vital se uniu ao do Corpo Denso correspondente. Até esse momento, o ser humano não estava plenamente consciente do Mundo Físico, porém, ao mesmo tempo, que se obteve a plena visão e percepção do Mundo Físico, a maioria da Humanidade, perdeu gradualmente a capacidade de perceber os mundos superiores.
Durante a existência da Raça dos Semitas Originais a atmosfera da Atlântida começou a clarear definitivamente e o ponto, já mencionado, do Corpo Vital se colocou em correspondência com o respectivo ponto no Corpo Denso. A combinação dos acontecimentos deu ao ser humano a capacidade de ver os objetos com clareza e nitidez, com contornos bem definidos; porém, isto também provocou a perda de sua visão dos mundos internos.
Durante as idades que transcorreram desde a Época Lemúrica, a Humanidade desenvolveu, pouco a pouco, o sistema nervoso cérebro-espinhal, que está sob o controle da vontade. Na última parte da Época Atlante, tal sistema se desenvolveu bastante para permitir ao Ego tomar plena posse do Corpo Denso. Então, foi o momento (como já foi mencionado) em que o ponto no Corpo Vital e o ponto no Corpo Denso, se corresponderam na raiz do nariz, e o Espírito interno despertou no Mundo Físico, e a grande maioria da Humanidade perdeu a consciência dos mundos internos.
A Humanidade está evoluindo atualmente na Época Ária. O Corpo Vital tem funções, cor, forma, estrutura atômica e polaridade. Sua existência pode ser provada.
Vimos que o ser humano é um ser complexo e se compõe de:
O objetivo da vida é transformar os poderes latentes do Ego em energia dinâmica, por meio da qual ele poderá controlar, perfeitamente, seus diferentes veículos e atuar como lhe pareça melhor. Sabemos que o Ego não tem domínio completo, pois, se assim fosse, não haveria guerra em nosso interior entre o Espírito e a carne, melhor dizendo, entre o Espírito e o Corpo de Desejos. É esta guerra que desenvolve o músculo espiritual, assim como a luta constrói o músculo físico. É fácil mandar que outros façam isso ou aquilo, mas impor obediência a si próprio é a tarefa mais difícil no mundo, e diz-se, com razão, que “o ser humano que conquista a si mesmo é maior do que o que conquista uma cidade”. Goethe, o grande poeta iniciado, nos dá razão quando diz:
“De todos os poderes que encadeiam o mundo, o ser humano se libertará quando adquirir autocontrole”.
Além do corpo visível do ser humano que vemos com nossos olhos físicos, há outros veículos mais sutis que são invisíveis para a grande maioria da Humanidade. No entanto, não são acessórios inúteis do Corpo Denso; pelo contrário, são muito importantes pelo fato de serem impulsionadores de toda ação. Se não existissem esses veículos sutis, o Corpo Denso ficaria inerte, insensível e morto.
O primeiro desses veículos sutis, o qual chamamos de “Corpo Vital” por ser a avenida da vitalidade, e faz fermentar a massa morta de nossa envoltura mortal em seus anos de vida, e nos dá o poder de nos movermos.
Quando nosso corpo visível atual brotou, primeiramente no Espírito, era um pensamento-forma, porém, gradualmente, foi-se condensando e solidificando até se converter na cristalização química atual. O Corpo Vital foi o próximo emanado pelo Espírito, também como um pensamento-forma, e se encontra agora em seu terceiro grau de solidificação, que é o etéreo.
Além do Corpo Denso, que é visível aos nossos olhos físicos, há outros veículos mais sutis que interpenetra esse Corpo Denso e que impulsiona e vitaliza as atividades daquele. Um deles é o Corpo Vital, composto de Éter, o qual tomou a seu cargo a construção do Corpo Denso, por meio dos alimentos que ingerimos em nosso organismo. Ele controla todas as funções vitais, tais como a respiração, a digestão, a assimilação, etc., trabalhando por meio do sistema nervoso simpático. Outro veículo, ainda mais sutil, é o Corpo de Desejos; é o veículo de nossas emoções, sentimentos e desejos que gasta as energias acumuladas no Corpo Denso pelos processos vitais, graças ao controle que exerce sobre o sistema nervoso cérebro-espinhal ou voluntário. Durante sua atividade, o Corpo de Desejos está destruindo e rompendo continuamente os tecidos formados pelo Corpo Vital: é a guerra entre estes dois veículos que produz o que chamamos de consciência no Mundo Físico. As forças etéreas do Corpo Vital operam de tal maneira que convertem em sangue a maior parte possível dos alimentos, e o sangue é a mais alta expressão do Corpo Vital.
A propagação é uma faculdade do Corpo Vital, que é o reflexo do Espírito de Vida, o segundo aspecto do Espírito Tríplice do ser humano.
Conta-se que dois Querubins com espadas flamejantes se converteram em guardiões do Éden, quando o ser humano foi expulso dali, para que não comesse o fruto da Árvore da Vida, tornando-se imortal. Os Querubins são a grande Hierarquia Criadora que se encarregou da Terra no Período Solar, quando o Corpo Vital germinou e o Espírito de Vida foi despertado.
Em nossa Bíblia, há uma descrição dos primeiros seres humanos da Terra. São chamados de Adão e Eva, porém, interpretando corretamente, Adão e Eva querem dizer a raça humana, à qual pouco a pouco se arrogou a faculdade de procriar, convertendo-se assim em seres livres. Dessa maneira, a Humanidade obteve sua liberdade e se fez responsável perante a Lei de Consequência, pois, arrogando-se o direito de criar corpos, separou-se, então, da Árvore da Vida e de um estado que reconhecemos agora como etéreo. Quando aprendermos que temos um Corpo Vital feito de Éter, e que é a Árvore da Vida de cada ser humano, o qual nos proporciona a vitalidade necessária para nos movermos, então, compreenderemos porque o poder de recriar e regenerar nossos corpos nos foi tirado para que aprendêssemos como vitalizar nosso imperfeito Corpo Denso. E compreenderemos também porque, assim como está na Bíblia, havia Querubins com espadas flamejantes no portão do Jardim do Éden para proteger aquela região.
Foi para um bom propósito que esta faculdade nos foi tirada. Não por maldade, ou para que o ser humano sofresse aflições e dores, mas porque somente por meio de existências ou vidas repetidas em corpos inferiores podemos aprender a construir, para nós, um veículo adequado e bastante perfeito para ser imortalizado. Gradualmente, o ser humano saiu de sua condição etérea até alcançar sua condição sólida atual. Naquela época, podia viver em condições etéreas facilmente, como podemos viver hoje em dia nos três elementos do Mundo Físico. Na sua última etapa etérea estava em contato interno com as correntes de vida que agora contatamos inconscientemente.
Podia, então, centralizar em seu corpo a energia solar, absorvendo-a de uma maneira distinta da que emprega atualmente. Essa faculdade foi sendo retirada gradualmente, à medida que ia entrando na etapa sólida atual.
O Corpo Vital, assim chamado nas Escolas de Mistérios do Ocidente, como já vimos, é composto de quatro Éteres de diferentes densidades e o Éter é a via de ingresso da força vital, proveniente do Sol, e o campo de ação da natureza que promove as atividades de assimilação, crescimento e propagação.
Esse veículo é a contraparte exata de nosso corpo visível, molécula por molécula, órgão por órgão, com uma exceção, da qual falaremos mais tarde. Porém, é um pouco maior e se estende além da periferia de nosso Corpo Denso cerca de uns quatro centímetros.
O baço é a entrada particular das forças que vitalizam o Corpo Denso. Na contraparte etérea desse órgão a energia solar se transmuta em um fluido vital de cor rosa pálido. Daí se estende por todo o sistema nervoso e, uma vez cumprido o seu trabalho no corpo, sai, irradiando torrentes de luz que se eriçam parecidas com os pelos do porco espinho.
Durante o dia, o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que nos rodeia, por meio do órgão a que chamamos baço. Essa força vital permeia todo o organismo e os Clarividentes a veem como um fluido de cor rosa pálido, pois foi transmutada ao entrar no Corpo Denso. Flui por todos os nervos e, quando os centros cerebrais a enviam em quantidades particularmente grandes, aciona os músculos governados pelos nervos.
Durante o estado de vigília, há uma guerra constante entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos. Os desejos e os impulsos do Corpo de Desejos golpeiam continuamente o Corpo Denso, obrigando-o à ação, sem olhar o dano que lhe possa ocasionar, sempre que seja satisfeito o desejo. É o Corpo de Desejos que incita o alcoólatra a encher-se de álcool para que a combustão química acelere as vibrações do Corpo Denso a um diapasão que fará dele um instrumento dócil a todo impulso desenfreado, gastando assim a energia acumulada com imprudente prodigalidade. O Corpo Vital, por outro lado, não tem outro interesse a não ser a conservação do Corpo Denso. Através do baço, especializa a energia solar incolor, que preenche o espaço, e, por meio de um processo químico misterioso, transforma-a em fluido vital em um lindíssimo rosa pálido, enviando-o, então, por todos os nervos e fibras do corpo. O Corpo Vital está sempre tratando de economizar a energia que acumulou no Corpo Denso e, portanto, está constantemente reparando os tecidos que foram destruídos pelos impactos do desenfreado Corpo de Desejos.
Quatro cores do Corpo Vital são indescritíveis, mas a quinta – que fica no meio das cinco – é similar ao matiz da flor de pessegueiro recém-aberta. Essa é realmente a cor do Corpo Vital.
Os Corpos Denso e Vital do ser humano possuem forma definida, mas seu Corpo de Desejos é, ainda, de forma ovoide.
Já foi demonstrado pela ciência que os átomos de nosso Corpo Denso estão mudando constantemente, de tal maneira que todo o material que atualmente compõe nosso veículo terá desaparecido em uns poucos anos. No entanto, é de conhecimento comum que as cicatrizes e outras manchas se conservem desde a infância à velhice. A razão disto é que os átomos etéreos prismáticos que compõem nosso Corpo Vital permanecem inalterados do berço ao túmulo.
Eles estão sempre nas mesmas posições relativas, isto é, os átomos etéreos prismáticos que fazem vibrar os átomos dos dedos dos pés ou das mãos não mudam de situação e não emigram para as mãos, pernas ou outras partes do corpo, senão que permanecem exatamente no mesmo lugar em que foram colocados no princípio. Uma lesão nos átomos físicos implica em uma impressão similar nos átomos etéreos prismáticos. A nova substância física que se modela sobre eles continua, então, tomando a forma e a textura similares aos que tinha originalmente.
Estas observações se aplicam exclusivamente aos átomos prismáticos que correspondem aos sólidos e aos líquidos no Mundo Físico, porque assumem certa forma definida os conservam. Porém, além disso, na atual etapa da Evolução, cada ser humano tem certa quantidade de Éteres Luminoso e Refletor, que são os veículos da percepção sensorial e da memória, entremesclados no seu Corpo Vital. Poderíamos dizer que o Éter Luminoso corresponde aos gases do Mundo Físico; talvez, a melhor descrição que poderíamos dar ao Éter Refletor é a de chamá-lo hiper-etérico. É uma substância vácua, de cor azulada, que se parece, por seu matiz, com o centro azul de uma chama de gás. Apresenta-se transparente e parece revelar tudo o que está em seu interior, mas, na realidade, oculta todos os segredos da natureza e da Humanidade. Nele se encontra um registro da Memória da Natureza.
Os Éteres Luminoso e Refletor são de característica exatamente oposta à dos átomos etéreos prismáticos e estacionários. São voláteis e migratórios. Seja qual for a quantidade que o ser humano possua desses Éteres, sempre são a frutificação das experiências da vida. Dentro do corpo, misturam-se com o sangue, e quando vão crescendo pelo serviço e sacrifício na escola da vida, de modo que já não podem ficar contidos dentro do corpo, pode-se observá-los fora deste como um corpo anímico matizado de ouro e azul. O azul é o que mostra o tipo mais elevado de espiritualidade, por ser o menor em volume e pode comparar-se ao núcleo azul da chama de gás, enquanto a cor dourada forma a parte maior e corresponderia à parte de luz amarela que rodeia o núcleo azul da citada chama de gás. A cor azul não aparece fora do corpo, salvo nas pessoas de extraordinária santidade e somente o amarelo é geralmente observado. Na hora da morte, esta parte do Corpo Vital se grava no Corpo de Desejos, com o panorama da vida que contém. Então, imprime-se no Átomo-semente a quintessência de toda nossa experiência na vida, como consciência ou virtude, que é o que nos induzirá a evitar o mal e a realizar o bem nas próximas vidas.
Quando analisamos o ser humano, vemos que os quatro Éteres são dinamicamente ativos no altamente organizado Corpo Vital. Graças às atividades do Éter Químico, o ser humano é capaz de assimilar os elementos e crescer; as forças que trabalham no Éter de Vida permitem-no propagar sua espécie; as forças do Éter Luminoso proveem o Corpo Denso com calor, trabalham sobre o sistema nervoso e sobre os músculos, abrindo assim as portas de comunicação com o mundo externo por meio dos sentidos; e o Éter Refletor permite ao Espírito governar seus veículos por meio do pensamento. Este Éter também guarda as experiências passadas como memória.
O Corpo Vital da planta, do animal e do ser humano se estende além da periferia do Corpo Denso, como acontece com a Região Etérea, que nada mais é do que o Corpo Vital do Planeta, que se estende além da sua parte densa, mostrando uma vez mais a veracidade do axioma hermético: “assim como é acima, é abaixo”. A extensão do Corpo Vital do ser humano além do Corpo Denso é mais ou menos de uma polegada e meia[3]. A parte que está fora do Corpo Denso é muito luminosa e tem uma cor parecida com a de uma flor de pessegueiro recém-aberta. É vista frequentemente por pessoas que possuem alguma clarividência involuntária. O autor, falando com essas pessoas, notou que geralmente elas não estão cientes de que veem algo incomum e não sabem o que se passa diante de sua visão.
O Corpo Denso é construído na matriz deste Corpo Vital, durante a vida pré-natal e com uma única exceção, é a cópia exata, molécula por molécula, do Corpo Vital. Assim como as linhas de força na água são os condutores para a formação dos cristais de gelo, assim também as linhas de força no Corpo Vital determinam a forma do Corpo Denso. Através da vida toda, o Corpo Vital é o construtor e restaurador das formas densas.
Se assim não fosse, se o coração etéreo não restaurasse o coração físico, logo este se romperia sob a tensão contínua com que o sobrecarregamos. Todos os abusos a que submetemos o Corpo Denso fazem o Corpo Vital reagir, no que está em seu poder, e ele está permanentemente lutando contra a morte do Corpo Denso.
A exceção anteriormente mencionada é que o Corpo Vital do homem é feminino ou negativo, enquanto o da mulher é masculino ou positivo.
Neste fato, temos a chave de numerosos problemas intrincados da vida. A mulher dá saída a suas emoções pela polaridade indicada, porque seu Corpo Vital positivo gera um excesso de sangue e a obriga a trabalhar sob uma pressão interna enorme, que romperia o Corpo Denso se não houvesse uma válvula de segurança, o fluxo periódico, e outra válvula, que são as lágrimas, e que limitam a pressão em ocasiões especiais, pois as lágrimas são realmente uma “hemorragia branca”.
O homem pode ter e tem emoções tão fortes quanto às das mulheres, porém, geralmente, pode suprimi-las sem lágrimas, porque seu Corpo Vital negativo não gera mais sangue do que pode dominar com facilidade.
De modo contrário ao que sucede com os veículos superiores da Humanidade, o Corpo Vital não abandona regularmente o Corpo Denso até a morte deste último. Então, as forças químicas do Corpo Denso já não estão mais sob o domínio da vida evolucionante. Elas prosseguem com seu trabalho para restituir a matéria à sua condição primitiva, desintegrando-a e tornando-a apta para a formação de outros corpos na economia da natureza. A desintegração é, pois, devido à atividade das forças planetárias no Éter Químico.
A textura do Corpo Vital pode comparar-se, até certo ponto, com uma dessas figuras formadas por centenas de peças de madeira entrecruzadas e que apresentam inumeráveis pontos ao observador. O Corpo Vital também apresenta milhões de pontos ao observador. Estes pontos entram nos centros ocos dos átomos densos e, ao lhes imbuir força vital, vibram muito mais intensamente que os minerais da Terra que não foram ainda acelerados e vivificados.
Quando uma pessoa se afoga, ou cai de uma grande altura, ou fica congelada, o Corpo Vital abandona o Corpo Denso, cujos átomos ficam temporariamente inertes em consequência, mas, quando volta a si, os “pontos” tornam a penetrar nos átomos densos. A inércia dos átomos faz com que resistam um pouco a voltar a vibrar como antes, e esta é a causa dessa sensação de intensa dor e formigamento que se nota em tais ocasiões.
Há certos casos em que parte do Corpo Vital deixa o Corpo Denso, como acontece quando uma mão fica dormente, por exemplo. Então, a mão etérea do Corpo Vital pode ser vista flutuando sobre o braço denso, como uma luva, e os pontos produzem uma sensação especial de formigamento quando ela entra novamente na mão física. Em alguns casos de hipnose, a cabeça do Corpo Vital se divide e fica pendurada do lado de fora da cabeça densa, a metade cai sobre cada ombro, ou permanece em torno do pescoço como a gola de um suéter. A ausência de formigamento ao despertar em tais casos é devida a que, durante a hipnose, parte do Corpo Vital da vítima foi substituída pela do hipnotizador.
Os átomos do Éter Químico e de Vida reunidos em torno do núcleo do Átomo-semente, localizado no plexo solar, têm uma forma prismática. Estão todos situados de tal maneira que, quando a energia solar entra no corpo pelo baço, o raio que se refrata é vermelho. Esta é a cor do aspecto criador da Trindade, ou seja, Jeová, o Espírito Santo, regente da Lua, o Astro da fecundação. Por conseguinte, o fluido vital do Sol, que penetra no corpo humano pelo baço, se tinge com uma ligeira cor rosada, que muitas vezes os videntes podem observar circulando pelos nervos como se fosse a eletricidade passando pelos condutores de uma instalação elétrica. Assim carregados, os Éteres Químico e de Vida são vias de assimilação, que preservam o indivíduo, e de fecundação, que perpetuam a raça.
Durante a vida, cada átomo prismático penetra um átomo físico e o faz vibrar. Para se ter uma ideia desta combinação, podemos imaginar uma cesta de arame, em forma de pera, que tivesse paredes de arame curvado espiralmente que fosse de um polo a outro obliquamente. Este é o átomo físico cuja forma é muito parecida com a nossa Terra, e o átomo prismático vital está inserido de cima para baixo, a partir do topo, que é mais amplo e que corresponderia ao polo norte de nossa Terra.
Assim, a ponta do prisma penetra o átomo físico no ponto mais estreito, que corresponde ao polo sul de nossa terra, e todo o conjunto parece com um pião que gira e bamboleia enquanto vibra intensamente. É desta maneira que nosso corpo se enche de vida e é capaz de se mover (É digno de nota que nossa Terra está compenetrada, de maneira similar, por um corpo cósmico de Éter e as manifestações da natureza que chamamos de Aurora Boreal e Aurora Austral são correntes etéreas que circundam a Terra do polo ao Equador como fazem as correntes do átomo físico).
Os Éteres Luminoso e Refletor são as avenidas da consciência e da memória. No indivíduo comum encontram-se um tanto atenuados e não tomaram ainda uma forma definida. Interpenetram o átomo da mesma forma que o ar interpenetra uma esponja e formam algo assim como uma ligeira atmosfera áurica por fora de cada átomo.
Se tivéssemos dito que o Corpo Vital está formado de prismas ao invés de pontos, teria sido mais exato, pois é pela refração através destes diminutos prismas que o fluido solar incolor se transforma em rosáceo, como foi indicado por outros escritores, além do autor.
Foram feitos outros descobrimentos novos e importantes, por exemplo: agora sabemos que nasce um Cordão Prateado novo a cada renascimento e que uma parte dele brota do Átomo-semente do Corpo de Desejos no grande vórtice do fígado; que a outra parte nasce do Átomo-semente do Corpo Denso no coração, que as duas partes se unem com o Átomo-semente do Corpo Vital no plexo solar e que esta união dos veículos superiores e inferiores produz o despertar do feto. O desenvolvimento posterior do Cordão entre o coração e o plexo solar durante os primeiros sete anos tem uma importante relação com o mistério da infância, assim como o seu desenvolvimento mais amplo do fígado ao plexo solar, que tem lugar no segundo período setenário da vida da criança, contribui para a adolescência.
A realização total do Cordão Prateado marca o final da vida infantil e, desde tal momento, a energia solar, que entra pelo baço e se tinge pela refração através do Átomo-semente prismático do Corpo Vital situado no plexo solar, começa a dar um colorido individual e distinto à aura que observamos nos adultos.
Assim como o Éter leva à placa sensível da câmera escura da máquina fotográfica uma impressão fiel da paisagem, em torno em seus menores detalhes, sem ter em conta se o fotógrafo os observou ou não, assim também, o Éter contido no ar que respiramos leva consigo uma imagem fiel e detalhada de tudo ao nosso redor e não somente das coisas materiais, como também das condições que existem em cada momento em nossa aura. O mais fugaz pensamento, sentimento ou emoção se transmite aos pulmões onde é injetado no sangue. O sangue é um dos produtos mais elevados do Corpo Vital porque é o agente que leva alimento a todas as partes do corpo e é também o veículo direto do Ego. As imagens que contém imprimem-se sobre os átomos negativos do Corpo Vital para servir como árbitros do destino do ser humano no estado post-mortem.
Em muitas mulheres, nas quais o Corpo Vital é positivo e nas pessoas mais evoluídas de ambos os sexos, cujos Corpos Vitais estão sensibilizados por uma vida pura e santa, pela oração e concentração, esta memória supra consciente, inerente ao Espírito de Vida, está, até certo ponto, além da necessidade de envolver-se em matéria mental ou de desejos para compelir à ação. Nem sempre necessita correr o risco de ver-se subjugada e até submetida pelo processo de raciocínio. Algumas vezes, em forma de intuição ou de ensinamento interno, imprime-se diretamente sobre o Éter Refletor do Corpo Vital. Quanto mais dispostos nos encontremos para reconhecer e seguir seus ditados, tanto mais amiúde falará, para nosso eterno benefício.
Por suas atividades durante as horas de vigília, o Corpo de Desejos e a Mente estão constantemente destruindo o veículo denso. Cada pensamento e movimento destroem tecidos. Por outro lado, o Corpo Vital se dedica totalmente a restaurar a harmonia e a reconstruir o que outros veículos estão destruindo. No entanto, não é capaz de sempre resistir completamente aos poderosos impactos dos impulsos e dos pensamentos.
Gradualmente, vai perdendo terreno e, por último, chega um momento em que sofre um colapso. Seus “pontos” enrugam-se, por assim dizer. O fluido vital cessa de circular pelos nervos em quantidade necessária; o corpo se torna sonolento; o Pensador se encontra tolhido por sua sonolência e se vê obrigado a sair dele, elevando-se o Corpo de Desejos consigo. Esta saída dos veículos superiores deixa o Corpo Denso, interpenetrado pelo Corpo Vital no estado a que chamamos sono.
Como um sábio general, o Ego segue uma conduta análoga. Não começa sua campanha adquirindo domínio sobre uma das glândulas, pois estas são expressões do Corpo Vital, nem seria possível adquirir domínio sobre os músculos voluntários, porque estão muito bem defendidos pelo inimigo. Essa parte do sistema muscular involuntário que está sob o domínio do sistema nervoso simpático seria também inútil para esse objetivo. O Ego deve conseguir um contato mais direto com o sistema nervoso cérebro-espinhal.
Para fazer isso e assegurar uma base de operações no mesmo campo inimigo, ele deve controlar um músculo que é involuntário e que, não obstante está relacionado com o sistema nervoso voluntário. Este músculo é o coração.
O sangue é a expressão mais elevada do Corpo Vital porque nutre todo o organismo físico. É também, em certo sentido, o veículo da memória subconsciente, e está em contato com a Memória da Natureza, situada na divisão mais elevada da Região Etérea. O sangue carrega as imagens da vida dos antepassados aos descendentes durante gerações quando é um sangue comum como o que se produz pela endogamia.
O amor e a unidade no Mundo do Espírito de Vida encontram sua contraparte ilusória na Região Etérea, à qual estamos relacionados pelo Corpo Vital, sendo este último o que produz o amor e a união sexual. O Espírito de Vida tem seu assento primeiramente no Corpo Pituitário e secundariamente no coração, por onde passa o sangue que nutre os músculos.
Olhando o assunto do ponto de vista oculto, toda consciência no Mundo Físico é o resultado da guerra constante entre os Corpos de Desejos e Vital.
A tendência do Corpo Vital é a de abrandar e construir. Sua expressão principal é o sangue e as glândulas, bem como o sistema nervoso simpático, havendo obtido ingresso na fortaleza do Corpo de Desejos (sistemas: muscular e nervoso voluntário) quando começou a converter o coração em músculo voluntário.
Nós mesmos, como Egos, funcionamos diretamente na sutil substância da Região do Pensamento Abstrato que especializamos dentro da periferia de nossa aura individual. Dali, obtemos as impressões de que nos produz o mundo externo sobre o Corpo Vital através dos sentidos, junto com os sentimentos e emoções gerados por eles no Corpo de Desejos e refletidos na Mente.
Todas as coisas estão em constante vibração. As vibrações dos objetos que nos rodeiam nos alcançam constantemente e levam, a nossos sentidos, o conhecimento do mundo externo. As vibrações do Éter atuam sobre nossos olhos de maneira a que possamos ver e as vibrações do ar transmitem os sons a nossos ouvidos.
O Sol trabalha no Corpo Vital e é a força que desperta a vida e luta contra as forças lunares relacionadas com a morte.
Assim como nas águas de um lago as árvores aparecem invertidas, parecendo que a folhagem se acha no mais profundo da água, assim também o aspecto mais elevado do Espírito (Espírito Divino) encontra sua contraparte no mais inferior dos três corpos (Corpo Denso). O Espírito imediatamente inferior (Espírito de Vida) se reflete no corpo imediatamente superior (Corpo Vital). O terceiro Espírito (Espírito Humano) e seu reflexo, o terceiro corpo (Corpo de Desejos), aparece como o mais próximo de todos ao espelho refletor, que é a Mente, correspondendo essa à superfície do lago, o meio refletor de nossa analogia.
Assim como os Corpos Vital e de Desejos planetários interpenetram a matéria densa da Terra, assim também os Corpos Vital e de Desejos interpenetram o Corpo Denso da planta, do animal e do ser humano.
Um Corpo Vital de Éter compenetra o corpo visível, como o Éter permeia todas as outras formas, com a exceção de que os seres humanos especializam uma quantidade maior de Éter universal do que as outras formas. Este Corpo Etéreo é o instrumento que usamos para especializar a energia vital do Sol. O Corpo Vital, que finalmente se transforma e se espiritualiza convertendo-se em alma, é de polaridade oposta. Está formado, órgão por órgão, exatamente como o Corpo Denso com uma exceção, o que explica muitos fatos que de outra maneira seriam inexplicáveis. Como a mulher tem um Corpo Vital positivo, ela amadurece antes que o homem, e as partes do corpo que têm certa semelhança com as plantas, como o cabelo, crescem mais e são mais exuberantes. Naturalmente, um Corpo Vital positivo gera mais sangue do que um Corpo Vital negativo, como o que possui o homem, daí que exista na mulher uma pressão sanguínea maior, da qual tem necessidade de se livrar mediante o fluxo mensal, produzindo-se, ao cessar na menopausa, uma espécie de segundo crescimento na mulher a qual adquire os caracteres que chamamos “matrona”.
Os impulsos do Corpo de Desejos empurram o sangue através de todo o sistema com diferentes graus de velocidade, de acordo com a força das emoções. Como a mulher tem um excesso de sangue, ela atua sob uma pressão muito mais elevada que o homem, e, se bem que esta pressão diminua durante o fluxo menstrual, há momentos em que necessita de uma válvula de escape extra: são as lágrimas femininas que, em realidade, constituem uma hemorragia branca, que age como uma válvula de segurança para remover o fluido excessivo. O homem, ainda que seja capaz de sentir emoções talvez tão fortes quanto a mulher, não é tão propenso às lágrimas porque não tem mais sangue do que pode utilizar normalmente.
Em consequência de sua polarização positiva na Região Etérica do Mundo Físico, o campo de ação da mulher tem sido a casa e a igreja, onde está rodeada de amor e paz, enquanto o homem atua na luta dos fortes para que sobreviva o mais apto, uma luta sem quartel no denso Mundo Físico, onde seu corpo é positivo.
Desta forma, a mulher foi à precursora da cultura, sendo a primeira a desenvolver a ideia de uma “vida boa”, e graças a isso ela se tornou um expoente muito estimado entre os antigos e tem estado nobremente na vanguarda desde então. Como todos os Egos encarnam alternadamente como homens ou como mulheres, não há, na verdade, proeminência alguma. É simplesmente que os que encarnam num Corpo Denso do sexo feminino têm um Corpo Vital positivo e são, portanto, mais sensíveis às coisas espirituais do que quando o Corpo Vital é negativo como o do varão.
A mulher tem um Corpo Vital positivo e, portanto, está em contato intuitivo com as vibrações espirituais do universo. Ela tem mais ideais elevados e uma imaginação mais fértil que o homem. Em consequência, ela se interessa por todas as coisas que ajudam o desenvolvimento moral da raça. E, hoje em dia, é somente pelo crescimento moral e espiritual que a Humanidade pode se adiantar e a mulher é, realmente, fator primordial na evolução.
Seria de muito proveito para as raças se a mulher obtivesse direitos iguais aos dos homens, pois somente então poderemos esperar ver executadas as reformas que propugnam a união da Humanidade. Se, por analogia, olharmos dentro de uma casa, veremos que a mulher é o pilar central, em torno da qual se agrupam o marido e os filhos. De acordo com suas aptidões e habilidades, ela faz a casa à sua imagem e nota-se sua influência aglutinadora, pois é ela quem mantém a harmonia e a paz do lar. O pai pode abandonar a casa, seja por falecimento ou de outra maneira; os filhos também podem ir-se, mas enquanto a mãe está o lar permanece. No entanto, quando a morte leva a mãe, tudo se desmorona.
Já dissemos, anteriormente, que o Corpo Vital é a contraparte exata do Corpo Denso, com uma única exceção: é de sexo oposto, ou melhor dito, de polaridade oposta. Como sabemos que o Corpo Vital nutre o veículo denso podemos compreender que o sangue é sua mais alta expressão visível e, também que um Corpo Vital positivo deve gerar mais sangue que um corpo negativo. A mulher, fisicamente negativa, tem um Corpo Vital positivo, daí gerar um excesso de sangue que é aliviado pelo fluxo periódico. Está também mais propensa às lágrimas, uma hemorragia branca, que o homem, cujo Corpo Vital negativo não gera mais sangue do que pode normalmente utilizar. Portanto, não necessita ter as saídas que aliviam a mulher do excesso de sangue.
Os Anjos, a “humanidade” do Período Lunar, trabalham no ser humano, no animal e na planta, pois no Período Lunar o universo era de consistência etérea e os Corpos Vitais dos três reinos acima citados estão compostos por esta substância. Os Anjos são, portanto, verdadeiros auxiliares para as funções vitais tais como a assimilação, o crescimento e a propagação e em seu trabalho com a Humanidade, são espíritos familiares. São eles que aumentam a família, multiplicam os ganhos e dão boa colheita nos campos.
Desde os tempos antigos, os Anjos Lunares se colocaram particularmente a cargo dos Corpos Vitais aquáticos e úmidos formados pelos quatros Éteres, cuidando da propagação e alimentação das espécies, enquanto a atividade intensa dos Espíritos Lucíferes se desenvolvia nos secos e ígneos Corpos de Desejos. A função do Corpo Vital é construir e sustentar o Corpo Denso, enquanto a do Corpo de Desejos é a destruição dos tecidos. Deste modo, há uma guerra constante entre o Corpo Vital e o de Desejos, e esta guerra nos céus ocasiona nossa consciência física na Terra.
Por mais estranho que possa parecer nossa afirmação, é verdade que a grande maioria da Humanidade está parcialmente adormecida a maior parte do tempo, não obstante seus corpos físicos pareçam estar sumariamente ocupados, trabalhando ativamente. Sob condições ordinárias, o Corpo de Desejos da grande maioria é a parte mais desperta do complexo ser humano, o qual vive quase completamente de emoções e sentimentos, mas raramente pensa no problema da existência além daquilo que necessita para sobreviver. A maioria destes seres provavelmente nunca pensou seriamente nos três grandes problemas da vida: “De onde viemos, por que estamos aqui e para onde iremos?” de uma forma mais séria e consistente. Seus Corpos Vitais estão trabalhando para reparar os destroços feitos pelo Corpo de Desejos no Corpo Denso e subministrando a vitalidade que será logo malgastada na gratificação de seus desejos e emoções.
Este combate intenso entre o Corpo Vital e o de Desejos é que gera a consciência no Mundo Físico e faz homens e mulheres tão ativos que, do ponto de vista do Mundo Físico, nossa afirmação de que eles estão parcialmente adormecidos parece ser uma mentira. No entanto, examinando todos os fatos, chegamos à conclusão de que é assim e podemos acrescentar que este estado de coisas está de acordo com os desígnios das Grandes Hierarquias que estão a cargo de nossa evolução.
Essa destruição efetua-se constantemente e não é possível salvaguardar-se de todos esses destruidores, nem essa é a intenção. Se o Corpo Vital tivesse um poder ininterrupto, construiria cada vez mais, usando toda a energia com esse propósito. Não haveria consciência ou pensamento algum.
A consciência se desenvolve porque o Corpo de Desejos restringe e endurece as partes internas.
O Tríplice Espírito lançou uma Tríplice sombra sobre o mundo da matéria e assim se desenvolveu o Corpo Denso, como contraparte do Espírito Divino, seguido do Corpo Vital, réplica do Espírito de Vida e logo o Corpo de Desejos, imagem do Espírito Humano. Finalmente, formou-se o elo da Mente entre o Tríplice Espírito e o Tríplice Corpo. Este foi o começo da consciência individual e marca o ponto onde termina a involução do Espírito na matéria e começa o processo evolutivo, através do qual a sua libertação se inicia. A involução envolve a cristalização do Espírito em corpos, porém, a evolução depende da dissolução dos corpos, a extração da substância anímica desses corpos e a alquímica amalgamação da Alma com o Espírito.
Há vários meios para demonstrar a realidade e a existência do Corpo Vital. Em primeiro lugar, existe uma máquina fotográfica. Talvez se possa encontrar entre os espíritas de sua cidade um capaz de tirar fotografia dos espíritos. Embora existam truques bem conhecidos dos fotógrafos para produzir retratos falsos, foi provado que, sob condições, onde a fraude é impossível foram tiradas fotos de pessoas que já haviam morrido. Estas pessoas puderam envolver-se em Éter, matéria com a qual o Corpo Vital é construído e que é visível para a lente fotográfica. Com o próprio autor aconteceu uma vez ser fotografado quando viajava em seu Corpo Vital de Los Angeles a São Pedro para despedir-se de um amigo, a bordo de um navio a vapor. Coincidentemente, ele estava entre aquele amigo e a máquina fotográfica de outro amigo que, naquele momento, fotografava o barco e a semelhança foi tanta que muitos o reconheceram.
Além disso, temos o fenômeno dos cachorros que seguem certas pessoas pelo cheiro de sua roupa usada a qual está impregnada de Éter do Corpo Vital, Éter que se estende mais ou menos uma polegada e meia[4] além do Corpo Denso. Portanto, a cada passo que damos este fluido invisível e radiante penetra a Terra. No entanto, comprovou-se que cães de caça que estavam perseguindo um criminoso em fuga ficaram desnorteados e perderam a pista quando o fugitivo calçou patins e continuou sua fuga sobre o gelo. Os patins o elevaram acima do solo e, então, o Corpo Vital, que se estendia por baixo de seus pés, não pôde impregnar o gelo e, então, ficando sem pista, os cachorros não puderam descobri-lo. Resultados similares foram obtidos com uma pessoa que usou pernas de pau para se afastar do lugar de seu crime.
Temos também o caso do magnetizador que extrai de seu paciente as partes enfermas do Corpo Vital, as quais são substituídas por Éter renovado, permitindo, assim, às forças vitais circularem pelo órgão físico enfermo, efetuando-se a cura. Se o magnetizador não tiver cuidado de tirar de si o fluido etéreo escuro e gelatinoso, isto é, os miasmas humanos que extraiu e absorvê-lo em seu próprio corpo, então, ficará enfermo. Se não houvesse aquele fluido invisível, o fenômeno da cura do enfermo e da enfermidade do magnetizador não se produziria.
Finalmente, poderíamos dizer que, se se reúnem as condições necessárias e não falta à decisão, existe uma possibilidade muito grande para que uma grande quantidade de pessoas veja por si mesma o Corpo Vital. É mais fácil nos países do Sul, onde os defuntos são enterrados logo após seu falecimento. Deve-se escolher um dia que seja o mais próximo da Lua Cheia. Então, deve-se ler os avisos fúnebres nos jornais e ir ao cemitério na noite que se segue ao funeral de alguém falecido nas últimas vinte e quatro horas. Provavelmente, veremos sobre o túmulo, oscilando ao clarão da lua, a forma membranácea do Corpo Vital que fica neste lugar e se desintegra sincronicamente com o corpo dentro da sepultura. O Clarividente pode ver esta forma em qualquer momento, mas, somente na primeira noite depois do funeral ela está bastante densa para ser visível à pessoa comum. Se a forma não aparece logo, pode-se andar em volta do túmulo, olhando fixamente de diferentes ângulos. Então, você conseguirá a prova ocular mais convincente.
Embora a ciência não tenha observado este Corpo Vital humano diretamente, em várias ocasiões ela postulou sua existência como necessária para explicar certos problemas da vida. Suas radiações foram captadas por vários cientistas em diferentes condições e em épocas distintas. Blondot[5] e Charpentier[6] chamaram a essas radiações raios “N”, nome dado por terem sido observados na cidade de Nantes[7]. Outros as chamaram de “Fluido Ódico”. Investigadores científicos, que conduziram pesquisas sobre fenômenos psíquicos, fotografaram o Corpo Vital quando era extraído através do baço por espíritos materializadores. Dr. Hotz, por exemplo, obteve duas fotografias de uma materialização, graças ao médium alemão Minna-Demmler. Sobre uma delas, vê-se uma nuvem de Éter sem forma saindo do lado esquerdo do médium. A segunda foto, tirada uns instantes mais tarde, mostra o espírito já materializado, de pé ao lado do médium.
Outras fotografias tiradas do médium italiano Eusápia Palladino[8] por cientistas mostram uma nuvem luminosa flutuando sobre seu lado esquerdo.
O Corpo Vital tem um papel importante na saúde e na enfermidade. Ele é afetado por amputações, acidentes, anestésicos, afogamentos, choques, arrependimentos e remorsos. Quando não está em posição concêntrica com relação aos outros veículos do Ego, pode resultar em insanidade ou idiotice.
Se estivermos atentos à higiene e à dieta, o Corpo Denso é principalmente o mais beneficiado, porém, ao mesmo tempo, produz-se, também um efeito sobre os Corpos Vital e de Desejos, porque quanto mais puros e melhores forem os alimentos empregados na construção do Corpo Denso, as partículas ficam envoltas em Éter planetário e matéria de desejos mais puros. Desta forma, as partes planetárias do Corpo Vital e do Corpo de Desejos se tornam mais puras. Se se dedica atenção unicamente à higiene e ao alimento, os Corpos Vitais e de Desejos individuais, poderão permanecer quase tão impuros como antes, mas, no entanto, será mais fácil colocar-se em contato com o bem do que se tivessem sido empregados alimentos grosseiros.
Por outro lado, se apesar dos desgostos, cultivar-se um caráter equânime e, também interesses literários e artísticos, o Corpo Vital produzirá uma impressão de delicadeza e de refinamento nos assuntos físicos, e engendrará sentimentos e emoções mais nobres no Corpo de Desejos.
O cultivo das emoções também exerce uma reação sobre os outros veículos, e ajuda a melhorá-los.
As tendências positivas e construtivas do Corpo Vital – veículo do amor – não se prestam facilmente à observação. No entanto, pôde-se comprovar que o contentamento aumenta a vida de cada ser que o cultiva. Portanto, podemos dizer sem medo de enganar-nos, que a criança concebida num ambiente de harmonia e amor tem melhores possibilidades na vida do que aquela que foi concebida num ambiente de paixão, bebida e descontentamento.
O Corpo Vital nasce mais ou menos aos sete anos, isto é, na época da segunda dentição da criança.
Há problemas muito importantes que devem e podem ser tratados, somente durante certos períodos da infância e os pais devem saber quais são. Ainda que os órgãos já estejam formados quando a criatura nasce, as linhas de crescimento se determinam durante os sete primeiros anos e, se não estão bem delineadas, uma criança sadia pode converter-se em um homem ou mulher enferma.
Em tudo o que vive, o Corpo Vital irradia torrentes de luz da força que ele despendeu na construção do Corpo Denso. No estado de saúde, estas irradiações afastam todos os venenos do corpo e o mantêm limpo. Condições similares prevalecem no Corpo Vital da Terra, sendo este o veículo de Cristo. As forças venenosas e destrutivas geradas por nossas paixões são afastadas pelas forças vitais de Cristo, porém, cada pensamento ou ato maléfico traz para Ele uma porção de dor, que se torna parte da Sua Coroa de Espinhos – dizemos coroa porque sempre se considera a cabeça como assento da consciência. Devemos nos conscientizar de que cada má ação que praticamos, por menor que seja, tem um efeito sobre Cristo, como já foi citado, e acrescenta outro espinho de sofrimento em sua coroa.
Não podemos assimilar minerais, pois eles não possuem um Corpo Vital e, portanto, o ser humano não pode elevar as vibrações dos minerais ao seu grau de intensidade. As plantas têm um Corpo Vital, mas não são conscientes de si mesmas, portanto são assimiladas facilmente e permanecem no corpo mais tempo, do que as células dos alimentos animais, que são compenetradas por um Corpo de Desejos. Os corpos dos animais vibram intensamente e, portanto, necessita-se de muita energia para assimilar suas células que se escapam rapidamente. Daí que a dieta carnívora exige que a pessoa se alimente mais frequentemente.
A enfermidade aparece primeiramente no Corpo de Desejos e no Corpo Vital; eles ficam mais tênues em sua textura, e não especializam o fluido vitalizador na mesma proporção, como acontece no estado de saúde. Então, o Corpo Denso cai enfermo. Quando o doente se recupera, os veículos superiores denotam melhora antes que a saúde se manifeste no Mundo Físico.
Quando um vidente examina uma pessoa que está para ficar doente, nota-se que o Corpo Vital está atenuando-se e, quando fica tão tênue que já não pode sustentar o Corpo Denso, este começa a manifestar sinal de enfermidade. Por outro lado, um pouco antes da recuperação física, o Corpo Vital, pouco a pouco, fica mais denso em sua estrutura e logo começa o período de convalescença.
Durante a enfermidade, o Corpo Vital especializa muito pouca energia solar, então, por um período, o corpo visível parece alimentar-se do Corpo Vital e, assim, este veículo fica mais transparente e mais tênue, ao mesmo tempo em que o corpo visível demonstra sinais de extenuação. As radiações eliminadoras faltam quase completamente durante a enfermidade e, portanto, as complicações são frequentes.
O homem tendo um Corpo Denso positivo possui um Corpo Vital negativo, e, portanto, não pode resistir à enfermidade tão bem como a mulher, que tem um Corpo Denso negativo, mas seu Corpo Vital é positivo. Esta é a razão pela qual a mulher pode suportar tantas enfermidades, que matariam um homem que tivesse o dobro de seu peso e aparentasse ter muito mais vitalidade. A mulher sofre mais intensamente que o homem, porém, suporta a dor com mais coragem. Quando ela começa a se recuperar, seu Corpo Vital polarizado positivamente parece sugar a energia solar, como se tivesse milhões de bocas. Ele se incha e começa quase que imediatamente a irradiar as torrentes de luz, tão características da saúde e, como resultado, o Corpo Denso se recupera rapidamente.
Por outro lado, quando um homem se debilitou muito por causa de uma enfermidade, uma vez passada a crise, seu Corpo Vital polarizado negativamente, se parece com uma esponja. Absorverá toda a energia solar que possa, mas sem a avidez que caracteriza o Corpo Vital da mulher. Em consequência, demora-se largo tempo no umbral da morte, mas como é mais fácil desistir do que lutar, sucumbe mais frequentemente que a mulher.
Olhando uma pessoa enferma com a visão espiritual, nota-se que o Corpo Vital está muito debilitado e atenuado, em proporção aos desgastes feitos pela enfermidade. Não se vêm mais as irradiações em linhas retas como quando o corpo é são, e sim emanações débeis que se encurvam formando redemoinhos e espirais, em torno do Corpo Denso. A coloração não é rosada purpúrea, como deveria ser, senão cinzento-opaco na maioria das partes do corpo, e a região particularmente enferma está envolta em algo que se parece uma massa negra gelatinosa. Isto é, como poderíamos chamar a vibração de enfermidade, e, quando o enfermo recebe o tratamento magnético, esta venenosa massa negra é absorvida pelas mãos do curador. Quando ele a arremessa de si com um vigoroso movimento, a massa cai no chão e, se o paciente passar por esse lugar, vai absorvê-la. Portanto, o autor sempre teve o costume de jogar estes miasmas pela janela ou numa lareira, onde se queimam, e, então, não podem fazer mal.
Enquanto um órgão está enfermo, sempre gera esta massa venenosa que flutua a seu redor, e impede as correntes do Corpo Vital de penetrar nele. O trabalho do magnetizador consiste simplesmente em limpar o órgão enfermo e, assim, abrir caminho para o fluxo das correntes de vida e saúde. O alívio geralmente é só temporário, pois o órgão enfermo e debilitado continua gerando os miasmas venenosos, e então, em seguida, se necessita de outra “limpeza” por parte do magnetizador. Este estado de coisas subsiste até que as correntes vitais se fortaleçam o bastante para vencer e jogar fora os eflúvios daninhos, e limpar o órgão por seus próprios esforços. Então, a saúde retorna.
O osteopata vê a enfermidade por outro ângulo, e manipula os nervos que são as avenidas das correntes vitais. Estas massagens fortalecem as correntes e dispersam os miasmas que estão se formando na parte enferma do corpo. No entanto, geralmente, requer uma série de tratamentos da parte do osteopata antes que a saúde seja restaurada, pois o miasma venenoso obstrui outra vez os nervos pouco tempo depois das massagens. Portanto, na opinião do autor, embora ele não tenha experimentado, o melhor seria a combinação dos dois métodos: abrir caminho para as correntes nos nervos, e fortalecê-los por meio de tratamentos osteopáticos, extraindo, ao mesmo tempo, os miasmas envenenados por tratamentos magnéticos, e tendo o cuidado de queimá-los ou jogá-los fora. Estes dois métodos combinados poderiam facilitar extraordinariamente o tratamento da doença.
O baço é a entrada das forças solares, mas, a transmutação da energia solar em um fluido ligeiramente rosado acontece no plexo solar, onde o Átomo-semente prismático do Corpo Vital se localiza.
Com relação ao que ocorre quando o baço foi removido, devemos recordar que o Corpo Denso se acomoda da melhor maneira possível às condições alteradas. Se uma ferida em determinada parte do corpo impossibilita o sangue de fluir por vasos normais, ele encontra outra rede de veias pelas quais possa realizar seu circuito. Porém, um órgão nunca se atrofia enquanto possa servir a um propósito útil. O mesmo acontece com o Corpo Vital formado de Éteres. Quando um membro foi amputado, a parte etérea desse membro já não é necessária na economia do corpo, e gradualmente se dissolve. Porém, no caso de um órgão como o baço, em que a contraparte etérea tem uma função importante, como porta de acesso das energias solares, naturalmente não se produz semelhante desintegração.
Também, deve ser lembrado que, quando uma enfermidade no veículo físico se manifesta, a parte correspondente do Corpo Vital se debilitou e atenuou previamente, ficou doente e foi sua a impossibilidade de suprir à quantidade necessária de energia vital, que provocou a manifestação dos sintomas físicos da doença. Inversamente, quando a saúde retorna, o Corpo Vital é o primeiro que se restabelece, e esta convalescença logo se manifesta no Corpo Denso. Portanto, se o baço físico fica enfermo, é evidente que a contraparte etérea não está bem e, então, é muito duvidoso que a extração do órgão seja útil. No entanto, se é feita, o corpo tratará de acomodar-se às novas condições, e a contraparte etérea do baço continuará funcionando como antes.
A tendência natural do Corpo de Desejos é endurecer e consolidar tudo quanto se põe em contato com ele. O pensamento materialista acentua esta tendência de tal modo que, geralmente, produz como resultado, em vidas futuras, a horrenda enfermidade chamada tuberculose, que é um endurecimento dos pulmões, os quais devem ser brandos e elásticos. Ocorre, algumas vezes, que o Corpo de Desejos comprime o Corpo Vital, de modo que este não pode conter o processo de endurecimento e, então, temos a tuberculose galopante. Em alguns casos, o materialismo torna o Corpo de Desejos frágil, por assim dizer, e, então, ele não pode realizar devidamente seu trabalho de endurecimento do Corpo Denso e, como resultado, produz o raquitismo ou enfraquecimento ósseo. Vemos, portanto, os perigos que corremos ao manter tendências materialistas, que dão origem ao endurecimento das partes brandas do corpo, como na tuberculose, ou o enfraquecimento das partes duras, ósseas, como no raquitismo. Naturalmente, nem todos os casos de tuberculose demonstram que a pessoa foi um materialista em vida anterior, porém, os ensinamentos das ciências ocultas afirmam que esse resultado geralmente é produzido pelo materialismo.
No caso da pessoa que está preparada para receber a Iniciação, a aceleração das vibrações é maior do que para o homem ou mulher comuns. Portanto, não requer exercícios para acelerar esta vibração, mas, necessita de determinados exercícios espirituais, ajustados individualmente para ele, que farão com que se adiante em seu próprio caminho.
Se essa pessoa, nesse período crítico, se encontrasse com um indivíduo que, por maldade ou ignorância, lhe desse exercícios respiratórios que o interessado cumprisse fielmente, com a esperança de obter resultados rápidos, esses resultados seriam obtidos, mas não da maneira que ele buscava. A vibração dos átomos do corpo, em um período muito curto, teria acelerado de tal maneira que pareceria como se estivesse caminhando sobre o ar. Também poderia produzir-se uma indevida separação do Corpo Vital com o Corpo Denso, o que traria a tuberculose ou insanidade como resultado.
Quando anestésicos são usados, o Corpo Vital é expulso parcialmente do Corpo Denso, junto com os demais veículos e, se a aplicação é demasiadamente forte, produz-se a morte. O mesmo fenômeno pode ser observado no caso dos médiuns materializadores. Na verdade, a diferença entre um médium dessa classe e um homem ou mulher comum é que, nestes últimos, o Corpo Vital e o Corpo Denso estão, no atual estado de evolução, estreitamente interligados, enquanto no médium esta relação é débil. Não foi sempre assim, e virá um tempo em que o Corpo Vital poderá abandonar normalmente o Corpo Denso, o que, no presente, não acontece. Quando um médium permite que seu Corpo Vital seja usado por entidades do Mundo do Desejo que querem materializar-se, o Corpo Vital sai pelo lado esquerdo através do baço, que é sua “porta” particular. Então, as forças vitais não podem fluir no organismo, como geralmente o fazem, e o médium fica exausto, e alguns deles se vêm obrigados a fazer uso de estimulantes, o que, com o tempo, faz com que se convertam em alcoólatras incuráveis.
A força vital do Sol que nos rodeia como um fluido incolor, é absorvida pelo Corpo Vital por meio da contraparte etérea do baço, onde sofre uma curiosa transformação de cor. Fica rosa pálido e circula pelos nervos através de todo o Corpo Denso. Com relação aos nervos, é o que a eletricidade é para o telégrafo. Ainda que haja fios, aparelhos e telegrafistas se falta a eletricidade, não se pode enviar as mensagens. O Ego, o cérebro e o sistema nervoso podem estar em perfeita ordem, mas se faltar a força vital que possa levar as mensagens do Ego através dos nervos e dos músculos, o Corpo Denso permanecerá inerte. Isto é precisamente o que acontece quando uma parte do corpo se paralisa; o Corpo Vital fica doente e a força vitalizadora já não pode mais fluir. Em tais casos, como na maioria das enfermidades, a perturbação é dos veículos invisíveis e sutis. O reconhecimento consciente ou inconsciente deste fato, faz com que os médicos mais afamados empreguem a sugestão que trabalha sobre os veículos superiores, como um auxiliar da medicina. Quanto mais fé e esperança possa o médico imbuir em seu paciente, tanto mais rápido se desvanecerá a enfermidade, dando lugar a uma perfeita saúde.
Durante a saúde, o Corpo Vital especializa uma superabundância de força vital a qual, depois de passar pelo Corpo Denso, se irradia em linhas retas em todas as direções desde a sua periferia, como os raios de um círculo irradiam desde o centro; porém, em casos de enfermidade, quando o Corpo Vital se atenua, não pode absorver a mesma quantidade de força e, além disso, o Corpo Denso dela se alimenta. Então, as linhas de fluido vital que se exteriorizam curvam-se e caem, mostrando a falta de força ou a debilidade que se produziu. No estado de saúde, estas irradiações expulsam os germes e micróbios inimigos da saúde do Corpo Denso, mas na enfermidade, quando a força vitalizadora é débil, essas emanações não eliminam tão facilmente os germes nocivos. Portanto, o perigo de contrair uma enfermidade é muito maior quando as forças vitais são escassas, do que quando se está com saúde perfeita.
Nos casos em que se amputam partes do corpo, o Éter planetário é o único que acompanha a parte separada. O Corpo Vital e o Corpo Denso se desintegram sincronicamente depois da morte, e o mesmo acontece com a contraparte etérea do membro ou parte amputada. Ela irá gradualmente se desintegrando na medida em que a parte densa se decompõe, porém, nesse meio tempo, o fato de que o ser humano possui o membro etéreo, faz com que ele afirme sentir os dedos e, também dor neles. Existe certa relação entre o membro amputado e a parte etérea, independente da distância. Sabe-se de um caso em que um ser humano sentiu uma forte dor, como se tivesse cravado um prego na perna que fora amputada, dor que persistiu até que o membro foi exumado, e soube-se que tinham cravado um prego quando o encaixotaram para enterrá-lo. O prego foi removido e a dor instantaneamente cessou. De acordo com este fato, estão todos os casos em que as pessoas sofrem dores nos membros amputados, durante dois ou três anos depois da operação. Depois a dor passa. Isto é devido a que a enfermidade ainda permanece na parte etérea do membro amputado, porém, quando a parte densa amputada se desintegra, desintegra-se, também a etérea e a dor cessa.
É de conhecimento geral entre aqueles que auxiliam os acidentados, que eles não sofrem tanto na hora do acidente quanto sofrem depois; isto é, devido a que o Corpo Vital está são no momento do acidente e, portanto, todo o efeito do acidente só será sentido quando este veículo se atenuar, e não estiver mais em condições de ajudar os processos vitais. Assim, vemos que se produzem mudanças no Éter do ser humano e, de acordo com o axioma místico, “como é acima, é abaixo” e vice-versa, produzem-se, também mudanças no Éter Planetário, que constitui o Corpo Vital do Espírito da Terra. Assim como a recordação consciente dos últimos acontecimentos que são, por algum tempo, muito vivos no ser humano se desvanecem pouco a pouco, assim também o registro etéreo, que é o aspecto inferior da Memória da Natureza, vai apagando-se.
Quando um corpo adquire certa velocidade em sua queda, os Éteres Superiores abandonam o Corpo Denso, deixando a pessoa acidentada insensível. Quando o corpo atinge o chão, ele fica muito machucado, porém, a pessoa pode recobrar a consciência quando os Éteres se organizarem outra vez. Então, começa a sofrer as consequências físicas da queda. Se a queda continua depois que os Éteres Superiores saíram do corpo, a crescente velocidade da queda acaba por desalojar também os Éteres Inferiores, e o Cordão Prateado é tudo o que fica ligado ao Corpo Denso. . . este cordão se rompe ao se produzir o impacto contra o chão e o Átomo-semente passa, então, ao ponto de ruptura, onde se mantém na forma usual.
Com base nestes fatos, chegamos à conclusão, de que é a pressão atmosférica normal que mantém o Corpo Vital dentro do Corpo Denso. Quando nos movemos com uma velocidade anormal, a pressão fica suspensa em algumas partes do corpo, formando-se assim um vazio parcial, resultando que os Éteres abandonem o corpo e penetrem nesse vazio. Os dois Éteres Superiores, que estão menos aderidos, são os primeiros que desaparecem e deixam a pessoa inconsciente depois de haver produzido, como em um relâmpago, o panorama de sua vida. Então, se a queda continua aumentando a pressão aérea diante do corpo e o vazio atrás, os Éteres Inferiores mais apegados ao corpo, também são impulsionados para o exterior, e então o corpo está realmente morto antes de chegar ao solo.
Examinando certo número de pessoas em estado de saúde normal, descobrimos que cada um dos átomos prismáticos que compõem os Éteres Inferiores, irradiavam de si linhas de força que faziam girar o átomo físico, no qual estavam inseridos, dotando todo o corpo com vida. A irradiação de todas estas unidades de força está em direção à periferia do corpo, e constitui o que se denomina “Fluido Ódio”, embora também designado com outros nomes. Quando a pressão atmosférica exterior diminui nas grandes altitudes, manifesta-se certo nervosismo, porque a força etérea é impelida de dentro para fora, sem controle, e, se o ser humano não pudesse conter esse fluxo de energia solar, ao menos parcialmente por um esforço da vontade, ninguém poderia viver nestes lugares.
Agora chegamos ao ponto crucial de nossa explicação. O Éter é uma matéria física e, enquanto os indivíduos feridos no campo de batalha por pequenas armas de fogo, possam às vezes caminhar um pouco atordoados, mas conscientes, as terríveis detonações dos grandes canhões empregados em grande escala, têm o efeito de dar volta aos átomos prismáticos e destroçar a envoltura áurica, formada pelos Éteres Luminoso e Refletor, Éteres que constituem a base da percepção sensorial e da memória. Até que com o tempo tudo volte ao normal, o ser humano fica em estado de choque e em coma, condição que pode demorar semanas. Sob semelhantes condições, a substância sutil etérea não se presta à formação de imagens da vida passada, pois, está congelada até certo grau.
Quando uma pessoa se asfixia ou se afoga, ela se sente muito tranquila e sossegada depois da primeira luta, embora se dê conta, em certa medida, do perigo, o Corpo Vital sai antes da ruptura do Cordão Prateado e, portanto, conserva a capacidade de atrair materiais do Mundo Físico. Por isso, houve casos de pessoas mortas por asfixia ou afogamento, que apareceram a seus parentes a milhares de quilômetros de distância, talvez só por um instante, porém, pareciam estar vivos. Talvez tenha sido o desejo que sentiram por muito tempo de ver seus entes queridos, e voltar até eles, e o fato de que estavam agora livres de suas cadeias corporais, que os transportou ali imediatamente nas asas do desejo. Ao chegar onde queriam, o Corpo Vital atraiu quantidade suficiente de partículas da atmosfera para se fazer visível ao ser querido. Porém, talvez nesse momento, rompeu-se o Cordão Prateado, o Corpo Vital entrou em colapso e, então, a visão desapareceu.
Não é raro que se vejam fantasmas de seres vivos. Tudo o que é necessário é que o Corpo Denso esteja num sono muito profundo ou inconsciente, como normalmente ocorre quando uma pessoa está perto do umbral da morte. Pode ser que esteja se afogando ou sob o choque de uma queda de um cavalo, de um carro, ou condições similares, ou que haja recebido um golpe na cabeça, ou que esteja muito enferma sobre o leito, muito enfraquecida e extenuada, perto da morte. Então, a maior parte do Éter que constitui o Corpo Vital pode ser extraída do Corpo Denso, deixando este em estado de transe, estado que não se prolonga mais que alguns minutos, mas, como a distância não é uma barreira nos mundos invisíveis, então o desejo da pessoa assim momentaneamente liberado, pode levá-la ao fim do mundo, para aparecer ao ser querido a milhares de quilômetros do lugar onde seu corpo jaz.
É muito mais fácil para o Espírito do caso anterior se materializar, do que para os que já abandonaram seu corpo ao morrer, porque os primeiros têm o Cordão Prateado ainda intacto, subsistindo assim a conexão com o Átomo-Semente no coração.
Exercícios respiratórios indiscriminados não produzem o desdobramento, senão que tendem a desconectar o Corpo Vital do Denso. E, desta maneira, em alguns casos, as conexões entre os centros dos sentidos etéreos e as células cerebrais se rompem, ou se estiram, resultando na loucura. Em outros casos, a desconexão se verifica entre os Éteres Químico e de Vida e, como o Éter de Vida é o material básico da assimilação da energia solar, bem como o caminho de especialização dessa energia, essa ruptura produz a tuberculose.
Unicamente mediante os exercícios apropriados se verifica a separação requerida. Quando a pureza de vida levou a força sexual não usada, gerada no Éter de Vida, ao coração, esta força serve para manter a limitada circulação sanguínea necessária durante o sono. Desta maneira, as funções físicas e o desenvolvimento espiritual correm juntos, seguindo linhas harmoniosas.
O autor esteve muito receoso com relação às consequências que a guerra poderia trazer, quanto ao firme entrelaçamento dos Corpos de Desejo e Vital, dando assim, vida a legiões de monstros para aflição das gerações futuras. Porém, agora está muito satisfeito em poder dizer que não devemos ter este tipo de temor. Somente quando as pessoas são premeditadamente maliciosas ou vingativas, e persistentemente abrigam um desejo e um propósito de desforra, se esses pensamentos e sentimentos são fomentados e mantidos, eles endurecem o Corpo Vital, e o relacionam mais estreitamente com o Corpo de Desejos. Sabemos das lembranças, da grande guerra, que nas fileiras dos exércitos não havia mais sentimentos de ódio de um para o outro, e que os inimigos conversavam como amigos quando, por casualidade, se encontravam em condições propícias. Assim, embora a guerra seja responsável pela terrível mortalidade atual e será a causa de uma deplorável mortalidade infantil no futuro, não será culpada com relação aos terríveis males gerados pela obsessão, e os crimes instigados por Corpos de Pecado demoníacos.
Embora as desordens mentais, quando são congênitas, tenham por causa geral o abuso da função criadora em vidas passadas, existe pelo menos uma exceção notável a esta regra, mencionada no Conceito Rosacruz do Cosmos, e em outros escritos, que é a seguinte: quando um Espírito, que tem uma vida especialmente dura diante de si, desce para renascer e, ao entrar na matriz sente ou percebe o panorama da vida que vai começar, e considera essa existência demasiadamente terrível para ser suportada, às vezes, tenta escapar da escola da vida. Naquele momento, os Anjos do Destino ou seus agentes, já tinham feito a conexão necessária entre o Corpo Vital e os centros sensoriais no cérebro do feto em formação, por isso, o esforço do Espírito para escapar da matriz de sua mãe é frustrado, mas, o arranco que o Ego dá, desajusta a conexão entre os centros sensoriais físicos e etéreos, de modo que o Corpo Vital não fica concêntrico com o Corpo Denso, fazendo com que a cabeça etérea saia do crânio físico. Então, é impossível que o Espírito possa usar seu veículo denso, encontrando-se atado a um corpo sem Mente, que não pode utilizar e a encarnação fica praticamente perdida.
Também acontecem casos que, mais tarde, na vida, um grande choque faz com que o Espírito tente escapar com os veículos invisíveis, resultando uma torção similar nos centros sensoriais do cérebro, causando desequilíbrio na expressão mental. Nós todos tivemos uma impressão parecida quando levamos um grande susto: uma sensação como se algo tentasse escapar do Corpo Denso, isto é, os Corpos Vital e de Desejos que são tão rápidos em sua ação, que mesmo um trem expresso parece com uma lesma quando comparado, vêm e sentem o perigo antes que o medo haja sido transmitido ao comparativamente inerte Corpo Denso, no qual estão ancorados, e que os impede de escapar em condições normais.
A insanidade é sempre causada pela ruptura na cadeia de veículos entre o Ego e o Corpo Denso. Esta ruptura pode ocorrer entre os centros cerebrais e o Corpo Vital, ou entre o Corpo Vital e o de Desejos, ou entre o Corpo de Desejos e a Mente, ou entre a Mente e o Ego. Além disso, a ruptura pode ser completa ou somente parcial.
Quando a ruptura se produz entre os centros cerebrais e o Corpo Vital, ou entre este e o Corpo de Desejos, temos os casos de idiotismo. Quando a ruptura é entre o Corpo de Desejos e a Mente, então predomina o violento e impulsivo Corpo de Desejos, e se apresenta o caso dos maníacos desvairados. Quando a ruptura é entre o Ego e a Mente, a Mente é que governa os demais veículos, e este é o caso dos maníacos astutos que podem enganar seus guardiões, fazendo-os crer que são completamente inofensivos, enquanto tramam algum plano diabólico e malicioso. Então, podem demonstrar subitamente sua mentalidade insana e causam uma terrível catástrofe.
Existe uma causa de insanidade que convém explicar, porque, muitas vezes, é possível evitá-la. Quando o Ego regressa do mundo invisível para um novo renascimento, lhe são mostradas as diversas encarnações possíveis. Então, ele contempla sua próxima vida em suas grandes linhas e acontecimentos gerais, como se fosse uma fita cinematográfica passando diante de seus olhos. Geralmente, neste momento, ele pode escolher entre as diferentes vidas. Ele vê as lições que tem de aprender, o destino que criou por si mesmo em vidas passadas, e que parte deste destino pode liquidar em cada uma das reencarnações que lhe são oferecidas. Então, faz sua escolha e logo é guiado pelos Agentes dos Anjos do Destino, para o país e a família em que terá que viver em sua próxima existência.
Esta visão panorâmica lhe é apresentada no Terceiro Céu, onde o Ego está despido de seus veículos, e se sente espiritualmente por cima de toda sórdida consideração material. É muitíssimo mais sábio do que logo parece ser na Terra, onde se encontra fascinado pela carne numa medida quase inconcebível. Mais tarde, quando a concepção já aconteceu e o Ego penetra na matriz da mãe, em torno do décimo oitavo dia depois da concepção, põe-se em contato com o molde etéreo de seu novo Corpo Denso, que foi formado pelos Anjos do Destino, para estruturar o cérebro que dará ao Ego as tendências necessárias para a elaboração e liquidação de seu destino.
Ali, o Ego vê novamente os quadros panorâmicos de sua próxima vida, da mesma forma que a pessoa que se afoga vê o panorama de sua vida passada em um relâmpago. Nesse tempo, o Ego já está parcialmente cego com relação a sua natureza espiritual, de modo que sua próxima encarnação pode lhe parecer muito dura e, às vezes, tenta retroceder e não entrar na matriz, estabelecendo as conexões cerebrais adequadas. Pode tentar escapar em seguida e, então, ao invés dos Corpos Denso e Vital ficarem concêntricos, o Corpo Vital, formado de Éter, pode ficar parcialmente fora do crânio físico. Nesse caso, a conexão entre os centros sensoriais do Corpo Vital e do Corpo Denso fica desajustada e o resultado é o idiotismo, a epilepsia, a doença de San Vito ou outras afecções nervosas congênitas.
A insanidade é a ruptura na cadeia de veículos entre o Ego e o Corpo Denso. Essa desconexão pode ocorrer entre o Ego e a Mente, entre a Mente e o Corpo de Desejos, entre os Corpos de Desejos e o Vital e, também entre este último e o Corpo Denso. Se a ruptura se produziu entre o Corpo Denso e o Vital, ou entre o Corpo Vital e o de Desejos, o Ego estará perfeitamente são no Mundo do Desejo imediatamente após sua morte, porque já terá descartado os dois corpos afligidos.
Quando a ruptura ocorre entre o Corpo de Desejos e a Mente, o Corpo de Desejos está ainda desenfreado depois da morte, e é causa de muitas calamidades durante sua existência no Mundo do Desejo. O Ego, evidentemente nunca está insano. O que parece insanidade, provém do fato de que o Ego não tem nenhum domínio sobre seus veículos; o pior caso é, sem dúvida, quando a Mente está afetada e o Ego está atado à personalidade por muito tempo, até que os veículos se desintegrem.
Vimos que, no estado de vigília, os Corpos Denso e Vital estão rodeados e interpenetrados por uma nuvem ovoide, formada pelo Corpo de Desejos e a Mente. Todos esses veículos são concêntricos e formam como se fossem elos de uma corrente. É a interpolação de um com o outro, de maneira que os centros sensoriais se ajustem corretamente, o que permite que o Ego manipule este complexo organismo e efetue de uma maneira ordenada, os processos vitais a que chamamos de razão, palavra e ação. Se existe um desajuste em alguma parte, o Ego está obstruído em sua manifestação. Este equilíbrio perfeito é a saúde, o oposto da enfermidade.
A enfermidade tem várias formas e uma é a insanidade que, também é de diferentes tipos. Quando a conexão entre os centros sensoriais do Corpo Denso e do Corpo Vital é oblíqua e quando, às vezes, a cabeça do Corpo Vital eleva-se acima da cabeça do Corpo Denso ao invés de ficar concêntrica, o Corpo Vital está fora de ajuste com os veículos superiores e com o Corpo Denso. Então, nós temos um idiota dócil. Quando os Corpos Denso e Vital estão ajustados, mas a ruptura está entre o Corpo Vital e o de Desejos, a situação é a mesma, mas quando a ruptura é entre o Corpo de Desejos e a Mente, nós temos o maníaco delirante que é mais ingovernável que um animal selvagem, pois este último é controlado pelo Espírito Grupo, e neste caso, todas as tendências animais são seguidas cegamente.
Enquanto muito poucos defendem o abuso da função criadora, muitas pessoas que seguem os preceitos espirituais em outras coisas, ainda acham que a indulgência frequente do desejo de prazer sexual não faz mal. Alguns acham que é tão necessário quanto o exercício de uma função orgânica. Isto é errado por duas razões: a primeira é que cada ato criador requer uma quantidade de força que queima tecido, o qual deve ser reabastecido por uma quantidade extra de comida. Isto reforça e aumenta o Éter Químico; a segunda, como a força propagadora trabalha através do Éter de Vida, este elemento do Corpo Vital é também aumentado a cada indulgência. Consequentemente, os dois Éteres Inferiores, enviando a força criadora para baixo, para a gratificação de nosso desejo por prazer, aderem-se mais aos dois Éteres Superiores que formam o Corpo-Alma, e essa aderência se torna maior e mais poderosa à medida que o tempo passa. Como a evolução de nossas forças anímicas e a faculdade de viajar em nossos veículos mais sutis, dependem da separação entre os Éteres Inferiores e o Corpo-Alma, é evidente que frustramos o objetivo que temos em mente, e retardamos o desenvolvimento pela indulgência da natureza inferior.
Nos preparativos para o Renascimento, assim que o Corpo Vital é colocado, o Ego renascente, com sua envoltura em forma de sino, paira constantemente perto de sua futura mãe. Ela, sozinha, trabalha sobre o novo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias depois da fertilização e, então, o Ego entra no corpo da mãe, dirigindo sua envoltura para baixo e envolvendo o feto. A abertura na parte de baixo fecha-se, e o Ego é uma vez mais encarcerado em seu Corpo Denso.
O momento da entrada no ventre da mãe é de grande importância na vida, pois, quando o Ego renascente primeiro contata a matriz do Corpo Vital, ele vê outra vez o panorama da vida que foi impresso pelos Anjos do Destino, na referida matriz, para dar a ele as tendências necessárias para trabalhar o destino maduro, que deve ser liquidado na vida que se vai iniciar.
Neste momento, o Ego está tão cego pelo véu da matéria que não distingue o benefício final, da mesma maneira imparcial quando fez sua escolha na Região do Pensamento Abstrato e, quando uma vida particularmente dura se revela diante de sua visão, no momento em que ele está entrando no ventre da mãe, acontece às vezes que ele fica tão apavorado que tenta escapar. A conexão não pode ser cortada, no entanto, pode ser forçada, de modo que, ao invés de ficar concêntrica, a cabeça do Corpo Vital pode ficar acima da cabeça do Corpo Denso. Então, nós temos um idiota congênito.
Assim como um vampiro suga o Éter do Corpo Vital de sua vítima e se alimenta dele, assim também, repetidos pensamentos de arrependimento e remorso se transformam em um elemental de desejo, que age como um vampiro e suga a vida da pobre alma que lhe deu forma e, como semelhante atrai semelhante, ele fomenta a continuidade deste hábito de arrependimento mórbido.
Se nos permitimos arrependimentos e remorsos durante as horas de vigília como certas pessoas o fazem, estamos sobrepujando o Purgatório, pois, embora o tempo que passamos lá seja gasto na erradicação do mal, a consciência surge de cada imagem na medida em que é arrancada pela força de repulsão. Lá, por causa da ligação do Corpo de Desejos com o Corpo Vital, estamos habilitados a dar vida a uma imagem em nossa memória quantas vezes desejamos e, enquanto o Corpo de Desejos é gradualmente dissolvido no Purgatório pela purgação do panorama da vida, certa quantidade foi acrescentada quando nós estávamos vivendo no Mundo Físico, tomando o lugar daquela matéria que foi expulsa pelo remorso. Concluindo, remorso e arrependimento quando continuamente repetidos em nosso interior, têm o mesmo efeito sobre o Corpo de Desejos que os banhos excessivos sobre o Corpo Vital. Ambos os veículos ficam exauridos por limpeza excessiva, e, por esta razão, é perigoso para a saúde moral e espiritual permitir sentimentos de arrependimento e remorso indiscriminadamente, assim como é fatal para o bem-estar físico tomar banhos demais. O discernimento deve prevalecer em ambos os casos.
Assim como a força latente na pólvora e em substâncias explosivas afins, podem ser usadas para promover os melhores objetivos da civilização, ou os mais selvagens atos de barbarismo, assim também essa emoção de remorso pode ser mal-usada, de modo a causar dano e obstáculo ao Ego ao invés de ajuda. Quando nos remoemos diariamente e a toda hora, nós estamos despendendo um grande poder que pode ser usado para a mais nobre finalidade da vida, pois, o constante arrependimento, afeta o Corpo de Desejos de maneira similar à dos banhos excessivos do Corpo Denso. A água tem uma grande afinidade pelo Éter e o absorve vorazmente. Quando tomamos banho em condições normais, ele remove uma grande quantidade de Éter venenoso e miasmático do nosso Corpo Vital, no caso de ficarmos de molho um espaço de tempo razoável. Depois de um banho, o Corpo Vital fica de certa forma, atenuado e consequentemente nos dá uma sensação de fraqueza, mas se estamos em boa forma e não ficamos no banho muito tempo, a deficiência é logo reparada pela corrente de força que flui para dentro do corpo através do baço. Quando o influxo de Éter fresco substituiu a substância envenenada carregada pela água, sentimos com renovado vigor que atribuímos ao banho, embora não soubéssemos nada do que foi dito anteriormente.
Porém, quando uma pessoa que não está em sua perfeita saúde tem o hábito de tomar banhos diários, duas ou três vezes, um excesso de Éter é retirado do Corpo Vital. O suprimento que entra pelo baço é também diminuído por causa da perda de vibração do Átomo-semente, localizado no plexo solar e do enfraquecimento do Corpo Vital. Daí ser impossível para tais pessoas recuperarem-se entre tais frequentes e repetidos esgotamentos e, como consequência, a saúde do Corpo Denso sofre; elas perdem força continuamente e podem se tornar inválidas.
O Corpo Vital é tão ativo nas horas de sono quanto nas horas de vigília e pode ser influenciado pelo poder da sugestão. O sono pode ser induzido pela hipnose.
Nós temos, em nosso Corpo, dois sistemas nervosos, o voluntário e o involuntário. O primeiro é influenciado diretamente pelo Corpo de Desejos e controla os movimentos do Corpo e sua tendência é quebrar e destruir, só parcialmente restringido em sua tarefa cruel pela Mente. O sistema involuntário tem seu campo de ação específico no Corpo Vital. Ele governa os órgãos digestivos e respiratórios que reconstroem e restauram o Corpo Denso.
É esta guerra entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos que produz consciência no Mundo Físico, mas se a Mente não agisse como um freio sobre o Corpo de Desejos, nossas horas de vigília seriam muito curtas e, também nossa vida, pois o Corpo Vital seria logo esgotado em seu trabalho beneficente pelo imprudente Corpo de Desejos, como está evidenciado na exaustão que segue um ataque de nervos, pois a raiva é uma situação em que o ser humano “perde o controle e o Corpo de Desejos reina livremente”.
Apesar de todos os seus esforços, o Corpo Vital, pouco a pouco, perde terreno com o passar do dia, os tecidos envenenados e deteriorados se acumulam e impedem o fluxo do fluido vital e seus movimentos tornam-se cada vez mais lentos. Como consequência, o Corpo visível mostra sinais de exaustão. Finalmente, o Corpo Vital sofre um colapso, o fluido vital cessa de fluir nos nervos em quantidade suficiente para manter o equilíbrio do Corpo Denso e este se rende inconsciente e, portanto, inadequado para ser usado pelo Espírito. É o sono.
O mesmo acontece com o templo do Ego, nosso Corpo Denso, quando fica exausto. É, então, necessário que o Ego, a Mente e o Corpo de Desejos se afastem e deem amplos poderes ao Corpo Vital para que ele possa restaurar o tônus do Corpo Denso e, então, quando o Corpo Denso vai dormir, há uma separação. O Ego e a Mente, envolvidos pelo Corpo de Desejos, se separam do Corpo Vital e do Corpo Denso, estes dois permanecendo na cama, enquanto os veículos superiores pairam sobre ou perto do Corpo adormecido.
O processo de restauração começa agora. Numa luta no Mundo Físico, os ferimentos nunca são de um só lado; o vencedor também tem algumas lesões. Quanto mais violenta é a luta e mais nivelados são os combatentes, mais lesões sofre cada um. Assim acontece com o Corpo Vital e o de Desejos; o Corpo de Desejos vence sempre, embora sua vitória seja sempre uma derrota, pois ele é forçado a deixar o campo de batalha, e o prêmio, o Corpo Denso, nas mãos do derrotado Corpo Vital, retirando-se para reparar sua própria harmonia despedaçada.
Quando o Espírito se afasta do Corpo adormecido, ele entra no mar de força e harmonia chamado Mundo do Desejo. Lá ele repassa as cenas do dia em ordem inversa, dos efeitos para as causas, colocando em ordem o emaranhado do dia, formando imagens verdadeiras para substituir as impressões erradas, devido à limitação da vida no Corpo Denso e, assim como as harmonias do Mundo do Desejo o permeiam e a sabedoria e a verdade substituem o erro, ele readquire seu ritmo e tom. O tempo necessário para a restauração varia de acordo com o dia, se foi ilusório, impulsivo ou extenuante.
Então, e só então, o trabalho de restauração dos veículos deixados na cama começa, e o Corpo de Desejos, restaurado, começa a reavivar o Corpo Vital bombeando energia rítmica dentro dele, e este, por sua vez, começa a trabalhar sobre o Corpo Denso, eliminando os produtos deteriorados, principalmente por meio do sistema nervoso simpático. Como resultado, o Corpo Denso fica restaurado e repleto de vida. O Corpo de Desejos, a Mente e o Ego entram nele pela manhã, fazendo com que ele acorde.
No entanto, às vezes, acontece que nós ficamos tão absorvidos e interessados nas atividades de nossa existência mundana que, mesmo depois que o Corpo Vital entrou em colapso e deixou o Corpo Denso inconsciente, nós não conseguimos nos libertar para que o trabalho de restauração se inicie. O Corpo de Desejos fica aderido, é retirado só parcialmente pelo Ego e começa a ruminar os acontecimentos do dia naquela posição.
Durante o estado de vigília, quando o Ego está funcionando conscientemente no Mundo Físico, seus diferentes veículos são concêntricos – ocupam o mesmo espaço – mas à noite, quando o Corpo se deita para dormir, a separação acontece. O Ego, vestido pela Mente e pelo Corpo de Desejos, libera-se do Corpo Denso e do Corpo Vital que foram deixados na cama. Os veículos superiores pairam acima e perto. Eles estão conectados com os veículos inferiores pelo Cordão Prateado, um cordão fino e brilhante que tem a forma de dois números seis, com uma extremidade ligada ao Átomo-semente no coração e outra no vórtice central do Corpo de Desejos.
Durante o sono, o Ego também sai do Corpo Denso, mas o Corpo Vital permanece e o Cordão Prateado fica intacto.
O Mundo do Desejo é um oceano de sabedoria e harmonia. Quando os veículos inferiores adormecem, o Ego leva a Mente e o Corpo de Desejos para o Mundo do Desejo. Lá, o primeiro cuidado do Ego é a restauração do ritmo e da harmonia da Mente e do Corpo de Desejos. Esta restauração é realizada gradativamente enquanto as vibrações harmoniosas do Mundo do Desejo fluem através destes veículos. Há uma essência no Mundo do Desejo que corresponde ao fluido que permeia o Corpo Denso por meio do Corpo Vital. Os veículos superiores, por assim dizer, embebem-se neste elixir de vida. Quando fortalecidos, eles começam o trabalho sobre o Corpo Vital que foi deixado com o Corpo Denso. Então, o Corpo Vital começa a especializar a energia solar mais uma vez, reconstruindo o Corpo Denso, usando particularmente o Éter Químico como meio no processo de restauração.
No estado de vigília, os diferentes veículos do Ego – Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso – são todos concêntricos. Eles ocupam o mesmo espaço e o Ego se manifesta no Mundo Físico. Mas, à noite, durante o sono sem sonhos, o Ego revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente, se retira, deixando o Corpo Denso e o Vital sobre a cama, não havendo conexão entre os veículos superiores e os inferiores, salvo por um fino e brilhante cordão chamado de Cordão Prateado. Acontece, no entanto, que, às vezes, o Ego trabalhou tanto no Mundo Físico e o Corpo de Desejos ficou tão agitado que ele se recusa a deixar os veículos inferiores e só se retira parcialmente ou pela metade. Então, a conexão entre os centros sensoriais do Corpo de Desejos e os do cérebro físico ficam rompidos parcialmente. O Ego percebe as visões e as cenas do Mundo do Desejo que são extremamente fantásticas e ilusórias e elas são transmitidas aos centros cerebrais sem serem conectadas pela razão. Daí resulta todos os sonhos tolos e fantásticos que temos.
Acontece, no entanto, que, às vezes, o Corpo de Desejos não se retira completamente e, assim, parte dele permanece conectado ao Corpo Vital, o veículo de percepção sensorial e memória. O resultado é que a restauração é realizada somente em parte e as cenas e ações do Mundo do Desejo são trazidas para a consciência física como sonhos. Naturalmente, a maioria dos sonhos é confusa porque o eixo da percepção está distorcido por causa da relação imperfeita de um Corpo com o outro. A memória é também confusa pela relação incongruente dos veículos e, como resultado da perda da força restauradora, o sono cheio de sonhos não é reparador e o Corpo se sente cansado ao acordar.
O Corpo Vital, pode-se dizer que é formado de pontos que se estendem em todas as direções, para dentro, para fora, para cima e para baixo, através de todo o Corpo, e cada pequeno ponto passa através do centro de um dos átomos químicos, fazendo-o vibrar mais intensamente que sua velocidade natural. Este Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso do nascimento à morte em todas as situações exceto quando, por exemplo, a circulação do sangue para num certo ponto, como quando descansamos a mão sobre a extremidade de uma mesa por algum tempo e ela “adormece”, por assim dizer. Então, se formos Clarividentes, poderemos ver a mão etérea do Corpo Vital pendurada sob a mão visível como se fosse uma luva, e os átomos químicos da mão recaída em seu natural e lento grau de vibração. Quando batemos na mão fazendo com que “acorde”, por assim dizer, a sensação peculiar de formigamento que temos é causada pelos pontos do Corpo Vital que, então, entram novamente nos átomos adormecidos da mão, iniciando uma vibração renovada.
O Corpo Vital deixa o Corpo Denso de modo semelhante à quando uma pessoa está morrendo. Afogados que foram ressuscitados experimentam uma intensa agonia causada pela entrada desses pontos que eles sentem como um formigamento.
Durante o dia, quando o fluido solar está sendo absorvido pelo ser humano em grande quantidade, estes pontos do Corpo Vital são estendidos ou expandidos, por assim dizer, pelo fluido vital, mas à medida que o dia passa e os venenos da deterioração obstruem o Corpo Denso cada vez mais, o fluido vital flui menos rapidamente; à noite, chega a hora em que os pontos no Corpo Vital não conseguem um suprimento completo do fluído vital, eles murcham e os átomos do Corpo movem-se mais vagarosamente em consequência. Então, o Ego sente o Corpo pesado e cansado. Finalmente, chega a hora em que, por assim dizer, o Corpo Vital entra em colapso e as vibrações dos átomos densos se tornam tão vagarosas que o Ego não pode mais mover o Corpo. É forçado a retirar-se para que o veículo possa se recuperar. Então dizemos que o Corpo foi dormir.
No entanto, o sono não é um estado inativo; se fosse, não haveria diferença de manhã e nenhum poder de restauração durante o sono. A própria palavra restauração implica em atividade.
Quando um edifício ficou arruinado após uso constante e é necessário renová-lo e restaurá-lo, os moradores têm que se mudar para dar aos trabalhadores liberdade de ação. Por razões semelhantes, o Ego sai da sua moradia à noite. Assim como os operários trabalham no prédio para que fique adequado à reocupação, assim também, o Ego tem que trabalhar sua moradia antes que ela esteja pronta para ser reocupada. E este trabalho é feito por nós durante a noite, embora não estejamos conscientes dele nas nossas horas de vigília. É esta atividade que remove o veneno do sistema e, como resultado, o Corpo está restaurado e vigoroso de manhã, quando o Ego entra na hora do despertar. Depende da maneira pela qual usamos nosso Corpo Denso durante o dia, o tempo que o Corpo de Desejos necessita para realizar o trabalho de restauração do ritmo do Corpo Vital e do Corpo Denso. Se usarmos nosso Corpo estrenuamente durante o dia, naturalmente as desarmonias serão proeminentes e o Corpo de Desejos levará a maior parte da noite para restaurar a harmonia e o ritmo. Em consequência, o ser humano estará atado ao seu Corpo dia e noite. Mas, quando ele aprende a agir inteligentemente, controla sua energia durante o dia e não gasta sua força com palavras e ações desnecessárias, quando ele começa a dominar seu temperamento e para com a desarmonia proveniente de observações incorretas, o Corpo de Desejos não fica ocupado durante todo o sono restaurando o Corpo Denso. Uma parte da noite pode ser usada para trabalhar fora. Se os centros sensoriais do Corpo de Desejos estão suficientemente desenvolvidos, como acontece com a maioria das pessoas inteligentes, o ser humano pode soltar as amarras e penetrar no Mundo do Desejo. Ele percebe as cenas, embora não se lembre delas até que tenha efetuado a separação entre a parte superior e a inferior do Corpo Vital, como foi previamente explicado.
No sono natural, o Ego, revestido pela Mente e pelo Corpo de Desejos, se retira do Corpo Denso e, geralmente, paira sobre o Corpo, ou pelo menos permanece perto dele, conectado pelo Cordão Prateado, enquanto o Corpo Vital e o Corpo Denso estão descansando sobre a cama.
É, então, possível influenciar a pessoa, instilando no seu cérebro pensamentos e ideias que desejamos comunicar. No entanto, não podemos fazer com que ela faça qualquer coisa ou nutra qualquer ideia, exceto aquela que está de acordo com seu temperamento. É impossível dar ordens para que ela faça algo e forçar obediência, como acontece quando alguém foi tirado de seu estado consciente pelos passes de um hipnotizador, pois, é o cérebro que move os músculos; e, durante o sono natural seu cérebro está interpenetrado por seu próprio Corpo Vital e ele está em perfeito controle de si mesmo, enquanto que, durante o sono hipnótico, os passes do hipnotizador afastam o Éter do seu cérebro, em direção aos ombros da vítima; esse Éter fica em volta do pescoço, lembrando a gola de um suéter. O cérebro denso é, então, aberto ao Éter do Corpo Vital do hipnotizador, que substitui o Éter do próprio dono. Consequentemente, no sono hipnótico, a vítima não tem escolha quanto às ideias que tem, ou aos movimentos que faz com seu Corpo, enquanto, no sono comum, a pessoa é sempre um agente livre. De fato, este método de sugestão durante o sono é algo que as mães acharão extremamente benéfico no tratamento de crianças teimosas, pois se a mãe se sentar perto da cama da criança que dorme, segurar sua mão, conversar com ela como se ela estivesse acordada, instilar em seu cérebro ideias que gostaria que ela tivesse, ela verá que no estado de vigília muitas destas ideias criarão raízes. Também, ao lidar com uma pessoa que é doente ou viciada em bebida, se a mãe, enfermeira ou outra pessoa usar este método, será possível instilar esperança, cura e recuperação futura ou ajudar no seu autocontrole.
Este método pode, naturalmente, ser usado para o mal, mas não podemos deixar de publicá-lo, já que acreditamos que o bem que pode ser feito deste modo irá compensar mais do que os poucos casos em que pessoas, de má índole, possam usar o método com propósito errado.
Do ponto de vista de uma só vida, os métodos, como, por exemplo, aqueles empregados pelos curadores do movimento de Emmanuel[9], são indubitavelmente produtores de um imenso benefício. O paciente, sentado numa cadeira, é posto para dormir e, lá, ele recebe certas “sugestões”, como são chamadas. Ele se levanta e está curado de seu mau hábito. Se for um alcoólatra, ele se torna um cidadão respeitável que se preocupa com sua esposa e família e, sob esse aspecto, o benefício é inegável.
Porém, olhando mais profundamente pela ótica do ocultista, que vê essa vida como sendo uma em muitas, e observando o efeito que isso tem sobre os veículos invisíveis do ser humano, o caso é completamente diferente. Quando um ser humano entra num sono hipnótico, o hipnotizado faz passes sobre ele que têm o efeito de expelir o Éter da cabeça do seu Corpo Denso e substituí-lo pelo do hipnotizador. O ser humano fica então sob total domínio do outro. Não tem vontade própria e, por isso, as chamadas “sugestões” são na realidade comandos que a vítima não tem outra escolha senão obedecer. Além disso, quando o hipnotizador retira seu Éter e acorda a vítima, é incapaz de remover todo o Éter que ele colocou nela. Similarmente, assim como uma partícula do magnetismo infundida num dínamo elétrico, antes de ser ligado pela primeira vez, permanece como magnetismo residual para ativar os campos do dínamo toda vez que ele é ligado, assim também lá permanece uma partícula do Éter do Corpo Vital do hipnotizador na medula oblongada da vítima, que é um bastão que o hipnotizador mantém sobre ela em toda sua vida, e é devido a este fato que as sugestões a serem executadas num período subsequente ao despertar da vítima são invariavelmente seguidas.
Na hora da morte, há uma separação no Corpo Vital e a parte superior entra nos Mundos invisíveis. Seu Átomo-semente é retido pelo Ego ao passar pelos Mundos celeste para ser usado como um núcleo para o Corpo Vital de um futuro renascimento.
Esta vida na Terra dura até que o ciclo de acontecimentos prenunciados na roda do destino, o horóscopo, tenha se completado. E quando o Espírito de novo alcança o reino de Samael, o Anjo da Morte, a mística oitava Casa, o Cordão Prateado se rompe e o Espírito retorna a Deus, até que a aurora de outro dia na Escola da Terra o chame a um novo nascimento para que adquira mais conhecimento nas artes e ofícios da construção do templo.
Por meio da morte foi possível para os Anjos ensinar a Humanidade, entre a morte e um novo nascimento, a construir um Corpo gradualmente melhor. Tivesse o ser humano aprendido, num passado longínquo, a renovar seu Corpo Vital como foi ensinado a gerar um veículo denso à sua vontade, então a morte teria sido de fato uma impossibilidade e o ser humano teria se tornado imortal como os deuses. Porém, ele teria imortalizado suas imperfeições e o progresso teria sido impossível. É a renovação deste Corpo Vital que está expressa na Bíblia como “comer da Árvore da Vida”. Quando o ser humano recebeu esclarecimento relativo à procriação, ele era um ser espiritual cujos olhos não estavam ainda cegos pelo mundo material e podia ter aprendido o segredo da vitalização de seu corpo segundo sua vontade, consequentemente frustrando a evolução. Daí vemos que a morte, quando ela vem naturalmente, não é uma maldição, mas nossa maior e melhor amiga, pois ela nos livra de um instrumento com o qual não mais podemos aprender; ela nos tira de um ambiente que não nos serve mais para que possamos aprender a construir um Corpo melhor em um ambiente de maior amplitude no qual poderemos fazer mais progresso em direção à meta da perfeição.
Durante a vida, o colapso do Corpo Vital à noite limita nossa visão do mundo em torno de nós, e nos perdemos na inconsciência do sono. Quando o Corpo Vital sofre um colapso logo após a morte e o panorama da vida está terminado, nós também perdemos a consciência por um tempo que varia de acordo com o indivíduo. Uma escuridão parece cair sobre o Espírito. Então, após algum tempo, ele acorda e começa indistintamente a perceber a luz do outro mundo, e só se acostuma às novas condições gradualmente. É uma experiência parecida com aquela que temos quando saímos de um quarto escuro para a luz do Sol, que nos cega com seu brilho, até que as pupilas de nossos olhos se contraem de modo a admitir a quantidade de luz suportável por nosso organismo.
Quando um ser humano passa pela morte, ele leva consigo a Mente, o Corpo de Desejos e o Corpo Vital, sendo este último o armazém das cenas de sua vida passada. E, durante três dias e meio após a morte estas cenas são gravadas no Corpo de Desejos para formar a base de sua vida no Purgatório e no Primeiro Céu, onde o mal é expurgado e o bem assimilado. A experiência da vida em si é esquecida, assim como esquecemos o processo de aprender a escrever, mas retemos a faculdade. Assim, o extrato cumulativo de todas as suas experiências, tanto das vidas passadas e das existências anteriores no Purgatório e nos vários Céus, é retido pelo ser humano e formam seu patrimônio no próximo nascimento. As dores que ele suportou falam-lhe como a voz da consciência, e o bem que ele fez lhe dá um caráter cada vez mais altruísta.
Não importa por quantos anos possamos evitar que o Espírito efetue sua passagem, pois, finalmente, chega a hora em que nenhum estimulante pode manter o corpo vivo e o último suspiro é dado. Então, o Cordão Prateado, do qual fala a Bíblia, que mantém os veículos superiores e inferiores juntos, rompe-se repentinamente no coração e faz com que este órgão pare. Sua ruptura liberta o Corpo Vital e ele, com o Corpo de Desejos e a Mente, flutua sobre o Corpo visível por um tempo que vai de um a três dias e meio, enquanto o Espírito está ocupado em rever a vida passada, uma parte excessivamente importante de sua experiência pós-morte. Desta recapitulação depende toda sua existência desde a morte até um novo nascimento.
Todos os povos antigos, tanto no Oriente como no Ocidente, sabiam muito sobre nascimento e morte, o que foi esquecido nos tempos modernos, porque uma segunda visão prevalecia entre eles naquela época. Até o presente (época em que o livro foi escrito), por exemplo, muitos camponeses na Noruega afirmam possuir a capacidade de ver o Espírito saindo do Corpo na morte, como uma nuvem branca e fina que é, naturalmente, o Corpo Vital; e o ensinamento Rosacruz que afirma que os mortos pairam em volta de sua morada terrena, por algum tempo depois da morte, adotam um corpo luminoso e são penosamente afligidos pela dor de seus entes queridos, foi um conhecimento comum entre os antigos que viviam no Norte. Quando o falecido Rei Helge da Dinamarca se materializou para aliviar a dor de sua esposa, e ela exclamou angustiada: “O orvalho da morte banhou teu corpo guerreiro”, ele respondeu:
És tu, Sigruna,
A única causa
De que Helge seja banhado
Pelo orvalho da tristeza.
Não queres pôr fim a teu pesar
Nem as amargas lágrimas secar.
Cada lágrima ensanguentada
Cai em meu peito gelada
Elas não me deixam descansar.
Quando a autora de “O Ministério dos Anjos”[10] tinha seus dezoito anos, uma amiga chamada Maggie, de repente, ficou muito doente e morreu em seus braços. Imediatamente depois que seu coração parou de bater, ela diz, “E vi, distintamente, algo semelhante à fumaça ou vapor que sobe de uma chaleira, na qual a água está fervendo, ascender de seu corpo. A emanação subiu só até uma certa altura e lá tomou a forma de minha amiga que tinha acabado de falecer. Esta forma, indefinida a princípio, gradualmente se transformou até se tornar nítida e revestida por uma roupagem que parecia uma nuvem branco-perolada, embaixo da qual os contornos da pessoa eram distintamente visíveis. A face era a da minha amiga, mas glorificada sem nenhum traço de espasmo da dor que tinha se apoderado dela momentos antes de sua morte”.
Isto é exatamente o que temos ensinado: no momento da morte, quando o Cordão Prateado se rompe no coração, o Corpo Vital se retira através das suturas do crânio e paira alguns centímetros acima do Corpo.
Quando um Espírito está se desprendendo do Corpo, ele leva com ele o Corpo de Desejos, a Mente e o Corpo Vital, e este é, naquela hora, o armazém das cenas da vida que termina. Estas cenas são então gravadas no Corpo de Desejos durante três dias e meio imediatamente após a morte. Então, o Corpo de Desejos transforma-se no árbitro do destino do ser humano no Purgatório e no Primeiro Céu. Os sofrimentos causados pela purgação do mal e a alegria causada pela contemplação do bem são levados para a próxima vida como consciência, para deterem o ser humano da perpetuação dos erros das vidas anteriores e induzi-lo a fazer o que causou alegria na vida anterior de modo mais abundante.
No momento da morte, quando o Átomo-semente do coração que contém toda a experiência da vida passada em uma imagem panorâmica se rompe, o Espírito deixa seu Corpo Denso, levando consigo os Corpos mais sutis. Ele paira sobre o Corpo Denso que agora está morto, como se diz comumente, por um tempo que varia de algumas horas até três dias e meio. O fator determinante do tempo é a força do Corpo Vital, veículo que constitui o Corpo-Alma de que a Bíblia fala. Há então uma reprodução pictórica da vida, um panorama em ordem inversa, da morte ao nascimento, e as cenas são gravadas sobre Corpo de Desejos por meio do Éter Refletor neste Corpo Vital. Durante este período, a consciência do Espírito está concentrada no Corpo Vital, ou pelo menos deveria estar, e não tem, por isso, nenhum sentimento a respeito. As cenas que são impressas sobre o veículo do sentimento e da emoção, o Corpo de Desejos, são a base do subsequente sofrimento da vida no Purgatório pelas más ações, e de satisfação no Primeiro Céu, devido ao que foi feito de bom na vida que passou.
Estes foram os principais fatos que o autor foi capaz de observar, pessoalmente, sobre a morte no período em que os Ensinamentos lhe foram dados e quando ele foi apresentado, por ajuda do Mestre, às reproduções panorâmicas da vida de pessoas que estavam passando pelo portal da morte; investigações de anos mais tarde revelaram o fato adicional de que há um outro processo em andamento durante estes dias importantes que seguem o da morte.
Uma separação acontece no Corpo Vital, semelhante àquela do processo de Iniciação. Grande parte deste veículo, que pode ser chamado de “alma”, une-se com os veículos superiores e é a base da consciência nos Mundos invisíveis depois da morte. A parte inferior, que é descartada, volta ao Corpo Denso e flutua sobre o túmulo, na maioria dos casos, como está declarado no Conceito Rosacruz do Cosmos. Esta separação no Corpo Vital não é a mesma em todas as pessoas, mas depende da natureza da vida vivida e do caráter da pessoa que se vai. Em casos extremos, esta divisão é muito diferente do normal. Este ponto importante foi descoberto em muitos casos de suposta obsessão que foram investigados pela Sede Central. De fato, foram estes casos que desenvolveram as extensas e estarrecedoras descobertas reveladas por nossas mais recentes pesquisas sobre a natureza da obsessão, que pessoas que apelaram para nós estavam sofrendo. Como era esperado, naturalmente, a divisão nestes casos mostrava uma preponderância do mal, e esforços foram então feitos para descobrir se não havia também uma outra classe de pessoas onde uma divisão diferente, com preponderância de bem, acontece. É um prazer registrar que isto realmente acontecia e, depois de pesar os fatos descobertos, comparando um com outro, o que segue parece ser a correta descrição das condições e suas razões:
O Corpo Vital tem o objetivo de construir o físico toda vez que nossos desejos e emoções o destroem. É a luta entre o Corpo Vital e o de Desejos que produz consciência no Mundo Físico e que endurece os tecidos, de forma que o corpo brando da criança se torna rijo e encolhido na idade avançada, seguido pela morte. A moralidade ou imoralidade de nossos desejos e emoções age de maneira similar no Corpo Vital. Quando a devoção a elevados ideais é a mola mestra da ação, quando se permite que a natureza devocional se expresse livremente e frequentemente por muitos anos e, particularmente, quando isto foi acompanhado pelos exercícios científicos[11] dados aos Probacionistas na Fraternidade Rosacruz, a quantidade de Éter Químico e de Vida gradualmente diminui, enquanto os apetites carnais se desvanecem e uma quantidade aumentada de Éter Luminoso e Refletor toma o lugar deles. Como consequência, a saúde física não é tão boa entre aqueles que seguem o caminho superior, como entre aqueles cuja indulgência com a natureza inferior atrai os Éteres: Químico e de Vida numa proporção tal que os leva à parcial ou total exclusão dos dois Éteres Superiores.
Várias consequências muito importantes conectadas com a morte seguem este fato. Como é o Éter Químico que cimenta as moléculas do corpo em seus lugares e as mantém lá durante a vida, quando somente uma mínima parte deste Éter está presente, a desintegração do veículo físico depois da morte é muito rápida.
Na morte, a separação acontece. O Átomo-semente é retirado do ápice do coração pelo saturnino nervo pneumogástrico através dos ventrículos e pelo crânio (Gólgota); todos os átomos do Corpo Vital são liberados da cruz do Corpo Denso pelo mesmo movimento espiral que desatarraxa cada átomo prismático de Éter de sua envoltura física.
Este processo se desenvolve com maior ou menor violência de acordo com a causa da morte. Uma pessoa de idade, cuja vitalidade foi vagarosamente diminuindo, pode dormir e acordar no outro lado do véu sem a menor consciência de como a mudança acontece; uma pessoa devota e religiosa, que se preparou pela prece e meditação sobre o além, também será capaz de fazer uma passagem fácil; pessoas que morrem congeladas encontram o que o autor acredita ser a mais fácil maneira de morrer por acidente, sendo que o afogamento é a segunda melhor situação.
Porém, quando uma pessoa é jovem e saudável, especialmente se tem uma maneira de pensar materialista ou não religiosa, o átomo etéreo prismático está tão fortemente entrelaçado pelo átomo físico que um puxão considerável é necessário para separar o Corpo Vital. Quando a separação entre o Corpo Denso e os veículos superiores foi concluída e a pessoa está morta, como normalmente se diz, os Éteres Luminoso e Refletor se separam do átomo prismático. É esta matéria, como está explicado no Conceito Rosacruz do Cosmos, que é modelada em imagens da última vida e gravada no Corpo de Desejos, que então começa a fazer sentir tudo o que houve de sofrimento ou de prazer na vida. A parte do Corpo Vital composta pelos átomos prismáticos Químico e de Vida então retornam ao Corpo Denso, pairando acima da sepultura e desintegrando-se sincronicamente com ele.
Os veículos superiores – Corpo Vital, de Desejos e Mente – são vistos deixando o Corpo Denso com um movimento em espiral, levando com eles a alma de um átomo denso. Não o átomo em si, mas as forças que trabalharam através dele. Os resultados das experiências passadas por meio do Corpo Denso durante a vida que terminou foram impressos neste átomo específico. Enquanto todos os outros átomos do Corpo Denso se renovaram de tempos em tempos, este átomo é permanente. Permanece estável não só durante uma vida, mas foi parte de todos os Corpos Densos usados pelo Ego. Ele é retirado na morte só para despertar na aurora de uma outra vida física para servir, outra vez, como núcleo em torno do qual é construído o novo Corpo Denso a ser usado pelo mesmo Ego. É, por isso, chamado de Átomo-semente. Durante a vida, o Átomo-semente está situado no ventrículo esquerdo do coração, perto do ápice. Na morte, ele sobe ao cérebro, passando pelo nervo pneumogástrico, deixando o Corpo Denso juntamente com os veículos superiores, pelo caminho da sutura entre os ossos parietal e occipital.
Quando os veículos superiores deixam o Corpo Denso, eles ficam ainda conectados por um fino, brilhante e prateado Cordão em forma muito parecida a dois seis invertidos, um na vertical e outro na horizontal, conectados nas extremidades do gancho.
Uma extremidade se liga ao coração por meio do Átomo-semente, e é a ruptura deste átomo que faz parar o coração. O Cordão não se rompe até que o panorama da vida, contido no Corpo Vital, tenha sido revisto.
Deve-se tomar cuidado, no entanto, para não cremar ou embalsamar o Corpo até pelo menos três dias após a morte, pois enquanto o Corpo Vital está com os veículos superiores e eles estão ainda conectados com o Corpo Denso por meio do Cordão Prateado, qualquer exame pós-morte ou ferimento praticado no Corpo Denso será sentido de certo modo pelo morto. A cremação deve ser particularmente evitada nos três primeiros dias depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, o qual deve permanecer intacto até que o panorama da última tenha sido gravado no Corpo de Desejos.
O Cordão Prateado se rompe no ponto em que os dois seis se unem, metade permanecendo com o Corpo Denso e a outra metade com os veículos superiores. No momento em que o cordão se rompe, o Corpo Denso está morto.
No início do ano de 1906 o Dr. Mc Dougall[12] fez uma série de experiências no Hospital Geral de Massachusetts para determinar, se possível, se alguma coisa invisível deixava o Corpo por ocasião da morte. Para este fim, ele construiu uma balança capaz de registrar diferenças de um décimo de uma onça[13].
A pessoa agonizante e sua cama foram colocadas numa das plataformas da balança que foi equilibrada por pesos colocados na plataforma oposta. No exato momento em que a pessoa deu seu último suspiro, a plataforma que continha os pesos, subitamente e surpreendentemente, desceu, elevando a cama e o corpo, mostrando que algo invisível, mas tendo peso, tinha deixado o corpo. Logo após, os jornais de todo o país anunciaram em brilhantes manchetes que o Dr. Mc Dougall tinha “pesado a alma”.
O ocultismo aclama com alegria as descobertas da ciência moderna, quando elas invariavelmente corroboram com o que a ciência oculta vem ensinando há muito tempo. As experiências do Dr. Mc Dougall mostraram conclusivamente que algo oculto para a visão comum deixou o Corpo na hora da morte, como os Clarividentes treinados têm visto e tem sido afirmado em palestras e literatura muitos anos antes da descoberta do Dr. Mc Dougall.
Mas esta “coisa” invisível não é a alma. Há uma grande diferença. Os repórteres tiraram conclusões erradas quando afirmaram que os cientistas tinham “pesado a alma”. A alma pertence aos planos superiores e não pode nunca ser pesada em balanças físicas, embora eles tenham registrado variações de um milionésimo de um grão em vez de um décimo de uma onça.
Foi o Corpo Vital que os cientistas pesaram. Ele é formado pelos quatro Éteres que pertencem ao Mundo Físico.
Como vimos, uma quantidade de Éter é adicionada ao Éter que envolve as partículas do corpo humano e é confinada lá durante a vida física, aumentando em pequeno grau o peso do Corpo Denso da planta, do animal e do ser humano. Na morte, ele escapa, daí a diminuição do peso notada pelo Dr. Mc Dougall quando as pessoas que ele observou expiraram.
Esta característica da vida após a morte é similar à que acontece quando alguém está se afogando ou caindo de grande altura. Nestes casos, o Corpo Vital também deixa o Corpo Denso e o ser humano vê sua vida num relance porque ele perde a consciência simultaneamente. É evidente que o Cordão Prateado não está rompido ou ele não voltaria à vida.
Quando a força do Corpo Vital atingiu seu limite, ele entra em colapso da forma descrita quando estávamos considerando o fenômeno do sono. Durante a vida física, quando o Ego controla seus veículos, este colapso interrompe com as horas de vigília; depois da morte, o colapso do Corpo Vital conclui o panorama da vida e força o ser humano a entrar no Mundo do Desejo. O Cordão Prateado se rompe no ponto em que os seis se unem e a mesma divisão que se processa durante o sono é feita, mas com uma importante diferença, a de que embora o Corpo Vital retorne ao Corpo Denso, ele não mais o interpreta, mas simplesmente paira sobre ele. Ele permanece flutuando sobre o túmulo, desintegrando-se sincronicamente com o veículo denso. Daí, para o Clarividente treinado ser o cemitério uma visão repugnante e, se mais pessoas pudessem ver, pouco seria preciso para induzir as mesmas a mudar o método não higiênico de acomodar os mortos para o método mais racional da cremação, que retorna os elementos à sua condição primordial sem as desagradáveis características inerentes ao processo de desintegração lenta.
O processo de abandono do Corpo Vital é muito parecido ao do Corpo Denso. As forças vitais de um átomo são levadas para serem usadas como núcleo do Corpo Vital do futuro renascimento. Assim, quando entra no Mundo do Desejo, o ser humano tem os Átomos-semente dos Corpos Denso e Vital além de seu Corpo de Desejos e da Mente.
Quando uma pessoa morre, parece que seu Corpo Vital se avoluma; ela tem a sensação de crescer em imensas proporções. Esta impressão não é devida ao fato de que o Corpo cresça realmente, mas de que as faculdades de percepção recebam tantas impressões de várias fontes, tudo parecendo estar perto e à mão.
Quando o ser humano morre e perde seus Corpos Denso e Vital, a situação é a mesma de quando alguém dorme. O Corpo de Desejos, como foi explicado, não tem órgãos prontos para serem usados. É agora transformado de um ovoide para uma figura que se parece com o Corpo Denso que ele abandonou. Podemos facilmente compreender que deve haver um intervalo de inconsciência parecida com o sono e, então, o ser humano acorda no Mundo do Desejo. No entanto, frequentemente acontece que estas pessoas ficam incapazes de entender o que lhes aconteceu por um longo período. Não compreendem que morreram. Elas sabem que são capazes de se mover e de pensar. É às vezes, muito difícil fazê-las acreditar que estão verdadeiramente “mortas”. Elas sabem que algo está diferente, mas não são capazes de entender o que é.
Quando o momento que marca o fim da vida no Mundo Físico chega, a utilidade do Corpo Denso termina e o Ego retira-se pela cabeça, levando consigo a Mente e o Corpo de Desejos, como acontece todas as noites durante o sono; mas, agora, o Corpo Vital está inútil e se retira também, e quando o “Cordão Prateado” que uniu os veículos superiores com os inferiores se rompe, não pode ser reparado.
Lembramos que o Corpo Vital é composto de Éter, sobreposto ao Corpo Denso da planta, animal e do ser humano durante a vida. Éter é matéria física e, por isso, tem peso. A única razão pela qual os cientistas não podem pesá-lo é porque são incapazes de juntar uma quantidade e colocá-lo numa balança. Mas quando ele deixa o Corpo Denso na morte, uma diminuição de peso acontece, mostrando que algo que tinha peso, embora invisível, deixou o Corpo Denso naquele momento.
O Cordão Prateado que une os veículos superiores e os inferiores termina no Átomo-semente no coração. Quando a vida material finda de maneira natural, as forças do Átomo-semente se desprendem, passam pelo nervo pneumogástrico atrás da cabeça e ao longo do Cordão Prateado, junto com os veículos superiores. É a ruptura no coração que marca a morte física, mas o Cordão Prateado não se rompe em certos casos por vários dias.
Na palestra nº 3, dissemos que o Corpo Vital é o armazém das memórias consciente e inconsciente; sobre o Corpo Vital, todos os atos e experiências da vida que passou são gravados indelevelmente como uma paisagem sobre uma placa fotográfica exposta. Quando o Ego se retira do Corpo Denso, toda a vida registrada na memória é exposta aos olhos da Mente. É o afrouxamento parcial do Corpo Vital que faz com que uma pessoa que está se afogando veja sua vida, mas só de relance, precedendo a inconsciência; o Cordão Prateado permanece intacto, ou não haveria volta à vida. No caso do Espírito passando pela morte, o movimento é mais lento; o ser humano é um espectador enquanto as imagens se sucedem na ordem inversa, da morte para o nascimento, de modo que ele vê primeiro os acontecimentos anteriores à morte e então os anos da vida adulta se desenrolam; juventude e infância seguem até terminar no nascimento. O ser humano, no entanto, não tem nenhum sentimento a respeito. O objetivo é meramente gravar o panorama no Corpo de Desejos, que é o assento do sentimento, e, dessa gravação, o sentimento será extraído quando o Ego entrar no Mundo do Desejo, mas podemos notar aqui que a intensidade do sentimento depende do tempo consumido no processo de gravação e da atenção dada a isso pelo ser humano. Se ele não for incomodado por longo período por barulho ou histeria, uma profunda e clara impressão será feita sobre o Corpo de Desejos. Ele sentirá o mal que fez mais agudamente no Purgatório e suas boas qualidades serão abundantemente reforçadas no Céu e, embora a experiência seja esquecida na vida futura, os sentimentos permanecerão como uma “voz silenciosa”. Quando os sentimentos penetram profundamente no Corpo de Desejos de um Ego, esta voz não falará com palavras vagas ou incertas. Isso, o impelirá, sem dúvida, forçando-o a desistir daquilo que causou sofrimento na vida anterior e compelindo-o a ceder ao que é bom. Por isso, o panorama passa em ordem inversa de modo que o Ego primeiro vê os efeitos e depois as respectivas causas.
No que diz respeito ao que determina a duração do panorama, lembramos que foi o colapso do Corpo Vital que forçou os veículos superiores a se retirarem; assim, depois da morte, quando o Corpo Vital entra em colapso, o Ego tem que se retirar e então o panorama chega ao fim. A duração do panorama depende, por isso, do tempo que a pessoa possa permanecer desperta. Algumas pessoas podem ficar despertas só umas poucas horas, outras aguentam alguns dias, dependendo da força de seu Corpo Vital.
Quando o Ego deixa o Corpo Vital, este gravita de volta ao Corpo Denso, pairando acima do túmulo, desintegrando-se com o Corpo Denso e é realmente uma visão repugnante ao Clarividente atravessar um cemitério e observar todos aqueles Corpos Vitais, cujo estado de decomposição claramente indicam o estado de deterioração do que está na sepultura. Se houvesse mais Clarividentes, a incineração seria logo adotada como medida de proteção aos nossos sentimentos, além das razões higiênicas.
Nossas últimas investigações indicam que, quando um ser humano espiritualiza seus veículos, a constituição do Corpo Vital, formado de Éter, é transformada. No ser humano comum há sempre uma preponderância dos dois Éteres Inferiores – o Éter Químico e o de Vida – que têm a ver com a construção e a propagação do Corpo Denso, e um mínimo de Éter Luminoso e Refletor, que têm relação com a percepção sensorial e com as elevadas qualidades espirituais. Após a morte, o Corpo do ser humano comum é colocado no túmulo e o Corpo Vital paira cerca de dois pés[14] acima do túmulo, gradualmente se desintegrando. O Corpo Denso se desintegra simultaneamente. No entanto, quando dizemos que ele se deteriora, realmente queremos dizer que ele se torna mais vivo do que era quando o ser humano o habitava, pois, cada pequena molécula se encarrega agora de uma vida individual separada. Ela começa a se associar com suas vizinhas e a unidade de uma vida individual é substituída por uma comunidade de muitas vidas.
Portanto, falamos de tais cadáveres em decomposição como estando vivos e cheios de vermes. Quanto mais denso e grosseiro este veículo for, mais tempo ele precisará para se decompor, porque o Corpo Vital pairando acima dele tem um domínio magnético tenaz que mantém as moléculas densas controladas. Os dois Éteres Superiores vibram numa frequência muito mais rápida que os Inferiores e, quando um ser humano, com pensamentos espirituais, reuniu em torno dele um grande volume deste Éteres que compõe seu Corpo Vital, as vibrações do Corpo Denso também se tornam mais intensas. Consequentemente, quando um ser humano deixa seu corpo na morte, há pouco ou nada do Corpo Vital deixado para trás para manter os componentes do Corpo Denso sob controle. A desintegração é, portanto, muito rápida. Isto não pode ser facilmente provado porque muito poucas pessoas são suficientemente espiritualizadas para que a diferença seja notada, mas você deve se lembrar de que na Bíblia está escrito que certos personagens foram trasladados. O corpo de Moisés era tão vibrante que brilhava e não foi encontrado, etc. Estes foram casos em que o corpo rapidamente retornou aos elementos e, quando o corpo de Cristo foi colocado no túmulo, sua desintegração foi quase instantânea.
No entanto, enquanto o arquétipo do Corpo Denso persiste, ele se esforça em atrair para si matéria física que ele modela de acordo com a forma do Corpo Vital. Assim é difícil para o Auxiliar Invisível que sai de seu Corpo abster-se de se materializar. No momento em que ele relaxa a sua vontade de manter longe de si todos os impedimentos físicos, matéria da atmosfera que o circunda se adere a ele, como as limalhas do ferro são atraídas para o ímã, e ele se torna visível e tangível quanto desejar. Consequentemente, ele é capaz de realizar um trabalho físico onde for necessário, não importa que esteja milhares de milhas longe de seu corpo. Por outro lado, o que realmente provoca a morte é o colapso do arquétipo do Corpo Denso. Portanto, os Espíritos que fazem a passagem desta vida terrena são incapazes de se materializar, salvo através de um médium quando eles extraem seu Corpo Vital, revestem-se com ele e, então, atraem as substâncias necessárias para fazê-los visíveis para os espectadores.
Durante a vida e no estado de consciência de vigília, os veículos do Ego estão todos juntos e concêntricos, mas, na morte o Ego, revestido pela Mente e pelo Corpo de Desejos, retira-se do Corpo Denso e, como as funções vitais estão no fim, o Corpo Vital é também retirado do Corpo Denso, deixando-o inanimado sobre a cama. Um pequeno átomo no coração é retirado e o resto do corpo se desintegra a seu tempo. Mas, neste momento, há um processo extremamente importante se realizando e os que velam o Espírito, que se vai, devem ser muito cuidadosos para que a máxima quietude reine lá e em toda a casa, pois as imagens da vida que passou e que estão armazenadas no Corpo Vital estão passando diante dos olhos do Espírito numa lenta e ordenada progressão, em ordem inversa, desde a morte até o nascimento. Este panorama da vida dura de algumas horas até três dias e meio. O tempo depende da força do Corpo Vital, o que determina quanto tempo um ser humano pode ficar desperto sob o mais severo estresse. Algumas pessoas podem trabalhar cinquenta, sessenta ou setenta horas antes de caírem exaustos, enquanto outras são capazes de ficar despertas somente algumas poucas horas. A razão pela qual é importante que deva haver silêncio na casa durante os três dias e meio imediatamente seguintes à morte é: durante este tempo, o panorama da vida está sendo gravado no Corpo de Desejos, que será o veículo enquanto o ser humano permanecer no Purgatório e no Primeiro Céu, onde ele irá colher o bem e o mal que semeou, de acordo com suas ações praticadas quando estava em seu Corpo Denso.
Quando a vida está cheia de acontecimentos e o Corpo Vital do ser humano está forte, mais tempo será dedicado à esta gravação do que sob condições em que o Corpo Vital é fraco, mas durante todo este tempo o Corpo Denso está conectado com os veículos superiores pelo Cordão Prateado e qualquer ferimento no Corpo Denso é sentido de certa forma pelo Espírito; assim, embalsamamento, exames pós-morte e cremação são todos sentidos. Portanto, eles devem ser evitados durante os três dias e meio depois da morte, pois quando o panorama foi completamente gravado no Corpo de Desejos, então o Cordão Prateado se rompe, o Corpo Vital gravita de volta ao Corpo Denso e não há mais conexão com o Espírito que está livre para ir para sua vida superior.
Quando o Corpo é enterrado, o Corpo Vital se desintegra vagarosamente junto com o Corpo Denso de forma que, por exemplo, quando um braço se desintegra, o braço etéreo do Corpo Vital que paira sobre o túmulo também desaparece, e assim acontece com todo o Corpo até que o último vestígio desapareça. Mas, quando a cremação é feita, o Corpo Vital se desintegra imediatamente e, também as imagens armazenadas da vida que terminou. Estas imagens são gravadas no Corpo de Desejos e formam a base da vida no Purgatório e no Primeiro Céu; se elas forem destruídas pela cremação efetuada antes que três dias e meio tenham passado, será uma grande calamidade para o Espírito. A menos que uma ajuda seja dada, o Espírito não poderá manter o Corpo Vital íntegro. E isto é parte do trabalho que é feito pelos Auxiliares Invisíveis a favor da Humanidade. Às vezes, eles são ajudados pelos Espíritos da Natureza e outros indicados pelas Hierarquias Criadoras ou líderes da Humanidade. Há também uma perda quando a pessoa é cremada antes que o Cordão Prateado se rompa naturalmente, a impressão sobre o Corpo de Desejos não é tão profunda quanto deveria ser e isto tem um efeito sobre as vidas futuras, pois quanto mais profundas sejam as impressões da vida que passou sobre o Corpo de Desejos, mais agudo será o sofrimento no Purgatório pelo mal cometido e mais forte será o prazer no Primeiro Céu, resultante do bem que foi praticado em vida. É o sofrimento e o prazer de nossas vidas passadas que criam o que chamamos de consciência, de forma que, se deixamos de sofrer, perdemos a noção que nos impedirá, nas vidas futuras, de cometer os mesmos erros repetidamente. Por isso, os efeitos negativos da cremação prematura são incalculáveis.
Um fenômeno similar ao panorama da vida geralmente acontece quando uma pessoa está se afogando. Pessoas que voltaram à vida dizem que viram sua vida toda num relance. Isto é porque, sob tais condições, o Corpo Vital se afasta do Corpo Denso. Naturalmente, não há ruptura do Cordão Prateado, ou a vida não poderia ser restaurada. Nos casos de afogamento, a pessoa se torna inconsciente, enquanto, na revisão pós-morte, a consciência continua até que o Corpo Vital entra em colapso da mesma maneira como acontece quando vamos dormir. Então, a consciência cessa por um momento e o panorama está terminado.
Portanto, o tempo ocupado pelo panorama também varia de pessoa para pessoa; depende de que o Corpo Vital esteja forte e saudável, ou tenha se tornado fino e definhado por doença prolongada. Quando mais tempo for gasto na revisão e mais silencioso e cheio de paz for o ambiente, mais profunda será a gravação que é feita no Corpo de Desejos.
Como já foi dito, isto tem um efeito importante e incalculável, pois então o sofrimento que o Espírito experimentará no Purgatório, devido aos maus hábitos e más ações, será mais profundo do que se ele tivesse só uma impressão superficial, e, numa vida futura, a voz silenciosa da consciência o avisará mais insistentemente contra os erros que causaram sofrimento no passado.
Desde quando o mundo existe, nunca houve tanto sofrimento universal quanto no presente (1914). E, além disso, não devemos esquecer que estamos armazenando para nós mesmos uma grande quantidade de sofrimento futuro, pois, como foi explicado na literatura Rosacruz, é impossível para estas pessoas que são agora tão cruéis e de repente são afastadas de seu corpo, reverem sua vida que passou porque a gravação do panorama da vida não se processa como deveria. Portanto, estes Egos não colherão o fruto de sua presente existência como deveriam fazê-lo no Purgatório e no Primeiro Céu. Eles voltarão em vida futura com esta experiência a menos e será necessário, para que possam recuperar o que perderam, morrer na infância de modo a terem seu novo Corpo de Desejos e Vital impressos com a essência de sua vida presente.
Vimos que, quando o Ego terminou seu dia na escola da vida, a Força centrífuga de Repulsão expulsou seu Corpo Denso na morte e depois seu Corpo Vital, que é o próximo em densidade. Depois, no Purgatório, a matéria de desejo mais densa acumulada pelo Ego como roupagem pelos seus desejos mais inferiores é purgada por esta força centrífuga. Nos planos mais elevados, só a Força de Atração domina e mantém o bem com ação centrípeta que tende a atrair tudo da periferia para o centro.
No Segundo Céu, tanto quanto no Corpo Vital o Espírito de Vida trabalhou, transformou, espiritualizou, e, portanto, salvou da decomposição a que o resto do Corpo Vital está sujeito, será amalgamado com o Espírito de Vida para garantir um Corpo Vital e um temperamento melhor nas vidas seguintes.
Quando o Ego, em sua peregrinação através dos Mundos invisíveis, chega ao ponto em que alcança o Terceiro Céu, depois de descartar o Corpo Denso na morte, o Corpo Vital logo depois, o Corpo de Desejos ao deixar o Purgatório e o Primeiro Céu e, finalmente, antes de deixar o Segundo Céu, ele, também deixa o revestimento da Mente para trás e, então, entra no Terceiro Céu completamente livre de empecilhos. Todos os veículos descartados se desintegram, só o Espírito persiste, banhando-se no grande reservatório de força espiritual a que chamamos de Terceiro Céu, a fim de se fortalecer para o próximo renascimento na Terra.
O Corpo Vital é composto de quatro Éteres. Os dois Éteres Inferiores são avenidas de crescimento e propagação. No Corpo Vital de uma pessoa cuja preocupação principal é a vida física, que vive inteiramente para o prazer sensual, estes dois Éteres predominam, enquanto numa pessoa que é bastante indiferente à satisfação material e procura avançar espiritualmente, os dois Éteres Superiores formam a parte mais volumosa do Corpo Vital. Eles são o que São Paulo chama de soma psuchicon ou Corpo-Alma que permanece com o ser humano durante suas experiências no Purgatório e no Primeiro Céu, onde a essência da vida é extraída. Este extrato é a alma, cujas principais qualidades são consciência e virtude. A consciência é o fruto dos erros das vidas passadas que, no futuro, guiará o Espírito corretamente e o ensinará como evitar passos errados semelhantes. Virtude é a essência de tudo o que foi bom nas vidas anteriores e age como um incentivo para manter o Espírito se esforçando ardentemente no caminho da aspiração. No Terceiro Céu a virtude é amalgamada e se torna parte do Espírito. Consequentemente, no curso de suas vidas, o ser humano se torna mais espiritualizado e as qualidades anímicas, consciência e virtude, tornam-se mais fortemente operantes guiando os princípios de conduta.
Porém, há pessoas de natureza tão inferior que levam uma vida de vícios e práticas degeneradas, uma vida brutal, tendo prazer em produzir sofrimento. Às vezes, elas cultivam as artes ocultas por propósitos de maldade para que possam ter mais poder sobre suas vítimas. Então, sua perversidade e práticas imorais resultam em um endurecimento do Corpo Vital.
Em tais casos extremos, quando a natureza animal foi predominante, onde não houve expressão de alma na última vida terrena, a divisão no Corpo Vital a que nos referimos antes não acontece na morte, pois não há linha divisória. Neste caso, se o Corpo Vital pudesse gravitar de volta ao Corpo Denso e lá gradualmente se desintegrar, o efeito da vida demoníaca não seria tão grande, mas, infelizmente, há, nestes casos, um entrelaçamento do Corpo Vital e do Corpo de Desejos que evita a separação. Vimos que, quando um ser humano vive mais sua natureza superior, seus veículos espirituais são alimentados em detrimento dos inferiores. Inversamente, quando sua consciência está centrada nos veículos inferiores, ele os fortalece imensamente. Deve-se compreender que a vida do Corpo de Desejos não termina pela partida do Espírito; ele tem uma vida residual e consciência. O Corpo Vital é também capaz de sentir, de certo modo, por alguns dias depois da morte nos casos comuns (daí o sofrimento causado pelo embalsamamento, exames pós-morte, etc., imediatamente depois da morte), mas quando uma vida inferior o endureceu e o alimentou com grande força, ele tem um tenaz apelo à vida e uma habilidade de se alimentar de odores e bebidas. Às vezes, como um parasita, ele age como um vampiro em pessoas com as quais entra em contato.
Estes seres, são, portanto, uma das grandes ameaças à sociedade. Eles já mandaram incontáveis vítimas para a prisão, destruíram lares e causaram uma quantidade inimaginável de infelicidade. Sempre abandonam suas vítimas quando elas são apanhadas pelas garras da lei. Regozijam-se com o sofrimento e a desgraça de suas vítimas, sendo isso uma parte de seu esquema diabólico. Há outras classes de seres que de deleitam em fazer-se passar por “anjos” nas sessões espíritas. Eles também encontram vítimas lá e ensinam-lhes práticas imorais. O chamado “Poltergeist”, que se diverte quebrando pratos, levantando mesas, fazendo voar chapéus sobre as cabeças de um público que vibra com estas brincadeiras, está também incluído neste grupo. A força e a densidade do Corpo Vital de tais seres facilitam mais as manifestações físicas do que naqueles que entram no Mundo do Desejo; de fato, o Corpo Vital deste grupo de Espíritos é tão denso que eles são quase físicos e tem sido um mistério para o autor que pessoas que são incorporadas por tais entidades não as possam ver. Fossem elas descobertas, a visão de suas faces demoníacas e zombeteiras apagariam a ilusão de que são anjos.
Toda vez que morre uma pessoa que abrigou malícia e ódio em seu coração, estes sentimentos entrelaçam o Corpo Vital e o de Desejos, e ela se transforma numa ameaça mais séria para a comunidade do que se pode imaginar.
Espíritos apegados à Terra são atraídos para as regiões inferiores do Mundo do Desejo que interpenetram o Éter e estão em constante contato com pessoas encarnadas mais favoráveis a ajudá-los em seus desejos maléficos. Em geral, eles ficam apegados à Terra por 50, 60 ou 75 anos, mas casos extremos foram encontrados em que tais seres permaneceram por séculos. Segundo o que o autor foi capaz de pesquisar até o presente, parece que não há limite para o que possam fazer ou por quanto tempo permanecerão. Porém, eles estão amontoando para si próprios uma terrível carga de pecado da qual não escaparão sem sofrer, pois, o Corpo Vital reflete e grava profundamente no Corpo de Desejos todas as suas más ações. E quando finalmente entrarem na existência purgatorial, encontrarão a retribuição que merecem. Este sofrimento é naturalmente longo, na proporção ao tempo em que eles continuaram suas práticas nefastas depois da morte do Corpo Denso – outra prova de que “Embora os moinhos de Deus moam vagarosamente, eles não deixam nada sem moer”.
A nuvem vermelha do ódio[15] está se desvanecendo, o véu negro do desespero se foi, não há explosões vulcânicas de paixão nem nos vivos nem nos mortos, mas de acordo com os sinais dos tempos, que o autor é capaz de ler na aura das nações, há um propósito definido de levar o processo até o fim. Mesmo nos lares privados de muitos membros, isto parece ser válido. Há uma intensa saudade dos amigos que estão no além, mas não há ódio pelo adversário na Terra. Esta saudade é compartilhada pelos amigos no Mundo invisível e muitos estão penetrando o véu, pois a intensidade da sua saudade está despertando nos “mortos” o poder de se manifestar, atraindo o Éter e o gás que frequentemente é tirado do Corpo Vital de um amigo “sensível”, da mesma forma como os Espíritos que se materializam usam o Corpo Vital de um médium incorporador. Assim, os olhos cegos pelas lágrimas são frequentemente abertos por um coração terno, de modo que pessoas queridas, agora no mundo do espírito, encontram-se outra vez face a face, coração a coração. Este é o método que a Natureza usa para cultivar o sexto sentido que, finalmente, capacita todos saber que o ser humano é um Espírito imortal e a continuidade da vida é uma realidade na natureza.
Em toda morte, as lágrimas derramadas servem para dissolver o véu que esconde o Mundo invisível de nossa contemplação saudosa. O sentimento de profunda saudade e a dor na partida de pessoas que se amam, tanto as que ficam como as que se vão, estão rasgando o véu e, num dia não muito distante, o efeito acumulado de tudo isto revelará o fato de que a morte não existe, e que aqueles que passaram além deste véu estão mais vivos do que nós. A potência destas lágrimas, desta dor e desta saudade não é igual em todos os casos. Os efeitos diferem muito, de acordo com o despertar do Corpo Vital de pessoas por atos de altruísmo e serviço, e de acordo com a máxima de que todo desenvolvimento ao longo das linhas espirituais começa no Corpo Vital. Ele é a base e nenhuma estrutura pode ser construída sem que esta fundação tenha sido colocada.
Quando um Ego está no caminho para o seu renascimento o Átomo-semente do Corpo Vital reúne novo material. A polaridade deste material determina seu sexo na próxima vida.
O Átomo-semente do Corpo Vital é o próximo a entrar em atividade, mas o seu processo de formação não é tão simples como no caso no caso da Mente e do Corpo de Desejos, pois é preciso lembrar que estes veículos estavam comparativamente não organizados, enquanto o Corpo Vital e o Corpo Denso são mais organizados e muito complexos. O material de quantidade e qualidade determinadas, é atraído de mesma maneira e sob a obediência da mesma lei como no caso dos corpos superiores, mas a construção do novo corpo e sua colocação no ambiente adequado são feitas por quatro grandes Seres de incomensurável sabedoria, que são os Anjos do Destino, os “Senhores do Destino”. Eles impressionam o Éter Refletor do Corpo Vital de tal maneira que nele se refletem os quadros da próxima vida. Ele (o Corpo Vital) é construído pelos habitantes do mundo celestial e os espíritos elementais de tal modo a formar um tipo particular de cérebro. Mas note que, o Ego que retorna, ele próprio, incorpora então a quintessência de seus Corpos Vitais anteriores e, além disso, ainda realiza um pequeno trabalho original. Isso é feito de modo que na próxima vida possa haver lugar para expressão original e individual, não predeterminada por ações passadas.
O Corpo Vital, tendo sido moldado pelos Senhores do Destino, dará forma ao Corpo Denso, órgão por órgão. A matriz ou molde é então colocada no útero da futura mãe. O Átomo-semente do Corpo Denso está na cabeça triangular de um dos espermatozoides no sêmen do pai. Só isso torna a fertilização possível e aqui está a explicação para o fato de tantas vezes as uniões sexuais serem infrutíferas. Os componentes químicos do fluído seminal e dos óvulos são os mesmos todo o tempo e se fossem só esses os requisitos, a explicação do fenômeno da infertilidade, se procurada só no mundo material visível, não seria encontrada. Quando compreendemos que assim como as moléculas d’ água se congelam segundo as linhas de força na água e se manifestam como cristais de gelo em vez de se congelarem numa massa homogênea, torna-se evidente, portanto, como seria o caso se não existissem as linhas de força previamente à coagulação, não poderia assim existir a construção do Corpo Denso enquanto não houvesse um Corpo Vital no qual se construir o material; além do mais precisa haver um Átomo-semente para o Corpo Denso agir como padrão de qualidade e quantidade do material que será moldado naquele Corpo Denso. Também, no atual estágio do desenvolvimento nunca há total harmonia nos materiais do corpo, porque aquele que a tivesse seria um corpo perfeito, porém a desarmonia não pode ser tão grande a ponto de ser destruidora do organismo. Uma vez realizada a impregnação do óvulo, o Corpo de Desejos da mãe trabalha sobre ele de dezoito a vinte-e-um dias, o Ego permanece fora em seu invólucro do Corpo de Desejos e da Mente, embora sempre em estreito contato com a mãe. Após a expiração desse tempo o Ego entra no corpo da mãe. Os veículos em forma de sino dirigem-se para sobre a cabeça do Corpo Vital e o sino fecha-se em baixo. Dessa hora em diante o Ego paira sobre o seu futuro instrumento até o nascimento da criança e a nova vida terrena do Ego, que retorna, começa.
Acha-se escrito no Conceito Rosacruz do Cosmos que o Corpo Vital da mulher é positivo e que o Corpo Vital do ser humano é negativo. Quando os agentes dos Anjos do Destino estão assistindo um Ego que vai renascer, o tipo do sexo já foi determinado, tanto pela lei de alternação como por uma modificação dessa lei por circunstâncias específicas na vida individual do Espírito, e o Ego é então ajudado a captar para si quantidade suficiente de diferentes tipos de Éteres exigidos pelo seu desenvolvimento. Esses materiais são de uma certa polaridade, seja positiva ou negativa. Quando a matriz feita apenas de átomos etéricos positivos é colocada no útero da futura mãe, estes átomos irão infalivelmente atrair para si átomos físicos negativos, e o corpo resultante da criança, torna-se, em consequência, feminino. Se, de outro modo, a matriz que for colocada no útero da mãe for composta de átomos etéricos negativos, irá atrair os átomos densos positivos e o resultado é que os órgãos sexuais masculinos são mais desenvolvidos e, portanto, o sexo é masculino. A vida, como a eletricidade, necessita ambas as expressões positiva e negativa, de outro modo não se pode manifestar.
Quando o Ego no seu caminho para renascer passa pela Região do Pensamento Concreto, o Mundo de Desejo, e a Região Etérica, ele atrai uma certa quantidade de material de cada uma delas. A qualidade desse material é determinada pelo Átomo-semente, pelo princípio de que semelhante atrai semelhante. A quantidade depende da quantidade de matéria requerida pelo arquétipo por nós mesmos construído no Segundo Céu. Da quantidade dos átomos etéricos prismáticos que são apropriados para um certo Espírito, os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica que é então colocada no útero da mãe e gradualmente revestida com matéria física que depois forma o corpo visível do recém-nascido.
O Cordão Prateado que cresceu do Átomo-semente do Corpo Denso (localizado no coração) desde a concepção, é preso à parte que brotou do vórtice central do Corpo de Desejos, (localizado no fígado), e quando o Cordão Prateado é preso pelo Átomo-semente ao Corpo Vital, (localizado no plexo solar), o Espírito morre para a vida no mundo supersensível e anima o corpo que vai usar em sua futura vida na Terra.
O Corpo Vital de uma criança ao nascer não se acha organizado. Daí, até aproximadamente a idade de sete anos, quando o Corpo Vital individual nasce, ela se abastece do Corpo Vital macrocósmico.
No período logo após o nascimento os diferentes veículos se interpenetram entre si, como, em exemplo anterior, a areia penetra na esponja e a água penetra tanto a areia quanto a esponja. Mas, embora eles estejam todos presentes, como na vida adulta, acham-se meramente presentes. Nenhuma de suas faculdades positivas acha-se presente. O Corpo Vital não pode usar as forças que operam pelo polo positivo dos Éteres. A assimilação, que trabalha pelo polo positivo do Éter Químico, é muito delicada durante a infância, e o que dela existe é devido ao Corpo Vital macrocósmico, cujos Éteres atuam como um útero para o Corpo Vital da criança até aos sete anos, amadurecendo gradualmente durante esse período. A faculdade de propagação, que funciona pelo polo positivo do Éter de Vida, também está latente. O aquecimento do corpo, que é efetuado através do polo positivo do Éter Luminoso, e a circulação sanguínea são devidos ao Corpo Vital macrocósmico, os Éteres agindo na criança e desenvolvendo-a lentamente até o ponto em que ela possa controlar, por si mesma, essas funções. As forças, operando pelo polo negativo dos Éteres, são sem dúvida as mais ativas. A excreção de sólidos efetuada pelo polo negativo do Éter Químico (correspondendo à subdivisão sólida da Região Química) é muito desenfreada, como é também a excreção de fluidos, que é executada pelo polo negativo do Éter de Vida (correspondendo à Segunda ou divisão fluida da Região Química). O sentido passivo da percepção, que é devido às forças negativas do Éter de Luz, é também excessivamente proeminente. A criança é muito impressionável e é “toda olhos e ouvidos”.
Embora o Corpo Vital de uma criança esteja ainda comparativamente não organizado pela ocasião do nascimento, o Éter que deverá ser usado para o seu completamente está dentro da aura pronto para ser assimilado; e se alguém a sua volta acontecer de estar fraco ou anêmico, um vampiro inconsciente, ele ou ela retira do armazenamento não assimilado de Éter do recém-nascido muito mais facilmente do que do de um adulto, cujo Corpo Vital está totalmente organizado. Naturalmente a pessoa fraca retira mais facilmente Éter que está negativamente polarizado, como no corpo de um bebê do sexo masculino, do que Éter positivo de uma menina recém-nascida… Massagem do baço e estímulo dos nervos esplênicos, cuidadosa e conservadoramente praticada, irá ajudar a contraparte etérea deste órgão, em suas atividades de especialização da energia solar da qual os processos vitais são tão dependentes quanto os pulmões são de ar.
Normalmente pensamos que quando uma criança nasce, ela nasce e isso é tudo; mas, assim como durante o período de gestação o Corpo Denso acha-se protegido do impacto do mundo externo, por estar situado dentro do útero protetor da mãe até chegar à maturidade suficiente para enfrentar as condições externas, assim também estão o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente num estado de gestação e nascem em ocasiões posteriores, porque eles ainda não têm atrás de si uma evolução tão longa quanto a do Corpo Denso e, portanto, para eles chegarem a um estado suficiente de maturidade, para tornarem-se individualizados, leva mais tempo. O Corpo Vital nasce no sétimo ano, quando o período de excessivo crescimento marca a sua vinda.
Apenas uma pequena porção do Éter adequada para um determinado Ego é, então, usada e o Corpo Vital remanescente da criança, ou melhor o material do qual esse veículo será feito, fica então fora do Corpo Denso. Por esse motivo, o Corpo Vital de uma criança projeta-se para muito além da periferia do Corpo Denso do que o do adulto. Durante o período de crescimento esse armazenamento de átomos de Éter é retirado para vitalizar os crescimentos dentro do corpo até que ao atingir a idade adulta, o Corpo Vital se projeta apenas de uma a uma-e-meia polegada[16] além da periferia do Corpo Denso.
Do primeiro ao sétimo ano o Corpo Vital cresce e, vagarosamente, amadurece dentro do útero do Corpo Vital macrocósmico e devido à superior sabedoria desse veículo do macrocósmico o corpo da criança é mais roliço e bem construído, que posteriormente na vida.
Enquanto o Corpo Vital macrocósmico guiar o crescimento do corpo da criança ela é resguardada dos perigos que mais tarde a ameaçam quando a insensato Corpo Vital individual descontrola desenfreado. Isso acontece no sétimo ano quando tem início o perigoso período de excessivo crescimento que continua pelos próximos sete anos. Durante esse período o Corpo de Desejos macrocósmico realiza a função de útero para o Corpo de Desejos individual.
Tivesse o Corpo Vital preponderância contínua e irrestrita no reino humano, como tem no vegetal, o ser humano cresceria a um tamanho enorme. Houve ocasião, num passado distante, em que o ser humano tinha a constituição semelhante à de um vegetal, e possuía apenas o Corpo Denso e o Corpo Vital. As tradições da mitologia e folclore em todo o mundo, com respeito a existência de gigantes em tempos remotos, são absolutamente verdadeiras, porque então os seres humanos eram tão altos quanto as árvores, e pelos mesmos motivos.
O Corpo Vital da planta constrói folha após folha, levando o tronco a ficar cada vez mais alto. Não fosse pelo Corpo de Desejos macrocósmico, o crescimento continuaria assim indefinidamente, mas o Corpo de Desejos macrocósmico interfere num ponto determinado e restringe a continuação do crescimento. A força não mais necessária para o crescimento fica disponível então para outros propósitos e é usada para construir a flor e a semente. De igual modo o Corpo Vital do ser humano, quando o Corpo Denso fica sob sua preponderância, após os sete anos, faz o Corpo Denso crescer muito rapidamente, mas por volta dos quatorze anos o Corpo de Desejos individual nasce do útero do Corpo de Desejos macrocósmico e fica, então, livre para trabalhar sobre o Corpo Denso. O crescimento excessivo é, então, restringido e a força, anteriormente usada para este propósito, torna-se disponível para a propagação, para que a planta humana floresça e se multiplique. Portanto o nascimento do Corpo de Desejos pessoal marca o período da puberdade. Desse período em diante é sentida a atração pelo sexo oposto, sendo especialmente ativa e desenfreada no terceiro período setenário da vida: dos quatorze aos vinte e um anos, porque a Mente controladora ainda não nasceu. Vale lembrar que a assimilação e o crescimento dependem das forças operando pelo polo positivo do Éter Químico do Corpo Vital. Este é libertado no sétimo ano, junto com o equilíbrio do Corpo Vital. Só o Éter Químico está totalmente maduro por essa época; as outras partes necessitam de mais amadurecimento. No décimo quarto ano o Éter de Vida do Corpo Vital, que tem a ver com a propagação, acha-se completamente amadurecido. Durante o período dos sete aos quatorze anos de idade a excessiva assimilação armazenou uma quantidade de força que vai para aos órgãos sexuais e está pronta, na ocasião em que o Corpo de Desejos é libertado.
Por volta do sétimo ano o Corpo Vital da criança alcançou suficiente perfeição para lhe permitir receber impactos do mundo exterior. Ela perde sua camada protetora de Éter e começa uma vida livre. E agora tem início a época em que o educador pode trabalhar sobre o Corpo Vital e ajudá-lo na formação da memória, da consciência, dos bons hábitos e um temperamento harmonioso.
Autoridade e Discipulado são os lemas dessa época, quando a criança deve aprender o significado das coisas. Na primeira fase ela aprende como as coisas são, mas não deve ser incomodada sobre os seus significados, exceto naquilo que ela capta por livre vontade; mas na segunda fase, dos sete aos quatorze anos, é essencial que a criança aprenda o significado das coisas, mas deverá aprender a apanhá-las sob a autoridade dos pais e professores, memorizando as explicações, em vez de raciocinando por elas mesmas, pois raciocínio pertence a um desenvolvimento posterior, e pois deve fazê-lo de livre vontade, com proveito. É prejudicial nessa fase forçá-la a pensar.
Não se deve imaginar, entretanto, que quando o pequeno corpo de uma criança nasceu está completo o processo do nascimento. O denso Corpo Denso tem a evolução mais longa, e como um sapateiro que trabalhou no seu ofício por muitos anos é mais especializado que um aprendiz e pode fazer melhores sapatos e mais rápido, assim também o Espírito que construiu muitos Corpos físicos os produz com mais rapidez, mas o Corpo Vital é uma aquisição mais tardia do ser humano. Portanto, não estamos tão especializados na construção deste veículo. Consequentemente demora mais construí-lo a partir de materiais não consumidos na confecção do revestimento do arquétipo, e assim o Corpo Vital não nasce antes do sétimo ano.
Quando o Corpo Vital nasce, na idade de sete anos, um período de crescimento tem início e um novo lema, ou uma relação preferencial, é estabelecida entre os pais e a criança. Isso tem que ser expresso em duas palavras Autoridade e Discipulado. Nesse período é ensinada a criança certas lições que a faz ter fé na autoridade de seus educadores, quer em casa ou na escola e como a memória é uma faculdade do Corpo Vital ele pode, agora, memorizar o que aprendeu.
É, portanto, eminentemente suscetível ao aprendizado, particularmente porque ela é sem preconceito às opiniões preconcebidas que são um obstáculo para que muitos de nós aceitemos novos pontos de vista. No final desse segundo período, por cerca dos doze aos quatorze anos, o Corpo Vital está tão bem desenvolvido que a puberdade é alcançada.
As crianças que morrem antes dos sete anos só nascem no que diz respeito ao Corpo Denso e ao Corpo Vital e não são responsáveis ante a Lei de Consequência. Mesmo depois dos doze ou quatorze anos o Corpo de Desejos acha-se em processo de gestação, como será mais bem explicado noutra ocasião. E, como o que ainda não despertou, não pode morrer, apenas os Corpos Denso e Vital entram em decomposição quando uma criança morre. Ela retém seu Corpo de Desejos e a Mente para o próximo nascimento. Portanto, ela não percorre todo o caminho que o Ego normalmente faz num ciclo de vida, mas apenas ascende ao Primeiro Céu para aprender lições necessárias, e depois de esperar de um a vinte anos ela renasce, frequentemente, na mesma família como um filho mais novo.
Os animais e as plantas também possuem um Corpo Vital. Embora esse veículo falte ao mineral, a desintegração de duras rochas, etc. afeta o Corpo Vital da Terra.
Quando consideramos a planta, o animal e o ser humano, em relação à Região Etérica, notamos que cada um tem um Corpo Vital separado além de serem penetrados pelo Éter planetário que forma a Região Etérica. Há, entretanto, uma diferença entre os Corpos Vitais das plantas e os Corpos Vitais do animal e do ser humano. No Corpo Vital da planta só os Éteres Químico e de Vida estão completamente ativos. Por isso a planta pode crescer pela ação do Éter Químico e propagar suas espécies através da atividade do Éter de Vida do Corpo Vital separado que ela possui. O Éter Luminoso acha-se presente, mas está parcialmente latente ou adormecido e o Éter Refletor está faltando. Então é evidente que as faculdades de percepção sensorial e memória, que são as qualidades desses Éteres, não podem ser expressas pelo reino vegetal.
Dirigindo nossa atenção para o Corpo Vital do animal vemos que nele os Éteres Químico, Vital e Luminoso acham-se dinamicamente ativos. Portanto, o animal tem as faculdades de assimilação e crescimento, proporcionadas pelas atividades do Éter Químico e a faculdade de propagação por meio do Éter de Vida, sendo estas de igual modo que nas plantas. Além disso, em relação à ação do terceiro Éter, o Luminoso, ele tem a faculdade de gerar calor interior e gerar o sentido da percepção. O quarto Éter, entretanto, acha-se inativo no animal, por isso ele não pode pensar, nem possuir memória. O que aparece como tal, mais tarde, será mostrado ser de uma natureza diferente.
O Ego separado está definitivamente segregado dentro do Espírito Universal na Região do Pensamento Abstrato. Isso demonstra que só o ser humano possui a cadeia completa de veículos correlacionando-o a todas as divisões dos três Mundos. Ao animal falta um elo da cadeia: a Mente; à planta faltam dois elos: a Mente e o Corpo de Desejos; e ao mineral faltam três elos na cadeia de veículos necessários para que funcione de modo autoconsciente no Mundo Físico: a Mente, e os Corpos Vital e de Desejos.
Quando um animal está para nascer, o Espírito-Grupo, ajudado pelos espíritos da natureza e os Anjos, moldam o Corpo Vital do animal que vai nascer, que é então depositado no útero da mãe e os Átomos-sementes são depositados no sêmen do macho; então ocorre a gestação e um animal nasce. Sem a presença do Átomo-semente e a matriz do Corpo Vital, o Corpo Denso do animal não pode ser formado. Condições similares governam a fecundação no caso de um ovo, ou de uma semente. Eles são como o óvulo da fêmea: eles são inúmeras oportunidades. Se um ovo é colocado numa incubadora ou sob uma galinha, o Espírito-Grupo envia a vida indispensável, aceitando a oportunidade de Corporificação. Se uma semente é jogada no solo, é também fertilizada, quando as condições adequadas forem conseguidas para o seu desenvolvimento, nunca. Quando um ovo é quebrado ou cozido ou de algum modo desqualificado para a sua designação primordial, ou quando uma semente é armazenada por anos talvez, não há vida, e consequentemente não agimos mal ao usarmos estes produtos como alimento. É até um benefício para as plantas quando os seus frutos maduros são arrancados, porque assim eles deixam de retirar desnecessariamente a seiva da árvore.
O animal ainda não possui Espírito “individual”, mas possui o chamado Espírito-Grupo, que passa informação a todos os membros de uma espécie. Os animais em separado têm três Corpos: um Denso, um Vital e um de Desejos; mas não têm um elo da cadeia: a Mente. Em consequência, os animais normalmente não pensam, mas do mesmo modo que “induzimos” eletricidade num fio colocando-o junto a outro que se acha carregado, assim de forma análoga, quando em contato com o ser humano, algo semelhante ao pensamento está sendo “induzido” nos animais domésticos superiores como o cachorro, o cavalo e o elefante. Os outros animais obedecem ao estímulo (ao que chamamos de instinto) do Espírito-Grupo animal. Eles não vêm os objetos claramente delineados como o ser humano. Nas espécies inferiores, a consciência animal se expressa cada vez mais numa “consciência pictórica” interna, semelhante ao estado de sono do ser humano, exceto que seus quadros não são confusos, mas transmitem perfeitamente para o animal os estímulos do Espírito-Grupo.
O Espírito animal atingiu, na sua descida, apenas o Mundo de Desejo. Ainda não evoluiu ao ponto de poder “entrar” num Corpo Denso. Por esse motivo o animal não tem um Espírito individual, mas um Espírito-Grupo, que o dirige de fora. O animal tem o Corpo Denso, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos, mas o Espírito-Grupo que o dirige está de fora. O Corpo Vital e o Corpo de Desejos de um animal não se acham inteiramente dentro do Corpo Denso, especialmente no que se diz respeito à cabeça. Por exemplo, a cabeça etérea de um cavalo se projeta bem além e acima da cabeça do Corpo Denso.
Quando, como acontece em casos raros, a cabeça etérea de um cavalo entra na cabeça do Corpo Denso, esse cavalo pode aprender a ler, contar e resolver exemplos de aritmética elementar. Essa peculiaridade é também devida ao fato de que cavalos, cães, gatos e outros animais domesticados sentem o Mundo do Desejo, embora nem sempre percebendo a diferença entre este e o Mundo Físico. O cavalo se assustará com a visão de uma figura invisível para o cocheiro; um gato fará movimentos de se esfregar em pernas invisíveis. O gato vê o espírito, entretanto, sem perceber que não existem pernas densas disponíveis para o atrito. O cão, mais esperto que o gato e o cavalo, frequentemente perceberá que há algo que ele não compreende na aparência de um dono morto, cujas mãos ele não pode lamber. Vai latir num lamento e retirar-se para um canto com seu rabo entre as pernas.
Dr. McDougall[17] também pesou em suas balanças animais morrendo. Nesse caso não houve diminuição, embora um dos animais fosse um enorme cão São Bernardo. Isso foi feito para demonstrar que os animais não possuem almas. Pouco tempo depois, entretanto, o Professor La V. Twining, chefe do Departamento de Ciência da Escola Politécnica de Los Angeles, fez experiências com ratos e gatinhos que ele encarcerou em vidros hermeticamente fechados. Suas balanças eram as mais sensíveis conseguidas e foram colocadas dentro de uma caixa de vidro da qual foi removida toda a umidade. Descobriu-se que todos os animais estudados perderam peso ao morrer. Um rato bem grande pesando 12,886 gramas, subitamente perdeu 3,1 miligramas ao morrer.
Um gatinho usado em outra experiência perdeu 100 miligramas ao agonizar, e quando exalou seu último alento perdeu mais 60 miligramas. A seguir foi perdendo peso lentamente, devido â evaporação.
Deste modo os ensinamentos da Ciência Oculta relativos aos Corpos Vitais dos animais foram também comprovados quando se empregaram balanças suficientemente sensíveis. O caso mencionado – o das balanças que não acusaram qualquer diminuição de peso quando morreu o cão São Bernardo – deve-se ao fato de que o Corpo Vital dos animais é proporcionalmente mais leve que o do ser humano.
Os Anjos são particularmente ativos nos Corpos Vitais das plantas, porque o sopro de vida vivificando este reino começou sua evolução no Período Lunar, quando os Anjos eram humanos, e trabalhavam com as plantas como hoje trabalhamos com os nossos minerais. Há, portanto, uma afinidade específica entre os Anjos e o Espírito-Grupo das plantas. Assim podemos explicar a enorme assimilação, crescimento e fecundidade das plantas. O ser humano também ficou enorme na Segunda Época, ou Hiperbórea, quando os Anjos tiveram então responsabilidade especial. Assim é com a criança em sua segunda setenária época de vida, porque é quando os Anjos têm total influência, e no final dessa época, aos quatorze, a criança alcança a puberdade e está apta a reproduzir sua espécie; também devido ao trabalho dos Anjos.
Eles foram os modelos que extraíram de si mesmos o material denso para formar os Corpos das plantas atuais e, também as formas das plantas do passado, que estão incrustadas nas camadas geológicas de nosso Globo Terrestre.
Essas formas etéreas vegetais foram ajudadas em suas formações quando o calor veio do exterior, após a separação da Terra do Sol e da Lua. Esse calor deu-lhes a força vital para extraírem para elas próprias a substância mais densa. O Corpo Vital é o princípio mais importante da planta é ele que faz a planta crescer o caule e as folhas em sucessão alternada, fazendo a planta crescer mais e mais; mas não há variedade, a planta segue repetindo o tempo todo. Caule, folha e galho: sempre a mesma coisa.
As plantas têm apenas um Corpo Denso e um Corpo Vital; daí não poderem sentir, nem pensar. Elas não têm Corpo de Desejos nem Mente, e assim um maior distanciamento existe entre a planta e seu Espírito-Grupo do que entre o animal e seu Espírito-Grupo; daí a consciência das plantas ser correspondentemente mais fraca, assemelhando-se ao nosso estado de sono sem sonho.
O mineral possui apenas o Corpo Denso. Faltam-lhe três ligações para conectá-lo com seu Espírito-Grupo. Portanto, ele é inerte e sua inconsciência assemelha-se a do Corpo Denso humano no estado de “transe”, quando o Espírito humano, o Ego, passou correspondentemente além dele.
Como conclusão, notemos que os três Mundos no qual vivemos não se acham separados pelo espaço. Estão todos por aí, como a luz e a cor, encravados na matéria física, como as linhas de clivagem no mineral. Se deixarmos congelar um prato de água, e examiná-lo num microscópio, veremos os cristais de gelo divididos uns dos outros por linhas. Elas estavam presentes na água embora sem serem vistas como linhas de força, invisíveis até que condições adequadas fizeram-nas aparecer. Então um Mundo acha-se encerrado no próximo-superior, sem ser visto por nós até provermos as condições apropriadas; mas quando nos tivermos adaptados, a Natureza, que está sempre pronta a nos revelar suas maravilhas, expressa ardente alegria por todos aqueles que, como auxiliares na evolução, dessa forma alcançam a cidadania nos reinos invisíveis.
Como vimos na Conferência no. 3[18], as plantas têm um Corpo Denso e um Corpo Vital, que as capacitam a executar os seus trabalhos; vimos, também, que suas consciências eram tão profundas como sonhos sem sonhos. Assim é fácil para o Ego dominar as células vegetais e subjugá-las por longo tempo; daí o grande poder nutritivo dos vegetais. Para funcionar em qualquer dos Mundos e expressar as qualidades peculiares a cada um, precisamos primeiro possuir um veículo feito do material de cada Mundo. Para funcionarmos no denso Mundo Físico precisamos possuir um Corpo Denso adaptado ao nosso meio ambiente. De outro modo seriamos fantasmas, como comumente são chamados os invisíveis para a maioria dos seres físicos. Portanto, temos primeiro que ter um Corpo Vital para que possamos expressar vida, crescimento ou exteriorizar as demais qualidades da Região Etérea.
Quando examinamos os quatro reinos em relação à Região Etérica, vemos que o mineral não possui um Corpo Vital separado, e logo constatamos a razão dele não poder crescer, propagar-se ou mostrar vida consciente. Como uma hipótese necessária para justificar outros fatos conhecidos, a ciência material sustenta que no sólido mais denso, assim como no gás mais rarefeito e tênue, não há dois átomos que se toquem; que há um invólucro de Éter em cada átomo; e que os átomos no universo flutuam num oceano de Éter[19].
Assim como a sensação nos animais e no ser humano é devida a seus Corpos Vitais serem separados, assim também a sensibilidade da Terra é particularmente ativa em sua sexta camada, que corresponde ao Mundo do Espírito de Vida. Para compreender o prazer que ela sente quando a rocha dura é desintegrada por processos de mineração, e a dor quando jazidas se acumulam, precisamos lembrar que a Terra é o Corpo Denso de um Grande Espírito, e para nos fornecer um ambiente no qual possamos viver e adquirir experiências, ela teve que cristalizar seu Corpo na atual condição sólida.
O Corpo Vital da planta é composto por apenas dois Éteres mais densos: o Éter Químico e o Éter de Vida, que possibilitam à planta crescer e propagar-se, mas faltam-lhe, os dois Éteres Superiores: o Éter Luminoso e o Éter Refletor. Por isso ela não tem sensação ou memória do que se passa à sua volta. Por esse motivo, a amputação de um ramo não será sentida pela planta, e no caso do rochedo que é dinamitado, só o Éter Químico se acha presente, por isso os cristais nada sentem. Ainda estaria errado inferir que não há sentimento em ambos os casos; já que plantas e minerais não possuem veículos individuais de sentido, eles acham-se envoltos e interpenetrados pelos Éteres e o Mundo do Desejo do Planeta, e o Espírito Planetário sente tudo pelo mesmo princípio de que nosso dedo não pode sentir, por não possuir Corpo de Desejos individual, mas nós, os Espíritos internos que habitamos o Corpo sentimos qualquer corte sofrido pelo dedo.
Para progredir espiritualmente o ser humano precisa desenvolver mais ainda o seu Corpo Vital.
Estamos agora nos preparando para a rápida aproximação da Era de Aquário com seu grande desenvolvimento intelectual e espiritual. Isso requer um despertar do adormecido Corpo Vital, cuja palavra-chave é Repetição.
O Ego tem vários instrumentos: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente. Estas são as suas ferramentas e da qualidade e condição delas depende o quanto, para mais ou para menos, o Ego poderá realizar seu trabalho de colher experiência em cada vida. Se os instrumentos são pobres e apáticos vai haver pouco crescimento espiritual e a vida será improdutiva, no que diz respeito ao Espírito.
A vida superior (Iniciação) não começa, entretanto, até que o trabalho no Corpo Vital tenha início. O meio usado para dar início a essa atividade é o amor, ou melhor, o altruísmo. A palavra Amor tem sido tão deturpada que não tem mais o significado requerido aqui.
A segunda ajuda que agora a Humanidade possui é a Religião do Filho, a Religião Cristã, cujo objetivo é a união com o Cristo, pela purificação e o controle do Corpo Vital.
Enquanto os veículos invisíveis, especialmente o Corpo Vital, estiverem adormecidos, o ser humano poderá seguir numa carreira materialista; mas uma vez que esses veículos sejam despertados e provem do pão da vida, é como o Corpo Denso: fica sujeito à fome, fome da alma, e seus anseios não serão negados, a não ser após uma luta extremamente dura.
Tem sido dito aqui que a Humanidade, pelo menos a maior parte dela, está trabalhando hoje em dia sobre seus Corpos de Desejos, e tentando refrear seus desejos por meio da lei. Quando o desenvolvimento oculto ocorrer, quando o ser humano se tornar um pioneiro, será no Corpo Vital que se irá trabalhar. O Corpo Vital é particular e peculiarmente desenvolvido pela repetição.
É necessário educar e trabalhar o Corpo Vital de tal modo que ele possa ser usado em voos da alma. Este veículo, como sabemos, é composto de quatro Éteres. É por meio deste corpo que manipulamos o mais denso de todos os nossos veículos, o Corpo Denso, o qual normalmente imaginamos ser o ser humano completo. O Éter Químico e de Vida formam uma matriz para os nossos Corpos físicos. Cada molécula do Corpo Denso acha-se encerrada numa rede de Éter que o permeia e o impregna de vida.
Através desses Éteres as funções corporais, tais como respiração, etc., são executadas e a densidade e consistência dessas matrizes de Éter determinam o estado de saúde. Mas a parte do Corpo Vital formada pelos dois Éteres Superiores, o Éter Luminoso e o Éter Refletor, é a que podemos chamar de Corpo-Alma; quer dizer, ela é a que está mais intimamente ligada ao Corpo de Desejos e a Mente e, também a mais receptiva ao toque do Espírito do que se acha a parte formada pelos dois Éteres Inferiores. O Corpo-Alma é o veículo do intelecto, e responsável por tudo que faz do indivíduo, um ser humano. Nossas observações, nossas aspirações, nosso caráter, etc., são devidos ao trabalho do Espírito nesses dois Éteres Superiores, que se tornam mais ou menos luminosos de acordo com a natureza de nosso caráter e hábitos. Outrossim, do mesmo modo que o Corpo Denso assimila partículas de alimento e assim adquire carne, os dois Éteres Superiores assimilam nosso bem agir durante a vida e assim também crescem em volume.
De acordo com nossos feitos nessa vida atual, aumentamos ou diminuímos desse modo à bagagem que trouxemos ao nascer. Se nascermos com um bom caráter, expresso nesses dois Éteres Superiores, não nos será fácil mudá-lo porque o Corpo Vital tornou-se muito, muito firme durante as miríades de anos em que o desenvolvemos. Por outro lado, se fomos frouxos, negligentes e indulgentes em relação aos hábitos que consideramos maus, se formamos um mau caráter em vidas anteriores, aí vai ser difícil superá-los porque isso estabeleceu a natureza do Corpo Vital, e anos de constante esforço serão precisos para mudar sua estrutura. É por isso que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental afirmam que todo desenvolvimento místico tem início no Corpo Vital.
Cada vez que prestamos serviço a alguém nós aumentamos o brilho de nosso Corpo-Alma, que é construído de Éter. É o Éter de Cristo que atualmente movimenta o nosso Globo, e é bom lembrar que se desejamos um dia trabalhar pela Sua libertação, precisamos que um número suficiente desenvolva seus Corpos Alma ao ponto em que eles possam fazer a Terra flutuar. Então, poderemos carregar Seu fardo e libertá-Lo da dor da existência física.
Além do fato de que a Escola Oriental de Ocultismo baseia seus ensinamentos no Hinduísmo, enquanto, a Escola de Sabedoria Ocidental promulga o Cristianismo, a Religião do Ocidente, há uma grande, fundamental, irreconciliável discrepância entre os ensinamentos dos modernos representantes do Leste e o dos Rosacruzes. De acordo com a versão do Ocultismo Oriental o Corpo Vital, que é chamado Linga Sharira, é comparativamente pouco importante, por ser ele incapaz de se desenvolver como um veículo de consciência. Serve somente como um canal para a força solar “prama”, e como uma ligação entre o Corpo Denso e o Corpo de Desejos, que é chamado Kama Rupa e, também, de “corpo astral”. Este, eles dizem, é o veículo do Auxiliar Invisível.
A Escola da Sabedoria Ocidental ensina, como sua máxima fundamental, que todo desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital, e o autor, como seu representante público, tem estado, por esse motivo, muito ocupado desde o início do nosso movimento tentando reunir e disseminar o conhecimento sobre os quatro Éteres e o Corpo Vital. Muita informação foi dada no Conceito Rosacruz do Cosmos e nos livros que o sucederam, mas as lições e cartas mensais transmitem os resultados de nossas atuais pesquisas. Estamos constantemente exibindo este Corpo Vital (vital em um duplo sentido) para as Mentes dos estudantes para que aprendendo e pensando sobre ele, assim como, lendo e observando os agradáveis “pequenos sermões” que usamos para veicular essa informação, eles possam, consciente e inconscientemente, tecer o Dourado Manto Nupcial. Advertiremos a todos que estudem essas lições cuidadosamente ano após ano; pode haver muito refugo, mas há ouro entre elas.
Temos aqui a descrição de como os estigmas ou perfurações foram produzidas no Herói dos Evangelhos, embora as localizações não estejam perfeitamente descritas, e o processo esteja representando em forma de narrativa diferindo amplamente da maneira pela qual esses fatos realmente ocorreram. Mas deparamos aqui com um mistério que deve continuar secreto para o profano, embora os fatos místicos fundamentais estejam claros como o dia para aqueles que têm o conhecimento. O Corpo Denso não é de modo algum o ser humano verdadeiro. Tangível, sólido e pulsante de vida como o vemos, é realmente a parte mais morta do ser humano, cristalizado numa matriz de veículos superiores que são invisíveis à nossa visão física comum. Se colocarmos uma bacia com água numa temperatura de congelamento, a água em pouco tempo vira gelo, e quando examinamos o gelo, descobrimos que é feito de inúmeros pequenos cristais em variadas formas geométricas e linhas de demarcação. Há linhas etéreas de forças que estão presentes na água antes dela congelar.
Assim como a água endureceu e moldou-se entre essas linhas, assim também os nossos Corpos Físicos congelaram e solidificaram em meio às linhas etéricas de força de nosso invisível Corpo Vital, que está assim no curso normal da vida, indissoluvelmente vinculado ao Corpo Denso, acordado ou adormecido, até que a morte traga a dissolução dessa amarra. Mas como a Iniciação acarreta a libertação do ser humano real do Corpo do Pecado e da morte, de modo a que ele possa se elevar às esferas mais sutis e retornar ao Corpo se desejar, é óbvio que antes que isso aconteça, antes que o propósito da Iniciação seja alcançado, o tenaz entrelaçamento entre o Corpo Denso e o veículo etéreo, que é muito forte e rígido na Humanidade comum, tem que ser dissolvido. Como eles estão mais fortemente unidos nas palmas das mãos, nos arcos dos pés e na cabeça, as escolas ocultas concentram seus esforços em romper a conexão nesses três pontos, e produzir os estigmas de modo invisível.
A Maçonaria Esotérica, que é apenas a capa da Ordem Mística formada pelos Filhos de Caim, tem nos tempos modernos atraído o elemento masculino e seus veículos físicos positivamente polarizados, e os educados na indústria e nas funções de Estado, controlando assim o desenvolvimento material do mundo. Os Filhos de Seth, que constituem o clero, têm lançado seus encantos sobre os Corpos Vitais positivos do elemento feminino para dominarem o desenvolvimento espiritual. E, enquanto os Filhos de Caim, trabalhando através da Franco-Maçonaria e movimentos congêneres, têm brigado abertamente pelo poder temporal, o clero tem brigado arduamente, e talvez de modo mais efetivo sub-repticiamente, para reter seu domínio sobre o desenvolvimento espiritual do elemento feminino.
À medida que a Humanidade avança na evolução, o Corpo Vital se torna mais permanentemente polarizado de maneira positiva, dando a ambos os sexos uma maior aspiração de espiritualidade e, embora mudemos do masculino para o feminino, em encarnações alternativas, a polaridade positiva do Corpo Vital está se tornando mais pronunciada, independente do sexo. Isso explica a crescente tendência ao Altruísmo que ainda está vindo à luz pelo sofrimento vinculado à grande guerra que estamos lutando agora (1918), pois todos concordam que as nações estão buscando obter uma paz duradoura, onde as espadas possam ser transformadas em relhas de arado e as lanças em podões.
Sabemos que nosso Corpo Denso gravita na direção do centro da Terra, portanto, uma mudança precisa acontecer; além disso, São Paulo nos diz que carne e sangue não podem herdar o Reino dos Céus. Mas ele, também chama a atenção de que temos um “soma psuchicon” (traduzido incorretamente por corpo natural), um Corpo-Alma, e este é feito de Éter, o qual é mais leve que o ar e por isso capaz de levitar. Isto é o Manto Dourado de Bodas, a Pedra Filosofal, ou a Pedra da Vida, mencionado em algumas filosofias antigas como a Alma de Diamante, por sua luminosidade, brilho e resplendor – uma gema de valor incalculável. Era também chamado de corpo astral pelos alquimistas medievais, por causa da habilidade por ele conferida, ao que o possuía, de poder transpor as regiões estreladas. Mas não se deve confundi-lo com o Corpo de Desejos que alguns pseudo-ocultistas modernos, erroneamente, chamam de corpo astral. Esse veículo, o Corpo-Alma, irá posteriormente ser desenvolvido pelo total da Humanidade, mas durante a mudança da Época Ariana para as condições etéreas da Nossa Galileia, haverá pioneiros que antecederão seus irmãos, assim como os Semitas Originais foram os precursores durante a mudança da Época Atlântica para a Ariana. Cristo mencionou esse grupo no Evangelho segundo São Mateus, Capítulo XI, versículo 12, quando disse: “O Reino dos Céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.”. Esta não é uma tradução correta.
Deveria ser, “O Reino dos Céus foi invadido” (em grego está biaxetai) e os invasores apoderaram-se dele. Os homens e as mulheres já aprenderam, por meio de uma vida santa e útil, a abandonarem os seus Corpos de carne e sangue, intermitente ou permanentemente, e a caminharem nos céus com pés alados, atentos aos trabalhos do seu Senhor, vestidos pelo manto etéreo de bodas da nova dispensação.
Repetição é a palavra-chave do Corpo Vital e o extrato do Corpo Vital é a Alma Intelectual, que é o alimento do Espírito de Vida, o verdadeiro Princípio Crístico no ser humano. Como o trabalho particular do Mundo Ocidental é desenvolver esse Princípio Crístico, para formar o Cristo interno que poderá brilhar através da escuridão material atual, é absolutamente essencial à reiteração de ideias.
Um impacto muito pequeno é feito sobre o Corpo Vital quando ideias e ideais nele penetram através do invólucro da aura, mas o que ele recebe de estudos, sermões, conferências ou leituras é de natureza mais duradoura, e muitos impactos na mesma direção criam impressões poderosas para o bem ou para o mal, segundo sua natureza.
Não podem ser obtidas informações dos Anjos; eles trabalham com o Corpo Denso, mas não diretamente; eles usam o Corpo Vital como transmissor, e não podem se fazer compreendidos por seres que raciocinam por meio de um cérebro. Eles obtêm conhecimento sem raciocinar, pois, irradiam todo o seu amor em sua obra e a sabedoria cósmica flui de volta. O ser humano também cria por meio do amor, mas seu amor é egoísta; ele ama porque deseja cooperação na reprodução; pois ele usa apenas metade de sua força criadora para a procriação, a outra metade ele guarda egoisticamente para construir seu próprio órgão de raciocínio, o cérebro, e, também usa essa metade de forma egoísta para pensar, porque deseja conhecimento. Por conseguinte, ele tem que trabalhar e raciocinar para obter sabedoria, mas com o tempo ele atingirá um estágio muito mais elevado que os Anjos ou Arcanjos. Terá então superado a necessidade dos órgãos de procriação inferiores; ele criará por meio da laringe, e será capaz de “fazer da palavra, carne”.
A razão é o produto do egoísmo. É criada pela Mente recebida pelos “Poderes das Trevas”, num cérebro construído pelo egoísmo, guardando metade da força sexual, e impelido pelos Lucíferos egoístas, pois ela é “o fruto da serpente”, e embora transmutada em sabedoria por meio da dor e o sofrimento, ela precisa dar lugar a algo mais elevado: a intuição, que significa ensinamento brotado de dentro. Esta é uma faculdade espiritual, também presente em todos os Espíritos, que embora funcionando no momento presente, tanto em homens como em mulheres, se expressa de maneira mais marcante nos encarnados em corpos femininos, pois neles a contraparte do Espírito de Vida, o Corpo Vital, é masculino e positivo. Intuição, a faculdade do Espírito de Vida, pode, portanto, ser chamada apropriadamente de “semente da mulher”, de onde todas as tendências altruísticas brotam, e por meio da qual todas as nações estão sendo lentamente, mas firmemente, trazidas juntas numa Fraternidade Universal do amor, não importando a raça, o sexo ou a cor.
O que é agora o Corpo Denso foi o primeiro veículo adquirido pelo ser humano como uma forma de pensamento; tem passado por um imenso período de evolução e organização até ter se tornando no esplendido instrumento que é agora, servindo-o tão bem aqui; mas é resistente, rígido e difícil de ser trabalhado. O veículo adquirido em seguida foi o Corpo Vital, que, também passou por um longo período de desenvolvimento e foi condensado à consistência de Éter. O terceiro veículo, o Corpo de Desejos, foi comparativamente adquirido mais recentemente e acha-se num estado comparativo de fluxo. Por fim, vem a Mente, que é apenas como uma nuvem sem forma, não merecendo ser chamada de veículo, sendo ainda apenas uma ligação entre os três veículos do ser humano e o Espírito.
Esses três veículos, o Corpo Denso, o Corpo Vital e o Corpo de Desejos, juntos com o vínculo da Mente, são as ferramentas do Espírito em sua evolução, e, contrariamente à ideia comum, a habilidade do Espírito para investigar os reinos superiores não depende dos mais sutis desses corpos tanto quanto do mais denso. A prova dessa afirmação não está muito longe do alcance de qualquer um, e certamente, alguém que já tenha tentado seriamente, já obteve essa prova por si mesmo. Senão ele vai tê-la dentro em breve simplesmente mudando as condições de sua Mente. Digamos que uma pessoa adquiriu certos hábitos de pensamento dos quais ela não goste. Talvez, após uma experiência religiosa, ela descubra que apesar de toda a sua vontade, esses hábitos de pensamento não vão abandoná-la. Mas, se ela decide limpar sua Mente de maneira que ela só tenha puros e bons pensamentos, ela pode fazer isso simplesmente se recusando a admitir pensamentos impuros. Ela vai descobrir que após uma ou duas semanas sua Mente está notadamente mais limpa que no começo de seu esforço; que sua Mente guarda de preferência os pensamentos religiosos que a pessoa vem buscando gerar em sua Mente. Até a Mente mais anormalmente degenerada pode ser totalmente limpa dentro de poucos meses. Isto é conhecimento verdadeiro para os muitos que já o tentaram, e alguém que queira e for suficientemente persistente pode passar pela mesma experiência e apreciar uma Mente limpa em bem pouco tempo.
A parte do Corpo Vital que tenha sido trabalhada pelo Espírito de Vida, converte-se na Alma Intelectual, e esta constrói o Espírito de Vida, porque aquele aspecto do Tríplice Espírito tem sua contraparte no Corpo Vital.
Na vida comum muitas pessoas vivem para comer, elas bebem, gratificam a paixão sexual de modo desenfreado, e se descontrolam à menor provocação. Embora aparentemente essas pessoas possam ser bem “respeitáveis”, elas estão quase todos os dias de suas vidas, causando uma confusão quase que ilimitada em sua estrutura. Todo o período que passam dormindo é gasto pelos Corpos de Desejos e Vital na reparação do dano causado durante o dia, não sobrando, de nenhum modo, tempo para o trabalho exterior. Mas se o indivíduo começa a sentir a necessidade de uma vida superior, controla a força sexual e o temperamento, e cultiva uma disposição serena, assim menos perturbação é causada nos veículos durante as horas que passa acordado; consequentemente menos tempo é requerido durante o sono, para reparar os danos. Assim torna-se possível deixar o Corpo Denso por longos períodos durante as horas de sono, e funcionar nos Mundos internos por meio dos veículos superiores. Como o Corpo de Desejos e a Mente não se acham ainda organizados, eles não são de utilidade como veículos separados da consciência. Nem pode o Corpo Vital deixar o Corpo Denso, pois isso causaria a morte. É evidente que medidas precisam ser tomadas para se proporcionar um veículo organizado, que seja fluído e construído de modo a preencher as necessidades do Ego nos Mundos internos, como assim faz o Corpo Denso no Mundo Físico.
O Corpo Vital é um veículo tão organizado que se de algum modo puder vir a ser separado do Corpo Denso, sem provocar a morte, o problema poderá ser resolvido. Além disso, o Corpo Vital é à base da memória, sem a qual seria impossível trazer de volta à nossa consciência física as lembranças das experiências suprafísicas e delas obterem, assim, total benefício.
Lembremos que os Hierofantes dos antigos Mistérios dos Templos segregaram algumas pessoas em castas e tribos como os Brâmanes e Levitas, com o propósito de fornecer Corpos para o uso desses Egos que já estavam avançados o bastante para a Iniciação. Isso foi feito de tal modo que o Corpo Vital ficou separado em duas partes, como eram os Corpos de Desejos de toda a Humanidade no princípio do Período Terrestre. Quando os Hierofantes tiravam os alunos para fora de seus Corpos, eles deixavam uma parte do Corpo Vital, correspondente ao primeiro e segundo Éteres, para exercer as funções puramente animais (elas são as únicas ativas durante o sono); os alunos levavam consigo um veículo capaz de percepção, por causa de sua conexão com os centros sensoriais do Corpo Denso; e, também, com o poder de memória. Ele possuía essas capacidades porque era composto pelo terceiro e quarto Éteres, que são os meios de percepção sensorial e memória.
Essa é, de fato, a parte do Corpo Vital que o Aspirante retém vida após vida, e imortaliza como a Alma Intelectual.
Desde que Cristo veio e “levou embora o pecado do mundo” (não o individual), purificando o Corpo de Desejos de nosso Planeta, a conexão entre todos os Corpos Densos e Vitais dos humanos tem se afrouxado de tal maneira que, pelo treinamento, eles são capazes de separação como acima descrita. Portanto a Iniciação é possível a todos.
A parte mais sutil do Corpo de Desejos, que constitui a Alma Emocional, é capaz de separação na maioria das pessoas (de fato, elas possuíam esta capacidade antes mesmo da vinda de Cristo). É então, quando, pela concentração e o uso da fórmula apropriada, as partes mais sutis dos veículos terem sido segregadas para uso durante o sono, ou em qualquer outra ocasião, as partes inferiores dos Corpos de Desejos e Vital são, ainda, deixadas para executar o processo de restauração no veículo denso, uma parte meramente animal.
Essa parte do Corpo Vital que se retira é altamente organizada, como vimos. Ela é uma perfeita contraparte do Corpo Denso. O Corpo de Desejos e a Mente, não sendo organizados, são de uso apenas por estarem conectados com o Corpo Denso, altamente organizado. Quando estão separados dele são apenas pobres instrumentos. Portanto, antes que o ser humano possa retirar-se do Corpo Denso, os centros sensoriais do Corpo de Desejos precisam ser acordados.
O Aspirante à vida superior cultiva a faculdade de se absorver, quando desejar, qualquer assunto de sua escolha, ou melhor, não a um assunto normalmente, mas a um simples objeto, que ele imagine. Então, quando as condições apropriadas ou o ponto de absorção tenham sido alcançados com seus sentidos completamente serenos, ele concentra seu pensamento sobre os diferentes centros sensoriais do Corpo de Desejos e eles começam a girar.
Deveríamos ser muito agradecidos pelo instrumento material que temos, pois é o mais útil de todos os nossos veículos. Enquanto, que é perfeitamente verdade que nosso Corpo Denso é o mais inferior de nossos veículos, é também um fato que esse veículo é o mais completo de nossos instrumentos, e sem ele os demais veículos seriam de pouco uso para nós no momento. Pois, enquanto este esplendidamente bem-organizado instrumento nos possibilita enfrentar mil e uma condições na Terra, nossos veículos superiores acham-se praticamente não organizados. O Corpo Vital é formado órgão a órgão como o nosso Corpo Denso, mas até estar treinado pelos Exercícios Esotéricos ele não é um instrumento adequado para funcionar sozinho. O Corpo de Desejos tem apenas certo número de centros sensoriais que não são realmente ativos na grande maioria das pessoas, e quanto a Mente, ela é uma nuvem sem forma para a grande maioria. No momento devemos ter como objetivo espiritualizar o instrumento físico, e deveríamos compreender que temos que treinar nossos veículos superiores antes que possam ser de utilidade. Para o maior número de pessoas isso vai levar muito, muito tempo. Portanto, o melhor é cumprirmos com as obrigações que estão ao nosso alcance. Assim apressamos o dia em que estaremos capacitados a usar os veículos superiores, pois, esse dia depende de nós.
Todos nós nos tornamos muito mais impregnados de materialismo mais do que percebemos, e isso é um obstáculo em nossa conquista. Como Estudantes Rosacruzes da Filosofia Rosacruz, nos acostumamos a considerar a vida individual e intermitente num Corpo Vital como uma conquista possível para poucos, mas o total da Humanidade poderá viver permanentemente por toda uma época no ar! Verdadeiramente, isso me faz prender o fôlego quando percebo que a Bíblia significa exatamente o que diz quando afirma que encontraremos o Senhor no ar e com Ele ficaremos por toda essa Época.
Quando o Cristianismo tiver completamente espiritualizado o Corpo Vital, um degrau ainda mais alto será a Religião do Pai, que como o mais alto Iniciado do Período de Saturno vai ajudar o ser humano a espiritualizar o Corpo Denso que foi iniciado no Período de Saturno. Então até a Fraternidade será ultrapassada; não haverá nem eu nem vós, pois todos serão Unos em Deus conscientemente, e o ser humano terá se emancipado pela ajuda dos Anjos, Arcanjos e Poderes Superiores.
As Orações, os Rituais e Exercícios são importantes na espiritualização do Corpo Vital.
Se, pelas orações frequentes, obtivermos o perdão pelas injúrias que fizemos aos outros e se fizermos toda reparação possível, purificando nossos Corpos Vitais perdoando aqueles que erraram contra nós, e eliminarmos todo mal sentimento, nos livraremos de muitos infortúnios post-mortem, além de prepararmos o lugar para a Irmandade Universal, que depende em particular da vitória do Corpo Vital sobre o Corpo de Desejos. Em forma de memória, o Corpo de Desejos impressiona no Corpo Vital a ideia de vingança. Um temperamento sereno diante dos vários aborrecimentos da vida diária significa vitória, por isso o Aspirante deve procurar controlar o seu temperamento, pois isso inclui trabalho em ambos os corpos. A Oração do Senhor inclui isso também, pois quando vemos que estamos fazendo alguém sofrer, nós observamos e procuramos encontrar a causa. Perda de controle é uma dessas causas com origem no Corpo de Desejos.
Muitas pessoas abandonam a vida física com o mesmo temperamento que trouxeram, mas o Aspirante tem que sistematicamente subjugar todas as tentativas do Corpo de Desejos de assumir o comando. Isso pode ser feito concentrando-se em ideais elevados, que fortalecem o Corpo Vital, sendo muito mais eficaz que as orações comuns da igreja. Os cientistas ocultos usam concentração em vez da oração, porque aquela está acompanhada da ajuda da Mente, que é fria e sem sentimento, enquanto a oração é normalmente ditada pela emoção. Quando ditada por uma devoção pura e altruísta a elevados ideais, a oração é muito superior a uma fria concentração. A oração nunca pode ser fria e sim deve apoiar-se nas asas do Amor para levar os eflúvios do místico para a Divindade.
O Espírito de Vida, na oração do Pai Nosso, roga à sua contraparte, o Filho, pela sua contraparte na natureza inferior, o Corpo Vital: “Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”.
A oração que trata das necessidades do Corpo Vital é “Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”.
O Corpo Vital é o assento da memória. Nela estão armazenados os registros subconscientes de todos os acontecimentos passados de nossa vida, bons ou maus, incluindo todos os sofrimentos infligidos ou sofridos, e os benefícios recebidos, ou os dados. Lembramos que o registro da vida é feito a partir dessas imagens logo após a saída do Corpo Denso por ocasião da morte, e que todos os sofrimentos da existência post-mortem são os resultados dos acontecimentos registrados nessas imagens.
O Corpo Vital sendo o depósito do panorama de nossas vidas, nossos próprios pecados e os erros que sofremos nas mãos dos outros lá estão gravados, daí que a quinta oração, “Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tenha ofendido”, anuncia as necessidades do Corpo Vital. Ressalta-se que essa oração ensina a doutrina da remissão dos pecados nas palavras ‘perdoa-nos’, e a Lei de Consequência nas palavras ‘assim como nós perdoamos’, fazendo da nossa própria atitude para com os outros a medida de nossa emancipação.
Essa (a Oração Rosacruz) é o modelo de oração que eleva, que enobrece o ser humano, e quanto mais o ser humano cultive essa atitude mental, e alimente essas elevadas aspirações, mais ele elevará os dois Éteres Superiores para fora do Corpo Vital. As igrejas dizem “ore, ore, ore”, e elas estão bem em sintonia com o ensinamento oculto, pois desse modo o Corpo Vital está sendo trabalhado pela constante repetição das elevadas aspirações.
É desse modo que age tudo aquilo que tem Corpo Vital; então quando queremos atuar sobre o Corpo Vital devemos fazê-lo pelo método da repetição. Temos os quatro Éteres presentes no Corpo Vital, e os dois Éteres Inferiores cuidam das funções físicas, como nos lembramos em particular da conferência sobre Visão e Introvisão Espiritual. Vimos nela que os dois Éteres Superiores tinham que ser levados conosco quando queríamos funcionar nos Mundos superiores; e é esse repetido impacto que torna a divisão entre os dois Éteres Inferiores e os dois superiores possível. É nesse aspecto que as igrejas são ainda fatores do desenvolvimento espiritual, porque elas dizem para os devotos que eles têm que orar sem cessar. Mas não devemos orar de modo egoísta, temos que orar altruisticamente, e em harmonia com o Bem Universal. Quando rezamos para chover e nosso vizinho reza pela estiagem, tem que prevalecer o caos, se as orações forem atendidas. Nem devemos supor que seja para se negociar com Deus, como parece ser a concepção daqueles que bradam mais alto nas reuniões de oração. Existe certa atitude espiritual a ser alcançada que o místico conhece muito bem quando ele entra em seus aposentos.
A lei é um freio para a natureza de desejos, mas quando o progresso oculto, ou melhor, dizendo, o espiritual é almejado, a espiritualização do Corpo Vital deve ser também realizada. E isso é conseguido por meio da arte da Religião, em impactos repetidos com frequência, pois a nota chave do Corpo Vital é Repetição, como podemos ver, observando as plantas que possuem apenas um Corpo Denso e um Corpo Vital. Seus galhos e folhas seguem uns aos outros em sucessão contínua; as plantas os fazem crescer alternadamente. Foi o Corpo Vital que construiu as vértebras da coluna espinhal dos seres humanos, uma após a outra em constante repetição. E a memória, por exemplo, que é uma das faculdades do Corpo Vital, é fortalecida e desenvolvida pela iteração e reiteração constantes.
Quando os Protestantes saíram da Igreja Católica, eles em verdade deixaram muitos abusos para trás, mas também abandonaram quase tudo de valor. Eles abandonaram o ritual que todos deviam conhecer e compreender, apesar da má enunciação por parte do padre. Conhecendo o ritual, o leigo poderia enviar seus pensamentos na mesma direção do pensamento do padre que estivesse lendo, e assim uma enorme quantidade de pensamentos espirituais idênticos seriam reunidos juntos e projetados sobre a comunidade para bem ou para mal.
Aqueles que vão a uma igreja Católica compreendendo o ritual são, ainda hoje, capazes de unir seus pensamentos em conclave espiritual e guardar na memória o que se passou. Então, eles estão a todo o momento adicionando um pouco mais à espiritualização de seus Corpos Vitais, enquanto os membros da igreja Protestante foram afetados apenas em suas naturezas emocionais cujo efeito é logo perdido. A Bíblia nos diz para orarmos sem cessar, e muitos escarneceram dizendo que se Deus é omnisciente e Ele sabe do que necessitamos sem orarmos, e se Ele não o é, provavelmente não é onipotente, e por esse motivo nossas orações não serão atendidas, sendo então inútil orar. Mas, aquele mandamento foi estabelecido a partir do conhecimento da natureza do Corpo Vital, que necessita daquela repetição para que seja espiritualizado.
Antes de um ritual atingir seu efeito máximo, entretanto, aqueles que desse modo se destinam a crescer, precisam tornar-se afinados com ele. Isso envolve trabalho em seus Corpos Vitais, enquanto esses veículos estão ainda em formação.
É assunto de conhecimento oculto que o nascimento é um feito quádruplo, e que o nascimento do Corpo Denso é apenas um passo no processo. O Corpo Vital também passa por um desenvolvimento análogo ao do crescimento intrauterino do Corpo Denso. Ele nasce em torno do sétimo ano de vida.
Durante os sete anos seguintes o Corpo de Desejos amadurece e nasce em torno do décimo quarto ano, quando se atinge a adolescência, e a Mente nasce aos vinte e um, quando tem início à idade adulta.
Esses fatos ocultos são bem conhecidos pela Hierarquia Católica, e enquanto os ministros Protestantes trabalham sobre a natureza emocional, que está sempre procurando algo novo e sensacional sem perceber a inutilidade da luta e o fato de que é esse seu veículo mais exuberante que leva as pessoas das igrejas em busca de algo novo e mais sensacional, a Hierarquia Católica ocultamente informada concentra seus esforços nas crianças. “Dê-nos as crianças até sete anos e serão nossas para sempre”, eles dizem, e eles estão certos. Durante esses importantes sete anos eles impregnam os plásticos Corpos Vitais, de que estão encarregados nesse propósito, através da repetição. As orações repetidas, a duração e o tom dos vários cantos, e o incenso, tudo tem um poderoso efeito sobre o Corpo Vital em crescimento.
Então, todos os esforços para elevar a Humanidade trabalhando-se sobre o instável Corpo de Desejos são e sempre serão inúteis. Isso foi reconhecido por todas as escolas ocultas em todos os tempos e elas têm, portanto, se dirigido para a mudança do Corpo Vital, trabalhando com sua nota chave que é a repetição. Para esse propósito, elas escreveram vários rituais adequados à Humanidade nos diferentes estágios de seu desenvolvimento e desse modo elas têm favorecido o crescimento anímico, lenta, mas firmemente, sem se importar se o ser humano estava ou não ciente de estar sendo influenciado desse modo. O Antigo Templo de Mistério Atlante, do qual falamos no Tabernáculo no Deserto, tinha certos ritos prescritos no Monte pela divina Hierarquia que foi seu Mestre particular. Alguns rituais eram realizados durante os dias úteis. Outros ritos eram usados no Sábado, e ainda outros nas épocas de Lua Nova e nos grandes festivais solares. Ninguém abaixo do mais alto sacerdote tinha poder de alterar o ritual, sob pena de punição por morte.
Durante o sono as correntes do Corpo de Desejos fluem, e seus vórtices movem-se e giram com enorme rapidez. Mas logo que entra no Corpo Denso suas correntes e vórtices quase que são parados pela matéria densa e pelas correntes nervosas do Corpo Vital que levam e trazem as mensagens do cérebro. É o objetivo do exercício de retrospecção aquietar o Corpo Denso no mesmo grau de inércia e insensibilidade que prevalece durante o sono, embora o Espírito interno esteja perfeitamente desperto, alerta e consciente. Por isso estabelecemos uma condição em que os centros sensoriais do Corpo de Desejos podem começar a girar, enquanto permanece dentro do Corpo Denso.
Esses exercícios (Concentração e Retrospecção) serão improdutivos em resultados se não forem acompanhados por atos de amor, pois o amor será a nota-chave da idade que se aproxima, assim como a lei é a norma atual. A intensa expressão da primeira qualidade aumenta a luminosidade fosforescente e a densidade dos Éteres em nossos Corpos Vitais, as correntes de fogo rompem a ligação com o traje mortal e o ser humano, uma vez nascido da água ao emergir da Atlântida, agora nasce do espírito no Reino de Deus. A força dinâmica de seu amor abriu um caminho para a terra do amor, e indescritível é o júbilo entre os que já se encontram quando chegam novos invasores, pois cada um que chega apressa a vinda do Senhor e o estabelecimento definitivo do Reino dos Céus.
É uma máxima mística que “todo desenvolvimento espiritual começa com o Corpo Vital”. Esse Corpo é o mais próximo ao Corpo Denso em densidade. Sua nota-chave é a Repetição, e é o veículo dos hábitos sendo isso de certo modo difícil mudá-lo ou influenciá-lo, mas uma vez que a mudança tenha sido feita e um hábito adquirido pela repetição, seu desempenho torna-se automático de algum modo. Essa característica tanto é boa quanto má em relação à oração, pois a impressão gravada nos Éteres desse veículo vai impelir o Estudante Rosacruz a ser fiel à sua devoção em ocasiões estabelecidas, mesmo que ele tenha perdido o interesse no exercício e suas orações se tornado meras fórmulas. Se não fosse por essa tendência do Corpo Vital de formar hábitos, os Aspirantes acordariam para o perigo logo que o verdadeiro amor começasse a diminuir e seria, então, mais fácil reparar a perda e permanecer no Caminho. Por esse motivo o Aspirante deveria se examinar cuidadosamente de tempos em tempos para ver se ele ainda tem asas e poder com os quais sem hesitação e com firmeza possa se elevar ao Pai no Céu. As asas são em número de duas. Amor e Aspiração são seus nomes, e o poder irresistível que as impele é intensa ânsia. Sem esses e uma compreensão inteligente para direcionar a invocação, a oração é apenas um murmúrio; se realizada apropriadamente é o método mais poderoso de crescimento da alma.
Os átomos nos Corpos dos menos evoluídos vibram num ritmo extremamente lento, e quando no decorrer do tempo, uma dessas pessoas se desenvolve ao ponto em que seja possível favorecê-la no caminho da realização, é necessário aumentar essa frequência vibratória do átomo de modo que o Corpo Vital, que é o meio do crescimento oculto, possa de algum modo ser liberado das forças enfraquecedoras do átomo físico. Esse resultado é obtido por meio de exercícios respiratórios, que com o tempo aceleram as vibrações do átomo, e possibilita o crescimento espiritual necessário para o indivíduo realizar-se.
Anos atrás, quando o autor se iniciou no Caminho e estava imbuído da impaciência comum aos buscadores ardentes do conhecimento ele leu sobre os exercícios respiratórios publicados por Swami Vivekananda[20] e começou a seguir as instruções, e o resultado foi que depois de dois dias o Corpo Vital foi expulso do Corpo Denso. Isso produziu uma sensação de andar no ar, de ser incapaz de pôr os pés no chão duro; o Corpo todo parecia estar vibrando em enorme frequência. O bom senso veio em seu auxílio. Os exercícios foram interrompidos, mas foram necessárias duas semanas inteiras até a recuperação da condição normal de andar no chão com passo firme, e até o cessar das vibrações anormais.
O Corpo Vital é como um espelho, ou melhor, como a película de um filme; ele retrata as imagens do mundo externo segundo nossa faculdade de observação, e as ideias internas do Espírito que o habita segundo a clareza e o treino da Mente. Devoção e discernimento, ou ainda emoção e intelecto, determinam a nossa atitude para com essas imagens, e sua ação equilibrada leva a um desenvolvimento harmonioso. Quando suficientemente desenvolvidos, eles inevitavelmente trazem à tona o processo de purificação. O ser humano compreenderá que para alcançar o objetivo ele precisa abandonar tudo o que entrava as rodas do progresso. Um bom mecânico almeja ter as melhores ferramentas e mantê-las em perfeita ordem, pois ele sabe o valor delas na execução de um bom trabalho. Nossos corpos são ferramentas do Espírito e dependendo de como estejam desajustadas, impedem sua manifestação. O discernimento nos ensina o que está entravando o progresso e a devoção a uma vida superior ajuda a eliminar os hábitos os traços de caráter indesejáveis, suplantando o mero desejo.
FIM
[1] N.T.: Em torno de 1,3 cm
[2] N.T.: Ou Glândula Pituitária ou Hipófise: pequena glândula situada na cabeça
[3] N.T.: Aproximadamente 4 cm.
[4] N.T.: Aproximadamente 4 cm.
[5] N.T.: Prosper-René Blondlot foi um físico francês
[6] N.T.: Augustin Charpentier foi um físico francês
[7] N.T.: Uma cidade francesa
[8] N.T.: Eusápia Palladino (1854 – 1918) foi uma médium italiana. Foi a primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências pelos cientistas da época.
[9] N.T.: O movimento Immanuel ou Emmanuel é uma abordagem baseada na psicológica para a cura religiosa introduzida em 1906, como uma extensão da igreja Emmanuel em Boston, Massachusetts.
[10] N.T.: Mrs. Joy Snell
[11] N.T.: os chamados Exercícios Esotéricos Rosacruzes, bem detalhado no Livro Conceito Rosacruz do Cosmos
[12] N.T.: Dr. Duncan “Om” MacDougall (c.1866-1920) – médico americano
[13] N.T.: Medida de peso inglesa equivalente a 28,349 g.
[14] N.T.: aproximadamente 60 cm
[15] N.T.: da 1ª Guerra Mundial
[16] N.T.: 2,54 cm a 3,8 cm, aproximadamente
[17] N.T.: Dr. Duncan “Om” MacDougall (c.1866-1920) – médico americano
[18] N.T. do Livro Cristianismo Rosacruz – Max Heindel
[19] N.T.: Esse conceito de Éter prevaleceu na ciência oficial no início do século XX.
[20] N.T.: foi o principal discípulo do místico do século XIX Sri Ramakrishna Paramahamsa e fundador da Ordem Ramakrishna. É considerado uma figura chave na introdução da Vedanta e da Yoga no Ocidente, sobretudo na Europa e América.
As atividades dos Auxiliares Invisíveis são desenvolvidas continuamente durante incontáveis idades.
Eles pertencem a diferentes ondas de vida e de diversos graus de desenvolvimento.
O trabalho desses Auxiliares Invisíveis não é novo, mas está sendo realizado desde a criação de nosso Sistema Solar, há muito tempo.
Deus nos criou, a nós e à Terra sobre a qual vivemos, e Ele e outros Exaltados Seres têm estado ajudando-nos, a todo momento, em nossa jornada evolutiva.
Estamos em dívida com muitos Seres pela imensa quantidade de cuidado, proteção e guia que temos recebido em cada etapa do caminho.
A Bíblia dá uma boa ideia da ajuda dada à humanidade, durante parte de nossa história passada.
1. Para fazer download ou imprimir:
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Introdução – Capítulo I – O Caminho
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo X – O Renascimento é um Fato
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XIV – Os Pensamentos das Crianças moldam as Vidas Futuras delas Próprias
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XV – Como o Místico explica o que é um Gênio
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XVI – A Vida de um Auxiliar Invisível é Alegre ou Triste?
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XVII – Histórias Diversas sobre Atividades dos Auxiliares Invisíveis
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XVIII – Os Anjos são Reais?
2. Para estudar no próprio site:
ATIVIDADES DOS AUXILIARES INVISÍVEIS
Por
Amber M. Tuttle
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, The Work of Invisible Helpers, editada por The Rosicrucian Fellowship
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Sobre a pintura da capa: nessa representação simbólica de um Auxiliar Invisível, pintado por Mary Hanscom em 1937, a artista retrata o Corpo Vital ou Corpo-Alma, como (de acordo com os Ensinamentos Rosacruzes) um Auxiliar Visível durante o dia funciona à noite, enquanto o Corpo Denso está se recuperando da atividade do dia. Na verdade, para a visão etérica, o Auxiliar Invisível aparece vestido com roupas usadas durante o dia.
O rosto do Auxiliar Invisível foi inspirado pela artista aos nove anos de idade. Uma expressão aureolada inundada de luz lhe causou uma impressão tão vívida que permaneceu em sua consciência.
As mãos do Auxiliar Invisível, abertas e estendidas, são simbólicas para o serviço.
A Lua Nova crescente significa o momento em que o Aspirante pode melhor avançar para a função de Auxiliar Invisível.
Os pássaros são colocados na figura para mostrar que as funções do Auxiliar Invisível são na Região Etérica do Mundo Físico da Terra.
Os querubins são indicativos de Egos por nascer e, portanto, simbolizam a doutrina do renascimento.
Conforme é dito no Ritual do Serviço de Cura da Fraternidade Rosacruz: “a rosa branca é um símbolo do coração do Auxiliar Invisível”.
Essa pintura está no Departamento de Cura da Fraternidade Rosacruz em Mt. Ecclesia, Oceanside, Califórnia, EUA.
(Texto retirado da Revista “Rays from Rose Cross” nov-dez/2002 – Revista cristã-esotérica criada por Max Heindel em junho de 1913)
PREFÁCIO
A finalidade desse livro é proporcionar informação oculta aos investigadores da verdade, que estejam buscando algo que lhes ajudem em sua vida diária, aqui e agora, e também indicar um caminho que lhes ajudará física, mental e espiritualmente. Aconselho um fervoroso estudo, que proporcionará felicidade duradoura a quem o leve a cabo.
Durante os últimos dez anos tenho estado recolhendo material para minhas conferências sobre filosofia. Compilei muito desse material neste livro oculto que ilustra a obra que os Auxiliares Invisíveis estão levando a cabo no mundo. O trabalho desses Auxiliares não é novo, mas está sendo realizado desde a criação de nosso sistema solar, há eras. Deus nos criou, a nós e à Terra sobre a qual vivemos, e Ele e outros Exaltados Seres têm estado ajudando-nos, a todo momento, em nossa jornada evolutiva. Estamos em dívida com muitos Seres pela imensa quantidade de cuidado, proteção e guia que temos recebido em cada etapa do caminho. A Bíblia dá uma boa ideia da ajuda dada à humanidade, durante parte de nossa história passada.
Hoje parece haver uma necessidade de extensa informação sobre os Auxiliares Invisíveis e seu trabalho com as pessoas de todas as partes. Necessitam-se muito mais Auxiliares para combater as forças do mal que operam hoje no mundo. Há muitas almas procuradoras que estão ansiosas por entender as razões subjacentes nas condições atuais, as quais gostariam de aportar seus serviços para ajudar aos seus próximos necessitados e com problemas na Terra.
Tenho tentado explicar fielmente muito dos ensinamentos ocultos e místicos, e recopilei muitas histórias do trabalho atual levado a cabo por um grupo de Auxiliares, que são Estudantes de uma escola preparatória para uma das Escolas de Mistérios Menores. Todas as Escolas de Mistérios estão sob a liderança direta de Jesus. Jesus e um grupo de Auxiliares Invisíveis, formado por Discípulos de Cristo, estão trabalhando com as diferentes igrejas. Eu só sou um Estudante muito humilde que tem sido o bastante afortunado para receber muita inspiração e ajuda de amigos, que aportaram a maior parte do conteúdo deste livro, que é uma coleção de histórias sobre o trabalho realizado pelos Auxiliares Invisíveis nos últimos tempos.
Desejo expressar meu agradecimento, pela ajuda recebida, a esses amigos que contribuíram com relatos e informação para este livro. Fui generosamente ajudado pela Fraternidade Rosacruz e pelos escritos de Max Heindel. Desejo agradecer à Senhora Heindel a permissão concedida para citar os trabalhos de seu marido. Também desejo expressar meu agradecimento a todos os que contribuíram de alguma maneira para a escrita e impressão deste livro.
Acredito que meus leitores acharão interessantes e educativos o material contido nas páginas seguintes. Sei que as histórias relatadas são corretas e confio em que em nenhum erro se haja deslizado nestes capítulos. Tive grande cuidado em ser tão veraz quanto possível no que disse. Usei esses relatos para ilustrar leis e verdades que foram explicadas mais amplamente nos escritos de Irmãos Leigos e Irmãs Leigas, em outros grandes livros. Tentei expor histórias que interessaram e entretiveram, ao mesmo tempo em que instruíram. Todas elas poderiam ser denominadas verdadeiros contos de fadas modernos.
Não rotule apressadamente esses relatos como irreais, porque qualquer amante da verdade pode investigar esses mesmos ensinamentos e, mediante um esforço honrado e sincero durante um certo número de anos, pode descobrir por si mesmo que há Auxiliares Invisíveis e que fazem esse tipo de trabalho para a humanidade.
O Caminho está aberto a todos e as oportunidades de serviço são muitas. Desejas ser um dos obreiros de Cristo Jesus, tanto no mundo de hoje como no de amanhã?
Isto nos recorda os versículos seguintes, do novo Testamento:
Então Ele disse a seus Discípulos: “a colheita realmente é abundante, mas os obreiros são poucos; roga, pois, ao dono dos campos semeados para que envie obreiros a seu campo” Mt 9:37-38.
Tem-se dito muitas vezes que não podemos obter algo do nada. Se desejarmos sabedoria, devemos buscá-la, trabalhar por ela e rogar por ela. Devemos esforçar-nos pacientemente pela sabedoria que aspiramos e, logo, devemos comunicá-la a outros que também andem procurando-a.
Amber M. Tuttle
PREFÁCIO
Capítulo 1 – O Caminho
Perto do final de seu ministério, Cristo Jesus disse a seus Discípulos que logo os deixaria, mas que lhes prepararia um lugar na casa de seu Pai e que Ele voltaria para recebê-los.
“Tomé lhe diz: ‘Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’. Diz-lhe Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim’”. (Jo 14:5-6).
Cristo Jesus quis dizer que devemos aceitá-lo e seguir seus passos para alcançar o Mundo de Deus, onde habita Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar. O primeiro que devemos fazer é aceitar a Cristo Jesus como nosso Senhor e Salvador. Devemos preparar-nos para poder entrar em contato conscientemente com os Grandes Seres nos Mundos superiores. Esses Exaltados Seres podem levar-nos até Deus quando tenhamos a preparação necessária. O propósito deste livro é ajudar-lhe em sua jornada evolutiva.
Consideremos primeiro o futuro imediato e vamos passo a passo. Vivendo uma boa vida, aqui e agora, e evitando os diversos perigos de nossa Terra, podemos preparar-nos para o Céu e evitar uma perda de tempo no Purgatório.
Então, quando renascermos, o faremos em melhores circunstâncias, poderemos continuar no caminho, fazer mais rápidos progressos e situar-nos para melhor servir a Deus, onde quer que estejamos. Não podemos avançar sozinhos. Precisamos ser ajudados pelos mais avançados no Caminho, mas nós também devemos ajudar aos outros na senda e socorrê-los em seu avanço. A vida é uma jornada desde o berço até a tumba e mais além e de novo ao berço; e assim, de vida em vida. Cada vida é como um dia na escola. Aprendemos umas poucas lições da vida, cada vez que regressamos à Terra e, a seu tempo, devemos tê-las aprendido todas; então estaremos preparados para conhecer a Deus.
Quando olhamos nossa Bíblia, percebemos que é uma história relativa a comunidades de pessoas que viveram sobre a Terra, desde o princípio do atual Período Terrestre. Os primeiros nove capítulos do Gênesis nos falam da vida na Terra antes e logo depois do dilúvio, que teve lugar quando o continente da Atlântida se submergiu. Posteriormente, Noé morreu e seus descendentes estabeleceram-se em diferentes partes da Terra.
Através de todo o Antigo Testamento, nos é mostrado como as nações floresceram e se fundiram, de acordo a como viveram. Quando obedeciam a Deus e eram boas, prosperavam e Deus as ajudava de muitas maneiras. Quando se negavam a obedecer a Deus e se tornavam cruéis e perversas, eram castigadas e suas vidas cortadas, ou eram tornadas cativadas por seus inimigos. Nos diz como morriam os malvados que não estavam preparados para encontrar-se com Deus e o que ocorria àqueles outros, que sim o estavam. Em alguns casos nos fala de como eram suas circunstâncias depois da morte.
Diz-se aos Estudantes dos Ensinamentos Ocultos e místicos que o Purgatório é um lugar muito real e que todos serão julgados depois da morte. Quando chega o momento da morte e nosso espírito abandona o corpo, cada um de nós é levado à Região Fronteiriça por um Auxiliar Invisível. A pessoa encarregada da Zona Fronteiriça dirá ao Anjo que nos leve à região inferior do Mundo do Desejo, para sermos purgados de nossos maus desejos e castigados por nossas más ações, ou que nos conduza ao Céu, onde poderemos desfrutar a recompensa pelas boas ações que tenhamos feito na Terra.
Será fácil, para qualquer um que esteja presente, ver se vivemos vidas boas ou não, pois nossos Corpos de Desejos assim o revelarão. Cada um de nós deveria se esforçar por construir um bonito Corpo de Desejos sem mancha nem defeito. Um Corpo de Desejos composto de delicados matizes de ouro, azul, rosa, verde claro, azul claro com traços de lilás e branco brilhante indica um Ego avançado, que viveu uma vida útil, como um auxiliar da humanidade.
Deveríamos nos preparar para o encontro com a morte enquanto gozamos de boa saúde. Se esperarmos até que nos surpreenda alguma enfermidade, pode ser muito tarde para fazer a necessária preparação. A morte pode vir de repente. Em nossos dias, milhares de pessoas morrem todo ano em acidentes de automóvel ou de outro tipo. Em tais casos, não há tempo para se preparar para a morte. Vamo-nos tal como somos, tanto se estamos prontos, como se não.
Há alguns anos, certo número de empregados de uma companhia elétrica planejou um dia de excursão. Subiram a bordo do barco Eastland com seus lanches, esperando desfrutar de um piquenique durante a travessia do Lago Michigan[1]. Nunca conseguiram sair do porto. O navio virou e afundou no lodo do rio, levando muitas pessoas à morte. Não tiveram tempo para se preparar para a morte. A morte veio de repente e suas vidas expiraram como chamas de velas. Naturalmente que os Egos dessas pessoas não morreram, mas passaram ao grande além, tanto se estavam prontos ou não para essa grande mudança.
Consideremos que diferença haverá se não estivermos preparados para a morte. São Lucas nos conta que Cristo Jesus falou a seus Discípulos de um homem rico que estava preparado para viver, mas não para morrer:
“Depois lhes disse: ‘Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens’. E contou-lhes uma parábola: ‘A terra de um rico produziu muito. Ele, então, refletia: ‘Que hei de fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Depois pensou: ‘Eis o que vou fazer: vou demolir meus celeiros, construir maiores, e lá hei de recolher todo o meu trigo e os meus bens. E direi à minha alma: Minha alma, tens uma quantidade de bens em reserva para muitos anos; repousa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus lhe diz: ‘Insensato, nessa mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão?’. Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus” (Lc 12:15-21).
O pintor Tissot[2] ilustrou muito bem essa história. Pintou a um avaro com uma bolsa de dinheiro e a um Anjo radiante, ou um Auxiliar Invisível, junto a ele. O Auxiliar Invisível vinha para levar o espírito do avaro ao Mundo do Desejo. Tal homem pode estar preparado para viver na Terra, mas não está preparado para morrer, porque seus tesouros estão na Terra e não no Céu. Um homem assim sofrerá no Mundo de Desejo, pois seus pensamentos têm estado centrados, toda sua vida, nas coisas materiais. Um homem materialista, provavelmente, terá poucos tesouros no Céu. Assim, quando finalmente chegue ao Primeiro Céu, terá pouco do que desfrutar e sua permanência ali será muito curta.
Consideremos a história do homem rico e de Lázaro. O rico não estava preparado para conhecer a Deus, mas Lázaro sim. Isto nos mostra a vantagem de viver uma vida boa e estar pronto para ir ao Céu em vez de ao Purgatório. A história é como segue:
Houve certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e tinha, a cada dia, esplêndidos banquetes.
Havia um certo mendigo chamado Lázaro, que estava jogado a sua porta, coberto de chagas e desejando se saciar com as migalhas que caíam da mesa do rico. Os cachorros vinham e lhe lambiam as chagas.
“Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos Anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, em meio a tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro em seu seio”.
Isto significa que o homem rico estava no Purgatório, sofrendo devido suas maldades e desejos; enquanto Lázaro estava no Primeiro Céu aproveitando tudo de bom que ele havia feito durante sua vida passada, e sentindo a gratidão de tudo que havia feito em seus muitos atos de bondade.
“Então exclamou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou torturado nesta chama’”.
“Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante tua vida, e Lázaro, por sua vez, os males; agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado”.
“E além do mais, entre nós e vós existe um grande abismo, a fim de que aqueles que quiserem passar daqui para junto de vós não o possam, nem tampouco atravessem de lá até nós’”.
“Ele replicou: ‘Pai, eu te suplico, envia então Lázaro até à casa de meu pai, “
“…pois tenho cinco irmãos; que leve a eles seu testemunho, para que não venham eles também para este lugar de tormento’”.
“Abraão, porém, respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’”.
“Disse ele: ‘Não, Pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for procurá-los, eles se arrependerão’”.
“Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’” (Lc 16:19-31).
Os Auxiliares Invisíveis acham que isto é verdade, porque eles, às vezes, encontram pessoas no Purgatório, os quais perguntam se tem como ir até seus familiares e lhes dizer que passem a ter uma vida boa e que viva o melhor possível, para que não tenham que sofrer após sua morte. Ouvi falar de dois casos deste tipo. Nos dois casos, o Auxiliar Invisível disse que não seria bom, uma vez que os parentes não acreditariam de qualquer forma.
Outra noite dois Auxiliares Invisíveis encontram uma Estudante de uma Escola de Ocultismo, a quem haviam conhecido alguns anos atrás. Ela tinha falecido há algum tempo quando a encontraram no Purgatório. Ela os chamou enquanto estavam a caminho de uma missão.
“Desculpe por não ter tido uma vida melhor” – disse ela. “Fui a reuniões no Centro de estudo, mas não acreditava realmente que os ensinamentos eram verdadeiros e não tentei fazer o melhor. Por favor, me ajude a sair daqui”.
“Você deve orar a Deus” – disse o Auxiliar Invisível – “e prometer-Lhe que procurará viver melhor quando outra chance lhe for dada”.
“Eu farei isto” – disse a senhora. “Por favor, vá e diga as minhas filhas que os ensinamentos são verdadeiros e que sejam boas. Não quero que elas sofram como estou sofrendo agora”.
Os Auxiliares Invisíveis não poderiam ir até suas filhas, porque não as conheciam. Mesmo se pudessem ir até elas, as filhas não acreditariam neles.
Algumas pessoas estão prontas quando a morte chega a elas. Em uma noite de setembro, uma Auxiliar Invisível foi enviada para fazer o que ela estava apta a fim de ajudar uma outra Auxiliar Invisível mais avançada (uma Irmã Leiga) que foi assassinada em um lugar distante. Ela correu para confortar esta pobre Irmã Leiga que estava aterrorizada. Ela tinha sido baleada e morta por soldados. Eles jogaram seu corpo juntos com outros formando uma pilha de corpos com o intuito de queimá-los, pois não tinham tempo para enterrá-los.
A Auxiliar Invisível a levou a sua casa, sentou com ela em sua cama e a consolou. A Irmã Leiga disse-lhe como lamentava era ter sido assassinada. Sabia tudo sobre condições post-mortem. Ela abraçou a Auxiliar Invisível para demonstrar a sua gratidão pela sua bondade e simpatia. Ela contou a sua nova amiga que o seu corpo iria ser queimado com gasolina. Quando isso acontecesse ela iria sentir muita dor porque seu corpo ainda estava conectado com seus veículos superiores pelo Cordão Prateado.
A angustiada Irmã Leiga se perguntava porque ela tinha que ser assassinada e seu corpo queimado. Uma outra Irmã Leiga mostrou a essa Irmã Leiga, recém assassinada, e a sua nova amiga, por meio da Consciência de Júpiter, que era o seu destino morrer dessa maneira. Elas viram essa Irmã Leiga tinha sido responsável pelo assassinato de muitas pessoas e por seus respectivos corpos serem queimados, há exata cinco vidas anteriores à atual. Ela sofreu muito depois disso.
Finalmente, ela seguiu o caminho do Discipulado e, em uma vida mais tarde, ela se tornou uma Irmã Leiga. Na vida atual ela vinha fazendo bem o trabalho atribuído a ela. Ela havia nascido em um país, e depois tinha imigrado para um país vizinho para ali viver.
A Auxiliar Invisível acompanhou a Irmã Leiga até que seu Cordão Prateado se rompeu pelo fogo, e então ela levou para a entrada do Purgatório. Lá a senhora responsável disse a esta Irmã Leiga que ela poderia ser levada diretamente para o Primeiro Céu, ou ela poderia continuar seu trabalho como uma Auxiliar durante vinte quatro horas por dia, pois ela foi autorizada a continuar seu trabalho de ajudar os outros.
Esta Irmã Leiga não tinha nenhuma experiência purgatorial para passar e estava ansiosa a renunciar a seu descanso no Céu. Ela havia limpado o Átomo-semente de seu coração e, por isso, ela estava realmente preparada para a morte. Ela pagou uma dívida de Destino Maduro que tinha feito cinco vidas antes, e, agora, ela está livre para trabalhar continuamente pela humanidade até quase o momento de um próximo e novo renascimento.
Não muito longe daqui estes mesmos Auxiliares Invisíveis e sua parceira receberam a bela Irmã Leiga em algum lugar, enquanto trabalhavam como Auxiliares. Ela perguntou a jovem Auxiliar Invisível se poderia ser sua amiga pelo mundo e ajudar neste trabalho, uma vez que não era permitido se materializar.
“Tenho muitos amigos em minha terra nativa”, ela disse, “que gostaria de ajudar, mas não devo me materializar pelo fato de ser contrária a lei espiritual e, também, poderia assustá-los”.
A Auxiliar Invisível disse que estaria feliz em ajudá-la naquilo que estivesse ao seu alcance.
Nós não podemos realmente encontrar a Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar, até que estejamos prontos para nossa décima terceira Iniciação. Isto implica, pelo menos, três vidas de verdadeiro esforço e sacrifício para lograr essa meta. Muitos estão no Caminho e muitos alcançaram essa exaltada posição, e se tornaram pilares na casa de Deus, enquanto a maioria de nós andamos errantes.
É possível para qualquer um começar a galgar o Caminho do progresso espiritual. Somos todos deuses em formação, ainda que a maioria de nós não se pareça. Somos todos filhos e parte de Deus, desde quando, ao princípio de nosso período de manifestação, Deus diferenciou dentro de Si mesmo todos os Espíritos Virginais de nossa onda de vida como chispas de uma chama. Estamos aqui na Terra para experimentar e se espera que nos adiantemos graças a essa experiência, que melhoremos com cada vida na Terra até que tenhamos aprendido todas as lições da existência e que cheguemos a ser professores dos seres menos evoluídos, que também devem ser ajudados ao longo de seu caminho.
Um dos frutos da evolução é o desenvolvimento do: Corpo-Alma, Corpo Mental e Corpo do Espírito de Vida. O Corpo-Alma de um ser humano não desenvolvido é só uma linha e seu Corpo de Desejos está, principalmente, composto de matéria de desejos: marrom escuro, verde escuro, vermelho lamacento e cinza. Um ser humano desenvolvido tem um Corpo-Alma glorioso e um bonito Corpo de Desejos, composto de dourado, branco e delicadas cores de grande beleza. Uma pessoa com visão espiritual basta apenas olhar para alguém para saber o estado aproximado de seu desenvolvimento espiritual. Quando nos chega o momento da morte e somos levados à Região Fronteiriça, nosso Corpo-Alma e Corpo de Desejos são como ingressos que nos permitem entrar no Céu ou no Purgatório.
Para preparar nosso desenvolvimento, devemos começar a purificar nossas Mentes e Corpos, imediatamente. É um longo processo, mas eis aqui os essenciais: suprimir nossos pensamentos de ódio, ciúmes, preconceito e medo. Devemos deixar, gradualmente, de comer carne e peixe. Devemos nos abster de maus hábitos tais como: fumar, beber bebidas alcoólicas e outras práticas daninhas. Antes que uma pessoa possa servir à noite como Auxiliar Invisível, deve ser um Auxiliar Visível durante o dia.
Devemos escolher a quem desejamos servir, tal como fizeram os antigos Profetas. Josué foi um dos melhores Auxiliares Invisíveis descritos no Antigo Testamento. A história de sua vida é uma inspiração para todos os que desejem encontrar a maneira de obter ganhos espirituais. Um pouco antes da sua morte Josué chamou ao povo de Israel junto a si e revisou sua história até esse momento. Falou-lhes de tudo o que Deus havia feito por eles e como Ele havia levado a Abraão ao largo da Terra de Canaã e havia ajudado a Isaac, Jacob e Esaú. Disse ao povo como Deus havia enviado a Moisés e a Aarão para que os tirassem do Egito e como Deus lhes havia dado uma Terra frutífera na qual morar. Então Josué disse:
“Agora, pois, temei a Iahweh[3] e servi-o com integridade e com sinceridade; lançai fora os deuses aos quais serviram os vossos pais do outro lado do Rio e no Egito, e servi a Iahweh. Porém, se não vos parece bem servir a Iahweh, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses aos quais serviram vossos pais do outro lado do Rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra agora habitais. Quanto a mim e à minha casa, serviremos a Iahweh” (Js 23:14-15).
A Bíblia nos diz que o povo prometeu servir e obedecer a Deus, que Josué fez um pacto com eles esse dia e que escreveu essas palavras em uma pedra e a colocou perto do santuário do Senhor, para lhes recordar sua promessa de servir a Deus. Josué foi um dos melhores servidores da humanidade, dos que se tem notícia. Foi o sucessor de Moisés e foi seu grande privilégio levar os israelitas através do Rio Jordão até a Terra Prometida. Foi, ao mesmo tempo, general e sacerdote daquele antigo povo.
Foi Josué quem se supõe haver ordenado ao Sol permanecer imóvel, enquanto a batalha acontecia entre os filhos de Israel e os cinco reis, com seus grandes exércitos. O que realmente ocorreu foi que Josué orou pedindo ajuda e um Liberado[4] veio a ajudar-lhe. Este grande Ser expandiu sua grande aura dourada que eclipsou o Sol e o povo não achou falta do Sol físico quando este declinou. Quando a batalha terminou, o Liberado recolheu sua dourada aura, foi embora e a noite apareceu.
Foi Josué quem dividiu a Terra Prometida entre as doze tribos. Durante muitos anos instou o povo a amar e obedecer a Deus. Enquanto Ele esteve com eles conduziram-se muito bem, mas Josué sabia que errariam novamente e adorariam aos ídolos outra vez. Apesar disso, fez tudo o que pode para inculcar-lhes a ideia de que se escolhiam servir a Deus deviam ser sinceros e honestos no que fizeram.
Quando Josué falou do outro lado do dilúvio quis dizer no tempo da Atlântida. Este mesmo povo havia vivido na Atlântida em vidas anteriores e alguns deles, como Moisés e Josué, haviam servido fielmente a Deus naquele tempo e haviam chegado às Iniciações, e conduziram ao povo pelo caminho correto. Outros haviam praticado magia negra e haviam sido muito perversos. Alguns deles haviam criado corpos de pecado que lhes haviam induzido a fazer o mal, vida após vida. Outros continuaram adorando ídolos vida após vida.
Josué disse ao povo que escolhessem bem, ali e naquele momento, a quem serviriam. Queria que os que escolhessem servir ao Senhor se unissem firmemente, de tal maneira que pudessem formar uma grande nação e fossem capazes de defender-se das tribos vizinhas que adoravam aos ídolos. Sabia que a unidade faz a força. Ele deu um bom exemplo e o povo teve grande confiança nele e se dispôs a lhe seguir na promessa de servir a Deus. Mas nem sempre foram fiéis à suas promessas.
Nos tempos de Moisés, o povo viu a grande aura do Deus Jeová e a outros Grandes Seres em seus veículos superiores. Também viu os milagres que Moisés e Aarão fizeram e por isso acreditou, porque tiveram a prova visível de que Deus é um Ser vivente com mensageiros capazes de cumprir suas ordens. Ao povo que renasceu posteriormente não lhe foram dadas tantas provas e foi muito obstinado e pertinaz.
Josué e Moisés conheciam a lei do Destino Maduro. Sabiam que devemos colher o que semeamos. Moisés havia recebido os dez mandamentos de Deus e havia explicado plenamente seu significado ao povo. Muitas outras grandes leis foram dadas para ajudar-lhes, mas os Israelitas não viveram de acordo a essas leis, como tampouco o fazemos nós hoje.
Jeová Deus viu e ouviu o que ocorria e, no momento em que Josué e o povo Lhe prometeram adorar e Lhe obedecer, Se regozijou de sua promessa de serem obedientes. Podemos estar seguros de que Deus Se alegrou da boa vida de serviço de Josué. As atividades dos Auxiliares Invisíveis são desenvolvidas continuamente durante incontáveis idades. Eles pertencem a diferentes ondas de vida e de diversos graus de desenvolvimento.
Na Bíblia lemos que havia vários povos adoradores de ídolos que viviam perto dos Israelitas. Isto tornou mais difícil para eles serem fiéis a Deus, porque se casaram com esses não crentes. Havia muitas guerras entre os povos da Terra naquela época, tal como agora. Deus enviou: Débora, Barak, Gideão, Sansão e outros juízes para ajudar ao povo a progredir. Quando o povo era obediente a Deus, prosperavam, mas, quando desobedeciam consumiam-se na aflição.
Parecia como se cada geração de indivíduos tivesse que escolher a quem queria servir. Quando tinham líderes sábios como Samuel, Davi e Salomão, serviam a Deus; mas, quando os líderes morriam e sua influência se extinguia, serviam de novo aos ídolos, ainda que, todavia, tinham os dez mandamentos para guiar-lhes. A Bíblia está cheia de relatos sobre pessoas que escolheram servir a Deus, e de outras que elegeram servir a Mammon[5], as forças do mal no mundo.
Enoque foi uma pessoa de caráter excepcional e, também, um Auxiliar Invisível. Viveu nos tempos da Atlântida e teve uma vida interessante. Tratou de ajudar a todos a quem pôde. No Livro Apócrifo de Enoque lemos, em verso, como ele intercedeu por Lúcifer e os Anjos Caídos, mas lhe disseram que deviam receber o castigo que mereciam.
Lúcifer foi, durante certo tempo, um poderoso Anjo do Céu, mas causou problemas e foi expulso por Miguel e os Arcanjos. Durante um grande período, esses Anjos de Lúcifer aborreceram aos seres humanos e causou muitos problemas e sofrimentos. Ao escritor, lhe foi dito, em 1931, que Lúcifer abandonou seu mau Caminho e está agora tratando de recuperar seu lugar perdido, fazendo o bem no mundo, ao invés do mal. Lúcifer gerou, para si, muito Destino Maduro, mas, se persistir em seu bom intento pode, finalmente, redimir-se a si mesmo. Diabolus, o seguinte em discórdia, é agora o novo líder dos Anjos Rebeldes. Esperemos, também, que logo escolha servir ao Senhor e voltar atrás em seus maus passos.
Enoque renasceu como Noé e fez sua escolha. Elegeu servir ao Senhor e obedecer a seus mandamentos. Noé construiu a arca e salvou da destruição a sua família e a um exemplar de todos os animais, quando veio o dilúvio. Nesse momento, uma grande parte do antigo continente da Atlântida afundou. Noé voltou a renascer como Abraão e fez a mesma sábia escolha. Escolheu servir ao Senhor e fez tanto bem quanto pôde, ao longo de sua longa vida. Depois de um tempo, este mesmo Ego renasceu como Salomão e decidiu adorar a Deus. Atuou erroneamente durante algum tempo, mas retornou ao reto e estreito caminho, e foi um rei muito sábio que fez muito para ajudar a seu povo. Finalmente, o Ego conhecido como Salomão renasceu como Jesus e já sabemos que executou um inestimável serviço à Humanidade.
Jesus cedeu seu Corpo Denso e Vital ao grande Espírito Solar, Cristo, durante três anos e que acabaram na crucificação. Graças a essa ajuda, Cristo foi capaz de vir à Terra e estabelecer a Religião Cristã, entre uns poucos fiéis Egos que foram os amigos e companheiros de Jesus, antes que o atual continente tivesse o aspecto com o qual estamos familiarizados hoje. Nos tempos Atlantes, os seres humanos mais avançados chegaram a ser a vanguarda da onda de vida humana. Por meio do sacrifício de Jesus, Cristo pôde se converter no Espírito Interno da Terra. Cristo veio para redimir os peregrinos da Terra que estavam ficando para trás na evolução.
Moisés renasceu como Elias e foi levado ao Monte Níbio para morrer. Depois que abandonou seu corpo, esse se desintegrou rapidamente devido a sua alta vibração. É por isso que o povo nunca pôde encontrar seu cadáver. Elias regressou como João, o Batista. Foi me dito que São João Batista foi São Jerônimo em uma vida posterior.
Daniel foi um grande Ego que escolheu servir ao Senhor. Começou fazendo rápidos progressos nos tempos atlantes e ganhou sua décima terceira e última Iniciação como Daniel, o amigo dos três reis babilônicos. Não teve um caminho fácil de percorrer. Recordemos que o enviaram ao fosso dos leões porque adorou publicamente a Deus, em um tempo em que era excessivamente perigoso fazê-lo dessa forma. Deus o salvou do perigo enviando um Auxiliar Invisível para lhe ajudar. Esse Auxiliar ordenou ao Espírito-Grupo dos leões que os tornou dóceis e inofensivos para com Daniel. Os leões obedeceram ao Espírito-Grupo e Daniel não foi machucado. Os homens que planejaram assassinar a Daniel não mereceram essa ajuda e os famintos leões acabaram logo com eles.
Há a história dos amigos de Daniel: Sidrac, Misac e Abdenago[6], os três jovens Hebreus que foram fiéis e decidiram adorar e obedecer a Deus. Sua fé foi realmente provada. Foram postos no interior de um forno ardente e foram salvos por um Elevado Ser que fez com que as Salamandras se apaziguassem. Este grande Ser tinha uma aura tão brilhante que o rei achou que era um Anjo. Este Auxiliar veio em seu Corpo-Alma e logo materializou seu Corpo Denso no forno, onde o rei o viu. A Aura de um Liberado pode expandir-se através de centenas de quilômetros, mas neste caso o fez somente no espaço do forno.
Outro Auxiliar Invisível foi Jó[7] que viveu uns tempos muito árduos. O pobre Jó foi terrivelmente tentado por seu Guardião do Umbral, que obteve permissão dos Senhores do Destino para persegui-lo. Esse guardião não transmutados, ou Satanás, pediu a Deus, ou aos Senhores do Destino, que lhe permitissem submeter à Jó sua prova final. Deus sabia que Jó não pecaria, mas sim que, a seu tempo, chegaria até a libertação.
– Sim, mas mantenham a salvo sua vida – disseram os Senhores do Destino.
O Guardião do Umbral atraiu todos daquela região, a quem Jó havia conhecido em vidas passadas, contra ele e separou dele a sua família. Logo o abateu com uma enfermidade crônica. Influenciou os amigos de Jó para que o induzissem a renegar a seu Deus e incitou a sua família para que tentasse fazê-lo pecar e maldizer a Deus e assim perder os dons espirituais que ganhou. Esses dons haviam sido temporariamente suprimidos, de tal maneira que Jó teve que depender somente de seu discernimento.
Após o passar desse tempo, os Senhores do Destino foram até Jó e o questionaram sobre a prova. Depois que passou por essa prova, Jó foi admitido como Adepto e alcançou a libertação na vida seguinte. Foi conhecido como José de Arimateia, em sua seguinte vida como homem, e em uma vida posterior foi conhecido como Sir Galahad e viveu na Inglaterra.
Foram muitos os egos que escolheram o incorreto ao invés do correto. Notório dentre eles está Judas Iscariotes, o Discípulo que entregou Cristo nas mãos de seus inimigos por trinta moedas de prata. Judas permitiu ser obsidiado por uma entidade maligna. Quando executou sua terrível ação, a entidade obsessora o abandonou e Judas se encheu de remorsos. Voltou ao templo, jogou as moedas de prata, fugiu e se enforcou. Os sacerdotes não se atreveram a depositar as moedas no caixa do templo; com elas compraram um campo do oleiro no qual enterravam aos estrangeiros. Judas escolheu o lado errado e sua queda foi súbita e terrível.
Houve outros, como São Paulo, que começaram perseguindo aos seguidores de Cristo Jesus, mas desistiram do seu mau caminho quando viram para onde estavam indo[8]. São Paulo ficou cego em seu caminho para Damasco, pouco depois de conhecer a Jesus. Foi conduzido à cidade e orou insistentemente a Deus para que lhe restaurasse a visão. Três dias depois, Ananias foi enviado a ajudá-lo e recuperou a visão. São Paulo então escolheu seguir a Cristo e, desde então, foi realmente um bom servidor. Dedicou o resto de sua vida a pregar o Evangelho e curar totalmente aos enfermos.
Muitos Egos escolheram servir a Deus, vida após vida. E um destes Egos foi Davi[9], filho de Jessé. Davi era um poderoso guerreiro, um doce cantor, bom músico, escritor e poeta. David renasceu, mais tarde, como Jonas e salvou a cidade de Nínive da destruição, devido a sua sinceridade e eloquência.
Este mesmo Ego renasceu, depois, como Simão Pedro, e tornou-se o pescador da Galileia. Depois foi um dos doze Discípulos de Cristo. Pedro foi um homem devoto que seguiu praticando o Evangelho e curando os enfermos, até que encontrou a morte nas mãos dos inimigos do Cristianismo.
Centenas de anos depois, este mesmo Ego renasceu num corpo de um jovem italiano que morreu na cidade de Assis. Este grande Ego havia renascido antes do seu tempo e quando seu Corpo Denso se tornou desgastado para ser utilizado de maneira eficaz, ele foi vinculado a um outro Corpo Denso, pelos Irmãos Maiores. Então, recebeu o nome de Francisco. E por muitos anos, Francisco de Assis trabalhou entre os pobres leprosos desta região, e viveu de maneira simples e humilde. Ele fundou muitos Mosteiros, e era muito amado e reverenciado pelo povo.
Durante essa vida Francisco recebeu sua décima terceira Iniciação. Foi dito que este Ego se encontra nos Mundos Superiores, ainda trabalhando para ajudar a humanidade, como fazia anteriormente.
Quando este Ego renasceu como Jonas, teve uma experiência incomum, pois, foi salvo da morte por uma baleia. Vejamos como isto aconteceu.
No livro de Jonas (1:1-4): “A palavra de Iahweh foi dirigida a Jonas, filho de Amati: ‘Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e anuncia contra ela que a sua maldade chegou até mim’. E Jonas levantou-se para fugir para Társis, para longe da face de Iahweh. Ele desceu a Jope e encontrou um navio que ia para Társis, pagou a passagem e embarcou para ir com eles para Társis, para longe da face de Iahweh. Mas Iahweh lançou sobre o mar um vento violento, e houve no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de naufragar”.
Jeová (Iahweh) somente teve que enviar uma mensagem a alguém, para que as Ondinas, nas águas, e os Silfos, no ar, iniciassem sua maior atividade, e, assim, houve uma terrível tempestade. Um elevado Irmão Leigo disse a Jonas que ele deveria ir à Nínive; mas, Jonas estava amedrontado e fugiu, ao invés de ir. A tempestade foi tão assustadora que os marinheiros estavam aterrorizados, e todos os homens rezavam para que Deus os salvasse. Até jogaram toda carga no mar para aliviar o navio.
O capitão do navio encontrou Jonas dormindo na parte de inferior do navio, e ordenou-lhe que orasse a Deus pela sua segurança. Os marinheiros lançaram sortes para ver quem era o culpado por estarem em apuros, e a sorte caiu sobre Jonas.
Os marinheiros perguntaram a Jonas o que tinha feito para trazer esta desgraça sobre eles. Jonas disse que era um hebreu e que temia a Deus, e havia fugido de Sua presença. Os homens perguntaram a Jonas como eles poderiam ajudá-lo para que o mar se acalmasse. Jonas pediu que o lançasse ao mar por ser o causador do problema. Antes que fizessem isto, os homens remaram para tentar levar o navio à terra, mas não conseguiram devido a força da tempestade.
Em seguida, os marinheiros oraram novamente a Deus, e pediram que eles não perecessem por causa de Jonas. Pediram a Deus para não os condenar pelo que iam fazer a Jonas. Eles, então, pegaram Jonas, o lançaram ao mar e este se acalmou.
“Os homens foram então tomados por um grande temor para com Iahweh, ofereceram um sacrifício a Iahweh e fizeram votos” (Jn 1:16).
A Bíblia com a nova versão diz o seguinte: “E Iahweh determinou que surgisse um peixe grande para engolir Jonas. Jonas permaneceu nas entranhas do peixe três dias e três noites” (Jn 2:1).
Esta última parte está incorreta, e ilustra como a Bíblia tem sido traduzida incorretamente. Um elevado Irmão Leigo disse que grande parte da tradução da Bíblia está incorreta, e que aqueles que buscam diligentemente a verdade na Bíblia, encontrarão o seu significado correto. Aqui está a maneira que Jonas foi realmente salvo do afogamento pela baleia. Jonas estava abrigado na parte de trás da baleia e não no estômago.
Esta história tem causado muita preocupação e constrangimento aos Estudantes da Bíblia, e é utilizada pelos incrédulos como um argumento contra a toda a Bíblia. A maioria das pessoas não acredita que a baleia engoliu Jonas vivo, e que depois o atirou para cima pelo seu estômago após três dias. A vida de Jonas foi salva por uma baleia de uma maneira notável, mas de uma maneira que possa ser facilmente aceita pelos Estudantes de Ocultismo.
Depois que os homens, a bordo do navio, descobriram que Jonas havia desobedecido à ordem de um Irmão Leigo, pois, tinha sido enviado a uma missão em Nínive, para alertar as pessoas do perigo iminente que eles corriam, eles foram influenciados a jogar Jonas ao mar, a fim de que pudesse aprender que não poderia escapar dos Seres Superiores, que guiam os destinos das pessoas neste Planeta. Este mesmo Irmão Leigo, que tinha sugerido que jogassem Jonas ao mar, solicitou também a uma baleia que seguisse ao lado do navio para apanhar Jonas na parte de trás do navio. A baleia se manteve na superfície da água com Jonas em cima e assim ficou por três dias.
Assim aconteceu para que Jonas tivesse a oportunidade de se arrepender das suas ações, e aprender a obedecer; pois, algumas vezes ele se mostrava muito teimoso, apesar de ser um bom servo da humanidade, quando estava de bom humor. Depois de Jonas ter se arrependido e prometido obedecer, foi levado, então, para o outro lado esquerdo da margem. E as ondas o levaram à terra firme e ele ficou em segurança.
Enquanto Jonas se encontrava no mar, muitos outros peixes e outras espécies se acercavam perto dele. Mas ninguém poderia tocá-lo, pois, ele tinha sido protegido da morte por Auxiliares Invisíveis que o guiavam.
O destino de Jonas era ir a Nínive, e salvar as pessoas que estavam sob seus cuidados. Mais tarde conseguiu cumprir tão bem sua missão, que as pessoas malvadas daquela cidade o escutaram, arrependeram e oraram para Deus por libertação. Estas pessoas eram tão sinceras e fervorosas em suas orações que todos se salvaram do desastre.
Agora, algumas pessoas podem dizer que não havia entendido como a baleia poderia ter feito para nadar até o navio, e permitir que Jonas ficasse nas costas dela por três dias; e também como alguém poderia manter a baleia imersa no mar durante três dias inteiros.
Esses Espíritos-Grupo têm corpos que parecem com humanos, e suas cabeças parecem com os animais que estão aos seus cuidados. Muitos Auxiliares Invisíveis veem e conversam com esses Espíritos-Grupo, no transcurso de seu trabalho à noite, enquanto estão fora de seus corpos durante o sono.
Um Irmão Leigo, que tem alcançado cinco ou mais Iniciações Menores, pode se comunicar com estes Espíritos-Grupo, e terá suas ordens obedecidas pelos animais. O Irmão Leigo, que estava cuidando de Jonas, tinha o poder de dirigir o Espírito-Grupo das baleias para resgatar o Profeta Jonas. Depois que Jonas compreendeu sua condição, orou a Deus para salvá-lo da morte, e prometeu ir ao povo de Nínive. Em seguida, ele foi levado para a terra.
O mundo de hoje é muito parecido com a cidade de Nínive, e precisamos de alguém como o profeta Jonas, para dizer às pessoas que se voltem a Deus em busca de orientação. A maioria das pessoas gastam seu tempo com filmes, boates e barzinhos muito mais do que se supõe. A humanidade está se tornando propensa ao materialismo, e um grande número de pessoas está se afastando de Deus, e só estão interessados na aquisição de riqueza e ter uma vida tranquila. Há pouco interesse ou crença nas coisas espirituais.
As palavras de Josué: “Escolhei hoje a quem quereis servir”, é tão importante para nós, como foi para as pessoas daquela época. Nós somos Egos reencarnados do passado, e certamente ainda teremos muitas lições a aprender. Os velhos ódios e amores do passado ainda estão dentro de nós, e a lei do Destino Maduro está ativa, pois, agora estamos colhendo o que plantamos no passado. O que se espera é que vivamos em paz uns com os outros, e amemos aos nossos inimigos. A maioria das pessoas apenas parece ser verdadeira a seus amigos, e muitas delas são falsas a si mesmas.
Muitos se chamam a si mesmos Cristãos, mas não atuam como Cristãos. Combatem contra seus semelhantes de outras nações, que são seus Irmãos, pois Deus é o Grande Pai de todos os habitantes da Terra. Roubam e desfalcam a seus vizinhos para poder obter mais riqueza e poder, sem pensar que a lei do Destino Maduro lhes cobrará inexoravelmente. Ainda devoram a seus irmãos menores, os animais, e assassinam as aves e as feras só para demonstrar quão boa é sua pontaria. Vestem-se com roupas feitas de suas pobres vítimas, o couro e peles dos animais.
Os Cristãos devem vestir a armadura de Deus e antecipar-se a ajudar aos outros, porque esse é o caminho do ganho espiritual. A armadura de Deus é o Corpo-Alma, o qual construímos vivendo uma vida pura e por meio do serviço aos seres humanos, animais e plantas, porque todos eles necessitam ajuda em suas evoluções. Sabemos que nos tempos passados houve muitos bons cavaleiros que dedicaram suas vidas ao serviço de algum rei, que tratou de maneira justa a seu povo, que lhes protegeu de ser saqueados por ladrões que vagavam por todos os continentes e de piratas que perseguiam os barcos no mar.
Esses cavaleiros tinham que cumprir uma longa aprendizagem antes que lhes fosse permitido vestir uma armadura e cavalgar junto aos outros cavaleiros. Em tempos remotos muitos desses cavaleiros chegaram a ser Irmãos Leigos, que cavalgavam durante o dia protegendo ao débil e indefeso e, pela noite, saíam de seus corpos, enquanto estavam dormindo, e trabalhavam como Auxiliares Invisíveis
Aqueles cavaleiros, frequentemente, saiam de suas casas quando eram crianças e iam viver em um castelo próximo, onde viviam em quartos parecidos com celas e com uma comida muito simples. Alguns deles dormiam em camas de palha e tinham peles de animais como cobertores. Esses jovens eram treinados como soldados e eram ensinados na obediência, na coragem e no valor em serem úteis aos demais.
Um bom Estudante dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, por exemplo, deve cobrir-se com essa armadura se deseja servir como Auxiliar Invisível ao serviço dos Irmãos Maiores da Rosacruz. Vestindo a armadura de Deus, ou construindo o Corpo-Alma, obterá uma recompensa inapreciável, porque depositará seus tesouros no Céu. Poderá inclusive evitar desperdiçar seu tempo no Purgatório depois da morte.
Aqueles que servem como Auxiliares Invisíveis, gradualmente, recordam-se aonde vão durante a noite, o que fazem e isto lhes proporciona uma grande satisfação e gozo. O Corpo-Alma é a armadura de Deus, a qual todos os verdadeiros grandes homens e mulheres do passado vestiram e usaram a Seu serviço. Esse Corpo-Alma não pode ser comprado. Deve ser construído pela vida pura e pelos atos de auxílio aos outros.
Nós dissemos que os Discípulos eram chamados Cristãos, inicialmente, em Antioquia[10]. Isso aconteceu durante o tempo em que São Pedro foi enviado para pregar a palavra de Deus aos gentis em Antioquia. Antes disso São Pedro encontrou Cornélio e, em sua companhia, pregou para eles.
“Tomando então a palavra, Pedro falou: ‘Dou-me conta, em verdade, de que Deus não faz acepção de pessoas, mas que, em qualquer nação, quem o teme e pratica a justiça, lhe é agradável’” (At 10: 34-35).
São Pedro pregou um sermão maravilhoso para esse povo. Mais tarde ele explicou todas as circunstâncias para os Apóstolos e os irmãos na Judeia, os quais ficaram surpresos com a pregação dele e mesmo o fato de comerem com os gentis.
“Havia entre eles, porém, alguns cipriotas e cireneus. Estes, chegando a Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles e um grande número, abraçando a fé, converteu-se ao Senhor. Ora, a notícia chegou aos ouvidos da Igreja que está em Jerusalém, pelo que enviaram Barnabé até Antioquia. Quando ele chegou, e viu a graça que vinha de Deus, alegrou-se. E exortava a todos a permanecerem fiéis ao Senhor, com prontidão de coração. Pois era um homem bom, repleto do Espírito Santo e de fé. Assim, considerável multidão agregou-se ao Senhor. Entretanto, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. De lá, encontrando-o, conduziu-o a Antioquia. Durante um ano inteiro conviveram na Igreja e ensinaram numerosa multidão. E foi em Antioquia que os Discípulos, pela primeira vez, foram chamados de ‘Cristãos’” (At 11:20-26).
Estes eram tempos de provas para os seguidores de Cristo, pois Estevão fora apedrejado até a morte e Herodes ordenou que São Tiago, irmão de São João, fosse morto pela espada. Herodes também tinha colocado São Pedro na prisão, mas um Anjo o tinha libertado. Não muito distante disso, São Paulo e Barnabé foram expulsos da Antioquia pelos judeus, residentes lá. Muitos desses primeiros Cristãos foram martirizados. Nossa liberdade para adorar à Deus nós devemos a eles e àqueles crentes sinceros que os seguiram ao longo dos anos.
O Cristianismo Místico nos ensina que nós estamos aqui na Terra para experiências, e que nós já vivemos aqui antes e viveremos novamente.
Ele nos ensina porque alguns são aleijados, doentes, nascidos em ambientes pobres e infelizes, enquanto outros têm corpos físicos esplêndidos, boa saúde, nasce em ambientes melhores e são felizes. Ele nos ensina que, se nos esforçarmos muito em nossa vida presente, podemos melhorar nossas condições no futuro.
A doutrina da “expiação vicária”, que significa que Cristo morreu para nos salvar, instilou a esperança para muitas pessoas boas que conseguiram subjugar os seus desejos inferiores e se tornaram bons servos da humanidade e alguns encontraram o Caminho.
Vamos considerar os ensinamentos de Cristo na Montanha e ver como eles vão nos ajudar no Caminho para atingirmos o objetivo. Em primeiro lugar, existem as nove Bem-aventuranças. Vamos, brevemente, discutir uma por uma[11]:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”.
Isso significa que as pessoas que tem consciência de suas deficiências estão humildemente vivendo a melhor vida que podem, se esforçando para superar suas falhas. Elas não prejudicam seu próximo de forma alguma. Elas não falam maldades sobre ninguém, mas cuidam de seus próprios afazeres e são honestas, confiáveis e leais. Quando morrem acabarão chegando ao Céu e em alguma vida chegarão à libertação.
“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”.
Isto significa que aqueles que perderam seus entes familiares e amigos serão consolados. Isso pode significar que quando eles vão dormir à noite, podem ir para o Mundo do Desejo, encontrar os seus entes queridos, e falar com eles. Eles podem se lembrar disso como se fosse um sonho, o que lhes dá conforto. Então, quando Egos são separados pela distância, ou por parentes que se recusam a lhes permitir se casar ou visitar uns aos outros, eles, às vezes, são autorizados a se encontrar fora de seus Corpos, durante o sono. Eles podem ir juntos, inconscientemente, e em outros casos eles se tornam Auxiliares Invisíveis e trabalham, como parceiros, e por isso são consolados.
Quando, na morte, Egos são, frequentemente, reunidos e podem passar seu tempo felizes no Céu, juntos. Quando eles renascem, podem ser gêmeos, ou irmãos, irmãs, ou, ainda, amigos em famílias vizinhas.
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”.
Isso significa que aqueles que são humildes serão recompensados.
As pessoas que trabalham com humildade entre os seus semelhantes e que não mentem, não roubam, não cobiçam, ou não dão falso testemunho são ajudados a serem bem-sucedidos. Quando essas pessoas se aplicam à agricultura ou à negócios, eles costumam obter uma vida bem-sucedida para si e para suas famílias.
Abraão, Isaac e Jacó tornaram-se bem-sucedidos pastores por causa da sua paciência e persistência. Jacó trabalhou arduamente e com fé durante vinte e um anos para Labão, seu padrasto. Então, a ele, finalmente, foi permitido sair e voltar para casa, para ver seu pai. Ele trabalhou por 14 anos para suas duas esposas, Raquel e Lea, e sete anos para seu gado e suas cabras. Ainda é possível para um homem adquirir uma fazenda ou um negócio por meio de um árduo trabalho, assim, ele terá algo para passar para seus filhos. Quando tais pessoas renasceram, eles estavam em circunstâncias mais confortáveis. Assim, eles herdam a Terra.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.
Se uma pessoa deseja ser boa e quer adquirir conhecimento espiritual, e se procura e ora por isso, ela encontrará algum dia. Ela pode ser levada a alguém que vai ensiná-la particularmente, como foi feito durante a Idade Média, quando o conhecimento esotérico não era fornecido publicamente. Muitos trovadores da Idade Média eram Irmãos Leigos. Como eles viajaram de um lugar para outro eles estavam sempre à procura de almas que estavam buscando e que estavam prontos para os ensinamentos Místicos. Os Meistersingers[12] da Alemanha eram estudantes do Cristianismo Esotérico. Todo mundo pensava que eles se encontraram apenas para cantar e estudar música, mas eles também estudavam a religião, assim, serviam também como portadores de luz. Precisamos de portadores de luz hoje, e aqueles com fome de verdades espirituais podem se satisfazer, se forem persistentes. As várias igrejas satisfazem muitas pessoas, mas há alguns que querem conhecimento mais avançado da vida e seus mistérios. O Cristianismo Místico satisfaz plenamente tais necessidades e anseios.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
O significado disto é claro. Aqueles de nós que têm um pouco de conhecimento sobre o funcionamento das leis gêmeas do Renascimento e de Consequência sabem que colhemos o que semeamos. Se somos misericordiosos com outros seres humanos nós receberemos a misericórdia de Deus para nossas imperfeições. A menos que tenhamos a certeza que alguém foi culpado por um crime, devemos tomar muito cuidado com o que fazemos. Em um caso como esse, as pessoas não devem aplicar a lei com suas próprias mãos, pois eles serão punidos. Relembre as palavras da Bíblia: “Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor”[13]. Se um ser humano parece ser culpado e há evidências circunstanciais e mesmo assim é libertado, esteja convencido de que se ele precisa de punição, ele irá tê-la no Purgatório. Nós não precisamos nos preocupar com isso. Temos tudo o que podemos fazer para cuidar de nós mesmos, para nos mantermos fora de problemas e sermos úteis para outras pessoas.
Agora essa ordem tem um outro significado. “Bem-aventurados os misericordiosos” também significa que devemos ser misericordiosos, também, para com os nossos irmãos mais jovens. Isso abre um grande campo para todos servirem, atualmente. Este é um assunto que é doloroso para algumas pessoas e tentam evitar discutir sobre isso. Espera-se que sejamos misericordiosos para com os animais. Se com os nossos próprios animais de estimação formos gentis e bons, então, os ajudaremos a avançar na evolução. Ao fazê-lo também nós nos beneficiamos.
Nós devemos tratar os animais domésticos e de fazenda gentilmente e não os prejudicar ou privá-los ou, ainda, causar-lhes sofrimento desnecessário. Os animais selvagens não devem ser capturados em armadilhas de aço cruéis, que causam um enorme sofrimento para os adoráveis animais fornecedores de pele. Se você deseja ser misericordioso você vai parar de usar casacos de pele e encontrar substitutos. Lã pode ser cortado de um carneiro, desde que não cause qualquer dor e esses animais possam continuar a viver e ganhar experiência.
Então, você pode dar um passo além e deixa de comer carne. Assim, você vai diminuir a demanda por alimentos de origem animal, que não é mais necessário para a maioria de nós, na atualidade. O abate dos animais é um dos maiores crimes do nosso tempo e se isto continua podemos esperar guerras e rumores de guerras, enquanto as pessoas continuam a consumir grandes quantidades de carne.
Tais pessoas serão bélicas e procurarão matar seus irmãos por algum motivo insignificante. Eu acredito que este é o maior obstáculo ao progresso espiritual. É por isso que os Centros de grupos ocultistas são pequenos. As pessoas não querem negar a si mesmos.
Algumas pessoas se interessam pelo Cristianismo Esotérico por um tempo, mas quando eles são convidados a parar de comer carne eles, secretamente, se rebelam e lá se vão perseguir seus próprios interesses. Assim, alguns estudantes tentam viver uma vida misericordiosa, mas perdem o interesse e voltam a comer carne, e, assim, eles nunca conseguem obter o conhecimento direto de que tanto necessitam e que os tornariam satisfeitos por praticar o bem. Este é um dos mais difíceis requisitos de Cristo para ser um Cristão.
“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.
Isto significa exatamente o que é dito. Quando uma pessoa se purificou, ele construiu um grande e luminoso Corpo-Alma. A fim de fazer isso, ela tem que ser pobre em espírito, mansa e solitária. Ela tem fome e sede de justiça, e ela tem que se tornar misericordiosa com todos. Tal pessoa vai avançar rapidamente ao longo do Caminho em direção a Deus. Quando ela estiver pronta para sua décima terceira e última Iniciação, ela é levada, em seu Corpo-Alma a Deus por uma escolta de Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados e ela encontra o Deus do nosso Sistema Solar face a face.
Tal Ego torna-se um Liberado. Tais Egos avançados sempre desejam retornar à Terra e trabalhar com a humanidade. Alguns são autorizados a fazê-lo e outros vão para Vênus ou Júpiter para trabalhar.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”.
Ser um bom pacificador é um bom sinal de avanço. A história nos conta que George Washington[14] e Abraham Lincoln[15] eram muitas vezes pacificadores bem-sucedidos. Dois outros pacificadores proeminentes foram William Penn[16] e Benjamin Franklin[17].
“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”.
“Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim”.
“Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós”.
Cristo Jesus quis dizer exatamente o que ele disse nesses versículos. Ao longo da história, tem sido mais difícil ser bom do que ser mau. Os malfeitores se ressentiam com a presença desses Egos que eram superiores a eles. Considere José[18], que tinha a túnica de várias cores. Ele era um Ego avançado que tentou ser bom. Seus irmãos o venderam como escravo para tirá-lo do caminho. José viveu e se tornou um homem de influência e, mais tarde, ajudou a estes mesmos irmãos que finalmente haviam aprendido ter compaixão por meio do sofrimento. Outros homens não se saíram tão bem. O gentil Jônatas[19], amigo de Davi, foi imolado e o pobre Jó[20] perdeu todos os seus filhos e todas as suas posses e sofreu muito fisicamente, mas ele suportou tudo pacientemente. No final, Deus deu a ele mais do que ele tinha no início.
Muitos dos primeiros cristãos sofreram por causa de suas crenças religiosas. Dos onze Discípulos fiéis, todos, exceto São João, tiveram morte violenta.
Enquanto em Roma, São João foi jogado em um caldeirão de óleo em chamas, mas estava protegido por um Auxiliar Invisível e saiu ileso, São Paulo e dez dos seus Discípulos foram mortos de diferentes maneiras.
Muitos dos primeiros cristãos foram executados.
Neste contexto, gostaria de dizer algo que os estudantes do Cristianismo místico devem saber: foi dito que os Apóstolos não sofreram, como as pessoas comuns sofrem quando são mortos, porque eles foram assistidos pelos Seres Superiores.
Com isso um grande sofrimento foi evitado por meio do envio do Anjo da Morte para cortar o Cordão Prateado, no momento que eles estavam prestes a serem torturados e, portanto, os Egos foram retirados de seus Corpos a tempo de salvá-los do sofrimento.
Grupos de Auxiliares Invisíveis e Anjos levaram seus Egos e seus veículos superiores para o Céu, deixando seus inanimados Corpos Densos à ira de seus inimigos. É um grande alívio saber isso.
As cruzadas, mais tarde, causaram milhares de mortes, grandes misérias e sofrimentos. Tudo isso é uma história triste, mas ao longo da história, o caminho dos verdadeiros seguidores de Cristo tem sido, geralmente, duro. Aqueles que não deram suas vidas, deram dos seus recursos, e serviram o melhor que puderam. Muitas vezes eles não foram reconhecidos na Terra, mas podemos ter certeza de que eles foram recompensados no final.
As bem-aventuranças devem ter sido um conforto para milhares de cristãos envolvidos em problemas, alguns em terras estrangeiras, alguns presos, e alguns escravizados. O Cristianismo atende às nossas necessidades modernas, e a Bíblia aponta o caminho para nós. Jesus Cristo disse: “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus”[21].
O profeta Isaías falou da vinda de Jesus Cristo muitos anos antes de ele nascer.
“Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará das suas raízes”.
“Sobre ele repousará o espírito de Iahweh, Espírito de sabedoria, de inteligência, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor de Iahweh: no temor de Iahweh estará a sua inspiração. Ele não julgará segundo a aparência. Ele não dará sentença apenas por ouvir dizer”.
“Antes, julgará os fracos com justiça, com equidade pronunciará uma sentença em favor dos pobres da terra. Ele ferirá a terra com o bastão da sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio”.
“A justiça será o cinto dos seus lombos e a fidelidade, o cinto dos seus rins. Então o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos, e um menino pequeno os guiará” (Is 11:1-6).
São Marcos nos diz que Cristo Jesus amava muito as crianças, como nos mostram os seguintes versículos da Bíblia:
“Traziam-Lhe crianças para que as tocasse, mas os Discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus ficou indignado e disse: ‘Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele’. Então, abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre elas” (Mc 13:10-16).
Cristo Jesus sabia que algumas dessas crianças foram egos avançados, e que iriam algum dia se realizarem espiritualmente. Ele era capaz de plantar sementes de espiritualidade nelas, muito mais fácil do que era possível em pessoas adultas, porque elas, instintivamente, amavam e confiavam Nele, e percebeu que Ele era um Grande Ser. Elas queriam estar com Ele. Elas, plenos de Cristo Jesus, eram em tal número que, às vezes, seus Discípulos se irritavam com a persistência dos pais, que estavam ansiosos para ter seus filhos abençoados e auxiliados pelo amor de Cristo, que amava as crianças pequenas como demonstrava tão claramente.
George Frederick Handel[22], o famoso compositor, amava a música quando era menino e podia tocar de ouvido. Seu pai queria que ele fosse médico e tentou impedi-lo de tocar qualquer instrumento, mas o menino aprendeu sozinho por meio de um velho piano que fora guardado no sótão. Quando George tinha oito anos, ele tocou um órgão tão bem que seu pai ficou muito contente e permitiu que ele estudasse música. Diz-se que Handel escreveu mais de cinquenta óperas e vários oratórios. Esse grande músico foi um Irmão Leigo, e quando criança foi capaz de liderar os outros, porque era uma criança avançada.
Ludwig van Beethoven[23] era outra criança superdotada. Antes de ter quatro anos de idade seu pai o fazia tocar o cravo, várias horas por dia. Beethoven amava o piano, mais que qualquer instrumento e tocava notavelmente. Algumas das suas sinfonias são as melhores que já foram escritas.
Outra criança superdotada foi Felix Mendelssohn[24], compositor. Um artista pintou um quadro que mostra Felix Mendelssohn sentado em seu piano compondo a sua “ Sonata ao Luar”. Na frente dele o artista colocou um Deva e um grupo de Fadas, pequenas e delicadas, que vinham e dançavam ao som de sua música. Mendelssohn podia ver as Fadas e ele podia ouvir a música das esferas. Assim, ele foi capaz de compor muitas peças de músicas harmoniosas, para todo mundo poder desfrutar de tudo, através dos séculos.
Johann Sebastian Bach[25] foi um dos maiores músicos que já viveu, e ele mostrou sua habilidade natural ainda em uma idade precoce. Ele escreveu muitas belas peças de música e teve dez filhos, que eram todos excelentes músicos. Assim, vemos que Bach deu oportunidade para dez egos, que amavam a música, a chance de renascer em uma família musical, onde eles poderiam desenvolver seus talentos. Sabemos que muitos egos avançados ficam esperando no Primeiro Céu muito tempo, porque eles não conseguem encontrar pais que podem dar-lhes os corpos sensíveis que eles precisam para o seu desenvolvimento.
Quando nos voltamos para o campo da arte, descobrimos que a maioria dos grandes artistas começou a vida como crianças talentosas, que logo foram destacados pelos seus professores na arte. Buonarotti Michelangelo[26] foi um famoso pintor italiano, escultor e arquiteto, que mostrou sua habilidade em uma idade precoce.
Gustave Doré[27] era uma criança muito talentosa. Quando criança ele desenhou imagens realistas de sua família e das pessoas que ele viu na rua. Quando ele tinha cinco anos de idade, ilustrou suas cartas a seus amigos com esboços de caneta e tinta. Gustave Doré aprendeu a ler quando ele tinha entre três e quatro anos de idade.
Ele é mais conhecido pelas suas maravilhas xilogravuras que desenhou para ilustrações, para a Bíblia e outros livros bem conhecidos. Ele fez um trabalho maravilhoso por meio da pintura. Ele também foi um gravador em madeira, um gravador em água-forte e um escultor. Gustave Doré era um ego avançado, cuja missão parece ter sido tentar mostrar as belezas dos Mundos, visível e invisíveis por meio da arte, e, assim, atrair a humanidade para mais perto de Deus e dos Elevados Seres.
Os desenhos e pinturas de Gustave Doré devem ter inspirados milhares de pessoas a fazer melhor, e se esforçar mais para fazer as coisas que valem a pena. Este artista foi capaz de liderar os outros desde sua infância, porque ele renasceu como um homem sábio e de visão.
Duas das maiores crianças que conhecemos foram Jesus e Samuel. Jesus tinha Anjos como amiguinhos, e muitos dos maiores pintores mostraram isso em suas pinturas encantadoras. São Lucas descreveu o menino Jesus assim: “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, e a graça de Deus estava sobre ele”[28].
Em seguida, é dito como Maria e José levaram Jesus a Jerusalém quando ele tinha doze anos. Mais tarde, o acharam no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. São Lucas disse: “E todos os que O ouviam se admiravam da sua inteligência e respostas”[29]. Com a idade de doze anos Jesus era um líder ao longo das linhas espirituais. Jesus Cristo se tornou o líder da Religião Cristã, que é a Religião mais avançada que o mundo já conheceu. Ela está destinada a ser a Religião do mundo.
O profeta Isaías falou da vinda de Cristo Jesus, muito antes de ele nascer. Isaías disse das condições que irão aparecer na Era de Aquário, quando ele diz: “E uma criança os guiará”[30]. Vou te dizer como isso vai acontecer: uma criança deve liderar porque ela será uma criança avançada com dons especiais de sabedoria e de entendimento. Ela terá a visão e audição espiritual, e será capaz de falar com os Anjos e Auxiliares Invisíveis, os quais ele vê, e será capaz de controlar as feras da selva e da floresta. Ele será um líder nato que as pessoas vão querer seguir.
Você gostaria de se preparar para ser uma dessas crianças avançadas do futuro? Então, comece agora purificando sua Mente e seu Corpo. Lance fora todos os desejos e preconceitos do mal que você tem abrigado, comece a estudar os Ensinamentos Místicos e Ocultos e a viver uma vida boa e útil. Isto irá permitir-lhe construir um Corpo-Alma em que você poderá funcionar quando estiver fora de seu Corpo, durante o sono. Então, dois egos, que realmente estão tentando seguir os passos de Cristo Jesus, podem se tornar os pais de crianças avançados, e isso deve ser um grande regozijo.
A fé sem obras é morta e por isso devemos não só ter fé, mas temos que fazer algo com ela. Temos de ser pessoas úteis e ajudar a tornar o mundo um lugar melhor para se viver. No livro de Gênesis, somos informados de como Noé construiu a arca sob o comando de Deus. Naquela época, as pessoas na Terra eram muito más e estavam produzindo maus pensamentos continuamente. Deus decidiu destruir o ser humano, mas Ele amou Noé e sua família, e desejou salvar suas vidas.
O Senhor foi para Noé, disse-lhe para construir a arca, e lhe deu instruções cuidadosas sobre a sua construção. Ele também disse a ele para colocar certos animais nela, quando o grande barco estivesse pronto para uso. Isto aconteceu durante tempos da Atlântida, pouco antes da última parte do continente Atlante afundar. A arca foi construída, veio o dilúvio, e depois de muitos dias estacionados Noé e sua família foram salvos. Noé teve fé e trabalhou para construir a arca e domar os animais necessários. Ao mesmo tempo, ele foi ridicularizado por seus vizinhos que rejeitaram a ideia de que eles seriam punidos pelo mal que estavam fazendo.
Noé mostrou sua fé por suas obras e ele foi bem recompensado por sua fidelidade. Se Noé acreditasse que um grande dilúvio estava vindo, mas tivesse esquecido de seguir as instruções dadas a ele sobre a construção da arca, ele teria se perdido quando ocorreu a catástrofe; poderia ter sido tarde demais para ter feito os preparativos necessários.
O mesmo ocorre com a gente. Somos instruídos a nos preparar para a morte, e podemos ver que este é um evento que nenhum de nós pode esperar escapar. Nós olhamos para nós e vemos como a vida é incerta. A Bíblia é um guia, que nos dá instruções cuidadosas de como viver e nos preparar para esta mudança. Somos informados de dois destinos futuros, onde podemos ir.
Se negligenciarmos as nossas oportunidades de auto aperfeiçoamento e serviço aos outros e cometermos muitos pecados, então quando morrermos, passaremos para o Inferno ou Purgatório, como muitas pessoas, na parte inferior do Mundo do Desejo. Aqui seremos purgados dos nossos maus desejos e punidos pelo mal que fizemos.
Por outro lado, nos é dito de como nós podemos escapar de ir para o Purgatório e, ao invés, como podemos ir para o Céu. Devemos ter fé no poder de Cristo para nos salvar, mas isso não é suficiente. Devemos envolver-nos em ajudar os outros para tornar suas vidas mais felizes e mais úteis, pois a fé sem obras é morta.
Considere a história do Bom Samaritano e aqueles que também viram o homem que tinha sido roubado e ferido. Uma dessas pessoas, um samaritano, era um homem bom que teve pena do homem, atou-lhe as feridas, e levou-o onde ele poderia descansar e ser cuidado. Ele era o bom vizinho que Cristo Jesus admirava por sua bondade.
Todos nós podemos ser bons vizinhos, pois há oportunidades ao nosso redor. O mundo está cheio de pessoas que hoje são como o sacerdote e o levita que passaram pelo homem ferido sem ajudá-lo.
O preconceito é uma característica comum das pessoas hoje. Na Índia, o sistema de castas deveria ser alterado. Uma classe de pessoas é chamada de intocáveis. Essas pessoas pobres têm grandes dificuldades, porque as outras classes são muito cruéis e desumanas com elas. Os intocáveis se parecem com o resto, mas falta-lhes dinheiro e lugares apropriados para se viver. Eles nasceram para essa classe e, aparentemente, não podem escapar.
Como nos tempos bíblicos, há desavenças entre as pessoas que não se gostam, pertencentes a várias raças. Em alguns países, certas pessoas não possuem privilégios iguais, seja por causa da raça, cor ou do credo. As pessoas da raça branca, como um todo, se consideram superiores a todos os outros, e se esquecem de que todos são irmãos e devem ser tratados de forma justa. Vamos seguir a regra de ouro e vamos cometer menos erros.
Devemos considerar nossa própria fé. Quanto é que nós temos?
Temos fé em Deus e em Cristo Jesus? Estamos dispostos a seguir a Cristo e fazer o que Ele nos pediu para fazer? Lembremo-nos de que Cristo Jesus disse aos seus Discípulos para pregar o evangelho e curar definitivamente[31] os doentes. É muito bom ter fé, mas também temos que fazer algo a mais. Devemos colocar nossos talentos para trabalhar. Devemos considerar como podemos ajudar os outros.
Médicos e enfermeiros têm grandes oportunidades de servir. Eles podem fazer tudo que está ao seu alcance para curar definitivamente os enfermos. Padres, pastores, sacerdotes e professores podem explicar a Bíblia e os Ensinamentos Ocultos e Místicos.
Algumas pessoas podem trabalhar em escolas e outras instituições. Alguns podem escrever livros que irão inspirar outros a ter mais fé. Todos nós podemos nos virar para ajudar os outros. Podemos mostrar que cremos em Deus, e que nós também acreditamos em colocar nossa fé em prática. Nós podemos trabalhar para aumentar e aperfeiçoar nossos talentos.
Nós podemos fazer o nosso melhor e pedir a Deus para nos ajudar a fazer melhor.
E quais são as recompensas para viver bem? No Velho Testamento, lemos sobre os Mandamentos, no qual Deus Jeová concedeu a Moisés ser um guia dos Israelitas. Esses Mandamentos ainda estão valendo e precisamos obedecê-los, se quisermos progredir na evolução e ganhar recompensas, tanto na Terra como no Céu. Nós devemos ter fé e confiança perfeitas em Deus, porque Ele é o Todo Poderoso, repleto de amor e de compaixão por nós.
Salomão disse: “Para aquele que semeia a justiça, a recompensa é certa”. Cristo Jesus nos disse para acumular tesouros para nós no Céu e é isso que os Auxiliares Invisíveis esperam fazer, levando uma vida de serviço à humanidade. Quando o ser humano vive uma boa vida e acumula tesouros no Céu, ninguém poderá tirá-lo dele. Sua recompensa é certa, porém, devemos ser cuidadosos em manter estes tesouros. Tudo que o ser humano faz durante sua existência é gravado na Memória da Natureza, que está localizada no Mundo do Pensamento. Tudo que fazemos é registrado nesta Região e os avançados Auxiliares Invisíveis são ensinados a ler esses registros. Todas as ações do ser humano estão também gravadas no átomo-semente localizado no coração e, após sua morte, verá este panorama se passar diante dele[32].
Quando o ser humano chega ao Purgatório verá este panorama pela segunda vez; revisão que acontece lentamente, e sofre todo o mal que tenha cometido. Quando o Ego atinge o Primeiro Céu, o panorama se desenrola novamente, e o Ego goza de todo o bem que tenha feito na última vida.
Uma das recompensas para uma vida reta e feliz é a oportunidade de ir para o Céu e permanecer lá por um longo tempo. O Céu é um lugar onde nenhum mal pode existir. Quando uma pessoa vai ao Céu está longe da influência de todas as coisas e das condições terrenas. Ela desfruta de tudo que há de bom que foi feito em sua vida passada, e de todas as gentilezas que os outros fizeram para ele. Aqui o ser humano pode descansar e desfrutar da casa que construiu por seus bons pensamentos e ações.
O Céu é um lugar maravilhoso para estar, e as oportunidades de crescimento são muitas. Os estudantes têm acesso as vastas bibliotecas para estudar. Músicos podem ouvir e apreciar a música celestial, que é muitas vezes mencionado como a Música das Esferas. Os artistas podem deliciar-se com as mudanças constantes de cores que são encontrados no Primeiro Céu e podem continuar o seu trabalho com muito mais êxito do que tinham aqui na Terra.
A expectativa de ir para o Céu é um dos maiores incentivos para se viver bem. Muitas pessoas cristãs viveram na pobreza e no sofrimento, e o fato de pensar ou ganhar um lugar no Céu foi a sua sustentação para aguentar os revezes. Outros indivíduos tornaram-se cansados da vida e anseiam por descanso. Algumas pessoas que viveram nobremente e assim ganharam o privilégio de ver no Céu, e por isso, conseguem ter a prova da realidade do que acontece no Céu. No livro do Atos dos Apóstolos – 7:55, somos informados de que “Estevão viu a glória de Deus, e Cristo estava à direita de Deus”, quando ele olhou fixamente para o Céu, no momento em que foi falsamente acusado por alguns homens maldosos.
Cristo Jesus disse aos seus Discípulos que eles veriam o Céu, e que veriam o Anjo de Deus ascendendo e descendendo sobre o Filho do Homem. Nos quatro Evangelhos encontramos o registro de muitas coisas que os Discípulos viram e que ficaram convencidos da realidade no Céu. Muitos artistas, com visão espiritual, pintaram imagens mostrando as condições e as pessoas que vivem no Céu, e milhares de cristãos devotos têm adorado estes quadros.
São João descreveu as pessoas e Anjos que viu no Céu no livro do Apocalipse ou Livro da Revelação.
Uma das recompensas do reto viver é que um Auxiliar Invisível pode ir para o Céu durante suas horas de sono e conversar com seus amigos e familiares. Irmãos e Irmãs Leigos podem investigar as condições no Céu e também podem fazer o que João fez. Eles podem ver o Céu, com sua visão espiritual, enquanto estiverem em plena consciência de vigília.
Outros Auxiliares Invisíveis podem ir para o Céu, enquanto estão dormindo, e conversar com as pessoas, e, em seguida, lembram de tudo ao despertar. Muitas pessoas vão para o Céu, conversar com seus amigos e parentes, e quando retornam ao corpo tem a lembrança do ocorrido como um sonho. Muitas pessoas fazem todas as coisas que eles sonham em fazer à noite e retornam com a lembrança de desejo realizado. Quando um Auxiliar Invisível se lembra de seu trabalho, enquanto ele está fora no sono, ele sente muita satisfação.
Outra recompensa por estar certo é a proteção do perigo.
Contarei uma história de uma garota que foi salva da morte de uma maneira muito estranha. Ela vivia a boa vida, e ganhou a proteção dos Seres Superiores, os quais estão tentando promover o bem-estar de todos os seres vivos na Terra.
Numa tarde de janeiro, um Auxiliar Invisível pôs-se a dormir, deixou seu Corpo Denso e saiu para os estados do Noroeste. Em um dado lugar um passarinho pintarroxo voou sobre ele e tentou pousar nele; não conseguindo, passou por ele.
“Oh, você quer passear, não quer?” – Disse o Auxiliar Invisível ao passarinho.
Ele pegou o passarinho e neste instante notou uma pequena etiqueta em volta de seu pescoço.
Nesta etiqueta havia o nome e o endereço de uma mulher. Havia também um pedaço de papel preso em sua perna. O Auxiliar Invisível retirou o papel e leu o seguinte: “Por favor, siga esse passarinho até minha casa. Estou enferma”.
“Certo, Amigo, vamos para casa” – disse o Auxiliar Invisível. “Vou lhe acompanhar”. O Auxiliar Invisível e o pintarroxo voaram rapidamente para o edifício que estava em chamas. A garota morava no terceiro andar.
Uma grande quantidade de fumaça estava saindo da sua janela. O Auxiliar Invisível entrou e encontrou a garota em sua cama, que tinha sido queimada pelo fogo. Ela gritava por ajuda. O Auxiliar Invisível pegou a menina, jogou para o lado a roupa de cama queimada e a levou para fora, pela janela.
As pessoas na rua gritaram quando os viram, porque eles acharam que o Auxiliar Invisível tinha se jogado com a garota e que eles estariam mortos ao se chocarem com o chão. Ao invés disso flutuaram e o Auxiliar Invisível colocou a garota no chão. Alguém a cobriu. Neste instante o Corpo de Bombeiros chegou e a garota foi levada para o hospital, porque estava muito queimada.
Depois de resgatar a garota, o Auxiliar Invisível voltou ao edifício em chamas para ver se havia mais alguém lá, mas ele não encontrou ninguém.
O Auxiliar Invisível então foi ao hospital e encontrou a menina toda enfaixada na cama. “Você pode me ouvir?” – Ele perguntou. Ela não prestou atenção. O Auxiliar Invisível então saiu para o corredor e se materializou e voltou ao quarto em seu corpo físico. “Quem você gostaria de ver?” – Perguntou a enfermeira.
“Poderia ver a senhorita que foi trazida para cá com queimaduras” – ele respondeu.
“Ela está agora sob sedativo, para aliviar a dor” – disse a enfermeira.
O Auxiliar Invisível foi até a cabeceira da cama da menina e ela o viu desta vez. “Onde está meu passarinho?” – ela perguntou – “Por favor, vá e traga meu passarinho”.
O Auxiliar Invisível retornou a cena do incêndio e encontrou o passarinho num galho de árvore. Ele o chamou e este veio até ele sem hesitar.
“De quem é este passarinho?” – perguntou o policial que estava observando.
“Ele pertence a senhorita que foi queimada no edifício” – disse o Auxiliar Invisível.
“Eu poderia tomar conta do passarinho” – respondeu o policial.
“Não. Ela me pediu que o levasse para ela” – disse o Auxiliar Invisível.
“Nada sei sobre isso, mas vou ter que apreendê-lo” – disse o policial.
“Certo, mas eu cuidarei do passarinho” – disse o Auxiliar Invisível, e desapareceu no ar com o passarinho. As pessoas observaram o passarinho até perder de vista.
O Auxiliar Invisível retornou ao Hospital com o passarinho e foram para um lado do Edifício. Quando ninguém estava olhando, ele se materializou, e colocou o passarinho embaixo de seu casaco, para entrar com ele no Hospital. Ele entrou na enfermaria onde a garota estava e entregou o passarinho a ela. Quando ela falou com o pintarroxo, ele cantou.
“Leve esse passarinho para fora” – disse a enfermeira.
“Não!” – disse a garota – “Eu achei o passarinho quando era bebê com a perna quebrada, e cuidei dele até que ficou bom e agora ele dorme comigo, e onde quer que eu vá, ele vai comigo”.
O pintarroxo olhou para ela como se dissesse: “Qual o seu problema?”
“Por que não me deixa morrer?” – A garota perguntou ao Auxiliar Invisível – “Meu rosto e meu corpo estão arruinados e terei que desistir do meu cargo na Escola Dominical. Sou a superintendente e temos quinhentas crianças matriculadas. Estou tentando ensiná-las e conduzi-las corretamente para se tornarem pessoas úteis”.
“Talvez você possa ter uma aparência melhor, depois que estiver recuperada” – disse o Auxiliar Invisível, sorridente.
“Obrigada, mas não acredito nisso” – respondeu a garota – “Posso sentir o formato do meu rosto agora e a dor é muito forte”.
“Deixe-me segurar sua mão” – disse o Auxiliar Invisível e tocou em suas mãos – “Gosto de você porque ajudou o passarinho quando estava ferido e porque cuidou muito bem dele”.
Nesse momento, o pai, a mãe e a irmã da garota apareceram e a mãe desmaiou quando viu sua filha naquelas condições.
“Leve-a daqui” – disse o Auxiliar Invisível – “Não precisamos dela aqui”.
A irmã ficou com raiva e começou a questionar o desconhecido sobre sua irmã: “Você é namorado da minha irmã?” – Perguntou ela.
“Eu poderia ser seu colega, seu irmão, seu amigo ou qualquer outra coisa, exceto o marido dela” – respondeu o Auxiliar Invisível.
“Você fala em enigmas!” – Disse o pai da garota.
A mãe recuperou a consciência e ficou muito irritada.
“Se você não tivesse sido tão rude com sua filha, isto não teria lhe acontecido” – disse o Auxiliar Invisível – “O tratamento dado a ela por você a obrigou a viver em outro lugar”. Ele se virou para a garota enfaixada.
“Você não está com dor agora. Peça a enfermeira um pouco de água e em seguida peça um copo de leite”.
A enfermeira trouxe a água, mas se recusou a dar o leite.
“Vamos, enfermeira” – disse o Auxiliar Invisível – “Traga o leite e seja tão amável como o é na aparência. Eu sei que você é formosa”.
A enfermeira sorriu e se foi e trouxe o leite. “Você terá que assumir a culpa por isto” – disse a enfermeira, quando retornou.
“Eu sei” – respondeu o Auxiliar Invisível.
A garota bebeu o leite e se sentiu bem melhor.
“Veja se está dolorida” – disse o Auxiliar Invisível, depois de alguns minutos.
“Claro que estou e as bandagens estão secas” – disse a garota.
Em seguida ela começou a apalpar-se e seus olhos se arregalaram e, espantada, começou a se mover. “Não tenho mais dor!” – disse com voz surpresa.
“O que aconteceu aqui diante dos meus olhos!” – exclamou o pai da garota.
“Tire as bandagens de seu rosto e do corpo” – disse o Auxiliar Invisível.
“As bandagens estão secas e vai doer para retirá-las” – disse a garota.
A garota não entendia que tinha sido curada, mas a força da cura vem de Deus.
“Experimente” – sugeriu calmamente o Auxiliar Invisível.
A garota verificou que as bandagens saíram facilmente e ela o fez rápido. Quando ela removeu todas as bandagens verificou que não tinha nenhuma marca ou cicatriz em seu corpo, exceto que seus cabelos e suas sobrancelhas estavam chamuscados.
“Seus cabelos e suas sobrancelhas crescerão com o tempo” – disse o Auxiliar Invisível. “Ouça bem o que digo: Deus cuidará dos Seus, quando eles mesmos se negarem a fazer pelos outros o que você tem feito”.
O Auxiliar Invisível viu que esta garota tinha desenvolvido um belo Corpo-Alma pela ajuda prestada durante a sua vida.
“Quem é você?” – a garota perguntou, maravilhada.
“Eu sou um servo como você” – respondeu o Auxiliar Invisível.
“Tenho que saber onde você mora, assim posso ir e lhe ver” – disse a garota.
“Não, você não pode fazer isto” – respondeu o Auxiliar Invisível.
A garota ficou inquieta e queria se levantar.
“Suas unhas vão quebrar e seus dedos poderão ficar doloridos, mas poderá ir para casa amanhã à tarde se você sentir que está melhor” – disse o Auxiliar Invisível – “Devo ir embora. Seja meiga e boa”.
A garota queria beijar o Auxiliar Invisível, mas ele disse: “Não, não criança, isso poderia lhe machucar” (Isto aconteceria porque o Auxiliar Invisível estava em um corpo materializado).
“Sou grata a você por tudo que fez para me ajudar” – disse a garota.
“Que Deus abençoe você, minha irmã” – ele disse e desapareceu.
“Meu Deus!” – exclamou a mãe – “Ele deve ser um Anjo”.
Este Auxiliar Invisível e seu parceiro voltaram para ver a garota, aproximadamente cinco horas depois, e eles a encontraram dormindo, tranquilamente, na cama do hospital. O homem Auxiliar Invisível não se materializou, neste momento, mas a senhora Auxiliar Invisível se materializou e eles entraram no quarto. A enfermeira mostrou a ela a cama da garota e a Auxiliar Invisível a acordou.
“Onde está o Anjo? – Perguntou a garota – “É você?”.
“Não” – respondeu a Auxiliar Invisível – “mas ele está aqui”.
“Oh, você é um Anjo, também!” – exclamou a garota, rapidamente.
“Não” – disse a Auxiliar Invisível – “Eu sou somente uma serva da humanidade” – e conversou com a garota por algum tempo.
A garota continuou a perguntar pelo Auxiliar Invisível, e finalmente ele se materializou e falou com ela, o que a deixou satisfeita. Em seguida, a garota pediu a senhora Auxiliar Invisível para ser sua amiga e que ela viesse vê-la quando ela estivesse restabelecida.
“Você vai retornar à sua vida normal? – Perguntou a Auxiliar Invisível.
“Não, não vou” – respondeu a garota.
Quando a Auxiliar Invisível estava pronta para sair, a garota pediu que a beijasse. “Sim” – a Auxiliar Invisível disse, que se inclinou e a garota a beijou.
“Sou muito grata, por ter beijado um Anjo” – disse a garota.
“Dei a menina um pouco de força, pois, ela estava muito exaltada” – o homem Auxiliar Invisível expressou-se através do pensamento.
A senhora Auxiliar Invisível colocou a garota em seus braços, expandiu a sua aura e a garota disse: “Oh!”. Então a Auxiliar Invisível desapareceu.
A enfermeira veio e correu até a cama. Os outros pacientes acordaram assustados e ficaram extasiados.
“Você é uma santa a quem os Anjos vieram, e a ajudaram?” – Perguntou a enfermeira – “Eu ouvi sobre você, da enfermeira que disse ter se curado. Como você pode ser tão boa?”.
“Não sou santa” – disse a garota – “Simplesmente rezo e ensino crianças em uma escola dominical, porém, sou a garota mais feliz do mundo”.
A enfermeira fez o sinal da cruz. “Quando os Anjos aparecem é que a morte se aproxima” – disse ela.
O homem Auxiliar Invisível pediu a sua companheira para materializar-se rapidamente e dizer-lhes que isto não é verdade.
A senhora Auxiliar Invisível materializou-se e falou com a enfermeira.
“Isto não é verdade” – ela disse – “Não diga isto novamente”.
Depois disso os Auxiliares Invisíveis partiram e continuaram seu trabalho.
O livro apócrifo chamado A HISTÓRIA DA VIRGEM MARIA E A HISTÓRIA DA SEMELHANÇA COM CRISTO, editado e traduzido por E. A. Wallis Budge[33], fornece muitos casos que dizem como a Virgem Maria foi salva da morte pelos Seres Superiores.
Foi-me dito que Cristo Jesus tinha doze Discípulos seniores, sessenta e seis Discípulos júnior, e quatrocentos e cinquenta e seis Discípulos intermediários. Embora supõe-se que todos os onze Discípulos seniores encontraram uma morte violenta, exceto São João, a maioria dos outros Discípulos se saiu melhor e viveu para servir como Auxiliares Invisíveis por muitos anos. Mais tarde, eles renasceram e se tornaram Auxiliares Invisíveis e foram protegidos contra muitos perigos.
Aqui está uma história de uma criança avançada espiritualmente que foi salva por uma leoa. Quando alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por uma selva na Índia, eles viram uma leoa carregando uma menina de pele escura de cerca de quatro anos, em sua boca. Os Auxiliares Invisíveis desceram, se materializaram e foram até a leoa. Ela cuidadosamente colocou a criança e ferozmente partiu em direção aos Auxiliares Invisíveis. A criança começou a chorar e a leoa parou e olhou para ela e, em seguida, olhou para os Auxiliares Invisíveis, como se indecisa no que fazer.
Em seguida, a leoa partiu em direção aos Auxiliares Invisíveis.
– “Senhorita Leoa, nós somos seus amigos”, disse o Auxiliar Invisível, “mas queremos saber o que você está fazendo com a criança”.
A leoa veio até os Auxiliares Invisíveis choramingando. Em seguida, ela voltou para a criança, empurrou-a para cima, pegou-a e começou a se afastar.
– “Espere um minuto” – solicitou o Auxiliar Invisível.
A leoa colocou a criança, novamente, no chão e deu um rosnado feroz.
– “Não fique brava, senhorita Leoa, mas aja como uma dama” – disse o Auxiliar Invisível. “Você, supostamente, é a rainha da selva. Por que não ser dama quando você tem amigos em torno de você?”.
A leoa pegou a criança e começou novamente a se afastar.
“Espere” – disse o Auxiliar Invisível. Em seguida, ele entrou em contato com o Espírito-Grupo, que tem a seu cargo os leões, e perguntou-lhe o que a leoa ia fazer com a criança.
– “Siga-a e não deixe que nada de mal aconteça com ela” – disse o simpático Espírito-Grupo.
Os Auxiliares Invisíveis desapareceram, a leoa grunhiu e olhou em volta com um olhar de surpresa e, em seguida, continuou caminhando. Ela saltou ao longo de vários pequenos riachos e pântanos e finalmente chegou a uma aldeia indígena. Ela entrou na aldeia e os nativos começaram a correr e gritar. Um grupo de guerreiros saíram, armados com longas lanças com a qual eles estavam indo para atacar a leoa. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para aparecer a eles e expandir a sua aura. Quando ela fez isso, os guerreiros caíram para trás e a leoa continuou até que chegar a uma certa cabana. Então ela colocou a criança no chão e se virou para ir embora.
“Espere, senhorita leoa” – falou o Auxiliar Invisível – “você não conseguirá sair daqui viva”. Ele então virou-se para a mulher nativa na cabana e disse: “Esse é o seu filho?”.
A mulher estava em pé ao lado da parede, tão dura como uma tábua, e seus olhos estavam arregalados de medo. Seu rosto tornou-se mais pálido quando viu a leoa na porta. A cabana tinha apenas uma porta, então ela sabia que ela não poderia escapar.
O Auxiliar Invisível foi até a mulher, sacudiu-a; ela gritou em voz alta e agarrou a criança em seus braços e disse: “Meu, meu”. Eles olharam a criança e não havia riscos ou marcas em seu corpo em qualquer lugar que demonstrasse que a leoa a tinha levado. Os Auxiliares Invisíveis se perguntaram porque a leoa não tinha matado a criança.
O Espírito-Grupo disse que esta criança tinha renascido para ajudar os nativos e sempre tinha sido boa em suas atividades no passado. A criança se afastou da vila e o Espírito-Grupo tinha influenciado a leoa para levá-la de volta para casa.
Os Auxiliares Invisíveis curaram alguns doentes nativos, brincaram com a leoa e com algumas crianças e, depois, se sentiram muito felizes com o que tinham visto.
Outra recompensa por estar correto é a sabedoria.
Quando um pregador por levar uma vida correta purifica seu corpo e constrói um Corpo-alma recebe os dons espirituais de visão e audição, e ele pode atrair pessoas a ele, como alguns dos primeiros pregadores fizeram.
Quando um artista ganha esses dons espirituais preciosos por viver uma vida correta, ele pode ver na Memória da Natureza e se reproduzir eventos passados na vida de Cristo, dos Seus Discípulos e de outros, como muitos dos grandes pintores foram capazes de fazer. Quando a um músico é dado estes inestimáveis dons, ele pode ser ensinado como reproduzir a música das esferas.
A Bíblia fala de muitos sábios profetas e professores que muito ajudaram a humanidade. A sua sabedoria não foi o resultado de longo e continuado estudo de livros. Muito do que tiveram como uma recompensa foi por terem vivido uma vida correta. Tomemos Salomão, por exemplo. Ele pediu sabedoria e foi dada a ele, e ele usou para governar o seu povo com sabedoria por muitos anos. Josué, Aarão, José, Jesus, Paulo e muitos outros tinham os dons espirituais da visão e da cura definitiva[34], e alguns tinham o dom de curar os outros. Desde então, apareceram muitos outros.
Quando alguém realmente vive uma vida correta ele tem uma satisfação e alegria interior que ninguém pode tirar dele. Exala satisfação e alegria que não podem ser explicadas, quando ajuda um amigo querido, ou quando um amigo querido o ajuda. Da mesma maneira, a apreciação de outras pessoas para conosco nos faz muito felizes. Quando alguém realmente vive uma vida inofensiva e útil ele pode ganhar o direito de ser um Auxiliar Invisível. Esta é uma recompensa que vale a pena lutar para alcançá-la.
Outra recompensa por viver uma vida correta é uma vida mais longa, o que nos dará mais oportunidades para a experiência. Algumas pessoas tiveram suas vidas prolongadas, a fim de que eles pudessem continuar o seu trabalho. A Bíblia nos diz que Ezequias[35] ficou doente e foi dito que ele iria morrer. Ele orou a Deus e pediu ajuda e Deus adicionou quinze anos à sua vida e enviou Isaías para curá-lo. Não quero dizer que isso acontece com todos os Auxiliares Invisíveis, em cada vida, pois isso não acontece. No entanto, muitas pessoas que eram Auxiliares Invisíveis tiveram suas vidas prolongadas.
A maior recompensa de todas é para ganhar a libertação de Deus, o Grande Pai de todos nós. A fim de fazer isso, um Auxiliar Invisível deve servir a humanidade por muitas vidas e obter as treze Iniciações. Quando isso tiver sido feito o indivíduo será escoltado até a presença do Deus de nosso Sistema Solar, por Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados.
***
Capítulo 2 – Como posso me tornar um Auxiliar Invisível
Talvez você esteja se perguntando quem são os Auxiliares Invisíveis e como eles são compostos. Os Auxiliares Invisíveis pertencem a muitas ondas de vidas.
Esta faixa de seres, muito úteis, percorrem todo caminho de Deus, o Ser Supremo, dos Seres Superiores – que habitam os vários planos cósmicos – até seres inferiores como os Espíritos da Natureza, que trabalham com o Fogo, Terra, Ar e Água.
Neste capítulo vamos considerar os Auxiliares Invisíveis que pertencem à onda de vida humana. Podemos dividi-los, resumidamente em duas classes, os Auxiliares Invisíveis conscientes e os inconscientes.
Os Auxiliares Invisíveis conscientes, geralmente, são os Irmãos e Irmãs Leigas. Eles chegaram a um ponto onde eles podem deixar seus Corpos Densos, por sua vontade, sair em seus Corpos-Alma e trabalhar como Auxiliares Invisíveis, em plena posse de suas faculdades. Eles podem retornar a seus Corpos e lembrar apenas onde eles estiveram ou que fizeram e falaram. Eles podem reter o que aprenderam e trazer suas experiências vividas para a Mente, sempre que desejarem. Eles foram ensinados a trabalhar com os vivos e os mortos, como operar as leis espirituais e como curar definitivamente os doentes.
Os Auxiliares Invisíveis inconscientes são pessoas que saem à noite para curar definitivamente outras pessoas durante o sono. Eles fazem o que podem para ajudar, porém, não conseguem se lembrar daquilo que fizeram. Tal tipo de Auxiliar Invisível não é capaz de enviar mensagem, devido ao seu pouco treinamento como Auxiliar, por meio do brilhante Cordão Prateado, para ser gravada no cérebro físico. Por esta razão não consegue lembrar onde foi e o que fez. É necessário um tempo maior de treinamento e muito esforço para que este Auxiliar Invisível se torne consciente nos planos internos, mas, pode ser alcançado e muitas pessoas avançaram até este ponto.
Qualquer pessoa pode ser um Auxiliar Invisível, se desejar e se cumprir com os requisitos necessários. Algumas pessoas foram Auxiliares Invisíveis em vidas passadas e hoje, encarnados, continuam como Auxiliares Invisíveis. Qualquer pessoa que pratica o “Sermão da Montanha” ou os “Dez Mandamentos” na sua vida pode se tornar um Auxiliar Invisível. Qualquer pessoa que tem as leis de Deus escrita em seu coração pode se tornar um Auxiliar Invisível consciente, independentemente de sua raça, seu credo, sua cor ou religião. O caminho está aberto para todos.
Se você deseja ser um Auxiliar Invisível precisará ter um só objetivo em mente. Você deve acreditar que pode fazer as coisas que você se propôs a fazer, ao longo de linhas religiosas e ajudar a humanidade.
Você deve ser altruísta e se dispor a ajudar a todos, independentemente de quem seja. Isto é muito importante, pois os Seres Superiores só consideram o coração e os desejos superiores e não as aparências externas. Muitos aspirantes acabam falhando por não estarem dispostos a fazer este trabalho, devido a um sentimento de superioridade e preconceito.
O aspirante deve ter fé inabalável em Deus. Deve acreditar que aqui nada poderá machucá-lo e nem mesmo nos planos superiores, enquanto estiver fora do Corpo durante o sono. É preciso muito tempo para que a maioria dos aspirantes se tornem bravos Auxiliares Invisíveis. Eles esquecem que estão fora de seus Corpos Densos e não podem ser feridos por pessoas e animais. Eles fogem em momentos críticos e retornam a seus Corpos e, quando entram nele ficam acordados por muito tempo. Às vezes, eles retornam em seus Corpos com tanta rapidez que acabam ferindo o Corpo Físico devido ao estado de choque que se encontram. Tais pessoas são consideradas de pouca utilidade, pois não se pode confiar nelas para completar o trabalho que foram enviadas para fazer.
Vou contar-lhe uma história, muito interessante, de um Auxiliar Invisível que desistiu de sua missão, e em seguida, ao acordar ficou pensando sobre o que havia acontecido e sentiu remorso por não ter feito o trabalho, devido ao medo. Dois Auxiliares Invisíveis (um homem e uma mulher) foram enviados para ajudar uma égua muito valiosa, que estava carregando dentro de si um potro e que por ser grande não conseguia dar à luz sozinha. A dor estava deixando-a louca e não sabia o que estava acontecendo. Ela corria ao redor de si mesma e estava muito excitada. Seu instinto animal a levou a procurar a ajuda de seu dono, e após subir os degraus da varanda começou a dar patadas na porta da casa.
Em seguida a égua, assustada, começou a virar em volta de si mesma na tentativa de forçar o potro a nascer. Isto a deixou desnorteada e acabou caindo escada abaixo. Depois que a égua se levantou começou a correr descontroladamente pelo quintal.
As pessoas saíram de suas casas e viram a condição em que estava a égua e queriam sacrificar o animal para terminar com seu sofrimento.
“Não façam isto, pois ela pode ser ajudada”, disse o Auxiliar Invisível.
Este animal pertencia a um garoto que tinha treze anos de idade e que gostava muito dele. Era seu animal de estimação e como estava prenha ele tinha até permitido que ela entrasse em sua casa. O menino chorou quando viu seu animal em apuros. “Você não pode fazer nada por ela, pode? “, disse para o estranho que tinha pedido para não sacrificar o animal.
“Sim, acho que posso”, respondeu o Auxiliar Invisível, sorrindo.
A Auxiliar Invisível sentiu o mesmo medo que envolvia as pessoas e a égua, porém, ela se esqueceu que não poderia ser ferida, enquanto estivesse fora de seu corpo. Ela não queria que o outro Auxiliar chegasse próximo à égua assustada. Ela ficou apreensiva porque a égua era muito selvagem e indomável; e ela foi embora, não voltando para continuar a servir para resolver aquele problema.
O Auxiliar Invisível era mais corajoso e se aproximou da égua e a tocou. Ela ficou calma imediatamente, e sua dor parou com o toque dele. O Auxiliar Invisível podia ver o Espírito-Grupo da égua no Mundo do Desejo, e perguntou o que poderia fazer para salvá-la. O Espírito-Grupo lhe deu as instruções e com uma corda amarrou as duas patas traseiras do potro e prendeu a outra ponta da corda num poste. Então, puxou a égua para longe do poste para que o potro pudesse sair de dentro da égua. O Auxiliar Invisível falou com a égua o tempo todo para mantê-la quieta. O potro nasceu bem e deu tudo certo e o Auxiliar Invisível desamarrou a corda dos pés do potro e viu que ele era forte e perfeito. Sem esta ajuda, tanto o potro como a mãe teriam morridos.
O Espírito-Grupo agradeceu o Auxiliar Invisível e disse que esperava que a outra Auxiliar pudesse servir melhor da próxima vez, mas que ela era uma pessoa corajosa. Estes Auxiliares Invisíveis tinham visto o Espírito-Grupo antes, quando eles ajudaram outro belo cavalo marrom, cuja perna tinha sido quebrada em um acidente.
Talvez você possa imaginar como o Espírito-Grupo se parece. Basta tentar imaginar um espírito parecido com um Arcanjo com um corpo de um homem, uma cabeça como a de um cavalo, e um corpo etérico estendido para trás dele. Imagem de si mesmo refletida, com maravilhoso olhar compassivo, e uma radiante luz envolvendo seu corpo e estendendo-se para fora dele em todas direções.
Então você terá uma breve concepção deste maravilhoso Espírito-Grupo, o qual tem a seu cargo os cavalos, que os guia e os direciona. Quando eles sofrem e morrem, o Espírito-Grupo sente a dor mais intensamente do que aqueles que estão sob seus cuidados. O Espírito-Grupo faz tudo o que pode por aqueles que estão sob sua responsabilidade, e aqueles seres humanos misericordiosos que são amáveis e bondosos para com seus cavalos são abençoados pelo Espírito-Grupo.
Estes Auxiliares Invisíveis voltaram duas vezes para ver a égua e o lindo potro. O dono disse que ele tinha recebido uma oferta de mil dólares pelo potro, naquele momento; mas ele não queria vendê-lo. O homem questionou o desconhecido e queria saber seu nome e endereço, mas é claro, ele não poderia dar.
“Se você realmente precisar de mim novamente” disse o Auxiliar Invisível, “Eu estarei aqui”.
Você pode observar nesta história que o Auxiliar Invisível precisa ser corajoso e destemido. Eles devem lembrar que estão fora de seus corpos e não podem ser feridos por nenhuma criatura.
Os Auxiliares Invisíveis também devem ter algum conhecimento de como cuidar dos doentes e feridos. Quanto mais capazes e experientes eles forem, melhor, pois eles precisam pensar e agir rapidamente.
Um estudante de Ocultismo tem de ser corajoso o suficiente para confirmar a sua religião contra a oposição. Quando um estudante, definitivamente, abraça o Caminho, ele perceberá que sua família e seus amigos vão se opor a seus desejos e eles podem tentar afastá-lo do Caminho escolhido. Eles podem ridicularizar suas crenças. Eles podem colocar obstáculos em seu caminho e causar-lhe muito desconforto físico e mental. Os membros da sua família podem abandoná-lo, seguir seus próprios caminhos e ignorá-lo. Ele pode perder seus amigos e ter que procurar outros que vão compreendê-lo. Ele precisará ficar mais tempo sozinho. Ele será chamado de uma pessoa estranha. Alguém pode dizer que ele tem uma religião imaginária e que é impraticável. Seus amigos podem até dizer que ele é um tolo ou um louco por acreditar na Lei do Renascimento.
Talvez você se pergunte porque não há mais estudantes Ocultistas. É porque as pessoas estão mais interessadas em ter prazeres, preferem estudar sobre as coisas materiais deste mundo, em vez de se preparar para um desenvolvimento ao longo das linhas espirituais. Algumas pessoas se aproximam dos ensinamentos místicos por mera curiosidade. Elas ouviram sobre a clarividência e a desejam por motivos egoístas. Tais pessoas podem até se tornarem Probacionistas e estudarem até de maneira diligente por um tempo. Alguns deles logo se cansam de se privar de carne e peixe, e outras coisas que um Probacionista promete a si mesmo não mais fazer. Então, eles se voltam para seus velhos hábitos e nunca mais se comprometem com qualquer progresso espiritual em sua vida.
Qualquer religião é importante, na medida em que torna as pessoas melhores aqui e agora. Tal religião deve tornar as pessoas gentis e atenciosas em seu lar, de boa consciência em todos os seus negócios, leal a seus amigos e pronto a perdoar os seus inimigos.
Os ensinamentos Ocultos promoverão tudo isso, se eles são totalmente compreendidos e praticados.
Quando uma pessoa decidiu dedicar sua vida ao serviço da humanidade, deve meditar muito tempo antes de dar esse passo, porque uma vez que o passo foi dado, a pessoa se sentirá deslocada no lento caminho da evolução da humanidade em geral. Se ela avança, encontrará a felicidade e satisfação no trabalho que ela fará, no conhecimento que adquirirá e novos amigos que ela conhecerá. Se ela, aos poucos, desiste e deixa de tentar melhorar a si mesma, verá que não mais se encaixa em nenhum lugar. Ela não ficará satisfeita em fazer o que fazia no passado, e sentirá que perdeu algo que era vital para a sua paz de espírito e felicidade.
Devemos lembrar que cada ser humano deve trabalhar para o seu próprio destino. Quando consideramos o destino, pensamos, imediatamente, da Lei do Renascimento e na Lei de Consequência. Estas Leis trabalham em harmonia com os Astros, de modo que uma criança nasce no momento em que os Astros do nosso Sistema Solar lhe dão as condições que são necessárias para ela adquirir experiências e evoluir na escola da vida. Nós somos o que somos por causa do que fomos em vidas passadas, e nossas ações atuais determinam as condições futuras. Se você deseja se tornar um Auxiliar Invisível, você precisa estudar o assunto de todos os ângulos, e então você será capaz de entender a melhor forma de como realmente começar.
Não só temos trabalho a fazer na Terra, mas quando chegarmos ao céu estaremos ocupados. Quando chegar ao Mundo do Pensamento vamos trabalhar para alterar a superfície da Terra, que será o palco de nossos desafios futuros, na Terra densa, onde viveremos novamente. Além disso, estaremos muito ocupados em aprender a construir melhores corpos físicos para se trabalhar quando estamos prontos para renascer novamente.
Durante o tempo em que nós estivermos no Céu, vamos aprender a construir todos os tipos de corpos, porque um Corpo Denso não é suficiente. Precisamos também de um Corpo Vital, um Corpo de Desejos, uma Mente, e um Corpo-Alma, antes que possamos nos tornar Auxiliares Invisíveis.
O mais avançado da humanidade também tem que desenvolver um outro corpo que é chamado o Corpo Espírito de Vida, ou Corpo Causal. Este Corpo está correlacionado ao Mundo do Espírito de Vida. Quando o Corpo Espírito de Vida é construído, um Auxiliar Invisível pode deixar seu Corpo Denso e viajar de um Planeta para outro. Há ainda um outro Corpo que devemos construir no futuro. É o Corpo Espírito Divino, que é o mais sutil veículo do ser humano. Quando um ser humano pode funcionar conscientemente neste veículo, ele pode deixar seu Corpo e viajar conscientemente de um Sistema Solar para outro.
Nós não podemos mudar nosso passado, mas, até certo ponto, podemos mudar nossas vidas futuras. Devemos harmonizá-las com as leis de Deus, e de alguma maneira, podemos nos elevar acima das leis de nosso Mundo Físico, e com o tempo podemos livrar-nos destas dívidas.
A fim de que possamos entender melhor como cada pessoa deva trabalhar o seu próprio destino, eu vou contar de que maneira um homem estava lidando com seu destino, sob provas muito difíceis.
Há alguns anos, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que estava doente, acamado e só. Durante sua vida ele tinha causado muitos problemas para outras pessoas. A falência de uma instituição financeira o fez perder todo o seu dinheiro e ele acabou indo para o Norte começar uma nova vida.
“Eu não tinha nada além de problemas e contratempos, mas me mantive firme”, disse o homem. “Uma noite, uma matilha de lobos me atacou e uma mulher veio, espantou os lobos e depois cuidou de minhas feridas.
Ela me disse que se eu ajudasse o meu próximo, minha vida não seria tão sem sentido e solitária. Ela me disse que deveria trabalhar com o meu destino que eu mesmo tinha escolhido, e que eu teria que desfazer os erros que havia cometido.
“Eu perguntei-lhe como eu poderia fazê-lo e, ela respondeu: vá para cidade e viva uma vida de serviço a toda a humanidade e também aos animais. Comecei a fazer isso com grande alegria. Mas, minha alegria não durou muito tempo, pois, mal ganhava para me sustentar e eu já estava passando fome. Finalmente consegui um emprego, mas, roubaram o meu primeiro salário no caminho para minha casa. Fui despejado do meu quarto pela proprietária e fiquei passando frio. Então, fui até o meu chefe e ele me ajudou naquela semana pagando o meu aluguel. Mais tarde, apaixonei por uma mulher, porém, ela me deixou um dia antes de nos casarmos. Isso tirou todo o meu desejo de fazer o bem”.
“Você se casaria com ela por um motivo egoísta”, disse a Auxiliar Invisível. “Você não quis ajudar ninguém durante esse tempo? “
“Não, mal eu poderia ajudar a mim mesmo!”, respondeu o homem.
“Quando você começou a ser útil?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Bem”, disse o homem, “uma noite a mesma mulher apareceu a mim, em sonho, e pediu que eu ajudasse a humanidade com o aquilo que eu tinha.
A primeira pessoa a quem eu ajudei foi uma menina indiana. Desde então, tenho ajudado as pessoas, cães, gatos e vários animais”.
“Numa manhã de domingo na primavera fui para floresta e não prestei atenção por onde estava indo. Finalmente, eu entrei em um covil de lobos e um lobo rosnou para mim. Isso me fez voltar a mim, percebi que a morte estava perto e fiquei apavorado. Eu orei a Deus e Lhe pedi para que me poupasse um pouco mais. Eu prometi que iria tentar desfazer as maldades que eu tinha cometido”.
“Neste momento, um lobo transportou um de seus filhotes e depositou aos meus pés”.
Observei que uma de suas patas traseiras estava parcialmente mutilada. Lavei-a com cuidado, enrolei com o meu lenço e a coloquei no chão.
Depois o filhote voltou para sua mãe. Então, me dirigi até no meio dos oito lobos e nenhum deles me incomodou.
“Fui para casa me sentindo um novo homem e fui promovido rapidamente no meu trabalho. Agora sou o supervisor das florestas. Fui para a floresta novamente, há cerca de um ano atrás. E lá libertei uma grande cobra de uma armadilha e ela não tentou me morder. Eu não quero morrer. Eu não completei ainda meu trabalho aqui. Tenho desfeito muita coisa do que fiz, mas, quero ainda terminar”.
“Você vai viver para terminar o seu trabalho”, disse a Auxiliar Invisível.
“Por favor, me diga por que a mulher me abandonou no momento do nosso casamento?”, disse o homem.
O Auxiliar Invisível lhe disse que em vidas anteriores havia mantido relações sexuais com essa mulher para satisfazer seus desejos deixando-a depois, e que agora estava colhendo aquilo que semeou.
“Você irá conhecer esta mulher a quem feriu”, disse o Auxiliar Invisível. “E você terá a oportunidade de corrigir o erro que cometeu e, ainda dar um nome a uma criança. Certamente, estará pagando o seu destino”.
Os Auxiliares Invisíveis observaram que o Corpo-Alma do homem estava começando a brilhar. Eles fizeram o que podiam para ajudá-lo e foram continuar o trabalho deles. Esperemos que este tenha pago as suas dívidas, e que em vidas futuras possa ser útil e feliz, e assim evitar o Purgatório, quando vier a falecer.
Na Bíblia, lemos as seguintes palavras de sabedoria: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (II Cor 5:10).
Os Auxiliares Invisíveis precisam de conhecimento, pois é necessário se relacionar com vários tipos de pessoas, e por isso ser capazes de lidar com todo tipo de situação, quando são enviados em missões (serviço). A eles são dados os meios de levar adiante o trabalho a ser executado. Por meio da Consciência Jupiteriana, que é algo semelhante às cenas passadas em imagens, o Auxiliar Invisível mostra às pessoas, que irão ajudar, de que maneira devem proceder.
Existem algumas pessoas que são tão preguiçosas e negligentes como crianças malvadas e crescem preguiçosas e incapazes. Vocês veem muitas destas pessoas (membros) na família humanidade. Sem dúvida, tem se perguntado por que elas não se esforçam por elaborar melhores condições de vida para si mesmas. Elas tentam resistir a todos os esforços para serem melhores e seguirem a linha de menor resistência, que é mendigar ou furtar àqueles que lhes convém.
Aqui está uma história que mostra como algumas pessoas foram ajudadas numa noite, e como alguns mendigos decidiram dar uma mãozinha na construção de seus destinos. Os mendigos aproximaram de uma casa e planejaram roubar as pessoas que ali viviam. Um deles foi até à porta de uma casa para pedir comida. Caminhou até a porta, enquanto os demais permaneceram no quintal. O homem esperava entrar na casa, e assim, observar o que havia lá dentro, para que em seguida os demais pudessem aproveitar e roubar a família.
Aconteceu que dois Auxiliares Invisíveis estavam dentro da casa socorrendo uma pessoa enferma. Quando ouviram uma forte batida na porta os Auxiliares Invisíveis olharam para fora e viram o mendigo na porta e os demais no quintal.
“Irei até a porta”, disse a Auxiliar Invisível, pois sabia que as pessoas estavam nervosas e com medo.
“O que quer?”, a Auxiliar Invisível perguntou ao mendigo, após abrir a porta.
O mendigo pediu algo para comer. A Auxiliar Invisível, cuidadosamente, fechou a porta e foi pegar um pouco de pão e manteiga.
Ela entregou a comida ao mendigo, que parecida muito bravo, porque estava descontente. A Auxiliar Invisível, então, viu mais quarto mendigos próximos com olhares maldosos em seus rostos. A Auxiliar Invisível sabia que os mendigos estavam intencionados em roubar as pessoas e, então, resolveu impedir que isto acontecesse, se fosse possível. Ela foi até onde eles estavam e lhes falou.
“O que posso fazer por vocês?”, ela perguntou.
Os homens murmuraram algo sobre sua má sorte e a Auxiliar Invisível começou, imediatamente, a reprová-los por serem descuidados e preguiçosos. Ela lhes disse que a culpa era de cada um por serem pessoas difíceis e por isso não teria mais ninguém a quem culpar. A senhora Auxiliar conversou com cada um por vez, e disse a data e onde nasceu. E falou dos principais acontecimentos em cada uma de suas vidas.
Os mendigos ficaram tão surpresos que não sabiam o que fazer. Um dos homens chegou a afirmar que ela estava certa no que disse a seu respeito.
“Sim, é verdade”, disse outro homem.
A Auxiliar Invisível lhes contou de sua vida e de seus esforços para fazer o bem e ter êxito no seu trabalho e como ela trabalhou com o seu dinheiro para que fosse possível aproveitá-lo por mais tempo. Os homens a olharam com surpresa e admiração. O Auxiliar Invisível disse a ela que os tirasse de sua aura expandida. Quando a fez, os homens ficaram assustados.
“Senhora, os Anjos trabalham no céu?”, perguntou um dos homens.
“Sim, eles trabalham no Céu”, a Auxiliar Invisível respondeu. “Os seres humanos, Anjos e Arcanjos trabalham em toda parte do Universo. Todas as pessoas, tanto boas ou más, necessitam trabalhar nesta onda de vida”. Ela reafirmou que havia deixado bem claro a todos os mendigos que todo ser humano deve trabalhar pelo seu destino e que colhemos aquilo que semeamos.
Os cinco mendigos se viraram e foram embora calmamente, porém, muito mais instruídos do que quando chegaram. Eles acabaram mudando de opinião sobre o que iam fazer e decidiram que, a partir de agora, seriam pessoas melhores no futuro.
Se você deseja ser um Auxiliar Invisível, você deve gostar de trabalhar. Se você se orgulha de trabalhar e gosta de se colocar nisso e de fazer o melhor que pode, você vai ser bem-sucedido na longa jornada. Um Auxiliar Invisível ama seu trabalho. Depois que ele sabe que estão dando a ele a permissão de fazer parte neste trabalho, ele anseia por fazer seu melhor e evoluir e, assim, será capaz de realizar trabalhos cada vez mais difíceis, enquanto está fora de seu Corpo durante o sono. Auxiliares Invisíveis de todos os tipos são necessários. Pessoas das origens mais humildes necessitam de ajuda, tanto quanto engenheiros altamente habilidosos, médicos, professores e todos aqueles de todas as outras profissões. Há um lugar para todos que desejam servir.
Não devemos negligenciar os deveres ordinários de nossas vidas. Não devemos esperar nos colocar em novos deveres e deixar de lado nossas obrigações que já foram assumidas. É possível para nós sermos realmente bons como estudantes ocultistas, sem negligenciar algum de nossos deveres habituais. Não estamos prontos para o trabalho mais elevado se não estivermos desejosos por completar nossos DEVERES para com nossas famílias. Iremos descobrir que trabalhar como um Auxiliar Invisível será a coisa mais interessante e valiosa que faremos. Não desejaremos fazer nada que possa nos levar a perder nosso lugar no grupo de Auxiliares Invisíveis. Não devemos apenas pensar grande, mas devemos trabalhar no sentido da meta que impusemos a nós mesmos.
Consideremos o lugar em que a religião deveria ter em nossa vida moderna e, então, veremos qual papel deveríamos desempenhar no drama da vida, a fim de fazer do mundo um lugar melhor para todos nós vivermos.
São Tiago escreveu aos Cristãos sobre seu dia e contou-lhe várias coisas que os encorajaram a se esforçar muito para viver vidas boas e úteis. O seguinte conselho nos fala sobre como podemos ser bons Auxiliares Invisíveis:
“Se alguém dentre vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem recriminações, e ela ser-lhe-á dada”.
“…todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação”.
“Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia a sua língua, antes se engana a si mesmo, saiba que a sua religião é vã”.
“Tornai-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!”.
“Com efeito, a religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, consiste nisto: visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações e guardar-se livre da corrupção do mundo” (Tg 1:5-16-17-22-26-27).
São Tiago era um Ego desenvolvido que não teve medo de escolher seguir a Cristo, e depois de ter escolhido segui-Lo, nunca vacilou, mas continuou a ser fiel a Ele enquanto viveu. Naquele tempo, não era algo fácil seguir os ditames de seu coração.
Depois de Cristo ter sido crucificado, os Discípulos estavam sempre em perigo, pois eles tinham muitos inimigos. As ideias de Cristo eram muito elevadas para aqueles seres humanos vis de seu tempo segui-las e eles temiam aqueles que instintivamente reconheciam como nobres e verdadeiros. Tais homens sabiam que estavam agindo errado quando mataram e prenderam os primeiros cristãos, porque possuíam os ensinamentos do Antigo Testamento. Eles sabiam sobre os ensinamentos dos profetas e tinham os Dez Mandamentos.
Vejamos como os seres humanos dos tempos modernos podem colocar os ensinamentos cristãos em prática. Alguns estão fazendo isto agora e serão recompensados por sua fé e obras. Mas, e quanto a maioria? Seriam eles executores da palavra ou meros ouvintes, enganando a si mesmos? A verdade é que eles não são executores e muitos não são nem ouvintes. Perguntemo-nos por que isto acontece.
Muitas influências, as quais são decorrentes de todos nós, estão agindo neste nosso grande mundo. Em terras estrangeiras as condições não são boas.
Os diplomatas do mundo professam que estão trabalhando para promover a paz. Mas eles estão usando sua sabedoria e estão pedindo a Deus por orientação? A resposta é “não” em ambos os casos. Eles dependem de sua baixa capacidade de prever como as coisas vão se desenrolar. Eles dependem da ideia de que o poder é o certo, o que é uma base falsa sobre a qual construir uma paz duradoura.
Somos guardadores de nossos irmãos e somos confrontados com a necessidade de escolher qual lado tomar na vida de hoje. Os líderes das nações do presente têm uma tremenda responsabilidade. Como eles estão desempenhando seu trabalho? Estão usando da justiça e da misericórdia? Estão liderando seus seguidores nos caminhos da paz?
Se você desejar ser um Auxiliar Invisível você deve usar da justiça e da misericórdia em sua vida cotidiana, pois um ser humano vil não pode fazer atos de misericórdia à noite. Tal ser humano não pode ser usado como um Auxiliar Invisível para curar o doente e pregar o evangelho do caminho correto. Um Auxiliar Invisível deve ser honesto consigo mesmo e com os outros.
Estudantes ocultistas devem ser obedientes às leis da terra onde vivem. Devem obedecer aos Dez Mandamentos e os ensinamentos de Cristo no melhor de suas capacidades. Um grande místico disse que o orgulho do intelecto, a intolerância e a impaciência das limitações devem ser os pecados habituais do nosso dia. Se você gostaria de ser um Auxiliar Invisível, seja cauteloso em evitar tais traços, caso contrário os Seres Superiores não poderão fazer de você um instrumento em seus serviços benevolentes para com a humanidade.
Aqueles que desejam se preparar para prestar serviço como Auxiliares Invisíveis precisam desempenhar algum papel na comunidade em que vive. A fim de ter um melhor governo, eles devem fazer a sua parte para promover os melhores interesses do povo para poder governar. Muitas pessoas estão seguindo os ditames daqueles que estão no poder, não porque os amam e confiam nele, mas, porque esperam receber deles prestígio, dinheiro ou poder. Existem pessoas hoje em dia que estão prontas para vender suas almas por pequenos valores monetários, assim como Judas fez quando traiu seu amigo e Salvador.
Com o objetivo de ser um Auxiliar Invisível a pessoa deve ter uma firme crença em Deus. A religião tem seu lugar em cada nação, em cada casa e no coração de cada pessoa dentro daquela casa. Não é necessário que todo Auxiliar Invisível acredite exatamente na mesma forma religiosa.
De tempos em tempos, diferentes tipos de religiões são fornecidos à humanidade para que cada uma atenda as necessidades espirituais, dentre as quais estão inseridas. Todas estas religiões vêm de Deus e das Hierarquias Superiores que trabalharam, desde os tempos passados, para fazer com que as pessoas que vivem na Terra pudessem avançar. Todas as religiões têm fundamentos e objetivos similares. As religiões anteriores deram lugar à religião Cristã, que foi fundada por Cristo Jesus há quase dois mil anos atrás.
Há muitas religiões no mundo moderno e se cada pessoa vivesse a concepção mais elevada de sua religião, certamente, o mundo seria um lugar muito melhor do que é hoje. Qual é o problema? Por que cada ser humano não faz jus a sua religião? Isto se deve ao fato dele não querer ou não se esforçar o suficiente. Naturalmente, é mais fácil seguir a linha de menor resistência. É preciso coragem para seguir os Dez Mandamentos.
A fim de fazê-lo, o ser humano precisa crer em Deus e passar algum tempo meditando e lendo sobre Deus. Não deve tomar o nome do Senhor em vão. Não deve blasfemar, porque se o fizer, seguramente, será punido por isto. Cada pessoa é julgada em silêncio por sua família, seus vizinhos e pelos demais.
Se o ser humano usa o nome de Deus de maneira desrespeitosa, ele não é religioso e, realmente, não engana nem a si mesmo nem a qualquer outra pessoa, quando finge ser um cristão. As pessoas religiosas devem ter mais cuidados em como educar seus filhos. As crianças aprendem muito pela observação e são grandes imitadoras. Se uma criança ouve seus pais falarem palavrões, ela acaba sendo susceptível a fazer o mesmo em pouco tempo e este hábito fica muito difícil de se romper. Aqueles que desejam servir aos Irmãos Leigos precisam evitar esta prática ruim.
Depois há o mandamento “Não furtarás”. Devemos respeitar o direito de propriedades dos outros, e manter toda lei porque queremos. Então, não iremos precisar ninguém nos ficar vigiando, já que prestamos obediência porque somos servos da lei, e trabalhamos com isto, porque queremos fazer o que é certo e justo. Todo servidor público eleito ou escolhido para servir em uma repartição pública deve se lembrar de seus ensinamentos religiosos e ser justo com todos. Eles devem escolher assistentes e trabalhadores por sua aptidão em fazer o trabalho honestamente. Os servidores públicos devem tomar cuidado com a intolerância a outras raças e credos. Aqueles que estão tratando de viver uma boa vida estão tendo dificuldades.
No entanto, devem cumprir com seu dever como o veem e não se deixar influenciar pelas forças invisíveis do mal. Em toda Bíblia lemos sobre o conflito entre o bem e o mal. Assim, as pessoas más estiveram no poder ou a maioria delas, e ao que parece tem se superado na luta. Já é tempo para que as pessoas boas de todas as religiões se coloquem firmes e fortes para o que é correto. Os indivíduos e as nações não devem extorquir. Não devem matar, e não devem levantar falso testemunho contra seu próximo. Pessoas que cometem estes pecados serão punidas nesta vida ou em outra futura. Uma pessoa que tenha dado um falso testemunho contra outra, também será colocada em situação idêntica de falso testemunho contra ela mesma. Então, esta pessoa irá sofrer como fez o outro sofrer, pois colhemos o que plantamos. Não devemos cobiçar o que pertence aos outros. De cada um de nós é esperado que se faça o correto, não importando onde nos encontremos.
O advogado ou juiz deve guiar-se de sua religião na sala do tribunal. Ele deve ouvir, atentamente, as evidências apresentadas e tentar honestamente ser justo e correto. A pena de morte deve ser abolida. A prisão é mais humana em todos os casos.
As prisões devem ser higienizadas e a comida deve ser nutritiva e suficiente. Se uma pessoa, supostamente, cometeu um crime e é sentenciada a prisão por vários anos, e mais tarde se descobre que era inocente, então, o ser humano pode ser liberado e seu nome reabilitado publicamente. Se, por outro lado, este ser humano tenha sido enforcado ou eletrocutado, o crime cai sobre o Estado e nenhuma restituição poderá ser feita a pessoa injustiçada.
Um juiz que é religioso tentará fazer justiça utilizando o melhor de sua capacidade. O ser humano que, realmente, se esforça para ser um servo de Deus conseguirá desenvolver sua intuição. Entretanto, poderá discernir o real motivo por trás do ato e dará, infalivelmente, uma decisão justa. De modo que, se o ser humano é honesto consigo mesmo e com os outros, ele será recompensado através de sua atenção consciente no trabalho da vida. Assim, a pessoa poderá tornar-se um Auxiliar Invisível muito útil.
Consideremos um médico e vejamos como ele pode fazer uso de sua religião na prática da medicina. Um médico tem uma alta vocação e pode ganhar muita recompensa no Céu, construir melhores condições para ele mesmo em sua próxima vida na terra; ou ele poderá acumular grande sofrimento para si mesmo no Purgatório e em outras vidas pela forma que ele conduziu sua vida. É dever do médico aliviar o sofrimento e servir àqueles que procuram seus serviços quando estão doentes.
Um médico deveria sair de seu caminho para tratar os doentes. Não deveria cobrar honorários que sejam muito além das possibilidades de seus pacientes que sejam pobres nos bens deste mundo. Aqueles que podem pagar deveriam fazê-lo prontamente. Todo médico deveria desejar fazer algum trabalho de caridade. São Lucas era chamado o amado médico por causa de seus atos caridosos. Um médico tem mais oportunidades para servir do que a maioria das pessoas. Se ele é uma boa pessoa, ela torna-se um Auxiliar Invisível, pois o trabalho de curar é uma das mais importantes linhas de trabalho exercidas pelos Irmãos Maiores e seus Auxiliares.
Cristo foi chamado de Grande Médico por causa de sua extraordinária habilidade em curar as pessoas doentes e sofredoras. Cristo não apenas curava os doentes, ele curava os cegos e expulsava os demônios. Expulsar demônios significa que ele podia curar casos de obsessão. Auxiliares Invisíveis frequentemente fazem isso hoje. O médico moderno pode fazer muito para ajudar a si mesmo e aos outros se ele for uma pessoa religiosa que realmente deseje fazer todas as suas obrigações pelos outros. Essa pessoa precisa de uma religião de esperança, pois ela terá mais sucesso se for capaz de instilar esperança e confiança em seus pacientes. Se colocar seu grande coração em seu trabalho, desenvolverá a intuição necessária para ajudá-la a diagnosticar casos difíceis de doença e tratá-las com sucesso. Alguns dos médicos atuais desenvolveram suas faculdades finas e são, por este motivo, muito melhor equipados para ajudar ao doente.
Um verdadeiro médico e outras pessoas evitarão a bebedeira e outras formas de dissipação, e manter-se-ão em forma para que sempre tenham cabeça fria e pronta para qualquer emergência. Qualquer um que deseje ser um Auxiliar Invisível deve manter-se sem interferência de todas as formas de bebidas intoxicantes.
Aqui está um mandamento difícil de ser mantido pelas pessoas do mundo moderno. É este: “Não deverás matar”. Muitas pessoas entendem como significado disso que não devemos matar seres humanos, mas o Estudante Rosacruz oculto sabe que os animais estão incluídos neste mandamento. Você deveria lembrar que Daniel e seus amigos recusaram-se a comer carne da mesa do rei da Babilônia. Para realmente obedecer este mandamento de Deus, você deve viver uma vida inofensiva. Você deve desabituar-se de comer carne, peixe e ave porque eles são irmãos mais novos.
Aqueles que fazem com que terceiros, por necessidade econômica, matem animais para sua alimentação, são realmente acessórios da obrigação por ser responsáveis pela morte dos animais. Um homem honesto e religioso não pode tornar-se um açougueiro, servidor de bebidas ou um caçador de animais com peles. Tais homens não podem ser aceitos como Auxiliares Invisíveis.
Há apenas uma desculpa para o caçador que vai atrás de uma atividade. Se ele estiver faminto ou se sua família estiver com necessidade de alimentos, e ser for necessário matar um animal para sustentar a vida, poder-lhe-á ser perdoado assim agir, mesmo se ele esteja tentando viver uma vida religiosa.
Caçar meramente por esporte é cruel, e o ser humano que professa ser um Cristão deveria empenhar-se contra isso aberta ou secretamente. O caçador coloca-se em uma posição onde ele torna-se desumano e insensível a toda dor e sofrimento.
O cientista também necessita de sua religião em seu trabalho. Se ele devota seu tempo ao trabalho, será útil aos seres humanos e animais, e será recompensado; ao revés, ele será punido por seus atos. Os cientistas que efetuaram curas para várias doenças humanas ajudaram em nossa vida moderna.
Muitos cientistas trabalharam pelo bem da humanidade e podemos ter certeza de que eles serão recompensados após a morte. Muitos dos cientistas do passado foram Auxiliares Invisíveis muito úteis.
Inventores que desejam tornarem-se Auxiliares Invisíveis deveriam trabalhar somente para o bem da humanidade. Seria melhor se cada inventor perguntasse a si mesmo se sua invenção faria do mundo um local mais seguro e mais feliz onde viver, ou se isso causaria mais sofrimento e crime. Inventores deveriam usar sua habilidade para ajudar a humanidade e não para causar sofrimento.
Na Época Atlante as pessoas tinham um instrumento maravilhoso chamado gerador de água. Por meio dessa útil invenção, as pessoas geravam água ao utilizar o oxigênio e hidrogênio da atmosfera e combinando esses gases para formar água pura. Essa invenção foi perdida. Algum dia será mostrado a um homem valoroso como fazer um gerador de água para a humanidade. Seria maravilhoso para as pessoas de terras semiáridas onde há chuva insuficiente. Poderia também resolver o problema de água potável para as cidades e comunidades rurais.
Para inventar esse instrumento o inventor terá de melhorar a si mesmo, que é a melhor maneira de aprender os segredos da natureza.
É possível ao ser humano desenvolver faculdades dentro de si, que o capacitarão a ler a Memória da Natureza. Aí ele poderá investigar muitas coisas em sua procura pela verdade e conhecimento. Antes que uma pessoa possa atingir este estágio, ela deve tornar-se um Auxiliar, tanto em suas horas de vigília como durante o sono. Um ser humano recebe dons espirituais como uma recompensa por mérito e por persistência em fazer o bem.
Um fazendeiro poderá se tornar um Auxiliar Invisível e usar sua religião no trabalho. Um bom fazendeiro poderá fazer sua parte em melhorar a qualidade dos grãos, vegetais e frutas que ele cultiva em sua fazenda. Ele dá aos membros do reino vegetal uma oportunidade para crescer e ganhar experiência. O fazendeiro cultiva alimentos para alimentar outras pessoas. Se ele produzir boa comida e vender a um preço razoável, ele estará ajudando outras pessoas a viver e planejar seus destinos e aprender lições necessárias.
Um bom fazendeiro é gentil aos animais da fazenda e os alimenta de forma apropriada. Se eles estão feridos, ele os medica e tenta dar-lhes conforto. Um fazendeiro que tenta ser religioso cuida dos membros de sua família e proporciona oportunidade para irem à escola e à igreja. Ele tenta ensinar às suas crianças como trabalhar na fazenda, de forma que elas aprendam a ter o seu próprio sustento para viver.
Algumas pessoas ajudaram o mundo ao desenvolver novos e melhores tipos de vegetais, árvores frutíferas e plantas. Essas pessoas deixam o mundo muito melhor e ganham tesouros no Céu por seus serviços.
Qualquer religião pode ser julgada pelo que faz pelas outras pessoas que acreditam nela e praticam seus ensinamentos. A religião fez muito por milhares de pessoas que estão vivendo hoje. Se as verdades fossem sabidas, constataríamos que muitas pessoas foram curadas pela sua fé em Deus. Outras pessoas foram salvas da morte por suas preces. Se você quer ser um Auxiliar, escolha uma religião, estude-a, viva-a e distancie-se das práticas demoníacas do mundo. Você deverá rezar a Deus por liberdade e orientação e fazer todo o bem que você puder. Se você fizer isso, você certamente irá adiante para o lugar onde você poderá ser usado como um Auxiliar Invisível para a humanidade.
Se você deseja tornar-se um Auxiliar Invisível, você deve ser altruísta. Você deve desejar fazer para outras pessoas. Eu não quero dizer que você deve doar tudo que você tem, mas você pode dividir o que você tem com outros. Se você é afortunado o suficiente para ter dinheiro ou poder, sinta que é seu para usar de maneira sábia para uma boa causa. Esteja disposto a dar seu tempo para ajudar outras pessoas que estão lutando para se melhorar e avançar em alguma linha escolhida de empenho ou para ajudar aos outros a aprender os ensinamentos Místicos. Seguem duas estórias que narram sobre um homem egoísta e um homem altruísta.
Uma noite dois Auxiliares Invisíveis pararam em uma casa onde um menino estava com apendicite. Os Auxiliares Invisíveis foram informados que o médico não iria ver o menino doente a não ser que eles recebessem o pagamento de cinquenta dólares pela visita. O médico vivia a alguma distância das pessoas e era muito proeminente. A Auxiliar Invisível foi ver esse médico que iria atender o menino e ele recusou-se a fazer a visita se ela não garantisse que ele receberia o dinheiro.
A Auxiliar Invisível se voltou para o menino doente e o Auxiliar Invisível chamou os Seres mais elevados para ajudar. Eles foram informados, através de pensamento, para massagear cuidadosamente o apêndice do menino a fim de esvaziá-lo. O Auxiliar Invisível fez isso e então massageou o intestino grosso do menino e passou o conteúdo do apêndice para fora e o menino ficou melhor rapidamente. Os Auxiliares Invisíveis disseram aos pais do menino para alimentá-lo com sopa e vegetais moles, mas sem carne. Eles prometeram voltar a ver o menino em um dia ou dois.
Após dois dias os Auxiliares Invisíveis voltaram a ver o menino e verificaram que ele estava sentindo-se bem. Eles contaram aos pais que seu filho ficaria bem. “Você deve sempre ser cuidadoso na dieta dele”, disse o Auxiliar Invisível, “e não lhe permita engolir qualquer tipo de sementes.”.
“O médico veio ontem ver nosso menino”, disse a mãe. “Ele disse que se preocupou a noite toda com ele e ofereceu fazer o que estivesse ao seu alcance gratuitamente se nós quiséssemos. Eu lhe disse que não precisaríamos mais dele uma vez que alguns novos amigos vieram e ajudaram. Ele queria saber quem eram nossos amigos e onde eles moravam. Ele disse que gostaria de ver a mulher que lhe pediu assistência.”.
A Auxiliar Invisível materializou-se no consultório do médico no dia anterior quando lhe pediu para ir ver o menino. Ele terminantemente se recusou a ir, a não ser que fossem pagos seus honorários de cinquenta dólares. Ela disse-lhe que chegaria hora em que ele iria alegremente a qualquer lugar ajudar uma pessoa doente independentemente de quão longe fosse.
Os pais do menino queriam saber quem eram os estranhos e eles lhes disseram sobre seu trabalho. Esses Auxiliares Invisíveis encontraram muitos outros médicos que eram altruístas e estavam alegres em fazer o que estivesse ao seu alcance pelo doente.
Aqui está uma estória sobre como um Auxiliar Invisível salvou um homem que ia viver somente um braço. Esta estória é tão estranha que é quase inacreditável. No entanto, várias pessoas sabem que é verdade. Um Auxiliar Invisível que é médico e outro Auxiliar Invisível foram enviados para um país na Europa para ajudar um homem. Esse país estava no meio de uma terrível guerra naquela época.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar tão rápido quanto o homem que cortou fora o braço de outro homem com um sabre. Os Auxiliares Invisíveis correram até o homem ferido e a Auxiliar Invisível pegou o braço severamente ferido e seu parceiro disse-lhe para segurá-lo em um local abaixo do ombro do homem. Ela fez isso rapidamente e o Auxiliar Invisível colocou as duas partes juntas e as roçou, elas cicatrizaram rapidamente e o homem começou a mover seu braço.
Os soldados que viram isso acontecer ficaram tão atordoados que não conseguiam se mexer. Um Auxiliar Invisível disse-lhes para voltar ao seu trabalho que eles encontrariam sua recompensa. Isto significaria que eles iriam ser punidos pelo que fizeram, quando a hora viesse para eles colherem o que semearam.
O homem que recebeu este auxílio era um Estudante Rosacruz ocultista adiantado. Os Auxiliares Invisíveis deram-lhe algumas instruções e disseram-lhe para voltar ao seu trabalho e ele não seria mais molestado. O Estudante Rosacruz tinha audição e visão espiritual e estava fazendo um bom trabalho entre as pessoas naquele lugar. Ambos Auxiliares Invisíveis lembraram plenamente os detalhes deste trabalho útil e a Auxiliar Invisível maravilhou-se em ver que tal coisa pudesse acontecer. O poder de cura que vem de Deus pode fazer muitas coisas maravilhosas para as pessoas que tenham ganhado tal assistência.
Outra recompensa por viver corretamente é ser capaz de viver o próprio Purgatório aqui na Terra e em ir diretamente para o Primeiro Céu após a morte. Isto pode ser realizado ao rever os eventos do dia em ordem reversa toda noite antes de dormir e julgando as próprias ações cuidadosamente[36], e vivendo uma vida boa, limpa e prestativa.
Este exercício noturno é chamado Retrospecção. É muito valoroso para o Estudante Rosacruz que deseja adiantar-se no caminho da realização, que capacita uma pessoa a aprender todas as lições desta vida e algumas lições que são ordinariamente reservadas para vidas futuras.
O exercício ajuda o Estudante Rosacruz a restabelecer harmonia em seu Corpo de Desejos conscientemente e em menos tempo do que seria necessário durante o sono, deixando mais tempo para o ego sair como um Auxiliar. Quando um Estudante Rosacruz faz sua Retrospecção meticulosamente toda noite, ele limpa seu Corpo de Desejos e começa o trabalho de construir o Corpo-Alma.
Uma noite dois Auxiliares tiveram a oportunidade de ver três pessoas concentrarem-se: uma Estudante Rosacruz, um homem comum e um comerciante. Todos fizeram bem.
A Estudante Rosacruz era uma mulher casada com duas crianças amáveis. Ela deu banho nas crianças, colocou-as na cama e fez o que precisava para seu marido. Colocou a casa em ordem e foi para cama. Após deitar, ela relaxou. Os Auxiliares Invisíveis viram-na reunir seus pensamentos até que não irradiassem mais. Sua Mente tornou-se escura e então ela começou a repassar os eventos do dia. Às vezes sua Mente ardia e coloria, primeiramente vermelho, o escuro e então o verde e cinza, mostrando as diferentes emoções que ela vivenciou. Finalmente, sua Mente clareou e um azul pálido e amarelo claro fluiu de sua cabeça. Então ela mudou de posição e dormiu. Os Auxiliares Invisíveis viram-na sair de seu corpo em um lindo Corpo de Desejos e ir embora.
Em seguida os Auxiliares Invisíveis viram um homem deitando em uma cama estreita em um albergue. Ele teve um dia duro para obter algo para comer e dinheiro suficiente para uma cama para dormir. Ele teve um período difícil para trazer sua Mente sob controle. A única coisa em que ele se concentrava era como fazer para viver. Sua infância flutuava na sua frente e ele viu-se sentado no colo de sua mãe e ela estava dizendo-lhe para ser um bom menino e tornar-se um bom homem. Ele era feliz e contente até sua mãe falecer quando ele tinha em torno de doze anos. A partir daí ele foi colocado em vários lares pelo seu pai e então ele acabou ficando com alguns meninos que o desviaram do caminho. O homem suspirou e disse: “Mãe, como as coisas teriam sido diferentes se você tivesse viva.”
“Sua mãe deu-lhe instruções suficientes”, disse o Auxiliar Invisível, “para durar por toda a sua vida se você enfrentasse as situações e fosse bom. Há muito que possa fazer se você deseja ser um homem de verdade e não um fraco”.
“Se eu puder achar um emprego, eu serei bom”, o homem prometeu. “Eu farei pelos outros o que gostaria que fizessem por mim”.
“Você achará um trabalho”, prometeu o Auxiliar.
O homem logo dormiu. Seu Corpo de Desejos parecia muito penoso, com todas as cores turvas e indefinidas, exceto o vermelho escuro da paixão. Nunca viu os Auxiliares Invisíveis. Ele só ouviu o Auxiliar Invisível quando este estava falando com seu Ego. Os Auxiliares Invisíveis estavam seguros de que este homem iria melhorar e se reabilitar.
O último era um homem de negócios duro e sagaz que estava deitado em sua cama sozinho pensando como poderia fazer um acordo que pudesse arruinar outro homem, que estava participando de um mesmo negócio. Ele esquematizou um plano que poderia, lentamente, levar o outro homem para fora do negócio. Depois disto, ele dormiu, foi para seu belo escritório começou a rever seu trabalho. Sua imaginação correu solta e, tendo a Mente como seu olho, se viu rodeado pelo dinheiro. Seu Corpo de Desejos mostrava somente ganância e egoísmo. Seu veículo mental estava expandido.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o principal ponto da Retrospecção é que a pessoa deve ter como um objeto ou ponto de concentração. A princípio, dever estar em um lugar tranquilo para que ele consiga passar pelos acontecimentos do dia, focar nos defeitos e substituí-los por algo bom ou que seja necessário.
Na concentração da Retrospecção, para se limpar o corpo, se deve rever as cenas do dia em ordem inversa. Deve-se, então, ser franco e justo consigo mesmo. Ele deve censurar a si mesmo, onde houver culpa, e louvar-se onde houver mérito.
O objetivo é despertar a consciência para que esta fique inconformada quando um erro é cometido e comprometer a pessoa para que se empenhe até que o erro seja corrigido. Depois de algum tempo quando a pessoa deixar de cometer o erro, procurará fazer o bem por dever de fazer o bem e esquecerá as recompensas.
A pessoa que queira se tornar um Auxiliar Invisível deveria fazer um inventário de sua vida e anotar o que ela precisa eliminar e onde ela precisa melhorar. Ela deveria buscar a maneira pela qual a reforma deveria acontecer. Ela tem três direções para escolher. Primeiro, ela pode escolher estudar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Segundo, ela pode escolher o método da Bíblia. Terceiro, ela pode escolher o caminho do cientista ocultista.
Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é o mais seguro que eu conheço, porque ele ensina o Estudante Rosacruz como limpar seu Corpo de Desejos dia após dia. Nesse caminho ela vive suas experiências do Céu e Purgatório aqui e agora.
O cientista ocultista toma o caminho do intelecto e nada aceita que não satisfaça o intelecto. Ao final, a não ser que ele seja extremamente cheio de fé, limpará suas dívidas nas regiões do Purgatório.
O Cristão devocional reza e é batizado, juntando-se a uma igreja Cristã. Ele se autodenomina como uma pessoa convertida e uma criança de Deus. Quando ele morre, vai para o Céu, anda nas nuvens e toca sua harpa. Ele falha em reconhecer que seja o que ele semeou, deverá também colher.
Nosso querido Irmão Maior Cristo ensinou que um homem deve fazer restituição por seus atos errados. Se ele fraudou alguém por algo, ele deve buscar devolver o que ele pegou ao ser humano a quem pertence ou, para sua família. Se um ser humano fere outra pessoa em um acidente, ele deve pagar os prejuízos. Se a restituição não for feita, ele também terá de passar um tempo no Purgatório, limpando seu Átomo-semente, e então, em outra vida, terá de igualar a contagem e liquidar seus débitos do destino.
Muitas pessoas consideram que é melhor buscar uma organização que dê especial treinamento junto a linhas Místicas e Ocultas. Há sete escolas de Mistérios Menores e cinco escolas de Mistérios Maiores. Cada uma das escolas de Mistérios Menores tem uma escola preparatória que treina os Estudantes para entrada na escola que trata das Iniciações. Toda a humanidade deveria estudar em uma dessas Escolas. Cada uma dessas Escolas serve pessoas de uma certa região ou raça.
Os Estudante Rosacruz são geralmente atraídos pelos ensinamentos da Escola mais apropriada ao seu desenvolvimento, mas algumas vezes as pessoas cometem erros e seguem ensinamentos que não são apropriados ao seu desenvolvimento. Pessoas do mundo ocidental deveriam estudar os métodos designados para suas necessidades e não utilizar os métodos usados pelas pessoas do Oriente.
Os Ensinamentos Espirituais não deveriam jamais ser vendidos. Portanto, é melhor não estudar em uma organização que cobre dinheiro para dar lições ou para ensinar uma pessoa como desenvolver suas faculdades espirituais.
É correto que os Estudante Rosacruz façam doações voluntárias. Eles devem doar sua contribuição para financiar a organização que eles escolheram. As pessoas não podem esperar obter algo por nada.
Disseram-me que Jesus está encarregado dos trabalhos das igrejas e que ele tem um grupo de Auxiliares Invisíveis trabalhando com ele. Esses Auxiliares Invisíveis foram os Discípulos de Cristo. Há treze Irmãos Maiores que estão a cargo dessas pessoas que trabalham no mundo como cientistas e utilitários.
Antes que um Estudante Rosacruz possa sair como um Auxiliar Invisível ele deve primeiramente desenvolver suficientemente o seu Corpo-Alma para ser capaz de materializar seu corpo se necessário. Os Alquimistas Medievais chamavam-no de corpo astral, porque através dele podia-se atravessar as regiões cintilantes. Em outras palavras, eles poderiam deitar e deixar seus corpos e sair como Auxiliares Invisíveis para terras distantes e auxiliar os outros em muitos lugares. Posteriormente eles poderiam voltar para seus corpos, levantar e ir para seu trabalho diário usual.
O Corpo-Alma é um dos corpos do espírito. É composto dos dois Éteres superiores do Corpo Vital. Esses Éteres são denominados de Éteres de Luz e Refletor. O Corpo de Desejos está em constante movimento, mas o Corpo-Alma não se movimenta. Ele é construído a partir da cabeça para baixo.
O Corpo-Alma do ser humano comum e apenas uma linha. O Corpo-Alma de um ser humano que está apenas começando a desenvolver estende-se por, em torno de, 3 centímetros além da borda do Corpo Vital. A extensão do Corpo-Alma de um Irmão Leigo depende de quantas Iniciações ele teve. A média do Corpo-Alma de um Irmão Leigo com poucas Iniciações estende-se, em torno de, 51 centímetros além do fim do Corpo de Desejos.
O Corpo de Desejos de tal pessoa estende-se, aproximadamente, quarenta e seis centímetros além do Corpo Denso. Esses Corpos mais elevados do ser humano formam uma aura com formato oval, que rodeia e interpenetra seu Corpo Denso.
Um Anjo comum tem uma aura de, em torno, um quilômetro e meio de espessura, enquanto a aura de um Arcanjo estende-se para tão longo quanto possamos ver. A aura de um Liberado é muito maior do que aquela. É tão brilhante que quando um Auxiliar Invisível a vê, ele quase fica cego pelo brilho de seu Corpo-Alma e de seu Corpo Mental amarelo, e não pode ver seu Corpo de Desejos colorido. Quando vemos um Ser Elevado nós podemos somente ver a luz brilhante de seu semblante. O resto de seu corpo é tão brilhante que não podemos ver, mesmo quando estamos adormecidos. Não podemos contar quão longe sua aura estende-se no espaço, pois ela ofusca nosso Sol físico, que fornece a nossa Terra luz e calor.
Para construir um Corpo-Alma que seja grande o suficiente para usá-lo como veículo para viajar, a pessoa deve viver uma vida de amor e serviço para a humanidade. Ela inconscientemente atrairá mais dos dois Éteres superiores e eles serão construídos em seu Corpo-Alma e continuará a crescer. Quanto mais uma pessoa faz para ajudar os outros, mais seu Corpo-Alma crescerá; mas ela deve ser altruísta e desejadora de ajudar todos que puder, independentemente de quem seja a pessoa. O Corpo-Alma definhará se não continuarmos a adicionar mais a ele. Uma pessoa não pode ficar imóvel. Ela vai para frente ou para trás. Quando vamos para frente, nós adicionamos Corpo-Alma, mas quando retrocedemos, perdemos alguma parte de nosso Corpo-Alma.
Para ilustrar como os aspirantes podem fazer seu Corpo-Alma crescer, contaremos quatro histórias verdadeiras de trabalho feito por alguns Auxiliares Invisíveis que estão tentando seguir as sugestões dadas neste capítulo.
Uma vez dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem bêbado e ciumento cuja esposa e filho tinham medo dele. Ele voltava para casa alcoolizado e espancava os dois. A esposa contou aos Auxiliares Invisíveis como seu marido tinha-os tratado os últimos seis anos.
“Ele é bom quando está sóbrio”, disse ela.
Pouco depois o homem chegou à casa e o menino correu para sua mãe. A Auxiliar Invisível colocou-se entre o homem e o menino, pois ela percebeu que o homem estava alcoolizado. Ele segurou a Auxiliar Invisível e fez um juramento. Ela deixou sair sua aura e ele pareceu congelar no local onde ele estava com suas mãos e pernas e boca aberta.
Vá e sente-se”, disse a Auxiliar, e o homem foi para a cadeira mais próxima e sentou-se como um homem sóbrio.
“Anjo, o que você quer que eu faça ?”, ele perguntou.
“Pare de beber de uma vez”, disse ela. “Pare de comer carne, mas você pode continuar a comer peixe por seis meses. Após isso, pare de comer todos os tipos de carne, ave e peixe. Você deve tratar sua família com gentileza. Sua esposa não lhe deu causa para ser ciumento. Vá à igreja com eles também.”.
“Nós não gostamos da igreja aqui”, disse a esposa.
A Auxiliar Invisível então contou a essas pessoas sobre seus ensinamentos e onde comprar os livros. Ela disse que eles poderiam estudar e viver os mesmos ensinamentos.
“Faremos isso”, disse o homem.
“Você deve consertar sua casa para sua família”, continuou a Auxiliar. “Se você voltar a beber eu voltarei e o levarei para o Purgatório.”
Veja, a Auxiliar Invisível sabia pela aparência do Corpo Vital do homem que ele não viveria muito mais a não ser que parasse de beber imediatamente.
“Eu pararei de beber e fazer como você disse”, prometeu o homem.
Outra noite esses Auxiliares Invisíveis foram enviados para um local onde uma senhora estava doente com pneumonia. Ela estava orando para que as pessoas na casa ficassem quietas e parassem de tocar o piano e ligar o rádio em alto volume. Ela tinha um amigo quieto e refinado que estava a ajudando, mas aquela senhora não podia fazer nada para impedir que os parentes fizessem muito barulho.
Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se no quarto da senhora doente e conversaram com ela.
“Por favor, faça-os parar de fazer tanto barulho no quarto ao lado”, a senhora doente pediu com uma voz enfraquecida. “Eu gostaria que eles me deixassem descansar e morrer em paz. Eu estou tão fraca e desgastada.”
A Auxiliar Invisível foi ao quarto ao lado e as pessoas pararam o barulho, porque ela era uma estranha e eles queriam ouvir o que ela tinha a dizer. “A mulher no quarto ao lado está muito doente e vocês deveriam fazer menos barulho”, disse a Auxiliar.
“Oh, ela não está tão doente”, disse o homem ao piano. “Ela é uma idosa. Somos jovens e precisamos de música”, e começou a tocar novamente.
“Parem de tocar e fiquem quieto e vá para a cama”, disse a Auxiliar. “É hora de vocês estarem na cama, pois já passou da meia-noite”.
“Mulher”, disse o homem, “vá ajudar a doente e nós deixe em paz”.
A Auxiliar Invisível expandiu sua aura e as pessoas no quarto saíram apressada e rapidamente, com exceção do homem que era muito descarado. A Auxiliar Invisível foi até ele, o agarrou pelo pescoço e ele ficou com medo.
“Oh, eu não sabia que você era um Anjo”, disse ele. “Nós faremos silêncio até que ela fique bem”.
Aí os parentes foram dormir. O visitante, cujo nome era Rux, agradeceu à Auxiliar: “Oh, estou tão feliz que você veio, pois, essas pessoas estavam a ponto de me expulsar e deixar que essa senhora morresse. Estou feliz que tenha vindo, pois eu vi um Anjo”.
Após esse evento os Auxiliares Invisíveis trabalharam com a senhora doente e quando eles foram embora, eles sabiam que ela iria ficar bem.
“Quando você ficar bem, você deveria colocar sua casa em ordem”, disse o Auxiliar Invisível. Posteriormente esses Auxiliares Invisíveis passaram por esse lugar duas vezes e na casa reinava o silêncio.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram ao lar de um velho homem e encontraram sua esposa, os filhos e alguns netos.
Eles conversaram sobre várias coisas e então, aos poucos, contaram a essas pessoas sobre seus ensinamentos.
“Baboseiras, não há nada senão isso”, disse o velho homem com uma boa risada.
O Auxiliar Invisível nada disse sobre aquilo, mas começou a falar sobre o trabalho diferente que os Auxiliares Invisíveis fazem, e a Auxiliar Invisível inconscientemente começou a brilhar e enviar bonitos raios de luz.
O velho homem tinha um cachimbo em sua boca e deixou-o cair na medida em que olhava fixamente a Auxiliar Invisível. O outro Auxiliar Invisível continuou falando e observando o velho homem. Finalmente, sua bengala caiu no chão.
“Estou vendo Anjos ou vendo coisas?”, ele perguntou repentinamente.
“Qual é o problema, meu amigo?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu vejo todos os tipos de luzes bonitas e cores vindo da mocinha”, o homem disse. “Mocinha, você é um Anjo? Certamente você é. Bem, eu tenho oitenta e oito anos e agora eu vejo um. Mocinho, você é um Anjo? Conte-me isso, são humanas todas as pessoas que eu vejo ?”.
“Eu não sei. Depende de como você vê”, respondeu o Auxiliar Invisível. “O homem tem dois conjuntos de olhos”.
“Onde está o segundo conjunto?”, perguntou o velho homem sorrindo.
“Eles estão em seus olhos”, o Auxiliar Invisível disse. “Vamos juntar mãos e olhar para trás três ou quatro mil anos”. Então ele começou a falar sobre a vida do velho homem e ela se se revelou na frente de todos.
Mostrava como ele encontrou seu irmão e seus pais e em direção a sua vida presente. O velho homem e o resto da família estavam muito surpresos e comovidos pelo que viram e ouviram. O Auxiliar Invisível contou a todos que se eles vivessem boas vidas, seus olhos deveriam se abrir antes de eles morrerem.
O velho homem não vivia uma vida pura e santificada e, então, o Auxiliar Invisível lhe disse como purifica-la, santifica-la e escapar da punição que lhe esperava.
Os membros da família estavam todos muito interessados na Auxiliar Invisível por causa do seu belo Corpo-Alma e Corpo de Desejos.
As muitas cores estavam intercambiando e se tornando visíveis de tempos em tempos. Os Auxiliares Invisíveis deixaram essas pessoas muito mais sábias e felizes do que antes.
Certa vez os Auxiliares Invisíveis avistaram dois lobos se preparando para atacar um filhote de veado, em um quintal. “Vamos afastá-los”, o Auxiliar Invisível disse a uma das Auxiliares Invisíveis, que não tinha muita experiência como Auxiliar Invisível.
“Oh, eu não posso”, ela disse. “Eles vão me matar e eu quero viver”.
“Venha comigo”, disse ele, mas a outra Auxiliar Invisível se recusou, protestando:
“Não, eu estou com medo”.
O Auxiliar Invisível desceu e interrompeu o ataque dos lobos, os apaziguou amigos e chamou os outros Auxiliares Invisíveis para se aproximarem dos lobos. A Auxiliar Invisível, que não tinha muita experiência, aproximou-se com cautela, pois aparentava que estava com medo. A outra Auxiliar Invisível foi até o filhote de veado e o tranquilizou; este tremia de medo, e estava amarrado em uma árvore no quintal.
O Auxiliar Invisível foi até a casa, acordou as pessoas e lhes disse que colocassem o filhote de veado no celeiro ou no abrigo; uma vez que seria morto caso o deixasse no quintal. Disseram a eles que tinham detido os lobos, pois eles o mataria.
Uma jovem ouviu os Auxiliares Invisíveis falando sobre o veado e saiu correndo atabalhoada. Ela se desesperou, porque pensou que seu filhote tinha sido morto.
“Não, ele está salvo”, disse o Auxiliar Invisível.
Mesmo assim, a menina saiu correndo, desamarrou o filhote de veado e o levou para dentro de casa, já que era muito pequeno. Havia um menino junto aos Auxiliares Invisíveis que queria saber quem eram aqueles animais que se pareciam com cães policiais. Quando descobriu que eram lobos, se manteve bem distante deles. Um dos Auxiliares Invisíveis disse às pessoas que não amarrassem o filhote de veado até porque ele não iria fugir. Em seguida, eles levaram os lobos para longe e os deixaram em uma grande floresta.
Grandes verdades são muito caras.
A verdade comum,
Como os homens dão e recebem dia após dia,
Vem na caminhada comum da vida fácil,
Soprada pelo vento descuidado em nosso caminho.
Grandes verdades são grandemente conquistadas, não encontradas por acaso,
Nem soprada no alento do sonho de verão;
Mas apreendida na grande luta da alma,
Por golpes fortes com o vento e a corrente adversos.[37]
***
[1] N.T.: O lago Michigan ou Michigão é um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte.
[2] N.T.: James Joseph Jacques Tissot (1836-1902) foi um pintor francês.
[3] N.T.: Também grafado como Jeová ou Joshua ou, ainda, simplesmente: o Senhor.
[4] N.T.: um Iniciado que passou por todas as Iniciações Menores, pelas Iniciações Maiores e pela Iniciação do Libertador.
[5] N.T.: ou Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.
[6] N.T.: Dn 3:1-30
[7] N.T.: Jo 1:42
[8] N.T.: At 1:1-43
[9] N.T.: ISm 17:18
[10] N.T.: Antioquia-nos-Orontes foi uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Orontes. Antioquia ocupa um importante lugar na história do cristianismo.
[11] N.T.: Mt 5:1-12
[12] Um Meistersinger era um membro de uma associação germânica de poesia lírica, composições e canto à capela dos séculos XIV, XV e XVI. Na maior parte eram homens da classe média.
[13] Rm 12:19
[14] N.T.: Primeiro Presidente dos Estados Unidos. O seu estilo de liderança estabeleceu várias características de governação que, desde então, têm sido adotadas. Washington foi celebrado como “Pai da Nação” ainda durante a sua vida.
[15] N.T.: Político norte-americano: 16° presidente dos Estados Unidos. Criado em uma família carente na fronteira oeste, Lincoln foi autodidata. Ele acreditava em um Deus todo-poderoso e demonstrava isso por meio dos eventos que participava.
[16] N.T.: Fundador da província de Pensilvânia (depois estado). Os princípios democráticos que ele implementou na colônia serviram como uma fonte de inspiração para a Constituição Americana.
[17] N.T.: Jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e enxadrista estadunidense.
[18] N.T.: Décimo primeiro filho de Jacó, nascido de Raquel, citado no Antigo Testamento, em Gênesis 37; considerado o fundador da tribo de José.
[19] N.T.: ISm 18:1-4
[20] N.T.: Veja o Livro de Jó na Bíblia.
[21] N.T.: Mt 5:16
[22] N.T.: Ou Georg Friedrich Händel (1685-1759) foi um célebre compositor germânico, naturalizado cidadão britânico em 1726. Considerado um dos grandes mestres do Barroco musical europeu.
[23] N.T.: Ludwig van Beethoven (1770-1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos
[24] N.T.: Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy conhecido como Felix Mendelssohn (1809 -1847) foi um compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a suíte Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa marcha nupcial), dois concertos para piano, o concerto para violino, cerca de 100 lieder, e os oratórios São Paulo e Elijah entre outros.
[25] N.T.: Johann Sebastian Bach (1685-1750) foi um compositor, cravista, Kapellmeister, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco. Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou legendária, sendo considerado o maior virtuose de sua geração e um especialista na construção de órgãos.
[26] N.T.: Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (1475-1564), mais conhecido simplesmente como Michelangelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.
[27] N.T.: Paul Gustave Doré (1832-1883) foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Seu estilo se caracteriza pela inclinação para a fantasia, mas também produziu trabalhos mais sóbrios, como os notáveis estudos sobre as áreas pobres de Londres, realizados entre 1869 e 1871.
[28] N.T.: Lc 2:40
[29] N.T.: Lc 2:47
[30] N.T.: Is 11:6
[31] N.T.: Cura do Corpo, da Alma e do Espírito.
[32] N.T.: inversamente: do último ao primeiro acontecimento.
[33] N.T.: Ernest Alfred Thompson Wallis Budge (1857 – 1934) foi um arqueólogo britânico. Realizou escavações no Egito, Sudão e Mesopotâmia. Durante 27 anos dirigiu o departamento de antiguidades asiáticas e egípcias do Museu Britânico.
[34] N.T.: Cura do Corpo, da Alma e do Espírito
[35] N.T.: Ezequias, do hebraico, significa, em português “Javé Fortalece” ou “Jeová Fortalece”. O rei Ezequias foi o 13º Rei de Judá, e reinou por 29 anos.
[36] N.T.: se arrependendo e executando a reforma íntima, para cada fato que, ao seu ver, praticou o mal e, também, gerar gratidão a todo fato que, ao seu ver, praticou o bem.
[37] N.T.: Trecho do poema no Capítulo “The Soul” do Livro “Our Spiritual Skies” (1914) de Charles Coke Woods.
Cristo deu dois mandamentos para Seus Discípulos, quando Ele disse: “Pregai o Evangelho e Curai os enfermos”. Agora isto é exatamente o que os Auxiliares Invisíveis intencionam, contando com a melhor de suas habilidades. Quando um Auxiliar Invisível está fora do seu Corpo Denso e capacitado para trabalhar em seu Corpo de Desejos, sob a orientação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, que é quem lhe solicita diretamente, lhe instrui e cuida dele, ele pode fazer muitas atividades, como nós mostraremos a seguir.
Em muitos lugares, os Auxiliares Invisíveis explicam os Ensinamentos Místicos às outras pessoas que eles salvaram ou ajudaram. Em tais casos, eles têm um senso de observação muito mais aguçado que o normal. Aquelas pessoas têm uma visão visível ruim da situação, enquanto que os Auxiliares Invisíveis esclarecem exatamente o que está acontecendo.
Cada Auxiliar Invisível deve gostar do ser humano que ele encontra, ser seu amigo e auxiliar toda pessoa que cruza o seu caminho.
Quando criança, nós fomos ensinados que o fogo poderia nos queimar; que a água poderia nos afogar, se nós não treinarmos com muito cuidado para lidar com isso; que os nossos Corpos são mais pesados que o ar; que uma queda em um precipício ou de um edifício muito alto poderia nos machucar e até causar a nossa morte; que era impossível para nós penetrar na terra ou passar por paredes de pedra; e que era perigoso trabalhar nos subterrâneos, por causa do perigo da terra desmoronar.
Os Auxiliares Invisíveis, quando estão fora do seus Corpos ajudando os outros, não podem ser machucados pelo fogo, terra, ar ou água. Eles podem ir para as profundezas dos oceanos. Eles podem ir para dentro de vulcões ativos e penetrar em suas crateras. Eles podem ir através do ar como os pássaros fazem e mais rápido do que eles, e podem penetrar na terra com toda a segurança. Eles foram ensinados a fazerem tudo isso enquanto seus Corpos Densos estavam dormindo. No início, há com muito medo, mas gradualmente o medo vai sendo deixado para trás e eles podem ir através das chamas para resgatar alguém e, ainda, ser alvos de tiros ou de esfaqueamento, porque eles sabem que quando eles estão atuando por meio dos seus Corpo de Desejos e revestidos de compaixão, ninguém pode machucá-los.
O trabalho dos Auxiliares Invisíveis é de uma imensa vastidão e muito fascinante. Sabemos que a nós é dito que a verdade é mais estranha que a ficção, e eu estou convencido que realmente ela é. Há uma quantidade imensa de seres que estão engajados em serem úteis no trabalho de auxiliar a humanidade. Vamos enumerá-los.
Há os “Espíritos da Natureza”, que incluem as Salamandras, os Silfos (ou Sílfides), as Ondinas, os Gnomos e as Fadas. Ainda existem os Devas, os Anjos da Lua, os Arcanjos do Sol (Cristo é um desses Grandes Seres) e outros Seres Superiores de Vênus e dos outros Planetas do nosso Sistema Solar.
Além disso, há Auxiliares Invisíveis entre a humanidade. Neste capítulo limitaremos o tema somente para esta classe e lhes direi sobre o presente trabalho desenvolvido pelos Auxiliares Invisíveis que estão encarnados e cujos Corpos Densos são empregados durante o dia, pois eles têm de trabalhar para sustentar-se.
Max Heindel, que fundou a Fraternidade Rosacruz sob a direção dos Irmãos Maiores, ensinou-nos que os Auxiliares Invisíveis são agrupados em grupos de doze pessoas, sob um líder qualificado, que frequentemente é um médico; e eles trabalham nos corpos invisíveis de pessoas enfermas e as ajudam ou as curam.
Muitas pessoas, que são Auxiliares Invisíveis durante a noite, não se lembram na manhã seguinte o que fizeram enquanto trabalharam fora de seu corpo.
Outros, ocasionalmente, lembram-se de ter encontrado pessoas que conhecem, ou lembram-se de vários incidentes que aconteceram e tiveram uma impressão tão forte que foram capazes de trazer à memória. Há outros que, algumas vezes, se lembram de cenas inteiras e escrevem o que foi dito e feito por todos os presentes. Auxiliares Invisíveis conscientes são capazes de lembrar tudo que fizeram, porque suas consciências são contínuas. Há vezes, no entanto, quando são colocados para dormir temporariamente pelos seus instrutores, que entendem não ser melhor para eles lembrar-se de certas jornadas realizadas ou trabalhos realizados, quando estão em missões importantes.
Alguns grupos de Auxiliares Invisíveis trabalham principalmente com os enfermos, indo de paciente em paciente, frequentemente materializando uma mão ou um braço para fazer o que seja necessário. Eles podem até materializar seus corpos integralmente.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram até um barco de pesca para retirar um espinho de peixe cravado na mão de um homem, a qual estava inchada: duas vezes mais que o tamanho normal.
Ele tinha febre alta e estava deitado em sua cama sem conseguir dormir.
Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram dele, este pensou que eram Anjos e rezou para que o ajudassem.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e um deles segurou firmemente a mão ferida, enquanto o outro colocou seus dedos no espinho de peixe e o puxou para fora.
Isto causou muita dor na mão do homem que chorou tão alto que outros pescadores ouviram e vieram até onde ele estava.
Quando viram os Auxiliares Invisíveis, eles esfregaram os olhos com força, pois não conseguiam acreditar em suas próprias visões. Depois um homem chamou o restante dos pescadores.
Todos chegavam e ficavam à distância assistindo o que estava se passando naquele lugar.
Após o espinho ter sido retirado, os Auxiliares Invisíveis friccionaram o braço do homem para baixo, lavaram a mão dele em água salgada, e deixaram um pacote de sal molhado.
Eles pediram ao homem que lavasse sua mão duas vezes ao dia em água salgada.
Então, os Auxiliares Invisíveis se viraram e saíram para outro trabalho.
Outra noite, estes dois Auxiliares Invisíveis estavam passando sobre as ilhas Havaianas quando perceberam um garoto com um fino espinho de peixe preso em sua garganta. Seu pescoço tinha dilatado tanto que ele estava sufocando.
Havia muitas pessoas reunidas no quarto e estavam desesperadas.
Dois médicos presentes queriam enviá-lo a um cirurgião para remover o espinho.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e uma delas disse: “Nós podemos tirar o espinho”.
O médico riu do Auxiliar Invisível e disse: “Ela está delirando”.
A mãe do garoto disse para ela fazer qualquer coisa para salvar a criança.
Os Auxiliares Invisíveis aproximaram-se da criança que estava na cama. Um segurou a criança enquanto o outro tirou o espinho.
Quando uma pessoa está fora do Corpo Denso, tem visão de clarividente. Por causa dessa habilidade, o Auxiliar Invisível viu exatamente onde estava o espinho. Então ela desmaterializou sua mão e a colocou na garganta da criança por detrás do espinho e materializando um dedo empurrou-o para cima.
O garoto engasgou e tossiu, e o espinho voou para fora de sua boca e o Auxiliar Invisível o pegou e deu para sua mãe.
Os médicos se olharam e pasmaram com o ocorrido. Então os Auxiliares Invisíveis deram ao garoto um pouco de água salgada para fazer um gargarejo e deixou-o descansar.
As pessoas fizeram muitas perguntas aos Auxiliares Invisíveis; eles responderam todas e então partiram.
Aqui está um estranho caso de cura.
Na Europa alguns Auxiliares Invisíveis encontraram um pobre fazendeiro que havia sido assaltado por soldados.
Eles tinham baleado seu corpo e o abandonaram para morrer.
Os Auxiliares Invisíveis retiraram trinta e uma balas de seu peito e o levaram a um lugar onde ele tinha abrigo, comida e cuidados.
Numa segunda visita eles o encontraram se recuperando rapidamente.
Ele não estava destinado a morrer naquela época.
Muitas enfermidades são tratadas com sucesso. Eu gostaria de contar-lhes de várias fases desse trabalho conduzido pelos Auxiliares Invisíveis, e fiz registros de muitas ocorrências presentes. Quando ocorre a morte, há sempre alguém presente para ajudar o espírito, que está sempre com medo e incapaz de entender o que aconteceu. Normalmente, duas pessoas levam o espírito para o Mundo do Desejo, onde ele é cuidado por outros Auxiliares Invisíveis, que são Iniciados. Eles lhe explicam coisas e ajudam-no a ajustar-se às novas condições.
Suicidas são difíceis de lidar porque querem reentrar nos seus corpos físicos e tornam-se violentos se alguém os contraria. Auxiliares normais não podem controlá-los sozinhos. Irmãos ou Irmãs leigas têm de vir e gentilmente colocá-los para dormir.
Assim eles poderão levá-lo para o Mundo dos Desejos, onde os suicidas são mantidos. Eles devem permanecer lá por um período que será mais curto ou mais longo, compatível com o tempo que eles deveriam ter vivido normalmente.
Os bebês são levados para o mundo do Céu da mesma forma que qualquer um levaria um bebê normalmente. Um Auxiliar Invisível se lembrou de ter levado dois bebês em momentos diferentes.
Em um caso, dois Auxiliares Invisíveis foram informados sobre o que deveriam fazer e entraram em um ônibus que ia para St. Louis[1]. Havia uma mãe no ônibus com um bebê de cor que acabara de morrer.
Uma das Auxiliares Invisíveis pegou o ego do bebê morto em seus braços e carregou-o por algum tempo até levá-lo ao mundo das crianças[2]. Ela era nova neste serviço e tinha de esperar até que outro Auxiliar Invisível estivesse livre para ir até ela.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis relataram que estiveram no Oceano Atlântico Sul, onde avistaram um barco em apuros.
Eles foram informados de que o barco poderia afundar com todos a bordo. Era um cargueiro, carregando seis mulheres e quarenta e dois homens. O barco tinha se chocado em algo, tinha feito um grande buraco no casco e a água estava entrando, rapidamente.
Depois de se materializarem, os Auxiliares Invisíveis seguiram até a cabine onde as mulheres estavam agrupadas e tentaram acalmá-las. O capitão entrou e disse que toda a esperança de salvar o barco havia acabado e que eles não foram capazes de colocar os botes salva-vidas fora, pois, a água do mar estava violenta. Eles tinham acabado de perder dois botes. As pessoas rezavam e pediam aos Auxiliares Invisíveis para salvá-los. Um dos Auxiliares Invisíveis disse-lhes que tudo ficaria bem e caso morressem, todos voltariam em um curto espaço de tempo.
Rapidamente, o barco se levantou e ficou em pé por cerca de cinco minutos, sacudiu um pouco quando a caldeira explodiu, e então afundou. Finalmente, bateu no fundo, e pendeu para o lado, e acomodou-se na lama. As pessoas todas perguntaram o que havia acontecido, não percebendo que eles já estavam mortos. Eles disseram que a princípio haviam se sentido como que estrangulados por falta de ar, porém, tal sentimento havia cessado. Eles foram instruídos a seguir os Auxiliares Invisíveis, os quais os levaram a Região Fronteiriça[3], onde foram avisados de que estavam mortos.
Na saída, um Auxiliar Invisível lembrou-se de ter visto muitas espécies de peixes no fundo do oceano. Alguns eram enormes em tamanho. Eles nadaram em volta do navio e tentaram pegar os Auxiliares Invisíveis, que escorregaram para um lado quando eles correram.
Durante os últimos anos, navios tiveram dificuldade crescente em navegar de um lugar para outro, devido à elevação do fundo do mar e a tempestades e descuidos de vários tipos. Em uma ocasião, alguém a bordo intencionava afundar o navio e afrouxou a válvula de fundo. A parte inferior do casco inundou e o navio adernou para um lado. Teria afundado se não houvesse sido enviada ajuda às pessoas, pois os marinheiros não sabiam onde estava o problema e, além disso, era perigoso abrir o alçapão que dava acesso ao fundo do navio. Os Auxiliares Invisíveis contaram ao capitão qual era o problema e disseram que iriam lá embaixo fazer o aperto. O capitão disse-lhes que eram loucos e iriam afogar-se.
“Não, estaremos bem”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
O capitão deu-lhes uma chave inglesa e eles foram para baixo, no buraco do navio. Um Auxiliar Invisível materializou uma mão e amarrou a válvula do fundo. Os Auxiliares Invisíveis voltaram ao capitão e ele lhes agradeceu. Depois disso, eles desapareceram.
Há uma lei da natureza pela qual um corpo pode temporariamente extrair o Éter do ar. Os Auxiliares Invisíveis, que são de início ensinados a fazer isso inconscientemente com a ajuda de alguns Irmãos ou Irmãs Leigos, fazem isso regularmente. Os Auxiliares Invisíveis também são dotados de poderes especiais para fazer o trabalho, que pode ser muito difícil. Por exemplo, não é fácil controlar cobras venenosas e bestas selvagens que são, no entanto, controladas por Espíritos Grupos, que parecem ser tão maldosos quanto seus controlados.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis foram ao norte longínquo, onde um pesqueiro de bacalhau teve um vazamento e afundava rapidamente. Os homens estavam muito longe da costa para nadar até lá, com segurança. Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se para tornarem-se visíveis, como se eles estivessem em seus Corpos físicos. Eles encontraram alguns cobertores e enfiaram-nos firmemente nas rachaduras do navio vazante. As bombas foram colocadas para trabalhar com toda potência e o barco foi direcionado para a costa. Estava chovendo e ventando muito forte.
Os pescadores queriam saber quem eram os estranhos e como eles haviam chegado ao barco. Quando os Auxiliares Invisíveis, que nem molhados estavam, entraram no barco, os homens ficaram com medo. Eles queriam alimentar os Auxiliares Invisíveis. Os Auxiliares Invisíveis tentaram explicar que eles tinham corpos humanos que estavam adormecidos muito longe dali. Disseram que iriam retornar aos seus Corpos quando fosse hora de acordar. Naturalmente, pessoas que nunca estudaram ensinamentos Místicos ficam profundamente perplexas sobre isto, mas são muito gratas pela ajuda que recebem.
Um amigo contou-me sobre esta experiência marcante:
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados ao Capitão de um navio a caminho dos EUA para informar-lhe sobre a necessidade dele parar o navio e consertar um vazamento.
Ele estava muito longe da terra e não sabia do vazamento. Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e avisaram o Capitão, que a princípio não acreditou.
Ele enviou seu primeiro imediato para verificar. O homem retornou e disse ao Capitão que havia um vazamento no navio. O Capitão quase desmaiou de susto.
O Capitão parou o navio e requisitou alguns homens que o acompanhassem.
As pessoas a bordo se assustaram e quase tiveram um início de pânico, mas foram tranquilizadas por um dos Auxiliares Invisíveis.
O Capitão queria alguém que pudesse mergulhar para colocar uma placa quadrada no buraco, de modo que pudesse ser parafusada pelo lado interno.
Os Auxiliares Invisíveis, um homem e uma mulher, disseram que poderia fazer o trabalho.
O Capitão se opôs que a Auxiliar Invisível descesse, pois, poderia afogar-se ou que poderia ser comida por um tubarão.
“Não, eu ficarei bem”, respondeu ela.
Quando o Auxiliar Invisível pegou a placa, que era aproximadamente de meio metro quadrado, e começou a descer a escada de corda, a Auxiliar Invisível o seguiu, apesar do Capitão tê-la segurado para tentar mantê-la no convés.
Ela se livrou dele e mergulhou. O buraco estava acerca de 3 metros abaixo da linha da água, e os Auxiliares Invisíveis tiveram que mergulhar para colocar a placa no buraco.
Os reparos foram feitos, e quando os Auxiliares Invisíveis voltaram, eles não estavam molhados. Isto causou surpresa nas pessoas que os viram. Dois peixes grandes pularam em direção ao Auxiliares Invisíveis, mas atingiram o navio e acabaram morrendo com o impacto. Os marinheiros pensaram que os Auxiliares Invisíveis os tinha matado.
Numa ocasião, uma Irmã Leiga disse a alguns Auxiliares Invisíveis que se apressassem para ir aos Estados Unidos e orientassem algumas pessoas que saíssem de suas casas, pois seriam destruídas por um vendaval.
A Irmã Leiga mostrou aos Auxiliares Invisíveis onde aconteceria e disse-lhes: “Vão depressa! ”.
Nesta casa havia algumas pessoas e também uma criança com dois anos de idade. Sua casa estava localizada no topo de uma colina com vista para a planície. Os Auxiliares Invisíveis acordaram os adultos que saíram correndo da casa deixando a criança lá dentro.
Uma das Auxiliares Invisíveis disse a outra para buscar a criança, o que ela fez, regressando, justamente, antes que o vendaval destruísse a casa.
O vento levou a casa para dois quarteirões longe de onde estava, passando por cima do rochedo e a despedaçou.
Os Auxiliares Invisíveis desceram e recolheram algumas roupas e algum dinheiro dos escombros e trouxeram tudo que foi possível encontrar das pessoas, as quais ficaram muito agradecidas por terem sido salvas da morte.
Aqui está uma história estranha que os dois Auxiliares Invisíveis recordaram com muita clareza na manhã seguinte ao acordarem. Eles foram a uma fazenda no Texas para ajudar um homem que estava acuado por um touro num celeiro.
Isto é, o touro estava tão raivoso que correu atrás do homem e este subiu ao lugar mais alto que encontrou no celeiro. O touro ficou em baixo, de modo que o homem não podia descer e rezou por ajuda. Estava muito longe da casa para que pudesse chamar por alguém.
Uma das Auxiliares Invisíveis era, especialmente, amante dos animais, mas, não de touros bravios. Entretanto, ela se aproximou do touro acalmando-o até que este a seguiu para fora dos portões do celeiro. O homem, então, desceu e queria saber para onde o touro estava vindo tão cedo. O homem estava vindo do seu serviço de ordenha. Quando ela lhe disse que que eles eram Auxiliares Invisíveis humanos e que poderiam ajudar a todos que estavam com problemas; ele simplesmente olhou com surpresa e ficou nervoso, então, os deixou. A Auxiliar Invisível recordou do susto do homem, se colocando na mesma situação. Sabia exatamente como ele ficou quando o animal foi atrás dele.
Aqueles que são Auxiliares Invisíveis conscientes e podem lembrar dos trabalhos realizados a noite, enquanto seus corpos estão pacificamente adormecidos, compreenderão a grande alegria que estas memórias podem lhes proporcionar.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam na América do Sul. Pararam em um pequeno lago que se desaguava em um rio afluente do Rio Amazonas. Era uma noite de lua cheia e muitas pessoas estavam fora, em barcos a remo, tendo um momento prazeroso. Os Auxiliares Invisíveis foram por cima da água e viram muitos peixes nadando entre os arbustos, na água clara. Eles foram a um hotel próximo e materializaram-se.
O proprietário estava sentado em uma grande varanda. Uma empregada veio até os Auxiliares Invisíveis pensando que eles fossem hóspedes e perguntou-lhes se queriam alguma coisa. Algumas crianças vieram atrás dela.
– “Não, não preciso de nada”, disse a Auxiliar Invisível. “Qual é o seu problema?”, ela perguntou.
A mulher disse-lhe que havia sido demitida e que era sua última noite de trabalho. Em seguida ela foi até o lago, entrou em um barco e remou para longe, onde a água era profunda e veloz. De repente ela pulou na água.
Um Auxiliar Invisível disse ao outro: “Oh, veja! Ela pulou no lago. Salve-a!”.
Ele disse: “Vá em frente e eu pegarei o barco”.
O Auxiliar Invisível correu sobre o lago onde a mulher havia pulado, mergulhou e agarrou-a a aproximadamente 31 metros de onde ela havia desaparecido. A outra Auxiliar Invisível correu para o barco e os outros Auxiliares Invisíveis colocaram-na no barco e vieram para a beira do lago. As pessoas estavam maravilhadas com os Auxiliares Invisíveis e fizeram muitas perguntas, que foram prontamente respondidas. O Auxiliar Invisível, que entrou na água, estava muito satisfeito com seu sucesso em resgatar esta mulher infeliz. Ele contou aos presentes quais seriam as consequências se ela houvesse se afogado.
Uma senhora idosa pediu ao Auxiliar Invisível para ir a sua casa e ver uma moça enferma. Eles encontraram sua mãe muito doente com indigestão nervosa e conseguiram aliviá-la muito da dor.
Eles instruíram-na quanto à alimentação e o que ela deveria fazer para ficar bem.
Eis como alguns esquimós foram salvos no norte longínquo. Eles estavam em um extenso bloco de gelo que se desprendeu e flutuava no mar. Havia uma grande fenda em sua volta. Os esquimós estavam sobre ele há dois dias e sem esperança. Eles sabiam que congelariam se caíssem no mar. Os Auxiliares Invisíveis pegaram os adultos no ar e levaram-nos para um local seguro sem muita dificuldade, mas quando eles pegaram as crianças, elas gritaram e contorceram-se em seus braços por não estarem acostumados com estranhos. Os cachorros e o trenó foram transferidos da mesma forma. Havia vinte e cinco pessoas e vinte e quatro cachorros.
Os esquimós, pensando que os Auxiliares Invisíveis fossem Anjos, agradeceram-lhes e foram para suas casas, enquanto os Auxiliares Invisíveis continuariam seu trabalho. Auxiliares Invisíveis podem conversar com todas as pessoas e fazê-las entender, porque eles falam a linguagem da alma.
Os Ajudantes Invisíveis também socorrem os animais de várias maneiras.
Eu sei um número de casos onde ursos polares foram soltos de armadilhas. Eis aqui um exemplo: enquanto estavam no longínquo norte, alguns Auxiliares Invisíveis avistaram quatro ursos brancos muito bonitos. Um foi pego por uma armadilha e estava muito bravo. Seu companheiro estava lá, também. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram, todos eles mostraram os dentes, que eram bonitos e brancos. Eles também mostraram suas garras afiadas. Levaram dez minutos até que os Auxiliares Invisíveis conseguissem aquietá-los, para que pudessem abrir a armadilha e soltar o urso. Eles finalmente livraram-no e os outros ursos ficaram em pé em volta dos Auxiliares Invisíveis, que brincaram um pouco com eles porque se mostraram muito amigáveis. Quando os Auxiliares Invisíveis foram embora, os ursos seguiram-nos por um longo tempo.
Eles encontraram dois montadores de armadilhas, que disseram ser donos da armadilha. Eles queriam atirar nos quatro ursos. Um Auxiliar Invisível disse-lhes para atirar neles se pudesse. Eles tentaram e erraram e após isso ficaram assustados.
Estudantes ocultistas sabem que as Salamandras são os Espíritos da Natureza que causam o fogo. Sem sua atividade, nenhuma arma pode ser acionada e nenhum fogo começado. Isto explica como as três crianças hebreias puderam ser atiradas nas chamas de um forno e não se ferirem[4]. A quarta pessoa que o rei viu nas flamas poderia controlar esses Espíritos da Natureza e assim o fez.
Naquele caso, o instrutor desses Auxiliares Invisíveis poderia controlar os Espíritos da Natureza e então as armas não funcionariam. Os ursos queriam brigar com os montadores de armadilhas e os Auxiliares Invisíveis chamaram-nos de volta.
Os homens queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e o que eles faziam no Norte, vestidos com roupas finas e sem sobretudos.
Os Auxiliares Invisíveis contaram-lhes que eram apenas pessoas que socorriam todos os seres viventes em dificuldades. Os montadores de armadilhas queriam saber onde eles viviam e um Auxiliar Invisível disse-lhe o Estado. Eles riram e disseram que os Auxiliares Invisíveis eram loucos, pois aquele Estado estava a uma distância de três mil milhas[5]. Um Auxiliar Invisível disse-lhes que distância nada representava para eles.
Os Auxiliares Invisíveis direcionaram os ursos para seu caminho e assim eles foram, embora não quisessem ir. Um Auxiliar Invisível disse aos homens que eles não poderiam atirar em nada até o próximo dia. Eles foram mandados diretamente para suas casas e lá deveriam ficar por um dia. Durante esse período nada lhes poderia fazer mal. Depois disso os Auxiliares Invisíveis desapareceram. Os montadores de armadilhas tinham bastante o que pensar sobre sua experiência.
Uma manhã, uma Auxiliar Invisível acordou com as memórias mais prazerosas sobre o que ela havia feito quando sozinha em uma manhã cedo. Ela foi a algum lugar na Arábia ou perto dela, onde um cavalo havia morrido. Era um animal de estimação chamado Frank ou algo similar. Esse cavalo havia sido um bonito companheiro e tinha um formato de cabeça muito bonito. Ele envelheceu e ficou magro. Seus dentes estavam tão ruins que não mais poderia comer grãos e capim seco; por esse motivo ele foi sacrificado para acabar com seu sofrimento. A família ficou pesarosa e sentiu-se angustiada pelo ocorrido. Havia outros Auxiliares Invisíveis lá para levar o espírito do cavalo para o Mundo do Desejo, mas essa Auxiliar Invisível quis fazer isso. Ela colheu o Corpo Vital do cavalo e ele dobrou suas patas ordenadamente para que ela pudesse carregá-lo sem dificuldades.
A Auxiliar Invisível lembrou-se integralmente, no dia seguinte, quão lindo era o cavalo, enquanto ele estava em seus braços totalmente acordado, mas perfeitamente em silêncio e nenhum pouco assustado. Ela o carregou para o lado do estábulo, que era cinza e sem pintura. Havia um pouco de feno no chão, que ela notou ao sair.
Ela estava com uma mão livre e, quando caminhou carregando o Corpo de Desejos do cavalo, ela lhe deu um suave tapinha no pescoço e disse: “Querido velho Frank”.
Talvez você ria disso e diga, “isso é um absurdo”, mas é verdade. Animais são irmãos mais jovens[6] e são assistidos em sua evolução da mesma forma que fomos ajudados quando éramos similares a animais no Período Lunar, embora fôssemos bem diferentes. Os animais estão em um estágio mais avançado do que estivemos, comparativamente. Eles estão aqui na Terra para aprender lições e para avançarem na evolução, da mesma forma que nós, como humanos, e se formos bons para eles, seguramente colheremos o que semeamos.
Uma noite, quando alguns Auxiliares Invisíveis estavam cruzando o país, viram alguns caçadores correndo dos lobos e foram até lá para socorrer. Esses Auxiliares Invisíveis precisaram pedir socorro, pois eles não conseguiram fazer com que o Espírito-Grupo lhes obedecesse e fazer com que os lobos recuassem. Vieram outros Auxiliares Invisíveis que tinham habilidade em fazer isso. Havia quatro homens brancos e um homem negro, que era o cozinheiro. Eles estavam caçando e os lobos quebraram suas barracas. O cozinheiro estava morrendo de medo e ficou branco de susto. Ele estava tremendo como uma folha. Quando ele viu uma Auxiliar Invisível se materializar ele lhe disse: “Por favor, Anjo, ajude-me a voltar para casa e eu serei um bom Cristão e irei à igreja”.
A Auxiliar Invisível disse aos homens para jamais matar por esporte, mas somente quando era necessário para alimentar-se. Ela não teve tempo para explicar que não era um Anjo, mas um ser humano que era capaz de deixar seu Corpo durante a noite e trabalhar em seu Corpo de Desejos. Os homens disseram que jamais voltariam a caçar novamente. A Auxiliar Invisível disse-lhes que encontrariam suas armas onde deixaram, ao correr dos lobos famintos, e que iriam chegar ao seu acampamento em segurança.
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram para o Oceano Atlântico e viram um navio em perigo. Era uma noite de tempestade e o navio colidiu com uma montanha de gelo flutuante e estava muito danificado. Havia aproximadamente duzentas pessoas dentro do navio. Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se e um deles disse ao capitão para descer os barcos salva-vidas. Ele disse que ela estava louca; que se ele o fizesse, todos se afogariam no mar bravo. Ela lhe disse para fazê-lo de qualquer forma, e ele assim o fez. Os dois Auxiliares Invisíveis ataram os dois barcos juntamente, um atrás do outro, com as pessoas dentro deles; e então eles os empurraram para a costa. Eles foram procurar o navio, mas ele havia desaparecido.
Agora, o leitor naturalmente dirá que isto não poderia ser possível. No entanto, quando os Auxiliares Invisíveis estão trabalhando em seus Corpo de Desejos, sua força é muito maior do que quando estão em seus Corpos Densos. Em razão dessa força, os Auxiliares Invisíveis devem ser muito cautelosos para não ferir ninguém. Auxiliares Invisíveis são ensinados a socorrer os que estão em dificuldades e deixar a Lei de Consequência tomar conta do resto.
Uma vez, alguns Auxiliares Invisíveis visitaram a casa de um Irmão Leigo. Ele se materializou e permitiu-lhes olhar alguns de seus livros. Eles foram convidados a examinar a América perto do lado ocidental da Groenlândia. Foi-lhes mostrado o que estava acontecendo neste lugar por meio da consciência Jupteriana, que é um pouco parecido como imagens se movendo. Eles viram dois ursos tentando quebrar a porta de uma casa. Foi-lhes dito para ir lá e pará-los, pois, as pessoas estavam muito tensas, e também porque havia uma mulher que iria dar à luz a três bebês e eles precisavam de ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis correram para a cena e encontraram um Irmão Leigo Maior que também estava lá para socorrer. Um Auxiliar Invisível chamou os ursos famintos, eles olharam os Auxiliares Invisíveis e foram para cima deles. O Irmão Leigo fê-los parar e ir embora.
Os três Auxiliares Invisíveis foram até a porta e bateram. Uma mulher olhou-os pelo olho mágico e permitiu-lhes a entrada. Um Auxiliar Invisível disse-lhe que dois deles eram médicos. Ele contou sobre sua filha, que estava muito assustada. Agora ela estava enferma e o médico mais próximo morava vinte e cinco milhas[7] de distância.
Eu não vou contar-lhes todos os detalhes, mas os Auxiliares Invisíveis começaram a se preparar para fazer o parto. Um dos médicos olhou para a mulher enferma e viu os três bebês. Ele disse à mãe da moça para esquentar o mais rápido possível uma grande quantidade de água no fogão. As duas mulheres e o menino, que estavam lá sozinhos, perguntaram aos Auxiliares Invisíveis de onde eles vinham. Dois dos Auxiliares Invisíveis disseram que vieram dos Estados Unidos e que o outro veio da Alemanha. Eles não pareciam acreditar.
Os Auxiliares Invisíveis disseram que saíam todas as noites para socorrer pessoas no mundo inteiro e que eram chamados de Auxiliares Invisíveis. O garoto disse, “Não há essas coisas de Auxiliares Invisíveis ou Anjos”. Algum dia esse garoto entenderá seu erro. Muitas pessoas sabem que existem Anjos e Auxiliares Invisíveis porque elas os viram.
Era uma noite muito fria e as pessoas estavam vestidas com pijamas muito quentes que cobriam suas cabeças e pés. O primeiro bebê nasceu e eles o colocaram em uma bacia sobre o fogão, com um pedaço de madeira debaixo dela para mantê-lo aquecido. A cabeça do bebê estava fora da água e um Auxiliar Invisível cuidou dele cuidadosamente.
Após o bebê estar totalmente aquecido, o Auxiliar Invisível deu-lhe um banho com todo cuidado e colocou-o em um lugar quente. Os dois médicos ficaram perto da mãe para ajudá-la. Logo, o segundo bebê foi trazido para a cozinha para ser aquecido e banhado e colocado na bacia d’água. Mais tarde veio o terceiro bebê. O Auxiliar Invisível e a avó estavam muito animados e felizes trabalhando com eles.
Os bebês eram duas meninas e um menino e pesavam cerca de cinco libras[8]. Um pouco depois, o Auxiliar Invisível pegou os bebês no colo e deu-os para a mãe. O médico encarregado escreveu uma prescrição e disse à mãe para utilizá-la o mais rápido possível, e os Auxiliares Invisíveis foram embora. Dois deles voltaram pelo menos duas vezes e encontraram a mãe lentamente ganhando forças e os bebês bem e crescendo rápido. Você não concorda comigo que este foi um serviço real para a humanidade? Um dos Auxiliares Invisíveis ainda ficou maravilhado com as estranhas coisas vistas e lembradas naquela visita no norte longínquo.
Uma noite, um Auxiliar Invisível foi solicitado a ir a um navio na costa da África. Foi-lhe dito que na hora que ele chegasse lá ele veria uma criança na água. Ele deveria pegar a criança e colocá-la em um barco salva-vidas com os outros sobreviventes. O Auxiliar Invisível encontrou a criança flutuando na água indo para longe dos barcos salva-vidas. Quando ele alcançou a criança, viu três tubarões seguindo-a e um tubarão debaixo dela. Eles não pareciam incomodá-la. Provavelmente algum Ser Elevado disse ao Espírito-Grupo dos tubarões para não permitir que os tubarões fizessem mal à criança.
O Auxiliar Invisível pegou a criança e levou-a para o barco salva-vidas. Algumas mulheres se assustaram com a presença do estranho e o barco salva-vidas quase virou. Ele sentou a criança no barco e disse às pessoas para irem em direção sul. “Vocês estão aproximadamente quatro milhas[9] da costa”, disse ele. Um homem disse ao Auxiliar Invisível para entrar no barco, mas ele disse que não poderia, pois havia mais trabalho a fazer. Ele lhe disse que a mãe da criança a receberia em um dia ou dois. O Auxiliar Invisível voltou para o navio e viu muitas pessoas mortas que receberam tiros de piratas. Muitas pessoas caíram no oceano e os tubarões comeram algumas delas, pois havia muitos deles em volta do navio.
Os Auxiliares Invisíveis foram para a Europa, perto de uma pequena porção de água, e viram um grande hotel quase totalmente destruído pelo fogo. Todos haviam saído, exceto uma pequena menina, com seis anos de idade, que foi deixada no prédio no quarto andar. Sua mãe estava chorando e orando para que alguém salvasse sua menina. Um homem dispôs-se a entrar no prédio em chamas para resgatá-la, mas a polícia e os bombeiros não permitiram.
Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se e foram ao local, e a polícia tentou fazê-los voltar. Em vez disso, os Auxiliares Invisíveis foram em direção à entrada, subiram as escadas e foram para o quarto da criança. Ela estava chorando junto à janela. O quarto estava tomado pela fumaça. Os Auxiliares Invisíveis foram até ela e o Auxiliar Invisível masculino a pegou e levou para fora, mas as chamas os fizeram voltar. Então, a outra Auxiliar Invisível ficou um pouco nervosa.
“Como podemos sair com ela sem ela se queimar?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sairemos pela janela”, o Auxiliar Invisível disse.
Naquele exato minuto a escada caiu e eles saíram pela janela e flutuaram até o chão, a salvo. A mãe correu para sua filha e os Auxiliares Invisíveis desapareceram.
Naquela noite os Auxiliares Invisíveis viajaram para a África, onde eles viram quatro leões cercarem uma criança e sua mãe. Eles estavam fechando o cerco quando os Auxiliares Invisíveis chegaram para salvá-los.
Um pegou a criança e o outro alcançou a mãe e levantou-a para o ar. Eles chegaram na hora exata em que os leões iriam atacá-las.
Os Auxiliares Invisíveis foram adiante e encontraram uma clareira onde uma casa havia sido construída em uma palafita. Era onde essas pessoas moravam e os Auxiliares Invisíveis colocaram-nas no chão. A mulher contou que ela e sua filha saíram para uma caminhada e perderam-se enquanto colhiam flores.
Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis foram a uma casa de fazenda em Wisconsin para socorrer uma família que acabara de mudar-se. Eram pessoas pobres e o local havia sido doado a eles, mas estava em más condições. Eles cozinharam o jantar e foram para a cama não sabendo que o local era frequentado por cobras perigosas. A casa tinha orifícios no chão, através dos quais as cobras rastejavam-se. Havia oito cobras na casa quando os Auxiliares Invisíveis lá chegaram.
Quando os Auxiliares Invisíveis acordaram as pessoas, elas ficaram assustadas e os Auxiliares Invisíveis tiveram dificuldades em fazê-las entender que eles vieram para ajudar. Eles estavam aproximadamente três milhas[10] para dentro do campo, sem vizinhos por perto. Os Auxiliares Invisíveis finalmente puseram-nos em direção à cidade e disseram-lhes para ir e ficar lá até a luz do dia; e para deixar as crianças na cidade até que eles consertassem a casa para que pudessem retornar em segurança.
Os Auxiliares Invisíveis viram aproximadamente vinte cobras grandes no local.
As pessoas não queriam que os Auxiliares Invisíveis fossem embora, mas os Auxiliares Invisíveis deixaram-nas após tê-las tirado do perigo. Um desses Auxiliares Invisíveis voltou mais tarde e avisou àquelas pessoas para pegar alguns porcos. Ele lhes disse que os porcos afastariam as cobras do local, pois as cobras têm medo de porcos em condições normais.
Auxiliares Invisíveis frequentemente socorrem pessoas que foram roubadas ou estão na iminência de o serem. Em todos os casos, as pessoas não mereciam as perdas, caso contrário nenhum socorro ser-lhes-ia dado.
Muitas pessoas à beira do suicídio foram impedidas de dar um passo tão ruim.
Uma moça estava a ponto de beber veneno, outra, que vivia na Suíça, estava à beira de pular de um penhasco, quando os Auxiliares Invisíveis chegaram até ela e a puxaram de volta e a perguntaram porque ela queria se destruir. Ela lhes disse que a vida não valia ser vivida. Os Auxiliares Invisíveis, que se materializaram, disseram-lhe para sentar-se e conversar com eles por algum tempo e então, se ela quisesse suicidar-se, poderia fazê-lo. Os Auxiliares Invisíveis contaram-lhe quais seriam as consequências. Ela colocou as mãos em seu rosto e disse: “Pare, já entendi o suficiente”. Eu suponho que ela visualizou o que os Auxiliares Invisíveis estavam descrevendo. Ela lhes disse de seu caso de amor. O moço com quem estava saindo repentinamente parou de ir vê-la e ela não sabia a razão. Ela escreveu-lhe e telefonou para sua casa, mas não recebeu resposta. Um Auxiliar Invisível explicou-lhe porque ele não mais a procurou e ela sentiu-se muito melhor. Os Auxiliares Invisíveis deixaram-na sorrindo em frente a um portão, antes que fossem para casa.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram solicitados a socorrer um aviador que estava prestes a desmaiar enquanto pilotava um avião. Os Auxiliares Invisíveis encontraram o avião cruzando algumas montanhas na parte ocidental dos Estados Unidos. Inicialmente, os Auxiliares Invisíveis voaram ao lado do avião. Então, um Auxiliar Invisível disse a outra para materializar-se, para que o piloto pudesse vê-la. Ele a viu imediatamente antes de desmaiar. Os Auxiliares Invisíveis correram e a Auxiliar Invisível sentou-se e guiou o avião quando ele apontou o nariz para baixo. A Auxiliar Invisível disse ao piloto para subir o avião para mil pés[11]. O avião subiu e, quando eles olharam, o primeiro Auxiliar Invisível disse: “Suba mais mil pés”, assim eles voaram sobre as montanhas. O Auxiliar Invisível começou a trabalhar com o piloto inconsciente e, após trazê-lo para a realidade, perguntou-lhe onde aterrissar e o piloto lhes contou. Os Auxiliares Invisíveis viram as luzes no campo e um deles disse para o outro: “Solte o trem de pouso”, o que ela prontamente fez. Então ele disse: “Desligue o motor e o encoste”. Quando o avião estava a uns cem pés do solo, o Auxiliar Invisível suspendeu a gravidade e o avião permaneceu parado no ar. Então o Auxiliar Invisível direcionou lentamente para o solo perto do local de aterrissagem. O Auxiliar Invisível desapareceu e ficou observando o que aconteceria. O piloto cambaleou para fora do avião e disse, “Não estou me sentindo bem”. “Você adiantou quinze minutos e houve um vento intenso”, disse-lhe um homem. “Vá para casa e descanse”.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa dele e viram-no com a cabeça entre as mãos. Um Auxiliar Invisível disse ao outro para materializar-se e tocar no piloto. Ela fez isso e o piloto olhou para ela e disse, “Ó, Anjo! Fico pensando o que poderia ter acontecido se eu desmaiasse! Há alguns dias eu estava discutindo com um homem que dizia haver Anjos e que ele havia visto um. Eu lhe disse que estava sonhando. O homem disse-me que eu veria um Anjo em uma dessas noites e que poderia acontecer de eu ver dois deles juntos”.
A Auxiliar Invisível disse ao piloto que havia muitos Anjos.
Seria bom se você procurasse o reino de Deus”, disse ela.
“Eu não sei rezar”, disse o piloto.
A Auxiliar Invisível disse-lhe o que ele deveria fazer e o que deveria prometer fazer, e ele assim o prometeu.
“Anjo, deixe-me tocar você”, pediu o piloto.
A Auxiliar Invisível deu-lhe a mão e, quando ele a pegou, pulou repentinamente.
“Qual é o problema?”, disse ela.
“Eu acabei de sentir um choque, mas estou bem agora”, disse ele.
A Auxiliar Invisível disse-lhe para virar-se e, assim, ela rapidamente desmaterializou-se e desapareceu.
“Bem, eu vi e toquei em um Anjo!”, exclamou o piloto. “Nossa! Ela cheirava como uma rosa!”.
Outra noite, dois Auxiliares Invisíveis salvaram dois lindos ursos polares que foram pegos em uma armadilha. Eles os libertaram e curaram, mas, antes que os ursos fossem embora, dois homens vieram e atiraram nos Auxiliares Invisíveis e quase acertaram um dos ursos. O Auxiliar Invisível rapidamente pediu ao Espírito-Grupo das Salamandras para cessar as detonações na munição das armas.
Assim, os Auxiliares Invisíveis foram até onde os homens estavam escondidos e os ursos os seguiram. Quando os ursos sentiram o cheiro de pó das armas, eles ficaram ferozes e um deles pegou a Auxiliar Invisível em seus braços.
“Coloque-a no chão, senhor Urso”, ordenou o outro Auxiliar Invisível.
O lindo urso, vagarosamente, a colocou no chão.
“Assim é melhor”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz amigável. “Você pode esquecer e esmagar a mão dela e eu posso ficar com ciúmes e machucar você”.
“Ó deixe-o me carregar”, disse a Auxiliar. “É engraçado e eu gosto disso”.
“Sim, eu gosto de ser carregado também”, disse ele. “Mas se o urso vê os homens e corre atrás deles, eles poderão atacar o urso com facas e assustar você, de forma que você correria de volta para sua casa e poderia machucar o seu Corpo”.
Foi isso que quase aconteceu, pois, os ursos correram em direção ao homem e eles ficaram em pé com suas facas em punho.
O Auxiliar Invisível teve de parar os homens e os ursos. Os homens estavam tão assustados que tremiam.
O Auxiliar Invisível disse aos caçadores para jamais caçar ursos ou qualquer outro animal para obtenção de seus couros. “Se você necessitar de comida, mate um animal e nada mais; e jamais faça armadilha para os animais, pois eles sofrem muito até serem encontrados”, preveniu o Auxiliar Invisível.
Nesta hora, a Auxiliar Invisível já havia aquietado ambos os ursos. Ela estava em pé entre eles conversando, e eles estavam muito amigáveis. Os dois caçadores observaram-na com surpresa e medo. O Auxiliar Invisível disse aos caçadores para voltar para suas casas, mas quando eles começaram a se mover, os ursos rosnaram e pularam sobre eles.
Os Auxiliaras chamaram-nos e os fizeram voltar. Os ursos começaram a resmungar entre si como a dizer: “Gostaria de por minhas mãos neles”.
“Não, não agora”, disse o Auxiliar Invisível.
Os ursos viraram e olharam-no como se estivessem surpresos de ele estar lendo seus pensamentos. Os Auxiliares Invisíveis guiaram os ursos para outra direção e eles desapareceram.
De lá, os Auxiliares Invisíveis foram visitar várias pessoas doentes e ajudá-los. Eles foram até uma garota que parecia ter vinte e cinco anos de idade, tão doente que mal podia falar.
Ela estava sozinha em seu quarto. Ela morava perto de seu trabalho, enquanto seu verdadeiro lar ficava longe. A garota explicou que tinha uma vida dura e mal tinha recursos para seu próprio sustento. “Eu quero morrer e ainda quero viver” disse ela. “As pessoas com quem eu vivo dificilmente aproximam-se de mim. O médico já veio aqui há quatro dias, mas eu pareço cada vez pior. Por favor, dê-me água pois em tenho febre. Por favor ajude-me”.
Um Auxiliar Invisível disse-lhe que eles iriam fazer o melhor que pudessem. Ele pediu para que sua febre fosse removida e que seus pulmões fossem limpos. Ele trabalhou nela vagarosamente e finalmente limpou a passagem do ar. Então ele foi à proprietária que estava adormecida e lhe ordenou, enquanto dormia, para ajudar a garota em tudo que ela pudesse.
Quando o Auxiliar Invisível voltou ao quarto da garota doente, a outra Auxiliar Invisível tinha limpado e aerado o quarto. A Auxiliar Invisível pegou um balde pequeno, fora a um restaurante distante duas quadras e comprou uma sopa de ostras e biscoitos para alimentar a garota. Mais tarde, os Auxiliares Invisíveis colocaram-na na cama e disseram: “Até logo”, e prometeram que ela ficaria bem em dez dias.
Vou contar-lhes uma coisa muito estranha que aconteceu uma noite. Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para uma casa onde uma mulher estava a ponto de ser morta pelo seu próprio filho. Os Auxiliares Invisíveis fizeram o que puderam para trazer o filho à consciência e então acalmaram a mulher que estava horrorizada, que ficaria ao lado de seu corpo após a morte. Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa, no noroeste do país, e ouviram a família a conversar. Uma moça queria ir para a Flórida para passar o resto do inverno, em vez de ir para a Califórnia, conforme havia sido planejado por sua mãe. Esta moça tinha poupado apenas duzentos dólares e não queria gastá-los em uma viagem, porque estava com medo que algo pudesse acontecer e ela poderia precisar do dinheiro para despesas inesperadas. Essa jovem tinha um irmão que tinha uns trinta anos de idade.
O irmão era indolente e vivia às custas dos membros de sua família que estavam em melhores condições econômicas. Ele, também, queria ir à Flórida. Ele fez um cheque pagável a si mesmo e queria que sua irmã o assinasse, mas ela não o fez. Sua mãe também se recusou a assiná-lo. O homem saiu da casa após aquilo, foi à lavanderia e pegou uma calça de seu pai sem sua permissão. Ele a usou bastante e deixou para lavagem. Ele não queria que sua mãe pegasse a calça depois do que ele fez.
A família foi para a sala de jantar e começaram a refeição. Alguém entrou pela porta da frente e subiu as escadas. A moça estava nervosa, pois os seus duzentos dólares estavam lá em cima, em seu quarto. Ela descobriu que era apenas o homem que morava no andar de cima, voltando para casa. Então o filho veio para casa, passou através da sala de jantar e subiu as escadas com a calça coberta por papel marrom. Sua mãe levantou-se e seguiu-o, pois ela tinha dinheiro em seu quarto e tinha medo que ele pegasse. O filho deixou a calça de lado. Ele e sua mãe discutiram sobre o que ele havia feito e que era errado. Ela sentou-se no sofá, ele foi até ela, agarrou-a e ela tentou gritar.
Os Auxiliares Invisíveis escutaram e perceberam um som estranho abafado e, com sua visão espiritual, viram o homem sacudindo sua mãe até a morte. Um Auxiliar Invisível chamou o marido e a filha da mulher. Eles subiram as escadas e viram a mulher morrer. A filha desmaiou de choque e a Auxiliar Invisível a retirou da cena, mas ela permaneceu em pé até que o filho fugisse. Então ela desapareceu e o encontrou no andar de baixo, onde ela o pegou e o segurou, apesar de seus esforços para escapar.
A Auxiliar Invisível fez esse homem sentar-se à mesa, debruçou-se e o observou. “A vingança é minha. Eu repagarei, disse o Senhor”[12], citou ela da Bíblia. Os olhos da Auxiliar Invisível brilharam e o homem ficou alarmado. Ela olhou seus olhos assustados e conversou com ele sobre o que ele fez. Ela lhe disse que ele teria de sofrer o mesmo destino naquela vida ou em alguma vida futura, e que ficaria chocado até a morte.
Então ela lhe perguntou se ele estava preparado para morrer.
Enquanto isso, o marido chamava o médico, que veio e comunicou a morte da mulher. Em seguida o homem chamou a polícia, que veio e levou seu filho.
“Eu quero saber por que meu filho sacudiu sua mãe até a morte!”, exclamou o marido.
A Auxiliar Invisível disse-lhe que em uma vida pregressa, ela havia-o sacudido até a morte, em um momento de raiva, porque tiveram uma discussão. Ela era então o pai dele, pois havia sido um homem na vida pregressa.
“Uma vez que você sabe tanto, porque não o impediu?”, perguntou o homem.
“Não poderia fazer isso, pois foi-lhe dada a oportunidade de parar a causa que havia sido começada na vida pregressa”, disse a Auxiliar Invisível. “Agora ele falhou e deve ter essa condição novamente e colher o mesmo destino, a não ser que ela se recuse a insultá-lo, pois, com certeza ela terá a oportunidade de fazê-lo”.
A filha recuperou-se do desmaio e disse: “Senhora, você é humana?”. “Sim”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“Como você foi capaz de desaparecer e parar meu irmão?”, perguntou a moça.
A Auxiliar Invisível disse-lhe que eles eram Auxiliares Invisíveis e servidores da humanidade e propunham-se a ajudar todos que pudessem.
Em seguida, a Auxiliar Invisível foi embora e desmaterializou-se. Mais tarde ambos os Auxiliares Invisíveis voltaram e pegaram a mulher, que estava assustada e ofegante. Um dos Auxiliares Invisíveis disse-lhe para se querer bem. Ela fez isso, parou de ofegar e disse: “Por que meu filho fez isso quando eu daria minha vida por ele de bom grado? Qual é o problema? Estou morta ou em transe ou sonhando?”.
“Você está morta como o ser humano conhece desse termo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
O Auxiliar Invisível contou-lhe que em uma vida sua anterior, quando ela era um homem, ela havia matado seu filho, que era uma mulher, em um momento de raiva. Nesta vida, ele fez-lhe a mesma coisa, e na próxima vida ela terá a oportunidade de matá-lo.
“Desculpe, mas eu não quero matá-lo independentemente do que ele me fez”, disse a mulher. “Por favor, ajude-o a livrar-se da prisão, se você puder”.
“Não podemos fazer isto”, disse o Auxiliar Invisível. “Você deve repensar sua vida cuidadosamente e alguém estará aqui para levá-la onde você tem que ir”.
Em seguida os Auxiliares Invisíveis saíram e continuaram seu trabalho.
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis ajudaram uma mulher doente, uma árvore e uma cobra.
Uma noite, três Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma fazenda na Dakota do Sul para responder às orações, que solicitavam ajuda de uma mulher doente. Ela estava um pouco melhor quando eles a encontraram, e, depois de terem trabalhado com ela, ela conseguiu se levantar. Ela estava preocupada com suas plantas porque ela estava muito doente e não tinha sido capaz de cuidar delas, embora o tempo estivesse muito seco.
A Auxiliar Invisível foi regar as plantas da janela e encontrou uma cobra ali. A mulher viu e ficou muito agitada e nervosa. Ela disse ao Auxiliar Invisível para se afastar dela, pois era uma cobra venenosa.
“Pegue-a, coloque-a ao ar livre e diga para ir embora”, disse o Auxiliar Invisível para seu companheiro.
O Auxiliar Invisível fez isso, e a cobra se foi.
“Foi maldade você fazer isso com ele, e se a cobra o tivesse picado!” – Disse a mulher doente.
Veja, ela não sabia que os Auxiliares Invisíveis estavam em seus Corpos de Desejos e não podiam ser feridos.
Quando a Auxiliar Invisível foi à cozinha buscar mais água para as plantas, um rato sedento apareceu e queria beber água. A princípio, a Auxiliar Invisível pensou que o rato ia atacá-la; então ela pensou em jogar água nele, mas ele estava apenas com muita sede. A Auxiliar Invisível colocou o prato com água, e o rato bebeu tão rápido que quase perdeu a respiração. A Auxiliar Invisível olhou para seu rosto e viu seus olhos muito brilhantes e suas orelhas quase eretas.
Como a mulher pediu para regar uma grande árvore, o terceiro Auxiliar Invisível pegou um balde, encheu-o de água, levou-o até a árvore e despejou a água sobre ela. Antes, então, cavou uma trincheira ao redor da árvore para manter a água no chão. A mulher tinha uma grande bomba de moinho de vento e muita água, bem como um grande tanque na casa para uso no inverno.
Os Auxiliares Invisíveis aconselharam a mulher a manter sua porta bem fechada para manter as cobras fora da casa, pois havia muitas cobras, por causa da água e das condições de seca. Eles disseram à mulher o que comer e aconselharam-na a sempre manter alguém na casa com ela, e ela disse que faria. Os Auxiliares Invisíveis contaram-lhe sobre o seu trabalho, e ela estava muito interessada.
“Como é bom ir para lugares e ajudar as pessoas”, disse ela.
Você vê, quando os estudantes fiéis de uma Escola de Mistério trabalham como Ajudantes Invisíveis, eles usam seu conhecimento para ajudar os outros.
Ajudando os outros eles se ajudam a si mesmos porque aumentam o tamanho e a luminosidade de seus Corpos-Alma e ganham o direito de receber mais conhecimento que eles podem, por sua vez, compartilhar com outros que são qualificados para compartilhá-lo.
Agora vou lhe contar várias histórias sobre o trabalho de Auxiliares Invisíveis com crianças.
Aqui está o que ocorreu em uma pequena cidade de um país ocidental há alguns anos. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por lá. Olharam para baixo e viram um cão da raça collie correndo bem abaixo deles.
Ele sentiu os Auxiliares Invisíveis passando por cima dele, e começou a latir e saltar em direção a eles. Então ele começou a voltar, retornando para o mesmo lugar de onde tinha vindo.
“Vamos descer e ver qual é o problema”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. Eles desceram e a Auxiliar Invisível se sentou nas costas do cão pegando uma carona. Estando em seus veículos mais elevados, ela não tinha peso e por isso não sobrecarregou o cão, que continuou correndo no caminho.
O cão correu o mais rápido que pôde pelos campos. Ele atravessou um lago e finalmente chegou a um lugar onde uma criança tinha caído em um canyon. Os Auxiliares Invisíveis viram a criança deitada, inconsciente e maltratada. – Oh, ela está morta! – Disse o Auxiliar Invisível.
– Não, ela está apenas inconsciente e maltratada – respondeu sua companheira.
Os Auxiliares Invisíveis levaram a criança para casa dela. Primeiro disseram ao cão para ir para a casa dela, e eles o seguiram. Ele correu pela lagoa e subiu a estrada cerca de três quilômetros para uma fina casa de fazenda. A casa estava toda iluminada. Havia duas mulheres lá quando os Auxiliares Invisíveis e o cão collie entraram com o menino ferido. Uma das mulheres disse que o resto da família estava procurando o menino e o cão. Depois que os Auxiliares Invisíveis levaram o menino para dentro da casa, uma das mulheres saiu e tocou um sino para chamar o povo de volta para a casa. O pai e a mãe do menino entraram e a mãe gritou quando viu o menino e chorou: “Meu menino está morto!”
– Não – Disse o Auxiliar Invisível – Ele vai ficar bem. Ele terminou de enfaixar os ferimentos do menino e o colocou na cama.
A mãe disse ao Auxiliar Invisível que o menino tinha saído à noite.
O menino logo recuperou a consciência e pediu comida e água. Os Auxiliares Invisíveis, então, saíram desapercebidos pela família e foram no quintal brincar com o cão. Um dos Auxiliares Invisíveis teve a mais deliciosa lembrança na manhã seguinte. Ela se lembrou de estar sentada sobre o cão e de nadar na lagoa.
A Auxiliar Invisível correu ao redor do pátio brincando com o cão feliz, que correu em círculos, se aproximou dela e olhou para seu rosto com expectativa. Ele ficou de pé com o peso nas patas dianteiras, pronto para uma corrida e acenou suavemente a cauda de um lado para o outro. O cão podia ver os Auxiliares Invisíveis e era o companheiro mais amigável. Ele sabia que os Auxiliares Invisíveis o haviam ajudado a salvar o menino, seu dono, e que ele estava livre da responsabilidade pelo ocorrido.
Esse é um caso onde um animal, um cachorro, está quase individualizado. Esse cachorro alcançou um alto grau na evolução ao ponto de não precisar nascer como um animal novamente. Quando ele morrer, seu espírito será mantido no Mundo do Desejo e será um dos pioneiros quando a onda de vida dos animais se tornar humana. Essa é a mais extraordinária história que deve ser destacada.
Em um sábado à tarde um Auxiliar Invisível se deitou para tirar uma soneca. Depois que adormeceu, ele foi para a África e em algum lugar na selva. Lá ele viu uma família de tigres, composta de pai tigre, mãe tigre e bebê tigre.
O Auxiliar Invisível pegou o bebê tigre. Quando a mãe tigre o viu, ela mostrou seus dentes. “Deite-se”, disse o Auxiliar Invisível, “Eu não o machucarei”, e ela calmamente se deitou e o assistiu brincar com seu bebê.
O papai tigre então deu uns poucos passos, rosnou e mostrou seus dentes. “Deite-se”, o Auxiliar Invisível disse. Ninguém irá aborrecer alguém daqui.
Enquanto o Auxiliar Invisível estava segurando o pequeno tigre e acariciando suas costas gentilmente, ele ronronou e se tornou muito amistoso. Em seguida ele levantou os olhos e se surpreendeu ao ver uma pequena criança negra que estava perdida e divagava dentro da selva. O Auxiliar Invisível chamou a criança e pediu para ela se aproximar. A criança olhou os tigres e tremeu de pavor, mas finalmente se dirigiu ao homem, que a pegou e a manteve num braço e o pequeno tigre no outro. O tempo todo os dois tigres grandes permaneceram assentados calmamente perto dele.
O Auxiliar Invisível chamou alguém à distância e por meio de pensamento perguntou a ela se ela poderia ficar com a família de tigres enquanto ele levaria a criança para casa. A Irmã Leiga disse a ele que isso não era frequentemente permitido, mas que ela faria isso. O Auxiliar Invisível chamou os tigres e partiu indo por um caminho dentro da selva até o vilarejo.
Um tigre caminhou de um lado dele e o outro do outro lado.
Quando eles alcançaram a aldeia, as pessoas se assustaram e correram em todas as direções. O Auxiliar Invisível os chamou de volta e eles detiveram seu espanto e então chegaram pertinho.
O Auxiliar Invisível colocou o bebê humano nas costas da mamãe tigre, e o tigre não fez nenhuma objeção. Após isso ele pegou o bebê de novo e o manteve em seus braços.
O Auxiliar Invisível disse aos nativos que se eles fossem amigáveis e gentis com todos e as criaturas selvagens da selva não fariam mal a eles. “Enquanto vocês lutam entre vocês mesmos e com outros”, ele disse, “esses animais causarão danos a vocês como todo o restante dos animais da selva”. O Auxiliar Invisível perguntou “de quem é este bebê?”.
É meu, mas estou com medo de ir até aí”, disse uma mulher.
O Auxiliar Invisível pediu aos tigres que se deitassem, e eles se comportaram como bons cães treinados. A mulher calmamente se aproximou do Auxiliar Invisível e da família de tigres. Ela estava pálida e tremendo.
Ela pegou sua criança, que pareceu muitíssimo à vontade nos braços do Auxiliar Invisível.
Um homem da aldeia pegou sua arma e preparou para atirar no Auxiliar Invisível. “Você pode puxar o gatilho, mas a arma não disparará”, o Auxiliar Invisível disse para ele.
O homem tentou insistentemente, mas a arma falhou.
Isto porque foi solicitado às Salamandras, as quais começam todo fogo e explosão, para permanecerem em silêncio.
Então o Auxiliar Invisível se virou e começou a retornar para a selva. Os tigres o seguiram.
O Auxiliar Invisível pediu a eles que voltassem para o lugar onde ele os tinha encontrado, e colocassem o bebê para deitar, despois ele desapareceu, e foi adiante com seu trabalho.
Os Auxiliares Invisíveis ajudam de muitas maneiras. Gustave Doré, um artista muito talentoso, ilustrou a Bíblia com desenhos notáveis. Um deles é chamado “Moisés Criança no Nilo”. Mostra o bebê Moisés em uma cesta que flutua no rio Nilo e observado por quatro Auxiliares Invisíveis que estão suspensos no ar, acima dele. Os Auxiliares Invisíveis estão parcialmente materializados.
Esses Auxiliares Invisíveis foram os que induziram a filha do rei a ir ao rio, encontrar o bebê Moisés e levá-lo como seu próprio filho. O retrato mostra que esse artista famoso sabia tudo sobre Auxiliares Invisíveis e seus trabalhos e tentou mostrá-los em muitas maneiras. A Bíblia contém muitas outras histórias sobre pessoas que podiam ver e ouvir Auxiliares Invisíveis, Anjos e Arcanjos.
O historiador judeu, Flavius Josephus, diz muitas coisas interessantes sobre Moisés em seu livro OS TRABALHOS DE JOSEPHUS. Nesse livro, nos diz que Amram, o pai de Moisés, um homem nobre, estava preocupado com sua esposa, que esperava uma criança. Ele orou a Deus e implorou Sua ajuda, e Deus lhe disse muitas coisas encorajadoras. Ele lhe disse que seu filho deveria ser escondido daqueles que queriam destruí-lo, e que depois de ter sido criado de uma forma especial, ele iria retirar a nação dos egípcios. O pai de Moisés confiou em Deus e seguiu as sugestões dos Seres Elevados, o bebê foi salvo e mais tarde cumpriu sua missão de salvar os hebreus da escravidão e da morte.
Aqui está uma história de como um pai e suas crianças foram resgatados da morte no mar. Esse homem vivia no sul. Uma noite ele levou suas três crianças para um pequeno passeio de barco. A água tornou-se repentinamente revolta, e foram levadas para o mar. O pai perdeu de vista a costa e ele remou a noite toda orando por ajuda. Por fim a ajuda foi enviada a ele, e eles foram salvos da morte. Por meio da consciência Jupteriana foi mostrado a dois Auxiliares Invisíveis, à distância, o que estava acontecendo com esse homem e suas três crianças pequenas.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar e olharam para baixo, viram um barco grande quase cheio de água. O pai tentava desesperadamente chegar à praia. Em uma extremidade, um menino estava sentado com água até o pescoço. Na outra extremidade outro menino estava sentado só com a cabeça fora da água, enquanto uma menina tinha ficado debaixo da água e deitada no fundo do barco. Um Auxiliar Invisível abaixou e rapidamente resgatou as duas crianças de uma extremidade do barco e as levantou no ar. O outro Auxiliar Invisível pegou o pai e o outro menino e os levou para a praia, onde os outros estavam já recebendo cuidados. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembravam claramente dessas cenas na manhã seguinte.
Aqui está uma história sobre algumas pessoas que estavam necessitando de ajuda e o que lhes aconteceu. Alguns anos atrás, dois Auxiliares Invisíveis estavam passando pelas Montanhas Rochosas quando viram um garotinho descendo uma montanha, ao lado de um alto penhasco. Eles também viram um lobo se esgueirar atrás da criança.
O lobo estava prestes a pular sobre ele. Um dos Auxiliares Invisíveis pegou a criança no momento em que o lobo saltou. O lobo então se voltou para os Auxiliares Invisíveis, mas eles o fizeram se afastar. O lobo estava desesperado por comida e teria matado o menino. Os Auxiliares Invisíveis perguntaram à criança de onde ela vinha, pois não havia nenhuma casa à vista por quilômetros de distância.
O menino disse que sua mãe o havia enviado para trazer um homem para ajudá-los. Os Auxiliares Invisíveis lhe disseram para levá-los para onde sua mãe estava. Um dos Auxiliares Invisíveis o carregou, pois eles poderiam ir muito mais rápido dessa maneira. Quando eles dobraram uma curva, viram um automóvel à distância, inclinado sobre a borda da estrada. Naquele lugar havia um penhasco de cerca de trezentos pés. Havia duas pessoas no carro pendurado sobre o penhasco, um homem e uma mulher. A criança queria descer e ir ao encontro do seu irmão que estava no carro, mas o Auxiliar Invisível disse ao seu companheiro para segurar a criança por causa do perigo.
O Auxiliar Invisível olhou ao redor para ver qual era a melhor maneira de resgatar aquelas pessoas. Ele disse à mulher para jogar a sua bolsa para fora através da janela e, depois, jogar a pequena mochila que estava com ela. Então ele lhe disse para abrir a porta com muito cuidado, e ela conseguiu sair com segurança. Isso fez com que o carro deslizasse um pouco mais e ela desmaiou. O Auxiliar Invisível disse ao homem para passar, cuidadosamente, para o banco traseiro e sair. Ele fez isso, e assim que ele pisou no chão, o carro deslizou sobre o penhasco. O Auxiliar Invisível agarrou sua mão e o puxou para cima, e assim todos os três foram salvos. O homem estava tão fraco de terror e da tensão nervosa que teve que se deitar para descansar. Os Auxiliares Invisíveis foram cuidar da mulher, ela estava histérica e teve que ser acalmada e se tranquilizou quando viu que todos estavam sãos e seguros.
A família não tinha nada além de dinheiro e roupas para o menino. Eles não tinham água ou comida, e estavam a quilômetros longe de qualquer coisa. Os Auxiliares Invisíveis não podiam deixá-los sozinhos, pois sabiam que havia lobos. Estava frio e escuro.
Um Auxiliar Invisível disse ao seu parceiro para voltar à montanha e olhar ao redor até encontrar um homem com um carro e, então, o trazer.
Depois de várias horas, ele voltou com um homem e um carro. O homem queria cobrar da família quinze dólares para levá-los para uma cidade.
– Não, isso é demais – disse o Auxiliar Invisível. “Um dólar cada um é suficiente”.
O homem então se recusou a levar as pessoas em seu carro e puxou uma arma. O Auxiliar Invisível tirou a arma do homem e lhe disse para passar para o outro lado do assento que ele dirigiria o carro. Todos entraram no carro e o Auxiliar Invisível conduziu o povo até a cidade mais próxima, que estava a quarenta quilômetros de distância. Aqui eles encontraram um lugar para ficar até de manhã.
O Auxiliar Invisível disse a eles para tentar obter seus pertences de seu carro destruído. A mulher estava tão desgastada que estava prestes a entrar em colapso. As pessoas se esqueceram de agradecer aos Auxiliares Invisíveis, que se materializaram, ou de perguntar quem eram antes de partir, mas o homem não se esqueceu de pedir seu dinheiro. O pai do rapaz deu ao Auxiliar Invisível o dinheiro, e ele pagou ao homem, lhe devolveu sua arma e lhe disse para não incomodar essas pessoas, pois ele iria vê-los novamente. Então o homem ficou zangado e atacou o Auxiliar Invisível, que teve que o sacudir um pouco. O homem clamou por misericórdia. A coragem do Auxiliar Invisível em não temer sua arma tirou toda a energia do homem. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis se aproximaram e olharam para o carro destruído. Depois prosseguiram com seu trabalho de ajudar os outros.
Os Auxiliares Invisíveis ajudam todas as pessoas, independentemente de raça ou religião. Quando eles estão fora de seus corpos e ajudando a humanidade da melhor maneira possível, eles são capazes de ouvir e falar qualquer idioma. Eles falam a linguagem da alma, que todas as pessoas no mundo podem entender.
Aqui está uma história que ilustra esse assunto. Em um dia de julho, dois Auxiliares Invisíveis conheceram uma menina no Japão e ela pediu que ajudassem sua mãe, que tinha caído, não se levantava nem falava com ela. Os Auxiliares Invisíveis disseram à criança que se apressasse para levá-los até a mãe. Ela correu de volta para casa e os Auxiliares encontraram a mãe na banheira, inconsciente. Ela tinha escorregado, batido a cabeça e caído na água, que agora estava no seu queixo. Se a água estivesse um pouco mais alta, ela teria se afogado. Ela tinha um corte feio na cabeça.
Os Auxiliares Invisíveis retiraram a mãe da banheira e a reviveram.
Eles fizeram um curativo em seu machucado e colocaram algumas roupas nela. Os Auxiliares Invisíveis disseram à moça que sua filhinha os havia chamado e ela ficou muito agradecida pela ajuda que recebeu. Eles eram japoneses prósperos e tinham uma bela casa. A senhora japonesa pediu aos Auxiliares Invisíveis para tomar chá. Ela queria saber se os Auxiliares Invisíveis moravam no Japão e onde eles tinham aprendido seu idioma, pois ficou surpresa que eles pudessem falar tão bem.
Os Auxiliares Invisíveis então explicaram seu trabalho e ela lhes disse que uma vez participara de uma reunião no Ceilão, onde ensinavam o que os Auxiliares Invisíveis falavam. Quando o marido entrou, ela disse o que tinha acontecido e ele ficou um pouco agitado. Depois, agradeceu aos Auxiliares Invisíveis pela gentileza com sua família.
* * *
Agora, vamos considerar o trabalho dos Auxiliares Invisíveis com os animais.
Em uma noite, dois Auxiliares Invisíveis dedicaram-se a uma mãe urso pardo e seu filhote, que tinha aproximadamente três meses de idade. Eles buscavam água. O ursinho cavalgava nas costas da mãe.
Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram, a ursa se levantou e o filhote deslizou, ficando entre as pernas dela. Os Auxiliares Invisíveis começaram imediatamente a fazer amizade com eles. Um Auxiliar Invisível estava especialmente interessado no ursinho, que era muito fofo. Os ursos viram um poço de água, ou nascente, e subiram até ele; no entanto, a mãe não bebia nem deixava o filhote beber, porque sentia que algo estivesse errado.
Um dos Auxiliares Invisíveis deduziu que a água estivesse envenenada e pediu que fosse purificada. Sua oração foi atendida, porque em pouco tempo duas grandes cobras d’água rastejaram e foram embora. Então os ursos beberam da nascente. Pareceu estranho a mãe ursa perceber que não fosse seguro beber aquela água. Se eles tivessem bebido, as cobras certamente os teriam picado e eles teriam morrido.
* * *
Certa vez, um Auxiliar Invisível foi para a Nova Zelândia. Lá, ele teve problemas com alguns nativos e policiais, ao tentar impedir que espancassem um animal para fazê-lo exibir truques. Os policiais queriam prender o Auxiliar Invisível e alguém queria agredi-lo. O Auxiliar Invisível disse aos homens para não tocar nele, pois protegia todos os animais mudos e pessoas indefesas.
“Agarre-o e jogue no poço”, disse um homem.
As pessoas deixaram os policiais fazerem isso. Depois de colocarem o Auxiliar Invisível dentro de um poço onde havia cobras e crocodilos, ficaram ao redor para ver o Auxiliar Invisível morrer; no entanto, os répteis não deram atenção a ele nem se ofereceram para machucá-lo.
Uma Irmã Leiga da Índia entrou no poço. Os homens pensaram que ela tivesse pulado. Os dois Auxiliares Invisíveis então brincaram com as cobras e os crocodilos, enquanto os homens olhavam, surpresos. Eles não conseguiram tirar o Auxiliar Invisível porque não tinham algo para abaixar no poço. Então, os Auxiliares Invisíveis levitaram, já que estavam em seus Corpos de Desejos, e as pessoas fugiram.
Duas criancinhas foram até os Auxiliares Invisíveis, a Irmã Leiga tocou-as na testa e lhes disse para guiar seu povo até coisas na vida que fossem mais elevadas. O menino e a menina não eram parentes, mas amigos de brincadeira. Essas crianças ajudarão pessoas e animais à medida que passam pela vida. Eles são Egos avançados que renasceram naquele lugar para Auxiliar Invisível os nativos. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram para as ilhas próximas e ajudaram muitas pessoas doentes.
* * *
Certa noite de sexta-feira, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis estavam no extremo norte, onde moram as focas, encontraram uma família de focas em um pouco de água no bolso de gelo de um iceberg. A massa de gelo estava movendo-se para o sul e parecia ter pouco mais de um quilômetro de comprimento. Do outro lado do local onde as focas estavam presas havia uma cavidade com alguns peixes. Uma Auxiliar Invisível queria alimentar as focas, mas ela não conseguia pegar os peixes nem podia colocá-las onde eles estavam.
Um Irmão Leigo parou e logo viu a situação. Ele disse que as focas poderiam comer os peixes, porque eles morreriam quando descessem para a quente Corrente do Golfo, que sobe o Oceano Atlântico, mas as focas nadariam de volta. O Auxiliar Invisível foi embora e voltou com uma lança. A Auxiliar Invisível pegou um peixe, foi até as focas e as convenceu a sair. Elas saíram da água e se aproximaram dela. Havia quatro focas crescidas e duas pequenas. Ela largou o peixe enquanto tentava pegar uma das foquinhas. Ela pegou uma, porém não conseguiu segurar porque era muito lisa. A Auxiliar Invisível deu alguns peixes às focas e elas começaram a segui-la. Finalmente, a Auxiliar Invisível pegou uma das focas bebês e brincou com ela por um tempo. Ela voltou para sua mãe e depois retornou para a Auxiliar, por vontade própria.
A Auxiliar Invisível então pegou a lança e fez um buraco no gelo para que os peixes pudessem nadar onde as focas estavam e para que estas pudessem ir aonde eles estavam. A princípio, as focas, famintas, comeram os peixes tão rápido quanto entraram pela abertura no gelo. Entre os dois buracos, o gelo não era muito espesso e não houve dificuldade em fazer a abertura. O iceberg estava rachando e estalando ao redor dos Auxiliares Invisíveis, movendo-se firmemente para o sul. Os Auxiliares Invisíveis gostaram muito de ficar com as focas por um tempo e elas tornaram-se muito amigáveis.
* * *
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis atravessavam as selvas da África quando um olhou para baixo e viu uma pantera negra presa em uma trepadeira, choramingando tristemente. Os Auxiliares Invisíveis desceram e se materializaram para ajudá-la. A pantera rosnou e se enfureceu. Então um Auxiliar Invisível lhe disse: “Fique firme, amiga; se você quiser que a ajudemos, você deverá ser boa. Eu só quero ajudá-la, mas se você agir assim, eu a deixarei ficar aqui mais alguns dias e a fome vai matá-la”.
A pantera pareceu entender perfeitamente e se acalmou para que os Auxiliares Invisíveis a soltassem. Ela estava presa de tal modo pela parte do corpo que fica entre os quadris e as costelas que, quando lutava, apenas apertava as trepadeiras ao redor do corpo.
Depois que a pantera foi libertada, ela começou a lamber as mãos da Auxiliar Invisível e ficou esperando os Auxiliares Invisíveis se moverem para poder segui-los.
“Jovem companheiro”, disse o Auxiliar, “é melhor você buscar algo para comer, pois há muitos amigos aqui que gostariam de testar sua força. Se eles vencerem, farão de você uma boa refeição”.
Então a pantera lambeu as mãos da Auxiliar Invisível novamente e foi embora lentamente.
* * *
Temos aqui uma história curiosa de como um leão foi ajudado.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam nas selvas africanas, aonde foram enviados para ajudar um grande leão que enfiara um espinho na parte macia de sua pata dianteira esquerda. Ele não conseguia tirar o espinho, sua pata estava inchada e dolorida. O leão estava deitado, quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram dele, mas ele pulou, ameaçou lutar e rugiu alto.
“Diga, camarada”, falou o Auxiliar. “Viemos aqui para ajudá-lo, não estamos procurando briga. Se você não quiser que nós o ajudemos, poderemos ir embora.”
O leão se acalmou, gemeu e levantou a pata, pois não podia ficar de pé por causa da dor. Um dos Auxiliares Invisíveis aproximou-se do leão e ele se afastou. “Escute, Sr. Leão”, disse o Auxiliar, “em vez de recuar, venha aqui e me dê sua pata. Serei o mais cuidadoso possível com você”.
O leão olhou em volta, depois pulou sobre três pernas até o Auxiliar Invisível e lhe deu a pata. O Auxiliar Invisível olhou para ele e viu imediatamente que precisava de algo para abrir o abscesso e deixar o pus escapar. Ele disse à outra Auxiliar Invisível para procurar um espinho afiado e foi o que ela fez. Então o Auxiliar Invisível disse ao leão para se deitar. Quando os Auxiliares Invisíveis começaram a abrir a ferida, o leão ficou com raiva e bateu no homem.
“Deixe o leão sozinho ou ele poderá machucá-lo”, disse a Auxiliar.
Ela tinha esquecido que estavam fora de seus Corpos Densos e não poderiam ser feridos. O Auxiliar Invisível disse a ela para esfregar a cabeça do leão enquanto ele abria a pata. Ela fez isso e, quando o leão ficou quieto, o Auxiliar Invisível espremeu todo o pus para depois procurar o espinho na pata. Quando o encontrou, o leão rugiu, porque estava preso no osso.
Os Auxiliares Invisíveis tiveram que abrir um buraco na carne, grande o suficiente para colocar dois dedos, antes que pudessem arrancar o espinho. Eles não conseguiram materializar a mão e colocá-la no osso, como fariam se fossem de carne. O Auxiliar Invisível agarrou o espinho e puxou, enquanto o pobre leão tremia e gemia. Um Auxiliar Invisível apertou o pé dele, o outro o massageou e ele se recuperou em poucos minutos.
Então o leão lambeu a mão da Auxiliar, levantou-se, sacudiu e rugiu como se quisesse agradecer. O Auxiliar Invisível que arrancou o espinho disse ao leão para ter mais cuidado. O leão se aproximou da Auxiliar, que se escondeu atrás do Auxiliar.
“Ele não vai machucá-la”, disse.
O leão se aproximou dela e a observou; ficou de pé como um cachorro enorme, deitou-se como um gato doméstico e não se mexeu.
De repente, ele pulou, soltou um rugido feroz, saltou muito alto e começou a lutar contra uma cobra grande. O leão ainda estava fraco e a cobra logo o cansou. Duas voltas do seu corpo estavam ao redor dele quase que imediatamente. A Auxiliar Invisível pediu a eles que parassem, mas não pararam e ela ficou abalada.
O outro Auxiliar Invisível pediu ao Espírito-Grupo da serpente e ao do leão para detê-los. Ele chamou a cobra e o leão, disse-lhes para parar e eles obedeceram depressa. O Auxiliar Invisível então os chamou e eles vieram. Ele viu que a cobra era uma grande jiboia africana. O corpo da cobra ficou bastante rasgado pelas garras do leão e ele tinha sido mordido, quando a cobra o segurou. Os Auxiliares Invisíveis logo curaram a cobra e o leão; depois, mandaram a cobra embora.
Os Auxiliares Invisíveis partiram e o leão os seguiu até desaparecerem.
* * *
Aqui está o relato de como uma baleia doente foi ajudada, certa noite, por alguns Auxiliares Invisíveis. A eles foi mostrada uma baleia na superfície da água, por meio da Consciência de Imagem Jupiteriana, algo como figuras em movimento exibidas em uma tela. A baleia estava ofegando e tentando retirar um peixe preso em sua garganta. Os Auxiliares Invisíveis correram para o local onde ela estava e logo a localizaram. Essa baleia tinha uma cabeça e uma boca enormes e o que parecia ser fileiras de dentes.
A baleia estava com problemas de estômago, não conseguia vomitar a comida que a fizera sentir-se mal e o intestino estava entupido. E o pior de tudo, ela tinha um peixe preso na garganta. Não muito longe dela havia sete ou oito tubarões. Eles viram que ela estava doente e aguardavam para torná-la sua refeição assim que estivesse fraca demais para lutar.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a baleia. Ela afundou e apareceu em outro lugar, como uma criança brigando com um médico, depois de machucada. A baleia tímida fez isso várias vezes. Então um dos Auxiliares Invisíveis a massageou para ficar acordada. Ela deu um tapinha na cabeça da baleia, que se virou, abriu a boca e o outro Auxiliar Invisível puxou o peixe para fora. Era um peixe grande, com as barbatanas presas na garganta da baleia, uma de cada lado, não podendo sair nem descer. Os Auxiliares Invisíveis ajustaram o estômago e o intestino da baleia. Isso a fez sentir-se bem novamente e se tornou brincalhona.
Os tubarões viram que ela estava agindo de modo natural de novo e foram embora; a baleia então nadou para longe.
* * *
Agora eu vou narrar o que aconteceu com o cachorro de estimação de um menino. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam voando e viram um belo Collie atravessando a rua. Um homem veio em seu carro, atropelou as duas patas da frente do cachorro e as quebrou. Ele olhou ao seu redor e não viu ninguém; então começou a dirigir, deixando o cachorro ferido na estrada.
A Auxiliar Invisível sentou-se sobre o carro e o fez retornar. Ela se materializou sobre a soleira. Ele estava com muito medo de continuar e fez o que ela mandou. Naquele momento, o outro Auxiliar Invisível levou o cachorro até um gramado e o deitou. O cachorro estava choramingando.
O Auxiliar Invisível contatou o Espírito-Grupo dos cachorros e perguntou onde morava o seu dono. Ele revelou que o cachorro pertencia a pessoas que moravam quatro casas abaixo, na rua em que estavam. O Auxiliar Invisível foi até a casa e conversou com o dono da casa sobre o cachorro; ele ficou muitíssimo estremecido.
“Eles são amigos, o que meu filhinho fará agora?”, ele perguntou. “Eu sempre deixo o cachorro sair cedo, todas as manhãs, para que possa correr por algum tempo. Ele sempre volta para casa quando o menino se levanta.”
O homem que atingiu o cachorro falou e perguntou qual era o seu preço.
“Eu paguei 150 dólares por ele; mas não aceitaria 1.000, porque passei vários anos treinando-o”, disse o proprietário.
O Auxiliar Invisível levou o cachorro para a casa do seu dono e o colocou em uma rede, na varanda lateral. O garoto, que despertara com o som das vozes, desceu as escadas. Quando viu que seu cachorro estava machucado, começou a chorar e o cachorro uivou. O garoto se virou para a estranha senhora e disse: “Senhora, cure meu cachorro para que possamos brincar juntos. Sempre comemos juntos e ele dorme ao pé da minha cama. Veja, ele está chorando porque está machucado. Você pode ajudá-lo e os Anjos a abençoarão algum dia. Minha mãe disse que os Anjos abençoam todos os que ajudam as pessoas”.
A mãe do menino ficou observando o cachorro ferido e disse: “Não podemos curá-lo. Ele deve ser sacrificado”.
“Ele ficará bem, assim?”, perguntou o menino.
“Não, ele vai morrer e alguém vai levá-lo embora”, respondeu sua mãe.
“Não, mamãe, espere”, implorou o garoto. “Pedirei a Deus para fazê-lo andar de novo.” “Querido Deus”, disse o garoto, “faça meu cachorro ficar bem para que possamos brincar. Mamãe disse que Você fará isso por pessoas que sejam boas. Serei o melhor que puder e sei que serei bom com o meu cachorro. Você fará isso por mim, meu Deus, não é?”. Então ele se virou para a Auxiliar Invisível e disse: “Agora, senhora, conserte meu cachorro”.
O pai do garoto disse a ele: “Ela não pode fazer isso, mas peço a Deus que possa”.
A Auxiliar Invisível falou com o querido menininho: “Meu queridinho”, disse ela, “sua fé fará com que o seu cão fique bom”.
As pessoas presentes estavam todas com lágrimas nos olhos, porque seus corações foram tocados pelas palavras da criança, que implorava por seu cachorro. A Auxiliar Invisível colocou uma das mãos sobre o cachorro e o esfregou com a outra. O Auxiliar Invisível pegou uma pata, ajustou os ossos e a força curadora de Deus curou o ferimento. O cachorro lambeu a mão do Auxiliar, que então pegou a outra pata, curou e tudo ficou bem.
O cachorro se deitou aos pés do Auxiliar, como se quisesse agradecê-lo.
“Os Anjos vão abençoá-la”, disse a criança, feliz. “Ah, não! Você é um Anjo, pois eu vejo cores bonitas de ouro brilhante, azul e branco sobre você; não, em você. Mamãe, eu não sei o que ela é, mas posso ver através dela. O que ela é?”
A Auxiliar Invisível ficou tão feliz que levantou a criança em seus braços e, por um momento, o menino se perdeu em sua aura. Todos os presentes viram e se curvaram diante da Auxiliar. “Sim, criança, eu sou o seu Anjo”, eles a ouviram dizer. Então ela o pôs no chão e desapareceu.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes por terem sido autorizados a curar o cachorro e fazer o menino e seus pais felizes.
* * *
Vamos agora analisar como outras orações foram respondidas.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam voando, quando viram um homem cair de um ônibus que estava viajando a uma boa velocidade. O homem levantou-se e correu atrás do ônibus, tentando alcançá-lo, mas teve que desistir. Seu cachecol caiu atrás dele enquanto corria.
Os Auxiliares Invisíveis aproximaram-se do pobre homem e ele contou o que havia acontecido. Estava sentado em um dos bancos da parte traseira do ônibus e tinha retirado o gorro, porém ainda tinha o cachecol no pescoço. A maioria das pessoas do ônibus estava dormindo. O homem que estava sentado à sua frente roubou seu dinheiro e sua bagagem.
Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou se poderia oferecer ajuda, pensando que alguém devesse ajudar, e disseram-lhe que isso poderia ser feito. Os Auxiliares Invisíveis deixaram o homem ao lado da estrada. Eles alcançaram o ônibus, entraram, materializaram-se e encontraram o ladrão. Eles viram que ele estava com o dinheiro furtado em uma carteira. Os Auxiliares Invisíveis indagaram se poderiam ajudar a vítima a chegar à próxima cidade, onde o ônibus pararia, para que pudesse pegar sua bagagem e recuperar o dinheiro. Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a fazer o possível para auxiliar.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram correndo, pegaram o homem e o levaram à cidade aonde o ônibus estava indo. Quando o ônibus chegou à cidade, o homem prendeu o ladrão, recuperou seu dinheiro e recolheu a bagagem.
* * *
Na América do Sul, um homem estava terrivelmente preocupado com a perda de seus magníficos bordos e carvalhos. Ele orou a Deus por ajuda para salvar do corte o melhor de suas árvores. Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ampará-lo. Eles chegaram ao lugar rapidamente e se materializaram no que pareciam corpos físicos naturais. Então caminharam até onde viram um fazendeiro conversando com um grupo de funcionários da empresa de telefone. Esses homens foram instruídos a comprar uma faixa de terra do outro lado da fazenda e ofereceram uma quantia muito pequena.
A companhia telefônica planejara forçar o homem a vender seus direitos à terra e às árvores. Eles sabiam que essa terra tinha 500 ou 600 árvores grandes e que dessas árvores eles fariam madeira fina e cara. Pretendiam cortar as árvores de uma só vez; trouxeram suas serras e machados para que pudessem realizar o trabalho de destruição em um único golpe para, depois, colocar os postes e fios de telefone.
O fazendeiro ficou muito angustiado, pois amava aquelas belas e grandes árvores e não queria que fossem cortadas. Ele não desejava vender a melhor parte da sua fazenda, porém o capataz da gangue tentava fazê-lo ceder. Os Auxiliares Invisíveis fizeram os homens parar e disseram ao fazendeiro que não recebesse menos de 50.000 dólares. Os Auxiliares Invisíveis também lhe explicaram que, se vendesse, não deveria se esquecer de manter o direito de atravessar a faixa de terra; caso contrário, teria de percorrer quase dois quilômetros e meio para chegar à outra parte da sua fazenda.
O fazendeiro disse ao encarregado que ele não venderia por menos de 50.000 dólares. Os homens então saíram, sabendo que a companhia telefônica redirecionaria sua linha, porque não poderia enganar esse homem e afastá-lo da sua valiosa floresta.
Os Auxiliares Invisíveis examinaram a floresta e se encantaram com as grandes árvores, umas das melhores que já tinham visto. Disseram ao fazendeiro que deveria ficar com a terra e que era dono de um lugar encantador. Antes que os homens da companhia telefônica saíssem, um dos Auxiliares Invisíveis lhes falou que não demoraria muito para que as pessoas não precisassem mais de telefones. Ela explicou como, na próxima e nova era, as pessoas terão clarividência, audição espiritual, transferência de pensamentos e, assim, poderão enviar pensamentos pelo ar, que serão capturados por outras pessoas da mesma forma que um aparelho receptor de rádio capta as ondas sonoras no ar.
Então o dono das grandes árvores perguntou aos Auxiliares Invisíveis quem eles eram e responderam. Os Auxiliares Invisíveis contataram o Espírito-Grupo de algumas das árvores e conversaram com Ele. Esse Ser Elevado parecia um homem; contudo, era muito mais sábio e inteligente. O Espírito-Grupo das árvores agradeceu aos Auxiliares Invisíveis por impedir aqueles homens de cortá-las desnecessariamente. Ele revelou que o fazendeiro tinha amado e cuidado das árvores em seus bosques e isso fez com que crescessem. Ele disse que as árvores valiam uma fortuna.
O Espírito-Grupo também mostrou aos Auxiliares Invisíveis como seria o local, se os homens conseguissem o que queriam e tivessem cortado as árvores. Era uma imagem desolada: uma terra nua com muitos troncos de árvore e uma linha de postes telefônicos correndo por ela com alguns fios. Um Auxiliar Invisível estremeceu ao pensar na ruína que teria resultado do corte. O Espírito-Grupo abençoou os Auxiliares Invisíveis por seu bom trabalho. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente no dia seguinte de tudo o que havia ocorrido e ficaram muito impressionados com o que viram e ouviram.
* * *
Eis como um menino foi ajudado certa noite. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados como resposta às orações de uma mãe por seu filho pequeno que tinha sido queimado e estava no hospital. No hospital, sua condição foi agravada pelos médicos e enfermeiras. A mãe estava então a caminho de casa com ele. Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mãe em uma estação de trem, onde esperavam o trem para levá-los para casa. O garoto estava com muita dor. Uma Auxiliar Invisível materializou o seu corpo, foi até eles e viu como a criança sofria; então perguntou à mãe qual era o problema do menino.
A mãe disse que ele teve a mão, o peito e as pernas queimados acidentalmente. “Eu o carreguei para o hospital”, disse ela, “e eles pioraram a situação; agora, vou levá-lo para casa”.
Enquanto a mãe conversava, a Auxiliar Invisível tranquilizava o menino, ele logo ficou quieto e dormiu. Um homem que estava próximo disse à Auxiliar: “Sua presença parece ter um efeito calmante sobre ele, porque ele dormiu”.
Um Auxiliar Invisível pediu para ver como o garoto se queimou e foi tratado no hospital. Eles então viram, por meio da Consciência Jupiteriana, como ele foi ao celeiro, pegou um pouco de palha, feno e outras coisas para queimar. Ele tinha sido enviado para limpar o local. Enquanto estava de pé ao lado do fogo, seu macacão esfarrapado se incendiou. Ao tentar apagar o fogo, as mangas da roupa foram queimadas. O menino ficou aterrorizado e correu para a casa, chamando a mãe. Todas as suas roupas estavam em chamas, nessa hora.
Sua mãe o envolveu em um cobertor e o levou para o hospital, onde ele recebeu tratamento. Ele e sua mãe ficaram no hospital por uma semana. O médico não forneceu o tratamento adequado e as enfermeiras não embeberam os curativos. Isso piorou o estado das feridas e o menino ficou mais fraco. Lágrimas surgiram nos olhos da Auxiliar Invisível e ele disse: “Senhora, você é muito simpática. Com ajuda dos Superiores eu o ajudarei”.
A Auxiliar Invisível pediu a mãe para retirar os curativos das mãos e braços do menino, já que estavam bons. “Não, senhora”, respondeu a mãe, “você está deixando que seus sentimentos lhe enganem”.
A essa altura, o garoto havia acordado. “Mamãe”, ele disse, “eu me sinto bem e nada me machuca. Veja, eu posso mover meus braços”.
Sua mãe removeu os curativos e viu que seus braços e mãos estavam lisos e brancos. Sua pele estava curada e não havia cicatrizes. Todas as pessoas por perto estavam surpresas.
“Senhora, coloque as mãos sobre a minha cabeça, porque isso me faz sentir muito bem e vejo pessoas bonitas, quando fecho os olhos”, disse o garoto à Auxiliar. “As pessoas parecem ouro. Não, eles parecem prata. Não, eles se parecem com ouro e prata juntos e têm asas, porém não se movem. Veja! Existem alguns pequenos.”
O garoto viu, na Região Etérica, algumas Fadas e Auxiliares Invisíveis que lá estavam.
O trem chegou e os dois Auxiliares Invisíveis colocaram a criança e a mãe nele. Então eles despediram-se e foram embora, deixando-os muito felizes.
* * *
Nossa próxima história fala sobre uma garota, um gato, um pássaro e como foram salvos de um incêndio. Em uma noite, dois Auxiliares Invisíveis chegaram a um incêndio e viram por uma porta de vidro uma garota de 12 anos de idade cujas roupas estavam em chamas. Ela tentava sair, mas o fogo estava ao seu redor. Ninguém iria socorrê-la e o corpo de bombeiros não estava lá. Um Auxiliar Invisível perguntou se poderia salvá-la e lhe disseram para fazê-lo. O Auxiliar Invisível atravessou a parede, disse às Salamandras que deixassem a garota e as chamas se apagaram. O Auxiliar Invisível abriu a porta, levou a garota para fora e um homem a colocou em um automóvel para levar ao hospital.
O Auxiliar Invisível voltou à casa em chamas e resgatou o pai e a mãe. Antes que a mãe ficasse inconsciente, ela disse: “Salve minha filha, seu gato e o pássaro no andar de cima, nos fundos”.
Nesse momento, o telhado já estava caindo, porém, os Auxiliares Invisíveis encontraram o gato no chão. Estava arisco por medo porque foi cortado. O Auxiliar Invisível chamou o gato. Ele aproximou-se dele e foi pego. Então o Auxiliar Invisível resgatou o canário. Depois disso, o Auxiliar Invisível saltou da janela e colocou o gato e o pássaro ao lado da mãe e do pai. Os Auxiliares Invisíveis foram embora, ao hospital para ver a garota.
A garota estava na sala de exames, quando os Auxiliares Invisíveis entraram. Ela apontou para o Auxiliar Invisível e disse: “Ele me salvou”.
“Sim, criança, eu lhe salvei e lhe curarei”, ele prometeu.
“Estou muito machucada”, a garota disse, fracamente.
O Auxiliar Invisível ouviu o médico dizer que ela iria morrer.
“Ela é boa demais para morrer”, disse o Auxiliar. Ele pegou a criança, expandiu a própria aura e pediu que ela fosse curada.
A enfermeira e o médico recuaram, espantados. O Auxiliar Invisível entregou a menina à Auxiliar Invisível. Ela também expandiu sua aura e rezou para que a garota fosse curada. Quando a colocou no chão, a menina estava bem, feliz e sorridente.
[1] N.T.: St. Louis ou Saint Louis é uma cidade localizada no estado americano do Missouri, na fronteira com o estado do Illinois, nos Estados Unidos.
[2] N.T.: Segundo Céu
[3] N.T.: Purgatório
[4] N.T.: veja Bíblia: Dn 13:9
[5] N.T.: em torno de 1600 km
[6] N.T.: ou irmãos menores
[7] N.T.: cerca de 40 km.
[8] N.T.: cerca de 2,5 Kg.
[9] N.T.: aproximadamente 6 Km
[10] N.T: aproximadamente 4 Km
[11] N.T.: aproximadamente 305 m
[12] N.T.: Rm 12:19
Aqui está uma história incomum que trata de um Auxiliar Invisível que utilizou um cão com ventríloquo para ajudar um homem e sua família.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis passavam por uma cidade do leste e viram que uma mulher estava parada em frente a uma taberna com dois filhos e um cachorro da raça Collie. Os Auxiliares Invisíveis desceram e foram até eles. E um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mulher o que havia acontecido, e ela disse: “Estou esperando meu marido sair para que eu possa pedir algum dinheiro para ele para comida. Do contrário, ele irá beber até não poder mais”.
O Auxiliar Invisível perguntou a alguém à distância, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar a mulher, e então, foi autorizado a fazê-lo.
– O cachorro pode fazer alguns truques? – Perguntou o Auxiliar Invisível.
– Sim – respondeu o menino.
O Auxiliar Invisível descobriu que o cão sabia vários truques. “Isso é tudo que eu quero saber” – disse ele. Então o Auxiliar Invisível disse ao cão para ir até o seu dono. O cão entrou na taverna e foi até o pai do menino. O Auxiliar Invisível disse ao cão para se sentar, e ele obedeceu. “Senhor, por favor, pare de beber e volte para casa” – disse o Auxiliar Invisível que estava perto do cachorro. “Eles precisam de você e de seu dinheiro, e eu gostaria de obter mais ossos”.
O Auxiliar Invisível havia somente materializado o suficiente de seu corpo físico para falar, e o homem não o viu.
O marido da mulher virou–se e olhou para o cão sentado. Então, o Auxiliar Invisível falou novamente e disse: “Senhor comerciante – o dono da taverna – você está errado em levar todo o dinheiro desse homem que tem uma família e você sabe disso. Venha, senhor, estamos esperando por você lá fora”.
O homem saiu e viu sua família, e se sentou na entrada da taverna. Ele deu para sua esposa todo o seu dinheiro, e depois se levantou e foi para casa.
Este homem estava bêbado antes que o cachorro falasse, mas a experiência o deixou sóbrio rapidamente. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a sua casa, ele já estava lá, e se encontrava tremendo como uma folha. O cachorro aproximou–se dele, e o Auxiliar Invisível disse: “Obrigado, senhor, por voltar para casa, agora posso ter mais ossos” – e ele foi embora.
O homem ficou pálido. Um Auxiliar Invisível pediu a outra Auxiliar Invisível que dissesse a ele que tinha sido avisado para parar de beber e que ele deveria tomar conta de sua família. A Auxiliar Invisível disse ao homem, e ele prometeu que o faria.
– “O que fez o cachorro falar?” – a esposa perguntou ao visitante.
– “Ele foi usado como um meio para fazer o seu marido saber que estava na hora de parar de beber e cuidar de sua família” – disse o Auxiliar Invisível. “Ele não acreditaria em nenhum ser humano”.
O Auxiliar Invisível disse à esposa de que se ele bebesse novamente, ele poderia ter um derrame.
Os Auxiliares Invisíveis pensaram que ele poderia ter um acidente vascular cerebral a qualquer momento, ou que ele poderia ter delirium tremens[1].
– “O que aconteceu com o homem que estava com você? – Perguntou a esposa à Auxiliar Invisível. “Ele ficou assustado e fugiu?”.
– “Não – disse a Auxiliar Invisível. “Ele tinha outro trabalho a fazer”. Depois disso, a Auxiliar Invisível brincou por alguns minutos com o Collie, e depois partiu.
Aqui está outra história de como um homem foi ajudado. Dois Auxiliares Invisíveis estavam em um dos estados do sul, onde encontraram um homem que tinha perdido todas suas chaves em um canal. Ele estava parado na margem do canal, com o maço de chaves na mão, conversando com sua esposa. Quando ele apontou para o outro lado do canal, as chaves escaparam de sua mão e caíram na água barrenta. Ele não tinha outras chaves, então, eles ficaram trancados para fora de sua casa.
O homem começou a orar pedindo ajuda para tê-las de volta. Ele marcou o lugar onde estava com um pedaço de madeira preso ao chão. Os Auxiliares Invisíveis foram até ele, e ele lhes contou o que tinha acontecido: “Nós estamos hospedados em uma casa de campo no hotel” – disse o homem, “e todo o nosso dinheiro está em nossa mala de viagem. As chaves estão no fundo do canal, e eu não sei como pegá-las. Se você pegar minhas chaves, eu lhe darei cem dólares”.
O homem preocupado achava que o Auxiliar Invisível era alguém que vivia por perto.
Se as chaves não forem recuperadas agora – disse a senhora Auxiliar Invisível – “elas podem afundar na lama, e pela manhã pode ser impossível encontrá-las. A água está a 1 metro e meio de profundidade neste lugar”.
– “Eu não consigo ver as chaves agora, e é muito escuro para tirá-las antes da manhã” – disse o homem.
– “Pegue as chaves para ele” – disse a senhora Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível deslizou na água, estendeu a mão e pegou as chaves e subiu com elas e as entregou ao homem que estava muito surpreso e sem palavras.
– “Como você enxergou minhas chaves, e como você poderia respirar na água enlameada?” – Perguntou o homem surpreso.
– “Não preste atenção nisso, mas seja gentil e útil para todos que você conhece” – disse o Auxiliar Invisível.
– “Tento ser” – respondeu o homem. “Venha me ver amanhã, e eu lhe darei os cem dólares”.
Os Auxiliares Invisíveis se foram, e é claro que eles nunca mais voltaram para ver o homem; pois não o ajudaram por qualquer recompensa. Estes Auxiliares Invisíveis gostam de andar por aí ajudando pessoas e animais. Na manhã seguinte ao acordarem, os dois Auxiliares Invisíveis lembraram claramente dessa história.
Aqui está uma história de como uma senhora foi ajudada.
Ela estava rezando para que ela pudesse ficar bem e que seu filho parasse de beber tanto.
Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudá-la.
Quando eles estavam trabalhando nos veículos invisíveis dela, o filho chegou em casa bêbado e começou a fazer muito barulho.
Um Auxiliar Invisível disse a ele que ele não deveria ficar bêbado e que ela queria que ele ficasse quieto, porque sua mãe estava muito doente e não seria capaz de se levantar.
O filho então tornou–se agressivo e o Auxiliar Invisível pegou ele com firmeza e o colocou para fora de casa.
Estava uma noite fria e ele logo ficou sóbrio e suplicou para deixá-lo entrar. A Auxiliar Invisível o deixou entrar, e ele ouviu o que ela tinha para dizer. A Auxiliar Invisível disse a ele que ele poderia morrer se não se não se emendasse. O homem pediu que a Auxiliar Invisível provasse quem ela era e ela expandiu sua aura e, então, desapareceu.
Ela foi para um quarto próximo, se materializou e voltou para onde ele estava.
– “Certamente eu devo estar falando com um Anjo, pois humanos não fazem o que ela fez” – o atônito homem disse.
– “Eu me pergunto se estava sonhando ou vendo coisas”.
A Auxiliar Invisível estava atrás dele, e lhe falou claramente: “Não, você não está sonhando”.
E no que o homem se virou era como se ele tivesse levado um pontapé.
– “Por favor, Anjo, ele disse, tenha misericórdia de mim, eu farei de mim um homem e pararei de beber”.
O segundo Auxiliar Invisível também estava presente, e ele disse a ela para colocar sua mão na cabeça do homem para dar a ele energia, pois ele estava tremendo como uma folha.
Este homem cumpriria sua promessa, pois os Auxiliares Invisíveis atenuaram nele o desejo por bebida.
Um grande evangelista uma vez disse em sua congregação duas histórias similares a esta.
Em cada caso o homem, que era um beberrão, orou por ajuda, e o desejo por bebida forte o deixou completamente.
Estudantes de Ocultismo sabem que um Irmão Leigo ou Irmã Leiga pode eliminar o um desejo de um ser humano, de modo que esse nunca mais vai querer se intoxicar com bebidas novamente.
Aqui está como uma oração feita por um homem chinês pedindo ajuda foi atendida. A dois Auxiliares Invisíveis foram mostrados um chinês que estava doente com paralisia. Também lhes mostraram como ajudá-lo. Os Auxiliares Invisíveis foram até o homem que tinha, em torno de, 55 anos. Eles o encontraram tremendo.
– “Oh, Anjo! Tu poderoso e único, ajude–me, um pobre verme do pó” – disse o pobre homem. “Eu sou dócil e humilde. Eu estou desta maneira a 25 anos, e ninguém mais pode me ajudar. Ajude–me, tu poderoso Anjo”.
– “Você é casado?” – Perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Não” – Ele respondeu.
– “Você é pobre?” – Ela perguntou a ele.
– “Eu tive em abundância, mas as guerras e meu irmão me tiraram tudo” – ele replicou. “Se eu fosse um homem de boa saúde, eu poderia conseguir tudo de volta. Eu tenho rezado por 10 anos para Deus me curar”.
– “Se você se tornar bom, você seria um bom homem e seria amável com todas as coisas vivas e ajudaria todas as pessoas que você pudesse?” – A Auxiliar Invisível perguntou. “Você ajudaria igualmente os animais e as plantas?”.
– “Minha Religião ensina isso” – o chinês respondeu.
– “Qual é a sua religião?” – A Auxiliar Invisível perguntou.
– “Confucionismo era minha religião até 10 anos atrás” – ele respondeu.
– “Agora eu acredito na Religião Cristã. Eu tenho rezado, mas não tenho recebido ajuda, e tenho perdido tudo que eu tinha”.
– “Isto não pode ser uma dívida do passado que você está pagando?” – A Auxiliar Invisível indagou.
– “Eu não sei” – ele disse, “eu vivi antes?”.
– “Com todo o seu estudo, você não sabe sobre renascimento?” – Ela perguntou.
– “Sim, eu li sobre isso quando eu era jovem, mas eu não estava interessado nisso” – ele disse. “Se você me ajudar, eu farei qualquer coisa, absolutamente, que você pedir. Eu quero ir para a América”.
A Auxiliar Invisível perguntou para alguém à distância se eles poderiam ajudar este homem doente, e eles disseram que eles poderiam ajudá-lo.
O homem disse que durante a guerra com o Japão o telhado de sua casa tinha sido alvejado, mas ele não se machucou, e os soldados não o tinham aborrecido, nem o roubado. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram o chinês a se erguer e cambalear pelo quarto, caindo de joelhos em frente a Auxiliar Invisível.
– “Poderoso Anjo” – ele disse, “este modesto verme do pó agradece. Possa Deus abençoá-la.
A Auxiliar Invisível tentou explicar que eles eram Servos de Deus, mas o chinês não acreditava nisso.
– “Vá chamar meu servo no outro quarto para vir aqui” – ele disse para o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível desceu até a área da entrada da casa, num caminho curto e entrou em um quarto onde encontrou uma mulher chinesa de boa aparência. Ele disse a ela que o homem queria vê-la. A mulher correu para o quarto e se curvou ante ele.
– “Verme do pó” – o chinês disse para ela, “ vá pegar minhas roupas”.
– “Basta!” – Disse o Auxiliar Invisível. “De agora em diante que ninguém se curve para você. Chame-a pelo seu nome. Já que você é um Cristão de fé, não pode ter escravos”.
O Auxiliar Invisível sugeriu um nome sutil, no qual o homem gostou. “Eu a chamarei assim” – ele disse.
– “Agora desde que você esteja bem, se você gosta dela, case–se com ela, de acordo com os costumes chineses e a trate como sua esposa e não como sua serva” – o Auxiliar Invisível disse. “Seja honesto com ela, e diga por favor quando você pedir a ela para fazer alguma coisa para você. Dê a ela algum dinheiro para gastar com ela mesma”.
O Auxiliar Invisível disse para a mulher que tudo que ele tinha dito se aplicava a ela também.
– “Eu lhe agradeço” – ela disse.
– “Eu estou bem?” – O homem perguntou.
– “Sim, mas você deve sempre cumprir sua promessa; tenha modos e seja prestativo com todos os seres vivos”.
Ambos os chineses prometeram que eles cumpririam. O homem não podia acreditar que ele estava curado, e ele não parava de se examinar para se certificar que estava tudo bem.
Os Auxiliares Invisíveis partiram da China e retornaram ao seu país de origem.
Um dia, os Auxiliares Invisíveis encontraram uma jovem, que era prisioneira, que tinha solicitado ajuda deles. Havia cinco anos que esta jovem e seus pais estavam orando pedindo ajuda. A menina estava em algum lugar nas montanhas num prédio velho e bem construído, mas num país vizinho. Os Auxiliares Invisíveis a encontraram no porão dormindo em cima de um pouco de palha. Eles a acordaram.
– “Por favor, deixe–me ir para casa, pois estou morrendo” – disse ela.
– “Quanto tempo você esteve aqui?” – Perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
– “Não sei” – disse ela. “Fui trazida para cá em agosto de 1931. Minha casa fica na costa oeste. Eu fui transferida de lugar umas cinco ou seis vezes desde que fui sequestrada. Uma mulher me traz as refeições, mas eu não tenho comida suficiente, e eu estou lentamente morrendo de fome”.
A mulher contou aos Auxiliares Invisíveis onde ficava sua casa. Ela já fora muito bonita, mas sua aparência, atualmente, era pele e osso.
Os Auxiliares Invisíveis olharam ao redor para ver uma maneira de tirá-la dali. Eles não encontraram nenhuma maneira; porém um Auxiliar Invisível pegou na sua mão e chamou a mulher que lhe trazia comida.
– “Quem trouxe essa moça aqui?” – Perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Eu não sei onde estão os dois homens, mas o patrão está lá em cima” – disse ela. “Ele nunca desce aqui”.
O Auxiliar Invisível enviou uma chamada mental para o sequestrador, que chegou armado. Ambos, o homem e a mulher, ficaram tão agitados que eles mal sabiam sobre o que estavam falando.
O homem disse que tinha raptado a moça por dinheiro, mas que não havia conseguido nada. Então ele decidiu mantê-la prisioneira até morrer. Assim, ele levaria seu corpo para casa e o colocaria na varanda da casa de seus pais à noite.
– Nós viemos para levá-la para casa – disse o Auxiliar Invisível. “Pegue algumas roupas para ela”.
O homem malvado riu. “Bem, vocês podem morrer como ratos” – disse aos Auxiliares Invisíveis.
Ele levantou sua arma para atirar num dos Auxiliares Invisíveis, mas eles pediram para as Salamandras[2] ou Espíritos do fogo que aquietassem o fogo; então, sua arma somente clicou. O Auxiliar Invisível pegou a arma do homem que estava assustado e tremendo de medo. O Auxiliar Invisível lhe solicitou, enfaticamente, para encontrar algumas roupas para a mulher e também trazer cobertores grossos. Pediram a mulher que lhe trazia comida para que fosse com o homem para buscar as coisas que eram necessárias.
Os dois saíram e trancaram a porta. “Agora vocês três podem morrer” – gritou o homem malvado e saiu.
A jovem começou a chorar, e os Auxiliares Invisíveis lhe disseram que iriam tirá-la dali. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e subiram para o salão onde estavam o homem e a mulher, se materializaram diante deles e exigiram as roupas. O homem estava paralisado de medo. “Pegue algumas roupas dela e um cobertor, e dê quinhentos dólares” – disse ele. “Não. Dê a ela mil dólares e a deixe ir”.
A Auxiliar Invisível pegou as roupas e o cobertor. “Ninguém nos impedirá, uma vez que podemos atravessar qualquer coisa” – disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis desceram até o porão e abriram a porta. Vestiram a mulher e a levaram para cima, embrulhada no cobertor. No topo das escadas, eles foram recebidos por dois cães grandes e ferozes. Os cães começaram a se arrastarem em direção aos Auxiliares Invisíveis sobre seus estômagos, e eles choramingaram ao invés de rosnar. O Auxiliar Invisível solicitou ajuda para tirar a moça da casa, pois achava que os guardas poderiam começar a atirar neles e podia ferir a moça. O outro Auxiliar Invisível disse que não precisaria de nenhuma ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis disseram às Salamandras para aquietassem o fogo até que eles saíssem. Eles enrolaram a mulher no cobertor e saíram pela porta. Eles criaram uma espécie de escudo em forma de nuvem ao redor dela por meio do pensamento. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis flutuaram no ar e a levaram para a pequena cidade onde ela morava, a deixando em segurança em casa, com seus pais.
– “Agora vou voltar para aquele lugar para ver se há mais gente mantida em cativeiro” – disse o Auxiliar Invisível a seu companheiro. A Auxiliar Invisível disse que ela também iria. Quando os Auxiliares Invisíveis voltaram à casa do sequestrador, o homem estava conversando com a mulher.
Um Auxiliar Invisível apareceu na sala e perguntou ao homem se havia mais prisioneiros naquele lugar e ele disse: “Sim”.
– “Mostre–nos onde eles estão”.
O homem foi a um quarto, destrancou uma porta, e disse aos Auxiliares Invisíveis que havia uma mulher no armário na outra sala.
Os Auxiliares Invisíveis começaram a atravessar o chão. Quando chegaram ao centro da sala, o homem ergueu uma porta de armadilha, e os Auxiliares Invisíveis entraram em um lugar escuro. Um Auxiliar Invisível gritou e agarrou o outro, pois ela tinha esquecido que não estava em seu corpo físico e, portanto, não podia ser ferida.
– “Acalme–se” – disse o Auxiliar Invisível. “Nada podem te machucar”.
– “Eu tenho medo” – a senhora Auxiliar Invisível respondeu a ele.
– “Vá para casa” – disse seu companheiro.
– “Me leve para fora e eu irei” – ela respondeu. Nesse momento, ela viu alguns crânios. “Oh! Olhe para esses crânios” – ela disse. “Olha! São quatro”.
– “Sim, quatro pessoas pagaram o preço” – disse ele. “Venha, vamos sair daqui”.
Os Auxiliares Invisíveis se desmaterializaram rapidamente, retornaram até o homem e se materializaram.
– “Não queremos mais confusão, companheiro” – disse o Auxiliar Invisível.
O homem deu um salto, assustado.
– “Sim, seu tempo acabou, e eu tenho um lugar para você” – disse o Auxiliar Invisível.
– “Eu não quero morrer” – disse o homem com muito medo. “Eu te darei um milhão de dólares para me salvar”.
– “Eu não posso fazer nada” – disse o Auxiliar Invisível. “Olhe para sua vida, e veja o que você fez”.
O homem começou a contar e disse: “Eu sou culpado de sete assassinatos. Olhe para as pessoas que eu chicoteei e roubei! Olhe para todo o gado que já envenenei e as casas que eu queimei! Razão pela qual, eu não fiz nada de bom!”. E ele caiu morto.
Este homem malvado estava revendo os acontecimentos que ele tinha feito durante sua vida, pouco antes de morrer, até quando ele era um bebê. Chamamos isso de panorama da vida.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para a região fronteiriça, que é uma região entre o Primeiro Céu e o Purgatório.
– “Levem–no para próximo da atmosfera da Terra” – disse um dos responsáveis. “Mantenha sua companheira perto de você. Não, melhor deixa-la aqui”.
– “Eu quero ir” – disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível a manteve do seu lado, e eles levaram o homem para baixo. O que eles viram foi muito terrível para se colocar em palavras, e nenhum dos dois Auxiliares Invisíveis desejou ir àquela região nunca mais. Esse homem maligno tinha criado todos os tipos de entidades enormes, feias e ferozes, por meio dos seus maus pensamentos e ações.
Essa história nos faz lembrar um dos Auxiliares Invisíveis nas palavras de Cristo Jesus no Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 16, versículos de 26 a 27: “De fato, que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro mas arruinar a sua vida? Ou que poderá o homem dar em troca de sua vida? Pois o Filho do Homem há de vir na glória do Seu Pai, com os Seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com o seu comportamento”.
Aqui mostra como uma senhora foi salva de se afundar numa areia movediça no México. Dois Auxiliares Invisíveis estavam passando perto de uma colina no Oceano Pacífico. Eles olharam para baixo e viram um carro parando. Os passageiros desceram e caminharam até a beira de um penhasco para apreciar a bela vista.
De repente, a terra cedeu e uma das mulheres escorregou ladeira abaixo. Ela foi parar dentro de um buraco de areia movediça, e começou a afundar na lama fofa/macia. Tinha chovido e a encosta estava molhada. A mulher logo descobriu que era impossível sair dali. Ela se afundava mais a cada esforço na tentativa de se levantar. A mulher estava a cerca de 10 metros do alto do penhasco. A mulher gritou por ajuda e orou para que alguém pudesse salvá-la, pois ela estava afundando lentamente. Seus amigos estavam tentando buscar alguma maneira de ajudá-la, mas foi em vão.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram; e desceram até a mulher e um Auxiliar Invisível segurou seu braço direito e o outro segurou seu braço esquerdo, e puxaram a mulher para fora da areia movediça, que parecia uma lama macia e escorregadia. Então, os Auxiliares Invisíveis conduziram a mulher assustada para junto de seus amigos do penhasco.
É estranho como poucas pessoas acreditam ser possível para alguns indivíduos terem vidas normais e úteis e quando vão dormir deixarem seus corpos físicos em suas camas; de tal modo que eles saem em seus corpos etéricos e ajudam pessoas e animais sob um sistema organizado realizado por Seres Avançados que formam uma longa fila de Auxiliares Invisíveis.
Esses Auxiliares Invisíveis são constituídos como Deus, os quatro Senhores do Destino, verdadeiro Seres de outros Planetas, Liberados, Irmãos Maiores, Arcanjos, Anjos, Irmãs e Irmãos leigos, Auxiliares Invisíveis e, finalmente, pessoas que vivem vidas normais aqui entre nós. Muitos dos estudantes inscritos em várias das Escolas de Mistérios formam grupos de Auxiliares Invisíveis que participam desse trabalho. Eu não quero dizer simplesmente que, por ser um estudante, qualquer pessoa poderá participar uma vez nesse trabalho. São necessárias certas qualificações.
Uma pessoa deve desenvolver o seu Corpo-Alma até certo ponto antes de poder deixar seu corpo físico e viajar em seu Corpo-Alma. Ela deve ser sincera em seu desejo de ajudar os outros e deve também se esforçar em adquirir o conhecimento em linhas espirituais. Deve ser absolutamente destemida, altruísta e desejar sabedoria que possa usá-la em benefício aos demais e não com a finalidade de ganhar dinheiro. Ela não deve vender esse conhecimento. Ela deve dá-lo gratuitamente se desejar manter o canal aberto para que possa receber mais e com instruções melhores. Se uma pessoa busca adquirir conhecimento oculto e se recusa a transmitir seu conhecimento a outros, ela, por sua vez, fechará a fonte do conhecimento. O que você recebeu gratuitamente, você deve dar gratuitamente aos outros.
Um dia uma estudante de ocultismo tentou falar a um homem de negócios, de idade avançada, algo sobre verdades ocultas.
– “Eu não acredito nisso” – ela disse.
Que provas você pode me dar?
– “Você acredita em Deus?” – Ela perguntou, e o homem de pronto respondeu “sim”.
Veja, alguma coisa dentro dele reconhecia que há um Deus e que ele é uma parte de Deus.
Este homem tinha vivido muitos anos e sabia que deve ter um Deus tomando conta do nosso mundo.
A estudante perguntou se ele acreditava em Anjos.
– “Eu não” – ele replicou.
Se a pessoa não acredita em Anjos, em geral, é completamente em vão esperar que a pessoa acredite em Auxiliares Invisíveis, ou que nós vivemos após a morte e que renascemos, aproximadamente, a cada mil anos.
A Bíblia tem tantas histórias de Anjos como algo formidável, que uma pessoa pode apenas acreditar nisso, sem acreditar que Anjos atualmente existem.
Por outro lado, se a pessoa acredita em Anjos, fica menos difícil para explicar os ensinamentos Ocultos e Místicos para ele. Algumas pessoas acreditarão nos ensinamentos superiores, porque eles satisfazem uma real necessidade para elas. Outros precisam ter uma prova real. Muitas pessoas têm tido provas que existem Anjos, Arcanjos e Auxiliares Invisíveis; e eu espero que o leitor os vejam alguma vez, também.
Aqui está uma história de uma menina que foi ajudada por meios da cura espiritual definitiva. Dois Auxiliares Invisíveis foram conduzidos a certo lugar na Europa, onde uma menina estava pedindo por ajuda. Eles foram até ela e viram uma menina muito simples que estava chorando porque sua boca estava deformada.
Depois que ela contou sua história, um dos Auxiliares Invisíveis disse: “pegue um pouco farinha e água para fazer uma pasta, e vamos tentar melhorar seu rosto”.
A menina pegou a farinha, a água e uma toalha. Foi-lhe dito para se deitar. E depois de ter deitado, a Auxiliar Invisível colocou a toalha debaixo de sua cabeça. A Auxiliar Invisível fez uma pasta de farinha e água e colocou em seu rosto espalhando nele até secar.
Enquanto massageava sua face, a força curadora de Deus foi enviada a ela através do outro Auxiliar Invisível, e a boca dela voltou ao normal. Quando a pasta secou por completo, a Auxiliar Invisível a retirou e pediu que ela fosse lavar seu rosto. Ela o fez rapidamente e olhou no espelho. Ela disse que seu rosto estava maravilhosamente claro e limpo e sua boca estava como antes. Sua alegria não tinha limites.
– Quem fez isto? – Ela perguntou.
O primeiro Auxiliar Invisível apontou para a segunda Auxiliar Invisível, e a menina correu para ela e a beijou. Então, a menina agradeceu aos dois Auxiliares Invisíveis por tudo que tinham feito por ela. Depois de pedirem a ela para ir à igreja e ser uma boa menina, os Auxiliares Invisíveis saíram e continuaram com suas atividades.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis salvaram um homem da morte por afogamento. Eles foram enviados para salvar um homem num navio entre a França e a Inglaterra.
No navio estavam dois homens e uma mulher que tinham planejado roubar o homem e atirá-lo ao mar.
Um dos conspiradores, a mulher, o estava seguindo pelo navio.
Ele estava rezando para Deus salvá-lo, porque sentiu que estava sendo observado constantemente e estava tremendo.
Os Auxiliares Invisíveis falaram com ele em seu pequenino quarto no navio.
Um Auxiliar Invisível disse para ele manter seus papéis de valor e dinheiro juntos. Ele os tinha escondido entre dois colchões em seu beliche.
O Auxiliar Invisível colocou um cobertor na cama, e o homem se deitou nele. Então eles puseram seus pertences nas mãos e sobre ele e o envolveram cuidadosamente.
Eles abriram a porta, carregaram o homem para fora e o levaram até a uma praia, no país no qual ele gostaria de ir e o deixaram num lugar seguro.
Isso parecia uma história de fadas, mas realmente aconteceu.
Auxiliares Invisíveis podem reverter a força da gravidade, assim objetos pesados podem voar pelos ares e podem ser carregados adiante facilmente pelos Auxiliares Invisíveis, que podem se materializar todo ou parte de seus corpos, quando eles precisarem fazer, desta forma, no decorrer de suas atividades.
O Sr. Max Heindel, em seu folheto, A INTERPRETAÇÃO MÍSTICA DA PÁSCOA se refere à materialização quando, ao falar de Cristo Jesus, ele diz: “Ao morrer o Corpo Denso de Jesus, os Átomos-semente retomaram ao seu primitivo dono. Durante os três anos de intervalo entre o batismo, em que ele abriu mão de seus veículos, e a crucificação, quando pôde reaver os Átomos-semente, Jesus formou um veículo etérico, do mesmo modo que um Auxiliar Invisível junta matéria física sempre que se faça necessário materializar um corpo ou parte dele. Contudo, matéria que não corresponda ao Átomo-semente não pode ser utilizada de modo permanente: desintegra-se tão logo desapareça a força de vontade que a atraiu. Portanto, aquilo foi para Jesus apenas um expediente de ocasião”.
Muitos outros escritores que tratam dos ensinamentos ocultos contaram sobre as coisas maravilhosas que os Auxiliares Invisíveis fizeram. Muitas dessas histórias foram disfarçadas de várias maneiras. Depois de um tempo, o aspirante fiel aprende a interpretar o verdadeiro significado dessas histórias verdadeiramente maravilhosas que inspiraram a humanidade ao longo dos tempos.
Uma noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram a um lugar na América do Sul onde encontraram, em uma grande árvore, uma mamãe esquilo e seus bebês. Os esquilos estavam magros e com fome, pois a comida era muito escassa. Um Auxiliar Invisível disse a mamãe do pequeno esquilo, de olhos bem brilhantes, que os levariam para um lugar onde ela pudesse conseguir mais alimento.
O Espírito-Grupo mostrou aos Auxiliares Invisíveis para onde deveria levar os esquilos. Os Auxiliares Invisíveis os levaram a uma fazenda que ficava a cerca de 24 quilômetros dali e lá teriam facilidade em conseguir alguns vegetais verdes e milho em um silo. O fazendeiro, que era um homem gentil, certamente não machucaria os esquilos. O Espírito-Grupo disse para os Auxiliares Invisíveis que eles poderiam ficar lá.
A seguinte história é bastante diferente, mas ilustra bem o trabalho dos Auxiliares Invisíveis. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma terra estrangeira para salvar um jovem que morava numa casa com vista para uma bela represa. No caminho, os Auxiliares Invisíveis passaram por um país montanhoso que, em determinados lugares, era muito bonito. Muitas guerras aconteceram naquela parte do país. Os Auxiliares Invisíveis chegaram a casa que havia sido mostrado e receberam instruções de Seres Elevados para executar sua missão naquela noite. À medida que os Auxiliares Invisíveis desceram avistaram dois cordeiros bonitos e um cão pastor no pátio, em frente da casa. Um dos Auxiliares Invisíveis foi vê-los, aproximando-se.
Um pouco antes dos Auxiliares Invisíveis chegarem ao local, alguns soldados encontraram um rapaz, um jovem aparentando uns dezoito anos, que vivia com suas três irmãs. Ele tinha ido à cidade para comprar suprimentos e estava voltando para casa. Os soldados iriam atirar no jovem por ser antipatriota. A um dos Auxiliares Invisíveis foi solicitado que levasse esse jovem assustado a uma casa e que construísse um campo de proteção invisível ao seu redor e o aconselhasse a ficar longe do seu lar por um tempo.
No exato momento em que os soldados estavam prontos para matá-lo, o Auxiliar Invisível agarrou o jovem, o suspendeu no ar e depois o levou para tal casa. O outro Auxiliar Invisível assistiu a tudo isso e na manhã seguinte, quando acordou, lembrou de tudo com clareza.
Os soldados estavam muito confusos e surpresos; pois quando atiraram no jovem viram o Auxiliar Invisível afastando-o com segurança. A Auxiliar Invisível perguntou ao jovem se saberia explicar como ele atravessou a casa tão rapidamente.
“Não, você viu?”, ele perguntou.
Então o Auxiliar Invisível explicou como foi feito. Ela lhe contou como foi conduzida a situação e falou sobre os Auxiliares Invisíveis e seu trabalho – como eles fazem e como eles podem ter controle sobre os Corpos físicos suspensos no ar. O jovem estava muito interessado.
O Auxiliar Invisível lhe disse que tinha sido enviado para ajudá-lo porque ele tinha um trabalho a fazer pelo seu povo.
“Eu simplesmente não consigo entender como você me pegou e me levantou tão rápido pelo ar e me desceu tão facilmente”, disse o jovem. “Eu tive até dificuldade em respirar”.
“Oh, seu trabalho é maravilhoso!”
Então, o Auxiliar Invisível disse ao jovem para deixar o seu lar e que nada de mal ocorreria com suas irmãs ou a seus animais de estimação. O jovem foi embora imediatamente.
Os Auxiliares Invisíveis entraram na casa e conversaram com suas três irmãs. Uma delas tinha sido uma enfermeira do exército por dez anos, depois disso, manteve-se em casa. A irmã mais nova tinha um tipo de debilidade mental incurável e nunca tinha frequentado uma escola. Os Auxiliares Invisíveis queriam ajudá-la, mas foram informados que não podiam ajudá-la, uma vez que tinha lições a aprender. Os pais estavam mortos, e as irmãs e seu irmão se apropriaram daquele lugar e foram informados de que não deveriam se preocupar.
Os Auxiliares Invisíveis perceberam um empregado que estava tentando ajudar um cachorro de estimação que estava doente. O cachorro estava enrolado em um cobertor acolchoado e deitado numa cama no chão. Ele estava constipado e tinha febre. Os Auxiliares Invisíveis curaram o cachorro, que, em seguida, logo levantou e correu.
A essa altura, os cordeiros tinham sido levados ao porão, onde seriam guardados. Uma irmã disse que eles deixavam os cordeiros se alimentarem de capim no quintal várias vezes por dia e, então, os guardavam, pois queriam protegê-los dos soldados que passavam por lá.
Uma noite dessas, Auxiliares Invisíveis foram enviados para um país na Europa, onde ainda era dia, para evitar que soldados matassem algumas mulheres e crianças.
Os Auxiliares Invisíveis mandaram as Salamandras silenciarem. Então eles disseram às mulheres para irem para um país vizinho, e as ajudaram até chegarem lá.
(As Salamandras são os Espíritos da Natureza que causam todos os tipos de fogo. Esses Espíritos da Natureza são de chamas coloridas de diversos tamanhos. Algumas são pequenas e outras, tal como aquelas encontradas nas crateras de vulcões, são enormes em tamanho).
Nesse momento lá havia muitas mortes e pessoas feridas espalhadas pelo chão, e a região parecia uma terra árida, com prédios velhos e destruídos espalhados por todo lado. Aqui os Auxiliares Invisíveis apagaram o fogo que estava queimando algumas pessoas. Eles disseram às Salamandras para irem embora e elas os obedeceram.
Os Auxiliares Invisíveis foram atingidos muitas vezes. Um Auxiliar Invisível resgatou um garotinho de um soldado que estava prestes a enfiar uma baioneta no corpo da criança. A mãe da criança tinha sido morta. O Auxiliar Invisível levou a criança até outro país e encontrou um lar para ela.
Agora, vou contar-lhes outra história de urso. É uma história sobre um pequeno urso que alguns Auxiliares Invisíveis viram em uma casa grande, em um determinado país. Primeiro eles viram uma criança e um pequeno urso na cama. Alguém entrou e descobriu que o ursinho tinha feito xixi na cama.
Essa pessoa ficou muito irritada e repreendeu o urso, castigando-o. Os Auxiliares Invisíveis se materializaram, e um deles disse a ela para tentar fazer com que o urso a compreendesse e ser um urso mais cuidadoso no futuro.
Então a Auxiliar Invisível acariciou o pequeno urso e falou com ele. Ela lhe mostrou a porta, a abriu, se pôs em posição como se também tivesse quatro patas e foi com ele até a porta.
Ela roçou a porta e mostrou para ele como conseguir fazer o mesmo. Então ela o levou ao ar livre e continuou dizendo-lhe o que ele deveria fazer. Ela o pegou de novo e fez ele ir até a porta e roçar nela, e depois o deixou.
O Espírito-Grupo se mostrou ao Auxiliar Invisível e ela lhe pediu para sugestionar o ursinho a fazer como ela o tinha mostrado.
“Ele entende, e ele estará tudo bem agora”, disse o Espírito-Grupo.
A visão espiritual dos Auxiliares Invisíveis está desenvolvida para que eles possam ver o Espírito-Grupo. Ele tinha uma cabeça e pescoço que parecia um urso gentil, e ele conversou com os Auxiliares Invisíveis na linguagem da alma. Seu corpo era como o de um ser humano, mas sua aura era muito maior e mais brilhante do que a maioria das auras dos seres humanos. O Auxiliar Invisível viu esse Espírito-Grupo no Mundo do Desejo, onde ele vive. Parecia que ele estava bem perto deles. Tente imaginar um ser bonito e radiante com a cabeça e o pescoço de um urso, e você terá uma pequena ideia de quão adorável é esse Espírito-Grupo.
As pessoas eram fazendeiros e gostavam de animais de estimação. Eles disseram aos Auxiliares Invisíveis que encontraram a mãe urso quando era jovem, a levaram para casa, a alimentaram e domesticaram. De vez em quando ela ia embora por alguns dias e depois voltava. Um dia, veio o pequeno urso, ainda bebê, e eles o pegaram e o alimentaram como um bebê usando uma mamadeira.
Eles o mantiveram em casa, e ele era o animal de estimação e companheiro da filha. Ela o amava e o queria perto dela. Às vezes ele dormia em sua cama, mas ele sempre sujava a cama. Por fim, perderam paciência com ele.
“O pequeno urso nasceu aqui, mas o pai urso nunca esteve aqui”, disse a mãe da menina.
O Espírito-Grupo disse que essas pessoas ajudariam os ursos em sua evolução e que o bebê urso, em sua última vida, estava em uma família e era muito inteligente e domesticado.
Outro dia, os Auxiliares Invisíveis passaram e entraram para ver como o urso estava se comportando. Eles viram arranhões na porta onde ele tinha arranhado; então eles sabiam que ele entendeu o que fazer quando precisava sair. O pequeno urso estava na cama com a menina, e ambos estavam profundamente adormecidos. Eu acredito que os alunos ocultistas que amam animais lembrarão dessa história. É uma das felizes lembranças dos Auxiliares Invisíveis que estiveram lá.
A humanidade tem uma grande dívida com a onda de vida animal, pois essa sofreu terrivelmente nas mãos de seres humanos implacáveis.
Basta pensar em quantos de nossos irmãos, revestidos de pele, foram mortos ou feridos em armadilhas de vários tipos para virarem belos casacos de pele. Os caçadores atiraram em milhares de animais, muitas vezes apenas por esporte.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam sobre o bosque no norte do Canadá, onde eles encontraram um jovem alce preso numa armadilha, e com a mãe e o irmão em pé ao lado dele. Com certeza, o alce estava preso à esta armadilha há mais de vinte e quatro horas; pois sua mãe trouxe comida e o alimentou. Os dois filhotes de alce ainda eram incapazes de cuidar de si mesmos.
Quando a mãe viu pela primeira vez os Auxiliares Invisíveis, ela se posicionou em combate, mas logo eles a acalmaram falando com ela. O jovem alce estava preso na armadilha pela perna traseira esquerda e essa estava muito inchada, mas a sua pele não estava ferida. Os dois Auxiliares Invisíveis conseguiram tirar o alce da armadilha e friccionaram a sua perna inchada até que a circulação se restabelecesse. E, então, o inchaço foi reduzido.
A mãe do alce entendeu o que estava acontecendo, e ela estendeu as patas dianteiras aos Auxiliares Invisíveis, demostrando seus agradecimentos. Os Auxiliares Invisíveis pegaram a armadilha e caminharam até um riacho próximo. Então jogaram a armadilha nas águas profundas.
Aqui está outra história de alces que é bastante diferente. Cerca de um mês antes, estes mesmos Auxiliares Invisíveis tinham libertado um jovem alce de uma cilada, quando passavam por uma fazenda e viram um jovem alce tentando sair de uma parte da pastagem. No caminho de volta, o alce havia desaparecido. Os Auxiliares Invisíveis desceram e encontraram uma pequena menina alimentando-o com leite. A criança disse que encontrou o alce no bosque de seu pai, e a seguiu até sua casa, recusando-se a sair.
Os Auxiliares Invisíveis queriam saber por que o alce estava lá. Um deles chamou uma Irmã leiga Superior, que lhes disse que seus pais – dos alces – haviam sido mortos enquanto caçavam para se alimentar, e o Espírito-Grupo dos animais é que tinha dirigido o alce até a menina.
“Meu pai me disse que eu poderia ficar com o alce, e eu coloquei o nome dela de Ruth”, disse a menina. “Eu vou alimentar Ruth agora”.
Ela pegou no chão uma panela de cenouras e leite. A essa altura, o alce tinha percorrido uma curta distância. A criança chamou: “Ruth, Ruth”, e ele veio até ela e logo comeu a comida.
O Auxiliar Invisível disse à criança que não deixasse seu animal sair, pois não estaria a salvo, porque os caçadores e seus cães logo o matariam. Ele disse ao jovem alce para ficar dentro do recinto do celeiro e não pulasse a cerca. O Espírito-Grupo disse que ele iria sugerir ao alce para ficar lá.
A Auxiliar Invisível chamou o alce, e quando este chegou a Auxiliar Invisível o abraçou e beijou e falou com ele com grande alegria.
A menina trouxe também seu gato para que a Auxiliar Invisível pudesse acariciar, pois estava doente e estava com os olhos inflamados. A Auxiliar Invisível cuidou do gato e logo estava curado. Depois pediu a menina que desse um bom banho no gato, porém, que deixasse os olhos e ouvidos sem colocar água e sabão.
“Mamãe já colocou sabão e água nos meus olhos e ouvidos, e eu não gosto disso, mas eles devem estar limpos”, disse a criança.
“Seu gato vai limpar seus próprios olhos e ouvidos, e você limpa as outras partes dele”, sugeriu a Auxiliar Invisível.
Veja como alguns Auxiliares Invisíveis ajudaram e confortaram dois gatos selvagem que estavam doentes. Os Auxiliares Invisíveis encontraram a gata mãe que tinha colhido diferentes tipos de grama para os gatinhos se alimentarem, pois, eles estavam muito doentes. Eles estavam totalmente inchados e inflados. A mãe viu os Auxiliares Invisíveis e rosnou.
“Senhora Gata, nós viemos ajudar seus filhos, se você nos deixar”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Se você quer que ajudemos seus filhos, traga um aqui”.
A gata mãe pegou um de seus gatinhos e o colocou aos pés dos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível pegou o gatinho e o examinou. O estômago estava inflado, e ele estava fraco. Ele começou gentilmente a rolar o gatinho em suas mãos, e assim começou a circular o ar dentro dele e o gatinho arrotou.
Então, suas entranhas começaram a se mover, pois, havia cabelos de coelho no trato intestinal. Eram os cabelos de coelho que tinham obstruído o trato intestinal do gatinho. Neste momento, o gatinho começou a miar expressando seus agradecimentos, e o Auxiliar Invisível o colocou no chão. Voltou para junto de sua mãe que se aconchegou perto dela.
A gata mãe trouxe o segundo gatinho com mais vontade, e o Auxiliar Invisível logo o deixou em condições normais. Neste momento, o gato pai chegou com uma parte traseira de algum animal. Ele soltou a carne e começou a rosnar, se colocou em posição de luta e pulou sobre os Auxiliares Invisíveis. Um dos Auxiliares Invisíveis falou com ele.
“Traga sua carne para sua família, Sr. Gato”, disse ele. “Não há necessidade de problemas; então, aja como um bom gato”. O gato selvagem ficou quieto, e os Auxiliares Invisíveis os deixaram e continuaram com seu trabalho.
Auxiliares Invisíveis vão a todos os lugares para trabalhar.
Um dia de outubro um Auxiliar Invisível se deitou para dormir e logo foi para uma selva na África e se encontrou com um homem nativo que estava caçando para comer. Enquanto estavam cautelosamente escolhendo que trilhas utilizariam na selva, viram um leão grande andando em círculo. Ele estava esfregando sua pata na sua mandíbula, salivando bastante pela boca.
“O que há de errado com o leão?” – O Auxiliar Invisível perguntou ao homem.
“Ele está com dor de dente” – o nativo respondeu.
“Eu o ajudarei, pois eu sei o quanto dói nele” – o Auxiliar Invisível disse, e ele foi em direção do leão.
“Cara, aquele leão te matará antes de você tocar nele” – preveniu o nativo.
“Não, está tudo bem; ele está com dor” – o Auxiliar Invisível respondeu.
Então ele foi em direção ao leão, que parou e olhou para o estranho. O Auxiliar Invisível esse aproximou mais e coçou a cabeça dele.
“Deite-se e deixe-me olhar dentro da sua boca” – Ele disse.
O leão obedeceu e o Auxiliar Invisível olhou sua boca. Ele viu que um dente havia quebrado e que a mandíbula inferior do leão estava muito inchada.
O Auxiliar Invisível viu que a gengiva do leão estava tão solta que ele podia empurrar seus dentes com os dedos.
“Olhe! Garotão” – o Auxiliar Invisível disse para o leão – “Eu estou te ajudando, portando, não seja grosseiro”.
Enquanto ele ia falando com o leão, o Auxiliar Invisível ia trabalhando o dente perdido. Então ele deu um grande empurrão e o dente veio para fora.
O leão saiu rugindo, mas o Auxiliar Invisível sugeriu para que ele ficasse deitando, enquanto o Auxiliar Invisível tirava a dor. O leão obedeceu, e após o Auxiliar Invisível massagear sua mandíbula, ele se sentiu muito aliviado.
Após isso o leão se esticou no chão e o Auxiliar Invisível foi terminando o tratamento enquanto o leão ficava tranquilo, pois ele percebeu que estava sendo ajudado pelo Auxiliar Invisível.
Após o Auxiliar Invisível completar o tratamento, o leão recostou sua cabeça nele e se comportou como um enorme gato brincalhão.
“Até logo, garotão” – disse o Auxiliar Invisível -”Se cuide – Sua mandíbula está boa agora”.
O Auxiliar Invisível foi embora deixando o leão feliz.
Aqui está uma história de como uma garota e seu cachorro São Bernardo foram levados para casa através do ar. Levar pessoas através do ar é um trabalho bastante comum para os Auxiliares Invisíveis, porém, a maioria das pessoas não sabe que isso possa ser feito. Os que já foram ajudados desta forma evitam comentar, porque sabem que as pessoas não acreditarão em suas histórias.
Uma noite, um Auxiliar Invisível deixou seu corpo dormindo em sua cama e foi até os Alpes para resgatar uma garotinha e seu cachorro São Bernardo. A menina e o cachorro estavam presos na neve, mas separados por uma curta distância. O Auxiliar Invisível encontrou o cachorro primeiro e o resgatou. Porém, o cão saltou para o lugar onde a criança havia caído em um buraco. O Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu a menina. Ele desceu e a carregou suspensa pela gravidade, e assim conseguiu retirar a garotinha. A criança aparentava ter cerca de seis ou sete anos de idade.
O próximo problema era como levar a criança e o grande cachorro para casa ao mesmo tempo. O Auxiliar Invisível com a garota nos braços foi até o cachorro e o ajeitou debaixo dele, assim ascendeu pelo ar e desceu a montanha até próxima a uma casa. Ele bateu na porta e uma mulher a abriu. Ela ficou surpresa e gritou quando viu o Auxiliar Invisível com a criança em seus braços e o cachorro nas costas.
“Eles moram aqui?” – Perguntou o estranho.
“Sim, ela é minha filha, e este é seu cachorro”, disse a mulher.
A criança e o cachorro não ficaram perdidos por muito tempo para que ficassem resfriados, mas eles teriam congelados até a morte se a ajuda não chegasse a tempo para salvá-los.
Uma noite, três Auxiliares Invisíveis estavam com uma elevada Irmã Leiga trabalhando para a humanidade. Eles estavam acompanhando-a nas visitas que fazia aos doentes e aos mais carentes que estava sob sua responsabilidade. Eles foram ver um homem nas proximidades da Arábia. Os Auxiliares Invisíveis viram o homem andando dentro de sua casa, e perceberam que estava com muita dor. Ele tinha enfrentado uma tempestade de areia e devido a isso ambos os olhos estavam cheios de areia fina e isso lhe provocava grande sofrimento. Os Auxiliares Invisíveis viram que a Irmã Leiga estava examinando seus olhos e removendo cuidadosamente toda partícula de areia existente. Os olhos do homem estavam muito inflamados, e as suas pálpebras estavam vermelhas e inchadas. Para um dos Auxiliares Invisíveis esses eram os piores olhos que ele já tinha visto em sua vida.
A Irmã Leiga disse ao homem para ir se deitar em seu quarto. Enquanto isso a Irmã Leiga fez todo trabalho de restauração nos olhos do homem. E em poucos minutos, o homem se levantou e se dirigiu até a sala. A essa altura, seus olhos estavam quase normais; o inchaço havia desaparecido e seus olhos estavam, ainda, um pouco avermelhados. O homem já podia enxergar sem dor.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram impressionados com a maravilhosa mudança ocorrida nos olhos do homem. Este estava tão feliz e grato pela ajuda recebida que não sabia quem o tinha ajudado para agradecer.
“Eu estou quase totalmente normal, mas não entendo como eu poderia sido curado tão rapidamente”, disse ele.
Contarei, agora, a vocês uma história de como uma mulher obsidiada escapou por pouco de ser enterrada viva.
Três Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa na parte Norte de um dos países escandinavos, onde um funeral acontecia.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a casa repleta de familiares e amigos de uma senhora aparentemente morta, porém não estava.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para aquela senhora no caixão. E viram que não estava morta, mas estava obsidiada por uma entidade que não podia usar o Corpo Denso.
Um Auxiliar Invisível então disse: “Ela não está morta”.
O outro Auxiliar Invisível pediu que a entidade saísse do corpo da mulher para que fosse poupada do sofrimento de ser enterrada viva.
Ele disse à entidade que saísse, e ela o fez. Ela logo se materializou e tornou-se enorme. Todas as pessoas presentes viram seu olhar horrendo e se assustaram.
A mulher tomou posse de seu corpo e revirou seus olhos grandes. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a jovem enferma que antes que viesse a falecer deveria avisar que não era para embalsamar seu corpo. Então, esclareceu o que aconteceria depois da morte e explanou tudo sobre estas condições.
A entidade ficou irritada e tentou entrar novamente no corpo da mulher.
O Auxiliar Invisível o deteve, já que a mulher estava muito frágil para oferecer qualquer resistência necessária. Em seguida, a entidade partiu para cima da Auxiliar Invisível, que tinha explicado à mulher os preparativos necessários quando ocorresse a sua morte, no futuro.
A entidade tentou tirar a Auxiliar Invisível da casa e as coisas ficaram muito agitadas. As duas Auxiliares Invisíveis correram para trás do Auxiliar Invisível.
Eles, então, atravessaram a entidade, e ela subiu em uma nuvem preta que tinha cheiro parecido de enxofre. Os Auxiliares Invisíveis retiraram a mulher do caixão, a colocaram na cama e pediram para as pessoas para dar-lhe de comer.
A filha da mulher obsidiada contou como havia percebido que algo estava errado com sua mãe e que ela acreditava que a sua mãe não estava morta.
E por isso, não deixou que a família colocasse o corpo de sua mãe em uma geladeira. Desta maneira conseguiu salvar a vida de sua mãe. O ministro chegou com alguns livros de músicas para o serviço de funeral. Tamanha foi a sua surpresa ao encontrar a mulher com vida.
Os Auxiliares Invisíveis também resolveram a rixa familiar naquela casa. Dois dos primos presentes queriam brigar por algo que havia acontecido antes, e o restante da família ficou dividido entre os dois brigões. Todos os homens tinham armas de fogo ou facas. Os Auxiliares Invisíveis acalmaram os brigões e colocaram ordem na situação, demonstrando o bom trabalho. Isso mostrou o poder da oração. Parecia que seu destino estava selado, porque ela estava obsidiada por uma entidade que não podia usar seu corpo e fazê-la falar ou abrir seus olhos. Ela ficou fora de seu corpo e viu seus parentes prepará-la para o enterro, colocando-a no caixão e, finalmente, seus familiares a velarem, da casa para o funeral. Ainda assim, não era tarde demais e a ajuda veio a tempo para salvá-la de ser enterrada viva.
O que nos faz lembrar que S. Tiago disse no cap. 5: 15: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.
Lembremos disto, porque nós não sabemos o que passa diante de nós no dia a dia. No capítulo 4, versículo 14 de da Epístola de São Tiago lemos o seguinte: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece”. Isto se refere à morte que poderá vir inesperadamente, quando estamos despreparados.
De vez em quando lemos sobre pessoas que sofrem com a doença do sono. Algumas dessas vítimas são bebês muito novos, algumas são crianças, e mesmo pessoas já bem crescidas. Uma vez, por acaso, lemos sobre um caso onde o paciente se recuperava e voltava ao estado normal de saúde. Os Auxiliares Invisíveis assistem muitos desses pobres egos e os ajudam sempre que eles os permitam faze-lo.
Por exemplo: uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram até uma criança com a chamada doença do sono e a acordaram expulsando a entidade que a obcecava. Os Auxiliares Invisíveis foram enviados àquele lugar para responder às orações dos pais do bebê, que haviam orado fervorosamente por ajuda. Essas pessoas ficaram muito felizes quando o bebê foi curado dessa terrível condição.
Passaremos agora para um tipo bastante diferente da história. As pessoas que possuem animais que estão avançados na evolução e os tratam gentilmente não só os ajudam na sua evolução, mas muitas vezes, os salvam da morte ou de serem aprisionados. Os árabes, geralmente, tratam seus cavalos como crianças, e muitas vezes, os mantêm em sua barraca com sua família. As crianças têm os potros como animais de estimação. E quando os potros crescem são, incrivelmente, ligados aos seus donos. Recentemente, ouvi falar de uma amizade tão estreita entre uma menina e seu cavalo.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma criança de ser baleada. Alguns árabes tinham visto uma garotinha no deserto montando em sua égua. Eles dispararam contra ela com seus rifles. Os Auxiliares Invisíveis desviaram as balas, porém, a égua se assustou. O animal se arrancou de repente e a menina caiu. Antes da égua sair correndo, pegou a garota pela roupa com os dentes e retornou. Os Auxiliares Invisíveis seguiram na frente e contaram ao pai da garota o que havia acontecido.
“Oh, seu cavalo vai trazê-la para casa com segurança, se ela não for morta”, disse o pai da menina.
Com certeza, o cavalo trouxe a menina até a porta da casa e a colocou no chão. Ela se levantou e acariciou seu cavalo e foi apanhar um punhado de tâmaras para comer. O cavalo a alcançou e parecia dizer: “Dê-me uma também”.
A menina tirou o caroço e entregou a tâmara ao cavalo. No caminho havia se mostrado faminto, então, a menina buscou cevada e o alimentou. A criança disse que quando seu cavalo era um potro, dormia ao seu lado, porém, teve medo pelo fato que o animal pudesse deitar sobre ela quando estivesse dormindo. Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes por terem participado do salvamento dessa menina e por ter visto a maneira como o cavalo levou a menina com segurança até sua casa.
Aqui está como algumas pessoas foram salvas em um piquenique na América do Sul.
Numa manhã de domingo alguns Auxiliares Invisíveis passavam pela parte central do Peru. Ali viram pessoas que tinham subido as montanhas para, ao nascer do Sol, fazer um piquenique de café da manhã num lugar acolhedor.
Essas pessoas estavam sentadas sob uma grande árvore comendo, quando uma enorme serpente desceu de uma árvore sobre elas. Uma mulher e sua filha ao ver a serpente ficaram tão assustadas que não conseguiam se mexer, apesar de terem visto os outros fugirem. A serpente, provavelmente, deve ter sentido o aroma da comida que estava sendo aquecida e chegou para tomar seu café da manhã.
“O que posso fazer para parar essa serpente?”, disse a Auxiliar Invisível a seu companheiro.
“Vá e lhe diga para vir até você”, ele disse: “Ela não irá te machucar”.
“Não, eu prefiro que você vá fazer isso”, disse ela. “Não tenho medo, mas não quero fazer isso”.
O Auxiliar Invisível retirou a mulher e a criança, no exato momento em que a serpente caia no chão com um baque. A serpente parecia ter cerca de 6 metros de comprimento e se enrolou para se preparar para o combate.
“Companheira, é melhor você ir tratar de suas atividades, antes que alguém o envie para o paraíso das serpentes no céu”, disse o Auxiliar Invisível: “Não se enrole em mim”.
Antes que o Auxiliar Invisível pudesse dizer outra palavra, a serpente rapidamente se enrolou em torno de seu corpo materializado até o pescoço, começou a apertá-lo e foi quando o Auxiliar Invisível desapareceu.
Com a chegada da serpente o piquenique acabou. O cabelo da mãe da criança se ouriçou, e ela pareceu envelhecida, por alguns segundos.
Nossa próxima história trata-se de um garimpeiro que foi salvo da morte.
Uma noite durante a retrospecção, um Auxiliar Invisível viu um homem cair de um barranco de grande extensão de profundidade. O Auxiliar Invisível tentou sair de seu corpo de maneira muito rápida para ir ao socorro desse homem, mas foi impedido de fazê-lo. Mais tarde, o Auxiliar Invisível foi informado de que esse homem precisava de um pouco de tempo para rever o panorama de sua vida e se corrigir de alguns de seus hábitos não bons. Passado esse tempo, o Auxiliar Invisível foi enviado para salvá-lo.
Ele encontrou o homem sobre uma ponta de pedra que o mantinha em segurança. O homem iria morrer de fome, pois era impossível descer dali sozinho. A distância até o chão era de aproximadamente 8 metros, porém, lá em baixo havia um enorme covil de cobras cascavel. Não tinha como se manter vivo naquele lugar, pois estava muito quente. E esse acidente ocorreu em um lugar montanhoso no Oeste.
O homem era um garimpeiro e havia encontrado um pouco de ouro. O homem que estava com ele o empurrou, enquanto estavam atravessando o barranco para chegar até o outro lado. O Auxiliar Invisível sabia que o homem morreria a não ser que fosse ajudado rapidamente. O Auxiliar Invisível se virou e perguntou a sua companheira: “Você tem medo de ir comigo ajudá-lo?”.
“Não, irei”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram até o homem e o levantaram.
“Não me deixe cair”, disse o pobre homem. “Eu quero viver e ser um homem melhor. Eu vi os principais acontecimentos da minha vida passar diante de mim, e eu quero fazer todo o bem possível, enquanto viver os poucos anos que me restam”.
Um dos Auxiliares Invisíveis lhe perguntou quanto tempo ele estava fora de casa.
“Estou aqui há vinte e cinco anos”, disse o garimpeiro. “Eu tive uma discussão com minha namorada e saí de casa. Nunca mais voltei e nem escrevi aos meus pais ou a ela”.
O Auxiliar Invisível disse ao homem que escrevesse para casa, tanto a sua namorada como a seus pais que estavam vivendo na esperança de que ele voltasse para vê-los e também a seu filho, que tinha cerca de vinte e cinco anos.
“Eu vou voltar e fazer o que é certo”, disse o homem. “Eu tenho uma pequena quantia no banco. Meu relógio caiu da minha mão e está lá embaixo entre aquelas cobras. E a foto de minha namorada está dentro dele. Eu gostaria de não o ter perdido, mas acho que já se foi”.
O Auxiliar Invisível procurou sua companheira e quando a avistou estava lá em baixo entre as cascavéis com o relógio na mão. Ele a chamou suavemente e pediu para que subisse, pois estavam saindo daquele lugar. Depois que ela voltou, ele disse a ela que nunca mais fizesse aquilo, pois poderia ter sido atacada pelas cobras e isto a faria correr para casa, para seu Corpo Denso.
O parceiro do garimpeiro tinha continuado seu caminho, mas pensando que ficaria com todos os bens do seu companheiro. O Auxiliar Invisível disse ao garimpeiro que fosse até a cidade para descansar e depois pegasse seus pertences e fosse para casa de seus pais. Ele foi instruído a se casar secretamente com sua namorada. O homem disse que o faria, e os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para irem embora, quando o garimpeiro disse que queria resolver as pendências com o homem que o empurrou sobre o barranco.
“Não, ele terá seu acerto de contas em breve”, disse o Auxiliar Invisível.
“Apenas pegue o que você tem no banco e vá para casa”. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Esta história conta como alguns missionários foram salvos da morte na Arábia.
Aconteceu numa sexta-feira à noite, quando alguns Auxiliares Invisíveis se dirigiram a uma aldeia árabe, num lugar onde haviam dois missionários brancos amarrados a uma parede. Eles pretendiam matar o homem e sua esposa, porque ousaram ir à sua aldeia falando a respeito de sua própria religião, e assim, desestabilizando a religião muçulmana e Alá.
O Auxiliar Invisível perguntou a sua companheira se ela poderia cuidar deles.
“Eu não sei”, respondeu ela.
“Siga-me e não fuja “, disse o Auxiliar Invisível.
Tinha uns cinco ou seis homens, com as mãos cheias de punhais, prontos para atirar no homem e na mulher para matá-los. O primeiro árabe já estava pronto para atirar a sua faca. E assim que apareceu, o Auxiliar Invisível disse: “Pare”.
O homem soltou um grito, e o demais homens rodearam os Auxiliares Invisíveis como um enxame de abelhas.
“Por que matá-los?”, perguntou o Auxiliar Invisível. “Eles não prejudicaram nem feriram ninguém”.
“Alá não quer estrangeiros aqui, e todos os que vierem devem morrer, e você também”, declarou o chefe do grupo, enquanto acenava com a mão. “Mate a todos e me traga os seus anéis”, ele ordenou, mas ninguém se mexeu.
Ele ordenou novamente, mas ninguém se mexeu. O chefe se voltou e chamou o profeta, que prontamente veio com todos os seus trabalhos de mágicas para servi-lo, se dirigiu aos Auxiliares Invisíveis e iniciou seu trabalho.
“Faça essas coisas desaparecerem”, disse o Auxiliar Invisível, e elas desapareceram. O então chamado profeta ficou parado com grande surpresa e desgostoso devido a esse acontecimento incomum.
“Eu não vim ferir ou prejudicar você ou o seu Alá, mas você não fará mal aos filhos de Deus”, disse o Auxiliar Invisível ao povo.
Ele chamou os missionários e disse: “Venha adiante, meus amigos”, e eles foram até os Auxiliares Invisíveis. Então os Auxiliares Invisíveis disseram ao chefe: “Alimente-os, dê-lhes um lugar para descansar e deixe-os continuar seu caminho, caso você não deseje ouvir o que eles têm a dizer”.
“Onde está nosso Alá?”, o chefe perguntou ao profeta.
“Ele não nos deixou antes!”.
“Talvez ele tenha expulsado Alá”, disse o profeta. “Ninguém pode se mover. Ele fez os objetos desaparecerem. Eu não faço nada. Agora, Alá não é mais bom. Seu Deus é o melhor. Adote esse Deus. Ele faz grandes coisas”.
“Seu Alá está aqui, mas ele não quer que você mate pessoas” disse o Auxiliar Invisível. “Ele nunca vai deixa-lo”.
“Outros cães vieram aqui e todos morrem; Alá seja louvado”, disse o chefe intrigado.
“Todos os verdadeiros Cristãos são protegidos pelo seu Deus, e os falsos morrem”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sim, eles morrem e você morrerá”, declarou o chefe. Mais uma vez ele ordenou que seus seguidores matassem os estranhos, mas ninguém se mexeu.
“Sr. Chefe, você precisa de uma boa lição e eu vou lhe ensinar uma que você e os demais nunca esquecerão”, disse o Auxiliar Invisível.
Ele se aproximou do chefe, pegou sua faca e a quebrou.
Depois pegou sua túnica, retirou sua coroa, a colocou sobre os joelhos e a entortou com suas mãos. “Rasteje até aprender a poupar vidas humanas”, disse ele.
Depois disso, o Auxiliar Invisível olhou para a multidão e encontrou uma garota com um belo Corpo-Alma, e a chamou. “Senhorita, farei de você rainha, e você deve governar justa e gentilmente, e ninguém ou qualquer coisa poderá prejudicá-la”, disse ele. “Você vai fazer isso?”
“Sim, eu vou”, disse a moça.
O Auxiliar Invisível colocou a túnica sobre ela, depois colocou a coroa e disse ao povo: “Salve a rainha”.
Todas as pessoas caíram de joelhos e se deitaram de bruços. A moça caminhou sobre eles, como o ex-chefe fazia. Esse era o sinal de submissão e obediência daquele povo. Os homens baixaram suas cabeças em direção as suas barbas e as mulheres esconderam seus olhos.
O Auxiliar Invisível disse à rainha para cuidar do homem e da mulher e mandá-los de volta, e ela disse que faria isso. O Auxiliar Invisível perguntou onde estavam seus pais e ela disse: “Alá os levou”, o que significa que eles estavam mortos.
“O ex-chefe não será morto pelas cobras e pelos animais selvagens?”, a Auxiliar Invisível perguntou.
“Nada vai prejudicá-lo, e quando ele decidir parar de matar, ele vai andar novamente”, disse a sua companheira. Ele se virou e falou com os missionários. “De onde vocês vieram?”, ele perguntou.
“Dos Estados Unidos”, disse um deles.
Ambos os missionários tinham belos Corpos-Alma, mas não tinham visão espiritual. Nem a nova rainha, mas ela estará protegida. Essa tribo de árabes vivi longe no deserto e era feroz e guerreira, mas os Auxiliares Invisíveis acreditavam que a moça iria subjugá-los.
“Vocês são Anjos?”, um dos missionários perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Não”, ela disse, “somos pessoas dos Estados Unidos e ajudamos a todos aqueles que precisam”.
Enquanto isso acontecia, o ex-chefe estava rastejando, mas ninguém prestou atenção nele. Os Auxiliares Invisíveis se despediram do povo, liberaram suas auras, desaparecendo fisicamente e seguiram seu caminho.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram orientados a ajudar um idoso que corria o risco de morrer queimado. Esse homem era dono de uma fazenda a poucos quilômetros da cidade. Ele sofria de reumatismo e estava muito apreensivo, porque o homem que vivia na fazenda vizinha desejava comprá-la. Este vizinho, porém, havia feito uma oferta para comprá-la por um valor bem abaixo do real valor. O fazendeiro idoso se recusou a vender sua fazenda. E o fazendeiro vizinho pretendia queimá-la, pois sabia que o fazendeiro idoso não teria condições de reconstruir e, assim, conseguiria comprar suas terras por um preço menor.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a fazenda e encontraram o fazendeiro idoso assustado, dizendo-lhes que havia sido ameaçado por alguém que lhe dissera que queimaria sua fazenda. O velho fazendeiro não conseguia se locomover e não sabia o que fazer. O Auxiliar Invisível disse a esse homem que não precisaria se preocupar com o fogo.
Ninguém poderia incendiar sua casa além de si mesmo.
“Como você pode impedi-los de fazer isso?”, o fazendeiro perguntou
“Levante-se e coloque algumas roupas”, ordenou o Auxiliar Invisível.
O fazendeiro idoso sorriu e balançou a cabeça negativamente. “Eu não ando há seis meses”, disse ele.
“Isso é porque você não tentou”, o Auxiliar Invisível respondeu.
O fazendeiro se virou e seus olhos se arregalaram quando viu que conseguiu se levantar da cama, aí ele se vestiu e pegou o rifle.
“Aquele que vive pela espada morre com isso”, observou o Auxiliar Invisível.
“Você não vai precisar disso”.
Neste momento ouviram uma voz vindo de fora. “Eles vão incendiar minha casa”, disse o homem.
“Deixe-os tentar fazê-lo, porque não vão queimar”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem e os Auxiliares Invisíveis olharam pela janela e viram uma luz. Então, o Auxiliar Invisível pediu que os homens não se movessem, e os Auxiliares Invisíveis e o fazendeiro saíram e identificaram quem eram as pessoas. Era o mesmo homem que morava na fazenda vizinha e alguns de seus amigos. As pessoas também observaram que os vizinhos deixaram um carro esperando na estrada.
O Auxiliar Invisível disse a esses homens que, se não assinassem a confissão contando o que tentaram fazer, eles permaneceriam onde estavam para que todos pudessem vê-los.
O homem escreveu sua confissão, e todos os demais assinaram, incluindo o menino que estava no carro. A marca do carro, a placa e número de licença também foram anotados. O Auxiliar Invisível pegou o papel e disse ao fazendeiro que ele guardaria, pois tinha receio que alguém pudesse roubá-lo. Depois ele disse “Bom dia” e, os Auxiliares Invisíveis desapareceram da visão de todos, mas eles não foram embora.
Assim que os homens deixaram o local, os Auxiliares Invisíveis entregaram ao velho fazendeiro o papel da confissão e pediram que mostrasse a alguém ou mesmo que informasse a alguém que estava de posse do documento, pois do contrário, alguém poderia matá-lo para conseguir o papel da confissão.
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis deixaram o velho fazendeiro e alcançaram os homens que haviam tentado incendiar a casa. Como eles não estavam materializados, os homens não puderam vê-los, quando conversavam entre eles dentro do carro. O homem que tinha planejado queimar a casa do velho fazendeiro disse: “Eles não eram humanos, e o velho homem tinha Deus ou o diabo com ele, e eu que vou vender as terras antes que alguém veja essa confissão”.
O Auxiliar Invisível havia dito às Salamandras que ficassem quietas, e foi por isso que o vizinho não podia acender o fogo. As Salamandras são Espíritos da Natureza que causam todos os tipos de incêndios.
Mais tarde, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram um homem na Europa que estava descendo uma rua. Eles viram que esse homem tinha um problema nas costas que o fazia se inclinar para a frente. Os Auxiliares Invisíveis pararam na esquina e esperaram até que ele chegasse.
“Meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível, “parece que você está mal. Você não consegue ajuda nesse imenso país?”
“Eu ainda não consegui. Eu gastei milhares de dólares, mas minhas costas só parecem piorar, então, acho que é a vontade de Deus”, disse o deficiente.
“Não, meu amigo”, respondeu o Auxiliar Invisível, “não é a vontade de Deus”.
Seu problema é devido ao que você fez na vida passada; é que você, com muita maldade, amarrou um homem, e o manteve amarrado até que suas costas se tornassem rígidas. Você deu ordens para que ele não fosse libertado até que você autorizasse. Porém, você foi embora e ele permaneceu assim por dez anos.
Quando você retornou, sua filhinha entrou no subsolo e o viu. Sua vítima parecia um homem velho devido a sua tortura. Quando ela lhe falou sobre ele, você foi vê-lo, se arrependeu e o libertou, mas o mal já havia sido realizado.
Você tentou fazer algo por ele, mas não foi o suficiente para aliviá-lo. Você está nesta condição devido ao que causou àquele homem.
O Auxiliar Invisível esfregou as costas do homem e disse-lhe para endireitar-se lentamente, e ele o fez. Ele ficou tão ereto quanto os Auxiliares Invisíveis, e ele estava cheio de alegria ao falar, e as lágrimas corriam pelo seu rosto. O Auxiliar Invisível disse a ele para ser bom a todos e respeitar as crenças religiosas, pois todas elas conduzem a Deus.
Esse homem era católico, e o Auxiliar Invisível lhe disse que os protestantes são tão bons quanto ele e que não deveria haver desavenças entre eles, mesmo que alguém dissesse o contrário. O homem prometeu que seria gentil com todos e agradeceu aos estranhos pela ajuda recebida.
O homem que estava incapacitado foi curado por meio da força de cura espiritual que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis são meros servos de Deus que haviam sido enviados a ele por um Irmão Leigo ou uma Irmã Leiga.
Talvez você pense que a história a seguir soa como um conto de fadas, mas realmente aconteceu. Os Auxiliares Invisíveis quando voltaram para seus corpos na manhã seguinte, conseguiram lembrar com muita clareza do ocorrido e se levantaram para que pudessem se preparar para o trabalho do dia.
Quando os Auxiliares Invisíveis saíram, foram enviados para salvar algumas pessoas que estavam em um navio a vapor que havia sido atingido por uma rocha ou algo que tinha feito um grande buraco na parte lateral. O navio estava afundando rapidamente nas águas agitadas do oceano Atlântico. As pessoas a bordo estavam a, aproximadamente, cento e sessenta quilômetros da costa. Os passageiros estavam terrivelmente assustados e não queriam entrar nos botes salva-vidas sem comida.
Um dos Auxiliares Invisíveis ficou com medo e voltou para sua casa, pois esqueceu que os Auxiliares Invisíveis não podem ser feridos quando saem de seus corpos à noite para ajudar aos outros. Os demais Auxiliares Invisíveis se materializaram e desceram até o barco. “Todo mundo fique calmo, que todos serão salvos”, disse um dos Auxiliares Invisíveis aos tripulantes.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram, rapidamente, todas as pessoas nos botes salva-vidas, e pediram para remarem em direção a costa. Logo em seguida o navio tombou para o lado. Houve uma explosão estrondosa, e o navio foi afundando até desaparecer nas águas.
Haviam dez barcos a remos e mais dois barcos cheios de passageiros e membros da tripulação para serem levados para acosta. Os Auxiliares Invisíveis amarraram todos os barcos juntos e levemente os suspenderam em gravidade e partiram para a costa. E logo que avistaram a costa os Auxiliares Invisíveis os deixaram para percorrerem o resto do caminho sozinhos. Ninguém ficou para trás. A Auxiliar Invisível pegou o livro de registro do navio e o entregou ao capitão. Se os Auxiliares Invisíveis não tivessem sido enviados com o poder de salvar essas pessoas, todas teriam se perdido no mar.
Aqui está uma história de um homem perdido que foi salvo da morte na floresta.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que estava perdido há três dias. O pobre homem disse que precisou caminhar para se manter vivo, devido ao tempo frio, e que estava com muita fome. “Eu orei por dois dias e duas noites para que alguém me ajudasse”, disse ele.
“Você deveria ter orado pelo perdão de seus pecados, pois, se a ajuda física não chegasse, certamente, você morreria de qualquer maneira”, disse o Auxiliar Invisível.
“Rezei da melhor maneira que pude, e comecei a ver todas as coisas que eu já havia feito”, disse o homem. “Eu vi um urso e uma raposa em armadilhas, e senti sua fome e dor. Eu até rezei por eles”.
O Auxiliar Invisível perguntou ao homem onde ele morava.
“Eu não sei dizer, mas eu quero ir para casa”, disse o homem que sofria.
O Auxiliar Invisível disse à sua companheira que fosse soltar o urso e a raposa e ajudá-los no que fosse possível, e assim ela se afastou feliz. Mas, ela logo retornou e disse que tinha libertado a raposa, mas não podia fazer nada com o urso.
“Me dê uma mão aqui com esse homem, pois ele está inconsciente e pode congelar até a morte”, disse o Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para a casa mais próxima, que ficava, aproximadamente, cinco quilômetros de distância, e esse era o seu lar. Os Auxiliares Invisíveis deixaram o homem aos cuidados da esposa e disseram que precisavam retornar para libertar um urso.
“Esse homem não é mais importante que um urso?”, ela perguntou.
Um dos Auxiliares Invisíveis lhe disse que voltariam, mas que precisavam ir até o urso preso. O Auxiliar Invisível viu imediatamente que o urso estava congelando e com fome e que a perna presa na armadilha já estava congelada.
Esse Auxiliar Invisível finalmente acalmou o urso e conseguiu libertá-lo, que se deitou aos pés do Auxiliar Invisível. Porém, logo depois o urso morreu de dor, fome e frio. Os Auxiliares Invisíveis retornaram a casa do caçador e a esposa os deixou entrar. Um dos Auxiliares Invisíveis lhe contou que o urso estava morto, pois chegaram tarde demais para salvá-lo. A esposa do caçador começou a retrucar com os Auxiliares Invisíveis enquanto eles cuidavam do homem. O Auxiliar Invisível disse a esposa com que frequência deveria alimentar e que tipo de alimento seu marido poderia ingerir.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis falaram à esposa sobre seus ensinamentos. Eles puderam observar que a mulher não acreditava neles, pois estava em desvario, enquanto eles falavam. O Auxiliar Invisível finalizou dizendo que ela deveria tomar cuidado porque não sabia com quem estava falando.
“Eu não quero saber das bobagens de que você está falando”, disse ela.
Um dos Auxiliares Invisíveis enviou um pensamento ao outro para desaparecerem dali, e ambos desapareceram. A mulher exclamou: “Anjos!”, e desmaiou.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram a ficarem visíveis e ajudaram a mulher a retomar a consciência. “Oh, por favor Anjos, perdoem-me”, ela disse, “eu não sabia que existiam Anjos reais”.
“Tudo o que disserem, eu farei com prazer”.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que ajudasse a todos que ela pudesse, mas sem se magoar, independentemente, da cor, raça ou religião que praticassem.
“Fico feliz em poder ajudar”, disse a mulher.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe adeus e, usando as suas auras, desapareceram. Seu marido, também viu as auras dos Auxiliares Invisíveis.
Nossa próxima história conta como um menino e seu cordeiro foram salvos da morte. Dois Auxiliares Invisíveis colocaram uma mulher em um trem, e depois seguiram pela ferrovia até encontrarem algumas pessoas caminhando pelos trilhos e arrastando alguns pertences. Um menino estava conduzindo um grande cordeiro branco. Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram do menino, esse se virou e perdendo o equilíbrio caiu em uma grande lagoa. O garoto estava conduzindo o cordeiro preso a uma corda, assim, o cordeiro também foi arrastado para dentro da lagoa.
As pessoas gritaram e ficaram assustadas, mas ninguém parecia querer tirá-los.
O Auxiliar Invisível desceu e pegou o menino com uma mão e o cordeiro com a outra e os tirou da água. O cordeiro se sacudiu para se secar, mas o menino não conseguiu fazer o mesmo. Os Auxiliares Invisíveis encontraram algumas roupas para o menino e o levaram para uma casa. Uma senhora os deixou entrar em casa para que o garoto trocasse de roupa. E os Auxiliares Invisíveis viram que o menino estava bem. Enquanto um dos Auxiliares Invisíveis embrulhava as roupas molhadas, o menino seguiu com as pessoas, sorrindo e acenando com a mão para os Auxiliares Invisíveis que os havia socorrido.
Aqui está outra história que conta como um fazendeiro assustado foi ajudado numa noite.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados até um homem que vivia em uma fazenda. Este homem disse-lhes que uma grande serpente estava em seu celeiro e que ele estava com medo de que mordesse e matasse suas vacas leiteiras e seus cavalos.
O Auxiliar Invisível perguntou, por meio do pensamento, se poderia tirá-la de lá. Alguém disse: “Sim, mas vai lhe dar trabalho”.
A serpente tinha cerca de 20 centímetros de diâmetro e cerca de cinquenta metros de comprimento. Esse Auxiliar Invisível perguntou a sua parceira se gostaria de acompanhá-lo e ela respondeu imediatamente: “Sim”. O agricultor, conhecendo o lugar, tentou deter a Auxiliar Invisível, pois achava que o companheiro dela era seu ajudante.
Os Auxiliares Invisíveis entraram no celeiro e a Auxiliar Invisível viu a serpente em um canto toda enrolada, e ela a mostrou para ele. A princípio, seu companheiro achou que era uma pilha de corda, como costumava ter nos navios a vapor. Ele chegou perto da serpente e ela começou a emitir um silvo e a colocar a língua, como que com raiva. O Auxiliar Invisível falou com a serpente: “meu caro, você não tem nenhum negócio aqui, assustando e ameaçando com a morte a todos. Vá embora. Eu não quero nenhum problema com você. Seja uma boa serpente, e vá para o seu ambiente natural”.
A serpente deu um bote em direção ao Auxiliar Invisível com a boca aberta, mas não o alcançou, e tentou novamente atacá-lo. O Auxiliar Invisível deu um passo para o lado e a segurou pelo pescoço; a força da sua pressão a fez cair no chão. O Auxiliar Invisível apertou-a ainda mais até que ela se enrolou próximo dele. A Auxiliar Invisível bateu em sua cabeça e ela acabou perdendo a consciência. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis arrastaram a grande serpente para fora do celeiro. Quando o fazendeiro deparou com a serpente, achou que havia matado os Auxiliares Invisíveis, e então, atirou com a espingarda. Ele não a matou, mas machucou muito a sua pele; foi, então que os dois Auxiliares Invisíveis saíram do celeiro
“Se você se comportar, vou recuperar você, mas deverá ser tão boa quanto uma nova serpente”, disse o Auxiliar Invisível à serpente.
Depois disso, a serpente se se esticou no chão, e o Auxiliar Invisível lavou seus ferimentos, retirou várias balas da espingarda, colocou ataduras nas costas e a mandou embora. O fazendeiro estava tão surpreso que ficou paralisado olhando para os Auxiliares Invisíveis.
“Por que ajudar uma serpente quando ela matará outra pessoa?”, disse finalmente.
“Não, ela não incomodará mais ninguém antes de chegar à selva”, respondeu o Auxiliar Invisível. Então, os Auxiliares Invisíveis se afastaram e continuaram com suas atividades.
Aqui está como as preces de uma garota foram respondidas quando solicitou ajuda.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram a uma casa e conversaram com uma garota, enquanto ela estava colocando duas batatas dentro do forno para assar e depois colocou algo dentro de uma panela no fogão para cozinhar.
A garota pediu a um dos Auxiliares Invisíveis que a acompanhasse até uma loja para pegar alguma comida. Quando chegaram à loja, encontraram várias pessoas esperando chegar sua vez para fazer as compras.
A loja parecia estar muito vazia e com pouca coisa para vender. Havia alguns pães à vista e a menina acabou comprando um.
Na volta para casa, encontraram seu irmão e sua irmã que eram mais novos que ela.
Eles estavam chorando e disseram que haviam sido trancados para fora de casa e não sabiam o que fazer. A irmã mais velha contou aos Auxiliares Invisíveis que seus pais tinham ido a uma turnê pelo sul da Europa com estimativa de ficar lá por seis meses. Antes de partirem, a mãe contratou uma empregada para cuidar deles.
Essa mulher trouxe muitas pessoas para dentro da casa, e as crianças ficaram com medo, pois não sabiam o que fazer nesta situação. E a esta altura as crianças foram colocadas para fora de casa. Olhando pelo lado de fora as crianças observaram que havia uma da janela um pouco abaixo do teto e queriam tentar subir. Porém, ao subir o menino foi pego.
“Espere só um minuto”, disse a Auxiliar Invisível, então, ela empurrou uma mesa até a janela, assim, eles a abriram e todos entraram.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que a empregada havia se envolvido com alguns ladrões, e planejaram retirar da casa tudo que tinha de valor e depois prender as crianças em troca de resgate.
As pessoas que estavam na casa eram violentas. Dois homens estavam comendo em uma mesa. A menina ficou furiosa. “Você jogou fora minha batata”, disse ela.
Mas, as batatas da menina mais velha ainda estavam lá, e depois ela as tirou do forno. Uma mulher, do grupo que estava lá, foi ao banheiro para se vestir, e a garota teve que se lavar em um quarto com uma tigela e um jarro d’água, mas a menina não gostava de fazer isto.
Os Auxiliares Invisíveis subiram pela escada dos fundos e depararam com dois homens mal-intencionados que tentaram impedi-los de subir. Esses homens estavam sentados nas escadas, separando materiais para fazer bombas. Os Auxiliares Invisíveis conseguiram subir as escadas e viram que os homens estavam em dois quartos e já havia um grande número de bombas já montadas. Os Auxiliares Invisíveis desceram as escadas novamente e viram seis crianças desarrumadas indo para o porão.
Mas, elas não eram daquela casa e, quando um dos Auxiliares Invisíveis os pediu para sair, elas saíram. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que os dois homens eram especialistas em fabricar bombas para explodir prédios e matar pessoas. Eles também descobriram que os homens tinham sido incumbidos de fabricar uma grande quantidade de bombas.
Os Auxiliares Invisíveis forçaram os homens a sair e recolhendo todas as bombas, as destruíram. Os Auxiliares Invisíveis disseram às crianças que tudo ficaria bem até que seus pais voltassem para casa e, assim, não tivessem medo. As crianças ficaram contentes e agradeceram aos estranhos pelo que haviam feito.
Auxiliares Invisíveis têm muitas experiências interessantes no transcurso de seu trabalho, quando estão fora de seus corpos durante o sono e sob a liderança das Irmãs e Irmãos Leigos.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem que queria salvar seu dinheiro de ladrões. Um Auxiliar Invisível disse ao homem que deveria depositar seu dinheiro no banco. Isso não seria tão fácil assim, pois os ladrões sabiam que o dinheiro estava em sua casa. Eles estavam observando-o e não pretendiam deixá-lo fugir. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que o ajudariam a chegar até o banco. O homem tinha mil e duzentos dólares, que foi entregue ao Auxiliar Invisível antes de saírem para o banco, e os ladrões os seguiram e quando entraram no banco, tentaram roubar o dinheiro. Os ladrões criaram algum alvoroço, mas não conseguiram levar o dinheiro. Pois, descobriram que o dinheiro não estava com o homem.
Os Auxiliares Invisíveis enviaram uma mensagem ao presidente do banco dizendo que queriam vê-lo para tratar de negócios. O presidente pediu aos seus funcionários que conduzissem o homem e os Auxiliares Invisíveis ao seu escritório particular, onde a transação necessária seria feita e o homem receberia uma caderneta de poupança. Depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para a casa com o homem. Os quatro ladrões estavam muito determinados a conseguir o dinheiro, e quando viram que aquele desconhecido os haviam enganado, estavam determinados a pegá-lo, fazê-lo pegar a caderneta de poupança do homem e conseguir o dinheiro para eles.
O Auxiliar Invisível deixou que os ladrões o pegasse para que pudesse lhe dar uma lição. A Auxiliar Invisível foi deixada para trás pelos ladrões, mas ela se desmaterializou e os acompanhou e, pode assistir tudo o que aconteceu. Os ladrões amarraram o Auxiliar Invisível em uma mesa, que parecia ser uma maca para exames médicos. Os ladrões já estavam com os ferros quentes para colocar nos pés do Auxiliar Invisível.
Quando os ladrões se prepararam para torturar o Auxiliar Invisível, este os paralisou e disse-lhes que já estava na hora de abandonarem suas atividades para viverem uma vida limpa e tranquila. “Quero que cada um de vocês me prometa isto, e se algum de vocês quebrar essa promessa, esse homem não andará mais”, disse o Auxiliar Invisível.
Os ladrões perceberam que algo estava errado, mas não sabiam o que era. Eles prometeram ser bons, e o Auxiliar Invisível levantou-se da mesa sem a ajuda deles. Isso os deixou muito assustados, pois, não conseguiam entender o que estava acontecendo. O Auxiliar Invisível disse-lhes que eles poderiam ir, e assim o fizeram rápidos. E os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho em ajudar a todos os seres vivos que estivesse em dificuldades.
Aqui está como alguns viajantes foram ajudados em um país estrangeiro.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar a uma mulher a entrar em um trem, em um lugar muito inóspito. As estradas estavam barrentas e estava muito escuro, já que era tarde da noite. Os Auxiliares Invisíveis encontraram um homem e perguntaram a ele onde o trem iria parar. Ele apontou o lugar, e eles esperaram lá com a mulher.
O trem chegou, mas não ia parar. O Auxiliar Invisível deu sinal para o trem parar, apitou e parou o trem. Era um trem de carga, mas um homem, responsável pelo trem, disse que havia alguns passageiros no quinto vagão. A mulher entrou no quinto vagão, que era um vagão de gado, e o responsável do trem fechou a porta.
Os Auxiliares Invisíveis, então, entraram, olharam as pessoas e viram que deviam ter cavalgados o dia todo. O balde de água estava vazio, e uma senhora doente que estava esticada em uma cama improvisada estava pedindo água. O Auxiliar Invisível pegou o balde e flutuou pela porta do carro. Ele foi até o motor e pegou um balde de água, enquanto o outro Auxiliar Invisível flutuava ao seu lado. Os Auxiliares Invisíveis retornaram e entregaram a um homem o balde de água para que as pessoas pudessem beber água.
Havia uma vaca e um bezerro em cercados improvisado dentro do vagão. O vagão estava frio e as pessoas ficavam cobertas pelas palhas do chão para ficar um pouco mais quentes. Não havia comida no trem, e a maioria das pessoas tinha cestas de comida. Os Auxiliares Invisíveis trataram a mulher doente e ela já conseguia ficar sentada quando eles saíram do vagão. Os Auxiliares Invisíveis fizeram tudo o que podiam para as pessoas e os animais que estavam naquele vagão do trem; e então eles saíram e continuaram com suas atividades.
********
Agora vou contar uma história sobre como um Auxiliar Invisível consciente foi introduzida em um novo corpo. Essa foi uma das muitas experiências incríveis que esses Auxiliares Invisíveis tiveram. Eles viram parte do que aconteceu com outra Auxiliar Invisível que havia sido fiel em seu trabalho.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram para a casa de uma senhora doente. Essa senhora tinha cerca de quarenta e cinco anos e nunca se casou. Os familiares e conhecidos da senhora e o médico estavam ao seu redor, pois ela estava muito perto da morte. Uma Auxiliar Invisível viu sua aura brilhante e falou com ela. “Somos amigos; portanto, não tenha medo”, disse ela.
“Oh, eu vou morrer?”, a mulher doente perguntou. “Meu trabalho apenas começou e eu quero viver”.
“Talvez você não morra”, disse a Auxiliar Invisível. “Vamos torcer que não”.
“Eu tive um namorado que também era o meu melhor amigo, e ele morreu há um ano”, disse a senhora. “Não, ele não morreu; ele foi introduzido em outro corpo em uma cidade distante. Era o corpo de um jovem de vinte anos, e ele está agora em uma escola de medicina oriental. Seus novos pais são ricos. Meu querido amigo me conhece desde que ele fez a mudança “.
“Diga-me como isso aconteceu”, disse o Auxiliar Invisível.
“Ele ficou doente com pneumonia, e o médico disse que não poderia viver; sua idade trabalhava contra ele. Ele tinha cinquenta anos. Ele piorou rapidamente. Uma noite, enquanto eu estava sentada sozinha com ele, um homem muito bom apareceu e me disse que ele ia colocá-lo em outro corpo para que ele pudesse terminar o seu trabalho e que eu poderia ver como isso seria feito. Eu perguntei e pedi para ser colocado em outro corpo, também. O homem disse que não podia fazer isso. Eu perguntei ao homem se meu querido amigo saberia disso”.
“Sim, e você também, e será um teste do amor dele por você”, disse ele.
“Oh, deixe-me morrer!”, eu disse. “Não posso esperar que um menino me ame. Por que não me levar para o céu e me deixar esquecê-lo durante a minha estada lá? Oh, isso é demais”.
“Se você o ama e confia em Deus, as coisas podem dar certo para você”, o homem disse para mim.
A senhora disse aos Auxiliares Invisíveis que dissera ao homem:
“Há vinte e cinco anos somos namorados, e trabalhamos à noite durante vinte anos. Por que fazer isso quando há tanto tempo já trabalhamos juntos?”.
Então ela continuou:
“O homem me mostrou uma cena que tinha ocorrido cerca de quinze anos antes. Meu amigo e eu estávamos sentados conversando e planejando sobre o nosso futuro. Nós planejamos o que faríamos se pudéssemos ter corpos mais jovens e ter o mesmo conhecimento que tivemos então O homem conversou comigo sobre isso, e eu disse que tinha pensado que tal coisa era possível para nós, mas agora isso aconteceu com ele.
“O homem foi embora e voltou três dias depois para minha casa e me disse para ir com ele, e fomos na casa do meu amigo doente e o levamos conosco. Outro homem me encontrou e me levou para outra casa onde um menino vinte anos de idade estava muito doente.
Esse garoto era um estudante universitário. O homem entrou com meu amigo e o colocou ao lado da cama e atou o Cordão Prateado ao corpo do garoto, e então retiraram o ego do garoto. Meu amigo entrou no corpo e os homens trabalharam nele e ele pode falar. Eu pensei que meu coração iria explodir, porque eu acreditava que estava perdido para mim. Eu não sabia onde ele morava agora nem seu novo nome, e fiquei doente com isso.
“Bem, uma noite meu amigo veio a mim no meu quarto, e nós tivemos um momento feliz. Ele me levou para sua casa, depois que nosso trabalho foi feito e me disse seu novo nome e seu novo endereço. Eu escrevi para ele, e dois dias depois recebi uma carta dele, e minha alegria não conheceu limites. Naquele verão ele veio me ver pessoalmente. Este foi um teste para nós dossel era velha e de cabelos grisalhos, e ele era jovem e bonito. Perguntei a ele, sem titubear: “Você me quer, uma velha senhora, quando você tem juventude, riqueza e felicidade?”. Parecia que a eternidade passava antes que ele respondesse, pois ele olhava para as vantagens materiais que teria se ele me abandonasse.
“Adeus, mundo”, ele disse, e me pegou em seus braços. “Meu amor”, disse ele, e eu sabia que ele havia passado no teste.
“Fui à sua antiga casa e peguei todos os seus livros e documentos e os enviei para ele, e ele continuou estudando. Agora estou doente e entreguei ao meu amigo todos os meus livros e documentos”.
“O que eles fizeram com o corpo dele?”, um dos Auxiliares Invisíveis perguntou.
“Eles incineraram”, ela respondeu.
“Como ele é tratado pelos seus novos conhecidos e parentes?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eles são tão bons quanto podem ser para ele”, disse ela. “Ele tem uma irmã e não tem irmãos. Sua nova mãe faz tudo o que pode para ele, mas ela não o entende desde que ele se recuperou de sua doença, pois ele está completamente mudado. Ele se acalmou e não conhece seus ex-amigos. Ele está à frente de sua classe na faculdade “.
Um homem apareceu e falou com a mulher doente: “Minha amiga, venha comigo”, disse ele.
“Espere um momento, por favor”, disse ela, e chamou a mãe e o pai idosos, beijou-os e disse-lhes que fossem bons, enquanto ela ia dormir, ela se deitou e saiu do seu corpo. Os dois Auxiliares Invisíveis, que estavam conversando com ela, foram com ela e com o elevado Irmão Leigo que tinha vindo buscá-la.
Quando eles saíram da casa, eles encontraram outra elevada Irmã Leiga que os levou para uma cidade onde uma menina doente, de uns dezoito anos de idade, estava inconsciente em uma cama. O médico estava lá, e ele estava dizendo:
“A crise está agora em curso, e se ela sobreviver, ela terá que se familiarizar com seus amigos mais uma vez. Como ela está em coma muito profundo, ela pode parecer bem diferente quando ela se recupere.
“O elevado Irmão Leigo entrou com o ego da mulher que acabara de morrer e a colocou ao lado do corpo da menina e atou o Cordão Prateado. Então, o separou do corpo velho e rompeu o Cordão Prateado da menina na cama. Depois disso, o elevado Irmão Leigo disse ao ego que estivera em um corpo mais velho para entrar, e trabalhou no coração, os pés e em vários outros lugares do corpo. Ele estava conectando o Corpo Vital no Corpo Denso. O ego acordou e chamou seu amor pelo nome.
“Ela vai viver, mas ela estará muito fraca”, disse o médico. “Apenas deixe seu pai, sua mãe e a enfermeira para vê-la”.
Em pouco tempo, seu amado entrou e ele a abraçou e beijou, e seu rosto se iluminou. Os Auxiliares Invisíveis visitantes lhes deixaram felizes com a mudança que havia sido feita. Os Auxiliares Invisíveis levaram o ego da garota morta para a Região Fronteiriça e a deixaram ali. Era a momento dela de partir, pois seu arquétipo havia cessado de vibrar. Como seu Corpo Denso ainda estava em boas condições, os Irmãos Maiores puderam amarrar outro Ego nele. Os dois homens que fizeram as mudanças nos dois casos foram os mesmos Irmãos Maiores. Um dos Irmãos Maiores disse que esses dois Egos terão vivido cento e vinte anos e cento e quinze anos, antes de realmente morrerem. Isso era, logicamente, o tempo gasto nos dois Corpos que cada uma dessas pessoas tinha vivido.
Os Auxiliares Invisíveis foram informados de que nenhuma dessas pessoas eram Iniciadas, mas eram estudantes conscientes da Fraternidade. O corpo da moça em que a mulher estava atada era bem constituído, e ela tinha uma linda face e um cabelo comprido que ia até abaixo da cintura.
Esses dois amigos nunca se casaram, porque seus pais se opuseram por causa de suas diferenças religiosas. Agora, esses dois amigos próximos se casariam e continuariam trabalhando como Auxiliares Invisíveis.
[1] N.T.: Delirium tremens – uma situação provocada pela abstinência de álcool.
[2] N.T.: Espíritos da Natureza
Capítulo V
Algumas histórias Ocultistas Estranhas
Estudantes místicos e ocultistas geralmente relatam histórias que soam parecerem falsas para aqueles que não estão familiarizados com a ampla gama de trabalhos realizados pelos Auxiliares Invisíveis. As histórias descritas a seguir ilustram alguns destes trabalhos e, também mostram como são fornecidas provas para os estudantes sobre a veracidade dos ensinamentos ocultos e místicos.
Certo dia, um estudante de ocultismo foi almoçar num refeitório, escolheu seu prato e sentou-se à sua habitual mesa. Por meio do pensamento, uma amiga lhe chamou, perguntando se ele gostaria de presenciar um fato incomum. Ela deixou claro que se caso aceitasse, ele não teria tempo para jantar.
“Sim, eu gostaria de ver o que você tem para me mostrar”, ele disse. “Eu posso comer outra coisa em outra hora”.
Então, esta amiga, que é uma Irmã Leiga[1], mostrou-lhe uma jovem mulher que era apresentadora e dançarina em um cabaré. Naquela noite, não estava no trabalho porque pegou uma pneumonia que a afastou do trabalho por uma semana. Nesta condição, ela tinha muito tempo para pensar, enquanto ficava deitada em sua cama. Durante esse tempo enferma e de cama, esta jovem saiu de seu corpo e contemplou seu futuro. Ela se viu numa bifurcação de caminhos. Ela tinha que decidir qual caminho tomaria. Não tinha qualquer consciência da presença de seu Anjo, que estava em pé, atrás dela. Também estava inconsciente da presença de uma forma maléfica de um corpo, criado por seus próprios maus pensamentos e que estava em pé a sua esquerda. Igualmente, não tinha consciência da presença do seu Anjo da Guarda, formado pelos seus bons pensamentos, que ficava a sua direita. Estes três estavam esperando sua decisão.
Então, a jovem mulher foi, lentamente, caminhando para a estrada do reto viver, deixando o caminho da perdição para trás. Após ter caminhado uns três metros além da bifurcação, o Anjo da Guarda envolveu-a e, seu Anjo, um ser da onda de vida Angélica, derramou seus raios luminosos sobre ela. Neste momento, a forma maléfica de pensamento se virou e desapareceu. Em seguida, a jovem retornou para o seu Corpo, entrando pela cabeça, e acordou. Ela pulou da cama e chamou sua mãe, contando que tinha morrido, que havia visto sua vida e para onde sua vida estava sendo levada e, ainda, que tinha decidido viver uma vida melhor. Então, perguntou para sua mãe o que ela deveria fazer. Sua mãe era uma mãe de família típica da sociedade, apreciadora de uma vida boa e não sabia o que dizer para ela. “Espere até ficar boa, pois você pode mudar de ideia”, disse a mãe.
A Irmã Leiga, que estava mostrando todos estes acontecimentos para o estudante, lhe disse que enviaria um Auxiliar para esta jovem moça, a fim de lhe instruir sobre o que ela deveria fazer. Esta jovem pertencia a uma família de bem e acabou indo para um cabaré pelo prazer que aquele ambiente lhe proporcionava.
O aspirante teve que deixar seu jantar sem poder tocá-lo, mas sentiu-se mais do que retribuído, pois ele pode presenciar uma visão maravilhosa. Você pode imaginar que visão maravilhosa poder ver uma garota em seu Corpo de Desejos acompanhada pelo seu Anjo da Guarda, composto pelas boas forma-pensamentos que jovem tinha criado, e ver um Anjo verdadeiro com sua ampla aura composta de cores delicadas e brilhantes?
A forma maléfica de pensamento era realmente seu corpo de pecado. Este corpo de pecado é composto por um Corpo Vital e por um Corpo de Desejos, e possui uma consciência individual que é muito impressionante. Ele não pode raciocinar, mas há uma pequena astúcia presente nele que lhe faz parecer como se, na verdade, fosse dotado de um ego interno, e essa astúcia o permite viver uma vida separada, após a morte do Corpo Denso do Ego que o fez. Quando este Espírito retorna a terra, este corpo de pecado é, naturalmente, atraído para ele e normalmente permanece com ele por toda a nova vida como um demônio.
A próxima história também é muito impressionante e dará uma pequena ideia de como um Ego avançado, espiritualmente, morreu e foi transferido para um Corpo de outro homem, cujo tempo finalizou e cujo arquétipo parou de funcionar, embora seu Corpo ainda estivesse fisicamente sadio.
Um dia um estudante dos Ensinamentos Ocultos estava sentado escrevendo em sua escrivaninha quando um Irmão Leigo lhe perguntou se gostaria de ver um Irmão Leigo desencarnar. “Sim”, falou o estudante, “e posso convidar minha amiga para ir também?”.
“Não, desta vez”, o Irmão falou, “mas você poderá contar a ela depois”.
“No, not this time,” the speaker said, “but you may tell her about it.”
O estudante foi se deitar e rapidamente dormiu. Saiu de seu corpo pronto para partir. Ambos partiram e chegaram numa casa que ficava na costa oeste e no alto de uma colina, com uma bela vista para o Oceano Pacífico, onde morava um ancião. Este ancião era um Irmão Leigo muito avançado que curava todos aqueles que viessem até ele até ele.
Três homens e uma mulher estavam tentando comercializar suas habilidades maravilhosas para curar definitivamente, com o objetivo deles quatro se enriquecer.
Antes, o ancião morava sozinho. Um dia, esta mulher se ofereceu para trabalhar como sua empregada. Os três homens estavam conchavados com essa mulher. O plano da gangue era convencer as pessoas que lá chegavam para buscar ajuda, a darem dinheiro para suposta construção de um templo dedicado ao ancião. Assim, eles poderiam ter algo para homenagear a sua memória. As pessoas doavam o dinheiro e eles se apropriavam. Este golpe durou três meses, e, durante esse tempo, eles coletaram uma soma razoável.
A mulher, que permanecia na casa do ancião o dia todo, começou a experimentar uma mudança nela mesma, e queria confessar tudo o que ela tinha tramado contra o ancião. Porém, o líder da gangue disse que a mataria se ela contasse. Os outros dois homens também foram afetados pelas altas vibrações do Irmão Leigo ancião, e, por isso, se recusaram a pegar qualquer quantia do dinheiro coletado; então o líder ficou com todo o dinheiro e foi embora. Isto havia acontecido no mesmo dia em que o estudante foi lá para ajudar.
Já no local, o estudante viu um homem indo para a casa do ancião. Era um homem que rastejava todo um lado do seu corpo. O estudante pôde notar que o braço direito desse homem estava caído ao longo do corpo e que ele só utilizava a sua mão esquerda. O Irmão Leigo ancião saiu na varanda de sua casa e o homem aleijado foi até ele e se deitou a seus pés. Gradualmente ele começou a se, ao mesmo tempo em que se fortalecia e seu braço direito voltava ao normal. Ele começou a transpirar e grandes gotas de suor começaram a se formar em seu rosto. Então, ele se levantou e gritou de alegria.
Em seguida, ele curou um pequeno garoto que andava de muletas. As muletas caíram e ele foi andando até o ancião, que o pegou no colo e lhe disse para amar toda a humanidade, independentemente da cor, raça, ou credo e orar.
Uma mulher em uma cama implorava a Deus para que lhe ajudasse. O ancião estendeu sua mão e ela se levantou e caminhou em direção a ele: estava totalmente curada.
Depois disso, o ancião abençoou a todos que estavam ao alcance de sua voz. O ar estava muito tenso, e parecia que estavam na presença de Deus. Muitos olhos ficaram mareados com lágrimas.
Um homem trouxe seu filho para ser curado pelo ancião. Isso porque o garoto havia implorado e suplicado para seu pai o levar. Finalmente, o pai levou seu filho ao ancião, mas não tinha fé como o menino. O homem disse a seu filho aquilo tudo era uma farsa e que eles só queriam tirar dinheiro das pessoas. Após eles chegarem na casa do ancião, o pai do menino tirou uma pequena garrafa de bebida alcoólica para tomar, e seu braço ficou paralisado, permanecendo imóvel a cerca de cinco centímetros de sua boca. Neste momento, o menino já tinha entrado na casa, sido curado pelo ancião, e estava voltando. Quando ele viu seu pai paralisado, e tremendo com muito medo e transpirando profusamente, lhe pediu para orar. “Eu não sei como”, disse o pai, e então ele olhou para seu filho e viu que ele estava curado. Isso o fez ficar tão atônito a ponto de desmaiar. O menino correu de volta para dentro da casa e trouxe o ancião consigo. O ancião esticou sua mão sobre o homem caído, que recobrou a consciência, se levantou, e foi até o ancião que veio ajudá-lo. O pai agora era um outro homem.
“Eu quero aprender a curar assim”, disse o estudante que estava observando tudo.
“Irmão, tenha certeza que você saiba o que está pedindo porque muito será exigido de você antes que possa alcançar este estágio”, disse o Irmão Leigo que o havia levado para aquele lugar.
“Deixe-me manter minha família e meu trabalho, e eu pagarei o preço que for preciso”, o estudante replicou.
“Resta pouco tempo para mim e eu tenho mais duas pessoas para curar”, falou o ancião. “O homem trará o dinheiro de volta, você o pegará para mim e o entregará a um homem que irá encontrá-lo na estrada”. O estudante perguntou se ele conhecia o homem e foi dito que ele o reconheceria pela marca de Vênus nele. O Irmão Leigo contou que ele reconheceria o homem de qualquer forma quando o encontrasse.
As duas pessoas que eram esperadas vieram, e o ancião as curou. Então um carro chegou até a casa, e o líder da gangue saiu e se apressou dentro da casa carregando uma mala. O homem confessou tudo o que fez e deu o dinheiro ao ancião. Então a mulher confessou e assim também os outros dois homens e o ancião os perdoou. A mulher falou que gostaria de ficar lá e ajudá-lo. O Irmão Leigo contou a ele que ele estava partindo e que levaria séculos para ele retornar. Ele disse que ela poderia ficar com o lugar e continuar o trabalho servindo aos outros e orando, mas ela não poderia cobrar nada.
As duas pessoas que eram aguardadas apareceram, e o ancião curou ambos. Logo em seguida, parou um carro em frente à casa do ancião. O líder da gangue desceu do carro e entrou na casa com uma pequena bolsa de viagem. Ele confessou tudo o que tinha feito para o ancião e lhe entregou todo o dinheiro coletado. A mulher também confessou, juntamente com os demais. O ancião perdoou a todos. A mulher disse que gostaria de ficar lá e ajudá-lo. O Irmão Leigo disse que ele iria embora e que passaria séculos antes que ele retornasse. E que ela poderia ficar na casa e continuar o trabalho por meio de orações e do serviço aos outros, mas ela não devia cobrar nada.
A mulher vendo como o ancião curava os doentes e aflitos e como ele era bom, foi se tronando uma pessoa melhor. Ela estava arrependida e tentou ser melhor, e então ela começou a orar do seu jeito para se tornar íntegra e pura. Sua confissão pavimentou o caminho para uma vida melhor. Seres Superiores deram a ela a chance de continuar o trabalho do ancião Irmão Leigo. Se ela vivesse a altura sua promessa, ela receberia mais poder para curar outros. Muitas pessoas que começaram a fazer as coisas erradas, como ela fazia, depois mudaram, e começaram a viver vidas boas e úteis. Esperemos que ela seja fiel na sua promessa e que sempre faça o que é certo.
Após isto o alto Irmão Leigo disse, “Meus amigos, preciso ir agora”. Em seguida, apareceu em pé, ao lado de seu corpo. O quarto se tornou iluminado com uma luz ofuscante de sua aura brilhante. Havia muitos Liberados e Irmãs e Irmãos Leigos presentes na casa, e a casa estremeceu. Alguns homens levaram o corpo do ancião da cadeira para a cama, mas um Irmão foi informado para dizer a eles que deixassem o corpo sozinho. Eles cobriram o corpo com um lençol e saíram do quarto. Eles mal saíram e o corpo se desintegrou rapidamente permanecendo apenas suas roupas, sapatos e o lençol. Seu corpo foi desintegrado assim como o corpo de Elias e outros que viveram vidas santas.
Ao estudante foi solicitado que pegasse as roupas e sapatos e os queimasse. Ele fez isto, depois ele saiu e contou que o ancião havia realmente partido. Então, o estudante levou o dinheiro e outras coisas para um amigo do ancião que vivia a alguma distância e voltou para casa, reentrou em seu corpo, e se levantou.
Alguns dias depois este estudante e sua amiga foram acompanhados por quatro Irmãos Leigos e quatro Irmãs Leigas para certo Templo em algum lugar nas montanhas onde havia uma reunião. Aos estudantes foi mostrado, por meio da Consciência Jupteriana, tudo o que aconteceu naquele dia da morte do ancião. A estudante que não estava presente naquele dia viu quão idoso e frágil era o ancião e como era amado pelas pessoas de toda parte do país. Ela viu os trabalhos maravilhosos de cura que ele fazia, e notou a gratidão daqueles que foram ajudados. Ela viu os eventos daquele último dia do Irmão Leigo passando um após o outro. Ela o viu sentado na cadeira e conversando com as pessoas ao se despedir. Ela o viu morrer e sair de seu corpo. Então, o corpo caiu e rapidamente se desintegrou, e logo apenas suas roupas e sapatos permaneceram.
O estudante que havia ido lá ajudar o ancião em seu último dia de vida não sabia onde o Ego havia ido, porque ele saiu para levar a mochila de viagem com o dinheiro para o homem que morava distante.
Neste dia ele viu o que aconteceu depois que o ancião saiu de seu corpo pela última vez. Uma Irmã Leiga o levou através do Mundo do Desejo, através do Mundo do Pensamento, e acima até o Mundo do Espírito de Vida onde ele recebeu um novo desejo de viver. Então ele foi trazido de volta e conectado em outro Corpo por dois Irmãos Maiores.
O outro homem era um jovem, talvez de uns vinte e cinco ou trinta anos. Este homem era um homem normal que viveu uma vida boa e pura, e seu Corpo começou a ficar sensível. Era seu tempo de morrer, e seu arquétipo já havia parado de vibrar. Este homem esteva doente e em estado de coma por muitos dias.
No momento que a mudança foi feita, este homem estava cercado pelos familiares que estavam cuidando dele. Eles não viram os eventos maravilhosos que aconteceram, porque os visitantes estavam em Corpos-Almas, e, portanto, invisíveis para pessoas com visão ordinária.
O corpo do homem na cama estava sem vida e inerte. Seu rosto estava sem cor e seus olhos fechados. O Ego do ancião Irmão Leigo escorregou dentro do corpo logo após o Ego do homem sair dele pela última vez. Então, de alguma forma miraculosa dois Irmãos Maiores conectaram o Ego do Irmão Leigo. Este é um processo muito complicado que não consigo explicar.
Eu gostaria que você tivesse visto a mudança maravilhosa que aconteceu. A cor voltou na face do corpo na cama, e a tez se tornou de uma cor uma rosa e branca muito linda. O homem tinha cabelos castanhos bonitos e lindas características também. O rosto se iluminou e ficou radiantemente bonito. O homem abriu seus olhos castanhos amorosos e olhou as pessoas em sua volta. Os estudantes que estavam observando puderam reconhecer o Espírito do Irmão Leigo ali, pois eles estavam olhando com seus olhos espirituais e com a luz dos outros presentes.
Havia oito Seres Superiores no aposento quando o jovem morreu. Eles estavam o corpo pronto para o ancião Irmão Leigo. Quando o Irmão Maior voltou com o Ego do ancião que havia falecido, ele se tornou o nono. Havia cinco homens e quatro mulheres. Os parentes do jovem, que também estavam presentes se rejubilaram por vê-lo voltar depois de tanto tempo do coma. Eles perceberam depois que ele havia mudado muito, mas eles não sabiam que agora o corpo tinha um inquilino muito mais avançado.
Todos os Irmãos e Irmãs Leigos que estavam presentes tinham as nove Iniciações Menores, e eram lindos de se olhar. Suas auras eram de cores que mudavam constantemente, e parecia que uma cor era mais bonita que a anterior. A estudante estava muito entusiasmada pelo cenário destes eventos e seu corpo e rosto brilhavam também. Uma das Irmãs Leigas teve que chamá-la a atenção duas vezes para silenciá-la. Os outros sorriam para ela, pois estavam contentes de vê-la tão feliz.
Agora, um dos motivos desta estudante estar tão entusiasmada era que ela reconheceu o corpo do jovem que havia morrido. Ela já o havia encontrado antes, e tinha certeza de sua identidade. Ela reconheceu seu rosto quando o viu se iluminar após o Irmão Leigo ser conectado a ele. Ela esperava ver este Irmão Leigo pessoalmente algum dia.
Não é maravilhoso saber que um Ego pode ser conectado a um novo Corpo quando seu Corpo velho se tornou inútil para continuar a ser usado? Max Heindel nos conta no livro O Conceito Rosacruz do Cosmos que foi assim que aconteceu quando Jesus foi batizado, no rio Jordão. Jesus saiu de seu corpo, e o grande Espírito Arcangélico de Cristo entrou e foi conectado pelos Irmãos Maiores. Esta mudança foi feita com o total consentimento de Jesus, que sabia a muito tempo que estava preparando o Corpo para o Cristo, que é o maior Iniciado do Período Solar.
Outro exemplo que eu sei deste tipo de trabalho feito por Auxiliares Invisíveis muito avançados foi o conectar do Ego conhecido como Francisco de Assis a um novo Corpo. Ele veio como um monge e foi permitido obter um novo Corpo. Um jovem nobre de Assis, uma cidade da Itália, teve uma doença longa e séria e faleceu. O Ego do monge foi imediatamente conectado por dois Irmãos Maiores. O povo da cidade ficou maravilhado com a grande transformação que aconteceu.
O Ego no corpo assumiu o nome de Francisco e saiu dos muros da cidade e trabalhou entre os pobres leprosos e marginalizados. Este Ego havia sido o Rei Davi em uma vida anterior. Depois renasceu como Jonas, o Profeta. Mais tarde retornou como Apóstolo Pedro e se tornou um discípulo de Cristo Jesus. Pedro retornou e se liberou como Francisco de Assis. Durante sua evolução, este Ego foi conectado em quatro corpos diferentes.
Os Adeptos são seres avançados que já tiveram as nove Iniciações Menores e uma das Iniciações Maiores. Eles podem construir Corpos novos para si mesmos e entrar nele. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam presentes na morte de duas dessas pessoas alguns anos atrás.
Quando o Ego do primeiro homem saiu do corpo do ancião, ele deixou um corpo emaciado que parecida apenas pele e ossos. Havia o suficiente para ter um funeral. Então, o Ego foi para outra casa e entrou em um novo Corpo que ele havia construído e foi conectado por dois Irmãos Maiores. Ele participou do funeral de seu Corpo antigo em seu novo Corpo físico.
Em outro momento dois Auxiliares Invisíveis se lembraram de encontrar um homem amigável que mostrou a eles um Corpo que estava construindo, mas que ainda não estava pronto para ser utilizado. Acredito que você irá concordar comigo que estas realmente são histórias estranhas. Você pode comprovar por si mesmo que histórias assim são verdadeiras se estiver disposto a viver uma vida de serviço à humanidade e fazer o esforço necessário.
Aqui está uma história sobre o que aconteceu em uma noite de janeiro, após o falecimento de um ministro. Dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos para ir até ao ministro que havia falecido naquela tarde. Eles foram instruídos a ajudá-lo no que fosse possível. Quando chegaram ao local, eles o encontraram em pé ao lado do corpo. Ele estava muito perplexo e ficava andando de um lado para o outro para verificar se ele estava morto. Ele foi até o armário de roupas e depois até as gavetas do armário.
Quando ele viu a Auxiliar Invisível, ele a reconheceu, e ela o conhecia, apesar de não terem se encontrado por vários anos. Quando ele era jovem participou de uma Escola Teológica numa cidade grande, e durante este tempo ele serviu como estudante de Pastor em uma cidade vizinha. Enquanto estudante de Pastor, ele batizou a Auxiliar Invisível e seu primo, que então eram estudantes. Após ele deixar esta pequena Igreja, a Auxiliar Invisível nunca mais ouviu falar dele, até se encontrarem nesta noite, ele em pé ao lado de seu Corpo Denso.
“Estou morto?” – O ministro perguntou para a Auxiliar Invisível.
“Sim, você está, como se diz: morto”, ela respondeu.
“Por que fui ensinado que quando alguém morre não há mais vida para ele e que seus pensamentos perecem com ele?”, ele falou. “Porque o agente funerário colocou esse fluído em mim? Queimou terrivelmente no início e então fiquei frio, como se estivesse congelado. Eu estava revendo a minha vida, quando ele veio e espetou meus braços e começou a colocar o fluído neles. Então, as imagens da minha vida pararam, e estou aqui desde então”.
A Auxiliar Invisível conversou com o homem amedrontado, contando-lhe sobre os Ensinamentos Ocultistas e Místicos e fazendo-lhe várias perguntas. O ministro falou que ele nunca tinha ouvido sobre tal filosofia, e que ele não sabia se deveria acreditar nela ou não. Ele fez várias perguntas a ela. “Eu não fui sempre honesto em relação a meus ensinamentos e talvez você seja minha última tentação”, ele falou.
A Auxiliar Invisível contou que ela não veio para tentá-lo, mas para ajudá-lo, se fosse possível.
“Não há ajuda para ninguém além do túmulo”, ele falou.
A Auxiliar Invisível contou que ele não poderia ser ajudado em forma física, mas que muita ajuda pode ser dada a uma pessoa no Purgatório e em sua vida futura.
“Nós vamos viver novamente?”, ele perguntou surpreso.
“Sim”, ela falou.
“Podemos ter novamente um corpo físico e viver na terra?”, ele perguntou.
“Sim”, ela replicou, e então, mostrou a ele duas de suas vidas passadas.
“Bem, se eu soubesse disso antes, quão diferente teria sido a minha vida”, o ministro falou. “Agora, não sei para onde estarei indo”.
A Auxiliar Invisível disse que se ele tivesse vivido uma boa vida e ajudado a todos, ele se daria bem. Do contrário, ele teria que restituir por tudo aquilo que fez de errado. Ele teria que ir ao Purgatório, e lá ele sofreria pelas coisas erradas que havia feito aos outros; então, ele iria para o Primeiro Céu e se regozijaria por todas as coisas boas que havia feito na Terra.
“Me arrependo de não ter vivido uma vida melhor”, ele falou. A Auxiliar Invisível perguntou ao ministro se ele já tinha visto algum Anjo, e ele tentou se evadir da pergunta, porque ele não queria respondê-la. “Você já viu algum Anjo?” – A Auxiliar Invisível perguntou novamente.
“Não, e nenhum outro”, ele falou. “Eu duvido que exista algum”.
“Eu já vi Anjos, e são Seres maravilhosos”, ela respondeu, e descreveu um.
“Bem, imagino que sim, pois você me contou coisas estranhas e me mostrou algumas coisas maravilhosas. Devo acreditar que existem Anjos”, ele falou.
A Auxiliar Invisível contou a este homem que a coisa mais importante de todas é viver uma vida boa e limpa e que com o tempo a pessoa aprenderá todos os mistérios de Deus. O ministro falou que estava interessado em trabalho missionário em terras estrangeiras. A Auxiliar Invisível disse que era inútil enviar missionários para terras estrangeiras para ensinar religião. “É certo ir para outros países e ensinar as pessoas”, ela falou, “mas as pessoas que fazem isto deveriam deixar a religião dos nativos em paz, pois foi dado a eles a religião que necessitam no presente momento, pelos Seres Superiores, que estão guiando a evolução nessa Terra. A medida que as pessoas se tornam mais educadas, elas se voltam para religiões mais elevadas”.
A Auxiliar Invisível perguntou ao ministro se ele queria acompanha-los, mas ele disse, “Não”. Eles sabiam que seu período de três dias e meio para ver seu panorama da vida ainda não tinha acabado, e que ele ainda estava conectado ao seu Corpo pelo Cordão Prateado, e, portanto, o deixaram.
Aqui está uma das histórias mais estranhas que eu já ouvi. Auxiliares Invisíveis são autorizados a suspender a lei da gravidade quando são enviados a ajudar pessoas que estão em perigo.
Uma noite a Irmã Leiga disse para dois Auxiliares Invisíveis que se apressassem para alcançar algumas pessoas que estavam em um barco a motor. Enquanto ela falava, já mostrava as pessoas e o local onde as pessoas estavam, por meio da Consciência Jupteriana, que é similar a quadros de um filme. Estas pessoas estavam indo de uma ilha para outra, e alguns homens em um outro barco a motor as perseguiam, com a intensão de roubá-las. As pessoas estavam orando por ajuda para escaparem destes perseguidores.
Os Auxiliares Invisíveis se iluminaram no barco e se materializaram, e as pessoas ficaram com medo. A mulher gritou, pois não percebeu que elas seriam ajudadas e que suas orações, para segurança delas, estavam sendo respondidas. O outro barco estava se aproximando tão rapidamente que um Auxiliar Invisível teve que suspender a gravidade. O barco se elevou no ar de forma maravilhosa e disparou para frente. As pessoas nele olharam como se estivessem paralisadas, e sem reação, porque nunca haviam visto uma coisa igual.
Eles aterrissaram na ilha, e um homem com sua esposa saíram do barco. Os Auxiliares Invisíveis pediram que eles corressem para casa, e eles foram o mais rápido que podiam. O barco fez meia volta, foi elevado ao ar e começou a se movimentar de volta. No caminho eles encontraram o outro barco à aproximadamente um quilômetro e meio de distância, e passaram por cima dele. O barco em que estavam os Auxiliares Invisíveis passou tão rápido que os ladrões não conseguiram atirar neles.
A Auxiliar Invisível estava muito feliz com o que aconteceu e muito entusiasmada. As outras quatro pessoas no barco ficaram atônitas com o que aconteceu e com a alegria da Auxiliar Invisível. Após o barco alcançar a outra ilha, as pessoas perguntaram se os Auxiliares Invisíveis eram humanos.
“Sim, somos humanos”, um deles respondeu.
Então, eles quiseram saber como os Auxiliares Invisíveis chegaram no barco. Eles perguntaram se eles saíram da água, que estava repleta de tubarões. Os Auxiliares Invisíveis disseram que eles podem ir a qualquer lugar, para ajudar todas pessoas que eles pudessem faze-lo. Eles explicaram algumas coisas às pessoas e depois partiram, continuando seu trabalho.
Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram deste incidente claramente na manhã seguinte, e para um deles foi uma das maiores emoções de sua vida. Uma prova como esta é muito convincente, não apenas para aqueles que são ajudados, mas também para aqueles que são Auxiliares Invisíveis.
Aqui tem outra história estranha que mostrará mais sobre o trabalho dos Auxiliares Invisíveis. Alguns Auxiliares Invisíveis foram ao norte para um lugar longe da civilização. Quando olharam para baixo, viram uma casa totalmente isolada, a quilômetros de distância de qualquer sinal de civilização.
“Vamos parar e ver se tem alguém naquela casa”, falou um dos Auxiliares Invisíveis. Eles desceram e viram um homem e uma mulher dormindo, entraram e os acordaram. As pessoas estavam muito felizes de vê-los e falaram que não viam e nem conversavam com uma pessoa há quatro anos. Eles contaram que estavam longe demais de uma cidade para caminhar até lá sem suprimentos de alimentos e munição. Eles estavam vivendo da melhor forma que podiam, mas seus corpos estavam muito magros por falta de comida.
O homem disse que eles se casaram contra a vontade de seus pais e foram exilados da comunidade. Finalmente foram para o norte com um time de cães para encontrar ouro, e conseguiram encontrar um pouco, mas eles não podiam voltar porque seus cães morreram e eles haviam usado toda a munição. Os Auxiliares Invisíveis olharam e viram que a cidade mais próxima ficava milhassem torno de 322 quilômetros de lá por terra e em torno de 120 quilômetros pela água.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que essas pessoas viviam de uma maneira muito ingênua e oravam, já há três anos, para que alguém viesse ajudá-los.
“Nós vimos aviões passando no céu”, o homem falou.
“Alguns dias atrás vimos um avião passando para o leste e outro para o oeste, mas não conseguimos atrair a atenção deles”, a mulher falou.
“Nós vimos pessoas passando pelo ar, também”, o homem falou.
Os Auxiliares Invisíveis sabiam que esses eram Auxiliares Invisíveis passando, e que essas pessoas não conseguiram atrair sua atenção. A razão deles conseguirem ver estes Auxiliares Invisíveis, tanto de dia como de noite, era que a falta de comida fez seus corpos ficarem muito sensíveis. Eles tinham dinheiro e ouro, mas não conseguiam comprar nada com isto.
Um Auxiliar Invisível falou para outro: “Vamos carregá-los para uma cidade!”.
O outro Auxiliar Invisível chamou um Irmão Leigo à distância, por meio do pensamento e pediu autorização para levar o homem e a mulher para a civilização, e isto foi concedido. A esse Auxiliar Invisível foi falado que ele seria responsável por essas pessoas até que estivessem acomodados em algum lugar. O Auxiliar Invisível perguntou para onde poderia carregá-los e foi informado para levá-los para a Costa Leste dos Estados Unidos, a centenas de quilômetros dali.
Os Auxiliares Invisíveis então pediram às pessoas para pegar as coisas que eles gostariam de levar, e também todo o dinheiro, e que eles os levariam a um país onde poderiam viver melhor.
Os dois Auxiliares Invisíveis envolveram as pessoas nos farrapos de roupas que eles tinham, amarraram o dinheiro junto, e o casal foi dormir. Os Auxiliares Invisíveis os elevaram, e quando começaram a flutuar, os Auxiliares Invisíveis colocaram o dinheiro junto ao casal e então partiram para o país de destino. Como foram rapidamente, não demoraram muito para que alcançassem o destino.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram o casal no chão e os despertaram. Então os levaram a um hotel, e a Auxiliar Invisível voltou para casa. O outro Auxiliar Invisível permaneceu mais tempo. Quando amanheceu, o Auxiliar Invisível foi junto com o casal comprar umas roupas. Então ele os colocou em um trem para um País no ocidente e prometeu que os veria nesse trem à noite. Ele voltou para o lar às 9hh43min da manhã.
Esses Auxiliares Invisíveis encontraram as pessoas no trem, dois dias depois, e o homem contou para o Auxiliar Invisível que a Auxiliar Invisível havia os visitados no dia anterior. “Ela estava em nosso vagão conversando conosco quando o condutor entrou, e ela saiu pela porta e desapareceu, e o condutor ficou admirado. Quem são vocês e de onde vieram?” – O homem perguntou. “Vocês não vão nos contar seus nomes?”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram às pessoas sobre seu trabalho, mas não falaram seus nomes, porque isso não é permitido nos Planos Internos. O homem e sua esposa agradeceram a eles e a Deus pela ajuda que receberam. As pessoas não acreditaram que os Auxiliares Invisíveis eram humanos e pensaram que eram Anjos. Os Auxiliares Invisíveis viram essas pessoas várias vezes, desde então.
Aqui está uma história de como um novo lar foi encontrado para um pequeno garoto que tinha visão espiritual. Numa noite no mês de maio, alguns Auxiliares Invisíveis estavam nas montanhas num dos estados do Leste, quando chegaram à uma cidadezinha na encosta da montanha. Havia chovido muito forte; as estradas estavam inundadas e a água estava enchendo os porões de algumas casas. E os Auxiliares Invisíveis estava ajudando algumas pessoas, que estavam dentro de automóveis, sendo levados pela enxurrada. Eram vários adultos e crianças que estavam atravessando a enxurrada e que acabaram sendo levados em direção a alguns carros, e que foram colocadas em segurança pelos Auxiliares Invisíveis.
Os Auxiliares Invisíveis salvaram um garoto pequeno que estava sozinho. Eles viram que a sua Aura dele era muito brilhante e bonita, e por isso, souberam que se tratava de uma criança avançada espiritualmente. Os Auxiliares Invisíveis o transportaram até seus pais, que viviam no alto da montanha.
“Por que vocês deixaram seu filho pequeno para trás?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Ele é uma criança engraçada e diz coisas tão estranhas que eu não o quero”, respondeu sua mãe.
“Sim, ele é uma criança estranha”, o pai falou. “Mas, eu o amo, e desejo encontrar um bom lugar, onde possa crescer e se tornar um homem bom.
Um dos Auxiliares Invisíveis lembrou de uma senhora que ele conheceu e que vivia no mesmo Estado, e falou a outra Auxiliar Invisível que iria visitar esta senhora e que ela deveria esperar até que ele retornasse. A Auxiliar Invisível insistiu para ir junto. Então, os dois seguiram para casa da senhora e quando a acordaram explicaram que estavam à procura de uma casa para um menino com um grau de desenvolvimento elevado e que tinha aproximadamente cinco anos de idade. Eles perguntaram se ela gostaria de cuidar dele.
“Sim, ela disse, “mas esperem até eu perguntar ao meu marido”.
O marido chegou e conversou com os Auxiliares Invisíveis sobre a criança. Ele queria saber se eles eram os pais da criança e eles responderam: “Não”. Ele disse que precisaria ver a criança, e que, então, pegaria seu carro e iria até a criança imediatamente. Um dos Auxiliares Invisíveis disse que era muito longe. Então, este Auxiliar Invisível chamou uma amiga, que passava a maior parte de seu tempo trabalhando como Auxiliar Invisível, e quando ela chegou na disse que gostaria de ver seu irmão e sua irmã. O homem, um médico, a recebeu e ficou admirado de sua beleza, e por várias vezes perguntou se ela era irmã do casal de Auxiliares Invisíveis.
“Sim, por quê?”, ela perguntou, com tom de voz agradável.
“Porque você parece tão perfeita”, o médico falou. “Você parece mais do que humana”.
Esta Auxiliar Invisível, que é uma Irmã Leiga, disse ao médico e sua esposa para se deitarem e que ela os levaria até a criança. Ela os fez dormir, e todos foram levados até à criança. Então, ela acordou o médico e sua esposa, mostrou a eles a criança e, imediatamente, eles gostaram dela.
A Irmã Leiga perguntou à mãe do menino se ela entregaria seu filho ao casal e a mãe respondeu: “Sim”.
Então, a Irmã Leiga pediu suas roupas e ela o vestiu, depois colocou um anel em seu dedo que tinha ganhado de alguém. Ela falou aos pais que no futuro iriam procurar por ele, mas que jamais o veriam nesta vida. Ela disse ao pai que poderia ver seu filho em sonho, porém nunca saberia do seu destino.
A Irmã Leiga pediu um lençol e enrolou o menino cuidadosamente nele. A senhora Auxiliar Invisível pediu para segurá-lo, e sendo autorizada a fazê-lo, o levaram à casa do médico. O médico e sua esposa retornaram para seus Corpos; e quando a esposa abriu a porta, e a Irmã leiga, que é uma Liberada, acordou a criança. Então, perguntou ao médico e a sua esposa se desejariam ficar com o garoto, e eles responderam que “Sim”. Então, a Irmã Leiga colocou a criança entre eles e fez alguma coisa que o olhar atento dos Auxiliares Invisíveis não puderam acompanhar.
“Ele agora é de vocês até que a morte os separe”, disse a linda Irmã Leiga. Ela disse a criança que a partir de agora que esta seria sua casa, e que aquelas pessoas seriam seu papai e sua mamãe.
“Estou muito feliz por tê-lo”, disse a esposa do médico. “Por favor, nos conte sobre tudo isto. Quem somos nós; quem é esta criança e por que meu marido e eu estamos tão ansiosos por tê-lo?”.
“Este Ego prestou muitos serviços para vocês dois num passado muito distante, e agora vocês terão a chance de pagar esta dívida, dando-lhe uma casa e a oportunidade de fazer o bem”, disse a Irmã Leiga. “Se prestarem atenção ao que esta criança diz, ambos obterão muito proveito com isso”.
A Irmã Leiga partiu com os Auxiliares Invisíveis, mas os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver o que os dois iriam dizer.
“Agora que você tem um menino, faça de tudo por ele, da mesma maneira como se fosse seu”, o marido disse para sua esposa.
“Eu sinto como se ele fosse meu próprio filho”’, ela respondeu.
‘Eu também’, ele respondeu. “Eu me pergunto que tipo de pessoas eles são e se são humanos, pois não parecem ser. Nossa! Aquela mulher não era linda? Ela me fez sentir tanta paz”.
Então, a mulher pegou a criança, deu-lhe um banho e o colocou na cama, e os Auxiliares Invisíveis partiram, sabendo que ele seria muito bem cuidado. Os Auxiliares Invisíveis retornaram muitas vezes para ver o menino. Agora o médico e sua esposa tem uma garotinha, e ela e o menino são muito próximos. Todos estão se dando muito bem e estão felizes juntos.
Uma vez os Auxiliares Invisíveis estavam na Ásia, e conforme iam passando pelo ar, eles olharam para baixo e viram alguns bandidos a ponto de matar algumas pessoas brancas em um automóvel que estavam atravessando um trecho arenoso do País. Os bandidos tinham três punhais, numa bainha de cobre nas extremidades.
Um bandido estava prestes a ferir uma mulher no abdómen quando os Auxiliares Invisíveis apareceram. Um Auxiliar Invisível derrubou o bandido e este se virou contra ele tentando golpeá-lo. A segunda Auxiliar Invisível foi atrás de outro bandido que tentou cortar o braço dela. E o terceiro bandido se juntou ao seu colega e juntos estavam a ponto de feri-la quando o primeiro Auxiliar Invisível pediu que ela desaparecesse. Ela fez isto imediatamente e os homens se chocaram e acabaram se ferindo um ao outro seriamente. E com isto acabaram se envenenando um ao outro, uma vez que haviam colocado veneno em seus punhais. Os outros três bandidos perseguiram o primeiro Auxiliar Invisível. E enquanto isto acontecia a segunda Auxiliar Invisível libertou as pessoas brancas.
Toda vez que um bandido tentava golpear o primeiro Auxiliar Invisível, o golpe atingia um chinês, e assim aconteceu com cada um deles que ficaram feridos no chão. Porém, o lugar era muito distante para que os Auxiliares Invisíveis pudessem leva-los a um hospital, e isso seria feito, se as circunstâncias o permitissem.
Os viajantes estavam a caminho de outro país. Os Auxiliares Invisíveis os ajudaram a consertar os pneus no automóvel para que pudessem seguir viagem. Os bandidos haviam colocados pregos no caminho para atrasar os viajantes que passassem por lá, pois eles sabiam que quando furassem os pneus os viajantes eram obrigados a parar. Quando as pessoas estavam prontas para seguir viagem, os Auxiliares Invisíveis foram ver os bandidos, e estes já estavam mortos. Os Auxiliares Invisíveis enterraram seus corpos bem fundo na areia para que nenhum animal ou pássaro pudesse perturbá-los.
Os viajantes estavam se perguntando de onde vinham e quem eram aqueles Auxiliares Invisíveis. Então, a mulher perguntou para a Auxiliar Invisível se ela era humana ou um Anjo, e a Auxiliar Invisível disse que era humana. Os viajantes eram pessoas intelectuais e os Auxiliares Invisíveis sabiam que conversar com eles seria muito bom, então, pediram que praticassem coisas boas e úteis em suas vidas e que desenvolvesse seus corações; assim poderiam fazer o que os Auxiliares Invisíveis tinham feito quando ajudaram a salvá-los. Então os Auxiliares Invisíveis desapareceram e foram embora.
Estes Auxiliares Invisíveis foram para a África, onde viram uma cobra naja que estava a ponto de picar um bebezinho. Um Auxiliar Invisível desceu, pegou o bebê e o afastou da cobra naja, que era muito grande e venenosa. Os Auxiliares Invisíveis levaram o bebê até ao seu lar e contaram a seus pais sobre a cobra naja; seis homens saíram e a mataram. A cobra naja tinha mais de sete metros de comprimento. Os nativos contaram que quatro dessas cobras enormes foram vistas e que já haviam matado dois de seus corredores.
Os Auxiliares Invisíveis, então, aproveitaram e foram ver uma leoa com seus filhotes que haviam ajudado há algum tempo atrás. O pai leão estava lá desta vez e tinha uma cabeça e um pescoço muito grande. Uma das Auxiliares Invisíveis foi até ele, fez amizade e tirou alguns galhos e sujeira de sua juba. Ele lambeu suas mãos, olhou para ela e deitou a seus pés. Os filhotinhos corriam em volta dela, e quando ela sentou, eles subiam em seu colo e ela se divertiu muito com eles.
Neste momento o Auxiliar Invisível viu seis caçadores nativos com um homem e mulher brancos vindo naquela direção. Eles estavam a ponto de atirar nos leões quando o Auxiliar Invisível gritou dizendo para não matar os leões. A Auxiliar Invisível se levantou e foi até os caçadores e os filhotes a seguiram. Ela lhes disse que os leões eram seus irmãos menores e que não deviam machucá-los. Os caçadores pensaram que a Auxiliar Invisível fosse louca. O homem branco viu os anéis e o relógio da Auxiliar Invisível e disse aos homens para pegá-los. Eles foram em sua direção e os leões se levantaram e foram ajudá-la. Neste momento os homens tentaram atirar nos leões, porém suas armas não dispararam.
Isto aconteceu, porque o Auxiliar Invisível havia pedido às Salamandras para ajudá-los. As Salamandras são responsáveis pelo início de todos os fogos e explosões. Elas são Espíritos da Natureza, e seus corpos são de cores de chamas clara e de vários tamanhos.
A caçadora branca desmaiou e caiu no chão e, neste momento apareceu uma cobra píton e se enrolou nela. A cobra havia dado duas voltas no corpo da mulher, quando o Auxiliar Invisível vendo, pediu que a cobra parasse.
Neste momento veio um veado correndo da floresta e parou aos pés da Auxiliar Invisível. Uma cobra píton o estava perseguindo quando saiu da floresta e veio em direção a eles. Por um momento a situação se mostrava bastante emocionante. Havia duas cobras, quatro leões, um veado, seis nativos e dois caçadores brancos, um homem e uma mulher, todos agrupados próximo a floresta. E todos se posicionaram em volta da Auxiliar Invisível, que se mostrava amável com os leões e parecia muito amiga deles. O Auxiliar Invisível estava preocupado diante da situação e pensando numa maneira em como impedir que as pessoas, os animais e as cobras atacassem uns aos outros.
O Auxiliar Invisível pediu a Auxiliar Invisível que mandasse o veado em uma direção, as cobras em outra e as pessoas em outra diferente. O veado, as cobras e os caçadores estavam felizes em partir, já que as coisas estavam emocionantes demais para eles.
Depois que todos foram embora, a Auxiliar Invisível colocou os leões de volta nos seus devidos lugares, exatamente da forma que o Espírito-Grupo dos leões havia mostrado a ela, há algumas semanas antes, a fim de proteger a leoa e seus leõezinhos do perigo, e então, os dois Auxiliares Invisíveis foram embora. Para mim, esse acontecimento foi muito marcante, pelo modo como os Auxiliares Invisíveis salvaram todos, livrando-os uns dos outros.
Numa noite de junho alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para umas montanhas altas na Ásia para conduzir um ancião de oitenta anos, que havia morrido, para o Purgatório e também levar sua filha para a civilização. A filha tinha trinta anos e nunca havia saído das montanhas. Ela tinha a consciência dos Planos Internos à noite e podia deixar seu Corpo Denso durante o sono, mas não sabia como sair de sua casa durante o dia.
Os Auxiliares Invisíveis levaram essa mulher para os monges que viviam em um mosteiro muito abaixo na encosta da montanha, e um homem disse aos Auxiliares Invisíveis que cuidaria dela. Essa mulher não queria deixar sua casa, mas os Auxiliares Invisíveis a levaram mesmo assim, porque foram orientados a arrumarem um novo lar0 para ela. Eles descobriram que ela sabia ler e escrever, e que ela gostava muito de animais. Ela tinha cobras, cervos e gatos selvagens como bichos de estimação, e eles não atacavam uns aos outros.
A casa em que ela vivia era feita de pedras e tinha sete quartos. A mulher falou que eles nunca tiveram luz à noite e nem precisavam ter. Ela mesma plantava seu alimento todos os anos e nunca havia comido carne.
Os Auxiliares Invisíveis ouviram a história da família dela pelo homem que ficou responsável por ela. Ele era um elevado Irmão Leigo, e ele a tinha instruído, quando ela estava fora de seu corpo durante o sono.
Muitos anos antes, a mãe da jovem mulher, uma mulher jovem branca se casou com um homem nativo que era muito atraente para as mulheres, e isso a deixava muito ciumenta. A mulher gostava de explorar a montanha e um dia ela encontrou um lugar plano muito acima da linha das árvores. Esse lugar era quente, agradável e com muita vegetação. Ela mandou construir uma mansão naquele lugar. Eles usavam como um retiro para os dias mais quentes.
Um dia a esposa ciumenta planejou fazer algo muito estranho e incomum. Ela estocou comida suficiente na casa para passar seis meses. Ela tinha todos os tipos de comida disponíveis daquele lugar. Ela plantou um jardim com milho, trigo e outros alimentos que cresciam naquela região. O clima era quente e confortável durante o ano todo.
Depois que a esposa havia arrumado tudo da forma como ela queria, ela drogou seu marido e mandou alguns serviçais carregá-lo até a casa, dizendo que ela ficaria com ele para sempre lá em cima, para não o ver com outra mulher.
Depois de uma semana que eles já estavam lá, a mulher mandou levar uma reserva enorme de comida, velas e outras coisas. Depois que os nativos partiram, ela foi caminhar com o marido, porque ele gostou do lugar para descansar um pouco e gostou da mudança.
Naquela noite houve um desmoronamento de 60 metros na montanha e todas as saídas da propriedade foram bloqueadas, e eles ficaram isolados, porque não havia como alcançá-los.
Quando eles perceberam sua condição, acabou a felicidade dos dois. O marido começou a trata-la muito mau. Ele teve que trabalhar na terra e nunca perdoou a esposa por levá-lo até lá. Pouco tempo depois disso uma criança nasceu e depois mais três, conforme o tempo foi passando. A última criança, essa jovem mulher, nasceu trinta anos antes dos Auxiliares Invisíveis a conhecerem. A mãe faleceu quando ela tinha quinze anos. Seus dois irmãos e a irmã faleceram quando adultos. O último irmão faleceu dez anos antes. Eles nasceram e viveram conhecendo somente aquele local.
Os pais ensinaram as crianças a ler a Bíblia inglesa e também a escrever. A mãe ensinou a filha caçula a sempre rezar a Deus para que Ele a tirasse da montanha. A garota orou por quinze anos, mas quando o tempo chegou ela não queria partir.
A filha cuidou do pai por dez anos. Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou ao Irmão Leigo porque o lugar não estava repleto de cobras, cervos e gatos selvagens. Ele contou que assim que chegavam novos animais, alguns Auxiliares Invisíveis tiravam os mais velhos e encontravam novos lares para eles; há cinco anos que não apareciam novos animais.
As roupas da mulher eram feitas de gramas longas trançadas juntas. Seu cabelo era comprido e chegava abaixo da cintura. Ela era uma moça muito bonita com uma pele suave e linda e uma disposição muito gentil.
Quando os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para levá-la embora, eles disseram a ela para que juntasse suas coisas. Ela pegou o que era mais precioso para ela, e os Auxiliares Invisíveis colocaram em uma bolsa de grama que ela havia feito. Então ela chamou seus animais de estimação e contou que estava indo embora e que eles continuassem bons amigos. Aos Auxiliares Invisíveis foi dito que esses animais seriam levados para fora da montanha e que o lugar não seria descoberto até que a montanha se assentasse durante a próxima mudança na terra. Também foi dito que o pai e as crianças nunca souberam porque estavam em um lugar tão remoto. A mãe sofreu muito por causa de seus ciúmes e viveu uma vida de oração. Eles viviam em um lugar lindíssimo muito acima das nuvens e tão longe no alto da montanha que as pessoas não podiam ver seus vizinhos distantes.
Quando a garota estava pronta para partir, um dos Auxiliares Invisíveis pegou a bolsa de grama com as coisas dela, e o outro Auxiliar Invisível carregou a mulher até o mosteiro e a deixaram com os monges. Aos Auxiliares Invisíveis foi dito que os monges depois enviaram a mulher para viver nos Estados Unidos.
A maioria das pessoas não sabe que os antropoides pertencem à onda da vida humana e que por serem atrasados podem alcançar a onda da vida humana nesta evolução e habitar corpos humanos. Na espécie dos antropoides incluem-se os macacos, gorilas e os chimpanzés. Max Heindel diz o seguinte em relação a eles:
“Os macacos menos evoluídos, ao invés de serem os progenitores das espécies superiores, são atrasados ocupando os corpos mais degenerados do que um dia foi ocupado pela forma humana. Ao invés dos seres humanos descenderem dos antropoides, o contrário é verdadeiro. Os antropoides se degeneraram dos seres humanos”.
Os Auxiliares Invisíveis encontram gorilas com frequência em seus trabalhos na África. Às vezes os Auxiliares Invisíveis protegem as pessoas de gorilas furiosos, e às vezes eles ajudam os gorilas a encontrarem comida e se protegerem de cobras e animais violentos da selva.
Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis foram até a África do Sul para ajudar alguns nativos que viviam em pequenas cabanas feitas de capim, e trabalhavam junto das pessoas doentes. Enquanto eles estavam dentro da cabana, um casal de gorilas estava à procura de comida. Quando avistaram alguns nativos próximo a cabana, os gorilas os perseguiram até onde estavam os Auxiliares Invisíveis. Um dos gorilas entrou na cabana e correu atrás dos Auxiliares Invisíveis. Havia uma pequena faca no chão em um canto e uma lança perto dela. Um dos Auxiliares Invisíveis pegou a lança e o outro pegou a faca, que não estava muito afiada.
Um dos Auxiliares Invisíveis falou para o outro tentar afastar o gorila menor que ele tentaria afastar o maior. Os gorilas travaram uma luta tensa e não queriam sair da cabana. Todos os outros que estavam na cabana saíram, exceto a mulher doente, que estava debilitada demais para se mover. Ela simplesmente ficou deitada na cama de capim e gemia.
Um dos Auxiliares Invisíveis relatou, mais tarde, a experiência desta forma: “Eu tinha uma faca pequena e cega. Por duas vezes o gorila pequeno avançou em mim. Eu segurei a faca firmemente na minha frente, e quando o gorila avançou para mim, a lâmina da faca entrou em seu estômago e depois em seu peito. Houve grande agitação por alguns minutos, porque os gorilas estavam muito bravos. Eles estavam em pé e pareciam muito pesados e fortes. Eles eram do tamanho de um homem de constituição forte, com ombros e braços poderosos. Eu estava em uma cabana com chão de terra batida e perto de um corrimão com alguns degraus rudes que davam para o segundo andar ou sótão. Quando o gorila avançou para mim a terceira vez, eu fiquei com medo e esqueci que não poderia ser ferida, enquanto trabalhava fora do meu Corpo como Auxiliar Invisível, e então, desapareci e fui para casa. Quando acordei, me lembrei do que tinha acontecido”.
Você pode ver que esta Auxiliar Invisível não era corajosa o suficiente naquele momento para este tipo de trabalho. O Auxiliar Invisível então teve que lutar com os dois gorilas. Ele não queria matá-los, mas ele queria salvar a vida da mulher doente. Finalmente ele atingiu um dos gorilas que caiu no chão, e então ele derrubou o segundo.
Depois disto o Auxiliar Invisível deu uma boa olhada no exterior da cabana e ele viu que havia uma cerca de piquete para manter as cobras e animais do lado de fora, enquanto as pessoas dormiam. Se algum animal entrasse pela cerca de piquete os nativos poderiam matá-lo antes que ele pudesse escapar, caso houvesse alguma pessoa em casa. Havia sido construído uma pequena plataforma com abertura suficiente para que todos os pés dos animais ficassem presos. Com isso, os sons emitidos pelos animais presos iriam acordar os nativos. Entretanto, as cobras poderiam rastejar em segurança, e assim os nativos tinham que estar vigilantes o tempo todo.
Os nativos voltaram quando viram que a luta havia terminado, e queriam amarrar o gorila menor.
“Não faça isto, ou os pais do gorila irão matar vocês”, disse o Auxiliar Invisível. “Vocês não teriam algo forte que fosse o suficiente para segurá-lo?”.
Quando os dois gorilas se levantaram e foram embora, o Auxiliar Invisível foi atrás das famílias dos gorilas com um pedaço de madeira e depois de alguns contratempos conseguiu afastá-los. Eles eram nômades, e o Auxiliar Invisível recebeu a informação de que eles nunca mais retornariam.
Um dos corredores nativos contou ao Auxiliar Invisível que havia outra família precisando de ajuda. E, justamente, aquela Auxiliar Invisível que havia ficado com medo e retornado ao seu Corpo Denso, retornou, e os dois Auxiliares Invisíveis foram até esta família e ajudaram as pessoas doentes; depois deixaram a África.
Outra noite os Auxiliares Invisíveis estavam numa floresta na África e eles encontraram um pai e mãe gorilas com um filhote. Eles estavam caminhando pacificamente quando uma grande cobra atacou a mãe. Ela gritou por ajuda, e quando o pai foi ajudá-la começou uma briga intensa. A grande cobra começou a se enrolar em volta do corpo dela e o outro gorila começou a empurrá-la para ela soltar a gorila. Então a cobra conseguiu enrolar os dois gorilas, quando outra cobra surgiu e pegou o filhote. Nesse momento os Auxiliares Invisíveis entraram em ação. O filhote estava muito amedrontado e seu olhar era muito penoso e humano. Um Auxiliar Invisível falou para o outro ficar de prontidão, que ele iria resolver isso. Ele foi até uma das cobras e a tocou, e quando ele disse para deixar o filhote em paz ela o soltou. Então este Auxiliar Invisível falou para a Auxiliar Invisível cuidar do filhote. Ela aproximou-se do e o pegou pela mão. Ele estava tremendo todo de medo.
A segunda cobra estava enrolando o pai e a mãe gorila e, os apertando, tentava estrangula-los. A outra cobra se juntou a isso. Uma batalha violenta estava sendo travada, mas não durou muito, porque o Auxiliar Invisível chegou, ordenou que as cobras parassem com isso e fez com que fossem embora. Os gorilas lutaram bravamente por suas vidas, mas eles teriam sido mortos se não fosse enviado ajuda a eles, porque as duas cobras eram fortes demais para eles lidarem com as duas ao mesmo tempo.
As cobras e a mãe gorila estavam muito feridos. O pai foi até onde estava a Auxiliar Invisível com o filhote e foi avisado a ela que ele não iria feri-la. Então os Auxiliares Invisíveis levaram os gorilas até um riacho, lavaram os ferimentos da mãe, e os curaram com a força de cura que vem de Deus, que alguns Auxiliares Invisíveis têm a permissão de utilizar em seu trabalho com seres humanos e animais.
Então quando os Auxiliares Invisíveis estavam prestes a partir, viram uma pantera negra, se esgueirando em direção aos gorilas. Eles esperaram até que ela pulasse em direção à mãe que esteva sangrando. A pantera havia sentido o cheiro do sangue que a gorila derramou durante a batalha. Um dos Auxiliares Invisíveis empurrou a mãe gorila fora do alcance da pantera no momento certo, e ela caiu no chão com tanta força que ficou atordoada. O Auxiliar Invisível fez a pantera ficar deitada lá até que tirassem a família de gorilas do caminho. Os gorilas não queriam deixar os Auxiliares Invisíveis porque os consideravam seus novos amigos. Um dos Auxiliares Invisíveis conversou com os gorilas e contou que eles deveriam tentar alcançar sua onda de vida.
Neste exato momento a Auxiliar Invisível se virou e disse: “Olha!”. O Auxiliar Invisível achou que ela havia visto outra coisa que queria atacar os gorilas. Quando ele se virou, viu um Anjo maravilhoso, que estava radiante e feliz. Ele parecia emitir raios brilhantes de luz própria. Um dos Auxiliares Invisíveis conversou com ele e perguntou o que ele queria.
“Eu só gostaria de agradecer a vocês por salvar as cobras que estavam sob minha responsabilidade”, ela falou.
A Auxiliar Invisível entrou em estado de êxtase ao lado daquele Anjo maravilhoso.
O Auxiliar Invisível pensou consigo mesmo: “Se o Anjo veio até seus protegidos, o que o Espírito Grupo das cobras está fazendo?”. Ele olhou no Mundo do Desejo para ver o que o Espírito Grupo estava fazendo. O que ele viu o fez recuar por um momento. Então ele se recobrou e falou com o Espírito Grupo das cobras. “É nossa responsabilidade cuidar de todas as formas de vida, e não destruir nenhum tipo de vida”, ele falou. “Nós não podíamos ficar lá e ver a família de gorilas ser morta”. Este Auxiliar Invisível falou até que o Espírito de Grupo entrasse em uma vibração melhor. Ele estava enviando impulsos que iriam colocar todas as cobras em estado de guerra.
Se os Auxiliares Invisíveis não estivessem lá, os gorilas teriam sido mortos, e o problema teria sido resolvido; mas sendo frustrado, o Espírito Grupo despertou o impulso de enviar mais forças para a batalha. Este é um dos motivos que é muito perigoso para seres humanos e animais estarem na selva. Muitas vidas são perdidas e o mundo exterior nem percebe. Muita ajuda é necessária para aqueles que vivem lá. Cada um na selva deve estar em alerta constante.
Após acalmar o Espírito Grupo das cobras, o Auxiliar Invisível enviou os gorilas em uma direção e a pantera em outra, e então os Auxiliares Invisíveis continuaram seu trabalho.
Uma outra vez estes Auxiliares Invisíveis encontraram uma colônia de gorilas que haviam tomado posse de uma aldeia nativa assustando seus habitantes. Enquanto os Auxiliares Invisíveis davam uma olhada em torno, observaram que trinta gorilas estavam carregando duas mulheres nativas e uma mulher branca. Os pés das mulheres estavam sangrando e seus corpos arranhados.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e foram até a mulher branca e perguntaram a ela o que estava acontecendo. Ela disse que um dos gorilas a havia prendido quatro dias antes. Desde então eles caminharam durante o dia e dormiam em árvores à noite, e eles pegaram as mulheres nativas três dias antes.
‘Os gorilas tiveram que brigar duas vezes com cobras, e acabaram por mata-las e depois as comeram’, ela disse. ‘Eles me deram um pouco de comida, e eu estava tão faminta que comi. Os gorilas tinham outras coisas para comer que pareciam saborear com gosto. Um gorila grande tomava conta de mim, e me vigiava bem de perto. Ele batia em seu peito, mas nunca me feriu. As outras mulheres não foram feridas pelos gorilas. Nós nos arranhamos nas árvores e videiras na selva’.
Um Auxiliar Invisível perguntou ao outro como poderiam salvar estas pobres mulheres, e como poderiam lidar com os gorilas, e se eles estavam sob a orientação de um Espírito-Grupo. Ele respondeu que não sabia, mas que iria descobrir. Ele chamou o Espírito-Grupo dos gorilas, que contou aos Auxiliares Invisíveis através da Consciência Jupteriana a causa que originou por esta mulher branca estar nestas condições. Enquanto o Espírito-Grupo falava eles conseguiram ver o que tinha acontecido.
Esta mulher branca em uma vida anterior quando era um homem atraiu um rival para a selva para se livrar dele e os gorilas o pegaram e esse rival nunca mais voltou. Então este homem voltou e se casou com a mulher que ambos queriam se casar. Mesmo assim, reuniu uma equipe de caçadores e foi em busca do homem que ele havia tratado tão cruelmente, mas apesar de procurar e procurar na selva, ele nunca o encontrou. Alguns anos depois este homem morreu de remorsos. Mas nunca teve coragem de contar a ninguém o que havia feito ao outro homem.
Renascendo agora como mulher desse juntou a um grupo de caça que veio para a África, e enquanto ela estava na selva acabou se afastando do grupo e se perdeu; foi quando os gorilas a encontraram. Eles a assustaram tanto que esqueceu que estava armada. Enquanto ela corria deixou os seus braços soltos e isso facilitou o alcance e a captura dela pelo maior dos gorilas. As mulheres nativas foram descuidadas e se afastaram muito e, assim, foram facilmente capturadas pelos gorilas. O Espírito-Grupo disse que os Auxiliares Invisíveis não poderiam levá-la a não ser que os Senhores do Destino dessem a eles a permissão. Os Auxiliares Invisíveis foram até os gorilas, e eles ficaram ferozes com a aproximação deles e tentaram atacá-los.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram as duas mulheres nativas e as levaram para casa e depois voltaram para a outra mulher. Ela estava deitada, e o gorila a prendia em seus braços de tal forma que ela não conseguia sair, e também para que nenhum gorila fêmea pudesse feri-la, porque estavam com ciúmes dela.
Os Auxiliares Invisíveis não sabiam como chegar aos Senhores do Destino, dos quais se fala na Bíblia como Anjos Arquivistas, e foi quando chamaram uma amiga deles. Ela veio e contaram o que o Espírito-Grupo dos gorilas havia dito. Ela confirmou como verdadeiro o relato do Espírito-Grupo e que conversaria com um determinado Irmão Leigo.
Ele veio com a sua filha, e os Auxiliares Invisíveis explicaram com detalhes a situação para ele. A Auxiliar Invisível lhe pediu que fizesse a gentileza de fazer alguma coisa, porque ela tinha certeza que a senhora estava arrependida e, certamente, seria uma boa mulher se conseguisse escapar das mãos dos gorilas e que nunca mais mataria qualquer coisa. ‘Por favor, espere até que eu pergunte a ela’, implorou a Auxiliar Invisível, e assim foi até a mulher para perguntar.
O gorila levantou-se e rosnou. A Auxiliar Invisível disse ao gorila para ficar tranquilo e que não iria machucar a mulher, então, ele se deitou novamente. A Auxiliar Invisível fez as perguntas à pobre mulher, e ela respondeu: ‘Eu farei qualquer coisa para sair daqui. Se eu não conseguir sair eu ficarei louca ou morrerei. Não sou casada, e não amo ninguém, mas eu quero viver e estou morrendo de medo de morrer’.
‘Seja corajosa’, disse a Auxiliar Invisível, ‘e eu tentarei ajuda-la’.
Então, a Auxiliar Invisível contou ao Irmão Leigo o que a mulher havia prometido e pediu que ele falasse com os Senhores do Destino e apelasse em favor dela. Ela pediu que ele deveria se apressar para ir falar com os Anjos do Destino, e que esperaria o seu retorno. Ele sorriu e desapareceu.
Depois de um tempo ele voltou e a Auxiliar Invisível correu até ele.
‘Se acalme’, ele falou, pois viu que ela estava muito exaltada. Ele então contou à Auxiliar Invisível que suas preces tinham sido atendidas. Foi quando ela chamou o Espírito-Grupo e perguntou se poderia manter os gorilas calmos para que ela pudesse retirar a mulher e ele respondeu que faria isto.
Ela, e então, foi até o gorila e o acordou e disse-lhe que soltasse a mulher para que ela pudesse levá-la dali. O gorila gemeu, se levantou e lambeu sua mão. Depois que a mulher se afastou do gorila, ela desmaiou e então, ele se abaixou e a pegou, lambeu seu rosto e pescoço e a entregou a Auxiliar Invisível que agradeceu ao gorila. Os outros gorilas olharam, mas ficaram quietos e não protestaram. A pobre mulher estava inconsciente e necessitava de roupas e a Auxiliar Invisível não sabia onde ela morava. Então, consultou novamente o Espírito-Grupo, que informou que ela morava a vários quilômetros a nordeste. ‘Apresse-se e leve-a antes que acorde, pois, ela pode ficar doente’, ele disse. ‘Mas ela ficará bem, e será uma servidora da humanidade como você’.
O Auxiliar Invisível pegou a mulher de onde esteva deitada durante todo o tempo em que o Espírito-Grupo conversava. ‘Venha’, disse a Auxiliar Invisível aos demais, e já segurando pelas pernas da mulher, e partiram levando-a. Quando se levantaram no ar, o gorila começou a bater em seu peito e emitir um rugido alto. Ele era o líder do grupo.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram ao vilarejo onde a mulher vivia, desceram ao chão e caminharam pela rua. Eles encontraram um homem que os contou quem era a mulher e onde ela vivia. Eles a levaram ao hotel e ao quarto dela. Seu irmão e sua irmã estavam lá se lamentando, pois pensavam que estivesse morrido. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram a cuidar de suas feridas e medicaram seus pés feridos. A mãe dela os contou quem eles eram e onde viviam. Ela falou que haviam ido para este lugar caçar na selva da África. Os Auxiliares Invisíveis contaram a eles o que havia acontecido com a mulher, mas eles tiveram dificuldade em acreditar.
‘Sejam bons para ela’, disse um dos Auxiliares Invisíveis. ‘Ela ficará doente, mas irá se recuperar e será uma mulher transformada e que irá ajudar a todos’.
Depois os Auxiliares Invisíveis voltaram ao bando de gorilas e se tornaram seus amigos. Os gorilas adultos se juntaram em volta deles e os bebês foram se aproximando também, e os Auxiliares Invisíveis seguraram suas mãos. Quando os Auxiliares Invisíveis se sentaram, os bebês subiram neles, e os Auxiliares Invisíveis se divertiram com eles por um bom tempo.
Os gorilas estão sob a guarda de um Espírito-Grupo que envia impulsos para que possam fazer coisas e os ajuda a ter uma vida melhor e os protege o máximo que pode. Este Espírito-Grupo tem uma constituição corporal muito poderosa e uma cabeça e um corpo etérico de um gorila. Havia aproximadamente uns cinquenta a sessenta gorilas naquela colônia. Depois de algum tempo os Auxiliares Invisíveis deixaram os gorilas em um clima de brincadeiras e seguiram seu caminho.
Aqui está uma das mais marcantes histórias que eu já ouvi: um gorila irá renascer como humano em sua próxima encarnação.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam indo para uma clareira numa parte densa da selva na África quando a Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu uma cativa nos braços de um gorila que estava dormindo. “Olhe! Há uma mulher branca”, ela falou para seu companheiro. “Vamos lá salvá-la.”
Eles desceram e perguntaram para a mulher se ela queria ajuda para sair daquela situação.
“Sim, por favor” me tire daqui”, ela falou.
Ela estava deitada nos braços do gorila, e se ela se movesse ele iria acordar. Quando ela se levantou, ele acordou e também se levantou. Os Auxiliares Invisíveis estavam se perguntando como conseguiriam tirá-la de lá. Todas as vezes que eles tentavam tirá-la do gorila, esse se levantava e grunhia para eles. Eles estavam com medo que se eles tentassem pegá-la à força, ele a faria em pedaços.
Ela precisava de roupas e contou a eles como o gorila tirou suas roupas, e que cada vez que ela fazia novas roupas de casca ou grama, ele as tirava novamente. Ele não a machucou, mas a protegeu dos outros gorilas, das cobras e dos animais selvagens da selva. Ele providenciou comida para ela e sempre se manteve próximo a ela e distante dos outros para que nada pudesse machucá-la.
Com o passar do tempo ela ficou com a pele totalmente bronzeada e a pele dos seus pés se tornou tão dura que ela conseguia andar sem machucá-los. Ela aprendeu que para viver dependia de seu gorila protetor, e começou a ensiná-lo tudo que podia. Ela disse que em um certo momento ele se tornou inquieto e desconfortável e ela ficou com medo que a deixasse, então durante a noite ela se amarrava a ele com seus longos cabelos. Ele aprendeu a amá-la de seu modo peculiar e ela sabia que estaria viva, enquanto ele cuidasse dela. Quando perguntaram como ela foi parar naquele lugar, ela contou que acompanhava alguns viajantes que estavam caçando na selva. Eles foram atacados pelo bando de gorilas e ela viu os gorilas matarem a todos.
Os Auxiliares Invisíveis solicitaram permissão para levar essa mulher e eles disseram que poderiam levá-la. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a ela para mandar o gorila buscar alguma comida. Ela o fez, e então os Auxiliares Invisíveis disseram para que ela se deitasse. Então, os dois Auxiliares Invisíveis a ergueram e a carregaram até uma vila pequena, onde encontraram algumas pessoas que deram roupas para ela se vestir. Os Auxiliares Invisíveis falaram para ela procurar o Cônsul[2] e conseguir um passaporte para voltar para casa.
Algumas noites depois um altíssimo Irmão Leigo foi até àqueles mesmos Auxiliares Invisíveis e disse para eles irem aquela vila onde levaram aquela mulher e compelir o Cônsul a dar a ela o passaporte e o dinheiro para as despesas para ela poder voltar para casa. Ele deu a Auxiliar Invisível o poder para fazer esse trabalho e disse para que ela fosse mais firme para resolver esse caso.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram à vila, encontraram a pobre mulher em uma casa velha com algumas pessoas pobres. Ela vestia algumas roupas rasgadas. Quando ela viu os Auxiliares Invisíveis, implorou para que a levassem de volta à selva para seu amigo gorila e a deixasse morrer com ele, porque ele era bom para ela, mesmo de sua maneira, e a amava. Os Auxiliares Invisíveis contaram a ela que vieram para levá-la de volta para sua casa.
“Vocês não podem fazer nada por mim, já que ninguém acredita na minha história”, ela lhes disse.
Os Auxiliares Invisíveis pediram que ela os levassem ao escritório do Cônsul.
“Ele não irá recebê-los”, ela falou.
Eles foram e solicitaram ao guarda, que estava na porta de entrada, que queriam ver o Cônsul.
“Ele não está acordado’, disse o homem.
“Vá acordá-lo e diga que queremos falar com ele sobre um assunto importante, e não fique aí me olhando”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem foi e depois de um tempo o Cônsul voltou com o homem e convidou os três estrangeiros a entrar. O Cônsul estava bravo e queria saber o que queriam com ele.
“Eu quero um passaporte e dinheiro para essa mulher poder voltar para sua casa na Europa”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Eu não a conheço e não tenho nenhum registro sobre ela”, ele disse. “A mulher que ela diz ser se perdeu há cinco anos, e nenhum dos integrantes do grupo foi encontrado”. Ele pegou seu livro de registros e perguntou à mulher para dizer o nome dos outros integrantes do grupo, onde viviam e a idade deles.
Ela fez isto e ele ficou atônito. “Eu preciso saber na cidade dela se os pais dela ainda vivem ou não”, disse ele.
“Ambos estão vivos”, disse o Auxiliar Invisível. “Escreva aos pais dela e peça a eles que escrevam uma carta, e que o Prefeito da cidade coloque um selo nela”.
O Cônsul escreveu uma carta e colocou um selo nela. Um Auxiliar Invisível contou que o outro iria entregar a carta, enquanto ele fazia o passaporte. O Auxiliar Invisível foi até a cidade onde a mulher vivia, encontrou seus pais e entregou a carta a eles.
A mãe gritou de alegria, se sentou e imediatamente começou a responder a carta. Ela contou ao estranho onde o Prefeito morava e ele foi lá para que ele carimbasse a carta. O Auxiliar Invisível gastou uns vinte minutos e quando ele voltou com a resposta, o Cônsul olhou para ela e quase desmaiou porque viu um carimbo familiar datado e carimbado no papel.
“Você é casado?”, a Auxiliar Invisível perguntou.
“Sim, eu tenho esposa”, ele respondeu.
“Chame sua esposa aqui para ajudar a essa mulher?”, disse a Auxiliar Invisível.
“Eu tenho empregados para esse tipo de serviço”, disse o homem.
“Faça como eu disse”, a Auxiliar Invisível falou com uma voz firme.
“Sim, Vossa Alteza”, o Cônsul respondeu e foi buscar sua esposa.
Ela veio correndo, mas quando a Auxiliar Invisível olhou para ela, ela parou abruptamente. “O que você quer que eu faça?”, ela perguntou.
“Limpe essa mulher e lhe dê algumas roupas para viajar”, a Auxiliar Invisível respondeu.
“Sim, Vossa Alteza”, a mulher do Cônsul falou, e levou a mulher para um outro cômodo.
Elas retornaram em meia hora e os Auxiliares Invisíveis quase não reconheceram a mulher. Seu cabelo estava penteado e ela estava muito bem vestida. Até suas unhas tinham sido feitas. Todas viram que ela estava muito linda.
O Cônsul lhe deu o passaporte e quinhentos dólares. “Temos pouco tempo para tomar o barco”, ele falou. Então, ele pediu aos Auxiliares Invisíveis para retornarem depois que a mulher tivesse partido.
Os Auxiliares Invisíveis se despediram da mulher no barco. Ela chorou e disse que não queria ir para casa, mas queria voltar para seu amigo na selva. Ela pediu aos Auxiliares Invisíveis para cuidar dele e eles disseram que fariam isto.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram para a casa do Cônsul. Ele e sua esposa estavam no escritório e eles se ajoelharam aos pés da Auxiliar Invisível. “Senhora Anjo, eu suplico por perdão”, o Cônsul falou: “Eu não sabia quem era essa mulher, quando ela veio aqui na primeira vez.”
“Levante-se”, ela falou. “Não sou um Anjo. Sou apenas uma Auxiliar Invisível da humanidade”.
“Rogo que me diga como posso fazer o que você faz e ser um Auxiliar Invisível”, ele falou. Sua esposa falou que ela também gostaria de saber e a Auxiliar Invisível contou a eles e mostrou todos os ensinamentos e o que eles deveriam fazer. Ela contou a eles que teriam oportunidades em sua posição de fazer maiores trabalhos.
“Nós faremos isto”, o Cônsul prometeu. “Se você conseguir trazer o gorila que é amigo dessa senhora, eu cuidarei dele e o domesticarei”.
A Auxiliar Invisível disse a essas duas pessoas para irem para a cama e se deitarem juntos, e que ela os levaria ao gorila. O homem e sua esposa fizeram isso, e depois que a Auxiliar Invisível os colocou para dormir os quatro foram encontrar com o gorila na selva.
Eles o encontraram morto. Ele havia retornado com frutas para a mulher, e quando descobriu que ela havia sumido seu coração se partiu. Os Auxiliares Invisíveis chamaram o Espírito-Grupo, e ele os contou o que havia acontecido. Ele falou que esse gorila iria renascer como um menino e no futuro sua amiga iria ter a chance de ensinar a ele, porque ela seria uma verdadeira missionária para os seres humanos atrasados de todas as raças.
O Cônsul e sua esposa, em seus Corpos de Desejo, puderam ver e ouvir o Espírito-Grupo e estavam surpresos. “Com certeza eles devem ser Anjos ou Deuses, pois nenhum ser humano consegue fazer o que eles fizeram”, o Cônsul falou.
O Espírito Grupo falou que a mulher trouxe o gorila ao estágio humano com sua bondade, e ele contou sobre o destino maduro que causou seu problema. Uma vez ela havia largado umas pessoas na selva e nessa vida ela devia pagar aquela dívida, e fez isto muito bem.
Uma cobra imensa apareceu e a Auxiliar Invisível a chamou e ela se aproximou, mas o Cônsul e sua esposa se afastaram. Então os Auxiliares Invisíveis levaram o homem e sua esposa para casa.
Na noite seguinte os Auxiliares Invisíveis foram até a mulher e contaram sobre seu amigo. Eles encontraram o navio e a acordaram; ela segurou no braço da Auxiliar Invisível e lhe disse: “Querido Anjo, muitas coisas estranhas me aconteceram. Eu me deitei essa tarde e me vi fora do corpo. Voei através da parede e por cima da água e me vi perto do corpo morto do meu amigo. Estava quase todo comido. Eu tentei enterrá-lo, mas não consegui segurar e nem levantar nada. O que há de errado comigo?”.
A Auxiliar Invisível sentou na cama dela e a explicou tudo; ela chorou de alegria e falou: “Agora eu posso ajudar os nativos e os gorilas. Eu não me importo com as pessoas da minha classe.”
Os Auxiliares Invisíveis viram a vida anterior dessa mulher quando ela era um homem. Ele foi um estudante avançado da Filosofia Hindu e estava quase pronto para a Iniciação. Ele acabou perdendo algumas pessoas na selva por ciúmes, porque ele queria tirar o homem do caminho que estava entre ela e a mulher que ele amava. Após duas semanas ele foi caçar e os tirou de lá, mas logo eles morreram de febre da selva.
A mulher falou que ela não gostava da comida do navio, então ela comia apenas frutas, pão e manteiga e leite ou vegetais crus. “Todos que eu encontro são muito amigáveis”, ela falou, “mas eu quero estar sozinha com meus pensamentos. O capitão é bondoso comigo e me conta várias histórias interessantes que eu gosto”.
A mulher falou que ela viu os Auxiliares Invisíveis uma vez antes na selva. Foi na vez em que eles salvaram a família de gorilas das duas cobras. Ela contou que ficou feliz que eles lidaram com as duas cobras, porque ela e seu gorila protetor estavam com muito medo de se mexerem. Eles estavam a apenas cem passos de distância e viram tudo o que aconteceu com a família de gorilas. Ela contou da vila dos gorilas e disse que haviam uns cinquenta gorilas lá.
Essa mulher pediu aos Auxiliares Invisíveis para levarem uma mensagem para seus pais e dizer à mãe dela que ela ainda tinha seus dedinhos dos pés bonitos. Então ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis seus dois dedinhos extras nos pés e onde os tinha removido. Os Auxiliares Invisíveis logo partiram e foram ver a mãe dela.
Quando a mãe ouviu sobre os dedinhos ela ficou muito feliz e disse: “Ela é a minha filha, pois eu sempre admirei seus dedinhos extras.”
Mais tarde a mulher chegou na sua casa a salvo e foi recebida por seus pais com muita alegria. Essa história também conta como funciona a lei do destino maduro. Todos nós somos afetados por ela, mas poucos de nós tem coisas tão marcantes para resgatar.
Relatarei mais uma história do trabalho dos Auxiliares Invisíveis que ilustra bem a ajuda que é dada aos seres atrasados para que eles possam obter o progresso mais rápido em sua evolução.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na parte oeste da América do Norte e se encontraram com um menino negro que se parecia muito com um gorila. Eles conversaram com ele e descobriram que ele estava muito disposto a aprender. Ele era um bom e forte nadador. Ele tinha salvado muitas pessoas numa recente inundação. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que ele estava, agora, no seu segundo corpo humano e que ele tinha reencarnado duas vezes nos últimos quinhentos anos.
Este menino seguiu uma das Auxiliares Invisíveis por todo os lugares, e disse que gostava dela. Quando ela disse que estava indo embora, o menino disse que gostaria de convidá-la para visitá-lo, mas que sua casa havia sido destruída pela inundação e não sabia onde estavam seus pais. A Auxiliar Invisível o beijou, ele a abraçou e disse: “Eu sei que vocês dois não são como eu. Não tenho certeza, mas vocês parecem pessoas que voam pelos ares. Eu já vi vários deles e eles conversaram comigo quando estava dormindo”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram para ele que eles viajam pelo ar.
“Então vocês são Anjos”, disse o menino. “Meus pais me contaram sobre os Anjos”.
A Auxiliar Invisível lhe disse que em breve o veria novamente e falou sobre seu trabalho.
“Certifique-se e me encontre, porque eu não sei onde estarei”, o menino respondeu.
“Tudo bem”, disse a Auxiliar Invisível. “Agora, seja um bom menino e ajude em tudo o que você puder”.
Ele disse que faria e os Auxiliares Invisíveis desapareceram.
Mais tarde os Auxiliares Invisíveis encontraram este menino, porém, não havia ainda encontrado seus pais. Os Auxiliares Invisíveis os procuraram e os encontraram no país do outro lado da terra inundada. Eles retornaram até ao menino e disseram-lhe que iriam leva-lo para casa de seus pais.
“Meus pais são bons para mim, mas eu prefiro ir com vocês”, ele disse.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que se deitasse e obedecesse. Os Auxiliares Invisíveis então o pegaram, carregaram pela água até o lar temporário de seus pais, o colocaram no chão e o acordaram. Ele estava atordoado, mas feliz. Os Auxiliares Invisíveis entraram com ele na casa; sua mãe correu até ele e o beijou e o seu pai o abraçou.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que os pais eram pessoas boas e inteligentes e que eram muito gentis com o menino. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com os pais, enquanto o menino estava comendo. “Vocês podem me dizer por que nós temos uma criança assim?”, a mãe perguntou. “Deus me tratou injustamente? Não sou tão velha e não prejudiquei ninguém”.
Uma das Auxiliares Invisíveis solicitou que fosse mostrada as vidas passadas deste menino para que ela pudesse contar à mãe ou deixar que os pais vissem também. Aqui está a história que foi revelada:
Dois mil anos atrás quando os pais eram marido e mulher como agora, eles estavam na selva com o caçador profissional. Este menino, que então era um gorila, os salvou da morte, mas se feriu gravemente. Eles carregaram o gorila para fora da selva e cuidaram dele, tornando-se amigo dos dois. Quando morreu renasceu como um gorila. Conheceu amigos que fizeram dele um animal de estimação e quando ele morreu sua vida em corpo de gorila havia terminado.
Quinhentos anos atrás, esse Ego encarnou em um corpo humano pela primeira vez e viveu até aos oitenta anos de idade. Então ele morreu e mais tarde renasceu para esses mesmos pais doze anos atrás, e eles o amaram, estimaram e tiveram um interesse especial em ensiná-lo, pois sabiam que ele deveria ter conhecimento para ganhar a vida nesse mundo. O menino estava na 8ª série da escola.
O Auxiliar Invisível disse à mãe que ela e o pai estavam pagando uma dívida com o menino. “Que dívida?”, perguntou a mãe. Então ela mesma se ouviu a dizer: “Se ele fosse uma criança, eu certamente o ensinaria a ser um homem muito inteligente, pois o amo pela bondade dele em salvar a minha vida”. Então um homem idoso apareceu e perguntou se ela lhe daria um corpo humano se ela tivesse a oportunidade, e ela colocou os braços ao redor do gorila e respondeu: “Sim”. O velho se afastou dizendo: “Talvez você vá fazer isso algum dia, quem sabe.”.
Aqui, novamente, vemos o que a Bíblia quer dizer quando diz que devemos dar conta de toda palavra e pensamento ocioso e vão. Essa mulher não tinha ideia de que isso se tornaria realidade. A mãe disse que viu tudo como o Auxiliar Invisível falou e que acreditava em tudo. “Desde que eu sei tudo isso, eu farei o meu melhor para fazer um bom homem do meu menino”, disse ela. “Também vi tudo isso e farei minha parte”, disse o pai.
“Você é um anjo?”, perguntou a mãe, e o Auxiliar Invisível disse-lhe que não e explicou o trabalho deles como Auxiliares Invisíveis. “Que lindo deve ser sair à noite ajudando as pessoas! Eu também gostaria de fazer isso “, disse o outro.
A Auxiliar Invisível prometeu que voltaria algum dia e lhe diria como poderia fazer isso. Auxiliar Invisível deu a ela o endereço de um lugar para onde ela poderia escrever e ter alguma literatura sobre o assunto.
Outra noite, esses Auxiliares Invisíveis trabalhavam em uma região inundada, onde milhares de pessoas estavam desabrigadas, doentes e famintas. Eles viram esse mesmo garoto e notaram uma grande melhora em sua caminhada. Quando ele estava com pressa, ele ficava de quatro, como os gorilas fazem na selva. Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe para não andar daquele jeito, pois ele desenvolveria excessivamente seus braços. “Você deve ser um bom homem ereto, marchando na vertical com os pés somente”, disse a Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis foram informados de que os Seres Superiores iriam mudar o contorno de sua cabeça e do seu rosto. Isso pode ser feito alterando seu arquétipo, que é o padrão de seu corpo físico.
Mais tarde ainda os Auxiliares Invisíveis descobriram que o rosto do menino estava bastante mudado e que ele parecia muito melhor. Sua mãe ficou muito feliz com a grande melhora em sua aparência.
Os antropoides pertencem à nossa onda de vida e é possível que esses irmãos e irmãs atrasadas voltem a reencarnar em corpos humanos, novamente. Quando um desses gorilas, por exemplo, salva uma vida ou se sacrifica por outra pessoa, ele via progredindo mais acentuadamente, assim como nós. Quando você lê sobre pessoas que criaram gorilas como animais de estimação e outros antropoides, e que esses demonstraram grande inteligência, você pode ter certeza de que esses antropoides voltarão como seres humanos quando morrerem e renascerem novamente.
Vamos ver, agora, como um menino Ubangi foi salvo da morte. Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis percorriam as selvas da África e chegaram aonde morava uma tribo de nativos. Lá eles viram um garoto negro com cerca de treze anos correndo e gritando. Eles olharam para baixo e viram um grande crocodilo com a boca aberta correndo atrás do garoto. O crocodilo estava se aproximando rápido do garoto.
“Vamos descer e salvá-lo”, disse a Auxiliar Invisível, e ela começou a avançar, mas quando chegaram perto do menino, ela ficou com medo e pediu a seu parceiro que fosse salvá-lo. Veja que ela tinha esquecido que ela não estava em seu corpo físico e, portanto, não poderia ser ferida.
O outro Auxiliar Invisível passou por ela, já que não havia tempo para discutir, e pegou o menino no momento em que o crocodilo o alcançou e o derrubou. Parecia que o crocodilo estava de pé e soltou um ruído engraçado que soou como se ele dissesse: “Caramba! Perdi uma boa refeição”.
Os Auxiliares Invisíveis não ousaram voltar àquele lugar com o menino, pois o crocodilo era feroz. Ele estava fazendo ruídos e sacudindo a cauda ao redor. O Auxiliar Invisível perguntou ao menino onde ele morava, mas ele estava tão assustado que não conseguia sequer falar. O Auxiliar Invisível teve que perguntar a alguém à distância, por meio do pensamento, onde o menino vivia. Ele descobriu que o menino vivia longe dali. Os Auxiliares Invisíveis levaram-no pela selva até a sua casa. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local e deixaram o menino, ele correu e caiu aos pés da mãe. Ela era uma espécie de governante. A mãe soltou um grito e muitos guerreiros correram para dentro e cercaram os Auxiliares Invisíveis, e a Auxiliar Invisível começou a ficar muito nervosa.
O Auxiliar Invisível contou à mãe o que havia acontecido e disse ao menino: “Espere, garoto. Fale e depois vá embora. Não, vá agora”.
**
O Auxiliar Invisível foi buscar o menino para lhe dar força, mas a mãe o deteve. Então o Auxiliar Invisível olhou para ela e ela recuou.
“Pegue-os. Mate-os”, ela ordenou.
O Auxiliar Invisível olhou ao redor, mas sua companheira não estava em lugar algum que poderia ser vista. Os homens começaram a partir para cima do Auxiliar Invisível, mas eles foram parados por um comando silencioso que eles tiveram que obedecer, e ficaram imóveis.
O Auxiliar Invisível foi até o menino, pegou-o e esfregou o rosto e a garganta. Logo ele começou a conversar com sua mãe e contou-lhe o que havia acontecido e que ele deixara sua irmã em uma árvore. “Pegue-me”, disse o garoto virando-se para o Auxiliar Invisível.
“O que você quer dizer?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Pegue o outro eu”, disse o garoto.
Então ocorreu ao Auxiliar Invisível que era sua irmã gêmea que ele queria. O Auxiliar Invisível desapareceu e foi encontrá-la em uma árvore.
Quando o Auxiliar Invisível foi até a essa menina, ela lutou com uma longa faca que ela carregava consigo. O Auxiliar Invisível desapareceu e voltou, pegou-a e a colocou para dormir.
Ela se acalmou rapidamente e logo ficou inconsciente, e o Auxiliar Invisível a levou para casa, depois a colocou no chão e a acordou.
Então ela não queria deixá-lo. O Auxiliar Invisível mandou os guerreiros irem embora e eles foram rapidamente, pois não conseguiam entender por que tinham sido incapazes de se mover, enquanto o estranho se foi. A mãe do menino foi ao Auxiliar Invisível de joelhos e agradeceu. O Auxiliar Invisível levantou-a e ela ficou surpresa.
O Auxiliar Invisível disse ao menino que não fosse mais àquele lugar e ele prometeu que não o faria. A mãe disse que seus filhos estavam sempre saindo e que isso a deixava transtornada. Ela queria dizer que sempre estava preocupada com a segurança deles. O Auxiliar Invisível então partiu, já que seu trabalho ali estava terminado.
Certa manhã, uma Auxiliar Invisível acordou se lembrando de uma cena estranha que havia testemunhado durante a noite enquanto estava fora do seu corpo dormindo. Ela estava na casa de uma garota onde havia sérios problemas. Essa menina tinha sido muito próxima de um jovem que ela conhecia na vizinhança. Ela permitiu que ele se apaixonasse profundamente por ela e depois o ignorou.
Seus dois irmãos tomaram a parte dela e todos trataram muito mal o jovem.
O jovem ficou muito irritado com o tratamento rude e injusto que recebeu e resolveu ir para a sua casa e pegar sua arma para matar todos os três. Com esse plano assassino em mente, ele foi para sua casa, pegou sua arma e partiu para a cidade, onde pretendia ficar à espera e acabar com as três pessoas que haviam o tratado muito mal. A Auxiliar Invisível estava com um Liberado e vários outros Auxiliares Invisíveis, e ela viu o que havia acontecido. Ela compreendeu os sentimentos de raiva do jovem e ficou alarmada com o que poderia acontecer. Então ela perguntou ao Liberado, o líder da equipe, se algo não poderia ser feito para salvar a menina e seus irmãos.
“Eu vou cuidar dele”, a Irmã Leiga respondeu, e ela foi até ao jovem irritado e de alguma forma apagou todos os sentimentos de ódio contra esses três de sua consciência e memória. “Daí em diante eles serão estranhos para ele”, disse ela à Auxiliar Invisível.
A Auxiliar Invisível pensou que isso era uma coisa maravilhosa para poder fazer. Esse feito parece impossível até que nos lembremos de que o ser humano tem outros corpos além do Corpo Denso que vemos e que os pensamentos-formas que enviamos podem ser facilmente vistas por aqueles que são capacitados para vê-los.
Temos aqui a história de como a ajuda foi dada através de uma elevada Irmã Leiga. Certo homem voltou para casa depois do trabalho, em uma manhã, e encontrou seu bebê de treze meses deitado na cama, chorando de dor. Ele estava sozinho na sala. O homem olhou para o bebê e o pegou. Quando sua mão tocou o lado direito do bebê, esse gritou alto.
O homem despiu o bebê e viu que seu lado direito estava um pouco inchado e muito sensível. Ele suspeitou que o bebê estivesse com apendicite e o levou direto para o hospital. Um médico examinou o bebê, disse que estivava com apendicite e deveria ser operado imediatamente.
– “Não!”, disse o pai, que levou o bebê para casa em um táxi.
Durante todo o caminho ele orou a Deus para salvar seu bebê. Quando chegou até a sua casa, colocou o bebê na cama e untou o local inchado com um pouco de pomada. Então uma mulher muito bonita se aproximou dele e disse para massagear a região com movimentos para cima e realizar uma leve lavagem intestinal.
– “Alimente-o com comida líquida por alguns dias e ele se recuperará com segurança”, ela disse.
O bebê logo ficou bom e não teve sinais de problemas desde então. Mais tarde, o homem descobriu quem era a mulher que veio ajudá-lo em resposta a sua oração.
Em 1910, certo homem deixou um dos portos do sul em um navio com destino à África do Sul. O mar estava agitado, quando chegaram ao extremo sul da América do Sul, mas o resto da viagem foi bom. Na viagem de volta, eles estavam no Oceano Pacífico, indo para o oeste. Quando estavam a cerca de dois dias do Havaí, o navio atingiu algo e começou a afundar rapidamente. Enquanto os botes salva-vidas estavam sendo baixados, um velho o chamou e a outro homem e lhes disse para entrar em um dos botes.
Os três homens entraram no bote e fugiram bem a tempo de escapar da morte. De repente, o navio mergulhou de nariz e afundou. O Sol estava se pondo e, enquanto havia luz, procuraram outros barcos e pessoas, mas não viram qualquer coisa, a não ser eles mesmos: estavam sozinhos no amplo Oceano Pacífico.
Esse homem não viu o jarro de água ou a caixa de comida e começou a temer que morresse de fome ou sede. Olhou para o velho e se perguntou quem ele era. Esteve por todo o navio e tinha certeza de que nunca o tivesse visto antes. Quem poderia ser? Então perguntou ao velho se havia água no jarro e ele lhe pediu para verificar. Seu coração partiu quando pegou o jarro, pois havia apenas um pouco de água.
O velho disse para não beber mais do que precisasse e ele obedeceu, embora sentisse que precisasse de toda a água do jarro naquele momento.
“Não consigo encontrar a caixa de comida na frente do barco.”, disse, ansioso.
“Há comida sob todos os assentos.”, respondeu o novo amigo.
A essa hora já era noite e estava muito escuro. Ele procurou o melhor que pôde, encontrou a caixa de comida e pegou alguns biscoitos que o outro homem e ele comeram juntos. O velho não aceitava um único biscoito. Eles não viram esse velho comendo ou bebendo durante todos os três dias em que estiveram flutuando no Oceano Pacífico.
Na primeira noite, o homem não conseguiu dormir, pois estava com medo de que algo pudesse virar o barco. Durante o dia seguinte, viram uma coisa muito grande na água, olhando para eles, e ficaram aterrorizados. Ele estava quase paralisado de medo, preocupado com sua segurança. O velho então pediu para não pôr a mão na água, porque havia peixes enormes em toda parte.
Naquela noite havia luar e o homem viu muitos tipos de luzes vermelhas e redondas aparecendo. Algumas eram grandes e distantes, outras eram pequenas e próximas. Ele não conseguia dormir, porém as observava enquanto iam e vinham.
Quando acordou na manhã seguinte, encontrou o velho lá, em seu lugar, observando. Por alguma estranha razão, a água nunca diminuía, não importando com que frequência eles bebessem e cada vez que procuravam comida encontravam a mesma quantidade. O homem falou sobre isso com o velho, ao se questionar: “Sei que ontem comi dois biscoitos e hoje há o mesmo número na caixa?”.
Estava muito cansado e com sono, naquele dia; contudo, tinha medo de dormir. Parecia que todos os peixes daquela parte do oceano vinham observá-los no barco. Outras criaturas que viviam na água apareceram e olharam para eles. Parecia que houvessem divulgado que esses peixes receberiam um pouco de comida, ali. O homem deduziu que estivessem famintos: “Não vai demorar muito, agora.”, pareciam dizer uns aos outros.
O homem, excessivamente cansado e assustado, tornou-se sensível, sua visão foi ampliada e começou a imaginar coisas. Ele se perguntou onde o peixe o morderia primeiro. Descobriu que havia muitos animais no oceano que os cientistas não descobriram. Ele viu criaturas que aparentavam ser cobras de cor prateada e outras, de cor dourada. Quando o Sol brilhou sobre essas criaturas na água verde, deu ao homem uma terrível sensação de estar desamparado e sozinho. Ele parecia esperar a hora em que seria comido. Então seus pensamentos se voltaram para Deus.
E começou a rezar em voz alta.
“Ó, Senhor! Tenha piedade de mim e me salve.”, implorou.
“Deixe de fora o ‘MIM’ e diga ‘NÓS’.”, falou o velho, em voz baixa. “E se esforce mais, porque duvido que suas orações deixem este barco.”.
O homem olhou para a água e viu algo que tinha olhos tão grandes quanto uma banheira; então começou a orar de modo sério. Agora, incluiu todos os três em suas orações a Deus por segurança.
“Querido Deus, se o Senhor nos deixar chegar à terra firme, qualquer terra, farei o que o Senhor quiser que eu faça.”. Depois de rezar por um longo tempo, ficou com muito sono.
“Senhor, tenha piedade de nós.”, ele disse.
Então o homem perdeu de vista tudo e esqueceu que estivesse dentro do barco.
“Essa é a maneira correta de orar e chegaremos a algum lugar, agora.”, ele ouviu fracamente alguém dizer. Quando voltou a si, não teve tanto medo, aceitou seu destino e falou: “Estou cansado demais para ficar acordado.”; então foi dormir e não mais pensou no que poderia acontecer.
Na manhã seguinte, o barco estava sobre terra firme, quando os dois marinheiros acordaram. Estavam na costa ocidental da América do Norte e o velho tinha sumido. O jarro de água estava vazio e não havia biscoitos. Então os dois marujos conversaram sobre os eventos dos três dias anteriores. O segundo homem disse que era marinheiro há dez anos e nunca havia naufragado antes.
Eles falaram sobre o quanto a comida e a água duraram.
“Nunca vi um jarro de água que eu não pudesse beber em menos de três dias.”, comentou o segundo homem.
Os dois não conseguiam entender por que a água não acabava e sempre havia a mesma quantidade de comida, por mais que comessem. Eles se perguntavam quem era o velho e para onde havia ido. Suas vidas foram milagrosamente salvas e agora eles estavam sozinhos.
Foram para a cidade mais próxima; o primeiro homem conseguiu trabalho e depois pagou a volta para sua casa. Ele nunca mais viu o outro homem, desde o dia em que chegaram à costa em segurança.
O primeiro homem encontrou o velho novamente, anos depois. Uma noite, enquanto estava fora do corpo, dormindo, ele o achou e o velho se deu a conhecer.
“Acho que você não me conhece.”, disse o velho.
“Não, eu não conheço.”.
“De qualquer forma, você está parcialmente cumprindo a promessa que fez a Deus.”.
“Que promessa?”, perguntou.
O velho continuou e contou o que havia acontecido dentro do barco, no Oceano Pacífico, muitos anos antes.
“Você é o homem que estava conosco?”, perguntou, surpreso.
“Eu sou ele.”, respondeu o velho.
Os dois homens se tornaram então bons amigos e o homem perguntou ao velho mais sobre aquele mistério. O velho explicou tudo e mostrou todos os principais eventos através da Consciência Jupiteriana.
O velho foi para o navio em seus veículos mais elevados no momento em que estava prestes a submergir, porque não era o destino do homem morrer afogado. Ele se materializou e ajudou os dois a entrar no bote salva-vidas. Manteve todas as criaturas do mar longe deles e esperou até que se arrependessem e pedissem ajuda a Deus. Então puxou o barco até a praia, depois de reverter a Lei da Gravidade para que flutuasse. Após estarem salvos, ele os deixou. O homem descobriu que esse velho, que o salvou, era um Irmão Leigo que abandonou seu Corpo Denso durante três dias para ajudá-los e salvá-los. Ele, desde então, manteve sua promessa.
Um Auxiliar Invisível, normalmente, não pode ficar fora do seu Corpo Denso por três dias, a fim de cumprir alguma missão como a que acabamos de relatar; no entanto, os Irmãos Leigos e Irmãs Leigas mais elevados podem.
A maioria dos Auxiliares Invisíveis tem seu trabalho no mundo e o fazem apenas durante as habituais horas de sono. Os Auxiliares Invisíveis geralmente resgatam pessoas que naufragam. Ao contar essa história, o náufrago revelou ter aprendido que era preciso desistir do próprio ser para orar e obter resultados; também falou que a oração era a chave do Céu e que a fé verdadeiramente abre portas e leva aos resultados esperados.
Max Heindel, no seu livreto A Interpretação Mística da Páscoa, nos informa que quando Cristo foi crucificado no Gólgota, Seu grande sacrifício pela humanidade somente tinha começado: “Todos os anos, desde esse tempo, quando o Sol passa do Signo zodiacal de Virgem para o de Libra, o Espírito de Cristo, retornando à nossa Terra, toca a sua atmosfera. Ele começa a sua jornada de descida em torno de 21 de junho[3], no Solstício de Junho, quando o Sol entra no Signo de Câncer. Ele chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de dezembro. Aí Ele fica por três dias e, depois, começa a voltar. Esta volta completa-se na Páscoa. Da Páscoa até o Solstício de Junho Ele está passando pelos mundos espirituais e chega ao Mundo do Espírito Divino, o Trono do Pai, a 21 de junho[4]. Durante julho e agosto, quando o Sol está em Câncer e Leão, Ele reconstrói o seu veículo Espírito de Vida, que Ele trará ao mundo, novamente, e, com esse veículo, Ele voltará a rejuvenescer a Terra e os reinos de vida que nela evolucionam. Do Natal até a Páscoa Ele se dá a Si mesmo sem limitações nem medida, imbuindo com vida, não apenas as sementes adormecidas, mas todas as coisas sobre e dentro da Terra.”.
Numa manhã de uma quarta-feira, 21 de março, o Grande Espírito Solar Cristo se elevou da Terra e foi visto por uns mil e cem estudantes de uma escola de misticismo que se encontravam, naquela noite, no Mundo do Desejo. Um Irmão Leigo disse-lhes que ia levá-los para ver a ascensão de nosso amado irmão Jesus Cristo. Em seguida, ele e outros dois instrutores os levaram em algum lugar no Mundo do Desejo, onde poderiam ver o mundo todo.
Eles pareciam estar em um anfiteatro aberto; acharam alguns lugares e se sentaram, onde podiam ver o que estava prestes a acontecer. Eles viram uma fila de Seres Exaltados e, em seguida, uma fila de Liberados. Continuando, vieram os Arcanjos, depois Anjos e, em seguida, os Iniciados. Todos estavam rodeados por grandes e lindas auras de cores delicadas, de uma luz branca deslumbrante e de outra luz dourada que seria impossível descrevê-las.
A procissão subia uma ladeira regular. Todos os presentes ouviam a música das esferas e o canto dos Anjos. O mundo inteiro parecia como uma grande esfera de luz branca e, quando Cristo saiu da Terra, os seres que iam em procissão, em Sua direção, formaram um quadrado, com Ele no centro.
Os seres radiantes formaram, ao redor do Cristo, cinco grandes quadrados de vários tamanhos, que pareciam ser uma forte e poderosa guarda pessoal de grandes Seres em seus elevados veículos.
Alguns estudantes estavam chorando; outros estavam rezando; outros cantavam, alguns entraram em um estado de êxtase, revelando um enorme prazer e felicidade, e outros pediam a Deus que tivesse misericórdia deles. O grande público observou Cristo sair da Terra até se perder de vista.
Cristo parecia cansado e exausto, mas feliz. Devemos lembrar que Ele ficou confinado na Terra por seis meses e sentiu as tristezas, os pecados e sofrimentos de toda a vida durante esse período. A aura de Cristo iluminou toda a Terra. Esta visão maravilhosa estimulará a todos aqueles que viram e lhes fará avançar mais rápido, mesmo que não se recordem, durante a sua consciência de vigília.
CAPÍTULO VI – OBSESSÃO, ELEMENTAIS, VAMPIROS E ENTIDADES
Pouquíssimas pessoas entendem o que significa obsessão. Para a maioria, a palavra obsessão representa um intenso desejo de se fazer algo.
Existem duas formas de obsessão. Na primeira, somos governados por nossos desejos, por meio de coisas diferentes. Não estamos preocupados com essa forma, porque sabemos que o tempo e as condições a curarão. A segunda é a que tem perturbado todas as pessoas ao longo dos tempos, exceto os verdadeiros estudantes de ocultismo, que avançaram o suficiente para saber por si mesmos o que ela realmente é.
Quando uma pessoa despreocupada se torna silenciosa, inativa, age como se tivesse enlouquecido e não pode falar ou permanece imóvel, como se estivesse dormindo, os médicos dizem que está com o que chamam de doença do sono. Esse não é o caso, porém. A pessoa se permitiu se tornar muito negativa mentalmente, esgotou sua resistência corporal e, portanto, não pôde suportar o ataque de elementais e outras entidades à espreita, procurando obsidiar a todos.
A condição da pessoa depende do tipo de entidade ou elemental que entrou no seu corpo. Se for do tipo inexperiente e não souber usar o corpo da vítima ou suas cordas vocais quem foi obcecado, permanecerá imóvel como se estivesse dormindo, mas na realidade ouve tudo o que é dito e sabe tudo o que é feito ao seu corpo.
A grande fonte inconsciente de perigo para quem vive uma vida tumultuada ou não se importa com seus pensamentos e ações é a obsessão. Há pessoas que são ofuscadas pelos corpos de pecado, entidades que buscam obsidiar e fazer todo tipo de mal, desde pequenos roubos até assassinatos. Depois que a vítima é presa pela polícia, o ente a abandona para receber a punição. Então ele parte à procura de novas vítimas.
Elementais e entidades são de duas formas: experientes ou inexperientes. Os inexperientes geralmente expulsam a pessoa do seu corpo, entram nele e então não conseguem sair. Os experientes sabem como lidar com o corpo humano, podem entrar e sair de um à vontade.
Quando uma pessoa obsidiada morre, seus veículos internos podem ser mantidos por elementais durante séculos. O legítimo proprietário passará pelas regiões internas do Mundo do Desejo, esperando pegar a entidade e recuperar seus veículos para que possa terminar sua evolução.
Aqui está um caso de obsessão que alguns Auxiliares Invisíveis encontraram à noite, em um hospital onde trabalham às vezes. Os médicos mantinham uma mulher amarrada na cama. Eles disseram que estava louca já a vários meses. Os Auxiliares Invisíveis foram até lá e olharam ela.
Eles a encontraram do lado de fora do corpo e havia um elemental dentro dele. Ela era uma pessoa negativa, o elemental entrou em seu corpo e a expulsou. Parecia ter 35 anos, era bem constituída e bonita. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com a mulher, ela disse que havia ingressado em uma sociedade vodu e esse foi o resultado.
“Se você melhorar, viverá uma vida útil e boa?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, viverei”, ela respondeu. “Por favor, faça essa coisa ficar quieta no meu corpo. Ele me machuca porque continua se mexendo e contorcendo. Sofri muito desde que me empurrou para fora do meu corpo e muitas vezes rezei a Deus para me deixar morrer ou reassumir meu corpo. Eu amo meu corpo e cuidarei bem dele, se puder recuperá-lo. Vocês são as únicas pessoas que se aproximaram de mim ou que eu vi e com quem pude conversar. Já vi muitas coisas que me causaram medo. Vocês poderiam me ajudar?”
Um dos Auxiliares Invisíveis chamou uma amiga de grande bondade, que trabalha durante o dia, normalmente, e a noite fora do corpo, para perguntar se eles poderiam ajudar a pobre senhora.
“Sim, você pode ajudá-la”, disse ela. “Leve-a ao laboratório, examine-a, ordene que a entidade maligna saia e entre em um porquinho da Índia; depois, mate-o para que a entidade possa voltar ao Mundo do Desejo.”
Os Auxiliares Invisíveis e o supervisor dos médicos levaram a paciente ao local designado. Eles tiveram que amarrá-la ao carrinho por causa da entidade que tinha controle sobre seu corpo. Ela ficou inquieta por sentir que estava em perigo. Então o Auxiliar Invisível examinou a senhora e disse à entidade para sair. Ela torceu seu corpo, saiu e entrou no porquinho da Índia; então o Auxiliar Invisível o matou e a entidade foi obrigada a migrar ao Mundo do Desejo para receber o castigo pelo mal que cometeu. Antes de partir, a entidade assumiu várias formas: primeiro, parecia um cachorro; depois um gato, uma longa cobra e, afinal, um homem do tamanho de um elefante. Olhou para os Auxiliares Invisíveis e para o homem que ajudava e foi embora.
Depois disso, um dos Auxiliares Invisíveis disse à mulher que podia voltar ao seu corpo.
“Meu corpo me machuca”, disse ela.
“Se você entrar, deixará de machucá-la”, respondeu o Auxiliar.
Ela deslizou de volta para seu corpo, foi levada para a cama e estava perfeitamente sã, embora muito fraca. Ela permaneceu no hospital até que suas forças retornassem; depois, regressou para sua casa curada e bem.
Pouco tempo após o evento, esses Auxiliares Invisíveis subiram até uma floresta, para o acampamento de vodu ao qual ela se juntara. Estava localizado no subsolo e havia uma casa construída sobre a entrada. Tinha aproximadamente trinta pessoas, entre homens e mulheres, em um lugar fétido. Estavam fazendo todos os tipos de coisas e entrando em todos os tipos de formas.
As pessoas haviam tirado a maior parte de suas roupas. Enquanto passavam por essas práticas bizarras, um homem procurava em suas roupas todos os objetos de valor. Quando viu os Auxiliares Invisíveis, voltou e disse ao líder, que, então, saiu vestido com uma túnica longa.
“Sigam-me”, ele disse e os levou a uma sala onde havia três crânios humanos sobre a mesa. Um Auxiliar Invisível pegou um dos crânios e descobriu que as pessoas haviam sido mortas como sacrifício para o deus vodu. O homem de túnica longa perguntou aos Auxiliares Invisíveis se queriam juntar-se à sociedade.
“Não”, disse o Auxiliar Invisível. “Viemos pedir que mande essas pessoas embora. Você também deve devolver todos os seus pertences.”
O líder ficou muito zangado e disse que sacrificariam os estranhos ao deus vodu. Tocou uma campainha e pediu a um homem para preparar o altar para os dois estranhos, pois o deus os queria sacrificar. Então quatro homens entraram e pegaram os Auxiliares Invisíveis, que foram levados para a grande sala onde as pessoas estavam reunidas. O líder disse que o deus vodu os exigia em sacrifício. Duas das mulheres desmaiaram de medo.
Um dos Auxiliares Invisíveis olhou ao redor e viu a coisa mais horrível que já tinha visto na vida. Era um corpo de pecado na forma de um homem com a boca grande e coberta de sangue. Suas mãos eram tão grandes quanto o assento de um sofá amplo e seus braços, enormes.
“Vamos”, disse a Auxiliar Invisível. “Não podemos fazer algo contra e ele nos machucará.”. O líder pediu ao homem que estava por perto e com uma faca para atacar os estranhos; ele então levantou a faca para atacar.
“Pare aí!”, o Auxiliar Invisível ordenou, antes que pudesse atacá-lo.
Assim, o terrível corpo de pecado agrediu o líder, que voltou correndo e aterrorizado.
“Dê a ele mais alguém. Qualquer um para que não me pegue”, gritou para seus servos. Assim que o corpo de pecado agarrou o homem, o Auxiliar Invisível ordenou que o deixasse ir e que voltasse ao Mundo do Desejo.
O corpo de pecado podia falar.
“Este homem fez de mim o que sou, pelas muitas vidas más”, disse ele, “e agora vou matá-lo”.
“Não, não desta vez; mas vá para o Mundo do Desejo”, ordenou o Auxiliar Invisível.
O corpo de pecado se foi, o líder perverso enlouqueceu e agiu como um maníaco delirante. O Auxiliar Invisível o pegou, colocou em uma sala fora do caminho e disse às pessoas que vestissem suas roupas, resgatassem seus objetos de valor e deixassem o local. Eles fizeram isso, partiram e o Auxiliar Invisível examinou todos, enquanto saíam pela porta. A sala estava cheia de elementais que haviam sido libertados e todos estavam seguindo os Auxiliares Invisíveis. Uma das Auxiliares Invisíveis ficou assustada com suas aparências terríveis e ficou perto do parceiro.
O Auxiliar Invisível disse aos elementais para irem embora ou ficarem e serem queimados.
“Você não nos pode machucar”, disseram, “mas vamos pegar os dois”.
O Auxiliar Invisível empilhou tudo o que restava no local e derramou um pouco de querosene sobre a pilha, porque eles tinham lâmpadas e velas de óleo.
Pouco antes de atearem fogo no lugar, os Auxiliares Invisíveis perceberam sob o altar os cadáveres de duas mulheres e um homem mutilado. Eles também encontraram uma mulher viva no sótão e a levaram para fora. Os Auxiliares Invisíveis retiraram o homem louco, incendiaram o local e os elementais foram queimados.
A casa logo pegou fogo e o Auxiliar Invisível entregou o louco à polícia; contudo, ele fugiu deles, voltou ao fogo, entrou na casa em chamas e morreu queimado. Esse Ego fez com que muitas pessoas ficassem loucas e obsidiadas. Os Auxiliares Invisíveis o viram no Mundo do Desejo correndo descontroladamente. Seu corpo de pecado com aparência de medo foi destruído junto com os elementais. Quando esse homem renascer, terá a oportunidade de viver novamente uma vida boa e liquidar parte de suas dívidas do destino, pois — assim como nós semeamos, assim também colhemos.
Um corpo de pecado é formado pela união do Corpo Vital e do Corpo de Desejos de uma pessoa que desencarnou, a qual em uma determinada vida, foi muito cruel e egoísta. Quando tal pessoa morre, a maldade e o ódio que foi gerado em sua Mente e no seu Coração ocasiona o entrelaçamento, ou seja, uma união entre seus Corpos de Desejos e Vital tornando-os uma ameaça para a sociedade. Esta é uma das razões pelas quais a pena de morte deveria ser abolida. Quando uma pessoa má, como está, sem o seu Corpo Denso, depois da morte, e encontra uma pessoa de vontade fraca, pode, facilmente, fazê-la vítima de sua influência e causar-lhe muitos danos, enquanto estiver sob sua influência.
Muitos criminosos se apegam a Terra, após a morte, e passam anos e anos incitando outras pessoas a fazerem maldades. Acumulam uma carga enorme de destino maduro, que deverá ser pago em algum tempo futuro. Quando, finalmente, o Espírito, depois de purgar suas dívidas, deixa o Purgatório, então lhe é permitido ascender aos mundos superiores, onde permanecerá durante muitos anos. No entanto, o seu corpo de pecado é capaz de viver uma existência independente, por centenas de anos e se mostrar com uma consciência individual, que o manterá a espera do Ego que o criou. Quando este Ego renascer, esse corpo de pecado será atraído por ele e, normalmente, estará ao seu lado, como demônio, por toda a sua vida. Assim, este corpo de pecado vai procurará causar todos os problemas possíveis a este Ego.
Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis saíram com sua amiga, uma Irmã Leiga.
Todos estavam em seus veículos superiores e foram prestar auxílio as pessoas.
Esta Irmã Leiga trabalha com pessoas que têm problemas em seus Corpos de Pecado e os ajuda, da maneira que pode.
Uns dos Auxiliares Invisíveis solicitou a Irmã Leiga que lhes mostrasse um vampiro, porém, não havia nenhum ali naquele momento. Entretanto, viram muitas pessoas em seus Corpos de Pecado, seguindo-os. Estas pessoas carregavam em seus rostos uma expressão de medo e olhavam como se esperasse que um problema acontecesse.
Estes Corpos de Pecado tinham um aspecto deplorável. A parte do corpo que foi utilizada para maldade era desproporcional, em relação ao resto do mesmo. Por exemplo, um homem que em sua vida passada utilizou suas mãos para enforcar ou aplicar torturas em várias pessoas, tinha uma mão, visto em seu corpo de pecado, enorme, que quase tocava o chão.
Outro homem que tinha expressado muitos maus pensamentos, por meio do seu cérebro, tinha, em seu corpo de pecado, uma enorme cabeça. Outro homem que tinha se incumbindo de práticas imorais, tinha, em seu corpo de pecado, órgãos sexuais geradores enormes.
Estes Corpos de Pecado eram de aparência espantosa e os Auxiliares Invisíveis ficaram surpresos ao vê-los.
Aqui está um caso de obsessão que alguns Auxiliares Invisíveis encontraram à noite, em um hospital onde, às vezes, trabalhavam. Os médicos amarraram uma mulher em uma cama. Eles disseram que estava louca já há vários meses. Os Auxiliares Invisíveis foram até lá e olharam para ela.
Eles a encontraram ao lado de fora do corpo e havia um elemental dentro dela. Ela era uma pessoa negativa; o elemental entrou em seu corpo e a expulsou. Aparentava uns 35 anos, era bem constituída e bonita. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com a mulher; ela disse que havia ingressado em uma sociedade vodu e este foi o resultado.
“Se você melhorar, viverá uma vida útil e boa?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, eu vou.”, ela respondeu. “Por favor, faça essa coisa ficar quieta no meu corpo. Ele me machuca porque continua se mexendo e contorcendo. Sofri muito desde que me empurrou para fora do meu corpo e muitas vezes rezei a Deus para me deixar morrer ou reassumir meu corpo. Eu amo meu corpo e cuidarei bem dele, se puder recuperá-lo. Vocês são as únicas pessoas que se aproximaram de mim ou que eu vi e com quem pude conversar. Já vi muitas coisas que me causaram medo. Você poderia me ajudar?”.
O Auxiliar Invisível chamou uma boa amiga, que trabalha durante o dia e a noite fora do corpo, para perguntar se eles poderiam ajudar a pobre senhora.
“Sim, você pode ajudá-la.”, disse ela. “Leve-a ao laboratório, examine-a, ordene que a entidade maligna saia e entre em um porquinho da Índia; depois, mate-o para a entidade voltar ao Mundo do Desejo.”.
Os Auxiliares Invisíveis e o supervisor levaram a paciente ao local designado. Eles tiveram que amarrá-la ao carrinho por causa da entidade que tinha controle sobre seu corpo. Ela ficou inquieta por sentir que estivesse em perigo. Então o Auxiliar Invisível examinou a mulher e disse à entidade para sair. Ela torceu seu corpo, saiu e entrou no porquinho da Índia; então o Auxiliar Invisível o matou e a entidade foi obrigada a migrar ao Mundo do Desejo para receber o castigo pelo mal que cometeu. Antes de partir, a entidade assumiu várias formas: primeiro, parecia um cachorro; depois um gato, uma longa cobra e, afinal, um homem do tamanho de um elefante. Olhou para os Auxiliares Invisíveis, o Auxiliar Invisível que ajudava pediu para ela ir embora e ela foi.
Depois disso, o Auxiliar Invisível disse à mulher que podia voltar ao seu corpo.
“Meu corpo me machuca.”, disse ela.
“Se você entrar, deixará de machucá-la.”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Ela deslizou de volta para seu corpo, foi levada para a cama e estava perfeitamente sã, embora muito fraca. Ela permaneceu no hospital até que suas forças retornassem; depois, regressou para sua casa curada e bem.
Pouco tempo após esse evento, esses Auxiliares Invisíveis subiram até à floresta, para o acampamento de vodu ao qual ela se juntara. Foi localizado no subsolo e havia uma casa construída sobre a entrada. Tinha aproximadamente 30 homens e mulheres no lugar fétido. Estavam fazendo todos os tipos de coisas e entrando em todos os tipos de formas.
As pessoas haviam tirado a maior parte de suas roupas. Enquanto passavam por essas práticas bizarras, um homem procurava em suas roupas todos os objetos de valor. Quando viu os Auxiliares Invisíveis, voltou e disse ao líder, que, então, saiu vestido com uma túnica longa.
“Sigam-me.”, ele disse e os levou a uma sala onde havia três crânios humanos sobre a mesa. Um Auxiliar Invisível pegou um dos crânios e descobriu que as pessoas haviam sido mortas para o deus vodu. O homem de túnica longa perguntou aos Auxiliares Invisíveis se queriam juntar-se à sociedade.
“Não”, disse o Auxiliar Invisível. “Viemos pedir que mande essas pessoas embora. Você também deve devolver todos os seus pertences.”.
O líder ficou muito zangado e disse que daria os estranhos ao deus vodu. Tocou uma campainha e pediu a um homem para preparar o altar para os dois estranhos, pois o deus os queria sacrificar. Então quatro homens entraram e pegaram os Auxiliares Invisíveis, que foram levados para a grande sala onde as pessoas estavam reunidas. O líder disse que o deus vodu os exigia em sacrifício. Duas das mulheres desmaiaram de medo.
Um dos Auxiliares Invisíveis olhou ao redor e viu a coisa mais horrível que já tinha visto na vida. Era um corpo de pecado na forma de um homem com a boca grande e coberta de sangue. Suas mãos eram tão grandes quanto o assento de um sofá amplo e seus braços, enormes.
“Vamos”, disse a Auxiliar Invisível. “Não podemos fazer algo contra e ele nos machucará.”. O líder pediu ao homem que estava por perto e com uma faca para atacar os estrangeiros; então ele levantou a faca para atacar.
“Pare aí!”, o Auxiliar Invisível ordenou, antes que pudesse atacá-lo.
Assim, o terrível corpo de pecado agrediu o líder, que voltou correndo e aterrorizado.
“Dê a ele mais alguém. Qualquer um para que não me pegue.”, gritou para seus servos. Assim que o corpo de pecado agarrou o homem, o Auxiliar Invisível ordenou que o deixasse ir e que voltasse ao Mundo do Desejo.
O corpo de pecado podia falar.
“Este homem fez de mim o que sou por muitas, muitas vidas más”, disse ele, “e agora vou matá-lo.”.
“Não, não dessa vez; mas vá para o Mundo do Desejo”, ordenou o Auxiliar Invisível.
O corpo de pecado se foi, o líder perverso enlouqueceu e agiu como um maníaco delirante. O Auxiliar Invisível o pegou, colocou em uma sala fora do caminho e disse às pessoas que vestissem suas roupas, resgatassem seus objetos de valor e deixassem o local. Eles fizeram isso, partiram e o Auxiliar Invisível examinou todos, enquanto saíam pela porta. A sala estava cheia de elementais que haviam sido libertados e todos estavam seguindo os Auxiliares Invisíveis. Uma das Auxiliares Invisíveis ficou assustada com suas aparências terríveis e ficou perto do parceiro.
O Auxiliar Invisível disse aos elementais para irem embora ou ficarem e serem queimados.
“Você não nos pode machucar”, disseram, “mas vamos pegar os dois.”.
O Auxiliar Invisível empilhou tudo o que restava no local e derramou um pouco de querosene sobre a pilha, porque eles tinham lâmpadas e velas de óleo.
Pouco antes de atearem fogo no lugar, os Auxiliares Invisíveis perceberam sob o altar os cadáveres de duas mulheres e um homem mutilado. Eles também encontraram uma mulher viva no sótão e a levaram para fora. Os Auxiliares Invisíveis retiraram o homem louco, incendiaram o local e os elementais foram queimados.
A casa logo pegou fogo e o Auxiliar Invisível entregou o louco à polícia; contudo, ele fugiu deles, voltou ao fogo, entrou na casa em chamas e morreu queimado. Esse Ego fez com que muitas pessoas ficassem loucas e obcecadas. Os Auxiliares Invisíveis o viram no Mundo do Desejo correndo descontroladamente. Seu corpo de pecado com aparência de medo foi destruído junto aos elementais. Quando esse homem renascer, terá a oportunidade de viver novamente uma vida boa e liquidar parte de suas dívidas do destino, pois assim como nós semeamos, assim também colhemos.
Quando você lê sobre casos similares a esse, onde pessoas foram usadas como sacrifícios humanos, pode saber que alguém está sendo forçado a assassinar tais pessoas pelo seu corpo de pecado, que ele construiu por meio de vidas e vidas passadas praticando o mal. Os Auxiliares Invisíveis podem, às vezes, destruir os seus veículos e fazê-los entrar no Mundo do Desejo, mas, normalmente, essas pessoas que usam os seus Corpos de Pecado não são auxiliadas em tais casos, portanto, não tente fazer alguma coisa para ajudá-la quando estiver no seu Corpo Denso ou estará correndo perigo.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis que estavam ajudando umas pessoas encontraram uma garotinha que corria pela rua. “Aonde você vai?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Senhora, por favor, venha e salve minha mãe!”, ela falou, suspirando. “Meu pai bateu nela, ela caiu e agora não fala comigo; ele está batendo no meu irmão!”.
Os Auxiliares Invisíveis se apressaram e foram com ela até a casa, onde encontraram o pai golpeando o menino. O Auxiliar Invisível pediu para o homem parar, ele se virou e o atacou, mas não atingiu.
Então ele pegou sua arma e atirou no garoto, em seu ombro; depois apontou a arma para a menina. Nesse momento o Auxiliar Invisível fez o homem cair, inconsciente, no chão.
“Por favor, senhora, salve minha mãe e meu irmão!”, implorou a criança.
Os Auxiliares Invisíveis enfaixaram a cabeça da mãe e ajudaram o menino para que ele vivesse. O homem recuperou a consciência e começou a delirar da maneira mais terrível. O Auxiliar Invisível viu que ele estava transtornado, bêbado e não sabia o que estava fazendo.
“Terminei com ele”, afirmou a esposa, que começou a arrumar suas coisas. O homem implorou que ela o perdoasse e prometeu que seria um bom marido para ela e um bom pai para os filhos. A esposa disse que se o perdoasse, contudo, isso aconteceria de novo.
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com os dois e falaram à mãe que seria melhor ficar com o marido, pois era um homem curado; entretanto, a mulher manteve sua palavra e o abandonou, levando com ela os dois filhos. As crianças tinham medo do pai e fugiram dele, quando se aproximou delas.
Os Auxiliares Invisíveis não podiam culpar a esposa por deixá-lo, porque ele lhe causara tanta tristeza e sofrimento.
A mulher perguntou aos Auxiliares quem eram e eles disseram a ela; ficou então muito surpresa com o trabalho deles. O marido ficou com o coração partido pelo que havia feito e pela perda de sua família. A entidade o expulsara de seu corpo, apossara-se dele e provocara o estrago, enquanto o verdadeiro dono estava do lado de fora, impotente para fazer qualquer coisa.
Muitos casos, chamados de doenças ou enfermidades do sono são realmente casos de obsessão.
Uma noite alguns Auxiliares foram ver uma garota que estava dormindo por um longo tempo.
Ela estava em pé ao lado do seu corpo com sua cabeça pendida e num profundo pensar.
Um Auxiliar Invisível tocou em seu ombro e ela olhou ser virou, rapidamente.
“Oh! Eu permanecerei dessa maneira para sempre?” – Ela perguntou.
“Estou morta ou o que está acontecendo? O que eu fiz para estar nessa situação? Eu deveria estar casada já a algum tempo atrás, mas eu não consigo fazer ninguém me ouvir ou me ver.
A pobre garota ficou muito agitada e os Auxiliares Invisíveis a acalmaram.
Um dos Auxiliares Invisíveis disse para aquela garota que ela, num passado longínquo, tinha usado sua poderosa Mente para hipnotizar pessoas, para mostrar o poder da sua Mente sobre as pessoas e que ela mantinha as vítimas sob sua influência por muito tempo e, então, enfraquecia os poderes de resistência deles, que eles se sentiam presos a esta entidade e estavam obsedados para o resto de suas vidas.
A garota disse que se ela tivesse outra chance, ela daria a todos eles uma oportunidade para vir nascer por meio dela, que ela queria fazer alguma coisa para sair daquela condição.
Ela perguntou aos estranhos como eles fizeram para vir até ela, e eles disseram que uma senhora disse a eles sobre ela e que tinham permissão para ir vê-la e fazer o que pudessem por ela.
Os Auxiliares disseram a ela que logo estaria livre, e que era para ela rezar para Deus pedindo ajuda e força.
O Auxiliar Invisível disse que ela estava em débito com alguns escravos negros, por ela ter usado seus poderes hipnóticos sobre eles e que, por isso, muitas pessoas tiveram muito medo dela.
Você daria oportunidades as essas pessoas – os escravos negros – renascerem a partir de você e seria uma boa mãe para eles? Perguntou um Auxiliar Invisível.
Sim. Por que não? – Ela perguntou – Eu errei com eles, não errei?
A essa garota foi mostrado por meio da Consciência Jupteriana, o que ela tinha feito no passado, e como consequência, tal destino a fez uma vítima desse tipo de “doença do sono” nesta vida.
Ela viu como ela era capaz de olhar para um dos nativos e fazê-lo cair sob sua influência.
Os Auxiliares Invisíveis viram a entidade no corpo dela e que ele não conseguia sair.
Quando a entidade, às vezes, deslizava para baixo, ela podia entrar, parcialmente, em seu corpo físico, e era capaz de se mover e dizer umas poucas palavras.
Então a entidade a expulsava para fora para ter mais espaço e ela ficava ao lado do seu corpo, invisível para sua família e amigos.
Aqui está outra história que me foi transmitida. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um local nas montanhas da parte sul dos Estados Unidos, a uma casa. Eles foram instruídos a ir e impedir que um homem espancasse sua família. Foi dito a um dos Auxiliares Invisíveis que fosse muito cuidadoso e ficasse bastante próximo à sua parceira para que ela não se assustasse o suficiente para voltar para casa e entrar em seu corpo tão repentinamente ao ponto de sofrer um choque.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar, encontraram um homem batendo na esposa. Ele já havia espancado a filha até que ficasse negra, azul e inconsciente. Quando o homem viu o Auxiliar Invisível na sala, parecia que estivesse louco. Os Auxiliares Invisíveis olharam para trás e viram o corpo do pecado mais macabro e horrível que se possa imaginar.
O corpo de pecado rosnou para os Auxiliares Invisíveis.
“Vamos embora”, disse a Auxiliar Invisível. “Eu não quero ver corpo de pecado algum”.
“Não podemos sair agora, não até livrarmos este homem do seu corpo de pecado”, disse o outro Auxiliar Invisível.
O corpo de pecado tinha uma cabeça do tamanho de um barril de cerveja, seus quadris e estômago pareciam um barril enorme e os dentes eram como as presas de um javali. Suas mãos possuíam aproximadamente setenta centímetros de diâmetro e pendiam até o chão. Seus pés pareciam grandes remos.
O corpo de pecado tinha uma lança afiada com a qual cutucava o homem na nuca, fazendo-o continuar seus atos. O homem estava bêbado, mas parecia ter sido bonito antes de começar a beber uísque.
O Auxiliar Invisível ordenou que o elemental parasse e ele parou. Então ele o fez ficar em um canto da sala. Depois, o Auxiliar Invisível fez o homem parar de bater na esposa, que estava quase inconsciente. O Auxiliar Invisível perguntou ao homem por que ele estava espancando a esposa.
“Eu não sei”, ele disse e limpou a testa como se estivesse limpando a Mente. “Eu não sei por que fiz isso. Algo me levou a fazer”. O homem olhou surpreso para os Auxiliares Invisíveis, que estavam materializados e brilhando intensamente.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram sua atenção para a esposa e pediram que ela se levantasse. Ela estava em um estado lamentável, muito machucada, e suas roupas, em pedaços, pois o homem as tinha rasgado e deixado a filha inconsciente, sob a influência do corpo de pecado.
“Anjos, deixem-me morrer”, disse a esposa. “Já sofri o suficiente e não quero viver. A morte será bem-vinda para mim. Deixem-me morrer”.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis conversavam com a mulher, que estava no chão, o corpo de pecado avançou contra o homem e o tornou a manipulá-lo. O homem então pulou na esposa, que perdeu a consciência e tornou-se rígida. Logo, estava ao lado do próprio corpo.
“O que aconteceu?”, ela perguntou.
A Auxiliar Invisível se virou para o parceiro e disse: “Ela está morta?”.
“Ela está desmaiada”, respondeu ele.
O Auxiliar Invisível fez o corpo de pecado deixar o homem e, assim, a criatura correu para atingi-lo, mas ele a atravessou e ordenou que se fosse. Uma chama azul acendeu onde ela estava; os Auxiliares Invisíveis não a viram mais. Foi o Éter da terra que os Auxiliares Invisíveis viram queimar. O corpo de pecado havia reunido o suficiente desse Éter em seu Corpo Vital para mantê-lo unido ao de desejos, enquanto ele o usasse. O Corpo de Desejos voltou ao Mundo do Desejo para se desintegrar.
O homem gritou e caiu desmaiado; três pequenos elementais saíram dele e o Auxiliar Invisível os destruiu em um só golpe. O homem gemeu e se retorceu em muitas formas diferentes, depois se tornou rígido e reto.
“Oh, ele está morto!”, afirmou a Auxiliar Invisível.
“Espere”, disse o seu parceiro, “e você verá se está morto ou não”.
O Auxiliar Invisível atravessou o homem novamente, um elemental de tamanho grande saiu dele e correu para um cachorro que estava agachado embaixo da mesa. O cachorro pulou pela janela e correu na direção de um penhasco íngreme; os Auxiliares Invisíveis sabiam que ele pularia e seria morto; assim, o elemental seria forçado a ir para o Purgatório e ser punido por suas más ações.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram a menina e a mãe na cama esfarrapada e fizeram o que puderam para restaurar suas forças e aliviar as dores. Eles se aproximaram do homem, depois disso, trouxeram-no de volta à consciência e mostraram o que havia feito contra a própria família. Ele olhou surpreso para sua esposa e filha. “Quem fez isso?”, perguntou. Depois abraçou as duas e beijou. Era um homem diferente agora, pois tinha sido atormentado por anos, impulsionado por seu corpo de pecado. Ele não sabia qualquer coisa do que havia feito e disse que seria melhor se afastar daquele lugar o mais rápido que pudessem.
Um Auxiliar Invisível perguntou ao outro o que havia causado todo o problema. Eles se aproximaram da mulher, da filha e seguraram suas mãos. O homem estava do outro lado da esposa, segurando a mão dela. Os Auxiliares Invisíveis pediram para ver a vida dessas pessoas e o que as colocou nessa condição.
O panorama de suas vidas remontava a três existências, quando a esposa começou a praticar bruxaria com a filha, que na época era outra mulher e não era parente dela. O marido era um sujeito que procurava pessoas ricas para empregá-lo. Essas pessoas, porém, tornaram-se muito malvadas e praticavam atos muito baixos.
Elas destruíram muitas casas e aniquilaram muitas vidas. Finalmente, morreram em condição lamentável. O homem se tornou o pior, depois que começou. Foi então que construiu o terrível corpo de pecado, por meio de pensamentos perversos e más ações.
Na vida seguinte, tiveram uma encarnação marcada pela doença e pobreza; a mãe e a atual filha, embora milhares de quilômetros uma da outra, começaram a expiar suas ações malvadas do passado fazendo o que podiam para aconselhar as pessoas a cuidar de sua saúde e não levar vidas imprudentes. Não sabiam, contudo, por que razão estavam tão ansiosas para ajudar os outros.
Eram homens, mas não podiam trabalhar por causa de sua saúde precária. Ambos sofreram muito com a pobreza. O homem era, nessa vida, mulher. E foi de uma coisa para outra, afundando cada vez mais, até que a doença a venceu e ela morreu sem se arrepender. O destino os uniu como marido, mulher e filha para pagarem tal dívida.
Dezesseis anos antes dessa época, o homem e a mulher se conheceram e se casaram; mais tarde, a menina nasceu. Logo depois tornou-se vítima de obsessão e tratou muito mal sua família, desde então.
A mulher disse que não podia abandonar o marido, porque já o amara e viveram felizes até ele começar a beber. O homem ficou obcecado por doze anos e gradualmente pior, até a vida se tornar um inferno para eles.
As três pessoas viram suas vidas passadas à medida que o panorama se desenrolava e prometeram viver uma existência melhor, deixando as montanhas. O homem se assustou e queria saber se aquilo aconteceria novamente.
“Não, você ficará bem; a menos que comece a beber de novo”, afirmou o Auxiliar Invisível.
O homem revelou que não era ele mesmo havia doze anos, porém sabia que não tinha acesso ao próprio corpo, porque ficava fora dele a maior parte do tempo; também disse que muitas vezes desejava ser melhor, no entanto, algo sempre o levava a fazer o que tinha feito. O pobre homem falou que quando estava fora do seu corpo, todo tipo de coisa o atormentava. Essas coisas eram os elementais, que variavam, nesse caso, de quinze centímetros de altura a quase três metros ou mais e sua aparência era horrível.
Esses elementais o sufocavam e, quando recuperava o corpo, tinha medo de que algo o estivesse observando. Ele nunca viu, mas isso o levou à bebedeira; assim, costumava ver-se de pé, ao lado do próprio corpo, enquanto alguém estava dentro dele, batendo na sua esposa ou na filha. Quando recuperava o corpo, não sabia nada disso e se perguntava o que havia acontecido. Também falou que os estrangeiros deixaram tudo claro e que, por intermédio de orações e serviço à humanidade, esperava expiar seus pecados do passado.
Esta é uma história triste; no entanto, isso acontece em todas as partes do mundo e é nosso dever tentar entender os motivos pelos quais ocorrem, buscando fazer o que pudermos para contar aos outros, a fim de que a humanidade possa conhecer a verdade. Portanto, quando conhecemos os perigos da bebida forte ou outros males, estamos menos sujeitos à obsessão, essa condição terrível.
Aqui está a história de um garoto que foi possuído quando tinha oito anos, mas finalmente foi curado. Numa terça-feira à noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma família e encontraram um garoto de 12 anos, endemoniado. Ele era mantido na cama, à noite, e em um quarto especialmente construído para isso, durante o dia.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mãe do garoto sentada ao lado dele, dormindo e segurando sua mão. A entidade estava em seu corpo físico, deitado na cama. O garoto, em seu Corpo de Desejos, estava no colo da mãe. Havia uma faixa azul e bonita de eflúvio saindo da cabeça dela, emanação que foi causada pelas muitas orações da mãe pelo filho.
Uma Auxiliar Invisível materializou-se de imediato e tocou a mãe, no ombro; ela então acordou. “Somos amigos que vieram ajudá-la”, disse.
“Ah, Anjo, estou feliz agora! Faz durante quatro anos que não durmo direito; também estou muito exausta”, disse a mãe. “Não consigo que alguém me ajude”.
“Como seu filho se tornou assim?”, perguntou a Auxiliar.
“Ele tinha oito anos quando, de repente, foi dominado por um feitiço, depois de voltar da escola”, disse a mãe. “Ele ficou inconsciente e permaneceu assim por quatro meses, então ele se tornou violento. Nós o colocamos no hospital, onde ficou por um longo tempo, porém não melhorou. Então o trouxemos para casa. Desisti de tudo para dedicar meu tempo a ele. Eu raramente saía de casa e, quando o fazia, estava tão nervosa que não me divertia. Depois, parei de sair completamente e não piso fora de casa há três anos. Por favor, ajude meu filho, se você puder. Se não puder, por favor nos leve ao Céu ou aonde quer que devamos ir”.
Os dois Auxiliares Invisíveis estavam agora materializados e um deles pediu à mãe que deixasse a sala, enquanto trabalhavam para ajudar o menino. Ela implorou que a deixassem ficar, mas recusaram porque sabiam que estava em condição muito ruim para suportar qualquer agitação.
“Vou desamarrar o garoto”, disse o Auxiliar Invisível. “Agora, não fuja”.
“Eu vou ficar”, disse a outra, “mas é melhor você me manter bem próximo a você, para ter certeza”.
Ele fez isso e depois desamarrou o garoto. A entidade que estava no seu corpo pulou da cama, aproximou-se do Auxiliar Invisível e tentou mordê-lo.
“Amarre-o novamente”, aconselhou a Auxiliar Invisível.
“Não”, disse seu companheiro, empurrando a entidade para longe.
Ele, então, atravessou o corpo do garoto e disse à entidade para sair.
Ela saiu do corpo e inchou até se tornar maior que os dois Auxiliares Invisíveis, juntos. A entidade tentou se aproximar do Auxiliar Invisível, que ordenou que ficasse parada. Ela se aproximou; porém ele então a atravessou, uma chama azul saiu dela e subiu. Essa chama cheirava à enxofre. A entidade soltou um grito e desapareceu.
O corpo do garoto caiu no chão, quando a entidade o abandonou. O Auxiliar Invisível pegou o corpo, colocou na cama, persuadiu o garoto a entrar novamente nele, o manteve aí dentro e o acordou.
Um dos Auxiliares Invisíveis foi até a porta, chamou a mãe, disse-lhe para buscar o marido e entrar no quarto. Os dois entraram. O menino chamou sua mãe e falou com ela com a voz fraca: “Mamãe, toda noite eu me sentava no seu colo e lhe ouvia rezar; então comecei a rezar com você”.
“Ouvi tudo o que você disse ao papai e às outras pessoas. Eu estava de pé, ao lado do meu corpo, e algo mais estava nele. Não, estava em mim. Eu não estava no meu corpo. Eu estava ao lado do meu corpo e essa coisa me machucou”.
A mãe perguntou com voz chorosa, se o filho havia enlouquecido.
“Não, mãe; mas algo estava em mim”, disse o menino.
“Antes eu não podia falar, mas agora posso. Vi os Anjos atravessando a parede; depois, vi a cabeça dela aparecer primeiro; então ela se alongou, como nós fazemos, e tocou em seu ombro”.
Reparem que o garoto viu os Auxiliares Invisíveis se materializarem. Este é um processo rápido; a cabeça se forma primeiro e o resto do corpo, quase imediatamente após. Quando os Auxiliares Invisíveis desaparecem, a cabeça é a última parte do corpo a ser vista.
“Sim, ela me tocou”, falou a mãe, que se virou para um dos Auxiliares Invisíveis. “Estou tão feliz que ele esteja são e possa falar. Quando posso desamarrá-lo?”.
Antes que o Auxiliar Invisível pudesse responder, o garoto falou. “Não estou amarrado. Olha…”.
O Auxiliar Invisível disse ao garoto para se levantar e ele o fez, porém estava fraco demais para andar. Disse, então, aos pais como alimentá-lo; garantiu que estaria bem dentro de uma semana, recomendou que se levantasse um pouco todos os dias e usasse óculos escuros por aproximadamente um mês para proteger os olhos.
“Você fez o que meu garoto disse?”, perguntou o pai, virando-se para um dos Auxiliares Invisíveis. “Sim”, respondeu.
“Ah, mãe!”, continuou o garoto, “Aquilo tentou mordê-lo, mas ele o afastou e fez alguma coisa; então aquilo saiu de mim e eu caí no chão (Ele quis dizer que seu corpo caiu no chão). Então, aquilo (que significa a entidade) se tornou muito grande e foi atrás do homem. Ele disse algo, fez alguma coisa, uma chama azul com cheiro ruim saiu da criatura e ela desapareceu, chorando”.
“Isso é verdade?”, perguntou o pai, ao que o Auxiliar Invisível respondeu afirmativamente.
“Se o garoto estivesse inconsciente, como poderia ver e ouvir o que foi feito?”, questionou o pai, intrigado.
“O Ego ou o próprio garoto”, disse o Auxiliar, “não estava inconsciente, podia ver e ouvir. Ele estava possuído por uma entidade e nós a expulsamos, desintegramos e enviamos ao Mundo do Desejo”. Ele então contou ao pai sobre seus ensinamentos religiosos.
“Bem, Anjo”, disse o pai, “ouvi falar desse ensino e coloquei-o na mesma classe das igrejas, pois não via diferença entre os membros. Alguns deles não deveriam possuir esses ensinamentos grandiosos”.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que eram humanos e trabalhavam fora de seus corpos, à noite. Ele disse que não podia acreditar, a menos que lhe dessem seu endereço. Eles não fariam isso, é claro. Afinal, só estavam ali para responder às orações do menino e da mãe, não para convencer o pai.
Neste momento, o menino pegou no sono. O Auxiliar Invisível pediu à mãe para ela ir dormir na cama.
“Não vou dormir, se eu for”, disse ela.
“Vá para sua cama e durma bem”, ele continuou.
Ela foi e logo entrou em um sono sem sonhos, de paz, e descansou. Os Auxiliares Invisíveis seguiram seu caminho, felizes porque prestaram serviço aos outros. O garoto foi curado da obsessão por meio da oração. Ele deve ter causado esse sofrimento a outra criança, em alguma vida passada, e estava colhendo seu castigo. Seus pais atuais também o foram no passado e — ou não tentaram ensiná-lo a ser bom ou estavam de alguma forma envolvidos com suas ações erradas. O abuso do poder mental em uma vida leva à incapacidade física em existências posteriores.
Numa noite de inverno, dois Auxiliares Invisíveis atravessavam a parte norte da Europa e viram uma mulher em apuros. Outra mulher, possuída, estava tentando forçá-la a entrar na água gelada, onde certamente teria se afogado. Um dos Auxiliares Invisíveis desceu e parou a mulher possuída. Ela derrubou a vítima no gelo escorregadio e a chutou no estômago, o que a fez se dobrar de dor por ter sido ferida. A mulher possuída começou a lutar contra o Auxiliar Invisível; ele então a atravessou e expulsou a entidade que a possuía; essa foi forçada a ir para o Mundo do Desejo.
A dona autêntica do corpo entrou novamente nele, viu o que havia feito e sentiu muito pelo acontecido. Os Auxiliares Invisíveis levantaram a mulher ferida, suas amigas vieram, pegaram-na e levaram-na para casa. Essa mulher queria ser médium, mas tal experiência a curou.
A mulher que estava possuída era líder e professora de cerca de vinte e cinco outras mulheres. Ela as transformava em médiuns e tinha convocado uma reunião matinal para iniciar algumas das suas “seguidoras”; mas, na realidade, ela deveria oferecer uma das alunas ao seu guia, que exigia sangue humano. Ela já havia coletado uma grande quantia de dinheiro dessas mulheres. Os Auxiliares Invisíveis salvaram a vítima e interromperam os planos da médium de matá-la para o seu guia.
Outra noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam em uma cidade na parte sul dos Estados Unidos e passaram por um hospital. “Vamos entrar”, disse um deles. Eles entraram e percorreram as enfermarias, estavam invisíveis para os pacientes e enfermeiras porque permaneciam em seus Corpos de Desejos. Ao saírem, entraram na sala de cirurgia.
Lá, eles viram alguns médicos tentando fazer uma mulher dormir. Ela estava amarrada em uma mesa, mas lutando contra eles. Um Auxiliar Invisível olhou para os olhos dela e viu que estavam definidos. Então ele viu o Ego da mulher em pé, ao lado de seu Corpo Denso, o físico, com os olhos dilatados pelo medo. Então ele soube que ela estava obsidiada, que a entidade obsessora se apossara do seu corpo e mantinha o legítimo proprietário de fora. A verdadeira dona do corpo implorou aos Auxiliares Invisíveis para que fizessem algo por ela.
Os médicos deduziram que algo estivava errado com a cabeça da paciente e decidiram operar para ver. Um Auxiliar Invisível pediu aos Superiores que limpassem completamente da mente do médico a ideia de operar a mulher. Então um dos médicos se afastou dela: “Vamos esperar”, ele disse, “Se a forçarmos a dormir, poderemos prejudicar o seu coração e ela morrerá”.
Os outros dois médicos concordaram e levaram a paciente de volta à enfermaria. Os Auxiliares Invisíveis foram junto e assistiram ao enfermeiro amarrá-la na cama. Quando ele saiu da sala, os Auxiliares Invisíveis foram até a mulher, trabalharam em seu corpo e expulsaram a entidade que a atormentava. A entidade parecia feliz em ir embora, pois estava trancada no corpo da mulher e não gostava do Éter. Então um dos Auxiliares Invisíveis atravessou seu corpo e ordenou que saísse rapidamente; então ela saiu. A mulher entrou em seu corpo e agradeceu aos estranhos. Ela imediatamente começou a arrotar o Éter e a passá-lo pelo trato intestinal. Era esse gás que estava machucando a entidade, quando estava em seu corpo. A mulher sentiu a dor e a angústia de tudo o que lhe foi feito no hospital, porque estava presa ao corpo por meio do cordão prateado.
Um Auxiliar Invisível materializou suas mãos, soltou a mulher e ela logo foi dormir. Ele deixou um bilhete para o enfermeiro, que estava fora da sala. A nota dizia: “Não amarre esta paciente, pois ela está curada e não causará mais problemas”. Ele sabia que o enfermeiro ficaria feliz, porque não precisaria trocar a roupa de cama com tanta frequência, depois disso. Os Auxiliares Invisíveis foram embora, ajudar outras pessoas.
Os Estudantes Rosacruzes que desejam se tornar Auxiliares Invisíveis devem aprender tudo o que puderem sobre os perigos da possessão, para que possam, em primeiro lugar, ajudar outras pessoas quando, no decorrer do seu trabalho, forem enviados para Auxiliar Invisível as vítimas de obsessão e, em segundo, para que eles mesmos possam evitar esse perigo.
Alguns Estudantes ficam tão ansiosos para aprender mais sobre o Mundo invisível que se envolvem com o espiritualismo ou os ensinamentos orientais, que são perigosos para as pessoas do mundo ocidental, porque seus exercícios respiratórios costumam fazer com que as entidades sejam atraídas a essas pessoas. E tais entidades podem realmente possuir alguém, se houver oportunidade.
Aqui está a história de uma mulher que possuiu o corpo do seu papagaio, depois que ela morreu. Numa noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa, em um dos Estados do sul, onde uma senhora havia morrido cerca de duas semanas antes. Desde sua morte, o papagaio da família vinha agindo de maneira muito estranha. Tinha brigado com todos pela garotinha, que tinha aproximadamente doze anos de idade. A mãe da menina gostava de animais de estimação e tinha ensinado ao papagaio tudo o que pôde. Ela o colocara em pé de igualdade com a filha, que era a menina dos seus olhos.
A mãe tinha medo de morrer e, quando morreu, a menina disse que o papagaio teve um ataque ou algo do tipo e então começou a dar instruções sobre o funeral da mãe. Quando o agente funerário chegou e começou a embalsamar o corpo da mulher, ele começou a gritar: “Faça ele parar. Ele a está machucando. Ela não está morta”.
O papagaio continuou a gritar, pulando: “Ela está queimando por dentro”. Então o papagaio começou a se mover mais devagar: “Oh! Ela está congelando. Coloque o casaco nela”.
A garota disse aos Auxiliares Invisíveis que ninguém pudesse explicar as ações estranhas do papagaio. “Desde então, o papagaio fala como a mamãe”, continuou a menina.
Um Auxiliar Invisível perguntou à menina que tipo de livros sua mãe lia e ela lhes mostrou a biblioteca dela. Lá eles viram todos os tipos de livros ocultos e antigos que lidam com respiração, transmigração, renascimento e tantas outras coisas desse tipo. Os Auxiliares Invisíveis então entenderam o que havia acontecido com o papagaio. A mulher morta tinha possuído o corpo dele e estava causando todos os problemas da família.
Então o papagaio demonstrou alguma excitação. Ele estava fora de sua gaiola e havia seguido os Auxiliares Invisíveis e a garota até a biblioteca.
Ele começou a atacar os Auxiliares Invisíveis com o bico e as garras. “Coloque-os para fora”, disse ele. “Mate-os. Eles estão atrás de mim e querem levá-la embora”.
“Fique quieto!”, disse um dos Auxiliares Invisíveis ao papagaio e ele se calou. O pai, o irmão e a tia da criança olharam para os Auxiliares Invisíveis.
“Eles não são humanos”, disse o papagaio de repente. “Eles são anjos”.
O Ego humano no corpo do papagaio reconheceu que os Auxiliares Invisíveis não eram pessoas comuns nos corpos humanos. O Auxiliar Invisível então fez a família se sentar e explicou os ensinamentos ocultistas. Ele contou como algumas pessoas, em vidas anteriores, mataram-se e, por isso, receberam uma lição severa.
Nós nunca devemos nos destruir. Se o fizermos, quando voltarmos, teremos medo de morrer, iremos possuir com qualquer coisa e tomaremos seu corpo para não ir ao Purgatório ou ao Primeiro Céu, pois desejaremos não deixar a Terra. Ele disse às pessoas que o Ego da mulher que morreu viu o papagaio fora do corpo, enquanto ele dormia; logo depois que morreu, ela rapidamente entrou no corpo do pássaro.
Como ela não estava totalmente separada do seu próprio corpo, sentiu tudo o que o agente funerário fez.
Os Auxiliares Invisíveis explicaram o que acontece quando o corpo de uma pessoa é embalsamado logo após a morte. O fluido de embalsamamento queima, quando é colocado no corpo, e quando começa a endurecer, a pessoa sente frio, reclamando de congelamento rígido, à medida que o corpo endurece.
Toda a família entendeu o que o Auxiliar Invisível explicou. Ele então disse para não embalsamar outro de seus membros, quando falecesse. O marido queria saber o que eles deveriam fazer com o papagaio.
“Eu não sei; mas vou chamar alguém que saiba”, respondeu o Auxiliar. Ele chamou uma elevada Irmã Leiga para vir ajudá-los e ela logo apareceu.
O papagaio começou novamente a perseguir os Auxiliares Invisíveis, causando mais agitação em uma, porém a outra logo o acalmou. Ela se sentou, chamou o papagaio e ele voou para o seu colo. A senhora começou a conversar com ele e todos os presentes ouviram o que estava sendo dito.
“Minha amiga! Na vida anterior a esta, quando você era um homem, você se matou porque seu atual marido, que era então mulher, morreu de doença. Essa garota era então um menino. Ela ficou triste com a morte dos dois e logo morreu. Você foi levada ao lugar para onde as pessoas se matam vão e ficou lá por quarenta anos: o tempo de vida que lhe restava na Terra. A lição foi muito severa. Agora, você tem medo de morrer. Você não terá a mesma experiência desta vez. Por que roubar desse pobre pássaro a sua experiência? Você será punida por isso. Seus amigos aqui não podem e não irão mantê-la, porque você causaria problemas ao seu marido e à próxima esposa, causando mais punição a si mesma. Por que não sair deste corpo e continuar sua evolução, já que você terá que encontrá-la algum dia, afinal?”.
A Irmã Leiga falou com voz baixa e doce com o papagaio; enquanto falava, ela o acariciava.
“Ah, eu tenho medo de morrer!”, disse o papagaio. “Eu não quero voltar para lá. Por favor, deixe-me ficar aqui. Minha filha cuidará de mim”.
“Sua filha não é capaz de cuidar nem de si mesma e, quando a outra mulher chegar, você deverá partir”, disse a Senhora. “Então você será maltratada por outras pessoas por causa da sua conversa e será finalmente morta por um cachorro”.
“Você promete não me levar de volta para aquele lugar horrível?”, perguntou o papagaio.
“Sim”, disse a dama.
“Pegue minha filha”, disse o papagaio, “e peça que ela me leve ao porão com meu querido marido. Quero mostrar a eles algo que tenho para minha filha”.
Todas as pessoas, exceto a tia, desceram ao porão e o papagaio mostrou a eles um lugar que a mulher havia construído na parede, onde guardou todo o dinheiro extra que tinha economizado. Parecia que houvesse ali cerca de oito ou nove mil dólares em papel e prata, dentro de um cofre de aço em forma de meio barril. As pessoas deixaram o dinheiro lá e subiram as escadas.
“Estou pronto para ir”, disse o papagaio, “Senhor, tenha piedade de mim. Não fiz mal a pessoa alguma; mas sempre tive medo de morrer. Não posso sair”, disse o Ego da mulher.
Então a Irmã Leiga fez algo e o papagaio caiu, como se estivesse morto. “Venha, Polly”, disse ela. “Entre no seu corpo”. Ela então entrou, lentamente.
O papagaio moveu a pernas por um tempo e então falou: “Qual é o problema, Maria? Onde está a mamãe?”. Todos imediatamente notaram a mudança na sua voz e na conversa.
“Senhora”, disse a menina, “deixe-me ver minha mãe antes que você vá com ela. Então saberei que tudo o que você disse seja verdade”.
Rapidamente a mãe apareceu diante deles. Ela contou à família tudo o que havia acontecido com ela, quando o agente funerário estava lá e tudo o que aconteceu nos dias que se seguiram. “Não tenho medo de ir com esses anjos”, disse ela.
“Espero que todos sejam bons e não deixem o agente funerário embalsamar as pessoas que vocês conhecem. Estarei esperando por vocês, quando vierem”. A mãe materializada beijou a todos e logo se foi.
Os três Auxiliares Invisíveis levaram a mulher para a Região Limítrofe e a deixaram lá. O Auxiliar Invisível disse que ela teria uma estadia muito curta no Purgatório e depois iria para o Primeiro Céu.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam voando pela África, ouviram um grito como o de um humano. Eles desceram e descobriram que era um macaco sendo enrolado por uma cobra.
Os Auxiliares Invisíveis fizeram a cobra soltar o macaco e ele correu, mancando, até a Ajudante Invisível para tentar subir nela.
Ela se abaixou, pegou o macaco e o curou, mas ele se recusou a deixá-la.
“Qual é o problema dele?”, ela perguntou a seu companheiro.
“Nada. É só medo”, respondeu ele.
“Não. Há algo errado”, disse ela.
A Auxiliar Invisível olhou atentamente para o macaco e disse: “Ah, agora eu vejo”, então levou-o para uma aldeia e chamou os nativos.
Eles observaram o macaco e recuaram.
“Ele tem um demônio nele. Queime-o. Ele causa problemas para a tribo”, disse um deles.
O macaco estava possuído por um dos bruxos nativos e o espírito real do macaco estava ao lado do seu corpo.
O Auxiliar Invisível perguntou ao Espírito-Grupo do macaco o que fazer para tirá-lo de lá. O Espírito-Grupo disse quais ervas daninhas e gravetos deveriam conseguir para o fogo. O Auxiliar Invisível acendeu uma fogueira e tirou o Ego obsessivo do corpo do macaco. Quando segurou o macaco sobre a fumaça, seu espírito, o real dono do corpo, contorceu-se e gritou.
Quando o Ego do feiticeiro saiu, o fogo queimou seu corpo etérico, ou vital, e ele subiu no ar, chorando. Ele teve que ir para a parte inferior do Mundo do Desejo para receber sua punição.
Os Auxiliares Invisíveis persuadiram o verdadeiro dono do corpo a entrar nele e o curaram, dando-o a um nativo como animal de estimação.
O Espírito-Grupo do macaco disse que o Ego do feiticeiro tentaria possuir um dos Auxiliares Invisíveis ao deixar o macaco. Agora, esse Ego mau não será capaz de prejudicar homem ou animal, porque não poderá retornar à vida terrena até que renasça. Quando isso acontecer, ele estará purificado de seus desejos malignos.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para responder às orações de uma mulher que pedia ajuda. Sua mãe estava obsidiada e acusava a filha de tentar envenená-la. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, o terror reinou, pois a mãe tinha uma faca grande e estava tentando matar a filha. Quando a mãe viu a Auxiliar Invisível, ela perguntou se ela tinha vindo para ajudar sua filha a matá-la, e então ela foi ao encontro da Auxiliar Invisível. Essa esqueceu que estava fora de seu corpo e não poderia se machucar, e começou dar voltas na mesa da sala de jantar, tentando se esquivar e desapareceu.
O Auxiliar Invisível tirou a faca grande da mulher obsidiada e a fez se sentar. Ela tentou mordê-lo, e ele passou por entre ela e disse à entidade obsessora para deixá-la. A entidade deixou seu corpo e tentou atacar o Auxiliar Invisível porque ele expulsou. Não podia fazer mais nada, então uivou e desapareceu.
O corpo da mulher desabou e o Auxiliar Invisível o colocou na cama, e o ego da mãe voltou ao corpo dela.
O Auxiliar Invisível disse à filha que sua mãe ficaria bem em alguns dias, exceto pela fraqueza. Ele a aconselhou a alimentá-la bem com vegetais e frutas. “Ela não saberá nada sobre o que aconteceu. Ela vai te amar e ser uma boa mãe para você”, disse ele.
A filha agradeceu ao Auxiliar Invisível por tudo o que havia feito por eles. Ele, então, foi atrás da Auxiliar Invisível, que ficou assustada e tinha ido embora. Ele a encontrou quando ela estava voltando para o lugar onde tudo aquilo aconteceu.
Aqui está uma história de obsessão que terminou em tragédia. Numa noite de dezembro, dois Auxiliares Invisíveis foram ver uma garota que matou sua amiga e depois se matou. Eles a viram de pé ao lado do corpo e foram até ela. A garota estava se perguntando o que havia acontecido com ela.
Um Auxiliar Invisível a tocou e ela olhou para cima. “Oh, o que aconteceu?”, ela disse. Eu estou morta? Eu não me matei.”.
“Você matou sua amiga, não foi?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Não, eu não fiz, mas aquela coisa no meu corpo fez”, respondeu ela. “Eu tentei parar, mas ela continuou.”
“Há quanto tempo essa coisa está incomodando você?”, ele perguntou.
“Um pouco mais de dois anos”, respondeu ela.
“Como isso aconteceu?”, o Auxiliar Invisível perguntou.
A pobre garota então contou sua história. Ela disse que saiu com essa garota e seu namorado e eles tinham tomado algumas bebidas alcoólicas com água gaseificada e quando ela se viu, ela estava em um hotel estranho e ela não sabia quem tinha estado com ela. Ela tinha uma sensação estranha por todo o corpo. Ela se vestiu às pressas e foi para a escola e depois da escola ela foi para casa. Então a coisa a empurrou para fora do seu corpo e a manteve fora pelo resto da noite. Na manhã seguinte, ela teve seu corpo de volta e ela foi para a escola.
As coisas continuaram assim até que a sua amiga foi morta. Ela foi para a casa da garota e eles saíram, e então a entidade a empurrou para fora do seu corpo e, então, se aproximou de sua amiga e a matou. Depois, a entidade não a deixava nem levava seu corpo, e a polícia a prendeu. A entidade falou. Ele disse que queria matar alguém há dois anos. O verdadeiro significado disso era que a entidade queria matar a outra garota há dois anos porque, porque ele não poderia tomar posse do seu corpo.
Depois que a garota estava na prisão e a entidade não podia mais fazer mal ao corpo da outra garota, ele a enforcou e com isso se matou. Esta entidade não sabia que se ele pendurasse o corpo enquanto estivesse nele, ele se trancaria nele e se forçaria a sair causando a morte da garota.
“Você experimentou alguma coisa quando morreu?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, morri sufocada e perdi a consciência”, disse ela.
“Então algo veio a mim e entrou em mim e eu estou aqui desde então.” Seu Corpo Vital voltou para ela para que ela pudesse ver o panorama de sua vida.
“O agente funerário fez alguma coisa no seu corpo: cortou, machucou, injetou algo, etc.?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, ele colocou um pouco de coisa quente em mim e me queimou”, disse ela.
“Então eu fiquei com frio e congelei. Não estou morta e quero ver o que eles vão fazer comigo.”
“Eles vão enterrar seu corpo”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, diga a minha família e amigos para parar de chorar e se preocupar e que eu não me matei e que não estou morta”, implorou a pobre menina.
Essa garota, em uma vida anterior, havia se envolvido com o ocultismo e enganou muitas pessoas e as fez ficar obsidiadas.
Essa mesma entidade ou corpo de pecado foi formado por seus pensamentos e atos malignos e a seguiu até sua morte. Quando ela renasceu, foi atraído por ela, fez parte dessa sua vida e causou sua morte. Agora, por causa de seus erros, ela terá que esperar até que ela morra de morte natural e, então, seguir em frente com sua evolução.
Durante todo o tempo em que os Auxiliares Invisíveis falavam com ela, ela reclamava que se sentia sufocada e vazia. Não havia nada que os Auxiliares Invisíveis pudessem fazer por ela, pois ela queria ver seu funeral, então eles partiram e continuaram suas atividades.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um hospital para ajudar uma mulher que estava em coma havia uma semana. Foi dito que ela se sentiu mal depois de voltar de uma reunião espírita e ir para a cama, estando sem se mexer ou falar desde então. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, o médico estava esperando por eles.
A enfermeira chamou a Auxiliar Invisível e ela viu a mulher primeiro. Em seguida, ela ligou para seu companheiro e disse que acreditava que a mulher estivesse possuída.
“Descubra”, disse ele.
“Não, eu não entendo o suficiente para lidar com possessão”, respondeu ela.
Mais tarde, os dois Auxiliares Invisíveis foram para a enfermaria onde a mulher estava e eles mudaram a paciente para um quarto privado. O Auxiliar Invisível a examinou e encontrou uma entidade em seu corpo. Ele disse à sua parceira para abrir a janela e ficar atrás dele. Então ele atravessou a mulher e mandou a entidade sair. Ela saiu e correu na direção do Auxiliar Invisível. Ele então a atravessou, ela uivou, uma fumaça preta saiu dela e flutuou para fora da janela, desaparecendo.
O Auxiliar Invisível convenceu a mulher a voltar para o seu corpo. Ela estava extremamente fraca. Ele disse à enfermeira para chamar o médico da paciente e ele veio. Ele disse o que fazer por sua paciente: “Observe-a e veja se está bem cuidada. Ela não será violenta, mas precisará de uma boa enfermeira e muitos cuidados, porque está muito debilitada”.
Certa noite, um Auxiliar Invisível estava na rua e foi ao local onde um automóvel bateu em um poste de luz. O carro ficou arruinado e os dois casais que estavam dentro dele estavam gravemente feridos. As pessoas foram levadas para a calçada, onde aguardavam uma ambulância.
O motorista estava conversando com um policial, que perguntou como aquilo aconteceu. “Vi um gato atravessando a rua e desviei para evitar bater nele, não consegui endireitar o carro e bati no poste”, disse.
De repente, o Auxiliar viu uma entidade que parecia um rato enorme, do tamanho de um cachorro, parada na frente dele.
“Ei, o que você está fazendo aqui?”, perguntou o Auxiliar, surpreso.
A entidade sorriu, mostrou os dentes e olhou para os destroços. “Eu fiz isso”, disse e se gabou.
“Como?”, perguntou o Auxiliar.
“Eu era o gato atravessando a rua”, disse a entidade. “Ele me viu, desviou para não me atingir e acertou o poste, mas não com força suficiente”.
“Por que você fez isso?”.
“Eu tenho seguido aquele homem por duas vidas e esta é a primeira oportunidade que eu tenho de matá-lo”, disse a entidade perversa.
“Não fiz um bom trabalho; mas farei”.
“Por que você está tão ansioso para matá-lo?”.
“Há três vidas esse homem fez com que meu mestre fosse ferido e depois morresse”, disse a entidade. “Antes de morrer, meu mestre me fez jurar que faria esse homem morrer e eu o tenho seguido desde então”.
“Bem, camarada, sua trilha termina aqui”, disse o Auxiliar.
A entidade olhou para ele e rosnou: “Eu vou matá-lo”. Então começou a perseguir o Auxiliar.
Ele se desviou dela e a atravessou; ela então começou a uivar e sumiu em uma nuvem de fumaça.
Logo, as pessoas ali reunidas começaram a sentir o cheiro no ar e um homem disse que sentiu cheiro de enxofre. O motorista atribuiu o odor ao ácido de bateria do automóvel, gravemente danificada pelo acidente. A entidade foi obrigada a ir para o Mundo do Desejo e colher sua justa punição.
Esse elemental é um exemplo do que os homens maus do passado podem fazer para se vingar. Pertencente à Irmandade Negra, o mestre dessa entidade a fez trabalhar para ele. Essas entidades ficam felizes em trabalhar para essas pessoas porque sabem que algum dia serão capazes de obter o controle sobre seus mestres e fazer com que sofram.
Tragédias como essas são comuns; no entanto, poucas pessoas notam. Elas não têm consciência disso e de muitas outras coisas que lhes seria benéfico conhecer.
Aqui está a história de um jovem emu que foi possuído por um bosquímano (um habitante do interior da Austrália ou da Nova Zelândia). Um emu é um grande pássaro similar ao avestruz e encontrado na Austrália.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados à Austrália para ver um jovem emu sair do seu ovo. Quando chegaram ao local onde o ninho estava, viram a mãe olhando para um grande ovo. Ao lado dela estava um bebê emu que provavelmente havia saído do ovo no dia anterior. Era um pintinho cinza-claro com listras marrons nas costas. A Auxiliar Invisível quis segurá-lo nas mãos. A seguir ela pegou o ovo e jogou para cima com força; depois, para o chão. Isso quebrou a casca do ovo e o jovem pássaro, que estava dentro dele se estendeu. Os Auxiliares Invisíveis observaram cuidadosamente e viram que esse filhote peludo era diferente do outro.
Um dos Auxiliares Invisíveis viu que um Ego forçou seu caminho até o ovo e expulsou o seu dono de direito. Chamamos essa condição de possessão. O Ego no corpo desse jovem emu pertencia a um curandeiro dos bosquímanos australianos, que se diz serem as pessoas mais atrasadas espiritualmente da Terra.
Este homem queria voltar ao mundo material, depois da sua morte, então forçou o jovem pássaro a sair do seu Corpo Denso. Esse Ego era um homem cruel que tinha medo de morrer e receber seu castigo, mas isso aconteceria mais tarde, quando o pássaro morresse. O filhote tinha cabeça de ser humano, corpo e asas de emu. Por isso ele não conseguia falar. Os Auxiliares Invisíveis espantados, foram informados de que essa criatura bizarra seria capturada, teria uma vida muito difícil e seria tão maltratada que o Ego nunca mais faria o que fez. Seria apanhado pelos nativos e guardado como curiosidade.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam viajando, eles viram uma garota seminua correndo entre os arbustos. Eles desceram e a pararam. Viram imediatamente que ela poderia estar louca. Perguntaram para onde estava indo e ela disse que iria encontrar o amado que havia partido.
Os Auxiliares Invisíveis a retiraram da floresta e levaram para a cidade próxima dali. Lá, eles encontraram algumas pessoas que a conheciam e os encaminharam até sua casa. Eles levaram a menina para lá e encontraram a mãe. Ela disse que sua filha trabalhava em um escritório e estava apaixonada por um dos homens da empresa. O homem fez uma viagem e não lhe falou sobre isso. Logo em seguida, a menina começou a frequentar um lugar que trabalhava com manifestação de espíritos desencarnados, os evocando de várias maneiras. Então ela comprou uma bola de cristal, um suporte para ela, um pano de veludo vermelho e algumas velas pequenas. Depois disso, sua vida girou em torno do trabalho, das sessões e da bola.
Então, certa noite a garota gritou e disse que algo desabou em sua cabeça. A mãe disse que implorou à filha para desistir de olhar para a bola, mas ela não quis e disse: “Não”. Por volta das duas horas da manhã, a menina foi ao quarto da mãe.
“Eu errei, mãe”, disse ela, “e acho que estou enlouquecendo”.
“O que você fez?”, perguntou sua mãe.
“A mulher que estava me ensinando disse que me treinaria para obter visão psíquica para eu encontrar meu amado e ver o que ele estava fazendo”, disse a garota. “Dei a ela duzentos e cinquenta dólares e comprei a bola, o estande e o pano; as velas eu comprei por setenta e cinco dólares.
A garota gritou de terror. “Mãe! Olhe que coisa horrível! É um homem. Não, é uma cobra. Não, é um gato feroz, mas, ah, tão grande! Ajude-me, mãe. Não deixe essas coisas me pegarem”.
A mãe disse que chamou um médico, que ele falou que sua filha estava sofrendo de alucinações e perguntou o que ela estava bebendo ou fumando. A mãe disse ao médico que a menina não tivesse bebido ou fumado qualquer coisa, mas que olhava para uma bola de vidro por horas sem parar e, às vezes, a noite toda.
O médico lhe deu um remédio para mantê-la quieta, mas seu efeito durou pouco. Então a mãe chamou outro médico e, assim que ele a viu, disse que a menina tivesse enlouquecido de tanto estudar, devendo ser internada em uma instituição para loucos. A mãe disse que não suportaria isso, então mandou colocar grades na janela, por dentro, e manteve a filha lá por seis meses.
Então, uma noite, a garota fugiu e o povo da cidade saiu à procura dela. A mãe disse que orou quase continuamente para que sua filha ficasse boa.
O Auxiliar Invisível colocou a pobre garota em seu quarto e fechou a porta. Alguns momentos depois, eles ouviram alguém cair no chão. Eles abriram a porta e lá estava a garota, insana e inconsciente. Seu Ego estava ao lado do seu corpo e os Auxiliares Invisíveis conversaram com ela. A menina lhes disse que seu amado fosse um funcionário da empresa e que ele a tivesse abandonado por nada, mas ela queria encontrá-lo. Uma amiga contou a ela sobre a sessão a espírita e ela foi vê-la. “Eu sinto muito agora, mas eu quero meu amado”, disse ela.
Um dos Auxiliares Invisíveis chamou uma Elevada Irmã Leiga e lhe pediu que curasse a menina. Ela veio e olhou para a garota.
“A menina aprendeu sua lição; no entanto, ficará doente por muitos dias”, disse ela. Ela manuseou a cabeça da garota, que voltou a entrar em seu corpo e falar de modo normal.
“Graças a Deus”, disse ela. “Essas coisas se foram. Nunca mais farei isso. Diga aos outros para deixarem os espíritos em paz”.
Os Auxiliares Invisíveis então conversaram com a menina e sua mãe sobre os seus ensinamentos. A mãe disse que gostaria de aprendê-los. Então a Irmã Leiga segurou a mão da garota e os pensamentos saíram da sua cabeça tão rápido que os Auxiliares Invisíveis mal podiam vê-los. A mãe não conseguia ver os pensamentos da Irmã Leiga e pensou que Ela estivesse fazendo uma oração silenciosa pela menina.
A Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis que a garota conquistou o amor do homem e que ela o estivesse chamando. “Ele vai voltar para ela, já que não teve motivo para tratá-la daquela maneira”, disse ela.
Quando isso aconteceu, a menina estava profundamente adormecida, e dormir era o que ela mais precisava, já que tivesse sido restaurada à sua condição normal.
A Irmã Leiga disse à mãe da menina que lhe desse legumes e frutas para comer, mas nada de carne. Ela falou que não precisasse chamar um médico.
“Sua filha adoecerá bastante, mas será curada”, disse a Irmã Leiga. “A mulher que vendeu todo o material lhe devolverá o dinheiro e sairá da cidade”.
Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à Irmã Leiga se a menina teria se recuperado sem a cura espiritual.
“Não” ela respondeu, “e ela teria ficado louca por muito tempo no Mundo do Desejo, após a morte”.
É realmente maravilhoso sermos servos e amigos dos Irmãos Leigos, que podem fazer muito para ajudar a humanidade. Os Auxiliares Invisíveis gostam muito de sair com eles, observá-los e ajudar em seu trabalho útil.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados, apressadamente, a uma jovem, em algum lugar dos Estados Unidos, que vinha praticando alguns exercícios respiratórios da Filosofia Oriental. Ela estava acostumada a passar várias horas na banheira pela manhã.
A menina disse ter sido informada de que, quando atingisse um determinado estágio, ela poderia deslizar para fora de seu corpo e voar para os reinos além, e ela passou a seguir as instruções recebidas e agora estava fora de seu corpo e incapaz de permanecer nele.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram na casa dela, em resposta às orações fervorosas da mãe, eles a encontraram tentando persuadir a filha a sair da banheira.
“Eu saio, mas meu corpo não me segue”, disse a garota. “Quando você me diz para sair, eu saio, mas não posso falar com você e fazer você me ouvir quando eu estou fora. Quando eu voltar para o meu corpo, posso falar com você, mas não posso levantar meu corpo para fora da banheira.”
“É por isso que chamei você para vir e me ajudar.”
A mãe da menina ficou desesperada de medo. Os Auxiliares Invisíveis perguntaram à menina há quanto tempo ela praticava esses exercícios.
“Não estou nisso há muito tempo, mas tenho sido muito persistente”, disse ela.
Antes que os Auxiliares Invisíveis lhe prestassem qualquer ajuda, eles falaram sobre o perigo de se tornar tão negativa a ponto de escorregar para fora do corpo na banheira e sobre o perigo de ser obcecada por entidades invisíveis. A menina ficou muito assustada e prometeu aos Auxiliares Invisíveis que se eles a ajudassem a voltar ao corpo dela, ela nunca mais estudaria ou praticaria quaisquer tipos desses exercícios respiratórios. Ao que tudo indica, essa menina estava completamente decidida em não fazer mais qualquer exercício indicado por pessoas sem escrúpulos que se autodenominam instrutoras, pois ela realmente descobriu que quando um estudante está pronto, um mestre autêntico está por perto, ou que quando uma pessoa sincera ora com todo o seu sentimento, a ajuda é fornecida, e nenhum preço é pedido por essa ajuda.
A menina havia se tornado extremamente negativa e ela havia diminuído sua resistência e vitalidade a ponto de os bloqueios em seu corpo ficarem tão enfraquecidos que ela se descobriu fora de seu corpo e não conseguia mais controlar. Os Auxiliares Invisíveis a ajudaram a retornar para o seu corpo e a advertiram minuciosamente para ter cuidado no futuro.
Eles também lhe falaram de alguns ensinamentos ocultos ocidentais seguros e adequados para quem vive neste lado do Planeta.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para o noroeste dos Estados Unidos, para a casa de um homem. Lá eles encontraram um homem que estava louco há cinco anos. Seu Corpo Vital e seu Corpo Denso não estavam concêntricos. Quando ele estava em seu corpo e acordado, às vezes, ele era violento. Isso porque ele não conseguia se conter e não conseguia se expressar. Quando ele estava fora de seu corpo, ele estava perfeitamente são.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram na casa dele, ele estava dormindo. Eles conversaram com a mãe e a irmã dele. Elas o mantinham amarrado na cama em um quarto dos fundos; muitos médicos estudaram seu caso, mas não chegaram à conclusão alguma. A família recorreu à oração e por meio dela o homem foi curado, como você verá abaixo.
O homem estava lendo livros de ocultismo que diziam que ele poderia sair de seu corpo e ir a lugares diferentes, caso seguisse certas instruções. Ele tentou por um longo tempo e finalmente forçou a saída do seu corpo. Ele ficou fora cinco dias. Os médicos disseram que ele estava em transe e voltaria, mas não sabiam dizer quando.
Quando o homem voltou para seu corpo, ele ficou louco. Ele não falava racionalmente há cinco anos. Os Auxiliares Invisíveis pediram para ver o homem, e a mãe os levou para seu quarto. Eles viram o Ego parado ao lado da cama dele. Ele tinha uma expressão facial assustada. Um Auxiliar Invisível queria falar com o pobre homem, então pediu à mãe que saísse da sala por alguns minutos. Ela ficou muito feliz em fazer isso, pois disse que se sentia muito apreensiva e nervosa no quarto dele.
“Quando estou limpando-o ou alimentando-o, sinto como se alguém quisesse me pegar”, explicou ela.
Quando a mãe se foi, o Auxiliar Invisível falou com o pobre homem; ele se virou e olhou para os estranhos.
“Pelo amor de Deus, me ajude”, disse ele. “Essas coisas que vejo me atormentam quase até a morte.”
“Como você ficou nessa condição?” perguntou o ajudante.
O homem disse que havia comprado um conjunto de livros porque ouviu que, ao estudá-los, ele poderia deixar seu corpo e ir a diferentes lugares quando quisesse. Ele seguiu as instruções por muito tempo e fez exercícios respiratórios, indicados no livro, regularmente.
Finalmente, ele forçou a saída do seu corpo e obteve sucesso. Então ele viu um milhão de coisas correndo em sua direção. Elas variavam de uns três centímetros de altura a criaturas tão grandes quanto um vagão de carga. Ele viu todos os tipos de cobras, insetos e assim por diante. Ele teve dificuldade em voltar para seu corpo novamente e, quando o fez, não conseguiu usá-lo ou se expressar.
Esse estado de coisas o deixou com raiva e, então, ele não sabia o que fazia. “Então, eu voltei para o meu corpo”, disse ele.
“Descobri que estava em um hospital. Mais tarde, fui trazido para casa e estou aqui desde então.”
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com o homem sobre ensinamentos falsos e o que acontece quando uma pessoa tenta forçar a entrar nos Mundos internos sem ter sido ensinado a como se proteger. O homem olhou atentamente para a Auxiliar Invisível. “Senhora, você é um Anjo?”, ele perguntou. “Se você puder me fazer um favor, Deus, me faça o bem e que volte ao normal, novamente e eu serei um homem bom e nunca mais farei isso.”
De repente, ele tinha uma expressão de terror em seu rosto. “Oh, olha senhora Anjo!”, ele gritou. “Faça isso ir embora. Oh, Senhor! Eu não aguento mais. Ajude-me. Vá embora! Vá embora! Ajude!”
O homem que estava fora de seu corpo correu em direção à Auxiliar Invisível e ela foi em direção ao outro Auxiliar Invisível, pois o homem só a via. Eles viram uma entidade que parecia uma cobra com um corpo cerca de 45 centímetros de largura, com mais de quatro cabeças e pescoços longos.
“Faça isso ir embora”, disse a Auxiliar Invisível a seu companheiro.
“Faça você”, disse ele.
“Vá embora”, disse ela para a entidade feroz.
Ela abriu todas as quatro bocas e avançou sobre ela e ela ficou atrás do mais corajoso Auxiliar Invisível, e o homem desabou. O Auxiliar Invisível deu um passo em direção a essa entidade maligna e ela recuou. Ele disse para ir embora e ela desapareceu. Então veio outra entidade que era mais horrível do que a primeira e o Auxiliar Invisível a mandou embora imediatamente. Então, uma entidade humana veio e falou com o Auxiliar Invisível.
“Você não pode me mandar embora”, disse ela. “Eu posso levar vocês dois e vou se você não for embora.”
O Auxiliar Invisível se voltou para sua parceira. “Amiga, você está comigo?”, ele perguntou.
Sim, estou aqui “, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível, então, disse à entidade humana para ir, em nome de Cristo, e nunca mais voltar. Ele uivou e saiu e teve que ir para o Mundo do Desejo, onde não poderia fazer mais mal. O Auxiliar Invisível perguntou a alguém distante, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar o homem e ele recebeu permissão para fazer tudo o que pudesse por ele. Disseram-lhe que ajudasse o homem a ficar em pé e que o fizesse bem devagar.
O Auxiliar Invisível levantou o homem do chão, acalmou-o e disse-lhe para entrar no corpo. Ele começou a entrar pela cabeça e o Auxiliar Invisível o parou. “Não, não atrapalhe”, disse ele.
“É assim que tenho entrado e depois me viro, mas dói muito”, disse o pobre homem.
O homem então deslizou em seu corpo com os pés primeiro, como lhe foi dito.
Ele também foi muito devagar e entrou totalmente. O Auxiliar Invisível ajudou-o a tornar concêntrico o seu Corpo, então, o acordou e ele estava seguro. O Auxiliar Invisível o desamarrou, mas ele estava fraco demais para se levantar.
Ele parecia ser apenas pele e ossos e tinha muitas escarras, por ter estado tanto tempo amarrado na cama. Os Auxiliares Invisíveis o pegaram, chamaram sua mãe e pediram que ela pegasse lençóis limpos para sua cama e roupas limpas para colocar nele. Eles trocaram a roupa de cama, curaram suas feridas e o deixaram confortável.
Quando a mãe do homem o viu, ela ficou muito surpresa.
“Oh, senhora! Ele vai nos machucar”, disse ela.
“Não, mãe. Estou bem agora”, disse ele com uma voz suave e clara. “Esses Anjos me ajudaram e curaram as feridas. Mãe, louvado seja Deus de quem todas as bênçãos fluem.”
Sua mãe se ajoelhou aos pés da Auxiliar Invisível. “Anjo, agradeço a ti e a Deus”, disse ela.
Depois que os Auxiliares Invisíveis colocaram o homem em sua cama limpa, eles se sentaram, contaram à família sobre seu trabalho e como qualquer um pode fazê-lo. Eles explicaram como uma pessoa deve viver para ser um Auxiliar Invisível e sair para ajudar os enfermos.
O homem que havia sido curado disse a eles que queria ser um Auxiliar Invisível.
“Eu também quero fazer esse tipo de trabalho”, disse a mãe.
Os Auxiliares Invisíveis os deixaram incrivelmente felizes e continuaram com seu trabalho. Agora podemos ter certeza de que se esse homem começar um ensino oculto seguro, ele será um aluno fiel. Ele não se desanimará tão rapidamente, como muitos Estudantes comuns hoje ficam.
Ele sabe que existem Auxiliares Invisíveis e sabe que as orações são respondidas, quando vêm de um coração sincero.
Ele teve uma lição severa, mas todos nós aprendemos mais com nossos infortúnios do que com os acontecimentos agradáveis da vida.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma família em um dos estados do oeste, e eles encontraram duas mulheres obsidiadas. O avô acabara de morrer, a avó estava desaparecida e a mãe agia de uma maneira muito estranha. Os membros da família estavam perdidos e não sabiam o que fazer.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que a avó estava obsidiada e já fazia cinco anos. Quando ela estava obsidiada, ela agia como um urso ou algum animal grande e não era capaz de falar ou se mover normalmente. Enquanto a coisa a estava obsidiando, ela rastejava para algum lugar e se escondia. Às vezes, ela ficava obsidiada por cinco ou seis dias e ficava sem comida e água. Isso preocupou muito seu marido.
A avó estava desaparecida, nesse momento, e a Auxiliar Invisível disse que tentaria encontrá-la. Ela olhou em volta e a encontrou sob uma cama no sótão. Ela estava vestida com uma camisola. Ela estava com os joelhos dobrados e quase morta, pois já havia passado quinze dias debaixo da cama. O Auxiliar Invisível viu imediatamente qual era o problema e logo a livrou da entidade que a havia obsidiado, mas era tarde demais para salvar sua vida. A pobre mulher pediu água e morreu de fome e exposição, pois era inverno.
Então, uma jovem que era neta da mulher morta disse aos Auxiliares Invisíveis que sua mãe agia da mesma maneira e os levou para o quarto de sua mãe. Eles olharam para a mulher na cama.
“Por favor, me ajude”, disse ela. “Eu não aguento mais isso.”
O Auxiliar Invisível passou através dela e ordenou que a entidade saísse, e a entidade saiu, e o Auxiliar Invisível logo a ajudou a se recuperar e ela ficou extremamente grata. Os membros da família ficaram incrivelmente felizes com a recuperação dela, pois temiam que ela não viveria muito.
A maioria de nós mal se dá conta dos perigos da obsessão e dos sofrimentos dos Egos que devem passar por experiências tão angustiantes e de suas famílias que vivem vidas de medo, sem nunca saber o que acontecerá em seguida para assustá-los ou causar-lhes problemas.
Aqui está a história de como um vampiro foi destruído. Tarde da noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam viajando em um bonde em uma cidade do leste. Havia um homem sentado em uma cadeira perto deles. Uma vampira entrou furtivamente no bonde, se sentou ao lado do homem e colocou os braços ao redor dele. Ela parecia uma mulher de pele escura, mas não tinha um Corpo Denso.
O homem começou a orar, pois tinha medo de morrer. Ele podia sentir que estava ficando cada vez mais fraco. Os Auxiliares Invisíveis puderam ver o Corpo de Desejos dessa concha absorvendo a vitalidade do Corpo Vital do homem.
Um dos Auxiliares Invisíveis tocou nas costas do vampiro e falou com ela. “Saia”, disse ele. Ela fez várias caretas feias para ele, mas obedeceu ao comando.
Então, o Auxiliar Invisível foi para a parte traseira do bonde, se materializou e falou para o condutor: “Um dos homens no bonde está doente”, disse ele, “e deve ter atendimento médico urgente”.
O condutor se aproximou do homem e o observou: “Sim, ele parece doente. Eu vou cuidar disso agora.”, disse o condutor.
Os dois Auxiliares Invisíveis, então, deixaram o bonde e seguiram aquele vampiro que foi para uma das ilhas das Índias Ocidentais, onde o viram ir para um cemitério e entrar em um cadáver humano que estava cheio de sangue fresco.
Um vampiro é uma entidade perversa que tem o poder de se manter por meio do sangue coagulado de uma pessoa, desde que entre no corpo logo após a morte.
O Auxiliar Invisível perguntou a sua companheira se ela estava com medo de entrar no buraco, expulsar o vampiro e destruir o corpo.
“Não estou; vamos lá!”, ela respondeu, e então eles desceram e expulsaram o vampiro do corpo. Eles descobriram que o vampiro havia consumido o corpo da pessoa e deixado os ossos e a pele intactos. Ele havia depositado sangue da substância de pessoas vivas e usado esse lugar como um lar.
Depois que o vampiro foi expulso, os Auxiliares Invisíveis materializaram as mãos, abriram a pele do corpo e o sangue fluiu para a terra. Isso fez com que o vampiro morresse lentamente. Esse vampiro era um ser humano muito perverso que não desejava morrer. Na sua morte, ele tomou posse desse cadáver.
Um vampiro pode se manter fora do Mundo do Desejo por centenas de anos, absorvendo a vitalidade de um ser humano como os Auxiliares Invisíveis viram que esse fez. Pessoas que se sentam ao lado de um vampiro, logo começam a se sentir exaustos.
Outra noite, os Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo uma cidade em um estado do oeste e viram uma menina lutando contra um vampiro. Ele tinha um corpo de ser humano e mãos como garras longas, uma cabeça como a de um lobo e pés parecidos com garras extralongas.
Essa coisa de aparência horrível estava tentando alcançar a criança e ela estava lutando com um longo bastão.
“Vá buscar os pais da criança e traga uma faca comprida”, disse o Auxiliar Invisível a sua companheira, “e enquanto isso eu cuidarei da menina”.
Quando a mãe veio, ela começou a gritar, pois tinha medo de ir até a menina. O pai estava apavorado demais para ajudá-la. A Auxiliar Invisível disse aos pais que a acompanhassem para que pudessem ver o que a filha estava fazendo.
O vampiro se virou e olhou para as pessoas e para a Auxiliar Invisível. Ele soltou uma risada diabólica e falou com a voz rachada: “Ela me teve como servo há quatro mil anos, quando morava no Egito e eu tive seu corpo por três mil anos. Agora vou recuperá-lo. Ela está brincando comigo há três anos, e agora que ela é uma mulher, e eu vou levá-la”. O Auxiliar Invisível perguntou à mãe da menina quantos anos sua filha tinha, e ela disse que a criança tinha treze anos. Então os Auxiliares Invisíveis souberam que o Corpo de Desejos da garota havia nascido.
O Auxiliar Invisível chamou uma Irmã Leiga por meio do pensamento e perguntou-lhe se ele poderia ajudar aquela garota e ela disse que sim.
A mãe assustada começou a clamar a Deus para ajudar sua filha.
“Dê-me a faca”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, tenha cuidado”, respondeu a outra Auxiliar Invisível, enquanto lhe entregava a faca que trouxera. “Eu irei com você, se você quiser”.
“Não, irmã. Deixe apenas um de nós se envolver e não os dois”, disse ele.
O Auxiliar Invisível foi até o vampiro. O vampiro pulou, então, no Auxiliar Invisível e a outra Auxiliar Invisível gritou. O Auxiliar Invisível deu um passo para o lado e deixou o vampiro cair sobre a faca, e o que parecia ser seu Corpo Denso foi aberto. O vampiro uivou e partiu para a floresta, e os Auxiliares Invisíveis o seguiram. Eles entraram em uma caverna, ou um buraco, sob uma grande árvore coberta por grama e ervas daninhas.
Lá eles encontraram um corpo de mulher que estava toda roxa muito escura que já estava morta há algum tempo. O Auxiliar Invisível a abriu e o vampiro uivou, gemeu, desapareceu, foi para o Mundo do Desejo para receber sua tão demorada punição.
O Auxiliar Invisível olhou em volta para ver se conseguia ver mais corpos. Ele encontrou o corpo de um homem e o cortou, e veio um vampiro muito mau e feroz. Os Auxiliares Invisíveis deram um jeito rápido.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram ver a menina e seus pais, que esperavam o retorno deles. O Auxiliar Invisível perguntou-lhes como ela conheceu a coisa.
“Um dia, quando eu estava caçando violetas”, disse ela, “cruzei com ele e pensei que fosse uma velha. Ela me contou muitas histórias e me disse para não contar aos meus pais. Um dia, quando eu não estava me sentindo bem, ele me agarrou e me abraçou. Quando me soltou, eu estava tão mole e fraca que mal conseguia chegar em casa (O vampiro havia minado sua vitalidade absorvendo um pouco de seu Corpo Vital). Hoje eu o encontrei novamente na floresta e ele queria me abraçar, mas lutei contra isso até que vocês vieram e me ajudaram”.
Os Auxiliares Invisíveis viram que depois que o vampiro expulsou esse Ego – a menina -, que tinha sido um homem em uma vida anterior, ele tomou seus veículos, ou seja, seu Corpo Vital, seu Corpo de Desejos e sua Mente, e os manteve por quase três vidas e depois desistiu deles, foi para o Purgatório e foi punida por todos os erros que havia cometido. Ela então renasceu em uma família nos Estados Unidos. A menina estava com a saúde debilitada e essa experiência a curou de seu desejo de encontrar aquele vampiro ou qualquer outro. Os pais perguntaram aos Auxiliares Invisíveis quem eles eram, eles lhes contaram seu trabalho e depois foram embora.
Os Estudantes Rosacruzes devem aprender tudo o que puderem sobre obsessão para que possam ser mais úteis em ajudar os outros e, assim, eles podem evitar todas as práticas prejudiciais e negativas que podem fazer com que uma entidade tente obsidiá-los.
Se estivermos fazendo o que é certo e vivendo uma vida reta e útil, não precisamos temer as investidas do mal, pois elas não serão capazes de nos prejudicar de forma alguma. Devemos tentar pensar de forma construtiva e evitar nutrir pensamentos de ódio ou vingança contra alguém.
Uma Estudante viu um vampiro em seu quarto quando ela estava doente. Ela se perguntou se os vampiros circulavam pelos quartos dos doentes e observavam para ver qual seria o resultado.
“Não era tão grande quanto o que tenho uma foto em um livro”, disse ela, “mas era muito diferente. Seu corpo era inclinado, com a parte frontal mais baixa que o resto. Tinha uma pequena cabeça redonda, olhos e cabelos escuros, e asas muito proeminentes. As asas não eram parecidas com uma teia, mas mais parecidas com as asas de uma borboleta com linhas cruzadas em uma substância semelhante a uma gaze. Isso me lembrou de um daqueles aviões que parecem pássaros. Ele me examinou atentamente, traçou uma linha reta no meu rosto e eu cheguei bem perto dele. Eu o achei muito nervoso.
“Pensei comigo mesmo: ‘Vou resolver esse problema’ e acendi uma luminária de piso. A criatura estava entre a luminária e eu. Coloquei uma tesoura na mesa e decidi cortar suas asas, se ele viesse de novo perto de mim, mas nunca mais o vi. “
A Estudante descobriu, mais tarde, que o vampiro veio com uma amiga dela que é muito negativa. Provavelmente o vampiro esperava encontrar uma oportunidade para obsidiar essa amiga.
Aqui está um caso de como uma garota foi salva de uma tentativa de assassinato por uma tia louca.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa para salvar uma menina que fora, com seu irmão gêmeo, visitar a tia e o tio dela. A tia era uma mulher que tentava fazer tudo o que pensava que os modernos estavam fazendo. Ela até começou a fumar cigarros de maconha, e esses cigarros horríveis a deixaram louca. Em seguida, ela não gostou da sobrinha porque tinha inveja da beleza dela. Ela planejava entrar no quarto da garota e matá-la prendendo a respiração.
A mulher devia estar obsidiada por uma entidade muito perversa, pois entrou no quarto onde a menina dormia, se esgueirou para a cama e subiu no corpo da menina, segurou-a e começou a asfixiá-la para matá-la. Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvá-la. Eles correram para o local e viram o que estava acontecendo. Por um tempo, a garota não conseguiu respirar e lutou desesperadamente para se libertar, mas não era páreo para a louca.
Os Auxiliares Invisíveis não conseguiam soltar a mulher da garota apavorada sem machucá-la, então o Auxiliar Invisível fez com que a mulher ficasse imóvel suspendendo a gravidade e ela flutuou com as mãos e os pés deixando de segurar o corpo da garota.
Um Auxiliar Invisível ligou para o marido da mulher e contou-lhe o que havia acontecido. O marido disse que estava preocupado e temia que algo acontecesse. O Auxiliar Invisível disse a esse homem que seria melhor internar sua esposa em um hospital, porque ela nunca ficaria boa.
O homem carregou sua esposa louca escada abaixo e os Auxiliares Invisíveis a viram agitando os braços e movendo as pernas descontroladamente.
Um dos Auxiliares Invisíveis também notou a sombra da mulher em movimento na parede enquanto esperavam. O homem trancou a esposa em um armário e chamou um médico.
A menina assustada queria sair dali imediatamente e voltar para casa. Seu irmão gêmeo saiu correndo de seu quarto para ver o que havia causado o problema. “Sonhei que minha tia estava matando minha irmã e que eu não tinha forças para ajudá-la”, disse ele.
“Quando acordei, fiquei confuso e não conseguia entender o que estava acontecendo. O que estava acontecendo com a irmã estava acontecendo comigo e mesmo assim não vi ninguém.”
Um dos Auxiliares Invisíveis disse ao jovem que o forte vínculo de amor e afinidade entre eles o levou a captar os sentimentos dela por ação reflexa. A garota era o ego mais forte dos dois e exercia uma influência muito boa sobre o irmão.
O irmão logo arrumou as roupas dele e da irmã e os dois se prepararam para partir. O tio ficou muito chateado com o que aconteceu e queria que eles saíssem de qualquer perigo que pudesse acontecer em sua casa. Os jovens foram embora e os Auxiliares Invisíveis continuaram seu trabalho.
A Auxiliar Invisível também assumiu o forte sentimento de terror da moça e se lembrou muito claramente da experiência ao acordar na manhã seguinte. Se os fumantes de cigarros apenas percebessem seu perigo, eles lutariam com todas as forças para superar esse hábito de fumar, pois estão sempre sob o risco de receberem um cigarro com drogas que pode levar ao fumo de cigarros contendo maconha, o que leva os usuários a cometerem muitos crimes que levam à prisão e à morte.
Aqui está como um vampiro foi destruído nas Ilhas Índias Ocidentais.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um determinado lugar para salvar uma garota negra. Uma cerimônia estava sendo realizada e alguns homens iam matar uma garota para agradar a um vampiro. Ela estava com muito medo e não queria morrer. Os Auxiliares Invisíveis viram o vampiro, que estava próximo. Essa coisa horrível estava parada ao lado da garota esperando que o médico vodu cortasse a veia jugular em seu pescoço para que pudesse sugar o sangue que saísse de seu corpo.
Havia apenas uma coisa a fazer e o Auxiliar Invisível fez. Ele pegou a faca do médico nativo e cortou o vampiro ao meio. O Auxiliar Invisível fez isso tão rapidamente que ninguém sabia o que havia acontecido.
Então o Auxiliar Invisível soltou a garota, recolheu as roupas que eram dela e logo deixou o local e depois deixou a ilha. As ilhas eram tão distantes uma da outra que os Auxiliares Invisíveis não queriam carregar a garota assustada para a próxima ilha, mas eles tinham que fazer isso para salvar sua vida. Os Auxiliares Invisíveis a levaram para outra ilha e disseram a ela para não voltar, pois os nativos certamente a matariam se a encontrassem. Ela disse que ficaria longe daquele lugar.
Uma noite, quando alguns Auxiliares Invisíveis estavam olhando vitrines em uma das grandes cidades da Europa, eles viram uma mulher largar seus pacotes de Natal e começar a pedir ajuda às pessoas próximas, pois ela disse que algo a pegava. Algumas pessoas disseram que ela devia ser viciada em drogas, enquanto outras disseram: “Ela está sofrendo de alucinação”.
Alguém chamou um médico, e ele veio e disse que ela estava bem, mas estava sofrendo de algum tipo de tensão mental. Um Auxiliar Invisível pediu ao outro que fizesse o que pudesse por ela e esse foi em direção a ela.
“Por favor, me ajude”, disse ela.
“Eu farei o que puder”, disse ele.
O Auxiliar Invisível disse ao médico e a um policial para segurar a mulher com força porque ela agiria como se tivesse um ataque. Então, o Auxiliar Invisível disse à entidade que a tinha obsidiada para sair da mulher. A entidade ergueu a cabeça e começou a falar.
“Dez séculos atrás, eu era seu servo e segui suas dez vidas para receber meu pagamento. Eu a tive por uma vida depois que ela morreu durante os tempos da Atlântida.”
O Auxiliar Invisível viu, em um flash, que ela viveu uma vida religiosa reta e limpa por nove vidas e que já tinha expiado seus erros.
Ela teve uma influência tão forte sobre a entidade que a seguiu vida após vida. Ela estava ciente de que algo a seguia, e apenas um fino véu a separava disso. Toda a sua vida ela teve o medo de que algo quisesse machucá-la. Tudo isso foi mostrado ao Auxiliar Invisível em um flash e, então, ele disse à entidade para sair do corpo dela.
A entidade se recusou e o Auxiliar Invisível a atravessou e ela saltou e subiu em uma chama azul com um uivo, e a mulher começou a agir como se tivesse um ataque. O ar logo cheirou como se alguém estivesse queimando enxofre ou algo sulfuroso. Algumas das mulheres próximas desmaiaram e algumas pessoas se afastaram do cheiro.
“Algo está errado com ela”, disse o policial.
“Não sei o que é”, comentou o médico.
Depois que a mulher se acalmou, o Auxiliar Invisível falou com ela.
“Minha amiga, vá em paz. Você nunca mais será incomodada.
Viva uma vida reta e limpa e um dia você encontrará o caminho que a levará ao Templo. Você se recusou a aceitá-la há dez séculos. Você pagou por seus pecados agora e terá outra oportunidade de seguir em frente. “
“Oh, obrigado!”, ela disse. “Eu irei até a minha mãe e contarei a ela tudo o que aconteceu.” Ela parecia ter cerca de vinte e cinco anos e não era casada. O policial e o médico queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis.
“Somos amigos da humanidade”, disseram eles e desapareceram e continuaram seu trabalho.
Os hospitais psiquiátricos estão cheios de pacientes que, na verdade, estão obsidiados. Algumas dessas pessoas podem ser curadas e são curadas por meio da cura espiritual. Muitas pessoas não podem ser curadas e devem continuar vivendo como estão até que a morte os liberte, temporariamente.
Visto que a mediunidade é perigosa, não devemos ter nem o mínimo contato com ela. Devemos evitar as bebidas alcoólicas e todas as bebidas intoxicantes, pois isso tende a tornar as pessoas mais negativas e isso atrai elementais. Pessoas com delirium tremens realmente veem o que descrevem em seus delírios. Devemos levar uma vida reta e íntegra e não prejudicar nossos semelhantes ou nossos irmãos mais novos, os animais e, assim podemos evitar a obsessão.
Melhor ainda, podemos nos tornar servos dos Irmãos Maiores e, se formos fiéis, poderemos ajudar outras pessoas que foram descuidadas nas suas vidas passadas e mesmo na sua atual vida. Podemos ter permissão para curar pessoas que se tornaram vítimas de entidades obsessoras. Assim, avançaremos no caminho que conduz a Deus, nosso Pai Divino.
[1] N.T.: Irmão Leigo ou Irmã Leiga– Vivem em diferentes partes do mundo ocidental e receberam uma ou mais Iniciações de Mistérios Menores. Ou seja, depois de realizar a 1ª Iniciação Menor, torna-se Irmão Leigo da Ordem Rosacruz. Assim, a evolução dos Irmãos Leigos (ou Irmãs Leigas) é feita por meio de várias Iniciações Menores. São capazes de abandonar seu Corpo Físico conscientemente, assistir aos serviços e participar nos trabalhos espirituais no Templo da Ordem Rosacruz, junto aos Irmãos Maiores. Portanto: o Irmão Leigo ou Irmã Leiga percorre um caminho de nove graus com sessões no Templo Rosacruz à meia-noite, cada dia da semana para cada grau do primeiro ao sétimo, sendo as reuniões do oitavo e nono graus realizadas nos Equinócios. Também podem abandonar o Corpo Denso para diversas missões de serviço altruísta, amoroso e desinteressado. A última Iniciação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, nesta fase, é a 9ª Iniciação Menor. Esta é a última Iniciação disponibilizada pela Escola de Mistérios Menores da Ordem Rosacruz. A partir deste momento, o Irmão Leigo ou Irmã Leiga está preparado para tornar-se um Adepto.
[2] N.T.: Funcionário de um país responsável, em país estrangeiro, pela proteção dos interesses dos indivíduos e empresas que sejam cidadãos daquele país.
[3] N.T.: O Solstício de Junho varia entre 20 e 21 de junho, dependendo do ano.
[4] N.T.: ou 20, dependendo do ano.
Anjos, Devas e Espíritos da Natureza
Anjos, Devas e Espíritos da Natureza são todos seres reais e podem ser vistos por todos os Irmãos Leigos e Irmãs Leigas das verdadeiras Escolas de Mistérios, por pessoas com uma visão espiritual, por crianças que têm visão etérica e por Estudantes Rosacruzes e crianças, quando eles estão fora de seus Corpos durante o sono.
Quantas vezes as crianças perguntam se existem Fadas! Elas amam as histórias de fadas e acreditam nelas até ouvirem que não existem Fadas. A maioria dos adultos do mundo ocidental não acredita que esses adoráveis seres pequeninos existam. As Fadas são encontradas em todas as partes habitáveis da Terra hoje, assim como têm sido por milhares de anos. Algumas crianças sabem que existem Fadas porque podem vê-las.
Existem Fadas adultas (expressando o polo masculino ou o polo feminino) e crianças, e elas variam em tamanho de sete a dezoito centímetros de altura. Seus corpos são compostos de Éter, que é o material do qual nossos Corpos Vitais são construídos.
Normalmente, não podemos ver as Fadas, porque não podemos ver nada além de matéria física (da Região Química do Mundo Físico), que compõem os nossos Corpos Densos, bem como os dos vegetais e animais. Os Auxiliares Invisíveis, frequentemente, veem Fadas e sabem que são seres reais.
Aqui está a história verídica de uma garotinha que pode ver Gnomos e Fadas. Essa criança estava muito doente em um hospital onde alguns Auxiliares Invisíveis costumam ir. A casa dela era no interior, mas ela foi levada ao hospital da capital para que pudesse receber o melhor atendimento possível. Ela tinha cerca de sete ou oito anos de idade.
Quando os Auxiliares Invisíveis a viram, ela estava rindo e conversando com alguns Gnomos e Fadas. Havia quatro Gnomos, dois masculinos e dois femininos, que estavam de cada lado da cama da criança. Havia cerca de oito Fadas presentes, e eles estavam dando uma festa de Fadas.
A menina viu as pessoas vindo em sua direção e disse aos amiguinhos que era melhor eles irem, pois, as pessoas a fariam dormir. Os Auxiliares Invisíveis a ouviram e disseram: “Não, somos amigos dos Espíritos da Natureza”, e eles se juntaram à festa.
A menina pediu a um dos Auxiliares Invisíveis que dissesse à enfermeira para não a incomodar. Ela prometeu que não iria falar ou rir em voz alta, mas que ficaria muito quieta. Ela queria poder se sentar. O médico escreveu no prontuário que ela podia se sentar na cama à noite e que não devia ser incomodada. A Auxiliar Invisível se sentou na cama da criança, pois ela havia se materializado para se parecer como um corpo humano normal. As Fadas subiram nela e se sentaram em seus ombros, e ela se divertiu muito as observando.
Em poucos minutos, os Auxiliares Invisíveis tiveram que sair e os Gnomos se despediram apertando as mãos deles. Eles deixaram a menina, feliz, com seus pequenos amigos.
Não muito depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir para o Havaí, onde veriam uma festa de Fadas. Eles foram e viram uma visão grandiosa. A festa foi realizada em um lindo vale verde. Uma senhora Deva muito bonita estava flutuando lentamente acima, e de vez em quando ela se expandia, enviando raios de luz dourada que cobriam todo o vale e tocavam tudo nele. Então, as muitas Fadas lá embaixo se expandiam e enviavam raios da mesma cor, e esses raios tocavam tudo em seu entorno.
As Fadas estavam dançando, cantando e marchando. Havia Fadas adultas e Fadas bebês, masculinas e femininas, e eram pequenos seres maravilhosamente delicados. Elas pareciam pessoas bonitas e graciosas.
Os Auxiliares Invisíveis pensaram no Sonho de uma Noite de Verão de Shakespeare e sabiam que Shakespeare realmente via os Gnomos e as Fadas que colocava em sua peça.
O Deva mostrou aos Auxiliares Invisíveis que os reconheceu e ficou feliz em vê-los. Então um dos Auxiliares Invisíveis quis descer entre as Fadas, e o seu companheiro disse a ela para ir em frente. “Espere por mim”, disse ela, e então desceu para o vale e se sentou na grama entre as flores.
As Fadas foram até ela e subiram em cima dela, e ela segurou os pequeninos nas mãos. Então as Fadas foram até a grama, pegaram flores e um pouco de material etérico e fizeram uma grinalda, ou uma coroa, e a colocaram na cabeça da Auxiliar Invisível. Então eles dançaram ao redor dela dando as mãos. Mais tarde, eles largaram as mãos e cada um, por sua vez, dançou ao redor da Auxiliar Invisível, que estava feliz demais para falar.
Mais tarde, o outro Auxiliar Invisível disse que, quando a procurou, viu apenas uma luz brilhante onde ela estava sentada. O Deva disse que nenhum dano viria do contato das Fadas com a Auxiliar Invisível e que fariam o bem dela. Quando a dança acabou, a Auxiliar Invisível se levantou, e ela parecia uma pessoa diferente, pois seu Corpo Vital brilhava intensamente. Você, provavelmente, pode se lembrar de várias histórias de Fadas em que as crianças dançavam com as Fadas e as Fadas colocavam uma coroa de flores na criança.
Em uma noite, um garotinho viu um Gnomo enquanto ele estava fora de seu corpo durante o sono, mas ele não sabia o que viu ou que estava andando em seu Corpo Vital. Sua professora pediu-lhe que escrevesse sobre um sonho que ele teve, e ele escreveu assim: “Sonhei que estava em uma ilha e que estava sozinho. Eu estava caminhando e cheguei a um precipício. Vi que era muito fundo e não sabia o que fazer. Tentei descer colina abaixo, mas não consegui. Não sabia o que fazer então. Um homenzinho apareceu de repente: “Garotinho, por que você chora?” ele me disse.
“Porque eu quero passar para o lado de lá, eu disse. De repente, eu voei. Então minha mãe me disse que era hora de ir para a escola.”
Aqui está a história de um menino que pôde ver os Espíritos da Natureza quando estava fora de seu corpo. Um dia, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por um parque nos Estados Unidos e viram um garotinho que havia perdido os pais. Ele estava deitado debaixo de uma árvore dormindo. O Ego do menino havia saído do seu corpo, e estava brincando com dois Gnomos e duas Fadas quando os Auxiliares Invisíveis foram até ele.
Ele correu para os Auxiliares Invisíveis e disse que queria sua mãe.
“Os pequeninos não vão me levar para casa”, disse ele. “Minha mãe me contou sobre os Anjos, e eu acho que você se parece com eles porque você é todo brilhante e branco.”
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram à criança onde ela morava, mas ela não sabia. Um dos Gnomos disse que mostraria aos Auxiliares Invisíveis onde o menino morava. As Fadas beijaram a criança e os Auxiliares Invisíveis o acordaram e o carregaram para casa.
A mãe do menino estava muito preocupada com o seu filho. Disse que sabia que a mata estava infestada de cobras. Ela pegou o filho nos braços o abraçou e beijou com alegria. Depois disso, a criança disse a ela que dois homenzinhos o observavam enquanto ele dormia e, então, quatro menininhas vieram e brincaram com ele.
Um dos Auxiliares Invisíveis explicou à mãe que se tratava de Gnomos e Fadas e que, quando ele saía do corpo durante o sono, podia vê-los e falar com eles, e que eles o protegiam de todo mal.
Os Espíritos da Natureza poderiam tê-lo levado para casa em seu Corpo Vital, mas isso teria sido inútil porque não poderiam ter feito a mãe entender onde estava seu Corpo Denso, porque ela não podia ver ou ouvir Gnomos ou Fadas.
Os Auxiliares Invisíveis podiam levar a criança para casa porque podem materializar Corpos Densos, carregá-lo para casa e depois desmaterializar novamente e continuar com seu trabalho. A mãe queria saber se os Auxiliares Invisíveis eram humanos e como eles encontraram a criança. Eles então contaram a ela sobre seus ensinamentos, e ela ficou muito interessada.
Uma certa Estudante sempre amou contos de Fadas, e depois que ela se interessou pelos ensinamentos ocultistas e místicos, ela desejou muito ver algumas Fadas e alguns Gnomos. Em várias ocasiões, ela encontrou várias pessoas que podiam vê-los, e eles lhe contaram sobre alguns dos Espíritos da Natureza que haviam visto.
Então, certa manhã, ela se lembrou de ter visto um pequeno Gnomo no sótão de uma velha casa durante a noite, enquanto estava fora de seu corpo durante o sono. O querido pequenino parecia ter cerca de sessenta centímetros de altura. Ele estava trabalhando com algumas peças de cerâmica curiosas. Ele desejava preservar a escrita antiga que estava começando a se desintegrar.
Então, outra manhã, essa Estudante acordou com as memórias mais deliciosas do que tinha visto. Ela se lembrava muito claramente de estar em uma bela casa onde havia duas grandes salas de estar conectadas. Em cada sala havia sofás e poltronas confortáveis.
Em uma dessas salas havia um fogo de lenha queimando brilhantemente em uma lareira. Havia várias pessoas sentadas e conversando alegremente entre si. A Estudante se sentou em um sofá, e alguém possibilitou que ela visse os Espíritos da Natureza que estavam presentes. Ela viu uma série de belas Fadas vivas se movendo na sala, e elas eram os pequenos seres mais delicados que se possa imaginar.
A Estudante viu, também, Sílfides e Ondinas se movendo em grupos no ar. Esses lindos seres pequenos pareciam estar vestidos com cortinas graciosas e pareciam ter asas transparentes.
Os Silfos (ou as Sílfides) e as Ondinas são Espíritos da Natureza que trabalham com o ar e a água, respectivamente, e causam as variações do tempo que não são devidas ao calor ou ao frio. Eles também causam trombas d’água no mar. Quando os Silfos se reúnem em grande número sobre uma grande massa de água, as Ondinas tentam atraí-los para a água.
Em seguida, os Silfos tentam atrair as Ondinas e, quando conseguem, costumam formar uma tromba d’água. Isso faz com que o ar fique tenso. Essa visão é inspiradora. A água expande em uma enorme massa como se tentasse alcançar o céu.
Depois a Estudante viu vários pequenos Gnomos espertos que estavam vivos e ativos. Pareciam muito velhos, com longos bigodes brancos e ombros curvados. Eles usavam ternos cinza ou marrons e sapatos com biqueiras pontudas para cima. Os corpos e as roupas dos Gnomos, bem como dos demais Espíritos da Natureza, são compostos de Éter. Foi uma visão incrível para a Estudante e fez com que ela ficasse muito feliz.
Então a Estudante olhou para a lareira e viu algumas Salamandras, ou Espíritos do Fogo. Elas pareciam ter um pouco mais de vinte e dois centímetros de altura e eram de um vermelho alaranjado brilhante. Elas tinham corpos esguios e elegantes que pareciam ficar de pé. Seus corpos estavam em constante movimento e eram estranhamente belos e fascinantes de se ver. Elas estavam vivas e reais, e não havia dúvida sobre isso, pois a Estudante as via claramente. Desde então, ela viu outros Espíritos da Natureza.
Então, em um dia de outono, essa mesma Estudante se lembrou de ter visto um Deva. O Deva era muito grande e parecia maior do que um ser humano. Ele estava suspenso no ar sobre um belo vale de um rio verde perto de uma floresta. Ele parecia um belo jovem vestido com cortinas elegantes e esvoaçantes. Seu cabelo era bastante curto e muito liso. Ele tinha uma expressão agradável no rosto e parecia estar se movendo muito vagarosamente. Não havia dúvida de que ele estava muito vivo e real. A Estudante e sua amiga olharam com muito cuidado para o Deva e viram sua bela aura, que era de vários tons de roxo, lilás, amarelo e dourado. Parecia um arco-íris e cobria todo o vale como um guarda-chuva.
Em outra ocasião, a Estudante se lembrou de ter visto duas lindas Fadas enquanto dormia. Ela foi enviada a algum lugar para ajudar algumas pessoas que estavam sendo cobradas a mais por sua senhoria. A família consistia em um pai, uma mãe e dois filhos.
As pessoas tinham um pequeno papagaio cubano verde em uma grande gaiola feita em casa. O Auxiliar Invisível subiu e olhou dentro da gaiola e ficou encantado ao ver que o papagaio tinha companhia. Havia duas Fadas sentadas em uma prateleira em sua gaiola. Elas pareciam ter cerca de trinta centímetros de altura, mas não estavam de pé. Elas pareciam ser mais altas do que o papagaio. As Fadas pareciam jovens de cerca de quinze anos. Elas estavam com os braços em volta do pescoço uma da outra, e riam e conversavam alegremente.
Enquanto o Auxiliar Invisível as observava, ela as viu deslizar ao longo da prateleira. Elas se atrelavam a isso como as crianças fazem nas brincadeiras. Tanto o menino Fada quanto a menina Fada eram esguios e graciosos. Ambos eram loiros, com cabelo amarelo claro. O cabelo do menino estava repartido e a menina tinha uma franja que caía sobre a testa. As Fadas pareciam estar vestidas com cortinas brilhantes que as vestiam de forma mais atraente. Pareciam jovens bonitos, e o Auxiliar Invisível gostou muito deles. Eles tinham radiações de força que pareciam emanar deles.
Não é de se admirar que o povo da Época Atlante lamentou sua grande perda ao privar-se do contato direto com os Espíritos da Natureza e outros seres e não poder mais vê-los!
As Fadas trabalham sob a direção dos Radiantes. Alguns Devas vivem na terra e alguns vivem no ar. Alguns vivem no oceano e trabalham com os Espíritos da Natureza. Existem fluxos de energia saindo de cada lado deles. Os Devas trabalham com os Irmãos e Irmãs Leigas das diferentes Escolas de Mistérios.
Há uma senhora Deva muito bonita em algum lugar da Ásia Menor, onde há uma sede para os Devas. Outro Deva se alterna com ela no trabalho que está sendo realizado. Esses grandes Devas curam muitas pessoas que vão lá em peregrinações todos os anos. Os Auxiliares Invisíveis, às vezes, podem estar presentes nesse santuário.
Alguns anos antes, alguém de sua família pegou uma corujinha e ela a colocou em uma gaiola. Um pequeno Gnomo veio até ela e a fez entender que ele queria que ela libertasse a coruja. Ela carregou a coruja na gaiola para um grande parque na cidade onde morava, abriu a gaiola e deu liberdade à pequena coruja. O Gnomo agradeceu e desapareceu.
A senhora contou ter visto uma Ondina que ela chamou de Fada do mar. Ela e sua filha estavam fazendo uma viagem marítima. Um dia ela viu uma Ondina parada na amurada do navio olhando para ela. Ele parecia estar usando uma espécie de coroa. Ela ficou parado na grade por alguns momentos e então desapareceu.
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis entraram em contato com algumas Salamandras destrutivas e fizeram-nas ir embora. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um lugar onde viram um grande edifício em chamas. O Corpo de Bombeiros estava a caminho, quando chegaram ao local. As chamas estavam saindo de muitos pontos do edifício. Os bombeiros colocaram escadas para resgatar as pessoas.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma família que estava sendo envolvida pelas chamas, e ninguém ia salvá-la. Um dos Auxiliar Invisível perguntou a alguém distante se ela poderia ser salva, e a pessoa disse: “Sim”.
Os Auxiliares Invisíveis entraram no prédio e subiram para a sala onde estavam as três pessoas. A criança estava consciente e a mulher quase inconsciente. Os Auxiliares Invisíveis não podiam sair pela janela porque as chamas dos andares de baixo estavam subindo. O Auxiliar Invisível disse à sua companheira que parasse as chamas e saísse pela janela.
Ela foi temporariamente dotada com o poder de comandar as Salamandras, ou Espíritos do Fogo, que fazem todos os fogos queimarem e todas as armas dispararem. Ela disse às Salamandras para pararem as chamas naquele lugar, e elas obedeceram.
Os bombeiros colocaram uma rede e mandaram os Auxiliares Invisíveis pularem. Um Auxiliar Invisível sabia que não era seguro pular da janela do terceiro andar para dentro da rede e que o peso iria quebrá-la.
Ele disse à outra Auxiliar Invisível para pegar a mulher e pular inclinado para não acertar a rede. Ela fez isso e mais tarde se lembrou de como flutuou para baixo com segurança enquanto os bombeiros direcionavam um grande jato de água para o fogo.
O outro Auxiliar Invisível carregou o homem, e a primeira Auxiliar Invisível voltou e pegou a criança no momento em que o chão cedia. Esse é um exemplo do tipo de trabalho realizado pelos Auxiliares Invisíveis.
Eles não apenas salvam pessoas, mas também salvam muitos animais de incêndios. Certa vez, um Auxiliar Invisível se lembrou de ter tirado um lindo gato de um prédio em chamas. As pessoas que estavam lá assistindo ao fogo ficaram surpresas ao vê-la sair com um enorme gato de estimação nos braços.
Um dia na primavera houve um grande incêndio florestal na América do Sul. Alguns meninos que estavam caçando começaram o fogo. Sete grupos de Auxiliares Invisíveis foram enviados lá para salvar o povo. Eles viram muitas cobras e animais correndo à frente do fogo, mas o fogo os pegou e queimou-os. Os Auxiliares Invisíveis viram o Espírito-Grupo dessas criaturas se contorcendo de dor. Os Espíritos-Grupo disseram que os Auxiliares Invisíveis nada podiam fazer a não ser salvar as pessoas que viam.
Um Auxiliar Invisível disse que nunca tinha visto Salamandras tão ferozes antes. As Salamandras eram grandes e pequenas e correram atrás de todos. Os Auxiliares Invisíveis salvaram muitas pessoas e fizeram tudo o que puderam para alertar a todos sobre o perigo iminente. O vento soprava forte e carregava as chamas rapidamente. Uma grande Salamandra correu atrás de um dos Auxiliar Invisível, e ela esqueceu que estava fora de seu corpo e não poderia se ferir.
Ela pegou uma criancinha indígena e a carregou cerca de oito quilômetros antes de perceber que a conduzia. Então ela teve que levar a criança de volta. O pequeno menino havia adormecido e não demonstrava medo.
Os Auxiliares Invisíveis sentiram muita pena dos Espíritos-Grupo que tiveram que sofrer porque muitos de seus pupilos foram queimados.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram uma senhora Gnomo nos degraus da varanda da casa de um dos Auxiliares Invisíveis. Ela foi para a sala mais tarde e olhou para a Auxiliar Invisível. Ela disse que a tinha procurado porque era a pessoa mais quieta da casa.
“Eu gosto de você e voltarei, e você me verá e me conhecerá bem”, disse ela à Auxiliar Invisível.
Na manhã seguinte, a Estudante se lembrou de ter visto a senhora Gnomo e ficou muito feliz em pensar que a senhora Gnomo gostava dela. Essa Gnomo parecia ter cerca de sessenta centímetros de altura e grandes feições. Seu nariz era comprido e ela parecia muito velha e séria. Ela se assemelhava a muitas ilustrações de Gnomos que os artistas pintaram para ilustrar livros para crianças. Lembremo-nos de que existem Gnomos e que através dos tempos os seres humanos os viram e fizeram amizade com eles.
Para fazer-se amigos das Fadas é necessário desenvolver seu Corpo-Alma. É preciso não ter preconceitos. Não deve haver ódio, malícia ou inveja no coração.
A pessoa deve estar disposta a tratar a todos como deseja ser tratada. Esse é o requisito mais importante. Sem ele, é inútil desejar ver os Espíritos da Natureza. Não é necessário ter visão espiritual, mas é preciso ter um Corpo-Alma parcialmente desenvolvido, ser capaz de usá-lo e sair como um Auxiliar Invisível para ajudar a humanidade e o reino animal.
Aqui está uma verdadeira história de Fadas dos tempos modernos. Em uma manhã de outubro, um Auxiliar Invisível estava sentado em sua sala na escrivaninha. Uma família de Fadas entrou, foi até o topo de sua escrivaninha e sentou-se perto do aquecedor que havia na sala.
“Meus amigos”, disse o Auxiliar Invisível, “como vocês se dão neste tempo frio? Vocês deveriam estar perto do equador”.
“Estávamos hospedados na casa de uma senhora”, disse a mãe Fada, “mas ela começou a ficar desagradável e tivemos que ir embora”.
“Eu também sou mal e como uma Fada em cada refeição”, disse o homem em tom de brincadeira.
A mãe Fada riu, mas a pequena Fada ficou nervosa. “Mamãe!” ela disse, “ele vai me comer?”
“Não, querida. Ele está só brincando”, respondeu a mãe.
“Venha aqui, minha doce Fada”, disse o homem. A pequena Fada aproximou-se dele muito timidamente e ele a pegou no colo. Ela tinha cerca de dez centímetros de altura e era bonita demais para ser descrita. As Fadas mamãe e papai tinham cerca de quinze centímetros de altura, e o menino Fada era menor.
“O que você quer que eu faça?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Leve-nos para um lugar perto da América do Sul”, disse ela.
“Como posso fazer isso sem congelar você?”, o Auxiliar Invisível perguntou.
“Faça um casaco de desejo”, disse a senhora Fada. “Então vamos nos encostar no seu peito, e vamos nos manter aquecidos”.
“Você não pode fazer um?”, ele perguntou.
“Não, porque pertenço à Região Etérica”, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível perguntou a alguém à distância por meio do pensamento se ele poderia ajudar as Fadas, e ele recebeu permissão. Ele se deitou e logo estava fora de seu corpo. Então ele fez um casaco de tecido de desejo e o vestiu. Em seguida, ele colocou as Fadas dentro dele, em seu peito, saiu pela janela e partiu para o sul. A mãe Fada deu-lhe instruções sobre como ir.
Eles logo se encontraram na América Central e chegaram a um “país das Fadas”.
Pareceu ao Auxiliar Invisível como se houvesse um milhão de Fadas ali.
Havia um Deva muito adorável, elevado no ar, acima deles enviando belos raios de luz e energia para baixo, para seus protegidos, as Fadas. O Auxiliar Invisível colocou as quatro Fadas no chão, e elas agradeceram por ele parar de estudar para carregá-las para casa. O Auxiliar Invisível olhou por todo o lugar para ver se ele podia ver algo que pudesse prejudicar as Fadas, mas não havia nada.
Ele então perguntou ao Deva se poderia trazer um amigo dele para ver as Fadas naquela noite, e ela disse: “Sim”.
Aqui está uma história notável sobre como alguns homens aleijados foram curados por um Deva. Uma Irmã Leiga levou alguns Auxiliares Invisíveis com ela uma noite em um santuário na parte ocidental da Europa. Em seguida, ela pediu a um dos Auxiliares Invisíveis para ser instrutor de alguns outros Auxiliares Invisíveis que estavam presentes. Havia quatorze na classe. Eles foram trazidos a esse lugar para ver o Festival de Setembro.
Primeiro, houve um serviço devocional no Templo de oito lados. Em seguida, os membros da classe caminharam pelo templo e admiraram as belas pinturas. Havia muitas fotos lindas da Sagrada Família reunida e fotos de Maria, José e Jesus sozinho. Eles haviam sido lindamente pintados anos antes, mas as cores ainda eram brilhantes e lindas.
Um Auxiliar Invisível encontrou uma foto da Sagrada Família que era incomumente atraente e real. Tinha sido pintada com cores delicadas e ele ficou encantada com ele e achou que era uma pintura notável. Algumas dessas pinturas pareciam ser muito antigas.
O mais marcante da viagem foi a cura de quinze aleijados que, após o serviço devocional, se ajoelharam diante do altar do santuário. Os Auxiliares Invisíveis viram um lindo Deva com uma aura amarela muito grande vir e ficar diretamente sobre eles no ar. Eles podiam ver muitos raios mutáveis que pareciam raios de luz fluindo sobre os homens, enquanto eles se ajoelhavam em oração e pediam para serem curados.
Um primeiro se levantou e caminhou perfeitamente bem e feliz. Então, o resto começou a se levantar um após o outro, e eles começaram a gritar seus louvores a Deus. O Auxiliar Invisível havia notado a aparência estranha deles, quando eles se reuniram pela primeira vez no altar. Eles tinham pernas curtas ou corpos curtos e deformados, e tinham uma aparência muito estranha, e caminhavam juntos. O Auxiliar Invisível contou quinze desses aleijados. Ele se perguntou o que eles fizeram em uma vida passada para ganhar corpos tão estranhos que eram todos desproporcionais.
Em pouco tempo todos os quinze homens estavam em pé e bem, e sua alegria e gratidão era uma delícia de ver. Havia também algumas mulheres e crianças enfermas que foram curadas pelo poder de cura do Deva. O Auxiliar Invisível mal podia acreditar em seus olhos, pois a cena era estranha e maravilhosa.
Então o Auxiliar Invisível ficou curioso e quis saber o que aqueles quinze homens haviam feito para estarem nessa forma. A visão na Memória da Natureza mostrou que na quinta dinastia de um certo país esses homens eram senhores feudais. Naquela época, o feudalismo estava no auge. Esses senhores feudais eram muito cruéis com seus vassalos e servos quando eles não pagavam suas dívidas em grãos, pedras preciosas ou ouro. Não havia dinheiro naquela época e os bens eram usados em troca e para o pagamento de dívidas, impostos e assim por diante.
Esses senhores feudais construíram grandes fossas e nelas jogaram seus devedores, sujeitando-os a todos os tipos dos mais horríveis castigos. Se o povo ainda vivesse depois de alguns dias, eram vendidos como escravos e levados em navios oceânicos para servir como tripulantes. Poucos deles retornaram. Esses homens maus pensaram em coisas extraordinariamente cruéis para fazer a essas pobres pessoas. Eles até soltavam leões entre as pessoas indefesas ou os despedaçavam em rodas que iam em direções opostas. Por causa de sua crueldade com os outros, esses senhores feudais voltaram à vida em corpos deformados. Depois de muitos anos, eles pagaram suas dívidas pelo destino maduro que criaram em outras vidas.
Seus corpos aleijados e deformados não os impediram de progredir no caminho espiritual, pois eles fizeram o que puderam pela humanidade e saíram de seu caminho para ajudar os outros. Em uma vida anterior, esses homens viveram perto um do outro, nasceram no mesmo país e se uniram novamente.
Quando essa cura em grupo notável terminou, o Auxiliar Invisível perguntou aos membros da classe que estavam com ele o que mais os interessava e cada um deu sua opinião. A maioria dos alunos da classe não conseguia entender como todos os eventos e as vidas passadas desses homens puderam ser trazidos de volta de forma tão clara e vívida quando ocorreram há mais de cinco mil anos.
Então, o Auxiliar Invisível explicou a eles o funcionamento da Memória da Natureza. O Auxiliar Invisível disse a eles muitas coisas sobre a Sagrada Família e como as pessoas acumularam muito destino maduro, e que servir aos outros é a melhor maneira de pagar por isso. Ao fazer isso, eles têm a chance, sem saber, de encontrar todos a que fizeram mal e de ajudá-los de uma forma ou de outra, pagando assim a dívida.
“As duas coisas mais interessantes para mim”, disse a Estudante instrutora, “foram a bela imagem da Sagrada Família que vimos e a cura milagrosa dos quinze homens deformados e aleijados pelo Deva”.
O Auxiliar Invisível então deixou o santuário e continuou com seu trabalho, e alguns deles se lembraram claramente na manhã seguinte do que tinham visto naquela noite.
Numa quarta-feira à noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados à casa de uma senhora para ajudar um bebê que estava sendo incomodado por uma entidade e para atender a um pedido de ajuda de uma Fada que amava muito o bebê. Uma Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis que fossem rapidamente ajudá-los.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mãe dormindo com seu bebê de um ano. O berço do bebê ficava ao lado da cama da mãe, mas estava vazio. A mãe se virou e foi dormir. O bebê estava deitado de costas brincando com uma pequena Fada. Ela possuía um cetro na mão e estava tocando o bebê em uma brincadeira, e ele estava chutando os pés e acenando com as mãos. Eles estavam se divertindo no quarto aquecido, enquanto a mãe dormia profundamente.
Então, uma entidade negra de aparência maligna entrou e foi em direção ao bebê. A Fada começou a lutar contra a entidade e gritou: “Socorro! Socorro!” e o bebê começou a gritar. A Auxiliar Invisível agarrou a entidade e sacudiu-a até ficar tonta e a entidade agiu como se estivesse bêbada. O Auxiliar Invisível cruzou a entidade e a mandou de volta para o Mundo do Desejo, onde não incomodará mais ninguém. Ele então disse à sua companheira para se materializar e pegar o bebê, o que ela fez.
Enquanto a Auxiliar Invisível estava pegando o bebê, a mãe acordou e se virou para pegá-lo e viu a Auxiliar Invisível com sua aura resplandecente.
“Oh, Anjo! Por favor, tenha misericórdia e me devolva meu bebê”, ela implorou. “Toda a minha vida sempre quis um filho. Depois de me casar por vinte anos, desisti em desespero porque pensei que nunca teria um filho. Deus gentilmente me deu um, e agora ele é a luz da minha vida.
Se você veio para levá-lo, deixe-o e leve-me em seu lugar. Ninguém vai maltratá-lo. Então leve nós dois. Não, leve meu marido também, porque eu o amo. Por favor, deixe-nos sozinhos. Estamos todos felizes. O bebê brinca o dia todo e, quando dorme, brinca também. Anjo, dê-o para mim. Você pode colocá-lo no chão e ir embora com ele. Eu mal posso vê-lo, pois você é tão brilhante”.
O Auxiliar Invisível viu que a mãe estava prestes a entrar em choque. Então, ele disse a sua companheira, por meio do pensamento, para dar o bebê à sua mãe. A mãe agradeceu à Auxiliar Invisível, a qual, ainda em sua aura disse à mãe que ela tinha um filho adorável.
“Oh, Anjo! Você não sabe o que significa para mim tê-lo. Pensei que nunca seria abençoada com um bebê. A vida é muito monótona sem filhos. Vou fazer tudo o que puder.”
“Seja bom com ele”, disse o Auxiliar Invisível, “e ensine-lhe os caminhos do Senhor”.
A mãe prometeu que sim. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse bebê era um Iniciado renascido.
A entidade queria assustar o bebê e obsidiá-lo, se possível, mas a corajosa Fada lutou contra ela até que os Auxiliares Invisíveis viessem em sua ajuda e a mandassem de volta ao Mundo do Desejo para pagar o que ela devia há muito tempo.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que não acreditava em Fadas. Os Auxiliares Invisíveis o olharam por acaso na vitrine de uma livraria onde viu alguns livros de ocultismo e fez alguns comentários sobre eles. O homem veio e os ouviu conversando, então ele começou a falar também.
A Auxiliar Invisível logo começou a contar a ele sobre seus ensinamentos, e ela disse a ele que Anjos e Fadas são reais e vivos e podem ser vistos. O homem ficou cético e disse algo assim: “Você quer me dizer que realmente existem Fadas?”.
“Sim, existem Fadas”, disse ela.
“Você vai jurar que é verdade?”, ele perguntou.
“Eu juro”, respondeu ela.
“Vamos desaparecer dele, e ele acreditará melhor”, disse o Auxiliar Invisível, por meio do pensamento. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram, e o homem era o homem mais espantado que a Auxiliar Invisível já vira. Certamente era real a impressão sobre ele.
Pela expressão em seu rosto, ele vai acreditar no que ouviu pelo resto da vida, mesmo que nunca retome os ensinamentos sobre os quais ouviu.
Esses Auxiliares Invisíveis encontraram muitas outras pessoas que acreditam em Fadas. A história a seguir fala sobre algumas pessoas que podiam ver Fadas. Alguns Auxiliares Invisíveis foram ver um homem e sua esposa, que possuíam uma estufa e um lindo jardim. Os Auxiliares Invisíveis viram que o lugar estava cheio de Fadas e Gnomos.
As pessoas eram muito amáveis quando estavam no jardim, mas quando estavam em casa brigavam e discordavam. O casal contou aos estranhos seu comportamento peculiar e disse que pediram a muitas pessoas que lhes contassem por que agiam daquela maneira, pois gostavam muito um do outro e queriam ser bons.
Cada uma dessas pessoas poderia pegar as Fadas e os Gnomos, e eles os amavam e queriam que eles fossem para suas casas com eles. Os Espíritos da Natureza os seguiam até a casa e depois os deixavam. Essas duas pessoas tinham visão espiritual, mas não sabiam disso.
Nesse momento, os Auxiliares Invisíveis estavam no jardim e os Espíritos da Natureza estavam ao redor deles ouvindo o que as pessoas diziam. Um Auxiliar Invisível disse ao homem e sua esposa que eles não concordavam no plano material e não faziam nenhum esforço para concordar em sua casa; mas, que quando eles estavam no jardim, eles estavam no plano espiritual.
“Cada um de vocês deve controlar seu temperamento e dar e receber”, disse ele.
As pessoas prometeram que fariam isso.
“Vamos entrar na casa”, sugeriu o Auxiliar Invisível.
Todos entraram e, assim que o homem e sua esposa cruzaram a porta, começaram a se agitar e a lutar. O Auxiliar Invisível chamou por eles e juntou suas mãos e os fez se abraçarem e se beijarem, e os Auxiliares Invisíveis viram uma mudança nas pessoas.
O Auxiliar Invisível então disse às pessoas que elas eram almas avançadas e que deveriam ser amáveis umas com as outras e ajudar a todos que pudessem. Essas pessoas tinham lindas flores e eram muito bem-sucedidas com elas, e ganhavam bem o ano todo com a venda de suas flores e plantas.
As Fadas entraram na casa e escalaram toda a mesa, se divertindo. Os Auxiliares Invisíveis foram embora deixando as pessoas muito felizes e contentes.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam em um lugar onde havia um vale muito bonito. Vendo um Deva sobre o pequeno vale, eles pararam. Era um dia quente e as pessoas do vale iam de um lugar para outro. O Deva foi muito amigável e digno enquanto flutuava no ar, acima dos campos e pastagens onde alguns Gnomos e Fadas estavam ocupados com seu trabalho e diversão.
“A que onda de vida você pertence?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Deva.
“Eu pertenço ao mesmo estágio em que estão os Espíritos-Grupo”, respondeu o Deva. “Eu avancei acima do estágio dos animais ferozes, e estou encarregado dos animais gentis, os Gnomos e as Fadas.”
“Eu quero ir aonde as Fadas e os Gnomos estão”, disse a Auxiliar Invisível.
“Você pode ir se quiser”, respondeu seu companheiro. Ela desceu e logo se sentiu em casa com os Espíritos da Natureza.
O outro Auxiliar Invisível e o Deva a observavam de cima.
“Ela pensa mais nas coisas espirituais do que nas terrenas”, disse o Deva, “e no final isso pode tornar sua vida muito difícil, pois ela terá que se atualizar com suas coisas materiais. Ela precisa de mais experiência mundana”.
O Deva disse ao Auxiliar Invisível que havia uma mulher e duas crianças no vale que estavam doentes, e ela pediu a ele que pegasse sua parceira e fosse ajudá-los. Os Auxiliares Invisíveis encontraram os enfermos e fizeram o que puderam por eles; depois disso, eles foram embora felizes porque tinham visto o Deva e seus protegidos.
Em uma noite, uma Estudante estava tocando seu piano. Várias pessoas estavam presentes. Uma delas era capaz de ver os Espíritos da Natureza que costumam ser encontrados em parques e jardins.
Ela viu seis Fadas dançando em cima do piano. As Fadas estenderam seus vestidos e braços bonitos e dançaram delicadamente. “Continue tocando”, disse uma delas, “pois estamos gostando.”
Uma Fada subiu nos ombros de uma da senhora, inclinou-se sobre seu ouvido e parecia estar sussurrando algo para ela. Uma das Fadas disse ao homem que elas ficariam até o fim da música e, então, voltariam para o parque que havia nas proximidades.
“Você tem medo das salamandras?”, ele perguntou a ela, e ela ficou muito assustada e correu para ele e disse: “Esconda-me. Eu não posso fazer nada com elas”.
“Não há nenhuma aqui”, assegurou-lhe o homem. Ele então disse à Fada que só queria saber se as Fadas têm algum controle sobre as Salamandras.
“Não, não temos”, disse ela, “mas eu gostaria de ter, pois assim salvaria meu povo dos incêndios florestais”.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis saíram com alguns Anjos para ajudarem muitas pessoas. Finalmente, um dos Auxiliares Invisíveis pediu ao líder dos Anjos para levá-los a algum Deva alto, pois ele tinha um anel que queria sensibilizado. O Anjo os levou a um Deva que estava sobre um templo em algum lugar da Ásia.
O Anjo disse ao Deva o que o Auxiliar Invisível queria, e ele disse que o Auxiliar Invisível seria informado sobre quando deveria trazer o anel para ele e que ele ficaria feliz em fazer o que era pedido.
O Deva disse ao Anjo para que a Auxiliar Invisível se aproximasse dele. Ela o fez, e ele colocou a mão sobre a cabeça dela. Quando ele fez isso, o outro Auxiliar Invisível viu uma luz muito brilhante espalhar-se sobre ela como se ela estivesse sendo queimada em um incêndio. Então o Deva se afastou e não deu mais atenção aos visitantes, e eles foram embora.
O líder dos Anjos voltou-se para os Auxiliares Invisíveis e disse: “Há um navio com problemas”. “Iremos ajudar as pessoas.”
O navio havia batido e feito um buraco no casco e estava afundando rapidamente.
“As pessoas estão em perigo?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, se outro navio não os recolher”, respondeu o Anjo.
O Auxiliar Invisível procurou um navio e, vendo um em torno de cento e cinquenta quilômetros de distância, levou seu companheiro até ele. Eles descobriram que o capitão estava dormindo e disseram-lhe para dizer ao piloto que dirigisse para o norte por cento e cinquenta quilômetros e depois para o oeste.
“Vá a toda velocidade, pois um navio está em apuros”, disse o Auxiliar Invisível.
O capitão acordou, saltou de seu beliche e subiu as escadas.
Ele disse ao piloto que sonhou que um navio estava com problemas e o que lhe disseram para fazer. Ele deu suas ordens ao piloto, e o navio partiu para o resgate.
Os Auxiliares Invisíveis então foram até o navio danificado e descobriram que havia cerca de cinquenta pessoas nele. O porão do navio estava cheio de carga e, por isso, o navio estava muito pesado. Parecia que o navio iria afundar a qualquer minuto. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram as pessoas para entrarem nos botes salva-vidas, e depois partiram sabendo que seriam recolhidos e salvos pelo capitão do outro navio.
Naquela época, havia nove Anjos no grupo em que os Auxiliares Invisíveis estavam. Eles foram muito amigáveis com os Auxiliares Invisíveis, que se divertiram muito com eles.
Esses Anjos e as pessoas foram a muitos lugares e ajudaram as pessoas de maneiras diferentes.
Eles foram para um lugar na parte norte da América do Norte para ajudar uma mulher esquimó que estava em trabalho de parto. Ela estava passando por um momento muito difícil e precisava de ajuda imediatamente. O Auxiliar Invisível chamou o outro Auxiliar Invisível que é médico e cirurgião, e ele veio o mais rápido possível. Os Auxiliares Invisíveis saíram e encontraram o médico, e os três se materializaram e, em seguida, se esgueiraram pela porta e entraram no iglu. Eles ajudaram a mulher a dar à luz a um belo menino.
Em seguida, o médico prescreveu uma receita para a mãe e mandou seu marido obtê-la. Ele atrelou os cães ao trenó e começou uma viagem de dezesseis quilômetros para obter os medicamentos.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram a uma ilha no Oceano Atlântico Sul, e lá eles viram uma linda paisagem de um lago. Havia um lindo Deva sobre a ilha, e os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes quando viram a bela aura dourada do Deva que parecia uma luz amarela fluindo sobre a terra. O Deva estava cuidando de seus protegidos e da terra ao redor.
Uma noite, três Auxiliares Invisíveis e um bebê foram à América do Sul para procurar algumas Fadas. Eles foram para um lugar muito bonito na Colômbia, que ficava no alto das montanhas com vista para a América Central e o Oceano Atlântico. Os Auxiliares Invisíveis encontraram muitas Fadas vivendo perto de uma aldeia. Eles estavam brincando alegremente ao luar. As pessoas pequenas pareciam variar em tamanho de cinco a vinte centímetros de altura.
Bem acima das Fadas estava a mais bela Deva que cuidava delas e das pessoas que estavam sob sua influência. Nesse lugar, o povo era gentil com os estranhos. As crianças eram muito bonitas e de natureza gentil, e algumas delas podiam ver os Espíritos da Natureza.
Os Auxiliares Invisíveis foram para uma casa onde havia quatro crianças.
Uma das crianças estava com febre. Os Auxiliares Invisíveis viram cerca de vinte Fadas de todos os tamanhos ao redor da cama das crianças. Havia uma senhora Fada encarregada das Fadas que envolviam todo o corpo do menino em que podiam tocar sua carne. As Fadas dobraram seus corpos para cima e para baixo por um tempo, e então empurraram seus peitos. Então, um fluxo de força colorida de arco-íris, ou energia, fluiu delas para o menino doente. Elas estavam tentando ajudar seu amiguinho.
“Há quanto tempo ele está doente?”, perguntou o Auxiliar Invisível para a mãe do menino.
“Cerca de dez dias, e ele está sob os cuidados do médico”, respondeu a mãe.
O Auxiliar Invisível pegou o menino pela mão e falou com ele. “Você sente ou vê alguma coisa?”, ele perguntou.
“Sim, vejo muitas pessoas pequenas que brincam comigo desde que me lembro. São pessoas reais. Por que não ficam grandes como papai e mamãe?”, ele perguntou.
“Eles pertencem a um mundo diferente, onde não crescem mais”, explicou o Auxiliar Invisível. “Você logo ficará bom para poder brincar com elas de novo.”
“Eu me sinto bem agora. Posso me levantar?”, o menino perguntou.
“Não, você não pode se levantar agora, mas pode se levantar de manhã. Você já tocou nas Fadas?”
“Sim”, respondeu o menino, “eu as levo para a mamãe, mas ela não os vê”.
“Ela as verá algum dia”, disse o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível se voltou para a senhora Fada e disse: “Gostaria de conversar com algumas das Fadas para poder ajudar minha amiga com um livro que ela está escrevendo”.
Essa senhora era chamada de Fada rainha. Essa rainha das Fadas veio, e ela parecia um ser humano muito pequeno. “Vou conduzi-lo pelo reino”, disse ela, “mas primeiro é melhor você buscar sua filha”.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram o bebê na grama no meio de um monte de Fadas, e ele estava se divertindo com elas.
Um Auxiliar Invisível perguntou à mãe do bebê se ela via as Fadas.
“Sim, eu as vejo e acho estranho que essas pessoas não sejam pisadas e mortas”, disse ela.
“Acontece isso às vezes, mas não com frequência”, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível pegou uma das Fadas, ergueu-a contra o luar e olhou para ela com atenção. Seu corpo parecia muito delicado e gracioso e quase transparente. Ela possuía todos os órgãos que os seres humanos têm, mas ele não conseguia ver nada em seus intestinos, embora eles estivessem arredondados com alguma coisa. Ele podia ver o contorno dos músculos etéricos do corpo da Fada. As Fadas se parecem exatamente com as pessoas que vivem no Planeta Vênus, só que são muito pequenas.
“Todas as Fadas devem trabalhar quando atingirem uma certa idade”, disse a rainha, “e seu dever é embelezar tudo o que puderem”.
“Quanto tempo vivem as Fadas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Não há um tempo definido para elas irem e virem”, disse ela. “Eu tenho setenta anos de acordo com sua maneira de contar o tempo, mas para mim parece que tenho apenas algumas luas. As Fadas ficam em países quentes no inverno porque em climas frios não podem trabalhar, pois não há plantas crescendo para trabalhar. Quando está frio, elas só podem dormir, e é seu dever trabalhar. “
O Auxiliar Invisível estava ansioso para obter algumas informações do Deva; então ele olhou para ela e atraiu sua atenção. “Posso subir aí?”, ele perguntou.
“Você não pode vir até aqui”, respondeu o Deva. “Eu vou te dizer quando parar.”
Os Auxiliares Invisíveis subiram o mais longe que puderam. O Deva disse-lhes que parassem quando estivessem a cerca de seis metros dela.
“Eu gostaria de fazer algumas perguntas”, disse o Auxiliar Invisível.
“A que onda de vida pertencem os Devas?”
“Eles começaram a sua evolução no mesmo tempo que os Arcanjos.”
“Existem muitos Devas?”, ele perguntou.
“Sim, há uma série deles em todo o mundo”, respondeu ela.
“Existem bebês Devas?” ele perguntou.
“Sim, existem bebês em todas as ondas de vida que se movem”, disse ela.
“Onde eles ficam?” ele perguntou.
“Eles ficam no Terceiro Mundo Celestial”, disse ela.
“Você sempre se move?” ele perguntou.
“Sim, nós nos movemos”, disse o Deva. “Trabalhamos em pares e vamos ao Templo para receber instruções, como todo mundo precisa para crescer até a perfeição.”
O Auxiliar Invisível perguntou ao Deva qual era o tamanho da sua aura, e ela disse: “Posso cobrir a Terra até onde se pode ver com um telescópio e mais um pouco”.
“As Fadas algum dia se tornarão humanas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Elas já são humanas, mas pertencem a uma outra onda de vida própria (ou seja, na onda de vida delas, elas estão no estágio humano). Quando o ser humano se tornar bom o suficiente, as Fadas serão vistas, e a humanidade ajudará no desenvolvimento delas e elas ajudarão o ser humano. As Fadas trabalham para embelezar a Terra”.
“Por que existem alguns Gnomos com as Fadas?”, ele perguntou.
“Os Gnomos ajudam as Fadas”, disse ela. “Eles fazem todo o trabalho pesado e os protegem de coisas que podem destruí-los”.
O Auxiliar Invisível não podia ver nenhuma diferença entre este Deva e outras mulheres, exceto que seu corpo era feito de um material mais fino e seu lema era: “Amor e Serviço”.
“Alguma vez os aviões vêm em sua direção?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Deva.
“Não, eles não podem, mesmo se quiserem”, disse ela.
Quando é primavera nos Estados Unidos, é outono na América do Sul. Muitas Fadas passam o verão nos Estados Unidos e depois vão, no inverno, para a América Central para que possam estar ocupadas trabalhando com as flores durante todo o ano.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram para a América do Sul numa noite em meados de abril e descobriram que as Fadas e os Gnomos estavam se preparando para partir para a América do Norte.
Era uma noite quente e a Lua estava brilhando forte. Havia algumas crianças brincando na grama. As Fadas estavam realizando uma reunião geral e, por isso, os Auxiliares Invisíveis pensaram que poderiam descobrir alguns fatos interessantes sobre elas.
Um Auxiliar Invisível olhou em volta e encontrou uma Fada com cerca de 20 centímetros de altura. Ele pediu que ela fosse até ele para que pudesse estudá-la um pouco e obter uma boa descrição dela. Ela foi até ele e acendeu levemente em sua mão, e ele olhou para ela com atenção.
Essa linda Fada tinha uma pele muito delicada de textura fina. Era uma cor rosa muito claro. Ela possuía longos cabelos dourados que iam até a cintura. Seu vestido parecia ter sido feito no último estilo de um material muito fino e delicado que tinha muitas cores e tons. O Auxiliar Invisível não conseguia ver através de suas roupas.
O Auxiliar Invisível disse à fada que gostaria de ver a forma de seu corpo. Sem demora, ela tirou a roupa e lá estava o Ser mais perfeito que os Auxiliares Invisíveis jamais esperaram ver.
“Oh, que querida gloriosa”, exclamou uma das Auxiliares Invisíveis; “Eu gostaria de abraçá-la”.
“Não toque nela”, advertiu o Auxiliar Invisível.
“Que confiança perfeita ela tem. Ela não está assustada e não parece perturbada de forma alguma”, continuou a Auxiliar Invisível.
Os pés da Fada eram perfeitamente bonitos, e os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes em pensar que a Fada era tão amigável com eles.
A roupa dela consistia em um vestido, saia, calcinha, meias e sapatos.
“As fotos de Fadas que eu vi mostram-nas com asas”, disse o Auxiliar Invisível, “e você não tem nenhuma”.
“Não há ninguém em nosso reino que tenha asas”, respondeu a Fada.
“O que deu aos artistas a impressão de que as Fadas têm asas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“É nosso dever ajudar a purificar o ar para o homem enquanto realizamos nosso trabalho”, disse ela, “e conforme nos movemos e respiramos, enviamos um ar de cheiro adocicado que deixa nossas costas na altura dos ombros, e essa força vem de nós tem a aparência de asas
A Fada então mostrou aos Auxiliares Invisíveis como elas fazem isso, e ela parecia ter as asas transparentes mais lindas que se possa imaginar.
Ela encheu o ar com um perfume de cheiro agradável e tranquilizante que fez com que os Auxiliares Invisíveis tivessem a sensação de que deveriam deitar e ter um sono reparador.
“Vamos sair daqui em maio para os Estados Unidos”, disse a Fada. Ela também disse aos Auxiliares Invisíveis que as Fadas são muito parecidas e que o lugar onde vivem é bem guardado por Gnomos que mantêm cobras e outras criaturas nocivas longe delas. Quando há chuvas fortes, tempestades, tornados, etc., as Fadas são retiradas do caminho.
Quando os Auxiliares Invisíveis receberam a informação que desejavam, a Fada vestiu-se, escovou os cabelos e tirou o pó compacto do bolso e ficou mais bonita. Então ela disse, “Adeus”, e flutuou para longe.
As Fadas parecem extremamente delicadas para nós, mas para si mesmas são apenas pessoas comuns. A Fada disse aos Auxiliares Invisíveis que possuía a idade de setenta anos, mas parecia ter cerca de dezesseis. O Auxiliar Invisível foi informado de que os membros de outras ondas de vida não mostram sua idade como fazem as pessoas da Terra.
Aqui estão duas histórias sobre Salamandras e o que elas fazem. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis viram uma casa pegando fogo e desceram pensando que poderia haver alguém dormindo nela. Eles descobriram que não havia pessoas lá. Alguém entrou e derramou óleo sobre a casa e as coisas que havia nela e incendiou o local.
A casa estava queimando rapidamente. Os Auxiliares Invisíveis viram uma grande Salamandra, ou espírito do fogo, de pé na casa onde as chamas eram mais brilhantes, e ela estava atirando pequenas salamandras para longe.
A Auxiliar Invisível saiu do local e foi acordar as pessoas das casas vizinhas, e disse-lhes para pegar as coisas que mais queriam e levá-las para fora.
“Não, isso não será necessário”, disse seu parceiro, “porque o fogo não vai se espalhar”. Ele, então, disse à grande Salamandra para sair e levar todas as outras pequenas Salamandras com ela. Ela o fez, e o fogo logo se apagou.
Então, o dono da casa veio correndo para descobrir por que o fogo havia apagado tão rapidamente. Esse homem tinha sido um adorador do fogo em sua última vida, e ele gostava de queimar coisas, até casas, etc. A família do homem estava fora, em férias, e ele não resistiu à tentação de colocar fogo em sua casa, pois ele teve muitos outros lugares e campos, durante a colheita do trigo e do feno.
O homem confessou tudo isso aos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível colocou a mão na cabeça do homem e disse-lhe que não faria mais mal a si mesmo ou aos outros. Os Auxiliares Invisíveis acabaram com esse desejo fatal dele de iniciar incêndios. O homem tinha sua casa segurada e assim conseguiria dinheiro para reparar os danos. Os Auxiliares Invisíveis não denunciaram esse homem à polícia por causa das circunstâncias. Os vizinhos se perguntaram por que o fogo foi extinto tão rapidamente e por que não incendiou as casas vizinhas dele.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram um homem em um automóvel que estava pegando fogo. Esse homem estava passando por um campo gramado seco, incendiando-o à medida que avançava. Logo houve um grande incêndio atrás dele. Houve grande agitação entre algumas pessoas que correram para combater o incêndio.
O Auxiliar Invisível logo viu o que aconteceria. Ele pediu às Salamandras que parassem, para que os campos do povo fossem salvos.
O fogo apagou-se, deixando a forma de fumaça de uma grande Salamandra. Isso gradualmente foi embora. O homem no carro estava tentando danificar todo o campo. O homem avançou mais um pouco em seu carro antes que ele pegasse fogo e as pessoas o pegassem.
Nesse local os Auxiliares Invisíveis encontraram um menino que podia ver as Salamandras. Esse menino disse que tinha visto Anjos e Fadas, mas não entendia nada sobre eles. A Auxiliar Invisível explicou sobre os Espíritos da Natureza e os Anjos, dizendo-lhes o que fazer para vê-los mais. Ela disse-lhe que os Espíritos da Natureza não o machucariam, mas que ele não deveria ter nada a ver com elementais e formas-pensamento malignas, pois eles são perigosos.
Uma vez, um Auxiliar Invisível estava em um trem indo para Nova York. Enquanto ele dormia, ele saiu para trabalhar como Auxiliar Invisível, como de costume. Ele voltou ao corpo por volta das cinco horas da manhã e se levantou. Ele foi e tomou seu café da manhã, e então voltou para seu beliche e logo adormeceu de novo. Ele foi até a parte de trás do trem para ver as belezas das montanhas e do rio Hudson enquanto eles passavam naquela brilhante manhã de maio.
Ele viu Gnomos, Fadas e Ondinas, todos ocupados com as plantas. Alguns esfregavam a casca, outros pintavam os caules jovens e outros pintavam as folhas.
À medida que o sol nascia sobre as montanhas, seus raios dourados brincavam por elas, o cenário era lindo demais para ser descrito com palavras. As pessoas na extremidade traseira do trem viram o nascer do sol sobre as montanhas e seus raios brincando no rio e nas montanhas e falaram sobre isso, mas o Auxiliar Invisível viu a verdadeira beleza disso. Ele disse mais tarde que é maravilhoso ver as coisas que a natureza tem a mostrar às pessoas.
Em outro dia, esse homem, o Auxiliar Invisível, estava a caminho do leste, passando por Cumberland Gap. Na noite anterior, o condutor dissera aos passageiros que, se quisessem ver o Cumberland Gap, deveriam acordar por volta do nascer do sol, pois o trem passaria por lá nessa hora. Muitas pessoas disseram que gostariam de ver e outras disseram: “Não”. O homem disse: “Não”, mas esperava ver mesmo assim.
Em frente a esse homem estava sentado um outro homem, sua esposa e um filho de cerca de cinco anos. O garotinho notou o homem e foi até ele. “Olá! O que você está lendo no jornal?”, ele perguntou. “Conte-me uma história.”
O homem largou o jornal. “Venha aqui”, disse ele.
A mãe da criança o chamou de volta, mas o homem disse: “Deixe-o vir. Ele não vai me incomodar”.
A criança subiu no colo do homem e, enquanto olhavam pela janela, o homem começou a contar-lhe histórias de Fadas, Gnomos e Anjos.
“Eu quero vê-los!”, exclamou o menino.
“Faremos isso depois de algum tempo”, disse o homem. “Não há Gnomos ou Fadas no trem, e eu não sei onde os Anjos estão.”
O homem falou sobre os filhos de ursos, veados e pássaros. A criança gostou do que foi dito e riu alegremente, e os pais olharam e sorriram. Todos foram jantar juntos, e a criança queria comer com seu novo amigo. Sua mãe convidou o homem para sua mesa, nela havia espaço para quatro pessoas, e eles se divertiram muito.
Depois disso, o homem levou a criança até o vagão de observação – com grandes janelas para se ver bem ao lado de fora – e encontrou um bom assento, e eles conversaram e riram. Algumas pessoas entraram no vagão e ficaram paradas, ouvindo a conversa dos dois. Um deles perguntou quem era a criança.
“Ele é um amigo meu que está indo para Nova York”, disse o homem.
Um pouco mais tarde, o homem disse à criança: “Essa noite veremos algumas Fadas e Gnomos, e talvez veremos alguns Anjos.
Vá para a cama e eu vou buscá-lo quando chegarmos aonde eles estão”.
A criança adormeceu em seus braços e sua mãe o pegou e o colocou na cama.
“Espere até eu voltar antes de você continuar conversando”, disse ela, “porque não quero perder nada”.
Depois que a mãe da criança voltou, o homem continuou conversando com o pequeno grupo ao seu redor. “Sou apenas um homem comum e sei muito pouco”, disse ele, “mas posso falar com as crianças porque gosto delas e talvez possa responder às perguntas que me fazem”.
“Existem Fadas, Gnomos ou Anjos?”, perguntou um outro homem.
“Sim, existem”, disse o homem (o Auxiliar Invisível), “e eu vi muitos deles”.
“Que tipo de bebida você tem que beber para vê-los?”, perguntou o mesmo homem.
“Água limpa”, respondeu o Auxiliar Invisível, e todos riram muito. Eles conversaram sobre coisas diferentes, e o homem sempre saía por cima.
O homem foi para a cama, deixou seu corpo e encontrou outra Auxiliar Invisível que trabalha com ele parte do tempo, quando estão fora de seus corpos durante o sono. Ele contou a ela o que o condutor dissera sobre chegar à Cumberland Gap.
“Vamos nos apressar e terminar nosso trabalho, pois quero ver”, disse a Auxiliar Invisível.
Eles terminaram o trabalho em tempo hábil e voltaram para o trem. Estava quente e agradável naquela manhã. Eles pegaram o garotinho que estava dormindo, e ele estava louco de alegria. Em seguida, eles saíram na plataforma traseira do trem.
O Auxiliar Invisível pregou uma peça no condutor e no seu ajudante, materializando os três. O condutor levantou-se para ver quem eram e eles desapareceram. Ele enxugou os olhos com as mãos, voltou atrás e perguntou ao auxiliar onde ele comprava o seu uísque. O ajudante disse a ele.
“Muda de lugar, porque esse uísque está me fazendo ver coisas”, disse o condutor.
“Onde?” perguntou o ajudante.
“Acabei de ver três pessoas na plataforma e, quando cheguei lá, elas já tinham ido embora”, disse o condutor.
“Não há ninguém lá”, disse o auxiliar. Então ele parou porque as pessoas se materializaram novamente. O auxiliar ficou pálido e sussurrou: “Eu também os vejo. O homem se parece com aquele que estava contando histórias para uma criança, mas eu nunca tinha visto a mulher antes”.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram o menino e foram embora com ele. Era cerca de cinco horas quando eles alcançaram a laguna, e eles sentiram o cheiro da água. O menino era a criança mais feliz que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto. Ele realmente se divertiu.
Eles viram milhões de Fadas com suas pequenas paletas e pincéis pintando a grama, as flores e os arbustos de lilases.
Os pequenos Gnomos estavam fazendo seu trabalho, e a criança viu que eles pareciam homenzinhos.
O Auxiliar Invisível olhou para cima e viu uma senhora Deva bem no alto, irradiando sua influência sobre seus protegidos. Ela estava entre o sol e o trem e fez a visão mais grandiosa que o olho humano já viu. Ela irradiava todas as cores do espectro, e o sol nascente destacava as cores lindamente.
O vento soprava suavemente, e ela balançava para frente e para trás como se estivesse em uma cadeira de balanço invisível que estava sendo balançada por alguma pessoa invisível. Todo o amplo planalto e a planície estavam silenciosos, e até mesmo o barulho do trem parecia abafado. A calma reinava suprema.
Alguns dos passageiros estavam olhando enquanto o trem entrava e saía do vale. “Aquele homem deve estar certo”, disse um homem dentro do trem que zombara. “Não consigo ver nada, mas sinto que estou passando por um grande espetáculo. Oh, se eu pudesse ver!”
A Auxiliar Invisível estava ali em um corpo materializado, e ela disse: “Todos vocês podem ver para que saibam por si mesmos”. Então ela soltou sua aura e saiu do trem que se movia rapidamente, e seu parceiro foi com o menino, mas o menino e o Auxiliar Invisível não estavam visíveis. Logo depois disso, a Auxiliar Invisível teve que voltar para casa e foi embora.
O Auxiliar Invisível levou o menino para a cama e ele entrou em seu corpo. Os pais da criança começaram a observar os sorrisos brincando em seu rosto bonito. “Eu me pergunto se ele está com o homem que conhecemos ontem à noite!”, disse o pai.
“Ele estava”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz muito agradável. Os pais do menino se viraram, mas o Auxiliar Invisível não estava lá. Ele tinha ido para seu próprio beliche.
O menino acordou e começou a contar aos pais o que tinha visto. Ele contou-lhes sobre o homem e a senhora com quem estivera. Ele estava muito feliz. Um pouco depois, o menino e seus pais foram até o homem, que estava tomando café da manhã. Os pais do menino pediram ao garçom que levasse o prato do homem para a mesa e começaram a fazer muitas perguntas. Eles estavam muito preocupados com o que havia acontecido. Eles estavam falando sobre a mulher que subiu no ar do trem. Várias pessoas disseram não saber direito o que viram, de tão surpresas que ficaram.
Alguns Irmãos e Irmãs Leigas muito elevados guiam os Espíritos da Natureza no trabalho deles no fundo do oceano. É difícil para a maioria de nós acreditar que tremendas mudanças estão acontecendo e que, com o tempo, a Terra mudará muito. Os preparativos estão em andamento para essas mudanças agora, pois somos informados de que um novo continente está para nascer no Oceano Pacífico. Elevados Iniciados têm controle dos Devas que supervisionam as Fadas e os Gnomos que são vistos na Terra por aqueles que têm visão espiritual.
Eles os ensinam e orientam em seu trabalho. Outros Iniciados controlam os elementais no Mundo do Desejo.
Os Devas são seres superiores que pertencem a uma onda de vida diferente da nossa. Eles se parecem muito com Anjos e têm rostos de lindos seres humanos. Eles estão encarregados de todos os Espíritos da Natureza em uma determinada localidade. Frequentemente, esse lugar é um belo vale onde há paz, tranquilidade e harmonia entre os habitantes humanos ali. Eles flutuam no ar e cuidam de seus protegidos de uma maneira maravilhosamente útil. Eles são frequentemente vistos por Auxiliares Invisíveis que ficam emocionados ao vê-los no decorrer de seu trabalho.
A maioria dos seres humanos é atrasada na evolução e, portanto, perdeu muitas coisas maravilhosas que deveriam ter e desfrutar. Se as pessoas apenas fizessem maiores esforços para melhorar a si mesmas, elas achariam a recompensa maior do que podem imaginar.
Os Anjos e Arcanjos são grandes seres que se encontram à nossa frente na evolução e que estão auxiliando a humanidade de todas as formas possíveis, para que possam progredir ainda mais.
Os Anjos são uma onda de vida à nossa frente em evolução. Eles se tornaram humanos no que é chamado de Período Lunar e são especialistas na construção do Éter. Eles têm plena experiência na construção de um Corpo Vital, pois quando eram humanos, o Éter era a condição mais densa da matéria. Por causa dessa habilidade, os Anjos são propriamente os professores dos seres humanos, dos animais e das plantas. Eles auxiliam os membros dessas ondas de vida no que diz respeito às funções vitais de propagação, nutrição e assim por diante. Seus corpos são compostos de Éter, uma substância que não é visível à vista física comum.
Os Arcanjos são duas ondas de vida à nossa frente, e eles são arquitetos especialistas da matéria de desejo, porque, no Período Solar, o Globo mais denso era composto desse material. A humanidade daquele Período, que são Arcanjos, aprendeu a construir seus corpos mais densos com os elementos químicos que compunham a nossa Terra, material do Mundo do Desejo.
Esses grandes seres estão ajudando as ondas de vida abaixo deles a construir e controlar um Corpo de Desejos.
Todos os Anjos foram humanos, mas eles não tinham corpos como os nossos. Seu lar atual é na Lua. Eles têm filhos que se parecem muito com crianças humanas, mas são todos lindos e têm corpos perfeitos. Os Anjos e Arcanjos não têm corpos imperfeitos ou deformados como muitos seres humanos, e eles não envelhecem com o passar do tempo.
Os Anjos não morrem, como nós. Não há duração definida de vida para os Anjos. Alguns vivem dois mil anos e outros três mil. Quando os Senhores do Destino descobrem que um Anjo cumpriu sua pena, esse Anjo é chamado a um estado de repouso, e aí o espírito assimila tudo o que acumulou. O Anjo descansa por centenas de anos e então renasce como um Anjo bebê dos mesmos pais ou de outros para liquidar suas obrigações.
O tempo de vida dos Anjos é mais longo do que o nosso. Eles ficam na Lua por mais tempo e descansam no Céu por mais tempo. O Anjo perde todos os seus veículos, exceto o Átomo-semente.
A lei ali é válida da mesma forma que a lei aqui. A causa e o efeito equilibram todas as coisas, desde Deus até o ser humano.
Quando assumimos uma obrigação ou pedimos um favor, a lei de Causa e Efeito nos chama a equilibrar por meio da lei de dar e receber. Plantas, animais, seres humanos, Anjos, Arcanjos e Hierarquias devem obedecer a essa lei. Quando alguém dá, outra pessoa recebe. Então, o receptor, pela lei de Causa e Efeito, deve retribuir. Essa lei é válida em todo o universo. Todos os Seres do nosso Sistema Solar que desobedecem a qualquer lei e deixam de fazer a restituição vão para algum lugar no mesmo Purgatório e depois para o mesmo Paraíso.
Certa noite, uma elevada Irmã Leiga levou uma Estudante à Lua para que ela pudesse observar as condições ali. Elas chegaram à Lua e deram uma volta. A Estudante conversou com muitos dos Egos lá e encontrou um Ego que ela conheceu quando estava no continente atlante. Algum tempo depois, ele perdeu os Átomos-sementes dos seus Corpos e foi enviado para o cone sombrio da Lua.
A Lua é um lugar desolado e parte dela está sempre às escuras. Os Anjos vivem no lado da Lua exposto ao Sol, onde é brilhante e alegre o tempo todo e pode-se ouvir a música das esferas.
As casas dos Anjos são mansões feitas de material lunar de cor cinza. Suas portas parecem ser feitas de prata, jaspe, jade e pedra da lua.
Existem alguns Arcanjos vivendo na Lua, e as casas deles têm portas feitas de alguma substância que parece ser uma espécie de pedra contendo ouro e diamantes.
Cada família tem sua própria casa, e há de sete a nove Anjos em uma família, incluindo os bebês pequenos. Os Anjos são todos muito amigáveis com os seres terrestres. Todos eles trabalham, exceto as mães Anjos. Eles são nutridos pela força vital do Mundo do Espírito de Vida.
Durante essa viagem, a Estudante se esqueceu completamente da Terra e de seus cuidados e não quis voltar. A Irmã Leiga a lembrou de seus deveres e responsabilidades, e a Estudante suspirou e estava pronta para voltar. Elas voltaram para a Terra e continuaram com seu trabalho de ajudar pessoas e animais.
Aqui está uma história sobre como dois Anjos pediram ajuda para um amigo.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando para ajudar tudo o que podiam, eles encontraram dois Anjos que lhes pediram para ajudá-los com um amigo.
“Sim, teremos o maior prazer em ir”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. Então eles foram com os Anjos para uma pequena cidade no norte da Europa, onde encontraram uma linda garota deitada em um pouco de neve. Ela escorregou e quebrou a perna enquanto esquiava montanha abaixo. Ela havia percorrido um caminho pouco utilizado no inverno, exceto por pessoas em esquis, e teria congelado se não tivesse recebido ajuda.
Aqui, um dos Auxiliares Invisíveis percebeu plenamente que Anjos, humanos e animais dependem uns dos outros para obter ajuda em momentos de necessidade, e eles perceberam o verdadeiro significado da oração. Sem esforço físico ou ajuda, ninguém pode chegar a lugar nenhum, especialmente se as orações forem por ajuda física.
Os Anjos não puderam ajudar fisicamente, mas eles puderam convocar os Auxiliares Invisíveis que foram capazes de salvar a garota.
O Anjo disse que havia trabalhado com essa garota por muitas vidas e que ela o ajudara a progredir muito. Por causa das muitas orações dela por ajuda espiritual e moral, ele foi capaz de ajudá-la influenciando-a, tendo ela progrediu muito por si mesma. Ela era uma garota avançada e tinha visão e audição espirituais. Ela implorou a seu amigo Anjo para enviar ajuda para ela.
Ela sabia que os Auxiliares Invisíveis eram amigos quando os viu.
“Eu sei que vocês são meus amigos”, disse ela, “porque meu amigo está com vocês.”
Os Auxiliares Invisíveis pegaram a garota com cuidado e carregaram-na para casa. Ela tentou ser corajosa, mas desmaiou de dor e frio. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram a mãe da menina a colocá-la na cama, curar sua perna quebrada e, então, pediram à mãe que chamasse um médico para cuidar de sua filha. Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram embora e continuaram com seu trabalho.
Certa noite, uma elevada Irmã Leiga levou uma Estudante à Lua para que ela pudesse observar as condições ali. Elas chegaram à Lua e deram uma volta. A Estudante conversou com muitos dos Egos lá e encontrou um Ego que ela conheceu quando estava no continente atlante. Algum tempo depois, ele perdeu os Átomos-sementes dos seus Corpos e foi enviado para o cone sombrio da Lua.
A Lua é um lugar desolado e parte dela está sempre às escuras. Os Anjos vivem no lado da Lua exposto ao Sol, onde é brilhante e alegre o tempo todo e pode-se ouvir a música das esferas.
As casas dos Anjos são mansões feitas de material lunar de cor cinza. As portas parecem ser feitas de prata, jaspe, jade e pedra da lua.
Existem alguns Arcanjos vivendo na Lua, e as casas deles têm portas feitas de alguma substância que parece ser uma espécie de pedra contendo ouro e diamantes.
Cada família tem sua própria casa, e há de sete a nove Anjos em uma família, incluindo os bebês pequenos. Os Anjos são todos muito amigáveis com os seres terrestres. Todos eles trabalham, exceto as mães Anjos. Eles são nutridos pela força vital do Mundo do Espírito de Vida.
Durante essa viagem, a Estudante se esqueceu completamente da Terra e de seus cuidados e não quis voltar. A Irmã Leiga a lembrou de seus deveres e responsabilidades, e a Estudante suspirou e estava pronta para voltar. Elas voltaram para a Terra e continuaram com seu trabalho de ajudar pessoas e animais.
Aqui está uma história sobre como dois Anjos pediram ajuda para um amigo.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando para ajudar tudo o que podiam, eles encontraram dois Anjos que lhes pediram para ajudá-los com um amigo.
“Sim, teremos o maior prazer em ir”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. Então eles foram com os Anjos para uma pequena cidade no norte da Europa, onde encontraram uma linda garota deitada em um pouco de neve. Ela escorregou e quebrou a perna enquanto esquiava montanha abaixo. Ela havia percorrido um caminho pouco utilizado no inverno, exceto por pessoas em esquis, e teria congelado se não tivesse recebido ajuda.
Aqui, um dos Auxiliares Invisíveis percebeu plenamente que Anjos, humanos e animais dependem uns dos outros para obter ajuda em momentos de necessidade, e eles perceberam o verdadeiro significado da oração. Sem esforço físico ou ajuda, ninguém pode chegar a lugar nenhum, especialmente se as orações forem por ajuda física.
Os Anjos não puderam ajudar fisicamente, mas eles puderam convocar os Auxiliares Invisíveis que foram capazes de salvar a garota.
O Anjo disse que havia trabalhado com essa garota por muitas vidas e que ela o ajudara a progredir muito. Por causa das muitas orações dela por ajuda espiritual e moral, ele foi capaz de ajudá-la influenciando-a, tendo ela progrediu muito por si mesma. Ela era uma garota avançada e tinha visão e audição espirituais. Ela implorou a seu amigo Anjo para enviar ajuda para ela.
Ela sabia que os Auxiliares Invisíveis eram amigos quando os viu.
“Eu sei que vocês são meus amigos”, disse ela, “porque meu amigo está com vocês”.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram a garota com cuidado e carregaram-na para casa. Ela tentou ser corajosa, mas desmaiou de dor e frio. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram a mãe da menina a colocá-la na cama, curar a perna quebrada dela, pedindo, então, à mãe que chamasse um médico para cuidar da filha dela. Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram embora e continuaram com o trabalho deles.
Aqui está como um Espírito-Grupo ajudou uma criança a salvar seus pais.
Uma noite, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo o norte do Canadá, eles viram um vulto saltando sobre a neve com algo nas costas. Eles decidiram descer e ver o que era.
Eles viram um grande lobo carregando, nas costas, uma menina de cerca de oito anos. A princípio, o Auxiliar Invisível não sabia o que fazer.
Ele queria descer e tirar a garotinha das costas do lobo, pois temia que o animal a matasse e a comesse, se fosse deixado em paz.
Ele chamou o Espírito-Grupo do lobo e perguntou se ele protegeria a garota.
“Já fiz isso”, disse o Espírito-Grupo. “Caso contrário, a garota teria morrido antes de você vê-la. Desça e pare-a, descubra sua missão e faça o que puder por ela.”
Os Auxiliares Invisíveis desceram, e o lobo parou e demonstrou disposição para lutar.
“Sr. Lobo, não tenho vontade de lutar com você”, disse o Auxiliar Invisível. “Eu vim apenas para descobrir onde essa garota está indo tão cedo nas suas costas.”
O enorme lobo ficou muito pacífico e a criança contou a história dela.
“Meu pai e minha mãe estão muito doentes de cama, e estou indo ao médico para chamá-lo. Comecei a caminhar até a cidade, e quando estava a cerca de um quilômetro de casa, um cachorro grande apareceu e eu disse a ele: “Aqui, bom cachorrinho, leve-me para a cidade. Então eu subi nas costas dele, e ele está me levando para a cidade”.
O Auxiliar Invisível viu imediatamente que a criança não sabia que aquele animal era um lobo muito grande que a perseguia enquanto ela caminhava sozinha pela estrada à noite.
A criança contou aos Auxiliares Invisíveis onde ela morava e eles a deixaram. O Espírito-Grupo do lobo disse que o lobo levaria a criança para a cidade, esperaria por ela enquanto ela fosse para a casa do médico e, então, a traria de volta para casa. Ela morava a 13 quilômetros da cidade.
Esses Auxiliares Invisíveis foram até a casa da criança e descobriram que seus pais tinham pneumonia dupla. O fogo estava apagado, a casa estava fria e tudo estava congelado. Um Auxiliar Invisível acendeu uma fogueira e pegou um pouco de água. Então, ele começou a trabalhar para ajudar o pai e a mãe. Daí a pouco a criança voltou e disse que o médico tinha saído e só voltaria depois de alguns dias. O Auxiliar Invisível queria que o médico começasse o mais rápido possível o tratamento; então ele pegou a mão do pai, sentou-se na cama e enviou pensamentos ao médico.
Ele veio logo depois em seu carro.
“Eu estava com medo de vir, porque há lobos por toda parte nesta época do ano”, disse o médico.
“Ora, doutor”, disse o Auxiliar Invisível, “você tem percorrido esta parte do país nos últimos noventa anos, ou melhor, há exatamente trinta e cinco anos. Primeiro você caminhou, depois teve um cavalo e uma charrete, e agora você tem um carro. Em todo esse tempo, você nunca teve o menor problema com lobos”.
O médico admitiu que isso era verdade e, depois que se aqueceu, disse que estava feliz por ter vindo.
Os Auxiliares Invisíveis esquentaram um pouco de sopa enlatada para os enfermos e depois lhes deram um remédio. Um dos Auxiliares Invisíveis carregou um monte de lenha para dentro da casa e eles saíram apressados. Eles tinham certeza de que os pais da criança valente ficariam curados.
Aqui está uma estranha história de como um menino foi salvo de um leão por Auxiliares Invisíveis que fizeram amizade com o Espírito-Grupo dos leões. Uma vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo algumas selvas na longínqua Índia, quando ouviram um grito de menino. Eles olharam para baixo e viram um menino de cerca de onze ou doze anos fugindo de um grande leão. Um Auxiliar Invisível desceu perto do leão, materializando-se enquanto ele avançava. O leão avançou até o Auxiliar Invisível tentando parar. O outro Auxiliar Invisível foi até o menino, pegou-o no colo e o carregou para o alto.
“Oh, Anjo, estou morto?”, o menino perguntou. “Eu saí para caçar um pouco de comida para nossa família porque meu pai está doente.
Por favor, diga à minha mãe que o leão me pegou e que você está me levando para o céu. “
“Você não está morto”, disse a Auxiliar Invisível. “Chegamos a tempo de salvá-lo do leão.”
O menino viu o outro Auxiliar Invisível com o leão e agarrou-se com força à senhora Auxiliar Invisível, pois estava muito assustado.
“O leão não vai machucar você”, disse o Auxiliar Invisível ao menino.
“Todos os leões vão machucar as pessoas”, respondeu o menino.
O Auxiliar Invisível pegou uma vara curta e começou a coçar a cabeça e o pescoço do leão. O leão gostou e deitou-se para que o Auxiliar Invisível coçasse melhor o pescoço e a cabeça. Não demorou muito para que o leão adormecesse, e viesse em seu Corpo de Desejos, ficando ao lado de seu Corpo Denso. A Auxiliar Invisível deu um tapinha nele e ele se deitou.
Os Auxiliares Invisíveis tentaram escapar do leão enquanto ele dormia, mas ele voltou ao seu corpo e começou a seguir os Auxiliares Invisíveis e o menino. Os Auxiliares Invisíveis tiveram que fazer o leão voltar.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa do menino e viram o pai dele, que estava muito doente, e a mãe dele. Eles trabalharam no homem doente e partiram sabendo que ele logo seria capaz de se levantar e sustentar sua família.
Os leões são controlados por um Espírito-Grupo que é um Ser muito sábio com corpo de ser humano e cabeça de leão. Seu corpo é composto de materiais do Mundo do Desejo, ou seja, Corpo de Desejos, e ele tem uma grande aura ao seu redor. Esses Auxiliares Invisíveis ajudaram muitos dos encargos desse Espírito-Grupo em várias ocasiões. Os Auxiliares Invisíveis pediram ao Espírito-Grupo para tornar esse leão amigo de todos eles, e ele o fez. Esses Auxiliares Invisíveis eram capazes de conversar com esse Espírito-Grupo por meio do pensamento.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram a um vilarejo pitoresco situado em um vale no sopé de uma montanha. Havia uma igreja e um agrupamento de casas e outros edifícios lá. Estava muito frio naquele lugar e havia neve no chão.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma senhora Deva no alto do vale.
Sua bela aura era tão grande que cobria três pequenas aldeias. Eles viram três elevados seres menores, um sobre cada vale, e cada um deles tinha uma aura que cobria uma aldeia.
Os Auxiliares Invisíveis viram algumas crianças brincando na neve. Elas usavam sapatos de madeira com forro de lã de ovelha.
Os Auxiliares Invisíveis viram várias pessoas que os convidaram para sua missão. Eles entraram e as pessoas perguntaram de onde eles vinham, e eles disseram: “Viemos dos Estados Unidos”.
“Os cursos de água estão congelados e não consigo ver como você poderia chegar aqui a partir daí”, disse um homem.
“Viemos para ver e prestar homenagem ao Deva do vale”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem riu da ideia. “Meu amigo, não há Deva aqui”, disse ele. “As crianças afirmam que há uma senhora no ar. É o que algumas delas fazem, mas não há verdade nisso.”
“Eu não teria tanta certeza se eu fosse você”, disse a Auxiliar Invisível, “pois você não sabe o que está no ar ao seu redor. Pode haver alguns aqui que podem vê-la, e você não sabe”.
“Se houvesse, eu as expulsaria deste lugar”, disse ele.
“Por que você não é mais tolerante com as crenças das outras pessoas?”, a Auxiliar Invisível perguntou. “Você vai estar antes de sairmos. Você vai responder algumas perguntas para mim?”
“Sim”, disse o homem imediatamente.
“Existe algum Anjo?” ela perguntou.
“Ora, não”, ele respondeu sem qualquer hesitação.
“Você acredita em renascimento?”, ela perguntou.
O homem riu e disse: “Ora, minha cara senhora, não existe tal coisa como renascimento. Você deveria tirar essas ideias da sua cabeça. Você faz as pessoas pensarem que você é um pouco tola.”
A Auxiliar Invisível levantou-se e disse ao homem que ele deveria se ajoelhar, pois ele estava sentado na presença de seres semelhantes a Anjos.
“Minha querida senhora”, disse ele, “é melhor você se deitar um pouco. O frio afetou sua Mente”.
“Não”, disse ela. “Estou bem, mas você deve ensinar a verdade às pessoas aqui e confirmar o que as crianças dizem.” Então, ela expandiu a aura dela e falou com ele, e ele caiu de joelhos e implorou por misericórdia. A Auxiliar Invisível colocou a mão na cabeça do homem e disse-lhe que fosse até a porta e olhasse vale acima.
O homem foi e viu o Deva e os outros três seres no ar. Ele cambaleou de volta para a sala e se sentou.
“Reveja sua vida quando você era mulher e então quando era um homem antes disso”, disse a Auxiliar Invisível, e viu o que ela estava falando na Memória da Natureza, onde os acontecimentos de nossas vidas são registrados.
“Oh, Anjo, eu acredito agora, e farei melhor”, ele prometeu. “Apenas me deixe viver, e eu me arrependerei e restituirei todo o mal que fiz a todos, especialmente àqueles que estão sob meus cuidados.”
Depois disso, a Auxiliar Invisível voltou-se para as outras pessoas na grande sala. “Será que todas aquelas pessoas aqui que sabem que o Deva estava lá fora virão até mim”, disse ela, e quatro mulheres e dois homens vieram e se ajoelharam diante dela. A Auxiliar Invisível disse-lhes que os puros de coração verão a Deus e compreenderão Sua obra.
“O outro estranho também é um Anjo?” perguntou o homem.
“Sim, para você eu sou um”, disse o Auxiliar Invisível, e expandiu sua aura.
“Eu acredito agora”, disse o homem.
“Nós estamos indo embora. Certifique-se de manter sua promessa”, disse a Auxiliar Invisível. “Nós podemos vir até você de novo. A morte pode vir aqui também. Tenha cuidado ao falar com estranhos, pois você pode afugentar um Anjo.”
Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e passaram pelo Deva.
“Obrigada”, disse ela, “agora poderei influenciar melhor as pessoas, para que possam progredir mais rapidamente”.
Devas se encarregam dos Espíritos da Natureza e dirigem o importante trabalho deles. Eles têm uma influência muito benéfica sobre pessoas e animais. Eles também têm poder para curar os enfermos.
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis foram gentis com alguns leões e foram agradecidos pelo Espírito-Grupo que estava encarregado dos leões e pelo Anjo que estava encarregado dessa família.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis se divertiram com alguns tigres e leões. Eles estavam percorrendo a parte norte da Índia quando viram um tigre de Bengala com dois filhotes de tigre. Eles desceram para vê-los, e um dos Auxiliares Invisíveis fez amizade com os tigres. Ela pegou um dos bebês e depois pegou o outro nos braços. Eles pareciam muito sonolentos. Eles lamberam suas mãos e rosto e ronronaram, enquanto sua mãe olhava. Os Auxiliares Invisíveis não viram o pai tigre.
A Auxiliar Invisível sentou-se ao lado da mãe tigre e coçou sua cabeça e afagou seus ombros, e ela rolou e se espreguiçou.
Quando os Auxiliares Invisíveis partiram, ela os seguiu um pouco.
Então, enquanto os Ajudantes percorriam as selvas da África, eles viram uma leoa e uma cobra lutando. A cobra tinha duas voltas na leoa. Os Auxiliares Invisíveis os fizeram parar de lutar, e a leoa se deitou aos pés da Auxiliar Invisível e deu à luz dois bebês. O Auxiliar Invisível fez a cobra disparar, e o Espírito-Grupo e o Anjo que estava com a leoa agradeceram. Isso a deixou muito feliz.
O Espírito-Grupo disse ao Auxiliar Invisível para fazer um círculo de seis metros e abençoar o solo dentro do círculo, para que nada prejudicial passasse por cima do círculo e machucasse a leoa mãe e seus bebês. Depois que a mãe limpou seus bebês, o Auxiliar Invisível os pegou e viu que eram bebês realmente fofos. Eles também tinham uma aparência sonolenta e não era de admirar, pois eram muito jovens.
Os Auxiliares Invisíveis fizeram para a mãe uma cama de grama debaixo de um arbusto e colocaram os bebês nela, e a mãe leoa se aproximou e se deitou em sua nova cama. O Espírito-Grupo dos leões disse a essa Auxiliar Invisível que no passado ela teve animais de estimação entre tigres, leões e gatos selvagens.
Poucos dias depois, esses Auxiliares Invisíveis voltaram e encontraram a leoa e seus filhotes seguros e felizes dentro do mesmo círculo, e eles eram tão amigáveis quanto antes.
Na história a seguir, alguns Auxiliares Invisíveis viram o Espírito-Grupo que está encarregado das enguias.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando e viram um automóvel cheio de homens e mulheres bater na lateral de uma carroça que carregava latões de leite. O cavalo recuou e caiu de um barranco em açude. As hastes da carroça prenderam o infeliz cavalo no chão e o impediram de se levantar. Ele teria se afogado se um Auxiliar Invisível não tivesse erguido a cabeça dele.
O automóvel derrapou e caiu em uma vala, e todas as pessoas ficaram feridas. Enquanto um Auxiliar Invisível falava com o cavalo e o mantinha quieto, o outro Auxiliar Invisível retirou o leiteiro e as outras seis pessoas.
Nesse momento, outro automóvel apareceu e o motorista viu os feridos e começou a levá-los ao hospital mais próximo.
Antes de partirem, a Auxiliar Invisível os chamou e pediu que ajudassem a salvar o cavalo.
“Que ele morra”, disse uma das pessoas, e todos seguiram em frente.
Os dois Auxiliares Invisíveis não conseguiram tirar o cavalo sozinhos, então chamaram uma amiga para ajudá-los. Essa amiga veio com mais alguns Auxiliares Invisíveis, e eles disseram a ela como o povo tinha sido insensível.
Eles pegaram a carroça, quebraram o arreio do cavalo e ajudaram-no a subir. Eles descobriram que havia cerca de dez enguias nas patas do cavalo. O amigo que veio ajudá-los disse à Auxiliar Invisível que, se ela não tivesse erguido a cabeça do cavalo, as enguias o teriam mordido e matado. Depois que o cavalo estava aparentemente seguro em terra firme, as enguias se recusaram a sair. A Auxiliar Invisível disse às enguias que voltassem para a água, mas elas se recusaram a se mover.
A Auxiliar Invisível pediu à amiga que obrigasse as enguias a abandonarem o cavalo. Essa Irmã Leiga falou ao Espírito-Grupo das enguias e ele as influenciou a partir, e elas se foram para longe.
O cavalo tremia todo, pois ele sabia que mal havia escapado da morte.
Os Auxiliares Invisíveis foram ao hospital e ajudaram os feridos. O leiteiro agradeceu calorosamente pela ajuda oportuna. A Auxiliar Invisível repreendeu as pessoas que se recusaram a ajudar o cavalo e disseram-lhes que esse cavalo era seu irmão mais novo e precisava de seus cuidados.
Aqui está uma história sobre algumas Fadas que um Auxiliar Invisível viu.
Uma noite, enquanto uma senhora lia uma palestra, várias Fadas entraram e foram até o piano e sentaram-se para observá-la. Havia uma pessoa lá que os viu. Ele disse depois que essas fadas pareciam bonequinhas.
Algumas delas estavam com as mãozinhas embaixo do queixo e outros com as mãos no colo. Suas mãos e dedos minúsculos eram do tamanho de uma moeda de dez centavos. Nos pés, elas usavam sandálias.
As Fadas tinham pequenos olhos brilhantes que brilhavam como diamantes. Possuíam bochechas rosadas, bocas pequenas e corpinhos bem constituídos.
Os sorrisos delas eram muito atraentes e o olhar, sedutor.
Quando o povo se levantou para cantar a canção de encerramento, as Fadas também se levantaram e logo foram embora.
Um dia, dois Auxiliares Invisíveis foram a um país no sul da Europa, a um santuário onde haviam ido antes para encontrar um lindo Deva. O Deva os conhecia e ficou feliz em vê-los. O Deva olhou para ver se a senhora visitante estava com o anel que ela lhe havia abençoado na época de uma visita anterior. Ela viu que a visitante estava usando.
“Fique com ele, minha filha”, disse ela, “pois muito bem virá daí.”
“Você poderia, por favor, nos levar através do santuário?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
O Deva atendeu ao pedido, e os Auxiliares Invisíveis descobriram que o santuário, por dentro, era muito maior do que eles esperavam e que era muito bonito. Havia uma grande sala redonda no centro, e o quadro do Deva estava pintado na parede posterior do altar.
Essa foto era em tamanho natural, e o Deva foi até ela e encarou os Auxiliares Invisíveis, e ela parecia como se tivesse sido colada ali.
A adorável Deva estendeu os braços, e os Auxiliares Invisíveis se levantaram e se ajoelharam diante dela, e ela lhes deu sua bênção, e, então, desapareceu deles. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram para o quintal, sentaram-se em um banco ao ar fresco e ameno e conversaram um pouco. Em seguida, continuaram com o trabalho deles.
Capítulo VIII
Como os Auxiliares Invisíveis auxiliam os seres vivos do Reino Animal
É muito interessante saber como os Auxiliares Invisíveis trabalham com seus irmãos mais novos, os animais, e o que podem fazer para ajudá-los em seu caminhar evolutivo. Os Estudantes Rosacruzes aprendem que os animais são nossos irmãos mais novos. No momento, eles não estão tão bem-organizados como a onda de vida humana, mas acabarão por atingir um estado tão elevado quanto o nosso e, nessa época, teremos alcançado um estado de desenvolvimento ainda mais elevado.
Várias Hierarquias Criadoras têm ajudado a humanidade desde o início dos tempos e têm trabalhado pacientemente para nos ajudar a progredir e desenvolver nossos vários Corpos e veículos.
Nosso veículo mais novo é a Mente, que ainda está parcialmente desenvolvida. Os Senhores da Mente nos deram o germe do material a partir do qual estamos agora buscando construir uma Mente organizada.
Somos informados de que os Arcanjos estão trabalhando com os animais e os Espíritos-Grupo que os guiam e dirigem. Os animais têm Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejo, mas carecem da Mente que os correlacionaria com o Mundo do Pensamento e, portanto, o Reino animal não adquiriu a faculdade de expressar o pensamento, embora haja algumas exceções.
No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” lemos o seguinte:
“Ainda sabemos que alguns animais pensam, mas eles são os animais domesticados mais elevados que estiveram em contato próximo com o homem por gerações e, portanto, desenvolveram uma faculdade não possuída por outros animais, que não tiveram essa vantagem. Isso baseia-se no mesmo princípio de que um fio altamente carregado irá induzir uma corrente mais fraca de eletricidade em um fio próximo a ele; ou que um homem de moral forte irá despertar uma tendência semelhante em uma natureza mais fraca, enquanto um moralmente fraco será derrubado se colocado sob a influência de personagens malignos. Tudo o que fazemos, dizemos ou somos, reflete-se em nosso ambiente. É por isso que os animais domésticos mais elevados pensam. Eles são os mais elevados da espécie deles, quase no ponto de individualização, e as vibrações do pensamento do homem têm “induzido” neles uma atividade semelhante de ordem inferior”.
Os Auxiliares Invisíveis encontram alguns dos animais mais avançados no decorrer de seu trabalho. A história a seguir é sobre um gato que agia como cão de guarda após a morte de sua dona. Acho que é uma história notável da devoção de um animal a um ser humano.
Em uma noite fria de inverno, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados à casa de uma senhora em uma pequena cidade do oeste para ver o que podiam fazer para ajudá-la. Eles viram o lugar e as condições da casa por meio da Consciência Jupiteriana, que é mais ou menos como imagens em movimento.
Os Auxiliares Invisíveis foram até o local e entraram na casa, onde viram uma mulher sentada em uma cadeira com a cabeça baixa como se estivesse dormindo. Um grande gato angorá amarelo estava sentado ao lado dela. Um Auxiliar Invisível disse depois: “Eu não vi o Ego em seu Corpo de Desejos ao lado do Corpo Denso dela, e procurei avistar, nela, a chama azul no ápice do coração e a chama na parte de trás da cabeça. As chamas estavam apagadas”.
O Auxiliar Invisível disse à companheira que a mulher morrera de um problema cardíaco. Os Auxiliares Invisíveis olharam em volta e viram que todos os fogos estavam apagados e os radiadores estavam frios. A fornalha tinha apenas algumas brasas e a casa estava fria. A Auxiliar Invisível perguntou onde estava o Corpo Vital da senhora já que ela estava morta. O Auxiliar Invisível olhou para o Cordão Prateado dela, que ainda estava preso ao Corpo Denso, e descobriu que o Corpo Vital da senhora morta estava perto do teto. “Vamos até a porta ao lado e acordar as pessoas”, disse ele, “e fazer com que venham e tirem o corpo dela e alimentem o gato”.
Os Auxiliares Invisíveis assim fizeram, e uma mulher, seu marido e seu filho logo vieram até a casa e olharam pela janela da sala de jantar. Eles viram que a senhora estava morta, então o homem telefonou para a polícia. Quando os policiais chegaram, eles tiveram dificuldade para entrar. Um deles pegou uma tocha de acetileno e derreteu o vidro da fechadura da janela e abriu a janela. O grande gato amarelo saltou sobre ele e parecia tão feroz que o policial quis atirar nele.
“Não. Não atire nele”, disse o Auxiliar Invisível, e ele se virou para a Auxiliar Invisível e pediu que ela entrasse.
“Não”, disse ela, pois viu que o gato estava todo eriçado e pronto para uma luta. Ela havia esquecido que estava em seu Corpo de Desejos e não poderia se machucar.
Então o Auxiliar Invisível entrou pela janela e falou com o gato. “Agora ouça, gato! Vim ajudar você e sua dona. Se lutar, pode se machucar ou morrer. Venha comigo e eu lhe darei um pouco de leite.”
O gato disse: “Miau” e o Auxiliar Invisível disse: “Sim, agora”, e o gato seguiu o Auxiliar Invisível até a cozinha.
O Auxiliar Invisível olhou na geladeira e tirou um pouco do leite, que havia congelado por causa do frio intenso. Ele descongelou o leite no fogão a gás e alimentou o gato faminto.
A polícia levou o corpo da senhora morta depois que o legista chegou. Ele disse que a senhora estava morta há cerca de quatro dias. O Auxiliar Invisível sabia que ela estava morta há pelo menos três dias, pois seu Corpo Vital havia voltado ao Corpo Denso.
Quando o gato e o Auxiliar Invisível voltaram para a sala onde sua dona estava sentada, ele girou e girou como se tivesse perdido algo. “Escute, gato!” o Auxiliar Invisível disse a ele, e o gato disse: “Miau.” Sua dona está morta e se foi, e ela não vai voltar.
É melhor você fazer amizade com essas pessoas para que elas cuidem de você e o alimentem. Se você for mau e tiver que ser deixado em paz, morrerá antes do seu tempo, e você ainda terá algum tempo aqui antes de partir. Você vê aquela senhora? “
“Miau”, disse o gato inteligente.
“Ela será boa para você e o resto da família também”, continuou o Auxiliar Invisível.
“Miau”, disse o gato novamente.
“Agora, agora, vá até ela”, persuadiu o Auxiliar Invisível.
O gato foi até a vizinha e olhou para ela e depois para o Auxiliar Invisível: “Ela está indo agora”, disse o Auxiliar Invisível. “Você a segue para casa e seja um bom gato e não fuja.”
O gato olhou em volta e disse: “Miau”, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim, agora. Você deve ir com ela”.
O policial e os vizinhos presentes queriam saber como o estranho poderia controlar o gato.
“Oh, ele é um amigo meu”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Como vocês descobriram que algo estava errado?”, o policial perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Olhei pela janela ao luar e vi os olhos do gato, depois vi a mulher sentada na cadeira”, disse o Auxiliar Invisível. “E eu liguei para o vizinho.”
Os vizinhos então voltaram para casa, o gato os seguiu e os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Poucos dias depois, os Auxiliares Invisíveis foram ver o gato angorá amarelo novamente. Eles o encontraram deitado na cama de um bebê com uma coberta sobre ele. O Auxiliar Invisível que tinha feito amizade com ele foi até ele e falou com ele. Ele se levantou e foi até o Auxiliar Invisível e então ele foi até a Auxiliar Invisível e se deitou a seus pés. Ela o pegou no colo e o colocou de volta na cama. Ele disse: “Miau”, como se quisesse agradecer.
O Auxiliar Invisível disse a sua companheira para dizer: “Tudo bem.” Ela obedeceu e o gato disse: “Miau”, e o Auxiliar Invisível deu um tapinha em sua cabeça; o gato se espreguiçou confortavelmente.
A senhora veio, deu um tapinha nele e disse: “O pobre Sonny Boy deve estar sonhando com sua ex-dona. Vou tentar compensar isso.”
Aqui está uma história estranha sobre como outro gato foi ajudado. Dois Auxiliares Invisíveis haviam saído uma noite e viram um gato de rua deitado na soleira de uma porta. Ele estava doente e cheio de pulgas. Um Auxiliar Invisível trabalhou na cura no gato, que logo melhorou e começou a implorar por comida.
A Auxiliar Invisível tirou algumas pulgas desse gato e as matou.
O primeiro Auxiliar Invisível disse a ela para não fazer isso, mas para dizer às pulgas para deixar o gato.
“Posso fazer isso?”, perguntou a Auxiliar Invisível, surpresa.
“Você conhece o Espírito-Grupo”, disse ele. “Peça a ele para que as pulgas deixem o gato.
Ela obedeceu e as pulgas partiram imediatamente. Então os Auxiliares Invisíveis pegaram um pouco de comida para o gato e o deixaram feliz.
Aqui está uma história interessante de como alguns Auxiliares Invisíveis salvaram um bezerro na América do Sul. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo uma cidade. Eles estavam viajando muito rápido, mas um deles ouviu um cachorro latir e uivar. “Espere”, disse ela, e eles pararam para ouvir o cachorro novamente. “Vamos voltar e ver qual é o problema?”, ela disse.
“Oh, é apenas um cachorro querendo entrar na casa ou chamando seu dono”, respondeu seu companheiro.
“Não, não é”, disse ela. “Algo está errado.”
“Você é uma especialista em uivos e latidos, e você conhece todos os latidos?”, ele comentou rindo. “Está ficando tarde e eu quero fazer minhas rondas.”
A Auxiliar Invisível foi até onde estava o cachorro latindo, e os Auxiliares Invisíveis encontraram um lindo cachorro Collie latindo para um bezerro que estava atolado até a barriga na lama. O cachorro viu os Auxiliares Invisíveis e veio latindo para chamar a atenção deles.
Eles desceram e viram qual era o problema.
O fazendeiro saiu apressado e chegou até a beira do brejo, e então disse que não podia sair no brejo, pois era perigoso; ele não queria atolar e arriscar não conseguir sair. “Acho que terei que atirar no bezerro”, disse ele, “pois ninguém pode ir lá e pegá-lo. O bezerro é do meu filho.”
“Eu irei buscá-lo”, disse a Auxiliar Invisível.
“Senhora, você vai afundar em pouco tempo”, disse o fazendeiro. “Eu não sei como aquele bezerro ainda não afundou.”
A Auxiliar Invisível entrou no brejo, e o fazendeiro pediu ao Auxiliar Invisível que a impedisse.
“Não, ela está bem e voltará em segurança”, disse ele.
A Auxiliar Invisível foi até o bezerro, colocou suas mãos sob o pescoço e sobre as patas traseiras, pegou-o, colocou a cabeça em seu ombro, carregou-o até fora do brejo e o colocou no chão.
“Senhora, você certamente deve amar os animais para arriscar sua vida por um bezerro!”, o fazendeiro observou.
“Eu amo os animais e sou uma servidora de tudo que está vivo e se move, até mesmo as flores, árvores e até a grama”, disse ela.
“Como você conseguiu fazer isso?”, ele perguntou. “Nenhum ser humano arriscaria sua vida por um bezerro que pertence a um estranho a essa hora da manhã. Ninguém tentaria tal coisa, a não ser um tolo ou um louco.”
A Auxiliar Invisível contou a esse homem sobre seus ensinamentos, e ele se voltou para o Auxiliar Invisível e disse: “A pobre senhora está louca. Deus cuida de nós e das crianças. É melhor você cuidar de sua amiga, pois há outro pântano ruim a alguns quilômetros de distância, e ela pode ouvir uma pantera e pensar que é uma mulher em apuros e ir em direção à morte. “
Enquanto o fazendeiro falava, a Auxiliar Invisível que resgatara o bezerro estava fazendo amizade com o cachorro. Então ela disse ao cachorro para levar o bezerro para casa e ele o fez imediatamente. “Eu não diria essas coisas se fosse você”, disse ela ao fazendeiro, “sou uma serva de tudo e posso ser um Anjo para você, pois fui isso para os outros”, e ela desapareceu.
O fazendeiro ficou tão assustado que estremeceu. “Essa senhora deve ser um Anjo”, disse ele com uma voz temerosa e trêmula. “O que é ela?”
“Ela é humana como nós”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
“Não, ela não é”, disse o fazendeiro com convicção.
“Tenha cuidado ao falar com estranhos, pois você pode estar falando com Anjos e não saber disso”, disse o Auxiliar Invisível, que também desapareceu.
Algum dia esse homem ouvirá falar dos Ensinamentos ocultos, e acredito que ele ficará interessado, pois saberá que realmente existem Auxiliares Invisíveis e que eles são servos da humanidade.
Aqui está como um tigre e um leão foram ajudados em uma selva na Índia. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por uma selva e um deles olhou para baixo e viu alguns animais lutando, “Olha, uma luta!”, disse a Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis, então, desceram para ver o que estava acontecendo. Eles viram um leão e um tigre em uma luta mortal e, ao olharem em volta, viram um grande urso marrom esperando para ver o que aconteceria. Ele provavelmente pretendia lutar contra o vencedor e fazer uma boa refeição. Um Auxiliar Invisível pensou que poderia se prostrar entre o leão e o tigre e detê-los.
Ele se materializou e tentou, mas os animais furiosos o agarraram tão rápido que ele não conseguiu fazer nada. O tigre e o leão deram voltas e mais voltas com o Auxiliar Invisível e deve ter sido uma visão estranha, pois o Auxiliar Invisível inclinou-se para um lado e depois para o outro enquanto era esbofeteado. Ele chamou os Espíritos-Grupo do Leão e do Tigre para detê-los.
“Diga a eles para pararem”, os Auxiliares Invisíveis pediram.
Os Espíritos-Grupo do leão e do tigre ordenaram e os dois pararam, e um animal ficou de cada lado dele e olhou para ele. Se ele os tivesse deixado ir, eles teriam encontrado o urso pelo seu cheiro, e então os dois teriam saltado sobre ele. O urso era baixo e robusto e poderia ter lutado bem com qualquer um deles sozinho, mas não seria páreo para os dois.
O Auxiliar Invisível chamou o urso, e ele veio com muito cuidado e ficou na frente dele, e o Auxiliar Invisível os fez se sentirem amigáveis. A Auxiliar Invisível estava a uma distância segura, pois não sabia como ajudar nesta ocasião.
Seu companheiro a chamou, pois temia que uma cobra subisse e a assustasse.
Ela veio e fez amizade com o leão, o tigre e o urso e começou a brincar com eles. Logo eles se tornaram muito amigos. Depois disso, o Auxiliar Invisível enviou os três animais selvagens em direções diferentes e eles seguiram seu caminho.
Anos atrás, um grupo de Auxiliares Invisíveis foi enviado ao Alasca para salvar alguns esquimós de um rebanho de alces que estava em debandada e vindo para o sul. Os esquimós haviam saído para caçar e estavam no caminho dos alces e corriam grande perigo.
O líder que enviou o grupo disse-lhes para se apressarem ou os esquimós seriam todos mortos. Um membro do grupo perguntou-lhe se não conseguiriam tirar os esquimós do caminho e ele disse: “Não consigo em tempo hábil”. Os Auxiliares Invisíveis foram até os esquimós e disseram-lhes que viajassem para o leste o mais rápido possível, e eles partiram com pressa.
Os Auxiliares Invisíveis continuaram e, depois de um tempo, ouviram um som semelhante ao de um trovão e então viram uma massa escura movendo-se rapidamente na direção deles.
O líder do grupo alinhou todos os Auxiliares Invisíveis e disse-lhes para concentrarem seus pensamentos no rebanho e dizer-lhes para virar para o oeste. Eles o fizeram, e os alces pararam, e os da retaguarda empilharam-se uns sobre os outros, e então toda a manada se virou e foi para o oeste em manadas menores.
Foi preciso muita coragem para os Auxiliares Invisíveis ficarem parados no caminho dos alces em disparada, que ficava a cerca de cinquenta metros de onde estavam alinhados. Depois que o perigo passou, parte do rebanho continuou, e parte dos Auxiliares Invisíveis foi atrás dos alces e espalhou completamente o grande rebanho para que eles não começassem outra corrida para o sul.
O tempo estava extremamente frio, e o líder disse que havia uma onda de frio vindo para o sul. Os alces perceberam isso e receberam o impulso de tentar superar a onda de frio e ir aonde pudessem encontrar mais comida.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo a parte central da África quando viram um grande leão deitado em um espaço aberto.
Isso era uma coisa incomum para um leão fazer, então um Auxiliar Invisível falou com seu companheiro: “Vamos parar e ver o que se passa com o leão “, disse ele. “Pode estar doente ou ferido.”
Os Auxiliares Invisíveis voltaram e foram até o local, se materializaram, e dirigiram-se até o leão e viram que a pata dianteira esquerda dele havia sido mutilada ou mastigada por algum animal. O Auxiliar Invisível foi em direção ao leão, falando com ele para acalmá-lo, pois não queria que ele ficasse agitado.
“Amigo, você tem uma pata ruim”, disse ele. “Deixe-me ver o que posso fazer por você.”
O Auxiliar Invisível pegou na pata ferida, e o leão tentou mordê-lo. “Calma, companheiro, não me morda!”, ele disse. “Eu só quero te ajudar. Você sabe que não pode lutar com uma pata assim.” O Auxiliar Invisível pegou a pata do leão e a segurou, e o leão o agarrou com a boca.
“Não fique com raiva e não me morda”, disse o Auxiliar Invisível, pacientemente. “Se eu quisesse lutar, não viria aqui para a África para lutar contra um leão com dor no pé.”
Mesmo assim, o leão não deixou o Auxiliar Invisível tocar na sua pata ferida.
Então o Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para acariciar a cabeça e o pescoço do leão. Enquanto a Auxiliar Invisível fazia isso, ele examinou cuidadosamente a pata do leão e viu que estava ulcerada e precisava ser lavada e, então, ser enfaixada. O Auxiliar Invisível não tinha nada na mão para usar para isso e não viu nenhuma água por perto. Ele chamou o Espírito-Grupo do leão e perguntou o que ele poderia fazer para ajudar o leão.
O Espírito-Grupo mostrou aos Auxiliares Invisíveis um riacho de água próximo.
O Auxiliar Invisível tentou fazer o leão se levantar e ir com ele, mas o leão não se mexeu. “Vamos, Velho Companheiro”, disse ele. “Eu quero ajudar a curar você para que você possa pegar um pouco de comida.”
Mesmo assim, o leão não se moveu.
Então, o Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para fazer o leão ir com eles. Ela disse ao leão para se levantar e ir com eles, e ele se levantou e foi mancando sobre três pernas entre os Auxiliares Invisíveis. Eles foram até o riacho e ela disse ao leão para se deitar na beira da água, e ele obedeceu.
O Auxiliar Invisível achou que o leão estava bem e entendeu que os Auxiliares Invisíveis eram seus amigos, então começou a lavar sua pata. O leão rosnou, agarrou-se a ele e saltou sobre ele.
A Auxiliar Invisível chamou o leão de volta e o fez se deitar, e ela começou a acariciar sua cabeça e pescoço, ele relaxou e colocou a cabeça em seu colo depois que ela se sentou ao lado dele. Ele ficou quieto porque a força curativa que vem de Deus passou por ela e parou a dor em seu pé. Ele se acalmou e teve uma sensação de descanso, e ficou imóvel como um gato doméstico.
O Auxiliar Invisível lavou a pata e limpou-a completamente.
Quando ele terminou, o Espírito-Grupo mostrou-lhe algumas folhas para pegar, enfaixar a pata do leão e indicou onde ele poderia conseguir algumas vinhas tenras para macerar as folhas e colocar no pé do leão.
Depois que o Auxiliar Invisível enfaixou a pata do leão o melhor que pôde com os meios disponíveis, ele disse: “Você pode ir agora”.
O leão olhou para ele como querendo dizer: “Fique quieto. Você não vê que estou descansando?”
“Por que você sempre quer morder?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
O leão olhou para ele como se dissesse: “Eu tenho que comer, não tenho?”
A Auxiliar Invisível disse ao leão para se levantar, e enquanto ele seguia os Auxiliares Invisíveis, eles notaram que o leão não estava mais mancando. Eles então desapareceram dele e seguiram seu caminho.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram ao norte e viram um caçador que acabara de encontrar uma família de ursos polares. Ele atirou no papai urso e o teria matado, mas quando a Auxiliar Invisível viu o fogo surgir de sua arma quando ele puxou o gatilho, ela falou com o caçador.
“Oh, não! Não atire”, disse ela. Ele o fez de qualquer maneira, mas sua pontaria não estava muito boa e, então, ele só feriu o urso.
A família dos ursos morava em uma caverna, no gelo. A Auxiliar Invisível correu até o urso ferido e entrou no buraco para onde ele havia rastejado, e ela o persuadiu a sair e o curou. Os dois ursinhos e sua mãe saíram para ver o que estava acontecendo. A essa altura, o grande urso já havia se tornado bastante amigável.
Quando a mãe ursa sentiu o cheiro da pólvora, ela ficou apavorada e ficou muito feroz e quis atacar o caçador, que estava por perto. Esse homem implorou aos Auxiliares Invisíveis para salvá-lo da mãe urso e de seus filhos que queriam pegá-lo.
Os Auxiliares Invisíveis acalmaram a família de ursos e deixaram todos em paz.
Depois disso, os dois Auxiliares Invisíveis e o caçador deixaram os ursos e seguiram em frente. A Auxiliar Invisível que ajudou os ursos disse ao homem para encontrar outra coisa para fazer para ganhar a vida. Ele prometeu que o faria, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram dele quando ele estava perto de sua casa.
Aquele caçador tinha muito em que pensar, pois tinha visto com seus próprios olhos o que os Auxiliares Invisíveis podem fazer para ajudar os animais.
Ele tinha uma prova positiva de que os Auxiliares Invisíveis podem materializar seus Corpos Densos, aparentemente sólidos, podem curar animais por meios espirituais e podem, então, desaparecer repentinamente.
Antes de alguns Auxiliares Invisíveis começarem seu trabalho à noite, eles viram uma cena na África onde um leopardo e um leão estavam lutando. Era um evento que estava próximo para acontecer. Assim que possível, após usarem a consciência de Júpiter para se certificar do que ocorreria, esses Auxiliares Invisíveis correram para um lugar próximo nos meio das selvas africanas.
Lá eles encontraram um leopardo e um leão em uma luta terrível.
O leão tinha se aproximado, na esperança de fazer uma refeição com o bebê do leopardo, e a mãe leopardo foi atrás dele e estava lutando por suas vidas.
A Auxiliar Invisível disse-lhes que parassem, o que eles fizeram, e eles vieram e ficaram um de cada lado dela. Ela deu um tapinha em ambos, falou com eles e disse-lhes que não deviam lutar, mas sim ser amigos. Ela disse a eles para tocarem o nariz um do outro, e quando ela juntou suas cabeças, eles não rosnaram ou brigaram.
Em seguida, ela mandou o leão embora, e o leopardo foi para o seu abrigo.
A Auxiliar Invisível pegou o bebê leopardo e fez um carinho. Ele parecia sonolento, mas estava bem vivo. Os Espíritos-Grupo do leão e do leopardo agradeceram a ela por ajudar seus protegidos. Os Auxiliares Invisíveis, então, saíram e continuaram seu trabalho pela noite.
Aqui está a história de como uma raposa vermelha foi curada. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam em uma casa ajudando um homem doente e viram uma linda raposa vermelha na casa. Alguém lhes disse que um membro da família encontrou a raposa quando ela era muito pequena e a trouxe para casa como animal de estimação. Eles o criaram e ela ficou dentro de casa e corria como um cachorro.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis estavam nessa casa, a raposa quis sair. Ela foi até a porta de tela, empurrou-a e correu para o gramado. Alguns cães viram a raposa, perseguiram-na e começaram a machucá-la. A Auxiliar Invisível saiu, chamou os cachorros e chamou a raposa. A raposa veio direto ao encontro da Auxiliar Invisível, que a carregou para dentro de casa e olhou para verificar os seus ferimentos. Ela viu imediatamente que a pálpebra inferior do lado esquerdo da raposa estava gravemente rasgada e parte de sua adorável cauda em forma de pluma fora arrancada pelos cães ferozes que a atacaram.
Os Auxiliares Invisíveis pediram que a raposa fosse curada e tudo estava bem em alguns minutos. A Auxiliar Invisível achou que seria uma boa ideia dar um banho na raposa para que ficasse boa e limpa para ficar dentro de casa. Ela pediu à filha da dona da casa para ajudá-la. Essa garota estava vestida para ir a uma festa naquela noite, mas ela queria ajudar a lavar seu animal de estimação. Ela colocou um avental grande por cima do vestido e pegou uma grande bacia, um pouco de água morna e sabão. Lavavam a raposa no centro da mesa da cozinha enquanto a dona da casa guardava os pratos do jantar. A Auxiliar Invisível perguntou a essa senhora se estavam atrapalhando, e a senhora disse que seria muito bom ter a raposa limpa e que eles não estavam atrapalhando em nada.
Depois que o banho acabou, a Auxiliar Invisível secou cuidadosamente todo o pelo da raposa. A Auxiliar Invisível a acariciou e falou com ela como se fosse uma pessoa e a raposa parecia entender tudo o que ela dizia. Era uma criaturinha muito bonita depois de tomada um banho.
Posteriormente, o Espírito-Grupo das raposas agradeceu aos Auxiliares Invisíveis por ajudarem em seu encargo. Cerca de três anos antes dessa época, a Auxiliar Invisível tinha visto esse Espírito-Grupo. Enquanto ela tentava dormir uma noite, viu a cabeça dele com as orelhas compridas em pé. Ele lembrava uma raposa, mas aparentava estar pintado com uma luz dourada brilhante. Então parecia que seu quarto estava cheio de uma espécie de névoa dourada. Estava escuro, mas ela podia ver com os olhos abertos ou fechados. Ela olhou com toda a atenção que pôde e o viu se afastando e em pouco tempo tudo tinha sumido.
Essa Auxiliar Invisível contou a um amigo sobre ter visto esse belo Espírito-Grupo e ele disse: “O tempo era certo, sua condição estava em sintonia e o Espírito-Grupo das raposas elevou suas vibrações para que você pudesse vê-lo, pois ele não poderia descer até você. Você viu a aura dele e a sua luz brilhante. Não havia necessidade de você ver o corpo dele, desde que visse a cabeça que o identificava. Ele queria que você o visse para ter mais provas de que os ensinamentos que está estudando são verdadeiros”.
O Espírito-Grupo que cuida das raposas é um Arcanjo que está ajudando essa espécie de animais a ganhar experiência e avançar no progresso na evolução. Ele tem um corpo composto de matéria de desejos que se parece com o corpo de um ser humano, mas sua cabeça se assemelha a uma raposa.
Ele está rodeado por uma grande aura que é muito brilhante e resplandecente. Esses Espíritos-Grupo podem ler na Memória da Natureza e são muito sábios. Eles são duas ondas de vida à nossa frente na evolução.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na parte noroeste do país e viram o cavalo de um leiteiro escorregar e cair. Pouco antes disso, o cavalo quase escorregou e caiu, e o leiteiro deu ré na carroça para levantar o cavalo. Algumas pessoas olhavam, mas não sabiam o que fazer. O leiteiro ergueu as patas dianteiras do cavalo para que ele pudesse se levantar. Ele se levantou, mas escorregou novamente, e bateu a boca no chão, cortando o lábio. Então o pobre cavalo tentou se levantar novamente, mas novamente escorregou na rua molhada, sua pata dianteira direita estalou e ele caiu pela terceira vez.
“O que devo fazer?”, o homem perguntou. “A perna dele está quebrada. Acho que vou ter que chamar a polícia e pedir para sacrificá-lo.”
“Não é necessário”, disseram os Auxiliares Invisíveis que estavam por perto.
“Como ele pode ficar bom quando tiver que se manter em pé?”, perguntou o leiteiro.
“Nós podemos curá-lo”, disse a Auxiliar Invisível.
“Que tipo de bebida você tomou para ter essa ideia?”, perguntou o leiteiro atônito.
A Auxiliar Invisível pediu água para lavar a boca do cavalo e o leiteiro lhe deu. Enquanto ela lavava a boca do cavalo, o corte cicatrizou. Então, ela se abaixou e deu um tapinha na cabeça e no pescoço do cavalo e falou com ele.
Ao mesmo tempo, o outro Auxiliar Invisível curou a perna machucada do cavalo, puxando os ossos quebrados e a esfregou até sentir que a calcificação contornou e “colou” todo o lugar quebrado. Então, ele disse à Auxiliar Invisível que a perna do cavalo estava curada. Em seguida, colocou as patas do cavalo à sua frente e disse à Auxiliar Invisível para ficar de lado para segurá-lo. O Auxiliar Invisível ficou atrás do animal para ajudá-lo a se levantar.
Então a Auxiliar Invisível disse ao cavalo para se levantar devagar e com cuidado, o que ele fez, finalmente ficando de pé sobre as quatro patas. O Auxiliar Invisível disse ao leiteiro para deixar o cavalo se movimentar alguns dias no celeiro ou em algum lugar fechado e que ele estaria bom para trabalhar novamente, depois disso.
“Bem, o que eu vi ser feito essa manhã?”, perguntou o leiteiro surpreso. “Senhora, o que eu sei?”
“Muito pouco, como o resto de nós”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“O problema com todos nós é que pensamos que sabemos. Só lhe digo que nunca bebi qualquer tipo de bebida alcoólica intoxicante em minha vida.”
“Senhora, você é um Anjo?”, perguntou o leiteiro.
“Todos nós podemos ser Anjos de misericórdia; mas nós somos seres humanos que saem e ajudam todos os seres vivos em apuros do jeito que podemos.”, ela respondeu.
“Onde você mora e quem é você?”, perguntou um homem que estava perto.
Os Auxiliares Invisíveis os deixaram pensando, pois eles tinham outro trabalho a fazer e, assim, partiram.
Aqui está uma linda história que ouvi sobre um menino e seu cachorro que foram ajudados por Auxiliares Invisíveis. Numa segunda-feira, à noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma senhora para ver um menino e seu cachorro que havia sido gravemente ferido. Na semana anterior eles foram atropelados por um automóvel. O menino estava inquieto, preocupado e chorou por causa do seu cachorro. O cachorro estava deitado do lado de fora, sob a janela do quarto do menino, e quando o menino gritou por ele, o pobre e fiel cachorro uivou.
Quando os Auxiliares Invisíveis entraram no quarto do menino, a criança, que tinha cerca de seis anos, os viu, pois tinha visão psíquica.
“Mamãe, olha! Olha! Um Anjo!”, a criança surpresa exclamou.
Os olhos de sua mãe se arregalaram e ela começou a tremer e suar.
“Oh, meu filho vai morrer!”, ela exclamou com medo.
“Não, não vou, mas quero que o Anjo cure o meu cachorro”, disse ele. “Anjo, você pode pegar meu cachorro e curá-lo? O médico disse que eu não poderia ficar com ele, e minha mãe não quer me dar, mas meu papai o segura, às vezes, para que eu possa vê-lo. Faça-o ficar bom para que ele possa brincar comigo. Anjo, faça isso por mim, e eu serei um bom menino. Serei o melhor que puder. “
“Sim, faremos seu cachorro ficar bom”, assegurou-lhe a Auxiliar Invisível. “Diga à sua mãe para me deixar entrar pela porta da frente com seu cachorro.”
O menino quase pulou da cama de empolgação. Ele contou à mãe, ela ficou assustada, mas pediu para o marido ir até a porta da frente e deixar um Anjo entrar com o cachorro. O pai foi e deixou a Auxiliar Invisível entrar com o cachorro.
A essa altura, o cachorro já estava curado de seus ferimentos, latia e se contorcia nos braços da Auxiliar Invisível. A Auxiliar Invisível disse à mãe para lavar o cachorro e ela tomaria conta do filho enquanto ela estivesse ocupada. A mãe disse que o menino ainda estava sangrando por causa dos ferimentos que tinha.
Então, a Auxiliar Invisível foi até o garotinho e o pegou no colo, e ele ficou bom. Ela tirou as bandagens molhadas do menino, e sua pele estava normal, como se não houve mais nenhum ferimento. O pai ficou por perto e olhou para a Auxiliar Invisível com espanto, e seus olhos ficaram arregalados, como se estivessem paralisados.
“Meu Deus, quem é você?”, ele perguntou à estranha. “Você é um Anjo ou um ser humano?”
“Sim, eu sou um Anjo para você”, disse ela, “e estou assumindo o papel de um Anjo para o menino, mas sou humana”.
A mãe entrou com o cachorro recém-lavado e o secou apressadamente. Ele pulou do colo dela, correu para o menino, pulou em sua cama e se aninhou, e os dois ficaram felizes. O menino e seu cachorro eram amigos e não suportavam ficar separados.
“Deixe-os juntos”, aconselhou a Auxiliar Invisível, “e diga ao médico que já está tudo bem, e eles ficarão bem”.
Então, os pais começaram a fazer muitas perguntas, e a Auxiliar Invisível explicou seu trabalho e contou-lhes sobre seus ensinamentos.
“Você é meu Anjo”, disse o menino. “Você vai fazer o médico ficar longe?”
A Auxiliar Invisível abraçou o menino e liberou sua aura.
“Venha agora. Precisamos ir”, disse o Auxiliar Invisível, que não havia se materializado.
A Auxiliar Invisível desapareceu e as pessoas disseram, “com certeza ela era um Anjo!”
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Minha próxima história é sobre como um homem salvou uma cobra. Um dia, enquanto um homem estava trabalhando, ele caminhou por um atalho e uma cobra de um metro e meio de comprimento correu para picá-lo.
“Volte”, gritou o homem, e deu um pulo para longe, pois aquilo o assustou com seu aparecimento repentino. Depois que o homem se recompôs, ele disse à cobra: “Amiga, eu sou seu amigo. Você não deve me picar “.
A cobra se contorceu a uma curta distância e ele teve medo de se mover. A princípio, ele não soube o que fazer, pois não conseguia racionar. Aí ele olhou para a cobra para ver que tipo era e percebeu que era uma cascavel.
Então, o homem chamou o Espírito-Grupo dessa cobra e perguntou o que ele deveria fazer.
“Continue em frente por esse caminho que você vinha por cerca de quinze metros e você encontrará uma caixa”, disse o Espírito-Grupo. “Coloque a cobra lá e chame a polícia para levá-la embora. Ela não vai machucar você.”
O homem continuou e a cobra o seguiu. Vários homens viram a cobra e correram para uma distância segura, avisando o homem que havia uma cobra atrás dele. “Eu sei”, disse o homem, “e é uma amiga minha”.
Quando o homem viu a caixa, ele se abaixou, pegou a cobra e a colocou dentro da caixa, e disse para ela ficar lá. Então, ele chamou a polícia, e eles vieram. Um policial disse que a cobra deve ter saído de um prédio antigo a cerca de meio quarteirão de distância que estava sendo demolido. Ele perguntou ao homem como a cobra foi parar na caixa, e ele lhe disse como a tinha colocado.
Os policiais não quiseram chegar muito perto, pois viram que a cobra tinha uma cabeça grande e algumas presas muito afiadas. O homem disse às Salamandras que ficassem quietas, pois viu que os policiais queriam atirar na cobra. Eles falaram que iam fazer isso, e o homem disse: “Vá em frente”, pois ele sabia que não poderiam atirar. Eles tentaram várias vezes.
“Vamos levá-la ao parque”, disse um deles. Eles fizeram isso, então a vida da cobra foi salva e ninguém ficou ferido. O homem voltou a trabalhar como se nada tivesse acontecido.
Aqui está um tipo diferente de história sobre cobras. Durante uma atividade de alguns Auxiliares Invisíveis em uma noite, eles viram uma casa pegando fogo. A casa tinha uma toca de cobras embaixo dela, e o calor do fogo assustou as cobras. A entrada deles pelo porão estava bloqueada pelo fogo, assim, eles deslizaram pela casa e subiram no telhado, que não estava queimando naquele momento.
A casa ficava nos limites da cidade e, quando o corpo de bombeiros chegou ao local, a casa estava destruída e as cobras estavam mortas. A única coisa que os Auxiliares Invisíveis podiam fazer era carregar as cobras em seus Corpos de Desejos para o Espírito-Grupo. Uma Auxiliar Invisível não se importou em fazer isso, mas seu parceiro fez questão de lhe informar que as cobras não picavam.
“Sim, estou fora do meu Corpo Denso e elas não podem me picar”, disse ela.
As cobras se enrolaram nos Auxiliares Invisíveis. De início isso incomodou a Auxiliar Invisível, mas as vibrações dos Auxiliares Invisíveis logo acalmaram as cobras, que haviam morrido com as chamas, e os Auxiliares Invisíveis foram para o Mundo do Desejo com elas. Eles encontraram o Espírito-Grupo dessas cobras que estava sentindo as dores delas.
“Você acha que eu posso ajudá-lo?”, a Auxiliar Invisível perguntou ao seu companheiro.
“Não sei, mas você pode tentar”, respondeu ele.
A Auxiliar Invisível foi cautelosamente até o Espírito-Grupo e colocou a mão sobre ele. “Lamento que as cobras que estão sobre sua guardar e orientação tenham sido queimadas”, disse ela.
O Espírito-Grupo se recompôs imediatamente e se virou para ela.
“Obrigado”, disse ele. “Eu posso ajudá-las, mas não posso ajudar a mim mesmo. Dou-lhe minha bênção por sua ajuda.”
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram embora e foram a outro lugar para continuar suas atividades de servir onde precisava.
Certa noite, durante uma seca, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando pela parte norte dos Estados Unidos e encontraram uma mamãe ursa e seu filhote, e uma vaca e seu filhote procurando água.
O bezerro e o filhote de urso estavam exaustos e deitados, e as mães estavam ao lado deles.
Os Auxiliares Invisíveis tinham acabado de passar por uma fonte de água e queriam levar os animais sedentos até ela. O problema era como eles iriam pegá-los! “Vou levar o filhote e você, o bezerro”, disse o Auxiliar Invisível.
Quando os Auxiliares Invisíveis começaram a pegar o filhote e o bezerro, o urso e a vaca se opuseram e a briga começou. Os Auxiliares Invisíveis colocaram os jovens animais no chão, e o Auxiliar Invisível começou a falar com as mães.
“Vocês, mães, venham aqui”, disse ele, e elas se aproximaram.
“Escute. Eu vim aqui para ajudá-las a salvar seus bebês, mas se vocês quiserem brigar, terei que deixá-los e eles morrerão. Somos apenas dois e não podemos carregar vocês quatro ao mesmo tempo. Vou lhes dizer o que vou fazer. Vou ficar aqui e deixar a Auxiliar Invisível levar os filhotes para a água e, depois, vamos levar vocês duas para a água. Assim podemos fazer tudo isso mais rápido.
Elas grunhiram seu consentimento, e a Auxiliar Invisível pegou o filhote e o carregou até à fonte de água. A ursa rosnou e saltou sobre ela, e ela quase deixou o filhote cair. Seu companheiro acalmou a ursa e disse à sua companheira para continuar a levar o filhote até à fonte de água; chegando lá ela o colocou no chão e voltou.
“Pegue o bezerro e o leve até lá, também”, disse seu parceiro.
Ela fez isso, e a vaca tentou segui-la, mugindo. A Auxiliar Invisível carregou o bezerro para onde havia deixado o filhote, colocou-o no chão e voltou.
“A melhor forma de carregar as mães é suspender a gravidade, e elas vão flutuar”, disse o Auxiliar Invisível.
Eles fizeram isso, e um pegou a vaca e o outro pegou a ursa. A vaca começou a chutar e mugir, e a ursa ficou se debatendo e rosnou, porque ambas não conseguiam sentir o chão sob seus pés. Elas não estavam acostumados a serem carregadas no ar, e nem assim tão rápidas! Os Auxiliares Invisíveis foram o mais rápido que puderam com a vaca e a ursa e as levaram para a fonte de água.
Ao chegarem, elas pareciam um tanto zonzas, mas logo correram para a água e fizeram alguns ruídos enquanto bebiam água. Depois que sua sede foi satisfeita, as duas voltaram para onde os Auxiliares Invisíveis estavam, pois agora os reconheciam como amigos. Elas lamberam as mãos dos Auxiliares Invisíveis em agradecimento. Os Auxiliares Invisíveis viram que os animais estavam bem e seguiram em frente.
Max Heindel discute o assunto da suspensão da gravidade brevemente no livro Maçonaria e Catolicismo. Ele até nos diz que certas pessoas podem suspender a lei da gravidade para um certo propósito definido, a fim de se elevar no ar enquanto estão em seus Corpos Densos. Vou citar o que ele diz. “Contam-se histórias de Iniciados que conseguiram dominar a lei de gravitação enquanto ainda no Corpo Denso, para elevarem-se no ar em determinados momentos com um propósito definido. Os Iniciados aprendem como interromper a lei da levitação quando estão em seus Corpos-Alma, e como passar pelos nove Estratos da Terra”.
Os Auxiliares Invisíveis, quando em seus Corpos-Alma, são dotados de autoridade para realizar esse trabalho e, muitas vezes, suspendem a lei da gravitação, a fim de transportar objetos pesados pelo ar, quando é necessário salvar a vida de pessoas ou animais. Isso é feito com frequência por Auxiliares Invisíveis no decorrer de seu trabalho.
Em um dia de junho, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram dois ursos bebês presos em armadilhas.
Eles os tiraram e descobriram que um filhote estava morto. O filhote vivo foi curado de seus ferimentos e ficou perto de sua mãe.
O espírito do outro filhote estava deitado ao lado de seu corpo, que ainda estava quente. Sua mãe estava indo embora. O filhote morto estava assustado por ter sido deixado para trás pela mamãe urso. Os Auxiliares Invisíveis o aquietaram, e a Auxiliar Invisível o pegou em seu Corpo de Desejos e alcançou sua mamãe urso.
A mamãe urso viu seu filhote, pois os animais têm visão no Mundo do Desejo, e ficou muito feroz e começou a lutar com a Auxiliar Invisível porque ela tinha pegado seu filhote. Os Auxiliares Invisíveis tiveram dificuldade em acalmar a mamãe urso. O filhote começou a se contorcer e queria ir para a mamãe. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira, que estava com o filhote, para continuar o segurando, mas para passá-lo para mamãe urso. A mamãe urso estendeu a pata para pegá-lo, mas o filhote caiu no chão, parecendo bastante consternado.
“Escute, mamãe urso”, disse o Auxiliar Invisível. “Seu filhote está morto e nós estamos fora dos nossos Corpos Densos; então você não pode nos segurar, pois somos iguais ao ar. Você pode nos ver, mas não pode nos tocar. Essa amiga sua apenas trouxe seu filhote até você para que você possa vê-lo pela última vez. Ela gosta muito de você, mas agora percebemos que você não entendeu a situação. Se eu tivesse pensado duas vezes, não teríamos trazido o filhote até você e criado toda essa situação incômoda.”
O Auxiliar Invisível começou a acariciar a cabeça da mamãe urso. Ela se deitou e ele começou a coçar suavemente a cabeça e o pescoço dela. Então ele acenou para a Auxiliar Invisível para levar o filhote para o Mundo do Desejo. A Auxiliar Invisível levou o filhote para o Espírito-Grupo, que está a cargo dos ursos, e depois retornou.
A essa altura, a mamãe urso já estava de bom humor.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram a mamãe urso feliz, pois ela já havia se esquecido do filhote. Talvez esse mesmo filhote seja enviado para ela novamente, e ela terá a oportunidade de criá-lo em uma próxima vez. O amor de sua mamãe urso era forte e ela queria manter seu filhote, mas era impotente para mantê-lo fora da armadilha camuflada na mata. A mamãe urso e o filhote se reconhecerão no futuro, pois eles parecem se sentir muito atraídos um pelo outro.
Os ursos estão evoluindo neste Planeta e estão aqui para adquirir experiências da mesma forma que nós, segundo a evolução da Onda de Vida Animal.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram uma bela pantera negra presa pelo rabo em uma armadilha no Congo, na África. A cauda estava meio presa; então a pantera não podia se virar para tentar se livrar. Seus olhos vermelhos brilharam como duas bolas de fogo enquanto os Auxiliares Invisíveis se aproximavam. Quando eles se materializaram e caminharam em sua direção, ela se tornou muito feroz e se levantou contra eles.
“Sr. Pantera, eu sei que você é difícil de se conviver”, disse o Auxiliar Invisível, “mas você deve ser amigável para que possamos libertá-lo. Eu sei que você quer seu rabo, e você quer que a ajudemos, então seja bom. “
Os Auxiliares Invisíveis se aproximaram e ele ficou quieto. Um Auxiliar Invisível abriu a armadilha e tirou a cauda da pantera e enrolou algumas folhas em volta da parte ferida. A pantera tornou-se muito amigável, mas ele ainda era uma pantera e precisava ser vigiado.
“Por que você sempre diz Sr. ou Sra. Para os animais?” perguntou a Auxiliar Invisível.
“Todos gostam de ser homenageados, e eu faço isso para agradá-los”, disse ele.
Outra noite, um cachorro atraiu a atenção de dois Auxiliares Invisíveis e salvou a vida de seu dono que estava ferido e trancado na cozinha de uma casa. Os Auxiliares Invisíveis estavam voando baixo e viram um cão policial correndo em sua direção. Ele deu um pulo, latiu e voltou correndo.
“Vamos descer e ver o que está acontecendo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
Eles entraram na casa da fazenda e viram um homem muito doente gemendo em sua cama. Não havia fogo e havia muitos pratos sujos por perto. Eles ouviram um outro cachorro gemendo na cozinha.
A Auxiliar Invisível foi à cozinha, voltou e disse a seu companheiro que o cachorro estava ferido e todo inchado.
“Quando eu terminar aqui com o homem, vou cuidar do cachorro”, disse ele. “Você faz um fogo e limpa um pouco a casa.”
O homem estava com pneumonia, e o Auxiliar Invisível trabalhou nele e deu-lhe algum alívio. Esse homem disse aos Auxiliares Invisíveis que sua esposa e filha estavam viajando e que ele havia se molhado durante o trabalho no campo e adoecido. “Minha cadela brigou duas noites atrás e veio sangrando, mas eu estava doente demais para cuidar dela”, disse ele.
O Auxiliar Invisível foi até a cozinha e viu imediatamente que o cachorro na verdade era uma cadela e estava prestes a dar à luz e estava gravemente ferida. Ele pensou que ela devia ter brigado com um lobo. Ele deu a essa cadela um pouco de leite e amarrou suas pernas machucadas, esfregou-a para dar-lhe forças, pois ela estava muito debilitada. A Auxiliar Invisível segurou sua cabeça, e o Auxiliar Invisível começou a esfregar com força em sua barriga com movimentos de cima para baixo. Depois de um tempo, a cadela pariu cinco cachorrinhos.
Os Auxiliares Invisíveis limparam a cozinha, lavaram os pratos e prepararam um pouco de comida para o homem e seus cães. Então, o Auxiliar Invisível, sorrindo, disse ao doente que ele tinha cinco filhotes na cozinha, e ele sorriu também.
Depois disso, o Auxiliar Invisível disse ao homem que ele poderia se levantar e manter o fogo aceso e que sua esposa estaria em casa no dia seguinte. Esse Auxiliar Invisível já havia enviado pensamentos para a esposa voltar, pois ela era necessária em casa.
Um Auxiliar Invisível deixou o cachorro, que era o pai dos filhotes, entrar para ver a cadela e filhos.
Ele parecia querer dizer: “Bem, cinco deles!” Ele tocou o nariz de sua companheira, e ela fez algum ruído para ele. O Auxiliar Invisível falou que adivinhou que ela disse: “Você está feliz, querido?”
Então ele se deitou na cama que os Auxiliares Invisíveis haviam feito para ele.
Esse Auxiliar Invisível disse ao homem que ele tinha que agradecer àquele cachorro por trazer ajuda. Se o cachorro não tivesse chamado a atenção dos Auxiliares Invisíveis, o homem e a cadela da casa teriam morrido.
“Você deve sempre ser gentil com seu cão”, disse o Auxiliar Invisível.
“Eu serei”, prometeu o grato fazendeiro. Esse homem fez muitas perguntas aos Auxiliares Invisíveis, e eles lhe contaram sobre seu trabalho e seus ensinamentos religiosos.
Poucos dias depois, os Auxiliares Invisíveis pararam para ver esse homem novamente. Sua esposa estava em casa, e a casa estava limpa e arrumada.
A cadela e seus filhotes estavam na cozinha, e todos estavam bem. Ou os olhos dos filhotes ainda não estavam abertos ou então estavam com muito sono. O Corpo Vital do homem havia começado a recuperar a cor e ele estava se restabelecendo. Os Auxiliares Invisíveis não acordaram a família, mas continuaram quando descobriram que sua ajuda não era mais necessária.
Aqui está uma linda história sobre coelhos. Uma noite, enquanto estavam nos estados centrais, dois Auxiliares Invisíveis viram uma família de coelhos quase morrendo por falta de água. Lá estavam a mãe, o pai e quatro coelhos bebês. Os Auxiliares Invisíveis queriam ajudar os coitadinhos a conseguir água para beber. Eles olharam em volta em busca de água e viram uma fonte um tanto longe. Um dos Auxiliares Invisíveis falou com a mãe e o pai dos coelhos e disse-lhes que os levaria para onde havia um pouco de água.
“Não sei se você bebe água ou não, mas sei que precisa de comida verde e suculenta e que toda essa terra seca não faz bem para seus bebês”, disse o Auxiliar Invisível. “Vou carregar um de você e dois bebês. Ela vai levar o outro e os outros dois bebês.
A mãe coelha falava com o pai coelho, depois chamou os bebês, e todos foram com um dos Auxiliares Invisíveis. O outro Auxiliar Invisível começou a acariciar gentilmente os coelhinhos.
Pouco antes disso, o Auxiliar Invisível prestou muita atenção aos pais para ver se conseguia entendê-los. Parecia que ela dizia: “Você acha que eles estão nos enganando para nos pegar?” O coelho pai disse: “Não, se fossem, não poderiam nos pegar agora? Ela está com nossos bebês.”
Foi então que a mãe coelha os chamou e saltou para o colo do Auxiliar Invisível. Ele pegou o pai e dois coelhos bebês e os deu ao seu parceiro. Ele se mexeu e se contorceu, e ela disse a ele para ficar quieto para que ele não caísse. Então ele se acalmou. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para desmaterializar tudo, exceto as mãos e o peito, onde ela segurava os coelhos contra ela. Então ele pegou a mãe e os outros dois bebês e fez a mesma coisa, e eles os carregaram para a água a cerca de dez quilômetros de distância e os colocaram no chão úmido. Os coelhos todos se deitaram como se estivessem mortos.
“Oh, eles estão mortos!”, a Auxiliar Invisível disse. “Não devíamos tê-los trazido.”
“Eles não estão mortos”, respondeu seu parceiro. “Eles foram dormir”, e ele começou a esfregá-los e falar com eles. Logo o pai coelho disse: “Huh!” Ou o que parecia ser e começou a pular. Em pouco tempo, o resto ficou bem e animado. Os Auxiliares Invisíveis os deixaram depois de verem que não havia nenhum animal por perto que pudesse prejudicá-los.
Logo depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram uma corça de pé ao lado de sua mãe, que foi pega em uma armadilha. Eles tiraram o cervo da armadilha e fizeram o que puderam por ela e a soltaram, mas mantiveram o cervo e o carregaram para um fazendeiro que vivia no sul do Canadá. Ele tinha uma filha de cerca de doze anos.
O fazendeiro tinha um cão policial e dois cães da raça collie. Quando o fazendeiro viu o cervo, ele ficou surpreso. “Os cães vão matá-lo”, disse ele.
“Segure os cachorros”, disse o Auxiliar Invisível.
O fazendeiro os chamou, e a corça correu para a Auxiliar Invisível, que colocou os braços em volta do pescoço dela, chamando os Espíritos-Grupo dos cães e da corça para pedir-lhes que fizessem todos os animais e cães serem amigos, e eles disseram que assim seria. Os cães subiram e se deitaram ao lado do cervo, que os olhou e parou de tremer.
“Bem, o que você acha disso?” exclamou o fazendeiro.
“Senhora, quem é você, e como você faz isso? Esse cão policial mata tudo o que vê. Ora, ele até briga com os collies!”
“Ele está tão malvado como sempre foi, mas será amigável com todos nesta fazenda”, disse a Auxiliar Invisível.
“Aqui estão dez dólares pelo cervo”, disse o fazendeiro. “Minha filha está querendo um como animal de estimação há muito tempo.”
A Auxiliar Invisível balançou a cabeça e recusou o dinheiro.
“Vá buscar sua filha”, disse o outro Auxiliar Invisível.
O fazendeiro a chamou e ela veio. Ao ver a corça, correu até ela e a abraçou, com vontade de levá-la para dentro de casa longe dos cachorros. O Auxiliar Invisível disse a ela que nada machucaria a corça. Ela agradeceu aos Auxiliares Invisíveis por seu novo animal de estimação.
“Por que você tirou a corça da mãe dela?”, perguntou a Auxiliar Invisível ao seu parceiro. “O Espírito-Grupo me disse que a mãe morreria, uma vez que o tempo dela está quase acabando. Então, eles queriam colocar a corça em um lugar bom para que ela pudesse viver”, respondeu seu parceiro.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao fazendeiro que, como Auxiliares Invisíveis, era trabalho deles ajudar tudo o que estava vivo.
“Eu tenho uma vaca doente. Talvez você possa ajudá-la”, disse o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis o seguiram até o celeiro e encontraram a vaca deitada. Uma grande cobra a cercou. O Auxiliar Invisível fez a cobra sair de seu esconderijo e disse-lhe para ir embora e nunca mais voltar. O Espírito-Grupo da cobra cooperou com o Auxiliar Invisível e deu à cobra um impulso para deixar o local.
Os Auxiliares Invisíveis começaram a esfregar a vaca e ela começou a mugir. Quando um Auxiliar Invisível tocou nos úberes dela, a vaca ficou quieta e os Auxiliares Invisíveis trabalharam nela até que ele ficasse curada.
“Sua vaca ficará boa em um ou dois dias”, disse ele ao fazendeiro. “Coloque cerca de quatro porcos no celeiro e no lote do celeiro, e eles manterão as cobras longe. As cobras não são perigosas, mas elas mamarão em uma vaca até a morte.”
Os Auxiliares Invisíveis então saíram e desceram à estrada para ver até onde a cobra tinha ido. Não tinha ido muito longe quando um caminhão de leite apareceu, atropelou-a e a matou. Então a cobra foi logo punida.
Fazendo a alegria das crianças que estavam com coelhos doentes
Uma noite, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis passavam, eles viram algumas crianças com dois coelhos em uma cesta. Eles logo viram que os coelhos estavam doentes e que as crianças os estavam levando de volta aos donos originais para descobrir o que estava acontecendo.
Os Auxiliares Invisíveis foram com as crianças a uma casa próxima, e o Auxiliar Invisível perguntou à senhora que atendia à porta se eles poderiam entrar com as crianças, e ela disse: “Sim”.
Na casa eles viram mais dois coelhos que estavam em uma caixa, e eles pareciam doentes também. As crianças visitantes pegaram seus coelhos e os colocaram no chão, os quais logo saíram pulando para comer. Parecia que os coelhos estavam doentes quando alguém daquela família os deu a essas crianças, que ficaram angustiadas com eles porque gostavam de animais de estimação.
A Auxiliar Invisível se agachou e olhou para os coelhos. Então ela chamou o Espírito-Grupo dos coelhos e lhe perguntou o que fazer por eles. Ele disse que os coelhos estavam constipados porque não tinham recebido o tipo certo de comida. Ele disse à Auxiliar Invisível para massagear seus abdomens. Ela fez isso e os coelhos logo ficaram bem.
Ela disse às crianças que alimentassem os coelhos com cenouras, repolho, verduras, etc. e que os deixassem ao ar livre, onde pudessem se exercitar e brincar. Ela disse-lhes que os animais de estimação deles não fugiriam, pois se tornariam muito dóceis. As crianças ficaram muito satisfeitas e voltaram para casa com seus coelhinhos marrons e brancos.
O Espírito-Grupo do coelho é um ser muito bonito e gentil, com um corpo de um ser humano gracioso, uma cabeça de coelho e um Corpo Vital de coelho estendido atrás dele.
Não muito depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis viram um belo cavalo marrom escuro em um celeiro. Esse cavalo parecia doente e não muito bem cuidado, e seu dono disse que ele não comia bem e parecia estar com falta de ar. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o cavalo tinha muita aveia para comer e precisava de grama verde, sol e exercícios.
Os Auxiliares Invisíveis persuadiram o cavalo a sair e colocaram-no no pasto. Disseram ao proprietário para deixá-lo ficar lá por várias semanas e ele ficaria bem.
“Muito obrigado pela sua ajuda”, disse o proprietário.
Aqui está uma história interessante sobre algumas pombas brancas e um gato marrom e preto. Alguns Auxiliares Invisíveis encontraram uma senhora sentada em uma varanda tarde da noite e fazia bastante calor. Ela disse a eles o que a estava preocupando. Ela morava em um quarto no andar térreo de uma casa e hospedava-se com a dona da casa. Ela tinha duas lindas pombas e um lindo gato de estimação. Ela ia trabalhar cedo e chegava tarde em casa, e mantinha seus animais de estimação fechados enquanto estava fora.
Eles estavam mostrando os efeitos do confinamento e ela estava preocupada, mas não sabia o que fazer. Ela não ousava deixá-los sozinhos o dia todo e não queria que morressem.
Essa senhora perguntou à Auxiliar Invisível o que ela poderia sugerir, e eles conversaram sobre o assunto. A senhora queria fazer alguns acordos com a senhoria para deixar seus animais de estimação para tomar ar e fazer exercícios. Ela pensou em ajudar a senhora com seu trabalho de alguma forma em troca de cuidar dos animais de estimação.
“Seria melhor você pagar a sua senhoria cinquenta centavos por dia para alimentar e cuidar de seus animais de estimação enquanto estiver fora”, disse o Auxiliar Invisível. “Ela pode colocá-los ao ar livre por uma hora na sombra.”
A senhora tinha uma grande gaiola para as pombas. A Auxiliar Invisível foi até a jaula e abriu a porta para tirar as pombas.
“Não as tire, pois elas vão voar no escuro e eu vou perdê-las”, disse o proprietário.
O Auxiliar Invisível olhou para uma pomba e então ela olhou para o Espírito-Grupo da pomba e o viu. Ele soltou sua maravilhosa aura branca, e ele era gloriosamente lindo de se ver.
Ele era apenas um pouco menos bonito do que um Anjo, se uma comparação puder ser feita. O Auxiliar Invisível ficou pasmo e encantado.
Quando ela olhou, parecia que o corpo do Espírito-Grupo cresceu e assumiu uma bela luz branca como penas surgindo milagrosamente. É totalmente impossível falar sobre a beleza desse Espírito-Grupo.
“Sim, meu amigo”, disse o Espírito-Grupo para a Auxiliar Invisível.
“Tire-as e eu as dirigirei de volta para você, disse o Espírito-Grupo.
A Auxiliar Invisível as tirou da gaiola e as segurou nas mãos, e então elas voaram para seus ombros. A senhora, a quem pertenciam, olhou com cara de surpresa. A Auxiliar Invisível acariciou as pombas da cabeça à cauda, e elas ficaram fortalecidas.
O gato entrou e se esfregou no Auxiliar Invisível e foi muito amigável. Depois disso, o Auxiliar Invisível foi com a senhora ver a dona da casa e pediu-lhe que levasse as pombas para fora em sua gaiola e as deixasse por uma hora todos os dias.
“Eu farei isso de bom grado”, disse a proprietária.
Todos foram ao quintal escolher um local para colocar a gaiola.
Enquanto todas as pessoas estavam no pátio, um homem se aproximou sorrateiramente e tentou entrar no quarto da senhora pela porta, que estava destrancada. Ela o viu e ficou muito agitada. “Oh, tudo o que tenho está no meu quarto. O que devo fazer?” disse a dona dos animais de estimação.
“Você fica para trás, porque ele pode ter uma arma”, disse o Auxiliar Invisível. “Eu vou afugentá-lo.”
O Auxiliar Invisível foi por trás do homem, agarrou-o pelo pescoço e sacudiu-o. Assim que ele conseguiu se soltar, ele fugiu o mais rápido que pôde. Em seguida, a senhoria mostrou aos Auxiliares Invisíveis toda a casa e os levou para o porão.
Quando eles voltaram, o gato havia sumido e o Auxiliar Invisível o chamou.
“Kitty! Kitty!”, ele chamou, e então ela teve uma grande surpresa, pois em vez do gato certo, uma pobre gata meio faminta veio até ela, e então muitos gatinhos tricolores vieram de várias direções. O Auxiliar Invisível ficou um pouco consternado ao pensar que ela havia juntado tantos gatos. A senhoria deu a Auxiliar Invisível bastante comida; e ela alimentou todos os gatos e os deixou ir. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram, deixando as duas pessoas se perguntando quem eram.
Aqui está outra história de pássaros que mostra como os Auxiliares Invisíveis ajudam os animais e pássaros. Em uma primavera, vários homens estavam parados em uma garagem que ficava embaixo do nível elevado da rua, perto de um grande edifício nas proximidades de um rio. Estava um dia nublado, nebuloso e mais escuro do que o normal nessa garagem. Um pardal se perdeu nessa grande e escura garagem e não conseguiu encontrar o caminho de saída.
O Espírito-Grupo do pardal chamou um Auxiliar Invisível, que estava por perto, pelo nome e disse: “Consegue conduzir a mamãe pardal para fora para que ela possa ir para seus filhotes?”.
“Esse pássaro morrerá de fome ou será atropelado por um daqueles caminhões, se ela não sair”, disse um homem que estava por perto.
“Consigo. Vou lá fora buscá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
“Você não conseguiria pegar aquele pássaro em mil anos”, disse um outro homem.
Todos riram quando o Auxiliar Invisível saiu para tentar pegar o pardal.
Quando ele alcançou o passarinho, ele se abaixou, estendeu a mão e a chamou. O passarinho voou perto dele e então pulou para a sua mão, e ele a carregou. Chegou perto dos homens e lhes disse que, enquanto segurasse o pássaro, ele não voaria, mas nenhum deles poderia pegá-lo ou tocá-lo.
Então, o Auxiliar Invisível colocou o pardal em seu ombro e ficou lá. Um homem estendeu a mão para ela, e ela voou e pousou no chão. Um homem correu atrás dela, e ela voou de volta para o Auxiliar Invisível, que então a carregou para a próxima rua e a deixou ir.
Os homens não conseguiam entender como isso foi feito. O Auxiliar Invisível disse-lhes que, enquanto eles, assim como quaisquer outras pessoas tiverem ódio, malícia ou preconceito, eles nunca conseguirão ter esse tipo de relacionamento seja com pássaros seja com animais selvagens.
Uma noite, no caminho de volta do Egito, dois Auxiliares Invisíveis começaram a cruzar as selvas na África e viram duas cobras pitons lutando contra um menino e um grande leão. Os Auxiliares Invisíveis desceram rapidamente, e o Auxiliar Invisível disse à sua parceira para ajudar o leão enquanto ele ajudava o menino.
O Auxiliar Invisível fez a cobra, que estava prendendo o menino, soltá-lo e a cobra se acalmou. Então, esse Auxiliar Invisível foi até a Auxiliar Invisível, e juntos eles libertaram o leão e fizeram com que ambas as grandes cobras fossem embora.
“O que você estava fazendo com um leão?”, um Auxiliar Invisível perguntou ao menino.
“Ele é meu leão e me deixa ir a todos os lugares, luta e caça por mim”, respondeu o menino. “Ele me carrega, rápido, e pula comigo nas costas”.
O menino parecia ter cerca de dez anos. Os Auxiliares Invisíveis acariciaram o leão, e ele logo ficou tranquilo. O Auxiliar Invisível disse ao menino para coçar a cabeça e o pescoço do leão e pentear seu cabelo, e ele lhe mostrou como fazer. O menino começou a fazer isso.
O menino montou no leão e foi embora, e os Auxiliares Invisíveis os seguiram até chegarem à aldeia onde ele morava.
O leão estava agitado, mas obedeceu ao menino. Os pais do menino disseram que seu filho havia encontrado o leão na selva, e ele o seguiu para casa, e que eles eram amigos há três anos. Os Auxiliares Invisíveis estavam muito interessados nessa estranha amizade.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram a imagem, na sua consciência pictórica, de um touro em apuros. Ele corria com a cabeça erguida e a boca aberta como se tivesse algo na garganta. Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar a vida dele. Eles correram para o local e viram que o touro tinha parte de uma espiga de milho verde na garganta. Enquanto comia os grãos, a espiga escorregou e foi para a garganta, e ele mal conseguia respirar. O pobre touro tentou tossir, mas não conseguiu.
Um Auxiliar Invisível foi até o touro e disse-lhe para ficar parado. Em seguida, enfiou a mão na garganta do touro, pegou a espiga e a tirou. “Bem, meu velho, você está bem agora, porém mais um pouco, e o seu dono o teria matado para comer amanhã”, disse o Auxiliar Invisível a ele.
O touro mostrou seu alívio e apreço e foi amigável com os Auxiliares Invisíveis. O Espírito-Grupo, que está encarregado do gado, chamou ajuda superior e pediu que ajudassem a salvar a vida do touro, e eles enviaram esses dois Auxiliares Invisíveis para remover a espiga de sua garganta. Todas as Ondas de Vida dependem umas das outras e devem ajudar-se mutuamente e não causar danos, pois do contrário os Egos individuais serão prejudicados em sua evolução.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando e encontraram um crocodilo rastejando na rua em frente a uma loja. Possuía cerca de três a quatro metros de comprimento e, como agia de forma raivosa, as pessoas próximas estavam com medo dele. Esse crocodilo pertencia ao dono de uma loja. Ele havia escapado e o dono não sabia.
A Auxiliar Invisível abaixou-se para acariciá-lo, e ele mordeu e segurou a mão dela em sua boca grande. As pessoas em volta pensaram que ela havia perdido a mão. Ela não tentou puxar a mão, mas disse ao crocodilo que a soltasse.
Ele soltou a mão dela e ficou imóvel. O dono veio e gritou para a Auxiliar Invisível se afastar, pois o crocodilo era bravo quando estava sem a focinheira.
“Você deve mantê-lo em uma gaiola ou acorrentado”, disse o Auxiliar Invisível.
“Ele tomou conta de toda loja e gostaria de poder vendê-lo”, disse o homem. “É o único que deixei entre cinquenta filhotes que eu tinha e agora é grande demais para vender.”
“Vou resolver isso para você”, disse o Auxiliar Invisível.
“Ficarei muito feliz se você fizer isso”, disse o homem.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o crocodilo para dentro e amarraram-no depois de muito trabalho. Em seguida, eles enfiaram uma vara em seus pés, saíram pela parte de trás e o carregaram até os pântanos, onde o soltaram para que pudesse cuidar de si mesmo e viver livre na natureza.
Na história a seguir, vários animais foram ajudados.
Alguns Auxiliares Invisíveis encontraram seis grandes crocodilos que comeram algo que os deixou doentes. Alguns estavam agitados e brigando entre si, outros não.
“Escutem, seus crocodilos”, disse o Auxiliar Invisível a alguns dos outros, “vim ajudar seus amigos, ou irmãos ou irmãs. Se você os comerem, também morrerão.”
Os Auxiliares Invisíveis tiveram que manter os crocodilos em movimento até que pudessem acalmá-los. Eles tinham de quatro a quatro metros e meio de comprimento e eram muito grandes. Logo os Auxiliares Invisíveis começaram a trabalhar nos crocodilos doentes e massagearam seus intestinos com as mãos dentro deles. Os crocodilos se contorceram e abriram a boca como se estivessem tentando sorrir, e um monte de coisa verde saiu, e eles logo ficaram brincalhões. A Auxiliar Invisível começou a brincar com eles.
Havia três grandes cobras pitons observando os crocodilos. Uma delas correu e pegou um dos crocodilos, e uma luta terrível começou. O crocodilo deu um pulo e pegou a cobra a meio caminho de sua cabeça, fechou as mandíbulas e a luta acabou. Os crocodilos comeram toda a cobra, exceto a cabeça. Um Auxiliar Invisível conduziu os seis crocodilos até aonde as outras duas cobras estavam, e elas fugiram.
Os Auxiliares Invisíveis saíram de lá e seguiram em frente, e em pouco tempo encontraram uma pantera negra em uma armadilha. Eles tiveram dificuldade em fazê-la acreditar que as intenções deles eram boas. Os Auxiliares Invisíveis finalmente a fizeram entender e a libertaram. Depois, eles curaram o pé dela.
Esses Auxiliares Invisíveis então encontraram alguns caçadores que estavam prestes a atirar em um grande gorila que foi gravemente ferido, enquanto tentava sair de uma grande armadilha de aço.
“Não atirem no meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível a eles. “Ele não vai lhes machucar se vocês não o incomodarem.”
“Ora, cara, você está delirando com o calor da selva se acha que ele não vai nos machucar”, disse um dos caçadores enquanto apontava sua arma para atirar no gorila.
A arma clicou, mas não disparou. Notem que o Auxiliar Invisível pediu às Salamandras para permanecerem quietas para salvar a vida do gorila.
As Salamandras são Espíritos da Natureza que causam o fogo. O caçador pareceu surpreso e ficou nervoso.
“Não se assuste”, disse o Auxiliar Invisível. “Ele não vai lhe machucar.”
Então ele pediu à Auxiliar Invisível que fosse até o gorila e o acalmasse para que ele pudesse remover a armadilha de seu pé.
A Auxiliar Invisível conversou com o gorila; quando ela se aproximou dele, ela o pegou no colo, examinou-o e, em seguida, pousou-o com delicadeza. Os caçadores viraram suas cabeças porque não queriam vê-lo despedaçado. O outro Auxiliar Invisível retirou a armadilha. Ele, então, colocou um pouco de lama macia no pé ensanguentado do gorila. Ela logo secou e caiu, e seu pé foi curado. A lama era apenas um meio para a força de cura que o Auxiliar Invisível dirigia sobre o ferimento. Essa força de cura vem de Deus e é usada pelos Auxiliares Invisíveis em seu trabalho com pessoas e animais.
Os quatro caçadores olharam maravilhados enquanto tudo isso acontecia. “Que tipo de pessoas eles são?”, disse um deles.
O gorila pegou a Auxiliar Invisível como se ela fosse uma maçã.
Ele queria levá-la para casa e ela o deixou fazer isso. Eles foram a uma aldeia de gorilas e foram bem recebidos.
De repente, eles ouviram um bebê gorila gritar e todos correram em direção a ele. Uma grande cobra tinha o agarrado. Um grande gorila pegou a cobra e a despedaçou antes que os Auxiliares Invisíveis pudessem evitar. Então esse gorila pegou a criança e deu um tapa nela. O bebê gorila chorou e correu para sua mãe, subiu nela e ficou lá.
Os caçadores tinham vindo àquele lugar para pegar um bebê gorila, mas desistiram. Eles pediram aos Auxiliares Invisíveis que os acompanhassem até o acampamento, e eles disseram que deixariam aquele lugar. Os Auxiliares Invisíveis os levaram para o acampamento antes de continuarem com o trabalho.
Certa noite, o Espírito-Grupo dos castores contou a alguns Auxiliares Invisíveis sobre dois bebês castores que precisavam de ajuda. Os castores pais foram pegos em uma armadilha e mortos. O Espírito-Grupo disse aos Auxiliares Invisíveis onde localizá-los e onde encontrar um novo lar para eles.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram os bebês e carregaram os pequenos órfãos para um fazendeiro, que os queria como animais de estimação para seus dois filhos.
“Minha cadela tem filhotes e talvez ela os leve”, disse o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis carregaram os bebês castores para a cadela e ela olhou para eles e fez um barulho para dizer: “Vou levá-los”, e ela começou a amamentá-los. A cadela resolveu a questão sobre como alimentar os castores, e o fazendeiro ficou encantado, pois sabia que seus filhos ficariam muito felizes em ter alguns novos animais de estimação.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram todos felizes e seguiram em frente. Poucos de nós percebemos como os Espíritos-Grupo e Auxiliares Invisíveis trabalham juntos para dar assistência tanto aos seres humanos quanto aos seus irmãos mais novos, os animais.
Aqui está uma história sobre como um urso e um homem foram libertados de armadilhas. Uma tarde, um Auxiliar Invisível deitou-se e foi dormir e depois saiu para ajudar as pessoas.
Ele foi até a parte norte dos Estados Unidos e viu um belo urso meio adulto em uma armadilha. Quando o Auxiliar Invisível foi até ele, o urso demonstrou que estava alerta e pronto para brigar.
“Companheiro, vim ajudá-lo, mas você deve se manter firme”, disse o Auxiliar Invisível ao pobre urso. O urso logo se acalmou, e o Auxiliar Invisível o libertou e curou o pé direito dele. O urso lambeu as mãos do Auxiliar Invisível para mostrar sua apreciação.
“É melhor você ir antes que apareça alguém que atire em você”, aconselhou o Auxiliar Invisível ao urso.
O urso olhou para o Auxiliar Invisível, como se dissesse: “Bem, é melhor eu ir, porque você também está indo”.
“Sim”, disse o Auxiliar Invisível, “estou indo, mas não no seu caminho”.
O urso saiu, e o Auxiliar Invisível desapareceu e foi bem alto no ar e olhou em volta até que viu um homem sentado na neve. O Auxiliar Invisível foi até ele e viu que seu pé esquerdo estava preso em uma armadilha de aço e um urso morto estava ao lado dele. Parecia que tinha havido uma luta terrível, pois as roupas do homem estavam rasgadas. O caçador preso estava azul de frio.
O Auxiliar Invisível perguntou ao homem onde morava, e ele lhe disse que morava a cerca de dezesseis quilômetros de distância, a sudeste, e então ele desmaiou. O Auxiliar Invisível tirou o homem da armadilha, pegou-o e carregou-o para a casa dele. A esposa do homem encontrou o Auxiliar Invisível na porta e logo tinha uma cama pronta para seu marido. Eles despiram o caçador e o colocaram na cama.
“Oh, ele vai perder o pé”, disse a esposa.
“Não, ele ficará bom, mas nunca mais cairá na armadilha”, respondeu o Auxiliar Invisível. Ele pegou um pouco de água morna e lavou o sangue congelado da perna do homem e envolveu-a, e então curou seu braço ferido.
“Mantenha-o na cama por cerca de dez dias”, disse o Auxiliar Invisível.
Ele então foi e encontrou a arma do caçador e o urso morto e os levou para a mulher.
“Você acha que vou conseguir fazer com que meu marido se mude para a cidade?”, a esposa perguntou. “Temos o suficiente para viver o resto do inverno.”
“Seu marido vai se mudar para a cidade para sempre, pois ele está curado de seu desejo de caçar e apanhar animais”, disse o Auxiliar Invisível.
“Oh, estou agradecida, pois sempre me preocupo até que ele volte”, disse ela.
Aqui está como uma cegonha faminta foi alimentada. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo, uma noite, para uma reunião e viram uma cegonha pousando em alguns ovos. A cegonha estava com fome e um dos Auxiliares Invisíveis queria alimentá-la. Uma senhora que estava com os Auxiliares Invisíveis tentou fazer a Auxiliar Invisível continuar e deixar a cegonha.
“Deixe-a caçar seu próprio alimento”, disse ela.
“Você pode continuar, e nós tentaremos alcançá-la”, disse a Auxiliar Invisível.
“Eu também vou”, disse o outro Auxiliar Invisível.
“Vá em frente”, disse a Auxiliar Invisível. “Vou ficar aqui e alimentar a cegonha.”
Por fim, todos ficaram para ajudar e depois todos seguiram juntos.
A Auxiliar Invisível saiu em busca de comida para a cegonha. Ela pediu um pouco de carne a uma senhora, e a senhora disse que só tinha bacon. Ela, então, deu à Auxiliar Invisível quatro fatias de bacon cozido, que ela levou para a cegonha, que correu para comer.
A outra Auxiliar Invisível disse que tinha um pouco de fubá em casa, e ela materializou um pouco e pegou um pouco de água e misturou para que a cegonha pudesse comê-lo. A Auxiliar Invisível passou em um bom teste dessa vez. Suas ações mostraram que ela estava mais ansiosa para ajudar do que para ir a alguma reunião.
Certa vez, uma Auxiliar Invisível encontrou um cavalo árabe que se afastou enquanto comia grama. Ela conversou com ele e perguntou onde ele morava, e o cavalo parecia querer contar a ela. Ela contatou o Espírito-Grupo que está encarregado dos cavalos e perguntou-lhe onde esse cavalo morava; o local foi-lhe, então, mostrado por meio da Consciência de Júpiter. Ela montou no cavalo e o levou de volta para casa.
Os árabes ficaram entusiasmados quando viram um estranho entrando no acampamento deles no cavalo da filha do chefe. O cavalo pertencia a uma garota árabe de cerca de quatorze anos.
Ela ficou muito animada quando viu um estranho com seu cavalo, pois ele era considerado um animal mau pelas outras pessoas no acampamento. A Auxiliar Invisível contou à menina o que havia acontecido com o cavalo e que ela o estava devolvendo. A menina ficou satisfeita com o retorno do seu cavalo, levado para ela pela Auxiliar Invisível, ação que deixou toda a tribo feliz.
Se a Auxiliar Invisível não tivesse encontrado esse cavalo naquele momento, um homem que estava prestes a roubá-lo o teria capturado e vendido a outra tribo. Isso teria causado uma guerra entre duas tribos. E se o Espírito-Grupo não tivesse aquietado o cavalo, a Auxiliar Invisível teria desistido.
A tristeza e a miséria que os caçadores causam não podem ser imaginadas. Aqui está a história de um trabalho feito por Auxiliares Invisíveis alguns anos atrás. Naquela noite, esses Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um urso marrom que havia levado um tiro no quadril direito por um caçador. O urso então fugiu e foi o mais longe que pôde e caiu. Ele estava tentando se levantar e continuar, mas não conseguia por causa da grande dor. Os Auxiliares Invisíveis viram isso por meio da Consciência de Júpiter.
Os Auxiliares Invisíveis foram até o urso e, quando o urso os viu, ele se levantou. Um Auxiliar Invisível disse ao urso: “Viemos ajudá-lo”, e ele se deitou.
“Você esfrega a cabeça do urso enquanto examino seu ferimento”, disse um Auxiliar Invisível ao outro.
O urso tinha colocado lama no buraco para interromper o fluxo de sangue. Então o Auxiliar Invisível começou a tirar a lama do quadril do urso, ele se virou o mais que pôde para parar o Auxiliar Invisível porque isso o machucou.
“Seja paciente um pouco mais, camarada, e tudo estará acabado”, disse o Auxiliar Invisível ao urso.
A Auxiliar Invisível sentou-se e colocou a cabeça do urso no colo enquanto o Auxiliar Invisível tirava toda a sujeira do ferimento.
“Escute, camarada”, disse ele, “preciso tirar essa bala para que você possa andar e vai doer. Não machuque meu parceiro. Entenda, eu quero que você fique quieto”.
O urso se acomodou com a cabeça no colo da Auxiliar Invisível e o outro Auxiliar Invisível colocou o dedo abaixo da bala, materializou o dedo novamente e empurrou a bala para fora. O urso ficou imóvel, mas gemeu e a Auxiliar Invisível chorou. “Por que os homens atiram em animais, os deixam fugir e os fazem sofrer?” ela perguntou.
“Não era intenção do caçador deixá-lo escapar”, respondeu o outro Auxiliar Invisível.
Depois que o Auxiliar Invisível removeu a bala, o urso foi curado por meio da cura espiritual que vem de Deus.
Então, o Auxiliar Invisível olhou o urso cuidadosamente. “Tudo bem, camarada”, disse ele. “Você está como novo, apenas um pouco de sua pele se foi. Ela vai crescer novamente com o tempo.”
O urso não queria tirar a cabeça do colo da Auxiliar Invisível. Ele estava confortável e contente. Ele olhou para o interlocutor a ponto de dizer: “Por que você não fica quieto? Não vê que estou descansando? Não sou mimado com frequência.” Os Auxiliares Invisíveis fizeram o urso se levantar e ele os seguiu como se nada jamais o tivesse perseguido. Mais tarde, eles desapareceram dele. Sem a ajuda dos Auxiliares Invisíveis, o urso teria morrido de fome, sede e ferimentos.
Outra vez, esses Auxiliares Invisíveis encontraram dois filhotes de urso. Um estava morto e o outro morria de fome. A Auxiliar Invisível pegou o filhote moribundo e perguntou ao outro Auxiliar Invisível se ele não poderia fazer algo por ele.
“Não, porque não vai durar muito”, disse ele.
A Auxiliar Invisível deixou o filhote o mais confortável que pôde e começou a procurar sua mãe. Os Auxiliares Invisíveis encontraram uma armadilha presa a uma árvore com sangue por toda parte e no chão.
Isso mostrou que havia uma luta ali e que a mãe devia estar pensando em seus filhos. Eles não encontraram a mãe. Os caçadores carregaram a mãe urso após matá-la, e os filhotes morreram de fome por falta de comida.
Quando a mãe renascer, talvez ela tenha seus filhotes de volta. Nesse caso, esperemos que eles não sejam vítimas de caçadores selvagens que maltratam seus irmãos mais novos.
Aqui está como dois elefantes foram salvos por Auxiliares Invisíveis.
Numa segunda-feira à noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma mãe elefante e seu bebê de uma cobra piton. Eles correram para o local e viram que a cobra tinha enrolado uma parte do seu corpo na pata traseira do bebê elefante para segurá-la enquanto tentava se enrolar na tromba do elefante. A cobra puxou a mãe até que essa ficasse de joelhos, e ela estava gemendo alto. A cobra não podia esmagar a grande elefanta, mas podia matá-la ou feri-la de forma que ela não fosse mais capaz de ajudar seu bebê. Depois disso, a cobra poderia esmagar o pequeno e comê-lo.
O bebê elefante parecia ter apenas dois dias de idade. A cobra parecia querer esmagar a tromba da elefanta para que ela ficasse impotente para fazer qualquer coisa com ela e morresse de fome com o tempo.
O Auxiliar Invisível foi até a cobra e a tocou. “Diga, cara, por que matar os dois ou causar a morte de ambos? Deixe-os ir”, disse ele.
A cobra fez um movimento rápido e, antes que o Auxiliar Invisível percebesse, a cobra tinha duas voltas de seu corpo ao redor dele.
“Escute, companheiro”, disse o Auxiliar Invisível, “você não pode comer aqui, então deixe-me ir.
A cobra tentou bater no Auxiliar Invisível com a cabeça, e o Auxiliar Invisível desapareceu, mas voltou e tocou a cobra e a fez ficar quieta. Então ele a mandou para a floresta.
Enquanto isso acontecia, a senhora Auxiliar Invisível acalmou o elefante bebê e estava brincando com ele.
“Por que você ficou aí brincando?”, perguntou seu companheiro. “Você não viu quantos problemas a cobra estava me causando?”
“Este pobre bebezinho precisava dos meus cuidados”, respondeu ela, e se inclinou sobre ele, e ele se aproximou dela o máximo possível.
O Auxiliar Invisível, então, examinou a tromba da mãe e viu onde a cobra a havia mordido e onde ela o havia sacudido. Os Auxiliares Invisíveis curaram seus ferimentos e a acalmaram, pois ela tremia de medo. O bebê era muito pequeno e a mãe não havia se recuperado totalmente do parto. Os Auxiliares Invisíveis fizeram tudo o que puderam por ela e a mandaram embora com seu bebê.
Certa vez, um homem que morava na Arábia ou próximo a ela comprou um bebê zebra para passear por sua propriedade, pois amava os animais. A zebra era muito jovem para ser tirada de sua mãe e adoeceu. O homem levou a zebra para um desembarque de barco quando ele ia cruzar o Golfo Pérsico. Ele estava na estrada há dois dias, e a comida que deu à zebra a deixou com prisão de ventre e seu pequeno estômago estava inchado. A zebra tinha desistido e estava deitada quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local.
O dono da zebra conversava com o capitão do barco, que se recusou a permitir que ele levasse o animal doente para bordo. O capitão temia que a zebra tivesse algum tipo de doença e pudesse começar uma epidemia, pois a zebra estava com um pouco de saliva escorrendo de sua boca.
“Esta zebra não tem doença”, disse a Auxiliar Invisíveis para o capitão. “Ela foi alimentado com o tipo errado de comida e era muito jovem para ser tirado de sua mãe. Eu a ajudarei e ela ficará boa em pouco tempo.”
“Vamos ver se você faz isso, pois ele está quase morta agora”, disse o capitão.
O Auxiliar Invisível pegou a zebra em seus braços e trabalhou em seus intestinos e estômago. Em pouco tempo, a zebra eliminou alguns resíduos e depois vomitou. Logo depois o bebê zebra tornou-se brincalhão e começou a seguir a Auxiliar Invisível.
“Hm! Você deve ser um médico animal sobre-humano”, disse o capitão. “Você apenas o pegou em seus braços e fez cócegas em sua barriga, e ela ficou boa.” Ele não conseguia ver a mão dela dentro do corpo da zebra.
“Traga-o para o barco, pois partiremos em cinco minutos”, disse o capitão.
A Auxiliar Invisível pegou-a e carregou-a para o barco, e o capitão ficou parado olhando com a boca aberta.
Ele esperava ver a zebra lutar para não entrar no barco como todos os animais fazem, mas em vez disso ela ficou em seus braços como um bebê. O Auxiliar Invisível colocou-a no convés e, enquanto ele a seguia, as pessoas no barco se reuniram para observá-lo. O Auxiliar Invisível aconselhou o proprietário a levar a zebra para sua cabine para que ela não se machucasse, e ele o fez. Ele agradeceu e queria pagar, mas ela se recusou a aceitar qualquer coisa e disse que tinha gostado de ajudar a zebra.
O homem olhou para ela como se dissesse: “Ela é tola por não aceitar o dinheiro.”
“Sempre seja gentil com os animais”, disse ela enquanto o deixava olhando para ela e se perguntando se ele tinha ouvido direito.
Aqui está uma história de como a vida de um cachorro foi salva. Alguns Auxiliares Invisíveis foram a um lugar onde viram um cachorro em apuros. Alguns homens colocaram uma armadilha de aço em um belo cachorro da raça collie e, em seguida, remaram para águas profundas e o jogaram ao mar. O cachorro começou a lutar por sua vida. A armadilha estava presa a uma corrente carregada com o peso de uma pedra.
Os Auxiliares Invisíveis desceram na água e foram até o cachorro como se estivessem nadando. A Auxiliar Invisível pegou o cachorro nos braços e segurou-o enquanto o Auxiliar Invisível tirava a armadilha de sua cabeça para que ele pudesse respirar melhor. Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram para a costa com o pobre cachorro. O dia estava quase amanhecendo e a água estava muito fria. O cachorro estava tremendo. A Auxiliar Invisível estava abrigada em uma colina com o cachorro perto dela para mantê-lo aquecido.
Um dos caçadores xingou a Auxiliar Invisível e disse que atiraria no cachorro. Ela pegou o cachorro e o colocou atrás dela, e seu parceiro disse às Salamandras para ficarem quietas.
Veja, nenhuma fogueira pode ser acesa e nenhuma arma pode ser disparada sem a ajuda das Salamandras, que são Espíritos da Natureza.
O caçador ergueu a arma para atirar no Auxiliar Invisível enquanto ela ficava na frente do cachorro com os braços estendidos para os lados. Sua arma não disparou e ele ficou assustado depois de examiná-la e descobrir que estava tudo bem. O outro caçador estava com sua arma apontada para o Auxiliar Invisível, e quando o primeiro homem ficou agitado, o Auxiliar Invisível se aproximou desse homem e pegou sua arma e a jogou no mar.
“Vamos dar uma boa surra neles”, disse o primeiro caçador e começou a tentar bater no Auxiliar Invisível.
Um caçador atingiu o Auxiliar Invisível, e seu braço ficou no ar. O outro homem bateu na Auxiliar Invisível, e seu braço ficou travado de forma que ele não podia movê-lo. O caçador que tentou atingir o Auxiliar Invisível começou a correr e seus pés ficaram separados, de um modo que ele não conseguia se mover. A Auxiliar Invisível foi até eles e os sacudiu até que implorassem por misericórdia e prometessem se comportar.
Os caçadores pediram aos Auxiliares Invisíveis que os acompanhassem para fora da floresta, mas eles se recusaram. Os Auxiliares Invisíveis contaram aos homens sobre seu trabalho e como cuidam dos seres humanos e dos animais. Os caçadores disseram a eles que o collie não aprendeu a caçar e eles ficaram com raiva dele e decidiram afogá-lo.
Collies não são cães de caça, como algumas raças de cães, e ele não entendia o que esperavam dele. Collies aprendem a cuidar de ovelhas e gado, e muitas vezes são amigos fiéis e tutores de crianças e adultos, mas a caça não é sua especialidade. Os homens eram caçadores e armadores de armadilhas, e queriam um cão para ajudá-los em seu negócio selvagem e implacável de rastrear os pobres animais selvagens daquela região.
O Auxiliar Invisível pegou o casaco de um dos caçadores, envolveu o cachorro molhado nele e o carregou para um dos estados do leste.
Era de manhã cedo e eles viram algumas pessoas em uma fazenda indo ao celeiro para ordenhar suas vacas.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a esposa do fazendeiro e perguntaram se ela gostaria de um collie. Ela ficou muito feliz em recebê-lo e prometeu-lhe um bom lar. Assim, a vida do cachorro foi salva e os homens tinham algo em que pensar que pode impedi-los de serem tão duros e insensíveis com os animais. Esperemos que sim.
Capítulo IX
Como os Auxiliares Invisíveis trabalham com o que chamamos de mortos
Consideraremos agora algumas provas de que não encerramos nossa existência quando nós, o Ego, deixamos os nossos Corpos Densos no que é comumente chamado de morte, mas que transferimos nossa consciência deste Mundo para outro e continuamos a viver, revestidos de veículos mais sutis que não podem ser vistos com a visão física comum, mas são tão reais quanto corpos compostos de carne e sangue.
Se isso não é verdade, por que os profetas da antiguidade falaram à humanidade sobre o Céu e o Inferno e como viver para desfrutar as delícias do Céu e evitar as misérias do Inferno?
Todos os Cristãos acreditam que deve haver um céu, onde aqueles que viveram dignamente podem ir e que há um lugar de punição onde os malfeitores devem ficar. Pelas evidências que obtive, parece-me que a maioria das pessoas não se preocupa muito com o que lhes acontecerá após a morte. Muitos parecem deixar isso mais ou menos ao acaso, mas continuam tentando ser razoavelmente bons a fim de se prepararem para o céu.
Muitas pessoas, quando confrontadas com a questão de saber se vivemos após a morte ou não, dizem que ninguém voltou depois de morrer para provar que ainda viveu. Isso não é verdade, pois todos nós já vivemos antes, sem uma única exceção. Nós vivemos muitas vidas. Ocupamos todos os corpos de todas as raças e etnias e todos participamos das civilizações do passado. O problema é que não conseguimos nos lembrar de tudo o que nos aconteceu. A maioria de nós não se lembra de nada de quando éramos bebês e muito pouco de nossa infância.
Não é surpreendente que não possamos nos lembrar de um período de mil anos atrás, quando estivemos aqui antes em outros Corpos Densos.
Muitos Estudantes Rosacruzes viram algumas de suas vidas passadas. Alguns viram isso por meio da Consciência do Período de Júpiter enquanto estavam fora de seus corpos durante o sono e se lembraram disso ao acordar na manhã seguinte. Outros, ainda mais avançados, receberam esse conhecimento em plena consciência desperta. Eles não apenas acreditam que vivemos após a morte, mas sabem que isso é absolutamente verdade.
Apresentarei para sua consideração algumas provas de que vivemos após a morte. É uma prova positiva para os Estudantes Rosacruzes que viram e conversaram com esses ditos mortos, mas não será uma prova para vocês. Espero, no entanto, que essas histórias despertem o seu interesse pelo assunto e que você busque conhecer a verdade por si mesmo, pois só assim você saberá. Se desejar, você pode obter uma prova similar para si mesmo e então saberá e todas as dúvidas serão tiradas para sempre a respeito da vida após a morte.
Alguns Auxiliares Invisíveis têm investigado o que acontece com várias pessoas após a morte. Eles queriam saber sobre os efeitos do embalsamamento do corpo logo após o espírito deixar o Corpo Denso.
Conversando com várias pessoas que faleceram, eles aprenderam que em todos os casos em que o corpo foi embalsamado durante os primeiros três dias, a pessoa sentiu a dor e sofreu os ferimentos e foi queimada pelo fluido de embalsamamento.
Certa vez, uma senhora perguntou a um desses Auxiliares Invisíveis se aquele que morrera sofreria de frio se fosse colocado no gelo e ali permanecesse três dias antes do sepultamento. Disseram a ela que a pessoa sente frio no início, mas que ela logo se acostuma e depois coloca toda a sua atenção em ver o panorama de sua vida, que não é interferido pelo frio, mas se perde quando o corpo da pessoa é embalsamado imediatamente após a morte. Eu vou te contar toda a história:
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um determinado lugar para ajudar um homem que havia morrido cerca de três dias antes. Eles o encontraram de pé, ao lado de seu Corpo Denso, em seu Corpo de Desejos. Esse homem morreu repentinamente de problemas cardíacos em um hospital, e as autoridades demoraram a levá-lo a um agente funerário porque a esposa dele tinha ido para a próxima cidade a alguns quilômetros de distância e não deixou nenhum endereço.
Eles colocaram o corpo dele em um necrotério e o mantiveram lá até que sua esposa voltasse. Quando a esposa do homem escreveu para ele no mesmo dia frio em que ela se foi, o pessoal do hospital abriu a carta. Eles descobriram onde ela estava e mandaram a polícia daquela cidade contar a ela sobre sua morte. Ela voltou para casa na tarde do terceiro dia e pediu ao agente funerário que fosse buscar o corpo.
Quando os Auxiliares Invisíveis o viram no dia seguinte, ele havia sido embalsamado e seu corpo foi colocado para ser enterrado, e ele estava ao lado dele. A Auxiliar Invisível, sem saber o que havia acontecido com ele, perguntou-lhe se o machucou quando o agente funerário o embalsamou e ela se assustou com a resposta dele.
“Ora, não, isso não me machucou. Senti frio por alguns minutos quando me colocaram no necrotério, mas isso logo passou.
Então comecei a ver minha vida desde o momento em que fiquei assim até que parou quando nasci. Estou realmente morto ou em transe? Eu vou acordar? “
A Auxiliar Invisível disse ao homem que ele estava morto, como o ser humano habitualmente denomina tal ocorrência.
“Isso é estranho”, disse ele. “Por que eu vi em forma de imagem tudo o que fiz na minha vida? Eu fiz várias coisas das quais me envergonho agora que as mostrei para mim.”
Então a Auxiliar Invisível disse-lhe que as imagens que ele tinha visto eram o registro de sua vida e que quando ele deixasse aquele lugar ele iria para um lugar, onde teria que expiar todos os seus erros.
“Lamento as coisas erradas que fiz e não as farei de novo”, disse o homem.
A Auxiliar Invisível perguntou-lhe por que ele estava ficando ao lado de seu corpo, e seja dito, ele queria ver seu funeral. Ele disse a ela que tinha sido um homem comum e tinha feito algumas coisas boas e algumas coisas ruins, mas que amava sua família e era bom para eles.
“Às vezes, eu tinha rajadas de maldade e errava”, disse ele. Em pouco tempo ele falou novamente.
“Vocês são as primeiras pessoas com quem consigo falar”, disse. “Você está morta como eu?”
“Não, não estamos mortos”, respondeu o outro Auxiliar Invisível. “Nossos corpos estão dormindo em casa.” O Auxiliar Invisível então contou ao homem sobre seus Ensinamentos Rosacruzes.
“Ouvi falar desses Ensinamentos Rosacruzes”, disse ele, “mas não prestei atenção neles e pensei que eram uma bobagem”.
Ai de mim! Quantas pessoas mais contataram os Ensinamentos Rosacruzes e se afastaram descuidadamente, não percebendo a oportunidade maravilhosa que veio a eles. Na morte, eles perceberão sua perda e descobrirão que os Ensinamentos Rosacruzes dados pelos Irmãos Maiores são verdadeiros.
Certo dia, os Auxiliares Invisíveis foram para a cabeceira da cama de um homem que estava para falecer, e, lá, se materializaram. Uma Auxiliar Invisível avisou ao homem para dizer à sua esposa para não o embalsamar. Ela, então, ficou surpresa quando ele disse: “Eu quero ser embalsamado, pois eu estarei realmente morto e não em transe”.
“Você terá seu pedido atendido”, disse ela.
O homem faleceu depois que os Auxiliares Invisíveis foram embora e o agente funerário o embalsamou uma hora depois. Na noite seguinte, os Auxiliares Invisíveis foram vê-lo novamente e ele disse que sentia mais dores do que o tempo todo em que estivera doente.
“O agente funerário cortou meus dois braços”, disse ele, “e colocou uma ponta de um tubo de borracha em meu braço esquerdo e a outra no balde.
Ele usou uma seringa grande e bombeou um líquido forte no meu braço e no meu corpo. Queimou-me terrivelmente e então congelei e ainda estou com frio e com dor. Você não pode fazer algo por mim?
Depois que morri, comecei a ver o que havia feito durante os poucos minutos antes de minha morte. Eu me vi conversando com vocês dois e ouvi o que vocês disseram sobre o embalsamamento. Então comecei a queimar. Tentei dizer ao agente funerário que não estava morto, mas ele não me viu e não prestou atenção ao meu pedido para me deixar em paz. Quando toquei sua mão, minha mão passou direto por ele e ele continuou até que terminou. “
Então, a Auxiliar Invisível disse ao homem que seu registro de vida foi perdido porque ele não conseguiu revisá-lo com clareza, pois o fluido de embalsamamento havia atrapalhado a gravação.
“Isso deve ser verdade porque as imagens saíram tão rápido que eu mal conseguia distingui-las e estava queimando tanto”, disse o pobre homem.
O Auxiliar Invisível disse-lhe que isso era causado pelo fluido de embalsamamento que expulsava o sangue rapidamente antes de congelar.
Os Auxiliares Invisíveis estavam em seus Corpos de Desejos e então o homem podia vê-los, mas sua esposa e parentes não. Eles ouviram a esposa do homem conversando com seus amigos e parentes. “Eu me pergunto se agi certo quando permiti que meu marido fosse embalsamado”, disse ela. “Tenho ficado nervosa com isso desde então, e quando vou para a sala da frente sinto a presença dele. Eu me pergunto se ele está lá!”
Os Auxiliares Invisíveis saíram e materializaram o que pareciam ser Corpos Densos, e bateram na porta, e a esposa veio até a porta e os deixou entrar. “Oh, Senhora, por favor, diga-me “, ela disse, era para deixá-lo ser embalsamado? Eu acreditei em você, mas eu pensei que tinha que cumprir seu último pedido. “
A Auxiliar Invisível olhou para seu parceiro com expectativa. “Não, senhora, você agiu errado e foi contra o seu melhor julgamento”, disse ele.
Seu marido está na sala ao lado do corpo.
“Oh, Deus, tenha misericórdia de mim. Eu não sabia”, disse ela, e então desmaiou. As pessoas na sala correram para buscá-la e o Auxiliar Invisível disse-lhes para deixá-la em paz. Depois que a esposa acordou fora do corpo e ficou ao lado de seu Corpo Denso, ela olhou para o Auxiliar Invisível.
“Venha comigo”, disse ele.
“Estou no chão”, respondeu ela. “Não, eu estou aqui. O que há de errado?”
“Tudo bem. Venha conosco”, disse o Auxiliar Invisível. Ele então a conduziu para a sala da frente e quando a esposa e o marido se viram, correram para se encontrar, e ele disse a ela que os estranhos estavam certos e que ele gostaria agora de ter ouvido quando eles tentaram salvá-lo de todo esse sofrimento. “Nunca seja embalsamada”, disse ele. “Dói, queima e congela, e ainda estou com frio e sofrendo.”
A esposa disse ao marido que sentiu sua presença.
“Eu tentei lhe dizer quando você estava dormindo”, disse ele, “mas você sempre acordava e se levantava”.
“Você está morto?”, ela perguntou.
“Os estranhos me disseram que sou o que o ser humano chama de morto, mas não estou morto”, disse ele.
“Eu estou morta e vocês dois estão mortos?”, a esposa perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Não estamos mortos e você desmaiou”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Então, a esposa se despediu do marido e ele disse-lhe que ouvisse seus novos amigos e fosse uma boa mulher. Um Auxiliar Invisível carregou a esposa em seu Corpo de Desejos de volta ao Corpo Denso e disse às pessoas para pegá-la e colocá-la na cama.
Então ela voltou a si e lhes contou o que havia acontecido. Naturalmente, as pessoas pareceram surpresas e horrorizadas.
Um Auxiliar Invisível disse ao homem para querer bem a si mesmo e que nada o machucaria. Ele o fez e ficou bem imediatamente. O dito morto agradeceu ao Auxiliar Invisível, que então lhe disse que alguém estaria lá para cuidar dele e acompanhá-los, e ele prometeu que o faria. Quando os Auxiliares Invisíveis saíram para a sala ao lado, a esposa estava lá falando sobre os estranhos.
“Certamente eles são Anjos disfarçados de humanos”, disse ela.
“Não, nós somos apenas servos da humanidade”, disse um Auxiliar Invisível a ela.
“Vou impedir que qualquer um seja embalsamado, se eu puder, de agora em diante”, disse a senhora.
Na manhã seguinte, os dois Auxiliares Invisíveis lembraram-se de ter conhecido esses dois homens que haviam falecido e sabiam que estavam vivos como sempre.
Uma tarde, um certo Auxiliar Invisível foi dormir e logo, em Corpo-Alma, saiu para o oeste, onde ocorreram fortes enchentes, mas ele não encontrou nada que pudesse fazer. Ele viu muita água, algum gado morto e algumas cobras. Ele conheceu um agente funerário em uma cidade e conversou com ele. O homem disse que tinha quatorze corpos que foram encontrados.
O Auxiliar Invisível perguntou ao homem se ele havia embalsamado os corpos.
“Sim”, disse ele. O Auxiliar Invisível entrou e explicou sobre o embalsamamento e o agente funerário riu dele. “Você acha que vou perder quinze dólares por corpo?”, ele perguntou.
O Auxiliar Invisível pegou na mão dele e lhe mostrou a verdade disso por meio da Consciência de Júpiter enquanto falava com ele, relatando-lhe vários casos que tinha visto. Então o homem viu por meio da Consciência de Júpiter, que é muito parecida com imagens em movimento. O homem ficou pálido e começou a tremer. “O que eu fiz?”, ele exclamou. “Ora, eu destruí a visão deles de seus registros de vida. Como posso desfazer isso?”
O Auxiliar Invisível disse-lhe que ele poderia desfazer o erro, mantendo o restante dos corpos no gelo ou na geladeira elétrica até que fossem enterrados. Ele prometeu que faria isso, e o Auxiliar Invisível disse-lhe que voltaria naquela noite com um amigo e explicaria como ele poderia fazer um caixão de gelo para acondicionar os corpos dos mortos.
Naquela noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram o agente funerário e um deles materializou uma palestra sobre as condições pós-morte que ela havia escrito e copiada para ele. A Auxiliar Invisível então orientou-o a fazer uma caixa de gelo ou ter uma geladeira elétrica para uso regular.
Ele fez muitas perguntas e ela respondeu a todas. Ela disse-lhe para cobrar um pouco mais por seus funerais para compensar a perda, caso quisesse, mas não para embalsamar pessoa alguma, sob quaisquer condições antes de três dias e meio após a morte, mesmo que o corpo fosse enviado para fora da cidade.
“Se as pessoas querem que o corpo seja deixado em casa intacto”, disse ela, “deixe que fiquem com ele, pois no final você não perderá nada.”
“Eu vou fazer isso”, o agente funerário prometeu.
Esta é uma das histórias mais notáveis que ouvi sobre o trabalho dos Auxiliares Invisíveis com os mortos. Aquele agente funerário recebeu prova de que vivemos após a morte e ele estava disposto a cooperar com os Auxiliares Invisíveis depois de ser instruído.
Certa manhã, um Auxiliar Invisível acordou e se lembrou de ter carregado, na noite passada, um lindo bebê em seu Corpo de Desejos. Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para uma casa onde um bebê estava morrendo. A mãe estava de pé ao lado da cama com a cabeça baixa. Ela estava chorando de tristeza por ter perdido o bebê. A médica ficou de um lado e uma das Auxiliares Invisíveis ocupou seu lugar do outro lado.
Quando o menino deixou o corpo passando pela cabeça, ele se aprumou na cama e se levantou. A Auxiliar Invisível percebeu como ele era brilhante e inteligente e ela admirou sua beleza. Ela estendeu os braços para o bebê, que havia deixado seu corpo definitivamente, e ele veio até ela e ela o levou para a casa das crianças no Primeiro Céu, onde alguém se encarregou dele.
Antes de os Auxiliares Invisíveis saírem de casa, eles ouviram a mãe de coração partido dizer: “Este bebê foi o melhor de todos”. Eles não tinham permissão para dizer nada à mãe, pois ela tinha uma lição a aprender com a passagem do bebê.
Aqui está a história de um homem que tirou a própria vida. Um dia, um Auxiliar Invisível estava parado na entrada de um grande edifício. Um funcionário que trabalhava no prédio saltou de uma janela do nono andar e caiu na calçada a cerca de três metros de onde o outro homem estava.
O Auxiliar Invisível ficou tão surpreso que não conseguiu dizer nada. Ele observou o homem tomar forma ao lado de seu cadáver, que se formou da cabeça para baixo. A cabeça se formou, depois os ombros e a parte superior, o peito e os braços, os quadris e as mãos e as pernas até os pés. Ambos os lados do corpo formaram-se uniformemente. Quando seu corpo estava completamente formado, o Auxiliar Invisível falou com ele. “Diga, cara, por que você não pulou de uma das janelas do pátio, ou da outra rua?”
“Eu estava tão preocupado que pensei que qualquer janela serviria se fosse alta o suficiente. Comecei a pular, mas o chão veio até mim muito rápido. O que aconteceu? Estou morto ou sacudido para fora do meu corpo?”
“Não, camarada, você está morto, como o ser humano diz”, disse o Auxiliar Invisível.
“Achei que a morte acabasse com tudo”, disse o homem.
“Não, isso não acaba com tudo”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Você só pode acabar com seus problemas vivendo o tipo certo de vida, e também deve ser útil. O que fez com que você se matasse?”
“Problemas domésticos. Tudo o que minha esposa quer é dinheiro, roupas finas e um carro, e eu não poderia dar a ela essas coisas”, disse ele.
O Auxiliar Invisível falava tão rápido quanto questionava o homem porque sabia que seu corpo logo o machucaria, e doeria. O homem começou a chorar por causa das dores na cabeça, nos braços e nas pernas.
Na verdade, todo o seu corpo o machucou porque, quando ele caiu, ele atingiu o lado direito da cabeça, o ombro direito e o braço primeiro e os esmagou com força. O homem pediu ao Auxiliar Invisível que parasse com a dor.
O Auxiliar Invisível disse a ele que em breve haveria alguém que pararia sua dor.
Então, várias pessoas encontraram seu corpo mutilado, cobriram-no com sacos e mandaram chamar o legista. A esposa do homem veio e ficou histérica. O Auxiliar Invisível pediu a um homem que tomasse seu lugar e ele foi para um lugar tranquilo e saiu de seu corpo e foi até onde a esposa estava e disse a ela para parar com seus atos tolos, já que ela foi a causa direta da morte do marido e que o seguro de vida de um milhão de dólares a levaria muito longe. Ela não tinha filhos.
Quando sua esposa veio, o suicida subiu até ela, e pareceu muito surpreso quando ela não o notou. “Devo estar morto, mas não estou. Não entendo.”
O Auxiliar Invisível disse a ele que alguém viria e explicaria tudo para ele. O homem queria saber como o Auxiliar Invisível podia ver e falar com ele e os outros não. O Auxiliar Invisível disse-lhe que saberia mais tarde. Duas Irmãs Leigas vieram em seus veículos superiores e disseram ao homem para se sentir bem e ele ficaria bem. Em seguida, eles levaram o pobre suicida para o Mundo do Desejo inferior, onde o Purgatório está localizado.
Os animais são nossos irmãos mais novos e também vivem após a morte, e renascem regularmente em novos corpos para ganhar mais experiência e ajudá-los a evoluir. Eles renascem com mais frequência do que os seres humanos. Aqui está uma história interessante que conta como um cavalo morto e seu jovem mestre se separaram pela morte.
Aqui está uma história sobre a morte de uma Irmã Leiga ocorrida há vários anos na América do Sul, não muito longe das florestas.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para lá e quando a viram, lembraram-se de que já a haviam conhecido e trabalharam com ela várias vezes.
Essa senhora tinha marido e três filhas. Duas das filhas eram dela e uma era uma criança adotada. Essa filha adotiva era uma garota espiritualmente avançada com uma disposição doce e gentil. A senhora teve problemas retais causados pelo nascimento de seu último filho, quando ela não foi devidamente cuidada. Um abscesso se desenvolveu e causou sua morte vinte anos depois.
A mãe estava sozinha em casa e a família estava de férias quando ela adoeceu gravemente. Ela enviou uma chamada mental para sua filha adotiva e disse-lhe para avisaro restante da família para voltar para casa, pois ela estava prestes a falecer.
O pai e as três filhas chegaram em casa no domingo de manhã, antes que a mãe perdesse a consciência, e os Auxiliares Invisíveis foram para lá naquela noite. A mãe moribunda disse à família o que fazer e como eles deveriam enterrá-la depois de três dias e meio.
Ela disse que tinha vivido de passas e tâmaras por nove dias, pois não conseguia cozinhar nada e seus vizinhos estavam muito longe dela para chamá-los. Ela disse à família que lhe disseram para mandá-los de volta para casa, pois ela estava prestes a falecer.
Essa senhora havia morrido poucos minutos antes dos Auxiliares Invisíveis chegarem e estava em seu Corpo-Alma, que parecia um vestido branco esvoaçante. Seu belo Corpo-Alma era muito brilhante e luminoso. A senhora abraçou e beijou a Auxiliar Invisível.
“É assim que eu quero que você seja e apareça para todos que podem ver você”, disse ela.
O marido sofreu muito com a morte da esposa e chorou pela perda dela. Ele tinha sido um bom marido para ela e um bom pai para as filhas. A família inteira se amava muito.
Os Auxiliares Invisíveis saíram com a Irmã Leiga e ela lhes pediu que cuidassem da criança espiritualmente avançada e viessem com frequência ao Mundo do Desejo para vê-la. “Espero que nos encontremos e sejamos amigas em nossa próxima vida”, disse ela, “e que renasçamos mais ou menos na mesma época. Então, não haverá muita diferença em nossas idades”.
“Vinte ou trinta anos farão alguma diferença na hora do nascimento?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis. Ela disse que não.” O Auxiliar Invisível disse que ela gostava do Auxiliar Invisível por vários motivos. Ela apertou a mão de um Auxiliar Invisível e beijou a outro e seguiu seu caminho.
Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que não havia necessidade de ficarem vigiando o seu Corpo Denso, pois a retrospecção havia acabado e doía ver sua família chorando.
Agora, não parece maravilhoso pensar que os Auxiliares Invisíveis puderam ter essa experiência e se lembraram de ter conhecido essa querida amiga e como eles prometeram ser amigos dela na próxima vida quando renascerem novamente? Isso não o faz ter certeza de que vivemos após a morte e funcionamos em veículos mais sutis que podem ascender a outros planos de consciência?
A próxima história fala de um homem que não estava preparado para a morte. Uma noite, um homem foi ver um conhecido que estava muito doente. Antes de partir, ele disse que o veria na sexta à noite. No dia seguinte, o homem soube que o doente havia falecido. Naquela noite, esse homem e um amigo dele foram para a casa do falecido. Eles foram em seus Corpos de Desejos, pois trabalharam à noite como Auxiliares Invisíveis.
Eles encontraram o homem em sua casa, de pé ao lado de seu corpo. “Bem, estou aqui”, disse o Auxiliar Invisível.
O chamado morto saltou nervoso e olhou para os visitantes. “O que aconteceu comigo?” ele perguntou.
“Cara, você está morto”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou”, disse o homem, “mas o agente funerário me machucou muito e me deixou com muito calor. Senti como se estivesse pegando fogo por dentro. Agora estou com tanto frio que mal consigo me mover”.
“Bem, se você não está morto”, disse o Auxiliar Invisível, “espere até a próxima quarta-feira e eles enterrarão você seis palmos debaixo da terra e você nunca mais fará barulho nesta terra”.
“Você está morto?” perguntou o homem.
“Não, eu tentei lhe dizer, como evitar ser assim (embalsamado), mas você riu e disse que eu estava louco”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Então ele viu a outra Auxiliar Invisível. “Olhe para aquele Anjo atrás de você.”
“Eu me pergunto se posso fazer com que ela conserte as coisas para mim. Não tenho sido tão mau e tenho sido bom em alguns aspectos também.”
“Lá está ela. Fale com ela”, disse o Auxiliar Invisível.
“Olá, Anjo”, disse o homem. “Você pode falar com alguém e pedir que me soltem? Não tenho sido tão ruim.”
“Existe uma lei que ninguém pode mudar e essa lei é chamada de Lei de Causa e Efeito”, disse ela. “Isso é conhecido por você como colhemos o que semeamos. “
“’Estou realmente morto?”, o homem perguntou.
“Sim, você está morto, como o homem sabe disso”, disse ela.
“Vou sentir essa queimação para sempre?”, ele perguntou, e o Auxiliar Invisível respondeu: “Não, porque ninguém queimará para sempre. A pessoa só é punida por aquilo que não restituiu”.
“Será que algum dia irei para o céu?”, ele perguntou, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim, com o tempo”.
“Por que dizem que quando um homem morre, ele não sabe de nada?”, perguntou o homem. “Estou tão vivo como sempre, só que não consigo fazer ninguém me ouvir ou me ver.”
A Auxiliar Invisível disse-lhe que em todos os casos em que ela viu um corpo logo após a morte, o dono do corpo estava lá ao lado dele, tal como ele estava e ouviu tudo o que foi dito pelas pessoas perto de seu corpo.
“Oh, se eu soubesse não teria dito muitas coisas que disse. O que devo fazer para fazer melhor?”, ele disse.
O Auxiliar Invisível disse-lhe para prometer a Deus que, se Ele lhe desse outra chance, faria melhor e consertaria todas as coisas que não havia consertado enquanto estava em seu corpo.
Quando os Auxiliares Invisíveis o deixaram, ele ficou feliz, pois entendia perfeitamente sua condição, mas chorou quando eles tiveram que ir embora e o deixaram sozinho.
Numa noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir buscar uma mãe e os três filhos que haviam se afogado em um rio entre dois países europeus. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram lá, os Egos da mãe e de seus três filhos estavam na margem do rio. Os filhos estavam deitados sobre os ombros da mãe. Ela estava de pé e olhando maravilhada para seu corpo e para os corpos de seus filhos.
“Lamento muito o que aconteceu com você”, disse o Auxiliar Invisível.
“O que aconteceu?” ela perguntou. “Não entendo.”
“Vocês estão todos mortos”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou morta, mas meu corpo está no rio”, disse ela. “Não, estou aqui. Não, estou lá. O que se passa? Há cinco dias cheguei no rio com os meus remos. Peguei o barco e comecei a atravessar e os soldados começaram a disparar contra nós. Muitas balas pequenas atingiram o barco, mas ele continuou indo. Então, uma grande bala cortou a parte traseira do barco e nós deslizamos na água e nos afogamos e aqui estamos. “
“Você está no estado que chamamos de morto aqui neste Mundo”, disse o Auxiliar Invisível.
“Se você não está morta, pergunte àquele soldado o caminho para o posto de socorro.”
A mãe foi até o soldado e começou a falar com ele, mas ele não deu atenção a ela porque não a viu em seu Corpo de Desejos. Ela olhou para os Auxiliares Invisíveis com surpresa. Então o Auxiliar Invisível disse a ela para ir e perguntar ao policial. Ela foi falar com ele, mas ele não prestou atenção. “Toque-o”, disse o Auxiliar Invisível. Ela o tocou e sua mão passou por ele e ela puxou-a de volta.
“Acredita em mim agora?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Não, mas algo está errado”, ela admitiu.
“Onde você quer ir?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu quero ir ver alguns parentes do outro lado da cidade”, disse ela.
“Venha, eu irei com você”, disse ele, e eles partiram.
“Espere”, disse ela, “não posso ir tão rápido. As pessoas estão no caminho e passam por cima de mim, mas eu não faço tudo.” Ela esfregou as mãos sobre os olhos como se estivesse atordoada e disse: “Não posso ir tão rápido”.
“Queira e você poderá me acompanhar”, disse ele. Nota: Auxiliares Invisíveis viajam com a velocidade do pensamento. Quando eles querem ir a algum lugar, eles próprios o farão. Visto que os recém-mortos não estão familiarizados com as leis ocultas, eles precisam ser instruídos.
Eles continuaram e ela recuou várias vezes, tentando se esquivar das pessoas, mas eles continuaram e passaram pelas pessoas conforme iam até elas. Eles chegaram ao local onde ela queria ir e o Auxiliar Invisível disse-lhe para bater na porta. Ela tentou bater, mas sua mão passou pela porta e ela a puxou de volta. Ela falou com a Auxiliar Invisível que estava ao seu lado. “Senhora, o que está errado? Eu não estou morta. Estou sonhando?”
O Auxiliar Invisível pegou a mão da senhora e disse-lhe para passar pela porta. Ela entrou com os Auxiliares Invisíveis e eles encontraram uma mulher sentada em uma cadeira conversando com um homem.
“Vá e diga ao seu parente o que você quer”, disse ele.
A pobre senhora aproximou-se da mulher da cadeira e começou a falar, mas ela não lhe deu atenção e continuou a falar com o homem. O Auxiliar Invisível disse a ela para tocar nesse parente, mas mesmo assim ela não a notou.
“Minha querida, você realmente está morta como se diz, aqui”, disse-lhe a Auxiliar Invisível, e ela disse: “Não, não. Devo estar tendo um pesadelo. Eu passo por pessoas. Falo com eles e eles não me ouvem”.
“Bem, devo estar morta! Quando as pessoas morrem, pensei que não sabiam de nada e que vão para onde vão. Para onde vou agora com meus filhos? Devo encontrar um lugar para eles dormirem. Oh, deixei meu dinheiro no cinto comigo. Não, está no meu corpo. “
“Você não vai precisar de dinheiro agora por um tempo”, disse o Auxiliar Invisível. “Venha, vou levá-la a um lugar onde você possa ficar.”
“Meus filhos podem ficar lá também?” ela perguntou.
“Não, eu tenho outro lugar para eles”, disse ele.
“Oh! Eles nunca estiveram longe de mim e eu os amo muito. Posso ir vê-los?”, ela perguntou, e o Auxiliar Invisível disse: “Eu não sei.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram a pobre senhora e seus três filhos para a entrada do Purgatório. “Esta senhora vai mostrar-lhe onde ficar e eu vou levar as crianças aonde vão ficar”, disse ele.
A mãe beijou seus filhos e disse-lhes para serem bons meninos e obedecerem aos outros como eles a obedeciam. Ela disse que oraria por eles.
A senhora encarregada da entrada do Purgatório ficou satisfeita com essa mãe. “Poucas mães vêm a mim completamente esquecidas de si mesmas e de sua punição”, disse ela aos Auxiliares Invisíveis.
“As pessoas estão, geralmente, pensando em si mesmas. Esta mãe mostra muito amor pelos filhos. Ela poderia ter salvado um filho, pois era uma boa nadadora, mas preferiu morrer com eles. Ela tentou nadar com os três agarrando-se a ela, e os quatro afundaram. O pai foi morto em batalha. “
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis levaram as crianças para o lugar no Primeiro Céu para onde as crianças vão, e logo elas começaram a brincar com as outras crianças.
Os Auxiliares Invisíveis então voltaram e pegaram um homem que havia sido baleado e jogado no rio. Seu corpo estava muito debilitado e magro por falta de comida. Ele disse que seu peito doía e que ele estava doente e com fome. A Auxiliar Invisível disse-lhe que estava tudo bem.
“Tenho evitado os soldados “, disse ele,” mas eles me encontraram porque fiquei sem comida, fiquei doente, atiraram em mim e me jogaram no rio. “
Os Auxiliares Invisíveis disseram a esse homem para ir com eles e o levaram para a entrada do Purgatório e o deixaram.
Aqui está a história após a morte de uma criança. Numa noite de segunda-feira, enquanto percorria a parte noroeste dos Estados Unidos, dois Auxiliares Invisíveis viram um menino parado em uma ferrovia. Eles desceram para ver o que estava acontecendo com ele. Eles logo viram que ele estava em seu Corpo de Desejos. Um Auxiliar Invisível perguntou por que ele estava ali.
O menino disse que não sabia, mas que estava todo dolorido como se alguém o tivesse dilacerado.
– “Como isso aconteceu?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Minha mãe me mandou para ir para a loja”, disse o menino, “e dali eu deveria ir para a casa de uma senhora depois da escola. Eram cerca de quatro horas e o expresso de trem das quatro e vinte da tarde passa todos os dias e eu gosto de vê-lo passar, porque ele não para aqui. Vi-o se aproximar e comecei a atravessar a pista para o ver do outro lado. Quando cheguei no meio do trilho fiquei paralisado de medo e não conseguia me mexer. Depois disso eu sabia que eu estava ali, no meio do trilho, e estava cheio de dor”.
– “Por que você não foi para casa?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Sim, eu fui”, disse o menino, “e falei com minha mãe, mas ela não me respondeu. Eu a ouvi dizer que esperasse que eu queimasse. Tentei abraçá-la, mas meus braços passaram por ela!”.
– “Por que você voltou aqui?”, disse o Auxiliar Invisível.
– “Fui atraído de volta para cá e não sei por qual motivo”, disse ele.
– “O que você fez quando os trens passaram?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Saí da pista”, respondeu ele, “mas uma vez, quando eu estava me lamentando, um trem passou por cima de mim, mas eu não senti.”
A essa altura, o menino já conseguia falar melhor. O Auxiliar Invisível perguntou onde ele morava e se deveria levá-lo para sua casa. O menino mostrou o caminho e um dos Auxiliares Invisíveis bateu na porta e a mãe correu para a porta.
Quando ela viu a Auxiliar Invisível, ela empalideceu.
– “Diga-me o que aconteceu. Eu sei que algo aconteceu”, disse ela, e sua voz parecia tensa.
– “Lamento, mas seu filho foi morto pelo trem das quatro e vinte”, disse o Auxiliar Invisível.
– “Onde está o corpo dele?”, a mãe disse em uma voz seca.
– “Ao longo da ferrovia”, respondeu o Auxiliar Invisível.
A mãe pegou um lençol, um cobertor e uma lanterna, chamou o marido e foi buscar o filho.
– “É melhor você chamar o legista, pois pode ter problemas se movê-lo”, disse o Auxiliar Invisível.
– “Deus permitiu que ele morresse”, disse ela com uma voz dura. “Acho que tenho que pedir a alguém para me deixar pegá-lo?”
Os Auxiliares Invisíveis foram buscar o legista e ele veio com seis homens e recolheram todos os pedaços do corpo do menino que puderam encontrar. A mãe foi para casa, sentou-se e olhou para o nada.
– “Ore, minha amiga”, disse o Auxiliar Invisível, “e Deus aliviará o seu coração dolorido”.
A mãe olhou em volta para ver quem estava falando, mas não conseguiu ver o Auxiliar Invisível. Então ela desabou e chorou. Ele disse à Auxiliar Invisível para colocar a mão na cabeça da mãe e deixar sua aura envolvê-la para lhe dar forças.
A pobre senhora viu o Auxiliar Invisível.
– “Oh, Anjo!”, ela disse. “Eu me perguntei como você sabia onde meu filho estava. Você pode me levar com você? Eu me sinto como morta. Meu desejo de vida se foi com ele. Estou velha e não posso ter mais filhos. Eu tinha 49 anos de idade quando ele nasceu. “
– “Não, não posso levá-la, mas você ficará bem e poderá ter outro filho se pedir um a Deus”, disse o Auxiliar Invisível. A mãe do menino morto a seguiu até a porta e a viu se levantar e desaparecer.
Quando uma pessoa morre na infância, frequentemente se lembra dessa vida quando renasce em um novo corpo, porque as crianças que morrem antes dos quatorze anos não percorrem todo o ciclo de vida (do Purgatório até o Terceiro Céu), o que torna necessário construir um conjunto completo de novos corpos. Em vez disso, eles passam para as Regiões superiores do Mundo do Desejo e lá eles esperam por uma oportunidade de retornar à Terra em um novo corpo. As crianças geralmente renascem entre um e vinte anos. Quando retornam, trazem consigo a mesma Mente e o mesmo Corpo de Desejos do seu último renascimento e, muitas vezes, podem contar histórias estranhas sobre suas vidas que acabaram de passar. As crianças pequenas não vão para o Purgatório, como os adultos fazem após a morte, mas são levadas para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu que fica no Mundo do Desejo e, então, é levada para o Primeiro Céu, onde algum parente ou pessoa que gosta de crianças tem prazer em cuidar delas.
Max Heindel no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, diz: “A extrema plasticidade da matéria de desejos permite formar com a maior facilidade maravilhosos brinquedos viventes para as crianças, tornando suas vidas um formoso divertimento: contudo sua instrução não fica descuidada. Elas são agrupadas em classes de acordo com os seus temperamentos, sem considerar-se a idade. No Mundo do Desejo é muito fácil ministrar-se lições objetivas da influência do bem e das más paixões sobre a conduta e a felicidade. Essas lições imprimem-se indelevelmente sobre o sensitivo e emotivo Corpo de Desejos da criança e acompanham-na depois do renascimento. Assim, muitos dos que levam uma vida nobre devem-na ao fato de terem sido submetidos a esse treinamento.”
Todas as crianças vão para a escola enquanto aguardam o renascimento no Céu, e muitas das crianças que estão vivas também vão para lá à noite enquanto fora de seus corpos durante o sono. Muita ajuda é dada a todas as crianças com e sem Corpo Denso. Elas têm aulas de disciplinas escolares, de música, arte e outras disciplinas.
Seus professores são em parte professores vivos e em parte professores que morreram e estão descansando entre uma vida e outra. Muitos desses professores são Irmãos Leigos e Irmãs Leigas, e alguns são até Liberados[1].
Quando os professores querem material ilustrativo, eles podem criá-lo pelo pensamento e fazer livros e os melhores mapas e brinquedos vivos. As crianças aprendem a modelar esses brinquedos e ficam muito felizes em fazê-lo. Há casos em que a criança se lembra de que ia para a escola à noite e sabia quem era sua professora e que, também, tinha uma professora que lhe dava aulas de violino.
Certa vez, um Irmão Leigo ofereceu um entretenimento para uma sala cheia de crianças terrenas. Ele fez um pônei fofo com coisas do desejo e fez truques para as crianças encantadas. Em seguida, chamou alguns deles e deu-lhes problemas complicados de aritmética, que alguns responderam corretamente, e elogiou-os por sua habilidade.
Outra vez, um Auxiliar Invisível viu uma classe de crianças em um prado pintando quadros enquanto estava no Céu. Uma garota de cerca de quatorze anos queria pintar o quadro de sua amiga. Ela parecia ter tudo o que precisava e em pouco tempo ela tinha um bom retrato da outra garota em sua tela formada de material de desejo. A vida é uma ótima escola e viemos aqui para ter experiência, e recebemos muita ajuda em todos os Mundos em que atuamos.
Se quisermos, podemos participar desse grande trabalho de ajudar crianças e adultos e assim começarmos a pagar nossa dívida do destino por toda a ajuda que nos foi dada em nossas incontáveis vidas desde que o Deus do nosso Sistema Solar nos enviou, como Espíritos Virginais, para ganhar experiência e conhecimento.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis compareceram ao funeral de uma criança e a viram perto de seu caixão branco. Eles olharam para o caixão e viram o Corpo Denso sem vida da criança e, então, voltaram sua atenção para a criança viva em seu Corpo de Desejos.
Ela não teve medo, pois disse que duas lindas damas estiveram ali conversando com ela. Elas eram Irmãs Leigas que são Auxiliares Invisíveis. Essa criança não conseguia entender por que ela não conseguia fazer sua mãe saber que ela estava bem e feliz. Ela disse que tinha visto seus companheiros de brincadeira, brincou com eles e que eles a viram.
Essa menina, que tinha cerca de quatro anos, pegou um resfriado e, em seguida, desenvolveu pneumonia e morreu em três dias. Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que o homem a machucou quando colocou algo em seu braço e fez o outro sangrar. Foi então que o agente funerário embalsamou o corpo dela. Ela disse que queimou por dentro, ficou com frio e assim ficou até que os lindos Anjos vieram, a avisaram e impediram seu corpo de doer e que, por isso, ela se sentia feliz desde então.
A mãe e as outras pessoas estavam participando de um culto na igreja em que rezavam uma missa matinal pela criança. A Auxiliar Invisível notou um pequeno grupo formado por uma senhora e três crianças pequenas. Eles se ajoelharam, oraram, se levantaram e se sentaram durante o culto. Várias das crianças presentes viram os Auxiliares Invisíveis e contaram às mães que empalideceram.
Uma garotinha conversou com a Auxiliar Invisível até que sua mãe a fizesse parar. Então ela estendeu a mão para o Auxiliar Invisível, que não se materializou, e o Auxiliar Invisível segurou na mão dela. Esta criança parecia ter cerca de três anos. “Oh, mamãe”, disse ela, “olhe para os dois Anjos. Um é uma senhora muito bonita.”
– “Fique calada”, respondeu a mãe.
– “Mas mamãe, ela é tão bonita”, disse a criança. “Posso ir até ela?”, e ela estendeu as mãos para o Auxiliar Invisível que estava perto dela.
– “Fique aqui”, disse a mãe.
Mais tarde, o Ego da criança foi levado ao Mundo Celestial pelas Irmãs Leigas.
Quando um Ego que construiu um Corpo de Pecado morre como uma criança, o Corpo de Pecado permanece nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo enquanto o Ego está passando pelo Primeiro Céu, Segundo Céu e Terceiro Céu, e quando ele retorna ao renascimento, esse Corpo de Pecado tentará influenciar a criança a fazer o mal. Muitas crianças normais são difíceis de controlar e ensinar, porque têm Corpos de Pecados.
Durante algumas inundações severas, há vários anos, dois Auxiliares Invisíveis foram ao sul para ajudar, no que fosse possível, as pessoas e os animais que estavam em apuros. Eles encontraram um homem negro em apuros. Uma semana antes, ele havia levado sua esposa a um hospital em outro estado. Ele, então, voltou para casa e estava cuidando de seus dois filhos e trabalhando em sua fazenda. A água começou a inundar a sua casa e ele foi monitorando a situação.
Ele decidiu que era melhor mandar os filhos para a casa do irmão, morro acima, a cerca de seis quilômetros de distância, porque tinha medo do que poderia acontecer devido à inundação. Ele mandou seus filhos embora e disse-lhes para passarem a noite lá na casa do tio. O menino e a menina, com idades entre dez e doze anos, tomaram o caminho para a casa do tio. Eles tiveram que passar por uma baixada para alcançar o morro. Depois que eles saíram da vista do pai, a água subiu muito rapidamente e as crianças morreram afogadas.
Depois que o pai mandou seus filhos embora, ele entrou em pânico, com medo de que eles não conseguissem passar a baixada que cercava sua fazenda. Ele entrou em sua casa, fechou a porta e se preparou para esperar até que alguém viesse buscá-lo. Quando a água chegou perto de sua casa, ele saiu e soltou os cavalos e o gado. Durante a noite, a água entrou em sua casa, ele subiu as escadas e sentou-se perto de uma janela. Ele viu suas galinhas flutuando mortas. A água invadiu o sótão e lá ele ficou por quatro dias.
Quando os Auxiliares Invisíveis o encontraram, ele estava deitado sobre duas tábuas. Ele estava com febre alta e com pneumonia dupla.
O homem viu os Auxiliares Invisíveis entrarem no sótão, pois sua visão espiritual havia sido desenvolvida.
“Oh, Anjo”, disse ele à Auxiliar Invisível, “salve meus filhos”. “Mandei-os ao meu irmão há quatro dias e a água subiu e invadiu tudo logo depois que partiram. Sonhei com eles e me disseram que estavam bem e felizes, mas não sei. “
Um Auxiliar Invisível perguntou a alguém distante se ele poderia salvar o doente e foi-lhe dito que ele faleceria em breve, mas que poderia confortá-lo. O Auxiliar Invisível segurou a mão do homem e gerou pensamentos-formas de seus filhos, e esses pensamentos-formas disseram-lhe que estavam em segurança e bem. Os Egos de seus filhos estavam no Céu, onde eram felizes e estavam bem. Depois que o doente viu o que pensava serem seus filhos, ficou muito aliviado. “Senhor, estou grato por eles estarem seguros”, disse ele, e morreu em paz.
O Auxiliar Invisível olhou para ver onde estavam os corpos dessas crianças e elas estavam abraçadas, mortas. A água os havia carregado por cerca de um quilômetro e meio abaixo, e eles pararam em alguns arbustos.
Depois que o homem faleceu, os Auxiliares Invisíveis o levaram para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu e ele ficou lá até que sua gravação do Panorama da vida recém-finda terminasse.
Ele não viu seus filhos novamente. O Auxiliar Invisível teve permissão para gerar pensamentos-formas semelhantes aos filhos dele, para confortá-lo nos últimos momentos de sua vida terrena. Esperemos que esses Egos sejam reunidos em uma vida futura e que as condições sejam muito mais favoráveis para que vivam em segurança e não tenham suas vidas interrompidas por uma enchente ou qualquer outra coisa.
Numa noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram ver um idoso que havia sido criado no sul. Ele estava prestes a passar para o outro lado. Quando chegaram a sua casa, o homem estava conversando com sua esposa.
“Eu me pergunto se terei alguma estrela na minha coroa “, ele estava dizendo.
“Não sei”, disse ela, “mas espero que sim.”
“Então o homem ergueu a mão para impedi-la de falar quando avistou os estranhos.” O Anjo veio atrás de mim “, disse ele,” e estou pronto para ir, mas não vejo nenhuma coroa”.
“Anjo, onde está minha coroa? Nossa empregada me disse, quando eu era criança, que se eu vivesse uma vida boa, teria uma coroa com estrelas quando morresse. “
Uma voz disse ao Auxiliar Invisível para fazer uma coroa para ele de matéria de desejo e colocar estrelas nela. O Auxiliar Invisível fez uma linda coroa, a deu para a Auxiliar Invisível e ela mostrou ao homem doente. Ele ficou muito feliz. Ele disse a sua esposa que o Anjo tinha sua coroa. Então, o Auxiliar Invisível disse a sua parceira para fazer três perguntas ao homem.
“Você foi redimido?” ela perguntou.
“Sim”, respondeu ele, “sou cristão há quarenta anos”.
“Você já foi batizado?” ela perguntou, e ele disse: “Sim”.
“Você tem reverenciado a Deus?” ela perguntou, e ele disse: “Sim”.
Então o moribundo disse que, quarenta anos atrás, a empregada de sua mãe o ensinara a se joelhar e reverenciar para orar e como ser um bom menino.
Ele contou como se rebelou contra a maneira como as pessoas tratavam os negros e falou sobre isso. Ele foi silenciosamente convidado a deixar a igreja e finalmente seu povo o expulsou da cidade e ele foi para o norte, encontrou trabalho e se saiu bem. Quatro anos depois, sua namorada veio até ele e eles se casaram.
Mais tarde, eles tiveram quatro filhos que cresceram, se casaram e tiveram seus próprios filhos.
“Sim, Anjo”, disse ele. “Fui obrigado a me curvar e derramar muitas lágrimas. Irei para o céu? E verei essa minha querida empregada?”
A Auxiliar Invisível foi instruída a lhe dizer que sim. Ele disse “adeus” e desmaiou.
“John, logo o seguirei”, disse a esposa do homem.
Depois que o bom velho homem se recompôs em seu Corpo de Desejos, o Auxiliar Invisível colocou a coroa brilhante em sua cabeça e o carregou para a entrada do Purgatório que fica nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo na entrada das três Regiões superiores, onde está o Primeiro Céu.
A senhora responsável nessa entrada mostrou aos Auxiliares Invisíveis para onde levá-lo no Primeiro Céu, pois ele não teve que ir para o Purgatório, porque não tinha pecados para ser punido e ele limpou o Átomo-semente em seu coração. Aqui ele encontrou a empregada querida com sua coroa e ela o agarrou como se ele ainda fosse uma criança. “Meu filho”, disse ela, “aqui é a sua casa”.
Ele tinha a casa mais linda que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto. Lá, esses Egos extremamente felizes desfrutarão seu merecido descanso.
Veja, essas pessoas viveram muito bem e acreditaram que teriam estrelas em suas coroas quando morressem e foram recompensadas com elas. Podemos ter certeza de que o idoso construiu um belo Corpo-Alma servindo aos outros. Esse foi realmente o seu bilhete para o céu, pois quando um Ego é levado para a entrada que o conduz ao Purgatório e/ou Primeiro Céu, a pessoa responsável para orientá-lo se vai para o Purgatório ou Primeiro Céu só precisa dar uma olhada.
Nós sabemos se ele deve ir para o Purgatório ou para o Primeiro Céu. Se um Ego tem um Corpo de Desejos cheio de manchas feias e cores feias e turvas, ele deve ir para o Purgatório. Se ele tem um belo Corpo de Desejos espiritual brilhante, construído em delicados tons de rosa, azul, laranja e dourado e sem manchas, ele pode ir direto para o Primeiro Céu e desfrutar de seu descanso lá.
Todos chegam ao Céu a tempo, mas um Ego pode passar muitos anos no Purgatório após a morte antes de ser autorizado a subir ao Primeiro Céu. Se ele fez pouco bem em sua vida, pouco terá para desfrutar nesse adorável lugar.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ao Purgatório e tentar ajudar um homem. Uma Irmã Leiga mostrou-lhes o homem usando a consciência jupiteriana para que pudessem reconhecê-lo. Eles foram lá e viram um homem se contorcendo de dor e clamando em voz alta ao Senhor para ter misericórdia dele. Parecia que seu Corpo de Desejos estava coberto de grandes bolhas, e várias pessoas as estavam puxando de todas as partes do mundo.
Um dos Auxiliares Invisíveis falou com esse homem em voz alta para atrair sua atenção e ele parou e olhou para ela. “Por favor, não me castigue mais”, disse ele, “mas diga-me o que devo fazer para sair daqui. Sinto muito pelo que fiz e farei melhor.”
A Auxiliar Invisível disse-lhe que ele deveria limpar seu Átomo-semente.
Ele perguntou o que era isso e ela lhe disse que o Átomo-semente é um átomo que ele possuía desde que deixou Deus e que é seu livro em que todos os registros de sua vida são mantidos. Ela disse-lhe que os ortodoxos conhecem isso como o livro do Cordeiro de Deus, no qual é mantido o registro de cada ser humano, e para limpá-lo é preciso prometer a Deus que viverá uma vida melhor e que consertará todos os erros por ele cometidos.
“Como posso fazer isso quando devo ficar aqui para sempre?”, o homem disse.
O Auxiliar Invisível então lhe contou tudo sobre o Renascimento e como cada um tem a chance de fazer melhor em outra vida. Então, a luz da compreensão iluminou seu rosto e ele orou muito e pediu outra chance, e ele prometeu que faria melhor e consertaria o mal que havia feito aos outros. Grandes gotas do que parecia ser transpiração caíram em seu rosto e ele gemeu e disse: “Piedade, Pai, tem misericórdia de mim.” E sua cabeça caiu para frente.
“Oh, ele morreu!”, disse a Auxiliar Invisível e lágrimas surgiram em seus olhos. Ele não tinha morrido, mas se resignou voluntariamente ao seu castigo. Ele decidiu pagar suas dívidas e foi autorizado a seguir em frente. Por sua segurança no Purgatório e por suas orações ardentes a Deus, ele pagou sua última dívida e foi dormir para ascender ao céu. Agora, quando ele voltar à vida, será um homem muito melhor, ou melhor, uma mulher, pois geralmente alternamos os corpos de uma vida para outra. Ele voltará com um grande desejo de ajudar toda a humanidade.
Um exemplo de como faz falta não sabermos o que ocorre quando morremos
Aqui está uma experiência interessante da qual dois Auxiliares Invisíveis se lembraram certa manhã. Eles foram a algum lugar e viram um homem morto sentado perto de algumas cortinas de veludo vermelho, em uma poltrona perto de seu corpo que estava deitado em um caixão próximo. O homem estava em seu Corpo de Desejos e parecia exatamente como quando estava vivo, só que estava muito assustado e não entendia o que estava acontecendo com ele. Ele estava morto há dois dias.
Os Auxiliares Invisíveis estavam ansiosos para conhecer a história de sua experiência depois que ele morreu, porque queriam ajudar os vivos a evitar seus terrores. O homem disse a eles que havia morrido de pneumonia e que ainda tinha dificuldade para respirar. Um Auxiliar Invisível disse-lhe para pensar que não tinha essa dificuldade e que seria capaz de respirar com facilidade. Ele fez isso e sorriu. “Isso é engraçado, mas estou bem agora”, disse ele.
Então o homem quis fazer algumas perguntas. O Auxiliar Invisível pediu-lhe que esperasse um minuto, pois ele responderia às suas indagações depois de fazer-lhe algumas perguntas. Ao contar sobre sua experiência pós-morte, ele disse que estava bem de vida e tinha bons cuidados médicos, mas os médicos continuaram dando-lhe estimulantes e isso o empurrou de volta para o corpo e a dor que causou foi terrível. Finalmente o homem desistiu e morreu, ou deixou seu corpo.
Em seguida, o agente funerário cortou seus braços e colocou o fluido de embalsamamento em um braço e escorreu o sangue do outro braço.
O homem disse que ficou bem ao lado do corpo e sentiu toda a dor, como se estivesse nele e que tentou dizer ao agente funerário que doía, mas não conseguiu fazê-lo ouvir. Ele disse que olhou para sua vida desde o momento em que saiu do corpo até o agente funerário chegar e começar a colocar o fluido em seu corpo.
Então, as fotos e os eventos foram tão rápidos que ele não pôde vê-los bem. Ele se sentiu como se estivesse pegando fogo por alguns minutos, e então ele se sentiu como se um pedaço de gelo tivesse se enrolado nele.
O Auxiliar Invisível explicou-lhe como o fluido de embalsamamento o fazia sentir frio e que depois de três dias e meio ele não sentiria mais. Depois disso, o homem perguntou ao Auxiliar Invisível se ele estava realmente morto e foi-lhe dito que, no que dizia respeito ao ser humano, estava.
“Pensei que alguém fosse para o céu ou para o inferno assim que morresse”, disse ele.
O Auxiliar Invisível então explicou seus ensinamentos a ele e disse-lhe que deveria ver sua vida passada depois de três dias e meio. Ele iria para um local no Mundo do Desejo chamado Purgatório e seria purgado de seus desejos inferiores e maus hábitos e, finalmente, ele iria para o Primeiro Céu. Esse homem era um suposto Cristão e, também, um homem de negócios duro. Ele era professor na Escola Dominical e sua classe havia chegado naquela noite e realizado um breve culto sobre seu corpo, porquanto ele seria sepultado no dia seguinte.
“Estou cansado”, disse ele, “e gostaria de ir para onde estou indo, porque ninguém se preocupa comigo e ninguém pode me ver ou falar, embora eu esteja tão vivo como sempre. Tenho uma filha e eu a amo muito ternamente “.
“Não se preocupe com ela”, disse o Auxiliar Invisível. “Ela vai receber tudo o que é lhe é devido.”
Um conhecimento das condições verdadeiras teria ajudado enormemente esse homem.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ver uma família que chorava por um ente querido. “Eu fui enviado para ajudar um ministro de uma igreja que havia morrido dois dias antes”. O homem estava de pé ao lado de seu corpo e quando os Auxiliares Invisíveis entraram na sala em que seu corpo estava, ele os viu.” Vocês são os Anjos que vieram me buscar para o céu? “, perguntou ele.
“Não, viemos falar com você”, disse o Auxiliar Invisível. “Você viveu uma boa vida Cristã e foi bom para todos os seres humanos e para os animais?”
“Tenho sido bom com todos os brancos, mas não tenho sido bom com os índios ou os negros”, disse ele. “Os índios e os negros não podem ir para o mesmo céu de maneira alguma.”
“Por que não?”, perguntou o Auxiliar Invisível. “Eles não são humanos?”
“Sim”, respondeu ele, “mas são de categoria inferior. “Os negros dão bons servos, mas os índios não servem para nada.”
“Há quanto tempo você é ministro?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sou ministro há vinte e cinco anos”, disse ele, “e tenho quarenta e nove anos.”
“Você acredita na Bíblia?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sim, acredito de capa a capa”, disse ele.
“Você acredita que Deus parou o Sol para Josué a fim de que ele pudesse vencer sua batalha?”, a Auxiliar Invisível perguntou e o homem disse: “Sim”.
“Deus não fez isso”, disse ela, “porque teria lançado o Universo no caos.”
“Não posso evitar”, disse o homem. “Se não fosse verdade, não estaria na Bíblia. Você não pode provar que Deus não parou o Sol.”
“Meu amigo”, disse a Auxiliar Invisível, “você terá que passar muito tempo no Purgatório antes de ir para o Céu e então ficará apenas um curto período no Céu.”
“Fiz o que achei certo”, respondeu o homem. “Meus sermões eram apresentados por ano pelo Conselho da Igreja e eu fazia sermões anuais no Natal, na Páscoa e em outras ocasiões especiais.”
“Saí de uma universidade há cerca de vinte e cinco anos e tenho pregado desde então.”
“Não foi dito a você que toda a humanidade vem de Deus, e que Deus não faz acepção de pessoas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim”, respondeu ele, “mas isso significa pessoas brancas e elas são melhores do que o resto”. “Os ministros também devem estar acima da classe baixa de pessoas brancas.”
A Auxiliar Invisível chamou um amigo dela, por meio do pensamento, e foi autorizada a mostrar a esse homem que Josué não parou o Sol. Ela segurou a mão do homem. “Meu amigo”, disse ela, “olhe para trás no espaço de tempo e veja o que Josué fez e disse”.
Eles olharam para a Memória da Natureza e viram dois exércitos com os soldados todos vestidos em suas armaduras brilhantes com lanças, espadas e machados de batalha. Eles estavam em um vale e os homens eram tão numerosos que pareciam abelhas. Josué estava em uma colina alta com alguns de seus oficiais. “Perderemos a batalha se o Sol se por”, disse ele, e então se afastou um pouco de seus oficiais, parou e começou a orar. “Ó Pai Celestial! Ajude seu servo para que possamos vencer esta batalha antes que o Sol se ponha.”
Eles viram um Ser Superior se aproximar e parecia que estava em um cavalo branco. Ele ficou bem alto sobre Josué e Josué caiu no chão e falou com ele. “Tenha misericórdia e me ajude.” Então, outro Ser Superior veio. Esse Ser Superior era um Liberado e sua aura era tão brilhante que parecia o Sol. Ele ficou entre o Sol e Josué e sua aura se espalhou tanto quanto eles podiam ver. Sua aura brilhante escondeu completamente o homem no cavalo e o verdadeiro Sol.
Então eles viram os inimigos de Josué se virarem e fugirem, deixando seus mortos e feridos. O exército de Josué foi atrás deles. Depois que Josué ganhou a batalha, o Liberado lentamente retraiu sua aura e estava escuro. O ministro e os Auxiliares Invisíveis viram o Liberado ir embora.
“Bem, eu estava errado”, disse o homem.
“Como você sabe que estava errado?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
Então o ministro contou o que aconteceu depois que ele morreu. “Enquanto eu estava de pé aqui”, disse ele, “vi minha vida desde a morte até o nascimento e tudo o que fiz. Desmaiei pouco depois de ir para a cama às nove da noite e minha esposa só apareceu para me telefonar às nove da manhã. Quando não apareci na hora do café da manhã, ela veio e me encontrou. Eu tinha visto minha vida inteira durante a noite. Eu realmente não pensei que estava morto até que ouvi o médico dizer: ‘Ele está morto há apenas doze horas’. Então o agente funerário veio me embalsamar e me machucou. Eu os ouvi dizer que morri de uma parada cardíaca súbita. Mas eu não estou morto. A Bíblia diz que quando alguém morre, não há mais nada dele.”
“Sim”, o Auxiliar Invisível respondeu, “mas isso significa que o Corpo Denso morre”. “O espírito vive como você agora vê. Depois de ter sido punido por seus pecados e por todo o mal que você fez a si próprio, irá para o céu por um curto período de tempo. Então, com o tempo, você renascerá para colher o que plantou.”
Quando ele ouviu isso, o homem ficou muito animado. “Eu fiz muitas coisas que ninguém sabe. Devo receber o mesmo tipo de tratamento que dei aos outros?”
“Sim”, disse a Auxiliar Invisível, e o homem gemeu. “Eu pensei que alguém está perdoado por seus pecados e erros”, disse ele.
“Você será perdoado, mas você deve colher como você tem semeado, fosse isso bom ou ruim, caso contrário você não poderia receber sua recompensa “, disse ela.
“Anjo”, disse ele, “peça a Deus para me dar outra chance e eu serei bom para todos, ricos ou pobres, independentemente da raça ou cor”. “Quando irei para o inferno? Estou com medo. Você não pode me deixar aqui por um ou dois meses?”
“Não, isso não pode ser feito”, respondeu o Auxiliar Invisível, “mas você será perdoado e terá outra chance de fazer a restituição”.
“Você poderia ir e dizer à minha família para ser boa com todos e para serem Cristãos bons e fiéis?”, ele disse.
“Eles não acreditariam em mim”, disse o Auxiliar Invisível, “pois você tem dado um mau exemplo a eles por mais de vinte anos. Você ensinou a eles que a Bíblia não se referia a eles”.
“Eu errei”, gemeu o pobre homem, “Senhor, tem misericórdia de mim!”.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que alguém viria buscá-lo e levá-lo ao seu lugar final.
“Anjo, por favor, ore por mim”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis então o deixaram e seguiram em frente. Esse foi um caso triste e mostra a necessidade de conhecimento oculto.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para levar embora um idoso pregador negro que morrera, durante o sono, por problemas cardíacos.
Eles foram a uma pequena cidade no sul e encontraram o pregador que havia acabado de morrer. Ele estava parado ao lado de seu corpo e notou os estranhos imediatamente. “Você é um Anjo que veio me levar para o céu?”, perguntou à Auxiliar Invisível.
“Não”, disse ela.
“Estou morto?”, perguntou ele, e disseram-lhe que sim.
“Pensei que iria para o Céu. Onde fica o Céu? – perguntou o idoso. “Senhor, tem piedade de mim e ajuda-me a encontrar o Paraíso. Senhor, pensei que os Anjos viriam e me pegariam.”
“Venha comigo”, disse o Auxiliar Invisível, “e eu o levarei para onde você pertence.” O pregador foi de boa vontade e os Auxiliares Invisíveis levaram-no para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu.
“Leve-o ao Primeiro Céu”, disse uma Irmã Leiga.
Então, os Auxiliares Invisíveis levaram o pregador até onde ele foi recebido por sua mãe, seu pai e sua filha, que haviam morrido muitos anos antes. Uma casa estava esperando por ele. Ele havia criado uma mansão muito bonita por seus bons pensamentos e ideais elevados. Ele realmente viveu pela fé e não fez mal a ninguém por mais de quarenta anos. A família unida cantou e louvou a Deus. Uma Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis que o Átomo-semente desse homem estava limpo e que ele havia merecido sua justa recompensa por viver corretamente. Ele havia sido pregador por quarenta e cinco anos e amava e ajudava a todos.
O amor e a oração trazem a pessoa a um contato íntimo com os seres mais elevados e puros que qualquer um de nós pode contatar aqui na Terra. Esse pregador tinha um Corpo-Alma adorável e brilhante que ele construiu por uma vida limpa e serviço amoroso à humanidade. Assim, vemos que algumas pessoas não precisam ir para o Purgatório de forma alguma.
Algum tempo atrás, dois Auxiliares Invisíveis foram a uma casa em que uma mulher havia acabado de cometer suicídio ingerindo um veneno. A casa estava em grande confusão. A mãe da mulher estava sentada e chorando baixinho em si mesma. Um Auxiliar Invisível tentou confortá-la, mas pouco pôde fazer. O outro Auxiliar Invisível chamou alguém à distância e perguntou se eles poderiam levar o Ego, que acabara de tirar a própria vida, para a entrada do Mundo do Desejo, onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu. Disseram-lhe para esperar até que alguém viesse para ir com eles.
Logo uma jovem e bonita Irmã Leiga apareceu em seu Corpo de Desejos, que era muito bonito. Os três Auxiliares Invisíveis foram até a mulher morta, que correu em direção a eles de seu lugar perto de seu Corpo Denso que estava deitado em uma cama. “O que aconteceu? Estou morta?” – ela perguntou.
“Sim”, respondeu um dos Auxiliares Invisíveis.
“Há algo errado com meu estômago”, disse ela. “Parece vazio. Estou com fome. Não, não posso; acabei de comer. O que está errado? Achei que a morte acabasse com tudo. O que posso fazer para me livrar dessa sensação horrível? “
“Venha comigo”, disse a Irmã Leiga, mas a mulher se recusou a deixar o seu corpo abandonado. “Você não queria o seu corpo e acabou de se matar com veneno. Venha, agora, e eu a levarei para um lugar onde você ficará até a hora de continuar”.
A Irmã Leiga segurou a mulher, mas ela se soltou. Ela tentou fugir, mas não sabia para onde ir.
A Irmã Leiga foi e novamente a segurou e gentilmente a colocou para dormir e a carregou para a Região Limítrofe e a acordou. A pobre mulher então começou a gritar e chorar. “Não vá embora, não me deixe”, ela implorou.
Os outros suicidas nesse lugar se aglomeraram em torno dos Auxiliares Invisíveis e queriam ser ajudados. Eles disseram que estavam com fome e com sede. Eles queriam saber quando isso iria acabar. Alguns deles pareciam loucos. A Irmã Leiga fez com que todos se distanciassem. Tudo nesse lugar parecia escuro e desolado. As pessoas estavam gemendo e clamando a Deus para ajudá-las. A Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis para nunca se matarem, não importa o que acontecesse.
Uma Auxiliar Invisível perguntou à Irmã Leiga porque a mulher havia se matado e ela foi informada de que ficara decepcionada com a pessoa que amava e queria esquecê-la na morte.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados ao norte dos Estados Unidos para ajudar um chefe índio que estava prestes a morrer.
Os Auxiliares Invisíveis correram até lá e encontraram-no muito fraco, mas ainda vivo. Ele havia solicitado que fosse vestido com seu cocar de penas e traje de chefe para que pudesse ir para o campo de caça feliz como um guerreiro. Ele tinha mais de noventa anos. Um dos Auxiliares Invisíveis falou sobre como o cocar dele, de muitas penas coloridas, era bonito.
O chefe perguntou aos Auxiliares Invisíveis se eles tinham vindo para levá-lo ao feliz campo de caça. “Serei capaz de caçar muito agora que estou tão velho e fraco?” – ele perguntou.
“Você não caçará para onde está indo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Depois de pagar todas as suas dívidas pelo mal que cometeu, você vai descansar.”
“Eu fui um guerreiro valente e bom em minha época”, disse o chefe índio. “Eles vão colocar meu rifle e muitas balas em meu caixão? ‘Face pálida’, quem é você? Eu posso ver através de você, e os outros não podem vê-lo. Eu quero que você me leve a um bom campo de caça.”
O Auxiliar Invisível não foi capaz de fazê-lo entender que não existe terreno para caça quando se está morto.
Pouco antes de o chefe morrer, sua visão espiritual foi totalmente aberta e ele pôde ver os Auxiliares Invisíveis, embora eles não estivessem materializados. Ele faleceu e disse: “Venha, ‘Face pálida’, e leve-me ao campo de caça antes que eu morra. Eu sou como você agora e posso escolher o lugar que quero quando chegar lá.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram o índio para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu que se situa no Mundo do Desejo e entregaram-no aos Seres Superiores de lá. Ele olhou em volta e pareceu desapontado. “Huh, nenhum veado aqui! Nenhum búfalo aqui! Onde é o terreno de caça? Vamos encontrá-lo rapidamente antes de morrer. Estou com sono e talvez não consiga encontrá-lo.” Os Auxiliares Invisíveis então deixaram-no e continuaram com seu trabalho.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem idoso que havia morrido em um hospital. Esse homem era amigo de um dos Auxiliares Invisíveis. Eles encontraram o homem em um necrotério perto de seu corpo. Ele estava muito assustado e queria saber se estava morto.
“Sim, você está morto como o ser humano entende que é”, disse o Auxiliar Invisível.
“Para onde estou indo? Pensei em ir para o céu. Estou muito dolorido e está escuro aqui. Quando vou embora daqui?”
“Tenha calma e tudo ficará bem”, disse o Auxiliar Invisível. “Quanto tempo você consegue ficar acordado?”
“Eu geralmente vou dormir cedo”, disse ele.
“Você deve rever sua vida”, continuou o Auxiliar Invisível.
“Como você faz isso? Esqueci muitas coisas que fiz. Tenho setenta anos”, disse o homem.
“Deseje ver sua vida inteira e observar cuidadosamente todas as coisas que você fez. Observe tanto o bom quanto o mau.”, continuou o Auxiliar Invisível
O idoso parou e começou a olhar atentamente. “Estou ficando com sono”, disse ele.
“Não vá dormir ainda”, disse o Auxiliar Invisível. “Você se lembra de como eu tentei dizer-lhe que ninguém morre e que lhe ensinaram errado. Eu disse que você seria punido por todas as coisas pecaminosas e más que você fez e não tentou consertar e você será recompensado por todo o bem que você fez. “
“Eu estou morto, e vocês dois também estão mortos?”, ele questionou.
O Auxiliar Invisível disse a ele que eles não estavam mortos, mas que saíam como Auxiliares Invisíveis todas as noites e ajudavam as pessoas.
“Eu costumava pensar que você não estava muito bem mentalmente”, respondeu ele, “e, no entanto, muitas das coisas que você me disse se tornaram realidade. Se eu não morrer, leve-me para casa e, também, para o lugar em que eu trabalhava. “
“Venha conosco”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
“Não consigo andar rápido”, disse ele. “Eu sou muito idoso.”
“Só queira ir tão rápido quanto nós”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem assim fez e foi com o Auxiliar Invisível e eles levaram-no para onde ele queria ir. Quando chegou a sua casa disse que não podia entrar porque não tinha a chave.
“Você não precisa de nenhuma chave”, disse o Auxiliar Invisível. “Venha comigo.”
Eles atravessaram a parede e entraram no quarto dele, e o homem morto viu que todas as suas coisas haviam sido removidas e o quarto estava limpo e pronto para um novo ocupante.
“Bem, agora vejo que você está certo”, disse o homem. “Vamos para onde eu trabalho.”
“Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem até lá e ele viu outra pessoa em seu lugar. O homem parecia sentir as pessoas embora estivessem em seus Corpos de Desejos e ele não pudesse vê-los. Ele ficou nervoso e parou perto da porta pronto para sair correndo. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao idoso para ir com eles. Quando eles saíram à rua o homem viu uma pessoa que ele conhecia e falou com ela, mas ela não podia vê-lo nem o ouvir.
“Devo estar morto”, disse o idoso. “Que horas são?”
O Auxiliar Invisível disse-lhe que eram três e meia da manhã. Então explicou seus ensinamentos a ele e disse-lhe o que deveria fazer. Espere e que se ele se arrepender dos erros que cometeu e prometer corrigir esses erros, sua punição no Purgatório não durará tanto.
“Não sei todos os erros que cometi e não posso consertar os erros agora”, disse ele. “Devo estar morto.”
O Auxiliar Invisível explicou a ele sobre o Renascimento e ele disse: “Se eu puder fazer isso, eu o farei”.
Os Auxiliares Invisíveis carregaram o idoso para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu e o entregaram a um Irmão Leigo. O idoso desabou e começou a chorar, e ele implorou ao Auxiliar Invisível que não o deixasse, pois ele foi seu amigo enquanto viveu. Ele pediu aos Auxiliares Invisíveis que voltassem e o vissem novamente. Uma Irmã leiga disse que ele não ficaria muito tempo no Purgatório, pois havia feito muitas vezes o Exercício de Retrospecção, enquanto estava doente na cama, e que seu histórico de vida estava bem gravado em seu Corpo de Desejos.
Aqui está como um homem moribundo foi ajudado em uma noite. Dois Auxiliares Invisíveis encontraram um caçador que estava em estado grave. Durante as férias, ele subiu nas montanhas e escorregou e caiu, quebrou a perna e o braço esquerdos e teve outros ferimentos. Ele havia ficado sem comida ou água por cinco dias, e sua perna e braço estavam pretos e muito inchados. “Não estou com fome, mas estou com sede”, disse o homem sofredor. “Não tenho família, mas tenho uma sobrinha no leste.”
Um Auxiliar Invisível pediu que o acidentado escrevesse um bilhete em seu livro dando a essa sobrinha tudo o que ele tinha e sua caderneta bancária, etc., e os Auxiliares Invisíveis testemunharam com seus nomes. Os Auxiliares Invisíveis pegaram a garrafa de água que o homem trazia consigo e deram-lhe um pouco de água.
Os Auxiliares Invisíveis foram à cidade mais próxima e enviaram o caderno do homem contendo seu testamento e caderneta bancária para sua sobrinha por carta registrada. Eles então voltaram para o homem e descobriram que ele havia falecido enquanto eles estavam fora. Ele fez uma retrospecção antes de o encontrarem. Um dos Auxiliares Invisíveis embrulhou o recibo da carta em um papel e o colocou no bolso interno do casaco do homem morto. Os Auxiliares Invisíveis não sabiam se o corpo do homem seria encontrado ou não. Eles deixaram sua arma e tudo com ele.
Os Auxiliares Invisíveis aliviaram muito a Mente do moribundo porque ele estava muito ansioso para deixar o dinheiro para a sobrinha. Quando seu testamento foi escrito, ele passou adiante seu último desejo realizado. Isso o aliviou e o impediu de ficar preso à Terra.
Aqui está a história da morte de uma enfermeira que morreu na frente de batalha. Numa sexta-feira à noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam ajudando em um hospital de base, onde uma longa fila de homens feridos entrava constantemente. Havia homens e mulheres ajudando-os que não pertenciam ao Corpo do Hospital. Os Auxiliares Invisíveis viram uma enfermeira que era uma boa trabalhadora. “Oh, ele está morto”, eles a ouviram dizer, e ela deixou o hospital e foi para a frente. A cruz vermelha em seu boné e a cruz em seu braço brilhavam intensamente ao sol, em contraste com seu uniforme branco. Ela caminhou como se atraída pelas trincheiras. Depois de caminhar cerca de meio quarteirão, ela caiu de cara para a frente. Ela havia levado um tiro na testa. Seu corpo estava no chão, mas ela seguiu em frente. Quando ela chegou às trincheiras, ela começou a olhar para os soldados mortos. Ela encontrou o que procurava e o chamou pelo nome. “Recebi sua ligação e vim”, disse ela. “Oh, você está sangrando”, disse ele. “O que aconteceu?”, Ela respondeu, e então disse: “Oh, minha cabeça dói”. “Você é como eu”, disse o soldado. “Você deve estar morta.” “Não, não estou morta”, disse ela. “Estou falando com você.” “Vocês dois estão mortos, como o homem diz”, disse o Auxiliar Invisível. “Não estamos mortos”, insistiu a enfermeira. “Olhe”, disse o Auxiliar Invisível. “Você vê aquela forma branca deitada lá fora? Esse é o seu corpo.” “Sim, estou a ver, mas não posso ser eu quando estou aqui”, disse ela. “Ajude-me a entregar este homem”, continuou o Auxiliar Invisível. A enfermeira se abaixou para ajudá-lo, sua mão passou por ele e uma expressão de surpresa apareceu em seu rosto. “Estou realmente morta?” ela perguntou. “Eu posso falar.” “Sim, você realmente é”, disse o Auxiliar Invisível a ela. “Como pode essa forma ser eu?”, ela perguntou ainda não convencida. “Eu vou te mostrar”, respondeu o Auxiliar Invisível, e ele foi até o corpo dela e torceu um dedo. Ela gritou de dor e disse: “Deve ser eu.” “Sim, é você, pois não sou eu”, disse ele. “Você é como eu e ele?” Perguntou a enfermeira. “Sim, de certa forma, mas não estamos mortos”, disse ele. “Ajudamos a todos que podemos. “Oh, minha cabeça dói e não consigo pensar”, disse ela. O Auxiliar Invisível disse à enfermeira e ao soldado que se esforçassem bem. Depois disso, a enfermeira olhou atentamente para os Auxiliares Invisíveis. “Eu gostaria de ser como você”, disse ela, “para continuar ajudando meu povo”.”Você deve ajudar a todos aqui e se não puder fazer isso, não poderá trabalhar”, disse a Auxiliar Invisível. Ela pensou um pouco e disse: “Vou ajudar todos os que vierem em meu caminho.” Os Auxiliares Invisíveis levaram esses egos para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu no Mundo do Desejo e o Auxiliar Invisível contou à senhora responsável o que a enfermeira havia dito. “Vou colocá-la em um grupo de Auxiliares Invisíveis”, disse ela. “Como ela pode entrar em um grupo de Auxiliares Invisíveis se ela não passou pelo Purgatório?”, perguntou o Auxiliar Invisível. “Meu amigo”, disse a senhora, “você parece esquecer que eles morreram no campo de batalha e seu sangue correu para a terra macia e foi purificado. Com seu já intenso desejo de ajudar a humanidade, ela seria, com um pouco de ensinamento, uma boa Auxiliar Invisível. Nas mãos de um bom instrutor ela ficará bem.” Os Auxiliares Invisíveis os deixaram e continuaram com seu trabalho. Quando um soldado sangra até a morte na terra fofa de um campo de batalha, seus veículos são purificados e ele vai para o “Paraíso das Crianças”. Lá ele fica de um a vinte anos e então renasce e morre na infância para que possa colher as experiências ou seus erros na vida em que sangrou até a morte. Ele não vai para viver a existência no Purgatório, mas é levado lá para observar aqueles cuja experiência é semelhante à dele e ele sofre como se estivesse lá. Ninguém escapa da punição por seus atos errados. Ninguém vai para o “Paraíso dos Adultos” se não pagou suas dívidas no Purgatório ou sofreu aqui na Terra com sua retrospecção.
Aqui está o que aconteceu quando um homem muito mau morreu há algum tempo. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para um homem que estava morrendo no sul. Ele tinha sido muito mau para ajudar em sua fazenda aqueles que estavam com ele. Ele ficou doente de cama por duas semanas e piorou cada vez mais. Ele estava fora de si parte do tempo. Sua visão espiritual havia chegado a ele e ele podia ver seu pensamento-forma de morte e as imagens da morte que as pessoas haviam contado enquanto ele as punia por esporte.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram, o homem estava falando. “Vá embora, morte”, disse ele. – “Você está horrível demais. Não se aproxime muito de mim com esse fogo e esse forcado. Vá embora, estou dizendo. Liberte-me e me deixe sair desta cama.”
O homem delirante estava amarrado na cama. “Tire aquele bebê morto da minha cama”, disse ele. “Tira aquele cachorro morto daqui. Olha aquele homem pendurado naquele buraco! Eu o coloquei lá para ver se a língua dele e os olhos dele saíam. Leve-o embora. Socorro! Mova essa cobra porque ela quer me morder. Mordeu esso menina branca porque ela não iria comigo. Ha! Ha! Eu coloquei aquela cobra nela e eles a encontraram morta. Ninguém vai saber disso. O filho de Sally é meu. Eu a fiz obedecer eu disse a ela que se contasse eu mataria o marido dela.”. Assim, esse homem mau delirou e contou tudo.
A Auxiliar Invisível voltou-se para seu companheiro. “Onde está essa coisa sobre a qual ele está delirando?”, ela perguntou.
“Venha aqui”, disse ele. “Fique atrás de mim e olhe na sua frente.”
Ela olhou e o Auxiliar Invisível sentiu as mãos dela apertarem os ombros dele. “Como ele é terrível”, disse ela. “Ele é real?”
“Sim”, disse o Auxiliar Invisível. “Ele é tão real quanto você e eu. Ele é a soma de todo o mal que este homem cometeu no passado e os pecados que ele cometeu nesta vida e ele certamente o punirá quando morrer.”
O Corpo de Pecado do homem parecia um urso pardo ou um gorila. Ele tinha dois dentes grandes saindo do canto da boca e estava babando. Ele segurava uma grande tocha e um garfo de três pontas. A seus pés estavam vários esqueletos de adultos e dois de bebês. Ele tinha um pé direito grande, o que significava que o usava para chutar as pessoas. A entidade, ou corpo do pecado, tinha uma mão direita muito grande. Isso indicava que ele tinha o hábito de bater em pessoas que o desagradavam.
A entidade também segurava uma corda. Isso significava que ele havia enforcado alguém.
Sua esposa e filha tinham medo dele e não se aproximavam dele. Eles tinham dois homens olhando para ele. Um desses homens saiu e os chamou, pois o homem estava morrendo. Ele estava gemendo enquanto estava deitado em sua cama. Então ele deu um grito alto e morreu.
Em pouco tempo o homem se formou ao lado de seu cadáver e a entidade correu em sua direção. “Ainda não”, disse o Auxiliar Invisível, e fez com que a entidade se mantivesse afastada. O Auxiliar Invisível disse à entidade que ele teria que esperar até que o homem visse sua vida passada e então ele poderia fazer o que quisesse.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego desse homem mau para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu no Mundo do Desejo e depois o levaram para seu lugar no Purgatório. Eles sabiam que seu corpo não seria embalsamado antes de ser enterrado. O Auxiliar Invisível realmente prestou um grande serviço ao homem ao evitar que o Corpo do Pecado tomasse seu Corpo de Desejos e seu Corpo Vital. A punição desse homem será muito severa porque ele foi muito cruel com os outros. Um Auxiliar Invisível disse que não queria testemunhar nada parecido novamente.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para outra casa no sul. O homem morreu enquanto eles estavam lá. Ele tinha sido um bom homem para sua família e eles o idolatravam, mas ele era um homem de negócios duro que havia ganhado muito dinheiro. Ele era um Cristão devoto, e a Bíblia era a lei para ele de capa a capa.
A fortuna sorriu para ele durante as crises econômicas do país e ele era muito querido pelas pessoas que trabalhavam para ele. Ele havia levado todos os seus concorrentes à falência com sua astúcia.
Ele adoeceu com pneumonia e seu médico já havia perdido a esperança de salvar sua vida. Seu pastor estava presente com a família ao lado de sua cama.
Quando os Auxiliares Invisíveis entraram na sala, o doente os viu.
“Há duas pessoas estranhas aqui”, disse ele à esposa. “Eles são tão brilhantes que devem ser Anjos. A senhora diz que eles são humanos e Auxiliares Invisíveis. Eu me pergunto o que ela quer dizer com isso?”
Uma das Auxiliares Invisíveis explicou seus ensinamentos ao homem com muita pressa.
“Não ouvi falar dessa filosofia”, disse ele. “Oh, sim, também, mas não consegui encontrar nenhum traço dela na Bíblia, então a descartei”. Ele se virou para o pregador e perguntou-lhe sobre isso.
“Oh, é alguma crença que um homem tenha pensado em conseguir seguidores para que pudesse viver com facilidade, eu acho. Não há nenhuma prova disso na Bíblia”, respondeu o pregador.
Isso deixou uma das Auxiliares Invisíveis zangada, ela saiu e se materializou e bateu na porta e foi recebida pelas pessoas que estavam lá.
“Ela é quem estava falando comigo?”, disse o doente.
O pregador perguntou à Auxiliar Invisível se ela era uma bruxa.
“Não”, disse ela. “Se você aprendesse mais e vivesse uma vida melhor, saberia muito mais.”
O Auxiliar Invisível disse ao homem para dizer à sua esposa para não embalsamar seu corpo, pois isso destruiria seu registro de vida.
“Você é uma bruxa”, disse o pregador, “e quer que o sangue dele continue vivo!”. Ele tinha ouvido falar de magia negra. “As pessoas não sentem nenhuma dor após a morte”, continuou ele.
“Eu acredito nela e não quero ser embalsamado. Mantenha-me quatro dias no gelo “, disse o homem que estava ficando mais fraco. Ele então faleceu.
O agente funerário veio e, como sempre, disse que a lei exigia que todos fossem embalsamados. O pregador ficou do lado dele e disse: “Sim, é verdade.”
“Vocês dois devem pagar por isso”, disse a Auxiliar Invisível.
“Não sei”, disse a esposa do homem.
“Senhora, eu acredito em você, mas o que posso fazer? “, disse a filha, que tinha cerca de quatorze anos.
“Você não pode fazer nada, minha filha. Venha para fora, e eu vou te mostrar algo que vai te fazer bem “, disse o Auxiliar Invisível e ela desapareceu dela.
“Oh, ela se foi!”, exclamou a garota. Então ela disse: “Querido Deus, eu vi e conversei com um Anjo e agradeço a Ti”.
O Auxiliar Invisível voltou e deixou sua aura sair e a garota caiu a seus pés. “Querido Anjo, por favor, me diga como posso ser como você.
Posso me tornar um Anjo? “
“Sim, você pode se tornar um Anjo de misericórdia como eu estou tentando ser.” O Auxiliar Invisível então disse a essa menina o que ela deveria fazer, e ela disse que faria isso por toda a vida, mesmo que fosse difícil.
“Meu pai está morto?”, perguntou a garota.
“Sim, como você sabe, mas ele está mais vivo agora do que quando estava em seu corpo”, respondeu o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível mostrou seu pai para ela e ela o chamou e ele se virou e olhou para ela e ela acenou com a mão para ele. Ele estava no escritório do agente funerário ao lado de seu corpo e tinha medo de sair. O Auxiliar Invisível conseguiu permissão para permitir que a menina visse seu pai ser embalsamado. Ela o viu e ouviu gritar de dor quando começaram a embalsamar. Ela o ouviu dizer que estava queimando por dentro e em poucos minutos disse que estava congelando. Quando o Auxiliar Invisível voltou-se novamente para a menina, ela descobriu que havia desmaiado e ido para o pai.
Os Auxiliares Invisíveis então foram para lá. “Por que não fui ensinado sobre isso na vida?”, perguntou o pai. “Eu estou morto?”
“Sim, como se diz normalmente”, respondeu o Auxiliar Invisível com tristeza.
A Bíblia não fala sobre isso “, disse o homem,” mas diz que quando alguém morre, não sabe de nada.”.
O Auxiliar Invisível disse a ele que a Bíblia é um documento escrito que estabelece a maneira como uma pessoa deve viver de acordo com ela e escapar do inferno como ele o conhece.
“Bem, vivi toda a minha vida errado e agora é tarde demais para aprender, pois agora devo passar o resto da minha vida no inferno, quando pensei que iria para o céu”, disse o pobre homem com um suspirar.
“Você tem sido um capataz severo e exigente”, disse o Auxiliar Invisível. “Você tem sido muito injusto em suas relações com outras pessoas.”
“Tenho sido bom para minha família e meus funcionários gostavam de mim”, disse ele.
“Você deu chance a eles quando cometeram um erro?”, ela perguntou.
“Ora, não, eu segui a lei do olho por olho”, disse ele.
“Você colherá o que plantou”, respondeu ela.
Então o homem começou a falar consigo mesmo. “Minha garotinha me disse que eu deveria ser mais misericordioso com as pessoas. Agora devo colher o que semeei. Auxiliar Invisível, se você me der outra chance e não me levar para o inferno, farei tudo que puder para desfazer o que fiz de errado. Oh, estou morto e não posso entrar em meu corpo para usá-lo! O que devo fazer? Onde estou? As coisas que aprendi na igreja não explicam esse estado de coisas. Auxiliar Invisível, se você me levar para casa, direi a minha esposa para lhe dar cinco mil dólares para me deixar ir, e eu vou me esconder do diabo para que ele não possa me encontrar e me queimar. “
Os Auxiliares Invisíveis o levaram para a casa de sua esposa e ele colocou a mão em seu ombro e ela não deu atenção a isso. Ele chamou o nome dela, mas ela não respondeu. “Senhor, estou morto? Tem misericórdia de mim e se eu tiver uma chance, vou desfazer o mal que cometi e dizer a todos que não morremos, como o homem vê, e que nunca seremos embalsamados. Auxiliar Invisível , deixe-me ver minha filhinha e estarei pronto para ir aonde quer que você me leve, pois não posso fazer nada aqui. “
O Auxiliar Invisível o levou até sua filha que havia desmaiado na varanda e eles a encontraram de pé ao lado do corpo. Ela viu seu pai e correu para encontrá-lo. “Eu gostaria de ter ouvido você!”, ele disse.”Quão diferente minha vida seria agora!”
“Papa!” sua filha disse: “prometa a Deus que você vai fazer melhor quando você voltar e dizer que você está arrependido e Deus vai ter misericórdia de você e perdoá-lo, embora você tenha que ser punido por seus pecados. Então você terá outra chance . “
“Filha”, respondeu ele, “não há perdão depois que de morrer.”
“A Auxiliar Invisível me disse que existe”, disse ela.
O homem perguntou ao Auxiliar Invisível e ela disse: “Sim”.
“Graças a Deus”, disse ele. “Vou fazer o que você diz e pedir a Deus pela chance.”
Um Auxiliar Invisível apertou a campainha para que as pessoas saíssem na varanda e pegassem a garota que havia desmaiado e cuidassem dela.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis carregaram o homem para a entrada do Purgatório e Primeiro Céu no Mundo do Desejo e o deixaram em um estado de espírito feliz com sua nova chance de viver novamente e melhorar depois de pagar pelos seus pecados.
A menina se lembrará de tudo o que aconteceu naquela noite e será uma menina diferente, e com o tempo encontrará o Caminho que a levará ao conhecimento espiritual consciente.
Estudantes Rosacruzes que leram livros confiáveis sobre o assunto verão que todas essas histórias verdadeiras concordam com o que os autores dizem sobre as condições pós-morte. Por mais estranho que pareça, a maioria das pessoas não acredita que sentirá alguma coisa quando for embalsamada. Eles prestarão pouca ou nenhuma atenção a quem lhes contar quando estiverem vivos.
Após a morte, ficam ansiosos por informações que os ajudem a compreender o que lhes aconteceu. Parece triste que as pessoas não sejam um pouco receptivas antes que seja tarde demais para salvá-las de um sofrimento adicional.
Aqui está uma história maravilhosa sobre como alguns Auxiliares Invisíveis viram o funeral de um Liberado (um ser humano que passou pelas nove Iniciações Menores, pelas quatro Maiores e ainda pela Iniciação do Libertador). Eles estavam indo juntos e encontraram um grupo de Anjos que conheciam. Quando os Anjos chegaram, eles pararam e um deles falou com os Auxiliares Invisíveis. “Um Liberado está para sair desta vida terrestre da maneira normal e vamos para a casa dele”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis continuaram até chegarem a um quilômetro e meio da casa dele, em uma pequena cidade no oeste dos Estados Unidos, e então pararam. Eles podiam sentir a atmosfera ficando tensa. Um dos Anjos disse a um dos Auxiliares Invisíveis que continuasse e fosse até a casa, mas o outro Auxiliar Invisível se opôs. “Somos seres humanos e não podemos suportar a vibração intensa”, disse ele.
O primeiro Auxiliar Invisível queria ir mesmo assim, mas seu companheiro disse: “Não”, e ela começou a se entristecer. O líder do grupo dos Anjos disse que cuidaria da Auxiliar Invisível.
“Não, você não pode cuidar dela entre aqueles Seres Superiores. Suas vibrações iriam despedaçar seus nervos”, disse o Auxiliar Invisível.
Os Anjos continuaram e logo um homem apareceu e falou com os Auxiliares Invisíveis. “Suba mais alto e depois olhe para baixo e você poderá ver e ouvir tudo”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis subiram e olharam para baixo. A visão que viram foi grandiosa e gloriosa. O Liberado viveu com uma família de Iniciados. Ele estava deitado em uma cama entre duas janelas. Os membros da família e muitos Seres Superiores estavam ao seu redor.
Eles tinham algum tipo de algo parecido com incenso queimando. Estavam presentes Anjos, Arcanjos, Iniciados, Altos Seres e muito outros Seres elevados.
Então, alguns Seres Superiores vieram de outros planetas.
Eles colocaram mais incenso no suporte e os Auxiliares Invisíveis viram um Ser Superior de outro Sistema Solar chegar. Logo eles viram um grupo de Altos Seres, homens e mulheres, de outro Sistema Solar chegar à casa. Eles ouviram um Ser Superior dizer que eles eram o Coro Angélico. Eles estavam cantando: “Todos aclamam o poder do Nome de Jesus! Outro filho está voltando para casa”.
O homem não queria ir. Querido Senhor “, disse ele,” ainda tenho muito trabalho a fazer. Por favor, deixe-me ficar até que a humanidade volte para casa. “
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse Liberado alcançou esse estado na época em que Jesus nasceu e tem estado em um Corpo Denso continuamente desde então.
Uma dupla linha de Egos foi formada fora das janelas, e a linha foi gradualmente desaparecendo de vista em uma direção inclinada. Então, um Senhor do Destino disse ao homem que ele deveria voltar para casa e descansar.
“Não estou cansado”, disse o homem. “Amo esta terra.”
Então o homem se resignou e o Senhor do Destino tocou seu coração e ele saiu de seu corpo e tinha uma altura normal. O homem olhou para seu corpo deitado na cama.
“Meu amigo”, disse ele, “você me serviu bem e agora pode voltar à força primordial”, e seu corpo desapareceu.
O homem então se sacudiu e soltou sua aura, que envolveu tudo ao redor até onde os Auxiliares Invisíveis pudessem ver, incluindo os que se encontravam acima da Terra.
“Pai misericordioso”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “ele certamente deve ser um Deus”.
O cachorro, os gatos e todos os animais que os Auxiliares Invisíveis puderam ver, no local ou próximo a ele, baixaram a cabeça e gemeram. Os Iniciados, que viram na família, pareciam mortos.
“Oh, eles estão mortos?” perguntou a senhora Auxiliar Invisível.
“Não”, respondeu seu companheiro. “Eu posso vê-los parados ao lado de seus corpos com suas cabeças inclinadas.”
Então o homem que havia morrido saiu pela janela entre as duas fileiras de Auxiliares Invisíveis, e os próprios Altos Seres estavam ao seu redor com o Coro Angélico cantando à sua frente.
Quando a procissão sumiu de vista, os Auxiliares Invisíveis se viraram para ir embora e viram muitos Auxiliares Invisíveis e Iniciados ao seu redor que também haviam assistido à passagem desse homem muito avançado.
[1] N.T.: um Iniciado que passou por todas as Iniciações Menores, pelas Iniciações Maiores (as Cristãs) e pela Iniciação do Libertador.
Capítulo X
O Renascimento é um Fato
Vamos considerar algumas experiências de certas pessoas, durante os últimos dez ou quinze anos, que as convenceram de que o Renascimento é um fato. Algumas pessoas estão dispostas a aceitar os Ensinamentos Rosacruzes sobre o Renascimento imediatamente e não têm dúvida alguma em suas Mentes. Outras pessoas não querem acreditar que já vivemos antes, e é totalmente inútil fazer mais do que mencionar essa grande verdade para elas. Ainda há outras pessoas que se interessam pela Lei do Renascimento e depois de estudarem e refletirem sobre o assunto, estão prontas para aceitá-la. Então, elas querem saber mais sobre o assunto e como ele nos ajuda a progredir no Caminho da Evolução.
Tentarei mostrar a você por meio de histórias reais que o Renascimento é verdadeiro e que já vivemos antes. Isso não será uma prova para você, porque cada um deve estar convencido por sua própria experiência. Essas histórias mostrarão algumas das maneiras pelas quais os próprios Estudantes Rosacruzes recebem provas. Também como ajudam outras pessoas a descobrir a verdade sobre si mesmas.
A Terra é uma escola de experiência para nós. Devemos retornar à Terra muitas vezes antes que possamos esperar aprender tudo que precisamos para nosso progresso futuro. Não podemos apreender todo esse conhecimento em uma vida, então voltamos à Terra vida após vida, após intervalos de descanso, e retomamos nossas vidas no ponto em que as deixamos, assim como as crianças fazem na escola no dia a dia.
A maioria das pessoas não se lembra de suas vidas anteriores, mas há algumas que se lembram. Os Estudantes Rosacruzes veem algumas de suas vidas de vez em quando enquanto estão dormindo e alguns deles são capazes de se lembrar disso. Não é necessário ter visão espiritual para descobrir sobre as vidas passadas de alguém.
Certa vez, uma senhora me disse que se via como um homem com o uniforme do Exército Continental. A partir disso, ela raciocinou que era um homem em seu Renascimento passado, e que se ela serviu como um soldado no Exército Revolucionário, ela não partiu pelo tempo normal de mil anos antes de retornar ao renascimento para continuar sua educação na escola de vida.
Alguns de seus Renascimentos anteriores foram mostrados a outra Estudante Rosacruz várias vezes, uma vez por um jovem na China que ela reconheceu como um amigo. Ela conversou com esse jovem e se lembrou de ter visto uma certa cortina sendo levantada para revelar uma parede em que as fotos seriam mostradas. Ela se lembrou de sua grande empolgação e interesse ao acordar na manhã seguinte. Embora ela se lembrasse dos detalhes da viagem até a casa, bem como de sua biblioteca e de sua aparência, ela não conseguia se lembrar das vidas passadas que tinha visto.
Mais tarde, durante o sono, ela visitou uma casa chinesa e viu fotos suas em vidas anteriores. Ela se lembrava claramente do homem erudito que lhe mostrou as fotos em Memória da Natureza, e de sua filha atraente que estava na sala ao lado, onde sua amiga a esperava.
Em outra ocasião, enquanto estava fora de seu corpo durante o sono, ela viu algumas fotos suas em vidas passadas. Na manhã seguinte, ela se lembrou de três vidas quando ela era um homem. Em um deles ela tinha cabelos longos e bigodes, um rosto de aparência cabeluda. Ela riu muito quando uma certa senhora mostrou essa foto para ela.
“Há uma forte semelhança comigo em todos eles”, disse ela.
Esse incidente resolveu uma questão que estava na Mente da Estudante Rosacruz há muito tempo. Ela se perguntou como as pessoas podem reconhecer um Ego em muitos Renascimentos, pois cada Ego ganha um novo Corpo Denso cada vez que retorna ao Renascimento. Somos seres individuais, mostramos isso de vida em vida. A semelhança é forte o suficiente para que o Ego seja reconhecido por qualquer um que veja suas vidas passadas mostradas na Memória da Natureza. A Memória da Natureza está localizada na quarta subdivisão do Mundo do Pensamento. Tudo o que já aconteceu em nosso Sistema Solar deixou uma imagem indelével no Éter Refletor ali.
Aqui está uma prova parcial que uma Estudante Rosacruz tem do retorno de um Ego do céu. Ela se lembrou de uma manhã que, enquanto fora de seu corpo durante o sono, ela tinha visitado alguns amigos em seu apartamento. Eles não tinham filhos naquela época, mas o marido estava ansioso para que tivesse um filho ou uma filha.
Os dois amigos viram uma menina aparentemente com cerca de dois anos de idade na sala. Ela estava brincando com o homem e ele estava falando com ela. Havia uma cadeira alta ali e certa vez a criança sentou-se nela e parecia estar esperando que um pouco de comida fosse trazido para ela. Todos estavam felizes e alegres e a criança era querida.
Vários meses depois, a Estudante Rosacruz soube que essas pessoas eram pais de uma menina. Poucos meses depois, ela viu esse bebezinho pessoalmente. Ela acreditava que era o mesmo Ego que ela tinha visto antes do nascimento, mas ela não podia ser assertiva naquele momento. Quando essa criança tinha pouco mais de dois anos, a Estudante Rosacruz a viu um dia, e ela parecia exatamente como a tinha visto naquela noite. Ela tinha certeza de que era o mesmo Ego que ela viu durante o sono. Essa criança sabia que esses eram seus futuros pais e passou algum tempo com eles. Uma criança que teve seus pais selecionados para isso brinca com eles quando estão fora de seus corpos durante o sono, de um a dois anos antes do nascimento. Eles geralmente seguem a mãe. Pessoas com visão psíquica frequentemente veem essas crianças e pensam que elas nasceram e morreram. Isso, às vezes, embaraça a mulher e dá uma impressão errada.
Mais tarde, essa mesma Estudante Rosacruz várias vezes viu um pequeno bebê que mais tarde nasceu como filho de uns amigos dela. Uma vez ela viu esse Ego brincando com o garoto que mais tarde seria seu irmão mais velho. A Estudante Rosacruz também tinha certeza da identificação dessa criança.
Um certo Estudante Rosacruz teve permissão para assistir a três crianças morrendo e voltando a renascer. Citarei uma declaração escrita que ele enviou sobre uma dessas crianças:
“Eu estava lendo um capítulo de um livro sobre o Renascimento e a Lei de Consequência e me perguntei se era mesmo verdade. Eu já era Estudante Rosacruz há alguns anos e queria algumas provas do que havia lido. Eu disse: ‘Queridos amigos que estão me ensinando à noite, ouçam. Estou fora do meu corpo em algum lugar durante o sono, por favor, mostre-me alguém que vai morrer e voltar a renascer’.
Uma senhora veio até mim. ‘Você conhece o filho da Sra. X, que está doente?’, ela perguntou, e eu respondi: ‘Sim’.
‘Bem, você cuida dessa criança, porque ela te conhece’, disse ela. ‘Ele logo vai desmaiar. Você vai renovar sua amizade com ele.’
Conhecendo o garotinho de seis anos, fui à sua casa e conversei e brinquei com ele quase todos os dias quando ele estava se sentindo bem. Ele logo começou a me procurar e a perguntar por mim.
Na próxima vez que vi a senhora que estava me ensinando, perguntei a ela como eu poderia conhecer essa criança depois que ela morresse. Eu disse a ela que não sabia para onde ele iria, que nunca tinha estado no “Mundo das Crianças”, e não sabia onde estava localizado.
‘De agora em diante, até que ele volte como uma menina, você pode vê-lo sempre que desejar, com a visão espiritual, não importa onde você esteja’, disse a senhora. ‘Você também estará com ele todas as noites no “Mundo das Crianças”. Você poderá vê-lo à distância. Ele estará dentro de sua visão até retornar à Terra’.
Esse menininho morreu às 2 horas da manhã. Eu estava ao lado de sua cama em meu Corpo de Desejos e fui com a senhora que o carregou para o Mundo celeste. Na época eu estava totalmente consciente e tinha o uso de todas as minhas faculdades. Eu fui vê-lo muitas vezes à noite, e ele me conhecia tão bem como quando era um garotinho na Terra.
Mais tarde, esse Ego foi para o Segundo Céu, onde ele ficou por alguns dias. Eu fui lá e o segui até o nascimento. Eu o vi quando ele costumava sair por aí com sua nova futura mamãe e pai. Eu vi como esse Ego costumava brincar com sua nova mamãe quando ela estava fora de seu corpo durante o sono.
Os primeiros pais dessa criança não conheciam os novos pais e eles viviam em diferentes partes da mesma cidade. Acontece que eu também conhecia os novos pais. Quando o bebê renasceu, eu a reconheci e ela se tornou uma grande amiga minha. Ela se dirigia a mim sempre que eu ia aonde ela estava.
Passaram-se exatamente dois anos e três meses desde o momento em que ele morreu até que ele renasceu como uma garotinha. Desde aquela época, eu nunca questionei Ensinamento Rosacruz algum. Eu sempre disse, quando algo surgia, que eu não entendia que com o tempo isso ficaria claro para mim, e sempre foi assim.
Também me foi mostrado a vida anterior desse menino quando ele era uma mulher. Naquela época, ela era uma enfermeira em um Hospital. Ela morreu na França ao ser estraçalhada durante a Guerra Mundial. Ela viveu uma boa vida. Ela foi uma enfermeira incansável na linha de frente, onde ajudou a todos com imparcialidade, e deu conta de si mesma tanto em casa como enfermeira na França.
Em uma vida anterior, ela era um homem no sul da Europa, mil anos antes de fazer amizade com seus pais atuais. Os registros de sua vida mostram que ela viveu uma vida boa e útil por quatro vidas. Parece muito provável que esse Ego percorrerá o Caminho Espiritual e viverá uma vida realmente útil. Seu registro na Memória da Natureza mostra que ela nasceu em 1879 e que foi uma das primeiras enfermeiras a ser morta em sua unidade, em 1914. Renasceu em 1918 e morreu em 1924 com a idade de seis anos. Ela renasceu em 1927 como uma menina e ainda está viva e com boa saúde. Ela é uma criança muito brilhante e inteligente.”
Uma Estudante Rosacruz ouviu sistematicamente que um Ego, às vezes, volta para os mesmos pais uma segunda ou até mesmo uma terceira vez. Ela tinha ouvido falar de um caso desse tipo. Ao considerar seus parentes, ela se perguntou sobre alguns primos dela. As fotos de duas dessas crianças eram estranhamente semelhantes. Ela se perguntou se as pequenas Ruth e Mary não eram o mesmo Ego.
Ela pensava nisso com frequência e uma manhã acordou com lembranças maravilhosas do que tinha visto, enquanto dormia fora do corpo. Ela viu uma série de fotos que eram como quadros.
Eram uma espécie de imagens coloridas em movimento que mostravam o Ego da maneira mais bela e realista imaginável. Cada vida começou com a infância e levou o Ego até o momento da morte. A Estudante Rosacruz aprendeu que esse Ego em particular veio aos pais três vezes para ensinar-lhes as lições de amor e bondade.
Primeiro esse Ego veio como um lindo menino de olhos escuros. Ele ficou doente e morreu durante a infância e os pais ficaram aflitos. Em seguida, ele voltou como uma garotinha a quem os pais deram o nome de Ruth. Essa linda criança viveu até os oito anos de idade e depois faleceu com difteria. Os pais estavam distraídos e o pai parecia ter perdido completamente sua crença em Deus. Mais tarde, ela voltou para os mesmos pais, agora outra garotinha loira. Dessa vez ela ficou e sobreviveu.
A princípio, quando a Estudante Rosacruz viu as vidas desse Ego sendo desdobradas por meio da Consciência Jupiteriana, ficou muito interessada, mas não reconheceu quem era o bebê, pois ele vivia antes de ela nascer. Então veio Ruth, e sua vida com seus pais. Quando sua morte foi mostrada e ela renasceu como Mary, a Estudante Rosacruz reconheceu quem era cujas vidas estavam sendo mostradas a ela.
A seguir ela viu Mary como um bebê, que lhe foi mostrada como uma criança feliz vestida com cores brilhantes. Em seguida, ela apareceu como uma estudante ocupada e depois de um tempo como uma bela graduada no ensino médio. Então a cena a mostrou como uma noiva feliz vestida com lindas roupas brancas com o rosto corado e animado. Mais tarde, ela foi mostrada como uma mãe com uma criança pequena. Depois como uma mulher mais velha atraente com uma bela casa.
A cena mudou e ela apareceu como uma viúva, e a atmosfera estava cheia de tristeza e dor. Ela estava vestindo uma túnica marrom escura e parou com a cabeça baixa. Isso significava que ela estava preocupada e aflita. Então ela foi mostrada vestida com um traje preto e andando com passos vacilantes.
Logo ela faleceu e seu corpo jazia em um esquife coberto de preto. A vida tinha seguido seu curso. A vista panorâmica acabou. Foi solene e inspirador. Na manhã seguinte, a Estudante Rosacruz se lembrou de ouvir a palavra réquiem sendo usada em conexão com a cena final.
Quando a Estudante Rosacruz acordou, ela sabia que esta senhora perderia o marido. Com certeza, alguns anos depois, ele tirou a própria vida e deixou sua esposa e filha para enfrentar a vida sem ele.
Cada vez que uma criança nasce, o que parece ser um novo ser humano entra na família. Vemos como a pequena forma vive e cresce, tornando-se um fator importante na vida de várias pessoas por dias, meses e anos. Então, chega um momento em que a forma morre e a vida que a animava passa para os Mundos Invisíveis. A família e os amigos se perguntam tristemente de onde veio. Eles se perguntam por que estava aqui e para onde foi.
Em toda família o Anjo da Morte vem mais cedo ou mais tarde e corta os Cordões Prateados dos respectivos membros e eles morrem um por um. Cada pessoa, velha ou jovem, doente ou saudável, rica ou pobre, deve passar da vida para a morte e deixar seus entes queridos para trás, pelo menos por um tempo. Ao longo dos tempos, as pessoas têm clamado lamentavelmente pela solução do mistério da vida e da morte.
No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” podemos ler e estudar o seguinte: “ Para a grande maioria da humanidade as três grandes perguntas: ‘De onde viemos?’, ‘Por que estamos aqui?’ e ‘Para onde vamos?’ permanecem sem resposta até hoje. Lamentavelmente formou-se a opinião, aceita pela maioria, de que nada podemos conhecer definitivamente sobre tais assuntos do mais profundo interesse para a humanidade. Nada mais errôneo do que semelhante ideia. Todos e cada um, sem exceção, podem tornar-se aptos para obter informações diretas e definidas sobre o assunto; podem pessoalmente investigar o estado do espírito humano tanto antes do nascimento como depois da morte”.
Uma amiga me disse, há alguns anos, que viu sua mãe morrer. No momento em que a sua mãe, o Espírito, se foi, ela viu o que parecia um fino véu cinza subir do topo da cabeça e tomar forma ao lado da cama.
Os Auxiliares Invisíveis, muitas vezes, veem as pessoas morrerem. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma certa casa em que um homem estava morrendo. Eles ficaram no quarto do moribundo e viram a família agrupada em torno dele, chorando de dor. Eles viram o coração do homem bater no lado do ventrículo esquerdo. Então seu peito se ergueu e ele começou a deixar seu corpo pela cabeça.
Parecia que alguém estava puxando um pedaço de gaze cinza de sua cabeça. A passagem para fora do corpo é um processo de desenroscamento, um movimento da esquerda para a direita.
Em poucos minutos o homem tomou forma e ficou ao lado de seu corpo e olhou em volta com surpresa. Ele viu os Auxiliares Invisíveis e eles lhe disseram que ele estava morto e que deveria ir com eles. Os Auxiliares Invisíveis o levaram para o Mundo do Desejo, onde ele começou a rever sua vida.
Certa noite, uma Auxiliar Invisível estava na casa de algumas pessoas na Inglaterra. Ela estava conversando com uma senhora e sua filha na sala da frente de seu apartamento. Houve uma briga entre o marido e a esposa e ele saiu de casa batendo o pé. A Auxiliar Invisível olhou pela janela e viu esse homem vestido com um terno de linho branco. Ele estava usando um chapéu branco. O homem estava parado na beira do telhado de um prédio alto de tijolos do outro lado da rua. Em um instante, ele pulou e caiu no pavimento abaixo, atingindo a cabeça e um lado do corpo. Ele morreu instantaneamente, o Ego ficou ao lado do corpo e observou enquanto um homem e um médico levantavam seu corpo todo quebrado. A Auxiliar Invisível podia ver através da roupa do suicida que a cabeça dele estava esmagada, um braço e uma clavícula estavam quebrados e a coxa estava muito machucada. O corpo flácido e sem vida foi levado para a casa dele, que ele havia deixado com raiva apenas alguns minutos antes. O homem era o marido de quem a esposa estava reclamando com a Auxiliar Invisível apenas alguns minutos antes.
Ele valorizava tão pouco a vida que a destruiu, pensando que a morte acabaria com tudo; mas isso não aconteceu. Esse homem será punido por ter destruído seu Corpo Denso. Ele terá que ficar na região onde os suicidas são mantidos, chamada Região Limítrofe, até chegar o momento em que ele teria morrido de morte natural (ou seja, seu Arquétipo pare de vibrar). Ele terá um sentimento de vazio que lhe causará muito desconforto e infelicidade até que chegue a hora. Depois disso, ele irá para a o Purgatório, onde as pessoas têm seus maus desejos expurgados de seus Corpos de Desejos (resultando na consciência para as próximas vidas). Então, ele ascenderá ao Primeiro Céu para colher a felicidade que ele possa ter conquistado (resultando nos bons hábitos e virtudes para as próximas vidas). Entretanto, muito tempo valioso terá sido perdido.
Conhecemos muitos casos em que Auxiliares Invisíveis viram pessoas morrerem e levaram os Egos para o Mundo do Desejo.
Alguns desses Egos foram pessoas muito boas que viveram vidas de serviço. Eles não tinham medo de morrer. Quando eles viram os Auxiliares Invisíveis que estavam lá para levá-los, eles foram de bom grado. Algumas dessas pessoas perguntaram se os estranhos eram Anjos. Outras pessoas contaram a seus parentes que dois Anjos estavam lá esperando para pegá-los.
Auxiliares Invisíveis viram morrer outras pessoas que ficaram aterrorizadas quando perceberam que estavam prestes a morrer e que tiveram que ser amarradas na cama. Eles tinham vivido vidas perversas e tinham medo de ir. Antes de morrer, eles viram o Mundo do Desejo inferior e, então, perceberam que teriam que colher o que haviam semeado.
Como outra ilustração referente ao conhecimento que temos de que a morte não existe, farei um breve relato do que dois Auxiliares Invisíveis se lembraram certa manhã. Eles foram enviados para algum lugar para ajudar um homem que havia morrido. Ao chegarem na casa dele, viram-no em seu Corpo de Desejos, sentado perto de algumas cortinas vermelhas, em uma poltrona perto de seu Corpo Denso que estava deitado em um caixão próximo. Ele parecia exatamente como quando estava vivo, só que estava muito assustado porque não entendia o que estava acontecendo com ele.
Esse homem estava morto há dois dias e sofrera muito. Ele havia morrido de pneumonia. Em vez de deixá-lo morrer naturalmente, o médico lhe deu hipoglicemias que o puxaram de volta para seu corpo várias vezes e o fizeram sofrer terrivelmente. Depois disso, ele foi embalsamado, o que lhe causou mais dor. Ele tentou dizer ao agente funerário para não fazer isso, mas não conseguiu fazê-lo entender. O pobre homem estava angustiado porque sua família e amigos não podiam vê-lo ou ouvi-lo e estavam interessados apenas em seu Corpo Denso sem vida.
Os Auxiliares Invisíveis tiveram uma longa conversa com esse homem. Eles explicaram tudo sobre o que havia acontecido com ele e falaram sobre as condições pós-morte. Eles foram capazes de ajudar esse homem, e quando ele finalmente entendeu o que aconteceu, ficou muito confortado.
Quando um Auxiliar Invisível se lembra de uma experiência como essa, ele sabe que a morte não existe e que o estado que o mundo chama de morte é apenas uma transição de um mundo para outro e que o espírito continua vivo.
Sabemos que os Ensinamentos Rosacruzes são verdadeiros porque tivemos provas de que as pessoas que passaram da vida física ainda estão vivas, embora não tenham mais Corpos Densos.
Muitos pastores, sacerdotes e padres falam do Céu e dizem a suas congregações que se viverem bem e forem pessoas honestas e prestativas, irão para lá. Ao relembrar muitos anos de frequência à igreja, posso dizer que ninguém realmente me impressionou com esse fato. Sei agora que acredito nos Ensinamentos Cristãos por causa das verdades aprendidas em vidas anteriores.
Os Auxiliares Invisíveis sabem que o Céu existe e que é um lugar tão real quanto esta Terra física na qual estamos morando agora.
Eles sabem porque foram para lá enquanto estavam fora de seus Corpos Densos durante o sono. Por exemplo, um Estudante Rosacruz encontrou sua mãe lá muitas vezes. Ele conversou com ela sobre assuntos de vital importância para ele.
Outra Estudante Rosacruz conheceu seu pai, que morreu quando ela era criança. Ela conheceu e conversou com os três avós que conheceu em vida. Ela conheceu e conversou com pelo menos dez de seus parentes que já faleceram, e estão fora do Purgatório e no Primeiro Céu, ou em alguma outra região do Mundo do Desejo. Ela reconheceu essas pessoas e eles a conheciam, e ela foi capaz de ajudá-los explicando as condições para eles. Um desses Egos era um suicida. Ele agora percebe o terrível erro que cometeu. Ele era uma daquelas pessoas que acreditavam que a morte acaba com tudo. Ele sabe agora que a vida é contínua e que levará muito tempo até que possa continuar como deveria ter feito.
Alguém pode dizer, se o Renascimento é um fato, então deve haver algum lugar onde as pessoas que falecem podem esperar um novo nascimento. Alguém pode ir lá e descobrir quais são as condições?
Sim, há vários lugares para onde as pessoas vão depois de deixarem seus corpos devido a morte aqui. Muitas pessoas sonham em conhecer seus entes queridos e conversar com eles. Esse é um grande conforto para muitas pessoas que choram a perda de entes queridos. Essas pessoas realmente vão ao Primeiro Céu durante o sono e encontram aqueles que desejam ver. Isso é feito todas as noites por várias pessoas.
Os Estudantes Rosacruzes também podem entrar em contato com amigos que já faleceram. Vou falar de dois encontros felizes que conheço.
Um certo Estudante Rosacruz conheceu e conviveu por alguns anos com uma senhora que ensinava na Escola. Ela era bem instruída, tinha uma didática exemplar e ensinava em uma sala cheia de meninos malcriados e mal-educados e, também por isso, mantinha uma disciplina esplêndida com aparentemente pouco atrito. Ela fornecia muitos sanduíches saudáveis para eles, a fim de complementar as refeições que eles tinham e eram poucas em seus lares. Em outra ocasião, ela fornecia bolo e sorvete e vira e mexe trazia um presente de surpresa. Ela conseguiu manter a ordem nessa sala depois que outras sete pessoas tentaram e falharam. Ela tinha uma vontade forte e amava seu trabalho. Ela faleceu há alguns anos depois de uma cirurgia complexa.
Cerca de dez anos depois, essa Estudante Rosacruz a conheceu em uma escola no Mundo do Desejo, onde ela dava aulas, e o encontro foi muito agradável para ambas. Há escolas lá e as crianças são reunidas em classes e ensinadas como nas escolas da Terra.
Nessa ocasião, a Estudante Rosacruz se lembrou de estar em uma sala de aula. Uma criança que ela conhece bem entrou e deu a ela uma torta de morango fresca feita de material de desejo. A Estudante Rosacruz atravessou o corredor e dividiu a torta com a amiga que também ensina crianças. Essa Estudante Rosacruz não via a amiga há mais de dez anos e não pensava nela há algum tempo, mas o reconhecimento foi mútuo.
Quando estamos fora dos nossos Corpos Densos à noite, estamos vestidos com nossos Corpos de Desejos e apresentamos a mesma aparência que temos durante o dia. As pessoas que falecem mantêm seus Corpos de Desejos até que deixem o Primeiro Céu. Depois disso, elas descartam os Corpos de Desejos e funcionam no invólucro da Mente, no Segundo Céu. Elas carregam consigo o Átomo-semente de cada Corpo: do Corpo Denso, do Corpo Vital e do Corpo de Desejos. Podemos dizer que eles retêm a quintessência dos três veículos descartados da consciência. É por isso que é fácil reconhecer seus amigos, vivos e mortos, no Mundo do Desejo.
Uma Estudante Rosacruz estava no Mundo Celestial uma noite enquanto estava fora de seu corpo durante o sono. Ela foi para uma Escola de crianças. Ela foi levada para uma certa sala e lá ela encontrou uma velha amiga dela que ensinava na Escola de crianças do Céu há mais de trinta e cinco anos.
Enquanto esteve na Terra, essa senhora foi uma notável professora do ensino primário. Ela se formou na escola normal e, em seguida, obteve uma posição em sua cidade natal. Ela permaneceu lá até pouco antes de sua morte. Ela ensinou por muitos anos e teve esplêndido sucesso.
Seus alunos estavam felizes e contentes. Ela descobriu que não era uma mulher normal fisicamente, então ela nunca se casou. Em vez disso, ela dedicou seu tempo e capacidade para aperfeiçoar o seu ensino.
Algumas Irmãs Leigas a introduziram na Escola de crianças. Ela aceitou imediatamente, pois adorava crianças. Ela derramou seu amor sobre eles, pois sabia que não poderia ter seus próprios filhos. A maioria de seus alunos da escola diurna a seguia para o Mundo Celeste à noite e não queria deixá-la para entrar na próxima série. Ela não sabia nada sobre os Ensinamentos Rosacruzes, exceto o que ela havia aprendido enquanto estava fora de seu corpo, durante o sono, com as Irmãs Leigas que cuidavam dela.
O Corpo-Alma dessa senhora cresceu e se desenvolveu lindamente e seu Átomo-semente estava limpo quando ela faleceu devido a uma doença incurável. Então ela passou direto pelo Purgatório e foi para o Primeiro Céu. Desde sua morte, ela tem ensinado como antes na Escola de crianças. A amiga Estudante Rosacruz descobriu que essa senhora deveria ir para o Terceiro Céu e fazer a preparação para o renascimento. Então seu lugar teve que ser preenchido por outra pessoa.
A amiga que visitou a sala dessa professora observou atentamente seus métodos de ensino e seus materiais. Ela fez muitas perguntas acerca de tudo. A professora explicou tudo sobre seu trabalho e contou como ela ensinou sua classe. Ninguém pode convencer essa Estudante Rosacruz de que não vivemos e servimos após a morte se nos habilitamos para o serviço aqui. Ela sabe que o Céu é um lugar muito real.
Agora vamos contar algumas histórias verdadeiras de pessoas reais para que você
possa ver como a Lei de Causa e Efeito, ou Lei de Consequência, funcionaram na vida de várias pessoas. Isso pode ajudá-lo a perceber que o renascimento é um fato e que somos a causa de todas as nossas falhas e defeitos.
Cerca de cinco anos atrás, alguns Auxiliares Invisíveis conheceram uma senhora que fundou um lar para as pessoas solitárias. Ela estava de pé ao lado de seu caixão imaginando o que ia acontecer com ela. Ela viu os Auxiliares Invisíveis e perguntou quem eles eram e eles disseram a ela.
“Eu me pergunto se fiz o meu trabalho pretendido, e caso positivo, eu o fiz bem?”, ela perguntou.
“Eu não sei, mas espero que sim”, respondeu um dos Auxiliares Invisíveis. “Como você começou este lugar?”
“É uma longa história”, disse ela. “Quando eu tinha dezoito anos, me apaixonei por um homem. Ele foi embora e me deixou. Depois disso, voltei a ajudar pessoas em apuros. Tentei aliviar a mágoa em meu peito. Tentei esquecer minha decepção, mas hoje está tão fresco quanto no dia em que aconteceu. Eu estive em praticamente todos os lugares do mundo. Eu corri todos os tipos de perigo esperando que algo me matasse para aliviar minha mágoa. Eu sempre continuei ajudando os outros, independentemente de quem eles fossem. Eu nunca tive nenhuma restrição imposta a mim até que eu cheguei a esta cidade. Veio-me em um sonho começar esta casa, e consegui outras pessoas para ajudar no trabalho. Muitas vezes tive que ir embora para esconder minha miséria. Por que você acha que tive que sofrer assim?”
“A Memória da Natureza revelará a causa”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, descubra para mim”, disse a senhora.
Alguém mostrou à senhora e aos dois Auxiliares Invisíveis a causa de decepção dela. Eles viram como duas vidas antes disso, quando ela era uma mulher persa muito bonita, ela conquistou os corações de muitos homens bonitos e os deixou de lado. Finalmente, ela encontrou alguém que realmente a amava. Ela o rejeitou e ele se tornou um monge. Esse monge viveu uma vida digna e se tornou um Iniciado.
Quando ele estava prestes a morrer, ele clamou por ela, e essa senhora foi chamada. Ela era então uma velha senhora de oitenta anos e ele tinha oitenta e nove anos. Ela chegou ao mosteiro com alguma dificuldade, pois tinha problemas de locomoção, e ele morreu em seus braços, contando-lhe sobre seu amor que ele não conseguiu conquistar.
Ela chorou e disse que sentia muito, mas aquela vaidade e orgulho a dominaram. Outros Iniciados que estavam presentes quando este bom homem morreu lhe disseram que algum dia ela teria que sofrer como o fizera sofrer. Ela disse: “Como posso fazer isso quando estou velha e sozinha e sem um tostão?”. Ela faleceu, lamentando não ter se casado quando teve a oportunidade.
Quando ela voltou como um homem, ela trabalhou duro e tornou-se próspera. Como homem, ela estava bem e adquiriu propriedades consideráveis, mas teve uma vida sem amor. Ela ajudou muitas pessoas infelizes e fez muitos amigos para esta vida presente. O Iniciado nunca a conheceu naquela vida, mas ele a ofuscou nesta vida e manteve muitos ferimentos dela em sua busca pela morte.
Eles nunca se conheceram pessoalmente nesta vida, pois ele estava muito à frente dela.
Um dos homens que a odiava por recusar seu amor duas vidas antes a conheceu, e ela se apaixonou por ele. Então ele rejeitou o amor dela e a deixou. Seu sofrimento fez com que ela ganhasse muito crescimento de alma e ela quase conseguiu purificar seu Átomo-semente.
Depois que esta senhora viu fotos de suas duas vidas anteriores, ela quis saber por que eles tiveram que queimá-la quando colocaram aquele fluido de embalsamamento em seu corpo depois que ela morreu. “Isso me queimou terrivelmente e depois me congelou”, disse ela.
O Auxiliar Invisível explicou tudo sobre os maus efeitos do embalsamamento para essa pobre senhora.
“Pensei que quando uma pessoa morria ela não sabia de nada”, disse ela. “Estou realmente morta? Tentei dizer ao agente funerário que eu não estava morta, e que ele me machucou, mas ele não me viu, nem me ouviu. Ficarei aqui o tempo todo ou irei para outro lugar? Se eu vou embora, quando irei?”
O Auxiliar Invisível explicou tudo para ela e ela ficou surpresa.
“Por que não fomos ensinados corretamente?”, ela perguntou. “Não há muitos milhares de pessoas que estão enganadas em suas crenças sobre as condições pós-morte? E não há como informá-las?”
“Sim, algumas pessoas tentam contar a outras”, disse ele, “mas elas não acreditam até que morram. Quando estão vivas, não estão interessadas.”
“Eu gostaria de ir a algum lugar e me deitar e descansar”, disse a senhora, “estou ficando cansada e com sono.”
“Você não quer esperar e ver o seu funeral?”, ele perguntou,
“Não, eu não me importo com isso”, ela respondeu.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis a levaram para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu e a deixaram. A essa altura, ela estava com muito sono para notar qualquer coisa.
Cinco anos depois, a senhora Auxiliar Invisível lembrou-se de encontrar essa senhora novamente. Ela mudou muito e agora é uma Auxiliar Invisível e pode ajudar as pessoas vinte e quatro horas por dia. No momento dessa última reunião, a senhora Auxiliar Invisível, que a havia ajudado a levá-la para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu, estava fora de seu corpo durante o sono ajudando onde podia. Ela conheceu um rapaz em apuros debaixo de um viaduto. Alguns outros garotos o pegaram e queriam machucá-lo. A senhora Auxiliar Invisível não conseguiu que os meninos o soltassem. Ela pediu ajuda por meio do pensamento e essa senhora veio e se materializou na frente dos meninos. Isso os assustou tanto que soltaram o menino aterrorizado que estavam segurando, e ele fugiu o mais rápido que pôde. Os dois Auxiliares Invisíveis se lembraram e ficaram muito felizes ao pensar que haviam se encontrado novamente na mesma cidade.
Algum tempo atrás eu vi uma foto de um homem com um crescimento ósseo na testa que muito assemelhava um chifre de vaca e que morava em algum lugar da África.
Naturalmente, eu me perguntei o que poderia ter feito esse homem desenvolver um chifre na testa. Estando interessado nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, eu sabia que não era um acidente da natureza, mas que era o resultado de nossas vidas passadas. O chifre não pode ter sido causado por um golpe na cabeça. Algo em vidas passadas deveria ser a causa dessa anomalia.
Mais tarde, consegui obter algumas informações sobre esse Ego, o que explica o estranho crescimento desse apêndice parecido com um chifre em sua cabeça. A Memória da Natureza revelou a verdadeira causa. Duas vidas antes da presente vida, esse jovem era um pastor líder de uma igreja. Quando uma vaca ou um touro se tornava indisciplinado, ele os punia de maneira muito cruel. Ele tinha um dispositivo que poderia prender em cada chifre. Com uma tira curta de couro cru, ele enfiava um pedaço de pau nele, torcia-o e arrancava os chifres da cabeça do animal ou os partia. Isso causava um sofrimento terrível às pobres criaturas.
Um homem veio até ele um dia do nada e disse que ele havia feito atos cruéis suficientes para uma vida. Esse homem era um Auxiliar Invisível avançado.
“Se você quebrar outro chifre, será severamente punido”, disse o homem.
Esse homem assustou o chefe dos pastores e ele parou com suas más ações, mas nunca fez nenhuma restituição. Ele ainda era cruel e insensível para com todos os animais. Podia ter feito um curativo nas feridas daquelas pobres criaturas que mutilara, mas não o fez.
Em sua próxima vida, ele era uma mulher e morava no mesmo local ou em uma localidade semelhante no mesmo país. Ela nunca se casou.
Ficou com os pais e teve uma vida difícil, pois eles eram muito exigentes com ela. Ela tinha medo de todos os animais.
Quando esse Ego voltou em um corpo masculino nessa vida, ele aparentemente era uma criança normal. Quando tinha sete anos, época em que nasce o Corpo Vital, ocorreu uma mudança. Um crescimento de um calombo apareceu em sua testa e continuou a crescer.
Depois de atingir um certo estágio, ele se abriu e causou fortes dores. Esse crescimento parece um chifre enorme, e ele foi chamado de homem com chifres.
Seus companheiros da aldeia em que morava perceberam que isso é uma punição por alguma crueldade do passado. Olhe para esse homem através do seu olho imaginário e pense na condição em que ele se encontra. Nós nos perguntamos se ele vai liquidar essa dívida. A dor severa em sua cabeça o tornará humilde e gentil com todos os seres vivos e terá o desejo de ajudar a todos, ou o tornará muito cáustico e ressentido. Só os Senhores do Destino podem dizer. Só há uma solução possível. Ele deve dedicar muitas vidas de serviço a toda a humanidade e aos animais para pagar essa enorme dívida de Destino Maduro.
Olhando para ele com os olhos da Mente, você pode ver um olhar assustado e apreensivo em seu rosto. Para se livrar desse medo, ele deve deixar aquele lugar e aquelas pessoas e encontrar algum lugar onde possa estar entre estranhos e viver uma vida de serviço à humanidade e aos objetivos. Dessa forma, ele pode expiar os pecados de seu passado quando torturou animais duas vidas atrás. Assim, ele ganhará o direito de ser ajudado pelos Irmãos Maiores. Eles podem enviar um Auxiliar Invisível para trabalhar em seu Corpo Vital e fazer com que essa coisa parecida com um chifre desapareça com o tempo.
Se esse Ego nunca tivesse vivido antes, certamente não seria justo e honesto que Deus permitisse que ele nascesse em um corpo que produziria um crescimento ósseo tão doloroso. Ele deve ter vivido antes e merecido essa condição atual. Sabemos que alguns Egos nascem em corpos finos e fortes em bons ambientes, onde recebem todas as vantagens e desfrutam de muitas bênçãos.
Se a Lei da Renascimento não é um fato, não podemos encontrar uma razão satisfatória para esse Ego ter tal desvantagem na corrida da vida. Se esse Ego fosse uma alma recém-criada vindo das mãos de Deus para viver uma vida na Terra e depois passar pelo portão da morte para entrar nos Mundos invisíveis, para nunca mais voltar, certamente seria injusto e cruel. Isso é contrário a todos os ensinamentos da Bíblia, em que nos é dito que Deus ama todos os seus filhos e é justo com todos. O Apóstolo São Paulo disse: “Porque cada um levará o seu próprio fardo”.
É evidente que o homem com esse crescimento ósseo que lembra um chifre deve carregar seu próprio fardo porque ele o trouxe sobre si mesmo, por suas próprias ações.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem que havia desmaiado e caído no chão. Ele era um faroleiro e estava sozinho no farol. Ele havia escorregado e caído. Ao cair ele bateu o lado de sua cabeça em uma pedra. Um abscesso gradualmente se formou em sua orelha direita. A dor havia se tornado tão grande que ele desmaiou.
Os Auxiliares Invisíveis foram até ele e abriram o abscesso para que pudesse drenar. Eles o colocaram na cama e o acordaram. Quando ele viu a Auxiliar Invisível sorrindo para ele, ele deu um pulo. De repente, ele percebeu que estava vestido apenas de cueca. Ele ficou confuso e puxou um cobertor sobre seu corpo.
“Como você chegou aqui?”, ele perguntou. “Estamos a doze quilômetros do continente e é impossível chegar a este lugar em um rebocador, a menos que se conheça o caminho. Você deve ser um Anjo. Eu pedi a Deus para me ajudar, antes de perder a consciência, para passar minha vida aqui e porque eu não poderia me encaixar em nenhum outro lugar. Eu era bom na escola e consegui um diploma universitário.”
Então, a Auxiliar Invisível começou a enviar pensamentos ao seu companheiro perguntando-lhe o que dizer ao homem. Ele disse a ela para pedir a uma Irmã leiga que eles conhecem para mostrar a ela o que ela poderia explicar para o homem solitário. Ela pegou uma cadeira e sentou-se e pegou a mão do homem. O outro Auxiliar Invisível disse a ela para se sentar na beira da cama e ficar mais confortável. A Irmã Leiga acessou a história das vidas anteriores desse homem. Foi mostrado à Auxiliar Invisível, via Memória da Natureza, como na vida passada aquele homem, que veio como mulher, se tornou um recluso. Quando jovem, decepcionou-se com um amigo, que era um mero menino, com cerca de treze anos. Ela não conseguiu superar sua decepção e ficou profundamente magoada até morrer aos oitenta e nove anos. O menino tentou recuperar sua confiança, mas não conseguiu. Ele foi embora e depois se casou e teve uma família.
Consequentemente, esse Ego como mulher não tinha ligação com ninguém e permanecia sozinho. O Auxiliar Invisível disse ao faroleiro para sair pelo mundo e fazer contato com as melhores pessoas, ajudar todos que encontrasse e ser gentil com os animais. Ele tinha apenas trinta anos e dispunha de uma longa vida pela frente e podia fazer muito o bem ainda.
O homem viu sua vida como ela explicou a ele. Ele ficou surpreso ao saber que tinha vivido antes. A Auxiliar Invisível explicou seus ensinamentos a ele e ele os aceitou prontamente. Ele queria saber quem era a Auxiliar Invisível e de onde ela vinha.
“O que é o céu e onde está?”, ele perguntou.
O Auxiliar Invisível disse a ele o que ele queria saber. Depois disso, ela lhe disse que enviaria alguém do continente para ajudá-lo e desapareceu.
“Eu fui uma mulher”, disse para si mesmo. “Já vivi antes e vou viver de novo. Bem, vou viver esta vida de tal maneira que minha próxima seja mais útil. Quero estar em melhores circunstâncias quando voltar. Que estranho ser mulher e viver na Normandia, França, por volta do ano 1000 DC!”.
Em seguida, a Auxiliar Invisível foi ao escritório do farol e da estação de salvamento. Ela disse ao capitão, na recepção, para enviar alguém para esse faroleiro, pois ele estava doente.
“Como você sabe?”, o homem perguntou.
“Ele orou a Deus por ajuda e meu companheiro e eu fomos enviados para ele”, respondeu ela.
O homem riu e olhou para ela novamente. “Ora, senhora!”, ele exclamou. “Você é bonita demais para estar bebendo assim.” Ele achou que ela não sabia do que estava falando.
A Auxiliar Invisível desapareceu e as palavras congelaram em seus lábios e os outros homens na sala se levantaram como se estivessem inquietos. A Auxiliar Invisível apareceu em seu Corpo de Desejos com sua aura externada, e o homem se ajoelhou. “Com licença, Anjo”, ele disse, “eu não sabia.”
“Levante-se”, disse a Auxiliar Invisível. “Seus registros não mostram que alguém já relatou a doença de um faroleiro, mas há muitos casos registrados em que faroleiros foram encontrados mortos. Agora envie alguém para ajudar este homem.”
O capitão enviou um médico e um enfermeiro ao guarda-costas e eles partiram em um barco da guarda costeira.
Assim, você pode ver que quando esse Ego se tornou um recluso em uma vida, ele preparou o caminho para uma futura vida solitária. O destino o colocou em uma posição onde ele estaria sozinho. Ele se tornou um faroleiro, mas essa vida não o satisfez.
No futuro, esse jovem vai trabalhar, arduamente, para superar sua limitação. Com o tempo, ele se tornará sociável e amigável com todos que encontrar e, em uma vida futura, terá uma vida mais normal e feliz. Seu passado construiu o presente e tenderá a influenciar sua vida futura. A lição que devemos aprender com esta história é que não devemos permitir que nos tornemos reclusos e nos isolemos.
Agora vou contar a história de um homem que se tornou rico por meio de fraudes e enganos. Você verá o que aconteceu com ele uma noite quando ele se recusou a lidar de forma justa com seus trabalhadores agrícolas. Você também verá como ele destruiu sua vida futura aqui na terra por sua crueldade com os outros.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados ao interior de um dos estados do sul para ajudar alguns doentes de quatro famílias.
Essa grande fazenda ficava a cerca de oito quilômetros de uma ferrovia e havia muitas famílias pobres e de cor negra morando nela. Os Auxiliares Invisíveis foram para uma família em uma casa de toras construída sobre tocos. A Auxiliar Invisível bateu na porta e entrou.
As pessoas que moravam lá ficaram surpresas ao vê-la. Eles inventaram muitas desculpas para a maneira como estavam vivendo. Um velho e uma menina de quatorze anos estavam doentes na cama.
A casa estava limpa, mas as pessoas eram tão pobres que não tinham o que comer. Disseram que nem o patrão nem o capataz lhes dariam nada para comer porque não havia o suficiente deles trabalhando para pagar a comida e as roupas.
“Vá e chame o chefe”, disse um Auxiliar Invisível ao jovem da família.
“Tenho medo de que o chefe me chicoteie”, disse ele.
O Auxiliar Invisível mandou um pensamento para o chefe ir até aquela casa.
Dali a pouco, ele entrava com o chicote na mão e perguntando: “Qual é o problema aqui?” Ele olhou em volta e se virou para o velho. “Você está orando de novo?”, ele perguntou e começou a chicotear esse homem doente.
“Só um momento”, disse a Auxiliar Invisível. “Fui eu que mandei chamar você. Quero que você dê comida e roupas a essas pessoas. Você não deve cobrar isso deles, ou das outras pessoas nesta fazenda que vamos ver esta noite.”
O homem ergueu o chicote para golpear a estranha e disse: “Por que você…”, e então parou. Seu braço caiu para o lado e seus olhos se arregalaram e ele começou a tremer. O outro Auxiliar Invisível havia pedido que seu braço ficasse inerte temporariamente para lhe ensinar uma lição.
A Auxiliar Invisível expandiu a sua aura e isso tornou o quarto tão claro quanto o dia e a luz das velas não foi vista.
“Eu não sabia que você era um Anjo”, disse o chefe. “Achei que você fosse uma daquelas mulheres intrometidas da cidade. Essas pessoas não têm crédito para comprar coisas aqui. Só uma delas tem crédito.”
“Você tirou mais deles do que eles já receberam”, respondeu o Auxiliar Invisível agradavelmente.
O homem tornou-se mais corajoso e disse: “Eles não vão conseguir nada de mim, e se você não sair eu vou chicoteá-lo, Anjo ou não. Agora saia”.
A Auxiliar Invisível não se moveu, o chefe tentou golpeá-la, e seu braço ficou preso no ar. Ela subiu e pegou o chicote e o quebrou. O chicote tinha um pedaço de ferro no cabo para que pudesse ser usado como um porrete para golpear alguém.
Os Auxiliares Invisíveis pediram ajuda para lidar com esse homem perverso.
Uma Irmã Leiga muito elevada veio e se encarregou da situação imediatamente. “Você deve alimentar e vestir essas pessoas e dar-lhes cuidados médicos, ou terá o mesmo destino agora.”
Ela disse: “Você vai fazer isso?”
“Não, não vou”, respondeu o chefe.
“Você não vai considerar sua própria família?”, ela perguntou. “Você não vai considerar essas pessoas pobres nesta fazenda?”
“Não, eles não vão conseguir nada, a menos que trabalhem para isso”, respondeu ele.
“Bem, você selou seu próprio destino”, disse a Irmã Leiga.
“Você pode ir para casa.” O braço do homem caiu e ele saiu rapidamente da casa, montou no cavalo e foi embora.
A Irmã Leiga assistiu ao velho e à menina. “Você terá comida e roupas esta noite”, ela prometeu.
Não muito depois disso, os Auxiliares Invisíveis ouviram o sino da fazenda tocando.
Eles olharam para fora da porta e viram a luz de uma grande fogueira.
A casa do chefe estava pegando fogo. Não havia água para apagar o fogo, então a casa pegou fogo.
A Irmã Leiga disse aos pobres que arrombassem a loja e pegassem comida e roupas, pois ela também pegaria fogo.
Eles assim fizeram e não muito tempo depois a loja foi incendiada pelas chamas da casa.
A Irmã Leiga disse a todos os pobres que deixassem a fazenda.
Ela disse que eles iriam encontrar trabalho na cidade em que iriam parar. Ela lhes disse para irem para um dos estados do norte ou do oeste e viverem bem longe desse lugar.
O patrão veio até a Irmã Leiga e implorou que ela tivesse misericórdia dele e ele disse que seria bom para todos. Você vê, ele finalmente percebeu que havia precipitado sua punição por uma vida má por sua recusa em lidar com justiça com seus trabalhadores.
“Você teve sua chance e recusou”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram até as outras três famílias, ajudaram os doentes e mandaram que saíssem da fazenda.
Algumas noites depois, os Auxiliares Invisíveis visitaram novamente esta grande fazenda.
Eles descobriram que todos os trabalhadores tinham ido embora com suas famílias.
Eles viram o chefe e sua família morando em uma das velhas cabanas de madeira. Ele tinha uma esposa e dois filhos. Essas crianças estavam indo para a cidade para a escola em seu carro Ford.
A Irmã Leiga disse aos outros Auxiliares Invisíveis que o homem tinha dinheiro no banco, bastante gado e porcos, e cerca de mil fardos de algodão em um armazém. “Esta grande fazenda nunca vai fazer bem a ele agora”, disse ela. “Ele será reduzido à pobreza e à necessidade. Sua esposa e filhos tomarão o que ele tem e o deixarão. Ele obteve sua riqueza por fraude e perderá tudo.”
Podemos ver que esse homem será muito infeliz. Esperamos que ele se arrependa e faça a restituição que puder, para que não tenha que passar muito tempo no Purgatório. Se ele não fizer isso, podemos ter certeza de que ele será severamente punido no Purgatório e terá pouco para desfrutar quando finalmente chegar ao Céu. Em sua próxima vida, ele provavelmente será pobre e sem amigos, já que não tentou ser amigável ou gentil nesta vida.
Nosso futuro depende em grande parte de nossas vidas passadas e presentes.
Devemos ter muito cuidado com o que dizemos a estranhos, pois eles podem ser seres elevados ou avançados que vieram para nos ajudar ou para nos testar com algum propósito. Conhecemos todas as pessoas com quem conversamos no nosso dia a dia? Sabemos se são seres humanos comuns, Anjos ou Auxiliares Invisíveis?
Conheço várias pessoas que conheceram Auxiliares Invisíveis.
Em um caso, a pessoa sentiu algo muito estranho e incomum sobre um velho que ela conheceu enquanto estava fora de casa. Mais tarde ela descobriu que ele era um Auxiliar Invisível.
Ela o encontrou várias vezes à noite quando estava fora do corpo dela durante o sono. Ele confirmou a crença dela de que lhe apareceu em um corpo materializado. Duas outras pessoas reconheceram tais visitantes por seus Corpos de Desejos, e uma delas perguntou a um homem se ele não era mais do que humano e ele disse: “Sim”.
Nossos Corpos Densos presentes também são o resultado de nosso passado. Nossos Corpos futuros dependerão do que fizermos hoje. Se tentarmos tornar nossos Corpos fortes e bonitos, melhoraremos nossos Arquétipos. Então, quando renascermos, teremos Corpos Densos melhores. Muitas das pessoas que se destacam nos esportes hoje eram corredores, nadadores e arremessadores de disco gregos nos Jogos Olímpicos na Grécia há muito tempo.
Aqui está a história de uma garota com pernas muito longas que estava prestes a se matar por causa de sua falta de um corpo normal que ela foi responsável por formar em uma vida passada.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma menina para ajudá-la. Sua família tinha muito dinheiro e ela era bonita. Ela estava nas profundezas do desespero e estava prestes a cometer suicídio. Ela estava sentada, ao lado de sua cama, de camisola segurando um copo contendo cianeto de potássio e outro contendo água que ela pretendia misturar. Os Auxiliares Invisíveis foram até ela.
“Minha linda, não faça mal a você”, disse um deles.
A garota se virou rapidamente para ver quem falava. Os Auxiliares Invisíveis estavam de pé com suas auras expandidas. Eles se aproximaram e se sentaram, um de cada lado dela.
“Querido Anjo, por que devo ser assim?”, ela perguntou à Auxiliar Invisível. “Por que eu fui feita assim?”, e ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis suas pernas que eram muito longas, mas bem torneadas.
“Filha, você não tem nada com que se preocupar”, disse o Auxiliar Invisível. “Ora, você tem um belo par de pernas.”
“Não, eu não tenho”, ela respondeu. “Não posso atrair nenhum namorado, e não posso comprar meias que me sirvam. Por que Deus me deu essas pernas?”
“Deus não teve nada a ver com isso”, disse ele. “Foi você.”
“Como eu tenho alguma coisa a ver com o tamanho do meu corpo?”, a menina perguntou.
O Auxiliar Invisível pediu que pudesse ser mostrada a ela, pela Consciência Jupiteriana, enquanto ele falava com ela. Ele pegou uma das mãos da garota e a Auxiliar Invisível pegou a outra.
“Não se deve colocar o coração em nada com muita determinação”, disse ele. “Pois quando ele consegue o que quer, pode não querer. Isso é verdade no seu caso. Na época você queria pernas longas, era uma honra ter tais tipo de pernas. Mil anos atrás você era um homem e vivia em um país que era propriedade da França e depois da Alemanha. Era considerado uma grande honra ter uma grande barriga e pernas longas naquela época.
“Durante muitas vidas anteriores você desenvolveu um corpo bem construído de tamanho normal, e quando você renasceu na Alemanha você se tornou uma mulher bonita com um corpo bem formado. Caminhava, corria e fazia massagens para desenvolver as pernas.
Na sua velhice, você morreu ainda desejando pernas longas. Você pertencia a uma família aristocrática e teve tempo de sobra para quebrar e destruir o bom trabalho que fez em suas pernas por muitas vidas. Se você tivesse vivido cerca de vinte anos a mais, teria alcançado seu objetivo. Você morreu sem alcançar seu propósito.
“Você recebeu sua recompensa nesta vida, quando a agilidade é o estilo e a moda atuais para os corpos humanos, bem como para automóveis e trens. Agora, a única coisa que você pode fazer é se reconciliar com suas pernas, massageá-las e aproveitar a vida. Ande por todos os lugares que puder, pois isso consumirá o excesso de gordura. Então, quando você voltar em sua próxima vida, terá o tamanho normal.”
“Quero me casar e ter uma família”, disse a menina.
“Faça isso”, disse o Auxiliar Invisível. “Agora você sabe por que tem pernas longas. Fui enviado para lhe dizer que você tem trabalho a fazer. Você deve fazer trabalho social entre os pobres de todas as raças. Ajude-os a conhecer a Deus e encontrar uma maneira melhor de viver, e você receberá uma recompensa algum dia.”
“Gostei da ideia e vou conseguir um emprego de assistente social”, prometeu a menina. “Diga-me quem você é e sobre o seu trabalho. Como é o céu? Como é o inferno? Existem muitos Anjos e Arcanjos?”
“Céu e Inferno são o que fazemos deles”, disse o Auxiliar Invisível.
“Há mais Anjos do que seres humanos, e há mais Arcanjos do que seres humanos.”
“Como você entrou na casa?” ela perguntou.
“Podemos atravessar paredes de madeira, pedra ou gesso”, respondeu um Auxiliar Invisível. “Viemos para lhe contar sobre o nosso trabalho.”
“Oh, eu gostaria de saber o que você sabe!” a menina exclamou.
“Eu quero fazer o que você pode fazer.”
“Você pode caso queira viver uma vida boa, útil e limpa. Não coma carne animal, nem fume, não tome bebidas alcoólicas e nem use peles”, continuou ele. “Casar e ter uma família.”
“Farei o que você me disser, mas o que devo fazer com meu casaco de pele de foca?”, ela perguntou.
“Você pode vendê-lo ou doá-lo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
Depois disso os Auxiliares Invisíveis foram embora, deixando a menina muito feliz.
Não muito tempo atrás, um famoso cantor de ópera morreu. Disseram-me que ele,
foi uma boa cantora por três vidas. Duas vidas antes de sua vida nos tempos modernos, ela era uma mulher na França com uma voz doce. Ela o desenvolveu o melhor que pôde. Quando ela renasceu cerca de mil anos depois na Itália, ela era um homem que tinha uma voz fina e forte que foi desenvolvida em alto grau.
Então, quando ela renasceu novamente, ela se tornou uma cantora de ópera e tornou-se proeminente quando tinha apenas quinze anos. Ela atingiu seu apogeu nesse renascimento e era conhecida em todas as terras modernas. Em outras vidas ela desenvolverá outras faculdades e talentos.
Muitos anos atrás, um Ego, que estava destinado a fazer maravilhas com as plantas, nasceu na parte leste dos Estados Unidos. Ele era um menino esbelto que falava com uma voz calma. Ele começou a ajudar sua mãe no jardim quando era muito jovem, pois amava todas as coisas que cresciam.
Quando cresceu, foi para o oeste e desenvolveu novos tipos de frutas, nozes e bagas. Ele melhorou e desenvolveu muitas belas flores, grãos e gramíneas, e cultivou novos tipos de vegetais. Ele fez muitas coisas maravilhosas com o cultivo de plantas que surpreenderam os muitos visitantes que foram vê-lo em seu trabalho.
Ele também escreveu vários volumes sobre os resultados de seus muitos experimentos para ajudar outros que estivessem interessados nessa linha.
Ele fez muito para ajudar o reino vegetal e a onda de vida humana.
É interessante saber como as vidas passadas dele ajudaram a determinar aquela que terminou há alguns anos. Foi-me dito que esse homem era o horticultor chefe sob um dos faraós no Egito duas vidas atrás, quando ele era um homem. Em sua próxima vida como mulher, ele viveu na Babilônia no crescente fértil. Essa era a vida antes da atual. Como mulher, ele se interessou por plantas e foi contratado pelo governo como horticultor.
Não é interessante saber que esse Ego avançado passou pelo menos três vidas trabalhando para desenvolver o reino vegetal? Isso não nos mostra como uma vida leva à outra e como influenciamos nosso futuro, por meio de nosso trabalho, no passado? Muitas pessoas sabem que o renascimento é um fato porque se viram em outros corpos que tiveram em vidas passadas e isso é uma evidência muito convincente.
Aqui está uma história incomum de duas pessoas aflitas que se viram em suas vidas passadas. Foram-lhes mostradas a razão de seus problemas e foram curadas de suas aflições por alguns Auxiliares Invisíveis.
Num dia de inverno, um homem, que é um Auxiliar Invisível, foi dormir. Então ele foi até o nordeste do país e fez algo que nunca havia feito antes. Estava muito frio e escorregadio e as pessoas tinham dificuldade para se locomover. O Auxiliar Invisível conheceu um jovem de cerca de vinte e quatro anos que tinha um cão Collie, o mais bonito que o Auxiliar Invisível já tinha visto em sua vida. O homem era cego e o cachorro o conduzia.
O homem escorregou e caiu. O Auxiliar Invisível o ajudou a chegar em casa e depois ajudou a mãe dele a colocá-lo na cama. O homem estava cego há cerca de doze anos. A cegueira foi causada por um ferimento na cabeça. O jovem ficou muito abalado com isso e sua mãe estava muito preocupada com ele.
Ela contou ao Auxiliar Invisível sua história de vida. Ela disse que se casou bem, mas seu marido morreu quando seu filho tinha dez anos. Tornaram-se amigos e eram muito felizes juntos.
Então seu filho foi ferido e ficou cego. Ela disse que gastou muito dinheiro com o filho, mas ele não foi ajudado. Agora ele estava ferido novamente, por ter batido a cabeça.
O Auxiliar Invisível sentou-se e conversou com o pobre homem e sua mãe sobre seus ensinamentos. Ele conseguiu que ambos vissem seu ponto de vista e eles concordaram com ele.
De repente, a senhora disse: “Desculpe-me um momento”“
Ela foi embora e voltou com uma senhora e sua filha que moravam perto. “Por favor, diga a esta senhora o que você me disse”, disse a mãe do homem. “Sinto muito, mas sua filha não pode ouvi-lo, mas ela pode ler lábios”, disse a senhora.
“Todos me ouvirão quando eu falar”, respondeu o Auxiliar Invisível.
A garota ficou animada e escreveu em seu bloco: “Eu posso ouvi-lo”.
O Auxiliar Invisível então contou a essas pessoas sobre os Ensinamentos Rosacruzes e relatou duas ou três de suas experiências.
Então a garota surda e muda escreveu: “Oh, eu acredito nele.”
“Sempre pensei que, quando o destino era cruel com alguém, ele deveria permanecer como estava”, disse o cego.
“As leis de Deus são imutáveis”, disse o Auxiliar Invisível, “e aqueles que se deparam com elas devem sofrer as consequências. A ignorância dessas leis não desculpa ninguém, independentemente da idade, sobre o que têm feito. Eles devem pedir perdão e prometer fazer o certo por todos para sempre. Eles podem até ser curados de suas aflições. Se for possível, eles devem fazer a restituição”.
“Senhor, você pode me ajudar?”, a menina escreveu em seu bloco. “Eu serei boa e ajudarei de qualquer maneira que eu puder. Eu estava doente com escarlatina e perdi minha fala e audição. O que eu poderia ter feito para que o destino fosse tão cruel comigo? Estou assim há dez anos.”
“Minha filha”, disse o Auxiliar Invisível, “você não fez nada nesta vida para causá-lo. Você sabe se esta é a primeira vida que você teve ou não?”
“Não sei, mas lendo muitas vezes pensei que é muito estranho como o destino tem jogado com a humanidade, dando a alguns mais do que eles precisam e a outros não o suficiente, dando a algumas pessoas corpos bonitos e saudáveis, deixando outros doentes e aleijados todos os seus; não consigo entender. Por favor, explique essas coisas para mim.”
O Auxiliar Invisível pediu permissão aos Superiores para mostrar às pessoas enquanto falava com elas. Ele explicou a Lei de Causa e Efeito e as Leis gêmeas de Renascimento e Consequência.
Então, ele contou à garota surda e muda de seu passado e ela viu enquanto ele falava. Ela se viu em outra vida como um homem. Ela negligenciou um menino sob sua responsabilidade que estava doente com escarlatina, e ele perdeu a fala e a audição por falta de cuidados adequados.
Então, ela viu como nesta vida ela tinha recebido o mesmo destino só que ela teve o melhor cuidado possível. A menina chorou quando viu isso.
“Ah, me desculpe”, disse ela. “Se eu conseguir falar e ouvir de volta, sempre trabalharei na vinha de Cristo.”
Então o Auxiliar Invisível virou-se para o jovem cego. “Meu amigo”, disse ele, “seu problema foi causado pelo que você fez duas vidas atrás. Em um ataque de ciúmes, você pegou uma pedra e atingiu uma mulher na lateral da cabeça, e isso a fez ficar cega logo depois. Você nunca foi descoberto. Nesta vida você foi atingido pela mesma mulher que era então uma menina de doze anos. Ela fez isso porque tinha ciúmes de você. Até hoje você não sabe quem foi seu agressor. A consciência da menina a tem incomodado desde então, mas você nunca saberá nesta vida quem fez você se machucar e depois ficar cego.”
Essas duas pessoas desafortunadas queriam saber se poderiam ser ajudadas e o Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Diga seu preço e eu o pagarei”, a garota escreveu em seu bloco.
“Se você puder me curar, tudo bem, minha vida seria muito mais feliz do que ficar sem fala e surda”, disse ela. “Não consigo ouvir nenhuma música e não consigo expressar meu amor por nada. Aqueles que me conhecem me evitam porque não posso falar nem ouvir.”
O Auxiliar Invisível então perguntou ao homem o que ele daria ou faria por sua visão.
“Vou dar tudo o que tenho e me tornar um mendigo nas ruas”, disse ele. “Por favor me ajude.”
O Auxiliar Invisível virou-se para a garota. “Eu quero que você aprenda os ensinamentos sobre os quais eu lhe falei e se torne um Auxiliar para a humanidade. Você pode se casar se quiser, mas não abandone sua promessa. Lembre-se sempre que a pessoa tem que pagar por tudo que recebe de uma forma ou de outra. O serviço que lhe peço é pequeno comparado ao que você está prestes a receber.”
O Auxiliar Invisível perguntou a mesma coisa ao homem e ele disse que queria ser engenheiro.
“Tudo bem”, disse o Auxiliar Invisível. “Onde quer que você vá, encontrará pessoas. Seja gentil e bom com todos. Ensine-lhes o caminho para Deus.”
Nesse momento, uma Irmã Leiga muito desenvolvida veio a casa e tocou a campainha.
Ela pediu para ver o irmão, e a dona da casa disse que ele não estava lá.
“Você está falando com ele há mais de uma hora”, disse a Irmã Leiga.
Então, a senhora a convidou para entrar. Ela foi até o lado do Auxiliar Invisível e ele se levantou e lhe deu sua cadeira. “Ele é realmente meu irmão”, disse ela.
O Auxiliar Invisível disse a ela o que queria que fosse feito.
“Eu vou fazer isso por você”, disse ela, “e você pode trazer sua parceira de trabalho aqui esta noite. Ela pode curá-los, pois ela vai gostar de nos ajudar com este trabalho.” A Irmã Leiga foi até a garota. “Mantenha sua promessa”, disse ela. Ela então tocou a cabeça”.
“Graças a Deus”, disse a garota.
A Irmã Leiga foi até o jovem e disse: “Meu filho, cumpra sua promessa”, e ela tocou sua cabeça. “Sua visão voltará gradualmente”, disse ela. “Outro Auxiliar Invisível virá esta noite e curará vocês dois.”
A Irmã Leiga sentou-se. O homem agradeceu a ela e a Deus.
As duas mães ficaram sem palavras. Seus olhos se arregalaram com o que a Irmã Leiga havia dito. “Estou na presença de Anjos?”, disse uma mãe. “Eu nunca vi algo assim antes.”
“Isso foi feito para mostrar a vocês que cada um é o guardião de seu irmão”, disse a Irmã Leiga. “O que dói afeta a todos através de seus pensamentos e ações. Sim, eu sou humano e mais do que humano, mas o mesmo Deus nos fez a todos. Nenhum Anjo anda nesta Terra, mas os seres humanos em forma de Anjo o fazem.”
O Auxiliar Invisível chamou a Irmã Leiga e ela disse: “Louvado seja Deus de quem todas as bênçãos fluem”, e desapareceu.
“Trarei uma Auxiliar Invisível para vê-los esta noite”, disse o Auxiliar Invisível às pessoas atônitas. “Não fiquem acordados e nem esperem por nós porque será tarde.”
“Venha a qualquer hora”, diziam as pessoas.
Naquela noite, os dois Auxiliares Invisíveis foram primeiro à casa da garota.
A menina estava na cama acordada quando eles entraram no quarto dela.
Um Auxiliar Invisível foi para trás da cama dela e a sacudiu. Ela se virou e olhou e a Auxiliar Invisível que se materializou e falou com ela.
A garota se virou para ela e o Auxiliar Invisível se materializou. Inconscientemente, a menina apertou um botão para ligar para a mãe, como vinha fazendo há anos.
A mãe veio com pressa e deu um grito de alegria ao ver os estranhos. A Auxiliar Invisível foi até a garota, pegou sua mão e perguntou como ela se sentia.
“Querido Anjo”, disse a garota feliz, “sinto-me bem e posso ouvir e falar.”
A Auxiliar Invisível soltou a mão da garota. “Segure minha mão novamente, pois isso me faz sentir bem e muito feliz”, disse a menina. Ela então fez várias perguntas e os Auxiliares Invisíveis responderam a todas. Depois disso, despediram-se do povo e foram ver o homem.
O homem também estava acordado. “Rezei o melhor que pude para que você voltasse e me curasse”, disse ele.
Um Auxiliar Invisível pegou a mão dele e disse: “Oh, eu posso ver. Eu posso ver bem.”
A mãe do homem, com grande alegria, abraçou e beijou o Auxiliar Invisível. “Obrigada, Anjo”, ela disse, “você me salvou da morte, pois eu estava muito desanimada porque minha vida estava ficando muito difícil para mim. Você tem minha bênção. Eu abençoo vocês três, mas eu sei que vocês são todos Anjos.”
Os Auxiliares Invisíveis não conseguiram fazer essa senhora entender que eles eram Auxiliares Invisíveis materializados e não Anjos. Os Anjos não podem materializar Corpos Densos, pois nunca aprenderam a construí-los. Quando os Anjos estavam em nosso estágio de evolução, eles tinham Corpos Vitais (formado de Éteres da Região Etérica do Mundo Físico) que não são visíveis para pessoas com visão comum. Tanto os Anjos quanto os Arcanjos são invisíveis para as pessoas de hoje, a menos que tenham visão espiritual ou estejam fora de seus corpos durante o sono.
Essas pessoas que quase se tornaram incrédulas foram conquistadas do tipo intelectual pela razão e argumento sólidos. Elas tinham a prova positiva de que as orações são respondidas por Deus quando aqueles que oram são sinceros e conquistam o direito de ajudar. Elas também sabem que a Lei do Renascimento é um fato.
Nossa próxima história é sobre uma mulher que, depois de se ver vivendo em outras vidas aqui no passado, passou a acreditar em renascimento. Numa noite de maio, dois Auxiliares Invisíveis encontraram uma senhora muito infeliz que estava sem casa e sem amigos. Ela tinha cerca de dez mil dólares em dinheiro e títulos, mas não sabia o que fazer a seguir.
“Seis meses atrás eu estava casada e feliz”, disse ela. “Um dia meu marido voltou para casa doente e morreu três dias depois. Tínhamos esse dinheiro, mas não tínhamos casa nem terra. As pessoas do lado do meu marido cortaram minha amizade e as pessoas da cidade se voltaram contra mim. Não consigo entender por que fizeram isso, pois não lhes fiz nada. Eu ia a todos os lugares com meu marido, e agora que ele está morto, todo mundo me evita.”
Os Auxiliares Invisíveis e a pobre senhora estavam sentados em um depósito de ferrovia conversando. “Você deve elaborar seu destino porque você o iniciou em uma vida anterior”, disse o Auxiliar Invisível a ela.
“Ora, eu nunca vivi antes”, disse ela com uma risada. “Ninguém vive novamente. Isso é um absurdo.”
“Talvez você não tenha visto, mas deixe-nos ver”, respondeu o Auxiliar Invisível enquanto pegava a mão dela. “Vamos olhar para trás mil anos e ver o que podemos descobrir sobre você.”
Por meio da consciência Jupiteriana, os dois Auxiliares Invisíveis e a senhora viram alguns acontecimentos da última vida dela, quando ela era um homem que morava na Alemanha. Naquela época, ela pertencia à classe alta da sociedade e era muito altiva por causa de sua posição como senhor feudal. Ela não tinha amigos por causa de sua disposição antissocial. Ela morreu com muito dinheiro e terras. Após sua morte, os servos chutaram seu corpo ao manuseá-lo para o enterro, pois não gostavam dela. Eles apreenderam sua propriedade e mataram todo o seu povo.
A infeliz senhora olhava as cenas mostradas, com a boca e os olhos bem abertos. “Pode ser eu?”, ela finalmente se engasgou.
“Sim, era você quando era homem em sua última vida”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sinto-me como me sentia então”, disse ela, “mas não tenho ninguém para comandar. Sinto-me superior às pessoas daqui”.
“Bem, você não é”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Na verdade, você é inferior a eles. Eles têm lares, entes queridos e amigos e você não tem nada,”
“O que eu posso fazer?”, a senhora perguntou consternada. “Eu não posso ir embora e começar de novo?”
“Sim, mas seria mais difícil”, disse o Auxiliar Invisível. “Compre uma pequena casa, consiga algum tipo de trabalho para fazer, viva uma vida de serviço, e você terá todos os seus antigos servos de volta como amigos. Não será fácil. Ainda assim, se você persistir, você vencerá.”
A senhora chorou muito e disse: “Prefiro estar morta a desistir do meu orgulho”.
“Lá vem um trem”, disse o Auxiliar Invisível que queria despertá-la para a ação. “Vá lá na pista e logo tudo isso vai acabar”.
A senhora levantou-se e dirigiu-se para a porta e a Auxiliar Invisível estendeu a mão para ela. O outro Auxiliar Invisível a puxou de volta.
“Você vai permitir que ela se mate?”, ela perguntou a ele.
A senhora se virou e olhou para ele. “Ah, estou com medo”, disse ela. “Eu não quero morrer. Se você me ajudar a encontrar um pequeno lugar para morar, definirei meu destino aqui. Comprarei uma pequena casa para mim.”
Os Auxiliares Invisíveis acharam um bom quarto para ela com uma família que tinha dois filhos. O Auxiliar Invisível disse-lhe que ela encontraria trabalho e, então, seu trabalho de ajudar os outros começaria.
“Quem é você?”, a senhora perguntou ao Auxiliar Invisível que havia feito tanto por ela.
“Somos Auxiliares Invisíveis, pessoas humanas tentando elaborar nosso destino”, respondeu ele.
Nesse momento, uma das filhas da dona do quarto entrou na sala.
Ela havia sido despertada pela conversa das pessoas e se levantou para ver quem estava lá. Ela era uma linda criança loira de cabelos encaracolados de cerca de seis anos de idade. A Auxiliar Invisível foi até ela e a pegou no colo.
“Oh, eu gosto de ter você me abraçando”, disse ela.
A Auxiliar Invisível ficou tão satisfeita que inconscientemente expandiu sua aura.
“Um Anjo disfarçado”, disse uma das pessoas.
Experiências dolorosas e condições adversas estão fazendo as pessoas se perguntarem o motivo de serem como são. Quando eles sabem as razões, muitos passam a estar dispostos a fazer melhor. Ah, se pudéssemos aprender pelos erros dos outros o quanto seríamos mais felizes e melhores. Estamos aqui pela experiência e devemos ser corajosos e dispostos a fazer e aprender tudo o que pudermos. Não devemos começar agora e assumir o trabalho de sermos bons servidores da humanidade? Não espere até o próximo ano. Comece agora, pois no próximo ano você pode não estar aqui.
Certa vez conheci uma jovem muito gorda. Ela tinha dezessete anos e pesava duzentos e setenta e seis quilos. Ela era bonita, e parecia feliz e amigável. Ela me disse que seus pais eram apenas de tamanho médio. Ela tem dois irmãos e uma irmã.
“Eu peso mais do que toda a minha família e tenho uma saúde excelente”, disse ela.
Eu queria saber por que essa jovem ficou tão gorda e o que ela poderia ter feito em uma vida passada para engordar tão rapidamente.
Um amigo obteve algumas informações para mim que resolveram o problema satisfatoriamente. Foi necessário olhar para as vidas passadas dessa garota para descobrir o porquê de ela ter um corpo tão grande nesta vida.
Duas vidas atrás, ela era uma garota de tamanho médio cuja saúde não era muito boa. Seus pais discutiram sua saúde com o médico da família. Ele aconselhou os pais a levarem-na para um clima do sul se quisessem salvar a vida dela, pois ninguém além de pessoas fortes de saúde poderia viver na Noruega. Isso foi há cerca de dois mil anos.
Seu pai tinha um cargo na cidade onde moravam que era semelhante a ser um prefeito de uma cidade. Ele tinha grande influência sobre os homens com quem saía em viagens para saquear e roubar outras cidades e nações. Esses homens estavam se aprontando para irem, pelo Oceano Atlântico, até a Espanha, Itália e França. A menina era muito teimosa, ela decidiu ir junto nessa viagem para ver se a saúde melhoraria nesses lugares por onde passariam. Ela pediu permissão de seu pai para ir disfarçada de homem em um dos barcos em que iam fazer essa viagem de pilhagem naquele momento.
Ela vestiu roupas masculinas e partiu com a tripulação como segundo imediato. Ela se tornou uma boa companheira e desenvolveu um apetite voraz e determinada a ficar bem e forte. Ela fez muitas viagens como velejadora e começou a ganhar peso.
Ela logo perdeu o contato com as mulheres e se tornou uma forte governante nos navios de seu pai. Ela nunca se casou, mas desenvolveu um estranho amor pelas estrelas e pelos mares profundos. Ela morreu em seu navio quando esse foi perdido e destruído durante uma tempestade.
Ela renasceu novamente como um homem na Noruega cerca de mil anos atrás. Ela cresceu e ficou acima do peso e muito forte.
Tornou-se construtora de navios e se deu bem nessa vida de homem no século IX. Ela não se importava com mulheres ou religião e nunca se casou.
Agora ela é uma menina novamente, e é grande demais para o conforto. Ela não tem amigas porque não as cultiva há pelo menos duas vidas. No passado, ela ganhou muito dinheiro, mas gastou-o livremente nos bons momentos e não fez nenhum esforço para economizar. Nesta vida ela deve cultivar amigos homens e mulheres e ela deve tentar viver uma vida feliz e útil. Seria melhor para ela evitar comer demais para que perca um pouco de peso.
Assim, vemos que a Lei do Renascimento é verdadeira porque algumas pessoas podem ler na Memória da Natureza e ver várias pessoas vivendo em outros corpos em vidas passadas. Existem razões pelas quais tantas pessoas são muito gordas, enquanto outras são muito altas, muito pequenas, mentalmente incapazes de ganhar a vida no momento e assim por diante.
Para a nossa próxima história, tomaremos o caso de uma pequena senhora de apenas um metro de altura que é avó. As pessoas que a veem se perguntam por que ela é tão pequena. Claro que há uma razão para isso.
A Memória da Natureza revelou por que esse Ego construiu para ele um Corpo Denso tão pequeno em tamanho.
Duas vidas antes da atual, esse Ego era uma mulher de tamanho médio considerado normal vivendo na cidade de Roma em uma família abastada. Ela era esbelta, graciosa e bem formada fisicamente. As mulheres com quem se relacionava eram de um tipo diferente. Eram maiores e mais corpulentas.
Ela foi a um médico que era muito sábio tanto do ponto de vista espiritual quanto astrológico. Ele disse a ela que se ele lhe desse um remédio que aumentasse seu peso, em algum dia futuro faria com que ela se tornasse um homem ou uma mulher adulta, mas apenas uma criança em tamanho.
“Eu não vivo senão uma vez”, disse ela. “Deixe-me ser como meus amigos são.”
O médico deu-lhe um remédio que fez com que suas glândulas ficassem hiperativas e ela cresceu e ficou grande demais. Isso fez com que ela se tornasse impopular. Ela se apaixonou por um homem, mas ele disse a ela que ela era grande demais para se adequar a ele. Ela tinha um grande amor pelas crianças, mas esse amor lhe foi negado.
Finalmente ela voltou ao médico e pediu-lhe que lhe desse algo para reduzir seu tamanho para que ela pudesse se casar e ter uma família. Ela estava então pesando 204 quilos. O médico lhe explicou as Leis de Causa e Efeito e desta vez ela escutou o que ele disse. Ele disse a ela que quando vamos a um extremo em uma vida, temos que ir ao outro extremo em outra vida.
“Bem”, disse ela. “Tudo bem, mas ninguém me provou que já vivi antes e quero reduzir minhas medidas.”
Ela era influente e o médico, não querendo incorrer em imprudência, resolveu, então, atender às exigências dela. Ele lhe deu um remédio para reduzir a atividade de todas as glândulas relacionadas ao crescimento.
Essas glândulas são o timo, o baço e as glândulas suprarrenais.
Depois de tomar o remédio por algum tempo, ela começou a perder peso. Ela perdeu peso tão rapidamente que ficou assustada e doente e logo morreu devido à perda de peso em excesso.
Esse Ego renasceu como homem cerca de mil anos depois.
Ele voltou a morar na Itália, perto da cidade de Roma. Ele era um homem doente, com apenas cerca de um metro e meio de altura. Ele era um homem bem-educado, de bons pais, e queria uma esposa e uma família. Ele era incapaz de encontrar uma senhora que se casasse com ele por causa de seu tamanho pequeno. Naquela época, atletas bem desenvolvidos eram moda.
Todos os jovens tentaram aperfeiçoar seus Corpos Densos e vencer as competições daquele dia. Ele meditava sobre sua condição, pois era um homem que amava a família. Ele disse que desejava ter um corpo de tamanho normal e que, caso tivesse um, cuidaria muito bem desse corpo.
Quando uma pessoa quer ou deseja algo quando está sozinha, especialmente no que diz respeito à sua saúde, o desejo é muito mais sincero e duradouro do que seria se um médico lhe explicasse tudo, pois nesse caso ele seria governado pela razão, e não pelo coração. Então esse homem partiu para encontrar alguém que o ajudasse e lhe desse o conselho adequado. Ele encontrou um médico que foi capaz de lhe dar as informações que ele queria. Esse médico lhe contou sobre sua vida e seus feitos em sua vida anterior e lhe disse o que ele deveria esperar naquela vida e na vida futura que estava por vir.
O médico aconselhou-o a fazer o melhor da vida e tentar construir boas condições para o futuro. Construir uma boa disposição, uma Mente alegre e ser agradável a todos e fazer muitos amigos. Disse-lhe que em sua próxima vida não se lembraria da vida passada e que seu corpo ainda seria pequeno; mas ainda assim ele se casaria e teria uma família e viveria para desfrutar de uma velhice madura.
Depois disso, ele passou em um estado de espírito melhor. Ele era amigável com todos e fazia amigos aonde quer que fosse. Ele viveu até a meia-idade e morreu em um estado de espírito alegre com muitos amigos.
Esse Ego renasceu em uma família muito grande de nativos americanos. Ela era a menor de todas as crianças, embora tivesse um irmão e uma irmã que eram anões. Casou-se com um homem de estatura normal e tornou-se mãe de seis filhos. Ela agora tem alguns netos. Ela também adotou algumas crianças que viveram com ela por muitos anos.
Quando uma pessoa conhece o renascimento e pensa cuidadosamente sobre esse assunto, ela pode entender muitas coisas que a intrigavam antes. Somos responsáveis por nossas ações e quando cometemos erros graves em uma vida temos que sofrer as consequências até aprendermos a fazer melhor.
De vez em quando lemos sobre o nascimento de um bebê malformado. Vários anos atrás, ouvi falar de um menino que nasceu com um trato intestinal malformado e sem saída para a excreção dos dejetos do corpo. Era impossível para o bebê tomar qualquer alimento. Os médicos tentaram salvar a vida dele, mas ele morreu em poucos dias. Um artigo de jornal afirmou que um médico havia dito que a condição não era incomum, pois ocorre cerca de uma vez a cada quinhentos nascimentos. Ele disse que cerca de metade dos bebês malformados operados se recuperam e vivem normalmente.
Os Estudantes Rosacruzes sabem que construímos nossos Arquétipos para nossas próximas vidas quando estamos no Segundo Céu, entre duas vidas aqui. Nossas vidas anteriores influenciam esses Arquétipos, ou moldes. Uma vida má faz com que o Arquétipo seja malformado.
Foi-me dito a razão pela qual esse Ego veio em um corpo imperfeito. Há muito tempo esse Ego viveu na China. Ele era extremamente cruel com seus inimigos e aqueles que desejava eliminar e usou métodos diabólicos para causar-lhes grande sofrimento. Ele mandara fazer uma operação com o objetivo de costurar as saídas excretoras deles. Então eles morreram lentamente do veneno e gases gerados em seus corpos. Duas de suas vítimas explodiram com os gases venenosos que não conseguiam escapar de seus tratos intestinais.
Por causa dessa extrema crueldade, esse Ego foi trazido de volta a esta vida com um corpo malformado que não tinha saída intestinal, e o trato urinário não estava completamente fechado. O Ego viveu neste corpo defeituoso apenas seis dias e morreu subitamente. Esperemos que este Ego tenha aprendido a lição e que, quando voltar a renascer, trate misericordiosamente os seus semelhantes.
Numa quinta-feira à noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram até um barraco no meio de um pântano em um dos estados do sul. Era uma casa de madeira com grades de ferro nas janelas e telas para impedir a entrada de mosquitos.
No barraco, os Auxiliares Invisíveis encontraram uma jovem branca muito bonita com longos cabelos negros, acorrentada ao chão no centro da sala. Ela não conseguia alcançar as paredes. Em um canto da sala havia uma mesa na qual havia comida, frutas e água, mas a garota não conseguia alcançá-la. Ela estava lá há nove dias sem comida ou água, e estava delirando em sua provação.
Os Auxiliares Invisíveis se perguntaram como o homem a levou até lá, pois o lugar estava cheio de buracos e cobras. A menina estava deitada no chão completamente vestida. Um Auxiliar Invisível a tocou para atrair sua atenção.
“Dê-me água”, disse ela. “Eu me caso com você. Dê-me comida. Não, não sou eu. Não vivi antes. Eu não prendi ninguém. Tenho apenas vinte e cinco anos. Oh senhor! Por que eu tenho que sofrer assim? Eu nunca fiz mal a ninguém. Água! Água! Comida! Ah, eu estou morrendo! Tenha piedade de mim!”
A menina moribunda viu os Auxiliares Invisíveis e disse: “Senhora, por favor, me ajude. Quero ver minha mãe antes de morrer. Liberte-me e me casarei com ele”.
Com lágrimas nos olhos, a Auxiliar Invisível pegou a mão da garota e a colocou em seu colo.
“Oh, obrigada, Anjo”, disse a menina sofredora. “Lamento se alguma vez fiz algo errado. Não farei isso de novo.” Então ela morreu.
“Oh, ela morreu!”, disse a Auxiliar Invisível ao seu companheiro.
“Você também morreria, se estivesse acorrentada aqui por nove dias sem comida ou água neste pântano quente com cobras deitadas na janela”, respondeu ele.
Depois que a menina morreu, ela se formou em seu Corpo de Desejos e correu para a comida e a água. Ela ficou surpresa e consternada quando suas mãos atravessaram a comida e a água. Ela se virou para os estranhos e perguntou o que havia acontecido.
“Você está morta como se diz”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não, eu não estou morta”, disse ela. “Estou aqui, mas estou com fome e não consigo comida e água, vou direto para lá. Aquele corpo no chão é meu ou costumava ser meu.”
“Venha comigo e faça o que eu digo”, ele disse a ela, e ela foi até ele. “Agora tudo ficará bem. Agora me diga como você chegou aqui”, disse ele.
“Eu estava namorando um jovem rico e ele queria se casar comigo”, disse ela. “Algo me disse para não fazer isso, então eu tentei terminar com ele, mas ele insistiu. Um dia ele me pediu para dar uma volta como ele costumava fazer. Eu ia encontrá-lo como de costume e íamos almoçar e depois passear por aí. Ele me deu um gole de vinho como de costume e entramos no carro. Ele deve ter me colocado para dormir. Eu não sabia mais até que me vi acorrentada neste barraco e não sabia onde estava. Havia comida e água na mesa, mas eu não conseguia alcançá-la. O homem me disse que ia me deixar morrer de fome porque eu não me casaria com ele e, então, ele saiu e eu pensei que ele estava brincando no começo e viria me buscar. Naquela noite eu estava com medo. No dia seguinte ele não veio e a fome e a sede aumentaram. Eu marcava no meu caderno todos os dias até ficar fraca demais para fazê-lo. Depois de um tempo, comecei a ver minha vida, desde o momento em que cheguei. Eu me lembro. Eu rezei o melhor que pude para que alguém viesse me encontrar, mas ninguém veio. Às vezes, quando eu pensava, costumava me perguntar o que me levou a ser tratada dessa maneira. Um dia eu me vi como um homem e vi que levei uma mulher e a prendi em uma caverna com comida e água e a deixei morrer de fome. Eu nunca vivi antes. Como poderia ser verdade?”
O Auxiliar Invisível explicou seus ensinamentos para ela e falou sobre a Lei de Causa e Efeito.
“Isso explica por que tenho medo de cavernas e pântanos”, disse ela.
“Foi o mesmo homem que lhe deixou aqui só no corpo de uma mulher?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Ora, sim, ele era a mulher”, ela respondeu. “Que estranho! Eu não percebi isso antes.”
“Agora perdoe-o”, disse o Auxiliar Invisível, “e não pense em se vingar, pois você não quer encontrar o mesmo destino novamente.”
“Sim, eu o perdoo, pois conheço a causa”, disse ela. “Fiz esse homem passar fome quando ele era uma mulher nesta última vida. Onde está o inferno? Onde está o céu?”
Os Auxiliares Invisíveis disseram a ela que logo a levariam para lá. Eles quebraram as correntes e abriram a porta. Um dos Auxiliares Invisíveis pegou a carteira dela, tirou o dinheiro e colocou a carteira e o chapéu no corpo. Os Auxiliares Invisíveis retiraram o corpo da garota e foram instruídos a jogá-lo em um buraco profundo no pântano, onde nunca mais seria encontrado.
Pouco depois, deram o dinheiro da menina a umas pessoas que estavam necessitadas.
Os Auxiliares Invisíveis pensaram que o homem voltaria para ver o corpo da garota morta. Quando ele descobrir que ela se foi e nenhum vestígio dela ou de suas pegadas, ele ficará perturbado em sua Mente.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego da garota com eles para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu que ficam no Mundo do Desejo. Quando chegaram a esse lugar, a Irmã Leiga encarregada disse-lhes que a levassem para o Purgatório. Ela começou a chorar e implorou a seus novos amigos que ficassem com ela, mas eles não podiam fazer isso. Ela não teve que ir muito longe no Purgatório, pois não havia feito muitas coisas erradas. O Auxiliar Invisível perguntou sobre o homem que causou a morte da garota. Foi-lhe dito que havia uma lei que cuidaria dele.
Certa noite, cerca de quinhentos Estudantes Rosacruzes ouviram uma palestra que foi dada nos Mundos internos, em algum lugar, sobre o assunto: “Se um homem morrer, ele viverá novamente?”
“Nós viveremos novamente”, disse o orador, “e ele renascerá naquele lugar onde pagará a maior parte do seu Destino Maduro.
O orador falou primeiro do ponto de vista espiritual e depois do ponto de vista material. Ele falou de como um Cristão devoto vive e morre e passa seu tempo no Mundo Celestial.
Então, ele contou como um Estudante Rosacruz trabalha como Auxiliar Invisível depois que ele morre até cerca de um mês (referente à medida de tempo que fazemos aqui) antes da sua entrada no Terceiro Céu. Então, ele vai para o Terceiro Céu a fim de obter um novo impulso na vida. Lá ele vê várias vidas, com panoramas em que são lhe mostrado os principais eventos e faz sua escolha, auxiliado pelos Anjos do Destino. Depois disso, ele começa a descer, construindo seus diferentes veículos, começando pela Mente, depois o Corpo de Desejos e depois o Corpo Vital. Depois, junto com o material coletado da futura mãe e do futuro pai e muito auxiliado pela mãe ele constrói seu Corpo Denso e, então, depois do período de gestação da mãe, ele nasce.
O palestrante falou do lado material e mostrou aos Estudantes Rosacruzes um bebê que havia nascido naquele dia.
Ele os levou de volta duas vidas antes do presente nascimento para provar a eles a verdade de sua declaração e deixá-los se convencer que era verdade. Ele lhes mostrou essas cenas por meio da Consciência Jupiteriana, que é algo como imagens em movimento, em que o observador se sente dentro das cenas.
Eles viram um belo bebê nascer, crescer, casar e ter quatro filhos. Eles a viram envelhecer e morrer; depois a viram entrar no Purgatório e a ouviram gritar de dor e a implorar por misericórdia. Eles a viram no Primeiro Céu, depois no Segundo Céu e finalmente no Terceiro Céu.
Depois, viram o mesmo Ego se preparar, escolher o panorama da próxima vida e descer e ter várias vidas, vividas aqui. Na vida que ela escolheu viram um acidente que a faria morrer quando ela tivesse cerca de dez anos. Eles a viram construindo seus três corpos e a sua Mente na descida. Também a viram quando foi conectada a seu Corpo Denso e quando lhe foi mostrada sua vida futura pela última vez.
Eles testemunharam o nascimento desse Ego, como um bebê renascido de orgulhosos pais que estavam felizes em tê-lo. O menino cresceu e finalmente a mãe o levou para a escola pela primeira vez. Os Estudantes Rosacruzes viram o menino agarrado à mãe e viram como o amor da criança fez com que as lágrimas brotassem nos olhos deles.
A mãe o deixou e correu para casa, sentou-se e chorou. Então ela se levantou e beijou todos os brinquedos dele. Eles ouviram a mãe dizer: “Se alguma coisa acontecesse com ele, eu morreria”. Eles podiam ver uma mudança acontecendo nela. Eles viram a natureza altiva e fria se dissolver e viram como o amor e a simpatia nasceram nela. Ela realmente o cobriu de amor e bondade até que ele foi atropelado por um automóvel e morreu instantaneamente. Eles viram algumas pessoas carregando o menino morto para casa e sua mãe pegou o corpo e o colocou em sua cama. “Minha vida acabou”, disse ela. “Eu nunca rezei para que você fosse poupado para mim.”
Os Estudantes Rosacruzes viram o funeral e como a mãe do menino chegou em casa, foi para a cama e em quatro dias ela também faleceu. Ela nunca viu o filho, pois ele foi para o Primeiro Céu direto, aonde as crianças vão. Em cerca de quatorze meses essa criança renasceu como uma menina em outra família que morava não muito longe de onde ele morava. Essa criança veio aos pais para lhes ensinar amor e simpatia e ela conseguiu.
“Por que ele renasceu no mesmo lugar nas duas últimas vezes?”, perguntou uma Estudante Rosacruz.
“Quando ela era uma mulher”, disse o orador, “as pessoas com quem ela gerou Destino Maduro sobreviveram ao seu desenvolvimento lá onde ela estava tão bem quanto elas. Ela renasceu aqui para progredir e pagar as suas dívidas, até terminar todos os relacionamentos com amor”.
Alguns Auxiliares Invisíveis até sabem onde estão enterrados alguns dos corpos que usaram em vidas passadas. Ouvi falar de um caso que pode ser interessante contar e mostrar outro tipo de prova de que esses Auxiliares Invisíveis tiveram que o renascimento é um fato.
Uma noite, um Auxiliar Invisível levou um de seus amigos até o rio Nilo, no Egito, onde os egípcios vivem, e eles viram as ruínas de muitos prédios antigos. Eles passaram pelo Vale dos Reis, onde os governantes mortos do antigo Egito foram enterrados. Muitos desses túmulos foram abertos e seu conteúdo removido durante os anos que se passaram desde então. Eles encontraram um túmulo a alguma distância que não havia sido aberto e viram o corpo de um homem nele. Essa tumba ficava a cerca de 800 metros de profundidade em uma rocha sólida que havia sido escavada.
O túmulo também continha uma grande quantidade de ouro, prata e diamantes que nunca foram encontrados.
Todos os mortos eram enterrados na margem oeste do rio Nilo quando o Sol se põe a oeste dele. A terra é chamada de Terra dos Mortos ou Terra do Sol Poente.
A Lua e as estrelas estavam brilhando e os Auxiliares Invisíveis podiam ver muito bem. Os Auxiliares Invisíveis rodearam as pirâmides, mas não entraram em nenhuma delas. Eles viram fileiras e mais fileiras de esfinges onde havia templos.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram um velho que podia vê-los em seus veículos superiores. Ele falou com eles e perguntou se eles estavam fazendo turismo e eles lhe disseram que estavam olhando o país.
“Há muito para ver e aprender aqui”, disse o velho, “mas ninguém parece estar interessado nos mortos agora.”
“Nós já morávamos aqui”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Foi cerca de 9.000 anos atrás.”
“Sim, o corpo dela ainda está lá envolto em linho”, disse o velho.
A Auxiliar Invisível falou rapidamente e disse: “Onde está? Eu quero ver”.
O velho levou-os cerca de um quilômetro e meio mais adiante no deserto e disse-lhes que olhassem para baixo. Com a ajuda da visão espiritual, que os Auxiliares Invisíveis têm quando estão fora de seus Corpos Densos, eles olharam para baixo e viram uma pirâmide do tamanho de um grande edifício a centenas de metros abaixo da areia. Lá eles viram o corpo de uma senhora deitado em um caixão de pedra. O corpo parecia muito bem preservado.
Um Auxiliar Invisível achou que parecia ter acabado de ser colocado no caixão. Esteve na areia seca e quente durante séculos.
Havia vários jarros cobertos por perto. Um frasco continha o coração. Os intestinos estavam na segunda jarra e alguns outros órgãos estavam na terceira jarra. A coroa da senhora, ou cocar, estava em cima do caixão de pedra. Havia uma jarra de trigo, uma de milho, uma de cevada e uma de água.
Havia alguns escritos nas paredes da sala em hieróglifos egípcios que diziam quem era a senhora e sua posição na vida.
Mais tarde, uma Auxiliar Invisível disse a seu amigo que ela via muito pouca diferença entre sua aparência agora e seu cadáver do passado, exceto que naquela época sua pele era cor de cobre e ela era muito mais bonita.
O Auxiliar Invisível viu onde seu corpo daquela época antiga estava enterrado. Ele viu que não havia mais nada além do barco e do pano em que havia sido enterrado. Seu corpo havia sido enterrado entre os nobres cujas sepulturas foram cortadas na rocha sólida e depois seladas. A maioria desses túmulos foram abertos e roubados.
Esse velho que os Auxiliares Invisíveis encontraram era um Liberado que está ajudando as pessoas de lá o tanto quanto podia.
“Estou tendo dificuldade em instruir as pessoas neste país porque elas não querem entender e ver do que estou falando”, disse o velho. “Mas, chegará um dia em que o povo ficará feliz em ouvir qualquer um, pois esse país será invadido por soldados e essa parte do mundo um dia será destruída. Crianças, sejam boas e façam o melhor que puderem por todos.”
Então ele desapareceu deles.
Os Auxiliares Invisíveis estavam muito contentes com essa visita ao Egito e encontraram muitas coisas interessantes que ficaram muito felizes em ver.
Sim, o renascimento é um fato e todos aprenderão isso algum dia. Ao longo da jornada da vida, devemos sempre manter em mente este versículo da Bíblia: “Assim, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (Rm 14:12).
Capítulo XI
Catástrofes, Suas Causas e Suas Curas
Quantas vezes lemos em nossos jornais diários as catástrofes que aconteceram no dia anterior, enquanto calmamente cumprimos nossos deveres costumeiros, inconscientes dos problemas de nossos irmãos e de nossas irmãs em outros lugares, talvez do outro lado do mundo. Lemos sobre milhares de mortos em uma enchente, ou centenas de mortos pela erupção de um vulcão, ou por um furacão, ou por uma série de tornados. Consideraremos catástrofes e tentaremos descobrir o que pode ser feito para evitá-las no futuro.
No sexto capítulo do Gênesis encontramos a história do dilúvio, que é uma das grandes catástrofes do Período Terrestre. Nos primeiros cinco capítulos, somos informados de como Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar, criou o Céu e a Terra e como, por meio da palavra falada, Ele criou o mineral, a planta, o animal e a Onda de Vida Humana. Adão representava a raça humana daquela Época.
Os povos da Terra foram renascendo muitas vezes antes da época do dilúvio que fez com que o continente da Atlântida afundasse. Muitas gerações de pessoas nasceram e as pessoas ainda tinham visão espiritual negativa que mais tarde perderam. Enoque foi uma dessas pessoas e o homem mais avançado de seu tempo.
A Bíblia diz: “E Enoque andou com Deus: e ele não era, porque Deus o tomou.”[1]. Isso significa que ele podia ver e falar com Jeová, o Deus de Raça que cuidava dessas pessoas. Enoque renasceu como Noé e sua maior obra foi a construção da arca de acordo com o plano de Deus. Noé e sua família e um núcleo de todos os animais, então vivos, foram salvos quando o dilúvio veio e cobriu a Terra por um longo tempo. A massa da humanidade foi destruída da face da Terra na época do dilúvio.
Eles renasceram novamente, com exceção daqueles que não aprenderam a construir pulmões.
A razão para esta destruição em massa é dada na Bíblia onde lemos as palavras: “E Deus viu que a maldade do homem era grande na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só de mal continuamente.”[2]
Dizem-nos que a maioria das pessoas se tornou tão má que Deus decidiu destruí-las. Deus amou Noé porque ele era um homem bom, justo e gentil com todos. Deus disse a Noé que ele iria destruir o povo porque eles se tornaram tão perversos, e ele instruiu Noé a construir a arca. Depois que esta grande arca foi completada, veio a chuva e as massas do povo foram afogadas nas águas ascendentes, mas Noé e sua família foram salvos.
No nono capítulo de Gênesis lemos as palavras: “Quem assim derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus o fez homem.” Isso significa que se um homem mata um homem, ele o matará em uma vida futura.
A Bíblia nos diz que as pessoas daquela época eram más e por isso tinham que ser punidas. Místicos e ocultistas sabem que os egos que Jeová estava dirigindo renasceram vez após vez e voltarão muitas outras vezes. Como isso é verdade, podemos ver que já fomos habitantes da Atlântida, como a terra era então chamada, e que estávamos entre aqueles no dilúvio ou estávamos no Mundo do Desejo aguardando o renascimento.
W. Scott-Elliot em seu livro, A História da Atlântida e do Lemúria Perdida, diz: “Um registro do progresso do mundo durante o período da Quarta Raça Atlante deve abranger a história de muitas nações e registrar a ascensão e queda de muitas civilizações.”
Dizem-nos que este continente foi destruído por uma série de catástrofes. Algumas das catástrofes foram muito grandes, enquanto outras foram deslizamentos de terra comparativamente sem importância, como ocorrem de tempos em tempos agora. Houve quatro grandes catástrofes que ocorreram com milhares de anos de diferença. A última dessas submergências ocorreu entre 12.000 a.C. e 9.000 a.C.
Houve um tempo em que uma grande civilização floresceu no continente atlante e as pessoas eram governadas por muitos bons reis que podiam se comunicar com os Seres Superiores que trabalhavam para ajudar o avanço da humanidade na Terra. Durante esse tempo, o governo era justo e prestativo a todos, e as artes e as ciências se desenvolveram em alto grau. As pessoas tinham muitas invenções mecânicas maravilhosas que mais tarde foram perdidas e agora estão sendo redescobertas por nossos gênios mecânicos que viveram naquela vasta terra.
Após um período de cerca de cem mil anos de bom governo e progresso, ocorreu uma grande mudança e as pessoas se tornaram más cada vez mais. Elas começaram a prática de magia negra que teve um efeito terrível sobre eles. Elas usaram seu conhecimento do funcionamento da lei da natureza para propósitos egoístas. Elas expulsaram as pessoas boas daquela época e se tornaram tão brutais, cruéis e ferozes que trouxeram uma terrível retribuição sobre si mesmos.
Muito antes disso, os Iniciados da Época foram conduzidos ao Egito, que era pouco povoado na época, e um grande corpo de colonos foi trazido da Atlântida e a grande Pirâmide de Gizé foi construída para preservar os registros da humanidade até aquele momento. Os Iniciados sabiam que haveria outro dilúvio no futuro e haveria mais dois. Os registros que foram preservados na grande pirâmide estão escondidos. Quando chegar a hora, eles serão trazidos à luz e saberemos tudo sobre a história dos tempos antigos. A Memória da Natureza também tem um registro de tudo o que aconteceu.
O Cairo foi construído à beira de um grande mar que cobria grande parte do que hoje é o norte da África. As pessoas construíram a pirâmide de Gizé no lago a cerca de 11 quilômetros do Cairo.
Eles construíram enormes diques e então drenaram a água e construíram a fundação na rocha sólida e então a construíram para cima.
Quando a pirâmide foi concluída, as paredes foram removidas e a água manteve as pessoas afastadas. A Esfinge também foi construída nesta época e foi totalmente coberta por água quando o mar foi autorizado a entrar. Isso está registrado na Memória da Natureza.
A Bíblia nos fala sobre muitos desastres ou cataclismos de vários tipos. Por exemplo, a destruição de Sodoma e Gomorra ocorreu no tempo de Abraão. O Senhor apareceu a Abraão sentado à porta de sua tenda no calor do dia.
O Senhor estava acompanhado por dois Auxiliares Invisíveis que eram Arcanjos. Abraão foi informado de que Sodoma e Gomorra seriam destruídas por causa da maldade do povo. Ele era muito compassivo e negociou pela vida das pessoas justas que o Senhor poderia encontrar dentro da cidade de Sodoma.
Dois Auxiliares Invisíveis foram ao portão de Sodoma naquela noite para investigar e encontraram apenas uma boa família em toda a cidade e apenas Lot e suas filhas foram finalmente salvos. As pessoas tentaram pegar os Auxiliares Invisíveis porque queriam matá-los. Lot tentou segurá-los e as pessoas quase derrubaram a porta. Os Auxiliares Invisíveis puxaram Lot para dentro da casa e fecharam a porta. As pessoas na porta ficaram temporariamente cegas para não causar mais problemas. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram Lot e sua família em sua fuga da cidade, mas sua esposa se recusou.
Após o nascer do Sol, Lot e suas filhas entraram em Zoar e então nos é dito que o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra e as cidades foram completamente destruídas.
A partir do relato bíblico, sabemos que essas pessoas perversas foram destruídas por erupções vulcânicas causadas pelos maus pensamentos e ações das pessoas que viviam ali.
Uma das mais estranhas de todas as catástrofes foi a destruição das antigas cidades de Pompeia e Herculano em 79 d.C.
Aconteceu durante o reinado de Tito, pouco antes da captura de Jerusalém. O vulcão do Vesúvio estava inativo há muito tempo. De repente, expeliu torrentes de lava líquida e lama que caíram sobre essas cidades na baía de Nápoles.
A cidade de Pompeia estava coberta por cinco metros e meio de cinzas e Herculano estava coberta por um mar de lama sulfurosa de vinte metros de espessura em muitos lugares. As cidades foram completamente soterradas e até mesmo a localização delas foi esquecida. Muitos anos depois, escavações foram feitas e uma parte de Pompeia foi descoberta e as ruas, banhos, templos e outros edifícios foram estudados por arqueólogos.
É fácil para os Estudantes Rosacruzes adivinhar porque as pessoas que viviam nessas cidades foram destruídas. Elas levavam vidas muito pervertidas no passado e ganharam esse Destino Maduro.
A história do mundo consiste em grande parte dos relatos da ascensão e queda das nações. Lemos relatos em que um exército destruiu outro, em que cidades inteiras foram saqueadas e queimadas, e os habitantes escravizados e mortos. Isso vem acontecendo há séculos e o fim não está à vista. Nesse quesito, não avançamos muito na evolução e parecemos evoluir muito lentamente, de fato.
A Memória da Natureza revela que as pessoas que pereceram quando da destruição de Pompeia e Herculano pela erupção do Monte Vesúvio foram particularmente perversas em vidas passadas, consumindo suas vidas em prazeres, sexo, luxuria e maldades. Elas renasceram por volta de 1079 d.C. e voltaram a viver na Itália. Os bárbaros as expulsaram de suas casas. Algumas foram para a Noruega e Suécia, outras, para a Irlanda, algumas vagaram pela França, outras foram para a Alemanha, mas a maioria foi para a Bélgica.
Elas fugiram para salvar suas vidas e tiveram dificuldades durante esse renascimento. As mais perversas foram as que se dirigiram para a Bélgica. Elas renasceram para seus descendentes anos depois e participaram da Primeira Guerra Mundial que começou em 1914. A matança em massa que ocorreu durante o período em que os alemães cruzaram a Bélgica indo para a França levou muitos delas.
O desejo de vida e de vingança trouxe esses Egos de volta mais cedo do que o habitual. Eles agora pagaram as dívidas de Destino Maduro e, doravante, podem viver servindo e ajudando os demais. Esperemos que o desejo de vingança tenha sido sublimado por eles em virtudes de bondade, caridade e compaixão.
Muitas vezes, terremotos são resultados da prática, pelas pessoas, de feitiçaria ou magia negra. Os magos negros evocam elementais e os agitam. Isso deixa os Gnomos inquietos. Os Gnomos são úteis Espíritos da Natureza que trabalham para a humanidade, produzindo os minerais e joias da terra. As vibrações malignas das pessoas que vivem em uma localidade afetam o trabalho dos Gnomos.
A Terra consiste em nove Estratos e um núcleo central. Os estratos não têm a mesma espessura. No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, de Max Heindel, há uma excelente descrição desses Estratos. A seguir, apresentamos uma breve descrição dos vários Estratos da Terra.
1.Terra Mineral: é a crosta pétrea da Terra, com que lida a Geologia no tanto que lhe tem sido possível penetrá-la.
2.Estrato Fluídico: a matéria desse estrato é mais fluídica que a da crosta exterior, mas não é líquida e sim parecida a uma pasta espessa. Tendo a propriedade da expansão, como a de um gás excessivamente explosivo, é mantida em seu lugar pela enorme pressão da crosta externa de modo que, se essa fosse removida, todo o estrato fluídico desapareceria no espaço com uma tremenda explosão. Esses Estratos correspondem às Regiões Químicas e Etérica do Mundo Físico.
3.Estrato Vaporoso: no primeiro e no segundo Estratos não há realmente vida consciente. Já nesse existe uma corrente de vida que flui e pulsa continuamente, como no Mundo do Desejo que rodeia e interpenetra nossa Terra.
4.Estrato Aquoso: nesse estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as forças arquetípicas que se ocultam atrás dos Espíritos-Grupo, como também as forças arquetípicas dos minerais, porque essa é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.
5.Estrato Germinal: os cientistas materialistas têm sido frustrados em seus esforços para descobrir a origem da vida, como surgiram coisas viventes de matéria antes morta.
6.Estrato Ígneo: por estranho que pareça esse estrato possui sensações. O prazer e a dor, a simpatia e a antipatia produzem aqui seu efeito sobre a Terra. Geralmente se supõe que a Terra não pode ter sensação alguma. Contudo, quando o cientista ocultista observa colher o grão maduro, cortar as flores ou, no outono, colher as frutas das árvores, sabe do prazer experimentado pela Terra. É semelhante ao prazer que a vaca sente quando seus úberes cheios são aliviados pelo bezerro sugador. A Terra experimenta o deleite de nutrir sua progênie de Formas, e esse deleite culmina no tempo da colheita.
7.Estrato Refletor: essa camada da Terra corresponde ao Mundo do Espírito Divino. Para aqueles que não estão familiarizados com o que na Ciência Oculta se conhece como “Os Sete Segredos Indizíveis”, ou que não tenham pelo menos um vislumbre de sua importância, as propriedades desse estrato parecerão particularmente absurdas e grotescas. Nele, todas as forças que conhecemos como “Leis da Natureza” existem como forças morais, ou melhor, imorais. No princípio da existência consciente do ser humano, essas forças eram piores do que agora. Contudo, tudo indica que tais forças melhoram com o progresso moral da humanidade, e que qualquer falha moral tem certa tendência a desencadear essas forças da Natureza produzindo devastações sobre a Terra, enquanto a busca de elevados ideais torna-as menos inimigas do ser humano.
Por conseguinte, as forças desse estrato são, em qualquer época, um reflexo exato do estado moral da humanidade. Do ponto de vista oculto, a “mão de Deus” que se abateu sobre Sodoma e Gomorra não é uma tola superstição, pois, tão certo como há uma responsabilidade individual ante a Lei de Consequência que traz a cada pessoa o justo resultado de suas ações, sejam boas ou más, assim também existe uma responsabilidade coletiva ou nacional, que atrai sobre os grupos humanos resultados equivalentes aos atos efetuados em conjunto. As forças da natureza são, em geral, os agentes de tal justiça retribuidora, causando inundações ou terremotos a um grupo, ou a benéfica formação de óleos ou carvões a outro, de acordo com os seus merecimentos.
8.Estrato Atômico: é o nome dado pelos Rosacruzes ao oitavo estrato da Terra, a expressão do Mundo dos Espíritos Virginais. Parece ter a propriedade de multiplicar as coisas que nele estão, porém, isto se aplica somente às coisas já formadas definitivamente. Uma peça informe de madeira ou uma pedra bruta não tem existência ali, mas qualquer coisa já modelada ou que tenha vida e forma, tal como uma flor ou uma pintura, é multiplicada nesse estrato em grau surpreendente.
9.Expressão Material do Espírito Terrestre: aqui existem correntes em forma lemniscata, intimamente relacionadas com o cérebro, o coração e os órgãos sexuais da Raça humana. Corresponde ao Mundo de Deus.
10.Centro do Ser do Espírito Terrestre: nada mais pode ser dito presentemente a respeito, salvo que é a semente primeira e última de tudo quanto existe tanto dentro como sobre a Terra, e corresponde ao Absoluto.
Do sexto estrato, o ígneo, até a superfície da Terra, há certo número de orifícios em diferentes lugares. Seus terminais na superfície são chamados “crateras vulcânicas”. Quando as forças da Natureza do sétimo estrato são desencadeadas de modo a poderem se expressar por meio de uma erupção vulcânica, elas ativam o estrato ígneo (o sexto), e, então, a agitação se exterioriza através da cratera. A maior parte do material é tomada da substância do segundo estrato, por ser esse estrato a contraparte mais densa do sexto estrato, assim como o Corpo Vital, o segundo veículo do ser humano, é a contraparte mais densa do Espírito de Vida, o sexto princípio. Esse estrato fluídico, com sua qualidade expansiva e sumamente explosiva, assegura um suprimento ilimitado de material no local da erupção. O contato com a atmosfera exterior endurece a parte que não se volatiliza no espaço, formando a lava e a poeira vulcânicas. E da mesma maneira que o sangue ao fluir de uma ferida coagula-se e estanca, assim também a lava, ao final da erupção, cerra o caminho às partes internas da Terra.
Como é fácil deduzir-se do fato, a imoralidade refletida e as tendências antiespirituais da humanidade é que despertam a atividade destruidora das forças da Natureza no sétimo estrato. Portanto, geralmente são as pessoas dissolutas e degeneradas que sucumbem nessas catástrofes. Essas pessoas, juntamente com outras cujo destino autogerado sob a Lei da Consequência, por várias razões, implica morte violenta, são conduzidas desde os mais diversos recantos por forças sobre-humanas até o lugar onde deve ocorrer a erupção. Para aquele que pensa seriamente, as erupções vulcânicas do Vesúvio, por exemplo, servem para corroborar a afirmação acima.
Consideremos agora um tipo diferente de catástrofe e o caso real do desastre que causou a morte de mais de 1.100 pessoas.
Durante a Guerra Mundial, um grande navio carregado de munição para os aliados foi torpedeado na costa da Irlanda. Esse navio afundou em menos de vinte minutos e levou centenas de homens, mulheres e crianças para seus túmulos aquáticos.
Os submarinos não podem observar as regras do direito internacional, pois são embarcações frágeis que podem ser destruídas por um único tiro se tentarem parar um navio e tomá-lo como prêmio de guerra. Os submarinos não têm espaço à bordo para atender os passageiros e tripulantes de um navio.
Agora vejamos o que a Memória da Natureza revela sobre essa catástrofe, ou tragédia. As pessoas que afundaram nesse grande navio estavam envolvidas no comércio da marinha mercante entre o Egito, Creta e Grécia, três vidas antes: os egípcios eram bons marinheiros naquela época. Seus navios foram cobertos por fora com cobre e bronze para evitar vazamentos e eles são triplos. Ou seja, eles tinham três conveses de remadores para maior velocidade. Naquela época as outras nações não tinham esse tipo de navio.
Mais tarde, os atenienses construíram trirremes que eram navios que tinham três camadas ou bancos de remos. Cada camada, portanto, exigia um remo cerca de um metro mais longo do que o imediatamente abaixo.
Havia cerca de duzentos remadores em cada trirreme. Os navios egípcios eram muito mais fortes que os outros navios e o Egito era então senhor dos mares.
Os egípcios tinham inveja dos mercadores de Creta e da Grécia e um dia, quando encontraram vários desses barcos perto da costa da Espanha, se depararam com eles e afundaram os navios.
Enquanto os navios de Creta e da Grécia se debateram na água, impotente, o capitão de um dos navios disse ao comandante egípcio que esperava levá-lo e todos os seus homens a um navio algum dia e afundá-los todos, mesmo se ele tivesse que perder a vida para fazê-lo.
Todos os navios da frota afundaram, exceto esse. Esse navio foi comandado pelo capitão do mar que queria afogar os egípcios e fez um juramento de fazê-lo. Esse capitão e seu navio finalmente chegaram à costa de Portugal em segurança.
Em seu leito de morte, alguns anos depois, ele se lembrou de seu juramento de colocar aquele egípcio em um navio e afundá-lo algum dia. Ele havia abrigado esse pensamento de vingança todo esse tempo. “Eu nunca tive uma chance com os cães por afundarem meus navios”, disse ele. “Isso me fez perder minha fortuna.”
Quando esse homem renasceu nessa vida, tornou-se marinheiro e finalmente recebeu o comando do navio que naufragou. Os Senhores do Destino reuniram os homens que afundaram esses navios por inveja e outros que iriam morrer da mesma maneira.
O capitão estava ansioso para levar seu navio nessa jornada e foi de bom grado para a morte, pois tinha um sentimento de satisfação.
A Memória da Natureza mostra que ele poderia ter deixado a rota do navio e salvado seu navio de ser afundado, mas ele disse a si mesmo: “Ora, eu deveria correr quando eu estava esperando por esta oportunidade de ter este navio afundado e essas pessoas se afogando”.
Esse homem afundou com o navio, mas estremecemos ao pensar na miséria causada por tal vingança. Ele foi um agente dos Senhores do Destino até certo ponto, mas ele acumulou mais Destino Maduro para si mesmo, que terá que ser liquidado algum dia.
Sua punição no Mundo do Desejo deve ter sido muito severa.
Agora é isso que está segurando as pessoas deste Planeta. Eles têm tantos rancores e tanto mal-estar. Eles têm se oprimido por muitas vidas. Eles não podem esquecer suas antigas queixas e estão tão ansiosos para se vingar.
Pessoas de diferentes raças renasceram em outras terras e os destinos das pessoas estão entrelaçados. Os antigos gregos renasceram principalmente na Itália, Inglaterra e nos Estados Unidos.
Os etíopes foram residentes do Egito em uma época e tiveram muito contato com os gregos e romanos. Uma vez que os gregos conquistaram os egípcios e mais tarde eles perderam seu poder sobre eles. Os etíopes derrotaram a Itália de uma só vez e há um antigo rancor entre eles. Mas eles não são as únicas nações que estão cometendo esse grave erro.
Houve muitas grandes catástrofes nos últimos tempos. Descobri que, somando as baixas no Chicago Daily News Almanac para o ano de 1936, 595.466 mortes foram causadas por terremotos entre os anos de 1902 e 1936. Durante o mesmo período, as inundações causaram a morte de 182.102 pessoas. Tempestades de vento tiraram a vida de 9.489. A perda do naufrágio de navios durante esse tempo também foi considerável. Esses números foram retirados da lista de terremotos, erupções e catástrofes recentes e não incluem perdas menores que ocorreram em vários lugares da Terra.
Podemos ver que os vulcões são uma verdadeira ameaça para os seres humanos. A maioria das pessoas pensantes deve chegar à conclusão de que há alguma razão para essas catástrofes. Muitas pessoas sentem instintivamente que somos de alguma forma culpados pelos problemas e aflições que nos atormentam. Nossa Bíblia Cristã dá muitos exemplos em que as pessoas foram punidas por seus erros, e as razões são claramente declaradas. Os profetas, ao longo dos anos, têm alertado as pessoas para serem boas e assim evitarem o castigo. Se as pessoas de hoje prestassem atenção a essas advertências e seguissem os ensinamentos estabelecidos por Cristo-Jesus, os ensinamentos Cristãos, não haveria mais terremotos no futuro, porque todas essas dívidas de Destino Maduro poderiam ser pagas a serviço de pessoas e animais.
Podemos ter certeza de que as pessoas que foram mortas em erupções vulcânicas e incêndios mereceram essas mortes violentas e que renasceram naqueles lugares para cumprir seu destino.
Elas colheram como semearam em vidas passadas. Será o mesmo conosco. Se formos maus, colheremos tristeza. Se formos bons, seremos recompensados por termos nascido em circunstâncias mais afortunadas.
Eu costumava me perguntar por que o povo da China tinha tantas inundações para atrapalhar o curso de suas vidas. Nos últimos anos, lemos sobre muitas inundações e secas na China que causaram milhares de mortes entre os pobres chineses.
Disseram-me as razões pelas quais as pessoas na China estão sofrendo tantas catástrofes e porque a nação está em declínio, ainda que nos pareça o contrário, no momento. Por milhares de anos, as pessoas que vivem na China têm tratado brutalmente pessoas de sua própria raça e de outras. Elas têm sido egoístas e carecem de amizade com outras nações. Elas eram gananciosas por riqueza. As pessoas que não prestaram homenagem foram esmagadas, passaram fome e foram mortas em inundações. Hoje elas estão colhendo o que plantaram no passado distante. À medida que lemos nossos jornais diários e vemos o que está acontecendo no mundo, podemos ver que o que foi dito sobre o povo da China também se aplica a todas as outras nações.
A fim de ilustrar o problema com o Destino Maduro como se aplica às nações vamos estudar algumas outras catástrofes dos tempos modernos e o que as pessoas fizeram em vidas passadas para ganhar tal destino.
Vamos considerar outro navio que foi afundado. Esse navio estava em uma viagem da Europa para Nova York com um grande número de passageiros a bordo. Esse navio foi perdido após uma colisão com um iceberg e mais de 1.400 passageiros e tripulantes morreram. A bordo do navio, havia muitas pessoas importantes na sociedade americana que se perderam.
Quando o povo dos EUA leu sobre esse grande desastre, ficou triste ao saber da morte repentina de todas essas centenas de pessoas. Muitas pessoas pensaram que foi um acidente e que aqueles que perderam suas vidas eram apenas vítimas do destino, que por acaso estavam no navio e se perderam quando ele afundou repentinamente após atingir um enorme iceberg. Os Estudantes Rosacruzes sabem que não passamos por acaso e que vivemos até que chegue a hora de nossos arquétipos deixarem de vibrar, a menos que destruamos nossas vidas cometendo suicídio. Um acidente é um nome mal aplicado para o destino.
A Memória da Natureza revelou o seguinte sobre as pessoas que afundaram nesse navio há alguns anos. A maioria dessas pessoas eram senhores feudais e vassalos ricos duas vidas antes.
Eles costumavam enviar seus súditos rebeldes para o mar em navios ruins e aqueles morriam afogados frequentemente. Quando essas pobres vítimas estavam prestes a afundar nos velhos navios furados, perceberam o que lhes havia sido feito e amaldiçoaram esses senhores feudais e vassalos ricos. Assim, esses homens ricos, mas perversos, tinham sobre eles as maldições de muitas de suas vítimas.
Em uma vida passada, o capitão doeste navio foi um rico armador que desagradou de alguma forma um dos senhores feudais. Ele foi enviado para o mar e nunca mais voltou. Esse homem perdeu a vida porque o senhor feudal planejou se livrar dele dessa maneira cruel.
Quando aquele homem renasceu como homem, ele alegremente enviou este enorme navio para sua perdição.
Foi-me dito que quando o navio afundou havia uma múmia a bordo que havia sido tirada do Egito e colocada em um museu. Finalmente uma réplica da múmia foi feita e a múmia foi colocada no porão do prédio. Alguém a descobriu e a comprou e a levou a bordo daquele navio que nunca chegou a este país. Os egípcios nos tempos antigos queriam estar o mais próximo possível da terra. Quando eles eram reis estrangeiros que governavam o Egito não havia problema em mumificá-los quando morriam. Naquela época, todas as pessoas importantes eram mumificadas. Os reis e suas famílias e os sacerdotes tiveram seus corpos assim preservados.
Os sacerdotes de tempos posteriores conheciam os Elementais e praticavam alguma magia negra; criavam Elementais para proteger os corpos dessas pessoas. Levou doze meses para criar esses pensamentos-formas ruins. Foi-me dito que a múmia a bordo não teve nada a ver com o naufrágio do navio, mas que os Elementais malignos sobre ela tornaram as pessoas imprudentes. Dizem que eles seguiram felizes pensando que o iceberg não tinha importância até que fosse tarde demais para se salvarem. Assim, os Elementais foram liberados e a água salgada logo desintegrou a múmia.
Consideremos agora o incêndio do Teatro Iroquois e o que aconteceu com quinhentos e setenta e um homens, mulheres e crianças e qual foi a verdadeira causa de seu sofrimento e morte.
Vou contar brevemente a história do que aconteceu no Teatro Iroquois.
Esse incêndio é a maior tragédia que se abateu sobre a cidade de Chicago. Ocorreu em 30 de dezembro de 1903. O teatro estava situado na rua Randolph entre as ruas State e Dearborn.
Quase seiscentas pessoas, a maioria mulheres e crianças, foram queimadas e sufocadas até a morte. O teatro estava lotado de espectadores de pé ao redor das paredes de duas ou três profundidades.
O Teatro Iroquois era um edifício considerado à prova de fogo, mas tinha saídas bloqueadas, uma cortina corta-fogo defeituosa e um equipamento de iluminação inadequado. O fogo começou com um pequeno lampejo de chamas no cenário acima do palco. Um funcionário do palco tentou apagá-lo, mas o fogo se espalhou rapidamente e as pessoas logo ficaram aterrorizadas. Um dos atores gritou para as pessoas ficarem quietas e saírem em ordem. O maestro da orquestra exortou os músicos a continuarem tocando, mas um a um eles largaram os instrumentos e desapareceram pela saída sob o palco.
Alguns dos participantes fugiram bem a tempo de escapar da torrente de fogo que invadiu o auditório. As pessoas no palco tentaram abaixar a cortina de incêndio, mas ela emperrou e permaneceu a vários metros da borda inferior do palco. Uma porta na parte de trás do palco foi aberta e a corrente de ar assim formada transformou o palco instantaneamente em uma massa brilhante de chamas que foram então lançadas sobre as cabeças das pessoas.
As pessoas aterrorizadas correram para as saídas e descobriram que estavam trancadas e intransitáveis. Essas saídas logo foram bloqueadas por seres humanos lutando pela vida. Muitos caíram e foram esmagados pela investida. O fogo varreu o teatro, queimando muitos até a carbonização, se tornando formas irreconhecíveis e sufocando outros com seu calor e gases. Quando os bombeiros finalmente entraram no prédio, encontraram os mortos empilhados com dois ou três metros de altura nas portas. Muitas pessoas foram encontradas vivas e foram levadas para um local seguro. Diz-se que quinhentas e setenta e uma pessoas perderam a vida em quinze minutos.
Essa é uma história triste e causou muita tristeza e comoção para aqueles que estavam relacionados com as vítimas. Um homem que conheci perdeu sua esposa, sua filha e sua neta no incêndio e seu cabelo ficou branco em poucos dias de tristeza. Mais tarde, conheci uma garota que estava sentada no andar principal naquela tarde. Ela me disse que passou por cima dos assentos e conseguiu escapar, mas ficou quase uma pilha de nervos por mais de um ano pelo choque e terror que experimentou.
Espero que você tenha adivinhado que essas vítimas causaram a morte de outras pessoas por fogo em alguma vida passada e você está certo. A Memória da Natureza revelou a seguinte história.
Quando Roma era jovem, um bando de pessoas veio do norte e se estabeleceu perto dessa cidade. As pessoas eram celtas. Outros povos celtas se estabeleceram na Irlanda, Escócia, País de Gales e Bretanha.
Uma noite, os soldados romanos cercaram essas pessoas vizinhas e queimaram todos elas. Não posso contar os detalhes, mas você pode imaginar o terror dessas pobres pessoas. Em 1903, pela primeira vez, essas pessoas que eram soldados romanos se reuniram para encontrar seu destino no incêndio do Teatro Iroquois.
Alguns nasceram duas ou três vezes antes de serem apanhados no fogo. Embora fossem mulheres e crianças, quando encontraram a morte nesse incêndio, foram implacáveis soldados romanos quando queimaram seus vizinhos e acumularam esse Destino Maduro que tiveram que enfrentar e pagar nesta última vida.
Talvez você se pergunte quando o ser humano começou a criar Destino Maduro para si mesmo e quem guiou e cuidou das pessoas nos estágios iniciais do desenvolvimento da humanidde. Quando os membros da nossa humanidade infantil foram encarcerados em seus corpos pela primeira vez e receberam o livre arbítrio, o Mundo do Desejo estava praticamente livre de entidades, mas como os desejos dos seres humanos ganharam controle sobre suas vontades fracas, eles começaram a criar diferentes monstros no Mundo do Desejo. Mundo que então os atormentou quando eles morriam. Hoje esses elementais, ou monstros, cresceram a um tamanho enorme e são muito ferozes.
Em tempos muito antigos, antes que o ser humano fosse encarcerado em um Corpo Denso, ele tinha visão espiritual negativa e sua consciência não era limitada.
Ele podia ver o Mundo do Desejo a qualquer hora que quisesse, e podia se comunicar com os seres superiores que o tinham sob comando. Naquela época, seres de vários outros Planetas do nosso Sistema Solar estavam trabalhando com a humanidade aqui na Terra.
O ser humano obedeceu voluntariamente a esses seres superiores para que pudessem ver e ouvir. Mas, quando ele começou a expressar seu pensamento aqui, tornou-se responsável por seu próprio Destino Maduro. O Destino Maduro que o ser humano gerou agora durará até que ele se torne um Liberado.
Para nosso próximo exemplo da lei do Destino Maduro, consideraremos a erupção do Monte Pelee na ilha da Martinica, que fica no Oceano Atlântico, não muito longe das Índias Ocidentais.
Durante os meses de maio, junho e agosto de 1902, o vulcão nessa ilha entrou em erupção várias vezes e matou mais de 31.000 pessoas. Esse vulcão destruiu várias cidades bonitas e as enterrou parcialmente com lama cinza, pedras enormes e cinzas. Alguns desses pedregulhos tinham 2 a 3 metros de diâmetro. Em um lugar, essas pedras estavam envoltas em lama e compactadas como paralelepípedos na pavimentação de ruas. Esses pedregulhos cobriam muitos hectares de terra.
Antes do vulcão entrar em erupção, as pessoas foram avisadas pelos trovões profundos como rugidos que ouviram vindos da montanha, e pelo gás sulfuroso que se tornou perigoso na vizinhança. Milhares de pessoas foram mortas e queimadas e suas casas foram totalmente destruídas. Foram enterradas nas cinzas quentes que caíram sobre elas. O vapor e as cinzas foram lançados no ar pelas forças reinantes no interior da Terra.
Algumas das pessoas deixaram as aldeias quando ocorreu a primeira erupção. Mais tarde, elas voltaram para suas casas pensando que o perigo havia passado. Mas, o vulcão tornou-se ativo novamente e causou a morte de muitos mais nativos que viviam nessa ilha.
Alguns geólogos que arriscaram suas vidas para estudar essa explosão vulcânica e seus resultados logo após a tragédia não sabiam o que realmente causou a catástrofe na ilha da Martinica. Um deles escreveu um relato muito bom do que viu. Ele tentou usar sua Mente racional, mas isso não foi suficiente para revelar a causa real.
Essa erupção foi causada pelas más ações e pensamentos dessas pessoas em vidas anteriores. Os pensamentos malignos delas formaram o arquétipo dessa destruição há muito tempo, quando viviam no sul da Europa. Quando elas morreram e depois renasceram na ilha da Martinica, o arquétipo as seguiu e pairou cada vez mais baixo sobre a terra até que o relógio do destino soou e o Monte Pelee explodiu em grande atividade.
Os Espíritos da Natureza também participaram nas atividades de destruição provocadas pela erupção do vulcão Monte Pelee na ilha da Martinica, que fica no Oceano Atlântico, não muito longe das Índias Ocidentais. Os Gnomos não gostam de confusão e foram cada vez mais fundo na terra. Quando eles alcançaram o Estrato Ígneo, que está conectado com vulcão, e leva até o cone desse, os gases, a rocha derretida e a lama de dentro da Terra se precipitaram e destruíram tudo, matando muitas pessoas. Os Silfos do ar e as Ondinas do mar ajudaram no trabalho de destruição causando maremotos. Os maus pensamentos das próprias pessoas foram os responsáveis. Os Espíritos da Natureza não devem ser culpados, pois são espíritos benevolentes quando cercados por pessoas humildes e amorosas que vivem uma vida reta.
Para entender quem eram esses Egos, que se reuniram no Monte Pelee e foram destruídos pela erupção do vulcão e pelas ondas do mar, temos que voltar um longo período na história. Por volta de 1800 A.C. alguns nômades indo-europeus encontraram seu caminho na península da Grécia. Outros, da mesma localidade, dirigiram-se para a Grécia por volta de 1500 A.C. e foram chamados de dórios. Eles eram uma classe feroz e ignorante de nômades. Eles alcançaram o Peloponeso e subjugaram seus primeiros parentes, os aqueus, bem como os citadinos do mar Egeu. A ilha de Creta foi invadida por esses dois grandes grupos de pessoas que levavam consigo todos os seus pertences quando viajavam de um lugar para outro. Essas pessoas levaram ou destruíram tudo à vista após sua chegada e mantiveram muitas pessoas como escravas.
Os abastados habitantes das regiões de Creta e do Egeu haviam desenvolvido uma civilização muito elevada, ainda superior à nossa atual. Essas pessoas foram dominadas pelas invasões gregas e fugiram para o mar, embarcaram em seus navios e partiram. Eles tentaram entrar no delta do Nilo, mas foram repelidos e expulsos. Muitas dessas pessoas desafortunadas morreram no mar, mas algumas conseguiram, por algum tempo, se estabelecer no sul da Palestina.
Por volta de 1200 A.C. a civilização desse povo, submersa pelos gregos bárbaros, pereceu e seus escritos foram inteiramente perdidos. O ódio intenso que foi gerado pelas pessoas que foram forçadas a sair de suas casas e país tendia a atrair esses invasores para eles em vidas posteriores. Isso fez com que esses antigos invasores bárbaros encontrassem o mesmo destino que haviam dado às pessoas inocentes. Vamos ver como isso aconteceu.
A Memória da Natureza revelou que quando esses povos bárbaros foram para Creta e para os países vizinhos, queimaram as casas das pessoas e muitos dos habitantes morreram nelas. Os bárbaros mataram os velhos, os fracos, os enfermos e os feios. Mantinham as mulheres bonitas e os homens fortes que não conseguiram escapar e os escravizaram.
Depois que esses refugiados cretenses foram de um lugar para outro e tiveram sua admissão recusada, alguns deles finalmente caíram no Oceano Atlântico. Eles foram levados para a ilha da Martinica, pelas correntes marítimas e formaram o núcleo para atrair os invasores para lá receberem seu justo castigo.
Aqui está como foi feito. Quando os refugiados se estabeleceram na ilha da Martinica, seus filhos foram as pessoas que se perderam nos navios em busca de um local de desembarque. Isso aconteceu ao longo de um período de várias gerações. Então ocorreu uma mudança, e seus filhos foram as pessoas que os expulsaram de suas casas e do país e causaram suas mortes. Depois de um longo período, os cretenses originais renasceram em outros lugares e a população consistia em grande parte dos invasores que causaram tanta miséria.
Esses antigos gregos, ou primeiros bárbaros, eram muito cruéis. Quando renasceram na ilha da Martinica em suas últimas vidas, esses Egos foram enviados para renascer em Corpos Densos menos desenvolvidos para cumprir esse destino. Os Anjos do Destino podem facilmente fazer isso.
Então os Egos foram enviados para renascer em Corpos Densos menos desenvolvidos como punição pelo orgulho e pela crueldade com seus irmãos e com suas irmãs humanos pertencentes a outras raças ou nações. Esses Egos que encontraram a morte nesses Corpos Densos quando o Monte Pelee entrou em erupção voltarão em Corpos Densos mais desenvolvidos, novamente, quando renascerem. Aqui está uma das razões pelas quais o estudo dos Ensinamentos Rosacruzes deve tornar todos os Estudantes muito humildes.
Notem que quando ocorrem tempestades, terremotos, maremotos, explosões vulcânicas ou catástrofes de outros tipos, muitos dizem: “Eis a obra de Deus! Quão insignificante é o homem!”. Isso é falso. Deus nunca fez uma tempestade ou catástrofe de tipo algum, pois Deus é a grande lei do amor. Essas catástrofes são evidências do poder do ser humano.
Se o ser humano nunca tivesse emitido maus pensamentos, palavras perversas, blasfêmias e maldições, a aura da Terra nunca poderia estar tão carregada de forças destrutivas que uma catástrofe fosse necessária para dissipá-las e trazer o equilíbrio.
A cura para os males da humanidade é que as pessoas sintam e expressem simpatia e amor mútuos. Se os indivíduos vivessem de acordo com seus ensinamentos religiosos, logo mudariam as condições de suas vidas para melhor. Através dos tempos, todos os grandes mestres religiosos exortaram as pessoas a tratarem-se mutuamente com misericórdia e a serem honestas e verdadeiras.
A Bíblia Cristã aponta o caminho e é realmente todo o guia necessário. Para aqueles que sentem a necessidade de explicações mais detalhadas e acessíveis sobre os mistérios da vida, sugiro os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que é a Fraternidade Rosacruz.
Em conexão com o assunto das catástrofes das nações, vou falar um pouco sobre os infortúnios que vieram para os indivíduos por causa do que eles fizeram em uma vida passada. Isso nos dará uma compreensão mais ampla deste importante assunto.
Talvez esse conhecimento nos ajude a entender melhor a nós mesmos e aos outros e nos permita ser mais úteis à humanidade.
Certa manhã, um Auxiliar Invisível parou um trem em uma cidade do leste e começou a descer uma rua. Antes de ir muito longe, ele conheceu um homem de cor negra que não tinha braços. Esse pobre homem estava malvestido e parecia infeliz. Ele pediu ao estranho algo para comer.
“Onde você pode conseguir algo para comer?”, perguntou o estranho.
“No depósito”, respondeu o pobre.
Eles voltaram e o Auxiliar Invisível pediu um café da manhã para o homem e começou a alimentá-lo assim que a comida foi servida.
Enquanto ele estava alimentando o homem, algumas pessoas que ele conheceu no trem entraram no refeitório e o viram. O garotinho imediatamente foi até o Auxiliar Invisível para ver o que estava acontecendo.
Os pais da criança subiram e convidaram o Auxiliar Invisível para sua casa.
“Não, obrigado”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Estou a caminho de uma outra estação para pegar um trem para continuar minha jornada. Encontrei esse homem e ele pediu comida e eu o estou alimentando.”
“Posso lhe ajudar?”, perguntou a senhora. “Você é muito lento.”
A senhora então pegou o garfo e começou a alimentar o homem sem braços e o marido sentou-se na mesma mesa. Depois que o homem terminou de comer, o Auxiliar Invisível perguntou como ele havia perdido os braços.
“Eu estava ajudando em uma fazenda um dia e de alguma forma meus braços ficaram presos em uma máquina de debulha e eles foram cortados no ombro”, disse o homem.
“Conte-nos sua história”, disse o Auxiliar Invisível. “Vamos dar as mãos enquanto este homem fala e talvez vejamos e aprendamos alguma coisa.”
“Depois que eu tive meus braços cortados e estava em um hospital”, continuou o homem, “Eu queria morrer porque sabia que teria uma vida difícil. Uma voz falou comigo e disse: ‘Olhe para trás, velho rei cruel, e veja a miséria e o sofrimento que você causou ao cortar os braços de seus escravos. Embora sua vida seja difícil, você não morrerá até ter sofrido tanto quanto sua vítima mais longa sofreu. Isso foi há muitos anos, mas você deve pagar a dívida. Seus quatro capangas sofreram o mesmo destino que você no dia em que foi ferido’.”
Depois de contar brevemente sua história de vida, o homem sem braços falou com o Auxiliar Invisível. “Diga-me o significado do que vi e ouvi naquele dia. Já vivi antes?”
“Sim, você viveu muitas vezes antes”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Por meio do pensamento, ele pediu a alguém que deixasse todos verem a vida do homem quando ele era rei.
Eles descobriram que esse homem era um rei da Babilônia e tinha muitas pessoas sob seu comando. Algumas das pessoas eram de cor branca, mas os escravos eram de cor morena e negra. Ele exigia muito desses escravos e quando eles não conseguiam completar as tarefas que ele lhes dava, ele fazia seus homens cortarem seus braços acima do cotovelo e os largavam para morrer. Algumas dessas pessoas infelizes foram comidas por animais selvagens. Outros viveram por muitos anos, enquanto algumas de suas vítimas morreram imediatamente.
“Estou assim há dez anos”, disse o homem.
“Vi outro homem sem braços na cidade onde moro”, disse o Auxiliar Invisível.
Os viajantes ofereceram algum dinheiro ao pobre homem, mas ele recusou. Não quero porque alguém tiraria do meu bolso”, disse.
Depois disso, o Auxiliar Invisível foi para casa com os pais do menino, fez uma curta estadia e depois partiu para o trem.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam passando pela cama de uma mulher em um hospital. “Senhora, por favor, pare aqui um momento.”, ela pediu.
“Estarei com você em alguns minutos”, respondeu a Auxiliar Invisível.
Essa Auxiliar Invisível falou com uma enfermeira sobre a mulher.
“Ela só tem mil e uma perguntas, para te inquirir sobre religião”, disse a enfermeira.
A Auxiliar Invisível voltou para a mulher doente e sentou-se ao lado de sua cama.
“Enfermeira, posso lhe fazer algumas perguntas”, disse a doente, e a Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Tenho sessenta anos e tive um marido que me trocou por uma mulher mais jovem”, disse ela. “Agora, ele perdeu o dinheiro dele, e eu me preocupei muito. Por que eu tenho que sofrer assim? Eu tenho sido uma verdadeira esposa para meu marido, mas não temos filhos. Eu não acho que fui tratada com justiça.”
“Ninguém está maltratando você”, disse a Auxiliar Invisível. “Você fez a mesma coisa em alguma vida passada quando se casou antes. Agora você deve orar por perdão e aceitar o que está sendo dado a você.”
“Você pode provar isso para mim?”, a mulher doente perguntou.
“Não sei se posso ou não”, respondeu a Auxiliar Invisível.
Ela pegou a mão da pobre mulher e começou a ler seu passado para ela. “Duas vidas antes disso, você era uma linda mulher cretense”, disse ela. “Você se casou e quando seu marido envelheceu você o deixou e encontrou um homem mais jovem. Então você conheceu reversos e morreu depois de muito sofrimento.”
Enquanto a Auxiliar Invisível falava, a doente levantou-se na cama com a boca e os olhos abertos e falou num sussurro rouco: “O que aconteceu com meu marido?”
Então ela o viu em sua casa com sua foto, feita de cobre, na frente dele. Ele tinha acabado de chegar do trabalho e estava pensando nela. Ele se tornou rico, mas não tinha interesse em nada. Todas as noites ele ia para casa e sentava-se lá sozinho.
Uma noite ele voltou para casa e jantou. Então, sentou-se em uma cadeira ao lado de sua mesa e pegou a foto dela em suas mãos.
A foto mostrava que ela parecia como nesta vida, só que era mais jovem naquela época.
“Oh, Deus”, disse ele. “Eu não aguento mais”, e sua cabeça caiu e ele faleceu. Os Auxiliares Invisíveis e a mulher o viram se formar ao lado de seu cadáver e a cena se encerrou.
“Graças a Deus, agora eu sei”, disse a mulher, “e eu o perdoo”.
A Auxiliar Invisível contou a ela sobre a lei de Causa e Efeito e o que ela deve fazer para ter uma vida e um lar melhores. Ela viu, por meio da Consciência Jupiteriana, que seu marido nesta vida tinha sido seu marido naquela vida passada. Essas pessoas não se conheceram na vida antes da recente quando ela era um homem.
Depois que a mulher disse que o perdoou, ela caiu de costas na cama. A Auxiliar Invisível chamou o Auxiliar Invisível que trabalhava com ela.
“Acho que ela está morta”, disse a enfermeira regular.
“Olhe para o coração e a cabeça dela e veja se consegue ver a chama da vida”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sim, eu vejo”, disse a Auxiliar Invisível. “Ela não está morta. Ela só desmaiou.”
O Auxiliar Invisível disse à enfermeira que sua paciente ficaria bem e que a deixasse em paz, mas para observá-la. Ele, continuando, disse que a paciente não faria mais perguntas e seria uma mulher melhor.
O Auxiliar Invisível disse à mulher tudo o que ela precisava saber e se ela seguir o que lhe foi recomendado fazer, fará um bom progresso.
Aqui está outra história que ilustra o efeito do Destino Maduro sobre duas mulheres que tiveram que pagar dívidas passadas sendo colocadas em um hospital psiquiátrico ou asilo.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um manicômio para ajudar duas mulheres a escapar do local. Os Auxiliares Invisíveis percorreram a instituição antes de se materializarem e encontraram muitos casos de obsessão. Eles encontraram duas mulheres infelizes que deveriam ser insanas. Uma tinha sido mantida lá por sete anos e a outra estava lá por quatro anos.
Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a libertar essas mulheres e eles tiveram que descobrir uma maneira de fazer isso. Era então muito cedo pela manhã. Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mulher que estava lá há sete anos qual era seu nome e endereço. Ela lhes deu as informações necessárias e os Auxiliares Invisíveis foram ao escritório e pediram autorização para visitá-la.
O homem encarregado disse que era contra as regras, mas que os visitantes poderiam ir vê-la desta vez. A pobre mulher disse que os familiares do seu marido a colocaram lá para tirá-la do caminho.
“Seu tempo acabou, e viemos para libertá-la”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Você tem alguma roupa para ir embora?”
“Sim”, disse ela, se vestiu e pegou todas as suas roupas.
“Você tem algum dinheiro?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, eu tenho cerca de cinquenta dólares”, ela respondeu.
“Vá para casa, arranje um bom advogado e reabra o seu caso”, ele a aconselhou. “Você ganhará o seu caso e ficará livre.”
Então os Auxiliares Invisíveis foram ver a mulher que estava lá há quatro anos. Eles a encontraram e ela contou sua história. Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que sua mãe a colocou naquele lugar, porque ela se recusou a se casar com o homem que sua mãe havia escolhido para ela. Sua mãe a drogou e quando ela acordou, ela se viu naquele hospital psiquiátrico. Ela disse que tinha uma quantia de dinheiro em um banco.
“Vista-se e pegue todas as suas roupas”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “e prepare-se para ir conosco à cidade, recomeçar a vida e esquecer seu antigo amante e seu povo”.
Os dois Auxiliares Invisíveis e as duas mulheres deixaram o local. Os guardas e o guarda noturno não os viram por que os Auxiliares Invisíveis construíram uma tela de desejo entre as mulheres e os guardas. Depois que eles deixaram o prédio, cada mulher seguiu seu próprio caminho alegremente, e os Auxiliares Invisíveis deixaram a cidade e continuaram com seu trabalho.
Essas duas mulheres não eram loucas ou vítimas de obsessão, mas estavam confinadas lá contra sua vontade por causa de outras pessoas. A Memória da Natureza revelou a causa disso. A mulher que havia passado sete anos em confinamento nesta vida havia prendido sua mãe em uma vida anterior e a mantido prisioneira por seis anos porque ela falava demais.
A mulher que estava internada há quatro anos havia, em vida anterior, feitos prisioneiros todos os empregados da sua fazenda que se casaram sem seu consentimento. Naqueles dias, os arrendatários ou servos da terra tinham que pagar comida, grãos ou dinheiro em períodos regulares. Quando essa mulher renasceu nesta vida, uma das empregadas que ela fez sofrer na prisão tornou-se sua mãe. De alguma forma, ela se lembrou de seus sentimentos de uma vida passada, e quando sua filha se recusou a obedecê-la, ela a drogou e a confinou no asilo.
Alguém havia dito: “Embora os moinhos de Deus moam lentamente, eles moem muito fino”. Se as pessoas geralmente conhecessem a lei do Destino Maduro, hesitariam com mais frequência antes de causar sofrimento aos outros. Então, haveria menos problemas e tristezas no mundo.
Tudo o que fazemos não é regulado pelo Destino Maduro. Temos livre arbítrio em muitas coisas e podemos iniciar novas causas para o bem e para o mal. Quando aprendemos que somos a causa de nossa própria tristeza ou felicidade, devemos nos esforçar para viver nossas vidas mais em harmonia com as Leis de Deus e fazer uma grande tentativa de superar essas leis do Mundo Físico; então, não geraremos nenhum Destino Maduro que deva ser pago em algum momento. Quando somos bons, nos preparamos para as bênçãos presentes e futuras.
Há muitos dons espirituais e materiais que Deus dá aos seus filhos obedientes.
A fim de ilustrar como nossas vidas presentes estão ligadas ao passado, vamos ver, brevemente, o caso sobre três indivíduos.
Em primeiro lugar, consideraremos uma senhora engolidora de espadas que ganhava a vida há alguns anos exibindo sua habilidade no espetáculo de circo. Uma aluna foi a esse circo para estudar a natureza humana e viu a senhora engolidora de espadas engolir várias espadas. Uma das espadas era feita de vidro com fios elétricos. Depois que ela engoliu parcialmente a espada, ela ligou a corrente e as pessoas puderam vê-la em sua garganta.
Depois que a multidão passou para a próxima atração, a aluna conversou com essa senhora engolidora de espadas. Ela a achou muito atraente e agradável. Ela contou à aluna alguns fatos sobre sua vida. A aluna se perguntou que influências poderiam ter levado essa senhora a assumir uma ocupação tão perigosa.
A Memória da Natureza revelou a razão pela qual ela se tornou uma engolidora de espadas nesta vida. Na vida antes desse renascimento essa mulher era um homem branco que vivia na Índia. Esse homem viu alguns faquires engolindo espadas e punhais. Ele se interessou e de vez em quando praticava o engolir espadas.
Ele aprendeu como, mas morreu de um acidente. Uma espada perfurou seu estômago. Até o fim, esse Ego estava determinado a engolir três espadas de uma vez e conseguiu essa façanha.
Foi através de um desses atos que uma espada perfurou seu estômago e causou sua morte. Ele era abastado e bonito, mas não tinha família naquela vida. Ele era um rico aventureiro em busca de excitação e prazer. Ele engoliu espadas apenas por esporte naquela vida.
Quando esse Ego renasceu, como mulher, nesta vida, seu antigo desejo a levou a querer engolir espadas novamente. Ninguém que ela conhecia fazia isso, mas um forte desejo veio a ela para tentar. No começo ela praticou secretamente e depois de três anos ela se tornou proficiente nisso.
Ela se casou e formou uma família. Ela veio para aproveitar a vida em mudança do circo e se encaixou bem com isso. Ela gosta dos olhares de admiração e espanto nos rostos das pessoas que a observam.
Ela será bem-sucedida em seu ato até que se torne descuidada.
Disseram-me que sua vida será exterminada pela espada, a menos que ela abandone totalmente essa prática. Essa senhora disse que teve dois acidentes graves. Ela cortou o esôfago uma vez e essa lesão cicatrizou. Então, mais tarde, ela se inclinou quando tinha uma espada na garganta e no estômago, a espada escorregou e perfurou seu estômago e ela pensou que estava acabada.
A lesão cicatrizou depois que ela passou algumas semanas no hospital.
Mais tarde, ela foi capaz de continuar com seu trabalho incomum. Que vida estranha ela leva! Seu passado e seu presente são estranhamente semelhantes, e podemos ver que os pensamentos de seu passado determinaram sua estranha carreira nesta vida.
Vamos agora ver o outro Ego brevemente por três vidas para ver que efeito o Destino Maduro teve sobre seu destino. Cerca de dois mil anos atrás, em Atenas, Grécia, vivia um homem que estudava medicina com médicos e químicos.
No decorrer de seus estudos, ele ficou fascinado pelas glândulas endócrinas e se interessou por suas funções no corpo.
Secretamente, ele começou a mexer com essas glândulas em seres humanos. Seus súditos eram principalmente mulheres. Ele estimulava essas glândulas até o ponto de ruptura. Então ele as reduziria, quase a um estado de inércia, causando grande dano aos indivíduos. Quando percebeu o mal que estava fazendo, tentou encontrar maneiras e meios de remediar o mal que havia causado. Ele morreu sem sucesso.
Quando ele renasceu, ele cresceu na Grécia e era uma mulher. Ela sofreu miséria incalculável toda a sua vida de problemas glandulares. Ela decidiu encontrar algum meio pelo qual pudesse curar a si mesma e aos outros. Ela era rica e bem-educada.
Ela foi aos melhores médicos, mas ninguém foi capaz de aliviá-la de seus problemas. Seus sofrimentos aumentaram até que ela faleceu. Antes de sua morte, ela fez um voto de que, se algum dia ficasse boa, dedicaria sua vida ao estudo da medicina para ajudar aqueles que sofriam como ela mesma havia sofrido.
Esse Ego renasceu nos Estados Unidos e logo decidiu se tornar médico. Quando era criança, sofreu um acidente e teve que amputar uma perna abaixo do quadril.
Apesar dessa deficiência, ele persistiu em seu desejo de se tornar um médico. Especializou-se em doenças causadas por várias glândulas endócrinas e viajou para quase todos os países do mundo em busca de conhecimento. Ele passou muitas noites sem dormir tentando aperfeiçoar um remédio que aliviasse o problema glandular.
Ele foi bem-sucedido em ajudar muitas de suas vítimas do passado. Ele fez o melhor que pôde para usar seu conhecimento para ajudar os outros.
Mal percebemos como nossas várias vidas estão entrelaçadas umas com as outras. Nós juramos fazer coisas em uma vida e, então, na vida seguinte vem a nós o desejo de fazer exatamente isso e nós lutamos para realizar esse objetivo. Pode ser bom, ou pode ser ruim. Pode ser fácil de fazer, ou pode ser extremamente difícil.
Geralmente, não percebemos por que estamos tão ansiosos para ter sucesso ao longo de uma determinada linha. A Memória da Natureza revela muitas coisas interessantes e surpreendentes que devem nos beneficiar, se nos esforçarmos para obter esse conhecimento vivendo uma vida de serviço à humanidade.
Catástrofes podem chegar aos seres humanos de uma forma ou de outra. Vou lhes contar um pouco sobre um homenzinho, um anão, que dizem ter apenas uns 72 centímetros de altura. Ele pesa menos de trinta quilos. Os patologistas investigaram e descobriram que em vários anões humanos a Glândula Pituitária era rudimentar ou inadequada para suas necessidades. Há evidências de que o esqueleto está sob o domínio das Glândulas Pituitárias e que o supercrescimento, o subcrescimento e o crescimento normal dependem do funcionamento dessas glândulas em conexão com o cérebro e os vários outros órgãos.
A Memória da Natureza revelou a causa desse Ego ter um Corpo Denso tão pequeno. Há cerca de dois mil anos, quando a Grécia avançava rapidamente na literatura, na ciência e nas artes, esse rapazinho era um mestre em medicina experimental. Ele estava se esforçando para encontrar alguma droga que pudesse alimentar as pessoas que destruíssem seus belos físicos, os fizesse murchar e destruísse suas doces vozes.
A principal razão pela qual ele fez isso foi porque ele queria destruir os romanos que estavam invadindo a Grécia naquela época.
Eles finalmente dominaram o país e capturaram esse homem e o levaram para Roma como prisioneiro. Ele continuou com sua experimentação em Roma e causou muitos danos, mas nunca aperfeiçoou a droga que queria. Finalmente, ele morreu naquela cidade.
O mesmo Ego renasceu, como mulher, mais tarde no país agora chamado Alemanha. Ela pertencia a uma família de pessoas abastadas e recebeu uma educação comum. Ela foi morta quando jovem durante uma das incursões feitas no país por algumas outras pessoas.
Então esse Ego renasceu, como homem, nos Estados Unidos como um anão com uma voz enfraquecida e um Corpo Denso enfraquecido. Ele parece e age como uma criança, embora seja um adulto em anos. Essa condição pode ser causada por deficiências da Glândula Tireoide, que é governada pelo planeta Mercúrio.
Os pais desse anão nesta vida eram pobres e ele está colhendo o destino que semeou há dois mil anos, ou três vidas atrás. Ele passará a vida como está e pode morrer cedo.
Ele está infeliz e sabe que é um desajustado. Se ele percebe o valor de um corpo normal e sente muito por ter um corpo pequeno, há uma boa chance de que ele volte a ter um corpo normal, quando renascer, como mulher, em sua próxima vida.
Ele deve aprender uma lição vivendo em um corpo pequeno e muito prejudicado.
Ele trouxe essa condição para si mesmo como punição pelo que fez para ferir outras pessoas, quando destruiu seus belos corpos e os fez definhar e morrer.
Agora, todos nós cometemos erros em vidas passadas, e na presente, a um ou mais de nossos semelhantes. Teremos que compensá-los de uma forma ou de outra. Muitas pessoas podem eliminar grande parte desse Destino Maduro vivendo vidas boas e úteis.
Consideremos outra pessoa incomum que provavelmente sente que o destino lhe deu um golpe cruel ao fazê-lo crescer demais. Diz-se que esse gigante tem quase dois metros e meio de altura e pesa mais de quatrocentos e cinquenta quilos. Ele pode colocar meio dólar em um anel que caiba em seu dedo médio.
Não se sabe geralmente o que faz com que as pessoas fiquem muito pequenas ou muito grandes. Os Estudantes Rosacruzes sabem que há uma razão oculta para cada anormalidade. Agora esse gigante parece ser inteligente e normal, mentalmente, mas é um homem grande. Deve ser muito inconveniente ser tão maior que as outras pessoas. Um gigante disse a uma senhora que ele geralmente alugava um quarto com duas camas de casal e dormia transversalmente nelas.
Para encontrar a razão do grande tamanho desse homem devemos olhar para a Memória da Natureza e voltar algumas vidas e ver o que poderia ter causado isso. Duas vidas atrás, esse homem era um homenzinho normal que vivia em uma terra que agora se chama Itália. Ele queria ser um homem alto normal. Ele foi para a Grécia e depois para o Egito em busca de médicos que pudessem ajudá-lo a aumentar sua estatura. Os médicos explicaram-lhe o perigo de aumentar seu tamanho na época, pois isso o afetaria mais tarde na vida. Eles disseram que sua altura não poderia ser alterada porque ele atingiu seu crescimento completo. Os médicos lhe disseram que poderiam ajudá-lo a construir seu corpo e arredondar para seu tamanho normal. Eles o instruíram como fazer isso e ele levou ao extremo. Ele pensou que poderia vencer os médicos e atingir seu fim de qualquer maneira.
Os médicos eram estudantes de ocultismo e conheciam muito bem sobre o assunto. Eles conheciam Astrologia e tudo sobre as sete glândulas endócrinas do Corpo Denso e como elas funcionam. O corpo desse homem atingiu um belo estado de perfeição. Ele então continuou seu tratamento sozinho e isso, por sua vez, fez com que as glândulas aumentassem.
A Glândula Timo tornou-se muito grande e finalmente o sufocou até a morte uma noite.
Na próxima vida, quando renasceu como mulher, voltou a ter um corpo normal e nada de grave aconteceu. Esse Ego viveu no que hoje é a França e morreu, como uma mulher de meia-idade. Ele não havia incorrido em nenhum Destino Maduro envolvendo outras pessoas, então os Senhores do Destino o deixaram continuar em paz por enquanto.
Na vida atual, ele nasceu em um dos países do norte da Europa por meio de pais comuns em altura. Ele continuou crescendo e agora é de grande porte. Todas as suas glândulas são hiperativas e seu tamanho grande deve-se particularmente à sua grande Glândula Timo, que causou crescimento excessivo.
Não há nada que ele possa fazer sobre seu tamanho agora. Ele mais do que atingiu seus desejos de duas vidas atrás. Sabemos que ele não está satisfeito agora, pois é muito inconveniente ser tão diferente de seus amigos e vizinhos. Então, vemos como o Destino Maduro afetou sua vida.
Em seu livro, Coletâneas de um Místico, o Max Heindel, ao falar da Lei de Causa e Efeito, diz o seguinte: “É claro que nem todas as causas que nos impulsionam na vida têm seu efeito na presente existência, e daí deduz-se que devem produzir seus efeitos em alguma parte ou em outra ocasião, a menos que se invalide a lei. Isso seria tão impossível como a suspensão da força da gravidade, o que levaria o Cosmos ao caos”.
Isso significa que se a lei da gravidade fosse suspensa, tudo estaria fora do lugar e o caos resultaria.
A gravidade tende a manter tudo em seu devido lugar. Por outro lado, isso não se aplica a um Auxiliar Invisível que suspende temporariamente a gravidade para ajudar uma pessoa ou um animal.
Agora vou contar o que aconteceu há cerca de seis anos entre um homem que é um Estudante Rosacruz e um gnomo que o visita.
Enquanto esse homem estava na varanda dos fundos da casa em que morava, em um dia de outono, o Gnomo apareceu e falou com ele.
“Meu trabalho está quase pronto”, disse ele.
“O que você quer dizer com ‘seu trabalho está quase pronto?’”, perguntou o homem.
“Nós pintamos as folhas na maioria das árvores nesta localidade”, disse o Gnomo, “e as folhas estão caindo e estamos prestes a nos retirar para o inverno”.
“O que você quer dizer com se retirar para o inverno?”, perguntou o homem.
“Ah, iremos mais para o fundo da Terra e lá dormiremos durante o inverno”, respondeu o Gnomo, “as árvores, a grama e os gnomos de toda a zona temperada do norte estão se preparando para o longo sono do inverno”.
“Qual é a causa de furacões, tornados, ciclones e catástrofes que ocorrem com tanta frequência?”, perguntou o homem. “Que efeito eles têm na Terra? Eles causam sofrimento na Terra?”.
“Certamente eles afetam a Terra”, respondeu o Gnomo.
“Quão?”, perguntou o homem que queria alguma informação.
“Se você caísse e esfolasse seu braço, ou perna, ou cabeça, isso provocaria uma dor aguda, não provocaria?”, perguntou o Gnomo.
“Ora, existem retardatários, e existem aqueles que falham em todas as Ondas de Vida; consequentemente, eles agem como um obstáculo no Esquema da Evolução. Por seus desejos, pensamentos e ações, os seres humanos provocam os Silfos, as Ondinas, as Salamandras e os Gnomos para se reunirem em determinados pontos da Terra até que não possam mais ser controlados. A força de qualquer grupo de Espíritos da Natureza que seja o mais intensa irromperá e liderará, levando destruição em seu rastro, que em certo sentido corrige alguns dos erros gerados pelo ser humano.
“Isso também causa dor à Terra por árvores sendo arrancadas, a terra sendo derrubada, animais e humanos sendo mortos.
É como um abscesso no corpo cósmico que veio à tona e agora espera o curativo do ser humano. Isso é conhecido como reabilitação, ou reconstrução, como o grande incêndio de Chicago que ocorreu há muitos anos. Após o incêndio, a reconstrução começou e a cidade foi reedificada em uma escala muito melhor do que antes.
“Essas condições na superfície e nos subterrâneos da Terra, geradas pelo ser humano, causam sofrimento à Terra. Quando o ser humano começa a reparar o dano, isso funciona como um curativo aplicado a uma ferida.”
“A que distância da Terra você vai?”, perguntou o homem.
“Eu desço para o terceiro estrato e lá permaneço até ser despertado por volta de 21 de março e, então, meus trabalhos começam. Passo meu tempo embelezando a grama, as árvores e tudo o que cresce na Terra.”
Pouco depois, o sábio pequeno Gnomo despediu-se do amigo e foi-se embora. Raramente percebemos que os Gnomos são Espíritos da Natureza extremamente sábios. Eles são mais sábios do que nós, ou podem ser, até que possamos despertar o sexto sentido latente que está adormecido na maior parte da humanidade, e pode ser desenvolvido pelo autossacrifício e serviço à humanidade.
Para minha conclusão, estou usando uma carta que veio de um amigo. Esse amigo gentilmente me deu permissão para usar as seguintes informações sobre a causa das condições desfavoráveis na Terra hoje:
“Qual é a Terra em que vivemos? Você já parou para meditar sobre esse assunto? Você já considerou seriamente o que é a Terra e a razão de sua existência? Você pode responder que a Terra é um Planeta, o que é bem verdade … É um Planeta entre muitos outros, mas de onde vieram esses Planetas?
“Eles são simplesmente luminares, com exceção da Terra, colocados no céu para iluminar nosso minúsculo globo, ou simplesmente aconteceram e, em caso afirmativo, como aconteceram? Seria interessante estudar as várias teorias apresentadas e compará-las.
“Os cientistas ocultistas concordam que o Sol é o Astro pai-mãe de todos eles, e que, de tempos em tempos, ele se desprende de várias porções de si mesmo para que os seres que habitam essa parte em particular possam ser segregados do resto e receber especial instrução nas coisas que favoreceriam seu desenvolvimento evolutivo. Cada Planeta lançado do Sol está sob a tutela direta e orientação de um Espírito Planetário cujo corpo é o Planeta sobre o qual as Ondas de Vida em evolução habitam. Se Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Vênus, Mercúrio e o Sol têm, cada um, um Espírito Planetário, não é razoável acreditar que a Terra também tenha um Espírito Planetário?
“O Espírito Planetário ao qual cada Planeta pertence tem um embaixador que ele envia a cada um dos outros Planetas. Os nomes dos embaixadores enviados à Terra pelos outros Planetas são os seguintes: O embaixador de Urano é Ithuriel; de Saturno é Cassiel; de Júpiter é Zachariel; de Marte é Samael; de Vênus é Anael; de Mercúrio é Rafael e do Sol é Miguel.
“Os nomes dos Irmãos Maiores também são conhecidos, pelo menos, por todos os Iniciados. Por que então a existência do Espírito Planetário da Terra, se é que existe, está envolta em mistério? Por que o Espírito de Cristo tem que vir à Terra todos os anos e permeá-la com Sua energia e vida? O Espírito Planetário da Terra, se existe, é incapaz de sustentar a Terra?
“Pense nessas coisas; medite nelas até obter seu significado completo, e então tente perceber aquilo que a humanidade está agora pensando, sentindo e fazendo, e como as forças geradas por isso estão afetando os centros de força do Corpo de Desejos do Terra.
Se a humanidade não harmonizou seu pensamento com a verdade e o amor de Deus, mas, em vez disso, estabeleceu forças contrárias de egoísmo, ganância, inveja, ciúme e desejo de poder, gerando todas as consequentes forças negativas e destrutivas antes mencionadas, quem pode negar que tais forças estão desenfreadas no mundo hoje, então aprendamos a entender que terríveis doenças devem estar se manifestando agora dentro do corpo da Terra.
“Sendo tudo isso verdade, por quanto tempo você acha que o corpo da Terra vai aguentar a tensão? Aqueles familiarizados com as verdadeiras condições sabem que não pode suportar muito mais tempo. Não é necessário salientar que todas as perturbações sísmicas são evidências da reação da natureza ao tumulto desarmonioso causado pelo mal, pelos pensamentos, emoções e atos perversos da humanidade, e que o egoísmo e a ganância do ser humano, como resultado, causaram o presente corpo cheio de deficiências – afinal, qual é o Corpo Denso totalmente saudável, dentre os seres humanos não avançados neste Esquema de Evolução da Onda de Vida Humana?
“Distúrbios sísmicos, resultado de um corpo terrestre doente, aumentaram de forma alarmante. Procure os registros relativos a eles para o ano de 1931 e para cada ano subsequente. Assim, como pensamentos negativos e práticas físicas vis destroem as células do Corpo Denso do indivíduo, do mesmo modo atuam sobre as células do corpo da Terra que se decompõem como resultado dos maus pensamentos, dos desejos inferiores e das más ações combinados da humanidade como um todo.
Lembremo-nos que já no passado cristalizamos tanto a Terra que tivemos que ser expulsos do Sol!
“Mais tarde, certa parcela da humanidade cristalizou um ponto na Terra, a tal ponto, que junto com os responsáveis por sua condição foram lançados da Terra no que hoje é conhecido como nossa Lua. Esses seres lunares, membros de nossa própria Onda de Vida, são os fracassados nesse Esquema de Evolução. Eles encontram-se no caminho descendente e estão perdidos em nosso atual esquema de manifestação. Se o Espírito de Cristo não tivesse vindo a nós na época em que Ele veio, outra Lua teria sido lançada naquele momento. Agora estamos novamente à beira de uma grande crise.
“É por essa razão que o chamado é enviado a todos os Estudantes Rosacruzes para ‘viver a vida reta em sua plenitude’, para aplicar seriamente em suas vidas diárias, sem a menor reserva, em pensamentos, palavras e ações, os Ensinamentos Rosacruzes que lhes foram dados pela Escola dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, a fim de que eles não se juntem aos fracassados, caso ocorra o colapso final de nossa civilização atual, e assim possam permanecer sob novas condições como os pioneiros e líderes para os quais os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental estão se esforçando para prepará-los .”
[1] N.T.: Gn 4:24
[2] N.T.: Gn 6:5-14
Capítulo XII
A cura espiritual é tão antiga quanto a doença. Muito tem sido escrito sobre isso através dos tempos. Sempre houve algumas pessoas no mundo que foram capazes de curar outras por meio do poder espiritual. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, encontramos muitos casos em que os enfermos foram curados por esse meio.
Sabemos que Cristo-Jesus e Seus Discípulos foram capazes de realizar curas maravilhosas. Muitos dos santos foram capazes de curar por meios espirituais, e muito tem sido escrito sobre curas maravilhosas que vieram como resultado de orações a esses santos por ajuda. Muitas dessas histórias são verdadeiras.
As pessoas que oraram o fizeram com o coração, e suas orações sinceras foram ouvidas por Deus ou por alguns de Seus Auxiliares, e a ajuda foi enviada a eles. Claro, eles tinham merecido essa ajuda, ou ela não teria sido dada a eles.
Muitas pessoas boas consagraram suas vidas ao trabalho de curar a humanidade e chegaram ao ponto em que podem fazer a cura espiritual.
Sim, a cura espiritual é possível, e as pessoas são curadas todos os dias por esse meio.
Naturalmente esta pergunta é feita: de que forma a cura espiritual difere de outros métodos de cura?
Os métodos usuais de cura, como realizados hoje, consistem em drogas, cirurgia, manipulações de músculos, articulações, nervos, etc., terapia com luz e raios-x e tratamentos com rádio. Devemos também incluir curas naturais de vários tipos, consistindo em banhos de sol, dietas, curas de repouso, etc. Como sabemos, esses vários métodos são necessários, às vezes, por todos nós. Os meios mais simples de assistência à natureza devem ser preferidos, mas em alguns casos a cirurgia é necessária.
A cura espiritual pertence a um plano diferente. Este método de cura funciona primeiro através do Corpo Vital e depois afeta o Corpo Denso. Os Auxiliares Invisíveis trabalham nas extremidades do Corpo Vital e arrancam porções doentes aqui e ali onde é necessário. Quando o Corpo Vital foi restaurado à saúde, o Corpo Denso se torna saudável.
O trabalho de cura na Fraternidade Rosacruz, uma Escola de Mistérios, é realizado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por meio de muitos grupos de Auxiliares Invisíveis que eles estão instruindo. Essa obra útil é conduzida de acordo com os mandamentos de Cristo-Jesus, a saber: “Pregai o Evangelho e curai os enfermos”. Esses Irmãos Maiores são Seres espirituais elevados por meio dos quais o Espírito de Cristo está trabalhando para o benefício da humanidade. Eles avançaram e aprenderam todas as lições que este Planeta Terra tem para ensinar e escolheram permanecer aqui como professores e ajudantes da humanidade.
Eles desejam muito ajudar todas as almas aspirantes a encontrar o caminho que as levará à liberação.
Os Auxiliares Invisíveis, que pertencem à Onda de Vida humana, são pessoas que vivem uma vida digna de servir durante o dia, quando estão em seus Corpos Densos, e cujo desenvolvimento ao longo das linhas evolutivas lhes rendeu o privilégio de servir aos outros sob a direção do Irmãos Maiores, enquanto funcionam em seus Corpos de Desejos e Corpos-Almas quando estão fora de seus Corpos Densos.
Esses Auxiliares Invisíveis são enviados em grupos que geralmente consistem em doze Auxiliares Invisíveis e um líder, mas grupos menores também participam deste trabalho. Às vezes, uma pessoa ajuda os outros sob a direção de ser humano que está em graus mais elevados (Irmão Leigo, Irmã Leiga e/ou Adepto) que sabe exatamente o que está acontecendo.
Agora vamos ver alguns casos em que Auxiliares Invisíveis curaram e ajudaram pessoas por meio de Cura espiritual Rosacruz. Isso nos dará uma ideia melhor do que está sendo feito no momento em todo o mundo.
Alguns anos atrás, alguns Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ajudar um homem que estava orando por ajuda. Eles descobriram que o homem teve parte de uma vértebra retirada de sua coluna. Ele estava engessado e sofria tanto que queria morrer, pois havia desistido de esperar que pudesse ser ajudado. Ele tinha tuberculose no osso e a lesão não cicatrizava. Suas costas ficaram tortas e os médicos o abandonaram. Quando os Auxiliares Invisíveis se materializaram, entraram e perguntaram como ele estava, ele olhou para eles com um rosto muito triste.
“Não há esperança para mim”, disse ele lentamente.
“Nós viemos para ajudá-lo”, disse a Auxiliar Invisível. Ela foi até o homem e passou a mão para cima e para baixo em sua coluna. Ela notou a vértebra que faltava e como sua coluna estava torcida fora de forma.
O Auxiliar Invisível tirou o gesso de aço e massageou as costas, o peito e o abdômen do homem. As articulações começaram a estalar em sua coluna, e suas costas ficaram retas. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem para se levantar e ele o fez. Assim, ele foi curado de sua terrível aflição.
Não havia mais ninguém na sala, a não ser a esposa e os Auxiliares Invisíveis. A esposa do homem chorou de alegria e agradeceu a Deus pela ajuda. Ela abraçou e beijou a senhora Auxiliar Invisível e agradeceu a ambos os Auxiliares Invisíveis repetidamente por sua ajuda.
“O que você quiser que eu faça para retribuir, eu farei”, disse o homem.
Um dos Auxiliares Invisíveis disse a esse homem para se tornar um servo da humanidade e ajudar a todos, independentemente de cor, credo ou raça.
O homem disse que faria isso, e os Auxiliares Invisíveis saíram e foram ajudar outra pessoa.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na costa oeste da América do Sul e foram para a casa de um homem que esteve doente durante todo o inverno. Sua família era pobre e tinha muito pouco para comer.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que não tinham dinheiro, mas que fariam o que pudessem por ele. Seu reumatismo o deixara azedo e mal-encarado.
“Se você pode fazer alguma coisa por mim ou minha família, faça”, disse ele.
“Você acredita em Deus?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, à maneira da maioria das pessoas, mas tenho uma opinião própria, acredito que há alguém, ou um corpo de Seres, que cuida das pessoas, e que Deus tem outras coisas para fazer”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis então explicaram seus ensinamentos a essas pessoas.
Enquanto a Auxiliar Invisível estava falando, o Auxiliar Invisível pegou um pouco de lenha para o fogo e esquentou um pouco de água. Ele então esfregou o homem com água morna. Depois que o Auxiliar Invisível terminou com ele, ele perguntou por que ele não se levantou.
“Ora, cara, eu não saio da cama há três meses!”, ele disse em um tom de voz muito surpreso. “Estou muito fraco para me levantar.”
“Vire-se”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz gentil.
“Eu não posso fazer isso”, disse o homem.
O Auxiliar Invisível então disse ao homem que lhe entregasse um copo de água que estava na mesa ao lado dele. O homem se levantou, pegou o copo e o entregou ao Auxiliar Invisível. Então ele pareceu surpreso. “Ora, nada me machuca”, disse ele. “O que aconteceu comigo?”
“O que temos, damos de graça”, disse o Auxiliar Invisível. “Levante-se.”
O homem levantou-se e estava bem. Vestiu a roupa e começou a questionar os estranhos que tanto o ajudaram.
“Vocês são as pessoas que curam pessoas na costa leste?”, ele perguntou. “Ouvi falar disso, mas não acreditei nas histórias, pois não acreditava que os seres humanos pudessem me curar tão rapidamente, e os Anjos não pensam em nós. Ouvi todos os tipos de histórias estranhas sobre pessoas trabalhando à noite ajudando as pessoas, mas eu não prestei atenção nisso. Posso saber por mim mesmo se você é real e para que eu possa dizer que toquei em você?”. Ele segurou as mãos e os braços dos Auxiliares Invisíveis e tocou suas cabeças e ombros. “Como posso me tornar um Auxiliar Invisível gosta de você e faz o que você faz para ajudar os outros?”, perguntou ele.
Um dos Auxiliares Invisíveis lhe disse e ele disse que gostaria de sair daquele país frio. O homem disse a eles que ela estava doente, sua esposa estava acordando cedo. Ela tinha que andar mais de um quilômetro para trabalhar, mas não ganhava muito dinheiro.
Depois que esse homem descobriu que estava curado, ele era um homem mudado. Toda a sua disposição pareceu mudar. Os Auxiliares Invisíveis lhe disseram para amar sua família e ser gentil com eles e com todos os outros. O homem queria saber quem realmente eram os Auxiliares Invisíveis e se eram realmente humanos. Os Auxiliares Invisíveis lhe disseram que eles eram humanos e que seus corpos estavam a uma longa distância adormecidos na cama. O homem parecia não acreditar nisso, pois não conseguia entender tanto de uma vez. O Auxiliar Invisível disse “Adeus” e o deixou.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na Europa e encontraram um cachorro deitado ao lado de um homem que havia caído e quebrado a perna. O homem e seu cachorro estavam a muitos quilômetros de casa. Os Auxiliares Invisíveis sabiam que o homem deveria ser levado para casa o mais rápido possível porque suas faixas e pés estavam congelados. A Auxiliar Invisível pegou o cachorro São Bernardo, e o Auxiliar Invisível levou o homem para sua casa. Eles suspenderam a gravidade e os carregavam pelo ar.
Quando o homem foi trazido para casa, sua esposa e família ficaram muito animadas. Eles eram pessoas pobres e viviam do que o homem podia trazer. Isso era muito pouco, e os Auxiliares Invisíveis logo perceberam que muita ajuda era necessária naquele lar. Eles pediram permissão para curar o homem e o cachorro, que haviam sido expostos ao clima frio por dois dias.
Os Auxiliares Invisíveis amarraram o homem com um varal, no peito e debaixo dos braços, na cabeceira da cama. Então eles colocaram a perna dele em uma tábua de passar roupas. Um Auxiliar Invisível esticou a perna quebrada e endireitou o osso. Os Auxiliares Invisíveis puderam ver a ruptura com sua visão espiritual, que eles têm quando estão fora de seus corpos à noite ajudando os outros. Enquanto isso acontecia, a Auxiliar Invisível dirigiu a força de cura que vem de Deus para o corpo do homem.
A princípio o homem gritou muito, pois sua perna lhe doía muito. Em pouco tempo ele parou, e um Auxiliar Invisível pensou que ele havia desmaiado. “Ele desmaiou”, disse ela ao companheiro.
“Não, minha perna não me dói mais. Está bem”, disse o homem com uma voz alegre.
Havia vários Auxiliares Invisíveis presentes, e quando o homem começou a gritar de dor, uma Auxiliar Invisível fugiu assustada porque não tinha aprendido a fazer muita coisa. Outra Auxiliar Invisível segurou as mãos do homem e conversou com ele. Um Auxiliar Invisível disse ao homem que a pele descascaria de suas mãos, pés e orelhas.
“Você vai ficar bem em alguns dias”, disse o Auxiliar Invisível, “mas você deve ter muito cuidado por um tempo.”
O Auxiliar Invisível que estava ajudando no cuidado do homem fez uma cama de paletes para o fiel cão São Bernardo e o esfregou, esfregando seus pés com muito cuidado. O cachorro ganiu e lambeu as mãos dele para mostrar que entendia que estava sendo ajudado. O Auxiliar Invisível disse à família para cuidar bem de seu cachorro maravilhoso.
Depois disso, as pessoas começaram a fazer perguntas. O homem queria saber como os Auxiliares Invisíveis o levaram para casa. Ele queria saber como eles desceram a encosta da montanha, pois era muito perigoso para quem não conhecia a trilha. Ele perguntou aos Auxiliares Invisíveis como eles levaram seu cachorro para casa.
“Meu amigo carregou você e eu levei seu cachorro para casa”, disse a Auxiliar Invisível. Os Auxiliares Invisíveis responderam às suas perguntas da melhor forma que puderam e falaram sobre seu trabalho e foram embora.
Os Auxiliares Invisíveis foram adiante e encontraram um homem cujo cavalo havia escorregado e caído e o jogado em um barranco. O homem não se machucou, mas não conseguiu sair. Os Auxiliares Invisíveis o ajudaram, pegaram seu cavalo e o ajudaram durante parte do caminho para casa.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis pararam em uma casa onde uma menina estava muito doente com pneumonia. Seus pais tinham pouco dinheiro e estavam muito preocupados com ela. Os Auxiliares Invisíveis bateram na porta e as pessoas os deixaram entrar.
“Viemos ajudar sua filha”, disse um dos Auxiliares Invisíveis ao pai da menina.
“Faça o que puder por ela”, disse o homem.
Um Auxiliar Invisível disse à mãe para pegar o balde de despejo, e ela se apressou e o preparou. Então o Auxiliar Invisível desmaterializou seus dedos e os colocou no peito da menina doente, materializou-os e massageou seus pulmões. Ele dissolveu o muco coagulado em seu peito e o dirigiu para cima. Ele colocou uma colher em sua garganta, e ela vomitou o catarro.
“Oh, eu me sinto muito melhor, e a dor desapareceu”, disse ela depois que se livrou do muco.
“Em um ou dois dias você será capaz de se levantar”, disse o Auxiliar Invisível.
As pessoas agradeceram aos Auxiliares Invisíveis por sua bondade para com eles e queriam saber quem eles eram. Os Auxiliares Invisíveis falaram um pouco sobre seu trabalho e os deixaram.
Aqui está uma história sobre uma criança que foi salva de um afogamento e revivificada por meio de cura espiritual.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na costa oeste e viram uma mulher empurrar uma criança de um cais para as águas profundas com a intenção de deixá-la se afogar. Os Auxiliares Invisíveis desceram e olharam para a água. A princípio não viram o corpo da criança. Então um dos Auxiliares Invisíveis a viu afundar já nas profundezas da água. Ela foi direto para a água de cabeça e pegou os pés da criança e subiu no ar com ela. A água salgada saiu dos pulmões da criança, o Auxiliar Invisível a virou e a segurou com a cabeça para cima. Ela correu para o cais e a deitou.
As pessoas próximas vieram correndo, se reuniram ao redor e se perguntaram como o Auxiliar Invisível conseguiu tirar a garota das águas profundas sem um barco. O outro Auxiliar Invisível trabalhou na criança e a ressuscitou. Ela estava quase morta, mas voltou ao seu corpo, e os Auxiliares Invisíveis sabiam que ela ficaria bem.
Aos Auxiliares Invisíveis foram mostrados, pela Consciência Jupiteriana, quem eram a criança e a mulher e por que a mulher tentou afogar a criança. Os pais da criança estavam mortos. Eles deixaram seu dinheiro e propriedades para essa criança, e a tia queria ficar com a posse do dinheiro e das propriedades.
Durante esta noite quente a tia tinha levado a criança para passear a fim de ver a vida noturna ao longo do cais. Quando chegaram ao fim do cais, onde a profundidade era bem maior, a mulher ficou ali por um tempo e a criança brincou por perto. De repente, a tia empurrou a sobrinha para a água a fim de deixá-la se afogar.
Então os Auxiliares Invisíveis apareceram, e um deles desceu às águas profundas e resgatou a criança, e o outro a ressuscitou. As pessoas no cais viram o Auxiliar Invisível descer na água e subir com a criança, e ficaram muito animadas. Um policial veio, e os Auxiliares Invisíveis lhe entregaram a criança e lhe contaram o que havia acontecido.
A menina então contou tudo e disse que foi sua tia quem a empurrou de propósito e que não foi um acidente. O policial queria que os Auxiliares Invisíveis voltassem na segunda-feira e fossem ao tribunal, mas eles disseram que não poderiam fazê-lo. Os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho. Na manhã seguinte, ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente dessa cena estranha.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam na Índia e encontraram um homem que acabara de ser mordido por duas cobras. Quando os Auxiliares Invisíveis o viram, ele disse: “O que você faz para picadas de cobra? Acabei de ser mordido por duas cobras e estou com um calor terrível”.
Os Auxiliares Invisíveis fizeram o homem se deitar no chão, e um deles chupou o veneno dos lugares em sua mão e braço direito onde as cobras o haviam picado, e o outro Auxiliar Invisível aplicou a força curativa que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis então levaram o homem para casa. Eles sabiam que ele ficaria muito doente, mas que sobreviveria. Muita ajuda desse tipo é dada às pessoas em terras tropicais onde as cobras venenosas são muito abundantes.
Certa noite, uma jovem foi curada milagrosamente de um sério problema de pele. Quatro Auxiliares Invisíveis encontraram uma garota, cujo rosto estava cheio de manchas e feridas. Ela estava andando sozinha em uma floresta, e ela tinha um tipo de unguento com ela. Ela se sentou em um tronco caído e passou pomada por todo o rosto. Seu rosto estava em uma condição tão terrível que dois dos Auxiliares Invisíveis não se aproximaram dela, mas observaram de longe.
Os outros Auxiliares Invisíveis foram até ela, e um deles pegou o pote de bálsamo e olhou para ele. Ele disse à garota que ela poderia ser curada se ela prometesse ser boa e gentil com todas as pessoas, independentemente de quem elas fossem.
“Tudo ficará bem com você”, disse ele, “se tentar ajudar a todos.”
“Farei tudo o que puder para ser útil”, prometeu a garota. “O único amigo que me resta é um jovem que é um servo da família. Meu namorado me abandonou por causa da minha aparência. Esse outro jovem sente pena de mim, ele fala comigo e lê para mim, porque eu tenho que ficar no escuro quando o sol brilha porque a luz forte machuca meus olhos, que também estão doloridos.”
O Auxiliar Invisível então pegou um pouco de terra e água e fez um pouco de lama e espalhou por todo o rosto dela. A lama logo secou e caiu. Seu rosto estava claro e liso, e completamente curado. A Auxiliar Invisível pegou o espelho da menina que ela havia trazido e entregou a ela.
Quando viu seu rosto, ela simplesmente chorou de alegria. “Vocês são Anjos de misericórdia que vieram a mim para responder minhas orações?”, ela perguntou.
“Sim”, disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível que tinha colocado a lama no rosto dela então aconselhou essa garota a deixar seu velho namorado em paz quando ele voltasse para vê-la, porque ele só a queria por seu dinheiro.
Os Auxiliares Invisíveis viram a garota feliz em casa e foram embora. Essa menina tinha sido curada de sífilis de terceiro grau.
Aqui está outro caso em que uma cura maravilhosa foi realizada por meio da cura espiritual. Certa noite, uma Irmã Leiga convidou dois Auxiliares Invisíveis para acompanhá-la para trabalhar em uma jovem doente desde o nascimento. Ela havia herdado a sífilis.
Quando chegaram ao local, todos os Auxiliares Invisíveis se materializaram, e um deles bateu à porta e alguém os deixou entrar.
A Irmã Leiga pediu à moça o creme gelado que ela lhe dissera para comprar, no que foi prontamente atendida. Ela pegou, então, uma colher de sopa cheia do creme e esfregou por todo o rosto, cabeça e costas da menina doente.
Seu rosto estava em um estado de meter medo. Estava coberto de feridas, escamas e contas pretas. Essa doença de pele também estava no couro cabeludo, no pescoço, no peito e nas costas dela.
A Irmã Leiga disse à Auxiliar Invisível que pegasse um pente fino e penteasse as escamas do rosto da menina e de seu couro cabeludo. A Auxiliar Invisível começou a trabalhar, e as escamas começaram a cair. Algumas eram tão grandes quanto uma moeda de dez centavos. Ela então pegou uma escova e escovou todas as escamas do cabelo e do couro cabeludo dela. Depois disso, o rosto da menina ficou branco e claro.
Os olhos da Auxiliar Invisível começaram a brilhar de excitação, e ela ficou muito alegre, pois adora ajudar as pessoas.
Em seguida, o Auxiliar Invisível deu um banho na garota, e sua pele ficou clara e bonita. Ela foi instantaneamente curada pela Irmã Leiga.
Então a menina, ao ver o que havia acontecido com ela, chorou de alegria e agradeceu a Deus. Sua família ficou surpresa com o que viram os estranhos fazerem pela menina. “Por que o médico não pôde fazer isso?”, perguntou o pai ao ver que a filha estava curada.
“Há alguns médicos que podem fazer isso, mas não muitos”, respondeu a Irmã Leiga.
Aqui está uma história de como um homem doente foi ajudado e de um aleijado que foi curado por sua fé.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem doente em resposta às suas orações por ajuda. Esse homem estava doente há algum tempo e pensou que estava prestes a passar para o outro lado.
Ele havia orado o dia todo, e sua família e amigos próximos estavam cantando e orando com ele. Eles estavam cantando “Abide with Me”[1] quando os Auxiliares Invisíveis entraram na sala.
O doente viu a Auxiliar Invisível e ergueu a mão para que as pessoas parassem de cantar. “O Anjo está aqui para me levar para o céu,” ele disse com uma voz surpresa.
“Não, estou aqui para curá-lo”, disse a Auxiliar Invisível.
“Tenho oitenta anos e sou Cristão desde os quatorze anos”, disse-lhe o doente. “Quero ir a Jesus e contar-lhe tudo sobre meus problemas e tristezas.”
As pessoas começaram a cantarolar a música que estavam cantando.
O Auxiliar Invisível disse ao homem para que as pessoas se ajoelhassem, abaixassem a cabeça e cantassem “Fique comigo”. Eles fizeram isso, e enquanto cantavam, a Auxiliar Invisível se materializou e abriu sua aura, e a sala foi inundada de luz.
O homem doente estava tão magro que parecia ser apenas pele e osso quando se levantou na cama e gritou: “Glória a Deus, eu realmente vejo um Anjo. O que a Bíblia diz é verdade. Senhor, deixe-me ir com ele. Posso não ter outra chance, e ele está aqui”.
As pessoas na sala olharam ao redor e se engasgaram de surpresa quando viram a estranha. Eles caíram no chão em sua excitação. Nesse momento, um garotinho vestido com seu pijama, entrou chorando e foi até a Auxiliar Invisível para que ela o levasse. A Auxiliar Invisível o ergueu em seus braços, e ele não fez nenhum esforço para descer.
O Auxiliar Invisível gradualmente atraiu sua aura e disse às pessoas que se levantassem. Quando a mãe da criança viu seu filho nos braços do Auxiliar Invisível, ela ficou nervosa. Anjo, por favor, coloque meu filho no chão para que eu possa pegá-lo. Você pode esquecê-lo e levá-lo para o céu com você. Eu quero meu bebê.”
A criança não queria descer, mas finalmente o fez e foi até sua mãe. Depois disso, o Auxiliar Invisível disse ao enfermo que talvez suas orações fossem atendidas para que ele pudesse levá-lo ao céu.
“Não, estou bem agora e quero viver”, disse ele.
O Auxiliar Invisível então conversou com as pessoas surpresas e assustadas e disse-lhes como deveriam viver. “Você deve fazer tudo o que puder para ser útil e ser gentil com todos”, disse ela.
Todas as pessoas presentes prometeram que o fariam.
“Você pode se levantar quando quiser”, disse a Auxiliar Invisível ao homem que estava doente na cama. O outro Auxiliar Invisível não se materializou, mas trabalhou no doente e o curou enquanto tudo isso acontecia.
Uma senhora que estava presente falou e disse: “Tenho uma mãe doente e aleijada que está assim há dez anos. Ela está de cama há três anos”.
“Vá para casa e diga a sua mãe que sua fé em Deus e suas orações por ajuda foram ouvidas, e que sua fé a fará ficar bem”, disse o Auxiliar Invisível. “Diga a ela que ela pode se levantar e fazer seu trabalho.”
A mulher foi para casa e voltou correndo. “Minha mãe está bem, e ela não é mais aleijada”, disse ela.
“Abaixe a cabeça e agradeça a Deus”, disse o Auxiliar Invisível, e ele desapareceu.
Essas pessoas eram Cristãs e acreditavam em Anjos, e por isso acreditavam que o Auxiliar Invisível era um Anjo. Como a maioria dessas pessoas era idosa, não adiantaria nada para o Auxiliar Invisível contar a eles sobre seus ensinamentos ou explicar o que ela realmente era. Eles não teriam acreditado de maneira alguma. Essa experiência, no entanto, ajudará essas pessoas a viver uma vida melhor.
Alguns Auxiliares Invisíveis que frequentemente trabalham em hospitais à noite tiveram sua atenção voltada para uma mulher que estava com soluços há três dias. Ela havia dormido muito pouco e estava quase exausta. A Auxiliar Invisível foi até ela e começou a falar com ela sobre sua vida, e ela descobriu que a senhora podia falar com vontade.
“Pobre senhora, espero que melhore”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
A pobre senhora começou a implorar ao Auxiliar Invisível que a ajudasse, e assim ela colocou a mão na cabeça, e os soluços pararam imediatamente.
“Agora, não fale, mas vá dormir”, disse o Auxiliar Invisível.
“Quero agradecer-lhe”, disse a pobre senhora.
“Não, não me agradeça, mas agradeça a Deus, pois sou seu servo”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Por favor, vá buscar meu bebê de um mês”, disse a senhora com uma voz preocupada. “Sofri tanto com os soluços que não pude contar ao médico sobre ele.”
A Auxiliar Invisível ficou animada e disse à enfermeira que mandasse a ambulância atrás do bebê.
“Você vai na ambulância?” a enfermeira-chefe perguntou.
“Sim, eu quero ver aquele bebê”, respondeu o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível descobriu que o bebê estava quase morrendo de fome, pois recusou o leite com que a família tentava alimentá-lo. A Auxiliar Invisível carregou o bebê sozinha. Seu terno cuidado amoroso e a força de cura de Deus que ela dirigiu a ele salvaram sua vida.
Ela deu o bebê para sua mãe, e ele sugou o leite materno o mais rápido que pôde.
Em poucos minutos eles levaram o bebê e deram ordens estritas sobre quando a enfermeira deveria trazer o bebê de volta para amamentar até que voltassem na noite seguinte. O bebê foi colocado em um quarto onde uma enfermeira foi designada para cuidar dele, pois ele estava muito fraco e emaciado.
Aqui está como uma garota com uma fratura no crânio foi curada pelos Auxiliares Invisíveis. Um dia, uma garota estava em um refeitório na fila para almoçar, “Ah, acho que vou desmaiar”, disse ela de repente.
Um homem atrás dela viu que ela estava prestes a cair e estendeu a mão para segurá-la, mas o homem atrás dele o empurrou para o lado e a garota caiu no chão. Ela foi levada para um hospital com traumatismo craniano. Ela ficou lá por muitos dias.
Um dia, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a ela. Seu corpo inconsciente jazia em uma cama de hospital, mas ela estava de pé ao lado de seu corpo com a cabeça baixa. Um Auxiliar Invisível a tocou, no ombro, e ela pulou quando o viu.
“Por favor, senhor, faça algo por mim”, disse ela tristemente. “Estou morta? Não, não pode ser, pois estou viva. Por favor, ajude-me a recuperar meu corpo. Os médicos dizem que vou morrer. As enfermeiras me machucaram quando colocaram aquele tubo em mim. Eles não dão água suficiente, e a água que eles dão para edemas é muito quente, e me queima. Eles me examinaram desnecessariamente, e tenho medo de morrer, e não quero morrer. Por que aquele homem empurrou o outro homem para fora do caminho e me deixou cair? Eu nunca fiz nada para ferir ninguém na minha vida. Tenho apenas vinte e um anos. Diga a eles que não estou morta ou inconsciente, mas estou fora do meu corpo e não posso entrar nele.”
Então a pobre garota ferida viu o outro Auxiliar Invisível parado por perto.
“Oh, olhe para aquele lindo Anjo!” ela exclamou. “Você é o Anjo da morte? Se sim, por favor, poupe-me mais um pouco. Deixe-me voltar ao meu corpo, e eu serei a melhor garota que posso ser. Eu cuido da minha irmãzinha, e estou mandando-a para a escola.”
A garota olhou para o Auxiliar Invisível de novo. “Qual é o problema com você”, ela perguntou. “Eu posso ver através de você.”
“Sh, sh!” disse a Auxiliar Invisível, quando uma enfermeira entrou naquele momento.
A enfermeira olhou para a menina. “É uma pena deixar uma menina tão bonita morrer e que nenhuma ajuda possa ser dada a ela”, disse para si mesma enquanto cobria o corpo da menina com cuidado. Então ela saiu do quarto.
Um Auxiliar Invisível pediu a uma Irmã Leiga que viera ver a menina que lhes mostrasse o passado dessa menina na Memória da Natureza, para que pudessem ver o que ela havia feito para encontrar tal destino. Os Auxiliares Invisíveis e a garota então viram as vidas passadas da garota.
Sete vidas antes da atual, essa garota e o homem que impedira o outro homem de tê-la segurado estavam renascidos em corpos de cor negra. Ela ficou brava com ele um dia e o empurrou para fora do caminho e o deixou cair. Ele recebeu uma fratura no crânio que acabou levando à sua morte. Esse homem disse a ela que se vingaria dela, mas eles nunca mais se encontraram, o que somente veio a ocorrer na vida atual renascidos em corpos de cor clara. Quando a viu novamente, esse homem não gostou dela tão logo com ela se deparou. Na vida passada, esses dois Egos tinham sido apenas amigos e não amantes. Ele ficou inconsciente por duas semanas, mas finalmente conseguiu se levantar. A vida que ele viveu fez com que ele tivesse dores de cabeça constantes, que finalmente o mataram. Esse homem sempre a culpava por sua lesão.
Quando a menina viu o que havia acontecido no passado distante, ela chorou e disse que estava arrependida e esperava que Deus a perdoasse.
“Deus não teve nada a ver com isso”, disse o Auxiliar Invisível. “Você se deparou com a lei de Causa e Efeito e está colhendo o efeito.”
“Quando eu vou pagar por isso?”, a garota ferida perguntou.
“Você acabou agora”, ele respondeu. “Nós viemos para ajudá-la.” ela murmurou.
“Eu sofri muito.” “Oh, obrigada,” ela murmurou. “Eu sofri muito.”
A Auxiliar Invisível colocou a mão na cabeça da garota, e a garota disse: “Oh, isso é tão bom”.
O Auxiliar Invisível esfregou o rosto da garota, e então eles viram o Ego de volta ao corpo dela. Ela abriu os olhos e olhou para a Auxiliar Invisível. “Obrigada, querido Anjo”, disse ela. “Eu sempre vou orar por você.”
A enfermeira entrou e logo viu que a menina havia recuperado a consciência. “Oh, querida criança!”, ela exclamou. “Você voltou a si.”
“Sim”, a garota respondeu. “O Anjo ali me curou.”
A enfermeira não viu nenhum Anjo e disse à menina que fosse dormir, e ela se sentiria melhor pela manhã. Então a enfermeira saiu. A menina pediu sua mãe e sua irmã, e a Auxiliar Invisível disse-lhe para ir dormir, e eles estariam lá para vê-la na tarde seguinte. A menina se virou e foi dormir.
No dia seguinte, um dos Auxiliares Invisíveis voltou para ver essa garota. Ele a encontrou acordada. Ela reconheceu o Auxiliar Invisível imediatamente e ficou muito feliz em vê-lo. Ele disse a ela para não contar a ninguém, exceto sua mãe, como ela havia sido curada, porque as pessoas pensariam que ela estava louca e não acreditariam nela de maneira alguma.
Lembremo-nos de que não somos apenas filhos de Deus, mas que estamos renascendo na Terra de novo e de novo para que possamos finalmente alcançar a perfeição e conquistar a libertação. Todos temos muitas dívidas de Destino Maduro para pagar, e a maneira mais fácil de pagá-las é viver uma vida inofensiva e servir a humanidade da melhor maneira possível.
Não estamos aqui para uma vida agradável sozinhos. Estamos aqui para experimentar. É possível que todos nós nos tornemos Auxiliares Invisíveis e participemos do trabalho de cura espiritual que é realizado todas as noites.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um lugar ao longo da costa de um dos países europeus. Eles foram para o norte, para uma aldeia onde viviam muitos pescadores. Muitas das pessoas lá tinham algum tipo estranho de doença de pele. A membrana mucosa em suas bocas foi afetada, e seus braços e mãos estavam cheios de feridas.
O médico não sabia o que fazer por eles, e as pessoas oraram pedindo ajuda. O tempo estava frio, e as pessoas eram pobres e duramente pressionadas para viver. Eles não estavam recebendo uma variedade suficiente de alimentos para nutrir seus corpos adequadamente.
O Auxiliar Invisível pediu permissão para curar as pessoas imediatamente e foi informado de como fazê-lo. O Auxiliar Invisível então mandou que todas as pessoas doentes fossem ao consultório médico às nove horas da manhã seguinte, e ele as curaria gratuitamente.
Na hora marcada, os Auxiliares Invisíveis foram novamente a essa aldeia e encontraram muitas pessoas esperando por eles. Alguns foram com bebês doentes em seus braços. Os Auxiliares Invisíveis foram trabalhar neles e todos foram ajudados. Alguns foram completamente curados.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma menina de cerca de dezoito anos que tinha essa doença e estava em péssimas condições. Ela já foi uma linda garota, mas esteve doente durante todo o inverno.
“Você não vai, por favor, me ajudar?”, ela perguntou para um dos Auxiliares Invisíveis.
Ela tinha um belo Corpo-Alma, mas não podia ver ou ouvir espiritualmente. Ela era naturalmente boa e gentil. Ela era amada por toda a aldeia, porque ajudava a todos que podia.
“Eu realmente vou ajudá-la de muitas maneiras”, disse o Auxiliar Invisível.
“Eu serei como uma irmã para vocês dois”, respondeu a garota.
“Leve-nos para sua casa”, disse a Auxiliar Invisível calmamente.
A garota foi na frente deles em direção à casa dela, e os três saíram. Eles desceram por um caminho escuro que era muito esburacado. “Tenha cuidado para não cair”, disse a garota olhando para trás enquanto caminhavam. Ela não sabia que os Auxiliares Invisíveis estavam em corpos materializados e não podiam ser feridos.
Quando as três pessoas chegaram à casa da menina, os pais estavam dormindo. “Vá buscar água e fubá”, disse um Auxiliar Invisível à garota.
Ela trouxe uma xícara cheia de fubá, e o Auxiliar Invisível disse: “Não é suficiente”.
“Isso é tudo o que temos em casa”, a garota disse a ele.
O Auxiliar Invisível comunicou-se com uma Irmã Leiga de alto nível espiritual por meio do pensamento e perguntou-lhe se poderia aumentar a quantidade de fubá, e ela lhe deu permissão para fazê-lo. Ele disse a ela que não tinha dinheiro, mas que receberia na segunda-feira seguinte, e eles poderiam tirar algum dinheiro de seu pagamento para pagar o fubá.
O Auxiliar Invisível virou-se para a garota e pediu que ela lhe mostrasse onde guardavam o fubá. Ela lhe mostrou uma caixa que continha metade de um barril. Ele se aproximou e colocou a xícara de fubá na caixa e pediu que a caixa fosse enchida. Então ele disse à garota para ir até a caixa e ela a viu cheia de farinha, e gritou de surpresa.
Seus pais acordaram e vieram correndo para a cozinha para ver o que havia de errado.
“Este homem me pediu para pegar um pouco de farinha, e então ele colocou de volta na caixa e a fechou”, disse ela aos pais. “Então ele me disse para pegar um pouco de fubá e, quando abri, a caixa estava cheia.”
“Você deve estar na presença dos Anjos, e você deve ser sempre boa”, disse a mãe à filha.
“Mamãe, estou bem”, respondeu a menina.
“Seus pensamentos são sempre bons?”, a mãe perguntou.
“Não, mamãe, e eu sinto muito”, disse a menina.
O Auxiliar Invisível então pegou um prato de fubá e água e fez uma pasta. Ele disse para a garota se deitar. Então ele espalhou a pasta sobre sua boca, rosto e braços e deixou secar. Então, lenta e cuidadosamente, ele a pegou enquanto os pais dela observavam.
Depois que a pasta foi retirada, seus braços, rosto e boca estavam completamente curados e não havia mais cicatrizes. Sua pele era branca e bonita. A mãe fez o sinal da cruz cerca de seis vezes em sua excitação.
“Eu te encarrego de ajudar todas as pessoas, ricas e pobres igualmente”, disse o Auxiliar Invisível para a menina feliz. “Primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Dê atenção especial às crianças, mas não faça cobranças. Nem mesmo insinue cobranças, mas se as pessoas quiserem lhe dar algo, você pode pegar. Tudo o que você precisa fazer é colocar as mãos nelas. se elas pedirem para você ajudá-las.”
O Auxiliar Invisível explicou a ela o que dizer a si mesma. “Você terá essa capacidade de curar os outros desde que seja boa de Coração, Mente e Corpo”, disse ele.
A menina queria que os Auxiliares Invisíveis fossem como um irmão e uma irmã para ela e que viessem frequentemente vê-la. Um Auxiliar Invisível disse a ela que eles moravam a vários milhares de quilômetros de distância e não podiam vê-la com frequência. Os Auxiliares Invisíveis disseram “Adeus” às pessoas e foram embora.
O Auxiliar Invisível foi instruído a dar a essa garota o desejo de ir ajudar os outros e servir como Auxiliar Invisível, porque ela era boa e poderia se qualificar para esse trabalho. Os Auxiliares Invisíveis são muito necessários nestes tempos difíceis, quando há tanta agitação, desemprego, tristeza e sofrimento em praticamente todos os países.
Aqui está outra história em que os Auxiliares Invisíveis usaram a cura espiritual. Dessa vez, um homem foi ajudado.
Numa sexta-feira à noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem preso em uma armadilha de aço. As garras da armadilha estavam presas acima e abaixo de uma articulação do joelho, e ele não conseguia se mover. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, havia quatro lobos prontos para rasgá-lo em pedaços.
Os Auxiliares Invisíveis libertaram o homem e mandaram os lobos embora.
O pobre disse que tinha armado a armadilha para pegar um urso que estava atacando seu milharal. Mais tarde, ele descobriu que algo havia tirado a isca sem abrir a armadilha.
Quando ele estava prestes a reiniciar a armadilha, ele escorregou, e seu joelho atingiu a armadilha de tal forma que ele ficou preso nela. Ele estava a quatro quilômetros de casa e a quatrocentos metros da estrada.
Ele estava lá há dois dias e três noites. Sua perna estava preta e muito inchada.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem ferido para casa e lavaram seus ferimentos com água morna e sal. Eles foram capazes de restaurar a circulação em seu corpo e curar parcialmente sua perna. O Auxiliar Invisível disse à família do homem para chamar um médico para cuidar dele.
“Nunca mais usarei uma dessas armadilhas, pois sei como um animal deve sofrer antes de morrer”, disse o homem. “Em meu sofrimento, pensei em todas as coisas que já fiz, e vi toda a minha vida de volta à infância. Então vi todos os tipos de coisas passando pelo ar. Vi pessoas ou Anjos passando. Também vi uma coisa muito hedionda que veio e parou diante de mim. Ele rangeu seus dentes longos e disse: ‘Não vai demorar muito’. Então ele rangeu os dentes e foi embora. Parecia um lobo ou um cachorro grande no começo, e então parecia um homem selvagem.”
“Orei e prometi a Deus que, se me salvasse, não usaria esta ou qualquer outra armadilha para pegar animais”, continuou o homem. “Então você veio, e quando você me soltou, eu desmaiei de dor, fome e exaustão.”
“Um Auxiliar Invisível disse a ele que as pessoas que ele tinha visto poderiam ser humanos ou Anjos, pois ambos podem viajar no ar em seus Corpos de Desejos. “Nós somos seres humanos que ajudam as pessoas e todas as coisas vivas.”
Não, vocês são Anjos”, disse o homem, “pois eu vi vocês dois passarem por cima de mim. Ela tocou seu braço e disse algo para você, e então vocês dois se viraram e voltaram para mim.
Os Auxiliares Invisíveis estavam indo juntos quando a Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu o homem na armadilha e os lobos próximos e ela disse ao seu companheiro: “Há um homem e quatro lobos. Vamos ver qual é o problema”.
Eles voltaram e o salvaram e, então, continuaram com seu trabalho. O homem delirou por estar faminto e com dor intensa, e então a entidade veio atormentá-lo. Os lobos o encontraram e estavam prestes a matá-lo e comê-lo. A entidade foi feita por seus próprios pensamentos e ações. A menos que esse homem vire uma nova página e se torne muito melhor, ele encontrará essa entidade quando morrer e sofrerá um grande susto. A entidade se tornará um Corpo de Pecado e crescerá de vida em vida.
Certamente salvar a vida daquele homem foi um trabalho muito prático e útil. Esperemos que agora ele seja gentil com todas as coisas vivas e tente restituir alguns dos erros que cometeu. Ele estava tão perto da morte que viu o panorama de sua vida passar diante dele.
Se este homem tiver a oportunidade de contatar os ensinamentos verdadeiramente úteis de alguma autêntica Escola de Mistérios, saberá que eles são legítimos, pois ele viu seres humanos no ar e entidades também. Ele viu os Auxiliares Invisíveis se materializarem e sabe que deve a sua vida a eles. Ele também sabe que as orações são respondidas quando vêm de um coração sincero e contrito. Ele sabe que uma pessoa pode ver todo o panorama de sua vida se desenrolar diante de si e então ser salva da morte por um milagre, por assim dizer.
Certo dia um Auxiliar Invisível se retirou para o seu quarto e foi dormir. Ele deixou seu corpo e foi para um dos estados do sul para ver uma senhora que ele havia ajudado. Ele a conheceu quando caminhava por um parque com sua filha e seu cachorro. Volta e meia eles se viam. Um dia essa senhora pediu ao Auxiliar Invisível que a acompanhasse até a casa de uma pessoa idosa doente que morava no bairro. Ele consentiu, e foram ao local e encontraram uma senhora que estava bastante doente.
“Por que você não chamou um médico?”, o Auxiliar Invisível perguntou à senhora.
“Achei que poderia ajudá-la se a esfregasse e desse banho nela”, ela respondeu.
Você vê que esta senhora estava tentando ser uma Auxiliar Visível durante o dia para que ela pudesse se qualificar como uma Auxiliar Invisível à noite, e ela não havia alcançado o nível em que poderia fazer cura espiritual enquanto estava em seu corpo.
“Sua fé é boa, mas você não é boa o suficiente para fazer o que deseja”, disse o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível virou-se para a senhora doente: “Talvez eu possa ajudá-la se você me der uma chance”, disse a ela.
A senhora doente chamou o marido e o filho e contou-lhes o que o estranho havia dito.
“Deixe o homem fazer o que puder, pois eu quero você bem”, disse o marido.
O Auxiliar Invisível disse aos homens que saíssem e manteve somente a senhora conhecida lá.
“Qual é o seu problema?” perguntou à senhora doente.
“Meus intestinos e parte inferior das costas doem muito”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível disse à senhora doente que tirasse todas as suas roupas.
A senhora conhecida ajudou a doente a despir-se, a deitar-se na cama e a cobriu com alguns lençóis que havia ali.
Então o Auxiliar Invisível puxou a paciente para a beirada da cama e sentou-se com as mãos sob os lençóis. Ele começou a trabalhar em seu estômago. Ele disse que ela precisava de melhorar a alimentação, e passou para ela o que deveria comer.
“Você está com as mãos no meu estômago no ponto dolorido”, disse a senhora doente de repente. “Agora você removeu o peso que estava lá.”
Ele havia materializado uma mão dentro de seu estômago e havia resolvido o problema por meio da cura espiritual, mas sabia que seria inútil contar a ela. Em vez disso, ele riu e disse: “É melhor você olhar embaixo do lençol. Talvez eu tenha aberto você”, e se virou.
Ambas as mulheres olharam, e então se entreolharam maravilhadas. “Eu me pergunto o que foi!”, a senhora doente alegou.
Então o Auxiliar Invisível trabalhou nos rins da senhora. Ele disse a ela que ela não deveria se permitir ficar com raiva e depois guardar rancor contra alguém no futuro. “Você tem feito isso”, disse ele, “e isso reagiu em você e causou a formação de pedras nos rins em seu corpo. De quem você fica com raiva?”
“Estava zangada com a vizinha”, admitiu ela, “porque ela tinha tudo na vida e eu estava muito infeliz. Mas não me sinto assim hoje. O sentimento acabou.”
“As consequências estão aqui, e lhe deu pedras nos rins que devem sair”, o Auxiliar Invisível disse a ela claramente.
Ele disse à vizinha para ir buscar o marido e o filho da senhora e trazê-los para ajudar. Eles entraram, e o Auxiliar Invisível disse ao marido que segurasse as mãos de sua esposa ao lado do corpo, e disse ao menino que segurasse os pés dela. Ele disse à vizinha para segurar a cabeça dela. O Auxiliar Invisível sentou-se e começou a quebrar as pedras, e as empurrou até a bexiga, e elas foram expelidas.
As pessoas viram as pedras nos rins e ficaram muito surpresas. Então o Auxiliar Invisível trabalhou em seu trato intestinal e o colocou em ação, e os resíduos foram completamente eliminados.
“Oh, eu me sinto tão bem”, disse a senhora. “Sinto-me como uma nova mulher. Não tenho dor nenhuma.”
Todos os membros da família ficaram felizes e agradeceram ao Auxiliar Invisível e à vizinha que o trouxera até lá.
Certa vez, um Auxiliar Invisível foi enviado para ajudar uma garota cega que morava em um dos estados do sul. Ele foi até a casa, materializou-se, e caminhou até a varanda da frente onde viu uma jovem sentada em uma cadeira de balanço. Para atrair sua atenção, ele pediu-lhe um copo com água. A menina disse: “Sou cega e não posso lhe mostrar onde fica o poço”. Sua irmã veio até a porta e viu o estranho.
“O que você está fazendo na minha porta da frente?”, ela perguntou.
“Pedi à senhora um copo de água”, respondeu ele.
“O poço está na parte de trás da casa”, disse ela.
Ele foi buscar água e fingiu beber. Ele então voltou e começou a falar com a garota cega. “Há quanto tempo você está cega?”, ele perguntou.
“Sou cega desde os dez anos de idade”, ela disse a ele. “Um dia, enquanto eu brincava, um galho de uma árvore me atingiu nos olhos e em pouco tempo fiquei cega.”
“Posso ver seus olhos?”, ele perguntou, e ela disse: “Sim”.
Ele olhou para os olhos dela e viu uma pele sobre eles que era do tamanho de um pequeno lápis. Parecia que essa pele poderia ser retirada. Ele perguntou a uma Irmã Leiga por meio do pensamento se ele poderia remover esses crescimentos anormais dos olhos da menina, e ela disse: “Sim”.
“Eu posso ajudá-la se você estiver disposta”, disse ele à garota.
A menina chamou sua irmã, e ela veio. Quando ela viu que o estranho ainda estava lá, ela pareceu surpresa. “Por que você não foi embora?”, ela perguntou. “Eu vou pegar minha espingarda.”
“Quero ajudar sua irmã a recuperar a visão, mas vá e pegue sua arma”, disse o Auxiliar Invisível à irmã desconfiada.
Ela pegou sua arma e ficou na porta e observou o que aconteceu. O Auxiliar Invisível trabalhou no olho direito da garota e removeu o crescimento de pele anormal. “Ah, isso me machuca”, disse ela. Em seguida, ele removeu o crescimento de pele do olho esquerdo da menina.
“Oh, eu posso ver, mas a luz me machuca”, disse a garota.
“Amarre um lenço sobre seus olhos e use óculos escuros por uma semana ou duas, e você ficará bem”, disse o Auxiliar Invisível.
A irmã deixou cair a arma em sua surpresa e espanto.
“Meu Deus ela está vendo novamente!”, ela exclamou.
“Sim, mas tenha cuidado como você larga as armas”, disse ele. “Elas podem disparar acidentalmente.”
“Oh, eu tinha esquecido tudo sobre isso”, disse ela enquanto pegava a espingarda.
“Agora eu posso ir para o norte para a escola e ver as cidades bonitas”, disse a menina. “Onde estão as melhores escolas?”
O Auxiliar Invisível nomeou várias. A garota abraçou e beijou o Auxiliar Invisível antes que ele soubesse o que ela pretendia fazer. Então ela agradeceu a ele por ajudá-la.
“Você vê aquela pequena nuvem?”, ele perguntou à irmã com a arma.
“Sim”, ela respondeu.
“Olhe para mim, vou até lá”, observou ele. Ele gradualmente subiu em direção a essa nuvem, acenou para ela e desapareceu. Ele havia suspendido a gravidade para subir. O Auxiliar Invisível foi instruído a fazer isso para que as pessoas não saíssem caçando para encontrá-lo.
Depois eles só puderam dizer que o homem se ergueu no ar e desapareceu.
A menina recuperou a visão por meio da cura espiritual. Ela recebeu ajuda porque ganhou o direito a essa ajuda e porque orou longa e sinceramente a Deus para ajudá-la a ver novamente. Sua vida será totalmente diferente a partir de agora.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis, que passavam parte do tempo em um hospital, observaram quando uma mulher entrou correndo e pediu que um médico fosse até sua casa, pois seu irmão estava muito doente ou morto. O funcionário do consultório chamou o médico-chefe, e ele mandou um médico com ordens de acompanhar a mulher até a casa dela.
A funcionária ligou para o Auxiliar Invisível e disse que achava que ele deveria saber sobre esse caso. O Auxiliar Invisível disse que iria junto, e ele chamou uma Auxiliar Invisível e pediu que ela os acompanhasse.
Todos os quatro caminharam três quarteirões até a casa da mulher. Quando chegaram ao local, o homem estava inconsciente e parecia estar morto. Estava muito pálido.
O médico o examinou e disse: “Ele está morto”.
“Não, ele não está”, declarou o Auxiliar Invisível.
“Sim, ele está morto”, insistiu o médico.
O Auxiliar Invisível não disse mais nada, mas procurou a chama que brilha na base da cabeça do homem e a chama que brilha em seu coração e as viu ali.
Enquanto o Auxiliar Invisível estava fazendo isso, a Auxiliar Invisível ficou um pouco impaciente. “Faça algo por ele”, disse ela. “Não fique aí parado olhando para o pobre homem.”
“Não há nada a ser feito”, observou o médico.
Então o Auxiliar Invisível puxou o corpo do homem para a beirada da cama e começou a massagear seu corpo ao redor do coração. Logo a palidez começou a sumir e o rosto dele, então, voltou à cor normal, e o Auxiliar Invisível o levou para tomar um banho que o revigorou. Ele abriu os olhos e viu as pessoas lá.
“Oh, Senhor, tenha piedade de mim!”, ele exclamou. “Aquelas dores eram muito intensas. Eu não podia suportá-las.”
“Você vai ficar bem, mas você deve ter calma”, disse o Auxiliar Invisível. “Se você não for cuidadoso, pode ter outro ataque.” Ele trabalhou no Corpo Vital e no Corpo Denso do homem e o deixou confortável.
O Auxiliar Invisível perguntou à irmã do homem como o problema começou.
“Ele chegou em casa do trabalho e reclamou de dor no lado esquerdo e no braço”, disse ela. “Ele jantou e foi se deitar, e quando as dores pioraram, ele me ligou. Fui ao hospital pedir ajuda, pois não temos dinheiro para pagar um médico.”
O Auxiliar Invisível disse à irmã que seu irmão teve um ataque de angina de peito, que muitas vezes é fatal se não for dada ajuda imediata. “Em tal ataque há uma dor da região do coração que se estende para baixo do braço esquerdo”, explicou a ela. “Dependendo da intensidade da dor, a pessoa perde a consciência e pode chegar ao óbito.”
No caso desse homem, ele ficou inconsciente até que o Auxiliar Invisível massageou seu coração, e então ele voltou a si. O Auxiliar Invisível disse à irmã que seu irmão teria que ir com mais calma e não ficar preocupado ou zangado, ou poderia provocar outro ataque que poderia ser fatal.
O médico ficou muito surpreso e perguntou ao Auxiliar Invisível o que ele havia feito para devolver a vida ao homem.
“Uma vez que uma pessoa está morta, não há como voltar à vida”, respondeu o Auxiliar Invisível. “É verdade que muitas pessoas parecem mortas, mas não estão e, portanto, são trazidas de volta.”
“Isso parece razoável”, disse o médico. “Pensei que você não fosse médico, mas vejo agora que você é mais do que um médico.”
“Não, eu não sou realmente um bom médico, pois não sei o suficiente”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis e o médico voltaram ao hospital e relataram o caso.
Quando Cristo disse a seus Discípulos que ressuscitassem os mortos, ele queria que eles tirassem as pessoas das condições de transe semelhantes a esta em que o homem teria desmaiado se não tivesse recebido a ajuda que o Auxiliar Invisível estava disposto e capaz de lhe dar.
Alguns casos de doença do sono são realmente casos de obsessão. Nesses casos, as entidades obsessoras nunca tiveram Corpos Densos e, portanto, não sabem usá-los adequadamente.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma senhora para ver seu filhinho, que estava dormindo há três semanas. Ele parecia um boneco dormindo. Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mãe o que havia acontecido com seu filho.
“Um dia ele me disse que algo o queria, e ele não queria ir”, disse a mãe. “Eu disse a ele que nada iria incomodá-lo e continuei meu trabalho. Logo depois disso eu o ouvi gritar e o ouvi chutando o chão como se estivesse lutando contra alguma coisa. Então ele ficou imóvel, e eu pensei que ele estava morto e liguei para o médico que veio e o examinou e disse que ele tinha a doença do sono. Agora ele está de cama há três semanas e não sei o que fazer para ajudá-lo.”
O Auxiliar Invisível viu o verdadeiro dono do corpo da criança de pé ao lado de seu corpo, que havia sido levado por uma entidade que não sabia cuidar de um corpo humano. O Auxiliar Invisível falou com o menino:
“Eu quero meu corpo”, disse o menino. “Ele me empurrou para fora, e eu quero meu corpo. Depois disso eu estarei bem.”
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram a um Irmão Leigo por meio do pensamento se eles poderiam ajudar essa criança, e eles receberam permissão para fazê-lo. O Auxiliar Invisível cruzou a entidade três vezes, e uma entidade horrível saiu do corpo do menino e ficou parada por alguns segundos. Então ela correu em direção ao Auxiliar Invisível, que o atravessou novamente. Logo o cheiro de enxofre encheu a sala.
A entidade teve que ir para o Mundo do Desejo. Quando a entidade saiu do corpo do menino, ela o torceu em todos os tipos de formas.
Sua mãe chorou e quis pegá-lo. O Auxiliar Invisível persuadiu o Ego do menino a entrar de volta no seu corpo, e ele acordou chamando: “Mamãe”.
O Auxiliar Invisível disse à mãe para alimentar o menino. “Ele vai estar bem agora”, o Auxiliar Invisível disse a ela.
A mãe era uma mulher muito feliz e agradeceu calorosamente aos visitantes. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram embora em silêncio.
Aqui está uma história sobre uma garota que foi curada de pneumonia dupla por uma Auxiliar Invisível. Certa vez, três Auxiliares Invisíveis foram a uma casa no nordeste dos Estados Unidos, perto do Oceano Atlântico, onde viviam muitas pessoas abastadas. Eles foram ver uma garotinha que tinha cerca de sete anos. Ela teve pneumonia dupla e estava morrendo. Eles foram atraídos para lá pela oração da garota. Alguns outros membros de um grupo de Auxiliares Invisíveis estavam lá e alguns outros Irmãos Leigos e Irmãs Leigas.
A criança estava orando a Deus pedindo para salvá-la para que ela pudesse ficar junto a seus pais. Esses Auxiliares Invisíveis que estavam presentes descobriram que essa garotinha era uma criança indesejada. Seu pai forçou sua mãe a criá-la e amamentá-la, e isso causou uma ruptura entre os pais. A mãe da criança queria viver uma intensa vida social e a filha atrapalhava. O pai não queria filhos, mas desde que veio a menina, resolveu criá-la.
A mãe expôs a criança a todo tipo de clima no esforço de deixá-la doente para que ela morresse. A criança sobreviveu, apesar das condições desfavoráveis. Um dia, a mãe levou a garotinha para a praia e a fez entrar na água. A água estava muito fria e a criança desenvolveu pneumonia.
Quando a criança percebeu que ia morrer, ela começou a orar muito e fervorosamente para ser poupada. Ela disse a Deus que sua mãe a odiava e seu pai a tolerava. Ela contou a Deus tudo sobre como sua mãe a tratou e como ela a forçou a entrar na água fria em diferentes momentos e como uma senhora veio e a manteve aquecida. “Querido Senhor, eu os amo do mesmo jeito, pois eles não sabem”, disse a criança.
Os Auxiliares Invisíveis tentaram ouvir a criança orar e observaram suas orações serem elevadas. Ela pretendia alcançar o próprio Deus. Os Auxiliares Invisíveis estavam esperando para ver se receberiam permissão para ajudar essa criança.
“Bem, Senhor, eu desisto de morrer, eu não quero morrer”, disse finalmente a criança. Depois disso, ela ficou muito quieta. Sua mãe ficou com a consciência abalada e foi até a cama da menina, chamou-a pelo nome e disse: “Eu não tenho sido uma boa mãe para você, mas serei se você for curada”.
O pai foi até a criança, chorou e disse: “Senhor, devolva-a para mim. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas saberei de agora em diante”.
“Mamãe, eu vou viver. Há uma senhora aqui que veio e me curou”, disse a criança doente. “Ela diz que eu posso me sentar amanhã.”
Um Auxiliar Invisível perguntou à Auxiliar Invisível, que havia curado a criança, quem era a menininha, e foi-lhe dito que essa criança é um Iniciado que veio fazer algum trabalho bem definido naquele ambiente. “Uma Irmã Leiga veio e me autorizou a curar a menininha”.
Os Auxiliares Invisíveis viram essa Irmã Leiga chegar e admiraram sua bela aura. As cores estavam mudando constantemente de uma posição para outra enquanto ela trabalhava na criança.
A criança era uma criança avançada, e ela tinha um grande e belo Corpo Mental e um grande Corpo-Alma.
Aqui está a história de uma mulher cuja vida foi salva em resposta à sua oração por ajuda depois que ela foi esfaqueada no abdômen com um longo alfinete de chapéu.
Certa vez, uma garota se casou contra a vontade de sua mãe e, quando seus pais a repudiaram, ela foi viver com o marido. Ela orou por vários anos por uma reconciliação com seus pais. Ela aguentou a separação o máximo que pôde e depois conversou com o marido sobre isso.
Ele era muito mais velho do que ela, e a amava muito. Ele concordou em ir com ela para ver os pais dela. Quando ela chegou em sua antiga casa, sua mãe ficou feliz em vê-la, e eles começaram a conversar. O marido saiu com o sogro.
Com o passar do dia, a mulher e a mãe começaram a brigar e tiveram um sério desentendimento. Finalmente, a mulher foi para a cama e adormeceu. Pouco tempo depois, o marido e o pai da moça voltaram para casa e foram para a sala conversar.
A mãe entrou no quarto da filha e enfiou um alfinete comprido no abdômen da mulher. Atravessou seus intestinos e outras partes de seu corpo e penetrou nas roupas de cama e no colchão, prendendo a pobre mulher na cama. Ela acordou em grande terror e orou desesperadamente por ajuda.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a ela, e eles chegaram rapidamente. Eles viram o que tinha acontecido e se materializaram. A Auxiliar Invisível ficou surpresa com o que havia acontecido com a pobre mulher.
Ela puxou o alfinete e viu o sangue no lençol e no colchão, que precisavam ser trocados. A Auxiliar Invisível disse a alguém para trocar a roupa de cama e a senhora o fez.
O Auxiliar Invisível trabalhou no Corpo Vital da mulher para curar seu Corpo Denso. Em pouco tempo ela foi curada e conseguiu se levantar e se vestir. O Auxiliar Invisível disse a essa mulher para ir imediatamente para a sala. A mulher chorou por causa do que sua mãe havia feito com ela.
Os homens entraram quando a mulher gritava de dor, mas nenhum deles fez nada e não falaram uma palavra.
Os Auxiliares Invisíveis trabalharam tão rápido que as pessoas ficaram surpresas demais para falar.
Quando a mãe da mulher se recuperou de sua surpresa, ela foi até a Auxiliadora. “Como você entrou nesta casa?”, ela perguntou com uma voz muito zangada. “Por que você está se intrometendo no meu negócio?”. Ela então segurou o braço da Auxiliar Invisível para sacudi-la.
“Sente-se,” o Auxiliar Invisível disse com uma voz firme, e ela o fez.
Então o Auxiliar Invisível disse a ela o que ela estava prestes a fazer e quais seriam as consequências. O Auxiliar Invisível disse a mãe que sua filha nunca mais a incomodaria. Não havia nada que os Auxiliares Invisíveis pudessem fazer com a mãe, pois ela estava determinada em seu propósito de matar a filha. O Auxiliar Invisível removeu todos os pensamentos sobre sua mãe da Mente da mulher.
A jovem e o marido moravam no Centro-Oeste e tinham uma loja de delicatessen. Os pais da mulher moravam no sul e viviam em condições confortáveis. A mãe tinha outros planos para a filha, mas a filha desobedeceu e se casou com alguém que a mãe não gostava.
A jovem ficou muito surpresa por ser curada tão fácil e rapidamente. Ela continuou apalpando seu abdômen para ter certeza de que estava realmente curada. “Você está bem”, a Auxiliar Invisível disse a ela.
Ela agradeceu aos Auxiliares Invisíveis repetidamente. Os Auxiliares Invisíveis foram com a mulher e seu marido até a estação, onde esperaram um trem para levá-los embora. Então os Auxiliares Invisíveis foram embora. Na manhã seguinte, os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente do que havia acontecido.
Aqui está como um homem com pneumonia foi curado pela cura espiritual. Um Auxiliar Invisível foi enviado a uma casa para ajudar um homem que estava muito doente com pneumonia. A esposa tinha dois médicos e duas enfermeiras para cuidar dele.
O Auxiliar Invisível tocou a campainha e a esposa atendeu.
O Auxiliar Invisível disse a ela que havia sido enviado para ver o marido dela.
“Entre”, disse ela, e o convidou para entrar na sala da casa.
“Meu marido está muito doente e os médicos proibiram qualquer pessoa de vê-lo. Eles só me permitem vê-lo duas vezes por dia.”, disse a esposa.
“Posso vê-lo e fazer o que puder por ele?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim”, ela disse, “apenas os dois médicos estão aqui agora.”
“Tudo bem”, respondeu o Auxiliar Invisível. Subiu, então, para o quarto do doente e entrou. “Boa noite a todos”, disse ele. “Como está o doente?”
“Saia. Ninguém pode entrar aqui”, disse um dos médicos. “O paciente está muito doente para falar.”
“Eu irei mais tarde. Preciso ver o que posso fazer pelo meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível. Ele foi até o homem doente e olhou para ele.
Ele viu que o homem estava muito mal e foi trabalhar nele imediatamente. Ele disse à enfermeira que lhe trouxesse uma comadre. Ele tirou o casaco do homem doente e começou a trabalhar em um de seus pulmões. Ele o fez vomitar o muco e depois trabalhou do outro lado do corpo.
“Oh, eu me sinto muito melhor”, disse o homem doente. “Eu tinha desistido e esperava morrer, pois a dor era muito grande.”
Enquanto isso acontecia, os dois médicos ficaram horrorizados e olhavam para o Auxiliar Invisível enquanto ele trabalhava. Eles queriam saber o que ele fez para ajudar o homem doente.
“Eu fiz algo que vocês não são capazes de fazer,” o Auxiliar Invisível disse a eles.
“Estou com fome”, disse o doente.
“Faça uma boa sopa de legumes para ele”, disse o Auxiliar Invisível. “Coloque os legumes primeiro em um moedor e, depois de cozidos, passe a sopa por uma peneira e dê a ele.”
Ele se virou para o paciente e disse: “Se você sentir vontade de se levantar, levante-se um pouco, todos os dias. Fique com a enfermeira por mais duas semanas, até recuperar as forças”.
“Gostaria que você viesse ao hospital, pois tenho duas pacientes muito ricas que gostaria que você as visse”, disse um dos médicos ao Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível disse que iria vê-los e que o médico fosse adiante e lhes dissesse no hospital que ele estaria lá. O Auxiliar Invisível desceu e disse à esposa que seu marido estava melhor e que ficaria bom.
“Eu não tenho filhos, e a vida é tão solitária sem eles”, disse ela. “Eles são problemáticos, mas é melhor tê-los. Sempre quis dois ou três, e agora estou com quarenta e sete anos. Acho que estou velha demais agora.”
“Você gostaria de ter um ou dois se pudesse tê-los?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, eu gostaria deles”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível a fez se levantar, e ele olhou para ela e viu o que era o problema e o consertou imediatamente. Ele disse-lhe que ela teria os bebês em breve e que ela poderia ir ver o marido a qualquer momento. “Você não precisa dos médicos agora, mas mantenha a enfermeira por mais duas semanas.”
O Auxiliar Invisível então foi ao hospital e encontrou o médico, eles foram ver a senhora e conversaram com ela. “Você tem um bom médico aqui. Seja paciente, e ele a ajudará a ficar boa”, disse o Auxiliar Invisível para encorajá-la a agradar o médico.
Puxaram a cama para o centro do quarto, e a enfermeira preparou a paciente e colocou um lençol sobre ela. O Auxiliar Invisível soube imediatamente o que tinha que ser feito, mas passou pelos movimentos de um exame abdominal. O cólon transverso do paciente tinha uma torção que precisava ser corrigida.
O Auxiliar Invisível colocou as mãos sob o lençol, desmaterializou-as, colocou-as em seu abdômen e materializou alguns dedos e trabalhou nessa dobra até que ele a puxou para fora.
O paciente gritou e disse: “Ele me cortou e está arrancando meus intestinos”.
O Auxiliar Invisível então puxou o lençol e disse para ela olhar.
Ela olhou por si mesma e disse: “Parecia.”
O Auxiliar Invisível disse ao médico para lhe dar um laxante suave e que sua paciente ficaria bem.
O Auxiliar Invisível foi até a segunda paciente e viu que ela tinha um tubo de pus em um de seus ovários. Ele disse ao médico qual era o problema e disse que poderia tirá-lo sem uma cirurgia, mas que seria doloroso. Ele perguntou ao médico se ele queria que ele removesse, e ele disse: “Sim”.
O Auxiliar Invisível disse ao médico para levar a paciente ao vestiário, e então eles poderiam trabalhar nela. Ela estava com muita dor e não se importou com o que foi feito, só para ser ajudada. Eles amarraram os braços e as pernas da paciente para baixo. O Auxiliar Invisível materializou uma de suas mãos dentro do corpo da mulher e dentro do tubo doente e a quebrou por dentro enquanto segurava a outra mão em seu abdômen. Ele espremeu o pus e o médico o lavou.
A mulher gritou no início, mas logo ficou aliviada.
Depois que ela foi colocada de volta em sua cama, caiu em um sono reparador.
O Auxiliar Invisível sabia que iria machucar a paciente por alguns minutos ao fazer isso, mas que era melhor curá-la desse jeito do que colocá-la para dormir.
“Quanto você cobra pelo trabalho?” perguntou o doutor satisfeito.
“Nada”, disse o Auxiliar Invisível. “Apenas ajude algumas pessoas pobres com seu conhecimento.”
O médico prometeu que faria isso, e o Auxiliar Invisível foi embora assim que pôde.
Os Auxiliares Invisíveis precisam estar juntos dos trabalhadores, pois vão para as casas e precisam saber cozinhar e fazer pequenos reparos, além de serem bons enfermeiros. Por exemplo, certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma família de quatro pessoas que não falavam muito bem o inglês, pois eram de outro país. Elas estavam todos doentes com gripe ou resfriados severos e só podiam se locomover, ainda com dificuldade. Um deles tinha feito mingau de aveia, mas ninguém tinha apetite.
Os Auxiliares Invisíveis trabalharam em seus Corpos Vitais e aplicaram a força de cura que vem de Deus, e logo ficaram muito melhores. A Auxiliar Invisível sabia que eles precisavam de um bom café da manhã, então perguntou que tipo de comida eles tinham em casa.
“Temos pão, manteiga, carne e ovos”, disse a mãe.
O pão estava duro, mas o Auxiliar Invisível sugeriu ovos escalfados com torradas, café e biscoitos, e eles disseram que gostariam de alguns. O Auxiliar Invisível preparou um bom café da manhã em poucos minutos e serviu a eles e distribuiu um saco de biscoitos.
As pessoas queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e lhes contaram sobre seu trabalho.
“Que estranho!”, uma pessoa disse. “Parece um conto de fadas. Vocês são americanos?”
“Sim”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Como você aprendeu nossa língua tão bem?” outra pessoa perguntou.
Os Auxiliares Invisíveis usam o que é chamado de linguagem da alma quando estão fora de seus Corpos Densos durante o sono e trabalhando. Eles podem, então, entender as pessoas de todas as nações e podem falar com elas e serem entendidos perfeitamente. Isso é algo que parece mais notável para os Auxiliares Invisíveis quando eles começam a se lembrar do que fazem quando estão dormindo.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ver um homem que estava orando por ajuda. Ele tinha uma lasca de madeira em seu olho, e isso estava causando muita dor.
Quando os Auxiliares Invisíveis o viram, disseram-lhe para se deitar para que pudessem remover a farpa do olho ferido. O homem deitou-se em sua cama e sua esposa ficou por perto.
“Por favor, salve o olho dele”, ela disse. “O médico disse que ele poderia perder a visão neste olho. Você acha que ele vai?”
“Não, acho que não”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Olhe e veja onde está a farpa e empurre-a para fora”, disse o Auxiliar Invisível à sua companheira.
Ela colocou o dedo no olho do homem, o materializou e empurrou um pouco a farpa. Então o Auxiliar Invisível a pegou e a puxou.
“Oh, querida”, disse o homem à esposa, “ela está com o dedo no meu olho, e eu vou perder a visão desse olho.”
A esposa começou a chorar e dirigiu-se à Auxiliar Invisível.
“Fique onde está, Senhora”, disse o Auxiliar Invisível, “ou piorará as coisas.”
O Auxiliar Invisível começou a massagear o olho do homem e o ferimento foi curado.
“Meu olho está bem agora, e posso ver bem. Muito obrigado”, disse o homem. “Você colocou o dedo dentro do meu olho, e eu senti você empurrar a lasca para fora, e ele puxou o resto na saída. Como você fez isso? Então como você fez meu olho parar de doer? Quem é você? Há algo estranho em você. Você é humano? Sim, acho que sim, pois vocês dois se parecem com isso.”
“Sim, ela é humana”, disse o Auxiliar Invisível. “Seja bom e agradeça a Deus pela ajuda que recebeu”, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram deles.
Aqui está como uma senhora com um abscesso no ouvido direito foi curada por meio da cura espiritual. Ela estava na cama sofrendo muito e pedindo ao Senhor que tivesse misericórdia dela. Os Auxiliares Invisíveis a encontraram sozinha em um quarto escuro.
“Minha querida amiga”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “nós viemos para ajudá-la, se assim o desejar.”
“Ah, quem é?”, ela perguntou e estendeu a mão para a luz.
“Não acenda a luz. Podemos ver bem o suficiente”, disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível disse a sua companheira para pegar uma toalha e amarrar os longos cabelos da senhora na cabeça. Ela fez isso, e então ela segurou as mãos da senhora enquanto o outro Auxiliar Invisível manteve a cabeça da senhora ao lado da cama. Ele então passou a mão no ouvido dela e arrancou todo o Éter doente. Quando o pus saiu, ela disse: “Oh, isso é tão bom, e meu ouvido parou de doer”.
“Deite desse lado e deixe escorrer, e vai ficar bom em um ou dois dias”, disse o Auxiliar Invisível.
A senhora pediu aos estranhos que acendessem a luz, e um deles o fez.
“Por favor, diga-me como você entrou em nossa casa”, a senhora perguntou.
“Nós entramos, porque ouvimos seus apelos”, o Auxiliar Invisível respondeu. “Nós ouvimos suas orações por ajuda. e viemos ajudá-la, se pudéssemos.”
“Oh, muito obrigada, eu quero ligar para meus pais para que eles possam conhecê-los”, disse ela.
“Não, não os acorde, pois devemos ir”, disse o Auxiliar Invisível.
“Adeus”, e eles foram embora.
Certa noite, uma senhora foi encaminhada a uma Auxiliar Invisível quando estava dormindo para que a ajudasse, pois havia sofrido um segundo derrame e estava gradualmente perdendo o uso de uma perna e um braço. Seu rosto foi puxado para um lado.
“Quero que alguém me ajude”, disse ela.
Essa Auxiliar Invisível pediu ao seu companheiro para ajudar essa senhora.
“Vá para casa e veremos o que podemos fazer para ajudá-la”, disse ele.
Quando o Auxiliar Invisível chegou à casa dessa senhora na parte leste dos Estados Unidos, ele a encontrou na cama acordada. Ela parecia ter cerca de quarenta e cinco anos, mas parecia muito mais velha, por causa de seu rosto tenso e expressão aterrorizada.
“Sou seu amigo”, disse o Auxiliar Invisível. “Não se assuste.”
“Sinto que você vê meus dois amigos”, disse a senhora. “Este é o segundo derrame que tenho e tenho medo de ficar indefesa e não ser capaz de cuidar de mim mesma. Você vai me ajudar? Estou sozinha. Sonhei que pedi a um Anjo para me ajudar, e ela me disse que viria um homem para me ajudar, e eu acordei.”
“Eu sou o homem, e foi ela quem me disse para ajudá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
“Então vocês são Anjos”, disse ela.
Enquanto o Auxiliar Invisível falava com ela, ele a esfregava e massageava sua cabeça. Então a Auxiliar Invisível, que tinha chegado, começou a agir de forma esquisita.
“Qual é o seu problema?”, ele perguntou.
“Eu não posso andar direito, e minha boca parece unilateral”, ela respondeu.
“Bem, você não será capaz de falar tanto agora ou fuçar tanto,” ele disse a ela para provocá-la.
“Ajude-me”, disse ela.
“Quando você vai lembrar que está fora do seu corpo e parar de assumir as condições das pessoas?”, ele perguntou.
“Oh, eu esqueci!”, ela exclamou, e então ela estava bem.
O Auxiliar Invisível disse à senhora que precisava que ela se levantasse. Ela o fez, e ela podia andar tão bem quanto antes. Ela agradeceu-lhes pela ajuda. Disseram-lhe o que comer e que continuasse a rezar e que essa atitude a ajudaria a encontrar o caminho para ela melhorar tanto física como espiritualmente.
Agora vou falar de dois homens que alguns Auxiliares Invisíveis visitaram uma noite há alguns anos. Uma Irmã Leiga muito elevada espiritualmente mostrou aos Auxiliares Invisíveis dois homens que tentaram se matar alguns anos antes. Ambos tinham tubos na garganta. Um tinha um tubo de vidro e o outro tinha um tubo de borracha, por meio do qual eles podiam se alimentar.
Um homem se arrependeu de seu ato, mas o outro se tornou muito mau. A Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis para avisar um e ajudar o outro. Eles foram ver o homem mau primeiro. Eles descobriram que ele governava uma tribo de árabes que vivia em uma pequena cidade e que era muito cruel com o povo e injusto em suas relações com os outros.
Esse homem fazia com que as pessoas fossem amarradas ao sol quente e, em seguida, água fria de nascente derramada sobre elas. Isso fazia com que eles ficassem mais quentes e morressem de insolação. Ele tinha uma jovem amarrada a um poste, e um homem estava prestes a derramar água sobre ela quando a Auxiliar Invisível o parou. O governante ficou zangado com essa interferência, cuspiu na Auxiliar Invisível e deu um tapa em seu rosto.
Ela ficou surpresa no início. Então ela o segurou com cuidado e pegou vários copos de água fria e derramou na cabeça dele.
“Sinto muito, mas você mesmo provocou isso”, disse a Auxiliar Invisível ao homem surpreso.
O homem uivou e tentou se soltar. Quando o fez, correu para sua tenda.
“Matem-na”, ele gritou para seus homens.
Os homens tentaram atirar nela, mas suas armas não dispararam. O outro Auxiliar Invisível disse às Salamandras para ficarem quietas, e assim suas armas não funcionariam. Os homens pareciam bastante consternados.
“Se você não tratar melhor seu povo, perderá sua chefia”, disse o Auxiliar Invisível a esse líder cruel. “Você se tornará um andarilho e morrerá sozinho no deserto.”
O homem prometeu fazer melhor. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram dele. Eles foram informados de que ele faria melhor no futuro.
Os Auxiliares Invisíveis então correram para a América do Sul para ver o homem que tentou se matar bebendo veneno pela garganta. Ele estava apaixonado por uma garota, e quando ela rejeitou seu amor, ele decidiu acabar com a própria vida. Sua vida foi salva, e ele se arrependeu grandemente de seu ato precipitado.
Finalmente, ele se tornou um homem rico. O corte havia paralisado seu esôfago e ele não conseguia engolir a não ser através de um tubo de borracha. Um pouco do veneno que ele havia ingerido havia se depositado na parte inferior de seu trato intestinal e causado constipação severa.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a esse homem, ele estava com soluços há quatro dias, e seu corpo estava entupido todo esse tempo.
Seu médico não pôde fazer nada para aliviá-lo, e ele estava com muita dor. Seu estômago estava muito distendido e ele estava com febre alta.
O doente estava com medo de morrer. Ele vinha orando desde que tivera a última doença de natureza semelhante. Quando esse pobre homem viu os Auxiliares Invisíveis, ele apelou para eles por ajuda.
“Por favor, me ajudem”, ele implorou. “Eu não quero morrer. Eu amo minha esposa e minha família, e quero cuidar deles. Oh, estou com medo de morrer. Ajude-me, Senhor! Tenha misericórdia de mim.”
O Auxiliar Invisível disse aos membros da família que o deixassem a sós com ele. O homem tinha dois filhos gêmeos de cerca de doze a treze anos. Um menino e uma menina.
“Por favor, deixe-nos ficar”, disseram eles. “Nós amamos nosso papai, e ele é um verdadeiro amigo para nós.”
“Não, queridos filhos. Vocês devem sair”, disse o Auxiliar Invisível.
Eles saíram, e ele trancou a porta e começou a trabalhar no doente. Ele massageou o corpo do homem e o limpou.
Então ele começou a apresentar movimentos peristálticos. Depois disso, ele tirou o tubo de borracha da garganta do homem e o curou por meio de cura espiritual.
Depois disso, o Auxiliar Invisível pegou um copo de leite e deu ao homem, e ele bebeu com facilidade.
“Esta é a primeira bebida que tomo em quinze anos”, disse ele. O Auxiliar Invisível fez o homem tomar um banho e depois voltar para a cama por um curto período para recuperar as forças.
“O que aconteceu com a mulher que você amou?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Ela está na cidade, mas eu nunca mais a vi”, respondeu o homem. “Minha esposa era minha enfermeira no hospital, e eu me casei com ela dois anos depois de ficar bom.”
O Auxiliar Invisível chamou a família do homem e contou-lhes sobre a Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito.
“Terei que enfrentar esse sofrimento novamente quando eu morrer?”, o homem perguntou.
“Não, acabou agora, e você é um homem saudável”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Nunca mais coma carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar ou afins). Você pode comer todos os vegetais e frutas, leite, ovos, mel, etc. que quiser.”
A menina gêmea era uma criança muito cativante. Ela ficou perto da Auxiliar Invisível e mostrou-lhe que gostava dela, e a Auxiliar Invisível a beijou. “Oh, um Anjo me beijou,” ela disse alegremente. “Agora beije meu irmão.”
A Auxiliar Invisível fez isso, e então ela reuniu os gêmeos e colocou os braços em volta deles e soltou sua aura.
Então ambos os Auxiliares Invisíveis desapareceram deixando a família feliz para se alegrar com a cura do marido e pai.
Sim, a cura espiritual é possível, mas nem sempre pode ser usada.
Há momentos em que os Auxiliares Invisíveis encontram pessoas que precisam de ajuda, mas elas não conquistaram o direito a ela e não a pedem, e por isso não podem ser curadas ou ajudadas. Os Senhores do Destino, também chamados de Anjos do Destino ou Anjos Relatores, não dão algo por nada.
Muitas pessoas doentes podem ser curadas por médicos, médicas ou profissionais de saúde ou utilizando tratamentos elétricos ou de raios-x. Quando estamos doentes, espera-se que usemos primeiro todos os meios materiais. Se não podemos nos curar com o tipo certo de comida, ou com remédios caseiros, devemos ir a um médico ou a uma médica. Se necessário, devemos ir a um hospital para tratamento.
É melhor orar por ajuda também, mas devemos nos ajudar o máximo que pudermos.
Há casos que a ciência médica não pode curar. Por exemplo, quando um homem paralisa a garganta, dificilmente pode esperar ser curado pelos meios comuns. Todas as coisas são possíveis com Deus.
Não diga apressadamente que as ilustrações deste livro não são reais.
Pense nisso e leia sua Bíblia com cuidado, e você pode se surpreender com o que encontrará lá.
Os dias de milagres não acabaram. Eles estão acontecendo ao mesmo tempo, mas muito pouco é dito sobre eles. Muitas pessoas que oraram pedindo ajuda foram curadas por meio de cura espiritual. Alguns viram os Auxiliares Invisíveis que vieram para ajudá-los; outros os ouviram falar e conversaram com eles da mesma forma que conversam com seus amigos. Outros sentiram sua presença.
Ouvi falar de muitos casos em que pessoas doentes entraram em contato com Auxiliares Invisíveis e falaram sobre isso.
Auxiliares Invisíveis encontram muitas pessoas e veem coisas estranhas que acontecem.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma jovem que havia sido envenenada por sua mãe. Seu rosto e braços estavam cobertos de feridas, e sua língua estava quase branca. Ela estava muito assustada e desesperada. Essa jovem sofria de envenenamento por arsênico.
Parece que eles estavam pagando uma apólice de seguro de cinco mil dólares que foi feita em favor da mãe.
A mãe queria o dinheiro, então colocou arsênico na caixa de maquiagem da filha para matá-la. A jovem usou-o no rosto e nas mãos, e teria morrido se não lhe tivessem ajudado.
O Auxiliar Invisível pegou um pouco de fubá e leite e fez cataplasmas e colocou no rosto e nos braços da jovem para tirar o veneno. Ela logo estava fora de perigo. O Auxiliar Invisível disse a essa jovem que se mudasse o mais rápido possível e deixasse sua mãe sozinha. Ela disse que iria porque tinha medo dela e suspeitava que eles tinham alguns planos malignos a seu respeito.
A vida é muito estranha. Alguns pais vão acabar com seus próprios filhos por dinheiro, enquanto outros arriscam suas próprias vidas para salvá-los. São necessários todos os tipos de pessoas para fazer um mundo”
No caso dessa menina, ela não merecia tal morte, e assim suas orações foram atendidas.
Aqui está o que aconteceu uma vez: dois Auxiliares Invisíveis foram para as selvas da África e perceberam que estava muito quente lá.
Alguns nativos estavam na floresta colhendo frutas, e uma grande cobra cuspideira veio até eles e jogou seu veneno em um homem e uma criança. Eles começaram a coçar, e o veneno logo teria entrado em suas correntes sanguíneas e depois morreriam se não tivessem ajudado imediatamente.
A Auxiliar Invisível pegou a criança, e o Auxiliar Invisível pegou o homem, e juntos eles os carregaram até um pequeno riacho de água. Eles lavaram o veneno da cobra e retiraram o Éter infectado de suas mãos, rostos e pernas; e logo eles estavam bem.
Quando os Auxiliares Invisíveis partiram, encontraram uma mulher em apuros. Ela foi picada por uma cobra, e as pessoas fugiram e a deixaram para morrer. Os Auxiliares Invisíveis encontraram um pedaço do dente da cobra na carne dela. Eles o tiraram, examinaram e encontraram um buraco nele. Pode ter sido a tampa sobre o dente que continha o veneno no dente da cobra.
Um Auxiliar Invisível chupou o veneno da ferida enquanto o outro Auxiliar Invisível removeu o Éter infectado de sua perna. A mulher abriu os olhos e tentou ajoelhar-se diante dos Auxiliares Invisíveis para prestar-lhes homenagem porque achava que eram Anjos. Por mais estranho que pareça, a maioria das pessoas conhecem os Anjos, mesmo que não os tenham visto, mas poucos parecem saber dos Auxiliares Invisíveis que têm Corpos Densos que podem deixar em casa adormecidos enquanto viajam em seus Corpos-Almas e Corpos de Desejos.
Os Auxiliares Invisíveis levaram a mulher para a casa dela e disseram aos nativos que todos os três feridos ficariam bem e que iriam cuidar bem deles. As pessoas ficaram encantadas ao ver os Auxiliares Invisíveis e agradecidas por sua ajuda.
As matas onde cresciam as bagas e as frutas estavam infestadas de cobras, e era perigoso ir até lá. Os Auxiliares Invisíveis viram muitos ossos humanos entre os arbustos espessos próximos.
Os Auxiliares Invisíveis então trabalharam em dois dos nativos que estavam doentes.
Enquanto eles estavam naquele lugar, os Auxiliares Invisíveis viram o feiticeiro nativo e viram muitos elementais ao redor dele.
“Você pode curar picadas de cobra?”, um Auxiliar Invisível perguntou a esse curador nativo.
“Não”, disse ele, “nenhum humano pode curar uma picada de cobra venenosa”.
“Sim, eles podem”, disse o Auxiliar Invisível. “De onde viemos, os médicos podem curar picadas de cobra.”
“Então você deve vir do Deus Sol, onde todas as coisas podem ser feitas”, respondeu o curador nativo.
O Auxiliar Invisível foi instruído a dizer a esse homem que, se ele fosse justo e gentil com todas as pessoas lá e nas aldeias próximas e os ajudasse a fazer melhor, ele receberia poder sobre as cobras e os animais selvagens. O homem prometeu que faria isso.
“Se você não fizer o que prometeu”, disse o Auxiliar Invisível, “algo na selva certamente o matará”.
“Vou ser bom e ajudar as pessoas”, prometeu novamente.
Os Auxiliares Invisíveis afastaram os elementais dele e então lhe disseram para segui-los. Eles foram para os arbustos e encontraram uma cobra grande, e um Auxiliar Invisível disse ao nativo para pegar a cabeça da cobra. Ele o fez, e a cobra não o machucou.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para o Mundo do Desejo e encontraram os Espíritos-Grupo das cobras e feras. Disseram-lhes que esse homem era um amigo e que eles evitassem para sempre que suas acusações o prejudicassem. Eles pediram a esses Espírito-Grupos para dar ao homem conhecimento para curar aqueles que foram picados ou feridos, desde que ele cumprisse a promessa dele. Os Espíritos-Grupo disseram que fariam isso. O homem viu e ouviu o que aconteceu e se tornou um homem muito mudado.
Os Auxiliares Invisíveis disseram a esse curador nativo que seu povo nem sempre faria o que ele mandasse, mas ele deveria ter paciência com eles.
Ele disse que sim, e os Auxiliares Invisíveis o deixaram e continuaram seu trabalho. Mais tarde, eles voltaram e encontraram esse homem novamente, e descobriram que ele estava indo muito bem. Ele estava ajudando os nativos de muitas maneiras.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram ajudar uma linda bebê que estava doente. Antes de irem até ela, eles viram uma menininha de cerca de um ano deitada na cama ao lado de sua mãe. A bebê era tão delicada e bonita quanto uma pequena fada. Ela tinha pele clara, olhos azuis e cabelos cacheados.
Essa bebê teve um resfriado no peito que rapidamente se transformou em pneumonia. Sua mãe ignorava a verdadeira condição da sua filha, mas antes de dormir, ela havia pedido a Deus que ajudasse sua filha.
A líder do trabalho de cura mostrou essa bebê a uma das Auxiliares Invisíveis para que ela o atraísse para si, e ela correu para o bebê. Quando o bebê a viu, ela ergueu as mãos, e o amor do Auxiliar Invisível atraiu a bebê para seus braços. Nesse caso, o amor causou a suspensão da gravidade e atraiu a pequeno para a Auxiliar Invisível.
A Auxiliar Invisível pediu que a bebê fosse curada, e então ela colocou a linda criança no chão, e ela sorriu quando ela saiu do quarto. A mãe continuou dormindo, inconsciente do que estava acontecendo com sua bebê.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram um homem todo encolhido em uma pista de bonde e foram até ele. Ele esteve na casa de um amigo jogando pôquer e tinha uma grande soma de dinheiro. Depois do jogo, foram servidos refrescos, e ele tinha comido algo e dado um último gole antes de ir para casa.
Alguém da casa tinha colocado algo em seu sanduíche para fazê-lo dormir para que pudessem roubá-lo quando ele saísse na rua. O uísque que havia bebido teve um efeito estimulante sobre ele e o manteve acordado. Cólicas fortes começaram, e o homem caiu e se encolheu nos trilhos do bonde, atrapalhando o tráfego.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram o homem e assumiram sua condição.
“Parece que há um nó em seus intestinos?”, o Auxiliar Invisível inquiriu o homem doente.
“Sim”, respondeu o homem assustado. “Por favor, me ajude.”
O Auxiliar Invisível esfregou os nós dos intestinos dele para que pudessem ser desfeitos, e então o homem se recuperou e pôde ir para casa.
“As pessoas para onde você foi não são seus amigos”, o Auxiliar Invisível disse a ele. “É melhor você ficar longe de lá de agora em diante.”
Aqui está como uma senhora aleijada foi ajudada. À noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram ver uma senhora que tinha cerca de trinta e cinco anos de idade.
Dez anos antes, ela contraiu reumatismo, e isso a deixou aleijada. Ela tinha um marido que ganhava bem e proporcionava um bom lar para ela. Ela tinha dois filhos, que tinham cerca de quatorze e quinze anos de idade, respectivamente.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram essa senhora sentada em uma cadeira de rodas em sua varanda, e começaram a conversar com ela. Ela disse a eles que tinha lido a Bíblia quatro vezes e sabia quase tudo de cor. Ela disse que não conseguia entender a Bíblia do jeito que os pregadores e padres entendem.
“Acredito que há um significado mais profundo para a Bíblia”, disse ela. “Quem são as pessoas que recebem os dons de que fala? Como eles os obtêm? Como as pessoas podem deixar Deus saber que eles os querem? Eu fiz o que a Bíblia diz sobre orar e pedir coisas, mas não recebi resposta alguma. O pregador não pôde me responder. A quem devo ir agora?”
“Você deve mudar sua maneira de pensar”, disse o Auxiliar Invisível. “Você deve erradicar todo o preconceito contra tudo e tratar todos com justiça. Você deve parar de comer carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins). Em vez disso, você deve comer vegetais, frutas, sucos de frutas, ovos, leite, mel e pão integral.”
“Eu vou fazer isso”, respondeu a senhora.
“Podemos entrar?”, o Auxiliar Invisível perguntou agradavelmente.
“Você vai me machucar?”, ela perguntou.
“Não, eu não vou machucá-la, e talvez eu possa ajudá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
Ela deixou os estranhos entrarem e pediu que se sentassem e falou sobre o clima quente.
“Venha, levante-se e tente andar”, disse o Auxiliar Invisível. “Deus pode já ter curado você, mas você não tentou andar.”
“Ah, sim, eu tentei muitas vezes, mas não tentei hoje”, disse a senhora.
Ele a ajudou, e ela se levantou.
“Oh, eu senti um choque quando você me tocou!”, ela exclamou.
“Traga-me um copo d’água, por favor”, o Auxiliar Invisível disse a ela de repente.
A senhora foi buscar a água e esqueceu-se de si mesma. Quando ela voltou, o Auxiliar Invisível explicou a Bíblia e seus ensinamentos e depois contou a ela sobre o trabalho deles de ajudar os outros.
Quando os Auxiliares Invisíveis se prepararam para partir, apertaram a mão da senhora.
“Esta é a melhor visita que tive na minha vida, e você respondeu a todas as minhas perguntas”, disse ela com uma voz feliz, e caminhou até o portão com os estranhos.
“Veja, Deus curou você, e você não sabia disso”, o Auxiliar Invisível disse a ela.
A senhora ficou muito assustada, ficou em silêncio por alguns segundos, e então ela disse: “Oh, eu esqueci tudo sobre a cadeira, e fui buscar a água também. Muito obrigada por sua ajuda.”
[1] N.T.: Abide with me (Fique comigo) é um hino Cristão criado pelo escocês anglicano Henry Francis Lyte. Lyte escreveu o poema em 1847 e o musicou enquanto morria de tuberculose. Ele sobreviveu apenas mais três semanas após a sua conclusão. O hino é parte do legado musical cristão e tradicional nos países de língua inglesa, tendo sido frequentemente usado em produções de cinema e TV, além de eventos públicos. Em julho de 2012 foi cantada pela escocesa Emeli Sandé na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres.
Capítulo XIII
Os Animais estão sujeitos à Influência Espiritual?
Os animais são nossos irmãos mais novos ou nossas irmãs menores e estão evoluindo assim como nós. Os Arcanjos, na sua função de Espíritos-Grupo da Onda de Vida animal, estão cuidando deles e eles sentem o impulso espiritual que vem do Espírito da Terra, que fica confinado a este Planeta durante seis meses do ano.
A influência espiritual está em ação entre os animais e está quebrando o antagonismo entre as diferentes espécies do reino animal. Os jornais diários publicam muitas histórias interessantes de animais muito diferentes que se tornam amigos e amigos íntimos. Mencionarei apenas algumas dessas histórias de animais amigáveis que salvei por causa de seu interesse humano.
Todas as histórias são ilustradas com fotografias interessantes.
Uma mostra um leão e uma galinha na jaula do leão. Eles foram companheiros constantes por três meses. Quando eles foram separados, o leão morreu de coração partido.
Outra foto mostra uma leoa e um rato branco juntos em uma gaiola. Eles estavam vivendo juntos, em harmonia, na Inglaterra.
Outra mostra um lindo gato preto e branco com um tordo empoleirado na cabeça. A história dizia que existia uma grande amizade entre essas duas criaturas muito diferentes.
Outra foto mostra um cachorro e um cervo com seus narizes juntos. Abaixo da foto está o seguinte: “Este cervo órfão saiu da floresta ao longo da fronteira oeste do Parque Nacional Glacier, em Montana, e escolheu um amigo incomum, o cão lobo de um colono. Agora eles são inseparáveis”.
Uma égua branca e um veado tímido são bons companheiros em uma fazenda na Inglaterra. O veado ficou manco quando foi, então, até o cavalo e fez amigos e encontrou um protetor.
Tenho uma foto de um gato sentado com um canário empoleirado entre as patas. Eles eram amigos e gostavam de ficar juntos.
Ainda outra foto mostra um cão segurando um gato em suas patas. Na cabeça do cachorro há um canário descansando. A história diz que esses animais de estimação são os melhores amigos uns com os outros e comem do mesmo prato.
Existem muitos animais avançados agora no mundo e os Espíritos-Grupo das diferentes espécies estão influenciando-os a serem amigáveis uns com os outros.
As pessoas que amam animais de estimação gostam de ter animais amigáveis e, quando conseguem animais avançados, ficam muito apegados a eles. Quando essas pessoas dão a esses animais os devidos cuidados e são gentis com eles, estão ajudando muito em sua evolução, e os Espíritos-Grupo lhes darão sua bênção, que ajudará as pessoas, quer percebam ou não.
Os Auxiliares Invisíveis geralmente trabalham com os Espíritos-Grupo na obtenção de lares para os animais.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos pelo Espírito-Grupo dos esquilos a irem buscar dois esquilos que um homem ia matar. Esse homem temia que esses belos animais se multiplicassem e destruíssem seu belo jardim. Ele os tinha em uma gaiola parecida com uma cesta. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que os levariam se ele não os quisesse.
“Eu não os quero porque tenho medo de que eles se tornem um incômodo e comam os vegetais do meu jardim”, disse ele, e de bom grado deu os esquilos aos Auxiliares Invisíveis.
Um deles começou a abrir a porta da gaiola e tirar os jovens esquilos. O homem ficou surpreso com isso. “Senhora, não tire essas criaturas”, disse ele. “Ora, o relâmpago não poderia pegá-los. Eles são tão selvagens quanto coelhos.”
“Eles são meus amigos e vão se importar comigo”, disse ela.
“Não, nenhum esquilo é manso à vista”, disse o homem. “Ora, eu estava uma semana tentando pegá-los.”
A Auxiliar Invisível abriu a porta e tirou um esquilo e segurou-o nos braços e acariciou-o, admirou-o e conversou com ele, e o esquilo ficou quieto e tranquilo. O homem ficou de boca aberta e olhou para ela.
“Bem, uma dessas criaturas tentou me morder”, disse ele, “e aqui está você adorando e fazendo com que pareça”.
Uma senhora veio até onde o Auxiliar Invisível e o homem estavam e ela queria acariciar o esquilo, mas o Auxiliar Invisível lhe disse para ter muito cuidado, pois os esquilos iriam morder de repente, então ela não tentou. O homem deu a gaiola aos Auxiliares Invisíveis e eles pegaram os esquilos na gaiola e foram embora.
Quando eles saíram de vista do homem, os Auxiliares Invisíveis desmaterializaram a maior parte de seus corpos. Um Auxiliar Invisível carregou a gaiola com os esquilos por cerca de sessenta quilômetros pelo ar e os deu a um menino de cerca de doze anos que adorava animais de estimação. Esse menino disse que seria gentil com eles. Os Auxiliares Invisíveis ficaram encantados com o lugar onde o menino morava, pois nele havia muitos belos carvalhos. Os Auxiliares Invisíveis então caminharam um pouco da casa da fazenda e atravessaram uma ponte sobre um riacho, e então subiram no ar e olharam para baixo.
A fazenda do pai do menino era um lugar lindo, e sua casa foi construída sobre uma pequena colina com vista para sua grande fazenda. Então eles procuraram o Espírito-Grupo dos esquilos, o viram e ele agradeceu de coração por sua ajuda.
Depois disso, o Espírito-Grupo dos gatos pediu aos Auxiliares Invisíveis que levassem dois gatos para uma casa que ele lhes mostrou por meio da Consciência Jupiteriana. Os Auxiliares Invisíveis pegaram os dois gatos meio crescidos, que eram moradores de rua, e os levou para a casa que o Espírito-Grupo lhes mostrou. As pessoas eram fazendeiras e estavam ordenhando as vacas.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram os gatos na varanda da frente e então a Auxiliar Invisível bateu na porta e uma garotinha deixou os Auxiliares Invisíveis entrarem.
Um Auxiliar Invisível contou a ela sobre os dois gatos e disse que eles seriam lindos animais de estimação para ela. “Você quer eles?” ela perguntou.
“Oh, deixe-os entrar. Estou feliz em recebê-los”, disse a criança.
O Auxiliar Invisível foi até a porta para pegar os gatos. “Ah, Rover vai afugentá-los”, disse a garota, mas abriu a porta de tela.
“Kitty, gatinho”, chamou o Auxiliar Invisível e o gato entrou lentamente, mas o outro gato se conteve.
Então o Auxiliar Invisível ficou atrás da tímida gata e gentilmente a empurrou para dentro. “Diga, gata, você não quer um bom lar?”, ele perguntou e então ela entrou. A garota aceitou os dois gatos e os Auxiliares Invisíveis ficaram satisfeitos. Um Auxiliar Invisível disse à garotinha para ir buscar o cachorro, e ela o chamou.
O cachorro entrou e os gatos se levantaram para lutar. O Auxiliar Invisível juntou os três animais e conversou com eles. “Quero que vocês três sejam bons amigos e não briguem”, disse ele.
O cachorro se deitou e os gatos se deitaram entre suas pernas.
“O que você acha daquilo?”, a menina disse. “Ora, ele mataria todos os gatos que visse se tivesse uma chance.” A criança ficou muito feliz ao pensar que o cachorro seria amigável com seus novos animais de estimação.
O Espírito-Grupo dos gatos agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e disse: “Esse serviço nunca ficará sem recompensa”.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um cabrito que estava prestes a ser morto. Umas pessoas tinham uma fazenda em algum lugar em Illinois, e nela havia alguns caminhões; eram muito pobres. Eles decidiram matar o cabrito de estimação de seu filho para comer, enquanto o menino dormia.
O menino gostava muito de seu animal de estimação e permitia que ele entrasse na casa. Era um cabrito de uns dez meses de idade. Era tão carinhoso quanto um cachorro e seguia o menino por toda parte e entendia o que ele dizia.
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com as pessoas e imploraram pela vida do cabrito. Um Auxiliar Invisível disse a eles que as condições seriam melhores para eles em poucos dias e que a criança só faria uma única boa refeição de qualquer maneira. As pessoas prometeram que não matariam o cabrito, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram deles. Eles ficaram surpresos com isso, e os Auxiliares Invisíveis sabiam que isso teria um bom efeito sobre eles, pois os faria cumprir sua promessa.
Mais uma vez, a Auxiliar Invisível procurou o Espírito-Grupo dos caprinos, e ele fez sinal para que ela fosse até onde ele estava. Ela foi até lá e colocou os braços em volta desse lindo Espírito-Grupo e ele soltou sua aura, que a envolveu e se estendeu por uma grande distância. O outro Auxiliar Invisível viu apenas a aura brilhante do Espírito-Grupo por um momento. A Auxiliar Invisível era uma pessoa muito feliz no final da noite. Na manhã seguinte, ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente de ajudar esses animais e de ter entrado em contato com o Espírito-Grupo.
Os Espíritos-Grupo se encarregam dos animais e enviam impulsos para guiar seus encarregados e influenciá-los a fazer o que for melhor para eles. Os impulsos espirituais são alimentados pelos Espíritos-Grupo e eles, por sua vez, enviam impulsos aos animais para tentar fazê-los melhorar. Assim, os animais são guiados de fora, como éramos há muito tempo antes de nossos egos se tornarem totalmente internos nos nossos Corpos e veículos.
Os Espíritos-Grupo são seres muito sábios que pertencem a uma evolução diferente da nossa. Eles são Arcanjos, e quando estão na função de Espíritos-Grupo eles têm cabeças que se assemelham aos animais que estão sob seus cuidados. Esses Espíritos-Grupo funcionam em corpos espirituais que são seus veículos inferiores. Os Espíritos-Grupo que se encarregam dos pássaros reúnem seus bandos de pássaros no outono e os obrigam a migrar para o sul nem cedo demais, nem tarde demais para escapar do frio do inverno. Eles direcionam seu retorno na primavera, fazendo com que voem na altitude adequada, o que difere para as diferentes espécies.
O Espírito-Grupo do castor ensina seus pupilos a construir suas represas através dos córregos no ângulo correto. As abelhas são ensinadas, por seu Espírito-Grupo, a construir suas células hexagonais para armazenar seu mel, e os caracóis são ensinados a moldar suas casas em uma espiral precisa e bonita por seu Espírito-Grupo.
Os animais parecem estar mostrando os efeitos da grande influência espiritual que está operando no mundo. Aqui está uma história que ilustra isso. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na Ásia e conheceram uma garotinha mongol que tinha alguns animais de estimação muito incomuns. Ela tinha um gato angorá, um lobo da pradaria, quatro coelhos e uma cobra de estimação com cerca de dois metros e meio de comprimento. Eles estavam todos brincando juntos e fizeram uma imagem muito estranha e inusitada.
Os Auxiliares Invisíveis pararam e conversaram com a garotinha, que tinha cerca de dez anos. Eles perguntaram onde ela conseguiu seus animais de estimação. Ela disse que encontrou o lobo quando ele era um bebê e o carregou para casa, o alimentou e o criou e agora ele atua como um guarda para ela. Um dia ela encontrou a cobra, conversou com ela, e a cobra a seguiu até a sua casa e ficou lá desde então.
“Uma senhora me deu o gato quando era um filhote”, disse a garotinha. “Um dia brigaram o gato, o lobo e a cobra, mas eu disse para eles serem bons com o gato e a briga parou e agora eles são amigos. Os coelhos foram deixados pelo papai e pela mamãe coelho.”
“Eu mantenho meus animais de estimação todos no galpão e eles não brigam mais, mas não permitem que ninguém entre em nosso jardim à noite.”
A garotinha continuou dizendo que uma coisa que ela gostava em seus bichinhos era que eles não deixavam a mamãe bater nela se ela pudesse pegá-los primeiro, pois eles sempre tomam parte dela em qualquer problema.
“Uma vez, quando minha mãe estava me batendo por algo que eu tinha feito”, ela disse, “eu chamei o lobo, e ele pulou pela janela e foi em direção à minha mãe. Eu tive que implorar muito pela vida do meu animal de estimação, pois meu pai queria matá-lo. Foi minha culpa e eu disse a eles, e eles finalmente consentiram em deixá-lo em paz, e eu estava feliz novamente.”
A criança disse aos Auxiliares Invisíveis que quando as outras crianças brigam com ela, ela chama o gato ou a cobra e eles os afugentam.
Um Auxiliar Invisível perguntou à garotinha se ela não gostava de bonecas.
“Sim, mas meus companheiros vêm em primeiro lugar porque posso fazê-los fazer truques”, disse ela. Então ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis interessados o que seus animais de estimação podiam fazer. Ela subiu nas costas do lobo e o montou pelo quintal. Ela fez a cobra se levantar, assobiar como as cobras e se enrolar. Então ela chamou o gato angorá e fez o gato se sentar, andar sobre três patas, pular etc. Ela até fez os coelhos executarem truques. Ela os fez lutar, boxear e pular uma corda.
Um Auxiliar Invisível perguntou à garotinha se ela não tinha medo de seus animais de estimação, e ela foi até o lobo e começou a coçar sua cabeça e ele se deitou, se esticou e ficou perfeitamente satisfeito.
Ela esfregou a grande cobra em seguida, ela se enrolou e se endireitou como se estivesse satisfeita. Parecia que ela estava sorrindo.
Então o Auxiliar Invisível viu as presas da cobra e soube que ela era uma cobra muito venenosa. O gato veio para ser acariciado, e então os coelhos vieram cobrar sua parcela de atenção.
Os pais da criança saíram e os Auxiliares Invisíveis conversaram com eles sobre a criança e os animais de estimação dela. O pai e a mãe disseram que tinham que vigiá-la na hora de dormir para que ela não levasse nenhum de seus animais de estimação para a cama como companhia. Uma vez encontraram o lobo em sua cama, e outra vez encontraram a cobra lá, e isso assustou a mãe. A mãe disse que tinha medo do lobo e da cobra e temia que essas criaturas se voltassem contra a filha e a machucassem.
Um Auxiliar Invisível entrou em contato com o Espírito-Grupo do lobo e perguntou sobre esses animais de estimação. O Espírito-Grupo disse que o lobo e a cobra não fariam mal a ninguém da família se fossem bem tratados. “A única desvantagem é que a cobra e o lobo podem um dia buscar parceiros e trazê-los aqui e ter suas famílias”, disse ele, “e então as pessoas teriam que se livrar dos recém-chegados.”
Acho que você concordará comigo que essa criança tem uma variedade incomum
Aqui está um caso em que uma criancinha os está conduzindo exatamente como Isaías predisse centenas de anos atrás.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma senhora que morava no norte dos Estados Unidos para ajudá-la, pois ela estava orando muito fervorosamente para que alguém viesse ajudá-la.
O tempo estava extremamente frio, e ela estava doente na cama e não conseguia se levantar, e seu marido estava em um acampamento trabalhando na extração de madeira.
A senhora doente contou aos Auxiliares Invisíveis seus problemas e suas preocupações. Ela disse que havia enviado sua filhinha de seis anos aos vizinhos para pedir que eles viessem ajudá-la. A menina tinha partido por volta das 8 horas da noite e eram então cerca de 3 horas da manhã e ela não tinha voltado para casa, e sua mãe estava quase louca de medo.
Os Auxiliares Invisíveis viram quatro lobos uivando na porta da casa. Passaram correndo por eles para encontrar a mãe, que havia se arrastado para fora da cama e tentava se vestir para poder ir procurar a filha, pois grande é o amor de mãe e, nessa hora, ela não reconhece o perigo.
Quando a mãe viu os Auxiliares Invisíveis em sua casa, seu primeiro pensamento foi na filha. “Vá buscar minha filha antes que eu morra”, ela se engasgou, “porque se os lobos a pegarem, eu não me perdoarei e quererei morrer”.
Os Auxiliares Invisíveis então perguntaram à mãe onde estava sua filha, e ela lhes disse para onde a havia enviado por volta das 8 horas daquela noite. Um Auxiliar Invisível atiçou o fogo, que estava fraco, colocou mais lenha que o fez mais forte. Ele colocou a mulher doente de volta em sua cama e disse à Auxiliar Invisível que ficasse lá até ele encontrar a criança.
“Não, eu quero ir com você”, ela disse, “Aqueles lobos podem lhe pegar e se você precisar eu lhe ajudo”. Você vê que ela esqueceu que quando os Auxiliares Invisíveis estão fora de seus Corpos Densos nada pode machucá-los. Os Auxiliares Invisíveis levam muito tempo para aprender isso.
O Auxiliar Invisível viu que sua companheira estava determinada a ir junto, então enrolou a mulher na cama, de modo que ela não pudesse sair e, em seguida, os Auxiliares Invisíveis saíram para procurar a criança.
Eles foram a uma casa a cerca de um quilômetro e meio de distância, acordaram as pessoas que moravam lá e falaram sobre a mulher doente e a criança perdida. As pessoas disseram que não tinham visto a criança.
Os dois homens se levantaram, se vestiram, pegaram seus rifles e foram procurar a criança. Uma mulher foi à casa da senhora doente para ajudá-la. Os Auxiliares Invisíveis contaram às pessoas sobre os quatro lobos que estavam rondando a casa quando eles foram buscar ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e subiram no ar para que pudessem ver melhor, e logo viram dois grandes ursos pretos e muito fortes.
Eles desceram para ajudá-los porque pensaram que estavam em uma armadilha. Eles encontraram a criança entre eles dormindo profundamente.
Os ursos também estavam dormindo. Eles estavam com as patas dianteiras juntas sobre a cabeça da criança e as patas traseiras nos pés da criança e estavam perto dela para mantê-la aquecida.
O Auxiliar Invisível tocou em um dos ursos. “Sr. Urso, acorde”, disse ele, e o urso rosnou. “Ouça, Sr. Urso, eu não quero nenhum problema”, continuou o Auxiliar Invisível, “apenas me deixe pegar a criança e acordá-la”, disse ele.
O urso se virou, olhou para o Auxiliar Invisível, rosnou ferozmente e se levantou abruptamente. Esse movimento súbito despertou o outro urso e a criança, e o segundo urso rosnou.
“Sra. Urso”, disse o Auxiliar Invisível dando um passo para trás, “é melhor você fazer seu marido ficar quieto porque eu não quero que ele cause nenhum problema. Eu sou amigo dele e estou dizendo isso a ele”.
A ursa ganiu alguma coisa, e o urso ficou entre a criança e o Auxiliar Invisível. O Auxiliar Invisível disse para ele sair da frente, mas ele não o fez. A Auxiliar Invisível tentou pegar a criança, mas a ursa não a deixou, e a criança se aproximou da ursa para se aquecer, pois estava uma noite muito fria e ela ainda estava com muito sono.
O Auxiliar Invisível viu imediatamente que eles teriam problemas em pegar a criança a menos que recebessem ajuda. Ele chamou o Espírito-Grupo dos ursos e pediu-lhe para ajudá-los.
Se o Auxiliar Invisível pudesse ter levado a criança sem acordar os ursos, ele o teria feito. Ele não podia porque ela estava presa entre eles e ao agarrá-la suas garras teriam machucado gravemente a criança.
O Espírito-Grupo explicou por que os ursos roubaram a criança. Ele disse que os ursos queriam filhos e não podiam ter nenhum por que em sua vida anterior eles haviam matado seus filhotes. Então, eles pegaram a menina até para que ela não fosse morta por outros animais ou morresse de fome ou, ainda, fosse congelada até a morte.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a criança a cerca de 800 metros da casa dela. Os ursos seguiram os Auxiliares Invisíveis quando levaram a criança para sua casa. Quando chegaram lá, os Auxiliares Invisíveis deixaram os ursos entrar na casa e os trancaram na cozinha. Um Auxiliar Invisível saiu para o pátio e tocou um sino bem alto para chamar os buscadores, como haviam prometido fazer.
Quando os homens chegaram, um dos Auxiliares Invisíveis contou-lhes sobre os ursos, disse-lhes que os ursos não os machucariam e que não deveriam incomodar os ursos. Os homens pareceram muito surpresos e disseram que deixariam os ursos em paz. “Eu atirei em quatro lobos, e receberei a recompensa por ter matado todos eles”, disse um dos homens.
Um Auxiliar Invisível perguntou à criança onde ela conheceu os ursos.
“Eu estava indo para a casa dos vizinhos, os dois ursos vieram até mim e um me pegou e me carregou para a floresta”, disse ela.
“Eu tentei fugir, mas depois fiquei cansada, acabei adormecendo e, então, você veio e me pegou.
“Que estranho”, disse um dos vizinhos.
Um Auxiliar Invisível disse às pessoas que os ursos ficariam lá, ficariam perto da garotinha, não fariam mal a ninguém que não os incomodasse, que se tornariam animais de estimação da criança, a seguiriam, e cuidariam para que nenhum mal acontecesse a ela.
A mãe da criança escondeu que estava com um resfriado muito forte e febre e quase chegando a uma pneumonia. Ela tinha uma boa casa, mas não tinha remédios caseiros para cuidar de si mesma. Ela tinha dinheiro, muita comida e muita lenha em casa. Os Auxiliares Invisíveis trabalharam nela para restabelecer a sua saúde, e um deles disse que ela ficaria bem em um ou dois dias.
“Quero que meu marido volte para casa”, disse a senhora doente.
“Ele estará em casa para o Natal”, o Auxiliar Invisível assegurou a ela.
Ele então pegou a mão da senhora e enviou um pensamento para o marido dela voltar para casa. Depois disso, ele disse à senhora que o marido estaria em casa no domingo ou na manhã de segunda-feira.
As pessoas queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e de onde vinham, e o Auxiliar Invisível contou a eles sobre seu trabalho e como eles ajudam as pessoas.
“Que estranho!” alguém disse novamente.
Então a Auxiliar Invisível abriu a porta e chamou os dois ursos e lhes disse para serem bons e não prejudicarem ninguém nem nada e obedecerem sempre às pessoas que moram naquela casa.
A criança foi até a casa dos ursos e eles se deitaram, mansos como cordeiros. O Auxiliar Invisível pediu à mãe da criança que fosse até eles e ela o fez, e eles a olharam de maneira amigável e se levantaram. Ela os acariciou enquanto eles se deitavam novamente. O Auxiliar Invisível disse à mãe que esses ursos não fariam mal a ela ou a sua família ou a seus vizinhos gentis, mas que outros animais na floresta os fariam mal. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram embora e continuaram com seu trabalho.
Três dias depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver a senhora doente onde haviam deixado os dois ursos. O marido dela estava em casa e ficou muito feliz em ver os Auxiliares Invisíveis que ajudaram sua família.
“Vou construir uma casa para os ursos no quintal”, disse ele. “Um dia os ursos foram embora e minha filhinha chorou porque tinha medo de que eles não voltassem; mas eles voltaram antes de escurecer, arranharam a porta dos fundos e eu os deixei entrar na cozinha.”
A esposa pediu que os ursos ficassem na varanda dos fundos até que eles pudessem fazer uma casa para eles.
“Como devemos alimentar os ursos?”, ela perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Atualmente, deixe-os obter sua própria comida, mas gradualmente dê a eles o que você come”, disse ele, “só que não lhes dê carne. Eles vão comer pão, bolo, batatas, milho e outros vegetais, etc.”
O marido agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e eles foram embora.
Um dia, dois Auxiliares Invisíveis foram à Nova Zelândia para ver um bebê que eles ajudaram a vir ao mundo. A mãe e o bebê estavam bem. A senhora mostrou aos Auxiliares Invisíveis os animais de estimação dela. Ela tinha vários coelhos grandes. Cada um dos Auxiliares Invisíveis pegou um coelho e o acariciou.
O cachorro da família fez amizade com um gambá, e ambos eram animais de estimação. Um Auxiliar Invisível perguntou à dona como o cachorro começou a se relacionar com o gambá.
“Acho que o cachorro ficou solitário”, disse ela, “e foi até onde o gambá estava e fez amizade com ele. Então meu marido fez um lugar para todos eles. Todos dormem sob o mesmo teto, mas em compartimentos diferentes, e nunca brigaram. Eles não permitem que nenhum outro animal se aproxime e me seguem pela cidade, se eu permitir”.
Quando os Auxiliares Invisíveis saíram, eles observaram o cachorro e o gambá de cima por um tempo. Eles estavam andando por um caminho todos como bons companheiros. O gambá parecia muito com um gato preto com um pouco de branco em volta da cabeça. O cachorro era quase todo branco e tinha pelo curto. Ele era muito maior que o gambá, mas era fácil ver que eles eram bons amigos.
Aqui está uma das histórias mais marcantes que já ouvi sobre uma criança e animais selvagens, e você perceberá o que pode ser feito no futuro.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram para a parte norte da América do Sul para ajudar algumas pessoas que viviam em um posto avançado em uma guarnição à beira das selvas. O tempo estava muito quente e as crianças brincavam dentro do quintal que tinha luz elétrica. Era de manhã cedo e as pessoas estavam acordadas.
Uma das crianças tinha uma onça macho e estava brincando com ele. Uma criança tinha um macaco de estimação, outra tinha um cachorro.
A quarta criança tinha um animal estranho que os Auxiliares Invisíveis não conseguiram identificar. Esse animal era do tamanho de um cão policial.
As crianças e os animais brincavam todos juntos. O macaco montava nas costas de todos eles. Um dos Auxiliares Invisíveis ficou tão surpreso com esses animais que teve que dar uma boa olhada para ter certeza do que estava acontecendo, pois ficou muito surpreso.
Ele pediu à garota que estava com a onça macho para que o animal virasse para que a garota pudesse coçar a barriga da onça.
“Ah, fazemos isso o tempo todo”, disse ela, “enquanto brincamos de soldados. Eles são a cavalaria”. Ela chamou cada animal pelo nome, e eles vieram até ela. “Nós vamos brincar de soldados, então vocês se alinhem”, ela disse a eles.
Os animais fizeram fila e o macaco ficou na frente como um capitão. “Marcha em frente!”, a menina disse, e eles foram em frente. “Trote”, ela disse, e eles trotaram junto. “Quebrar fileiras”, ela ordenou, e eles caminharam em todas as direções, mas se mantiveram próximos um do outro. “Atenção, avante, marche!”, a menina disse, e os animais obedeceram perfeitamente.
“Onde você aprendeu tudo isso?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Aprendi com meu pai, que é o capitão aqui e com outro homem que treina os homens aqui”, ela respondeu.
O pai da criança chegou para conhecer os estranhos, e o Auxiliar Invisível lhe perguntou onde ele conseguiu tal variedade de companheiros para as crianças.
“Isso não é nada estranho”, respondeu o homem. “As pessoas nas selvas têm todos os tipos de animais de estimação, de cobras a macacos. A maioria deles quer onças e gatos do mato ou pumas. Eu levaria vocês para a casa do chefe, mas é perigoso entrar lá no escuro e com certeza seríamos mortos”.
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com esse homem, e ele lhes disse exatamente onde estavam e qual era seu trabalho. “Onde podemos encontrar o chefe índio nativo?”, um deles perguntou.
O homem disse aos Auxiliares Invisíveis onde encontrá-lo e então lhes disse para esperarem até o amanhecer, pois ele tinha um destacamento indo até ele naquela manhã. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao capitão que não podiam esperar e tiveram que ir. O capitão foi muito amigável e contou aos Auxiliares Invisíveis mais sobre as crianças. “Quase todas as crianças têm algum tipo de animal selvagem como animal de estimação e eles as protegem quando saem. Ninguém aqui mata os animais selvagens a menos que eles ataquem primeiro, mas as selvas são perigosas o tempo todo.”
“Não saia do caminho para pegar um atalho”, disse o capitão, “pois você pode entrar em um buraco ou armadilha nativa e ser morto”.
“Tudo bem, muito obrigado”, disseram os Auxiliares Invisíveis e partiram.
Quando saíram do portão, se desmaterializaram e foram para a cabana do chefe. Eles o encontraram bebendo chá e fumando. Eles falaram com ele, e ele grunhiu uma saudação para eles.
O Auxiliar Invisível lhe disse para que eles tinham vindo.
Você acha que vou chamar meus filhos para mostrar que eles vão se importar comigo? – perguntou o chefe.
“Não me refiro aos seus filhos ou aos filhos de qualquer outra pessoa”, disse o Auxiliar Invisível. “Quero dizer, os animais.”
“Hum!” exclamou o chefe. “Os animais não são nossos irmãos mais novos?”, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Você não foi informado de que eu sou o chefe?”, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Então os animais são meus filhos”, disse o chefe.
A voz do chefe acordou a filha e ela entrou na sala vestida com um pijama muito bonito e parecia ter cerca de vinte e cinco anos. Ela falou com os estranhos em excelente inglês.
Os Auxiliares Invisíveis disseram a ela o que queriam, e ela pediu ao pai que chamasse os animais para que os estranhos pudessem ver que eles obedecem. O chefe soltou dois gritos e parecia que todas as feras e répteis da selva vieram até ele. Havia até jacarés e crocodilos entre eles. O chefe disse aos animais e répteis que formassem um semicírculo com o maior nas costas, e os animais fizeram exatamente o que lhes foi dito. Nesse momento, a filha do chefe começou a balançar de um lado para o outro, como se estivesse prestes a cair.
Então um Auxiliar Invisível saltou e a pegou.
“Ah, desde que eu fui para a escola nos Estados Unidos, essas coisas me assustam.”, disse ela. “Por favor, diga ao meu pai para mandá-los embora. Achei que ele só ia ligar para um ou dois. As crianças têm alguns dos piores animais de estimação e ficam muito felizes em me assustar com eles.”
“Por que você não mora na cidade em vez de aqui?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu amo meus pais”, disse a filha do chefe, “e estou ensinando as crianças e os adultos e amo meu trabalho”. “Os animais ou répteis nunca me incomodam, mas eles me seguem se eu não os afugentar.”
Havia muitas espécies diferentes de animais perto do chefe.
A Auxiliar Invisível mantinha-se perto de seu companheiro, pois também tinha medo dos animais. “Vá entre eles e faça amizade com eles”, ele sugeriu, e ela apenas olhou para ele. “Você não precisa ir a menos que queira”, ele disse. Ela não quis ir e ficou lá.
O Auxiliar Invisível aproximou-se de um animal curioso com o qual não estava familiarizado e o examinou cuidadosamente. Parecia ter uma cauda em ambas as extremidades do corpo. Ele perguntou ao chefe o que era.
“Ele come formigas e insetos e é inofensivo”, disse o chefe. “Nada o machuca, pois ele come formigas de qualquer coisa. Nós o chamamos de benfeitor dos animais, mas o homem tem outro nome para ele.”
Quando o Auxiliar Invisível começou a se aproximar dos animais, a Auxiliar Invisível o chamou de volta.
“Vão dormir”, disse o chefe aos animais. “Me desculpe por ter acordado vocês. Sejam bons.” Os animais então foram embora.
“Homens brancos alguma vez entram na selva?”, o Auxiliar Invisível perguntou à filha do chefe.
“Sim, às vezes um viajante tenta atravessar a selva sozinho, mas nunca sai, pois é morto por alguns dos animais ou cobras”, respondeu ela. “Os nativos não perturbam os animais a menos que façam algo com eles.”
Os Auxiliares Invisíveis não conheceram a mãe da menina. “Venham nos visitar novamente”, disse o chefe, e continuou fumando seu cachimbo.
“Adeus,” disseram os Auxiliares Invisíveis e foram embora.
Essa história nos dá uma visão melhor sobre o que está acontecendo em lugares estranhos na Terra. Há coisas que não podemos compreender. Parece que não percebemos alguns dos fatos fundamentais da vida. Os animais são nossos irmãos mais novos e estão evoluindo assim como nós. Os Anjos e os Espíritos-Grupo estão cuidando deles e os animais sentem o impulso espiritual que está irradiando da Terra.
Nós respondemos um pouco, mas devemos responder muito mais do que o fazemos atualmente. Uma razão pela qual nossos corpos não são mais sensibilizados para que possamos entrar em contato com os Mundos internos, e uma das causas de não sermos mais receptivos aos Ensinamentos Rosacruzes é porque comemos carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins). Comemos nossos irmãos mais novos.
A maioria das pessoas não gosta de ser aconselhada e se ressente de conselhos amigáveis. Não estão dispostos a desistir de comer carne animal, e dos hábitos de tomar bebidas alcoólicas e fumar tabacos e outras drogas que formaram descuidadamente.
Eles são muito preconceituosos e odiosos para os outros. Quando descobrem que renascerão repetidas vezes, dizem a si mesmos: “Não terei pressa em estudar uma filosofia que exige que eu abdique de meus prazeres. Vou me divertir mais um pouco e em outra ocasião farei melhor”.
Uma noite, um Espírito-Grupo dirigiu dois Auxiliares Invisíveis a um cavalo que havia tropeçado e quebrado a perna. Os Auxiliares Invisíveis se perguntaram onde o dono morava e o Espírito-Grupo lhes contou.
Eles foram, chamara o homem e o levaram até o pobre cavalo e, ele atirou nele, pois não havia como o cavalo ficar bom e era melhor sacrificá-lo.
Os Auxiliares Invisíveis então levaram o cavalo em seu Corpo de Desejos para o Mundo do Desejo e o Espírito-Grupo agradeceu-lhes por sua ajuda. O Espírito-Grupo do cavalo tem um corpo humano e uma cabeça de cavalo. Quando os Auxiliares Invisíveis olharam para ele de perto, puderam ver o corpo do cavalo estendendo-se para trás de seus ombros e a parte do homem parecia desaparecer, e parecia estar olhando para um cavalo de verdade.
Quando a Auxiliar Invisível se lembrou disso na manhã seguinte, ela se lembrou de seu grande espanto, pois parecia que ela viu um lindo cavalo marrom e que ele subiu os degraus da porta da casa e conversou com eles. O que realmente aconteceu foi que sua visão espiritual foi estendida enquanto ela estava fora de seu corpo, durante o sono, e parecia que o Espírito-Grupo do cavalo estava com eles.
Os Espíritos-Grupo são muito interessantes. O Espírito-Grupo de um gato tem a mesma atitude que o gato tem. Ele parece e age como um gato. O Espírito-Grupo da cobra encapuzada tem um corpo humano e uma cabeça de cobra. O Espírito-Grupo do canário é do tamanho de um ser humano e tem uma cabeça que se parece com a cabeça de um canário, e sua disposição é gentil e amigável.
Sabemos que a águia é um pássaro orgulhoso. Bem, o Espírito-Grupo que controla as águias também está orgulhoso. A sobrevivência do mais apto é a regra do mundo animal, e o Espírito-Grupo de cada espécie faz o possível para cuidar dos seus encarregados.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis conversaram com um desses Espíritos-Grupo que é amigo, e perguntaram-lhe sobre os outros Espíritos-Grupo.
Ele disse que os mais cruéis e mortais dos animais são os mais baixos em evolução e os mais distantes do ser humano, mas todos podem ser controlados pelo ser humano. Os animais domésticos estão sob a influência do ser humano há séculos e se tornaram muito parecidos com ele em seus modos. Alguns deles chegaram ao ponto em que permanecem no Mundo do Desejo, ajudando o Espírito-Grupo da espécie, em virtude de terem alcançado um grau de individualização que todos os demais da espécie somente alcançarão no Período de Júpiter. “Esses animais avançados dormem durante esse longo período?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Oh não. Eles estão trabalhando em seus futuros corpos e nos futuros corpos de outros na mesma espécie”, disse o Espírito-Grupo. “A razão pela qual o ser humano não consegue domar muitas espécies selvagens é porque ele nunca teve uma convivência em número dessas espécies o suficiente para substituir um pouco a influência do Espírito-Grupo sobre elas e inserir sua própria influência. É a boa influência e a bondade do ser humano que doma e ajuda os animais a progredir, e é a má influência emanada do ser humano que, inconscientemente, inicia o impulso que faz com que os animais ataquem o ser humano, pois o ser humano é propenso a matar.”
“Depois que as mudanças ocorrerem na Terra”, disse o Espírito-Grupo, “animais de todos os tipos e espécies serão domados pelo ser humano. Os animais que sobrarem estarão em pares de todos os tipos, e pessoas diferentes terão diferentes tipos de animais de estimação. Por exemplo, uma criança pode ter um par de leões. Outra criança pode ter um par de cobras, ou pítons, ou tigres, etc. Esses animais sempre serão capazes de cuidar de si mesmos.”
Os Auxiliares Invisíveis então olharam para vários Espíritos-Grupo e notaram especialmente aqueles que eles contataram no decorrer de seu trabalho.
Eles viram os Espíritos-Grupo que se encarregam das pítons, dos tigres, dos leões e dos ursos polares. O Espírito-Grupo do urso polar agiu de forma cruel e olhou fixamente para os Auxiliares Invisíveis. Sempre que eles se moviam, ele se movia até que um dos Auxiliares Invisíveis falava e, então, ele e os outros Espíritos-Grupo se tornaram amigos. Os Auxiliares Invisíveis prometeram que ajudariam seus protegidos sempre que pudessem.
Os Espíritos-Grupo das aves menores, como o tordo, a pomba, o pardal e o canário, eram especialmente amigáveis, mas o encarregado do urubu não era. O Espírito-Grupo é como os animais que ele governa em ação, disposição, etc. Esses Espíritos-Grupo certamente são os seres mais notáveis e, às vezes, dão aos Auxiliares Invisíveis grande alegria em contatá-los e trabalhar com eles.
Os pássaros pertencem ao Reino animal, e o amor e o cuidado os ajudarão muito em sua evolução.
Aqui está a história de um corvo muito experto que alguns Auxiliares Invisíveis, uma vez, viram na Índia. Ele era de propriedade de uma senhora idosa que morava em uma casa perto de um resort de verão. Ela e sua família eram inglesas e ela trouxe o corvo com ela quando veio para essa cidade. Era um pássaro jovem. Ela o tratou como uma criança, e ele respondeu ao seu amor e carinho e quase podia falar!
Essa senhora dava dois shows todos os dias, e três aos domingos, com seu corvo e cobrava quinze centavos do dinheiro daquele país. Os Auxiliares Invisíveis estiveram presentes em um desses programas e ficaram surpresos com o que esse corvo de estimação era capaz de fazer.
Ele podia contar, somar, subtrair e resolver problemas simples de aritmética. Ele podia pular, pular em um pé só, deitar-se de costas, ir para a cama e puxar o cobertor com o bico. A senhora tinha um pequeno estojo no qual o carregava por segurança, e ele ficava perfeitamente quieto nele.
A Auxiliar Invisível ficou encantada com esse corvo e começou a falar com ele, e ele respondeu o melhor que pôde em seu jeito de falar. Ela perguntou à dona se podia colocar o corvo na cama e recebeu permissão, mas ele fez tanto barulho que o Auxiliar Invisível disse para ele ir até ela. Ele voou no ombro direito dela e ficou lá até os Auxiliares Invisíveis partirem. O Auxiliar Invisível também segurou esse corvo em suas mãos e conversou com ele e ele respondeu o melhor que pôde.
“Seu corvo não precisará voltar novamente como corvo”, disse a Auxiliar Invisível. “Você o desenvolveu até o ponto em que ele não precisará mais de um corpo de corvo.”
A dona ficou satisfeita com o que a Auxiliar Invisível lhe disse. “Prefiro ter o corvo comigo do que meus filhos”, disse ela. “Sinto-me descansada quando estou abraçando-o e amando-o.”
Então o Auxiliar Invisível olhou para cima e viu o Espírito-Grupo do corvo. Ele parecia um homem muito bonito com o Corpo de Desejos de um corvo atrás dele. Ele agradeceu ao Auxiliar Invisível por dar à senhora mais instruções sobre como cuidar do corvo e como alimentá-lo para dar os retoques finais em seu desenvolvimento.
Esse Espírito-Grupo disse que todos eles espalharam suas bênçãos sobre todos que, de alguma forma, ajudaram em suas responsabilidades, ele deu a essa senhora sua bênção e a deixou extremamente feliz.
A senhora tinha vários parentes que haviam perdido seu dinheiro e dependiam dela. Ela sustentava toda a família com o dinheiro que ganhava exibindo seu corvo.
No início do show, uma mulher entrou e comprou doze ingressos e deu a ela um punhado de moedas de metal e ela ficou muito agradecida. Depois que viu o que o corvo podia fazer, a mulher mudou os seus modos. Então ela voltou e foi até a senhora que possuía o corvo e disse: “Qualquer um que demore tanto tempo quanto você para ensinar um corvo deve ser bom e precisa de ajuda”. Ela então tirou um saquinho de dinheiro da frente de seu vestido e deu para a senhora. A senhora agradeceu alegremente por sua grande bondade.
Os Auxiliares Invisíveis foram para casa com a senhora para protegê-la e conversar com ela. Entraram em sua casinha e viram a família reunida na sala de jantar esperando por ela. A Auxiliar Invisível ajudou-a a servir o jantar e levou um pouco de carne para a mesa. A senhora não comia carne, mas a família sim.
A senhora queria saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e de onde vinham. Eles lhe contaram sobre seu trabalho e seus ensinamentos, e ela aceitou as novas ideias imediatamente. Ela disse que muitos falsários foram até ela para comprar seu corvo e alguns deles tentaram roubá-lo, mas que ela sempre conseguiu mantê-lo.
“Nunca venda seu animal de estimação e ninguém jamais o tirará de você”, disse o Auxiliar Invisível, “embora eles possam tentar”.
A senhora pediu aos Auxiliares Invisíveis que viessem vê-la sempre que pudessem, e ela lhes disse seu nome.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um urso polar doente no extremo norte. Primeiro, eles viram a família que consistia do pai e da mãe urso e quatro filhotes. Dois dos filhotes eram muito maiores que os outros dois. Os jovens ursos gordos eram filhos daquele ano, enquanto os outros dois filhotes haviam nascido no ano anterior, mas ainda estavam sendo cuidados pelos pais.
O pai urso estava doente. Ele estava se movendo, mas estava fraco e incapaz de caçar comida. Os Auxiliares Invisíveis massagearam o estômago dele e em pouco tempo ele ficou bastante brincalhão. A mãe ursa rosnou e os Auxiliares Invisíveis lhe disseram para sair e procurar alguma comida para comer e ela se afastou. A família dos ursos estava em uma caverna natural no gelo.
Então, os Auxiliares Invisíveis procuraram o Espírito-Grupo dos ursos polares e viram um homem corpulento de tamanho médio com um corpo bem formado e uma cabeça e rosto de urso. Ele tinha um lindo Corpo de Desejos de urso polar atrás dele. Ele conversou com os Auxiliares Invisíveis e foi muito gentil com eles. Ele agradeceu a eles por toda a ajuda que haviam dado às suas necessidades no passado. Ele lhes disse que há muito a ser aprendido sobre os Espíritos-Grupo dos animais.
Eles dirigem seus cargos e têm acesso direto ao Mundo do Espírito de Vida, onde podem obter todo o conhecimento de que precisam.
Então, o Espírito-Grupo dos ursos polares colocou a mão sobre a Auxiliar Invisível e disse a ela: “Bem-aventurados aqueles que ajudam seus irmãos mais novos, pois sua recompensa é grande”.
Parece-me que, se todos os seres humanos percebessem isso, seriam mais gentis com os animais selvagens que encontram no campo e na floresta. No entanto, estamos vivendo em uma época em que a caça esportiva ainda é praticada por seres humanos que pouco percebem o sofrimento que estão causando aos animais e aos Espíritos-Grupo que deles se encarregam. Eles também estão reduzindo seus sentimentos, suas emoções e seus desejos superiores e acumulando Destino Maduro para si mesmos, que terão de ser resolvidos em algum momento no futuro.
Numa noite de inverno, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para uma casa onde um pequeno canário havia sido queimado por seu dono. A mulher era uma pessoa irritável e nervosa. A gaiola do pássaro estava pendurada no teto e o passarinho tinha vontade de cantar. A mulher ficou zangada e nervosa, e disse ao pássaro para ficar quieto e, como ele não o fez, ela pegou uma xícara de água fervente e jogou sobre ele e foi se deitar.
O Espírito-Grupo disse aos Auxiliares Invisíveis que levassem o pássaro ferido e mostrou-lhes para onde levá-lo. Um Auxiliar Invisível abriu a porta da gaiola e tirou o pobre pássaro. Ele estava prestes a cair de seu poleiro e teria morrido devido aos seus ferimentos se não tivesse sido curado pelos Auxiliares Invisíveis. Eles receberam essa habilidade quando foram enviados para ajudar todos em apuros. Algumas das penas do canário caíram.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o pequeno canário para a próxima cidade e foram direcionados para uma determinada casa. Eles bateram na porta, e uma senhora veio até a porta. “Você gostaria de um passarinho?”, a Auxiliar Invisível disse a ela.
“Sim, sim, me dê”, disse a senhora. “Oh! Ele foi ferido.
Os Auxiliares Invisíveis contaram a ela o que havia acontecido com o canário e disseram que ele ficaria bem. A senhora o pegou e o colocou em uma gaiola onde já havia outro passarinho fêmea e eles se tornaram amigos imediatamente. “Eu tenho desejado poder ter um pequeno companheiro para o meu pássaro”, ela disse aos estranhos.
A senhora ficou encantada por tê-lo e agradeceu aos Auxiliares Invisíveis, que foram embora felizes porque salvaram a vida do pequeno canário e encontraram um lar para ele com uma senhora que realmente amava os pássaros.
Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram disso claramente na manhã seguinte e ficaram emocionados com a ideia de ver o Espírito-Grupo dos canários. Seu Corpo de Desejos tinha a forma de um pássaro e se estendia além do que parecia ser o Corpo Denso de um ser humano.
Vários meses depois, esses mesmos Auxiliares Invisíveis pararam na casa dessa senhora para ver esse canário. Eles descobriram que a senhora havia criado seis canários jovens e que três deles eram cantores. Quando os Auxiliares Invisíveis subiram para ver o papai e a mamãe pássaros, os pássaros e sua família fizeram tanto barulho que a dona e seu marido levantaram da cama para ver qual era o problema.
Quando viram os Auxiliares Invisíveis, ajoelharam-se e baixaram a cabeça, pensando que estavam na presença de Anjos.
Um Auxiliar Invisível disse às pessoas para se levantarem e explicou seu trabalho para elas. Eles queriam saber por que ela era tão brilhante e parecia um Anjo e como eles entraram na casa. A Auxiliar Invisível contou-lhes sobre o Corpo-Alma e como desenvolvê-lo.
As pessoas ficaram muito interessadas e disseram que gostariam de poder ajudar também. Eles convidaram os Auxiliares Invisíveis para vê-los com frequência.
Durante algumas inundações no sul, alguns Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando para ajudar as pessoas a conseguir alimento. Eles viram algumas vacas e porcos em uma pequena colina cercada por água. Esses animais estavam com muita fome, e os Auxiliares Invisíveis estavam ansiosos para levá-los ao continente para que pudessem comer alguma coisa.
Eles descobriram que era difícil fazê-los se mover, então eles chamaram ambos os Espíritos-Grupo e pediram que eles dessem a esses animais o impulso de segui-los. Eles prometeram que levariam os animais famintos para terra firme.
“Sim, faremos o que pudermos, mas eles estão muito fracos e podem se afogar”, disse o Espírito-Grupo.
Os Auxiliares Invisíveis juntaram as vacas e um deles disse-lhes para seguirem a Auxiliar Invisível. Ela, então, foi atrás das vacas, e elas conseguiram atravessar a água com segurança. Uma das vacas ficou exausta e a Auxiliar Invisível segurou sua cabeça acima da água e a carregou para terra. Os Auxiliares Invisíveis pegaram comida para as vacas famintas e as deixaram comendo e voltaram para pegar os porcos.
Eles tiveram muitos problemas com os porcos, pois eram maus nadadores. Finalmente, eles colocaram todos os porcos na água.
O Espírito-Grupo dos porcos então disse que poderia cuidar deles agora que estavam perto da comida, e eles correram para encontrar a comida.
O Espírito-Grupo dos porcos parecia um homem com cabeça de porco, e o Espírito-Grupo das vacas tinha uma cabeça igual à de uma vaca, mas um corpo como o de um homem. Eles foram gentis com os Auxiliares Invisíveis.
“As vacas estão progredindo muito lentamente agora”, disse o Espírito-Grupo das vacas. “As vacas não adquirem muita experiência em uma encarnação, e os touros não aprendem tanto agora como antigamente, quando o ser humano os colocava para trabalhar. As vacas e os porcos permanecem apenas cerca de um ano no Mundo do Desejo, após a morte e, então, são autorizados a retornar em um novo corpo para que possam obter novas experiências para avançar em sua evolução.”
Um desses Espíritos-Grupo disse aos Auxiliares Invisíveis que seus pupilos tiveram muita experiência no passado e que seu tempo está quase acabando. Os cavalos são animais muito avançados. “Em pouco tempo o ser humano não precisará mais deles, e eles serão mantidos fora do Ciclo de Nascimentos e Mortes na Região Química do Mundo Físico até que os mamíferos atinjam o estágio humano. As pessoas estarão então um passo à frente e funcionarão em Corpos Vitais em vez de Corpos Densos; pelo menos, aqueles que não estiverem atrasados nesse Esquema de Evolução.”.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo e viram um menino e um cachorro na margem de um lago. Estavam encharcados, pois o menino havia caído no lago e seu cachorro o resgatou da morte na água gelada. Era um dia frio, e eles estavam com muito frio e todos cansados.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o menino para casa, e um Auxiliar Invisível ajudou a mãe dele, enquanto ela trocava as roupas dele para evitar que ficasse resfriado. A Auxiliar Invisível levou o cachorro para a cozinha e o enxugou com alguns trapos limpos que a mãe do menino lhe deu.
Ela, então, levou as sacolas e as toalhas de banho para fora e as pendurou em um varal para secar no frio.
O Espírito-Grupo do cachorro agradeceu aos Auxiliares Invisíveis pelo que haviam feito. Ele parecia um belo cão grande com cabelo castanho curto. Ele tinha um rosto de uma aparência muito inteligente. Ele estava acima da Auxiliar Invisível e estendeu a mão para ela e ela o abraçou e o acariciou. Ela estava muito animada e encantada, além das palavras, por entrar em contato com esse maravilhoso Espírito-Grupo. Ele era como um Arcanjo com uma bela cabeça de cachorro do tamanho de um ser humano. Os Auxiliares Invisíveis já haviam encontrado esse Espírito-Grupo antes em seu trabalho e ele a reconheceu. Esse amigável Espírito-Grupo também abençoou essa Auxiliar Invisível, e isso a deixou muito feliz.
A mãe do menino perguntou ao Auxiliar Invisível quem era a senhora, e ele contou a ela sobre a Auxiliar Invisível e seu trabalho com pessoas e animais.
“Eu gostaria de ser como ela”, disse a senhora. “Minha vida monótona é muito ruim. Meu marido sai de casa antes do amanhecer e chega em casa por volta das três horas da tarde. Nós vamos para a cama cedo e a vida é triste para todos nós. Meu marido tem medo de desistir, pois é difícil encontrar trabalho”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram a essa senhora sobre seus ensinamentos e onde obter informações. Ela anotou e disse que escreveria. “Meu garotinho tem seis anos”, disse a senhora. “Ele sempre se levanta quando fazemos isso e leva seu cachorro e caminha um pouco com o pai todos os dias”.
Eles tiveram que passar por um lago naquela manhã, e o menino simplesmente teve que deslizar no gelo; o gelo cedeu com o peso dele, e ele caiu na água gelada. Seu cão devotado conseguiu rebocá-lo para a margem do lago. O menino tinha bebido um copo de chá de limão bem quente e estava dormindo a essa altura e o cachorro estava quente e seco e dormindo ao lado do fogão.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram a mãe muito feliz.
O Espírito-Grupo dos cães tinha um Corpo de Desejos de cachorro saindo atrás dele, e o Auxiliar Invisível o viu com sua visão espiritual.
Esse corpo começou no ponto em que sua cabeça se juntou ao corpo. Todos os Espíritos-Grupo têm o Corpo de Desejos da espécie que governam.
Todos os animais estão sujeitos a influências espirituais, pois todos são guiados por seus Espíritos-Grupo e pelos Anjos que os supervisionam. A maioria dos animais tem uma consciência de imagem interna como o estado de sonho no ser humano.
No livro Conceito Rosacruz do Cosmos lemos o seguinte: “Quando um animal encara um objeto, percebe imediatamente dentro de si uma imagem, acompanhada de uma forte impressão de malefício ou benefício para ele. Se o sentimento é de medo, associa-se a uma sugestão do Espírito-Grupo de como escapar ao perigo iminente. Esse estado de consciência negativo facilita ao Espírito-Grupo guiar, por sugestão, os Corpos Densos das espécies a seu cargo, já que os animais não têm vontade própria”.
Enquanto alguns Iniciados estavam participando de uma aula na Região Etérica do Mundo Físico, um deles perguntou ao professor se um cachorro vê um panorama de sua vida quando morre como os seres humanos.
“Sim”, disse ele. “Todas as coisas vivas têm esse panorama e são julgadas de acordo.” Os Iniciados puderam ver alguns acontecimentos na Memória da Natureza, que é o Livro da Vida.
Aqui eles viram a vida de dois cachorros, um cachorro que tinha um tutor e um outro cachorro de rua.
O cachorro que tinha um tutor foi indagado primeiro. Ele foi questionado sobre o que ele fez para seu progresso e avanço espiritual.
“Nada”, disse ele. “Minha dona me mantinha em casa e só me deixava sair quando me levava para passear, e eu estava preso a uma corrente. Eu não podia correr como os outros cães fazem. Ela me deu uma boa cama e boa comida. Eu gostava disso. Eu não conseguia esconder nada. Quando eu mastigava as cadeiras ou as pernas da mesa para afiar os dentes, ela me espancava.”
“Ela me dava banho três vezes por semana. Ela me ensinou a sentar nas patas traseiras e latir. Ela não me deixava morder ninguém ou perseguir gatos. Eu dormia a maior parte do tempo e nunca me senti bem.”
“De vez em quando, minha patroa me levava a um homem que me apalpava e dizia que eu estava constipado. Ele me forçava a tomar um pouco de água desagradável em minha boca. Depois de um tempo eu me sentiria bem por um tempo. Quando minha patroa ia embora, eu ficaria terrivelmente solitário.”
“Um dia, ela me levou a esse homem novamente. Eu me senti tão mal que não me importei para onde ela me levou ou o que foi feito. O homem enfiou algo em mim e me colocou na cama. A cama não era como a que eu tinha em casa, pois não conseguia sair. Aí eu vim para cá.”
“Você quer voltar lá?”, perguntou o Espírito-Grupo desse cachorro.
“Não”, disse o cachorro, e a cena se encerrou.
Então os Iniciados viram a vida de um cachorro de rua que havia sido morto por um automóvel. Depois que esse cão viu sua vida, o Espírito-Grupo perguntou-lhe o que ele havia feito para seu avanço.
“Não sei”, disse o cachorro. “Fui tirado de minha mãe quando era muito jovem e carregado tão longe que não consegui encontrar o caminho de volta para ela. Eu então tive que cuidar de mim o melhor que pude. Muitas noites fui dormir com fome e sonhei que tinha muitos ossos bonitos e que consegui pegar alguns deles.”
“Um dia eu estava descendo um beco e vi uma pessoa toda vestida (uma mulher) colocando em uma coisa redonda algo que cheirava a comida. Depois que ela se foi, subi e cheirei.”
“Eu queria pegar a comida, mas a lata era muito grande. Então eu pulei na lata e comi tudo que eu queria. Então tentei sair.”
“Toda vez que eu pulava, eu caía de novo. Fiquei com medo, pois não sabia quando sairia. Então eu me perguntei se eu ficaria como alguns outros como eu que eu tinha visto em diferentes lugares que não podiam se mover, mas cheiravam mal.”
“Fiquei na coisa redonda até não poder mais ver, e fui dormir e sonhei com muitas coisas. Então eu pude ver novamente, e uma pessoa veio e me viu. Ela me bateu e empurrou a coisa redonda e eu fugi chorando do ferimento que eu tinha recebido. Eu sabia que não deveria entrar nas coisas redondas porque eu era muito pequena para sair e que deveria encontrar uma maneira de colocar as coisas redondas no chão. Então eu poderia entrar e sair como vi muitos outros cães fazerem.”
“Vi muitos pequeninos (meninos) com as pernas livres, e eles jogaram coisas duras (pedras) em mim e me machucaram. Eu me mantive longe deles. As pessoas cujas pernas estavam cobertas (mulheres) geralmente eram legais comigo. Eu vi uma pessoinha toda coberta (bebê) rastejando em um lugar (estrada) onde aquelas coisas que correm muito rápido com aquela coisa malcheirosa vindo da parte de trás (auto). Um veio em direção a ela, e eu corri e puxei para fora do caminho (Ele salvou a vida do bebê). Uma pessoa grande coberta começou a chorar alto e eu fiquei com medo e fugi, mas, com a pequena pessoa estava tudo bem.”
“Então eu conheci um grande cachorro como eu e nos tornamos amigos e ele me ensinou muitas coisas. Ele me disse como entrar nas coisas redondas (latas de lixo). Ele me disse a diferença entre um homem, uma mulher e uma criança e como distinguir os maus dos bons. Ele me disse que eu tinha que lutar para viver. Ele também me disse que cachorros sem nome e sem amigos eram chamados de cachorros de rua.”
“Ele me disse que alguns cachorros eram grandes demais para eu lutar e que, se eu tentasse, ficaria gravemente ferido. Eu nunca quis machucar nada.”
“Então meu amigo me falou sobre gatos e me mostrou um e me disse para ficar longe de suas patas dianteiras, pois eles poderiam machucar muito um. Um dia meu amigo me mostrou uma coisa comprida (cobra) que parecia deslizar no chão. Começou a chegar perto de mim, e eu fugi. Meu amigo correu até ela, a agarrou e a sacudiu até que ela parasse de se mover. Voltei e olhei para ela e me senti engraçado.”
“Perguntei o que era e ele disse que era uma cobra. Ele me disse para ficar longe delas se fossem grandes e a menos que eu sentisse que poderia fazê-los ficar quietas.”
“A vida então começou a ser muito feliz para mim, pois meu amigo me protegia de outros cachorros muito maiores do que eu e que queriam me bater. Um dia meu amigo comeu alguma coisa e me disse que estava se sentindo mal e queria um pouco de água. Achamos e bebemos. Ele me disse para cuidar de tudo, e ele foi dormir (morreu). Então eu o vi duas vezes no mesmo lugar. Eu podia ver através de um de seus corpos, mas não podia ver o outro.”
“Então, muitas pessoas vieram e disseram: ‘Nós o pegamos’. Eu fugi e nunca mais o vi. Então minha vida ficou mais difícil, mas eu poderia cuidar de mim e dizer a outros cães o que fazer.”
“Um dia alguns meninos me encontraram e jogaram pedras em mim. Corri para a rua e uma dessas coisas (automóveis) me atropelou e vim aqui depois de ver tudo o que já fiz na minha vida.”
O Espírito-Grupo perguntou a esse cão se ele gostaria de viver a vida novamente.
“Sim”, disse ele. “Não quero ser como alguns cães que vi com correntes e com as pessoas.”
“Muito bem”, disse o Espírito-Grupo, e a cena mudou.
Os animais foram colocados na Terra para obter experiências e estão sendo ajudados tanto quanto nós. O Espírito-Grupo guia os movimentos de cada animal e o ajuda a prover comida para si e para os outros.
O Espírito-Grupo faz tudo ao seu alcance para proteger o animal. Quando o animal está ferido ou doente, o Espírito-Grupo sofre. Quando um animal é morto ou queimado em um incêndio florestal, o Espírito-Grupo sofre.
Agora vou contar como alguns Auxiliares Invisíveis entraram em contato com o Espírito-Grupo de um lindo e grande gato angorá amarelo. No decorrer do trabalho deles, os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma menina que estava sendo maltratada por sua família. Essa família tinha uma senhora pensionista hospedada com eles e ela tinha um belo gato grande. Houve problemas com esse gato porque ele fez com que todos o respeitassem. Era tempo chuvoso e a senhora queria mantê-lo em seu quarto com ela para que ele se mantivesse limpo. Alguém da família o colocou para fora e ele ficou com o pelo todo sujo andando na lama, mas andava com a dignidade de sempre. A senhora chamou-o e deu-lhe um banho num grande balde de água morna e secou cuidadosamente o pelo dele. Então ele estava limpo e belo.
Os Auxiliares Invisíveis conheceram a dona da gata e foram informados de seus problemas. A Auxiliar Invisível sugeriu que ela pagasse à dona da casa um dólar extra por mês pela comida do gato, e a senhora disse que faria isso. O Auxiliar Invisível conversou com o gato e disse que ele deveria ir até a porta e arranhá-la quando quisesse sair.
A Auxiliar Invisível pediu ao Espírito-Grupo para orientar o gato a fazer isso e ele disse que o gato entendia e faria o que ela dissesse. O Espírito-Grupo tinha um corpo como um ser humano e uma cabeça como um lindo gato amarelo. Ele também tinha outro corpo superior que se estendia além do corpo do ser humano que parecia um gato. Foi interessante para os Auxiliares Invisíveis ver o Espírito-Grupo desse gato e o gato ao mesmo tempo.
A família foi informada de que receberia um dólar por mês pela comida do gato, e eles ficaram muito satisfeitos, e prometeram tratar bem o gato a partir de então.
Certa noite, alguns anos atrás, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando pela parte norte da América do Norte e viram dois ursos polares meio crescidos presos em uma armadilha. Suas patas traseiras estavam muito inchadas, mas quando os Auxiliares Invisíveis foram até eles para soltá-los, eles ficaram muito bravos.
Os Auxiliares Invisíveis chamaram o Espírito-Grupo e pediram que ele acalmasse os ursos para que eles pudessem ajudá-los. Os ursos ficaram muito gentis, os Auxiliares Invisíveis os soltaram e esfregaram suas pernas para baixo. Eles se levantaram e começaram a andar. Eles tentaram lamber as mãos dos Auxiliares Invisíveis e se esfregaram neles de maneira amigável, enquanto os Auxiliares Invisíveis brincavam com eles. Os Auxiliares Invisíveis olharam para cima e puderam ver o Espírito-Grupo do urso e ele ficou satisfeito e disse: “Obrigado”. Sua cabeça parecia a de um gentil urso branco.
Ele contou aos Auxiliares Invisíveis sobre um homem que foi pego em sua própria armadilha e estava lá há seis horas. “Se vocês se apressarem, vocês podem salvá-lo”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis correram para encontrar o homem, e os ursos os seguiram o mais rápido que puderam. O homem na armadilha estava a cerca de um quilômetro e meio de distância de onde os ursos foram presos. Quando os ursos jovens viram o homem, eles ficaram muito ferozes e queriam chegar até ele, mas os Auxiliares Invisíveis os acalmaram. Eles tiraram o homem da armadilha e descobriram que sua mão esquerda estava quebrada no pulso, e a mão estava tão congelada que ele poderia perdê-la.
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram ao caçador onde ele morava, e ele disse que morava a cerca de oito quilômetros de distância. Os Auxiliares Invisíveis tentaram fazer com que os ursos carregassem o homem, mas não conseguiram, então tiveram que ajudá-lo a voltar para casa. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a casa carregando o homem e seguidos pelos dois jovens ursos polares, os homens da casa queriam atirar nos ursos, mas os Auxiliares Invisíveis não permitiram.
Um Auxiliar Invisível chamou as Salamandras, ou Espíritos da Natureza do fogo, e disse a elas para ficarem longe das balas até que os caçadores desistissem de tentar atirar.
Os ursos seguiram os Auxiliares Invisíveis até a casa e a Auxiliar Invisível os fez sentar em um canto enquanto ela e seu parceiro trabalhavam no homem ferido, que havia perdido a consciência. Todos ficaram fora da sala onde os ursos estavam. Eles simplesmente não conseguiam entender como os Auxiliares Invisíveis conseguiam lidar com os ursos, tornando-os obedientes a eles.
Um caçador entrou enquanto os Auxiliares Invisíveis estavam lá e, quando viu os ursos, tentou levantar a arma, mas tremia tanto de medo que a arma caiu no chão. Então a Auxiliar Invisível foi até os ursos e sentou-se entre eles e disse ao homem para pegar sua arma e guardá-la, pois seus amigos não iriam machucá-lo.
Então os Auxiliares Invisíveis explicaram seus ensinamentos para o povo, e um homem disse que era bom conhecer a filosofia, pois assim se poderia pegar todos os ursos e focas que se quisesse e, desse modo, ficar rico. Os Auxiliares Invisíveis disseram a eles que não funcionava assim e que os animais são nossos irmãos mais novos, e que o homem deveria protegê-los e ajudá-los em vez de matá-los por ganho material. Então os Auxiliares Invisíveis foram embora, e os ursos os seguiram e, finalmente, os Auxiliares Invisíveis desapareceram deles e seguiram seu caminho.
Alguns dias depois, esses mesmos Auxiliares Invisíveis voltaram para ver o homem que ficou com a mão presa na armadilha. Eles descobriram que ele estava muito melhor, mas a pele estava descascando de suas mãos, pés e rosto, locais do corpo em que ele havia sofrido congelamento. O Auxiliar Invisível disse ao homem para untar sua pele com vaselina ou gordura de ganso.
As pessoas estavam todas muito interessadas na Auxiliar Invisível e perguntaram onde estavam seus animais de estimação. “Oh, eles estão na floresta em algum lugar,” ela disse.
Um homem então falou e disse que tinha um urso em uma gaiola que ela não podia acariciar. “O urso está com a pata dianteira quebrada”, disse ele. “Você pode consertá-lo ou fazer qualquer coisa que puder por isso?”
Os Auxiliares Invisíveis foram vê-lo e a Auxiliar Invisível viu o pé do pobre urso todo inchado e flácido. Ela ficou com raiva e foi até a jaula e pediu ao homem para destrancar a porta, pois o urso não faria mal a ninguém.
“Você é louca”, disse o homem. “Posso conseguir quinhentos dólares por ele.”
“São quinhentos dólares que você não vai conseguir”, disse ela. “Se você não abrir a porta, eu vou arrombá-la.”
“Vá em frente”, disse o homem, pois ele não achava que ela tentaria.
Ela subiu e arrancou a fechadura e ele ergueu a arma.
O Auxiliar Invisível disse a esse homem para abaixar sua arma, pois ela não iria disparar. Ele tentou cinco vezes e não disparou.
A Auxiliar Invisível então abriu a porta da jaula, entrou e disse ao urso que ela tinha vindo para curar seu pé e libertá-lo.
Esse urso era um urso polar adulto, e ele tinha um pelo branco. Quando a Auxiliar Invisível virou o pé para colocá-lo no lugar, o urso gemeu. Ela disse a ele que terminaria em alguns minutos.
Depois que a Auxiliar Invisível colocou o pé no lugar, um raio de luz foi dela para o pé do urso, ele lambeu sua mão e as pessoas assistiram com admiração e espanto. Ela, então, quebrou a corrente do pescoço do urso e ela e o urso saíram da jaula. O Espírito-Grupo dos ursos polares agradeceu à Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível foi para dentro da casa e o urso a seguiu e ela disse ao urso que queria que ele se comportasse, e o Espírito-Grupo disse que o urso o faria.
Já dentro da casa, a Auxiliar Invisível disse às pessoas que o urso não iria machucá-las. Ela disse a ele para se sentar em um canto e ele obedeceu, e ela disse a todas as pessoas que se eles deveriam prender ursos e focas, eles deveriam matar todos os animais que se machucassem, a menos que eles pudessem ajudá-los, e assim poupar-lhes mais sofrimento.
“Se você não fizer isso, nunca mais pegará outro”, disse ela.
“Eu quero meu urso,” o homem disse a ela.
“Não,” ela disse. “Se você tivesse consertado o pé do urso, eu o teria deixado sozinho; mas, já que você o deixou sofrer, eu o libertarei.” Então ela se aproximou, se sentou na frente do urso e deu um tapinha na cabeça dele, e ele esfregou a cabeça contra ela. As pessoas ficaram espantadas com ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram embora com o urso, levaram-no para longe e depois desapareceram dele. Ele parou desanimado e olhou em volta como se dissesse: “Bem!”, e então ele se afastou.
Essas histórias são experiências reais e ilustram o tipo de trabalho que está sendo feito pelos Auxiliares Invisíveis em cooperação com os Seres Superiores e os Espíritos-Grupo que guiam e dirigem os animais.
Há uma ilha no Oceano Pacífico em algum lugar onde os nativos mantêm uma enorme cobra com a qual testam os recém-chegados. Se a cobra picar o estranho, ele não recebe proteção, mas se a cobra obedecer ao recém-chegado, eles se curvarão diante do estranho e o aceitarão como um Deus ou rei.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a essa ilha em uma segunda visita. Durante a primeira visita, os Auxiliares Invisíveis foram trazidos diante dessa enorme cobra e ela os obedeceu, e as pessoas ficaram encantadas. Eles deram à Auxiliar Invisível o nome de Senhora Pomba dos Mares do Sul.
Quando os Auxiliares Invisíveis foram até onde os nativos, esses levaram a Auxiliar Invisível, colocaram-na no trono e trouxeram a grande cobra novamente. A cobra se preparou para dar o bote e, então, desistiu, se arrastou até ela e deitou a cabeça em seu colo. Depois disso, a Auxiliar Invisível se levantou e olhou para a cobra gentilmente.
A Auxiliar Invisível chamou seu companheiro, e ele foi até ela e ambos viram o Espírito-Grupo dessa cobra. Ele era um ser de aparência muito feroz. “A paz esteja convosco, meus amigos”, disse ele. “Você pode comandar todas as cobras das quais sou o Espírito-Grupo. Seja gentil com elas.”
“Quantas espécies diferentes você tem?” ela perguntou.
“Estou encarregado de sete”, respondeu ele.
“Posso soltar essa cobra?”, ela perguntou ao Espírito-Grupo.
“Sim”, disse ele, “mas coloque-a de volta antes de ir.”
O Auxiliar Invisível desceu de seu assento e disse à cobra que a seguisse e ela assim o fez. Quando ela saiu de sua longa caixa, ela começou a ir atrás de duas ou três pessoas e a Auxiliar Invisível a chamou de volta. A cobra ficou em pé e deitou-se e rolou várias vezes. O Auxiliar Invisível disse-lhe para se comportar e seguir a Auxiliar Invisível.
Os adultos ficaram com medo e se mantiveram à distância, mas as crianças se aproximaram do Auxiliar Invisível e acariciaram a cobra. O Auxiliar Invisível visitou vários doentes e apertou a mão de todos eles. A Auxiliar Invisível perguntou ao governante da tribo se ele poderia lidar com a cobra.
“Não”, ele disse, e se afastou dos Auxiliares Invisíveis.
“Então você não deveria ser rei”, ela disse a ele. “Se nós lhe dermos o governo sobre todas as cobras na ilha, você será bom e gentil com todas as pessoas e as tratará com justiça e deixará as meninas e mulheres em paz?”.
“Não sei, mas vou tentar”, prometeu.
Uma garota de pele muito escura com cerca de dezoito anos então se aproximou e disse à Auxiliar Invisível: “Senhora Pomba dos Mares do Sul, farei o que você pedir. Eu governarei o povo com sabedoria e justiça, se você me ensinar. Ele não vai fazer isso.”
“Minha filha”, disse a senhora Auxiliar Invisível, “você vai fazer isso, mas primeiro preciso obter permissão de um amigo”. Ela chamou uma Irmã Leiga, e ela logo veio e trouxe um Irmão Leigo mais elevado espiritualmente. Os dois perguntaram a essa menina morena se ela tinha medo da cobra ou do rei.
“Não tenho medo de homem, animal e nem de nada”, disse ela.
“Você vai servir,” disse a Irmã Leiga, e ela chamou o rei e tirou a coroa de sua cabeça e colocou-a na garota. Ela, então, fez a menina rainha das quatro ilhas. A Irmã Leiga falou em voz alta e todos na ilha a ouviram e viram a menina pela Consciência Jupiteriana. As pessoas foram informadas de que o homem não era mais rei e que todas as pessoas deveriam obedecer à nova rainha e que essa ordem se aplicava aos animais, répteis e pássaros, bem como ao povo.
A Irmã Leiga colocou a mão na cabeça da garota. “Graças a Deus, agora eu sei quem eu sou”, disse a garota. Naquele instante, ela recebeu de volta sua visão e audição espirituais. Essa menina, em sua vida anterior, tinha sido uma Iniciada que alcançara a sétima Iniciação Menor. Ela concordou em vir e ajudar essas pessoas e em breve ela as conduzirá no caminho ascendente.
A menina chamou a cobra, e ela foi até ela; a cobra se sentou e colocou a cabeça no colo dela. Então os Auxiliares Invisíveis caminharam com ela até o trono e a Auxiliar Invisível disse à cobra para voltar para sua caixa e ela o fez. Os zeladores abriram a extremidade da caixa, a cobra saiu e rastejou até a Auxiliar Invisível e colocou a cabeça no colo dela novamente e, depois, voltou para a caixa.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao antigo rei para deixar a nova rainha em paz e todas as outras mulheres nas ilhas e cuidar de sua família. Ele foi avisado de que, se não fizesse isso, encontraria uma morte prematura.
A nova rainha ordenou que todos os escravos e prisioneiros fossem libertados. Ela disse às pessoas que todos eram irmãos e irmãs em espírito. Ela disse que no futuro não haveria casamentos forçados de qualquer tipo. “Vou visitar as ilhas todos os dias para ver se minhas ordens são obedecidas”, disse ela.
Alguns homens escreviam suas ordens em peles e depois iam às quatro ilhas para lê-las. Ela gerou muita felicidade no povo, antes de descer de seu trono. Enquanto ela descia, ela viu uma pequena cobra prestes a picar uma criança e ela disse a cobra para não fazer isso. Ela pegou a cobra e acariciou sua cabeça e a mandou embora.
“Ela é realmente uma rainha como as rainhas de antigamente”, disse alguém. A menina rainha sabia que os Auxiliares Invisíveis estavam fora de seus corpos. Essa garota foi um homem em sua vida passada, viveu e morreu em um grande país há quase cinquenta anos. Durante essa vida ele esteve naquela ilha tanto no corpo e fora dele, pois era um homem do mar. Ele conhecia muitas das pessoas mais velhas que eram crianças na época.
Dois Auxiliares Invisíveis, uma vez, viram o Espírito-Grupo dos tubarões. Eles estavam em outra ilha no Oceano Pacífico. Alguns nativos estavam na água nadando com pranchas largas e uma lancha. Era de manhã cedo e eles estavam se divertindo.
Um cardume de tubarões famintos se interpôs entre as pessoas e a costa e começou a atacá-los quando os Auxiliares Invisíveis chegaram. Uma das Auxiliares Invisíveis chamou o Espírito-Grupo dos tubarões e pediu a ele para fazer os tubarões obedecerem a ela. Ela então entrou na água e chamou os tubarões para ela. Cerca de quarenta ou cinquenta tubarões vieram ao redor dela e fizeram um piso com o dorso deles para ela poder ficar de pé na água. Essa Auxiliar Invisível chamou os nativos e disse-lhes que fossem para a praia.
O Auxiliar Invisível encontrou uma mulher que estava exausta. Ela tinha nadado para tão longe que não conseguia voltar e estava prestes a afundar. Esse Auxiliar Invisível a carregou e então ele não conseguia se livrar dela. Ela lhe disse que quando um homem salvava uma mulher, ou uma mulher salvava um homem, quem foi salvo pertencia àquela pessoa. Era a tradição da tribo.
O Auxiliar Invisível disse a ela que ele tinha uma esposa. Então ela se ofereceu para ser sua serva até que ele lhe desse a liberdade com um anel de liberdade.
“Vá e pegue um,” o Auxiliar Invisível disse a ela.
“Eu não posso, mas você pode”, ela disse a ele e então ela o levou para um homem, e eles receberam um anel. Então o Auxiliar Invisível disse a essa nativa que tipo de vida ela deveria viver e o que ela deveria fazer para ganhar sua completa liberdade. Ela prometeu que viveria uma vida de serviço.
Então eles voltaram para a Auxiliar Invisível que estava segurando os tubarões. Ela estava sentada nas costas de um tubarão e brincava com todos que estavam ao seu redor. Ela estava conversando com eles e com o Espírito-Grupo.
O Auxiliar Invisível que salvou a mulher perguntou a essa se ela queria ir até lá, e ela ficou assustada e disse: “Não!”.
“Eles não vão machucá-la”, disse ele.
Havia cerca de cem pessoas na praia observando a Auxiliar Invisível e os tubarões. O Auxiliar Invisível chamou sua companheira e disse-lhe que voltasse para a praia. Ela o fez e os tubarões a seguirem até onde puderam e, então, ela se despediu e eles nadaram para longe.
O Espírito-Grupo dos tubarões era de uma cor branca avermelhada no estômago, ou seja, na parte frontal do homem, e tinha um Corpo de Desejos de tubarão no pescoço. Ele parecia muito feroz, mas era amigável com os Auxiliares Invisíveis. Ele disse que estava encarregado da maioria das criaturas mais ferozes do oceano. “Existem algumas criaturas que são tão ferozes que ninguém, exceto os Iniciados, podem lidar com elas”, disse ele. Todos os Espíritos-Grupo são da mesma cor das espécies pelas quais são responsáveis.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram duas Irmãs Leigas e elas disseram que iam levá-los ao Espírito-Grupo, dar-lhes algumas instruções e algumas informações sobre a Memória da Natureza.
“Através dos tempos, o ser humano adquiriu muito conhecimento útil para o benefício das plantas, dos animais e dos próprios seres humanos”, disse uma das Irmãs Leigas. Esse conhecimento está armazenado na Região mais elevada do Mundo do Espírito de Vida, na verdadeira Memória da Natureza. Quem pode ir até lá, ou ler naquela Região, pode saber tudo o que deseja, pois esse conhecimento é usado para as três Ondas de Vida. Os Espíritos-Grupo têm livre uso desse conhecimento para os seres pelos quais são encarregados. Assim, eles são capazes de guiá-los com sabedoria que confunde o ser humano.
O cérebro do ser humano é como um filtro. Quando está limpo pelo viver correto, pela ação correta, pelo pensamento correto e pelo serviço à humanidade e aos seus irmãos mais novos – as plantas e os animais – ele extrai tudo que precisa desse depósito do conhecimento. Ele obtém as informações de que precisa dessa maneira até que tenha alcançado a visão espiritual e seja ensinado a ler na Memória da Natureza. Então ele pode fazer um trabalho mais eficaz e mais completo.
Os desejos inferiores e o egoísmo do ser humano obstruíram sua planta filtrante (razão) e ele deve sofrer dor e tristeza até que aprenda a mantê-la limpa e a pensar e fazer o bem apenas pelo simples prazer de fazer o bem.
Todos foram para o local onde estavam os Espíritos-Grupo. A Irmã Leiga contou a vários dos Espíritos-Grupo, com mais visões, que os estranhos eram amigos dela.
A Auxiliar Invisível perguntou onde eram guardados os registros da vida das pessoas, e a Irmã Leiga mostrou-lhes a fronteira do Mundo do Espírito de Vida. “Os Senhores do Destino ficam aqui”, ela disse, “Os registros das pessoas são mantidos na quinta Região.”
Os Auxiliares Invisíveis tiveram um vislumbre daqueles Seres Poderosos e viram hostes de Anjos ali. Eles viram os registros de vários Egos. Alguns desses registos eram grandes e outros pequenos. Quanto menores os registros, mais avançados são os Egos: é preciso ver essa Região para entender como os registros de vida são mantidos. É muito interessante e maravilhoso poder ver e funcionar nos Mundos internos, os Mundos invisíveis.
Aqui está como foi ajudado um homem que amava cães. Esse homem orou a Deus pedindo ajuda, e dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a ele com ordens para fazerem tudo o que pudessem para ajudá-lo.
Eles foram até a casa do homem, se materializaram e bateram à porta. O homem convidou-os a entrar e disse-lhes qual era o seu problema. Ele era agricultor e planejava vender sua fazenda e trabalhar para outra pessoa. “Vou guardar meus móveis, mas não sei o que fazer com meu cachorro”, disse ele. “Tenho um canil e crio cachorros da raça spaniels. Eu só os vendo para pessoas que são capazes de cuidar deles e serem gentis com eles.”
O homem levou os Auxiliares Invisíveis para onde seus cães estavam. Os Auxiliares Invisíveis entraram em contato com o Espírito-Grupo dos cachorros spaniels. “Esse homem treina seus cães ao mais alto grau antes de vendê-los”, disse o Espírito-Grupo. “Esses animais são muito queridos para mim e eu quero que eles sejam bem cuidados, pois esta é a última vez deles na terra como cães e eu não quero que eles voltem.”
Os Auxiliares Invisíveis admiraram muito esses cachorros spaniels verdadeiramente lindos e disseram ao homem para não se desfazer de sua casa, pois as condições melhorariam em poucos dias e eles ficariam bem.
O Espírito-Grupo pediu à Auxiliar Invisível para dizer isso ao homem. Chegou ao local um homem que queria comprar a fazenda.
“Não, você não pode fazer isso”, a Auxiliar Invisível disse.
“Esse homem me deve algum dinheiro e eu quero”, objetou o homem que queria comprar a fazenda.
“Você conseguirá pagar suas dívidas em alguns dias”, ela disse ao proprietário, e o homem que queria comprar a fazenda foi embora.
A Auxiliar Invisível disse ao dono da fazenda para ir ver um certo homem que ela conhecia e disse que esse homem lhe emprestaria o dinheiro que ele precisava para pagar suas dívidas, e que esse amigo lhe daria muito tempo para pagá-lo, e que ele cobraria apenas uma pequena quantia de juros sobre o empréstimo.
“Por favor, espere enquanto eu ligo para meu amigo, a Auxiliar Invisível disse a ele. Ela se levantou e ligou para o amigo, e o homem disse que lhe emprestaria o dinheiro e que ele poderia obtê-lo no dia seguinte.
O dono da fazenda havia ajudado, em uma vida anterior, o homem que queria emprestar o dinheiro e, por isso, esse último foi influenciado a ajudar o fazendeiro em seu tempo de preocupação e problemas. Nesse caso, os Auxiliares Invisíveis puderam ajudar um homem e sua família, vários cães lindos e o Espírito-Grupo dos cães, que os queria bem cuidados.
Certa manhã, uma Auxiliar Invisível acordou chorando amargamente porque ela se lembrou de como tentara ajudar um lindo cervo, mas ele havia morrido em seus braços e ela o havia carregado para o Mundo do Desejo.
Os Auxiliares Invisíveis estavam indo na parte norte da América do Norte e chegaram a uma casa onde viram três animais de estimação incomuns. A família era composta por um pai, uma mãe, dois filhos e uma filha. Eles tinham uma raposa, um veado e um urso pardo como animais de estimação.
A mãe estava tomando café da manhã e mandou a menina ir ao porão pegar uma jarra de calda para as panquecas. A menina cometeu um erro e pegou o jarro de xarope errado e sua mãe a repreendeu severamente. A garotinha começou a chorar e depois não quis tomar café da manhã porque estava muito chateada.
Essa menina acordava cedo todas as manhãs e fazia tudo o que podia para ajudar, mas sua mãe nunca estava satisfeita. A mãe queria se mudar para o sul, onde o clima é mais quente, mas seu marido estava tendo uma vida razoavelmente boa e achou que deveria permanecer onde estava. Um dos Auxiliares Invisíveis aconselhou essa mulher a tentar se contentar e fazer o melhor que pudesse.
As pessoas mostraram seus animais de estimação aos Auxiliares Invisíveis e contaram como eles os conseguiram. O cervo havia se perdido do rebanho quando uma matilha de lobos famintos foi atrás dos animais. A comida era escassa e os lobos estavam com muita fome. Uma segunda matilha de lobos perseguiu os veados até essa casa de fazenda e as pessoas os colocaram em seu porão, que tinha uma porta externa. As pessoas tinham pouca comida que o veado comia, pois estava frio. O confinamento, solidão e medo de um urso pardo, que também foi mantido no porão, fez com que o cervo ficasse cada vez mais fraco.
O urso pardo era bem grande. Ele havia sido criado desde filhote. Quando o urso viu a Auxiliar Invisível, ele quis segui-la pelas escadas do porão, mas ela lhe disse para voltar e ele voltou.
A raposa era um amiguinho querido que tinha a liberdade da casa. A família o pegou quando ele era pequeno e o domou, e ele era tão gentil e amigável quanto um cachorro. As pessoas eram boas e gentis com os animais, mas não tinham muito o que fazer.
Quando os Auxiliares Invisíveis foram ao porão para ver o adorável cervo, a menina foi até ele e quando o Auxiliar Invisível colocou o braço em volta do cervo, esse desmaiou de tão fraco. Então o Auxiliar Invisível pediu ao Espírito-Grupo para ajudá-lo a salvar o cervo.
“Meu amigo, é tarde demais, pois o cervo logo virá até mim”, disse ele, e o cervo morreu.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram tarde demais para ajudar a salvar o cervo. Não havia lugar para levar o cervo onde ele pudesse obter comida e cuidados adequados. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse cervo tinha sete anos. Ele era um dos animais mais bonitos que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto, e o Espírito-Grupo era um ser maravilhoso com uma bela aura que se estendia por uma longa distância. Veja, os Auxiliares Invisíveis viram mais do que apenas o Corpo Denso do cervo.
O Espírito-Grupo do urso pediu ao Auxiliar Invisível para dizer às pessoas para que soltassem o urso, pois ele iria embora e não faria mal a ninguém, pois eles o haviam domado e ele os amava.
A Auxiliar Invisível recolheu o Corpo de Desejos do cervo. Então o Auxiliar Invisível levou embora o adorável cervo e o colocou aos pés do Espírito-Grupo. A Auxiliar Invisível chorou como se o cervo fosse um filho dela. O Espírito-Grupo deu um leve toque na cabeça da Auxiliar Invisível, ela desapareceu, foi para casa e acordou chorando porque o cervo não pôde ser salvo.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis estavam nessa casa, o menino mais novo foi enviado para carregar alguns arbustos para a fazenda de seu tio nas proximidades. A mãe amarrou os arbustos em cachos para que eles se escondessem e fizessem pegadas na neve para que pudessem rastreá-lo caso ele se perdesse, ou se os lobos o perseguissem.
A raposa e o veado eram os animais de estimação do menino mais novo. Esse menino tinha um pouco de medo do urso pardo, embora fosse amigável com ele. A raposa e o veado eram animais muito avançados, e os Auxiliares Invisíveis foram informados pelo Espírito-Grupo que só reencarnariam mais duas vezes em corpos de animais.
Esse menino era mais avançado do que os outros da família, e todos o amavam muito, e ele estava sempre disposto a fazer por todos eles.
Aqui está uma história sobre como uma foca foi levada para casa. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam atravessando o Oceano Atlântico uma noite e viram muitos peixes no oceano. A atenção de uma das Auxiliares Invisíveis foi atraída para um certo lugar onde ela ouviu algo batendo na água. “Veja!”, ela disse a seu companheiro. “Há uma foca em um buraco no gelo. Vamos pegá-la.”
“Ela está em um bolsão de gelo e flutuou do norte neste iceberg”, disse ela ao amigo. “Pegue-a se você a quiser.”
A foca não conseguia sair do bolsão porque o gelo estava reto e bem acima dela. Não havia muita água no bolsão, que parecia uma caverna escura. A Auxiliar Invisível foi até onde estava a foca e a pegou. Ela a pegou nos braços e ela foi de boa vontade.
Ela carregou a foca até a praia e o mostrou a alguns pescadores que a queriam. Um homem disse que compraria a foca e faria um casaco de pele para uma menina. “Não, você não pode ficar com ela”, disse a Auxiliar Invisível e ela entrou em contato com o Espírito-Grupo que a tinha sob seus cuidados. Esse Espírito-Grupo disse à Auxiliar Invisível para subir acima de Terra Nova e colocá-la na água lá.
“Se você a colocar na água aqui, ela nunca chegará em casa, pois os habitantes do oceano a matarão”, disse ele.
Essa foca cinzenta tinha uma magnífica pelagem macia e bigodes finos e grossos e era muito valiosa. Quando a Auxiliar Invisível pegou a foca novamente, ela lhe disse que ia levá-la para casa, e ela se acomodou em seus braços como um bebê. A Auxiliar Invisível desmaterializou a maior parte de seu corpo e partiu para o norte. Ela voou bastante sobre o Oceano Atlântico. Ao chegar ao local indicado pelo Espírito-Grupo, ela deixou a foca entrar na água.
Ela se sacudiu um pouco e gorjeou algumas vezes como se agradecesse à Auxiliar Invisível e desapareceu de vista. A Auxiliar Invisível suspirou de contentamento.
O Espírito-Grupo agradeceu e eles continuaram felizes depois de ajudar essa foca. Na manhã seguinte, ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram do que aconteceu e um deles ficou muito satisfeito e feliz. Agora, tenho certeza de que se você já se lembrou de uma experiência tão agradável, ficaria difícil continuar gostando de comer seus irmãos mais novos, os animais, ou se envolver em seus casacos macios, que foram arrancados mediante o assassinato de pobres animais indefesos.
Capítulo XIV
Os Pensamentos das Crianças moldam as Vidas Futuras delas Próprias
Várias pessoas interessadas nos Ensinamentos Rosacruzes têm feito algum trabalho de pesquisa sobre o Destino Maduro e seus efeitos sobre as crianças de nossos dias, e descobriram que os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras em grande medida.
Poucos de nós percebem que muitos dos nossos sonhos ajudam a moldar nossas vidas futuras. Algumas crianças sonham com coisas que fizeram em vidas passadas. Outras crianças flutuam no Mundo do Desejo e encontram entidades e pensamentos-formas malignos que as aterrorizam. Depois, há crianças que sonham em conhecer Fadas e Gnomos e brincar com eles. Algumas crianças vão, durante a noite, à Escola no Mundo Celeste e sonham com o que fazem e veem lá.
O seguinte caso é o que uma menina escreveu sobre um sonho muito vívido que ela teve uma noite:
“Uma vez sonhei que era uma mergulhadora campeã. Um dia eu ia mergulhar para algumas pessoas. Na primeira vez eu caí, e na segunda vez fiquei com medo. Então eu disse às pessoas: ‘Eu desisto’.
“Eles riram e disseram: ‘Que campeã você é!’
“Eu olhei para eles e fiquei com raiva e disse: ‘Vou largar isso e tudo mais’, e as pessoas começaram a ir para casa.
“Um homem disse algumas palavras feias.
“Eu disse a ele, ‘Volte aqui. Eu vou mergulhar para você’. Mergulhei na água e bati em uma pedra e me machuquei.
“Nesse momento minha mãe me deu um tapinha na cabeça e disse: ‘Levante-se. É hora da escola!’”.
A Memória da Natureza revelou que em sua última vida, quando era homem, ela era uma mergulhadora de pérolas e acumulou grande riqueza por seu trabalho perigoso. Finalmente, alguns outros homens planejaram obter essa riqueza, e eles armaram uma armadilha para ela e causaram sua morte.
Depois disso, eles roubaram a riqueza dela e a mantiveram. Seus amigos eram limitados naquela vida.
Esse mesmo Ego renasceu nos Estados Unidos, e seus pais são os amigos mais próximos que ela teve em sua vida passada, quando era uma mergulhadora de pérolas. Ela é uma criança brilhante e está fazendo o melhor que pode nesta vida para se preparar para a vida.
Aqui está o relato dos sonhos de três crianças que sonharam com as condições do Mundo do Desejo. Um menino escreveu o seguinte:
“Uma noite sonhei que estava na selva. Havia cerca de vinte e cinco leões e vinte e cinco tigres lá. Um dia perguntei a um tigre se eu poderia dar uma volta em suas costas, e ele disse: ‘Sim’.
“Ele me deu uma carona, e depois me jogou para um leão. O leão me jogou para um tigre, e assim foi até eu ser jogado em um tigre cego. Claro que ele não podia ver, então caímos na água, e eu despenquei de suas costas. Nesse momento apareceu um peixe-espada e tivemos uma batalha. Quando acordei, vi que era um sonho.”
Isso é o que realmente aconteceu. Algumas entidades se faziam parecer leões e tigres e brincavam com esse menino quando ele estava fora de seu corpo à noite e no Mundo do Desejo.
No Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, na página 247, lemos o seguinte:
“Neste mundo material todas as formas são estáveis e não mudam facilmente. O Mundo do Desejo é muito diferente a esse respeito. Os contos de fadas, como a metamorfose dos ratos da Cinderela, etc., são fatos reais no Mundo do Desejo, pois as formas mudam à vontade da vida com alma com uma rapidez relâmpago, o que é muito desconcertante para quem entra no mundo, como neófito.”
Aqui está o que uma garotinha sonhou e escreveu para uma amiga dela interessada no significado dos sonhos:
“Um dia sonhei que estava na floresta. Enquanto eu estava lá, um leão pulou em frente de mim. Então, ele me pegou por um pé e me jogou na água. Eu pulei para fora da água e corri para casa. Acordei e me encontrei no chão.”
Essa criança tinha sido assustada por uma entidade no Mundo do Desejo que se divertiu aparecendo na forma de um leão e depois a perseguiu até sua casa. Ela entrou em seu Corpo Denso tão de repente que caiu da cama.
Outra menina sonhou que viu uma pequena piscina e que o irmão dela e ela foram até lá, entraram na piscina e começaram a nadar. De repente, ela viu a água subir e quase afogar o irmão. Ela saiu da água e começou a chamar pelo irmão. Então o irmão apareceu, e ele estava chorando por sua mãe. Então, eles pareciam estar indo para um passeio em um carro. Aí ela foi para o lugar onde ela estava durante as férias de verão, e ela viu a mãe dela lá.
Essa também foi uma experiência do Mundo do Desejo. A criança se lembrava tão bem que poderia escrever sobre seus dias depois. Devemos lembrar que o Mundo do Desejo é um lugar onde as luzes e as cores mudam constantemente e onde as forças do animal e do ser humano se misturam com as forças de inúmeras Hierarquias Criadoras e de seres espirituais que não aparecem no Mundo Físico em que vivemos.
Uma certa garotinha sonhava com uma festa emocionante. Aqui estão as palavras exatas dela: “Uma noite eu estava na minha varanda e disse: ‘Eu gostaria de ser uma Fada para poder ajudar alguém’. Assim como eu disse que eu tinha um par de asas nas minhas costas e uma varinha na minha mão. Então para cima, para cima, eu fui para o ar, e vi mais duas Fadas, e todos nós voamos para o País das Fadas”.
Essa era uma condição do Mundo do Desejo que ela se lembrava quando acordou na manhã seguinte.
Uma garotinha lembrou-se de uma ocorrência estranha que aconteceu em uma noite e relatou como um sonho mais tarde. Aqui está o que realmente aconteceu: certa vez, uma mulher morreu e o marido dela decidiu enterrar as economias deles no caixão dela para mantê-las seguras. Ele havia convertido suas economias em moedas de ouro e, quando tudo estava organizado para o enterro da esposa dele, ele discretamente colocou uma bolsa contendo vários milhares de dólares em ouro no caixão dela. Assim, o dinheiro foi enterrado com ela.
Vários anos depois, o então viúvo encontrou reveses e precisava do dinheiro que tinha enterrado junto com o caixão da esposa. Ele foi ao cemitério, desenterrou o caixão, pegou o dinheiro e o levou para casa. A criança passou flutuando em seus veículos mais sutis e o viu desenterrar o caixão e tirar o dinheiro.
Ela não se lembrava direito, mas se saiu muito bem.
A criança escreveu o seguinte: “Ontem à noite sonhei que havia uma família morando em uma casa. Uma noite a mulher ficou doente e foi para o hospital, e ela tinha que ter um braço de ouro. Então uma noite ela morreu e o marido dela a enterrou. Outra noite o marido dela disse a si mesmo: “Vou pegar o braço de ouro. Vale muito dinheiro”.
“Então ele foi ao cemitério e encontrou a sepultura. Ele pegou uma pá e começou a desenterrar o caixão. Então ele puxou o braço dourado (Esse era o saco de dinheiro de ouro.). Naquela noite, ele ouviu uma voz dizer: ‘Devolva-me meu braço de ouro.’
Eu estava com tanto medo que pulei da cama e corri para o quarto da minha mãe.”
De acordo com a Memória da Natureza, o homem desenterrou o caixão, mas não tirou nenhum braço de ouro. Em vez disso, ele tirou um grande saco de dinheiro que a criança confundiu com o braço da mulher, que ela pensou ser feito de ouro.
Outra criança disse que sonhou que estava vestida de Fada e tinha muitas coisas boas para comer, como sorvete, doces e outras guloseimas, e que tinha muito dinheiro e vestidos de todos os tipos. Quando a mãe dela a acordou, ela estava zangada, porque estava se divertindo.
Essa criança amou muito os prazeres da vida na vida passada dela, e agora a Mente dela se concentra nos prazeres e nas coisas boas desta vida, e ela os buscará o que provocará muita tristeza para ela. Dinheiro e mais dinheiro são o ápice da ambição dela!
Em uma vida de mil anos atrás, um certo menino, que era então uma menina, tinha um pai chinês e uma mãe judia. Nenhum de seus pais nesta vida é chinês, mas seus olhos se assemelham aos dos chineses (“olhos puxados”), e ele tem certas maneiras de fazer as coisas que trouxe da última vida dele. Se você observar as pessoas com cuidado, muitas vezes poderá dizer pelos rostos delas de quais raças puxaram.
Uma Estudante Rosacruz conhece uma senhora que tem olhos que lembram os de um japonês. Um dia, ela perguntou a essa conhecida se ela possuía algum parente japonês, e ela disse que uma das avós dela era japonesa.
Em outra ocasião, essa Estudante Rosacruz encontrou duas pessoas interessantes, e ela ficou impressionada com a aparência do homem, pois ele parecia muito com um chinês. Por fim, essa Estudante Rosacruz perguntou à senhora se o marido dela já havia morado na China em alguma vida passada.
“Sim, ele morou, e eu também!”, ela comentou sorrindo.
Quando o marido chegou, a senhora contou-lhe a conversa, e ele lhe narrou alguns incidentes interessantes de si mesmo quando criança, que mostraram como os pensamentos das pessoas moldam suas vidas futuras. Na China, o principal alimento do povo é o arroz. Esse homem disse que quando era criança nesta vida, gostava especialmente de comer arroz. Quando ele tinha cinco anos, recebia muitos presentes na época do Natal. A mãe dele lembrou-se do grande interesse dele por arroz; então, ela colocou um saquinho de arroz entre os presentes dele perto da árvore de Natal.
O pai dele estava ausente no momento. Quando voltou para casa, pegou o filho no colo e perguntou o que o Papai Noel havia trazido para ele. O menino contou ao pai tudo sobre seus presentes e sobre o saquinho de arroz, que o havia agradado.
Quando essa criança tinha cerca de dez anos, a família tinha uma bela horta e cultivava mais tomates do que precisava.
Finalmente, um dia o menino e a mãe dele conversaram sobre a ideia de vender alguns tomates para uma das mercearias. Ele pegou uma pequena carroça cheia de tomates bem maduros. A mãe dele lhe disse que ele deveria receber dez centavos em troca dos tomates. Ela disse-lhe que ele poderia comprar o que quisesse.
Ele foi à loja e voltou com um saquinho de arroz que havia recebido em troca dos tomates. A mãe dele ficou muito impressionada com isso e muitas vezes voltou a falar sobre esse fato. Você vê que os pensamentos dele de uma vida passada influenciaram sua escolha de comida na presente.
A própria Estudante Rosacruz lembra que seu pai adorava navios e guardava recortes de barcos de todos os tipos em um álbum de recortes. Ele, muitas vezes, expressava o desejo de ter um barco. Ele até fez um modelo de veleiro que ele gostava para essa Estudante Rosacruz brincar. Ele teve uma casa-barco uma vez, mas ficou doente, e o homem que supervisionava a casa-barco a roubou. O pai dela nunca teve seu desejo de um navio realizado nessa vida.
Essa Estudante Rosacruz descobriu, depois, que o pai dela tinha sido capitão do mar duas vidas antes. Quando ele renasceu nesta vida, ele possuía uma disposição inquieta e um forte desejo de possuir um barco e estar na água. Ele também adorava ler histórias do mar. Ele trouxe seus desejos de vida em um navio e de pesca de uma vida anterior quando seus pensamentos estavam centrados nessas coisas.
Muitas crianças sonham com esqueletos e fantasmas. Aqui está o que uma garotinha sonhou em um dia de novembro. Ela escreveu o seguinte: “Sonhei que estava em Detroit e tinha que dormir. Quando fui dormir, sonhei que via duas mãos feias. Fiquei com tanto medo que pulei pela janela. Mais tarde, quando eu estava fora, vi um fantasma. Era o mesmo que eu tinha visto na cama. Fiquei mais assustada do que quando estava na cama. Subi as escadas correndo e me deitei na cama novamente. Foi terrível. Cerca de uma hora depois ouvi um barulho muito alto. Acordei e me vi no chão com meu travesseiro e cobertas. O barulho alto foi quando eu caí”.
Aqui está o que realmente aconteceu. Depois que ela adormeceu, ela saiu do Corpo Denso dela e flutuou para uma casa onde havia uma pensamento-forma se desintegrando. Ela pensou que era um fantasma e começou a correr. Isso causou um vácuo atrás dela. Esse vácuo atraiu a pensamento-forma sem vida atrás dela, e ela pensou que o fantasma a estava perseguindo. Ela entrou em seu Corpo Denso tão de repente que caiu da cama.
Agora vou contar um sonho que um menino narrou um dia. A Memória da Natureza revelou que esse menino foi cruel com os animais no passado, e nesta atual vida ele ainda é cruel com os animais. Ele pode morrer de um ataque de um animal, a menos que tenha muito cuidado. O menino contou o seguinte:
“Uma noite sonhei que era um domador de leões de um circo que viajava de cidade em cidade. Uma de minhas experiências incomuns ocorreu quando tive que fazer um tigre subir nas costas de um elefante. O tigre tinha acabado de ser capturado e era muito selvagem. Quando dei o sinal, o tigre foi solto. Ele pulou para mim, mas eu me afastei e o chicoteei. Ele se virou e pulou nas costas do elefante. Quando o elefante estava girando novamente, o tigre saltou para mim. Achei que ia morrer. Só então eu acordei e me encontrei no chão.”
Parece que esse menino está sendo avisado à noite de um perigo futuro. Nesse caso, o menino voltou ao seu Corpo Denso tão repentinamente que o jogou no chão.
Aqui está um sonho que uma garotinha muito quieta relatou um dia. “Fui para o campo em uma viagem. No caminho vi um fantasma, e fiquei com medo. Veio uma tempestade e vi um fantasma e alguns esqueletos. Eles estavam de pé quando os vi. Comecei a chorar. Enquanto eu estava chorando, eu vi Frankenstein com eles. Então eu virei minha cabeça e vi um Elfo. Ele disse que eu não deveria ter medo. Quando eu vim para o campo eu me senti melhor. Então minha mãe disse: ‘Levante-se’. Quando me levantei, vi que estava no chão!”
A explicação é essa: quando adormecida, essa garotinha flutuava no Mundo do Desejo, e ela viu um pensamento-forma em desintegração que ela pensou ser um fantasma. Então, ela viu algumas entidades que pareciam esqueletos. Outra entidade entrou que se assemelhava ao mal sendo chamado de Frankenstein nos filmes. Um pequeno Gnomo viu o susto dela e a acalmou. Gnomos e Fadas costumam fazer amizade e proteger as crianças.
Os próximos eventos lançam suas sombras antes. Quando as crianças têm sonhos horríveis e horripilantes, elas estão apenas passando pelos eventos que ocorreram nas vidas delas e estão sendo avisadas do que está por vir. Nos pensamentos e ações, certas crianças estão alimentando e influenciando os Corpos de Pecado que criaram muitas vidas atrás. Esses Corpos de Pecado, por sua vez, ao serem revividos, exercem uma influência prejudicial sobre as vítimas deles. Eles fazem com que essas vítimas sejam atraídas para o Mundo do Desejo inferior, onde eles veem todos esses espectros desagradáveis.
Agora, se essas crianças que veem entidades à noite no Mundo do Desejo inferior são, intelectualmente brilhantes e perspicazes, elas cessarão os modos atuais delas, resistirão às imagens que veem lá e se esforçarão para fazer o melhor que puderem. A resolução deve vir de dentro. Então, essas crianças podem ser estimuladas pelo cuidado amoroso dos pais ou responsáveis. Isso as fortalecerá para lutar contra essas entidades invisíveis, Corpos de Pecado, vampiros, etc.
Aqui está um exemplo de uma criança que acumulou muito Destino Maduro. Um certo menino sonhou o seguinte: “Um dia, quando eu estava brincando com a minha fantasia de índio, minha mãe me chamou para ir para a cama. Depois fui dormir. Enquanto dormia, sonhei que os índios estavam me perseguindo. Os índios me pegaram, me levaram para suas barracas, depois me amarraram em uma árvore, colocaram lenha ao meu redor, acenderam a lenha e ela começou a queimar. Então acordei e me encontrei perto de um aquecedor quente. Era só um sonho”.
A Memória da Natureza revelou que essa criança nasceu três vezes desde 1492. Ele fez muito mal às pessoas das raças vermelha e negra usando o fogo, e ele encontrará o mesmo destino nessa vida. Em outras palavras, ele queimou outras pessoas na fogueira, e nesta vida ele deve colher como semeou. Isso parece muito triste, mas todos nós devemos pagar caro pelo Destino Maduro que fizemos no passado e pelo que estamos fazendo agora.
A seguir, consideraremos o sonho de um menino que conheceu um vampiro uma noite e viu o corpo de uma das vítimas dele. Ele disse: “Um dia sonhei que estava em uma colina alta. Um homem morto estava deitado no topo da colina e senti um cheiro terrível. O pescoço do homem estava quebrado e seus dentes estavam no chão. visão terrível, e eu senti vontade de vomitar. De repente um homem saiu de uma caverna. Ele disse: ‘O que você está fazendo?’ Eu estava com muito medo. Ele me pegou pela mão e disse: ‘Venha comigo’. De repente, acordei e me vi pendurado nas costas de uma cadeira. Minha mãe estava me chamando”.
Esse menino havia encontrado um corpo humano muito deteriorado, e o vampiro, que havia tomado os veículos superiores do ser humano que havia morrido, saiu de sua caverna e tentou controlar o menino. Se o menino estivesse em seu Corpo Denso, ele poderia ter assumido o controle e levado os veículos superiores do menino. O menino chegou em casa muito assustado. Esperemos que esse vampiro não continue a incomodar o menino, pois ele pode influenciá-lo a ir para onde esse corpo está em algum momento futuro enquanto estiver acordado, então absorver sua vitalidade, tomar seus veículos superiores e causar ao menino muita tristeza e sofrimento.
Aqui está um sonho muito estranho que foi contado por uma garota: “Um dia uma bruxa poderosa e velha veio à noite. Eu sonhei que era a bruxa. Algo quebrou perto da porta, e ela se abriu e entrou a bruxa. Corri e peguei minhas roupas e fui para um canto e dormi lá. A bruxa me sentou em uma vassoura, e ela subiu. Quando ela desceu, desceu, eu caí da vassoura e me encontrei no chão. Então minha mãe me acordou para me arrumar para a escola”.
Disseram-me que há cinco vidas essa menina era uma bruxa em um lugar chamado Equador, na América do Sul. Essa menina tem um Corpo de Pecado que está tentando se apoderar dela. À medida que envelhece, o antigo Corpo de Pecado dela exercerá cada vez mais influência sobre ela, e se ela for extremamente cuidadosa e boa, isso a obsidiará e ela passará pelo sofrimento que sofreu cinco vidas atrás.
Se ela pudesse ser colocada em uma família onde as pessoas derramassem amor e carinho sobre ela, seria uma ajuda maravilhosa para fortalecê-la para levar uma vida melhor e continuar no caminho reto do bem.
As condições em casa eram muito desfavoráveis para ela na época em que escreveu sobre esse sonho. Ela naturalmente parecia antagonizar com os colegas de escola. Os pais dela eram pobres e não a vestiam com zelo e não cuidavam dela como deveriam ter feito. Ela mostrava uma natureza interior vingativa.
A maioria de nós não percebe como os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras. Quando as crianças têm sonhos encantadores, podemos saber que elas não vão para o Mundo do Desejo inferior, mas se associam com espíritos superiores no Céu das Crianças. Eles podem encontrar Gnomos e Fadas aqui na Terra. Eles influenciam as crianças a serem boas.
Uma noite, uma boa garotinha teve um sonho interessante que ela assim narrou: “Ontem à noite eu fui a uma festa de Halloween, e eles deram uns apitos. Bem, eu peguei um que emitia um som bem intenso e logo fui para casa. Quando cheguei em casa, eram dez horas da noite, e a minha mãe me mandou para a cama. Logo adormeci e senti algo me tocar e acordei. Na minha cama vi a menor senhora que já vi na minha vida. Ela era uma Fada, e muitas outras Fadas estavam com ela. Ela era uma rainha das Fadas e muito bonita. Então, ela começou a cantar para mim. Sua voz era como sinos de prata. Logo as outras Fadas se juntaram a ela, e todas possuíam vozes doces também.”
Essa criança foi a um lugar onde viu essas Fadas e elas a entretiveram por um tempo, mas ela não respondeu o suficiente para ficar muito tempo com elas.
Outra boa menina contou seu sonho. “Ontem à noite sonhei que era uma Fada e podia voar. Eu vi um menino chorando e lhe dei uma moeda de ouro. Então eu voei e cheguei a uma casa. Entrei e vi um menino dormindo. Você deveria ter visto a casa. Havia muitos esqueletos ao seu redor. Peguei minha varinha e os transformei em pássaros, e eles voaram para fora da casa. Então eu mudei a casa em uma linda casa de campo. A cama era feita de ouro. A sala da frente era feita de ouro, prata e outras coisas bonitas. Então, voei para o castelo do rei e contei a ele sobre o menino e os esqueletos e a peça de ouro. Depois disso voei para casa.”
Eu aprendi que essa menina em sua vida anterior era um menino. Naquela vida, ela foi associada a Fadas e Gnomos e aos venenosos Espíritos da Natureza que parecem esqueletos. Ela costumava viajar com eles e se tornou um Auxiliar Invisível e fez os venenosos Espíritos da Natureza que parecem esqueletos fazerem o bem. Isso os levou a fazer um bom trabalho para ela.
A doação de ouro significa a doação de bons e nobres pensamentos e ideias, mostra como alguém pode fazer de seu corpo uma bela casa para se viver. Nos Ensinamentos Rosacruzes, os Estudantes Rosacruzes são ensinados a construir os Corpos-Almas deles, que são maravilhosamente belos quando bem-desenvolvidos.
Aqui está um sonho que foi escrito por uma garotinha que era popular entre seus companheiros. Ela disse: “Sonhei que estava andando na floresta. De repente, um elfo saiu da floresta. Perguntei a ele se ele seria meu animal de estimação. Ele disse: ‘Sim, eu serei seu animal de estimação’. Perguntei-lhe qual era o seu nome, e ele disse, ‘Dan.’. Eu o levei para casa comigo, e todas as crianças da minha rua gostavam de brincar com ele”.
Essa garotinha tinha um Gnomo, e ele brincava com ela todas as noites. Como seria bom se todas as crianças tivessem a mesma sorte que ela!
Uma garotinha muito confiável e conscienciosa teve essa experiência, e ela escreveu como uma composição: “Uma noite eu fui ao parque com minha mãe, e ela carregava um cobertor. Ela pegou o cobertor e nos deitamos. Logo adormeci e sonhei que estava cavalgando. No nariz do cavalo havia uma Fada que me disse: ‘Você gostaria de ser uma Fada e voar pelos ares comigo?’. Sim, eu disse. Então eu tinha um par de asas nas minhas costas, e logo estávamos voando no ar quando vi a Terra das Fadas, e paramos lá.. Havia uma casa mal-assombrada em algum lugar, e eu entrei nela. Eu vi um piano lá e me sentei para tocar. Enquanto eu tocava, um monte de esqueletos saiu do armário. Fiquei com tanto medo que corri e corri até cair”.
Essa criança viu algumas Fadas e brincou com elas. Ela também viu algumas entidades que a assustaram. Ela costumava brincar com Fadas.
Algumas crianças se lembram de cenas de vidas passadas na forma de sonhos.
Uma menininha escreveu o seguinte relato interessante de um sonho que tivera: “Sonhei que estava em um barco. Tive medo de que o barco afundasse e fiquei apavorada demais para dormir. Liguei para minha mãe, e ela disse que o barco não iria afundar, então eu fui dormir. Quando acordei, ouvi todo mundo gritando, então pulei da cama. Parecia que o barco estava afundando, então corri para contar à minha mãe. Ela se foi, e com que problema eu estava! Eu não sabia para onde correr. O navio afundava cada vez mais rápido. Eu estava com muito medo. Minha mãe me acordou e descobri que estava toda enrolada no cobertor”.
A Memória da Natureza revelou que essa criança afundou em um barco cerca de vinte anos antes dessa época. Ela era então um menino e tinha pais diferentes. Todos no navio afundaram e morreram. Sendo uma criança, ela foi levada para o Céu das Crianças e renasceu em poucos anos. Essas crianças são muito mais propensas a lembrar de cenas de suas vidas passadas.
Certa noite, um garotinho teve um sonho incomum, e este é um breve relato dele:
“Sonhei com meu avô. Ele saiu de seu túmulo e conversou com minha mãe e disse: ‘Estou vivo novamente.’ Então ele voltou para a sepultura.”
Essa criança realmente viu isso. A mãe estava de luto, silenciosamente, pelo pai. Esse menino seguia a mãe dele constantemente à noite enquanto estava fora de seu Corpo Denso, durante o sono. Aparentemente, eles vagaram por um cemitério feito de coisas de desejo no Mundo do Desejo. O avô da criança parecia sair do túmulo e falar com a mãe. Ele disse a ela que ainda estava vivo. Isso ajudou a reconciliá-la e acalmou sua dor.
Na realidade, a mãe e o menino foram ao Mundo do Desejo, e o avô falou diretamente com eles. São experiências como essa que fazem com que as pessoas de repente parem de sofrer por seus entes queridos. Eles podem não ser capazes de dizer por que seus sentimentos mudaram.
Os pensamentos dessa criança sobre esse chamado sonho certamente terão alguma influência em sua vida a partir de agora.
Aqui está a história de outro menino acerca de um sonho que ele teve. Ele disse: “Uma noite sonhei que era um guerreiro e, quando abri a porta da minha casa, vi cinco esqueletos. Um estava na sala da frente, outro no meu quarto e outro no quarto do meu irmão. O último estava no quarto dos meus pais, onde estava minha arma. Tentei ir ao quarto da minha mãe, mas os esqueletos me jogaram no chão. Quando acordei de manhã, me encontrei no chão”.
Esse menino viu os pensamentos-formas de cinco homens que ele havia matado na guerra em uma vida passada. Eles estão em sua Mente subconsciente e estão renascendo. Ele os vê como um sonho, e eles o assustam. Normalmente, um soldado em uma guerra não se incomoda com homens que são mortos na guerra. No entanto, esse Ego, quando era um homem, maliciosamente matou esses homens, e os pensamentos deles o assombraram e ainda o assombram.
Um menino relembrando de como morreu em um renascimento
Aqui está um relato ainda mais incomum da experiência de uma criança. Ela escreveu o seguinte relato de seu sonho: “Uma noite sonhei que era um grande guerreiro, e fomos para a guerra. Eles me pegaram, mas consegui escapar e voltei para o meu país. Uma noite eles armaram uma armadilha para nós, e fomos todos capturados. Descobrimos que cada homem teria que lutar com outro homem em uma corda, e embaixo haveria fogo. O que caísse morreria no fogo, e o adversário obteria sua liberdade. Então, chegou a minha vez, e eu lutei, e lutei, e então caí no fogo e gritei. Então, acordei e me encontrei no chão. Contei tudo à minha irmã, e ela riu”.
Esse garotinho era um Centurião Romano há duas vidas. Ele e outros soldados foram capturados pelos gauleses e obrigados a lutar entre si. Os gauleses fizeram uma fogueira em uma cova e colocaram uma grelha sobre ela.
Essa grelha tinha grandes aberturas. Os homens tiveram que ficar na grelha quente. Quando um homem ganhou, ele foi liberado, mas o outro homem foi queimado. Esse Ego, naquele renascimento, teve seu Corpo Denso totalmente queimado e, em consequência, morreu.
Aqui está o sonho de outro menino que sonhou com uma vida passada. Ele contou a seguinte história sobre isso:
“Um dia, meu pai levou meu irmão e eu para a Feira Mundial. Fomos em um navio a vapor e fizemos um belo passeio. Naquela noite, quando fui para a cama, sonhei que era o capitão de um grande navio a vapor. Uma noite o navio pegou fogo e todos se afogaram, menos eu. Nadei por meia hora. Logo cheguei a uma pequena ilha. Eu não tinha comida, água; e estava sem abrigo. Encontrei uma pequena palmeira que pensei que me daria abrigo por alguns dias, mas não tinha folhas nela. Bem, aqui estava eu em uma ilha deserta sem comida e sem abrigo. Rasguei minha camisa e encontrei alguns gravetos. Amarrei os pedaços da minha camisa nos gravetos e joguei ao mar. Um navio logo viu os gravetos com os pedaços da minha camisa neles. O capitão enviou alguns botes salva-vidas para me resgatar. Os marinheiros nos botes me salvaram e me levaram de volta ao navio.”
Aqui está a explicação: em uma vida passada esse menino foi um explorador. Ele pegou alguns nativos e fez uma viagem pela fronteira de um deserto. Ele se afastou muito da trilha batida para evitar encontrar bandidos. Seu suprimento de água começou a se esgotar e os nativos queriam que ele saísse do deserto. Ele se recusou a fazer isso, então uma noite eles o amarraram. Eles não queriam que ele morresse de fome, mas queriam que ele tivesse dificuldade em se soltar. Isso lhes deu tempo para fugir. Eles deixaram um pouco de água e um pouco de comida para ele, mas levaram seu cavalo.
Depois que o homem se soltou, ele partiu para o assentamento e se perdeu. Ele vagou pelo deserto e finalmente encontrou o mar. Então ele rasgou sua camisa e a esticou em um coqueiro bem alto. Lá ele ficou esperando que alguém em um navio visse a camisa ao vento ou até o visse. Ele ficou lá muitos dias, comendo ervas e outras coisas que pôde encontrar e, gradualmente, foi ficando muito fraco. Por fim, os marinheiros de um navio o avistaram, viram sua camisa, foram até ele e o levaram a bordo, mas já era tarde demais, pois ele já estava moribundo. Ele contou sua história sobre como havia sido roubado pelos nativos em sua caravana e abandonado. Ele morreu e foi jogado ao mar. Nessa vida presente, ele sempre tinha medo de lugares arenosos, por causa dessa experiência infeliz.
Centrar nossos pensamentos em comer carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, frutos do mar e afins) nessa vida pode nos fazer renascer em um lugar onde comer carne é uma necessidade terrível e não um prazer.
Agora vou contar uma história verdadeira sobre um bebê esquimó que renasceu no extremo norte para aprender certas lições que o ajudaram a promover seu próprio desenvolvimento. Em uma noite de inverno, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para um lugar no norte extremo do Canadá para ajudar alguns esquimós que estavam doentes.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, encontraram ali um ministro de uma igreja, um médico e um policial da Polícia Montada do Canadá. O Auxiliar Invisível entrou na casa que era feita de toras de madeira e encontrou uma família de quatro pessoas doentes: um pai, uma mãe e dois filhos. O médico disse que os esquimós estavam doentes demais para serem transferidos e que ele não tinha os meios necessários para ajudá-los.
“Você não pode curar essas pessoas doentes?”, um dos Auxiliares Invisíveis perguntou ao ministro de uma igreja. “Você deveria ser capaz disso em uma hora dessas, não?”
“É a vontade de Deus que eles fiquem doentes”, respondeu o ministro.
“Você está falando de algo que você não sabe, não é?”, disse o Auxiliar Invisível.
O ministro ficou zangado e forçou o Auxiliar Invisível para ele sair de dentro da casa.
“Se eu for, você terá que ir também”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não há mais nada que eu ou qualquer um possa fazer”, disse o médico.
“Ah, sim, há”, disse o Auxiliar Invisível, e apontou para a Auxiliar Invisível que estava por perto.
“Senhora, se você pode fazer alguma coisa, por favor, faça”, disse o médico.
A Auxiliar Invisível olhou para uma das crianças e disse-lhe que fosse até ela. A criança se levantou, mas caiu para trás. A Auxiliar Invisível foi e pegou a criança, abraçou-a e começou a sorrir. A outra criança levantou as mãos para que a senhora a pegasse, e ela o fez. Em pouco tempo, ela também começou a sorrir e abraçar a Auxiliar Invisível. As crianças pareciam ter cerca de seis e sete anos de idade, respectivamente. A Auxiliar Invisível colocou as crianças no chão e elas começaram a brincar, pois haviam sido curadas de sua doença.
A Auxiliar Invisível foi até a mulher e olhou para ela. Então ela chamou o outro Auxiliar Invisível. Os Auxiliares Invisíveis viram que a esquimó estava prestes a se tornar mãe. Eles a ajudaram a tirar o traje de peles e arrumaram a cama dela a fim de ficar mais apropriada possível para um trabalho de parto.
Não muito depois disso, o bebê nasceu. A Auxiliar Invisível o segurou em suas mãos e depois o colocou ao lado de sua mãe, enquanto arrumavam a cama e os panos utilizados. O menino deu seu primeiro choro às 3h30 da manhã. Os Auxiliares Invisíveis perguntaram qual era a latitude e longitude do local e, depois, quando despertaram se lembraram do local.
O médico viu o bebê e ficou surpreso. O ministro e o policial ficaram ao lado do fogão e observaram os Auxiliares Invisíveis trabalharem.
“O que você está olhando?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis ao médico. “É um bebê.”
“Eu não sei qual foi o problema com ela”, admitiu o médico. “Ela tinha tantas peles, e eu não examinei nenhuma das pessoas.”
Um Auxiliar Invisível disse ao policial para fazer um relatório completo do caso, acrescentando que ele também faria um relatório.
O Auxiliar Invisível disse ao médico que seu trabalho entre os esquimós havia terminado. “Eles precisam de cuidados, assim como o resto das pessoas no mundo precisam”, disse ele.
O ministro foi instruído a procurar outro emprego, pois não estava fazendo nenhum bem em seu trabalho atual.
Os Auxiliares Invisíveis então trabalharam para curar o homem, e ele rapidamente foi melhorando. Quando os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para partir, toda a família ficou feliz. A Auxiliar Invisível disse à mãe esquimó que enviaria uma senhora esquimó que ela conhecia para cuidar dela e do bebê.
Os Auxiliares Invisíveis foram ao Alasca (que era perto dali) para a casa dessa senhora esquimó e a acordaram. Ela ficou feliz em ver seus amigos e disse que iria à família esquimó à tarde e à noite.
“Você pode sair do seu corpo à vontade?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Não, mas estou totalmente consciente e posso dormir facilmente, quando, então, eu consigo fazer isso”, respondeu essa senhora esquimó, que trabalha como Auxiliar Invisível.
Não muito depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ver o bebê esquimó. Eles foram e encontraram a família toda na cama. O fogo estava baixo, mas o Auxiliar Invisível o fez ficar mais forte e perguntou aos esquimós como eles estavam indo. A mãe disse que o bebê estava resfriado.
A Auxiliar Invisível o pegou, o carregou até perto do fogo e o esfregou cuidadosamente. Ele logo começou a se movimentar e começou a sorrir. O bebê fez coco duas vezes, tossiu um pouco, expelindo um pouco de muco e estava bem novamente.
A mãe disse que o policial tinha estado lá várias vezes para vê-los e que o ministro nunca mais tinha voltado, mas um novo tinha estado lá. Ela disse que o novo ministro tinha sido muito gentil com todos eles. Antes de partirem, os Auxiliares Invisíveis olharam para as outras duas crianças e viram que estavam bem.
Mais tarde, os Auxiliares Invisíveis foram ver o bebê esquimó novamente e descobriram que ele estava bem, engordado e crescendo, e sua mãe estava bem.
Uma Estudante Rosacruz levantou um horóscopo para esse bebê esquimó. Ela se perguntou por que esse Ego teve que renascer naquele lugar, onde as pessoas lutam tanto para viver. Foi dito a ela o seguinte:
Duas vidas atrás, esse menino viveu na Itália, ou o que é chamado de Itália agora. Ele tinha pais ricos e muitas vantagens. Ele cresceu e se tornou um homem amante do prazer que morava com seus pais. Ele ansiava por muita carne animal e outros tipos de boa comida. A família matava um porco e era comida em duas refeições! Tudo o que esse homem queria era comer carne animal e se divertir com as mulheres bonitas que ele conhecia. Finalmente, ele ficou doente e morreu.
Ele renasceu na Alemanha em uma família que achava uma honra comer muita carne animal e engordar. Esse Ego era, então, uma mulher, e ela cresceu e engordou muito e foi considerada a mais bonita daquele lugar, para os padrões de beleza da época. Ela chegou ao estágio em que poderia comer um porco meio crescido sozinha. Ela chegou a um ponto que não queria nada mais além de carne animal para comer. Ela pegou um resfriado um dia e morreu dois dias depois de pneumonia. Seu peso era, então, entre duzentos e noventa e trezentos quilos.
Esse mesmo Ego renasceu no extremo norte com pais esquimós que eram muito pobres e sem instrução. Esse Ego teve os mesmos pais ao longo dessas três vidas, e eles tiveram as mesmas lições a aprender. Sua mãe atual era sua mãe três vidas atrás em algum lugar na Itália. Seu pai era sua mãe na Alemanha, na vida imediatamente anterior a esta.
Nesta vida, a vida deste Ego será muito difícil depois que ele atingir a idade de dezesseis anos, pois ele sofrerá de problemas estomacais e intestinais. Ele aprenderá que a carne animal não é tudo que existe na vida. Ele terá uma tendência a ficar doente por toda a vida. Ele tem muitos aspectos bons em seu horóscopo que mostram que ele pode combater suas tendências de fazer o mal e pode se tornar um homem útil entre seu povo. A história nos mostra que os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras. Também mostra como funciona o Destino Maduro e por que algumas pessoas nascem nas terras frias e áridas das várias partes da nossa Terra.
Vejamos, agora, como os pensamentos das crianças sobre o trabalho da vida delas as afetaram e as afetarão quando crescerem. Muitas vezes, as crianças decidem seu trabalho de vida ainda cedo e seguem seus planos apesar da oposição. Um médico uma vez me disse que estava interessado em primeiros socorros quando criança. Mais tarde, ele fugiu de casa e ficou sete anos e voltou como médico e tem feito esse trabalho útil de ajudar os doentes, desde então.
Outro médico tomou sua decisão muito jovem e foi viajar com seu pai, que era médico. Ele ajudou o pai no trabalho dele e ganhou recursos financeiros para estudar em uma faculdade de medicina tocando em uma orquestra. Depois de terminar sua preparação, ele praticou a medicina por um longo tempo.
Gustave Dor era um bom artista quando criança. Ele ilustrou livros muito cedo e sustentou sua família por muitos anos por meio de sua arte. Ele nunca teve uma aula de desenho. Muitos dos grandes artistas sabiam o que queriam fazer quando eram crianças, e seus pensamentos estavam quase constantemente voltados para a realização de suas ambições.
Uma aluna me contou sobre um jovem judeu que ela conhecia que era o artista mais inteligente que ela já tinha visto. Ela se interessou por ele e o encorajou a fazer muitos desenhos interessantes que encantaram todos os jovens amigos dela. Ele podia ilustrar qualquer coisa e nunca precisou de uma borracha. Ele trabalhou com grande rapidez, completando cada objeto à medida que avançava. Algumas pessoas diziam que esse menino era um gênio e previam que ele se tornaria famoso por seu trabalho.
A Memória da Natureza revelou o motivo da habilidade dele em desenhar tão habilmente. Duas vidas atrás, quando esse Ego era um menino antes, ele estudou arte, música e a língua grega, mas não atingiu seu objetivo. Ele, então, vivia em Memphis, Egito.
Ele morreu e renasceu como uma mulher em uma família abastada em Roma. Ela estudou artes com alguns dos melhores pintores que viviam em Roma naquela época. Ela abandonou tudo para pintar e desenhar. Um dos antigos pintores a tomou como aluna, e ela deu passos rápidos. Ela faleceu antes de se tornar conhecida nacionalmente.
Como o desenvolvimento dela foi tão unilateral, ela renasceu como um menino em uma família cujos meios não são tão adequados quanto eram no passado. Ele deve aprender que todas as coisas cooperam para o bem, e que não podemos abandonar tudo por uma coisa.
Consideraremos algumas crianças modernas com capacidades comuns de aprendizagem. Aqui está o que um garotinho escreveu que queria fazer quando crescesse: “Quando eu crescer, vou ser advogado. Eu quero defender pessoas que não são culpadas. Não vou tentar libertar pessoas que são culpadas. Vou tentar ser bom para as pessoas, e então elas serão boas para mim, e eu vou conseguir um bom dinheiro. Farei um bom trabalho e ajudarei as pessoas que forem presas injustamente a se libertarem.”
Agora, acho que esse menino teve pensamentos muito incomuns sobre o trabalho de sua vida futura, e espero que ele tenha sucesso. Foi-me dito por que ele decidiu ser um advogado. Em uma vida anterior, quando era mulher, esse Ego foi aprisionado injustamente e morreu na prisão. Antes disso, ela desejava ser advogada para poder ajudar pessoas inocentes a saírem da prisão.
Esse desejo era tão forte que ele o trouxe do passado e decidiu se tornar advogado para poder realizar os desejos que sente com tanta força. Ele provavelmente será capaz de fazer isso em sua vida atual.
Outra menina disse o seguinte: “Quando eu crescer, quero ser como Florence Nightingale. Gostaria de ajudar os feridos. Eu também quero ser famosa. Eu gostaria de ter um berçário e cuidar de bebês. Meu irmão vai ser médico e eu gostaria de ajudá-lo.”.
Foi-me dito que ambas as crianças alcançarão seu objetivo. Essa garota é extraordinariamente persistente, e essa persistência a ajudará a obter o treinamento necessário para a enfermagem.
Aqui está um desejo bastante incomum de um menino simpático que é rápido, mental e fisicamente. Ele escreveu o seguinte: “Quando eu crescer, quero ser corredor porque amo correr. Toda vez que corro com um menino, sempre ganho. Há alguns dias, fiz uma corrida com um menino grande e venci a corrida, acredito que poderia ser campeão se tentasse. Eu quero correr para as pessoas e mostrar a elas como os campeões correm. Eu quero ser um corredor e muito rápido”.
Por mais estranho que pareça, a Memória da Natureza revelou que esse menino em uma vida passada foi um dos primeiros corredores romanos. Podemos ver por que ele ainda está interessado em correr, pois em cada nova vida retomamos nossas vidas onde as deixamos na vida anterior e seguimos as mesmas inclinações.
Aqui está o que uma garotinha disse que queria fazer. “Quando eu crescer, quero ser artista, porque meus amigos e minha família dizem que eu sei desenhar bem. Meu pai quer que eu seja enfermeira, mas eu não quero porque não gosto de cheiro de remédio. O que eu gosto é de ir aos meus amigos e mostrar-lhes os desenhos que faço. Gosto de desenhar todos os tipos de coisas. Gosto de desenhar crianças altas e bonitas e belas casas e lugares e muitas outras coisas.”
É interessante saber que essa criança em um vida passada foi um artista na Espanha. Ela praticou pintura por seis anos antes da morte dela.
Ela está sendo influenciada por pensamentos em uma vida passada, como todos nós estamos, conscientes disso ou não.
Uma menina de nove anos disse o seguinte: “Quando eu crescer, quero ser artista. Vou estudar arte nesse inverno. No verão passado, perto de Michigan City, assisti ao pôr do sol todas as noites.
Uma tarde minha mãe me comprou um conjunto de tintas para que eu pudesse desenhar e colorir o céu à noite. Quando eu for para a faculdade, eu quero saber desenhar. Espero ser uma artista algum dia, porque gostaria de desenhar como Michelangelo fez em sua vida”.
Já me disseram que essa criança também é uma artista renascida. Ela tem dezessete anos de experiência. Ela conhecia muitos dos pintores antigos e trabalhou com os de seu tempo. Ela também vai fazer o bem.
Outra criança, um menino, que é um pouco lento na escola, disse que queria ser artista. Ele gosta de desenhar pessoas fazendo coisas.
Disseram-me que há duas vidas ele era um bom desenhista mecânico e trabalhava com alguns professores gregos.
Os pensamentos das crianças fazem muito para moldar suas vidas futuras.
Você já pensou nas razões místicas para nascimentos múltiplos? Vamos investigar esse assunto e ver se podemos descobrir por que alguns Egos retornam ao renascimento como gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e até mesmo como quíntuplos. Os nascimentos múltiplos de pessoas não acontecem por acaso. Eles são amigos íntimos do passado renascidos.
De tempos em tempos, vemos fotos de múltiplos Egos nos jornais. As pessoas se perguntam sobre eles e porque eles nascem como são, quando a maioria de nós vem sozinho. Os Estudantes Rosacruzes que acreditam no renascimento sabem que a verdadeira causa pode ser encontrada na Memória da Natureza, que revela fatos que são obscuros à observação humana comum.
Na história bíblica, lemos sobre gêmeos. Jacó e Esaú eram gêmeos, assim como Perez e Zara, filhos de Judá, netos de Jacó. Sabemos que existem gêmeos desde tempos muito remotos.
Quem já teve contato com gêmeos sabe que geralmente há uma forte semelhança entre eles, e geralmente querem estar sempre juntos. Geralmente, um gêmeo será mais brilhante mentalmente que o outro. Devemos lembrar que cada um de nós é um Ego separado e, embora possamos nascer quase ao mesmo tempo e viver vidas semelhantes, sempre há diferenças.
Durante nossas muitas vidas passadas, desenvolvemos certos talentos e capacidades e negligenciamos outros. Assim, não há dois seres humanos exatamente iguais ou idênticos. Sempre há algumas diferenças.
Gêmeos geralmente desejam se vestir iguais e preferem estar sempre na companhia um do outro quando crianças. Eles podem superar esse desejo mais tarde na vida.
Certa vez, conheci duas jovens que eram gêmeas. Elas foram para a escola e se formaram no ensino médio juntas. Elas frequentavam a mesma igreja e escola dominical, onde uma tocava piano e a outra tocava violino em ocasiões especiais. Tornaram-se boas musicistas e preparadas para ensinar música. Uma era mais bonita que a outra e tinha uma saúde melhor, mas elas tiveram um casamento duplo quando se casaram.
Uma vez encontrei essas garotas na rua, e uma delas mencionou que havia perdido as luvas no caminho. Eu brinquei sobre isso e disse: “Agora, você não está vestida exatamente igual.”
“Ah, eu estou usando uma luva, e a irmã está usando a outra”, disse a garota, e elas mostraram as mãos. Com certeza, elas estavam vestidas iguais até com luvas, e fiquei muito surpreso. Muitos gêmeos são tão parecidos que amigos e parentes dificilmente conseguem diferenciá-los.
Era uma vez duas irmãs gêmeas. Elas se pareciam muito quando eram crianças, e apenas a mãe poderia realmente distinguir uma da outra quando eram muito pequenas.
Mais tarde, elas perderam a semelhança, mas estranhos muitas vezes cometiam erros quando as encontravam.
Essas gêmeas nasceram em 1835 com cerca de vinte e cinco minutos de intervalo, mas tinham o mesmo Ascendente no momento do nascimento.
Elas tinham uma casa confortável e se formaram no ensino médio.
Mais tarde, elas se casaram mais ou menos na mesma época. Uma irmã foi morar numa cidade vizinha, enquanto a outra foi morar a cerca de 800 quilômetros de distância. Elas foram separadas para o resto de suas vidas, exceto por visitas frequentes de ida e volta.
A Memória da Natureza revelou a razão pela qual esses Egos renasceram como gêmeas. Quatro vidas atrás elas estavam em corpos de judeus e viviam em um país onde a Palestina é agora. Elas não eram parentes, então. Dificuldades e sofrimento as uniram quando jovens. Ambos se casaram com judeus e viveram em casas lado a lado.
A amizade delas cresceu ao longo dos anos, porque elas prometeram sempre ser amigas e ficar juntas.
Mais tarde, essas duas amigas foram capturados pelos persas, que invadiram o país. Os maridos foram mortos pelos persas, e as esposas foram levadas para a Grécia e revendidas. As amigas eram ambas de propriedade do mesmo mestre, e elas trabalharam até a morte. Essas mulheres morreram com três dias de intervalo, agarradas uma à outra até o último momento.
Esses Egos renasceram mais tarde como gêmeos no território onde a Grécia está agora. Eles viveram lá e cresceram como cidadãos gregos de bom caráter. Eles se casaram e ambos tiveram filhos. Eles eram parceiros como mercadores marítimos e viviam em circunstâncias confortáveis.
Então, eles morreram e renasceram em Roma como gêmeas. Elas estavam confortavelmente bem. Nessa vida a amizade delas ficou um pouco tensa porque uma irmã era muito mais bonita que a outra.
A irmã gêmea de aparência mais comum tendia a ser preguiçosa; consequentemente, ela não tinha tantos namorados quanto sua irmã bonita. Ela também não se divertia muito. Ela ficou com ciúmes de sua irmã mais popular. Ainda assim, ambas se divertiram nessa vida até aos vinte e cinco e trinta anos.
Naquela época, Roma foi invadida e as gêmeas foram mortas. Elas renasceram pela terceira vez como gêmeos na Inglaterra, e se tornaram comerciantes marítimos naquela vida. As condições forçaram esses dois homens a permanecerem juntos, pois era um caso de sobrevivência do mais apto. Eles tinham que viver usando a inteligência deles. Ambos se casaram e tiveram famílias, e todos moravam no mesmo navio.
Esses Egos não foram separados naquela vida. Eles renovaram seus votos de permanecerem sempre juntos como haviam feito em vidas anteriores.
Naqueles primeiros tempos, homens e mulheres se juravam juntos como amigos para que pudessem ter companheirismo, porque a vida era tão incerta e as pessoas não eram confiáveis.
Eles sentiram a necessidade de um amigo para ajudá-los a viver, pois uma pessoa estava quase indefesa sozinha. Foram necessários dois para cuidar de seus interesses.
Caso contrário, eles poderiam ser roubados e mortos por qualquer coisa que possuíssem de valor.
Esses dois Egos morreram de morte natural quando tinham cerca de cinquenta anos. O tempo de vida era mais curto naqueles tempos.
Esses dois Egos renasceram como gêmeas pela quarta vez em 1855. Essas meninas nasceram nos Estados Unidos, mas viveram separadas por muitos anos e perderam o desejo de estarem juntas. Uma irmã casou-se com o Ego que fora sua esposa quando era homem na Inglaterra e viveu mais de oitenta anos.
A outra irmã se casou com um homem que ela não conhecia antes. Cerca de quarenta anos depois, eles se separaram. Disseram-me que essas irmãs não voltarão como gêmeas na próxima vida, pois as lições que precisavam aprender juntas, por via da amizade, já tinham sido aprendidas. Uma irmã morreu treze meses depois da outra.
Essas gêmeas não eram muito religiosas. Isso porque foram duramente perseguidas por sua Religião quando moravam na Grécia e depois quando moravam em outros corpos em Roma. Nesta vida elas foram mais ou menos indiferentes à Religião, embora seu pai tenha sido superintendente da Escola Dominical em uma pequena igreja metodista por muitos anos.
Assim, você vê como as amizades sobrevivem à morte e quantos Egos podem jurar permanecer sempre juntos e voltar várias vezes como gêmeos.
Para nossa próxima ilustração, tomaremos duas gêmeas siamesas que agora estão “grudadas”. Onde uma vai, a outra tem que ir. Elas nasceram unidas e não podem ser separadas, exceto pela morte. Essas garotas são muito atraentes e amigáveis, e se parecem muito.
Todo mundo que vê essas gêmeas certamente se pergunta por que elas estão nessa situação. Algumas pessoas pensam que foi uma aberração da natureza ou um acidente, mas os Estudantes Rosacruzes sabem que não são esses os casos. As pessoas que acreditam no Renascimento percebem que essa é uma condição que resulta de vidas passadas, que suas vidas devem ter sido intimamente entrelaçadas e que os Senhores do Destino tinham alguma razão para permitir que elas nascessem “unidas”.
Isso é verdade, pois a Memória da Natureza revelou a causa. Essa condição começou duas vidas atrás, quando esses Egos eram meninas. Elas pertenciam a famílias diferentes e viviam com tribos vizinhas ao longo da borda do deserto do Saara. Elas eram o que hoje chamamos de ciganos. Essas meninas eram companheiras de brincadeiras e cresceram juntas. Eles prometeram sua amizade para sempre.
Quando seus grupos se separaram depois de um ano e começaram a seguir em direções diferentes, uma garota entrou na caravana da outra garota e se escondeu. A outra garota cuidou dela e trouxe comida, água e outras necessidades por duas semanas antes que qualquer um dos adultos do grupo soubesse que ela estava com eles.
Quando as pessoas descobriram, não sabiam o que fazer, porque desconheciam onde os pais da menina estavam naquela época. Eles queriam abandoná-la na cidade onde estavam, mas a menina dessa tribo disse ao pai dela que a menina, que era da outra tribo, era sua melhor amiga e que elas queriam ficar sempre juntas.
O pai da menina então silenciosamente levou a amiga de sua filha para a cidade. Em vez de abandoná-la, ele a vendeu como escrava. Ele então foi para casa. Quando sua filha lhe perguntou o que ele havia feito com sua amiga, ele, rindo, disse a ela que a havia vendido como escrava.
“Você não vai se incomodar mais com ela”, disse o pai. “A caravana partirá essa noite e está indo para o leste. Você não verá sua amiga novamente.”
Naqueles dias os ciganos sabiam ver as horas pelo Sol. Quando a menina estimou que eram quatro horas da tarde, ela roubou o cavalo mais rápido de seu pai e cavalgou para ultrapassar a tribo que havia comprado a escrava, ou seja, que estava com sua amiga. Quando a encontrou, juntou-se a ela. “Qualquer destino servirá desde que eu esteja com você”, disse ela.
A vida dessas meninas era muito dura, pois trabalhavam desde cedo até a tarde. Elas foram vendidos e revendidos várias vezes. O último mestre as explorou até a morte. Elas morreram mais ou menos na mesma época, quando tinham cerca de trinta e cinco anos.
O pai da menina lamentou profundamente o ato dela precipitado, pois sabia que vida uma menina teria desprotegida naquela parte do mundo. Ele não sabia onde procurar sua filha e nunca mais a viu naquela vida. Mais tarde, ele disse que, se tivesse percebido o quão profunda era a amizade delas, teria mantido as duas juntas.
Esse homem nunca superou a perda de sua filha. Ele se preocupava com ela constantemente. Ele disse que ela o assombrava. Assim, aconteceu que a vida de todos eles se entristeceu por um ato cruel.
Hoje os seres humanos ainda arruínam suas vidas e as vidas de outros por algum ato impensado, e então clamam a Deus por ajuda.
Na vida seguinte, essas duas amigas renasceram em corpos masculinos.
Eles viviam mais ou menos no mesmo país novamente. Eles renasceram como gêmeos com pais diferentes daqueles que tiveram anteriormente.
Eles viveram boas vidas e fizeram o melhor que podiam. Eles gostavam muito um do outro e excluíam os demais da afeição deles. Eles não se casaram. E eram pastores e viviam bem.
Permaneceram com os pais, mas se opunham a qualquer tipo de autoridade. Eles próprios eram homens, mas odiavam os homens em geral. Isso porque quando tinham corpos femininos, foram muito maltratadas pelos homens. O ódio pairava como resultado das vidas anteriores.
Na vida em que eram pastores tiveram a oportunidade de conhecer o pai da menina que vendeu a outra menina como escrava.
Eles também conheceram o último dono de escravos, que lhes causou tanta miséria e sofrimento. Ele realmente tinha sido a causa de suas mortes precoces. Eles conheceram esses dois Egos que eram, então, mulheres e estavam perambulando na estrada. Elas estavam perdidas e à mercê de qualquer criatura selvagem que passasse (e à noite, em especial, tinham muitos animais selvagens). Essas duas meninas pertenciam a uma tribo de ciganos errantes. Elas ficaram na cidade depois que a tribo partiu. Elas eram as favoritos da tribo e tinham muitos privilégios. Elas queriam ter uma última aventura na cidade e, depois, encontrar sua tribo.
Essas garotas tinham cavalos árabes velozes e esperavam alcançar a caravana. Elas finalmente deixaram a cidade e pegaram a estrada a fim de alcançar a caravana dos ciganos. Depois de terem percorrido cerca de dezesseis quilômetros, um cavalo tropeçou e quebrou a perna; o outro cavalo caiu sobre ele, quebrou o pescoço e morreu. Estava anoitecendo quando elas deixaram a cidade, e as meninas não podiam ver o caminho muito bem. Depois que o acidente ocorreu, elas não puderam continuar. Tentaram ir à pé e alcançar a caravana, mas não conseguiram.
Esses dois Egos, que causaram tanta tristeza no passado, se meteram em uma situação perigosa. Eram garotas solitárias, desprotegidas em um país selvagem e quase desolado e, ainda, à noite. Elas foram recebidos pelos dois irmãos a quem elas haviam feito tanto sofrer em uma vida anterior. Esses irmãos pensaram primeiro em matá-las, pois o ódio existia desde o passado, ainda que inconsciente.
Em vez disso, levaram as duas meninas com eles para casa deles e lhes deram comida e abrigo até de manhã. No dia seguinte, deram a cada menina um cavalo e algumas provisões e as deixaram partir em paz. Por essa bondade, eles fizeram uma boa ação e não criaram nenhum Destino Maduro para si mesmos. Fizeram o papel de “bons samaritanos” e não cederam à tentação de fazer o mal.
Uma das moças queria ficar, pois se sentia atraída por um desses dois homens. Ela era aquela que tinha sido o pai em uma vida anterior de um dos gêmeos. Essa menina implorou para ficar e se ofereceu para ser uma empregada ou até mesmo uma escrava. Os homens lhe disseram que não precisavam de nenhuma empregada e nem de escrava e que ela deveria ir com a outra menina.
Por outro lado, a outra garota, por algum medo desconhecido, queria fugir o mais rápido possível. Ela ficou feliz em ir, mas a outra jovem chorou e saiu com relutância. Assim, elas se separaram dos dois homens, e esses quatro Egos não se encontraram mais naquela vida.
Os pais desses filhos, quando eram gêmeos, são os pais que esses Egos têm na vida atual. Elas estão juntos novamente como gêmeas siameses e permanecerão assim até que a morte chegue até elas.
Quando eles eram irmãos, cerca de mil anos atrás, eles eram tão gentis e obedientes com seus pais que os receberam de volta nesta vida. Naquela vida, esses Egos se uniram por um juramento de amizade. Eles juraram que nada além da morte deveria separá-los.
Quando persistimos em qualquer linha por muito tempo, tornamo-nos cristalizados. Nesse caso, teria sido melhor que não se desejassem um ao outro tão intensamente, pois então poderiam ter corpos normais. Esses Egos deveriam se ligar uns aos outros para viver entre as pessoas e ganhar a experiência necessária. Eles renasceram nessa vida ao mesmo tempo e tiveram o mesmo grau de Ascendente em Câncer. Eles são os chamados gêmeos idênticos. Eles se parecem muito com sua mãe, que também é do tipo Câncer.
Essas meninas estão presas, uma à outra, pelos quadris e pela parte inferior da coluna vertebral. Isso faz com que elas sejam mais curtas do que seriam se fossem separadas. Essas meninas serão solitárias e dependerão uma das outra para companheirismo. Elas se amam, mas não pensam da mesma forma. Os pais são muito apegados a essas meninas e dedicarão suas vidas aos cuidados delas. É bem provável que o forte apego se esgote nessa vida e, quando renascerem, não sejam gêmeos novamente.
Para minha próxima ilustração, temos a história de dois Egos que também estão em uma situação estranha. É um dos casos mais estranhos de gêmeos de que já ouvi falar.
Um dia, eu vi um bebê com quatro pernas e três braços. Perguntei ao pai quando a criança tinha nascido, e ele me disse. Mais tarde montei seu horóscopo, e alguns amigos deram as seguintes informações sobre esse Ego e outro Ego que está habitando o mesmo Corpo Denso.
Esses Egos foram amigos íntimos no passado e cometeram o erro de dedicar muito tempo um ao outro.
Ao voltar ao passado dessa criança, teremos que voltar duas vidas a partir desta para encontrar a causa do problema. Esse bebê era, então, um Ego em um corpo masculino. Ele era um tipo uraniano.
Ele tinha ideias originais e era considerado excêntrico. Ele estava interessado em almas gêmeas e amor platônico. Amava uma certa senhora profundamente. Esse amor foi correspondido, e eles finalmente juraram que estariam sempre juntos e não se separariam em nenhuma vida. Eles não sabiam que a severa lei do universo proíbe ligações tão longas, porque elas retardam o progresso de tais pessoas nesse caminho de evolução.
Naquela vida, esses Egos eram bons amigos, mas não se casavam. Cada um deles tinha uma boa casa e eram respeitados na comunidade, mas não queriam o trabalho de criar uma família. Eles viviam vidas como solteiros. Eles faleceram sozinhos e perderam muitas lições necessárias naquela vida. Eles se dedicaram um ao outro durante toda essa vida, mas negligenciaram seu bem-estar espiritual e não deram oportunidade ou renascimento a Egos que estão na fila do lado de lá e que necessitam tanto renascer aqui. Eles não se esforçaram para melhorar suas condições materiais.
Na vida um pouco antes desta, esses dois amigos voltaram como gêmeos. Eles estavam felizes na presença um do outro e dedicaram suas vidas inteiras um ao outro. As condições das casas deles eram muito mais pobres do que na vida anterior. Isso porque eles não ganharam um lar melhor mantendo o equilíbrio no anterior. Eles renasceram em uma família que tinha vários filhos. Eles eram desajustados para com os pais. Com o tempo, os pais se separaram, o lar foi desfeito, e eles vagaram e tiveram uma vida difícil, mas aprenderam muitas lições necessárias.
Naquela vida, eles não se separariam e se agarrariam um ao outro, acontecesse o que acontecesse. Eles não se casaram naquela vida, mas fizeram um novo voto de permanecerem juntos. Eram pessoas refinadas e de boa aparência, mas não assumiam os deveres e responsabilidades da vida além de se sustentarem.
Eles viveram cerca de mil anos atrás em uma das colônias francesas e eram pardos.
Eles se tornaram proeminentes em sua localidade, mas suas ideias e visões eram diferentes da ordem estabelecida da sociedade. Eles estavam em posições de autoridade, mas abusavam dela e não eram benevolentes. Falharam em fazer justiça e assim acumularam muito Destino Maduro. Eles perseguiam secretamente as pessoas por causa de suas crenças religiosas, pensando que estavam certos e os outros errados. Tinham visões distorcidas sobre Religião. Por causa de sua falta de benevolência para com o público, eles fizeram inimigos secretos e poderosos e não puderam ter um lar estabelecido. Eles se mudavam de um lugar para outro, quando as coisas se tornavam muito perigosas para eles. Mesmo isso não esfriou o apego que tinham um pelo outro. Apenas os ligava mais intimamente.
O Ego em que estamos mais interessados morreu primeiro, e o outro veio logo depois porque ficou muito aflito e desolado. Isso nos traz à vida presente e a esses dois Egos que estiveram tão intimamente associados em vidas passadas. O destino os uniu em um Corpo Denso nessa vida – o menino com a menina “submersa”. O menino era um menino perfeito.
A garota tem duas pernas e um braço saindo da parte da frente de seu corpo, mas sem cabeça. A cabeça etérica e os outros órgãos da menina estão dentro do Corpo Denso do menino. As duas pernas físicas e o braço não podem ser cortados sem causar a morte de ambos. O Ego da menina não pode entrar completamente no Corpo Denso dela por causa da falta de uma cabeça física, e ela fica do lado de fora do Corpo Denso. Ela agora percebe o erro dela. Ficará “amarrada” ao Corpo Denso desse menino até a morte física dela.
Se o menino se concentrar nesse outro Ego preso ao Corpo Denso e conseguir que ela mova as pernas e o braço em reconhecimento consciente de seus pensamentos mentais, então eles podem rever sua lealdade um ao outro e frustrar o destino novamente. Então eles teriam que ser trazidos de volta ao renascimento em diferentes períodos de tempo.
Se esse menino perceber seu erro, de alguma forma ele receberá o conhecimento para entender a causa de sua situação. Então, em uma vida futura, ele retornará como uma mulher normal.
Isso nos mostra duas vidas desperdiçadas e nos ajuda a entender a razão mística dos nascimentos múltiplos. Nem sempre podemos obter e reter as coisas que pensamos que queremos sem pagar um grande preço. Cada Ego é colocado aqui na Terra para aprender as lições necessárias de que necessita. Ele não pode desobedecer ou negligenciar suas oportunidades sem sofrer as consequências.
Quando eu vi essa criança alguns anos atrás, as duas pernas extras e um braço eram apenas cerca de metade do tamanho das pernas e braços normais. Eles estavam presos à parte frontal do corpo do bebê.
Se não crescerem mais, ele poderá viver por aqui por um bom tempo. Mas se eles crescerem e se desenvolverem, o menino ficará em uma condição terrível e será um fardo para a sociedade.
É uma história triste, mas podemos aprender com os erros de outras pessoas, pois a experiência é uma professora querida.
Se os Egos estão intimamente ligados por motivos egoístas, o relacionamento é rompido mais cedo ou mais tarde, mas se os Egos são pessoas devotas que são úteis a todos ao seu redor, o vínculo de amizade pode durar muitas vidas, e ambos os Egos se beneficiarão com isso pelo relacionamento próximo entre eles.
Os Auxiliares Invisíveis sabem que reconhecem facilmente seus amigos à noite, quando estão fora dos Corpos Densos durante o sono. Eles também vão ao Mundo do Desejo e entram em contato com seus amigos e parentes, e não têm dificuldade em reconhecê-los. Quando tais amigos se encontram, eles podem conversar e se fazer entender por meio da linguagem da alma. Corpos Densos não são necessários em tais casos. A amizade sobrevive à morte.
Muitas pessoas sonham em conhecer seus entes queridos que já faleceram e se lembram do que foi dito e de como ficaram felizes ao ver seus amigos. Muitos desses chamados sonhos são acontecimentos reais, como sabem os Auxiliares Invisíveis.
Aqui está a história de uma amizade que sobreviveu à morte.
Alguns anos atrás, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem de cerca de cinquenta anos. Ele era bem conhecido dos Auxiliares Invisíveis. Ele adoeceu e morreu em menos de uma semana, e sua parceira e namorada o seguiram imediatamente. Isso nos mostra o que o amor fará. Mesmo os Anjos do Destino não podem separar Egos que se amam profundamente.
A senhora tinha quarenta e sete anos e era muito bonita. Seus pais eram ricos. Os pais do homem eram pobres e ele tinha muito trabalho a fazer, mesmo quando era um menino que ia para a escola. Quando eram alunos da oitava série, eles se apaixonaram um pelo outro. Este amor durou toda a vida. Eles fizeram o ensino médio juntos e se formaram na mesma turma. A menina foi para a faculdade, e ele foi trabalhar para juntar dinheiro para ir para a faculdade.
Antes da menina sair de casa para cursar a faculdade, sua mãe a fez prometer que não se casaria até que desse seu consentimento. A mãe sabia que a filha amava aquele jovem e esperava que ela o esquecesse depois de passar quatro anos longe de casa. A mãe se opôs a ele porque ele era pobre; ela queria que sua filha se casasse com um homem rico.
A menina não se esqueceu de seu bom amigo, e eles se comunicavam por carta regularmente e eram fiéis um ao outro. Quando a menina se formou na faculdade, ela voltou para casa. Ela disse à mãe que queria se casar com esse antigo colega de escola dela.
Sua mãe se recusou a dar seu consentimento. A menina disse à mãe que eles estavam noivos há cinco anos e mostrou à mãe seu anel de diamante.
Sua mãe ficou extremamente zangada e pegou o anel e o devolveu ao jovem, dizendo-lhe para nunca mais ver sua filha. A mãe disse à filha que se ela fugisse com ele, a deserdaria.
Então os amigos se encontraram na rua e trocaram cartas. Um dia, em uma de suas cartas, a menina pediu a seu querido amigo que lhe fizesse um favor. Ele prometeu que faria qualquer coisa por ela. Ela então deu a ele dois mil dólares e disse-lhe para ir para a faculdade, estudar e obter o diploma de engenheiro.
O homem foi para a escola e se formou com honras. Os amigos trocaram cartas como antes. A jovem alugou uma caixa postal, pois não podia receber suas correspondências em casa, por causa de sua mãe. Mais tarde, o homem obteve o cargo de engenheiro-chefe de minas e tornou-se proeminente e próspero.
O homem novamente a pediu em casamento, e sua mãe disse: “Não”. Ele voltou ao trabalho e um dia escreveu para sua namorada e pediu-lhe que se sentasse todas as noites às sete horas e se concentrasse nele e lhe enviasse uma mensagem, e ele enviaria a mesma mensagem para ela.
“John, eu te amo”, foi sua primeira mensagem, e “Mary, eu te amo”, foi sua primeira mensagem. Depois de alguns meses, eles desenvolveram telepatia mental e a usaram até o momento em que ele morreu.
Quando o homem soube que seu fim estava próximo, chamou sua amada e disse a ela que fosse até ele. Ele estava então na casa de seus pais na mesma cidade onde ela morava. Ele disse a ela para dizer a sua mãe onde ela estava indo. Sua mãe a proibiu de ir. A moça disse a ele por meio do pensamento, e ele disse: “Venha de qualquer maneira”, e ela foi.
Muito tempo antes disso, enquanto este homem estava na mina onde trabalhava, um homem se machucou. O engenheiro foi muito gentil com ele e eles se tornaram amigos. Este homem disse ao mineiro por que ele nunca havia se casado, e o mineiro lhe disse para orar a Deus para que Ele pudesse ajudá-lo. “Pelo menos você pode tentar a oração”, disse ele ao engenheiro, e deu-lhe exemplares de dois livros que explicam os Ensinamentos Rosacruzes.
O engenheiro escreveu e disse a seu amigo para obter cópias desses livros, e ela o fez. Depois disso, esses amigos dedicaram suas vidas a aprender os Ensinamentos Rosacruzes, e o conhecimento lhes deu muita felicidade. Uma noite, eles se encontraram no Templo e desde então estão conscientes na Região Etérica do Mundo Físico. Eles se tornaram Iniciados juntos, se encontraram todas as noites e trabalharam como Auxiliares Invisíveis.
Os Auxiliares Invisíveis estavam no quarto do doente quando sua namorada chegou. Ela foi para o quarto dele e o abraçou. “Por favor, não me deixe”, disse ela. “Se você deve ir, me leve.
“Não”, ele respondeu. “Você tem mais trabalho aqui para fazer.”
“Quando você for embora”, ela disse, “meu trabalho no corpo está feito.”
Como a moça conhecia e praticava, também, os Ensinamentos Rosacruzes, ela invocou os Senhores do Destino para poupar seu amigo, ou para levá-la também. “Eu sofri muito”, disse ela, “e se você o levar, minha vida acabou.”
Nesse momento, sua mãe entrou e exigiu que sua filha voltasse para casa imediatamente.
“Não podemos fazer algo para evitá-la?”, a Auxiliar Invisível perguntou a sua companheira.
“Sim”, ele respondeu. “Apareça diante dela e diga-lhe para ficar quieta. Diga-lhe que ela teve sua filha com ela por quarenta e sete anos e lhe causou muita tristeza e infelicidade, e agora ela deve deixá-la ter alguns momentos de paz.”
“Quando a mãe viu a Auxiliar Invisível e a ouviu falar, ela recuou surpresa e ficou quieta até que tudo acabasse. A filha orou em voz alta a Deus. “Querido Senhor”, ela disse: “Eu o conheço e o amo há quatro vidas e não me separarei dele. Leve-o e leve-me também.”
O moribundo implorou a ela, mas seu pedido caiu em ouvidos surdos. “Adeus”, ele disse a ela, e ele se foi.
“Oh, Deus, ele se foi!”, ela disse, com uma voz cheia de tristeza, e ela caiu sobre o corpo dele e morreu.
Quando o homem se formou fora de seu Corpo Denso, sua amada assumiu sua forma também em seu Corpo de Desejos e o agarrou. “Eu vou com você”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis podiam ver o que estava acontecendo, enquanto ficavam parados ao lado da cama em corpos materializados observando. As pessoas na sala pegaram o corpo da mulher, a deitaram no sofá e chamaram o médico. Quando ele veio, ele disse que ambos estavam mortos.
A mãe da senhora desabou e chorou. “Oh, estou sozinha. O que devo fazer?” ela perguntou.
“É melhor você fazer as pazes com Deus pelo mal que você fez a essas duas belas almas”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Pode levar muitas vidas antes de você atingir o estado de consciência deles. O que você dividiu em vida, a morte juntou para um trabalho maior para a humanidade.”
Este Auxiliar Invisível tinha este pensamento em mente. “Essa senhora morreu de morte natural ou ela quis morrer? Se sim, haverá algum Destino Maduro por causa disso?”
Os Auxiliares Invisíveis disseram aos pais do homem para colocarem os amigos lado a lado na sala e não os embalsamarem. Eles disseram que não o embalsamaria, pois seu filho havia contado tudo sobre o embalsamamento. Eles disseram que também acreditavam nos Ensinamentos Rosacruzes.
Enquanto isso acontecia, a mãe da senhora estava sentada na sala ao lado, observando a Auxiliar Invisível. “Oi, moça”, disse ela finalmente, “eu percebo o mal que fiz. Posso ser perdoada?”
“Sim, se você orar por perdão e dedicar o resto de sua vida ao serviço da humanidade”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“Tenho sessenta e cinco anos e sempre amei o dinheiro e a riqueza”, disse a mãe. “Eu queria que minha filha se casasse com um homem muito rico, mas ela não quis, e todas as minhas investidas contra ela não adiantaram. Eu a fiz manter sua promessa, embora ela implorasse muito para que eu a libertasse. Ela não disse nenhuma palavra sobre isso por dez anos. Ela foi muito gentil comigo e parecia conhecer todos os meus desejos e vontades, e agora vou sentir falta dela. Você pode me levar para o quarto e me deixar vê-la antes de ir para casa? Sinto-me tão fraca agora.”
A Auxiliar Invisível levou a mãe para o quarto. O corpo da moça já estava deitado e coberto com um lençol. A Auxiliar Invisível levantou o lençol e eles olharam para o rosto da moça. Ela tinha um sorriso doce.
“Oh, Deus”, disse a mãe em voz alta, “ela tem seu sorriso de menina. Tenha piedade de mim!”, e ela chamou a filha pelo nome e pediu-lhe que a perdoasse.
“Sim, querida mãe, nós dois perdoamos você”, disse a filha.
“Leia meus livros. Leia primeiro o Conceito Rosacruz do Cosmos e depois leia os dois livros de Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas. Depois disso, leia os outros livros Rosacruzes que estão lá. Adeus.”
Você pode se perguntar como a moça conseguiu falar depois de sua morte e fazer com que sua mãe a ouvisse. A moça que havia morrido já tinha alcançado a Iniciação e ela materializou o suficiente de seu Corpo para poder falar e depois se desmaterializou novamente. Ela recebeu permissão para fazer isso.
Depois de tudo feito, os Auxiliares Invisíveis foram com os amantes unidos para a entrada do Purgatório. Eles não tiveram nenhuma experiência purgatorial para passar. Lá disseram aos dois recém-falecidos que eles poderiam trabalhar até que estivessem prontos para o Segundo Céu. Os Egos recém-partidos disseram que não queriam ir para o Primeiro Céu e então continuaram com seu trabalho. Eles agora são Auxiliares Invisíveis que podem trabalhar vinte e quatro horas por dia ajudando as pessoas e os animais.
Um Auxiliar Invisível questionou a pessoa que disse isso aos dois: “Você pode me dizer o que eu quero saber?”, ele disse. “Esta moça morreu de morte natural ou não?”
“Não, eu não posso lhe dizer”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível entrou em contato com um Irmão Leigo que ele conhecia e lhe perguntou sobre isso.
“Venham a mim”, disse o Irmão Leigo, e os Auxiliares Invisíveis foram até onde ele estava. Quatro outros Seres Superiores estavam lá na época.
“Ela morreu de morte natural”, disse o Irmão Leigo. “Foi previsto pelos Senhores do Destino o que ela faria, então seu Arquétipo foi definido para aquela época.” (Quando nossos Arquétipos se esgotam, morremos.)
Esse Irmão Leigo mostrou aos Auxiliares Invisíveis a vida desses dois amigos durante quatro vidas. Eles se amavam profundamente. Duas vezes eles foram gêmeos, e uma vez eles foram marido e mulher. Na última vida, eles teriam sido marido e mulher para equilibrar as coisas, se a mãe não tivesse interferido. Os Senhores do Destino não punem ninguém cujo amor é tão puro quanto o deles. Essa história mostra que os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras e que a amizade sobrevive à morte.
Aqui está outra história que ilustra as mesmas verdades. Alguns Auxiliares Invisíveis ajudavam em um determinado hospital em outro país. Uma noite, eles visitaram uma senhora muito doente em uma enfermaria. Ela parecia ter cerca de cinquenta anos.
“Você é humano?”, ela perguntou à Auxiliar Invisível que estava vestida como uma enfermeira.
A pergunta surpreendeu a Auxiliar Invisível. “Ora, sim”, disse ela.
“Eu posso ver através de você”, respondeu a senhora doente. “Venha aqui e deixe-me sentir você.”
A Auxiliar Invisível foi até ela e permitiu que ela a tocasse.
“Ora, isso é estranho”, disse a senhora. “Eu posso sentir seus ossos e carne.”
“Como você pode ver através de mim?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Enfermeira, é uma longa história e começou há mais de trinta anos”, continuou a senhora.
“Espere um momento até que eu possa chamar alguém”, disse a Auxiliar Invisível, e ela ligou para outra Auxiliar Invisível que trabalha com ela. Ela veio e disse: “Esta paciente tem uma história estranha para nos contar sobre a vida dela. Você não pode movê-la para um lugar onde ela possa ficar quieta?”
Foi então providenciada a transferência da paciente para um quarto privado. Então ela contou a estranha história dela para as Auxiliares Invisíveis que a escutavam.
“Cerca de trinta anos atrás eu era uma jovem pobre. Ainda sou pobre, aliás. Eu trabalhava como babá em uma família rica. Cuidava de duas crianças de nove e dez anos de idade. O filho mais velho estava na escola. Ele voltou para casa em junho seguinte e eu o vi pela primeira vez. Quando coloquei os olhos nele, desmaiei. Agora, eu tinha visto sua foto várias vezes, mas não teve efeito em mim.
“Enquanto eu estava fora do meu corpo desmaiada, eu estava bem acordada. Eu o vi me pegar, me carregar para o meu quarto, me colocar na cama e me beijar nos lábios. Eu me via como homem e ele como mulher. Nós nos comprometemos a sempre amar e estar um com o outro. Não houve casamento, mas éramos namorados. Eu era uma mulher e ele era um homem. Eu não conseguia entender o que isso significava. Todas as noites, depois disso, eu encontrava esse jovem quando ia dormir e íamos a lugares diferentes. Depois de terminar a escola, ele se tornou advogado e queria se casar comigo. A mãe dele não quis e me expulsou de casa com um mês de salário. Esse homem tornou-se um advogado muito inteligente, mas não se ausentou das noites familiares. Em vez disso, foi para a cama cedo e nos encontramos à noite. Ele sempre parecia tão jovem quanto quando o conheci. Ele morreu cinco anos atrás, e agora só o vejo em longos intervalos. Você pode me explicar isso?”
A Auxiliar Invisível olhou para sua companheira.
“Explique nossos ensinamentos para ela”, ela disse. “Conte a ela tudo sobre a Lei do Renascimento.”
A Auxiliar Invisível fez isso, e a pobre senhora doente ouviu muito atentamente.
“Oh, eu o verei, e ele realmente se juntará a mim?” a senhora perguntou.
“Sim, talvez vocês se encontrem a tempo”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“Vocês dois deveriam ter usado o tempo para ajudar as pessoas em todo o mundo. Então suas vidas teriam sido muito mais felizes.”
“Se eu me lembrar e puder falar depois de morrer, eu o farei”, disse ela. “Você poderia, por favor, me trazer um copo de leite?”
A Auxiliar Invisível tocou a campainha e pediu a uma enfermeira que o trouxesse.
“Ela vai desmaiar depois de beber”, disse calmamente a Auxiliar Invisível.
A enfermeira trouxe o leite e deu para a paciente. Ela bebeu e disse: “Oh, está tão frio e bom. Que Deus abençoe a todos. Adeus”. Então ela faleceu.
Depois que a senhora deixou o seu Corpo Denso e moldou o seu Corpo de Desejos no formato do seu Corpo Denso, seu querido amigo veio atrás dela. A Auxiliar Invisível contou a ele como ele poderia trabalhar no Mundo do Desejo. Ele disse que ficaria feliz em ajudar se alguém lhe mostrasse o que fazer.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego da senhora recém-falecida para a entrada do Purgatório. As Irmãs Leigas de lá disseram que ela tinha muito pouco Destino Maduro para purgar.
Essa pobre mulher não tinha parentes, então os pais de seu namorado disseram que pagariam as despesas do enterro dela.
Vou contar mais um caso em que a amizade sobreviveu à morte. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram à casa de alguns ciganos onde uma jovem estava doente. Ela parecia ter cerca de vinte anos. Ela tinha pele escura e olhos escuros. Ela era psíquica e era a melhor entre o grupo de ciganos de quarenta ou cinquenta que viviam naquela vizinhança. Eles a consideravam a rainha.
Quando os Auxiliares Invisíveis entraram em seu quarto, ela mandou os outros saírem e disse que queria ficar sozinha. “Vocês são amigos ou inimigos?”, perguntou a doente.
“Nós somos amigos. Por quê?”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Já fui incomodada por pessoas de quinze centímetros de altura até o tamanho de adultos, e eles não vieram me ajudar”, disse ela.
“Qual é o seu problema?”, perguntou um dos Auxiliares.
“Meu peito e a parte inferior das costas me doem”, disse a menina.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para ela e viram que seus pulmões e rins estavam afetados.
“Quero que você me explique algo que me incomoda há cinco anos”, disse a garota. “Tentei parar e chorei por causa disso, mas não adiantou. Em uma pequena cidade do oeste onde passamos alguns dias, conheci um homem. Ficamos sem palavras à primeira vista, e então nós dois dissemos ao mesmo tempo: ‘Bem, eu encontrei você’. Eu soube imediatamente que estava disposta a me casar com ele e deixar a tribo, mas sabia que se fugisse, minha tribo iria me caçar e me matar. Pedi ao homem para ir conosco, e ele foi por um curto período. Os mais velhos se reuniram e decidiram que ele não poderia entrar no grupo. Meu novo amigo e eu choramos, mas ele teve que me deixar. Fiquei acorrentada em casa ou em um carro por mais de um ano. Por fim, prometi para não fugir. Eu olhava e via onde estava meu amigo e ligava para ele, e ele me atendia. Ele me disse onde morava, e eu escrevi uma carta para ele dizendo-lhe que se sentasse todas as noites às oito horas e me enviasse pensamentos por vinte minutos. Ele fez isso e conseguimos conversar a qualquer momento. (Isso é chamado de transferência de pensamento ou telepatia mental.). Finalmente, uma noite me encontrei com ele e fomos a lugares, mas não conseguimos fazer ninguém nos ver. Eu voltava para casa quando minha mãe me acordava. Pedi a meu amigo que viesse para casa comigo, e ele veio. Em pouco tempo descobrimos a verdadeira natureza de todos no grupo. A única verdadeira era minha mãe. Descobri que se eu fugisse, eles matariam minha mãe depois de acusá-la de ter me ajudado a fugir. Decidi ficar porque eu não suportaria ser a causa da morte dela. Eu contei ao meu amor, e ele conseguiu um bom emprego e começou a economizar seu dinheiro. Ele está esperando por mim agora. Ele é bem-educado e está disposto a levar o caso ao tribunal e libertar minha mãe e eu. Eu não tenho concordado com isso, mas ele ainda vem à noite, só mais tarde, quero me casar com ele e ter uma família. Diga-me, querida senhora. O que está errado. Qual é o problema? Eu nunca prejudiquei uma alma. Estou amaldiçoada?”
“Não, você não está amaldiçoada, mas tem uma bênção disfarçada,” disse a Auxiliar Invisível. E explicou, então, a condição dela para ela de forma muito clara e completa.
“Eu entendo sobre isso agora”, a garota finalmente disse.
A Auxiliar Invisível contou a essa garota sobre a vida passada dela, e como eles se comprometeram a ficar juntos, e como eles seguiram um ao outro como pássaros. Eles nunca se casaram nessa vida. Agora eles renasceram novamente e se encontraram e amaram novamente.
Desta vez, as condições foram dificultadas.
A menina sentou-se na cama com os olhos e a boca abertos, pois ela via o que a Auxiliar Invisível falava. Quando a Auxiliar Invisível parou de falar, ela disse: “Oh, eu sinto que o que você disse é verdade. Senhora Anjo, o que você pode fazer para me ajudar a ir até ele, pois sem ele, a vida é muito obscura.”
Nesse momento, os Auxiliares Invisíveis viram seu amigo entrar. “Vim ver minha namorada, pois esta é a única maneira de vê-la”, disse ele. “Você não pode nos ajudar a nos casar?”
“Vou tentar”, respondeu a Auxiliar Invisível. Ela ligou para uma elevada Irmã Leiga e enviou uma amiga que parecia muito radiante e feliz.
“Primeiro, faça algo pela menina”, disse a Irmã Leiga. Ela disse à garota para vir até ela, e a garota saiu de seu corpo e foi até ela. A Irmã Leiga disse aos dois Auxiliares Invisíveis para trabalhar nos pulmões e rins da menina.
Um Auxiliar Invisível começou a retirar o Éter miasmático – doente – e a garota correu de volta para a Auxiliar Invisível. “Oh, você está me machucando”, disse ela.
“Oh, quem é? Parece que sou duas pessoas. Por favor, diga-me se estou morta ou sonhando?”
A garota ligou para o amigo e ele ficou surpreso com o que havia acontecido. “Eu não sei, querida”, disse ele. “Veja o que aquele Anjo está tirando de você. (Aquele era o Éter doente que a deixou doente.) “Eles devem ser Anjos”.
A garota pensou em si mesma e correu de volta para a Auxiliar Invisível.
“Senhora Anjo”, ela disse, “não me rasgue em pedaços. Você me machucou. Vá embora e me deixe em paz. Não, esse corpo não sou eu, mas me dói do mesmo jeito.”
A Auxiliar Invisível explicou o que São Paulo quis dizer quando falou: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
“Eu não sabia que havia duas de mim”, disse a garota.
Quando a Auxiliar Invisível terminou de trabalhar no corpo da menina, ela disse à Irmã Leiga para dizer à menina para ir para a cama, e ela foi.
Quando ela acordou, disse que toda a sua dor havia passado.
“Jovem, você ama essa garota?”, perguntou a Irmã Leiga ao rapaz.
“Sim, eu gostaria de me casar com ela”, respondeu ele imediatamente.
“Então você pode ficar com ela esta noite”, disse ela. Ela então disse aos Auxiliares Invisíveis para se materializarem, e ela materializou o homem. Ela disse à garota para convocar os Anciãos do grupo dos ciganos. A garota ligou e algumas pessoas correram para o quarto dela.
Quando os ciganos viram os estranhos, eles recuaram surpresos.
“Chame os Anciãos”, a garota ordenou.
Os homens logo chegaram e a Irmã Leiga falou com eles. “Esta garota deseja se casar com este homem, e ela só quer que o Conselho de Anciãos saiba disso para que eles possam dar-lhes sua bênção. Aquele sem pecado se posicione contra isso, e isso será interrompido.”
Ninguém disse uma palavra. “Onde estão seus acusadores?”, perguntou a Irmã Leiga à moça.
“Eu não tenho nenhum”, respondeu a garota surpresa.
As Irmãs Leigas pediram um religioso de uma igreja, e um homem deu um passo à frente. “Case-os”, ela pediu. O homem realizou a cerimônia imediatamente.
A Irmã Leiga virou-se para o homem que acabara de se casar. “Amanhã vai e case-se com ela de novo e tenha seu casamento registrado”, disse ela, “e ninguém vai, jamais, incomodá-lo”.
A Irmã Leiga tirou todo o antagonismo do povo contra a menina e o marido dela, e assim removeu todos os obstáculos.
Ela disse aos jovens o que eles deveriam fazer. Ela contou a eles sobre os Ensinamentos Rosacruzes e onde obter as informações que desejavam. Depois disso, ela disse ao homem que ele poderia ir para casa e que sua esposa o seguiria no dia seguinte. O homem beijou a esposa e desapareceu.
A Irmã Leiga disse às pessoas que a menina estava bem. “Você nunca mais a verão, mas a mãe dela passará seus últimos dias com ela e seus filhos”, disse ela. As Irmãs Leigas pegaram duas das crianças na sala. Então o resto a chamou, e em poucos minutos ela os deixou todos felizes.
Uma das Auxiliares Invisíveis disse à noiva que ela poderia se levantar. Ela aceitou e ficou muito feliz. Os Auxiliares Invisíveis saíram e desapareceram.
Assim, você vê que fizemos amigos em nossas vidas passadas e que são eles que podem nos fazer felizes agora. Se formos amigos e cultivarmos amizades nesta vida, as encontraremos quando voltarmos. Então nossas vidas serão mais felizes e ricas, pois a verdadeira amizade sobrevive à morte e nossos pensamentos moldam nossas vidas futuras.
Capítulo XV
Como o Místico explica o que é um Gênio
Vamos ver o que podemos descobrir sobre a genialidade e como ela funciona na vida de algumas pessoas. Nos vários livros da Fraternidade Rosacruz, é-nos dito muito sobre o gênio e o porquê de algumas crianças mostrarem habilidades marcantes em algumas linhas desde tenra idade.
Todas as boas qualidades que possuímos agora, os lugares que ocupamos na sociedade e tudo o que temos são resultados de nossas próprias ações em vidas passadas. O que nos falta em termos físicos, morais ou mentais poderá ser obtido por nós no futuro, se fizermos o esforço necessário.
Todas as manhãs retomamos nossas vidas onde as deixamos na noite anterior. Nós criamos as condições atuais, sob as quais vivemos e trabalhamos, pelo trabalho que fizemos em vidas anteriores. No momento presente, estamos construindo as condições de nossas vidas futuras. Não devemos lamentar nossa falta de habilidade em várias linhas de empreendimento, mas devemos começar a trabalhar para adquirir as habilidades que desejamos ter.
Quando você encontra uma criança que é capaz de tocar algum instrumento musical habilmente com muito pouco esforço para aprender, enquanto outra criança toca mal, mesmo depois de meses de esforço persistente, você pode ter certeza de que aquela criança se esforçou muito em uma vida anterior para adquirir esta proficiência. A outra criança pode estar estudando música pela primeira vez agora e fará um progresso lento por algum tempo. Ainda assim, se a criança mais lenta persistir, ela pode se tornar tão habilidosa quanto a primeira criança, e pode até superá-la em habilidade, a menos que a primeira criança continue a melhorar.
Vamos a algumas definições para palavra “gênio” que podemos encontrar fazendo algumas pesquisas: “Um gênio é um poder mental muito natural”; “um gênio é uma pessoa que possui grande poder intelectual e muita capacidade criativa”; “um gênio tem grande aptidão para alguma atividade especial, como arte, música, escultura ou algum tipo de mecânica”; “um gênio geralmente é uma pessoa com habilidade extraordinária para fazer uma ou mais coisas”.
No Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, de Max Heindel-Fraternidade Rosacruz lemos o seguinte:
“O gênio é um indício da Alma avançada que, por meio de duro esforço em muitas vidas anteriores, desenvolveu em si mesmo algo mais além das realizações normais da Raça. Ele revela um vislumbre do grau de realização que será posse comum da Raça futura. Ele não pode ser explicado pela hereditariedade, pois essa se relaciona apenas parcialmente com o Corpo Denso, não com as qualidades anímicas.”
Consideremos algumas crianças prodígios que mostram ter uma habilidade excepcional. Já ouvi falar de muitas dessas crianças.
Certa vez, vi uma garotinha de cinco anos tocar muito bem em seu pequeno violino. Levava o trabalho muito a sério e tocava sem nervosismo. Sua atuação agradou muito a uma plateia de crianças que a ouviram com muita atenção. Ela fez um trabalho excepcional na escola mais tarde e amava sua música.
De tempos em tempos, há notícias de alguma nova criança-prodígio, capaz, desde cedo, de realizar proezas musicais, matemáticas, de memória ou qualquer outra coisa que iguale ou supere as habilidades dos adultos que estudaram essas matérias por muitos anos.
Fiquei sabendo de uma garotinha na Rússia que era uma maravilhosa regente de orquestra quando tinha apenas nove anos de idade.
Eu li sobre uma criança negra que morava no estado de Nova York e que foi bem-educada em geografia, ortografia, desenho e outras disciplinas quando tinha três anos de idade.
Uma garotinha de nove anos tocava tão bem um violoncelo que alguns críticos competentes a descreveram como uma das violoncelistas mais brilhantes do mundo.
Uma certa criança de quatro anos fez um exame de história, geografia e ciências populares e recebeu uma nota alta.
As perguntas teriam sido muito difíceis para a grande maioria dos adultos responder.
Dr. Thaddeus Bolton, um educador, disse o seguinte sobre uma criança notável: “Uma das coisas que parece acontecer com frequência às crianças-prodígios é a morte prematura. Um exemplo foi o filho de John Everly, cujo famoso diário é um dos tesouros da literatura inglesa e da história. Com a idade de dois anos e meio, esse menino podia escrever palavras em inglês, latim, francês e gótico. Aos quatro anos, ele traduzia latim e grego para o inglês e conhecia perfeitamente as gramáticas do inglês, francês e latim. Proposições da geometria de Euclides foram lidas para ele para sua diversão. Ele morreu com a idade de cinco anos e três meses”.
Os místicos sabem que essa criança era um estudioso renascido com visão e audição clarividentes. Ele poderia usar sua visão e audição espirituais para fazer essas coisas incomuns. Essa criança pode ter sido morta em batalha, então teve que renascer em um espaço de tempo de um a vinte anos, e, então, teve que morrer como uma criança.
Tal criança recebe treinamento na escola infantil no Primeiro Céu e renasce cerca de mil anos depois. Essa criança, em particular, pode retornar com esses mesmos poderes espirituais, mas, então, ela não estará tão à frente de seu tempo como estava antes. Tal conhecimento será possuído por muitos Egos naquela Era, que estarão muito à frente da nossa Era (a Era de Peixes).
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis conheceram uma criança que tinha grande habilidade como artista. Uma noite, esses Auxiliares Invisíveis viram uma garotinha artista que tinha então doze anos de idade. Ela estava ocupada pintando em uma grande sala. Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir vê-la. Eles correram para a casa dela e a encontraram em seu estúdio. Muitas de suas telas estavam no chão e havia algumas pinturas penduradas nas paredes da sala.
A menina estava pintando os retratos de seus cinco irmãos e irmãs em uma grande tela. Ela arrumou as cinco cadeiras em uma fileira, começando com seu irmão, que tinha cerca de onze anos, e terminando com o bebê em uma cadeira alta na outra extremidade. As crianças sentaram-se muito quietas e observaram-na, enquanto ela pintava rapidamente.
Quando os Auxiliares Invisíveis a visitaram, a pequena artista mandou-os entrar e começou a desenhar os rostos das cinco crianças na tela que estava à frente dela e aplicar a primeira demão de tinta. Ela estava pronta para colocar as luzes e sombras mais pesadas. As semelhanças eram excelentes, embora a imagem estivesse apenas pela metade. Ela tinha apenas começado naquela manhã de sábado.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram maravilhados com a habilidade dessa criança e admiraram muito a pintura dela. Eles saíram, se materializaram e tocaram a campainha. A mãe atendeu e um dos Auxiliares Invisíveis perguntou se podiam ver as pinturas da filha dela. Ela os convidou a entrar e mostrou o que a filha dela havia feito.
A mãe é uma boa mulher, mas não é uma Iniciada. A menina é uma alta Iniciada renascida, mas sua família não sabe disso. Eles acham que ela é uma criança talentosa.
Um Auxiliar Invisível perguntou à mãe se a filha dela tinha tido aulas de pintura.
“Não”, ela respondeu, “ela apenas começou a desenhar. Depois usou aquarelas e depois tintas a óleo. Agora ela desenha e pinta para todo mundo”.
Um pouco mais tarde, a Auxiliar Invisível abraçou a pequena artista. “Você me conhece?”, ela perguntou à menina quando eles estavam conversando.
“Sim, eu conheço vocês dois “, disse a criança.
“Então você é uma Irmã Leiga?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
A menina olhou em volta para ver se eles estavam sozinhos e, então, disse: “Sim, voltei para terminar minha pintura”.
“Você sabe onde você morava antes?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim”, disse ela, “vivi na Itália há mais de trezentos anos e conheci todos os grandes pintores. Fui aluna de Michelangelo e Rafael”.
A garotinha não contava quem ela era e se os outros haviam voltado para renascer. Ela tinha todos os tipos de fotos de animais, como tigres, leões, gatos etc. Havia retratos de pessoas que os Auxiliares Invisíveis nunca tinham visto e muitas pinturas de Anjos e Fadas.
Uma elevada Irmã Leiga disse que essa menina havia estudado por muito tempo com os antigos mestres e estava trabalhando sob as instruções de um à noite e que ela se tornaria uma pintora famosa.
A mãe da menina disse aos Auxiliares Invisíveis que sua filha lidera a família com uma mão firme, mas gentil, e nunca deu problemas. “Todo o tempo em que ela era um bebê e uma criança pequena, ela parecia brincar com alguém que eu não podia ver”, disse a mãe. “Depois que meu filho mais velho nasceu, eles se tornaram companheiros e parecem conversar um com o outro sem falar em voz alta.”
“Você tem muita sorte de ter filhos tão bons”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, eu reconheço isso e sou grata”, respondeu a mãe, “e amo minha família”.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o menino mais velho também é um Iniciado renascido, e que ele e a sua irmã saem juntos e trabalham como Auxiliares Invisíveis durante o sono.
Os Auxiliares Invisíveis visitantes não podiam ficar até que a jovem artista terminasse o quadro. Mais tarde, eles voltaram e viram a foto completa e foi adorável. Pense em uma menina de doze anos que poderia pintar os retratos de seus cinco irmãos e irmãs em uma tela em um dia! Eu acho que foi uma coisa incrível para qualquer um fazer. Uma criança tão talentosa é o que o mundo chama de gênio. Essa criança é uma artista agora porque se especializou em arte em vidas anteriores e dedicou muito tempo e esforço à pintura.
Os Auxiliares Invisíveis, muitas vezes, entram em contato com crianças avançadas que foram músicos, artistas, inventores ou qualquer outra coisa importante em vidas anteriores. Por exemplo, certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam caminhando à noite e viram uma casa em que a luz de um dos quartos estava acesa. Uma criança estava sentada sozinha pintando em alguns tipos de placa.
Os Auxiliares Invisíveis entraram e viram que ela era uma pequena artista e era uma boa pintora. A sala estava cheia de fotos que ela havia feito. Parecia que ela cobria tudo o que tinha com todos os tipos de fotos. Havia fotos de Anjos, Fadas e Gnomos. Essa criança levantou-se à noite e pintou o que ela lembrava de ter visto, quando estava fora de seu corpo durante o sono. Os Auxiliares Invisíveis a viram assim que ela completou as imagens de uma segunda placa. As duas telas tinham Fadas e Anjos nelas.
Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a conversar com os pais dela e explicar sobre a criança para que eles a entendessem melhor e não interferissem na pintura dela. Os Auxiliares Invisíveis saíram e um deles se materializou e bateu à porta.
Os pais acordaram e deixaram a Auxiliar Invisível entrar. A Auxiliar Invisível contou ao pai e à mãe da criança sobre sua filhinha.
“Minha filha parece ser diferente das outras crianças”, disse a mãe. “Ela se levanta à noite, senta e pinta quadros. Tenho me perguntado o que fazer com ela.”
“Sua filha é uma criança avançada e ficará bem quando crescer”, disse a Auxiliar Invisível aos pais.
“Temos um artista morando conosco”, continuou a mãe. “Nossa filhinha ia pegar as tintas dele e usá-las à noite. Quando ele descobriu como ela pintava bem, ele nos disse para deixá-la usar as tintas e pincéis dele. Ele disse que estava perfeitamente disposto porque ela poderia fazer tão bem e tinha tanto talento natural. Ela adora pintar em telas brancas.”
“Você deve deixá-la em paz e permitir que ela se desenvolva normalmente e pinte o que quiser”, disse o Auxiliar Invisível. “Sua filha é uma Iniciada renascida. Ela tem pintado as coisas maravilhosas que ela viu. Ela tem um desejo interior de se expressar e pode fazer isso melhor por meio das pinturas. Quando ela acorda e se lembra de ter visto lindos Espíritos da Natureza e Anjos, ela só precisa se levantar à noite e desenhar, ou pintar o que ela se lembra.”
Os pais ficaram muito aliviados ao ouvir isso e satisfeitos em saber da real capacidade da sua filha. Algum dia os vizinhos vão dizer que essa criança é um gênio por causa de seu trabalho artístico inteligente. Dirão que ela tem capacidade criativa e grande imaginação. Eles podem nunca saber que essa garota viu tudo o que ela pintou.
Essa história também é uma prova de renascimento, pois sabemos que nem todas as crianças se levantam à noite e desenham Anjos e Fadas que são lindos e parecem reais.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram um garotinho caminhando em um campo perto de uma casa de fazenda. Ele disse que se levantava cedo para ir brincar com as criancinhas que via em certos lugares.
Ele quis dizer os Gnomos e Fadas. Certas crianças veem Fadas e têm companheiros invisíveis. Conheço dois bebês que podem ver pessoas e Espíritos da Natureza que a maioria das pessoas não pode ver. Já vi esses bebês deitados na cama, erguendo as mãos, olhando para alguma coisa, conversando e arrulhando como se estivessem se divertindo muito. Eles sorriem e agem como se alguém os estivesse entretendo de alguma forma.
É bastante claro que esses bebês veem alguém de quem gostam e em quem confiam perfeitamente.
Eu li que todas as crianças são clarividentes, pelo menos durante o primeiro ano de suas vidas, e que depende da espiritualidade das crianças quanto tempo elas manterão essa visão ampliada. A atitude dos pais tem algo a ver com isso.
Quando os pais zombam do que os filhos dizem que veem, isso os magoa, e eles logo aprendem a excluir as cenas das quais seus pais riem e se recusam a acreditar, ou aprendem que é melhor guardar todas essas experiências para si mesmos; nesse último caso eles vivem mais dentro de si mesmos. Então os pais perdem muita alegria que de outra forma experimentariam.
Em um certo jornal de domingo apareceram quatro fotos de uma garotinha que tinha alguns animais de estimação estranhos. Na primeira foto essa criança tinha um ano de idade. Ela é mostrada sentada em uma cadeira alta brincando com uma grande cobra que cobre a maior parte da bandeja da cadeira.
A segunda foto mostra a mesma criança quando ela tinha seis anos. Ela está sentada em uma cadeira com uma grande cobra no colo.
Ela está segurando a cobra com a mão direita pelo pescoço e apontando um dedo da mão esquerda para a boca aberta da cobra. Ela está sorrindo e parece estar gostando de brincar com seu animal de estimação incomum.
Na terceira foto, a garotinha está na calçada com a mesma cobra grande enrolada duas vezes no pescoço e pendurada com a cabeça e o rabo quase até os joelhos. Ela está segurando seu gambá de estimação por uma coleira. O gambá parece estar com pressa para continuar a caminhada que foi interrompida pelo fotógrafo.
Na quarta foto a criança está sentada em uma caixa coberta com arame. Essa é provavelmente a gaiola em que ela mantém um de seus animais de estimação estranhos. Ela está segurando uma linda raposa de estimação em seus braços.
Há uma história interessante sobre ela que não saiu no jornal. A Memória da Natureza revelou o seguinte sobre essa criança. Quando ela era um menino em uma vida anterior, ela morava perto da parte superior do Rio Nilo. Um dia ela viu duas cobras brigando. Sem saber do perigo, ela subiu e as impediu de lutar. Ela fez amizade com as cobras, as levou para casa e expulsou todos de casa. A família logo viu que as cobras não machucariam o menino e então os deixaram em paz. Essas cobras não incomodariam o menino, sua família ou seus amigos.
Essas cobras seguiram esse menino por toda parte e tomaram parte na floresta contra outras coisas que tentaram prejudicá-lo.
Com a ajuda dos Espíritos-Grupo, ele conseguiu fazer amizade com tudo na selva ao seu redor, desde a menor coisa até a maior criatura da selva.
O menino lutava por seus amigos, quando alguém tentava machucá-los ou matá-los. Até os pássaros se tornaram seus amigos.
Agora, se ela conseguir fazer tanto nesta vida, as pessoas dirão que ela é um gênio. Dependerá de seus pais se ela recuperará seu poder sobre os animais e pássaros nesta vida e fará progresso espiritual.
Esta é a história de um bebezinho que conseguia pronunciar seu nome. Um dia, um artigo incomum apareceu em um jornal diário. No topo apareciam estas palavras: “Três dias de idade e pronuncia seu nome. Enfermeiras atestam isso”.
O artigo era o seguinte: “As enfermeiras do hospital St. Luke recomendaram hoje que todas as outras crianças prodígios ficassem em segundo plano”.
“Elas falaram de uma menina de três dias, capaz de pronunciar o próprio nome. E elas se ofereceram para dar provas auditivas a todos os céticos.”
“A criança notável é filha de ————.”
Alguns Auxiliares invisíveis viram esse artigo e uma noite foram ver o bebê que fala. Quando chegaram lá, o bebê estava dormindo. Eles o acordaram e disseram a ele para dizer seu nome.
O bebezinho disse seu nome muito claramente e os dois puderam entender.
Os Auxiliares Invisíveis foram informados de que esse bebê é uma criança muito avançada que renasceu. Eles viram que ela tinha um Corpo-Alma totalmente desenvolvido. Essa criança pode ser muito talentosa quando crescer, e o mundo pode chamá-la de gênio.
Três anos atrás, vi a foto de uma criança em um jornal de domingo que me interessou muito. A história em conexão com a foto fala sobre uma garota que fez de uma grande cobra píton o animal de estimação dela.
Um dia, um membro de uma expedição científica encontrou essa garotinha e seu animal de estimação enquanto ele passava por uma aldeia Moro no arquipélago de Sulu. O homem viu que a enorme cobra píton estava enrolada em volta da criança e tinha a cabeça apoiada no ombro dela e disse que a visão lhe deu arrepios.
O pai da menina disse a ele que seus medos eram desnecessários, pois a cobra píton e sua filhinha eram grandes amigas. Ele passou a dizer ao homem que elas brincavam juntos desde que a criança tinha cerca de dois anos de idade. Naquela época, ela estava cambaleando no quintal sob uma árvore frondosa na frente de sua casa. Ela se firmou contra o que parecia ser uma grande videira pendurada em um galho da árvore.
Isso despertou a cobra píton que estava suspensa na árvore, e ela imediatamente se enrolou em volta da criança. Algumas mulheres viram o que havia acontecido e gritaram pelo pai da criança. O pai saiu correndo e ficou surpreso ao ver que a cobra píton estava sonolenta e tranquila e que sua filha tagarelava alegremente e esmurrava a cobra com os dois punhos. Ele disse à mulher assustada que era a vontade de Alá. Ele não tentou desalojar a cobra por medo de hostilizá-la e fazer com que ela esmagasse e matasse seu bebê.
A cobra parecia ter um carinho real pela criança e voltava tantas vezes para visitá-la que os moradores já se acostumaram a vê-las juntas. A visão é suficiente para arrepiar os cabelos de um estranho e fazê-lo fugir daquele lugar.
Lemos sobre muitas amizades estranhas entre seres humanos e membros dos reinos animais, e entre animais que geralmente são antagônicos entre si, mas a amizade entre uma criança e uma píton de seis metros é realmente incomum.
O escritor disse: “A serpente é tão afetuosa quanto um gatinho com sua dona de olhos puxados e cabelos pretos”.
Alguns Auxiliares Invisíveis queriam ver essa garotinha e sua cobra e então uma noite eles foram vê-la. Eles a encontraram acariciando a cobra. O Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para ir até a cobra. Ela estava com medo no começo, mas ela foi até lá. Quando a cobra a viu, se endireitou, veio ao encontro dela e abriu a boca mostrando a língua. A cobra parou aos pés da Auxiliar Invisível e ela se sentou. Ela colocou a cabeça no colo da Auxiliar Invisível que a acariciou suavemente. A cobra se enrolou em torno da Auxiliar Invisível e deitou a cabeça no peito dela. Ela certamente era uma pessoa elevada espiritualmente!
A garotinha logo chamou a cobra para perto de si, e saíram juntas e os Auxiliares Invisíveis continuaram. Parece estranho que essa cobra e a criança sejam companheiras de brincadeiras, mas a amizade pode ser explicada. As cobras pítons estão sob um Espírito-Grupo que é muito sábio. Esse Espírito-Grupo pode ler na Memória da Natureza. Ele devia saber que essa criança não merecia uma morte violenta e influenciou sua pupila a ser amigável com ela. Sem dúvida, essa criança foi gentil com os animais em suas vidas passadas e os Espíritos-Grupo de todos os animais irão ajudá-la, influenciando seus pupilos a serem amigáveis com ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram posteriormente informados de que essa criança é um Iniciado e tem um Corpo-Alma desenvolvido e pode trabalhar como Auxiliar Invisível à noite.
É bem provável que ela tenha algum trabalho importante a fazer com seu povo naquela terra distante.
Agora vou falar sobre um homem que foi um verdadeiro gênio em sua vida passada. Dizem que ele nunca foi à escola. Ainda assim, ele dominava o hebraico, o grego, o sânscrito, o cuneiforme assírio e os hieróglifos egípcios. Esse homem interessante tornou-se um mestre autodidata dessas línguas difíceis.
Esse homem era filho de um camponês pobre que não tinha dinheiro para mandá-lo para a escola. No entanto, ele obteve uma educação maravilhosa e se tornou um filósofo conhecido. Ele também foi poeta e publicou alguns volumes de poesia.
Ele nasceu em um momento muito favorável para ser bem-sucedido no trabalho que faria.
Esse homem tinha um grande desejo de conhecimento oculto e místico e queria se tornar um melhor servo de Deus e assim ajudar os outros. Ele desejava transmitir seu conhecimento a seus amigos e ao público, mas, como era de se esperar, o público se recusou a ouvir.
Agora, vamos dar uma olhada na Memória da Natureza e ver o que aconteceu no passado distante. Cerca de dois mil anos atrás, vivia um homem na Europa Central que era muito propenso a negligenciar suas oportunidades de autoaperfeiçoamento. Ele teve uma boa oportunidade de se tornar altamente educado e poderia ter sido um bom professor. Ele também era capaz de ser um favorito social e se divertir. Ele adotou a linha de menor resistência e aproveitou a vida ao máximo. Então, ele perdeu a oportunidade de desenvolver suas faculdades mentais. Mais tarde na vida, ele percebeu seu grande erro, mas era tarde demais para começar e terminar qualquer coisa nova, e ele logo faleceu com dúvidas e arrependimento.
Na vida seguinte, esse Ego renasceu como uma mulher com Ascendente em Câncer. Ela amava seu lar e queria ficar nele. Como ela havia negligenciado suas oportunidades de progresso, tanto mental quanto material na vida anterior, ela renasceu em uma família pobre para que pudesse aprender as lições necessárias que havia negligenciado. Essas lições deveriam agora ser aprendidas em circunstâncias difíceis.
O lar dela era simples e seus pais eram bons para ela. Eles foram rígidos com ela e lhe deram a entender que ela tinha que ganhar tudo o que ela queria ou precisava. Isso, por sua vez, desenvolveu sua vontade. Também a fez pensar e prestar atenção nos oprimidos, sem instrução, mutilados e aflitos. Também nasceu nela um grande desejo de educar todos os que cruzavam seu caminho. Ela tinha uma educação escassa e pouco dinheiro. Ainda assim, ela tentou ajudar tudo o que pôde.
Seus pais poderiam tê-la ajudado mais, porém estavam ansiosos para que ela desenvolvesse autossuficiência. Eles queriam que ela dependesse dos seus próprios recursos. Eles não acreditavam que castigos corporais a educariam como precisasse. Eles perceberam que os desejos dela precisavam ser refreados e que sua energia deveria ser direcionada para caminhos úteis. Por causa dessa disciplina rígida e do trabalho exigido dela por seus pais, ela cresceu com uma educação limitada. Sua educação prática desenvolveu um Coração e uma Mente compreensivos que provaram ser de grande valor para ela na próxima vida, quando ela renasceu como homem.
Mais uma vez, ela renasceu mais ou menos na mesma parte da Europa. Ela teve como pais alguns de seus companheiros da segunda vida anterior, quando ela dedicou toda a sua vida ao prazer. Esses pais tiveram que aprender as mesmas lições que ela e eram extremamente pobres. Eles não tinham nada para dar a ela, exceto um Corpo Denso, amor e bondade. A família estava feliz em sua casa simples. Não havia luxos para ninguém ali. Eles tinham uma casinha de quatro cômodos com algumas flores na frente.
O pai fazia qualquer trabalho que encontrava, mas ganhava pouco dinheiro. Ele tinha bons amigos, mas eram tão pobres quanto ele e não podiam ajudá-lo financeiramente. Ele estava esperançoso e tentou incutir esperança na família. A mãe fez tudo o que pôde pela família com o que tinha.
Em sua última vida, este homem tinha uma Mente que poderia ser desenvolvida além de seus sonhos mais loucos, e ele foi capaz de reter o que aprendeu e transmiti-lo aos outros de maneira clara e concisa.
Diz-se que esse homem era capaz de dominar cinco línguas antigas. Como ele fez isso? Seu mapa astrológico mostra que ele nasceu em uma época muito favorável e tinha um Corpo Denso e uma Mente muito desenvolvidos. Isso mostra que ele receberia muita ajuda de outros.
Ele tinha a habilidade de pronunciar as palavras difíceis de línguas estrangeiras e um amor pela realização. Ele tinha uma boa memória retentiva e a capacidade de transmitir seu conhecimento aos outros.
Ele era ativo e enérgico e tinha a persistência necessária para levar seus projetos a uma conclusão bem-sucedida.
Como esse Ego aprendeu hebraico, grego, sânscrito, cuneiforme assírio e hieróglifos egípcios? Na vida anterior, ele viu a necessidade das pessoas serem ensinadas em sua língua materna e decidiu realizar suas ideias e ensinou-as em sua própria língua. No renascimento, quando escolheu uma vida de prazer, aprendeu que ela lhe proporcionava apenas uma felicidade temporária. Então, em sua última vida ele dirigiu sua energia em linhas construtivas e viveu de acordo com os Aspectos benéficos em seu horóscopo.
Em certo sentido, ele “governou suas estrelas”. Exerceu sua vontade de superar tendências adversas e conseguiu tão bem que se tornou um verdadeiro gênio, um mestre de línguas, autodidata. Acredito que em vidas passadas esse homem viveu nos países onde essas línguas eram faladas e estudou línguas.
Se não acreditássemos no renascimento, não poderíamos explicar a habilidade desse homem. É provável que esse homem tenha passado muito tempo viajando pela Palestina, Egito, Grécia e outros países.
Ele era um estudante consciente dos Mistérios daquela parte do mundo. Ele era um Auxiliar Invisível e aprendeu muito em suas viagens, de seu corpo. Como ele tinha visão espiritual, ele poderia facilmente ser ajudado pelos Irmãos e Irmãs Leigos que o ajudavam a progredir. Como ele tinha audição espiritual, ele podia entender o significado de palavras e sinais desconhecidos. Assim, ele poderia continuar seus estudos sozinho e progredir rapidamente.
Ao viajar pessoalmente em terras estrangeiras, ele foi bem-recebido pelas pessoas em posição de autoridade. Sem dúvida, foram mostrados a ele documentos e registros antigos que o ajudaram em seus estudos.
Ele conhecia a psicometria e quando pegava ou tocava essas coisas, podia descobrir o que havia acontecido no momento em que foram escritas e sobre as pessoas que as escreveram.
Ele ensinou publicamente e em particular e transmitiu seu conhecimento livremente aos outros. Dessa forma, ele se preparou para receber mais e mais instruções. Esse homem era um Ego avançado que havia se desenvolvido a um estado elevado por esforço persistente em muitas vidas anteriores e, assim, em sua última vida ele realizou uma tarefa aparentemente impossível e fez muito para ajudar a humanidade.
Certo dia, li um artigo em um jornal sobre um menino que foi ordenado evangelista aos sete anos de idade. Alegou-se que esse menino poderia pregar em sete idiomas. Um amigo investigou e descobriu que esse menino tem uma habilidade incomum.
É provável que esse menino será original e independente, enérgico, ambicioso e engenhoso. É provável que ele se beneficie de amigos influentes que estarão em posição de ajudá-lo. Ele deve ter capacidade executiva e ser bem-sucedido na vida pública. Essa criança deve ser bem-sucedida como oradora pública, pois são indicadas habilidade oratória e um bom fluxo de linguagem.
Essa criança pode se tornar um orador inspirador com habilidade profética que o ajudará a realizar o trabalho de sua vida, seja ele qual for.
Disseram-me que esse Ego estava vivo durante o tempo em que Jesus andou na Terra e que ele foi um profeta naquela vida quando era homem. Na vida seguinte, ele era uma mulher que vivia na Inglaterra no ano 1.000, pouco antes do duque da Normandia ir para lá. Esse Ego renasceu como um garotinho em nosso tempo, e ele é uma criança avançada que será capaz de falar muitas línguas regulares com o tempo.
Certa manhã, um homem estava sentado olhando para um jornal e ouvindo uma doce música que estava sendo tocada em algum lugar.
Essa música suave era como aquela tocada nos tempos antigos. Alguém disse ao homem por meio do pensamento que essa música era obra de um gênio.
Então ele viu a atividade de um gênio do mal que tem trabalhado para prejudicar as pessoas por várias vidas. Ele viu devastação e desolação em terras da Irlanda ao Egito. Ele viu alguns frades andando pelo país ajudando os caídos que estavam vagando. O homem pensou que esse estado de coisas havia sido causado por algum tipo de selvageria. “Oh, que pena de tudo isso”, disse ele. “O que é gênio e como os gênios são feitos e quem os faz?”, ele perguntou.
Então ele viu um homem que parecia ter vivido cerca de três mil anos atrás. Esse homem estava em uma cabana tentando cozinhar alguma coisa. Ele tinha um olhar muito cruel e selvagem em seu rosto. Ele saiu e experimentou o que estava cozinhando em uma multidão de pessoas e todos caíram mortos por causa do que ele lhes deu para comer. Ele parecia estar feliz com o sucesso de seus esforços para causar a morte dessas pessoas. Ele sumiu de cena e depois voltou em tempos mais recentes.
Na segunda série de imagens da Memória da Natureza, esse Ego tinha um laboratório simples. Ele estava fazendo algum tipo de gás em forma de pó em seu laboratório. Ele experimentou em vacas e porcos e qualquer coisa que estivesse viva e se movesse. Ele pegou um pouco de sua coisa em pó e colocou em uma tigela de barro e cobriu.
Ele então acendeu uma fogueira sob a tigela e ela explodiu. Ele entrou em estado de êxtase com seu experimento. Em seguida, seguiram-se cenas de destruição e morte em todos os lugares, devido à sua invenção mortífera. Naquela vida, esse Ego maligno renasceu na raça chinesa.
Houve um branco de alguns minutos que indicava a passagem do tempo. Depois disso, o homem que estava vendo essas cenas viu o mesmo Ego em um laboratório moderno com muitos homens ao seu redor fazendo todos os tipos de produtos químicos. Ele os viu colocando o composto em projéteis, aviões, barcos, etc. Esse homem estava em algum país em um laboratório químico preparando-se para um tipo de guerra mais mortal. Podemos ter certeza de que a Lei de Causa e Efeito cuidará desse homem no devido tempo e ele terá que pagar caro por seu trabalho.
Existem mais gênios bons que fazem o bem para a humanidade do que gênios maus que fazem o mal. Se isso não fosse verdade, o mundo já teria sido destruído há muito tempo. O verdadeiro gênio é uma pessoa que faz seu trabalho filantrópico para a humanidade discretamente, sem pensar em recompensa alguma imediata por seu trabalho. Algumas dessas pessoas nunca são ouvidas até muito depois de terem morrido. A história nos dá muitos exemplos de tais pessoas. Alguns dos melhores pintores e músicos fizeram seu trabalho em circunstâncias muito difíceis. Alguns deles quase morreram de fome enquanto faziam seu melhor trabalho. Eles foram desvalorizados enquanto viveram e agora o mundo busca honrar sua memória. Existem gênios de várias linhas que estão ajudando o ser humano em sua evolução.
Disseram-me que os prodígios são, na maioria das vezes, Egos que quase gastaram seus dons. Eles morrem ou seus dons especiais desaparecem. Isso se deve ao Ego descansando sobre os louros. Tal pessoa recebe sua recompensa pelo esforço que colocou em seu trabalho para merecer qualquer dom que possa ter.
Por outro lado, existem alguns Egos que continuam seu trabalho com maior esforço e se tornam verdadeiramente grandes. Eles dão à humanidade algumas de suas maiores bênçãos. Deixam de ser prodígios e passam a ser servos de Deus e da humanidade. O conhecimento dos Mundos espirituais torna-se sua herança. Então eles trilham o caminho da santidade, e o mundo se torna seu lar e todas as pessoas são seus irmãos e suas irmãs.
É sábio e bom que o ser humano deveria se tornar um gênio, pois então ele pode se tornar verdadeiramente um servo de Deus. Ninguém precisa sentir pena de si mesmo, pois qualquer um pode se tornar grande aos olhos de Deus e dos seres humanos, se fizer o esforço adequado e tiver fé em si mesmo. Sem esforço e fé nada pode ser realizado.
Capítulo XVI
A Vida de um Auxiliar Invisível é Alegre ou Triste?
A vida de um Auxiliar Invisível é ao mesmo tempo alegre e triste. Quando os Auxiliares Invisíveis são enviados em missão para curar ou socorrer os enfermos ou doentes, eles ficam satisfeitos e felizes quando conseguem realizar seu trabalho satisfatoriamente. Eles ficam satisfeitos com a gratidão das pessoas a quem ajudam. Eles vão a muitos lugares interessantes, encontram outros Auxiliares Invisíveis e os veem trabalhando. Frequentemente visitam Irmãos e Irmãs Leigos e recebem muitos conselhos úteis para si e para os outros.
O encorajamento e a ajuda que recebem os sustentam em sua vida diária e os ajudam a redobrar seus esforços para fazer progresso espiritual.
Os Auxiliares Invisíveis ficam tristes quando veem pessoas que se envolveram em atividades que foram a ruína delas. Eles ficam tristes quando veem pessoas na prisão ou em algum lugar de confinamento e não conquistaram o direito de serem ajudados por eles. Os Auxiliares Invisíveis ficam tristes ao conhecer pessoas que escolheram seguir outros em modos de vida errados. Os Auxiliares Invisíveis sentem compaixão das pessoas que perderam os entes queridos delas e se sentem tristes e sozinhas.
Faz com que os Auxiliares Invisíveis se sintam mal ao ver os animais sofrerem com a falta de comida, água, cuidados e consideração adequados. Eles sentem grande tristeza pelos animais que são mutilados e passam fome em cruéis armadilhas, que são sacrificados para servirem de alimentos ao ser humano e de outras maneiras. Eles sentem compaixão dos Espíritos-Grupos dos animais que são levados a morrer em incêndios, explosões, em campos de batalha e em outros lugares.
Em primeiro lugar, contarei a vocês um encorajamento que um Auxiliar Invisível recebeu um dia de um bom amigo a quem foi visitar.
“Você tem uma filosofia, ou ideal, que eu gosto, e ela irá sustentá-lo enquanto você se apegar a ela”, disse o Irmão Leigo ao Auxiliar Invisível.
“Qual é essa filosofia ou ideal que nem eu sei que tenho?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Você é muito frugal consigo mesmo e muito liberal com os outros”, respondeu o Irmão Leigo. “É da natureza do ser humano querer o que não tem e desejar estar onde não está. Esse desejo produz progresso, inspira esforço e é a mola mestra de muitas realizações úteis.”
“Afortunado é o ser humano que pode criar para si um mundo de utilidade que nutre ambições exaltadas. É essa utilidade aliada à capacidade de trabalho e ao entusiasmo que, se motivada pelo conhecimento dos verdadeiros valores humanos, tende a alargar o nosso horizonte para empreendimentos proveitosos. Eles estimulam nossos interesses em atividades valiosas que inevitavelmente levam a uma vida totalmente ocupada, e uma vida ocupada significa segurança, progresso e felicidade contra estagnação, carência e decadência.”
“No peito humano existem esperanças e aspirações cristalizadas que anseiam por serem satisfeitas, tentando encontrar expressão, como poderosos riachos surgindo e buscando saídas para o vasto mar azul. É esse anseio incessante por algo bom, algo melhor, algo positivo, o que nos mantém trabalhando, sem desviar o olhar, até atingirmos os fatores que acreditamos que poderiam melhorar nossa sorte.”
“É esse desejo inato de progredir que nos impulsiona para o nosso objetivo, a realização de ambições acalentadas, quer alcancemos ou não o nosso objetivo final, porque existem tantas probabilidades contra nós e tantos obstáculos que temos de vencer. A chama interior atua como uma influência natural e energizante que nos leva adiante nas estradas e atalhos da vida, buscando infinitamente, buscando pacientemente por algo real, algo belo, algo que possa trazer alegria duradoura.”
“O romance da vida e o negócio de viver, com todas as suas complexidades, requer uma filosofia sólida e prática, bem como uma filosofia bela e inspiradora. Uma filosofia boa e profunda pela qual alguém se propõe a viver tem uma tremenda influência na formação de suas ideias e de seus ideais. Seu afeto é profundamente a própria existência. Se esse tipo de filosofia é mantido constantemente diante de nós, deve servir como uma força motivadora que normaliza toda a nossa conduta e comportamento. Ele nos dá uma perspectiva mais clara que nos faz olhar para o mundo em uma luz mais gentil, que nos dá uma visão otimista da vida, que transmite o toque humano.”
“É esse ideal ou filosofia que nos permite suportar os fardos da vida e entender os problemas desconcertantes da vida.”
“Isso nos fornece uma visão mais sensata e uma compreensão mais ampla em seu tratamento e solução. Essa filosofia nos proporciona um espírito mais amplo de caridade e tolerância com nossos semelhantes.”
“Fornece-nos uma compreensão aguda das manifestações da natureza humana. Ele tempera nossa disposição. Permite-nos ajustar-nos às diversas circunstâncias da vida.”
“Isso nos fornece a coragem e força moral para enfrentar as duras realidades e incertezas da vida. Em outras palavras, essa filosofia nos fornece um senso de proporção, equanimidade e uma atitude reconfortante tão necessária e vital neste mundo turbulento.”
“Quando essa filosofia for enriquecida pelo conhecimento e pela sabedoria, e quando for criada em uma experiência humana mais abundante e variada, ela deverá revelar o fundamento mais desejável e duradouro para uma vida boa, uma vida mais ampla e mais rica, se você quiser, que é sã, inteligente, alegre e feliz.”
Depois que esse amigo deu ao Auxiliar Invisível sua palestra inspiradora sobre a filosofia pela qual ele estava tentando viver, o Auxiliar Invisível pediu permissão para escrevê-la para um amigo dele. A permissão foi dada e o amigo a recebeu um ou dois dias depois.
O Auxiliar Invisível viu vários outros amigos seus enquanto estava naquele lugar e voltou para casa encorajado e inspirado por essa palestra útil.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis ficaram tristes com uma tragédia que não puderam evitar. Uma lancha saiu de um pequeno ancoradouro onde várias pessoas vieram se despedir de alguns amigos. As pessoas na lancha estavam atravessando um grande lago. O vento soprava forte e a água estava muito agitada.
De repente, o motor parou e o barco balançava fortemente. As cinco pessoas que estavam no barco ficaram muito assustadas e começaram a pedir ajuda. Quando o pai de uma das moças do barco viu o perigo que sua filha corria, pareceu perder a razão, pois compreendia o terrível perigo em que corriam as pessoas. Ele pegou seu rifle e apontou para sua filha apavorada. Parece que ele pretendia matá-la para abreviar seus sofrimentos. Em vez disso, ele abriu um buraco na lateral do barco e esse afundou rapidamente. Todos a bordo morreram afogados. Então o pai nadou o mais longe que pôde enquanto tentava pegar sua filha; por fim ele afundou e se afogou, também.
Os Auxiliares Invisíveis viram tudo o que aconteceu, mas não puderam dar nenhuma ajuda, pois essas pessoas tinham que seguir esse caminho. Depois que tudo acabou, os Auxiliares Invisíveis foram para a água, pegaram os corpos das pessoas, os carregaram para a margem e os colocaram enfileirados no chão. Os Egos ficaram ao lado de seus corpos e se perguntaram o que havia acontecido com eles e por que não podiam voltar para seus corpos. Uma das Auxiliares Invisíveis disse a essas pobres vítimas do mar para se recuperarem da sensação de asfixia. Eles fizeram e disseram que se sentiram muito melhor.
Uma Auxiliar Invisível falou às pessoas que se reuniram sobre os corpos dos mortos: “Os Egos dessas pessoas estão aqui ao lado de seus corpos”, disse ela. Ela apontou para eles, e as pessoas surpresas também os viram.
A outra Auxiliar Invisível havia pedido que essas pessoas pudessem vê-los, para que acreditassem no que a Auxiliar Invisível estava lhes dizendo. A Auxiliar Invisível disse a essas pessoas por que os que estavam na lancha não puderam ser resgatados. Eles tinham algumas dívidas de Destino Maduro para saldar nessa vida. Ela explicou sobre o que é Destino Maduro e contou a eles o que essas pessoas fizeram em alguma vida passada para merecer esse tipo de destino. Parecia difícil para esses jovens morrer dessa maneira. Alguns minutos antes, eles estavam despreocupados e alegres. Agora, seus corpos sem vida estavam frios e molhados estendidos no chão.
Uma dessas Auxiliares Invisíveis estava tão aflita com o destino desses pobres viajantes que voltou ao seu corpo logo depois disso e acordou. Ela ficou acordada por um tempo revirando os eventos em sua Mente. Se as pessoas não ganharam assistência, elas não podem ser salvas. Auxiliares Invisíveis podem ser enviados para levar os Egos das chamadas pessoas “mortas” para o Mundo do Desejo e podem chegar lá a tempo de ver como eles encontram a morte, mas não têm permissão para resgatá-los.
Aqui está a história de algum outro trabalho que deixou dois Auxiliares Invisíveis tristes. Uma noite, ao passar por um campo de refugiados que já exista há vários anos, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram uma idosa chinesa de cerca de oitenta anos. Os Auxiliares Invisíveis ouviram um leve chamado de socorro e foram até uma tenda e encontraram uma mulher que estava doente e sozinha. Ela estava morrendo de fome e sede. Ela pedia comida e água e não parava de dizer: “Onde está Wen?”
Os Auxiliares Invisíveis foram buscar um pouco de comida e um pouco de água e levaram para ela. Então ela contou a eles a história dela.
“Eu já fui rica e tive cinco filhos. Então os japoneses vieram e levaram tudo o que tínhamos, e meu marido e eu tivemos que fugir para salvar nossas vidas. Viemos para este acampamento e meu marido foi buscar comida para mim no local onde eles distribuem na hora das refeições. Ele tem oitenta e cinco anos e está muito debilitado. Ele saiu ontem e não voltou e estou muito preocupada com ele.”
“Vamos tentar encontrá-lo”, um dos Auxiliares Invisíveis prometeu a ela.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse homem saiu para buscar comida para sua esposa doente e, por estar fraco, foi empurrado e pisoteado. Ele foi pego e jogado em uma vala, onde morreu. Os Auxiliares Invisíveis o encontraram parado ao lado de seu corpo, imaginando o que havia acontecido com ele.
“Você está morto”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou”, disse o pobre homem, “mas preciso pegar a comida de Wen, ou ela vai morrer de fome”.
“Ela não precisará de comida agora, pois logo estará como você”, respondeu o Auxiliar Invisível.
O corpo do pobre homem estava nu, pois alguém o havia despojado de todas as suas roupas. Os Auxiliares Invisíveis viram alguns abutres por perto esperando a oportunidade de comer o corpo do homem. Os Auxiliares Invisíveis viram os esqueletos brancos de outras pessoas próximas que haviam morrido.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego do pobre chinês de volta para sua esposa. Ela o viu, porque a fome e a privação abriram sua visão espiritual. Ela chamou o marido e ele foi até ela para tomá-la nos braços. Seus braços passaram por ela, e ele se perguntou o que estava errado.
“Um missionário americano me disse que eu nunca morreria e que minha esposa iria para o céu comigo”, disse o homem.
“Você não vai morrer de verdade, mas vai trocar este velho corpo por um mais leve para descansar, até voltar à Terra novamente”, assegurou-lhe o Auxiliar Invisível.
“Eu não quero voltar aqui onde eles brigam o tempo todo, e onde alguém vem e leva tudo que você tem”, disse o homem. “Gosto da paz e não da guerra.”
“A maneira como você viveu e tratou outras pessoas determinará onde você renascerá e quais serão suas circunstâncias”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não gosto da Raça chinesa porque as pessoas são muito lentas e atrasadas”, disse o homem. “Eu quero pegar Wen e ir embora daqui.”
“Você superou sua Raça e renascerá em outro povo.”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
Isso agradou ao chinês e ele disse: “Não gosto nada daqui. Espero que possamos ir para um lugar melhor”.
Nesse momento, a Auxiliar Invisível disse ao companheiro que a esposa havia falecido. Depois que ela se formou ao lado de seu corpo, ela abraçou o marido e disse: “Oh, eu me sinto tão diferente, mas pesada e fraca”.
“Trate-se bem e você ficará bem”, disse o Auxiliar Invisível.
Ela fez isso e se animou. Então ele disse a ela para acompanhá-los, pois eles iriam levá-los para longe daquele lugar. Os Auxiliares Invisíveis levaram os idosos para a entrada do Purgatório e os entregaram à Irmã Leiga responsável. Os Auxiliares Invisíveis notaram que os Corpos-Almas deles estavam muito bem desenvolvidos e pensaram que não precisariam passar nenhum tempo no Purgatório, pois haviam sido boas pessoas e haviam passado por muito sofrimento.
Aqui está outra história que deixou dois Auxiliares Invisíveis muito tristes. Vários anos atrás, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis trabalhavam no sudoeste da Europa, eles encontraram uma garotinha que estava muito fraca devido ao frio e à fome. Ela era uma criança muito bonita, de pele morena, com cerca de sete anos de idade. Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que seu pai e sua mãe estavam mortos e que ela não tinha nenhum parente que ela conhecesse. Um Auxiliar Invisível pensou que gostaria de levá-la para casa e cuidar dela. Ele viu que o Corpo-Alma dela era tão brilhante que ela era uma chama de luz. Ele perguntou a uma Irmã Leiga à distância por meio do pensamento se ele poderia levar essa criança para sua casa.
“Não, pois ela logo se juntará à mãe”, respondeu a Irmã leiga.
“Quem é ela?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Ela é uma Auxiliar Invisível”, disse-lhe a Irmã Leiga.
A criança pediu um copo de água. Os Auxiliares Invisíveis não viram água perto deles, mas viram alguns soldados a cerca de dezesseis quilômetros de distância.
“Vá e pegue um dos cantis do soldado e traga-o aqui”, disse o Auxiliar Invisível a sua companheira. “Então mais tarde você pode levá-lo de volta.”
“Vou buscar, e você fica aqui cuidando dela”, disse a Auxiliar Invisível.
Ela saiu e materializou as mãos, tirou um cantil de um dos cintos do soldado e levantou-se com ele antes que alguém pudesse dizer ou fazer qualquer coisa. O Auxiliar Invisível deu de beber à moribunda e ela agradeceu-lhe e disse: “Adeus. Eles vieram buscar-me”.
Os Auxiliares Invisíveis olharam em volta e viram duas lindas Auxiliares Invisíveis por perto. Uma delas estendeu as mãos e a criança saiu de seu corpo e foi para seus braços. A criança acenou para os Auxiliares Invisíveis, enquanto era carregada por suas amigas que vieram para levá-la ao Paraíso das Crianças.
Quando os Auxiliares Invisíveis conseguem confortar e ajudar as pessoas, eles se sentem felizes. Aqui está a história de como uma senhora recuperou a visão há cerca de um ano. Certa vez, um Auxiliar Invisível encontrou uma senhora que era cega e aleijada. Ela estava fazendo um passeio matinal com o cachorro dela antes que o tráfego ficasse pesado.
“Bom dia, senhora”, disse o Auxiliar Invisível agradavelmente. “Está um pouco frio esta manhã, não é?”
“Sim, está”, disse ela.
“Há quanto tempo você está assim?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Vinte anos”, ela respondeu. “Eu tinha dez anos quando ouvi uma voz dizer: ‘Agora você deve pagar sua dívida pelo que fez centenas de anos atrás’, e então fiquei cega. Eu estava indo para a escola e pensei que de repente tinha escurecido e comecei a voltar para casa. Ao atravessar a rua, fui atropelada por uma carroça e fiquei aleijada. De alguma forma, consegui terminar a escola e a faculdade e tenho meu diploma de bacharel.”
“Você é Cristã?”, perguntou o Auxiliar Invisível, e ela disse: “Sim”.
“Você orou e pediu para descobrir o que você fez para causar seus problemas?”, perguntou o Auxiliar.
“Sim”, ela disse, “eu era uma mulher grega, e fiz uma mulher ficar cega porque eu estava com ciúmes dela. Essa mulher foi ferida enquanto tentava andar cega e ela ficou aleijada. Depois que eu vi o que eu tinha feito, sentia muito por ela e por mim mesmo, pois nunca consegui me casar de qualquer maneira. Secretamente, fiz muito para ajudar a mulher a quem prejudiquei. Agora estou cega e aleijada como ela estava. Ninguém acreditou na minha história e por isso eu me voltei para Deus”.
“Eu vim para ajudá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
Então, ele colocou a mão na cabeça dela e depois nela e moveu o nervo óptico. Depois disso, a senhora começou a ver e ficou ereta. Quando ela viu o Auxiliar Invisível, ela ficou feliz. “Sua voz soou tão suave e doce para mim”, disse ela. “Quem é você?”
“Apenas um Auxiliar para toda a humanidade”, respondeu ele.
“Você virá à minha casa para que minha família possa vê-lo?”, ela perguntou.
“O que você vai fazer com seu cachorro agora que pode andar sozinha?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Vou devolvê-lo ao lugar onde o peguei”, disse ela.
“Se eu o mantivesse, ele esqueceria seu treinamento para liderar pessoas.”
O Auxiliar Invisível se despediu da feliz senhora e continuou, feliz por ter sido enviado para curá-la.
Aqui está uma história incomum de como uma jovem foi salva da morte. Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por cima de um prédio alto e viram uma mulher pendurada na beirada de um prédio de vinte andares. Eles notaram que a beirada estava muito dobrada sob o peso dela. Havia muitas pessoas na rua lá embaixo olhando para cima. Havia também alguns homens no topo do prédio.
Os Auxiliares Invisíveis pararam e, por meio do pensamento, perguntaram a um Irmão Leigo à distância se a mulher deveria ser salva. Eles foram instruídos a salvá-la e punir o homem que a havia colocado naquela situação.
“Você deseja salvá-la?”, o Auxiliar Invisível perguntou à sua parceira.
“Pode fazer você”, disse ela, pois não tinha muita certeza de sua capacidade em casos como esse, em que é necessário raciocínio rápido.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram no telhado do prédio e caminharam até onde os homens estavam. O Auxiliar Invisível escalou a borda e escorregou até onde a garota estava pendurada aterrorizada.
Ela estava mentalmente rezando por ajuda. “Pelo amor de Deus, me ajude”, disse ela.
“Fique quieta e eu vou até você”, o Auxiliar Invisível prometeu.
Ele se abaixou, segurou firme as pernas dela e começou a puxá-la para trás.
“Estou presa”, disse ela.
O Auxiliar Invisível então se abaixou, pegou-a pela cintura e a soltou. Ele se endireitou e a entregou para a Auxiliar Invisível, que, então, a levou para cima da borda do prédio e ela foi salva. Nesse momento, a beirada cedeu e caiu na rua.
“Como aconteceu de você estar nessas condições?”, o Auxiliar Invisível perguntou à mulher.
Então a garota contou a ele sua história. Ela disse que o homem para quem ela trabalhava havia pedido que ela subisse no topo do prédio, onde o ar era fresco, para que pudessem conversar. Depois que ela subiu ao telhado, ele se aproximou dela e não a deixou descer. Por fim, ela escalou até a beirada do prédio pensando que ele iria embora e a deixaria em paz. De repente, ela escorregou e caiu. Seu corpo se prendeu em alguma coisa e lá estava ela, suspensa no ar acima da rua. Ela descreveu seus sentimentos para os estranhos que salvaram sua vida.
“Enquanto eu estava pendurada lá”, disse ela, “vi tudo o que já fiz e, de agora em diante, pretendo viver uma boa vida Cristã”.
“O homem que a incomodou está presente?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, ele está ao seu lado”, disse ela.
A Auxiliar Invisível agarrou o homem pelos ombros, sacudiu-o e lhe deu uma chamada dura até que ele implorou por misericórdia. A essa altura, a polícia e alguns bombeiros já haviam chegado ao local. A Auxiliar Invisível contou a eles o que havia acontecido e eles prenderam o homem. A garota, de repente, desmaiou enquanto isso acontecia.
O Auxiliar Invisível olhou para ela e viu que ela havia sido ferida. Ele rasgou a frente do vestido dela para ver o que havia acontecido com ela. Ao deslizar para baixo, um prego se prendeu em seu osso pélvico. Se ela tivesse se mexido, teria caído de cabeça no chão. Ela tinha um corte no abdômen de cerca de 15 centímetros. Quase atingiu a parte interior do corpo. O Auxiliar Invisível aconselhou os policiais a levá-la a um hospital e eles o fizeram. Eles queriam saber quem eram as pessoas que salvaram a vida da menina e perguntaram seus nomes. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e continuaram com seu trabalho.
Quando os Auxiliares Invisíveis são capazes de curar pessoas que correm grande perigo de morrer, eles se regozijam e ficam felizes. Logo depois que a garota foi salva desse prédio de vinte andares, os Auxiliares Invisíveis foram enviados para algum lugar nas montanhas do leste para ajudar uma senhora doente que tinha trismo.
Eles a encontraram orando muito para que pudesse viver e criar seus três filhinhos. Quando os Auxiliares Invisíveis entraram na casa, a pobre senhora fez movimentos frenéticos para pegar lápis e papel.
Quando esses foram trazidos a ela, ela escreveu: “Um Anjo da morte e outro Anjo vieram me buscar e eu não quero morrer. Por favor, diga a eles para me pouparem”.
As pessoas na sala não podiam ver os Auxiliares Invisíveis, mas ela sim, pois sua aflição e fome haviam aberto sua visão espiritual.
“Viemos ajudá-la porque você tem sido uma boa esposa e mãe”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
Então, ele começou a trabalhar no pé dela, onde um prego havia cravado. Os Auxiliares Invisíveis puderam ver a linha de infecção estendendo-se pela perna dela. “Você trabalha no rosto e no maxilar inferior dela”, disse ele à Auxiliar Invisível.
Logo a senhora abriu a boca e disse: “Graças a Deus e abençoe os Anjos.”
As pessoas na sala ficaram assustadas e surpresas ao ouvir o que ela disse. Então a mulher mostrou-lhes as pernas e elas eram, ambas brancas. Pouco antes, sua perna direita estava preta e azulada e muito inchada.
“Onde estão os Anjos?”, perguntou uma das pessoas na sala.
Um Auxiliar Invisível disse ao outro para aparecer diante deles. Ela foi atrás deles e disse: “Aqui estou.”
As pessoas se viraram rapidamente e caíram de joelhos.
“Levante-se”, disse o Auxiliar Invisível, “eu sou humano, assim como você”.
“Como você pode ser?”, uma senhora perguntou. “Conte-nos sobre isso.”
Então a Auxiliar Invisível contou-lhes sobre seus ensinamentos. Eles não podiam acreditar que alguém pudesse viver uma vida boa o suficiente para fazer o que os estranhos estavam fazendo. Alguém disse que se todos fizessem o que os Auxiliares Invisíveis estavam fazendo, o mundo seria um lugar feliz para se viver.
“Agradecemos sua ajuda, mas ainda acreditamos que vocês são Anjos”, disse a mesma senhora.
Um dos Auxiliares Invisíveis disse à senhora para se levantar e se vestir e que ela não precisaria mais do médico, pois havia sido curada por sua fé em Deus. A senhora, feliz, abraçou a Auxiliar Invisível e apertou a mão do Auxiliar Invisível.
“Seja gentil com todos os seres humanos, independentemente de raça, do credo ou da cor da pele”, disse ele.
“Farei isso por toda a minha vida”, ela prometeu.
Os Auxiliares Invisíveis então desapareceram e foram para suas respectivas casas.
Agora vou falar sobre uma maneira incomum de ajudar as pessoas. Um homem foi levado para a casa dele por Auxiliares Invisíveis. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem que estava parado na esquina de uma rua. Ele disse que não tinha dinheiro o suficiente para ir para casa tomando um trem ou ônibus. Ele tentou de todos os meios que pôde porque queria chegar em casa antes que a esposa dele morresse.
Quando os Auxiliares Invisíveis souberam disso, um deles disse ao homem para voltar ao local onde estava hospedado e pegar um cobertor. Ele voltou, pegou um cobertor e deu aos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível enrolou o homem nele e o colocou para dormir. Ele então ficou ao lado do corpo dele e os Auxiliares Invisíveis inverteram a lei da Gravidade e o carregaram para uma cidade em um dos estados centrais e então o despertaram. A princípio, o homem ficou muito confuso. Um Auxiliar Invisível disse-lhe onde ele estava e ele correu para casa, levando os Auxiliares Invisíveis com ele.
Eles encontraram a esposa do homem muito doente. Eles aliviaram sua respiração, mas sabiam que ela morreria em breve. O homem queria saber quem eram os estranhos e como eles vieram até ele e eles lhe contaram. Ele disse que foi para a cama, e alguém lhe disse para se levantar, ir para a esquina e esperar, que alguém o ajudaria a chegar em casa para que ele pudesse ver a esposa dele por alguns dias antes que ela falecesse.
A Auxiliar Invisível disse-lhe o que fazer depois que a esposa dele morresse. “Não mande embalsamar o corpo dela”, disse ela, “mas mantenha-o quieto por três dias e meio e depois o enterre ou faça a cremação”. Ela explicou por que isso deveria ser feito e o marido prometeu que seguiria suas instruções.
Algumas noites depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver como estava a esposa do homem. Ao chegarem a casa, descobriram que a esposa havia falecido e que o corpo dela havia sido enterrado naquele dia, três dias e meio após a morte. O homem que eles levaram para casa estava atordoado. Um Auxiliar Invisível o tocou e ele se levantou e viu os Auxiliares Invisíveis diante dele.
“Graças a Deus! Minhas orações foram atendidas”, disse ele. “Eu tenho rezado todos os dias desde que você me trouxe para casa para que você volte para mim. Agora estou livre. Diga-me como posso me tornar como vocês dois, se vocês não são Anjos.”
Os Auxiliares Invisíveis contaram a ele e ele escreveu tudo. “Posso descansar agora”, disse ele, “mas não podia antes, pois temia que você não voltasse”.
Esse homem cumpriu sua promessa e não mandou embalsamar o corpo da esposa dele. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente de como ajudaram esse homem e a esposa dele, e se alegraram porque o homem desejava ser um Auxiliar Invisível e participar desta grande obra.
Aqui está uma história que ouvi sobre uma Irmã Leiga muito importante. Ela passa a maior parte do tempo trabalhando fora do corpo. Ela vive como as outras pessoas, pois tem que cuidar de seu Corpo Denso e alimentá-lo, prover a água e fazer exercícios.
Às vezes, esses elevados Iniciados promovem encontros, se reúnem e se divertem. Um dia, enquanto essa Auxiliar Invisível participava de um desses encontros, ela ouviu um grito de angústia ao qual não pôde resistir. Ela foi ao encontro de onde vinha esses gritos com suas roupas e voltou em farrapos.
Ela disse que enquanto comia ouviu um choro. Ela olhou para ver de onde vinha e viu um bando de porcos selvagens atacando alguns turistas. Era noite quando ela saiu de casa, suspendeu a gravidade, ergueu-se no ar e foi até eles para ajudá-los. A essa altura, as três mulheres já estavam quase loucas de medo. Eles correram para ela e, esquivando-se, quase rasgaram as roupas dela.
Quando essa Irmã Leiga chegou lá, ela disse aos porcos selvagens para irem embora e eles partiram. Ela podia se comunicar com o Espírito-Grupo que governa esses animais, e eles a obedeciam.
Dois homens ficaram gravemente feridos e ela teve que ajudá-los depois de afastar os porcos. Os turistas viajavam de carro. Depois que ela salvou a vidas deles e os colocou de volta no caminho que estavam percorrendo, ela teve que pedir dinheiro emprestado para chegar à casa dela, a quase cinquenta quilômetros de distância. Talvez você se pergunte por que ela não conseguiu suspender a gravidade e voltar para casa do jeito que foi. Isso seria contra a lei espiritual, pois não é permitido que os Iniciados usem poderes espirituais para se salvarem. Eles podem salvar os outros, mas não podem salvar a si mesmos.
Cristo poderia curar os enfermos e devolver a visão aos cegos, e expulsar as entidades dos obsessores, mas não se salvaria da morte na Cruz. A Bíblia nos diz que Jesus Cristo teve que sofrer muitas tentações, enquanto caminhava sobre a Terra ajudando os outros.
Agora, se esta Irmã Leiga estivesse dormindo, ela poderia ter salvado essas pessoas mais facilmente, e ela poderia retornar ao Corpo Denso dela em alguns segundos. Se ela estivesse em casa, poderia ter se deitado e deixado o Corpo Denso dela, conscientemente. Então ela poderia ter ido até esses turistas e voltar sem dificuldade.
Os Auxiliares Invisíveis que não são Iniciados devem esperar até que adormeçam e depois são enviados para fazer certas coisas. Este é o único caso que conheço em que uma Auxiliar Invisível não deixou o Corpo Denso dela para fazer um trabalho como esse. É muito incomum.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa em que as pessoas estavam famintas e doentes. Um deles bateu à porta e a mulher que abriu perguntou o que o estranho queria.
“Não há alguém doente aqui?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sim, entre”, convidou a dona da casa.
Os dois Auxiliares Invisíveis então entraram na casa e conversaram um pouco com as pessoas. Então um dos Auxiliares Invisíveis virou-se para o homem e disse: “Você é o homem que tem rezado para morrer?”
“Sim”, disse o homem. “Estou com dor e sofrendo há algum tempo. Acho que vou morrer.”
“Bem, acho que podemos levar você conosco quando formos”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz despreocupada.
“Gostaria que alguém me levasse”, respondeu o homem.
“Não há dor ou tristeza no céu e primeiro terei que expulsar as dores de você”, disse o Auxiliar Invisível e começou a esfregar o corpo do homem. Ele trabalhou no Corpo Vital do homem e esse disse que se sentia melhor.
O homem perguntou aos Auxiliares Invisíveis de onde eles vieram e eles lhe contaram, e explicaram que vão a todos os lugares e ajudam a todos que estão com problemas.
“Você é humano?”, perguntou o homem.
“Não nos parecemos com seres humanos?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim e não”, o homem respondeu lentamente.
“Agora vou levar você comigo”, disse o Auxiliar Invisível, levantando-se para sair.
O homem ficou assustado e chamou a esposa que havia saído do quarto. Ele disse a ela para trazer suas roupas, pois queria se levantar.
“Você não está doente?”, perguntou o Auxiliar Invisível, fingindo estar surpreso.
“Não, você me curou”, disse o homem.
“Você não deve orar e pedir a Deus para levá-lo para o céu quando você não deseja ir”, disse o Auxiliar Invisível.
Veja, o homem não queria morrer depois de ter sido curado da doença dele. O homem pensou que os Auxiliares Invisíveis deviam ser Anjos, pois sabia que as pessoas comuns não podem curar os outros tão rapidamente, e disse isso. O Auxiliar Invisível disse a ele que eles não eram Anjos, mas poderiam levá-lo para “o céu ou para o inferno” se ele morresse.
O homem riu e eles desapareceram dele, pois haviam sido totalmente materializados. “Eu me pergunto quem eles eram”, disse ele à esposa. “Eles certamente me fizeram bem.”
Os Auxiliares Invisíveis voltaram e o homem ficou tão assustado que tremeu de medo. Os Auxiliares Invisíveis conversaram mais um pouco com ele e depois foram embora. O homem estava muito confuso para entender o que eles disseram a ele.
Certa manhã, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na América do Sul e viram alguns meninos e meninas gravando suas iniciais em uma grande árvore. Um Auxiliar Invisível foi até eles. “Por favor, pare de machucar a árvore”, disse ele. “Você não apenas feriu a árvore, mas feriu o Espírito-Grupo da árvore.”
Os jovens riram do Auxiliar Invisível porque pensaram que ele não sabia do que estava falando. “Venham até mim e formem um círculo ao nosso redor e veremos se podemos ver o Espírito-Grupo”, disse o Auxiliar Invisível. Eles deram as mãos aos Auxiliares Invisíveis no centro. O Auxiliar Invisível pediu que os jovens pudessem ver o Espírito-Grupo da árvore e saber quem eles eram e o que faziam.
Então, no futuro, eles poderiam impedir que outros meninos e meninas cortassem as árvores. Os Auxiliares Invisíveis os viram enrijecer e então ele ouviu o choro das meninas. “Oh, sinto muito por ter lhe machucado”, disse um deles. “Por favor, perdoe-me e tentarei evitar que todos machuquem as árvores.”
O Auxiliar Invisível disse a esses meninos e meninas que tudo que cresce e se move tem um Espírito-Grupo e que qualquer malfeito a eles fere o Espírito-Grupo.
O Espírito-Grupo desta árvore mostrava dor e sofrimento em seu rosto. Ele tem um corpo de Anjo e um rosto lindo. O cabelo de sua cabeça é muito fino e tem galhos delicados como uma árvore com folhas finas e bem modeladas. As marcas que os meninos e meninas fizeram apareceram no corpo do Espírito-Grupo onde eles podiam vê-las.
O Auxiliar Invisível disse aos jovens que era o começo do outono naquela parte do mundo e a seiva estava se reduzindo na árvore. Ele disse que a seiva escorria das árvores pelos cortes profundos na casca e as fazia morrer, se não fossem cobertas. Os meninos e meninas pegaram lama e cobriram as parte da árvores que machucaram. Eles começaram a fazer perguntas e o Auxiliar Invisível e as duas Auxiliares Invisíveis responderam.
“Que estranho que essas coisas possam ser verdade!”, exclamou uma garota. “Quem acreditará que vimos essas coisas quando as contarmos?”.
“Há muitas coisas que vocês podem fazer para ajudar a floresta se todos vocês se unirem para o bem de todas as coisas que crescem.”, continuou o Auxiliar Invisível.
Os meninos e as meninas decidiram trabalhar juntos, e o Auxiliar Invisível disse-lhes que escolhessem um líder. Eles escolheram uma garota que nunca havia gravado o nome dela em uma árvore.
Cada tipo de árvore e planta tem um Espírito-Grupo. Todos eles parecem pessoas bonitas e têm auras maravilhosas. Os Espíritos-Grupo são muito parecidos com os Anjos, cujos corpos inferiores são feitos de matéria etéricas, ou seja, composto de Éteres da Região Etérica do Mundo Físico.
Esses Espíritos-Grupos podem ser distinguidos por seus cabelos, que se assemelham a folhas, frutas, flores ou vegetais em miniatura, de acordo com as espécies que têm sob sua responsabilidade. Ao olhar para a cabeça do Espírito-Grupo, um Auxiliar Invisível pode dizer o que ele governa.
O Espírito-Grupo encarregado das laranjeiras tem um chapéu de cabelo que se parece com a folhagem de uma laranjeira e parece haver pequenas laranjas maduras nele.
O Espírito-Grupo da rosa branca tem cabelos que parecem pequenas roseiras com rosas brancas. O Espírito-Grupo do lírio d’água tem cabelos que lembram as folhas e caules do nenúfar, e há pequenas flores brancas nos caules verdes.
Esses Auxiliares Invisíveis ficaram tristes ao pensar que o Espírito-Grupo dessas árvores tinha que sofrer por causa dos ferimentos infligidos às árvores por esses jovens. Eles sabem que as pessoas geralmente não sabem que estão causando dor quando ferem as árvores.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram contentes por poderem instruir esses jovens e fazê-los construir ao invés de destruir. Ficaram muito contentes com a informação de como identificar os Espíritos-Grupo que se encarregam das plantas e árvores. A Terra é realmente um lugar maravilhoso, e há muito a ser aprendido sobre ela e com ela. Mas ainda devemos desenvolver nossos Corpos invisíveis aos olhos físicos (Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) para podermos encontrar os membros de outras Ondas de Vida que estão trabalhando para o avanço da humanidade.
Os animais são nossos irmãos mais novos e, também, são ajudados por Auxiliares Invisíveis. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ajudar uma baleia doente. Por meio da consciência de Júpiter, eles viram a baleia e a encontraram no Oceano Atlântico acerca de uns 800 quilômetros de Nova York.
O corpo da baleia estava inchado com cerca de duas vezes seu tamanho normal. Ela havia comido um pouco de carne podre, e isso a fez inchar com os gases formado em seu trato intestinal. A baleia não conseguia eliminar esses gases de seu corpo e não conseguia vomitá-lo. Era uma baleia muito doente, de fato. Quando os Auxiliares Invisíveis desceram à superfície da água onde estava, ela não demonstrou susto nem tentou fugir.
Um dos Auxiliares Invisíveis esfregou a cabeça e o pescoço da baleia que estavam acima da água. Então a baleia levantou o dorso e ela o esfregou, e ela começou a se recuperar imediatamente. Ela foi capaz de eliminar a carne apodrecida de seu trato intestinal e se livrou dos gases que se formou em seu corpo. Em seguida, tornou-se brincalhona e aproximou sua cabeça da mão da Auxiliar Invisível para esfrega-la. A Auxiliar Invisível a acariciou um pouco e então procurou o Espírito-Grupo das baleias. Ela viu um homem muito bom e bem constituído com uma cabeça de baleia e um Corpo de Desejos de baleia atrás dele. Ele tinha olhos muito gentis e os Auxiliares Invisíveis gostaram dele imediatamente. O Espírito-Grupo das baleias agradeceu a gentileza para com um de seus pupilos e ela ficou muito satisfeita e feliz.
Este Espírito-Grupo disse que a comida é escassa e as baleias têm dificuldade em obter o suficiente para comer, porque o fundo do oceano é tão vasto que as baleias não têm o alcance que costumavam ter. Ele também disse que as baleias não estão nascendo tanto quanto antes. Muitas das baleias ficarão retidas no Mundo do Desejo até que ocorram as próximas mudanças na superfície da Terra.
Algumas pessoas hoje têm ideias estranhas sobre os animais. Alguns pensam que Deus criou os animais apenas para alimentar o ser humano e satisfazer seus desejos de caça. Esquecem-se de que os animais também são filhos de Deus. Talvez, se os caçadores soubessem que um Arcanjo se entristece toda vez que um animal é baleado ou morto em uma armadilha, pensariam duas vezes antes de prosseguir com a matança dos inocentes. Para cada espécie de animal tem um Arcanjo a seu cargo. Também como acontece com o_ nascimento e morte de um ser humano, há um Anjo presente no nascimento e na morte de tudo que vive, que se move e que respira.
Nossa próxima história é sobre um Auxiliar Invisível que viu dois homens morrerem e assumiu os sentimentos deles. Esta história lhe dará uma ideia de porque a vida de um Auxiliar Invisível, às vezes, é triste e, às vezes, alegre.
Numa noite de sexta-feira, dois Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando e um deles teve a experiência de ver e sentir a morte de dois homens. Um homem era um pecador e o outro um bom estudante de ocultismo. Os dois Auxiliares Invisíveis ficaram ao lado da cama do moribundo, que não tinha vivido uma vida voltada para o lado espiritual, e olharam para ele. Um sentimento terrível tomou conta de um dos Auxiliares Invisíveis e ele disse a si mesmo: “Estou morrendo?”.
O medo tomou conta dele, e ele podia sentir um encolhimento interior.
“Veja se há algo de errado com meu corpo”, disse ele ao parceiro, por meio do pensamento.
“Não, seu corpo está bem”, disse ela depois de olhar para ele.
“Está escurecendo e não consigo enxergar bem”, continuou ele.
Não passou por sua Mente orar, mas ele estava se perguntando para onde estava indo. “Onde estou?” perguntou ele à Auxiliar Invisível. “Não consigo ver e está tão escuro que tenho medo de me mexer.”
“Bobagem, está leve como sempre”, disse ela. “O que você vai fazer? O homem está morto”.
“H-mm, eu certamente não quero mais esse sentimento”, disse ele.
“De que sentimento você está falando?”, ela perguntou.
“Assumi os sentimentos do moribundo”, explicou-lhe.
Então a Auxiliar Invisível ficou animada e quis ir embora.
“Fique calmo”, disse ele. “Eu estava apenas tendo uma nova experiência que era real demais para ser agradável. Venha conosco”, disse ele, voltando-se para o morto.
“Estou com medo”, disse este homem. “Não consigo ver para onde estou indo e posso cair em alguma coisa.”
“Vai ver e você verá o caminho”, disse o Auxiliar Invisível e começou a levá-lo para a a entrada do Purgatório.
“Será que o Diabo vai me pegar?”, o homem assustado perguntou.
“Não há demônio senão você mesmo para puni-lo”, disse o Auxiliar Invisível. “Você vai sofrer pelo mal que fez aos outros.”
“Sinto muito”, disse o homem, “pois não tenho sido muito bom para as outras pessoas”.
“Bem, você aprenderá melhor antes de voltar,” disse o Auxiliar Invisível ao deixar o homem no Mundo do Desejo.
Este homem morreu em um hospital sozinho, exceto pela enfermeira e pelo médico. Os Auxiliares Invisíveis ouviram a enfermeira dizer: “Não estou com medo, mas tive a sensação de que outras pessoas estavam presentes quando o homem morreu. Será que havia outras pessoas aqui?”.
Na noite seguinte, o Auxiliar Invisível viu a enfermeira novamente e disse a ela que havia dois Auxiliares Invisíveis presentes quando o homem morreu.
Depois que esse homem morreu, os Auxiliares Invisíveis correram para junto da cama de um estudante de ocultismo que estava morrendo. O Auxiliar Invisível assumiu seus sentimentos de calma, paz e felicidade. Tudo estava claro e ele podia sentir o cheiro doce das rosas.
“Uma vida bem vivida, mas difícil”, foi o pensamento que surgiu na Mente do Auxiliar Invisível. Ele viu crianças e adultos e todos cantavam: “Muito bem”, enquanto o homem partia desse mundo.
Um sorriso surgiu em seu rosto e ele pareceu ficar mais leve.
A música ficou mais clara e ele pôde ver para onde estava indo.
Sua casa no Primeiro Céu era um bangalô com muitas flores ao redor. Havia pássaros cantando e abelhas indo de flor em flor. O jardim era grande, com grama bem verde cortada uniformemente.
“Eu não quero ir para o céu agora”, disse o homem. “Quero ajudar meus semelhantes. Sei que tenho esta casa. Minha esposa e filhos podem esperar até que eu chegue.” Ele pensou que uma bela mulher apareceu na grande varanda e acenou e disse: “Vamos esperar, papai”.
Veja, este bom homem construiu um lar no Primeiro Céu e o povoou com pensamentos-formas de sua esposa e filhos. Eles ainda estavam vivos quando ele morreu e os deixou. Ele queria continuar como Auxiliar Invisível e não ir para a vida celestial para desfrutar de seu merecido descanso. Então ficou escuro por um segundo.
“Ele faleceu”, disse a Auxiliar Invisível.
“Por que você me acordou?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu pensei que você estava olhando para Vênus ou Vulcano”, ela respondeu.
“Você parecia tão concentrado no que estava vendo”.
“Eu estava vendo e experimentando o que esse homem estava passando”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram ao morto se ele queria ficar para o funeral e ele disse: “Não”. A esposa ficou ao lado da cama do marido recém-falecido e conversou com os Auxiliares Invisíveis. “Ele não parece a imagem da paz?”, ela perguntou. “John, não demorarei muito em segui-lo e então poderemos trabalhar juntos”.
“Não me procure, mas cuide das crianças”, disse ele e a beijou.
Então os Auxiliares Invisíveis levaram este homem para o Purgatório. O Irmão Leigo que estava na entrada lhe perguntou se queria trabalhar ou descansar. Ele disse que queria trabalhar. Ele ganhou um novo parceiro e deixou os Auxiliares Invisíveis com um sorriso feliz no rosto.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma senhora a quem foi dito que tinha desenvolvido a visão espiritual negativa (ver quando não quer ver e quando vê não tem nada o que fazer) e que estava com problemas.
Ela teve sucesso em seus esforços e três dias antes disso descobriu que as três regiões inferiores do Mundo do Desejo haviam se aberto para ela, ou seja, ela podia ver o que acontecia naquelas regiões. O que ela viu ali a assustou tanto que ela estava quase destroçada.
Ela estava orando a Deus de todo o coração para que alguém afastasse dela as grandes entidades inferiores que ela via constantemente.
Os Auxiliares Invisíveis viram a entidade que ela viu naquele momento, e tal entidade era uma criatura de aparência horrível. Eles falaram com a entidade, e ela se virou e olhou para eles, fez uma cara terrível para eles e mudou sua forma.
Os Auxiliares Invisíveis então falaram com a senhora e contaram quem eram e por que vieram até ela. Ela pediu que a salvassem e disse que nunca mais praticaria aqueles exercícios espirituais negativos. Um Auxiliar Invisível disse à entidade para ir embora e ele partiu.
Os Auxiliares Invisíveis acalmaram a senhora assustada e conversaram com ela até que alguns de seus familiares chegaram com um médico. O médico examinou a senhora e constatou que ela estava bem. Os Auxiliares Invisíveis disseram a ela para estudar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental e que ela estaria segura.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam descendo algumas montanhas na parte noroeste dos Estados Unidos quando ouviram alguém orando por ajuda. Eles olharam para baixo e viram vários homens e mulheres descendo a encosta da montanha, rindo e conversando.
Então eles viram uma mulher que havia chegado muito perto da borda e escorregado. Ela se agarrou a algumas raízes de uma árvore e ficou suspensa sobre um precipício. Em seu terror, ela orou desesperadamente.
Um dos homens que estava no grupo a viu naquele momento. Ele carregava uma corda, mas estava com muito medo de usá-la e ficou parado como se tivesse ficado paralisado de medo.
Um dos Auxiliares Invisíveis viu que a mulher estava enfraquecendo e prestes a soltar as raízes que segurava. Ele se abaixou, a segurou e a trouxe para cima com segurança. Ela agradeceu ao Auxiliar Invisível e desmaiou. As pessoas ficaram tão assustadas com o acidente que começaram a fugir, mas o Auxiliar Invisível as chamou de volta. Eles então se encarregaram da mulher e os Auxiliares Invisíveis desapareceram. Um dos Auxiliares Invisíveis assumiu o sentimento de medo e terror da mulher e lembrou-se claramente pela manhã do que havia acontecido e como seu companheiro a resgatou. O Auxiliar Invisível ficou feliz porque salvou a vida da mulher.
Agora, vou lhe contar sobre as orações de um homem que não foram respondidas, e você também saberá por quê.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis ouviram um homem orando e desceram para ajudá-lo. O homem estava sozinho na floresta, caçando, e havia escalado uma cerca que havia sido erguida ao redor do pântano para manter o gado e os cavalos afastados. Ele começou a atravessar o campo pantanoso e caiu em um antigo poço de mina que não era usado há séculos.
Estava, então, cheio de água, como estivera centenas de anos antes, quando outra pessoa foi empurrada para dentro e deixada para morrer.
O poço da mina estava em um local afastado e tinha ervas daninhas crescendo ao redor, o que o mantinha escondido da vista. Ele era um homem forte no auge da vida e ficou no poço por quatro ou cinco horas lutando por sua vida. Ele estava enviando orações a Deus pedindo ajuda para ser salvo. Os Auxiliares Invisíveis pararam na beirada e olharam para baixo. Eles queriam descer e pegar o homem e levá-lo para fora, mas foram impedidos de fazê-lo por um Irmão Leigo que disse que esse homem devia colher o que plantou.
“Em breve você poderá levá-lo ao Mundo do Desejo, se desejar”, disse o Irmão Leigo.
Um Auxiliar Invisível protestou e eles viram a vida passada do homem na qual ele havia gerado esse Destino Maduro. Ele era uma mulher na época e empurrou um homem para o mesmo buraco, ocasionando a morte dele. Não havia nada que os Auxiliares Invisíveis pudessem fazer a não ser esperar que o homem morresse. Em poucos minutos, o Ego surgiu e os Auxiliares Invisíveis o levaram para o Mundo do Desejo. Ele já havia visto a vida atual e a anterior dele e sabia por que nenhuma ajuda lhe foi dada. Ele pagou a dívida de Destino Maduro que havia feito no passado distante.
Os Auxiliares Invisíveis adoram ajudar e ficam muito tristes quando precisam ficar parados e ver pessoas morrerem porque não conquistaram o direito de receber ajuda.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ao Oceano Atlântico Norte e ajudar um barco de pesca que estava prestes a ser sugado por um redemoinho na costa da Irlanda. Eles correram para lá e encontraram os marinheiros e os homens trabalhando duro para desviar o barco da correnteza que o estava levando para o redemoinho.
Quando os homens viram os Auxiliares Invisíveis que já haviam materializado os corpos, eles pediram e rezaram para que os salvassem. Os Auxiliares Invisíveis amarraram uma longa corda na proa do barco e então partiram no ar acima da água e puxaram o barco para fora da corrente.
O velho barco rangeu, mas os Auxiliares Invisíveis conseguiram puxá-lo para um lugar seguro.
Os homens pensavam que os estranhos eram Anjos e eram muito respeitosos. Os Auxiliares Invisíveis disseram a eles que eram seres humanos e que seus corpos estavam em casa. Os homens queriam saber como os Auxiliares Invisíveis conseguiam atravessar o ar. Os Auxiliares Invisíveis tentaram explicar como podiam deixar seus corpos e ir a todos os lugares ajudando as pessoas. Os sete homens não entenderam e acreditaram que eram Anjos. Os Auxiliares Invisíveis então os deixaram e continuaram com seu trabalho.
Você pode muito bem acreditar que aqueles homens sabem que suas orações foram respondidas e que ninguém pode abalar sua fé no poder de Deus para ajudar seus filhos em tempos de angústia e necessidade desesperada.
Aqui está uma história que conta algo que aconteceu na Ásia. Uma mulher estava em uma cadeira de dentista e o dentista estava arrancando os dentes dela sem haver lhe dado nada para parar a dor. Ela rezou pedindo ajuda e quando os Auxiliares Invisíveis a alcançaram ela gritava de dor.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram, entraram, pararam o dentista e o fizeram dar algo para a mulher por sua dor intensa, e então a deixaram ir para casa.
Um Auxiliar Invisível disse ao dentista que ele deveria arrancar os dentes e deixá-lo ver como se sentia e ficou com medo.
Esperamos que seja uma lição para ele, e que ele não volte a ser tão cruel e insensível, especialmente com os pobres.
Um dos Auxiliares Invisíveis sentiu a dor e o terror da mulher e lembrou-se vividamente na manhã seguinte, quando ela acordou do sono. Cenas como essa deixam os Auxiliares Invisíveis muito tristes.
Aqui está uma história em que um Auxiliar Invisível salvou uma garotinha da morte e salvou um urso e uma píton que estavam em um buraco. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na Índia e encontraram um urso muito mau e cruel que estava atacando os nativos. As pessoas tentavam fazer o urso ir embora e ele estava lutando contra todos que via. Ele havia ferido gravemente um homem e uma mulher.
Uma Auxiliar Invisível não quis chegar perto do urso, pois havia esquecido que o urso não poderia machucá-la quando ela estivesse em seu Corpo de Desejos. O Auxiliar Invisível viu uma garotinha se aproximando. Quando o urso a viu, começou a persegui-la, mas o Auxiliar Invisível correu até a garotinha e a tirou do caminho. O urso então correu para o Auxiliar Invisível e apareceu na frente dele. Ele estava prestes a golpeá-lo quando o Auxiliar Invisível deu um passo para o lado.
O urso perdeu o equilíbrio e rolou no que o Auxiliar Invisível pensou ser grama. Em vez disso, era uma cova que os nativos cavaram para prender ursos, tigres e leões. O urso caiu e logo os Auxiliares Invisíveis ouviram uma grande comoção na cova. Uma grande cobra píton havia rastejado para dentro do poço, em algum tempo antes disso. Ela, provavelmente, estava lá para sair do sol quente.
Os nativos ouviram o rosnado na cova, vieram e arrancaram a grama. Eles olharam para baixo e viram o urso e a cobra lutando. O Auxiliar Invisível não queria que a cobra matasse o urso. Ele também não queria que o urso matasse a cobra, então ele desceu à cova e os deteve. O urso estava de um lado e a cobra do outro lado da cova. A Auxiliar Invisível ficou encantada ao pensar que seu amigo poderia acabar com o problema.
O Auxiliar Invisível saiu do fosso para falar com a Auxiliar Invisível e a luta recomeçou. Ele voltou para a cova e chamou a outra Auxiliar Invisível, e ela veio e desceu e permaneceu lá. Ele saiu e a cobra e o urso continuaram quietos.
Depois disso, o Auxiliar Invisível disse à cobra para rastejar para fora e ela foi. Ele disse à cobra píton para ir embora e não machucar ninguém até chegar à selva. Os nativos correram freneticamente para sair do caminho da enorme cobra. Em seguida, o Auxiliar Invisível pegou alguns troncos e os colocou no buraco e disse ao urso para sair. Ele fez isso rapidamente e a Auxiliar Invisível saiu, e o urso começou a segui-la. Os nativos ficaram a uma distância segura e observaram para ver o que aconteceria a seguir. Uma garotinha foi até os Auxiliares Invisíveis e não deu atenção ao urso. Ele apenas olhou para ela e ficou quieto ao lado da Auxiliar Invisível. O outro Auxiliar Invisível colocou a criança nas costas do urso e a carregou.
Uma Irmã Leiga elevada veio e fez algo no Corpos Vital da criança. “Agora, nada fará mal a esta criança”, disse ela, “e todas as criaturas a obedecerão até que ela atinja a idade de quatorze anos. Ela será capaz de proteger os nativos que foram duramente pressionados por cobras e feras selvagens”.
Então a Irmã Leiga levou o urso embora e os Auxiliares Invisíveis foram até os nativos feridos. O homem, que foi ferido pelo urso, sangrou até a morte devido aos ferimentos e seu Ego se foi. O Auxiliar Invisível disse aos nativos que enterrassem seu corpo imediatamente.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mulher ferida e trataram de seus ferimentos. Eles entenderam que ela sobreviveria. Depois de terem feito tudo o que podiam por ela, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Em outra noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um antigo mosteiro na Europa que havia sido bombardeado. Assim que chegaram ao local, uma senhora entrou com um bebê nos braços e levando duas crianças pequenas. Essa mulher havia deixado sua cidade natal a uns trinta quilômetros de distância e estava tentando chegar ao mosteiro. Seu marido foi morto e sua casa foi destruída. Eles estavam em circunstâncias confortáveis antes da guerra.
Ela teve que fugir para salvar a vida dela e estava na estrada há quatro dias. Muitas vezes ela se escondeu de soldados e ladrões. Todos pegaram resfriados e, sem comida e abrigo, desenvolveram pneumonia. O bebê em seus braços levou toda a força da mãe. A mãe e seus três filhos caíram e morreram a cerca de 12 metros das ruínas do antigo mosteiro.
A mãe estava delirando antes de morrer, e ela só tinha um pensamento. Ela queria chegar ao mosteiro e morreu sem saber que o prédio estava deserto. Quando a mãe morta viu a Auxiliar Invisível, pensou que ela era uma freira e deu-lhe a menina e o menino. O Auxiliar Invisível colocou-os em um banco e sentou-se ao lado deles.
“Oh, estou tão feliz que você vai cuidar deles”, disse a pobre senhora, e desapareceu.
A mãe e seus filhos estavam bem-vestidos e tinham auras muito brilhantes sobre eles. Os Auxiliares Invisíveis colocaram a menina no colo e ela logo caiu inconsciente. O garotinho que estava encostado no Auxiliar Invisível logo caiu na inconsciência também. Enquanto isso acontecia, a Auxiliar Invisível falou com seu companheiro. “Eles estão doentes. Qual é o problema com eles?”
“Eles estão todos mortos”, ele respondeu tristemente. “Seus corpos devem estar próximos.”
Ele foi até a porta e viu os quatro corpos a cerca de 12 metros de distância. Então, os Auxiliares Invisíveis deixaram as crianças mortas dormindo no banco do antigo mosteiro e foram até os quatro corpos.
A mãe estava de pé ao lado de seu corpo se perguntando o que havia acontecido. Ela estava segurando seu bebê.
“Por favor, ajude-nos”, disse ela. “Aconteceu alguma coisa. Não sei o que é. Aqui estou eu e aqui está o bebê; mas existem nossos corpos ou nós. O que aconteceu? Oh, meu peito dói. Mal consigo respirar. Quero ir ao mosteiro para levar meus filhos mais velhos para lá.”
“Senhora, você está morta, como as pessoas dizem quando alguém está nesse estado”, disse o Auxiliar Invisível. “Você levou o menino e a menina para o mosteiro. Você deve estar bem.”
A mãe fez isso e se sentiu melhor. Então ela contou a seus novos amigos como os soldados encontraram seu marido no campo e o mataram. Ela levou seus filhos para a frente com o que eles tinham e começou. Estava frio e chovendo e eles pegaram um resfriado. “Tínhamos apenas água e algumas nozes para comer durante esses quatro dias que estivemos no caminho.”
“Venha conosco e nós a levaremos a um lugar onde você possa descansar um pouco”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, carregue o bebê porque me sinto muito fraca”, disse ela ao Auxiliar Invisível.
“Siga-nos”, disse esse Auxiliar Invisível enquanto pegava o bebê.
A mãe fez isso e logo ficou inconsciente. Os Auxiliares Invisíveis primeiro carregaram as duas crianças para o Mundo Celestial. Em seguida, voltaram para pegar a mãe e seu bebê. Eles pararam na entrada do Purgatório com a mãe, e a senhora responsável disse que a mãe teria apenas uma curta estadia lá, pois ela era uma boa mulher. Os Auxiliares Invisíveis foram para o Céu das Crianças com o bebê e ele ficou muito vivo e começou a brincar com o irmão e a irmã que estavam lá, acordados e bem.
Você se pergunta que um desses Auxiliares Invisíveis chorou pelo triste destino dessa pequena família? As guerras causam tristeza e dor sem fim. Digo sem fim, pois os sentimentos de ódio gerados em uma vida são transferidos para a próxima e outra guerra resulta. Basta voltar na história e tentar contar as guerras que aconteceram. A perda de vidas é terrível. A humanidade acumulou tanto Destino Maduro que a carga parece assombrosa. Se as pessoas parassem e considerassem o custo, muitos problemas poderiam ser evitados, mas a maioria das pessoas não pararia. Eles se recusam a acreditar na Lei do Renascimento e na Lei da Consequência. Para eles, tudo isso é conversa fiada. Eles fecham os ouvidos e seguem em frente, cometendo todos os tipos de erros que só lhes causarão problemas.
Muitos médicos viveram vidas úteis e prestativas. Paracelso foi um dos mais famosos médicos de seu tempo. Ele foi misericordioso e dedicou toda a sua vida a curar os enfermos e doentes, independentemente de eles poderem pagar ou não. Ele juntou as ervas, folhas, bagas e cascas das árvores e plantas da floresta e fez seu próprio remédio e foi maravilhosamente bem-sucedido.
Os Auxiliares Invisíveis passam muito tempo ajudando os enfermos. Eles ajudam todas as pessoas a quem são enviados, independentemente de quem sejam.
Nossa próxima história fala de algum trabalho feito em um dos estados do norte dos EUA. Numa noite de outubro, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma reserva indígena. Havia cerca de cinquenta indígenas doentes ali, homens, mulheres e crianças.
Os Auxiliares Invisíveis foram de um lugar para outro fazendo o que podiam por eles. Quando os outros indígenas descobriram a presença deles, muitos vinham até o barraco onde estavam os Auxiliares Invisíveis e os observavam.
Uma jovem indígena foi embora e voltou com um bebê muito doente enrolado em um cobertor. Os outros indígenas se afastaram dela como se tivessem medo do bebê. Um indígena tentou fazê-la sair e ela chamou a Auxiliar Invisível que fez o homem parar.
“Por favor, ajude meu filho”, disse a mãe indígena à Auxiliar Invisível.
“Eu sei que você não é humano, e se você o tocar, ele ficará bom.”
Ela descobriu o bebê, e seu rosto e corpo estavam cobertos por uma camada de feridas. O bebê também teve pneumonia.
“Oh, que bebezinho fofo”, disse a Auxiliar Invisível enquanto o tomava nos braços. “Querido Senhor, eu sei, mas eles não. Por favor, ajude esta criança, se for da sua vontade.”
Enquanto ela orava pedindo ajuda para o bebê, o Auxiliar Invisível pediu um balde de terra e dois litros de leite. Isso foi trazido a ele. O bebê estava tão fraco que a Auxiliar Invisível disse: “Acho que o bebê faleceu.”
O outro Auxiliar Invisível olhou atentamente e viu que ele ainda estava vivo. “Leve o bebê para casa”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis foram para casa com a mãe e descobriram que não era lugar nem para o bebê nem para a mãe. “Você tem pais?”, ele perguntou.
“Sim, mas eles me expulsaram”, disse a mãe.
“Você deve me levar até eles”, disse o Auxiliar Invisível com firmeza.
A mãe abriu o caminho e os Auxiliares Invisíveis entraram. “Quero um lugar para esta mãe e seu filho”, disse ele aos pais.
Eles foram amigáveis e deram-lhes um quarto quente sem dizer uma palavra. A Auxiliar Invisível sentou-se e segurou o bebê no colo.
O outro Auxiliar Invisível misturou a terra e o leite em uma pasta e colocou no bebê e deixou secar na criança enquanto o bebê era enrolado no cobertor e posto diante do fogo. Ele pediu um pouco de gordura e foi trazido. Depois de um tempo a Auxiliar Invisível tirou a sujeira – da mistura de leite com as cascas das feridas – e untou o corpinho da criança e deu para a mãe índia que os vigiava. O bebê começou a se contorcer e chorar. Então, o Auxiliar Invisível o pegou novamente e ele parou de chorar.
Um grande indígena disse: “Hm-mm, vamos vê-lo sem roupas. Veja se as feridas desapareceram”.
O Auxiliar Invisível tirou o cobertor de cima do bebê e ergueu-o para que todos vissem que estava curado. A pasta que foi colocada sobre ele foi usada apenas como um meio para a força de cura que vem de Deus. Era o bebê indígena cor de cobre mais bonito que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto. Não havia cicatriz ou mancha alguma no corpo dele.
Os indígenas ficaram surpresos ao ver a mudança no bebê.
“Você é casada?”, perguntou a Auxiliar Invisível voltando-se para a mãe.
“Sim”, disse a mãe indígena. “O pai foi embora quando o bebê ficou doente e cheio de feridas e não voltou.”
“Ele está aqui?”, perguntou o Auxiliar.
“Sim, lá está ele”, disse ela, e apontou para ele.
O Auxiliar Invisível foi até ele e lhe disse que, enquanto vivesse, deveria cuidar daquela criança até que se tornasse adulto, e que não deveria tocar ou incomodar sua esposa, a menos que ela desejasse.
“Eu não o quero. Ele não é bom”, disse a esposa.
O indígena correu na direção dela, mas o Auxiliar Invisível o deteve.
“Se você a incomodar ou levar o menino embora, ou ao menos tentar, nunca mais vai andar ou falar”, disse o Auxiliar Invisível.
O indígena pareceu muito assustado quando ouviu isso.
“O que você queria dizer?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não vou machucá-la ou levar o menino. Eu ajudo o menino”, disse ele. Ele quis dizer que queria ajudar o bebê.
O Auxiliar Invisível questionou a indígena para saber se ela tinha estado doente ou tinha alguma doença e ela disse: “Não”, a todas as suas perguntas.
“Quem você pensa que nós somos?”, perguntou-lhe o Auxiliar Invisível.
“Ela é o Anjo”, disse e apontou para a Auxiliar Invisível, “e você é um guarda para ela”.
Era inútil explicar que os estranhos não eram Anjos.
Os indígenas queriam dar missangas e outras coisas aos estranhos, mas os Auxiliares Invisíveis apenas agradeceram e disseram que não poderiam levar os presentes. Os Auxiliares Invisíveis visitaram todos os indígenas doentes do local e a mãe indígena foi com eles.
“Você teve muitos problemas, não teve?”, disse o Auxiliar Invisível à mãe indígena. “Por que não ser uma boa menina e ajudar seu povo e todos os outros que puder?”
“Eu vou, mas as pessoas aqui me evitam”, disse ela, e então começou a chorar.
“Venha aqui, querida criança”, disse ele. “Eu não vou evitá-la. Eu a admiro, porque você é tão corajosa, forte e boa.”
O Auxiliar Invisível estava de pé e a mãe indígena veio e deitou a cabeça em seu ombro e disse: “Oh, estou tão sozinha e triste. Rezei ao Deus do homem branco para me ajudar e ele enviou seu Anjo e você. Eu serei boa”.
Enquanto ela falava, o Auxiliar Invisível acariciava sua cabeça e pedia que ela recebesse poder para ajudar os outros, se ela permanecesse boa, e inconscientemente para manter seu bebê bem e para que ela pudesse curar todos a quem tocasse. Ele então disse a ela para apertar a mão de todas as pessoas que ela tivesse contato e que estivessem doentes, e para ir ver todos os que estavam doentes, não importando qual fosse o problema com eles. Ele disse a ela que todos gostariam dela, a partir de então.
Deve haver um núcleo de bons Cristãos em todos os lugares para a Era de Aquário. Os indígenas seguiam os estranhos aonde quer que fossem. Finalmente, os Auxiliares Invisíveis ergueram-se no ar e os deixaram.
Alguns dias depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver a indígena e ela estava feliz na casa de seus pais. O bebê estava bem e dormindo em um berço ao lado da cama de sua mãe. Os Auxiliares Invisíveis a acordaram e ela beijou a Auxiliar Invisível, e eles seguiram seu caminho sabendo que não eram mais necessários ali.
Os Auxiliares Invisíveis ficam felizes quando podem ajudar crianças e animais. A maioria das crianças adora animais, e toda criança deveria ter um animal de estimação e ser ensinada a cuidar dele adequadamente. Em minha experiência, descobri que as crianças que amam os animais geralmente são as melhores e mais obedientes. Aqueles que não amam os animais devem ser ensinados a respeitar os direitos deles e não os maltratar. Se você quer que seu filho ou sua filha cresça e seja altruísta, ensine-o ou ensine-a a compartilhar o que tem com as pessoas e com seus animais de estimação.
A próxima história é sobre uma garotinha que foi atraída por um filhote de urso na floresta e como ela foi salva do ataque da mãe ursa, e como os ursos ganharam um lar na fazenda.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma garotinha de cerca de seis anos. Um dia ela havia se afastado da fazenda em que morava e seus pais não sentiram a falta dela. Ela entrou em uma floresta e lá encontrou um filhote de urso muito jovem e começou a brincar com ele. Tudo correu bem até que a mãe ursa viu a criança e veio correndo pelos arbustos em sua direção. Essa ursa teria machucado a criança se os Auxiliares Invisíveis não tivessem aparecido naquele momento e a impedido.
Um Auxiliar Invisível começou a falar com a mãe ursa para acalmá-la.
“Ouça, Sra. Urso, fique calma. Ninguém quer o seu filhote. Moro a centenas de quilômetros dessas florestas do Maine e não poderia levá-lo para casa. Esta garotinha pode querer agora por ser ele pequeno; mas ela não vai querê-lo depois que crescer. Venha, vamos levar a criança para casa e ninguém vai machucar você.”
A ursa seguiu os Auxiliares Invisíveis até que eles chegaram à beira da floresta, então ela parou e chamou seu filhote. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para chamar o filhote e ela o fez. O filhote foi até o Auxiliar Invisível e ursa rosnou e mostrou os dentes.
“Eu sei que você tem bons dentes”, disse-lhe o Auxiliar Invisível. “Eu quero me dar bem com você, então vamos lá.”
Então a mãe ursa foi andando como se estivesse andando em arbustos.
Depois que os Auxiliares Invisíveis pegaram a estrada, a criança e o filhote seguiram em frente, correndo e brincando, e a grande ursa preta veio devagar pela estrada entre os Auxiliares Invisíveis. Quando a criança chegou ao portão do quintal da casa, ela correu chamando a mãe dela que estava no celeiro.
A mãe saiu e quando viu os ursos ela gritou e dois homens saíram correndo com espingardas e apontaram para o filhote. A mãe ursa colocou uma pata em um dos braços do Auxiliar Invisível e investigou seu rosto como se dissesse: “Por favor, não deixe que eles matem meu filho. Eu nunca teria vindo se não fosse por você”.
Isso tudo aconteceu num piscar de olhos, mas o Auxiliar Invisível já havia dito às Salamandras para ficarem quietas, então as armas não dispararam. Os homens largaram as armas e correram para o celeiro, mas a mãe ursa foi até o filhote. O Auxiliar Invisível disse à mãe da menina que nem o filhote nem a mãe ursa machucariam a criança.
“Senhor, aquele urso é selvagem”, disse a mãe da criança.
“Eu sei, mas somos amigos”, disse ele. “Você vê que o Espírito-Grupo estava cooperando com os Auxiliares Invisíveis, porque ele queria que as vidas de seus protegidos fossem salvas.”
“Espere até eu amarrar meus cachorros”, disse ela, “ou eles vão matar o filhote e o urso.”
“Não, você não precisa fazer isso porque os cachorros e os ursos não vão brigar”, disse o Auxiliar Invisível. “Eles serão amigos.”
Nesse momento, os cachorros saíram do celeiro e foram em direção aos estranhos. O Auxiliar Invisível falou com eles. “Ouça, eu não quero nada de encrenca com vocês. Vocês devem apenas ser amigáveis com os ursos.”
Os cachorros olharam para o filhote e sua mãe ursa e foram embora. Os dois homens e a mulher ficaram surpresos com a maneira como agiram.
“Como isso aconteceu?”, um deles perguntou.
“Aconteceu porque pedi que assim fosse”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Como você fez isso?” questionou o homem.
“Pedi que fossem amigos”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
O Espírito-Grupo dos cachorros ajudava tornando os cachorros amigáveis às investidas do Espírito-Grupo dos ursos, mas nós, pessoas, não sabíamos nada sobre os Espíritos-Grupo.
“Isso é tolice”, disse o homem.
“Sua arma recusou-se a disparar”, disse o Auxiliar Invisível. “Os cachorros não brigariam. Suponho que isso seja tolice. Quero um lar para esta mãe ursa e seu filhote. Eles serão bons e a mãe irá embora em breve, mas o filhote ficará e será bom enquanto você não o maltratar.”
“Nessas condições, eu os levarei, mas e o pai?”, perguntou o homem.
“Se ele vier, vai se comportar”, disse o Auxiliar Invisível. O Auxiliar Invisível chamou os cachorros para perto dos ursos e disse-lhes para serem amigos dos ursos na fazenda e fora dela, e cuidar bem do filhote. Ele disse aos ursos que essa fazenda era para ser a casa deles e que eles poderiam ir e vir quando quisessem. O filhote seguiu os cachorros até o celeiro. O Auxiliar Invisível observou e os viu irem para o local onde os cães dormem. Ele não tinha certeza, mas parecia que um cachorro disse aos outros: “O filhote pode dormir aqui sem problemas, mas se a mãe vier, ela ocupará todo o quarto. Ela deveria arrumar outro lugar.”
Então o Auxiliar Invisível disse ao fazendeiro para fazer um lugar para a mãe ursa perto de onde os cachorros dormiam no celeiro.
“Ora, eu não posso colocar aquele urso no celeiro! Ora, os cavalos vão debandar”, disse o fazendeiro com uma voz surpresa.
“Não, tudo nesta fazenda será amigável para os ursos. Vá buscar um cavalo, uma vaca e um porco e veremos o que acontece”, disse o Auxiliar Invisível.
O fazendeiro trouxe esses animais, um a um, e não houve problema. O suor escorria na testa do fazendeiro, pois ele estava muito excitado. “O que aconteceu?”, ele perguntou. “O mundo está acabando?”.
“Não”, respondeu o Auxiliar Invisível, “mas a influência espiritual está operando em todos os animais, tornando-os amigos e ainda não pode influenciar o ser humano, mas o fará com o tempo.”
“Quem é você e onde você mora?”, perguntou o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis lhe contaram sobre seu trabalho, e ele ficou muito interessado.
“Vocês são Anjos?”, ele perguntou, e o Auxiliar Invisível disse: “Não.”
“Então você deve ser muito bom”, comentou o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram para casa quando o despertador de um deles tocou, avisando-o de que era hora de ele se levantar.
Aqui está uma história sobre como um menino e uma pantera foram ajudados por meio de cura espiritual. Numa noite de sábado, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um menino no coração das selvas da África. O menino estava sentado em uma árvore caída com uma imagem de seu deus na frente dele. Ele estava orando para que o seu deus o ajudasse. Ele saiu sozinho porque seus pais o rejeitaram, uma vez que o braço queimado dele cheirava mal.
Os Auxiliares Invisíveis desceram do ar, materializando-se na frente dele. O menino os viu e se ajoelhou e implorou que o ajudassem ou o levassem com eles. Ele era um menino muito inteligente, muito acima da média de seu povo.
Os Auxiliares Invisíveis viram o que deveria ser feito, mas não tiveram nada a ver com isso. Eram cerca de quase vinte quilômetros até o acampamento missionário mais próximo. O Auxiliar Invisível enviou a Auxiliar Invisível àquele acampamento para obter curativos, pomadas, etc. A Auxiliar Invisível foi, mas as pessoas se recusaram a dar-lhe qualquer coisa pelo menino e ela voltou.
“Fique aqui até eu voltar”, disse o Auxiliar Invisível, e ele foi embora e voltou com um kit de primeiros socorros. Ele viu que seu parceiro estava tentando fazer amizade com uma pantera negra com um pé dolorido. Ela era um animal incomumente grande para sua espécie.
O Auxiliar Invisível chamou a pantera e disse-lhe para se sentar. Ele então pediu ao Espírito-Grupo da pantera para mantê-lo quieto até que ele tivesse curado o menino, e então ele faria um curativo na perna da pantera. O Espírito-Grupo disse que ficaria feliz em fazer isso.
Os Auxiliares Invisíveis limparam o pus do braço do menino e o lavaram cuidadosamente, colocaram um pouco de pomada e fizeram um curativo. Então eles disseram ao menino para ficar perto deles.
O Auxiliar Invisível voltou-se para o animal ferido. “Sr. Pantera”, disse ele, “você tem um pé afetado aí. Caso se comporte como um cavalheiro, cuidarei dele para você”.
A pantera abriu bem a boca e mostrou quatro grandes dentes brancos e afiados.
“Eu sei que você tem dentes afiados”, disse o Auxiliar Invisível, “mas não tenho o suficiente aqui para você fazer uma refeição.”
Depois de dizer isso, o Auxiliar Invisível pegou a pata dianteira da pantera e viu que estava muito inchada de pus. Ele pegou a faca no kit e disse à Auxiliar Invisível para tirar a atenção da pantera de seu pé enquanto ele o cortava. Ela obedeceu, e o Auxiliar Invisível fez um corte na pele inchada. A pantera soltou um uivo feroz e saltou e derrubou a Auxiliar Invisível. Ela gritou e o menino fugiu. O Auxiliar Invisível teve que parar e ir buscar o menino para evitar que ele se machucasse na selva.
Depois que a Auxiliar Invisível se recuperou de seu susto momentâneo, ela deu um tapa na pantera e ela ficou mansa como um cordeiro. Ela espremeu todo o pus do pé e a pantera lambia a mão dela, quando o Auxiliar Invisível voltou com o menino. Ele então lavou o pé da pantera e fez um curativo e a pantera ficou perto de seus novos amigos.
O Auxiliar Invisível então pediu que o menino tivesse alguma proteção contra as feras da selva até que se tornasse um homem. Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a apresentar ao menino as coisas da selva. Eles encontraram algumas cobras grandes, um leão e vários outros animais na selva e fizeram o menino ir até eles e tocá-los, ordenando-lhes que cumprissem suas ordens. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao menino que, se ele fosse bom, nada o machucaria e que ele seria capaz de curar outras pessoas. Disseram-lhe para ajudar as coisas na selva e voltar para casa, e que sua família ficaria feliz em recebê-lo.
“Eu não quero voltar”, disse o menino. “Eu quero ficar com você.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram o menino para casa e continuaram seu trabalho, felizes por terem conseguido ajudar tanto o menino quanto a pantera.
Disseram-me que os Espíritos-Grupo que se encarregam dos animais relacionam-se com eles por meio de um cordão fino e brilhante, invisível ao olho físico, assim como nós estamos conectados com Deus. Esses Espíritos-Grupo são belos Seres de grande inteligência e sabedoria. O Espírito-Grupo do leão parecia um homem bem formado com a cabeça de um leão e um Corpo de Desejos de leão estendendo-se além do corpo que é como o corpo de um homem. Imagine um lindo Arcanjo com cabeça de leão e com luzes brilhantes irradiando dele e você terá uma ideia de como o Espírito-Grupo dos leões parece aos Auxiliares Invisíveis, que fazem amizade com seus pupilos. Esses Espíritos-Grupos podem ver o Mundo do Espírito da Vida, onde está localizada a verdadeira Memória da Natureza. Os Espíritos-Grupo muitas vezes ajudam crianças e animais, direcionando Auxiliares Invisíveis para eles.
Em seguida, você lerá sobre uma garotinha que gostava de brincar com cobras. Esta história é um tanto divertida para os Auxiliares Invisíveis que conheceram a mãe dessa criança. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo para a América do Sul quando viram alguns homens e mulheres correndo em direção a uma casa. Eles pararam para ver qual era o problema.
A mãe da criança ficou muito assustada porque descobriu que sua filhinha estava no porão da casa cercada por várias cobras grandes. A mãe disse que daria metade do que possuía para quem resgatasse sua filha.
“Se alguém for buscar a criança”, disse um homem, “as cobras picarão a criança e o socorrista também”.
“Pegue minha filha para que eu possa falar com ela antes que ela morra”, implorou a mãe emocionada.
“Você realmente confirma o que disse sobre dar metade de sua propriedade para qualquer um que salve sua filha?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sim”, disse a mãe da criança.
“Vou buscá-la para você”, prometeu a Auxiliar Invisível e desceu ao porão e foi até a criança e disse-lhe que sua mãe a queria. Ela então a pegou e voltou para cima. As cinco cobras grandes as seguiram e as pessoas começaram a se espalhar. Um homem estava prestes a atirar nas cobras.
“Não faça isso,” disse o Auxiliar Invisível que sabia que a arma dele não iria disparar, porque ele havia dito aos Espíritos da Natureza para ficarem quietos.
A Auxiliar Invisível parou as cobras e levou a criança para a mãe dela e disse que estava pronta para receber sua metade da propriedade conforme promessa da senhora. A Auxiliar Invisível queria testar a sinceridade dela. Então a senhora quis desistir e não cumprir sua promessa.
“Você pode me dar agora ou em sua próxima vida”, disse a Auxiliar Invisível. “Isso não importa para mim.”
“Eu não vou viver de novo”, disse a senhora.
A Auxiliar Invisível então explicou as Leis do Renascimento e Consequência para ela e mostrou à senhora sua vida passada e ela viu como ela trabalhou duro para conseguir propriedades e dinheiro.
“Deixe-me pensar por alguns dias”, disse ela. “Quero conversar sobre isso com meu marido.”
A Auxiliar Invisível disse às cobras para segui-la e ela as conduziu para fora. Ela brincou com as cobras por algum tempo e as pegou uma de cada vez. As pessoas queriam saber quem ela era. Eles deram a ela muito espaço para brincar com as cobras. Em pouco tempo, a Auxiliar Invisível despachou as cobras.
Algumas noites depois, os mesmos Auxiliares Invisíveis pararam novamente na casa da senhora e conversaram com ela. A senhora queria fazer um acordo com a Auxiliar Invisível por quinhentos dólares. Sua oferta foi recusada e ela ofereceu mil dólares. A Auxiliar Invisível disse que queria metade de tudo o que a proprietária tinha ou nada. A senhora ficou com raiva e disse-lhe que ela não conseguiria nada e ordenou-lhe para sair da casa.
“Você não deve fazer promessas que não pretende cumprir”, disse o Auxiliar Invisível. “Você terá que aprender a manter suas promessas.”
A querida garotinha veio até a Auxiliar Invisível, que se sentou e segurou-a no colo e admirou seus lindos cabelos cacheados.
“Você vai trazer minhas cobras de volta?”, perguntou a criança, “Eu brinco com elas há muito tempo.”
A senhora questionou a filha e descobriu que ela brincava com essas cobras venenosas há cerca de nove meses e nunca havia se machucado.
“Essas cobras nunca mais voltarão, mas algumas outras sim”, respondeu o Auxiliar Invisível.
A mãe ficou mortalmente pálida, mas ela não iria ceder e manter sua promessa. Mais tarde, o Auxiliar Invisível perguntou à sua companheira se ela teria ficado com metade dos bens da senhora.
“Não, claro que não”, ela respondeu, “mas se ela tivesse oferecido para mim, teria provado que ela era sincera e honesta.”
Outra noite, os Auxiliares Invisíveis foram ver essa senhora que havia prometido metade de sua propriedade para quem resgatasse a filha dela quando essa estava cercada por cobras perigosas. Um dos Auxiliares Invisíveis bateu à porta e eles deixaram-no entrar e encontraram a senhora muito doente. A criança estava na cama no mesmo quarto que a mãe.
“Tenho medo de que algo aconteça com minha filha porque ela é muito destemida”, disse a mãe ao Auxiliar Invisível.
“Sua filha ficará bem”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Deixe-a brincar lá fora e pare de se preocupar com ela, fique boa e seja uma boa mãe para ela.”
“Estou pronta para cumprir minha promessa a você”, disse a senhora.
A Auxiliar Invisível esfregou as mãos e fingiu estar muito satisfeita. Ela pediu as escrituras e a senhora as pegou e as deu ao Auxiliar Invisível e então desmaiou. Os Auxiliares Invisíveis levantaram-na e então a Auxiliar Invisível devolveu as escrituras à senhora.
“Agora está tudo acertado”, disse ela.
Isso deixou a senhora feliz novamente, e os Auxiliares Invisíveis deixaram-na em um estado de espírito feliz.
Nossa próxima história é sobre uma criança esquimó que foi salva por Auxiliares Invisíveis. Em conexão com esta história, quero enfatizar um ponto muito importante que muitos Estudantes Rosacruzes não entendem. Quando as pessoas são enviadas em missões de misericórdia, elas devem ajudar a todos. Algumas pessoas de Mente estreita são preconceituosas e não estão dispostas a ajudar pessoas de outras raças. Eles se sentem superiores às pessoas de cor, aos chineses, aos japoneses, aos esquimós, aos indianos ou a alguma outra raça, e não desejam ajudá-los.
Foi-me dito que um Estudante Rosacruz fez um bom trabalho por um tempo quando estava fora de seu corpo à noite, mas uma noite ele se recusou a ajudar um indígena doente e por isso não era mais adequado para ser um servo dos Irmãos Maiores. Anos se passaram desde então e ele não se qualificou para ser novamente admitido como trabalhador em um grupo de Auxiliares Invisíveis. Ele ainda é preconceituoso e tacanho.
Se você aspira a ser um trabalhador em um grupo de Auxiliares Invisíveis dirigidos por Irmãos Leigos ou Irmãs Leigas da Ordem Rosacruz, você deve considerar as pessoas de todas as raças como seus irmãos e suas irmãs e estar disposto a ajudar a todos que puder. Isso não é conversa fiada; é um requisito necessário para o avanço.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados ao extremo norte para salvar um menino esquimó de cerca de oito anos. Ele havia sido enviado para um médico e ficou atolado na neve profunda e não podia continuar. Os Auxiliares Invisíveis o encontraram inconsciente na neve com um bilhete na mão. Eles o pegaram e o levaram para a estação avançada mais próxima. O responsável leu o bilhete e disse que os pais do menino estavam doentes e precisavam de ajuda e que moravam a oito quilômetros de distância. Ele disse ao médico para se preparar e ir vê-los.
O médico examinou o menino e disse: “Seu rosto e uma das mãos estão congelados e ele pode perder os dedos e uma orelha”.
A Auxiliar Invisível começou a chorar e pediu ao companheiro que ajudasse a criança imediatamente. O Auxiliar Invisível pediu ao encarregado do posto avançado que colocasse o menino na cama e disse que cuidaria dele.
“Não tenho cama exceto a minha”, disse o homem.
“Coloque-o lá dentro”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem consentiu e a Auxiliar Invisível despiu o pequenino, vestiu-o com uma camisola e deitou-o na cama. “Segure-o”, disse ele para a Auxiliar Invisível.
Ela pegou o menino nos braços e o cobriu com sua aura.
Ele era uma criança atraente, fofa e gordinha. A Auxiliar Invisível sentiu muita pena dela e estava ansiosa para ajudá-la em tudo o que pudesse para que ela ficasse boa.
Os homens no posto ficaram surpresos com a compaixão e piedade demonstradas por essa Auxiliar Invisível. Eles também viram a aura da Auxiliar Invisível.
“Ela deve ser um Anjo, pois nenhum ser humano pode fazer isso”, disse um dos policiais.
“Não a perturbe”, disse o Auxiliar Invisível ao encarregado, “exceto para alimentá-la e cuidar de suas necessidades, para que não sinta dor. Mantenha-a aqui até que sua pele se solte. Se você vir que esta criança está gentilmente tratado, muito bem virá para você.”
“Eu vou”‘, prometeu o homem.
“Leve sua maleta com você e nós o encontraremos na casa do menino”, disse o Auxiliar Invisível ao médico.
“Vou levar a senhora comigo no trenó”, disse o médico, “mas não posso levar vocês dois porque meus cachorros não podem puxar três pessoas.”
“Não queremos nos separar e não precisamos que ninguém nos leve”, respondeu um dos Auxiliares Invisíveis.
O médico então partiu para a casa dos esquimós. Os Auxiliares Invisíveis chamaram o homem encarregado do lado de fora e novamente lhe disseram para ter certeza e cuidar do menino, e então ele desapareceu. Os Auxiliares Invisíveis chegaram à casa do menino muito antes do médico e descobriram que os pais estavam muito doentes e com pouca comida. Por meio do pensamento, um dos Auxiliares Invisíveis perguntou a alguém à distância se poderia ajudá-lo.”
“Sim, mas espere até o médico chegar”, disse a pessoa.
Quando o médico chegou, ficou surpreso ao ver os Auxiliares Invisíveis novamente e começou a tremer de nervosismo.
“Acalme-se”, disse o Auxiliar Invisível ao médico. Ele se virou para sua parceira e pediu que ela cuidasse da mulher, enquanto ele cuidava do homem.
Os esquimós tinham febre ártica e, devido à escassez de alimentos, eram mal alimentados. Os Auxiliares Invisíveis logo fizeram os esquimós se sentirem melhor. O Auxiliar Invisível disse ao médico para enviar um suprimento de comida para essas pessoas e para cuidar do menino.
O médico implorou aos Auxiliares Invisíveis que lhe dissessem quem eram. Eles lhe contaram sobre seu trabalho e que eram Auxiliares Invisíveis e seres humanos. Ele não acreditou nisso e insistiu que eles eram Anjos. Os Auxiliares Invisíveis seguiram seu caminho.
Aqui está uma pequena história acerca de quatro filhotes de urso que foram salvos de um caçador. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram alguns filhotes de urso em uma velha cabana em algum lugar da floresta. Os bichinhos pareciam ter apenas três ou quatro dias de vida. Um caçador os encontrou e queria levá-los embora e vendê-los.
“Deixe-os em paz e deixe-os crescer”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Somos amigos deles e desejamos que sejam deixados em paz.”
O caçador ficou tão assustado com a aparição repentina dos estranhos, que decidiu não caçar mais naquele dia.
“Vai demorar muito até que ele volte a caçar”, disse um Auxiliar Invisível ao outro por meio do pensamento.
O caçador olhou para os estranhos como se dissesse: “Eles são malucos”, e então se dirigiu para a porta e foi embora.
“Adeus”, disseram-lhe os Auxiliares Invisíveis enquanto ele se afastava apressado.
Depois que ele se foi, a Auxiliar Invisível pegou os filhotes e os examinou, fez a cama deles mais macia e confortável e os colocou de volta nela.
“Espere um momento, os seus pais estão chegando”, disse o Auxiliar Invisível quando eles estavam saindo.
O pai e a mãe ursos apareceram e pararam. O pai urso ergueu uma pata, cheirou-a e disse algo à mãe ursa. Então ele se dirigiu para a cabana enquanto ela esperava, escolhendo o caminho até lá com cuidado. Quando chegou à porta, olhou para dentro e virou-se para ela. Então ela veio com pressa e foi para seus bebês.
Parecia que ela disse: “Alguém esteve aqui e fez uma bela cama para meus filhos, e estou feliz por eles não os terem levado embora.”
O pai urso empurrou os filhotes para acordá-los e os Auxiliares Invisíveis os deixaram todos felizes. Esse trabalho deixa lembranças felizes.
Capítulo XVII
Histórias Diversas sobre Atividades dos Auxiliares Invisíveis
Nesse capítulo vou relatar várias histórias que lhe darão mais informações sobre as diversas atividades dos Auxiliares Invisíveis que são enviados em missões úteis pelos Irmãos Leigos, Irmãs Leigas e Adeptos.
Esses Seres Superiores, com a ajuda de muitos seres inferiores, estão fazendo tudo o que podem para ajudar as pessoas deste Planeta em sua evolução. A humanidade foi colocada na Terra para aprender pela experiência, e cada ser humano deve traçar seu próprio destino. O ser humano percorreu parte de sua jornada evolutiva, mas ainda tem muito trabalho a fazer em seus vários veículos antes que possa esperar ganhar a libertação dessa roda de nascimentos e mortes aqui. Deve aprender a progredir ajudando os outros no caminho da realização espiritual. Todos devem algum dia ganhar unidade consciente com o Deus Pai.
Muitas pessoas recebem ajuda por causa de suas orações a Deus. Aqui está a história de um homem cujas orações foram atendidas. Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem no sudoeste dos Estados Unidos. Esse homem estava apavorado porque estava sob o poder de outro homem. Ele era um bom homem e trabalhava duro para viver. Ele tinha mulher e dois filhos, ganhava bem e vivia bem. Ele era bem-visto na comunidade onde morava.
Ele conheceu um homem em uma taverna e esse homem o enganou. Ele o envolveu em uma quadrilha de sequestro e o estava forçando a entregar todas as suas economias para ele. O homem mau o forçou a ajudar a gangue. Quase foi morto duas vezes e uma vez foi preso. Ele estava terrivelmente assustado, e sua esposa estava preocupada com sua condição de perturbação. Ela pensou que ele tinha feito algo errado onde trabalhava.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram esse homem com o líder da gangue. A gangue de ladrões planejava fazer um trabalho e queria que ele ajudasse. Quando o Auxiliar Invisível se aproximou do homem preocupado e perguntou qual era o problema, ele disse que o outro homem havia tirado cinco mil dólares dele. A Auxiliar Invisível disse ao líder da gangue para devolver o dinheiro ao homem e deixá-lo em paz. Ela disse que haveria problemas se ele não o fizesse.
O líder disse que ela era esperta demais para viver, sacou a arma e apontou para o coração dela e atirou nela duas vezes. A Auxiliar Invisível estava funcionando por meio do Corpo de Desejos dela e no Corpo-Alma e, é claro, que ela não poderia ser ferida. A arma não fazia barulho. O Auxiliar Invisível estendeu a mão, pegou a arma e a quebrou. O homem correu, mas o Auxiliar Invisível foi atrás dele e logo o alcançou. Ele o sacudiu com muita força para trazê-lo de volta aos seus sentidos.
“Vou devolver o dinheiro e deixar o homem em paz”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis foram com o homem até a casa do líder da quadrilha, que não ficava longe dali, e viram o homem pegar o dinheiro de volta.
Eles levaram o trabalhador para casa e disseram-lhe para não se envolver com estranhos novamente. O homem perguntou aos Auxiliares Invisíveis quem eram e de onde vinham, e eles lhe contaram. Ele os agradeceu calorosamente por sua ajuda e os Auxiliares Invisíveis continuaram a lida deles.
Em outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma mulher que havia sido jogada de um navio por dois homens. O navio estava na costa da América do Sul. Os Auxiliares Invisíveis desceram ao oceano e a resgataram para fora da água, colocaram uma tela feita de material de desejo ao redor dela e a levaram para a praia.
A mulher disse, então aos Auxiliares Invisíveis que os homens haviam roubado dela oitocentos dólares e dois anéis de diamante. Ela contou onde morava em um dos estados do sul. Ela estava em uma viagem de férias que duraria vinte e cinco dias.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram a mulher em um local seguro e foram para o navio e encontraram os homens em uma cabine dividindo o dinheiro e os anéis que haviam roubado da mulher. O Auxiliar Invisível materializou sua mão e pegou o dinheiro e os anéis e foi até a janela e desapareceu. “Dinheiro roubado não é bom para você”, disse ele, virando-se.
Os homens recuaram com o choque e os Auxiliares Invisíveis deixaram o navio. Eles foram até a mulher e deram o dinheiro e os anéis para ela.
“Vá para casa”, disse o Auxiliar Invisível, “e não fale tanto sobre seu dinheiro e sobre ser rica”.
Os Auxiliares Invisíveis foram com essa mulher até um cais, onde ela poderia pegar um navio e voltar para casa. Ela descobriu que poderia embarcar em um navio em dois dias. Os Auxiliares Invisíveis, então, foram com ela para um hotel onde ela alugou um quarto para ficar até o navio zarpar.
“Quem salvou minha vida?” a mulher perguntou.
“Nós”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Como você saiu no oceano?”, ela perguntou. “Não conseguimos ver as luzes na praia porque estávamos muito longe e é uma noite clara.”
“É uma longa história e não temos tempo para contar”, respondeu ele.
“Minha vida pertence a você”, disse ela. “Não sei como recompensá-los, a menos que você aceite, posso lhe dar uma recompensa.”
“A única recompensa que queremos é que você seja gentil e boa com todos”, disse ele. Há bons e maus em todos os lugares, você sabe.”
A mulher agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e prometeu que ajudaria os outros; os Auxiliares Invisíveis a deixaram e foram continuar o trabalho de ajudar alguém necessitado.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam no campo e viram alguma coisa caída na neve em uma estrada. Eles voltaram para ver o que era. Eles descobriram que era uma mulher que havia caído de um trenó ou carroça. Um Auxiliar Invisível olhou para ver se ela havia morrido. Ele descobriu que ela estava viva, mas estava com febre e inconsciente.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram a mulher e a levaram para o hospital mais próximo. Algumas pessoas estavam levando a enferma para esse hospital, mas quando chegaram, descobriram que a haviam perdido em algum lugar da estrada e voltaram correndo para procurá-la.
A mulher parecia ter cerca de quarenta a quarenta e cinco anos. Ela não era bonita, nos padrões de beleza vigente, mas tinha um belo Corpo-Alma. Ela tinha calos nas mãos devido ao trabalho duro e seus pés estavam pretos devido ao congelamento. O médico logo a reanimou e ela perguntou pela filha. “Minha vida acabou”, disse ela.
“Dá-me o teu recado e direi à tua filha”, prometeu o Auxiliar Invisível.
“Diga a ela para seguir meus passos e ela verá Deus e os Anjos”, disse ela.
“Onde sua filha mora e quantos anos ela tem?” perguntou o Auxiliar Invisível.
A mulher disse que a filha tinha vinte anos e contou onde morava. Ela então virou a cabeça para o lado, sorriu e seguiu em frente. Em poucos minutos ela ficou ao lado de seu corpo em seus veículos superiores.
“Quantos filhos você teve?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu tive quatro”, ela respondeu. “Tive uma vida muito difícil, mas doce. Muitas noites frias caminhei e conversei com os Anjos.”
O Auxiliar Invisível disse depois que a maioria dos Anjos que ela viu e com quem conversou eram Auxiliares Invisíveis, mas que ela tinha visto muitos Anjos na clara luz da Lua. Ele disse que ela só havia falado com um Anjo, que estava tentando ajudá-la em tudo o que podia.
“Oh, estou tão quente e seca”, disse a mulher morta.
“Calma que você ficará bem”, disse ele.
Ela fez isso e então se sentiu muito melhor. “Quero ir para o Céu e descansar”, disse ela, “e depois quero ajudar os Anjos. Oh, eu me sinto bem agora. Vamos até lá”.
“Você não pode ir lá agora, mas depois você poderá”, disse o Auxiliar Invisível. “Venha conosco.
Os Auxiliares Invisíveis a levaram para a entrada do Purgatório. A Irmã Leiga que estava na entrada perguntou se ela queria descansar ou continuar seu trabalho.
“Quero trabalhar”, disse ela imediatamente.
Essa Irmã Leiga ligou para alguém e disse-lhe para trabalhar com ela. Ela então disse à mulher que acabara de morrer que ela poderia ir e ajudar toda a humanidade.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa da mulher e encontraram sua filha. O Auxiliar Invisível disse a ela que sua mãe havia falecido e que ela deveria seguir seus passos.
“Eu farei isso”, disse a filha. “Devo continuar a viver onde estou?”
“Você tem uma boa educação e algum dinheiro?”, perguntou o Auxiliar Invisível. – “Sim, eu tenho”, ela respondeu, e mostrou sua caderneta e seu dinheiro.
“Eu não posso lhe dizer agora, mas eu vou deixar você saber mais tarde”, disse ele.
Disseram à Auxiliar Invisível que havia um fino veio de ouro no lugar onde a menina morava e que a filha poderia obter o suficiente para suas três vidas, mas ela não sabia de nada. A mãe era uma Auxiliar Invisível nata desde uma vida passada. Dessa menina nascerá uma linhagem que durará até que sua mãe renasça novamente e então ela obterá as riquezas da mina de ouro.
Disseram-me que em qualquer país onde o ar esteja livre de fumaça, uma pessoa com visão espiritual pode frequentemente, em uma noite clara ou de luar, ver uma faixa prateada ou dourada passando pelo ar. Essas listras brilhantes são Anjos à distância. Normal e naturalmente os Anjos são mais brilhantes que os Auxiliares Invisíveis.
É fácil para as pessoas fora de seus Corpos Densos distinguir os Egos bons dos maus, quando estão voando. Aqui está um exemplo do que quero dizer. Certa vez, uma Auxiliar Invisível fechou os olhos e foram mostrados a ela dois egos distantes.
A aura de um dos Egos parecia um pequeno oval que era de um lindo azul brilhante. Estava se afastando no ar. Depois de alguns segundos, desapareceu de sua vista. Então, a Auxiliar Invisível viu algo, do mesmo tamanho, que era vermelho brilhante com uma borda preta ao redor. Depois de um tempo, a parte vermelha ficou menor e o objeto ficou totalmente preto. Em seguida, também desapareceu.
Foi dito a essa Auxiliar Invisível que o que ela viu primeiro foi a aura de um Iniciado ou de uma pessoa altamente desenvolvida espiritualmente; enquanto a segunda aura foi a de uma pessoa má procurando algo para influenciar.
Enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam em um grupo de Auxiliares Invisíveis no Mundo do Desejo, eles encontraram um homem e uma mulher que eram parceiros. Eles pareciam estar muito interessados um no outro.
Um Auxiliar Invisível perguntou-lhes onde moravam e um deles disse: “Já falecemos há algum tempo”.
“Vocês eram Auxiliares Invisíveis antes de morrer?” perguntou um Auxiliar.
“Sim, éramos Auxiliares Invisíveis e morávamos nos Estados Unidos”, respondeu a senhora.
“Você passou algum tempo no Purgatório?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, passei cerca de cinco minutos no Purgatório, e pareceu uma eternidade e a dor foi muito forte”, disse ela. “Na minha última vida eu não estava completamente livre de preconceito. No momento em que fiquei livre para continuar e deixar o Purgatório, pedi permissão para continuar meu trabalho. Então perdi a consciência de dor e choque e desmaiei. Quando acordei, estava na entrada do Purgatório e disseram que estava livre para trabalhar vinte e quatro horas por dia, e tenho estado ocupada desde então. Duas vezes fui chamada para passar meu tempo no Primeiro Céu, mas, todas as vezes, implorei para poder trabalhar, pois não queria ir para o Primeiro Céu. Muito recentemente me disseram que se eu trabalhasse muito mais, acharia muito difícil conseguir pais que pudessem me trazer ao renascimento e me dar o tipo de Corpo Denso que precisarei para avançar. Eu disse a meus amigos que eu não preciso de pais, pois estou trabalhando e posso aparecer na Terra quando quiser. Acostumei-me a trabalhar o tempo todo como Auxiliar Invisível e amo muito o trabalho. Vivi o equivalente a duas vidas terrenas desde que morri.”
“Há quanto tempo você está aí?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não sei, mas venha e descobrirei”, disse a senhora.
Os Auxiliares Invisíveis foram todos para a região superior do Mundo do Desejo e essa senhora mostrou-se aos Auxiliares Invisíveis visitantes na Memória da Natureza. Eles viram essa senhora, então uma mulher doente na cama durante o inverno. Eles a viram sair de seu corpo e ficar ao lado dele. Eles viram seus amigos lavarem e deitarem seu corpo. Dois dias depois, eles fizeram um funeral e a enterraram. Eles a viram ascender à entrada do Purgatório com alguns Auxiliares Invisíveis e depois ascender às Regiões superiores do Mundo do Desejo. Eles a viram ali gritando de dor. Ela voltou para a entrada do Purgatório chorando: “Por favor, deixe-me trabalhar.” Os Auxiliares Invisíveis olharam e viram que era 10 de janeiro de 1885, em uma pequena cidade do leste.
“Que efeito isso teve em seu Corpo-Alma?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não tive nenhum, pois o Mundo do Desejo não tem efeito sobre o Corpo-Alma, pois é feito dos dois Éteres superiores da Região Etérica do Mundo Físico”, disse a senhora.
Então o Auxiliar Invisível perguntou ao homem há quanto tempo ele estava no Mundo do Desejo, e ele disse que estava lá há trinta e cinco anos. “Passei cerca de um dia do seu tempo no Purgatório”, disse ele.
A senhora disse que também estava bem quando chegou à entrada do Purgatório, mas o choque da experiência foi demais para seus sensíveis corpos superiores. “A grande vantagem de ter um Corpo-Alma um tanto desenvolvido é que com ele se pode ir a qualquer lugar”, disse ela. “Uma pessoa cujo Corpo-Alma não está desenvolvido não pode ir a lugar nenhum. Todo mundo tem um Corpo-Alma, ou o esboço de um a ser preenchido.”
O Auxiliar Invisível estava ansioso por conhecimento com o propósito de ajudar os outros, então perguntou-lhe como ela poderia materializar um corpo quando ela tinha que usar um Corpo Denso.
“Eu fui ensinada a atrair os Éteres da Terra a fim de me fazer parecer sólida, e como liberar esse corpo quando eu terminar”, ela respondeu.
Essas pessoas maravilhosas fora dos Corpos Densos foram muito amigáveis com os Auxiliares Invisíveis, que lhes agradeceram por suas informações e, então, continuaram seu trabalho.
Numa noite de sexta-feira, dois Auxiliares Invisíveis foram convidados a um mosteiro onde um homem altamente desenvolvido estava morrendo, e dois Irmãos Maiores iam conectar um Ego no Corpo assim que o homem falecesse. O homem morreu logo depois que os Auxiliares Invisíveis chegaram lá. Eles viram os Irmãos Maiores desconectando o Cordão Prateado e conectando o segmento do Corpo Prateado dos Corpos do novo Ego no Corpo do homem que acabara de falecer. Ele passou primeiro pelos pés do corpo e depois deslizou para baixo em seu novo corpo.
Depois que o Ego estava no corpo do homem que falecera, ele se sacudiu como se estivesse se ajustando ao corpo. Em pouco tempo o corpo ficou muito brilhante. Os homens do mosteiro levantaram as mãos e começaram a gritar e louvar a Deus. Eles pegaram o homem e o chamaram para um novo quarto e o deitaram na cama. Todos pareciam conhecê-lo e ficaram felizes com o sucesso da mudança.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes com a experiência. Eles testemunharam uma grande visão que poucas pessoas veem. O homem que estava conectado no corpo tinha alcançado dez ou mais Iniciações.
No terceiro capítulo do Livro do Apocalipse, versículo 12, lemos o seguinte: “Quanto ao vencedor, farei dele uma coluna no templo do meu Deus, e daí nunca mais sairá. Escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da Cidade do meu Deus — a nova Jerusalém, que desce do céu, de junto do meu Deus — e o meu novo nome”.
Então, no versículo 21 lemos as palavras: “Ao vencedor concederei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu também venci e estou sentado com meu Pai em seu trono”.
O que isso significa e quem são os pilares de Deus de que nos fala São João, o Divino? Primeiro, o templo mencionado significa o templo de Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar. Está no sétimo Mundo, o Mundo de Deus.
Quando alguém se torna um pilar de Deus, ele se torna um servo de Deus que provou ser digno de encontrar seu Deus face a face e falar com ele. Então ele volta para a Terra para ajudar o resto da humanidade ou vai para algum outro Planeta para trabalhar.
As palavras “Ele não sairá mais dela” significam que o Ego alcançou a liberação da roda do Renascimento. Ele pode falar a palavra criadora e construir para si um novo Corpo que durará um longo período. Esses Corpos geralmente duram centenas de anos. Ele então construirá outro Corpo e entrará no novo. Ele não precisa renascer como um bebê e passar longos anos adquirindo educação. O novo nome refere-se à libertação. Esses Seres Elevados também são chamados de Filhos e Filhas da Solidão.
“Ao vencedor concederei sentar-se comigo no meu trono”, significa que os Liberados se tornam colaboradores de Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, e que poderão conversar com Ele à vontade;
“assim como eu também venci”, diz-nos que Deus alcançou Seu lugar apenas como resultado de um longo período de esforço sincero e serviço de autoesquecimento. Sabemos que Deus alcançou sua alta posição por meio do trabalho em algum outro Sistema Solar, e então veio a um determinado lugar no espaço e criou nosso Sistema Solar, conforme relatado no primeiro capítulo do Livro do Gênesis: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”.
No segundo capítulo do Livro do Apocalipse, versículo 7, lemos o seguinte:
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: ao vencedor, conceder-lhe-ei comer da árvore da vida que está no paraíso de Deus”.
“Comer da árvore da vida” significa o segredo de como perpetuamente vitalizar o Corpo. Sabemos que nossos Corpos Densos não são perfeitos hoje. Quando alcançarmos a liberação, nossos Corpos estarão perfeitos e poderemos renovar nossos Corpos Vitais à vontade.
Então nos tornaremos imortais e cooperadores de Deus. Mas, esse é um caminho longo e difícil de percorrer. Muitas decepções devem ser enfrentadas e muitas dificuldades terão que ser superadas e vencidas antes de atingirmos nosso objetivo.
Max Heindel nos diz no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” que “A queda na geração foi necessária à construção do cérebro, que é um meio indireto de adquirir conhecimento. Será sucedido pelo contato direto com a Sabedoria da Natureza. Então, sem cooperação alguma, o ser humano poderá utilizar essa Sabedoria na geração de novos Corpos. A laringe falará novamente a ‘Palavra perdida’, ou ‘Fiat Criador’ outrora empregada pelos antigos lemurianos sob a direção dos grandes instrutores, para criar vegetais e animais. Será um criador de verdade, e não na forma relativa e convencional do presente. Empregando a palavra apropriada ou a fórmula mágica poderá criar um Corpo novo”.
O “Fiat Criador” se refere à criação do nosso Sistema Solar por Deus no primeiro capítulo do Gênesis.
No versículo 17 do segundo capítulo de Apocalipse lemos o seguinte: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: ao vencedor darei do maná escondido, e lhe darei também uma pedrinha branca, uma pedrinha na qual está escrito um nome novo, que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.”
– “ao vencedor” significa os Liberados que pagaram todo o seu Destino Maduro e superaram todos os seus maus desejos e maus hábitos, e desenvolveram maravilhosos e brilhantes Corpos-Almas que estão além de qualquer coisa que possamos conceber.
– “darei do maná escondido” significa que os Liberados são sustentados pelo maná, ou força vital que flui de Deus.
– “e lhe darei também uma pedrinha branca”, refere-se ao seu Corpo-Alma, que também é chamado de “Pedra Filosofal”. Esse Corpo-Alma deve ser parcialmente construído antes que o Ego possa sair de seu Corpo à noite durante o sono e trabalhar como um Auxiliar Invisível.
No quinto capítulo de São Mateus, versículo 48, encontramos o seguinte: “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Aqui nos é dito para nos tornarmos perfeitos, e é possível para nós fazê-lo. Como pode ser feito? O caminho que leva à perfeição é um caminho longo e difícil que começa com o Estudante. Isso leva em torno de dois anos. A segunda etapa é o grau de Probacionista, um período em torno de cinco anos.
Ao final desse período, supõe-se que o Ego tenha desenvolvido a luz interior, de modo que possa ver seu caminho sozinho nos Mundos internos. Então, segue o período de Discipulado que depende inteiramente do desenvolvimento do Ego. Então, segue o período que leva a pessoa ao grau de Irmão Leigo ou Irmã Leiga e, naturalmente, à primeira Iniciação Menor. O tempo necessário depende do Ego. Quando a primeira Iniciação é alcançada, é mostrado ao candidato como deixar seu Corpo conscientemente. Então, o Ego deve trabalhar seu caminho para cima e para frente. Uma Iniciação após a outra é alcançada até que todos as nove Iniciações Menores tenham sido alcançadas. Quando ele atinge a primeira Iniciação Maior ele alcança o grau de Adepto. E assim vai até alcançar a quarta Iniciação Maior. Depois dessa ele se torna um Irmão Maior. Ele é um ser humano que vive aqui na Terra trabalhando entre nós como os outros seres humanos. Para a grande maioria, exceto para um outro Irmão Maior, ele sempre será um ilustre desconhecido.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram levados a algum lugar por uma Irmã Leiga. Eles foram primeiro colocados para dormir e depois levados para um grande salão. O salão tinha um teto alto. Uma parede estava totalmente coberta pelo que parecia ser um vidro fosco que se estendia do chão ao teto.
A plataforma do orador ficava de um lado para que o ele pudesse ver o vidro enquanto falava. Para uma audiência de Estudantes admirados, este orador mostrou uma série de imagens por meio da Consciência de Júpiter. Esses quadros apareceram na parede de vidro fosco. Esses quadros mostravam algumas atividades de seres humanos que alcançavam Iniciações cada vez maiores, até quanto podia ser mostrado.
Também foi mostrado um exemplo de um maravilhoso Corpo-Alma.
Então, o orador mostrou ao público como se retorna ao nosso planeta Terra muitos anos depois, construindo um corpo para si mesmo e como foi trabalhar com a humanidade.
Em outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram uma mulher que tinha alcançado o grau de Adepto, enquanto estavam fora dos seus Corpos Densos.
Então, ela os levou para a casa dela e entrou no Corpo Denso e os acordou.
“Você come comida?”, perguntou o Irmão Leigo, que também é um Auxiliar Invisível.
“Sim, às vezes eu faço”, ela respondeu. “Eu também como quando tenho companhia. Faço questão de visitar meus amigos quando não é hora de comer.”
“Por favor, conte-nos como você vive”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sou livre e conheço todas as leis e sou sustentada pelo maná, ou força vital, que flui de Deus. Quando há algum trabalho que preciso encarnar, construo os Corpos necessários para me expressar aqui na Região Química do Mundo Físico”, disse a senhora.
Os Auxiliares Invisíveis puderam ver que ela tinha um corpo humano real, um Corpo Denso. Quando ela estava falando sobre o trabalho de um Adepto, ela disse que o trabalho deles ajudar onde há mais necessidades, focando nas Regiões superiores do Mundo do Desejo e na Região do Pensamento. Eles ajudam a todas as Ondas de Vida nessas regiões superiores. No entanto, às vezes, há a necessidade de se trabalhar no Mundo do Desejo inferior e até na Região Química do Mundo Físico. Alguns gastam todo o seu tempo ajudando a humanidade em tudo o que podem.
Os Adeptos, quando estão com um Corpo Denso, vivem onde não são incomodados porque saem e deixam seus corpos em casa por dias, ou mesmo meses. As pessoas da casa não perturbam seus corpos nessas horas. Quando eles retornam, encontram seus corpos em perfeita forma.
“Quando eu saio do meu corpo para deixá-lo”, disse ela, “eu paro suas emanações e desacelero meu coração.”
O Auxiliar Invisível perguntou a ela sobre os fluidos e excrementos no corpo. Ela disse que qualquer comida que coma é pura e não prejudica seu corpo enquanto ela estiver fora dele. “Eu como vegetais como verduras, frutas e legumes”, disse ela.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram levados para o Mundo do Desejo superior e depois para o Mundo do Pensamento por uma Irmã Leiga.
Então eles viram exemplos de como se ensina música, desenho e pintura usando material de desejos e de pensamentos.
Um Auxiliar Invisível lembrou-se de ter visto essa classe duas vezes antes. Certa vez, ela foi autorizada a entrar em uma sala onde alguns músicos estavam aprendendo a escrever as harmonias da Música das Esferas. A reunião estava sendo realizada na casa de uma senhora Adepta. Havia oito homens na classe, e todos eram Iniciados. O professor era um Adepto. Ele estava ensinando a seus alunos como captar os tons das harmonias celestiais e anotá-los como notas em papel pautado feito de material de desejo. Eles estavam escrevendo uma sinfonia.
Os alunos estavam todos em seus Corpos-Alma, mas pareciam tão naturais como se estivessem em seus corpos físicos e trabalhando em uma aula de harmonia. Escrever a harmonia no papel indelevelmente imprimiu a música em seus corpos físicos, de modo que, quando voltassem a seus corpos, pudessem se sentar e tocar o que tinham ouvido. Os músicos que frequentam essas aulas podem não apenas tocar o que ouviram, mas também colocar a música no papel, e as sinfonias estão prontas para serem usadas para encantar os amantes da música. Esta é uma das maneiras que nossos grandes compositores foram capazes de trazer até nós a música divina das esferas, estivessem eles conscientes disso ou não.
Os Adeptos ajudam a humanidade assim como nós, apenas com perfeita compreensão e maravilhosa eficiência. Eles não influenciam as pessoas contra seus desejos, mas fortalecem o bem sempre que ele é encontrado. Eles são colocados onde melhor se adaptam ao trabalho. Outros vivem com elevados Iniciados que podem vê-los e conversar com eles enquanto estão juntos ou à distância. Alguns assumem corpos físicos e outros não.
Teremos agora mais algumas histórias de trabalho feito por Auxiliares Invisíveis aqui na Terra. Uma noite, três Auxiliares Invisíveis foram enviados para atender às orações de uma menina. Eles correram para a casa dela e lá encontraram uma garota bonita orando desesperadamente por ajuda para salvar sua vida. Um homem tinha acabado de atirar e matar seu namorado e pretendia matá-la e depois se matar.
Dois dos Auxiliares Invisíveis foram até a garota e se materializaram e o terceiro ficou perto do homem morto. Quando o assaltante viu os Auxiliares Invisíveis, largou a arma e começou a correr. Um Auxiliar Invisível bloqueou seu caminho.
“Segure-o! Segure-o!”, gritou a garota em voz muito alta, e o Auxiliar Invisível o segurou com firmeza.
O homem tentou lutar para se soltar, mas o Auxiliar Invisível não permitiu que ele escapasse.
A menina chamou a polícia e depois desmaiou.
O Auxiliar Invisível se materializou e a reviveu. Ele então olhou para o homem morto que havia se formado e estava de pé ao lado de seu corpo.
“O que aconteceu e por que ele atirou em mim?”, perguntou o chamado homem morto. Eu nunca fiz nada para ele. Estou morto ou inconsciente?”
“Você está morto como se diz quando estamos encarnados aqui”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Oh, eu não queria morrer”, disse o homem. “Eu queria viver, casar com ela e ter uma família grande. Economizei meu dinheiro e íamos nos casar em maio. Como posso dar a ela meu dinheiro que eu economizei? Por favor, pegue minha carteira e dê a ela.”
O Auxiliar Invisível disse ao seu companheiro para escrever uma declaração dando à garota o dinheiro de seu noivo que ele tinha no banco, e pediu à Irmã Leiga que veio com eles para materializar o homem que acabara de morrer para que ele pudesse assiná-lo. Um Auxiliar Invisível escreveu a declaração e logo a deixou pronta. A Irmã Leiga obteve permissão para materializar o homem e assim o fez. O homem pegou a garota e a abraçou e beijou e assinou o bilhete. Os três Auxiliares Invisíveis assinaram como testemunhas e então o homem desapareceu.
O assassino viu o que havia acontecido e ficou tão assustado que não conseguia se mexer. A polícia veio e prendeu o homem que atirou no noivo da garota e moveu o corpo do morto.
“O que devo fazer agora?”, a garota gritou depois que os homens a deixaram com os três Auxiliares Invisíveis. “Tenho medo de ficar em casa sozinha agora.”
A Irmã Leiga aproximou-se dela, colocou a mão na cabeça dela e disse-lhe que ela deveria ser corajosa e que nada a machucaria.
“Vá para a cama e tenha bons sonhos”, disse a Irmã Leiga.
“Eu vou”, respondeu a garota. “Quero agradecer a todos vocês pelas coisas maravilhosas que fizeram por mim.”
Então os Auxiliares Invisíveis a deixaram e seguiram em frente. Esta foi uma ajuda muito incomum, mas mostra o que pode ser feito por alguns Auxiliares Invisíveis.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem negro para ajudá-lo. Ele tinha acabado de morrer e estava se perguntando o que havia acontecido com ele. Ele tinha noventa anos e viveu no sul do país toda a sua vida. Ele havia sido escravo por muitos anos e passou por muitas dificuldades. Ele era Cristão desde jovem.
Ele se casou e teve quatro filhos e todos eles morreram. Sua esposa havia morrido cerca de trinta anos antes. Na época de sua morte, esse velho vivia com um bisneto. Ele vivia de sua pensão, pois havia servido na Guerra Civil.
Quando o velho viu a Auxiliar Invisível, ele se animou.
“Senhora, você é o Anjo que veio me levar para o céu?”, ele perguntou. Eu vi muitos Anjos no meu dia. Uma vez veio um e impediu meu mestre de me bater. Era uma mulher como você. Ela me disse para ser sempre boa e Deus cuidaria de mim e me ajudaria. Mas, às vezes, Deus demorava muito para me alcançar. Quando pedi a Deus para deixar a minha esposa Sally ficar aqui comigo até que eu tivesse que ir, uma senhora veio e disse que o tempo de Sally havia acabado e que ela teria que ir.
Então Deus levou meus filhos, um por um, e minha vida tem sido muito solitária. Todas as pessoas que conheci quando era jovem agora estão mortas. Senhora, eu costumava sentar-se no meu quintal à noite e ver Anjos passarem, e eles eram brancos. Eu me perguntei se existem anjos coloridos.
Senhora, você é a primeira pessoa com quem pude falar desde que estou assim. Eles me lavaram e me colocaram neste quarto e disseram que iam me enterrar amanhã de manhã.
Não deixe que façam isso porque não estou morto, embora algo esteja errado. Eu pensei que quando eu morresse, minha esposa, filhos e um Anjo viriam e me levariam para o céu. Eles não estão aqui, então acho que não estou morto, mas o que você está fazendo aqui, caro Anjo? Todos os Anjos usam anéis e relógios?”
Então a Auxiliar Invisível disse ao idoso para deixá-la falar. Ela disse a ele que ele estava morto, como é chamado esse estado pelas pessoas, e que ele só tinha visto um Anjo real. Então os olhos do velho se arregalaram e ele começou a tremer de medo. A Auxiliar Invisível disse a ele que ela era uma Auxiliar Invisível e que ajudava a todos que podia.
Ela disse a ele que o corpo dele estava a centenas de quilômetros de distância e que ninguém poderia vê-lo em condições normais.
“Eu vim para levá-lo ao céu para sua esposa e talvez para seus filhos”, disse ela.
“Onde está o céu e eu estou morto?”, perguntou o idoso. “Pensei que não saberia de nada até chegar ao céu.”
A Auxiliar Invisível teve dificuldade em explicar seus ensinamentos para ele.
Quando ele finalmente entendeu do que ela estava falando, ele disse: “Talvez Sally tenha sentido falta de ir para o céu.”
“Não, ela não sentiu falta de ir para o Céu”, disse o Auxiliar Invisível. “Ela foi para lá, e você irá para lá também.”
“Bem, vamos porque estou velho e cansado”, disse ele, “mas não posso andar rápido porque estou muito fraco.”
“Eu o carregarei, meu amigo”, disse a Auxiliar Invisível, e ela estendeu a mão, pegou-o no colo e foi em direção à parede.
“Essa é a parede e você não pode atravessá-la”, disse ele.
No entanto, os Auxiliares Invisíveis e o velho em seu Corpo de Desejos atravessaram a parede.
“Bem, devo estar morto, pois não poderia fazer isso quando estava em meu corpo!”, exclamou o idoso surpreso. “Senhora, estou com sono”, disse ele enquanto avançavam pelo ar.
“Vá dormir,” ela disse e ele dormiu.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o idos para a entrada do Purgatório e uma Irmã Leiga olhou para sua aura. “Leve-o para sua esposa no céu”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esta família havia construído uma linda mansão no Céu. Foi feito através de lágrimas, tristeza, amor, dificuldades e fé em Deus. O velho encontrou sua esposa e seus quatro filhos lá e eles tiveram um grande reencontro. “Sally, estou aqui”, disse ele, “Glória a Deus.”. “John,” ela disse e correu para ele.
Os Auxiliares Invisíveis os deixaram em seu merecido descanso e alegria. Eles eram boas pessoas e gentis com todos. Este é um caso em que o Ego não precisou ir para o Purgatório.
O homem da história a seguir teve que ir para o Purgatório porque não viveu uma vida boa. Uma noite, um homem morreu e dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudá-lo. O homem ficou muito surpreso ao ver um dos Auxiliares Invisíveis, pois ele o conhecera ligeiramente durante sua vida.
Este homem havia bebido muito durante toda a sua vida e morreu de delirium tremens. Ele estava parado ao lado de seu corpo imaginando o que estava acontecendo. Quando ele viu o Auxiliar Invisível, ele disse: “Você é como eu? Estou morto? O que aconteceu? Se eles tivessem me dado o uísque que eu queria, eu não estaria assim.”
“Você está morto, homem”, disse o homem Invisível, “e não provará mais uísque por cerca de mil anos.”
“Cara, você é louco”, disse o homem. “Já fui assim muitas vezes e depois fiquei bem, mas não vejo as coisas que corriam atrás de mim e tentavam entrar no meu corpo. O médico costumava injetar remédio no meu braço e eu ficava bem em alguns dias”.
“Sim, mas o que este último homem, o agente funerário, colocou em seu braço não vai curá-lo”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Levará muitas centenas de anos para você voltar e ficar bem. O agente funerário colocou algo em seu corpo, e você sentiu calor e agora sente frio. Você não começou a ver as coisas que fazia enquanto estavam bem?”
“Sim, cara, pensei que aquele cara estava tentando me queimar por dentro”, disse o homem, “e as fotos das coisas que eu fazia pararam quando eu era um menino de doze anos. Então comecei a congelar.”
Só então o homem teve um de seus ataques de uísque e disse: “Ha, ha”, e fez todos os tipos de caretas engraçadas. Então ele viu a Auxiliar Invisível pela primeira vez. “Mocinha,” este não é lugar para você” ele gritou. “É melhor você ir antes que essas cobras e outras coisas te peguem. Há, há. Olhe para aquele!
Faça isso ir embora. “Hm-mm, quase me pegou dessa vez. Cuidado! Cuidado! Ah, ah.”
Isso deixou a Auxiliar Invisível nervosa e ela se aproximou o mais que pôde de seu parceiro. “Faça algo por ele ou leve-o para a entrada do Purgatório”, disse ela. “Vou esperar por você até que você volte.”
Então o Auxiliar Invisível foi até o pobre homem e o acalmou.
“Você quer ver o seu funeral?”, ele perguntou ao homem.
“Quem viu seu próprio funeral!” o homem disse, depois de ter rido da ideia. “É melhor esperar até que eu morra.”
“Vamos”, chamou o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou morto, e o diabo pode me pegar se eu sair daqui”, disse o homem. “Há muitas cobras e outras coisas aqui para irmos a qualquer lugar. É melhor você correr.”
Por meio do pensamento, o Auxiliar Invisível perguntou a um Adepto se ele deveria levar o homem para a entrada do Purgatório e foi-lhe dito para fazê-lo. O Auxiliar Invisível tocou a cabeça do homem, que ficou quieto e seguiu os dois Auxiliares Invisíveis até a entrada do Purgatório.
Quando chegaram a entrada do Purgatório, uma Irmã Leiga falou com o Auxiliar Invisível responsável pelo homem. “Leve-o para sua casa, mas deixe seu parceiro comigo.”
“Não, deixe-me ir com ele,” insistiu a Auxiliar Invisível.
“Não, pois o que você verá pode assustá-lo”, disse a Irmã Leiga.
A Auxiliar Invisível implorou para ir, e a Irmã Leiga deu-lhe permissão. “Amarre-a a você”, disse ela ao Auxiliar Invisível, e ele o fez.
Então eles desceram ao Purgatório com o homem. Ele se tornou indisciplinado e tentou se apossar dos Auxiliares Invisíveis e a Auxiliar Invisível ficou com medo e disse que queria ir para casa.
Finalmente, os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para sua casa, e ele começou a delirar e pedir uísque. Os Auxiliares Invisíveis podiam sentir claramente o cheiro de uísque e podiam ver sua fumaça subindo.
Os Auxiliares Invisíveis viram muitos homens e mulheres loucos por bebida. Alguns carregavam barris e alguns tinham garrafas de uísque do desejo, que tentavam beber, mas não conseguiam. A Auxiliar Invisível ficou muito assustado e começou a lutar contra as pessoas, pois elas estavam seguindo os Auxiliares Invisíveis.
Eles viram uma mulher que já foi uma mulher inteligente e próspera. A Auxiliar Invisível disse a ela que ela estava naquele lugar para ensiná-la que beber não faz bem a ninguém. “Quanto mais cedo você desistir do desejo de beber, mais cedo o seu sofrimento vai acabar”, disse a Auxiliar Invisível.
“Como posso desistir?”, a mulher perguntou.
“Jogue fora sua garrafa e ore a Deus para ajudá-la e diga a Ele que você não vai beber mais se Ele lhe der outra chance”, aconselhou-a a Auxiliar Invisível.
“Será que Deus vai fazer isso? Não vou ter que ficar aqui para sempre?”, ela perguntou.
“Sim, Ele fará isso e você sairá daqui”, disse a Auxiliar Invisível.
A pobre mulher jogou fora sua garrafa e começou a rezar. A Auxiliar Invisível a viu afundar em um sono leve e soube que suas preces haviam sido atendidas.
Uma Irmã Leiga disse a esses Auxiliares Invisíveis que esta mulher esteve no local onde os bêbados são mantidos algum tempo. O único mal que ela fez foi a si mesma bebendo. Ela pagou a dívida com juros. O homem sofrerá muito porque tinha sessenta e três anos e era mau com todos, e causou a própria morte.
Aqui estão algumas informações que eu acho que vão interessá-lo nesta conexão. À certa Estudante Rosacruz foi mostrado o corpo de um Iniciado à distância, e ela deu uma boa olhada no Corpo Vital dele enquanto ele interpenetrava seu Corpo Denso. Seu Corpo Vital era de um lindo rosa e permanecia simétrico como de uma boneca, só que era muito brilhante.
Agora, é diferente com o Corpo Vital de uma pessoa morta. Quando uma pessoa morre e é embalsamada em pouco tempo ou o mais rápido possível todo o sangue é removido, o Corpo Denso fica pálido, cinza claro ou escuro.
Em todo caso, não é tão branco como geralmente é quando a vida está no corpo. Isso também é verdade em relação ao Corpo Vital após a morte. Se há vida nele, ele tem sua cor natural.
Quando o Ego deixa o Corpo Denso e se desfaz do Corpo Vital, esse fica cinza e ondulado como uma névoa diante do vento quando está saindo de uma cidade ou de um porto.
Se a pessoa for embalsamada e mantida no estado por sete a dez dias, o Ego descarta o Corpo Vital, que volta e flutua sobre o Corpo Denso. Em alguns casos, o Corpo de Desejos também retorna, mas não com frequência, pois pertence ao Mundo do Desejo. Quando isso acontece, é porque o Corpo Vital se tornou tão interligado com o Corpo de Desejos que deve ser desfeito.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam fora do seu Corpo Denso e viram algumas pessoas realizando um serviço fúnebre para um homem; eles pararam e observaram. Eles viram o Corpo Vital do homem flutuando sobre o caixão. Parecia um pano cinza esfarrapado movendo-se lentamente para cima e para baixo sobre o caixão.
“Todos os Corpos Vitais se parecem com isso?”, perguntou a Auxiliar Invisível a uma elevada Irmã Leiga que estava com eles.
“Sim”, respondeu a Irmã Leiga.
Ela então mostrou ao Auxiliar Invisível como o Corpo Vital de seu avô flutuava sobre o caixão da mesma maneira. Em seguida, ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis os Corpos Vitais de duas pessoas materialistas, que morreram há muitos anos. Eles pareciam uma substância cinza semelhante a um véu flutuando sobre os caixões nos quais estavam os Corpos Densos.
Um Corpo Vital mergulhou no Corpo Denso e então se ergueu novamente. A Auxiliar Invisível lembrava-se claramente disso quando acordou na manhã seguinte. Ela ficou muito surpresa por não ter tido provas disso antes. Os Corpos Vitais dos últimos três Egos foram vistos por meio da Memória da Natureza onde todos os eventos são preservados para referência futura.
A maioria de nós tem pouca noção do universo maravilhoso em que vivemos, pois passamos a vida vendo tão pouco. Somos um pouco como os cavalos com antolhos que obstruem sua visão.
Sempre que alimentamos maus pensamentos sobre outra pessoa e sentimos inveja do que ela tem, corremos o risco de ter esses pensamentos soltos e nos levar a fazer coisas das quais sempre nos arrependeremos. Aqui está uma história que ilustra o que quero dizer.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma senhora idosa em um estado do oeste, em resposta às suas orações. Eles foram ao quarto dela e a acordaram espiritualmente e conversaram com ela. A senhora disse aos Auxiliares Invisíveis que seus parentes queriam se livrar dela e de seu irmão. Ela disse que tinha oitenta anos e ele tinha oitenta e cinco anos.
Ela podia ver que esses parentes estavam estudando uma maneira de se livrar deles sem causar problemas, para que pudessem se apossar de seu dinheiro e propriedades.
“Nós dois estamos bem de vida”, disse a velha senhora, “mas nossas vidas são entristecidas pelo pensamento de que nossos próprios parentes querem nos matar silenciosamente para que possam desfrutar de nossa riqueza”.
“Vamos cuidar de você”, prometeu um dos Auxiliares Invisíveis.
Esses Auxiliares foram informados sobre o que fazer por uma Irmã Leiga à distância. Eles foram e viram a líder dos parentes. Ela tinha cerca de quarenta anos. Naquela época, ela estava dormindo e seu Ego estava fora de seu corpo no quarto ao lado de sua cama. Um Auxiliar Invisível disse a ela para não incomodar esses idosos e disse-lhe quais seriam as consequências se eles acabassem com os dois.
Ao mesmo tempo, tudo isso foi mostrado à mulher por meio da consciência pictórica jupteriana. Ela ficou assustada durante o sono e acordou gritando. Quando sua família entrou na sala, ela contou a eles o que o Auxiliar Invisível havia dito a ela. Ela disse que viu para onde todos iriam se matassem os dois idosos. A mulher foi curada e assim os dois idosos ficaram a salvo.
A família provavelmente já tinha esse enredo em mente há muito tempo e havia pensado tanto nele que transparecia em seus rostos e em suas ações. Os idosos podiam ver claramente seus maus desejos em relação a eles. Esse foi um caso estranho em que os maus pensamentos das pessoas estavam prestes a mergulhá-las em atos muito graves de maldade. Sem dúvida, houve muitos outros casos semelhantes a este em que os Irmãos Leigos evitaram a tragédia por métodos semelhantes. A história registra numerosos casos em que as más ações foram cometidas e os malfeitores sofreram por seus crimes antes da morte. Eles sempre sofrem depois da morte também. Às vezes, o remorso é um castigador poderoso.
Ouvi uma história de alguns Auxiliares Invisíveis que encontraram uma mulher enterrando o corpo de outra mulher na areia. Ela disse que as duas viveram juntos em um lugar solitário. Uma mulher ficou inquieta e quis partir, voltar e viver entre as pessoas.
Por causa disso, a outra mulher a empurrou para o mar e ela se afogou. Seu corpo flutuou na praia e a outra mulher o enterrou secretamente para se salvar.
Outro Auxiliar Invisível disse a esses dois Auxiliares Invisíveis que conheceram essa mulher que ela sofreria terrivelmente com o remorso e a solidão. Então sabemos que ela será punida no Purgatório. A justiça pode ser suspensa por um tempo, mas colhemos conforme plantamos, sempre!
Aqui está uma história que conta como uma velha rixa foi resolvida. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um dos estados do sul, para um lugar onde dois fazendeiros e suas famílias viviam lado a lado, mas não se falavam por causa de ressentimentos. Cada um deles tinha uma grande fazenda e continuavam a trabalhar a terra. Nenhum dos fazendeiros permitiria a ajuda do outro e nem para falar com as pessoas que trabalhavam na fazenda vizinha. Se algum deles fosse pego conversando enquanto estava na fazenda, era dispensado.
A rixa começou nos tempos da Grécia antiga pelos direitos à terra e um filho e uma filha foram mortos porque um membro de uma família não gostava de um membro de outra família. Essas pessoas renasceram e viveram em Roma como mulheres e se odiaram. Eles estavam no mesmo círculo social e causavam muitos problemas entre seus amigos.
Eles renasceram nos Estados Unidos, pois seus avós se estabeleceram no sul. Os problemas surgiram novamente sobre os direitos de propriedade e os pais ficaram zangados um com o outro e os filhos começaram a briga. Eles decidiram construir uma cerca de tábuas de dois metros de altura e vários metros de comprimento entre suas grandes fazendas onde suas casas foram construídas. Ficou combinado que, se um cavalo, uma vaca, um porco ou uma galinha se perdesse na outra propriedade, seria morto ou recolhido como se fosse da propriedade.
Quando os Auxiliares Invisíveis encontraram esses homens, eles não trocaram uma palavra por quinze anos e eram inimigos ferrenhos. O homem que era realmente o culpado pelo problema dos direitos de propriedade descobriu que suas coisas continuavam indo para o outro lado da cerca. Esse homem tinha uma filha de vinte anos que era a menina dos seus olhos. Ele disse a ela que atiraria nela se ela se casasse ou fizesse companhia ao filho de seu inimigo. Eles estavam secretamente apaixonados um pelo outro.
Essa garota criou alguns patos e eles se desviaram para o lado da cerca de seu namorado, e seu gato preto os levou porque seus gatinhos morreram. Os Auxiliares Invisíveis viram a gata cuidando dos patinhos. Eles acharam muito divertido ver um gato tentando cuidar de patinhos e ela estava fazendo um bom trabalho. Esse jovem disse à menina que ele tinha nove de seus patos premiados e ela contou a seu pai sobre isso. O pai escreveu ao filho do inimigo e pediu-lhe que mandasse os patos da filha de volta para casa.
O jovem ignorou a carta e a menina decidiu ir buscá-los ela mesma. Quando ela foi lá, o cachorro do jovem foi atrás dela e ela gritou de medo. Ambos os pais se levantaram e saíram correndo com suas armas. Eles viram os Auxiliares Invisíveis que foram enviados para lá para evitar um assassinato. Os homens começaram a discutir e, enquanto discutiam, o menino e a menina conversavam nos braços um do outro.
“Por quantas vidas vocês vão continuar com essa rivalidade de matar?”, perguntou o Auxiliar Invisível aos fazendeiros furiosos. “Agora olhem para trás enquanto eu lhes digo há quanto tempo isso está acontecendo. Começou nos tempos gregos, quando vocês eram homens e discordavam sobre os direitos de propriedade. Havia um ódio intenso entre vocês quando eram mulheres em Roma e agora nesta vida vocês estão prontos para matar um ao outro, enquanto seus filhos estão enamorados um com o outro. Olhe para eles. A gata perdeu seus filhotes na morte e os patos se voltaram para ela. Em vez de comê-los, ela decidiu cuidar deles e está cumprindo bem sua tarefa autodenominada. Certamente vocês podem derrubar essa cerca alta e colocar uma cerca de arame e serem bons vizinhos, e deixar os filhos se casarem e serem felizes. Se vocês não fizerem isso, eles vão fugir a tempo de qualquer maneira, e vocês nunca mais os verão.”
Os homens decidiram ser amigos e derrubaram a cerca de despeito e colocaram uma de arame. Um dos homens notou a Auxiliar Invisível que estava brincando com os patos. “Ela é minha assistente”, disse o Auxiliar Invisível, e ele a chamou e pediu que ela viesse até eles. Ela veio e começou a falar com os homens. “Espero que vocês sejam mais desenvolvidos do que o gato”, ela disse a eles.
“Sim, estamos agora, mas levamos muito tempo para aprender melhor”, disse um dos homens.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram todo mundo feliz quando foram embora. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembravam claramente deste trabalho quando acordaram na manhã seguinte e pensaram que era uma experiência interessante.
Certa noite, uma Auxiliar Invisível foi à uma prisão onde havia uma mulher que orava muito por outra mulher, prisioneira há dez anos, que estava moribunda. Ela disse à Auxiliar Invisível que na época em que conheceu a mulher moribunda essa havia sido incriminada por seu marido para se livrar dela quando o filho deles nascesse, filho esse que ela não via desde o nascimento dele.
A Auxiliar Invisível viu que a mulher moribunda ia morrer e que ela não podia fazer o que ela queria, então chamou uma Irmã Leiga muito desenvolvida. Quando a Irmã Leiga chegou, a Auxiliar Invisível conversou com a prisioneira moribunda.
“Fui presa por falsificação há dez anos e condenada”, disse a prisioneira. “Agora quero meu nome limpo antes de morrer. Meus pais eram ricos, mas não adiantou e me trouxeram para cá.”
Por meio do pensamento, a Irmã Leiga chamou o diretor, o médico da prisão e o marido da mulher moribunda. O diretor e o médico vieram imediatamente e ela os fez anotar o depoimento da prisioneira moribunda. Quando isso foi feito, o marido da mulher já estava lá com o filho deles. Eles foram deixados entrar e a criança correu para os braços da mãe. Ela abraçou e beijou o filho. Quando o marido foi questionado sobre a armação, ele admitiu, assinou uma confissão e ali mesmo já foi preso.
A moribunda pediu que soltassem o marido e entregassem o filho à mãe dela, que a visitava todos os meses há dez anos. Ela havia sido condenada a vinte anos.
“Quem é você?”, perguntou o diretor à Irmã Leiga.
“Eu vim para ver a justiça ser feita”, ela respondeu calmamente.
“Oh, por favor, leve-me para o Céu”, disse a enferma moribunda à bela Irmã Leiga. “Estou tão cansada e preocupada.”
“Sim, filha, com certeza irei levá-la até lá”, disse a Auxiliar Invisível e sua aura desvaneceu-se de alegria, e todos os presentes caíram de joelhos. A Auxiliar Invisível disse depois que essa Irmã Leiga parecia um Anjo.
A moribunda levantou as mãos e desmaiou. O menino chorou e pediu ao carcereiro que o levasse até sua avó, e o homem prometeu que o faria. A Irmã Leiga levou o Ego da mulher até o Primeiro Céu, pois ela não precisou ir para o Purgatório, como a maioria das pessoas.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam no Mundo do Desejo com um grupo de Auxiliares Invisíveis. Uma Irmã leiga disse que queria um casal muito corajoso para fazer um trabalho muito sério que envolvia grande perigo. Um Auxiliar Invisível disse que iria, pois, seu parceiro gostava de emoção.
Por meio da consciência jupteriana, a Irmã Leiga mostrou a esse casal de Auxiliares Invisíveis uma multidão de pessoas se formando para expulsar um homem e sua esposa da cidade, porque a esposa teve um bebê cerca de vinte anos antes e não se casou até depois que o bebê nasceu e agora a filha iria se casar com o filho de um homem muito rico.
Algum homem na cidade que desejava essa mulher há vinte anos vinha circulando a história sobre a criança. Os ricos pais do jovem que ia se casar ouviram a história e queriam que a garota retirasse a promessa que fizera de se casar com o filho deles e ela se recusou a fazê-lo. Eles procuraram os pais da menina e eles recusaram.
Em seguida, os pais do jovem pediram às pessoas que os expulsassem da cidade e destruíssem sua casa.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local quando começaram a expulsar as três pessoas da cidade. A Auxiliar Invisível surgiu no ar como um clarão de luz e parou diante deles e disse-lhes para pararem. Ela disse a eles que a mulher havia pagado sua dívida com a sociedade vinte anos antes e que a filha dela tinha o direito de se casar com quem ela quisesse.
“Nenhum Anjo pode nos parar”, disse o homem que começou o problema. Ele sacou a arma e disparou cinco tiros contra ela, e todas as balas a atingiram e caíram no chão. Então ele teve um derrame e caiu inconsciente no chão.
O Auxiliar Invisível desceu até o chão e foi até o homem, sua esposa e filha. “Por favor, ajude-nos. Não fizemos nada de errado”, disse o outro.
“Onde está o homem com quem sua filha vai se casar?”, o Auxiliar Invisível perguntou à mãe.
“Aqui estou”, disse um jovem, e ela viu que a cabeça dele estava sangrando. “Por favor, ajude-nos, senhora”, disse ele. “Eu amo minha futura esposa. Eles estão levando-a e sua família para fora da cidade e eu vou com eles. Meus pais e outro homem causaram todos os problemas.”
O Auxiliar Invisível disse à multidão para deixar a família em paz.
Ela disse à família para voltar para casa. Ao chegarem lá, descobriram que a casa havia sido saqueada e a maior parte das vidraças do primeiro andar quebradas.
O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para reunir a família e juntar suas mãos e então enviar um forte pensamento para os pais do homem irem até lá. Ela fez isso e eles vieram com pressa.
“Seu filho tem vinte e um anos?”, o Auxiliar Invisível perguntou aos pais.
“Sim”, respondeu a mãe, “mas temos um certo padrão que devemos manter e não podemos ter filhos ilegítimos na família ou isso prejudicaria nossa posição social. Se ele se casar com ela, nós o deserdaremos.”
“Você quer se casar com essa garota de qualquer maneira?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao jovem e ele disse: “Sim”.
“Quem é o pregador que iria casar vocês?”, a Auxiliar Invisível perguntou, e o homem disse a ela.
Então ela enviou um pensamento ao pregador, e ele veio. O Auxiliar Invisível pediu-lhe que casasse essas pessoas e ele o fez. Quando ele os declarou marido e mulher, a mãe do jovem desmaiou. “Oh,” ela disse, “eu não aguento mais. Meu filho, não me deixe”.
“Vocês dois não tem pecados?”, perguntou o Auxiliar Invisível, e a mãe do homem disse: “Não”.
“Quero que consertem esta casa imediatamente”, disse o Auxiliar Invisível.
“Faremos isso”, prometeram os pais do jovem.
A seguir, o Auxiliar Invisível mandou pensamentos para que as pessoas trouxessem de volta o que haviam levado de casa e, em poucos minutos, voltaram, em duplas e trios, carregando os bens que haviam roubado.
A Auxiliar Invisível saiu para a varanda da frente e disse à multidão que queria que eles fizessem uma coleta para ajudar a pagar os danos que haviam sido causados àquela casa. Uma grande arrecadação foi feita para eles no dia seguinte.
A mãe da menina fora uma boa mãe e ajudara muita gente na cidade. Eles pertenciam à classe média alta e viviam bem. O pai deles havia perdido o emprego por causa do problema, mas depois o recuperou.
A Auxiliar Invisível disse às pessoas que seu parceiro estava lá e tinha algo a lhes dizer. “Vocês poderiam se desviar por um momento?”, disse ela. Eles o fizeram e o Auxiliar Invisível apareceu, e eles ficaram surpresos ao vê-lo.
“Você tem sido uma boa mãe e esposa e ajudou muitas pobres almas”, disse ela à mãe da menina. “Eu lhe darei algo que o ajudará enquanto você for bom para toda a humanidade. Lembre-se de não se tornar excessivamente confiante e não ficar com raiva dos outros. Venha até mim.”
Ela foi até o Auxiliar Invisível, e ele colocou a mão em sua cabeça e disse que toda a cidade seria amiga dela e de sua família. “O homem que caluniou você agora vai ajudá-lo e será amigo de sua família”, disse ele. “Agora devemos ir vê-lo.”
“Senhor, você é um Anjo?”, perguntou a garota.
“Sim, meu doce e corajoso”, disse ele. “Sou um Anjo para muitos, e meu doce Anjo aqui é o Anjo mais doce de todos para mim.” A Auxiliar Invisível corou lindamente.
“Por que você não brilha como ela?”, a garota perguntou.
“É porque você não pode me ver”, disse ele. Ele soltou sua aura e eles ficaram muito surpresos com seu brilho. Os Auxiliares Invisíveis então desapareceram deles e foram embora.
Alguns anos atrás, um grupo de pessoas estava indo, de carro, acampar na floresta e dirigia à noite. Chegaram a uma ponte estreita, subiram nela e começaram a atravessá-la. A ponte ficou mais estreita e eles ficaram com muito medo e não sabiam o que fazer. Eles não podiam recuar e não podiam sair do carro porque não havia espaço para caminhar. No carro estavam cinco pessoas. A pessoa mais idosa no carro começou a rezar, pois não queria morrer.
Dois Auxiliares Invisíveis vieram, os viram e souberam imediatamente qual era o problema deles. Eles desceram e subiram até as pessoas do carro e o homem pediu que os ajudassem.
“Mova-se e eu o conduzirei”, disse o Auxiliar Invisível que havia materializado o que parecia ser um Corpo Denso. Ele entrou no carro, diminuiu a velocidade, suspendeu a gravidade e atravessou a ponte estreita que tinha cerca de um quarteirão de comprimento. Era uma ponte para pedestres construída sobre um riacho em um dos estados do leste e não se destinava a automóveis ou carroças. Havia uma placa que dizia: “Somente para andar”, e o homem achou que isso significava que os motoristas deveriam ir devagar.
As pessoas no carro ficaram muito emocionadas, pois viram que nunca poderiam ter chegado ao outro lado ou voltado para a estrada principal sem ajuda. Eles ficaram muito gratos e agradeceram aos Auxiliares Invisíveis repetidas vezes.
Aqui está uma história muito estranha de uma senhora que foi salva pelos Auxiliares Invisíveis depois de deitar-se em seu caixão. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma senhora que sofria de uma doença crônica que a tornara inválida. Ela estava confortavelmente bem de vida, mas não rica. Seu marido havia morrido e ela tinha um filho. Este menino tinha permissão para seguir seu próprio caminho e não se importaria com ninguém. Os parentes da senhora a queriam fora do caminho para conseguirem o que ela tinha.
Ela frequentemente tinha crises de depressão e teve uma no dia anterior. Seus parentes pensaram que ela estava morta e a colocaram em um caixão. Talvez eles quisessem ter certeza de que ela realmente estava morta antes de enterrá-la, pois fizeram uma coisa muito estranha. Eles tiraram todos os brinquedos de uma gaveta embutida na cômoda da parede e descobriram que era grande o suficiente para conter o caixão, pois ela era uma mulher pequena. Colocaram o caixão com a senhora na gaveta e verificaram que fechava com facilidade. Eles fizeram isso sem que o menino soubesse.
Esta era a gaveta onde o menino guardava seus brinquedos. Naquela noite, esse menino, que tinha cerca de dez anos, entrou neste quarto no escuro para colocar seus brinquedos na gaveta. Sem saber que sua mãe havia sido “internada”, ele colocou um monte de coisas na cabeça dela e fechou a gaveta.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram quando o menino estava fazendo isso, e a Auxiliar Invisível entrou em ação, pois sabia que a senhora estava prestes a morrer por falta de ar. Os Auxiliares Invisíveis puxaram a gaveta e tiraram as coisas da cabeça da senhora. “Meu Deus”, disse um deles, “ela está morta ou sufocada?”
O Auxiliar Invisível sacudiu o caixão para acordar a senhora, pois sabia que ela não estava morta.
Os familiares ficaram assustados e muito nervosos quando viram que a senhora estava viva e havia sido salva por alguns estranhos.
Os Auxiliares Invisíveis puderam ver o Corpo Vital rosado da senhora. Ele estava pendurado no começo, mas depois que eles a colocaram de volta em seu corpo e a fortaleceram, começou a se destacar. Os Auxiliares Invisíveis procuraram a chama azul em seu coração e a luz em sua cabeça. Eles estavam com uma luminosidade muito baixa. Eles viram seu coração bombeando sangue em suas veias. O Auxiliar Invisível sabia que eles tinham uma chance de salvá-la se trabalhassem rápido e o fizeram.
A primeira coisa que o Auxiliar Invisível fez foi massagear bem o corpo dela e aumentar a circulação e depois trabalhou no trato intestinal e limpou-o. Ele deu a ela parte de um limão em um pouco de água para dar-lhe apetite e equilibrar seu organismo. Depois disso, a senhora parecia muito melhor.
Quando os parentes chegaram, encontraram a senhora sentada em seu caixão. O Auxiliar Invisível levou-a para fora e colocou-a na cama e disse-lhes que mandassem chamar um médico para lhe dar um remédio para aumentar suas forças, pois a haviam curado de sua doença. Os parentes saíram da sala.
O Auxiliar Invisível aconselhou à senhora: “Você afaste os seus parentes de sua casa”, e, “cuide do seu filho com muito cuidado.”
“Eu farei isso”, disse a senhora, “pois quando eu estava ao lado do meu corpo, ouvi-os planejando pegar tudo o que tenho e colocar meu filho em um orfanato. Rezei muito para viver, pois quero cuidar do meu menino. Eu decidi me livrar deles se minha vida fosse salva, eu sabia que eles não queriam que eu ficasse boa.”
A Auxiliar Invisível assumiu os sentimentos de terror e desespero da senhora e lembrou-se claramente do que havia acontecido quando ela acordou na manhã seguinte.
Nossa próxima história é sobre uma senhora idosa que foi curada aos oitenta anos de idade. Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma mulher que estava aleijada há quarenta anos. Ela disse que não dormia em uma cama há trinta anos e tinha então oitenta anos. Ela havia sido ferida durante o parto de seu filho mais novo, quarenta anos antes, e piorara constantemente. Ela tinha coluna invertida (ou seja: sofria de hipolordose cervical e lombar, também conhecida como costas retas ou pescoço reto, que ocorre quando a coluna não apresenta a quantidade normal de curvatura que deveria) e regulação reversa do calor do corpo (ou seja, sofria de uma disfunção na termorregulação do calor no corpo, o que lhe provocava hipertermia – definida como uma temperatura central de > 40,5°C – apresentando sudorese, rubor, taquicardia, fadiga, tontura, dor de cabeça e parestesia, e já estava progredindo para fraqueza, cãibras musculares, oligúria, náusea, agitação, hipotensão, síncope, confusão, delirium, convulsões e a levava ao coma).
Como o calor de seu corpo estava fora de controle, seu corpo encolheu.
Ela era a pessoa de aparência mais estranha que um dos Auxiliares Invisíveis já vira. Ela estava toda fora de forma e estava deitada em uma cama feita no chão em um canto da sala.
Essa mulher tinha uma vontade forte e muita fé em Deus. Se não fosse por sua força de vontade, ela já estaria morta há muito tempo.
“Tenho orado por vinte anos para ficar boa”, ela disse. “Eu queria ficar boa antes de morrer. Cerca de vinte anos atrás eu sonhei que um lindo Anjo veio uma noite com um homem e me curou, e eu tenho procurado por eles desde então. Uma noite tive um sonho estranho. Eu pensei que era um homem e machuquei uma mulher por descuido. Eu tinha pele morena e parecia um egípcio. O sonho ficou comigo até que comecei a orar pela mulher e dizer que estava arrependido de ter feito isso. Depois disso, o sonho foi embora e eu me perguntei o que tudo aquilo significava. Você pode me dizer, senhora?”
“Por favor, explique isso a ela”, disse a Auxiliar Invisível ao seu companheiro.
Ele pediu para ser mostrado para que pudesse ver e explicar o sonho para a mulher. À medida que sua vida retrocedeu quatro vidas, eles viram que a mulher aleijada era, então, um rico médico egípcio da época. Ele foi chamado para ajudar uma mulher de poucos recursos e ele não queria deixar sua bela esposa sozinha (Essa esposa era então o marido da mulher aleijada que estava vendo essas cenas que aconteceram em uma vida passada. Ele tinha então oitenta e um anos.) Ele correu para a mulher e, ajudando-a a dar à luz uma criança, ele feriu a pélvis dela e a deixou gravemente aleijada e a mulher nunca mais recuperou a saúde dela.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis e a aleijada olhavam para o passado de uma vida inteira, a mulher aleijada disse: “Oh, Senhor, agora eu entendo! Tem misericórdia de mim! Sinto muito e perdoo o homem que me feriu. Ele morreu há muito tempo.”
O médico que a feriu era a mesma mulher que ela havia ferido quatro vidas antes. Depois que as imagens sumiram, os Auxiliares Invisíveis começaram a trabalhar na mulher aleijada. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para segurar os pés da mulher e ele segurou seus ombros e os puxou até que seus ossos estalassem e, então, ela se endireitou. Depois disso, ele esfregou suas costas e ombros. Ele torceu sua pélvis e deu-lhe uma massagem geral.
“Oh, eu me sinto tão bem”, disse ela. “Obrigado, querido Senhor, por enviar ajuda para mim.”
“Vista a roupa para não pegar resfriado”, aconselhou a Auxiliar Invisível.
“Não sinto frio há vinte anos”, disse ela. “Sempre senti muito calor, mesmo no inverno. Fico com frio no verão.”
O Auxiliar Invisível a pegou no colo, colocou-a na cama e disse para ela ficar lá. Os dois filhos dela e, também, a filha dela estavam lá com suas famílias e observaram o trabalho dos Auxiliares Invisíveis.
Eles ficaram sem palavras enquanto os Auxiliares Invisíveis curavam sua mãe e sua avó.
“Agora posso morrer em paz”, disse a mulher, “pois sei que minhas orações foram atendidas. Não saio de casa há dez anos.
“Vocês são Anjos?”, um de seus filhos perguntou e uma Auxiliar Invisível disse “Sim”, pois ela sabia que nada mais os satisfaria.
A Auxiliar Invisível então esfregou a mulher novamente para lhe dar força e eles foram embora. Mas, na noite seguinte os mesmos Auxiliares Invisíveis pararam novamente para ver a mulher e ela estava dormindo pacificamente no chão. O Auxiliar Invisível a acordou e disse para ela ficar na cama porque ela era uma mulher saudável e se ela dormisse no chão, ela pegaria um resfriado e morreria. Ela se levantou e foi para a cama. “A cama é muito macia e isso me sufoca”, disse ela, pois não estava acostumada. Mas, aos poucos, se acomodou.
Aqui está uma história interessante sobre como um Ego avançado morreu.
Numa noite de junho, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem para ajudar uma criança que estava muito doente. O homem que morava lá havia morrido dois dias antes e agora sua neta estava muito doente por causa da morte dele e os pais estavam orando por ajuda para ela, pois a vida dela estava desesperada.
O homem que morreu estava muito avançado espiritualmente. Ele tinha uma neta que gostava muito dele. Todas as noites ela ia até ele para escutar uma história contada por ele. Depois da história ele a colocava na cama. Ela tinha sete anos. Na noite de 29 de junho, ela veio para escutar mais uma história, como sempre.
“Vou lhe contar uma boa história esta noite”, disse o homem. “Vou chamá-la de última Retrospecção.
Ela subiu em seu colo e ele começou sua história sobre um homem (ele mesmo): “Havia uma criança que tinha pais muito gentis e bons que lhe ensinaram o caminho para Deus”, disse o homem. “Quando esse menino tinha dezesseis anos, ele costumava ir à casa de seus pais à noite e eles saíam ajudando pessoas de todo o mundo. Ele chegou a ponto de não querer sair com outros meninos e meninas. Finalmente, sua mãe lhe disse que ele deveria se misturar com as pessoas e que ele deveria se casar e trazer outras pessoas ao mundo.”
“Oh, vovô, era você”, disse a garotinha. “Agora eu vejo mamãe.”
“Espere, minha filha”, disse ele. “Temos que nos apressar, pois não tenho muito tempo. Fui para a faculdade e lá conheci minha esposa, uma moça simpática e meiga. Casamo-nos depois que terminei a faculdade. Tivemos dificuldade para começar. Aí veio uma filha, e ela era uma criança meiga. Uma noite a encontramos nos seguindo e depois a levamos conosco. Quando ela estava pronta para a faculdade, queríamos que ela fosse embora. Foi muito difícil para essa filha deixar a sua mãe e ir para a faculdade e a mãe teve que levá-la para lá.”
“Quando ela voltou para casa, depois que seus dias de faculdade terminaram, ela conheceu um jovem, eles se casaram e então uma garotinha veio até eles. Depois disso, seu avô se apaixonou por essa criança e contava histórias para ela todas as noites. Ele fazia isso todas as noites mesmo depois que a criança cresceu o suficiente para saber o que eram essas histórias. Ele ensinou a essa criança como repassar sua vida todas as noites antes de dormir, para que ela pudesse sair com sua mãe como uma Auxiliar Invisível.”
A essa altura, a criança estava dormindo. “Querido Senhor, tentei fazer bem o meu trabalho e tentei instruir meus filhos”, disse o avô. “Agora meu tempo acabou. Eu gostaria de ser poupado um pouco mais, pelo menos até que esta criança cresça.”
Então ele silenciosamente saiu de seu corpo e junto com o Ego da criança adormecida saíram de casa e foram para a entrada do Purgatório. Lá, disseram-lhe que estava livre para trabalhar vinte e quatro horas por dia. A menina queria ir com ele e quando ele a mandou para casa na manhã seguinte, ela começou a chorar muito por ele e acordou toda a família.
Os pais encontraram o avô da criança morto em sua cadeira e ela em seu colo chorando, e ninguém a consolou.
Ela chorou até ficar doente e, finalmente, os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar os pais preocupados.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a garotinha chamando pelo avô.
“Meu avô se foi”, disse ela, “e não quer mais me contar histórias nem me levar com ele à noite.”
A Auxiliar Invisível a pegou no colo e começou a conversar com ela.
“Anjo! Querido Anjo!”, a criança exclamou. “Leve-me até ele. Eu sei que ele quer me ver. Você não pode ir buscá-lo e trazê-lo para mim, Anjo? Tenho sido uma boa menina, não tenho, mamãe e papai? Por favor, diga a este Anjo que eu tenho sido boa.”
“Agora você vai dormir, e vamos tentar ver o seu avô”, disse a Auxiliar Invisível. O Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para esfregar a testa da criança. Ela fez isso e a criança logo foi dormir e foi para a Escola Celestial.
Então a mãe contou aos Auxiliares Invisíveis como seu pai sempre contava histórias para a criança até ela dormir, e que no domingo à noite ele havia morrido enquanto a criança dormia em seu colo. O Auxiliar Invisível disse à mãe que eles levariam a criança para o avô depois que a escola terminasse e a trariam para casa mais tarde.
“Ela vai ficar quieta, mas muito estudiosa e mais gentil do que nunca”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego da criança para seu avô, que encontraram no Mundo do Desejo. O encontro entre os dois foi muito emocionante. O homem disse aos Auxiliares Invisíveis que sabia que iria falecer e fez sua última Retrospecção, sua última história para a criança e terminou quando ela foi dormir.
Então ele a levou com ele para a entrada do Purgatório e depois foi com ele em seu trabalho.
“Eu sempre fui para casa com ela antes”, disse o homem, “mas desta vez eu a mandei para casa e ela chorou.”
O avô passou a mão na cabeça da criança. “Ela não vai mais chorar”, disse ele aos Auxiliares Invisíveis. “Ela será uma boa criança e virá me ver todas as noites.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram a querida menina de volta para casa e ela acordou feliz. Os membros da família eram pessoas avançadas e um dos Auxiliares Invisíveis disse acreditar que todos eram Iniciados, mas eles não iriam admitir isso. A filha do homem sofreu muito com a morte do pai e chorou. “Não estou chorando por meu pai”, disse ela, “mas você não sabe o que perdi. Sei onde ele está, mas não posso trazê-lo de volta. É muito difícil, pois ele era muito querido por todos de nós.”
“Você pode vê-lo à noite”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, eu sei, mas não é como tê-lo aqui”, ela respondeu.
Um pouco mais tarde a mãe disse: “Eu segui você quando você levou a criança para o avô dela, e vi e ouvi tudo. Estou muito agradecida pelo que você fez por nós.”
Essa linda história ilustra algumas das alegrias de uma vida boa e bem vivida.
Nesse caso, o homem teve uma morte pacífica e feliz. Ele não precisou passar nenhum tempo no Purgatório e conquistou o direito de ser um Auxiliar Invisível vinte e quatro horas por dia. Esse é um privilégio maravilhoso para um Ego que adora ajudar pessoas e animais.
Esse homem estava feliz por renunciar à sua vida no Céu, que ele havia conquistado por uma vida e serviço corretos. Sua família poderá encontrá-lo fora de seus corpos durante o sono. Quando todos renascerem em outra vida, eles serão amigos novamente e continuarão sua bela amizade.
Isso não é algo para se trabalhar e uma história tão adorável não tira o medo da morte? É claro que não queremos morrer, mas lembremo-nos de que a morte não acaba com tudo. É apenas uma transição para outro mundo e, se formos bons, podemos passar desta vida direto para o Primeiro Céu e evitar completamente o Purgatório. Podemos continuar nosso trabalho como Auxiliares Invisíveis, se nos prepararmos adequadamente. Esse é o objetivo de todos os verdadeiros e fiéis Estudantes Rosacruzes.
Capítulo XVIII
Os Anjos são Reais?
Os Anjos são tão reais em sua esfera quanto nós somos na nossa. Seus corpos são feitos de Éter e, portanto, são invisíveis à visão física comum, mas podem ser vistos por Egos que estão fora de seus Corpos Densos à noite.
Ou seja, os Anjos funcionam em corpos compostos de material da Região Etérica do Mundo Físico, e o veículo mais inferior que eles possuem é o Corpo Vital. Eles são sustentados pela força vital do Espírito do Mundo da Vida, que interpenetra os Astros (Sol, Lua e Planetas) do nosso Sistema Solar até que seu período de vida termine. Os Anjos têm todas as cores do espectro, exceto o preto, em suas auras e são muito bonitos de se ver.
A casa dos Anjos é na Lua. A Lua já foi parte da Terra. Parte posterior da Terra foi jogada fora, e a atual Lua foi formada a partir dela. Os retardatários na evolução foram jogados fora com essa porção da Terra. A Lua atua como um depósito para os Egos que perderam todos os quatro Átomos-sementes e, nesse Esquema de Evolução, perderam toda a chance de evoluir, tendo que aguardar um próximo Dia de Manifestação, ou seja, não conseguiram acompanhar os outros Egos da Terra.
Os Anjos estudam da mesma forma que os humanos. Eles têm escolas que, no entanto, estão em uma escala muito maior do que a nossa.
Os Anjos constroem suas casas pela palavra falada. Eles podem controlar seus pensamentos na medida em que, quando fazem uma casa ou planejam qualquer coisa, podem planejar nos mínimos detalhes. Eles podem criar uma casa e logo deixá-la pronta para ser ocupada.
Os Arcanjos funcionam em corpos compostos de material do Mundo do Desejo, e o veículo mais inferior que eles possuem é o Corpo de Desejos. Eles pertencem a uma Onda de Vida acima dos Anjos e duas Ondas de Vida acima da nossa. Os Arcanjos vivem no Sol.
Tanto os Anjos quanto os Arcanjos podem ser encontrados na Lua.
Anjos e Arcanjos não sentem calor ou frio por causa de suas altas vibrações. Seus corpos são muito leves e eles não se cansam como nós porque não têm corpos pesados para arrastar e alimentar com comida material como nós. Durante nossas horas de sono, podemos escapar de nossos Corpos Densos por meio da cabeça. Então podemos ficar do lado de fora em nossos Corpos de Desejos e, se não tivermos medo, podemos sair e agir exatamente como os Anjos fazem, sem nos cansarmos e chegarmos revigorados e felizes.
Os Anjos se movem pelo poder do pensamento e podem ir a qualquer lugar em nosso Sistema Solar. Eles podem viajar mais rápido do que o nosso pensamento. Sua velocidade é governada por seus pensamentos e desejos.
Eles têm uma força de vontade muito forte que está sob controle perfeito.
Os Anjos se divertem tanto quanto nós aqui na Terra.
Os Anjos não envelhecem na aparência. Todos eles têm corpos jovens e são muito graciosos e parecem pessoas de cerca de vinte anos de idade. Os Anjos ficam mais brilhantes e mais bonitos à medida que se desenvolvem através dos tempos.
Os Anjos riem e choram quando surge a ocasião. Quando a carga de um Anjo está com problemas ou sendo perseguida, eles choram e oram. Há grande regozijo quando uma carga passa com sucesso em um teste, e então os Anjos riem e cantam.
Os bebês Anjos nascem de maneira semelhante e são criados com muito cuidado. Eles são sustentados pelo poder da mãe até atingirem a idade em que podem se sustentar por meio da força vital do Mundo do Espírito de Vida. Sua comida é a mesma que a nossa em aparência, mas não é matéria densa, embora seja densa na Região Etérica do Mundo Físico, em que vivem. A comida é criada pelo poder do pensamento do indivíduo que a deseja.
Como nada é tangível, exceto para quem tem olhos para ver, podemos entender por que os cientistas não veem evidências de seres vivendo em outros Planetas.
Assim como os jovens seres humanos são cuidados pelo corpo macrocósmico da Terra, também os bebês Anjos são cuidados pelo corpo macrocósmico da Lua em que vivem. A mãe tem a mesma função de supervisionar e ensinar seus bebês Anjos que a mãe Terra tem de cuidar de sua prole.
Antes que um Anjo bebê possa andar, ele anda nas costas da mãe ou do pai. Com o tempo, esse Anjo pode voar tão rápido quanto seus pais. Quando um Anjo, pai ou mãe, leva seu bebê para fora, ele o instrui a concentrar sua Mente em seu voo para que ele possa acompanhá-lo, e esses ensinamentos são colocados antes que o Corpo-Alma do bebê nasça. O Corpo Vital toma o lugar do nosso Corpo Denso, pois o corpo mais denso do Anjo é o seu Corpo Vital. Teremos os mesmos corpos no Período de Júpiter, apenas nossos Corpos Densos serão etéreos e seremos angélicos. Como esses ensinamentos são colocados antes do nascimento do Corpo-Alma, o bebê Anjo torna-se muito proficiente no voo quando seu Corpo-Alma nasce e, assim, pode acompanhar tudo na onda de vida angélica.
Isso explica o fato de que algumas pessoas podem ver Anjos bebês ao redor de santos e pessoas santas quando estão tocando música doce, pois a boa música atrai os Anjos bebês. Esses anjinhos podem ouvir belas músicas na Terra, assim como os Senhores do Destino podem ouvir nossas orações quando oramos. Em seguida, os anjinhos perguntam às mães se podem descer e apreciar a música. Às vezes, um anjinho pode ir sozinho ou um bando deles pode ir e apreciar a doce música, e a influência dele ou deles abençoará o músico e, se ele os vir, sua alegria será grande demais para descrever.
Os bebês Anjos reconhecem seus pais da mesma forma que os bebês humanos, só que são muito mais inteligentes e podem localizar seus pais em qualquer grupo e sob quaisquer condições.
Os bebês Anjos nunca estão, sob nenhuma condição, sujeitos à influência dos demônios e forças do mal que estão nas regiões superiores ao redor da Lua.
Certa vez, um Estudante Rosacruz perguntou a um Irmão Leigo porque as pessoas são tão indiferentes em relação à vida, aos hábitos e aos métodos de voo dos Anjos.
“As pessoas não podem ser indiferentes a uma coisa que elas não conhecem”, disse ele. “As pessoas gastam o tempo delas onde estão seus interesses. Quando o ser humano tiver amplas provas da existência dos Anjos ou de qualquer coisa além de seus sentidos atuais, seu interesse se desenvolverá a tal ponto que ele desejará investigar ao máximo. Lamento dizer que o ser humano ainda não está pronto para abrir mão cegamente de suas ações atuais e viver de tal maneira que se torne consciente dessas coisas. No entanto, hoje, desde a antiguidade, milhares de crianças levarão o ser humano a saber que existem Anjos e outros seres que povoam a Terra, os quais o ser humano não pode ver ou conhecer. Se o ser humano prestasse atenção ao que as crianças dizem, logo saberia que há algo mais que ele precisa aprender a investigar para encontrar suas realidades.”
Os Anjos não podem ser vistos com a visão comum, mas as pessoas com visão espiritual etérica podem vê-los, assim como os Auxiliares Invisíveis quando estão fora de seus corpos à noite.
Um grupo de Auxiliares Invisíveis foi levado à Lua por uma Irmã Leiga para ver que tipo de lares os Anjos têm, e um deles lembrou-se de sua viagem e contou o seguinte.
Os Anjos mais elevados têm auras que são brancas brilhantes com tons de ouro. Os Arcanjos têm todas as cores mais bonitas irradiando deles. Tanto os Anjos quanto os Arcanjos parecem pessoas bonitas. Os artistas geralmente retratam os Anjos como belos seres humanos com asas. Na verdade, os Anjos não têm asas, mas são Seres radiantes que passam como raios de luz brilhante.
Para que você possa visualizar melhor os Anjos, darei descrições de dois que foram vistos por uma Auxiliar Invisível. Ela conheceu esses Anjos enquanto dormia e estava fora de seu corpo e foi capaz de lembrar quando acordou. Ela estava em algum lugar na atmosfera da Terra e contatou um Anjo por algum meio que ela não entende.
Ela olhou para cima e viu um amplo feixe de luz dourada que se estendia para cima e para a esquerda por uma grande distância. Ela viu um Anjo olhando pela janela de sua casa. O Anjo estava olhando para ela com um olhar muito atento, no qual grande curiosidade e interesse eram claramente demonstrados.
Ela olhou para o Anjo com sentimentos de alegria, êxtase e admiração. O Anjo tinha um lindo rosto. Ele tinha olhos castanhos e algo que parecia cabelos escuros e ondulados que caíam pelas costas e amarrados no pescoço. Parecia como uma humana jovem e extremamente bonita. Ela só podia ver sua cabeça e ombros e não se lembrava de ter visto nenhuma cor em sua aura, exceto o longo feixe de luz dourada que tornava o Anjo tão claramente visível. Ele parecia focar sua aura na Auxiliar Invisível.
Mais tarde, essa mesma Auxiliar Invisível acordou uma manhã cheia de grande entusiasmo e deleite, pois ela se lembrava de ter tido uma visão notável enquanto dormia fora de seu corpo. Ela sabia que tinha visto um Anjo, e ele era um ser tão maravilhoso que nenhuma palavra pode descrever adequadamente sua aparência.
A Auxiliar Invisível lembrou-se de estar suspensa no ar em posição vertical, olhando para o Anjo, que estava acima dela e se afastando rapidamente. A Auxiliar Invisível o seguiu o mais rápido que pôde, mantendo o tempo todo os olhos fixos no Anjo até que ela desaparecesse.
O Anjo era como uma bela dama no ar, e ele voava pelo ar como um pássaro com o corpo na posição horizontal. Ele tinha o rosto mais doce que a Auxiliar Invisível já tinha visto, e sua expressão era adorável demais para descrever com palavras. Ele parecia ter uma linda pele branca creme, olhos claros e bochechas rosadas. Algo como cabelo que era de cor creme e cacheado.
Esse Anjo parecia estar vestido com algo parecido a um longo manto que cobria seu corpo, mas seus braços estavam nus. Havia uma luz brilhante com tons delicados de ouro e rosa e azul que fluía dela em todas as direções. Esses não eram constantes ou intermitentes, como um sinal elétrico feito pelo ser humano, como vemos em nossas cidades, mas eram autogerados e brilhavam e cintilavam em todas as direções.
Essa Auxiliar Invisível foi informada mais tarde que esse Ser Superior era sim um Arcanjo e que é líder de um grupo de Anjos que frequentemente auxiliam os grupos de Auxiliares Invisíveis nos processos de cura.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis viram um grupo de Anjos e ouviram um Anjo cantar a letra desta canção:
“Ensina-me, ensina-me, Espírito Santo;
Ser mais gentil a cada dia
Ser sempre semelhante a Cristo, gentil,
Não importa o que os mortais possam fazer ou dizer.
Ensina-me sabedoria, Espírito Santo,
Pacientemente as faltas para suportar,
Consciente de Tua Santa Presença,
Alegre, livre de preocupações ansiosas.”
Depois que alguns Auxiliares Invisíveis salvaram uma mulher certa noite, eles viram um grupo de Anjos, e esses acenaram para eles.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para os Anjos enquanto avançavam, e um deles disse ao outro. “Olha! Eles parecem ter asas.”
Os Anjos estavam quase em formação em V, e eles eram uma bela visão com suas auras multicoloridas. Os Auxiliares Invisíveis ficaram incrivelmente felizes em vê-los passar.
Certa noite, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis vinham para os Estados Unidos, encontraram quatro Anjos.
“Posso fazer algumas perguntas para o meu amigo aqui?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo.
“Sim.”, ele disse em uma voz muito agradável.
“Quanto tempo vive um Anjo? Para onde vão quando morrem? Até onde se estendem suas auras? Como comem?”.
“Os Anjos vivem como os seres humanos vivem na Terra, apenas em uma escala superior”, respondeu o Anjo. Sua comida é criada por eles, e apenas o suficiente é criado para essa refeição, para que nada seja desperdiçado. Seus lares são criados de acordo com sua capacidade de planejar suas necessidades. Os corpos dos Anjos parecem ter contornos perfeitos. Não há pesos pesados entre eles, e eles nunca envelhecem.
“Você poderia nos mostrar uma escola para Anjos?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Olhe e veja”, disse o Anjo.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma escola imensa e cheia de alunos.
Uma professora estava instruindo os Anjos lá por Júpiter em Consciência, e os alunos estavam recitando suas lições da mesma maneira. As auréolas ao redor de suas cabeças formavam uma bela imagem, e os Auxiliares Invisíveis ficaram encantados com a visão.
“Não há doença ou tristeza na Lua onde os Anjos vivem, pois não há pecado lá”, continuou o Anjo, “mas os Anjos sentem-se tristes por causa de seus encargos na Terra. Quando um Anjo comete um erro, sua punição é rápida e certa, e o Anjo é mais cuidadoso no futuro.”
Os Auxiliares descobriram que os Anjos parecem pessoas muito bonitas e são muito superiores às pessoas da nossa Terra.
Os Anjos trabalham com o reino vegetal, em particular. Alguns Anjos trabalham com animais e alguns trabalham com seres humanos.
Alguns transferem a influência e a luz do Sol para a Lua e depois para a Terra sob a direção dos Arcanjos que trabalham com os Anjos do Destino.
A história a seguir ilustra como os Auxiliares Invisíveis e os Anjos trabalham juntos para ajudar os pássaros.
Certa manhã, durante uma época em que a terra ao longo dos rios Ohio e Mississippi estava muito inundada, dois Auxiliares Invisíveis estavam examinando a área inundada. De repente, eles ouviram um grito de águia. Eles olharam e a viram voando sobre a água. Ela tinha dois filhotes de águia nas costas e parecia ter se perdido ou ficado confusa.
“Vamos salvá-la e às jovens águias”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Ela quer viver e salvar seus filhos. Não há luz nela agora.”
“Não sei nada sobre isso”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Ela é a rainha do ar e pode ficar muito tempo lá em cima.”
“Olha, ela está descendo!” exclamou a Auxiliar Invisível.
A mãe águia deu um grito alto e deslizou em direção à água que se movia rapidamente, e os Auxiliares Invisíveis correram para ajudá-la.
“Você tira os bebês das costas dela”, disse o Auxiliar Invisível, “e eu pego a mãe.”
Os Auxiliares Invisíveis foram até a águia e, a princípio, ela tentou lutar, mas não conseguiu. Um Auxiliar Invisível falou com ela para acalmar seus medos.
“Ouça, dona Águia! Viemos para salvar você e seus filhos. Sei que você e seus bebês não querem morrer. Vou levá-los para casa.”
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e suspenderam a gravidade, a águia desceu lentamente, e o Auxiliar Invisível a tomou em seus braços. A Auxiliar Invisível pegou os bebês quase crescidos. A mãe dobrou as asas e parecia que deu um suspiro de alívio.
Os bebês águia se aconchegaram nos braços da Auxiliar Invisível e colocaram suas cabeças sob seus braços.
“O que vamos fazer com eles agora?”, ela perguntou a seu parceiro.
Ele perguntou ao Espírito-Grupo das águias onde essas águias viviam e ele mostrou aos Auxiliares Invisíveis o lar delas em algumas montanhas distantes. Eles viram o papai sentado perto do ninho.
Os Auxiliares Invisíveis ergueram-se no ar e partiram para o ninho da águia e logo chegaram ao local. O papai águia levantou-se e soltou um chamado e foi ao encontro dos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível disse a seu parceiro para ficar atrás dele e não correr ou deixar cair os bebês.
O papai águia demonstrou intenção de lutar; então o Auxiliar Invisível falou com ele: “Sr. Águia, está uma bela manhã! Sua esposa e filhos se perderam e estamos trazendo-os para casa. Espero que não se arrependa.”
A águia bateu as asas e soltou um grito alto e partiu para seu ninho. Os Auxiliares Invisíveis pousaram em um pico alto. Lá, um Auxiliar Invisível colocou a mãe águia no chão e o outro Auxiliar Invisível colocou os bebês no chão. A mãe rolou e a Auxiliar Invisível foi até ela, olhou para ela e esfregou suas penas.
“Oh, ela está ferida!” ela exclamou.
O outro Auxiliar Invisível olhou para ela e disse: “Alguém atirou no lado dela.” Então ele pediu que ela fosse curada por causa de seu bebê. Ele disse à Auxiliar Invisível para esfregar suavemente o local ferido. Ela fez isso, e logo a mãe águia começou a se mover, e em poucos minutos ela parecia estar quase bem.
Então, ela chamou seus bebês e eles correram sob ela. Ela disse algo ao papai, e ele se aproximou dela e disse algo. Acho que ela estava contando a ele sobre sua proximidade com a morte.
Então, ela disse outra coisa e olhou para seus bebês. Ele esfregou o pescoço dela com o bico e depois caminhou até a beira do penhasco. A mãe águia disse algo mais para ele, e ele respondeu e voou.
“O que ela disse?” perguntou a Auxiliar Invisível.
“Não entendo a linguagem das águias”, respondeu ele, “mas acho que ela lhe disse para ter cuidado.”
Os Auxiliares Invisíveis fizeram um carinho na cabeça da mãe”, e ela olhou para eles com muita gentileza e disse algo. Talvez ela tenha dito: “Obrigada por me trazer para casa e por me curar”.
Os Auxiliares Invisíveis então deixaram as águias e continuaram com seu trabalho.
Na noite seguinte, os mesmos Auxiliares Invisíveis conheceram um Anjo. Ele correu para os Auxiliares Invisíveis e disse: “Por favor, se apressem! Uma pequena águia está muito doente. Não posso fazer o que quero, mas posso ajudá-los e vocês podem me ajudar”.
“Vocês salvaram a águia e seus dois filhos e os levaram para casa ontem. Venha, um dos filhotes da águia está doente.”
Os Auxiliares Invisíveis foram com o Anjo, e logo alcançaram as águias. Um dos pequeninos estava todo encolhido.
“Qual deles está doente?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo.
Ele mostrou a ele, e ele falou com a mãe águia.
“Sra. Águia, bom dia. Vim ajudar seu filhote. Quer me dar licença?”
A mãe águia saiu de seu ninho e a Auxiliar Invisível ajudou a pegar o filhote doente. Os Auxiliares Invisíveis trabalharam nisso, e logo estava tudo bem. Estava constipado.
Então o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo por que a águia tinha que mostrar toda essa ferocidade.
“As águias, assim como o restante dos animais selvagens, precisam ser ferozes para que sejam respeitadas pelo ser humano”, disse ela. “Eles devem ser ferozes para se proteger. O ser humano é tão desumano com seus irmãos mais novos!”
Então, ele disse “Adeus”, e foi embora. Esse encontro deixou os Auxiliares Invisíveis muito felizes.
Aqui está outra história de como alguns Auxiliares Invisíveis trabalharam com alguns Anjos. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis trabalharam com um grupo de Anjos e fizeram um trabalho que era novo para eles.
Os Auxiliares Invisíveis trabalharam com pessoas de fábricas na América do Sul e no sul da Austrália. Os Anjos também mostraram aos Auxiliares Invisíveis como trabalhar nos Corpos Vitais de várias pessoas que eles foram ver.
Um homem estava doente na cama com reumatismo muscular, e os Anjos mostraram aos Auxiliares Invisíveis como despojar seu Corpo Vital. O homem chamou sua esposa, e ela foi até ele. “Sinto a presença de alguém nesta sala”, disse ele. “Alguém está fazendo algo com meu corpo e me fazendo cócegas. Estou suando como se alguém estivesse jogando água em mim. Posso dobrar minhas pernas e virar, e isso não me machuca. Oh, Deus seja louvado! Eu Te agradeço por sua ajuda. Eu sabia que o Senhor me ajudaria se eu tivesse fé e orasse. Contarei sobre as Tuas boas bênçãos onde quer que eu vá.”
O líder do grupo de Anjos disse a um Auxiliar Invisível para aparecer diante do homem e dizer-lhe para ser bom para todas as pessoas e para todos os animais e para lembrá-lo de que ele nem sempre foi tão gentil quanto deveria.
A Auxiliar Invisível se materializou e o homem pulou da cama e caiu aos pés dela e beijou a bainha do vestido e a mão dela. Ela disse a ele para ser mais gentil com todas as pessoas e animais e depois desapareceu.
A esposa do homem também viu o Auxiliar Invisível e ficou sem palavras, com a boca e os olhos bem abertos. Os Auxiliares Invisíveis sabiam que essa experiência faria deles pessoas melhores.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo e conheceram um lindo Anjo, e ele os pediu para irem ajudar uma criança na Terra.
“Tudo bem, meu amigo, mostre o caminho, mas não vá muito rápido”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Eu não posso me locomover no ar do jeito como você faz.”
O Anjo e os Auxiliares seguiram rapidamente, e logo chegaram a uma casa-barco em algum lugar da Ásia.
Na casa estava uma menina muito doente. Suas pernas eram uma massa de feridas quase até os quadris e ela estava com febre alta. “Ela estava nadando”, disse um menino, “e alguma coisa a mordeu. Ela coçou e o problema se espalhou para ambas as pernas. O feiticeiro queria matá-la porque não sabia como curá-la.”
O feiticeiro estava na sala e os Auxiliares Invisíveis olharam para ele. “Doutor, você tem algo aí com o qual não consegue lidar”, disse o Auxiliar Invisível.
“Hmm-mm, o espírito maligno a pegou”, disse o feiticeiro. “Eu os mato, mas o homem da guerra não me deixa.”
O Auxiliar Invisível disse ao homem para pegar um pouco de terra, e ele conseguiu.
“Olhe, ele está derramando algo nele.” disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível mandou o homem de volta três vezes depois da sujeira, e na última vez disse a ele para não colocar nada nela.
“Eu mato eles”, disse o feiticeiro.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o feiticeiro tinha veneno de cobra na garrafa. Ele sabia que se esse veneno entrasse em uma ferida aberta, mataria uma pessoa ou animal. Ele pretendia matar a criança doente com esse veneno. Quando soube que o Auxiliar Invisível suspeitava do que ele pretendia fazer, ficou com raiva e tentou esfaqueá-lo. O Auxiliar Invisível fez a faca desaparecer da mão dele.
Isso o assustou muito e gotas de suor rolaram do rosto dele.
O Auxiliar Invisível disse ao feiticeiro para ficar parado, e, em seguida, fez uma pasta de lama que passou nas pernas da menina e deixou secar.
Em poucos minutos os Auxiliares Invisíveis tiraram a pasta de lama e as pernas dela estavam bem. A cura não foi efetuada pela própria lama. Foi meramente usada como um meio para a força de cura que vem de Deus.
“Esta menina é uma boa criança?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo.
“Sim, é uma criança maravilhosa”, disse ele.
“Torne-a sábia”, disse o Auxiliar Invisível, “para que ela possa se proteger do médico nativo.”
“Não há necessidade, pois ele morrerá em breve”, disse o Anjo. “Ele é mau e já matou muitas pessoas.”
O Auxiliar Invisível disse ao médico nativo para ir ver a criança.
Quando ele a viu, soltou um grito de gelar o sangue e correu para a selva. Os Auxiliares Invisíveis o ouviram gritar e, quando chegaram lá, descobriram que uma cobra píton o havia apertado até a morte.
Os Auxiliares Invisíveis pediram ao Anjo para fazer da menina a médica da tribo. Ele disse que não poderia fazer isso, mas que arranjaria outra pessoa e saiu imediatamente.
O Anjo trouxe de volta um homem que os Auxiliares Invisíveis nunca tinham visto antes. Esse homem reuniu todos os membros da tribo e disse-lhes que a menina seria sua médica e que ela curaria todos os que viessem a ela e todos os que ela visitasse. Ele disse: “Nada deve prejudicá-la, enquanto ela for uma boa menina.”. Ele se virou para a garota e disse a ela que todas as coisas na selva e no mar a obedeceriam.
Então, o homem apertou a mão dos Auxiliares Invisíveis, agradeceu e disse: “Tenham bom ânimo”, e ele e o menino Angel desapareceram.
Aqui está uma história sobre um Anjo e uma criança doente. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam em um hospital com a finalidade de ajudar alguns enfermos. Enquanto eles estavam descendo um corredor para um elevador, eles encontraram um Anjo que caminhava com a cabeça baixa.
“Olha!”, disse o Auxiliar Invisível ao seu companheiro.
“Ah, ele está com algum problema”, disse a Auxiliar Invisível. “Vamos ajudá-lo.”
“Olá, o que está preocupando você?”, perguntou a Auxiliar Invisível. “Podemos ajudá-lo?”
“Oh, por favor, façam isso”, respondeu o Anjo. “Há uma criança aqui que está extremamente doente e não posso convencer o médico sobre o que fazer por ele e o menino não me conhece mais. “
“Leve-nos até ele”, disse o Auxiliar Invisível, “mas não vá rápido demais.”
O Anjo levou os Auxiliares Invisíveis para a enfermaria infantil, onde um menino de cerca de dez anos estava deitado em uma cama. A criança era um menino bonito com um corpo bem construído. Ele estava inconsciente naquele momento. Seus pais estavam lá, e sua mãe estava chorando e orando para que seu filho fosse poupado para ela, se fosse a vontade de Deus.
O Auxiliar Invisível perguntou a um Adepto à distância, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar esse menino, e ele recebeu permissão para fazer tudo o que pudesse por ele.
“Há quanto tempo esse menino está nessa condição?”, perguntou o Auxiliar Invisível à enfermeira.
“Desde às duas horas”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível perguntou à mãe qual era o nome do filho dela e então falou com ele para despertá-lo de seu estado de fraqueza.
“Robert! Robert! Seu querido está aqui. Acorde.”
O menino virou-se e murmurou alguma coisa, e o Auxiliar Invisível chamou-o novamente e disse-lhe que seu amigo estava lá.
O menino abriu os olhos e disse: “Onde?”, e então ele estendeu os braços para ele. “Oh, você está aqui!”, ele disse, e abraçou alegremente o Anjo.
Os outros ao lado de sua cama olharam para ele surpresos, pois pensaram que ele estava abraçando o ar.
O Auxiliar Invisível pegou uma maca e levou o menino para uma sala e o massageou minuciosamente da cabeça aos pés, enquanto a Auxiliar Invisível segurava a mão do menino.
“Não o machuque”, disse Anjo que era amigo do menino.
“Eu não vou machucar a criança,” o Auxiliar Invisível disse brincando.
Esse Anjo realmente amava aquele menino, e era por ele amado. A criança era um Ego avançado e tinha um belo Corpo-Alma.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram o menino na cama, e o Auxiliar Invisível ordenou que lhe dessem um pouco de comida líquida e assinou o prontuário. Ele conversou com a mãe dizendo a ela para não questionar o filho, mas deixá-lo em paz e ele logo ficaria bom para que eles pudessem ir para casa.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram ajudar outra pessoa.
Aqui está uma história de como um Auxiliar Invisível viu um Anjo.
Um dia, um Auxiliar Invisível descia uma avenida da cidade onde mora e viu um tordo que havia sido atropelado por um carro. O tordo ferido estava esvoaçando na sarjeta.
O Auxiliar Invisível viu um lindo Anjo brilhando ao sol nas proximidades. Ele estava tentando acalmar o pássaro.
O Auxiliar Invisível foi até o tordo, pegou-o e descobriu que uma das asas estava quebrada e que o osso que estava saindo estava sujo. Ele levou o tordo para uma casa próxima e perguntou à senhora se ele poderia lavar a asa do tordo em sua casa. Ela olhou para o estranho e pensou consigo mesma: “Aquele homem está louco ou está tramando alguma coisa?”
“Não, senhora”, disse o homem. “Eu só quero ajudar este pássaro.”
Ela então mostrou a ele o banheiro, e ele lavou a sujeira da asa do tordo e puxou o osso sob a pele enquanto a senhora segurava o tordo. O Auxiliar Invisível orou e pediu que a ferida fosse curada pela força curadora que vem de Deus.
“Ora, ele ficará sujo de novo e será morto”, disse ela.
“Não, está tudo bem”, disse o Auxiliar Invisível.
“Deixe-me ver”, ela disse com uma voz surpresa. Quando ela viu que o osso estava unido, ela mal podia acreditar em seus olhos.
“Meu Senhor”, disse ela, “a asa está curada. O que a curou?”
“Qualquer um pode fazer coisas como essa, desde que esteja limpo de Coração e Mente.” ele disse.
“Você está limpo?”, a senhora perguntou.
“Não, mas estou tentando ser”, ele disse a ela, e então estendeu o tordo para que o Anjo pudesse vê-lo. Depois disso, o homem tocou a mulher e ela viu o adorável Anjo. Quando ela percebeu que estava realmente vendo um Anjo, ela ficou animada.
“Meu Senhor, um Anjo!” ela exclamou.
O homem levou o tordo para fora e disse-lhe para ir e ter mais cuidado, e o tordo e o Anjo foram embora.
“Tenho uma criança doente lá em cima”, disse a senhora ao homem. “Por favor, coloque sua mão sobre ela. Talvez você possa ajudá-la.”
“Sua fé a curou”, disse o homem. “Vá vesti-la e alimentá-la com vegetais e frutas. Dê-lhe apenas um pouco de ovo, leite e mel. Seja gentil e bom com ela.” E então o homem foi embora.
Aqui está como um tigre foi salvo da morte por alguns Auxiliares Invisíveis que viram o Anjo perto do tigre.
Dois Auxiliares Invisíveis foram para a África e, enquanto percorriam as selvas, ouviram um grito de angústia de um animal. Eles desceram mais tarde e viram um tigre preso em uma trepadeira. Trepadeira pegajosa é uma planta tropical muito perigosa, pois quando alguma coisa entra nela, a planta se fecha sobre a vítima, causando-lhe a morte.
O tigre saltou para trás para escapar de uma cobra e ficou enredado na forte trepadeira. A trepadeira estava apertando o tigre e ele gritava de dor.
“Vamos libertá-lo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis e, imediatamente, livraram o tigre da trepadeira. O tigre, então, se deitou para descansar, pois estava quase exausto de suas lutas. A cobra correu em direção ao tigre e começou a se enrolar no corpo dele. O tigre não podia lutar muito, então um Auxiliar Invisível fez a cobra ir embora.
O Auxiliar Invisível foi até o tigre, acariciou-o e sentou-se ao lado dele. O tigre deitou a cabeça no colo do homem.
“Venha acariciar o tigre”, disse ele à companheira, e ela o fez lentamente. Logo ela se tornou corajosa e os dois esfregaram a cabeça e os ombros do tigre e conversaram com ele. O tigre levantou-se, espreguiçou-se e lambeu as mãos do Auxiliar Invisível.
Um dos Auxiliares olhou para ver se havia algum Anjo por perto e viu um, magnífico, parado perto deles. Esse lindo Anjo agradeceu aos Auxiliares por salvarem o tigre. Quando os Auxiliares Invisíveis começaram a sair dali o tigre os seguiu, e os Auxiliares Invisíveis olharam em volta para ter certeza de que a cobra havia ido embora antes de deixar o tigre.
Quando os Auxiliares Invisíveis esfregaram o tigre, deram-lhe força renovada, e logo ele ficou bom novamente. Em poucos minutos, os Auxiliares Invisíveis alcançaram uma clareira na selva ou perto dela e desapareceram.
Sabemos que os Anjos trabalham com o ser humano, animais e plantas.
Em outra noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um Anjo durante seu trabalho. Alguns Auxiliares Invisíveis foram até o leito de uma mulher que estava prestes a morrer e foram instruídos a vigiá-la. Eles não foram materializados, mas estavam em seus veículos superiores.
A mulher não viu os Auxiliares Invisíveis, pois estava consciente até o fim. Ela era uma mulher comum que não queria morrer e era solteira. Ela parecia ter entre vinte e cinco e trinta anos. Ela tinha úlceras estomacais por comer demais e por não usar o bom senso em relação à comida.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram lá, encontraram essa mulher doente conversando com a mãe, o pai e o irmão. Ela estava dizendo a eles que se pudesse viver sua vida de novo, ela viveria muito melhor e se casaria e teria uma família. “Eu odiei crianças”, disse ela, “pois pensei que elas estariam no meu caminho e me impediriam de ter prazer.”
“Ora, você está doente há dois anos”, disse a mãe.
“Sim, eu sei”, disse a doente, “e nesses dois anos sonhei com muitas coisas estranhas sobre a vida. Pensei ter visto minha vida desde o nascimento até a morte, ou um Anjo, disse a um homem e uma mulher e a um Anjo para me levar para o Purgatório, e eu acordei gritando. Você veio correndo para o meu quarto, e eu disse que tive um sonho estranho. Muitas vezes me perguntei se isso é assim que as pessoas fazem quando morrem.”
“Eu não sei, mas ore por ajuda”, disse a mãe.
“Tenho rezado tanto quanto sei, mas de pouco adiantou”, respondeu a enferma.
Ela falou sobre coisas comuns por um tempo. “Eu me pergunto onde todos os meus amigos estão nesta noite,” ela disse finalmente. “Eu tive muitos desde meus tempos de escola até agora. Eu me pergunto o que aconteceu com John! Oh!” e ela colocou a mão sobre o coração e se engasgou.
“Mãe, estou morrendo”, disse ela. “Diga a John que eu o amava e que ele era meu único amor. Beijem-me, todos vocês, e desejem-me boa sorte”, e ela partiu.
Enquanto isso acontecia, a Auxiliar Invisível de repente agarrou seu parceiro. “Olha!” ela disse em um tom de voz assustado e ficou atrás dele.
“Oh, uma dor atingiu meu coração”, disse a mulher doente. Então uma sombra de medo passou por seu rosto. “Estou morrendo”, disse ela.
O Anjo cumprimentou os Auxiliares Invisíveis com a cabeça e continuou. A Auxiliar Invisível não estava ansiosa para estar com esse Anjo, mas ela o observou até que sumisse de vista.
Então a Auxiliar Invisível recuperou a compostura. A mulher morta havia retomado a consciência após a morte a essa altura e ela viu os estranhos.
“Você é um Anjo?” ela perguntou à Auxiliar Invisível, “e você veio me levar para onde estou indo?”
“Não, não somos Anjos”, respondeu a Auxiliar Invisível, “mas viemos para levá-la ao lugar a que você pertence.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram a mulher para a entrada do Purgatório.
A mulher gemeu e começou a gritar e chamou a mãe.
“Vá na frente com ela, e eu ficarei aqui esperando por você”, disse o Auxiliar Invisível à sua companheira.
“Sim”, disse humildemente a Auxiliar Invisível, e ela seguiu o Auxiliar Invisível e a mulher.
“Eu deveria levá-la por todo este lugar”, disse ele para provocá-la.
“Faça o que tem que fazer e sairemos daqui”, respondeu ela.
“Tudo bem”, disse ele. Eles instruíram a mulher que acabara de morrer e lhe disseram o que fazer e a deixaram no Purgatório.
Aqui está outra história muito interessante. Por volta das seis horas da tarde de um dia, um homem estava conversando com outro homem, contando-lhe seus problemas e o medo que tinha de morrer, quando de repente ele ficou alarmado.
“Olha!”, ele exclamou.
O segundo homem, que trabalha como Auxiliar Invisível, olhou atentamente e viu um Anjo vindo em sua direção, e sentiu-se enjoado e com frio.
O primeiro homem, que achou que ia morrer, colocou-se atrás do Auxiliar Invisível e tremeu como uma folha. “Oh, eu não estou pronto para morrer”, disse ele. “Me salve.”
O Anjo viu que o Auxiliar Invisível estava com medo de que fosse morrer e falou para aliviar sua Mente. Ele lhe disse: “Você ainda tem muitos anos de vida”. “Apenas seja fiel.”
Como os Anjos nunca tiveram Corpos Densos – pois o Corpo mais inferior que eles podem construir é um Corpo Vital – eles não podem materializar partes nem, muito menos, um Corpo Denso inteiro e ajudar alguém que precise ser carregado, puxado ou com dificuldades de locomoção. Nesses casos eles chamam os Auxiliares Invisíveis da Onda de Vida humana e muitos são salvos dessa maneira.
Como os Anjos nunca tiveram Corpos Densos – pois o Corpo mais inferior que eles podem construir é um Corpo Vital – eles não podem materializar partes nem, muito menos, um Corpo Denso inteiro e ajudar alguém que precise ser carregado, puxado ou que esteja com dificuldades de locomoção. Nesses casos, eles chamam os Auxiliares Invisíveis da Onda de Vida humana e muitos são salvos dessa maneira.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam voando, eles encontraram um Anjo que lhes pediu para ajudar uma senhora de cerca de trinta anos que havia escorregado e caído e estava presa em um obstáculo.
Ela estava prestes a se afogar nas águas do rio Hudson.
Os Auxiliares Invisíveis correram para resgatá-la, carregando-a para a margem; então, ela lhes contou a história dela.
Ela disse que morava no alto do morro e que gostava de descer ao rio, à noite, e estudar enquanto caminhava pela beira do rio.
“Sobre o que você estuda?”, um Auxiliar Invisível perguntou a ela.
“Penso no meu marido e no meu filho que se afogaram há dez anos”, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível disse-lhe que ela havia desperdiçado dez bons anos, pois seu marido demoraria mil anos para voltar e que o melhor que ela poderia fazer seria arranjar alguém para substituí-lo e ter mais filhos. Continuando, ele disse-lhe que ela poderia ter seu filho de volta. O Auxiliar Invisível explicou seus ensinamentos para ela e ela ficou muito interessada.
“Você abriu uma nova vida para mim”, disse a senhora, “e você me contou coisas que eu nunca soube. Farei o que você sugere.”
Agora vou falar um pouco mais sobre os Anjos por meio de quatro perguntas e respostas.
Antes de um bebê ser enviado para o renascimento, Anjos, com a função de Senhores do Destino ou Senhores Relatores, colocam a matriz do Corpo Vital do bebê no útero da mãe?
Sim. Quando um Ego escolhe seus pais, os Anjos do Destino ou Senhores do Destino colocam a matriz do Corpo Vital do bebê no útero da mãe.
E quem coloca o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide do pai que fecundará o óvulo no útero da mãe?
Os mesmos Anjos do Destino ou Senhores do Destino colocam o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide do pai que fecundará o óvulo no útero da mãe. Qualquer Iniciado, que ainda precise nascer como bebê, quando está no Terceiro Céu e está prestes para começar a descida para renascer aqui, escolhe um pai e uma mãe que lhe deem condições para continuar o seu trabalho.
O Ego que está prestes a nascer participa do desenvolvimento do embrião e do feto antes do nascimento?
O Ego, auxiliado pelos Anjos do Destino e pela mãe, ajuda nas atividades da construção do seu próximo Corpo Denso de fora e na seleção do material adequado para entrar nele. Todo o material necessário é escolhido considerando as influências astrais que vão se formando até o nascimento. E tudo isso de acordo com o Arquétipo criado nos Mundos celestiais.
Qual é o trabalho da mãe e do Ego uma vez ocorrida a fecundação do óvulo?
Fecundado o óvulo, o Corpo de Desejos da mãe trabalha sobre ele durante um período de dezoito a vinte e um dias. Até esse momento o Ego permanece fora, em seu Corpo de Desejos e sua Mente, embora em íntimo contato com a mãe. Terminado esse tempo o Ego entra no Corpo materno. Os veículos em forma de sino se juntam, então, sobre a cabeça do Corpo Vital, e o “sino” se fecha pela parte inferior. Daí em diante o Ego paira sobre seu futuro instrumento até o nascimento da criança e uma nova vida terrestre do Ego renascido começa.
Sim, Anjos e Arcanjos são reais, e quando uma pessoa vê alguns deles, ela sabe por si mesma de sua realidade.
Não importa que outras pessoas não acreditem que esses seres maravilhosos estão vivos e ativos. Algum dia, se forem gentis e bons com os outros, obterão a prova para si mesmos.
Esses Anjos e Arcanjos estão sempre prontos para ajudar no que puderem.
Uma noite, enquanto três Auxiliares Invisíveis estavam fora do Corpo Denso deles, ou seja, estavam funcionando no Corpo-Alma, um Anjo veio até eles. “Por favor, venham e ajudem uma família que está em apuros”, disse ele. “Eles estão em um buraco e não posso fazer nada por eles. Tive que esperar até encontrar alguém vindo por aqui.”
“Sim, nós iremos com você”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “mas você não deve ir muito rápido, pois você está em seu elemento natural, que é o seu Corpo Vital, e nós não.”
O Anjo não foi muito rápido, mas os Auxiliares Invisíveis perceberam que ele queria que eles se apressassem. Os Auxiliares Invisíveis foram o mais rápido que puderam.
Seu colega de trabalho era outro Anjo. Suas vozes soavam como vozes doces à distância cantando uma linda canção.
Quando os três Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, encontraram uma família em uma grande casa que havia afundado cerca de trinta metros abaixo da superfície da terra ao redor, e não conseguiram sair.
O Auxiliar Invisível disse às pessoas para pegarem tudo o que precisassem, como papéis, escrituras, dinheiro e roupas. O homem tinha um baú cheio de dinheiro em prata e ouro. O Auxiliar Invisível tirou primeiro o dinheiro, depois os Auxiliares Invisíveis retiraram todas as outras coisas e, finalmente, levaram as duas crianças, o homem e sua esposa. Tudo o mais se perdeu, pois a casa balançou um pouco e começou a afundar, e então a água veio e cobriu tudo.
A casa ficava sobre um riacho subterrâneo, e a terra, que vinha desmoronando há anos, finalmente afundou a casa totalmente. A casa de pedra parecia ter cerca de cem anos. Quando a casa afundou, a água a cobriu até a profundidade de uns duzentos metros!
O Anjo agradeceu muito aos dois Auxiliares Invisíveis, e então os dois Anjos partiram com um farfalhar suave, deixando um cheiro doce onde eles estavam.
O Auxiliar Invisível aconselhou o homem a levar sua família e ir para a parte noroeste dos Estados Unidos e se estabelecer lá.
Certa vez, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis estavam ajudando as pessoas, eles foram chamados por um Anjo que estava tentando influenciar uma criança a se manter longe do fogo para que ela não se machucasse com as chamas com as quais ela brincava.
A criança estava a alguma distância da casa dela. O Anjo nada pôde fazer, então chamou os Auxiliares Invisíveis, que foram imediatamente e se materializaram. A essa altura, as roupas da criança haviam pegado fogo e suas pernas, abdômen e braços estavam começando a se queimar. Os Auxiliares extinguiram as chamas e, com a ajuda do Anjo, conseguiram curar instantaneamente a pele e a carne queimadas da criança. O Anjo dirigiu o trabalho de cura de uma maneira maravilhosamente eficiente.
Os Auxiliares Invisíveis levaram a criança para casa e contaram à mãe o que havia acontecido. A mãe desmaiou com o choque e os Auxiliares Invisíveis a reanimaram. Ela não acreditou nas histórias dos Auxiliares Invisíveis até ver as cicatrizes recentes no corpo da criança. Se a criança não tivesse recebido essa ajuda, ela ficaria ferida para o resto da vida, pois nunca poderia ter um filho quando chegasse à idade adulta.
O pai da criança voltou para casa, agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e pensou que eram Anjos. Um Auxiliar Invisível explicou seu trabalho aos pais da criança e eles desapareceram.
De lá, os Auxiliares Invisíveis foram para a Holanda para ver um homem muito doente e fazer o que pudessem por ele. Eles foram enviados em resposta a uma oração, pois ele era um homem bom em todos os sentidos. O doente tinha úlceras nas pernas e problemas estomacais. Seus ferimentos na perna foram causados por uma contusão que ele sofreu quando estava no exército. Seu problema estomacal foi causado pela comida que ingeriu enquanto era soldado.
Os Auxiliares Invisíveis que estavam presentes nesse momento se lembraram de como o homem parecia e como ele foi curado quando acordaram na manhã seguinte. Ele tinha cabelos, olhos e bigodes pretos e parecia muito magro e fraco.
Os Auxiliares Invisíveis primeiro lavaram a perna direita do homem na altura da panturrilha, e a carne solta saiu em pedaços. Então eles trabalharam na outra perna. Eles chamaram o Anjo que cuidava desse pobre homem e pediram a ele que direcionasse a força de cura para ele. Ele fez isso, e as pessoas que estavam presentes olharam maravilhadas.
Seus olhos se arregalaram quando observaram o semblante do homem mudar, e a cor surgir em seu rosto.
“Certamente eles são Anjos”, disse uma das pessoas.
O povo se ajoelhou e deu graças a Deus. O homem estava em coma há dois dias e a casa estava cheia de parentes e amigos que esperavam que ele morresse a qualquer momento.
Depois de um tempo, o homem voltou a si e pediu suas roupas. Os Auxiliares Invisíveis olharam para as pernas dele, e a carne quase havia fechado os buracos originados pelo ferimento. O homem disse que estava com fome. O Auxiliar Invisível disse à família para lhe dar uma dieta semilíquida por alguns dias e depois dar-lhe comida normal.
O homem se vestiu e caminhou um pouco, mas descobriu que estava fraco. E não é de admirar, pois ele não andava há quatro anos. Seu Destino Maduro havia sido pago e ele estava pronto para receber uma cura permanente. Os Auxiliares Invisíveis fizeram a parte material, e o Anjo, a parte espiritual.
Espero ter impressionado você com novas ideias e que você pense sobre as coisas que leu aqui e pense em como tais coisas são verdadeiras. Todas as Ondas de Vida dependem umas das outras. Há muitas coisas em nosso Sistema Solar das quais não sabemos por observação pessoal.
Muitos de nós nunca estiveram na Europa, mas acreditamos nos relatos daqueles que estiveram lá.
Muitas pessoas estão ficando cada vez mais preocupadas com o destino das pessoas da atual civilização. Eles estão se perguntando por que há tantas guerras e rumores de guerras.
As guerras são causadas pelos ódios de vidas passadas que são trazidos de volta como centelhas de ressentimento. Esse ressentimento é incendiado pelas várias emoções dos indivíduos. Os pensamentos-formas criados pelos medos, aborrecimentos, preconceitos e ódios dos indivíduos aumentam de tamanho e, finalmente, levam as pessoas a culpar outras por coisas e condições que elas mesmas causaram por seu próprio pensamento. Dessa forma, os problemas começam e se transformam em distúrbios de todos os tipos. Esses distúrbios geralmente fazem com que as pessoas de diferentes nações entrem em guerra umas com as outras.
As forças malignas existentes no mundo fazem o que podem para infundir vida nos pensamentos-formas de pessoas e nações e causar mais problemas. Se não houvesse boas forças para combater essas más tendências, toda a vida na Terra cessaria. O bem triunfará no final, pois com o tempo o bem vencerá o mal. Todos nós podemos ajudar essas boas forças se fizermos o esforço necessário.
Nós nos limitamos por nossa própria falta de crença na Bíblia e em Deus. Pessoas que acreditam na Bíblia e em Cristo devem ser capazes de aceitar a verdade de que existem Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados, e que eles trabalham para o bem da humanidade.
Se não for assim, por que os escritores que nos deram nossa Bíblia nos contaram sobre como Jeová trabalhou com os Egos renascidos na Terra antes e depois do dilúvio; e como ele tentou por todos os meios possíveis levá-los a viver de tal maneira que avançassem? Jeová orientou os Egos mais avançados e eles se esforçaram para conduzir seus irmãos e suas irmãs atrasados com vidas inteiramente dedicadas a seu serviço. A vida desses líderes inspiradores é como pérolas preciosas amarradas em uma corrente de ouro unida por boas ações e pensamentos de amor pelos outros.
Na Bíblia, lemos como os Anjos ajudaram esses Egos avançados que mereciam mais encorajamento do que outros. O grande Anjo Gabriel apareceu a Zacarias, o pai de João Batista, e contou sobre a vinda de seu filho e Gabriel apareceu para a Virgem Maria e contou a ela sobre a vinda de seu filho Jesus. Outros Anjos anunciaram o nascimento de outras crianças avançadas de tempos em tempos.
As histórias bíblicas de Anjos são verdadeiras, embora alguns dos seres chamados de Anjos fossem, na verdade, Auxiliares Invisíveis, que eram membros da Onda de Vida humana. Esses Auxiliares Invisíveis podem funcionar da mesma forma que os Anjos, apenas podem materializar Corpos Densos formados de sólidos, líquidos e gases – materiais da Região Química do Mundo Físico –, enquanto os Anjos não podem fazer isso, pois nunca habitaram Corpos Densos como os que estamos usando agora.
Leia sua Bíblia com o pensamento de que as leis de Renascimento e Causa e Efeito, ou de Consequência, são verdadeiras e veja se os ensinamentos da Bíblia não têm um novo significado para você. Se você acredita nesse grande livro, deve reconhecer que os Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados trabalharam conosco desde os primeiros tempos. Se isso é verdade, por que, então, esses seres não podem estar trabalhando conosco neste momento atual? A necessidade é tão grande como sempre foi, porque somos todos atrasados neste Esquema de Evolução (pois senão já estaríamos vivendo conscientemente em um Corpo Vital com um Corpo Denso “eterificado”) e precisamos ser encorajados e inspirados para alcançarmos a Evolução que deveríamos ter.
Uma vez que os Anjos e outros Seres Elevados existem, como muitas pessoas sabem porque os viram, então por que a humanidade não pode ser instruída a trabalhar com eles como Auxiliares Invisíveis? Parece razoável que seja assim; pois nos é dito que todas as coisas são possíveis para Deus. Lembremo-nos de que Cristo é a luz do mundo. Busque-O diligentemente, confie totalmente n’Ele e tente ser como Ele todos os dias, ou seja, procure sempre imitá-Lo. Se você orar e pedir a Ele para ajudar você, Ele lhe mostrará o caminho para uma vida feliz e melhor.
Cristo Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo: quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8:12).
A fim de facilitar o estudo desse assunto dividiremos nas seguintes partes:
Deste modo, será mais fácil, para aqueles que não estudaram os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, compreenderem a ideia.
Há 3 meios de você acessar esse Livro:
1. Em formato PDF (para download):
Quando Conheceremos Cristo quando Ele voltar? – Max Heindel
2. Em forma audiobook ou audiolivro:
Como Conheceremos Cristo quando Voltar? – Max Heindel – audiobook
3. Para estudar no próprio site:
COMO CONHECEREMOS CRISTO QUANDO VOLTAR
Relatório Taquigrafado de uma Palestra Proferida em Los Angeles Study Center, Rx. F., em 18 de maio de 1913, por Max Heindel
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, How shall we know Crist at his coming, editada por The Rosicrucian Fellowship
1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
ÍNDICE
PARTE II – POR QUE CRISTO VEIO À TERRA PELA PRIMEIRA VEZ?
PARTE III – POR QUE ELE DEVE VIR OUTRA VEZ
PARTE IV – COMO CONHECEREMOS CRISTO QUANDO ELE VOLTAR?
Relatório Taquigrafado de uma Palestra Proferida em Los Angeles Study Center, Rx. F., em 18 de maio de 1913, por Max Heindel
Existe um quadro em minha Mente, ele está lá há anos; algumas vezes, quando tenho tempo disponível para voltar-me para dentro de mim mesmo e olhar aquele arquivo, este aparece. Deixe-me descrevê-lo: Acompanhe-me, regredindo no tempo, cerca de dois mil anos. A cena passa-se na Palestina; as colinas estão desertas; vê-se um pequeno grupo de homens e no rosto de cada um reflete-se a tristeza. Eles estão pranteando. Aquele que, pensavam, tinha vindo para fazer grandes coisas foi-lhes tirado por mãos implacáveis e Sua vida parecia-lhes destruída, e eles perguntavam-se: “Será este o fim”? Isto emocionava-os profundamente. Ele os tinha chamado de amigos. Disse-lhes: “Vós sois meus amigos”[1], e eles choravam por Ele, como a um amigo. Disse-lhes também: “Se Eu for embora, Eu virei novamente”[2], e eles discutiam, ansiosamente, procurando saber quando esse advento ocorreria.
Assim foi o início, mas, desde então, isto continua sendo um assunto de interesse para todos que, pela graça de Cristo, intitulam-se Seus amigos. Tem sido um tema de entusiástica e constante indagação: Quando Ele virá novamente, e como O conheceremos quando Ele voltar?
Ele disse a Seus seguidores na Palestina que muitos viriam para enganar: que se lhes fosse dito para irem ao deserto, a este ou aquele lugar para procurá-Lo, eles não deveriam ir. Disse-lhes, também, que os Anjos no céu não sabiam o dia em que Ele retornaria; que mesmo o Filho não sabia, mas somente o Pai. Como descrevi antes, eles estavam discutindo, procurando saber o tempo aproximado do advento e, particularmente, como cada um poderia conhecê-Lo quando Ele aparecesse.
Pretendentes – tem havido muitos desde aquele dia – têm alegado ser Cristo; alguns enganam-se a si próprios e aos outros, acreditando que são realmente aquele exaltado e elevado Mestre. Existem outros que, deliberada e maliciosamente, procuram usurpar Seu lugar. Portanto, há um interesse permanente na pergunta: Como vamos reconhecê-Lo?
Há um ano atrás, apareceu em uma revista inglesa, um artigo intitulado “Arautos Ocultos”. Nele foram apresentados resumos dos Ensinamentos dos Mistérios Ocidentais como são fornecidos no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e do Ocultismo Oriental, representado por uma sociedade que promulga aquela doutrina. Os líderes das duas sociedades e suas obras foram comparados. Semelhanças foram encontradas, mas o autor do artigo também percebeu, com notável perspicácia, o que Estudantes superficiais dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental não perceberam, isto é, a diferença Vital e irreconciliável nos dois ensinamentos, no que diz respeito a Cristo e Sua vinda. Foi mostrado que, de acordo com os ensinamentos Orientais, tanto Cristo quanto Buda foram homens de vida comum, enquanto nos ensinamentos do Mistério Ocidental diz-se, com ênfase, que Cristo é um Hierarca divino, não de nossa evolução, mas, “que por nós, homens, veio” e que, tendo uma vez deixado o Corpo Denso, Ele jamais aparecerá em um veículo físico.
Como esta é uma das principais diferenças entre a Sabedoria do Ocidente e os Ensinamentos Orientais, constituindo isto um dos maiores problemas atuais, parece Vital que todos os Estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental compreendam perfeitamente o assunto.
Para sistematizar nossa exposição, vamos dividi-la em quatro partes, cada uma dedicada à consideração de uma questão que tenha relação definida com nosso assunto:
Deste modo, será mais fácil para aqueles que não estudaram os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, compreenderem a ideia.
O primeiro ponto que precisamos colocar é a identidade de Cristo, como é ensinada na Escola dos Mistérios Ocidentais. De acordo com a figura anterior, “Os Sete Dias da Criação”, o ser humano passou por um período de involução compreendendo os Períodos de Saturno, Solar e Lunar, como também metade do Período Terrestre. Nesta peregrinação através da matéria, ele adquiriu os veículos que hoje possui.
Durante o Período de Saturno, quando éramos semelhantes aos minerais, alguns seres eram humanos como nós somos hoje, mas eram de uma onda de evolução diferente. Desde então, eles têm avançado e tornaram-se os Senhores da Mente. O mais elevado daquela evolução – da Onda de Vida que estava, então, no estágio humano – é chamado no esoterismo de o Pai.
O mais elevado Iniciado do Período Solar, quando aqueles seres, que agora são Arcanjos, eram humanos, é chamado o Filho, ou seja, o Cristo.
Os Anjos atuais eram humanos no Período Lunar e o mais elevado Iniciado, que agora chamamos de Jeová, é também chamado Espírito Santo.
Temos aqui a categoria dos três mais ativos grandes seres – os líderes da evolução.
A humanidade do Período Solar não podia descer mais no mar da matéria além do Mundo do Desejo (veja a figura acima), portanto, seu veículo inferior era o Corpo de Desejos e, como é uma lei cósmica que nenhum ser pode criar um veículo que não aprendeu a construir durante sua evolução, era impossível para o Espírito Cristo nascer em um Corpo Denso. Ele não poderia formar tal veículo. Nem poderia formar o Corpo Vital, feito de Éter. Faltava-Lhe também a habilidade de funcionar na última substância, pois Ele nunca a havia adquirido em Sua evolução. Para fornecer os veículos necessários para Cristo, Jesus, um ser humano da nossa evolução – um homem nascido de um pai e de uma mãe, ambos altos Iniciados, que fizeram do ato criador um sacrifício e chegaram à concepção imaculada sem paixão – entregou seus Corpos Denso e Vital no Batismo para o Espírito Sol, Cristo, que, então, entrou no mundo material e tornou-se mediador, possuindo todos os veículos necessários para funcionar entre Deus e o ser humano. Cristo Jesus é, portanto, absolutamente único, e a Bíblia nos diz que não há nenhum outro nome pelo qual devemos ser salvos, a não ser pelo nome de Cristo Jesus. Este é o único Credo Cristão autorizado.
Tendo explicado a identidade de Cristo e de Jesus, como é apresentada nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, nosso problema seguinte é:
No Gólgota, o Corpo Denso de Jesus foi destruído, ao mesmo tempo em que se manifestavam certos fenômenos relatados na Bíblia, e o Espírito de Cristo penetrou na Terra. Até aquele momento, a Terra vinha sendo governada de fora. Do mesmo modo que os Espíritos-Grupo guiam os animais de fora, também a Terra foi guiada em sua órbita e a humanidade também o foi, no caminho de evolução, dirigida quase que inteiramente por Jeová, mas, desde aquele momento, o Cristo se tornou nosso Espírito Interno da Terra. Agora, Ele guia nosso Planeta em sua órbita e está procurando substituir o regime de guerra, inaugurado por Jeová de um lado e pelos marciais espíritos Lucíferos de outro, por um regime de altruísmo, um reino de Fraternidade Universal. Ouvimos falar muito sobre Fraternidade Universal, mas não é necessário formarem-se sociedades para proclamar que somos irmãos. Todos sabemos disto, não há necessidade de chamar atenção para este fato. Irmãos e irmãs nem sempre são harmoniosos, mas devem procurar sê-lo, se pretendem ser amigos. Cristo instituiu um ideal muito mais elevado, quando chamou Seus Discípulos de amigos: “Vós sois meus amigos se fizerdes tudo que Eu vos mandar”[1].
Enquanto temos a promessa enfática do retorno de Cristo, existem muitos Cristãos que não acreditam no Segundo Advento, de maneira que será melhor, analisar se existe alguma razão compelindo Seu retorno.
Para elucidar este ponto, tomemos um episódio iluminador de “Fausto”. Embora escrito por Goethe, este drama não foi uma ficção, pois a lenda de Fausto é mais velha que a história; é um dos mitos que expressa, em termos fantasiosos, pictóricos, a história da alma em busca da luz. Estes contos foram transmitidos à humanidade infantil para que pudesse, subconscientemente, absorver os ideais que, em épocas posteriores, deveria viver. Na verdade, usamos o mesmo método de instrução quando damos a nossos filhos livros com ilustrações para inculcar-lhes ideias que não podem captar intelectualmente, por serem muitos novos.
Fausto leu livros durante sua vida inteira e, gradualmente, aprendeu que nós sabemos somente o que vivemos. Se não for para aplicação prática na vida diária, o aprendizado através de livros não terá nenhum valor. Quando a alma desperta para este fato, coloca-se no limiar do verdadeiro conhecimento olhando em direção à LUZ. Mas, a estrada se bifurca: um caminho é tranquilo e fácil, por toda sua extensão existem guias serviçais e risonhos prontos para encorajar o viajante e assisti-lo em tudo que desejar, e, no final, está Lúcifer, o portador da luz, disposto a dar honras mundanas àqueles que lhe prestam culto. O outro caminho é áspero, escarpado e perigoso; algumas vezes é muito escuro; muitos corações doloridos estão nele e, frequentemente, podemos ouvir o grito de angústia: “Quanto tempo mais, Ó, Senhor! Quanto tempo”? Mas, ainda que a alma lute aparentemente sozinha, sempre escuta uma voz interior, suave, tênue e silenciosa, mas inconfundivelmente clara: “Vinde, vós que estais fatigados e sobrecarregados e Eu vos darei repouso”[2]. Às vezes, a “Verdadeira Luz”, Cristo, a meta da alma que procura, é vista através de uma brecha nas nuvens tempestuosas, que precisam ser transpostas para que o aspirante alcance o topo da realização e, a partir da visão beatificada, a alma que busca reúne novas forças.
No caminho escuro, Lúcifer favorece todos os apetites sem restrições ou reserva. Enquanto a alma é levada pela correnteza, tudo aparenta ser fácil e o prazer parece estar a espera a cada passo. No entanto, quanto a alma finalmente chega ao fim do rio da vida, em lugar de voar muito alto em direção à própria meta, é arrastada para baixo pelos apetites vis que se uniram a ela, como a polpa de sua fruta verde está colada na presente; e ela experimenta, com uma intensidade mil vezes maior, a dor que sobrevém quando pretende se libertar dos grilhões consolidados pelo pecado.
Thomas A. Kempis menciona o desejo da maioria de viver uma longa vida e como poucos se preocupam em viver uma boa vida. Eu posso parafrasear isto, exclamando: “Oh, quantos desejam alcançar poderes espirituais, mas como são poucos os que se esforçam para cultivar a espiritualidade”! A história de Fausto dá-nos uma visão daquilo que pode acontecer, se exclamássemos com toda a intensidade de nosso ser, como ele o fez:
“Oh! Há Espíritos no ar,
Que flutuam entre o céu e a terra em domínio atuando?
Inclinai-vos aqui de vossa atmosfera dourada,
Para cenários, nova vida e plena rendição ides me guiando.
Se eu possuísse um manto mágico, simplesmente,
Para transportar-me como que em invisíveis asas, largamente,
Muito mais do que custosas vestes eu prezaria,
E nem por um manto real o trocaria”.
Por esta impaciência e desejo de obter alguma coisa em troca de nada, de colher onde não semeou, ele atrai para si um espírito de natureza indesejável, pois os habitantes dos Mundos invisíveis não são, de modo algum, diferentes das pessoas daqui. Um filantropo não é encontrado a cada curva do caminho neste mundo, nem encontramos Anjos por todos os lados quando atravessamos fronteira, e a única proteção é esforçar-nos para sermos dignos de entrar conscientemente naqueles reinos. Quando tivermos alcançados o caráter requerido, não teremos que esperar.
Não precisamos referir-nos ao tipo de barganha que foi proposta a Fausto por Lúcifer, que seguiu sua vítima em perspectiva até seu gabinete; mas, quando ele se volta para a porta e está prestes a sair, ele vê, aflito, uma estrela de cinco pontas, com duas pontas viradas para a porta e uma ponta à sua frente. Esta, ele pede a Fausto que a remova, mas ao ser rigorosamente interpelado e convidado a sair pela janela ou chaminé, Lúcifer finalmente confessa:
“Para os fantasmas e espíritos é uma lei
Por onde entrarmos, por aí sair devemos”.
Isto é um ponto muito importante, pois, assim como Lúcifer entrou no gabinete de Fausto pela porta e é forçado a sair pelo mesmo caminho, Cristo entrou na Terra por meio do Corpo Vital de Jesus e precisa, em Seu retorno, sair da Terra redimida por esse mesmo caminho em direção ao Sol, Seu lar celestial. Nenhum outro veículo o fará.
Mas existem mais coisas de interesse nesta situação e na ligação entre Fausto e Lúcifer. A porta está aberta, então, por que a estrela de cinco pontas iria barrar a saída de Lúcifer, especialmente quando ele a havia transposto ao entrar no gabinete?
A estrela de cinco pontas é o emblema do ser humano com seus membros separados e braços estendidos; uma ponta está no topo, representando a cabeça que é a porta natural do espírito. Por aí ele entra em seu futuro Corpo cerca de 18 dias depois da concepção, daí saindo quando o Corpo dorme, retornando pela mesma passagem pela manhã. Para os Auxiliares Invisíveis esta é, também, a saída e a entrada. Finalmente, quando a morte chega, o espírito se retira por meio da cabeça.
Por esta razão, a estrela de cinco pontas, com uma ponta para cima, como está representada no emblema da Fraternidade Rosacruz, é o símbolo de magia branca, que trabalha por meios naturais, em harmonia com a lei de evolução.
O Estudante de uma Escola de Mistérios aprende a dirigir a força criadora para cima, para o cérebro e transmutá-la em poder anímico através de uma vida de castidade e auto sacrifício. Esse poder anímico ele o usa para projetar-se nas esferas superiores por meio da cabeça. O seguidor da magia negra, incapaz de auto sacrifício, obtém o poder através do uso pervertido da força de vida de suas vítimas, que o projetam para baixo por meio dos pés, e ele deve retornar pelo mesmo caminho. O Cordão Prateado, então, projeta-se através do órgão inferior. Portanto, a estrela de cinco pontas, com duas pontas apontando para cima e uma para baixo, é o símbolo da magia negra. Foi fácil para Lúcifer entrar no gabinete de Fausto porque as duas pontas da estrela estavam apontando para a entrada, mas, quando ele quis sair e defrontou-se com uma ponta do símbolo, sua alma pervertida foi repelida pelo emblema da pureza e do amor.
Realmente, não temos qualquer prova legal de que Cristo tenha entrado na Terra e esteja lá parcialmente confinado, como estamos confinados em nossos Corpos Densos, mas existe nisto muita evidência mística e, pela Lei da Analogia, está evidente que Cristo, passa Seus dias-santos, parte dentro e parte fora da Terra.
Câncer, regido pela Lua, é o Signo que rege a concepção. Os Egípcios o retrataram como um besouro e, para eles, o escaravelho era o símbolo da alma. Quando a Luz do Mundo, o Sol, entra em Câncer, em Junho, o poder criador do último ciclo que deu vida à Terra foi gasto e, para renovar esta vida, que caso contrário se desvaneceria, o Sol precisa descer novamente. No Equinócio de Setembro, a balança se inclina e a força germinativa entra em nossa Terra, alcançando o Centro no Natal, quando o Sol está em seu ponto mais baixo de declínio, o Solstício de Dezembro. Daí a força germinante, o raio de Cristo, se irradia para frutificar novamente a matéria e alcançar a periferia da Terra no momento em que o Sol cruza o equador celeste, no Equinócio de Março. Então, o Salvador, o Cordeiro de Deus, morre para o Mundo, mas se torna vivo para as esferas superiores.
Assim como estamos confinados em nossos Corpos Densos, de manhã até a noite pelas atividades do dia, também Cristo está confinado na Terra, do Equinócio de Setembro até o Equinócio de Março, que é o período em que as atividades físicas estão bastante inativas, mas onde os esforços espirituais trazem melhores resultados. E, da mesma forma que somos libertados de nossos Corpos à noite e entramos nos Mundos invisíveis para recuperar-nos (para o espírito) das condições difíceis da existência física, o Cristo também é temporariamente libertado da Terra na cruz (cificação) quando vemos o Sol passar o equador celeste e elevar-se às alturas celestiais. Esta é, portanto, a ocasião em que sentimos o impulso espiritual enfraquecer e utilizamos nossa energia nas atividades físicas, no cultivo do solo, fazendo crescer duas folhas de erva onde havia apenas uma.
De acordo com a opinião comum sobre o assunto, Cristo completou o Sacrifício no Gólgota, mas, na verdade, aquilo foi só o início. Ele ainda está confinado à Terra como nós estamos em nossos “Corpos de Morte”. Ele sofre como nós sofremos, mas com uma intensidade que não podemos avaliar. Ele ainda está “gemendo e labutando esperando pela manifestação dos Filhos de Deus”[3], que somos nós mesmos. Quando um número suficiente de pessoas sentir o nascimento do Cristo Interno, de modo que possam suportar a carga de seus irmãos e dar suas vidas como Cristo está agora dando a Sua, então, a hora da libertação soará e Cristo poderá retornar permanentemente para o Sol. Mas, da mesma forma que Ele entrou na periferia da Terra quando veio, assim também, sob a lei que acabamos de explicar, Ele deve voltar para a superfície da Terra e isto, em si, é o que constitui a Segunda Vinda.
Não existe na Bíblia aviso mais enfático do que aquele dado por Cristo contra os que pretendem ser Cristos. Ele declarou que alguns produziriam sinais e maravilhas que poderiam enganar o próprio escolhido, e nós devemos lembrar-nos de Suas palavras, quando começamos a considerar nossa última pergunta:
Cristo disse: “Tende cuidado para que nenhum ser humano vos engane; pois muitos virão em meu nome, dizendo, Eu sou Cristo; e enganarão muitos. E, se algum ser humano vos disser, olhai, aqui está Cristo, ou olhai, ele está lá, não acrediteis nele. Pois falsos Cristos e falsos profetas surgirão e produzirão sinais e milagres para enganar, se isto fosse possível, o verdadeiro escolhido… então, eles verão o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória … Ele enviará Seus Anjos e juntará Seu escolhido dos quatro ventos …, mas, deste dia e hora, nenhum ser humano o sabe, nem os Anjos que estão no céu, nem o Filho, mas só o Pai”.[4]
Por essas passagens, vemos como precisamos ser cuidadosos para não sermos atraídos por impostores. Existe, também, muita luz a guiar-nos para o caminho certo e alguns sinais são os indicadores pelos quais podemos, certamente, reconhecer Cristo dos imitadores. O sinal mais conclusivo dos impostores é que, não importa quanto seu argumento possa ser inteligente, eles vêm revestidos em um Corpo físico. Existem boas razões para entendermos que:
Cristo Não Virá em um Corpo Físico[5]
Nenhum veículo poderia suportar a tremenda vibração de tão grande Espírito. Pelas Escrituras, sabemos que Cristo frequentemente afastava-Se de Seus Discípulos. Nessas ocasiões, Ele levava o Corpo de Jesus para os Essênios, que eram homens de nossa evolução e hábeis médicos esotéricos, peritos nos cuidados com o Corpo. Eles restauravam o seu vigor e energia e, dessa forma, mantiveram o Corpo de Jesus unido por três anos. Do Gólgota, o Corpo foi levado para o túmulo e, como a influência coesiva foi retirada, os átomos espalharam-se em todas as direções e quando o túmulo foi aberto, somente a vestimenta foi encontrada.
Para obter outro veículo físico para a Segunda Vinda, da mesma maneira que o primeiro foi preparado, seria muito difícil, mas poderia ser conseguido. No entanto, sob a lei de que um espírito deve sair por onde entrou, somente aquele único Corpo de Jesus seria utilizado e, como foi destruído, é impossível que Cristo apareça em um veículo físico. Portanto, como já foi dito, possuir tal Corpo revela o impostor.
Supondo que essa “lei” seja uma invenção da imaginação do autor e que a Lei de Analogia, citada como defesa, seja somente uma coincidência, nossa argumentação é ainda apoiada pela Bíblia, não obstante todas as outras evidências. Cristo disse: “Se eles disserem para vós; Olhai, Ele está no deserto; não ides. Olhai, Ele está nas câmaras secretas; não acrediteis”[6]. Assim Cristo não deve ser encontrado em nenhum lugar físico. São Paulo também declara enfaticamente que “carne e sangue” não herdarão o reino. Se nós estamos para ser “revestidos com uma casa que nos vem do céu”, por que o líder da Nova Dispensação deveria Ter um veículo físico?
A Bíblia não abandona o assunto e diz-nos onde não procurar Cristo. Ele disse enfaticamente: “O Filho do Homem virá nas nuvens”[7]. Quando Ele finalmente deixou Seus Discípulos, “Ele foi levado para cima, e uma nuvem O recebeu, sem ser visto por eles. E, enquanto eles olhavam fixamente para o céu, à medida que Ele subia, dois homens permaneceram perto deles em trajes branco, os quais também disseram: Ele voltará do mesmo modo que O vistes ir para o céu” (At 1:10-11). São Paulo diz: “O Senhor, Ele mesmo descerá do céu… depois nós … seremos arrebatados por entre nuvens para encontrar o Senhor, no ar” (ITes 4:16-17). São João viu o primeiro céu e a terra desaparecerem – o mar secou e uma cidade santa desceu do céu, da qual Cristo era o regente. Estas coisas são, evidentemente, impossibilidades físicas. Um Corpo de carne e sangue não pode elevar-se no ar, e São Paulo afirma, categoricamente, que “carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus”. Se nós não podemos entrar naquele traje, como pode Cristo, o líder, usar um Corpo físico em um universo de lei?
Se pudéssemos, agora, descobrir que tipo de veículo Ele usou, saberíamos como reconhecê-Lo e, também, como seremos constituídos, pois “seremos como Ele” de acordo com São João: “Amados, agora nós somos os filhos de Deus, e não aparece ainda o que seremos: mas nós saberemos que, quando Ele aparecer, nós seremos como Ele.” (IJo 3:2). São Paulo diz: “nossa comunidade (não conversação, como foi traduzido; a palavra grega é “politeuma” – forma de governo ou comunidade e é usada pelo apóstolo para se referir ao novo céu e terra) está no céu, de onde também estamos esperando o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso Corpo vil, fazendo-o semelhante ao Seu Corpo glorioso.” (Fp 3:20-21).
O Corpo que Cristo usou depois do evento do Gólgota era também capaz de entrar em uma sala com portas fechadas, pois Ele assim apareceu para Seus Discípulos e deixou Tomás tocá-lo. Podem pseudo-Cristos, em um Corpo físico, fazer isto? Acredito que não.
Este fato requer um veículo mais sutil que o físico e nenhum sofisma poderá invalidar este argumento, isto é, de que Cristo usará um veículo mais sutil que o físico. A Bíblia diz que Cristo usou um Corpo tão sutil depois da ressurreição, que Ele ascendeu ao Céu dentro dele, que Ele deverá voltar neste mesmo Corpo e que, neste aspecto, nós mudaremos para um estado onde seremos como Ele.
Surge a pergunta final: Ensina-nos a Bíblia que veículo é esse e existe alguma informação pela qual possamos obter conhecimento completo e definitivo com respeito a este novo veículo? Devemos procurar a resposta no inimitável capítulo XV da 1ª Epístola aos Coríntios, onde São Paulo ensina a doutrina do Renascimento por meio dos Átomos-semente, tão claramente quanto a dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental de hoje.
Na versão inglesa, o versículo 44 diz: “Existe um Corpo natural e um Corpo espiritual”; mas o Novo Testamento não foi escrito em inglês e, como os tradutores nada sabiam dos ensinamentos internos, não tinham ideia de como traduzir a palavra grega que para eles parecia sem sentido, por isso, a traduziram como a compreenderam. Contudo, deixarei que vocês a traduzam, mesmo que não sejam Estudantes de grego. A palavra que é usada e traduzida como “corpo natural” é soma psuchicon. Soma é uma palavra grega que, todos concordam, é Corpo – não há dúvidas quanto a isto. Mas Psuchicon – psuche – (psyche) – a alma – um Corpo-Alma do qual nunca ouviram falar; provavelmente pareceu-lhes tolice, de maneira que traduziram a palavra como “Corpo natural”. É verdade que São Paulo diz na 1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:23, que o ser de todo ser humano é Espírito, Alma e Corpo, mas, provavelmente, eles interpretaram alma e espírito como sinônimos. Existe, porém, uma grande diferença, como é explicado nos Mistérios Rosacruzes: este Corpo-Alma é o veículo a que São Paulo se refere e no qual encontraremos Cristo. É composto de Éter e, portanto, capaz de levitação e de passar por paredes, uma vez que toda matéria densa é permeada com Éter. Os Auxiliares Invisíveis o usam hoje, como Cristo o fez.
De início, parece muito estranho saber que encontraremos o Senhor “no ar”, que esta terra vai ser deixada para trás. Mas não é estranho se considerarmos que o caminho da evolução sempre foi de dentro para fora. Na última parte da Época Lemúrica, quando esta terra estava em um estado ígneo, o ser humano vivia na crosta que estava sendo formada próxima ao centro ígneo, em um Corpo que começava também a ser formado. Ele viveu na Época Atlante, nas bacias da Terra, sob a densa neblina que se levantava da terra que se esfriava, como é mencionado no capítulo segundo do Livro do Gênesis. Então, a humanidade foi chamada, como relata a história folclórica alemã “Niebelungen” – Niebel, que significa neblina e Ungen, filhos: Filhos da Neblina. A Bíblia conta-nos como eles foram guiados por seus mestres e, gradualmente, como esta atmosfera nebulosa da terra condensou-se quando o Planeta resfriou e, finalmente, como as águas desceram do céu no chamado “o dilúvio”.
Nessa ocasião, sabemos que o ser humano deixou as terras baixas, que estavam submersas pela neblina condensada, o mar, e entrou em uma nova era de desenvolvimento sob as atuais condições. Então, ele viu o arco-íris pela primeira vez, quando o Sol brilhou sobre as nuvens e foi-lhe dito que, enquanto aquele sinal permanecesse, a sucessão de mudanças, que conhecemos como estações, continuaria. Enquanto tivermos as atuais condições atmosféricas, esta era de alternâncias continuará. Devagar, mas seguramente, estamos subindo em direção aos cumes da terra; procuramos níveis cada vez mais altos.
Quanto mais elevada for a evolução das raças, mais elas quererão subir em direção ao ar e, gradualmente, vão deixando as terras baixas.
Como aconteceu na época de Noé, dia virá que ocorrerá uma grande mudança cósmica. Cristo refere-se a isto ao falar de Sua vinda: “Assim como foi nos dias de Noé, assim será nos dias do Filho do homem”[8]. Pessoas movimentavam-se como sempre o haviam feito. Casavam-se e eram dadas em casamento; comiam e bebiam e viviam suas vidas mundanas. Mas, de repente, o dilúvio desceu sobre a antiga Atlântida e os veículos que tinham não lhes eram mais úteis. Necessitavam de veículos onde pudessem adaptar-se às novas condições atmosféricas, da mesma maneira que o bebê, quando nasce, precisa instantaneamente adaptar-se, da respiração que tinha dentro da água, à respiração no ar. Se não puder fazer isto, ele morrerá e foi o mesmo no caso dos Atlantes que estavam acostumados a respirar em sua atmosfera aquosa e nebulosa. Aqueles que não estavam fisiologicamente ajustados para esta mudança, afogaram-se.
Cristo disse que uma condição semelhante ocorrerá à Sua vinda. Aqueles que viviam na Atlântida, talvez não tenham percebido o desenvolvimento fisiológico que ocorreu em alguns e que os preparou para mudar da respiração aquosa para a respiração do ar, usando diretamente os pulmões. Do mesmo modo, há uma mudança acontecendo na humanidade, não observável por aqueles que não cultivam a visão espiritual. É um fato que uma atmosfera áurica envolve todo ser humano. Sabemos que, frequentemente, sentimos a presença de uma pessoa que não vemos e sentimos isto porque existe esta atmosfera fora de nossos Corpos Densos. Ela está, pouco a pouco, mudando; está se tornando cada vez mais dourada no Oeste. Quanto mais caminhamos com Cristo, mais esta cor dourada aumentará – esta que é a cor do Cristo e dos semelhantes a Ele: os Santos que os pintores retrataram com uma auréola. Gradualmente, estamos nos tornando mais semelhantes a Ele e esse “soma psuchicon” ou Corpo-Alma está adquirindo forma, está sendo preparada como nosso “traje nupcial”.
Um número crescente de pessoas está se tornando capaz de funcionar neste veículo e muitos estão se preparando para o dia da vinda de Cristo. Esta mudança não é realizada por processo físico, mas pelo serviço, pelo amor, pelo que conhecemos no mundo ocidental como altruísmo, que está se difundindo cada vez mais na sociedade. Estamos ficando mais humanos; cada vez mais iguais a Cristo, embora longe de sermos perfeitos. Talvez o dia da vinda de Cristo não seja nesse século ou no outro, nem no próximo milênio, não obstante, podemos observar uma mudança espiritual acontecendo na humanidade e depende de nós apressarmos o dia da vinda de Cristo, pois como Ele mesmo disse: “Este dia nenhum ser humano conhece”[9]. Nenhum ser humano está habilitado a dizer quando e quantas pessoas terão desenvolvido o soma psuchicon, de tal forma que estejam capacitados a fazer a obra que Ele está agora fazendo para nós.
Descemos até ao vale da matéria e, por nossa causa, foi necessário que Cristo entrasse na Terra para nos ajudar de dentro. Por nossa causa, Ele está agora sofrendo e labutando lá, esperando pela manifestação dos filhos de Deus e depende de nós apressarmos ou retardarmos este dia. Cada ato nosso tem algum efeito nesse sentido – cada um de nós tem seu trabalho neste mundo e quanto mais cedo aprendermos a fazê-lo, melhor será para nós. Não deveríamos procurar o Cristo fora – Ele não se encontra lá. Ele mesmo disse, “Não vás para o deserto”. Não O procuremos nestes lugares: o Cristo é formado de dentro. O Corpo-Alma que está, gradualmente, tornando-se capaz de elevar-se sobre as montanhas, é o resultado do esforço de cada aspirante que esforça para ser admitido à vida superior. Como diz Fausto:
“Duas almas, oh! Moram dentro do meu peito,
E aí lutam por um indivisível reino;
Uma aspira pela terra, como vontade apaixonada
À íntimas entranhas ainda está ligada.
Acima das névoas, a outra aspira, de certeza,
Com ardor sagrado por esferas onde reine a pureza”.
Amigos, em cada um de nós há essa luta travada entre a natureza superior e a inferior. São Paulo teve que lutar essa batalha e toda alma que procura deve lutar, também. Mas, não pensem que é saindo para o extenso mundo e nele lutar, que encontraremos o que procuramos. Sir Launfal saiu de sua casa ainda jovem, passou toda uma vida procurando o Graal. Quando voltou para seu castelo, encontrou o mesmo mendigo que ele havia desdenhosamente ignorado quando partiu de casa, mas, quando agiu certo, quando o amoroso espírito do serviço entrou nele, então, o Cristo se manifestou.
“Ele partiu em duas, sua única côdea de pão,
Ele quebrou o gelo da beira do córrego;
E ao leproso deu de comer e beber pela mão”.
O Salvador, diante dele, disse: “Este é meu Corpo e este é meu sangue”.
“Santa Ceia é mantida, na verdade,
Por tudo que ajudamos o outro em sua necessidade”
Não é o que damos, mas é o que compartilhamos que realmente tem valor. Aqueles que dão somente quando têm em abundância, quando dão coisas que não necessitam – coisas que são realmente um peso para eles, coisas de que não sentem falta – não sabem o que é dar a vida por um amigo. Enquanto não se derem, suas dádivas serão estéreis. “Não há maior amor que o do ser humano que dá sua vida por um amigo”. Este não deve ser um único ato – o dar a vida por um amigo – mas sim um auto sacrifício constante, diário. “Eu estava com fome e tu me deste de comer; eu estava com sede e tu me deste de beber … eu estava doente e tu me visitaste”[10]. Este é o único requisito. Que nós possamos aprendê-lo, amigos. Não precisamos procurá-Lo tão longe: está perto de nós, ao nosso lado.
Conhecemos aquele pequeno poema sobre deixar nossa luz brilhar exatamente onde estamos. Nem todos podem ser uma estrela, nem podem brilhar, nem ser um líder, mas cada um pode fazer algo, acender sua própria velinha e deixar que ela dissipe um pouco a escuridão ao redor. Isto é o que temos que fazer e se fizermos somente este tanto, descobriremos que aquela vela será como uma estrela ardente para guiar-nos para o Cristo, na Sua próxima vinda. Então, teremos certeza de reconhecê-Lo, pois encontraremos a resposta dentro de nós. Diz-se que O conheceremos porque seremos como Ele e, como Ele não tem Corpo Denso para vir, temos que desenvolver aquele veículo da alma, o soma psuchicon. Para que nós possamos encontrá-Lo quando Ele aparecer, mas deveremos estar trajados com o “Dourado Manto Nupcial”.
F I M
[1] N.T.: Jo 15:14
[2] N.T.: Mt 11:28
[3] N.T.: Rm 8:18
[4] N.T.: Mt 24 4-36 e Mc 13:5-32
[5] N.T.: em um Corpo Denso
[6] N.T.: Mt 24:26
[7] N.T.: Mt 24:30; Lc 21:27 e Mc 13:26
[8] N.T.: Mt 24:37
[9] N.T.: Mt 24:36
[10] N.T.: Mt 25:35-36
O Conhecimento do Coração: você está pronto?
“A Ordem Rosacruz foi fundada especialmente para aqueles que possuidores de um alto grau de desenvolvimento intelectual, deixam de lado os reclamos (as queixas) do coração. Todo homem ou mulher que tenham sido abençoados com uma Mente investigadora, é de suprema importância receber toda informação que queira. Dessa forma aquietando a cabeça, o coração poderá falar”.
“O conhecimento intelectual é apenas um meio, não um fim em si mesmo. Daí o propósito da Ordem Rosacruz, antes de mais nada, satisfazer o Aspirante por meio do conhecimento de que tudo no Universo é razoável, o que poderá resultar num controle sobre o rebelde intelecto”.
“Quando, dessa forma, o Aspirante cesse de criticar e admita, embora provisoriamente, como verdadeiras as afirmações que não podem ser de imediato comprovadas, somente então o seu treinamento esotérico poderá ser efetivo para o desenvolvimento das faculdades superiores”.
Cremos que esta advertência do Conceito Rosacruz do Cosmos, algumas vezes é passada por alto, pois os Estudantes fascinam-se de tal modo com o método de evolução, que se esquecem do que o Sr. Max Heindel designou em Coletâneas de um Místico: “O Magno Mistério”. Nesse estudo nos recorda que “Cristo não disse: Bem fizeste, tu, grande e erudito filósofo que conheces a Bíblia, a Cabala, o Conceito Rosacruz do Cosmos, e toda a literatura misteriosa que revela as intrincadas operações da Natureza – mas disse sim, ‘Bem fizestes tu bom e fiel servo, entra no gozo de Teu Senhor… Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber‘ (Mt 25:35). Não notamos uma só palavra acerca de conhecimentos…”.
Em várias outras ocasiões somos advertidos, que não devemos olhar o próximo “por cima dos ombros”, já que aquele que, devido ao seu pouco preparo intelectual serve, simples e humildemente; pode compensar com amor àquela carência. Esses são ativos servindo.
São os atos de amor e bondade que constroem o Corpo-Alma. O conhecimento é bom quando usado e compartilhado para benefício do próximo, pois quando conservamos para nós mesmos, colocamo-nos novamente em tonalidade com o egoísmo, fomentado pelos Espíritos de Lúcifer que instigam toda a classe de atividade mental, com a finalidade de obterem conhecimento à medida que o obtemos. Entretanto, canalizando todo conhecimento que obtivermos para edificação de nossos irmãos, transformamos uma armadilha mortal em sublime benção.
Aqueles que trabalham e servem aos demais por amor ao serviço, não necessitam que sejam impulsionados para a prática de boas ações. Necessitando-se de um estímulo extra têm-se maior responsabilidade. Estamos vivendo esses ensinamentos?
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 01/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)
As informações contidas nesse livreto foram trazidas das conferências e de outros escritos de Max Heindel e publicadas de tempos em tempos, em forma de revista ou trechos em livros.
Esse humilde esforço pretende ser uma inspiração para aqueles que tenham vislumbrados a Centelha de Luz e Amor Divinos, e que está se esforçando para alcançar aquela última meta que foi alcançada por Cristo Jesus a mais de dois mil anos no Gólgota.
O que Ele conseguiu, naquela ocasião, é a tarefa que se defronta a todos e a cada um de nós.
Quando tivermos submetido totalmente ao Eu Superior ou Cristo-interno, então virá a ressurreição ou a completa libertação da matéria.
Então, nós podemos dizer com Cristo: “Está consumado”.
*******
Há 4 meios de você acessar esse Livro:
1.Em formato PDF (para download ou imprimir):
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel
2.Em formato de audiobook ou audiolivro:
Audiobook – Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel
3. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas/featured
aqui:
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel em videobook
4. Para estudar no próprio site:
INTERPRETAÇÃO MÍSTICA DA PÁSCOA
Por
Max Heindel
(1865-1919)
Compilado de vários escritos e conferências de um místico
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, The Mystical Interpretation of Easter, editada por Max Heindel
1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
PREFÁCIO
As informações contidas nesse livreto provêm das conferências e escritos de Max Heindel, e foram publicadas uma e outra vez em forma de artigos de revista e/ou em livros. O Boletim Echoes, editado pela primeira vez em junho de 1913, por Max Heindel, contém uma grande quantidade de conhecimentos e sabedoria sobre esse e outros importantes acontecimentos de significado místico. Alguns capítulos sobre a Páscoa são, também, encontrados nos livros Coletâneas de um Místico e Ensinamentos de um Iniciado.
Esse humilde esforço pretende ser uma inspiração para aqueles que tenham vislumbrados a Centelha de Luz e Amor Divinos, e que está se esforçando para alcançar aquela última meta que foi alcançada por Cristo Jesus a mais de dois mil anos no Gólgota. O que Ele conseguiu, naquela ocasião, é a tarefa que se defronta a todos e a cada um de nós. Quando tivermos submetido totalmente ao Eu Superior ou Cristo Interno, então virá a ressurreição ou a completa libertação da matéria. Então, nós podemos dizer com Cristo: “Está consumado”.
ÍNDICE
UM ACONTECIMENTO DE SENTIDO MÍSTICO
O SIGNIFICADO CÓSMICO DA PÁSCOA
O SIGNIFICADO CÓSMICO DA PÁSCOA.
QUE FOI FEITO DO CORPO FÍSICO DE JESUS?
“Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém,
se não nasce dentro de ti, tua alma segue extraviada.
Olharás em vão a Cruz do Gólgota,
enquanto não fizeres um Gólgota de teu coração também”.
AngelusSilésius[1]
A canção popular de hoje, que todo mundo canta com entusiasmo, mas que é esquecida amanhã; o espetáculo que é levado à cena, talvez, cem noites seguidas, para depois ser abandonado e relegado ao pó, e todas as outras coisas que são evanescentes demonstram, claramente, que não tem um valor intrínseco. O brilho de uma estrela cadente ilumina o céu por um momento, mas embora o brilho das outras estrelas seja mais fraco e atraia menos a nossa atenção, suas luzes confortam ao caminhante, noite após noite, através dos tempos. Somente as canções que, por seu valor, são reproduzidas sempre de novo, cuja música não nos cansa nunca, têm realmente algo de valioso na vida. O mesmo acontece nos ciclos cósmicos que sempre se repetem, marcados pelas festas do ano. Como elas são recorrentes, sempre nos ensinam as mesmas antigas lições, sempre sob um novo ponto de vista.
O impulso de vida do Cristo Cósmico que entrou na Terra no último mês de setembro, manifestou-se no nascimento Místico no Natal e realizou sua maravilhosa magia de fecundação do mês de setembro até março e se libertou da cruz da matéria para ascender novamente ao trono do Pai, na Páscoa deixa a Terra coberta de uma glória verde dos próximos meses, pronta para as atividades físicas[1].
Como é em cima, assim também é em baixo. Os processos que se desenvolvem em larga escala na Terra manifestam-se, também, no ser humano. Durante os meses de setembro a março nós fomos completamente impregnados pelas vibrações espirituais que predominaram nos últimos meses, muito mais do que foi possível sob as condições mais materiais que prevalecem entre março e setembro. Chegou-nos em setembro com um novo impulso para a vida superior; culminou na Noite Santa, e sua magia trabalhou dentro de nós e em nossas naturezas na proporção que aproveitamos nossas oportunidades. De acordo com a nossa aplicação ou descuido no último período, o progresso será acelerado ou atrasado no próximo período, porque não existem palavras mais verdadeiras do que aquelas que nos ensinam que somos exatamente aquilo que fizermos de nós mesmos. O serviço que prestamos ou deixamos de prestar determina se a nova oportunidade, para um serviço maior, nos proporciona um impulso mais forte para cima; e não será nunca demais repetir que é inútil esperar libertação da cruz da matéria, antes que tenhamos usado nossas oportunidades aqui e, então obter uma mais ampla capacidade de sermos úteis. Os “cravos” que prendem a Cristo na Cruz do Calvário prendem você e eu, até que o impulso dinâmico de amor flua de nós em ondas e correntes rítmicas, tal como a maré de amor que, anualmente, entra na Terra, e a impregna com vida renovada.
Conhecemos a analogia entre o ser humano – que entra nos seus veículos, quando desperta pela manhã, vive neles e trabalha por meio deles, e a noite é um Espírito livre, livre da escravidão do Corpo Denso – e o Espírito de Cristo que mora em nossa Terra, uma parte do ano. Nós todos sabemos que grilhão e que prisão esse Corpo representa; como nós somos cerceados pelas doenças e sofrimentos, porque não existe ninguém que esteja sempre em perfeita saúde, de maneira que nunca estamos livres de sentir as ânsias de dor, pelo menos ninguém que esteja no estreito caminho espiritual.
A mesma coisa acontece com o Cristo Cósmico, que dirige Sua atenção para a nossa pequena Terra, focando Sua consciência neste Planeta, para que tenhamos vida. Ele tem que vitalizar esta massa morta (que nós mesmos cristalizamos fora do Sol) todos os anos; e isso é um grilhão, um peso e um aprisionamento para Ele. Esse é o motivo justo e próprio pelo qual devemos nos alegrar quando Ele chega à época doNatal, todos os anos, e nasce, novamente, no nosso mundo para nos ajudar a transformar para melhor essa massa informe, com a qual nos sobrecarregamos. Nossos corações, nessa época, devem voltar-se para Ele, em gratidão pelo sacrifício que Ele faz por nossa causa, durante os meses de: setembro, outubro, novembro e dezembro, permeando este Planeta com Sua Vida, para despertá-lo da hibernação, no qual permaneceria se não fosse Ele, pelo seu nascimento, para dar-lhe vida.
Durante os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro Ele sofre agonias de torturas, “gemendo, trabalhando e esperando pelo dia da libertação”[2], a qual chega no tempo em que nós falamos nas igrejas ortodoxas: Semana da Paixão, mas nós afirmamos que, de acordo com os ensinamentos místicos, essa semana é exatamente a culminação ou ponto mais alto dos Seus sofrimentos, e que Ele, então, sai de Sua prisão; e quando o Sol cruza o Equador, Ele é suspenso na Cruz, exclamando: “Consummatum est!” – “Está consumado!”[3]; ou “Está cumprido!”. Isto quer dizer que o Seu trabalho, para aquele dia, foi cumprido. Não é um grito de agonia, mas um grito de triunfo, um grito de alegria, pois a hora da libertação chegou e, mais uma vez, Ele pode se elevar, por mais um período, se livrando da prisão e do peso do nosso Planeta.
O ponto para o qual desejo chamar vossa atenção é que deveríamos nos alegrar com Ele, nessa grande, gloriosa e triunfante hora, a hora da libertação, quando Ele exclama: “Está cumprido”. Sintonizemos os nossos corações para esse grande acontecimento Cósmico; alegremo-nos com o Cristo, nosso Salvador, que o tempo de Seu sacrifício anual se completou, mais uma vez; sintamo-nos agradecidos, do fundo dos nossos corações, que Ele está, agora, prestes a ser libertado da prisão terrena; pois a vida que Ele imbuiu no nosso Planeta é suficiente para conservar-se até o próximo Natal.
A Natureza é a expressão simbólica de Deus. Por isso, quando queremos conhecer a Deus precisamos estudar a Natureza, lembrando-nos sempre que existe um propósito emtoda a manifestação; que a vida é uma escola e aprendendo suas muitas lições a humanidade evolui lentamente de uma chispa divina para a Divindade. Se tivéssemos aprendido as lições da vida, tal como nos foram dadas, não teria havido necessidade do grande sacrifício que foi feito e que é anualmente repetido pelo Espírito de Cristo, que é a personificação do Amor. Por egoísmo, desobediência às Leis e práticas do mal fomos cristalizando rapidamente, não somente nossos corpos, mas, também a Terra na qual vivemos, a um nível que ambos estavam se tornando inúteis como meios de evolução. Quando já não nos podíamos salvar dos resultados dos nossos próprios erros, o Cristo compassivo ofereceu a Si mesmo e o seu grande Poder de Amor para romper essas condições cristalizadas dos corpos humanos e da Terra. Durante três anos Ele ensinou a Humanidade pela palavra, pelo preceito e exemplo.
Quando Ele foi crucificado no Gólgota o seu Grande Sacrifício pela humanidade apenas começou. Cada ano, desde esse tempo, quando o Sol passa do Signo zodiacal de Virgem para o de Libra, o Espírito de Cristo, retornando à nossa Terra, toca a sua atmosfera. Ele começa a sua jornada de descida em torno de 21 de junho[4], no Solstício de Junho, quando o Sol entra no Signo de Câncer. Ele chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de dezembro. Aí Ele fica por três dias e, depois, começa a voltar. Esta volta completa-se na Páscoa. Da Páscoa até o Solstício de Junho Ele está passando pelos Mundos Espirituais e chega ao Mundo do Espírito Divino, o Trono do Pai, a 21 de junho[5]. Durante julho e agosto, quando o Sol está em Câncer e Leão, Ele reconstrói o seu veículo Espírito de Vida, que Ele trará ao mundo, novamente, e, com esse veículo, Ele voltará a rejuvenescer a Terra e os reinos de vida que nela evolucionam. Do Natal até a Páscoa Ele se dá a Si mesmo sem limitações nem medida, imbuindo com vida, não apenas as sementes adormecidas, mas todas as coisas sobre e dentro da Terra.
Sem essa infusão da vida e energia Divinas, todos os seres viventes da nossa Terra morreriam imediatamente, e todo o progresso seria frustrado, no que concerne à nossa presente linha de desenvolvimento. Essa atividade germinativa da vida do Pai, que nos é trazida por Cristo e entregue amplamente no tempo da Páscoa, que renova o crescimento e intensifica a atividade na planta, no animal e no ser humano, nessa especial parte do ano. Cristo não deixa a Terra na Páscoa senão depois de dar de Si Mesmo até ao máximo. É, então, que a infusão de Sua Vida, junto com os raios quase verticais do Sol, faz as sementes germinarem; as árvores florirem; os pássaros acasalarem, dirigidos pelos seus Espíritos-Grupo, e construírem seus ninhos. A humanidade, então, é fortificada e imbuída com a energia e a coragem necessárias para enfrentar, aproveitar e crescer por meio das experiências inesperadas providas pelos diversos e perplexos problemas da vida.
Para aqueles que se decidiram trabalhar consciente e inteligentemente com a Lei Cósmica, a Páscoa tem um grande significado. Para eles significa a libertação anual do Espírito de Cristo das restrições dolorosas da Terra e Sua gloriosa ascensão ao mundo do Seu verdadeiro lar, para lá permanecer um período junto ao seio do Pai. E se os seus olhos estão verdadeiramente abertos eles podem ver as hostes Angélicas que O estão esperando, prontos para acompanhá-Lo na Sua viagem em direção ao céu; se os seus ouvidos estão sintonizados com os sons celestiais, eles ouvem os coros celestiais cantando Seu louvor e hosanas jubilosos, elevados ao Deus Altíssimo.
Para as almas iluminadas a Páscoa traz uma profunda compreensão do fato de que toda a humanidade é peregrina na Terra; que a verdadeira pátria do Espírito são os Mundos Espirituais e para alcançar esse reino devemos nos esforçar em aprender as lições da escola da vida o mais rápido possível, de maneira que possamos ser capazes de ver para o amanhecer de um dia que nos liberaremos, permanentemente, da escravidão da Terra. Então, da mesma forma como o Cristo libertado, chegaremos a uma realização dessa gloriosa imortalidade, como recompensa da conquista do Espírito perfeito. Para as almas iluminadas, a Páscoa simboliza o amanhecer de um dia feliz, quando toda a humanidade, semelhante ao Cristo, será permanentemente livre das restrições materiais, e ascenderão aos Reinos celestes, tornando-se pilares de força na Casa do Pai, de onde não mais sairão.
Para onde eu vou não podes agora seguir-me; mas
depois me seguirás … Aquele que crê em mim
também fará as obras que eu faço
e as fará maiores do que estas.
Jo 13:36; 14:12
Se fôssemos a uma igreja ortodoxa num Domingo de Páscoa, provavelmente ouviríamos a história de Jesus, o Filho de Deus, concebido sem pecado e que, com a idade de 30 anos, assumiu um sacerdócio que durou três anos e que terminou em crucificação e morte por nós; que através de seu sangue podemos ser salvos. Provavelmente, poderíamos ouvir, também, que no dia da Páscoa ele levantou-se novamente dos mortos, subindo depois para o Pai onde está agora sentado à direita da majestade de Deus, de onde retornará para julgar os vivos e os mortos na última Ressurreição.
Porém, mesmo sabendo – em virtude de podermos ler na Memória da Natureza – que Jesus viveu e morreu, que teve uma missão mística da máxima importância para a evolução humana e que os principais acontecimentos daquela grande vida se deram realmente conforme relata o Evangelho, sabemos também que a missão do Cristo Místico é algo infinitamente mais gloriosa do que aquilo que já penetrou no coração dos que conhecem apenas a interpretação ortodoxa dos Evangelhos.
Em primeiro lugar, a festa da Ressurreição, chamada Páscoa, não comemora simplesmente a ressurreição de um indivíduo, mas significa um evento cósmico. Seria extrema tolice celebrar-se a morte e ressurreição de uma pessoa, ocorrida em certo dia do ano, com uma festa móvel que é determinada pelas posições do Sol e da Lua no Signo zodiacal de Áries, o carneiro ou cordeiro.
Cada ano uma onda espiritual de vitalidade invade a Terra no Solstício de Junho, a fim de despertar a semente que hiberna no solo gelado e infundir nova vida ao mundo em que vivemos. Este trabalho se processa durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, enquanto o Sol transita pelos Signos zodiacais de Capricórnio, Aquário e Peixes. Então, ele cruza o equador celestial vindo do Sul, onde esteve durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro; esse cruzamento ou crucificação (crucifixão) é então relacionado, cosmicamente, com a sua entrada no Signo de Áries, o carneiro ou cordeiro. Então, o Sol se eleva para os Signos dos céus setentrionais a fim de promover, com seus raios aquecedores, o crescimento da semente no solo já revitalizada pela onda de vida Crística nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Sem essa onda mística anual de energia vital oriunda do Cristo Cósmico, a vida física seria uma impossibilidade. Sem ela não poderia haver nem pão e vinho físicos, nem a transubstanciada tintura espiritual, preparada pela alquimia vinda do sangue do coração do Discípulo.
O cordeiro foi morto quando da fundação do mundo da Época Ária, em que agora vivemos. Seu sangue foi o símbolo que salvou da morte o povo escolhido de Deus quando este deixou o lendário Egito, a pátria de adoração do boi Touro ou Apis. A partir dali, tornou-se idolatria para todos os que haviam sido salvos pelo sangue do cordeiro, adorar o bezerro de ouro, pois as velhas Religiões do boi Touro tinham sido superadas pela Religião do cordeiro, quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, deixou o Signo de Touro e entrou no Signo celestial de Áries, o cordeiro ou carneiro. Completado o tempo em que o Sol, por Precessão dos Equinócios, havia alcançado os sete graus no Signo do carneiro, Cristo veio no corpo de Jesus para estabelecer um novo pacto sob o selo e símbolo dos místicos pão e água da vida. Mas o Cordeiro de Deus precisava morrer, e isto aconteceu individualmente quando Cristo deixou o corpo de Jesus e, cosmicamente quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, saiu do Signo de Áries. Então um novo símbolo precisava ser dado àqueles que seriam os mensageiros durante a entrante Era de Peixes, por conseguinte, Ele, Ele próprio representou na última ceia do cordeiro do sacrifício. O pão e a água da vida foram dados como símbolo do seu corpo e do seu sangue, devendo ser usados para recordá-Lo durante a próxima Era. Há, portanto, uma ligação entre o vinho místico e o sangue, como também entre o pão místico e o corpo, que precisamos compreender se quisermos conhecer o verdadeiro sentido místico da morte e da ressurreição.
Em sua evolução o ser humano recebeu o alimento apropriado ao desenvolvimento de cada um dos seus veículos. Um veículo como o nosso corpo físico, formado de compostos químicos, só pode ser nutrido com substâncias químicas. Analogamente, só Espírito pode atuar sobre Espírito, portanto o vinho foi acrescentado à dieta do ser humano para ajudá-lo a dissolver as pesadas moléculas da carne e estimulá-lo na batalha da existência. A isto se refere à história de Noé (Gn 9:2-20), o qual com seus seguidores, representa a humanidade na era do arco-íris em que a assim chamada “dieta mista” e o vinho constituem a alimentação necessária à presente fase de evolução.
Fortalecido pela Mente carnívora e pelo Espírito do álcool, o ser humano se afastou cada vez mais do caminho da fraternidade, pois nutrindo-se com o mesmo alimento dos carnívoros ele se tornou necessariamente tão feroz quanto um animal predador, passando a caçar instintivamente ao seu próprio semelhante. Enquanto o sistema de procriação e casamento dentro da mesma tribo prendia-o firmemente aos seus companheiros de clã, ele ao menos demonstrava amá-los. Mas desde que os casamentos intertribais entraram em voga e ele começou a emancipar-se gradativamente do Espírito de raça, passou a saquear, ao próprio ser humano e até à própria família. O egoísmo tomou-se ilimitado, nada mais foi sagrado aos olhos cobiçosos, e cada ser humano passou a viver em guarda contra todos os outros. Além da ação que tais coisas trazem, não há descanso, não há paz duradoura nem felicidade na senda da paixão e da autogratificação. Portanto, chega a hora em que o ser humano deseja um fim permanente para os seus sofrimentos mais do que qualquer outra coisa, e aí começa a buscar o caminho da paz, que é também o caminho da pureza e da abnegação. Então ele é introduzido nos mistérios do Gólgota, do Sangue Purificador e da Cruz das Rosas, como segue:
Purificar o sangue do egoísmo é o Mistério no Gólgota. O processo começou quando o sangue de Jesus foi derramado e continuou através das guerras entre nações Cristãs todas as vezes que o ser humano lutou por um ideal, e prosseguirá até que o contraste entre os horrores da guerra e a beleza da fraternidade tenham impressionado suficientemente a espécie humana. Abaixo de nós na escala da evolução estão os vegetais e os animais, acima estão os deuses. Anatomicamente nós pertencemos ao reino animal e, em nossas vidas passadas, vivemos abaixo da nossa condição de humanos. Como os animais, gratificávamos nossos desejos sexuais e nossos apetites, mas enquanto aqueles eram mantidos sob controle por um sábio Espírito-Grupo nós não exercemos nenhum domínio sobre os nossos desejos, pelo que a doença, a dor e o sofrimento tornaram-se o nosso quinhão. Agora, contudo, aspiramos palmilhar a senda da paz em direção à serena felicidade dos deuses. Para isso devemos nos tomar como as plantas, isto é, puros e sem paixões. Consideremos o antigo Templo de Mistérios Atlante, também chamado “O Tabernáculo no Deserto”. Na velha Dispensação, quando a carne oferecida em sacrifício pelos pecados era queimada sobre o altar do sacrifício, seu odor elevava-se aos céus como um atestado da repugnante natureza da transgressão, da paixão e da impureza. Mas dentro do Tabernáculo havia o candelabro de sete braços, que queimava a essência das oliveiras sem desprender odor desagradável. Toda carne foi concebida sob a paixão e o pecado, mas a geração da planta é pura e imaculada. Por conseguinte, a flor aromática, especialmente a rosa vermelha, mantém-se em simbólica e direta oposição à carne corrompida. A flor é o órgão gerador da planta. Ela nos diz que a concepção sem mácula, em amor e pureza, é o caminho da paz e do progresso. Em Sua última reunião com seus Discípulos, Cristo estabeleceu os símbolos do novo pacto, do Testamento: deu-lhes pão para comer, simbolizando o Seu corpo, e a taça simbolizando o Seu sangue. Não uma taça comum para qualquer líquido, nem que o líquido por si só tivesse o poder suficiente para ratificar o novo pacto. O mistério jaz no fato de que a taça e seu conteúdo eram partes essenciais e necessárias de um sublime todo. O nome que designava essa taça mística em latim era “Calix”, em grego era “Poterion”.
Na velha Dispensação só a água era usada nos serviços do templo, mas com o tempo o vinho tornou-se um fator na evolução humana. Um deus do vinho – Baco – passou a ser adorado, e orgias da mais brutal natureza eram celebradas para que, sufocando as aspirações do Espírito, o ser humano se voltasse mais para a conquista do Mundo Físico. Mesmo sob a Dispensação mosaica os sacerdotes eram rigorosamente proibidos de usar o vinho enquanto oficiassem no templo, mas Cristo em sua primeira aparição em público mudou a água em vinho, aprovando deste modo o seu uso na ordem de coisas então existentes. Note-se, todavia, que isso foi feito em público, e que esse foi Seu primeiro ato como sacerdote do povo, mas na última reunião esotérica de Cristo com Seus Discípulos, quando o novo pacto foi dado, não havia nem carne de carneiro (Áries) – conforme estabelecia a ordem Mosaica – nem vinho, mas tão somente pão, um produto vegetal e o cálice do qual falaremos após ouvirmos as palavras que Ele proferiu naquela ocasião: “Não mais beberei deste fruto da videira até o dia em que hei de beber, novo, convosco no Reino dos Céus”[6]. O suco novo, recém-espremido da uva, não contém o Espírito da fermentação e da decomposição, mas é um alimento vegetal nutritivo e puro. Por conseguinte, os seguidores da doutrina esotérica foram instruídos por Cristo a não consumirem alimentos cárneos nem alcoólicos.
Geralmente supõe-se que o cálice usado por Cristo na Última Ceia continha vinho, muito embora não haja fundamento bíblico para tal suposição. Existem três relatos dos preparativos para a Páscoa. Mesmo que Marcos e Lucas refiram-se aos mensageiros enviados a certa cidade em busca de um homem que carregava um cântaro de água, nenhum dos evangelistas diz que o cálice continha vinho. Além disso, investigações na Memória da Natureza mostram que a água é que foi usada, e no que diz respeito aos esoteristas o vinho não tinha mais vez. Daquele ato, data também a inauguração do movimento de temperança, pois tais mudanças cósmicas envolvem longos preparativos nos Mundos Espirituais internos antes que possam manifestar-se nas sociedades do Mundo externo. Assim, milhares de anos quase nada significam nesses processos.
O uso da água na Última Ceia também se harmoniza com os requisitos astrológicos e éticos. O Sol saía de Áries – o Signo do Cordeiro – e entrava em Peixes, um Signo de Água. Ia soar uma nova nota de aspiração. Na Era de Peixes entrante ia iniciar-se uma nova fase de soerguimento humano. A autoindulgência ia ser suplantada pela autonegação. O pão, a matéria da vida, que é feito do grão gerado imaculadamente, não estimula paixões como a carne, nem nosso sangue se agita tão apaixonadamente quando recebe água do que quando recebe vinho. Portanto, pão e água são os alimentos e símbolos apropriados aos ideais da Era Peixes-Virgem, pois representam pureza. A Igreja Católica dá aos seus fiéis a água de Peixes na porta dos templos, como dá também o pão da Virgem no altar, mas nega-lhes o cálice de vinho do ofício. Todavia, as considerações acima não conduzem no âmago do mistério oculto no “Cálice do Novo Pacto”.
A taça de vinho velho, que nos foi dada no início da Época Ária – terra da geração – estava cheia de destruição, morte e veneno, de modo que a palavra que então aprendemos a falar é morta e destituída de poder.
A taça de vinho novo, mencionada como o ideal da futura época – a Nova Galileia (não a confundir com a Era de Aquário) – é um órgão etérico construído no interior da cabeça e da garganta pela força sexual economizada, o qual órgão é visto pelos Clarividentes como a haste de uma flor que ascende da parte inferior do tronco. Este cálice, ou taça-semente, é verdadeiramente um órgão criador capaz de emitir a palavra, a vida e o poder.
A palavra atual é produzida por movimentos musculares rudimentares que combinam laringe, língua e lábios de tal modo que a passagem do ar saído dos pulmões gera determinados sons. Mas o ar é um veículo pesado, difícil de mover-se, comparado as forças mais sutis da Natureza como a eletricidade, que se propaga no Éter, de modo que, quando este órgão tiver alcançado pleno desenvolvimento, ele terá o poder de falar a palavra da vida e infundir vitalidade nas substâncias que até ali estiverem inertes. Este órgão está sendo agora construído por nós, através do serviço.
Recorde-se que Cristo não deu o cálice ao povo, mas sim aos Seus Discípulos, Seus mensageiros e servos da Cruz. Nos dias atuais, aqueles que bebem do cálice da auto-abnegação para poderem usar a força no serviço aos outros estão construindo esse órgão e, também, o Corpo-Alma, que é o traje nupcial. Estão aprendendo a usá-lo aos poucos, como Auxiliares Invisíveis, quando fora de seus corpos à noite precisam emitir a palavra de poder para dissipar doenças e produzir tecidos sadios.
Quando a Época Atlante se aproximava do seu fim e a humanidade abandonava o lar de sua infância, onde viveu sob a orientação direta de Guias Divinos, o velho pacto foi feito dando ao ser humano carne e vinho, e estes dois elementos, juntamente com o uso descontrolado da força sexual, tornaram a Época Ária uma era de morte e destruição. Agora estamos nos aproximando do fim dessa era. Estamos em busca do Reino dos Céus, da Nova Galileia, e a fim de preparar-nos para essa época. Cristo nos deu o pão e a água da vida, ordenando-nos ao mesmo tempo não cedermos a luxúria. Tendo feito este novo pacto, Ele foi para a cruz da libertação, deixando atrás de Si o corpo da morte e pairando nas alturas em um veículo de vida, o Corpo Vital. Mas Ele deu aos Seus seguidores a certeza de que, embora eles não O pudessem seguir então ao lugar para onde ia, mais tarde o seguirão. Cada pessoa é um Cristo-em-formação e algum dia acontecerá a “Páscoa” para cada um de nós.
“Toda a vida de Cristo foi uma cruz e um martírio,
e tu buscas para ti mesmo folga e prazer? Quanto
maior o avanço espiritual de um indivíduo mais
pesadas as cruzes com que ele se depara frequentemente,
pois as dores do seu desterro aumentam
com o fortalecimento do seu amor”.
Thomas de Kempis[7]
Na manhã da Sexta-Feira Santa de 1857, Richard Wagner[8], o maior artista do século dezenove, sentou-se à varanda de uma vivenda suíça que se debruçava às bordas do lago de Zurich[9]. O panorama que se descortinava ao redor estava banhado por um glorioso brilho do Sol; paz e boa vontade pareciam vibrar por toda a Natureza. A criação inteira palpitava de vida e o ar estava carregado da deliciosa fragrância dos bosques de pinho – bálsamo gratificante para um coração atormentado e uma Mente agitada.
Então, de súbito, como um raio caído do céu azul, surgiu na alma profundamente mística de Wagner a lembrança do execrável significado daquele dia – o mais sombrio e mais doloroso do ano Cristão. Essa lembrança o inundou de tristeza, pelo contraste com o que via. Era uma incongruência marcante entre o alegre cenário que tinha diante de si, a clara atividade notável da Natureza, em luta pela renovação da vida após o longo sono hibernal, e o mortal esforço do Salvador torturado na cruz; entre os gorjeios plenos de vida e amor dos milhares de cantores de pena do bosque, na charneca e no prado, e os hediondos gritos de ódio duma turba enfurecida que insultava e zombava do mais nobre ideal que o mundo já conheceu; entre a maravilhosa energia criadora manifestada pela Natureza na primavera[10] e o elemento destruidor no ser humano, que assassinou o caráter mais nobre que já agraciou a Terra.
Enquanto Wagner meditava assim sobre os paradoxos da vida, ocorreu-lhe a pergunta: “há alguma relação entre a morte do Salvador por crucificação, na Páscoa, e a energia vital que se manifesta tão abundantemente na primavera quando a Natureza começa a vida de um novo ano?”.
Mesmo que Wagner não percebesse, conscientemente, o significado total da relação entre a morte do Salvador e o rejuvenescimento da Natureza, não obstante ele havia dado com a chave de um dos mais sublimes mistérios com que o Espírito humano já deparou em sua peregrinação da Terra à Deus.
Na noite mais escura do ano, quando a Terra dorme mais profundamente no abraço do frio Boreal, quando as atividades materiais descem ao nível mais baixo, uma onda de energia espiritual transporta em sua crista a “Palavra do Céu”, divina e criadora, para um nascimento místico no Natal. Então, como uma nuvem luminosa, o impulso espiritual paira sobre o mundo que “não o conheceu”[11] porque ele “brilha nas trevas”[12] do inverno, quando a Natureza está paralisada e muda.
Essa divina “Palavra” criadora contém uma mensagem e tem uma missão. Nasceu para “salvar o mundo”[13] e “para dar sua vida pelo mundo”. Deve, necessariamente, sacrificar sua palavra para conseguir o rejuvenescimento da Natureza. Gradativamente sepulta-se na Terra e passa a infundir sua própria energia vital nas milhões de sementes que jazem adormecidas no solo. Sussurra a “palavra de vida” nos ouvidos dos animais e pássaros, até que o evangelho das boas novas tenha sido pregado a todas as criaturas. O sacrifício se completa totalmente na época do ano em que o Sol cruza seu nódulo oriental no Equinócio de Março. Então a divina palavra criadora expira. Em um sentido místico, ela morre na cruz da Páscoa, emitindo um último brado de triunfo: “Está Consumado”[14] (Consummatum est).
Porém, do mesmo modo que o eco volta a nós, muitas vezes, repetido, assim também o canto celestial de vida se repete sobre a Terra. A criação inteira entoa um cântico de louvor, que é repetido sem cessar pelo coro de uma legião de línguas. As pequeninas sementes no seio da Mãe Terra começam a germinar, brotando e despontando em todas as direções, e logo um maravilhoso mosaico de vida, um tapete verde aveludado bordado de flores multicores, toma o lugar da mortalha do imaculado branco gelado. Dos animais de pelo e pena, em todos a palavra de vida ressoa como uma canção de amor, impelindo-os ao acasalamento. Geração e multiplicação é o lema em toda parte – o Espírito libertou-se para uma vida mais abundante.
O ser humano é uma miniatura da Natureza. O que acontece em grande escala na vida de um Planeta, como a nossa Terra, ocorre em escala menor ao longo da vida do ser humano. Um Planeta é o corpo de um grande, maravilhoso e exaltado Ser, um dos Sete Espíritos diante do Trono (do Pai Sol). O ser humano também é um Espírito “feito à sua imagem e semelhança”. Assim como um Planeta gira em seu caminho cíclico ao redor do Sol, de onde é emanado, assim também o Espírito humano se move numa órbita em volta de sua fonte central – Deus. Sendo elípticas as órbitas planetárias, possuem pontos muitíssimo próximos e pontos extremamente afastados dos seus centros solares. De maneira análoga, a órbita do Espírito humano é elíptica. Nós estamos mais perto de Deus quando nossa jornada cíclica nos leva à esfera de atividade celeste – o Céu – e estamos mais separados d’Ele durante a vida terrena. Tais mudanças são necessárias ao nosso crescimento anímico. Assim como as festividades do ano assinalam o caráter repetitivo de acontecimentos importantes na vida de um Grande Espírito, do mesmo modo nossos nascimentos e mortes são fatos de repetição periódica. É tão impossível para o Espírito permanecer definitivamente no Céu ou na Terra como o é para um Planeta deter-se em sua órbita. A mesma imutável lei de periodicidade que determina a ininterrupta sequência das estações, a alternação do dia com a noite e os fluxos e refluxos das marés, governa também a marcha progressiva do Espírito humano tanto no Céu quanto na Terra.
Dos domínios de luz celestial onde vivemos em liberdade, sem as limitações do tempo e do espaço, onde vibramos em uníssono com a infinita harmonia das esferas, nós descemos para nascer no Mundo Físico, onde nossa visão espiritual torna-se obscurecida pela corda enrolada que nos agrilhoa a esta fase de limitações da nossa existência. Vivemos uns tempos aqui, depois morremos e subimos aos céus, para renascer e morrer outra vez. Cada vida terrena é um capítulo da história seriada da vida, extremamente humilde em seu começo, mas crescendo em interesse e importância à medida que ascendemos para estágios de responsabilidade humana, cada vez mais altos. Nenhum limite é concebível, pois somos divinos em essência e, portanto, temos latentes em nós as infinitas possibilidades de Deus. Quando tivermos aprendido tudo o que este mundo tem para ensinar-nos, uma órbita mais ampla, uma esfera maior de utilidade sobre-humana, abrir-se-á às nossas maiores capacidades.
“Mas, e Cristo?” – Pode alguém perguntar. “Você não acredita n’Ele? Você está discorrendo sobre a Páscoa, o feriado que comemora a morte cruel do Salvador e Sua gloriosa e triunfante ressurreição, todavia parece referir-se a Ele mais como uma alegoria que como um fato.”.
Certamente nós cremos em Cristo; amamo-Lo de todo o coração e com toda a nossa alma, mas queremos enfatizar a crença de que Cristo é a primícia da raça. Ele disse que nós poderíamos fazer as coisas que Ele fez, “e maiores ainda”. Portanto, somos Cristos-em-formação.
Estamos muito habituados a buscar um Salvador externo ao mesmo tempo que abrigamos um demônio interno, mas até que Cristo seja formado EM NÓS, conforme disse São Paulo, buscaremos em vão, porque assim como é impossível para nós percebermos a luz e a cor ao nosso redor sem o registro de suas vibrações pelo nosso nervo ótico, e assim como permanecemos inconscientes do som quando o tímpano dos nossos ouvidos está insensível, do mesmo modo permanecemos cegos à presença de Cristo e surdos à Sua voz enquanto não despertarmos nossa natureza espiritual interna. No entanto, uma vez despertada essa natureza espiritual, o Senhor do Amor se revela como uma realidade primordial, baseado no princípio de que, fazendo-se vibrar um diapasão, outro diapasão de mesmo tom começará também a vibrar, enquanto outros de tons diferentes ficarão mudos. Por isso Cristo disse que Suas ovelhas conheciam-No pelo som de Sua voz, à qual respondiam, mas não ouviam a voz do estranho (Jo 10:5). Não importam nossos credos, todos somos irmãos de Cristo, portanto regozijemo-nos: o Senhor ressuscitou! Busquemos a Ele e esqueçamos nossos credos e outras diferenças de menor importância.
O sinal da Cruz estará no céu quando o Senhor
vier para julgar. Então, todos os que servem a
Cruz e que na vida se tenham harmonizado com o
Crucificado poderão aproximar-se de Cristo com
toda coragem.
Thomas de Kempis
Mais uma vez chegamos ao ato final do drama cósmico que envolve a descida do Raio solar de Cristo ao interior da matéria de nossa Terra, o qual se completa no nascimento místico celebrado no Natal e na Morte Mística e Libertação, celebradas logo após o Equinócio de Março, quando o Sol do novo ano inicia sua ascenção às esferas superiores dos céus setentrionais, depois de verter sua vida para salvar a humanidade e revigorar todas as coisas sobre a Terra. Nessa época do ano uma nova vida, uma energia intensificada, circula com força irresistível nas veias e artérias de todos os seres vivos, inspirando e instilando neles novas esperanças, novas ambições e nova vida, e impelindo-os a novas atividades pelas quais possam aprender novas lições na escola da experiência. Consciente ou inconscientemente, tudo o que tem vida beneficia-se desse manancial de energia fortalecida. Até a planta responde por um aumento de circulação de seiva, que resulta em uma renovação de folhas, flores e frutos, meios pelos quais esta classe de vida expressa-se a si mesma e evolui para um estado superior de consciência.
Mas ainda que maravilhosas sejam essas manifestações físicas externas, e ainda que possa ser chamada de gloriosa essa transformação da Terra de um deserto de neve e gelo em um formoso jardim florido, isso é insignificante diante das atividades espirituais paralelas que se efetuam ao mesmo tempo. As características salientes do drama cósmico são idênticas em termos de época com os efeitos materiais do Sol nos quatro Signos Cardeais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio), porque os eventos mais significativos ocorrem nos pontos equinociais e solsticiais.
Realmente, é de fato verdadeiro que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”[15]. Fora d’Ele não poderíamos existir; vivemos por e através de Sua vida; movimentamo-nos e agimos por e através de sua fortaleza; é o Seu poder que sustenta nossa morada, a Terra, e sem Seus incessantes e invariáveis esforços o universo desintegrar-se-ia por si mesmo. Sabemos que o ser humano foi feito à semelhança de Deus, e nos é dado compreender que, consoante a lei de analogia, possuímos internamente certos poderes latentes idênticos àqueles que vemos tão poderosamente manifestados pela Deidade na obra do universo. Isso desperta, em nós, um particular interesse no drama cósmico anual em que envolve a morte e ressurreição do Sol. A vida do Deus-Homem, Cristo-Jesus, foi moldada de conformidade com a história solar e prenuncia, de modo idêntico, tudo o que pode acontecer ao Homem-Deus, a quem Cristo-Jesus profetizou quando disse: “As obras que eu faço vós fareis também, e maiores ainda[16]; para onde vou agora vós não podeis ir, mas depois podereis seguir-me”[17].
A Natureza é a expressão simbólica de Deus. Ela nada faz em vão ou arbitrariamente, mas existe um propósito por trás de todas as coisas e de todos os atos. Por conseguinte, devemos estar alertas e considerar cuidadosamente os sinais nos céus, porque eles possuem um significado profundo e importante referentes às nossas próprias vidas. A compreensão inteligente desses propósitos capacita-nos a trabalhar mais eficazmente com Deus em Seus maravilhosos esforços para emancipar nossa raça da escravidão das leis da Natureza e, mediante essa liberação, alcançarmos a plena estatura de filhos de Deus, coroados de glória, honra e imortalidade; livres do poder do pecado, da doença e do sofrimento que agora encurtam nossas existências terrenas em razão de nossa ignorância e de inconformidade às leis de Deus. O propósito divino visa essa emancipação, e ser ela conseguida através do longo e tedioso processo evolutivo ou ser alcançada através do caminho muitíssimo mais curto da Iniciação, isso depende da nossa vontade de cooperar ou não. A maioria da humanidade atravessa a vida com olhos que não veem e ouvidos que não ouvem. Segue absorvida em seus negócios materiais, comprando e vendendo, trabalhando e divertindo-se sem a devida apreciação ou compreensão dos propósitos da existência e, ainda que tais propósitos se tornassem claros, é provável que dificilmente se conformasse em virtude do sacrifício que isso envolve.
Não é de estranhar que Cristo chame especialmente o pobre e enfatize a dificuldade do rico entrar no Reino dos Céus, pois mesmo hoje, quando a humanidade já avançou dois milênios na escola da evolução desde aquela data, vemos que a grande maioria ainda dá mais valor às suas casas e terras, às suas roupas e chapéus, aos prazeres sociais, festas e banquetes do que aos tesouros celestiais, que se juntam pelo serviço aos outros e sacrifício de si mesmo. Ainda que essa maioria possa perceber intelectualmente a beleza da vida espiritual, a conveniência desta torna-se insignificante aos seus olhos quando comparada ao sacrifício exigido para alcançá-la. Como o moço rico, ela seguiria, voluntariamente, a Cristo não fora a necessidade de tanto sacrifício. Prefere ir-se quando percebe que o sacrifício é a única condição para ingressar-se no discipulado. Portanto, para tais pessoas a Páscoa não é mais que uma ocasião de regozijo porque se trata do fim de um momento especial e começo de outro momento especial diferente, que convida manifestações de alegrias.
Mas para aqueles que escolheram, definitivamente, a senda do auto sacrifício que conduz à libertação, a Páscoa é o sinal anual que evidencia as bases cósmicas de suas esperanças e aspirações.
No Sol da Páscoa, que no Equinócio de Março começa a percorrer os céus setentrionais, após verter sua vida na Terra, temos o símbolo cósmico da veracidade da ressurreição. Quando o consideramos como um fato cósmico enquadrado na lei de analogia, que relaciona o macrocosmo com o microcosmo, o importante é saber que algum dia alcançaremos a consciência cósmica e conheceremos positivamente por nós mesmos, por nossa própria experiência, que a morte não existe, mas o que isso parece é apenas uma transição para uma esfera mais sutil.
É um símbolo anual para fortalecer as nossas almas no afã das boas-obras, para que possamos tecer o manto dourado nupcial requerido para converter-nos em filhos de Deus no sentido mais elevado e mais santo. É literalmente verdadeiro que enquanto não andarmos na luz, como Ele na luz está, não seremos fraternais uns com os outros. Mas, fazendo sacrifícios e prestando os serviços que se requerem de nós para ajudar na emancipação da raça humana, estamos assim construindo um Corpo-Alma de radiante luz dourada, que é a substância especial emanada do e pelo Espírito do Sol, o Cristo Cósmico. Quando esta substância dourada nos envolver com densidade suficiente, então seremos capazes de imitar o Sol da Páscoa e pairar em esferas mais elevadas.
Com esses ideais firmemente impressos em nossas Mentes, a época da Páscoa se converte em uma estação apropriada para revisarmos nossas vidas durante o ano que passou e tomarmos novas resoluções que adiantem nosso crescimento anímico até ao próximo. É uma época em que o símbolo do Sol ascendente deve levar-nos a uma compreensão profunda do fato de que na Terra não somos mais que peregrinos e forasteiros; que, como Espíritos, nossa verdadeira pátria é o Céu; e que devemos esforçar-nos para aprender as lições desta vida tão depressa quanto nos permitam os caminhos apropriados. O Dia da Páscoa marca a ressurreição e libertação do Espírito de Cristo dos planos inferiores, e essa libertação deve lembrar-nos de buscar continuamente a aurora do dia em que estaremos permanentemente livres das malhas da matéria, do corpo de pecado e morte, juntamente com todos os nossos irmãos em escravidão. Nenhum aspirante sincero poderia conceber uma libertação que não incluísse a todos que estivessem na mesma situação.
Esta é uma tarefa gigantesca. Enfrentá-la pode muito bem desalentar o mais valente coração, de modo que se estivéssemos sozinhos não poderíamos realizá-la, mas as Hierarquias Divinas, que têm guiado a humanidade no caminho evolutivo desde o começo da jornada, ainda estão ativas e trabalhando conosco desde os Mundos Espirituais siderais, de maneira que com sua ajuda seremos, oportunamente, capazes de conseguir o soerguimento da humanidade como um todo e alcançar uma condição individual de glória, honra e imortalidade. Com esta enorme esperança dentro de nós mesmos, com esta grande missão no mundo trabalhemos como nunca para sermos melhores homens e mulheres, de forma que, por nossos exemplos, possamos despertar nos outros o desejo de levar uma vida que conduza à libertação.
“Porque se morreres com Ele, também com Ele
viverás, e se partilhares dos Seus sofrimentos,
da Sua glória também partilharás”.
Thomas de Kempis
Outra vez a Terra alcança o Equinócio de Março, em seu movimento anual de translação em torno do Sol, e assim chegamos à Páscoa. O raio espiritual emitido pelo Cristo Cósmico nesse período, para reativar a esgotada vitalidade da Terra, está quase subindo de volta ao Trono do Pai. Às atividades espirituais de fecundação e germinação, levadas a efeito durante os últimos seis meses, seguir-se-ão os processos de crescimento físico e amadurecimento durante os próximos seis meses, sob a influência do Espírito da Terra. O ciclo termina no “Lar da Colheita”. Deste modo o grande Drama do Mundo é encenado e reencenado ano após ano, numa eterna disputa entre a vida e a morte, sendo cada uma por vez vencedora e vencida na sequência dos ciclos.
Os grandes fluxos e refluxos cíclicos não estão limitados em seus efeitos à Terra, à sua flora e fauna. Exercem igualmente uma influência dominante sobre a humanidade, mesmo que a grande maioria não se aperceba das causas que a impelem a agir numa e noutra direção. Não obstante, essa ignorância, permanece o fato de que a mesma vibração terrestre que adorna vistosamente as aves e outros animais nesses próximos três meses, responde também pelo desejo humano de se vestir com cores alegres e roupas mais claras nessa época do ano. É, também, “o apelo do silvestre campo”, que nos subsequentes três meses convida o ser humano a relaxar no meio rural, onde os Espíritos da natureza exercitaram suas artes mágicas nos campos e florestas, para recuperar-se da tensão das condições artificiais reinantes nas cidades congestionadas.
Por outro lado, é a “queda” do raio espiritual do Sol nos meses de setembro, outubro e novembro que causa o reinício das atividades mentais e espirituais nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. A mesma força germinadora que fermenta a semente na terra e a prepara para reproduzir sua espécie multiplicada, também ativa a Mente humana e fomenta atividades altruístas que tornam o mundo melhor. Caso essa grande onda de desprendido Amor Cósmico não culminasse no Natal, com vibrações de paz e boa-vontade, não poderia haver nenhuma sensação festiva em nossos corações de modo a gerar o desejo de fazer os outros igualmente felizes. O costume universal de dar presentes no Natal seria impossível, e todos nós sofreríamos essa perda.
Quando Cristo andava, dia após dia, pelas colinas e vales da Judeia e Galileia, ensinando às multidões, todos foram beneficiados. Mas Ele convivia mais com Seus Discípulos, e estes cresciam rapidamente cada dia. À medida que o tempo passava esses laços de amor estreitavam-se ainda mais, até que, um dia, mãos impiedosas tiraram o amado Mestre e o levaram a morte desonrosa. Contudo, mesmo que tenha morrido na carne, Ele continuou a conviver intimamente com Seus Discípulos por algum tempo, em Espírito. Mas por fim subiu às esferas superiores, perdendo-se assim o contato direto com Ele, e aqueles homens olharam-se tristemente, cara a cara e perguntaram-se: “É este o fim?”. Eles haviam esperado tanto, haviam alimentado tão elevadas aspirações que, apesar da verdejante paisagem continuar brilhante e beijada pelo Sol como antes de Sua Partida, a Terra parecia fria e monótona, pois sombria desolação oprimia os seus corações.
Algo semelhante também acontece conosco quando buscamos seguir o Espírito e lutar contra a carne, mesmo que a analogia não tenha sido aparente até aqui. Quando, nos meses de setembro, outubro e novembro a “queda” do raio Crístico começa anunciando a época da supremacia espiritual, logo o sentimos e começamos avidamente a banhar nossas almas nessa bendita maré. Experimentamos uma sensação semelhante à dos Apóstolos, quando andavam com Cristo, e à medida que os meses avançam torna-se cada vez mais fácil comungar com Ele, face a face, como antes. Mas, no curso anual dos acontecimentos, a Páscoa e Ascenção do raio de Cristo “ressuscitado” para o Pai, deixa-nos em idêntica posição à dos Apóstolos quando seu querido Mestre se afastou. Nós ficamos desolados e tristes, vemos o mundo como um deserto monótono e não podemos atinar com a razão de nossa perda, que é tão natural como os fluxos e refluxos das marés ou como os dias e as noites – fases da era atual dos ciclos alternados.
Existe um perigo nesta atitude mental. Se permitirmos que ela nos domine, é possível que abandonemos o nosso trabalho no mundo e nos convertamos em sonhadores desiludidos, percamos, nosso equilíbrio e provoquemos, contra nós, a crítica muito justa dos demais. Este tipo de conduta é inteiramente errado, pois, assim como a Terra emprega o seu esforço material para produzir abundantemente em um período, após haver recebido o ímpeto espiritual em outro período, é nosso dever, também, envidar os maiores esforços ao trabalho do mundo quando possuímos o privilégio de comunicar com o Espírito. Assim fazendo, é possível que despertemos nos outros o Espírito de emulação e o de reprovação.
Estamos acostumados a pensar no avaro como alguém que junta ouro, sendo essa classe de pessoas objeto de desprezo, de modo geral. Mas há indivíduos que lutam tão tenazmente para adquirir conhecimento, quanto se esforça o avaro para acumular ouro, não hesitando em usar qualquer meio ou subterfúgio para alcançar seu intento e guardando consigo seus conhecimentos, tão egoisticamente quanto o avaro guarda o seu tesouro. Não compreendem que por tal método eles fecham de fato as portas à uma sabedoria maior. A antiga teologia nórdica continha uma parábola que, simbolicamente, esclarece o assunto. Dizia que todos os que morriam no campo de batalha (as almas fortes que combateram o bom combate até o fim) eram levados ao Valhalla[18], a estar com os deuses, enquanto os que morriam na cama ou por doenças (as almas fracas, que vagavam pela vida) iam para o lúgubre Niflheim. No Valhalla, os valentes guerreiros banqueteavam-se diariamente com a carne de um javali chamado Scrimner, que se caracterizava por uma particularidade: sempre se cortava um pedaço de suas carnes, imediatamente outro crescia no lugar, de modo que seu corpo nunca era consumido, não importa quanto se cortasse dele. Isto simbolizava adequadamente o “conhecimento”, pois, não importa quanto dele possamos dar aos outros, o original sempre fica conosco.
Existe, portanto, certa obrigação de transmitirmos os conhecimentos que possuímos, pois “àquele a quem muito foi dado, muito lhe será pedido”[19]. Se acumularmos as bênçãos espirituais que temos recebido, o mal nos ronda, por isso imitemos a Terra nesta época da Páscoa. Externemos no Mundo Físico da ação, os frutos do Espírito semeados em nossas almas durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Habilitemo-nos a receber bênçãos cada vez maiores de ano para ano.
“E quando este corpo incorruptível se revestir de incorruptibilidade,
e o que é mortal se revestir de imortalidade,
e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
ICor 15 :54
Para os nossos irmãos e irmãs do hemisfério norte passaram-se os sombrios e monótonos dias do inverno (meses de dezembro, janeiro e fevereiro). A Mãe Natureza remove o manto frio de gelo que cobre a terra, permitindo a milhões e milhões de sementes abrigadas no chão macio, romperem sua crosta e vestirem o solo com trajes de verão numa orgia de cores alegres e vistosas, preparando as “câmaras nupciais” para os animais e aves se acasalarem.
Na presente estação a Mente do mundo volta-se para a festividade que chamamos Páscoa, na qual se comemora a morte e ressurreição do nobre indivíduo que o mundo conhece pelo nome de Jesus, cuja história de sua vida foi escrita nos Evangelhos. Mas um Cristão Místico tem uma visão mais profunda e mais ampla desse evento cósmico que se repete anualmente. Para este, o que existe é uma impregnação anual da Terra com a vida do Cristo Cósmico. Uma inalação que tem lugar durante os meses de setembro, outubro, e novembro, culminando no Solstício de Dezembro, quando celebramos o Natal, e uma exalação que chega ao fim na época da Páscoa.
O drama cósmico de vida e morte é representada anualmente, por todas as criaturas e coisas evoluintes, da maior à menor, porque até o grande e sublime Cristo Cósmico, em Sua compaixão, torna-se sujeito à morte quando entra nas condições enclausurantes da Terra, em um período do ano. Por conseguinte, é oportuno recordar alguns pontos relativos à morte e renascimento que, às vezes, podemos esquecer.
Entre os símbolos cósmicos conservados desde a antiguidade, nenhum é mais comum que o do ovo. Acha-se em toda Religião. Encontramo-lo no Antigo Eddas dos Escandinavos, venerável pela idade, que nos fala do mundano esfriado pelo sopro gelado do Niebelheim, mas aquecido pelo hálito quente do Muspelheim, antes que os vários Mundos Espirituais e o próprio ser humano viessem a existir. Se nos voltarmos para o ensolarado sul, podemos achar nos Vedas da Índia a mesma história no mito Kalahansa, o Cisne do tempo e do espaço, o qual pôs o ovo que veio a ser, finalmente, o mundo. Entre os egípcios encontramos o globo alado e as serpentes ovíparas, simbolizando a sabedoria manifestada neste nosso mundo. Os gregos utilizaram esse simbolismo, reverenciando-o em seus Mistérios. Foi preservado pelos Druidas; tal símbolo era também conhecido dos construtores do grande outeiro da serpente, em Ohio; e conservou seu lugar na simbologia sagrada até hoje, muito embora a grande maioria de seres humanos seja cega ao grande mistério que ela encerra e revela – o mistério da vida.
Quando quebramos a casca de um ovo, achamos apenas fluídos viscosos de coloração variada e consistências diversas. Mas se submetido a uma temperatura adequada logo se dá uma série de mudanças e assim, em pouco tempo, uma criatura viva pode romper a casca e surgir pronta para assumir seu lugar entre os de sua espécie. Os magos dos laboratórios podem duplicar as substâncias do ovo e injetá-las numa casca de maneira que, conforme as experiências feitas até aqui, uma réplica perfeita do ovo natural pode ser produzida. Contudo, este difere do ovo natural em um ponto, isto é nenhuma coisa viva pode ser incubada no produto artificial. Fica evidente, portanto, que alguma coisa intangível deve estar presente em um e ausente em outro.
Esse mistério de todos os tempos que produz o ser vivo é que nós chamamos vida. Visto que a Vida não pode ser detectada em meio aos elementos do ovo, nem mesmo através do mais potente microscópio (ainda que ela ali esteja para produzir as mudanças que se notam), é de concluir-se que ela deve ser capaz de existir independentemente da matéria. Aprendemos, pois, através do sagrado simbolismo do ovo que, apesar da vida ser capaz de modelar a matéria, não depende, entretanto, desta para existir. Ela é autoexistente e não tendo princípio não pode também ter fim. Isto é simbolizado pela forma ovoide do ovo.
Quando nos apercebemos do verdadeiro conhecimento contido no simbolismo do ovo de que a vida nunca teve princípio e nunca terá fim, habilitamo-nos a criar coragem e admitir que aqueles que se retiram agora da existência física estão apenas atravessando uma jornada cíclica idêntica à da vida do Cristo Cósmico, vida que penetra a Terra no outono e a abandona na Páscoa. Vemos assim como a grande Lei da Analogia atua em todas as circunstâncias e em todas as fases da vida. O que acontece no grande mundo ao Cristo Cósmico verifica-se também nas vidas daqueles que são Cristos-em-formação.
Devemos admitir que a morte é uma necessidade cósmica nas atuais circunstâncias, porque se fôssemos aprisionados num corpo como o que agora usamos, e fôssemos colocados num ambiente tal e qual este em que nos encontramos hoje, para assim viver perenemente, as enfermidades do corpo e as condições insatisfatórias do ambiente bem cedo nos fariam cansar da vida e implorar por libertação. Isso impediria todo progresso e tornaria impossível para nós evoluirmos às alturas mais elevadas, tais como os que podemos alcançar por meio do nascimento em novos veículos e novos ambientes que nos permitam novas possibilidades de crescimento. Por conseguinte, devemos agradecer a Deus o fato de que, enquanto o nascimento em um corpo concreto tem sido necessário para um desenvolvimento futuro, a liberação pela morte tem sido proporcionada para libertar-nos do instrumento esgotado pelo uso; e a ressurreição e um novo nascimento sob o céu alegre de um novo ambiente fornecem-nos outras oportunidades para recomeçar a vida com a ficha limpa e aprender as lições que não conseguimos assimilar antes. Por este método seremos, algum dia, perfeitos como o Cristo ressuscitado. Ele assim determinou e nos ajudará a consegui-lo.
“Se alguém quiser vir após mim,
negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
Mt 16:24
De acordo com uma antiga lenda, quando expulso do Paraíso, Adão levou consigo três mudas da árvore da vida, as quais, plantadas pelo seu filho Seth, vingaram e cresceram. De uma delas se fez mais tarde o cajado de Aarão, com o qual este operou milagres diante do Faraó. Outra foi levada ao Templo de Salomão para servir de pilar ou coisa semelhante ali, mas, como não serviu para nada no interior do edifício, foi então utilizada como uma ponte sobre um regato que corria fora do Templo. A terceira foi usada para fazer-se a cruz de Cristo, sobre a qual Ele sofreu por nós, libertou-se finalmente, penetrou na Terra e tornou-se o Espírito Planetário do nosso globo, no qual Ele agora sofre e geme esperando o dia da libertação.
Existe um grande significado nessa lenda antiga. A primeira muda da árvore representa o poder espiritual exercido pelas Hierarquias Divinas na infância da humanidade, isto é, um poder exercido por outrem para o nosso próprio benefício. A segunda era para ser usada no Templo de Salomão. Ninguém pode apreciá-la, exceto a Rainha de Sabá, nenhuma serventia foi achada para ela, pois o Templo de Salomão era a consumação das artes e ofícios e em uma civilização materialista nada que seja espiritual é apreciado. Os Filhos de Caim conseguiam sua salvação ao longo de linhas materiais, portanto não precisavam de poderes espirituais. Assim, “ela foi usada como ponte sobre o regato”. Sempre existiram almas – os reais, os verdadeiros Maçons Místicos – capazes de usar essa ponte que vai do visível ao invisível, e de voltarem ao Jardim do Éden; ao Paraíso, através da mesma. Foi a terceira muda da árvore da vida que deu a cruz de Cristo. Erguido naquela cruz foi que Ele conseguiu se libertar desta existência física e entrar nas esferas superiores. De modo semelhante nós também, ao tomarmos nossa cruz e segui-Lo, podemos desenvolver nossos poderes anímicos e ingressar numa esfera de maior utilidade nos Mundos invisíveis. Esforcemo-nos todos de modo que, dia após dia, sejamos encontrados de joelhos e vencedores, agarrados à cruz de Cristo para que, num dia não muito distante, possamos subir à nossa própria cruz e dali alcançarmos a gloriosa libertação, a ressurreição da vida da qual Cristo foi e continua sendo os primeiros frutos para toda alma crente. Esta é a autêntica, a verdadeira mensagem da Páscoa e devemos compreender que todos somos Cristos-em-formação, e que quando Cristo nasce real e verdadeiramente dentro de nós Ele então nos mostrará o caminho da cruz a partir da Árvore do Conhecimento pela qual conseguimos avançar. Essa cruz trouxe morte à Árvore da Vida no Corpo Vital, mas trouxe também a imortalidade.
“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste Tabernáculo se desfizer,
temos da parte de Deus um edifício,
casa não feita por mãos, eterna, nos céus”.
IICor 5: 1
Que fim teve o Corpo Denso de Jesus, colocado no túmulo, mas não encontrado na manhã do domingo de Páscoa? E se o Corpo Vital de Jesus foi preservado para ser usado novamente por Cristo, como pode ele, Jesus, estar nesse meio tempo funcionando num Corpo Vital? Não teria sido mais fácil conseguir para Cristo, em Sua segunda vinda, outro Corpo Vital?
Essas perguntas foram respondidas assim, no “Ecos” de 1914[20]:
Estudos nas Escrituras revelam o fato de que Cristo costumava afastar-se de Seus Discípulos e que estes ignoravam para onde Ele ia nessas ocasiões ou, se não ignoravam, isso jamais foi mencionado. O motivo desses afastamentos, porém, era que, sendo Ele um Espírito tão glorioso, Suas vibrações eram demasiado elevadas mesmo para o melhor e mais puro dos veículos físicos, fazendo-se, portanto, necessário retirar-se deste veículo, frequentemente, para um período de completo repouso, de modo que o padrão vibratório de seus átomos pudesse baixar ou voltar ao normal. Por conseguinte, Cristo habitualmente buscava os Essênios em tais momentos, aos cuidados de quem deixava o Corpo, uma vez que eles eram peritos em lidar com o Corpo Denso. Cristo nada sabia de como tratar o veículo que recebera de Jesus. Não fora esses repousos e os cuidados recebidos, o corpo de Jesus ter-se-ia desintegrado bem antes de se haverem completado os três anos do Seu ministério, e assim o Gólgota não teria sido alcançado.
Quando o tempo se esgotou e o ministério terreno chegou ao fim, os Essênios pararam de intervir, então as coisas tomaram o seu curso natural e a tremenda força vibratória que atuava sobre os átomos físicos espalhou-os aos quatro ventos de modo que, quando o túmulo foi aberto poucos dias depois, nenhum sinal do corpo foi encontrado.
Isso se harmoniza perfeitamente com as leis naturais que conhecemos e com o seu modo de atuarem no Mundo Físico. A corrente elétrica de baixa potência queima e até mata, enquanto a alta voltagem pode atravessar o corpo sem prejudicá-lo. A luz, que possui elevadíssimo grau vibratório, é agradável e benéfica ao corpo, mas quando focalizada através de uma lente esse grau vibratório é reduzido, produzindo-se então o fogo que queima e destrói. De modo idêntico, quando Cristo, o Grande Espírito Solar, entrou no Corpo Denso de Jesus, reduzindo Seu padrão vibratório em virtude de resistência da matéria densa, tê-lo-ia queimado – como na cremação – caso não tivessem sido tomadas medidas para evitá-lo. A força era a mesma, os resultados idênticos, exceto num pormenor: o fogo que consumiu o corpo de Jesus não produziu cinzas, conforme aconteceria com o fogo comum que produz chamas. A propósito, é bom recordar que o fogo, embora invisível, encontra-se latente em todas as coisas. É verdade que não o vemos na planta, no animal ou na pedra, não obstante, ele ali está perceptível à visão interna e capaz de manifestar-se a qualquer momento na substância física em forma de chama.
Uma das nossas ilusões é a de que o corpo que habitamos é vivo. Isto de fato não acontece. Pelo menos a porção deste corpo que pode ser verdadeiramente chamada de viva é tão pequena que a afirmação acima é praticamente verdadeira. O resto dele existe absolutamente adormecido, se não inteiramente morto. Este fato é bem conhecido pela ciência e é algo que a razão nos demonstra ser verdade: nosso poder espiritual é tão pequeno que não pode dotar de vida este veículo por tempo suficientemente longo, de modo que, na medida em que nos incapacitamos para vitalizar o corpo, este começa a assemelhar-se a um pesado torrão de barro que devemos arrastar penosamente conosco até que alguns poucos anos depois ele se cristaliza a tal ponto que se nos torna impossível manter o trabalho vibratório por mais tempo. Então, somos forçados a abandoná-lo, e aí se diz que ele morre. Inicia-se, assim, um lento processo de desintegração que devolve o átomo à sua condição original de liberdade.
Confronte agora a condição das coisas quando um desses mesmos corpos terrenos é possuído por um poderoso Espírito como o de Cristo. Pode-se achar uma analogia com o caso de um indivíduo reanimado após um afogamento. Em tais casos o Corpo Vital se retira e a ação vibratória dos átomos físicos quase cessa, quando não para totalmente. Restauradas as condições que permitem ao Corpo Vital voltar a interpenetrar o corpo físico, aquele entra imediatamente a acionar e pôr em vibração todos os átomos deste. Esta tentativa de despertar os átomos inertes provoca aquela intensa e desagradável sensação de formigamento que o afogado descreve depois de reanimado, sensação que persiste até os átomos físicos alcançarem o grau vibratório de uma oitava abaixo daquele em que vibra o Corpo Vital. Chegado a esse ponto acaba a sensação, nada mais é sentido, salvo aquilo que se sente normalmente.
Agora consideremos o caso de Cristo entrando no Corpo Denso de Jesus, cujos átomos naturalmente moviam-se numa velocidade muito inferior àquela das forças vibratórias do Espírito Cristo. Consequentemente, uma aceleração tinha de acontecer, de tal maneira que, durante os três anos de ministério, essa notável aceleração de vibração desses átomos teria desintegrado o corpo não fora a atuação da poderosa vontade do Mestre para conservá-lo inteiro, reforçada pela habilidade dos Essênios. Se os átomos do corpo de Jesus estivessem adormecidos no momento em que Cristo dele se retirou – conforme ocorre aos nossos átomos quando abandonamos nossos corpos – um longo processo de putrefação ter-se-ia feito necessário para desintegrar aquele corpo. No entanto eles estavam altamente sensibilizados e vivos, portanto, era impossível ficarem presos após o Espírito ter-se retirado. Em futuras épocas, quando tenhamos aprendido a manter nossos corpos vivos, não precisaremos mudar átomos nem trocar de corpos tão frequentemente. Quando isso acontecer, o processo de putrefação não exigirá tanto tempo para se completar, conforme acontece presentemente. O sepulcro não foi fechado hermeticamente, portanto não podia oferecer obstáculo à passagem dos átomos.
Ao morrer o Corpo Denso de Jesus, os Átomos-semente retomaram ao seu primitivo dono. Durante os três anos de intervalo entre o batismo, em que ele renunciou a seus veículos, e a crucificação, quando pôde reaver os Átomos-semente, Jesus formou um veículo etérico, do mesmo modo que um Auxiliar Invisível junta matéria física sempre que se faça necessário materializar um corpo ou parte dele. Contudo, matéria que não corresponda ao Átomo-semente não pode ser utilizada de modo permanente: desintegra-se tão logo desapareça a força de vontade que a atraiu. Portanto, aquilo foi para Jesus apenas um expediente de ocasião. Quando o Átomo-semente do seu Corpo Vital retornou, então um novo corpo foi formado, e em tal veículo Jesus vem funcionando desde então, trabalhando com as igrejas. Nunca mais utilizou um Corpo Denso, embora seja perfeitamente capaz de fazer um. Presumivelmente isto se dá em virtude de seu trabalho ser totalmente desligado das coisas materiais e diferir diametralmente da obra de Christian Rosenkreuz, que tem muito a ver com problemas de governos, industriais e políticos, pelo que precisa de um corpo físico em que possa aparecer ao público.
A razão pela qual o Corpo Vital de Jesus é conservado para a segunda vinda de Cristo ao invés de Lhe providenciar um novo veículo pode ser encontrada em “Fausto”, mito que apresenta em sentido figurado grandes verdades espirituais de valor inestimável à alma sedenta. Fausto, em seu esforço para obter poder espiritual antes de merecê-lo, atrai um Espírito disposto a auxiliá-lo em seus desejos mediante uma compensação, pois em tal classe de Espírito o altruísmo é uma virtude que simplesmente não existe. Quando Lúcifer se volta para sair, nota apavorado a existência de um pentagrama diante da porta, uma das pontas em sua direção. Pede, então, a Fausto que retire dali o símbolo para que ele possa sair, ao que este lhe pergunta por que não sai pela janela ou pela chaminé. Lúcifer, relutantemente, admite que:
Para os fantasmas e Espíritos é lei
que por onde entramos, devemos sair.
Quando, no curso natural dos acontecimentos, o Espírito volta a nascer, ele entra no Corpo Denso pela cabeça, trazendo consigo os veículos superiores. Ao deixar o corpo à noite, sai pelo mesmo lugar, para reentrar do mesmo modo na manhã seguinte. O Auxiliar Invisível também sai do seu corpo e nele reentra da mesma maneira. E quando por fim nossa vida terrena chega a seu termo, é pela cabeça que saímos do nosso corpo pela última vez. Vemos, pois, que a cabeça é a porta natural do corpo e, por conseguinte, o pentagrama com uma ponta para cima é o símbolo da magia branca, que atua em harmonia com a lei de progressão.
O mago negro, que atua contrariamente à natureza, perverte a força da vida dirigindo-a para baixo, através dos órgãos inferiores. O portal da cabeça está fechado para ele, mas ele se retira pelos pés, o cordão prateado estendendo-se através dos órgãos inferiores. Portanto, foi fácil para Lúcifer entrar no gabinete de Fausto, pois o pentagrama com duas pontas voltadas para ele representava o símbolo da magia negra, mas ao tentar sair depara com uma só ponta em sua direção, e então se amedronta diante do sinal da magia branca. Ele só podia sair pela porta inferior porque por ali é que havia entrado, por isso ficou preso quando essa porta inferior foi bloqueada.
De maneira análoga, Cristo era livre para escolher Seu veículo para entrar na Terra onde agora se acha confinado, mas uma vez escolhido o veículo de Jesus a este ficou limitado como único meio de sair dela. Se esse veículo houvesse sido destruído, Cristo teria de ficar enclausurado no globo até que a Terra se dissolvesse no caos. Isso seria uma calamidade imensurável, portanto o veículo usado por Ele está sendo guardado com o máximo cuidado pelos Irmãos Maiores.
Nesse meio tempo Jesus perdeu todo o crescimento anímico alcançado durante seus trinta anos na Terra, antes do batismo, e contido no veículo dado a Cristo. Isto foi e continua sendo um grande sacrifício feito por nós, mas redundará em glória maior no futuro, como todas as boas ações. Porque esse veículo, utilizado como foi, e a ser usado novamente por Cristo em Sua vinda para estabelecer e aperfeiçoar o Reino de Deus será tão espiritualizado e glorificado que, quando for devolvido a Jesus na época em que Cristo entregar o Reino ao Pai será também o mais maravilhoso de todos os veículos humanos. E, ainda que isto não tenha sido ensinado, o autor acredita que Jesus será, por isso mesmo, o mais alto fruto do Período Terrestre, seguido de Christian Rosenkreuz. Porque “nenhum homem tem maior amor do que aquele que dá a própria vida”[21] e dar não somente o Corpo Denso, mas também o Corpo Vital, e por tempo tão prolongado, certamente é o máximo dos sacrifícios.
F I M
[1] N.R.: Independentemente da inversão das estações, uma coisa que se mantém idêntica no Norte e no Sul: a distância maior ou menor, a que o Sol se encontra da Terra. No Solstício de Dezembro, o Sol se encontra mais próximo da Terra: a Terra é permeada mais fortemente pela aura do Sol Espiritual (inspiração de crescimento anímico nos seres humanos). No Solstício de Junho, a Terra no máximo afastamento do Sol: diminuição de espiritualidade com a intensificação de vitalidade física.
[2] N.R.: Rm 8:22
[3] N.R.: Jo 19:30
[4] O Solstício de Junho varia entre 20 e 21 de junho, dependendo do ano.
[5] N.R.: ou 20, dependendo do ano.
[6] N.R.: Mt 26:26-29
[7] N.R.: Também conhecido como Tomás de Kempen, Thomas Hemerken, Thomas à Kempis, ou Thomas von Kempen (1379 ou 1380-1471) foi Monge e escritor alemão.
[8] N.R.: Wilhelm Richard Wagner (1813-1883) – maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão.
[9] N.R.: ou Zurique é a maior cidade da Suíça, um país do hemisfério norte.
[10] N.R.: a Suíça fica no hemisfério norte, onde, em março, é a estação da primavera.
[11] N.R.: Jo 1:10
[12] N.R.: Jo 1:5
[13] N.R.: Jo 12:47
[14] N.R.: Jo 19:30
[15] N.R.: At 17:28
[16] N.R.: Jo 14:12
[17] N.R.: Jo 13:36
[18] N.R.: Valhala, Valíala, Valhalla ou Palácio dos Einherjar (em português “Palácio dos mortos heroicos”), na mitologia nórdica e nas religiões pagãs nórdicas, como a popular Ásatrú, é um palácio com enorme salão com 540 quartos — situado em Asgard e dominado pelo deus Odin — no qual metade dos guerreiros mais nobres e destemidos mortos em batalha são levados pelas valquírias após a morte para viverem com Odin (enquanto a outra metade vai para os campos Folkvang da deusa Freia), onde participam de combates diários, para manter o exercício da luta e preparar-se para o dia de Ragnarök (em português “o dia do fim do mundo”).
[19] N.R.: Lc 12:48
[20] N.R.: Boletim Echoes de Mount Ecclesia – The Rosicrucian Fellowship.
[21] N.R.: Jo 15:13
Soma psuchicon – veja Corpo-Alma – No capítulo XV da 1ª Epístola aos Coríntios, São Paulo ensina a doutrina do renascimento por meio dos Átomos-sementes, tão claramente quanto a dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental de hoje.
Na versão inglesa, o versículo 44 diz: “Existe um corpo natural e um corpo espiritual“; mas o Novo Testamento não foi escrito em inglês e, como os tradutores nada sabiam dos ensinamentos internos, não tinham ideia de como traduzir a palavra grega que para eles parecia sem sentido, por isso, a traduziram como a compreenderam. Contudo, deixarei que vocês a traduzam, mesmo que não sejam estudantes de grego. A palavra que é usada e traduzida como “corpo natural” é soma psuchicon. Soma é uma palavra grega que, todos concordam, é corpo – não há duvidas quanto a isto. Mas Psuchicon – psuche – (psyche) – a alma – um Corpo-Alma do qual nunca ouviram falar; provavelmente pareceu-lhes tolice, de maneira que traduziram a palavra como “corpo natural”. É verdade que Paulo diz na 1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:23, que o ser de todo homem é espírito, alma e corpo mas, provavelmente, eles interpretaram alma e espírito como sinônimos. Existe, porém, uma grande diferença, como é explicado nos Mistérios Rosacruzes: “Este Corpo-Alma é o veículo a que São Paulo se refere e no qual encontraremos Cristo. É composto de Éter e, portanto capaz de levitação e de passar por paredes, uma vez que toda matéria densa é permeada com éter. Os Auxiliares Invisíveis o usam hoje, como Cristo o fez.