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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Algumas Significâncias Esotéricas sobre o Milagre de Cura do Cristo: Cura da Sogra de S. Pedro

O Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, ocultista-místico Cristão.

Sabemos que os eventos na vida de Cristo representam etapas sucessivas no Caminho da Iniciação para os Cristãos (Místicos e Ocultistas) que estão trilhando esse caminho, que na Fraternidade Rosacruz é o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Nesse Estudo vamos detalhar a significância esotérica de mais um Milagre de Cura feito por Cristo-Jesus.

Para saber mais sobre esses assuntos é só clicar aqui: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Algumas Significâncias Esotéricas sobre o Milagre de Cura do Cristo: Cura da Sogra de S. Pedro

Você encontra mais material sobre Estudos Bíblicos Rosacruzes para o Evangelho Segundo S. Mateus aqui

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Fé: a Confiança n’Ele

Não é estranho que poucas pessoas possuam uma fé real e viva em Deus? Mesmo entre os Cristãos professos, há relativamente poucos que realmente confiem no Pai Celestial. não significa simplesmente a crença na existência de Deus; significa confiança — é nos colocar em Suas mãos.

A fé, como todas as outras qualidades e virtudes, só cresce por meio do exercício. Aprenda a confiar no Pai Celestial em tudo, tanto nas menores coisas da vida quanto nas maiores. Isso significa libertação dos cuidados, medos e preocupações dos quais o mundo está tão cheio: Mente e Coração abertos para receber a verdade de qualquer fonte que venha, acreditando que o bom Deus nos tenha em Sua guarda. Pois quando depositamos nossa confiança em Deus, fazemos uso de uma Lei de Deus que nos apoia em todas as provações e em todos os problemas da vida. É como se tivéssemos agarrado a Mão Todo-Poderosa, que é capaz de fazer tudo e superar todas as coisas por nós. Estabelece a conexão entre nossa fraqueza e Sua força, que é maior que tudo.

A fé é fraca no início e, às vezes, é necessário estarmos em estado extremo, antes de podermos pedir ajuda a Deus; porém até mesmo a menor medida de fé fará com que o Pai Celestial venha em nosso auxílio. “A fraqueza do homem é a oportunidade de Deus.” (IICor 12:7). Ele é O sempre fiel. Lembre-se do que Ele disse: “Nunca te deixarei nem te desampararei” (Hb 13:5).

A simplicidade desse caminho o faz parecer fácil demais para a maioria das pessoas. É que elas procuram grandes dificuldades para superar, no caminho do estabelecimento de uma fé que os conecte ao Pai Celestial. Isso, no entanto, requer alguma simplicidade de caráter, uma Mente semelhante à infantil. Você lembra que o Cristo disse que devamos nos tornar criancinhas? Trata-se, em grande parte, de relaxar, de deixar ir, de afastar da Mente e do Coração qualquer fardo ou problema que surgir, olhando simplesmente para Ele e aceitando da Sua Mão o que vier. E não podemos fazer algo mais agradável a Ele ou mais útil a nós mesmos do que exercer essa confiança em todas as condições. E nossa capacidade de fé cresce com esse exercício. Quanto mais o praticarmos, mais fé teremos. Então chegará um momento em nosso crescimento espiritual onde não temeremos qualquer coisa — seja neste mundo ou em qualquer outro. Atingiremos o equilíbrio, a paz de espírito e a serenidade de alma, uma tranquilidade de Coração que deva ser a antecipação da bem-aventurança Celestial. Perceberemos a suprema sabedoria de permitir que todas as coisas sejam ordenadas pela perfeita Sabedoria e pelo Amor perfeito; perceberemos que nossa própria vontade, devido ao nosso entendimento imperfeito, seja propensa a contrariar Sua Vontade, que sempre objetiva nossa perfeição e felicidade.

“O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que n’Ele confiam.”

“Eu, o Senhor, seguro a tua mão direita, dizendo: não temas; Eu te ajudo.”

“Em todos os teus caminhos, reconheça-O e Ele direcionará teus passos.”

“Quem muito confia no Senhor, feliz é.”

“Embora Ele me mate, eu ainda confio Nele.”

“Tu manterás em perfeita paz aquele cuja Mente esteja firme em Ti, porque ele confia em Ti.”

Há muitas, muitas passagens na Bíblia que nos pedem para confiar n’Ele. Leia o vigésimo terceiro Salmo (“Deus é meu pastor; não me faltará“) e o nonagésimo primeiro. O escritor desse texto pode ser muito crédulo, mas acredita que essa confiança seja o remédio soberano para todos os problemas ou perigos, sejam eles ocultos ou não, e que, ao nos apegarmos a Ele, somos mantidos em segurança até o fim.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de maio/1915 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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A Maledicência: com Nossas Palavras Curamos as Feridas ou Ferimos

“Há algum tempo um homem trabalhador da lavoura ao tentar remover um enxame de abelhas de um lugar para outro, estas se enfureceram com a interferência em seu trabalho. Picaram o agressor severa e dolorosamente, em uma porção de lugares. A abelha quando pica, perde o seu ferrão e morre”.

Automaticamente mata-se a si mesma, quando fere a outrem. Veja que não é um Deus vingativo. É o retorno do próprio ato praticado.

E nós, se morrêssemos ao ferir alguém com palavras estaríamos ainda com vida? Se alguém soubesse que o mau uso da palavra causaria a morte, será que não refrearia a língua, em benefício próprio e também das pessoas afetadas? Seguramente que sim.

A leitura do 3º capítulo da Epístola de S. Tiago (Tg 3: 2-18), de quando em quando, muito nos ajudará neste sentido. É grandemente proveitosa. É bom ler, reler e meditar. Vejamos aqui:

Aquele que não peca no falar é realmente uma pessoa perfeita, capaz de refrear todo o seu corpo. Quando pomos freio na boca dos cavalos, a fim de que nos obedeçam, conseguimos dirigir todo o seu corpo. Notai que, também, os navios, por maiores que sejam, e impelidos por ventos impetuosos, são, entretanto, conduzidos por um pequeno leme para onde quer que a vontade do timoneiro os dirija. Assim também a língua, embora seja um pequeno membro do corpo, se jacta de grandes feitos! Notai como um pequeno fogo incendeia uma floresta imensa. Ora, também a língua é um fogo. Como o mundo do mal, a língua está posta entre os nossos membros maculando o corpo inteiro e pondo em chamas o ciclo da criação, inflamada como está pela geena. Com efeito, toda espécie de feras, de aves, de répteis e de animais marinhos é domada e tem sido domada pela espécie humana. Mas a língua, ninguém consegue domá-la: ela é um mal irrequieto e está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor, nosso Pai, e com ela maldizemos os homens feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca provém bênção e maldição. Ora, tal não deve acontecer, meus irmãos. Porventura uma fonte jorra, pelo mesmo olheiro, água doce e água salobra? Porventura, meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira produzir figos? Assim, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.

Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom comportamento as suas obras repassadas de docilidade e sabedoria. Mas, se tendes inveja amarga e preocupações egoísticas no vosso coração, não vos orgulheis nem mintais contra a verdade, porque esta sabedoria não vem do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Com efeito, onde há inveja e preocupação egoística, aí estão as desordens e toda sorte de más ações. Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, indulgente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, isenta de parcialidade e de hipocrisia. Um fruto de justiça é semeado pacificamente para aqueles que promovem a paz.

S. Tiago nos alerta: semeando a paz, paz colherá; semeando a maledicência, sua consequência colherá. Observemos atentamente o efeito das nossas palavras. Elas nos trarão a colheita de frutos que nos alimentem, ou de espinhos que ferirão nossos pés na caminhada da vida. Com nossas palavras criamos um clima de amor ou de ódio, de alegria ou de dor, de esperança ou de desespero. Com nossas palavras curamos as feridas ou ferimos.

É muito difícil, impossível talvez, dominar a língua. Mas, a tentativa de dominá-la, o desejo sincero de educá-la, já é uma coisa positiva e de enorme proveito,

Vamos tentar! Tentemos com fé e boa vontade,  e com perseverança.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – julho/1983 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Fé e o Mundo Material

A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou, assim Eu também vos envio” (Jo 20:21). Na noite da Ressurreição, a primeira coisa a ser considerada por Cristo foi mandar os seus Discípulos ao mundo para testemunhar a fé. A nós, também Ele diz: “Assim como o Pai Me enviou, eu também vos envio”. Por que devemos ser enviados? O que temos nós, Cristãos que somos – Estudantes assíduos do Cristianismo Esotérico –, que nosso Senhor deseja que o mundo receba de nossa parte? Temos inúmeras coisas, a começar pela .

Nós somos testemunhas de Cristo – o fermento de Cristo na Sociedade. O mundo de hoje necessita da nossa fé. Não nos enganam como Estudantes Rosacruzes ou Aspirantes à vida superior, nos consideram religiosos! As pessoas esperam de nós a bondade e as demonstrações da nossa fé. Mesmo quando contestam nossos argumentos, dependem da calma e serena expressão da nossa fé nesta Era, a de Peixes, de vertiginosa confusão para muitos (especialmente, porque estamos na “Órbita de Influência” de Aquário, onde já temos mais lições à disposição para aprender. Só que se nem as lições da Era de Peixes muitos nem sequer tentaram aprender – além de muitas da Era de Touro e da Era de Áries também não – aí está uma das causas da ilusória confusão, aflição, dissimulação, falta de confiança). Cada um de nós é uma testemunha de Cristo. Cada um de nós pode fortalecer ou enfraquecer a fé daqueles que nos rodeiam.

O mundo atualmente é, na verdade, um paradoxo. Porque em nossa sociedade afluente – rica e tecnologicamente sofisticada – muitos de nós se sente deprimido. A despeito dos aparatos que poupam nosso trabalho, modelos que nos seduzem, medicação que nos sustentam, ainda assim muitos continuam na depressão urbana na forma de pobreza, preconceito, falsa propaganda e miríades de outras depressões sociais que levam ao uso de álcool, das drogas e à negação psicodélica da realidade. Somos testemunhas da injustiça, da violência, áspera competição, do impersonalismo, um terrível período que ocorre em nosso mundo.

O paradoxo induz a maioria de nós à ansiedade. Essa ansiedade com o sentimento de culpa, insegurança e frustração não está confinada apenas nas pessoas neuróticas e infelizes! Essa ansiedade no mundo em que vivemos também se encontra no lar e no coração de muita mais gente do que pensamos. Todos nós, mesmo nossas crianças, são contaminados pelo senso de insegurança, num mundo cuja vastidão os aniquila. O conhecimento se expandindo cada ano, conhecimento assinalado com citações sábias marcadas por aspas, deixa muitas pessoas confusas em relação aos seus valores pessoais e duvidando do seu relacionamento com Deus e com a eternidade. O firme apoio que Deus nos permite descobrir, no espaço e no tempo, a sua complexidade, entra em colapso, em confusão para o indivíduo. Mesmo que muitos insistam em manter a sua liberdade pessoal por razões egoístas, não se isolam da situação; embora mudem de status, ora de um ora de outro, permanece o medo de observar as necessidades em suas almas.

A palavra de ordem nesta época parece ser ”hostilidade”. Nossa idade é hostil à Humanidade; muitos são hostis uns com outros, sendo mesmo hostis consigo mesmo. Nessa condição, a fé é a única esperança que nos resta para um mundo melhor. Mantenhamos nossa fé; ela nos mantém ligados a Deus. A fé é confiança, crença e conhecimento. Identicamente, como qualquer outro poder, a fé, a menos que não seja posta em prática – “A fé sem obras é morta” (Tg 2:17) –, se atrofia, tal como acontece com o músculo que não é exercitado. Devemos viver a nossa fé, testemunhá-la e nos esforçarmos por aprofundá-la.

Hoje, mais do que nunca, as pessoas discutem sobre Religião. Mesmo os que são hostis a ela admiram os que a cultuam, muitas vezes procurando o seu apoio, uma vez que uma pessoa de fé tem coragem, visão e paz – isso é justamente o que as pessoas procuram!

Oremos para que tenhamos sempre a mesma convicção e o entusiasmo que levou S. Tomé a exclamar: “Meu Senhor e Meu Deus.” (Jo 20:19).

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1986-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Os Rosacruzes acreditam na Medicina, ou seguem o método de cura de Cristo?

Resposta: Os melhores clínicos geralmente admitem que a medicina é uma ciência empírica; que os remédios não atuam da mesma forma sobre todas as pessoas e, portanto, o médico precisa experimentá-los no seu paciente. Por esta razão, a medicina não é satisfatória.

Não podemos esperar que os remédios surtam efeito em todas as ocasiões. Observamos que embora os bois se alimentem de ervas e todos os leões se satisfaçam com uma alimentação carnívora, tal não ocorre com o ser humano, pois há sempre uma Individualidade que diferencia cada um de todo o resto da sua espécie. Essa peculiaridade da Raça humana surge do fato de que, enquanto cada espécie do Reino animal é a expressão de um único Espírito-Grupo que guia os vários animais externamente, cada ser humano é um Espírito interno individual, um Ego e, por essa razão, o que é alimento para uma pessoa, pode ser veneno para outra.

É somente quando a medicina leva esse ponto em consideração, que ela pode se tornar realmente útil em todos os casos. E a maneira de descobrir as peculiaridades de quem realmente somos, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana) que habita o Corpo Denso do paciente é levantar o horóscopo do paciente para descobrir quais as épocas propícias para a administração de remédios, prescrevendo os medicamentos apropriados no momento favorável. Paracelso agiu assim, por isso, foi sempre bem-sucedido com seus pacientes; nunca cometeu um erro! Há algumas pessoas que recorrem atualmente à Astrologia Rosacruz com este propósito; o autor, por exemplo, a usou para diagnosticar muitos casos; foi sempre capaz de perceber as condições dos pacientes nas crises do passado, do presente e do futuro, podendo proporcionar muito alívio às pessoas que sofrem das mais diversas doenças. A Astrologia Rosacruz deveria ser utilizada somente para esses fins e não ser degradada por adivinhos à busca de recursos financeiros e/ou fama, poder, pois, como todas as Ciências espirituais, ela deve ser usada em benefício da Humanidade, independente de considerações mercenárias. Se os profissionais da saúde estudassem a Ciência Astrológica, seriam capazes, num esforço muito menor, de diagnosticar a condição de seus pacientes com mais precisão do que da forma usual. Alguns profissionais da saúde estão despertando para esse fato e descobriram, através de suas experiências, que os Corpos celestiais exercem real influência sobre a estrutura humana. Por exemplo, quando o autor esteve em Portland, Oregon, um médico mencionou, como resultado de suas observações, que sempre que lhe era possível fazer uma cirurgia quando a Lua crescia em brilho, ou seja, no período que se estende da Lua Nova à Lua Cheia, a operação era bem-sucedida e nenhuma complicação surgia. Por outro lado, ele verificou que quando as circunstâncias o obrigavam a realizar uma cirurgia no período que transcorria da Lua Cheia para o Quarto Minguante, havia grande probabilidade de complicações e que tais cirurgias nunca eram tão satisfatórias, quanto àquelas realizadas quando o brilho da Lua crescia.

Há também uma tendência crescente entre os profissionais da saúde de curar pela sugestão, dando ao paciente uma pílula inócua ou placebo e uma boa sugestão. Toda mãe, conhecedora ou não desse poder, aplica-o muitas vezes, até inconscientemente, no caso do seu filho. Quando a criança cai, ela pode, através da sugestão, levá-la a chorar ou a rir. Se ela lhe disser: “Oh, coitadinho, você está muito machucado, pobre filhinho”, a criança começará a chorar; se, por outro lado, ela apontar para o chão e exclamar: “Oh, querido, olhe como você machucou o pobre chão, que pena – vamos acariciá-lo!” a criança irá se sentar tão penalizada por ter machucado o chão, que nem pensará tanto nas suas próprias lesões. De uma maneira semelhante, o profissional da saúde influencia o seu paciente. Seria um ato criminoso um profissional da saúde entrar no quarto do paciente mostrando-se sombrio, sugerindo que fizesse o seu testamento, dizendo-lhe que não tem muito tempo de vida. Esses atos influem sobre o paciente muito mais do que se imagina e, desse modo, muitos profissionais da saúde ajudaram a matar aqueles que poderiam ter salvado. Se o profissional da saúde entrar no quarto do paciente com uma fisionomia alegre, um sorriso e palavras animadoras, administrando um remédio placebo e uma boa sugestão, o paciente poderá se recuperar quando, em outras circunstâncias, poderia sucumbir à doença. A sugestão surte muito mais efeito que a medicina. A fé que o paciente deposita no seu profissional da saúde fará maravilhas, tanto para o bem como para o mal. A fé foi o método usado por Cristo nas curas que fez. Se o querido amigo procurar na Bíblia como Cristo curou um doente, verá que a fé daquele que procurava a cura sempre foi salientada. A cada suplicante, Cristo dizia: “Faça-se segundo a tua fé[1].

O fato de que o ceticismo destruía até o Seu poder, talvez se evidencie no trecho onde lemos que Ele fez o trajeto até a Sua cidade natal e descobriu que nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra. Esse fato está relatado no décimo terceiro capítulo do Evangelho segundo S. Mateus[2] e, também, no Evangelho segundo S. Marcos[3], e é significativo que, no último versículo, constatamos que Ele não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade das pessoas. S. Marcos diz que, por causa do ceticismo local, Cristo só pôde curar uns poucos colocando a Sua mão sobre eles.

A Mente aberta é um requisito fundamental para qualquer investigação, e o ceticismo é absolutamente fatal na obtenção do conhecimento. Para ilustrar melhor este ponto, o autor, quando esteve em Columbus há alguns anos, foi assistir a uma palestra ministrada pelo Professor Hyslop, Secretário da Sociedade de Pesquisa Psíquica. O assunto em questão era: “Nova Evidência de uma Vida Futura”. O autor ficou admiradíssimo ao descobrir que o Prof. Hyslop não apresentara em sua palestra um único ponto que já não tivesse sido revelado nos últimos vinte anos nos relatórios da Sociedade à qual ele pertencia. A explicação veio logo após a palestra, quando uma pergunta revelou o fato de que o Prof. Hyslop não acreditava em nada que havia sido declarado nos relatórios da Sociedade. Ele não acreditava nos resultados conseguidos por outro que não fosse ele próprio. A prova que acabara de apresentar tinha sido coletada por ele e sua pesquisa totalmente nova; esperava que o público confiasse em sua palavra, embora ele mesmo estivesse relutante em confiar em quem quer que fosse. Ilustrando como age o ceticismo, ele nos deu, inconscientemente, um oportuno exemplo quando nos relatou que, certa vez, através de um médium, o defunto Richard Hodgson se manifestou, e o Prof. Hyslop começou a lhe fazer perguntas que, embora fossem muito simples, o Sr. Hodgson teve grande dificuldade em responder. Finalmente, o Prof. Hyslop exclamou impaciente: “Ora, o que há com você, Richard; quando vivo, você era bastante rápido; por que não consegue responder agora?” A resposta veio rápida como um relâmpago: “Oh, sempre que entro na sua péssima atmosfera fico em pedaços”. O Prof. Hyslop não podia entender a razão daquilo. Mas, qualquer pessoa que já tenha observado um aluno diante de uma banca examinadora que resolveu tachá-lo de tolo, compreenderá que foi a atitude mental cética e crítica do Prof. Hyslop que dificultou a comunicação de Richard Hodgson. Portanto, podemos dizer que acreditamos na medicina quando usada em conjunto com a Astrologia Rosacruz, como também acreditamos no método curador de Cristo, na Cura pela , no poder de sugestão e nos vários outros métodos de cura. Todos contém alguma verdade, embora, infelizmente, muitos deles sejam transformados em modismos e levados a extremos. Assim, perdem o seu poder benéfico e se tornam uma ameaça para aqueles que, do contrário, poderiam ser beneficiados por eles.

(Pergunta nº 35 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Mt 9:28

[2] N.T.: Quando Jesus acabou de proferir essas parábolas, partiu dali e, dirigindo-se para a sua pátria, pôs-se a ensinar as pessoas que estavam na sinagoga, de tal sorte que elas se maravilhavam e diziam: “De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde então lhe vêm todas essas coisas?”. E se escandalizavam dele. Mas Jesus lhes disse: “Não há profeta sem honra, exceto em sua pátria e em sua casa”. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles. (Mt 13:53-58)

[3] N.T.: Saindo dali, foi para a sua pátria e os seus discípulos o seguiram. Vindo o sábado, começou Ele a ensinar na sinagoga e numerosos ouvintes ficavam maravilhados, dizendo: “De onde lhe vem tudo isto? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais milagres por suas mãos? Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”. E escandalizavam-se d’Ele. E Jesus lhes dizia: “Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa”. E não podia realizar ali nenhum milagre, a não ser algumas curas de enfermos, impondo-lhes as mãos. E admirou-se da incredulidade deles. (Mc 6:1-6)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Que forma de cura você sugere: a da medicina oficial (a biomedicina, racional, cientifica, legal) ou a praticada pela “medicina tradicional, complementar (também chamada de alternativa) e integrativa” – baseadas em teorias e experiências de diferentes culturas – ou, ainda, por meio da crença na Ciência Cristã?

Resposta: Isto depende da natureza da doença e da inclinação característica ou habitual do paciente ou, ainda, do modo que o paciente responde emocionalmente. Se for um caso de uma perna fraturada, é óbvio que se deve recorrer a um ortopedista que sabe como proceder. Se houver uma perturbação interna e se for possível consultar um profissional de saúde que pratique a medicina oficial ou tradicional e que tenha conhecimento amplo sobre o assunto então, em certos casos, ele é a pessoa certa a recorrer.

Se, por outro lado, um curador mental, um curador da Ciência Cristã ou qualquer outro que tenha uma mentalidade espiritualizada puder ser contatado, ele poderá ajudar uma pessoa que seja forte na fé, pois, da mesma forma que um diapasão de um certo tom responderá quando outro diapasão do mesmo tom for tocado, assim também uma pessoa que é forte na fé responderá de forma receptiva ao ser ajudada por tal tipo de curador. Mas, quando falta a fé no paciente nos métodos adotados, é muito melhor ele procurar um profissional da saúde que pratique a medicina oficial ou tradicional em quem o paciente tenha confiança, pois, a saúde ou a doença dependem quase que exclusivamente do estado e emocional da pessoa em um específico caso e, nas condições da doença ou enfermidade em que a pessoa está debilitada, ela se torna hipersensível e não deve ser contrariada em suas preferências.

Além disso, por melhor que seja qualquer processo de cura, os efeitos sobre uma determinada pessoa serão benéficos ou não, na exata proporção da fé dessa pessoa nesse específico poder de cura.

(Pergunta nº 37 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Vitória que vence o Mundo: a Nossa Fé!

Sabemos da luta que muitos estão sustentando para desenraizar as faltas e os maus hábitos que, estamos convencidos, prejudicam a saúde e destroem a felicidade.

Deus não nos livra da tentação porque nunca desenvolveremos força, a menos que aprendamos a usar o poder que já possuímos, e assim o aumentemos.

Se pelo menos confiássemos em nós mesmos, e se, resolutamente, nos opuséssemos ao mal, nos surpreenderíamos com os resultados.

Até poderíamos triunfar sobre qualquer circunstância adversa se nos esforçássemos em fazer hoje as coisas difíceis pela FÉ, fortalecida na oração, quando experimentaríamos uma alegria incalculável.  Mesmo as pequenas coisas que fizermos, ou qualquer ato de abnegação, nos infundiriam um gosto e um gozo na vida, antes desconhecidos. Enquanto nos esforçamos em vencer as dificuldades e em servir aos demais, a saúde melhorará notavelmente, pelo contentamento e as boas obras.

Esta é uma Lei Cósmica da vida: que a bondade e o serviço atraem para nós a saúde e a prosperidade.

O mundo é de Deus, e em conformidade com Suas Leis encontraremos paz e felicidade. Experimente!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1982-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Parece ter havido um grande declínio da fé nesses últimos anos. Do ponto de vista oculto, qual o remédio para isso?

Resposta: Há uma razão oculta para o declínio da fé, e é inútil discutir um remédio até que uma causa tenha sido descoberta. Nenhuma medida não planejada ou bem direcionada fará com que a Humanidade retorne, permanentemente, ao caminho da retidão. Vamos, primeiro, considerar algumas das causas, normalmente, apontadas e então poderemos compreender melhor a razão científica oculta.

Frequentemente ouvimos dizer, de uma maneira irônica, que a razão pela qual as igrejas estão vazias é que o ministro, pastor ou padre não tem nenhuma mensagem nova, mas está continuamente apresentando ou usando de outra forma e de novo, sem nenhuma mudança ou melhoria substancial, as antigas histórias da Bíblia. Tal expressão de repreensão ou desaprovação perde sua força no momento em que perguntamos: “Sabemos a Bíblia de cor?”. Fazemos com que uma criança repita a tabuada de multiplicação, indefinidamente, até que a conheça e saiba aplicá-la. É mais importante que conheçamos a Bíblia profunda e completamente do que a criança se lembrar da tabuada; por isso a repetição é necessária.

Os Atenienses, quando se reuniam na Colina de Marte[1], sempre buscavam algo novo que lhes proporcionasse material para discussão, mas algo mais é necessário para o crescimento da alma. S. Paulo nos ensina, especificamente, que “ainda que eu conheça todos os mistérios e toda a ciência, se não tiver amor, (…) nada serei[2].

A expressão de repreensão ou desaprovação relativa aos bancos vazios se baseia, particularmente, nas igrejas protestantes e católicas de todas as denominações ditas “modernas” e em vários países e, entretanto, não seria fora de propósito fazer uma comparação entre o método empregado por essas igrejas e o método empregado por uma igreja tradicional e histórica, seja ela de uma Religião Protestante ou de uma Religião Católica. Se estivermos ansiosos por aprender alguma coisa sobre essas igrejas tradicionais e históricas, devemos pôr de lado o preconceito e nos empenharmos em considerar os méritos e os deméritos de cada uma de uma maneira imparcial.

Vamos, primeiramente, examinar uma igreja protestante ou católica tradicional ou histórica, em que o ministro, pastor ou padre se empenha em transmitir o Evangelho às pessoas. Muitos de seus assentos estão vazios. Entre aqueles presentes, geralmente, o número de mulheres supera de seis vezes ou mais o número de homens. O ministro, pastor ou padre é, normalmente, sério e intenso e se esforça para ser eloquente quando se dirige à Divindade na oração, mas ele já ouviu tantas vezes a expressão de repreensão e desaprovação sobre a repetição que sempre teme que seus ofícios sejam parecidos, não importa a que grau. Procurará apresentar uma nova oração, um novo sermão, um novo hino, tudo tão novo quanto possível, a fim de evitar essa terrível repreensão e desaprovação. Ele está quase tendo um colapso nervoso por causa do pensamento atormentador de que seus fiéis possam achá-lo “chato, repetitivo e nada original”.

Em seguida, vamos a uma igreja “popular” – dita moderna, atualizada e “inovadora” – e vejamos que métodos elas usam. O ministro, pastor ou padre dessas igrejas é sempre “progressista” e está “atualizado”. Há, frequentemente, algo tão grande como um ginásio para esportes e uma equipe de “animação” ligada ao estabelecimento. Todas as noites da semana há uma reunião relacionada a este, àquele ou a outro clube, grupo ou segmento específico com um determinado nome que chama a atenção. Há piqueniques, festas ao ar livre, shows e comemorações, além de ceias e refeições na igreja. Muitas vezes, há reuniões só para os homens e outras só para as mulheres, geralmente intercaladas, de modo que sempre há uma fantasmagoria deslumbrante, sem um momento monótono durante a semana, e no domingo – ah, esse é o verdadeiro deleite, a grande atração – então, é o ministro, o pastor ou o padre que os entretém, como só ele sabe fazer. Ele é auxiliado por um grupo musical ou coro sem igual, muitas vezes composto por artistas. A música não é particularmente religiosa, exceto que, como toda boa música oriunda do mundo celestial, ela fala do ser humano espiritual e desperta as recordações do nosso lar eterno. É um atrativo para os amantes da música e, por isso, atrai centenas de pessoas.

Entre a abertura e o encerramento do programa musical há o que chamam de “sermão”. Uma pessoa conhecida nos relatou que, certa vez, ficou chocado ao entrar numa igreja e ver no púlpito esta inscrição: “Eu não prego o Evangelho”. As palavras do contexto: “Que a tristeza venha a mim se o fizer”, estavam ocultas do outro lado do púlpito, e o efeito deve ter sido espantoso, é o mínimo que se pode dizer. Contudo, é um lema que pode ser encontrado no púlpito de mais de uma igreja “progressista”, pois, embora o “sermão” possa começar com uma citação bíblica, essa é, geralmente, a única referência à palavra de Deus. O restante é um excelente discurso sobre qualquer tópico mais em evidência no panorama local ou nacional ou, se as fontes sociais e políticas se tornarem escassas, há sempre problemas a serem abordados relativos à temperança e a pureza. É bem verdade que são temas gastos como os Evangelhos, mas, se o pastor, o padre ou o ministro levar uma garrafa de cerveja ao púlpito e arremessá-la com furor, despedaçando-a como uma coisa maldita, poderá apelar para o gosto ávido de sensacionalismo que será, posteriormente, desenvolvido pela maioria dos ouvintes dele. Mas, de repente, o pastor, o padre ou o ministro “progressista” recebe uma chamada para ir construir uma outra igreja em outro lugar.

Isso é universalmente admitido: sob a tutela continuada de um só pastor, ministro ou padre, os frequentadores da igreja perdem o interesse. Entretanto, isso não é por causa desses ministros, padres ou pastores não serem sinceros e esforçados em sua obra. A grande maioria é exemplar, sob todos os aspectos, mas, de certa forma, não conseguem manter sua influência sobre as pessoas. Algumas denominações religiosas distribuem, por um certo período, as igrejas sob sua jurisdição a seus ministros, pastores ou padres, e esgotado esse tempo, os transferem para outra seção, em que trabalharão por um outro período.

Pode-se dizer muita coisa a favor e contra esses diversos esquemas, mas isso está além da presente discussão. Para combater a falta de interesse parece só haver um remédio suficientemente capaz de obter a aprovação geral e de produzir um entusiasmo, nem que seja temporário: o reavivamento.

As pessoas se juntam para ouvir um estranho, que sempre possui uma personalidade forte, dominante e agressiva, com uma voz que abrange várias oitavas, que vão desde uma súplica em voz sussurrante que cativa o pecador subjugado, até o som estridente que soa como um golpe de condenação aos ouvidos dos recalcitrantes. Como o pastor, ministro ou padre “progressista”, ele é habilmente auxiliado por um pessoal treinado, um coro e um conjunto de instrumentos musicais, tudo arranjado para fazer um apelo poderoso às sensações. Milhares de pessoas são “convertidas” e a religião (?) recebe um novo influxo vital naquela comunidade.

Contudo, infelizmente, isso dura pouco. É um fato incontestável que, após um curto espaço de tempo, a maioria, exceto uma diminuta parcela dos convertidos, reincide, e o pobre ministro, pastor ou padre deve continuar a lutar para dar uma aparência de “religião” a uma comunidade cada vez mais negligente em assuntos espirituais.

Esse estado de coisas se tornou tão notório que, comparativamente, poucos jovens ingressam, hoje em dia, nos seminários ou nas escolas formadoras de pastores ou ministros. Há, por isso, um declínio tanto em termos de fiéis na igreja quanto no de ministros, pastores ou padres, fato que, se continuar, só pode ter um fim: a extinção da igreja Protestante ou Católica.

Quando investigamos os métodos da igreja da Religião Católica, a título de comparação e chegamos à conclusão correta quanto ao poder de atração dela, nós notamos, em primeiro lugar, o contraste absoluto existente entre o ofício realizado lá e o ofício realizado na igreja da Religião Protestante. Se nos detivermos por um instante à porta de uma dúzia de edifícios de denominações protestantes, verificaremos que cada ministro ou pastor trata de um tópico diferente, mas nós podemos ir a qualquer igreja da Religião Católica em qualquer parte do mundo, e veremos que todas aplicam o mesmo ritual no altar, nas mesmas datas. O que o padre pode dizer do púlpito é irrelevante diante do fato importantíssimo acima mencionado, pois palavras são vibrações. Elas são criadoras, como o demonstram as figuras geométricas formadas na areia e nos esporos pela voz de um cantor, e a Missa, entoada em inúmeras igrejas da Religião Católica espalhadas por todo o mundo, ecoa com força cumulativa pelo universo como um hino poderoso, influindo sobre todos os que estão sintonizados com ela, elevando seu fervor religioso e sua lealdade para com a sua igreja, de uma forma inigualável em relação aos esforços isolados e eventuais de indivíduos, não importa quão sinceros sejam.

Notem, então, o poder acumulativo de um ritual. O efeito oculto decorrente do esforço concentrado obtido ao usar textos idênticos em todas as igrejas da Religião Católica (as partes “fixas” da missa, a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Comunhão) existentes no mundo, gera um efeito cumulativo que pode ser sentido por cada participante da missa que estiver sintonizado com ele. Esse efeito é muito mais forte, pois o ofício é entoado num determinado tom na Missa.

Assim, resumindo esse aspecto da questão, as tentativas individuais persistentemente continuadas dos pastores ou ministros das igrejas da Religião Protestante para guiar o seu povo com sermões novos e originais são um fracasso, enquanto esforços combinados centralizados em rituais uniformes, repetidos ano após ano, como os que são praticados nas igrejas da Religião Católica atraem grande audiência.

Para melhor entender esse mistério e aplicar a solução inteligentemente, é necessário compreender a constituição do ser humano, tanto durante o crescimento dele, como quando se torna um adulto, quando aqui renascido.

Além do corpo humano visível, o Corpo Denso, que vemos com nossos olhos físicos, há outros veículos mais sutis que não são vistos pela grande maioria das pessoas. Contudo, não são apêndices supérfluos do Corpo Denso, mas, na realidade, muito mais importantes por serem as fontes de toda ação. Sem esses veículos superiores, o Corpo Denso ficaria inerte, insensível e morto.

Chamamos o primeiro desses veículos de Corpo Vital, por ele ser o caminho da vitalidade que fermenta a massa inanimada do invólucro mortal durante os anos de vida, e que nos fornece a força para nos movermos.

O segundo veículo é o Corpo de Desejos, a base das nossas emoções, desejos e sentimentos, que galvaniza esse Corpo Denso a entrar em ação. Esses três veículos (Corpos Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos) unidos à Mente, constituem a Personalidade que é, então, regida por cada um de nós (o Ego, a Individualidade, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui). Cada um dos Corpos e o veículo Mente que citamos tem a sua própria natureza essencial, e podemos dizer que a palavra-chave do Corpo Denso é “inércia”, visto que nunca se move, a menos que seja impelido a isso por esses Corpos invisíveis mais sutis. A palavra-chave do Corpo Vital é “repetição”. Isso é facilmente entendido, quando consideramos que, embora ele tenha o poder de movimentar o Corpo Denso, tais movimentos resultam apenas de impulsos repetidos da mesma espécie. Ele é ensinado a coordenar os movimentos do Corpo Denso de acordo com a nossa vontade, a vontade do Ego. Se nos sentarmos diante de um instrumento musical, como um órgão, pela primeira vez e tentarmos tocar, não seremos capazes de movimentar os dedos de maneira a produzir os sons adequados. Esforços repetidos são necessários para executar, até mesmo os mais simples movimentos coordenados dos dedos para resultar em uma harmonia correta. Essa necessidade de repetição revela uma máxima oculta que diz que “todo desenvolvimento oculto começa com o treinamento do Corpo Vital”.

Por outro lado, o Corpo de Desejos, que sentimos como sendo a nossa natureza emocional e de desejos, está sempre procurando algo novo. Esse desejo por mudança de condição, mudança de ambiente, mudança de humor, amor à emoção, ao desejo e à sensação, se deve às atividades do Corpo de Desejos, o qual é semelhante ao mar durante uma tempestade, com ondas que se agitam sem destino, cada qual mais poderosa e destrutiva quando estão desenfreadas e sem ligação com o poder diretor central.

A Mente, na realidade, é o foco através do qual nós, o Ego, tentamos subjugar a Personalidade e guiá-la de acordo com a habilidade durante seu período evolucionário. Mas, atualmente, esse foco é tão vago e indefinido que a maioria das pessoas não o percebe; portanto, são guiadas principalmente pelos seus sentimentos, desejos e emoções, sem muita obediência à razão ou ao pensamento.

Reconhecendo o grande e maravilhoso poder do Corpo de Desejos e a receptividade dele ao “ritmo”, que se pode considerar sua palavra-chave, a teologia progressista se dirigiu e focalizou seus esforços em direção a esse Corpo, o Corpo de Desejos. É essa a parte da nossa natureza que se diverte com os espetáculos do sensacional tipo de pastor, padre ou ministro que gosta de apresentar novidades para atrair e manter a atenção. É esse Corpo de Desejos que vibra e geme sob a linguagem bombástica do pastor, ministro ou padre, vibrante de emoção, que se eleva e decai conforme a cadência bem calculada da voz do orador. Uma unidade vibratória é logo estabelecida, como um estado real de hipnose, em que a vítima não pode evitar de se juntar aos demais em um estado emocional de lamentações, de “arrependimentos”, da mesma forma que a água não pode deixar de correr encosta abaixo. Nesse momento, eles pensam intensamente na enormidade de seus pecados e todos anseiam pelo início de uma vida melhor. Infelizmente, a próxima onda de simpatia, gerada pela natureza emocional deles, esquece tudo o que foi dito pelo pregador assim como todas as resoluções deles, e eles se encontram exatamente no mesmo ponto em que estavam antes, para o dissabor e pesar do evangelista interessado.

Consequentemente, todos os esforços realizados para elevar a Humanidade, agindo sobre o instável Corpo de Desejos, são e serão sempre inúteis. Esse é um fato reconhecido por todas as escolas ocultas de todas as épocas – em especial pela Fraternidade Rosacruz –, e é por essa razão que a Fraternidade Rosacruz se dedica e foca na mudança do Corpo Vital, operando com sua palavra-chave, que é a repetição. Para esse fim, a Fraternidade Rosacruz possui Rituais adequados à Humanidade nos diferentes estágios do desenvolvimento de cada um e, dessa forma, promove, lenta, mas seguramente, o crescimento da alma, independentemente do fato do ser humano estar ciente ou não de estar sendo trabalhado dessa maneira. O Antigo Templo de Mistérios Atlante, ao qual nos referimos como sendo o Tabernáculo no Deserto, tinha determinados Rituais prescritos no monte pelo Divino Hierarca, que era seu mestre particular. Certos Rituais eram realizados durante os dias da semana. Outros no Sabbath, e outros Rituais por ocasião da Lua Nova e nos grandes festivais solares. Nenhum sacerdote, seja qual fosse o grau a que pertencesse, tinha o poder de alterar esse Ritual, pois se o fizesse sobreviria o sofrimento e penalidade de morte.

Encontramos, também, mesmo entre outros povos antigos – os indianos, os caldeus e os egípcios – a evidência de um Ritual que usavam em seus ofícios religiosos. Entre os egípcios, por exemplo, encontramos o chamado Livro dos Mortos, como evidência do valor oculto e do objetivo de tais ofícios ritualísticos. Mesmo entre os gregos, embora fossem notoriamente individualistas e ansiosos para expressar suas próprias concepções, encontramos o Ritual nos mistérios. Posteriormente, durante a chamada Era Cristã, encontramos o mesmo Ritual, ocultamente inspirado, na Religião Católica, como meio de promover o crescimento da alma, por meio do trabalho sobre o Corpo Vital.

É verdade que houve abusos no âmbito desses vários sistemas religiosos (tanto na Religião Católica como na Religião Protestante). Nem sempre os ministros, pastores ou padres foram homens santos, e nem sempre suas mãos se encontravam limpas e imaculadas, quando ministravam o sacrifício ou Ritual. É bem verdade que os abusos, às vezes, se intensificaram tanto, que foram necessárias reorganizações. Um exemplo foi o próprio movimento Protestante iniciado por Martinho Lutero, a fim de acabar com os abusos que haviam surgido dentro da Religião Católica. Não obstante, todos esses sistemas tinham em si a semente da verdade e do poder, visto que trabalhavam para o desenvolvimento do Corpo Vital, portanto, a despeito do sacerdote (padre, ministro ou pastor) ser corrupto, os Rituais sempre mantinham o seu grande poder. Por isso, quando os reformadores abandonaram o Ritual, eles se achavam exatamente na mesma posição que a dos Atenienses na Colina de Marte: viram-se forçados a buscar algo novo. Em cada denominação religiosa há um desejo pela verdade. Cada uma delas existentes na atualidade luta a seu modo para resolver o problema da vida. No entanto, cada uma está tocando uma nova nota de uma forma casual e, por essa razão, estão todas falhando. A Religião Católica, com todos os seus abusos, ainda conserva uma ascendência admirável sobre seus adeptos devido ao poder combinado do seu Ritual.

Para que possamos aprender com os irmãos e as irmãs da Religião Católica e da Religião Protestante que por meio de Rituais repetitivos, mesmo sem ter a consciência, focam no Corpo Vital, devemos primeiramente considerar que “a união faz a força”. Refletimos sobre as palavras de Abraão Lincoln: “Unidade nas coisas essenciais, liberdade nas não essenciais e caridade em tudo”, devem ser adotadas antes que alguma coisa possa ser feita.

Antes que um Ritual possa produzir seu máximo efeito, aqueles que devem utilizá-lo para crescer precisam se sintonizar com ele. Isso exige trabalho em seus Corpos Vitais, enquanto esses veículos ainda estão em formação.

É matéria de conhecimento oculto que o nascimento é um acontecimento quádruplo, e esse nascimento do corpo físico é apenas um passo dentro do processo. O Corpo Vital submete-se também a um desenvolvimento análogo ao crescimento intrauterino do Corpo Denso. Ele nasce, aproximadamente, no sétimo ano de vida. Durante os sete anos seguintes, o Corpo de Desejos amadurece e nasce, aproximadamente, aos quatorze anos, quando se atinge a adolescência. A Mente nasce aos vinte e um, quando se inicia a vida adulta.

Esses fatos ocultos são bem conhecidos da Religião Católica e, enquanto muitos ministros e pastores protestantes trabalham sobre a natureza emocional (sobre o Corpo de Desejos), que está sempre à procura de algo novo e sensacional sem imaginar a futilidade da luta e o fato de que é esse veículo descontrolado que afasta as pessoas das igrejas em busca de novidades mais sensacionais, a Religião Católica, ocultamente informada, concentra seus esforços nas crianças. “Deem-nos crianças até aos sete anos, e elas serão nossas para sempre”, dizem eles, e estão corretos. Durante esses sete anos tão importantes, eles inculcam suas ideias nos Corpos Vitais plásticos dos que estão sob sua tutela, por meio da repetição. As orações repetidas, o tempo e o tom dos vários cânticos, tudo exerce um poderoso efeito sobre o Corpo Vital em desenvolvimento. Não importa que o Ritual seja celebrado numa língua desconhecida, pois, para o Ego, essa mensagem vibratória é um cântico de cor divina, inteligível para todos os Espíritos. Também não importa que a criança repita como um papagaio, sem entender, contanto que repita o que lhe é dado. Quanto mais, melhor, pois essas vibrações ocultas se incorporam em seu Corpo Vital antes que esse se consolide, e permanecem com ela por toda a vida. Cada vez que a Missa é entoada pelo padre em qualquer parte do mundo, o poder vibratório cumulativo do seu esforço agita os que têm suas linhas de força em seus Corpos Vitais, de maneira tal que são atraídos para a igreja por uma força geralmente irresistível. Isso se baseia no mesmo princípio de que ao ser vibrado um diapasão todos os outros de tom idêntico também começam a vibrar.

Alguns católicos voltaram-se contra a Igreja Católica, mas, subconscientemente e no fundo, eles permaneceram católicos até a morte, pois é extremamente difícil mudar o Corpo Vital, e as linhas de força construídas dentro dele, durante seu período gestatório, são mais fortes do que quase todas as vontades individuais.

Disso se infere que, se nós quiséssemos mudar a tendência do mundo de perseguir o prazer e a satisfação dos sentidos em detrimento da Religião, faríamos bem em começar com as criancinhas. Se as reunirmos ao pé do altar e as ensinarmos a amar a Casa de Deus – uma igreja verdadeira –, incorporando determinadas orações universais e partes do Ritual em seus Corpos Vitais em formação, evitando posturas impróprias para um Templo, mas cultivando em todos os que entrarem ali o ideal de reverência para com um lugar santo, aos poucos construiremos em volta da estrutura física de pedra, um templo invisível de Luz e Vida, tal como descrito pelo personagem Manson em “O Servo na Casa”[3].

(Pergunta nº 161 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” Volume II -Fraternidade Rosacruz – Max Heindel)


[1] N.T.: O Areópago ou a Colina de Marte é um afloramento rochoso proeminente localizado a noroeste da Acrópole em Atenas, Grécia. Seu nome em inglês é a forma composta do latim tardio do nome grego Areios Pagos, traduzido como “Monte de Ares”. Nos tempos clássicos, era o local de um tribunal, também frequentemente chamado de Areópago, que julgava casos de homicídio deliberado, ferimentos e questões religiosas, bem como casos envolvendo incêndios criminosos em oliveiras. O Areópago, como a maioria das instituições da cidade-estado, continuou a funcionar na época romana, e foi a partir desse local, extraindo do significado potencial do altar ateniense para o Deus Desconhecido, que o Apóstolo São Paulo teria proferido o famoso discurso: “De pé, então, no meio do Areópago, Paulo falou:’ Cidadãos atenienses! Vejo que, sob todos os aspectos, sois os mais religiosos dos homens. Pois, percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Ora bem, o que adorais sem conhecer, isso venho eu anunciar-vos. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas.’” (At 17:22-24).

[2] N.T.: ICor 12:13

[3] N.T.: “O Servo da Casa” (The Servant in the House) de Charles Rann Kennedy (1871-1950): foi um escritor anglo-americano. No Segundo Ato: “Ao entrar, você ouve um som – um som como o de algum poderoso poema cantado. Ouça por bastante tempo e você aprenderá que ela é feita das batidas dos corações humanos, da música sem nome das almas dos homens — isto é, se você tiver ouvidos. Se você tiver olhos, verá em breve a própria igreja – um mistério iminente de muitas formas e sombras, saltando do chão até a cúpula. O trabalho de nenhum construtor comum!

Os seus pilares erguem-se como os troncos musculosos dos heróis: a doce carne humana dos homens e das mulheres molda-se nos seus baluartes, forte, inexpugnável: os rostos das crianças riem de cada pedra angular: os terríveis vãos e arcos da são as mãos unidas dos camaradas; e nas alturas e nos espaços estão inscritas as inúmeras reflexões de todos os sonhadores do mundo. Ainda está sendo construído – construído e construído. Às vezes o trabalho avança em trevas profundas: às vezes sob uma luz ofuscante: ora sob o peso de uma angústia indescritível: ora ao som de grandes risadas e gritos heróicos como o grito de um trovão. [Mais suave.] Às vezes, no silêncio da noite, podem-se ouvir as pequenas marteladas dos camaradas que trabalham na cúpula – os camaradas que subiram à frente.”

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Argumento e a Intuição no Aprendizado dos Ensinamentos Rosacruzes

Quando uma pessoa estuda determinado assunto por algum tempo, gradualmente ela se torna consciente desse tempo e, aos poucos, conscientiza-se de que o assunto tem um certo valor em sua Mente. Ela forma uma opinião sobre aquele assunto, sendo essa opinião a concentração de muitos pequenos detalhes que ela aprendeu. Os detalhes reais não estão presentes na opinião, mas ajudaram a moldá-la e a criá-la. Tal pessoa estudou cuidadosa e minuciosamente esse assunto e pode-se dizer que, devido à sua longa aplicação, ela compreendeu o assunto estudado. Sempre que esse assunto for discutido, ela julgará o valor das opiniões de quem está expondo tal assunto baseado em sua própria intuição. E ela saberá, intuitivamente, se quem está expondo está correto.

Então, a atitude dessa pessoa em relação àquelas que debatem o assunto, que ela conhece extraordinariamente bem, deve ser de tolerância e de paciência. Assim, o que é dito sobre o assunto seria julgado de maneira justa.

Agora, suponhamos que alguém com um conhecimento, obviamente, superficial do assunto a contradiga e apresente numerosos argumentos contra suas opiniões. Esses argumentos não terão peso sobre a pessoa, porque a intuição dela vai declará-los falsos.

E assim, parece-me, deveria ser a atitude mental de quem estudou os Ensinamentos Rosacruzes, em relação às pessoas que conhecem só a fase material da vida. A em si mesmo é forte, porém a unida à Razão é duplamente forte. Nenhum argumento ou sofisma mundano poderia abalar a firmeza da crença da pessoa.

De fato, há pouca verdade a ser obtida por meio de argumentos. O aprimoramento das faculdades mentais e o aumento no conhecimento dos fatos resultam mais decididamente, do que os argumentos. Por meio de argumentos as pessoas não conseguem chegar ao conhecimento interno das coisas, que é superior a um mero agrupamento de ocorrências e fatos. Não é durante uma troca de farpas por meio de palavras ou uma dura discordância de duas Mentes com propósitos contraditórios que a “voz mansa e delicada” da intuição pode ser ouvida. Somente no silêncio pode se tornar aparente; ela desaparece, como o tesouro mágico, quando uma palavra é falada.

Por meio de Exercícios Esotéricos Rosacruzes, como por exemplo, a Meditação, nós nos tornamos intuitivos, recorrendo à fonte da verdade, vendo e compreendendo o significado interno das coisas. Quão grosseira, flagrante e áspera se torna a ideia de argumentação, quando comparada a um processo tão sublime como o da intuição!

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em 05/1915 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas–SP–Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: A Atitude Otimista e a Fé no Bem Final

Outubro de 1918

Suponhamos que uma pessoa muito chegada a nós fosse passar por uma operação cirúrgica. Naturalmente você se sentiria muito envolvido e ocupado em se dedicar ao que fosse preciso, e os seus sentimentos, provavelmente, variariam entre o medo e a esperança. Algumas vezes uma determinada emoção predominaria, outras vezes a outra. Mas, considere qual seria o efeito sobre o paciente se você, a cada momento, fosse falar com ele sobre as suas dúvidas e os seus temores. O medo causa sempre um efeito desvitalizador e prejudicial, o que torna difícil a recuperação do paciente, especialmente durante uma doença em que ele está menos confiante e mais negativo do que quando a sua saúde está perfeita. Ainda que estivéssemos realmente ansiosos por ajudá-lo e dispostos a fazer qualquer coisa ao nosso alcance para servi-lo, pela nossa atitude mental e com a expressão de semelhantes pensamentos, causar-lhe-íamos grandes prejuízos.

Algo parecido vem ocorrendo no mundo. A Onda de Vida humana se prepara para ser operada de sua catarata espiritual. A dor e o sofrimento provocados pelas guerras estão promovendo a retirada da venda do materialismo, colocada sobre nossos olhos.

Rompe-se, assim, gradativamente, o véu que nos separa dos habitantes da terra dos mortos que vivem.

A operação é um recurso doloroso. Seguramente, quem abrigue sentimentos humanitários em seu coração não deixam de sofrer, em certo sentido, por aqueles envolvidos na luta. Todavia, se estamos plenamente convencidos de que “os pensamentos são coisas”, constitui nosso dever sagrado manter a atitude mental mais otimista que nos seja possível nos momentos presentes.

Não tenho a menor dúvida de que todo Estudante Rosacruz está fazendo tudo quanto lhe seja possível, empenhando-se dentro de seu alcance, para aliviar o sofrimento existente nas nações atingidas diretamente pelos conflitos. Mas, a atitude mental otimista é o mais importante de tudo. Para muitos é difícil cultivá-la e conserva-la.

De qualquer maneira, devemos agir assim, especialmente à luz do nosso conhecimento superior. É natural não estarmos satisfeitos pelo fato destas catástrofes tocar-nos tão de perto. Mesmo assim, somos gratos por elas, porquanto carreará um grande benefício ao, mundo, tão seguramente como o Sol desponta pela manhã, pondo-se a noite.

Nutrimos uma fé absoluta na sabedoria e onipotência divinas. É falsa a afirmação segundo a qual “a natureza é sangrenta em corpo e espírito”. Apesar do que possa parecer à nossa limitada visão, a benevolência é o fator predominante na evolução do mundo.

Portanto, devemos ser coerentes com nossas crenças, esforçando-nos para manter sempre uma atitude otimista e exteriorizar nossa fé resoluta no bem final. Enquanto trabalharmos em harmonia com a evolução, agindo como se conduzíssemos um barco a favor da correnteza, nossos esforços produzirão um efeito bem maior do que se mantivéssemos uma atitude mental contraria ao bem do mundo.

(Carta nº 95 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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