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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Mais um nascimento aqui: da concepção ao nascimento do último veículo

A criação e a educação dos nossos filhos são a contribuição mais importante que podemos oferecer para o desenvolvimento humano. Pais sábios, que desejam conceder à criança todas as vantagens, começam antes mesmo do nascimento do filho — até mesmo antes da concepção — a voltar seus pensamentos, em oração, para a tarefa que assumirão em breve. Eles cuidam para que a união que dará origem à germinação ocorra sob as influências astrais adequadas, quando a Lua estiver passando por Signos apropriados à construção de um Corpo Denso forte e saudável. Naturalmente, eles próprios mantêm seus Corpos na melhor condição física, moral e mental que seja possível para eles.

Então, durante o período de gestação, eles mantêm constantemente diante dos olhos da Mente o ideal de uma vida forte e útil para o Ego que está chegando e, assim que possível, após o nascimento, traçam o horóscopo da criança, pois os pais ideais também são astrólogo que preconizam a Astrologia Espiritual – como a é a Astrologia Rosacruz. A partir do horóscopo natal da criança, as forças e fraquezas do seu caráter podem ser prontamente percebidas. Os pais estarão, então, na melhor posição para incentivar o que há de bom e adotar os meios adequados para transmutar as fraquezas antes que essas tendências se manifestem em fatos concretos. Dessa forma poderão, em grande medida, ajudar o Ego que chega a superar os seus defeitos, que nada mais são do que lições a aprender que o Ego escolheu lá no Terceiro Céu.

Quando consideramos o Espírito como eterno e cada vida terrena como um acontecimento no tempo, as diferentes fases da nossa existência ocupam o seu devido lugar. Refletir sobre as palavras de Sir Edwin Arnold — “Nunca o Espírito nasceu, nunca o Espírito deixará de ser; nunca houve tempo em que Ele não existisse” — nos proporciona uma percepção real da natureza fugaz do tempo, em contraste com a constância de Deus. Talvez essa compreensão possa nos ajudar a entender aqueles que se encontram na difícil fase do crescimento.

Tomemos o primeiro fôlego de uma criança: o registro da vida física de uma pessoa na Terra tem início quando o bebê dá sua primeira respiração e continua até que o último suspiro seja dado. “Quando a criança inspira pela primeira vez de forma completa, as condições fisiológicas do coração se modificam, o forame  – abertura – oval se fecha e o sangue é forçado a circular pelo coração e pelos pulmões”. Pelo contato do sangue com o ar nos pulmões, ele começa a ser capaz de absorver uma imagem do seu ambiente. O sangue é o veículo do Ego; quando ele se precipita através do coração, deixa uma impressão no Átomo-semente do Corpo Denso, localizado na posição referencial do ápice do ventrículo esquerdo. Sobre essa superfície infinitesimal são impressas todas as imagens do Mundo exterior ao longo de toda a vida desse Ego aqui.

A criança tem quatro “nascimentos”. Os pais precisam compreender que aquilo que chamamos de nascimento é apenas o nascimento do visível Corpo Denso, que nasce e atinge o seu atual alto grau de eficiência em menos tempo do que os veículos invisíveis do ser humano, pois teve a evolução mais longa. Assim como o feto é protegido dos impactos do Mundo visível ao permanecer envolto no útero materno durante o período de gestação, do mesmo modo os veículos mais sutis são envolvidos por invólucros de Éter e de substância do Mundo do Desejo, que os protegem até que tenham amadurecido suficientemente e estejam aptos a suportar as condições do Mundo exterior.

O Corpo Vital nasce por volta dos sete anos de idade, ou na época em que a criança troca os dentes de leite, e o Corpo de Desejos nasce por volta dos quatorze anos, ou no período da puberdade. A Mente nasce por volta dos vinte e um anos, quando se diz que a pessoa atingiu a maioridade.

Existem certos aspectos importantes que só podem ser adequadamente cuidados durante o período apropriado de crescimento e os pais devem saber quais são. Embora os órgãos já estejam formados quando a criança nasce, as linhas de crescimento são determinadas durante os primeiros sete anos de vida; se não forem corretamente estabelecidas nesse período, uma criança que, de outra forma, seria saudável pode tornar-se uma pessoa doentia.

Vejamos o primeiro período setenário de uma criança. Como Estudantes Rosacruzes, aprendemos que nos primeiros sete anos de vida da criança apenas os polos negativos de todos os Éteres do Corpo Vital estão ativos. Por isso as faculdades da visão e da audição, que dependem das forças negativas do Éter de Luz, fazem da criança alguém “que só tem olhos e ouvidos”. É extremamente benéfico para o crescimento do bebê que os pais prestem atenção às cores que o cercam e, ainda mais importante, que notem os sons e o ritmo que chegam ao alcance auditivo da criança. Isso é válido durante os primeiros sete anos da vida infantil.

No primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João, lemos: “No princípio era o Verbo; e sem Ele nada do que foi feito se fez; e o Verbo se fez carne”. O Verbo é um som rítmico e o som é o grande construtor cósmico. Portanto, durante o primeiro período setenário de sua vida, a criança deve ser cercada por música do tipo adequado, por uma linguagem musical: o balanço e o ritmo das cantigas infantis são particularmente valiosos. O sentido das palavras não importa; o importante é o ritmo — quanto mais a criança receber desse ritmo, mais saudável ela crescerá.

Duas grandes palavras-chave se aplicam a esse período da vida da criança: imitação, exemplo. Não há criatura no mundo tão imitativa quanto uma criança pequena; ela segue o exemplo nos mínimos detalhes, na medida da sua capacidade. Portanto, os pais que desejam educar seus filhos de modo positivo devem ser cuidadosos quando estiverem na presença deles. Não adianta tentar ensiná-los a “ter juízo”, porque a criança não tem Mente formada e não possui razão — ela apenas pode imitar e não consegue evitar a imitação, assim como a água não pode deixar de correr morro abaixo.

Se nós temos para nós mesmos um tipo de alimento talvez muito temperado e damos à criança outro prato, dizendo que aquilo que comemos não lhe faz bem, a criança pode até não conseguir nos imitar naquele momento, mas implantamos nela o apetite por esse tipo de comida. Quando crescer e puder satisfazer seu gosto, ela o fará. Portanto, pais cuidadosos devem se abster dos alimentos e das bebidas alcoólicas que não desejam que seus filhos ingira.

No que diz respeito ao vestuário, podemos dizer que, nessa fase, a criança deve estar inteiramente inconsciente de seus órgãos sexuais e, portanto, as roupas devem ser sempre e particularmente folgadas. Isso é especialmente necessário no caso dos meninos pequenos pois, muitas vezes, um hábito seriamente prejudicial na vida adulta pode resultar do atrito provocado por roupas excessivamente apertadas.

Há também a questão do castigo corporal a ser considerada; este é um fator importante em qualquer circunstância, pois o castigo físico desperta a natureza sexual e deve ser totalmente evitado. Não existe criança tão rebelde que não responda ao método da recompensa pelas boas ações e da retirada de privilégios como consequência da desobediência. Além disso, reconhecemos o fato de que as surras quebram o espírito de um cão e reclamamos que certas pessoas cultivaram a fala de força de vontade e de esperança, ao invés disso vivem para atender os seus desejos. Muito disso se deve às surras aplicadas de forma implacável na infância. Que qualquer pai ou mãe observe isso do ponto de vista da criança. Como algum de nós gostaria hoje de viver com alguém cuja autoridade não pudéssemos evitar, que fosse muito maior do que nós, e ter de nos submeter a castigos físicos dia após dia? Abandonem as surras e grande parte do mal social será eliminado em uma geração.

Vejamos como ocorre o nascimento do novo Corpo Vital. Aos sete anos de idade, ele vem à luz e então a percepção e a memória começam a desempenhar seus papéis fundamentais. Nesse período de sete anos (dos 7 aos 14), a criança é imparcial e não possui ideias preconcebidas. Por isso, ela é mais ensinável nessa fase do que em qualquer outra. Ela confia em seus pais e em seus professores e seguirá a autoridade deles.

Quando o Corpo Vital nasce no sétimo ano, as faculdades de percepção e memória devem ser educadas. As palavras-chave para esse período devem ser autoridade e discipulado. Não devemos, mesmo que tenhamos uma criança precoce, tentar incitá-la a um curso de estudos que exija um enorme dispêndio de pensamento. Crianças prodígios geralmente se tornam homens e mulheres com uma capacidade mental inferior à média.

A criança deve ser autorizada a seguir sua própria inclinação nesse aspecto. Suas faculdades de observação devem ser cultivadas; devemos mostrar para ela exemplos vivos. Permita que ela veja o bêbado e aonde o vício o levou; mostre também o ser humano de bem e coloque diante dela ideais elevados. Ensine a aceitar aquilo que você diz com base na autoridade e se esforce para ser alguém digno de tal forma que ela possa respeitar sua autoridade como pais ou professores.

Aqui entram os importantes ensinamentos de educação sexual para a criança. Nessa fase, ela também deve ser preparada para administrar a força sexual criadora que agora está sendo despertada nela e que permitirá gerar sua espécie ao final do segundo período de sete anos. Não se deve permitir que ela adquira esse conhecimento a partir de fontes corrompidas, porque os pais se esquivam da responsabilidade de instruí-la por um falso senso de modéstia ou moralismo.

Uma flor pode ser tomada como uma lição objetiva da qual todas as crianças, desde as menores até as maiores, podem receber a mais bela instrução na forma de um conto de fadas. Podemos ensinar como as flores se assemelham às famílias, sem qualquer necessidade de recorrer a termos botânicos, desde que os pais tenham estudado, ainda que minimamente, um pouco de botânica elementar. Mostre algumas flores às crianças e lhes diga: “Aqui está uma flor que é um menino, uma flor estaminada, e aqui está outra que é menina, uma flor pistilada”.

Aqui está uma flor em que é tanto menino quanto menina: uma que possui estame e pistilo. Mostre o pólen nas anteras. Diga, como um exemplo, que o pequeno “menino-flor” é como o menino de uma família humana: aventureiro, desejoso de sair pelo mundo para enfrentar as batalhas da vida, enquanto a menina, o pistilo, permanece em casa. Mostre as abelhas com as cestinhas de pólen nas pernas e fale como os pequenos meninos-flor montam nesses corcéis alados, como os cavaleiros de antigamente, para zarpar pelo mundo em busca da princesa aprisionada no castelo mágico, o óvulo oculto no pistilo; explique como o pólen, esses cavaleiros-meninos-flor, abre caminho através do pistilo e entra no óvulo. Então diga que isso significa que o cavaleiro e a princesa se casam, vivem felizes para sempre e se tornam os pais de muitos pequenos meninos-flor e meninas-flor.

Quando tiverem compreendido plenamente isso, eles também entenderão a geração nos Reinos animal e humano, pois não há diferença: um é tão puro, casto e sagrado quanto o outro. E as crianças educadas dessa maneira sempre conservarão uma reverência pela função criadora, algo que não pode ser incutido de forma melhor. Quando a criança é assim preparada, ela fica bem fortalecida para o nascimento do Corpo de Desejos no período da puberdade.

Vejamos como ocorre o novo nascimento do Corpo de Desejos. As crianças com menos de quatorze anos são, de certo modo, ainda uma extensão de seus pais, pois na Glândula Timo fica armazenada uma essência do sangue parental que a criança utiliza para fabricar o seu próprio sangue durante os anos da infância. A Glândula Timo do bebê é maior antes do nascimento e diminui com o passar do tempo. Por volta do décimo quarto ano, o Ego está pronto para se afirmar e torna-se capaz de produzir o próprio sangue. Ele começa a ser uma “identidade do eu”.

Agora é o momento de pais e professores praticarem a tolerância e demonstrarem empatia pelo jovem em crescimento, que enfrenta muitos desafios. Se a criança aprendeu a confiar e amar seus parentes mais velhos, agora seguirá seus conselhos e os perigos do amadurecimento não serão grandes.

Nesse momento, quando o Corpo de Desejos do indivíduo nasce, sentimentos e paixões começam a se manifestar. A Mente individualizada ainda não está plenamente presente e nada mantém a natureza do desejo sob controle. Nessa fase, é fácil que a criança se deixe levar por hábitos indesejáveis que podem ter resultados desastrosos. É verdade que muitas lições são aprendidas dessa forma, mas pais e professores devem estar prontos para agir com interesse bondoso e compreensão amorosa.

Agora é o momento em que a criança deve ser ensinada a buscar por si mesma; ela deve aprender o valor da investigação cuidadosa de tudo aquilo que deseja julgar. Também deve aprender que quanto mais flexíveis forem as suas opiniões, melhor será capaz de examinar novos fatos e adquirir novos conhecimentos.

Quando os desejos e as emoções são liberados, o jovem ou a jovem entra no período mais perigoso de sua vida, dos quatorze aos vinte e um anos. Nessa fase, o Corpo de Desejos está em plena atividade e a Mente ainda não nasceu para atuar como freio. Por isso é um grande trunfo para a criança ter sido educada conforme aqui descrito, pois seus pais então se tornam para uma força e sua âncora, capazes de ajudá-la a atravessar esse período turbulento até o momento em que atinge sua plena maturidade — aos vinte e um anos, em torno de quando a Mente nasce.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1919 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Criança muito retraída, se ofende fácil, mas muito brilhante mentalmente

Oferecemos essas leituras de horóscopos de crianças para ajudar os pais e responsáveis a educar seus filhos, para ajudar os jovens a encontrar seu lugar no mundo e para ajudar os Estudantes Rosacruzes dedicados à Astrologia Rosacruz com lições práticas.

Além disso, em se tratando de um horóscopo de criança, essa mensagem é sempre boa de se repetir: “Se você é um pai ou uma mãe, o horóscopo ajudará você a detectar as más intenções em seu filho ou sua filha e ensinará você como é melhor “prevenir do que remediar”.

Também mostrará a você os pontos positivos nele ou nela, de modo que você possa ajudar a formar, a partir do seu filho ou filha, um homem ou uma mulher bem melhor, com o Ego que lhe foi confiado.

O horóscopo lhe revelará fraquezas sistemáticas e permitirá que você proteja a saúde do seu filho ou da sua filha; mostrará quais talentos existem e como a vida pode ser vivida em toda a sua plenitude.

Portanto, a mensagem dos Astros que estão em marcha é tão importante que você não pode se dar o luxo de ignorar isso tudo.

Quer um exemplo? É só acessar aqui: Criança muito retraída, se ofende fácil, mas muito brilhante mentalmente

Se quiser ter mais exemplos que poderão lhe auxiliar na educação das crianças acesse aqui

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Que Tem Mais Valor: nos capacitando para ajudar, a começar com nossos filhos naturais e espirituais

Os filhos aprendem dos pais as primeiras ideias do bem e do mal, do certo e do errado. Para as crianças, os pais são os modelos de quem aceitam, sem hesitar, os conceitos que mais tarde lhes vão sedimentar o caráter. Eminentemente ensináveis, dóceis e sensitivas, as crianças gravam vividamente as lições e como “vídeo-tape” vão mais tarde relacionando fatos e modelando juízos.

Disse um famoso educador: “Dá-me uma criança até sete anos; a influência que lhe incutirei nesse período será decisiva para o resto de sua existência”. Avaliem, pois, a responsabilidade dos pais perante os Egos (Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) a quem deram oportunidade de renascer e ajudar. Se de um lado há o fator destino, fazendo com que cada um nasça no lugar mais adequado as suas necessidades internas, por outro lado os pais respondem, perante a Lei de Causa e Efeito, pela forma como educam. Pestalozzi[1] afirmou com muito acerto: “primeiramente é necessário educar os pais”. Seu sentido de educação era integral: intelectual, física e moral.

Sabemos que uma criança, à semelhança de um “iceberg”, revela apenas uma pequena parte de sua natureza. O tema astrológico poderá mostrar as tendências que trouxe ao nascer. Essa é a parte submersa no passado. O “meio ambiente” acrescentará algo mais, modificando ou reforçando os diversos aspectos de seu modo de ser. Educar é tarefa delicada e espinhosa. Não se trata, como vemos, de somente das escolas. É, principalmente, o exemplo dos pais, suas reações perante a vida, seus conceitos etc. Olhos atentos os observam e os imitam. São pequenas lições diárias a influir poderosamente no pai ou mãe de amanhã. De fato, o futuro é a soma de pequenos “agoras”.

Só podemos dar aos filhos o que temos e o que somos. Embora não tenhamos a intenção de prejudicar-lhes a formação, é o que muitas vezes fazemos, por falta de preparo ou só egoísmo.

Vejamos um fato comum e diário: a criança comete um deslize e o pai ou a mãe a corrige. Se a falta trouxe algum prejuízo material (rasgar ou sujar a roupa, gastar sem permissão, estragar qualquer coisa) a mãe fica furiosa e depois de gritar-lhe muito que o dinheiro é duro de se ganhar, que ela é ingrata, etc., põe-se no castigo. Quando a falta implica, porém, em dano moral (mentira, deslealdade, desobediência) o castigo é menor ou nenhum. Então a criança associa as duas coisas e conclui: “O que traz prejuízo material é mais grave. Portanto, o dinheiro é mais importante”.

Admiramo-nos, hoje, de que nossos filhos não se dedicam a espiritualidade deles e julgue muito mais importante ganhar dinheiro, lutar pelo supérfluo, pensar mais em “gozar a vida”? Fomos nós mesmos que lhes incutimos, sem o perceber, esse conceito. E quem sabe se no íntimo de nosso ser essa falha, ainda hoje, nos impede prestar justa colaboração à obra de divulgação e dedicação aos Ensinamentos Rosacruzes? Analisem-se. Vejam se não é verdade.

Este é apenas um dos inúmeros pontos que trazemos do passado. É preciso rever, reanalisar, reexaminar tudo o que temos dentro de nós. Nossas capacidades de análise e o nosso conhecimento das premissas Cristãs, hoje, nos permitem “separar o joio do trigo”, isto é: distinguir o que é bom do que é ruim. Isto foi o que disse Cristo, quando os discípulos, notando a presença do joio entre o trigo, se dispuseram a expurgá-lo: “Agora não, pois, haveria o período de cortarem o trigo, pensando ser joio[2].

Separar, cortar o errado, o falso em nosso modo de pensar e sentir é tarefa que devemos fazer, quando devidamente orientados por sãos princípios, como os da Filosofia Rosacruz.

Hoje os Estudantes Rosacruzes dedicados podem e devem expurgar o joio, sem esperar que a Lei de Repulsão o faça, contra sua vontade, no estado post-mortem. O que conta em nosso favor, como conquista anímica, é o que realizamos aqui renascidos nessa escola da vida.

E ao mesmo tempo em que nos regeneramos, tanto mais capacitados estaremos para orientar e ajudar nossos semelhantes, a começar por nossos filhos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1966 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional. Pestalozzi foi um dos pioneiros da pedagogia moderna, influenciando profundamente todas as correntes educacionais, e longe está de deixar de ser uma referência. Fundou escolas, cativava a todos para a causa de uma educação capaz de atingir o povo, num tempo em que o ensino era privilégio exclusivo. “A vida educa. Mas a vida que educa não é uma questão de palavras, e sim de ação. É atividade.”.

[2] N.R.: Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. (Mt 13:24-30)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Para Onde foi a Bebê?

Não há problema mais difícil do que ensinar às crianças os mistérios da vida de uma maneira inteligível para elas. Suas Mentes nascentes encontram os fatos da vida com um interrogatório ansioso quanto ao seu significado, e elas ficam perplexas diante das tragédias da existência com uma agudeza de sentimento que pouco percebemos, porque aprendemos a aceitar a tristeza, o sofrimento e a morte como parte da vida e paramos de buscar uma solução.

Ou, se fomos suficientemente exercitados no assunto para tentar resolver o enigma da vida, as explicações que satisfazem nossas almas são muito abstrusas para resolver a questão nas Mentes de nossos filhos; então, recuamos do trabalho e da responsabilidade de ensiná-los. Além disso, a maioria de nós não tem a capacidade de fazer a criança entender. Estudemos a história abaixo, pois ela é como uma dádiva de Deus para nos capacitar naquela direção, pois não há campo mais frutífero na “Vinha do Cristo” do que o canto das crianças:

“Mamãe querida, o que você fez com o nosso bebê?”, foi meu filho Billy que se dirigiu a mim dessa forma, e quando ele estava se aproximando do quinto ano, ele começou a sentir o direito de proteger as crianças mais fracas e mais novas. Eu estava sentada na cadeira de balanço no meu quarto costurando algumas roupinhas para ele e seu irmão John e meus joelhos serviram de apoio para seus cotovelos enquanto ele falava, procurando meu rosto ao mesmo tempo com seus olhos.

Nesse momento, John entrou de repente e, com seu jeito magistral, informou: “Mãe, nós espiamos o quarto da bebê quando a porta estava aberta e não vimos a irmãzinha no berço”.

“Sim”, continuou Billy, retomando a narrativa, “nós fomos até a varanda para ver se ela estava no carrinho, mas ela também não está lá”. “Onde ela está, mãe?” interpôs John.

“Nós vimos a enfermeira no corredor e contamos a ela e ela disse para perguntar à mamãe”. “E”, continuou Billy, cujo coração era tão terno quanto grande, “querida mãe, tenho certeza de que a enfermeira tinha lágrimas nos olhos! Por que, mamãe?”.

Havia lágrimas na borda de seus olhos naquele momento, mas como eu poderia contar aos meus preciosos meninos onde estava o nosso bebê? Como eu poderia entristecer duas vidas jovens com o pensamento da morte? A irmãzinha tinha ficado conosco apenas dois meses, mas aqueles meses tinham sido cheios de sofrimento. Ela esteve sob os cuidados da nossa própria enfermeira, pois eu ficara doente recentemente e não pude cuidar dela; as crianças tinham o hábito de ir, na ponta dos pés, até a porta do berçário muitas vezes ao dia para perguntar sobre ela.

“Mãe, onde está a nossa bebê?”, persistiu Billy. A empregada entrou no quarto nesse momento e anunciou que a Sra. Jones queria me ver. “Por favor, peça para ela vir aqui”, respondi.

A Sra. Jones era professora na escola dominical que nossos pequenos frequentavam. Essa escola em particular não era denominacional, mas atraía membros de todas as fontes. Eu a saudei com alegria, acreditando que ela pudesse me ajudar nesta situação desconcertante. Ambos os meninos a amavam e, enquanto corriam para encontrá-la, contaram seus problemas, gritando em uníssono: “Sra. Jones, nossa bebê está perdida! Não conseguimos encontrá-la em qualquer lugar”.

“Alguém me disse isso”, respondeu a Sra. Jones, “e é por isso que eu vim”.

“A Sra. Jones vai encontrá-la”, anunciou John, seu rosto estava radiante de confiança.

“Mas você sabe onde ela está?”, perguntou o mais pensativo Billy.

“Sim, certamente sei”, veio a resposta, e pensei que vocês, meninos, e a mãe gostariam de saber”.

Enviei uma prece de gratidão por esse alívio, pois sabia agora que só precisasse esperar e ouvir.

“Oh, diga-nos rápido, vamos!”, insistiu John.

“Bem, venha e sente-se calmamente, pois é uma longa história. Você quer saber para onde ela foi, não é, queridos? Para onde você vai todas as noites quando vai dormir, só isso”. “Eu nunca vou a lugar algum quando estou dormindo”, afirmou John.

Mas Billy acrescentou suavemente: “Ah, eu costumo ir a jardins tão lindos quando estou dormindo… E brinco com muitas outras crianças. A babá uma vez me disse que deve ser o Paraíso”.

“Esse é um nome muito bom”, respondeu a Sra. Jones, calorosamente, “toda noite sua mãe lhe dá um beijo de boa noite e você está tão aconchegado e aquecido que simplesmente deixa seu corpinho tão confortável e voa para brincar com outras crianças, que também deixaram seus corpos na cama. E se você tem uma dor de cabeça, de garganta ou qualquer coisa que o machuque muito antes de ir para a cama, a parte adorável disso é que, assim que você sai do seu corpo, você deixa tudo isso com ele na cama e fica tão bem e forte brincando no Céu que, quando volta para cama de manhã e entra em seu corpinho, você percebe que sua dor de cabeça desapareceu ou sua dor de garganta está mais fraca”.

Os meninos ouviam e olhavam com muita atenção, pois para eles isso era melhor do que um conto de fadas.

“Eu me lembro”, disse Billy, “de uma vez que eu tive dor de garganta por dois ou três dias e não conseguia dormir; então o médico me deu uma coisa horrível para tomar”.

“Sim”, concordou John, “eu lembro que você estava quase tão doente quanto a irmãzinha”.

“Ah, não!”, respondeu a Sra. Jones, gravemente, “sua irmãzinha estava muito mais doente do que você. Ela estava tão doente que mal conseguia ficar em seu corpinho e um dia ela não retornou a ele porque não tinha forças para entrar”.

“Ah, ela não vai voltar? Não a veremos de novo?”, ambos interromperam em uma só voz que ameaçava se quebrar pelas lágrimas que brotavam em seus olhos. “Claro que vão”, continuou a Sra. Jones.

“Eu não disse que ela foi para o lugar aonde você vai toda noite? Talvez você brinque com ela e não a conheça, pois ela não é um bebê doentinho e magrinho que chora muito, mas uma garotinha alegre, capaz de se movimentar e brincar. Você sabe quais são os brinquedos dela? Eu sei que você nunca vai adivinhar, então eu vou contar. Brinquedos com as cores mais lindas, iguais ao arco-íris que a mamãe lhe mostrou no céu esta manhã. Todas as suas flores e seus livros são pintados com aqueles lindos tons e o tempo todo uma doce música é ouvida para ensiná-la a fazer as coisas muito mais rápido do que aprenderia em livros ou salas de aula; eu acredito que nem mesmo sua mãe saiba dizer quem está ensinando tudo isso para ela”.

A Sra. Jones olhou para mim de modo interrogativo, mas eu só consegui balançar a cabeça.

“É sua mãe”, ela disse, olhando gentilmente para mim. “É sua avó, meninos, que foi embora uma noite no inverno passado quando a geada chegou. Lembro que o médico disse que ela estava com pneumonia — seu corpo ficou tão cansado e desgastado que ela não conseguiu voltar. Todos nós gostaríamos que ela ficasse conosco por mais tempo, mas não pôde permanecer. Então, quando a irmãzinha também foi para lá, ela cuidou dela e está ensinando todas aquelas belas lições”.

“E a irmãzinha voltará algum dia?”, perguntou Billy, gentilmente.

“Sim, com certeza; mas ela precisa aprender algumas lições primeiro. Aprender como construir um corpo melhor — um que ela possa usar por muitos anos para não ter que deixá-lo depois de alguns meses como este. E a vovó vai voltar depois de um tempo também, sem reumatismo e sem tosse”.

“Não será ótimo?”, interrompeu John, entusiasmado, “os dois voltarão como bebês e terão que procurar um pai e uma mãe que cuidem deles”.

“Que engraçado”, acrescentou o pensativo Billy, “tivemos que procurar uma mamãe e um papai quando éramos bebês?”.

“Sim, de fato. Um dos Anjos gentis lhe mostrou alguns pais e mães e você escolheu seu próprio papai e mamãe”.

“Estou feliz por ter escolhido essa mamãe”, disse Billy, escondendo o rosto no meu colo, “não é, John?”.

“Sim”, respondeu seu irmãozinho, “e estou feliz também por você ter escolhido a mesma mamãe que eu. Imagine, Bill, se você tivesse escolhido outra mamãe e que fosse longe daqui”.

Então, quando eles saíram correndo para brincar e a Sra. Jones se despediu; eu a incentivei a voltar e nos contar mais sobre aqueles Mundos Celestiais.

E naquela noite, quando dei um beijo e um desejo de “boa noite” afetuosos aos meus filhos, eles me disseram que veriam a irmãzinha e vovó.

“E eu vou tentar me lembrar disso quando acordar”, disse John.

(de Max Heindel, publicado na Revista Rays from the Rose Cross de julho/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – o “Conceito” – está desatualizado?

Resposta: Desde que foi publicado, em 1909, o livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz exerceu reconhecida influência no espiritualismo em geral, suscitando até a criação de várias entidades com várias denominações Rosacruzes ou Rosacrucianas independentes, algumas delas dedicadas a inteira divulgação das obras de Max Heindel. Tudo isto é auspicioso, para que se cumpra a missão prevista pelo Irmão Maior da Ordem Rosacruz, quando Max Heindel passou na prova para ser o único mensageiro dos Irmãos Maiores e para isso fundou a The Rosicrucian Fellowship onde se tem um Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz que, se seguido, conduz o Estudante Rosacruz à Ordem Rosacruz com segurança e via o Conhecimento Direto.

Todavia, o que destoa e enfeia é que, no esforço de autoafirmação, alguns “amigos”, em vez de juntar-se conosco, buscam subestimar a Max Heindel, pretendendo haver-lhe enxertado revelações mais altas e atualizadas.

Uma pessoa pequena (por dentro), no esforço de subir, pisa nos outros. Eis uma constatação: se alguém está seguro de si, não precisa se esforçar para “ser”. Ele “já é”! Mas aquele que está inseguro procura diminuir os outros, pensando, com isso, ficar mais alto que eles.

É compreensível que isto suceda nos meios sociais comuns porque ali, como se costuma dizer, é “cada um por si e Deus por todos”: uma competição não fraterna.

Mas, que dizer quando isto parte de alguém que pratica a espiritualidade há muito tempo? Alguém que ocupa a direção de movimentos espiritualistas?

Tempos atrás uma estudante veio me dizer que não queria continuar o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz. Respondi-lhe: “Não há problema. Nem precisa comunicar à Fraternidade Rosacruz. Respeitamos o livre arbítrio. Cada um é livre para entrar e sair, sem qualquer compromisso conosco”. “Aí ela acrescentou: o ‘Conceito’ já está ultrapassado…”. Perguntei-lhe: “A Senhora já o estudou bem?”. Ela disse, sem jeito: “Não… nem o li inteiro. Estou na 4ª lição do Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz. Mas, uma pessoa muito entendida me disse isso”. Calei-me.

Tenho pensado nisso, não por mágoa, mas para meditar sobre o assunto. Lembrei-me da parte introdutória do “Conceito Rosacruz do Cosmos”, sobre aqueles que não aproveitam uma contribuição ou porque não ouviram falar sobre o tema ou porque não concordam com suas opiniões. Recordei, principalmente, aquela frase no Conceito: “A única opinião digna de ser levada em conta é a que tem, com base, o conhecimento”[1].

Normalmente, há um vestibular para se ingressar numa faculdade (especialmente quando a faculdade tem menos vaga do que candidatos). O vestibular é importante para avaliar os que estão em nível de frequentá-la e aproveitá-la. Há, também, uma “advertência” na “introdução” do “Conceito Rosacruz do Cosmos” (justamente o texto Uma Palavra ao Sábio), para que a pessoa se dispa das pretensões e se torne “como uma criança” para, com a Mente aberta, sem preconceitos, possa aproveitar o conteúdo. Só nesse estado de receptividade (não de inocência) a intuição pode falar; só desse modo a sabedoria interna nos permite sentir o “sabor” da verdade. Só uma Mente aberta descobre a coerência lógica.

Max Heindel é muito modesto. Cônscio de sua responsabilidade, como mensageiro da Ordem Rosacruz, ao fundar a Fraternidade Rosacruz, que é o aspecto humano, preparatório – o cursinho para a “Faculdade” Ordem Rosacruz – sinceramente diz: “Dizer que essa exposição é infalível seria o mesmo que pretender que o autor fosse onisciente. Até os próprios Irmãos Maiores nos dizem que eles mesmos se enganam, às vezes, nos juízos que fazem. Assim, está fora de qualquer discussão um livro que queira proferir a última palavra sobre o mistério do mundo, e é intenção do autor dessa obra apresentar apenas os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes”. O autor não é onisciente, nem os outros são. O Conceito Rosacruz do Cosmos está longe de ser a última palavra sobre este assunto. “à medida que avançamos, se apresentam aos nossos olhos novos aspectos e se esclarecem muitas coisas que, antes, só víamos ‘como em espelho, obscuramente’” (ICor 3:12)” (Conceito).

Prossegue Max Heindel: ” essa obra encerra apenas a compreensão do autor sobre os Ensinamentos Rosacruzes relativos ao mistério do mundo, revigorados por suas investigações pessoais nos mundos internos, a respeito dos estados pré-natal e pós-morte do ser humano, etc.”. ” tendo-se esforçado o possível para sugerir as ideias verdadeiras, se considera também na obrigação de se defender da possibilidade de a obra vir a ser considerada como uma exposição literal dos Ensinamentos Rosacruzes. Sem essa recomendação esse trabalho teria mais valor para alguns Estudantes, mas isto não seria justo nem para a Fraternidade nem para o leitor. Poder-se-ia manifestar certa tendência para atribuir à Fraternidade a responsabilidade dos erros que nesse trabalho, como em toda obra humana, possam ocorrer. Daí a razão dessa advertência.”. (Conceito)

Por outro lado, diz ele: “Durante os quatro anos decorridos, desde que foram escritos os parágrafos anteriores, o autor continuou suas investigações nos Mundos invisíveis e experimentou a expansão de consciência relativa a esses Reinos da Natureza (…). Pelo que pôde investigar por si próprio, os ensinamentos desse livro estão de acordo com os fatos tais como ele os conhece. (…) A Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre o mistério do mundo. (…) Ao mesmo tempo crê firmemente que todas as outras filosofias do futuro seguirão as linhas mestras dessa filosofia, por lhe parecerem absolutamente certas”. (Conceito).

Vamos, agora, a meditação do assunto “ultrapassado” e “desatualizado”, como também já ouvi de outra escola com o nome de “rosacruz”.

Em primeiro lugar, para avaliar uma obra é preciso estudá-la com a Mente aberta. Depois que se a estuda, a apreciação que dela fazemos é de ordem pessoal: seguindo nosso ponto de vista, porque ninguém pode ver ou perceber além de seu nível interno. É, pois, uma opinião pessoal.

Em segundo lugar, para que nossa apreciação de uma obra seja realmente válida para todos, é indispensável que estejamos acima do nível do autor. Só quem está em nível superior pode apreciar o que está abaixo dele. Pergunto: a pessoa que diz: “O ‘Conceito’ está ultrapassado”, encontra-se acima do nível de Max Heindel? Sabemos que ele alcançou a quarta Iniciação Menor (que dentre outras revelações, capacita o Iniciado a funcionar conscientemente na Região arquetípica do Mundo do Pensamento, onde constatou muitas realidades) e, além disso, teve a assistência de um Irmão Maior, em virtude de sua missão, como fundador da Fraternidade Rosacruz. Alguma dessas pessoas tem mais evolução do que ele? Se não tem, incorrerão naquela falha apontada por um passo evangélico: “A sabedoria se torna estultícia para quem não a percebe”. Um sábio é, muitas vezes, tido por louco, pela maioria ignorante que não o compreende.

Em terceiro lugar: o que é estar ultrapassado? Ou desatualizado? Porque a edição do “Conceito” foi em 1909 e estamos numa época de velocidade? Já ouvi também esse argumento. Fiquei com pena dos Vedas que vem de 8.000 anos antes de Cristo; fiquei com pena dos ensinamentos de Zoroastro, de Buda, de Pitágoras etc.. E a Bíblia? Por que a estudam ainda? Não serão, também, velharias? Verdades anacrônicas?

Dirá alguém, em defesa: “mas a Bíblia é diferente. Lá está escrito: ‘Tudo passará, mas minhas palavras não passarão’”.

Por quê? Por que são verdades eternas? E as de Buda? E as de Zoroastro? E as de Pitágoras?

Em verdade, as realidades constatadas dos Mundos invisíveis não são passageiras. São verdades permanentes. Apenas a sua transmissão aos seres humanos comuns é que merece um modo adequado. Segundo o nível de evolução, os costumes, as tendências etc., os Iniciados transmissores dessas verdades apresentam-nas de modo acessível, em vários graus, atendendo a todos. É como apresentar a mesma pessoa em roupagens diferentes. Assim, a novidade não está na verdade, mas na sua forma de apresentação. Podemos gostar mais de um vestido do que outro, considerando-o mais moderno e atraente: a questão de preconceito, de moda. Já no campo espiritual, a coisa é mais séria, pois o método ou o modo de apresentação de uma filosofia pressupõe razões mais profundas. Por exemplo, a Filosofia Rosacruz tem a finalidade de atender a razão lógica da mentalidade ocidental, a fim de que possamos compreender e aceitar as verdades espirituais e comecemos a falar uma fé racional. Seu campo há de estender-se por muitos séculos, conforme diz Max Heindel: “As linhas mestras desta Filosofia orientarão as filosofias do futuro”. Em questão espiritual, o fator tempo entra numa dimensão muito mais ampla. De fato, embora os Evangelhos tenham transmitido os ensinamentos orais do Cristo há mais de 2.000 anos atrás, quem pode dizer de sã consciência, que os segue cabalmente? Quem pode dizer-se Cristão no profundo sentido de quem vive os ensinamentos do Mestre?

Daqui depreendemos o sentido de atual ou presente; de desatual ou passado. Enquanto não atingimos a vivência de algo, estamos aquém dele. Nesse caso, tal ensinamento está no futuro em relação a nosso nível de ser. Quando o atingimos, o conhecimento se torna presente. E só quando o ultrapassamos é que ele se torna passado. Pergunto: Quem ultrapassou o “Conceito”? Quem realizou o que ali se ensina? Respondam as pessoas que procuram justificar suas escolas como superiores. Não são as palavras que dão gabarito, mas o nível de “ser”.

Em ciência, quando uma mentalidade avançada (muitas vezes inspirada pelos Irmãos Maiores, que são os guardiões dos poderes) descobre novos princípios, anulando erros anteriores, dizemos que houve evolução: ultrapassamos conceitos tidos por certo, mas que se revelaram parcial ou totalmente falsos. No campo espiritual, mais elevado, as probabilidades de engano se tornam menores, ainda mais que lá tomamos contato com a realidade mesma e não com sua enganosa aparência física. Daí que as obras sérias atravessem séculos e milênios, atendendo a evolução de certo período. Quando mudam é mais na forma de apresentação, como dissemos.

Enfim, nenhuma realidade deixa de sê-lo, pelo simples fato de que a neguem alguns. Os seres humanos estão limitados a seu nível e muitas vezes cometem imprudência de atacar o que não alcançam, pela pretensão de justificar sua verdade relativa como padrão universal.

Isso nos honra. Como disse alguém: “Por que fulano me critica? Nunca lhe fiz nenhum bem!”.

 (Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1976 – Fraternidade Rosacruz SP)


[1] N.R.: O texto “Uma Palavra ao Sábio” das primeiras páginas do livro Conceito Rosacruz do Cosmos: O fundador da Religião Cristã emitiu uma máxima oculta quando disse: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Mc 10:15). Todos os ocultistas reconhecem a imensa importância desse ensinamento de Cristo, e tratam de “vivê-lo” dia a dia.

Quando uma nova filosofia se apresenta ao Mundo é encarada de forma diferente pelas mais diversas pessoas. Algumas se apoderam avidamente de qualquer novo esforço filosófico, procurando ver em que proporção ele serve de apoio às suas próprias ideias. Para essas a filosofia em si mesma é de pouca valia. Terá valor se reforçar as SUAS ideias. Se a obra os satisfizer a esse respeito, adotá-la-ão entusiasticamente, a ela aderindo com o mais desarrazoado partidarismo. Caso contrário, afastarão o livro, aborrecidos e desapontados como se o autor os tivesse ofendido pessoalmente.

Outras adotam uma atitude cética tão logo descobrem que a obra contém alguma coisa a cujo respeito nada leram nem ouviram anteriormente, ou sobre a qual ainda não lhes ocorrera pensar. E, provavelmente, repelirão como extremamente injustificável a acusação de que sua atitude mental é o cúmulo da autossatisfação e da intolerância. Contudo, esse é o caso, e desse modo fecham suas Mentes à verdade que eventualmente possa estar contida naquilo no que rejeitam.

Ambas as classes se mantêm na sua própria luz. Suas ideias pré-estabelecidas os tornam invulneráveis aos raios da Verdade. A tal respeito “uma criança” é precisamente o oposto dos adultos, pois não está imbuída do sentimento dominador de superioridade, nem inclinada a tomar aparência de sábio ou ocultar, sob um sorriso ou um gracejo, sua ignorância em qualquer assunto. É ignorante com franqueza, não tem opiniões preconcebidas nem julga antecipadamente, portanto é eminentemente ensinável. Encara todas as coisas com essa formosa atitude de confiança a que denominamos “fé infantil”, na qual não existe sombra de dúvida, conservando os ensinamentos que recebe até comprovar para si mesmo a certeza ou o erro.

Em todas as escolas ocultistas o aluno é primeiramente ensinado a esquecer de tudo o que aprendeu ao lhe ser ministrado um novo ensinamento, a fim de que não predomine o juízo antecipado nem o da preferência, mas para que mantenha a Mente em estado de calma e de digna expectativa. Assim como o ceticismo efetivamente nos cega para a verdade, assim também essa calma atitude confiante da Mente permitirá à intuição ou “sabedoria interna” se apoderar da verdade contida na proposição. Essa é a única maneira de cultivar uma percepção absolutamente certa da verdade.

Não se pede ao aluno que admita de imediato ser negro determinado objeto que ele observou ser branco, ainda que se lhe afirme. se pede a ele sim, que cultive uma atitude mental suscetível de “admitir todas as coisas” como possíveis. Isto lhe permitirá pôr de lado momentaneamente até mesmo aquilo que geralmente se considera um “fato estabelecido”, e investigar se existe algum outro ponto de vista até então não notado sob o qual o objeto em referência possa parecer negro. Certamente ele nada considerará como fato estabelecido, porque compreenderá perfeitamente quanto é importante manter a sua Mente no estado fluídico de adaptabilidade que caracteriza a criança. Compreenderá, com todas as fibras do seu ser, que “agora vemos como em espelho, obscuramente” e, como Ajax, estará sempre alerta, anelando por “luz, mais luz”.

A grande vantagem dessa atitude mental quando se investiga determinado assunto, ideia ou objeto, é evidente. Afirmações que parecem positivas e inequivocamente contraditórias, e que causam intermináveis discussões entre os respectivos partidários, podem, não obstante, se conciliar, conforme se demonstra em exemplo mais adiante. Só a Mente aberta descobre o vínculo da concordância. Embora essa obra possa parecer diferente das outras, o autor solicitaria um auditório imparcial, como base, para julgamento subsequente. Se, ao ponderar esse livro, alguém o considerasse de pouco fundamento, o autor não se lamentaria. Teme unicamente um julgamento apressado e baseado na falta de conhecimento do sistema que ele advoga, ou que diga que a obra não tem fundamento, sem, previamente, lhe dedicar atenção imparcial. E deve acrescentar, ainda: a única opinião digna de ser levada em conta precisa se basear no conhecimento.

Há mais uma razão para que se tenha muito cuidado ao emitir um juízo: muitas pessoas têm suma dificuldade em se retratar de qualquer opinião prematuramente expressa. Portanto, se pede ao leitor que suspenda suas opiniões, de elogio ou de crítica, até que o estudo razoável da obra convença do seu mérito ou demérito.

O Conceito Rosacruz do Cosmos não é dogmático nem apela para qualquer autoridade que não seja a própria razão do Estudante. Não é uma controvérsia. Publica-se com a esperança de que possa ajudar a esclarecer algumas das dificuldades que no passado assediaram a Mente dos Estudantes das filosofias profundas. Todavia, a fim de evitar equívocos graves, deve ser firmemente gravado na Mente do Estudante que não há, sobre esse complicado assunto, qualquer revelação infalível que abranja tudo quanto está debaixo ou acima do sol.

Dizer que essa exposição é infalível seria o mesmo que pretender que o autor fosse onisciente. Até os próprios Irmãos Maiores nos dizem que eles mesmos se enganam, às vezes, nos juízos que fazem. Assim, está fora de qualquer discussão um livro que queira proferir a última palavra sobre o mistério do mundo, e é intenção do autor dessa obra apresentar apenas os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes.

A Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre o mistério do mundo, e a tal respeito o autor adquiriu algum conhecimento durante os muitos anos que consagrou exclusivamente ao estudo do assunto. Pelo que pôde investigar por si próprio, os ensinamentos desse livro estão de acordo com os fatos tais como ele os conhece. Todavia, tem a convicção de que o Conceito Rosacruz do Cosmos está longe de ser a última palavra sobre esse assunto e de que, à medida que avançamos, se apresentam aos nossos olhos novos aspectos e se esclarecem muitas coisas que, antes, só víamos “como em espelho, obscuramente” (Jo 1:3). Ao mesmo tempo crê firmemente que todas as outras filosofias do futuro seguirão as linhas mestras dessa filosofia, por lhe parecerem absolutamente certas.

Ante o exposto, compreender-se-á claramente que o autor não considera essa obra como o Alfa e o Ômega, ou o máximo do conhecimento oculto. Embora tenha por título “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, deseja o autor salientar com firmeza que essa filosofia não deve ser entendida como uma “crença entregue de uma vez para sempre” aos Rosacruzes pelo fundador da Ordem ou por qualquer outro indivíduo. Convém enfatizar que essa obra encerra apenas a compreensão do autor sobre os Ensinamentos Rosacruzes relativos ao mistério do mundo, revigorados por suas investigações pessoais nos mundos internos, a respeito dos estados pré-natal e pós-morte do ser humano, etc. O autor tem plena consciência da responsabilidade em que incorre quem, bem ou mal, guia intencionalmente a outrem, desejando ele se precaver contra tal contingência e, também, prevenir aos outros para que não venham a errar.

O que nessa obra se afirma deve ser aceito ou rejeitado pelo leitor segundo o seu próprio critério. se pôs todo o empenho em tornar compreensíveis os ensinamentos e foi necessário muito trabalho para poder expressá-los em palavras de fácil compreensão. Por esse motivo, em toda a obra se usa o mesmo termo para expressar a mesma ideia. A mesma palavra tem o mesmo significado em qualquer parte. Quando pela primeira vez o autor emprega uma palavra que expressa determinada ideia, apresenta a definição mais clara que lhe foi possível encontrar. Empregando as palavras mais simples e expressivas, o autor cuidou constantemente de apresentar descrições tão exatas e definidas quanto lhe permitia o assunto em apreço, a fim de eliminar qualquer ambiguidade e para apresentar tudo com clareza. O Estudante poderá julgar em que extensão o autor logrou o seu intento. Entretanto, tendo-se esforçado o possível para sugerir as ideias verdadeiras, se considera também na obrigação de se defender da possibilidade de a obra vir a ser considerada como uma exposição literal dos Ensinamentos Rosacruzes. Sem essa recomendação esse trabalho teria mais valor para alguns Estudantes, mas isto não seria justo nem para a Fraternidade nem para o leitor. Poder-se-ia manifestar certa tendência para atribuir à Fraternidade a responsabilidade dos erros que nesse trabalho, como em toda obra humana, possam ocorrer. Daí a razão dessa advertência.

Max Heindel

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Na educação das crianças é aconselhável que os pais procurem uma leitura astrológica das potencialidades da criança para inibir as tendências prejudiciais e fortalecer as benéficas. Isso valerá a pena? Não será necessário e fundamentalmente benéfico que a criança passe pelas situações e experiências assim chamadas adversas? A natureza espiritual não se fortalece quando elas são superadas? Uma virtude adquirida não é melhor do que a inocência ou a pureza conseguida por meio da fuga?

Resposta: Não, não aconselhamos os pais a pedir uma leitura astrológica para seus filhos. Aconselhamos que estudem a Astrologia Rosacruz para que sejam capazes de estudar e ler os horóscopos de seus filhos. Fazemos isso porque, embora astrólogos estranhos à família, profissionais ou não, possam ser muito mais competentes que os pais na leitura dos horóscopos das crianças, falta-lhes o interesse vital profundo e a simpatia que guiarão intuitivamente os pais a uma compreensão muito maior daquilo que está contido nessa pequena forma, o que nunca poderá ser alcançado por um estranho.

Os pais ressaltarão muito mais os fatos revelados pelo horóscopo da criança quando puderem interpretá-los por si mesmos, vendo-os representados numa forma simbólica, do que quando esse horoscopo é simplesmente registrado numa página para ser lido. Os pais que conhecem a Astrologia Rosacruz estarão muitos mais aptos e qualificados, graças a um discernimento mais profundo, a ajudar a criança a desenvolver as boas tendências e a evitar as armadilhas reveladas pelas más inclinações. Nosso correspondente pergunta, em seguida, se isso vale a pena e se não seria melhor para a criança deixá-la enfrentar as dificuldades e passar pelas experiências adversas que o horóscopo mostre. Não, absolutamente.

O que pensaríamos do capitão de um navio que iniciasse uma viagem desprovido de mapas e de uma bússola por achar muito melhor aprender pela experiência do que evitar rochedos e bancos de areia já descobertos e reproduzidos em mapas por outros? Nós o qualificaríamos de imprudente, e ficaríamos surpresos se ele não despedaçasse o seu navio de encontro aos rochedos. Se cada um de nós se recusasse a valer-se da experiência dos outros contidas em livros e em relatos, e do conhecimento geral atualmente disponível no mundo, quão limitada seria a experiência individual. O mundo cometeria os mesmos erros vezes sem conta.

A mesma situação se repete em nossas escolas, se compararmos os alunos aos mecânicos treinados manualmente. O aluno ou a aluna de mecânica que vai para uma oficina e aprende somente pela prática a executar o seu trabalho, pode se tornar, razoavelmente, hábil em sua tarefa durante o tempo que um outro despende numa escola técnica, mas, quando o aluno ou a aluna de mecânica se gradua e é admitido na oficina, não somente compreende rapidamente o que o primeiro aprendeu pela experiência, mas logo o ultrapassa. Assim é a experiência universal em todos os aspectos e departamentos da vida. Ao acrescentarmos a experiência prática dos outros, contida em livros e ensinada nas escolas, à nossa experiência, adquirimos um conhecimento muito mais vasto do que poderíamos obter por qualquer outro meio.

Dá-se o mesmo na Escola da Vida, no que se refere à ética e à moral. Se alguém, interessado em nós e conhecedor dos nossos pontos fracos estiver capacitado a nos fornecer o treino necessário, nos incentivar no aspecto particular da moral e da ética, se prontificando a nos ajudar, poderá refrear o nosso impulso quando estivermos prestes a cair de cabeça em um abismo. Ajudará a nós a adquirir as mesmas faculdades e qualidades, mas de maneira bem diferente da que teria sido, se fôssemos deixados entregues à nossa própria sorte, forçados a aprender pela experiência. Com esses esclarecimentos, podemos progredir no Caminho de Evolução de forma muito mais eficiente, do que se tivéssemos que aprender somente mediante nossos próprios erros e sofrimentos.

Se verificarmos no horóscopo de uma criancinha uma tendência à bebidas alcoólicas, e a levarmos durante os anos de sua infância, quando a natureza é compreensiva e sensível, a lugares onde outras pessoas estão se degradando, a lares onde as criancinhas estão sendo maltratadas ou até abandonadas por um pai bêbado, ou a qualquer outro lugar onde uma lição objetiva sobre esse assunto possa despertar o sentimento da criança, teremos oportunidade de instilar nessa criança ser uma aversão pela bebida alcoólica que perdurará por toda a sua vida e o conservará no caminho certo em relação a esse vício. A criança terá aprendido a lição tão bem por meio dos sofrimentos de outros, como se tivesse ela mesma passado pelas dificuldades. Dessa forma, o objetivo terá sido alcançado.

Além disso, os pais ou responsáveis que tiver prestado à criança tão maravilhoso serviço, acumulou para si um tesouro no céu, cujo valor ultrapassa tudo quanto as palavras possam expressar. Por essa razão, continuamos a insistir junto aos pais e responsáveis que estudem a Astrologia Rosacruz e a apliquem na educação infantil. Usando nosso sistema simplificado, torna-se fácil resolver a parte matemática, e a leitura não se torna difícil, quando o amor aponta o caminho.

 (Pergunta nº 120 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Maternidade

Apesar das tentativas em menosprezar a maternidade é caracterizada como algo enfadonho; essa quando analisada sob a luz dos Ensinamentos Rosacruzes é um dos atos mais nobres a que uma mulher pode aspirar além de ser um dos mais importantes a que possa se submeter.

As responsabilidades e os privilégios da maternidade, se encarada com reverência e seriedade, pode ser uma das experiências mais gratificantes no plano físico, além de proporcionar grande crescimento anímico, crescimento da alma da pessoa.

A mãe providencia o veículo inicial que irá ser utilizado pelo Ego que está a caminho do renascimento. Ela, mais do que qualquer outra pessoa, está em condição de determinar o ambiente no qual a criança cresce e as influências a que está sujeita durante os seus anos de desenvolvimento. Os veículos em formação da criança se desenvolverão de acordo com o tratamento e as atitudes que a mãe teve para com os seus próprios veículos físico, emocional e mental (Corpo Denso, Corpo de Desejos e Mente, respectivamente).

Sob a luz dos Ensinamentos Rosacruzes, tentativas de conceber somente deveria ser feita quando as linhas de forças astrais (Sol, Lua e Planetas) estiverem favoráveis. A energia criadora deve ser canalizada para a atividade mental.

Jamais utilizada para se obter prazer. Do ponto de vista astrológico, existem duas condições importantes a serem consideradas se desejamos que um Ego renasça sob condições harmoniosas. Em primeiro lugar os pais devem possuir afinidades, e em segundo a concepção deve ocorrer quando as forças astrais estiverem em relação harmoniosa indicada no horóscopo dos pais. Por “relação harmoniosa”, não queremos dizer presença de Trígonos, Sextis ou Conjunções benéficas, mas também equilíbrio entre as dissonâncias.

Apesar de ser verdade que a “Queda do Homem” teve como causa a má utilização do ato criador, não devemos esperar que este ato seja retificado somente pela concepção sob condições astrais favoráveis. A Humanidade tem se desenvolvido consideravelmente desde aquela época, sendo que as necessidades do ser humano moderno são maiores.

Existe uma verdade na Astrologia Rosacruz que infelizmente é ignorada por muitas pessoas: um horóscopo não pode prometer mais do que é inerente a sua natureza. Consequentemente devemos nos perguntar: qual é o valor de verificarmos condições astrais favoráveis se ao mesmo tempo não avaliamos o nosso estágio físico, mental e espiritual? Se tais atributos são pobres independente da natureza das condições astrais, os resultados não são satisfatórios. Dessa forma se desejamos conceber crianças saudáveis, não devemos atentar somente para as condições astrais, mas também nos purificarmos o melhor que pudermos. Assim, quando as condições internas indicadas pelas posições astrais sejam favoráveis, podemos esperar a concepção de Egos qualificados. Como a maior parte da Humanidade não alcançou um estágio evolutivo considerável, é óbvio que uma vida de celibato é algo difícil de se esperar. Como consequência, a maioria das crianças continua sendo concebida em momentos indevidos.

Uma vez ocorrida a concepção – deliberadamente ou não – a primeira obrigação dos pais é para com a criança. Ambos são responsáveis pelo Ego que está a caminho do renascimento. Conveniente ou não os pais devem procurar desempenhar tal tarefa da melhor maneira possível, não somente por causa do Ego que está para renascer, mas também por seus próprios futuros. A tranquilidade com a qual a gravidez é muitas vezes interrompida, por conveniência, é repreensível, e os envolvidos incorrerão em pesados débitos do destino.

A síntese da maternidade se encontra em Maria, a mãe de Jesus. No Cristianismo Popular, ela é reverenciada como uma Virgem Imaculada de pureza inviolável. O Cristianismo Esotérico também a reverencia pela sua pureza e espiritualidade, porém relata que a “concepção imaculada” se refere ao fato de que Maria e José, dois seres que possuem elevadas Iniciações, foram capazes de realizar o ato criador sem paixão, somente com o propósito de fazer com que um Ego conhecido como Jesus, renascesse na Terra. Jesus, cuja missão era desenvolver o seu Corpo Denso e seu Corpo Vital para ser usado por Cristo, foi sem dúvida o ser humano mais puro e desenvolvido espiritualmente. A mãe dele também teve que se purificar, pois somente assim seria capaz de gerar um ser tão nobre. Assim sendo, uma vida pura, vivida sob os ditames das Leis de Deus, é o melhor preparo para a maternidade. Quanto mais experiência a mãe adquire ao procurar dar o melhor tratamento possível aos seus veículos, mais capaz ela será de trabalhar com a criança. Certamente, não importa que direção a vida tenha tido nos anos anteriores à concepção; tão logo uma mulher tome consciência de que está grávida, é de sua responsabilidade se esforçar para ter bons pensamentos e praticar atos que beneficiem seu futuro filho.

Hábitos Nocivos

Estudos científicos têm revelado que os maus hábitos como fumar tabaco ou afins, tomar bebidas alcoólicas e utilizar drogas causam danos consideráveis ao feto em desenvolvimento. Felizmente a ciência material está ajudando a convencer as mulheres que desejam ser mães, a mudar seus comportamentos. Parece que o bom senso é o suficiente para mostrar que esses hábitos são perigosos tanto para o feto quanto para a mãe.

A mesma coisa vale para os alimentos que a mãe consome, particularmente no período da gestação. Uma dieta rica em nutrientes ajuda a realizar o seu trabalho de forma eficaz, além de fornecer um melhor material para a construção dos veículos do Ego que está a caminho.

Ao contrário, uma dieta pobre formada basicamente de produtos refinados, doces, carnes, embutidos e outros elementos nocivos, prejudica ambos os Egos.

Ambiente Harmonioso

Igualmente importante são os pensamentos que a mãe dirige para a criança. O tempo de retorno à Terra é, particularmente, difícil para um Ego. Ele deixa a segurança e a harmonia dos Mundos espirituais e retorna ao tumultuado e doloroso Mundo Físico. Não importa quanto ansioso esteja por vivenciar as experiências terrestres; o “se envolver na matéria” não pode ser indeciso. Qualquer ajuda que o Ego receba nesse momento, que o faça se sentir amado e desejado, será de um valor incalculável. Se ele sente que a família em que irá nascer e, particularmente, os seus pais estão preparados para recebê-lo de braços abertos, as vicissitudes da vida futura tendem a se tornar mais amenas. Talvez até, seja mais verídico para um Ego que está para renascer do que para aquele que tenha estado de algum modo preso à Terra, que a presença do amor diminua o peso do destino, enquanto a sua ausência aumenta até mesmo os aborrecimentos mais triviais. Importante, também, é a atmosfera em que a mãe se situa. Se a vida da mãe no lar é calma, se ela é rodeada de amor e carinho pelo marido, pela família e pelos conhecidos, se dá valor às questões espirituais, se aprecia a boa música, a natureza, leituras elevadas, e coisas afins, tudo isto se refletirá, não somente em seu estado mental, como também na criança que traz dentro de si. Desarmonia, amoralidade e atividades de gosto questionáveis, penetram na consciência da mãe e perturbam não só a sua serenidade, como também a da criança.

O Ego e as Leis

A Fraternidade Rosacruz evidencia que tanto a Lei de Consequência quanto a Lei de Atração determinam o lugar em que o Ego irá renascer, assim como a família e o ambiente em que irá viver.

Relacionamentos inimigos em vidas passadas perduram até o momento em que estes sejam solucionados com amor. Isso explica os antagonismos tão comuns entre membros de uma família. Às vezes há o antagonismo entre mãe e filho, desde o começo. Esse é o caso de dois Egos que estão tendo a oportunidade de reconciliarem-se. Tal situação requer sabedoria e boa vontade por parte da mãe, sentimentos que se refletem na criança que ela educa.

Por outro lado, relações harmoniosas entre membros de uma família, é o resultado da boa conduta que os envolvidos tiveram em vidas passadas. A Lei de Consequência irá determinar de que forma o Ego, que está para renascer, irá viver. A falta de cuidado que teve com os seus veículos em vidas passadas resulta em veículos fracos na atual existência. Os débitos do destino indicam que o Ego irá ser privado de algo.

As Leis de Deus não podem ser infringidas e as lições têm que ser aprendidas, muitas vezes, sem a ajuda da mãe, que se verá impossibilitada de aliviar o sofrimento que a criança tem que enfrentar.

Se, o Ego tem que passar a sua existência em um veículo debilitado, a mãe tem a prerrogativa e até mesmo o dever de lhe ensinar as regras de higiene e alimentação, que o capacitarão a utilizar, da melhor maneira possível, o veículo que possui atualmente. Os pais podem não dispor de recursos materiais suficientes para oferecer à criança, porém devem se doar, lhe transmitindo amor e confiança. Agindo dessa forma, moldarão a criança aos mais elevados padrões morais, além de fazer com que se torne um ser humano autossuficiente e confiável.

A Astrologia Rosacruz como um recurso

Uma vez que a criança nasceu, convém que a mãe verifique o horóscopo natal da criança o quanto antes. Será bom que procure adquirir conhecimentos suficientes de Astrologia Rosacruz a fim de que possa interpretar o horóscopo. Caso contrário, a interpretação do horóscopo da criança, feita por um verdadeiro Astrólogo Rosacruz qualificado, poderá ser devidamente estudada. As configurações astrais, quando a criança respira pela primeira vez, revelam as debilidades ou fortalezas com que o Ego está retornando à Terra, características que são determinadas conforme os atos praticados nas últimas existências.

Conhecendo os pontos fortes e fracos a que sua criança está sujeita, a mãe deve orientá-la devidamente nos seus primeiros anos de vida a fim de que o Ego evolua. Caso perceba que a criança é propensa à indulgência sensual, uma ênfase na moderação é fator importante. Porém se tende a ser hostil para com os demais, a mãe poderá fazer com que a criança conviva com os seus amigos, auxiliando-os quando necessário.

Se há uma inclinação para a supremacia material ou prestígio intelectual, deve-se procurar explicar à criança a sua natureza espiritual, sendo que tal entendimento é de extrema importância.

Educação

Cabe lembrar que o conhecimento adquirido pelas crianças nos planos superiores ainda está latente e que o ceticismo, cinismo e ilusão do Mundo Físico estão desconhecidos.

Uma educação baseada nos conhecimentos da Filosofia Rosacruz, que é Cristã Esotérica, será de incomensurável valor, fazendo com que as crianças se tornem adultos capazes de conduzir suas próprias vidas.

Os preceitos básicos da Filosofia Rosacruz e particularmente o conceito de Fraternidade Universal e Amor podem ser ministrados desde a mais tenra idade. Como as crianças não são críticas, mas muito imitativas, as atitudes e hábitos dos que estão próximos, em particular da mãe, exercem nelas uma influência considerável.

Assim sendo a mãe deve ser cuidadosa a respeito da sua própria expressão, mesmo quando perceba que a criança não a está observando. Não deve ter medo de expor suas experiências de vida, procurando sempre demonstrar confiança e otimismo frente a criança. Também deve se esforçar por viver uma vida de pureza, procurando transmutar os impulsos de sua natureza inferior. É óbvio que a paciência é um fator de extrema importância a cultivar, caso a mãe ainda não a tenha adotado.

Até no ambiente familiar mais afável, os problemas para manter um lar, uma família, cuidar dos filhos e demais afazeres, estressam a mulher. Porém é nessa hora, que o seu desenvolvimento e compreensão a ajudam, pois as forças superiores estão sempre prontas para auxiliar a quem pede orientação e proteção.

O desenvolvimento dos veículos

O Corpo Denso da criança se desenvolve principalmente nos primeiros sete anos de vida, sendo que nesse período a criança é muito curiosa. A mãe pode canalizar esta energia de modo que contribua para o desenvolvimento da criança, bem como para o seu futuro autocontrole e autoconfiança.

É certo que é difícil ser razoável com a criança nessa idade; caso não responda favoravelmente às sugestões de comportamento alternativo, a disciplina se faz necessária, sendo muito mais eficiente do que dizer muitos “nãos”. O tipo de disciplina que a mãe fornece para a criança, mais uma vez, demonstra o seu nível de desenvolvimento. O castigo corporal, a ira, a raiva, os gritos e coisas afins servem apenas para reprimir emoções ou reforçar o senso de superioridade sobre a criança. O efeito é totalmente negativo!

Se a disciplina se faz necessária, a negação de favores e a não concessão de privilégios, se torna mais eficiente. Tal política irá conscientizar a criança a respeito de sua conduta, com toda certeza.

Outra responsabilidade da mãe durante esse período é submeter a criança ao som e ritmo da boa música (com melodia, harmonia e ritmos elevados). Tudo o que existe no Universo é criação do Mundo Cósmico. Apesar de não podermos ouvir a música das esferas, podemos trabalhar os Corpos (Denso, Vital de Desejos) e a Mente da criança através da música terrena.

As cantigas de ninar possuem um ritmo maravilhoso. Quanto mais uma criança aprende a falar e a cantar, e quanto mais música é incorporada ao seu dia a dia, mais fortes e sadios serão os seus veículos nos anos futuros.

Crianças que possuem menos de 14 anos, ainda são uma parte de seus pais, pois na Glândula Timo está armazenada a essência do sangue dos pais, que a criança utiliza para gerar o seu próprio sangue no período da infância. A Glândula Timo é maior antes do nascimento, sendo que diminui à medida que a criança cresce.

Por volta dos 14 anos o Ego já está apto a gerar o seu próprio sangue. Aqui começa a ter identidade própria.

A Visão Etérica

É uma pena que a maioria das mães, atualmente, não possuam habilidade e nem condições de entender as brincadeiras de suas crianças com seus “amigos invisíveis”. É muito comum as crianças terem visões etéricas, verem Gnomos, Duendes, Ondinas, Fadas e Anjos e insistirem que o seu companheiro invisível a acompanhem. Elas não estão inventando estórias. “Amigos invisíveis” são entidades reais e fazem parte das brincadeiras das crianças. A mãe, que é compreensível, entende isso, mesmo não estando consciente da presença de tais entidades. A imaginação ocupa um lugar importante na vida da criança. Da imaginação surge a criatividade, e sem imaginação uma vida criativa não é possível. A mãe que permite que a criança passe horas em frente de uma televisão, de um computador, de um celular, de um jogo eletrônico, que lhe oferece uma grande quantidade de brinquedos (especialmente os que estão prontos, elétricos ou eletrônicos) sem lhe dar oportunidades de criar suas próprias brincadeiras, está fazendo com que a criança não adquira capacidade suficiente para lidar com os problemas que venham ocorrer no futuro. Mães que incentivam a criatividade em seus filhos, jamais ouvem deles frases do tipo: “estou aborrecido” ou “não tenho nada para fazer”.

A Segurança do Amor

Em tudo o que a mãe faça, o objetivo principal deve ser o amor, a compaixão e a compreensão o que, com certeza, será muito benéfico para a criança em formação. Não é fácil ser criança. As restrições a perseguem e tudo parece estar contra ela. Existem mais coisas que precisam ser disputadas e aprendidas do que aquelas que ofereçam satisfação. Logo, a certeza de que está segura no amor materno, a paciência e a compreensão tornarão o processo educativo da criança muito mais fácil, além de transmitir a autoconfiança que será de grande valor nos anos posteriores.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sugestões Vegetarianas para Controlar os Níveis do Ácido Úrico

Todo mundo sabe que para viver é preciso, em primeiro lugar, respirar; em segundo, beber e em terceiro comer.

A nutrição de uma criança é uma coisa; a alimentação de um adulto é outra; e o sustento de uma pessoa idosa é muito outra!

Uma pessoa idosa precisa se alimentar para reparar os desgastes orgânicos que são inevitáveis.

Como uma pessoa idosa, em geral, não tem grandes atividades, a reparação dessas energias não é tão dispendiosa como no caso de um adulto.

Assim, adeque sua alimentação à sua idade!

PARA CONTROLAR O ÁCIDO ÚRICO
O ácido úrico se forma em nosso organismo como resultado do metabolismo das purinas, que são tipos de proteínas encontradas em diversos alimentos.
Parte desse ácido é eliminada pelos rins através da urina e outra parte permanece circulando no sangue.
Porém, há muitos fatores que podem fazer com que os níveis de ácido úrico se elevem o que é prejudicial para a saúde, tais como a capacidade dos rins de eliminar a produção extra do fígado, excesso de proteínas, entre outros.
O excesso de ácido úrico é caracterizado por inchaço, inflamação, dor e sensibilidade nas juntas.
Pode afetar as articulações dos pés, base dos dedos, joelhos, tornozelos, pulsos e dedos das mãos.
A análise do ácido úrico pode ser feita através do exame do sangue ou de urina.
O exame de ácido úrico, normalmente, é pedido pelo médico quando o paciente apresenta dor nas articulações ou quando existem suspeitas de doenças mais graves, como lesão renal ou leucemia.
DIETA REDUTORA DE ÁCIDO ÚRICO
Grupo -1  Alimentos não recomendados
Nenhuma carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins), alimentos ricos em açúcar refinado, como bolos, doces, refrigerantes e sucos industrializados
Grupo – 2Alimentos de uso moderado
LeguminososFeijão, sopa, grão de bico, ervilha, lentilha
VerdurasAspargo, cogumelo, couve-flor, espinafre
Cereais integraisTodos, a exemplo de arroz integral, trigo em grão, centeio
OleaginososCoco, nozes, amendoim, castanha de Pará, castanha de Caju
Grupo – 3Alimentos recomendados
GeraisLeite, chá, café, chocolate, queijo branco, manteiga
CereaisPão, macarrão, sagu, fubá, tapioca, araruta, arroz, milho
VegetaisLegumes e verduras, exceto as incluídas no Grupo 2.
DocesAçúcar e doces com açúcar mascavo ou mel
FrutasTodas, inclusive sucos naturais.
Outras recomendações.
Recomenda-se a ingestão de líquidos em grande quantidade. O sal pode ser utilizado, porém com moderação.
As bebidas alcoólicas devem ser retiradas por completo.
A redução de peso é útil.
Evitar o stress físico e psíquico.
Siga corretamente as instruções de seu médico.

Algumas dicas gerais e importantíssimas para a sua saúde física:

  • Prefira sempre usar o azeite de oliva extravirgem de boa qualidade.
  • Aproveite ao máximo os alimentos integrais, que hoje em dia encontram-se espalhados pelo mercado: arroz, farinha de arroz, trigo, macarrão sobá, etc.
  • Inicie as principais refeições com uma salada crua. Há muita coisa que pode ser ralada e comida crua: cenoura, beterraba, nabo, rabanete, couve-flor e abobrinha. Varie todos os dias, juntando vegetais cortados (alface, escarola, pepinos, pimentão, agrião, ele.). São admitidas muitas variações. Prepare-as com limão, azeite ou óleo e pouco sal – ou com alga em pó. Além de ricas, estas saladas iniciais cortam parcialmente a fome das pessoas que desejam emagrecer sem carências.
  • Evite as frituras, sempre que possível, evite também condimentos e refogados apurados. Os melhores estimulantes do apetite devem ser o exercício físico e uma mesa bem-posta, com pratos bem arranjados, em ambiente harmonioso.
  • É melhor comer as frutas entre as refeições, uma de cada espécie por vez. Elas não combinam bem com as verduras.
  • Não é aconselhável tomar-se líquidos nas refeições. Se você já estiver acostumado, beba chá aromático quentinho (de anis estrelado, erva-doce, hortelã, etc.). Tome água até meia hora antes ou duas horas após as refeições.
  • Há um suco digestivo para cada classe de alimentos. A mistura de certos sucos é incompatível. Portanto, é melhor que se usem poucos pratos em cada refeição, variando sempre, em vez de muitas misturas numa só mesa.
  • O leite e seus derivados enriquecem o regime alimentar. Prefira o queijo fresco ao mais forte. A coalhada caseira é muito salutar e prolonga a vida, por sua ação benéfica aos intestinos.
  • É importantíssimo que seus intestinos funcionem duas vezes por dia. A prisão de ventre é removida naturalmente com o regime vegetariano e o uso da coalhada caseira com ameixas pretas, ao levantar-se e ao deitar-se.
  • Habitue seus intestinos a funcionarem em hora certa. Isso evita protelar a evacuação, o que provoca a reabsorção dos líquidos, causando prisão de ventre, com seus prejuízos.
  • Alimentos oleosos devem ser usados de preferência no inverno.
  • Não cozinhe demasiadamente os alimentos, para que não percam o valor nutritivo. Procure conhecer os tempos de cozimentos.
  • Viva de acordo com seu organismo e aprenda a sentir reações e avisos.
  • Coma com calma. Evite nervosismo à mesa. Mastigue bem os sólidos e insalive os líquidos. Quando estiver ingerindo leite e pão, mastigue primeiramente o pão e depois tome e insalive o leite, para que a digestão seja completa.
  • Os alimentos que contêm muita água (batatas, verduras) devem ser cozidos ao vapor, com um mínimo de água e em fogo baixo.
  • Evite o abuso de massas e doces. Reduza-os com a idade.
  • Não cozinhe com raiva ou depressão. Os alimentos ficam impregnados pelo estado emocional de quem os prepara. Execute esta tarefa com todo o amor e alegria.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A criança não herda o sangue e o Sistema Nervoso dela dos pais? Se assim for, não herdará as doenças e os distúrbios nervosos também?

Resposta: No embrião, situada no peito, entre os dois pulmões, e por trás do osso esterno, há uma Glândula chamada Timo que apresenta um tamanho maior durante o período de gestação; porém, gradualmente, ela é substituída por um tecido adiposo à medida que a criança cresce e se aproxima dos quatorze anos, quando os ossos estão devidamente formados. O desenvolvimento dessa Glândula tem causado perplexidade à ciência quanto ao seu uso e, poucas teorias foram apresentadas para explicá-la. Entre essas teorias uma é que ela fornece o material necessário para a fabricação dos glóbulos vermelhos, até que os ossos estejam devidamente formados na criança para produzir seus próprios glóbulos sanguíneos. Essa teoria está correta.

Durante os primeiros anos, o Ego não está plenamente de posse de seu Corpo Denso e, nós reconhecemos que a criança não é responsável por seus atos até os sete anos, aproximadamente, condição essa que se estende até por volta dos quatorze anos. Durante esse tempo, nenhuma responsabilidade jurídica ou legal por seus atos recairá sobre a criança e, assim deveria ser, pois o Ego só pode atuar adequadamente no sangue que ele mesmo produz. No período em foco, no corpo da criança, o estoque de sangue é fornecido pelos pais, por meio da Glândula Timo; consequentemente, a criança não pode ainda ter domínio sobre si mesma. Eis o motivo pelo qual nos primeiros anos as crianças não falam tanto de si mesmas como “Eu”, mas se identificam com a família; elas se intitulam como a filhinha do papai e o filhinho da mamãe. A criança dirá “Maria quer isso” ou “João quer aquilo”. Mas tão logo elas alcancem o período da puberdade e comecem a fabricar seus próprios glóbulos sanguíneos, ouviremos, então, o menino ou a menina dizer: “eu” farei isso ou “eu” farei aquilo. A partir desse momento, elas começam a afirmar sua própria identidade e a se desvincular da família.

Então, vemos que durante a infância tanto o sangue como o Corpo Denso são herdados dos pais e, assim, as tendências para as enfermidades são também transmitidas, mas não as doenças propriamente ditas e sim as tendências. Após os quatorze anos, aproximadamente, quando o Ego manifestado começa a fabricar seus próprios glóbulos sanguíneos, fica dependendo de si mesmo a manifestação ou não dessas tendências na vida dele.

(Pergunta nº 31 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Segredos para uma Educação Feliz

A educação nunca foi tão universal e tão popular como em nossos dias. É a época áurea do conhecimento. Parece que a aquisição de bens intelectuais, acumulados durante anos e anos, tem sido revelada na atual geração. Como uma necessidade econômica e cultural, a educação é universalmente reconhecida. Cada um de nós, para conquistar um ideal, precisa abeberar-se na fonte do conhecimento e chegar até a formar peregrinações aos patronos da educação.

Conquistar é adquirir. O sábio fala que bem-aventurado é o indivíduo que adquire o conhecimento. Bem-aventurado, porque conquista um ideal, um conhecimento, uma sabedoria, algo mais valioso que os rubis; “e tudo o que pode desejar não se compara a ela”, continua o sábio.

E toda criança e todo jovem aspira por um ideal. Todos lutam pela sublimidade. Qual a pessoa que não tem um ideal a alcançar?

Há tempos travei uma conversa com dois jovens estudantes. Jovens de bela aparência e de grande inteligência, filhos de excelentes famílias. Nossa conversa enveredou-se para o fator da conquista dos seus estudos. Um estudava para ser médico, o outro desejava ser odontologista. Profissões nobres e liberais.

O que estudava medicina disse que se sentiria feliz quando chegasse ao término de seus estudos e poder ser chamado médico. “Aprecio, imensamente, a arte de curar. Meu anelo é ser um bom médico.”.

O estudante de odontologia, aspirando ser, no futuro, o maior dentista, declarou satisfeito: “O dia em que eu receber meu diploma, serei o homem mais feliz da Terra. Abracei esta carreira e dela faço o meu ideal”.

Quão bela é a luta pelo ideal, porém mais bela é a conquista! Como esses dois jovens, assim são muitos outros. E agora surge a pergunta: Estamos ajudando os meninos e as meninas na luta pelo ideal? Estamos guiando nossos filhos na conquista de um ideal, que os enobreça e que os faça felizes?

O mundo se orgulha com a grande Via-Láctea de guias educacionais que possui, mas são eles, verdadeiramente, os agentes que Deus determinou para ajudarem nossos filhos na conquista do ideal? Aquele que coopera com o propósito divino…, e ao lhe moldar o caráter em harmonia com o Seu (Deus), realiza uma elevada e nobre obra.

Se há algo de belo é o ideal pelo que é nobre, sério, edificante e elevado. É lindo ver-se um jovem batalhando pelo ideal.

Três operários preparavam pedras para a construção de um grande templo.

Aproximei-me do primeiro e perguntei-lhe, fitando-o com simpatia:

— Que estás fazendo, meu amigo?

— Preparo pedras. — respondeu-me secamente.

Encaminhei-me para o segundo, e interroguei-o do mesmo modo;

— Trabalho pelo meu salário! — foi a resposta.

Dirigi-me, então, ao terceiro e fiz a mesma pergunta com que já havia interpelado os outros dois:

— Que estás fazendo, meu amigo?

O operário, fitando-me cheio de alegria, respondeu com entusiasmo:

— Pois não vê? Estou construindo uma catedral!

Reparem no modo tão diverso como cada operário cumpria o seu dever. O primeiro desobrigava-se de uma tarefa para ele material e grosseira; o segundo não visava senão o dinheiro a receber pelo trabalho e o terceiro contemplava o ideal. Felizes são os que lutam e sofrem por um grande ideal.

Num tempo como este parece não ser próprio e adequado, mas imperativo que façamos um inventário de nosso programa educativo e seu produto. É preciso fazer-se um estudo minucioso quanto a nossas atitudes e interesses para com o rebanho que Deus nos tem confiado. Mais elevado que o pensamento humano pode atingir é o ideal de Deus para com Seus filhos.

Que devemos fazer para ajudar os meninos e meninas na conquista do ideal? Damos a seguir uma lista de fatores, embora não seja completa:

  1. Viver o que ensinar;
  2. O companheirismo;
  3. Manifestar confiança;
  4. Sugerir com poder;
  5. Conseguir a cooperação;
  6. Mostrar interesse;
  7. Citar experiências;
  8. Usar ilustrações;
  9. Estimular coragem e iniciativa;
  10. Ajudar fazendo.

A galeria das pessoas que lutaram pela conquista de um ideal é grande. Nela encontramos Osvaldo Cruz, o médico que salvou o Brasil; Florence Nightingale, a benção da enfermagem mundial; Kreisler, dedicou grande parte de seu tempo à procura de um violino cujo som não parecesse deste mundo; Colombo, o mais arrojado navegante; Pasteur, o pai da bacteriologia; Jenner, o inventor da vacina; Jesus, o dominador do coração da humanidade; Paulo de Tarso, o zeloso pelas doutrinas de sua época; e muitos outros.

Se você ama seu filho, sua filha ou uma criança que está sob sua responsabilidade ou com quem você convive, deve ajudá-lo(a) na conquista de um ideal nobre e elevado!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de dezembro de 1969 – Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP)

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