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porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Respeito à Mesa onde se alimenta e a Oração Científica antes das Refeições

É muito recomendável entre nós, Estudantes Rosacruzes, o hábito de orar às refeições. Compreendemos o simbolismo do “pão e do vinho” da Sagrada Ceia: tudo o que resulta como alimento sólido, líquido ou gasoso, do influxo de vida que Cristo deixa em cada ano de Seu sacrifício na Terra, é Seu “sangue que bebemos” e Seu “corpo que comemos”.

Daí a reverência por nós devidos à mesa, pois sabemos que dentro de um alimento, de propriedades químicas, há também a Vida, que é o próprio Cristo.

Eis porque devemos, em conjunto com nossa família, nos habituar a orar às refeições. E para completar o ambiente uma música suave e pura, enquanto todos comem em silêncio ou falando baixinho sobre coisas alegres ou elevadas.

São diversas vantagens ao mesmo tempo: calma ao comer, mastigar bem, reverência e gratidão pelo alimento, bom exemplo aos que nos visitam, formação religiosa dos filhos, dentre outras.

Cada um fará como melhor achar. Podem-se colocar uma música suave e pura (não emocional) uns 5 minutos antes das refeições. Se você estiver só, então, faça mentalmente tal oração, o mais discreto possível, de preferência sem ninguém ao seu redor atentar para esse ato (tudo o que você não precisa nesse momento é de pensamentos e desejos inferiores dirigidos a você!). Quando se está em família, recomenda-se aos filhos (uma vez mais, pois a repetição faz o hábito) para comer devagar, insalivando e mastigando bem, explicando a razão científica; faz-se a seguinte oração, pausadamente, acompanhada mentalmente pelos demais:

PRECE ÀS REFEIÇÕES

Nós Te agradecemos SENHOR, por esse alimento.

Por ele, em qualquer tempo e lugar, a Santa Ceia se repete novamente, pondo-nos em comunhão com TEU CORPO e TEU SANGUE.

Abençoa, pois, a nossa refeição e ajuda-nos a assimilar a vida, que é a TUA VIDA compenetrando tudo, bem como a santificá-la, empregando-a no que seja realmente verdadeiro, belo e bom a serviço da humanidade.

Também TE pedimos SENHOR, por todos os que abusaram de TUAS dádivas e hoje, sob a Lei de Causa e Efeito, não tem o que comer.

Assim seja!!

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Johann Sebastian Bach – um deus da Música

“Desde o dia em que se reconheceu a grandeza de J. S. Bach, tudo o que era grande em sua época converteu-se em menos de nada”- Romain Rolland

Nasceu no dia 21 de março de 1685 em Eisenach, na Província da Turíngia (Alemanha) e faleceu no dia 29 de julho de 1750, em Leipzig, vivendo 65 anos.

Exemplo singular de herança musical em muitas gerações, tornando-se a palavra Bach sinônimo de músico, em diferentes regiões onde residiram esses efeitos de Deus nascidos para glorificar a mais bela e encantadora de todas as Artes.

A produção deste gênio ímpar da História da Música ocupa sessenta volumes da famosa sociedade Bach (Bach Gesellschaft), sem contar as inúmeras partituras que se perderam ou que foram utilizadas como papel de embrulho pelos tarados mentais daquela época remota, que nem perceberam a imensa grandeza desse homem que viveu paupérrimo, terminando cego e olvidado, na simplicidade de seu lar abençoado, cercado de seus vinte filhos e da esposa talentosa que posteriormente escreveu “A Vida de Bach”, livro capaz de despertar a admiração dos menos curiosos, repleto de ensinamentos morais que dignificam o ser humano estimulando as gerações futuras para admiração dos grandes vultos da Humanidade. Essa mulher que se chamou Anna Magdalena Bach, cheia de talento e possuidora de raros predicados morais, também deveria ter um triste fim, pois, acabou na miséria, falecendo num hospital de indigentes, dez anos após a morte de seu marido, em 27 de fevereiro de 1760.

Quase todos os gênios tem uma trajetória semelhante neste mundo, destacando-se como a mais impressionante, a de não serem reconhecidos pelas gerações de sua época. O grande Johann Sebastian Bach não escaparia a ela, pois, logo depois de sua morte, num concurso popular a fim de saberem-se quais os mais destacados músicos da Alemanha daquele tempo, Bach ocupou o sétimo lugar entre os seguintes, na ordem de classificação: Hassel, Haendel, Teleman, J. Gottlieb, Graun, Stolzel e J. S. Bach. Desse grupo só dois nomes apenas resistiram e resistirão como figuras singulares: J. S. Bach e George Frederik Haendel. Também na Música, o tempo é o melhor Juiz das obras dos autênticos valores e a prova desta grande verdade está na “Volta aos tempos de Bach” que as gerações manifestam depois de saturadas de música escrita com “m” microscópico que inunda os países diariamente, não resistindo à ação do tempo, senão efemeramente.

J. S. Bach viveu numa época ainda imersa em profundo atraso, cheia de lutas religiosas, onde os Governantes dirigiam seus tronos como intolerantes déspotas, geralmente impiedosos, além de perseguidores dos autênticos valores intelectuais de seus vassalos.

Além de escrever música em “estilo impróprio”, foi recriminado por ter composto as suas divinas Paixões que “se prestavam mais para concerto de salão do que para o recinto sagrado das igrejas”! O que deu margem a não insistir mais nesse estilo musical, cheio de imensa espiritualidade, capaz de comover até os ateus.

Filho de Johann Ambrosius Bach e de Maria Elisabetha Lämmerhirt Bach ficou órfão de pai em 1694 quando tinha apenas 9 anos; com 10 anos perdeu sua mãe, sendo educado então, por seu irmão Johann Christoph, 14 anos mais velho que J. Sebastian. Esse irmão não foi, entretanto, um bom amigo, pois, revelou verdadeira inveja de J. Sebastian impedindo-lhe copiar as partituras indispensáveis à aprendizagem do futuro gênio.

Graças a sua magnífica voz de soprano conseguiu um lugar de cantor no Colégio São Miguel, em Luneburg, onde recebeu regular ensinamento musical. Depois da mudança de sua voz, tornou-se violinista da Orquestra Eclesiástica dessa cidade.

Viajava a pé distâncias incríveis (mais de 200 quilômetros) por estradas primitivas só para ouvir os grandes organistas da época, como aconteceu em 1705, visitando Lubeck para conhecer o famosíssimo organista sueco Dietrich Buxtehude, Mestre de Capela naquela cidade e o mais célebre de toda a Europa. Foi tal a impressão que Bach teve deste artista que permaneceu ao seu lado cerca de um ano, em vez de quatro semanas. Essa desobediência custou-lhe severa repreensão, tendo estado na iminência de perder seu lugar de organista.

Em 1707 casou-se com sua prima Maria Bárbara que viveu poucos anos, falecendo em 1720. Foi nomeado organista da igreja de Blasiuskirche em Muhlhausen, em 1707. Foi luterano-ortodoxo, tendo-se dedicado quase que exclusivamente à música sacra.

Na época em que viveu o grande gênio, os músicos tinham uma posição social incrível, pois, eram igualados aos criados, sendo obrigados a vestir libré, de colorido espalhafatoso. Só tinham acesso aos palácios e castelos pela porta de serviço destinada aos criados!

Essa miséria moral só acabou muito mais tarde, graças às tremendas reações de Ludwig van Beethoven que obrigou inúmeros nobres e até soberanos, a dobrarem seus joelhos diante do incomparável reformador da música orquestral. W. A. Mozart também deveria pagar com sua própria vida pela sua altivez diante do arcebispo de Salsburg, um dos seus maiores algozes!

Em 1747, recebeu o honroso convite de Frederico, o Grande, que o acolheu com homenagens excepcionais no seu famoso Palácio. J. S. Bach foi acompanhado pelos seus filhos Wilhelm Freidmann e Karl Philipp Emanuel Bach. De um tema dado pelo Rei Frederico, o Grande, J. S. Bach, em espetacular improvisação, transformou-o na famosa Musilalische Opfer (Oferenda Musical) que dedicou àquele celebre soberano, ardoroso protetor dos músicos e virtuosos de grande mérito.

Em 1749, J. S. Bach achava-se virtualmente cego. No ano seguinte, em 1750, ditou sua última composição e faleceu aos 65 anos de idade no dia 29 de julho de 1750, sendo seu leito de morte cercado pelos filhos e esposa que cantaram sua derradeira composição ao som da qual entregou sua grandiosa alma a Deus, que tanto amou durante sua preciosíssima vida, cheia de amarguras entre os seres humanos, porém, repleta de alegria num lar humilde a serviço dos que se destinam a santidade e a admiração sem limites dos grandes vultos da Humanidade.

Seus últimos momentos são dignos de registro e passamos a descrevê-los pelas palavras de sua esposa: “Depois de adormecer no leito de morte, exclamou para seu genro: Christoph vai buscar papel; tenho música na cabeça e desejava que a escrevesses para mim! ”.

Estou diante de Teu trono. É a última música que farei neste mundo. Fazei-me um pouco de música, cantai-me alguma coisa de bela sobre a morte, porque à minha hora chegou”.

Foi então, que sua adorada esposa entoou o coral “Todos os homens têm que morrer” sobre o qual J. S. Bach havia composto um comovente prelúdio. E enquanto cantavam, uma grande paz surgiu no rosto de Johann Sebastian Bach. Estava para além das misérias deste mundo.

O coral que compôs nos últimos instantes de sua vida dizia assim:

Estou diante de Teu trono, meu Deus,

Inteiramente em tuas mãos.

Volta para mim a Tua face cheia de piedade

E não me recuses a Tua graça“.

E assim terminou neste mundo a história da vida de Johann Sebastian Bach… às oito horas e quinze minutos de uma terça-feira, dia 29 de julho de 1750, na cidade de Leipzig, na Alemanha.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – maio/1981 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Essência da Grandeza

Qualquer que seja a nossa posição, temos direito a tudo o que podemos apreciar, apropriar e usar; e sabemos que quanto mais desenvolvemos o poder de apreciar aquilo que tem valor genuíno, mais desenvolvemos o poder de conferir qualidade a tudo o que fazemos; e, ao conferir qualidade adicional a cada pensamento, desejo, emoção, palavra, ato, obra e ação produziremos e nos apropriaremos naturalmente de todas aquelas qualidades das quais continuamos conscientes.

Portanto, é claramente evidente que o poder de aumentar aquilo a que temos direito advém, em grande parte, do aumento da consciência do valor real, bem como da vida real — sendo a vida real, em todos os lugares, a qualidade real; e a consciência da qualidade real e da vida real se desenvolve natural e perfeitamente naquele que vive para viver uma vida grandiosa.

Sabemos que a essência da grandeza está latente em todas as coisas; e aquele que pensa profunda e construtivamente na essência da grandeza, ao pensar nas coisas, abrirá sua Mente ao influxo desse poder que pode produzir grandeza em sua própria Mente. Em resumo, o que ele continua a ver em todas as coisas despertará em seu próprio mundo mental.

Para a Mente que vive na alma do grandioso, do belo e do maravilhoso, tudo é uma inspiração para coisas maiores, melhores e mais maravilhosas. Para tal Mente, todas as coisas têm valor, porque viver na alma das coisas é encontrar o verdadeiro valor que permeia todas as coisas. E, novamente, encontramos ou vemos em todas as coisas que tendemos a desenvolver em nossas próprias Mentes, observando aqui a grande Lei de Deus de que invariavelmente crescemos à semelhança, em Mente e caráter, daquelas coisas em que mais pensamos.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de julho/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos e Astros

Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos

(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau). 

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela. Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição.
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus deste podem modificar a descrição

Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo. (Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e com Aspectos benéficos.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Algumas Correlações do Signo de Virgem

SIGNO: Virgem, a virgem

Virgem-1024x499 Algumas Correlações do Signo de Virgem

QUALIDADE: Comum ou flexível e aplicação conversível das formas básicas de energia.

ELEMENTO: Terra, ou o Corpo. A compilação da experiência na vida para ser utilizada como matéria prima para o crescimento da Alma.

NATUREZA ESSENCIAL: serviço

ANALOGIA FÍSICA: frescura

ASTRO REGENTE: Mercúrio

CASA CORRESPONDENTE: a 6ª Casa corresponde a Virgem.

ANATOMIA ESOTÉRICA: Virgem é a representação do Corpo Vital.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: duodeno, intestino delgado, apêndice, peritônio, mesentério, pâncreas, baço, fígado, veia portal, Plexo Celíaco e útero; geral – aqueles órgãos e estruturas que entram no processo de assimilação dos nutrientes e sua incorporação pelo Corpo Denso.

FISIOLOGIA: Mercúrio, Regente de Virgem, governa os processos fisiológicos da respiração, oxigenação do sangue, sensações em geral, mas especialmente a da visão, audição e paladar; funções da tireoide e das glândulas paratireoides, funções dos órgãos da fala e assimilação dos alimentos no intestino delgado. Mercúrio também tem particular regência sobre as atividades do hemisfério direito do cérebro e da faculdade de equilíbrio e coordenação associados ao mecanismo do ouvido interno.

TABERNÁCULO NO DESERTO: simboliza a Mesa dos Pães da Proposição com suas duas pilhas de pães ázimos, seis pães em cada pilha. Esses pães simbolizam o serviço desinteressado que o Aspirante presta no Mundo e que transforma em matéria prima para o desenvolvimento espiritual. Como nós sabemos que todo desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital, a que Virgem é o Signo do serviço com discernimento, então nós podemos dizer que todo desenvolvimento oculto começa com o serviço judicioso. Ou seja: o serviço é o alimento que nutre a Alma.

CRISTANDADE CÓSMICA: O Sol em Virgem marca o período de preparação para a descida anual do Raio Crístico à Terra, que ocorre quando o Sol cruza para Libra. A aproximação do ano novo espiritual é marcada na Terra pela época da colheita, quando os frutos físicos da Terra são reunidos em depósitos para nos sustentar durante a temporada fisicamente estéril que se avizinha. Da mesma forma, de acordo com o serviço altruísta que realizamos nos dias que se passaram, seremos capazes de colher uma colheita de experiência que poderá ser usada como base para o desenvolvimento espiritual nos dias que virão. Portanto, o período em que o Sol está passando por Virgem pode ser usado para nos prepararmos para receber a bênção do Senhor, santificando-nos por meio da expectativa e da adoração em oração.

MITOLOGIA GREGA: Vulcano foi conhecido como Hephaestus. Hephaestus foi o mestre dos artesãos dos deuses, produzindo todo tipo de maravilhosos e miraculosos equipamentos para sua forja e oficina. Ele reflete o ideal de Virgem do serviço desinteressado, pois sempre o achamos ocupado em fazer algo necessário para os outros deuses.

LIÇÕES A APRENDER: Para alcançar o bem supremo da influência positiva de Virgem e neutralizar o desenvolvimento de traços adversos, deve-se cultivar o controle autoconsciente do envolvimento mental.

A Mente deve ser serva do Espírito, para ser usada de acordo com as necessidades e propósitos desse. Não se deve permitir que a Mente arraste o Espírito consigo para um labirinto de fascinação intelectual. A fé na bondade das coisas deve ser nutrida — a fé de que Deus governa o mundo e de que a verdade sempre triunfará no final.

Quando as asas da inspiração e da imaginação forem adicionadas à Mente, ela será salva da desolação árida do cálculo insensível e dos jogos mentais intermináveis.

REGENTE: Mercúrio, o Planeta que indica o modo de pensar, está no seu lar em Virgem e aqui é capaz de expressar sua natureza essencial com muita força. Deve-se enfatizar que Mercúrio não indica o grau de inteligência de uma pessoa, mas sim a maneira como ela tende a usar sua Mente — como ela tende a empregar as habilidades mentais que possui. O grau de inteligência de uma pessoa é uma função do desenvolvimento evolutivo e isso não é demonstrado por um horóscopo. No futuro, pode ser que Virgem seja regido por Vulcano.

EXALTAÇÃO: Mercúrio também está em Exaltação em Virgem, indicando que aqui é capaz de expressar suas qualidades mentais mais positivas.

DETRIMENTO: Netuno está em Detrimento em Virgem, indicando que aqui tem dificuldade em expressar sua natureza essencial. O ambiente de Virgem é intelectual e analítico, dependendo da lógica, da razão e das informações fornecidas pelos sentidos. Netuno, por outro lado, visa nos colocar em contato com fontes de conhecimento além do processo de raciocínio linear e nos fornecer informações sobre a Vida que anima várias Formas, não apenas as Formas pelas quais essa Vida se manifesta. Virgem analisa separando, segregando e classificando, mas Netuno busca a unidade por meio da percepção e compreensão espiritual.

QUEDA: Vênus está em Queda em Virgem, indicando que aqui tem dificuldade em expressar suas qualidades mais refinadas. Virgem permite pouca folga para a expressão de sentimentos por meio da arte e da música, ou para uma apreciação estética geral das coisas encontradas no ambiente imediato. Em vez disso, Vênus em Virgem inclina a pessoa a estudar esses assuntos de um ponto de vista mais intelectual.

(Publicado na Revista: Rays from the Rose Cross – setembro/1976 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trânsito do Sol pelo Signo de Virgem

Virgem é o lar da Hierarquia Criadora dos Senhores da Sabedoria, que na segunda Revolução do Período Solar nos deram o germe do nosso atual Corpo Vital. Enquanto o Sol transita pelo Signo de Virgem, o Signo do serviço, durante os meses de agosto e setembro, uma necessidade cósmica impulsiona o Cristo para deixar o Reino do Pai e descender, novamente, à Terra, que contata quando o Sol passa por Libra.

Também quem está trilhando o Caminho da Espiritualidade, seguindo o raio de Cristo, abandona também a região espiritual da Terra, enquanto o Sol passa por Virgem. Sendo o amor a palavra-chave de Leão e o serviço por meio da pureza a de Virgem, aquele que caminha por essa parte da Trilha, atravessando os planos da mais elevada vibração dessa esfera, há de ter desenvolvido a pureza como um poder interno. De modo geral, a qualidade de tal poder não se reconhece, embora Cristo tenha declarado que só os puros de coração verão a Deus.

A palavra-chave bíblica de Virgem ressoa nas palavras: “…o maior dentre vós seja o servo de todos” (Mt 20:27, 23:11 e Mc 10:32)

Durante a época em que o raio de Virgem permeia nossa esfera, esta Hierarquia mantém o Planeta em um padrão cósmico elevado de uma Terra limpa profundamente e rejuvenescida. Em certo ponto, a pureza humana conquistada se torna um extraordinário poder anímico – uma verdade ressaltada pelo Senhor Cristo quando disse: “Os puros de coração verão a Deus.” (Mt 5:8).

(Drops do Livro Mistério dos Cristos – Corinne Heline – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Deus e o Ser Humano: em que nível de relação você está?

Tudo que fazemos ou pensamos se associa à satisfação das nossas necessidades primárias: saciar a fome, abrigar-se, vestir-se, defender-se, constituir família, etc. O sentimento e o desejo são as molas propulsoras de todas essas realizações.

Mas, por óbvio que isso pareça, surge ainda uma questão: quais os sentimentos e as necessidades que nos levaram ao pensamento religioso (de “ligar novamente” ou “religar”) e a fé em Deus?

Os Ensinamentos Rosacruzes indicam os seguintes graus: o temor, o interesse, o amor e o dever como sendo quatro formas básicas do nosso relacionamento com Deus, de nossa volta à Deus, da nossa re-ligação com Deus.

O primeiro grau, a do temor, ocorreu quando compúnhamos os povos primitivos (ou seja: estávamos renascidos em um conjunto de Corpos incipientes), o fator que despertava em nós as ideias religiosas era o medo: medo da fome, medo de animais bravios, medo das enfermidades, medo da morte. Como o nosso nível de Consciência de Vigília aqui nesse Mundo Físico naquele tempo era incipientíssimo, forjávamos um Ser que a nós se assemelhava, um Ser mais poderoso, capaz de nos submeter e nos destruir. Adorávamos a Deus a Quem começávamos a pressentir, fazendo sacrifícios para agradá-Lo, como fazem os fetichistas.

O segundo grau desse relacionamento, a do interesse, está muito ligado ao atendimento das necessidades coletivas. Foi típico quando compúnhamos os povos onde se notava uma certa organização social. O desejo de orientação diante das dificuldades, as satisfações das necessidades do grupo estimulam uma concepção social de Deus. A Divindade regia os nossos passos naquele povo em particular, protegendo-o, decidindo seus problemas, recompensando-o ou punindo-o. Para conquistar as boas graças desse “Deus”, oferecíamos a Ele sacrifícios ou agíamos conforme os princípios ou tradições do povo. Aspirávamos em troca, ver as nossas colheitas mais abundantes, os nossos rebanhos mais numerosos, a nossa prole sadia, os nossos inimigos prostrados a nossos pés. Era uma relação de barganha. Ou seja: aprendemos a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrificávamos por avareza, esperando que o Senhor nos desse cem por um, ou para nos livrar do castigo imediato, como pragas, guerras, etc. Essa forma de Religião se consolida pelo surgimento de uma casta sacerdotal, mediadora entre o povo e a Divindade. Essa casta, obviamente privilegiada, logra uma posição de poder, muitas vezes superior ao poder temporal. Trata-se de uma Religião do medo, porém, é possível dialogar com Deus e obter d’Ele compensações. Como exemplo, temos a Raça dos Semitas Originais, a quinta Raça da Época Atlante.

O terceiro grau desse relacionamento se evidencia quando a Religião do medo se transforma na Religião moral. A Divindade conforta a tristeza, o desejo insatisfeito, protege as almas dos mortos. A moral e o apreço para com o semelhante constituem a tônica desse pensamento religioso. O Cristianismo Popular (ou Cristianismo exotérico) e outros credos são um exemplo típico dessa fase do nosso relacionamento com Deus. Ou seja, aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver a vida em bondade; a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possamos nos livrar do castigo futuro do Inferno (ou de nomes similares). Não se deve, entretanto, considerar as formas religiosas primitivas como exclusivamente Religiões do medo, nem as dos povos civilizados como estritamente morais. Há pontos comuns a ambas, principalmente o caráter antropomórfico da ideia de Deus.

O quarto grau é composto por um comportamento onde podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”. Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar a nossa conduta de acordo com esse princípio, sem ter em conta nosso benefício ou nossa desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro. Pouquíssimos indivíduos encontram-se nesse quarto grau de experiência religiosa. Não é fácil conceituá-la de uma forma clara, por não estar associado a uma ideia antropomórfica de Deus, nem a um dogma. Daí, a pessoa experimenta a totalidade da existência como uma unidade, guiada pelo conhecimento Esotérico, pela Arte, pela Ciência e pela Intuição. Para ela a Religião tem, ao mesmo tempo, um sentido cósmico e interior. O Universo é o templo onde se cultua o Ser Absoluto, como também o nosso íntimo. Esse sentido cósmico da Religião é percebido por uns poucos iluminados, cujas vidas servem de estímulo a que outros, por seus próprios meios, busquem a Senda da Luz. O Cristianismo Esotérico e os Estudantes de todas as Escolas de ocultismo estão procurando alcançar esse grau superior. De modo geral, esse será alcançado na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a Religião Cristã unificadora abra os corações dos seres humanos, assim como o entendimento está agora sendo aberto.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – fevereiro/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quem é Cristo, dentre as Ondas de Vida que conhecemos?

A primeira coisa que devemos deixar bem esclarecida é a identidade de Cristo, conforme ensina os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. De acordo com o Diagrama “Os sete dias da Criação” no Capítulo XIV do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, passamos por um intervalo involutivo que abrange os Períodos de Saturno, Solar e Lunar até a metade do Período Terrestre. Nessa peregrinação pela matéria, adquirimos os Corpos e veículos que agora possuímos, bem como foram despertados nossos três veículos espirituais, o que nos tornou um ser com uma constituição sétupla e prontos para nos desenvolver em um ser com constituição decupla.

Durante o Período de Saturno, quando éramos “semelhantes” ao que hoje são os seres do Reino mineral, alguns seres passaram pelo seu estágio “Humanidade”, como nós o estamos passando atualmente, mas pertenciam a uma Onda de Vida de evolução diferente: os chamados Senhores da Mente. O mais elevado Iniciado daquela longínquo Período de Saturno é um ser da Onda de Vida dos Senhores da Mente que conseguiu aprender tudo no Período de Saturno que um Senhor da Mente teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um ser Senhor da Mente, um veículo constituído de materiais das 5 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Vontade”, constituindo o ser Deus-Pai, ou simplesmente: Pai.

O mais elevado Iniciado do Período Solar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Arcanjos, é um Arcanjo chamado de Cristo que conseguiu aprender tudo no Período Solar que um Arcanjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Arcanjo, um veículo constituído de materiais das 4 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Sabedoria”, constituindo o ser Deus-Filho, ou simplesmente: Cristo.

O mais elevado Iniciado do Período Lunar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Anjos, é um Anjo chamado de Jeová que conseguiu aprender tudo no Período Lunar que um Anjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Anjo, um veículo constituído de materiais das 2 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Atividade”, constituindo o ser Deus-Espírito Santo, ou simplesmente: Jeová.

Temos aqui os estados dos três grandes Seres que, como líderes da evolução, são os mais ativos. Os Arcanjos não podem descer até a matéria física, porque não sabem construir nem um Corpo Vital e nem um Corpo Denso. Não pode descer aquém do Mundo do Desejo. Portanto, seu veículo inferior é o Corpo de Desejos, e como é uma lei cósmica ser impossível a um ser, criar um veículo que não tenha aprendido a construir durante a sua evolução, seria impossível para Cristo nascer em um Corpo Denso. Também não podia formar um veículo como o Corpo Vital, constituído de Éter. Não possuía a capacidade para agir nesta última substância, porque nunca a adquiriu em Sua evolução.

Assim para que Cristo nascesse como “um homem dentre os homens” os veículos necessários de Jesus, um ser humano pertencente à nossa Onda de Vida, um dos seres humanos mais elevados espiritualmente – um elevado Iniciado – um homem nascido de um pai e de uma mãe, ambos também elevados Iniciados, que praticaram a Imaculada Conceição sem paixão, cedeu voluntariamente, no momento do Batismo, o seu Corpo Denso e Corpo Vital ao Espírito Solar, o Arcanjo Cristo, que então conseguiu funcionar com um ser no Mundo Físico, conseguindo implementar  no mundo material o início do Plano de Salvação e se converteu em mediador entre “Deus e o ser humano” pois é único que possui todos os veículos necessários para atuar como tal. Cristo-Jesus é, por conseguinte, absolutamente único, e a Bíblia nos ensina que não há “e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos[1], sendo este o único Credo Cristão autorizado.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: At 4:12

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sempre adquirimos o saber a partir dos esforços de outros, assim o que acrescentamos para quem vem depois?

Antes de tudo, lembremos que o baluarte da nossa evolução é aqui, enquanto renascidos na Região Química do Mundo Físico. Por quê? Porque a grande maioria ainda não conseguiu aprender todas as lições que nós, como uma Onda de Vida criada para ser especializada em materiais dessa Região, temos que aprender. Depois, também devemos sempre ter conosco que é de máxima importância para o nosso desenvolvimento que observemos minuciosamente tudo o que se passa em torno de nós e, obviamente, nisso inclui o nosso conhecimento dos esforços dos outros; caso contrário, as imagens da nossa Memória Consciente deixam de coincidir com aquelas de nossa Memória Subconsciente ou automática. Pois, a observação e a ação geram a Alma Consciente, a quintessência dos atos, das obras e ações que executamos com o nosso Corpo Denso é que é o alimento para aumentar a consciência do nosso veículo Espírito Divino.

E para compreendermos como isso funciona observemos que a pedra atirada na superfície da água forma ondas que se propagam até muito distante do ponto de origem. A ação do badalo na parede do sino produz sons que alcançam grande distância do campanário. Uma ação gera uma resposta parecida em múltiplos corações e uma vida deixa uma esteira que serve de farol, de norte, de modelo para outras vidas. Nenhum ato é tão pequeno que não produza efeito. Ninguém é tão insignificante que não influa sobre outra existência. Mesmo o bebê afeta a vida dos pais.

Quem não se lembra daquela viúva que, certo dia, aproximou-se silenciosamente da arca do Templo para colocar dentro dela a sua oferta de duas moedinhas[1]? Tão humilde era a sua dádiva que procurou evitar ser vista entre os que podiam oferecer, orgulhosamente, grandes quantidades de ouro.

Contudo, aquele ato humilde e aquela oferta quase sem valor material, há mais de dois mil anos, continua a mover os corações em reconhecimento a Deus e à generosidade para com o próximo.

Faz muitos anos, dois meninos divertiam-se brincando no jardim de uma mansão, na Inglaterra. Um era o filho do jardineiro; o outro, do dono da propriedade. Em dado momento, o menino rico caiu na piscina de natação e, sem sombra de dúvida, teria se afogado, não fosse o menino pobre que, sem medir consequências, lançou-se na água para salvá-lo.

Sua generosa ação comoveu o dono da casa que, de alguma forma, desejou recompensá-lo.

— “Que podemos fazer pelo garoto?”, perguntou ao pai.

— “Se for possível, que os seus estudos sejam custeados”, respondeu o jardineiro.

Passaram-se os anos. O menino rico tornou-se um grande estadista, um dos maiores homens da História contemporânea. Certo dia, porém, foi gravemente acometido de pneumonia. Sua vida estava em sério perigo. A Inglaterra inteira estava apreensiva com a enfermidade do homem que a levara à vitória, na Segunda Guerra Mundial. Havia apenas um remédio, recém-descoberto e muito raro, que pudesse salvar sua vida. Fora ele descoberto pelo filho do jardineiro: era a penicilina.

Dessa forma, por duas vezes Alexander Fleming salvou a vida de Winston Churchill. Por outro lado, enquanto o generoso ato de Fleming em sua infância o levou à fama mundial, a ação do pai de Churchill contribuiu mais tarde para salvar a vida de seu filho.

O que trazemos para este mundo deve ser posto a juros de ação e convertido em mais alma. Nesse processo dependemos das realizações dos demais, do trabalho que eles realizaram.

É verdade que nos empenhamos na aquisição de conhecimentos; mas em grande medida, adquirimos o saber a partir dos esforços de outros. Por conseguinte, nada mais justo do que acrescentarmos, nós mesmos, alguma coisa ao acervo cultural do meio em que nascemos.

Se falharmos no cumprimento desse dever, outros se sentirão inclinados a seguir os nossos passos. Se nele nos empenharmos, outros se inspirarão em nossa vida no momento de desânimo.

Passamos mais uma vez por este mundo, renascendo mais uma vez aqui, e devemos, ao abandoná-lo, procurar deixá-lo melhor do que o encontramos, quando a ele viemos. “Ninguém vive para si e ninguém morre para si”. Cada um deixa os sinais das suas pegadas por este mundo. Que as nossas indiquem as alturas para os que vierem atrás de nós e lhes deem ânimo na cansativa, mas bela luta de abrir caminho rumo à luz.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1967-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Mc 12:41-44: E, sentado frente ao Tesouro do Templo, observava, como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”. E em Lc 21:1-4.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A dor, o sofrimento e a tristeza são necessários no grande esquema das coisas? Não é parte do plano de Deus sentirmos júbilo, alegria intensa e vibrante?

Resposta: Quando Tannhauser, levado pela sua paixão profana pela nobre, pura e virtuosa Elizabeth, vagou pela montanha e foi atraído para a gruta de Vênus, como o ferro pelo imã, ele não só teve permissão, mas foi encorajado a satisfazer totalmente os seus desejos sensuais. Naturalmente, ele saciou logo a sua paixão e implorou, em seguida, para ser libertado do poder da deusa Vênus e obter autorização para voltar a Terra. No decorrer de sua súplica, ele profere o truísmo de que no atual estágio de desenvolvimento, o ser humano precisa tanto do júbilo como da dor, tristeza e do sofrimento para o seu próprio progresso. Na Mente filosófica, esse sentimento é imediatamente aprovado, pois embora sejamos bastante humanos para ansiar pelo júbilo e para temer a dor, tristeza e o sofrimento, não podemos em sã consciência negar o fato de que uma vida de constante júbilo, sem o mínimo de dor, tristeza e sofrimento para perturbá-la, seria absolutamente insípida e incolor. É a própria mistura da luz e sombra que confere beleza a um quadro ou a uma paisagem, e uma combinação semelhante de dor, tristeza e sofrimento e de júbilo é necessária para dar sabor a vida e torná-la digna de ser vivida.

Do ponto de vista astrológico, a luz e a sombra da vida são proporcionadas pela localização e pelos Aspectos de Júpiter e Saturno por ocasião do nascimento, juntamente com a progressão e os trânsitos dos dois em relação ao horóscopo de qualquer pessoa. O júbilo e o riso provêm de Júpiter, o Planeta da benevolência e do otimismo, que nos outorga os favores dos deuses à medida que merecemos a generosidade deles. Por outro lado, Saturno, o Planeta do pessimismo e da obstrução, é o dispensador dos desfavores nos quais incorremos por ações que estão em desarmonia com as Leis de Deus, e visto sermos ainda tão ignorantes a respeito de como trabalhar em harmonia com o grande plano de Deus para o universo, não devemos nos admirar de que sejam necessárias as “chibatadas” de Saturno para nos forçar a entrar na linha sempre que nos desviamos do caminho da virtude. Entretanto, o que indica de forma mais significativa o amor do nosso Pai é o fato de Júpiter passar três vezes ao redor do horóscopo, produzindo Aspectos benéficos e oportunidades para cada revolução de Saturno, que nos traz experiências e que são chamadas de “más” porque nos falta a necessária compreensão para o fato.

Que bênção maravilhosa é a Astrologia Rosacruz, propiciando-nos uma percepção interior do plano infinito de evolução, por meio do qual estamos sendo lentamente educados da ignorância para a onisciência! Saturno é um dos fatores principais nesse processo de iluminação. Para aqueles que não conhecem a Astrologia Rosacruz, pode parecer que a dor, tristeza e o sofrimento chegam sem nenhuma razão justificável e, frequentemente, invejam os que são aparentemente mais afortunados que eles. Contudo, uma vez que aprendido a buscar a luz por meio da Astrologia Rosacruz, toda a sua perspectiva de vida muda. Torna-se, então, evidente que o objetivo da nossa presença aqui não consiste no prazer, mas na experiência e não importa quão tristes ou quão desastrosas sejam essas experiências; o verdadeiro Estudante de Astrologia Rosacruz as acolhe e procura descobrir a razão, do ponto de vista astrológico, e as lições a serem aprendidas. Além do mais, ele experimenta o consolo de saber que os Aspectos que produzem efeitos desastrosos são apenas passageiros e que, no devido tempo, ao qual pode ser calculado por ele, as “chibatadas” de Saturno desaparecerão e o raio benéfico de Júpiter dissipará a tristeza saturnina e curará a “ferida”. Esse conhecimento lhe dará, naturalmente, coragem para perseverar nos dias de provação e o mantém em uma atitude mental de esperança, aguardando ansiosamente o momento em que a tribulação terminará.

Quando vivemos na ignorância do grande Plano de Deus e não compreendemos as fases cíclicas da dor, tristeza e do sofrimento de um lado e do júbilo de outro, trazidas nas nossas vidas para o nosso bem por meio de Saturno e Júpiter, tendemos a ficar muitos exaltados e excessivamente enlevados quando Júpiter nos concede as dádivas dos deuses – saúde, riqueza, amigos, sucesso e prosperidade. Também tendemos a ficar indevidamente desanimados quando, sob o flagelo de Saturno, somos privados de tudo o que torna a vida digna de ser vivida. No entanto, quando o livro da vida é aberto para nós pela Ciência Sagrada da Astrologia Rosacruz e reconhecermos nele o propósito benevolente de Deus e de Seus ministros para conosco, gradualmente aprenderemos a manter o nosso equilíbrio de forma que, quando as alegrias de Júpiter vierem em nosso caminho, não ficaremos excessivamente jubilosos, mas iremos recebê-las com um espírito disciplinado, moderado e tranquilo, aprendendo a nos considerar administradores de todas as coisas boas que nos são assim confiadas. Aprenderemos que devemos usá-las não para os nossos próprios interesses e propósitos egoístas, mas para o bem de todos e que, algum dia, teremos que prestar contas e mostrar como usamos as provisões do nosso Senhor.

Por outro lado, as “chibatadas” de Saturno não serão muito severas ou aplicadas frequentemente sobre aquele que sabe se autoexaminar para verificar onde falhou, procurando a causa de suas tribulações sob as quais padece. Está lição certamente será entendida por quem procura com sinceridade e, ao descobrir a valiosa pérola do conhecimento, o júbilo excederá de muito a dor decorrente do aprendizado dessa lição. Com o decorrer dos anos, se desenvolverá o mais valioso de todos os bens que o Ego possui, o equilíbrio, que eleva o ser humano que o possui acima do mar revolto das emoções, rumo ao reino da paz eterna, que transcende toda a compreensão. Quando tiver chegado a esse ponto de desenvolvimento, nem Saturno, nem Júpiter, nem quaisquer dos outros Espíritos Planetários terão o poder de influenciá-lo, pois ele terá aprendido a reger seus Astros e a ajustar o seu destino de acordo com a sua própria vontade divina.

(Pergunta nº 125 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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