Resposta: Elas retornam a essa Terra até que tenham aprendido as lições que podem ser aprendidas aqui. Essencialmente, é o mesmo princípio aplicado quando enviamos uma criança à escola. Não a enviamos para o berçário um dia, para a educação infantil no dia seguinte, para ensino fundamental no terceiro dia, e para a faculdade no quarto dia, mas a enviamos para a educação infantil dia após dia, por um longo período, até que tenha aprendido todas as lições que devem ser aprendidas lá. O conhecimento que adquiriu na educação infantil forma a base para o que deve ser aprendido no ensino fundamental; essa, por sua vez, é a base para as lições da faculdade. Por um processo similar, aprendemos lições sob diversas condições no passado e, no futuro, quando tivermos aprendido tudo o que pode ser aprendido em nosso ambiente terrestre atual, também encontraremos as tarefas em evoluções mais elevadas. Há progresso infinito, pois somos divinos como o nosso Pai que está nos céus, e as limitações são impossíveis.
(Pergunta nº 68 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Setembro de 1916
Você sabe, é claro, que a Fraternidade Rosacruz ensina o renascimento é um fato na Natureza, e você acredita nessa doutrina porque ela explica tantos fatos da vida que, de outra forma, não conseguiríamos explicar. Mas, eu me pergunto quantos Estudantes realmente levaram a sério o uso prático dessa verdade e estão fixando sua atenção sobre ela, moldando-se consciente e sistematicamente na construção do seu ambiente para vidas futuras?
É verdade que no Segundo Céu dedicamos todo o nosso tempo criando o ambiente para nossa vida futura, moldando a terra e o mar, provendo as condições para a flora e fauna e, de modo geral, dando forma as coisas que nos proporcionarão um ambiente propício para a nossa próxima vida aqui. Mas, fazemos tudo isso de acordo com a maneira como tenhamos vivido aqui nesta vida presente. Se temos sido preguiçosos, descuidados e negligentes, vivendo de uma maneira despreocupada, é improvável que, quando chegarmos no Segundo Céu, tenhamos cuidado para formar um solo fértil, que possamos cultivar mais tarde. Assim, na nossa próxima existência – ou renascimento aqui – nos encontraremos, provavelmente, com precários meios de existência e, sob o açoite da necessidade, aprenderemos a agir melhor, a nos esforçar.
Da mesma forma acontece com a nossas qualidades morais. Quando estivermos prontos para descer ao próximo renascimento, só podemos incorporar em nossos novos veículos o que acumulamos nesse renascimento presente. Por conseguinte, é sábio começarmos agora essa tarefa, quando a nossa próxima vida está, ainda, no estágio de moldagem a transformar os nossos ideais no que gostaríamos que fossem e a criar o ambiente no qual gostaríamos de ser colocados.
Em primeiro lugar e sem dúvida alguma, estamos de acordo que os nossos Corpos atuais não são como desejaríamos que fossem. Doenças de todos os tipos atormentam a maioria das pessoas; algumas estão sujeitas a dores por toda a vida e ninguém consegue atravessar a vida, desde o berço até o túmulo, sem ter experimentado, pelo menos, algum sofrimento. Por isso, cada um de nós pode muito bem se imaginar em uma existência futura provido de um Corpo pleno de saúde, livre das doenças que constituem agora a nossa pior herança.
Em relação às nossas faculdades morais e mentais, também estamos longe da perfeição, portanto, e cada um de nós pode, portanto, abordar com proveito o tema do aperfeiçoamento dessas faculdades. Percebemos que temos um espírito crítico, uma língua afiada, um temperamento impetuoso ou outras falhas semelhantes que nos indispõem com os outros e tornam a vida ao nosso redor pouco agradável? Pois bem, ao mantermos em mente e visualizarmos o nosso próprio ideal para o futuro – conservando o equilíbrio em todas as circunstâncias, ser dóceis e comedidos no falar, gentil e afetuosos, etc. – construiremos esses ideais como pensamentos-forma que levaremos, já formados dentro de nós para a próxima vida. E o resultado será de acordo com a intensidade da concentração que aplicarmos ao assunto. Na medida em que nos esforçarmos agora para cultivar e aspirar tais virtudes, nós a possuiremos então; e isso também se aplica às faculdades. Se agora somos desleixados, pela aspiração de manter a ordem em nossa vida, mais tarde recuperaremos essa virtude. Carecemos do senso de ritmo? Muito bem, ele pode ser nosso no futuro, se o pedirmos agora. A habilidade mecânica ou qualquer outra aptidão que seja necessária para nos fornecer uma experiência de vida que buscamos pode ser adquirida da mesma forma.
Portanto, devemos, sistematicamente, reservar um certo tempo nos intervalos dos nossos deveres, tão compatíveis com nossos outros deveres, para pensar no futuro e planejar para o próximo renascimento – que tipo de Corpos, quais faculdades, virtudes e que ambientes desejamos. Quando estivermos aptos para fazer, inteligentemente, a nossa escolha, sem dúvida, teremos muito mais liberdade do que se não tivéssemos pensado sobre o assunto.
Você entende, é claro, que a forma mais elevada de aspirar à virtude é o esforço constante em praticá-la em nossa vida diária. Mas, enquanto nos esforçamos para cultivar as virtudes, como devemos, pela prática, é científico planejar, com antecedência, o uso que faremos da vida futura, assim como planejamos agora o uso do dia que está diante de nós. Confio que essa ideia se enraíze em cada Estudante e que seja consistentemente levada a sua consumação legítima, pois, dessa forma, certamente, terá um efeito maravilhoso sobre o nosso próprio futuro e o mundo ao nosso redor.
(Cartas aos Estudantes – nº 70 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Todos nós estamos percorrendo o “Ciclo de Vida e Morte”, vivendo parte do tempo no Mundo visível (Região Química do Mundo Físico) e parte nos Mundos invisíveis (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento).
Ouvimos, muitas vezes, alguém dizer após ouvir esta doutrina pela primeira vez: “Oh! Mas eu não quero voltar”. Tal protesto parte só do cansado e extenuado Corpo Denso como consequência de uma vida árdua. Contudo, tão logo as experiências desta vida tenham sido assimiladas nos céus, a Lei de Consequência ou a Lei de Causa e Efeito e o desejo de novos conhecimentos atraem o Ego de volta à Terra, do mesmo modo que um ímã atrai uma agulha. Então, o Ego começa outra vez a contemplar seu renascimento.
Aqui, novamente a Lei de Consequência é o fator determinante: o novo nascimento está condicionado pelas nossas vidas passadas. Tendo vivido muitas vidas, é evidente que tenhamos conhecido muitas e diferentes pessoas, ligando-nos a elas nas mais variadas relações, afetando-as para o bem ou para o mal ou sendo assim por elas afetados. Causas foram então geradas entre elas e nós, e assim muitas dívidas – impossíveis de serem logo liquidadas por um ou outro motivo – ficaram pendentes.
1. Para fazer download ou imprimir:
2. Para estudar no próprio site:
Nosso Trabalho para Renascer Aqui mais uma vez
Por um Estudante
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Editado e Revisado
pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
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Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que todos nós estamos inseridos no Ciclo de Nascimentos e Mortes durante esse Esquema de Evolução, pelo menos durante esse momento evolutivo, entorno do ponto chamado Nadir da Materialidade.
E esse Ciclo é que nos leva a: morte aqui, no Mundo visível, então nascimento lá, nos Mundos invisíveis; assim como: morte lá, nos Mundos invisíveis, nascimento aqui no Mundo visível.
Assim, da mesma forma que temos uma “Ciência do Nascimento” aqui, deveríamos ter uma “Ciência da Morte” aqui.
Nesse livreto, vamos ver um Ciclo completo que cada um de nós fazemos, saibamos ou não. Que isso nos ajude a aprender com os mínimos detalhes, a fim de que possamos compreender cada fase e, assim, aproveitar para vivenciá-la transformando cada evento em um alimento para a nossa Alma, o que resultará no Crescimento Anímico de cada um de nós.
Aprendemos, também, que aqueles que seguem a Cristo e alcançam, por mérito e prática dos Ensinamentos Cristão, o mais elevado objetivo proposto se libertam do ciclo de nascimentos mortais aqui; eles estão livres do Ciclo de Nascimentos e Mortes. “Não saem mais”.
Isso significa que tais seres humanos não tem mais lições a aprender aqui, as “dívidas do destino” estão pagas e todos os vínculos terrestres deles são desfeitos. Tais seres humanos são conhecidos como Seres Compassivos, os Irmãos Maiores da Onda de Vida humana que não mais necessitam de lições terrestres.
Eles estão livres para passar para uma existência gloriosa. Entretanto, esses grandes Seres podem retornar, por livre vontade, e em obediência ao preceito de que aquele que ama deve servir melhor, frequentemente eles desistem dessas oportunidades bem-aventuradas daquele plano divino, para servir os seres humanos menos evoluídos que estão, ainda, lutando nas labutas com seus próprios destinos maduros. Humildade, obediência e serviço são as notas chaves de suas vidas.
Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil
Tudo que agora vivemos, todo ambiente em nosso redor, todas as pessoas que nos cercam, todas as nossas idiossincrasias, boa parte de tudo que nos acontece foi previamente escolhido e construído antes de habitarmos esses Corpos atuais. Antes, mesmo, de construir esses Corpos!
Tudo começa no Segundo Céu, que se encontra na Região do Pensamento Concreto – ou Região Concreta do Mundo do Pensamento, a Região do Mundo do Pensamento onde existem os Arquétipos, ou modelos viventes – de tudo aquilo que existe no nosso Planeta Terra.
Mas o que é um Arquétipo? É o produto do trabalho de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes. Esses seres se chamam Forças Arquetípicas. E o seu lar é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto no Mundo do Pensamento. Tal Arquétipo é um molde oco vibratório que emite um som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria.
Podemos ter uma ligeira ideia se fizermos a seguinte experiência: tomemos uma placa de vidro. Coloquemos um pouco de areia em cima dessa placa. Passemos um arco de violino na borda dessa placa de vidro. As vibrações formam figuras geométricas que se formam quando o som muda.
Portanto, um Arquétipo não é um modelo de uma forma física que vemos em torno de nós. Ele é que modela a forma a sua própria imagem. E dá a essa forma um tom, sua nota-chave, que vibra sempre, enquanto o Arquétipo existir. Quando essa nota-chave cessa de vibrar, o Arquétipo deixa de existir e a forma morre. Portanto, todas as formas que agora aqui existem foram criadas primeiro o Arquétipo. E, se essas formas ainda existem é porque o Arquétipo vibra, cada um com a nota-chave própria e exclusiva de cada forma.
De tudo que falamos, se deduz, logicamente, que o material que é formado no Segundo Céu é mental. E, como o Mundo Mental – ou Mundo do Pensamento – compenetra todo nosso Planeta desde o centro até além da atmosfera, estendendo no espaço do Mundo Físico e do Mundo do Desejo, o Segundo Céu também o faz.
Com isso, os Egos que nele se encontram podem nos visitar. Entretanto, as condições e pensamentos gerados por nós aqui obstruem o trabalho deles e, também, a evolução deles, por isso tais Egos preferem ficar na região externa do Segundo Céu, onde as egoístas correntes mentais geradas por nós não os atingem, devido a qualidade inferior de matéria mental que são formados.
Todos nós passamos pelo Segundo Céu. Isso ocorre após morrermos aqui. Antes de chegarmos lá, já descartamos o Corpo Denso da presente vida, o Corpo Vital e, também, o atual Corpo de Desejos.
Portanto, entramos no Segundo Céu apenas com os Átomos-sementes do Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, que formarão a base, ou o núcleo, dos nossos próximos Corpos nas nossas próximas vidas aqui. Ainda possuímos a Mente, da última vida finda aqui.
E é com esse veículo – a Mente – que funcionamos no Segundo Céu. Neste ponto, iniciamos nossa atividade criadora. Ela será tão criadora quanto foram nossas aspirações mentais durante a última existência aqui na Terra. E não poderia ser de outra forma.
Estamos destinados a nos transformar em Inteligências Criadoras. Somos filhos de Deus, criador de tudo que existe, Deus do nosso Sistema Solar.
Então, temos que nos tornar especialistas em construções mentais, também. Do mesmo modo que os Anjos são especialistas em matéria Etérica e os Arcanjos em matéria de Desejos. Portanto: criamos esses Arquétipos no Segundo Céu e experimentamos sua eficiência durante a nossa existência terrestre, aqui na Região Química do Mundo Físico.
Desde que deixamos o Mundo dos Espíritos Virginais – antes do início do Período de Saturno – para iniciarmos o processo de construção de veículos para a nossa expressão como Ego, o Segundo Céu tornou-se nosso verdadeiro lar. Aqui permanecemos durante séculos!
Vejamos, agora, o que produzimos lá: a matéria que utilizamos para executar o nosso trabalho no Segundo Céu é o som, assim como a matéria química é o instrumento que utilizamos enquanto renascidos aqui na Terra. Mas o som do Segundo Céu não é como o som disponível aqui quando renascidos. O som do Segundo Céu possui frequência – ou vibrações por segundo – muito acima do que estamos acostumados. E essa vibração harmoniosa e sonora nos ajuda na mais intensa e importante atividade, preparando-nos para a nossa próxima vida.
E lembram-se, daquela classe de seres compostos de inteligência de graus muito diferentes e que se chamam Forças Arquetípicas?
Então, quando estamos no Segundo Céu, fazemos parte dessas Forças Arquetípicas. E não deveria ser de outra forma já que estamos destinados a nos converter em uma grande Inteligência Criadora, em algum tempo futuro, e se não houvesse ambiente onde pudéssemos, gradualmente, aprender a criar, não seria possível nos adiantarmos, porque nada na Natureza – que é Deus em manifestação – é feito repentinamente.
Tais Inteligências Criadoras dirigem os Arquétipos, ou os modelos vivos de tudo que existe no nosso Planeta Terra: os continentes, as ilhas, a fauna, a flora, as terras, o clima, o ar, os Éteres e, ainda: os desejos, os sentimentos e as emoções.
Enquanto os Arquétipos não são modificados, também não há modificação aqui no Planeta Terra, que é reflexo do Mundo do Pensamento. Assim, preparamos o nosso próximo ambiente, as condições terrestres para a nossa existência física, o próximo passo no caminho do progresso, ou seja: modificamos e transformamos o Planeta Terra.
Mas essa realização ocorre obedecendo o grau de aspirações e uso de materiais mentais que empregamos em nossa última vida objetiva na Terra. Sob a Lei de Causa e Efeito, que observamos em todos os Reinos, colhemos na nossa existência nos Mundos Superiores – como por exemplo, no Segundo Céu exatamente o que semeamos aqui no Planeta Terra e vice-versa.
Se somos ativos durante a nossa existência objetiva, se trabalhamos para melhorar o ambiente e as condições que vivemos, construímos, nesse Segundo Céu, uma terra melhor, fértil, cheia de recursos onde poderemos obter maiores frutos com menor trabalho.
Se, ao contrário, perdemos o nosso tempo durante essa existência, passando os nossos dias sonhando ou discutindo condições metafísicas, descuidando das nossas condições materiais, continuaremos isso no Segundo Céu e, consequentemente, negligenciando nosso trabalho para o futuro, construiremos uma terra árida e estéril, difícil de se sobreviver.
Assim, como aprendemos quando estudamos o livro Conceito Rosacruz do Cosmos: “O mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente temos feito e, será tal qual o fizermos”. Assim crescemos lenta, mas persistentemente e, avançamos continuamente.
Além de aprendermos a alterar o nosso Planeta Terra, também nos ocupamos em aprender a construir um Corpo que tenha os melhores meios de expressão. Não só os nossos próximos Corpos, mas também os dos outros. Portanto, o que chamamos de mortos são realmente os que nos ajudam a viver aqui na Terra. E, assim, aprendemos conscientemente a construir: o nosso Corpo Denso, o nosso Corpo Vital, o nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, bem como todos os outros Corpos dos outros. Obviamente que no Segundo Céu construiremos o Arquétipo de cada um desses Corpos pois, lá, lidamos somente com a matéria mental.
Cada Arquétipo de cada Corpo tem uma “nota-chave”, um som característico que o distingue de qualquer outro, que cria e mantém o Arquétipo e, consequentemente, o Corpo. É o seu tom. Assim, todas as formas em torno de nós são figuras cristalizadas dos sons produzidos pelas forças dos Arquétipos do Segundo Céu. Quando essa “nota-chave” cessa, o Corpo morre, a força desaparece.
Agora, podemos entender o porquê: “ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir”. E isso porque construímos todos os nossos Corpos sobre os nossos Átomos-sementes que nos dá a base para essa construção.
Além disso nada melhor para avaliar uma ferramenta senão utilizando-a! Desta maneira, utilizando os Corpos que construímos percebemos os defeitos e aprendemos a corrigi-los.
Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros a construir cada um dos nossos Corpos apropriados à nossa manifestação objetiva aqui no Mundo Físico, estamos quase prontos a entrar no Terceiro Céu em nosso trabalho para renascer mais uma vez aqui!
Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado os Arquétipos que constituirão a aparência futura do Planeta Terra, a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir um Corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico, estamos quase preparados para entrar no Terceiro Céu.
O Terceiro Céu se situa na Região Abstrata do Mundo do Pensamento – ou Região do Pensamento Abstrato. Essa Região é o local mais elevado que atingimos a cada Ciclo de Vida e Morte, no nosso atual estado de desenvolvimento, ou seja: aqui é o local que trabalhamos com a matéria mais sutil que somos capazes de lidar, no nosso presente estágio de desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.
E que matéria que é esta? Matéria Mental Abstrata. Nessa Região é que surgem as nossas Ideias.
Tais Ideias são apenas pensamentos embrionários. Concebidas por uma Mente sã, se tornam pensamentos racionais e servem de base a todo o progresso material, moral e mental. Nesta Região, a Verdade não está obscurecida pela Matéria; ela é evidente por si mesma.
Daqui mergulhamos novamente para Mundos de Matérias mais densas.
Entramos no Terceiro Céu após abandonarmos os Corpos: Denso ao morrer; o Vital, logo em seguida; o de Desejos ao deixarmos o Purgatório e o Primeiro Céu; e, por último, a Mente ao deixarmos o Segundo Céu e entrarmos no Terceiro Céu.
Basicamente nosso trabalho no Terceiro Céu se resume a duas etapas bem definidas:
Entramos no Terceiro Céu sem nenhum dos nossos veículos. Destes, só possuímos seus Átomos-sementes. Em outras palavras, subsistimos em um estado isento de nossa Personalidade (o “eu inferior”) e permanecemos em estado de Espírito puro.
Permanecemos por algum tempo neste Terceiro Céu, que é um verdadeiro reservatório espiritual de força. Aqui fortificamo-nos para o próximo renascimento nessa vida física. Infelizmente para a maioria de nós tudo isso não é tão consciente. E, como não estamos conscientes não conseguimos trazer, na próxima existência, as lições que aprendemos lá aplicando-as no nosso dia a dia. E por quê? Porque a maioria de nós não consegue pensar abstratamente e, portanto, carece de consciência no Terceiro Céu.
O modo pelo qual podemos melhor aproveitar a passagem no Terceiro Céu, e assim potencializar a aplicação das lições que lá aprendemos, durante a existência aqui na Terra, é pela dedicação de nosso tempo e esforço a pensamentos abstratos que não se relacionam com tempo ou espaço.
Pensar no “Amor”, logo o associamos a alguém. Pensar na “Verdade”, logo a associamos a alguma coisa que conhecemos.
Técnicas que podemos utilizar enquanto renascidos aqui para desenvolver o pensamento abstrato (alimentando, assim, a nossa Mente abstrata, ao invés de utilizar somente a Mente concreta): estudar nosso Esquema de Evolução; estudar Astrologia Rosacruz; ouvir músicas de cunho elevado (exemplo: clássica ou erudita) e/ou estudar Matemática.
Muitos dizem que a Matemática é árida, sem emoção. Não há sentimento quando se diz que dois mais dois são quatro. Não há emoção quando se diz que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos em um triângulo retângulo. E é nisso que está o seu valor!
Porque quando nos elevamos acima dos sentimentos, nossos “pré-conceitos” limitantes ficam para trás, e a Verdade se revela imediatamente.
Ou seja: a Verdade é evidente por si mesma e não há nenhum sentimento envolvido no assunto. Este é o motivo pelo qual Pitágoras exigia que seus discípulos estudassem matemática para entrarem em contato com os ensinamentos ocultos. Pois ele sabia o efeito edificante da matemática para elevar as Mentes acima da esfera das emoções que os teria sujeitado a percepções ilusórias, quando fossem conduzidos a Região do Pensamento Abstrato.
Como a maioria de nós ainda não alcançou o estágio de progredir por meio de linhas lógicas, práticas e sequenciais, capazes de examinar e distinguir a verdade sem prevenção, o Terceiro Céu acaba por ser um lugar de espera e de pouca produção para o aprimoramento do Ego.
Lá ficamos inconscientes – como durante o nosso sono – até a oportunidade de um novo nascimento nesse Mundo Físico.
Entretanto, aqueles que buscam aqui, durante a atual existência física, meios de aplicar as suas ideias para melhoria de vida nesse Mundo – os inventores – trazem do Terceiro Céu as ideias originais para a aplicação na próxima existência.
Já aqueles que, durante essa existência se ocuparam em descobrir como melhor utilizar seus talentos a serviço de quem precisa, amorosa e desinteressadamente – os filantropos – obtêm uma visão mais clara de como realizar seus sonhos utópicos na próxima existência.
Como estamos:
– no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;
– lá certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;
– lá “ansiosos” para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai;
– conscientemente envergonhados de si mesmo recebendo a ajuda de tantos seres ao nosso redor insistimos aqui em sermos egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes e nasce de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de:
-voltar de renascer nesse Mundo Físico;
-obter novas experiências;
– mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu, que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.
E é aí que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como os Anjos do Destino ou Anjos Relatores ou Anjos Arquivadores ou, ainda, Senhores do Destino que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência. Estamos nos aprontando para voltar!
Depois de termos:
-Assimilado tudo que podíamos dos aspectos morais relacionados a vida passada, durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu;
-Trabalhado sobre os Arquétipos que alterarão a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena;
-Aprendido, pelo trabalho nos Corpos dos outros a construir um Corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico durante a nossa estada no Segundo Céu.
-Depois de estarmos no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. E, com isso, estamos certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos. Estarmos lá ansiosos para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai. Estarmos conscientemente envergonhados de, mesmo recebendo a ajuda de tantos seres, insistirmos aqui em sermos: egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes, nasce de dentro do nosso íntimo a Vontade sincera e honesta de renascer; de obter novas experiências de mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.
É neste ponto que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como: os Anjos do Destino ou os Anjos Relatores, ou os Senhores do Destino ou os Anjos Arquivadores que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência.
Tais Seres estão acima de todo erro que, no nosso atual estágio de desenvolvimento, podemos cometer e nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.
E como se dá esta escolha? Lembrem-se, no Terceiro Céu estamos:
-Sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;
-Certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;
-Ansiosos para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus;
-Conscientemente envergonhados de, mesmo recebendo a ajuda de tantos seres, insistimos aqui com o nosso egoísmo, ignorância, hipocrisia e negligência;
-Ansiosos para desenvolver as potencialidades latentes que herdamos de nosso Pai, para sermos mais úteis e efetivos no Plano Divino.
Portanto a vontade que nasce de dentro do nosso íntimo sincero e honesto de voltar a renascer nesse Mundo Físico só pode estar impregnada de fortes sentimentos de obter novas experiências, de mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições assimiladas nesses Mundos Superiores.
É por estes motivos que escolhemos “melhor vida” para ser vivida no novo renascimento. E agora? O conceito de “melhor vida” neste contexto (do ponto de vista espiritual) é muito diferente do conceito de melhor vida aqui?
Digamos que, para muitos, tais conceitos são diametralmente opostos. Com a nossa própria decisão de querer aprender mais e colaborar mais fica mais fácil escolher a próxima vida.
Afinal, já tivemos por aqui renascidos no Mundo Físico inúmeras vezes. Construímos relações; fortalecemos laços; afrouxamos outros; fugimos de algumas relações; outras completamos totalmente, através do amor, aliás, único modo de se realizar uma relação.
Enfim, temos uma teia completa e complexa de relações para escolher como nosso próximo renascimento.
Com a nossa vontade e, portanto, respeitando nosso livre arbítrio, os Anjos do Destino elaboram vários Panoramas de Vida, onde constam os principais acontecimentos que teremos que passar durante o próximo renascimento.
Mostram-nos as causas principais que poremos em movimento, desde o nascimento até a morte. Note que o Panorama de Vida nos é mostrado no sentido inverso aquele mostrado quando morremos. Por quê? Porque aqui o objetivo é nos mostrar como determinadas causas geram certos efeitos.
Com isso fechamos completamente nossa aprendizagem da Lei de Causa e Efeito: quando morremos e passamos pelo Purgatório e Primeiro Céu, o Panorama de Vida nos é apresentado desde o momento da morte até o nosso nascimento: como cada efeito foi gerado por uma determinada causa, posta em movimento por nós. Já quando estamos prestes a renascer, partindo do Terceiro Céu, o Panorama de Vida nos é apresentado desde o momento do nosso próximo nascimento até a nossa próxima morte: como cada causa, posta em movimento por nós, gera um determinado efeito.
Observe: somente as causas e acontecimentos principais, em termos de conceitos e linhas gerais nos são apresentados. Ou seja: os detalhes ou modos de expressão ocorrem por nossa conta. Ou seja, podemos colocar novas causas em movimento!
Nesse clima tão maravilhoso não é difícil olharmos o nosso Destino Maduro e querermos ser provados nele, a fim de “pagar a dívida”. Não é difícil vermos uma causa complicada ser nos apresentada e nós com grande disposição para enfrentá-la, para gerar efeitos construtivos e mostrar nossa aprendizagem.
Obviamente, que os Anjos do Destino nos orientam e nos aconselhando a escolher, comentando a nossa escolha. Mas, no final, a decisão é nossa.
Esse Panorama de Vida mostra qual a parte das nossas dívidas passadas liquidaremos e o que aprenderemos.
Estamos quase prontos para mergulhar, mais uma vez, nos Mundos inferiores e renascer aqui, com um novo Corpo Denso, um novo Corpo Vital, um novo Corpo de Desejos e uma nova Mente.
O que temos para construí-los? O Átomo-semente de cada um deles. E o que contém o Átomo-semente de cada um deles? A quintessência de tudo que aprendemos utilizando esses nossos veículos, desde quando obtivemos esses Átomos-sementes das Hierarquias Criadoras no Período de Saturno, no Período Solar, no Período Lunar e na Época Atlante do nosso atual Período Terrestre até a nossa última existência.
Vejam, então, que temos material de sobra para construir veículos que contemplem as necessidades e as características que precisaremos para essa existência recém-escolhida.
Outra coisa a se notar é que somente os nossos veículos são novos. Então, pode surgir a pergunta: e a Alma? Nascemos com Almas novas? Já que os Corpos são novos e as Almas são a quintessência do trabalho do Espírito sobre os Corpos, então as Almas não são novas. Não criamos novas Almas só porque os Corpos são novos. Lembrando que durante a nossa existência terrestre e até o descarte de cada Corpo nos Mundos superiores, após a nossa morte, nós, Egos (Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado como um Tríplice Espírito), trabalhamos sobre e no nosso Tríplice Corpo (Denso, Vital e de Desejos), através do nosso veículo Mente. Esse trabalho traz à existência a Tríplice Alma que é o produto espiritualizado dos Corpos. Assim:
– A Alma Consciente é o produto do trabalho do Espírito Divino sobre o Corpo Denso;
– A Alma Intelectual é o produto do trabalho do Espírito de Vida sobre o Corpo Vital;
– E a Alma Emocional é o produto do trabalho do Espírito Humano sobre o Corpo de Desejos.
Ou seja, cada Alma aumenta a consciência, o poder e a eficiência do Espírito no trabalho nesses Mundos Físicos, de Desejo e do Pensamento. Portanto, a Alma é a mesma. Representa o controle que nós, o Ego, teremos sobre nossos novos Corpos: quão eficientemente utilizaremos o nosso Corpo de Desejos; quanto poder teremos sobre o nosso Corpo Vital e quão consciente estaremos no nosso Corpo Denso.
Uma vez revisto isso, estamos prontos para renascer, mais uma vez, aqui!
Depois de:
1-Assimilarmos tudo que podíamos da vida passada, durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu.
2-Alterarmos a aparência arquetípica do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena e aprendermos, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir Corpos para funcionarmos nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento, durante a nossa estada no Segundo Céu.
3-Permanecermos no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece a certeza do verdadeiro propósito da existência física.
4-E, lá no Terceiro Céu, compreendermos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos e para evoluirmos mais em direção à nossa meta real: “tornarmos perfeitos, como perfeito é o nosso criador, Deus.” (Mt 5:48).
5-E, ainda, depois de nascer em nosso íntimo uma vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico; de obter novas experiências; de fazer algo novo, original, criativo como colaborador consciente no Plano de nosso Deus Pai.
6-Depois de contarmos com a ajuda de grandes Seres de incomensurável Sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino ou os Anjos Relatores, ou os Senhores do Destino ou os Anjos Arquivadores, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.
E que por terem esta função, nos ajudam a escolher o melhor Panorama de Vida para a nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber:
a- sermos testados nas lições que aprendemos;
b- adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais;
7-Depois de escolhermos o sexo que nasceremos; pela Lei das Alternações, que diz que em uma vida física viemos como ser masculino e na próxima como ser feminino (isso para termos a experiência dos dois polos sexuais, durante o tempo em que o Sol transita, por Precessão dos Equinócios, num determinado Signo Zodiacal); ou modificando essa lei em virtude de circunstâncias específicas e individuais para cumprir a próxima vida que escolhemos.
Pela utilização das duas Leis Cósmicas, quais sejam: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo; e “semelhante atrai semelhante” e, através delas, partirmos para construir os veículos.
8-Depois de mergulharmos no Mundo do Pensamento e construirmos uma nova Mente, pronta para fazer parte do conjunto dos 3 Corpos e um veículo necessários para essa nova peregrinação. Uma Mente que sintetiza tudo que aprendemos até aqui de como lidar com a matéria mental e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese; aquela capacidade típica de um Espírito Virginal e inaugurar uma coisa completamente nova e não uma simples escolha entre dois cursos de ação. E, que, portanto, torna a nossa Mente com aquele algo a mais e a composição do passado.
9-Depois de mergulharmos no Mundo do Desejo e construirmos um novo Corpo de Desejos. Um Corpo de Desejos que reúne tudo que aprendemos até aqui de como lidar com a matéria de desejos e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese em termos de sentimentos, emoções e desejos originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, torna o nosso Corpo de Desejos com aquele algo a mais da composição do passado.
E então, estamos no seguinte ponto de constituição: nós, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado) com os veículos Espírito Humano, Espírito de Vida, Espírito Divino, Mente e com o Corpo de Desejos. Sendo que os últimos, a Mente e o Corpo de Desejos, ainda não assumiram sua forma final.
Ainda estão sob uma forma semelhante ao de um sino com duas camadas, aberto embaixo e tendo em sua cúspide o Átomo-semente da Mente pelo lado externo; e o Átomo-semente do Corpo de Desejos pelo lado interno.
A composição de cada um desses dois veículos recém confeccionados: a Mente e o Corpo de Desejos são de materiais existentes até a última existência material, menos o mal expurgado no Purgatório mais a quintessência do bem praticado assimilado no Primeiro Céu.
10-Continuando na nossa jornada de preparação para um novo aparecimento nesse Mundo Físico partimos para a confecção de um novo Corpo Vital. Entretanto, devido ao nível de organização do nosso Corpo Vital, comparado com o da Mente e do Corpo de Desejos, o processo não é tão simples como foi a confecção desses dois.
A aquisição do material obedece ao mesmo princípio: atração e semelhança, mas a construção e organização dos materiais dentro do Corpo Vital é muito diferente.
Uma vez deixada a Região mais inferior do Mundo do Desejo, a Região das Paixões e Desejos Inferiores, mergulhamos na subdivisão mais elevada da Região Etérica do Mundo Físico, conhecida como a sétima Região, ou Região do Éter Refletor. As forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que tenha afinidade.
O nosso Corpo Vital é construído pelos Anjos do Destino, pelos habitantes que estão no Segundo Céu e pelos Espíritos Elementais. É esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Ou seja: o nosso Corpo Denso é átomo a átomo cópia do nosso Corpo Vital. Obviamente, formado por Sólidos, Líquidos e Gases (materiais da Região Química do Mundo Físico), enquanto o Corpo Vital é formado pelos Éteres (materiais da Região Etérica do Mundo Físico).
O que nós agregamos de novo no nosso Corpo Vital, já que ele é construído por outros seres, lembrando a regra de formação de novos Corpos: “composto dos materiais existentes até a última existência material, menos o mal expurgado no Purgatório mais a quintessência do bem praticado assimilado no Primeiro Céu”. E mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese em termos a capacidade de lidar com a matéria Etérica, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, torna o nosso Corpo Vital com aquele algo a mais da composição do passado.
De uma parte da matéria etérica atraída pelo Ego, os Anjos do Destino fazem uma matriz ou modelo etérico que servirá como molde para o novo Corpo Denso e depositam tal modelo no útero materno.
Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sémen paterno o Átomo-semente do Corpo Denso. Somente esse espermatozoide possibilita a fertilização. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produzirá resultados.
Lembremos que o nosso sexo já está determinado quando escolhemos a nossa próxima existência. Assim, se escolhemos vir como sexo feminino essa matriz etérica colocada no útero materno é feita unicamente de átomos etéricos positivos. Esses átomos etéricos positivos atrairão, infalivelmente, átomos físicos negativos e o Corpo Denso torna-se feminino. Agora, se escolhemos vir como sexo masculino a matriz colocada no útero materno é composta de átomos etéricos negativos e, assim, atrairá átomos físicos positivos, resultando em um Corpo Denso masculino.
Assim que o Corpo Vital é depositado, nós, envolto no nosso Corpo de Desejos, nossa Mente (ambos ainda em forma de sino), Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe terrestre.

Essa nossa futura mãe terrestre, através do seu Corpo de Desejos, trabalha sozinha na construção do nosso próximo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias após a fertilização. Após esse período entramos no corpo materno.
O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO DENSO (FÍSICO)
Se iniciamos mais uma volta na roda de nascimentos e mortes com a fase de desencarnação, então passamos pelas fases onde:
1-Assimilamos tudo que podíamos da vida passada durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu.
2-Alteramos a aparência arquetípica do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena e aprendemos, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir Corpos para funcionarmos nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento, durante a nossa estada no Segundo Céu.
3-Permanecemos no Terceiro Céu, sem nenhum véu que nos obscurecesse de ver o verdadeiro propósito dessa existência física.
4-E, é lá no Terceiro Céu que compreendemos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos e para evoluirmos mais em direção à nossa meta real: “tornarmos perfeitos, como perfeito é o nosso criador, Deus” (Mt 5:48).
Até aqui, utilizando da Força centrífuga de Repulsão, nos livramos do nosso Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e do nosso veículo Mente. Depois nasceu de dentro do nosso íntimo uma vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico, de obter novas experiências, utilizando a Força centrípeta de Atração.
Foi então que contamos com a ajuda de Grandes Seres de incomensurável Sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.
E que por terem esta função, nos ajudam a escolher o melhor tipo para a nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber:
1ª-sermos testados nas lições que aprendemos
2ª-adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais
Até aqui podemos ter passado, se considerarmos o tempo terrestre, até 1000 anos nessa nossa existência celestial, tempo este que é o que geralmente ocorre. Podendo até ser abreviado em algumas centenas de anos, se já tivermos evoluído bastante, aprendido rapidamente, e com isso já termos condições de trabalhar nos Mundos invisíveis não precisando passar tanto tempo nos Mundos celestes, afinal o baluarte da nossa evolução é aqui, na Região Química do Mundo Físico!
Depois escolhemos o sexo que nasceremos, utilizando a Lei das Alternâncias, uma vez no sexo masculino, outra vez no sexo feminino, ou modificando essa Lei em virtude de circunstâncias específicas.
E, assim, utilizando duas das Leis Cósmicas:
– “qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo” e
-a Lei de Atração, popularmente conhecida como “Semelhante atrai semelhante”
Utilizando essas duas Leis Cósmicas partirmos para construir os novos veículos que utilizaremos na próxima existência aqui na Terra.
Mergulhamos no Mundo do Pensamento e construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo e construímos um novo Corpo de Desejos. Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital que, devido ao seu alto nível de organização, comparado com o do nosso Corpo de Desejos e com a Mente, tem um processo mais complexo de construção: a aquisição do material é igual ao do Corpo de Desejos e da Mente, ou seja, através da: atração e semelhança, mas a construção e organização de tais materiais são de um modo muito diferente.
E que se processa assim: as forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que haja afinidade. Mas somente os materiais dos dois Éteres inferiores: Éter Químico e o Éter de Vida.
Lembrem-se: os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado para com nossos irmãos e nossas irmãs.
Assim, é esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso, átomo por átomo!
Com a parte da matéria etérica atraída por nós, os Anjos do Destino fazem essa matriz e a depositam no útero materno.
Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno o Átomo-semente do Corpo Denso. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produz resultado.
Então, envolto nos nossos veículos, ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe. Ela, por meio de seu Corpo de Desejos, trabalha sozinha, na construção do nosso próximo Corpo Denso entre os primeiros dezoito e vinte e um dias após a fertilização. Ela controla nosso Corpo Denso por meio das moléculas nucleadas que compõem o nosso sangue.
Após esse período entramos no útero do Corpo Denso materno. Daqui para frente vamos dissolvendo os núcleos das moléculas do nosso sangue de forma a assumir o controle do nosso incipiente Corpo Denso.
A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso. A nossa Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso.
Esses Corpos reúnem tudo que aprendemos até aqui, de como lidar com a matéria mental, de desejos, etérica e física e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e, que nos garante a nossa Epigênese em termos de ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, palavras, atos, obras e ações originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, tornam os nossos Corpos com aquele algo mais da composição do passado.
E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal envolto nos seguintes veículos:
1-o veículo Espírito Divino
2-o veículo Espírito de Vida
3-o veículo Espírito Humano
4-o veículo uma nova Mente
5-o novo Corpo de Desejos
6-o novo Corpo Vital
7-o novo Corpo Denso
E tudo isso acrescido da quintessência de todo serviço amoroso e desinteressado prestado aos nossos irmãos e as nossas irmãs (onde esquecemos os defeitos deles e focamos exclusivamente na Divina Essência de cada um, que é a base da Fraternidade) em nossas peregrinações passadas e, que formam a base para continuarmos a construir o Corpo-Alma.
Encarcerado, mais uma vez, na casa-prisão do Corpo Denso. O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado no ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.
O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou, popularmente, “boca do estômago”.
Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do fígado e está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.
E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).
Esses Átomos-sementes estão conectados através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico.
Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso. Uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto.
Aqui a última molécula de sangue nucleada (com núcleo) se desintegra e definitivamente assumimos o controle do nosso Corpo Denso. Essa posse é a nossa expressão mais elevada e sagrada do nosso direito, respeitada e resguardada por todas as forças do bem. O Ego, nós (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana), é o amo do seu veículo!
Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente, mas somente os eventos principais (mormente, relacionados com os eventos principais das vidas anteriores onde, nelas não aprendemos as lições que devíamos ter aprendido).
Lembrem-se que esse Panorama da Vida foi impresso naquela matriz do Corpo Vital pelos Anjos do Destino.
Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos. De modo a entendermos por que cada causa, que iremos colocar em movimento, determina sempre o mesmo efeito.
Nós o observamos através do polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital. Entretanto, envolto que estamos em todos os nossos Corpos não conseguimos visualizar o objetivo real dessa existência física, com aquela mesma clareza que visualizamos no Terceiro Céu, quando escolhemos o tipo ou molde dessa nova existência física, com todas as circunstâncias, situações necessárias para liquidar com as causas maduras de aprendizagem. Então, pode acontecer, que quando visualizamos uma vida muita dura, penosa, com muitas provas, demais para poder resistir, nos assustamos, nos apavoramos e tentamos escapar. Porém, nesse ponto, os Anjos do Destino que já fizeram as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro no feto e, portanto, o nosso esforço para fugir do renascimento é frustrado. Mas, ao forçarmos impulsionado pela fuga, podemos desequilibrar a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos resultando daí que o Corpo Vital e o Corpo Denso não fiquem concêntricos podendo fazer com que a cabeça do Corpo Vital se sobressaia para cima da cabeça do Corpo Denso. Com isso podemos estar impossibilitados de utilizar nosso Corpo Denso e ficar conectados a um Corpo Denso sem a Mente que não se pode utilizar. Assim, tal renascimento será praticamente inútil. Nasce um idiota congênito.
Depois de rever o Panorama da Vida partimos para, definitivamente, focarmos nesse Mundo Físico. Ainda como embrião, a nossa Glândula Pineal se sobressai através do cérebro e o nosso Corpo Pituitário forma uma abertura em direção a nossa boca conectando-se, também com a cavidade espinhal.
Através dessa cavidade estamos com um íntimo contato com os Mundos superiores enquanto o Corpo Denso vai se tornando mais endurecido. Então, outras aberturas do Corpo Denso vão se fechando. Aos poucos a cavidade que existe no lugar do umbigo vai se fechando, desviando a corrente fetal que passava por ele, para os centros de percepção espiritual na cabeça o sangue é impulsionado ao pulmão através dos ventrículos do coração e ali é refletido o Mundo Físico. Esses centros são obstruídos e então, a visão espiritual é diminuída e a consciência gradualmente é enfocada no Mundo Físico.
Então, a redução do fornecimento de sangue, quando se corta a conexão com a mãe no parto, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.
Assim, nasce o novo Corpo Denso.

À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento. Mas e os outros Corpos? Também estão prontos? Não. Apenas as forças que atuam pelos polos negativos de alguns desses Corpos já se pronunciam.
O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO VITAL
Estamos percorrendo todo um Ciclo de Vida, desde uma morte no Mundo Físico até um novo Renascimento. Entendendo cada etapa podemos vivê-la de maneira mais eficiente e dar a ela a devida importância.
Utilizando da Força Centrífuga de Repulsão, nos livramos do nosso Corpo Denso (Físico) levando conosco somente o seu Átomo-semente.
Começamos no Purgatório, onde através da dor e do sofrimento, assimilamos nossas lições geradas pelas nossas maldades.
Em seguida, no Primeiro Céu, onde através do regozijo, da gratidão e da alegria, assimilamos mais lições, geradas pelo seu serviço amoroso e desinteressado prestado, que foram prestados aos nossos irmãos e irmãs, indistintamente.
Depois no Segundo Céu, onde dedicamos todo o nosso tempo construindo Corpos e formando o meio ambiente para nossa vida futura, moldando a terra e o mar, provendo as condições da flora e da fauna, geralmente dando forma às coisas que nos darão um campo propício para a nossa próxima vida. Mas, isso depende profundamente de como fomos aqui na Terra. Se fomos preguiçosos e negligentes, criamos um ambiente precário, escasso e feio. Se fomos criativos e esforçados, criamos um paraíso para a nossa próxima existência.
De lá seguimos para o Terceiro Céu, sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. Somente com os Átomos-sementes dos nossos passados; Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente. E, aqui, compreendemos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos. Depois nasceu de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de voltar a renascer nesse Mundo Físico, de obter novas experiências, utilizando a Força Centrípeta de Atração.
Foi então que contamos com a ajuda de quatro grandes seres de incomensurável sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.
E que por terem essa função, nos ajudam a escolher o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber: sermos testados nas lições que aprendemos e adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais.
Até aqui podemos ter passado, se considerarmos o tempo terrestre, até 1000 anos nessa nossa existência celestial, tempo este que é o que geralmente ocorre. Podendo até ser abreviado em algumas centenas de anos, se já tivermos evoluído bastante, aprendido rapidamente, e com isso já termos condições de trabalhar nos Mundos invisíveis, não precisando passar tanto tempo nos Mundos celestiais, afinal o baluarte da nossa evolução é aqui, no Mundo Físico.
Depois escolhemos o sexo que nasceremos utilizando a Lei das Alternâncias; uma vez no sexo masculino, outra vez no sexo feminino. Ou, ainda, modificando essa Lei em virtude de circunstâncias específicas.
E, assim, utilizando duas das Leis Cósmicas: “qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo”, e “semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.
Mergulhamos no Mundo do Pensamento, e construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo e construímos um novo Corpo de Desejos. Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital que, devido ao seu alto nível de organização, comparado com o da nossa Mente e do Corpo de Desejos, tem um processo mais complexo de construção; a aquisição do material é igual ao da Mente e do Corpo de Desejos, ou seja, através da atração e semelhança, mas a construção e organização de tais materiais são de um modo muito diferente.
E que se processa assim: as forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que haja afinidade. Mas somente os materiais dos dois Éteres inferiores, Éter Químico e de Vida. Lembrem-se: os materiais dos Éteres superiores, Luminoso e Refletor, são atraídos pelas forças que compõem o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o “Corpo Alma”. Forças essas que são compostas pela quinta essência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado para com os nossos irmãos e irmãs.
Assim, é esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Parte da matéria etérica atraída por nós, os Anjos do Destino fazem essa matriz e a depositam no útero materno.
Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno, o Átomo-semente do Corpo Denso. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produz resultado. Então, envolto nos nossos veículos, ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe terrestre.
Essa nossa futura próxima mãe terrestre, através do seu Corpo de Desejos, trabalha, sozinha, na construção do nosso próximo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias após a fertilização. Ela controla nosso Corpo Denso através das moléculas nucleadas que compõem o nosso sangue. Após esse período entramos no útero do Corpo Denso materno.
Daqui para frente vamos dissolvendo os núcleos das moléculas do nosso sangue de forma a assumir o controle do nosso incipiente Corpo Denso. A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso. A nova Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso. Esses Corpos reúnem tudo que aprendemos até aqui, ou seja, de como lidar com a matéria mental, de desejos, etérica e física, e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e, que nos garante a nossa Epigênese para termos ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, hábitos e ações originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, tornando os nossos Corpos com aquele algo mais da composição do passado.
E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal envolto nos seguintes corpos: o veículo Espírito Humano, o veículo Espírito de Vida, o veículo Espírito Divino, a Mente, o novo Corpo de Desejos, o novo Corpo Vital, o novo Corpo Denso, e a quinta essência de todo serviço amoroso e desinteressado prestado aos nossos irmãos e irmãs em nossas peregrinações passadas e, que formam a base para continuarmos a construir o nosso Corpo-Alma.
Encarcerado mais uma vez na casa-prisão do Corpo Denso, o Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.
O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição referencial no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”.
Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição referencial no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do Fígado e onde está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.
E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição referencial no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).
Esses Átomos-sementes estão conectados através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico. Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso, uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto.
Aqui a última molécula de sangue nucleada (com núcleo) se desintegra e definitivamente assumimos o controle do nosso Corpo Denso. Essa posse é a expressão mais elevada e sagrada do direito do ser humano, respeitada e resguardada por todas as forças do bem. O Ego é o “amo” do seu veículo.
Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Lembrem-se que esse Panorama foi impresso naquela matriz do Corpo Vital pelos Anjos do Destino. Esse Panorama nos é apresentado na ordem direta, ou seja, primeiro as causas e depois os efeitos, de modo a entendermos por que cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito. Nós o observamos através do polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital. Entretanto, envolto que estamos em todos os nossos Corpos, não conseguimos visualizar o objetivo real dessa existência física, com aquela clareza que visualizamos no Terceiro Céu quando escolhemos o tipo dessa nova existência física, com todas as circunstâncias, e situações necessárias para liquidar com as causas maduras de aprendizagem.
Então, pode acontecer, que quando visualizamos uma vida muita dura, penosa, com muitas provas, demais para podermos resistir, nos assustamos, nos apavoramos e tentamos escapar.
Porém, nesse ponto, os Anjos do Destino já fizeram as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro no feto e, portanto, o nosso esforço para fugir é frustrado. Mas, ao forçarmos impulsionados pela fuga, podemos desequilibrar a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos, resultando daí que o Corpo Vital e o Corpo Denso não fiquem concêntricos podendo fazer com que a cabeça do Corpo Vital se sobressaia para cima da cabeça do Corpo Denso. Com isso podemos estar impossibilitados de utilizar nosso Corpo Denso, podemos estar conectados a um Corpo Denso sem Mente que não se pode utilizar. Assim, tal renascimento será praticamente inútil. Nasce um idiota congênito.
Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para definitivamente focarmos nesse Mundo Físico.
Ainda como embrião, a nossa Glândula Pineal se sobressai através do cérebro, e o nosso Corpo Pituitário forma uma abertura em direção a nossa boca, conectando-se, também com a cavidade espinhal. Através dessa cavidade estamos com um íntimo contato com os Mundos Superiores, enquanto o Corpo Denso vai se tornando mais denso.
Então, outras aberturas do Corpo Denso vão se fechando. Aos poucos a cavidade que existe no lugar do umbigo vai se fechando, desviando a corrente fetal que passava por ele, para os centros de percepção espiritual na cabeça, o sangue é impulsionado ao pulmão através dos ventrículos do coração e ali é refletido o Mundo Físico.
Esses centros são obstruídos e então, a visão espiritual é diminuída, e a consciência gradualmente é enfocada no Mundo Físico.
Então, a redução do fornecimento de sangue, quando se corta a conexão com a mãe no parto, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.
Assim, nasce o Corpo Denso. À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento.
As forças que atuam pelos polos negativos dos outros Corpos e da Mente já se pronunciam:
-a excreção dos sólidos (polo negativo do Éter Químico)
-a excreção dos líquidos (polo negativo do Éter de Vida)
-as funções passivas dos sentidos (polo negativo do Éter Luminoso)
-a Clarividência negativa (polo negativo do Éter Refletor)
-a sensação de dor física (polo negativo do Corpo de Desejos)
-a função imitadora e ensinadora (polo negativo da Mente)
As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos e da Mente, ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos, que nada mais são do que a Região Etérica do Mundo Físico (Corpo Vital Macrocósmico); Mundo do Desejo (Corpo de Desejos Macrocósmico) e o Mundo do Pensamento (Corpo Mental Macrocósmico).
Do 0 aos 7 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso no Coração ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco, vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário.
Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo. Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce, formado de átomos prismáticos que vitalizam cada átomo do Corpo Denso.
O Corpo Vital macrocósmico diminui a sua atuação e o nosso novo Corpo Vital começa a se manifestar.
Aos poucos vai tomando a forma definitiva de extensão de mais ou menos 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso. O baço etérico, que é a porta de entrada das forças solares que vitalizam o Corpo Vital, vai transmutando tal força em um fluído vital, cor de rosa pálido se espalhando por todo o nosso Sistema Nervoso, irradiando o excesso para fora, irradiando saúde.
Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas:
•A assimilação (polo positivo do Éter Químico)
•O calor do corpo e a circulação do sangue (polo positivo do Éter Luminoso)
•A retenção da imagem de todo acontecimento (polo positivo do Éter Refletor)

Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas:
•Para os pais: exemplo
•Para os filhos: imitação
O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO DE DESEJOS
Um Ciclo da nossa existência nessa presente escala de evolução, desde uma Morte no Mundo Físico até um novo Renascimento, envolve quatro grandes etapas:
1-Descarte dos nossos Corpos usados;
2-Assimilação de todas as lições aprendidas;
3-Escolha da nova existência;
4-Construção dos nossos novos Corpos.
5-Utilizamos várias Forças e Leis do Universo.
Começamos nos livrando desse Corpo Denso, fazendo uso da força centrífuga de repulsão. Dele, apenas seu Átomo-semente é levado.
Entramos no Purgatório. O tempo aqui depende diretamente de quão eficiente fomos à execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. É claro que vivendo nosso Purgatório diariamente diminuiremos drasticamente o tempo gasto ali.
De qualquer modo, por meio da dor e do sofrimento, assimilamos as lições geradas pelas nossas maldades (por omissão ou por comissão).
Passado tal tempo, somos compelidos ao Primeiro Céu. Novamente o tempo de presença ali depende diretamente de quão eficiente fomos à execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.
De qualquer modo, através do regozijo, da gratidão e da alegria assimilamos mais lições, geradas pelo seu serviço amoroso e desinteressado prestado.
Depois ao Segundo Céu onde dedicamos todo o nosso tempo: construindo Corpos e formando o novo ambiente para nossa vida futura.
De lá seguimos para o Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. Somente com os Átomos-sementes dos nossos últimos Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e do veículo Mente.
A compreensão de quanto erramos e o que devemos fazer para corrigir os erros alcança seu ápice. Dessa consciência e compreensão, juntamente com a Força Centrípeta de Atração, nasce de dentro do nosso íntimo a vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico. Contando com a ajuda inestimável dos Seres conhecidos na Religião Cristã como Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis, escolhemos o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas a saber: teste nas lições que aprendemos e aquisição de maiores experiências nas nossas relações interpessoais.
Aqui utilizamos duas Leis Cósmicas: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo e “Semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.
Mergulhamos no Mundo do Pensamento construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo, construímos um novo Corpo de Desejos.
Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital. Adquirimos o material através da: atração e semelhança, o construímos e o organizamos atraindo materiais dos dois Éteres inferiores: Éter Químico e de Vida. Já os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o serviço amoroso e desinteressado que prestamos para com outros.
Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso.
A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso.
A nossa nova Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso.
E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal da Onda de Vida humana, nos manifestamos mais uma vez aqui com os seguintes veículos:
– veículo Espírito Humano
– veículo Espírito de Vida
– veículo Espírito Divino
– a nova Mente
– o novo Corpo de Desejos
– o novo Corpo Vital
– o novo Corpo Denso
– e a quintessência de todo serviço amoroso e desinteressado (portanto, mais anônimos possível), focado na Divina Essência oculta em cada um, para com o irmão e/ou a irmã, nosso próximo ou nosso semelhante.
O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.
O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco (ou Plexo Solar ou “boca do estômago”).
Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado e onde está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.
E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal, na testa.
Esses Átomos-sementes estão conectados através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico. Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: entre o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital; entre o Átomo-semente do Corpo Vital e do Corpo de Desejos; e entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos e o da Mente.
Detalhando as duas primeiras partes: uma parte desse Cordão nasce composto de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso; uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto. Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos.
De modo a entendermos o porquê cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito.
Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para focarmos definitivamente nesse Mundo Físico. Então, a redução do fornecimento de sangue, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.
Assim, nasce o Corpo Denso (Denso). À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento.
As forças que atuam pelos polos negativos desses corpos já se pronunciam:
– a excreção dos sólidos (polo negativo do Éter Químico);
– a excreção dos líquidos (polo negativo do Éter de Vida);
– as funções passivas dos sentidos (polo negativo do Éter Luminoso)
– a Clarividência negativa (polo negativo do Éter Refletor)
– a sensação de dor física ou psicossomatização (polo negativo do Corpo de Desejos)
– a função imitadora e ensinadora (polo negativo da Mente)
As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos que nada mais são do que:
– Região Etérica do Mundo Físico (Corpo Vital Macrocósmico)
– Mundo do Desejo (Corpo de Desejos Macrocósmico)
– Mundo do Pensamento (Corpo Mental Macrocósmico)
Dos 0 aos 7 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso no Coração ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário. Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce, formado de átomos prismáticos que vitalizam cada átomo do Corpo Denso.
O Corpo Vital macrocósmico diminui a sua atuação e o nosso novo Corpo Vital começa a se manifestar.
Aos poucos vai tomando a forma definitiva de extensão de mais ou menos 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso.
O baço etérico, que é a porta de entrada das forças solares que vitalizam o Corpo Vital vai transmutando tal força em um fluído vital, cor de rosa pálido se espalhando por todo o nosso Sistema Nervoso, irradiando o excesso para fora irradiando saúde.
Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas:
– A assimilação (polo positivo do Éter Químico)
– O calor do corpo e a circulação do sangue (polo positivo do Éter Luminoso)
– A retenção da imagem de todo acontecimento (polo positivo do Éter Refletor)
Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais: exemplo e para os filhos: imitação.
Entramos no segundo período setenário.
Dos 7 aos 14 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo de Desejos no Fígado ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de adolescência.
Os centros de percepção do Corpo de Desejos, os vórtices, ainda que incipientes, começam a se manifestar. Começamos a sentir emoções, sentimentos e desejos mais duradouros.
Nesse segundo período setenário a assimilação excessiva armazena certa quantidade de força que, fica acumulada nos nossos órgãos sexuais.
Por volta dos 14 anos nasce o nosso Corpo de Desejos.

Toda essa força acumulada nos nossos órgãos sexuais está pronta para agir.
Começa a luta entre o nosso Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o nosso Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico.
O polo positivo do Éter de Vida, responsável pela propagação, amadurece por completo.
Até aqui quem nos forneceu a maioria dos nossos corpúsculos sanguíneos foi a Glândula Timo. Essa Glândula armazena certa quantidade de corpúsculos sanguíneos fornecidos pela mãe. Por isso que até mais ou menos essa idade não nos vemos muito como um indivíduo como um “eu” separado.
Quando próximo dos 14 anos a nossa medula óssea como a formar os nossos corpúsculos sanguíneos e a Glândula Timo vai se atrofiando o nosso sentimento de “eu” separado, de indivíduo, começa a se expressar completamente. O nosso Corpo de Desejos assume seu papel de ação nos nervos voluntários e músculos.
Do grande vórtice do fígado sai um fluxo contínuo que se irradia para a periferia do Corpo de Desejos retornando ao centro por meio de muitos outros vórtices.
Começamos a manifestar as cores no nosso Corpo de Desejos:
– Cinza quando estamos, por exemplo: com medo
– Vermelho quando estamos, por exemplo: com raiva
– Azul quando estamos, por exemplo: calmo
Ele se estende de 40 a 50 cm além do nosso Corpo Denso.
Nesse segundo período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais, autoridade; para os filhos, discipulado.
Somos ensinados por meio de lições que aceitamos, baseadas na autoridade dos nossos pais e professores. Somos, portanto, eminentemente ensináveis.
Aproveitemos aqui para ensinar coisas superiores e positivas para as nossas crianças unindo bons hábitos a desejos superiores.
Com a memória pronta para guardar tudo que ensinamos ajudamo-la a encher com bons hábitos, bons exemplos e bom caráter.
Aproveitemos essa oportunidade para ajudá-la a expressar mais habitualmente as características positivas e superiores de sua Personalidade.
O NASCIMENTO DE UMA NOVA MENTE
Atualmente passamos por três Mundos todas as vezes que morremos e voltamos a existência física, em um novo renascimento: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.

Em outras palavras: nosso atual Campo de Evolução é composto por esses três Mundos.
A partir do momento em que as experiências que podemos adquirir em nosso ambiente atual esgotam-se, a existência aqui nesse Mundo Físico termina. A este fato denominamos Morte aqui. Em verdade, esse acontecimento nada mais é do que um novo renascimento nos Mundos suprafísicos, Mundos espirituais. Nesse processo de retorno aos Mundos espirituais, a Força de Repulsão, que é centrífuga, permite nos livrar do nosso Corpo Denso, levando dele apenas seu Átomo-semente, que contém os registros de tudo aquilo que vivemos.
Começa o processo de transferência de tudo que passamos nessa existência recém-terminada, e que está gravado no Corpo Vital, para o Corpo de Desejos, o assento do sentimento. Este processo será a base da nossa existência no Mundo do Desejo.
Após está gravação desse Panorama da Vida recém-finca, abandonamos o nosso Corpo Vital, também levando dele seu Átomo-semente.
Assim, despertamos no Mundo do Desejo com o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital. Temos uma sensação de alívio, como se tivéssemos nos livrado de um fardo pesado. Entramos no Purgatório que está nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Utilizando novamente a Força de Repulsão, que é centrífuga, expelimos toda matéria inferior de desejos que alimentamos durante a última vida, isto é, nossas paixões, desejos inferiores e ilusões. Esse processo de eliminação de material de desejo gera dor e sofrimento. O extrato do sofrimento se converte em consciência.
Depois disso somos compelidos ao Primeiro Céu, que está nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Utilizando da Força de Atração, que é centrípeta, colhemos todo o material superior de desejos que cultivamos na última vida, ou seja, toda a gratidão que provocamos e recebemos todo sentimento que geramos relacionado aos bons ideais e reto agir. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo.
Daí nos livramos do nosso Corpo de Desejos e entramos no Segundo Céu. Também levamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos. Unimo-nos as Forças da Natureza e iniciamos a nossa atividade criadora: novos Corpos, novos ambientes, novas criações. Em outras palavras, trabalhamos no arquétipo de todas as coisas que irão compor a Terra física em muitos anos precedentes. Após o que, nos livramos da nossa Mente e seguimos para Terceiro Céu sem nenhum veículo.
Somente com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente.
A compreensão de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos alcança seu ápice. Dessa consciência e compreensão e utilizando da Força de Atração centrípeta nasce de dentro do nosso íntimo a vontade sincera e honesta de voltar a renascer no Mundo Físico, contando com a ajuda inestimável dos conhecidos, na Religião Cristã, os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis, escolhemos o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber: teste nas lições que aprendemos e aquisição de maiores experiências nas nossas relações interpessoais.
Conscientes das duas Leis Cósmicas que agem nesse momento: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo, e “Semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.
Mergulhamos nos três Mundos que compõe nosso atual Campo de Evolução. Do Mundo do Pensamento colhemos materiais afins para construir uma nova Mente. Do Mundo do Desejo colhemos materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos. Da Região Etérica do Mundo Físico colhemos materiais afins de Éteres Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital. Lembrando que os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) prestado aos nossos irmãos e nossas irmãs, esquecendo os defeitos deles e focado na Divina Essência oculta em cada um de nós, que é a base da Fraternidade.
Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. E assim, cá estamos nós de volta (o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) envolto nos seguintes nossos veículos para mais uma vida terrestre: um veículo Espírito Humano, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Divino, uma nova Mente, (utilizada como freio sobre os impulsos, que dá propósito à ação), um novo Corpo de Desejos (de onde parte o desejo e/ou a emoção que impele à ação), um novo Corpo Vital (que vitaliza o Corpo Denso e que torna possível a ação), um novo Corpo Denso (que é o instrumento da ação aqui).

Os nossos Átomos-sementes são colocados nas suas posições de recepção dos ensinamentos que adquiriremos: o Átomo-semente do Corpo Denso na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração; o Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso conhecido como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”; o Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do Fígado; o Átomo-semente da nossa Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (no meio da testa).

Um tríplice Cordão Prateado entra em formação para conectar por meio dos seguintes segmentos: entre o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital; entre o Átomo-semente do Corpo Vital e do Corpo de Desejos; e entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos e o da Mente.
Detalhando as duas primeiras partes: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso; uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. A terceira ponta se desenvolverá oportunamente. E aí se dá o nosso despertar como um feto.

Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos. De modo a entendermos o porquê cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito. Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para começarmos a focar a nossa consciência no Mundo Físico.
A redução do fornecimento de sangue, cortando o cordão umbilical, é utilizada para focarmos definitivamente nossa consciência no Mundo Físico. Assim, nasce o nosso Corpo Denso. À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento aqui. As forças que atuam pelos polos negativos desses Corpos já se pronunciam: a excreção dos sólidos (Éter Químico), a excreção dos líquidos (Éter de Vida), as funções passivas dos sentidos (Éter Luminoso), a clarividência negativa (Éter Refletor), a sensação de dor física (Corpo de Desejos ligado ao sistema físico cérebro-espinhal), a função imitadora e ensinadora (Mente).
As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos: a Região Etérica do Mundo Físico, o Mundo do Desejo e o Mundo do Pensamento.
Do 0 aos 7 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso ao Átomo-semente do Corpo Vital vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário. Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo. Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas: a assimilação (Éter Químico), o calor do corpo e a circulação do sangue (Éter Luminoso), a retenção da imagem de todo acontecimento (Éter Refletor). Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – exemplo; para os filhos – imitação. Nesse período aprendemos o que são as coisas não se importando com o seu significado, a não ser aquilo que entendemos do nosso jeito.
Entramos no segundo período setenário. Dos 7 aos 14 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de adolescência. Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Toda essa força acumulada nos nossos órgãos sexuais está pronta para agir. Começa a luta entre: nosso Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o nosso Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência mais focada no Mundo Físico. O polo positivo do Éter de Vida, responsável pela propagação, amadurece por completo. Nesse segundo período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – autoridade; para os filhos – discipulado. Aqui aprendemos o que as coisas significam, guardamos na nossa memória as explicações e definições que nos ensinam.
Entramos no terceiro período setenário. Dos 14 aos 21 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente da Mente vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de maioridade. Nesse período torna-se mais intensa a atração pelo sexo oposto, perturbadora e desenfreada. Porque no terceiro período setenário, que vai dos 14 aos 21 anos, marca o início da necessidade de autoafirmação de cada um de nós e se não aproveitarmos os dois primeiros períodos setenários: o primeiro, do 0 aos 7 anos, utilizando o exemplo e a imitação, e o segundo, dos 7 aos 14 anos, utilizando a autoridade e o discipulado teremos sérios problemas em nosso trabalho de ajudar um irmão ou uma irmã a evoluir nessa vida como nosso filho ou filha. Nesse terceiro período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – conselho; para os filhos – ver o exemplo. A nossa tolerância e a nossa simpatia para com quem é nosso filho ou nossa filha torna-se imprescindível. Procuremos estimular os filhos a pesquisar cuidadosamente antes de julgar. Nossa Mente, nutrida pela Mente macrocósmica, começa a desenvolver suas potencialidades latentes.
É nesse terceiro período setenário que o Éter Luminoso, responsável pela produção do nosso sangue quente, se desenvolve e governa o nosso coração de modo que o nosso Corpo não esteja demasiado frio nem demasiado quente. Enquanto não está totalmente ativo, nos vemos em situações onde ora o sangue está demasiadamente quente e expressamos a ira, a paixão, a ansiedade e não conseguimos dominar nosso corpo pela força refreadora do pensamento, ora o sangue está demasiado frio e expressamos o medo, a sonolência, o desânimo e não conseguimos utilizar o nosso corpo, e o pensamento paralisa-se. Somente por volta dos 21 anos é que tomamos posse completa de todos os nossos veículos, utilizando para isso a produção própria do nosso sangue e o calor desse mesmo sangue. É a partir daqui que podemos manter o nosso sangue nem demasiado quente, nem demasiado frio, que podemos ser ativos, mental e fisicamente. Que conseguimos dirigir o nosso sangue para o cérebro, quando necessitamos utilizar esse instrumento para ter informações para pensar ou para os órgãos digestivos quando precisamos digerir uma alimentação.
E é por volta dos 21 anos que nasce a nossa Mente.

Começa a luta entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o Mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: essa nossa busca incessante do equilíbrio entre “cabeça e coração”, “razão e devoção”. Só a Mente ampla e um grande Coração podem nos proporcionar este conhecimento! Estamos equipados para tomarmos a rédea dessa nossa existência!
A FASE DOS 21 AOS 28 ANOS
Durante nossa existência terrestre estamos vivendo alternativamente nesse Mundo Físico, ou seja, estamos sob a Lei dos Ciclos Alternados a qual decreta a sucessão de fluxo e refluxo, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vigília e do sono.
Aqui semeamos as ações e ganhamos experiências com respeito ao nosso horóscopo.
Dispomos dos seguintes instrumentos: um veículo Espírito Divino, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Humano, um veículo Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso.
E, atualmente, nosso Campo de Evolução se resume em trabalharmos somente em 3 Mundos: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.
Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico, nascemos nos Mundos espirituais. Então, estamos prontos a assimilar os frutos da nossa existência terrestre e incorporá-los como nossos poderes nos Mundos espirituais.
Portanto, daqui nós já concluímos que nascimento e morte nessa vida terrestre não são mais do que passagens de uma fase da nossa vida para outra e mais: a vida que agora nós vivemos não é mais do que uma das muitas da série.
É aqui que nos livramos do nosso Corpo Denso, levando conosco o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos. Nesse momento tudo que passamos nessa existência recém-terminada, e que está gravado no Átomo-semente do Corpo Denso, transferimos para o Átomo-semente Corpo de Desejos.
Terminada essa transferência nos livramos do nosso Corpo Vital, levando conosco o seu Átomo-semente.
Despertamos no Mundo do Desejo. Entramos no Purgatório, que se localiza nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Repudiamos todos os desejos e as emoções inferiores, que resultaram em ações ou não e que resultaram em sofrimentos e dores aos outros, sentindo triplamente todo o mal que ocasionamos. A resultado dessa atividade é chamada de consciência.
Após o que entramos no nosso Primeiro Céu, que se localiza nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Assimilamos toda a gratidão, resultado de desejos e emoções superiores, que resultaram em ações ou não e que resultaram em alegrias, gratidões e regozijos dos outros, sentindo triplamente todo o bem que ocasionamos. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo.
Depois nos livramos do nosso Corpo de Desejos, levando conosco somente o seu Átomo-semente. Entramos no Segundo Céu, que se localiza na Região Concreta do Mundo do Pensamento. Exercemos nosso poder criador em toda sua plenitude. Ajudamos a criar novos Corpos, novos ambientes, nova flora e fauna para as vidas futuras terrestres nossa e de outros seres humanos.
Em seguida, nos livramos da Mente levando conosco somente o Átomo-semente.
Ultrapassamos a Região central do Mundo do Pensamento, a conhecida Região das Forças Arquetípicas.
Entramos no Terceiro Céu, que se localiza Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Estamos sem nenhum dos Corpos e sem a Mente. Estamos Uno com Deus. A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível. Estamos ávidos para cumprir as promessas que fizemos a nossos amigos ou inimigos; para colher a alegria ou sofrer a dor, que são os frutos de nossas existências anteriores nesse Planeta Terra devido a lições (que nada mais é do que como cumprir com as Leis de Deus aqui). Quando nos aparece uma possível oportunidade, com a vontade que temos para renascer, começamos o processo de mais um renascimento aqui. Os Anjos do Destino nos fornecem uma indispensável e necessária ajuda: “como escolher a vida terrestre?”, “o que fazer para renascer?” e “como não nos deixar desistir quando estivermos cegos para os Mundos espirituais?”
Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir uma nova Mente. Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos.
Da Região Etérica do Mundo Físico, nós utilizamos o Átomo-semente do Corpo Vital, colhendo materiais afins de Éteres: Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital. Os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo Alma.
Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Colocam o Átomo-semente do nosso Corpo Denso na cabeça do espermatozóide que fecundará o óvulo. E a matriz do novo Corpo Vital no útero da futura mãe.
E estamos de volta, manifestados com os nossos veículos: um veículo Espírito Divino, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Humano, um veículo Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso.
Essa é a nossa constituição conhecida como sétupla.
Os Átomos-sementes estão nas suas posições de recepção dos ensinamentos que adquiriremos: o Átomo-semente do Corpo Denso na posição relativa no ápice do ventrículo esquerdo do coração; o Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso, conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”; o Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado; o Átomo-semente da Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal.
Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado, tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Inicia-se a Infância, primeiro período setenário (0-7). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo Denso, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito Divino no nosso Corpo Denso extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Consciente. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse primeiro período setenário: para os pais ou responsáveis, através do exemplo; estimulando os filhos a imitação.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. A pressão normal do ar retém o nosso Corpo Vital dentro do nosso Corpo Denso mais do que nunca, cada um dos átomos prismáticos que compõe os Éteres Inferiores do nosso Corpo Vital Irradiam de si mesmos as linhas de força que fazem voltear os átomos físicos em que estão inseridos, provendo a vitalidade do nosso Corpo Denso. Quando estamos bem de saúde, a direção dessas linhas de força estende-se além da periferia do nosso Corpo Denso (por volta de 4 cm). Inicia-se a Puberdade, o segundo período setenário (7-14). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo Vital, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito de Vida no nosso Corpo Vital extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Intelectual. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse segundo período setenário: para os pais ou responsáveis, autoridade; estimulando em os filhos o discipulado.
Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo de Desejos, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito Humano no nosso Corpo de Desejos extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, entre: o Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse terceiro período setenário: para os pais ou responsáveis, pelo conselho (ou sugestão); estimulando os filhos a valorizar o exemplo.
Até aqui nossa Mente não nasceu, está latente. Todos os nossos pensamentos e ideias são nutridos por material mental fornecido pela Mente Macrocósmica que nada mais é do que a Região Concreta do Mundo do Pensamento. Em torno dos 21 anos nasce a Mente, e se atinge a maioridade, pois até a lei também reconhece esta como a idade mínima para a maioridade do indivíduo, e para que esse possa exercer as suas prerrogativas de cidadão.
É importante notar que o calor apropriado para a nossa (nós, Ego) expressão real não se manifesta enquanto a Mente não tenha nascido da Mente Concreta macrocósmica, quando não atingimos, aproximadamente, vinte e um anos.
Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, entre: a Mente, voando de uma descoberta material para outra, ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o Coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: a busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.
Com o foco despertado – a Mente, o foco pelo qual nós, Egos, trabalhamos sobre as ferramentas, os nossos Corpos – o nosso trabalho de espiritualização dos nossos três Corpos se torna mais efetivo e eficiente: pela Observação e da ação reta e, com isso, da experiência, cresce a nossa Alma Consciente; pelo Discernimento (distinguir aquilo que é essencial daquilo que não tem importância) e do cultivo de bons hábitos cresce a nossa Alma Intelectual; e pela devoção a ideais elevados (que nos ajuda a restringir os nossos instintos animais) expressando somente desejos superiores, crescer nossa Alma Emocional.
Se até aos 21 anos temos a desculpa de ainda sermos manipulados exteriormente devido a algum veículo ainda latente, ou algum polo de algum veículo ainda inativo agora não temos mais. Mais do que nunca, daqui para frente, estamos sob a Lei da Consequência. A partir daqui somos um ser com todos os instrumentos ativos, prontos para serem utilizados. Cabe a nós, a nossa vontade, utilizarmos bem ou não tais instrumentos.
Se todos os cuidados que apontamos nos três períodos setenários anteriores foram tomados torna-se mais fácil atuarmos nesse quarto período setenário, no tocante aos cuidados com os nossos veículos para melhor utilizá-los como instrumentos de aprendizagem nessa existência.

A FASE DOS 28 AOS 35 ANOS
Recapitulando, vimos que ao nascer, após o primeiro suspiro (primeira respiração) iniciamos nossa jornada na Vida Terrestre. A cada 7 anos, aproximadamente, temos o “nascimento” dos Corpos:
– em torno dos 7 anos – Corpo Vital;
– em torno dos 14 anos – Corpo de Desejos;
– em torno dos 21 anos – Mente;
E daqui para frente a cada 7 anos temos uma mudança de fase na nossa vida (quer façamos ou não): até os 28 anos – Início da Seriedade de Vida;
Agora, vamos descrever resumidamente, a fase da nossa vida aqui que vai do Princípio da Vida Sensata (por volta dos 28 anos) até o Início do Segundo Crescimento (por volta dos 35 anos).
Durante nossa existência terrestre estamos vivendo alternativamente nesse Mundo Físico, ou seja, estamos sob a Lei dos Ciclos Alternados a qual decreta a sucessão de fluxo e refluxo, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vigília e do sono.
Nesse período setenário atingimos o nosso Nadir da Materialidade (por volta dos 28 anos).
Chegamos ao ponto perigoso de ficarmos demasiadamente aderidos a nossa família e, com isso, cristalizarmos e degenerarmos essa nossa existência.
Lembremos, aqui, as palavras de Cristo: “Se alguém vem a Mim e não abandona seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26).
Isso não quer dizer que devemos deixar ou desprezar os laços familiares, mas que devemos elevar-nos acima deles.
Pai, mãe, irmão, irmã, primos, primas, tios, tias, avôs, avós são “corpos” e todas as relações são questões de família, pertencentes à forma.
Devemos reconhecer, e praticar, que não somos corpos, nem famílias, mas sim Egos, ou Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui, lutando para buscar o crescimento espiritual a fim de podermos nos desenvolver ao ponto de funcionarmos conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, a partir do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e a irmã ao nosso lado, esquecendo os defeitos deles e focando na Divina Essência oculta em cada um de nós, pois isso é a base da Fraternidade.
Se se esquecemos disso e nos identificamos com a nossa família – aderindo a ela com fanático apego – é o mesmo que nos fossilizar, negando-se a cumprir as experiências que escolhemos lá no Terceiro Céu, com a ajuda dos Anjos do Destino.
Passado essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário (28-35). Estamos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.
Alcançamos a nossa máxima eficiência em:
– Investigar as coisas por conta própria a fim de aprendermos a formar nossas opiniões individuais;
– Pesquisar cuidadosamente antes de julgar;
– Conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis;
– Em saber que ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes com nossos deveres para com a família e para com os nossos irmãos.
Caso insistamos em negar nossos deveres cotidianos com o objetivo de só dedicarmos à vida superior, com certeza seremos coagidos a voltar para caminho do nosso dever pela Lei.
Não podemos escapar sem que tenhamos aprendido a lição. Agindo assim estamos cultivando a nossa faculdade fundamental: o dever.
E é por aqui que avançaremos rápido e, com muito menos tempo, despertaremos a chamada para a vida superior; afinal: “quando estamos pronto, o Mestre aparece”.
E, com isso, as nossas condições financeiras, sociais, psíquicas e materiais viram uma mera consequência, aquelas que vêm “por acréscimo”.
Se nós temos condições físicas, financeiras, sociais e de destino para nos casarmos, que o façamos. Tanto como gratidão pelos que nos ajudaram, como por serviço para com milhares de irmãos que buscam uma oportunidade saudável e boa para renascer nesse Mundo Físico.
Afinal, do ponto de vista da ciência oculta, os irmãos e as irmãs que tenham Corpos e Mentes saudáveis tem o dever e, ao mesmo tempo, privilégio de criar veículos para os irmãos que necessitam renascer nesse Mundo Físico.
Lembremos que o nosso atual Esquema de Evolução, com a separação dos sexos, há a necessidade de se ter um ser de cada sexo para a procriação.
Mas há também a facilidade de se ter um ser de cada sexo para melhor aproveitar-se das lições a serem aprendidas nessa existência. Portanto, o encontro do nosso parceiro de matrimônio é uma benção, como acelerador para a evolução de ambos. Ou, em linguagem astrológica, aquele companheiro que está mais próximo do nosso Eu, sinalizado pela 7ª Casa, e que, assim, nos complementa, forma a associação completa para: aguentarmos os revezes dessa existência e para compartilharmos as alegrias que provocamos.

A FASE DOS 35 AOS 42 ANOS
Aqui é a fase do Máximo de Vitalidade até o Início da Mudança de Vida
Recapitulando, os veículos, ou se preferir, instrumentos ou, ainda, ferramentas que nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, dispomos para trabalhar, enquanto renascidos aqui são: nosso veículo Espírito Divino, nosso veículo Espírito de Vida, nosso veículo Espírito Humano, nossa Mente, nosso Corpo de Desejos, nosso Corpo Vital e nosso Corpo Denso. Ou seja, 7 veículos no total.
E desses veículos, utilizamos enquanto renascidos aqui somente os veículos necessários para trabalharmos nos seguintes Mundos e respectivas Regiões: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento. Ou seja: somente em três dos sete Mundos (ou sete estados de Matéria) que se divide o Universo. Este trabalho é ininterrupto. Ora estamos trabalhando aqui, focado no Mundo Físico. Ora estamos trabalhando lá, focado nos Mundos Espirituais ou Suprafísicos.
Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico, nascemos nos Mundos Espirituais, por meio da conhecida Morte. Mas, por outro lado, todas as vezes que morremos nos Mundos Espirituais nascemos neste Mundo Físico. Fato conhecido como Nascimento.
Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico estamos prontos para assimilar os frutos da nossa existência terrestre e incorporá-los como nossos poderes nos Mundos Espirituais. Portanto, daqui já concluímos que nascimento e morte, nessa vida terrestre, não são mais do que passagens de uma fase da nossa vida para outra. É aqui que nos livramos do nosso Corpo Denso. E o que se leva de tudo isso?
O Átomo-semente de cada um dos três Corpos e da Mente, que possui gravado dentro de si o resumo de tudo o que aprendemos nesta e em outras vidas. No momento que sucede a Morte, transferimos tudo que está gravado no nosso Corpo Vital, assento da nossa Memória, para o Corpo de Desejos, o assento do Desejo, Sentimento e Emoção. Terminada essa transferência nos livramos do nosso Corpo Vital. E o que levamos dele? Somente o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ele.
Já sem esse Corpo Denso e sem esse Corpo Vital e funcionando nesse Corpo de Desejos, despertamos nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Em geral, o tempo que se vive no Mundo do Desejo é três vezes mais rápido do que se vive nesse Mundo Físico. Explicando: se se vive 60 anos aqui, se viveria, os mesmos fatos e experiências, em 20 anos lá.
Despertamos no nosso Purgatório. Nosso trabalho aqui: repudiar todos os desejos inferiores (ódio, inveja, egoísmo, raiva, cobiça, preguiça, entre outros.), corrigir as nossas debilidades e vícios, sentindo todo o mal que ocasionamos. A quintessência do sofrimento se converte em consciência, que utilizaremos nas vidas futuras.
Deixamos o Purgatório para trás e entramos nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo: o nosso Primeiro Céu. Nosso trabalho aqui: assimilar toda a gratidão emitida por quem ajudamos, sentir novamente toda a gratidão que externamos. Daqui conclui-se que a gratidão produz crescimento anímico. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo, que utilizaremos em vidas futuras.
Concluído esse trabalho nos livramos do nosso Corpo de Desejos. E o que levamos dele? Somente o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ele.
Já sem os Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, da vida que acabou de passar e, neste ponto, funcionando apenas com a Mente (único veículo que restou da vida passada), entramos na Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, o Segundo Céu. Criamos e trabalhamos sobre arquétipos: de novos Corpos – dos nossos irmãos que estão prestes a nascer, de novos ambientes, de nova flora e de nova fauna.
Terminada essa fase, nos livramos da nossa Mente. E o que levamos dela? Somente seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ela. Note que possuímos quatro Átomos-semente, um para cada veículo.
Ultrapassamos a Região central do Mundo do Pensamento, a conhecida Região das Forças Arquetípicas. Entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento, Terceiro Céu. Estamos sem nenhum dos quatro veículos que usamos na nossa última vida terrestre. Somente nós, o Espírito Virginal, com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente. A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível.
E é por isso que mergulhamos para mais um renascimento. Os Anjos do Destino nos fornecem uma indispensável e necessária ajuda: como escolher a vida terrestre (dentre de um número finito de possibilidades), o que fazer para renascer, como não nos deixar desistir quando estivermos cegos para os Mundos Espirituais.
Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir um nova Mente. Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos. Da Região Etérica do Mundo Físico, utilizamos o Átomo-semente do Corpo Vital, colhendo materiais afins de Éteres Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital.
Os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo-Alma. Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Colocam: o Átomo-semente do nosso Corpo Denso na cabeça do espermatozoide que fecundará o óvulo e o Átomo-semente do nosso Corpo Vital no útero da mãe.
E, assim, estamos de volta para um novo nascimento nesse Mundo Físico, com: o veículo Espírito Humano, o veículo Espírito de Vida, o veículo Espírito Divino, uma nova Mente, um novo Corpo de Desejos, um novo Corpo Vital, um novo Corpo Denso.
E onde se estacionam os Átomos-sementes? Exatamente nas posições mais adequadas para as lições neles serem gravadas: Átomo-semente do Corpo Denso na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”. Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado. Átomo-semente do nossa Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).
Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado, tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Um Corpo Denso tenro, denso e sólido composto de sólidos, líquidos e gases.
Inicia-se: a infância, primeiro período setenário (0-7); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Consciente. Aqui aprendemos observando o exemplo dos nossos pais e os imitando.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Inicia-se: a Puberdade, segundo período setenário (7-14); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Intelectual. Aqui aprendemos através da autoridade exercida pelos nossos pais e deles sendo discípulos.
Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se: a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, entre os nossos: Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico. A manutenção do Corpo Denso tem como objetivo nos preparar para atrair o sexo oposto para procriar. É aqui que vemos homens, se importando em buscar corpos “sarados”, ou, pelo menos, evidenciar seus dotes físicos. As mulheres, se importando em buscar corpos curvilíneos, ou, pelo menos, evidenciar sua suavidade. Ao mesmo tempo que se busca a sua destruição com descontrole das emoções adolescentes. Aqui aprendemos através dos conselhos do nossos pais e sendo estimulados por eles a valorizar o exemplo.
Em torno dos 21 anos nasce a nossa Mente: atingimos a Maioridade. Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: para alguns é essa busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.
Estamos completos para uma total manifestação nesses Mundos: o Tríplice Espírito (Divino, de Vida e Humano) trabalhando sobre o Tríplice Corpo (Denso, Vital e de Desejos) através da Mente, tendo como produto desse trabalho a Tríplice Alma (Consciente, Intelectual e Emocional). Ou seja: crescimento anímico através das experiências que passamos.
Por volta dos 28 anos atingimos o nosso Nadir da Materialidade e, tal como ocorre com a nossa evolução quando nos apegamos a raça, ocorre conosco por volta dessa idade. É o axioma hermético “como é em cima, é também em baixo”. O perigo do apego as coisas materiais atinge o seu ápice. Apego a: bens materiais, afetos egoístas, corporativismo separatistas (família, grupo, raça).
O perigo de cristalizarmos e, com isso, nos atrasar na evolução, se faz mais presente. Devemos relembrar que estamos aqui para adquirir experiências e não para se realizar com os bens materiais. Devemos nos lembrar de que os bens que temos não são nossos, são talentos que tivemos a graça de Deus como privilégio para os administrar. E seremos cobrados por essa administração, tal qual nos diz a Bíblia na parábola dos talentos. Devemos reconhecer, e praticar, que não somos corpos, nem famílias, mas sim Espíritos lutando pela perfeição.
Passando essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. (28-35). Aqui presenciamos uma bifurcação decisiva nessa nossa existência terrestre: se não houver sequelas do perigo do apego aos bens materiais e afetos do período setenário anterior, então: nos sentimos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material sob a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Consequência, sendo levados de um lado para outro pela corrente da vida. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material nos enganando, arranjando desculpas pelas nossas condições, circunstâncias e atitudes. E, assim, criando mais destinos maduros para existências materiais futuras. Mas, suponhamos que não tenhamos sequelas. Que decidimos buscar o domínio de nós mesmos. Que decidimos viver a vida espiritual e buscar o domínio de nós mesmos. Que decidimos nadar contra a corrente da vida material.
Com isso, ao alcançar o Máximo da vitalidade, o nosso Segundo Crescimento, por volta dos 35 anos, que deve ser o Crescimento em Sabedoria. Atingimos a nossa máxima eficiência em: investigar as coisas por conta própria a fim de aprendermos a formar nossas opiniões individuais; pesquisar cuidadosamente antes de julgar; conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis; em saber que ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes com nossos deveres para com a família e para com os nossos irmãos.
E daí, por volta dos 35 anos inicia-se o sexto período setenário, que vai até os 42 anos. Se optamos: por buscar o domínio de nós próprios; por cumprir com o nosso dever (que nada mais é do que passar pelas experiências que escolhemos no Terceiro Céu); por aspirar a realização espiritual através da vivência dos ensinamentos ocultos então, tiraremos o máximo desse período. Apararemos arestas.
Com um grau de certeza sobre o nosso objetivo nessa existência física o suficiente para nos satisfazer, a vida física torna-se mais fácil.
Os esforços mais concentrados. As tarefas mais interessantes. A aprendizagem mais completa. E o apetite para estender mais essa existência terrestre maior.
A preocupação pela manutenção dos corpos se torna muito mais para poder utilizá-los com a maior eficiência possível do que para fins egoístas.
Buscamos manter o Corpo Denso saudável porque temos a consciência dele ser o Corpo mais perfeito que já pudemos construir, e porque temos a consciência que o baluarte da nossa evolução é aqui na Região Química do Mundo Físico e que precisamos desse Corpo Denso e todos os demais Corpos nas mais perfeitas condições de saúde para aproveitar tal evolução.
Por volta dos 42 anos inicia-se a nossa Mudança de Vida.
Notem uma coisa muito importante: “a messe é grande e os operários são poucos” e “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”. O nosso desenvolvimento setenário, enquanto renascidos aqui, é um caminho que facilita a nossa atenção em cada um desses períodos setenários a adquirir, com mais facilidade, aquelas experiências e aprendizagens específicas para cada um deles. Entretanto, o fato de não termos conseguido, não deve ser motivo de desânimo, de desistência ou de sofrimento. Nosso destino foi traçado por nós mesmos no Terceiro Céu. Sabemos das nossas dificuldades e porque escolhemos, muitas vezes, o caminho mais duro, pedregoso e de buscar aprender as lições não necessariamente no momento em que a aprendizagem era mais fácil. O importante sempre é que estejamos dispostos a aprender essas lições e praticá-las no nosso dia a dia. Agora, o fato de saber o que cada período setenário nos fornece como facilidades para aprendizagem deve nos encher de ânimo em saber que esse conhecimento nos ajudará a auxiliar os outros, os que vêm após a nós e assim, praticar o serviço amoroso e desinteressado para com os outros, afinal esse é o “caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que conduz a Deus”.

DOS 42 AOS 49 ANOS
Com o intuito de percorrermos um Ciclo completo de Vida, nesse atual Esquema Evolutivo, comecemos exatamente pela parte que se mostra invisível para nossos olhos físicos. Ou seja: comecemos quando ocorre a Morte no Mundo Físico.
Ao fim do nosso último suspiro, começamos a nos livrar de nosso Corpo Denso. De tudo aquilo que possuímos no Mundo Material, levamos apenas o Seu Átomo-semente, que contém a essência de tudo que aprendemos.
Com o objetivo de nos livrarmos também do Corpo Vital, que também pertence ao Mundo Físico, mas não perdermos tudo o que aprendemos nessa nossa existência, transferimos tudo que está gravado no nosso Corpo Vital, que é o assento da nossa Memória, para o Corpo de Desejos, que é o assento do nosso Sentimento.
Esse será o material com o qual trabalharemos no Purgatório e no Primeiro Céu. Ou seja: a memória dos pensamentos, sentimentos, palavras e atos que colocamos em movimento durante essa existência terrestre.
Ao fim dessa gravação da memória do primeiro pensamento nos livramos do nosso Corpo Vital, só levamos o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos.
Funcionando em nosso Corpo de Desejos, despertamos para a vivência purgatorial. Esta vivência se dá nas 3 Regiões Inferiores do Mundo do Desejo.
Nosso trabalho aqui: repudiar todos os desejos inferiores, maldosos e corrigir as nossas debilidades e vícios, sentindo todo o mal que ocasionamos. A quintessência do sofrimento se converte em consciência, que utilizaremos nas vidas futuras.
Seguindo o caminho ascendente, entramos no nosso Primeiro Céu. Estamos vivendo, agora, nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo. Nosso trabalho aqui: assimilar toda a gratidão emitida por quem ajudamos e sentir novamente toda a gratidão que externamos. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo, que utilizaremos em vidas futuras.
Concluído esse trabalho nos livramos do nosso Corpo de Desejos. De tudo isso aqui, só levamos o Seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos. Funcionando nessa Mente, entramos na Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, o Segundo Céu. Criamos arquétipos: de novos corpos, de novos ambientes, de nova flora e de nova fauna.
Terminada essa fase, nos livramos da nossa Mente. E o que levamos dela? De tudo isso aqui, só levamos o Seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos.
Entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento, Terceiro Céu. Estamos sem nenhum veículo. Somente nós, o Ego, com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.
A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível. E é por isso que mergulhamos para mais um renascimento.
Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir uma nova Mente.
Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos.
Já esse novo Corpo Vital utilizamos dois métodos para construí-lo: os Éteres Químico e de Vida atraímos Região Etérica do Mundo Físico pelas forças do Átomo-semente; já os Éteres Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo-Alma.
O nosso novo Corpo Denso é formado com a ajuda da nossa mãe através do molde do Corpo Vital devidamente colocado pelos Anjos do Destino.
E, assim, estamos de volta para um novo nascimento nesse Mundo Físico, com: o veículo Espírito Humano; o veículo Espírito de Vida; o veículo Espírito Divino; uma nova Mente, e seu Átomo-semente; um novo Corpo de Desejos, e seu Átomo-semente; um novo Corpo Vital, e seu Átomo-semente; um novo Corpo Denso, e seu Átomo-semente.
Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado, Tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Um Corpo Denso tenro, denso e sólido composto de sólidos, líquidos e gases.
Inicia-se: a Infância, primeiro período setenário (0-7); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Consciente. Aprendemos observando o exemplo dos nossos pais e os imitando.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Inicia-se: a Puberdade, segundo período setenário (7-14); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Intelectual. Aprendemos através da autoridade exercida pelos nossos pais e deles sendo discípulos.
Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se: a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, que se arrastará por toda nossa existência terrestre, entre os nossos: Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico.
A manutenção do Corpo Denso tem como objetivo nos preparar para atrair o sexo oposto para procriar. Os homens buscam corpos “sarados”, ou, pelo menos, evidenciar seus dotes físicos. As mulheres buscam corpos curvilíneos, ou, pelo menos, evidenciar sua suavidade. Ao mesmo tempo em que se busca a sua destruição com descontrole das emoções adolescentes. Aprendemos através dos conselhos dos nossos pais e sendo estimulados por eles a valorizar o exemplo.
Em torno dos 21 anos nasce a nossa Mente, atingimos a Maioridade. Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, que, também se arrastará por toda nossa existência terrestre entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: essa nossa busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.
Que se, para muitos não é objetivo da vida terrestre, pelo menos perturba muito como consciência. Estamos completos: O Tríplice Espírito despertado (Divino, de Vida e Humano) trabalhando sobre o Tríplice Corpo ativo (Físico, Vital e de Desejos) através da Mente, tendo como produto desse trabalho a Tríplice Alma (Consciente, Intelectual e Emocional). Ou seja: crescimento anímico através das experiências que passamos.
Por volta dos 28 anos atingimos o nosso Nadir da Materialidade e, tal como ocorre com a nossa evolução quando nos apegamos a raça, ocorre conosco por volta dessa idade. É o axioma hermético “como é em cima, é também em baixo”. O perigo do apego as coisas e afetos materiais atingem o seu ápice. O perigo de cristalizarmos e, com isso, nos atrasar na evolução, se faz mais presente. Nessa fase, como em nenhuma outra, oremos desse modo: “Eu não sou meu Corpo Denso, senão o Ego que o usa…Eu não sou meus desejos, senão o Ego que os controla…Eu não sou meus pensamentos, senão o Ego que os cria…Essas coisas não são senão expressões temporais de mim, o Ego, o Eu eterno”.
Passando essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. (28-35) Aqui presenciamos uma bifurcação decisiva em nossa existência terrestre: se não houver sequelas do perigo do apego aos bens materiais e afetos do período setenário anterior, então: sentimo-nos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material sob a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Consequência: ou sendo levados de um lado para outro pela corrente da vida, ou lutando bravamente para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.
Ou seja: se houver tais sequelas: ou passaremos o resto dessa nossa existência material nos enganando, arranjando desculpas pelas nossas condições, circunstâncias e atitudes (criando mais destinos maduros para existências materiais futuras), ou lutando bravamente para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.
Mas, suponhamos que não tenhamos sequelas ou que decidimos viver a vida espiritual e buscar o domínio de nós mesmos, a nadar contra a corrente da vida.
Com isso, ao alcançar o Máximo da Vitalidade, o nosso Segundo Crescimento, por volta dos 35 anos, que deve ser o Crescimento em Sabedoria. Atingimos a nossa máxima eficiência em: investigar as coisas por conta própria; a pesquisar cuidadosamente antes de julgar; a conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis; e, principalmente, a entender o que é o Dever, a força motriz substituta do Interesse e Indiferença, os sentimentos gêmeos que, atualmente, movem esse nosso Mundo.
E daí, por volta dos 35 anos inicia-se o sexto período setenário, que vai até os 42 anos. Se optamos: por buscar o domínio de nós próprios, por cumprir com o nosso dever (que nada mais é do que passar pelas experiências que escolhemos no Terceiro Céu), por aspirar a realização espiritual através da vivência dos ensinamentos ocultos, então, tiraremos o máximo desse período.
Com um grau de certeza sobre o nosso objetivo nessa existência física a vida física torna-se mais fácil, não por conformarmos com ela, mas sim porque nossos esforços se tornam mais eficientes nossas tarefas mais interessantes e, consequentemente, nossa aprendizagem mais completa. E o apetite para estender mais essa existência terrestre maior.
A preocupação pela manutenção dos corpos se torna muito mais para poder utilizá-los com a maior eficiência possível do que para fins egoístas.
Buscamos manter o Corpo Denso saudável porque temos a consciência dele ser o Corpo mais perfeito que já pudemos construir, e porque temos a consciência que o baluarte da nossa evolução é aqui na Região Química do Mundo Físico e que precisamos desse Corpo Denso e todos os demais Corpos nas mais perfeitas condições de saúde para aproveitar tal evolução.
Por volta dos 42 anos inicia-se a nossa Mudança de Vida. Se vivemos uma existência puramente material, a Mudança de Vida começa com a fase de decepção ao descobrir que, por mais estáveis que estamos nessa existência uma insatisfação inexplicável nos incomoda e toma todo o nosso tempo até o fim dessa nossa existência, e como diz Raul Seixas em uma de suas músicas: “sentado na sala, com a boca escancarada de dentes esperando a Morte chegar…”.
Mas se nos dedicamos a vida espiritual e cuidamos dos nossos Corpos, estamos iniciando a fase da qual mais nos realizamos. Afinal: após construirmos todos os nossos Corpos, após aprendermos a utilizá-los da maneira mais eficiente que podemos, após cumprir com nossos deveres de criarmos nossos filhos naturais ou espirituais, após contribuirmos para tornar esse Planeta melhor possível, após criarmos o nosso espaço, o nosso mundo, com boas vizinhanças e condições de convivência, ou seja: após criarmos todas as condições para absorvermos o máximo das experiências (causas e efeitos) que obtivermos estamos prontos para desenvolver conscientemente nossos poderes latentes transformando-os em poderes dinâmicos dando mais um grande passo para nos tornarmos Auxiliar Invisível Consciente trabalhando 24 horas nesse Plano Evolutivo.
Oportunidades de servir abundarão porque os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, regozijados pela nossa postura e dedicação, e sabendo que estamos prontos nos oferecerão maiores tarefas para auxiliarmos e, consequentemente, crescermos espiritualmente.
Os Exercícios Esotéricos do Método Rosacruz para o Conhecimento Direto crescerão em eficiência, atingindo o máximo de eficiência por volta dos 49 anos, quando se inicia o nosso Máximo de Mentalidade.
Lembremos sempre: “a messe é grande e os operários são poucos”[1] e “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”[2]. O nosso desenvolvimento, enquanto renascidos aqui, é um caminho que facilita a nossa atenção em cada um desses períodos setenários a adquirir, com mais facilidade, aquelas experiências e aprendizagens específicas para cada um deles. Entretanto, o fato de não termos conseguido, não deve ser motivo de desânimo, de desistência ou de sofrimento. Nosso destino foi traçado por nós mesmos no Terceiro Céu. Sabemos das nossas dificuldades e porque escolhemos, muitas vezes, o caminho mais duro, pedregoso e de buscar aprender as lições não necessariamente no momento em que a aprendizagem era mais fácil.
O importante sempre é que estejamos dispostos a aprender essas lições e praticá-las no nosso dia a dia. Agora, o fato de saber o que cada período setenário nos fornece como facilidades para aprendizagem deve nos encher de ânimo em saber que esse conhecimento nos ajudará a auxiliar os outros, os que vêm após a nós e assim, praticar o serviço amoroso e desinteressado para com os outros, afinal esse é o “caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que conduz a Deus”.
[1] Mt 9:37 e Lc 10:2
[2] Mt 20:16

…Em publicação
Resposta: O Primeiro Céu está localizado principalmente na quarta dimensão do espaço (Mundo do Desejo); o Segundo e o Terceiro estão principalmente na quinta dimensão (Mundo do Pensamento).
No entanto, o Primeiro Céu, Segundo Céu e Terceiro Céu tocam nosso Universo tridimensional nos Éteres externos do Planeta Terra, muito além da atmosfera física.
Assim, em algum sentido o Céu pode ser considerado um lugar. Mas como sua maior parte está na quarta e na quinta dimensões espirituais, o céu é espiritual por natureza e não pode ser considerado um lugar no espaço tridimensional, mas, isto sim, um estado de consciência. .
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de março/1926 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
A música desempenha e desempenhou um papel, desde o início, no desenvolvimento do grande Esquema de Evolução, e que continuará a desempenhar até que o som final seja emitido e a perfeição realizada.
Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido e, juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele confirma as declarações de Pitágoras, isto é, que cada Astro tem sua própria nota chave e viaja ao redor do Sol em tão variados índices de velocidade, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e sete mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento, e, à medida que ela muda também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol no tom da sinfonia celestial, criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução.
Os ecos dessa música celestial chegam até nós no Mundo Físico. São nossas propriedades mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu esses ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes. No Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, encontra-se a esfera do som.
Em nossa vida terrena, estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, seja consciente ou inconscientemente, sintoniza se com a Região do Pensamento Concreto, onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.
A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus. O músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus expressa em sons e tons permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder vontade de Deus que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar.
A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade. Portanto, podemos ver que terrível consequência o ser humano está construindo para si, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem me escrever música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven, Mozart, Wagner, Liszt, Chopin, Bach e outros da mesma classe.
A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.
A música é composta de três elementos primários: melodia, harmonia e ritmo.
A melodia é composta de uma sucessão de sons harmoniosos sentidos pelos nervos auditivos que estão conectados ao cérebro – um órgão físico que contata a Mente. Portanto, é através do corpo mental que o Espírito é capaz de sentir a melodia produzida no plano físico. Um idiota ou uma pessoa insana não respondem à melodia.
A harmonia consiste em uma agradável mistura de sons e está relacionada aos sentimentos ou emoções. Sentimentos ou emoções são expressões do Corpo de Desejos, em consequência, a harmonia pode ter um efeito tanto sobre o ser humano como sobre os animais, uma vez que ambos possuem corpos de desejos.
O ritmo é um movimento medido e equilibrado, e é expresso pela força de vida que aciona gestos e outros movimentos físicos. O Corpo Vital absorve uma superabundância de força vital (energia solar) que passa para o Corpo Denso para mantê-lo vivo e em funcionamento. Daí o ritmo estar correlacionado ao Corpo Vital. As plantas têm um Corpo Vital e são sensíveis ao ritmo.
O ser humano tem dentro de seu cérebro sete cavidades que durante a vida são comumente consideradas vazias. Na realidade, estas cavidades estão cheias de uma essência do espírito, sendo que cada cavidade tem seu próprio tom e cor. Os tons produzidos por estas cavidades estão correlacionados àqueles dos Sete Espíritos diante do Trono: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio.
As cavidades ou ventrículos, começando pela frente do cérebro, são:
(1) ventrículo olfativo,
(2) ventrículo lateral,
(3) terceiro ventrículo,
(4) quarto ventrículo,
(5) Corpo Pituitário,
(6) Glândula Pineal.
A sétima cavidade é o crânio, que reúne todos os elementos em um grande todo.
O Sistema Solar é um vasto instrumento musical. Assim como existem doze semitons na escala cromática, temos no céu doze Signos do Zodíaco. Assim como temos as sete teclas brancas ou tons no teclado do piano, temos os sete Planetas. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa de ressonância da harpa cósmica, e os sete Planetas são as cordas influenciando a humanidade de diversas maneiras.
Na Bíblia notamos como a lira de sete cordas de Davi representa, astrologicamente, as notas chaves da corrente planetária sétupla. A nota chave de cada Planeta é composta da quintessência de seus sons reunidos. Uma amalgamação das tristezas e alegrias de nossa Terra, os sons de seus ventos e mares, o ritmo de todas as suas forças viventes combinadas, formam seu tom ou nota-chave. Da mesma maneira, e em escala sempre ascendente, soam as notas de toda a corrente planetária, sendo que sua união constitui a sublime Música das Esferas “… Não existe a menor orbe que observes que, em seu movimento, não cante como um Anjo”, assim escreveu o grande poeta iniciado, Shakespeare.
Esta música celestial é o produto daquele Verbo ao qual S. João se referia quando escreveu: “No início era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e nada do que foi feito, foi feito sem Ele.” (Jo 1:1-3).
(Trecho do Livro “A Escala Musical e o Esquema de Evolução” – Art Taylor – Fraternidade Rosacruz)
“Ao músico foi entregue a mais elevada missão, porque, como um modo de expressão da vida anímica, a música é a soberana”. Estas palavras de Max Heindel inspiraram-me a escrever este artigo sobre a relação existente entre a música e o crescimento espiritual.
Quando digo “música” quero me referir unicamente a música de verdadeira eufonia (termo que se refere a um som agradável, harmonioso ou à combinação de palavras que soam bem. É o oposto de cacofonia, que se refere a sons desagradáveis), dádiva maravilhosa do Pai Celestial. Vias de regra, a maior parte daquilo que popularmente se concebe como sendo música é justamente o contrário, porquanto não emana de Deus e sim das distorções da Mente humana. Esta se enquadra no mesmo plano da enfermidade que resulta, tão somente, da violação das Leis Divinas. Deus nos concedeu as melodias e vibrações para construirmos harmonias e ritmos belos, porém, muitos de nós as empregam erroneamente, usando-as em combinações desarmônicas, similarmente ao que faz, arruinando sua saúde, ingerindo alimentos que não se coadunam com a constituição do Corpo Denso.
O Deus do nosso Sistema Solar está representado por um triângulo, simbolizando o Poder Trino. Desse Poder emanam as três qualidades: Vontade, Sabedoria e Ação. Do primeiro Poder, que por sinal é o mais elevado, emana a Vontade, cuja vibração é Melodia e a cor é o azul. O segundo Poder é a Sabedoria, cuja vibração é Harmonia e o amarelo a tonalidade correspondente. O Terceiro Poder é representado pela Ação, cuja vibração é Ritmo e a cor correspondente é o vermelho. De modo que a música e a cor correspondem à mesma coisa, diferenciando-se como sons na música e como cores para a nossa visão; contudo, as vibrações são as mesmas. Assim como obtemos diversas combinações das três cores primárias mencionadas, de maneira idêntica combinamos os sons, pela mescla das três maiores ou primárias vibrações da música, o que estabelece a eufonia, provando-se que a mais alta consecução em música se obtém por meio de um perfeito entrelaçamento de Melodia, Harmonia e Ritmo.
Por outro lado, a desarmonia é um resultado de um desajustamento na combinação da Melodia, Harmonia e Ritmo; e tem o mesmo efeito sobre os ouvidos sensitivos, como o tem a violenta combinação de cores sobre a visão delicada. Sons discordantes, que erroneamente recebem o nome de música, só podem ser apreciados por ouvidos carentes de sensibilidade. Do mesmo modo como há pessoas que mirando uma pintura não percebem as gradações da cor, assim também existem outras que não podem captar as combinações sutis dos três elementos da música. Para eles não existe diferença entre a verdadeira música e o que é uma degeneração dela, muitas delas ditas nos ritmos quentes.
A Melodia e a cor azul estão ligadas à Mente. É uma agradável sucessão de simples sons musicais percebidos através do sentido da audição, conectado com o cérebro, que é o veículo físico da transmissão do pensamento. Portanto, por meio do veículo mental podemos nos relacionar com a Melodia e a cor azul. A Harmonia e a cor amarela estão ligadas ao Corpo de Desejos. A Harmonia é uma combinação de sons acordes percebidos ao mesmo tempo, estando ligada ao Corpo de Desejos por intermédio de nossos sentimentos, desejos e nossas emoções, sobre o que exercem sua influência junto com a cor correspondente. O Ritmo e a cor vermelha se acham ligados ao Corpo Vital (Max Heindel afirmou que o Corpo Vital apresenta uma cor parecida com a flor do pessegueiro, recém-aberta). É uma tonalidade derivada do vermelho. O Ritmo se manifesta pelo Poder de Deus, na ação e no movimento. A força ativa ou vital é absorvida pelo Corpo Vital quando prevalece uma saúde normal e essa energia mantém o Corpo Denso. Todas e cada uma das coisas existentes têm a sua nota-chave ou tom. Kepler disse que ouvia as diferentes notas emitidas pelos Astros e Max Heindel também afirmou que os cientistas ocultistas “escutam a música comum do deslocamento dos corpos celestes”. Eles formam a harpa e as cordas da lira de sete cordas de Apolo. Também asseveram que uma simples discordância afetaria a harmonia celeste, advindo uma grande hecatombe na matéria e um choque entre os Mundos.
Nos Mundos celestes, ainda que a cor e o som se achem presentes, deve-se ressaltar que dos sons é que se originaram as cores, e construíram todas as formas no Mundo Físico. Segundo Max Heindel, as formas que vemos ao nosso redor são figuras-sons cristalizadas das Forças Arquetípicas que trabalham dentro dos Arquétipos nos Mundos celestes. O músico pode perceber certos tons em distintas partes da Natureza, tais como o vento na floresta, o som das águas, o rumor do oceano. Estes tons combinados formam um todo que é a nota-chave da Terra. Percebe-se esse tom na quietude do bosque, onde é mais perceptível, devido à profunda calma reinante. Richard Wagner também o escutou, porque assim o expressa por meio de sua ópera Parsifal[1].
Alguns exemplos destes “certos tons nas distintas partes da natureza”, os quais Max Heindel nos afirmou que são ouvidos pelos músicos, encontram-se em algumas obras tais como “Nuvens”[2] e “Mar”[3] de Debussy. Nesta última composição o tom do espírito do mar se encontra descrito magicamente apresentando com impressionante realidade o “Diálogo do Mar e do Vento”. Encontramos outro exemplo na “Sinfonia Pastoral” de Beethoven[4], na qual ele expressa diversos tons da Natureza, entre os quais se encontram os pássaros, os riachos e as tempestades. Mendelssohn captou a nota do mar, quando visitou a Escócia e a exprimiu em um de seus mais belos trabalhos sinfônicos[5]. Rimsky-Korsakow em “Scheherezade”[6] descreveu de um modo assaz realístico uma tempestade no mar, pois, o contato que teve com o oceano, quando integrava a Armada Russa, facultou-lhe uma ampla oportunidade marítima, tanto na calma como durante a tempestade. Estes são alguns poucos exemplos que podemos citar como prova.
O Segundo Céu é a verdadeira pátria da música, porque este é o reino do som. Quando o abandonamos o Primeiro Céu, situado no Mundo do Desejo, entramos no Segundo Céu localizado na Região do Pensamento Concreto. Agora, estamos livres de nossa vida passada e vivemos em perfeita harmonia com Deus. Quando penetramos nesta Região, despertamos a Música das Esferas ao nosso redor, cuja melodia transcende a tudo que havíamos ouvido na Terra. Este lugar, em verdade, é um paraíso para o compositor, porque aqui ele se eleva com a música, tal qual a havia concebido quando compunha no Mundo Físico, mas no qual não podia transcrevê-la para o papel de uma maneira concreta. Aqui, no Segundo Céu, ele compõe, inspirado nas coisas mais profundas do seu ser, com a mais incrível facilidade e prazer imersos, obtendo grandiosas melodias que traz ao plano físico depois, para alegrar aos corações daqueles que se acham ungidos ao mesmo. Se ele usa a sua vontade, há chances de renascer como músico (e eu não posso imaginar um grande músico renunciando a este privilégio) preparando-se convenientemente para tal. Aprenderá a construir ouvidos, mãos e nervos supersensitivos e, nesse particular é ajudado pelas Hierarquias Criadoras. Max Heindel afirmou que a extensão do ajuste dos canais semicirculares do ouvido, aliado a uma delicadeza extrema nas “fibras de Corti”, das quais existem aproximadamente umas dez mil no ouvido humano, cada uma é capaz de interpretar cerca de vinte e cinco gradações de tom. Estas fibras nos ouvidos da maioria das pessoas não respondem a mais de três ou dez das tonalidades possíveis. Um músico comum não alcança mais do que cinco tons em cada fibra, ao passo que o verdadeiro mestre de música possui uma capacidade bem mais ampla. Portanto, é fácil compreender o porquê as Hierarquias Criadoras devem auxiliar especialmente o músico e o compositor, porque como disse Max Heindel: “o elevado estado de seu desenvolvimento demanda isto, e o instrumento por meio do qual o ser humano percebe a música é o sentido mais perfeito do corpo humano”.
Mozart[7], aos cinco anos de idade, compunha; aos dez havia completado uma Sinfonia[8]; aos quinze um Oratório[9]; aos doze uma Ópera[10] e aos dezoito havia composto umas vinte e três Sonatas[11], oitenta e uma Obras Sinfônicas ou Sinfonias, nove Missas[12], três Oratórios, cinco Sonatas para órgão e outros trabalhos de vulto.
Schubert[13], quando chegou aos dezesseis anos de idade, entre muitos outros trabalhos, compusera uma Sinfonia, e quando tinha vinte e um anos havia escrito mais cinco. Mendelssohn começou a compor aos doze anos; havia escrito uma Sinfonia aos dezesseis e com apenas dezessete anos brindou o mundo com a encantadora “Sonho de Uma Noite de Verão”[14]. Estes exemplos e muitos outros, aqui são mencionados de músicos que já compunham em tenra idade provam que eles foram músicos em existências anteriores.
Em vidas passadas sempre ampliavam suas possibilidades musicais. Cada vez que atingia o Segundo Céu, entre os renascimentos aqui, construíam um Arquétipo mais sensitivo que o último para captar as vibrações musicais do Cosmos, sendo neste particular, assessorados pelas Hierarquias Criadoras.
A música e a cor têm relação com a ordenação de nossa existência, através dos números: 1, 3, 7 e 12. Na figura do número “1” temos a escala musical completa; o total da luz solar. No 3 temos as três fases de Deus: Vontade, Sabedoria e Atividade, ou seja, Melodia, Harmonia e Ritmo e as três cores primárias, que são: Azul, Amarelo e Vermelho. Na figura do “7” temos as sete Hierarquias Criadoras, os sete Mundos, os sete Planetas do nosso Sistema Solar. Na música a escala completa contém sete notas; nas cores, o branco contém as sete cores do espectro. Na figura do “12” temos os doze Signos do Zodíaco, os doze Irmãos Maiores, os doze Discípulos de Cristo. Na música, os sete tons da escala se decompõem em doze semitons. As sete cores do espectro se decompõem em doze, cinco das quais são vistas somente pelos Clarividentes voluntários.
Nós podemos elevar nossas vibrações por meio da música. Essa foi uma das razões por que a música foi escolhida como um meio de expressão espiritual nas cerimonias religiosas. Na maioria dos casos se inspira na Bíblia, e o sentimento de alívio que se experimenta é notável. Este é um exemplo do aumento das vibrações produzidas pela música. Esta é uma grande tônica para os nervos. A fadiga corporal pode ser removida, desde que nos sentemos em um lugar tranquilo, com música elevada purificando o ambiente.
O poder curativo da música tem sido alvo de várias experiências em diversos hospitais no mundo inteiro. Não obstante, a sua aplicação como terapêutica é pouco conhecida. A medicina se tornará desnecessária, quando aprendermos a usar a música em relação aos nossos diferentes veículos. Ele pode se dizer com referência às cores.
Nas frases de Max Heindel, “como um modo de expressão para a vida da alma, a música reina de um modo supremo” constituem uma realidade, pois existem passagens nas grandes composições musicais, de natureza tão sublime que nos fazem sentir a presença de Deus, de uma maneira patente. Podemos citar algumas tais como a ópera de Parsifal de Wagner, onde o motivo da “Última Ceia” e sua evolução sinfônica é solenemente grandioso, e o motivo da “Fé” soa muito alto cada vez que se repete, como a fé que se eleva cada vez mais se esforçando para chegar a Deus. Também na “Paixão Segundo São João”[15] de Bach[16], excelsa veneração sempre presente, culmina no puro e tranquilo coro de “Descansa Aqui em Paz Redentor”.
Quando um músico expressa sua obra no papel, nada mais efetua do que apresentar uma partícula daquilo que sente interiormente quando se coloca em sintonia com as vibrações cósmicas. Qualquer compositor confirmará que suas composições estão além daquilo que concretiza no papel. Não importa quão portentosa seja sua obra quando em forma concreta, pois jamais atingirá a excelência de quando foi sentida em sua alma. Estamos no presente estado evolutivo impossibilitados de expressar materialmente, com absoluta fidelidade, estas correntes musicais ou vibrações.
Poucas músicas atingiram a culminância de um Johann Sebastian Bach, porque ele podia penetrar mais adiante do que qualquer outro e sintonizar-se com as vibrações musicais mais sublimes. Ainda que ele não pudesse transcender a mais alta vibração ou corrente, mesmo assim, quando considerarmos a perfeição ao nosso desenvolvimento, pressentiremos algo divinal.
Talvez possamos atingir tal estado na Era de Aquário, quando tivermos avançado o suficiente para que se fundam a Arte, a Ciência e a Religião em uma unidade espiritual. Desse modo veremos que a relação da música com o crescimento espiritual resume-se em poucas palavras como segue: “Com Deus tudo é Melodia, Harmonia e Ritmo, porque os Seus pensamentos são Melodias, Suas criações Harmonia e Seus movimentos (ou gestos) são Ritmos”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – junho/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)
[1] N.R.: Parsifal (WWV 111) é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. Estreou no mês de julho de 1882. A ópera se passa nas legendárias colinas de Montsalvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “tolo puro” (“reine Tor” em alemão), significado da palavra “Parsifal”. Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um cisne sagrado do bosque próximo ao castelo do Graal, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome.
Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela misteriosa Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, Parsifal a agarra, faz com ela um sinal da cruz e todo o castelo mágico e seus jardins são destruídos. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “tolo puro” que traria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o substitui na condição de rei do Graal. Você pode assisti-la na íntegra com legendas em português (é só clicar em “CC”), aqui: https://youtu.be/vGzAEB-_2ZQ?si=yTD6jrVU2GCQR9GH
[2] N.R.: Nuages (Nuvens), primeiro movimento de Noturnos, é uma composição de Claude Debussy (1892 até 1899), evoca o aspecto imutável do céu e o movimento lento, solene das nuvens, que se dissolvem em tons de cinza com leves toques de branco. De acordo com Debussy, “‘Nuages” retrata o aspecto imutável do céu e o movimento lento e solene das nuvens, desaparecendo em tons de cinza levemente tingidos de branco. Você pode escutá-la aqui: https://youtu.be/dRN8RA5Vph8?si=Uvajp8DEb7YJ900n
[3] N.R.: “La Mer” L.109, (O Mar), é uma composição orquestral de Claude Debussy. Foi iniciada em 1903 na França e concluída em 1905. “La Mer” está dividido em três movimentos:
1. “De l’aube à midi sur la mer” (do amanhecer ao meio-dia no mar);
2. “Jeux de vagues” (Jogo das Ondas);
3. “Dialogue du vent et de la mer” (Diálogo do vento e do mar).
Você pode escutá-la aqui: https://youtu.be/FOCucJw7iT8?si=N070oCwJnAFJGNM5
[4] N.R.: A sinfonia nº 6 em Fá Maior, opus 68 de Ludwig van Beethoven, também chamada Sinfonia Pastoral, é uma obra musical precursora da música programática. Esta sinfonia foi completada em 1808.
Você pode escutá-la aqui: https://youtu.be/YZaLCiLj04M?si=sQ7bIgevWx9y89r5
[5] N.R.: Trata-se da A Sinfonia n.º 3 em lá menor, opus 56, conhecida como Sinfonia Escocesa (“Schottische”) (1829-1842). Você pode escutá-la aqui: https://youtu.be/Q-zoNEO55yU?si=mJ5NJvX8kcHTC7cD
[6] N.R.: Scheherazade (ou Sheherazade), op. 35, é uma suíte sinfônica composta por Nikolai Rimsky-Korsakov em 1888. Você pode escutá-la aqui: https://youtu.be/zY4w4_W30aQ?si=MGtdstQQQKWV6Uki
[7] N.R.: Wolfgang Amadeus Mozart; batizado Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart; (1756 –1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.
[8] N.R.: Sinfonia é uma composição exclusivamente para orquestra, em forma de sonata, caracterizada por uma variedade de timbres e pela multiplicidade de executantes para cada instrumento. Sinfonia é uma palavra de origem grega que significa “Todos os sons juntos”. A palavra já existente sinfonia foi consolidada como conceito na música erudita a partir do barroco, evoluindo até emprestar a forma da sonata já existente, passando a apresentar características bastante diferentes do passado. No período clássico a sinfonia passou a ter três movimentos, sendo o segundo sempre um Adagio (lento). Após as contribuições de Ludwig van Beethoven, as sinfonias passaram a ter quatro movimentos.
[9] N.R.: Oratório é um gênero musical dramático, apresentado em forma de concerto, sem representação cênica, sem cenários e sem figurinos. Geralmente composto para solistas, coro e orquestra, às vezes com um narrador, geralmente trata de um assunto religioso (Bíblia), mas também pode lidar com temas seculares (mitologia ou história). Com a forma bastante próxima à da cantata e à da ópera, o oratório, geralmente, inclui uma abertura, recitativos acompanhados pela orquestra, recitativos secos com o cravo, árias e coros. Embora elementos dialógicos também estivessem presentes na lauda polifônica do final do século XVI, o oratório se origina do madrigal dialógico do início do século XVII.
[10] N.R.: Ópera (em italiano: significa obra, em latim, plural de “opus”, obra) é um gênero artístico teatral que consiste em um drama encenado acompanhada de música, ou seja, composição dramática em que se combinam música instrumental e canto, com presença ou não de diálogo falado. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa. O desenvolvimento das estruturas musicais anteriormente pelos mestres flamengos e venezianos serviu de suporte para que, no Barroco, surgisse uma nova forma musical, a ópera. O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é normalmente cantada em lugar de ser falada.
[11] N.R.: Na origem do termo, sonata (do latim sonare) era a música feita para “soar”, ou seja, a música instrumental − em oposição à cantata, a música cantada. Sonata resumidamente é um tipo de composição musical para um único instrumento ou para pequeno conjunto. Normalmente, a sonata é dividida em três partes relacionadas entre si. Não tinha forma definida e, no Barroco, as sonatas eram compostas principalmente para solistas de instrumentos de sopro ou cordas acompanhados de baixo contínuo, que era o cravo com a mão esquerda (o baixo) reforçada por uma viola da gamba ou fagote. Domenico Scarlatti compôs sonatas para cravo solo com estrutura A-B. Com o passar do tempo, sonata passou a designar a forma musical definida por Carl Philipp Emanuel Bach (filho de J. S. Bach) e se tornou o modelo de música no Classicismo.
[12] N.R.: Na música “Missa” é geralmente constituída somente do ordinário da missa, partes que até hoje continuam nas missas e cultos de várias igrejas tradicionais. O Ordinário contém as partes que são literalmente iguais em todas as missas ou cultos, ao contrário do Próprio (leituras, sermão, hinos, etc.) que traz em cada missa ou culto outros textos. Originalmente essas composições foram cantadas para o acompanhamento da Missa, no entanto, a partir do Renascentismo, surgiu a tendência de essas obras se descolarem de seu sentido litúrgico original e passaram a ser apresentadas como concertos em igrejas e teatros. Convém na música compor cinco partes, que são Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. Faltam, então, o Pai Nosso e a Bênção final, embora que sejam também parte inalterável da missa. Quase todos os compositores de missas optam pelo texto latim, porém o Kyrie continua em grego.
[13] N.R.: Franz Peter Schubert (1797 –1828) foi um compositor austríaco do fim do classicismo, com um estilo marcante, inovador e poético do romanticismo. Escreveu cerca de seiscentas peças musicais.
[14] N.R.: Sonho de uma Noite de Verão (em alemão: Ein Sommernachtstraum) é uma obra musical escrita pelo compositor Felix Mendelssohn, tendo por base a peça de teatro do mesmo nome escrita por William Shakespeare. Mendelssohn compôs esta obra em diferentes momentos da sua vida. Entre 8 de julho e 6 de agosto de 1826, quando a sua carreira estava no início, compôs uma abertura de concerto op. 21 e estreou-a em Szczecin em 20 de fevereiro de 1827. Em 1842, poucos anos antes da sua morte, escreveu música incidental (op. 61) para uma produção da obra de teatro, na qual incorporou a abertura existente. A música incidental, que inclui a famosa Marcha nupcial, foi escrita por uma ordem do rei Frederico Guilherme IV da Prússia. Você pode escutá-la aqui: https://youtu.be/PBTaHOuT1K4?si=6rLbu7_ORyjpvL34
[15] N.R.: A Paixão segundo São João, BWV 245 (em alemão: Johannes-Passion) é um oratório sacro de Johann Sebastian Bach. A peça foi composta em Leipzig, no dia 7 de abril, vésperas da Sexta-Feira Santa de 1724. Você pode escutá-la aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=vdh7Wf3Uq-s
[16] N.R.: Johann Sebastian Bach (1685–1750) foi um compositor, cravista, mestre de capela, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores.
Quando uma pessoa passa ao outro Mundo em virtude de circunstâncias fatídicas, tais como incêndio, desastre, subitamente pela queda de um edifício ou de uma montanha, numa batalha, ou quando em certos níveis de lamentações dos parentes ao redor de um morto recente se tornam impossível a pessoa recém-falecida se concentrar no Panorama da Vida recém-finda, então a fixação dos eventos nesse Panorama nos dois Éteres Superiores, o Éter Luminoso e o Éter Refletor, e a gravação desse Panorama no Átomo-semente no Corpo de Desejos não se efetua ou se efetua em uma qualidade tão baixa que não servirá para nada. Nesses casos a pessoa não perde a consciência. A colheita da vida perdeu-se.
Bem diferente de quando uma pessoa passa ao outro Mundo em circunstâncias comuns. Nesses casos o Átomo-semente do Corpo Denso é removido do coração e o Cordão Prateado rompido, e vem um período de inconsciência que dura até três dias e meio, e durante esse período o Panorama da Vida recém-findada é gravado totalmente e com ótima qualidade no Átomo-semente do Corpo de Desejos.
Na imensa maioria das vezes, quando uma pessoa passa ao outro Mundo em virtude das circunstâncias fatídicas detalhadas acima, não houve fixação dos eventos do Panorama da Vida recém-finda nos veículos mais sutis, como acontece normalmente; assim a pessoa não passa pelo Purgatório; isto é, não colhe o que semeou, não há sofrimento em consequência de seus erros, e não há sentimentos de alegria e amor em vista do bem que praticou, no Primeiro Céu. Repetindo: a colheita da vida perdeu-se!
Para contrabalançar este grande desastre, o Ego, ao entrar em sua próxima vida terrena, é forçado a morrer na infância (no que se refere ao Corpo Denso) – eis aqui uma das razões da mortalidade infantil. Porém, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente (que normalmente não nascem senão quando o Corpo Denso tem sete, quatorze e vinte e um anos, respectivamente) permanecem com o Ego em transição, pois, o que não foi vivificado não pode morrer; o Ego permanece então no Segundo Céu de um a vinte anos, recebendo instruções e lições objetivas tais como lhes seriam ensinadas pelo Panorama de sua Vida passada, se não tivesse sido interrompido por uma circunstância fatídica. Desse modo renasce pronto a tomar seu lugar correto no Caminho de Evolução.
Há nessas considerações grandes soma de alimento espiritual. A grande percentagem de mortalidade infantil de nossos dias tem suas raízes, por exemplo, nas guerras de épocas anteriores. As perdas de vida foram relativamente pequenas, embora as mortes decorrentes de guerras patrióticas tivessem seu número bastante aumentado por duelos, rixas e querelas comuns, onde armas mortais foram usadas naqueles tempos. Não obstante a soma total dessas ocorrências parece insignificante, quando comparada à espantosa carnificina de nossos dias. E se isso tiver de ser corrigido da mesma maneira, as futuras gerações terão uma colheita de lágrimas. Mas, como já deixamos bem claro em outras ocasiões, cada lágrima derramada por alguém a quem amamos, está dissolvendo a crosta que recobre nossos olhos, até o dia em que possamos ver com bastante clareza a fim de penetrar o véu que agora nos separa daqueles a quem chamamos erradamente de mortos. Virá então a vitória sobre a morte, e estaremos aptos a exclamar: “Ó, Morte, onde está teu aguilhão? Ó Túmulo, onde está tua vitória?”[1].
(Publicado na Revista “Rays from the Rose Cross” de fevereiro/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
[1] N.T.: ICor 15:55
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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Exercitando nosso papel de Estudantes Rosacruzes, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: ECOS.
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A Significância Esotérica das Três Cores Primárias. 15
Os Eventos da Vida de Cristo na Sua Primeira Vinda aqui: Caminho da Iniciação. 19
2.Pergunta: Os Anjos e Arcanjos têm superioridade intelectual e moral aos humanos?. 22
3.Pergunta: O que aconteceu com Hitler, depois da morte do seu corpo material?. 22
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 24
Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 27
As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
-Dia 12/01 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Os Semitas Originais – Parte I
-Dia 19/01 – 16 h – Reunião do Estudante Regular – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Os Semitas Originais – Parte II
-Dia 26/01 – 16 h – Reunião do Probacionista – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – As Quatro Primeiras Raças Atlantes
Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/
-Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:
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-Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz
-Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)
-Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)
-Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE FEVEREIRO. Esse mês solar de fevereiro, que vai de 19 de janeiro a 18 de fevereiro, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Aquário ou Hierarquia Criadora dos Anjos. Aquário é o lar dos Anjos, a Onda de Vida angélica. Na vida rejubilitante dos Anjos a lei está fundamentada no amor, e o amor, por sua vez, produz o cumprimento de cada lei. Os Corpos dos Anjos estão formados de Éteres, e por isso só são visíveis para os que desenvolveram a visão etérica. Muitas crianças a possuem e, por isso, têm o conhecimento, de primeira mão, dos seres angélicos. E, do mesmo modo, estão familiarizados com os Espíritos da Natureza que, como os Anjos, funcionam em Corpos etéricos.
O padrão cósmico que a Hierarquia Criadora de Aquário mantém sobre a Terra é um modelo dos ideais de Paternidade de Deus e da irmandade do ser humano, o fundamento para um tipo de amizade destinado a se expandir até que abarque a todos. Esse ideal deveria ser mantido no Santo dos Santos da Alma e nunca o danificar, nem o profanar por pensamentos indignos, palavras ou ações.
O centro físico correlacionado com Aquário são os tornozelos. São as duas colunas do Corpo-templo do ser humano e deveriam ser visualizados em coordenado movimento e em forma simétrica.
Dentre os 12 Apóstolos, o correlacionado com Aquário é S. Mateus. Esse Apóstolo, o publicano rico e pescador, que ao escutar a voz do Senhor deixou tudo e O seguiu prazerosamente. Renunciou a todas as suas possessões materiais, e mais tarde recebeu como recompensa uma compreensão espiritual que encontrou expressão em seu imortal Evangelho que leva seu nome – uma preciosa herança para toda a Humanidade.
Procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o da Meditação: “Vós sois meus amigos” (Jo 15:14). Faça isso em cada um dos dias em que Aquário enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
– No Período Terrestre os Senhores da Mente irradiaram de si próprios o germe do pensamento-forma do veículo Mente.
– E foi na quarta Revolução e meia do Período Terrestre que vamos encontrar a divisão em Raças
– Na Época Lemúrica tivemos 1 Raça
– Na Época Atlante tivemos 7 Raças
– Na Época Ária teremos 7 Raças
– Na Época Nova Galileia teremos 1 Raça
– Que são ao todo 16 Raças, também conhecida pelos ocultistas como “os dezesseis caminhos da destruição”, porque sempre existe em cada Raça o perigo das almas aderirem demasiadamente a ela, se apegarem com tanta força e, amarrarem-se tanto em suas características, que não possam mais sobrepor-se a ideia de Raça
– As Raças só ocorrem enquanto passamos pelo Nadir da Materialidade
– Embora essas Raças sejam necessárias, elas são degraus extremamente perigosos
– As Raças são simples degraus evolutivos pelos quais devemos passar; caso contrário não haveria progresso algum para nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui, que nessas Raças renascemos
– As Épocas também ocorreram neste mesmo tempo para nos ajudar a atravessar a parte mais densa em matéria de todo o Esquema de Evolução, o chamado Nadir da Materialidade
– Época Polar recapitulação do Período de Saturno -Inconsciência, correspondente ao transe profundo
– Época Hiperbórea recapitulação do Período de Solar – Inconsciência, correspondente ao sono sem sonhos
– Época Lemúrica recapitulação do Período de Lunar – Consciência pictórica, correspondente ao sono com sonhos
– Época Atlante quando começamos, de fato, um novo passo na evolução no Período Terrestre – Consciência de vigília, objetiva
Para saber mais, assista a 209ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
– O Semitas foram a 5° Raça da Época Atlante
– A Raça Semitas Originais se tornou o “povo escolhido”, porque foram os primeiros a utilizar a habilidade de deduzir uma causa pelo efeito da atividade do próprio pensamento
– Usaram pela primeira vez a vontade própria
– Foram do Semitas Originais que se constituíram a ‘semente de Raça’ apurada para a próxima Época, a Época Ária
– A Raça Semitas Originais se tornou suficientemente astuta para sentir as limitações da liberdade e para escapar, repetidas vezes, das medidas tomadas para manter essa Raça na linha evolutiva
– Os Semitas Originais foram isolados e proibidos de se casarem com outras tribos ou povos, mas como povo teimoso e obstinado que se guiava quase exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem
– Assim, a maioria se rebelou e devido a essa atitude, esses frustraram completamente o propósito do Deus daquele momento – que era Jeová – e fizeram isso ao se casar com membros de outras Raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes
– Por isso, foram expulsos por terem frustrados os desígnios de Jeová, e o fruto de tais cruzamentos se tornou inútil como semente de nova Raça para este grupo de seres
– E todos os Semitas Originais – que permaneceram fiéis – foi o povo escolhido para ser a semente de uma nova Raça, a que devia herdar a “Terra prometida”, não a simples e insignificante Palestina, mas sim toda a Terra, tal como é atualmente
– Casar-se fora da família naqueles tempos era considerado um horror
– O membro de uma tribo não podia ligar-se a alguém de outra sem perder sua própria casta
– A Casta é um sistema social de divisões rígidas de natureza hereditária, sendo os direitos transmitidos por laços de sangue. Não era nada fácil tornar-se membro de outra família
– “Um clã nada mais é que um grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum”
– Quanto menor é a tribo, com certeza, será mais próxima a endogamia
– O sangue é o ponto de apoio do Espírito
– O Ego humano atua em seus veículos, por meio do calor do sangue
– O Espírito de Raça, de Família ou de Comunidade tem entrada no sangue através do ar que respiramos
– A memória está intimamente relacionada com o sangue é a mais alta expressão do Corpo Vital
– O sangue estranho teve que ser introduzido em todas as famílias da Terra
– Com isso foi eliminando gradualmente a Clarividência involuntária, a qual incentivava o sentimento de Clã e dividia a Humanidade em grupos
Para saber mais, assista a 210ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
210ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_19jan25-Cap.12-A Evolução da Terra-Época Atlante-Semitas Orig-P.2
– Ainda encontramos a atmosfera cheia de uma neblina espessa; era possível ver, mas só a alguns metros de distância
– O nosso Corpo Denso já estava ereto, se comparado com os das Épocas anteriores
– No começo da Época Atlante, a Terra era frequentemente assolada por inundações que faziam com que nós e os animais abandonassem as terras baixas, cada vez mais
– Qual foi o foco nas duas primeiras partes da Época Atlante?
– Reconstruir o Cérebro e a Laringe para adaptá-los às conexões com a Mente
– E receber o germe da Mente, a partir do qual pudéssemos construir o Átomo-semente pelo uso aqui, renascido e, assim ter o veículo Mente
– A partir da segunda parte da Época Atlante, a grande maioria de nós já possuía o conjunto completo de veículos
– Nossos Corpos se interpenetraram, como os Mundos se interpenetram
– No Mundo Físico já tínhamos os dois veículos para funcionar nele: Corpos Denso e Vital
– No Mundo do Desejo já tínhamos o veículo para funcionar nele: um Corpo de Desejos
– Na Região Concreta do Mundo do Pensamento já tínhamos o veículo para funcionar nela: a Mente
– Cada um de nós somos um Mundo diferente e devemos ser respeitados como tal
– Comparado com o Corpo Denso atual, o daquela Época era gigante; tinham braços e pernas muito maiores do que os nossos
– A cor da pele estava entre o vermelho e o amarelo; tínhamos uma cabeça, mas quase nada de testa; o cérebro não tinha desenvolvimento frontal
– A cabeça era inclinada para trás, desde acima dos olhos e estes eram pequenos e pestanejantes e o nariz muito achatado
– As orelhas estavam muito mais para cima e para trás da cabeça do que as que temos atualmente
– Pescoço muito mais grosso que o que temos atualmente
– O fio de cabelo era reto, negro, de secção redonda, enquanto o atualmente, se bem que possa diferir na cor, tem sempre a secção oval
– O fio de cabelo dos remanescentes atuais dos atlantes tem secção redonda, assim como as órbitas de seus olhos
– Os Rmoahals foram a primeira das Raças Atlantes que nós constituímos; tinham muito pouca memória e esse ponto estava relacionado com as sensações e os Rmoahals lembravam-se das cores e sons, e assim, até certo ponto, foram desenvolvendo as sensações
– Os Tlavatlis foram a segunda Raça Atlante que nós constituímos; e começaram a sentir seu verdadeiro valor como seres humanos separados. A memória tornou-se um fator na vida da comunidade. Começou com o culto aos antepassados, foram ambiciosos, pediam recompensa pelas suas obras. A memória tornou-se um importante fator na vida da comunidade. Foi o germe da realeza. A lembrança das obras meritórias de algum grande ser humano permanecia depois da morte e a memória dos antepassados começou a ser honrada
– Os Toltecas formaram a terceira Raça Atlante que nós constituímos; quando o pai tinha o poder de transmitir suas qualidades ao filho, de maneira impossível para a Humanidade atual. A educação efetuava-se evocando ante a alma do menino os quadros de diversas fases da vida. Tinha uma consciência interna pictórica. Despertava-se o instinto e não a razão. Herdavam a maior parte das boas qualidades dos seus pais. Prestavam grandes honras aos descendentes de grandes homens
– Os Turânios originais foram a quarta Raça Atlante que nós constituímos; com abominável egoísmo. Oprimiam muitíssimo as classes inferiores desamparadas. Florescia a magia negra da pior classe e a mais nauseabunda. Ao alcançarmos a terceira parte da Época Atlante, começamos a nos dividir em nações; os reis eram adorados, não por sua bondade e amor, mas por sua altivez e poder, que alguns usavam de uma maneira muito depravada e egoísta
Para saber mais, assista a 211ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
211ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_26jan25-Cap.12-A Evolução da Terra- As 4 Primeiras Raças Atlantes
Devemos tomar muito cuidado com os pensamentos que criamos de medo, ira, aborrecimentos, cólera, ódio, raiva, ciúmes, cobiça e afins. Veja como já criamos “misturando” com os desejos, sentimentos e as emoções!
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que isso ocorre porque a nossa Mente (veículo pela qual manifestamos nossos pensamentos) está fortemente comprometida pelo nosso Corpo de Desejos, por isso a chamamos de Mente “inferior” ou Mente “concreta”. Eis um dos motivos que Exercícios Esotéricos são fornecidos para desenvolvermos a Mente “abstrata”.
E a questão de “gerarmos” aqueles tipos de pensamentos-forma, afeta justamente a utilização do fluido vital solar (esse é produzido por nós que utilizamos como matéria prima a energia solar que coletamos pelo nosso baço etérico, e a transmitimos, via nossos nervos etéricos para o Plexo Celíaco onde se transforma no fluído vital solar de cor rosa, atravessando todo o sistema nervoso).
Por meio dele os músculos são movimentados e os órgãos executam suas funções vitais. Quanto melhor estivermos; alegres, felizes, otimistas, com pensamentos altruístas, melhor saúde nós teremos e maior é a qualidade desse fluido solar que somos capazes de absorver.
Pensamentos de medo, ira, cólera, de ódio, fazem o baço se fechar, cessando então de especializar o fluido em quantidade necessária. As linhas de força se encurvam dando livre acesso aos organismos nocivos à saúde, originando assim, as enfermidades.
Devemos fazer o possível e o impossível para nos manter bem, com saúde e ter bons pensamentos; de coragem, alegria, fé e amor.
Uma atitude otimista e corajosa é essencial para a conservação da própria saúde, como também é bom estarmos sempre firmes para auxiliarmos irmãos e irmãs enfermas que nos pedirem ajuda, jamais tenhamos medo ou nojo quando se aproximarem de nós, ou dirigiremos para nós mesmos as bactérias nocivas.
Sejamos esteios e exemplos vivos de como ter e manter uma boa saúde.
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Sabemos que há três cores primárias: Azul, amarelo e vermelho.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o azul simboliza Deus-Pai, que manifesta o Princípio da Vontade; que o amarelo simboliza Deus-Filho (Cristo) que manifesta o Princípio da Sabedoria; que o vermelho simboliza Deus-Espírito Santo (Jeová) que manifesta o Princípio da Atividade.
Temos, portanto, uma Santíssima Trindade ou Trindade Divina, simbolizada por essas três de cores que se misturam infinitamente em toda a Terra.
Um estudo de várias combinações de cores em relação ao nosso desenvolvimento físico, mental, moral e espiritual é um assunto fascinante.
Deus-Pai, nosso criador, manifesta-se no Raio Azul. Quando falamos da cor azul, podemos pensar nela como uma cor nebulosa ou intangível. Está associada a mechas de fumaça azul em espiral acima das chaminés, topos e névoas azuladas envolvendo altas montanhas. É através do azul que nos esforçamos para penetrar nas misteriosas profundezas do mar ou nos confins do Céu.
Azul também denota aspirações religiosas e devoção; se tem um leve toque de lavanda, significa devoção a um ideal nobre e elevado; azul azulado denota uma alta fase de espiritualidade, um alcance em direção ao Infinito; azul acinzentado denota sentimentos religiosos motivados pelo medo; quando o azul é misturado ao marrom avermelhado escuro, as tendências religiosas são estreitas e preconceituosas.
Quando falamos da cor amarela: amarelo puro significa alta inteligência e sabedoria; amarelo dourado luminoso denota adaptabilidade para a recepção e a disseminação da sabedoria; amarelo-limão dá evidências de uma Mente espiritualizada ou Crística.
Quando falamos da cor vermelha: vermelho carmim é um vermelho puro e claro e indica força, resistência e elevado estado de perfeição física; vermelho escuro profundo: sensualidade; vermelho tijolo: raiva; marrom avermelhado indica a avareza, ganância e egoísmo; vermelho escarlate e brilhante indica afeição humana que foi suavizada pela tristeza; do ponto de vista de seu valor terapêutico, os vermelhos são estimulantes e revigorantes para o nosso Corpo Denso (Corpo Físico).
Os amarelos vitalizam e aceleram suas atividades mentais.
Os azuis são inspiradores, dando tom especial a toda sua composição.
Uma pessoa de ideais elevados, cujos pensamentos, palavras e ações são dedicados à melhoria no Mundo, ao altruísmo, serviço ao próximo, terá uma aura luminosa com vermelho claro e brilhante, amarelo claro e azul delicado.
Existem também as cores secundárias que são: laranja, verde, roxo e índigo. Laranja é uma combinação de vermelho e amarelo; verde é uma combinação de amarelo e azul; roxo é uma combinação de vermelho e azul; índigo é uma combinação de laranja, verde, azul e roxo.
No site da Fraternidade Rosacruz há uma bela e detalhada explicação das cores, aqui: https://fraternidaderosacruz.com/corinne-heline-a-terapia-das-cores/
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Sempre falamos de Deus. Mas quem é esse “Deus”? Por meio dos Ensinamentos Rosacruzes aprendemos que o nome “Deus” designa o Criador do nosso Esquema de Evolução, onde está o Sistema Solar e os sete Mundos que o compõe: Mundo de Deus, Mundo dos Espíritos Virginais, Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico.
Deus é o Grande Arquiteto de um Sistema Solar. Ele é um Grande Ser Coletivo.
Ele é umas das manifestações inferiores do Grande Ser Supremo, Criador do Universo. Deus habita o sétimo Plano Cósmico.
Também sua manifestação é tríplice, semelhantemente ao Ser Supremo. Seus três aspectos de manifestação são: Vontade, Sabedoria e Atividade.
Deus nos criou. Deus é a fonte e meta da nossa existência. Daí que: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Quem compreende e vive a vida considerando isso, alcança a realização plena da vida aqui e agora!
Deus é Luz, é Sabedoria. Essa Luz inspiradora nos ensina a sentir com a Mente e a pensar com o Coração, predispondo-a à verdade; sensibilizando-nos para intuir ideias criativas, fortalecendo-a com excelente memória, dando-lhe uma visão positiva da vida.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que Deus NÃO existe. Ele é! E está em tudo: é onipresente. Ele conhece tudo: é onisciente. Só Ele, e mais ninguém, pode tudo: é onipotente.
Se temos Deus em nosso interior, com toda a nossa fé, temos sabedoria, bom senso, visão do bem, do certo, do correto, do êxito e da plenitude.
O Divino Amor de Deus nos dá compreensão para aceitar cada pessoa como ela é. Dá-nos impulso afetivo para amá-la e suscitar-lhe amor.
Com Deus temos disposição fraternal e comedida para tratar bem a todos, indistintamente, como irmão, como irmã, estabelecendo um convívio bom e gratificante. Vemos então nos irmãos e nas irmãs a divina essência de cada um, que é a base da Fraternidade!
Tomemos consciência desse privilégio de termos sidos criados por Deus, que nos ama, nos entende, e criou todo o Reino de Deus para evoluirmos.
Se nos conscientizarmos da grandeza de tê-Lo em nós, permanentemente, nunca nos sentiremos sozinhos, desamparados e impotentes.
Deus é Luz, Deus é Amor, Deus é Paz!
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Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que os eventos na vida de Cristo, quando da Sua primeira vinda aqui, representam etapas sucessivas no Caminho da Iniciação. Assim, os três homens sábios representam o Corpo, a Alma e o Espírito; seus presentes representam a suprema dedicação ao único Mestre: Cristo. A mirra significa a amargura da dor e da pena, antes de que a natureza inferior do Aspirante tenha sido transformada; o incenso, o caminho da transmutação; o ouro, o Espírito que refina a natureza inferior e, finalmente, a submete.
Assim, a “Epifania do Senhor” significa a tríplice dedicação do Discípulo: de seu Espírito, sua Alma e seu Corpo, acompanhados de presentes de Amor, Vida e Serviço, ao Cristo Menino.
Esse evento possui uma tamanha potência espiritual em sua influência para quem está trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, seja na Oração e Meditação, na Pureza e Transmutação, no Despertamento e na Espiritualização da Mente, seja na Sublimação e Unificação.
Aqui está, para o Estudante Rosacruz, um bosquejo das disciplinas com o iniciar de um Ano Novo! Afinal, quando um Estudante Rosacruz prossegue nessa gloriosa busca pelo eterno e desenvolve em seu interior poderes crescentes, pertencentes à consciência espiritualizada, comprova, mais completamente, a Lei Divina subjacente nas palavras de Cristo, quando diz: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33).
(*) Pintura: The Wise Men Guided By The Star – Gustave Doré!
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Resposta: Os animais têm a sua evolução dirigida pelo Espírito-Grupo, um Arcanjo para cada espécie. Como sempre, o Espírito-Grupo não interfere no livre arbítrio do animal sob a sua responsabilidade. Só deixarão de serem guiados por um Espírito-Grupo no Período de Júpiter. Mas não é o Espírito-Grupo que “sugere” dois animais da mesma espécie e do mesmo sexo praticarem um ato sexual (o Arcanjo tem sabedoria mais do que suficiente em compreender que a força sexual é criadora e sagrada). A consciência dos animais atualmente é semelhante à nossa consciência de sono com sonhos, ou seja, eles não têm a consciência de vigília. Nos animais, o Ego animal não está completamente dentro dos veículos dele. Isto só ocorrerá quando os pontos do Corpo Vital e do Corpo Denso se corresponderem, no Período de Júpiter. Por esta razão o animal não é um “ser vivente”, isto é, não vive tão completamente como o ser humano, nem é capaz de ter desejos e emoções tão sutis como as do ser humano, porque não tem plena consciência. Assim não sabem que estão “sendo homossexuais”, não têm nem a Mente para tal discernimento. O fato de se acariciarem sendo do mesmo sexo ou gostarem da companhia de seres do mesmo sexo não deve ser entendido como homossexualidade (como não deveria ser entendido entre seres humanos). Agora… o problema de “praticarem” o ato sexual com seres do mesmo sexo: o Corpo de Desejos dos animais é composto somente de materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Com isso os desejos, os sentimentos e as emoções inferiores fazem parte do seu cotidiano: paixão, sensualidade, posse, agressividade, destruição, e as formas mais brutais de desejos, emoções e sentimentos. Ou seja: os sentidos dos animais focalizam-se quase inteiramente na satisfação dos desejos e paixões mais inferiores, cuja expressão se encontra na matéria das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que quando uma Onda de Vida passa por um determinado estágio de consciência, ela o faz com um nível de aprendizagem com mais possibilidade da Onda de Vida que já passou por esse estágio. Por exemplo: nós estamos passando pelo estágio de consciência de vigília (Período Terrestre), em um nível mais elevado do que quando os Anjos passaram por esse estágio (Período Lunar). Assim, a Onda de Vida animal está passando, atualmente, pelo estágio de consciência de sono com sonhos em um nível mais elevado do que quando nós passamos por tal. Ou seja: experimentam desejos, emoções e sentimentos inferiores e brutais muito mais acentuados do que quando passamos, inclusive no que se refere ao gasto da força sexual criadora para satisfação dos sentidos (coisa que nós nem tínhamos a menor condição evolutiva para tal, pois o nosso Corpo de Desejos naquele estágio era muito mais simples na sua composição (estávamos ganhando o germe dele ainda), além de estarmos em um contexto de Corpos Denso e Vital impossível de qualquer prática como tal: suspensos por cordões na atmosfera de névoa ígnea, assim como o embrião está preso à placenta pelo cordão umbilical.).
Temos uma exceção a tudo isso: os animais domésticos mais avançados que permaneceram gerações inteiras em estreito contato com o ser humano, despertando por isso mesmo faculdades que outros animais, desprovidos dessa vantagem, não possuem. Isto se baseia no mesmo princípio que faz com que um fio altamente carregado de eletricidade “induza” uma corrente mais fraca em outro que lhe esteja próximo, assim como um ser humano de forte moralidade pode despertar uma tendência parecida em outro de natureza mais débil, ou assim como este pode ser dominado pela influência negativa de caracteres malignos. Tudo quanto fazemos, dizemos, ou somos, reflete-se em torno de nós. Por serem os mais elevados de sua espécie, estão quase no ponto da individualização, e as vibrações da Mente do ser humano têm “induzido” neles uma atividade similar, de ordem inferior. Ou seja, para os animais domésticos o fato de praticarem o ato sexual entre indivíduos da mesma espécie (e, às vezes, até entre espécies diferentes) é resultado de inundarmos o nosso entorno com desejos, emoções e sentimentos de paixão e sensualidade, que induz ao gasto da força sexual para gratificação dos sentidos. Aqui, a culpa recai muito mais em nós, pois estamos tratando os nossos irmãos menores mais evoluídos de uma maneira a atrasar a sua evolução.
Resposta: Sem dúvida alguma! A Sabedoria (que o conhecimento temperado com amor, muito superior a chamada “superioridade intelectual e moral humanas”) flui nessas 2 Ondas de Vida naturalmente, pois elas possuem um Esquema de Evolução bem diferente das nossas. As lições que essas 2 Ondas de Vida têm a aprender são de outros Mundos não as da Região Química do Mundo Físico.
Resposta: Quando você não é um Estudante de uma Escola ocultista ocidental, como a Fraternidade Rosacruz, então é natural que essa confusão aconteça, já que a única “experiência fora do corpo” que você conhece e se habitua a viver é o sonho, com todos os seus absurdos e confusões. A coisa toda muda quando você é um Estudante Rosacruz, praticante assiduamente dos Exercícios Esotéricos (rituais e treinamento esotérico, como fornecido no Conceito). Quanto mais você trilha o Caminho Rosacruz – ainda na Fraternidade Rosacruz -, desde o grau de Estudante Preliminar até o Discipulado, mais essa confusão vai se desvanecendo e você sabe exatamente discernir o que está acontecendo com você quando vivencia o momento na sua roda de nascimentos e mortes entre o Segundo Céu e o Terceiro Céu. Isso porque, como um Estudante Rosacruz atuante aqui, você pratica eventos – resultados da oficiação dos rituais e da execução do seu treinamento esotérico – onde o sonho é apenas um dos inúmeros tipos de experiência fora do seu corpo que você participa, inclusive sabendo exatamente em que cada Corpo você está atuando no momento.
Quanto a citação da sabedoria hindu, não saberíamos dizer pois escolhemos nascer na porção desse Campo de Evolução, a Terra, com um tipo de Corpo que não precisa vivenciar o que os Ensinamentos Orientais se propõem (já o fizemos no passado, e retiramos a quinta essência dessa aprendizagem). Mesmo porque os nossos irmãos e irmãs daquela área estão em um momento de evolução direcionados para frente e para baixo: a conquista da Região Química do Mundo Físico. Assim, é natural a “visão” das coisas espirituais serem diferentes e até confusas para eles.
Resposta: Porque por muitos e muitos e muitos renascimentos criamos arquétipos de que o branco significa algo puro, algo que está próximo a transparência (característica do que conceituamos como fantasma). Muitos outros estereótipos, arraigados em nosso subconsciente, definem conceitos que, se pararmos para pensar e utilizarmos a lógica – o meio mais seguro para investigação oculta –, veremos que não tem nada a haver. Do tipo: se lhe mostrarem um céu diferente do azul, hoje, você não acreditaria, mas, pasme, na época da Grécia antiga o que não se acreditava era o céu ser azul. E assim vai. Veja aqui mais exemplos: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160221_civilizacoes_antigas_cor_azul_rb.
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco.
O horário é 18h30, horário local.
A virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura (veja na figura abaixo as Datas para esse mês), sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias o mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – pois a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª – 𝑷𝒓𝒆𝒑𝒂𝒓𝒂çã𝒐 – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – 𝑪𝒐𝒏𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂çã𝒐 – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando) colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele.
3ª – 𝑺𝒂í𝒅𝒂 – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”. Mc 9:23
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas. O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA. As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-la, comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
Como já aprendemos através dos nossos estudos do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, o motor-mestre de todos os pensamentos, atos, todas as ações e obras, sejam bons ou maus, tem origem no desejo. O desejo de apaziguar a fome nos leva a comer; o desejo de companhia nos faz procurar os outros; e assim por diante. Antes de possuirmos um Corpo de Desejos (antes do Período Lunar), éramos imóveis e semelhantes a uma planta. A nossa forma tinha vida e capacidade de se mover, mas nenhum incentivo para fazer isso. Esse incentivo era fornecido pelas forças ativas no Mundo do Desejo que trabalhavam através do nosso Corpo de Desejos macrocósmico e nos impeliam a movimentar o nosso Corpo Denso nesta ou naquela direção.
Primeiro foi nos fornecido o germe do Corpo Denso; depois foi nos fornecido o germe do Corpo Vital, como meio de vitalizar o Corpo Denso. Depois foi acrescentado o germe do Corpo de Desejos, que pôs em ação o Corpo Denso e o Corpo Vital, resultando disso desejos, vontades, paixões, sentimentos e emoções. Em seguida, foi nos fornecido o germe da Mente, através do qual podemos ganhar experiências e, assim, aprender a controlar as atividades do nosso Tríplice Corpo. E agora nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), estamos devidamente equipados para começar o nosso aprendizado na grande Escola da Vida de Deus.
Depois de cumprida uma certa quantidade de trabalho renascido, mais uma vez, aqui, aprendemos como se encerra o dia quando atravessamos o portal do que se chama de mais uma morte aqui. O caminho para o nosso verdadeiro lar, que é o Segundo Céu, nos leva primeiro ao Purgatório – que se situa nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo –, onde é purgado de cada partícula de mal, por menor que seja, e a memória do sofrimento resultante dessa purgação é incorporada na consciência; depois vem o Primeiro Céu, que se situa nas três Regiões mais elevadas, ou superiores, do Mundo do Desejo.
Os nomes dessas três Regiões superiores do Mundo do Desejo são: Região da Vida Anímica, Região da Luz Anímica e Região do Poder Anímico. Nelas residem todas as atividades da vida da Alma. E aqui, mais uma vez, a realidade é trazida até nós: o nosso grau de felicidade nos Mundos celestiais depende de quanto crescimento de Alma nós praticamos durante a vida no Mundo material.
Aqui, no Primeiro Céu, nos encontramos purificados novamente do panorama da nossa vida passada, que se desenrola de novo para trás; mas dessa vez os bons atos da vida são a base do sentimento. E agora, note bem isto, — assim como foi na passagem pelo Purgatório, assim é nos Mundos celestes — exatamente na proporção dos atos, das ações, e obras praticados por meio do nosso Corpo Denso que baseou a nossa existência purgatorial, acontece o mesmo em relação à bem-aventurança celeste no Primeiro Céu. Poucos, se é que alguém, da Humanidade da nossa fase atual de evolução são inteiramente bons para escapar apenas um pouco do fogo refinador que separa a escória do ouro puro que há no Purgatório. E poucos são os que não têm suficiente bem armazenado no registo do seu passado para lhes dar alguma porção de alegria nos Mundo celestiais, que há no Primeiro Céu.
À medida que o panorama do passado se desenrola no Primeiro Céu, quando nos deparamos com as cenas em que ajudamos os outros irmãos, percebemos de novo toda a alegria de ajudar que era nossa no momento em que o ato, a ação ou a obra de bondade foi praticado e, além disso, sentimos toda a gratidão que nos foi derramada pelo destinatário da nossa ajuda. Quando chega às cenas em que fomos ajudados por outros, sentimos toda a gratidão que, então, sentiu o nosso benfeitor. Vemos assim a importância realmente grande de apreciar os favores que nos são feitos pelos outros, porque a gratidão é um meio de crescimento de Alma e tal crescimento é a grande obra da nossa época. Aqui também está a chave para a nossa felicidade nos Mundos celestes, pois ela depende da alegria e do regozijo que damos aos outros irmãos (Serviço) e da valorização que damos ao que os outros fizeram por nós. O livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz ensina isso.
É um grande erro pensar que a capacidade de prestar serviço, de dar esteja investida principalmente em pessoas de posses. A doação indiscriminada de quaisquer tipos de recursos financeiros pode causar mal! Mas não há alguém tão pobre em bens mundanos que não possa fornecer um olhar bondoso, um sorriso, uma expressão de confiança amorosa e simpática (um “bom dia”, uma “boa tarde”, “boa noite”, um “Olá”, um “como vai”, um “muito obrigado”, um “com licença”), palavras animadoras de coragem e fé, um pensamento útil ou uma ótima risada. O que importa é o ato, a obra, a ação de ajudar o irmão ou a irmã de um modo desinteressado (se possível, anonimamente) – sempre esquecendo os defeitos deles e, assim focando na divina essência oculta em cada um de nós), seja mental, moral ou fisicamente, a se ajudar e não a torná-lo dependente nem de nós e nem dos outros, pois a dependência gera fraqueza, enquanto todo esforço produz força. Não é isso que repetimos todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo quando rezamos no final da Oração Rosacruz: “… E, com todo o nosso poder, possamos elevar todas as Almas, a fim de que vivam em harmonia e na luz de uma perfeita Liberdade.”.
No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz aprendemos que o Primeiro Céu é um lugar de alegria, sem uma única gota de amargura. Lá, nós estamos além da influência das condições materiais ou terrenas e assimilamos todo o bem contido na nossa vida passada, enquanto a vivemos de novo. Aqui se realizam, em toda a sua plenitude, todas as aspirações enobrecedoras a que aspiramos. É um lugar de repouso e, quanto mais dura tiver sido a nossa vida aqui, tanto mais intensamente será desfrutado o repouso e o regozijo lá.
A doença, a tristeza e a dor são desconhecidas aqui. É no Primeiro Céu que os pensamentos do Cristão devoto construíram a Nova Jerusalém, a partir do material de desejos sutil de que esta região é composta. Belas casas, árvores e flores, para citar alguns exemplos, são a porção daqueles que as desejaram e, embora construídas com material sutil, são tão reais e tangíveis para eles, quanto as nossas são para nós. Todos obtêm aqui a satisfação que lhes faltou na vida terrena.
Este Céu é também um lugar de progressão para todos os que foram estudiosos, artísticos ou altruístas. Aqui o estudante e o filósofo têm acesso a todas as bibliotecas do mundo. O artista tem um prazer infinito nas combinações de cores em constante mudança, pois aprende rapidamente que os seus próprios pensamentos misturam e moldam essas cores à sua vontade. Suas criações brilham e cintilam com uma vida impossível de alcançar para quem trabalha com os pigmentos baços do mundo terreno, pois aqui ele está, por assim dizer, pintando com materiais vivos e brilhantes; assim, é capaz de executar os seus projetos com uma facilidade que enche a sua alma de prazer.
Tal como o Mundo Físico é o mundo da forma e por isso a forma é aqui mais acentuada, também a cor é particularmente acentuada no Mundo do Desejo. O músico ainda não alcançou o lugar onde sua arte se expressará em toda a sua extensão, pois a música pertence ao Mundo do Pensamento, onde estão localizados o Segundo Céu e o Terceiro Céu. O Mundo do Pensamento é a esfera do tom e a música celestial é um fato, não uma simples figura de linguagem. Embora o tom seja mais acentuado no Mundo do Pensamento, os ecos dessa música celestial chegam até nós, aqui, no Mundo Físico, e são os nossos bens mais preciosos, embora sejam tão excessivamente elusivos que não possam ser criados permanentemente como podem outras obras de arte — a escultura, a pintura ou a literatura. No Mundo Físico o tom desaparece no momento em que nasce, mas no Primeiro Céu os ecos são, naturalmente, muito mais belos e têm mais permanência; por isso o músico ouve sons mais doces do que já ouviu durante a sua vida terrena.
No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz lemos sobre a bela vida celestial que as crianças têm no Primeiro Céu, e nos dizem que, se pudéssemos vê-las lá, a nossa dor cessaria rapidamente aqui. Quando uma criança morre antes do nascimento do Corpo de Desejos, que ocorre por volta do décimo quarto ano na vida aqui, ela não vai além do Primeiro Céu, porque não é responsável pelos seus atos, suas obras ou ações, assim como o recém-nascido não é responsável pela dor que causa à sua mãe, quando se movimenta no seu ventre. Portanto, a criança não tem existência purgatorial. O que não é vivificado não pode morrer e por isso o Corpo de Desejos de uma criança, junto da Mente, persistirá até um novo nascimento; por essa razão tais crianças são muito aptas a se lembrar da sua vida anterior, como no caso citado em outro lugar do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.
Para essas crianças, o Primeiro Céu é um lugar de espera, onde permanecem de um a vinte anos até que uma oportunidade para um novo nascimento seja oferecida. No entanto, é mais do que um simples lugar de espera, porque há muito progresso feito durante esse tempo. Quando uma criança morre, há sempre um parente, um conhecido que a quer muito bem que a espera ou, na falta destes, há pessoas que amaram ser “mães” de crianças na vida terrena e que encontram prazer em cuidar de uma pequena solitária. A extrema plasticidade do material de desejo facilita a formação dos mais requintados brinquedos vivos para as crianças e a vida delas é um belo jogo; no entanto, a sua instrução não é negligenciada. São agrupadas em classes, de acordo com os seus temperamentos, mas independentemente da idade.
No Mundo do Desejo é fácil dar lições objetivas sobre a influência das paixões boas e más na conduta e na felicidade. Essas lições ficam indelevelmente impressas no sensível e emocional Corpo de Desejos da criança e permanecem com ela após o renascimento, de modo que muitos que vivem uma vida nobre devem muito disso ao fato de terem recebido esse treinamento. Muitas vezes, quando um Ego fraco nasce, os Seres Compassivos (os Líderes invisíveis que guiam a nossa evolução) fazem com que ele morra aqui no início da vida para que possa ter esse treinamento adicional lá, que o prepara para o que pode ser uma vida difícil. Este parece ser o caso, particularmente, quando a gravação no Átomo-semente do Corpo de Desejos foi fraca e prejudicada, em consequência de uma pessoa moribunda ter sido perturbada pelas lamentações dos seus parentes, ou porque encontrou a morte por acidente ou no campo de batalha ou seu Corpo Denso, depois que morreu, foi dissecado, cutucado, furado, cortado, embalsamado. Ela não experimentou, nessas circunstâncias, a intensidade apropriada de sentimento em sua existência post-mortem; logo, quando ela nasce e morre no início da vida, a perda é compensada.
Muitas vezes, o dever de cuidar dessa criança na vida celeste pertence àqueles que foram a causa da anomalia. Eles têm assim a possibilidade de compensar a sua falta e de aprender melhor. Ou talvez se tornem os pais da pessoa que prejudicaram e cuidem dela durante seus poucos anos de vida. Então não importa se lamentam histericamente a morte dessa criança, porque não haverá imagens de qualquer consequência no Éter Refletor do Corpo Vital da criança. E assim a “dívida é paga” e a “conta é liquidada” como sempre deve ser.
Nenhuma pessoa que passa por uma vida terrena egoísta, crítica, egocêntrica, censuradora e sem caridade, buscando seus principais prazeres nas coisas físicas, materiais — ou seja, no que pode ser obtido e desfrutado apenas por meio dos sentidos puramente físicos e, ainda assim, porque uma vez colocou seu nome em um registro de uma Igreja ou frequenta alguma “Religião exotérica” por motivo de dever ou como se fosse uma espécie de bálsamo para uma consciência ultrajada — deve esperar que lhe seja permitido ficar por muito tempo ou desfrutar muito a estada no Primeiro Céu. Porque o Primeiro Céu é, verdadeiramente, a Região da Alma e a Alma é a essência da simpatia e da ajuda feita e prestada aqui, que é a quintessência do serviço amoroso e desinteressado (se possível, anonimamente) – sempre esquecendo os defeitos deles e, assim focando na divina essência oculta em cada um de nós) – prestado durante a nossa vida terrestre, ou seja: aqui, especial e principalmente por meio de atos, obras e ações, usando o nosso Corpo Denso.
Ou seja, uma vida assim: egoísta, crítica, egocêntrica, censuradora e sem caridade, buscando seus principais prazeres nas coisas físicas, materiais – ou seja, no que pode ser obtido e desfrutado apenas por meio dos sentidos puramente físicos e, ainda assim, porque uma vez colocou seu nome em um registro de uma Igreja ou frequenta alguma “Religião exotérica” por motivo de dever ou como se fosse uma espécie de bálsamo para uma consciência ultrajada – não pode ser produtiva de grande quantidade de ambos. Porque nenhuma qualidade pode se tornar parte de nós até que a tenhamos incorporado na nossa natureza, vivendo-a no dia a dia. Podemos pensar em altruísmo, podemos falar sobre altruísmo e podemos acreditar em altruísmo, mas para realmente possuirmos o altruísmo temos que vivê-lo, colocá-lo em prática por meio de atos, obras e ações. Não há outro caminho! É exatamente assim que o crescimento anímico – o crescimento da Alma – funciona. A Alma não é um órgão físico nem um sentido físico, como a visão e o tato. Cada Alma é o resultado do nosso trabalho (o Ego) em cada um dos nossos três Corpos, a saber: a Alma Consciente, resultado do trabalho por meio de atos, obras e ações boas no nosso Corpo Denso; a Alma Emocional, resultado do trabalho por meio de desejos, emoções e sentimentos superiores no nosso Corpo de Desejos; a Alma Intelectual, resultado da memória dos atos, obras e ações boas, e desejos, emoções e sentimentos superiores gravados no nosso Corpo Vital. Assim, os nossos veículos devem se tornar o “servo” e não o “senhor”, porque são simplesmente os nossos instrumentos, nossas “ferramentas de trabalho”.
Você quer encurtar a sua permanência no Purgatório? Então tente não incorporar em seu Panorama de Vida – quando morrer mais uma vez aqui – as coisas das quais será purgado para se tornar puro. Quer ter uma ajuda que acelera a redução desses registros que levam a estada no Purgatório? Pratique o Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção.
Gostaria de saborear a sua estada no Primeiro Céu, essa região de alegria e regozijo, sem uma única gota de amargura, onde todas as suas aspirações mais elevadas se realizam em toda a sua extensão e você obtém a satisfação que a vida terrena não deu? Então procure ter uma vida que faça sua Alma crescer. Busque diligentemente os doze tipos de oportunidade que nos chegam todos os meses e, quando encontrar, seja atencioso no serviço amoroso e desinteressado (se possível, anonimamente) – sempre esquecendo os defeitos deles e, assim focando na divina essência oculta em cada um de nós) – prestado durante a nossa vida terrestre!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross junho/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Frequentemente ouvimos, entre os Estudantes Rosacruzes, falar da palavra “Arquétipo”, referindo-se ao modelo ou padrão original de alguma coisa, mas quantos de nós sabem da existência de um Arquétipo para cada indivíduo no mundo? Que a construção do Corpo Denso é exatamente uma cópia do referido Arquétipo?
Se nossos Corpos não são perfeitos, o erro deve se encontrar num Arquétipo defeituoso e, assim sendo, é bom saber a causa de imperfeição e como pode ser corrigida. Nós, o Ego, com o auxílio das Hierarquias Criadoras, particularmente os Senhores da Mente, formamos, na Região do Pensamento Concreto, o Arquétipo (que é um pensamento-forma) de um nosso futuro Corpo Denso, antes de cada renascimento aqui. Esse Arquétipo é um modelo que vibra harmoniosamente, formado pelo poder da Música das Esferas. Pomos em vibração o Arquétipo com certa quantidade de nossa própria energia de vida e tal quantidade de energia vital fornecerá a duração da nossa vida terrena, de acordo com seu impulso maior ou menor. Quando esse impulso cessa, o Arquétipo deixa de vibrar e o Corpo Denso morre, começando a se decompor, por lhe faltar a força vital e coesiva.
É a Lei de Causa e Efeito que rege a duração da nossa vida aqui. Em cada renascimento são dadas a nós várias oportunidades para o nosso avanço espiritual. Se as aproveitamos, a vida continua. Uma vida repleta de serviços amorosos e desinteressados (portanto, o mais anônimo possível) focado na divina essência oculta em cada irmão e irmã – que é a base da Fraternidade – é, algumas vezes, prolongada por novo impulso vital no Arquétipo. Ordinariamente, a duração da vida é determinada no Terceiro Céu, ao nos prepararmos para um renascimento aqui. Todavia, sob certas circunstâncias adversas ou favoráveis pode ser ela prolongada ou encurtada.
Por exemplo, quando desdenhamos as oportunidades de crescimento e enveredamos por um caminho perigoso em que podemos nos tornar singularmente mau, nossa vida terrestre é encurtada. Mas, isso sucede apenas quando já nos encontramos num beco sem saída. Então, as Hierarquias Criadoras, agindo por misericórdia, destroem o Arquétipo, finalizando, assim, a nossa manifestação terrena, para que nos reforcemos moralmente num aprendizado no Primeiro Céu.
O movimento harmonioso da vibração do Arquétipo é que atrai para si o material do Mundo Físico e fixa os átomos todos do Corpo Denso, fazendo-os vibrar em sintonia com o Átomo-semente daquele Corpo. Nenhum Corpo Denso pode ser formado sem o padrão do Átomo-semente.
O suicida, quando morre o Corpo Denso, leva o Átomo-semente dele. Mas, como o Arquétipo continua vibrando e tende a atrair matéria física, estando carente do Átomo-semente, fica impossibilitado de assimilar o material e utilizá-lo no Corpo Denso. Devido ao fato de ser o Arquétipo oco, nesse caso o Ego experimenta um sentimento de vazio desesperador que não cessa até que pare de vibrar tal Arquétipo, o que ocorre quando está marcada a morte natural dessa pessoa aqui na Terra. Então o Arquétipo se desintegra. Nós construímos um Arquétipo para cada vida.
Na região da medula oblongada, na parte superior do cordão espinhal há uma chama que pulsa e vibra de um modo maravilhoso. Sua cor varia segundo a natureza do indivíduo no qual é observada. É nela que o Arquétipo toca a nota-chave do Átomo-semente do Corpo Denso. Esse som muda através da vida e conforme ele vai mudando, também o Corpo Denso vai experimentando transformações.
Algumas vezes, certo número de Forças Arquetípicas trabalha juntas para criar uma espécie individual de plantas ou animais, como ocorre com o ornitorrinco da Austrália. Em tais casos as notas-chaves de todas se combinam em um só acorde e este acorde é a nota-chave da forma assim criada. Na Região do Pensamento Concreto, quando se deseja conhecer determinada coisa, basta concentrar a atenção no Arquétipo dela. Ele, por assim dizer, emitindo um som, imediatamente fornece uma iluminada compreensão de cada uma das fases de sua natureza, dando uma visão de se haver vivido através das próprias experiências, juntamente com as coisas que se investiga. Não fora a enorme dificuldade que ela apresenta, essa informação poderia ser utilizada imediatamente. Contudo, essa informação, essa película da vida da coisa, chega-nos de modo global e com tal rapidez, num abrir e fechar de olhos, sem começo nem fim e, assim, para usar essa informação arquetípica, aqui no Mundo Físico, temos que ordená-la cronologicamente, com um princípio e um fim, de modo a torná-la inteligível aos seres humanos. Esta é uma tarefa assaz difícil, a grande dificuldade de que falamos atrás.
A qualidade do material que se reúne para a construção de um corpo depende do Átomo-semente; a quantidade depende da requerida pelo Arquétipo. O Arquétipo determina nossa forma, altura, nosso peso e nossa aparência física. De fato, é um modelo vivo do Corpo Denso. Todo ato nosso tem um efeito no Arquétipo do nosso Corpo Denso. Se o ato está em harmonia com as Leis da Vida – que são as Leis de Deus – e sintonizado com a Evolução, fortalece-o e prolonga a vida, na qual obterá o máximo de experiência, alimentando e fazendo crescer a nossa alma de forma extraordinária, mas sempre segundo sua posição relativa na vida e sua capacidade de assimilação. Contrariamente, se aplicamos nossas capacidades de modo destrutivo, contrariando as Leis de Deus, o Arquétipo se debilita e se destrói facilmente.
Moisés foi levado à montanha (um lugar elevado, Iniciação) e lhe foi ensinado ali certo modelo (Arquétipo) do Tabernáculo do Deserto. Esse Arquétipo foi construído pelas Hierarquias Criadoras, nos Mundos celestes.
O Arquétipo é influenciado pela natureza da vida passada. Quando nos esforçamos sinceramente, pela verdade e retidão, criamos ao nosso redor pensamentos-formas de natureza semelhante e, deste modo, nossa Mente atua num ambiente harmonizado com a verdade, centro de nossa Aura. Agindo assim, quando morremos mais uma vez aqui e chegamos ao Segundo Céu, nos encontramos dispostos a construir um novo Arquétipo que, intuitivamente, delineamos com as forças vibratórias da retidão e da verdade e tais linhas de força vibratória criarão harmonia no novo veículo, que manifestará saúde, felicidade, eficiência e amor. Ao contrário, se na nossa vida terrena malbaratamos os nossos talentos, descuidamos da verdade, exercitamos a astúcia, o extremo egoísmo indiferente à felicidade dos demais, seguramente, ao chegarmos no Segundo Céu, veremos as coisas de modo falso, deturpado, sem entender nada. Em consequência, construiremos um Arquétipo dentro de linhas que conterão o erro, ineficiência e a falsidade manifestados no Corpo, em detrimento dos vários órgãos físicos. Sob tais circunstâncias, as vibrações que deveriam resultar na construção de Trígonos e Sextis em nosso horóscopo natal se desviam das linhas construtoras exatas, até que as encontre novamente, quando, então, o Ego começa de novo a trabalhar no Arquétipo.
As formas que vemos a nosso redor são figuras de som cristalizadas, isto é, resultado das Formas Arquetípicas que trabalham por meio dos Arquétipos na Região do Pensamento Concreto.
É curioso que a ocorrência do suicídio na vida de uma pessoa e os consequentes sofrimentos, por nós referidos atrás, geram o medo mórbido da morte nos renascimentos seguintes.
Quando uma pessoa que se suicidou em vida anterior, morre aqui na vida seguinte, sente tal ânsia de voltar ao Mundo Físico que, frequentemente, comete o crime de obsessão, da maneira mais irrazoável e estúpida. E, como há sempre pessoas negativas, facilmente influenciáveis, procura oportunidade para se refugiar num Corpo Denso, expulsando o Ego residente. Outras vezes, não encontrando tal oportunidade, apesar dos negativos que existem por aí, sucede uma coisa horrível, absurda: com tal ânsia de retornar ao mundo, o Ego do antigo suicida retira a posse do Corpo de um animal de seu legítimo dono, para nele entrar. Encontra-se, então, sob a terrível necessidade de viver uma existência animal, pura e simplesmente. Se o animal está sujeito a crueldades, o Espírito humano obsessor sofre horrivelmente; se o animal é sacrificado para alimento, o ser humano, dentro dele, vê e compreende tudo o que se relaciona com o ato que se vai realizar e tem que passar pelas horripilantes experiências dessa morte. Esta é uma das explicações de casos curiosos de animais que se ajoelham diante da morte ou dão mostras de uma estranha consciência do ato, pois tais casos sucedem com relativa frequência, como pode verificar alguém que seja clarividente e visite nossos grandes matadouros.
Nenhum Espírito humano pode nascer no corpo de um animal, mas é-lhe possível neutralizar a relação do Espírito animal com sua forma e tomar posse dela por certo tempo.
Esses fatos determinaram a necessidade de educarmos o mundo sobre a grande verdade de que a morte aqui, assim como o nascimento aqui, são apenas acontecimentos correntes na vida imortal de nós, o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – agosto/1971 – Fraternidade Rosacruz – SP)