Todos nós estamos percorrendo o “Ciclo de Vida e Morte”, vivendo parte do tempo no Mundo visível (Região Química do Mundo Físico) e parte nos Mundos invisíveis (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento).
Ouvimos, muitas vezes, alguém dizer após ouvir esta doutrina pela primeira vez: “Oh! Mas eu não quero voltar”. Tal protesto parte só do cansado e extenuado Corpo Denso como consequência de uma vida árdua. Contudo, tão logo as experiências desta vida tenham sido assimiladas nos céus, a Lei de Consequência ou a Lei de Causa e Efeito e o desejo de novos conhecimentos atraem o Ego de volta à Terra, do mesmo modo que um ímã atrai uma agulha. Então, o Ego começa outra vez a contemplar seu renascimento.
Aqui, novamente a Lei de Consequência é o fator determinante: o novo nascimento está condicionado pelas nossas vidas passadas. Tendo vivido muitas vidas, é evidente que tenhamos conhecido muitas e diferentes pessoas, ligando-nos a elas nas mais variadas relações, afetando-as para o bem ou para o mal ou sendo assim por elas afetados. Causas foram então geradas entre elas e nós, e assim muitas dívidas – impossíveis de serem logo liquidadas por um ou outro motivo – ficaram pendentes.
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Nosso Trabalho para Renascer Aqui mais uma vez
Por um Estudante
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Editado e Revisado
pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
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fraternidade@fraternidaderosacruz.com
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Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que todos nós estamos inseridos no Ciclo de Nascimentos e Mortes durante esse Esquema de Evolução, pelo menos durante esse momento evolutivo, entorno do ponto chamado Nadir da Materialidade.
E esse Ciclo é que nos leva a: morte aqui, no Mundo visível, então nascimento lá, nos Mundos invisíveis; assim como: morte lá, nos Mundos invisíveis, nascimento aqui no Mundo visível.
Assim, da mesma forma que temos uma “Ciência do Nascimento” aqui, deveríamos ter uma “Ciência da Morte” aqui.
Nesse livreto, vamos ver um Ciclo completo que cada um de nós fazemos, saibamos ou não. Que isso nos ajude a aprender com os mínimos detalhes, a fim de que possamos compreender cada fase e, assim, aproveitar para vivenciá-la transformando cada evento em um alimento para a nossa Alma, o que resultará no Crescimento Anímico de cada um de nós.
Aprendemos, também, que aqueles que seguem a Cristo e alcançam, por mérito e prática dos Ensinamentos Cristão, o mais elevado objetivo proposto se libertam do ciclo de nascimentos mortais aqui; eles estão livres do Ciclo de Nascimentos e Mortes. “Não saem mais”.
Isso significa que tais seres humanos não tem mais lições a aprender aqui, as “dívidas do destino” estão pagas e todos os vínculos terrestres deles são desfeitos. Tais seres humanos são conhecidos como Seres Compassivos, os Irmãos Maiores da Onda de Vida humana que não mais necessitam de lições terrestres.
Eles estão livres para passar para uma existência gloriosa. Entretanto, esses grandes Seres podem retornar, por livre vontade, e em obediência ao preceito de que aquele que ama deve servir melhor, frequentemente eles desistem dessas oportunidades bem-aventuradas daquele plano divino, para servir os seres humanos menos evoluídos que estão, ainda, lutando nas labutas com seus próprios destinos maduros. Humildade, obediência e serviço são as notas chaves de suas vidas.
Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil
Tudo que agora vivemos, todo ambiente em nosso redor, todas as pessoas que nos cercam, todas as nossas idiossincrasias, boa parte de tudo que nos acontece foi previamente escolhido e construído antes de habitarmos esses Corpos atuais. Antes, mesmo, de construir esses Corpos!
Tudo começa no Segundo Céu, que se encontra na Região do Pensamento Concreto – ou Região Concreta do Mundo do Pensamento, a Região do Mundo do Pensamento onde existem os Arquétipos, ou modelos viventes – de tudo aquilo que existe no nosso Planeta Terra.
Mas o que é um Arquétipo? É o produto do trabalho de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes. Esses seres se chamam Forças Arquetípicas. E o seu lar é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto no Mundo do Pensamento. Tal Arquétipo é um molde oco vibratório que emite um som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria.
Podemos ter uma ligeira ideia se fizermos a seguinte experiência: tomemos uma placa de vidro. Coloquemos um pouco de areia em cima dessa placa. Passemos um arco de violino na borda dessa placa de vidro. As vibrações formam figuras geométricas que se formam quando o som muda.
Portanto, um Arquétipo não é um modelo de uma forma física que vemos em torno de nós. Ele é que modela a forma a sua própria imagem. E dá a essa forma um tom, sua Nota chave, que vibra sempre, enquanto o Arquétipo existir. Quando essa Nota chave cessa de vibrar, o Arquétipo deixa de existir e a forma morre. Portanto, todas as formas que agora aqui existem foram criadas primeiro o Arquétipo. E, se essas formas ainda existem é porque o Arquétipo vibra, cada um com a Nota chave própria e exclusiva de cada forma.
De tudo que falamos, se deduz, logicamente, que o material que é formado no Segundo Céu é mental. E, como o Mundo Mental – ou Mundo do Pensamento – compenetra todo nosso Planeta desde o centro até além da atmosfera, estendendo no espaço do Mundo Físico e do Mundo do Desejo, o Segundo Céu também o faz.
Com isso, os Egos que nele se encontram podem nos visitar. Entretanto, as condições e pensamentos gerados por nós aqui obstruem o trabalho deles e, também, a evolução deles, por isso tais Egos preferem ficar na região externa do Segundo Céu, onde as egoístas correntes mentais geradas por nós não os atingem, devido a qualidade inferior de matéria mental que são formados.
Todos nós passamos pelo Segundo Céu. Isso ocorre após morrermos aqui. Antes de chegarmos lá, já descartamos o Corpo Denso da presente vida, o Corpo Vital e, também, o atual Corpo de Desejos.
Portanto, entramos no Segundo Céu apenas com os Átomos-sementes do Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, que formarão a base, ou o núcleo, dos nossos próximos Corpos nas nossas próximas vidas aqui. Ainda possuímos a Mente, da última vida finda aqui.
E é com esse veículo – a Mente – que funcionamos no Segundo Céu. Neste ponto, iniciamos nossa atividade criadora. Ela será tão criadora quanto foram nossas aspirações mentais durante a última existência aqui na Terra. E não poderia ser de outra forma.
Estamos destinados a nos transformar em Inteligências Criadoras. Somos filhos de Deus, criador de tudo que existe, Deus do nosso Sistema Solar.
Então, temos que nos tornar especialistas em construções mentais, também. Do mesmo modo que os Anjos são especialistas em matéria Etérica e os Arcanjos em matéria de Desejos. Portanto: criamos esses Arquétipos no Segundo Céu e experimentamos sua eficiência durante a nossa existência terrestre, aqui na Região Química do Mundo Físico.
Desde que deixamos o Mundo dos Espíritos Virginais – antes do início do Período de Saturno – para iniciarmos o processo de construção de veículos para a nossa expressão como Ego, o Segundo Céu tornou-se nosso verdadeiro lar. Aqui permanecemos durante séculos!
Vejamos, agora, o que produzimos lá: a matéria que utilizamos para executar o nosso trabalho no Segundo Céu é o som, assim como a matéria química é o instrumento que utilizamos enquanto renascidos aqui na Terra. Mas o som do Segundo Céu não é como o som disponível aqui quando renascidos. O som do Segundo Céu possui frequência – ou vibrações por segundo – muito acima do que estamos acostumados. E essa vibração harmoniosa e sonora nos ajuda na mais intensa e importante atividade, preparando-nos para a nossa próxima vida.
E lembram-se, daquela classe de seres compostos de inteligência de graus muito diferentes e que se chamam Forças Arquetípicas?
Então, quando estamos no Segundo Céu, fazemos parte dessas Forças Arquetípicas. E não deveria ser de outra forma já que estamos destinados a nos converter em uma grande Inteligência Criadora, em algum tempo futuro, e se não houvesse ambiente onde pudéssemos, gradualmente, aprender a criar, não seria possível nos adiantarmos, porque nada na Natureza – que é Deus em manifestação – é feito repentinamente.
Tais Inteligências Criadoras dirigem os Arquétipos, ou os modelos vivos de tudo que existe no nosso Planeta Terra: os continentes, as ilhas, a fauna, a flora, as terras, o clima, o ar, os Éteres e, ainda: os desejos, os sentimentos e as emoções.
Enquanto os Arquétipos não são modificados, também não há modificação aqui no Planeta Terra, que é reflexo do Mundo do Pensamento. Assim, preparamos o nosso próximo ambiente, as condições terrestres para a nossa existência física, o próximo passo no caminho do progresso, ou seja: modificamos e transformamos o Planeta Terra.
Mas essa realização ocorre obedecendo o grau de aspirações e uso de materiais mentais que empregamos em nossa última vida objetiva na Terra. Sob a Lei de Causa e Efeito, que observamos em todos os Reinos, colhemos na nossa existência nos Mundos Superiores – como por exemplo, no Segundo Céu exatamente o que semeamos aqui no Planeta Terra e vice-versa.
Se somos ativos durante a nossa existência objetiva, se trabalhamos para melhorar o ambiente e as condições que vivemos, construímos, nesse Segundo Céu, uma terra melhor, fértil, cheia de recursos onde poderemos obter maiores frutos com menor trabalho.
Se, ao contrário, perdemos o nosso tempo durante essa existência, passando os nossos dias sonhando ou discutindo condições metafísicas, descuidando das nossas condições materiais, continuaremos isso no Segundo Céu e, consequentemente, negligenciando nosso trabalho para o futuro, construiremos uma terra árida e estéril, difícil de se sobreviver.
Assim, como aprendemos quando estudamos o livro Conceito Rosacruz do Cosmos: “O mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente temos feito e, será tal qual o fizermos”. Assim crescemos lenta, mas persistentemente e, avançamos continuamente.
Além de aprendermos a alterar o nosso Planeta Terra, também nos ocupamos em aprender a construir um Corpo que tenha os melhores meios de expressão. Não só os nossos próximos Corpos, mas também os dos outros. Portanto, o que chamamos de mortos são realmente os que nos ajudam a viver aqui na Terra. E, assim, aprendemos conscientemente a construir: o nosso Corpo Denso, o nosso Corpo Vital, o nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, bem como todos os outros Corpos dos outros. Obviamente que no Segundo Céu construiremos o Arquétipo de cada um desses Corpos pois, lá, lidamos somente com a matéria mental.
Cada Arquétipo de cada Corpo tem uma Nota chave, um som característico que o distingue de qualquer outro, que cria e mantém o Arquétipo e, consequentemente, o Corpo. É o seu tom. Assim, todas as formas em torno de nós são figuras cristalizadas dos sons produzidos pelas forças dos Arquétipos do Segundo Céu. Quando essa Nota chave cessa, o Corpo morre, a força desaparece.
Agora, podemos entender o porquê: “ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir”. E isso porque construímos todos os nossos Corpos sobre os nossos Átomos-sementes que nos dá a base para essa construção.
Além disso nada melhor para avaliar uma ferramenta senão utilizando-a! Desta maneira, utilizando os Corpos que construímos percebemos os defeitos e aprendemos a corrigi-los.
Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros a construir cada um dos nossos Corpos apropriados à nossa manifestação objetiva aqui no Mundo Físico, estamos quase prontos a entrar no Terceiro Céu em nosso trabalho para renascer mais uma vez aqui!
Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado os Arquétipos que constituirão a aparência futura do Planeta Terra, a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir um Corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico, estamos quase preparados para entrar no Terceiro Céu.
O Terceiro Céu se situa na Região Abstrata do Mundo do Pensamento – ou Região do Pensamento Abstrato. Essa Região é o local mais elevado que atingimos a cada Ciclo de Vida e Morte, no nosso atual estado de desenvolvimento, ou seja: aqui é o local que trabalhamos com a matéria mais sutil que somos capazes de lidar, no nosso presente estágio de desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.
E que matéria que é esta? Matéria Mental Abstrata. Nessa Região é que surgem as nossas Ideias.
Tais Ideias são apenas pensamentos embrionários. Concebidas por uma Mente sã, se tornam pensamentos racionais e servem de base a todo o progresso material, moral e mental. Nesta Região, a Verdade não está obscurecida pela Matéria; ela é evidente por si mesma.
Daqui mergulhamos novamente para Mundos de Matérias mais densas.
Entramos no Terceiro Céu após abandonarmos os Corpos: Denso ao morrer; o Vital, logo em seguida; o de Desejos ao deixarmos o Purgatório e o Primeiro Céu; e, por último, a Mente ao deixarmos o Segundo Céu e entrarmos no Terceiro Céu.
Basicamente nosso trabalho no Terceiro Céu se resume a duas etapas bem definidas:
Entramos no Terceiro Céu sem nenhum dos nossos veículos. Destes, só possuímos seus Átomos-sementes. Em outras palavras, subsistimos em um estado isento de nossa Personalidade (o “eu inferior”) e permanecemos em estado de Espírito puro.
Permanecemos por algum tempo neste Terceiro Céu, que é um verdadeiro reservatório espiritual de força. Aqui fortificamo-nos para o próximo renascimento nessa vida física. Infelizmente para a maioria de nós tudo isso não é tão consciente. E, como não estamos conscientes não conseguimos trazer, na próxima existência, as lições que aprendemos lá aplicando-as no nosso dia a dia. E por quê? Porque a maioria de nós não consegue pensar abstratamente e, portanto, carece de consciência no Terceiro Céu.
O modo pelo qual podemos melhor aproveitar a passagem no Terceiro Céu, e assim potencializar a aplicação das lições que lá aprendemos, durante a existência aqui na Terra, é pela dedicação de nosso tempo e esforço a pensamentos abstratos que não se relacionam com tempo ou espaço.
Pensar no “Amor”, logo o associamos a alguém. Pensar na “Verdade”, logo a associamos a alguma coisa que conhecemos.
Técnicas que podemos utilizar enquanto renascidos aqui para desenvolver o pensamento abstrato (alimentando, assim, a nossa Mente abstrata, ao invés de utilizar somente a Mente concreta): estudar nosso Esquema de Evolução; estudar Astrologia Rosacruz; ouvir músicas de cunho elevado (exemplo: clássica ou erudita) e/ou estudar Matemática.
Muitos dizem que a Matemática é árida, sem emoção. Não há sentimento quando se diz que dois mais dois são quatro. Não há emoção quando se diz que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos em um triângulo retângulo. E é nisso que está o seu valor!
Porque quando nos elevamos acima dos sentimentos, nossos “pré-conceitos” limitantes ficam para trás, e a Verdade se revela imediatamente.
Ou seja: a Verdade é evidente por si mesma e não há nenhum sentimento envolvido no assunto. Este é o motivo pelo qual Pitágoras exigia que seus discípulos estudassem matemática para entrarem em contato com os ensinamentos ocultos. Pois ele sabia o efeito edificante da matemática para elevar as Mentes acima da esfera das emoções que os teria sujeitado a percepções ilusórias, quando fossem conduzidos a Região do Pensamento Abstrato.
Como a maioria de nós ainda não alcançou o estágio de progredir por meio de linhas lógicas, práticas e sequenciais, capazes de examinar e distinguir a verdade sem prevenção, o Terceiro Céu acaba por ser um lugar de espera e de pouca produção para o aprimoramento do Ego.
Lá ficamos inconscientes – como durante o nosso sono – até a oportunidade de um novo nascimento nesse Mundo Físico.
Entretanto, aqueles que buscam aqui, durante a atual existência física, meios de aplicar as suas ideias para melhoria de vida nesse Mundo – os inventores – trazem do Terceiro Céu as ideias originais para a aplicação na próxima existência.
Já aqueles que, durante essa existência se ocuparam em descobrir como melhor utilizar seus talentos a serviço de quem precisa, amorosa e desinteressadamente – os filantropos – obtêm uma visão mais clara de como realizar seus sonhos utópicos na próxima existência.
Como estamos:
– no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;
– lá certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;
– lá “ansiosos” para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai;
– conscientemente envergonhados de si mesmo recebendo a ajuda de tantos seres ao nosso redor insistimos aqui em sermos egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes e nasce de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de:
-voltar de renascer nesse Mundo Físico;
-obter novas experiências;
– mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu, que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.
E é aí que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como os Anjos do Destino ou Anjos Relatores ou Anjos Arquivadores ou, ainda, Senhores do Destino que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência. Estamos nos aprontando para voltar!
Depois de termos:
-Assimilado tudo que podíamos dos aspectos morais relacionados a vida passada, durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu;
-Trabalhado sobre os Arquétipos que alterarão a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena;
-Aprendido, pelo trabalho nos Corpos dos outros a construir um Corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico durante a nossa estada no Segundo Céu.
-Depois de estarmos no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. E, com isso, estamos certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos. Estarmos lá ansiosos para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai. Estarmos conscientemente envergonhados de, mesmo recebendo a ajuda de tantos seres, insistirmos aqui em sermos: egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes, nasce de dentro do nosso íntimo a Vontade sincera e honesta de renascer; de obter novas experiências de mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.
É neste ponto que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como: os Anjos do Destino ou os Anjos Relatores, ou os Senhores do Destino ou os Anjos Arquivadores que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência.
Tais Seres estão acima de todo erro que, no nosso atual estágio de desenvolvimento, podemos cometer e nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.
E como se dá esta escolha? Lembrem-se, no Terceiro Céu estamos:
-Sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;
-Certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;
-Ansiosos para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus;
-Conscientemente envergonhados de, mesmo recebendo a ajuda de tantos seres, insistimos aqui com o nosso egoísmo, ignorância, hipocrisia e negligência;
-Ansiosos para desenvolver as potencialidades latentes que herdamos de nosso Pai, para sermos mais úteis e efetivos no Plano Divino.
Portanto a vontade que nasce de dentro do nosso íntimo sincero e honesto de voltar a renascer nesse Mundo Físico só pode estar impregnada de fortes sentimentos de obter novas experiências, de mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições assimiladas nesses Mundos Superiores.
É por estes motivos que escolhemos “melhor vida” para ser vivida no novo renascimento. E agora? O conceito de “melhor vida” neste contexto (do ponto de vista espiritual) é muito diferente do conceito de melhor vida aqui?
Digamos que, para muitos, tais conceitos são diametralmente opostos. Com a nossa própria decisão de querer aprender mais e colaborar mais fica mais fácil escolher a próxima vida.
Afinal, já tivemos por aqui renascidos no Mundo Físico inúmeras vezes. Construímos relações; fortalecemos laços; afrouxamos outros; fugimos de algumas relações; outras completamos totalmente, através do amor, aliás, único modo de se realizar uma relação.
Enfim, temos uma teia completa e complexa de relações para escolher como nosso próximo renascimento.
Com a nossa vontade e, portanto, respeitando nosso livre arbítrio, os Anjos do Destino elaboram vários Panoramas de Vida, onde constam os principais acontecimentos que teremos que passar durante o próximo renascimento.
Mostram-nos as causas principais que poremos em movimento, desde o nascimento até a morte. Note que o Panorama de Vida nos é mostrado no sentido inverso aquele mostrado quando morremos. Por quê? Porque aqui o objetivo é nos mostrar como determinadas causas geram certos efeitos.
Com isso fechamos completamente nossa aprendizagem da Lei de Causa e Efeito: quando morremos e passamos pelo Purgatório e Primeiro Céu, o Panorama de Vida nos é apresentado desde o momento da morte até o nosso nascimento: como cada efeito foi gerado por uma determinada causa, posta em movimento por nós. Já quando estamos prestes a renascer, partindo do Terceiro Céu, o Panorama de Vida nos é apresentado desde o momento do nosso próximo nascimento até a nossa próxima morte: como cada causa, posta em movimento por nós, gera um determinado efeito.
Observe: somente as causas e acontecimentos principais, em termos de conceitos e linhas gerais nos são apresentados. Ou seja: os detalhes ou modos de expressão ocorrem por nossa conta. Ou seja, podemos colocar novas causas em movimento!
Nesse clima tão maravilhoso não é difícil olharmos o nosso Destino Maduro e querermos ser provados nele, a fim de “pagar a dívida”. Não é difícil vermos uma causa complicada ser nos apresentada e nós com grande disposição para enfrentá-la, para gerar efeitos construtivos e mostrar nossa aprendizagem.
Obviamente, que os Anjos do Destino nos orientam e nos aconselhando a escolher, comentando a nossa escolha. Mas, no final, a decisão é nossa.
Esse Panorama de Vida mostra qual a parte das nossas dívidas passadas liquidaremos e o que aprenderemos.
Estamos quase prontos para mergulhar, mais uma vez, nos Mundos inferiores e renascer aqui, com um novo Corpo Denso, um novo Corpo Vital, um novo Corpo de Desejos e uma nova Mente.
O que temos para construí-los? O Átomo-semente de cada um deles. E o que contém o Átomo-semente de cada um deles? A quintessência de tudo que aprendemos utilizando esses nossos veículos, desde quando obtivemos esses Átomos-sementes das Hierarquias Criadoras no Período de Saturno, no Período Solar, no Período Lunar e na Época Atlante do nosso atual Período Terrestre até a nossa última existência.
Vejam, então, que temos material de sobra para construir veículos que contemplem as necessidades e as características que precisaremos para essa existência recém-escolhida.
Outra coisa a se notar é que somente os nossos veículos são novos. Então, pode surgir a pergunta: e a Alma? Nascemos com Almas novas? Já que os Corpos são novos e as Almas são a quintessência do trabalho do Espírito sobre os Corpos, então as Almas não são novas. Não criamos novas Almas só porque os Corpos são novos. Lembrando que durante a nossa existência terrestre e até o descarte de cada Corpo nos Mundos superiores, após a nossa morte, nós, Egos (Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado como um Tríplice Espírito), trabalhamos sobre e no nosso Tríplice Corpo (Denso, Vital e de Desejos), através do nosso veículo Mente. Esse trabalho traz à existência a Tríplice Alma que é o produto espiritualizado dos Corpos. Assim:
– A Alma Consciente é o produto do trabalho do Espírito Divino sobre o Corpo Denso;
– A Alma Intelectual é o produto do trabalho do Espírito de Vida sobre o Corpo Vital;
– E a Alma Emocional é o produto do trabalho do Espírito Humano sobre o Corpo de Desejos.
Ou seja, cada Alma aumenta a consciência, o poder e a eficiência do Espírito no trabalho nesses Mundos Físicos, de Desejo e do Pensamento. Portanto, a Alma é a mesma. Representa o controle que nós, o Ego, teremos sobre nossos novos Corpos: quão eficientemente utilizaremos o nosso Corpo de Desejos; quanto poder teremos sobre o nosso Corpo Vital e quão consciente estaremos no nosso Corpo Denso.
Uma vez revisto isso, estamos prontos para renascer, mais uma vez, aqui!
Depois de:
1-Assimilarmos tudo que podíamos da vida passada, durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu.
2-Alterarmos a aparência arquetípica do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena e aprendermos, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir Corpos para funcionarmos nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento, durante a nossa estada no Segundo Céu.
3-Permanecermos no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece a certeza do verdadeiro propósito da existência física.
4-E, lá no Terceiro Céu, compreendermos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos e para evoluirmos mais em direção à nossa meta real: “tornarmos perfeitos, como perfeito é o nosso criador, Deus.” (Mt 5:48).
5-E, ainda, depois de nascer em nosso íntimo uma vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico; de obter novas experiências; de fazer algo novo, original, criativo como colaborador consciente no Plano de nosso Deus Pai.
6-Depois de contarmos com a ajuda de grandes Seres de incomensurável Sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino ou os Anjos Relatores, ou os Senhores do Destino ou os Anjos Arquivadores, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.
E que por terem esta função, nos ajudam a escolher o melhor Panorama de Vida para a nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber:
a- sermos testados nas lições que aprendemos;
b- adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais;
7-Depois de escolhermos o sexo que nasceremos; pela Lei das Alternações, que diz que em uma vida física viemos como ser masculino e na próxima como ser feminino (isso para termos a experiência dos dois polos sexuais, durante o tempo em que o Sol transita, por Precessão dos Equinócios, num determinado Signo Zodiacal); ou modificando essa lei em virtude de circunstâncias específicas e individuais para cumprir a próxima vida que escolhemos.
Pela utilização das duas Leis Cósmicas, quais sejam: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo; e “semelhante atrai semelhante” e, através delas, partirmos para construir os veículos.
8-Depois de mergulharmos no Mundo do Pensamento e construirmos uma nova Mente, pronta para fazer parte do conjunto dos 3 Corpos e um veículo necessários para essa nova peregrinação. Uma Mente que sintetiza tudo que aprendemos até aqui de como lidar com a matéria mental e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese; aquela capacidade típica de um Espírito Virginal e inaugurar uma coisa completamente nova e não uma simples escolha entre dois cursos de ação. E, que, portanto, torna a nossa Mente com aquele algo a mais e a composição do passado.
9-Depois de mergulharmos no Mundo do Desejo e construirmos um novo Corpo de Desejos. Um Corpo de Desejos que reúne tudo que aprendemos até aqui de como lidar com a matéria de desejos e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese em termos de sentimentos, emoções e desejos originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, torna o nosso Corpo de Desejos com aquele algo a mais da composição do passado.
E então, estamos no seguinte ponto de constituição: nós, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado) com os veículos Espírito Humano, Espírito de Vida, Espírito Divino, Mente e com o Corpo de Desejos. Sendo que os últimos, a Mente e o Corpo de Desejos, ainda não assumiram sua forma final.
Ainda estão sob uma forma semelhante ao de um sino com duas camadas, aberto embaixo e tendo em sua cúspide o Átomo-semente da Mente pelo lado externo; e o Átomo-semente do Corpo de Desejos pelo lado interno.
A composição de cada um desses dois veículos recém confeccionados: a Mente e o Corpo de Desejos são de materiais existentes até a última existência material, menos o mal expurgado no Purgatório mais a quintessência do bem praticado assimilado no Primeiro Céu.
10-Continuando na nossa jornada de preparação para um novo aparecimento nesse Mundo Físico partimos para a confecção de um novo Corpo Vital. Entretanto, devido ao nível de organização do nosso Corpo Vital, comparado com o da Mente e do Corpo de Desejos, o processo não é tão simples como foi a confecção desses dois.
A aquisição do material obedece ao mesmo princípio: atração e semelhança, mas a construção e organização dos materiais dentro do Corpo Vital é muito diferente.
Uma vez deixada a Região mais inferior do Mundo do Desejo, a Região das Paixões e Desejos Inferiores, mergulhamos na subdivisão mais elevada da Região Etérica do Mundo Físico, conhecida como a sétima Região, ou Região do Éter Refletor. As forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que tenha afinidade.
O nosso Corpo Vital é construído pelos Anjos do Destino, pelos habitantes que estão no Segundo Céu e pelos Espíritos Elementais. É esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Ou seja: o nosso Corpo Denso é átomo a átomo cópia do nosso Corpo Vital. Obviamente, formado por Sólidos, Líquidos e Gases (materiais da Região Química do Mundo Físico), enquanto o Corpo Vital é formado pelos Éteres (materiais da Região Etérica do Mundo Físico).
O que nós agregamos de novo no nosso Corpo Vital, já que ele é construído por outros seres, lembrando a regra de formação de novos Corpos: “composto dos materiais existentes até a última existência material, menos o mal expurgado no Purgatório mais a quintessência do bem praticado assimilado no Primeiro Céu”. E mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese em termos a capacidade de lidar com a matéria Etérica, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, torna o nosso Corpo Vital com aquele algo a mais da composição do passado.
De uma parte da matéria etérica atraída pelo Ego, os Anjos do Destino fazem uma matriz ou modelo etérico que servirá como molde para o novo Corpo Denso e depositam tal modelo no útero materno.
Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sémen paterno o Átomo-semente do Corpo Denso. Somente esse espermatozoide possibilita a fertilização. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produzirá resultados.
Lembremos que o nosso sexo já está determinado quando escolhemos a nossa próxima existência. Assim, se escolhemos vir como sexo feminino essa matriz etérica colocada no útero materno é feita unicamente de átomos etéricos positivos. Esses átomos etéricos positivos atrairão, infalivelmente, átomos físicos negativos e o Corpo Denso torna-se feminino. Agora, se escolhemos vir como sexo masculino a matriz colocada no útero materno é composta de átomos etéricos negativos e, assim, atrairá átomos físicos positivos, resultando em um Corpo Denso masculino.
Assim que o Corpo Vital é depositado, nós, envolto no nosso Corpo de Desejos, nossa Mente (ambos ainda em forma de sino), Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe terrestre.

Essa nossa futura mãe terrestre, através do seu Corpo de Desejos, trabalha sozinha na construção do nosso próximo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias após a fertilização. Após esse período entramos no corpo materno.
O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO DENSO (FÍSICO)
Se iniciamos mais uma volta na roda de nascimentos e mortes com a fase de desencarnação, então passamos pelas fases onde:
1-Assimilamos tudo que podíamos da vida passada durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu.
2-Alteramos a aparência arquetípica do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena e aprendemos, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir Corpos para funcionarmos nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento, durante a nossa estada no Segundo Céu.
3-Permanecemos no Terceiro Céu, sem nenhum véu que nos obscurecesse de ver o verdadeiro propósito dessa existência física.
4-E, é lá no Terceiro Céu que compreendemos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos e para evoluirmos mais em direção à nossa meta real: “tornarmos perfeitos, como perfeito é o nosso criador, Deus” (Mt 5:48).
Até aqui, utilizando da Força centrífuga de Repulsão, nos livramos do nosso Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e do nosso veículo Mente. Depois nasceu de dentro do nosso íntimo uma vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico, de obter novas experiências, utilizando a Força centrípeta de Atração.
Foi então que contamos com a ajuda de Grandes Seres de incomensurável Sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.
E que por terem esta função, nos ajudam a escolher o melhor tipo para a nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber:
1ª-sermos testados nas lições que aprendemos
2ª-adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais
Até aqui podemos ter passado, se considerarmos o tempo terrestre, até 1000 anos nessa nossa existência celestial, tempo este que é o que geralmente ocorre. Podendo até ser abreviado em algumas centenas de anos, se já tivermos evoluído bastante, aprendido rapidamente, e com isso já termos condições de trabalhar nos Mundos invisíveis não precisando passar tanto tempo nos Mundos celestes, afinal o baluarte da nossa evolução é aqui, na Região Química do Mundo Físico!
Depois escolhemos o sexo que nasceremos, utilizando a Lei das Alternâncias, uma vez no sexo masculino, outra vez no sexo feminino, ou modificando essa Lei em virtude de circunstâncias específicas.
E, assim, utilizando duas das Leis Cósmicas:
– “qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo” e
-a Lei de Atração, popularmente conhecida como “Semelhante atrai semelhante”
Utilizando essas duas Leis Cósmicas partirmos para construir os novos veículos que utilizaremos na próxima existência aqui na Terra.
Mergulhamos no Mundo do Pensamento e construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo e construímos um novo Corpo de Desejos. Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital que, devido ao seu alto nível de organização, comparado com o do nosso Corpo de Desejos e com a Mente, tem um processo mais complexo de construção: a aquisição do material é igual ao do Corpo de Desejos e da Mente, ou seja, através da: atração e semelhança, mas a construção e organização de tais materiais são de um modo muito diferente.
E que se processa assim: as forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que haja afinidade. Mas somente os materiais dos dois Éteres inferiores: Éter Químico e o Éter de Vida.
Lembrem-se: os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado para com nossos irmãos e nossas irmãs.
Assim, é esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso, átomo por átomo!
Com a parte da matéria etérica atraída por nós, os Anjos do Destino fazem essa matriz e a depositam no útero materno.
Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno o Átomo-semente do Corpo Denso. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produz resultado.
Então, envolto nos nossos veículos, ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe. Ela, por meio de seu Corpo de Desejos, trabalha sozinha, na construção do nosso próximo Corpo Denso entre os primeiros dezoito e vinte e um dias após a fertilização. Ela controla nosso Corpo Denso por meio das moléculas nucleadas que compõem o nosso sangue.
Após esse período entramos no útero do Corpo Denso materno. Daqui para frente vamos dissolvendo os núcleos das moléculas do nosso sangue de forma a assumir o controle do nosso incipiente Corpo Denso.
A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso. A nossa Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso.
Esses Corpos reúnem tudo que aprendemos até aqui, de como lidar com a matéria mental, de desejos, etérica e física e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e, que nos garante a nossa Epigênese em termos de ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, palavras, atos, obras e ações originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, tornam os nossos Corpos com aquele algo mais da composição do passado.
E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal envolto nos seguintes veículos:
1-o veículo Espírito Divino
2-o veículo Espírito de Vida
3-o veículo Espírito Humano
4-o veículo uma nova Mente
5-o novo Corpo de Desejos
6-o novo Corpo Vital
7-o novo Corpo Denso
E tudo isso acrescido da quintessência de todo serviço amoroso e desinteressado prestado aos nossos irmãos e as nossas irmãs (onde esquecemos os defeitos deles e focamos exclusivamente na Divina Essência de cada um, que é a base da Fraternidade) em nossas peregrinações passadas e, que formam a base para continuarmos a construir o Corpo-Alma.
Encarcerado, mais uma vez, na casa-prisão do Corpo Denso. O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado no ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.
O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou, popularmente, “boca do estômago”.
Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do fígado e está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.
E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).
Esses Átomos-sementes estão conectados através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico.
Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso. Uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto.
Aqui a última molécula de sangue nucleada (com núcleo) se desintegra e definitivamente assumimos o controle do nosso Corpo Denso. Essa posse é a nossa expressão mais elevada e sagrada do nosso direito, respeitada e resguardada por todas as forças do bem. O Ego, nós (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana), é o amo do seu veículo!
Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente, mas somente os eventos principais (mormente, relacionados com os eventos principais das vidas anteriores onde, nelas não aprendemos as lições que devíamos ter aprendido).
Lembrem-se que esse Panorama da Vida foi impresso naquela matriz do Corpo Vital pelos Anjos do Destino.
Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos. De modo a entendermos por que cada causa, que iremos colocar em movimento, determina sempre o mesmo efeito.
Nós o observamos através do polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital. Entretanto, envolto que estamos em todos os nossos Corpos não conseguimos visualizar o objetivo real dessa existência física, com aquela mesma clareza que visualizamos no Terceiro Céu, quando escolhemos o tipo ou molde dessa nova existência física, com todas as circunstâncias, situações necessárias para liquidar com as causas maduras de aprendizagem. Então, pode acontecer, que quando visualizamos uma vida muita dura, penosa, com muitas provas, demais para poder resistir, nos assustamos, nos apavoramos e tentamos escapar. Porém, nesse ponto, os Anjos do Destino que já fizeram as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro no feto e, portanto, o nosso esforço para fugir do renascimento é frustrado. Mas, ao forçarmos impulsionado pela fuga, podemos desequilibrar a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos resultando daí que o Corpo Vital e o Corpo Denso não fiquem concêntricos podendo fazer com que a cabeça do Corpo Vital se sobressaia para cima da cabeça do Corpo Denso. Com isso podemos estar impossibilitados de utilizar nosso Corpo Denso e ficar conectados a um Corpo Denso sem a Mente que não se pode utilizar. Assim, tal renascimento será praticamente inútil. Nasce um idiota congênito.
Depois de rever o Panorama da Vida partimos para, definitivamente, focarmos nesse Mundo Físico. Ainda como embrião, a nossa Glândula Pineal se sobressai através do cérebro e o nosso Corpo Pituitário forma uma abertura em direção a nossa boca conectando-se, também com a cavidade espinhal.
Através dessa cavidade estamos com um íntimo contato com os Mundos superiores enquanto o Corpo Denso vai se tornando mais endurecido. Então, outras aberturas do Corpo Denso vão se fechando. Aos poucos a cavidade que existe no lugar do umbigo vai se fechando, desviando a corrente fetal que passava por ele, para os centros de percepção espiritual na cabeça o sangue é impulsionado ao pulmão através dos ventrículos do coração e ali é refletido o Mundo Físico. Esses centros são obstruídos e então, a visão espiritual é diminuída e a consciência gradualmente é enfocada no Mundo Físico.
Então, a redução do fornecimento de sangue, quando se corta a conexão com a mãe no parto, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.
Assim, nasce o novo Corpo Denso.

À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento. Mas e os outros Corpos? Também estão prontos? Não. Apenas as forças que atuam pelos polos negativos de alguns desses Corpos já se pronunciam.
O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO VITAL
Estamos percorrendo todo um Ciclo de Vida, desde uma morte no Mundo Físico até um novo Renascimento. Entendendo cada etapa podemos vivê-la de maneira mais eficiente e dar a ela a devida importância.
Utilizando da Força Centrífuga de Repulsão, nos livramos do nosso Corpo Denso (Físico) levando conosco somente o seu Átomo-semente.
Começamos no Purgatório, onde através da dor e do sofrimento, assimilamos nossas lições geradas pelas nossas maldades.
Em seguida, no Primeiro Céu, onde através do regozijo, da gratidão e da alegria, assimilamos mais lições, geradas pelo seu serviço amoroso e desinteressado prestado, que foram prestados aos nossos irmãos e irmãs, indistintamente.
Depois no Segundo Céu, onde dedicamos todo o nosso tempo construindo Corpos e formando o meio ambiente para nossa vida futura, moldando a terra e o mar, provendo as condições da flora e da fauna, geralmente dando forma às coisas que nos darão um campo propício para a nossa próxima vida. Mas, isso depende profundamente de como fomos aqui na Terra. Se fomos preguiçosos e negligentes, criamos um ambiente precário, escasso e feio. Se fomos criativos e esforçados, criamos um paraíso para a nossa próxima existência.
De lá seguimos para o Terceiro Céu, sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. Somente com os Átomos-sementes dos nossos passados; Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente. E, aqui, compreendemos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos. Depois nasceu de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de voltar a renascer nesse Mundo Físico, de obter novas experiências, utilizando a Força Centrípeta de Atração.
Foi então que contamos com a ajuda de quatro grandes seres de incomensurável sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.
E que por terem essa função, nos ajudam a escolher o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber: sermos testados nas lições que aprendemos e adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais.
Até aqui podemos ter passado, se considerarmos o tempo terrestre, até 1000 anos nessa nossa existência celestial, tempo este que é o que geralmente ocorre. Podendo até ser abreviado em algumas centenas de anos, se já tivermos evoluído bastante, aprendido rapidamente, e com isso já termos condições de trabalhar nos Mundos invisíveis, não precisando passar tanto tempo nos Mundos celestiais, afinal o baluarte da nossa evolução é aqui, no Mundo Físico.
Depois escolhemos o sexo que nasceremos utilizando a Lei das Alternâncias; uma vez no sexo masculino, outra vez no sexo feminino. Ou, ainda, modificando essa Lei em virtude de circunstâncias específicas.
E, assim, utilizando duas das Leis Cósmicas: “qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo”, e “semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.
Mergulhamos no Mundo do Pensamento, e construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo e construímos um novo Corpo de Desejos. Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital que, devido ao seu alto nível de organização, comparado com o da nossa Mente e do Corpo de Desejos, tem um processo mais complexo de construção; a aquisição do material é igual ao da Mente e do Corpo de Desejos, ou seja, através da atração e semelhança, mas a construção e organização de tais materiais são de um modo muito diferente.
E que se processa assim: as forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que haja afinidade. Mas somente os materiais dos dois Éteres inferiores, Éter Químico e de Vida. Lembrem-se: os materiais dos Éteres superiores, Luminoso e Refletor, são atraídos pelas forças que compõem o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o “Corpo Alma”. Forças essas que são compostas pela quinta essência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado para com os nossos irmãos e irmãs.
Assim, é esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Parte da matéria etérica atraída por nós, os Anjos do Destino fazem essa matriz e a depositam no útero materno.
Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno, o Átomo-semente do Corpo Denso. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produz resultado. Então, envolto nos nossos veículos, ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe terrestre.
Essa nossa futura próxima mãe terrestre, através do seu Corpo de Desejos, trabalha, sozinha, na construção do nosso próximo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias após a fertilização. Ela controla nosso Corpo Denso através das moléculas nucleadas que compõem o nosso sangue. Após esse período entramos no útero do Corpo Denso materno.
Daqui para frente vamos dissolvendo os núcleos das moléculas do nosso sangue de forma a assumir o controle do nosso incipiente Corpo Denso. A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso. A nova Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso. Esses Corpos reúnem tudo que aprendemos até aqui, ou seja, de como lidar com a matéria mental, de desejos, etérica e física, e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e, que nos garante a nossa Epigênese para termos ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, hábitos e ações originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, tornando os nossos Corpos com aquele algo mais da composição do passado.
E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal envolto nos seguintes corpos: o veículo Espírito Humano, o veículo Espírito de Vida, o veículo Espírito Divino, a Mente, o novo Corpo de Desejos, o novo Corpo Vital, o novo Corpo Denso, e a quinta essência de todo serviço amoroso e desinteressado prestado aos nossos irmãos e irmãs em nossas peregrinações passadas e, que formam a base para continuarmos a construir o nosso Corpo-Alma.
Encarcerado mais uma vez na casa-prisão do Corpo Denso, o Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.
O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição referencial no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”.
Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição referencial no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do Fígado e onde está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.
E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição referencial no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).
Esses Átomos-sementes estão conectados através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico. Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso, uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto.
Aqui a última molécula de sangue nucleada (com núcleo) se desintegra e definitivamente assumimos o controle do nosso Corpo Denso. Essa posse é a expressão mais elevada e sagrada do direito do ser humano, respeitada e resguardada por todas as forças do bem. O Ego é o “amo” do seu veículo.
Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Lembrem-se que esse Panorama foi impresso naquela matriz do Corpo Vital pelos Anjos do Destino. Esse Panorama nos é apresentado na ordem direta, ou seja, primeiro as causas e depois os efeitos, de modo a entendermos por que cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito. Nós o observamos através do polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital. Entretanto, envolto que estamos em todos os nossos Corpos, não conseguimos visualizar o objetivo real dessa existência física, com aquela clareza que visualizamos no Terceiro Céu quando escolhemos o tipo dessa nova existência física, com todas as circunstâncias, e situações necessárias para liquidar com as causas maduras de aprendizagem.
Então, pode acontecer, que quando visualizamos uma vida muita dura, penosa, com muitas provas, demais para podermos resistir, nos assustamos, nos apavoramos e tentamos escapar.
Porém, nesse ponto, os Anjos do Destino já fizeram as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro no feto e, portanto, o nosso esforço para fugir é frustrado. Mas, ao forçarmos impulsionados pela fuga, podemos desequilibrar a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos, resultando daí que o Corpo Vital e o Corpo Denso não fiquem concêntricos podendo fazer com que a cabeça do Corpo Vital se sobressaia para cima da cabeça do Corpo Denso. Com isso podemos estar impossibilitados de utilizar nosso Corpo Denso, podemos estar conectados a um Corpo Denso sem Mente que não se pode utilizar. Assim, tal renascimento será praticamente inútil. Nasce um idiota congênito.
Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para definitivamente focarmos nesse Mundo Físico.
Ainda como embrião, a nossa Glândula Pineal se sobressai através do cérebro, e o nosso Corpo Pituitário forma uma abertura em direção a nossa boca, conectando-se, também com a cavidade espinhal. Através dessa cavidade estamos com um íntimo contato com os Mundos Superiores, enquanto o Corpo Denso vai se tornando mais denso.
Então, outras aberturas do Corpo Denso vão se fechando. Aos poucos a cavidade que existe no lugar do umbigo vai se fechando, desviando a corrente fetal que passava por ele, para os centros de percepção espiritual na cabeça, o sangue é impulsionado ao pulmão através dos ventrículos do coração e ali é refletido o Mundo Físico.
Esses centros são obstruídos e então, a visão espiritual é diminuída, e a consciência gradualmente é enfocada no Mundo Físico.
Então, a redução do fornecimento de sangue, quando se corta a conexão com a mãe no parto, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.
Assim, nasce o Corpo Denso. À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento.
As forças que atuam pelos polos negativos dos outros Corpos e da Mente já se pronunciam:
-a excreção dos sólidos (polo negativo do Éter Químico)
-a excreção dos líquidos (polo negativo do Éter de Vida)
-as funções passivas dos sentidos (polo negativo do Éter Luminoso)
-a Clarividência negativa (polo negativo do Éter Refletor)
-a sensação de dor física (polo negativo do Corpo de Desejos)
-a função imitadora e ensinadora (polo negativo da Mente)
As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos e da Mente, ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos, que nada mais são do que a Região Etérica do Mundo Físico (Corpo Vital Macrocósmico); Mundo do Desejo (Corpo de Desejos Macrocósmico) e o Mundo do Pensamento (Corpo Mental Macrocósmico).
Do 0 aos 7 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso no Coração ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco, vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário.
Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo. Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce, formado de átomos prismáticos que vitalizam cada átomo do Corpo Denso.
O Corpo Vital macrocósmico diminui a sua atuação e o nosso novo Corpo Vital começa a se manifestar.
Aos poucos vai tomando a forma definitiva de extensão de mais ou menos 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso. O baço etérico, que é a porta de entrada das forças solares que vitalizam o Corpo Vital, vai transmutando tal força em um fluído vital, cor de rosa pálido se espalhando por todo o nosso Sistema Nervoso, irradiando o excesso para fora, irradiando saúde.
Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas:
•A assimilação (polo positivo do Éter Químico)
•O calor do corpo e a circulação do sangue (polo positivo do Éter Luminoso)
•A retenção da imagem de todo acontecimento (polo positivo do Éter Refletor)

Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas:
•Para os pais: exemplo
•Para os filhos: imitação
O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO DE DESEJOS
Um Ciclo da nossa existência nessa presente escala de evolução, desde uma Morte no Mundo Físico até um novo Renascimento, envolve quatro grandes etapas:
1-Descarte dos nossos Corpos usados;
2-Assimilação de todas as lições aprendidas;
3-Escolha da nova existência;
4-Construção dos nossos novos Corpos.
5-Utilizamos várias Forças e Leis do Universo.
Começamos nos livrando desse Corpo Denso, fazendo uso da força centrífuga de repulsão. Dele, apenas seu Átomo-semente é levado.
Entramos no Purgatório. O tempo aqui depende diretamente de quão eficiente fomos à execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. É claro que vivendo nosso Purgatório diariamente diminuiremos drasticamente o tempo gasto ali.
De qualquer modo, por meio da dor e do sofrimento, assimilamos as lições geradas pelas nossas maldades (por omissão ou por comissão).
Passado tal tempo, somos compelidos ao Primeiro Céu. Novamente o tempo de presença ali depende diretamente de quão eficiente fomos à execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.
De qualquer modo, através do regozijo, da gratidão e da alegria assimilamos mais lições, geradas pelo seu serviço amoroso e desinteressado prestado.
Depois ao Segundo Céu onde dedicamos todo o nosso tempo: construindo Corpos e formando o novo ambiente para nossa vida futura.
De lá seguimos para o Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. Somente com os Átomos-sementes dos nossos últimos Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e do veículo Mente.
A compreensão de quanto erramos e o que devemos fazer para corrigir os erros alcança seu ápice. Dessa consciência e compreensão, juntamente com a Força Centrípeta de Atração, nasce de dentro do nosso íntimo a vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico. Contando com a ajuda inestimável dos Seres conhecidos na Religião Cristã como Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis, escolhemos o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas a saber: teste nas lições que aprendemos e aquisição de maiores experiências nas nossas relações interpessoais.
Aqui utilizamos duas Leis Cósmicas: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo e “Semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.
Mergulhamos no Mundo do Pensamento construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo, construímos um novo Corpo de Desejos.
Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital. Adquirimos o material através da: atração e semelhança, o construímos e o organizamos atraindo materiais dos dois Éteres inferiores: Éter Químico e de Vida. Já os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o serviço amoroso e desinteressado que prestamos para com outros.
Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso.
A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso.
A nossa nova Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso.
E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal da Onda de Vida humana, nos manifestamos mais uma vez aqui com os seguintes veículos:
– veículo Espírito Humano
– veículo Espírito de Vida
– veículo Espírito Divino
– a nova Mente
– o novo Corpo de Desejos
– o novo Corpo Vital
– o novo Corpo Denso
– e a quintessência de todo serviço amoroso e desinteressado (portanto, mais anônimos possível), focado na Divina Essência oculta em cada um, para com o irmão e/ou a irmã, nosso próximo ou nosso semelhante.
O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.
O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco (ou Plexo Solar ou “boca do estômago”).
Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado e onde está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.
E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal, na testa.
Esses Átomos-sementes estão conectados através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico. Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: entre o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital; entre o Átomo-semente do Corpo Vital e do Corpo de Desejos; e entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos e o da Mente.
Detalhando as duas primeiras partes: uma parte desse Cordão nasce composto de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso; uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto. Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos.
De modo a entendermos o porquê cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito.
Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para focarmos definitivamente nesse Mundo Físico. Então, a redução do fornecimento de sangue, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.
Assim, nasce o Corpo Denso (Denso). À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento.
As forças que atuam pelos polos negativos desses corpos já se pronunciam:
– a excreção dos sólidos (polo negativo do Éter Químico);
– a excreção dos líquidos (polo negativo do Éter de Vida);
– as funções passivas dos sentidos (polo negativo do Éter Luminoso)
– a Clarividência negativa (polo negativo do Éter Refletor)
– a sensação de dor física ou psicossomatização (polo negativo do Corpo de Desejos)
– a função imitadora e ensinadora (polo negativo da Mente)
As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos que nada mais são do que:
– Região Etérica do Mundo Físico (Corpo Vital Macrocósmico)
– Mundo do Desejo (Corpo de Desejos Macrocósmico)
– Mundo do Pensamento (Corpo Mental Macrocósmico)
Dos 0 aos 7 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso no Coração ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário. Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce, formado de átomos prismáticos que vitalizam cada átomo do Corpo Denso.
O Corpo Vital macrocósmico diminui a sua atuação e o nosso novo Corpo Vital começa a se manifestar.
Aos poucos vai tomando a forma definitiva de extensão de mais ou menos 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso.
O baço etérico, que é a porta de entrada das forças solares que vitalizam o Corpo Vital vai transmutando tal força em um fluído vital, cor de rosa pálido se espalhando por todo o nosso Sistema Nervoso, irradiando o excesso para fora irradiando saúde.
Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas:
– A assimilação (polo positivo do Éter Químico)
– O calor do corpo e a circulação do sangue (polo positivo do Éter Luminoso)
– A retenção da imagem de todo acontecimento (polo positivo do Éter Refletor)
Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais: exemplo e para os filhos: imitação.
Entramos no segundo período setenário.
Dos 7 aos 14 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo de Desejos no Fígado ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de adolescência.
Os centros de percepção do Corpo de Desejos, os vórtices, ainda que incipientes, começam a se manifestar. Começamos a sentir emoções, sentimentos e desejos mais duradouros.
Nesse segundo período setenário a assimilação excessiva armazena certa quantidade de força que, fica acumulada nos nossos órgãos sexuais.
Por volta dos 14 anos nasce o nosso Corpo de Desejos.

Toda essa força acumulada nos nossos órgãos sexuais está pronta para agir.
Começa a luta entre o nosso Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o nosso Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico.
O polo positivo do Éter de Vida, responsável pela propagação, amadurece por completo.
Até aqui quem nos forneceu a maioria dos nossos corpúsculos sanguíneos foi a Glândula Timo. Essa Glândula armazena certa quantidade de corpúsculos sanguíneos fornecidos pela mãe. Por isso que até mais ou menos essa idade não nos vemos muito como um indivíduo como um “eu” separado.
Quando próximo dos 14 anos a nossa medula óssea como a formar os nossos corpúsculos sanguíneos e a Glândula Timo vai se atrofiando o nosso sentimento de “eu” separado, de indivíduo, começa a se expressar completamente. O nosso Corpo de Desejos assume seu papel de ação nos nervos voluntários e músculos.
Do grande vórtice do fígado sai um fluxo contínuo que se irradia para a periferia do Corpo de Desejos retornando ao centro por meio de muitos outros vórtices.
Começamos a manifestar as cores no nosso Corpo de Desejos:
– Cinza quando estamos, por exemplo: com medo
– Vermelho quando estamos, por exemplo: com raiva
– Azul quando estamos, por exemplo: calmo
Ele se estende de 40 a 50 cm além do nosso Corpo Denso.
Nesse segundo período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais, autoridade; para os filhos, discipulado.
Somos ensinados por meio de lições que aceitamos, baseadas na autoridade dos nossos pais e professores. Somos, portanto, eminentemente ensináveis.
Aproveitemos aqui para ensinar coisas superiores e positivas para as nossas crianças unindo bons hábitos a desejos superiores.
Com a memória pronta para guardar tudo que ensinamos ajudamo-la a encher com bons hábitos, bons exemplos e bom caráter.
Aproveitemos essa oportunidade para ajudá-la a expressar mais habitualmente as características positivas e superiores de sua Personalidade.
O NASCIMENTO DE UMA NOVA MENTE
Atualmente passamos por três Mundos todas as vezes que morremos e voltamos a existência física, em um novo renascimento: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.

Em outras palavras: nosso atual Campo de Evolução é composto por esses três Mundos.
A partir do momento em que as experiências que podemos adquirir em nosso ambiente atual esgotam-se, a existência aqui nesse Mundo Físico termina. A este fato denominamos Morte aqui. Em verdade, esse acontecimento nada mais é do que um novo renascimento nos Mundos suprafísicos, Mundos espirituais. Nesse processo de retorno aos Mundos espirituais, a Força de Repulsão, que é centrífuga, permite nos livrar do nosso Corpo Denso, levando dele apenas seu Átomo-semente, que contém os registros de tudo aquilo que vivemos.
Começa o processo de transferência de tudo que passamos nessa existência recém-terminada, e que está gravado no Corpo Vital, para o Corpo de Desejos, o assento do sentimento. Este processo será a base da nossa existência no Mundo do Desejo.
Após está gravação desse Panorama da Vida recém-finca, abandonamos o nosso Corpo Vital, também levando dele seu Átomo-semente.
Assim, despertamos no Mundo do Desejo com o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital. Temos uma sensação de alívio, como se tivéssemos nos livrado de um fardo pesado. Entramos no Purgatório que está nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Utilizando novamente a Força de Repulsão, que é centrífuga, expelimos toda matéria inferior de desejos que alimentamos durante a última vida, isto é, nossas paixões, desejos inferiores e ilusões. Esse processo de eliminação de material de desejo gera dor e sofrimento. O extrato do sofrimento se converte em consciência.
Depois disso somos compelidos ao Primeiro Céu, que está nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Utilizando da Força de Atração, que é centrípeta, colhemos todo o material superior de desejos que cultivamos na última vida, ou seja, toda a gratidão que provocamos e recebemos todo sentimento que geramos relacionado aos bons ideais e reto agir. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo.
Daí nos livramos do nosso Corpo de Desejos e entramos no Segundo Céu. Também levamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos. Unimo-nos as Forças da Natureza e iniciamos a nossa atividade criadora: novos Corpos, novos ambientes, novas criações. Em outras palavras, trabalhamos no arquétipo de todas as coisas que irão compor a Terra física em muitos anos precedentes. Após o que, nos livramos da nossa Mente e seguimos para Terceiro Céu sem nenhum veículo.
Somente com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente.
A compreensão de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos alcança seu ápice. Dessa consciência e compreensão e utilizando da Força de Atração centrípeta nasce de dentro do nosso íntimo a vontade sincera e honesta de voltar a renascer no Mundo Físico, contando com a ajuda inestimável dos conhecidos, na Religião Cristã, os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis, escolhemos o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber: teste nas lições que aprendemos e aquisição de maiores experiências nas nossas relações interpessoais.
Conscientes das duas Leis Cósmicas que agem nesse momento: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo, e “Semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.
Mergulhamos nos três Mundos que compõe nosso atual Campo de Evolução. Do Mundo do Pensamento colhemos materiais afins para construir uma nova Mente. Do Mundo do Desejo colhemos materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos. Da Região Etérica do Mundo Físico colhemos materiais afins de Éteres Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital. Lembrando que os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) prestado aos nossos irmãos e nossas irmãs, esquecendo os defeitos deles e focado na Divina Essência oculta em cada um de nós, que é a base da Fraternidade.
Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. E assim, cá estamos nós de volta (o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) envolto nos seguintes nossos veículos para mais uma vida terrestre: um veículo Espírito Humano, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Divino, uma nova Mente, (utilizada como freio sobre os impulsos, que dá propósito à ação), um novo Corpo de Desejos (de onde parte o desejo e/ou a emoção que impele à ação), um novo Corpo Vital (que vitaliza o Corpo Denso e que torna possível a ação), um novo Corpo Denso (que é o instrumento da ação aqui).

Os nossos Átomos-sementes são colocados nas suas posições de recepção dos ensinamentos que adquiriremos: o Átomo-semente do Corpo Denso na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração; o Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso conhecido como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”; o Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do Fígado; o Átomo-semente da nossa Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (no meio da testa).

Um tríplice Cordão Prateado entra em formação para conectar por meio dos seguintes segmentos: entre o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital; entre o Átomo-semente do Corpo Vital e do Corpo de Desejos; e entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos e o da Mente.
Detalhando as duas primeiras partes: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso; uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. A terceira ponta se desenvolverá oportunamente. E aí se dá o nosso despertar como um feto.

Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos. De modo a entendermos o porquê cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito. Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para começarmos a focar a nossa consciência no Mundo Físico.
A redução do fornecimento de sangue, cortando o cordão umbilical, é utilizada para focarmos definitivamente nossa consciência no Mundo Físico. Assim, nasce o nosso Corpo Denso. À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento aqui. As forças que atuam pelos polos negativos desses Corpos já se pronunciam: a excreção dos sólidos (Éter Químico), a excreção dos líquidos (Éter de Vida), as funções passivas dos sentidos (Éter Luminoso), a clarividência negativa (Éter Refletor), a sensação de dor física (Corpo de Desejos ligado ao sistema físico cérebro-espinhal), a função imitadora e ensinadora (Mente).
As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos: a Região Etérica do Mundo Físico, o Mundo do Desejo e o Mundo do Pensamento.
Do 0 aos 7 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso ao Átomo-semente do Corpo Vital vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário. Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo. Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas: a assimilação (Éter Químico), o calor do corpo e a circulação do sangue (Éter Luminoso), a retenção da imagem de todo acontecimento (Éter Refletor). Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – exemplo; para os filhos – imitação. Nesse período aprendemos o que são as coisas não se importando com o seu significado, a não ser aquilo que entendemos do nosso jeito.
Entramos no segundo período setenário. Dos 7 aos 14 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de adolescência. Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Toda essa força acumulada nos nossos órgãos sexuais está pronta para agir. Começa a luta entre: nosso Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o nosso Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência mais focada no Mundo Físico. O polo positivo do Éter de Vida, responsável pela propagação, amadurece por completo. Nesse segundo período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – autoridade; para os filhos – discipulado. Aqui aprendemos o que as coisas significam, guardamos na nossa memória as explicações e definições que nos ensinam.
Entramos no terceiro período setenário. Dos 14 aos 21 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente da Mente vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de maioridade. Nesse período torna-se mais intensa a atração pelo sexo oposto, perturbadora e desenfreada. Porque no terceiro período setenário, que vai dos 14 aos 21 anos, marca o início da necessidade de autoafirmação de cada um de nós e se não aproveitarmos os dois primeiros períodos setenários: o primeiro, do 0 aos 7 anos, utilizando o exemplo e a imitação, e o segundo, dos 7 aos 14 anos, utilizando a autoridade e o discipulado teremos sérios problemas em nosso trabalho de ajudar um irmão ou uma irmã a evoluir nessa vida como nosso filho ou filha. Nesse terceiro período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – conselho; para os filhos – ver o exemplo. A nossa tolerância e a nossa simpatia para com quem é nosso filho ou nossa filha torna-se imprescindível. Procuremos estimular os filhos a pesquisar cuidadosamente antes de julgar. Nossa Mente, nutrida pela Mente macrocósmica, começa a desenvolver suas potencialidades latentes.
É nesse terceiro período setenário que o Éter Luminoso, responsável pela produção do nosso sangue quente, se desenvolve e governa o nosso coração de modo que o nosso Corpo não esteja demasiado frio nem demasiado quente. Enquanto não está totalmente ativo, nos vemos em situações onde ora o sangue está demasiadamente quente e expressamos a ira, a paixão, a ansiedade e não conseguimos dominar nosso corpo pela força refreadora do pensamento, ora o sangue está demasiado frio e expressamos o medo, a sonolência, o desânimo e não conseguimos utilizar o nosso corpo, e o pensamento paralisa-se. Somente por volta dos 21 anos é que tomamos posse completa de todos os nossos veículos, utilizando para isso a produção própria do nosso sangue e o calor desse mesmo sangue. É a partir daqui que podemos manter o nosso sangue nem demasiado quente, nem demasiado frio, que podemos ser ativos, mental e fisicamente. Que conseguimos dirigir o nosso sangue para o cérebro, quando necessitamos utilizar esse instrumento para ter informações para pensar ou para os órgãos digestivos quando precisamos digerir uma alimentação.
E é por volta dos 21 anos que nasce a nossa Mente.

Começa a luta entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o Mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: essa nossa busca incessante do equilíbrio entre “cabeça e coração”, “razão e devoção”. Só a Mente ampla e um grande Coração podem nos proporcionar este conhecimento! Estamos equipados para tomarmos a rédea dessa nossa existência!
A FASE DOS 21 AOS 28 ANOS
Durante nossa existência terrestre estamos vivendo alternativamente nesse Mundo Físico, ou seja, estamos sob a Lei dos Ciclos Alternados a qual decreta a sucessão de fluxo e refluxo, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vigília e do sono.
Aqui semeamos as ações e ganhamos experiências com respeito ao nosso horóscopo.
Dispomos dos seguintes instrumentos: um veículo Espírito Divino, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Humano, um veículo Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso.
E, atualmente, nosso Campo de Evolução se resume em trabalharmos somente em 3 Mundos: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.
Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico, nascemos nos Mundos espirituais. Então, estamos prontos a assimilar os frutos da nossa existência terrestre e incorporá-los como nossos poderes nos Mundos espirituais.
Portanto, daqui nós já concluímos que nascimento e morte nessa vida terrestre não são mais do que passagens de uma fase da nossa vida para outra e mais: a vida que agora nós vivemos não é mais do que uma das muitas da série.
É aqui que nos livramos do nosso Corpo Denso, levando conosco o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos. Nesse momento tudo que passamos nessa existência recém-terminada, e que está gravado no Átomo-semente do Corpo Denso, transferimos para o Átomo-semente Corpo de Desejos.
Terminada essa transferência nos livramos do nosso Corpo Vital, levando conosco o seu Átomo-semente.
Despertamos no Mundo do Desejo. Entramos no Purgatório, que se localiza nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Repudiamos todos os desejos e as emoções inferiores, que resultaram em ações ou não e que resultaram em sofrimentos e dores aos outros, sentindo triplamente todo o mal que ocasionamos. A resultado dessa atividade é chamada de consciência.
Após o que entramos no nosso Primeiro Céu, que se localiza nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Assimilamos toda a gratidão, resultado de desejos e emoções superiores, que resultaram em ações ou não e que resultaram em alegrias, gratidões e regozijos dos outros, sentindo triplamente todo o bem que ocasionamos. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo.
Depois nos livramos do nosso Corpo de Desejos, levando conosco somente o seu Átomo-semente. Entramos no Segundo Céu, que se localiza na Região Concreta do Mundo do Pensamento. Exercemos nosso poder criador em toda sua plenitude. Ajudamos a criar novos Corpos, novos ambientes, nova flora e fauna para as vidas futuras terrestres nossa e de outros seres humanos.
Em seguida, nos livramos da Mente levando conosco somente o Átomo-semente.
Ultrapassamos a Região central do Mundo do Pensamento, a conhecida Região das Forças Arquetípicas.
Entramos no Terceiro Céu, que se localiza Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Estamos sem nenhum dos Corpos e sem a Mente. Estamos Uno com Deus. A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível. Estamos ávidos para cumprir as promessas que fizemos a nossos amigos ou inimigos; para colher a alegria ou sofrer a dor, que são os frutos de nossas existências anteriores nesse Planeta Terra devido a lições (que nada mais é do que como cumprir com as Leis de Deus aqui). Quando nos aparece uma possível oportunidade, com a vontade que temos para renascer, começamos o processo de mais um renascimento aqui. Os Anjos do Destino nos fornecem uma indispensável e necessária ajuda: “como escolher a vida terrestre?”, “o que fazer para renascer?” e “como não nos deixar desistir quando estivermos cegos para os Mundos espirituais?”
Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir uma nova Mente. Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos.
Da Região Etérica do Mundo Físico, nós utilizamos o Átomo-semente do Corpo Vital, colhendo materiais afins de Éteres: Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital. Os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo Alma.
Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Colocam o Átomo-semente do nosso Corpo Denso na cabeça do espermatozóide que fecundará o óvulo. E a matriz do novo Corpo Vital no útero da futura mãe.
E estamos de volta, manifestados com os nossos veículos: um veículo Espírito Divino, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Humano, um veículo Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso.
Essa é a nossa constituição conhecida como sétupla.
Os Átomos-sementes estão nas suas posições de recepção dos ensinamentos que adquiriremos: o Átomo-semente do Corpo Denso na posição relativa no ápice do ventrículo esquerdo do coração; o Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso, conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”; o Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado; o Átomo-semente da Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal.
Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado, tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Inicia-se a Infância, primeiro período setenário (0-7). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo Denso, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito Divino no nosso Corpo Denso extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Consciente. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse primeiro período setenário: para os pais ou responsáveis, através do exemplo; estimulando os filhos a imitação.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. A pressão normal do ar retém o nosso Corpo Vital dentro do nosso Corpo Denso mais do que nunca, cada um dos átomos prismáticos que compõe os Éteres Inferiores do nosso Corpo Vital Irradiam de si mesmos as linhas de força que fazem voltear os átomos físicos em que estão inseridos, provendo a vitalidade do nosso Corpo Denso. Quando estamos bem de saúde, a direção dessas linhas de força estende-se além da periferia do nosso Corpo Denso (por volta de 4 cm). Inicia-se a Puberdade, o segundo período setenário (7-14). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo Vital, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito de Vida no nosso Corpo Vital extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Intelectual. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse segundo período setenário: para os pais ou responsáveis, autoridade; estimulando em os filhos o discipulado.
Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo de Desejos, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito Humano no nosso Corpo de Desejos extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, entre: o Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse terceiro período setenário: para os pais ou responsáveis, pelo conselho (ou sugestão); estimulando os filhos a valorizar o exemplo.
Até aqui nossa Mente não nasceu, está latente. Todos os nossos pensamentos e ideias são nutridos por material mental fornecido pela Mente Macrocósmica que nada mais é do que a Região Concreta do Mundo do Pensamento. Em torno dos 21 anos nasce a Mente, e se atinge a maioridade, pois até a lei também reconhece esta como a idade mínima para a maioridade do indivíduo, e para que esse possa exercer as suas prerrogativas de cidadão.
É importante notar que o calor apropriado para a nossa (nós, Ego) expressão real não se manifesta enquanto a Mente não tenha nascido da Mente Concreta macrocósmica, quando não atingimos, aproximadamente, vinte e um anos.
Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, entre: a Mente, voando de uma descoberta material para outra, ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o Coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: a busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.
Com o foco despertado – a Mente, o foco pelo qual nós, Egos, trabalhamos sobre as ferramentas, os nossos Corpos – o nosso trabalho de espiritualização dos nossos três Corpos se torna mais efetivo e eficiente: pela Observação e da ação reta e, com isso, da experiência, cresce a nossa Alma Consciente; pelo Discernimento (distinguir aquilo que é essencial daquilo que não tem importância) e do cultivo de bons hábitos cresce a nossa Alma Intelectual; e pela devoção a ideais elevados (que nos ajuda a restringir os nossos instintos animais) expressando somente desejos superiores, crescer nossa Alma Emocional.
Se até aos 21 anos temos a desculpa de ainda sermos manipulados exteriormente devido a algum veículo ainda latente, ou algum polo de algum veículo ainda inativo agora não temos mais. Mais do que nunca, daqui para frente, estamos sob a Lei da Consequência. A partir daqui somos um ser com todos os instrumentos ativos, prontos para serem utilizados. Cabe a nós, a nossa vontade, utilizarmos bem ou não tais instrumentos.
Se todos os cuidados que apontamos nos três períodos setenários anteriores foram tomados torna-se mais fácil atuarmos nesse quarto período setenário, no tocante aos cuidados com os nossos veículos para melhor utilizá-los como instrumentos de aprendizagem nessa existência.

A FASE DOS 28 AOS 35 ANOS
Recapitulando, vimos que ao nascer, após o primeiro suspiro (primeira respiração) iniciamos nossa jornada na Vida Terrestre. A cada 7 anos, aproximadamente, temos o “nascimento” dos Corpos:
– em torno dos 7 anos – Corpo Vital;
– em torno dos 14 anos – Corpo de Desejos;
– em torno dos 21 anos – Mente;
E daqui para frente a cada 7 anos temos uma mudança de fase na nossa vida (quer façamos ou não): até os 28 anos – Início da Seriedade de Vida;
Agora, vamos descrever resumidamente, a fase da nossa vida aqui que vai do Princípio da Vida Sensata (por volta dos 28 anos) até o Início do Segundo Crescimento (por volta dos 35 anos).
Durante nossa existência terrestre estamos vivendo alternativamente nesse Mundo Físico, ou seja, estamos sob a Lei dos Ciclos Alternados a qual decreta a sucessão de fluxo e refluxo, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vigília e do sono.
Nesse período setenário atingimos o nosso Nadir da Materialidade (por volta dos 28 anos).
Chegamos ao ponto perigoso de ficarmos demasiadamente aderidos a nossa família e, com isso, cristalizarmos e degenerarmos essa nossa existência.
Lembremos, aqui, as palavras de Cristo: “Se alguém vem a Mim e não abandona seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26).
Isso não quer dizer que devemos deixar ou desprezar os laços familiares, mas que devemos elevar-nos acima deles.
Pai, mãe, irmão, irmã, primos, primas, tios, tias, avôs, avós são “corpos” e todas as relações são questões de família, pertencentes à forma.
Devemos reconhecer, e praticar, que não somos corpos, nem famílias, mas sim Egos, ou Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui, lutando para buscar o crescimento espiritual a fim de podermos nos desenvolver ao ponto de funcionarmos conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, a partir do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e a irmã ao nosso lado, esquecendo os defeitos deles e focando na Divina Essência oculta em cada um de nós, pois isso é a base da Fraternidade.
Se se esquecemos disso e nos identificamos com a nossa família – aderindo a ela com fanático apego – é o mesmo que nos fossilizar, negando-se a cumprir as experiências que escolhemos lá no Terceiro Céu, com a ajuda dos Anjos do Destino.
Passado essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário (28-35). Estamos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.
Alcançamos a nossa máxima eficiência em:
– Investigar as coisas por conta própria a fim de aprendermos a formar nossas opiniões individuais;
– Pesquisar cuidadosamente antes de julgar;
– Conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis;
– Em saber que ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes com nossos deveres para com a família e para com os nossos irmãos.
Caso insistamos em negar nossos deveres cotidianos com o objetivo de só dedicarmos à vida superior, com certeza seremos coagidos a voltar para caminho do nosso dever pela Lei.
Não podemos escapar sem que tenhamos aprendido a lição. Agindo assim estamos cultivando a nossa faculdade fundamental: o dever.
E é por aqui que avançaremos rápido e, com muito menos tempo, despertaremos a chamada para a vida superior; afinal: “quando estamos pronto, o Mestre aparece”.
E, com isso, as nossas condições financeiras, sociais, psíquicas e materiais viram uma mera consequência, aquelas que vêm “por acréscimo”.
Se nós temos condições físicas, financeiras, sociais e de destino para nos casarmos, que o façamos. Tanto como gratidão pelos que nos ajudaram, como por serviço para com milhares de irmãos que buscam uma oportunidade saudável e boa para renascer nesse Mundo Físico.
Afinal, do ponto de vista da ciência oculta, os irmãos e as irmãs que tenham Corpos e Mentes saudáveis tem o dever e, ao mesmo tempo, privilégio de criar veículos para os irmãos que necessitam renascer nesse Mundo Físico.
Lembremos que o nosso atual Esquema de Evolução, com a separação dos sexos, há a necessidade de se ter um ser de cada sexo para a procriação.
Mas há também a facilidade de se ter um ser de cada sexo para melhor aproveitar-se das lições a serem aprendidas nessa existência. Portanto, o encontro do nosso parceiro de matrimônio é uma benção, como acelerador para a evolução de ambos. Ou, em linguagem astrológica, aquele companheiro que está mais próximo do nosso Eu, sinalizado pela 7ª Casa, e que, assim, nos complementa, forma a associação completa para: aguentarmos os revezes dessa existência e para compartilharmos as alegrias que provocamos.

A FASE DOS 35 AOS 42 ANOS
Aqui é a fase do Máximo de Vitalidade até o Início da Mudança de Vida
Recapitulando, os veículos, ou se preferir, instrumentos ou, ainda, ferramentas que nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, dispomos para trabalhar, enquanto renascidos aqui são: nosso veículo Espírito Divino, nosso veículo Espírito de Vida, nosso veículo Espírito Humano, nossa Mente, nosso Corpo de Desejos, nosso Corpo Vital e nosso Corpo Denso. Ou seja, 7 veículos no total.
E desses veículos, utilizamos enquanto renascidos aqui somente os veículos necessários para trabalharmos nos seguintes Mundos e respectivas Regiões: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento. Ou seja: somente em três dos sete Mundos (ou sete estados de Matéria) que se divide o Universo. Este trabalho é ininterrupto. Ora estamos trabalhando aqui, focado no Mundo Físico. Ora estamos trabalhando lá, focado nos Mundos Espirituais ou Suprafísicos.
Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico, nascemos nos Mundos Espirituais, por meio da conhecida Morte. Mas, por outro lado, todas as vezes que morremos nos Mundos Espirituais nascemos neste Mundo Físico. Fato conhecido como Nascimento.
Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico estamos prontos para assimilar os frutos da nossa existência terrestre e incorporá-los como nossos poderes nos Mundos Espirituais. Portanto, daqui já concluímos que nascimento e morte, nessa vida terrestre, não são mais do que passagens de uma fase da nossa vida para outra. É aqui que nos livramos do nosso Corpo Denso. E o que se leva de tudo isso?
O Átomo-semente de cada um dos três Corpos e da Mente, que possui gravado dentro de si o resumo de tudo o que aprendemos nesta e em outras vidas. No momento que sucede a Morte, transferimos tudo que está gravado no nosso Corpo Vital, assento da nossa Memória, para o Corpo de Desejos, o assento do Desejo, Sentimento e Emoção. Terminada essa transferência nos livramos do nosso Corpo Vital. E o que levamos dele? Somente o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ele.
Já sem esse Corpo Denso e sem esse Corpo Vital e funcionando nesse Corpo de Desejos, despertamos nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Em geral, o tempo que se vive no Mundo do Desejo é três vezes mais rápido do que se vive nesse Mundo Físico. Explicando: se se vive 60 anos aqui, se viveria, os mesmos fatos e experiências, em 20 anos lá.
Despertamos no nosso Purgatório. Nosso trabalho aqui: repudiar todos os desejos inferiores (ódio, inveja, egoísmo, raiva, cobiça, preguiça, entre outros.), corrigir as nossas debilidades e vícios, sentindo todo o mal que ocasionamos. A quintessência do sofrimento se converte em consciência, que utilizaremos nas vidas futuras.
Deixamos o Purgatório para trás e entramos nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo: o nosso Primeiro Céu. Nosso trabalho aqui: assimilar toda a gratidão emitida por quem ajudamos, sentir novamente toda a gratidão que externamos. Daqui conclui-se que a gratidão produz crescimento anímico. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo, que utilizaremos em vidas futuras.
Concluído esse trabalho nos livramos do nosso Corpo de Desejos. E o que levamos dele? Somente o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ele.
Já sem os Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, da vida que acabou de passar e, neste ponto, funcionando apenas com a Mente (único veículo que restou da vida passada), entramos na Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, o Segundo Céu. Criamos e trabalhamos sobre arquétipos: de novos Corpos – dos nossos irmãos que estão prestes a nascer, de novos ambientes, de nova flora e de nova fauna.
Terminada essa fase, nos livramos da nossa Mente. E o que levamos dela? Somente seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ela. Note que possuímos quatro Átomos-semente, um para cada veículo.
Ultrapassamos a Região central do Mundo do Pensamento, a conhecida Região das Forças Arquetípicas. Entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento, Terceiro Céu. Estamos sem nenhum dos quatro veículos que usamos na nossa última vida terrestre. Somente nós, o Espírito Virginal, com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente. A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível.
E é por isso que mergulhamos para mais um renascimento. Os Anjos do Destino nos fornecem uma indispensável e necessária ajuda: como escolher a vida terrestre (dentre de um número finito de possibilidades), o que fazer para renascer, como não nos deixar desistir quando estivermos cegos para os Mundos Espirituais.
Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir um nova Mente. Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos. Da Região Etérica do Mundo Físico, utilizamos o Átomo-semente do Corpo Vital, colhendo materiais afins de Éteres Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital.
Os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo-Alma. Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Colocam: o Átomo-semente do nosso Corpo Denso na cabeça do espermatozoide que fecundará o óvulo e o Átomo-semente do nosso Corpo Vital no útero da mãe.
E, assim, estamos de volta para um novo nascimento nesse Mundo Físico, com: o veículo Espírito Humano, o veículo Espírito de Vida, o veículo Espírito Divino, uma nova Mente, um novo Corpo de Desejos, um novo Corpo Vital, um novo Corpo Denso.
E onde se estacionam os Átomos-sementes? Exatamente nas posições mais adequadas para as lições neles serem gravadas: Átomo-semente do Corpo Denso na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”. Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado. Átomo-semente do nossa Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).
Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado, tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Um Corpo Denso tenro, denso e sólido composto de sólidos, líquidos e gases.
Inicia-se: a infância, primeiro período setenário (0-7); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Consciente. Aqui aprendemos observando o exemplo dos nossos pais e os imitando.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Inicia-se: a Puberdade, segundo período setenário (7-14); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Intelectual. Aqui aprendemos através da autoridade exercida pelos nossos pais e deles sendo discípulos.
Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se: a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, entre os nossos: Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico. A manutenção do Corpo Denso tem como objetivo nos preparar para atrair o sexo oposto para procriar. É aqui que vemos homens, se importando em buscar corpos “sarados”, ou, pelo menos, evidenciar seus dotes físicos. As mulheres, se importando em buscar corpos curvilíneos, ou, pelo menos, evidenciar sua suavidade. Ao mesmo tempo que se busca a sua destruição com descontrole das emoções adolescentes. Aqui aprendemos através dos conselhos do nossos pais e sendo estimulados por eles a valorizar o exemplo.
Em torno dos 21 anos nasce a nossa Mente: atingimos a Maioridade. Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: para alguns é essa busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.
Estamos completos para uma total manifestação nesses Mundos: o Tríplice Espírito (Divino, de Vida e Humano) trabalhando sobre o Tríplice Corpo (Denso, Vital e de Desejos) através da Mente, tendo como produto desse trabalho a Tríplice Alma (Consciente, Intelectual e Emocional). Ou seja: crescimento anímico através das experiências que passamos.
Por volta dos 28 anos atingimos o nosso Nadir da Materialidade e, tal como ocorre com a nossa evolução quando nos apegamos a raça, ocorre conosco por volta dessa idade. É o axioma hermético “como é em cima, é também em baixo”. O perigo do apego as coisas materiais atinge o seu ápice. Apego a: bens materiais, afetos egoístas, corporativismo separatistas (família, grupo, raça).
O perigo de cristalizarmos e, com isso, nos atrasar na evolução, se faz mais presente. Devemos relembrar que estamos aqui para adquirir experiências e não para se realizar com os bens materiais. Devemos nos lembrar de que os bens que temos não são nossos, são talentos que tivemos a graça de Deus como privilégio para os administrar. E seremos cobrados por essa administração, tal qual nos diz a Bíblia na parábola dos talentos. Devemos reconhecer, e praticar, que não somos corpos, nem famílias, mas sim Espíritos lutando pela perfeição.
Passando essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. (28-35). Aqui presenciamos uma bifurcação decisiva nessa nossa existência terrestre: se não houver sequelas do perigo do apego aos bens materiais e afetos do período setenário anterior, então: nos sentimos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material sob a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Consequência, sendo levados de um lado para outro pela corrente da vida. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material nos enganando, arranjando desculpas pelas nossas condições, circunstâncias e atitudes. E, assim, criando mais destinos maduros para existências materiais futuras. Mas, suponhamos que não tenhamos sequelas. Que decidimos buscar o domínio de nós mesmos. Que decidimos viver a vida espiritual e buscar o domínio de nós mesmos. Que decidimos nadar contra a corrente da vida material.
Com isso, ao alcançar o Máximo da vitalidade, o nosso Segundo Crescimento, por volta dos 35 anos, que deve ser o Crescimento em Sabedoria. Atingimos a nossa máxima eficiência em: investigar as coisas por conta própria a fim de aprendermos a formar nossas opiniões individuais; pesquisar cuidadosamente antes de julgar; conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis; em saber que ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes com nossos deveres para com a família e para com os nossos irmãos.
E daí, por volta dos 35 anos inicia-se o sexto período setenário, que vai até os 42 anos. Se optamos: por buscar o domínio de nós próprios; por cumprir com o nosso dever (que nada mais é do que passar pelas experiências que escolhemos no Terceiro Céu); por aspirar a realização espiritual através da vivência dos ensinamentos ocultos então, tiraremos o máximo desse período. Apararemos arestas.
Com um grau de certeza sobre o nosso objetivo nessa existência física o suficiente para nos satisfazer, a vida física torna-se mais fácil.
Os esforços mais concentrados. As tarefas mais interessantes. A aprendizagem mais completa. E o apetite para estender mais essa existência terrestre maior.
A preocupação pela manutenção dos corpos se torna muito mais para poder utilizá-los com a maior eficiência possível do que para fins egoístas.
Buscamos manter o Corpo Denso saudável porque temos a consciência dele ser o Corpo mais perfeito que já pudemos construir, e porque temos a consciência que o baluarte da nossa evolução é aqui na Região Química do Mundo Físico e que precisamos desse Corpo Denso e todos os demais Corpos nas mais perfeitas condições de saúde para aproveitar tal evolução.
Por volta dos 42 anos inicia-se a nossa Mudança de Vida.
Notem uma coisa muito importante: “a messe é grande e os operários são poucos” e “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”. O nosso desenvolvimento setenário, enquanto renascidos aqui, é um caminho que facilita a nossa atenção em cada um desses períodos setenários a adquirir, com mais facilidade, aquelas experiências e aprendizagens específicas para cada um deles. Entretanto, o fato de não termos conseguido, não deve ser motivo de desânimo, de desistência ou de sofrimento. Nosso destino foi traçado por nós mesmos no Terceiro Céu. Sabemos das nossas dificuldades e porque escolhemos, muitas vezes, o caminho mais duro, pedregoso e de buscar aprender as lições não necessariamente no momento em que a aprendizagem era mais fácil. O importante sempre é que estejamos dispostos a aprender essas lições e praticá-las no nosso dia a dia. Agora, o fato de saber o que cada período setenário nos fornece como facilidades para aprendizagem deve nos encher de ânimo em saber que esse conhecimento nos ajudará a auxiliar os outros, os que vêm após a nós e assim, praticar o serviço amoroso e desinteressado para com os outros, afinal esse é o “caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que conduz a Deus”.

DOS 42 AOS 49 ANOS
Com o intuito de percorrermos um Ciclo completo de Vida, nesse atual Esquema Evolutivo, comecemos exatamente pela parte que se mostra invisível para nossos olhos físicos. Ou seja: comecemos quando ocorre a Morte no Mundo Físico.
Ao fim do nosso último suspiro, começamos a nos livrar de nosso Corpo Denso. De tudo aquilo que possuímos no Mundo Material, levamos apenas o Seu Átomo-semente, que contém a essência de tudo que aprendemos.
Com o objetivo de nos livrarmos também do Corpo Vital, que também pertence ao Mundo Físico, mas não perdermos tudo o que aprendemos nessa nossa existência, transferimos tudo que está gravado no nosso Corpo Vital, que é o assento da nossa Memória, para o Corpo de Desejos, que é o assento do nosso Sentimento.
Esse será o material com o qual trabalharemos no Purgatório e no Primeiro Céu. Ou seja: a memória dos pensamentos, sentimentos, palavras e atos que colocamos em movimento durante essa existência terrestre.
Ao fim dessa gravação da memória do primeiro pensamento nos livramos do nosso Corpo Vital, só levamos o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos.
Funcionando em nosso Corpo de Desejos, despertamos para a vivência purgatorial. Esta vivência se dá nas 3 Regiões Inferiores do Mundo do Desejo.
Nosso trabalho aqui: repudiar todos os desejos inferiores, maldosos e corrigir as nossas debilidades e vícios, sentindo todo o mal que ocasionamos. A quintessência do sofrimento se converte em consciência, que utilizaremos nas vidas futuras.
Seguindo o caminho ascendente, entramos no nosso Primeiro Céu. Estamos vivendo, agora, nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo. Nosso trabalho aqui: assimilar toda a gratidão emitida por quem ajudamos e sentir novamente toda a gratidão que externamos. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo, que utilizaremos em vidas futuras.
Concluído esse trabalho nos livramos do nosso Corpo de Desejos. De tudo isso aqui, só levamos o Seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos. Funcionando nessa Mente, entramos na Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, o Segundo Céu. Criamos arquétipos: de novos corpos, de novos ambientes, de nova flora e de nova fauna.
Terminada essa fase, nos livramos da nossa Mente. E o que levamos dela? De tudo isso aqui, só levamos o Seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos.
Entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento, Terceiro Céu. Estamos sem nenhum veículo. Somente nós, o Ego, com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.
A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível. E é por isso que mergulhamos para mais um renascimento.
Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir uma nova Mente.
Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos.
Já esse novo Corpo Vital utilizamos dois métodos para construí-lo: os Éteres Químico e de Vida atraímos Região Etérica do Mundo Físico pelas forças do Átomo-semente; já os Éteres Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo-Alma.
O nosso novo Corpo Denso é formado com a ajuda da nossa mãe através do molde do Corpo Vital devidamente colocado pelos Anjos do Destino.
E, assim, estamos de volta para um novo nascimento nesse Mundo Físico, com: o veículo Espírito Humano; o veículo Espírito de Vida; o veículo Espírito Divino; uma nova Mente, e seu Átomo-semente; um novo Corpo de Desejos, e seu Átomo-semente; um novo Corpo Vital, e seu Átomo-semente; um novo Corpo Denso, e seu Átomo-semente.
Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado, Tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Um Corpo Denso tenro, denso e sólido composto de sólidos, líquidos e gases.
Inicia-se: a Infância, primeiro período setenário (0-7); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Consciente. Aprendemos observando o exemplo dos nossos pais e os imitando.
Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Inicia-se: a Puberdade, segundo período setenário (7-14); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Intelectual. Aprendemos através da autoridade exercida pelos nossos pais e deles sendo discípulos.
Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se: a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, que se arrastará por toda nossa existência terrestre, entre os nossos: Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico.
A manutenção do Corpo Denso tem como objetivo nos preparar para atrair o sexo oposto para procriar. Os homens buscam corpos “sarados”, ou, pelo menos, evidenciar seus dotes físicos. As mulheres buscam corpos curvilíneos, ou, pelo menos, evidenciar sua suavidade. Ao mesmo tempo em que se busca a sua destruição com descontrole das emoções adolescentes. Aprendemos através dos conselhos dos nossos pais e sendo estimulados por eles a valorizar o exemplo.
Em torno dos 21 anos nasce a nossa Mente, atingimos a Maioridade. Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, que, também se arrastará por toda nossa existência terrestre entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: essa nossa busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.
Que se, para muitos não é objetivo da vida terrestre, pelo menos perturba muito como consciência. Estamos completos: O Tríplice Espírito despertado (Divino, de Vida e Humano) trabalhando sobre o Tríplice Corpo ativo (Físico, Vital e de Desejos) através da Mente, tendo como produto desse trabalho a Tríplice Alma (Consciente, Intelectual e Emocional). Ou seja: crescimento anímico através das experiências que passamos.
Por volta dos 28 anos atingimos o nosso Nadir da Materialidade e, tal como ocorre com a nossa evolução quando nos apegamos a raça, ocorre conosco por volta dessa idade. É o axioma hermético “como é em cima, é também em baixo”. O perigo do apego as coisas e afetos materiais atingem o seu ápice. O perigo de cristalizarmos e, com isso, nos atrasar na evolução, se faz mais presente. Nessa fase, como em nenhuma outra, oremos desse modo: “Eu não sou meu Corpo Denso, senão o Ego que o usa…Eu não sou meus desejos, senão o Ego que os controla…Eu não sou meus pensamentos, senão o Ego que os cria…Essas coisas não são senão expressões temporais de mim, o Ego, o Eu eterno”.
Passando essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. (28-35) Aqui presenciamos uma bifurcação decisiva em nossa existência terrestre: se não houver sequelas do perigo do apego aos bens materiais e afetos do período setenário anterior, então: sentimo-nos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material sob a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Consequência: ou sendo levados de um lado para outro pela corrente da vida, ou lutando bravamente para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.
Ou seja: se houver tais sequelas: ou passaremos o resto dessa nossa existência material nos enganando, arranjando desculpas pelas nossas condições, circunstâncias e atitudes (criando mais destinos maduros para existências materiais futuras), ou lutando bravamente para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.
Mas, suponhamos que não tenhamos sequelas ou que decidimos viver a vida espiritual e buscar o domínio de nós mesmos, a nadar contra a corrente da vida.
Com isso, ao alcançar o Máximo da Vitalidade, o nosso Segundo Crescimento, por volta dos 35 anos, que deve ser o Crescimento em Sabedoria. Atingimos a nossa máxima eficiência em: investigar as coisas por conta própria; a pesquisar cuidadosamente antes de julgar; a conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis; e, principalmente, a entender o que é o Dever, a força motriz substituta do Interesse e Indiferença, os sentimentos gêmeos que, atualmente, movem esse nosso Mundo.
E daí, por volta dos 35 anos inicia-se o sexto período setenário, que vai até os 42 anos. Se optamos: por buscar o domínio de nós próprios, por cumprir com o nosso dever (que nada mais é do que passar pelas experiências que escolhemos no Terceiro Céu), por aspirar a realização espiritual através da vivência dos ensinamentos ocultos, então, tiraremos o máximo desse período.
Com um grau de certeza sobre o nosso objetivo nessa existência física a vida física torna-se mais fácil, não por conformarmos com ela, mas sim porque nossos esforços se tornam mais eficientes nossas tarefas mais interessantes e, consequentemente, nossa aprendizagem mais completa. E o apetite para estender mais essa existência terrestre maior.
A preocupação pela manutenção dos corpos se torna muito mais para poder utilizá-los com a maior eficiência possível do que para fins egoístas.
Buscamos manter o Corpo Denso saudável porque temos a consciência dele ser o Corpo mais perfeito que já pudemos construir, e porque temos a consciência que o baluarte da nossa evolução é aqui na Região Química do Mundo Físico e que precisamos desse Corpo Denso e todos os demais Corpos nas mais perfeitas condições de saúde para aproveitar tal evolução.
Por volta dos 42 anos inicia-se a nossa Mudança de Vida. Se vivemos uma existência puramente material, a Mudança de Vida começa com a fase de decepção ao descobrir que, por mais estáveis que estamos nessa existência uma insatisfação inexplicável nos incomoda e toma todo o nosso tempo até o fim dessa nossa existência, e como diz Raul Seixas em uma de suas músicas: “sentado na sala, com a boca escancarada de dentes esperando a Morte chegar…”.
Mas se nos dedicamos a vida espiritual e cuidamos dos nossos Corpos, estamos iniciando a fase da qual mais nos realizamos. Afinal: após construirmos todos os nossos Corpos, após aprendermos a utilizá-los da maneira mais eficiente que podemos, após cumprir com nossos deveres de criarmos nossos filhos naturais ou espirituais, após contribuirmos para tornar esse Planeta melhor possível, após criarmos o nosso espaço, o nosso mundo, com boas vizinhanças e condições de convivência, ou seja: após criarmos todas as condições para absorvermos o máximo das experiências (causas e efeitos) que obtivermos estamos prontos para desenvolver conscientemente nossos poderes latentes transformando-os em poderes dinâmicos dando mais um grande passo para nos tornarmos Auxiliar Invisível Consciente trabalhando 24 horas nesse Plano Evolutivo.
Oportunidades de servir abundarão porque os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, regozijados pela nossa postura e dedicação, e sabendo que estamos prontos nos oferecerão maiores tarefas para auxiliarmos e, consequentemente, crescermos espiritualmente.
Os Exercícios Esotéricos do Método Rosacruz para o Conhecimento Direto crescerão em eficiência, atingindo o máximo de eficiência por volta dos 49 anos, quando se inicia o nosso Máximo de Mentalidade.
Lembremos sempre: “a messe é grande e os operários são poucos”[1] e “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”[2]. O nosso desenvolvimento, enquanto renascidos aqui, é um caminho que facilita a nossa atenção em cada um desses períodos setenários a adquirir, com mais facilidade, aquelas experiências e aprendizagens específicas para cada um deles. Entretanto, o fato de não termos conseguido, não deve ser motivo de desânimo, de desistência ou de sofrimento. Nosso destino foi traçado por nós mesmos no Terceiro Céu. Sabemos das nossas dificuldades e porque escolhemos, muitas vezes, o caminho mais duro, pedregoso e de buscar aprender as lições não necessariamente no momento em que a aprendizagem era mais fácil.
O importante sempre é que estejamos dispostos a aprender essas lições e praticá-las no nosso dia a dia. Agora, o fato de saber o que cada período setenário nos fornece como facilidades para aprendizagem deve nos encher de ânimo em saber que esse conhecimento nos ajudará a auxiliar os outros, os que vêm após a nós e assim, praticar o serviço amoroso e desinteressado para com os outros, afinal esse é o “caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que conduz a Deus”.
[1] Mt 9:37 e Lc 10:2
[2] Mt 20:16

…Em publicação
Resposta: O Primeiro Céu está localizado principalmente na quarta dimensão do espaço (Mundo do Desejo); o Segundo e o Terceiro estão principalmente na quinta dimensão (Mundo do Pensamento).
No entanto, o Primeiro Céu, Segundo Céu e Terceiro Céu tocam nosso Universo tridimensional nos Éteres externos do Planeta Terra, muito além da atmosfera física.
Assim, em algum sentido o Céu pode ser considerado um lugar. Mas como sua maior parte está na quarta e na quinta dimensões espirituais, o céu é espiritual por natureza e não pode ser considerado um lugar no espaço tridimensional, mas, isto sim, um estado de consciência. .
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de março/1926 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Resposta. A quarta dimensão é uma dimensão espiritual e não física. Existem apenas três dimensões físicas, que são comprimento, largura e espessura. O universo físico não vai além dessas três dimensões. A quarta dimensão, sendo espiritual em sua natureza, abre os Mundos espirituais para nossa percepção. É uma dimensão interna, ou seja, não se estende para o espaço em uma nova direção, mas vai para dentro, para a natureza interna da matéria.
A única maneira pela qual nós, com nossas Mentes tridimensionais, podemos obter uma concepção da quarta dimensão é por analogia, como segue. Suponha que houvesse um universo bidimensional, que seria um plano sem espessura; suponha também que houvesse seres bidimensionais naquele plano, também sem espessura. Então a terceira dimensão, que conhecemos como espessura, seria para eles uma dimensão desconhecida e nós, que vivemos na terceira dimensão da espessura, seríamos vistos por eles, algo, como Anjos, deuses… Além disso, o mundo tridimensional com o qual estamos familiarizados seria infinitamente maior do que o plano bidimensional com o qual os seres bidimensionais estivessem acostumados.
Saiba que a quarta dimensão tem com a terceira a mesma relação que esta tem com a segunda. A quarta ou dimensão interna começa em ângulos retos com as três dimensões com as quais estamos familiarizados e prossegue para a matéria em direção interna. Pode-se ir a uma direção interna ruma às qualidades espirituais da matéria por um número infinito de quilômetros.
Nunca seremos capazes de compreender a quarta dimensão até que a quarta dimensão da nossa Mente seja aberta; isto é, até que desenvolvamos o que se chama de “sexto sentido”. Além da quarta dimensão, temos a quinta, a sexta e a sétima dimensões; cada uma delas abre para nós um universo inteiramente novo. O Mundo do Desejo tem quatro dimensões, o Mundo do Pensamento tem cinco, o Mundo do Espírito de Vida tem seis e, assim, o Mundo do Espírito Divino tem sete. Todo Estudante Rosacruz deve ter alguma compreensão da quarta dimensão, pois sem ela não se pode formar uma concepção verdadeira dos Mundos espirituais.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – março /1926 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
A música desempenha e desempenhou um papel, desde o início, no desenvolvimento do grande Esquema de Evolução, e que continuará a desempenhar até que o som final seja emitido e a perfeição realizada.
Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido e, juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele confirma as declarações de Pitágoras, isto é, que cada Astro tem sua própria nota chave e viaja ao redor do Sol em tão variados índices de velocidade, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e sete mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento, e, à medida que ela muda também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol no tom da sinfonia celestial, criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução.
Os ecos dessa música celestial chegam até nós no Mundo Físico. São nossas propriedades mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu esses ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes. No Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, encontra-se a esfera do som.
Em nossa vida terrena, estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, seja consciente ou inconscientemente, sintoniza se com a Região do Pensamento Concreto, onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.
A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus. O músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus expressa em sons e tons permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder vontade de Deus que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar.
A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade. Portanto, podemos ver que terrível consequência o ser humano está construindo para si, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem me escrever música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven, Mozart, Wagner, Liszt, Chopin, Bach e outros da mesma classe.
A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.
A música é composta de três elementos primários: melodia, harmonia e ritmo.
A melodia é composta de uma sucessão de sons harmoniosos sentidos pelos nervos auditivos que estão conectados ao cérebro – um órgão físico que contata a Mente. Portanto, é através do corpo mental que o Espírito é capaz de sentir a melodia produzida no plano físico. Um idiota ou uma pessoa insana não respondem à melodia.
A harmonia consiste em uma agradável mistura de sons e está relacionada aos sentimentos ou emoções. Sentimentos ou emoções são expressões do Corpo de Desejos, em consequência, a harmonia pode ter um efeito tanto sobre o ser humano como sobre os animais, uma vez que ambos possuem corpos de desejos.
O ritmo é um movimento medido e equilibrado, e é expresso pela força de vida que aciona gestos e outros movimentos físicos. O Corpo Vital absorve uma superabundância de força vital (energia solar) que passa para o Corpo Denso para mantê-lo vivo e em funcionamento. Daí o ritmo estar correlacionado ao Corpo Vital. As plantas têm um Corpo Vital e são sensíveis ao ritmo.
O ser humano tem dentro de seu cérebro sete cavidades que durante a vida são comumente consideradas vazias. Na realidade, estas cavidades estão cheias de uma essência do espírito, sendo que cada cavidade tem seu próprio tom e cor. Os tons produzidos por estas cavidades estão correlacionados àqueles dos Sete Espíritos diante do Trono: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio.
As cavidades ou ventrículos, começando pela frente do cérebro, são:
(1) ventrículo olfativo,
(2) ventrículo lateral,
(3) terceiro ventrículo,
(4) quarto ventrículo,
(5) Corpo Pituitário,
(6) Glândula Pineal.
A sétima cavidade é o crânio, que reúne todos os elementos em um grande todo.
O Sistema Solar é um vasto instrumento musical. Assim como existem doze semitons na escala cromática, temos no céu doze Signos do Zodíaco. Assim como temos as sete teclas brancas ou tons no teclado do piano, temos os sete Planetas. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa de ressonância da harpa cósmica, e os sete Planetas são as cordas influenciando a humanidade de diversas maneiras.
Na Bíblia notamos como a lira de sete cordas de Davi representa, astrologicamente, as notas chaves da corrente planetária sétupla. A nota chave de cada Planeta é composta da quintessência de seus sons reunidos. Uma amalgamação das tristezas e alegrias de nossa Terra, os sons de seus ventos e mares, o ritmo de todas as suas forças viventes combinadas, formam seu tom ou Nota chave. Da mesma maneira, e em escala sempre ascendente, soam as notas de toda a corrente planetária, sendo que sua união constitui a sublime Música das Esferas “… Não existe a menor orbe que observes que, em seu movimento, não cante como um Anjo”, assim escreveu o grande poeta iniciado, Shakespeare.
Esta música celestial é o produto daquele Verbo ao qual S. João se referia quando escreveu: “No início era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e nada do que foi feito, foi feito sem Ele.” (Jo 1:1-3).
(Trecho do Livro “A Escala Musical e o Esquema de Evolução” – Art Taylor – Fraternidade Rosacruz)
Do Logos, no coração do Universo, surgiu um raio de luz, um pensamento de Amor — eu observei esse relâmpago atravessar o Mundo do Pensamento, o Mundo do Desejo e o Mundo Físico; foi isso que eu vi. Os moradores dos Céus, desfrutando da rapsódia de um grande Amor, sentiram Sua presença e um grito se elevou: “Glória a Deus nas alturas”. E tocou os moradores do Mundo do Pensamento, chamando novos poderes para o seu ser; então grandes ondas de pensamento assumiram um tom rosado enquanto as Mentes, mais uma vez, se dedicavam a serviços de amor na causa da elevação da Humanidade.
Enquanto a morada estrelada dos nossos Corpos-Alma radiantes foi iluminada por sua chama, semelhante a uma espada, eu vi cada membro envolto em brilho, enquanto as cores opacas das suas paixões inferiores foram consumidas por seus fogos; então — o Amor Humano se tornou angelical e o desejo queimou em formato de fogo branco para servir à Grande Fraternidade.
Finalmente, agora dividida, como que por um prisma, a chama de um Pensamento Divino envolveu em radiância os moradores da Terra de acordo com seus vários caminhos. Assim — os Discípulos da Devoção se tornaram um foco para vapores de um glorioso azul-esverdeado; aqueles do raio místico tomaram uma parte do azul do céu; artistas e músicos, deleitando-se com a beleza, receberam um batismo de chamas vermelho-rosadas: cada uma com a sua inspiração.
Eu também pude ver muitos filósofos e buscadores em claustros, laboratórios ou bibliotecas, perseguindo solitariamente alguma busca eterna; eles pareciam estar diretamente sob um raio de sol causado pela vibração dourada, junto a canções de esperança em seus corações e se dedicavam mais uma vez a diversas tarefas.
Outros, de esplendor divino nos quais pude discernir o “Caminho da Cruz”, estavam abrindo vias para irmãos e irmãs mais fracos através de emaranhados intermináveis de florestas, alguns deles encontrando apoio precário e doloroso em penhascos íngremes; eles olharam para cima em êxtase quando uma fonte de jatos Violetas desceu sobre suas testas sangrentas, um batismo de Fogo Divino.
E eles começaram a cantar; o tema da canção era um futuro glorioso, mas não um futuro temporal, não; uma condição na qual tempo, espaço, passado, presente e futuro são um onde todos vivem no “Eterno Agora”, reunindo e colhendo experiências de amor e serviço a uma grande Fraternidade que inclui tudo, da mais humilde erva e do inseto mais vil até o coração do Universo, onde habita o Logos: o Espírito do Amor.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Pergunta: De onde o pintor tira sua inspiração?
Resposta: Principalmente do Mundo das cores – o Mundo do Desejo.
Pergunta: Por que a música é diferente e superior a todas as outras artes?
Resposta: Isso pode ser compreendido quando refletimos que uma estátua ou uma pintura, quando criada, é permanente, enquanto a música é mais elusiva e deve ser recriada cada vez que a ouvimos, se quisermos ter toda a fidelidade do criador.
Pergunta: A música pode ser aprisionada por dispositivos mecânicos?
Resposta: Sim, mas a música assim produzida perde muito da doçura comovente que possui quando vem fresca do seu próprio Mundo.
Pergunta: Qual é o órgão sensorial mais perto da perfeição do nosso Corpo Denso?
Resposta: O ouvido.
Pergunta: Por que o ouvido está mais perto da perfeição do que o olho?
Resposta: Porque o ouvido ouve todos os sons sem distorção, enquanto o olho frequentemente distorce o que vemos.
Pergunta: Além do ouvido musical, o que mais o músico deve aprender a construir?
Resposta: Uma mão longa e fina com dedos finos e nervos sensíveis.
Pergunta: Por que ninguém pode habitar um Corpo mais eficiente do que ele é capaz de construir?
Resposta: Porque primeiro aprendemos a construir um Corpo de certo nível e depois aprendemos a viver nele. Dessa forma, aprendemos a discernir seus defeitos e nos é ensinado a remediá-los.
Pergunta: Em que trabalhamos inconscientemente durante a nossa vida pré-natal?
Resposta: Na construção dos nossos Corpos.
Pergunta: Quando trabalhamos conscientemente na construção dos nossos próprios Corpos?
Resposta: Quando atingimos o nível onde a quintessência dos nossos Corpos anteriores já foi totalmente assimilada e não temos mais lições a aprender aqui; então trabalhamos conscientemente na construção dos nossos Corpos.
Pergunta: O que fornece poder a nós para construir Corpos para uma nova vida aqui?
Resposta: Quanto mais avançamos e quanto mais trabalhamos em nossos veículos, com o objetivo de torná-los imortais, mais poder temos para construir Corpos para uma nova vida aqui.
Pergunta: Quando um Estudante Rosacruz avançado no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz começa a construir conscientemente os seus próprios Corpos?
Resposta: Algumas vezes, assim que o trabalho durante as três primeiras semanas (que pertence exclusivamente à mãe) é concluído.
Pergunta: Quando a “Epigênese” começa?
Resposta: Quando o período de construção inconsciente termina, temos a chance de exercer nosso nascente poder criador. Então, o verdadeiro e original processo criador começa.
Pergunta: Onde aprendemos a construir nossos veículos?
Resposta: Nos Mundos celestes.
Pergunta: E onde aprendemos a usar nossos veículos?
Resposta: No Mundo Físico, renascidos aqui na Região Química do Mundo Físico.
Pergunta: O que a Natureza nos fornece e nos ensina?
Resposta: A Natureza fornece todas as fases da experiência, de maneira tão maravilhosa e com uma sabedoria tão consumada que, à medida que aprendemos a ver mais profundamente seus segredos, ficamos mais impressionados com nossa própria insignificância e ganhamos uma reverência cada vez maior por Deus.
Pergunta: O que pode ser deduzido da grande complexidade da natureza?
Resposta: A existência factual de um Autor Divino e inteligente do Universo.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro/1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Os Arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto.
Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade.
Quando o Arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada. Quando o Arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.
Se quiser saber mais sobre esse interessante assunto é só acessar aqui: Audiobook – Arquétipos – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Os Arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto.
Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade.
Quando o Arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada.
Quando o Arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.
Há 3 meios de você acessar esse Livro:
1. Em formato PDF (para download):
Arquétipos – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
2. Em forma audiobook ou audiolivro:
Audiobook – Arquétipos – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
3. Para estudar no próprio site (ou para fazer download ou imprimir):
ARQUÉTIPOS
Dos Escritos de
Max Heindel
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, 1950, Archetypes, editada por The Rosicrucian Fellowship
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
SUMÁRIO
A PERMANÊNCIA DO ARQUÉTIPO.. 6
FORMAÇÃO DOS ARQUÉTIPOS QUANDO RENASCEMOS AQUI. 10
A EVOLUÇÃO DOS ARQUÉTIPOS DOS NOSSOS CORPOS. 15
A EVOLUÇÃO DOS ARQUÉTIPOS A PARTIR DA VINDA DE CRISTO.. 19
SITUAÇÕES DOS ARQUÉTIPOS DE ALGUMAS CLASSES DE PESSOAS. 23
ONDE SE ENCONTRAM OS ARQUÉTIPOS. 25
O ENVOLVIMENTO DOS ARQUÉTIPOS QUANDO MORREMOS E QUANDO ESTAMOS NOS PREPARANDO PARA RENASCER.. 34
Não há palavras adequadas para exprimir o que o Espírito sente quando se encontra diante dessa presença, muito acima deste Mundo, onde o véu da carne esconde as realidades vivas debaixo de uma máscara; e muito além do Mundo do Desejo e da ilusão, onde formas fantásticas e ilusórias nos levam a acreditar que elas são algo muito diferentes do que são na realidade. Somente na Região do Pensamento Concreto, onde os Arquétipos de todas as coisas se unem no grande coro celestial, ao qual Pitágoras referiu-se como a “harmonia das esferas”, é que nós encontramos a verdade revelada em toda a sua beleza.
(Do Livro: Capítulo XII – Do Livro Mistérios das Grandes Óperas-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Se não nos aplicarmos ao trabalho da vida, ou se nós persistentemente seguirmos um caminho que é subversivo ao crescimento da alma, nossa vida destruirá o Arquétipo. O renascimento em um ambiente alterado, então, nos dará a chance de recuperar as oportunidades que foram negligenciadas. Por outro lado, quando vivemos em harmonia com o plano da vida inscrito no Arquétipo de nosso Corpo Denso, há uma consonância construtiva em suas vibrações que prolonga a vida do Arquétipo e, consequentemente, também a vida do Corpo Denso.
Quando percebemos que a nossa vida na Terra é o tempo de semear, e que o valor de nossa existência post-mortem está em relação direta ao incremento que ganhamos em nossos talentos, será imediatamente evidente como sumamente importante que nossas faculdades devem ser utilizadas na direção correta. Embora esta lei se aplique a toda Humanidade, é insuperavelmente vital para as almas aspirantes, pois quando nós trabalhamos para o BEM com toda a nossa força e poder e a cada ano a mais vivido incrementa enormemente nosso tesouro celestial. A cada ano a mais vivido ganhamos maior eficácia no progresso da alma, e os frutos alcançados nos últimos anos podem, facilmente, superar os adquiridos na primeira parte da vida.
(Carta nº 33 – Do Livro: Carta aos Estudantes-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Os objetos no Mundo Físico ocultam sempre suas construções ou naturezas internas; nós vemos somente a superfície. No Mundo do Desejo vemos os objetos fora e dentro de nós mesmos, mas eles nada nos dizem deles mesmos, nem da vida que os anima. Na Região Arquetípica[1] parece não haver circunferência, mas, para onde quer que dirijamos nossa atenção, ali está o centro de tudo, e a nossa consciência, instantaneamente, se enche do conhecimento em relação ao ser ou à coisa que estivermos olhando. É mais fácil gravar num fonógrafo[2] o tom que nos chega do céu, do que mencionar as experiências que passamos naquele reino, pois não há palavras adequadas para expressá-las; tudo o que podemos fazer é tentar vivê-las.
(Carta nº 40 – Do Livro: Carta aos Estudantes-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
De acordo com isso, nós devemos perceber que cada ato de cada ser humano produz um efeito direto nos Arquétipos do corpo. Se o ato está em harmonia com a lei da vida e da evolução, fortalece o Arquétipo e possibilita um prolongamento da vida, na qual o indivíduo alcançará o máximo de experiência e obterá um crescimento anímico proporcional, de acordo com seu estado evolutivo e sua capacidade de aprendizagem. Deste modo, menos encarnações serão necessárias para ele chegar à perfeição comparado com um outro que desperdiça a corrente vital e tudo faz para escapar de seu destino ou com outro, ainda, que aplica sua força destrutivamente. Neste caso, o Arquétipo esgota-se e romper cedo. Aqueles, cujos atos são contrários à lei, encurtam as suas vidas e têm que renascer mais vezes que as pessoas que vivem em harmonia com a lei. Este é outro exemplo de que a Bíblia é exata quando nos exorta a fazer o bem para que possamos ter uma vida mais longa aqui.
Esta lei é aplicada a todos sem exceção, mas tem maior significado na vida dos que estão trabalhando, conscientemente, com a lei da evolução do que aqueles que não o fazem. O conhecimento destes fatos deve aumentar dez ou cem vezes o nosso zelo e interesse pelo bem. Mesmo que comecemos, como se costuma dizer, “tarde na vida” podemos facilmente acumular um “tesouro” maior nos últimos anos do que o obtivemos em algumas vidas anteriores. Acima de tudo, nós estamos conquistando a admissão para um começo mais cedo nas próximas vidas.
(Carta nº 96 – Do Livro: Carta aos Estudantes-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
No momento em que o Ego está vindo para renascer, ele forma o Arquétipo criador de sua forma física no Segundo Céu com a ajuda das Hierarquias Criadoras. Esse Arquétipo é uma coisa sonora, vibrante, que é posta em vibração pelo Ego, com uma certa força que é proporcional à duração do tempo a ser vivido na Terra, e até que o Arquétipo cesse de vibrar, a forma, que é construída dos elementos químicos da Terra, continuará a existir.
Quando o Ego está descendo para o renascimento, ele desce através do Segundo Céu. Lá será ajudado pelas Hierarquias Criadoras na construção do Arquétipo do seu próximo Corpo Denso, e instila nesse Arquétipo uma vida que durará certo número de anos. Esses Arquétipos são espaços ocos e eles têm um som ou movimento vibratório que atrai o material do Mundo Físico e coloca todos os átomos no Corpo para vibrar em sintonia com um pequeno átomo que está no coração, chamado de Átomo-semente, que como um diapasão dá uma afinação a todo o resto do material do corpo. No momento em que a plena vida seja vivida na Terra, as vibrações no Arquétipo cessam e o Átomo-semente é retirado, o Corpo Denso se decompõe e o Corpo de Desejos, no qual o Ego vai funcionar no Purgatório e Primeiro Céu, assume a forma do Corpo Denso. Então, o ser humano começa seu trabalho de expiar seus maus hábitos e atos no Purgatório, assimilando o que é bom de sua vida no Primeiro Céu.
Os parágrafos anteriores descrevem as condições normais, quando o curso da Natureza não é perturbado, mas o caso do suicídio é diferente. Nesse o ser humano tirou o Átomo-semente, mas o Arquétipo oco ou vazio, ainda continua vibrando. Ele se sente como se estivesse vazio e experimenta um sentimento corroendo por dentro que pode ser comparado às dores de uma fome intensa. O material para construção de um Corpo Denso está ao seu redor, mas tendo em vista que não possui o medidor do Átomo-semente, é impossível para ele assimilar essa matéria e construí-la num Corpo. Esse terrível sentimento de vazio dura o tempo que deveria durar sua última vida terrestre.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Pergunta Nº 47-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
A Lei de Causa e Efeito é o árbitro que determinará como a vida deve ser vivida, e como algumas oportunidades de crescimento espiritual serão colocadas diante do Ego em vários momentos de sua vida terrestre. Se essas oportunidades forem aproveitadas, a vida continuará pelo caminho reto, mas se for ao contrário, será divergida, por assim dizer, para um beco sem saída, onde a vida será findada pelas Hierarquias Criadoras, que destruirão o Arquétipo no Mundo celestial. Assim podemos dizer que a duração de uma vida terrena poderá ser abreviada se negligenciarmos as oportunidades. Há também a possibilidade, no caso de algumas pessoas, quando a vida foi vivida intensamente, e onde a pessoa se esforçou de todas as maneiras para viver de acordo com as oportunidades dadas, de adicionar mais vida no Arquétipo e, assim a existência poderá ser prolongada, mas como foi dito, somente em casos excepcionais.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Pergunta Nº 47 – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
O ser humano, devido à sua natureza divina, é o único ser que possui a prerrogativa de desordenar o esquema do seu desenvolvimento e da mesma forma que pode pôr fim à sua vida usando a própria vontade, assim também, pode pôr um fim à vida do seu próximo antes que o tempo dele tenha findado. O sofrimento do suicida seria também o sofrimento das vítimas do assassinato, pois o Arquétipo do seu corpo estaria juntando material que lhe seja impossível assimilar. Mas, no seu caso, a intervenção de outras entidades impede esse sofrimento (dos assassinados) e ele será encontrado vagueando aqui e ali no seu Corpo de Desejos, num estado letárgico, pelo período que normalmente teria vivido.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Pergunta Nº 60-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Como já afirmei, a minha visão tonal e a capacidade de funcionar na Região do Pensamento Concreto era indiferente e principalmente limitada às subdivisões inferiores, mas uma pequena ajuda dos Irmãos naquela noite me permitiu entrar em contato com a quarta Região, onde se encontram os Arquétipos, e lá recebi os ensinamentos e a compreensão do que é contemplado como o mais elevado ideal e a missão da Fraternidade Rosacruz.
Vi nossa sede e uma multidão de pessoas, vindo de todas as partes do mundo para receber os ensinamentos. Vi-os saindo dali para levar bálsamo aos aflitos próximos e distantes. Ao passo que neste mundo é necessário investigar, a fim de descobrir alguma coisa; lá, a voz de cada Arquétipo traz consigo, como ao mesmo tempo, que impressiona a consciência espiritual, o conhecimento do que esse Arquétipo representa. Assim, naquela noite, recebi um entendimento que está muito além do que minhas palavras podiam expressar; pois o mundo em que vivemos se baseia no princípio do tempo, enquanto no reino superior dos Arquétipos tudo é um eterno agora. Esses Arquétipos não revelam sua história como esta é narrada, mas produzem sobre a consciência uma concepção instantânea de toda a ideia, muito mais clara do que poderia ser transmitida em palavras.
(Do Livro: Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo XXI – Parte II-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
A Região do Pensamento Concreto, como você deve se lembrar de nossos outros ensinamentos, é o reino do som, onde a harmonia das esferas, a música celestial, que penetra tudo que existe, da mesma forma que a atmosfera da Terra circunda e envolve tudo o que é terreno. Pode-se dizer que nessa região tudo está envolto e permeado de música. Vive e cresce pela música. Lá, a palavra de Deus soa adiante e forma todos os vários modelos que mais tarde se cristalizam nas coisas que nós contemplamos no mundo terrestre.
No piano, cinco teclas escuras e sete brancas formam a oitava. Além dos 7 Globos nos quais evoluímos durante um Dia de Manifestação, há cinco Globos escuros que atravessamos durante as Noites Cósmicas. Em cada ciclo de vida, o Ego retira-se por um tempo para o mais denso desses cinco, isto é, o Caos, o mundo sem forma onde nada permanece salvo, a não ser os centros de força conhecidos como átomos-semente. No início de um novo ciclo de vida, o Ego desce novamente na Região do Pensamento Concreto, onde a “música das esferas” imediatamente faz vibrar os Átomos-semente.
Há sete esferas; os Planetas de nosso Sistema Solar. Cada um tem sua nota-chave e emite um som diferente de todos os outros Planetas. Um ou outro, dentre eles, vibra em particular sincronia com o Átomo-semente do Ego, que então busca a encarnação. Então, esse Planeta corresponde à “tônica” da escala musical e, embora os tons de todos os Planetas sejam necessários para construir um organismo completo, cada um é modificado e feito para adaptar-se ao impacto básico dado pelo Planeta mais harmonioso, que é, portanto, o regente dessa vida, sua Estrela do Pai. Assim, como na música terrestre, também na celestial existem harmonias e dissonâncias, e todos influenciam sobre o Átomo-semente e ajudam a construir o Arquétipo. Assim as linhas vibratórias de força são formadas, que mais tarde atraem e organizam partículas físicas, como acontece com esporos ou areias que formam figuras geométricas sobre uma placa de bronze à vibração de um arco de violino.
Mais tarde, ao longo dessas linhas arquetípicas de vibração, o Corpo Denso é formado e se expressa com precisão à harmonia das esferas como era tocada durante o período de construção. Esse período, entretanto, é muito mais longo do que o período atual da gestação, e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pela vida que busca a manifestação física. Tampouco é contínuo o processo de construção do Arquétipo, pois sob os aspectos dos Planetas que emitem notas, às quais as forças vibratórias do Átomo-semente não podem responder, ele simplesmente sussurra sobre as que já aprenderam, e assim, engajado, espera por um novo som que possa usar na construção de organismo que se deseja para se expressar.
Portanto, sabendo que o organismo terrestre, que cada um de nós habita, é formado segundo linhas vibratórias produzidas pela música das esferas, nós podemos entender que as dissonâncias que se manifestam como enfermidades são produzidas primeiramente pela desarmonia espiritual interna. Torna-se mais evidente que, se pudermos obter conhecimentos precisos sobre a causa direta da desarmonia e saná-la, a manifestação física da doença logo desaparecerá. É essa a informação dada pelo tema astrológico da pessoa, pois nele cada Astro em sua Casa e Signo expressam harmonia ou discórdia, saúde ou doença. Portanto, todos os métodos de cura são adequados apenas na proporção em que levam em consideração as harmonias e discordâncias astrais manifestadas na roda da vida – o horóscopo.
(Do Livro: Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo XXII – Parte III-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Nos Mundos celestes há imagens de modelos-Arquétipos. Na língua grega a palavra “apxn” significa “no princípio”, isto é, no início. O Cristo disse de Si mesmo, ou melhor, o Iniciado que já compreendeu Sua própria divindade diz: “Eu sou o princípio (apxn) e o fim”. Há nessa palavra “princípio” (apxn) o núcleo gerador de tudo que temos aqui.
No Templo (Tabernáculo) foi colocada uma Arca, a Arca de Aliança. Foi disposta de tal modo que suas hastes não poderiam ser removidas. Durante toda a viagem através do deserto as hastes deveriam permanecer imóveis. De fato, jamais foram removidas enquanto a arca peregrinava até ser conduzida ao Templo de Salomão. Temos aqui uma condição, onde um determinado símbolo, um Arquétipo, algo transportado desde o princípio, é elaborado de tal modo que possa ser reativado em determinadas ocasiões e reconduzido mais adiante. Nessa arca estava o núcleo ao redor do qual todas as coisas gravitavam. Havia o Cajado de Aarão, o Pote do Maná e, também, as duas Tábuas da Lei.
Nós acabamos de descrever o símbolo perfeito da verdadeira constituição do ser humano, pois, enquanto ele atravessa o vale da matéria e transita continuamente de um lugar a outro, as hastes, sob nenhuma hipótese, podem ser removidas. Elas permanecerão intactas até que chegue à condição simbólica descrita no Apocalipse. Onde se diz: “Aquele que triunfar, eu o farei um pilar no templo de meu Deus; e dali nunca mais sairá”.
Durante o transcorrer do tempo, desde o momento no qual o ser humano começou sua viagem através da matéria, ele possui esse espírito de peregrinação. Nunca ficou parado. Algumas vezes, o templo (Tabernáculo) era conduzido, assim como a Arca para um novo lugar. Assim também o ser humano está sempre sendo impelido de um lugar para outro, de um ambiente para outro, de uma condição para outra. Não é uma jornada sem objetivo, pois tem como meta a Terra prometida, a Nova Jerusalém, onde haverá paz. Mas, enquanto o ser humano estiver nesta jornada, deve estar ciente de que não haverá descanso e nem paz.
(Do Livro: Ensinamentos de um Iniciado, Capítulo XXVI – A Jornada Através do Deserto-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Como está escrito no Livro “Conceito Rosacruz do Cosmo”, com referência à constituição do nosso Planeta, o caminho da Iniciação passa através da Terra, da periferia ao centro, um estrato de cada vez e, embora nossos corpos físicos sejam delineados dessa forma pela força da gravitação, sua densidade evita que a traspassemos, tão eficazmente quanto a força de levitação que repele a classe despreparada mencionada nos recintos sagrados. Somente quando, pelo poder de nosso próprio Espírito deixamos nosso Corpo Denso instruído por e em consequência da maneira reta de viver, seremos capazes de ler o registro etérico com melhor proveito. Em um ponto mais avançado do progresso, o “estrato aquoso” da Terra será aberto ao Iniciado, que, então, estará num estado de desenvolvimento apropriado para ler o registro dos acontecimentos passados, impressos permanentemente na substância viva da Região das Forças Arquetípicas, onde o tempo e espaço são praticamente inexistentes, e onde tudo é um eterno Aqui e Agora.
(Do Livro: A Teia do Destino – Segunda Parte – O Cristo Interno – A Memória da Natureza-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
É curioso como a perpetração do suicídio em uma vida e o consequente sofrimento post-mortem, no tempo em que ainda existe o Arquétipo, muitas vezes gera nestas pessoas um medo mórbido da morte na próxima vida; de modo que, quando a morte ocorre naturalmente no curso normal da vida, os suicidas parecem frenéticos depois de abandonar o corpo e tão ansiosos em voltar ao Mundo Físico que, frequentemente, cometem o crime da obsessão da forma mais tola e impensada.
(Do Livro: A Teia do Destino – Quinta Parte – Obsessão do Ser Humano e dos Animais-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Uma máxima ocultista diz que “uma mentira é ao mesmo tempo assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os ensinamentos dos Irmãos Maiores, contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmo” explicam que sempre que ocorrer um incidente, um pensamento-forma gerado nos Mundos invisíveis faz o registro deste acontecimento. Toda vez que se fala ou se comenta deste acontecimento cria-se uma nova forma de pensamento que se funde com o original e o fortalece, desde que ambos sejam verdadeiros e possuam a mesma vibração. Mas se uma mentira é contada sobre o ocorrido, então as vibrações do original e da reprodução não serão idênticas; eles se chocam e o atrito entre eles acaba destruindo-se mutuamente. Se o pensamento-forma verdadeiro e bom for suficientemente forte, conseguirá o domínio da situação e destruirá os pensamentos-forma baseados na mentira; consequentemente o bem vencerá o mal, mas se os pensamentos maliciosos e mentirosos forem mais fortes, estes podem vencer o pensamento-forma verdadeiro e, assim, destruí-lo. Depois, haverá discórdia entre eles e todos, por sua vez, serão aniquilados.
Assim, uma pessoa que vive uma vida pura, esforçando-se para obedecer às leis de Deus e lutando fervorosamente pela verdade e pela justiça, criará pensamentos-forma de natureza semelhante; sua Mente trilhará caminhos em harmonia com a verdade e quando chegar o momento, no Segundo Céu, de criar o seu Arquétipo para a vida futura, ele prontamente e intuitivamente, pela força do hábito adquirido na vida passada, alinhar-se-á com as forças da retidão e da verdade. Estas linhas, formadas em seu corpo, criarão harmonia nos novos veículos, e, portanto, a saúde será a consequência natural em sua próxima vida. Aqueles que formaram em vidas anteriores uma visão distorcida das coisas, que desprezaram a verdade, exercitando a astúcia, o egoísmo exagerado e a desconsideração pelo bem-estar dos outros, acham-se obrigados, no Segundo Céu, a ver as coisas de um modo oblíquo, porque este é o seu habitual modo de pensar. Portanto, o Arquétipo construído por eles incorporará linhas de erro e de falsidade; e consequentemente, ao renascer, ele terá uma fraqueza em vários órgãos, quando não em todo o ser.
(Do Livro: A Teia do Destino – Sétima Parte – A Causa das Enfermidades – Esforços do Ego para escapar do Corpo – Efeitos da Lascívia-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Somente quando entramos nos reinos mais elevados, e particularmente na Região do Pensamento Concreto, é que as verdades eternas são percebidas. Por isso, devemos, necessariamente, cometer erros uma vez ou outra, apesar dos nossos mais sinceros esforços em procurar conhecer e dizer a verdade. Portanto, é impossível para nós construir um veículo totalmente harmonioso. Se isso fosse possível, tal Corpo seria realmente imortal, e nós sabemos que a imortalidade da carne não é o desígnio de Deus; pois segundo São Paulo: “A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus”[3].
Contudo, sabemos que, atualmente, apenas uma pequena porcentagem de pessoas está disposta a viver em harmonia com a verdade, para confessá-la e professá-la diante dos seres humanos por meio do serviço e da vida reta e que não faz o mal. Sabemos, também, que isto aconteceu com muito poucos ao retrocedermos na história, quando o ser humano não havia desenvolvido o altruísmo que começou no nosso Planeta com o advento do Nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus. Nesse tempo, os padrões de moralidade eram muito inferiores e o amor à verdade quase desprezível para a maioria da Humanidade, que se encontrava absorvida em seus esforços para acumular riquezas e adquirir poder ou prestígio, quanto fosse possível. Portanto, as pessoas estavam, naturalmente, inclinadas a ignorar os interesses dos demais, e contar uma mentira não parecia, de modo algum, um ato repreensível, pelo contrário, muitas vezes era tida como mérito. Consequentemente, os Arquétipos estavam, constantemente, cheios de fraquezas, e as funções orgânicas do Corpo, atualmente, estão prejudicadas em um grau bastante elevado, particularmente os Corpos ocidentais porque estão se tornando cada vez mais forte e mais sensível à dor, devido ao crescimento da consciência do Espírito.
(Do Livro: A Teia do Destino – Sétima Parte – A Causa das Enfermidades – Esforços do Ego para Escapar do Corpo – Efeitos da Lascívia-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
A assimilação dos frutos de cada vida passada acontece antes que o Espírito desça para o renascimento e, consequentemente, o caráter gerado é totalmente formado e se expressa na sutil e móvel matéria mental da Região do Pensamento Concreto, onde o Arquétipo do Corpo Denso é construído. Se o Espírito que procura renascer é amante da música, procurará construir um ouvido perfeito, com os canais semicirculares devidamente situados e com o tímpano mais delgado e sensível à vibração; tentará formar dedos compridos e finos para executar os acordes celestes captados por seus ouvidos. Mas, se não apreciava a música em vidas passadas, fechava seus ouvidos aos acordes da alegria ou da tristeza, o desejo de se afastar da companhia dos demais, então formado, causaria a negligenciar a construir o ouvido, quando construísse o Arquétipo e, como consequência, esse órgão seria defeituoso em um grau proporcional à negligência causada, pelo seu caráter, em sua existência anterior.
Da mesma forma acontece com os outros sentidos; quem bebe de uma fonte de conhecimento e se esforça para compartilhar seu conhecimento com os que o rodeiam estabelece as bases para adquirir a faculdade de oratória em uma vida futura, porque o desejo de comunicar seu conhecimento o fará prestar uma atenção especial na formação e fortalecimento de seu órgão vocal, quando estiver construindo o Arquétipo de futuro Corpo. Por outro lado, aqueles que se esforçam por acessar os mistérios da vida por simples curiosidade ou satisfazer o orgulho de seu próprio intelecto negligenciam na construção de um órgão adequado para sua expressão e, ficam sujeitos à debilidade na voz ou ao impedimento na expressão da palavra. Dessa forma, vêm-lhes o reconhecimento de que a expressão é um bem valiosíssimo. Embora o cérebro de um indivíduo, assim aflito, não possa compreender a lição, o Espírito aprende que somos estritamente responsáveis pelo uso que fazemos de nossos talentos, e que devemos assumir nossas dívidas algum dia se negligenciamos em transmitir a palavra de Vida para Iluminar nossos irmãos ou irmãs no caminho, sempre, naturalmente que estejamos preparados para isso.
(Do Livro: A Teia do Destino – Oitava Parte – Os Raios de Cristo Constituem o “Impulso Interno” – Visão Etérica – Destino Coletivo-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Quando o Ego está a caminho do renascimento passando pela Região do Pensamento Concreto, pelo Mundo do Desejo e pela Região Etérica, toma de cada uma delas certa quantidade de material. A qualidade deste material é determinada pelo Átomo-semente, baseado no princípio de que semelhante atrai semelhante. A quantidade depende do quanto de matéria será necessário e requerido pelo Arquétipo na construção feita por nós mesmos no Segundo céu. A partir da quantidade de átomos etéricos prismáticos apropriados para determinado Espírito, os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica que, então, é colocada no útero da mãe e, gradualmente, envolvida de matéria física formando o corpo visível da criança recém-nascida.
(Do Livro: A Teia do Destino – Quarta Parte – A Natureza dos Átomos Etéricos – A Necessidade de Equilíbrio-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Nas três regiões inferiores da Região do Pensamento Concreto se encontram os Arquétipos de tudo o que vemos no Mundo Físico, como minerais, vegetais, animais e humano, Arquétipos dos continentes, rios e oceanos; e aqui o Clarividente exercitado, cuja faculdade o capacita a alcançar esses planos mais elevados, vê também o oceano universal da vida fluente, em que todas as formas estão imersas; vê o mesmo impulso vital movendo-se de forma a forma em ciclos rítmicos, sustentando a forma especializada pelo Ego humano ou pelo Espírito-Grupo do animal e do vegetal.
Esses Arquétipos não são meramente modelos no sentido geral do termo, algo assim como uma coisa em miniatura, ou de material mais refinado. São Arquétipos criadores, modelando todas as formas visíveis, como vemos no mundo, à sua própria imagem e semelhança, ou melhor, às suas próprias semelhanças, porque frequentemente muitos Arquétipos trabalham juntos para formarem certas espécies, cada um dando parte de si mesmo para construírem a determinada forma. Eles são dominados e dirigidos pelas “Forças Arquetípicas” que são encontradas na quarta região. É da substância das quatro regiões inferiores que nossa Mente é formada, capacitando também ao ser humano a formar pensamentos e criar imagens que depois possa reproduzir no ferro, na pedra ou na madeira, de modo que por meio da Mente obtida desse Mundo, o ser humano se torna um criador no Mundo Físico, de modo análogo às Forças Arquetípicas.
Mas, o que é que dirige a Mente, assim como as Forças Arquetípicas dirigem os Arquétipos? É o Ego, o qual obtém suas vestimentas das três regiões superiores, que formam a chamada Região de Pensamento Abstrato, ou Região das Ideias.
(Do Livro: Cristianismo Rosacruz – Conferência III – Visão Espiritual e Mundos Espirituais – Mundo do Pensamento-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Há duas classes de pessoas para quem o processo purgatorial não começa de imediato: os suicidas e as vítimas de assassinato. No caso do suicida o processo não se inicia até que se complete o tempo em que o corpo deveria morrer no decurso natural, mas, nesse ínterim, ele sofre por seu ato de uma maneira tão terrível quanto peculiar. Ele tem a sensação de estar oco, por assim dizer, e de habitar num doloroso vazio, uma vez que o Arquétipo de sua forma contínua ativo na Região do Pensamento Concreto.
No caso de pessoas, jovens ou idosas, que morrem naturalmente ou por acidente, cessam as atividades arquetípicas; os veículos superiores sofrem, então, uma modificação na morte, de modo que a perda do Corpo Denso em si não produz nenhuma sensação de desconforto. Contudo, o suicida não experimenta tal mudança até que o Arquétipo de seu Corpo deixe de funcionar, no momento em que a morte teria ocorrido naturalmente. O espaço onde seu Corpo Denso deveria ocupar está vazio, porque o Arquétipo é oco, e isto o faz sofrer indescritivelmente. Assim, ele também aprende que não é possível ausentar da escola da vida sem causar consequências desagradáveis, e em vidas futuras, quando o caminho lhe parecer difícil, ele recordará em sua alma, que a tentativa covarde de fugir pelo suicídio só pode acrescentar-lhe maiores sofrimentos.
Há pessoas que se suicidam por razões altruístas, para livrar outros de um fardo, e estes naturalmente, são recompensados de outra maneira, mas não escapam do sofrimento do suicida, da mesma maneira que aquela pessoa que entra num edifício em chamas para salvar outros não está imune de se queimar.
A vítima do assassinato escapa a esse sofrimento porque, via de regra, fica em estado de coma até o tempo em que a morte natural deveria ocorrer, e neste caso deve-se ter o mesmo cuidado que se tem com as vítimas dos chamados acidentes, só que estas vítimas ficam conscientes imediatamente ou pouco depois da morte. Se o assassino for executado entre a época do crime e aquela em que sua vítima deveria morrer em circunstâncias naturais, o Corpo de Desejos comatoso deste é atraído magneticamente ao seu matador, seguindo-o aonde ele vá, sem um momento de trégua. A cena do assassinato passa, então, a apresentar-se sempre diante dele, causando-lhe os dolorosos sofrimentos e angústias que inevitavelmente deve acompanhá-lo com esta incessante repetição de seu crime em todos os horríveis detalhes. Isso continua por um tempo que correspondente ao período de vida do qual privou sua vítima. Se o assassino escapou da forca, de modo que sua vítima tenha passado além do Purgatório antes de morrer, o “cascão ou coscorão” da sua vítima subsiste para representar a parte de Nêmesis[4] no drama do crime revivido.
(Do Livro: Cristianismo Rosacruz – Conferência V – Morte – Vida no Purgatório-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Assim, o cientista oculto atribui todas as causas à Região do Pensamento Concreto e nos diz como elas são geradas ali pelos Espíritos humanos e super-humanos.
Recordando que os Arquétipos criadores de todas as coisas que vemos no Mundo visível encontram-se no Mundo do Pensamento, que é o reino do som, estamos preparados para compreender que as Forças Arquetípicas estão constantemente agindo por meio desses Arquétipos que, então, emitem certo tom, ou, quando vários deles se agrupam para criar uma espécie de forma vegetal, animal ou humana, momento em que os diferentes sons se fundem em um grande coro. Esse tom ou coro é, conforme o caso, a nota-chave da forma assim criada, e enquanto isso vibra a forma ou a espécie perdura; quando ela cessar, também a única forma morre ou a espécie desaparece.
Uma confusão de sons não é música, do mesmo modo que muitas palavras juntas ao acaso não formam uma sentença, mas o som rítmico ordenado é o construtor de tudo o que existe, conforme diz São João nos primeiros versículos de seu Evangelho: “No princípio era o verbo… e sem Ele nada foi feito”; também diz que “o Verbo se fez carne”.
Vemos assim que o som é o criador e o mantenedor de todas as formas, pelo que, no Segundo Céu, o Ego se torna UM com as Forças da Natureza. Com elas trabalha sobre os Arquétipos da Terra e do mar, na flora e na fauna, provocando mudanças que gradualmente alteram a aparência e a condição da Terra, e assim proporciona um novo ambiente, feito por si mesmo, quando poderá colher nova experiência.
Nesse trabalho, o Ego é dirigido por grandes instrutores pertencentes às Hierarquias Criadoras, que são chamados Anjos, Arcanjos e outros nomes, constituindo-se Ministros de Deus. Eles instruem, de modo consciente, na divina arte da criação, tanto no mundo como em sua matéria existente. Eles ensinam como construir uma forma para si mesmo, dando-lhe os chamados “Espíritos da Natureza” como auxiliares, e dessa maneira, todas as vezes que o ser humano passa pelo Segundo Céu está servindo e aprendendo a se tornar um Criador. Ali ele constrói o Arquétipo da forma que posteriormente exteriorizará ao renascer.
(Do Livro: O Cristianismo Rosacruz – Conferência VI – Vida e Atividade no Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Examinando mais minuciosamente as diversas divisões da Região do Pensamento Concreto, constatamos que os Arquétipos das formas físicas – não importam a qual Reino elas pertençam – encontram-se na sua subdivisão mais inferior, ou seja, na “Região Continental”. Nessa Região Continental estão também os Arquétipos dos continentes e das ilhas do mundo, os quais são moldados de acordo com esses Arquétipos. As modificações da crosta terrestre devem produzir-se primeiramente na Região Continental. Enquanto o Arquétipo-modelo não for modificado, as Inteligências, que para encobrir a nossa ignorância denominamos “Leis da Natureza”, não podem produzir as condições físicas que alteram a conformação da Terra e que são determinadas pelas Hierarquias que dirigem a evolução. Essas planejam as mudanças como o arquiteto projeta as alterações num edifício, antes que os operários lhe deem expressão concreta. Da mesma forma efetuam-se mudanças na flora e na fauna, devido às metamorfoses dos respectivos Arquétipos.
Quando falamos dos Arquétipos de todas as diferentes formas do Mundo Físico, não devemos julgar que esses Arquétipos sejam simples modelos, no mesmo sentido em que falamos de um objeto feito em miniatura ou feito de outro material diferente do apropriado ao seu uso final. Não são simples semelhanças nem modelos das formas que vemos em torno de nós, mas são Arquétipos criadores, isto é, modelam as formas do Mundo Físico à sua própria semelhança ou semelhanças, porque, frequentemente, muitos trabalham em conjunto para produzir certa espécie, cada Arquétipo dando de si mesmo a parte necessária para a construção da forma requerida.
A segunda subdivisão da Região do Pensamento Concreto denomina-se “Região Oceânica”. Poderia ser mais bem descrita como vitalidade fluente e pulsante. Todas as Forças que atuam pelos quatro Éteres que constituem a Região Etérica são vistas aqui como Arquétipos. É uma corrente de vida que flui através de todas as formas, assim como o sangue circula pelo corpo – a mesma vida em todas as formas. Nessa Região o clarividente treinado pode comprovar quanto é verdade que “toda vida é una”.
A “Região Aérea” é a terceira divisão da Região do Pensamento Concreto. Aqui encontramos os Arquétipos dos desejos, das paixões, dos sentimentos e das emoções, tais como os que experimentamos no Mundo do Desejo. Aqui todas as atividades do Mundo do Desejo parecem condições atmosféricas. Os sentimentos de prazer e de alegria chegam aos sentidos do clarividente como o beijo das brisas estivais. As aspirações da alma assemelham-se à canção do vento na ramaria do arvoredo, e as paixões das nações em guerra aos lampejos dos relâmpagos. Nessa atmosfera da Região do Pensamento Concreto encontram-se também as imagens das emoções do ser humano e dos animais.
A “Região das Forças Arquetípicas” é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto. É a Região Central e a mais importante dos cinco mundos onde se efetua a evolução total do ser humano. De um lado dessa Região estão as três regiões superiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Espírito de Vida e o Mundo do Espírito Divino. No lado oposto dessa Região de Forças Arquetípicas estão as três regiões inferiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. Portanto essa região torna-se uma espécie de “cruz”, limitada de um lado pelos Reinos do Espírito e do outro pelos Mundos da Forma. E o ponto focal por onde o Espírito se reflete na matéria.
Como seu nome indica, essa Região é o lar das Forças Arquetípicas que dirigem a atividade dos Arquétipos na Região do Pensamento Concreto. Dessa Região é que o Espírito trabalha na matéria de maneira formativa. O Diagrama 1 demonstra essa ideia em forma esquemática: as formas, nos mundos inferiores, sendo reflexos do Espírito nos Mundos superiores.

Diagrama 1 – O Mundo Material: um reflexo reverso dos Mundos espirituais
A quinta Região que é a mais próxima do ponto focal pelo lado do Espírito, reflete-se na terceira Região, a mais próxima do ponto focal pelo lado da Forma. A sexta Região reflete-se na segunda, e a sétima na primeira.
(Do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos: Os Mundos Visível e Invisíveis – O Mundo do Pensamento-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
O suicida, que procurou fugir da vida, apenas descobre que está mais vivo do que nunca, e que se encontra na mais lastimável condição. É capaz de observar aqueles a quem, com seu ato, talvez tenha prejudicado e, pior que tudo, tem uma inexplicável sensação de estar “oco”. A parte da aura ovoide, que geralmente contém o Corpo Denso, está vazia e, ainda que o Corpo de Desejos tenha tomado a forma do Corpo Denso descartado, ele se sente como uma concha vazia, pois o Arquétipo criador do corpo persiste, por assim dizer, como um molde vazio na Região do Pensamento Concreto por tanto tempo quanto deveria viver o Corpo Denso. Quando uma pessoa morre de morte natural, mesmo no vigor da vida, a atividade do Arquétipo cessa e o Corpo de Desejos por si mesmo se ajusta para ocupar toda a forma. Mas no caso do suicida, o horrível sentimento de “vazio” permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural
(Do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – O Ser Humano e o Método de Evolução – Morte e Purgatório-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Estrato Aquoso: nesse estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as Forças Arquetípicas que se ocultam atrás dos Espíritos-Grupo, como também as Forças Arquetípicas dos minerais, porque essa é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.
(Do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Constituições da Terra e Erupções Vulcânicas – Número da Besta-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Diz-se que Jesus era o filho de um carpinteiro, mas a palavra grega é tekton e significa construtor; ARCHE é o nome grego de matéria primordial. Diz-se que Jesus era também um carpinteiro (tekton). É verdade, ele era um tekton, construtor ou maçom, um Filho de Deus, o Grande Archetekton. Com a idade de trinta e três anos, quando havia recebido os três vezes três (9) graus da Maçonaria Mística, Ele desceu ao centro da Terra. A mesma coisa faz qualquer outro tekton, maçom ou Phree Messen (filho da luz), como os Egípcios os chamavam que desce através dos nove estratos da Terra em forma de arco. Encontraremos, na época do primeiro advento de Cristo, tanto Hiram Abiff, o Filho de Caim, quanto Salomão, o Filho de Seth, renascidos para receber d’Ele a grande Iniciação dos Mistérios Cristãos.
(Do Livro: Maçonaria e Catolicismo – Parte VIII – O Caminho da Iniciação-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Diz-se na Bíblia que José foi um carpinteiro, mas a palavra grega “tekton”deve ser traduzida por “construtor”. Na Maçonaria Mística, Deus é chamado O Grande Arquiteto.
Archeem grego significa a substância primordial e um tektoné um construtor. Assim, Deus é o Grande Mestre Construtor, o qual moldou o mundo com a matéria primordial preparando um campo evolutivo para vários graus de seres. Ele usa no Seu universo muitos tektonsou construtores de vários graus. Qualquer um que siga a Senda do desenvolvimento espiritual, esforçando-se por trabalhar construtivamente com as leis da natureza – como um servo da Humanidade – é um tektonou construtor, no sentido que se acha qualificado para ajudar e dar nascimento a uma grande alma. É por isso que se diz que Jesus era um carpinteiro e filho de um carpinteiro, e entendemos que ambos eram tektonsou construtores numa linhagem cósmica.
(Do Livro: Iniciação Antiga e Moderna – Capítulo I – A Iniciação Mística Cristã-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Goethe, o grande místico, finaliza, apropriadamente, sua versão (de Fausto) com o mais místico de todos os versos encontrados em qualquer literatura:
“Tudo que é perecível,
É somente uma ilusão.
O inatingível,
É aqui consumação.
O indescritível,
Aqui ele está pronto.
O Eterno Feminino,
É para nós uma atração.”
Esta estrofe confunde todos os que não são capazes de penetrar nos reinos onde ela é cantada, isto é, no céu.
Ele fala de tudo o que é ser perecível, mas somente uma ilusão, isto é, as formas materiais que estão sujeitas à morte e à transmutação são apenas uma ilusão do Arquétipo visto no céu. “O inatingível aqui é realizado” o que parecia impossível na Terra é realizado no céu. Ninguém sabe disso melhor do que quem é capaz de funcionar nesse reino, pois toda aspiração elevada e sublime se concretiza. Os indescritíveis anseios, ideias e experiências da alma, que mesmo não podendo se expressar, são claramente definidos no céu. O Eterno Feminino, a grande Força Criadora na Natureza, o Deus Mãe, que nos conduz pelo caminho da evolução, torna-se uma realidade. Assim, o mito de Fausto conta a história do Templo do Mundo, que as duas classes de pessoas estão construindo, e que serão finalmente o Novo Céu e a Nova Terra profetizados no Livro dos Livros.
(Do Livro: Mistérios das Grandes Óperas – Cap. VI – O Preço do Pecado e Os Caminhos da Salvação-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
O som gerado num vácuo não pode ser ouvido no Mundo Físico, mas a harmonia que procede da cavidade vazia de um Arquétipo celestial é a “Voz do Silêncio”, e essa se faz audível quando todos os sons terrestres cessam. Elias não a ouvia, enquanto a tormenta rugia, nem podia percebê-la durante a turbulência do terremoto, nem no ruído do fogo crepitante; mas quando os sons destrutivos e dissonantes deste Mundo se fundiram no silêncio, então “a pequena voz silenciosa” enviava suas ordens para salvar a vida de Elias (IReis 19).
(Do Livro: Mistérios Rosacruzes – Mundo do Pensamento – Região do Pensamento Concreto-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
A outra classe de seres que devemos mencionar é a que a Escola de Ocultismo Ocidental chama de Forças Arquetípicas. Elas dirigem as energias dos Arquétipos Criadores, originados nesse plano: trata-se de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes e há um estágio na jornada cíclica do Espírito Humano do qual ele faz parte o qual e, também, trabalha. Porque, como o Espírito Humano também está destinado a converter-se em uma grande inteligência Criadora, em algum tempo futuro e se não houvesse ambiente em que pudesse gradualmente aprender a criar, não lhe seria possível adiantar-se, porque nada na natureza é feito repentinamente. Uma semente de carvalho plantada no solo não se converte numa árvore majestosa da noite para o dia, pois requer muitos anos de lento e persistente crescimento antes de alcançar a altura que tem esses gigantes das florestas.
(Do Livro: Mistérios Rosacruzes – Capítulo: III – O Mundo do Pensamento – Região do Pensamento Concreto-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Aprendemos anteriormente, ao estudar o Mundo do Pensamento, que cada forma desses Mundos invisíveis tem o seu Arquétipo, um molde oco vibratório, que emite certo som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria física em formas muito semelhantes às figuras geométricas que se formam numa placa de vidro cheia de areia, cujas bordas sejam postas em vibração por meio de um arco de violino; a areia modela-se em diferentes figuras geométricas, que mudam de forma quando o som muda.
O pequeno Átomo-semente do Corpo Denso no coração é a amostra e o centro em torno do qual se agrupam os átomos do nosso Corpo. Quando esse Átomo-semente é forçado a retirar-se do Corpo na morte voluntária, aquele centro fica vazio, mesmo que o Arquétipo continue vibrando até o limite desta vida, como explicamos anteriormente, não pode atrair nenhuma matéria para esse molde oco do Arquétipo. Por esta razão, o suicida sente uma temível dor que corrói uma sensação de vazio que só poderia ser comparada a angústia da fome.
Neste caso, o intenso sofrimento continuará exatamente durante tantos anos quantos o indivíduo deveria viver em seu Corpo Denso. Ao expirar esse tempo, o Arquétipo sofre o colapso, tal como no caso da morte natural. Então cessa a dor do suicida e começa o seu período de purgação, como acontece com aqueles que morrem de morte natural. Contudo, a memória dos sofrimentos experimentados em consequência do suicídio permanecerá com ele em vidas futuras, e isso o refreará no caso de tentar repetir o mesmo erro.
(Do Livro: Mistérios Rosacruzes – Capítulo V – Primeiro Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Depois que o Espírito fez sua escolha, desce ao Segundo Céu, onde é instruído pelos Anjos e Arcanjos sobre como construir um Arquétipo do Corpo que mais tarde habitará na Terra. Aqui também notamos a manifestação da grande lei da justiça, que decreta que devemos colher o que semeamos. Se os nossos gostos são grosseiros e sensuais, construiremos um Arquétipo que expressará esses defeitos; se, pelo contrário, somos de gostos refinados e estéticos, construiremos um Arquétipo de um refinamento correspondente, mas ninguém pode obter um Corpo mais perfeito do que aquele que é capaz de construir. Então, assim como um arquiteto que constrói uma casa, na qual há de viver depois, sofrerá incômodos se se descuidar de providenciar uma ventilação apropriada, assim também o Espírito se sentirá mal num Corpo construído deficientemente. Como o arquiteto aprende a evitar os erros e as imperfeições anteriores quando constrói uma nova casa, assim também o Espírito que sofre devido aos defeitos do Corpo que construiu para si próprio aprende, com o passar do tempo, a construir veículos cada vez mais eficientes.
(Do Livro: Mistérios Rosacruzes – Capítulo V – Terceiro Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Na Região do Pensamento Concreto, o Espírito também atrai para si os materiais da sua nova Mente. Assim como um imã atrai a limalha de ferro, deixando de lado as outras substâncias, do mesmo modo cada Espírito atrai somente a espécie de matéria mental que usou em sua vida anterior e mais aquela que tenha aprendido a usar em sua vida post-mortem. Depois disso, ele desce ao Mundo do Desejo, onde reúne o material para seu novo Corpo de Desejos, de natureza tal que possa expressar adequadamente as suas características morais. Em seguida, atrai certa quantidade de éter, que se incorpora ao molde do Arquétipo construído no Segundo Céu e que age como argamassa entre os materiais sólidos, líquidos e gasosos recebidos dos Corpos dos pais, que formam assim o Corpo Denso da criança, que renascerá no devido tempo.
(Do Livro: Mistérios Rosacruzes – Capítulo V – Terceiro Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Na Região do Pensamento Concreto todos os objetos sólidos aparecem como cavidades vazias de onde uma nota chave básica é continuamente tocada, assim, quem os vê, também houve dele a história completa de sua existência. Pensamentos-forma que não se cristalizara, ainda em ação concreta ou ser físico, não se apresentam ao observador como uma cavidade, mas ali, os pensamentos não são silenciosos. Ele fala uma linguagem inconfundível e transmitem, de uma forma muito mais precisa do que as palavras, a sua intenção, até que a energia dispendida pelo seu criador se esgote. Como vibram no tom peculiar à pessoa que lhes deu origem, é comparativamente fácil para o ocultista treinado investigar sua fonte.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 64-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Por outro lado, o que realmente causa a morte é o colapso do Arquétipo do Corpo Denso.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 105-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
O local em que crescerá esta parte do Cordão Prateado está indicado no Arquétipo, mas são necessários aproximadamente vinte e um anos para que a junção se complete.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 137-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Este Corpo Denso é formado de acordo com um molde invisível chamado Arquétipo e, enquanto este Arquétipo persistir, o nosso Corpo Denso permanecerá vivo. Quando a morte é decorrente de causas naturais, ou mesmo nos chamados acidentes (que geralmente não são realmente acidentes, mas acontecimentos surgindo para pôr fim a uma vida conforme o plano dos guardiões invisíveis dos assuntos humanos), o Arquétipo é destruído e o Espírito fica liberto.
Um suicídio, no entanto, é diferente. Neste caso, o Arquétipo persiste após a morte durante vários anos até o momento em que ocorreria a morte de acordo com os acontecimentos naturais, portanto, sendo incapaz de afastar de si os átomos físicos, o suicida terá durante esses anos de existência “post-mortem”, uma contínua sensação de dor, semelhante ao suplício da fome, ou a uma dor de dente indefinida, mas excessivamente dolorosa.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 152-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Ao mesmo tempo, ele vê um Arquétipo em fase de construção, que mostra a forma que terá a Terra nessa região quando um cataclismo ou uma série de cataclismos tiver destruído a atual configuração desse continente e do oceano adjacente. Talvez seja arriscado determinar quando começará essa remodelação da Terra, mas o Arquétipo ou matriz moldada em matéria mental e representando o pensamento criador do Grande Arquétipo e de Seus construtores estão tão próximo de conclusão que, ao julgar pelo progresso realizado durante os anos em que o autor observou a sua construção, parece seguro dizer que até a metade do século atual (1950), senão antes, as elevações se terão iniciado.
(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 155-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
F I M
[1] N.T.: Quarta Região do Mundo do Pensamento
[2] N.T.: Fonógrafo é um aparelho inventado em 1877 por Thomas Edison para a gravação e reprodução de sons através de um cilindro. É o precursor dos equipamentos eletrônicos que gravam atualmente.
[3] N.T.: ICor 15:50
[4] N.T.: Nêmesis é um substantivo masculino com origem no grego, que indica vingança ou indignação justificada.

INTRODUÇÃO
Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
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Em publicação…
ORAÇÃO ROSACRUZ
“Não Te pedimos mais luz, ó Deus, senão olhos para ver a luz que já existe;
não Te pedimos canções mais doces, senão ouvidos para ouvir as presentes melodias;
não Te pedimos mais força, senão o modo de usar o poder que já possuímos;
não mais Amor, senão habilidade para transformar a cólera em ternura;
não mais alegria, senão como sentir mais próxima essa inefável presença, para dar aos outros tudo o que já temos de entusiasmo e de coragem;
não Te pedimos mais dons, amado Deus, mas apenas senso para perceber e melhor usar os dons preciosos que já recebemos de Ti.
Faze que dominemos todos os temores;
que conheçamos todas as santas alegrias;
para que sejamos os Amigos que desejamos ser;
para transmitir a Verdade que conhecemos;
para que amemos a pureza;
para que busquemos o Bem.
E, com todo o nosso poder, possamos elevar todas as Almas, a fim de que vivam em harmonia e na luz de uma perfeita Liberdade.”
Na Oração Rosacruz lida, por exemplo, durante o Ritual do Serviço Devocional do Templo, temos a expressão da essência de tudo que devemos pedir a Deus.
De fato, tudo o que necessitamos para a nossa adequada vivência como seres humanos, nesse Mundo material, e como seres espirituais, nos Mundos espirituais, já foi e está sendo nos fornecido e com toda a abundância. O que carecemos, às vezes, é justamente o “senso”, a exata avaliação e ainda, a força de vontade, para uma mais ampla utilização, dos muitos recursos fornecidos por Deus. Essa carência, como cada Aspirante à vida superior há de concordar, é uma omissão de nossa parte e não do Poder Superior, que já nos cobriu de dádivas.
E que dádivas são essas? Somos tentados a indagar, levantando por um minuto a nossa cabeça firmemente ocupada com os nossos problemas imediatos do cotidiano. É só analisar a nossa Oração Rosacruz, porquanto foi elaborada de tal maneira a enumerar e melhor ilustrar essas dádivas, que são, em primeiro lugar, ajudas inestimáveis em nossa escalada rumo ao desabrochar dos nossos poderes superiores.
Temos em primeiro lugar a Luz, que não simboliza como muitos pensam, mas que é Deus, pois “Deus é Luz” (IJo 1:5), nos ensina a Bíblia, e a meditação diária visualizando o nosso ser andando na Luz, como Ele na Luz está, nos fornecerá não só a compreensão, mas o conhecimento do que significa realmente essa tremenda força cósmica, na qual vivemos e temos o nosso ser. A Luz está presente em todo o Universo, em nós, como está em Deus, nas devidas proporções, naturalmente. Algum dia, quando tivermos elevado o Fogo Espiritual espinhal, nós brilharemos na intensa luminosidade de nossos Corpos-Almas. Como aprendemos, quando estudamos os Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes: “A Luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam” (Jo 1:5). As trevas ainda não “compreendem” esse fato, porém, nós não somos obrigados a permanecer nas trevas! Está certo, não podemos ainda vislumbrar a Luz de Deus diretamente: ficaríamos cegos por causa de nossas imperfeições. A Luz de Cristo, porém, nos traz o primeiro impulso espiritual direto, que nós, como Humanidade em evolução, fomos capazes de suportar. Envolvendo-nos nessa Luz do Cristo, que é tão real quanto o são os nossos problemas e trabalhando amorosamente na senda do serviço, compreenderemos sempre melhor a grande realidade espiritual, que é Deus, nosso Pai, que se manifesta “Luz”. Mesmo aqui, no plano material, supondo que já estivéssemos alcançados algum grau de sensibilidade, esse dom da Luz não permitirá apreciar a dinâmica da natureza em todo o seu esplendor, o sorriso no rosto de uma criança, o superior encontro com a arte, nos campos da pintura, música, escultura e arquitetura, maravilhosas contribuições do ser humano nas belezas físicas da Terra. Sabemos que toda manifestação de beleza tem suas ressonâncias espirituais – não há separações no Universo.
O dom da música, ou o som, vem em segundo lugar de importância, imediatamente após a dádiva da Luz. A música das esferas, a vibração, eis os fundamentos da Criação. A Palavra, o Fiat Criador, que construiu o nosso Sistema Solar, é uma contínua, intensa e sempre complexa “composição musical”. As harmonias celestes, que já podem ser ouvidas por aqueles que “têm ouvidos” devem ser de uma indescritível beleza. Cada pessoa, coisa ou criatura tem a sua nota-chave. Os cientistas estão “descobrindo” que mesmo cada tipo de músculo emite certo som e a variação no tipo de som indica o estado de saúde da pessoa. Não poderíamos existir sem Luz e sem Som!
A música é tão essencial na nossa escalada, como o é na marcha da Criação. O seu habitat é o Segundo Céu, o Mundo do Pensamento, o Mundo do som, no momento, a Região Abstrata desse Mundo do Pensamento é o nosso verdadeiro lar, o do Ego. Reagimos à música porque desperta em nós horizontes sempre renovados ou, se quisermos, memórias sempre mais nítidas do lar do qual fomos temporariamente exilados. Mesmo os seres mais rudes reagem à música. E quando o indivíduo refina os seus sentidos espirituais, a música torna-se uma mensagem direta ao que há de mais superior dentro dele, tratando-se do que chamamos “música clássica” ou “música erudita”. As “presentes melodias”, mencionadas na Oração Rosacruz, são líricas, celestiais, harmoniosas e grandiosas. Quanto mais adiante trilharmos o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, mais desenvolveremos “ouvidos para ouvir”, criando a capacidade de nos identificarmos a essas vibrações gloriosas, e tanto mais harmoniosa será a nossa contribuição pessoal na sinfonia cósmica.
Mais um presente pelo qual devemos, certamente, ficar agradecidos é o dom do poder espiritual, que constitui nossa real força como Filhos de Deus. O poder espiritual deriva da nossa divindade latente. As obras feitas por Cristo-Jesus, nós faremos também. E algum dia, mesmo as coisas que Deus faz, nós faremos. Somos uma parte de Deus e temos, latentes dentro de nós, todos os Seus atributos. O poder de manifestar esses atributos também está latente, sendo o seu desenvolvimento a nossa tarefa. O nosso poder espiritual incipiente se manifesta de muitas maneiras: em nossas tentativas de maior criatividade, no trabalho daqueles que se disciplinaram bastante em vidas passadas para merecer o nome de gênios. Vemos esse poder nos exemplos daqueles seres que, apesar de deficiências físicas ou dificuldades emocionais, vencem as mesmas para dar a sua contribuição à elevação da Onda de Vida humana. Vemos esse poder naqueles que realizam os aparentes “milagres”, como trabalhadores na reintegração da criança com deficiência intelectual ou criança com deficiência mental na sociedade, ou guiando alcoolistas ou dependentes químicos, de sua degradação para canais de atividade mais produtiva. Vemos esse poder em inúmeras ocasiões entre os nossos semelhantes que recuperam outros seres humanos, livrando-os de uma situação, mental ou materialmente difícil. E mais do que tudo: percebemos esse poder espiritual em nossas vidas, quando nossas orações intensas em favor daqueles que nos rodeiam dão resultado.
É claro, tudo isso é infinitesimal quando pensamos o que a Onda de Vida humana alcançará em termos de poder espiritual. Quando os nossos veículos ficarem mais puros e refinados e a nossa percepção espiritual mais elevada, então poderemos trabalhar mais perto das Forças da Natureza e executar tarefas que estão agora completamente além da nossa compreensão.
O elemento coragem é instrumental no nosso uso do poder espiritual: a coragem moral que nos faz permanecer firmes na defesa de nossas convicções, e carregar pacientemente a carga do ridículo, dos lembretes e do abuso que possa ser atirada sobre nós por aqueles que não creem no nosso esforço para o bem comum. A coragem moral se baseia na compreensão das verdades espirituais e a nossa percepção sempre mais acurada do bem e do mal. Conforme crescemos em sabedoria, crescemos em coragem moral e, com o tempo, chega a ser um atributo não fortemente arraigado dentro de nós, que uma prova de coragem antes requerendo um enorme dispêndio de força de vontade, passará a ser, na próxima vida, uma expressão espontânea, arrostada sem maiores esforços.
O uso correto do poder espiritual passa a ser uma das nossas maiores responsabilidades, quando escalamos degraus mais elevados em nossa evolução. Devemos cultivar a força de caráter, o bom-senso e discernimento para a obtenção de um saldo positivo dessa responsabilidade. E por isso mesmo pedimos: “como usar o poder que já possuímos”.
Existe também, o dom do amor, tão sublimemente exemplificado pelo Cristo em seu sacrifício anual. O Universo é mantido por esse amor impessoal que tudo abrange. É essa a motivação das Hierarquias Criadoras que estão amparando amorosamente a evolução da Onda de Vida humana durante os milhares de Eons de nosso Dia de Manifestação. E é esse princípio do Amor que origina o serviço amoroso prestado pelos Senhores da Sabedoria, Senhores da Individualidade, Senhores da Forma, Senhores da Mente, Arcanjos, Anjos e nossos Irmãos Maiores, guiando-nos através dos problemas do nosso exagerado envolvimento com o Mundo Físico, problemas que devem lhes parecer, certamente pouco atraentes ou, às vezes, repugnantes!
Podemos dar e receber esse presente do amor. Sabemos que “Deus é Amor” (IJo 4:8) e como chegaremos, um dia a ser, como Ele e, ainda mais, temos latentes dentro de nós as potencialidades para tão excelso estado. Apesar de não podermos ainda expressar amor divino, encontramo-nos preparados hoje para demonstrar muito mais amor do que temos mostrado em tempos passados. Sabemos que essa situação será corrigida conforme a proximidade da Era de Aquário, e estamos percebendo certos casos isolados manifestando a Fraternidade Universal. Ao avançar esta tendência, manifestaremos sempre mais ativamente esse dom maravilhoso, em vez de sermos como até agora, recebedores passivos.
Agora que passamos à necessidade da dominação Jeovista, pela Lei e pelo medo, estamos prontos para progredir pela Religião do amor, ensejada pelo Cristo e esperar a dádiva da graça. Se realmente nos arrependemos de nossas transgressões, fazendo as devidas reparações aos prejudicados, quando possível, o amor divino age de tal forma que os nossos pecados são perdoados. É esse o presente que fará a evolução do Aspirante à vida superior notadamente mais rápida. E por esse motivo devemos sentir imensa gratidão em recebê-lo, devendo cultivar ainda o bom-senso de usar essa dádiva ao máximo.
Como corolário do amor, temos o dom de júbilo, da alegria. De toda a criação emana um júbilo contínuo e é somente aqui, neste nosso Mundo material, com os seres humanos ainda mergulhados na ilusão da matéria, que ainda há lugar para o desespero, a tristeza e o desalento. Os versos de Schiller decantando a alegria[1], ou a música exultante de Beethoven em sua Nona Sinfonia, representam, provavelmente, o máximo em termos de compreensão humana da alegria. Qualquer um de nós, previsto com um grão de sensibilidade, ao entrar em contato com tais obras, não deixará de sentir um crescimento na sua capacidade de se ligar aos Mundos superiores, cuja afinidade com tal tipo de sentimento nos ajudará a abandonar as pesadas cadeias que ainda nos ligam ao Mundo Físico.
A alegria é também outro de nossos atributos latentes, mais um dom maravilhoso que recebemos do Pai, estando a critério do Aspirante à vida superior desenvolvê-lo, ou não. Nossa atitude para com a alegria determinará o colorido de nossas vidas. Todos nós conhecemos pessoas cujas vidas são marcadas por grandes sofrimentos físicos e morais, beirando, às vezes, a desastre, porém ainda se mostram gratas por pequenos atos de amizade, por uma palavrinha amável, encontrando sempre algo simpático para dizer, o que não acontece, às vezes, com pessoas carregando cruzes mais leves. Há pessoas que parecem dotadas dessa alegria desde as suas infâncias, enquanto há tanto crianças como adultos portadores de semblantes sombrios. A Filosofia Rosacruz nos ensina que todos esses atributos, mesmos o de dar e receber alegria, são resultados de nossas vidas passadas. Mais um esforço deve ser feito nessa direção, lembrando que o júbilo não é gerado por motivos materiais, e sim espirituais. O Estudante Rosacruz sabe que mesmo se a nossa existência física se passa sob condições, às vezes, insuportáveis, não será mais do que um degrau no nosso aprimoramento para uma meta gloriosa.
Diz Oração Rosacruz: “Faze que dominemos todos os temores”. Olhando superficialmente diremos que o fato de sermos acossados por temores, mesmo com o intuito de que os dominemos, não nos parece ser uma dádiva sobre a qual devemos nos alegrar. Porém, devemos considerar quão livres e independentes seremos uma vez que tenhamos aprendido a dominar qualquer medo e, então, apreciaremos o valor dessa prova. Como Aspirantes à vida superior, já afastamos um bom número de temores que ainda continuam a escravizar nossos irmãos e nossas irmãs. O primeiro destes é, provavelmente, o medo da morte – para nós simplesmente o nascimento num plano superior. Porém, muitos de nós ainda temos um ou outro tipo de temor que tentamos superar, mais que reaparece apesar dos nossos esforços em bani-lo de nossa consciência. Pode ser o temor de falar em público, ou algumas das “fobias” tão caras aos corações dos psiquiatras, como a claustrofobia e outras.
Nesse contexto, poderíamos até refletir sobre qual seria a nossa reação em face de um perigo físico iminente ou, quando encontraremos pela primeira vez, de maneira consciente, o nosso Guardião do Umbral, ou outro fenômeno desagradável no Mundo do Desejo. Com todo o nosso conhecimento da Filosofia Rosacruz e com todo o pensamento alentador, próprio daqueles que servem a Deus com os melhores de seus recursos, honestamente podemos dizer que cada um de nós não tem medo de nada? Se for o caso, saberemos que conseguimos “dominar todos os temores”, e então não alimentaremos dívidas a respeito do valor dessa dádiva, e o auxílio que recebemos para chegar a esse ponto. Se esse não for o nosso caso, poderemos, então, sentir gratidão para com mais essa ajuda.
A Oração Rosacruz também fala da nossa aspiração em ser “os amigos que desejamos ser”. Todos concordam que a amizade é uma das maiores bênçãos, porquanto o ser humano mais pobre é rico, quando há companhia de seus amigos, e o rico solitário, no meio de seus esplendores, é o mais miserável dos seres humanos.
Queremos ter amigos, queremos sua participação nas nossas vitórias e derrotas e queremos que eles estejam ao nosso inteiro dispor, tanto em termos de serviço, como em termos de lazer. Queremos os amigos, em outras palavras, pelo que nos possam oferecer. Estamos, porém tão preparados a ser um amigo ou uma amiga? Estamos prontos a corresponder, apesar de sofrer incômodos com os nossos planos pessoais? Escutamos, pacientemente, os problemas dos amigos oferecendo uma palavra construtiva e encorajadora, ou tratamos de evitá-los enquanto tem os problemas? Teoricamente, parece que cada um de nós admira aqueles que conseguem ser amigo ou amiga na verdadeira acepção da palavra. Muitos dentre nós, depois de mais sensíveis e refinados, gostaríamos de ser verdadeiros amigos, porém, os antigos hábitos de egoísmo são difíceis de vencer! Certamente, um coração cheio de amor dificilmente encontrará obstáculos nesse sentido. Quando conseguirmos ser “amigos de todos” sem considerar as suas reações para conosco, mostraremos, afinal, em todo seu esplendor o atributo da amizade, continuamente inspirado pelas Forças Superiores.
Outra dádiva, mais evidente ao Aspirante à vida superior, após ter progredido no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, é o privilégio de rasgar a ilusão sobre o Mundo material, trocando-a pela vivência das verdades superiores. Nossa habilidade em transmitir “a Verdade que conhecemos” aos nossos irmãos e as nossas irmãs, ajudará, e muito, na mais rápida evolução dele. Nosso conhecimento da Filosofia Rosacruz nos ensejou vidas completamente reestruturadas para o bem, e isso nos fornece o ânimo para prosseguir. Não podemos deixar de sentir o maior júbilo pelo recebimento de mensagens, cartas, e-mails em um Centro Rosacruz, manifestando gratidão pela solução de problemas por meio dos Ensinamentos Rosacruzes. Porém, aumentamos o efeito do “transmitir a Verdade que conhecemos”, quando vivemos a verdade que conhecemos. As verdades espirituais são mais demonstráveis pelo exemplo do que pela palavra. Tanto devemos transmitir a Filosofia Rosacruz em palavras, como pelo nosso exemplo vivente. Sem dúvida, esse é um grande privilégio e um grande dom!
O “senso de perceber” como melhor utilizar os dons de Deus no serviço para com os outros e na nossa própria vivência será notavelmente fortalecido, na proporção em que cultivemos a pureza e o altruísmo. Podemos e devemos pedir ajuda para que esse “senso” cresça, pois aumentará nossa eficiência na seara do Senhor. Sabemos, porém, que não é suficiente o mero formular do pedido. Devemos nos mostrar predispostos a aprender, crescer, a progredir e, em primeiro lugar estar prontos a aceitar as experiências proporcionadas pelas nossas vidas, quaisquer que sejam elas, tentando sempre suportá-las na maneira que corresponder ao reto agir.
A consciência e a intuição são os dois veículos através do qual esse senso de percepção se desenvolve. A consciência é a soma das lições assimiladas nos estados purgatoriais, segundo as nossas vidas passadas. A intuição é uma faculdade do Espírito de Vida. No Mundo do Espírito de Vida, onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza, nós podemos compreender as situações mais claramente do que o pode fazer nos planos de maior densidade. Lá entramos em contato com a Sabedoria Cósmica e sabemos como é correto agir em dada situação. O Espírito de Vida manda a sua mensagem para o coração, que a envia, por sua vez, ao cérebro, através do nervo pneumogástrico ou nervo vago. A intuição capta as “primeiras impressões”, e como foram obtidas diretamente da fonte do amor e da Sabedoria Cósmica são sempre corretas. Como tudo seria mais fácil se seguíssemos sempre as primeiras impressões do nosso coração, expressas em forma de intuição, e temperadas com as orientações, às vezes imperativas, de nossas consciências! Então, o reto agir não requereria, talvez, tanto esforço assim.
“Não Te pedimos mais dons, amado Deus”, dizemos e mui apropriadamente dizemos assim, pois Ele nos preparou todos os tesouros do Sistema Solar, manifestando tudo a nossa compreensão, mesmo aqui, nesse plano tão restritivo! Quando abrirmos os nossos olhos, não deixando de abrir em primeiro lugar os nossos corações, teremos melhor percepção da ordem, harmonia e grandeza que caracterizam o nosso Campo de Evolução e seremos capazes de reverenciar o imenso Amor que o criou.
O que o Aspirante Rosacruz deve fazer agora não é pedir. É dar! Milhões de pessoas, em nosso Planeta desconhecem, completamente, o fato de que suas vidas seguem destinos traçados por elas mesmas através da Lei de Causa e Efeito ou Lei de Consequência, ignorando o poder e a realidade da oração; são seres acossados pelas lições da vida, que evidentemente tem de aprender, sem possibilidade de remoção dos grilhões que os dominam. Vegetam passivamente. Não vivem. Cabisbaixos, oprimidos pela lama do chão, não sabem que podem achar no firmamento o alívio de que necessitam. Se somos do tipo que mantemos uma profunda compaixão para com as suas próprias penas, podemos estabelecer a comparação entre o nosso destino de ser consciente e a vida perturbada de nossos irmãos e nossas irmãs ainda escravos do materialismo e nos considerarmos imensamente privilegiado!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1975 – Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: Hino da Alegria, ou Ode à Alegria é um poema escrito por Friedrich Schiller em 1785 e tocado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Ludwig van Beethoven.
Alegria, sois Divina
filha de Elísio
tornais ébria a Poesia
inspirais Dionísio
Nem costumes ou tradição
Vos reduzem o Encanto
criais-nos um mundo irmão
insuflais nosso Canto
Feliz de quem alcançou
ser-se amigo dum amigo
Quem doce dama ganhou
jubile-se comigo
Quem um só ente conquistou
seja citado no mundo
mas se na Alegria falhou
ficai só moribundo!