Resposta: A morte é ocasionada pela ruptura da união entre o Átomo-Semente e o coração. Nesse processo, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente abandonam o Corpo Denso, pelo alto da cabeça. Contudo, na morte o Ego e os veículos superiores permanecem em contato com o Corpo Denso, por meio do Cordão Prateado, por três dias e meio aproximadamente, período em que ocorre a retrospecção do panorama da vida recém-finda. Todas as imagens contidas nesse panorama são gravadas no Corpo de Desejos que, posteriormente, serão impressas no Corpo Vital, através do sangue, e se tornarão a base da experiência post-mortem. Só depois dessa gravação é que se rompe o Cordão Prateado no seu segmento entre o Coração e o Plexo Celíaco.
Ao morrer, a pessoa pode ficar presa ao Mundo Físico ou se endereçar para o Purgatório, local em que os nossos maus atos e hábitos deverão ser purgados. Aqui sofremos intensamente toda a dor causada a outros. É a Lei de Causa e Efeito agindo e dando a cada um aquilo que necessita.
Quando termina a existência no Purgatório, o Ego ascende ao Primeiro Céu, que está situado nas três Regiões mais elevadas do Mundo do Desejo. Aqui o indivíduo verá o panorama das boas obras da vida e voltará a sentir toda a gratidão que recebeu por sua benfeitoria. O Primeiro Céu é um lugar de alegria, sem vestígios sequer para a amargura.
A próxima etapa é o Segundo Céu; aqui a quintessência dos três Corpos é assimilada pelo Tríplice Espírito. O Segundo Céu é o verdadeiro lar do Ego humano; aqui ele permanece durante séculos assimilando o fruto da última vida e preparando as condições terrenas mais apropriadas para o seu próximo passo no progresso.
No Terceiro Céu o Ego se fortifica para a próxima imersão na matéria. Com a ajuda dos Anjos do Destino ele escolherá, dentre os panoramas de vida, como será sua próxima vida na Terra.
Para saber mais, Leia o Capítulo 3 do Conceito Rosacruz do Cosmos.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Como vimos, havia três coisas dentro da Arca da Aliança, que ficava na Sala Oeste do Tabernáculo no Deserto: o Pote de Ouro do Maná, o Bastão que floriu e as Tábuas da Lei. Vamos, agora, estudar as Tábuas da Lei.
As Tábuas da Lei continha os Dez Mandamentos:
“Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro. Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou. Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.” (Ex 20:3-17).
Encontramos nos Ensinamentos Rosacruzes uma descrição rápida de cada um desses Dez Mandamentos:
Vamos relembrar, também, que para entendermos o que essas Leis significam e como obedecê-las nessa Região Química do Mundo Físico, tivemos antes de completar o despertar do nosso Tríplice Espírito, a obtenção do nosso Tríplice Corpo e, finalmente, o elo entre os dois: a Mente.
Sem a obtenção da Mente nós não tínhamos a menor condição de entender e, portanto, obedecer ou não essas Leis.
Somente após a obtenção da nossa Mente – que, na terminologia Rosacruz, foi nos dada, como Átomo-semente, pelos Senhores da Mente, iniciando, para uns poucos, na última parte da Época Lemúrica e, para a maioria, na primeira e segunda parte da Época Atlante – é que começamos a precisar dessas leis para a nossa evolução.
Para entendermos os motivos para que necessitássemos um regime de Lei foi o rumo que tomamos a partir do momento em que começamos a utilizar a Mente e a partir dela, expressar nossos primitivos pensamentos em emoções, sentimentos, palavras e atos.
Ou seja: a nossa constituição estava completa; ficamos, então, equipados para conquistar o mundo e gerar força anímica pelo nosso esforço e experiência, tendo individualmente vontade própria e livre-arbítrio, exceto quando limitado pelas leis da natureza e por nossas próprias ações anteriores.
Só que, ao sentir nosso valor como seres humanos separados, começamos a ser astuciosos, nos apegar aos interesses individuais, nos tornamos ambiciosos, pedíamos recompensas pelas nossas obras.
A memória tornou-se um importante fator na vida da comunidade.
A recordação das proezas de alguns fazíamos eleger para Guia o que tivesse realizado feitos mais importantes.
Aos poucos fomos nos tornando soberbos, usamos a corrupção e aplicamos o engrandecimento pessoal; sujeitamo-nos a ambição e ao egoísmo; abusamos dos poderes que íamos adquirindo, oprimindo e nos vingando.
Arrogância e brutalidade reinavam.
É fácil compreender que tais abusos tinham de produzir terríveis condições.
E isso ocorria porque deixamos que a nossa natureza animal, o Corpo de Desejos, regesse a nossa Mente infantil naquela Época.
O que também levou a necessidade da existência de um regime de Leis foi a passagem necessária que tivemos que experimentar e que faz parte da nossa educação para com os seres divinos e com a aproximação consciente para o nosso Pai, Deus, nosso criador.
Essa educação efetua-se em quatro grandes etapas:
Na primeira, as Hierarquias Criadoras (na Bíblia conhecidas como Elohim) agem sobre nós, de fora, enquanto permanecemos inconscientes dos Mundos nos quais estávamos funcionando (Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico). Isso está veladamente referido na Bíblia como “Reis de Edom” e no mistério de Melquisedeque, “rei e sacerdote ao mesmo tempo”
Na segunda etapa, somos colocados sob a direção dos Mensageiros Divinos e Reis, a quem vemos, e a cujas ordens devemos obedecer. Os Guias da humanidade (na terminologia Rosacruz, conhecidos como Senhores de Vênus – alguns poucos eram também orientados pelos Senhores de Mercúrio) prepararam grandes Reis para o povo, revestidos de grande poder. Nós honrávamos esses reis com toda a reverência devida aos que, na verdade, eram reis “pela graça de Deus”.
Na terceira etapa somos ensinados a reverenciar as ordens de um Deus a Quem não vemos. Isso porque chegou o tempo de começar a guiar-nos por nós mesmos, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro. Aqui é que nos atrapalhamos e exercemos de uma maneira perniciosa essa relação. Podemos resumir essa passagem assim: “Anteriormente, vistes Aqueles que vos guiavam. Sabeis, porém, que há Guias de maiores graus de esplendor, superiores aos primeiros, que nunca vistes, mas que vos guiaram sempre, grau a grau, na evolução da consciência. Exaltado e acima de todos esses Seres gloriosos está o Deus invisível, criador do céu e da terra sobre a qual estais. Ele quis dar-vos domínio sobre toda a terra, para que possais frutificar e multiplicar-vos nela. Deveis adorar a este Deus invisível, mas adorá-Lo em Espírito e Verdade, e não fazer nenhuma imagem d’Ele, nem procurar pintá-Lo semelhante a vós, porque ele está presente em todas as partes e além de toda comparação ou semelhança. Se seguirdes os Seus preceitos Ele vos abençoará abundantemente e vos cumulará de bens. Se vos afastardes dos Seus caminhos, os males virão sobre vós. A escolha é vossa. Sois livres, mas devereis sofrer as consequências de vossos próprios atos”.
Finalmente, na quarta etapa aprendemos a nos elevar sobre toda ordem, a nos converter em uma lei em nós mesmos. Conquistando-nos a nós mesmos, aprendemos a viver voluntariamente, em harmonia com a Ordem da Natureza, que é a Lei de Deus.
Resumindo: quando o Aspirante estava no portão oriental como filho do pecado, a lei estava fora dele, como orientador para trazê-lo a Cristo. Exigia com severidade implacável um “olho por olho e dente por dente”. Cada transgressão trazia uma recompensa justa, e o ser humano estava circunscrito por todos os lados por leis que o ordenavam a fazer certas coisas e a não fazer outras. Contudo quando, por meio de sacrifício e serviço, ele finalmente chegou ao estágio de evolução representado pela Arca na sala ocidental do Tabernáculo, as Tábuas da lei estavam dentro dele. Então, ele se emancipou de toda a interferência externa em suas ações – não que ele infringisse alguma lei, mas porque ele trabalhava com elas. Assim como aprendemos a respeitar o direito de propriedade dos outros e, portanto, nos tornamos emancipados do mandamento “Não furtarás”, também aquele que guarda todas as leis, porque deseja fazê-lo, não precisa mais de um orientador externo, mas de bom grado obedece em todas as coisas, porque ele é um servo da lei e trabalha com ela, por escolha e não por necessidade.
(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel)
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Era um dos três itens contidos na Arca da Aliança.
“Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos. Aí estava a Arca da Aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, o pote de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança.” (Hb 9: 3-4 e Ex 16:34)
Manas, mensch, homem ou ser humano são palavras diretamente associadas com o maná que desceu do céu. É o Espírito Humano que desceu do alto, do nosso Pai, para uma peregrinação através da matéria, e o Pote de Ouro onde foi guardado simboliza a aura dourada do Corpo-Alma.
Vamos detalhar um pouco o que significa o Maná e para isso vamos ver, primeiro, como se manifesta Deus, nosso criador, e como nos manifestamos, já que somos criados a Sua imagem e semelhança:
Entendamos Deus como a “essência cósmica criadora ou a vontade e a Mente criadora de um logos solar”. Deus se manifesta quando está criando, como agora, um Sistema Solar, e torna-se três aspectos: Pai, Filho e Espírito Santo. Ou seja: Deus se manifestou e se tornou três em um único Ser. Essa é a Santíssima Trindade.
Note que o nome “Pai” não quer dizer que o primeiro aspecto de Deus é masculino. Deus é bissexual, masculino-feminino, expressões da energia criadora dual, positiva-negativa. Designamos o primeiro aspecto como “Pai”, para enfatizar que quando o primeiro aspecto se manifesta para criar, é a Vontade (conhecida aqui como força masculina) que dá início ao processo. Junto com o segundo aspecto, Sabedoria, origina a primeira das duas forças necessárias para efetivar a criação: a Imaginação (conhecida aqui como força feminina). Com essa força concebendo a ideia, o terceiro aspecto, Atividade, agindo sobre a substância raiz cósmica, produz o movimento. Esta é a segunda manifestação da força. O movimento, por si só, não é suficiente para formar algo, há de haver um movimento ordenado. A Sabedoria é necessária para dirigir o movimento, para produzir, inteligentemente, resultados definidos.
Cada um de nós é um Espírito Virginal, criado “à imagem e semelhança de Deus”, como está na Bíblia.
Nós nos manifestamos quando estamos aprendendo no que Ele está criando, como agora nesse esquema de Evolução, ou seja: nesse Grande Dia de Manifestação. Afinal: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”
Assim, também nos manifestamos em três aspectos no que conhecemos como Tríplice Espírito:
Agora, vamos entender como foi o nosso mergulho em Mundos mais densos, desde o início da nossa peregrinação, conhecido na terminologia Rosacruz como Caminho da Evolução, seguindo o Esquema da Evolução. Esse é mais um passo importante para entendermos o que é o Maná.
Fomos criados como chispas divinas, Espíritos Virginais e habitávamos o nosso Mundo, o Mundo dos Espíritos Virginais. Mas a nossa meta é conhecer e aprender a trabalhar conscientemente em todos os outros Mundos, em “todos os domicílios da casa do Pai”.
Assim, no primeiro Período, conhecido na Rosacruz como Período de Saturno, mergulhamos para começar a conhecer os Mundos: do Espírito Divino, de Vida e do Pensamento. (Acompanhe olhando o desenho acima).
Passado as “sete revoluções sobre os sete Globos” desse Período, mergulhamos mais um nível e, além desses Mundos, começamos a conhecer o Mundo do Desejo. Entramos no Período Solar. Agora peregrinamos desde o Mundo do Espírito de Vida até o Mundo do Desejo.
Passado as “sete revoluções sobre os sete Globos” desse Período, mergulhamos mais um nível e, além desses Mundos, começamos a conhecer a Região Etérica do Mundo Físico. Entramos no Período Lunar. Agora peregrinamos desde a Região Abstrata do Mundo do Pensamento até a Região Etérica do Mundo Físico.
Passado as “sete revoluções sobre os sete Globos” desse Período, mergulhamos mais um nível e, além desses Mundos, começamos a conhecer a Região Química do Mundo Físico. Entramos no Período Terrestre. Agora peregrinamos desde a Região Concreta do Mundo do Pensamento até a Região Química do Mundo Físico. E nesse Período que estamos atualmente! Exatamente no Globo mais denso!
Concomitantemente com esse mergulho, a cada Período, foram despertados em nós cada um dos nossos veículos divinos e nos dado o Átomo-semente de cada corpo, na seguinte sequência:
E, finalmente, no Período Terrestre, foi nos dado o Átomo-semente da Mente, nos possibilitando a funcionar conscientemente na Região Concreta do Mundo do Pensamento, individualmente e sendo o elo entre nós, o Ego, o Tríplice Espírito e os nossos corpos.
Apesar da narrativa na Bíblia não estar estritamente de acordo com os acontecimentos, ela nos fornece os principais fatos do maná místico que caiu do céu. Quando queremos aprender qual é a natureza desse chamado pão, devemos retornar ao sexto capítulo do Evangelho Segundo de São João, que relata como Cristo alimentou as multidões com pães e peixes, simbolizando a doutrina mística dos 2000 anos que Ele estava iniciando, pois durante essa época, o Sol, por Precessão dos Equinócios, estava transitando pelo Signo dos peixes, Peixes, e as pessoas foram ensinadas a se abster , pelo menos um dia durante a semana (sexta-feira) e em certa época do ano, das panelas de carne que pertenciam ao Egito ou à antiga Atlântida.
Foram dadas a água Pisciana na porta do templo, e a Hóstia Virginiana na mesa da comunhão diante do altar quando adoravam a Virgem Imaculada, representando o Signo celestial de Virgem (que está em Oposição ao Signo de Peixes), e que entraram em comunhão com o Sol gerado por ela.
Cristo também explicou, naquela época, em uma linguagem mística, mas inconfundível, que o pão vivo ou maná era, nomeadamente, o Ego. Essa explicação é encontrada nos versículos 33 e 35, onde lemos: “porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. (…) “Eu sou o pão da vida”. Esse, então, é o símbolo do Pote de Ouro do Maná que se encontrava na Arca. Esse maná é o Ego ou Espírito Humano, que dá vida aos organismos que nós observamos no Mundo Físico. Encontra-se escondido dentro da Arca de cada ser humano e o Pote de Ouro, ou Corpo-Alma ou a “Veste Nupcial”, também se encontra latente dentro de cada um. Ele se torna mais consistente, brilhante e resplandecente pela alquimia espiritual quando o serviço é transmutado em crescimento anímico. É a casa não construída por mãos, eterna nos céus, com a qual São Paulo desejava estar vestido, como disse na Epístola aos Coríntios. Todo aquele que se esforça em ajudar seus semelhantes, desse modo, acumula dentro si esse tesouro de ouro que é depositado no céu, onde nem a traça nem a ferrugem podem destruí-lo.
“Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu; porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. “Pois o pão do Senhor é o que desceu do céu e trará Luz para o mundo… Eu sou (Ego Sum) o pão da vida.” (Joa 6; 33-35)
Nesse trecho do sexto capítulo do Evangelho de São João vemos como o Cristo explicou, em linguagem mística, mas clara, que o pão vivo ou maná, na verdade era o Ego:
“Pois o pão do Senhor é o que desceu do céu e trará Luz para o mundo… Eu sou (Ego Sum) o pão da vida“.
Este é o símbolo do Maná que se encontrava na Arca.
Este maná é o Ego, que dá vida aos organismos que vemos no Mundo Físico.
Encontra-se oculto dentro da Arca de cada ser humano.
Portanto, a palavra “maná” não significa o pão que veio do céu, mas o pensador, o Ego, que desceu das esferas superiores.
Na Arca está o pensador, e ele está sendo levado para o Templo do Deserto durante o presente estágio de sua evolução.
Colocar o Maná dentro da Arca, comemora o tempo quando nós, o Ego, entramos na forma (ou seja: conscientemente dentro dos nossos 3 Corpos, que havíamos construído durante os 3 Períodos e meio que passamos) e nos convertemos em um Espírito interno individual, que, com a Mente, nos convertemos em um pensador.
Com isso, descobrimos o que significa o Maná!
Agora, vamos estudar qual é o significado do Pote de Ouro que guardava o Maná.
Como vimos nos slides anteriores, o que é agora o Corpo Denso, nosso corpo físico, foi o primeiro veículo adquirido por nós como uma forma de pensamento; passou por um imenso período de evolução e organização até ter se tornando no esplendido instrumento que é agora, servindo-o tão bem aqui; mas é resistente, rígido e difícil de ser trabalhado.
O segundo corpo que adquirimos o Corpo Vital, que também passou por um longo período de desenvolvimento e foi condensado à consistência de éter.
O terceiro veículo, o Corpo de Desejos, foi comparativamente adquirido mais recentemente e acha-se num estado comparativo de fluxo.
Por fim, adquirimos a Mente, que é apenas como uma nuvem sem forma, não merecendo ser chamada de corpo, sendo ainda apenas uma ligação entre os nossos três corpos e nós, o Espírito, o Ego.
Esses três corpos, juntos com o vínculo da Mente, são as nossas ferramentas na nossa evolução, e, contrariamente à ideia comum, a nossa habilidade para investigar os reinos superiores não depende dos mais sutis desses corpos tanto quanto do mais denso.
Vejamos o Corpo Vital: ele é a base da memória, sem a qual seria impossível trazer de volta à nossa consciência física as lembranças das experiências suprafísicas e delas obter, assim, total benefício. Ele é formado átomo por átomo como o nosso Corpo Denso, mas até estar treinado pelos exercícios esotéricos ele não é um instrumento adequado para funcionar sozinho. Já o nosso Corpo de Desejos tem apenas um certo número de centros sensoriais que não são realmente ativos na grande maioria das pessoas, e quanto à Mente, ela é uma nuvem sem forma para a grande maioria.
Assim, deveríamos compreender que temos que treinar nosso corpos superiores antes que possam ser de utilidade para investigar os reinos superiores. E a melhor forma de fazer isso é cumprirmos com as obrigações que estão ao nosso alcance. Assim apressamos o dia em que estaremos capacitados a usar os veículos superiores, pois esse dia depende somente, e tão somente, de nós.
A Filosofia Rosacruz nos ensina que todo desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital e a Repetição é a palavra-chave desse corpo.
Ele é composto de 4 Éteres: dois inferiores – Éter Químico (necessário para a assimilação e excreção) e Éter de Vida (promove o crescimento e a propagação) – e dois superiores – Éter Luminoso (veículo da percepção pelos sentidos) e Éter Refletor (o receptáculo da memória).
A parte do Corpo Vital formada pelos dois Éteres superiores é a que podemos chamar de Corpo-Alma.
No Tabernáculo do Deserto as principais verdades ensinadas agora pela Fraternidade Rosacruz, com respeito ao Corpo Vital, eram dadas ao aspirante à iniciação.
“Um impacto muito pequeno é feito sobre o Corpo Vital quando ideias e ideais nele penetram através do invólucro da aura, mas o que ele recebe de estudos, sermões, conferências ou leituras é de natureza mais duradoura, e muitos impactos na mesma direção criam impressões poderosas para o bem ou para o mal segundo sua natureza.”
No Tabernáculo, o aspirante à Iniciação sabia que todas as funções do Corpo Denso exclusivamente animal dependiam da densidade dos dois Éteres inferiores do Corpo Vital e que os dois Éteres superiores compunham o Corpo-Alma: o veículo do serviço nos Mundo invisíveis.
Assim, ele aspirava cultivar esse glorioso traje pela auto-abnegação, refreando as tendências da natureza inferior pela força de vontade, exatamente da maneira como fazemos hoje.
Notem uma coisa muito interessante: para os nossos Corpos e a Mente, nós os recebemos como Átomo-semente e daí os desenvolvemos até esse estágio. Para o Corpo-Alma é diferente: construímos ele desde o princípio, a partir dos 2 Éteres Superiores do Corpo Vital.
Todas as nossas observações, aspirações, nosso caráter, etc., são devidos ao nosso trabalho nos dois Éteres superiores, que se tornam mais ou menos luminosos de acordo com a natureza de nosso caráter e hábitos. Também, do mesmo modo que o Corpo Denso assimila partículas de alimento e assim adquire carne, os dois Éteres superiores assimilam nosso bem agir durante a vida e assim crescem em volume.
“De acordo com nossos feitos nessa vida atual aumentamos ou diminuímos desse modo a bagagem que trouxemos ao nascer. Se nascemos com um bom caráter, expresso nesses dois Éteres superiores, não nos será fácil mudá-lo porque o Corpo Vital tornou-se muito, muito firme durante os milhões de anos em que o desenvolvemos. Por outro lado, se fomos frouxos, negligentes e indulgentes em relação aos hábitos que consideramos maus, se formamos um mau caráter em vidas anteriores, aí vai ser difícil superá-los porque isso estabeleceu a natureza do Corpo Vital, e anos de constante esforço serão precisos para mudar sua estrutura. É por isso que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental afirmam que todo desenvolvimento místico tem início no Corpo Vital.”
Observem bem isso: cada vez que prestamos serviço a alguém nós aumentamos o brilho de nosso Corpo-Alma. Portanto, Pote Dourado simboliza o Corpo-Alma o “Dourado Manto Nupcial”, que se encontra também latente dentro de cada um.
“Ele torna-se mais consistente, brilhante e resplandecente pela alquimia espiritual, quando o serviço é transmutado em crescimento anímico. É a casa não construída pelas mãos, eterna nos céus, vestimenta com a qual Paulo desejava ardentemente estar revestido, como disse na Epístola aos Coríntios. Todo aquele que se esforça em ajudar sem interesse seu semelhante acumula tesouros. no céu, onde nem a traça nem a ferrugem podem destruí-los.”
Só o trabalho aqui, estando encarnado, na Região Química do Mundo Físico, cumprindo com as nossas obrigações que assumimos conscientemente, quando estávamos para renascer, no Terceiro Céu, fará com que o Corpo-Alma cresça.
(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel)
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Observemos que as notas da escala musical: Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si formam um intervalo de sete tons, a base da Harmonia das Sete Esferas. As vibrações de Urano e Netuno só atuaram no progresso material do ser humano muito depois da época de Pitágoras. Contudo, os mais avançados da humanidade estão começando a sentir suas vibrações. Os tons destes dois Planetas acrescentados aos sete, perfazem nove, o número da humanidade.
Os sete tons maiores da escala, quando tocados corretamente, possuem dentro de si os poderes criativos e construtores de Deus. A manifestação dos tons menores é subjetiva ou assimilativa por natureza, portanto, não criativa. O lar dos 5 tons menores é o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato).
Quando o Espírito abandona o Corpo Denso no momento da morte, ele passa pelo Mundo do Desejo, o Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Concreto (Segundo Céu), e o Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Abstrato (Terceiro Céu), onde permanece algum tempo antes de voltar a renascer na Terra. Quando chega o momento do renascimento, ele deixa o Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Abstrato e penetra no Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Concreto.
Aí, a Música das Esferas põe imediatamente o Átomo-semente do Corpo Denso em vibração. Um dos sete Planetas vibra em particular harmonia com o Átomo-semente do Corpo Denso do Espírito. Cada tom planetário é modificado para adaptar se ao tom básico desse Planeta, em harmonia com o denso Átomo-semente do Corpo Denso do Espírito, tornando se, assim, o Regente planetário dessa particular vida terrena do Espírito.
Quando os tons dos vários Planetas se chocam com o ente do Corpo Denso, cada um, por Sua vez, ajuda a construir o Arquétipo do Espírito. Mais tarde, as linhas de força vibratórias, formadas no Arquétipo, atraem e ordenam adequadamente os átomos densos do Corpo Denso. Assim, tanto o Arquétipo quanto o Corpo Denso expressam, de forma acurada, a Harmonia das Esferas, exatamente como foi tocada durante o período da construção arquetípica.
O tempo transcorrido desde o momento em que o Espírito deixa o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato) até que penetre no corpo de sua futura mãe, é muito mais longo do que o período de gestação (9 meses), e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pelo Espírito que aspira renascer. Nem o processo da construção do Arquétipo é contínuo, pois, sob certos Aspectos (Quadraturas, Trígonos, etc.) os Astros podem produzir notas às quais os poderes vibratórios do Átomo-semente não podem responder. E, mais uma vez, o Espírito simplesmente sussurra tons que já aprendeu e, assim empenhado, aguarda um novo tom que possa utilizar para construir melhor o organismo pelo qual deseja se expressar.
Também é requerido tempo para atrair o material necessário nas sete Regiões do Mundo do Desejo para daí construir um novo Corpo de Desejos. O Arquétipo controla a quantidade do material, e o átomo semente do Corpo de Desejos a sua qualidade. Na Região Etérica do Mundo Físico, esse material precisa ser atraído para um novo Corpo Vital, e os Anjos do Destino e seus agentes também separam uma porção dele para formar a matriz etérica do Corpo Denso que será construído mais tarde.
Lembremo-nos que estamos trabalhando agora sob a influência dos sete tons no meio do teclado do piano, a oitava do meio, havendo três oitavas de cada lado dela. Completamos as lições pertencentes às três oitavas mais baixas. Estamos aprendendo agora as lições pertencentes à oitava do meio.
Observemos que as lições pertencentes à oitava mais baixa no teclado do piano, Período de Saturno, estavam empenhadas na construção do Corpo Denso (nota-chave de Leão, La# maior) e no despertar dos poderes negativos do Espírito Divino.
As lições pertencentes à segunda oitava do teclado do piano, Período Solar, estavam correlacionadas aos tons produzidos por aquela oitava e estavam empenhadas na construção do Corpo Vital (Virgem, nota chave Do natural), e no despertar dos poderes negativos do Espírito de Vida, a Onda de Vida de Câncer, nota-chave Sol# maior.
As lições pertencentes aos tons da terceira oitava no teclado do piano (Período Lunar) estavam correlacionadas aos tons produzidos por aquela oitava. Elas dizem respeito à construção do Corpo de Desejos (Libra, nota-chave Ré maior) e ao despertar dos poderes negativos do Espírito Humano (Gêmeos, nota-chave Fa# maior).
As lições pertencentes à quarta oitava ou tom do meio, Período Terrestre, relacionam se com a construção da Mente e com o desenvolvimento da Mente; o mais importante desses tons para a humanidade atual é Fa maior, a nota-chave dos Senhores da Mente, os Sagitarianos. O ser humano, tendo adquirido seus Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente precisa, durante o Período Terrestre, aprender a cuidar deles e a mantê-los em condições saudáveis. Isto depende quase inteiramente do estado da Mente.
Em geral, a Mente forma uma perfeita conexão entre o Espírito e seus três Corpos. No entanto, quando esta ligação se torna falha ou mesmo completamente rompida, sérios transtornos mentais poderão advir. Doenças mentais podem ocorrer na união da Mente descontrolada com o Corpo de Desejos, ou pelo prolongado som violento de uma ou de todas as vibrações astrais, sejam da Lua, Mercúrio, Urano ou Netuno. Usadas desta maneira, elas têm o poder de destruir a própria Mente e, também, os Corpos de Desejos, Vital e Denso, enquanto vibrações baixas, suaves, rítmicas desses Astros suavizam e curam.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
O Altar de Bronze, Altar dos Sacrifícios ou Alta dos holocaustos do Tarbernáculo no Deserto estava localizado dentro do portão leste[1] e era utilizado para o sacrifício de animais durante o serviço no templo.
“Os varais serão enfiados nas argolas, de modo que fiquem dos dois lados do altar, quando este for transportado. Faça o altar com tábuas e oco, conforme o modelo que foi mostrado a você na montanha.” (Ex 27; 3-8).
“Eis o que você deverá oferecer sobre o altar: dois cordeiros machos de um ano, cada dia e perpetuamente. Ofereça um dos cordeiros pela manhã e outro pela tarde. Com o primeiro, ofereça quatro litros e meio de flor de farinha amassada, com um litro e meio de azeite de olivas amassadas, e uma libação de um litro e meio de vinho. Pela tarde, ofereça o segundo cordeiro, junto com uma oferta e uma libação, como aquelas da manhã, uma oferta de suave odor queimada para Iaweh. Esse é o holocausto perpétuo por todas as gerações, na presença de Iaweh, junto à entrada da tenda da reunião, onde me encontrarei com vocês para falar. Aí eu irei me encontrar com os filhos de Israel. E o lugar ficará consagrado com a minha glória.” (Ex 29; 38-43).
A ideia de utilizar bois e bodes como sacrifícios parece bárbaro para a mentalidade moderna, e não podemos alcançar a compreensão de que isso pudesse resultar em algo eficaz como efeito ao sacrifício. De fato, a Bíblia relata sobre isso detalhadamente e fornece uma explicação sobre o assunto, quando nos diz, repetidamente, que Deus não deseja sacrifícios, mas um espírito aquebrantado e um coração contrito[2], e que Ele não quer sacrifícios de sangue[3]. À vista desse fato, parece estranho que os sacrifícios fossem uma vez sido ordenados. Contudo, devemos entender que nenhuma religião pode elevar aqueles a quem lhe foi concebido ajudar, se seus ensinamentos estiverem muito acima do seu nível intelectual ou moral. Para apelar a um bárbaro, a religião deve ter certos traços bárbaros. Uma religião de amor nunca poderia ter sido atraente para aquelas pessoas; por isso, a elas foram fornecidas uma lei que exigia “um olho por um olho e um dente por um dente”[4]. Não há, no Velho Testamento, qualquer menção à imortalidade, porque essas pessoas não poderiam compreender um céu e nem a ele aspirar. Entretanto, elas amavam as posses materiais e, por isso, foram instruídas que, se procedessem corretamente, elas e sua descendência habitariam na Terra para sempre e, que seu gado seria multiplicado, etc.
Elas adoravam as posses materiais e sabiam que o aumento dos seus rebanhos ocorria pela disposição de Deus, e dado por Ele segundo o mérito. Assim, elas foram ensinadas a agir corretamente na esperança de uma recompensa nesse mundo atual. Também foram dissuadidas de praticar o mal, devido ao rápido castigo que sofreriam em consequência da retribuição por seus pecados. Isso era a única maneira que elas entendiam. Elas não podiam fazer o bem pelo simples prazer de fazer o bem, e muito menos podiam compreender o princípio de se tornarem elas próprias “sacrifícios viventes” e, provavelmente, sentiam tanto a perda de um animal quando cometiam o pecado, assim, como nós sentimos as dores agudas da consciência por nossas más ações.
O Altar era feito de bronze, um metal não encontrado na natureza, porém, fabricado pelo ser humano a partir de cobre e zinco. Assim, simbolicamente, é mostrado que o pecado não estava originalmente previsto em nosso Esquema de Evolução[5], e é uma anomalia na natureza, bem como suas consequências, isto é, a dor e morte, que são simbolizadas pelas vítimas sacrificadas. Contudo, enquanto o próprio Altar era feito de metais compostos artificialmente, o fogo que queimava incessantemente era de origem divina, e era mantido aceso ano após ano com o mais zeloso cuidado. Nenhum outro fogo jamais foi usado, e podemos notar um resultado declarado que, quando dois sacerdotes presunçosos e rebeldes ousaram desobedecer a esse mandamento e usar um fogo estranho, eles depararam, como retribuição, uma morte horrível e instantânea[6]. Quando, uma vez prestado um juramento de lealdade ao Mestre místico, o Eu Superior, é extremamente perigoso desconsiderar os preceitos então fornecidos.
Quando o candidato aparece no portão leste, se encontra “pobre, nu e cego”. Naquele momento, ele é digno de compaixão, precisando ser vestido e trazido à luz, mas, isso não pode ser feito imediatamente no Templo místico.
Durante o período do seu progresso, da condição de nudez até que ele tenha sido trajado com as vestes resplandecentes do sumo sacerdote, há um longo e difícil caminho a ser percorrido. A primeira lição que lhe é ensinada é que o ser humano progride somente por meio de sacrifícios e sozinho. Na Iniciação Cristã Mística , quando o Cristo lava os pés dos Seus Discípulos, a explicação fornecida é que a menos que seja oferecida a decomposição dos minerais como forma de alimento ao reino vegetal, não haveria vegetação; também, se os alimentos vegetais não fossem o sustento para os animais, esses últimos não conseguiram se expressar; e assim sucessivamente – o superior está sempre se alimentando do inferior. Portanto, o ser humano tem uma obrigação para com os animais, e assim o Mestre lava os pés dos Seus Discípulos, simbolizando nesse humilde serviço o reconhecimento do fato de que eles O serviram como bases de apoio para algo mais elevado.
Do mesmo modo, quando o candidato é trazido ao Altar de Bronze, aprende a lição de que o animal é sacrificado por sua causa, dando seu corpo como alimento e sua pele como vestuário. Além disso, ele vê a densa nuvem de fumaça flutuando sobre o Altar e percebe dentro dela uma luz, porém, essa luz é muito tênue e muito encoberta pela fumaça para servir como orientação permanente para ele. Seus olhos espirituais são frágeis, portanto, não faria sentido expô-los imediatamente à luz das verdades espirituais mais elevadas.
O Apóstolo São Paulo nos ensinou que o Tabernáculo no Deserto era uma sombra de grandes coisas que vêm. Por isso, pode ser interessante e proveitoso ao candidato que vem ao Templo em tempos atuais descobrir qual é o significado desse Altar de Bronze, com seus sacrifícios e a queima da carne. A fim de que possamos compreender esse mistério, primeiro de tudo, devemos assimilar a grande e absoluta ideia essencial que fundamenta todo verdadeiro misticismo; a saber, que essas coisas estão dentro e não fora de nós. Angelus Silesius diz sobre a Cruz:
“Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém,
Se não nascer dentro de ti, tua alma segue extraviada.
Olharás em vão a Cruz do Gólgota,
Enquanto ela não se erguer dentro de ti mesmo novamente.”
Essa ideia deve ser aplicada a todo símbolo e a toda fase da experiência mística.
Não é o Cristo externo que salva, mas o Cristo interno. O Tabernáculo foi construído no passado; é claramente visto na Memória da Natureza quando a visão interior tenha sido suficientemente desenvolvida para tal; porém, ninguém deve esperar qualquer ajuda do símbolo externo. Devemos construir o Tabernáculo dentro dos nossos corações e da nossa consciência. Devemos vivenciar, como uma real experiência interna, o ritual completo do serviço lá demonstrado. Devemos ser, tanto o Altar dos Sacrifícios como o animal sacrificado repousado sobre ele. Devemos ser, igualmente, o sacerdote que imola o animal e o próprio animal imolado. Mais tarde, devemos aprender a nos identificar com o Lavabo místico e devemos aprender a nos lavar nele, em espírito. Em seguida, devemos adentrar pelo primeiro véu, servir na Sala Oriental, e prosseguir através de todo serviço do Templo até nos tornarmos o maior de todos esses antigos símbolos, a Glória de Shekinah,ou isso de nada nos beneficiará. Em resumo, antes que o símbolo do Tabernáculo possa, realmente, nos ajudar, devemos transferi-lo do deserto para um lar em nossos corações, para que quando nós nos tornarmos em tudo que aquele símbolo é, também tenhamos nos tornados naquilo que ele significa em espiritualidade.
Vamos começar, então, a construir dentro de nós o Altar dos Sacrifícios, primeiramente, para que nele possamos imolar nossas transgressões e depois expiá-las no crisol do remorso. Isso é realizado, no moderno sistema de preparação para o Discipulado, por um exercício que se executa à noite[7], e que foi cientificamente elaborado pelos Hierofantes da Escola de Mistérios Ocidental para crescimento do Aspirante no caminho que conduz ao Discipulado. Outras escolas ensinaram um exercício similar, mas esse difere de todos os métodos anteriores, em um ponto particular. Depois da explanação dos exercícios, daremos a razão dessa grande e fundamental diferença. Esse método especial tem um efeito de longo alcance, que possibilita que se aprenda agora, não somente as lições que se deveria aprender, normalmente, nessa vida, mas a alcançar um desenvolvimento que, de outro modo, não poderia ser alcançado senão somente em muitas vidas futuras.
À noite, quando nos retiramos para dormir, o corpo deve estar relaxado. Isso é muito importante, pois quando alguma parte do corpo está tensa, o sangue não circula livremente; tal parte está temporariamente aprisionada, sob pressão. Como todo desenvolvimento espiritual depende do sangue, o esforço máximo para alcançar o crescimento anímico não pode ser feito, enquanto qualquer parte do corpo está sob tensão.
Quando o relaxamento ideal é alcançado, o Aspirante à vida superior começa a rever as cenas do dia, porém, não deve começar com as ocorrências da manhã e encerrar com os acontecimentos da noite. Ele as revive em ordem inversa: primeiro as cenas da noite, então os acontecimentos da tarde e, por fim, as ocorrências da manhã. A razão para isso é que no instante do nascimento, quando a criança inala a sua primeira completa respiração, o ar inspirado pelos pulmões carrega com ele uma imagem do mundo exterior e, à medida que o sangue passa pelo ventrículo esquerdo do coração, cada cena da vida é retratada em um pequeno Átomo-semente ali localizado. Cada inspiração traz consigo novas imagens que ficam gravadas naquele pequeno Átomo-semente, um registro de cada cena e de cada ação praticada durante toda a nossa vida, desde a primeira respiração até o último suspiro. Após a morte, essas imagens formam a base da nossa existência no Purgatório. Sob as condições dos Mundos espirituais, sofremos dores cruciantes de consciência tão agudas, inacreditáveis, por cada má ação cometida e, assim, nos sentimos desencorajados em continuar no caminho do transgressor. A intensidade das alegrias que experimentamos devido as nossas boas ações praticadas atua como um estímulo para seguir o caminho da virtude nas vidas futuras. Porém, na existência post-mortem esse panorama da vida é revisto na ordem inversa, a fim de mostrar, primeiramente, os efeitos e depois as causas que os geraram, para que o espírito possa aprender como a Lei de Causa e Efeito funciona na vida. Por esse motivo, o Aspirante, que está sob a orientação científica dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, recebe ensinamentos para realizar seu exercício noturno também na ordem inversa, julgando-se diariamente e, assim, ele pode escapar do sofrimento no Purgatório após a morte. Contudo, devemos compreender que não haverá mérito algum se as cenas do dia forem feitas superficialmente. Não é suficiente quando revemos uma cena em que nós tenhamos prejudicado seriamente e causado a alguém muita dor e sofrimento e dizer simplesmente: “Bem, lamento muito pelo que fiz. Eu gostaria de nunca ter feito isso”. Nesse momento, somos o animal sacrificado repousado sobre o Altar dos Sacrifícios e, a menos que consigamos sentir em nossos corações o fogo divinamente inflamado do remorso queimando até o mais profundo do nosso ser, devido às nossas más ações praticadas durante o dia, de nada valerá.
Durante a antiga Dispensação[8], todas os sacrifícios eram esfregados com sal, antes de colocadas no Altar dos Sacrifícios. Todos sabemos como dói e queima quando, acidentalmente, esfregamos sal em um ferimento recente. Esse salgamento nos sacrifícios naquele Antigo Templos de Mistérios simbolizava a intensidade da dor que devemos sentir, quando nós, como sacrifícios vivos, nos colocamos sobre o Altar dos Sacrifícios. É o sentimento do remorso, o profundo e sincero arrependimento pelo que fizemos, que erradica a imagem do Átomo-semente, limpando-o e deixando-o sem manchas e, assim como na antiga Dispensação os transgressores eram justificados, quando traziam uma oferenda para ser queimada ali no Altar dos Sacrifícios, assim também nós, nos tempos atuais, ao realizar cientificamente o exercício noturno de Retrospecção, eliminamos o registro de nossos pecados. É uma conclusão precipitada que não poderemos continuar, noite após noite, a executar esse sacrifício vivo sem nos tornarmos consequentemente melhores e, deixando pouco a pouco de cometer os erros, pois do contrário seremos obrigados a nos responsabilizar quando nos recolhemos para fazer o exercício noturno. Assim, além de nos purificar de nossas falhas, esse exercício nos eleva a um nível mais elevado de espiritualidade que, de outra maneira, não poderíamos alcançar na vida atual.
Também vale ressaltar que quando um indivíduo cometia um grave delito e se refugiava no santuário, ele encontrava proteção à sombra do Altar dos Sacrifícios, pois, ali, somente o fogo divinamente inflamado podia executar o julgamento. Ele escapava das mãos dos seres humanos, mas se colocava sob as mãos de Deus. Também, de modo semelhante, o Aspirante que reconhece suas más ações todas as noites, se refugiando no altar do julgamento vivente, alcança o santuário da Lei de Causa e Efeito, e “mesmo que seus pecados sejam escarlates, ficarão tão brancos como a neve.”[9].
[1] N.T.: No Átrio do Tabernáculo
[2] N.T.: Sl 51:19
[3] N.T.: Sl 51:18
[4] N.T.: Ex 21:24
[5] N.T.: Nosso Esquema de Evolução começou no Período de Saturno e vai até o Período de Vulcano.
[6] N.T.: Lv 10:1
[7] N.T.: Esse exercício noturno é chamado de Exercício de Retrospecção.
[8] N.T.: Primeira e Segunda Dispensações, de um total de quatro.
[9] N.T.: Is 1:18
(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel)
Que as rosas floresçam em vossa cruz
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior:
1. Para acessá-lo (formatado e com as figuras) com as seguintes atividades que desenvolvemos em novembro, com as seguintes sessões:
CLIQUE AQUI: ECOS nº 66 – Novembro de 2021
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras):
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o entro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Outubro/2021:
DEZEMBRO – Sol transitando pelo Signo de Sagitário (novembro-dezembro)
O Advento começa no último domingo de novembro e culmina na áurea glória do Solstício de Dezembro. Para o Cristão esotérico abarca as três etapas ou graus que alcançam seu máximo à meia-noite da Noite Santa. Este período de preparação e progresso se refere não somente às quatro semanas de Advento, mas também a determinados estágios de desenvolvimento espiritual relacionados com estas quatro semanas.
A época do Advento se estende ao longo do mês de dezembro e é conhecida como o Festival da Luz. Os impulsos espirituais da estação preparam a humanidade para o derramamento de forças celestiais que acompanham o renascimento anual do Cristo Cósmico em nossa esfera terrestre. Depois do Advento temos o Solstício de Dezembro, que ocorre entre 21 e 24, e que culmina no grande Festival de 25 de dezembro. O Natal há de seguir sendo uma observância externa para o Aspirante até que Cristo nasça em seu interior. E dependente do nível em que experimente esse despertar, será capaz de participar no elevado êxtase espiritual da mais sagrada das estações.
À meia-noite do dia 24 de dezembro, a Noite Santa, os coros dos Anjos se transportam a tonalidades maiores, quando entoam, cheios de regozijos, a nota-chave da Terra: “Glória a Deus nas alturas, e paz na Terra aos homens de boa vontade”.
Na Noite Santa do Nascimento, o Aspirante confirma sua consagração para amar e servir do modo mais completo, a todos os que encontre em sua vida diária, porque dessa maneira receberá, de uma forma cada vez mais crescente, a Luz do Cristo dentro de si mesmo. Até que esse nascimento não tenha ocorrido em seu interior, não poderá conhecer os profundos júbilos de um verdadeiro Nascimento espiritual.
A nota-chave musical desse Planeta é harmonizada com o conto dos Anjos: “Glória a Deus nas alturas, e paz na Terra aos homens de boa vontade”. É a anunciação harmoniosa e rítmica dessa palavra planetária, ressoando, uma e outra vez, por toda a Terra, e produz o milagre da Noite Santa.
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XII – A Evolução da Terra – Os Espíritos Lucíferes
Por que os Anjos não conseguiam se comunicar conosco via Corpo Denso?
Porque a Onda de Vida Angélica atingiu seu “nadir da materialidade” na Região Etérica do Mundo Físico. Ou seja: são peritos na construção de Corpos Vitais, mas não sabem construir Corpos Densos. Lembrando a máxima Rosacruz: um ser só pode habitar um Corpo que saiba construir.
E é aqui que entram os Espíritos Lucíferos que vendo uma oportunidade de nos ajudar e, assim evoluírem, aproveitou da nossa incipiente consciência que estava voltada para dentro, tornamo-nos cientes da existência do nossos Corpos Densos e, assim, fomos ensinados a conquistar a morte: criando Corpos Densos quando quiséssemos, e não somente quando os Anjos e os Arcanjos fizessem a sua parte na preparação para a procriação.
Ou seja: fizeram compreender que não devíamos ter apreensão quanto à morte do corpo; que possuíamos em nós a capacidade de formar novos Corpos, sem necessidade da intervenção dos Anjos.
Quem eram os Espíritos Lucíferos?
Os Anjos Lucíferes (ou Lucíferos ou, ainda, Espíritos Lucíferos) pertencem à Onda de Vida Angélica, mas, em determinado ponto da evolução, eles se rebelaram contra Jeová – o Líder e Senhor dos Anjos, que culminou com a expulsão dos Anjos rebeldes que seguiram, sob a direção de Lúcifer, para seu exílio no recém-formado Planeta Marte.
Os Anjos Lucíferos estavam a meio caminho entre os seres humanos e os Anjos, muito mais avançados do que a nossa humanidade atual e atrasado em relação a onda de vida Angélica.
Como os Espíritos Lucíferos nos ajudaram?
Se não tivesse havido a interferência dos Espíritos Lucíferos, quando nos ainda estávamos no Eden, como seria a humanidade hoje?
Estaríamos seguindo o plano original, com os Anjos nos auxiliando a conquistar a Região Etérica do Mundo Físico. A dificuldade que teríamos seria a profundidade em conhecer o bem e o mal por meio da experiência no nosso Corpo Denso. Ao atendermos a sugestão dos Espíritos Lucíferos “tomamos um atalho”, mas em deturpar a sugestão e usar e abusar da força sexual criadora geramos o nosso atraso, e experimentamos a dor e o sofrimento, o conhecer a morte na Região Química, considerando-a uma perda irreparável e todas as consequências que isso nos trouxe. Sabemos que alguns dos Espíritos Virginais da onda de vida humana atenderam a sugestão, mas nunca abusaram da força sexual criadora. São, hoje, irmãos que estão na vanguarda da humanidade.
Como os Espíritos Lucíferos tiveram liberdade de interferir na nossa evolução? Os anjos não estavam cientes dessa interferência?
Por respeito ao nosso livre arbítrio, exatamente como Deus, nosso criador, sempre o faz. Além disso, temos a Lei divina da Consequência que garante a colheita devido à escolha que fazemos (efeito da causa). Lembrando: os espíritos Lucíferos sugeriram, não obrigaram e nem “fizeram acontecer”. O uso da força sexual criadora, que é divina por ser do Espírito Santo, para construir algo (seja um novo Corpo para um irmão ou irmã que está necessitando renascer, seja uma ideia) é o único uso que é correto. Eles ensinaram como fazermos isso, por nós próprios. Se abusamos, não é culpa deles, não é?
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XII – A Evolução da Terra – A Época Atlante-
Por que a necessidade de sermos divididos em Raças?
Há uma distinção importantíssima entre os corpos (ou formas) de uma Raça, e os Ego (ou vidas) renascentes nesses corpos de Raça. A Raça pertence ao corpo e são simples degraus evolutivos pelos quais devemos passar; caso contrário não haveria progresso algum para os espíritos que nelas renascem.
Há um passo para cada um de nós, de uma Raça para a seguinte. Quando nasce uma Raça, as formas, animadas por certo grupo de espíritos têm a inerente capacidade de evoluir somente até certo grau e quando essa Raça atinge o limite de sua evolução os corpos ou formas começam a degenerar, caindo de forma para forma até a Raça extinguir-se.
Quantas Raças existirão durante todo esse Período de Manifestação?
O número total de Raças em nosso esquema evolutivo, passadas, presentes e futuras, é de dezesseis:
Quais cuidados são tomados para o nascimento de uma Raça?
Um Grande Guia da Humanidade:
O Propósito desse processo é produzir o tipo adequado de corpo para a futura Raça.
Qual a maior lição da Época Atlante?
Fomos ensinados a raciocinar e compreender que o “caminho do transgressor é muito duro” e “que devíamos temer a Deus ou guia condutor.
Quais as mudanças pelo quais passou o nosso Campo de Evolução – o Planeta Terra?
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XII – A Evolução da Terra – Os dezesseis caminhos para a destruição
Por que chamamos “Caminhos da Destruição”?
Estamos falando das 16 Raças que se sucederam (e se sucedem) em nosso projeto evolutivo, desde o final da Época Lemúrica até a 6ª Época que virá.
Nelas as almas correm o perigo de envolverem-se tanto em suas características, que acabam se cristalizando com elas.
Raças duram pouco, e o apego a elas faz com que muitos Egos se degenerem em seus corpos, e com isto estes serão deixados para trás nesse Esquema de Evolução.
Ou seja: há o grande perigo de que o Espírito possa enredar-se de tal maneira nos corpos de qualquer Raça, que não consiga seguir as outras ao longo do caminho da evolução.
O que é Raça?
Raça tem origem no Italiano; “razza” referente a linhagem ou criação.
Designa qualquer agregado de pessoas como pertencentes a um grupo com os mesmos ancestrais, que compartilham as mesmas crenças, os mesmos valores, a mesma linguagem ou outro traço social ou cultural.
Quais são as 16 Raças e quando elas aparecem?
O mago lemuriano era inocente; nunca abusou de seus poderes, por quê?
Porque o lemuriano ainda não tinha a mente misturada ao corpo de desejos, e consequentemente com a maldade. Ele vivia em espírito.
O que estimulou a construção dos olhos do lemuriano, já que não os tinha?
A própria luz. Nosso corpo é funcional, ao entrar em contato com a luz, desenvolveu os olhos e passou a ter a visão externa.
Quais os objetivos educacionais da Raça Lemúrica?
Desenvolver a imaginação para as meninas e a vontade para os meninos
Qual a faculdade que adquirimos quando obtivemos a Mente, tendo então uma forte força de Desejos?
A Faculdade de transmitir o que pensávamos. A astúcia é um material que usamos pelo corpo de desejos, que está hoje colado na nossa mente. Hoje o nosso pensamento está contaminado pelo desejo.
Como e por quem foi despertada nossa consciência do Mundo Físico?
Foi despertada pelos Senhores da Mente. Pegamos um atalho e escutamos a falsa luz, que eram os Espíritos Lucíferos
Explique a “Raiz do nariz” e o que fomos perdendo quando isto se definiu por completo?
Perdemos a visão dos mundos espirituais. A raiz do nariz fez com o corpo físico e vital se concentrizassem
O que significou a “Expulsão do Éden”?
Ganhamos a visão externa e perdemos a visão interna
Como as Raças entram em processo de Degeneração e o que realmente se degenera?
Degeneração: degenera o corpo físico, o Corpo Denso. Os mais evoluídos vão evoluindo seus corpos. Por isso as Raças se degeneram.
Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Novembro:
Por que não Eu?
Diz-se que está em má situação quem tiver apenas e tão somente boas intenções.
Quem está no mundo deve trabalhar, trabalhar e trabalhar! A Fé sem obras é morta.
De nada adianta chegar à indigestão mental, ler, ler e ler; e não sair para o mundo, ir ao encontro dos seus irmãos tão ávidos de uma pequena ajuda. As ações sim é que falam por si.
E não precisamos sair às ruas, ir às comunidades, igrejas, etc., procurando onde ajudar.
Observemos, estejamos sempre atentos aos acontecimentos. Não precisamos nos deslocar para outros países, ou irmos a lugares distantes para nos doarmos. Olhemos ao nosso redor.
Há muitos irmãos e irmãs necessitados de ajuda, e estes muitas vezes se encontram do nosso lado, bem próximos, aguardando por uma palavra, um abraço, uma oração, um consolo e que lhe mostremos a saída, a solução, o caminho.
Quantas vezes passamos por alguém e nem o notamos?
Quantas vezes um “bom dia” mudaria o dia de alguém?
Muitas vezes constatamos nos nossos lares, nos nossos trabalhos, nas ruas, em reuniões, certas coisas a serem feitas, e simplesmente ignoramos, deixamos para alguém fazer. Nossa atitude muitas vezes é de esquivar-se.
Às vezes vemos tarefas simples que estão por fazer e deixamos para que outro o faça, e ainda pensamos: “por que eu devo fazer? por que eu?”. Simplesmente ignoramos.
Quando acordaremos para o trabalho no mundo? Quando pensaremos no “Serviço amoroso e desinteressado para com os nossos semelhantes”? No sentido real de ajuda.
Todo trabalho é digno e se alguém tem que fazê-lo, diga a você mesmo: “Por que não eu?”.
Afinal, o que desejamos, o que pretendemos no mundo? Desejamos ser Auxiliares Invisíveis – trabalhando enquanto em estado de vigília como um Auxiliar Visível consciente e à noite, depois da restauração do nosso Corpo Denso, como um Auxiliar Invisível consciente? Se sim, comecemos então com as pequenas e simples obras. As maiores virão e serão notadas.
Enxerguemos o irmão, a irmã, o amigo, a amiga, o próximo.
Cultivemos a Fraternidade aqui e agora.
Não façamos as coisas visando o nosso próprio bem.
O que nos torna um exemplo vivo é o SERVIÇO que executamos e a sinceridade com que o praticamos.
Muitos de nós não se fartam de ler, de buscar, de correr de Escola em Escola, só que se não pensarmos em ajudar o próximo, com certeza, seremos apenas grandes intelectuais, com algum conhecimento que não servirá para um Esquema de Evolução que foca na ação, no ato, no serviço, no agir.
Cristo quer que sejamos um exemplo vivo de AMOR fraternal, amor desinteressado. Essa é a realização dos Seus Mandamentos.
Se desejamos criar laços com a Fraternidade Rosacruz, comecemos já, nem que seja com orações, enviando pensamentos de amor e de ajuda aos demais. Procuremos saber a causa, a angústia e o sofrimento que estão passando nossos irmãos, nossas irmãs, na família, com os amigos, vizinhos, colegas de trabalho. Enxerguemos o outro.
Lembremos que estamos sendo observados o tempo todo. As nossas atitudes mostram quem somos.
A Deus não agrada largas e dispersas orações, nem discursos eloquentes, nem meditações profundas, mas sim uma vontade reta, uma intenção pura e uma doação sincera. No Ritual do “Serviço do Templo”, da Fraternidade Rosacruz, nós lemos todos os dias que o oficiamos: “O serviço amoroso e desinteressado para com os outros, é o caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que nos conduz a Deus. O reconhecimento da unidade fundamental de cada um de nós com todos, a Comunhão Espiritual, é a realização de Deus. Para atingirmos essa realização, esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos e procuremos servir à Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade”.
Tenhamos então um coração puro.
Sirvamos onde tivermos que servir, que é onde exatamente estamos. Ajudemos sem olhar a quem.
Façamos ao outro o que gostaríamos que nos fizessem. Eis a regra de ouro!
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A Força de Atração e o Renascimento
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que renascemos aqui onde renascemos devido a uma das forças do Mundo do Desejo – a Força de Atração.
E isso tanto porque procuramos a “semelhança que atrai a semelhança”, como porque queremos pagar as nossas “dívidas de destino” o mais completo e rápido possível (!).
Isso é possível devido a que no Terceiro Céu (onde estamos nos preparando para mais um novo nascimento aqui) temos uma consciência muito mais clara do propósito da vida aqui e de qual é objetivo desse Esquema de Evolução que estamos inseridos.
Afinal, o nosso Corpo é simplesmente um instrumento, cujo trabalho depende de nós, o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida Humana manifestado, que o guia, assim como a qualidade de uma melodia depende da habilidade do músico e do timbre do instrumento.
Um bom músico não pode se expressar plenamente num instrumento pobre, assim como nem todos os músicos podem tocar de modo igual o mesmo instrumento.
Que um Ego procure renascer como filho ou filha de um grande músico não significa necessariamente que venha a ser um gênio maior que o pai, o que forçosamente sucederia se o gênio fosse herança física e não uma qualidade anímica.
A “Lei de Atração” explica, de maneira completamente satisfatória, os fatos que atribuímos à hereditariedade.
Sabemos que as pessoas de gostos análogos se procuram.
Se sabemos que um amigo vive em certa cidade, mas ignoramos o seu endereço, a lei de associação ser-nos-á guia natural no esforço para encontrá-lo.
Se for músico estará provavelmente em lugares onde se reúnem os músicos; se é estudante, procuramo-lo pelas livrarias, bibliotecas ou salas de leitura; ou se ele é esportista, busquemo-lo no hipódromo, nos campos de polo ou nos estádios, etc.
Não é provável que o estudante ou o músico, habitualmente, frequentem os lugares mencionados em último lugar, podendo também afirmar-se que a procura do esportista teria pouco êxito se feita nas livrarias ou em salões de música.
De modo semelhante, o Ego gravita ordinariamente em torno das associações de caráter semelhante ao seu.
Pode-se objetar: havendo na mesma família pessoas de gostos completamente opostos, e até inimigas ferrenhas, é a Lei de Associação que as reúne ali?
A explicação disso é a seguinte: durante as vidas terrenas o Ego estabelece relações com várias pessoas.
Estas relações podem ter sido boas ou não, implicando de um lado em obrigações que não foram liquidadas na ocasião, e de outro em injúrias e ódio entre o agravado e seu desafeto.
Mas a Lei de Consequência exige um exato ajuste de contas.
A morte não “paga tudo”, assim como, mudar de cidade não liquida nossos débitos financeiros.
No caso de dois inimigos, um dia se encontrarão de novo: o antigo ódio reúne-se na mesma família, pois o propósito de Deus é que nos amemos uns aos outros, devendo o ódio se transformar em amor.
Assim, ainda que sejam talvez necessárias muitas vidas em contendas, chegará o momento em que os inimigos aprenderão a lição e se farão amigos e mútuos benfeitores, ao invés de inimigos.
Em tal caso o Interesse (um dos dois Sentimentos do Mundo do Desejo) de ambos põe em atividade a Força de Atração, que os juntam.
Se tivessem simplesmente permanecido indiferentes um ao outro não poderiam achar-se associados.
Como entre as Leis de Deus temos que “todo relacionamento tem que terminar em amor”, então, eles voltam associados para ver se “dessa vez vai”
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Mente Pura – Coração Nobre – Corpo São
Eis o Lema Rosacruz. Notem também que o segundo nome do livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” é Cristianismo Místico sendo definido como um tratado elementar sobre a evolução passada do ser humano, sua constituição atual e seu futuro desenvolvimento.
Essa obra básica da Fraternidade Rosacruz, desde o seu lançamento, no início do século XX, fez brotar muita gratidão e admiração em todo o mundo. Apesar disso, o próprio Max Heindel começou a sentir um grande receio de que o livro perdesse o seu objetivo.
Afinal, o propósito desse livro é o de satisfazer a Mente mediante a explicação intelectual do mistério do mundo, de forma que o lado devocional da natureza do Estudante Rosacruz pudesse desenvolver-se por conceitos que seu intelecto aprovasse. A obra abriu caminho à esta chamada do intelecto, dando grande satisfação à Mente investigadora.
A preocupação de Max Heindel era que os Estudantes Rosacruzes pudessem pender e se interessar pela concepção intelectual, de um modo tão imenso que nenhum desejo – tão fervoroso como necessário – de transcender o caminho do conhecimento e prosseguisse pelo caminho da devoção fosse praticado pelos Estudantes.
Se isso ocorresse, o livro certamente seria um fracasso, nas palavras de Max Heindel, pois “o conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica”, segundo disse São Paulo. E o conceito do verdadeiro amor e em toda a sua plenitude só se consegue por meio do lado devocional do ser humano!
Para Max Heindel era fundamental que os Estudantes Rosacruzes se esforçassem para obterem através do Conceito Rosacruz do Cosmos, o que ele teve por intuição e orientação direta dos Irmãos Maiores, a verdadeira concepção espiritual. Também, para ele, se tornara necessário que os Estudantes Rosacruzes observassem (com o coração) o verdadeiro propósito do “Conceito Rosacruz do Cosmos”, seu objetivo e sua finalidade.
Ele sugeriu e comunicou a todos que ele pode que escrevesse em letras maiúsculas – e que sempre relessem e praticassem –, para que se lembrassem sempre: “ainda que eu conheça todos os mistérios e toda a ciência, se não tiver amor, serei como o metal que soa ou como o sino que tine”, e que mantivessem essa frase como marcador do livro Conceito Rosacruz do Cosmos. Este amor ele desejou que sempre fosse utilizado no serviço e auxílio aos nossos semelhantes.
Pudemos ver aí uma grande preocupação de Max Heindel em não se perderem na intelectualidade.
O Conceito Rosacruz do Cosmos tem tudo que o Estudante Rosacruz precisa para alcançar o equilíbrio “cabeça-coração”, “ocultista-místico”.
O primeiro capítulo do livro onde temos o “Credo ou Cristo” já chama a atenção do leitor, quando lemos já em alguns dos seus versos:
“Não ama a Deus quem ao semelhante odeia, lhe espezinha a alma e o coração.
Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, por Deus mandado para aliviar o que leva pesado fardo, e dar paz ao triste, ao pecador e ao que luta.
Apenas uma coisa o mundo necessita conhecer, apenas uma bálsamo cura toda a dor, apenas um caminho conduz acima, aos céus, este caminho é COMPAIXÃO e AMOR.”
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A vida de cada pessoa é como um jardim
Nesse afortunado e fértil terreno só existe um único jardineiro: você.
A cada nova relação você planta uma nova semente. Algumas morrem antes mesmo de brotar, outras resistem ao tempo, mas muitas viram árvores repletas de flores e frutos.
Nesse jardim, a colheita é sempre obrigatória, semeie você o bem ou o mal.
Ao semear a raiva ou regar suas plantas com o ódio, os frutos nascem amargos, repletos de espinhos. No seu
sagrado quintal, algumas sementes não vão vingar, por mais que você tente. E tudo bem!
Algumas plantas não eram para fazer parte da paisagem.
A beleza e o perfume do seu jardim vão ficar eternizados quando você partir. Por isso, lembre-se sempre de cuidar das suas plantas com total devoção, e nunca deixe de espalhar, por cada canto que passar, generosas sementes regadas com muito amor.
O amor é base de tudo!!!
Semeie amor, sempre!!!!
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Oração do Estudante Rosacruz
Esta Oração define o procedimento correto que o Estudante Rosacruz deve ter, cotidianamente.
Viver de conformidade com o espírito dessa Oração, é necessário, mais do que necessário, é imprescindível, visto que as ações revestidas de tal caráter, têm efeitos contagiantes e é agradável ao Senhor Cristo.
Pois, deve existir a fé e devem existir as obras, pois a fé sem obras é coisa morta, e as obras sem a fé são de pouco valor.
A fé no ser humano é a força que abre os canais que nos comunicam com Deus, e é mediante a fé que nós podemos pôr em contato com Sua vida e Seu Poder.
A oração e a meditação constituem bases absolutamente essenciais para o crescimento da Alma.
Porém, se dependermos só da oração que sejam apenas palavras, pouco crescimento espiritual alcançaremos.
Para se obter resultados verdadeiros, toda nossa vida deve ser uma oração, uma perene aspiração.
Devemos nos dar conta de que não são as palavras que mencionamos durante a oração que contam, senão a própria vida que conduz à oração.
Só há uma maneira de provarmos nossa fé: é mediante as obras que realizamos dia após dia.
O fator determinante que sanciona corretamente se a classe de trabalho que fazemos é espiritual ou material, é a atitude que adotamos ao fazê-lo.
Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes
Resposta: É um caso de descontrole, falta de domínio. E que, ao invés de lhe ajudar, está lhe atrapalhando, mesmo quando “acontecem coisas maravilhosas e coerentes”. Pois isso lhe está fazendo perder o tempo tão rico quando, depois de restaurar nosso Corpo Denso, estarmos prontos para trabalharmos como Auxiliares Invisíveis inconscientes!!! Você (o Ego, o Espírito Virginal manifestado) – que não é os seus Corpos, nem a sua Mente – está perambulando pelas regiões inferiores do Mundo do Desejo. Além de perda de tempo, é perigoso!
Resposta: Quem disse que o objetivo de uma vida está em se casar? Se o irmão ou irmã tem plenas condições financeiras, emocionais, sociais, espirituais e de saúde deve fazer o sacrifício de ajudar a disponibilizar um Corpo para o irmão e a irmã que está na fila para renascer (e a fila é enorme!). No entanto, não há necessidade de se casar! Basta um relacionamento fraterno, de bem-querer, responsável e com amor ágape para a situação estar bem encaminhada! A amizade cultivada com as pessoas que estão a sua volta deve ser sempre fundamentada no mesmo amor entre um casal. Afinal somos todos irmãos e como tal é que devemos nos relacionar, e não se limitar em padrões externos: marido e esposa, pai e filho, mãe e filha, vizinho e vizinha, etc. Valorize a amizade e verá que maravilha!
Muitas vezes a solidão existe porque insistimos em querer nos relacionar com as pessoas que queremos e não as que estão a nossa volta! E pasme: fomos nós mesmos que escolhemos TODAS as pessoas a nossa volta!! Então, por que a rejeição agora? Semelhante sempre atrai semelhante!
Quer encontrar pessoas que compartilhe dos Estudos da Fraternidade Rosacruz para poder trocar informações, cultivar a amizade e dar boas risadas? Participe dos grupos do WhatsApp e das Redes Sociais. Veja aqui: https://business.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas/ alguns exemplos.
Resposta: Não necessariamente “tudo”. Depende do nível de perturbação. No entanto, sem dúvida, haverá perdas por falta de nitidez na gravação no Átomo-semente do Corpo de Desejos. No momento atual, sim, está havendo muita perda de muitas pessoas. Agora…tudo isso já estava previsto na vida dessas pessoas como uma “tendência”, uma “possibilidade”, sempre latente, que, ao escolherem determinados caminhos a despeito de outros, foi ativada pela própria pessoa. Será que houve realmente perdas significativas? Será que a pessoa estava obtendo as experiências que deveria obter, ou será que estava procrastinando? Será que com as possibilidades que temos hoje de nos desviarmos do que escolhemos para aprender (e, assim, adquirir experiências), desviamos tanto e tentamos tanto “deixar para depois” que, de fato, deixamos quando não houve a gravação suficiente nítida para ser parte fundamental da nossa vida post-mortem? Lembrando sempre que estamos sob a Lei de Causa e Efeito…colhemos o que semeamos…e nós é que sempre escolhemos.
Está surpresa pela quantidade de pessoas?
Então vejamos:
1ª Guerra Mundial: 20 milhões de mortos
2ª Guerra Mundial: 70 milhões
Mortos pelo Covid 19 (18/7): 598 mil
Reparem como sempre tivemos irmãos e irmãs “perdendo a eficiência da retrospectiva da vida quando o corpo não recebe a paz necessária nos, em média, 3,5 dias… O aprendizado será quase completamente perdido… Uma vida inteira de experiências seria quase que descartada”, pois nas guerras as situações são bem piores do que em uma pandemia e a gente nunca ficou alarmado???
Por que, então, só agora essa comoção? Corpo de Desejos nosso nos dominando e tentando nos envolver no medo, no temor e podendo nos levar à falta de fé?
Arrastando-nos para a descrença, o desespero e “a tomar remédios para depressão, ansiedade, pânico, etc.”!
Sem dúvida é importante nos fazer as perguntas sobre as possíveis causas (como explicamos acima), mas tenhamos a certeza de que Deus sabe o que faz com a sua criação, pois Ele é Amor e Luz!
E sempre agradecemos por estarmos aqui, muitos de nós meros expectadores e, se assim for, responsáveis por manter um ambiente de oração, de serviço, de amor e de muita fé.
À propósito, reparou com muitas pessoas não estão nem aí com ser Cristão, de fato e sem desculpas? E sendo Cristão, fazer a Retrospecção? Sim, porque esse exercício não é propriedade particular da Fraternidade Rosacruz. Com algumas pequenas diferenças também é ensinado nas verdadeiras Religiões Cristãs, desde os tempos de Cristo aqui.
Pois então: livre arbítrio, né?
Com o cumprimento da lei que se segue: Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito.
Qual, então, é o nosso papel como Estudantes Rosacruzes?
Orar…orar…orar.
Ficar vigilante, pois se tivermos alguma oportunidade explicar para o irmão e irmã a importância fundamental em fazer o Exercício de Retrospecção.
Afinal, como aprendemos, se formos constantes, firmes, persistentes e sempre executando esse Exercício, cada vez com uma qualidade melhor, quando morrermos não precisaremos de 3 dias e meio, quiçá nem de um 1 segundo, não é?
Por fim, tenhamos compaixões dos irmãos e irmãs que estão passando para o outro lado e perdendo boa parte das experiências que obteve enquanto aqui. E oremos para que aprendam no Purgatório que o “caminho do transgressor é duro” e não vale a pena continuar seguindo por ali.
Resposta: Na realidade não fica na Alemanha, nas terras da Alemanha, no espaço aéreo da Alemanha, mas sim na posição da Região Etérica do Mundo Físico onde atualmente está, em latitude e longitude o lugar que conhecemos como Alemanha. E a razão de estar nessa porção da Região Etérica do Mundo Físico é que essa porção é a que contém a maior quantidade de Éteres Luminoso e Refletor atualmente. Pode mudar? Sem dúvida. Basta outra porção da Região Etérica do Mundo Físico ter uma quantidade maior de Éteres Luminoso e Refletor. Todos que falaram até agora que o Templo mudou de lugar mentiram, pois quem “sabe não fala”, pois é Iniciado. E quem quer saber é curioso que utilizará essa informação para nada, a não ser para passar a ilusão “que tem informação privilegiada”, “ganhando” uma posição de destaque ilusório entre os seus.
Com certeza absoluta, se você tiver que saber onde ele se encontra, você saberá e a única razão para isso é porque você tem o mérito de poder participar de uma reunião que acontece na Região Etérica do Mundo Físico, estando ainda renascido aqui.
Resposta: Primeiro de tudo: não existe esse negócio de “Deus permitiu que a Raça branca se tornasse a mais poderosa”. Inclusive a Raça branca não é a “mais poderosa”. Também está atrasada nesse Esquema de Evolução (!). A grande maioria ainda tem lições que deveria aprender na Época Lemúrica e na Época Atlante que ainda não aprenderam e, pior, insistem em não aprender. A questão é que os irmãos e irmãs que conseguem construir um Corpo Denso com uma pele mais branca do que os demais também não quer mais dizer que estão mais avançados. Com a primeira vinda do Cristo, foi introduzida a miscigenação das Raças (multirraciais ou mestiças são as pessoas que não são descendentes de uma única origem. Um exemplo pode ser alguém com ancestralidade europeia e africana, ou com ancestralidade europeia e indígena) e, atualmente, é algo raríssimo ter um irmão ou irmã que seja de uma “Raça pura”. Atualmente, a questão não é mais somente a cor da pele, mas sim, a constituição dos órgãos, sistemas e demais partes do corpo. Isso é que faz o irmão ou a irmã aptos a aprender algumas lições que só poderiam experimentar com esse tipo de Corpo Denso.
Quanto aos irmãos e irmãs que são negros e que habitam regiões centrais do continente africano. É fácil identificá-los pelo seu comportamento onde utilizam meios de vida que utilizamos na Época Lemúrica mais acentuadamente (não são só reminiscências, mas sim estilo de vida). Quando falamos que é uma “Raça inferior”, o conceito Rosacruz disso é para descrever irmãos e irmãs que ainda não querem (e aqui é o segredo: a vontade própria, o livre arbítrio) aprender as lições da Época Atlante e nem da Época Ária. Obviamente, o contato desses irmãos e irmãs com irmãos e irmãs que já estão aprendendo lições daquelas Épocas vai, aos poucos, os auxiliando a entender a necessidade de seguirem para frente e para cima. Os irmãos e irmãs que constroem um corpo onde a pele é escura (para marrom até negro) e que já vivem em países da África que são conceituados como “ocidentalizados” ou que já vivem nos continentes americanos ou europeus já abraçaram as lições da Época Ária, apesar da dificuldade que ainda tem de construir um arquétipo de Corpo Denso mais adaptáveis ao ambiente americano, por exemplo.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Dezembro: 06, 12, 20, 27
“Ele enviou a sua palavra e os curou, e os livrou da morte.” – Salmos 107:20
Max Heindel afirma que o exercício de Retrospecção é um dos ensinamentos mais importantes da Fraternidade Rosacruz. E não há nenhum exagero nessa afirmação, se considerarmos o poder autotransformador dessa prática diária. A Filosofia Rosacruz tem como base o conhecimento e o seu objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano em todos os sentidos. Ela oferece as ferramentas para essa melhoria interna, fato que pode ser constatado por quem se dedica diligentemente ao estudo, a meditação e reflexão sobre seus ensinamentos.
Max Heindel asseverou que a lógica, a coerência e a elevação desses ensinamentos conquistaram as Mentes e os corações de muitas pessoas no mundo todo. Ele, porém, não escondia sua preocupação em que lhes impressionassem apenas o intelecto com sua beleza filosófica, sem atingir o ideal mais elevado de torná-las melhores seres humanos, mais sensíveis, amorosos e solidários.
Esse exercício conduz ao autoconhecimento, passo inicial do processo de alquimia interna, sem o qual não há como aprimorar o caráter e desenvolver aquelas virtudes que iluminam a vida do Estudante Rosacruz.
Ninguém julgue, porém, tratar-se de um trabalho fácil. Deve ser realizado toda noite, antes de dormir, com o cuidado de, com a prática regular, não se tornar um automatismo. Deve ser feito conscientemente e esse processo de rememorar os fatos ocorridos e vividos deve revestir-se de sentimento, para que o praticante possa julgar o aspecto moral de sua conduta.
Se praticado com esse espírito de sincera devoção, todos os registros das más ações praticadas durante o dia serão apagados do Átomo-semente, e aqueles referentes às atitudes nobres e amorosas servirão de estímulo para o aperfeiçoamento do caráter. Conduz também ao processo de purificação dos pensamentos e emoções.
Assim, reduzirá o seu tempo no Purgatório e no Primeiro Céu, podendo até a chegar ao ponto de passar direto para o Segundo Céu!
O Estudante Rosacruz, porém, deve manter-se atento para que durante o dia evite cometer atos indesejáveis, mesmo sabendo que à noite, durante o exame retrospectivo, terá a oportunidade de apagá-los, pois assim procedendo evitará também cair num círculo vicioso.
O ideal é justamente criar um círculo virtuoso, ou seja, a experiência noturna deve promover uma vivência cada vez mais aprimorada nos ideais cristãos e o fortalecimento da consciência moral, de tal maneira que os desvios de conduta se tornem cada vez mais raros.
“Que as rosas floresçam em vossa cruz”
O assunto relativo aos transplantes tem sido objeto de indagações, dúvidas e discussões polêmicas.
A posição da Fraternidade Rosacruz é de rejeitar essa prática por razões de fundo espiritualista. Mas, mesmo de um ponto de vista científico materialista, este assunto é igualmente polêmico, com várias posições contrárias assumidas por cientistas e médicos de renome, conforme mostraremos a partir deste artigo.
De forma a melhor estruturar a apresentação, consideraremos primeiramente os aspectos concernentes ao receptor e ao doador dos órgãos transplantados.
De acordo com a lei que rege os transplantes, “o transplante ou enxerto só se fará com o consentimento expresso pelo receptor, após o aconselhamento sobre a excepcionalidade e os riscos do procedimento”. Parágrafo único: “Nos casos em que o receptor seja juridicamente incapaz, ou cujas condições de saúde impeçam ou comprometam a manifestação válida de sua vontade, o consentimento de que trata este artigo será dado por um de seus pais ou responsáveis legais”. (Lei nº 9434/97). A obtenção do consentimento esclarecido de um paciente como preliminar de qualquer procedimento investigativo e terapêutico é, nos dias de hoje, um dever legal e um imperativo moral. O consentimento esclarecido não é um mero papel assinado pelo interessado dizendo que concorda com o procedimento. Ele exige informações amplas, claras, honestas e acessíveis, exige a compreensão plena de quem as recebe.
Portanto, a lei exige que o receptor esteja consciente do passo que ele vai dar e de suas consequências.
Os transplantes de órgãos podem originar-se de outras espécies animais (xenotransplante), de seres humanos vivos (alotransplante intervivos) ou de seres humanos mortos (alotransplante de doador cadáver). A obtenção de órgãos de doador vivo tem sido muito utilizada, mas é questionável desde o ponto de vista ético. Este tipo de doação somente tem sido aceito quando existe relação de parentesco entre doador e receptor.
Quanto à utilização de órgãos de doador cadáver, o problema inicial foi o estabelecimento de critérios para caracterizar a morte do indivíduo doador. Primeiramente o critério era o cardiorrespiratório, depois, se tornou encefálico.
Aqui cabe uma pergunta: “Querer viver às custas do sacrifício de outros, sejam animais ou humanos, é correto”?
Como dissemos acima, o critério de morte para a utilização de órgãos destinados a transplantes foi mudado de cardiorrespiratório para encefálico porque, no primeiro, quando o coração e a respiração do indivíduo param, órgãos e tecidos começam a se degenerar. “Alguns órgãos como o coração, os pulmões e o fígado deterioram-se tão rapidamente que eles devem ser obtidos de corpos vivos”, disse o Dr. David Hill, anestesista britânico.
Sobre o critério de morte encefálica, o Dr. Paul Byme, ex-presidente da Associação Médica Católica do Vaticano diz que “em um paciente com morte encefálica, o coração bate, o corpo está quente, órgãos vitais como o fígado e os rins estão funcionando e há respiração, embora sustentada por um ventilador mecânico”.
Em maio de 2000, a Revista dos Anestesistas do Royal College of Anaesthetistis da Inglaterra recomendou, em seu editorial, a realização de anestesia geral nos doadores de órgãos para eles não sentirem DOR com a retirada de seus órgãos, devido à arbitrariedade dos critérios declaratórios de morte encefálica. Esta atitude foi determinada pelo fato de os anestesistas saberem que o paciente que tem órgãos retirados para transplante, a partir de como esta declaração de morte para fins de transplante é feita atualmente, reage dramaticamente à sensação de dor. Se o paciente está morto, por que fazer anestesia geral nos doadores de órgãos? E, na conclusão do editorial desta revista médica, lê-se: “Se uma pessoa não está morta, não deveria ter seus órgãos retirados.”
Quando uma pessoa morre. “os veículos superiores – Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente – podem ser vistos abandonando o Corpo Denso com um movimento em espiral, levando consigo a alma de um Átomo-semente denso. Não o átomo em si, mas as forças que, através dele, atuavam. O resultado das experiências vividas no Corpo Denso durante a existência que acaba de terminar ficou impresso neste átomo particular. Esse Átomo-semente despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir novamente de núcleo como núcleo de mais um Corpo Denso a ser usado pelo mesmo Ego, por isso o amado Átomo-semente.
O Ego, durante três dias e meio, vê de trás para diante, todas as cenas de sua vida passada, impressas no Átomo-semente, panorama da vida, que servirá de base para sua permanência no Purgatório e no Primeiro Céu onde purgará o que foi errado e se fortalecerá com o que foi certo.
Assim como o bebê que vai nascer precisa de cuidados especiais para que seu Corpo Denso se forme perfeitamente e, na hora do nascimento, não aconteça nada que o prejudique, assim também o ser que abandona seu Corpo Denso, o físico, por ocasião da morte precisa de cuidados e, principalmente, de muita tranquilidade para que sua atenção não seja desviada da retrospecção do panorama da vida recém-finda e a consequente gravação, no Corpo de Desejos, das imagens contidas neste panorama, que constituirão a base das experiências depois da morte. Deste panorama dependerão o desenvolvimento da consciência e o incentivo para uma boa conduta nas vidas futuras. O impedimento, por qualquer motivo, da retrospecção eficiente do panorama da vida, implica em perda das experiencias da última vida e atraso na evolução do Ego. Para compensar este lamentável fato, o Ego tem a oportunidade de renascer e morrer, ainda criança, para ser enviado a uma escola especial nos mundos espirituais, recuperando assim parte da perda. Esta é uma das causas da mortalidade infantil que causa tanto sofrimento aos casais que desejam muito ter um filho.
A perda do panorama da vida acontece por vários motivos, entre os quais:
a) Quando o Espírito é incomodado por muitas lamentações por parte da família.
b) Quando a morte é por acidente:
c) Quando o corpo é cremado antes dos três dias e meio após a morte.
Vemos, portanto que uma morte natural e tranquila e o respeito aquele que partiu, fornece ao Ego condições de aproveitar as experiências que teve em sua vida e se preparar melhor para o futuro renascimento.
Vejamos, agora, o aspecto espiritual da situação do receptor do órgão transplantado. Acreditamos que as condições que dão origem a órgãos doentes resultam das próprias ações das vidas anteriores. Um órgão comprometido (coração, fígado, pulmões, rins, olhos, etc.) é somente o sintoma do problema que deve ter causa nas vidas passadas. A troca de partes não resolve o problema. A mudança de vida (pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, ações), focada mais na parte espiritual dessa vida, sim.
Tirar a vida do animal para prolongar a vida humana é eticamente errado. Deus dá a vida animal ou humana. Os mais evoluídos e individualizados são menos receptivos à troca de partes de seu corpo. O sistema imunológico protege a pessoa contra a intromissão de muitas substâncias e há razões metafísicas e biológicas para a rejeição individual de tecidos, órgãos e fluidos de outros.
Construímos nossos próprios corpos e eles refletem nosso próprio estado de consciência. Aquele que recebe um órgão de uma pessoa ou de um “banco” pode se beneficiar temporariamente, mas, a menos que ele viva a partir de então para transmutar a parte de sua natureza que resultou no órgão danificado, ele não terá este benefício na sua próxima vida.
Continuando a pesquisa feita sobre o assunto dos transplantes, coletamos algumas informações sobre pacientes que receberam transplantes.
Será que um transplante de órgãos pode mudar a atitude, o temperamento e os gostos do receptor? Parece que sim. Um executivo que recebeu um coração de um doador que era fã de uma determinada cantora começou a chorar quando ouviu uma canção cantada por ela algumas semanas depois da operação. Um outro executivo, agora com 70 anos, que recebeu um coração de um rapaz de 14 anos que morrera num acidente, começou a gostar de comer doces, o que nunca fizera antes, e a gostar de esportes radicais como ciclismo, caiaque e esqui. Uma mulher desenvolveu o gosto por comida mexicana depois da operação e disse ter voltado da mesma com um profundo sentimento de raiva. Seis meses após a operação, contatando a família do doador, ela pôde compreender o que estava sentindo. Ele era um rapaz que adorava comida mexicana e que tinha morrido numa briga.
Esses fatos mostram que os transplantes interferem com um aspecto essencial à evolução humana, especialmente em seu estágio atual, que é a individualidade. A incorporação de personalidades estranhas ao caráter desses receptores certamente fará com que, em próximas vidas, as lições previstas para uma determinada vida tenham que ser retomadas.
Isto posto, como acreditamos que tudo no nosso Universo segue um planejamento divino e que o destino de cada um e todos obedece a normas concernentes à evolução humana e suas necessidades, visando o progresso e o crescimento anímicos, nós, os espiritualistas, devemo-nos colocar em planos diametralmente opostos à prática dos transplantes, não só pelo respeito à vida, como também por serem violações às leis naturais (e, ainda, às leis humanas), já que tais práticas interferem no aprendizado do Espírito, nesta Escola que é a vida física, rumo ao desenvolvimento de sua consciência e à perfeição.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz do Rio de Janeiro-RJ – julho-agosto-setembro-2005)
Resposta: O tempo normal de duração que uma pessoa permanece no Mundo do Desejo, após deixar o Corpo Denso pela morte, é de um terço da duração da vida no Corpo aqui, mas isso é apenas uma regra geral. Ha muitos casos em que essa permanência é encurtada ou alongada. Por exemplo, se uma pessoa faz os Exercícios Esotéricos da Fraternidade Rosacruz, especialmente o Exercício de Retrospecção à noite, ela pode dessa maneira científica, desde que ele seja executado com seriedade e sinceramente, antecipar e evitar inteiramente a necessidade da experiência purgatorial. As imagens das cenas em que ela prejudicou alguém teriam sido eliminadas do Átomo-semente do Corpo Denso que está em seu coração pela contrição (pelo Perdão dos Pecados) e, assim, não haveria mais a necessidade da expiação purgatorial. Onde ela tivesse feito algo meritório (de ajuda aos outros) esse fato seria absorvido como pábulo para a alma, e isso encurtaria, senão até eliminará inteiramente, a necessidade da experiência no Primeiro Céu. Assim, essa pessoa ficaria relativamente, se não inteiramente, livre para se devotar ao serviço da humanidade lá no Mundo do Desejo e, por conseguinte, ela poderia permanecer nessas Regiões infeiores. Entretanto, nesse último caso, essas Regiões não constituiriam, para ela, nem o Purgatório nem o Primeiro Céu. Muitos dos Discípulos mais devotos executaram esse trabalho humanitário durante um certo número de anos após terem partido desse Mundo, ou seja, após a sua morte aqui.
Contudo, há alguns que vão para o Segundo Céu imediatamente. O crescimento anímico que atingiram durante uma vida prestativa livra-os de uma existência no Purgatório e no Primeiro Céu e os capacita a efetuar certas investigações lá e passam por um certo treinamento ou aprendizagem que os tornarão aptos a assumir uma posição mais elevada e melhor como auxiliares da humanidade numa vida futura. Essa classe, contudo, não pode ser vista por nenhum amigo ou parente que se ausente do Corpo Denso durante o sono.
Há outras classes que, por assim dizer, se tornam imortais no mal. Não acontece exatamente isso, mas mútua conexão entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos deles força-os a permanecer nas Regiões inferiores dos Mundo invisíveis, mais próximas ao Mundo Físico no qual vivemos, tal como explicamos meticulosamente na série nos textos que publicamos para os Estudantes Rosacruzes no livro A Teia do Destino. Consequentemente, essa classe pode ser encontrada durante um número considerável de anos após terem morrido aqui. Na realidade, é um fato curioso que algumas dessas pessoas más serem procuradas por antigos amigos que também já morreram aqui e que necessitam de auxílio para entrar em contato com o Mundo Físico. O autor se lembra de um exemplo que ocorreu há alguns anos, quando uma sua parente muito idosa estava prestes a morrer aqui. Ela parecia muita ansiosa para ver seu marido que já havia morrido antes dela. Mas ele já alcançara o Primeiro Céu, seus braços e seu corpo já não existiam mais, e somente restava a cabeça. Portanto, dificilmente ele poderia se mostrar a ela quando da sua chegada, e muito menos influir nas condições de seu passamento, que não eram inteiramente do seu agrado. Certas coisas estavam sendo feitas a fim de retardar o ato de separação do Espírito e da carne, o que ocasionou uma tremenda dor e sofrimento que afetava à pessoa moribunda.
Em sua ansiedade, sob a condição de marido, ele apelou para um amigo, cuja mútua conexão entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos o permitia se manifestar mais facilmente. Esse Espírito pegou uma pesada bengala num canto do quarto e com um forte golpe arrancou um livro das mãos da filha da agonizante, o que assustou de tal forma aqueles que estavam presentes, que esses pararam com as lamentações, permitindo que a mulher morresse e partisse para o além. O pobre homem que executou esse fenômeno já estava há mais de vinte anos nos Mundos invisíveis e tanto quanto o autor pôde perceber não havia o menor sinal de dissolução do corpo de pecado, no qual estava envolto; talvez devesse permanecer ali ainda por mais o dobro ou o triplo do período que já havia ficado.
(Pergunta nº 57 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Resposta: Parece muito difícil conceber que seres tão gloriosos quantos os Arcanjos — que, dentre muitas atividades, também exercem as funções de Espíritos-Grupo e Espíritos de Raça — possam cometer atos errados, pelo menos no sentido que o nosso entendimento limitado confere a essa palavra. Cristo é o mais elevado Iniciado dentre os Arcanjos e como sabemos que “Ele sofreu em todos os aspectos da mesma forma que nós, sendo tentado, embora isento de pecado”[1] há, evidentemente, uma lei superior. Perceberemos que nós devemos percebê-la quando consideramos a relação dos Espíritos-Grupo com os animais de suas espécies à luz da Lei de Analogia, que é a chave-mestra de todos os mistérios.
A seguinte ilustração do livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, provavelmente, com clareza demonstrará a diferença entre o ser humano com seu Espírito Interno e os animais com seus Espíritos-Grupo:
“Imaginemos um quarto dividido ao meio por uma cortina, um lado representando o Mundo do Desejo e o outro o Mundo Físico. Dois homens, um em cada divisão, não podem ver-se mutuamente. Contudo, na cortina há dez furos pequenos e o ser humano que se encontra na divisão que representa o Mundo do Desejo pode meter seus dez dedos por esses furos para o outro lado que representa o Mundo Físico. Isto pode dar uma excelente representação do Espírito-Grupo que está no Mundo do Desejo. Os dedos representam os animais pertencentes a uma espécie. Pode movê-los a seu gosto, mas não pode empregá-los tão livre e tão inteligentemente quanto o ser humano que se encontra na divisão física pode mover seu Corpo. Esse último vê os dedos que atravessam a cortina e observa que todos se movem, mas não pode ver a relação que existe entre eles. Para ele todos parecem separados e distintos uns dos outros. Não pode ver que são os dedos do ser humano que, atrás da cortina, governa seus movimentos com sua inteligência. Se fere um destes dedos, não é ferido somente o dedo, mas principalmente o ser humano que está por trás da cortina. Se um animal é ferido esse sofre, mas não tanto quanto o Espírito-Grupo. O dedo, não tendo consciência individualizada, move-se conforme a vontade do ser humano assim como os animais se move sob os ditames do Espírito-Grupo. O Corpo Denso, no qual funcionamos, é composto de numerosas células, cada uma tendo uma consciência celular separada, embora de uma ordem muito inferior. O Corpo Denso em que funcionamos é composto de inúmeras células, tendo cada uma sua consciência celular separada, ainda que de ordem inferior.
Enquanto essas células fazem parte do nosso Corpo estão sujeitas e dominadas por nossa consciência. Um Espírito-Grupo animal funciona num Corpo espiritual, que é seu veículo inferior. Esse veículo compõe-se de um número variável de Espíritos Virginais, imbuídos durante esse tempo da consciência do Espírito-Grupo. Esse último dirige os veículos construídos pelos Espíritos Virginais, cuidando deles e ajudando-os a aperfeiçoar esses veículos. Conforme aqueles que estão ao seu cargo evoluem, o Espírito-Grupo também evolui. Sofre assim uma série de metamorfoses, de modo idêntico àquele pelo qual crescemos e ganhamos experiência por introduzirmos em nosso organismo as células do alimento que comemos, elevando também dessa maneira – e por indução temporária – a sua consciência.
Esse Espírito-Grupo dirige as ações animais em harmonia com a lei cósmica, até que os Espíritos Virginais a seu cargo tenham adquirido consciência própria e se tornado humanos. Então, gradualmente começarão a manifestar vontade própria, libertando-se cada vez mais do Espírito-Grupo e tornando-se responsáveis pelos seus próprios atos. Contudo, o Espírito-Grupo continua a influenciá-los (ainda que em grau decrescente) como Espírito de Raça, de tribo, de comunidade ou de família, até que cada indivíduo se torne capaz para agir em plena harmonia com a lei cósmica. Só então o Ego se libertará e se tornará inteiramente independente do Espírito-Grupo, que por sua vez entrará numa fase superior de evolução.”.
À luz da explicação anterior, sobre o relacionamento entre o Espírito-Grupo e os animais, torna-se evidente que os sofrimentos experimentados por meio dos seus representantes têm a mesma finalidade que os sofrimentos experimentados por nós devido aos nossos erros diretos, isto é, para ensiná-los a evitar, sempre que possível, as situações indesejáveis que produzam a dor. O ser humano sem uma arma vê muitos animais quando passeia pelos campos; eles se refugiam em Mount Ecclesia e em outros lugares onde o Espírito-Grupo os sugerem que estarão a salvo. O ser humano com uma arma pode querer caçar, sendo assim, o Espírito-Grupo previne seus protegidos da aproximação de tal ser humano. Além disso, o Espírito-Grupo reveste as suas espécies com peles ou penas com cores parecidas às da terra, das árvores ou das folhas para disfarçá-las tanto quanto possível dos olhos de quem as caçaria e lhes causaria dor. Então, por causa do desejo de evitar a dor para si mesmo, ele exercita à sua engenhosidade no sentido de defender seus protegidos. No entanto, não estamos preparados para afirmar que o desejo de escapar à dor seja o motivo principal do Espírito-Grupo ao defender os seus protegidos, mas os dois estão ligados como a causa e o efeito.
E quanto aos animais abatidos para servirem de alimento, e as pobres criaturas torturadas nos infernos da vivissecção? E quanto aos pobres cavalos submetidos à fome e surrados por cavaleiros desumanos? O que o Espírito-Grupo faz para protegê-los, poupando-os da dor inerente a essa situação? Ele pode instruir os animais selvagens a se salvar por meio de vários métodos, mas o problema que surge em função dos animais domésticos deve apresentar uma dificuldade considerável para o Espírito-Grupo. Ele tem o poder de reter o Átomo-semente necessário à fertilização para preservar a pureza de sua tribo, e é o que faz no caso dos híbridos. Entretanto, o propósito principal da existência é a experiência, por isso, é forçado a deixar os Espíritos sob sua guarda nascerem através de seus canais legítimos, embora fiquem mais expostos a um tratamento cruel nas mãos do ser humano. Futuramente, o ser humano deve e irá ajudar os animais para assim compensar a sua maldade atual, e terá de ajudar os atuais minerais quando eles se tornarem animais. A Lei de Consequência é justa e podemos confiar nela para equilibrar os pratos da balança. Enquanto isso, os Espíritos-Grupo estão aprendendo sobre simpatia e compaixão. Os Espíritos de Raça estão aprendendo a mesma coisa por meio do sofrimento humano, provocado pelas contendas industriais e nacionais. Dia virá em que o leão se deitará ao lado do cordeiro, pastará junto ao boi, a criança poderá brincar com a serpente sem correr risco, quando “as espadas serão transformadas em arados e as lanças em podadeiras”[2], e haverá “paz na terra e boa vontade entre os homens”[3]. De fato, tudo isso demandará grandes mudanças tanto mentais como morais e físicas, mas “embora os moinhos de Deus moam devagar, moem extraordinariamente bem”[4]. O poder divino moldou o Cosmos a partir do Caos; portanto, temos razão para confiar em seu propósito benevolente e acreditar em sua onipotência ao remover todos os obstáculos para a realização do que hoje nos parece uma utopia.
(Pergunta nº 60 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Hb 4:15
[2] N.T.: Is 2:4
[3] N.T.: Lc 2:14
[4] N.T.: provérbio popular alemão