Pergunta: Você pode me explicar exatamente como as influências Astrológicas atuam? Parece extraordinário que um ser humano, pelo fato de seu horóscopo não apresentar nenhuma evidência de morte violenta, possa escapar sempre miraculosamente. Por exemplo, na atual guerra Europeia[1], vê-se inúmeros casos em que homens se expõem imprudentemente a saraivadas de balas, escapando sempre ilesos. Havia um general francês, tão gordo que mal podia andar, que costumava se sentar em um banco de campanha fora da trincheira, sendo um alvo perfeito ao inimigo. Ele nunca foi atingido. Novamente, um aviador britânico que fazia voos rasantes por cima das trincheiras alemãs, e observadores competentes dizem que, embora durante dez minutos milhares de projéteis fossem disparados em sua direção, ele sempre escapava ileso. De que modo misterioso tal proteção é proporcionada pelas influências astrais?
Resposta: Os Astrólogos que investigaram os horóscopos de várias vítimas de acidentes, tais como as do “Eastland”[2] e do “General Slocum”[3], conseguiram sempre detectar acidentes graves no horóscopo das vítimas, e um dos astrólogos europeu, que acreditamos ser “Sepharial”[4], recentemente comparou o horóscopo de quarenta pessoas mortas em um campo de batalha na mesma ocasião. O resultado revelou grandes calamidades em cada caso, e é igualmente certo que quem escapou milagrosamente ao perigo devia estar sob boas influências naquele momento.
Um estudo dos horóscopos revela que enquanto certas pessoas são imunes aos acidentes durante toda a vida delas, outras pessoas são sujeitas a eles frequentemente. Uma terceira classe escapará sempre por um fio, desde o nascimento até a morte. No “Conceito Rosacruz do Cosmos”, citamos o caso de um homem pertencente à classe que sempre se depara com acidentes. Ele não era absolutamente um homem imprudente ou descuidado. Numa ocasião, ele feriu-se ao subir numa charrete. Na ocasião citada nesse livro, ele estava viajando num bonde elétrico que se chocou com um trem, por isso não podia ser culpado pela desgraça que o acometeu. Entretanto, ambos os acidentes e muitos outros foram previstos muito claramente no horóscopo dele. Verificou-se, posteriormente, que esse era o resultado de um destino inexorável, pois o autor[5], meses antes, avisou-o e preveniu-o quanto à data exata do acidente ferroviário. O pobre homem, ansioso por escapar, permaneceu em casa no dia anterior ao acidente pensando ser aquele o dia fatal. Mais tarde, se descobriu que ele confundira a data, tornando-se realmente a vítima.
Em outra ocasião, o autor predisse um acidente a um homem pertencente à classe dos que sempre escapam. Se a memória não nos falha, esse homem tinha Leão no Ascendente e o Sol, que regia o Ascendente, estava na oitava Casa em Quadratura com Saturno. Júpiter estava em Trígono com o Sol ou o Ascendente, ou ambos. Nesse caso, era evidente que esse homem se encontraria, muitas vezes, em perigo de vida, mas, escaparia sempre. Contudo, no ano de 1906 ou 1907, houve um eclipse do Sol a um ou dois graus do seu Sol radical e, também, algumas aflições menores. Pensamos que isso representasse, talvez, o terminus vitae (término da vida) dele, mas não o foi. No dia em que as influências não estavam tão boas, ele tropeçou e caiu no meio da rua e um carro de turismo pesado foi direto em sua direção. Parou cerca de uns 3 centímetros do corpo dele, de forma que o raio benéfico de Júpiter anulou, mais uma vez, a influência do sinistro Saturno. Pelo que autor sabe, esse homem vive ainda e, provavelmente, já deve ter escapado inúmeras vezes da morte.
Deve haver configurações similares nos casos mencionados pelo nosso amigo. Tais pessoas levam uma vida sossegada, e não há outra explicação que possa dar uma indicação satisfatória para o problema, exceto que os raios astrais (Sol, Lua e Planetas) são forças poderosas em nossas vidas.
Isso não deveria nos surpreender se considerarmos que os Astros são corpos vivos e pulsantes de grandes Inteligências que são Ministros de Deus. Se um frágil aparelho sem fio, construído por mãos humanas, pode emitir ondas no ar capazes de mover uma alavanca, acender uma lâmpada, ou operar uma chave telegráfica a milhares de quilômetros de distância de acordo com a vontade do operador, por que seria impossível a energia dinâmica de tão grandes Espíritos enviar, pelo universo, raios de força ou potência capazes de agir a muitos milhões de quilômetros de distância? O fato de compreendermos e acreditarmos nisso ou não, nunca fará as coisas mudarem, e os céticos poderão, por meio de uma simples observação dos movimentos da Lua e de Marte, verificar e ter a comprovação disso.
Esses dois Astros desempenham um papel muito importante atualmente, porque as pessoas se tornaram mais receptivas, cedendo aos impulsos deles durante os últimos dois anos. É certo que fortalecemos nosso caráter, quando aprendemos a reger nossas “estrelas” e escudando-nos contra suas influências incitadoras. Também é um fato que quanto mais nos submetemos a elas, em determinada ocasião, tanto mais potentes serão suas influências em uma ocasião seguinte.
(Pergunta 117 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)
[1] N.T.: Refere-se à Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
[2] N.T.: Desastre de Eastland, naufrágio do transatlântico SS Eastland no rio Chicago em Chicago em 24 de julho de 1915. O evento, que custou pelo menos 844 vidas, é classificado como um dos piores desastres marítimos da história americana.
[3] N.T.: O PS General Slocum era um barco a vapor de passageiros construído no Brooklyn, Nova York, em 1891. Durante sua história de serviço, ele se envolveu em vários contratempos, incluindo vários encalhes e colisões. Em 15 de junho de 1904, o General Slocum pegou fogo e afundou no East River da cidade de Nova York. No momento do acidente, ela estava em uma corrida fretada carregando membros da Igreja Evangélica Luterana de São Marcos (alemães americanos de Little Germany, Manhattan) para um piquenique na igreja. Estima-se que 1.021 das 1.342 pessoas a bordo morreram.
[4] N.T.: Walter Gorn Old (1864-1929) foi um notável astrólogo do século XIX, mais conhecido como Sepharial.
[5] N.T.: no caso, Max Heindel
Maria, a mãe de Jesus, foi o coração de compaixão e de compreensão. Quantos de nós têm prestado suficiente atenção à vida e ao trabalho de Maria? Ela veio para cumprir uma missão especial, assim como José e Jesus. Sua missão não foi somente dar à luz o homem Jesus, que mais tarde cedeu seu corpo ao Cristo, mas, também, elevar as condições de toda a humanidade, em virtude do fato de que foi a mãe de Jesus, o indivíduo mais importante que já nasceu em toda a história do mundo.
Quando estudamos as vidas de Jesus e de Maria, ficamos um tanto surpreendidos com a resposta que ela recebeu de Jesus, o Cristo, segundo o Evangelho Segundo de São João (2:4), em relação à transformação da água em vinho: Ele lhe respondeu de um modo quase ríspido: “Que tenho eu contigo, mulher? Ainda não é chegada a minha hora“. Porém fixemo-nos na resposta dela, dirigida aos serventes: “Fazei tudo o que Ele vos ordenar“. Note-se que cuidadosamente ela preparava o caminho para que se consumasse seu primeiro milagre.
Maria e José foram à Jerusalém para a festa da Páscoa, como era costume naqueles dias. Quando voltavam para casa deram falta de Jesus, e O procuraram durante três dias até que O encontraram no Templo entre os sábios e os doutores. Todas as mães sabem o que se sente ao procurar um filho perdido. Maria, conhecendo a missão de Jesus, estava desconcertada com o seu desaparecimento. Quando O encontrou perguntou por que havia se comportado daquela maneira com seus pais. Vejam a resposta dele, conforme o Evangelho de São Lucas (2:49): “Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?“. Isso não indica que Jesus, sendo ainda muito jovem, (pois tinha então 12 anos), estava plenamente inteirado da parte que lhe correspondia representar, isto é, de permitir a Cristo que lhe utilizasse o corpo durante os três anos de Seu ministério?
Maria – seu próprio nome nos traz à Mente muitas coisas que nos são queridas. Vejamos a letra “M”; quantas palavras começam com essa letra: mãe, multidão, maná, matéria, mestre, metafísica, mar e outras tantas mais. Também temos outras Marias relacionadas com a vida de Jesus, e cada uma delas cumpriu sua missão.
De acordo com Max Heindel, sabemos que Maria e José foram Iniciados elevados nos Mistérios, ou seja, alcançaram as elevadas Iniciações. Estavam imbuídos plenamente da missão que lhes tocava, assim como Jesus. Da mesma forma que no caso dos grandes músicos como é de notar nas vidas da célebre família dos Bach. Quando Jesus Cristo falava com Maria e lhe dava aquelas respostas, era o Cristo e não o homem Jesus que falava. Podemos alcançar uma maior compreensão quando Jesus Cristo em Seu último alento deixou Sua mãe aos cuidados de São João evangelista, Seu discípulo, segundo lemos no Evangelho Segundo São João (19:26), demonstrando o laço profundo entre a mãe e o filho. Quase Seu último pensamento e pedido foram nela e para ela.
Nos tempos presentes, vemos a mulher ocupando os postos dos homens, em alguns casos. Porém, se ouvimos a conversa delas nos distintos aspectos da vida, podemos verificar seus fortes desejos de voltar ao lar e viver ao lado de seus familiares. É no lar em que se acha o verdadeiro trabalho da mulher. Sabemos que renascemos umas vezes como homem e outras como mulher, e é necessário que aprendamos tudo o que nos seja possível em cada corpo. Maria cumpriu seu trabalho familiar muito bem. Trabalhou com José, porém não encontramos nenhum indício de que ele tivesse exercido domínio sobre ela. Sem dúvida, encontramos muitos relatos do trabalho de Maria no lar. Sabemos que a túnica de uma só peça que Cristo usava quando foi crucificado havia sido tecida por ela.
A grande influência que as mulheres exercem sobre os homens está indicada no conhecido dito que diz: “A mão que embala o berço governa o mundo”. O êxito do homem é amiúde devido à influência de sua esposa, mãe ou noiva. Temos muitos exemplos disso e todos os grandes homens dão muito crédito aos conselhos maternais. Lincoln disse que tudo o que ele era e esperava ser o devia à sua mãe.
Em todas as grandes crises encontramos uma mulher atrás da cena. Nem todas as mulheres, em sua capacidade, têm sido boas, e é então quando se tem provocado muitos distúrbios ao mundo, porém o fato é que sempre existe uma mulher por detrás dos bastidores.
De acordo com a Bíblia, José era muito mais velho do que geralmente se supõe. Quando lemos sobre sua participação no plano, notamos, sobretudo, seu cuidado com Maria e Jesus, e sua devoção e completa obediência à vontade de Deus. Todos os seus pensamentos convergiam à ternura pela mãe e o Filho. José deu por cumprida sua missão quando Jesus estava preparado para entregar seu corpo ao Cristo. Somente Maria esteve com Jesus, com seu amor e devoção, até que Ele expirou.
Durante os trinta anos da vida como um ser humano – pois utilizava os seus Corpos Denso e Vital – , Jesus obedeceu todas as leis da Terra. Porém, quando Cristo tomou o Corpo Denso e o Corpo Vital dele – com o seu consentimento –, no Batismo, começou a mudar as leis e dar novos ímpetos ao mundo. Tão logo como o Cristo começou Seu ministério, as mudanças foram maiores e nos três curtos anos em que executou a sua missão para a qual havia vindo, ou seja, a de Salvador do Mundo.
Não nos esqueçamos das outras Marias que tomaram parte nas vidas de Maria e Jesus. Não é estranho que as três tivessem o nome de Maria? Cada uma delas ilumina alguma das fases da vida da mulher. A história de Maria e Martha é uma das quais estamos familiarizados. Por que Maria ficou com Jesus enquanto Martha trabalhava na cozinha? Por que Maria Madalena ungiu os pés de Nazareno com azeite perfumado? Por que elas tinham parte na missão de Jesus? Maria Madalena é uma das Marias que mais nos intriga. Ela tomou parte na redenção. Trabalhou seu destino por meio de superação de sua Mente e de sua alma. Todos nós sabemos que Maria Madalena havia quebrado muitas das leis, porém com a ajuda de Jesus Cristo, se redimiu e começou vida nova.
Aproximava-se a hora em que Jesus Cristo tinha de se apresentar aos judeus como seu Rei e Messias prometido. Quantas alegrias sentiria o coração de Maria, ao observar seu Filho fazendo os primeiros milagres de cura! Quanto teria sofrido ao saber que seu Filho bem amado teria que caminhar sozinho os anos restantes de Sua vida! Aqui vai uma avaliação para todas as mães: quantas há que, ao chegar a hora em que seus pequeninos tenham que provar suas próprias asas e começar a viver suas próprias vidas, estão dispostas a dar-lhes a liberdade de que necessitam?
Diz se no Novo Testamento que quando Cristo falava às multidões, Maria e Seus Irmãos vieram e desejaram falar-Lhe, e sua resposta foi: “Quem é minha mãe, e quem são os meus irmãos? Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe“. Maria compreendeu isso porque sabia que já não tinha o mesmo laço familiar com Cristo como o tinha com Jesus. Sabemos que durante os últimos dias e noites de provas, Maria falava com Deus e teve que receber muitas bênçãos porque continuou sua missão até o final.
Como a alegria que Maria teve ao ter o menino entre seus braços, também teve a dor de sustentar o corpo sem vida de Jesus Cristo, enquanto José de Arimatéia ia procurar o pano para envolvê-Lo. Depois que Seu corpo foi levado Maria foi com João, pois sabemos que esse a levou para sua casa e dela cuidou. Maria viveu o suficiente para saber que a missão para a qual Ela e Jesus haviam nascido se havia cumprido, e que tudo se havia feito de acordo com a vontade e guias Divinos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1966 – Fraternidade Rosacruz – SP)
A saúde é o estado natural do corpo. É de vital importância, portanto, compreender que a doença ou a enfermidade nos atinge como resultado inevitável de hábitos e condições de vida que, logicamente, produzem tais resultados. Também é igualmente benéfico para o paciente compreender que existem 3 (três) grandes atuantes fatores na Cura Rosacruz: em primeiro lugar, o Poder de nosso Pai Celestial; em segundo, o curador; e, por último, o ânimo obediente do paciente, sobre o qual possa atuar o Poder Curador de Deus, de forma tal que dissipe todas as doenças ou enfermidades corporais.
Quando Naamã veio a Elias[1], crendo que esse faria grandes demonstrações de magia e cerimoniais para livrá-lo da lepra, ficou decepcionado, pois o profeta lhe disse que se fosse e se banhasse sete vezes no rio Jordão. Naamã se irritou e, quase gritando, falou: “Porventura os rios de Damasco, o Abana, e o Farfar, não valem mais que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles para ficar purificado?”. E, voltando as costas, retirou-se indignado….”. Naamã carecia do espírito de submissão, tão necessário para que a obra seja realizada, e podemos afirmar que se houvesse permanecido em sua atitude, jamais teria sido curado. Tampouco os enfermos ou doentes teriam sido curados por Cristo se não houvessem obedecido e feito o que Ele lhes dissera. Esta é uma Lei da Natureza: a desobediência (a transgressão) é que produz enfermidades e doenças. A obediência implica em uma mudança de estado de ânimo, permitindo à pessoa se se manter disposta a receber o bálsamo que possa vir por intermédio de Cristo ou de outra pessoa, segundo seja o caso, mesmo sabendo que as forças curadoras, primariamente, provêm de nosso Pai Celestial – o “Grande Médico”.
Compreendamos: todo o Universo se encontra impregnado e compenetrado do Poder do Pai, Poder esse que se acha à nossa disposição para curar todas as enfermidades e doenças, qualquer que seja a natureza delas. O profissional da saúde (quando é um curador) ou um curador (mesmo não sendo um profissional da saúde) é o foco, o veículo por meio do qual se infunde o Poder de Cura do Pai no corpo do paciente. E se o curador é um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, acorde com o infinito, não haverá limites para as obras maravilhosas que o Pai pode realizar por intermédio do curador, quando a oportunidade ofereça um paciente apropriadamente receptivo e submisso.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1976-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: “Naamã, chefe do exército do rei de Aram, gozava de grande consideração e prestígio junto de seu senhor, pois fora por meio dele que Iahweh concedera a vitória aos arameus; mas esse homem era leproso. Ora, os arameus, numa incursão, tinham levado do território de Israel uma moça que ficou a serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua patroa: “Ah! bastaria meu amo se apresentar ao profeta de Samaria! Ele o livraria da lepra”. Naamã foi informar o seu senhor: “A moça que veio da terra de Israel falou isso e isso”. O rei de Aram respondeu: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes de gala. Entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Ao mesmo tempo que esta carta te chegar às mãos, envio-te meu servo Naamã, para que o cures da lepra”. Ao ler a carta, o rei de Israel rasgou suas vestes e disse: Acaso sou um deus, que possa dar a morte e a vida, para que esse me mande um homem para eu curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele anda buscando pretextos contra mim!”. Mas quando Eliseu soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: “Por que rasgaste as vestes? Que ele venha a mim, para que saiba que há um profeta em Israel”. Naamã chegou com seu carro e seus cavalos e parou à porta da casa de Eliseu. Este mandou um mensageiro dizer-lhe: “Vai lavar-te sete vezes no Jordão e tua carne te será restituída e ficará limpa”. Naamã, irritado, retirou-se dizendo: “Eu pensava comigo: Certamente ele sairá e se apresentará pessoalmente, depois invocará o nome de Iahweh seu Deus, agitará a mão sobre o lugar infetado e me curará da lepra. Porventura os rios de Damasco, o Abana, e o Farfar, não valem mais que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles para ficar purificado?”. E, voltando as costas, retirou-se indignado. Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: “Meu pai! Mesmo que o profeta te houvesse ordenado algo difícil, não o terias feito? Quanto mais agora que ele te diz: ‘Lava-te e ficarás purificado.’ “Desceu, pois, e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme a ordem de Eliseu; sua carne se tornou sadia como a de uma criança e ficou limpa. Ele voltou à casa de Eliseu com todo o seu séquito; entrou, apresentou-se diante dele e disse: “Agora sei que não há Deus em toda a terra a não ser em Israel! Por favor, aceita este presente do teu servo”. Mas Eliseu replicou: “Tão certo como vive Iahweh, a quem sirvo, nada aceitarei”. Naamã insistiu para que ele aceitasse, mas ele recusou. Então Naamã disse: “Sendo assim, permite, então, que se dê a teu servo a quantidade de terra que duas mulas podem carregar, pois teu servo não mais oferecerá holocausto nem sacrifício a outros deuses, mas só a Iahweh. Que Iahweh perdoe, porém, a teu servo o seguinte: quando meu senhor vai ao templo de Remon para adorar, ele se apoia sobre meu braço e, também, me prostro no templo de Remon junto com ele; digne-se Iahweh perdoar esta ação a seu servo!”. Eliseu lhe respondeu: “Vai em paz”, e Naamã caminhou até certa distância.” (IIRs 5:1-19)

O Livreto contendo o Ritual Devocional do Serviço de Cura, bem como todo o material para oficiá-lo nas Datas de Cura acima, você encontra aqui: Livreto: Ritual do Templo, de Cura e Hinos
Há dias recebi de um amigo, que não compreende por que tenho confiança na Astrologia, um recorte da revista americana “News-week”, número de 12 de outubro de 1959. Apresento aos Amigos a tradução desse artigo, porque representa preciosa lição para nós.
“Para Bruce King, tudo o que está escrito nas estrelas, seja a Conjunção de Vênus com Marte, seja a de qualquer outro corpo celeste, representa dinheiro.
King, mais conhecido como Zolar, o mais popular astrólogo do mundo, é autor de aproximadamente 70% de todos os horóscopos vendidos no Estados Unidos. Seu lucro pelas predições: cerca de 150.000 dólares por ano.
Na última semana, King assinou contrato para colocar seus novos horóscopos para 5 anos (5 dólares cada um) nas 2.200 lojas de F.W. Woolworth antes da chegada do Ano Novo. Depois, puxando uma baforada de seu cigarro, concedeu uma entrevista, pela primeira vez durante seus 25 anos de astrólogo, em seu escritório em New York, sem turbante e sem olhar para a bola de Cristal.
Não sou adivinho, disse o senhor de 62 anos chamado Zolar (ZO de zodíaco e LAR de solar). Tudo o que faço com a astrologia é levantar o mapa da vida de uma pessoa. Ele mostra como a vida pode ser conduzida, mas nem os homens nem as mulheres são sujeitos ao destino.
Cada homem forma o seu próprio destino.
King recebe, no mínimo, umas 10.000 cartas por ano pedindo conselhos (que são fornecidos a 3 dólares, isto é, 800 cruzeiros cada um). Dessas cartas, 80% são de mulheres, concluindo-se, portanto, que a maioria das cartas trata de assuntos do coração. A pergunta feita com mais frequência, disse King, é: ‘Quando me casarei?’. A resposta para os nascidos em princípio de abril é: ‘Urano favorece o amor e as amenidades da vida… durante o mês de outubro’.
Tendo sido corretor de fundos, King se ligou com a Astrologia durante a crise porque lhe pareceu que os astrólogos eram as únicas pessoas que tinham algum dinheiro. Imaginou e organizou a venda de horóscopos e mais tarde expandiu suas vendas por intermédio da cadeia de lojas de Woolworth Kresge e Mc Cory.
Ele estima em mais de 50 milhões o número de horóscopos vendidos por ano.
Agora, sua linha de acessórios astrológicos (?), todos remetidos pelo correio em envelopes sem indicação de conteúdo, inclui tudo, desde cartões de predição e de indicações astrológicas de aniversário, até seu livro mais vendido (best-seller): ‘Segredos Astrológicos do Amor, das Emoções e do Casamento’.”
Esse é o artigo, meus Amigos.
Agora vamos à lição que ele encerra. Vamos responder sinceramente às seguintes perguntas:
Que uso você faz dos seus conhecimentos de Astrologia Rosacruz? Você a usa como uma ciência sagrada, que nos revela o segredo dos Equinócios e do sacrifício anual do Cristo para podermos sobreviver?
Ou a emprega vendendo predições (ainda que não por dinheiro, mas por fama e poder ilusórios), com informações de quando os Signos são propícios?
Nessa última hipótese, você se compara aos vendilhões do templo no tempo de Cristo e está prostituindo a divina prerrogativa de obtenção de ganho para si.
Quando você é provado por uma série de incidentes de “azar” você vai olhar o seu tema para ver se Marte e Saturno estão em conflito e se conforma com isso?
Ou você enfrenta a situação sabendo que isto é mais uma prova oferecida para o seu crescimento espiritual?
Você aceita um outro pedaço de sobremesa sabendo que está sobrecarregando o maravilhoso instrumento que vem construindo laboriosamente desde o princípio da criação, com a desculpa de ter Júpiter em Câncer? O nosso Corpo deve ser o instrumento do Ego e não um brinquedo dos desejos.
O conhecimento da Lei do Renascimento foi ocultado ao ser humano deliberadamente, para que ele possa aproveitar ao máximo seu tempo durante sua curta vida terrestre em se concentrar sobre as coisas materiais.
As doze Hierarquias Criadoras – chamadas, também de Hierarquias Zodiacais – que têm conduzido o desenvolvimento desse universo solar têm uma concepção da existência muito acima da concepção que o ser humano dela possui. Podemos dizer que a concepção humana está para a concepção das Hierarquias Criadoras como a concepção de uma estátua (se pudesse conceber algo) estaria para a concepção do artista que a criou. O trabalho atual das Hierarquias Criadoras nesse Planeta Terra é desenvolver o SERVIÇO (Peixes) e a PUREZA (Virgem) em toda a humanidade, para que possamos compreender nossas próximas lições que serão: AMIZADE (Aquário) e CONTROLE PRÓPRIO (Leão). Aprendemos a lição do SERVIÇO sobrepondo aos nossos desejos egoístas o cuidado para com nossa família, nossa comunidade e nossa pátria. Se tivermos bastante fé para agirmos assim, estaremos nos preparando adequadamente, pois Cristo aconselhou-nos a não nos preocuparmos com o amanhã. Nosso Pai Celeste sabe o que precisamos.
Será preciso irmos mais além? Max Heindel nunca nos teria ensinado Astrologia Rosacruz se tivesse pensado que ela seria pedra de tropeço a qualquer um dos seus seguidores.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1979-Fraternidade Rosacruz-SP)
Para aqueles que concedem a divina ciência da Astrologia Rosacruz um estudo verdadeiro e um julgamento premeditado não existem dúvidas quanto a superioridade do diagnóstico pela Astrologia Rosacruz sobre todos os outros métodos de diagnosticar enfermidades e doenças. Contudo o reto uso deste método requer uma elevada capacidade de discernimento associada a certos princípios fundamentais.
Primeiramente, o mínimo possível do diagnóstico obtido diretamente do horóscopo pode ser dado ao paciente, pois, é preciso que se tenha sempre em lembrança que uma pessoa enferma é uma pessoa anormal em certo grau, inclinada a não compreender devidamente ou a interpretar erroneamente aquilo que se lhe diz.
Acontece, com muita frequência, que uma pessoa sabedora de certo aspecto adverso no seu mapa, ou de uma certa condição crônica no seu Corpo Denso, construa a imagem mental da anormalidade, podendo assim torná-la ainda mais severa. Uma tal fixação mental e emocional pode se tornar tão forte que venha a prevalecer um espírito de desesperança, e destarte a pessoa cria um invólucro em torno de si, dificultando muito qualquer auxilio que se lhe queira prestar
Vemos, assim, a necessidade de sempre se acentuar fortemente os Aspectos benéficos (Sextis, Trígnos e algumas Conjunções) e a possibilidade de usá-los, a fim de contrabalançar e superar os estados mentais e emocionais indesejáveis que resultam de uma enfermidade ou doença.
Otimismo e jovialidade são os fatores fundamentais em um bem estabelecido método de Cura Rosacruz.
Afora isso, o paciente deve saber que os Aspectos (Conjunção, Sextil, Quadratura, Trígono e Oposição) do seu mapa natal são obra exclusivamente sua e que eles o afetarão enquanto trilhar as linhas negativas de pensamento ou de sentimento lá indicadas. Deve-se evidenciar repetidamente a habilidade que possui o Ego em “governar as suas estrelas”, de modo a evitar qualquer grau de fatalismo.
Não há limites para o poder de um Espírito desperto! Não há limites para a nossa força de vontade!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross, traduzido e publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1979-Fraternidade Rosacruz-SP)
A música contém, em sua expressão, toda a gama da evolução. Ela se levanta das névoas da antiguidade, desenvolve-se com as diversas épocas e revela um futuro de infinitas e gloriosas realizações. Vai ao fundo do ser humano desde o começo dele, e guarda, em suas mensagens esotéricas, a história da semente e do broto que germinam, do pecíolo, da folha e do botão que desabrocham e do aperfeiçoamento da maravilhosa flor.
Com a Humanidade ela alcança seu destino glorioso de espiritualidade, completamente desabrochada.
A música vivifica a parte mortal do cérebro e faz com que a Mente superior desça para tocar a mortal.
Ela verte, das alturas de onde se encontra, beleza, harmonia e glória em nossas vidas no mundo. É uma benção sublime que nos foi dada para que ouçamos, em suas harmonias, os segredos de nossa natureza divina, enquanto ainda somos mortais, para que vejamos as estrelas da glória futura, mesmo que ainda estejamos na escuridão da noite mortal, para que possamos, enquanto ainda só humanos, obter uma visão distante e vaga que seja, daquele estado superior, a meta de todos os seres, a glória, a magnificência e a realidade daquilo que está tão próximo de nós, uma parte de nosso próprio ser, embora escondido pelas limitações mortais. A música arranca esse véu e revela um pouco dessa glória.
O ser humano percebe isso até certo ponto e assim procura a música e ama as supremas qualidades de sua natureza, fundindo-a à sua própria alma!
(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross e publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – abril/1986-Fraternidade Rosacruz-SP)
Um operário que trabalhou durante dois anos esburacando os calçamentos com um martelo pneumático acabou perdendo metade de sua audição, e teria perdido mais se não tivesse usado protetores nos ouvidos. Numa noite de São João, um jovem soltou uma bombinha que explodiu junto ao ouvido do colega. Ao fim de algum tempo, os pais notaram diminuição da audição daquele lado e os especialistas concluíram que houve perda parcial da sensibilidade auditiva e que a lesão era irreversível. Sirenes de ambulâncias, as terríveis e exasperantes motocas, buzinas estridentes, alto-falantes em portas de lojas, etc., têm causado enorme desgaste e contribuído para aumentar a surdez em milhares de pessoas, especialmente na idade madura.
O assalto aos nossos ouvidos está crescendo em tal proporção que a poluição sonora se tornou problema mais grave do que a atmosférica, isso porque não temos consciência dela e os efeitos só se fazem sentir lentamente. Um brado de alerta deve ser dirigido especialmente aos jovens. Estamos criando uma geração de meio-surdos com as ruidosas e insuportáveis orquestras de aparelhos elétricos ligados no tom mais alto e ensurdecedor possível. A medida do som é feita em decibel, em homenagem a Graham Bell. Um decibel significa a quantidade de som mais baixa que uma pessoa pode ouvir. O ruído num escritório, com máquinas de escrever, geralmente chega a 50 decibéis; o do movimento de carros numa rua sem buzinas e escapamentos abertos vai a 80 decibéis; e o metrô produz 90 a 100 decibéis, o que já é bastante barulho. Enquanto um avião a jato levantando voo, a uma distância de 700 metros, produz cerca de 120 decibéis, capazes já de causar lesão nos ouvidos, um conjunto de estéreo elétrico em recinto fechado chega a 140 e até 150 decibéis, carga mortífera para as sensíveis terminações nervosas.
Ao contrário do que se pensa, não é a membrana do tímpano a principal vítima, mas os próprios nervos auditivos, assim como um foco de luz muito intenso lesa definitivamente a retina. Ruídos altos de 80 a 90 decibéis, se prolongados e repetidos, podem ser igualmente lesivos e levar aos poucos ao endurecimento da audição.
Geralmente, são pessoas da família as primeiras a notarem a baixa na audição. Por exemplo, dificuldade em acompanhar conversação conduzida em tom ordinário, estar sempre a aumentar um pouco mais o som da televisão quando todos estão ouvindo normalmente ou começar a dar resposta sem sentido às perguntas são sinais significativos.
Se medidas protetoras não forem tomadas imediatamente, essa diminuição se acentuará progressivamente.
Não se acanhe de tapar os ouvidos ou usar algodão ou protetor de borracha quando tiver de permanecer em ambiente sujeito a sons altos e estridentes; ou próximo ao disparo de um tiro, ou em campo de aviação, boates, discotecas etc. Procure dar descanso aos ouvidos; não se deve sair de um ambiente barulhento de trabalho e, em casa, ligar televisão ou rádio em alto volume. Dê a seus ouvidos momentos de silêncio, de quietude, para que as células nervosas possam repousar. Mais ainda, se você percebe que está ouvindo menos, é natural que queira esconder ou insistir que nada há de errado com seus ouvidos. Mas, procure um especialista, faça-se examinar, ele lhe dirá qual a percentagem de perda, se há recuperação e o que deve ser feito.
Jamais use aparelhos sem consulta médica. Um aparelho auditivo é como um óculos pessoal, só serve para aquele caso, e não para outro. Embora aparentemente os óculos e o aparelho auditivo de outra pessoa possam permitir a você ver e ouvir melhor, não significa que sejam bons. Causarão distorções, forçarão nervos. Defenda seus ouvidos para tê-los por toda a vida.
(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/1978 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Para o curador da Nova Era, ou da Era de Aquário, o conhecimento da Astrologia Rosacruz é fator essencial, já que a finalidade dela é mais ampla do que qualquer outro sistema, penetrando na intimidade anímica do Ser.
O tratamento efetivo de um paciente é possível somente quando se faz um diagnóstico acurado, o que poderá ser obtido pela Astrologia Rosacruz. A Astrodiagnose mostra-nos as tendências latentes do paciente, bem como as possíveis enfermidades que se manifestam no momento.
Em sua atividade, o curador deve levar em consideração o tipo de mentalidade, o vigor e a forma das emoções manifestadas pelo paciente, porque se a mentalidade for débil e o conjunto emocional forte, não haverá possibilidade de cooperação com as condições de ajuda e as melhoras se distanciarão, fatores que não se apresentam quando condições mentais e emocionais são cooperadoras.
Com o paciente a esperança deve ser mantida e predições de pioras nunca manifestadas. O curador deve estar sempre disposto a comunicar boa disposição ao paciente e conter toda a manifestação de tendência a pensamentos sombrios e de ambiente deprimente, o que é possível por meio de suas linhas de força que contra-atacam depressões que venham da parte do paciente, como também de outras pessoas.
Em relação à vida do curador, ela deve ser pura e cheia de compassividade devido a que a sua intangível e tangível influência sobre o paciente é poderosa, tanto para o bem como para o mal. Emanações áuricas puras e poderosas de outros poderão ser de benefício incomensurável para fortalecimento do paciente, fazendo-o tomar parte ativa no processo de cura. O auxílio provindo da mera presença do curador poderá ser decisivo no processo de cura.
Por último, porém, não de menor importância, o curador e o paciente devem estar em harmonia astrológica em relação aos seus Signos Ascendentes. Signos de Fogo se harmonizam com os de Fogo e de Ar; Signos de Água com os de Água e de Terra. Saturno no Ascendente no horóscopo do curador nunca deve estar no Ascendente ou na sexta Casa do paciente.
(Publicado na Revista “Serviço Rosacruz” – abril/1982 – Fraternidade Rosacruz – SP)