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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Buscando a Verdade no Mundo dos Efeitos e das Causas

Conta uma antiga lenda que a verdade estava certo dia se banhando num rio. Apareceu, então, a mentira que, sorrateiramente, se despiu, deixou sua roupa ali nas proximidades, vestiu a da verdade e foi embora. A verdade, saindo do banho, viu os trajes da mentira, mas se recusou a vesti-los. Dirigiu-se, nua, à cidade e lá tentaram apedrejá-la. Amedrontada, retornou ao rio e vestiu a roupa da mentira. Desde então, anda pelo mundo disfarçada de mentira e está camuflada da verdade.

O que é a Verdade? Cristo disse: “A Verdade vos libertará“. Sabendo do ilusório em que nos envolvemos na questão da verdade, Cristo disse no Evangelho Segundo São João 18:37: “Para isso eu nasci, para isso vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz“.

Será que a Verdade é o que vemos com os nossos olhos físicos? O que sentimos? O que ouvimos? Será que são as nossas posses, nossos recursos: intelectuais, emocionais ou sentimentais? Não. Essas coisas são muito limitadas para ser a verdade.

Essas explicações e outras que são demonstráveis material e concretamente e que tencionam explicar tudo sobre o ser humano e o seu meio só satisfazem ao intelecto, à Mente, pequena parte do todo e, por somente satisfazer tal parte, logo, por desespero, cai-se em: orgulho intelectual, intolerância e impaciência, se se insiste em tentar romper as limitações e restrições inerentes à parte intelectual acima mencionada.

Agora, para uma pessoa que um dia parou para pensar e chegou à brilhante conclusão que não sabe nada sobre o assunto – o que é a Verdade – e, portanto, já começou a compreender a sua ignorância, sente internamente que algo maior existe e aspira a conhecer a Verdade, mesmo sabendo a dificuldade para alcançar apenas com os próprios meios.

Esse “sentir internamente” não é nada mais, nada menos do que o Coração aspirando por esclarecimentos mais profundos. E é aqui que se sente a profundeza do propósito dos Ensinamentos Rosacruzes.

Afinal, é de suprema importância para todo o ser humano que tem a fortuna – ou outro nome que se dê – em possuir uma Mente esquadrinhadora receber todas as informações que deseje, a fim de que o “Coração possa falar quando a Cabeça esteja satisfeita”.

Daqui, já podemos deduzir que o conhecimento intelectual é um meio para se chegar a um fim e não o fim em si mesmo. Quantas vezes estamos trabalhando afincadamente para resolver um problema e por mais que façamos não conseguimos chegar à conclusão alguma. Então, um belo dia, quando menos se espera, um fio de intuição nos dá a solução que satisfaz todos os requisitos. Nesse momento, nos salta à frente o dito popular: “O Coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Contudo, podemos entender essa “razão” do Coração. Vamos lá; com certeza afirmamos: todo ato motivado por uma pura intuição raramente deixa de produzir um resultado positivo

Agora, o que é a intuição? Quanto de Verdade ela sempre nos traz? Sem dúvida, ela nos traz a Verdade, senão a intuição falharia.

Para tentarmos entender isso, vamos esclarecer o que é a Memória. Podemos dividir nossa Memória em três partes distintas:

A nossa Memória Consciente, também conhecida como Memória ou Mente voluntária, está relacionada com as experiências desta vida e, basicamente, é formada pelas ilusórias e imperfeitas percepções dos nossos cinco sentidos físicos, manifestações do nosso Corpo Denso utilizados para transferir impressões para a nossa Personalidade.

Quando pensamos estamos trabalhando na Região Abstrata do Mundo do Pensamento.

Estamos criando a ideia. Logo essa ideia toma uma forma mental, e passa a ser um pensamento-forma. Aqui, já estamos trabalhando na Região Concreta do Mundo do Pensamento. Imbuindo esse pensamento-forma de desejos, utilizando o nosso Corpo de Desejos, podemos dar curso à ação de colocar essa ideia em prática. Então vitalizamos um (ou mais) dos nossos cinco sentidos através da força do nosso Corpo Vital e colocamos em prática utilizando os cinco sentidos do nosso Corpo Denso.

Sempre que olhamos ao nosso redor, podemos perceber certas coisas por meio dos sentidos. Essas impressões são gravadas nas células do nosso cérebro e somos capazes de recordá-las conscientemente. No entanto, tais recordações são deficientes em razão das imperfeições apresentadas por nossos sentidos, como, também, em função do mau desenvolvimento da nossa capacidade de observação. É a essa memória que temos acesso instantâneo.

Já a Memória Subconsciente, também conhecida como Memória ou Mente involuntária, tem em certo sentido, como veículo, o sangue. Tentemos entender o porquê: tudo em nossa volta está impregnado pelos quatro Éteres que compõem a Região Etérica do nosso Mundo Físico. O ar está impregnado pelos quatro Éteres. Estamos continuamente respirando ar, portanto, respirando também os quatro Éteres, especialmente o Éter Refletor. E é esse Éter Refletor que nos traz uma imagem fidedigna, com os mais profundos e mínimos detalhes de tudo que está à nossa volta: a cena física, a vitalidade da situação, a emoção do momento e a emanação espiritual do instante.

E, junto com o ar inspirado, chega aos nossos pulmões. E tudo isso é absorvido nos pulmões, pelo nosso sangue no processo físico conhecido como oxigenação. Dos pulmões, através das quatro veias pulmonares, tudo isso, agora tendo como veículo o sangue, chega até a aurícula esquerda do nosso Coração. E dessa aurícula passa através da válvula mitral, e tudo isso, com o sangue, chega até o ventrículo esquerdo do nosso Coração. Bem no ápice desse ventrículo esquerdo está localizado o Átomo-semente do nosso Corpo Denso. Assim, o sangue, com tudo aquilo impregnado, ao passar por esse ápice, deixa gravado nesse Átomo-semente toda cena física, vitalidade da situação,
emoção do momento e emanação espiritual do instante.

Portanto, o nosso Átomo-semente do Corpo Denso contém as recordações de toda nossa vida, nos seus mais profundos e mínimos detalhes. Essa é a nossa Memória Subconsciente, base da nossa existência nos Mundos espirituais após a morte. Essa memória está fora do nosso controle. Não podemos acessá-la quando queremos.

Por fim, temos a Memória Superconsciente. Essa nossa Memória, simplesmente, contém todas as faculdades e conhecimentos adquiridos em todas as nossas vidas anteriores. E essas faculdades e esses conhecimentos estão fielmente gravados no nosso veículo Espírito de Vida. Lembremos que o Espírito de Vida é a contraparte superior do nosso Corpo Vital. E que esse nosso veículo Espírito de Vida tem seu assento secundário no nosso Coração. Ou seja: está em estreito contato com o nosso Coração. E que esse nosso veículo Espírito de Vida é aquele que retrata o espírito do amor, da fraternidade, da unidade de nós com todos. Por isso é que o Coração é o foco do amor altruísta. Quando funcionamos no Mundo do Espírito de Vida, com esse nosso veículo, entendemos o porquê do Mundo do Espírito de Vida ser o primeiro Mundo, de baixo para cima, onde cessa toda a separatividade e é onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza.

Logicamente, nós vemos mais claramente nesse Mundo quando utilizamos o nosso, não desenvolvido ainda, veículo Espírito de Vida. Por isso, que quando trazemos de lá as recordações gravadas na Memória da Natureza não conseguimos imprimi-las no cérebro, na área referente aos nossos sentidos físicos. O máximo que atualmente conseguimos é imprimi-las, via Éter Refletor, no nosso Coração. E esse Éter Refletor leva ao cérebro essa impressão trazida do Mundo do Espírito de Vida, através do nervo pneumogástrico. Ou seja: quando estamos com algum problema aparentemente insolúvel, podemos procurar tal solução no Mundo do Espírito de Vida. Ao encontrá-la, enviamos a solução ao Coração como orientação e iniciativa imprimindo-a no Éter Refletor e que, através do nervo pneumogástrico ou nervo vago, leva até ao cérebro. É essa a formação do impulso emanado diretamente da fonte da sabedoria e do amor cósmico. É essa a origem da intuição. O processo é rapidíssimo. O Coração elabora esse processo muito antes da Mente, mais lenta, poder considerar a situação. Normalmente, esse impulso atua como consciência e caráter ou, ainda, compele a ação com uma força tão grande que chega até a contradizer a Mente e o desejo.

Perceba que para compelir a ação, esse impulso não precisa se envolver em matéria mental ou de desejos como ocorre com as nossas ideias, produtos das nossas impressões sobre o mundo.

Pena que na maioria dos casos, após esse rapidíssimo e verdadeiro impulso intuitivo, vem o nosso raciocínio e o nosso cérebro e acaba dominando o nosso Coração.

Em outras palavras: a nossa Mente e o nosso Corpo de Desejos frustram o nosso verdadeiro objetivo e os nossos corpos sofrem as consequências. É certo que a Mente é o instrumento mais importante que nós possuímos e é o nosso instrumento especial no trabalho da criação. O problema é que estando a Mente ligada à natureza dos nossos desejos (parte inferior do Corpo de Desejos), nos traz grande tormento, pois se torna por definição egoísta, sectária e limitada.

Por outro lado, conhecemos a força do Coração na fé do Cristão Místico, aquele que busca Deus através da fé.

Contudo, também não podemos menosprezar a razão, em que a Mente predomina, em que o Cristão Ocultista busca Deus com a ajuda do conhecimento. Vê do exposto que tanto a fé como o conhecimento são meios para se chegar a um fim comum: Deus.

Ou ainda: nem fé (místico), nem conhecimento (ocultista) representam um fim em si mesmo.

É como lemos na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (13:2): “Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé (…) se não tiver amor, nada serei“.

Vemos, então que a união entre Cabeça e Coração abrirá o caminho para a verdade. E essa união se dará dentro de cada um de nós com o desenvolvimento do nosso Cristo Interno.

Afinal Cristo disse: “Eu sou a caminho, a Verdade e a Vida“. Essa união constitui os Ensinamentos Rosacruzes, ou seja: fazer com que o Coração e a Mente se unam para equilibrar a fé com as ações.

Quando as perguntas da Mente são respondidas, o Coração está livre para amar. E, ajudada pela intuição, a Mente pode penetrar nos mistérios do ser. Pois quando o Coração se unir a Mente, ele se tornará mais forte, e a Mente o defenderá do erro. E, assim, ambos satisfarão às suas aspirações.

É esse equilíbrio que é fundamental para chegarmos a um conhecimento mais elevado e verdadeiro de cada um de nós e, portanto, de todo o mundo. E é com esse equilíbrio que vamos encontrar a Verdade que cada um de nós vai compreender. Esse equilíbrio nos remete a definir como entender a Verdade, pois, com ele podemos dizer o que é a Verdade, senão buscar viver a vida superior.

Despojar do nosso egoísmo e viver o bem pelo simples prazer de fazer o bem. Se achamos difícil, mas não desistimos é porque já estamos pertos de conseguir o objetivo, pois isso mostra que já compreendemos a luta interna entre o nosso eu superior e o nosso eu inferior.

Chegamos à importante conclusão de que a Verdade não pode ser encontrada aqui no Mundo dos fenômenos, o Mundo dos efeitos, onde vivemos imersos em ilusões e percepções imperfeitas. Devemos buscar a Verdade nos Mundos das causas, nos Mundos suprafísicos.

Só isso nos dá coragem e coloca todas as nossas limitações de lado, pois essas limitações têm a ver com a nossa existência aqui no Mundo Físico e não nos Mundos suprafísicos.

E, assim, como um verdadeiro Aspirante à vida superior estamos prontos a buscar a Verdade, mas a Verdade eterna e estamos conscientes de que como ela é eterna, eterna também será a sua busca!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trabalhando como Auxiliar Invisível via Região Etérica com os Anjos

Os Anjos são tão reais em sua esfera quanto nós somos na nossa.

Seus corpos são feitos de Éter e, portanto, são invisíveis à visão física comum, mas podem ser vistos por Egos que estão fora de seus Corpos Densos à noite e que funcionam no Corpo-Alma (que justamente é constituído dos dois Éteres superiores: o Éter Luminoso e o Éter Refletor).

Quer saber mais? Acesse aqui: Trabalhando como Auxiliar Invisível via Região Etérica com os Anjos

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Vida dos Salvadores e a Correlação com o Sol

Deus é Luz” (IJo 1:5) e como presença corporal do Pai entre nós temos o Cristo, de modo que qualquer um que crê n’Ele, não perece, mas tem a vida eterna. Por isso que Cristo disse: “Eu sou a Luz do Mundo.” (Jo 8:12).

É do Sol visível que nos vem cada partícula de energia física e é do Sol espiritual invisível que nos vem toda nossa energia espiritual.

Vejamos agora, como nós daqui do nosso Planeta Terra visualizamos todos os anos a passagem, a permanência e o trabalho do nosso Salvador, Cristo: o nosso Planeta Terra gira em torno de uma estrela que conhecemos como Sol. O Sol, por sua vez, gira em torno de um conjunto de estrelas fixas.

Essas estrelas fixas formam 12 grupos ou constelações que conhecemos com o nome de Signos do Zodíaco. Esse caminho, tomando como referência o nosso Planeta Terra, feito pelo Sol é chamado de Eclíptica.

Zodíaco não quer dizer que tais constelações pareçam com animais, mas é porque suas influências estão voltadas em exteriorizar as principais características no ser humano incorporadas no símbolo.

Assim, por exemplo: a arrogância, a energia e a coragem que vem de Áries não podem estar mais bem simbolizadas do que pelo Carneiro.

Ou a pacífica, mas prodigiosa força e a grande persistência que vem de Touro não podem ser mais bem descritas que pelo simbólico Touro.

O Zodíaco permanece sempre na mesma posição relativa, ou, pelo menos, sua mudança é tão insignificante que pode ser desprezada.

Olhando daqui do nosso Planeta Terra, percebemos que todos os anos, no dia 20 ou 21 de março, temos a impressão de que o Sol começa a abandonar o hemisfério sul, cruzando a linha do equador em direção ao hemisfério norte.

Isso ocorre porque o nosso Planeta Terra possui movimentos em torno do seu eixo como um pião cambaleante. Esses movimentos cambaleantes são de dois principais tipos conhecidos como:

  • Precessão
  • Nutação

Na realidade, não é que o Sol abandona o hemisfério sul. O que acontece é que seus raios incidem no nosso Planeta Terra mais perpendiculares, no hemisfério sul, a partir de 20 ou 21 de março e mais inclinados no hemisfério norte. Com isso, há a sensação de mais calor no hemisfério norte do que no sul.

Já a partir de 22 ou 23 de setembro tudo se inverte: o Sol abandona o hemisfério norte, cruza a linha do equador e penetra no hemisfério sul. Novamente, o Sol não abandona o hemisfério norte, mas seus raios incidem no nosso Planeta Terra, mais perpendiculares no hemisfério norte, a partir de 22 ou 23 de setembro, e mais inclinados no hemisfério sul.

Assim, todos os anos quando o Sol cruza a linha do equador indo do hemisfério sul para o hemisfério norte temos o Equinócio de Março (ou de Outono), para nós do hemisfério sul, o início da estação do outono. Isso ocorre todos os anos, em torno do dia 21 ou 22 de março. Já para o hemisfério norte é o Equinócio de (ou da Primavera), o início da estação da primavera.

Agora, todos os anos quando o Sol cruza a linha do equador indo do hemisfério norte para o hemisfério sul temos o Equinócio de Setembro (ou da Primavera) para nós do hemisfério sul, o início da estação da primavera. Isso ocorre todos os anos, em torno do dia 22 ou 23 de setembro. Já para o hemisfério norte é o Equinócio de Setembro (ou de Outono), o início da estação do outono.

Nesse cruzamento de hemisfério sul para hemisfério norte ocorre um fato importantíssimo: devido aos movimentos vibratórios dos pólos descritos anteriormente o Sol cruza o equador sempre em um ponto anterior do que ele fez no ano anterior e, como, nesse dia, os períodos do dia e da noite são de iguais durações, ou seja, o Equinócio, esse cruzamento chama-se Precessão dos Equinócios. Ou seja, a cada ano o Sol precede em relação ao lugar em que ele cruzou o equador no ano anterior.

Se não houvesse tal Precessão dos Equinócios o Sol penetraria sempre na constelação de Áries, todos os anos no Equinócio de 21 ou 22 de março no mesmo ponto, no mesmo grau e no mesmo minuto.

Esse movimento é muito lento: um grau cada 72 anos, aproximadamente.

Assim, o Equinócio de 21 ou 22 de março ocorreu no primeiro grau de Peixes mais ou menos 2160 anos atrás (72 anos*30 graus).

Além desses movimentos, o nosso Planeta Terra tem um movimento de translação ao redor do Sol. Esse movimento tem a forma de uma elipse, e o Sol ocupa um dos focos dessa elipse.

Assim sendo, por duas vezes o Sol atinge suas posições mais afastadas do equador: em junho e em dezembro de cada ano.

  • Para nós do hemisfério sul, em junho, os raios solares caem mais perpendiculares sobre a superfície da Terra. É quando o Sol atinge sua posição mais austral (mais ao sul) em torno do dia 21 ou 22 de junho. Esse dia é conhecido como Solstício de Junho (ou de Inverno), início da estação do inverno, para o hemisfério sul e, ao contrário, Solstício de Junho (ou de Verão), início da estação do verão, para o hemisfério norte.
  • Já em dezembro, os raios solares caem mais inclinados sobre a superfície da Terra. É quando o Sol atinge sua posição mais boreal (mais ao norte) em torno do dia 21 ou 22 de dezembro. Esse dia é conhecido como Solstício de Dezembro (ou de Verão), início da estação do verão, para o hemisfério sul e, ao contrário, Solstício de Dezembro (ou de Inverno), início da estação do inverno, para o hemisfério norte.

De qualquer modo, observe bem esse fator importante para entender o que segue adiante: independente da influência física dos raios solares, é a distância que o Sol se encontra da Terra o mais importante:

  • Em junho está mais longe (o foco da elipse em que o Sol se encontra está mais longe)
  • Em dezembro está mais perto (o foco da elipse em que o Sol se encontra está mais perto)

E isso independe do hemisfério que nós estamos! Esse ponto é fundamental para entendermos a relação do movimento do Sol, por Precessão dos Equinócios, e a vinda dos “Salvadores”.

É exatamente o movimento do Sol em torno do Zodíaco, descrito acima, que fundamenta as vidas de todos os “Salvadores da Humanidade”.

Essa passagem do Sol pelo Zodíaco descreve: as provações e os triunfos de todo Iniciado, ou seja, de todo ser humano que já alcançou, pelo menos, a primeira Iniciação Menor.

Todos os “Salvadores da Humanidade” vieram com luz divina e com conhecimentos espirituais para nos ajudar a encontrarmos a Deus e, portanto, os acontecimentos das vidas deles estavam de acordo com os acontecimentos que o Sol encontra em sua peregrinação anual.

Excetuando o Cristo, os demais “Salvadores da Humanidade” vieram para ajudar uma parte específica da Humanidade: um povo, uma nação, uma parte.

Vamos falar do Salvador de todos nós, ou seja, de toda a Humanidade: o Cristo, na Sua primeira aparição entre nós como Cristo-Jesus.

Jesus nasceu de uma Virgem imaculada, quando a escuridão era maior entre a Humanidade. Do mesmo modo que o Sol começa sua jornada na noite mais longa do ano, quando o Signo de Virgem, a virgem, se mantém sobre o horizonte oriental em todas as latitudes, entre as 22 e as 24 horas do dia 24 para o dia 25 de dezembro de todo ano, como lemos no Evangelho Segundo São Lucas no capítulo 1 e no Evangelho Segundo São Mateus no capítulo 2.

Como nesse dia a Terra está prestes a ficar mais próxima do Sol do que qualquer outro momento no ano, ela é permeada mais fortemente pela aura do Sol Espiritual.

Assim, dizemos que o Sol do “novo ano” nasce do dia 24 para o dia 25 de dezembro de todo ano. Ele é a esperança de vida que nasce para salvar a Humanidade do frio e da fome (física e espiritual) que se seguiriam se não nascesse todos os anos.

Após esse advento do Cristo, todos os anos, a 21 ou 22 de dezembro, um raio do Cristo Cósmico chega até o centro do nosso Planeta Terra e começa irradiar: toda a Sua Luz, todo o Seu Amor, toda a Sua Vida, que funciona como um influxo rejuvenescedor do nosso Pai celestial.

Deste ponto, o Sol vai crescendo em esplendor, passando pelos Signos de: Capricórnio e Aquário.

Quando passa pelo Signo de Peixes, temos a época do “jejum do Iniciado”, período de elevação espiritual.

Depois da quaresma o Sol passa pelo Equinócio de Março, entrando no Signo de Áries, simbolizando o cordeiro Pascal, marcial.

Nesse cruzamento do Sol pelo equador, rumo ao norte, temos a Crucificação do Salvador que depois de nos ter dado toda a Sua Vida, Sua Luz e todo Seu Amor, como alimento físico e espiritual, Ele se liberta da cruz da matéria para ascender novamente ao Trono do Pai, deixando o nosso Planeta Terra e todos os seres vivos que nele evolucionam totalmente providos dos alimentos físico e espiritual para serem utilizados nos próximos meses do ano.

Aqui Cristo eleva-se até ao Mundo do Espírito de Vida, atingindo-o no período do Equinócio de Março, onde executa um trabalho de correlacionar todos os seres vivos de todos os Astros do nosso Sistema Solar numa Fraternidade Universal.

Continuando seu trabalho vem a passagem por Touro, símbolo do amor e da subida ao Reino dos Céus, ou regresso ao Trono ou casa do Pai.

A 21 ou 22 de junho de todos os anos, o Sol atinge o seu ponto máximo de declinação boreal no Solstício de Junho.

Então, Cristo chega ao Trono do Pai no Mundo do Espírito Divino onde, durante os meses de julho e agosto, enquanto o Sol passa por Câncer e por Leão, o Cristo está reconstruindo Seu veículo do Espírito de Vida para, na próxima descida, oferecer ao nosso Planeta Terra e a todos os seres vivos que aqui evoluciona.

Temos, então, a 15 de agosto a festa da Ascensão de Cristo, em Leão, que marca o trabalho do Cristo no Mundo do Espírito Divino trabalho esse onde Ele busca correlacionar todos os seres vivos de todos os Astros de todos os Sistemas Solares do Universo numa Fraternidade Universal.

De Leão o Sol passa pelo Signo de Virgem. A 22 ou 23 de setembro o Sol cruza novamente o equador, na direção: do hemisfério norte para hemisfério sul. Temos o Equinócio de Setembro, como já foi dito acima.

Nesse momento Cristo está entrando no Mundo do Espírito de Vida, no seu caminho descendente.

Ele está pronto a focar sua consciência no nosso Planeta Terra para que possamos ter vida e “vida em abundância” (Jo 10:10).

E, então, novamente a 21 ou 22 de dezembro um raio do Cristo Cósmico chega até o centro do nosso Planeta Terra e começa irradiar: toda a Sua Luz, todo o Seu Amor, toda a Sua Vida que funciona como um influxo rejuvenescedor do nosso Pai celestial.

Estamos na época em que as poderosas vibrações espirituais vivificantes da onda Crística estão na atmosfera terrestre e podemos utilizá-las com maior vantagem se conhecemos esse fato e redobrarmos nossos esforços o que seria impossível se nós não estivéssemos conscientes disso.

Imaginemos o quão aprisionado sente-se um Ser da estatura de Cristo em ambiente tão cristalizado como o nosso Planeta.

Imaginemos quão grande é o Seu sacrifício que faz: por nossa causa e por nossa incapacidade de evoluirmos sozinhos.

Portanto, deveríamos agradecer por esse sacrifício anual indispensável. A melhor forma de expressar essa gratidão é colaborando com Ele, nos dando a nós mesmos em serviço para com todos os nossos semelhantes, ajudando a limpar o Corpo de Desejos do nosso Planeta e vivenciando a Fraternidade Universal por onde vivemos. Assim construindo nossos Corpos-Almas, um dia tomarmos a Sua carga e o Seu fardo, libertando-O dessa Sua prisão anual e dirigirmos a nossa Evolução para cima e para frente em direção ao nosso Pai Celestial.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Panaceia Espiritual: como é preparada e para que serve

Sendo uma emanação do Princípio Crístico, é o Espírito Universal que compõe o Mundo do Espírito de Vida que restaura a harmonia sintética do corpo.

O autor viu uma substância, no Templo dos Rosacruzes, com a qual o Espírito Universal poderia ser combinado tão rapidamente como grandes quantidades de amônia combinam-se com a água. Dentro da esfera central havia uma menor que continha certo número de pacotes cheios com aquela substância.

Quando os Irmãos se colocaram em certa posição e a harmonia de certa música preparou o caminho, subitamente os três globos começaram a brilhar com as cores primárias: azul, amarelo e vermelho. Foi claro, à visão do autor, que durante a encantação, a esfera que continha os pacotes já mencionados começou a brilhar com uma essência espiritual que antes lá não estava. Alguns daqueles pacotes foram usados posteriormente pelos Irmãos com sucesso imediato. Diante deles, as partículas cristalizantes que envolviam os centros espirituais dos pacientes, caiam como que por um passe de mágica, e o paciente sentia bem-estar recuperando a saúde física.

Na ocasião da vinda do Cristo à Terra temos uma analogia entre esse acontecimento e a administração da Panaceia Espiritual, de acordo com a lei “como é em cima, assim é embaixo”… Como a imersão da Vida do Cristo no Gólgota começou a desmanchar a camada de temor acumulada pela lei inexorável que pendia como um manto sobre a Terra; como essa imersão iniciou para milhões de seres humanos o caminho da paz e da boa vontade, assim  também quando a Panaceia é aplicada, a Vida do Cristo concentrada nela contida, imerge no corpo do paciente e infunde em cada célula um ritmo que desperta o Ego aprisionado da sua letargia, devolvendo vida e saúde ao seu envoltório físico.

(Por Max Heindel, publicado na Revista Serviço Rosacruz da Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP – julho/agosto/1988)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é o verdadeiro poder gerado pela oração em grupo?

Resposta: Por meio da oração tornamo-nos um libertador e um dirigente do poder espiritual. Além disso, inúmeras pessoas tonalizadas e olhando em conjunto, em uma unidade de mútua aspiração, constitui uma combinação para libertação do poder espiritual muito maior do que se orassem isoladamente. Maior poder liberta-se por meio de um grupo e, consequentemente, obtém-se maiores resultados. Esse poder não é criado pelo grupo, mas resulta de um fator necessário que é o da oração em grupo. É algo da partilha do esforço de cada um que permite ao grupo libertar, utilizar e dirigi-lo para finalidades dignas. Quando o espírito de poder superior sincero e consagrado de uma pessoa se adiciona à de outra e, ainda, a de uma outra o resultado, em aritmética espiritual, não é a adição, mas uma multiplicação satisfatória, generosa e maravilhosa, pronto para ser empregado na solução de qualquer problema presente.

Entretanto, o que realmente acontece na atividade de orar? Qual o princípio envolvido? Quais as pessoas que poderão formar esse grupo? Para o que deve esse grupo orar? Como conduzir tais grupos? Consideremos essas perguntas:

O que acontece?

Várias pessoas unidas, em consonância, atuam umas com as outras, fundindo suas energias numa consciência de grupo, daí tornando-se um instrumento para geração de um poder espiritual muito maior do que aquele que poderia ser obtido isoladamente. Por meio da profunda realização de cada um, a unidade de esforços põe em movimento dinâmico as energias espirituais invocadas. Conforme é dito no Ritual do Serviço Devocional de Cura da Fraternidade Rosacruz: “Se alguém se absorve numa intensa súplica a um poder superior, sua aura parece afunilar-se em forma muito semelhante à parte inferior da tromba marinha. Essa forma eleva-se no espaço a grande distância, e sintonizando-se com as vibrações do Cristo, do Mundo Interplanetário do Espírito de Vida, atrai para si uma Força Divina que penetra na pessoa ou no grupo de pessoas, e vivifica o pensamento-forma que elas criaram. Desse modo, o fim pelo qual se reuniram será atingido”.

Qual o princípio evidente?

Qualquer grupo com um objeto espiritual comum pode orar efetivamente em conjunto, porém seus esforços combinados serão mais poderosos se os membros entre si se tonalizarem astrologicamente. Empresários, empresárias, maridos, esposas, donas de casa, fazendeiros, fazendeiras, estudantes, professores, professoras, pessoas jovens e idosas, quaisquer grupos em que os corações de seus membros sintam a necessidade de servir, podem lealmente unirem-se em oração. E mais: podemos dizer que essa congregação será espontânea, resultado do impulso interno de cada um em congregar-se com outros. Métodos promocionais para organizarem-se não são aconselháveis, pois muitas vezes uma família pode formar uma pequena unidade, o essencial é que todos tenham um sincero desejo de atingir o objetivo comum.

Quais são as qualificações?

Já que o objetivo principal da oração é – ou deverá ser – estabelecer uma íntima comunhão com Deus, a fim de que a Vida e a Luz Divinas possam fluir e iluminar, permitindo que se cresça à imagem e semelhança de Deus, a pessoa que ora deve antes de qualquer coisa, possuir uma fé verdadeira, unida a um sincero desejo de servir amorosa e desinteressadamente ao irmão e à irmã focando na divina essência oculta em cada um deles, tornando-se um canal para a manifestação de Deus-Poder. Quanto mais possam concentrar-se, acompanhando esse esforço por um intenso sentimento de amor e devoção, mais eficiente será a oração. Além disso, cada membro do grupo deve, de boa vontade, subordinar seus interesses e cuidados pessoais as necessidades do grupo. Isso demonstra o grau de altruísmo necessário para as realizações do grupo.

Por que orar?

A Filosofia Rosacruz nos ensina que o objetivo das nossas orações deve ser de louvor e adoração a Deus. Isto tem a sua razão de ser, pois nossos Corpos de Desejos são formados do material das sete Regiões do Mundo do Desejo em proporção as condições determinadas pela natureza dos nossos pensamentos. Cada pensamento envolve-se em matéria de desejos afim à sua natureza. Tal fato aplica-se aos pensamentos formados e expressos na oração. Se egoístas, eles atraem e envolvem-se nas substâncias das Regiões inferiores do Mundo do Desejo, mas se forem nobres, altruístas na tonalidade das Regiões da Luz Anímica, da Vida Anímica e do Poder Anímico – as Regiões superiores do Mundo do Desejo – da nossa natureza espiritual. “Buscai o Reino de Deus e Sua justiça e resto vos será dado por acréscimo“, eis um ensinamento de Cristo muito aplicável aqui. Quando anuímos com esse ensinamento Cristão, poderemos descansar certos de que todas essas coisas serão alcançadas. Portanto, quando orarmos por alguém, ponhamos todo o nosso coração na súplica a fim de que ele possa permanentemente trilhar o Caminho, encontrando a Verdade e a Vida, para que encontrando-o – “o maior de todos os tesouros” – nenhuma necessidade possa afligi-lo.

Como poderá o grupo ser conduzido?

A oração é íntima e sagrada, necessitando paz e inspiração para torná-la efetiva. Muitos grupos – grandes ou pequenos – beneficiam-se iniciando seus trabalhos por uma curta exposição introdutória ou por uma conversa cuidadosamente dirigida ao longo de linhas espirituais. Assim o “fogo da inspiração” poderá ser melhor aceso efetivamente, e a intensidade de sentimentos poderá ser lograda sendo, dessa forma, atingido o objetivo desejado. A tonalidade geral dessas reuniões deve fundamentar-se sempre nestas palavras: “Onde dois ou três reunirem-se em Meu Nome Eu estarei no meio deles.”

É, naturalmente, desejável que muitos façam esse trabalho espiritual prático. Portanto, poderá haver tantas unidades quanto sejam possíveis. Uma pequena unidade quase sempre trabalha em maior harmonia do que uma grande, pois quanto maior for a unidade de sentimentos, mais poderosa será a energia gerada. Qualquer igreja ou outra organização religiosa onde muitos desejam participar de grupos de oração é bom planejar para um determinado dia, numa semana ou mês, reunirem-se com a duração de uma hora ou mais. No início, a pessoa que está liderando o grupo poderá proferir uma exposição inspiradora para todos, podendo, também, divulgar notícias de grupo menores, aumentando o sentimento de unidade e de desejos para atingirem o objetivo comum. Então, cada pequeno grupo de três ou mais pessoas, que tenham deliberado a trabalhar em conjunto, poderá esgotar o tempo, dedicando-o à sua própria reunião. Ou poderá acontecer o contrário, isto é, deixar a reunião geral por último.

Essa é uma maravilhosa cooperação espiritual. Edifica uma profunda consciência de grupo de valor inegável, e amplia o poder individual, permitindo tocar-se em recursos ocultos jamais percebidos. A participação nessa consciência de grupo pode ser obtida por todos aqueles que estejam dispostos a pôr de lado seus próprios desejos especiais por uns poucos minutos, diariamente, para juntarem-se com outros também desejosos de atingirem o mesmo fim. Representa um alto privilégio para servir, dessa forma, a Cristo.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz março/1975 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Audiobook: Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Interpretacao-Mistica-da-Pascoa-Max-Heindel-FRC-em-Campinas-SP-Brasil-Capa Audiobook: Interpretação Mística da Páscoa - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.

O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Prefácio
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo I – O Cristo Cósmico
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo II – Um Acontecimento de Sentido Místico
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo III – O Significado Cósmico da Páscoa – Parte 1
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo IV – O Significado Cósmico da Páscoa – Parte 2
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo V – A Lição de Páscoa
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo VI – O Símbolo do Ovo
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo VII – A Cruz de Cristo
Interpretação Mística da Páscoa – Max Heindel- Capítulo VIII – O Que foi feito do Corpo Físico de Jesus

FIM

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Apocalipse – Uma Introdução

Revelação de Jesus Cristo: Deus lha concedeu para que mostrasse aos seus servos as coisas que devem acontecer muito em breve. Ele a manifestou com sinais por meio de seu Anjo, enviado ao seu servo João, o qual atesta tudo quanto viu como sendo a Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus Cristo. Feliz o leitor e os ouvintes das palavras desta profecia, se observarem o que nela está escrito, pois o Tempo está próximo.” (Ap 1:1-3).

Na interpretação das Sagradas Escrituras e particularmente no Livro da Revelação ou Apocalipse, nós – antes de mais nada – devemos compreender que é indispensável investigar as verdades ocultas sob a “veste”, em que se escondem internamente, como Max Heindel nos adverte no livro Conceito Rosacruz do Cosmos:

“Deve-se também notar que os que originalmente escreveram a Bíblia não pretenderam dar a verdade de maneira a poder tê-la quem quisesse. Nada estava mais distante de sua Mente do que a ideia de escrever ‘um livro aberto de Deus’. Os grandes ocultistas que escreveram o Zohar (considerado como um dos trabalhos mais importantes da Cabalá, no misticismo judaico. E faz parte dos livros que seriam canônicos para os judeus) são muito categóricos nesse ponto. Os segredos do Thorah não podem ser compreendidos por todos, como provará a citação seguinte: ‘Ai do ser humano que vê no Thorah (Ou Torah, ou, ainda, Torá é o nome dado aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, o Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio e que constituem o texto central do judaísmo) – a lei – só um simples recitativo de palavras comuns! Porque, em verdade, se fosse só isso, poderíamos escrever, ainda hoje, um Thorah muito mais digno de admiração. Contudo, não é assim. Cada palavra do Thorah tem um elevado significado e um mistério sublime…. Os versos do Thorah são como as vestes do Thorah. Ai daquele que toma essas vestes do Thorah pelo próprio Thorah! Os simples só notam os ornamentos e os versos do Thorah. Nada mais percebem. Não veem o que está encerrado nessas vestiduras. O ser humano mais esclarecido não presta atenção alguma às vestes, mas sim ao Corpo que encerram’”.

A significância do Cristianismo tal como Cristo ensinou só foi fornecida para os “seres humanos mais instruídos” – como nos diz São Paulo em suas Epístolas, aos “homens espirituais” (“…não vos pude falar como a homens espirituais, mas tão-somente como a homens carnais, como a crianças em Cristo. Dei-vos a beber leite, não alimento sólido, pois não o podíeis suportar. Mas nem mesmo agora podeis, visto que ainda sois carnais.” (ICor 3:1-3)), isto é, para os Iniciados, nos seus ensinamentos relacionados com a origem, a evolução e futuro desenvolvimento do ser humano e do universo. Aí temos a chave dos segredos íntimos da Bíblia. São João foi um daqueles grandes Iniciados que tão zelosamente seguiram Aquele que disse: “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim” (Jo 14:6), isto é, aqueles que estão aptos a lerem na Memória da Natureza (no Mundo do Pensamento e no Mundo do Espírito de Vida) e que adquiriram informações não existentes em nenhuma outra fonte. No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” é enunciado que o bom amado São João simboliza a Iniciação de Vênus. Dessa forma a “Revelação” de São João ou a “visão” das imagens – símbolos – são para aqueles que têm olhos para ver o registro sublime do passado, do presente e do futuro da humanidade, o microcosmos, ou o Deus em formação, e o universo ou o macrocosmo. Essas condições englobam não somente as mudanças materiais nos Corpos visíveis (Corpos Densos) do ser humano e da Terra, como também as metamorfoses menos perceptíveis nos íntimos recessos do ser humano, à medida que ele progride desde a argila a Deus. “A vinda de Cristo como Espírito Planetário Interno de nossa Terra abriu, em toda a sua extensão, as portas da Iniciação para ‘todo aquele que quiser’ e para todo aquele que ouve o perene chamamento: ‘Venham a Mim’ estar entre aqueles ‘redimidos’ a respeito do qual São João profeticamente se refere.

Essa é apenas uma pequena parte da Revelação de São João. Seu total significado somente poderá ser conhecido (porque não pode ser transmitido) por aquele que se dispuser a viver uma vida Cristã-Rosacruz. Essas informações que damos aos irmãos e as irmãs são apenas informações, a direção para a consecução do grau de verdadeiro e real Cristão. Somente quando conhecermos o nosso Cristo Interno seremos realmente Cristãos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – janeiro/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Árvore da Vida e a Sua Significância Oculta

E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio de sua praça e de uma e outra margem do rio estava a Árvore da Vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro e os seus servos O servirão. E verão o seu rosto e nas suas testas estará o seu nome. E ali não haverá mais noite e não necessitarão de lâmpada, nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia; e reinarão para todo o sempre.“. (Ap 22 :1-5).

Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar, é Trino. Seus atributos são: Poder; Amor; Movimento. O aspecto de Sabedoria é o que expressa Cristo Cósmico – o mais alto Iniciado do Período Solar. Um raio do Cristo Cósmico penetrou na Terra, tornando-se, desde então, seu Espírito Planetário interno e, daí por diante tem infundido na humanidade os sentimentos de altruísmo para aquisição de uma consciência idêntica à Sua. Comumente Cristo usa o Espírito de Vida como veículo de expressão mais inferior de sua natureza. Funcionando conscientemente no Mundo do Espírito de Vida, o primeiro dos Mundos universais (onde desaparece toda a separatividade; onde a Fraternidade é uma constante), Ele se reflete no Corpo Vital dos seres humanos, assim como aquele Mundo (o Seu) se reflete na Região Etérica do Mundo Físico da nossa Terra. Foi ao Reino de Cristo e à Sua Consciência que São João se referiu, ao falar do “rio puro da água da vida“.

Igualmente, pela boca de São João, o Cristo exprimiu a mesma ideia, ao dizer: “Mas aquele que beber da água que Eu lhe der, nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte que salte para a vida eterna“; e mais ainda, quando disse no Evangelho Segundo São João, capítulo 7, versículo 37: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba“.

A Árvore da Vida é a “faculdade de regeneração da força vital”, possível por meio da nova “taça de vinho místico” mencionada como o ideal a ser atingido na futura Época, a Nova Galileia – um órgão etérico na parte interna da cabeça e da laringe, construído pela força libertada e sublimada, o qual, à vista espiritual, aparece como o caule de uma flor que ascende da parte inferior do tronco. Esse cálice ou a taça da semente é o verdadeiro órgão criador, capaz de pronunciar a palavra de vida e de poder.

“A palavra atual é gerada e produzida pelos movimentos imperfeitos dos músculos os quais regulam a laringe, a língua e os lábios para que o ar que vem dos pulmões torne possível determinados sons. Porém, o ar é um meio denso difícil de manipular, em comparação com as mais refinadas forças da natureza, tais como a eletricidade, que se movimenta no Éter. Quando esse novo órgão tiver sido desenvolvido, tornar-se-á possível falar a palavra de vida e infundir vitalidade em substâncias que atualmente são inertes. Presentemente, aqueles que beberem da taça da abnegação, que podem usar sua força no serviço aos demais, estão construindo esse órgão, juntamente com o Corpo-Alma, que é o manto nupcial. Estão aprendendo a usar na forma menor de Auxiliar Invisível, quando se encontram fora do Corpo Denso à noite, muitas vezes sem que isso possa ser transmitido à Memória Consciente. Com o maior desenvolvimento e consciência iniciática, então ensinam a falar a palavra de poder, que remove as doenças e proporciona tecidos saudáveis.” (Max Heindel).

Na Nova Galileia a humanidade viverá no ar, em seus corpos luminosos, numa Terra feita de Éter. O Amor e a Fraternidade prevalecerão e o Cristo (que terá vindo pela segunda vez) reinará como Melquisedeque (Rei e Sacerdote).

(Publicado na Revista: Serviço Rosacruz – setembro/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

As Razões Visíveis e Esotéricas para o Equinócio de Setembro

Razões Visíveis: No Equinócio de Setembro o Sol “cruza” o equador celeste de Norte para Sul – como sabemos a Astrologia funciona em projeção geocêntrica e consultando as Efemérides Planetárias verificaremos que à medida que os dias se vão aproximando de Setembro, a declinação do Sol vai reduzindo: passa de 23º 26′ para 0º.

Essas razões físicas são as partes visíveis que verificamos como evidências de que o Equinócio de Setembro é o momento em que, mais uma vez, estamos no tempo da estação da Primavera, para o hemisfério sul (e, portanto, da estação do Outono, para o hemisfério norte).

Razões Esotéricas: a passagem do Sol por Libra, a balança, simboliza o trabalho do Cristo para restabelecer o equilíbrio das forças que insistimos em desequilibrar, por meio das atividades discordantes nos seis meses que se passaram (de março até setembro).

É quando o Cristo Cósmico toca a atmosfera do nosso Planeta, “descendo” do Mundo do Espírito de Vida. Este Mundo estabelece um vínculo comum entre os Planetas do nosso Sistema Solar e, do mesmo modo que para ir-se da América à África é necessário se ter um meio de locomoção, assim também se requer um veículo apropriado ao Mundo do Espírito de Vida, sob controle consciente, para se poder viajar de um a outro Planeta. Sem esse veículo, conscientemente, é impossível tal viagem!

É bom lembrar que Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, emprega, geralmente, o Espírito de Vida como Seu veículo inferior, pois tem seu lar lá no Mundo do Espírito de Vida. Funciona tão conscientemente no Mundo do Espírito de Vida como nós, aqui, no Mundo Físico.

Rogamos ao Estudante Rosacruz que note, de modo particular, este ponto porque o Mundo do Espírito de Vida é o primeiro Mundo Universal. Nesse mundo cessa a diferenciação e começa a manifestar-se a unidade, pelo menos quanto ao nosso Sistema Solar. É onde a Sabedoria flui no seu cotidiano. É onde a Fraternidade faz parte do dia a dia. E de onde tomamos, via a intuição, a solução perfeita para qualquer problema que temos aqui. É o lugar onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza. É o Reino do Amor.

É a partir do Mundo do Espírito de Vida que começa a volta do Cristo, com foco de atenção ao nosso Planeta, onde ele, mais uma vez, dá toda a Sua luz, toda a Sua vida e todo o Seu amor para vivificar esta massa morta (que nós cristalizamos do Sol) anualmente, e isto constitui um grilhão, um empecilho, uma prisão para Ele; por isso os nossos corações deveriam ficar voltados para Ele, neste tempo, em gratidão, pelo sacrifício que Ele faz por nossa causa, compenetrando este Planeta com Sua vida para renovar todo o material que insistimos em cristalizar anualmente, o qual permaneceria se Ele não nascesse no seu interior para vivificá-lo!

Sem esta infusão anual de vida e energia divina, todas as coisas vivas sobre a nossa Terra pereceriam imediatamente e todo o progresso ordenado seria frustrado, pelo menos no que diz respeito à nossa linha atual de desenvolvimento. É a “queda” (ou descida) do Raio Espiritual do Sol nesses quatro meses que dá origem às atividades mentais e espirituais nos quatro meses seguintes.

A mesma força germinadora que ativa a semente na terra e a prepara para produzir sua espécie em múltiplo, agita também a Mente humana e promove as atividades altruístas que fazem o mundo melhor.

Assim é que as poderosas vibrações espirituais da onda Crística, doadora de vida, estão na atmosfera terrestre durante os meses que temos pela frente e podem ser, por nós, usadas com muito maior proveito, se soubermos disso e se redobrarmos nossos esforços, o que não faríamos se desconhecêssemos esse fato. O Cristo ainda está gemendo e sofrendo as dores do parto, esperando pelo dia da Sua libertação, pela “manifestação dos Filhos de Deus” (Rm 8:19); e apressamos verdadeiramente esse dia, cada vez que alimentamos nossos veículos superiores com pensamentos, sentimentos, desejos e emoções utilizando somente materiais das Regiões superiores dos respectivos Mundos, isto é, cada vez que participamos da ceia simbolizada pelo “pão e vinho místicos”.
Todas as vezes que nos damos a nós mesmos no serviço amoroso e desinteressado aos outros – focando esse serviço na divina essência oculta em cada irmão e em cada irmã (que é o que realmente somos e nos faz filhos e filhas de Deus –, desenvolvemos mais o  nosso Corpo-Alma, que é constituído pelos Éteres superiores do nosso Corpo Vital e que é o veículo fundamental para ajudarmos efetivamente o Cristo. Atualmente é o Éter Crístico que mantém a Terra flutuando no espaço, porém, lembremo-nos que se quisermos apressar o dia de Sua libertação, devemos desenvolver em número suficiente nossos próprios Corpos-Alma até ao ponto em que possamos manter a Terra flutuando. Dessa forma poderemos tomar conta da carga de Cristo e libertá-Lo das limitações da existência física.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Cristo: Sua Trajetória e Sua Missão para nos salvar

Há milhões de anos atrás, um grandioso Ser solar que havia cumprido as Leis da sua esfera de ação com a máxima perfeição, tornou-se o Iniciado mais elevado da Onda de Vida dos Arcanjos. Esse Ser, chamado o Cristo Cósmico, funciona, normalmente, num veículo feito de substância do Mundo do Espírito de Vida, Mundo esse onde cessa toda a separatividade. Seu trabalho também se harmoniza e se relaciona com outros dois Grandes Elevados Iniciados de outras Ondas de Vida que também colabora com Deus na evolução criadora do Sistema Solar no Mundo de Deus.

No início da nossa jornada no Período de Saturno (o primeiro Período de um total de sete, que compõe o nosso atual Esquema da Evolução) foi fornecido o Átomo-semente do Corpo Denso, a nós, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana. Nessa jornada ou Esquema de Evolução, depois desse Período, passamos pelos Períodos Solar e Lunar e chegando ao início do Período Terrestre (o quarto Período). Lembramos, aqui, que cada Período é composto de 7 Globos e de 7 Revoluções em torno desses Globos de densidades diferentes. Nesse momento, nosso Campo de Evolução ainda estava no Sol. Com o tempo, verificou-se que o desenvolvimento desses Espíritos Virginais da Onda de Vida humana não acompanhava, com a mesma rapidez, os demais, atrasando a evolução do conjunto todo. Assim, os Planetas: Urano, Saturno, Júpiter, Terra, Marte, Vênus e Mercúrio foram expelidos do Sol, um a um, de forma a servirem de campo de atividades e evolução dos Espíritos Virginais em seus diferentes estados de desenvolvimento; cada um a distância exata necessária e com o tamanho e composições ideais para ser o melhor Campo de Evolução para cada grupo de Espíritos Virginais. Assim é que se formou o nosso Planeta, a Terra, separada do Sol, Campo de Evolução da nossa Onda de Vida humana.

A um certo tempo de evolução, já aqui no Planeta Terra, passamos a ser guiados e orientados pela terceira manifestação da Divindade ou o terceiro aspecto de Deus, nosso criador – o Espírito Santo, Jeová, o Iniciado mais avançado da Onda de Vida Angélica. É dele a autoria de todas as Religiões de Raça que serviu (e ainda serve, em algumas circunstâncias específicas) para nos conduzir a humanidade do Período Terrestre. Esse auxílio, prestado a toda humanidade nesta fase de desenvolvimento, teve a participação ativa de hostes de Arcanjos (como Espíritos de Raça) e Anjos (como Mensageiros e Anjos da Guarda) e foi prestado a partir de fora da Terra. Ou seja, foi necessário que as orientações para as nossas atividades na Região Química do Mundo Físico nessa época fossem dirigidas através de fontes exteriores.

Quando chegamos à metade quarta Revolução desse Período Terrestre, houve a necessidade de haver mais segmentações no nosso Campo de Evolução, a fim de facilitar a aprendizagem das lições que estavam reservadas para nós. Essas segmentações são chamadas de Épocas. Durante a Época Lemúrica e Atlante (a terceira e quarta das 7 Épocas, respectivamente) foi acrescentado um novo veículo em nossa evolução: a Mente. Também, foi na Época Atlante que surgiram, para nós, os seres atrasados da Onda de Vida dos Anjos, chamados Espíritos Lucíferos (ou Anjos Lucíferos ou, ainda, Anjos caídos). Eram atrasados porque não conseguiam evoluir no Esquema de Evolução dos Anjos sem a necessidade de um cérebro – tal como os Anjos que nunca precisaram de um – mas também não conseguiam construir um, já que, originalmente, os Anjos não necessitam. Naquela Época a nossa consciência ainda estava ligada aos planos superiores (ou seja: não estamos com a nossa consciência de vigília, focada na Região Química do Mundo Físico, como temos hoje). Os Espíritos Lucíferos sugeriram para nós que o cérebro era uma estrutura física, capaz de auxiliar-nos a entender como criar outros Corpos Densos, aqui nesse Mundo Físico, sem se sujeitar a direção de Jeová e dos Anjos (que era como era feito até então) e, assim, seríamos dono de nós mesmos e conheceríamos o bem e o mal.

Consequentemente, a grande maioria de nós (e não todos!) aceitou a sugestão e passou a viver dessa maneira: usando e abusando da força sexual criadora. Logo, derivando para ambições egoístas, aprendendo a mentir, a praticar a astúcia desenfreadamente, a desenvolver a vontade do “eu inferior”, a se revoltar contra os preceitos de Jeová. Sob a Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito) tivemos castigos severos por desobediência a essa Lei. Fomos divididos em Raças e essas em nações. A fim de entender que o “caminho do transgressor é sofrido” e nos dar a oportunidade da escolha, sempre que preciso, uma Raça era utilizada para guerrear contra outra: uma que obedecia aos preceitos do seu Senhor (Jeová) contra outra que insistia em não obedecer. E o objetivo aqui era que cada um controlasse o seu Corpo de Desejos.

Como quando o Átomo-semente da Mente foi dado a nós, estávamos acostumados a caminhar somente pelo desejo inferior (satisfazendo-o a qualquer custo e preço), então associamos a Mente juvenil um instrumento da natureza de desejos. Conclusão: facilmente a Mente se tornou um meio de justificar e arquitetar pensamentos que evidenciasse o nosso “eu inferior” (a Personalidade) e deixou de servir o “Eu Superior” (a Individualidade). Renascimentos e renascimentos aqui praticando o abuso da força sexual criadora, por meio de ondas de paixões, desejos inferiores, sensualidades, astúcias e mentiras nos assolou e criamos dívidas e mais dívidas de Destino Maduro (aquele que só há uma maneira de pagar: expiando). Até que a cristalização do nosso Corpo Denso (e a incapacidade do nosso Corpo Vital em vivificá-lo) se tornou de tal grau que quase não era possível evoluir nele; assim como a própria Terra – o nosso Campo de Evolução – foi-se cristalizando em grande intensidade até que surgiu o perigo de que toda a nossa evolução humana poderia chegar a um grau tão alto de cristalização que poderia surgir à segunda Lua da Terra!

Para evitar esta calamidade foi necessário um novo nível de ajuda espiritual que viesse até nós. Cristo, o Espírito do Sol, era o único que poderia nos ajudar, porque ele trabalha e domina totalmente a substância do Mundo do Espírito de Vida, o primeiro Mundo debaixo para cima onde cessa toda a separatividade, onde a fraternidade é um cotidiano, a partir do amor ágape – o amor verdadeiramente desinteressado e focado na divina essência do ser a que amamos. E isso foi feito por meio de um grande sacrifício cósmico. Ele, como qualquer outro Arcanjo, só conseguia construir, como veículo mais inferior, o Corpo de Desejos. Mas Ele precisava estar entre nós (viver o nosso dia a dia, para mostrar como a partir do nosso interior poderíamos sair dessa situação que nós mesmos nos colocamos), para sentir a dificuldade que estávamos sentindo e, assim, nos prescrever exatamente o que devíamos fazer para sair desse estágio perigoso. Assim, precisava se adaptar à existência material. Para isto teve que recorrer aos Corpos Vital e Denso de um ser humano. O mais indicado, pelo seu grau de evolução, foi o ser humano de Jesus. Ele cedeu, voluntariamente nesse renascimento, o seu Corpo Denso e o seu Corpo Vital à Cristo.

O Corpo Denso e o Corpo Vital de Jesus foram aperfeiçoados e sutilizados em sua juventude e até aos 30 anos de idade pelos Essênios, de forma a sintonizarem-se com as vibrações elevadíssimas para que mais tarde esses veículos pudessem ser cedidos por Jesus, no Batismo, a Cristo, quando as ligações entre o Corpo de Desejos de Cristo e os Corpos Denso e Vital de Jesus foram feitas. Esse foi o Seu primeiro passo do sacrifício cósmico: entrar nesses veículos (Vital e Denso). A dualidade deste maravilhoso “Ser” conhecido por Cristo-Jesus tornou-se única entre todos os Seres dos sete Mundos que compõe o universo. Só Ele possui os doze veículos que unem diretamente o ser humano no Corpo Denso a Deus. Ninguém melhor do que Ele podia compreender, com maior compaixão, a nossa posição e as nossas necessidades e nos trazer alívio total.

Nos três anos de seu ministério, Cristo-Jesus ensinou a verdadeira Religião Cristã Esotérica: a unificação futura de todos nós. O amor impessoal, focado na divina essência de um ser, e a Fraternidade Universal são os dois grandes mandamentos de Amor que constituem o alicerce imediatamente necessário à nossa evolução espiritual.

A Crucificação ocorreu no momento em que Cristo-Jesus deu o passo final e se tornou o Espírito Planetário da Terra. O sangue que jorrou da coroa de espinhos e dos ferimentos do seu Corpo Denso penetrou no Planeta Terra libertando Cristo dos veículos de Jesus e tornando-O o Espírito Interno da Terra. Nesse instante a Terra foi permeada com o Seu Corpo de Desejos que lavou os pecados do mundo, não do indivíduo. Assim, purificou o Corpo de Desejos que estava contaminado da Terra – o Mundo do Desejo –, libertando-a das influências negativas, inferiores e cristalizantes que se haviam acumulado e sendo tão nefastas para a humanidade. A partir deste momento, todos nós, com vontade e esforço, temos condições de purificar os nossos veículos e acelerar o nosso desenvolvimento espiritual – se quisermos –, pois foi possível o acesso a esta substância espiritual pura.

Devido a este extraordinário sacrifício, Cristo agora vive parte do ano limitado e oprimido na nossa Terra, aguardando o Dia de Sua Libertação. Esse tempo é marcado pelo Equinócio de Setembro quando Cristo toca a atmosfera da Terra e termina no Equinócio de Março, que marca o fim do trabalho na Terra voltando ao seio do Pai, para preparar o seu retorno no próximo ano.

Cristo sente todo ódio, raiva, egoísmo, astúcia, discórdia e todos os outros desejos, sentimentos e outras emoções, tomando os materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo, que nós geramos todos os dias. Mas, Ele recebe também uma extraordinária ajuda dos Irmãos Maiores que trabalha, diariamente, para transmutar todo o mal em forma de pensamentos, sentimentos, palavras, atos, obras e ações em fatores positivos através de Sua força de vida. Mesmo sabendo que a maioria de nós não está ciente deste trabalho, nós como Estudantes Rosacruzes devemos procurar não expressar estes desejos, sentimentos e outras emoções, tomando os materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Se não o fizermos aliviaremos o sofrimento do nosso Salvador Cristo e apressaremos a Sua libertação.

A nossa dívida com o Cristo é imensa, e se quisermos começar a saldá-la, mesmo que muito modestamente, comecemos a praticar na nossa vida diária o serviço amoroso e desinteressado, servindo a divina essência do irmão e da irmã que vive ao nosso lado, no nosso cotidiano, seja quem for. Assim teceremos o Corpo-Alma, o veículo que encontraremos com Ele na Sua segunda vinda e nos possibilitará dar o próximo passo para frente e para cima nesse Esquema de Evolução. A decisão é nossa!

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

 

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