Antes de preencher o Formulário para Solicitação de Auxílio de Cura e nos enviar é prudente lhe passar as seguintes informações, até para ajudar você a se decidir:
Após esses importantes esclarecimentos, se você decidir que realmente quer ser curado (a) da doença ou enfermidade que lhe aflige, praticando fielmente todas as fases do Processo de Cura Rosacruz detalhadas acima, então é só seguir as instruções abaixo:
Pronto! Agora é só continuar até a Cura!
Clique aqui: Formulário para Solicitação de Auxílio de Cura em PDF

Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que o pensamento, o sentimento ou a emoção mais superficial são transmitidos aos pulmões, de onde são injetados no sangue. O sangue é o nutridor de todas as partes do nosso Corpo Denso que é o nosso veículo direto.
A meditação a respeito das verdades que se relacionam com essas afirmações, leva a uma realização iluminadora de vital importância no pensamento construtivo; realmente nós nos tornamos naquilo em que pensamos, tanto fisicamente como espiritualmente. Nossos pensamentos se tornam cristalizados, por assim dizer, em nossa expressão facial e na totalidade de nossa forma física, nosso ambiente e nossos companheiros e nossas companheiras também são reflexos da nossa linha habitual de pmento. Obviamente, se desejamos ter Corpos saudáveis, devemos injetar em nossa corrente sanguínea pensamentos e emoções elevados. Cada pensamento possui um poder vibratório, dependente da força de vontade que o emitiu, tornando-se parte do conjunto de nós, o poder áurico. Atrai para si, material de idêntica natureza, de forma que nessa manifestação da Lei de Atração, temos a chave do pensar em saúde. Quanto mais pensarmos no bem, na verdade e beleza, mais fortaleceremos o elemento saúde-atração em nossa aura e, portanto; mais injetaremos saúde em nossa corrente sanguínea e daí em nossos tecidos.
A doença, sabemos, é consequência do pensar e do agir erroneamente; desobedecendo as imutáveis Leis de Deus. Esse “mal”, como qualquer outro, pode ser sobrepujado como o “bem”. Ignorando qualquer mal aparente, tratando com ele dentro de uma atitude impessoal ou indiferente, e enfatizando pensamentos bondosos e superiores, beneficiaremos nossos Corpos e ambientes, tão certamente como a lei de gravidade opera com incessante regularidade.
Realmente, podemos criar tal força para o bem, pelos esforços constantes do pensar construtivamente. Pensemos em saúde em nossos Corpos, com alegria, gratidão, beleza, bondade e amor!
Os Auxiliares Visíveis são tão necessários como os Auxiliares Invisíveis. Nossos amigos, nossas amigas e os pacientes podem participar desse privilégio superior, bem como adicionar muito ao poder de libertação da força curadora, juntando-se à nós em oração pelos doentes: todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio) nós podemos ajudar a gerar a Força Curadora etérica, por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode ser utilizada pelos Auxiliares Invisíveis, que trabalham sob a direção dos Irmãos Maiores, com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos, doentes e enfermos.
Às 18h30 no seu relógio, nas “Datas de Cura”, sente-se e relaxe na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre. Feche os olhos e faça uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida oficie o Ritual do Serviço Devocional de Cura e no momento da concentração o faça intensamente sobre o assunto: AMOR DIVINO e CURA, pois só assim você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Curador de Deus que vem diretamente de Deus-Pai.
Após oficiar tal Ritual, emita os sentimentos mais profundos de Amor e Gratidão ao Grande Médico – Cristo – pelas bênçãos passadas e futuras de cura.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1973 – Fraternidade Rosacruz – SP)

As “Reuniões de Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais (ou Cardinais) do Zodíaco. O horário é 18h30, horário local.
A virtude dos Signos Cardeais (ou Cardinais) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, então:
1 – sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias o mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – pois a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra),
2 – oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮 (https://fraternidaderosacruz.com/ritual-do-servico-devocional-servico-de-cura-como-oficiar-e-como-participar/)
3 – no momento da “concentração” concentre-se sobre a Saúde e reze ao Grande Médico pela restauração da saúde de todos os que sofrem, particularmente para aqueles que solicitaram Auxílio para Cura Rosacruz (https://fraternidaderosacruz.com/solicitacao-auxilio-cura/)
4 – ao mesmo tempo, nesse momento da “concentração” visualize a Pro-Ecclesia onde os pensamentos de todos os Aspirantes são totalmente reunidos pelos Irmãos Maiores e utilizados para o propósito da elaboração da Panaceia Espiritual para a Cura definitiva.
Se quiser um livreto com os Ritual do Serviço Devocional de Cura, é só clicar AQUI
𝑼𝒎 𝒂𝒃𝒓𝒂ç𝒐 𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒔 𝒓𝒐𝒔𝒂𝒔 𝒇𝒍𝒐𝒓𝒆𝒔ç𝒂𝒎 𝒆𝒎 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒄𝒓𝒖𝒛 ![]()
Ninguém deve temer o Purgatório, já que ele é um “hospital para alma”. Nele as pessoas moralmente enfermas recebem o cuidado necessário para “restaurar a saúde”. Certamente que nesse cuidado pode incluir uma espécie de “cirurgia” que frequentemente é dolorosa para o Ego – que ainda está revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente da vida terrestre recém terminada –, já que é realizada, mediante a ação da Força de Repulsão; força essa que predomina nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo, onde se localiza o Purgatório.
Os fabricantes de instrumentos da maldade devem aprender a se elevar acima de seus desejos; já que a escravidão dos apetites físicos é vencida pela completa impossibilidade de gratificá-los. Os “demônios” da crença ortodoxa são vistos no Purgatório como uma força inferior da Onda de Vida comparada à dos insetos e répteis do Mundo Físico, porém menos perigosos devido ao fato de que são mais dóceis à vontade do Ego e às forças psíquicas. Um simples ato de determinação, uma elevação de consciência mediante a oração, não de caráter angustioso, suplício (ainda que essa também tenha seu poder), mas da oração tranquila que nasce de uma Mente elevada afasta rapidamente esses elementais, enquanto o corpo doente não é tão facilmente dissipado.
A base da vida no Purgatório são as cenas em que o Ego errou e são revividas, e ele se vê no lugar daquele que prejudicou e sofre como sofreram aqueles que ele lesou na vida terrena, da mesma forma que a base da vida enquanto encarnados neste Mundo Físico é o Panorama da Vida que escolhemos no Terceiro Céu. Mesmo porque no Purgatório vivemos, em média, um terço do tempo vivido aqui e nesse período temos muito que compensar por meio do arrependimento e da reforma íntima.
O que ocorre, às vezes, é os Auxiliares Invisíveis encontrarem pessoas que estão no Purgatório e que lhe pedem que vá as suas famílias para dizer-lhes para viver vidas retas e bondosas e fazer o seu melhor para não ter que sofrer depois que eles passarem pela morte. E, obviamente, eles não vão porque de nada adiantaria (como não adianta, na maioria das vezes, a gente ser testemunhas oculares das mazelas dos nossos pais, familiares e entes próximos e, mesmo assim, a gente continua fazendo o que é errado!).
Vamos falar um pouco sobre como é o processo da experiência purgatorial, quanto à sua constância em sentirmos os sofrimentos e as dores purgantes encadeando um sofrimento após o outro durante toda a nossa existência nesse lugar. Usemos a Lei de Analogia para entendermos como funciona lá, estudando como funciona aqui. Suponhamos que uma pessoa que sofre intensamente, por um curto período de tempo, geralmente sente a dor muito agudamente. Agora uma outra pessoa que sofre durante anos sucessivos, embora a dor infligida possa ser igualmente intensa, não parece senti-la na mesma proporção que a primeira pessoa. Isso ocorre porque a segunda pessoa se acostumou a ela e, de certa forma, o seu Corpo Denso se adaptou à dor; por isso, o sofrimento não é tão intensamente sentido nesse caso quanto no primeiro.
A mesma coisa ocorre na experiência purgatorial: se uma pessoa foi muito dura, cruel, indiferente quanto aos demais, egocêntrica, causadora de muita dor e muitos sofrimentos nos outros, então o seu sofrimento no Purgatório será muito rigoroso e intensificado pelo fato de que a experiência purgatorial seja de menor duração do que a vida vivida na Terra; mas a dor é intensificada proporcionalmente. Comparando com o caso acima se a experiência dessa pessoa fosse contínua ou a dor gerada por um ato fosse imediatamente seguida por outra, grande parte do sofrimento seria perdido para a pessoa, pois não seria sentida em toda a sua intensidade. Por esse motivo, às experiências lhe chegam em ondas, com períodos de descanso, para que o sofrimento seguinte possa ser profundamente sentido. Alguns podem achar que isso é cruel e que a dor infligida, ao utilizar-se desse artifício para intensificar o sofrimento, seja desnecessária. Porém não é assim. Esse sofrimento resultará um bem maior, pois Deus nunca busca desforra ou vingança, mas apenas almeja ensinar a pessoa pecadora a não mais reincidir no erro. Por isso, ela deve expiar todos os pecados cometidos. Isso irá ensiná-la a respeitar, em vidas futuras, os sentimentos alheios e a ser misericordiosa com todos. Portanto, é necessário que a dor seja altamente sentida para a conservação da energia e para que a pessoa possa se purificar e se tornar melhor, o que não aconteceria, caso a dor fosse contínua e o sofrimento, correspondentemente amenizado.
As experiências do Purgatório são gravadas no Átomo-semente do Corpo de Desejos como fruto da vida passada e depois na forma de um sentido moral purificado que o Ego leva consigo e conduz depois ao próximo renascimento para atuar como consciência e estimular o desenvolvimento das virtudes ao conceito de justiça e misericórdia.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Todos os Aspirantes que se colocam em linha ou “em espírito e em verdade” com a Fraternidade Rosacruz e os seus Ensinamentos colocam-se dentro da esfera de atenção e influência dos Iluminados da Onda de Vida humana: nós os conhecemos como Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. É uma grande vantagem para nós, como Aspirantes à vida superior, compreender o pleno significado desse fato e nos esforçar zelosamente para colher todo o benefício de tão maravilhoso privilégio. Podemos atrair a ajuda deles dedicando algum tempo à meditação sobre eles e os seus humanitários esforços, para lhes enviar nossa gratidão, nosso amor e nos consagrar a servi-los em seus constantes esforços para elevar a Humanidade.
Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz estão entre os seres Compassivos que, através de muitas vidas, desenvolveram as faculdades internas em elevado grau, mediante o serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo que eles conseguem) à toda Humanidade, sempre focando na Divina Essência de cada um, já que essa é a base da Fraternidade. Passaram por todas as Escolas de Mistérios Menores e Maiores – ou seja: alcançaram as nove Iniciações Menores e as quatro Iniciações Maiores, também chamadas de as quatro Iniciações Cristãs –, tendo alcançado, assim, um estado de evolução que os libera de todas as cadeias terrenas, ou seja, da roda de Nascimentos e Mortes aqui. No entanto, preferiram ficar aqui, na Terra, como Auxiliares, tendo sido dado a cada um deles um trabalho em harmonia com os seus interesses e suas inclinações particulares.
Esses Hierofantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental desenvolveram uma segunda medula espinhal, atraindo para cima o raio do amor inferior de Vênus e transmutando-o em altruísmo, assim conquistando o domínio sobre o segmento simpático da primeira medula espinhal e o hemisfério cerebral esquerdo, agora governado pela apaixonada Hierarquia Planetária de Marte: os Espíritos Lucíferos. Desse modo, cada Irmão Maior é uma unidade criadora completa tanto no Plano físico como nos espirituais, sendo capaz de usar a força bipolar, masculina e feminina, ao longo dessa dupla medula, iluminada e elevada em sua energia potencial por meio dos fogos espirituais da coluna vertebral, regidos por Netuno (Vontade) e Urano (Amor e Imaginação). Essa energia criadora concebe, nos hemisférios gêmeos do cérebro regidos por Marte e Mercúrio, um veículo adequado para a expressão do Espírito, meio então objetivado e materializado no mundo por meio da Palavra Criadora que é falada. Através desse poder é capaz de perpetuar a sua existência física e criar um Corpo, depois de abandonar o antigo.
Todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem a capacidade de construir o Corpo Denso mais adequado que necessitarem. Agora, para participar das atividades do Templo da Ordem Rosacruz funcionam com veículos etéricos, pois esse Templo é de natureza etérica e diferente dos nossos edifícios comuns; contudo, pode se comparar – não em intensidade, mas em composição – às atmosferas áuricas, às egrégoras, que existem nos Templos de todo Centro Rosacruz espalhados no mundo, desde que sejam templos solares e onde são oficiados fiel, constante e diariamente os Rituais dos Serviços Devocionais e que se mantenha, no interior de cada um deles, um ambiente de silêncio e oração. Essas atmosferas áuricas, as egrégoras, são etéricas e maiores que os edifícios físicos. Também, tais estruturas existem em volta das igrejas, desde que sejam templos solares, e em todas as construções onde habitam pessoas muito espiritualizadas.
O Templo da Ordem Rosacruz é superlativo e não pode ser comparado a coisa alguma; as vibrações espirituais compenetram de tal modo o entorno que a maioria das pessoas não se sentiria ali muito confortável.
Capazes de dirigir suas ações e emoções, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz evitam todo esforço desnecessário sobre os seus Corpos. Conhecem os elementos exatos requeridos para conservá-los e a proporção adequada em que devem tomá-los. Asseguram, desse modo, a máxima nutrição e o mínimo desgaste. Por essa razão podem preservar seus Corpos em um estado de conservação juvenil com vigorosa saúde por centenas de anos.
Os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas, que estiveram em contato com o Templo da Ordem Rosacruz por um lapso de tempo que vai de vinte a quarenta anos desta vida, indicaram que os Irmãos Maiores têm hoje a mesma aparência que tinham há trinta ou quarenta anos. De acordo com os padrões dos indivíduos comuns parecem ter agora aproximadamente quarenta anos de idade.
Alguns Irmãos Leigos e algumas Irmãs Leigas disseram que Christian Rosenkreuz usa hoje um Corpo que foi conservado durante vários séculos. Isso pode ser ou não assim, mas nosso augusto condutor nunca foi visto pelos Irmãos Leigos e nem pelas Irmãs Leigas que concorrem ao serviço espiritual da meia-noite no Templo da Ordem Rosacruz. Sua presença apenas é sentida e constitui o sinal para o começo do trabalho.
Investigar a origem dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz é tão difícil como achar a prova do princípio da primeira manifestação de Deus. Posto que o seu trabalho tenha por objeto estimular a evolução da Humanidade, vêm trabalhando — de um modo ou outro — desde a mais remota antiguidade. Temos, não obstante, a prova histórica da aparição, já no século treze, de avançados ensinamentos que haviam de ser como que um brilhante astro para muitos.
Durante as poucas centúrias que passaram, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz trabalharam pela Humanidade e em segredo. Todas as noites, à meia-noite, há um serviço no Templo da Ordem Rosacruz em que os Irmãos Maiores, assistidos pelos Irmãos Leigos e pelas Irmãs Leigas, que podem deixar os seus Corpos no mundo porque muitos deles residem em lugares onde é dia quando é meia-noite no lugar do Templo da Ordem Rosacruz, atraem de todos os locais do ocidente os pensamentos de sensualidade, cobiça, egoísmo e materialismo para transmutá-los em puro amor, benevolência, altruísmo e aspirações espirituais, enviando-os de regresso ao mundo para elevar e fomentar o bem. Não fosse essa poderosa fonte de vibração espiritual, o materialismo teria, já há muito, abortado todo o esforço espiritual, pois nunca houve época mais tenebrosa do ponto de vista espiritual como a que se prolonga pelos últimos trezentos anos de materialismo.
Sete dos doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz vêm ao mundo quando as circunstâncias solicitam, aparecendo como “homens entre os homens” ou trabalhando em seus veículos invisíveis com, ou sobre, outros, se for necessário; contudo, devemos compreender que eles nunca influenciam as pessoas contra a vontade delas, pois respeitam seus desejos e apenas fortalecem o bem onde o encontram. Os outros cinco Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz nunca abandonam o Templo da Ordem Rosacruz e, embora possuam Corpos Densos, todo o seu trabalho é realizado a partir dos Mundos internos. O Décimo Terceiro da Ordem Rosacruz é o “cabeça da Ordem”, Christian Rosenkreuz, o elo que a ajusta com um superior Conselho Central composto de Hierofantes dos Mistérios Maiores que não têm contato nenhum com a Humanidade comum, porém só com os graduados dos Mistérios Menores. Ele está oculto por doze círculos de tamanho igual. Mesmo os alunos da Ordem Rosacruz nunca o veem, mas nos serviços noturnos do Templo da Ordem Rosacruz a sua presença é sentida por todos.
Todas as meias-noites, no serviço, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz abrem seus peitos para atrair os dardos de ódio, malícia, inveja e todo mal que haja sido feito durante as últimas vinte e quatro horas. Primeiro, com o objetivo de privar as forças do Graal Negro do seu alimento; segundo, para transmutar o mal em bem. Desse modo, assim como as plantas absorvem o inerte dióxido de carbono exalado pela Humanidade e com ele constroem seus Corpos, também os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz transmutam o mal dentro do Templo Ordem Rosacruz e, assim como as plantas emitem o oxigênio renovado e tão necessário à vida humana, também os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz devolvem à Humanidade a essência do mal transmutada em escrúpulos de consciência junto ao bem, a fim de que o mundo possa tornar-se melhor dia a dia.
Durante o Serviço do Templo da Ordem Rosacruz, os doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, juntos dos Irmãos Leigos e das Irmãs Leigas, funcionam em seus Corpos-Almas. É, portanto, evidente que a presença do “cabeça” da Ordem é inteiramente espiritual. Todavia, ele está sempre ativo nos assuntos do mundo, trabalhando com os governos das nações do Mundo Ocidental para guiá-los ao longo do caminho adequado à sua evolução. Com essa finalidade aparece em um Corpo Denso, pelo menos em parte do tempo.
Após o primeiro ano da Primeira Guerra Mundial, 1914-1918, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, por causa do excessivo trabalho e da necessidade de se organizar auxílios, tiveram êxito na criação de um exército de Auxiliares Invisíveis, recrutados entre os que, tendo passado através das portas da morte, sentido a angústia e o sofrimento inerentes à passagem prematura, estavam cheios de compaixão pelos que chegavam constantemente, acalmando-os e ajudando até que tivessem encontrado o equilíbrio.
Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem a consciência pictórica do Período de Júpiter, da qual se servem para iniciar seus Discípulos na Ordem Rosacruz. O Iniciador fixa a sua atenção em certos fatos cósmicos e o candidato, que se preparou para a Iniciação desenvolvendo em si mesmo certos poderes, é como um diapasão de idêntica nota que vibra com as ideias enviadas pelo Iniciador, em forma de quadros. Portanto, não somente vê os quadros, como também é capaz de responder à vibração; assim, o poder latente que nele existe é convertido em energia dinâmica e a sua consciência é elevada ao passo seguinte da escala iniciática.
A maioria da Humanidade está sob a orientação da Religião publicamente ensinada no país do seu nascimento; entretanto, há sempre precursores cuja precocidade requeira um ensinamento superior. A esses é ensinado uma doutrina mais profunda por meio da atividade da Escola de Mistérios. Quando unicamente uns poucos estão aptos para tal ensinamento preparatório, são instruídos privadamente; contudo, à medida que o número aumenta, o ensinamento é dado publicamente.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)
A imagem que uma cultura projeta de si mesma é apenas aquela que ela gostaria de merecer, sem qualquer compromisso com a sua realidade interna. A mesma civilização que diz estimar os animais domésticos, massacra diariamente outros animais como bois, aves, porcos e peixes ou, agrupando: mamíferos, aves, peixes, crustáceos, répteis, anfíbios, frutos mar e afins — de maior porte e de menor porte e tão merecedores de respeito quanto os demais — em nome das proteínas que precisa assimilar ou do confessado prazer que sua carne proporciona à mesa e, também, o uso de cintos, calçados, vestuário, cosméticos, remédios e de tantos outros produtos que usamos, à custa da morte dos animais.
Graças a informação, hoje é muito fácil saber se determinado produto ou vestuário é feito com alguma parte de um animal ou se algum animal é utilizado no processo de produção ou de experimentação. A decisão passa a ser nossa!
Ainda, muitas vezes, o método de abate usado no Brasil para matar o gado, por exemplo, que é vendido a peso de ouro nos açougues são sabidamente cruéis e violentos. O abate humanitário torna inconscientes os animais, previamente à sangria. O medo e a dor causados na hora da morte “provocam a formação de toxinas no organismo desses animais, e o acúmulo de ureia no sangue”. O fenômeno estaria relacionado — embora não haja prova cabal disso — com o surgimento de alguns tipos de câncer e reumatismo no ser humano. A invasão dos corpos mortos por micro-organismos dependeria de vários fatores, inclusive do método pelo qual o gado foi sacrificado. Só quando a morte é indolor, imperceptível e instantânea torna-se possível evitar a formação de determinadas toxinas.
O abate é feito, principalmente, pelo seccionamento dos grandes vasos sanguíneos do animal, sem qualquer insensibilização. O processo é comum no caso de ovelhas, bezerros, carneiros e porcos. Suspensos, de cabeça para baixo, são levados pelo trilho até o local da matança, onde está à sua espera o magarefe e seu afiado facão. Até que a hemorragia termine, o animal permanece consciente, sofrendo dores e medo atrozes.
O gado de grande porte é atordoado antes da sangria, com uma pancada na cabeça. Como o animal está inquieto, o golpe costuma errar o alvo, provocando mutilações. Outro modo de abate é o uso de eletronarcose — uma pinça elétrica que faz o animal perder totalmente os sentidos, antes que se inicie a carnificina.
O contato com essa realidade de todo dia é desagradável, mas é através de impressões semelhantes que percebemos fatos que preferimos ignorar, e pelos quais somos solidariamente responsáveis. Precisamos ver o quanto é insincero nosso apregoado amor pelos animais. Frequentemente, ele não passa de necessidade de companhia, de mera identificação, de pura exibição de humanitarismo, ou é pretexto para ostentar um animal de raça. Se as pessoas que afirmam amar os animais fossem coerentes, elas pelo menos estariam preocupadas com o que acontece nos matadouros — e não considerariam esse tipo de preocupação irrelevante ou romântica. O lugar-comum segundo o qual “enquanto há pessoas passando fome no mundo não se explica esse cuidado com os animais” exprime muito bem a hipocrisia desses espíritos humanitários em cujo coração só há lugar para uma piedade limitada e circunscrita.
Os dietistas não chegaram a nenhuma conclusão, ainda, sobre a necessidade humana de ingerir carne com frequência, e talvez não cheguem nunca. As controvérsias desse tipo são mero passatempo, muitas vezes. A carne dos cardápios é necessidade, prazer ou vício? O ser humano é basicamente carnívoro ou seu organismo simplesmente suporta bem a carne? Sua arcada dentária e o comprimento do seu intestino não indicariam que ele se alinha entre os vegetarianos, como há muitos na natureza? Esses são alguns aspectos da questão. Restam outros, como a moralidade de matar animais continuadamente, em nome de uma cota mínima de proteínas que sua atividade — a do ser humano — não justifica de maneira alguma. Esse é um tema que não pode ser deixado unicamente aos cientistas, porque envolve valores que estão além de todo enfoque científico.
A humanização do abate dos “animais de corte” é uma tentativa de tornar menos indecente o morticínio. Por ser antiga, a questão não perdeu sua seriedade e sua importância. Se há interesses econômicos em jogo nos processos de matança dos abatedouros, pior para os interessados, que se envolveram num negócio desumano, sádico e brutal.
O ângulo mais interessante nessa história é, naturalmente, a imagem que a cultura — no sentido antropológico da palavra — tenta preservar, exigindo respeito à vida de alguns animais e justificando plenamente a destruição lenta e cruel de outros. Essa contradição, uma mais entre tantas, é evidente demais para ser ignorada. Quando o dono de um matadouro, por exemplo, protesta contra a captura de cães e gatos vadios nas ruas, sua revolta tem a aparência de sinceridade, mas há um paradoxo intenso em seu comportamento. O que é que os cães possuem que os bois, os porcos, os frangos e os peixes também não têm? Será possibilidade de domesticação dos primeiros pelo ser humano? Essa ternura que o caso desperta não será apenas resultado de sua identificação com o ser humano? Essas questões, que a alguns parecem bizantinas — o que é um modo de não pensar no assunto —, podem conduzir a um conhecimento melhor dos indivíduos. À medida que esse conhecimento ocorrer, é possível que as contradições deixem de ser tão frequentes, e a violência contra todos os seres vivos possa ser evitada, em benefício de todos; cães, gatos, bois, porcos, frangos e peixes e do próprio agressor, o ser humano.
Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Divina. Una por excelência. Grave transgressão alguém comete quando destrói uma forma através da qual a vida procura se manifestar e evoluir. Quem assim procede estará contraindo pesada dívida ante a Lei de Consequência. De seu resgate não poderá fugir impunemente.
O fato de questões como essa de como abater a alguns parecerem bizantinas, revela o quanto a Humanidade tem a aprender. É óbvio que é insincero o amor do ser humano pelos animais, porque contraditório em suas bases. Enquanto demonstra apreço pelos animais domésticos, abate impiedosamente outros, alegando necessidade alimentar. É uma atitude discriminatória e ignorante. Afinal, o mesmo sopro de vida anima uns e outros. Não há diferença.
A mesma civilização, vigilante na preservação de padrões éticos, omite-se ou faz vistas grossas à imoralidade do carnivorismo. Permite e oficializa métodos de abate requintadamente cruéis. Essa verdadeira apologia à violência atinge, como destino maduro – aquele que não há como expiar, mas só sofrendo para pagar tal dívida –, a todos aqueles direta ou indiretamente envolvidos, ou seja, magarefes, comerciantes e consumidores. Todos têm “culpa no cartório”. E, de uma forma ou de outra, deverão responder pela falta cometida.
Está aqui mais uma das tantas contradições humanas, tomando como exemplo a matança de animais e o consumo de sua carne.
Muitas vezes para alguns de nós as palavras nem sempre bastam para explicar a questão do ser vegetariano, tendo como argumento (ainda que não seja o único, nem o mais importante) a crueldade praticada com os nossos irmãos menores animais (mamíferos, aves, peixes e qualquer ser do reino animal – veja detalhes no livro O Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).
Ainda mais quando muitos acham que é “só não comer carne”. Longe disso: uso de quaisquer coisas que utilizem como insumo o material advindo de animais, incluindo aqui vestuários, calçados, remédios, produtos testados em animais e outros “segmentos” que muitos nem conhecem, mas tem acesso a informação para conhecer.
Nesse sentido, além do famoso filme “A Carne é Fraca” do Instituto Nina Rosa, temos também a disposição: DOMÍNIO (Dominion) (no Youtube) de Chris Delforce, sobre exploração de animais que nem imaginamos e que vai muito além do “não comer carne”; CACHORROS (Pedigree Dogs Exposed), no Vimeo, (muito bom para entendermos como estamos fazendo mal em tratar “cachorro como ser humano e não como animal” e para quem até trata o seu “pet” como “filho da mamãe”, “filho do papai”, “meu filho de 4 patas”), TESTES EM LABORATÓRIOS, também do Instituto Nina Rosa, no Youtube, que nos faz repensar sobre o que utilizamos como cosméticos, remédios e outros produtos “disfarçados” e que são de corpos dos nossos irmãos menores; e, por fim, SAÚDE (What The Health) de Kip Andersen e Keegan Kuhn, no Netflix e Youtube.
Considere que comer ovo e leite passa por você saber a origem e essa ser de galinhas e vacas que produzem dentro do seu natural e são alimentadas com alimentação também natural. Se não se sabe ou não tem acesso, então, não coma e substitua por outros produtos.
Alimentação vegetariana processada é tão ruim como carne processada!
Se, como Estudantes da Fraternidade Rosacruz, aspiramos ser eficazes colaboradores, como Auxiliares Invisíveis, mantenhamos o nosso Corpo o mais puro possível também no quesito alimentação além de praticar de fato e em toda a sua extensão, o “vivei e deixai viver“.
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – janeiro/1978 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Outubro de 1914
Mais um mês se passou e ainda a guerra europeia[1] continua em toda a sua intensidade. Milhares e milhares de pessoas cruzam a fronteira para o reino invisível, e a angústia lá, assim como aqui, é sem precedentes na história do mundo. Como você aprendeu em nossa literatura, o Mundo do Desejo é o mundo da ilusão e da desilusão; e aquelas pobres pessoas que foram transferidas tão repentinamente para aquele reino com ferimentos terríveis sobre seus Corpos Densos, também imaginam (como é muito frequente no caso aqui de pessoas que sofreram acidentes) que as lesões do Corpo Denso ainda estão com elas, e elas sofrem intensamente lá com esses ferimentos imaginários, como sofreriam aqui. Isto é, claro, inteiramente desnecessário. Muitas dessas pessoas estão se dirigindo para lá com ferimentos terríveis em seus corpos, principalmente aqueles causados por explosões de projéteis e por baionetas. Certamente que é uma atividade fácil para os Auxiliares Invisíveis mostrarem a qualquer uma dessas pessoas que seus ferimentos são somente imaginários, mas quando há tantos milhares delas, a tarefa se torna gigantesca, e nossos Auxiliares Invisíveis estão tendo um período de atividade sem precedentes neste conflito avassalador.
Entretanto, não é tanto a angústia resultante dessas lesões corporais imaginárias que torna o trabalho mais difícil. A angústia mental – a preocupação por aqueles que foram deixados para trás, o medo dos pais em relação aos seus filhos pequenos e a tristeza das mães que ficaram sozinhas para criar uma família de crianças pequenas – é o obstáculo mais terrível para uma solução desse terrível estado de coisas que os Auxiliares Invisíveis precisam enfrentar, e é nesse ponto que eu gostaria de pedir a sua sincera cooperação.
O Presidente Wilson, dos Estados Unidos, instituiu o dia 4 de outubro como um dia de oração pela paz. É sempre bom nos unirmos a tais movimentos, porque os nossos pensamentos canalizados terão um efeito considerável e fortalecerão extraordinariamente o apelo global. Todo Estudante fervoroso deve dedicar este dia para a oração pela libertação do mundo dessa matança terrível. Nesse momento, seus pensamentos devem ser particularmente direcionados para confortar aqueles que estão nesse mundo e, também, para aqueles estão aflitos nos Mundos invisíveis devido a separação dos laços familiares. Cada um deve manter o pensamento de que, embora a guerra atual seja dolorosa, esse é apenas um incidente em um longo período de tempo que não tem princípio nem fim. Como Espíritos somos imortais, e essas coisas que agora nos parecem de tão grande importância, quando vistas do ponto de vista espiritual e quando considerarmos o fato de que somos realmente imortais, terão uma importância menor nesse momento do que agora parece ser nesse caso para nós. O que quer que aconteça, será incorporado à natureza espiritual como uma lição para nos dar um sentido de horror dessa carnificina que agora está devastando o mundo.
Vamos esperar, fervorosamente, que essa guerra seja a última que manchará a paz da terra; que, tendo aprendido essa custosa lição, a Humanidade destrua, de uma vez por todas, os arsenais de guerra e transforme “suas espadas em arados”[2]. Que essa ideia esteja na Mente de todos os Estudantes no dia 4 de outubro; mas como essa data está tão próxima que, provavelmente, essa carta não chegará a todos a tempo, pedimos a todos os Estudantes da Fraternidade Rosacruz que dediquem o domingo, dia 18, a oração pela paz. Nessa altura, todos os nossos Estudantes terão recebido essa mensagem e, novamente, nós estaremos unidos desde a manhã até a noite, nesse esforço para ajudar a restabelecer a paz no mundo. Que o Reino de Cristo, em breve, substitua o “reino dos homens”, pois esses, certamente, têm se mostrado governantes ineficientes.
(Cartas aos Estudantes – nº 47 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Refere-se à Primeira Guerra Mundial
[2] N.T.: Is 2:4
Conta-se a história de um casal bondoso no País de Gales que desejava adotar uma criança refugiada belga e viajou até Swansea, uma cidade costeira do País de Gales, para conseguir uma no campo de concentração que havia lá. Mas nenhuma lhes agradou, exceto um irmão e uma irmã que se agarravam um ao outro com tanta tenacidade que o casal não teve coragem de separá-los. Então decidiram adotar ambos e os levaram para casa.
Quando a senhora despiu a menininha, reparou que ela trazia um medalhão pendurado no pescoço. A pequena explicou, da melhor forma que conseguiu, que ali dentro havia a imagem de sua mamãe, que fora massacrada. Ao abrir o medalhão, a senhora viu com assombro e angústia o retrato da sua própria irmã, que havia partido para a Bélgica anos antes como governanta e de quem não recebera notícia desde então. Assim, foi revelado que ela havia acolhido em seu lar e coração os filhos da irmã assassinada.
Como isso aconteceu — de fato aconteceu? Essa é uma questão de grande importância, pois afeta o destino de todo ser humano saber se os acontecimentos de nossas vidas são regidos pelo acaso ou pelo desígnio. A explicação mais simples é, naturalmente, que simplesmente aconteceu; pode parecer muito forçado para a maioria postular a ideia de “desígnio”. Ainda assim, Cristo nos ensinou que: “Até os cabelos da sua cabeça estão todos contados e mesmo um pardal não cai sem o conhecimento do Pai. Vocês valem mais do que muitos pardais.” (Mt 10:29-30)
Se Cristo disse a verdade — e não podemos duvidar que disse —, então o elemento do acaso é eliminado; assim, tudo o que nos acontece é resultado do desígnio Divino ou humano, atuando sob, e em harmonia com, a imutável Lei de Consequência; as forças que elaboram esses desígnios podem estar nos Mundos visível ou invisíveis.
Sob essa hipótese, é fácil explicar o ocorrido. Quando nos perguntamos quem teria interesse em levar aquelas crianças até a tia para protegê-las, a resposta é óbvia: a mãe. Se uma mãe pode fazer isso por seus filhos, então segue-se que todas as mães devem possuir capacidade semelhante de influenciar o destino de sua descendência — limitada, é claro, pela Lei de Causa e Efeito já mencionada. Se as mães podem fazer isso, também os pais ou outros parentes podem; em suma, todos estão além do véu da morte devem ter o poder de motivar cada pessoa que vive aqui; assim, nós também devemos ter esse poder. Não pode haver meio-termo.
Para o investigador ocultista isso é algo de conhecimento comum: aqueles a quem chamamos de mortos continuam, por um tempo que varia conforme sua inclinação e disposição, a se interessar pelos assuntos daqueles que deixaram para trás e se esforçam, com maior ou menor êxito, por influenciá-los, assim como nós sugestionamos uns aos outros nas relações físicas. Eles não são livres para fazê-lo em todos os momentos, pois certos episódios do Panorama da Vida deles passada exigem toda a sua atenção enquanto estão vivendo a purgação da última vida; mas entre os períodos de expurgação, nossos amigos dos Mundos invisíveis estão bem próximos de nós e nos envolvem com o mesmo cuidado e amor que tinham por nós enquanto estavam aqui no Corpo Denso.
Infelizmente, o contrário também é verdadeiro. Se um inimigo morre, não nos livramos dele por esse simples fato; na verdade, ele pode até nos causar mais dano de lá do que poderia em vida física. Isso foi sentido em pequena escala na guerra Russo-japonesa, quando alguns dos golpes estratégicos dos japoneses derivaram de impressões recebidas do outro lado. Métodos semelhantes foram usados, em proporção incrível para quem não esteja de fato ciente dos fatos, no início da presente Primeira Guerra Mundial.
Mas a ação organizada dos Irmãos Maiores e suas hostes de Auxiliares Invisíveis têm dado frutos no sentido de conter a corrente de ódio entre as vítimas do campo de batalha, de modo que todos os que atravessam o portal da morte agora são instruídos sobre o efeito da malícia sobre si e o mundo. Suas naturezas superiores são invocadas e o altruísmo é enaltecido como sendo mais nobre que o patriotismo; o resultado é que a maioria é convertida, pelo menos o suficiente, para se afastar de esforços ativos que objetivam a interferência no conflito.
Há muitos anos defendemos a abolição da pena de morte por razões semelhantes; o assassino, ressentido por esse ato de retaliação, é solto nos Mundos invisíveis para manipular outros de mentalidade semelhante e isso produz muitos homicídios. No entanto, se fosse mantido na prisão, permaneceria isolado até que os anos passassem e mitigassem seu ressentimento contra a sociedade; então atravessaria o portal da morte física em um estado de espírito menos perigoso e eventualmente não causaria mal à coletividade.
Que se compreenda, portanto, que seja um fato e não um sentimento poético, o conhecimento dado por John McCreery:
Embora invisíveis ao olhar mortal,
Eles ainda estão aqui e nos amam.
Os queridos que deixaram para trás,
Eles jamais esquecem.
Sim, sempre perto de nós, ainda que não sejam vistos,
Nossos queridos espíritos familiares caminham,
Pois em todo o vasto Universo de Deus há Vida e
Não existem mortos.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de Setembro/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)