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Aprendemos por meio dos Ensinamentos Rosacruzes que somos um Espírito Virginal, parte integrante de Deus, e temos em nós todas as possibilidades divinas (que traduzimos como poderes latentes); que, por meio de repetidas existências em Corpos Densos aqui na Região Química do Mundo Físico e de crescente perfeição, esses poderes latentes gradualmente se convertem em energia dinâmica; que nesse processo ninguém se perde e que todos nós alcançaremos, finalmente, a meta da perfeição e religação (da palavra “Religião” vem do latim religare, que significa “religar” ou “reconectar”) com Deus, levando conosco as experiências acumuladas como fruto de nossa peregrinação através da matéria.
E isso é feito por meio do Ciclo de Nascimentos e Mortes aqui na Região Química do Mundo Físico!
Se quiser saber mais detalhes sobre essa peregrinação, como “morte aqui, nascimento lá; morte lá, nascimento aqui”, é só clicar aqui: Nosso Trabalho para Renascer aqui mais uma vez – Dos 42 aos 49 anos
Para ver os outros ciclos setenários é só clicar aqui: Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez
Resposta: Há uma conexão esotérica entre Saturno, o Sol e a Lua, que regem o sábado, o domingo e a segunda-feira, respectivamente. O Sol e Saturno são ministros da vida e da morte – respectivamente –, e a Lua é, por assim dizer, a lançadeira com o qual a Humanidade se vê constantemente impelida de um polo a outro, enquanto a teia da experiência está sendo tecida. O nodo setentrional – ou nodo norte – da Lua, que chamamos de Cabeça do Dragão, compartilha da natureza do Sol, que nos fornece a vida, e conduz a Humanidade ao período de atividade física. O nodo meridional – ou nodo sul – nos conduz para o repouso da morte por meio das forças saturninas da Cauda do Dragão. Em outras palavras, tanto Saturno como a Lua são os portais de entrada e saída dos Mundos invisíveis, ou Caos – a Lua em termos de capacidade astral e Saturno em sentido cósmico.
Quando um grande Dia Criador de Manifestação se inicia, uma Época sempre começa com um Período de Saturno, então, as Ondas de Vida – nas quais o Espírito se manifesta –, que passaram pela fase subjetiva de evolução durante a Noite Cósmica precedente, são conduzidas à manifestação ativa, e isso ocorre durante a Revolução de Saturno de cada Período. Na pequena esfera terrestre da nossa atividade atual, quando um Ego está pronto para o renascimento na vida terrestre, a Lua marca o momento tanto da concepção quanto do nascimento, assumindo assim a função saturnina de conduzir os Egos em evolução da escura Noite Cósmica da morte para o universo solar da vida e da luz. Há, contudo, alguns Egos que não evoluem, mas permanecem estagnados no Caminho de Evolução. Para eles, chega um momento em que são, finalmente, expulsos para a Lua e lhe é negada a oportunidade e o privilégio de renascer dentro da atual classe evolucionária. Em consequência disso, eles permanecem na Lua até que os veículos, cristalizados por eles por falta de ação (ou inanição), sejam dissolvidos, e como não podem prosseguir com a corrente evolutiva, só lhes resta um caminho, isto é, gravitar de volta através do portão de Saturno para o Caos, ou para a Noite Cósmica, onde devem aguardar outra oportunidade de manifestação numa corrente de vida posterior.
Jeová não é o Regente dos Judeus, ao ponto de excluir todos os outros povos. Ele é o Legislador e o Senhor Cósmico da fecundação. Portanto, Ele tem uma missão especial a cumprir em relação a todos os povos pioneiros de qualquer Época ou Período, onde uma grande hoste de Espíritos que devam ser providos de veículos de um novo tipo. É Ele que multiplica abundantemente os povos pioneiros, lhes fornece as Leis apropriadas para a sua evolução e os prepara para um novo período de desenvolvimento. Se nos lembrarmos desse fato e, também, de que a primeira parte de uma Época é saturnina, então entenderemos que, embora os Semitas Originais fossem os ancestrais da Raça Ária, tenham sido multiplicados como as areias da praia, e tenham recebido suas Leis através de Jeová, eles também viviam no estágio saturnino da Época Ária e, portanto, logicamente, foram ensinados a guardar o dia de Saturno como um “dia de descanso”.
A Bíblia diz que a Lei era suprema até o advento do grande Espírito Solar. Cristo iniciou uma nova fase da evolução sob o princípio do amor e da regeneração. Isso pôs fim ao regime de Jeová e ao domínio de Saturno, não de uma forma abrupta, é claro, pois sempre há uma sobreposição que se procura entre um regime antigo e um novo. Mas, a partir desse momento, nós, o povo pioneiro Cristão, já entramos na segunda parte, ou seja, na parte Solar da Época Ária e, portanto, estamos substituindo agora o “dia de Saturno” pelo “dia do Sol” como dia de “dedicação ao Senhor”.
Como já mencionamos, a Lua e Saturno são os portões do Caos, e isso pode levar os Estudantes Rosacruzes a quererem saber o que acontecerá ao restante de nós e, portanto, podemos fornecer uma explicação resumida dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental sobre esse ponto: a Humanidade comum que segue o Caminho de Evolução é guiada em direção ao Reino de Cristo, o Espírito Solar.
Os atrasados, que não conseguem acompanhar o curso evolutivo, retrocedem para o Reino de Jeová, o Espírito Lunar.
Os avançados da Humanidade, os Iniciados que passaram tanto pelas Iniciações Menores quanto pelas Iniciações Maiores e seguem diante do Libertador (o grande Ser encarregado da evolução na Terra), têm a opção de permanecer aqui e ajudar seus irmãos e suas irmãs nesse mundo, ou ir para um satélite natural de Júpiter e preparar as condições sob as quais a Humanidade poderá evoluir no futuro Período de Júpiter.
As almas avançadas que malbarataram os seus poderes exercendo a magia negra retrocedem diretamente para Saturno e são forçadas a penetrar no Caos pela dissolução de seus veículos.
Saturno tem uma preponderância do quarto Éter, o Éter Refletor. Daí a sua pálida luminosidade, e os Egos que vão para lá deixam um registro de suas vidas e são em seguida lançados para fora em direção ao Caos, através das luas de Saturno.
Júpiter tem uma preponderância do terceiro Éter, o Éter Luminoso ou Éter de Luz. Daí o seu brilho, e os Egos avançados que vão para Júpiter, vindos do lado externo, dirigem-se para o interior através das luas e começam, então, como já dito, um trabalho construtivo para o Período de Júpiter.
(Pergunta nº 77 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
A Fraternidade Rosacruz considera com grande importância o serviço atual que prestamos aos nossos semelhantes sempre amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível), focado na Divina Essência oculta tanto nos semelhantes como em cada um de nós – já que ela é a base da Fraternidade –, e muitas vezes surge esta pergunta: – Como posso servir aos meus semelhantes? Não vejo nenhuma oportunidade para isso.
Portanto, seria bom assinalar que por “serviço” não queremos significar uma grande ação espetacular, tal como saltar à frente de um carro em disparada e salvar uma criança de atropelamento ou, então, penetrar num edifício em chamas e salvar da morte os que estão em perigo de queimar-se.
Naturalmente, tais oportunidades não aparecem para todos, nem tão pouco são coisas de todo o dia; porém, todos, sem nenhuma exceção, têm oportunidade de servir realmente, sem importar o meio ambiente em que vivem. A linha de serviço que indicaremos é ainda de maior valor do que qualquer simples ato de salvar alguém da morte, que cedo ou tarde virá fatalmente para todos, pois, seguramente e de muito maior valor, ajudar as pessoas a viver bem do que ajudá-las meramente a escapar, uma vez apenas, da morte.
É um fato deplorável que sejamos, na grande maioria, egoístas a um grau extremo. Buscamos o melhor que há na vida sem nos ocupar em nada com nossos semelhantes. Estamos demasiados propensos a comparar nossas posses, nossas faculdades com os outros, e quando percebemos que eles têm mais do que nós ou que fizeram algo com mais sucesso, deixamo-nos tomar por um sentimento de ciúme e inveja que nos impele a falar deles com desprezo, ou de alguma maneira diminuir seu êxito ou sua realização, na ilusão de que assim fazendo nos elevamos ao seu nível ou o superamos.
Se por outro lado percebemos que eles não têm tanto como nós, ou a condição social deles parece ser mais baixa que a nossa, então é fácil estabelecer sua inferioridade e, portanto, adotamos logo uma atitude arrogante e falamos de uma maneira “condescendente”, pensando que por tais comparações nos elevamos muito acima das nossas condições atuais.
Se ouvirmos alguém falar mal de outrem, geralmente estamos prontos e dispostos a acreditar no pior, porque então, por comparação, parecemos ser muitos melhores, mais santos e, portanto, nos julgamos muito elevados sobre o réu. E onde o mérito esteja tão manifesto que não se possa evitar o elogio, geralmente o fazemos de má vontade, pois nos sentimos como se, ao louvar a outrem, nos tirassem algo de nós mesmos ou talvez o outro fique muito exaltado e nos “faça sombra…”.
Essa é a atitude geral do mundo. Por mais deplorável e lamentável que seja, isto é um fato, e entre a grande maioria da Humanidade, muitas pessoas parecem estar, unicamente, interessadas em que todos os demais fiquem para trás delas. Esta é uma das maiores manifestações de desumanidade do indivíduo com o indivíduo, o que faz com que uma grande parte tenha que lamentar-se, enquanto que a outra grande parte também se lamente por sua vez.
Que maior serviço pode alguém prestar aos outros do que adotar uma atitude sistematicamente de estímulo e de louvor? Não há nada mais verídico do que o sentimento expresso quando refletimos sobre que sempre há algo bom no pior irmão ou na pior irmã, assim como sempre há algo mal no melhor irmão ou irmã.
No lar, no trabalho e em toda parte encontramos, diariamente, pessoas que sentem necessidade de estímulo, como qualquer pessoa no mundo. Se alguém fez algo de bom e dizemos algumas palavras de apreço, essa palavra o ajudará a fazer ainda melhor na próxima vez. Se alguém fez algo que se define como mal ou fracassou, uma palavra de simpatia e confiança lhe dará novas energias que o estimularão a experimentar, mais uma vez, e alcançar o triunfo, exatamente com a mesma segurança que uma atitude de desalento pode arruiná-lo na vida, ao passo que uma palavra alegre poderia tê-lo salvado.
Quando alguém se aproxima de nós com histórias, falando mal de alguém, sejamos vagarosos em crer e mais vagarosos ainda para contar a outrem o que acabamos de ouvir. Esforcemo-nos, por todos os meios possíveis, por evitar que as pessoas que nos vem contar alguma coisa má continue repetindo a mesma história aos outros. Nada de bom pode resultar para nós ou para qualquer outro ouvir e crer em semelhantes histórias.
Esta linha de serviço pode parecer muito fácil à primeira vista, porém, convém considerar que, muitas vezes, será preciso uma grande dose de abnegação própria para agir assim, porque estamos todos tão imbuídos com o egoísmo que é quase impossível para a maioria de nós colocarmo-nos de lado totalmente, pondo-nos na posição de outros, dando-lhes o estímulo e louvor que tão ardentemente desejamos para nós mesmos.
Porém, se persistimos nessa atitude, e a realizarmos consistentemente com todos, em nosso meio ambiente, sempre fazendo o possível para dizer uma palavra de estímulo onde quer que encontremos a oportunidade, veremos que os outros virão a nós não somente com as suas penas, mas também com as suas alegrias; assim alcançaremos também alguma recompensa. Sentir-nos-emos, então, seu sucesso, e em todos esses êxitos de outras pessoas haverá uma alegria e um sucesso que legitimamente nos pertence, um êxito que ninguém poderá tirar de nós, algo que irá conosco para além do túmulo, como um tesouro espiritual.
Não devemos nos esquecer de que cada ato, por simples que seja, está gravado no Átomo-semente do nosso Corpo Denso em nossos corações, e o sentimento e emoção que acompanham esse ato.
Reagirão sobre nós na existência post-mortem, e toda essa alegria, todo o prazer, todo o amor que tenhamos vertido, por outras pessoas reagirão sobre nós no Primeiro Céu e nos proporcionarão uma experiência sublime. Isto desenvolverá em nós uma faculdade maravilhosa de dar mais regozijo aos outros, de poder servir mais e melhor. E recordemos que esta é a única grandeza verdadeira, a única grandeza que é digna de nosso esforço, a grandeza de alma que nos permite ser serviçais, servidores do mundo.
Acima de tudo, além de infundir ânimo e valor no trabalho dos outros, recordemos a parte de serviço que se relaciona com o evitar que os mal-entendidos e separações se propaguem. Quando alguém se aproxima com uma história dessas, falando mal de alguém, sem tomar em conta o que possamos pensar disso ou sem considerar qualquer justificação, tenhamos em vista que a repetição dessa história causará realmente um dano. Assim como uma bola de neve que roda de uma montanha abaixo vai acumulando mais e mais neve, crescendo e tornando-se cada vez maior, assim também a história que vai de boca em boca se exagera e acaba por causar tristeza e sofrimento. Assim, pois, um dos maiores serviços que podemos oferecer à comunidade é fazer todo o possível para que essas histórias, essas conversas malévolas, não continuem a circular; procuremos corrigir aqueles que vivem a forjar “histórias” e a falar mal dos outros por ignorância dos malefícios que produzem.
Muitos lares se têm destruído, comunidades têm sido desbaratadas, muitas pessoas têm abandonado suas oportunidades, suas obrigações e aspirações e ainda coisas piores têm acontecido devido a essas histórias que têm sido levadas de boca em boca. Portanto, podemos fazer um grande serviço recusando ouvir o falar mal dos outros, recusando ouvir “histórias” e murmurações, dando ânimo àqueles que fracassaram em suas ambições e elogiando, sinceramente, àqueles que tiveram êxito.
Todos os dias as oportunidades estão batendo as nossas portas, em qualquer lugar que estejamos, seja qual for à condição de vida que tenhamos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – janeiro/1965 – Fraternidade Rosacruz –SP)
Durante os Estudos Bíblicos Rosacruzes nos deparamos com a monumental Epístola de S. Tiago e sobre o que ele nos ensina sobre a língua. Sabemos que a língua “é um pequeno membro” e sobre ela muito já disseram grandes pensadores, escreveram eminentes escritores.
Mas S. Tiago nos ensina sobre algumas características da nossa língua a qual temos que nos cuidar, se queremos alcançar o autodomínio. Em um dos seus ensinamentos ele nos diz que a língua é vaidosa: “Assim também a língua é um pequeno membro, mas se gloria de grandes coisas” (Tg 3:5). E aqui, já vemos que todo cuidado com a língua é pouco.
Também nos ensina que a língua “é um fogo”. A ação do fogo é tremenda, é destruidora; quem a poderá suportar? É assim a língua. Ela também consome, destrói.
Outra característica da língua que devemos nos atentar é que ela é iníqua. E essa declaração não é exagerada. Para S. Tiago a língua não é apenas uma coisa iníqua, senão “um mundo de iniquidade”. Haverá nesta sentença de S. Tiago uma hipérbole? Contudo, tirando-se a hipérbole talvez ainda fique, pelo menos, um quarto de mundo de iniquidade! É pouco?
Também, ele nos ensina que a língua é contagiosa, ou seja, ela “contamina todo o corpo”. E vai nisto notável diferença. Uma coisa é ser contagiosa, outra bem diferente é contaminar. E ela “contamina todo o corpo”, porque ela nos leva a pecar.
Outra coisa é que a língua é uma fera indomável: “Porque todas as espécies de alimárias, de aves, de répteis e de outros animais se domam; têm sido domados pela natureza humana; porém a língua, nenhum homem a pode domar…” (3:7-8).
Mais uma característica da língua que S. Tiago detalha: a língua é cheia de veneno mortífero. A verdade é dura, mas a verdade está acima de tudo: “… a língua…está cheia de veneno mortífero” (3:8).
De que a língua merece, com justiça, o que se tem dito dela não resta dúvida. Deve ter-se, portanto, todo cuidado com ela.
Para os grandes males da língua, vamos a receita do grande proverbialista dos tempos antigos: “É ao homem que pertence preparar a sua alma e ao Senhor, o governar-lhe a língua” (Pb 16:1). Se alguém, pois, tem a língua desenfreada, peça a Deus que a governe e não se esqueça de fazer a sua parte, segundo o ensino nos fornecido na Primeira Epístola de S. Pedro: “Porque o que quer amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e os seus lábios não profiram enganos” (IPe 3:10).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1969-Fraternidade Rosacruz)
Agosto de 1914
É com considerável relutância que retorno a questão dos exercícios respiratórios e seus efeitos sobre o Corpo Denso, mas a necessidade urgente me obriga a reiterar a advertência contra os ensinamentos falsos e perigosos que são promulgados por pessoas que são ignorantes ou inescrupulosas na sua ânsia pelo lucro. Os exercícios respiratórios são absolutamente contrários aos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, pois, de acordo com tais Ensinamentos, os resultados espirituais só podem ser conseguidos por métodos espirituais e não por exercícios físicos. Infelizmente, o grande desejo dos Estudantes de alcançar resultados rapidamente faz com que muitos dele se tornem presas fáceis dessas pessoas desonestas. Um dos nossos Estudantes mais promissores está agora num hospital psiquiátrico para o tratamento de transtornos mentais, por ter dado ouvidos às promessas de um charlatão que se ofereceu para iniciá-lo em troca da quantia de vinte e cinco dólares.
Acabei de saber que num dos Centros da Fraternidade Rosacruz, um homem que nem é Estudante Rosacruz está cobrando uma determinada importância para levantar horóscopos, o que é totalmente contrário aos nossos Ensinamentos. Anualmente devolvemos muita quantia em dinheiro a pessoas que nos procuram solicitando que levantemos os seus horóscopos, assim como previsões de futuro, pois defendemos o princípio de que uma Ciência Espiritual, como a Astrologia Rosacruz, não pode ser prostituída por nenhuma quantia de dinheiro, ainda que este nos seja muito necessário; e nos entristece profundamente descobrir que tais pessoas, que admitem ter conhecimento que essas práticas são contrárias aos princípios da Fraternidade Rosacruz, estejam à frente de Centros de Estudo e se apresentam como divulgadores e expoentes dos Ensinamentos Rosacruzes. Esta mesma pessoa também copiou, de livros indianos, que custam alguns centavos, exercícios de respiração que vende por um dólar às vítimas incautas.
Queridos amigos, acreditem na palavra de alguém que percorreu o caminho e sabe, por experiência própria, que não há trem expresso para o Templo de Iniciação. O Caminho é lento, íngreme e acidentado; deve ser percorrido passo a passo, ainda que os pés sangrem e o coração se encha de tristeza e sofrimento. O Corpo-Alma – a Veste Nupcial Dourada ou o Dourado Manto Nupcial – que a única palavra-passe pela qual podemos entrar, é tecido pelas boas ações praticadas, dia após dia, com paciente perseverança em fazer o bem, e por nenhum outro método. Os exercícios respiratórios não podem substituir as boas ações. Vocês não podem compreender isso? Eu sei o que estou dizendo, porque no princípio dos meus esforços na busca por caminhos espirituais, também me deparei com estes exercícios de respiração hindus. Experimentei-os por dois dias e meu Corpo Vital foi parcialmente expulso do meu Corpo Denso; então me ocorreu que estava em situação perigosa e suspendi os exercícios. Mas precisei de duas semanas para me restabelecer, durante as quais me senti como se não conseguisse firmar os pés no chão, como se estivesse caminhando no ar, e durante duas semanas sofri muito. Outros podem não ter a capacidade de recuperação que eu tive e, em consequência, ficarem predispostos a doenças mentais. Portanto, é muito perigoso tentar. Pode haver, é claro, outros em que não sentirão esses efeitos. Mas é sempre muito, muito perigoso brincar com fogo e você não deve tentar. Por outro lado, se você se esforçar dia após dia para servir na “Vinha de Cristo” e se empenhar em praticar atos, ações e obras de misericórdia, então o “Dourado Manto Nupcial”, o Corpo-Alma, será seguramente tecido e com ele, um dia, todos seremos admitidos no Templo.
(Cartas aos Estudantes – nº 45 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

>> Informações importantes para usar nos seus Exercícios Esotéricos Rosacruzes são as Atividades do Cristo no seu Trabalho como Nosso Salvador:
-> Para saber qual é o Trabalho Cósmico do Cristo nesse quadrimestre: O Trabalho do Cristo na Terra: de Setembro à Dezembro de cada ano
-> Para esse Mês Solar tome como material para os seus Exercícios Esotéricos tal assunto: Senhor Cristo passa pelo Mundo do Desejo – o Corpo de Desejo do Planeta Terra
>> Para você usar no processo de Cura Rosacruz:
-> Para saber que Signo a Lua está em cada dia desse mês, e daí saber as Partes do Corpo que Não Se Deve Mexer – Novembro de 2025
-> Para obter mais detalhes sobre os Melhores e Adversos Períodos e Dias para Tratamentos e Cirurgias – Novembro de 2025
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Com a Folha Astrológica Rosacruz o Estudante Rosacruz o Estudante tem uma importante ferramenta:
1) Ajuda-o a aproveitar as influências astrais oferecidas pelos Aspectos benéficos (Sextil, Trígono e Conjunções benéficas) e a se precaver para não cair nas tentações oferecidas pelas influências astrais adversas, ou seja, pelos Aspectos adversos (Quadratura, Oposição e Conjunções adversas), no seu dia a dia.
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Os filhos aprendem dos pais as primeiras ideias do bem e do mal, do certo e do errado. Para as crianças, os pais são os modelos de quem aceitam, sem hesitar, os conceitos que mais tarde lhes vão sedimentar o caráter. Eminentemente ensináveis, dóceis e sensitivas, as crianças gravam vividamente as lições e como “vídeo-tape” vão mais tarde relacionando fatos e modelando juízos.
Disse um famoso educador: “Dá-me uma criança até sete anos; a influência que lhe incutirei nesse período será decisiva para o resto de sua existência”. Avaliem, pois, a responsabilidade dos pais perante os Egos (Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) a quem deram oportunidade de renascer e ajudar. Se de um lado há o fator destino, fazendo com que cada um nasça no lugar mais adequado as suas necessidades internas, por outro lado os pais respondem, perante a Lei de Causa e Efeito, pela forma como educam. Pestalozzi[1] afirmou com muito acerto: “primeiramente é necessário educar os pais”. Seu sentido de educação era integral: intelectual, física e moral.
Sabemos que uma criança, à semelhança de um “iceberg”, revela apenas uma pequena parte de sua natureza. O tema astrológico poderá mostrar as tendências que trouxe ao nascer. Essa é a parte submersa no passado. O “meio ambiente” acrescentará algo mais, modificando ou reforçando os diversos aspectos de seu modo de ser. Educar é tarefa delicada e espinhosa. Não se trata, como vemos, de somente das escolas. É, principalmente, o exemplo dos pais, suas reações perante a vida, seus conceitos etc. Olhos atentos os observam e os imitam. São pequenas lições diárias a influir poderosamente no pai ou mãe de amanhã. De fato, o futuro é a soma de pequenos “agoras”.
Só podemos dar aos filhos o que temos e o que somos. Embora não tenhamos a intenção de prejudicar-lhes a formação, é o que muitas vezes fazemos, por falta de preparo ou só egoísmo.
Vejamos um fato comum e diário: a criança comete um deslize e o pai ou a mãe a corrige. Se a falta trouxe algum prejuízo material (rasgar ou sujar a roupa, gastar sem permissão, estragar qualquer coisa) a mãe fica furiosa e depois de gritar-lhe muito que o dinheiro é duro de se ganhar, que ela é ingrata, etc., põe-se no castigo. Quando a falta implica, porém, em dano moral (mentira, deslealdade, desobediência) o castigo é menor ou nenhum. Então a criança associa as duas coisas e conclui: “O que traz prejuízo material é mais grave. Portanto, o dinheiro é mais importante”.
Admiramo-nos, hoje, de que nossos filhos não se dedicam a espiritualidade deles e julgue muito mais importante ganhar dinheiro, lutar pelo supérfluo, pensar mais em “gozar a vida”? Fomos nós mesmos que lhes incutimos, sem o perceber, esse conceito. E quem sabe se no íntimo de nosso ser essa falha, ainda hoje, nos impede prestar justa colaboração à obra de divulgação e dedicação aos Ensinamentos Rosacruzes? Analisem-se. Vejam se não é verdade.
Este é apenas um dos inúmeros pontos que trazemos do passado. É preciso rever, reanalisar, reexaminar tudo o que temos dentro de nós. Nossas capacidades de análise e o nosso conhecimento das premissas Cristãs, hoje, nos permitem “separar o joio do trigo”, isto é: distinguir o que é bom do que é ruim. Isto foi o que disse Cristo, quando os discípulos, notando a presença do joio entre o trigo, se dispuseram a expurgá-lo: “Agora não, pois, haveria o período de cortarem o trigo, pensando ser joio”[2].
Separar, cortar o errado, o falso em nosso modo de pensar e sentir é tarefa que devemos fazer, quando devidamente orientados por sãos princípios, como os da Filosofia Rosacruz.
Hoje os Estudantes Rosacruzes dedicados podem e devem expurgar o joio, sem esperar que a Lei de Repulsão o faça, contra sua vontade, no estado post-mortem. O que conta em nosso favor, como conquista anímica, é o que realizamos aqui renascidos nessa escola da vida.
E ao mesmo tempo em que nos regeneramos, tanto mais capacitados estaremos para orientar e ajudar nossos semelhantes, a começar por nossos filhos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1966 – Fraternidade Rosacruz – SP)
[1] N.R.: Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional. Pestalozzi foi um dos pioneiros da pedagogia moderna, influenciando profundamente todas as correntes educacionais, e longe está de deixar de ser uma referência. Fundou escolas, cativava a todos para a causa de uma educação capaz de atingir o povo, num tempo em que o ensino era privilégio exclusivo. “A vida educa. Mas a vida que educa não é uma questão de palavras, e sim de ação. É atividade.”.
[2] N.R.: Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. (Mt 13:24-30)