porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Teia do Destino – como Tece e Destece

Para compreender como se tece e destece a “Teia do Destino” será necessário que partamos do seu início; para perceber que os primeiros fatos fundamentais da existência são a continuidade da vida e que a ação é a expressão desta mesma vida em manifestação.

No momento exato em que o espírito executa sua primeira ação ele gera uma causa que, forçosamente, há de produzir um efeito correspondente.

Isso é uma absoluta necessidade a fim de que o equilíbrio do Universo possa ser mantido.

Para que se possa efetuar investigações necessárias com o objetivo de compreender como se tece e destece a “Teia do Destino”, é necessário possuir a faculdade de sair, por livre e espontânea vontade própria, do Corpo físico e funcionar fora dele, no Corpo-Alma, formado pelos dois Éteres superiores, estando também revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente.

Vamos ver, nesse livro, como isso se dá e como há outras condições na teia do destino.

Há 4 meios de você acessar esse Livro:

1. Em formato PDF (para download):

A Teia do Destino – como se Tece e Destece – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

2. Em forma audiobook ou audiolivro:

A Teia do Destino – Como se Tece e Destece – Max Heindel – audiobook

3. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas/featured

aqui:

A Teia do Destino – Como se Tece e Destece – Max Heindel – videobook

4. Para estudar no próprio site:

Como se tece e destece

Também:

O Efeito Oculto das Nossas Emoções

A Oração – uma Invocação Mágica

Métodos Práticos de se Alcançar o Sucesso

Por

Max Heindel

(1865-1919)

Uma Série de Lições sobre o Lado Oculto da Vida, Mostrando as Forças Ocultas que Moldam o Nosso Destino

Fraternidade Rosacruz

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, editada por Augusta Foss Heindel, em 1920

1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz Rio de Janeiro – Guanabara – Brasil

2ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO

A série de dezessete lições impressas nesse volume é parte das noventa e nove lições mensais enviadas pelo autor a seus Estudantes, durante os últimos anos de sua vida no corpo. Elas são, agora, publicadas pela primeira vez em forma de livro.

Uma série já foi publicada sob o título “Maçonaria e Catolicismo”, como é visto por trás do cenário.

Esses livros contêm os tesouros inestimáveis das últimas investigações desse grande místico, e levam uma mensagem de amor Cristão impregnada de sabedoria divina, que somente um Iniciado nos mais profundos mistérios poderia nos transmitir.

Esperamos que essas lições sejam o meio de reintegrar muitas pessoas de volta à Deus e de fortalecer sua reverência e seu amor por Cristo.

Os Santos Sacramentos, Cristo e Sua Missão, A Significância Oculta das Óperas de Wagner e outros assuntos muito interessantes serão publicados mais tarde.

Augusta Foss Heindel

ÍNDICE

PREFÁCIO DA SEGUNDA EDIÇÃO DE 1920. 3

A TEIA DO DESTINO.. 6

PARTE I – INVESTIGAÇÃO ESPIRITUAL – O CORPO-ALMA.. 6

PARTE II – CRISTO INTERNO – A MEMÓRIA DA NATUREZA.. 12

PARTE III – “O GUARDIÃO DO UMBRAL” – ESPÍRITOS APEGADOS À TERRA.. 19

PARTE IV – “O CORPO DO PECADO” – POSSESSÃO POR DEMÔNIOS AUTOCRIADOS – ELEMENTAIS. 27

PARTE V – OBSESSÃO DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS. 32

PARTE VI – A CRIAÇÃO DO AMBIENTE – GÊNESE DAS DEFICIÊNCIAS MENTAIS E FÍSICAS. 37

PARTE VII – A CAUSA DA ENFERMIDADE – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA.. 42

PARTE VIII – OS RAIOS DE CRISTO CONSTITUEM O “IMPULSO INTERNO” – VISÃO ETÉRICA – DESTINO COLETIVO.. 47

OS EFEITOS OCULTOS DAS NOSSAS EMOÇÕES. 52

PARTE I – A FUNÇÃO DO DESEJO.. 52

PARTE II – OS EFEITOS DA COR DA EMOÇÃO NAS REUNIÕES DAS PESSOAS – O EFEITO ISOLANTE DA PREOCUPAÇÃO.. 57

PARTE III – EFEITOS DA GUERRA SOBRE O CORPO DE DESEJOS – O CORPO VITAL AFETADO PELAS DETONAÇÕES DOS GRANDES CANHÕES. 62

PARTE IV – A NATUREZA DOS ÁTOMOS ETÉRICOS – A NECESSIDADE DA ESTABILIDADE.. 68

PARTE V – OS EFEITOS DO REMORSO OS PERIGOS DO EXCESSO DE BANHOS. 73

A ORAÇÃO: UMA INVOCAÇÃO MÁGICA.. 79

PARTE I – A NATUREZA DA ORAÇÃO E A PREPARAÇÃO PARA A ORAR.. 79

Preparação para a Oração – Ora et Labora. 80

PARTE II – AS ASAS E O PODER – A INVOCAÇÃO – O CLÍMAX.. 85

As Asas e o Poder 86

A Posição do Corpo. 86

A Invocação. 87

O Clímax Final 88

MÉTODOS PRÁTICOS PARA ALCANÇAR O SUCESSO BASEADOS NA CONSERVAÇÃO DA FORÇA SEXUAL.. 90

A TEIA DO DESTINO

PARTE I – INVESTIGAÇÃO ESPIRITUAL – O CORPO-ALMA

Embora muitos esclarecimentos e muita informação foram fornecidos sobre esse assunto no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e em outras nossas obras, temos recebido muitas cartas de Estudantes nos pedindo mais esclarecimentos sobre alguns pontos, tais como obsessão, mediunidade, insanidade, condições anormais do caráter, etc. Isso tem dado ao autor uma motivação para investigar o assunto mais profundamente que antes. A máxima que diz que “a prática leva à perfeição” pode se aplicar, com a mesma propriedade, tanto aos reinos espirituais como para as coisas físicas. Assim, esperamos que a luz derramada sobre estes assuntos, nas páginas que se seguem, possa ajudar o Estudante a perceber, com mais clareza, as causas que produzem os efeitos observados nessa vida.

A fim de que possamos compreender perfeitamente o problema, será necessário que partamos do seu início; para perceber que os primeiros fatos fundamentais da existência são a continuidade da vida e que a ação é a expressão desta mesma vida em manifestação. No momento exato em que o Espírito executa sua primeira ação ele gera uma causa que, forçosamente, há de produzir um efeito correspondente. Isso é uma absoluta necessidade a fim de que o equilíbrio do Universo possa ser mantido. Se esta ação for física, isto é, realizada pelo Espírito em um Corpo Denso, a reação deverá ser, forçosamente, também física. Se é assim de fato, é evidente que devemos renascer neste Mundo, de tempos em tempos, pois é um fato comprovado que, quando geramos causas nesse Mundo, na existência diária, e essas causas não apresentam uma reação adequada, e, também, quando não nos é possível colher o que tivermos semeado, devemos necessariamente voltar em um Corpo novo; do contrário, a lei seria invalidada. Se a Lei de Causa e Efeito é verdadeira, então o renascimento periódico é uma consequência lógica de absoluta necessidade. Assim, pois, tanto se o compreendermos ou não, tanto se nos agrade ou não, estamos encerrados dentro de um círculo e, devido as nossas próprias ações do passado, constrangidos a que estas ajam e reajam sobre nós, até que desenvolvamos uma força superior à que agora nos subjuga. O que é esta força, Goethe, o grande místico alemão, nos revela em poucas palavras:

“De todas as forças que encadeiam o mundo,

 o ser humano se liberta quando adquire o domínio de si mesmo”.

E, como o conhecimento é poder, é evidente que quanto mais completo seja o nosso conhecimento, em relação a cada detalhe e não superficial ou parcial, de como operam as leis gêmeas de Consequência e do Renascimento, mais facilmente encontraremos o caminho da libertação, mais facilmente nós encontraremos o caminho da libertação, e também melhor saberemos como ajudar aos demais.

A ciência deve ser muito elogiada pelo talento, pela paciência e a persistência que ela exibe na invenção de instrumentos para descobrir os segredos da natureza. Porém, enquanto isso se consegue com êxito no que concerne à matéria, os segredos da vida e do Espírito são um livro fechado para o sábio, segundo diz Mefistófeles, com fina ironia ao Estudante que bate à porta de Fausto, solicitando admissão a sua escola:

“Qualquer pessoa que quiser conhecer e tratar com alguma coisa viva,

Busque, primeiro, o Espírito vital que a anima.

Pois tem somente em suas mãos fragmentos inertes,

A ele falta, ai!, o alento do Espírito vital”.

Há somente um instrumento adequado para investigar as coisas do Espírito, e este, é o próprio Espírito. Assim como é necessário preparar um ser humano para a pesquisa científica aqui no mundo material, também é necessário um longo e lento processo para adaptá-lo às investigações do Mundo espiritual. Do mesmo modo como o cientista deve pagar o preço de seu conhecimento com meses e anos de trabalho constante e tenaz, o investigador místico também deve sacrificar muitos anos de sua vida para compreender e se capacitar a respeito das suas investigações espirituais.

Como você sabe, o que agora é o nosso Corpo Denso foi o primeiro veículo que o ser humano adquiriu como pensamento-forma, tendo sobre si um imenso período de evolução e organização até chegar ao que é agora, ou seja, o esplêndido instrumento que tão bem lhe serve conquanto seja pesado, difíci1 de governar e de agir com ele. O veículo adquirido logo após, foi o Corpo Vital, que também atravessou um longo período de desenvo1vimento, até se condensar e tomar consistência etérica. O terceiro veículo, o Corpo de Desejos, foi adquirido, relativamente, muito mais tarde, achando-se ainda em estado fluídico. Por último, o ser humano tomou posse da Mente, que é apenas uma nuvem informe e não merece ainda o nome de veículo, servindo, entretanto, de união ou de laço entre os três veículos mencionados e o Espírito.

Estes três veículos, o Corpo Denso (o físico), o Corpo Vital e o de Desejos ligados à Mente, são os instrumentos do Espírito em sua evolução. E, ao contrário da crença geral, a habilidade do Espírito para investigar os planos superiores, não depende tanto dos Corpos mais sutis, como depende do mais denso de todos. A prova dessa asserção é evidente e está ao alcance de nossas mãos, e, sem dúvida alguma, todo aquele que quiser tentar com seriedade, poderá confirmá-la por si mesmo. E terá resultados imediatos se seguir certas determinações para mudar as condições de sua Mente. Suponhamos que uma pessoa formou certos hábitos de pensamento que ele não gosta. Talvez, após uma experiência religiosa, ele percebe que, a despeito de todos seus desejos, esses hábitos de pensamentos não o deixam. Porém, se ele decidir limpar completamente a Mente de forma que só contenha pensamentos bons e puros, ele poderá conseguir o que pretende simplesmente recusando admitir pensamentos impuros. Notará então que, depois de uma ou duas semanas de esforços, sua Mente está, notadamente, mais pura do que quando começou tal esforço; que isso se mantém se preferir e procurar gerar pensamentos de caráter religioso nela. Até uma Mente a mais anormal ou degenerada pode ser totalmente purificada em poucos meses de esforço. Este resultado já foi comprovado por muitos que fizeram isso, e, qualquer pessoa que o deseja e seja suficientemente tenaz para tentá-lo pode ter a mesma experiência e gozará de uma Mente pura e limpa, em muito pouco tempo.

Entretanto, enquanto os nossos pensamentos purificados nos fazem avançar consideravelmente no caminho da perfeição, as emoções e os desejos do nosso Corpo de Desejos não são dominados com tanta facilidade, por ser este veículo muito mais desenvolvido do que a Mente. Enquanto a Mente regenerada está pronta a aceitar a ideia de que devemos amar a nossos inimigos, a natureza passional e emocional do Corpo de Desejos anseia pela vingança, com todas as suas forças, aferrando-se ao “olho por olho e dente por dente”. Algumas vezes até depois de anos e anos de luta, quando supomos que a serpente adormecida foi realmente dominada e que nós temos, finalmente, obtido o domínio sobre isso e, que isso não poderá mais transtornar a nossa paz, inesperadamente ela desperta, desvanecendo as nossas esperanças; e, arrebatada por um acesso de raiva, pode morder-nos, clamando vingança por qualquer agravo real ou imaginário. Então, será necessário empregar todo o poder da natureza superior para dominar esta parte rebelde do nosso ser. Isso, acha o escritor, é o espinho da carne sobre o qual São Paulo suplicou ao Senhor três vezes e recebeu a resposta: “Minha graça é suficiente para ti”[1]. Certamente se necessita toda a graça que se possa conceber, para vencer e, como uma vigilância permanente é o preço da segurança, vamos “vigiar e orar”[2].

O Corpo de Desejos é o responsável por todas as nossas ações, quer sejam boas, más ou indiferentes. Por esta razão, os filósofos orientais prescreveram algumas instruções a seus discípulos com o objetivo de matar o desejo, ensinando-os a se absterem de agir, bem ou mal, dentro do possível, com o objetivo de se libertarem da lei do nascimento e da morte. Porém, esses mesmos arroubos que constituem tão séria ameaça quando nos dominam, podem ser muito eficazes para o serviço, se forem conduzidos sob nossa própria orientação. Jamais pensaríamos em tirar o gume de uma faca, pois ela nada cortaria. O temperamento do Corpo de Desejos deve ser controlado, mas nunca, de nenhum modo, ser morto. O poder dinâmico do movimento e da ação nos Mundos invisíveis está armazenado no Corpo de Desejos e, a menos que este permaneça intacto não podemos nos controlar, do mesmo modo que um transatlântico, cujas máquinas estiverem funcionando mal, não poderia enfrentar os embates numa tempestade. Existem certas sociedades que ensinam métodos negativos de desenvolvimento, e uma de suas primeiras instruções para o aluno é afrouxar o maxilar e se tornar perfeitamente negativo. Qualquer pessoa que se dirigir do Mundo material ao Mundo espiritual equipada com tais métodos estará como uma tábua abandonada em pleno oceano, ao sabor das ondas, joguete de toda a espécie de correntes. E, como acontece aqui, existem, nos Mundos internos, seres que nada tem de bondosos e que estão dispostos a se aproveitarem de quem se aventure ao seu Mundo sem estar devidamente preparado para se proteger deles. Vemos, assim, que é de primordial importância sujeitar nossos desejos ao domínio do Espírito aqui nesse mundo e reforçar o Corpo de Desejos antes de tentarmos penetrar nos Mundos internos. Aqui está, em grande medida, mantido sob controle pelo fato de que ele é interpolado dentro do Corpo Denso e, portanto, não pode nos jogar de um lado para outro, da mesma forma quando se liberta da prisão física.

Porém, ainda assim, o governo do Corpo de Desejos, mesmo sendo difícil de conseguir, não servirá para tornar o ser humano consciente nos Mundos invisíveis. Isso porque o Corpo de Desejos ainda não evoluiu até o ponto em que possa servir como um instrumento de consciência. Na grande maioria dos seres humanos se encontra, ainda, em estado informe e nebuloso. Existem nele somente uma quantidade de vórtices como centros de sentidos ou centros de consciência; esses não estão suficientemente desenvolvidos para que possam servir a um propósito, sem qualquer ajuda extra. Portanto, é necessário trabalhar sobre e educar o Corpo Vital para que possa ser utilizado nos voos da alma. Este veículo, como já sabemos, é composto de quatro Éteres. É pela ação deste Corpo que podemos manipular o mais denso dos nossos veículos, o Corpo Denso, que geralmente supomos constituir o ser humano, como um todo. Os Éteres Químico e de Vida formam a matriz dos nossos Corpos físicos. Cada molécula do Corpo Denso está submersa numa rede de Éter que a interpenetra e lhe infunde vida. É por meio destes Éteres que as funções do corpo, tais como a respiração e outras, se realizam, e, a consistência e densidade destas matrizes de Éter determinam o estado da nossa saúde. Porém, a parte do Corpo Vital formada pelos dois Éteres Superiores, o Éter Luminoso e o Refletor, constituem o que em nossa doutrina denominamos de CORPO-ALMA; isto é: é mais intimamente ligado com o Corpo de Desejos e com a Mente e é mais sensível ao contato espiritual do que os dois Éteres inferiores. É o veículo do intelecto, responsável por tudo o que faz o ser humano verdadeiramente um ser humano. Nossas observações, aspirações, caráter, etc., são devidos ao trabalho do Espírito sobre os Éteres Superiores que se tornam mais ou menos luminosos de acordo com a natureza de nosso caráter e de nossos hábitos. Assim como o Corpo Denso assimila partículas de alimento, ganhando sustância física, os Éteres Superiores também assimilam as boas ações durante a vida, aumentando, consequentemente, de volume. Desta forma, em harmonia com os nossos atos durante a vida terrestre, aumentamos ou diminuímos a bagagem que trazemos ao nascer. Se tivermos nascido com um caráter doce, expressado pelos Éteres Superiores, não nos será fácil mudar esta condição, porque o Corpo Vital já se consolidou durante os milhares de anos em que tem durado a sua evolução. Por outro lado, se temos sido preguiçosos e negligentes, se fomos muito indulgentes com os hábitos considerados prejudiciais, se formamos um mau caráter em nossas vidas passadas, também nos será muito difícil dominar devido à natureza do Corpo Vital, e serão necessários vários anos de esforço constante. Para mudar a sua estrutura. Esta é a razão dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental afirmarem que todo desenvolvimento místico começa com o Corpo Vital.

PARTE II – CRISTO INTERNO – A MEMÓRIA DA NATUREZA

Há muitas pessoas que associam espiritualidade com um grande show de emocionalismo, mas, como vimos no capítulo anterior, esta ideia não tem nenhum fundamento; ao contrário, o tipo de espiritualidade que é desenvolvida e associada à natureza emocional do Corpo de Desejos é extremamente enganadora; esse é um dos tipos que é gerada em reuniões de revivificação, onde o emocionalismo é elevado ao seu mais alto grau, provocando em uma pessoa grande fervor religioso, que logo se desfaz e a deixa exatamente como era antes, para desconsolo dos revivalistas e outras pessoas empenhadas nos trabalhos evangélicos. Mas, o que mais podiam esperar? Eles se propõem a salvar as almas ao som de tambores e cornetas, com cânticos rítmicos revivificantes, com invocações feitas em um tom de voz que se eleva e abaixa em ondas harmônicas, e que têm sobre o Corpo de Desejos o mesmo poder efetivo das tormentas que encrespam o mar e depois se acalmam. O Corpo Vital é muito mais consistente, e ele é afetado somente quando a conversão se firma e permanece no homem ou na mulher durante toda a vida. Aqueles que possuem verdadeira espiritualidade não se consideram salvos em um só dia, nem se sentem no sétimo céu de êxtase, para, em seguida, se sentirem deprimidos e miseráveis pecadores incapazes de serem perdoados; isso porque a sua religião não está apoiada sobre a natureza emocional que provoca tais reações, mas sim enraizada no Corpo Vital, que é o veículo da razão, sempre firme e persistente no caminho escolhido. Assim como as formas novas são propagadas por meio do segundo Éter do Corpo Vital, o “EU SUPERIOR”, o CRISTO INTERNO é formado por intermédio desse mesmo veículo de geração, o Corpo Vital, em seus aspectos mais elevados, incorporados nos dois Éteres superiores.

No entanto, da mesma forma que uma criança necessita de nutrição ao nascer neste mundo, assim também o Cristo, que nasce internamente, é como uma bebê e precisa ser nutrido para que alcance o desenvolvimento característico de adulto. E como o Corpo Denso cresce mediante a assimilação contínua de matérias pertencentes à Região Química – sólidos, líquidos e gases – assim também, à medida que o Cristo cresce, os dois Éteres superiores aumentam em volume e formam uma nuvem luminosa em torno do homem ou da mulher suficientemente esclarecidos, que olham em direção do céu; isso revestirá o peregrino com uma luz tão brilhante, que ele, na verdade, “caminha na luz”. Por meio dos exercícios dados pela Escola Ocidental de Mistérios dos Rosacruzes, se torna possível, com o tempo, separar os dois Éteres superiores e, então, o ser humano poderá sair de seu Corpo Denso, deixando-o momentaneamente revestido e vitalizado somente pelos dois Éteres inferiores; ele é, então, o que nós chamamos de um Auxiliar Invisível.

Há vários graus de visão espiritual. Um deles habilita o ser humano a ver o Éter, normalmente invisível, com as miríades de seres que habitam esse reino. Outros e mais elevados graus lhe proporcionam a faculdade de ver o Mundo do Desejo e até o Mundo do Pensamento, permanecendo, não obstante, no seu Corpo Denso. Entretanto, essas faculdades, ainda que valiosas quando se exercem sob o controle da vontade humana, não são suficientes para se ler na “Memória da Natureza” com absoluta exatidão. Para que isto seja possível e, também, para que se possa efetuar investigações necessárias com o objetivo de compreender como se tece e destece a “Teia do Destino”, é necessário possuir a faculdade de sair, por livre e espontânea vontade própria, do Corpo Denso e funcionar fora dele, no Corpo-Alma, o qual já dissemos é formado pelos dois Éteres superiores, estando também revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente. Desse modo, o investigador se achará na posse total de suas faculdades; ele sabe tudo que conheceu no Mundo Físico e tem a habilidade de trazer novamente à consciência física, as coisas que aprendeu fora. Quando ele obtém essa capacidade, deve aprender também a se examinar, para compreender as coisas que vê do lado de fora, para que fica claro o seguinte: não é suficiente ser capaz de abandonar o Corpo para entrar em outro mundo e ver o que lá existe; nós não nos tornamos oniscientes por esse fato, nem sabemos o uso de tudo, ou como tudo funciona aqui nesse mundo físico, só porque vivemos aqui, dia após dia, ano após ano. Necessita-se de muito estudo e aplicação para se familiarizar com os fatos dos Mundos invisíveis, da mesma maneira que com os fatos do mundo em que estamos vivendo com nossos Corpos físicos. Por isso, o livro, a “Memória da Natureza”, não é fácil de ser lido à primeira ou à segunda tentativa, porque, da mesma forma que uma criança necessita empregar muito tempo para aprender a ler nos livros escolares, muito esforço e tempo são necessários para aprender a decifrar essa maravilhosa película.

É um fato conhecido, por todos Estudantes de ciência, que a história da Terra está escrita em caracteres inconfundíveis sobre as rochas e geleiras; sobre cada pedra se encontra algum sinal que guia o investigador treinado a decifrar sua mensagem concernente ao desenvolvimento da Terra nas épocas passadas e é maravilhoso ler nos livros que tratam deste assunto, o modo como os investigadores científicos são capazes de reconstruir a história, se valendo desses muitos indícios. Da mesma forma, é sabido que cada movimento individual que fazemos, deixamos, atrás de nós, vestígios que podem ser reconhecidos, ainda que sejam invisíveis a nós mesmos. A grande capacidade dos índios em perseguir e descobrir amigos ou inimigos através da selva virgem, guiados por arbustos quebrados etc., segundo citações de Fenimore Cooper[3] e de outros, é superada extraordinariamente pelos cientistas atuais, os quais são capazes de identificar criminosos pelas impressões digitais. As façanhas aparentemente fantásticas de Sherlock Holmes estão comprovadas mediante as atuais experiências de averiguação criminal. Os movimentos da humanidade de hoje podem ser reproduzidos, graças à câmara cinematográfica, mesmo depois que se tenham transcorridos muitos anos da morte de seus verdadeiros atores; e, assim, iluminados pelas últimas descobertas, podemos preparar nossas Mentes para aceitar a ideia de que existe um registro automático de cada vida humana e também das vidas de comunidades, preservado, no que podemos chamar, por falta de melhor denominação, na Memória da Natureza. Essa nos mostra os estados de evolução alcançados por todos os seres viventes e proporciona aos ministros de Deus, os Anjos Relatores, a perspectiva necessária de nos ajudar no esforço para alcançarmos a sabedoria, o conhecimento e o poder; eis os motivos pelos quais estas lições são necessárias para nosso avanço no Caminho. No que se refere ao indivíduo, este registro começa no momento exato em que ele emite sua primeira respiração, prosseguindo até que o último sopro de vida tenha esvaziado as artérias do sangue. Nós sabemos que todo o universo vibra com vida, que cada objeto emite, constantemente, ondas vibratórias que revelam sua natureza e sua presença. Também sabemos que, quando um recém-nascido efetua sua primeira respiração, as condições fisiológicas do coração se modificam, o forame oval é fechado e o sangue é forçado a circular através do coração e dos pulmões. Dessa forma, entra em contato com o ar que tem a imagem do ambiente que o cerca. Então, o sangue, que é o veículo do Ego, absorve pelos pulmões essa imagem completa do mundo exterior. Quando passa através do ventrículo esquerdo do coração, imprime os acontecimentos sobre o diminuto Átomo-semente situado no ápice, o que corresponde a um filme da câmera fotográfica. Não devemos duvidar de ser possível se imprimir tão grande quantidade de imagens sobre uma superfície tão pequena. Quando consideramos que a imagem da Lua, que vemos em nossa retina, é menor do que cinco centésimas partes de cada centímetro de diâmetro, concluímos que uma pequena imagem pode ser muito clara, pois mesmo dentro desse pequeno espaço notamos na Lua, a olho nu, grande número de montanhas e vales. A imagem de um homem, à distância de trinta e um metros, segundo fonte autorizada, não chega à centésima parte de um centímetro e, no entanto, nessa diminuta imagem podemos distinguir a expressão do rosto, o traje do homem, etc. Analogamente, existe sobre esse pequeno Átomo-semente uma imagem de todas as ações realizadas, de todas as cenas em que tomamos parte durante a nossa vida, desde o nascimento até a morte. George du Maurier[4] e Jack London[5] descrevem em “Peter Ibbetson” e em “The Star Rover”, como um prisioneiro pode reviver as ocorrências de sua infância, se vendo a si mesmo, a seus companheiros de brinquedo, a seus pais, a todo o seu ambiente pela reprodução do registro etérico de sua vida infantil, e até de vidas passadas. Qualquer um que conheça o segredo de como se colocar em contato com tais imagens, pode encontrar e ler a vida das pessoas com as quais mantém contato, como está provado pelos médiuns. Porém, enquanto se pode ler os acontecimentos recentes e atuais com relativa facilidade, se torna, gradualmente, mais difícil fazê-lo à medida que retrocedem. Isso porque os registros gravados no Éter são pouco nítidos, quando comparados com os que se encontram nos planos superiores, e, por isso, se desvanecem gradualmente.

Quando um vidente observa uma pessoa que está para adoecer, percebe que o Corpo Vital vai se tornando mais tênue, e quando este atinge um ponto de fragilidade em que já não é possível sustentar o Corpo Denso, os sintomas da enfermidade começam a se manifestar. Da mesma forma, antes de se constatar o restabelecimento físico, o Corpo Vital começa a adquirir mais densidade, e aí começa o período de convalescença. Sabemos que as vítimas de acidentes não sofrem tanto quando acabam de ser acidentadas, como vão sofrer logo depois; isso acontece porque o Corpo Vital, no momento do acidente, permanece ileso e, portanto, o efeito total não se nota até que esse veículo se tenha tornado mais tênue e incapaz de manter o processo vital. Assim, podemos ver que existem mudanças no Éter de um ser humano e, de acordo com o axioma místico “Como é em cima, assim é embaixo” e vice-versa, existem também mudanças no Éter planetário, que constitui o Corpo Vital do Espírito Terrestre. Como a Memória consciente dos acontecimentos recentes, que é intensa no ser humano, esmaece gradualmente, assim também o registro etérico, que é o aspecto mais inferior da Memória da Natureza, esmaece com o tempo.

Na subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto, justamente na linha divisória entre o Espírito puro e a matéria, se efetua uma impressão das coisas e dos acontecimentos deste mundo mais límpida e duradoura que a do registro etérico; porque, enquanto as ocorrências inscritas nesse registro etérico se desvanecem em manchas no decurso de algumas centenas de anos, e até os acontecimentos importantes podem durar somente mil ou dois mil anos, o registro impresso na subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto permanece durante o Período Terrestre. Enquanto as imagens gravadas no Éter Refletor podem ser lidas por alguém destituído de treinamento, mas que possui um pouco de visão espiritual, é necessário passar por várias Iniciações antes que seja possível, a quem quer que seja, ler as imagens conservadas na elevada Região citada acima. Compreenderemos facilmente a relação que existe entre este registro e o impresso no Éter e, também, entre as recordações absolutamente permanentes inscritas no Mundo do Espírito de Vida, se examinarmos o Diagrama N° 1 do “Conceito Rosacruz do Cosmos[6].

Paracelso chama o registro feito no Éter de Luz Sideral, e Eliphas Levi, o grande cabalista, fala dessas gravações como as que estão conservadas na Luz Astral. Esta é uma definição verídica, pois, mesmo que não tenha nada a ver com as estrelas, como se poderia interpretar pelo seu nome, as impressões se acham na Região Etérica, fora da atmosfera da Terra. O médium ou a vítima hipnótica, que abandona o corpo por um método negativo sob controle alheio, levita por essas regiões tão naturalmente como nosso Corpo Denso gravita na Terra.

Como já dissemos no “Conceito Rosacruz do Cosmos” com referência à constituição de nosso Planeta, o caminho da Iniciação passa através da Terra, da periferia ao centro, um estrato de cada vez, e, mesmo que nossos Corpos físicos sejam impelidos naquela direção pela força de gravidade, sua densidade evita que a trespassemos, assim como eficazmente faz a força de levitação que repele a classe despreparada, citada acima, dos recintos sagrados. Somente quando, pelo poder de nosso próprio Espírito, nós tenhamos deixado o nosso Corpo Denso, instruídos por, e em consequência da reta maneira de viver, seremos capazes de ler o registro etérico com proveito. Em um ponto mais avançado do progresso, o “estrato aquoso” da Terra será aberto ao Iniciado, que se colocará num estado conveniente para ler o registro dos acontecimentos passados, impressos permanentemente na substância vivente da Região das Forças Arquetípicas[7], onde o tempo e espaço praticamente não existem, e onde tudo é um eterno Aqui e Agora.

PARTE III – “O GUARDIÃO DO UMBRAL” – ESPÍRITOS APEGADOS À TERRA

Enquanto estivermos estudando este Livro “A Teia do Destino, Como se Tece e Destece”, será conveniente dedicarmos alguma atenção ao misterioso “Guardião do Umbral”, um assunto que é tão mal compreendido. Nossas investigações sobre as vidas passadas de um grupo de pessoas que solicitaram auxílio da Fraternidade Rosacruz para se livrar da assim chamada obsessão, provaram que seus problemas são devidos a uma fase que foi chamada, equivocadamente por investigadores anteriores, de “O Guardião do Umbral”. Quando esses casos são examinados simplesmente por meio da visão espiritual ou pela leitura dos registros etéricos, se pode cair, facilmente, em semelhante erro, ou seja, confundir tal aparição com o verdadeiro Guardião do Umbral. Porém, assim que analisamos esses casos nos registros imperecíveis que se encontram na Região das Forças Arquetípicas[8], o assunto se esclarece imediatamente, e as conclusões tiradas dessas investigações podem ser assim resumidas:

No momento da morte, quando o Átomo-semente no coração é interrompido, e que contém todas as experiências da vida que acaba de findar em um quadro panorâmico, o Espírito abandona o Corpo Denso, levando consigo os veículos mais sutis. Ele flutua, então, sobre o Corpo Denso, que agora está morto, como assim dizemos, por um período de tempo que varia de algumas horas até três dias e meio. O fator determinante desta variação de tempo é o vigor do Corpo Vital, o veículo que constitui o Corpo-Alma[9] de que fala a Bíblia. Há, em seguida, uma reprodução pictórica da vida, um panorama em ordem inversa, desde a morte até o nascimento, e as imagens são impressas sobre o Corpo de Desejos, por meio do Éter Refletor neste Corpo Vital. Durante esse tempo a consciência do Espírito está concentrada no Corpo Vital, ou pelo menos deveria ser assim, e por isso nada sente deste processo. A imagem que foi impressa sobre o veículo do sentimento e da emoção, o Corpo de Desejos, é a base do subsequente sofrimento no Purgatório, em consequência das más ações, e também a base do regozijo que sentiremos no Primeiro Céu, em virtude do bem praticado na vida passada.

Esses foram os pontos principais que o autor pôde observar pessoalmente acerca da morte, na época em que lhe foi dado conhecer os primeiros ensinamentos, e quando foi levado, com a ajuda do Mestre, a presenciar as reproduções panorâmicas das vidas de pessoas que estavam atravessando as portas da morte, mas investigações posteriores vieram revelar um fato adicional, isto é, que existe outro processo em ação nos dias importantes que se seguem à morte. Uma divisão se realiza no Corpo Vital, semelhante à do processo de Iniciação. Uma grande parte deste veículo, que pode ser chamado “alma”, se une aos veículos superiores e forma a base da consciência nos Mundos invisíveis, depois da morte. A parte inferior, que é descartada, volta ao Corpo Denso e flutua sobre a tumba, na maioria dos casos, como já foi explicado no “Conceito Rosacruz do Cosmos”. Essa separação do Corpo Vital não é a mesma em todas as pessoas, mas depende da natureza da vida vivida e do caráter de quem estiver passando para o além. Em casos extremos, essa divisão varia muitíssimo dos considerados casos normais. Esse ponto importante nos levou a pensar, em muitos casos que foram investigados pela Sede Mundial, em suposta obsessão de Espíritos; de fato, foram esses casos que desenvolveram descobertas assombrosas e de alcance extraordinário, efetuadas em nossas investigações mais recentes, relativas à natureza da obsessão sofrida pelas pessoas que nos procuraram. Como seria esperado, logicamente, a divisão, em tais casos, indicou uma preponderância do mal; efetuaram-se, então, grandes esforços para descobrir se havia outra classe de pessoas com uma divisão diferente, em que se manifestasse a preponderância do bem. É uma satisfação reconhecer que assim acontece e, depois de analisarmos os casos descobertos e confrontá-los uns com os outros, podemos fazer uma descrição correta das condições observadas e suas razões:

O Corpo Vital procura sempre construir o Corpo Denso, ao passo que os nossos desejos e emoções o destroem. É a luta entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos que produz a consciência no Mundo Físico e que endurece os tecidos, de modo que o Corpo tenro da criança vai se tornando, com os anos, cada vez mais rígido e encolhe na velhice, seguindo-se a morte. A moralidade ou imoralidade dos nossos desejos e emoções atuam de maneira semelhante sobre o Corpo Vital. Quando a devoção aos ideais elevados é a mola principal de ação, onde a natureza devocional pôde se manifestar durante anos, livre e frequentemente, e, sobretudo, quando isso foi acompanhado dos exercícios científicos indicados aos Probacionistas da Fraternidade Rosacruz, há uma diminuição gradual da quantidade dos Éteres Químicos e de Vida, à medida que os apetites animais desaparecem, e se manifesta um aumento progressivo dos Éteres Luminoso e Refletor. Como consequência, a saúde física não é tão robusta entre os que seguem o caminho superior, como entre aqueles em que a satisfação das paixões inferiores atrai os Éteres Químico e o de Vida, conforme a extensão e a natureza dos vícios, com exclusão parcial ou total dos dois Éteres superiores.

Várias consequências muito importantes relacionadas com a morte acompanham esse acontecimento. Como é o Éter Químico que consolida as moléculas do Corpo Denso, para que permaneçam em seus respectivos lugares e as conservam nele durante toda a vida, quando existe somente um mínimo desse material, a desintegração do veículo físico, depois da morte, com certeza é muito rápida. Isso o autor não pôde comprovar porque foi muito difícil encontrar seres humanos de vocação espiritual elevada que tivessem falecido na ocasião, mas parece que deve ser assim pelo fato registrado na Bíblia referente ao Corpo de Cristo, que não foi achado na tumba quando o povo foi buscá-Lo. Como já dissemos em relação a este assunto, Cristo espiritualizou o Corpo de Jesus tão altamente, tornando-o tão vibrante, que lhe era quase impossível conservar as partículas no lugar durante o seu ministério. Esse fato já era do conhecimento do autor por meio dos ensinamentos dos Irmãos Maiores e das investigações feitas, por ele mesmo, na Memória da Natureza, porém, a conexão desse fato sobre a morte e a existência “post-mortem”, não era, até então, do seu conhecimento, até recentemente.

O verdadeiro “Guardião do Umbral” é uma entidade elemental criada nos planos invisíveis por todos os maus pensamentos e obras que não se transmutaram durante todo o período passado de nossa evolução. Este “guardião” está guardando a entrada dos Mundos invisíveis e desafia nosso direito para neles penetrar. Esta entidade deve ser, finalmente, redimida ou transmutada. De nossa parte, devemos gerar equilíbrio e força de vontade suficientes para enfrentá-lo, antes que possamos entrar, conscientemente, nos Mundos suprafísicos.

Como já dissemos, uma vida mundana aumenta a proporção dos Éteres inferiores do Corpo Vital, em prejuízo dos mais elevados. Da mesma forma, uma pessoa que leva unicamente uma assim chamada “vida pura” e sem excessos, tem uma saúde melhor do que a do Aspirante à vida superior, pois as atitudes do último constroem um Corpo Vital composto, principalmente, dos Éteres superiores. Ele ama o “pão da vida” mais do que o sustento físico e, portanto, o seu instrumento se torna cada vez mais flexível, nervoso e delicado, uma condição sensível que, gradualmente, impulsiona para as coisas do Espírito, mas que se torna uma tarefa difícil, do ponto de vista físico.

Na maior parte das pessoas há uma tal preponderância de egoísmo e um desejo de extrair o máximo da vida que, ou estão empenhados em afastar as adversidades de sua porta ou se acham acumulando posses e cuidando delas, e assim elas têm muito pouco tempo ou inclinação para se dedicarem à cultura da alma, tão necessária ao verdadeiro sucesso na vida. Muitas vezes, o autor as ouvia dizerem que se elas pagassem o ministro para estudar a Bíblia durante os seis dias e no sétimo dia lhes fazer um resumo, então teriam tudo que é necessário para adquirirem um bilhete para o céu. Elas se filiam às igrejas, fazem as coisas normalmente consideradas nobres e retas; no resto do tempo se divertem. Consequentemente, é tão pouco os que persistem, em cada vida, e a evolução é tão desesperadamente lenta que, até que possam ver o ato da morte das regiões superiores do Mundo do Pensamento Concreto e, por assim dizer, olhar para baixo, parece que nada se salva do Corpo Vital. Esse Corpo parece que retorna completo ao Corpo Denso, flutuando sobre a tumba até se desintegrar simultaneamente com o último. Na verdade, uma grande parte adere aos veículos superiores e segue com eles até o Mundo do Desejo, onde formará a base da consciência, durante a passagem pelo Purgatório e pelo Primeiro Céu, geralmente permanecendo aí até que o ser humano entre no Segundo Céu e se una às forças da natureza, no esforço de criar, para si mesmo, um novo ambiente. Nessa ocasião, já foi absorvido ou quase totalmente absorvido pelo Espírito, e qualquer coisa que ali permaneça, de natureza material, desaparecerá rapidamente. Desse modo, a personalidade da vida passada se desvanece e o Espírito não voltará a encontrá-la em suas vidas futuras nessa Terra.

Entretanto, existem pessoas de natureza tão perversa que apreciam a vida gasta em vícios e práticas degeneradas, vidas brutais, e até se deleitam em fazer sofrer. Algumas vezes, chegam a cultivar artes ocultas com propósitos malignos, para poderem ter maior domínio sobre suas vítimas. Suas artes demoníacas, suas práticas imorais resultam no endurecimento do seu Corpo Vital.

Em tais casos extremos, em que a vida animal predominou; quando na vida terrena precedente não houve expressão de alma, a divisão do Corpo Vital, de que falamos antes, não pode ocorrer com a morte, uma vez que não existe linha divisória. Assim, se o Corpo Vital gravitasse de volta ao Corpo Denso e ali se desintegrasse gradualmente, o efeito de uma vida perversa não teria consequências tão sérias, mas, infelizmente, em tais casos existe uma algema interna entre os Corpos Vital e o de Desejos, que evita a separação. Temos observado que quando um ser humano vive quase exclusivamente uma vida superior, seus veículos espirituais são alimentados em detrimento do inferior. Pelo contrário, quando sua consciência está enfocada nos veículos inferiores, ele os fortalece imensamente. Devíamos entender que a vida do Corpo de Desejos não se acaba com a partida do Espírito, pois permanece um resíduo de vida e de consciência. O Corpo Vital também é capaz de sentir levemente as coisas durante alguns dias após a morte (daí o sofrimento causado pelo embalsamento, pelas autópsias etc. logo após a morte), porém, quando uma vida grosseira o endureceu e o robusteceu grandemente, ele possui uma tenacidade para se aferrar à vida, e uma habilidade para se nutrir dos odores dos alimentos e das bebidas alcoólicas. Algumas vezes, tal como um parasita, se alimenta das pessoas com quem se põe em contato, como se fosse um vampiro.

Assim, um ser humano que é mau pode viver, invisivelmente, entre nós durante muitos e muitos anos, e tão junto que estará mais perto do que nossas mãos e nossos pés. Ele é muito mais perigoso do que um criminoso em Corpo Denso, porque tem meios para impelir outras pessoas a praticarem atos puníveis, degenerados e criminosos, sem que tenha medo de ser detido e castigado pela lei.

Semelhantes seres são, portanto, uma das maiores ameaças para a sociedade. São culpados de terem causado a prisão de muitos, de dissolver muitos lares e do haver provocado uma quantidade incrível de infelicidades. Sempre abandonam as suas vítimas quando estas caem nas garras da justiça. Saboreiam a dor e a desgraça delas, constituindo isso parte do seu esquema diabólico. Há outras classes que se deleitam em adotar uma postura “angélica” nas sessões espíritas. Eles também encontram vítimas lá e ensinam a elas práticas imorais. Os denominados “Poltergeist”[10], que se comprazem em quebrar pratos, derrubar mesas, levantar os chapéus das cabeças de uma plateia que se deleita, e fazer outras brincadeiras dessa natureza, também estão incluídos nesta classe. A força e a densidade do Corpo Vital de tais seres lhes facilitam essas manifestações físicas muito mais do que para aqueles que ultrapassaram o Mundo do Desejo; de fato, os Corpos Vitais desta classe de Espíritos são tão densos que quase se aproximam do estado físico, e constitui um mistério para o autor que as pessoas que foram enganadas por tais entidades não as tenham visto. Se pudessem ver seus rostos perversos e assustadores, a ilusão de que fossem anjos logo se dissiparia.

Existe ainda outra classe de Espíritos que pertencem a esta mesma categoria e que se apegam às pessoas que procuram desenvolvimento espiritual fora da linha espiritualista, sugerindo serem mestres individuais, e dão às suas vítimas uma série de ensinamentos tolos e sem sentido. Eles jogam com a credulidade de suas vítimas de uma maneira inacreditável e, mesmo que guardem suas intenções secretas durante anos, algum dia se mostrarão com sua verdadeira aparência. Por conseguinte, nunca será demais repetir que não devemos aceitar de ninguém, seja visível ou invisível, ensinamentos que não se amoldem, ainda que no grau mais sutil, à nossa mais elevada concepção de ética. É muito perigoso confiarmos em pessoas deste mundo e lhes dar nossa total confiança; nós sabemos disso por experiência e agimos de acordo com nossos princípios. Portanto, nós devemos ser mais cuidadosos quando a questão se refere aos assuntos da alma e não confiar tão importante matéria, como é o nosso bem-estar espiritual, às mãos de alguém que não podemos, pelo menor, ver ou julgar, adequadamente. Há muitos Espíritos que não têm aptidão para fazer grande mal às suas vítimas, se contentando em rondá-las durante anos, sem resultados particularmente nefastos. Contudo, a autoconfiança é a virtude essencial a ser cultivada neste estágio de nossa evolução; a máxima mística: “Se és Cristo, ajuda-te”, deve ressoar constantemente nos ouvidos daqueles que desejam encontrar e seguir o verdadeiro caminho. Por isso, devemos conduzir sempre a nossa vida sem medo e sem ajuda de qualquer Espírito.

Quando se pesquisa o passado na Memória da Natureza é espantoso encontrar o quanto tem prevalecido, através de séculos e de milênios, esta ligação dos Corpos Vital e o de Desejos. Nós percebemos, logicamente, de uma forma abstrata, que quanto mais regredimos na história dos seres humanos, mais selvagens os encontramos, contudo, na própria história atual, a selvageria tem sido tão comum e tão brutal que seu poder tem representado a medida indiscutível do que seja o certo, e essa verificação constitui para o autor uma experiência chocante. Já disse que o egoísmo e o desejo foram decididamente estimulados, sob o regime de Jeová, para dar incentivo à ação. Isso com o transcurso do tempo endureceu de tal modo o Corpo de Desejos que, quando o advento de Cristo aconteceu, não existia quase ideia da vida celestial no seio da humanidade daquela época, mas o autor, pessoalmente, não havia percebido o significado desse fato, até que deu início às recentes investigações da “A Teia do Destino”.

Os povos antigos não se contentavam em fazer somente todo o mal possível na vida e seguir adiante, mas eles tinham também que matar seus cavalos de guerra, colocar suas armas em seus esquifes, fazendo tudo para que se conservassem ali, porque o Éter desses instrumentos de guerra que lhes havia pertencido durante a vida, exercia uma atração sobre eles e era um meio de mantê-los presos à esfera terrestre. Isso os permitia assombrar, porque, na verdade, eles vagavam pelos castelos por muitos e muitos anos e, logicamente, essas entidades não pertenciam somente à classe dos ricos ou de guerreiros, mas de outras classes também. Em caso de brigas sangrentas, nas quais as pessoas se matavam uns aos outros, os fantasmas incitavam seus familiares vivos para que os vingassem, permanecendo a seu lado e os ajudando a finalizar os feitos sangrentos. Dessa forma, se perpetuava a maldade, e o mundo permanecia em constante agitação, com sangue e luta; ainda essa condição não se dissipou, inteiramente, em nossos dias, no chamado tempo moderno. Quando morre uma pessoa que manteve em seu coração ódio e maldade, estes sentimentos entrelaçam os Corpos de Desejos e o Vital, a convertendo numa séria ameaça para a comunidade que ninguém que não investigou pode imaginar. Portanto, mesmo que não houvesse outras razões, a pena de morte devia ser abolida, para que não se mantivessem sobre a comunidade essas entidades de características tão perigosas, capazes de incitar os seres humanos moralmente fracos, a seguir as suas pegadas.

PARTE IV – “O CORPO DE PECADO” – POSSESSÃO POR DEMÔNIOS AUTOCRIADOS – ELEMENTAIS

Os Espíritos apegados à Terra, como já foi dito, gravitam nas regiões inferiores do Mundo do Desejo, o qual interpenetra o Éter, e ficam em constante e estreito contato com pessoas da Terra que estão em situação mais semelhantes para ajudá-los nos seus maus desígnios. Permanecem nessa situação durante cinquenta, sessenta ou setenta e cinco anos, porém, têm-se visto casos extremos em que tais pessoas permanecem assim durante séculos. Com referência às descobertas do autor até o presente, parece que não há limite para o que eles possam fazer, ou quando deixarão de fazê-lo. Porém, vão amontoando sobre si uma carga horrorosa de pecados, a qual não poderão escapar sem sofrimento, pois o Corpo Vital reflete e grava profundamente no Corpo de Desejos um registro de tais maldades, e quando, finalmente, abandonam a vida errática e entram na existência purgatorial, eles encontram a retribuição e o castigo que merecem. O seu sofrimento será, naturalmente, de uma duração proporcional ao tempo em que permaneceram em suas práticas perniciosas depois da morte do Corpo Denso – o que vem provar mais uma vez que, “os moinhos de Deus moem devagar, mas moem extraordinariamente bem”.

Quando o Espírito abandonou o Corpo de Pecado, como chamaremos este veículo para contrastá-lo com o Corpo-Alma, a fim de ascender ao Segundo Céu, ele não se desintegra tão rapidamente como acontece com o invólucro deixado para trás, como acontece, normalmente, com as pessoas; isso porque, nele, a consciência se acha aumentada por uma dupla composição, isto é, sendo composto de um Corpo Vital e de um Corpo de Desejos tem uma consciência individual ou pessoal muito marcante. Não pode raciocinar, mas existe uma astúcia inferior que faz com que pareça ter o aspecto de um Espírito, um Ego, e isso lhe facilita viver uma vida separada por muitos séculos. Entretanto, o Espírito que partiu entra no Segundo Céu, porém, não tendo efetuado nenhum trabalho na Terra que o faça merecer uma prolongada estada ali ou no Terceiro Céu, permanece nesses lugares somente o tempo suficiente para criar um novo ambiente para si e, então, renasce muito antes do tempo normal, para satisfazer seu desejo de coisas materiais que tão intensamente o atraem.

Quando o Espírito retorna à Terra, seu Corpo de Pecado é atraído, naturalmente, para ele e, geralmente, permanece a seu lado toda a sua vida, como um demônio. As investigações demonstraram que esta classe de criaturas sem alma existiu em abundância nos tempos bíblicos e foi a elas que o nosso Salvador se referia como demônios, sendo a causa de diversas obsessões e enfermidades corporais a que se refere a Bíblia. A palavra grega “daimon” os descreve com precisão. Ainda hoje, numa parte do sul da Europa e do Oriente, eles perturbam, sendo que esta situação aflitiva se encontra mais agravada na Sicília, Córsega e Sardenha. Tribos inteiras da África, nas quais prevalece a prática da magia Vodu, têm esses espectros horrorosos; os indígenas dos Estados Unidos da América e os negros do Sul desse país estão, também, sujeitos a eles.

Infelizmente, o mal não está só confinado a essas chamadas raças inferiores ou atrasadas. Mesmo aqui, entre os habitantes que chamamos de países civilizados, no norte da Europa e nas Américas do Norte e do Sul, vemos que possessões demoníacas estão longes de não ser frequentes, mesmo que, logicamente, sua forma não seja de natureza tão miserável como nos casos acima citados, em que a ação demoníaca é acompanhada, frequentemente, de práticas abomináveis e repulsivas.

Em certa época, o autor esteve muito apreensivo com o efeito que a guerra poderia ter no entrelaçamento do Corpo Vital e o de Desejos, pensando que pudesse produzir o nascimento de legiões de monstros que afligiriam as futuras gerações. No entanto, é com grande alegria que reafirmo que não devemos temer por isso. Somente quando o ser humano é, premeditadamente, mau e vingativo, e persistentemente nutrem esse desejo, sentimento e propósito focado em alguém; somente quando tais desejos e emoções são cultivados, estimulados e mantidos é que produzem o endurecimento do Corpo Vital e criam uma ligação interna entre esses veículos. Sabemos, pelos registros da grande guerra, que as tropas não alimentam tais sentimentos umas contra as outras, contudo os adversários se relacionam como amigos, entrando, muitas vezes, em contato e se confraternizando. Ainda que a guerra seja responsável por uma tremenda mortalidade, e, em consequência, acarretando uma deplorável mortalidade infantil em idade futura, não pode ser acusada pelas doenças terríveis engendradas pela obsessão, nem pelos crimes sugeridos por esses demoníacos Corpos de Pecado.

Os Corpos de Pecado abandonados, a que nos referimos anteriormente, habitam, de preferência, as regiões mais inferiores do Éter e se condensam muito próximo à linha da visão física. Algumas vezes, podem fazer uso de alguns constituintes do ar, tornando-se perfeitamente visíveis para as pessoas a quem costumam molestar, embora suas vítimas tenham sempre muito cuidado para evitar que alguém perceba essa presença demoníaca à sua volta, isto é, pelo menos no mundo ocidental; parece não haver tal sutileza na parte sul da Europa.

Seguindo investigações anteriores, o autor tentou várias experiências com Espíritos que se encontravam nos reinos superiores do Éter e que acabavam de morrer e, também com pessoas que haviam estado no Mundo do Desejo, por um tempo curto ou longo, e que estavam quase prontos para passar para o Primeiro Céu. Muitos Espíritos que haviam partido desta vida procuraram cooperar, bondosamente, sobre o assunto. O objetivo destas experiências era determinar até que ponto lhes seria possível se revestirem nos materiais das regiões etéricas inferiores e mesmo das regiões gasosas. Foi comprovado que aqueles que acabavam de morrer podiam aguentar facilmente as vibrações etéricas inferiores, e, embora sendo seres de bom caráter, não se sentiam satisfeitos em lá permanecer mais tempo do que o necessário, pois aquela situação lhes era desconfortável. Porém, ao fazer a experiência com Espíritos vindos das sucessivas regiões superiores do Mundo de Desejo e do Primeiro Céu, notamos que se tornou cada vez mais difícil para eles se envolverem no Éter ou penetrar nele. A opinião geral foi que sentiram uma sensação semelhante a descida ao interior de um poço profundo, chegando até à asfixia. Também se comprovou que foi absolutamente impossível às pessoas do Mundo Físico avistá-los. Tentamos, por todos os meios de sugestão, dar uma sensação da nossa presença às pessoas congregadas em salões que visitávamos, mas não percebemos resposta às nossas manifestações, embora, em alguns casos, as formas que condensamos parecessem ao autor tão escuras como as das pessoas físicas cuja atenção desejávamos atrair. Colocamos nossos elementos experimentais entre as pessoas físicas e a luz, mas, mesmo assim, não obtivemos nenhum êxito, tanto com aqueles que procediam das regiões superiores, como com os que acabavam de morrer e podiam permanecer, durante um tempo considerável, na posição e na densidade que lhes foram dadas.

Além disso, entre as entidades já mencionadas anteriormente, e que moram em um Corpo de Pecado construído por elas mesmas e, por isso, sofrem intensamente durante o período de expiação, encontramos duas classes que, em certo sentido, são iguais entre si, embora, em outros, sejam completamente diferentes. Além das Hierarquias Divinas e das quatro ondas de vida dos Espíritos que se acham agora evoluindo no Mundo Físico, por meio dos reinos mineral, vegetal, animal e humano, existem outras ondas de vida que se manifestam nos vários Mundos invisíveis. Entre elas há certa classe de Espíritos sub-humanos que são chamados elementais. Ocorre, algumas vezes, que um desses elementais se apossa do Corpo de Pecado de alguém de uma tribo selvagem, e, deste modo, acrescenta a tal ser, uma inteligência extra. No renascimento daquele Espírito que gerou esse Corpo de Pecado, a atração natural os une; porém, devido ao elemental que anima o Corpo de Pecado, o Espírito se torna diferente dos outros membros da tribo e daí o vermos atuando entre os seus como curandeiro ou outras ocupações semelhantes. Estes Espíritos elementais que animam os Corpos de Pecado dos indígenas, também atuam como Espíritos de controle sobre o médium e, alcançando poder sobre ele durante a vida, quando este morre, estes Espíritos de controle elementais expulsam-no dos veículos que contém a sua experiência de vida e, como consequência, o Espírito do médium pode se atrasar em sua evolução durante eras, porque não há poder capaz de obrigar os elementais a abandonar suas presas sobre quem obtiveram total controle. Portanto, mesmo que a mediunidade não produza efeito maléfico visível no curso de uma vida, existe um grande perigo, depois da morte, para a pessoa que permitiu que seu corpo fosse assim possuído. O espiritismo prestou ao mundo um serviço necessário. Foi provavelmente o principal meio para provar o materialismo absoluto da ciência, e trouxe consolo a milhares de almas sofredoras que lamentavam a perda de seus entes queridos; fez, também, com que muitos céticos acreditassem numa existência superior. Não temos intenção de menosprezar os militantes deste credo, mas não podemos deixar de emitir nossa advertência, pois acreditamos ser um dever apontar o enorme perigo em que se encontram aqueles que, habitualmente, permitem ser controlados por Espíritos que não podem ver e de quem absolutamente nada sabem.

PARTE V – OBSESSÃO DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS

É um fato curioso como os elementais sub-humanos, algumas vezes, agregam-se a determinadas pessoas, a uma família ou até as sociedades religiosas; mas em tais casos, tem-se visto que os veículos usados por eles não consistem em um Corpo de Pecado endurecido, composto pela ligação dos Corpos Vital e de Desejos, mas tais veículos são obtidos por meio da mediunidade praticada por uma pessoa normalmente de bom caráter, e o Éter desse veículo estava em estado de desintegração. Para preservar e prolongar o seu domínio sobre tal veículo, pedem àquele a quem servem, que lhes ofereçam regularmente alimento e lhes queimem incenso; ainda que não possam, naturalmente, assimilar o alimento físico, podem e vivem dos vapores e do cheiro que eles exalam, assim como da fumaça do incenso.

Essa é mais uma ilustração de que os motivos, por mais puros que sejam, não nos protegerão quando agimos contra as leis de Deus, assim como não podemos deixar de queimar as mãos se as pusermos no fogo, não importa a razão porque o fizemos. Entretanto, temos observado que quando um médium se deixa dominar por motivos puros ou por uma elevada devoção religiosa, é muito difícil a essas entidades malignas sustentarem a possessão do Corpo Vital por muito tempo; cansam-se depressa do esforço e vão procurar outra vítima mais de acordo com a sua natureza. Sabe-se que no sul da Europa e no Oriente distante existem elementais que se apossam dos Corpos Vitais de uma família por gerações seguidas, deixando um Corpo por outro, realizando certos serviços para a família, como compensação pelo alimento que lhes é dado regularmente. Alguns desses elementais são demasiado malignos para se satisfazerem com simples alimentos e exigem sangue, até sangue humano, sendo responsáveis por tribos como as dos caçadores de cabeças das Filipinas e a dos estranguladores da Índia, que cometem assassinatos como um rito religioso. Isso, também, é a base do Culto aos Antepassados no Oriente.

Estes elementais, assim como os corpos de pecado que não são animados por uma inteligência externa, são denominados “OS GUARDIÃES DO UMBRAL”, devido ao fato de que quando a pessoa, por quem este demônio foi originalmente gerado, renasce esse demônio se agrega a ela e se torna um tentador e um Espírito do mal para ele em toda sua vida. Frequentemente se verifica que uma pessoa, que em uma vida gerou tal demônio, mas aprendeu as lições na existência purgatorial, e quando renasce se esforça com o máximo empenho para viver uma vida pura, honesta e decente, ainda assim encontrará ao seu lado esse Corpo de Pecado para atrapalhá-la. Muitas pessoas torturadas desse modo eram tão sinceras em seus desejos de reforma que entraram para mosteiros e praticaram mortificações severas em seus Corpos, acreditando que o demônio que as rodeava e de cuja presença estavam conscientes, era o próprio diabo ou um dos seus emissários.

Diz-se, na verdade, que o menino é o pai do homem. Similarmente, nossas existências anteriores são progenitoras de nossa vida presente e futura. E é muito certo que, pelo menos nesse sentido, “os pecados dos pais recaiam sobre os filhos”. Não podemos negar a justiça desse fato, pois, as crueldades praticadas pelas pessoas que deram origem a formação dos corpos de pecado foram, geralmente, da natureza mais atroz que se possa imaginar.

Você, provavelmente, já ouviu falar que quando um cachorro buldogue prende uma vítima com seus dentes, não quer largá-la. Isso implica em dizer que o animal tem o poder de fazer o que quiser. O mesmo não acontece com uma cobra; seus dentes são virados para o fundo da boca e, uma vez que os tenha enterrado na carne de sua vítima, não pode desprendê-los e terá, forçosamente, que engolir a presa. Por curioso que nos pareça, acontece algo semelhante com a obsessão.

Lembram-se que o autor tem dito sempre que os Espíritos de controle estão do lado de fora do Corpo de sua vítima e por detrás dela, manipulando o órgão da voz ou todo o Corpo, segundo o caso, através do cerebelo e da medula oblongada, onde a chama da vida arde com um som duplo e sibilante, composto de dois tons que indicam a resistência do Corpo às manipulações do intruso. Nossas últimas investigações, entretanto, revelaram o fato de que o Espírito de controle que atua pelo lado de fora da vítima, é da classe dos argutos que se acautelam para não serem apanhados numa armadilha. Enquanto estão fora podem abandonar a presa a qualquer momento, e permitem que suas vítimas sigam a própria vida como desejarem, como eles também o fazem. Porém, existem outros Espíritos que não são tão sagazes, que são talvez mais arrojados ou que estão ansiosos por penetrar no mundo material e por isso põem de lado qualquer precaução. Penetrando no Corpo de suas vítimas, acham-se quase na mesma situação de uma presa nos dentes de uma cobra; o Corpo de suas vítimas os mantêm firmemente presos e não podem se livrar em circunstâncias normais. Nesses casos, a obsessão se torna permanente e a personalidade da vítima se transforma totalmente.

Se o Espírito obsessor for uma entidade elemental ou sub-humana, que não é capaz de usar a Mente ou a laringe, uma vez que esses órgãos foram as últimas aquisições humanas, a pessoa assim obsidiado se converte num lunático irremediável, não raro de natureza perversa, cuja faculdade de linguagem frequentemente se torna danificada. É quase impossível desalojar tal entidade, uma vez que ela tenha entrado. Investigações de vidas anteriores indicam que tal aflição é geralmente o resultado de um desejo de fugir às experiências da vida, pois, aqueles que estão obsidiados, frequentemente, foram suicidas em uma existência anterior. Tiveram um Corpo que desprezaram e, em uma vida posterior, a mentalidade se debilitou como resultado de alguma doença física, de um grande choque ou mesmo de uma obsessão. Em quaisquer desses casos, o Espírito foi expulso do seu Corpo, pairando à sua volta ansioso por possuí-lo, mas incapaz de fazê-lo devido à falta da Mente, por meio da qual poderia focar o pensamento sobre o cérebro, ou devido à obsessão de uma entidade alheia.

A dor e o desapontamento são causas frequentes do suicídio, e, muitas vezes, uma grande tristeza foi o motivo para arruinar a Mente; entretanto, o Espírito é capaz de compreender e enfrentar a situação, ainda que não seja capaz de usar seus veículos devido ao escasso foco da Mente. Porém, no caso que se tenha desejado fugir da situação pelo suicídio, o indivíduo aprende, pela maneira já descrita, a conhecer o valor de um Corpo e de suas ligações, não havendo no futuro causa suficiente para decidi-lo a romper o Cordão Prateado. Algumas vezes, a dor vem para tentar uma pessoa que cometeu suicídio em vida anterior; e, quando ele resiste à prova, mostra que já está imune à tentação. Sob o mesmo princípio, o alcoólatra de vidas anteriores é tentado a beber para testar sua estabilidade de caráter, ao rejeitar conscientemente a bebida.

É curioso como a perpetração do suicídio em uma vida e consequente sofrimento post-mortem ao tempo em que ainda existe o arquétipo, frequentemente gera no suicida um medo mórbido da morte na próxima vida, assim, quando a morte chega, no decurso normal, os suicidas parecem frenéticos depois de abandonar o Corpo e tão ansiosos de voltar ao mundo material que, com frequência, cometem o crime da obsessão da forma mais tola e irrefletida. Entretanto, como nem sempre há pessoas negativas sujeitas à obsessão (e ainda que as houvesse, não é fácil à pessoa que acaba de morrer, e que procura uma oportunidade de voltar, encontrar alguém que a possa abrigar), uma coisa estranha e horrível acontece: o Espírito expulsa o verdadeiro possuidor de um Corpo animal e passa a animar este veículo. Acha-se, assim, na horrorosa contingência de viver uma existência pura e simplesmente animal. Se o animal está sujeito a crueldades por parte do dono, o Espírito humano obsessor sofre como sofreria o Espírito animal; se o animal é sacrificado para prover alimento, o ser humano, dentro dele, vê e compreende os preparativos para o abate, vendo-se obrigado a passar pelas horrorosas experiências relacionadas com isso. Casos dessa natureza não são tão raros como se poderia supor; ao contrário, ocorrem frequentemente, como uma visita a alguns dos grandes matadouros da América do Norte, onde o autor tomou conhecimento disso; e compreendeu a situação, chegando à mais dolorosa convicção da necessidade de educar o ser humano com respeito à grande verdade de que a morte, assim como o nascimento, é somente um acontecimento frequente na vida eterna do Espírito imortal.

Uma fé total nessa doutrina eliminaria incontáveis misérias da humanidade, e devemos fazer tudo que esteja ao nosso alcance para ajudar a divulgar este Evangelho de Vida.

Algumas vezes, também, um ser humano perverso incorpora um animal feroz e sente um prazer diabólico em aterrorizar uma comunidade. Quando Cristo andou na Terra, casos de obsessão animal por Espíritos humanos aconteciam diariamente, e os exemplos registrados na Bíblia não são, em absoluto, mitos ou loucuras para aqueles que são dotados de visão espiritual e capazes de ler na Memória da Natureza, pois veem que essas coisas ocorreram realmente; com efeito, os antigos videntes que observaram essa entrada de pessoas de caráter baixo e vil nos Corpos de animais, ao abandonarem seu próprio Corpo na morte, pensavam que isso era o curso normal da natureza, ao invés de ser uma condição anormal. Daí terem formulado a doutrina da Transmigração.

PARTE VI – A CRIAÇÃO DO AMBIENTE – GÊNESE DAS DEFICIÊNCIAS MENTAIS E FÍSICAS

É um fato evidente, depois de uma simples observação, que enquanto os animais atuam de modo semelhante, sob as mesmas circunstâncias, por estarem sendo guiados por um Espírito-Grupo, o ser humano não age assim. Na humanidade há tantas espécies quantos são os indivíduos, sendo que cada um é uma lei em si mesmo; e ninguém pode predizer as ações de um ser humano, ou como um outro agirá em circunstâncias análogas; o mesmo indivíduo pode agir distintamente, e provavelmente o fará, diante de condições idênticas e em ocasiões diferentes. Por essa razão, é muito difícil tratar ou elucidar devidamente um assunto como o da “A Teia do Destino”, quando nós, seres humanos, ainda possuímos Mentes presentemente com capacidade reduzida. Para compreender totalmente esse assunto precisaríamos da sabedoria de grandes seres como são os Anjos do Destino, que têm a seu cargo este intrincado departamento da vida.

No entanto, não se deve pensar que o autor esteja dando, nesse livro, uma ideia superficial de como se faz ou desfaz o destino. Cada ato de cada indivíduo produz uma determinada vibração no universo, que incide sobre ele e sobre os outros ao seu redor; e simples Mente humana não pode ver ou calcular os resultados dessas ações e reações que se produzem em poucos meses, anos ou vidas. Tivemos a oportunidade de ver, graças ao quadro geral impresso em nossa Mente quando desenvolvíamos este tema, o modo de classificar as causas geradas no passado, segundo se nos apresentam, e seus efeitos na vida atual. No decurso desse estudo investigamos centenas de pessoas e, em alguns casos, retrocedemos três, quatro e até mais vidas, com o objetivo de chegar à raiz da questão e determinar como as ações do passado reagem para criar as atuais condições de nossas vidas presentes. Embora tenhamos feito o melhor possível, pedimos aos Estudantes que não considerem isso como uma conclusão definitiva sobre o assunto, mas antes como um início, que confiamos possa ajudá-los a resolver determinados problemas.

No que concerne ao ambiente, parece-nos que as pessoas que são de natureza difícil de conviver com outras e que têm diante de si uma vida árdua, nascem frequentemente entre estranhos, dos quais não receberão simpatia e onde seus sofrimentos não despertarão, nas pessoas do mesmo sangue, nenhum sentimento de apoio apreciável; às vezes, ficam órfãs, ou são abandonadas pelos pais, ou fogem de casa na tenra idade. Quando é esse o caso, essa alma, muitas vezes, anseia pelo afeto que ela recusou dar aos outros em vidas anteriores. Também vimos casos em que determinados indivíduos cometeram atrocidades no passado e levaram a desonra e a vergonha a seus familiares, os quais sofreram muito devido ao grande amor que dedicavam a esses depravados. Quando tal alma errante se dispõe a se emendar e purgar os erros do passado, encontrar-se-á em um ambiente totalmente hostil, com fome e sede por um amor que desprezou anteriormente; então isso lhe causa agora uma vida tão difícil. Se o ser humano não aprendeu a lição em uma só vida, muitas outras vidas com experiências semelhantes lhe ensinarão a ser amável com aqueles que o amam, bem como a agir correta e honestamente com os outros.

Também observamos que, muitas vezes, uma alma que viveu erradamente em vidas passadas, não teve uma assistência bondosa por parte de sua família, que lhe devia ter dado atenção, apoio e amor. Naturalmente, a falta deste ambiente afetivo não foi uma justificativa para os seus erros perante a lei, e a pessoa foi obrigada a expiá-los em vidas posteriores. No entanto, em tais casos, os papéis foram, normalmente, trocados; a família, que em vidas passadas a repudiou, agora a amou profundamente e, então, sentiu intensamente toda a mágoa e todo sofrimento que ela teve que passar por conta de seu passado. Assim, a família também expiou suas ações do passado dando a pessoa o que faltou em simpatia e bondade.

Esses são casos extremos, e, naturalmente, não podemos tirar conclusões definitivas de casos pouco nítidos, pois quanto mais nebulosos eles forem, mais fácil será tabulá-los. A lei aplicada nos casos extremos também se aplica aos de menor importância, com as modificações necessárias às diferenças de ambiente.

Os fatos relatados acima indicam, de forma clara, que somos realmente os guardiães de nossos irmãos e que convém que todos nós exteriorizemos muita simpatia e bondade aos desafortunados, tanto da nossa família como aos demais. Mesmo que vendo as coisas superficialmente e olhando a vida somente sob o ponto de vista da nossa encarnação atual, pode parecer que não temos responsabilidade alguma pelas ações de nossos infelizes familiares; no entanto, se pudéssemos ver mais amplamente o sentido da vida, ver por trás do véu, provavelmente descobriríamos que nós mesmos os ajudamos a se afundarem na degradação.

Frequentemente ouvimos a expressão que uma pessoa é o “pesadelo” em uma certa família; e nós podemos, muito de perto, sempre considerarmos que essa pobre alma é uma estranha entre gente estranha, devendo estar ali por algum desajuste praticado no passado. O “sangue é mais espesso que a água”, diz um velho provérbio; na verdade, o laço de sangue não traz consequências, a menos que as pessoas de uma família estejam unidas entre si pelo amor ou pelo ódio do passado, os quais determinam as verdadeiras relações da vida atual. Uma alma pode nascer em determinada família, pode se sentar à sua mesa, ter o direito legítimo de herança e ser, entretanto, tão estranha a ela como qualquer mendigo que lhe chegue à porta pedindo um prato de comida. Recordemos que Cristo disse: “Eu estava faminto e vós Me destes de comer; Eu estava sedento e Me destes de beber; Eu era um estranho e Me admitistes ao vosso lado”[11]. Depois: “Tudo o que fizestes em favor do menor de meus irmãos, a Mim mesmo o fizestes”[12]. Quando nós encontrarmos tal tipo de alma, “estranha”, solitária e estrangeira em seu meio ambiente, é nosso dever, como cristãos, imitar o exemplo de nosso Senhor; nós devemos nos esforçar para que essa alma estrangeira se sinta em casa e aplique seus conhecimentos pelo amor de Cristo, sem tomar em conta suas excentricidades.

As deficiências que afetam a humanidade podem ser divididas em duas grandes classes: mentais e físicas. As perturbações mentais, quando congênitas, são especialmente consequências do abuso da força criadora, com uma só exceção que veremos depois. Pode-se incluir no caso as debilidades dos órgãos vocais. Isso é lógico e compreensível. O cérebro e a laringe foram construídos com a metade da força criadora pelos Anjos, assim, o ser humano, que antes da aquisição desses órgãos era bissexual e capaz de criar por si mesmo, sozinho, perdeu essa faculdade quando esses órgãos foram criados e, agora, depende da cooperação de alguém do outro sexo ou polaridade oposta, a fim de gerar um veículo novo para um Espírito que renasce.

Quando usamos a visão espiritual para observar um ser humano na Memória da Natureza, durante a época em que ainda estava em formação, vemos que, onde quer que agora exista um nervo, existia antes uma corrente de desejos; que pelo próprio cérebro foi feito, de início, de substância de desejos, bem como a laringe. Foi o desejo que primeiramente enviou um impulso motivador por meio do cérebro e criou tais correntes nervosas para que o Corpo pudesse se mover e dar ao Espírito qualquer gratificação que fosse indicada pelo desejo. A linguagem, da mesma forma, é utilizada com o propósito de obter um objeto ou alcançar uma finalidade desejada. Por meio dessas faculdades, o ser humano alcançou certo domínio sobre o mundo e, se pudesse voar de um Corpo a outro, não teria fim o abuso de seu poder para satisfazer qualquer capricho ou desejo. Porém, sob a Lei de Consequência, ele leva com ele, em um Corpo novo, as faculdades e órgãos semelhantes àqueles que utilizou em Corpos precedentes.

Quando a paixão arruinou o Corpo em uma vida, isso fica gravado no Átomo-semente. Na descida para o próximo renascimento é impossível para este Espírito juntar material puro com o qual possa organizar um cérebro de construção estável. Nesse caso, renasce geralmente sob um dos Signos Comuns[13] e, muitas vezes, os quatro Signos Comuns se acham nos ângulos; porque, através de tais Signos, o desejo passional encontra dificuldade para se manifestar. Em consequência, este poderoso impulso que anteriormente regeu seu cérebro e que poderia ser usado agora com o propósito de renovação, acha-se ausente; ele tem falta de incentivo na vida e, com isso, se converte em um inútil, uma tábua sobre o oceano da vida, e, frequentemente, um insano.

Porém, o Espírito não é insano; ele vê, conhece e tem um desejo veemente de utilizar seu Corpo, embora ser uma impossibilidade, pois, muitas vezes, não pode nem sequer enviar um impulso adequado aos seus nervos. Os músculos do rosto e do corpo não estão sob o controle de sua vontade. Isso é devido à falta de coordenação que faz com que o maníaco tenha tão lamentável aspecto. Assim, o Espírito aprende uma das mais duras lições da vida, pois é muito pior do que a morte se achar sujeito a um Corpo vivo e ser incapaz de se expressar por meio dele. Isso porque a força de desejos necessária para realizar o pensar, o falar e o se mover, foi arruinada em uma vida de depravação no passado, deixando o Espírito sem a energia necessária para manipular seu atual instrumento.

PARTE VII – A CAUSA DA ENFERMIDADE – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA

Ainda que as incapacidades mentais, quando congênitas, sejam em geral produzidas pelo abuso da função criadora em vidas passadas, há uma notável exceção a essa regra, como nos casos mencionados no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e em outras partes de nossa literatura, e descritos a seguir: quando um Espírito que tem diante de si uma vida particularmente penosa está prestes a renascer, e sente, no momento de entrar no útero materno, que o panorama da vida futura que lhe é exibido naquele momento marca uma existência dura e infeliz demais para ser suportada, algumas vezes tenta fugir à escola da vida. Nessa ocasião, os Anjos do Destino, ou seus agentes, já fizeram no feto em formação as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro; portanto, o esforço do Espírito para fugir do útero materno é frustrado, mas, o deslocamento produzido pela torção dada pelo Ego, altera a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos, daí o Corpo Vital não ficar em posição concêntrica com o físico, fazendo com que a cabeça etérica sobressaia do crânio físico. Resulta disto a impossibilidade do Espírito usar seu veículo denso, achando-se ligado a um corpo sem Mente que não poderá utilizar, e o renascimento será inútil.

Temos casos em que uma grande comoção durante a vida faz com que o Espírito tente escapar do Corpo com os veículos invisíveis. Como consequência da torção, se produzem emoções iguais nos centros sensoriais etéricos do cérebro e esse choque desorganiza a expressão mental. Provavelmente todos já devem ter experimentado uma sensação semelhante ao receber um susto; há uma agitação como se algo se esforçasse para escapar do Corpo Denso; se trata do Corpo de Desejos e do Corpo Vital, que são tão velozes em seus movimentos, que um trem expresso comparado a eles pareceria uma lesma. Estes Corpos sentem o perigo e se enchem de temor antes que o medo se transmita ao inerte e lento Corpo Denso, ao qual estão ligados e do qual não podem fugir em condições normais.

Às vezes, como já dissemos, o susto e o choque são suficientemente fortes e podem atuar com tal impulso que os centros sensoriais etéricos se desorganizam. Isso ocorre mais frequentemente com as pessoas que nasceram sob Signos Comuns, que são os mais fracos do Zodíaco. Tal como um ligamento que foi distendido e rompido pode recuperar gradualmente uma relativa elasticidade, assim também é mais fácil restaurar as faculdades mentais nesses casos do que naqueles onde a insanidade congênita, acarretada por vidas passadas, ocasionou uma conexão indevida.

Comprovou-se que a histeria, a epilepsia, a tuberculose e o câncer são o resultado de tendências errôneas de uma vida passada. Observou-se que muitos indivíduos, que haviam sido quase maníacos na satisfação de sua lascívia em vidas anteriores, possuíam ao mesmo tempo uma natureza altamente devota e religiosa; e em tais casos, parece que o Corpo Denso gerado na vida presente era de saúde normal, havendo unicamente incapacidade mental; enquanto que em outros casos onde a indulgência com a natureza passional estava unida a um caráter maligno e a um grande desrespeito aos semelhantes, a epilepsia, o raquitismo, a histeria e uma deformação corporal foram os resultados desses erros, assim como o câncer, em especial no fígado e no seio.

Nessa conexão, entretanto, sentimos o dever de advertir os Estudantes que não tirem conclusões apressadas de que as manifestações citadas anteriormente representem regras fixas e inflexíveis. As muitas investigações levadas a efeito, embora tenham sido árduas para um só investigador, são ainda escassas para que sejam conclusivas e onde estão envolvidos milhões de seres humanos. De qualquer modo, estão em harmonia com os ensinamentos contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmos” ministrados pelos Irmãos Maiores, que exemplificaram os efeitos do materialismo como produtor do raquitismo, isto é, o amolecimento de uma parte do corpo que deveria ser dura e da tuberculose que endurece tecidos que deviam permanecer moles e flexíveis. O câncer é essencialmente semelhante em seus efeitos; e quando consideramos que o signo de Câncer é regido pela Lua, o Astro da geração, estando a esfera lunar sob o controle de Jeová, o Deus da reprodução, cujos Anjos anunciam e presidem o nascimento, como nos casos de Isaac, Samuel, João Batista e Jesus, nós compreendemos facilmente que o abuso das funções geradoras pode causar tanto o câncer como a insanidade nas mais variadas formas.

Portanto, com respeito às anormalidades e deformidades físicas, parece ser regra geral que, assim como a indulgência física com as paixões atua sobre o estado mental, os abusos dos poderes mentais em uma vida conduzem à incapacidade física em existências posteriores. Uma máxima oculta diz que “uma mentira é ao mesmo tempo assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os ensinamentos dos Irmãos Maiores, contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, explicam que sempre que um incidente ocorre, um determinado pensamento-forma gerado no Mundos invisíveis registra o acontecimento. Cada vez que se fala e se comenta o caso, cria-se uma nova forma de pensamento que se funde com o original e o robustece, desde que ambos possuam a mesma vibração. Se não se diz a verdade acerca do sucedido, então as vibrações do original e da reprodução não serão idênticas e o resultado é que investem uma contra a outra, destruindo-se mutuamente. Se o pensamento-forma verdadeiro e bom for suficientemente forte, conseguirá o domínio da situação e aniquilará os pensamentos-forma baseados na mentira; consequentemente, o bem vencerá o mal. Ao contrário, se os mais fortes forem os pensamentos mentirosos e maliciosos, estes podem vencer o pensamento-forma verdadeiro, destruindo-o. Depois haverá discórdia entre eles e, um a um, todos serão aniquilados.

Deste modo, a pessoa que leva uma vida pura, se esforçando por obedecer às leis de Deus e lutando ardentemente pela verdade e pela justiça criará pensamentos-forma de natureza semelhante; sua Mente trilhará caminhos em harmonia com a verdade; e quando chegar o momento de criar seu próprio arquétipo para a vida futura, essa pessoa, pela força do hábito adquirido em sua vida terrestre anterior, estará pronta, e, intuitivamente, colocar-se-á com as forças da retidão e da verdade. Tais linhas, uma vez somadas ao seu Corpo, criarão harmonia nos novos veículos e a saúde será a consequência natural em sua próxima vida. Por outro lado, aqueles que formaram uma visão distorcida das coisas em suas vidas anteriores, que desprezaram a verdade, exercitando a astúcia, o egoísmo exagerado e a desconsideração pelo bem-estar dos outros, se acham impelidos, no Segundo Céu, a ver também as coisas de modo oblíquo, já que este é o seu habitual modo de pensar. Consequentemente, o arquétipo construído por eles incorporará linhas de erro e de falsidade; e, consequentemente, ao renascer, vários órgãos de seu Corpo serão fracos, quando não todo o seu organismo.

Novamente advertimos aos leitores que não tirem conclusões apressadas destas regras experimentais. Não é nossa intenção insinuar que todo aquele que possua um Corpo aparentemente sadio tenha sido um exemplo de virtude em sua vida passada, nem que aquele que sofre alguma anomalia ou incapacidade física foi um crápula ou um inútil. Nenhum de nós está capacitado atualmente para dizer “a verdade completa e nada mais que a verdade”. Podemos nos enganar porque nossos sentidos são ilusórios. Uma rua longa aparenta ser mais estreita à distância, quando em realidade tem a mesma largura, tanto no lugar onde estamos colocados como a um quilômetro de distância. O Sol e a Lua parecem muito maiores quando estão próximos do horizonte do que quando se encontram no zênite, porém, nós sabemos que, na realidade, não aumentam de tamanho ao descer no horizonte, nem diminuem chegar no zênite. Na verdade, estamos sempre retificando e corrigindo a ilusão de nossos sentidos e também em referência a muitas outras coisas do mundo. O que nos parece certo nem sempre o será, e o que hoje é verdade com respeito às condições da vida, poderá mudar amanhã. É impossível conhecermos a verdade final sob as condições evanescentes e ilusórias da existência física.

Somente quando entramos nos reinos superiores, especialmente na Região do Pensamento Concreto, é que nos apercebemos das verdades eternas; eis porque é natural que uma ou outra vez nos equivoquemos, apesar de nossos mais sinceros esforços em colocar-nos sempre em condições de conhecer e dizer só a verdade. Por tal razão, nos é impossível construir um veículo totalmente harmonioso. Se fosse possível, tal Corpo seria realmente imortal, e nós sabemos que a imortalidade na carne não é o desígnio de Deus, pois segundo São Paulo: “A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus[14].

Contudo, nós sabemos que, atualmente, apenas um número muito reduzido de pessoas está disposto a viver em harmonia com a verdade, a confessá-la e professá-la diante dos outros, por meio do serviço e de uma vida inofensiva e reta. Nós, também, entendemos que isso aconteceu com muito poucos ao retrocedermos na história, quando o ser humano não havia ainda desenvolvido o altruísmo iniciado em nosso Planeta com o advento de nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus. Nesse tempo, os padrões de moralidade eram muito inferiores e o amor à verdade quase insignificante, para a maior parte da humanidade, a qual estava focada em acumular riquezas e adquirir tanto poder e prestígio quanto fosse possível. Eles desconsideravam os interesses dos demais e dizer uma mentira não parecia um ato censurável, pelo contrário, muitas vezes era admitida como meritória. Consequentemente, os arquétipos estavam cheios de fraquezas, e as funções orgânicas do Corpo atual estão prejudicadas em um grau bastante elevado, porque, particularmente, os Corpos ocidentais estão se tornando mais sensíveis à dor devido ao crescimento da consciência do Espírito.

PARTE VIII – OS RAIOS DE CRISTO CONSTITUEM O “IMPULSO INTERNO” – VISÃO ETÉRICA – DESTINO COLETIVO

A assimilação dos frutos de cada vida passada acontece antes que o Espírito renasça e, consequentemente, o caráter gerado é totalmente formado e se expressa de imediato na sutil e móvel matéria mental da Região do Pensamento Concreto, onde o arquétipo do Corpo Denso é construído. Se o Espírito que procura renascer é amante da música, tentará construir um ouvido perfeito, com os canais semicirculares devidamente situados e com o tímpano mais delgado e sensível à vibração; tentará construir dedos compridos e finos com os quais possa executar os acordes celestes captados por seus ouvidos. Se não aprecia a música, e, em sua vida anterior fechou os ouvidos aos acordes da alegria ou ao pranto da dor, e desejou se afastar da companhia dos demais, isto fará com que se esqueça de construir o arquétipo de seu ouvido e, como consequência, esse órgão será defeituoso em proporção ao grau de negligência exercida em sua existência anterior.

De maneira similar ocorre com os outros sentidos; aquele que bebe de uma fonte de conhecimento e se esforça em compartilhar seu saber com os que o rodeiam, estabelece as bases para adquirir a faculdade da oratória em sua vida futura, porque o desejo de comunicar seu conhecimento vai induzi-lo a prestar atenção especial à formação e fortalecimento de seu órgão vocal, quando estiver construindo o arquétipo de seu futuro corpo. Por outro lado, aqueles que se esforçam para ganhar acesso aos mistérios da vida por simples curiosidade ou para satisfazer o orgulho de seu próprio intelecto, deixam de construir o órgão adequado para sua expressão e ficam sujeitos a debilidades na voz ou a impedimentos da palavra. Deste modo, vem-lhes o reconhecimento de que a expressão é um bem valioso. Embora o cérebro de um indivíduo, assim afligido, não possa compreender a lição, o Espírito aprende que somos considerados somente pelo uso que fazemos de nossos talentos e que devemos pagar a dívida, algum dia, em algum lugar, se descuidarmos de transmitir a palavra de Vida para iluminar nossos irmãos e irmãs no caminho, sempre que estivermos, pelo conhecimento, qualificados para isso.

Com respeito à cegueira ou distúrbios do órgão da visão, é de longa data que os investigadores sabem que é o efeito de extrema crueldade praticada em vidas passadas. Investigações recentes vieram demonstrar que muitas afecções dos olhos, agora comum entre os seres humanos, são devidas ao fato de que nossos olhos estão mudando; esses órgãos, de fato, estão se tornando mais sensíveis a uma oitava superior da visão, porque o Éter que rodeia a Terra está se tornando mais denso e o ar mais rarefeito. Isto é verdade principalmente como o sul da Califórnia e outros certos lugares do mundo. É digno de nota saber que a Aurora Boreal está se tornando cada vez mais frequente e seus efeitos mais poderosos sobre a Terra. Nos primórdios da Era Cristã, esse fenômeno era quase desconhecido, mas, com o decorrer do tempo, com a onda de Cristo descendo para o interior da Terra durante uma parte do ano, infundindo mais e mais Sua própria vida na amortecida e pesada massa terrestre, os Raios Etéricos Vitais vão se tornando cada vez mais visíveis. Posteriormente, eles se tornaram mais e mais numerosos e, agora, já começam a interferir com as atividades elétricas, especialmente com o telégrafo que, por vezes, não funciona bem, devido a essas correntes de irradiação.

É, também, digno de se observar que tais distúrbios estão limitados aos fios que vão para leste e oeste. Se o leitor quiser recorrer ao “Conceito Rosacruz do Cosmos”, no capítulo II – Os Quatro Reinos[15], poderá entender que existem raios ou linhas de força dos Espíritos-Grupo dos vegetais que irradiam em todas as direções desde o centro da Terra até a periferia e depois para fora, passando através das plantas ou árvores, subindo até suas copas.

Já as correntes de força dos Espíritos-Grupo animais, por outro lado, rodeiam a Terra. As correntes relativamente fracas e invisíveis geradas pelos Espíritos-Grupo dos vegetais e os poderosos raios de força gerados pelo Espírito de Cristo, agora se tornando visíveis como a Aurora Boreal, têm sido até aqui quase da mesma natureza que a eletricidade estática, enquanto as correntes, geradas pelos Espíritos-Grupo animais que circundam a Terra, podem ser comparadas à eletricidade dinâmica que deu à Terra seu poder de movimento em épocas passadas. Atualmente, as correntes de Cristo estão se tornando cada vez mais poderosas e sua eletricidade estática está sendo liberada. O impulso etérico que elas dão inaugurará uma nova era, e os órgãos dos sentidos que o ser humano possui hoje deverão se adaptar à tal mudança. Em lugar dos raios etéricos que emanam de um objeto trazerem à retina a imagem refletida, o chamado “ponto cego” será sensibilizado e veremos através do olho diretamente sobre a própria imagem, em vez desta se refletir sobre a nossa retina. Assim, não somente veremos a superfície do objeto, como também seremos capazes de ver através dele, da mesma forma que fazem os que já têm cultivada a visão etérica.

À medida que o tempo passa e Cristo, com Seus benéficos ensinamentos, atrai cada vez mais e mais Éter interplanetário para a Terra, tornando o Corpo Vital da Terra mais luminoso, nós estaremos caminhando como se andássemos sobre um mar de luz e quando aprendermos a abandonar nossos modos egoístas e egotistas, por meio do constante contato com estas vibrações benéficas de Cristo, também nós nos tornaremos luminosos. Então, o olho, tal como está constituído atualmente, não nos será de utilidade alguma, assim é que está começando a mudar e estamos experimentando os incômodos inerentes a toda reconstrução. Com referência à Aurora e aos seus efeitos sobre nós, podemos dizer que estes raios são irradiados para todas as partes da Terra, a qual é o Corpo de Cristo, desde o centro a periferia, mas, nos pontos povoados do mundo, tais raios são absorvidos pela humanidade, da mesma forma que os raios dos Espíritos-Grupo dos vegetais são absorvidos pela flor. Estes raios constituem o “impulso interno”, que está lenta, mas seguramente impelindo a humanidade a adotar uma atitude altruísta. São os raios fecundantes que fertilizam a nossa alma e, algum dia, se manifestará a Imaculada Concepção e o Cristo nascerá dentro de cada um de nós. Quando todos estivermos perfeitamente impregnados por esses raios, a luz de Cristo começará a se irradiar de nós. Então, caminharemos na luz como Ele na Luz está, e seremos fraternais uns com os outros.

Para terminar estas lições, diremos algumas palavras sobre o destino coletivo:

Além do destino individual gerado por nós mesmos em cada vida, existe também um destino coletivo, ao qual estamos sujeitos por sermos membros de uma comunidade ou nação. É bem sabido que as comunidades, algumas vezes, atuam como um todo, tanto para o bem como para o mal, e é compreensível que estas ações coletivas tenham também um efeito coletivo em vidas futuras sobre os membros de tais comunidades ou nações que tomaram parte nelas. Observou-se que, quando tais atos são maus, a dívida assim contraída é geralmente liquidada no curso dos chamados acidentes de grandes proporções. Também já se explicou que não existem acidentes, salvo nos casos em que o ser humano, que tem prerrogativa divina de iniciar causas novas, intervenha na vida de outros, produzindo mudanças em suas condições, ou quando, por negligência, tira a vida de um semelhante. Isso sim, em muitos casos, constitui um acidente. Porém, os grandes cataclismos como os que presenciamos na Sicília, o terremoto em São Francisco, a Grande Guerra Europeia, etc. não são acidentes, mas atos causais da comunidade envolvida ou o resultado de tais atos em vidas anteriores. Conhecendo a lei de mortalidade infantil, podemos compreender por que centenas de milhares de pessoas, vítimas da Grande Guerra, ao passarem dos campos de batalha para o além, não puderam gravar o panorama da vida que findou e, por isso, precisam morrer durante a infância na próxima existência, e como poderá acontecer esta espantosa mortalidade de crianças no futuro, senão por meio de alguma epidemia ou algum cataclismo? Baseados em tal hipótese, podemos ver no terremoto da Sicília, na destruição de São Francisco, na “epidemia” de fome da Irlanda e da Índia e em outras catástrofes nacionais similares a ação do destino vinda do passado, trazendo, à cada nação, os frutos de suas vidas ações passadas, como uma comunidade.

O que foi dito é simplesmente uma indicação de como se faz e desfaz o destino. Por favor, lembremos que as poucas centenas de casos examinados não podem dar base adequada para um ponto de vista geral da ação da Lei, e o Estudante está exposto a encontrar incongruências em casos individuais acerca do que foi dito. Algumas questões indubitavelmente se apresentarão em relação a esse, àquele ou a outro caso específico, e enquanto é relativamente fácil investigar casos individuais e especificar que causas em uma vida produziram certos efeitos em outra vida da mesma pessoa, é diferente quando procuramos estabelecer uma lei geral, como vimos tentando fazer nessa obra. Para desempenhar essa missão de forma perfeita, são necessários conhecimentos e sabedoria super-humanos, e o presente esforço pode talvez ser considerado um caso de ímpeto tolo, onde até os Anjos teriam medo de pôr as mãos. Pessoalmente, o autor conquistou mais conhecimentos do que tem sido capaz de comunicar e confia que estas revelações possam servir de alguma utilidade ao Estudante, no que se refere ao grande mistério da vida.

Que esses estudos na “Teia do Destino” possam suscitar em cada Estudante um intenso desejo de viver, dia após dia, de modo a contribuir para que haja mais paz na Terra e boa vontade entre os seres humanos.

OS EFEITOS OCULTOS DAS NOSSAS EMOÇÕES

PARTE I – A FUNÇÃO DO DESEJO

Aqueles que estão familiarizados com o estudo deste assunto, conhecem os desastrosos efeitos que um sentimento agudo de medo ou de ansiedade que produz sobre o Corpo Denso. Sabemos como essas emoções alteram a digestão, interferem no metabolismo, na eliminação dos detritos e, em suma, transtornam todo o sistema, com o resultado que, em alguns casos, a pessoa se vê forçada a ficar de cama por maior ou menor espaço de tempo, conforme a importância da crise e do poder de resistência de sua constituição. Contudo, existe um efeito oculto que pode ser tão sério ou até pior, e que geralmente não é compreendido, e, portanto, pode ser um benefício considerável estudar o efeito oculto do equilíbrio e da paixão, da ira e do amor, do pessimismo e otimismo.

Do estudo do “Conceito Rosacruz do Cosmos”, aprendemos que nosso Corpo de Desejos foi gerado no Período Lunar. Se você deseja obter uma imagem mental do modo que as coisas se pareciam, veja a figura do feto, como mostrado em qualquer livro de anatomia. Nele há três partes principais: a placenta, que está cheia do sangue da mãe; o cordão umbilical, que conduz esta corrente vital, e o feto, que é nutrido, desde o estado embrionário até o amadurecimento, por aquela corrente. Imagine, agora, naqueles tempos idos, o firmamento com uma imensa placenta da qual pendiam bilhões de cordões umbilicais, cada um com seu apêndice fetal. Por toda a família humana, então em formação, circulava a única essência universal do desejo e da emoção, gerando em todos, os impulsos necessários para a ação, que agora se manifesta em todas as fases do trabalho do mundo. Estes cordões umbilicais e apêndices fetais eram moldados de uma úmida substância de desejos pelas emoções dos Anjos Lunares, enquanto as correntes ígneas de desejos que se esforçavam em animar a vida latente da Humanidade, então em formação, eram geradas pelos ígneos e marcianos Espíritos Lucíferos. A cor da primeira e lenta vibração que eles puseram em movimento, naquela matéria emocional de desejos, foi o vermelho.

Enquanto aquela coloração de movimento (pois assim é realmente esta corrente constante, esta eterna intranquilidade que, sem pausa e sem paz, impulsiona os seres humanos) se achava circulando em nosso interior, o Planeta em que nós habitávamos também circundava um sol, que não deve ser confundido com o atual dador da luz, mas compreendido como uma passada encarnação da substância que compõe nosso atual universo solar, e nós, por sua vez, circundávamos o globo sobre o qual morávamos, da luz às trevas, do calor ao frio. Deste modo, éramos trabalhados por fora e por dentro, num esforço para excitar nossa consciência adormecida. E houve uma resposta, pois, ainda que nenhum dos Espíritos parcialmente separados, habitando uma bolsa fetal individual, pudessem sentir aqueles impactos, apesar de serem muito fortes, as sensações acumuladas de bilhões de Espíritos semelhantes eram sentidas como um som do universo, um grito cósmico – a primeira nota da harmonia das esferas – tocada em uma única corda. Entretanto, foi bastante expressiva e adequada aos impulsos latentes e às aspirações da incipiente raça humana daqueles dias distantes.

Desde então, esta natureza de desejos tem evoluído; o ígneo e marciano substrato de paixão e as bases aquosas lunares da emoção se tornaram capazes de numerosas combinações. Da mesma forma que o pensamento sulca o cérebro com circunvoluções e o rosto com linhas, também as paixões, os desejos e as emoções vêm mudando a matéria móvel de desejos em linhas curvas, em espirais, redemoinhos, corredeiras e vórtices que parecem uma torrente no momento em que essa se acha na maior agitação – sendo muito raro ficarem num descanso relativo. Essa matéria de desejos, em sucessivos períodos de sua evolução, foi respondendo a cada uma das sete vibrações astrais emanadas do Sol, de Vênus, de Mercúrio, da Lua, de Saturno, de Júpiter e Marte. Durante aquele tempo, cada Corpo de Desejos individual tem sido tecido sob um único modelo e, como a lançadeira do tempo corre incessantemente de um lado para outro sobre o tear do destino, este modelo está sendo aumentado, embelezado e melhorado, mesmo que não possamos percebê-lo. Assim como o tecelão realiza seu trabalho no avesso do tapete, estamos também tecendo o desenho supremo, sem compreender realmente e sem ver a sublime beleza do mesmo, porque ainda se encontra oposto a nós o lado oculto da natureza.

Porém, para que possamos compreender melhor, tomemos alguns destes emaranhados fios de paixão e emoção para vermos o efeito que têm neste modelo que Deus, o Mestre Fiandeiro, deseja que teçamos.

Os mitos antigos sempre espalham um brilho luminoso sobre os problemas da alma e nós podemos, com proveito, levar em consideração certa parte da lenda maçônica. Os maçons são uma sociedade de construtores, “tektons” em grego – a mesma sociedade a que pertenciam José e Jesus, pois a eles a Bíblia grega chamava de “tektons” – construtores – e não carpinteiros, segundo a versão ortodoxa. Os maçons, sob Salomão, foram os construtores deste templo místico projetado por Deus, o Grande Archetekton ou Mestre Construtor, construído sem ruído de martelo, a respeito do qual o personagem Manson fala na maravilhosa peça “O Servente da Casa”[16]. Este nos diz que “o templo não é um monte de pedras mortas e vigas insignificantes, mas é uma coisa vivente. Quando você entra nele, ouve um som, um som como o de um vigoroso poema cantado, isto é, se você tem ouvidos; se você tem olhos, poderá agora ver o próprio templo, um mistério de formas e sombras indistintas, projetando-se verticalmente do solo à cúpula. Ele está ainda sendo construído e reconstruído; às vezes, a obra segue sob escuridão profunda, outras vezes, sob luz ofuscante”. Todo verdadeiro maçom sabe o que significa esse templo e se esforça por construí-lo. A antiga lenda maçônica nos conta que quando Hiram Abiff, o mestre de obras encarregado da construção do templo de Salomão, um edifício de Deus construído sem ruído de martelo, estava terminando os preparativos para executar sua obra mestra, o “mar fundido”, ele reuniu material de todos os recantos da Terra, pondo-os em um forno ardente, porque era um descendente de Caim, um filho do fogo, o qual, por sua vez, era um filho de Lúcifer, o Espírito do fogo. Hiram se propunha a fazer uma liga de metais de claridade cristalina, capaz de refletir toda a sabedoria do mundo. Porém, segundo diz a história, houve entre os trabalhadores alguns traidores – espiões do Filhos de Seth – os quais, por meio de Adão e Eva, eram descendentes do Deus lunar Jeová, que tinha afinidade pela água e odiava o fogo. Esses traidores jogaram água na matriz no qual o mar fundido, a Pedra Filosofal, ia ser moldado. No momento do encontro do fogo com a água se produziu uma grande explosão. Hiram Abiff, o mestre de obras, sendo incapaz de harmonizar os elementos em luta, assistiu com indescritível aflição a erupção destruidora de sua obra mestra. Enquanto se achava observando a luta dos Espíritos da água e do fogo, Tubal Caim, seu antecessor, apareceu e o convidou a se atirar na massa fervente. Foi, então, levado ao centro da Terra, onde encontrou seu primeiro antecessor, Caim, que lhe deu uma palavra nova e um novo martelo que o tornariam capaz, uma vez que se tornasse proficiente no seu uso, de misturar os elementos antagônicos e extrair deles a Pedra Filosofal, a mais alta aquisição humana possível.

Há nessa história simbólica mais sabedoria do que a que podemos obter em livros que dizem respeito ao desenvolvimento da alma humana. Se o Estudante ler nas entrelinhas e meditar sobre as diversas expressões simbólicas, ganhará muito mais do que podemos dizer, uma vez que a verdadeira sabedoria é gerada interiormente e a missão dos livros é apenas dar um indício.

Desde aqueles dias distantes, os Anjos lunares se encarregaram, principalmente, do aquoso e úmido Corpo Vital, composto dos quatro Éteres e que se relaciona com a propagação e nutrição das espécies, enquanto os Espíritos de Lúcifer se encarregaram, especialmente, do seco e ígneo veículo de desejos. A função do Corpo Vital é a de construir e manter o Corpo Denso, enquanto que a do Corpo de Desejos envolve a destruição dos tecidos. Assim, há uma guerra constante entre os Corpos de Desejos e Vital, e é essa guerra no céu que produz a nossa consciência física na Terra. Durante inumeráveis vidas temos atuado em todos os tipos de climas e de lugares e, de cada vida, extraímos certa quantidade de experiência, reunida e armazenada como força vibratória nos Átomos-sementes de nossos diversos veículos. Por conseguinte, cada um de nós é um construtor, construindo o templo do Espírito imortal sem ruído de martelo; cada um de nós é um Hiram Abiff reunindo material para o desenvolvimento da alma e jogando-o no forno da experiência de nossa própria vida, para ali manipulá-lo mediante o fogo da paixão e do desejo. Devagar, mas seguramente bem feito, todo o material está sendo expurgado em cada existência purgatorial e a quintessência do crescimento da alma está sendo extraída através de muitas vidas. Dessa maneira, cada um de nós está se preparando para a Iniciação – nos preparando, quer o saibamos ou não, a aprender a amalgamar as paixões do fogo com as mais suaves e gentis emoções. O novo martelo, com o qual o mestre trabalhador dirige seus subordinados, é agora uma cruz de sofrimento e a nova palavra é o autocontrole.

PARTE II – OS EFEITOS DA COR DA EMOÇÃO NAS REUNIÕES DAS PESSOAS – O EFEITO ISOLANTE DA PREOCUPAÇÃO

Vejamos agora como o Corpo de Desejos se modifica sob a ação de variados sentimentos, desejos, paixões e emoções, para que possamos aprender a construir, sabiamente e bem, o templo místico que vamos habitar.

Ao estudarmos uma das ciências físicas, seja anatomia ou arquitetura, que tratam de coisas tangíveis, nossa tarefa é facilitada pelo fato de termos palavras com que descrever as coisas de que tratamos, mas ainda assim, o quadro mental que envolve o significado de uma palavra é diferente para cada indivíduo. Ao falar de uma “ponte”, alguém pode mentalizar uma ponte construída em ferro no valor de um milhão de dólares e outra pessoa pensará numa simples prancha atravessando um córrego. A dificuldade que sentimos em produzir impressões adequadas do que queremos dizer, aumenta logo que tentamos exprimir ideias referentes às forças intangíveis da natureza, tal como a eletricidade. Medimos a intensidade da corrente em volts, o volume em ampères e a resistência dos condutores em ohms, porém, na realidade, tais termos servem somente para encobrir a nossa ignorância sobre a matéria. Todos sabemos o que é um quilo de café, porém, os maiores cientistas do mundo não têm uma concepção mais acurada do que sejam os volts, ampères e ohms – sobre os quais tão sabiamente discorrem – do que a de um Estudante de uma escola que escuta esses termos pela primeira vez.

Não nos surpreendemos quando os assuntos suprafísicos são frequentemente descritos em termos vagos e desorientadores, pois não possuímos palavras, em qualquer linguagem física, para descrever claramente esses assuntos, e temos de confessar a nossa impotência e perplexidade por não encontrarmos termos adequados para expressar-nos a respeito deles. Se fosse possível projetar sobre uma tela cinematográfica, os quadros em cores do Corpo de Desejos e mostrar como esse incansável veículo muda de contorno e de cor conforme as emoções, nem assim seria compreensível para aquele que não é capaz de ver essas coisas por si mesmo. Isso porque os veículos de qualquer ser humano diferem dos demais na medida em que respondem a certas emoções. Aquilo que induz alguém a sentir um intenso amor, ódio, raiva, medo ou qualquer outra emoção, pode deixar um outro absolutamente insensível.

Inúmeras vezes, o autor observou as multidões para estabelecer comparações a este respeito, e encontrou sempre algo surpreendentemente novo e diferente do que havia observado antes. Certa ocasião, um demagogo se esforçava em incitar um sindicato de trabalhadores à greve; ele mesmo se achava vivamente exaltado e, ainda que a cor básica laranja escuro fosse perceptível naquele momento, estava quase obscurecida por uma cor escarlate de matiz mais brilhante e o contorno de seu Corpo de Desejos era quase como o de um porco-espinho com as pontas eriçadas. Existia um potente elemento de oposição naquela reunião e, à medida que falava, podia-se distinguir claramente as duas facções pelas cores de suas respectivas auras. Um grupo de homens mostrava o escarlate da raiva, porém, no outro grupo, esta cor estava mesclada com o cinza, a cor do medo. Era também digno de nota o fato de que, ainda que os homens da cor cinza estivessem em maioria, os outros eram ressaltados, porque cada medroso se acreditava sozinho ou pelo menos com poucos defensores e, por conseguinte, temia defender sua própria opinião. Se alguém que pudesse perceber esta condição estivesse presente, e tivesse se dirigido a cada um que manifestava em sua aura os sinais de dissensão, e assegurado que eles eram a maioria, o curso das coisas caminharia em direção oposta. Muitas vezes isso acontece nos assuntos humanos, já que, atualmente, a maioria das pessoas é incapaz de ver além da superfície do Corpo Denso e, desta maneira, perceber a verdadeira condição de pensamentos e de sentimentos dos demais.

Noutra ocasião, o autor foi a uma reunião de revivificação, onde milhares de espectadores estavam presentes para ouvir um orador de reputação nacional. No princípio da reunião era evidente, pelo estado das auras das pessoas, que a maior parte delas tinha vindo com o único propósito de passar alguns momentos agradáveis e ver algo divertido. Os pensamentos, sentimentos e emoções da vida comum de cada um eram plenamente visíveis, se bem que, em alguns, a cor azul escuro revelasse uma atitude de preocupação; era como se tivessem sofrido alguma desilusão na vida e estivessem muito apreensivos. Ao aparecer o orador, deu-se um curioso fenômeno: sabemos que os Corpos de Desejos estão usualmente num estado de movimento constante, porém, naquele momento, toda aquela vasta audiência reteve a respiração em atitude de expectativa, e as cores variadas dos Corpos de Desejos individuais cessaram, e uma cor básica, laranja, foi perfeitamente perceptível, por alguns momentos; logo depois, cada um voltou às suas atividades emocionais anteriores, enquanto o prelúdio estava sendo tocado. Em seguida, começou o cântico de hinos e esse fato revelou o valor e o efeito da música, pois todos se uniram, cantando as mesmas palavras e no mesmo tom, e pareciam ser envolvidos pelas mesmas vibrações rítmicas em seus Corpos de Desejos, tornando-os, momentaneamente, quase um ser único. Um bom número deles estava sentado em atitude céptica, se recusando a cantar e a se unir aos demais. À visão espiritual pareciam como homens de aço, vestindo uma armadura daquela cor, e, de cada um deles, sem exceção, desprendia-se uma vibração que expressava mais do que poderiam dizer por palavras: “Deixem-me em paz, vocês não me comoverão”. Algo interior os havia arrastado até ali, porém sentiam-se mortalmente amedrontados de entregar-se e, por conseguinte, toda a sua aura expressava a cor acinzentada do medo, que é uma armadura da alma contra interferências externas.

Terminado o primeiro canto, a unidade de cor e a vibração desapareceram quase imediatamente e cada um revestiu-se de sua atmosfera habitual de pensamentos e, se nada mais tivesse sido feito, cada pessoa teria voltado à sua vida interior habitual. Porém, o evangelista, ainda que incapaz de ver isso, por experiência sabia que seu auditório ainda não estava preparado, e, por conseguinte, uma sucessão de cânticos se elevaram com acompanhamento de palmas, bater tambores e gesticulações do líder, ajudado por um coral treinado. Isso reuniu outra vez as almas dispersas em um laço de harmonia; gradualmente, as pessoas foram dominadas pelo fervor religioso e se estabeleceu a unidade necessária para o trabalho seguinte. Pela música, pelas palmas do regente e pelo apelo dos cânticos, aquela vasta audiência se havia transformado em uma só. Os homens de aço, os céticos de tom cinzento, que se acreditavam demasiado sábios para serem enganados (quando, em realidade, sua emoção era realmente medo) eram agora uma parte insignificante naquela vasta congregação. Todos os outros estavam afinados, da mesma forma que as diversas cordas de um grande instrumento, e o evangelista que se erguia diante deles era um soberbo artista tocando com as emoções. Incitava-os do riso às lágrimas, do pesar à vergonha. Grandes ondas de cores correspondentes pareciam cobrir toda a assistência em um quadro magnífico e assombroso. Vieram, a seguir, as invocações de costume: “Levantai para receber Jesus”; a solicitação para os “que se lamentam”, etc., e cada um desses chamados extraía de toda a audiência uma resposta emocional determinada, mostrada plenamente nas cores dourada e azul. Seguiram-se mais cânticos, mais palmas e gesticulações que, momentaneamente, trouxeram a unidade e deram àquela assembleia uma experiência parecida com o sentimento de fraternidade universal e a realidade da Paternidade de Deus. As únicas pessoas sobre quem a música não surtiu efeito foram os indivíduos revestidos da armadura azul de aço do medo. Esta cor parece ser impenetrável a qualquer emoção e, ainda que o sentimento experimentado pela grande maioria fosse relativamente fugaz, as pessoas se beneficiaram com a revivificação, excetuando aqueles homens de aço.

Pelo que o autor pôde aprender, a sensação interna do medo de se render à emoção – o medo é saturnino em seus efeitos e irmão gêmeo da preocupação – parece exigir um choque, o qual afastará de seu ambiente aquela pessoa que o experimentar e o transportará para um novo lugar, em novas condições, antes que as antigas condições possam ser dominadas.

A preocupação é uma condição na qual as correntes de desejos não circulam em grandes linhas curvas em alguma parte do Corpo de Desejos, porque o veículo está cheio de redemoinhos – só redemoinhos, em casos extremos. A pessoa assim afetada não se esforça por atuar em coisa alguma; vê calamidades onde não existem e, em vez de gerar correntes que a levem à ação para evitar o que lhe produz medo, alimenta pensamentos inquietantes que produzem um redemoinho em seu Corpo de Desejos e, em consequência, ela nada faz. Essa condição de preocupação no Corpo de Desejos pode ser comparada à água que está próxima do congelamento sob uma temperatura baixa; o medo, que se expressa como ceticismo, cinismo e pessimismo, pode ser comparado a esta mesma água quando já congelada, porque o Corpo de Desejos dessas pessoas está quase sem movimento e nada do que se possa dizer ou fazer terá poder de alterar essa condição. Para usar uma expressão comum que traduz exatamente essa condição, diremos que estão “presos em uma concha” e essa concha saturnina deverá ser rompida antes que se possa chegar a esses indivíduos e ajudá-los em seu deplorável estado.

Essas emoções saturninas de medo e de preocupação são comumente causadas pela apreensão dos que sofrem dificuldades econômicas ou sociais. “Talvez tenha prejuízo nesse investimento que acabo de fazer, pois pode baixar a cotação ou até desvalorizar-se totalmente; posso perder meu emprego e me encontrar subitamente na miséria; tudo o que empreendo parece dar errado; meus vizinhos falam mal de mim e tratam de prejudicar minha posição social; meu marido (ou esposa) não se preocupa mais comigo; meus filhos se mostram displicentes comigo”; e uma centenas de outras sugestões parecidas se apresentam sempre à sua Mente. Ele deveria se lembrar que, cada vez que um desses pensamentos é gerado e introduzido em seu interior, estará ajudando a congelar as correntes de seu Corpo de Desejos e a construir ao seu redor, uma concha de aço de cor azul em que pessoa, que habitualmente alimenta o medo e a preocupação, se encontrará, algum dia, encerrada e isolada do amor, da simpatia e da ajuda de todos. Por conseguinte, devemos nos esforçar por ser alegres, ainda que em circunstâncias adversas, a menos que queiramos correr o risco de permanecer em tristes condições aqui e na vida futura.

“É muito fácil estar contente

Quando a vida flui como uma canção,

Mas o ser humano digno e valente

É aquele que sorri,

Quando tudo é provação”[17].

PARTE III – EFEITOS DA GUERRA SOBRE O CORPO DE DESEJOS – O CORPO VITAL AFETADO PELAS DETONAÇÕES DOS GRANDES CANHÕES

No início da Grande Guerra[18] as emoções na Europa foram se tornando horríveis, primeiro entre os chamados “vivos” e depois entre os que foram mortos – quando despertavam. Esse despertar levava muito tempo devido às detonações dos grandes canhões e, conforme a Guerra corria, mais tempo ainda. Toda a atmosfera dos países envolvidos fervia em correntes de ira e ódio, igual a uma nuvem vermelha-escura que pairasse sobre os seres humanos e sobre a região. Depois, apareceram faixas negras semelhantes a mortalhas, que parecem se gerar sempre em crises de desastres súbitos, quando a razão não trabalha e o desespero domina o coração. Isso, sem dúvida, ocorreu quando os povos envolvidos perceberam que aquela catástrofe era de tal magnitude, que eles não eram capazes de compreender o que estava acontecendo. Os Corpos de Desejos da maioria giravam em alta velocidade, em grandes ondas de pulsações rítmicas que falavam mais alto do que as palavras: “Matar, matar, matar”. Quando dois ou três indivíduos ou uma multidão se encontravam e começavam a discutir sobre a guerra, as pulsações rítmicas, indicando o firme propósito de agir e desafiar, cessavam e os pensamentos e sensações de excitação gerados pela discussão ou conversa tomavam a forma de projeções cônicas, que rapidamente cresciam a uma altura de quinze a vinte centímetros, então, estouravam e emitiam uma língua de fogo. Alguns indivíduos geravam grande número dessas estruturas vulcânicas de uma só vez, outros geravam uma ou duas ao mesmo tempo. Enquanto prosseguia a discussão e quando uma dessas bolhas estourava, aparecia outra em alguma parte do Corpo de Desejos, e as chamas que delas emergiam iam colorir de escarlate a nuvem sobre a região entorno. Quando uma multidão se desagregava ou os amigos se separavam, depois de uma discussão, o borbulhar e as erupções diminuíam e se tornavam menos frequentes, cessando, finalmente, para dar lugar de novo às grandes pulsações rítmicas acima mencionadas.

Essas condições são agora muito raras, se é que são vistas ainda; a ira explosiva para com o inimigo, conforme foi demonstrado, já é uma coisa do passado, pelo menos no que concerne à grande maioria. A cor alaranjada básica da aura dos povos ocidentais é novamente visível, e tanto os oficiais como os seres humanos parecem que se fixaram na guerra como se fosse um jogo; cada um anseia superar o outro e excedê-lo em astúcia. A guerra não é mais do que um canal para a sua habilidade; porém, alguns dos Irmãos Leigos da Ordem Rosacruz creem que a condição de ira voltará a aparecer em uma forma modificada, quando cessarem as hostilidades ativas e começarem as negociações de paz.

A esta forma de emoção podemos chamar de ira abstrata e difere amplamente do que se observa no caso de duas pessoas que se enraivecem entre si, na vida privada, quer comecem a brigar fisicamente ou não. Vistas do lado oculto da natureza, há hostilidades antes que os golpes sejam desferidos. Formas de desejos, em formatos de adagas pontudas, se projetam umas contra as outras como lanças, até que a fúria que as gerou se esgote. Nos casos de ira envolvendo o patriotismo não existem um inimigo pessoal e, por conseguinte, as formas de desejos são mais bruscas e explodem sem abandonar o indivíduo que as gerou.

Os “homens de aço”, tão comuns na vida privada, onde a preocupação por mil e uma coisas, que nunca ocorrem, cristalizam uma armadura ao seu redor, permitindo que o velho Saturno os aprisione, estavam e estão totalmente ausentes. No entanto, o autor crê na hipótese de que a tensão de seu meio-ambiente os forçou a se alistarem e o choque deve ter rompido a concha; então, a familiaridade com o perigo chegou a agradá-los. É certo que essas pessoas se beneficiaram grandemente com a guerra, pois nenhum estado é tão obstrutor para o desenvolvimento da alma do que o medo e a preocupação constante. É um fato igualmente notável que, embora os seres humanos arrastados pela guerra sofram pavorosas privações, a maior parte deles está cultivando um matiz azul celeste pálido que significa esperança, otimismo e um nascente sentimento religioso, dando um toque altruísta ao caráter. Isso vem indicar que aquele sentimento de fraternidade universal, que não reconhece distinção de credo, cor ou nação, está crescendo no coração humano.

No começo da guerra, os Corpos de Desejos dos combatentes giravam a uma espantosa velocidade, e se notava que, enquanto as pessoas que morriam por enfermidade, velhice ou acidentes comuns recobravam sua consciência em curto lapso de tempo, variando de poucos minutos a alguns dias, os mortos na guerra permaneciam na inconsciência por várias semanas e, ainda que pareça estranho, os que foram estraçalhados despertavam muito mais depressa do que os milhares que sofreram somente ferimentos insignificantes. Esse enigma não foi decifrado por muitos meses. Antes de estudarmos as causas que motivavam esse fenômeno, devemos nos recordar que nos primeiros tempos de guerra, quando as pessoas que morriam cheias de ira e despertavam nos Mundos invisíveis, queriam reiniciar suas pelejas com o inimigo, e até que o grande trabalho educativo iniciado pelos Irmãos Maiores e seus Auxiliares Invisíveis produzisse frutos, essas pessoas peregrinavam errantes pelo espaço com seus corpos mutilados e cheios de amargura, sentindo a falta dos seres queridos deixados para trás. Agora, tais acontecimentos são extremamente raros e prontamente solucionados, pois todos aprenderam que o pensamento criará um novo braço, membro ou rosto; o ódio patriótico desapareceu e os “inimigos” que sabem falar a língua do outro, frequentemente, se confraternizam, com proveito para ambos. A nuvem vermelha de ódio está desaparecendo, o véu negro do desespero acabou; não há explosões vulcânicas de paixão, nem nos vivos nem nos mortos, e, até onde o autor pôde ler os sinais dos tempos na aura das nações, existe um propósito determinado por fim a esse jogo. Mesmo nos lares despojados de vários membros, isso parece ser aceito. Existe uma saudade profunda pelos amigos que foram para o além, mas não há ódio pelos inimigos terrenos. Essa saudade é compartilhada pelos amigos invisíveis, e muitos estão atravessando o véu, pois a intensidade de sua saudade desperta no “morto” o poder de se manifestar, atraindo uma quantidade de Éter e gás que, frequentemente, é extraída do Corpo Vital de um amigo “sensitivo”, da mesma maneira que os Espíritos materializantes usam o Corpo Vital de um médium em transe. Deste modo, os olhos cegos pelas lágrimas são, muitas vezes, abertos por um coração saudoso, de maneira que os seres queridos, agora no Mundo espiritual, são vistos novamente face a face, coração a coração. Este é um método da natureza para cultivar o sexto sentido que, futuramente, capacitará todos a saber que o ser humano é um Espírito imortal e que a continuidade da vida é um fato na natureza.

Para compreender a lentidão com que os mortos durante a guerra recobravam a consciência no Mundo espiritual, devemos antes de tudo empreender um estudo mais apurado dos quatro Éteres, como descrito no “Conceito Rosacruz do Cosmos”.

Os átomos dos Éteres Químico e de Vida, reunidos em torno do núcleo do Átomo-semente[19], situado no Plexo Celíaco, têm a forma de prismas. Todos estão situados de tal maneira que, quando a energia solar penetra em nosso Corpo, através do baço, o raio refratado é vermelho. Essa é a cor do aspecto criador da Trindade, chamado Jeová, o Espírito Santo, que rege a Lua, o Astro da fecundação. Por conseguinte, o fluido vital que vem do Sol e que penetra no corpo humano por meio do baço, toma a cor rosa pálida, frequentemente notado pelos videntes, quando o fluído corre ao longo dos nervos, como a eletricidade corre pelos fios de um sistema elétrico. Assim carregados, os Éteres Químico e de Vida são as avenidas da assimilação, que preservam o indivíduo, e da fecundação, que perpetuam a raça.

Durante a vida, cada átomo vital prismático penetra em um átomo físico e o faz vibrar. Para se ter uma ideia dessa combinação, imaginemos um cesto de arame em forma de pera, cujas paredes de arame torcido em espiral correm obliquamente de polo a polo. Esse é o átomo físico; sua forma é aproximadamente a da nossa Terra; e o átomo vital prismático se introduz por cima, o qual é a parte mais larga e corresponde ao polo norte da Terra. Desta maneira, a ponta do prisma penetra no átomo físico pelo seu ponto mais estreito, que corresponde ao polo Sul de nossa Terra, e o todo se parece a um pião girando, balançando e vibrando. Desse modo, nosso Corpo adquire vida e é capaz de se movimentar (É conveniente notar que nossa Terra é, de modo semelhante, permeada por um corpo cósmico de Éter, e que aquelas manifestações a que chamamos Aurora Boreal e Aurora Austral são correntes etéricas circundando a Terra, do polo ao Equador, como fazem as correntes dos átomos físicos).

Os Éteres de Luz e Refletor são avenidas de consciência e de memória. São um pouco atenuados nos indivíduos comuns e ainda não tomaram uma forma definida; interpenetram o átomo como o ar interpenetra uma esponja, e formam uma ligeira atmosfera áurica no exterior de cada átomo.

Com a morte acontece uma separação; o Átomo-semente[20] se retira do ápice do coração ao longo do nervo saturnino pneumogástrico, através dos ventrículos, saindo pelo crânio (Gólgota). Todos átomos do Corpo Vital ficam libertos da cruz do Corpo Denso, pelo mesmo movimento em espiral que desprende cada átomo prismático de Éter do seu envoltório físico.

Esse processo se verifica com maior ou menor violência, conforme a causa da morte. Uma pessoa de idade, cuja vitalidade declinou lentamente, pode dormir e, ao despertar se achar do outro lado do véu sem a menor consciência de como ocorreu a mudança; uma pessoa devota e religiosa, que se preparou pela oração e meditação para ingressar no além, poderá se desligar facilmente; aqueles que morrem de frio encontram o que o autor acredita ser a mais fácil das mortes por acidente, seguindo-se à do afogado.

Porém, quando um indivíduo é jovem e saudável, especialmente se inclinado ao ateísmo e irreligiosidade, o átomo etérico prismático se acha tão estreitamente envolvido pelo átomo físico, que requer um puxão considerável para se separar do Corpo Vital. Quando a separação do Corpo Denso dos veículos superiores foi efetuada e o indivíduo morre, como dissemos, os Éteres de Luz e Refletor são separados dos átomos prismáticos. É essa matéria, como se descreve no “Conceito”, que molda as imagens da vida passada e as grava no Corpo de Desejos, o qual, então, começa a sentir tudo que havia de dor ou prazer na vida. A parte do Corpo Vital composta de átomos prismáticos dos Éteres Químico e de Vida retorna ao Corpo Denso, flutuando sobre a sepultura e se desintegrando sincronicamente com ele.

Agora chegamos ao âmago da nossa explanação. O Éter é matéria física e enquanto os que morreram por armas menores em combates de menor importância podem, algumas vezes, serem vistos perambulando, aturdidos, mas conscientes, as aterradoras detonações dos grandes canhões, tão extensamente usados, têm o efeito de transformar inteiramente os átomos etéricos prismáticos e destroçar (não esparramar) o invólucro áurico dos Éteres de Luz e Refletor, que são a base do sentido da percepção e da memória. Até que isto seja explicado dentro da sua relatividade original, o ser humano permanece aturdido, numa condição comatosa que perdura, muitas vezes, por semanas. Sob tais condições, essa matéria sutil etérica não pode ser utilizada para a formação das imagens da vida passada – em sua grande parte está congelada.

PARTE IV – A NATUREZA DOS ÁTOMOS ETÉRICOS – A NECESSIDADE DA ESTABILIDADE

Quando o Ego caminha para o renascimento através da Região do Pensamento Concreto, do Mundo do Desejo e da Região Etérica, toma certa quantidade de material de cada uma delas. A qualidade desse material é determinada pelo Átomo-semente, baseado no princípio de que o “semelhante atrai o semelhante”. A quantidade depende do volume da matéria necessária pelo arquétipo construído por nós mesmos no Segundo Céu. Os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica utilizando a quantidade de átomos etéricos prismáticos apropriados por um determinado Espírito, que, então, é colocada no útero da mãe e, gradualmente, envolvida de matéria física, formando o Corpo visível da criança recém-nascida.

Somente uma pequena porção de Éter apropriado para um determinado Ego é assim utilizada, e o restante do Corpo Vital da criança, ou melhor dizendo, o material com o qual este veículo será posteriormente feito, fica fora do Corpo Denso. Por esta razão, o Corpo Vital de uma criança sobressai da periferia do Corpo Denso muito mais do que o do adulto. Durante o período do crescimento, essa reserva de átomos etéricos é aplicada para vitalizar os acréscimos dentro do Corpo, até que, quando for atingida a idade adulta, o Corpo Vital sobressai somente 2,5 a 4 centímetros da periferia do Corpo Denso.

A ciência física confirmou que os átomos em nosso Corpo Denso estão mudando constantemente, de maneira que todo o material que compõe nosso veículo no presente desaparecerá dentro de poucos anos; contudo, é um fato conhecido que as cicatrizes e outras manchas de nascença se mantêm da infância à velhice. A razão disso é que os átomos etéricos prismáticos, que compõem nosso Corpo Vital, permanecem imutáveis do berço ao túmulo. Estão sempre na mesma posição relativa – isto é, os átomos etéricos prismáticos que fazem vibrar os átomos físicos nos dedos dos pés ou das mãos nunca chegam às mãos, às pernas ou a qualquer outra parte do Corpo, pois permanecem exatamente no mesmo lugar em que foram colocados a princípio. Uma lesão nos átomos físicos implica numa impressão idêntica nos átomos etéricos prismáticos. A nova matéria física, modelada sobre eles, continua a tomar forma e textura semelhantes à que possuíam originalmente.

As observações precedentes se aplicam somente aos átomos etéricos prismáticos, que correspondem aos sólidos e aos líquidos no Mundo Físico, pelo fato de adotarem uma certa forma definida que eles preservam. Além disso, cada ser humano nesse estado de evolução possui também determinada quantidade de Éteres de Luz e Refletor, que são os veículos dos sentidos da percepção e da memória, mesclados em seu Corpo Vital. Podemos dizer que o Éter de Luz corresponde aos gases de nosso Mundo Físico; talvez a melhor descrição que podemos fazer do Éter Refletor é lhe dar o nome de hiper-etérico. É uma substância vazia, de cor azulada, semelhante em aparência ao núcleo azul de uma chama de gás. Parece transparente, como se revelasse tudo o que contém dentro dele, entretanto, esconde todos os segredos da natureza e da humanidade. Nele está contido um registro da Memória da Natureza. Os Éteres de Luz e Refletor são de natureza exatamente opostas aos estacionários átomos etéricos prismáticos. São voláteis e migratórios. Uma pessoa pode possuir pouco ou muito desse material, no entanto, ele constituirá sempre um fator de crescimento, como resultado de suas experiências na vida. Dentro do Corpo se mistura com a corrente sanguínea e, à medida que cresce por meio do serviço e do sacrifício da pessoa na escola da vida, e já não pode quase ser contido no Corpo, é visto do lado de fora como um Corpo-Alma azul e dourado. O azul revela o tipo mais elevado de espiritualidade e, por conseguinte, é o menor em volume e pode ser comparado ao núcleo azul de uma chama de gás, enquanto que a matiz dourada forma a maior parte e corresponde à luz amarela que circunda o núcleo da chama de gás. A cor azul não aparece no exterior do Corpo Denso, salvo nos casos dos maiores santos – somente o amarelo é geralmente observado nele. Com a morte essa parte do Corpo Vital é gravada no Corpo de Desejos com o panorama da vida que ela contém. A quintessência de toda a nossa experiência de vida se imprime, então, no Átomo-semente como consciência ou virtude, que nos levará a evitar o mal e a fazer o bem na próxima vida terrestre. É assim que se altera a qualidade do Átomo-semente de uma vida a outra. A quintessência do bem, extraída da parte migratória do Corpo Vital numa vida, determina a qualidade dos átomos etéricos prismáticos estacionários na próxima vida terrestre. O mais elevado em uma vida será o mais baixo na seguinte e, assim, gradualmente, nós nos elevamos pela escada da evolução até a divindade.

Do que foi dito, se torna evidente que o Corpo Vital é um veículo de hábitos; todos os pais deveriam saber que durante os sete primeiros anos da infância, quando esse veículo está sendo gestado, é que as crianças adquirem um hábito atrás do outro. A repetição é a nota-chave do Corpo Vital, assim como os hábitos dependem dessa repetição. Isto é diferente em relação ao Corpo de Desejos, pois ele é o veículo dos sentimentos e das emoções que estão variando constantemente; mesmo que se diga que o Éter que forma nosso Corpo-Alma está em constante movimento e se mistura com a corrente sanguínea, esse movimento é relativamente lento comparado com a rapidez das correntes do Corpo de Desejos; podemos até afirmar que o Éter se move como um caracol, comparado com a luz.

O que dissemos anteriormente pode ser assim resumido:

  • A matéria de desejos se move com rapidez inconcebível, comparável somente com a luz.
  • Os dois Éteres superiores viajam também com grande velocidade, embora mais lentamente do que a matéria de desejos.
  • Os átomos etéricos prismáticos que entram na composição dos Éteres inferiores são estacionários, mas possuem um alto grau de movimento vibratório.
  • Os átomos densos permanecem tão estacionários como o cristal na rocha.

Não importa o que as pessoas falem de nós ou para nós; suas palavras carecem de poder intrínseco para ferir – é nossa própria atitude mental com relação ao que elas disseram que determina o efeito de suas palavras sobre nós, para o bem ou para o mal. São Paulo, ao se defrontar com a perseguição e calúnia, afirmou que “nenhuma destas coisas me comove”. Todos que esperam avançar espiritualmente, devem cultivar um estado de equilíbrio, pois, sem ele, o Corpo de Desejos correrá desenfreado ou se congelará, conforme a natureza das emoções geradas pelas relações com os demais, seja preocupação, raiva ou medo. Sabemos que o Corpo Denso é o nosso veículo de ação, que o Corpo Vital dá a ele o poder para agir, que o Corpo de Desejos fornece o incentivo para a ação e que a Mente foi dada como um freio para os impulsos. Aprendemos no Livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos” que os pensamentos-forma, dentro e fora do nosso Corpo, estão sendo projetados continuamente sobre o Corpo de Desejos, em um esforço para despertar o sentimento que conduzirá à ação, e que a razão deve reger a natureza inferior, deixando que o Ego superior alcance a expressão de suas tendências divinas. Sabemos igualmente que um pensamento habitual tem o poder de modelar inclusive a matéria física, pois a natureza do sensualista é tão facilmente perceptível em seus aspectos vulgares e grosseiros, como são delicados e finos os de uma Mente espiritualizada. O poder do pensamento é ainda maior em sua potência para modelar as vestimentas mais sutis. Acabamos de ver como os pensamentos de medo e preocupação congelam o Corpo de Desejos da pessoa que seja indulgente com esse hábito, e é igualmente certo que cultivando um estado mental otimista, sob qualquer circunstância, podemos sintonizar nossos Corpos de Desejos a qualquer posição que quisermos. Depois de um tempo isto se tornará um hábito. Admitimos que é difícil sujeitar o Corpo de Desejos sob uma linha definida, porém, pode ser conseguido e essa tentativa deve ser feita por todos os que aspirem o avanço espiritual.

Quanto ao efeito dessa polarização, sob o ponto de vista oculto, podemos aprender muito sobre certos costumes das chamadas sociedades secretas. Como sabemos, tais organizações colocam sempre à porta um guardião com instruções para proibir a entrada daquele que não saiba a palavra-passe e os sinais, e isto surte muito bom efeito até com as pessoas que funcionam unicamente em seus Corpos físicos. No entanto, os chamados segredos dessas organizações não são, em hipótese alguma, segredos para aqueles que são capazes de entrar nesses lugares de reunião em seus Corpos Vitais. De forma muito diversa ocorre numa verdadeira ordem esotérica como, por exemplo, a dos Rosacruzes. Nenhum guardião impede a entrada ao Templo quando é celebrada a Missa Mística da Meia-noite, todas as noites da semana. A porta está escancarada para todos aqueles que aprenderam a pronunciar o “abre-te-sésamo”. Porém, esta não é uma senha falada; o Iniciado que deseja comparecer deve saber como sintonizar seu Corpo-Alma ao grau de vibração particular mantido naquela noite. No entanto, essa vibração difere todas as noites da semana, de maneira que aqueles que aprenderam a se harmonizar com a vibração mantida aos sábados à noite, quando se reúne o primeiro grau, tem sua entrada efetivamente barrada ao Templo quando se reúnem aqueles que executam seu trabalho aos domingos, na segunda-feira, na terça-feira etc., como qualquer outra pessoa comum.

A lei cósmica, sob a qual atua o que foi dito, tem também sua aplicação para o controle e efeito de nossos pensamentos, sentimentos e emoções. Bem disse São Paulo quando manifestou que nós somos o templo do Deus vivo (nosso “Eu Superior”). Também criamos uma aura sutil em torno de nós sob a salvaguarda das Divinas Hierarquias que regem os sete Astros: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno e Júpiter. O Universo, ou o grande mundo, é chamado misticamente a lira de sete cordas de Apolo. Nosso organismo individual, ou microcosmo, é uma réplica ou imagem de Deus, e devemos despertar em nós um eco dessa música das esferas. Muitos de nós aprendemos a responder bastante às vibrações saturninas de pesar, tristeza, medo e preocupação que congelam nossos Corpos de Desejos e seria um benefício duradouro se tratássemos de cultivar as vibrações espirituais do Sol, enchendo nossas vidas de otimismo e de luz solar que dissipariam a tristeza e o desalento saturninos, impedindo que tais pensamentos penetrassem em nossa aura no futuro.

A primeira necessidade para o adiantamento é o estado de equilíbrio. Todos os que aspiram devem adotar o lema de São Paulo: “Nenhuma dessas coisas me comove”.

PARTE V – OS EFEITOS DO REMORSO OS PERIGOS DO EXCESSO DE BANHOS

Como existem muitos Estudantes Rosacruzes que praticam os exercícios aconselhados pelos Irmãos Maiores para o desenvolvimento progressivo da alma, mas que ainda não se sentiram inclinados a penetrar no Caminho, nos parece conveniente considerar o efeito oculto das emoções geradas por esses exercícios.

No exercício de Retrospecção quando o Aspirante à vida superior revê os acontecimentos do dia em ordem inversa e chega a um incidente no qual injuriou alguém, deixou de ajudar outro ou não se comportou como crê ser o ideal de conduta, ele aprende a cultivar um intenso remorso pelo que fez de mal, com o objetivo de erradicar esse registro do Átomo-semente do coração, onde ficou impresso aquele ato e onde permanecerá até ser apagado pelo sofrimento no Purgatório, a menos que, previamente, tenha sido eliminado por outros meios, sendo um desses meios esse exercício de Retrospecção.

No Purgatório, o processo de purificação é efetuado pela força centrífuga da repulsão que arrasta e destroça a matéria de desejos, na qual o quadro é formado por cima de sua matriz de Éter, fora do Corpo de Desejos. Nessa ocasião, a alma sofre como fez sofrer os outros, por causa da condição própria das regiões inferiores do Mundo do Desejo, onde está localizado o Purgatório. Alguns videntes, incapazes de contatar as regiões superiores, falam do Mundo do Desejo como ilusório, e estão certos no tocante às regiões inferiores, porque ali todas as coisas aparecem invertidas como nós as vemos em um espelho. Essa particularidade não foi feita sem propósito – nada no Reino de Deus o é; todas as coisas servem a um fim sábio. Essa inversão coloca a alma daquele que errou na posição de sua vítima, de maneira que, quando se desenrola na tela uma cena da sua vida passada, em que fez mal a alguém, a alma não permanece apenas como simples espectadora contemplando a cena representada, mas se torna, naquele momento, a vítima do erro, sentindo a dor do injuriado, já que a força centrífuga de repulsão exercida para destruir o quadro do Corpo de Desejos do pecador, deve, ao menos, igualar ao ódio e à raiva da vítima que imprimiu a cena sobre o Átomo-semente no momento da ocorrência.

Durante a Retrospecção, o Aspirante se esforça por reproduzir essas condições; experimenta visualizar as cenas em que fez algo de errado, e o remorso que procura sentir deve, pelo menos, se igualar ao ressentimento sofrido por aquele que prejudicou. Produz-se, então, o mesmo efeito do apagar o registro da ofensa, como o faz a força centrífuga de repulsão que efetua a erradicação do mal no Purgatório, com o propósito de extrair dali a qualidade de alma que conhecemos com o nome de Consciência, e que age como um dissuasivo na hora da tentação. Assim usada, a emoção do remorso limpa profundamente e purifica o Corpo de Desejos das ervas daninhas e do joio, deixando livre o terreno e favorecendo o desenvolvimento de todas as virtudes que florescem no avanço espiritual e oferecem as maiores oportunidades para o serviço na vinha do Senhor.

Contudo, assim como a força latente da pólvora e substâncias explosivas similares podem ser utilizadas para impulsionar os maiores objetivos da civilização ou para levar a efeito os piores atos de barbarismo, também a emoção do remorso pode ser utilizada de tal maneira que passa a ser um obstáculo e um prejuízo para a alma, em vez de constituir um auxílio. Quando nos entregamos ao remorso diariamente e de hora em hora, estamos desperdiçando um poder imenso que pode ser utilizado para os mais nobres objetivos da vida, já que uma constante mania de se lastimar afeta o Corpo de Desejos, em uma maneira similar à que causam os banhos excessivos no Corpo Denso, como já descrevemos em “Vício de Excessiva Limpeza”, um artigo publicado em nossa revista “Rays from the Rose Cross”. Afirmou-se nesse artigo que a água tem grande afinidade com o Éter, absorvendo-o avidamente como se demonstrou em vários exemplos; afirmou-se também que ao tomar um banho em condições normais, expulsamos boa quantidade de Éteres venenosos e miasmáticos de nosso Corpo Vital, desde que permaneçamos na água por pouco tempo. Depois de um banho, o Corpo Vital enfraquece ligeiramente e, por conseguinte, sentimos uma sensação de fraqueza, mas, se gozamos de boa saúde e não permanecemos demasiado tempo na água, aquela deficiência se modifica imediatamente em uma corrente de força que flui para o nosso Corpo por meio do baço. Quando esse influxo de Éter fresco tiver substituído a substância prejudicial levada pela água, sentimos novo vigor que atribuímos ao banho, sem nos darmos conta dos fatos como são detalhados aqui.

Entretanto, quando uma pessoa que não goze de perfeita saúde e adquire o hábito de se banhar todos os dias, inclusive duas ou três vezes por dia, extrai de seu Corpo Vital um excesso de Éter. A provisão que entra pelo baço diminui igualmente pela falta de tonificação do Átomo-semente colocado no plexo solar e pelo enfraquecimento do Corpo Vital. Dessa maneira, é impossível a tal pessoa se recuperar entre tão repetidas abluções e, em consequência, a saúde do Corpo Denso sofre; perde continuamente as forças e se predispõe a ser um inválido.

“Como é em cima assim é em baixo, e como é em baixo assim é em cima”, diz o aforismo hermético, explicando a grande lei da analogia que é a chave mestra de todos os mistérios. Ao utilizar a força centrífuga do remorso, durante o exercício noturno de Retrospecção, para erradicar de nossos corações as faltas cometidas, o efeito é semelhante à ação da água que remove o venenoso Éter miasmático de nossos Corpos Vitais durante o banho, deixando lugar para um influxo de Éter puro e saudável. Depois de queimarmos os erros cometidos no sacrifício do fogo do remorso, a substância tóxica assim extirpada deixa lugar para um influxo de matéria de desejos, que moralmente é mais saudável, e deixa terreno mais propício para praticarmos as ações nobres. Quanto mais exaustivamente nos purguemos pelo remorso, tanto maior será o vazio produzido e melhor será o grau de material novo que atrairemos para os nossos veículos mais sutis.

Contudo, por outro lado, se nos entregarmos ao remorso e aos pesares durante as horas de vigília, como fazem alguns, excederemos o nosso Purgatório e, ainda que esse tempo seja dedicado à extirpação do mal, a consciência de cada quadro volta, e este já foi extirpado pela força de repulsão. Aqui, devido a conexão entre os Corpos de Desejos e Vital, podemos reviver o quadro mentalmente tantas vezes quanto o desejarmos e, enquanto o Corpo de Desejos se dissolve gradualmente no Purgatório pela expurgação do panorama da vida, uma porção determinada é acrescida durante a existência no Mundo Físico para substituir a que se expulsou por meio do remorso. Quando nos entregamos ao remorso e ao pesar excessivos, se produz o mesmo efeito sobre o Corpo de Desejos que o banho excessivo sobre o Corpo Vital. Ambos os veículos ficam destituídos de força devido a excessiva limpeza profunda e, por esta razão, é tão perigoso para a saúde moral e espiritual se entregar, indiscriminadamente, aos sentimentos de pesar e remorso, como é fatal ao bem-estar físico o se banhar demasiado. O discernimento deve imperar em ambos os casos. 

Quando nós praticamos o exercício de Retrospecção, devemos nos entregar ao sentimento de pesar e remorso com toda a nossa alma; devemos procurar verter lágrimas de fogo que queimem até o mais íntimo de nosso ser; devemos fazer o processo purificador da maneira mais profunda e completa possível, com o objetivo de poder crescer em graça até ao máximo possível. Porém, uma vez terminado o exercício, devemos fazer o mesmo que se faz no Purgatório – considerar os incidentes do dia liquidados e esquecê-los completamente, salvo em casos que necessitem restituição, desculpas ou atos subsequentes que a consciência nos aponte. Resgatada assim a dívida, nossa atitude deve ser de um inquebrantável otimismo. “Ainda que vossos pecados sejam escarlates, tornar-se-ão tão brancos como a neve[21]. “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?[22]. Por aquela atitude morremos diariamente para a vida passada, para renascer a cada dia para caminhar em uma nova vida espiritual, já que nossos Corpos de Desejos são assim renovados e preparados para servir a um fim mais elevado na vida, do que o do dia anterior.

E porquanto nós discutimos sobre o pesar e o remorso aplicados ao problema do crescimento da alma, com seu efeito sobre os nossos Corpos sutis, podemos, vantajosamente, também mencionar o efeito do pesar voltado para outras direções. Há pessoas que vivem com o pesar como um companheiro agradável, levam-no para a cama a noite e despertam com ele pela manhã; levam-no ao trabalho, às compras ou à igreja; sentam-se com ele à mesa e tratam-no com cuidado como se fosse a coisa mais preciosa que possuíssem, e deixariam até de viver, mas não de manifestar seu pesar por essa, aquela ou outra coisa.

Como um vampiro que suga o Éter do Corpo Vital de sua vítima e se alimenta dele, os pensamentos perpétuos de pesar e de remorso, concernentes a determinados fatos, se tornam um elemental de desejo que age como um vampiro e extrai a vida da pobre alma a quem deu forma, e, em virtude da atração do semelhante pelo semelhante, alimenta a continuidade desse mórbido hábito de pesar.

Não será com nossos remorsos que ajudaremos os seres queridos que partiram dessa vida e, embora pensemos que os ajudamos com nossa fidelidade, na verdade, estamos prejudicando-os. Eles abandonaram a esfera atual de experiência e seguem adiante para outros reinos, onde existem outras lições a aprender, e nós os detemos em seu caminho com nossos pensamentos, porque eles nos sentem mais profundamente depois que passaram para o além, e nós temos que considerar um dever lhes dirigir pensamentos de carinho e amor, em lugar do pesar egoísta que os prejudica tanto quanto a nós. O pesar é destrutivo para o desenvolvimento espiritual, porque, enquanto o assim criado pensamento elemental permanece agarrado a nós como um vampiro, não podemos nos elevar pelo escarpado caminho.

Repugnantes como o abutre, que se alimenta de restos decompostos e hediondos dos mortos, são os vãos remorsos que vivem na mórbida contemplação do passado e de seus erros. É nosso dever expulsá-los de nosso ambiente mental como expulsaríamos de nosso lar o primeiro abutre que nele tentasse penetrar.

Ao invés disso, cultivemos sempre e em tudo, uma atitude de otimismo, pois todas as coisas trabalham juntas para o bem – Deus está no leme e nada pode sair realmente errado, e tudo sairá certo, dentro do tempo de Deus.

A ORAÇÃO: UMA INVOCAÇÃO MÁGICA

PARTE I – A NATUREZA DA ORAÇÃO E A PREPARAÇÃO PARA A ORAR

O assunto Oração deve merecer uma profunda atenção e estudo por todos aqueles que aspiram à espiritualidade, e confiamos que as explicações que se seguem possam ajudar nossos estudantes em seus esforços neste sentido.

Há uma só força no Universo, nomeada o Poder de Deus, que Ele enviou através do espaço em forma de uma Palavra; não uma simples palavra, mas o fiat criador, cuja vibração sonora amalgamou milhões de átomos caóticos em uma infinidade de figuras e de formas, desde a estrela do mar à estrela do firmamento, do micróbio ao ser humano, tudo o que constitui e habita o Universo. À medida que as sílabas e os sons dessa Palavra Criadora foram sendo emitidos, uns após outros no transcurso dos tempos, espécies foram sendo criadas e as mais antigas desenvolvidas, tudo de acordo com o pensamento e o plano concebido pela Mente Divina, antes que a força dinâmica da energia criadora fosse enviada para fora, para o abismo do espaço.

Isso, então, é a única fonte de poder na qual real, verdadeira e literalmente vivemos, nos movemos e temos o nosso ser, tão certo como os peixes vivem na água. Não podemos escapar ou nos afastar de Deus, do mesmo modo que o peixe não pode viver e nadar na terra seca. Não era um mero sentimento poético quando o salmista disse: “Para onde ir, longe do teu sopro? Para onde fugir, longe da tua presença? Se subo aos céus, tu lá estás; se me deito no túmulo, aí te encontro. Se tomo as asas da alvorada para habitar nos limites do mar, mesmo lá é tua mão que me conduz, e tua mão direita me sustenta.”[23].

Deus é Luz, e nem mesmo o mais potente telescópio moderno, que pode alcançar milhões de quilômetros no espaço, conseguiu descobrir os limites da luz. Contudo, nós sabemos que, se não tivéssemos olhos para perceber a luz e ouvidos que registrassem as vibrações do som, caminharíamos pela Terra em eterna escuridão e silêncio; similarmente, para perceber a Luz Divina, que sozinha pode iluminar nossa escuridão espiritual, e para ouvir a voz do silêncio, que é a única voz que poderá nos guiar, devemos cultivar nossa visão e audição espirituais; e a oração, a verdadeira oração científica, é um dos métodos mais poderosos e eficazes para encontrar graça diante de nosso Pai, e receber a imersão na luz espiritual, que transforma alquimicamente o pecador em santo e o envolve com o Dourado Manto Nupcial de Luz, o luminoso Corpo-Alma.

Preparação para a Oração – Ora et Labora

Devemos estar cientes de que a oração por si só não pode efetuar essa transformação. A menos que nossa vida inteira, tanto despertos como em sono, seja uma oração para a iluminação e santificação, nossas preces jamais penetrarão na Divina Presença, e nem trarão até nós um batismo do Seu Poder. “Ora et labora” – ora e trabalha – é um preceito oculto a que todos os aspirantes devem obedecer ou terão sucesso muito pequeno. Nesse sentido, uma antiga lenda de São Francisco de Assis confirmará o que dissemos. Ela demonstra a luz derramada sobre alguém cuja vida foi inteiramente consagrada ao serviço de Deus.

Um dia, São Francisco se aproximou de um jovem monge no mosteiro, com o convite: “Vem, irmão, vamos à cidade e a pregar ao povo”. O jovem monge aceitou o convite com entusiasmo, radiante com a perspectiva de um passeio com o santo padre, pois sabia que fonte de elevação espiritual isto seria. Caminharam para a vila, subindo e descendo por várias ruas e praças, absorvidos o tempo todo em uma interessante conversa espiritual, e finalmente regressaram ao mosteiro. Só então o jovem monge percebeu que haviam estado tão profundamente absorvidos na conversa que esqueceram por completo o objetivo de sua ida à vila. Delicadamente lembrou a omissão a São Francisco, ao que esse respondeu:  “Filho, enquanto estávamos caminhando pelas ruas da vila, as pessoas nos observavam, ouvindo trechos da nossa conversa e constatando que falávamos do Amor de Deus e de Seu Filho querido, nosso Salvador; eles notaram nossas carinhosas saudações e as palavras de ânimo e de consolo aos aflitos que encontrávamos, e até o nosso traje lhes falava a linguagem e o chamado à religião; assim, estivemos pregando durante todo o tempo de nossa presença entre eles, de um modo mais efetivo do que se lhes tivéssemos discursado horas e horas em praça pública”. São Francisco não tinha outro pensamento senão Deus e fazer o bem em Seu nome, portanto, estava em grande harmonia com a vibração divina, e não nos devemos surpreender que quando ele fazia suas orações regulares se tornava um poderoso ímã para a Vida e Luz divinas, que se difundiam por todo o seu ser.

Nós que estamos empenhados no trabalho secular do mundo e forçados a fazer coisas que nos parecem mesquinhas, muitas vezes sentimos que estamos afastados e impedidos de sentir a Luz Divina; porém, se “fizermos todas as coisas como se fossem para o Senhor” e “formos fiéis nas coisas pequenas” veremos que, com o tempo, se apresentarão oportunidades como jamais havíamos sonhado. Assim como a agulha magnética, momentaneamente afastada do Norte por uma pressão externa, volta instantaneamente e ansiosamente à sua posição natural quando se liberta da pressão, também nós devemos cultivar tal anseio por nosso Pai, que fará com que nossos pensamentos se voltem imediatamente para Ele ao terminarmos nosso trabalho diário no mundo e ficarmos livres para agir segundo nossa própria inclinação. Devemos cultivar um sentimento similar ao que anima os jovens enamorados quando, depois de uma ausência, voltam a se encontrar e correm para se abraçarem em um êxtase de felicidade. Essa é uma preparação absolutamente essencial para a oração e, se voarmos em direção ao nosso Pai da maneira indicada, a Luz de Sua presença e a doçura de Sua voz nos ensinarão e nos animarão muito além de nossas mais ardentes esperanças.

O próximo ponto que requer consideração se refere ao lugar da oração, e isso é de vital importância por uma razão geralmente desconhecida, até mesmo pelos estudantes de ocultismo. Toda oração, quer falada ou não, todo canto de louvor e toda leitura das passagens da Sagrada Escritura que ensinam ou exortam, se são feitas por um leitor cuidadosamente preparado, que ama e vive o que lê, derrama e difunde a graça do Espírito tanto sobre aquele que ora, quanto sobre o lugar da oração. Desse modo, com o tempo, se constrói uma igreja invisível em torno da estrutura física, a qual, no caso de uma congregação de devotos se torna tão bela que transcende toda imaginação e dispensa descrição. O personagem Manson no livro “Servente da Casa”[24] nos dá um sutil vislumbre do que é isso, quando ele diz ao velho Bispo:

“Eu receio que você não considere esse templo de grande importância. Ele deve ser visto de certo modo e sob determinadas condições. Algumas pessoas nunca o veem na sua totalidade. Você deve compreender que ele não é um monte de pedras mortas e vigas insignificantes, mas é uma Coisa Vivente. Quando você entra nele, ouve um som, um som como o de um vigoroso poema cantado. Escute-o bem, e você aprenderá que esse som é feito pelo palpitar de corações humanos, de música não nominadas das almas dos seres humanos, isto é, se você tem ouvidos para ouvir. Se você tem olhos, logo verá o próprio templo, um enorme mistério de muitas formas e imagens, projetando-se verticalmente do solo à cúpula, a obra de um extraordinário construtor. Suas colunas se levantam como vigorosos troncos de heróis; a delicada matéria humana de homens e mulheres é modelada em torno de seus fortes e inexpugnáveis baluartes. Em cada pedra fundamental, rostos sorridentes de crianças; seus espantosos vãos e arcos são as mãos unidas dos companheiros e; em cima, nas alturas e espaços, acham-se inscritas as inumeráveis meditações de todos os idealistas do mundo. Ele se acha ainda em construção e a construção continua. Às vezes, a obra segue sob escuridão profunda – outras vezes, sob luz ofuscante – ora, sob o peso de indizível angústia, ora, com a música de sonoras risadas e aclamações heroicas como o ribombar do trovão. Às vezes, no silêncio da noite, se pode ouvir o suave martelar dos companheiros trabalhando na cúpula, os companheiros que chegaram no alto”.

Contudo, esse edifício invisível não é um lugar meramente fascinante como um castelo de fadas no sonho de um poeta; é, como disse Manson, uma coisa vivente, vibrante com a força divina de imensa ajuda para os fiéis, porque os auxilia no ajuste das caóticas vibrações do mundo que permeiam sua aura quando eles entram em uma verdadeira “Casa de Deus”, em atitude apropriada de oração. Desse modo, são ajudados a se elevarem em aspiração ao trono da graça divina, para oferecer ali seu louvor e adoração, solicitando do Pai uma nova efusão espiritual e recebendo a amorosa resposta: “Este é meu Filho amado em quem Me comprazo”[25].

Tal lugar de adoração é essencial ao crescimento espiritual pela oração científica, e aqueles que são tão afortunados para ter acesso a tal templo deveriam sempre ocupar o mesmo lugar nele, porque este fica impregnado com suas vibrações individuais e eles se adaptam àquele ambiente mais facilmente do que em qualquer outra parte e, consequentemente, lograrão melhores resultados.

No entanto, tais lugares são raros, porque para a oração científica é necessário um verdadeiro santuário. Não deve haver nele, nem em suas proximidades, qualquer rumor ou conversa profana, porque esses fatos alteram as vibrações; as vozes devem ser contidas e as atitudes reverentes; cada um deve ter em mente que está em um lugar sagrado e agir de acordo com ele. Por esta razão, nenhum lugar aberto ao público será apropriado.

Além disso, o poder da oração aumenta imensamente com cada nova pessoa que ali ora. O crescimento pode ser comparado a uma progressão geométrica, se os que ali oram estiverem devidamente harmonizados e habituados à oração coletiva; acontecendo exatamente o contrário se não o estiverem.

Talvez o seguinte exemplo esclareça esse princípio. Suponhamos que um certo número de músicos que jamais tenham tocado com juntos e que não possuam ainda domínio suficiente do seu instrumento fossem solicitados para tocar em um concerto; não é necessária uma imaginação perspicaz para compreender que seu primeiro esforço seria marcado por muita desarmonia, e o mesmo aconteceria se um amador se dispusesse a tocar com eles, ou mesmo com uma orquestra já formada, não importando quão sério e intenso fosse seu desejo, ele, inevitavelmente, estragaria a música. Idênticas condições científicas governam a prece coletiva; para que seja eficaz, os participantes devem estar igualmente preparados, como já explicamos no capítulo anterior; devem ter as mesmas influências harmoniosas em seus horóscopos. Quando um aspecto adverso em um tema astrológico se encontra no Ascendente do outro, estes dois seres não poderão tirar nenhum proveito da oração em comum; eles devem dominar seus Astros e viver em paz, se são almas evoluídas, mas carecem da harmonia básica, que é absolutamente essencial para a oração coletiva. Só a Iniciação remove esse obstáculo.

PARTE II – AS ASAS E O PODER – A INVOCAÇÃO – O CLÍMAX

Ficou claro na primeira parte eu há determinadas razões ocultas que não aconselham a oração coletiva, exceto em circunstâncias especiais.

O conhecimento dessas dificuldades foi que levou Cristo a advertir seus Discípulos para que não fizessem suas preces diante de outras pessoas e os aconselhou que, quando necessitassem ou quisessem orar, se recolhessem a seus aposentos. Não podemos ter, individualmente, um edifício bonito e grande para as nossas devoções, nem o necessitamos; com muita frequência, a pompa e a exibição fazem com que afastemos os nossos corações de Deus. Porém, a maioria de nós pode, perfeitamente, dedicar uma pequena parte de nosso aposento para a devoção, o separando com uma cortina ou com um biombo do resto da habitação, ou ainda podemos transformar um cômodo em um santuário completo. Não importa o tipo das paredes que o separem; é a separação e a invisível Casa de Deus que construímos com nossas orações, e a graça divina que recebemos como resposta de nosso Pai que são importantes. Pode-se colocar na parede uma imagem de Cristo e o símbolo da Rosacruz, se o desejarmos, porém isso não é o essencial. O Olho que Tudo Vê é o preferido por alguns ocultistas avançados que conhecemos, como um símbolo do Pai. Porém, recordemos as palavras de Cristo: “O Pai e Eu somos um”, e mesmo não tendo uma imagem autêntica de Cristo, podemos utilizar a que tivermos, já que sabemos que os nossos pensamentos não se perderão por falta de autenticidade. Cristo é o Senhor dessa era; mais tarde, naturalmente, o Pai tomará este lugar, mas agora Cristo é o mediador dos povos.

Cremos ser desnecessário dizer que não importam as dimensões do lugar de oração, pois qualquer cômodo ou habitação do aspirante fiel acha-se compenetrado por uma atmosfera de santidade, pois todos os pensamentos que ele gerou legitimamente, depois de haver cumprido religiosamente suas obrigações com o mundo, provêm do Pai Celestial, assim que o lugar reservado ao santuário logo se encherá de supremas vibrações espirituais; entretanto, qualquer aspirante que pretenda seguir o método científico de oração deve procurar, antes de tudo, um lugar permanente de residência, porque, se se mudar de um lugar para outro, sofrerá uma perda importante e terá que voltar a formar as mesmas vibrações. O templo invisível que ele constrói se desintegra gradualmente quando a adoração cessa.

As Asas e o Poder

É uma máxima mística que “todo o desenvolvimento espiritual começa no Corpo Vital”. Esse é o mais próximo em densidade ao nosso Corpo Denso, sua nota-chave é a repetição, e é o veículo dos hábitos, sendo assim difícil de modificá-lo ou influenciá-lo, mas, uma vez que alguma mudança se tenha operado e um hábito tenha sido adquirido pela repetição, sua atuação se torna, até certo ponto, automática. Essa característica é boa e má com respeito a oração, porque a impressão registrada nos Éteres desse veículo impulsionará o aspirante ao fiel cumprimento de suas devoções nas datas marcadas, ainda que possa ter perdido o interesse no exercício e suas preces sejam meras fórmulas. Se não fosse por esse hábito formando tendências no Corpo Vital, os aspirantes não se fariam conscientes do perigo no momento exato em que o verdadeiro amor começasse a diminuir e não seria fácil recuperar a perda e permanecer no Caminho. Portanto, o aspirante deve se examinar cuidadosamente, de tempos em tempos, para ver se ainda possui as asas e o poder com os quais possa se elevar segura e rapidamente ao nosso Pai que está nos Céus. As asas são duas: Amor e Aspiração são seus nomes, e a força irresistível que as move é um intenso anseio. Sem eles e uma compreensão inteligente para dirigir a invocação, a prece é uma tagarelice, enquanto que bem realizada é o mais poderoso método conhecido para o crescimento da alma.

A Posição do Corpo

A posição do corpo importa pouco para a oração individual; a melhor é aquela que nos proporciona a concentração mais completa; mas, na oração coletiva, os ocultistas experientes têm o costume de permanecerem com a cabeça inclinada e as mãos enlaçadas de maneira apropriada. Isso forma um circuito magnético que une todos espiritualmente, desde o princípio dos exercícios. Em comunidades não tão avançadas, se observa que o canto de hinos feitos de pé, da maneira acima mencionada, produz um grande benefício, desde que todos participem.

A Invocação

Oração é uma palavra da qual se tem abusado tanto, que já não expressa, realmente, o exercício espiritual a que nos referimos. Como já dissemos, sempre que formos ao nosso santuário devemos ir como o amante que vai ao encontro de sua amada; nosso Espírito deve voar à frente de nosso lento corpo, em ansiosa antecipação das delícias que nos estão reservadas, e devemos esquecer tudo o mais para só dar lugar aos pensamentos de adoração que nos ocorrem no caminho. Isso é literalmente verdadeiro; o sentimento necessário para alcançar bons resultados é unicamente comparável àquele que impele o amante para a sua amada. “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus!”[26] é uma experiência real daquele que verdadeiramente é amante de Deus. Se não tivermos esse Espírito, podemos cultivá-lo por meio da oração, e uma das mais autênticas orações que deveríamos pronunciar constantemente, é a seguinte: “Aumenta meu amor por Ti, ó Deus, para que eu possa servir-Te melhor cada dia que passa. Faze que as palavras da minha boca e as meditações do meu coração sejam agradáveis à Tua presença, ó Senhor, minha Força e meu Redentor”[27].

As invocações usadas para pedir coisas temporais são magia negra; pois temos a promessa de: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”[28]. Cristo nos indicou o limite a que podíamos aspirar no Pai Nosso, quando ensinou Seus discípulos a dizer: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Tanto no que diz respeito a nós mesmos como aos demais, devemos nos resguardar de ultrapassar esse limite na invocação científica. Mesmo quando oramos por bênçãos espirituais, devemos evitar que se manifeste qualquer sentimento egoísta, o que destruiria o nosso crescimento anímico. Todos os santos nos testemunharam seus dias de obscuridade, e a consequente depressão, quando o divino Amante oculta a Sua face. Isso depende da natureza e da força da nossa devoção: amamos a Deus por Ele mesmo ou O amamos pelas alegrias que experimentamos na doce comunhão com Ele? Se for somente por este último motivo, nosso afeto é essencialmente tão egoísta como os sentimentos da multidão que O seguia pelo alimento que Ele havia fornecido, e agora, como naquele tempo, é necessário que Ele oculte de nós a manifestação de Seu terno amor e solicitude para que nos ajoelhemos envergonhados e arrependidos. Felizes somos nós se vencermos os defeitos de nosso caráter e aprendermos a lição de uma fidelidade firme, tal como a agulha magnética que aponta para o Norte sem vacilar, embora chova, haja tormenta ou o céu esteja coberto de nuvens negras que ocultam a visão da sua amada estrela.

Dissemos que não devemos orar por coisas temporais e que devemos ter muito cuidado até em nossas orações por dádivas espirituais; portanto, é autêntica esta pergunta: Qual deve ser o objetivo da nossa invocação? E a resposta é, geralmente, louvar e adorar. Devemos abandonar a ideia de que toda vez que nos dirigimos a nosso Pai Celestial devemos Lhe pedir alguma coisa. Não ficaríamos contrariados se os nossos filhos estivessem a todo momento nos pedindo coisas? Entretanto, não podemos imaginar que Deus se desgoste por nossas importunas petições, nem devemos esperar que Ele nos conceda tudo o que pedimos porque, muitas vezes, nos prejudicaria. Por outro lado, quando oferecemos ações de graças e orações, estamos nos colocando em situação favorável com a Lei de Atração, estamos em um estado receptivo no qual poderemos receber uma nova descida do Espírito do Amor e da Luz e, deste modo, ficaremos mais perto do nosso ideal adorado.

O Clímax Final

Não é necessário que a invocação, audível ou não, seja mantida durante todo o tempo da oração. Quando nas asas do Amor e da Aspiração, impelidos pela intensidade de nosso zelo, aproximamo-nos do Trono do nosso Pai, chegará o momento da doce, mas silenciosa comunhão, mais deliciosa do que qualquer outro estado ou condição; é algo análogo ao contentamento dos enamorados que ficam sentados horas e horas, um ao lado do outro, sem romper o silêncio, pois se acham em um estado que transcende, em muito, o estágio onde precisam da fala para se entreterem. Assim também é no clímax final, quando a alma descansa em Deus, com todos os desejos satisfeitos pela sensação de comunhão expressa pelas palavras de Cristo: “Meu Pai e Eu somos Um”[29]. Quando atingimos este clímax, a alma terá provado a quintessência da alegria, e não importa quão sórdido possa parecer o mundo ou quão triste seja o destino que tenhamos de enfrentar, o amor de Deus, que sobrepassa toda a compreensão, é uma panaceia para tudo.

Entretanto, este clímax final só é obtido em toda a sua plenitude em intervalos muito raros. Pressupõe não somente a intensidade de propósito, para se elevar ao divino, como também um fundo de reserva para permanecer fixo naquele ponto, o que a maioria de nós nem sempre consegue. É muito conhecido o ditado de que nada de valor se alcança sem esforço. Tudo o que o ser humano fez, o ser humano poderá fazer, e se começarmos a cultivar o poder da invocação ao longo de linhas científicas aqui especificadas, dia chegará em que colheremos resultados com os quais nem sequer sonhamos.

Que Deus nos Céus abençoe os nossos esforços!

MÉTODOS PRÁTICOS PARA ALCANÇAR O SUCESSO BASEADOS NA CONSERVAÇÃO DA FORÇA SEXUAL

É tão impossível alcançar um sucesso verdadeiro e duradouro sem viver em harmonia com as leis da vida, como é para o criminoso viver em paz na sociedade cujas leis ele desrespeitou. E, da mesma forma que ele é castigado, encarcerado e reprimido devido a seus hábitos predatórios, a natureza também nos castiga, encarcera e restringe quando desobedecemos às suas leis. Essa restrição se chama doença e é inimiga da felicidade, pois ninguém pode ser feliz, não importa quão rico seja ou que posição ocupe no mundo, quando se encontra fisicamente enfermo. Então, é preciso termos em conta que uma das condições vitais que deve ser adquirida pelo homem ou pela mulher que aspira a felicidade e o êxito na vida, em sua plenitude, é a saúde, incluindo o vigor, pois somente com boa saúde poderemos ser, suficientemente, otimistas, alegres e vigorosos para alcançar o sucesso que procuramos.

A Bíblia nos diz que a morte e a enfermidade vieram ao mundo por termos comido da “Árvore do Conhecimento” e ainda que, sob o ponto de vista materialista, isso possa parecer pueril, não desprezemos a história sem a estudarmos profundamente. Poderemos comprovar que se acha em perfeita harmonia com os fatos científicos mostrados atualmente. Consideremos, em primeiro lugar, o significado da Árvore do Conhecimento, por meio dos seguintes princípios: “Adão conheceu sua esposa e essa deu à luz a Abel”; “Adão conheceu sua esposa e essa deu à luz a Seth”, e as palavras de Maria ao Anjo: “Como poderei conceber, se não conheço nenhum homem?”. Por essas e por muitas outras observações semelhantes, se conclui evidentemente que a Árvore do Conhecimento era uma expressão simbólica do ato gerador. A humanidade foi, como diz a Bíblia, concebida em pecado e, portanto, sujeita à morte da qual não haveria maneira de escapar.

Devemos relembrar que a evolução é uma realidade na natureza; que o ser humano atual é o resultado de um passado distante e que o presente estado não é o ponto final de uma meta de perfeição, mas que existem maiores alturas à nossa frente. Assim, todos estamos em um estado de desenvolvimento perpétuo; não existem paradas ou descansos, pois o caminho é tão ilimitado como a idade do Espírito. O que somos hoje é o resultado do que fomos ontem, portanto, o que seremos amanhã, dependerá do modo como utilizarmos, atualmente, as nossas faculdades. Examinemos, pois, o passado, para que, ao conhecermos o que temos sido, alcancemos um vislumbre do que haveremos de ser.

De acordo com a Bíblia, a humanidade foi hermafrodita antes de ser separada em dois sexos distintos como homem e mulher. Ainda temos entre nós hermafroditas que, como pensamos atualmente, têm essa formação anormal para provar a verdade dessa afirmação Bíblica; e fisiologicamente, o órgão do sexo oposto se acha latente em todos nós. Durante o período em que o ser humano esteve assim constituído, a fecundação devia ocorrer dentro de si mesmo; isto não difere muito do que sucede com muitas plantas hoje em dia.

Vejamos, segundo nos diz a Bíblia, qual o efeito da autofecundação nos dias primitivos. Existem dois fatos principais que são muito significativos: o primeiro, havia gigantes na Terra naqueles dias; o segundo, os patriarcas viveram centenas de anos; e essas duas características, grande desenvolvimento físico e longevidade, muitas plantas as possuem atualmente. O tamanho das árvores e a duração de suas vidas são fatos maravilhosos; elas vivem séculos, enquanto o ser humano vive um número reduzido de anos. Daí nos ocorre perguntar:  qual a razão da vida efêmera do ser humano e qual o remédio? Examinemos primeiro os motivos desta razão, e o remédio aparecerá.

É bem sabido pelos horticultores que as plantas param de crescer durante um florescimento muito prolífero. Uma roseira, ao florescer intensamente, pode morrer; por essa razão, o jardineiro sábio poda os brotos da planta para que a força se manifeste, parcialmente, em crescimento, em vez de dar somente flores. Desse modo, conservando a semente dentro de si mesma, guarda a força necessária para o crescimento e a longevidade. Esse é o segredo da altura e da longa vida das raças primitivas, como também é o segredo do tamanho e da longevidade das plantas atuais.

Que a essência criadora na semente é uma substância espiritual é evidente, quando comparamos a intrepidez e impetuosidade do touro e do garanhão, com a docilidade do boi e dos animais castrados. Além disso, sabemos que os libertinos e os degenerados se convertem em estéreis e fracos. Quando esses fatos se fixam em nossa consciência, não nos é difícil entender a verdade da Bíblia quando diz que o fruto da carne, que nos põe sob a lei do pecado e da morte, é antes de tudo e principalmente a fornicação, enquanto os frutos do Espírito, que conduzem à imortalidade, ainda segundo a Bíblia, são especialmente a continência e a castidade.

Consideremos também a criança e como a força criadora empregada internamente e para ela própria, produz um extraordinário desenvolvimento durante os primeiros anos, mas, na puberdade, o nascimento da paixão começa a dominar o desenvolvimento; então a força vital produz a semente com objetivo de alcançar o desenvolvimento e a expressão em outra direção, sendo que, desde aquele momento, termina o crescimento. Se continuássemos crescendo, como acontece na infância, seríamos gigantes, como o foram os divinos hermafroditas do passado.

A força espiritual gerada desde a puberdade e através da vida, pode ser usada com três propósitos: geração, degeneração ou regeneração. Depende de nós qual dos três métodos escolheremos; mas a escolha que fizermos terá uma influência importante sobre toda nossa vida, porque o uso dessa força não está confinado ao momento ou à ocasião em que é empregada. Abrange todos os momentos de nossa existência e determina a nossa atitude em cada uma das fases da vida entre nossos semelhantes; com a forma de como enfrentaremos os problemas da vida; se seremos capazes de agarrar as oportunidades ou as deixarmos escapar; se seremos saudáveis ou doentes; e se nós vivemos nossa vida com um propósito satisfatório; tudo isso depende da forma de usar nossa força vital. Esta força é a fonte de toda a existência, o elixir da vida.

A parte da força criadora que é legitimamente sacrificada, sobre o altar da paternidade e maternidade, é tão pequena que pode ser completamente desprezada nessas considerações. Não há razão, sob o ponto de vista espiritual ou físico, para que deva ser imposto o celibato em uma ordem religiosa, e nem essa imposição se encontra em qualquer passagem da Bíblia. A mera supressão da atração sexual não é virtude em si mesma; de fato pode até ser um vício muito sério, pois não há dúvida que milhares de pessoas que foram proibidas ou impedidas de buscar a satisfação natural, acabem caindo nos vícios mais inconfessáveis. Ainda que se abstenham do ato sexual, seus pensamentos serão de tal índole que as converterão em sepulcros caiados, horríveis por dentro, mesmo que externamente possam parecer puros e brancos. O próprio São Paulo, embora não na condição mencionada, disse: “É preferível se casar do que se abrasar”; essa expressão natural é, de longe, preferível ao estado acima descrito.

Embora existam poucas pessoas que defendam o abuso da função geradora, existem muitos indivíduos que, mesmo seguindo os preceitos espirituais em outros aspectos, mantém a crença de que a frequente satisfação dos desejos nos prazeres sexuais não é prejudicial; e existem outros que julgam que esse ato é tão necessário como qualquer outra função orgânica. Isso está errado por duas razões: primeiro, cada ato criador exige e consome uma certa dose de força e o organismo deve ser reabastecido com uma quantidade extra de alimento. Isso fortalece e aumenta o Éter Químico. Segundo, como a força propagadora atua por meio do Éter de Vida, esse constituinte do Corpo Vital também aumenta a cada gratificação dos sentidos. Deste modo, os dois Éteres inferiores do Corpo Vital se fortificam dirigindo a força criadora para baixo, para satisfazer o nosso prazer; e as ligações assim formadas e que oprimem os dois Éteres superiores que formam o Corpo-Alma, vão se tornando mais compactas e mais poderosas com o tempo. Como a evolução dos poderes anímicos e a faculdade de viajar em nossos veículos mais sutis dependem da separação que se efetua entre os Éteres inferiores e o Corpo-Alma, é evidente que frustramos o objetivo que temos em vista, retardando o desenvolvimento pela satisfação da natureza inferior.

Se dirigirmos novamente nossa atenção para o jardim, obteremos uma demonstração palpável e luminosa dos resultados em seguir o conselho do Apóstolo, quando disse: “guardai a semente dentro”, considerando as qualidades das diversas variedades de frutas sem semente. As frutas sem semente são maiores e de um sabor mais agradável do que as que possuem sementes, porque naquelas toda a seiva é empregada com o único propósito de tornar a fruta deliciosa e suculenta. Similarmente, se nós, em vez de desperdiçarmos nossa substância, vivermos castamente e dirigirmos a nossa força criadora para a regeneração, refinaremos e eterizaremos nossos Corpos físicos, ao mesmo tempo que fortaleceremos nosso Corpo-Alma. Desse modo, poderemos materialmente prolongar a nossa vida e, como consequência, aumentar nossas oportunidades para o crescimento anímico e avançar no Caminho de forma mais marcante.

Quando tivermos compreendido que o sucesso não consiste em acumulação de riquezas, mas no desenvolvimento anímico, se tornará evidente que a continência é um fator importante para o êxito na vida.

F I M


[1] N.T.: IICor 12:9

[2] N.T.: Mt 26:41

[3] N.T.: James Fenimore Cooper (1789-1851) foi um político e popular escritor dos Estados Unidos do início do século XIX.

[4] N.T.: George du Maurier (1834-1896) – cartunista e autor franco-britânico.

[5] N.T.: Jack London foi o pseudônimo de John Griffith Chaney (1876-1916), autor, jornalista e ativista social norte-americano, pioneiro no que era, então, o novo mundo das revistas comerciais de ficção.

[6] N.T.:

Diagrama 1 – O Mundo Material: um reflexo reverso dos Mundos Espirituais

[7] N.T.: nome da quarta divisão ou Região do Pensamento Concreto.

[8] N.T.: Quarta Região do Mundo do Pensamento

[9] N.T.: Também chamado de: Vestes de Bodas; Vestidos de Bodas, Veste Nupcial, Traje Nupcial. São Paulo chama de soma psuchicon (ICor 15:44).

[10] N.T.: do alemão: poltern (barulho), e geist (fantasma), também chamado por alguns parapsicólogos como Psicocinesia Recorrente Espontânea (em inglês: Recurrent Spontaneous Psychokinesis, RSPK), é um tipo de evento paranormal que se manifesta em um ambiente no qual existem ocorrências físicas, tais quais, chuva de pedras, movimentação, aparecimento e desaparecimento de objetos, sons, pirogenia, luzes, entre outras. Pode envolver até ataques físicos.

[11] N.T.: Mt 25:25

[12] N.T.: Mt 25:40

[13] N.T.: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes

[14] N.T.: ICor 15:50

[15] N.T.: Leia a partir da seguinte sentença: “As relações das plantas, dos animais e do ser humano com as correntes de vida na atmosfera terrestre são representadas simbolicamente pela cruz…”

[16] N.T.: de Charles Rann Kennedy (1871-1950): foi um escritor anglo-americano.

[17] N.T.: do poema: Worth While de Ella Wheeler Wilcox (1850-1919), escritora e poeta estadunidense.

[18] N.T.: Refere-se à Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

[19] N.T.: Átomo-semente do Corpo Vital.

[20] N.T.: Átomo-semente do Corpo Denso.

[21] N.T.: Is 1:18

[22] N.T.: Rm 8:31

[23] N.T.: Sl 139:7-10

[24] N.T.: do livro: The Servant in the House por Charles Rann Kennedy

[25] Mt 3:17

[26] N.T.: Sl 42:2

[27] N.T.: Oração do Estudante Rosacruz

[28] N.T.: Mt 6:33

[29] N.T.: Jo 10:30

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pilares do Amor Crístico para com o outro: Cuidado, Responsabilidade, Respeito e Conhecimento

Além do elemento de “dar”, o caráter ativo do amor Crístico se torna evidente no fato de implicar, sempre, certos elementos básicos comuns. São eles: cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento.

Que o amor Crístico implica cuidado é mais do que evidente, por exemplo, no amor de uma mãe pelo filho ou pela filha. Nenhuma afirmativa sobre seu amor Crístico nos impressionaria como sincera, se a víssemos sem cuidado para com a criança, se se desleixasse em alimentá-la, banhá-la, dar conforto físico; ao passo que seu amor nos impressiona se a vemos cuidar do filho ou da filha. O caso não difere mesmo quanto ao amor por animais ou flores. Se uma mulher nos diz que ama as flores e vemos que ela se esquece de regá-las, não acreditamos em seu amor pelas flores. O amor Crístico é ocupação ativa e positiva pela vida e pelo crescimento daquilo que amamos. Onde falta esse zelo positivo e ativo não há amor Crístico.

O cuidado suscita outro aspecto do amor Crístico: o da responsabilidade. Hoje em dia, muitas vezes se entende a responsabilidade como denotando dever, algo imposto de fora a alguém. A responsabilidade, porém, em seu verdadeiro sentido é ato inteiramente voluntário; é a resposta que damos as necessidades, expressas ou não expressas, de outro ser humano. Ser “responsável” significa ter de “responder”, estar pronto para isso. Essa responsabilidade, por exemplo, no caso da mãe e do filho ou da filha, se refere, principalmente, ao cuidado das necessidades físicas e, conforme a criança vai crescendo, inclui-se outras necessidades: emocionais, psíquicas e espirituais. No amor Crístico entre pessoas, se refere, principalmente, às necessidades emocionais e espirituais da outra pessoa.

A responsabilidade poderia facilmente se corromper em dominação e possessividade se não houvesse um terceiro elemento do amor Crístico, o respeito. Respeito não é medo e temor; denota, de acordo com a raiz da palavra (respicere – olhar para), a capacidade de ver uma pessoa tal como ela é, ter conhecimento de sua Individualidade (o que realmente somos!) e não somente do que se pensa que é: Personalidade (aliás nunca se chegará ao amor Crístico para com outra pessoa, focando na Personalidade). Respeito significa a ocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva, principalmente espiritualmente, como é. Assim, o respeito implica ausência de exploração. “Quero que a pessoa amada cresça e se desenvolva por si mesma, por seus próprios modos e não para o fim de me servir”. “Se o amor que sinto por outra pessoa é Crístico, me sinto um com ela, tal como é não como eu necessito que seja para objeto de meu interesse”. É claro que o respeito só é possível se eu mesmo alcancei a independência; se puder me levantar e caminhar sem precisar de “muletas”, sem ter o dominar e explorar qualquer outro. O respeito só existe na base da liberdade!

Mas não é possível respeitar uma pessoa sem conhecê-la. O cuidado e a responsabilidade seriam cegos, se não fossem guiados pelo conhecimento. O conhecimento, por sua vez, seria vazio se não fosse motivado pelo cuidado e pelo zelo. Há muitas camadas de conhecimento; o conhecimento, que é uma camada do amor Crístico, é aquele que não fica na periferia, mas penetra até o âmago. Só é possível quando podemos transcender o cuidado por nós mesmos e ver a outra pessoa em seus próprios termos. Podemos saber, por exemplo, que uma pessoa está encolerizada, ainda que ela não o mostre abertamente; mas podemos conhecê-la mais profundamente do que isso; sabemos então que ela está ansiosa e preocupada, que se sente só, que se sente culpada. Sabemos então, que sua cólera é apenas a manifestação de algo mais profundo, e vemo-la como ansiosa e preocupada, isto é, como pessoa que sofre em vez de como a que se encoleriza.

O conhecimento tem mais uma relação – mais fundamental – como o problema do amor Crístico. A necessidade básica de fusão com outra pessoa de modo a transcender a prisão da própria separação se relaciona muito de perto com outro desejo especialmente humano, o de conhecer “o segredo do ser humano”. Se a vida em seus aspectos meramente biológicos é um milagre e um segredo, o ser humano, em seus aspectos espirituais, é um segredo insondável para si mesmo e para seus semelhantes. Nós nos conhecemos e, contudo, mesmo apesar de todos os esforços que possamos fazer, não nos conhecemos. Conhecemos nosso semelhante e, contudo, não o conhecemos, porque não somos uma coisa, nem o nosso semelhante é uma coisa. Quanto mais penetramos nas profundezas de nosso ser, ou do ser de outrem, tanto mais nos escapa o alvo do conhecimento. Não podemos, todavia, evitar o desejo de penetrar no segredo da alma do ser humano, no mais interno núcleo do que “ele” é.

Há um meio passivo de conhecimento desesperado, através do completo poder sobre a outra pessoa. É como a criança que apanha alguma coisa e a quebra a fim de conhecê-la para saber como é dentro. O outro caminho ativo é praticar o amor Crístico. O amor Crístico é penetração ativa na outra pessoa, em que nosso desejo de conhecer é destilado pela união. No ato da fusão a conhecemos, conhecemo-nos também e conhecemos a todos – o conhecimento do que é vivo, pela experiência da união – e não por qualquer conhecimento que nosso pensamento possa dar.

O amor Crístico é o único meio completo de conhecimento. No ato de praticar o amor Crístico para com outra pessoa, me encontro, me descubro, nos descobrimos, descubro o ser humano verdadeiro!

A ardente aspiração de nos conhecermos e de conhecer nossos semelhantes encontrou a expressão na sentença délfica: “conhece-te a ti mesmo”, como indicação de que é obrigatório para uma pessoa conhecer completamente os mistérios de sua própria natureza (sua Individualidade), que é muito mais profunda do que se aparenta (sua Personalidade).

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Estudos Bíblicos Rosacruzes – Em Perguntas e Respostas

Pergunta: A Bíblia e os fatos concretos fornecem indícios referentes às mudanças futuras?
Pergunta: A Bíblia ensina a imortalidade da alma de uma forma autoritária. A Filosofia Rosacruz ensina o mesmo abertamente, apelando à razão. Não há provas positivas sobre a imortalidade?
Pergunta: A Bíblia menciona os Fariseus, Saduceus e Publicanos, mas não faz referência aos Essênios. Vocês podem esclarecer isto?
Pergunta: A cruz constitui apenas um símbolo de sofrimento, como dão a entender as religiões cristãs populares? Não teria um significado mais transcendental?
Pergunta: A Estrela de Belém não era um cometa?
Pergunta: A missão de Cristo não poderia ter sido cumprida sem um método tão drástico como o da crucificação?
Pergunta: A que o Cristo se referiu quando disse: “Todo aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, nele não entrará”?
Pergunta: Afirma-se que Cristo não comeu carne (incluindo peixe). Como se explica o fato relatado segundo o qual Ele comeu o cordeiro pascal na Ceia do Senhor?
Pergunta: Algo está faltando na sua Bíblia?
Pergunta: As forças lunares são mencionadas como sendo um sal? O que tem haver isso com o “temperar” e ter paz?
Pergunta: Como conciliar o fato de permanecermos um terço da vida recém-finda no Purgatório com as palavras de Cristo ao ladrão agonizante: “Hoje estarás comigo no paraíso?”
Pergunta: Como o Cristianismo Esotérico explica o fenômeno ocorrido no Dia de Pentecostes?
Pergunta: Como o Esoterismo interpreta a Crucificação?
Pergunta: Como os Ensinamentos Rosacruzes se harmonizam com a Bíblia nos seguintes pontos: vocês usam o termo “salvadores” e falam de Jesus como um salvador, e o classificam juntamente com Buda e Maomé; a Bíblia diz que “Porque
Pergunta: Como podem conciliar a declaração da Bíblia, ou seja, que José só conheceu Maria após ela ter dado à luz ao seu primogênito Jesus que foi concebido pelo Espírito Santo, com os Ensinamentos Rosacruzes que dizem que Jesus era o filho de um pai humano, José?
Pergunta: Como podemos conciliar o ensinamento de S. Paulo: “É bom para o homem não tocar em mulher” (ICor 7: 1) com o ensinamento do Conceito Rosacruz do Cosmos (Cap. XVII – O Voto do Celibato) em que o autor diz: “os Aspirantes à vida superior é que estão em melhores condições para gerar Corpos Densos apropriados às necessidades do desenvolvimento das entidades que querem renascer”?
Pergunta: Como resposta à Pergunta 113 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume I[1] – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz lemos que Cristo não ressuscitou os mortos. No Evangelho Segundo S. João, Capítulo 11, versículo 11, Cristo-Jesus disse, “Nosso amigo Lázaro dorme” e, em seguida, no versículo 14, Cristo-Jesus disse-lhes claramente, “Lázaro está morto”. Isso nos leva a pensar que Cristo se enganou na primeira passagem. O que está correto? Novamente no Evangelho Segundo S. Mateus, Capítulo 1, versículo 8, os Apóstolos recebem a missão de ressuscitar os mortos.
Pergunta: Como saber se o Ego permanece consciente após a morte? A esse respeito lemos na Bíblia, no Livro de Jó (14:12): “jaz, porém, o homem e não pode levantar-se, os céus se gastariam antes de ele despertar ou ser acordado de seu sono”?
Pergunta: Como se harmonizam os Ensinamentos Rosacruzes com a Bíblia nos seguintes pontos: “salvadores”: Jesus como o Salvador, e O classificam juntamente com Buda e Maomé; a Bíblia diz que “Jesus é o Filho unigênito de Deus”?
Pergunta: Como um Estudante Rosacruz estuda a Bíblia?
Pergunta: Como você pode acreditar na teoria da reencarnação, que afirma que voltamos para cá no corpo de um animal? Não é muito mais gratificante acreditar na doutrina Cristã, segundo a qual vamos para o paraíso com Deus e os Anjos?
Pergunta: Cristo (um ser do Período Solar) é o Espírito da nossa Terra? Se a Terra era apenas uma massa inani­mada até uns 2000 anos atrás, onde está o Espírito da Terra ante­rior? Se é apenas um Raio do Cristo Cósmico, o qual, como fonte purificadora, está trabalhando dentro e através da Terra, há outro Espírito cujo corpo é a nossa Terra? Quando o Espírito de Cristo for li­bertado da Sua escravidão, qual será o Espírito que será o Espírito Planetário da Terra?
Pergunta: Cristo deu realmente a S. Pedro as chaves do “céu e do inferno”, ou que outro sentido tem esta passagem?
Pergunta: Cristo já não se encontra no Sol? E se Ele vive no coração da Terra, como já ouvimos muitos ensinarem, como Espírito Planetário, como poderá Ele vir, se já está aqui?
Pergunta: Cristo não encarnou anteriormente em Gautama Buda e, ainda antes, em Krishna?
Pergunta: De acordo com a Bíblia, apenas o ser humano recebeu uma alma. Então, por que você diz que os animais têm um Espírito-Grupo?
Pergunta: De acordo com os Ensinamentos Rosacruzes quando Cristo voltará?
Pergunta: Diz-se que quando o Novo Testamento menciona o “Filho do Homem” quer se referir ao Espírito Solar. Os adoradores do Sol foram considerados idólatras. Nós também seríamos considerados como tais?
Pergunta: Diz-se que quando o Novo Testamento menciona o “Filho do Homem” quer se referir ao Espírito Solar. Os adoradores do Sol foram considerados idólatras. Nós também seríamos considerados como tais?
Pergunta: É comumente assumido que cada Alma individual teve um começo, mas, mesmo assim, é constituída de forma que seja imperecível. Essa ideia foi questionada por alguém que acredita que a morte põe fim a tudo, e eu gostaria de encontrar algum argumento, ou passagens da Bíblia para que eu possa convencê-lo de que ele está errado. Você poderia me ajudar, por favor?
Pergunta: É verdade que Eva foi retirada da costela de Adão?
Pergunta: Em que versículo Bíblico é especificamente mencionado que o ato de comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal se referia ao ato sexual?
Pergunta: Em uma de suas palestras, o senhor disse que era um erro enviar missionários a países estrangeiros; que as Religiões praticadas pelos chamados pagãos são adequadas para eles atualmente, mas que esses missionários causaram pouco dano até agora. Como, então, o senhor explica a ordem de Cristo aos seus Apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura?
Pergunta: Encontramos na Bíblia, no Livro de Jó, as seguintes palavras: “Podes atar as cadeias das Plêiades ou soltar os atilhos do Orion?” (Jo 38:31). Essas estrelas exercem alguma influência sobre os seres humanos?
Pergunta: Existe alguma conexão entre o Jardim Bíblico do Éden e o laboratório dos alquimistas?
Pergunta: Existe uma significância oculta nas várias festas anuais Cristãs?
Pergunta: Por favor, poderia explicar o que significa pecar contra o Espírito Santo?
Pergunta: Há algum trecho na Bíblia, seja no Antigo ou no Novo Testamento, onde é dito aos seres humanos, que se casem e vivam depois como irmão e irmã, sob quaisquer circunstâncias? Se isto não consta na Bíblia, por que é ensinado por vocês?
Pergunta: Jesus fez uma parte do trabalho enquanto Cristo fez outra parte?
Pergunta: Jesus foi batizado aos trinta anos, recebendo o “Espírito de Cristo”. Por favor, explique esse Batismo.
Pergunta: Jesus não comia peixe? Por que então os Rosacruzes são vegetarianos?
Pergunta: Jesus não era judeu? Se sim, então, o que ele quis dizer com ‘antes que Abraão existisse, Eu sou’? Pois mesmo que tenha renascido, Abraão foi o pai da raça judia, não?
Pergunta: Na primeira igreja que tivemos, Tabernáculo no Deserto, por que o incenso era usado se é prejudicial? Como poderia ser ofertado ao Senhor simbolizando o aroma do serviço?
Pergunta: No Apocalipse, São João diz: “E já não haverá mar”. O que isso significa?
Pergunta: No Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz nós lemos: “como o Espírito é necessariamente bissexual, renasce, alternadamente, em Corpos masculinos e femininos a fim de adquirir toda espécie de experiências, posto que a experiência de um sexo difere amplamente da do outro”. Lemos, também, que Elias renasceu como João Batista. Não se faz menção a renascimentos intermediários em sexos alternados. Isso está de acordo com o que está escrito?
Pergunta: O Credo Cristão está baseado na autoridade divina?
Pergunta: O ensinamento do Novo Testamento mostrando o Espírito Santo, o Consolador, tão delicado e misericordioso, torna difícil identificá-Lo com o vingativo Jeová do Antigo Testamento. Como podemos conciliar isso?
Pergunta: O que aconteceu à Virgem Maria no momento da Assunção?
Pergunta: O que é uma Oração?
Pergunta: O que é, de fato, o Reino dos Céus?
Pergunta: O que significa a salvação e a “condenação eterna”?
Pergunta: O que significa, no Credo dos Apóstolos e na Bíblia, a ressurreição do Corpo?
Pergunta: Os Ensinamentos Rosacruzes ensinam que Cristo é o Espírito Solar e, por essa razão, parece perfeitamente lógico que consideremos o domingo como dia sagrado para a “dedicação ao Senhor” em terras Cristãs. No entanto, Jeová é o Regente da Lua. Por que, então, os Judeus não foram ensinados a guardar a segunda-feira como dia sagrado em vez do dia de Saturno, que agora é o “sábado”?
Pergunta: Para onde foi o Espírito de Jesus, quando o Espírito do Cristo entrou em seu Corpo Físico no momento do Batismo? Esse Espírito renasce novamente ou já atingiu o máximo de perfeição pela evolução no Planeta Terra?
Pergunta: Para onde foi o homem Jesus depois que o Cristo se apoderou dos seus veículos inferiores? Estaria ele presente, mas inativo, durante todo o ministério de Cristo?
Pergunta: Perto da Páscoa de 1996 aconteceu um fato muito curioso nos EUA: em várias Revistas apareceram a imagem de Jesus Cristo e discussões sobre Ressurreição. Qual foi o objetivo?
Pergunta: Por favor, me diga o que Jesus quis dizer quando disse à sua mãe Maria: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2:4).
Pergunta: Por que as cores do véu do Templo e das vestes sacerdotais eram, como foi mencionado no Êxodo, azul, púrpura e escarlate, em lugar de serem as três cores primárias?
Pergunta: Por que as cores do véu no Tabernáculo eram púrpura, escarlate e branca? Por que as três cores primárias, azul, vermelho e amarelo não foram representadas?
Pergunta: Por que é que cada seita interpreta a Bíblia de maneira diferente e por que cada uma obtém desse livro uma aparente vindicação das suas ideias?
Pergunta: Por que foi necessário que o Cristo entrasse no Corpo Denso e Vital de Jesus e fosse tentado para sentir compaixão por nós? Um grande Ser como Ele não poderia sentir compaixão sem passar por isso?
Pergunta: Por que Jesus foi chamado “o Filho do Homem”?
Pergunta: Por que o Senhor elogiou o administrador injusto, conforme relatado no capítulo décimo sexto do Evangelho Segundo São Lucas?
Pergunta: Quais foram os presentes dos Reis Magos?
Pergunta: Qual a atitude Rosacruz para com a oração, à luz das recomendações bíblicas?
Pergunta: Qual a Simbologia Esotérica sobre o profeta Jonas ter passado três dias e três noites no ventre de um peixe?
Pergunta: Qual é a conexão existente entre o Jardim do Éden do Gênesis e a Nova Jerusalém do Apocalipse?
Pergunta: Qual é o significado da cruz? É simplesmente um instrumento de tortura, como geralmente se ensina nas Religiões Cristãs populares?
Pergunta: Qual é o significado das letras I.N.R.I. colocadas, às vezes, no topo da cruz?
Pergunta: Qual é o significado esotérico dos dois ladrões e da Cruz?
Pergunta: Qual o Significado Oculto do Sofrimento de Cristo no Jardim do Getsemani?
Pergunta: Quem foram os Pastores que estavam no momento do nascimento de Jesus?
Pergunta: Será que realmente serve a algum propósito relembrar todos os anos o sofrimento de Cristo? Se não, porque a Igreja Cristã não omite a Paixão e a Coroa de Espinhos, concentrando seus esforços na celebração da Páscoa como um tempo de júbilo?
Pergunta: Se “Deus fez o homem um pouco inferior aos Anjos”, como é possível que ele se torne, no final, superior a eles no Mundo Espiritual?
Pergunta: Se a mulher é uma emanação do homem, conforme a história da “Costela de Adão”, ela será reabsorvida no retorno final à unidade, perdendo sua Individualidade na divindade masculina?
Pergunta: Se Cristo alimentou a multidão com peixes, por que é errado usá-los, ou mesmo a carne deles como alimento?
Pergunta: Se Cristo veio apenas uma vez, há mais de dois mil anos, como é possível que outras Religiões mais antigas que o Cristianismo afirme ter sido fundadas por um Salvador? E se Ele foi um fator tão marcante na vida judaica, como os Evangelhos o descrevem, por que o historiador judeu Flávio Josefo (ou apenas Josefo – em latim: Flavius Josephus) se refere a ele apenas em uma passagem curta e superficial? Os Evangelhos são documentos históricos?
Pergunta: Se, como você diz, o Corpo de Jesus foi dispersado aos quatro ventos depois do sepultamento, então como pôde Tomé tocar em Jesus após a morte? Pois Ele disse: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho.” (Lc 24:39). Mais adiante, é dito que Ele comeu peixe e mel. É possível a um Espírito, sem um Corpo Denso, comer, beber e ser tocado?
Pergunta: Você pode provar, por meio da Bíblia, que o Ego nasce e renasce até estar apto a se apresentar diante de Deus?
Pergunta: Você poderia me dar uma ideia aproximada de quando podemos esperar que Cristo volte e governe o mundo como sumo sacerdote depois da Ordem de Melquisedeque?
Pergunta: Vocês consideram a Doutrina da Trindade legítima? Se assim for como podem explicá-la?
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como você pode acreditar na teoria da reencarnação, que afirma que voltamos para cá no corpo de um animal? Não é muito mais gratificante acreditar na doutrina Cristã, segundo a qual vamos para o paraíso com Deus e os Anjos?

Resposta: O autor nunca defendeu as opiniões que lhe foram atribuídas pelo consulente que, evidentemente, não estudou a questão em si. Há uma doutrina entre algumas das tribos mais ignorantes do Oriente que ensina a teoria da transmigração, segundo a qual o Espírito humano pode encarnar nos corpos de animais, mas isso é muito diferente da doutrina do Renascimento, que sustenta que o ser humano é um ser em evolução, progredindo na Escola da Vida por meio de repetidos renascimentos em Corpos de textura gradualmente aprimorada. Cristo disse aos seus Discípulos: “Sede, portanto, perfeitos como o Pai que está nos céus é perfeito[1]. Esse foi um mandamento definitivo, e Cristo jamais o teria dado se fosse inatingível; mas todos sabemos que não podemos alcançar esse objetivo em uma vida terrestre tão curta. Com o tempo necessário e as oportunidades proporcionadas por repetidas experiências e ambientes em constante mudança, conseguiremos realizar, em algum momento, o trabalho de nos aperfeiçoarmos.

Não existe, em nenhum dos escritos sagrados do Oriente, qualquer respaldo para uma crença como a transmigração. A única semelhança com tal ideia se encontra no “Kathopanishad[2], Capítulo 5, Versículo 9, que diz que algumas almas, de acordo com as suas ações, retornam ao útero para renascer, enquanto outras entram na imobilidade. Significando, na opinião de alguns, que eles podem reencarnar até mesmo em níveis tão baixos quanto o Reino mineral. A palavra sânscrita usada para isso é “sthanu”, que também significa pilar, e lida dessa forma transmite a mesma ideia da passagem do Livro do Apocalipse: “Ao que vencer, fá-lo-ei um pilar no templo do meu Deus, e dele jamais sairá[3]. Quando a Humanidade alcançar a perfeição, chegará o momento em que não estará mais presa à roda dos nascimentos e mortes, mas permanecerá nos Mundos invisíveis para trabalhar em prol da elevação espiritual de outros seres. Além disso, a transmigração é uma impossibilidade na Natureza, porque há em cada Corpo Denso humano um Espírito (um Ego, que é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui) interno individual, enquanto cada espécie de animal é governada por um espírito comum, o Espírito-Grupo[4], do qual todos esses animais da espécie fazem parte, e nenhum Ego consciente de si mesmo pode entrar em um Corpo governado por outro. O consulente pergunta “se não é mais gratificante acreditar na doutrina Cristã, segundo a qual vamos para o paraíso com Deus e os Anjos”? Talvez seja, mas não estamos tão preocupados com o que pode agradar ao nosso capricho passageiro quanto em encontrar a Verdade e embora a doutrina do Renascimento seja, às vezes, ridicularizada pelos eruditos como impossível e uma doutrina pagã, na verdade não se trata de saber se é pagã ou não. Quando lidamos com um problema matemático, não nos importa quem o resolveu primeiro; o que nos interessa não é se ele foi resolvido corretamente? Da mesma maneira com essa doutrina, não importa quem a ensinou primeiro, mas é a única que resolverá todos os problemas da Vida de uma forma racional, enquanto a teoria segundo a qual uma pessoa, que talvez jamais tenha demonstrado interesse pela música e nunca teve noção dos fundamentos da harmonia, desenvolverá imediatamente, após a sua morte, uma insaciável paixão por essa arte e ficará feliz em tocar uma trombeta ou de dedilhar uma harpa por toda a eternidade, é um tanto ridícula.

(Pergunta nº 72 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: MT 5:48

[2] N.T.: O Kathopanishad (ou Katha Upanishad) é uma escritura hindu fundamental, parte do Krishna Yajurveda, que apresenta um famoso diálogo entre o jovem Nachiketa e Yama, o Senhor da Morte. Explora a natureza do Atman (Eu), a imortalidade e a libertação (moksha), enfatizando que o verdadeiro “Eu” é eterno, imutável e distinto do corpo.

[3] N.T.: Apo 3:12

[4] N.T.: Um ser da Onda de Vida dos Arcanjos

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Algumas Significâncias Esotéricas sobre o Milagre de Cura do Cristo: Cura da Sogra de S. Pedro

O Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, ocultista-místico Cristão.

Sabemos que os eventos na vida de Cristo representam etapas sucessivas no Caminho da Iniciação para os Cristãos (Místicos e Ocultistas) que estão trilhando esse caminho, que na Fraternidade Rosacruz é o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Nesse Estudo vamos detalhar a significância esotérica de mais um Milagre de Cura feito por Cristo-Jesus.

Para saber mais sobre esses assuntos é só clicar aqui: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Algumas Significâncias Esotéricas sobre o Milagre de Cura do Cristo: Cura da Sogra de S. Pedro

Você encontra mais material sobre Estudos Bíblicos Rosacruzes para o Evangelho Segundo S. Mateus aqui

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus

Há 2 meios de você acessar esses Estudos Bíblicos Rosacruzes:

1.Em formato PDF (para download):

Estudos Bíblicos Rosacruzes: As Razões para a Primeira Vinda do Cristo Antecipada explicada pelo Esquema de Evolução

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 1 – Versículos de 1 a 25

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 2 – Versículos de 1 a 23

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 3 – Versículos de 1 a 17

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 4 – Versículos de 1 a 11

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 4 – Versículos de 12 a 25

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 1 a 6

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 7 a 9

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 10 a 12

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 13 a 16

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 17 a 19

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 20 a 27

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 28 a 32

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 33 a 37

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 38 a 48

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 1 a 6

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 7 a 15

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 16 a 21

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 22 a 34

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 1 a 5

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 6 a 11

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículo 12

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 13 a 20

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 21 a 29

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – Versículos de 1 a 4

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – Versículos de 5 a 13

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – Versículos de 14 a 15

2.Para ler no próprio site:

Introdução

O Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, ocultista-místico Cristão.

Afinal, já sabemos que a Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios e, nesse sentido, em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

S. Paulo mesmo em suas Epístolas, nos adverte que até o dia de hoje, na leitura do “Antigo Testamento, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo ele é tirado; contudo, até hoje, sempre que leem a Moisés, está posto um véu sobre o coração deles; mas todas as vezes que algum deles se “converter” ao Senhor, o véu lhe é tirado.” (IICor 3:14-16).

E isso porque somos “ministros não da letra, mas do espírito, pois a letra mata, mas o espírito vivifica” (IICor 3:16). Assim, mostremos, pois, nessas aparentes contradições, o sentido oculto nas entrelinhas, “o espírito da letra”.

Sabemos, por meio dos nossos estudos dos Ensinamentos Rosacruzes que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de S. Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

As Razões para a Primeira Vinda do Cristo Antecipada explicada pelo Esquema de Evolução

Antes de tudo, reafirmemos o motivo principal pelo qual nós, Estudantes Rosacruzes, nos dedicamos ao estudo e à colocação em prática na nossa vida dos Ensinamentos contidos na Bíblia. O motivo principal é porque “a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.”

Um segundo motivo é porque o estudo bíblico é fundamental para o Estudante Rosacruz. É por meio dele que o Estudante Rosacruz tem a maior ajuda para equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, Cristão ocultista-místico. Pois, como todos sabem, a imensa maioria das pessoas que se tornam Estudantes Rosacruzes tem a tendência a ficar mais para o lado da Mente, da “cabeça”, da razão e, com isso, sofre a tentação de ser perder na intelectualidade.

E isso, como nos diz Max Heindel, é um fator de desestimulo e até de risco à perda de oportunidades para evoluir nessa vida aqui.

Vamos compreender a necessidade da antecipação da primeira vinda de Cristo e de todo o Seu ensinamento a partir do estar entre nós, de ter acesso a todo conhecimento de vidas e vidas de um ser humano (com o objetivo de compreender como não conseguimos avançar no Esquema de Evolução e como chegamos a uma situação perigosíssima de perder a oportunidade de evoluir nesse Esquema, gerando uma segunda Lua terrestre) e de fornecer um ensinamento que, a partir do interior de cada um de nós e se quisermos, é perfeito para avançarmos nesse Esquema de Evolução: o Cristianismo.

Afinal, um Arcanjo ter que se submeter a experimentar a vida a partir de Corpos que somente seres humanos eram para funcionar, além de um enorme sacrifício, foi uma medida extremamente complexa e difícil de ser executada. Se houvesse outra solução, com certeza, teria sido executada.

Portanto, para entendermos a causa dessa necessidade de Cristo se pronunciar assim, ensinando que deveríamos alterar o nosso comportamento, deixando de pensar, desejar, falar e agir de um modo bem diferente do que estávamos acostumados a fazer, temos que compreender como e porque chegamos a essa situação, que evidenciou o risco de muitos de nós perder a oportunidade de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução.

Esse conhecimento facilitará, e muito, o nosso entendimento sobre os Estudos Bíblicos Rosacruzes, quando fomos ler e estudar a Bíblia, tanto os Evangelhos, todo o Novo Testamento, bem como o Antigo Testamento.

Utilizemos o conhecimento adquirido por meio da Filosofia Rosacruz para detalharmos os principais pontos.

Nesse Período Terrestre, quando alcançamos o Globo D, na 4ª Revolução – quando começou de fato o trabalho original do Período Terrestre, após às devidas recapitulações –, também alcançamos o ponto mais denso que nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui, deveríamos conquistar já na Região Química do Mundo Físico, onde até hoje vivemos quando estamos renascidos no nosso Corpo Denso aqui. Esse ponto chama-se Nadir da Materialidade.

Nadir-da-Materialidade-no-Periodo-Terrestre-Globo-D-4ta-Revolucao-1024x585 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Se detalharmos um pouco mais as Revoluções no Globo D, vemos que essa figura abaixo deixa mais clara que a 4ª Revolução, é a parte da Região Química do Mundo Físico onde vivemos a parte mais densa em matéria de todo esse Esquema de Evolução. Por isso o meio da 4ª Revolução é conhecido como o Nadir da Materialidade.

7-Revolucoes-no-Globo-D-do-Periodo-Terrestre-mostrando-a-4ta-como-a-mais-densa Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Esse fato é, ao mesmo tempo, o ideal da conquista de toda a Região Química do Mundo Físico que devemos alcançar (note a única Onda de Vida a fazer isso), mas é o maior risco que enfrentamos.

E como ocorre em todos os Esquemas de Evolução, nesse momento, esse Esquema de Evolução é dividido em partes menores um pouco antes de se alcançar Nadir da Materialidade e um pouco depois de alcançá-lo.

Os motivos para esse cuidado das Hierarquias Criadoras que dirigem o Esquema de Evolução são dois:

  1. Reduzir o risco do apego da Onda de Vida humana à parte mais densa, que sempre ocorre, devido ao elevado grau de “cegueira espiritual”, a fim de focar na parte material, o que pode resultar em uma cristalização tal que seres da Onda de Vida humana pode perder todas as possibilidades de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução (que é o que já aconteceu com vários dos nossos irmãos e das nossas irmãs que hoje aguardam no cone sombrio da Lua um próximo Dia de Manifestação do nosso Criador, Deus);
  2. Facilitar a conquista da Região Química do Mundo Físico, ou seja: se tornar especialista de materiais Sólidos, Líquidos e Gases, a fim de que em outros Dias de Manifestação quando um Onda de Vida necessitar construir Corpos com esses materiais, nós possamos ajudá-la, sendo lhe fornecendo o germe de um Corpo, seja auxiliando em como lidar com esses materiais.

As divisões, nesse momento e nesse Esquema de Evolução foram em Épocas e Eras. E isso foi possível devido a um dos movimentos do nosso Planeta chamado de Precessão dos Equinócios, bem conhecido pela Astronomia.

Movimento-Precessao-dos-Equinocios-da-Terra Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Bem resumido, ocorre porque vendo daqui da Terra (ou seja, tendo como referência estarmos em um ponto qualquer da Terra) todos os anos, no Equinócio de Março, o Sol cruza o Equador do hemisfério sul para o hemisfério norte.

Era-de-Peixes-Era-de-Aries-Era-de-Touro-na-Precessao-dos-Equinocios Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Nesse momento se olharmos por trás do Sol há um Signo, ou seja: o Sol está transitando por um Signo. Atualmente o Signo é Peixes.

E devido ao movimento Precessão dos Equinócios (como o nome já sugere), todo ano o Sol cruza em ponto anterior ao ponto anterior (Exemplo: se cruzou no grau 10 de um Signo, cruzará em algum ponto menor que o grau 10; na verdade alguns minutos menores do que o do ano anterior).

Assim, houve momentos no passado em que no Equinócio de Março, o Sol cruzava quando estava no Signo de Áries e em momentos mais anteriores, o Sol cruzava quando estava no Signo de Touro no Equinócio de Março.

Assim, considerando as lições a serem aprendidas, o processo, o método empregado e todo o ambiente que tínhamos, as Hierarquias Criadoras deram o nome de Era a cada Signo que o Sol transitava pelo movimento da Precessão dos Equinócios. Na Filosofia Rosacruz estudamos com mais detalhes cada Era.

Assim, enquanto o Sol transitava pelo Signo de Touro, tivemos a Era de Touro. Depois, em um momento mais à frente enquanto o Sol transitava pelo Signo de Áries, tivemos a Era de Áries. Depois, em um momento mais à frente enquanto o Sol transita pelo Signo de Peixes, temos a Era de Peixes.

E a cada 3 Eras temos uma Época que compreende um conjunto maior de alterações em nós e no nosso Campo de Evolução, necessários para evoluirmos e aprendermos as lições nesse Esquema de Evolução. Exemplo: em uma Época nosso Corpo Denso era mais parecido como um embrião humano atual. Hoje é essa forma que temos, muito mais desenvolvido.

Na figura abaixo vemos as Eras e a cada 3 Eras, a Época. E, alguns exemplos das principais modificações que ocorrem na nossa composição (Corpos e Veículo), na nossa alimentação e no nosso comportamento.

Eras-e-Epocas-a-partir-da-metade-4ta-Revolucao-do-Globo-D-do-Periodo-Terrestre-1024x458 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Note que na figura fica claro que alcançamos o Nadir da Materialidade exatamente na Era de Gêmeos da Época Atlante.

Já há muito tempo nesse Esquema de Evolução, já que estamos atualmente na Era de Peixes, já na Época Ária!

Note que próximo ao Nadir da Materialidade, que ocorreu na Época Atlante, de um lado tivemos a Era de Câncer, depois a mais densa de todas a Era de Gêmeos e do outro lado a não tão densa Era de Touro, fechando a Época Atlante. Depois entramos na Época Ária que se iniciou com a Era de Áries, depois a menos densa das 3 anteriores, a Era de Peixes (a que estamos agora) e estamos já na Órbita de Influência da Era de Aquário.

Epoca-Atlante-e-as-Eras-enfatizando-as-densidades-de-materias-da-Regiao-Quimica Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Para que pudéssemos alcançar o objetivo de nos manifestar como indivíduos completos e expressar o total controle do nosso Tríplice Corpo em cada um dos Mundos que atuamos, os Senhores da Mente nos deram o germe da Mente nessa Época Atlante (durante as 3 Eras, dependendo do grau de evolução de cada um de nós).

Também nesse Esquema de Evolução, para alcançarmos o Nadir da Materialidade fomos nos concentrando cada vez mais no nosso Corpo Denso e na Personalidade, de modo que a ilusão do “eu pessoal”, imediatamente surgiu a ideia do “eu” e “tu”, do “meu” e “teu”, e os interesses individuais começaram a entrar em conflito com os dos outros, que começou na Era de Gêmeos.

Estudamos esses eventos na Bíblia, figurativamente nos contado como a tragédia entre Caim e Abel e a existência de Nimrod, poderoso caçador, com derramamento de sangue.

Com isso e por vontade própria fomos robustecendo o nosso modo de agir por meio do Corpo de Desejos, procurando satisfazer todos os nossos desejos, sentimentos e nossas emoções inferiores em busca da conquista da Região Química do Mundo Físico e esquecendo totalmente da nossa parte divina. O livre arbítrio nos garantiu essa escolha. Como o Corpo de Desejos ditava a nossa conduta e focado em gerarmos desejos, emoções e sentimentos inferiores (egoísmo, ódio, raiva, vingança, ciúmes, inveja e afins), colocamos, por livre vontade, a Mente à serviço do Corpo de Desejos e começamos a utilizar a Mente para manifestar a astúcia e justificar os nossos desejos inferiores.

Resultado: cristalização dos nossos veículos e risco de perder todas as possibilidades de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução (que é o que já aconteceu com vários dos nossos irmãos e das nossas irmãs que hoje aguardam no cone sombrio da Lua um próximo Dia de Manifestação do nosso Criador, Deus).

Já entre o final da Era de Gêmeos e iniciando a Era de Touro, com o objetivo de nos ajudar a controlar o nosso Corpo de Desejos, Jeová (o terceiro Aspecto de Deus, o Espírito Santo) nos forneceu as Religiões de Raça nos separando em nações, cada uma com um Espírito de Raça, de modo que pudesse ficar mais fácil os povos das nações dominarem os seus Corpos de Desejos entre os membros das nações. E para que isso ficasse claro deu a cada nação Leis – um exemplo são os 10 Mandamentos – que deveriam ser obedecidas e que, se analisarmos cada uma, veremos claramente que tem o objetivo de controlar os nossos Corpos de Desejos na escolha e manipulação de materiais das 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo.

Como havia muitos irmãos e muitas irmãs já avançados, esses foram escalados como Profetas, mediadores entre o Divino e a Humanidade, que contavam como os povos das nações deveriam se comportar, onde estavam errando e o que fazer para se corrigirem.

O que aconteceu? Nós começamos a “distorcer” as Leis de Raça, a fim de tentar acomodar a prática dos nossos desejos, sentimentos e nossas emoções inferiores (e muitos de nós até hoje assim o fazem).

Um exemplo? A da “lei do talião” de onde veio essa de “olho por olho, dente por dente”. Isso não está nos 10 Mandamentos, não é? E como essa “lei”, há muitas outras pelo mundo afora que podemos consultar, se quisermos.

Percebam na figura que já na Era de Touro éramos para começar os preparativos para irmos em direção a uma menor densidade de matéria química e começar um caminho para a matéria etérica, na Região Etérica.

Só que continuávamos o foco na Região Química, o apego ao “Eu inferior” e nos alimentando de material de desejos, sentimentos e emoções inferiores, ou seja, nos cristalizando por irmos contra as Leis de Deus.

Quando entramos na Época Ária, por meio da Era de Áries, novas condições foram apresentadas para nos ajudar a mudar essa direção. Muitos conseguiram, mas outro tanto não. Foi então que surgiu o Plano de Salvação liderado por Cristo, nosso Redentor e único Ideal a ser seguido.

Toda uma preparação foi nos fornecida para ensinar que devíamos deixar as Religiões de Raça – a Religião do Espírito Santo – e adotar a Religião Cristã que Cristo estava nos apresentando – depois de anúncios e mais anúncios e exemplos e mais exemplos, desde muitos séculos ainda da vinda do Cristo, do que seria a Religião Cristã, a Religião do Filho, dados pelos profetas, como temos inumeráveis no Antigo Testamento.

De modo que quando foi atingindo o entorno de 8 graus de Precessão dos Equinócios do Sol cruzando o Equador por Áries (veja: já na Órbita de Influência da Era de Peixes), Cristo veio entre nós para nos mostrar como devemos fazer para progredir nesse Esquema de Evolução, por meio do Cristianismo. E para facilitar o acesso a quem quiser sobre esses ensinamentos temos a Bíblia, um livro onde está o básico, mas que exige uma preparação espiritual esotérica Cristã para compreender e aplicar o que lá está colocado (caso contrário, ficará apenas na superficialidade, na astúcia, no desânimo e, fatalmente, na desistência).

Epoca-Aria-enfatizando-a-Era-de-Aries Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

O momento cósmico estava apropriado para a implantação dessa ajuda extra e indispensável para que pudéssemos, se quiséssemos retomar o Esquema de Evolução e avançar em direção a Era de Aquário, onde Cristo nos receberá, quando já tivermos nosso Corpo-Alma suficientemente desenvolvido, como Ele mesmo nos ensinou.

Por fim, nunca nos esqueçamos: desde o Seu sacrifício no Gólgota, quando o Corpo Denso de Jesus foi destruído, ao mesmo tempo em que se manifestavam certos fenômenos relatados na Bíblia, o Espírito de Cristo penetrou na Terra. O Cristo se tornou o Espírito Interno da Terra. Agora, Ele guia nosso Planeta em sua órbita. Ele continua o Seu sacrifício de nos ajudar e está sempre conosco, esperando que aprendamos e apliquemos o que Ele já nos ensinou.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – P.8.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: do Capítulo 1

Vamos ao texto do Capítulo 1, que vai do versículo 1 ao 25:

1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: 2Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacó, Jacó gerou Judá e seus irmãos, 3Judá gerou Farés e Zara, de Tamar, Farés gerou Esrom, Esrom gerou Aram, 4Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon, 5Salmon gerou Booz, de Raab, Booz gerou Jobed, de Rute, Jobed gerou Jessé, 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que foi mulher de Urias, 7Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa, 8Asa gerou Josafá, Josafá gerou Jorão, Jorão gerou Ozias, 9Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias, 10Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias, 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos por ocasião do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel, 13Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor, 14Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud, 15Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matã, Matã gerou Jacó, 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus chamado Cristo. 17Portanto, o total das gerações é: de Abraão até Davi, quatorze gerações; de Davi até o exílio na Babilônia, quatorze gerações; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze gerações. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. 19José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. 20Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou- se a ele em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa: ‘Deus está conosco’. 24José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. 25Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus.”

Genealogia de Jesus, segundo S. Mateus

Antes de falarmos da genealogia de Jesus, como nos foi dado por S. Mateus, lembremos que Jesus pertence à nossa Humanidade, ou seja é um ser humano, ou um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, exatamente como um de nós. Assim, estudando o ser humano Jesus na Memória da Natureza podemos segui-lo em suas vidas anteriores, renascido aqui inúmeras vezes: durante um certo tempo na sua evolução, de 1000 em 1000 anos (com a manifestação de sexo aqui alternado: uma vez homem, outra vez mulher) e depois, evoluindo espiritualmente, não mais de 1000 em 1000 anos e nem mais alternadamente homem e mulher.

Já quando renasceu como Jesus não era um indivíduo comum. Tinha desenvolvimento uma Mente singularmente pura, muito superior à grande maioria da nossa presente Humanidade. Um Corpo Denso mais próximo da perfeição do que qualquer outro Corpo Denso construído por qualquer outro ser humano. E, obviamente, um Corpo Vital mais próximo da perfeição do que qualquer outro Corpo Vital construído por qualquer outro ser humano. E, com certeza absoluta, um Corpo de Desejos mais próximo da perfeição do que qualquer outro Corpo de Desejos construído por qualquer outro ser humano. Além de um Corpo Mental, ao invés de um veículo Mente, como temos. Pois esteve percorrendo o Caminho da Santidade através de muitos renascimentos aqui, preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.

Vamos enumerar a genealogia de Jesus, conforme nos fornecido por S. Mateus:

  1. Abraão
  2. Isaac
  3. Jacó
  4. Judá
  5. Farés
  6. Esrom
  7. Aram
  8. Aminadab
  9. Naasson
  10. Salmon
  11. Booz
  12. Jobed
  13. Jessé
  14. Davi
  15. Salomão
  16. Roboão
  17. Abias
  18. Asa
  19. Josafá
  20. Jorão
  21. Ozias
  22. Joatão
  23. Acaz
  24. Ezequias
  25. Manassés
  26. Amon
  27. Josias
  28. Jeconias
  29. Salatiel
  30. Zorobabel
  31. Abiud
  32. Eliacim
  33. Azor
  34. Sadoc
  35. Aquim
  36. Eliud
  37. Eleazar
  38. Matã
  39. Jacó
  40. José, o esposo de Maria, da qual nasceu
  41. Jesus

Nesse Capítulo S. Mateus mostra 41 gerações sendo que na última ele considera a geração vinda de Maria, totalizando 42 gerações. Obviamente não se quis mostrar aqui todos os renascimentos de Jesus aqui (com certeza houve muito mais!) e muito menos que todas essas pessoas foram renascimentos anteriores de Jesus. O único que é nos revelado como um renascimento anterior de Jesus foi Salomão. E só nos foi revelado porque há coisas importantes para compreendermos com essa revelação, como já estudamos na Filosofia Rosacruz.

Há que se tomar muito cuidado em interpretações usando o significado dos nomes aqui expostos: devido a dificuldades de grafia, a chance de “fantasiar” é enorme. Sugerimos não perder tempo, nem em tentar, nem em ler. Dentre várias coisas que S. Mateus quis ensinar aqui, da parte esotérica, podemos ver alguns exemplos (muitos outros podemos ter, mas vamos nos ater ao tempo limitado):

  • Como alguns grandes Iniciados, por meio de fornecer Corpos para vários Egos, foram auxiliando para que Jesus pudesse chegar a esse nível de perfeição no Corpo Denso e, consequentemente, no Corpo Vital. Imaginem se alguns deles não quisessem ter filhos pelos motivos que hoje ouvimos: “dá muito trabalho”, “deforma meu corpo”, “colocá-lo nesse mundo? Nem pensar!”, “cria-lo é um preço de apartamento ou de um carrão!”.
  • Se decompormos 42 pela Matemática Esotérica, teremos 4+2 = 6; 1+2+3+4+5+6=21; 2+1=3. Ou seja: como sempre o número 3 significa “chegou-se a um nível necessário e suficiente para atender o era preciso”. No caso de Jesus: ter os melhores Corpos possíveis para que Cristo pudesse iniciar o seu Plano de Salvação estando aqui, entre nós.
  • Uma dica e estudar a vida e os acontecimentos de alguns desses nomes, como Davi, Salomão, Jeconias e outros na Bíblia e veja a evolução espiritual deles, para se ter mais exemplos.

A Revelação à José

Vamos ver agora a questão da revelação à José sobre o nascimento de Jesus (vers. 18 a 25). Para isso, lembremos que Maria, a mãe de Jesus, a Virgem Maria, possuía a mais elevada pureza humana, por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus. Já era uma elevada Iniciada. O pai, José, também era um elevado Iniciado, capaz de realizar o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal.

Em consequência, o formoso, puro e amoroso espírito conhecido pelo nome de Jesus de Nazaré veio ao mundo num Corpo puro e sem paixões. Como falamos antes, esse Corpo era o melhor, o mais próximo à perfeição que se podia produzir na Terra. A tarefa de Jesus, nesse renascimento, era cuidar e desenvolver o seu Corpo até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que devia servir. Jesus surgiu do povo comum, não foi um levita, classe para quem era uma herança o sacerdócio. Ainda que não surgisse de uma classe de instrutores, seus ensinamentos foram superiores aos de Moisés.

Quando fazemos o Curso Bíblico Rosacruz, aprendemos que “conhecer alguém” no contexto colocado significa ter que se relacionar sexualmente para, por meio de um sentimento de paixão e posse, egoisticamente, criar condições de fornecer um Corpo Denso a um Ego com um único interesse: garantir que em renascimentos futuros, também se tenha a condição de receber um Corpo Denso.

José e Maria, como dissemos, como elevados Iniciados não precisavam disso. Iniciados quando precisam fazer o sacrifício de terem relações sexuais a fim de garantir um Corpo Denso a um ser até mais elevado do que os dois, o faz sem “conhecer”, ou seja, sem paixão ou sentimento algum inferior. Por isso é feito como sacrifício, ou seja, um SACRO-OFÍCIO. Depois desse sacrifício, nunca mais tiveram relações sexuais. Por quê? Porque não precisaram mais fazer o sacrifício para fornecer um Corpo Denso a algum ser elevado.

Imagine o regozijo de Maria e de José quando descobriram que tal SACRO-OFÍCIO redundou na fecundação e em todo um período de gravidez (em uma época que a taxa de natimorto era enorme!) que terminou bem-sucedido com o nascimento de um ser humano tão elevado que seria o que cederia os Corpos Denso e Vital para o Arcanjo Cristo!

Outros Pontos de Significância Esotérica

  • No versículo 22: “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel”. Isso se refere à Isaias no Capítulo 7 e versículo 14 do seu Livro no Antigo Testamento. No Novo Testamento veremos muitas confirmações dos Profetas que manifestaram suas profecias no Antigo Testamento.
  • O “Anjo do Senhor” aqui é o Anjo Gabriel, o que guarda e guia o Espírito da Maternidade. Ele envia Anjos ministros para abençoar toda mãe. Esses mensageiros angélicos cuidam e dirigem um espírito para a mãe e o lar onde ele vai se desenvolver. Todas as canções de ninar e de acalanto compostas por inspirados músicos acham-se sintonizadas com a palavra-chave do Anjo Gabriel.
  • Logicamente, José, segundo um elevado Iniciado, podia funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico e conversar tranquilidade com os seres que vivem lá, inclusive os Anjos.
  • Sobre: “grávida pelo Espírito Santo”. Sabemos que o Espírito Santo (Jeová) é a energia criadora da Natureza, e a energia sexual é seu reflexo no ser humano. Tudo que se relaciona com a propagação da espécie humana, quando tal ato é executado como um Sacro-ofício (como era feito antes da “Queda do Homem”) é executado sob a direção dos Anjos, por sua vez, guiados por Jeová. Ou seja, todas as vezes que utilizamos a energia sexual criadora do modo santo, como se deve, manifestamos o Espírito Santo. Exatamente como fez José e Maria.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 1 – versículo de 1 a 25.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus do Capítulo 2

Vamos ao texto do Capítulo 2, que vai do versículo 1 ao 23:

“A visita dos magos — 1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos” a sua estrela no céu surgir e viemos homenageá-lo”. 3Ouvindo isso, o rei Herodes ficou alarmado e com ele toda Jerusalém. 4E, convocando todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo, procurou saber deles onde havia de nascer o Cristo. 5Eles responderam: “Em Belém da Judéia, pois é isto que foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és o menor entre os clãs de Judá, pois de ti sairá um chefe que apascentará Israel, o meu povo”. 7Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido. 8E, enviando-os a Belém, disse-lhes: “Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que, também, eu vá homenageá-lo”. 9A essas palavras do rei, eles partiram. E eis que a estrela que tinham visto no céu surgir ia à frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. 10Eles, revendo a estrela, alegraram- se imensamente. 11Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam. Em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho para a sua região.

Fuga para o Egito e massacre dos inocentes — 13Após sua partida, eis que o Anjo do Senhor se manifestou em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. 14Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, durante a noite, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que dissera o Senhor por meio do profeta: Do Egito chamei o meu filho.16Então Herodes, percebendo que fora enganado pelos magos, ficou muito irritado e mandou matar, em Belém e em todo seu território, todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo de que havia se certificado com os magos. 17Então cumpriu-se o que fora dito pelo profeta Jeremias: 18Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação: Raquel chora seus filhos e não quer consolação, porque eles já não existem.

Retorno do Egito e estabelecimento em Nazaré — 19Quando Herodes morreu, eis que o Anjo do Senhor se manifestou em sonho a José, no Egito, 20e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, pois os que buscavam tirar a vida ao menino já morreram”. 21Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe e entrou na terra de Israel. 22Mas, ouvindo que Arquelau era rei da Judéia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo recebido um aviso em sonho, partiu para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareu.”

A visita dos magos

Reparem que S. Mateus já inicia com a “visita dos Magos”. E aqui é para mostrar que a “vinda de Cristo” já era sabida por muitos e há muito tempo se prepararam para esse momento.

Quando o Sol passava, por Precessão dos Equinócios, no Signo de Libra, aproximadamente há dez mil anos atrás, começaram os preparativos para a vinda de Cristo.

Foram enviados mestres Iniciados às mais diferentes partes do mundo, todos com uma mensagem similar: formar um círculo próximo de Discípulos para esse glorioso acontecimento que é a vinda da Luz do Sol, que haveria de se converter na Luz do Mundo.

À medida que o tempo passava a preparação foi se tornando mais definida.

Na China apareceu Lao Tsé e a adoração de Kwan Yin, que representa a Divindade Feminina. No Egito, a adoração se centrou em Osíris e Isis; na Babilônia, em Izdubar e Isthar; na Grécia, em Apolo e Atena; na Índia, Buda e sua mãe Maia; na Pérsia, Zoroastro (ou Zaratrusta) e Ainyahita (ou Anahita); e, finalmente, na Palestina, Jesus e a Virgem Maria.

Assim, ao longo de todos os tempos esses Discípulos que eram conscientes da “encarnação por vir” estiveram preparando-a. E é aqui que cabem também os três Magos do Oriente.

Há vários significados esotéricos da “Visita dos Magos”. Citemos alguns:

Os três homens sábios representam o Corpo, a Alma e o Espírito; e os seus presentes, a suprema dedicação ao Mestre.

A mirra é o símbolo da Alma e significa a amargura da dor e da pena, antes de que a natureza inferior do Aspirante tenha sido transformada; o incenso é o símbolo do Corpo Denso, o caminho da transmutação, eterizando o nosso Corpo; o ouro, nós, o Espírito, que refina a natureza inferior e, finalmente, a submete.

Outro significado: as Raças branca, amarela e negra que, antes de Cristo, éramos separados proeminentemente em raças, devido às Religiões de Raça existentes. Um dos resultados da vinda de Cristo é a miscigenação das raças, ou seja, o lento desaparecimento delas, como ainda a conhecemos atualmente.

Vamos, agora, detalhar um pouco a significância da Estrela de Belém, aquela que os Magos disseram que viram e estava seguindo. Sob a “antiga dispensação” (a 1ª e 2ª Dispensações, ou Jeovísticas) o Caminho da Iniciação não estava aberto senão para poucos escolhidos. Alguns podiam procurar o caminho, mas só os guiados ao Templo pelos Hierofantes podiam encontrar a entrada.

Antes da vinda de Cristo, não havia convite algum semelhante ao atual que foi feito por ele: “Todo aquele que queira, pode vir”. Aos escolhidos era ensinado nos Templos de Mistérios ou de Iniciações que há uma força ou energia física no Sol que é o princípio fecundante na Natureza e que sustenta os 3 Reinos de vida, mas que há uma força espiritual, emanada do Sol Espiritual que se tornava visível na noite de 24 de dezembro, considerada a noite mais santa do ano.

Na Noite Santa – três noites após o Solstício de Dezembro – diz-se que o Sol está diretamente abaixo da Terra e as influências espirituais são fortíssimas. Então, a Terra se tornava transparente à visão espiritual e os escolhidos para a Iniciação viam o Sol da meia-noite, e que era a Estrela. Atentem: não era o Sol físico, mas o Espírito do Sol, o Cristo, o nosso Salvador.

A Fuga para o Egito

Sabemos que os eventos na vida de Cristo representam etapas sucessivas no Caminho da Iniciação para os Cristãos que estão trilhando esse caminho. Então, a Fuga para o Egito, que lemos nesse trecho do texto, também é uma dessas etapas.

E, assim, durante as primeiras etapas do desenvolvimento espiritual, nós, Aspirantes à vida superior, experimentaremos, frequentemente, “fugas para o Egito”, ou deslizamentos para as trevas, um evento que simboliza a nossa ascensão temporária e material sobre a natureza divina.

Há dificuldades em se entender essa passagem, mas se lembrarmos: que ainda se trata do ser humano Jesus; que ainda havia necessidade de Jesus experimentar essa subjugação dos sentidos e da escuridão da Mente mortal (simbolizado pelo lugar Egito – não o país atual!), até para mostrar para cada um de nós que não é porque “caímos” que não podemos retomar de onde paramos, então, o entendimento será mais clarificado.

Veja: a inciativa partiu de José, que simboliza a força masculina, a Vontade, a Razão em se afastar do caminho espiritual (não foi da força feminina, da Imaginação, o Coração).

E veja a simbologia de Herodes, como o Mundo material, que encanta, ilude e se justifica por si só!

E veja a simbologia de Egito representando a subjugação dos sentidos e da escuridão da Mente mortal. E é lá no Egito que sentimos a solidão e o abandono; o obscurecimento da nossa Vida interior e o embaraçamento por viver na ilusão material, que separa, que divide e que engana (sentimos “as coisas que vão montadas e cavalgam sobre nós”). Aqui é difícil sentir que somos escravos de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chamamos de “minhas posses” quando, em realidade, são elas que nos possuem!

Assim, a Fuga para o Egito representa a terra da escuridão e o materialismo reflete na nossa vida a luta, em nossos primeiros passos, no desenvolvimento para a Iniciação Cristã.

Retorno do Egito e estabelecimento em Nazaré

Notem nas passagens que até agora estudamos, os nomes dos lugares envolvidos e o seu significado no curso da vida de qualquer Aspirante à Vida Superior que busca o seu desenvolvimento através de uma Escola de Mistérios Cristã:

Tudo começa em Nazaré, que é o lugar onde o tempo é utilizado para a vida pessoal – dia a dia, cotidiana.

Depois devemos deixar Nazaré, e entrar no caminho que conduz a Belém, em preparação para o Sagrado Nascimento (a consciência da existência do nosso Cristo Interno, o Corpo-Alma).

Devemos, então, voltar a Nazaré, pois aqui é o baluarte da nossa evolução.

De vez em quando, caímos e experimentamos o gosto amargo da ascensão temporária e material em nós (o “Eu inferior” que tanto tempo nutrimos com os nossos pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, obras, ações e atos inferiores) sobre a nossa divina natureza (eu inferior sobre o eu superior): a Fuga para o Egito (o lugar da escuridão espiritual).

Então, nos lembramos que “o único fracasso é deixar de lutar” e, se fizermos uma breve reflexão vamos encontrar que as lições mais valiosas que aprendemos foram nos momentos mais sombrios de nossa vida e não nos mais radiantes. É e com essas forças que retornamos a Nazaré para continuar nosso caminho para frente e para cima.

Aí o retorno a Nazaré se torna uma coisa empolgante, o serviço amoroso e desinteressado se torna o mote da nossa vida. A sensação de caminhar a passos largos na evolução e de se tornar cada vez mais útil como colaborador no Plano de Deus nos empolga dia a dia e nos empurra para cima e para frente.

Vamos ver alguns pontos de esclarecimento esotérico

Dentre os sinais do Antigo Testamento que foram fornecidos – e há muitos! – para que quem quisesse soubesse que o Cristo viria, podemos citar:

E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és o menor entre os clãs de Judá, pois de ti sairá um chefe que apascentará Israel, o meu povo.” (Mq 5:1-3)

Do Egito chamei o meu filho.” (Os 11:1)

Ele será chamado Nazareu.” (Is 1:11)

De novo vemos a citação: “Anjo do Senhor” que é o Anjo Gabriel, sendo outro exemplo de que José funciona conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, ou seja: convive com todos os seres que lá vivem (como nós convivemos aqui)!

Lembrando sempre: muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 2 – versículo de 1 a 23.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: do Capítulo 3

Introdução

O Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, ocultista-místico Cristão.

Afinal, já sabemos que a Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios e, nesse sentido, em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: ‘A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.’. E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia.

S. Paulo mesmo em suas Epístolas, nos adverte que até o dia de hoje, na leitura do “Antigo Testamento, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo ele é tirado; contudo, até hoje, sempre que leem a Moisés, está posto um véu sobre o coração deles; mas todas as vezes que algum deles se “converter” ao Senhor, o véu lhe é tirado.” (IICor 3:14-16).

E isso porque somos “ministros não da letra, mas do espírito, pois a letra mata, mas o espírito vivifica” (IICor 3:16). Assim, mostremos, pois, nessas aparentes contradições, o sentido oculto nas entrelinhas, “o espírito da letra”.

Sabemos, por meio dos nossos estudos dos Ensinamentos Rosacruzes que os quatro Evangelhos S. fórmulas de Iniciação. O de S. Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que S. as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

Texto do Capítulo 3

Vamos ao texto do Capítulo 1, que vai do versículo 1 ao 17: “1Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia 2e dizendo: “Arrependei-vos, por que o Reino dos Céus está próximo”. 3Pois foi dele que falou o profeta Isaías, ao dizer: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, tornai retas suas veredas. 4João usava uma roupa de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins. Seu alimento consistia em gafanhotos e mel silvestre. 5Então vieram até ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a região vizinha ao Jordão. 6E eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7Como visse muitos fariseus e saduceus que vinham ao batismo, disse-lhes: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? 8Produzi, então, fruto digno de arrependimento 9e não penseis que basta dizer: ‘Temos por pai a Abraão’. Pois eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10O machado já está posto à raiz das árvores e toda árvore que não produzir bom fruto será cortada e lançada ao fogo. 11Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12A pá está na sua mão: vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro: mas, quanto à palha, vai queimá-la num fogo inextinguível”.

13Nesse tempo, veio Jesus da Galileia ao Jordão até João, a fim de ser batizado por ele. 14Mas João tentava dissuadi-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?”. 15Jesus, porém, respondeu-lhe: “Deixa estar por enquanto, pois assim nos convém cumprir toda a justiça”. E João consentiu. 16Batizado, Jesus subiu imediatamente da água e logo os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele. 17Ao mesmo tempo, uma voz vinda dos céus dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem Me comprazo”.”

Alguns Pontos de S. João Batista

João Batista pertencia a uma ordem chamada os Essênios, que foi constituída para preparar a vinda de Cristo. Como sabemos muitas pessoas envolvidas na preparação e na vida de Cristo Jesus pertenciam a essa ordem.

Particularmente, coube a S. João Batista treinar os Discípulos para receber os ensinamentos esotéricos (com “S”) profundos que Cristo ensinaria. Assim muitos dos Discípulos de Cristo, foram Discípulos de S. João Batista.

Nesse versículo já vemos uma dessas necessidades de preparação: “Arrependei-vos, por que o Reino dos Céus está próximo.”.

Não confundamos Reino dos Céus com Reino de Deus. Reino dos Céus se refere a todo o Esquema, a Obra, o Caminho de Evolução no qual estamos inseridos. E o que quer dizer aqui? Simplesmente que a partir da primeira vinda de Cristo estava aberto o acesso a quem quisesse para conhecer DIRETAMENTE (sem nenhum intermediário) tudo o que envolve a Peregrinação do ser humano desde quando começou nesse Esquema de Evolução, lá no longínquo Período de Saturno, até quando chegar ao final, no Período de Vulcano.

E, com isso, qualquer um pode alcançar o desenvolvimento espiritual que quiser, adiantando-se nesse Esquema de Evolução e ajudando com o máximo de eficácia todos os seus irmãos e suas irmãs de caminhada além do próprio Plano de Cristo para a “Salvação da Humanidade”.

Notemos que S. João Batista pregou o seu evangelho da preparação sem palavras ambíguas. Vamos a alguns exemplos e o motivo de tal pregação. Sua advertência era voltada a todos, como aqui: “O machado já está posto à raiz das árvores e toda árvore que não produzir bom fruto será cortada e lançada ao fogo”.

Que significa uma necessidade urgente e imediata de alterar toda a estrutura social que havia e que, infelizmente, ainda há e nos enreda nessa ilusão de realização e felicidade falsas, focada em falsos valores materiais e de poder, fama, fortuna e foco somente nessa vida material!

E aqui: “Produzi, então, fruto digno de arrependimento.

Que significa Que passou da hora de preparar a nossa Personalidade para receber quem nos tirará desse atraso que nos impusemos nós mesmos em persistir no doloroso caminho do transgressor das Leis de Deus.

E ainda aqui, dirigindo-se a todo ser humano que insiste em se voltar para o materialismo (uns descarados, outros dissimulados e muitos achando que não são materialistas) e a todo ser humano que insiste em achar que tem todo conhecimento que precisa e não necessita do Cristianismo (ou insiste em intelectualizar o Cristianismo) ou que vira e mexe coloca em ação a sua hipocrisia, astúcia, vaidade, orgulho e tantas outras características muito bem definidas nas duas classes sociais existentes naquela época: fariseus e saduceus, quando diz: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir”.

Essas classes sociais não existem mais, pois estão presentes nas Personalidades de muitas pessoas, em nós quando insistimos em viver assim, ainda que em alguns momentos da nossa vida.

Se não fazemos o Exercício Esotérico de Retrospecção como se deve, então, periga achar que JAMAIS somos assim!

Notem como somos chamados por S. João Batista: “raça de víboras”.

Resumindo: S. João Batista não busca agradar a ninguém. Vive totalmente a política do “sim, sim…não, não” sem meias palavras e focado totalmente no Cristianismo que estava por vir. Como um verdadeiro precursor da Era de Peixes – a Era que estamos atualmente – age sempre acima de qualquer conveniência humana. Não tem essa de ser sociável, de cultivar relacionamentos com quem não está voltado para o Cristo, de ser dissimulado (um tipo de vida em um lugar e outro tipo, oposto, em outro).

E deixa clara a Sua missão e até onde devia ir: despertar aqueles que estavam preparados para receber o Cristianismo.

E nós, como Estudantes Rosacruzes, vivemos assim também? Ou temos vergonha, orgulho que significa falta de fé nos Ensinamentos Rosacruzes que é o Cristianismo Esotérico?

Batismo da Água ou o Batismo de Água ou, ainda, o Batismo com Água

Aqui nesse versículo “Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” vemos a declaração do método de Batismo que era aplicado por S. João Batista e por todos os Essênios responsável por tal Sacramento:  o Batismo da Água ou o Batismo de Água ou, ainda, o Batismo com Água.

Repare: o Batismo, aqui descrito, não tem nada a ver com o batismo físico que estamos acostumados a ver!

O Batismo aqui descrito é um dos nove degraus definidos na Iniciação Cristã Mística. Era o simbólico de “conduzir à visão”. Era conhecido como Batismo por meio do arrependimento dos pecados, como está claro nesses versículos: “Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Produzi, então, fruto digno de arrependimento e Eu vos batizo com água para o arrependimento.”

Nesse tipo de Batismo, era aberto ao candidato à Iniciação o conhecimento dos Mundos espirituais, pela primeira vez, pela sufocação. Os Iniciadores, como S. João Batista, sabiam que, quando se submerge alguém na água, os seus corpos sutis, por falta de condições biológicas de respiração de ar abandonavam, em parte, o Corpo Denso (corpo físico), da mesma forma como acontece num afogamento. Antes de o indivíduo afogar-se completamente, o espírito encontra-se consciente dentro de seu nível interno, conhecendo-se a si mesmo como um ser espiritual entre outros seres semelhantes, que se encontram em seu nível, estando só parcialmente ligado ao seu corpo.

Os Essênios conheciam perfeitamente o ponto exato em que o candidato aos mistérios podia ser novamente levado para fora da água, enriquecido com os conhecimentos obtido nos planos superiores.

Dessa forma, o candidato tinha plena certeza da existência de uma vida espiritual, o que o levava a morrer para tudo quanto é material. Ele era “um morto para o mundo, e nascido para os Céus”.

Batismo de Fogo ou Batismo do Fogo ou, ainda, o Batismo com Fogo

S. João Batista também anuncia que aquele que está chegando, batizará de uma outra forma, o chamado Batismo de Fogo ou Batismo do Fogo ou, ainda, o Batismo com Fogo. O Fogo aqui é o fogo do Espírito Santo que Resulta em uma iluminação interna do candidato à Iniciação e leva a uma comunhão direta com o Fogo do Cosmos do Espírito Universal. É um processo de dentro para fora, portanto, sem nenhuma necessidade de alterar a condição da consciência externa do candidato à Iniciação.

Vejamos 2 exemplos que estudaremos com mais profundidade à frente: o primeiro se refere ao Batismo experimentado por Saulo de Tarso (depois S. Paulo) no caminho de Damasco quando, consoante o relato nos Atos, ele foi ofuscado até a cegueira completa durante dias, pela Luz de Cristo. E o segundo exemplo se refere ao Pentecostes. A mesma Luz que brilhou sobre Paulo envolveu os Apóstolos em seus corações, ensinando-lhes a presença de Deus em seu interior.

Já no evento do Batismo de Jesus veja a presença clara da Santíssima Trindade: Deus Pai proclamando: “Este é Meu Filho amado, em quem Me comprazo”. Deus Filho, o Cristo, na presença própria iniciando a Sua missão, tomando os Corpos Denso e Vital de Jesus. A partir de então sendo Cristo Jesus ou Jesus Cristo. E a do Deus Espírito Santo (Jeová) como a forma de uma pomba (não “como uma pomba”).

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 3 – versículo de 1 a 17.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 4 – Versículos de 1 a 11

Introdução

A Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios. Em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.”

E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia.

Sem essa parte o seu crescimento espiritual está limitado e dificilmente trilhará o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Afinal, sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de S. Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

Texto do Capítulo 3

Vamos ao texto do Capítulo 1, que vai do versículo 1 ao 17: “1Então Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto, para ser tentado pelo diabo. 2Por quarenta dias e quarenta noites esteve jejuando. Depois teve fome. 3Então, aproximando-se o tentador, disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”. 5Então o diabo o levou à Cidade Santa e o colocou sobre o pináculo do Templo 6e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.”. 7Respondeu-lhe Jesus: “Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus”. 8Tornou o diabo a levá-lo, agora para um monte muito alto. E mostrou-lhe todos os reinos do mundo com o seu esplendor 9e disse-lhe: “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto.”. 11Com isso, o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e puseram-se a servi-lo.”

Conceito da palavra “tentação”

A palavra “tentação” que vem do grego, peirasmon ou eirasmon que podemos traduzir por “teste”, “tentativa”, “provação”, “teste da fidelidade do homem”, “teste da virtude”, “tentação, despertada dos desejos ou das circunstâncias externas”, “estado mental pelo qual somos provocados para pecar”, “tentação interna para pecar”, dentre outros.

É importante definir essa palavra cuidadosamente, pois a mesma palavra pode ter significados diferentes, dependendo do contexto.

Por exemplo, a palavra nem sempre é usada num sentido negativo (isto é, como uma atração ao pecar).

Algumas vezes o termo significa uma prova, uma tribulação, um teste, um provar de algo ou mesmo uma experiência.

A palavra poderia ser usada no contexto de testar a qualidade do ouro, ou a força de um arco. Assim, ela pode ter uma conotação positiva: em Gênesis 22:1, diz-se que Deus testou Abraão. Jeová testou ou provou a fé de Abraão, ao ordenar que ele sacrificasse Isaac, seu único filho. Em II Crônicas 32:31 diz que Deus testou Ezequias. Jeová queria saber se o rei estava cheio de orgulho ou não.

Já, do latim, temos: TENTATIO, ONIS (pode ser grafada TEMPTATIO) originalmente significava “ataque, acesso de febre” ou “prova, tentativa, teste, ensaio”, ou ainda TEMPTARE que podemos traduzir: “sentir, testar, tentar influenciar” e daqui gerou o verbo “tentar”.

O Tipo de Tentação das Três Tentações de Cristo-Jesus

Um dos dois tipos de tentadores que temos é aquele que nos incita a agir, mas agir para o mal; a manter uma compreensão errada pela Mente; a viver na ignorância.

Nesse sentido Cristo-Jesus foi tentado três vezes pelo demônio no deserto. As tentações visavam tocar no ponto mais fraco, com isso o tentador poderia justificar a sua queda alegando que: ou se fazia assim ou morreria. Entretanto, sempre é preferível morrer a trabalhar para o mal!

Para ilustrar vamos utilizar o quadro do famoso pintor renascentista italiano Sando Botticelli, de 1480-1482, intitulado: As Tentações de Cristo. Atentemos, na pintura, somente a parte que se refere às 3 Tentações.

Sando-Botticelli-de-1480-1482-intitulado_As-Tentacoes-de-Cristo Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Vemos nesse quatro os 3 tipos de tentação sofrida por Cristo.

A Primeira Tentação

A primeira tentação lemos nos versículos 2 a 4 aqui repetidos para facilitar a compreensão: “Após Cristo-Jesus ter jejuado 40 dias e 40 noites ‘o tentador aproximou dele e lhe disse: ‘se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pão’. Cristo-Jesus respondeu: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’.”.

Sando-Botticelli-de-1480-1482-intitulado_As-Tentacoes-de-Cristo-1a-Tentacao Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Note que essa resposta está em Deuteronômio 8:3, que nos esclarece – e nos orienta na hora que essa tentação nos acomete – que a alimentação espiritual também sacia a “fome material”.

Sempre veremos no Novo Testamento muitas confirmações dos Profetas que manifestaram suas profecias no Antigo Testamento.

Isso serve para demonstrar que a vinda do Cristo já fora planejada a muitos anos atrás para que muitos tivessem a oportunidade de se preparar para vinda d’Ele e outros que pudessem se emendar e rever a conduta errada de viver.

Notem que por meio do Seu poder espiritual, Cristo-Jesus poderia matar Sua fome, mas é uma Lei Cósmica que não se pode usar o próprio poder para tirar algum proveito material para si mesmo. Se Ele o fizesse estaria praticando magia negra! E o tentador sabia disso!

Assim, aqui Cristo-Jesus é tentado em um dos incentivos que temos atualmente para a ação: Poder, que é um dos grandes motivos de toda ação humana, ou seja, o desejo de poder é um dos motivos por que o ser humano faz ou deixa de fazer algo, fornecido pelo grandes Líderes da Humanidade a fim de que possamos obter experiência e aprender os conceitos de autoridade, dignidade, generosidade, lealdade e nobreza.

Mas, o que fazemos?  Usamos o conceito de Poder para expressar a nossa arrogância, o nosso despotismo, a nossa dissimulação, a nossa ostentação, a nossa tirania. Nós, como Aspirantes à vida superior, devemos continuar usando o poder como motivo de ação, firmemente, mas devemos transmutá-lo em algo superior: Ou seja: “o Poder que se deve desejar é o que atua melhorando a Humanidade” e é assim que devemos utilizá-lo, afinal: “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.

A Segunda Tentação

Vamos à segunda tentação, lemos nos versículos 5 a 7 aqui repetidos para facilitar a compreensão: “Então o diabo o levou à Cidade Santa e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: ‘Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus Anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra’. Respondeu-lhe Cristo-Jesus: ‘Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus”.

Sando-Botticelli-de-1480-1482-intitulado_As-Tentacoes-de-Cristo-2a-Tentacao Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Note que o demônio percebeu que Cristo se apoiava nas Sagradas Escrituras e, também, se apoiou nela para fundamentar a sua sugestão, quando cita o Sl 91:11-12. Novamente, veja que essa resposta está em Deuteronômio 6:16, no Antigo Testamento.

Essa passagem nos esclarece – e nos orienta na hora que essa tentação nos acomete – que não devemos ceder à vaidade de demonstrações farisaicas, posando de “bom moço ou de boa moça”, de filantrópico de ocasião, onde não haja necessidade delas e, ainda, confiando em proteções “superiores”!

Assim, aqui Cristo-Jesus é tentado em um outro dos incentivos que temos atualmente para a ação: Fama, que é um dos grandes motivos de toda ação humana, ou seja, o desejo de fama é um dos motivos por que o ser humano faz ou deixa de fazer algo, fornecido pelo grandes Líderes da Humanidade a fim de possamos obter experiência e aprender os conceitos de exemplo em viver a vida, “seta no caminho”, verdadeiro amigo (a), servidor amoroso e justo.

Mas, o que fazemos?  Usamos o conceito de Fama para expressar e tentar sempre ser bem-sucedido (a), muitas vezes, a qualquer custo da pessoa ou de quem quer que seja, o ser popular, seja por qualquer motivo que se apresente e, também, por qualquer custo, inclusive da própria vida, a nossa vaidade, a nossa ostentação, a nossa tirania.

Nós, como Aspirantes à vida superior, devemos continuar usando a fama como motivo de ação, firmemente, mas devemos transmutá-lo em algo superior, ou seja: “a Fama a que se deve aspirar é a que possa aumentar nossa capacidade de transmitir a boa nova, a fim de os sofredores poderem encontrar o descanso para a dor do seu coração.”

A Terceira Tentação

Vamos à terceira tentação, lemos nos versículos 8 a 11 aqui repetidos para facilitar a compreensão: “Tornou o diabo a levá-lo, agora para um monte muito alto. E mostrou-lhe todos os reinos do mundo com o seu esplendor e disse-lhe: ‘Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares’. Aí Cristo-Jesus lhe disse: ‘Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto.’. Com isso, o diabo o deixou. E os Anjos de Deus se aproximaram e puseram-se a servi-lo”.

Sando-Botticelli-de-1480-1482-intitulado_As-Tentacoes-de-Cristo-3a-Tentacao Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Novamente, veja que essa resposta está em Deuteronômio 6:13, no Antigo Testamento.

Essa passagem nos esclarece que Deus está acima de tudo e só a Ele podemos e devemos adorar, reverenciar e obedecer não devendo utilizar-nos de meios escusos para adquirir vantagens nem pessoais nem para grupos, família, nação ou qualquer segmento em que nos identificamos como fazendo parte.

Perceba que aqui, se Cristo cedesse (como nós muitas vezes cedemos) logo descobria que “teria ganhado o mundo inteiro, mas perdido não só a sua própria alma, mas, no caso d’Ele a alma do mundo inteiro, que tinha esperança de salvar”!

Além do que a Reino de Deus não é deste mundo; não é o Reino dos homens; o Reino de Deus é celeste.

Assim, aqui Cristo-Jesus é tentado em um outro dos incentivos que temos atualmente para a ação: Fortuna, que é, também, um dos grandes motivos de toda ação humana, ou seja, o desejo de fortuna é um dos motivos por que o ser humano faz ou deixa de fazer algo, fornecido pelo grandes Líderes da Humanidade a fim de que possamos obter experiência e aprender os conceitos de oportunidades para servir, conhecimento a aplicar, experiências vividas, justiça.

Mas, o que fazemos? Usamos o conceito de Fortuna para acumular recursos financeiros, muitas vezes, a qualquer custo, inclusive da saúde própria ou dos outros, da própria vida por meio de exploração, para não falar de roubo e outros métodos “criativos” pelo ser humano. Para acumular posses materiais, também, a qualquer custo e sem limites. Evidenciando, aqui, forte reminiscência da segunda parte da Época Atlante, momento evolutivo em que estávamos nos dirigindo para baixo em direção ao Nadir da materialidade, onde o nosso mérito foi conquistar a Região Química do Mundo Físico.

Nós, como Aspirantes à vida superior, devemos continuar usando a fortuna como motivo de ação, firmemente, mas devemos transmutá-lo em algo superior, ou seja: “a Fortuna pela qual se deve lutar é somente a abundância de oportunidades para servir os semelhantes”.

Os Três Tipos de Provas

Esses três tipos de provas, de tentações, são as três mais difíceis pelas quais estamos, constantemente, passando: interesse pessoal, poder pessoal e fama pessoal. No início do nosso caminho Espiritual essas provas nos apresentam como simples e clara de serem refutadas, mas conforme progredimos, torna-se menos óbvio e mais sutil.

A tentação tornou-se parte fundamental da nossa vida. É ela que nos traz:

– a paciência, quando tentamos e não conseguimos fazer o certo;

– a humildade, quando erramos e nos humilhamos;

– a esperança, quando, após muito sofrimento estamos prestes a desistir;

– a fé, quando se sentindo perdido apoiamo-nos na graça e na consolação divina;

– o ânimo, quando nos sentimos fortalecidos ante uma tentação superada e;

– principalmente, a consciência que, através da sua voz e quando aconteçam circunstâncias em que antigas tentações nos apresentam, ela nos orienta como agir não nos deixando nelas cair.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 4 – versículo de 1 a 11.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 4 – Versículos de 12 a 25

Lembremo-nos sempre que a Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios. Em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.” E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia!

Sem essa parte o seu crescimento espiritual está limitado e dificilmente trilhará o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Afinal, sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação.

O de São Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

O texto que estudaremos é do Evangelho Segundo S. Mateus, no seu Capítulo 4 e versículos de 12 a 25: “12Ao ouvir que João tinha sido preso, ele voltou para a Galileia 13e, deixando Nazara, foi morar em Cafarnaum, à beira-mar, nos confins de Zabulon e Neftali, 14para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: 15Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galileia das nações! 16O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; aos que jaziam na região sombria da morte, surgiu uma luz. 17A partir desse momento, começou Jesus a pregar e a dizer: ‘Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus’. 18Estando ele a caminhar junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Disse-lhes: ‘Segui-me e eu vos farei pescadores de homens’. 20Eles, deixando imediatamente as redes, o seguiram. 21Continuando a caminhar, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com o pai Zebedeu, a consertar as redes. E os chamou. 22Eles, deixando imediatamente o barco e o pai, o seguiram. 23Jesus percorria toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda e qualquer doença ou enfermidade do povo. 24A sua fama espalhou-se por toda a Síria, de modo que lhe traziam todos os que eram acometidos por doenças diversas e atormentados por enfermidades, bem como endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curava. 25Seguiam-no multidões numerosas vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia e da região além do Jordão.

No texto que se refere ao “Retorno à Galileia”, temos importantes ensinamentos que faz parte do nosso Caminho espiritual. Aqui, especial atenção devemos dar aos nomes dos lugares envolvidos e o seu significado no curso da vida de qualquer Aspirante à Vida Superior que busca o seu desenvolvimento através de uma Escola de Mistérios Cristã.

Recapitulando o que vimos no 2º Capítulo do Evangelho segundo S. Mateus, tudo começa em Nazaré, que é o lugar onde o tempo é utilizado para a vida pessoal – dia a dia, o cotidiano.

image Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Depois devemos deixar Nazaré, e entrar no caminho que conduz a Belém, em preparação para o Sagrado Nascimento (a consciência da existência do nosso Cristo Interno, o Corpo-Alma)

Devemos, então, voltar a Nazaré, pois aqui é o baluarte da nossa evolução.

De vez em quando, caímos e experimentamos o gosto amargo da ascensão temporária e material em nós (o “Eu inferior” que tanto tempo nutrimos com os nossos pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, obras, ações e atos inferiores) sobre a nossa divina natureza (“eu inferior” sobre o “Eu superior”): a Fuga para o Egito (o lugar da escuridão espiritual).

Então, nos lembramos que “o único fracasso é deixar de lutar” e, se fizermos uma breve reflexão vamos encontrar que as lições mais valiosas que aprendemos foram nos momentos mais sombrios de nossa vida e não nos mais radiantes. É e com essas forças que retornamos a Nazaré para continuar nosso caminho para frente e para cima.

Aí o retorno a Nazaré se torna uma coisa empolgante, o serviço amoroso e desinteressado se torna o mote da nossa vida. A sensação de caminhar a passos largos na evolução e de se tornar cada vez mais útil como colaborador no Plano de Deus nos empolga dia a dia e nos empurra para cima e para frente.

E aqui surge mais um lugar que tem grande significância esotérica: a cidade de Cafarnaum, onde Cristo-Jesus, saindo de Nazaré, foi morar. Passados os eventos do “Batismo” e da “Tentação no deserto” partimos para Cafarnaum: com a certeza nascida da fé, testado e provado: serve amorosamente, cura e consola a todos que sofrem, que procuram e que necessitam…para servirmos, amorosa e desinteressadamente, consolando a todos que necessitam, afinal temos a certeza nascida da fé!

Agora vamos estudar o que quer dizer, esotericamente, o ensinamento de Cristo-Jesus nessa frase: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.”.

Para começar, temos que entender que nós, a Humanidade, acabamos criando um “Reino dos homens”, quando atingimos o pináculo da materialidade e por vontade própria criamos um Reino a partir do qual queremos explicar absolutamente tudo a partir da Região Química do Mundo Físico. A tal ponto de alguns de nós negar a existência de outra coisa que não seja “Sólidos, Líquidos e Gases”.

E, nesse Esquema de Evolução, quando começamos, de fato, a desenvolver o “Reino dos homens”? Exatamente na Era de Áries, quando começamos a ter a consciência da Lei dos Ciclos Alternantes, na primeira parte da Época Ária.

Junto com essa nossa “invenção”, veio a cristalização, o risco de se apegar tanto à matéria química a ponto de perdermos a capacidade em evoluir nesse Esquema de Evolução.

E em um momento em que começamos a fase da Evolução, ou seja: uma vez conquistada a Região Química do Mundo Físico, iniciarmos o caminho de volta e partirmos para conquistar a Região Etérica do Mundo Físico. E daí, aprendermos a viver conscientemente nessa Região Etérica e nos outros Mundos suprafísicos ou Mundos Espirituais, ou seja, no Reino dos Céus, por meio desse Esquema, Caminho e Obra da Evolução.

Para isso temos uma necessidade urgente atual: ter, construir, desenvolver um Corpo-Alma, desenvolvido o suficiente para usarmos conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico. E começamos esse processo por meio do “arrependimento e reforma íntima” do mal que cometemos até então para conseguir de qualquer forma o sucesso somente aqui na Região Química e, muitas vezes, esquecendo até dos Mundos espirituais (ou até utilizando-os como material para magia negra, ou cinza).

E essa prática de “nos arrepender” é utilizada: na separação correta dos Éteres do Corpo Vital: os 2 Éteres superiores para a construção do Corpo-Alma, um dos resultados das práticas dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes (especialmente: noturno de Retrospecção e matutino de Concentração) e na alimentação constante do Corpo-Alma construído: pela repetição, durante as horas de vigília, (até chegar a hábito e se esforçando para se tornar uma virtude) do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e à irmã que está ao seu lado, focando na divina essência oculta em cada um deles – que é a base da Fraternidade – e, assim, esquecendo todos os defeitos deles.

Agora, vamos estudar a escolha dos 4 primeiros Discípulos: André e seu irmão Pedro, Tiago e seu irmão João.

Vamos lembrar que a “rede do pescador”, na simbologia esotérica, se refere à sabedoria extraída das experiências do cotidiano. O “pescador” é aquele que se despertou espiritualmente para o significado e propósito da existência física. Para efeito de ilustração utilizaremos as pinturas feitas por El Greco, pintadas entre 1610-1614.

Como lemos nesse trecho do Capítulo 4, André, filho de Jonas e irmão de Simão Pedro, foi o primeiro Discípulo a ser escolhido. É o Apóstolo que representa a humildade e a auto-abnegação. Apesar de ter sido o primeiro a ser escolhido, mesmo assim, jamais se tornou um dos mais íntimos do círculo espiritual dos Apóstolos. Contentou-se sempre em brilhar a glória refletida de seu irmão mais novo, S. Pedro. Sonhos e anseios pelas coisas do espírito o elevaram, cedo, a ser um dos seguidores de São João Batista. Deste modo, ele se preparou para um serviço mais elevado e profundo que era servir ao Mestre Supremo. A Bíblia misticamente descreve sua preparação quando cita que ele estava lançando redes quando Cristo-Jesus chegou.

image-1 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

O segundo a ser escolhido foi Pedro, irmão de André. Um dos três mais avançados Apóstolos de Cristo-Jesus. O instável, o homem-onda, oscilando entre o juramento de fidelidade e a negação. Um dos dois que uma vez que pela fé se lhe despertou internamente o princípio Crístico, tornou-se a rocha da Iniciação sobre a qual se fundou a Igreja. Por meio do arrependimento e da purificação do coração, elevou sua consciência tão alto que o permitiu estar logo preparado e recebeu auxílio para a elevada Iniciação que lhe esperava no intervalo entre a Ressurreição e a Ascensão. Considerava sua maior honra em seguir a Cristo e a servir Sua causa. Um dos três que: viu diretamente a Glória Arcangélica, no Monte da Transfiguração na Galileia. Cristo deu a evidência de Seus poderes sobrenaturais em Sua glória celestial que teve e tem o privilégio de preparar o caminho para qualquer um que, em qualquer tempo futuro, desejasse seguir os passos de Cristo.

image-2 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

O próximo a ser escolhido foi Tiago, irmão de João. Um dos três mais avançados Apóstolos de Cristo-Jesus. “Filhos do Trovão” (Boanerges) foi como o Mestre chamou também S. João. Representa a suprema qualidade da esperança que “nasce eternamente no peito do ser humano”. Um dos 3 que simbolizam as qualidades do amor, da fé e da esperança (pois elas se tornam manifestadas como trabalhos realizados dentro da consciência do Aspirante moderno, então, eles, também se tornarão capazes de acompanhar Cristo nas Suas obras mais elevadas e maravilhosas). Um dos três que: viu diretamente a Glória Arcangélica, no Monte da Transfiguração na Galileia. Cristo deu a evidência de Seus poderes sobrenaturais em Sua glória celestial.

image-3 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

O próximo a ser escolhido foi João, irmão de Tiago. Um dos três mais avançados Apóstolos de Cristo-Jesus. “Filhos do Trovão” foi como o Mestre chamou também S. João. Seu avanço espiritual foi tamanho que lhe permitiu ser aquele que mais se aproximou do Espírito de Cristo. Dos doze foi o mais próximo a se aproximar do coração do Mestre, Cristo. Por meio do seu amor, foi capaz de ver a glória daquelas mansões que o Mestre preparou para aqueles que O ama, e fazem de si merecedores de lá habitar. O Apóstolo que nunca conheceu a morte, pois progrediu tanto na divina ciência da transmutação da matéria em Espírito que nunca conheceu a morte. Um dos três que: viu diretamente a Glória Arcangélica, no Monte da Transfiguração na Galileia. Cristo deu a evidência de Seus poderes sobrenaturais em Sua glória celestial.

image-4 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

E, por último, vamos estudar a passagem: … “pregando o Evangelho do Reino e curando os enfermos”.

Aprendemos por meio dos Ensinamentos Rosacruzes que para termos a Cura permanente de uma doença ou enfermidade é necessário tanto ao curador como ao paciente: “pregar o Evangelho” (que é estudar e promulgar os Ensinamentos Cristãos por meio do exemplo na vida do curador e do paciente e se for necessário – e só se for necessário – falar sobre eles) e promover a cura dos irmãos e das irmãs que estão doentes ou enfermas. E por que isso?

Porque por meio da pregação do Evangelho alcançamos a compreensão interna das Leis de Deus (ou seja, das Leis da Vida e do Ser). E por meio da aplicação e da retribuição a esse esforço e alcance buscamos nos capacitar e praticar a cura dos irmãos e das irmãs doentes ou enfermas. Ou seja: o curador também é um promulgador dos Ensinamentos Cristãos!

Exatamente como fazemos na prática da Cura Rosacruz que seguem fielmente e rigidamente o método de Cura ensinado por Cristo. É por isso que ao longo desse mais de um século ela tem obtido sucesso na Cura de milhões e milhões de irmãos e irmãs doentes e enfermos.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 4 – versículo de 12 a 25.

Que as Rosas floresçam em vossa cruz

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 1 a 6

Introdução

O Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, Cristão ocultista-místico.

O Estudante Rosacruz sabe que nos tempos atuais tem havido muita polêmica sobre a autenticidade da Bíblia. Ensina-se nas Escolas a Ciência material, o que desperta na Mente de muitos investigadores o desejo de encontrar alguma correlação entre os Ensinamentos Bíblicos e as descobertas da Ciência material. O observador ocasional pode não encontrar uma harmonia satisfatória, mas, para o Estudante Rosacruz mais profundo é possível haver uma correlação lógica entre as descobertas científicas e as Sagradas Escrituras, pois ele sabe que “a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.”

Trecho do Texto do Capítulo 5

O texto que estudaremos é do Evangelho Segundo S. Mateus, no seu Capítulo 5 e versículos de 1 a 5:

1Vendo ele as multidões, subiu à montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos. 2E pôs- se a falar e os ensinava, dizendo: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. 5Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

As Bem-aventuranças como um Resumo do Espírito Cristão

Vamos estudar as Bem-aventuranças, em sua primeira parte, também conhecidas como Sermão da Montanha ou As Beatitudes, enfatizando a sua significância esotérica.

É fato que atualmente estamos muito longe do desenvolvimento previsto para nós no Plano Divino.

Éramos para estarmos vivendo conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, como muitos Auxiliares Invisíveis já estão (muitos ainda parcialmente) e Irmãos Leigos e Irmãs Leigas, Adeptos e Irmãos Maiores já estão totalmente conscientes (funcionam lá e aqui quando precisam).

No entanto, a maioria de nós ainda vive conscientemente somente na Região Química do Mundo Físico, desde quando a atingimos pela primeira vez na segunda metade da longínqua Época Atlante (hoje estamos na Época Ária).

A coisa é tão cristalizada que muitos de nós acham que não existe outro lugar no universo, senão essa Região e tenta explicar tudo usando os materiais sólidos, líquidos e gases!

E mais ainda: poucos alcançaram o ponto de evolução no qual se vive totalmente de acordo com os Dez Mandamentos e, por isso, ainda têm apenas uma ideia do valor espiritual das Bem-aventuranças.

Já na Era de Aquário, para aqueles que já tiverem o Corpo-Alma suficientemente desenvolvido para viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, a vida cotidiana será pautada tendo como base os Dez Mandamentos e nos elevaremos a maiores níveis de desenvolvimento (ou seja: funcionamento conscientes em outras Regiões e Mundos) usando como estrutura superior as Bem-aventuranças.

Conforme veremos, segundo S. Mateus, as Bem-aventuranças se constituem de nove passos.

Lembrando que o número “nove” é o número raiz do nosso presente estágio de evolução. Em nosso sistema tem um significado que nenhum outro número possui. É o número da Humanidade, nós. Vemos o número 9 presente em muitos eventos e criações a nossa volta. Assim, aqui também, as nove Bem-aventuranças são uma síntese para a nossa libertação.

É um desafio para nós, porque para praticá-las temos que nos despojar desse nosso sentido vicioso que cultivamos por muitos renascimentos aqui por meio das nossas Personalidades, que criamos a cada vida aqui.

As Bem-aventuranças são um resumo do espírito Cristão – o Cristão completo e autêntico. E não é meramente o resumo de comportamentos ou bons hábitos. Elas são uma sinopse espiritual do verdadeiro Cristianismo e não uma sinopse meramente literária. Em outras palavras: as Bem-aventuranças constituem um conjunto completo de condições interdependentes. Ou seja: a realização de uma depende da realização de outra.

Exemplo: para matarmos a nossa sede de justiça temos que “ser mansos”, “pobres em espírito” e assim por diante. Conforme vamos compreendendo esotericamente as Bem-aventuranças, vamos concluindo que: não basta interpretar, nas ações humanas, as poderosas influências do nosso subconsciente; também não basta procurar reeducar o nosso subconsciente; obviamente, não basta a mera apreciação intelectual das falhas e o ajustamento da pessoa aos padrões sociais, que estão longe de ser um modelo de vida; e muito menos é suficiente definir as causas subconscientes de nossos erros atuais e indicar soluções.

Agora, se de fato conhecermos e aplicarmos os conhecimentos esotéricos das Bem-aventuranças, com certeza seria justo e necessário para alcançarmos o êxito espiritual que tanto procuramos.

Pois com isso: vivemos, realizamos a “nova criatura em Cristo” (como S. Paulo nos ensinou); transformamos as verdades intelectuais em caráter; iluminamos o nosso subconsciente e convergimos todos os hábitos na decidida e persistente regeneração do ser, de nós, a Individualidade, o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui.

Já nesses dois primeiros versículos: “Vendo ele as multidões, subiu à montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos. E pôs- se a falar e os ensinava…” há simbologias muito importantes que se repetem na Bíblia. Vamos à algumas: algo já chama a atenção aqui: “subiu à montanha”. Sempre a palavra “montanha”, quando mencionada nos Evangelhos, significará algum lugar acima da Região Química do Mundo Físico, como aprendemos no livro Conceito Rosacruz do Cosmos. Que “lugares” podem ser esses? Assim, na frase: “Vendo Ele as multidões, subiu à montanha.”. Vemos que significa que Cristo Jesus saiu da Região Química do Mundo Físico e foi para outra Região mais elevada.

Assim, na frase: “… aproximaram-se d’Ele os seus discípulos.”, vemos que significa que:  todos tinham condição de funcionar conscientemente nesse “lugar”.

Considerando o grau de desenvolvimento espiritual diferente de Discípulo para Discípulo naquele momento, o mais provável é que seja a Região Etérica do Mundo Físico, onde todos já tinham um Corpo-Alma o suficientemente desenvolvido para funcionar lá conscientemente.

A Significância Esotérica da primeira Bem-aventurança

Vamos estudar um pouco da significância esotérica da primeira Bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Estamos bem cientes de que uma leitura superficial da Bíblia pode proporcionar justificativas para ideias não lógicas, mas se aplicarmos o bom senso, mesmo não considerando a Bíblia, é evidente que a pobreza não pode ser considerada uma virtude em si. E nem a riqueza pode ser classificada como um defeito. Nesse relato de S. Mateus, fica claro que pobres em espírito quer dizer “verdadeiramente humildes”.

Nesse Esquema de Evolução, até a segunda metade da Época Atlante, era nosso objetivo, como Onda de Vida humana, cultivar tudo no Planeta Terra, torná-lo fértil e ter domínio sobre todas as coisas existentes na Região Química do Mundo Físico. Ou seja: “para frente e para baixo”. Em outras palavras, devíamos trabalhar e, naturalmente, os frutos de seu trabalho deveriam advir daí. À medida que o tempo passou, os bens acumularam-se e, também, o nosso desejo pelas posses. Alcançamos já o Nadir da Materialidade, ou seja: já conquistamos a Região Química do Mundo Físico (apesar de muitos não admitir, ou “não achar”). Estamos, agora, na busca por conquistar a Região Etérica do Mundo Físico, e como vimos, já bem atrasados!

E esse ponto de retorno ocorre a partir da terceira metade da Época Atlante e que, depois, com a primeira vinda de Cristo houve uma aceleração nesse nosso objetivo e mais do que nunca passou a ser: “para frente e para cima”.

Mas muitos de nós, em lugar de termos domínio sobre o mundo e as coisas ali existentes, acontece como disse Emerson: “Coisas estão sobre a sela e cavalgam a Humanidade”. Muitos de nós pensam possuir uma loja, um negócio ou uma fábrica, mas se meditassem um pouco para analisar real e imparcialmente a verdadeira situação, descobririam que a fábrica e o negócio é que os possuem. Tal situação é bem comum, sendo assim, a riqueza se torna certamente uma maldição.

Essa pessoa que assim se comporta não é “pobre em espírito”. Outra pessoa pode possuir legalmente uma fábrica, dando emprego a um grande número de pessoas, e pode se sentir como um agente de Deus ao assumir uma parcela do trabalho a ser feito no mundo. Como não se considera proprietária pessoal das coisas que a cercam, é realmente “pobre em espírito”, embora possa ser rica num sentido legal. Além disso, se ele for coerente e conservar essa “disposição de espírito” até a hora da sua morte, ele terá certamente acumulado muitos tesouros no céu.

A Bíblia não seria tão ilógica para sustentar que a pobreza é uma virtude em si, porque poderíamos todos ser estimulados a levar uma vida de ociosidade, atitude infelizmente por demais comum entre pessoas que alegam seguir a “vida superior espiritual” e, assim, se iludem. Na realidade, muitas pessoas pobres poderão ter que prestar contas a respeito de sua pobreza.

As oportunidades apresentam-se a cada um de nós, e se falhamos em aproveitá-las, se desperdiçamos o tempo e os pequenos recursos materiais evitando conseguir mais recursos que nos permitam fazer o bem, teremos certamente de prestar contas pelos nossos atos.

Por outro lado, a pessoa rica que usou convenientemente as suas riquezas, será elogiada pelo modo com que conduziu os negócios do seu Pai, nosso Deus.

A Significância Esotérica da segunda Bem-aventurança

Vamos estudar um pouco da significância esotérica da segunda Bem-aventurança: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.”. Vamos analisar a palavra-chave: “manso”, aqui.

O vocábulo “manso” pode sugerir, a um leitor contemporâneo, uma pessoa “mole”, “morna”, que se omite ou não se arrisca a contraditar ninguém; uma pessoa com falta de coragem e de dignidade, servil e até hipócrita, empenhada em cultivar um relacionamento sem conflito, ainda que isso exija a bajulação, mentiras “brandas”, “boazinha”, “de bem com todo mundo”. Alguns agem assim, buscando não se chocar com ninguém, julgando ser um esforço virtuoso. Em verdade é uma sutil manobra: “parecer bonzinho”.

Não! Jamais poderíamos atribuir ao Cristo essa deformação. O verdadeiro significado da palavra “manso” vem de uma atitude mental de “não resistência”.

De fato, a agressividade é sinal de complexo, de recalque. E é mesmo. Só é manso quem se baseia no “Eu superior” – aquele que se mantém num estado de receptividade, de Mente aberta, de canal consciente, numa amorosa atitude de entrega; no desejo de que o Divino interno se lhe manifeste; intuindo-o em tudo.

Se o seu íntimo é manso, é doce, é receptivo à sabedoria interna – a causa –, com certeza seus atos, suas ações e obras – que são os efeitos –, logicamente, serão acertadas e conducentes a um infalível êxito.

Ser manso é viver em amor, estabelecendo harmonia conosco mesmos e daí com os demais e o Universo. Damos inofensividade e recebemo-la de volta, como um eco, de todos os reinos de vida desde o Mineral até os mais elevados existentes.

Tal era a linguagem de Francisco de Assis, que os pássaros entendiam, que os peixes escutavam; é a ação do que dá mansidão e a recebe, numa posse autêntica e efetiva.

Vamos ver aqui o conceito da palavra: “Terra”. Significa a esfera material, o exterior, a manifestação, a consequência, a Região Química do Mundo Físico. Afinal é nosso objetivo se tornar a Onda de Vida especialista em materiais dessa Região. Como aprendemos: “estar no mundo, mas não ser do mundo” como S. João no seu Evangelho 15:19.

Note, já na oração do “Pai Nosso”, a frase: “Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como nos céus” indica que a vontade do Cristo interno deve ser expressa nos assuntos externos da Personalidade em palavras, ações, atos e obras. Se confiássemos que, ao seguir os ditames do Espírito poderíamos “herdar a Terra”, ou seja, alcançar êxito autêntico em todas as circunstâncias, por certo procuraríamos com mais afinco, alcançar essa “mansidão”.

A Significância Esotérica da terceira Bem-aventurança

Vamos estudar um pouco da significância esotérica da terceira Bem-aventurança: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

Vamos ver aqui o conceito da palavra “aflitos” ou “se afligir”. Isso não se refere às aflições superficiais e astutas, como para fazer chantagem, para dizer que está preocupado, que está sofrendo e outras aflições bem conhecidas, com seu fundo vicioso: tais como: para não enfrentar um desafio necessário; para atrair atenção e consolo; para diluir resistências. A aflição aqui se refere sim àquela marcada pela consciência que reconhecemos e aceitamos nossos erros; àquela que dissolve a crosta da relutância egoísta e nos abre para uma nova e melhor etapa na vida em busca da realização espiritual; àquela que amolece a carapaça do nosso egoísmo para que a semente do amor possa germinar e produzir o crescimento anímico na pessoa e nos que estão no seu entorno.

A Significância Esotérica da quarta Bem-aventurança

Vamos estudar um pouco da significância esotérica da quarta Bem-aventurança: “Bem-aventurados têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Para começarmos temos que entender o que significa o conceito da palavra “justiça” aqui. Atualmente para muitos de nós a palavra justiça sugere somente o sentido jurídico. Não é o caso aqui!

Afinal, a justiça divina – a infalível, a perfeita, a que nunca falha – está bem acima de qualquer bem-aventurança, não é?

Aqui tem a haver com o sentido da palavra que quer dizer “ajustamento”. Assim podemos escrever: “fome e sede de ajustamento”. Agora, ajustar-se à que? Logicamente, às Leis Divinas, à vontade divina em nós.

Afinal, para todo Estudante Rosacruz, ele sabe que justiça não é meramente uma conduta reta, mas, sobretudo, uma intenção sincera e honesta reta, em cada assunto e aspecto da vida.

Afinal, reiterando o que Cristo nos ensinou: o que interessa é a causa, o pensamento, a intenção. Se esta é reta, os efeitos (impulsos sentimentais, palavras e atos) também o serão. Pois, “Assim como pensamos em nosso coração (íntimo) assim realmente somos.” (Pb 23:7).

E é aqui que chegamos à significância esotérica dessa Bem-aventurança: assegurada aos que têm fome e sede (forte aspiração, sincero propósito) de verdade, os que têm essa fome e sede da experiência de Deus; um forte e sincero propósito de cumprir Sua vontade na vida de todos os dias.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 1 a 6.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 7 a 9

Introdução

Primeiramente vamos rever Algumas Advertências importantes quando estudamos a Bíblia por meio dos Ensinamentos Rosacruzes:

A Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios. Em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento”. E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia. Sem essa parte o seu crescimento espiritual está limitado e dificilmente trilhará o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Afinal, sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de São Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

Trecho do Texto do Capítulo 5

7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

As Bem-aventuranças como uma síntese do espírito Cristão

As Bem-aventuranças também conhecidas como Sermão da Montanha ou Sermão da Planície é um dos mais importantes trechos da mensagem Cristã; um código universal de conduta, cabível a qualquer Religião ou credo. Cabe a cada um de nós, segundo o nível de compreensão, extrair desses princípios gerais as consequências práticas. Elas são uma síntese do espírito Cristão e não meramente da letra. É uma sinopse espiritual e não literária. Uma súmula geral que sintetizavam os ensinamentos religiosos e filosóficos.

É fato que poucos alcançaram o ponto de evolução no qual se vive totalmente de acordo com os Dez Mandamentos, e ainda têm apenas uma ideia do valor espiritual das Bem-Aventuranças.

Já na Era de Aquário, a próxima Era após essa que nós estamos, a Era de Peixes, para aqueles que já tiverem o Corpo-Alma suficientemente desenvolvido para viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, a vida cotidiana será pautada tendo como base os Dez Mandamentos nos elevaremos a maiores níveis de desenvolvimento (ou seja: funcionamento conscientes em outras Regiões e Mundos) usando como estrutura superior as bem-aventuranças.

A Significância Esotérica da quinta Bem-aventurança

Vamos à quinta Bem-aventurança: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”

Antes de tudo vamos ver qual é o conceito expresso pela palavra: “Misericórdia”. A palavra “misericórdia” tem origem latina, é formada pela junção de “miserere” (ter compaixão) e “cordis” (coração). “O coração que se debruça sobre a miséria” significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.

Já compaixão é uma compreensão da situação real do irmão ou da irmã. Não deve ser confundida com empatia. A compaixão frequentemente se combina com um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento do outro, bem como demonstrar especial gentileza para com aqueles que sofrem.

A verdadeira compaixão resulta em uma ação, obra ou um ato que ajuda, que serve amorosa e desinteressadamente. Para quem estuda Astrologia Rosacruz ou já é um Astrólogo Rosacruz, de fato, um modo lógico de compreender o que eu “misericórdia” é: “será que se eu tivesse o horóscopo desse meu irmão ou dessa minha irmã, eu conseguiria fazer isso que estou dizendo que deveria ser feito? Ou pensar do modo que eu estou pensando?”. Certamente não!

Ser misericordioso é aquele ser humano que consegue esquecer os defeitos (as falhas, os erros por comissão ou por ignorância) do irmão ou da irmã que está ao seu lado e servir a divina essência oculta nele ou nela – que é a base da fraternidade – de um modo verdadeiramente amoroso e desinteressado. Não cogita merecimentos; não cogita prêmios: fama, poder…Não se baseia na ignorância ou na infantilidade do irmão ou da irmã. Está aqui mais um resultado alavancador da nossa parte espiritual proporcionada pela prática cotidiana do Exercício Esotérico noturno da Retrospecção!

A Significância Esotérica da sexta Bem-aventurança

Vamos à sexta Bem-aventurança: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Já começamos deixando bem claro que “puros” aqui não tem nada a haver com castidade, sem contato sexual, como muitos acham. Tem a ver com a pureza dos nossos pensamentos, sentimentos, desejos, das nossas emoções, palavras, obras, ações e dos nossos atos.

Como obtemos isso? Praticando os Ensinamentos Cristãos na nossa vida e fazendo os Exercícios Esotéricos noturno de Retrospecção e matutino de Concentração o mais preciso que pudermos, persistentemente. Um dos objetivos do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é “limpar” o Átomo-semente do Corpo Denso que está no coração.

O sentido do que é ser puro podemos ver no símbolo do Querubim, com a flor aberta colocada sobre a porta do Templo de Salomão, que transmitia a mensagem para o Aspirante à vida superior de que a pureza é a chave com a qual, por si só, ele pode ter a esperança em abrir a porta que conduz a Deus.

Os seres humanos que atenderam o evento a “Queda do Homem” – que já estudamos aqui e para quem não lembra indicamos esse capítulo no livro Conceito Rosacruz do Cosmos -Max Heindel-Fraternidade Rosacruz – e que, consequentemente experimentam a dor e o sofrimento não conseguem hoje ser um “puro de coração” (daí um motivo da necessidade de uma Escola de Preparação como a Fraternidade Rosacruz).

Pois isso aqui é um estado temporário, durante o qual vemos as coisas como através de um vidro embaciado. Já os irmãos e as irmãs que não atenderam a esse evento “Queda do Homem” já são os puros de coração e percebem Deus dentro e fora de si. Dentre esses seres humanos estão os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

A Significância Esotérica da sétima Bem-aventurança

Vamos à sétima Bem-aventurança: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”.

É comum interpretarem exotericamente essa bem-aventurança. Muitos a citam para exaltar os que se esforçam por estabelecer a paz e concórdia nos relacionamentos pessoais, dentro da família, nos relacionamentos no trabalho, em uma pendência jurídica e até estender a influência dessa Bem-aventurança à Nação e ao Mundo. E é aqui que somos induzidos a pensar que a paz é um estado passivo.

Na verdade, quando estudamos esotericamente, vemos que a paz é um processo ativo e dinâmico, muito mais bem compreendido em “exercer a paz”, manifestar a paz, “estabelecer a paz”. Notem: verbos de ação!

Só que para isso, a paz dinâmica e ativa deve vir de dentro de cada um, de acordo com o princípio esotérico: “Tudo vem de dentro para fora”.

Por isso que aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que devemos ir da causa para o efeito. Afinal, como pode alguém dar o que não tem? Só consegue comunicar o que é e como obter a paz aquele que estabeleceu essa mesma paz primeiramente dentro de si.

A paz aqui é a “Paz de Cristo”, quando desenvolvendo o Corpo-Alma, começamos a trabalhar conscientemente nos Mundos das causas, nos Mundos espirituais.

E daqui já concluímos que o inverso é verdadeiro: todo conflito exterior nasce dos conflitos interiores. Afinal, como aprendemos quando estudamos no Evangelho Segundo S. Mateus, Cap. 12, Vers. 34 que “a boca fala do que está cheio o coração”.

Sejam os conflitos individuais, sejam os familiares, os dentro do ambiente de trabalho, os da justiça dos homens, nacionais como os mundiais, todos eles são resultados de conflitos internos não pacificados.

Os acordos externos, assinados pela Personalidade falsa, são instáveis como ela. São meros armistícios (repouso de armas), tréguas maiores ou menores entre duas guerras.

O que significa “filho de Deus” aqui? Não é ter sido criado por Deus, porque senão todos nós já estaríamos promovendo a paz, que não é o caso, não é? Pois bem, “filho de Deus” aqui é o ser humano que já alcançou o nível de ser “coroado com glória, honra e imortalidade, livre do poder do pecado, da doença e do sofrimento, que agora encurtam as nossas existências terrenas por causa da nossa ignorância e da inconformidade às Leis de Deus.”. Ao alcançarmos esse grau obteremos a Consciência cósmica.

E como se alcança esse grau? Sabemos que o propósito de Deus exige que alcancemos essa emancipação, mas essa emancipação pode ser alcançada por dois caminhos a nossa escolha: por meio do longo e tedioso processo da Evolução ou pelo caminho muitíssimo mais curto e rápido da Iniciação,

Só depende da nossa vontade em cooperar, muito bem simbolizado pelo Caduceu de Mercúrio!

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 7 a 9.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 10 a 12

Introdução

Primeiramente vamos rever Algumas Advertências importantes quando estudamos a Bíblia por meio dos Ensinamentos Rosacruzes:

A Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios. Em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento”. E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia. Sem essa parte o seu crescimento espiritual está limitado e dificilmente trilhará o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Afinal, sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de São Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

Trecho do Texto do Capítulo 5

10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. “Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.

Porque temos que estudar as significâncias esotéricas das Bem-aventuranças

As Bem-aventuranças também são conhecidas como Sermão da Montanha ou Sermão da Planície.

É fato que atualmente estamos muito longe do desenvolvimento previsto para nós no Plano Divino.

Éramos para estarmos vivendo conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, como muitos Auxiliares Invisíveis já estão (muitos parcialmente) e Irmãos Leigos e Irmãs Leigas, Adeptos e Irmãos Maiores já estão totalmente conscientes (funcionam lá e aqui quando precisam).

No entanto, a maioria de nós ainda vive conscientemente na Região Química do Mundo Físico, desde quando a atingimos pela primeira vez na segunda metade da longínqua Época Atlante (hoje estamos na Época Ária).

A coisa é tão cristalizada que muitos de nós acham que não existe outro lugar no universo, senão essa Região e tenta explicar tudo usando os materiais sólidos, líquidos e gases!

E mais ainda: poucos alcançaram o ponto de evolução no qual se vive totalmente de acordo com os Dez Mandamentos e, ainda têm apenas uma ideia do valor espiritual das Bem-Aventuranças.

Já na Era de Aquário, a próxima Era após essa que nós estamos, a Era de Peixes, para aqueles que já tiverem o Corpo-Alma suficientemente desenvolvido para viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico. A vida cotidiana será pautada tendo como base os Dez Mandamentos nos elevaremos a maiores níveis de desenvolvimento (ou seja: funcionamento conscientes em outras Regiões e Mundos) usando como estrutura superior as bem-aventuranças.

A Significância Esotérica da oitava Bem-aventurança

Vamos à oitava Bem-aventurança: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”.

O “por causa da justiça” aqui é tentar viver o Cristianismo esotérico como se deve viver na vida cotidiana, que é o que faz o Estudante Rosacruz, trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

A partir do momento em que ele pratica o “estar no mundo, mas não ser do mundo” (como nos ensina S. João em 15:19), passará por várias perseguições. Afinal ele decidiu assumir uma retidão na sua vida. Pois haverá claramente uma desarmonia entre as pessoas que “são do mundo” e o Estudante Rosacruz e tais pessoas sempre tentarão o atazanar, o excluir, o aborrecer e até o desprezar. Tudo isso são meios de perseguição.

Muitas vezes, o fato do Estudante Rosacruz não tomar bebida alcoólica, ou não comer carne animal, ou não fumar ou não usar drogas ou, até, não compactuar com falar mal dos outros é motivo de perseguição. E a perseguição é uma das provas mais sutis para o Estudante Rosacruz que vivencia os Ensinamentos Cristãos Rosacruzes.

Se estudarmos a Bíblia, veremos milhares de histórias de “perseguições” tanto físicas, como morais, já desde o início do Cristianismo. Ou seja, nunca foi e jamais será fácil ser Cristão. Se é difícil ser Cristão abraçando o Cristianismo popular (preconizado pelas Religiões Cristãs – católica e protestantes), é muito mais difícil então ser um Cristão esotérico (preconizada por escolas esotéricas como a Fraternidade Rosacruz).

Para a Fraternidade Rosacruz o que é o “Reino dos Céus”? É todo o Esquema, a Obra, o Caminho de Evolução no qual estamos inseridos.

E quando se diz: porque deles (os perseguidos) é o Reino dos Céus, está claro de que quem persiste em ser Cristão de fato, não desistindo e segue trilhando o caminho de realização espiritual Cristão, chegará o momento em que terão o conhecimento direto do que é o Esquema de Evolução. E isso nós já sabemos que é alcançado por cada uma das nove Iniciações Menores e por cada uma das quatro Iniciações Maiores.

A Significância Esotérica da nona Bem-aventurança

Vamos à nona Bem-aventurança: “Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim”.

Ainda assim, enquanto as perseguições virem “de fora”, de pessoas ao nosso redor, até podem ser difíceis de suportá-las, mas não é mais difícil do que quando as injúrias, as perseguições, as mentiras e a maldade vêm de dentro de nós.

Nesses versículos estamos falando da luta entre o nosso “Eu inferior” – a nossa Personalidade os que muitos acham que são, especialmente a parte inferior do nosso Corpo de Desejos que contamina a nossa Mente concreta – e o nosso “Eu superior” – o que realmente somos, a Individualidade, o Ego que, tenta, por meio da Mente controla os seus Corpos, principalmente o Corpo de Desejos.

A nossa Personalidade é muito hábil para se justificar e guardar o prestígio dela. A Personalidade é ardilosa no refugiar-se em justificações. Gostamos de nos enganar e nos enfurecemos quando alguém nos desmascara. Podemos perdoar tudo: perda de bens, de amizades etc., mas nunca perdoamos a quem nos desmascare.

Há sempre uma grande dificuldade para admitirmos imparcialmente as próprias falhas, justificando-as com eufemismos curiosos, no esforço de “sermos bem-vistos pelos seres humanos”.

Sempre admite que tudo tem uma causa externa. As reações desagradáveis que provocamos nos demais têm, quase sempre, uma causa interna. O mal que vemos fora é, muitas vezes, um espelhismo. Se vemos ou suscitamos algo negativo, é sinal de que essa mesma falha se projetou de nós. Não atraímos tudo que queremos. Pois nada surge em nossa experiência, de bem ou de mal a não ser que algo semelhante, em nosso íntimo, o atraia. A luta só será ganha por nós, o que realmente somos, o Ego, a Individualidade.

Ser coerentes na reta justiça, sincero conosco mesmo, se admitimos os nossos defeitos e buscar incessantemente o arrependimento e a reforma íntima e pedir perdão, é uma tarefa difícil e muitos desistem.

As justificativas? Várias que podemos coletar: “preciso desse emprego…”, “preciso cuidar dos meus netos”, “meu filho ou filha ou pai ou mãe está doente e eu preciso cuidar”, “é por causa da minha esposa ou marido ou namorado ou namorado…”, “meu pai e/ou minha mãe se afastaram de mim…”, “meus filhos não querem mais saber de mim…”, “não tenho mais ‘amigos’…”, “o médico é que me mandou…”, “depois disso, perdi tudo…” e milhares de outras!

E só conseguiremos isso se priorizarmos a nossa Vida Espiritual. Façamos a pergunta a nós mesmos: “quanto tempo do meu dia eu me dedico a parte espiritual e quanto tempo eu gasto com os meus interesses materiais?”.

A Significância Esotérica do trecho: “Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.

Para resolvermos essa grande dificuldade só há uma solução: o autocontrole.

Afinal, quanto mais alto aspiremos, maior a probabilidade de sermos mal-entendidos pelos demais (incluindo aqui como “demais”, como vimos, a nossa Personalidade). A nossa persistência, comprometimento, disciplina e fidelidade em cuidar da nossa parte espiritual como devemos nos levará à recompensa “nos céus”, ou seja, viver aqui como viver lá e isso só conseguimos com a construção do Corpo-Alma e o treinamento para saber como utilizá-lo. Esse é o grande resultado de persistir no trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Enquanto estamos vivendo aqui, precisamos de referências que nos confirme se estamos no caminho certo ou não. E aqui é nos apresentado a referência dos profetas.

Alguns exemplos:

Isaías foi perseguido até a morte por transmitir mensagens de punição e juízo para os pecados do povo, pelas injustiças que os que estavam no poder promoviam, pelo afastamento do povo de Deus.

Jeremias foi apedrejado e morto por seus conterrâneos por afirmar o afastamento do povo de Deus, a idolatria que imperava e as destruições que isso iria ocasionar.

Daniel foi lançado na cova dos leões por ordem do Rei Dario e saiu ileso de lá. A causa foi a inveja e o ciúmes de seus talentos.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 10 a 12.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 13 a 16

Introdução

Há uma pergunta que alguns Estudantes Rosacruzes fazem e que outros não fazem, mas “secretamente” – como se fosse possível – fazem e chegam a uma conclusão errada para a resposta:

Por que o Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia, usando os Estudos Bíblicos Rosacruzes?

A resposta correta é: Porque “a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino” – os mesmos que nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui, os mesmos que colocou na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e no útero da nossa mãe atual a matriz do nosso Corpo Vital para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui – “e que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.”

Portanto, o Estudante Rosacruz que não estuda a Bíblia, mas que insiste em repetir todas as vezes que oficia o Ritual do Serviço Devocional do Templo a frase acima está, isso sim, proclamando a sua ignorância para ele mesmo, como disse Max Heindel, não é?

Trecho do Texto do Capítulo 5

13Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. 15Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, e assim ela brilha para todos os que estão na casa. 16Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

A Significância Esotérica de “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.”

O sal era, até o início do século XX, um importante conservante alimentar. A tal ponto chegava sua importância, que foi até mesmo usado como forma de pagamento no período romano, sendo essa a origem da palavra “salário”.

Já o “…da Terra” significa que é algo enquanto estamos renascidos aqui na Terra.

Ou seja: quando estamos renascidos aqui procuremos ter o mais eficaz conjunto de veículos que podemos manter aqui, cuidando de cada um com toda a atenção. Afinal, sem boas ferramentas nenhum profissional consegue exercer com eficácia o seu ofício. E a Fraternidade Rosacruz ensina como fazer isso.

E soma-se a isso a dedicação exclusiva de cada um desses veículos em promulgar e vivenciar o Cristianismo, como nos ensinado diretamente por Cristo. Isso também a Fraternidade Rosacruz nos ensina como fazer.

Agora vamos ver, resumidamente, o que seria ter cada Corpo nosso na sua maior eficácia, enquanto estamos vivendo aqui.

Comecemos com o nosso Corpo Denso. Significa ter o Corpo Denso mais puro e próximo da perfeição que podemos construir e manter. Logicamente isso é resultado de muito renascimentos aqui não abusando dele. E, obviamente, um dos itens mais importantes aqui é a alimentação física. Alguns pontos principais nesse sentido: ser vegetariana, conter mais alimentos que crescem ao Sol e o mais orgânico possível. Já que tais alimentos possuem muito mais partículas envolvidas por Éter planetário e facilita o envolvimento da matéria de desejos mais pura do Mundo do Desejo (o Corpo de Desejos do Planeta Terra).

Pois como aprendemos na Filosofia Rosacruz, isso ajuda no desenvolvimento do Corpo Vital e do Corpo Desejos e esse acréscimo de desenvolvimento auxilia na manutenção e na repetição positiva no Corpo Denso. Ou seja: criamos aqui um ciclo virtuoso.

Agora vamos ver no nosso Corpo Vital. Significa ter o Corpo Vital mais puro e próximo da perfeição que podemos construir e manter; ou seja: quantidade de Éter Químico e de Vida a menor possível e quantidade de Éter Luminoso e Refletor a maior possível; com isso esses dois Éteres superiores se projetam muito além do nosso Corpo Denso matizando o nosso Corpo Vital em uma predominância de ouro-azul.

Agora vamos ver no nosso Corpo de Desejos. Significa ter o Corpo de Desejos mais puro e próximo da perfeição que podemos construir e manter. A desenvolver os vórtices como fontes de energia irradiante, e não redemoinhos, vivificando cada átomo do Corpo Denso. Ou seja, vórtices girando intensamente na mesma direção dos ponteiros de um relógio analógico, focando em um trabalho consciente no Mundo do Desejo, estendendo-se bem mais do que os 40 cm normal do Corpo Denso e com o total controle das nossas emoções, nossos sentimentos e desejos, matizados com cores delicadas de azul, rosa, verde claro e branco deslumbrante.

Por fim, vamos à Mente. Significa ter uma Mente mais pura e próxima da perfeição que podemos construir e manter. Já com a Mente abstrata sendo utilizada mais do que a Mente concreta tão pura ao ponto de se emancipar da escravidão do desejo e tendo acesso à Memória ou Mente Consciente, Subconsciente e Superconsciente.

A Significância Esotérica de “Vós sois a luz do mundo”

Agora ter eficácia nos veículos é necessário sim, mas não é suficiente para você ser um verdadeiro Cristão esotérico enquanto renascido aqui. É preciso desenvolver uma qualidade (latente em todos nós) a fim de conseguirmos utilizar toda essa eficácia. Afinal, um profissional precisa sim ter ótimas ferramentas, mas tem que ser capacitado para produzir no seu ofício.

E é aqui que entra a significância esotérica do “Vós sois a luz do mundo”. E essa qualidade latente que deve ser despertada, alimentada e utilizada é o que chamamos de Cristo Interno. Por meio dele é que nós, o Ego, nos fazemos totalmente consciente no Mundo Físico por meio da Mente. É por meio dele que prevalece nas nossas ações o nosso “Eu superior”, tendo o “eu inferior” totalmente sobre o domínio dele. É por meio dele que temos a total consciência aqui que somos um Espírito Interno.

E aqui cabe uma breve recapitulação: Nós somos um Ego, manifestado de forma tríplice e com uma relação o nosso Tríplice Corpo. Vamos ver como isso acontece: nas pessoas que vivem unicamente para a vida material (inclusive aquelas que “disfarçam” dizendo que “cuidam da parte espiritual”, só que não) o Cristo Interno está adormecido, em letargia.

Agora, quando se começa a trilhar o Caminho espiritual (em uma Fraternidade Rosacruz ou pelo caminho Místico em uma Religião Cristã) e se esforçar por viver uma vida pura, reta e de acordo com o escolheu nessa vida atual (lá no Terceiro Céu) – ou seja: cumprir o que prometeu a si mesmo, então, o Cristo Interno desperta e a medida que persistimos em trilhar o Caminho se alimentando espiritualmente ele vai crescendo e sendo a nossa diretriz.

Aos poucos vamos desenvolvendo os poderes latentes de cada Corpo e no Corpo Vital os dois Éteres superiores vão se separando dos dois inferiores, robustecendo o nosso Corpo-Alma e tornando-o de fato o radiante Vestido de Bodas para o nosso casamento místico: “Eu superior” com o “eu inferior”. Com isso aumenta a nossa consciência nas atividades nos Mundos espirituais, especialmente na Região Etérica, durante o sono, como Auxiliar Invisível e no Mundo do Desejo. Dentre outras coisas, isso vai nos capacitando a adiantar mais lições das próximas vidas aqui.

Somente assim podemos atender ao mandamento de Cristo: ser o Sal da Terra e ser a Luz do Mundo de fato, e não somente de boca.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 13 a 16.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 17 a 19

Introdução

Há vários motivos, todos importantíssimos, que faz o Estudante Rosacruz se aplicar nos estudos da Bíblia. E os Ensinamentos Rosacruzes ajuda muito a compreender os Ensinamentos Esotéricos contidos nesse importantíssimo livro.

Um dos motivos importantíssimos é que na Bíblia aprendemos o modo de ver a Missão do Cristo, que está muito bem detalhado na Bíblia.

Os nossos irmãos e as nossas irmãs que praticam o Cristianismo Popular aceitam que o Cristo veio e cumpriu Seu Plano Salvador num ministério de três anos entre nós. Depois nos deixou como paráclito, como consolador, o Espírito Santo, que nos preparará para a segunda Vinda, “nas nuvens”. Como não entendem o sentido profundo destas afirmações, revelam também sua carência.

Nós, que nos esforçamos para praticar o Cristianismo Esotérico, compreendemos que a realização Cristã é interna, pessoal, intransferível. Portanto, é fácil chegar à conclusão lógica que enquanto encararmos a Bíblia (particularmente o Novo Testamento) como algo externo, estaremos protelando nossa realização.

Lembremos aqui o ensinamento de S. Paulo foi bem claro: “Deveis inscrever as Leis na tábua de carne de vosso Coração”. Quando estudarmos tal Epístola isso ficará mais claro. Por enquanto aceite isso como um convite para que cada um de nós se esforce para que seja uma lei em si mesmo!

Outro motivo importantíssimo? “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino” – os mesmos que nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui, os mesmos que colocou na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e no útero da nossa mãe atual a matriz do nosso Corpo Vital para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui – “e que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.”

Portanto, o Estudante Rosacruz que não estuda a Bíblia, mas que insiste em repetir todas as vezes que oficia o Ritual do Serviço Devocional do Templo a frase acima está, isso sim, proclamando a sua ignorância para ele mesmo, como disse Max Heindel, não é?

Trecho do Texto do Capítulo 5

17Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, 18porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só ‘i’, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. 19Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus.

A Significância Esotérica de “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento”

Ele estava apenas afirmando a condição das quatro Dispensações que estamos passando atualmente (aproveite e faça um exame de consciência sincero e veja onde você se encontra atualmente. Veja: não é onde você gostaria de estar, MAS onde você está expresso pelo seu modo de crer e de praticar sua crença).

Vamos, resumidamente, apresentá-las. Na Primeira Dispensação, por meio do medo e do temor, adoramos a Deus a Quem começamos a pressentir, e para agradá-Lo fazemos sacrifícios físicos (inclusive humanos), como fazem, por exemplo, os fetichistas atualmente.

Na Segunda Dispensação aprendemos a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrificamos por avareza (muitas vezes do nosso “melhor bem material”), esperando que o Senhor nos dê cem por um, ou para nos livrarmos do castigo imediato, como pragas, guerras, etc.

Na Terceira Dispensação aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver a vida em bondade; a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possa nos livrar do castigo futuro do Inferno.

Na Quarta Dispensação chegamos a um ponto em que podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”. Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar nossa conduta de acordo com esse princípio, e sem termos em conta nosso benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.

Compreendamos que a Terceira e a Quarta Dispensações são conhecidas como Dispensações Cristãs, pois foram e estão sendo nos ensinadas por Cristo, sendo que a Terceira é preconizada por quem pratica o Cristianismo Popular e a Quarta é preconizada por quem pratica o Cristianismo Esotérico.

Já a Primeira e Segunda Dispensações são conhecidas como Dispensações Jeovísticas, pois foi nos ensinadas por Jeová, o criador de todas as Religiões de Raça.

Apenas para você ter mais parâmetros para se comparar: quando nós estávamos vivendo na longínqua Época Atlante (estamos na Época Ária) e conseguimos construir veículos como integrantes da Raça dos Semitas Originais chegamos à Segunda Dispensação pela primeira vez.

Se olharmos para nós e para o nosso redor (em todo o mundo, e pararmos de olhar só para o nosso umbigo, como muitos o fazem) conseguiremos identificar essas quatro Dispensações sendo vivenciadas por muitos irmãos e muitas irmãs, inclusive a Primeira e Segunda ainda. Senão por nós mesmos!

A Significância Esotérica de “passem o céu e a terra”

Aqui aparece nessa frase que estamos estudando: …porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só ‘i’, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado.

O que será que Cristo quis nos ensinar com “passem o céu e a terra”? Pois a frase nos informa que somente quando isso acontecer “tudo estará realizado”!

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que isso só acontecerá quando nos emanciparmos completamente pelo Amor. Aí sim nos elevaremos além da Lei, pois nos converteremos nós mesmos numa Lei. E aí surge outra pergunta? Quando isso deve ocorrer, com quem queira que ocorra? Hoje estamos na Era de Peixes que é uma das três Eras da Época Ária, que por sua vez é uma das sete Épocas pelas quais estamos passando e que ocorrem na metade da quarta Revolução do Globo D desse Período Terrestre. E, pasmem, ocorrerá na próxima Era, a Era de Aquário, a qual já estamos sentindo as fortes influências dela, pois estamos na sua “Órbita de Influência”. Graças a Deus muitos irmãos e muitas irmãs já chegaram lá e já se “converteram em uma Lei em si mesmo”.

A Significância Esotérica de “Reino dos Céus

Resumidamente é: o Esquema de Evolução, o Caminho de Evolução e a Obra de Evolução no qual todos nós estamos inseridos e percorrendo, como peregrinos, longe do nosso verdadeiro lar.

A Significância Esotérica de ser chamado “pequeno” ou “grande” no “Reino dos Céus

Aqui Cristo nos ensina que “quem violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo”. Esses são os nossos irmãos e nossas irmãs que lutam tão tenazmente para adquirir conhecimento como o avaro se esforça para acumular ouro; que não hesitam em usar qualquer meio, ou subterfúgio, para alcançar seu almejado intento – violam; que juntam e recolhem para si mesmo um vasto repertório intelectual. E isso consiste em atitude tão egoísta quanto a do avaro amealhando seu tesouro. Tal postura bloqueia, de fato, as portas que conduzem a uma sabedoria maior.

Esse irmão ou essa irmã será o “menor no Reino dos Céus”, ou seja, caminhará sempre pela dor, pelo sofrimento, hóspede constante no Purgatório e na Região Limítrofe e quiçá candidato a se perder nesse Esquema de Evolução indo para o cone sombrio da Lua!

Agora aquele que “que os praticar e os ensinar” são os irmãos e as irmãs que compreenderam a responsabilidade de viver os Ensinamentos Cristãos e levam esses ensinamentos aos outros por meio do exemplo nas suas vidas. Compreenderam e vivenciam diligentemente as oportunidades e as aproveitam, pois entendem que “a quem muito é dado, muito será exigido”. Esse irmão ou essa irmã será o “grande no Reino dos Céus”, ou seja, caminhará muito mais pelo amor e pelo regozijo de dever cumprido, hóspede cada vez mais raro no Purgatório, dificilmente visitará a Região Limítrofe e ao contrário de ir para um Campo de Desintegração como é o cone sombrio da Lua, se torna um candidato para habitar um Campo de Evolução mais avançado do que esse agora, o Campo de Evolução da Era de Aquário na Região Etérica do Mundo Físico.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 17 a 19.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 20 a 27

Introdução

Um fato atestado pelo próprio Max Heindel e relatado pela Augusta Foss Heindel foi que desde 1911 – e que está no prefácio do Livro Cristianismo Rosacruz –, quando os livros, livretos e folhetos de Max Heindel começaram a ser publicados, distribuídos e traduzidos para as mais diversas línguas pessoas de todas as partes, clamando e se interessando pelos avançados Ensinamentos Rosacruzes ou, como o são, Ensinamentos Cristãos redescobriram a Bíblia e vão se tornando convincentes das verdades da Religião Cristã por meio das explicações dos mistérios ocultos nas Sagradas Escrituras.

Apesar disso, há uma pergunta que vire e mexe surge, seja para quem está pensando em começar a trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, seja por quem já está trilhando: Por que o Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia, usando os Estudos Bíblicos Rosacruzes? A resposta correta é: Porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino – os mesmos que nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui, os mesmos que colocou na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e no útero da nossa mãe atual a matriz do nosso Corpo Vital para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui – que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Trecho do Texto do Capítulo 5

20Com efeito, eu vos asseguro que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. 21Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar terá de responder no tribunal. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, terá de responder no tribunal; aquele que chamar ao seu irmão: ‘cretino!’ estará sujeito ao julgamento do Sinédrio; aquele que lhe chamar ‘Louco’ terá de responder na geena de fogo. 23Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta. 25Assume logo uma atitude conciliadora com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. 26Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo. 27Ouvistes que foi dito: Não cometerás adultério. 28Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração.

Quem eram os fariseus e escribas no tempo de Cristo-Jesus

Os fariseus na época era uma das classes sociais existentes que gostavam de se mostrar, de serem vistos e saudados, dando valor somente as exterioridades. Eram hipócritas: por fora se apresentavam como uma pessoa, mas por dentro eram totalmente diferentes. Julgavam sempre ser melhores e superiores aos outros. Orgulhosos e sempre julgando os outros.

Já os escribas, alguns conhecidos como “doutores da lei”, pertenciam a uma classe jugada culta que copiavam os manuscritos. O problema: nem sempre conheciam a língua ou conheciam superficialmente. Assim “ajustava” os textos conforme o seu gosto ou o gosto dos outros. Achavam-se como os donos da verdade. Assim, fica claro com essas observações o que não ser. Aliás, o que seria “não entrareis no Reino dos Céus” aqui?

Nos próximos versículos veremos com alguns exemplos o que Cristo-Jesus quis nos ensinar quando, como estudamos na Reunião de Estudos passada, ele disse: “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento…” no versículo 17.

A Significância Esotérica de “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar terá de responder no tribunal.”

Nessa passagem “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar terá de responder no tribunal…” já vemos a lógica aplicada nos Ensinamentos Rosacruzes se referindo a qualquer ser vivente quando Max Heindel confirma, dizendo: “Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir nem a forma mais insignificante.”

Imaginem então: aborto (igualmente injustificável, salvo nos casos de gravidez que periga a vida da mãe, inclusive na Fraternidade Rosacruz há muitas explicações que ilustra muitas consequências observadas nos Mundos invisíveis, de abusos neste campo, incluindo as parteiras e médicos ou médicas que se prestaram a esse fim, quase sempre para enriquecimento fácil, além é claro do “Destino Maduro” criado por esses, pela própria mãe e por todos os envolvidos); pena de morte (que destrói o Corpo Denso, mas liberta o criminoso no Mundo do Desejo); eutanásia (há sempre uma razão para que precisemos suportar quaisquer condições. Lá dentro do Corpo Denso estamos assimilando nossa lição, apesar das aparências – doença terminal, debilidade mental, anencefalia ou qualquer outra desculpa que se dá para praticá-la). Não temos o direito de impedir ninguém!).

E tudo isso se refere à Lei do Antigo Testamento! Pois Cristo dá alguns exemplos do que é “matar” uma pessoa, alertando que a causa ocorre nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo e, como o nosso pensamento-forma está dominado pelo desejo, na Região Concreta do Mundo do Pensamento. Ou seja: começa com o desejo, a emoção e/ou o sentimento.

Matamos até mesmo quando não esboçamos a menor reação externa. Do ponto de vista esotérico, isso é matar! E é aqui, agora, especialmente a partir da primeira vinda do Cristo que devemos nos precaver. Para compreendermos isso na sua plenitude é indispensável conhecermos o conceito completo das palavras que ele empregou. Infelizmente, a grande maioria de nós perdeu isso e banaliza o significado da maioria das palavras.

Por exemplo quando ele fala “cólera”, tal palavra carrega um monte de sentimentos, desejos, emoções sinônimos ou que precisa ocorrer antes de se expressar a cólera: inveja, ciúmes, egoísmo, inconformismo, poder de se achar maior, achar que está sendo injustiçado. E quando geramos desejos inferiores de cólera, nos vem a raiva, o ódio, o desejo de destruir, o desgosto, a mágoa, o rancor, a vontade de se vingar, o ressentimento, o não perdoar.

Ou quando se fala “cretino”, quando pensamos ou desejamos a alguém chamando-o disso, geramos desejos inferiores de afirmar que o irmão ou a irmã é imbecil, otário, parvo, tolo, idiota, inconveniente, que lhe falta inteligência ou delicadeza ou escrúpulos,

Ou quando se fala “louco”, quando pensamos ou desejamos a alguém chamando-o disso, geramos desejos inferiores de afirmar que o irmão ou a irmã tem problemas mentais graves, alienado, desprovido de sensatez, insensato, temerário.

E isso faz com que mudemos o nosso comportamento para com o irmão ou a irmã, maltratando, desprezando, amaldiçoando e matando aos poucos.

Sem falar que nos esquecemos do processo do “espelho”: o irmão ou a irmã prestando para nós o serviço de nos ver como realmente somos!

Obviamente há muitos outros modos de se “matar” uma pessoa: prisão ou perseguição psicológica, tirar as esperanças dela, cobiça, racismo e muitos outros.

Seja qual for Cristo aqui nos fornece o “processo” do que acontecerá: se o relacionamento com qualquer pessoa que você contatou ou conviveu não terminar com amor, então “o adversário te entregará ao juiz e o juiz ao oficial de justiça”, ou seja, quando morrer você acertará as coisas no Purgatório onde “responderá no tribunal”, “será julgado no Sinédrio”, “vai responder na geena de fogo”. E daí “será lançado na prisão”.

Ou seja: na próxima vida poderá vir com restrições, limitações, dificuldades a fim de tentar aprender novamente a “não matar”, e “dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”, ou seja, ficará nesse ciclo vicioso, garantido pela Lei de Consequência, que não há como escapar.

Agora, se você conseguiu terminar o relacionamento com amor então aplica-se também a Lei de Consequência resumida na frase da Fraternidade Rosacruz: “Lição aprendida…Ensino suspenso””.

A Significância Esotérica de “Ouvistes que foi dito: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração”

Está bem claro que não se refere mais a somente ao adultério carnal que é como estava nos 10 Mandamentos. Afinal: “o que nós pensamos em nosso coração, assim é que somos”. Mas, por que a ênfase se dá justamente nesse assunto: adultério por meio do desejo sexual?

Porque está relacionado com o gasto da força criadora sexual (propriedade do Espírito Santo, pois é a mesma que nos torna criadores de fato aqui e nos Mundos suprafísicos) para a satisfação de desejos sensuais, egoístas, de posse, provocando um tipo de destino que não se pode expiar, apagar, se livrar por meio da Doutrina do Perdão dos Pecados, como nos ensinou Cristo.

Ou seja, é um gerador de Destino Maduro: deve ser pago por meio do sofrimento, da dor, da tristeza e, portanto, do atraso na nossa evolução.

Atualmente, é um dos maiores problemas que não nos deixa crescer espiritualmente, que ativa muitas das nossas doenças e enfermidades latentes e que é umas das causas principais de virmos com doenças mentais, como a oligofrenia e seu termo genérico idiotia ou má formação do cérebro ou da laringe, ou até das funções criadoras.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 20 a 27.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 29 a 32

Introdução

Uma pergunta recorrente que surge dentro de muitos Estudantes: por que o Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia, usando os Estudos Bíblicos Rosacruzes?

A resposta correta é a que lemos todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo: porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino – os mesmos que nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui, os mesmos que colocou na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e no útero da nossa mãe atual a matriz do nosso Corpo Vital para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui – que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Trecho do Texto do Capítulo 5

29Caso o teu olho direito te leve a pecar, arranca-o e lança-o para longe de ti, pois é preferível que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado na geena. 30Caso a tua mão direita te leve a pecar, corta-a e lança-a para longe de ti, pois é preferível que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo vá para a geena. 31Foi dito: Aquele que repudiar a sua mulher, dê-lhe uma carta de divórcio. 32Eu, porém, vos digo: todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por motivo de ‘fornicação’, faz com que ela adultere; e aquele que se casa com a repudiada comete adultério.

Por que “lado direito” (“olho direito”, “mão direita”)?

Eis uma pergunta que nos intriga!

Há vários motivos, o mais aplicado nesse contexto tem a ver com Babilônia e Nova Jerusalém:

-Lado esquerdo do cérebro (ou Hemisfério cerebral esquerdo): comanda lado direito do corpo.

-Lado direito do cérebro (ou Hemisfério cerebral direito): comanda lado esquerdo do corpo.

Quando os Espíritos Lucíferos apareceram como “Dadores de Luz”, aquele que mostrou o caminho do conhecimento. Incitaram a nós a tomar em nossas mãos o domínio do uso da força sexual criadora. Incitaram – ou seja: tentaram – a nós a exercitarmos o egoísmo, a ambição, o abuso da força criadora e a conhecer a morte.

Criaram um ponto de contato – que eles tanto necessitavam para seu desenvolvimento. Esse ponto é o lado esquerdo, ou o hemisfério esquerdo, do nosso cérebro. Esse lado tende para o egoísmo. Aí está assentado os Anjos Lucíferos, aí está a Babilônia.

Por isso estudamos na Bíblia (p. exe. no Livro de Isaías) que Babilônia havia se convertido em uma abominação, e a chamavam de prostituta, provocando guerras, perturbações e desolações em todos os povos da Terra. O hemisfério cerebral oposto, direito, recebe o nome de “Nova Jerusalém”.

E agora, um ponto interessante para meditação: Babilônia (de Babel) significa “confusão”, e Jerusalém (Jer-u-salém) quer dizer “ali haverá paz”. Uma outra “Luz do Mundo”, um “Brilhante Luzeiro da Manhã”, a chamada Noiva. Também está sobre sete colinas. Mas não há nenhum rio fluente, e sim um Mar de Cristal. Tem como rei um outro dador de luz. É a cidade da paz, cujas portas nunca se fecham. Dentro dela está a Árvore da Vida. Não existe noite e nem iluminação externa. A luz é interior. Essa cidade não é uma cidade desse mundo, mas sim uma cidade que veio do céu. Estudamos isso na Bíblia (p. exe. no Livro do Apocalipse).

image-5-1024x339 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Sabemos que utilizamos muito pouco o hemisfério direito do nosso cérebro. Também sabemos que o coração está se movendo lentamente da esquerda para a direita. E, também, que se trata de um órgão que possui fibras musculares cruzadas, tipo este que está sob o controle da nossa vontade. Entretanto, não podemos controlá-lo…ainda. Aos poucos, com as nossas ações altruísticas, de serviço, de amor desinteressado, de Fraternidade Universal, de utilização apropriada da força sexual criadora estamos construindo mais fibras cruzadas no coração de modo que, a devido tempo, poderemos controlá-lo.

Quando isso ocorrer, poderemos recusar enviar o sangue para o Hemisfério Esquerdo de nosso cérebro, a Babilônia, a cidade de Lúcifer, cairá. Então, poderemos enviar o sangue para o hemisfério direito do cérebro teremos construído a Nova Jerusalém, a cidade da Paz (Jer-u-salém — ali haverá paz).

A Significância Esotérica de “Caso o teu olho direito te leve a pecar, arranca-o e lança-o para longe de ti, pois é preferível que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado na geena.”

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a força sexual criadora ou a energia sexual é seu reflexo em nós. Sabemos que o mau uso ou abuso desse poder é um pecado que não se pode perdoar, ou seja: deve expiar-se, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força sexual criadora é santa. Ou seja: o abuso da força sexual, estimulado pelos Espíritos Lucíferos, deixa sequelas no corpo.

A função sexual tem seu lugar na economia do mundo. Quando empregada devidamente, fornece Corpos, fortes e cheios de saúde que o ser humano necessita para o seu desenvolvimento. Não há maior bênção para o Ego.

Quando, inversamente, dela se abusa, não há maior desgraça, se converte num manancial de todos os males, a verdadeira herança da carne. A perversão do amor (luxúria) é responsável por doenças e debilidades.

Por isso, o Método Rosacruz de Cura ensina a manter saudável o Corpo Denso. Somente um corpo são pode hospedar uma Mente sadia e um coração pleno de amor puro. A concepção sem mácula proporciona corpos cada vez mais puros e abrevia o advento do Reino de Cristo.

A função sexual tem por única finalidade a perpetuação das espécies e não a gratificação dos desejos sensuais, seja qual for o prisma pelo qual se examine a questão. O (a) pervertido (a) sexual, ou o (a) maníaco (a) sexual comprova a afirmação dos ocultistas de que uma parte da força sexual constrói o cérebro. Ele (ela) se converte em um (a) idiota, incapaz de pensar, porque exterioriza não somente a parte negativa ou positiva da força sexual (seja homem ou mulher), empregada normalmente pelos órgãos sexuais para a propagação, mas exterioriza também parte da força que, dirigida ao cérebro, o organizaria e tornaria apto a pensar. Daí as deficiências mentais que apresenta.

Se a pessoa se dedica a pensamentos espirituais, a tendência para empregar a força sexual na propagação é muito pequena. Qualquer parte dela que não use pode ser transformada em força espiritual.

Do que foi dito, agora podemos compreender a significância oculta da passagem: primeiro, já vimos que “geena”, aqui tem o significado de Purgatório.

Usar a visão para, por meio dela, alimentar desejos, emoções e/ou sentimentos que estimulem o gasto da força sexual criadora (energia sagrada do Espírito Santo) resulta, pela Lei de Consequência em um renascimento posterior onde a pessoa tenha problemas de cegueira e, como sempre, fruto de um Destino Maduro.

Afinal se você não usa um órgão como o olho para ajudá-lo a aprender por meio do discernimento, da observação e para que você “veja” – não só enxergue – as lições que têm que aprender para se desenvolver espiritualmente, que é de um modo ou de outro, a única razão, o único motivo de você renascer aqui, então para que ele lhe serve? Como na Natureza tudo que não se usa para o bem, se atrofia, o mesmo ocorrerá com o seu olho.

E o mau uso do olho será lhe cobrado no Purgatório e, como se trata de um pecado que não pode ser perdoado, na próxima vida aprenderá as lições que deveriam ser aprendidas por meio do sentido da visão, ou seja, pelo meio do “ver”, sem possuir esse órgão funcionando como se deve para promover esse sentido físico.

Ou seja, as dificuldades para aprender essas lições aumentarão e a sua força de vontade para aprendê-las deverá ser mais intensa. E vemos casos em que é realmente isso que ocorre: a força de vontade do irmão ou da irmã que não possui a visão, muitas vezes, é exemplar!

A Significância Esotérica de “Caso a tua mão direita te leve a pecar, corta-a e lança-a para longe de ti, pois é preferível que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo vá para a geena.”

Usar um membro para, por meio dele, executar os desejos, emoções e/ou sentimentos que estimulem o gasto da força sexual criadora (energia sagrada do Espírito Santo) resulta, pela Lei de Consequência em um renascimento posterior onde a pessoa venha sem esse membro e, como sempre, fruto de um Destino Maduro. Afinal se você não usa um membro, como a mão, para ajudá-lo a agir, fazer obras e/ou praticar ações para aprender as lições que têm que aprender para se desenvolver espiritualmente, que é de um modo ou de outro, a única razão, o único motivo de você renascer aqui, então para que ele lhe serve?

Como na Natureza tudo que não se usa para o bem, se atrofia, o mesmo ocorrerá com a sua mão. E o mau uso da mão será lhe cobrado no Purgatório e, como se trata de um pecado que não pode ser perdoado, na próxima vida aprenderá as lições que deveriam ser aprendidas por meio das ações, obras e dos atos utilizando esse membro, sem possuir esse membro.

Ou seja, as dificuldades para aprender essas lições aumentarão e a sua força de vontade para aprendê-las deverá ser mais intensa. E vemos casos em que é realmente isso que ocorre: a força de vontade do irmão ou da irmã que não possui um ou mais membros, muitas vezes, é exemplar!

A Significância Esotérica de “Eu, porém, vos digo: todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por motivo de ‘fornicação’, faz com que ela adultere; e aquele que se casa com a repudiada comete adultério.”

Ao contrário da ideia geralmente aceita nós, o Ego, somos bissexuais! Se fôssemos assexuais, o Corpo Denso (e o Corpo Vital) seria necessariamente assexual também, por ser um nosso símbolo externo.

Nos Mundos internos, nós, o Ego, nos manifestamos os sexos, diferentemente, como duas qualidades distintas: Vontade – força masculina, ligada às forças solares – e Imaginação – força feminina, ligada às forças lunares.

Até à Época Hiperbórea éramos bissexuais ou hermafroditas, ou seja: éramos capazes de exteriorizar de nós mesmos outro ser sem intervenção de qualquer outro. Por vários motivos, que podemos encontrar

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estudamos nas nossas Reuniões Dominicais de Estudos de Filosofia Rosacruz, com base no Conceito Rosacruz do Cosmos, houve a necessidade de separação dos sexos, ou seja: quando nascemos aqui, passamos alterar nos renascimentos: ora como um ser masculino (externando mais a Vontade, como força masculina), ora como um ser feminino (externando mais a Imaginação, como força feminina). Isso aconteceu na Época Lemúrica. Ou seja, a partir de então cada um de nós, quando renascido aqui, teve de procurar a cooperação de outro que possuísse a parte da força procriadora que lhe faltava, a fim de criar um novo Corpo – para um novo irmão ou uma nova irmã que está ansioso e necessitado para renascer aqui – que ao longo dos Renascimentos, serviria também para cada um nós construirmos o Corpo para esse Renascimento futuro (melhor do que esse que temos agora).

Daqui já dá para deduzir o motivo único pelo qual “o homem deixará pai e mãe e se unirá à mulher e os dois serão uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne.”, como estudamos no Livro do Gênesis.

Foi por isso que os Anjos instituíram o matrimônio entre um homem e uma mulher como um Sacramento, onde havia o Rito sagrado da geração sob a supervisão deles, em grandes templos e em determinadas épocas do ano, quando as linhas de forças astrais estavam propícias para a propagação. O restante do tempo vivíamos juntos na perfeita felicidade paradisíaca do companheirismo. O parto, por conseguinte, era sem dor, e a enfermidade e a tristeza, que sentimos quando perdemos alguém a quem muito apreciamos, eram desconhecidas.

Quando, muitos de nós – atendendo as sugestões dos Espíritos Lucíferos – tomamos para nós as decisões de exercer a função criadora por prazer, sem levar em consideração os raios astrais, a morte se tornou presente e passamos a ter nossos filhos expressando dores e sofrimento.

Por essa razão, infelizmente, uma grande quantidade de casamentos (diferente até do que é um matrimônio, que é um Sacramento de fato) fracassa, no que se diz respeito a trazer a felicidade e a satisfação de alma que marcam o companheirismo verdadeiro de dois seres humanos.

Além disso, existe o incidente da dor do parto para piorar e aumentar o sofrimento do Ego que está construindo seu corpo sob condições pré-natais desarmônicas. Certamente, é um tributo muito pesado a se pagar pela ignorância da ciência estelar!

Pior ainda, na grande maioria dos casos em que as pessoas conhecem a Astrologia Rosacruz, quando são informadas ou conseguem se esclarecer sobre a sua situação real para tais casos, elas se recusam a considerar a voz de advertência, quando essa voz contraria seus desejos!

Ou seja, a maioria dos casamentos são realizados por vários fatores, como p.exe: atração física e/ou sexual, segundos interesses (econômico, financeiro), em alguns lugares ainda: para não ficar para titia ou titio; escapar de situações familiares indesejadas; para ser bom para as duas famílias; “ele é um ótimo moço ou ela é uma ótima moça”) e outros que nada tem a ver com as harmonias: física, moral e espiritual, os 3 requisitos necessários e suficientes para unir 2 seres no Sacramento do Matrimônio (e isso nada tem a ver com Religião, cerimônias, bençãos de ministros, pastores ou padres!).

image-7 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Resultados: separações, manutenção do casamento por conveniência, vidas em discussões e desarmonias, “relação livre”, comodismo de um dos lados (com aniquilamento de realizações na vida, ou “o que vou fazer? Já estou velho ou velha para ficar sozinho ou sozinha”).

Assim, devido aos casamentos, na sua imensa maioria, não serem um Sacramento do Matrimônio ocorrem casos de plena astúcia, como vimos no estudo do trecho da Reunião passada e estamos lendo aqui.

Ah! Mas “Cristo Jesus só fala do homem para como a mulher!”. Pois é, na primeira vinda de Cristo a imensa maioria de nós que estávamos renascidos como homens, hoje estamos aqui renascidos como mulheres e vice-versa!

Continuamos aplicando esse comportamento? Ou aprendemos a lição de amor Crístico, praticamos o perdão (ensinado por Ele) e não precisamos mais passar por essa lição?

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 28 a 32.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 33 a 37

Introdução

Reafirmemos o motivo principal pelo qual nós, Estudantes Rosacruzes, nos dedicamos ao estudo e à colocação em prática na nossa vida dos Ensinamentos contidos na Bíblia.

O motivo principal é porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Foram eles que:

• nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui.

• colocaram na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e a matriz do nosso Corpo Vital no útero da nossa mãe atual, para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui.

• e muitas outras ajuda que nos fornecem nessa vida.

Um segundo motivo é porque o estudo bíblico é fundamental para o Estudante Rosacruz. É por meio dele que o Estudante Rosacruz tem a maior ajuda para equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, Cristão ocultista-místico. Pois, como todos sabem, a imensa maioria das pessoas que se tornam Estudantes Rosacruzes tem a tendência a ficar mais para o lado da Mente, da “cabeça”, da razão e, com isso, sofre a tentação de ser perder na intelectualidade. E isso, como nos diz Max Heindel, é um fator de desestimulo e até de risco à perda de oportunidades para evoluir nessa vida aqui.

Trecho do Texto do Capítulo 5

33Ouvistes também que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor. 34Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótese nenhuma; nem pelo Céu, porque é o trono de Deus, 35nem pela Terra, porque é o escabelo dos seus pés, nem por Jerusalém, porque é a Cidade do Grande Rei, 36nem jures pela tua cabeça, porque tu não tens o poder de tornar um só cabelo branco ou preto. 37Seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não.

Quem eram os “antigos” na frase: “Ouvistes também que foi dito aos antigos”?

Os “antigos” aqui são aqueles irmãos e aquelas irmãs que estavam sob o regime de Jeová, ou seja, sob as Religiões de Raça. São aqueles irmãos e aquelas irmãs que estão, ainda hoje, sob o regime de Jeová, ou seja, sob as Religiões de Raça!

Aprendemos na Filosofia Rosacruz que tais irmãos e irmãs vivem nas chamadas Dispensações Jeovísticas, que são as primeiras duas de um total de quatro que nos são fornecidas como método para voltarmos a Deus, a saber:

-A primeira onde recebemos ensinamentos que nos levam a adorar a Deus por meio do medo, a Quem começamos a pressentir

-A segunda onde recebemos ensinamentos que nos levam a olharmos a Deus como doador de todas as coisas e esperar d’Ele benefícios materiais daqui da Região Química do Mundo Físico.

Primeira-e-Segunda-Dispensacoes-Jeovisticas Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Figura: Primeira e Segunda Dispensações – Jeovísticas

Seja via primeira ou segunda, tais irmãos e irmãs professam as Religiões de Raça (mesmo que não saibam, mesmo que não admitam).

E, logicamente, vivem segundo o Antigo Testamento, mesmo que a astúcia seja usada para dizer que seguem o Novo Testamento.

A Significância Esotérica de “Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor.”

Sob o regime de Jeová era ensinado aos judeus que um juramento não feito em nome de Deus não era válido.

Qualquer um que fizesse um juramento apelava a Deus como testemunha para julgar a veracidade de suas palavras. Isso significava que a pessoa ficava sob uma obrigação “ante o Senhor”.

E aqui se formava uma encruzilhada: se o que tinha dito não era mentira, então estava tudo bem e a obrigação tinha sido paga; mas se fosse algum tipo de mentira era tido como renegar o Senhor ou tomar o nome do Senhor em vão.

Efeito-de-mentir-na-primeira-e-segunda-Dispensacoes-Jeovisticas Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Figura: Efeito de mentir na primeira e segunda Dispensações – Jeovísticas

E, como consequência, naquele momento, a pessoa pecou e tinha que pagar com sofrimento e dores, pois estava sob as Leis das Religiões de Raça!

A Significância Esotérica de “Eu, porém, vos digo: ‘não jureis em hipótese nenhuma’.”

Repare Cristo-Jesus nos deu um ensinamento superior: “Não jurar”. Afinal, a palavra do verdadeiro Cristão é suficientemente verdadeira para dispensar o uso do juramento. E mais, um Cristão esotérico, por exemplo, o Estudante Rosacruz, sabe que a mentira é assassina e suicida!

E como ele sabe que a mentira é assassina e suicida?

Aprendemos também na Filosofia Rosacruz que a tendência de todas as formas no Mundo do Desejo é atrair para si as de natureza semelhante e, consequentemente crescer. Com isso, quando se descreve com exatidão um acontecimento, é construída no Mundo do Desejo uma forma exatamente igual à descrita. Uma atrai a outra, juntam-se e mutuamente se fortificam.

Quando isso se refere a desejos, emoções e/ou sentimentos criados a partir das três Regiões superiores do Mundo do Desejo, onde a Força de Atração reina em absoluto, temos um dos modos de construirmos bons hábitos e, consequentemente, desenvolvermos as virtudes.

Mas, sabemos que nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo, a 1ª das Paixões e Desejos Inferiores, a 2ª a da Impressionabilidade e a 3ª a dos Desejos, a Força de Repulsão predomina. E que o motivo da Força de Repulsão é a afirmação de si mesma, pelo que repele todas as demais.

Tres-Regioes-inferiores-do-Mundo-do-Desejo-e-predominio-da-Forca-de-Repulsao Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Figura: Três Regiões inferiores do Mundo do Desejo e predomínio da Força de Repulsão

E é justamente esse modus operandi que cria situações que por um lado nos ajuda, mas por outro lado e devido a nossa própria vontade pode nos prejudicar e muito, se insistimos. Percebam: a Força de Repulsão predomina, mas a Força de Atração também está presente com uma intensidade muito mais baixa do que a de Repulsão, mas está lá e é usada!

Agora vamos ver o que ocorre quando temos desejos, emoções ou sentimentos inferiores. Por exemplo, uma forma de desejo brutal repetido (porque queremos que ele dure para, muitas vezes, nos satisfazer). Então a forma criada por um desejo brutal é atraída pela outra da mesma natureza, cada uma exerce sobre a semelhante um efeito desintegrante, produto da desarmonia existente nas respectivas vibrações. Pois lembremos: aqui a Força de Repulsão predomina.

Assim, em vez de fundir-se mal com mal, mutuamente eles se destroem, e deste modo o mal no mundo conserva-se dentro de limites razoáveis.

Vamos ver o que ocorre quando mentimos, que também é uma forma construída com desejos, emoções e sentimentos inferiores. Quando não se descreve com exatidão um acontecimento, então a versão diferente ou falsa, produz-se uma forma diferente, contrária à primeira, ou seja, à verdadeira. Uma mata a outra, a outra mata uma e ambas se destroem!

São convergentes no mesmo assunto, e por isso se unem-se, mas como as vibrações são diferentes atuam uma sobre a outra de maneira mutuamente destruidora.

Mas, a nossa força de vontade pode ser mais forte e repetirmos isso muitas e muitas vezes até o ponto em que as mentiras quanto mais fortes e frequentemente repetidas podem destruir o que é bom!

Lógico que deixam sequelas nos Corpos de Desejos daqueles que cooperaram para a prática e persistência desse mal: dores, sofrimentos, doenças físicas, emocionais e até mentais.

De qualquer moco como a Força de Repulsão é preponderante nas 3 Regiões inferiores o mal não cresce, e a anarquia não predomina no Cosmos.

Quando compreendemos o efeito destas duas Forças gêmeas Atração e Repulsão em ação, podemos também entender a máxima ocultista que diz: ‘uma mentira no Mundo do Desejo é, ao mesmo tempo, assassina e suicida’.

A Significância Esotérica de “Seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não”

Aqui Cristo nos exorta a viver totalmente a política do “sim, sim…não, não” sem meias palavras e focado totalmente no Cristianismo. Sigamos o exemplo de S. João Batista que não buscava agradar a ninguém; Viveu totalmente a política do “sim, sim…não, não” sem meias palavras e focado totalmente no Cristianismo que estava por vir.

Afinal, façamos sempre essa reflexão: quantas vezes tiramos conclusões erradas das coisas e depois averiguamos que alguém mais estava certo? Quantas vezes fracassamos na escolha entre um bem maior e um menor? Quantas vezes fazemos algo simplesmente para agradar alguém, em vez de fazer o que seria justo? Quantas vezes somos parciais para ser visto como “sociável” e não praticamos o “sim, sim…não, não” como Cristo me ensinou?

Pois, reparemos bem: juramento sugere palavra.

E, para penetrarmos com maior profundidade no assunto, devemos compreender o significado completo do poder da palavra. O uso da palavra é algo sagrado. Por quê? A palavra falada é uma expressão da nossa força sexual criadora. E isso começou lá na Época Atlante, quando a nossa força sexual criadora foi dividida em 2 partes:

– metade para a construção do nosso cérebro e da nossa laringe, a fim de podermos expressar as palavras aqui na Região Química do Mundo Físico.

– e outra metade continuou sendo utilizada para prover a geração de novos Corpos para irmãos e irmãs que precisam renascer.

Divisao-da-Forca-Sexual-Criadora-metade-para-cada-lado Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Figura: Divisão da Força Sexual Criadora – metade para cada lado

E quando abusamos do uso da palavra? Alguns exemplos (há muitos outros!):

– quando utilizamos para nossos propósitos ilegítimos (astúcia, ameaça, se impor, xingar, etc.)

– quando mentimos

– quando fofocamos ou falamos mal dos outros

– quando falamos mais do que se deve

– quando falamos antes de pensar

– logicamente, quando juramos!

Uso-indevido-da-Palavra-formada-por-metade-da-forca-sexual-criadora Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Lembremo-nos sempre desse Ensinamento Rosacruz nos fornecido por Max Heindel quando sobre a palavra ele se expressou da seguinte maneira: “O uso das palavras para exprimir o pensamento é o mais alto privilégio humano, exercitado somente por uma entidade racional e pensante como o ser humano”. Um dos objetivos a serem colimados pelo Estudante Rosacruz é aprender a falar a “palavra de vida e poder”, o que todos nós concretizaremos em tempos futuros.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 33 a 37.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – Versículos de 38 a 48

Introdução

Reafirmemos o motivo principal pelo qual nós, Estudantes Rosacruzes, nos dedicamos ao estudo e à colocação em prática na nossa vida dos Ensinamentos contidos na Bíblia.

O motivo principal é porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Foram eles que:

• nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui.

• colocaram na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e a matriz do nosso Corpo Vital no útero da nossa mãe atual, para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui.

• e muitas outras ajuda que nos fornecem nessa vida.

Um segundo motivo é porque o estudo bíblico é fundamental para o Estudante Rosacruz. É por meio dele que o Estudante Rosacruz tem a maior ajuda para equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, Cristão ocultista-místico. Pois, como todos sabem, a imensa maioria das pessoas que se tornam Estudantes Rosacruzes tem a tendência a ficar mais para o lado da Mente, da “cabeça”, da razão e, com isso, sofre a tentação de ser perder na intelectualidade. E isso, como nos diz Max Heindel, é um fator de desestimulo e até de risco à perda de oportunidades para evoluir nessa vida aqui.

image Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Trecho do Texto do Capítulo 5

38Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. 39Eu, porém, vos digo: não resistais ao homem mau; antes, àquele que te fere na face direita oferece-lhe, também, a esquerda; àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe, também, a veste; 41e se alguém te obriga a andar uma milha, caminha com ele duas. 42Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado. 43Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44 “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;45desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos. 46Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também os publicanos a mesma coisa? 47E se saudais apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem também os gentios a mesma coisa? 48Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.

A Significância Esotérica de “Ouvistes que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao homem mau; antes, àquele que te fere na face direita oferece-lhe, também, a esquerda’.”

Já aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que as Leis de Jeová nos instigavam a sermos conquistadores, a praticar o “olho por olho, dente por dente”. A querermos ter tudo o que pudéssemos nesse Mundo Físico. Aí está a chave: o Mundo Físico. Afinal, o objetivo era a conquista do Mundo Físico.

Sabemos, também, que essa Lei Jeovística deu lugar a outra, bem mais difícil, instituída por Cristo como um Mandamento: amarás o teu próximo…

Agora, notemos na frase acima completa a figura de linguagem, também chamada de hipérbole, que significa aqui: o perdão que jamais, nunca revida com a mesma ação, mas que pratica persistentemente e sempre a doutrina Cristã do Perdão dos Pecados.

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Assim: se alguém me fez sofrer, seja por pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras ou ações, então sempre temos que revidar! Só que se revidarmos com a mesma violência, com a “mesma moeda” teremos que purgar tal ação no Purgatório (com intensidade tripla); mas se revidarmos com o perdão, colheremos o bom hábito no Primeiro Céu, depois de findarmos mais uma vida aqui. A escolha é nossa sempre!

A Significância Esotérica de “àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe, também, a veste”

Aqui podemos identificar outra figura de linguagem que significa a prática da verdadeira generosidade.

Não dar nada ou usar até acabar ou sempre afirma que só você sabe o quanto lutou para conseguir as coisas que você tem ou jogar no lixo as coisas que não serve mais a você ou, ainda, só dar quando sabe que receberá algo em troca (dívida moral, subserviência e afins) mostra que a pessoa ainda não entendeu nada sobre o conceito de generosidade que Cristo ensinou. Na verdade, a pessoa tem vícios, como avareza, egoísmo, sovinice e outros afins.

O que acontecerá, fatalmente, com a pessoa? Reviverá no Purgatório todas as oportunidades que a falta da sua generosidade fez alguém sofrer, sempre com o triplo de intensidade no sofrimento que causou.

Por outro lado: dar o que você tem de sobra, ou o que você não quer mais, ou o que não mais lhe serve ou, pior ainda, o que nem lhe pertence, de fato não é ser generoso, é ser astuto. Também, reviverá no Purgatório todas as oportunidades que a falta da sua generosidade fez alguém sofrer, sempre com o triplo de intensidade no sofrimento que causou.

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Foram também a insistência em se comportar assim por muitas e muitas vidas (vem a tentação e a pessoa cai) que levou muita gente para o cone sombrio da Lua (pois isso é materialismo ou cristalização) e, quando não, atrasou demais a evolução de muita gente.

Afinal, devemos aprender qual é o conceito de “se dar” nos Ensinamentos Rosacruzes, como estudamos no Conceito Rosacruz do Cosmos: “quando eu dou, eu me dou por inteiro”.

A Significância Esotérica de “se alguém te obriga a andar uma milha, caminha com ele duas.”

Aqui a figura de linguagem é utilizada para nos ajudar a compreender o que significa a prática do serviço amoroso e desinteressado. Quando alguém lhe pede algo que você, então, por meio da lógica e da compaixão (cabeça-coração), decida se consegue ajudar: se sim conclui que é uma necessidade que vai ajudar ao irmão ou a irmã e sempre exceda as expectativas para que, no final, ele ou ela consiga prosseguir a partir daquele ponto sozinho; agora se você não consegue ajudar procure quem é capaz de ajudar tal pessoa.

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De qualquer forma sempre faça de tal forma “em Harmonia e na Luz de uma perfeita Liberdade”, como repetimos todas as vezes que rezamos a Oração Rosacruz.

A Significância Esotérica de “Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado.”

Já aqui a figura de linguagem é utilizada para nos ajudar a compreender o que significa a prática do desapego das coisas materiais.

Nada é de fato nosso aqui. Tudo é bem para ser administrado por nós. Se um irmão ou uma irmã precisar de algo aí utilize a lógica e a compaixão para você discernir se é necessidade ou astúcia; se for necessidade, então dê a ele ou a ela o que precisar não olhe mais para saber se foi bem utilizado ou não e, logicamente, muito menos faça disso como se ele ou ela tivesse uma dívida para com você, pois isso é astúcia.

Agora se for astúcia: ou repreenda o irmão ou a irmã ou se mantenha em silêncio, calado (pois só isso já demonstra a sua indignação para com ele ou ela).

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E Cristo completa esse ensinamento deixando clara a substituição do Mandamento “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, já deturpado para “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo” – como muitos outros – para o amor incondicional, o Amor Crístico: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”.

E não pode ser de outra forma, pois: Cristo iniciou a implantação da Fraternidade Universal onde todos são Filhos de Deus. E mais, quem segui-Lo, também são mais do que irmãos: são amigos.

Primeiro de tudo, se refletirmos profundamente, chegaremos à conclusão de que nós não temos inimigos; nós próprios somos a origem daquilo que interpretamos como “inimizade”! E o que conceituamos como “inimigo” é o nosso melhor professor.

Afinal, a reação de ódio ou de vingança cria um vínculo entre o que recebe e o que perpetra uma má ação, e que somente quando a reação negativa é neutralizada pelo bem poderá ser dissolvido o vínculo.

Sabemos que os que chamamos de “inimigos” hoje em vidas passados, podem ter sido nossos maiores amigos, pai, mãe, filhos, vizinhos, avôs, primos, etc.

Sabemos que se trata tão somente de lições que escolhemos – nós mesmos no Terceiro Céu – a aprender como “relacionamentos entre Filhos de Deus que não terminamos com amor em vidas passadas” e que escolhemos nessa vida terminar com amor, por meio do perdão, da convivência pacífica (mesmo não precisando ser tão próximas como com as pessoas que não definimos como “inimigo”, mas sempre pronto para ajudar o que definimos como “inimigo”, porque reconhecemos nele o irmão ou a irmã com quem temos dívidas de destino a saldar).

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Se não fizermos nessa vida, em alguma vida futura teremos que fazer, muitas vezes, pelo látego do sofrimento ou das restrições do destino.

Assim, durante essa vida aqui: ao invés de “torcer para que o seu inimigo se ferre”, ore com mais firmeza para que ele busque a Deus e que Deus o ilumine no seu Caminho de Santidade.

Se você o prejudicou, peça perdão, se arrependa e busque a reforma íntima. Enquanto não fizer isso, a dívida não está paga e a lição continua a ser dada, pois não foi aprendida!

Aí vem a pergunta nascida da astúcia: “e se ele não quiser…e se ele me prejudicar?”. Se ele quiser ou não quiser, o problema é dele e não nosso.

Se ele lhe prejudicar, esqueça, perdoe e ore mais intensamente por ele, porque se isso estiver ocorrendo, é sinal de que ele está perdido no caminho da santidade (mesmo que ele não saiba ou tenha certeza de que não está).

Afinal como disse Cristo aqui: “vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”.

Não há outro caminho para cada um de nós!

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 5 – versículo de 38 a 48.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 1 a 6

Introdução

Reafirmemos o motivo principal pelo qual nós, Estudantes Rosacruzes, nos dedicamos ao estudo e à colocação em prática na nossa vida dos Ensinamentos contidos na Bíblia.

O motivo principal é porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Para podermos estudar a Bíblia inteligentemente, é necessário que nos aproximemos dela com a nossa Mente aberta.

Os pontos de vista preconcebidos, que consideram as versões e traduções das Escrituras como única, verdadeira, infalível e inspiradora Palavra de Deus, em geral são nuvens que poderão cegar aqueles que nela procuram, no estudo cuidadoso e isento de preconcepções, a iluminação real.

Apesar das interpolações verificadas nas Escrituras, a despeito das más traduções feitas, nela existem pérolas de inestimável valor que, para o Estudante Rosacruz que realmente procura estudá-las, serão como uma recompensa.

É por isso que temos que ter um profundo conhecimento da Filosofia Rosacruz para conseguirmos extrair a significância esotérica contina nos Ensinamentos Bíblicos.

Trecho do Texto do Capítulo 6

1Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens para serdes vistos por eles. Do contrário, não recebereis recompensa junto ao vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não te ponhas a trombetear em público, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, com o propósito de serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. 3Tu, porém, quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, 4para que a tua esmola fique em segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará.

5E quando orardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de fazer oração pondo-se em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. 6Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará.

O que é indispensável compreender da Filosofia Rosacruz para entendermos as significâncias esotéricas desse trecho sob estudo

Notemos que para compreendermos esses Ensinamentos nesses versículos é indispensável que compreendamos o que é a nossa Personalidade e a nossa Individualidade, segundo os Ensinamentos Rosacruzes.

Pois, como veremos, é justo na questão de tratamento da nossa Individualidade é que conseguiremos sair da situação de risco de cristalização, de ignorância e de dificuldades em caminhar para frente e para cima rumo a conquistar a Região Etérica do Mundo Físico, que é o nosso próximo objetivo nesse Esquema de Evolução.

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Então vamos lá: aqui estão os Mundos e suas Regiões onde atualmente temos nossos veículos que utilizamos nesse Esquema de Evolução.

Lembremos sempre o que nós somos: cada um de nós é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui da mesma forma que Deus nosso Criador está manifestado: de forma Tríplice.

Assim, no Mundo do Espírito Divino funcionamos porque temos um veículo formado de material desse Mundo e chamamos esse veículo de Espírito Divino. E para fazer esse veículo evoluir temos a sua contraparte inferior que é o Corpo Denso, por isso é que funcionamos na Região Química do Mundo Físico.

Da mesma forma, temos o veículo Espírito de Vida, para funcionarmos no Mundo do Espírito de Vida. E para fazer esse veículo evoluir temos a sua contraparte inferior que é o Corpo Vital, por isso é que funcionamos na Região Etérica do Mundo Físico.

Seguindo o raciocínio, temos o veículo Espírito Humano, para funcionarmos Região Abstrata do Mundo do Pensamento. E para fazer esse veículo evoluir temos a sua contraparte inferior que é o Corpo de Desejos, por isso é que funcionamos no Mundo do Desejo.

Note que agora fica clara nossa manifestação Tríplice, como Deus, nosso criador está manifestado: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano.

E é justamente essa nossa manifestação (que é o que somos como Espírito Virginal manifestado) que chamamos de Individualidade.

Agora, para conseguirmos atuar nos nossos três Corpos e obter de cada um deles o alimento necessário para alimentar os nossos 3 veículos espirituais temos o veículo Mente.

E é esse conjunto: o Tríplice Corpo e a Mente que chamamos de Personalidade.

Devido a termos criado problemas de atuação da Mente onde a contaminamos com o Corpo de Desejos (hoje difícil de manifestar um pensamento aqui que não esteja contaminado pelo desejo, sentimento ou pela emoção elaborados de materiais das 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo), a Personalidade nos puxa para baixo, para a cristalização, para o atraso e para a ignorância.

Também chamamos a Personalidade de “eu inferior”. E a Personalidade, nós construímos uma nova a cada renascimento aqui e é composta das nossas qualidades conquistadas em vidas passadas, bem como nossos defeitos, maus hábitos, nossas dificuldades, nossas lições a aprender. E é por isso que ela é a raiz de todo nosso sofrimento, nossa dor e tristeza, justamente devido ao nosso modo ignorante de conduzir as nossas faculdades quando estamos renascidos aqui.

Por outro lado, chamamos a Individualidade de “Eu superior”. Atualmente, sempre é a mesma a cada renascimento aqui. Especialmente em uma Escola como a Fraternidade Rosacruz somos treinados a usá-la para nos impulsionar a uma vida de “reto pensar, reto sentir e reto agir”. E, assim, por meio dela que vivenciamos o cumprimento das Leis de Deus.

Para facilitar essa distinção e como Cristo Jesus nos ensinou a lidar com isso, vamos, agora, estudar a significância esotérica em como devemos nos comportar como Cristão quando queremos, de fato, praticar as qualidades Cristãs da compaixão, misericórdia, solidariedade, partilha.

A Significância Esotérica de “Por isso, quando deres esmola, não te ponhas a trombetear em público, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, com o propósito de serem glorificados pelos homens.

Antes de tudo, vamos definir o conceito da palavra “esmola” que Cristo Jesus utiliza aqui, que é uma palavra que vem do grego antigo e significa exatamente: compaixão, misericórdia, solidariedade, partilha.

Note: nada a ver com dinheiro, moeda ou algo desse tipo que hoje se costuma usar para astutamente reduzir o valor do conceito da palavra “esmola”.

Uma das significâncias esotéricas desses versículos nós podemos condensar justamente no motivo, na razão da causa que a Fraternidade Rosacruz preconiza como: “Servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) o irmão ou a irmã que está ao seu redor, buscando servir a divina essência oculta nele ou nela – que também está dentro de nós – e que é a base da Fraternidade que Cristo nos trouxe.”

Trabalhar na maior discrição possível…se necessário “falar”, mas o mínimo possível. Ação, obra e atos é o segredo do bom serviço prestado. Esforçar-se o máximo para inserir os Ensinamentos Rosacruzes no dia a dia na vida do Estudante Rosacruz e não impor isso na vida dos que estão ao seu entorno de modo a realizar a máxima: “uma palavra convence, mas um exemplo arrasta”.

Desenvolver-se para se tornar um Auxiliar Invisível, inicialmente inconsciente nos Mundos espirituais, mas com o exercício de ser um postulante a Auxiliar Visível durante o dia, criar musculatura espiritual para se tornar um Auxiliar Invisível consciente nos Mundos espirituais.

A Significância Esotérica de “… a fim de serem vistos pelos homens.

Se aplicarmos o que entendemos sobre Personalidade e Individualidade, fica claro que nessa sentença há um exemplo da nossa Personalidade nos condicionando a se satisfazer pela ilusão mundana de prestígio, de elogio e de parecer uma boa pessoa.

E como não cair nessa armadilha? Três ações cotidianas que nos ajudam aqui:

1.Tomar consciência desse nosso comportamento ilusório e que não interessa mais para esse momento do Esquema de Evolução (foi importante sim, mas há milhares de anos atrás na Época Atlante, antes de atingirmos o Nadir da Materialidade). Agir assim, hoje, é se cristalizar, se atrasar na Evolução.

2.Praticar o Exercício Esotérico da Observação imparcial de nós mesmos, negando a querer ser visto, buscar a fama mundana, a se satisfazer com consolações humanas (a única que vale a pena é a consolação divina).

3.Não se justificar (que é a astúcia que praticávamos na Época Atlante, disfarçada), não se julgar (se o evento marcou você, com certeza, aparecerá como efeito/causa no Exercício esotérico de Retrospecção que o Estudante Rosacruz faz todas as noites) …apenas observar “de fora” sendo sincero com você mesmo.

Repetindo, repetindo e repetindo chegará um momento em que obteremos o conhecimento do que é verdade e do que é ilusão, pois estaremos praticando o Exercício Esotérico Rosacruz do Discernimento. Com isso alcançamos o posicionamento de estar no aqui e agora, no presente, que é a única base da eternidade, além de termos a consciência de quem faz o bem somos nós, o “Eu superior” e que o que vale é acumular tesouros nos céus e jamais aqui.

A Significância Esotérica de “…já receberam a sua recompensa.

A pergunta que surge aqui é: “de quem já se recebeu a recompensa” se se age desse modo?

A resposta é curta e grossa: do Mundo!

E em forma de uma, duas e/ou das três dimensões que hoje movimenta muita gente: poder mundano, fama mundana e/ou fortuna mundana. Com certeza, somos nós, por meio da Personalidade que queremos retribuição, queremos pagamento e/ou queremos reconhecimento.

Ou seja, ela nos faz “amar para sermos amados”; ela nos “faz amar quando somos amados”; é por ela que buscamos “a retribuição no amor”. É ela que nos impede de entender que “o amor é a própria recompensa”. Ela distorce o conceito do que é “amor”, como Cristo nos ensinou – que “o dar gera o receber”!

E se assim nos comportamos na nossa vida, então não teremos recompensa no Primeiro Céu, ou seja, nossa recompensa não estará nos Mundos espirituais e, portanto, não redundará em benefícios para as próximas vidas.

A Significância Esotérica de “…entra no teu quarto e, fechando tua porta.

Note o Ensinamento de Cristo Jesus aqui: a importância do recolhimento individual. Ou seja: no seu íntimo, onde ninguém pode entrar ou penetrar, a não ser você mesmo.

Repare essa liberdade interior que só você poder tirar, se quiser não ser livre! É só assim que você consegue fazer sua Personalidade se aquietar, se fazer humilde, servir ao que você realmente é: o Eu superior, a Individualidade.

Assim, sempre ore em silêncio, sem demonstração externa que evidenciem que você está orando.

E o processo aqui é muito simples:

1. Primeiro, escolha um lugar de preferência você deve ficar de frente para o oeste (direção do pôr do Sol)

2. Segundo ore e oficie os Rituais da Fraternidade Rosacruz (que também são orações científicas). E faça isso sempre nesse mesmo lugar, todos os dias. Quanto maior a frequência, mais rápido e mais intenso serão os resultados. Pois esse bom hábito repetido: forma em torno desse lugar um santuário invisível, um templo: um Templo Solar, com uma egrégora visível por qualquer Clarividente voluntário treinado. E isso impregna o local com vibrações espirituais elevadas, tornando o lugar agradável de se estar, resultado das vibrações mentais e emocionais em assuntos espirituais e elevados.

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A Significância Esotérica de “…ora ao teu Pai que está lá, no segredo.

Afinal orar é escutar o Cristo dentro de nós, o Cristo interno que estamos construindo pouco a pouco com persistência, disciplina, fidelidade e muita força de vontade.

E aqui vemos o motivo de orar em silêncio é por meio da Individualidade, nunca por meio da Personalidade. Se prestarmos bem atenção há um sinal claro de que estamos orando corretamente: sentimos uma harmonia indescritível; sentimos uma paz que ultrapassa qualquer tipo de compreensão.

Para que você não destrua tudo que construiu e tenha que começar tudo de novo não conte a ninguém o que acontece durante a oração. Afinal, essa tentação (que muitos caem) é a Personalidade que quer se mostrar! E isso é profanação e atrasa o seu desenvolvimento grandemente.

image-9-1024x236 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

A Significância Esotérica de “…o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará.

Quando aprendemos a orar corretamente (usando o que somos a Individualidade, e não o que achamos que somos, a Personalidade) os resultados surgirão!

Para isso nunca, jamais peça coisas materiais (mesma as disfarçadas que indiquem “posse”). Como estímulo e modelo perfeito mire no exemplo de Salomão: pediu Sabedoria e todo “o resto vem por acréscimo”.

Não tenha tendências imediatistas. Pense, quantas vezes você achou que uma coisa que você gostaria que acontecesse, depois lá na frente você deu graças a Deus que não aconteceu! Assim, a dimensão de tempo que você deve utilizar na oração é o Tempo de Deus.

O ciclo virtuoso que você pode construir aqui é o seguinte:

1. “ore sem cessar”, como aprendemos nos Ensinamentos Bíblicos

2. com isso há o crescimento da nossa consciência

3. Aos poucos o que está no íntimo se vai extravasando. Essa é “recompensa” que percebemos!

4. Isso resulta em uma transformação interior, onde a nossa Personalidade se torna passiva, ou seja, serva da nossa Individualidade.

5. Assim, o foco na Individualidade para a nossa vida aqui na Terra se torna um bom hábito que não conseguimos viver mais sem praticá-lo.

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Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – versículo de 1 a 6.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 7 a 15

Introdução

Reafirmemos o motivo principal pelo qual nós, Estudantes Rosacruzes, nos dedicamos ao estudo e à colocação em prática na nossa vida dos Ensinamentos contidos na Bíblia.

O motivo principal é porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

É um erro dizer que a Bíblia não é nada mais do que um livro antigo de um passado de dois mil anos.

A Bíblia é um livro de mistérios, um maravilhoso livro de tremendo poder, um código contínuo e vigente criado por grandes Iniciados e seus Discípulos por meio de milhares de anos de esforço. Pertence igualmente ao Passado, ao Presente e ao Futuro.

Seus segredos foram cuidadosamente colocados no texto bíblico, espiral dentro de espiral, de tal modo que quanto mais espiritualizados nos tornamos, mais profundas significâncias esotéricas se revelarão para nós.

Agora, uma coisa é certa: sem um conhecimento profundo da Filosofia Rosacruz não se consegue avançar nos Estudos Bíblicos Rosacruzes!

Trecho do Texto do Capítulo 6

Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque o vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes.

Portanto, orai desta maneira: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome, venha nós o vosso Reino, seja feita a vossa Vontade, assim na terra, como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Pois, se perdoardes aos homens os seus delitos, também o vosso Pai celeste vos perdoará; mas se não perdoardes aos homens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos.

Esotericamente falando, como é composta a Oração do Senhor ou “O Pai-Nosso?

Na Oração do Senhor ou “O Pai-Nosso” há sete orações, ou melhor, há três grupos de duas orações e uma súplica simples.

Cada grupo faz referência às necessidades de um dos aspectos do Tríplice Espírito e sua contraparte no Tríplice Corpo. E, ainda, há uma súplica pela nossa Mente.

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Há correlações entre cada aspecto no nosso Tríplice Espírito com o nosso Tríplice Corpo. E tudo isso satisfaz todas as necessidades dos nossos sete princípios humanos!

A primeira frase: “Pai Nosso que estais nos céus” é um endereçamento da oração, ou seja, estamos dirigindo essa oração para o nosso Deus-Pai.

A Oração que nós fazemos para o nosso veículo espiritual: o Espírito Humano

Ela se refere à primeira oração: “Santificado seja o Vosso nome

Aqui o nosso veículo Espírito Humano (com o qual temos a capacidade de funcionar na Região Abstrata do Mundo do Pensamento) se eleva à sua contraparte divina, o Espírito Santo ou Jeová (cujo lugar onde Ele funciona cotidianamente, como o mais elevado Iniciado do Período Lunar é justamente a Região Abstrata do Mundo do Pensamento), onde expressamos que o Espírito Santo é sagrado e tudo que provém dele deve ser respeitado e utilizado de maneira santa e sagrada, por exemplo: a força sexual criadora.

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A Oração que nós fazemos para o nosso veículo espiritual: o Espírito de Vida

Ela se refere à segunda oração: “Venha a nós o Vosso Reino”.

Aqui o nosso veículo Espírito de Vida (com o qual temos a capacidade de funcionar no Mundo do Espírito de Vida) se eleva à sua contraparte divina, o  Filho ou Cristo (cujo lugar onde Ele funciona cotidianamente, como o mais elevado Iniciado do Período Solar é justamente o Mundo do Espírito de Vida), onde pedimos que venha a nós o Reino do Filho, quando Cristo voltará pela segunda vez, a Sabedoria que tanto buscando alcançaremos via Corpo-Alma, quando estaremos aptos a comer o fruto da Árvore da Vida e quando haverá uma Fraternidade Universal de indivíduos separados que terão vários interesses, mas que estarão prontos a dar e receber por amor, subordinando sempre as preferências individuais ao bem-comum.

image-13-1024x156 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

A Oração que nós fazemos para o nosso mais elevado veículo espiritual: o Espírito Divino

Ela se refere à terceira oração: “Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu”.

Aqui o nosso veículo Espírito Divino (com o qual temos a capacidade de funcionar no Mundo do Espírito Divino) se eleva à sua contraparte divina, o Pai (cujo lugar onde Ele funciona cotidianamente, como o mais elevado Iniciado do Período de Saturno é justamente o Mundo do Espírito Divino), onde pedimos sempre que seja feita a Vossa Vontade, pois é justamente esse elevado Iniciado que assumiu a atribuição da Vontade Divina quando se tornou o mais elevado Iniciado do Período de Saturno.

image-14-1024x202 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

A Oração que nós fazemos para o nosso veículo mais baixo em densidade: o Corpo Denso

Ela se refere à quarta oração: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”.

Aqui o nosso veículo Espírito Divino roga ao Pai pela sua contraparte inferior que é o nosso Corpo Denso, pedindo somente o que precisamos para viver aqui, quando mais uma vez renascido, a cada dia: o alimento para sustentar esse Corpo, nada mais do que isso.

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Afinal é uma verdade fácil de provar que a maioria das pessoas come demais. Quando o Corpo Denso é alimentado em excesso, nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), podemos até achar que permanecemos forte, mas o Corpo Denso fica fraco.

A quantidade de Éter Químico e de Éter de Vida é tão grande para manter a vitalidade do Corpo Denso que não há espaço para manter um Corpo Vital com a quantidade necessária de Éter Luminoso e nem Éter Refletor que são os componentes do nosso Corpo-Alma. Portanto, aprendamos a dar ao nosso Corpo Denso o “pão de cada dia” e nada a mais do que isso.

A Oração que nós fazemos para o nosso veículo: o Corpo Vital

Ela se refere à quinta oração: “Perdoai as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”.

Aqui o nosso veículo Espírito de Vida roga ao Filho pela sua contraparte inferior que é o nosso Corpo Vital, pedindo para que as nossas dívidas (ofensas, rancores, ódios, invejas e tudo o mais que significa “lição não aprendida”) sejam perdoadas, justamente porque perdoamos aos irmãos e as irmãs que praticaram tais sentimentos, emoções e desejos inferiores com a gente.

image-16-1024x489 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

E esse perdão quer dizer justamente o apagar essas impressões no Átomo-semente do nosso Corpo Denso, que é um ato que fazemos quando praticamos o arrependimento e a reforma íntima.

Note que esta parte do “Pai-Nosso” ensina a doutrina da Remissão (ou Perdão) dos Pecados na palavra “perdoai-nos”, como afirma a Lei de Consequência nas palavras “assim como nós perdoamos”, fazendo da nossa atitude para com os outros, a medida da nossa emancipação.

Sabemos da fórmula mais eficaz para praticarmos o arrependimento sincero e de uma profundidade necessária e suficiente que leve o apagar essas impressões no Átomo-semente do nosso Corpo Denso: o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.

Junto, logicamente, com a reforma íntima buscando o perdão do irmão ou da irmã que assim prejudicamos ou na impossibilidade (e não pelo orgulho ou quaisquer outra justificativa baseada na astúcia atlante) utilizando dos Exercícios Esotéricos de Observação e Discernimento, de modo que da próxima vez que nos aparecer a tentação para repetir aqueles tipos de sentimentos, emoções e desejos inferiores com outrem, a gente não cair, sublimar e regenerar tais sentimentos, emoções e desejos inferiores pelos seus correlatos superiores.

A Oração que nós fazemos para o nosso veículo: o Corpo de Desejos

Ela se refere à sexta oração: “E não nos deixeis cair em tentação”.

Aqui o nosso veículo Espírito Humano roga ao Espírito Santo pela sua contraparte inferior que é o nosso Corpo de Desejos, pedindo para que nos ajude a não cair nas tentações que nada mais são do que provas que temos para verificar, por nós mesmos, se aprendemos as lições que procrastinamos em vidas passadas nessa missão que temos de obedecer às Leis de Deus aqui renascidos nessa Região Química do Mundo Físico, o baluarte atual da nossa evolução.

image-17-1024x499 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Pois compreendemos que passamos por tentações, porque estamos em contínuo treinamento, em ininterrupto aprendizado. Se enfrentamos essa tentação, que vem em forma de dificuldade, provação, de frente e com vontade, logo a resolveremos, logo descobrimos o seu mistério: a solução, pois um mistério depois de ser desvendado deixa de ser mistério. E a tentação deixa de ser tentação, pois “lição aprendida, ensino suspenso”.

Pois sabemos que o nosso Corpo de Desejos é o repositório de nossas energias e o que incentiva nossas ações atualmente. Afinal, o desejo é predicado valioso, demasiado valioso, para ser sufocado ou destruído, posto que uma pessoa sem entusiasmo para nada serve.

Afinal, somente quando aprendemos a controlar a nossa natureza de desejos podemos então prosseguir em harmonia com as Leis de Deus quando aqui renascidos.

A Súplica que nós fazemos para o nosso veículo: a Mente

Ela se refere a única súplica que temos nessa oração: “mas livrai-nos do mal”.

Aqui, nós, por meio do nosso Tríplice Espírito, suplicamos à Trindade Divina um pedido pela Mente.

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Pois sabemos que a força capaz de dirigir a energia da nossa natureza de desejos encontra-se na Mente. Já que mal chega ao nosso conhecimento só através da Mente que discerne, ou seja, que nos capacita a distinguir diversas alternativas de ação e optar por uma entre tantas. Se escolhemos agir em harmonia com o bem universal, cultivamos a virtude; se escolhemos o contrário, praticamos o “mal”, nos corrompemos e pecamos.

É sempre assim o seguir pelo caminho reto ou o desviar-se para trilha sinuosa fica sempre na dependência da supremacia de nossa Mente sobre os nossos desejos.

Se a Mente é bastante forte para “nos livrar do mal”, nos tornaremos virtuosos de modo positivo e mesmo se cedermos à tentação por algum tempo, antes de perceber nosso erro, adquiriremos virtude tão logo nos arrependamos e nos reformemos, como explicamos anteriormente. Aí, é só aí, seremos virtuosos, ou seja, cheio de virtudes.

Por que o que pedimos para a Mente é uma súplica e não uma oração?

Vejamos: o Espírito Divino (despertado pelos Senhores da Chama) e o Corpo Denso (cujo Átomo-semente foi nos dado também pelos Senhores da Chama) iniciaram as suas respectivas evoluções no Período de Saturno, estando por isso sob os cuidados do Pai.

O Espírito de Vida (despertado pelos Querubins) e o Corpo Vital (cujo Átomo-semente foi nos dado também pelos Senhores da Sabedoria) iniciaram as suas respectivas evoluções no Período Solar, ficando consequentemente a cargo do Filho, em particular.

O Espírito Humano (despertado pelos Serafins) e o Corpo de Desejos (cujo Átomo-semente foi nos dado também pelos Senhores da Individualidade) iniciaram as suas respectivas evoluções no Período Lunar; portanto, ficaram especialmente sob os cuidados do Espírito Santo.

A Mente (cujo Átomo-semente foi nos dado também pelos Senhores da Mente) foi acrescentada no Período Terrestre e não ficou a cargo de nenhuma Hierarquia Criadora, mas apenas sob o nosso governo, sem qualquer outra ajuda de fora!

O motivo pela qual a Oração do Senhor é a oração mais completa e a única perfeita que precisamos

Aprendemos na Filosofia Rosacruz que a Oração abre um canal pelo qual a Vida e a Luz Divinas podem fluir sobre nós. A fé na oração é a nossa força para trabalhar com as “coisas que ainda não vemos com os olhos físicos”. Sem a fé não podemos orar de maneira a conseguir iluminação espiritual segura. Se oramos por objetivos mundanos, para fins que contrariam as Leis de Deus e do bem Universal, nossas orações serão inúteis, pois estamos contrariando o ensinamento do Cristo; “buscai o Reino de Deus e sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo”. A oração egoísta (que são todas aquelas que fazemos com objetivos mundanos, ou de posse – seja uma coisa ou uma pessoa –, fama ou fortuna materiais) representa uma barreira aos propósitos divinos, devendo, portanto, ficar sem resposta.

A Oração do Senhor satisfaz as várias partes constitutivas de cada um de nós e indica as necessidades de cada uma dessas partes, mostrando a maravilhosa sabedoria contida em fórmula tão simples.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – versículo de 7 a 15.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 16 a 21

Introdução

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz, como Estudantes Rosacruzes que:

1) A Bíblia contém os ensinamentos de que necessitam, especialmente, os povos ocidentais, nós.

2) Ela contém muitos conhecimentos ocultos inestimáveis, escondidos sob interpolações e obscurecidos pela supressão arbitrária de certas partes julgadas “apócrifas”. O Cientista ocultista, que sabe claramente o que se quis expressar, pode ver facilmente quais as partes originais e quais as que foram interpoladas.

3) Os que originalmente escreveram a Bíblia não pretenderam dar a verdade de maneira a poder tê-la quem quisesse. Nada estava mais distante de sua Mente do que a ideia de escrever “um livro aberto de Deus”.

4) No entanto: A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Agora uma coisa é certa: sem um conhecimento profundo da Filosofia Rosacruz não se consegue avançar nos Estudos Bíblicos Rosacruzes!

Nesse nosso estudo teremos vários exemplos que atestarão essa necessidade.!

Trecho do Texto do Capítulo 6

Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio como fazem os hipócritas, pois eles desfiguram seu rosto para que seu jejum seja percebido pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge tua cabeça e lava teu rosto, para que os homens não percebam que estás jejuando, mas apenas o teu Pai, que está lá no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará. Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está o teu tesouro aí estará também teu coração.

A Significância Esotérica de: “Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio como fazem os hipócritas, pois eles desfiguram seu rosto para que seu jejum seja percebido pelos homens.

Vamos nos atentar ao que significa essa frase para um nosso comportamento.

Notemos que para compreendermos esses Ensinamentos nesses versículos é indispensável que compreendamos o que é a nossa Personalidade e a nossa Individualidade, segundo os Ensinamentos Rosacruzes.

Pois, como veremos, é justo na questão de tratamento da nossa Individualidade é que conseguiremos sair da situação de risco de cristalização, de ignorância e de dificuldades em caminhar para frente e para cima rumo a conquistar a Região Etérica do Mundo Físico, que é o nosso próximo objetivo nesse Esquema de Evolução.

Vamos entender esses 2 Conceitos em uma figura que temos no livro Conceito Rosacruz do Cosmos e que explica muita coisa sobre nós, inclusive esses 2 conceitos: Individualidade e Personalidade.

Nós somos um Ego ou um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui da seguinte forma: por meio de um veículo chamado Espírito Divino, um outro chamado Espírito de Vida e um outro chamado Espírito Humano. A esse Tríplice Espírito chamamos de Individualidade ou “Eu superior”. Atualmente, nossa Individualidade é sempre a mesma a cada renascimento aqui.

Agora, para evoluirmos em cada Mundo, temos um veículo para cada funcionar em cada Mundo: o Corpo Denso para conquistar a Região Química do Mundo Físico, o Corpo Vital para conquistar a Região Etérica do Mundo Físico, e o Corpo de Desejos para conquistar o Mundo do Desejo.

A esse Tríplice Corpo chamamos de Personalidade ou “Eu inferior”.

E temos um veículo que possibilita a nós, o “Eu superior”, a trabalhar com esse Tríplice Corpo. É a nossa Mente.

Por meio dela é que podemos trabalhar usando o nosso veículo Espírito Divino no Corpo Denso, construindo a Alma Consciente, trabalhar usando o nosso veículo Espírito de Vida no Corpo Vital, construindo a Alma Intelectual, trabalhar usando o nosso veículo Espírito Humano no Corpo de Desejos, construindo a Alma Emocional.

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No entanto, devido a termos criado problemas de atuação da Mente onde a contaminamos com o Corpo de Desejos (hoje difícil de manifestar um pensamento aqui que não esteja contaminado pelo desejo, sentimento ou pela emoção elaborados de materiais das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo), a Personalidade nos puxa para baixo, para a cristalização, para o atraso e para a ignorância.

E a Personalidade, nós construímos uma nova a cada renascimento aqui e é composta das nossas qualidades conquistadas em vidas passadas, bem como nossos defeitos, maus hábitos, nossas dificuldades, nossas lições a aprender.

E é por isso que ela é a raiz de todo nosso sofrimento, nossa dor e tristeza, justamente devido ao nosso modo ignorante de conduzir as nossas faculdades quando estamos renascidos aqui.

Agora que nivelamos o conhecimento Rosacruz sobre Individualidade e Personalidade, apliquemos a esse trecho: “seja percebido pelos homens.

Fica claro que Cristo está nos ensinando aqui que “querer ser percebido pelos homens” é um exemplo da nossa Personalidade nos condicionando a se satisfazer pela ilusão mundana a buscar o prestígio, a se motivar sempre pelo elogio e buscá-lo sempre a de parecer uma “boa pessoa”, escondendo os seus defeitos o máximo que pode e jamais resolvê-los (mesmo porque isso corre o risco de você “perder todo o sucesso”).

Por que agimos assim? Se atualmente continuamos agindo assim é porque trazemos  reminiscências de momentos evolutivos muitos antigos no tempo e no espaço referentes a muitos renascimentos anteriores em que não aprendemos as lições que deveríamos aprender lá.

Para compreender isso vamos, rapidamente, a uma revisão “de onde viemos, onde estamos”, o que deveríamos ter feito lá “de onde viemos” e o que devemos fazer aqui: “onde estamos”.

Vejamos o nosso Esquema de Evolução até o Período Terrestre.

Hoje estamos no Período Terrestre, no Globo D, na metade da 4ª Revolução desse Período, em torno do Nadir da Materialidade.

Nesse momento de máxima cristalização, o Esquema de Evolução é dividido em Épocas. Já passamos, há milhões de anos atrás, as Épocas Polar, Hiperbórea, Lemúrica e Atlante e estamos na Época Ária.

Como a Época Atlante é, dentre as outras Épocas, a que mais mergulhamos na Região Química do Mundo Físico, então, o Esquema de Evolução é dividido em Eras, cujas características são nos oferecidas pelo movimento chamando Precessão dos Equinócios. Na Época Atlante, passamos pela Era de Câncer, de Gêmeos e de Touro.

Até a Era de Touro o objetivo era acumular bens materiais, demonstrando para todos que conseguíamos ter destaque nessa Região Química do Mundo Físico, pois devíamos: conquistar toda a Região Química do Mundo Físico; tornar-se a Onda de Vida especialista da Região Química; cumprir nossa missão como Humanidade na Região Química.

Depois passamos pela Era de Áries e hoje já estamos no final da Era de Peixes, já na “Órbita de Influência” da Era de Aquário.

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Desde a Era de Áries (onde inclusive, no seu final, veio Cristo) o objetivo nesse Esquema de Evolução mudou. Pois, uma vez conquistado a Região Química do Mundo Físico, devemos partir de volta à Deus, começando a acumular bens espirituais e para isso: funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico; usar a administração dos bens materiais como meios para acumular os bens espirituais e amalgamar a quinta essência dos bens materiais como valores espirituais

E como acontece em todo fim de uma Era (no caso a de Peixes) em que já estamos na “Órbita de Influência” da próxima Era (no caso a de Aquário), renascemos com o objetivo de eliminar todas as “reminiscências” que trazemos, ou seja, ter a chance de aprender todas as lições que deveríamos aprender em momentos passados.

Se aprendemos, não caindo nas tentações e nos emendando, no próximo renascimento nasceremos com o veículo ativo e pronto apropriado para a próxima Era, no caso o Corpo-Alma.

Se não aprendemos, caindo nas tentações e não nos emendando, no próximo renascimento corremos um enorme risco de não nasceremos com o veículo ativo e pronto apropriado para a próxima Era, no caso o Corpo-Alma.

Ou seja, “Era de Aquário” por todo lado e a gente vivendo na “Era de Peixes, ou de Áries ou de Touro, ou ainda de Gêmeos”.

Conclusão: mais atrasos na evolução da pessoa! Mais sofrimentos e mais dificuldades.

A Significância Esotérica de: “…unge tua cabeça e lava teu rosto, para que os homens não percebam que estás jejuando, mas apenas o teu Pai, que está lá no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará.

Aqui está como escapar de cair nas tentações que vimos acima! A Fraternidade Rosacruz proporciona todas as soluções que precisamos para isso. Podemos resumir em:

-Tomar consciência desse nosso comportamento ilusório e que não interessa mais para esse momento do Esquema de Evolução. Reforçando: agir assim, hoje, é se cristalizar, se atrasar na Evolução.

-Praticar o Exercício Esotérico Rosacruz da Observação imparcial de nós mesmos, negando a querer ser visto, buscar a fama mundana, a se satisfazer com consolações humanas (a única que vale a pena é a consolação divina).

-Não se justificar (que é a astúcia que praticávamos na Época Atlante, disfarçada), não se julgar (se o evento marcou você, com certeza, aparecerá como efeito/causa no Exercício Esotérico Rosacruz de Retrospecção que o Estudante Rosacruz faz todas as noites) …apenas observar “de fora” sendo sincero com você mesmo.

A Significância Esotérica de: tesouros nos céus”

Esse trecho aparece aqui: Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está o teu tesouro aí estará também teu coração.

E aqui está onde, se quisermos viver realmente na Era de Peixes e nos preparando para a Era de Aquário, aproveitando esse momento onde temos o dobro de material para utilizarmos (as nos fornecidas por Peixes e por Aquário) devemos focar nossa vida aqui: ajuntar tesouro nos céus!

“Tesouros na Terra” todos sabemos que é, não é?

Mas, e “tesouros nos céus”? Sabemos, achamos que sabemos, tentamos “enganar” nos enganando, ou…pior, quando descobrirmos o que era, já é tarde?

Durante a nossa vida aqui, fazemos muitas coisas (a maioria movida pela necessidade ou pelo prazer e muitas poucas pelo dever).

Todas as vezes: que sirvo alguém, amorosa e desinteressadamente, focando na divina essência oculta dele, promovendo a base da Fraternidade, por meio de atos, obras e ações, cresço a minha Alma Consciente e alimento o meu veículo Espírito Divino.

Todas as vezes que crio desejos, emoções ou sentimentos usando material das 3 Regiões superiores do Mundo do Desejo, cresço a minha Alma Emocional e alimento o meu veículo Espírito Humano.

Todas as vezes que uso a memória daqueles: atos, obras ou ações, desejos, emoções e sentimentos, cresço a minha Alma Intelectual e alimento o meu veículo Espírito de Vida.

Então, quando morremos mais uma vez aqui ajuntamos os “Tesouros nos céus”.

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Assim, quando passamos a nossa estada pelo Primeiro Céu temos o que assimilar e transformar como: bons hábitos e/ou virtudes para a próxima vida. Já quando passamos a nossa estada pelo Segundo Céu temos a capacidade e o conteúdo para trabalhar e contribuir na construção da fauna, flora, meio ambiente, novos Corpos e tudo mais para a próxima vida, nossa e de todos que precisarem.

Por isso que, enquanto você vive aqui “onde está o teu tesouro aí estará também teu coração”.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – versículo de 16 a 21.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – Versículos de 22 a 34

Introdução

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz, como Estudantes Rosacruzes que o motivo que nos inspira, nos alimenta, nos leva e nos mantém em uma vontade constante e firme de se aprofundar nos Ensinamentos Bíblicos é porque: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia”.

Agora uma coisa já chegamos à conclusão e consenso: sem um conhecimento profundo da Filosofia Rosacruz não se consegue avançar nos Estudos Bíblicos Rosacruzes!

Trecho do Texto do Capítulo 6

A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado; mas se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão as trevas!

Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta. Ora, não valeis vós mais do que elas? Quem dentre vós, com as suas preocupações, pode acrescentar um só côvado à duração da sua vida? E com a roupa, por que andais preocupados? Aprendei dos lírios do campo, como crescem, e não trabalham e nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que existe hoje e amanhã será lançada ao forno, não fará ele muito mais por vós, homens fracos na fé? Por isso, não andeis preocupados, dizendo: Que iremos comer? Ou, que iremos beber? Ou, que iremos vestir? De fato, são os gentios que estão à procura de tudo isso: o vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas essas coisas. Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.

A Significância Esotérica de: “A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado

O Estudante Rosacruz quando trilha Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, naturalmente, vai desenvolvendo seus poderes espirituais.

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E sabemos que cada órgão do nosso Corpo Denso é uma réplica de uma concepção mental e é a projeção dessa concepção dentro de uma manifestação física.

Assim, por exemplo, nosso fígado é a concepção mental da necessidade em aprendermos lições referentes a avaliar, analisar, escolher o bem; nosso Intestino delgado para lições de elaboração, construção, estudar com afinco, ou nossa bexiga, para lições de aprender a suportar, desapego. E assim por diante.

image-24-1024x268 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Por exemplo, os nossos olhos representam a consciência do nosso, o Ego, saber e para isso devemos discernir, devemos enxergar (e não só ver), ou seja: perceber e interpretar o que se vê e, logicamente para sim, ter um elevado desenvolvimento de Observação.

Enfim, para praticar tais poderes, que temos que fazer vivendo aqui e agora – que é o baluarte da evolução – utilizamos muito os nossos sentidos físicos.

E o sentido da visão, onde utilizamos os nossos olhos físicos, é um dos mais importantes e, também, um dos mais desafiantes para nós.

Pois é praticando o sentido da visão que colhemos muita coisa do mundo ao nosso redor, boa e não boa.

Se nos esforçamos para “enxergar”, ou seja: perceber e interpretar o que se vê – e para isso começamos voltando os nossos olhos para o que queremos “enxergar” – o bem em cada pessoa e em tudo a nossa volta, então o nosso olho está são, e todo o nosso corpo fica iluminado.

Mas se praticarmos o ver o mal nas pessoas ou nos eventos ao nosso redor, nos fecharmos em nós no famoso “eu me basto”, lançar raios de inveja, cobiça, ciúmes, raiva, ódio, antipatia, de arrogância, de esnobe e tantos outros afins, então “o olho cai na tentação, adoece, e todo o Corpo ficará escuro. Pois se a luz que há nele se tornam trevas, e quão grandes serão as trevas!”.

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A Significância Esotérica de: “Não podeis servir a Deus e a Mamom.”

Mamom representa o ouro e as riquezas do mundo. Aqui alguns exemplos de Representação de Mamom. Sempre passa a impressão de que o “ouro e as riquezas do mundo” são ruins, perniciosas e que não devemos tê-las. E isso não é correto.

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Uma pessoa pode se manter-se em seus negócios aqui, desde que cuide deles pelo bem de todos, não por seu próprio interesse ou ganância, mas fazendo o possível para ajudar os outros.

Assim, não está servindo a “Mamom”, não importa quanta riqueza esteja administrando.

Se continuando focando, vida terrestre após vida terrestre, na parte material então, pouca coisa a pessoa faz na vida celestial, entre 2 vidas terrestres. Agindo assim aqui ela prioriza alimentar o Corpo de Desejos dela com desejos, emoções e sentimentos inferiores. E isso: reduz a saúde do Corpo Denso dela e cristaliza o Corpo Vital, facilitando o alimento ao Corpo do Pecado.

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Como resultado, continuará aprisionada nessa “terra de tristeza e sofrimento”, ficará à mercê de dores, doenças e angústias, sendo regido pelo rigor da Lei, necessária para refrear o Corpo de Desejos. Conclusão:  serve a Mamom.

Agora, se vida terrestre após vida terrestre a pessoa foca na parte espiritual então, muita coisa tem para fazer na vida celestial, entre 2 vidas terrestres. Agindo assim aqui está priorizando o aumento da eficácia dos Éteres do meu Corpo Vital com necessidade de menor quantidade de Éteres inferiores, sobrando espaço para uma maior quantidade de Éteres superiores. Isso sutiliza o Corpo Vital dela (facilita alimento ao Corpo-Alma).

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E isso facilita o autodomínio dela sobre alimentar o Corpo de Desejos somente com desejos, emoções e sentimentos superiores. Ativa os poderes espirituais dela para aplicá-los nessa vida terrestre. Assim, começa a ser regida pela Lei do Amor, ensinamento básico de Cristo.

A Significância Esotérica de: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.

Vamos detalhar algumas significâncias esotéricas desse trecho.

Primeiro de tudo, definamos o conceito de “Reino de Deus”, segundo os Ensinamentos Rosacruzes. E este nada mais é do que nosso Sistema Solar (Planetas, suas Luas, o Sol e todos os corpos celestes até o limite do Sistema Solar) e os Mundos envolvidos.

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E, logicamente, envolve todas as grandes Inteligências Espirituais designadas Espíritos Planetários, que guiam essas evoluções, que são também chamadas “os Sete Espíritos diante do Trono” que são os Ministros de Deus, cada qual presidindo um determinado departamento. E tudo isso no 7º Plano Cósmico, onde está o Deus do nosso Sistema Solar e todos nós evoluindo atualmente.

Para entendermos o que Cristo quis nos ensinar sobre essa passagem, temos que compreender quais os Mundos envolvidos aqui. Comecemos com os Mundos envolvidos em cada um dos Planetas. Usemos o nosso Planeta Terra, e a sua Lua, como exemplo.

Veja na figura seguinte: aqui está a Região Química do Mundo Físico e até onde ela vai no espaço e no tempo. Aqui está a Região Etérica do Mundo Físico, que interpenetra a Região Química do Mundo Físico e até onde ela vai no espaço e no tempo. Aqui está o Mundo do Desejo, que interpenetra o Mundo Físico e até onde ele se estende (e aqui não está limitado ao espaço e ao tempo, mas a quantidade e qualidade de material do Mundo do Desejo que conseguimos ou necessitamos obter). E aqui está o Mundo do Pensamento, que interpenetra o Mundo Físico e o Mundo do Desejos e até onde ele se estende (e, também, aqui não está limitado ao espaço e ao tempo, mas a quantidade e qualidade de material do Mundo do Pensamento que conseguimos ou necessitamos obter).

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E, também, para compreendermos o que o Cristo quis dizer com essa passagem, temos que compreender que Mundo que envolve e interpenetra dois Planetas no nosso Sistema Solar.

Veja na figura seguinte: aqui está o Planeta Terra com seus Mundos e aqui está o Planeta Vênus com seus Mundos.

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E o Mundo que envolve e interpenetra os dois e todos os outros Planetas do nosso Sistema Solar é o Mundo do Espírito de Vida, o primeiro Mundo de baixo para cima onde cessa toda a separatividade, onde reina a Fraternidade, onde o Arcanjo Cristo vive cotidianamente, como o mais elevado Iniciado do Período Solar.

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Assim, quando ouvimos o ensinamento: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus”, significa claramente que não fiquemos aqui, somente evoluindo conscientemente somente na Região Química do Mundo Físico (já a conquistamos, mas muitos não querem nem saber em sair dele e quando saem volta, por lições não aprendidas, por meio do aprisionado Ciclo de Vidas e Renascimentos aqui).

Essas condições prevalecentes nesse agora não são permanentes, como não o eram as dos Períodos anteriores, desde o início desse Esquema de Evolução e não o serão até o final desse Esquema de Evolução.

Todo o processo de condensação, depois de nevoeiros, umidade densa, liquefação da água, desde a Lemúrica, Atlante e até a Ária e ainda mais para frente com a nossa atmosfera e condição fisiológica mudando, assinala claramente que a aurora de um novo dia virá ou acontecerá em breve.

Se insistirmos em permanecer focado aqui na Região Química do Mundo Físico, cristalizaremos e perdemos até esse Esquema de Evolução.

Eis porque S. Paulo nos alertou: “a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus” (ICor 15:50). Ou seja, o próximo passo para conhecermos, conscientemente, mais um pedacinho do Reino de Deus, só é possível por meio do desenvolvimento do Corpo-Alma, para conhecermos, conscientemente, a Região Etérica do Mundo Físico.

Ou seja, partamos com toda a nossa vontade, disciplina, foco, persistência, fé e dedicação para nos equipar e viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico.

E não paremos aqui! O Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, se trilharmos com deveríamos trilhar, nos leva a se desenvolver para viver conscientemente: no Mundo do Desejo, no Mundo do Pensamento e no Mundo do Espírito de Vida. Assim é que conhecemos e funcionando no Reino de Deus!

E ao conhecer o Reino de Deus e sua justiça, fica claro que o que está se colocando aqui é a justiça divina, que é aplicada somente sobre o mérito, o dever cumprido, a obediência divina e é perfeita. Bem diferente da “justiça dos homens” que é baseada na astúcia, na corrupção, no prazer e imperfeita.

E quanto a “e todas essas coisas vos serão acrescentadas”?

Isso quer dizer: que seja em que Mundo estivermos, como por exemplo, agora em que muitos ainda estão enredados na Região Química do Mundo Físico e preso as ilusórias necessidades que sempre acha que tem e cuja satisfação não tem fim, não se ocupe (e perca tempo e evolução) com isso.

E, para nós Estudantes Rosacruzes, está claro – ou já deveria estar! – que as invocações usadas para pedir coisas temporais são magia negra; pois temos a promessa de: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”.

Cristo nos indicou o limite a que podíamos aspirar no Pai Nosso, quando ensinou Seus discípulos a dizer: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Tanto no que diz respeito a nós mesmos como aos demais, devemos nos resguardar de ultrapassar esse limite na invocação dessa Oração científica que é a Oração do Senhor.

Mesmo quando rezamos pelos outros é prejudicial pedir qualquer coisa material ou mundana; é permitido pedir saúde, mas não prosperidade econômica. “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça” é o mandamento. Quando cumprimos esse mandamento, podemos ter a certeza de que “todas essas coisas” também nos serão dadas.

Isso também não é teoria. Milhares de pessoas, já descobriram e aplicam o conhecimento de que o “Pai nosso que estais no Céus” cuidará de nossas necessidades materiais, quando nos esforçarmos para viver a vida espiritual.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 6 – versículo de 22 a 34.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 1 a 5

Introdução

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz, como Estudantes Rosacruzes que o motivo que nos inspira, nos alimenta, nos leva e nos mantém em uma vontade constante e firme de se aprofundar nos Ensinamentos Bíblicos é porque: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia”.

Agora uma coisa já chegamos à conclusão e consenso: sem um conhecimento profundo da Filosofia Rosacruz não se consegue avançar nos Estudos Bíblicos Rosacruzes!

A Bíblia é um dos maiores Livro de Mistérios de todos os tempos. Há poucos que se dão conta de suas insondáveis profundidades.

A Bíblia contém os ensinamentos de que necessitam, especialmente, nós que vivemos no ocidente.

Trecho do Texto do Capítulo 7

Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

A Significância Esotérica de: “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos

Aqui é nos apresentada de um modo bem didático a Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito. E essa Lei de Consequência ou de Causa e Efeito é irmã da Lei do Renascimento!

E nesses “julgamentos” que fazemos e nas “medidas” que medimos, deixam claro a aplicação dessas Leis, pois: com certeza se fazemos o bem, colheremos o bem; se não fazemos bem, não colheremos o bem; também se fazemos o mal, colheremos o mal; se não fazemos o mal, não colheremos o mal.

E com certeza até os talentos que administramos (bens materiais, competências, qualidades positivas, relacionamentos benéficos e afins) se o fizemos bem com o objetivo de melhor servir, mais talentos nos são dados para administrar; se não administramos bem, sem julgar, sem medir, sem praguejar, sem esnobar, sem se orgulhar, sem o viver no “eu me basto”, até os talentos que administramos os perderemos.

A escolha é nossa (livre arbítrio), mas as consequências também!

A Significância Esotérica de: “Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu?…”

Aqui está bem claro: como podemos, nós que teoricamente conhecemos os nossos defeitos – muitas vezes maior do que o do irmão ou da irmã – julgar e querer corrigir um defeito – muitas vezes menor do que o nosso – em um irmão ou em uma irmã?

Se olharmos para nós e ao nosso redor: é o que mais acontece!

A pergunta que sempre todo Estudante Rosacruz ativo (especialmente, os que estão estudando Astrologia Rosacruz – deve sempre fazer para não cair nessa tentação: “Se eu tivesse o mesmo horóscopo que o irmão ou a irmã tem, será que eu não teria esse defeito, problema, deficiência, dificuldade?”

A Significância Esotérica de: “Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu?”

Todas as vezes que uma tentação dessa nos seja apresentada (seja internamente, seja externamente) façamos essa pergunta a nós mesmos: “Somos capazes de alterar uma só vírgula do horóscopo do nosso irmão ou da nossa irmã?”. Se realmente somos Estudantes Rosacruzes ativos, somos convictos ou temos a certeza absoluta que não!

Se realmente conhecemos a Astrologia Rosacruz e sabemos aplicá-la, está aqui uma oportunidade para “compreendermos o cisco no olho do irmão ou da irmã”, pois sabemos a “trave que temos no nosso olho”

No nosso dia a dia, o que podemos nos dedicar para: SE virmos “cisco no olho no olho do nosso irmão ou da nossa irmã”, podermos ajudar e não cair na tentação de julgar?

Muito simples: praticar o Exercício Esotérico Rosacruz de Discernimento como se deve e o tempo todo durante o dia!

Só que já sabemos: para praticar o Exercício Esotérico Rosacruz de Discernimento como se deve e o tempo todo durante o dia temos que ficarmos craque na prática de um Exercício anterior. Qual é? O Exercício Esotérico Rosacruz de Observação! Esse é um dos mais importantes auxílios ao Estudante Rosacruz que se esforça.

A maioria das pessoas atravessa a vida quase às cegas. É, literalmente, certo dizer delas: “têm olhos e não veem… têm ouvidos e não ouvem”. Na maior das pessoas há uma deplorável falta de observação. E esse é muito difícil! Pois precisa-se mais “enxergar” do que somente “ver”. Está pronto para isso? Não? Comece já a treinar!

Algumas dicas para, repetindo, tornar bons hábitos para você: esvazie a sua Mente; não perca o que está acontecendo agora; preste toda atenção, pois nunca não está acontecendo nada!

Notem que é muito importante que o Estudante Rosacruz possa ver todas as coisas ao redor de si de maneira clara, nítida, distinta, em todos os pormenores.

A Significância Esotérica de: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”

Após ficarmos bem afinados no Exercício Esotérico de Observação, nos dediquemos com o mesmo afinco a prática cotidiana do Exercício Esotérico de Discernimento, dessa forma: o Exercício do Discernimento começa com o observar sistematicamente todas as coisas e todas as pessoas, assim estará sempre 100% presente onde você está. Depois tire conclusões dos fatos a elas relacionadas; use para isso seu conhecimento (obtido do estudo constante dos Ensinamentos Rosacruzes) e de suas referências (especialmente as resultantes dos relacionamentos com irmãos e irmãs), pois só assim você conseguirá cultivar a faculdade do raciocínio lógico, já que você aprendeu na Filosofia Rosacruz que a lógica é o melhor instrutor no Mundo Físico, assim como é o guia mais seguro em qualquer mundo.

Quando se pratica este método de Discernimento, é necessário ter bem presente que deve ser empregado exclusivamente para agrupar fatos, não com o propósito de criticar, nem que seja por brincadeira. A crítica construtiva, que assinala os defeitos e o modo de remediá-los, é à base do progresso. Mas a crítica destrutiva, sem nenhuma finalidade superior, que destrói de modo vandálico tudo quanto toca de bom ou de mau, porque define tudo como “defeito do outro” é uma úlcera do caráter de uma pessoa que deve ser extirpada.

Também, as conversações frívolas e os mexericos são estorvos, obstáculos. A crítica sempre deve ser feita com propósitos de ajudar, não com o de manchar, irresponsavelmente, o caráter do nosso próximo quando nele encontramos alguma pequena nódoa.

Procuremos sempre o bem que se acha oculto em tudo. O cultivo desta atitude de discernimento é especialmente importante.

Relembrando a parábola do argueiro e da trave, voltemos nossa impiedosa crítica contra nós mesmos. Ninguém é tão perfeito que não necessite melhorar. Quanto mais impecável é o ser humano menos se inclina a encontrar faltas nos demais e atirar a primeira pedra nos outros. Ao assinalarmos alguma falta e indicarmos o meio de corrigi-la, devemos fazer isso impessoalmente.

Vamos a um exemplo de práticas de como fazer o Exercício Esotérico de Discernimento. Para tal vamos ver como está o nível do seu Exercício Esotérico de Observação. Repare bem na seguinte regra: Uma pessoa que chamemos de “1” observa outra pessoa que chamemos de “2” ajudando outra pessoa que chamemos de “3” em uma dada situação. Essa pessoa “1” que observa ajuda uma outra pessoa que chamemos de “4” em outra situação e uma outra pessoa que chamemos de “5” observa essa ajuda. Uma pessoa que chamemos de “6” observa outra pessoa que chamemos de “5” ajudando outra pessoa que chamemos de “7” em uma dada situação. Experimente praticar isso no seu dia a dia!

Vamos a outra prática rápida:

No texto sob estudo: Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

Em que parte do texto se evidencia a crítica destrutiva?

Resposta: Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Pois “Quanto mais impecável é o ser humano menos se inclina a encontrar faltas nos demais e atirar a primeira pedra nos outros.”

Em que parte do texto se evidencia a impiedosa crítica contra nós mesmos que temos que ter?

Resposta: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho”. Pois, “Ninguém é tão perfeito que não necessite melhorar”.

Em que parte do texto se evidencia a crítica construtiva?

Resposta: “e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.” Pois, ao assinalarmos alguma falta e indicarmos o meio de corrigi-la, devemos fazer isso impessoalmente.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – versículo de 1 a 5.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 6 a 11

Introdução

A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

páginas da Bíblia possuem: uma mensagem para todas as almas sedentas, independente do estágio que se esteja no caminho da realização.

E, também, esperança, conselho e inspiração para as Mentes mais fechadas e tradicionalistas, e ao mesmo tempo, há palavras gloriosas de luz para o intelecto questionador e liberal.

Se estudarmos como se deve os Ensinamentos Bíblicos e se observarmos bem ao nosso redor é fácil descobrir que em todas as partes da Bíblia há ensinamentos e conforto tanto para as doutrinas mais simples como para doutrinas mais elevadas e para o maior Iniciado que este Planeta é capaz de produzir.

Trecho do Texto do Capítulo 7

Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos, para que não as pisem e, voltando-se contra vós, vos estraçalhem. Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se este lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedem!

A Significância Esotérica de: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos, para que não as pisem e, voltando-se contra vós, vos estraçalhem

 “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos” está claro que o Ensinamento dado por Cristo é que não devemos oferecer os Ensinamentos Cristãos a quem não os aprecia ou não é digno delas. Há vários tipos de irmãos e irmãs que não “aprecia” e/ou que não quer saber “disso”.

E por quê? Porque o efeito pode ser perda de tempo (nosso e deles), perigoso, confundir com proselitismo e/ou missionarismo, totalmente contrário os princípios Rosacrucianos.

Coisa parecida ocorre quando pessoas que chegam à Fraternidade Rosacruz com mero diletantismo intelectual. Se não tomarmos cuidado fácil é cair em argumentações, discussões, desqualificações, comparações com outras instituições que o irmão ou a irmã frequenta ou frequentou.

Devemos transmitir os Ensinamentos Cristãos, mas consideremos o nível de entendimento do irmão ou da irmã. Senão o irmão ou a irmã podem estar acostumados a dogmatismos ou podem confundir a Fraternidade Rosacruz com outras denominações ou, ainda, estar interessados em fenômenos ou aquisição de “poderes” e se o interesse é mais Devocional (partindo do coração pela beleza dos Ensinamentos Cristãos Rosacruzes).

image-34 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

E, no caso de não for por interesse devocional a curiosidade ser somente superficial: adquirir conhecimento pelo conhecimento; pode ser a busca por novidades, nem se tocando que aqui são “verdades antigas em novas roupagens” e/ou ter “dificuldades” em ver resultados visíveis e ou desistir ou falar mal do Método Rosacruz.

De qualquer forma, sempre será o melhor método para demonstrar como funciona o Método Rosacruz de Conhecimento Direto às verdades espirituais pela prática na vida do Estudante Rosacruz.!

A Significância Esotérica de: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se este lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedem!”

Que muitos acham que é uma “receita” para uma “oração eficaz”, entendendo aqui “eficaz” como conseguir o que está pedindo! Esotericamente, é claro, que não é bem isso.

Para entendermos o que o Cristo está nos ensinando aqui comecemos com algumas afirmações: não perguntamos ao mineral se ele quer ou não se cristalizar, nem à flor se quer ou não florescer, nem ao leão se deixará ou não de devorar. Todos estão, tanto nas grandes quanto nas pequenas coisas, sob o domínio absoluto do Espírito-Grupo, pois carecem de iniciativa e livre arbítrio, o que em certo grau são atributos somente nosso, dentre os quatro Reinos de Vida.

Todos os animais da mesma espécie aparentam ser quase iguais porque emanam do mesmo Espírito-Grupo, enquanto entre todos os seres humanos que povoam a Terra não há dois que pareçam exatamente iguais; nem sequer os gêmeos quando adolescentes, porque a estampa que o Ego sobre cada um produz a diferença, tanto na aparência quanto no caráter.

O Sol sempre nascerá no oriente e se porá no ocidente. Não atrasa e nem adianta. A maré alterna entre alta e baixa. Não adiante e nem atrasa. Toda planta sempre germina, cresce, floresce e frutifica (segundo leis infalíveis). Todos os bois pastam erva e animais ruminantes pastam. Isto é mais uma ilustração da absoluta influência do Espírito-Grupo.

Para os três Reinos de Vida, isso tudo funciona com infalível precisão e não deixam nunca de funcionar. Mas…de maneira completa e perfeita: só onde há ambiente propício! Notemos que para os três Reinos sempre automaticamente, sempre mecanicamente.

Agora para o nosso Reino, o Humano, pode ou não existir circunstâncias para qualquer coisa funcionar de uma maneira ou de outra. Ou seja, não podemos ser manejados tão facilmente de fora, seja ou não com o nosso consentimento. Somente nós podemos, até certo ponto, seguir nossos próprios desejos, dentro de limites determinados. E qual é a principal causa dessa diferença entre nós e os outros três Reinos de Vida? O Livre Arbítrio! E isso nos proporciona um certo privilégio se, e somente se, aprendemos com os nossos erros e se andamos na retidão com as Leis de Deus; mas há um grande perigo! Se insistimos em procrastinar, adiar, deixar para depois, os efeitos serão sempre danosos, sempre graduados pela gravidade das nossas más decisões, para o nosso desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.

Agora, nunca esqueçamos: o nível de desenvolvimento espiritual depende sempre de quanto estamos prontos! Ou seja: se não estivermos prontos, não nos desenvolveremos espiritualmente numa Escola de Preparação para Iniciação como é a Fraternidade Rosacruz!

O que isso significa? Aqui na Fraternidade Rosacruz significa o quanto seguimos o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. E nisso está incluído o quanto oficiamos os Rituais de Serviço Devocional e praticamos os Exercícios Esotéricos Rosacruzes. E mais ainda: o quanto colocamos em prática no nosso dia a dia os Ensinamentos Rosacruzes que aprendemos.

Em outras palavras: ser de fato e verdadeiramente um Estudante Rosacruz ativo. E por que é necessário tudo isso? Por que aqui o foco é: desenvolver o Corpo-Alma e a Mente Abstrata.

image-36-1024x368 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Aqui cabe totalmente o provérbio que diz que “o recebido está no recipiente segundo a capacidade do recipiente”; ou seja: só recebemos aquilo que temos condições de receber: se somos um copo, recebemos o suficiente para encher um copo; se um balde, o suficiente para um balde; se uma piscina, o suficiente para encher a piscina.

Portanto, os Ensinamentos Rosacruzes estão todos a nossa disposição e prontos para serem recebidos. O que falta? Qual é o tamanho do seu recipiente?

A Significância Esotérica de: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá”

Sabemos que o princípio fundamental para construir e desenvolver o nosso Corpo Vital é a repetição. As experiências repetidas agindo nele criam a memória. Nessa passagem acima, considerando o que explicamos, há somente uma finalidade: criar em nós as condições para aumentar o nosso recipiente.

E o que indica esse texto como devemos fazer isso? As Hierarquias Criadoras, desejando nos prestar uma ajuda inconsciente por meio de certos exercícios, instituíram a oração! Por isso eles nos recomendaram que “orássemos sem cessar”, pedindo a Deus. Os críticos têm perguntado ironicamente e com frequência porque será necessário estar sempre a orar. Se Deus é Onisciente, dizem, deve conhecer todas as nossas necessidades e, se não é, as orações provavelmente, não chegarão até Ele. Aliás, se não for Onipotente também não poderá, sequer, responder às orações. Pensando de modo análogo, até muitos cristãos têm acreditado que será mal-estar importunando a Deus continuamente com orações. Tais ideias estão baseadas numa má compreensão. Deus, verdadeiramente é Onisciente, não necessita que ninguém lhe recorde nossas necessidades.

No entanto, se, como devemos, Lhe dirigimos orações, somos nós mesmos que nos elevamos para Ele ao prepararmos e purificarmos os nossos Corpos Vitais. Se orarmos como devemos, aí está a grande questão. Geralmente, interessam-nos muito mais as coisas temporais do que elevarmo-nos espiritualmente. As igrejas celebram reuniões especiais para pedir chuva ou para pedir o triunfo do exército ou armada sobre o inimigo.

A oração é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital. Ela, também, é um dos melhores métodos para realizar a espiritualização dos nossos Corpos. E, como aprendemos na Filosofia Rosacruz, ela é muito superior à fria concentração, pois é devoção pura e impessoal, dirigida a altos ideais.

Agora, para praticar esses Ensinamentos nos fornecidos por Cristo nessa passagem, façamos sempre as Orações científicas. A mais completa de todas é a Oração do Senhor: o Pai-Nosso! E há outras que obedecem às mesmas regras de Orações Cristãs, como: Oração Rosacruz, Oração do Estudante, Oração para as Refeições, Oração de Cura.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – versículo de 6 a 11.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículo 12

Introdução

Qual é a causa fundamental pela qual todo Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia?

Seria porque suas passagens são repetidas milhares de vezes em todos os livros da Fraternidade Rosacruz? Ou seria porque há capítulos inteiros dedicados a ela no Conceito Rosacruz do Cosmos? Ou seria porque há um Curso de Estudos Bíblicos Rosacruzes a disposição para quem quiser? A resposta certa é: Nenhuma das Alternativas anteriores!!!

E encontramos a resposta correta todas as vezes que oficiamos o nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo, que é: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.”.

Assim, fica claro aqui que se oficiamos Ritual do Serviço Devocional do Templo, lendo essa frase e simplesmente nunca abrimos uma Bíblia para estudá-la, estamos admitindo a nossa hipocrisia como um pretenso Estudante Rosacruz.

Afinal, é um fato que uma das primeiras conquistas do verdadeiro Cristão Esoterista é compreender que a Bíblia é o livro de texto supremo da vida. E aqui está um assunto para nos inspirar, nos fazer pensar e estudar para ver se encontramos essa correlação: na Bíblia o Caminho da Iniciação é conhecido como o Caminho da Santidade.

Trecho do Texto do Capítulo 7

Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas.

A Significância Esotérica de: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas.

Essa é a conhecida Regra de Ouro do Cristianismo nos ensinada diretamente por Cristo.

A ideia aqui está bem clara e que é a de que devemos tratar os outros da maneira como gostaríamos de ser tratados. Fácil compreensão; dificílima de execução!

Se usarmos o nosso intelecto, podemos até verbalizar frases como: no contexto Cristão ela enfatiza a importância da empatia e do amor ao próximo, guiando as ações e interações humanas com base na ideia de reciprocidade e consideração pelas necessidades e desejos alheios.

Ou ainda: é um princípio fundamental que orienta as relações interpessoais, promovendo a prática do amor, da empatia e do respeito mútuo, a fim de construir um mundo mais justo e harmonioso.

Mas note que essa Regra de Ouro contém um importante princípio metafísico: conscientizarmos da ação da Lei universal da Causa e Efeito em nossas experiências, nossos relacionamentos e em nossos negócios.

Ela nos diz em definitivo que façamos sempre o bem aos demais, sejam quais forem as circunstâncias, apesar e do que os demais nos façam a nós.

Observe bem que a regra é impessoal! A conduta de outro nada tem a ver com a nossa conduta.

Pondo a Regra de Ouro em execução no nosso cotidiano, um dia, nos trará um efetivo melhoramento em nosso ambiente e em nossas condições espirituais e, como sempre e por consequência, nas condições materiais.

Ela nos proporciona a individualidade atrativa, magnética, a que nos torna atraentes para os demais e, ao mesmo tempo, não nos deixará faltar a ajuda e a cooperação na realização de nossos projetos e anseios. Cria ainda uma força magnética que é o meio de aumentar o êxito sob todos os aspectos.

A Aplicação da Regra de Ouro na Nossa Vida

A fim de ilustrar a aplicação da Regra de Ouro na nossa vida e em virtude de pormos o conhecimento astrológico a serviço de uma iluminação específica ou de um objetivo de regeneração, vamos aplicar ao horóscopo individual as representações dos “pontos zodiacais e suas contrapartes”.

Usemos aqui a Astrologia Rosacruz! Em outras palavras, devemos procurar sempre tornar práticas nossas conclusões filosóficas na interpretação astrológica ou no viver.

Perceba bem que se aplicarmos na nossa vida a Regra de Ouro apelamos de tal modo para o instinto de conservação que a consideração ao bem-estar, à felicidade e ao sucesso de outra pessoa é estimulada.

Como efeito a essa causa por nós colocada em prática os desejos naturais e normais, de realização do indivíduo são estendidos a uma oitava superior de realização do “eu” e do “outro eu” – que significa “todas as pessoas”.

Se consideramos as duas partes: “eu” e uma outra pessoa (“outro eu”), podemos reescrever o texto da Regra de Ouro como: “Eu faço aos outros o que eu quero que me façam; assim eles fazem a mim o que quero fazer a eles”.

Desenhemos um círculo com o diâmetro horizontal; o símbolo do Signo de Áries no ponto que corresponde ao Ascendente; o símbolo do Signo de Libra no ponto correspondente à cúspide da 7ª Casa, oposta ao Ascendente.

image-37 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Comecemos na cúspide de Áries enquanto dizemos “Eu faço”; e ao dizer “aos”, corra em volta da circunferência da roda passando (pelo que seriam) as cúspides das 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Casas, chegando à cúspide da 7ª Casa, quando dizemos “outros”; permaneçamos aí enquanto dizemos “o que eu quero que me façam”.

Agora, vamos completar a Roda:

Continuemos a partir da cúspide de Libra, no semicírculo superior, dizendo “assim eles fazem”; e ao dizer “a mim”, corra em volta da circunferência da roda passando (pelo que seriam) as cúspides das – as cúspides das 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 12ª Casas, enquanto você diz “o que quero fazer a eles” e alcance outra vez o Ascendente, quando você disser “mim”.

Isso alerta a sua consciência a uma maior compreensão do funcionamento contínuo e rítmico da Lei de Causa e Efeito na sua evolução aqui; resumindo, você está representando, como um filme, a “Regra de Ouro”.

Acrescentemos os outros diâmetros, formando as 12 Casas astrológicas, acrescentemos os símbolos dos Signos às cúspides de cada Casa (de Áries a Peixes).

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Vamos a um exemplo da aplicação da Regra de Ouro aqui, começando pela 1ª Casa ou Ascendente e a sua oposta, a 7ª Casa.

Repita, olhando para a 1ª e 7ª Casa, a Regra de Ouro: “Eu faço aos outros o que eu quero que me façam; assim eles fazem a mim o que quero fazer a eles”.

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Considerando as frases-chaves da 1ª Casa como “Eu sou” e “Eu faço”, compreendendo aqui como eu, um indivíduo, a Regra de Ouro me aponta para “Nós juntos somos” e “Nós juntos fazemos” me remetendo às palavras-chaves da 7ª Casa: associações, casamentos, relacionamentos.

image-40 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Note o que a Regra de Ouro aqui nos ensina: a vida é para ser vivida; ela mostra como a vida pode ser vivida em termos da neutralização de atritos internos e do estabelecimento de harmonias e integrações a cada passo do caminho.

Para compreendermos isso, apliquemos o “padrão de Oposição”.

Aqui, no caso, declaramos assim: “Áries é a contraparte de Libra” e “Libra é a contraparte de Áries”.

E por isso: são “as duas partes da mesma coisa” e não as duas partes de “duas coisas diferentes”.

Note que aqui estamos falando sobre o grande princípio da polaridade, não sob o ponto de vista de nós mesmos “versus” todos os demais, mas sob o de que todos somos reflexos uns dos outros.

O pior e o melhor de cada um são complementado pelo melhor e pelo pior dos outros.

Até o momento em que conseguirmos reconhecer que a nossa Luz interna e a Luz de todos os seres humanos são uma só, tendemos a classificar as outras pessoas de 3 maneiras:

a pessoa má – estimula em nós o que mais temos de defeitos, maldades, ou seja, nossas coisas não regeneradas

a pessoa má e boa – ora estimula em nós o que mais temos de defeitos, maldades, ou seja, nossas coisas não regeneradas, ora o que mais temos de bom, nossas qualidades

a pessoa boa – estimula em nós o que mais temos de bom, nossas qualidades

Vamos a um exemplo: se você tem Astros na 7ª Casa com Aspectos adversos, ou mesmo que não tenha Astros na 7ª Casa, mas que o Regente da 7ª Casa está com Aspectos adversos, a tendência é você ver os relacionamentos, casamentos, associações com dificuldades.

image-41 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Você tende a se impor por meio do “eu sou…eu faço” e tem dificuldades em se estabelecer como “nós somos…nós fazemos juntos”.

Ou as pessoas são para você más, ou más e boas.

De qualquer forma elas são as “tentadoras” e vão lhe mostrar onde você precisa se regenerar.

As reações de inveja, ódio, ciúme, medo, etc. brotam de sua Mente e se expressam no seu Corpo de Desejos ao se relacionar com tais pessoas.

Aqui translade ou transponha, pela aplicação da “Regra de Ouro”, redimindo a sua fraqueza em compreender e o atrito pela sua ignorância. Sublimando a cada relacionamento por meio das qualidades positivas dos Astros na 1ª ou 7ª Casa e do Signo na cúspide da 7ª Casa é a lição a aprender.

Por exemplo, nesse caso, não perca um só momento do seu tempo invejando tal pessoa; procure imitar o bem que existe nela, tanto quanto for possível. Assim fazendo, você estará aprendendo do seu próprio “Eu superior”.

Se você tem Astros na 7ª Casa com Aspectos benéficos, ou mesmo que não tenha Astros na 7ª Casa, mas que o Regente da 7ª Casa está com Aspectos benéficos, a tendência é você ver os relacionamentos, casamentos, associações com facilidades.

image-42 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Você tende a estender o “eu sou…eu faço” facilmente para “nós somos…nós fazemos juntos”. Para você as pessoas são “boas”, pois sua qualidade estimula você a expressar sua Luz. São pessoas que você tem o maior apreço porque estimula somente o melhor de sua consciência.

Aqui é só um exemplo. Você pode fazer o mesmo para Touro-Escorpião; Gêmeos-Virgem e assim por diante.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – versículo 12.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 13 a 20

Introdução

Qual é a causa fundamental pela qual todo Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia?

Seria porque suas passagens são repetidas milhares de vezes em todos os livros da Fraternidade Rosacruz? Ou seria porque há capítulos inteiros dedicados a ela no Conceito Rosacruz do Cosmos? Ou seria porque há um Curso de Estudos Bíblicos Rosacruzes a disposição para quem quiser? A resposta certa é: Nenhuma das Alternativas anteriores!!!

E encontramos a resposta correta todas as vezes que oficiamos o nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo, que é: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.”.

Assim, fica claro aqui que se oficiamos Ritual do Serviço Devocional do Templo, lendo essa frase e simplesmente nunca abrimos uma Bíblia para estudá-la, estamos admitindo a nossa hipocrisia como um pretenso Estudante Rosacruz.

Afinal, é um fato que uma das primeiras conquistas do verdadeiro Cristão Esoterista é compreender que a Bíblia é o livro de texto supremo da vida. E aqui está um assunto para nos inspirar, nos fazer pensar e estudar para ver se encontramos essa correlação: na Bíblia o Caminho da Iniciação é conhecido como o Caminho da Santidade.

Trecho do Texto do Capítulo 7

13Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. 14Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida. E poucos são os que o encontram.

15Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. 16Pelos seus frutos os conhecereis. Por acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? 17Do mesmo modo, toda árvore boa dá bons frutos, mas a árvore má dá frutos ruins. 18Uma árvore boa não pode dar frutos ruins, nem uma árvore má dar bons frutos. 19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 20É pelos seus frutos, portanto, que os reconhecereis.

A Significância Esotérica de: “Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o Mundo Físico é formado pela Região Química que, por sua vez, é composta pelas formas Sólidas, Líquidas e Gasosas e pela Região Etérica que é composta pelo Éter Químico, Éter de Vida, Éter de Luz e Éter Refletor.

E que o nosso nível de consciência hoje está focado na Região Química do Mundo Físico.

Mas para o nosso irmão ou a nossa irmã materialista e até para os que não são materialistas, mas vivem uma espiritualidade cujo maior valor ou “vida bem-sucedida” é estar bem materialmente aqui e faz o que for preciso para isso, é como se houvesse só a Região Química!

Agora para o verdadeiro Estudante Rosacruz, que é Cristão, já compreendeu que o Mundo Físico é muito mais do que a Região Química, pois envolve a primeira Região invisível aos olhos físicos que chamamos de Região Etérica.

E, mais ainda, que temos um Corpo para funcionar em cada Região dessas, a saber: um Corpo Denso no qual funcionamos conscientemente, quando estamos no nosso Estado de Vigília e um Corpo Vital que funcionamos inconscientemente e sempre!

Devido muitos de nós ainda estar passando pelo Nadir da Materialidade, esse foco exclusivo na Região Química cria uma cristalização perigosa que pode levar à perda de qualquer chance de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução. E isso significa se atrasar enormemente por ter que esperar um próximo Esquema de Evolução para continuar a seguirmos o Plano de Deus.

Afinal, já atingimos o nosso objetivo na Região Química: a de conquistá-la. A de viver conscientemente aqui e trabalhar com todos seus elementos. Isso ocorreu na Época Atlante! Estamos na Época Ária.

O risco já foi tão grande que Cristo teve que antecipar a Sua vinda e se sacrificar profundamente para “nascer como um homem dentre os homens” para nos ensinar como não cair nesse fracasso evolutivo.

Para isso veio nos ensinar a como conseguir viver conscientemente na Região Etérica. Todos Seus Ensinamentos têm esse objetivo.

Só que para isso temos que nos desapegar de toda ilusão materialista que insistimos em viver por muitos e muitos renascimentos aqui e nos prende nesse Ciclo de Vidas e Mortes aqui na Região Química. E isso é muito difícil.

Nada do que temos de material, de forma, de Sólidos, Líquidos e Gases, e que precisamos dos desejos e das emoções sempre inferiores mantidos no nosso Corpo de Desejos, justamente para continuar com a “posse” desses materiais, dessas formas, servem para vivermos conscientemente na Região Etérica! Aliás é isso que nos impossibilita.

Ou seja, para vivermos conscientemente lá a “porta é estreita”, pois temos que nos livrar desse monte de “coisas” que chamamos de “posses materiais”, “valores materiais”, “princípios materiais”, astutamente disfarçados por nós, vida após vida aqui.

Já para continuar a viver focando na Região Química, que é mais prazeroso, porque é mais cômodo por já conhecermos e criar essa ilusão de falsa segurança, “largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição”, pois a cada vida focando nisso é um passo a mais para uma cristalização perigosa que pode levar à perda de qualquer chance de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução.

A Significância Esotérica de: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis. Por acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Do mesmo modo, toda árvore boa dá bons frutos, mas a árvore má dá frutos ruins. Uma árvore boa não pode dar frutos ruins, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. É pelos seus frutos, portanto, que os reconhecereis”

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz dois pontos muito importantes que ressalta esse Ensinamento dado direto por Cristo e que está relacionado como um Estudante Rosacruz deve discernir sobre essa questão de “profetas”, “instrutores”, “mestres” que vira e mexe aparecem.

O primeiro ponto é: não existe “instrutor” ou “mestre”, ou quaisquer outros nomes que usem, individual.

Por quê? Sobre o primeiro ponto: devido diretamente à característica única do Método Rosacruz de Desenvolvimento Espiritual que é: “O método de realização Rosacruz procura desde o princípio emancipar o Discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o autoconfiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil.”

E o segundo ponto é: um “mestre” verdadeiro trabalha com a Consciência jupteriana. Tais seres humanos, verdadeira e altamente desenvolvidos, têm outras tarefas e muito mais importantes para lidar, e mesmo os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas, que foram Iniciados por eles, não são permitidos incomodá-los por coisas tão pequenas e sem importância.

Os Irmãos Maiores não costumam visitar ninguém na Fraternidade Rosacruz ou fora dela, como um “instrutor individual”, e quem assim pensar, está se enganando. Eles transmitem certos ensinamentos que formam a base da instrução nessa Escola, e aprendendo como viver essa ciência da alma, nós podemos, com o tempo, nos qualificar para encontrá-los, face a face, na escola dos Auxiliares Invisíveis. Não há outro caminho.

Ainda sobre o segundo ponto: os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz são capazes, e sem esforço algum, de utilizar a Consciência Pictórica Externa e, assim, imediatamente dão evidências claras de sua identidade.

Ou seja: quando um Irmão Maior se comunica para passarmos um conhecimento, ele projeta tal conhecimento sobre a nossa consciência exatamente o que quer dizer, seja em imagens, quadros, palavras ou cenas. E isso não gera dúvidas nenhuma de quem está recebendo.

Aqueles que não se desenvolveram a tal ponto, mesmo que possam estar até iludidos a seu próprio respeito e até imbuídos de boas intenções, não são dignos de confiança, e não devemos lhes dar crédito.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – versículos de 13 a 20.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – Versículos de 21 a 29

Introdução

Primeiramente vamos rever Algumas Advertências importantes quando estudamos a Bíblia por meio dos Ensinamentos Rosacruzes.

A Bíblia é um livro de “chaves” e mistérios. Em nada ela difere de todos os livros sagrados das antigas Religiões, que tinham uma parte pública (exotérica) e outra oculta (esotérica).

Todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.”. E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia.

Sem essa parte o seu crescimento espiritual está limitado e dificilmente trilhará o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Afinal, sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes que os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de São Mateus começa no Natal ou no Sagrado Nascimento porque é um dos 3 que são as fórmulas dos Mistérios ou Iniciações Menores.

Iniciacoes-Menores-e-Iniciacoes-Maiores-ou-Cristas Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Texto do Capítulo 7

21Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos e em teu nome que expulsamos demônios e em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23Então eu lhes declararei: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade’. 24Assim, todo aquele que ouve essas minhas palavras e as pôr em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha. 26Por outro lado, todo aquele que ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande sua ruína!”.

28Aconteceu que ao terminar Jesus essas palavras, as multidões ficaram extasiadas com o seu ensinamento, 29porque as ensinava com autoridade e não como os seus escribas.

A Significância Esotérica de: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus

Não confundamos Reino dos Céus com Reino de Deus. Reino dos Céus se refere a todo o Esquema, a Obra, o Caminho de Evolução no qual estamos inseridos.

Reino-dos-Ceus Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

E o que quer dizer aqui nesse versículo? Simplesmente que a partir da primeira vinda de Cristo está aberto o acesso a quem quisesse para conhecer DIRETAMENTE (sem nenhum intermediário) tudo o que envolve a Peregrinação do ser humano desde quando começou nesse Esquema de Evolução, lá no longínquo Período de Saturno, até quando chegar ao final, no Período de Vulcano.

E, com isso, qualquer pessoa pode alcançar o desenvolvimento espiritual que quiser, adiantando-se nesse Esquema de Evolução e ajudando com o máximo de eficácia todos os seus irmãos e suas irmãs de caminhada, trilhando o Caminho pelas Iniciações Menores e Cristãs além de participar do próprio Plano de Cristo para a “Salvação da Humanidade”.

Colocando isso em prática, alcança-se a Salvação que nada mais é do que sair das condições cristalizantes e perigosas que estamos hoje.

A Significância Esotérica de: “todo aquele que ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande sua ruína!”

A primeira coisa que devemos ressaltar é o significado do verbo “ouvir”, que é um processo passivo e involuntário de captação de sons. Assim, todos que têm um Sistema Auditivo funcionando ouvem. E os que não tem, também “ouvem” por, por exemplo, a linguagem de sinais. Se só “ouvir” já é algo passivo, então fica difícil praticar quando o que está tentando é ensinar uma pessoa.

Assim, que cabe a sentença nos ensinada por Cristo: ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.

Então, cabe a questão: quem são essas pessoas que “ouvem e não praticam os Ensinamentos Cristãos”? É fácil descobrir! Eis algumas características que usando os Exercícios Esotéricos de Observação e o de Discernimento podemos conhecer: são irmãos e irmãs que para começar ainda não despertaram e, portanto, não vivem a sua Espiritualidade Cristã. E, portanto, estão presas ao sabor das circunstâncias externas.

E, assim, centradas nas leis materiais, focadas na Região Química do Mundo Físico. Mesmo que acham que há a algo acima dessa Região, tudo se referencia a essa Região: sucesso e fracasso. Ou seja: sobem e descem à mercê dos acontecimentos de sua vida aqui:

Estão sob a Lei do Materialismo, ainda que usando da astúcia atlante para se justificar em até dizer que “cuidam da parte espiritual”. É o “Senhor, Senhor” que lemos nos versículos 21 e 22, se justificando. E, por isso, caminham pelo látego da necessidade, angústia, do sofrimento e da preocupação.

Aqui é onde a pessoa se encontra no lugar da eleição e decide construir sobre a areia, sob o teor de sua necessidade e não da sabedoria. Impera nela a Lei do Materialismo.

A Significância Esotérica de: Assim, todo aquele que ouve essas minhas palavras e as pôr em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha.

Note aqui: ouviu, mas prestou atenção, compreendeu e processou, ou seja: escutou; um processo ativo e voluntário, por isso é que pode, pela sua vontade, colocar em prática. E por isso, fica fácil praticar, se tiver a vontade, quando o que está tentando é ensinar uma pessoa.

Assim, que cabe a sentença nos ensinada por Cristo:  ouve essas minhas palavras e as pôr em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha.

Então, cabe a questão: quem são essas pessoas que “ouvem e praticam os Ensinamentos Cristãos”? É fácil descobrir! Eis algumas características que também usando os Exercícios Esotéricos de Observação e o de Discernimento podemos conhecer: são irmãos e irmãs que para começar a despertar o Cristo Interno, alimentando e crescendo o seu Corpo-Alma. E, portanto, são imunes às circunstâncias externas.

E, assim, conscientes de que são mais fortes do que quaisquer coisas que possam suceder a elas, pois são Espíritos e não seus Corpos e Veículos.

Ou seja:  caminham sempre para frente e para cima quando renascidos aqui: estão sob a Leis de Deus e, assim, sabem que estão aqui para aprender e para tal há que praticar o que aprendeu dos Ensinamentos Cristãos.

E, por isso, caminham pela sabedoria que, nada mais é do que o conhecimento temperado com amor.

Aqui é onde a pessoa se encontra no lugar da eleição e decide construir sobre a rocha, sob o teor da sabedoria e não da sua necessidade. Impera nela a Lei do Amor Crístico, o amor ágape.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 7 – versículo de 21 a 29.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – Versículos de 1 a 4

Introdução

A fim de nunca esquecermos e até como forma de imensa gratidão, nos lembremos sempre que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.”

Hoje vamos estudar um dos inumeráveis Milagres que Cristo fez durante a Sua primeira vinda aqui.

Antes de estudá-lo veremos que podemos dividir as características dos milagres descritos na Bíblia (tanto no Antigo como no Novo Testamento) em quatro tipos:

– Primeiro Tipo é na verdade Alegorias, ou seja, não considerados como registros de observações científicas. Alguns exemplos que podemos citar: História de Sansão e Dalila e a História da mulher de Ló: olhando para trás e se tornou em estátua de sal.

– Um segundo tipo são os considerados extraordinários no momento em que ocorreram, mas não contradizem realmente as leis científicas conhecidas. Alguns exemplos que podemos citar: O fogo queimou o sacrifício de Elias (depois de encharcado com água por 3 vezes); Rebelião de Coré – Saiu fogo da parte de Iahweh e consumiu os 250 homens que ofereciam o incenso.

– Um terceiro tipo são aqueles que aparentam contradizer as leis científicas conhecidas, mas que uma explicação para essa contradição pode ser que as condições tenham variado, com padrões de operação diferentes dos anteriores. Alguns exemplos que podemos citar: sangue comum entre os membros da nação, tribo e/ou família: maior poder do Espírito de Raça; Patriarcas anteriores ao dilúvio (Adão, Set, Enós, Cainã, Malaleel, Jared, Henoc, Matusalém, Lamec, Noé e os demais) alcançando idades elevadas.

– E, por fim, um quarto tipo pode ser porque, naquele momento, a lei científica não era conhecida…e muitas até hoje não são conhecidas por todos. E aqui se encaixam os Milagres de Cura, que é o que se refere o trecho que vamos estudar

Texto do Capítulo 8

Ao descer da montanha, seguiam-no multidões numerosas, quando de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tens poder para purificar-me”. Ele estendeu a mão e, tocando-o disse: “Eu quero, sê purificado”. E imediatamente ele ficou livre da sua lepra. Jesus lhe disse: “Cuidado, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Moisés, para que lhes sirva de prova”.

Um Ciclo Virtuoso

Para entender melhor esse 4º tipo de milagres, os milagres de cura, compreendamos o Ciclo Virtuoso que perseguimos nas descobertas tanto na Ciência Material como na Ciência Oculta:

A todo momento estamos pesquisando, observando, descobrindo “coisas novas”. E cada vez que conseguimos uma “nova descoberta”, vamos obtendo mais compreensões sobre as leis que regem o universo – o mundo que nos rodeia, desde o microcosmo até o macrocosmo. Aos poucos, muitas coisas que até então eram consideradas milagres são tidas como em harmonia com as leis oriundas das “novas descobertas”. Só que a partir de novo nível, mais observações são feitas, o que originam novos fenômenos sem explicação.  Isso leva a buscarmos novas explicações. E, assim, o ciclo virtuoso recomeça!

image-4 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Como se Manifesta uma Doença que tem a sua Matriz no Corpo de Desejos

Resumidamente, esses tipos de doença são consumptivas, ou seja, “consomem” o Corpo Denso. Alguns exemplos: câncer, AIDS, hanseníase, tuberculose pulmonar.

Ou seja, todas estão ligadas à fragilidade do Corpo de Desejos que não pode fazer seu trabalho no Corpo Denso. Uma das possíveis causas-raízes são as tendências materialistas que colocamos em ação e que podem chegar até: a negar quaisquer partes que não seja comprovada materialmente ou, ainda, que pela insistência em utilizar desejos, emoções e/ou sentimentos para conquistar as coisas materiais e viver dependentes exclusivamente delas.

Outra possível causa-raiz que gera o efeito nessa vida é o abuso da força sexual criadora em vidas passadas, remontadas desde à Época Lemúrica e/ou Época Atlante e que vida após vida se repete.

Isso pode causar o endurecimento de certas partes do nosso Corpo Denso e que deveriam ser flexíveis, cartilaginosas ou moles, como os tecidos que não são ossos, como os músculos, fáscias, gordura, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e nervos e, ainda, pele, mamas, glândulas, couro cabeludo e afins.

Como exemplo dessa doença para essa segunda causa-raiz citemos aqui a Lepra, também chamada de Hanseníase, Morfeia, Mal de Hansen ou Mal de Lázaro.

A hanseníase corrompe o Corpo; compromete os Nervos; tira a sensibilidade da pele. O doente corre o risco de se autodestruir sem perceber!!

Como Hanseníase era considerada durante a 1ª e 2ª Dispensação

Peguemos um exemplo que aparece no Livro de Levítico, na Bíblia, Capítulo 13, Versículos 45-46: “O leproso portador desta enfermidade trará suas vestes rasgadas e seus cabelos desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: ‘Impuro! Impuro!’. Enquanto durar a sua enfermidade, ficará impuro e, estando impuro, morará à parte: sua habitação será fora do acampamento. (Lv 13:45-46)

Note uma coisa interessante: naquele tempo o diagnóstico da lepra não estava a cargo dos médicos e sim dos sacerdotes. E, durante a Dispensação que vemos descrita no Antigo Testamento a Lepra era conhecida como “o dedo de Deus”. O que quer disso isso? Que “a função que você usa mal torna-se sua inimiga”. Afinal, note que a lepra era mais considerada como impureza, do que doença.

Em outras palavras, era considerada evidência de pecado. E isso era traduzido e aceito como corrupção tanto da carne como do espírito. Na maioria das vezes, tida como uma expressão de um castigo divino ao leproso, pois era entendida como desobediência da Leis Jeovística, pois vivíamos como se a Lei Jeovística fosse a reguladora da relação entre nós e o nosso próprio Corpo.

Na Bíblia, em Levítico, nos capítulos 12 a 14, temos as minuciosas indicações sobre o diagnóstico da doença. Algumas dessas indicações eram de que, com certeza, a pessoa estava com lepra: ulceração, afundamento da pele, pelos esbranquiçados. Hoje sabemos que esse não é o diagnóstico correto, não é?

Uma vez identificado o leproso, este tinha: que deixar o local onde residia e se recolher a um lugar previamente designado (longe da cidade e acabavam nas beiras das estradas); cobrir a boca com um pano e anunciar, alto e bom som, que era impuro, todas as vezes que alguém estava se aproximando (outras vezes, nessa impossibilidade, tinha que tocar um sino).

Também só o sacerdote é que tinha a autoridade para constatar a cura. Se assim ele o fizesse, o leproso ainda tinha que praticar uns rituais (de sacrifícios e atividades) antes que fosse promovido e ser reintroduzido na comunidade.

Como Hanseníase era considerada durante a 3ª e 4ª Dispensação

Agora, já na Dispensação Cristã, vamos ver como o próprio Cristo efetuou o Milagre de Cura de um Leproso.

Já dá para perceber que Cristo utilizou a cura por meio da Sua mão, estendo-a e tocando com ela o leproso. Note a presença dos 3 fatores indispensáveis para que a cura definitiva (que utilizamos atualmente na Cura Rosacruz) pudesse ocorrer:

1)O poder curador ou a força curadora onipresentemente de Deus-Pai

2)O curador (para uma cura definitiva) que é o foco (…de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante d’Ele), o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por intermédio do Curador, quando a oportunidade se apresentar a um paciente suficientemente receptivo e de Mente obediente.

3)O ânimo obediente do paciente (“Senhor, se queres, tens poder para purificar-me” … “Cuidado, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Moisés, para que lhes sirva de prova”.), pois é somente nesse paciente obediente e animado que pode agir o Poder Curador de Deus-Pai por intermédio da pessoa que é o Curador, de tal forma que dissipe todas as doenças e enfermidades no Corpo Vital. Essa é uma Lei da Natureza absolutamente certa. A desobediência produz a doença ou enfermidade. A obediência mostra a mudança de ânimo e a pessoa ficará em situação de receber o bálsamo que pode vir por intermédio do Cristo ou por intermédio de outra pessoa, de qualquer forma o Curador.

Se faltar um ou mais desses três fatores não há cura definitiva!

Veja, sempre presente, a cooperação ATIVA do paciente. É a relação da sentença: “A sem Obras é Morta”, que lemos na Epístola de São Tiago, Cap. 2, Versículo 20, e os trabalhos da cura definitiva.

Para isso note que todos os casos em que Cristo curou alguém, essa pessoa tinha que fazer alguma coisa: ou seja: tinha que cooperar com o Grande Médico, antes que a cura se efetuasse no paciente.

Alguns exemplos: “Estende a tua mão”, e quando a pessoa assim fazia, sua mão ficava curada. Dizia a outro: “Toma o teu leito e anda”, e quando isso era feito, desaparecia a enfermidade. Ao cego mandou: “Vai e banha-te no lago de Siloé”, ao leproso: “Vai ao sacerdote e oferece o teu donativo”, etc..

E depois, nesse caso, cumpra a lei que existe que era o que Moisés estabeleceu em um ritual para esse caso (Lv 14:2-32): ao ficar purificado, deveria oferecer em sacrifício: para o Rico eram uma ovelha e dois cordeiros; para o Pobre eram um cordeiro e duas pombas. E, assim, se tivesse sido purificado pelos sacerdotes, o ex-leproso era aceito na sociedade.

Em todos os casos havia necessidade da cooperação ativa da parte daquele que desejava ser curado. Eram simples pedidos, mas tais como eram, tinham que ser atendidos e a obediência auxiliava o trabalho do Curador.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – versículo de 1 a 4.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – Versículos de 5 a 13

Introdução

Hoje vamos estudar mais um dos inumeráveis Milagres de Cura que Cristo fez durante a Sua primeira vinda aqui. Lembremo-nos que os Milagres de Cura estão incluídos naquele tipo em que a lei científica não era conhecida…e muitas até hoje não são conhecidas por todos.

Recordemo-nos sempre que o Estudo Bíblico Rosacruz é fundamental para o Estudante Rosacruz a fim de ajudá-lo a equilibrar cabeça-coração, intelecto-coração, razão-devoção, ocultista-místico Cristão.

E por que utilizamos a Bíblia como nosso guia seguríssimo para alcançar esse equilíbrio? Simplesmente porque todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo, repetimos que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.”. E aqui está o principal motivo pelo qual o Estudante Rosacruz deve estudar e praticar os Ensinamentos contidos na Bíblia.

Trecho do Texto do Capítulo 8 que vamos estudar

Ao entrar em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe implorava e dizia: “Senhor, o meu criado está deitado em casa, paralítico, sofrendo dores atrozes”. Cristo Jesus lhe disse: “Eu irei curá-lo”. Mas o centurião respondeu-lhe: “Senhor, não sou digno de receber-te sob o meu teto; basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são. Com efeito, também eu estou debaixo de ordens e tenho soldados sob o meu comando, e quando digo a um ‘Vai!’, ele vai, e a outro ‘Vem!’, ele vem; e quando digo ao meu servo: ‘Faze isto’, ele o faz”. Ouvindo isso, Cristo Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo que em Israel não achei ninguém que tivesse tal fé. Mas eu vos digo que virão muitos do oriente e do ocidente e se assentarão à mesa no Reino dos Céus, com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os ‘filhos do Reino’ serão postos para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. Em seguida, disse ao centurião: “Vai! Como creste, assim te seja feito!”. Naquela mesma hora o criado ficou são.

A Significância Esotérica do texto: “Ao entrar em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe implorava e dizia: ‘Senhor, o meu criado está deitado em casa, paralítico, sofrendo dores atrozes’

Aqui temos algo muito importante para aprendermos e que está nessa palavra: centurião, que era um oficial do exército romano e um pagão.

A fé, muitas vezes, é demonstrada por pessoas em que menos esperamos.

E quantas vezes, pessoas que achávamos que tinha fé demonstra, em certas situações, que era algo superficial, baseado somente enquanto “as coisas andavam bem”; bastou uma dificuldade ou adversidade e aquilo que achava ser fé se mostra frágil e sem importância para a pessoa.

Por outro lado, pessoas que achávamos que não tinham fé…demonstram, for atos, que tem e isso em momentos nem tão difíceis assim.

Na Bíblia encontramos vários exemplos de pessoas que não esperamos demonstrando uma fé inquebrantável, como esses 3:

O caso da prostituta Raabe (Js 2): morava em Jericó, que vendo o perigo eminente de destruição, se arrependeu de seus pecados e se converteu a Deus.

O caso da rica Lídia (At 16): humilde e hospitaleira. Primícia de conversão na cidade de Filipos

E aqui na fé do centurião romano para que Cristo-Jesus salvasse seu servo (Mt 8:5-13 e Lc 7:1-10).

As duas práticas que Cristo mais espera de nós para alcançarmos a cura

A primeira prática é a humildade ou auto-esquecimento. E isso só se consegue pela consciência de que sempre: o superior se alimenta e depende do inferior para o desenvolvimento e consequente evolução do superior.

Aqui o lugar que demonstra exatamente o que é essa virtude, ou hábito que temos que cultivar está na passagem do lava-pés em Jo 13:4-5: Cristo-Jesus tomando a Última Ceia com Seus discípulos lavou os pés de cada sem atender os protestos de alguns que achavam isso humilhante para o Mestre.

image Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

No entanto, esse gesto foi o símbolo de uma atitude mental que é de grande significado como fator para o crescimento anímico.

Cristo-Jesus nos ensina essa prática, que foi demonstrada por esse centurião nesse trecho: Dize, porém, uma palavra, para que o meu criado seja curado. Pois também eu estou sob uma autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e a um digo: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro ‘Vem!’, e ele vem; e a meu servo ‘Faze isto!’, e ele o faz.

Os “soldados” e “servos” são palavras que significam as faculdades interiores de cada um de nós. O centurião está consciente de que há seres superiores (também eu estou sob uma autoridade) a quem deve obedecer e seres abaixo dele, a quem deve servir (tenho soldados às minhas ordens; e a um digo: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro ‘Vem!’, e ele vem; e a meu servo ‘Faze isto!’, e ele o faz).

Isso demonstra que tem autodomínio e, portanto, está preparado para receber as graças do Mestre (superior a ele) e pelo serviço prestado está tão fortalecido que consegue penetrar na Aura Protetora e divina de Cristo-Jesus.

Pois a pessoa realmente humilde: sabe obedecer aos maiores, mas também sabe comandar aos menores. Afinal, quem não sabe obedecer jamais saberá mandar! E não saber mandar aos inferiores é sinal de fraqueza e não de humildade!

A segunda prática é a fé vigorosa, inexorável, inquebrantável no processo de cura.

E quando se fala em processo de cura, estão envolvidos: a Força Curadora, o próprio Curador e o comprometimento do Paciente que participa ativa e obedientemente.

No trecho que estamos estudando, isso fica evidente aqui: …o centurião respondeu-lhe: “Senhor, não sou digno de receber-te sob o meu teto; basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são.” (…) Ouvindo isso, Cristo Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo que em Israel não achei ninguém que tivesse tal fé”.

Podemos até elencar algumas características do que chamamos de vigorosa, inexorável, inquebrantável:

-sempre ativa e não só quando acha que se precisa

-completa em si mesma, porque é fundamentada em Deus

0não é atuada nem afetada por nenhuma força pois confia na onipotência de Deus

-não sofre influência externa porque crê que em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser!

Como Cristo Curou esse Paciente (o Servo do Centurião)

Há três pedaços do trecho nos revelam como Cristo Jesus curou: Cristo Jesus lhe disse: “Eu irei curá-lo”. (…) “basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são.” (…) “Vai! Como creste, assim te seja feito!”. Naquela mesma hora o criado ficou são.”

Observemos que ele curou à distância! Para compreendermos isso é preciso sabermos que os Pensamentos não são silenciosos. Eles falam uma linguagem inconfundível, exprimem se muito mais acuradamente que a intenção das palavras, e permanecem até que a força que seu criador empregou para produzi-los tenha sido gasta.

image-1 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Eles soam em um tom peculiar à pessoa que os gerou. Eis o motivo de como é fácil para o Clarividente voluntário treinando descobrir sua procedência, ou seja, buscar a fonte que os originou.

Os pensamentos-forma se movem e agem somente em uma direção, e sempre de acordo com a vontade do pensador, a pessoa que originou o pensamento-forma

Repare que é a pessoa que originou o pensamento-forma que é o poder motivador interno.

Quem estudou este assunto, sabe quantas pessoas são ativadas pelos pensamentos-forma que pensam ser delas mesmas, mas que, na verdade, se originaram na Mente de outra pessoa. A opinião pública é formada dessa maneira. Pensadores poderosos, que possuem determinadas ideias sobre algum assunto em particular, criam e irradiam pensamentos forma de si próprios. Outros, menos positivos ou simpatizantes da ideia expressa naqueles errantes pensamentos forma, julgam que os pensamentos se originaram dentro deles e os adotam como seus. Assim, gradualmente, uma opinião pode crescer até que o pensamento originado por um único indivíduo pode, não só ser aceito, como defendido por toda uma comunidade, estado ou mesmo uma nação. Pensamentos expressos em palavras faladas tornam se muito mais poderosos, particularmente se pronunciados por um orador vigoroso.

Pensamentos-forma diminuem em poder, na proporção da distância percorrida por eles. A distância percorrida e a persistência que os tornam efetivos dependem da força, da exatidão e da clareza do pensamento original.

A Presença dos três fatores essenciais para o Processo de Cura

Observemos com precisa atenção a presença dos 3 fatores indispensáveis e essenciais para que a cura definitiva (que utilizamos atualmente na Cura Rosacruz) pudesse ocorrer:

1)O poder curador ou a força curadora onipresentemente de Deus-Pai, sempre com presença garantida porque “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

2)O curador (para uma cura definitiva) que é o foco (…de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante d’Ele), o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por intermédio do Curador, quando a oportunidade se apresentar a um paciente suficientemente receptivo e de Mente obediente. No caso que estamos estudando evidencia o fato de que Cristo Jesus que tinha a laringe espiritualizada ou seja: voz com poder da benção, cura e criação.

3) O ânimo obediente do paciente, pois é somente nesse paciente obediente e animado que pode agir o Poder Curador de Deus-Pai por intermédio da pessoa que é o Curador, de tal forma que dissipe todas as doenças e enfermidades no Corpo Vital. Aqui, o centurião, que vivendo uma vida de serviço e de humildade, e sendo responsável pelo criado (na época, inclusive o poder de vida e morte) exemplificado em vários momentos: “chegou-se a ele um centurião que lhe implorava e dizia…”. “Senhor, não sou digno de receber-te sob o meu teto; basta que digas uma palavra e o meu criado ficará são”. E, também, sempre presente, a cooperação ATIVA do paciente. É a relação da sentença: “A sem Obras é Morta”. Pois sempre tem que cooperar com o Curador, antes que a cura se efetuasse no paciente.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – versículo de 5 a 13.

Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – Versículos de 14 a 15

Introdução

Hoje vamos estudar mais um dos inumeráveis Milagres de Cura que Cristo fez durante a Sua primeira vinda aqui.

Um fato atestado pelo próprio Max Heindel e relatado pela Augusta Foss Heindel foi que desde 1911 – e que está no prefácio do Livro Cristianismo Rosacruz –, quando os livros, livretos e folhetos de Max Heindel começaram a ser publicados, distribuídos e traduzidos para as mais diversas línguas pessoas de todas as partes, clamando e se interessando pelos avançados Ensinamentos Rosacruzes ou, como o são, Ensinamentos Cristãos redescobriram a Bíblia e vão se tornando convincentes das verdades da Religião Cristã por meio das explicações dos mistérios ocultos nas Sagradas Escrituras.

Apesar disso, há uma pergunta que vire e mexe surge, seja para quem está pensando em começar a trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, seja por quem já está trilhando: por que o Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia, usando os Estudos Bíblicos Rosacruzes?

A resposta correta é porque a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino – os mesmos que nos ajudam a escolher o Panorama dessa Vida aqui, os mesmos que colocou na cabeça do espermatozoide do nosso pai atual o Átomo-semente do nosso Corpo Denso e no útero da nossa mãe atual a matriz do nosso Corpo Vital para que houvesse a fecundação e, consequentemente, pudéssemos ter mais uma vida aqui – que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia.

Trecho do Texto do Capítulo 8 que vamos estudar

Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste, que estava de cama e com febre. Logo tocou-lhe a mão e a febre a deixou. Ela se levantou e pôs-se a servi-lo.

Características dos Milagres de Cura feitos por Cristo

Os Milagres de Cura descritos na Bíblia fazem parte daqueles milagres que nada mais são do que o fato da Lei científica ser desconhecida até aquele momento. E mais: muitas delas até hoje não são conhecidas por todos, ainda que pertençam do Mundo Físico.

Cristo-Jesus nos ordenou: “Pregai o Evangelho e curai os doentes”[1]. A cura permanente ou definitiva demanda que esses dois Mandamentos sejam obedecidos. E é exatamente assim que na Fraternidade Rosacruz se pratica a Cura Rosacruz.

Assim todo Milagre de Cura resulta na cura definitiva; e é definitiva porque elimina a causa da doença ou enfermidade na parte física, a emocional e/ou a mental.

Tomando o cuidado de deixar bem claro que a parte física é limitada aqui à cópia fidedigna da parte etérica do órgão, tecido, sistema do Corpo Denso.

E o porquê ficará claro na descrição dos 3 fatores necessários e suficientes para haver sucesso na Cura definitiva:

Primeiro Fator: a disponibilidade abundante do Poder Curador de Deus-Pai

Segundo Fator: a presença do melhor e mais preparado Curador específico para aquela Cura: um Auxiliar Invisível

Terceiro Fator: a participação ativa de uma pessoa, o paciente, que quer ser curado e para isso segue rigidamente todas as orientações durante o processo de Cura e aqui ele faz a parte dele: regenerar a parte do seu Corpo Denso, a partir da restauração feita na parte etérica pelo Curador.

image-8 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Se nós estudarmos, cuidadosamente, os vários métodos e palavras que Cristo empregou em Suas curas, nós descobriremos que ele utilizou todas as fases mais importantes de uma lei oculta.

Ele não se concentrava somente nas imperfeições do instrumento físico exterior, mas tinha em conta, também, os corpos invisíveis, onde se encontram as origens de todas as doenças, assim como o início de todos os processos de cura.

Cura pelo Toque da Mão de Cristo-Jesus

Notemos que aqui Cristo curou pelo toque da mão, diferente das curas que estudamos anteriormente.

Aqui Cristo nos ensinou que as mãos são portadoras de Cura e de Serviço amoroso e desinteressado.

Na Cura Rosacruz também se usa as mãos, mas as etéricas e durante a noite, quando o paciente está dormindo e por isso o seu Corpo de Desejos está fora do seu Corpo Denso e Corpo Vital.

Isso ajuda ao Auxiliar Invisível, por meio da imposição das mãos etéricas exatamente no local do Corpo Vital do paciente, que é a contraparte exata do local do Corpo Denso, substituir o Éter miasmático desse local no paciente, pelo Eflúvio Solar do Corpo-Alma do Auxiliar Invisível, com a segurança de ser bem-sucedido garantido pela obediência às de Compatibilidade e de Receptividade Sistemática.

image-9 Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos - Evangelho Segundo S. Mateus

Para usar as mãos quando Paciente está no estado de vigília, ou seja, desperto aqui com todos os seus Corpos concêntricos e ser bem-sucedido no processo de cura definitiva, sem nenhum risco que veremos a seguir, o Curador, aqui um Auxiliar Visível, tem que ter o centro do Coração despertado.

Na Fraternidade Rosacruz somos ensinados como despertar o centro do nosso Coração (repare: com o “C” em maiúsculo).

Aí sim as mãos se tornam poderosos canais para as forças curadoras e todos os riscos desse método de crua por imposição das mãos são eliminados definitivamente.

E por que há esses riscos? Porque a cura por imposição de mãos (que sempre será a parte etérica das mãos) usa a força curadora aplicada por meio do Corpo Vital do Curador.

E nesse momento ocorre uma grande saída de Éter miasmático do Corpo Vital do paciente e que é justamente substituído por Éter saudável (por meio dos eflúvios solares do Corpo-Alma) do Curador.

O curador tem que vigiar o ponto no qual a sua própria energia se esgota em excesso, porque depois desse ponto adquirirá em certo grau a condição negativa do paciente, e sofrerá por ele.

Usando as mãos físicas e com o paciente em estado de vigília a chance desse esgotamento do Curador é muito maior, se o Curador não tiver o centro do seu Coração despertado.

Em qualquer circunstância as mãos devem ser lavadas, em seguida, em água corrente com o objetivo de remover o Éter miasmático enfermo, cujos resíduos podem ficar nas mãos etéricas do Curador.

E, obviamente, nenhuma pessoa enferma com a vitalidade baixa deve tentar fazer essa forma de cura.

A Febre é um meio de Purificação através do Fogo

Vejamos no texto algumas colocações importantíssimas que nos passou Cristo-Jesus.

Lembremos sempre que a febre é um meio de purificação através do Fogo. É um processo de limpeza da natureza dos desejos carnais.

Perceba com atenção as atividades que Cristo-Jesus aqui. São 2 operações para executar a Cura definitiva usando o método de imposição das mãos:

Na primeira se extrai-se algo que é venenoso e daninho e que provoca a doença ou enfermidade.

E na segunda se infundi a Sua energia vital, no caso, a Força Crística atuante. Assim, a luz é feita de imediato e “as trevas não prevalecem”!

A Presença dos três fatores essenciais para o Processo de Cura

A primeira análise é a identificação da presença dos 3 fatores essenciais para o Processo de Cura definitiva, como preconizados pela Fraternidade Rosacruz e utilizado pelos Auxiliares Invisíveis na Cura Rosacruz:

O primeiro fator é a presença do poder curador ou a força curadora onipresentemente de Deus-Pai, garantido pois “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser[2].

O segundo fator é ser um curador treinado para uma cura definitiva e cujo papel é ser o foco, o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente.

No caso, Cristo-Jesus é o curador perfeito, o Ideal que todos que desejam ser Auxiliares Invisíveis devem se esforçar para alcançar, pois ele tinha a laringe espiritualizada ou seja: voz com poder da benção, cura e criação.

O terceiro fator é o paciente ter ânimo e ser obediente a tudo que o curador solicitar, pois é somente nesse paciente obediente e animado que pode agir o Poder Curador de Deus-Pai por intermédio da pessoa que é o Curador, de tal forma que dissipe todas as doenças e enfermidades no Corpo Vital. Aqui, perceba a certeza inexorável de que ela estava curada: “Ela se levantou e pôs-se a servi-Lo[3].

E ela já partindo para a cooperação ATIVA do paciente. É a relação da sentença: “A sem Obras é Morta[4]. Pois o Paciente sempre tem que cooperar com o Curador, durante o processo de cura definitiva que se efetua no Paciente.

Muitos outros pontos de significância Esotérica para os Estudos Bíblicos Rosacruzes existem nesse Capítulo, mas como se repetirá ao longo desse Evangelho e dos outros que estudaremos, a fim de não ficar extenso – e, também, porque em outras partes do Novo Testamento alguns desses eventos é mais detalhado – vamos tratá-los nesses momentos mais oportunos.

Você pode complementar esse Estudo assistindo o vídeo no nosso canal do YouTube (Canal de Vídeos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil) da nossa Reunião de Estudos Bíblicos, onde há mais informações e ótimas perguntas para se aprofundar nesses assuntos. Eis o link: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus: Capítulo 8 – versículo de 14 a 15.


[1] N.R.: Mt 10:7

[2] N.R.: At 17:28

[3] N.R.: Mt 8:15

[4] N.R.: Tg 2:17 e 2:26

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para o Meio-dia (Noon) Greenwich – 2019 com as Declinações

OBSERVAÇÕES:

1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio-dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz

2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.

Assim, considere o arredondamento matemático:

– Até 4, arredonde para baixo

– Acima de 5, arredonde para cima

Exemplo: 25o10.5 = 25o11’

A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)

  • Exemplos:
  • 18:44:28.0 = 18:44:28
  • 18:44:24.6= 18:44:25
  • 18:52:21.1= 18:52:21

Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para o Meio-dia (Noon) Greenwich – 2019 com as Declinações

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para Meio-dia (Noon) Greenwich – 1967

OBSERVAÇÕES:

1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz

2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.

Assim, considere o arredondamento matemático:

– Até 4, arredonde para baixo

– Acima de 5, arredonde para cima

Exemplo: 25o10.5 = 25o11′

A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)

Exemplos:

18:44:28.0 = 18:44:28

18:44:24.6= 18:44:25

18:52:21.1= 18:52:21

Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para o Meio-dia (Noon) Greenwich – 1967 com as Declinações

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porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Processo de Constituição Legal e os Planos Futuros da Fraternidade

Março de 1913

Este mês tenho várias comunicações importantes a fazer e usarei a carta mensal para isso. Vocês se lembram de que no ano passado, na série de lições intituladas “Nosso trabalho no Mundo”[1], falei do Processo de Constituição Legal da Fraternidade Rosacruz e da transferência da direção dos assuntos dela para um Conselho Diretor, para que o que pertence à obra possa ser preservado dentro de seus propósitos altruístas pelos séculos vindouros. Tal Processo de Constituição Legal foi realizado estritamente de acordo com as leis da Califórnia, e a Fraternidade possui agora uma posição legal no mundo. O terreno da Sede Mundial[2], com os edifícios que a constituem, e todo o material e utensílios necessários para a realização da Obra são agora de propriedade exclusiva da Fraternidade, protegidos da ganância individual.

Isso tirou um grande peso dos ombros da Augusta Foss Heindel e dos meus. Acumulamos as contribuições feitos à Fraternidade, que variam desde um simples selo de correio a quantias modestas em dinheiro (pois até agora não recebemos grandes quantias). Com esses pequenos recursos, cuidadosamente empregados, estabelecemos agora a base de algo tão imensuravelmente grandioso que está além da minha capacidade de descrever. Vocês, com suas ofertas voluntárias, ajudaram a criar Mount Ecclesia sob o ponto de vista material; ela é de todos, e de todos continuará sendo, pois nem a Augusta Foss Heindel nem eu temos o menor interesse em valores financeiros ou propriedades terrenas, mas nos gloriamos apenas no inestimável privilégio de servir. É claro que muito mais é necessário para que a Obra floresça plenamente, mas depositamos nossa fé na garantia dos Irmãos Maiores de que, quando estivermos prontos, as coisas que proporcionarão maior crescimento e maior utilidade da Fraternidade Rosacruz virão até nós. Entretanto, continuaremos trabalhando dia após dia com os meios que já temos a nossa disposição; pois assim, e somente assim, poderemos nos preparar para um serviço maior.

É com grande satisfação que anunciamos que, embora não tivéssemos de início grande ajuda, contamos agora com vários colegas legais aqui em Mount Ecclesia; mas, embora nossa equipe de escritório tenha dobrado nos últimos meses o volume de trabalho aumentou a uma taxa fenomenal, e a correria no escritório continua tão grande como sempre.

Como vocês devem se lembrar, a nossa literatura já mencionou o fato de que Ciência, Arte e Religião haviam se separado nos tempos modernos, pois essa separação foi necessária para o desenvolvimento pleno de cada uma delas. Também dissemos que, assim como a Ciência, a Arte e a Religião eram ensinadas juntas nos antigos Templos de Mistérios, essa união também deve ocorrer no futuro, pois é necessária para o nosso crescimento espiritual. Em junho[3], iniciaremos uma escola em Mount Ecclesia disseminar esse ensinamento abrangente, com ênfase especial na arte da Cura Rosacruz. Prospectos e detalhes complementares serão enviados aos Estudantes Rosacruzes interessados, mediante solicitação feita a esta Sede. As despesas serão cobertas pelos donativos que nos enviarem.

(Do Livro: Carta nº 28 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Eis os Capítulos sobre “Nosso trabalho no Mundo” publicados no Livro Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz:

Parte I

Observando o progresso dos trabalhos da Fraternidade Rosacruz concluímos que ele não resulta dos esforços exclusivos de alguns membros. Ele é produto do trabalho conjunto dos Irmãos Maiores e de todos os membros da Fraternidade Rosacruz. Na dedicação a essa missão encontramos uma excelente oportunidade para o desenvolvimento da alma.

Não temos o direito de uso exclusivo do alimento espiritual, como não temos o direito exclusivo do alimento material. Devemos dar a todos a oportunidade de colaborar neste trabalho, seja física, mental ou financeiramente. De acordo com o tempo, talento, aptidão e condições de cada um.

Por outro lado, compreendemos a importância da nossa participação, sem a qual a obra poderá ficar incompleta. Nesse caso seremos servos improdutivos dos Irmãos Maiores. A carga é superior à nossa capacidade de suportá-la. Portanto, para prosperarmos, a Grande Obra necessita de muitos colaboradores. Assim sendo, nesta lição vamos repassar o histórico do trabalho efetivado até hoje. Dessa forma os Estudantes podem vislumbrar uma real perspectiva das linhas do futuro trabalho. Será necessário abusar do pronome “Eu”. Peço aos Estudantes a bondade e a compreensão para serem pacientes comigo neste caso. Ninguém menos aprecia introduzir um elemento pessoal do que o autor, mas no caso presente parece ser inevitável.

Temos deixado claro em nossa literatura, como ensinamento axiomático, que cada objeto no universo visível é a corporificação de um pensamento invisível pré-existente. Fulton construiu um barco a vapor e Bell um telefone. O pensamento criador precedeu os primeiros modelos construídos em madeira e metal. Do mesmo modo, um escritor planeja e idealiza um livro antes de escrevê-lo.

Uma Ordem de Mistérios também deve idealizar e planejar sua filosofia espiritual para suprir as necessidades das pessoas que foi encarregada de servir. Esse trabalho pode levar séculos.

As investigações científicas são realizadas no isolamento dos laboratórios. As conclusões provenientes dos resultados experimentais não são divulgadas até estarem devidamente comprovadas. Esse rigor é necessário para assegurar e promover os avanços no âmbito da ciência. Analogamente os ensinamentos espirituais, destinados a incrementar o desenvolvimento de certo conjunto de almas afins, não são divulgados a todos enquanto não ficar bem demonstrada sua eficácia entre os estudiosos e pesquisadores.

Como as invenções, também as teorias ou projetos passam pelo estágio experimental. A menos que comprovem alguma utilidade, serão rejeitados. Também um ensinamento espiritual deve atingir um ponto de perfeição para ser divulgado e utilizado no trabalho do mundo. Se não for assim, sucumbe. Esse tem sido o método utilizado para divulgar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Foram formulados pela Ordem Rosacruz com o objetivo de encontrar ressonância com a Mente extremamente intelectualizada dos irmãos da Europa e da América.

Há séculos, nosso venerado Fundador elegeu doze Irmãos Maiores para colaborarem com essa obra. Todos, provavelmente, empenharam-se no estudo retrospectivo da evolução histórica das linhas de pensamento do ser humano. Elaboraram um inventário abrangendo, talvez, vários milênios. Dessa forma, consolidaram, com fundamentos, uma concepção apurada da direção que provavelmente assumiriam as Mentes das gerações futuras.  Puderam também antever suas inclinações e necessidades espirituais. Analisando o contexto dentro de diversos ângulos, procuravam identificar os pecados dominantes em nossos dias. Chegavam sempre na inequívoca conclusão: “Orgulho intelectual, intolerância e impaciência diante das limitações e restrições”.

Formularam uma filosofia capaz de satisfazer os apelos do coração e ao mesmo tempo capaz de corresponder aos clamores do intelecto. Enfatizaram a importância do domínio próprio como o melhor meio para vencer as limitações humanas.

Recebemos milhares de cartas de apreço de diferentes cantos do mundo, das altas esferas às camadas mais baixas. Atestam o desejo ardente da alma e a satisfação proporcionada pelos ensinamentos.

Mas, à medida que o tempo passa, daqui a cinquenta anos, talvez um século ou dois, quando as descobertas científicas confirmarem muitas das afirmações contidas no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, quando a inteligência da maioria se tornar ainda mais aberta, os Ensinamentos Rosacruzes darão satisfação espiritual a milhões de Espíritos que buscam esclarecimento.

Neste caso, percebemos como é indispensável o prudente e criterioso cuidado dos Irmãos Maiores, antes de confiarem tão importante missão a qualquer um. Os ensinamentos serão divulgados apenas em momentos decisivos para as futuras épocas. Como as sementes são plantadas no começo do ciclo anual, também uma semente filosófica, como os Ensinamentos da Rosacruz, deve ser plantada na primeira década do século quando se inicia um novo ciclo. As publicações devem respeitar esses períodos. Se passar o prazo, aguarda-se outro momento oportuno.

O mensageiro dos ensinamentos escolhido em 1905 foi considerado inapto. Então, os Irmãos Maiores se voltaram para mim. Fui testado e aprovado em 1908. Desde então venho recebendo seus ensinamentos. O livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos” foi publicado em novembro de 1909, pouco antes do fim da primeira década. Exatamente um ano e um mês antes.

Amigos organizaram o manuscrito original e fizeram um trabalho esplêndido. Entretanto, é claro, ainda era preciso revisá-lo antes de destiná-lo ao trabalho de impressão. Depois li as provas já impressas, corrigi e encaminhei para nova impressão. Tornei a lê-las e os erros foram corrigidos.  Depois de paginadas, li novamente. Dei instruções ao pessoal da gráfica sobre os desenhos e a correta posição de cada um nas páginas no livro, etc.

Levantava-se às seis horas da manhã e trabalhava até o início da madrugada, normalmente entre meia-noite e três horas da madrugada. Assim foi durante semanas. Tudo em meio a confusões intermináveis envolvendo comerciantes e o ruído de Chicago agredindo meus ouvidos. Muitas vezes cheguei ao limite de minha resistência nervosa. Ainda assim consegui concentrar-me e redigi muitos temas novos para o “Conceito”.

Eu teria sucumbido não fosse o apoio dos Irmãos Maiores. Era obra deles e eles me forneceram todo suporte. Minha função era trabalhar até o limite de minhas forças e capacidade, deixando o resto aos cuidados deles. Contudo, eu era quase uma ruína quando essa tarefa se consumou.

Talvez agora todos entendam a minha atitude no que se refere ao “Conceito Rosacruz do Cosmos”. Mais do que ninguém, permaneço extasiado diante de seus maravilhosos ensinamentos, e posso fazê-lo sem falsa modéstia porque o livro não é meu, ele pertence à Humanidade. Inclusive nem parece que fui eu que o escrevi. Sinto-me absolutamente impessoal no assunto. Minha tarefa é cuidar de sua correta publicação e dos direitos autorais com o intuito de protegê-lo contra deturpações.

Contudo, logo que seja possível encontrar depositários responsáveis e competentes, a Fraternidade Rosacruz será incorporada. Todos os meus direitos autorais passarão para a instituição, juntamente com tudo mais que me pertença, pois faz parte do acordo com os Irmãos que qualquer lucro resultante da obra, a ela deve reverter.

Aceitei essa condição voluntariamente. Nem eu nem a Sra. Heindel visamos ganhos materiais. A nós importa somente o suficiente para levar adiante esse trabalho. A abençoada missão é para nós a melhor recompensa. É mais preciosa do que qualquer dádiva material.

Entre algumas opiniões e tolices publicadas sobre a Ordem Rosacruz, destaquemos uma que afirma uma grande verdade: Ela anseia curar os doentes.

Antigas ordens Religiosas acreditavam no flagelo do corpo como meio para se alcançar o desenvolvimento espiritual. Os Rosacruzes, pelo contrário, demonstram o maior zelo por esse instrumento. Um corpo saudável é indispensável para a manifestação de uma Mente sã.

Curar os enfermos e pregar os evangelhos da Era de Aquário são as duas atividades fundamentais para os zelosos seguidores de Cristo, e todos esperam ansiosamente pelo “dia do Senhor”. Com esse Espírito norteamos a totalidade do nosso trabalho no mundo.

Os Irmãos Maiores sabem que o abuso da força sexual, estimulado pelos Espíritos Lucíferos, deixa sequelas no corpo. A perversão do amor (luxúria) é responsável por doenças e debilidades. Por isso, o Método Rosacruz de Cura ensina a manter saudável o Corpo Denso. Somente um Corpo são pode hospedar uma Mente sadia e um coração pleno de amor puro. A concepção sem mácula proporciona corpos cada vez mais puros e abrevia o advento do Reino de Cristo. Somente a pureza pode libertar o Espírito da carne. Lembremos: “A carne e o sangue não podem herdar o Reino dos Céus.”.

Pregar o Evangelho (da próxima Era) é tão necessário quanto Curar os Enfermos. O sistema de cura desenvolvido pelos Irmãos Maiores combina as melhores técnicas e métodos praticados por diversas escolas atuais. Conta com um método de diagnose e tratamento tão exato quanto simples. Assim foi dado um grande passo para elevar e promover o trabalho na área da cura. Como dizem: das areias da experiência às rochas do conhecimento exato.

Na noite de nove de abril de 1910, quando a Lua Nova transitava por Áries, o Mestre apareceu em meu quarto e disse que uma nova década (ciclo) havia começado naquela noite. Na noite anterior, minhas obrigações com o recém-inaugurado Centro da Fraternidade de Los Angeles haviam terminadas.

Viajei e proferi conferências seis noites por semana, além de algumas tardes. Depois da experiência em Chicago na época da edição, adoeci e afastei-me do trabalho em público para descansar e recuperar o vigor físico. Tinha ciência dos perigos envolvidos quando abandonava conscientemente meu corpo enfermo. O Éter está muito desvitalizado e o cordão prateado pode romper-se com facilidade. A morte, sob tais condições, causaria os mesmos sofrimentos que o suicídio. Por isso, previne-se sempre o Auxiliar Invisível para permanecer em seu corpo quando este está enfermo. Mas, por solicitação do Mestre, eu ficava de prontidão para os voos da alma até o Templo. Neste ínterim, alguém ficava incumbido de cuidar do meu corpo ainda debilitado.

Parte II

Como foi exposto anteriormente em nossa literatura, há nove graus dos Mistérios Menores – em qualquer escola – e a Ordem Rosacruz não é exceção. O primeiro deles corresponde ao Período de Saturno e os exercícios correspondentes são realizados no dia de Saturno, aos sábados, à meia-noite. O segundo grau corresponde ao Período Solar, e este rito específico é celebrado aos domingos. O terceiro grau corresponde ao Período Lunar, e é celebrado às segundas-feiras à meia noite; e assim sucessivamente com os restantes sete graus. Cada um corresponde a um Período e tem, por isso, o dia apropriado para a sua celebração. O oitavo grau é celebrado nas noites de Lua Nova e Lua Cheia. O nono grau nos Solstícios de Junho e Dezembro.

Quando um Discípulo se torna um Irmão ou Irmã Leiga, ele, ou ela, é introduzido ao ritual celebrado nas noites de Sábado. A Iniciação seguinte faculta-os assistir os Serviços do Templo, à meia noite dos domingos, e assim por diante.

Note-se que, embora todos os Irmãos e Irmãs Leigas, nos seus corpos espirituais, tenham livre acesso ao Templo durante todos os dias, eles são proibidos de entrar nos serviços da meia-noite nos graus superiores.

O Templo não está sob qualquer vigilância. Não há exigência de palavra-passe para quem desejar entrar. Entretanto, há um muro invisível ao redor do Templo. Impenetrável para aqueles que ainda não receberam o “Abre-te Sésamo”. Cada noite esta muralha é edificada de modo diferente. Por isso se alguém, por engano ou por esquecimento, quiser entrar no Templo quando o grau vibratório da reunião está acima de seu nível, aprenderá uma lição muito pouco agradável: é possível bater a cabeça contra uma muralha espiritual.

Como já foi dito, o oitavo grau oficia-se nas noites de Lua Nova e Lua Cheia. Quem não alcançou esse estágio não está, naturalmente, credenciado para o Serviço da meia-noite, é o caso do autor destas linhas. A elevação de grau depende de mérito, não pode ser comprada. Exigia um desenvolvimento espiritual muito além do que possuo atualmente. Não obstante o meu esforço e aspiração para atingir esse estágio, preciso ainda dedicar-me por muitas vidas.

Portanto, o leitor entenderá que na noite de Lua Nova em Áries em 1910, quando o Mestre veio me buscar, não foi para levar-me àquela exaltada reunião do oitavo grau, mas a outra, de diferente natureza. Além disso, aquela reunião ocorreu à noite, na Alemanha, e eu estava na Califórnia, com outro fuso horário. Portanto, os exercícios da Lua Nova foram celebrados algumas horas antes. Por isso, quando cheguei ao Templo com o Mestre, o Sol já estava alto nos céus.

Entramos no Templo. Depois passei algum tempo numa conversa a sós com o Mestre. Então, ele fez um esboço da missão da Fraternidade. Como porta-voz dos Irmãos, discorreu sobre as diretrizes do movimento.

A nota-chave da missão consistia em evitar a obstrução da liberdade pessoal. Hierarquia e regras são importantes e cheias de boas intenções, mas não devem ser castradoras e nem opressoras. As tentações do poder e da vaidade não podem ser subestimadas. Sistemas rígidos de organização caminham rapidamente para a cristalização e morte.

Portanto, a liberdade de pensar, discernir e escolher é prioritária e deve ser franqueada aos membros da Fraternidade.  Todo membro deve ser encorajado a emancipar-se e conquistar autoconfiança. Se o livre-arbítrio sofrer violência e empalidecer, o objetivo da Ordem Rosacruz estará frustrado.

Leis e estatutos são limitações. Quando realmente houver necessidade, devem conter o menor número possível de regras. O Mestre até pensou na possibilidade de abster-se delas.

Baseados nesse Espírito de liberdade, imprimimos em nosso papel timbrado: “UMA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE CRISTÃOS MÍSTICOS”.

Notemos que há uma grande diferença entre uma associação, que é inteiramente composta por voluntários, e uma organização que vincula os membros a votos, cargos, promessas, etc.

Os que assumiram o compromisso como Probacionistas na Fraternidade Rosacruz sabem que esse Compromisso é uma promessa a eles próprios e não à Ordem Rosacruz. O mesmo cuidado para assegurar o máximo da liberdade individual evidencia-se em todas as etapas da Escola de Mistérios Ocidental.

Nós não temos Mestres. Quando, eventualmente, empregamos o termo Mestre é por consideração e respeito. Na verdade, Eles são nossos amigos e nossos Professores. Sob nenhuma condição exigem obediência a alguma ordem, nem nos impelem a fazer isto ou aquilo. Quando muito nos aconselham, deixando-nos livres para escolher e decidir.

Posso dizer que esta política de não organizar já está sendo adotada nos centros de estudos em Columbus, Ohio, Seattle, Washington e Los Angeles. Desde então, tenho ido mais além nessa diretriz, tentando divulgar os ensinamentos por meio de uma Sede Mundial, em vez de formar novos centros em diversas cidades.

Em alguns lugares, grupos de Estudantes desejam reunir-se para estudos e elevação espiritual. Para auxiliar nesse propósito, a Sede fornece-lhes toda assistência possível, mas como já foi dito, não tenho mais me empenhado na formação de centros de estudos. Agora deixo os Estudantes decidirem. Dessa maneira sentem-se mais estimulados e emancipam-se com mais rapidez.

Agora abordaremos outro tema fundamental: o inovador Serviço de Cura da Fraternidade. Como vivemos num mundo concreto, vinculados às condições materiais, necessitamos de uma Sede e de um Templo de Cura. A Sede deve ser estruturada em harmonia com as leis do país que a acolhe. Também deve ser coerente com a sociedade onde está inserida. Assim o produto da obra pode ficar disponível para o uso da Humanidade depois que os líderes atuais se tenham desprendido da vida física.

Até aqui não pudemos evitar situações severas onde firmes decisões foram tomadas para viabilizar a criação da Sede, mas a associação deve permanecer livre, sem restrições.

Insistimos na questão da liberdade. Mas, é somente com esse compromisso que poderemos alcançar maior crescimento espiritual e vida mais longa. No entanto, é triste considerar que, embora sejam essas as nossas intenções, chegará o dia em que a Fraternidade Rosacruz terá o mesmo destino de todos os outros movimentos: ficará atada por regras, e a usurpação de poder a conduzirá fatalmente à cristalização e consequente desintegração. Mas é um consolo saber que de suas ruínas surgirá algo maior e melhor. Assim como ela surgiu de outras importantes estruturas que já tiveram sua utilidade e agora estão em vias de extinção.

Depois do encontro com o Mestre, entramos no Templo onde os doze Irmãos estavam presentes. A configuração do ambiente era bem diferente do encontro anterior. Entretanto, não há necessidade de detalhar o local.

É importante descrever a presença de três esferas suspensas, uma sobre a outra, no centro do Templo. A esfera central situava-se exatamente entre o piso e o teto e era a maior delas. As outras duas estavam suspensas uma acima e a outra abaixo da esfera central.

Além da visão física, há outras formas de visão: a etérica ou raio-X; a visão da cor que nos abre o Mundo do Desejo; a visão tonal que revela a Região do Pensamento Concreto. Esse tema está plenamente explanado no livro “Os Mistérios Rosacruzes”.

Meu desenvolvimento da visão espiritual das Regiões do Pensamento Concreto era muito insuficiente até a sucessão de eventos já mencionados. De fato, quanto melhor for a nossa saúde, tanto mais apegados estamos ao Mundo Físico. Isso inibe a faculdade de entrar em contato com as regiões espirituais. Pessoas que dizem: “Não estive doente um único dia em minha vida”, revelam estar perfeitamente sintonizadas com o mundo material e, portanto, menos capacitadas para ingressar nos reinos espirituais.

Essa foi minha situação até o ano 1905. Sofri dores atrozes durante toda a vida, consequência de uma cirurgia na perna esquerda realizada na infância. A ferida não cicatrizava. Quando abandonei alimentos com carne então fiquei curado e a dor desapareceu.

Minha resistência e paciência foram grandes durante todos esses anos e nunca dei demonstrações de sofrimento. Mas, fora isso, gozava fisicamente de perfeita saúde. É interessante notar também que quando eu sofria qualquer acidente e me cortava, o sangue escorria e não coagulava. Em consequência muito sangue se perdia. No entanto, depois de dois anos adotando uma dieta pura e equilibrada, quando acidentalmente fiquei sem uma unha inteira, perdi só umas poucas gotas de sangue e pude escrever à máquina na mesma tarde sem qualquer infecção, e uma nova unha logo cresceu.

A edificação da parte espiritual da nossa natureza produz, muitas vezes, distúrbios em nosso Corpo Denso. Este fica muito mais sensível às condições do ambiente e, portanto, o resultado pode ser um esgotamento. A resistência física me conservou de pé por meses. Chegou o momento em que o descanso era necessário, porém isso não foi possível e ultrapassei o limite das minhas forças. Sobreveio o esgotamento total, fui conduzido às portas da morte.

A morte definitiva consiste na irreversível ruptura do laço entre o Corpo Físico e os Corpos sutis. Na aproximação desse estado especial de transição, na iminência de ocorrer o desligamento da matéria, podemos receber instruções sobre a ciência de retirar-se do corpo. Goethe, o grande poeta alemão, recebeu sua primeira Iniciação quando seu corpo se achava debilitado e à beira da morte.

Quando fui abatido pela enfermidade, ainda não havia progredido o suficiente no caminho espiritual. Mas a dedicação aos estudos, aspirações e um exercício praticado por muito tempo, e que naquela época acreditava tê-lo inventado, mas agora já sei, vem de tempos remotos, contribuíram para que pudesse abandonar o meu corpo por um curto espaço de tempo e regressar logo em seguida. Não sei como fazia isso, e nem podia fazê-lo voluntariamente. Contudo, isso não vem ao caso.

Um ponto relevante deve ser ressaltado. A saúde perfeita é necessária antes de conseguirmos equilíbrio nos Mundos Espirituais. Entretanto, quanto mais forte e vigoroso o instrumento, tanto mais drástico será o método para debilitá-lo. Em decorrência, as condições de saúde oscilam durante anos até atingirem o devido ajuste.  Assim, aprendemos a conservar a saúde enquanto estamos ativos no Mundo Físico e, ao mesmo tempo, adquirimos a capacidade de atuar nos reinos superiores.

Assim aconteceu comigo. A sobrecarga de trabalho tanto físico como mental, sem trégua até hoje, tem deixado o meu instrumento físico longe de um estado saudável. Amigos alertam-me e tenho tentado considerar suas admoestações. Mas, o trabalho urge e deve ser executado. Enquanto não houver suficiente ajuda, sou obrigado a continuar, apesar da saúde. Em todos os aspectos a Sra. Heindel tem sido uma companheira inestimável.

No entanto, desenvolvi uma capacidade crescente de atuar nos Mundos espirituais, mesmo com a saúde precária. Como já afirmei, na ocasião dos principais acontecimentos aqui narrados, minha visão tonal era mediana e principalmente limitada às subdivisões inferiores da Região do Pensamento Concreto. Uma pequena ajuda dos Irmãos naquela noite permitiu-me entrar em contato com a quarta região, o lar dos Arquétipos. Lá compreendi as lições relativas ao mais alto elevado ideal da Fraternidade Rosacruz e, também, sobre sua missão na Terra.

Pude ver nossa Sede e uma multidão de pessoas vindas de todas as partes do mundo para receber seus ensinamentos. Pessoas também de lá saiam para levar lenitivo aos aflitos próximos e distantes.

Neste mundo é necessário dedicar um bom tempo investigando e estudando para se adquirir conhecimento sobre qualquer assunto. Mas, na Região Arquetípica do Mundo do Pensamento, a voz de cada arquétipo transporta consigo a rica emissão de conteúdos daquilo que ele representa. Ao mesmo tempo ele carrega de impressões a consciência espiritual. Portanto, nessa noite recebi um entendimento muito além do poder de expressão das palavras.

O mundo em que vivemos é regido pelo ritmo do tempo. Enquanto no reino superior dos Arquétipos tudo é um eterno agora. Os Arquétipos não revelam seu conteúdo numa sucessão de fatos ao longo do tempo, tal como uma história é narrada aqui. Eles imprimem sobre a consciência uma concepção instantânea e completa da ideia em questão. Com clareza e consistência muito superior a qualquer pormenorizada narrativa. Não ousei mencionar esses fatos na ocasião em que ocorreram. Dedicarei o próximo capítulo a essa tarefa. 

Parte III

Relembremos importante tema dos Ensinamentos Rosacruzes: “A Região do Pensamento Concreto é o reino do som”. É o lar da música celestial, da harmonia das esferas.  Esse oceano sonoro envolve e interpenetra tudo e todos, assim como a atmosfera da Terra circunda e envolve todas as coisas terrestres. Nessa região tudo que existe está banhado e impregnado de música, tudo vive e cresce pela música. A PALAVRA de Deus ressoa e modela os diversos protótipos de todas as coisas corporificadas na dimensão terrestre.

No piano, cinco teclas pretas e sete brancas formam a oitava. Além dos sete Globos nos quais evoluímos durante um Dia de Manifestação, existem cinco Globos escuros pelos quais atravessamos durante as Noites Cósmicas. Em cada ciclo de vida e por algum tempo, o Ego recolhe-se no mais denso destes cinco, o Caos, o mundo sem forma onde nada permanece. Apenas os centros de força conhecidos como Átomos-sementes prosseguem. No começo de um novo ciclo de vida, o Ego desce novamente até a Região do Pensamento Concreto, onde a “música das esferas” sincronicamente coloca em vibração os Átomos-sementes.

Há sete esferas. São os sete Planetas de nosso Sistema Solar. Cada Planeta tem sua nota-chave e emite um som particular, diferente de todos os demais. Os tons de todos os Planetas participam na construção de um organismo completo. Entretanto, um deles vibra em singular consonância com os Átomos-sementes do Ego durante o processo de renascimento. Então, esse Planeta corresponde à nota “tônica” da escala musical. É o Astro mais harmonioso para esse Ego. É o regente da nova vida em formação. É sua Estrela Guia. As vibrações sonoras dos demais Astros adaptam-se à frequência sonora dessa nota tônica ou nota-chave.

Como na música terrestre, na celestial há harmonias e dissonâncias. A música entoada pelos Astros reverbera nos Átomos-sementes e direciona a construção do arquétipo dos corpos em vias de encarnar. Assim se formam as linhas vibratórias de força. Essas linhas atraem e organizam as partículas físicas durante a vida. Acontece algo semelhante quando um arco de violino coloca em vibração partículas minúsculas espalhadas sobre um prato de latão. Podemos ver a formação de figuras geométricas.

O Corpo Denso é gradualmente formado segundo as linhas arquetípicas definidas por um conjunto de vibrações. O Corpo Denso é a fiel expressão da harmonia das esferas, modelado conforme as melodias entoadas durante o período de sua construção.

Este período, contudo, é muito mais longo do que o período real da gestação, e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pela vida em busca de manifestação física.

Tampouco o processo de construção do arquétipo é contínuo. Existem acordes inacessíveis aos diapasões vibratórios dos Átomos-sementes, sons que eles ainda “não sabem ouvir” e, portanto, não podem entrar em ressonância com eles. Quando os Aspectos Astrais entoam esses acordes “incompreensíveis”, o arquétipo simplesmente permanece em compasso de espera e “sussurra” os acordes que já foram incorporados na sua estrutura. Conforma-se em aguardar os sons dos acordes coerentes com o projeto de construção dos órgãos necessários à sua própria expressão.

Concluindo, os organismos terrestres são formados segundo linhas vibratórias produzidas pela música das esferas. Habitamos um corpo composto por órgãos. Cada órgão está associado a um Astro ou vibração sonora.

Estamos em condições de bem compreender que as enfermidades são, na verdade, manifestações de dissonâncias ou desarmonias sonoras, cuja causa, provém primeiramente de uma desarmonia espiritual interna.

Há um fator notável para nós. Se conhecermos com exatidão a causa direta da desarmonia, podemos saná-la. Fica evidente que a manifestação física da doença em breve desaparecerá.

Todavia, é justamente esta a preciosa informação dada pelo horóscopo de uma pessoa. Cada Astro, ocupando uma Casa terrestre e Signo celeste, expressa harmonia ou discórdia, saúde ou doença. Portanto, todos os métodos de cura são eficazes apenas na proporção em que levam em consideração as harmonias e discordâncias estelares manifestadas na roda da vida, o horóscopo.

Em circunstâncias normais as Leis da Natureza governam os reinos inferiores com pleno poder. Não obstante, há leis superiores relativas aos reinos espirituais. Em determinadas circunstâncias as leis superiores podem suplantar as inferiores. Por exemplo, a lei superior do perdão dos pecados. O reconhecimento dos erros, acompanhado de sincero arrependimento, pode suplantar a inferior e severa lei: olho por olho e dente por dente.

Quando Cristo veio em missão ao nosso Planeta, curava os enfermos. Sendo Ele o Senhor do Sol, incorporou em Si mesmo a síntese das vibrações estelares, como a oitava incorpora todos os tons da escala. Ele pôde, portanto, emitir de Si a correta influência planetária corretiva requerida em cada caso. Sentia a desarmonia e imediatamente sabia como equilibrá-la graças ao Seu elevado desenvolvimento. Não necessitava de preparação adicional e obtinha resultados instantâneos. Substituía a dissonância planetária, a causa da doença, pela harmonia correspondente. Apenas num único caso Ele recorreu às leis superiores e disse: “Levanta-te, teus pecados estão perdoados.”.

Do mesmo modo, o Serviço de Auxílio de Cura da Fraternidade Rosacruz emprega métodos baseados nas dissonâncias astrais. Desse modo, constata-se as causas das doenças e aconselha-se as medidas corretivas para curá-las. Esse procedimento tem sido suficiente, e eficaz, em todas as solicitações de cura recebidas até hoje.

Contudo, existe um método mais poderoso e acessível que, sob uma lei superior, pode acelerar a recuperação nos casos mais crônicos e demorados. Em determinadas circunstâncias, quando existe o reconhecimento sincero e profundo do erro, podemos até erradicar uma futura doença sentenciada pelo frio e inflexível destino.

Quando observamos com a visão espiritual algum enfermo, esteja seu Corpo Denso debilitado ou não, torna-se claro para o Clarividente a fragilidade dos veículos mais sutis. Em relação ao estado normal de saúde eles estão muito mais debilitados e, consequentemente, não conseguem transferir a dosagem necessária de vitalidade para o Corpo Denso. Portanto, por falta de revitalização, o Corpo Denso perde vigor.

No entanto, conforme o estado de abatimento de todo Corpo Denso, determinados centros ficam obstruídos na proporção da gravidade da doença. Segundo o grau de desenvolvimento espiritual da pessoa, esses centros também ficam com a saúde fragilizada.

Isto acontece principalmente no centro principal situado entre as sobrancelhas. Nesse local está enclausurado o Espírito. Em alguns casos está tão aprisionado, com a consciência totalmente voltada para sua débil condição, que perde contato com o mundo exterior. Nesse caso, somente a completa ruptura do Corpo Denso poderá libertá-lo. Mas pode ser um processo demorado.

No decorrer do tempo, a desarmonia planetária causadora do início da doença, vai diminuindo até desaparecer. Mas o sofredor crônico é incapaz de aproveitar novas influências. Em tais casos, é necessária uma efusão espiritual especialíssima para levar a mensagem à alma: “Teus pecados estão perdoados.”. Quando isso for ouvido, a pessoa poderá responder à ordem: “Toma tua cama e anda.”.

Ninguém da presente Humanidade pode sequer comparar-se à estatura de Cristo, consequentemente, ninguém pode exercer Seus poderes em casos tão extremos. No entanto, a necessidade desse poder em ativa manifestação está presente tanto hoje quanto a dois mil anos atrás.

O Espírito envolve e impregna nosso Planeta. Em diferentes dimensões permeia a tudo e a todos, do centro até a superfície da Terra. Tem maior afinidade por algumas substâncias do que por outras. Sendo uma emanação do Princípio de Cristo, é o Espírito Universal compondo o Mundo do Espírito de Vida que restaura a completa harmonia de todo corpo.

Uma substância foi mostrada ao autor no Templo dos Rosacruzes na noite memorável já mencionada. O Espírito Universal combinava-se e unia-se a essa substância de maneira simples e rápida. Tal como o amoníaco interage com a água.

Dentro da grande esfera central, mencionada em lição anterior, havia um recipiente menor contendo vários pacotes repletos dessa substância. Quando os Irmãos se colocaram em determinadas posições, e a harmonia emprestada por uma música já havia preparado o ambiente, repentinamente os três Globos começaram a brilhar nas três cores primárias, azul, amarelo e vermelho.

O recipiente, contendo os já mencionados pacotes, tornou-se luminoso durante a entoação das fórmulas mágicas.  Para a visão do autor ficou evidente a ação de uma essência espiritual que antes não se encontrava lá. Em seguida os Irmãos empregaram essa essência espiritual no Serviço de Cura. O êxito foi instantâneo. As partículas cristalizadas, que envolviam os centros espirituais do paciente, dissiparam-se como por mágica, e o doente despertou sentindo o restabelecimento da saúde e o bem-estar físico.

[2] N.T. Em Mount Ecclesia, Oceanside, CA, USA

[3] Ano de 1913

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