Estudamos no seu livreto “A Interpretação Mística da Páscoa” de Max Heindel, que quando Cristo foi crucificado no Gólgota, Seu grande sacrifício pela Humanidade somente tinha começado: “Todos os anos, desde esse tempo, quando o Sol passa do Signo zodiacal de Virgem para o de Libra, o Espírito de Cristo, retornando à nossa Terra, toca a sua atmosfera. Ele começa a sua jornada de descida em torno de 21 de junho (varia entre 20 e 21 de junho, dependendo do ano), no Solstício de Junho, quando o Sol entra no Signo de Câncer. Ele chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de dezembro. Aí Ele fica por três dias e, depois, começa a voltar. Esta volta completa-se Equinócio de Março (varia entre 20 e 21 de março, dependendo do ano). Desse Equinócio até o Solstício de Junho Ele está passando pelos Mundos espirituais e chega ao Mundo do Espírito Divino, o Trono do Pai, a 21 de junho (ou 20, dependendo do ano). Durante julho e agosto, quando o Sol está em Câncer e Leão, Ele reconstrói o seu veículo Espírito de Vida, que Ele trará ao mundo, novamente, e, com esse veículo, Ele voltará a rejuvenescer a Terra e os reinos de vida que nela evolucionam. Do Natal até a Páscoa Ele se dá a Si mesmo sem limitações nem medida, imbuindo com vida, não apenas as sementes adormecidas, mas todas as coisas sobre e dentro da Terra.”.
Numa manhã de uma quarta-feira, 21 de março, então Equinócio de Março, o Grande Espírito Solar Cristo se elevou da Terra. Se o Estudante Rosacruz atingiu a um grau de desenvolvimento no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz é possível assistir a esse evento anual no Mundo do Desejo.
E junto a isso pode se ver uma quantidade de Seres Exaltados e de Liberados (seres humanos com todas as Iniciações Maiores e/ou a última a do Libertador). Continuando, e ver os Arcanjos, os Anjos e, em seguida, os Iniciados com Iniciações Menores e algumas Iniciações Maiores. Todos estarão rodeados por grandes e lindas auras de cores delicadas, de uma luz branca deslumbrante e de outra luz dourada que é impossível descrevê-las.
É possível ouvir a música das esferas e o canto dos Anjos. O mundo inteiro parece como uma grande esfera de luz branca e, quando Cristo sai da Terra, os seres que iam em procissão, em Sua direção, formaram um quadrado, com Ele no centro.
Os seres radiantes formam, ao redor do Cristo, cinco grandes quadrados de vários tamanhos, que parecem ser uma forte e poderosa guarda pessoal de grandes Seres em seus elevados veículos.
É possível observar o Cristo sair da Terra até se perder de vista.
Devemos lembrar que Ele (ainda que somente um raio do Cristo Cósmico) ficou confinado na Terra por seis meses e sentiu as tristezas, os pecados e sofrimentos de toda a vida durante esse período. A aura de Cristo iluminou toda a Terra.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
O Círculo de Cura Rosacruz se encontra em funcionamento na Pró-Ecclesia, na The Rosicrucian Fellowship, e em todos os Centros Rosacruzes que possuem um Departamento de Cura Rosacruz.
O Círculo de Cura Rosacruz se reúne toda vez que a Lua está em um Signo Cardinal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio), porque nesse momento a força de cura gerada terá um efeito dinâmico maior do que em qualquer outro momento. Nesse dia é oficiado o Ritual do Serviço Devocional de Cura.
Poucos podem estar presentes em Corpo Denso nesses lugares e nesses momentos, mas milhares se juntam a nós em espírito, concentrando-se no símbolo do Auxiliar Invisível, seu ideal, sua aspiração: uma cruz branca com sete rosas vermelho-sangue e uma rosa branca central pendurada contra uma estrela dourada de cinco pontas radiante – símbolo da aura dourada adquirida pelo serviço amoroso e desinteressado –, sobre um fundo azul que representa o campo atual de Deus no qual temos que trabalhar. Esse ideal elevado que desejamos alcançar para que possamos irradiar a força Crística de Cura, que é representada pela estrela dourada.
Se você ainda não faz parte do círculo, ficaremos felizes em tê-lo conosco em espírito naquele momento, e se unir a nós na concentração na saúde, particularmente para o benefício daqueles que tanto necessitam. Esta força assim gerada é usada pelos Auxiliares Invisíveis sob a direção dos Irmãos Maiores.
E por último, mas não menos importante, resolva cada vez viver a vida de um Auxiliar Visível, pois esse é o meio mais eficiente de alcançar a esfera de utilidade cada vez maior.
As reuniões serão realizadas nas “Datas de Cura” às 18h30, horário local. Se não puder nesse horário, oficie o Ritual de Cura em qualquer horário das “Datas de Cura”.
Aqui você encontrará tudo o que precisa para oficiar esse Ritual: Ritual do Serviço Devocional – Serviço de Cura
E aqui as “Datas de Cura” para o ano corrente: Datas para realizar o Ritual Devocional do Serviço de Cura
Segundo as Santas Escrituras, a Bíblia, o ser humano foi criado, enquanto Forma, no Jardim do Éden, no sexto dia da criação, correspondente ao Período Terrestre.
Sabemos que somos Espíritos Virginais da Onda de Vida Humana manifestados como Egos nesse Esquema de Evolução e, assim estamos nos desenvolvendo fisicamente e mentalmente, até nos encontrarmos, agora, dotados de um Corpo Denso maravilhoso e uma Mente admiravelmente sensível. Temos vindo como crianças, vivendo, crescendo aqui, morrendo aqui e renascendo inúmeras vezes. Tal como a noite precede o dia, assim sucedem-se, alternativamente, nascimento e morte aqui. Quando ocorre a morte aqui, nós retornamos ao nosso lar celeste para nos renovarmos e podermos regressar aqui, no Mundo terrestre, a grande escola experimental da vida. Mas, sempre revestido de nova Personalidade, recordando-se raríssimas vezes de nossa anterior existência aqui.
E como ocorre comumente em toda escola, sempre há estudantes cujo aproveitamento é maior do que o dos demais. Alcançam, então um grau de desenvolvimento espiritual, a ponto de não precisar regressar aqui no Mundo material para aprender as lições que precisam (já aprenderam todas!). Encontram-se prontos a prosseguir sua jornada em esferas mais elevadas ou celestiais. Entre eles, alguns optam por deter-se em sua caminhada, com o objetivo de ajudar a humanidade menos evoluída. São chamados de “Irmãos Maiores”, um dos quais exerce especial influência em nosso Serviço de Cura, no Templo da Ordem Rosacruz.
Já os Auxiliares Invisíveis são Probacionistas e Discípulos da Fraternidade Rosacruz. Cada noite, enquanto seus Corpos Densos descansam adormecidos, eles atendem aos enfermos sob o cuidado e orientação dos Irmãos Maiores. Vale acrescentar que podem fazê-lo somente quando se tornam merecedores de tal privilégio por terem vivido durante o dia conforme as Leis Divinas.
Solicita-se ao paciente do Departamento de Cura de um Centro Rosacruz assinar a chamada “carta semanal” com tinta nanquim (a de caneta tinteiro), porque dessa forma o eflúvio de seu Corpo Vital impregna o papel, proporcionando aos Auxiliares Invisíveis indicações precisas sobre seu estado de saúde, além de renovar a permissão para os Auxiliares Invisíveis continuar trabalhando no Corpo Vital dele durante o sono. Recomenda-se fazê-lo cada semana, nas datas indicadas como sendo de cura (as “Datas de Cura”), porque essa é a chave que eles podem utilizar para trabalhar sobre o Corpo Vital do paciente. Por conseguinte, o ato da assinatura constitui uma verdadeira solicitação de ajuda, dirigida diretamente aos Auxiliares Invisíveis. Portanto, se o paciente compreender isso, jamais o fará mecanicamente, nem esquecerá de fazê-lo nas datas indicadas. Esse deve ser um ato sincero, simples, pleno de fé e profunda devoção, tanto com o desejo intenso de ser ajudado, como de ajudar a quem mais precisa do que ele.
Para encerrar, esclarecemos que não adoramos aos Irmãos Maiores, nem aos Auxiliares Invisíveis, pois eles são seres humanos. Só a Deus devemos reverenciar e dirigir nossas preces, invocando sempre o nome de Cristo-Jesus, nosso Senhor, nosso Salvador, nosso Redentor.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1974-Fraternidade Rosacruz-SP)
Cristo deu dois mandamentos para Seus Discípulos, quando Ele disse: “Pregai o Evangelho e Curai os enfermos”. Agora isto é exatamente o que os Auxiliares Invisíveis intencionam, contando com a melhor de suas habilidades. Quando um Auxiliar Invisível está fora do seu Corpo Denso e capacitado para trabalhar em seu Corpo de Desejos, sob a orientação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, que é quem lhe solicita diretamente, lhe instrui e cuida dele, ele pode fazer muitas atividades, como nós mostraremos a seguir.
Em muitos lugares, os Auxiliares Invisíveis explicam os Ensinamentos Místicos às outras pessoas que eles salvaram ou ajudaram. Em tais casos, eles têm um senso de observação muito mais aguçado que o normal. Aquelas pessoas têm uma visão visível ruim da situação, enquanto os Auxiliares Invisíveis esclarecem exatamente o que está acontecendo.
Os Auxiliares Invisíveis, quando estão fora do seus Corpos ajudando os outros, não podem ser machucados pelo fogo, terra, ar ou água. Eles podem ir para as profundezas dos oceanos. Eles podem ir para dentro de vulcões ativos e penetrar em suas crateras. Eles podem ir através do ar como os pássaros fazem e mais rápido do que eles, e podem penetrar na terra com toda a segurança. Eles foram ensinados a fazerem tudo isso enquanto seus Corpos Densos estavam dormindo. No início, há com muito medo, mas gradualmente o medo vai sendo deixado para trás e eles podem ir através das chamas para resgatar alguém e, ainda, ser alvos de tiros ou de esfaqueamento, porque eles sabem que quando eles estão atuando por meio dos seus Corpo de Desejos e revestidos de compaixão, ninguém pode machucá-los.
Max Heindel, que fundou a Fraternidade Rosacruz sob a direção dos Irmãos Maiores, ensinou-nos que os Auxiliares Invisíveis são agrupados em grupos de doze pessoas, sob um líder qualificado, que frequentemente é um médico; e eles trabalham nos corpos invisíveis de pessoas enfermas e as ajudam ou as curam.
Muitas pessoas, que são Auxiliares Invisíveis durante a noite, não se lembram na manhã seguinte o que fizeram enquanto trabalharam fora de seu corpo.
Outros, ocasionalmente, lembram-se de ter encontrado pessoas que conhecem, ou lembram-se de vários incidentes que aconteceram e tiveram uma impressão tão forte que foram capazes de trazer à memória. Há outros que, algumas vezes, se lembram de cenas inteiras e escrevem o que foi dito e feito por todos os presentes. Auxiliares Invisíveis conscientes são capazes de lembrar tudo que fizeram, porque suas consciências são contínuas. Há vezes, no entanto, quando são colocados para dormir temporariamente pelos seus instrutores, que entendem não ser melhor para eles lembrar-se de certas jornadas realizadas ou trabalhos realizados, quando estão em missões importantes.
Alguns grupos de Auxiliares Invisíveis trabalham principalmente com os enfermos, indo de paciente em paciente, frequentemente materializando uma mão ou um braço para fazer o que seja necessário. Eles podem até materializar seus corpos integralmente.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram até um barco de pesca para retirar um espinho de peixe cravado na mão de um homem, a qual estava inchada: duas vezes mais que o tamanho normal. Ele tinha febre alta e estava deitado em sua cama sem conseguir dormir.
Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram dele, esse pensou que eram Anjos e rezou para que o ajudassem.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e um deles segurou firmemente a mão ferida, enquanto o outro colocou seus dedos no espinho de peixe e o puxou para fora.
Isto causou muita dor na mão do homem que chorou tão alto que outros pescadores ouviram e vieram até onde ele estava.
Quando viram os Auxiliares Invisíveis, eles esfregaram os olhos com força, pois não conseguiam acreditar em suas próprias visões. Depois um dos homens chamou o restante dos pescadores. Todos chegavam e ficavam à distância assistindo o que estava se passando naquele lugar.
Após o espinho ter sido retirado, os Auxiliares Invisíveis friccionaram o braço do homem para baixo, lavaram a mão dele em água salgada, e deixaram um pacote de sal molhado.
Eles pediram ao homem que lavasse sua mão duas vezes ao dia em água salgada.
Então, os Auxiliares Invisíveis se viraram e saíram para outro trabalho.
(I.H. – AMBER M. TUTTLE)
Considerando que:
… vamos, resumidamente, apresentar as três condições suficientes e necessárias, como funciona e como usar corretamente para que o irmão ou a irmã doente ou enfermo alcance a Cura Rosacruz, ou seja, elimine a causa da doença ou enfermidade e não somente os seus efeitos (pois se for focado somente nesses, com certeza, a doença ou enfermidade “voltará”) e, depois, apresentar o que denota usar erroneamente esse método de Cura Rosacruz com o consequente não alcance da Cura Rosacruz.
Essas condições forem instituídas por Max Heindel, sob a orientação direta dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, desde a primeira reunião de cura que ocorreu numa noite de terça-feira, em 23 de junho de 1914 e, desde então, já tem curado definitivamente as doenças e enfermidades de milhões de irmãos e irmãs, que a utilizam corretamente.
Existem três fatores no processo de Cura Rosacruz:
Uma observação importantíssima: o trabalho de Cura Rosacruz é realizado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, por meio de um grupo de Auxiliares Invisíveis que eles estão instruindo. Ou seja, ninguém de um Centro Rosacruz, seja Estudante, Probacionista ou até Discípulo, tem autorização para “participar” da Cura Rosacruz, seja por meio de:
Se o fizer: está se enganando, enganando o irmão ou irmã Paciente e profanando o Método de Cura Rosacruz.
A participação de Probacionista e Discípulo de um Centro Rosacruz no processo de Cura Rosacruz é somente como um Curador, harmônico com o Paciente, e sob orientação e, ainda, de uma forma totalmente anônima, amorosa e desinteressadamente. E a sua atuação é restrita durante noite, depois de ter executado o Exercício Noturno da Retrospecção e de ter restaurado seu Corpo Denso, durante o sono.
Lembrando, agora, o processo que deve ser seguido para a execução do Método de Cura Rosacruz:
IMPORTANTE: Qualquer um desses três fatores que faltar, a Cura Rosacruz não avançará, não evoluirá e não será alcançada pelo Paciente. Qualquer avanço ou resultado positivo não deve ser atribuído a esse processo de Cura Rosacruz. É pura ilusão de quem o faz.
Isso colocado, vamos enumerar alguns procedimentos e comportamentos nos quais não funcionará a Cura Rosacruz:
Caro irmão ou irmã se ainda tem alguma dúvida, por favor, é só nos dizer e escrever para o e-mail cura_rosacruz@fraternidaderosacruz.com que prontamente lhe responderemos.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Não importa que saibamos ser a morte uma benção e libertação, nem o quão preparados estamos, para nos alegrar pelo fato de aquele que se foi estar livre dos grilhões do Corpo Denso; isso tudo geralmente não ajuda, porém pode ser um recurso para nós quando uma pessoa querida passa para o além.
Sabemos que nosso amigo ou nossa amiga está bem e ficamos contentes com isso, mesmo que não possamos ajudá-lo ou ajudá-la e sentimos saudades dele ou dela. Deparamo-nos ouvindo os seus passos na escada ou a sua voz na porta e, como isso não se confirma, inevitável será que a nossa natureza egoísta vá se erguer até o ponto em que nos encontramos lutando contra a solidão. A menos que nos encontremos entre aqueles afortunados, os quais são relativamente poucos, que podem ver e se comunicar com os Egos do outro lado. Muitos de nós somos ainda humanos o suficiente para sentir saudade em certas circunstâncias, mesmo quando olhamos a morte de um ente querido com o positivismo implícito nos Ensinamentos Rosacruzes dados pelos Irmãos Maiores.
Poderá ser ligeiramente mais fácil suportar essa solidão e até desviá-la para canais construtivos, se pudermos assegurar que, durante o seu tempo de vida terrena, lhe prestamos o máximo de serviço possível, e que apreciamos suas boas qualidades, e demonstramos nossa gratidão pelo privilégio de tê-lo conhecido tão bem. Geralmente nos tornamos conscientes dessas ponderações somente após o desaparecimento da pessoa.
Quão maravilhoso e benéfico seria se chegássemos a essas considerações cotidianamente, enquanto essa pessoa está ainda fisicamente conosco. Serviço e amabilidade para com a pessoa amada é, sem dúvida, uma fonte de alegria, particularmente se pudermos sentir o seu aproveitamento e a forma pela qual ela se beneficia com isso.
Pelo simples motivo de estarem nossos amados próximos de nós, eles são obrigados, muitas vezes, a suportar o impacto de nossos erros, em forma de impaciência, cólera ou aborrecimento, erros esses que na maioria das vezes evitamos na presença de outras pessoas, não tão chegadas a nós.
De fato, nossos entes queridos são geralmente aqueles que assistem às nossas piores facetas, isso porque somos mais propensos a desabafos em sua presença, enquanto reservamos o nosso controle para contatos com novas amizades ou para com os estranhos. Triste, porém, que exatamente aquelas pessoas que nós tanto amamos não possam usufruir das nossas melhores qualidades, de forma que, vivendo conosco, possam sentir a mesma felicidade que nós por viver com elas.
Sejamos animados e positivos na presença delas, pensemos duas vezes antes de afligi-las com nossos problemas, e, o mais importante, devemos estar alertas para com os serviços que pudermos lhes render, desde as mais bem refletidas palavrinhas de otimismo e bondade, até, quiçá, as mais oportunas e proveitosas ações de ajuda.
A apreciação das boas qualidades dos nossos entes queridos, e da divina essência oculta, é também quase sempre negligenciada em nossa vida dia a dia. Frequentemente, em virtude da sua aproximação, suas imperfeições nos aborrecem, e podem tomar proporções exageradas em nossas mentes, no entanto permanecemos inconscientes a esse fato, e mesmo insensíveis às suas notáveis qualidades.
Concentremo-nos em suas características positivas enquanto eles estiverem conosco, elogiando-os e engrandecendo-os sempre que pudermos, alegrando-os com isso, para adquirirmos a certeza de, sempre que possível, podermos ajudar um amigo a vencer suas falhas. Façamos isso, porém sempre de forma construtiva.
Poderemos nos esfomear para dar-lhe um pouco da nossa energia, criticando-o positivamente (quando necessário se torna), certamente sem aborrecê-lo, nem o repreender, e ajudá-lo a dominar o mal dentro dele, tornando-o consciente do seu poder, de sua inata bondade e natureza divina.
Um dos pontos mais importantes a ser convenientemente examinado na retrospecção noturna, é a nossa conduta e os nossos sentimentos para com esses nossos entes queridos. Teríamos nós negligenciado de dizer-lhes ou fazer-lhes alguma coisa que poderia tê-los ajudado? Ao estarem ao nosso redor, chegamos a nos impacientar ou a nos aborrecer a ponto de deixá-los inconformados ou infelizes? Apreciamos e nos alegramos com sua presença e suas boas qualidades, ou os temos considerados simplesmente como amigos certos?
Essas considerações ponderadas à noite e praticadas durante o dia seguinte, alargarão as nossas relações com nossos amados neste plano, e farão com que possamos suportar mais facilmente a sua eventual partida física.
Finalmente, e quem sabe, o mais importante de tudo, é nunca esquecermos de nos mostrar agradecidos por termos junto de nós os nossos amigos.
O mero fato de amá-los é um privilégio, a sua presença ou aproximação é outra benção, que temos a tendência de não a considerar devidamente. Agradecer a Deus diariamente por essas benções, não é somente a maneira de demonstrar a nossa gratidão, mas, também, o meio de aumentá-la. Por isso, certo é que se agradecermos genuinamente uma benção, maior será o benefício que dela virá.
Evidentemente, melhor seria que nossos agradecimentos por conhecer nossos estimados, fossem manifestados diariamente, quando eles estiverem conosco, do que quando são exclusivamente reservados para a ocasião da saudade ou talvez do arrependimento após a morte deles.
Se tomarmos consciência dessas coisas, e se vivermos a vida com nossos amados, tão intensamente produtiva e positiva quanto nos seja possível, sempre dentro de um trabalho orientado por alegria e consciente gratidão, nos beneficiaremos largamente com as nossas experiências com eles, da mesma forma que eles com as experiências deles conosco.
Quando chegar o momento da passagem de um deles, então estaremos aptos a acalmar nossa solidão, não somente por alegrar-nos com ele, mas também pela honestidade, humildade e agradecimento, podendo então dizer: “devo ser uma boa pessoa pelo fato de tê-lo conhecido”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz da Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP de novembro/1969)
O Universo é um corpo ou um todo. Os Astros são órgãos desse corpo e os habitantes são suas células.
Pela lei da analogia comparamos a Ordem Rosacruz com o Universo como sendo um corpo: a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz em Mount Ecclesia – Oceanside – é a Cabeça; os Centros e Grupos de Estudos Rosacruzes são os órgãos e membros e os Estudantes Rosacruzes são as células desse corpo.
Quando em um corpo um órgão adoece ou não funciona bem, o corpo todo se ressente e há um desajuste. Esse órgão afeta todos os outros e reina a desarmonia no conjunto. Uma célula depende da outra. É um trabalho de equipe, por assim dizer. É necessário haver harmonia e unidade entre todas as células e órgãos, caso contrário, surge a doença e, possivelmente, a morte do corpo.
Na Fraternidade Rosacruz também é assim. Quando um Estudante Rosacruz se integra no movimento passa a fazer parte do todo.
O nosso lema é “Serviço” e cada Estudante Rosacruz deve fazer a sua parte. Onde houver algo para se fazer, façamo-lo; não esperemos que outros o façam. Max Heindel nunca escolheu serviço. Fazia de tudo, até faxina se preciso fosse. Sempre dizia: “Se este serviço tem que ser feito por alguém, então por que não eu?”. Nós, também, devemos fazer o mesmo, cada um dentro de suas possibilidades. Hoje em dia fala-se em trabalho de equipe. É o que procuramos empreender. Até no Reino Animal nota-se este trabalho. Quando uma formiga está carregando uma folha muito grande, vem outra ajudar e, ambas, levam a carga para o celeiro a fim de alimentar as outras companheiras. Todas trabalham para o mesmo fim. Por que não seguimos o exemplo delas? Cada Estudante Rosacruz é uma formiguinha e deve colaborar para que o todo sobreviva.
Alguns Centros da Fraternidade Rosacruz, como todas as entidades organizadas, tem um corpo de conselheiros, diretores, mas estes não são a Fraternidade Rosacruz. É lógico que a maior responsabilidade, quanto ao bom andamento e progresso da organização, cabe ao corpo de conselheiros, mas ela depende também de todos os Estudante Rosacruz. Se não houvesse Estudantes não haveria a Fraternidade Rosacruz. A nossa Fraternidade Rosacruz cresce e progride à medida que cada Estudante Rosacruz evolui. Se nós não nos interessamos e somos indiferentes a tudo que diz respeito ao movimento, retrocedemos, pois, nosso irmão Max Heindel afirma que ninguém para nesse Esquema de Evolução; ou caminhamos para frente ou para trás. Se não avançamos, retrocedemos e, assim, o progresso da Fraternidade Rosacruz se torna mais lento. É a sinceridade e o interesse do Estudante Rosacruz que fazem a Escola Rosacruz crescer e progredir. O verdadeiro Estudante Rosacruz sincero e dedicado interessa-se por tudo o que diz respeito ao movimento Rosacruz.
Nós devemos ser quentes ou frios, porém nunca mornos; por isso ou somos ou não somos Estudantes Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz.
Aquele que não se interessa de corpo e alma, que não vive a vida, que não toma parte ativa em tudo o que diz respeito à Escola Rosacruz não é um verdadeiro Estudante Rosacruz e está apenas passando seu tempo.
Quando um órgão ou membro adoece gravemente, muitas vezes, requer uma intervenção cirúrgica com extração ou amputação do mesmo para salvar o corpo.
Na Fraternidade Rosacruz também quando um elemento está prejudicando o todo pela sua conduta, os Irmãos Maiores se encarregam de afastá-lo. Essa é a prova do Estudante Rosacruz. Ser Estudante Rosacruz não é muito fácil. É necessário sacrifício, principalmente, da natureza inferior.
Na Oração do Senhor, o “Pai-Nosso”, há uma petição pelo Corpo de Desejos: “não nos deixei cair em tentação”. As tentações existem e são necessárias para provar a nossa resistência e o nosso valor. Mas precisamos lutar para não cairmos em tentação e se cairmos devemos nos erguer e continuar a luta com a mesma coragem e sinceridade. É nessa hora que se conhece o verdadeiro Estudante Rosacruz.
O maior serviço que devemos prestar é divulgar a Filosofia Rosacruz e o meio mais eficiente é pelo exemplo, vivendo o que aprendemos.
Não adianta ficarmos pregando a Filosofia Rosacruz, falando nas maravilhas que ela encerra se a vida que levamos mostra o contrário. Nesse caso, é preferível ficarmos calados levando uma vida honesta, digna e justa.
E quanto mais graus subimos (desde Estudante Preliminar até Discípulo), mais devemos nos dedicar a vivenciar e promulgar os Ensinamentos Rosacruzes, pois “a quem muito é dado, muito é exigido”. Se assim não o fizermos, pode ter certeza: você não é um Estudante Rosacruz, ainda que ache que é. Os Irmãos Maiores que tanto precisam de colaboradores (“a messe é grande e os operários são poucos”), com certeza, não tem tempo a perder com quem quer se intitular “Estudante Rosacruz”, mas não quer ser um “colaborador consciente na obra benfeitora a serviço da humanidade”.
Sejamos bons Estudantes Rosacruzes e lutemos com todas as nossas forças pelo engrandecimento da Fraternidade Rosacruz, a quem tanto devemos. Não poupemos esforços e, assim, quando chegar a nossa hora final estaremos em paz com a nossa consciência, certos de que colaboramos com nosso amado Mestre, o Cristo e não cruzamos os braços, enquanto os outros trabalhavam por nós.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – junho/1969 – Fraternidade Rosacruz – SP)
A prática do hipnotismo traz sérias consequências tanto para o praticante como para suas vítimas.
Envolve interferência com o livre arbítrio do Ego.
O hipnotizador projeta-se no cérebro de outra pessoa e torna-a sujeita à sua vontade.
Mesmo quando isso é feito com o propósito altruísta de libertar uma pessoa de um hábito que a escraviza, como drogas ou bebidas alcoólicas, não é justificável.
A cura não é permanente até que o próprio sofredor tenha vencido o vício por si mesmo. Portanto, quando um hipnotizador cura o corpo, ao expulsar a vontade do Ego, usando-o e suplantando-o com seu próprio poder de vontade, ele simplesmente priva o Ego da oportunidade de aprender a lição que algum dia deverá dominar.
O ganho aparente imediato é realmente uma perda.
A lição a ser aprendida foi adiada; também, o poder da vontade da vítima foi enfraquecido pelo processo.
O livre arbítrio é a herança mais valiosa de um Ego, durante esta peregrinação terrestre.
Uma pessoa que trabalha para suplantar a vontade de outra, mesmo quando os motivos possam ser definidos como bons, traz para si consequências desastrosas.
Pelo poder da vontade, o Ego monta a escada da evolução que conduz à divindade.
Essa vontade é enfraquecida no indivíduo que se submete ao hipnotismo, no qual o estado da vontade do hipnotizador suplanta a vontade dos hipnotizados, que estão completamente sob domínio dele.
No entanto, uma pessoa não pode ser colocada “sob o feitiço” se sua própria vontade for mais positiva do que a do hipnotizador.
Quando o controle sobre outro é para fins de diversão ociosa ou para ganhar alguma vantagem egoísta, as consequências do erro são ainda mais graves.
Aqueles que entregam sua vontade a outro têm a tarefa de recuperar o poder de vontade que se perdeu.
Aqueles que tenham vitimado outros serão convocados, sob a Lei da Justiça, para ajudar suas vítimas a recuperar seus poderes enfraquecidos.
Eles também estão sujeitos a graves enfermidades físicas em futuros renascimentos.
Tal é o destino frequente de um hipnotizador profissional. Através de um corpo deformado e inútil, o Espírito aprenderá a enormidade do erro em usar o corpo de outra pessoa indefesa, substituindo sua própria vontade pela de seu legítimo ocupante.
A prática generalizada do hipnotismo em nosso tempo, juntamente com o fluxo de literatura favorável ao assunto, é outra evidência das forças desintegradoras que ameaçam retardar nossa civilização e causar o colapso.
A integridade no pleno significado dessa palavra é a grande necessidade do nosso tempo – integridade em nossa vida pessoal e pública, integridade na vida comercial, profissional e governamental.
O ser humano deve se tornar um ser atuante harmonioso e único, antes de poder construir uma vida bem-sucedida e tornar-se uma unidade sintonizada com a construção de uma comunidade saudável, uma cultura saudável e uma civilização duradoura.
Assim, todos os nossos vícios, defeitos, falhas, erros, problemas e os outros desejos inferiores estão no Corpo de Desejos e é nosso dever dominá-los pelo poder da vontade.
Essa é a razão pela qual estamos na escola da experiência chamada vida, e nenhum outro ser pode crescer moralmente por nós, como, também, ninguém pode digerir o alimento por nós.
A Natureza não pode ser ludibriada.
O único caminho permanente, para se vencer qualquer vício, é pela própria vontade.
É nosso dever nos proteger de quaisquer tentativas de nos dominar por algo externo.
Por esse motivo é melhor não nos expormos desnecessariamente tomando parte como espectadores em demonstrações de hipnotismo, porque a atitude negativa que a pessoa adote pode conduzir facilmente à obsessão.
Deveríamos seguir sempre o conselho de São Paulo e revestir-nos com a armadura de Deus.
Devemos ser sempre positivos em nossa luta pelo bem contra o mal e nunca perder a ocasião de colaborar com os Irmãos Maiores em palavras ou atos, na Grande Guerra que se efetua pela supremacia espiritual.
Que as Rosas floresçam em vossa cruz
Segunda-feira, 6 de janeiro, às 8:25 da noite, o Sr. Max Heindel foi chamado para o além. Ele estava se sentindo muito bem até algumas horas antes, estava de pé em frente à mesa da Sra. Heindel esperando uma sugestão dela sobre uma carta que havia escrito. Ele caiu lentamente no chão com um golpe de apoplexia, enquanto sorria para ela, e não recuperou a consciência completa.
Seu falecimento não foi totalmente inesperado para a Sra. Heindel, conhecendo sua condição física há anos, e que sua grande persistência e vida pura possibilitaram que ele prolongasse sua permanência em um corpo que era pequeno demais para o grande espírito que havia sofrido por anos por causa de um ferimento no pé esquerdo quando criança, e maus-tratos dos médicos que retiraram todas as artérias principais e mutilaram o osso, atrapalhando a circulação perfeita. Mas ele estava sempre sorrindo, nunca reclamando, embora raramente estivesse livre da dor.
Ele estava muito feliz em sentir que agora o trabalho havia alcançado o estágio em que ele e a Sra. Heindel poderiam deixar Mount Ecclesia, que havia membros e trabalhadores fiéis à Fraternidade Rosacruz e eficientes que agora podiam cuidar do movimento Rosacruz em rápido crescimento, poderiam atender às solicitações de livros, também poderia cuidar das correspondências, etc. Enquanto muitos Probacionistas e Discípulos já estavam espalhando a mensagem dos Irmãos Maiores por meio das palestras e conferências, ele estava pensando em começar, no início de abril, uma viagem para o leste e para a Inglaterra, mas Deus tinha um trabalho maior para ele fazer.
(Publicado na Revista Rays from the Rosecross de março de 1919 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
O passamento de Max Heindel
Relato de Augusta Foss Heindel
“Sábado à tarde, dia 4 de janeiro, tínhamos a nossa celebração retardada de Ano Novo. Alguns de nossos amigos das cidades vizinhas estiveram presentes para celebrar conosco e a biblioteca estava cheia de rostos alegres. Nesta noite, Max Heindel era o mais animado de todos e cantou várias canções com sua profunda e melodiosa voz. Uma canção de que ele gostava muito era “Ben Bolt”. No domingo e na segunda-feira ele estava muito quieto e pensativo, trabalhando para organizar os seus papéis. Estava desejoso que a autora lhe fizesse companhia no seu escritório. No seu último dia de vida (6 de janeiro de 1919), por várias vezes pediu à autora, que se sentasse ao seu lado para conversar. Quando ela lhe respondia que não desejava atrapalhar o seu trabalho, ele respondia: “Mas eu gosto muito de tê-la por perto, adoro suas visitas.”. Alguns minutos depois das 16 horas ele entrou no escritório dela com uma carta que havia escrito ao agente postal. Tratava-se de um requerimento para o correio organizar um sistema de entrega diária para Mount Ecclesia. Ele sempre fazia questão de ouvir a opinião da autora sobre qualquer coisa que lhe ocupava a atenção.
Enquanto a Sra. Heindel lia aquela carta, ele permaneceu próximo a ela apoiando a mão na escrivaninha. De repente ele deslizou para o solo, caindo ao seu lado. Era uma queda estranha, pois parecia que mãos invisíveis cuidavam da sua queda, permitindo que deslizasse suavemente. Quando ela se debruçou sobre ele, suas últimas palavras foram: “Estou bem, querida”. Em seguida perdeu a consciência, sendo carregado para o quarto dele, adjacente aos escritórios. Os funcionários fizeram na Pró-Eclésia (capela) uma reunião de cura por ele. A autora permaneceu ao seu lado, e em torno das oito horas ele abriu os olhos, sorriu para ela, e partiu da sua morada terrestre para outra morada no lar de Deus.
O mais notável em torno da sua passagem foi que o seu veículo físico manteve sua aparência perfeita mesmo sem estar refrigerado (e naturalmente sem líquido de embalsamamento). Permaneceu tão natural durante três dias e meio que alguns amigos recearam que ele não estivesse morto. Suas bochechas mantiveram a cor que tinham quando ele ainda vivia. A autora havia decidido que, se não houvesse nenhuma mudança no estado do corpo até chegar ao crematório de San Diego, eles o guardariam por vários dias; mas isso não foi preciso, pois enquanto na Capela liam o ritual, Max Heindel apareceu à autora, para assegurar-lhe que tudo estava em ordem. O corpo foi então cremado e as cinzas jogadas nas raízes da roseira e nos pés da Cruz do Símbolo Rosacruz.
Alguns amigos levantaram a questão: “Não seria possível que Max Heindel estivesse ciente da sua morte próxima?” Durante várias semanas antes do acontecido, calculávamos juntos as Efemérides para o ano de 1920 e dividíamos os trabalhos: ele, calculando as longitudes e a autora as declinações. Porém, desta vez, Max Heindel começou a insistir com a autora para ela calculasse as Efemérides inteira. Um dia ela perguntou: “Querido, por que motivo você me está pedindo para fazer este trabalho sozinha? Você pensa que vai me deixar?”. E ele respondeu: “Não querida, eu só quero poder dizer às pessoas que você fez sozinha estas Efemérides toda. Quero que elas se orgulhem de você.”. Esta solicitude e a preparação cuidadosa continuou por várias semanas antes que fosse chamado. Todos os seus papeis estavam cuidadosamente ordenados. Dois meses antes de morrer, ele encontrou-se com seu advogado em San Diego para tratar de alguns documentos. Lá, sem mencionar que tinha essa intenção transferiu como doação, todos os direitos autorais, incluindo as gravuras, para o nome da autora. Em anos posteriores, este gesto foi de grande valia, pois significou a salvação de Mount Ecclesia e a continuidade do trabalho da Fraternidade Rosacruz.
Quando seu testamento foi analisado, constatou-se que o terreno tinha sido adquirido por ele antes que a Fraternidade fosse incorporada. Na escritura ele afirmou que tinha adquirido este terreno para a Fraternidade na condição de curador. Quando a escritura foi discutida e o testamento autenticado, o Juiz decidiu que, como não tinha havido incorporação na ocasião de autenticação do testamento, o terreno pertencia a Sra. Heindel e seus herdeiros.
O testamento foi aprovado em 1919, e em 1920 a autora doou as terras para a Fraternidade Rosacruz. Hoje a Fraternidade tem a posse legal de todos os cinquenta acres que compõem a Sede Central (Mount Ecclesia).
Sempre houve muita especulação em torno da continuidade dos trabalhos depois que Max Heindel e Augusta Heindel fossem para o grande além. Numerosos esforços foram feitos, com Max Heindel ainda vivo, para se ter o controle de todas as publicações como também da Fraternidade. E quando se perguntava a Max Heindel quem seria o líder em Mount Ecclesia quando o casal Heindel tivesse partido, a resposta dele sempre era a mesma: aqui não haverá líderes; o Conselho Diretor se encarregaria da direção de todo o trabalho que então estaria sob a sua responsabilidade direta.”.
Memoirs about Max Heindel and The Rosicrucian Fellowship
O Estudante Rosacruz deve ajudar a divulgar o Método Rosacruz (Cristão Esotérico) de Cura dos irmãos e irmãs que estão doentes ou enfermos.
Assim, quando a Lua transita por um Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio), que está conectado às duas Regiões do Mundo Físico (Química e Etérica), somos convidados a usar a parte etérea dessa energia Cardeal para ajudar a gerar “a Força de Cura”, oficiando o Ritual Devocional do Serviço de Cura às 18h30, Hora Local (em torno do pôr do Sol).
Ao final da oficiação desse Ritual Devocional realizamos nossa Oração/Concentração/Visualização, durante a qual transmutamos o “Amor Divino” (eternamente jorrando de Deus no Mundo do Espírito de Vida) em Força Curadora (uma Força Arquetípica Mental gerada na Mente e no Coração)”. Visualizamos, então, o envio da Força Curadora para o Símbolo Rosacruz no Templo Etérico em Mount Ecclesia, que é guardada para uso futuro. Então, os Irmãos Maiores da Ordem Rosa Cruz, durante a oficiação do Serviço à meia-noite no Templo Etérico, recolhem essa Força Curadora Mental básica e posteriormente a transmutam na “Panaceia” Etérica Curadora chamada de Bálsamo de Gileade, preparada em pequenos pacotes usados pelos Auxiliares Invisíveis, quando partem para curar os doentes e enfermos durante a noite, em grupos de 12, em torno de um Irmão Leigo ou de uma Irmã Leiga. Com essa prática semanal de Cura, cada Estudante Rosacruz pode contribuir para um valioso serviço de amor desinteressado à humanidade, ao nosso próprio lar, como uma dádiva.
Que as Rosas floresçam em vossa cruz