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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é a relação entre o “Cabeça” da Ordem Rosacruz e o Mundo externo e a relação dos Irmãos Maiores com os candidatos?

Resposta: O “Cabeça” da Ordem Rosacruz está oculto do Mundo exterior pelos doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. Igualmente, os Estudantes da Escola Fraternidade Rosacruz nunca o veem, mas no Serviço Noturno – aberto para Probacionistas e Discípulos da Fraternidade Rosacruz e Irmãos Leigos, Irmãs Leigas e Adeptos da Ordem Rosacruz – no Templo da Fraternidade Rosacruz sua presença é sentida por todos. Sua entrada constitui o sinal para iniciar os trabalhos.

Podem estar presentes ao lado dos Irmãos nestes Serviços, como seus discípulos, os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas. Seu estado espiritual é como pessoas que vivem em várias partes do mundo ocidental, todavia, são capazes de deixar, conscientemente, seus corpos para atender a serviços e participar do trabalho espiritual realizado no Templo. Cada um e cada uma foi iniciado e iniciada por um dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. Muitos deles são capazes de se recordar de todos os acontecimentos de suas experiências quando retornam a seus corpos. Há poucos casos, onde a faculdade de deixar o corpo foi adquirida em uma existência passada como resultado de boas obras, porém com o hábito de ingerir drogas ou alguma enfermidade contraída na vida presente, que incapacitou o cérebro de receber impressões do trabalho realizado quando nos planos invisíveis.

A ideia geral de Iniciação é a de uma simples cerimônia, convertendo alguém em membro de uma sociedade secreta, isto mediante pagamento, em muitos casos feitos a dinheiro. Embora isso suceda nas ordens fraternais e nas ordens pseudo-ocultas, constitui uma ideia errônea quando aplicada ao processo iniciático nas várias graduações das verdadeiras irmandades ocultistas.

Para ser um candidato a Iniciação, em primeiro lugar, não há chave de ouro para abrir a porta do Templo. Só o mérito conta. Nunca o dinheiro ou recursos financeiros de nenhum tipo, direto ou “disfarçado”. O merecimento não se adquire em um dia. É a somática dos bons atos passados. Normalmente o candidato a Iniciação não tem consciência disso. Ele vive sua vida na comunidade, servindo amorosamente seus concidadãos, durante anos e anos, até que um dia surge o Irmão Maior, um dos Hierofantes dos Mistérios Menores, em sua vida. Por todo este tempo, o candidato cultivou, interiormente, certas dificuldades, acumulando certos poderes pelo serviço e ajuda, poderes estes dos quais, geralmente, ele não tem consciência ou não sabe como utilizar adequadamente. Então, a tarefa do iniciador será simples. Ele revela ao candidato suas potencialidades latentes, iniciando-o em sua aplicação, demonstrando, também, como transformar sua energia estática em um poder dinâmico.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz junho/1972 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Cremação do nosso Corpo Denso, depois da morte, afeta de alguma forma a nossa evolução, resultado de mais uma vida aqui recém findada?

Resposta: Durante a vida aqui, no estado de Consciência de Vigília, os nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) se mantem todos juntos, concentricamente. Mas, ao morrer, nós – o Ego, ou seja, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui –, envolto na Mente e no Corpo de Desejos, nos retiramos do nosso Corpo Denso. Como as funções vitais terminaram, então o nosso Corpo Vital também se retira do nosso Corpo Denso, deixando-o inanimado sobre o lugar em que ele se encontra. Nós levamos conosco o Átomo-semente do Corpo Denso que está na posição referencial do ápice do ventrículo esquerdo do coração. O Corpo Denso passa a se desintegrar. Então, se inicia um processo sobremaneira importante e os que assistem o defunto devem tratar zelosamente para que reine a maior quietude em toda a casa ou no velório, porque, então ocorre a revisão do Panorama da Vida que recém terminou. As imagens de mais uma vida aqui que acaba de terminar e que se achavam impressas no Átomo-semente do Corpo Denso, começam a passar como um filme, ante os “olhos do Espírito”, em progressão lenta e ordenada, porém, no sentido inverso, ou seja, do momento da morte para trás, passando pela senilidade, maturidade, juventude, infância, até o nascimento. Esse Panorama da Vida que recém terminou dura entre algumas horas até três dias e meio, segundo: a evolução do Ego, as circunstâncias da morte, o ambiente em que se acha o Corpo Denso e a capacidade de concentração do Ego naquele momento. Mas, o principal fator de duração é a força vital do Corpo Vital, que determina o tempo que o Ego poderá se manter desperto, assistindo ao Panorama da Vida que recém terminou. Mesmo em vida, algumas pessoas podem se manter ativas e despertas durante sessenta ou mais horas, antes de ficarem exaustas. Todavia, outras só permanecem despertas umas poucas horas.

A razão por que se torna necessário a quietude no velório ou onde o Corpo Denso fica depois da morte, até três dias e meio (logicamente para que não se decomponha nesse tempo, o Corpo Denso deve ficar em um refrigerador mortuário, também chamado de caixa de congelamento de armazenamento frio de cadáveres – que se encontram, normalmente, em hospitais), decorre do processo panorâmico: as cenas da vida devem se imprimir sobre o Átomo-semente do Corpo de Desejos, que será o nosso (Ego) veículo, no Mundo do Desejo, em cujas Regiões inferiores poderemos ter que passar, onde fica o Purgatório – onde formamos a consciência resultante dos atos, das ações e obras que fizemos de errado ou que prejudicamos alguém –, e em cujas Regiões superiores também poderemos ter que passar, onde fica o Primeiro Céu – onde assimilará o bem realizado resultante dos atos, das ações e obras que fizemos de correto ou reto ou que ajudamos alguém.

Quando a vida recém terminada foi muito intensa (para o “bem ou para o mal”) e o Corpo Vital é forte em sua composição etérica, o tempo do Panorama da Vida será mais longo do que se a vida não foi tão intensa e o Corpo Vital é débil. Durante o Panorama da Vida o Corpo Denso está conectado aos veículos superiores por meio do Tríplice Cordão Prateado, mais precisamente, por meio do primeiro seguimento, o etérico, entre o Átomo-semento do Corpo Denso e o Átomo-semente do Corpo Vital que fica na posição referencial do Plexo Celíaco (ou Plexo Solar ou, popularmente, a “boca do estômago”). E através dessa ligação, nós (o Ego) sentiremos, até certo ponto, os incômodos físicos, químicos e vibrações, bem como quaisquer danos causados ao nosso Corpo Denso. Assim, o embalsamento, as autópsias, a cremação, feitos dentro desse período de três dias e meio após a morte clínica do Corpo Denso serão sentidos dolorosamente por nós. Daí que não devam ser feitos durante esse período.

Após os três dias e meio o Panorama da Vida já foi transferido para o Átomo-semente do Corpo de Desejos. Então, o Cordão Prateado se rompe primeiro seguimento. O Corpo Vital (especialmente os dois Éteres inferiores) é atraído para o Corpo Denso para se decompor sincronicamente com ele. Toda conexão entre nós e o nosso Corpo Denso fica definitivamente rompida. Seguimos nós, o Ego, livremente, para iniciar mais uma Vida Celeste, se assim desejarmos.

Quando se enterra um Corpo Denso, o Corpo Vital permanece sobre a tumba. O Clarividente pode vê-lo, decompondo-se sincronicamente com o Corpo Denso. Por exemplo, quando o braço enterrado já se decompôs, o etérico também se desfaz e desaparece, até que desapareça o último vestígio do Corpo Denso. Mas quando se realiza a cremação, o Corpo Vital se desintegra imediatamente. Esse veículo é o que conserva as imagens das experiências da vida acabada de terminar. Essas imagens precisam ser transferidas para o Átomo-semente do Corpo de Desejos pelo processo do Panorama da Vida recém terminada já mencionado, a fim de formar a base da vida no Purgatório e no Primeiro Céu; assim, seria grandemente prejudicial que a cremação se efetuasse dentro dos três dias e meio após a morte clínica do Corpo Denso.

Perde-se algo quando ocorre a cremação logo após a morte, antes do Cordão Prateado se romper por si só. A impressão sobre o Átomo-semente do Corpo de Desejos não é, então, tão profunda como deveria ser. Isso tem efeito nas vidas posteriores, porque, quanta mais forte for a impressão, tanto mais agudos são os sofrimentos no Purgatório, pelo “mal realizado”, e tanto mais intensos serão os regozijos no Primeiro Céu, resultantes das “boas obras” da vida passada. São estes sofrimentos e regozijos os que nos formam a chamada consciência. Quando perdemos a advertência do sofrimento, perdemos, também, na formação da conduta, porque a purificação purgatorial nos adverte contra a repetição do mal, em vidas posteriores, ao se apresentarem de novo as tentações que antes nos vitimaram. Portanto, os efeitos da cremação prematura devem ser levados em muita conta. Triste é dizê-lo: temos a Ciência do Nascimento, com o concurso de médicos obstétricos, parteiras experimentadas, antissépticos e todo o necessário para o conforto e segurança da criança que vai nascer e de sua mãe, mas nos falta a Ciência da Morte que nos permita despedir, convenientemente, dos nossos amigos deste mundo e nos preparar para mais um nascimento nos Mundos Celestes. 

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – novembro/1975 – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Os Esforços Extenuantes da Alma Aspirante diante das Dificuldades

Agosto de 1916

De tempos em tempos, em Mount Ecclesia são recebidas cartas contando os desânimos, a falta de entusiasmo e de desencorajamento, procedentes de pessoas profundamente afetadas ou atingidas pela própria consciência por não se sentirem capazes de viver conforme os elevados ideais delas mesmas, e sentem que seria mais honesto abandonar a fé e viver como vivem os outros que não fizeram profissão de fé alguma. Asseveram que, enquanto leem, estudam ou ouvem passagens que os exortam a amar seus inimigos, a abençoar aqueles que os amaldiçoam e orar por aqueles que as maltratam, estão de acordo, em alma e coração, com esses sentimentos, e estão dispostos a seguir e cumprir alegremente estes preceitos; mas, ao deparar com tais condições no mundo, não conseguem cumprir ao mandamento bíblico e, portanto, sentem que são hipócritas.

Se o ser humano fosse um todo homogêneo, se o Espírito, a Alma e o Corpo fossem “um” e indivisíveis, seria uma verdade que essas pessoas são hipócritas. Mas o Espírito, a Alma e o Corpo não são “um”, pois isso descobrimos, para a nossa profunda angústia e tristeza, desde o primeiro dia que sentimos o desejo de trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. E nesse fato está a solução do problema. Há duas naturezas distintas em cada um de nós. Nos dias em que não alimentamos aspirações superiores, a natureza espiritual permanece adormecida e o “eu inferior”[1] é o senhor indiscutível de todas as nossas ações. Então, há paz e serenidade. Mas, no momento em que a natureza espiritual desperta, a guerra começa. À medida que crescemos na espiritualidade, os esforços extenuantes diante das dificuldades se intensificam até que, em algum momento no futuro, a Personalidade sucumbirá e alcançaremos a paz que excede todo o entendimento e compreensão.

Enquanto isso, temos a condição da qual nossos Estudantes reclamam (a exemplo de S. Paulo, de Fausto e todas as demais almas Aspirantes à vida superior): é fácil querer ou desejar, mas “não fazemos o bem que queremos e fazemos o mal que não deveríamos fazer”[2]. Este que lhe escreve tem sentido e sente mais intensamente, todos os dias dessa vida, essa discrepância entre os Ensinamentos e as próprias ações. Uma parte do seu ser aspira com um ardor que é doloroso em sua intensidade a todas as coisas mais elevadas e nobres, enquanto, por outro lado, uma Personalidade forte, extremamente difícil de dominar, é uma fonte de um contínuo sofrimento, de uma contínua aflição profunda e pungente. Mas ele sente que, enquanto não “posar de santo”, enquanto admitir, honestamente, suas deficiências e professar sua profunda angústia e tristeza por causa delas, e enquanto usar a palavra “nós” inclusivo em todas as suas exortações, ele não enganará ninguém e não será um hipócrita. Tudo o que ele diz, ele leva para si mesmo em primeiro lugar e, por mais malsucedido que seja, ele se esforça para seguir os Ensinamentos Rosacruzes. Se todos os outros Estudantes se sentem incomodados, da mesma forma que os correspondentes que inspiraram essa Carta, esperamos que isso possa ajudá-los a não desistir.

Além disso, o que mais podemos fazer senão continuar? Uma vez despertada a natureza superior, ela não pode ser silenciada permanentemente, sem correr o risco de se sofrer a miséria do arrependimento e do remorso, se abandonarmos o esforço. Já chamamos a atenção, diversas vezes, para a maneira como um marinheiro conduz seu navio através da imensidão do oceano, guiando-se por uma estrela. Ele nunca chegará a alcançá-la, mesmo assim, ela o conduzirá em segurança, desviando dos bancos de areia e das rochas, ao porto destinado. Da mesma forma, se os nossos ideais são tão elevados, a ponto de percebermos que nunca os alcançaremos nessa vida, lembremo-nos que dispomos de um tempo ilimitado ou infinito pela frente e que o que não pudermos realizar hoje, faremos amanhã e depois e nas próximas vidas. Sigamos o exemplo de S. Paulo, e pela paciente “persistência em fazer o bem”, continuemos “buscando a glória espiritual, a honra e a imortalidade[3].

(Cartas aos Estudantes – nº 69 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: nosso Tríplice Corpo, agindo como tendo uma “vontade própria” – especialmente a parte inferior do nosso Corpo de Desejos que comanda a nossa Mente concreta –, independente de nós, o Tríplice Espírito.

[2] N.T.: “Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço.” (Rm 7:19)

[3] N.T.: Rm 12:12

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Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – AGOSTO de 2024

Com a Folha Astrológica Rosacruz o Estudante Rosacruz tem uma importante ferramenta que o ajuda a aproveitar as influências astrais benéficas e a se precaver para não cair nas tentações oferecidas pelas influências astrais adversas, no seu dia a dia.

Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.

Também sabe quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.

E tem o acesso aos dias em que oficia Rituais dos Serviços Devocionais especiais.

Se está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz, o uso se torna mais eficaz e muito mais abrangente.
Ajuda, inclusive, ao Estudante Rosacruz que está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz a compreender a dinâmica da Astrologia e a influência dos Astros durante todos os dias.

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Quer saber como lê-la? É só clicar aqui: Descrição das Colunas e dos Dados da Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz


Para consultar no site ou copiar:

Folha-Astrologica-Rosacruz-Aspectos-e-Posicoes-AGOSTO-2024-FRCampinas-SP-Brasil-3 Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – AGOSTO de 2024
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Calendário – As Atividades de Estudos e Ofícios de Rituais da Fraternidade Rosacruz em Campinas/SP/Brasil–2024–Agosto

Cronograma-de-Atividades-Fraternidade-Rosacruz-em-Campinas-SP-Brasil-Agosto-2024 Calendário – As Atividades de Estudos e Ofícios de Rituais da Fraternidade Rosacruz em Campinas/SP/Brasil–2024–Agosto

*** Para você ter uma cópia é só clicar aqui:

As Atividades de Estudos e Ofícios de Rituais da Fraternidade Rosacruz em Campinas/SP/Brasil – 2024 – Agosto

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>> Informações importantes para usar nos seus Exercícios Esotéricos Rosacruzes são as Atividades do Cristo no seu Trabalho como Nosso Salvador:

-> Para saber qual é o Trabalho Cósmico do Cristo nesse quadrimestre: O Trabalho do Cristo no Mundo do Espírito de Vida: de Junho à Setembro de cada ano

-> Para esse Mês Solar tome como material para os seus Exercícios Esotéricos tal assunto: Senhor Cristo reconstrói o Seu Corpo Espírito de Vida

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>> Para você usar no processo de Cura Rosacruz:

-> Para saber que Signo a Lua está em cada dia desse mês, e daí saber as Partes do Corpo que Não Se Deve Mexer – Agosto de 2024

-> Para obter mais detalhes sobre os Melhores e Adversos Períodos e Dias para Tratamentos e Cirurgias – Agosto de 2024

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Vocação e Saúde pela Astrologia Rosacruz: criança com vocação para química, engenharia elétrica, mas com tendências a se perder nos prazeres de bebidas alcoólicas e gastos

A vocação e a saúde, como todos os outros assuntos, devem ser interpretadas a partir do horóscopo como um todo, mas há algumas regras gerais que devem ser aplicadas a fim de se ter uma primeira visão.

Aprenda esses conceitos por meio de horóscopos levantados segundo a Astrologia Rosacruz. Um ótimo estímulo para o Estudante Rosacruz se dedicar aos Cursos de Astrologia Rosacruz.

Acesse-os aqui: criança com vocação para química, engenharia elétrica, mas com tendências a se perder nos prazeres de bebidas alcoólicas e gastos

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual a relação entre a força sexual criadora, o cérebro e o efeito do celibato?

Resposta: O pervertido maníaco sexual é uma prova da asserção dos ocultistas de que urna parte da força sexual criadora se destina a formação do cérebro. Tal pessoa se torna um idiota ou incapaz de expressar o pensamento (especialmente os mais complexos, os mais profundos) porque, normalmente, a energia sexual destinada a procriação, à manutenção e a criação do cérebro é dissipada para gratificação dos sentidos, de acordo com a condição do indivíduo – homem ou mulher.

Se uma pessoa tem o hábito constante de expressar pensamentos de ordem espiritual, a tendência de usar a força sexual criadora para a gratificação dos sentidos e até para a propagação é diminuta; assim aquela parte não usada para esse fim, poderá ser transmutada em força espiritual.

O Iniciado – e somente o Iniciado –, em certo estágio de desenvolvimento, faz o voto do celibato. Não é um voto de fácil admissão e nem pode ser adotado levianamente por alguém desejoso de desenvolvimento espiritual.

Muitas pessoas ainda imaturas para vivência superior, ignorantemente, ingressam num a vida de ascetismo. Essas são tão perigosas a comunidade e a si mesmas como o são os maníacos sexuais.

No presente estágio da evolução humana a função sexual criadora é o meio pelo qual as pessoas poderão ganhar experiência.

Uma vez que o nosso Renascimento aqui depende da união sexual, que resulte em uma fecundação, entre um homem e uma mulher, consideremos o caso das pessoas que são muito prolíficas e que, por isso, são levadas ao ato sexual desordenadamente. Elas sempre terão dificuldades em se dedicar a um desenvolvimento espiritual profundo, como o advogado pela Fraternidade Rosacruz, por exemplo. E, além disso, há dificuldades para os irmãos e as irmãs prestes e necessitadas a renascerem aqui encontrarem veículos adequados e ambientes propícios ao desenvolvimento das faculdades deles, de tal forma, a beneficiarem a si mesmas e a Humanidade. Sob outro aspecto, as pessoas de classes mais abastadas financeiramente – e, muitas vezes, nem nessa condição! –, que poderiam criar condições mais favoráveis ao Renascimento dos irmãos e das irmãs prestes e necessitadas a renascerem aqui, têm a tendência a querer ter poucos filhos ou mesmo nenhum. Infortunadamente, não é porque vivam uma vida de pureza. Trata-se de razões puramente egoísticas, por mais justificativas que se possa elencar. Razões para uma maior gratificação sexual, sem um aumento da carga familiar são exemplos dessas justificativas. Dessa forma muitas pessoas se valem de prerrogativa divina delas para levar a desordem na Natureza.

O Ego renascente (um irmão ou uma irmã) deve aproveitar as oportunidades oferecidas, algumas vezes em condições desfavoráveis. Outros que não podem assim proceder devem aguardar até que se lhes apresente ocasião favorável. Assim afetamos uns aos outros por meio das nossas ações e da mesma forma “os pecados dos pais recaem sobre os filhos”, pois os nossos Corpos Densos, atualmente, são formados por muito mais material dado pelo pai e pela mãe (a Epigênese aqui não é possível exercer tão amplamente como quando construímos a nossa Mente ou o nosso Corpo de Desejos). Assim, no nosso próximo Renascimento aqui, podemos correr o risco de termos que colher material de pais e mães que não, necessariamente, carregaram o muito de bom que fizemos agora no nosso Corpo Denso.

Como o Espírito Santo é a energia criadora na Natureza, a força sexual criadora é o seu reflexo em nós. Portanto, o abuso dessa força criadora é o pecado que não pode ser perdoado, mas deve ser resgatado por meio de uma deficiência (física ou mental), a fim de nos conscientizar da santidade da força sexual criadora.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1972 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Cada nascimento é uma nova vida? Que acontece com a vida dessa forma? Não há resposta para esses mistérios ou segredos? Quais as pessoas aptas a conhecer esses mistérios? São necessários dons especiais?

Resposta: À primeira vista, cada coisa ou ser que nasce parece uma vida nova desabrochando entre nós. Se prestarmos atenção, vamos vendo como essa forma cresce e vive, convertendo-se pouco a pouco em um fator nas nossas vidas durante dias, meses e, muitas vezes, anos. Mas sempre chega um momento em que a forma definha, morre e se decompõe. Para quem presta atenção fica a observação: a vida que vem, não sabemos de onde, passou ao invisível além e com tristeza perguntamos: De onde veio? Por que esteve aqui? Para onde foi?

Uma coisa é fato: a morte aqui é uma coisa certa, óbvia e… necessária! Velhos ou jovens, sãos ou enfermos, ricos ou pobres, todos, todos nós passamos através da sombra da morte aqui e em todas as idades paira a pergunta angustiosa sobre o “segredo da vida” ou o “segredo da morte”.

Infelizmente a maioria das pessoas tem a opinião de que nada podemos conhecer sobre assuntos tão obscuros como a morte, de onde viemos, porque estamos aqui e, muito menos, para onde vamos. Logicamente, não é bem assim, não é?

Toda pessoa, sem exceção – e aqui exceção quer dizer: posição social, econômica, financeira, escolar, intelectual, espiritual, idade, ou qualquer outra que se invente –, pode se tornar apta para obter informações diretas (sem nenhum intermediário, seja isso outras pessoas ou coisas) e definidas sobre tais assuntos tão obscuros. Toda pessoa pode investigar o estado de outra pessoa antes do nascimento aqui e depois da morte aqui.

Reforçamos: nunca houve e nunca haverá favoritismo e nem a exigência de “dons especiais”. Toda pessoa tem, inerente, a faculdade de conhecer tudo isso, mas… há um grande “mas” e um “mas” notável: essa faculdade está para todas as pessoas, se bem que na maioria delas tal faculdade está em estado latente; assim, para despertá-la é necessário um esforço persistente da própria pessoa e isso parece assim como um poderoso dissuasivo, ou seja, uma desculpa para se convencer a desistir; no entanto, não é não! O que ocorre é que são muito poucas pessoas se prestam a “viver a vida” (ou seja: a cumprir com o que ela mesma decidiu quando escolheu essa vida – nas suas condições atuais – ainda no Terceiro Céu, na fase de Preparativos para esse Renascimento nesse processo do Ciclo de Nascimentos e Mortes aqui, quando escolheu um dos Panoramas da Vida que estavam a sua disposição) e isso: “viver a vida” é a condição básica para despertar essa faculdade. Não se pode comprá-la e para alcançá-la não há caminhos fáceis. Difícil? Sim, difícil, mas nunca impossível a ninguém!

Assim, qual é o primeiro requisito? Ele é o fundamental: todo o Aspirante a esse conhecimento oculto deve possuir uma vontade ardente, uma sede abrasadora de conhecimento oculto, que consiga sobrepassar quaisquer justificativa que ela tenha para não se aplicar a conquista desse conhecimento por meio do estudo e da prática constante. Só que o resultado somente aparecerá à pessoa se junto (ao mesmo tempo, desde o início) à vontade intensa de aprender, tenha a mesma vontade intensa de ajudar ao irmão e à irmã que estão ao seu lado por meio do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) focando esse serviço na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade. É perigosa e frustrante a tentativa de obter esse conhecimento oculto a pessoa não for levada por esse motivo. O Estudante Rosacruz, trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, vai aprendendo a obter tal conhecimento oculto, de um modo seguro, direto, crescente e desenvolvendo seu autodomínio, indispensável para seguir para frente e para cima.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1972 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

De Escorpião a Águia

Ainda hoje observamos em muitas construções antigas de igrejas católicas quatro estátuas em cima do frontispício, representativas dos quatro Evangelistas – S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João –, tendo aos pés os símbolos dos quatro Signos Fixos que outrora compunham a esfinge: Escorpião (representado por uma águia), Leão (por um leão), Touro (por um touro) e Aquário (representado por um ser humano). É uma influência da primitiva igreja, pois os antigos “Pais da Igreja” conservavam o conhecimento dos Mistérios Cristãos e sabiam muito bem a parte Esotérica e a relação entre as Forças Cósmicas (Astrologia Espiritual) e a evolução humana. Os Evangelhos são Fórmulas de Iniciação diferentes: dentre as coletâneas feitas pelos diferentes Discípulos de Cristo-Jesus e por seus seguidores diretos, foram escolhidas apenas essas quatro, que hoje, divididas em capítulos, constituem os Evangelhos. As demais foram consideradas apócrifas ou não inspiradas. Contudo, havia uma razão de ser nessa escolha. Tais Evangelhos ou métodos iniciáticos formam as linhas angulares que determinariam o horóscopo e evolução do Cristianismo.

Podem alguns estranhar que Escorpião seja ali representado pela águia, como o foi na esfinge misteriosa. É que Escorpião representa a força sexual criadora, em que se fundamenta todo o nosso poder potencial encerra vários símbolos. Cada um deles exprime um estágio evolutivo.

As forças ocultas no ser humano são um mistério, cujo conhecimento e domínio nos abre as portas da regeneração e libertação, para a reconquista da condição de Filhos de Deus (religação ou a verdadeira Religião). Por isso, Escorpião rege o sexo e a força motriz emotiva. Por isso, Escorpião rege a oitava Casa do horóscopo, que expressa a regeneração ou a degeneração, segundo os Astros e Aspectos de cada horóscopo.

Na fase primitiva da evolução, Escorpião rasteja na paixão, escravizando o nativo às exigências dos sentidos. No aspecto espiritual, gira por detrás, com a cauda, mostrando o lado negativo em que vivíamos, como Clarividentes involuntários grandemente influenciados e dirigidos de fora. Aqueles que alcançam a Iniciação e, com isso o desenvolvimento positivo das suas faculdades (a Clarividência voluntária) eram relacionados com a serpente, que pica pela frente, mostrando o aspecto positivo, independente. Nos mistérios egípcios, os Najas, ou serpentes, levavam uma serpente que parecia sair da raiz do nariz (lugar da consciência individual, do Espírito Divino). Esses eram desenvolvidos positivamente nos mistérios. Eram Clarividentes voluntários! Os Clarividentes involuntários traziam uma serpente desenhada no ventre, na altura do Plexo Celíaco ou Plexo Solar. Essas posições da serpente mostravam que, no desenvolvimento positivo (da Clarividência voluntária) é a própria pessoa que alcança a possibilidade de “voos d’alma”, saindo e entrando do seu Corpo Denso, pela cabeça (entre as comissuras dos ossos parietais e occipital), ao passo que, no desenvolvimento negativo (da Clarividência involuntária) é um irmão desencarnado ou uma irmã desencarnada (que chamamos de “espírito apegado à Terra” e que, portanto, não entrou  no Purgatório) ou um Elemental (um ser de uma Onda de Vida sub-humana) que expulsa a pessoa residente e penetra no Corpo Denso dela pelos órgãos sexuais ou pelas paredes etéricas, rompidas, do Plexo Celíaco ou Plexo Solar.

Na Bíblia temos várias passagens elucidativas desses dois estados. Os israelitas tomaram a palavra “Naja” e modificaram-na, com o sufixo, negativo feminino “OTH”, que nos dá NAIOTH, para a Clarividência involuntária, e o final positivo masculino “IM” para a Clarividência voluntária. Saul foi a Naioth (foi tomado por um “espírito” e divertiu os outros com tiradas proféticas).

Cristo-Jesus foi Naim e ressuscitou o Filho da Viúva (Iniciação de Lázaro).

Mercúrio, o símbolo da razão, também leva uma serpente a lhe sair do chapéu; é indicação de que, com o chapéu de Mercúrio, a razão, chave evolutiva da presente Época Ária, o ser humano é livre e independente de influência externa para evoluir.

Quando, no antigo Egito, a pessoa levava duas serpentes a lhe sair da fronte, indicava exercer dois poderes: de Rei e Sacerdote.

Naja (Uraeus) é um emblema de Sabedoria. Cristo se refere aos detentores dessa Sabedoria quando aconselhou a sermos “sábios como as serpentes”. Na Índia, os guardiães dos mistérios eram chamados “nagas” ou serpentes. Nos “Eddas” de Islândia, vemos que Siegfried, investigador sincero, degolou a serpente, provou seu sangue e se converteu num sábio. Ora, o veneno é um símbolo da força sexual criadora. Siegfried o bebeu e se tornou sábio. Quem usa o veneno (poder, força sexual criador) de forma indevida, pica por detrás e se torna réu ou vítima do próprio veneno como o escorpião ao se matar, diante do perigo. Contudo, quem usa essas forças de forma positiva e justa, pica pela frente, como a serpente (razão).

Um estudo sobre Escorpião mostra como essa força age e a necessidade de ela ser transmutada, transubstanciada. Quando, pela regeneração da natureza criadora, transubstanciamos essa força sexual criadora dentro de nós, alcançamos a condição de águias, a que voa em busca das alturas, não com as asas de cera do falso desenvolvimento de um Ícaro, mas com asas reais, que nos torna possível deixar a prisão da ilha do nosso Corpo Denso.

Os alquimistas costumavam comparar o ser humano a um forno e representavam-no com uma chama inferior para queimar e sublimar em forma de vapor, a líquida natureza da força de Escorpião. De fato, sabemos que na medula espinhal do ser humano circula um gás, a força de Netuno que rege as faculdades supranormais. Esse gás pode converter-se no líquido passional que procura exteriorização pelo sexo ou pode ser incendiado pela aspiração e prática de ideais superiores, caso em que, eleva-se pelo tubo (medula) do forno (corpo humano) e vai fazer vibrar os dois centros espirituais da cabeça (da Glândula Pineal e da Pituitária), estabelecendo, com a persistência do processo regenerativo, uma ponte vibratória entre esses dois centros.

Abrem-se, então, os olhos espirituais e alcançamos a visão dos planos internos da natureza, atualmente encobertos pelos nossos olhos carnais.

Ora, o que cegou o ser humano foi a “Queda do Homem”, o uso da bebida alcoólica e de outros excitantes. Por isso, a Fraternidade Rosacruz recomenda aos Aspirantes à vida superior – o Estudante Rosacruz – o abandono da carne animal (mamífero, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins) – que está impregnada pela paixão animal, pois como diz a Bíblia, “a alma da carne está no sangue[1] –, das bebidas alcoólicas, do fumo (de qualquer tipo e de qualquer forma) e de outros tóxicos que dificultam o processo regenerativo.

O modelo divino do Tabernáculo no Deserto, dado a Moisés no Monte, previa precisamente a elevação humana da degeneração em que estavam, para a regeneração. O Altar dos Sacrifícios simboliza a força sexual criadora voltada para satisfação egoísta de todos os desejos do ser humano. Ela deve ser queimada (sublimada) com sal (arrependimento). O odor que se elevava da queima agradava ao Senhor. Contudo, naquele tempo não estávamos preparados, ainda, para o sacrifício de nós mesmo e os Seres Superiores determinaram que sacrificássemos as nossas posses (machos bovinos e ovinos) além dos dízimos. Com o advento de Cristo e a purificação dos Estratos da Terra, alcançamos a possibilidade de fazer de nós mesmos, sob uma orientação racional, um sacrifício vivente. O Tabernáculo no Deserto, que era “uma sombra das coisas que viriam[2], antecipava essa possibilidade expressa por S. Paulo Apóstolo quando diz na sua Epístola aos Efésios 4:22 a 24: “que nos despojemos do homem velho e nos revistamos do homem novo, em novidade de espírito”. E, ainda mais, na sua Primeira Epístola aos Coríntios 15:42: “ressuscitarmos da corrupção para a incorrupção, de corpo animal para o corpo espiritual”. O Tabernáculo no Deserto é nosso Corpo Denso, o Templo de Deus Vivo, o Deus Interno. Se queremos trabalhar eficazmente a serviço da Humanidade, alcançando para nós, ao mesmo tempo, a verdadeira felicidade, é necessário que passemos além de seres humanos comuns, que funcionam apenas no Átrio externo do Tabernáculo no Deserto, no lado inferior. Aprendendo a queimar os atos errôneos de cada dia, com o fogo da consciência, durante o Exercício Esotérico noturno de Retrospeção, podemos nos lavar e nos purificar, a fim de entrar, durante o sono, no Sanctum (Sala Oriental do Tabernáculo no Deserto) e lá trabalhar como Auxiliares Invisíveis inconscientes, a serviço da Humanidade. Contudo, não basta isso, é necessário que durante o dia aproveitemos todas as oportunidades de bem agir, ou seja, de servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) a divina essência oculta em cada irmão e irmã – que é a base da Fraternidade – que está ao nosso redor. Só podemos ser eficientes Auxiliares Invisíveis quando aprendemos a ser, aqui e agora, Auxiliares Visíveis provados pela prática, e não simplesmente em teoria e aspiração. Aí sim, o bem agir e um Exercício Esotérico noturno de Retrospeção bem-feito nos permite extrair a essência do serviço prestado, para oferecê-la aos semelhantes durante o trabalho noturno, a que nos consagramos diariamente.

Desse modo — afirma Max Heindel com o conhecimento de causa — o maior criminoso pode transformar-se radicalmente. É um trabalho de repetição no bem, de automatização do certo, deixando de lado, procurando esquecer o lado inferior, que morrerá de inanição, aos poucos, e um dia chegará em que, suficientemente equilibrados para nos dirigir seguramente no Mundo do Desejo, somos visitados pelo Irmão Maior e convidados a entrar no Sanctum Sanctorum (Sala Ocidental do Tabernáculo no Deserto). Esse extremo ocidental do Tabernáculo no Deserto é a nossa cabeça, onde estão os dois Querubins (Glândula Pineal e Pituitária ligando suas asas, ponte vibratória) sobre a arca, onde estão as Tábuas da Lei (a observância consciente e espontânea nas Leis de Deus), a Vara de Aarão (o fogo espinhal de Netuno, com todo seu poder potencial) e o Maná (o Espírito).

Contudo, essa transubstanciação é assunto delicado. Por isso fazemos o presente artigo, na esperança de reforçar e assegurar uma boa compreensão.

Precisamos nos conhecer sobre o assunto (Nosce Te Ipsum), por um estudo criterioso do nosso horóscopo (calculado e levantado ponto a ponto por nós mesmos – utilizando a Astrologia Rosacruz –, e não por outrem e, muito menos por meios automatizados), tomar consciência dos nossos pontos frágeis e fortes e depois trabalhar vigilantemente por nossa regeneração, seguindo um roteiro pessoal. Os pontos frágeis, principalmente os complexos impulsos emocionais e sexuais, não são sublimados pelo combate. Cristo recomenda mui oportunamente que “não resistamos ao mal[3], isto é, que não pensemos nele, que não lhe demos consideração pois, cada vez que pomos uma ideia na consciência fortificamo-la com nossa atenção. Conseguir bons resultados, nos mantém sempre ocupados em coisas nobres e prazerosas. Os Santos são, muitas vezes, representados pisando uma serpente. S. Jorge, por exemplo, matou o dragão; também nós, para dominar a força emocional de Escorpião, devemos unicamente estar alertas contra seu automatismo astuto e sutil e pensar e agir unicamente no que seja construtivo.

Há muitas coisas por aí a conspirar contra nosso aperfeiçoamento. Não faz mal. Não podemos ficar num convento ou num mosteiro. A oficina de aperfeiçoamento é aqui mesmo, no meio da tentação, na vida que nós mesmos escolhemos no Terceiro Céu. É a única forma de provarmos para nós mesmos se estamos seguros para enfrentar provas maiores. Estejamos alertas contra as insidiosas sensações e imagens que, pela mídia, pelos canais de comunicações, podem acumular-se e insidiosamente incitar-nos a natureza inferior. Olhemos o lado bom de cada coisa, desconcertando o mecanismo do subconsciente instintivo. Isto é, “vigiai e orai[4].

E, como ainda não somos santos, cuidadosamente demos vazão ao vapor da natureza emocional que se acumular, porque senão estoura a caldeira. Escorpião rege esse impulso de liberação e devemos ser prudentes. Contudo, entre ser prudentes e condescendentes com o instinto, vai uma grande distância!

Há, ainda, o perigo do recalque, isto é, não sublimar natural e inteligentemente a força sexual criadora e apenas querer contê-la à força de vontade ou por inibição. Isso é realmente um perigo. Na Lenda de Parsifal, Klingsor, buscando ser um dos cavaleiros do Graal (ser repentinamente elevado), mutilou-se, vedando a si mesmo a satisfação instintiva.

Contudo, com a vista espiritual o Guardião do Castelo percebeu o íntimo tenebroso e passional de Klingsor e não lhe permitiu o ingresso. É o problema da circuncisão debatido por S. Paulo Apóstolo. O Corpo de Desejos é distinto do Corpo Denso, se bem se expresse através dele, como Klingsor fazia com Kundry, quando a despertava antes que os Cavaleiros do Graal o fizessem, utilizando-a em propósitos egoístas. Klingsor morava no “vale”, indicativo da parte baixa do Corpo Denso, onde se situam os órgãos sexuais, expressão inferior da força emocional. O Castelo do Graal estava no “monte”, isto é, na cabeça. Os Cavaleiros são o gás netuniano. Atraídos e seduzidos pela flores-deusas deixam-se exterminar por Klingsor.

Parsifal foi tentado e venceu a prova. Contudo, teve, ademais, que provar seu valor altruístico, sofrendo e servindo, usando seu poder em benefício dos demais e nunca para si.

Assim, também nós, temos tudo isso dentro do nosso reino interno e é mister alcançar o mérito de Parsifal não insensatamente como Amfortas, mas sabiamente, como “serpentes” que desejam se transmutar em águia.

E das cinzas da queima da natureza inferior se elevará, gloriosamente, em repetidos renascimentos, cada vez mais luminosos, a Fênix!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1966-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Lev 7:11

[2] N.R. Hb 10:13

[3] N.R. Mt 5:39

[4] N.R.: Mt 26:41)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Lei de Consequência e como Trabalhar com ela no Dia a Dia

A Lei da Consequência, ou Lei de Causa e Efeito, é uma das Leis de Deus, é a lei da justiça, que decreta que o que semeamos, colheremos.

O que somos, o que temos, todas as nossas boas qualidades são o resultado do nosso trabalho no passado e, portanto, nossos talentos. O que nos falta, física, moral ou mentalmente, é por não termos aproveitado certas oportunidades no passado ou por não as termos vivenciadas, mas em algum momento, em algum lugar, outras se apresentarão para nós e recuperaremos o que perdemos.

Quanto às nossas obrigações e dívidas para com os outros, a Lei de Consequência também trata disso. O que não pôde ser resolvido em uma vida acontecerá nas futuras. A morte não anula as nossas obrigações, assim como indo para outra cidade não pagamos as dívidas que contraímos aqui.

A Lei do Renascimento proporciona um novo ambiente, mas nele existem velhos inimigos. E, às vezes, os conhecemos, porque quando conhecemos algumas pessoas pela primeira vez, sentimos como se as conhecêssemos de algum lugar. Isso ocorre porque o Ego rompe o véu da carne e reconhece um velho amigo. Quando, pelo contrário, encontramos uma pessoa que nos inspira medo ou repúdio, é uma mensagem do nosso Ego, que nos alerta contra um inimigo de antigamente. A Lei de Consequência está operando continuamente.

A partir do momento do nascimento, as forças que foram acionadas em vidas anteriores e ainda não se esgotaram, passam a atuar na criança e em seus veículos. Todos os velhos amores e ódios vêm à tona. Antigos inimigos se apresentam, para que o Ego possa traçar com eles seu destino e transformá-los em amigos. Amigos anteriores ajudam o Ego trabalhando com ele para benefício mútuo.

Assim nos aproximamos lenta, mas irresistivelmente, da era da Amizade Universal. Através da Lei de Consequência, aprendemos que cada ato tem a sua responsabilidade correspondente e que cada força que pomos em movimento deve ter o seu efeito correspondente.

Se, por negligência ou egoísmo, causamos sofrimento ou dolo aos outros, fatalmente, a Lei de Consequência trará condições semelhantes em uma data mais remota, e assim compreenderemos a injustiça de agir dessa forma. Se não aprendemos a lição, teremos mais experiências e cada vez mais duras, até que finalmente faremos o esforço necessário e então obtenhamos o poder do autocontrole.

Os Ensinamentos Rosacruzes sobre a vida nos mostram que o mundo que nos rodeia nada mais é do que uma Escola de experiências – a Escola da Vida –, mas atrelada a solução nas inseparáveis Leis ​​de Consequência e Renascimento. Que assim como mandamos a criança para a escola dia após dia, e ano após ano, para que ela aprenda cada vez mais e, à medida que avança nas diferentes séries da escola até a universidade, o mesmo acontece com a gente, como Filho de Deus, entra na Escola da Vida. Mas numa vida mais ampla, onde para cada um de nós em cada dia escolar é para nós uma vida terrena, e a noite entre os dois dias letivos corresponde ao sono após a morte na vida mais ampla de cada um de nós.

Veja que numa escola há muitas séries. Onde as crianças mais velhas que frequentam a escola há muito tempo têm de aprender lições muito diferentes daquelas aprendidas pelas crianças pequenas que frequentam o “jardim de infância”.

Da mesma forma, na Escola da Vida, aqueles que ocupam altos cargos, sendo dotados de grandes faculdades, são os nossos Irmãos Maiores, e os retardatários são aqueles que mal frequentam as primeiras séries escolares. O que eles são, nós seremos, e todos acabarão por chegar a um ponto em que serão mais sábios do que os mais sábios que conhecemos agora.

Se os atos que praticamos forem construtivos e respeitarmos os direitos dos outros, então na vida futura nasceremos em condições que nos trarão sucesso e felicidade.

Se, pelo contrário, cedermos às nossas paixões, nossos desejos, sentimentos ou as nossas emoções inferiores, sem consideração pelos outros, ou se formos insolentes, preguiçosos e descuidados, certamente, renasceremos em condições e entre pessoas que farão da nossa vida um fracasso, e que nos trarão muitos sofrimentos. Através destes fracassos, porém, aprenderemos onde erramos em vidas anteriores e saberemos o que precisamos fazer para remediar o passado.

Assim, aplicando a nossa força de vontade na solução do problema, obteremos sucesso, e a Lei de Consequência, a partir desse momento, funcionará a nosso favor, e não contra nós.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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