Categoria Filosofia

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

A cor talvez nos permita conceber, melhor do que por outro modo qualquer, a unidade de Deus e dos Sete Espíritos ante o Trono. Veja-se o Diagrama 11, abaixo:

Diagrama-11-–-os-1-3-7-e-10-Aspectos-de-Deus-e-do-Ser-Humano Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

O branco de um triângulo surge de um fundo negro. O branco é uma síntese, contém todas as cores, como Deus contém em Si todas as coisas do nosso Sistema Solar.

O ser humano não entende o grande mistério do preto e, portanto, tende a associá-lo ao mal. Ele deve possuir sabedoria suficiente para rasgar o Véu de Isis, antes que seu mistério possa ser compreendido.

Como toda criação é inerente ao próprio Deus, a grande luz branca contém em si todas as cores do espectro. E ela brinca diretamente com a divindade dentro do ser humano. Quando sua divindade latente é despertada, ele entra em sintonia com a luz branca como um poder.

Dentro do triângulo branco há três círculos: azul, vermelho e amarelo. Todas as outras cores são simples combinações dessas três cores primárias. Esses círculos correspondem aos três aspectos de Deus, que não tem princípio e que terminam em Deus, se bem que só se exteriorizam durante a manifestação ativa.

Tabela-Cores-Trindade-Divina Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

Ou seja, é através do azul que Deus-Pai manifesta o Princípio da Vontade, enquanto Cristo manifesta o Princípio da Sabedoria através do amarelo. Vermelho é a cor pela qual o Espírito Santo manifesta o Princípio da Atividade. Portanto, temos uma Santíssima Trindade de cores em toda a Terra.

Quando se misturam essas três cores, conforme se vê no Diagrama 11, aparecem quatro cores adicionais: três cores secundárias, mistura de duas primárias, e uma cor, o índigo, que contém toda a gama de cores, formada das sete cores do espectro.

Assim, notemos que cores secundárias do espectro são laranja, verde, roxo e índigo. Laranja é uma combinação de vermelho e amarelo. Verde é uma combinação de amarelo e azul. Roxo ou violeta é uma combinação de vermelho e azul. Índigo é uma combinação de laranja, verde, azul e roxo (lembrando que: o olho humano é relativamente insensível à frequência do índigo). Um estudo das várias combinações de cores em relação ao desenvolvimento físico, mental, moral e espiritual do ser humano é um assunto muito fascinante.

Essas diferentes cores representam os Sete Espíritos ante o Trono. Diferentes são também os Sete Espíritos, que têm diferentes missões no Reino de Deus, o nosso Sistema Solar.

Os sete Planetas que gravitam em torno do Sol são os Corpos Densos dos Sete gênios Planetários. Seus nomes são: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, a Terra, Vênus e Mercúrio.

Tabela-Cores-Planetas Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

O azul está em sintonia com o mistério do preto. Pensamos nele como uma cor nebulosa ou intangível. Está associado a mechas de fumaça azul em espiral acima da chaminé, topos e névoas azuladas envolvendo altas montanhas. É através do azul que nos esforçamos para penetrar nas misteriosas profundezas do mar ou nos confins do céu. Então dizemos que Deus fala ao ser humano a partir do Infinito e através da cor azul.

O amarelo indica alta inteligência e sabedoria e, também, uma evidência de uma Mente espiritualizada ou Crística.

O vermelho puro e claro indica força, resistência e elevado estado de perfeição física.

Verde é a cor que tipifica equilíbrio e descanso. No espectro, é a ponte, por assim dizer, entre a personalidade representada por vermelho ou laranja e o espírito representado por azul ou roxo. Verde é sereno, restaurador, curativo. É composto, como já foi dito, de amarelo, a cor de Cristo, e azul, a cor atribuída a Deus-Pai.

A cor laranja é uma combinação de vermelho e amarelo. O vermelho tipifica a personalidade; o amarelo, a mentalidade. Revela um despertar para os valores da verdadeira sabedoria.

O roxo ou violeta é uma combinação de vermelho e azul. Em outras palavras, significa purificação e transmutação da personalidade em espiritualidade. Revela uma natureza espiritualizada, tornada nobre pela tristeza.

O índigo é derivado de uma combinação de laranja, verde, azul e roxo. O raio índigo ainda não é bem entendido, portanto não é de uso geral. O ser humano não tem plena consciência do poder concentrado na mistura das cores secundárias. Um maior uso do raio índigo se prolonga até algum dia futuro.

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Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Peregrino do Tempo

O ser humano, necessariamente, é sempre um peregrino do tempo, um andarilho dos labirintos da ilusão, um espectador, um turista da exposição maravilhosa que foi construída por um Mestre Artesão, um observador de eventos nos quais ele tem uma parte, mas que estão além e não são o seu Eu real. Se ele for sábio, absorverá as lições de ilusão da vida, seguro de seus enganos e limitações.

Eu digo que ele é necessariamente um peregrino. Pois é apenas nos labirintos do tempo que pode obter as faculdades, poderes e dons necessários, se quiser se tornar um mestre da ilusão. O verdadeiro lar do espírito está em outro lugar, no reino da Realidade, onde não há “mudança, nem sombra de mudança”. Não foi um místico, sábio e perspicaz, quem disse: “Aqui não temos uma cidade permanente, mas buscamos uma que seja”?

E, novamente, “não feito por mãos, eterno nos céus”? Pode parecer uma meta distante, uma jornada sem fim, mas algum dia chegaremos ao lugar onde poderemos fazer para nós mesmos “roupas de peles” e usar à vontade; naquele dia, nós nos tornaremos como nossos Irmãos mais velhos, os nascidos da Mente e Filhos da Sabedoria, aqueles “sem pai, sem mãe… sem princípio de dias nem fim de vida”.

Para conhecer essa consumação é necessário manejar de forma sábia a vara de poder que cria e dispersa à vontade, conforme a necessidade do espírito. Essa faculdade só pode ser adquirida experimentando tudo aquilo que o tempo pode oferecer e percebendo que o ser humano não está sujeito à passagem dos dias, mas permanece à parte deles, embora vestido com as roupas que estão sujeitas.

O peregrino está em uma jornada atemporal, já que seu fim seja a perfeição e seu objetivo, a eternidade. Ele está sempre buscando um caminho que vá do melhor para o melhor, do menor para o maior, da ilusão à realidade, da separação à união, do fragmento ao todo…

O microcosmo está sempre ansioso pelo macrocosmo. Seus fundamentos são sempre os mesmos: o ganho de experiência e sabedoria por meio de uma série de excursões pelos curiosos atalhos dessa ilusão conhecida como tempo. Porque o tempo é a maior de todas as ilusões. Acreditamos que vivemos pela graça de um relógio, dos dias que passam, das horas que marcam os anos; mas quando alguma crise se abate sobre nós, então sabemos que um minuto pode abranger um século e um dia, parecer um segundo, quando já passou. É então que percebemos o significado da frase, “para Ele um dia é como mil anos e mil anos, como um dia”. Inspirado por essa declaração profética, um dos maiores poetas do mundo escreveu sobre o monge que não conseguia entender como isso poderia ser verdade, mesmo em relação ao Deus que ele adorasse; então, quando ele saiu em uma manhã para caminhar, antes do café da manhã, ouviu por dez minutos (ele pensou) o canto de um passarinho cuja música fosse transcendentalmente doce. Quando voltou ao mosteiro, descobriu que os dez minutos tivessem sido mil anos para o mundo que ele ignorou enquanto ouvia.

A razão pela qual o tempo do peregrino parece ser a única realidade enquanto ele está experimentando é que ele deve estar continuamente vestindo e retirando “roupas de peles”, pois é somente por meio delas que ele pode ganhar experiência. No entanto, é igualmente por meio delas que o tempo consegue impor seu espetáculo de sombras como se fosse realidade.

Para essas “roupas”, descanso, comida e abrigo são necessidades. Uma das maiores imposições do tempo é a exigência de que, enquanto o peregrino começa a vida como uma criatura nova e ágil, com o passar dos dias ele envelhece, seus músculos se tornam mais rígidos, o brilho se afasta de suas bochechas, seu passo torna-se menos seguro, seu olho menos aguçado, seu entusiasmo se afasta — até que, por fim, a ilusão se completa e ele se torna um morador idoso nos corredores do tempo, diminuído por suas depredações, encolhendo-se diante das rajadas dos dias que se aproximam. Entretanto, essa mesma concepção é uma prisão, uma cela estreita feita para prender o peregrino na ilusão de que a vida seja uma coisa que possa ser medida com o passar dos anos, quando na realidade é incomensurável.

A vida é poder, força e vitalidade sem fim. Porque por algumas horas, dias e anos um pouco dela fica retida dentro do corpo físico, não significa que seja cativa desse corpo. A vida é tão imortal, eterna e sempre jovem quanto o Espírito do universo e sua extensão de atividade é tão imensurável quanto. A vida não começa com cada novo corpo que nasce no mundo. Não envelhece com o passar dos anos: nunca envelhece. Ela meramente permanece por algumas horas no mundo da ilusão, adquirindo um pouco da sabedoria e da força que o Ego que veio encontrar. Quando as “cascas” tornam-se inadequadas para seu florescimento posterior, ela as deixa cair para retornar ao seu próprio habitat verdadeiro, aguardar um momento favorável para assumir a ilusão de um novo tempo e acumular um novo estoque de conhecimento.

No entanto, mesmo o ser humano que cede mais plenamente ao engano do tempo, reconhecendo que envelhece com o passar dos anos, ainda guarda rebelião em sua Mente contra o que chama de necessidade da idade, o enfraquecimento das faculdades, a mão paralisada que não obedece mais às suas ordens… O espírito imortal que mora dentro dele conhece seu parentesco com as estrelas. Ele anseia pelo toque dos ventos da eternidade para encher seus pulmões e renovar suas energias. Seu verdadeiro lar está em outro lugar. Ele é um cidadão da esfera mais ampla, de uma perspectiva mais ampla, de uma visão mais ampla e nunca se contenta com a limitação dos anos.

O espírito do ser humano começa sua peregrinação pelos intermináveis corredores do tempo como uma centelha viva do Divino, mas que deve crescer, através da sabedoria acumulada por suas muitas jornadas, e se tornar uma chama envolvente, um fogo vivo que irá, por incontáveis eras do infinito, brilhar para iluminar outras Centelhas em seu caminho de expansão. A princípio, e por muitos renascimentos, essa Centelha não consegue perceber, enquanto habita em seus “casacos de pele”, que possui outra casa além das estrelas que abandonou temporariamente.

No entanto, à medida que mais e mais frutos da experiência se acumulam na casa real do peregrino, vislumbres começam a aparecer. Cenas surgem diante do olho interno, uma experiência vem, à qual ele responde: “Eu já tive isso”. As paisagens se revelam para sua visão e ele diz: “Já estive aqui”. Velhos amigos são recebidos e calorosamente saudados com uma lembrança de outros lugares claramente diante dele.

Antigos inimigos também são enfrentados e dívidas, canceladas. Uma grande expansão de consciência ocorre. Quando isso acontece, a vida no corpo e fora dele se torna uma aventura maravilhosa, não no tempo, mas nos campos infinitos da eternidade. Cada vez mais colhemos no corpo o que semeamos e devolvemos isso ao Lar como feixes de luz.

O peregrino agora vislumbra o grande plano de evolução, que está sendo cumprido de forma lenta, mas segura. O drama é visto através dos véus do tempo, porém não é menos real e impressionante por isso. Surge uma novo ser que, do pó da decepção, reconhece o fruto das oportunidades que não foram aproveitadas, em outro dia distante, quando, em outro corpo, ele descuidadamente deixou de lado o papel que deveria ter desempenhado e outro assumiu a função que deveria ter escolhido. Pela agonia da perda, ele aprende três coisas: primeiro, qualquer coisa que não fosse dele ele não poderia reter; segundo, o que ele tira dos outros deve ser pago, embora seja com gotas de sangue; terceiro, e o melhor conhecimento de todos, o que é verdadeiramente seu não pode ser tirado dele.

À luz obtida com o drama da evolução e sua parte nele, o peregrino deixa de se preocupar, de se afligir, de abrigar inquietação. O vertiginoso turbilhão do tempo diminui e se torna uma vibração constante, segura e silenciosa que o leva mais rápida e infalivelmente em direção ao seu objetivo. Nenhum obstáculo, nenhum atraso, nenhuma decepção podem prejudicar a serenidade do seu progresso. Nenhuma perda pode deprimi-lo, nenhum triunfo ou prazer pode atrasá-lo por muito tempo, porque ele sabe que isso é apenas outra fase da novela de sombras mágicas do tempo e usa todos os eventos, todos os pensamentos e todas as emoções como degraus para pavimentar o caminho que leva da ilusão para a vida, do tempo para a eternidade.

Ele aprende outra coisa importante: ele não é escravo de suas “túnicas de peles”; se ele recorrer ao seu próprio Eu eterno, incansável e sempre ansioso, ele poderá ser jovem, embora seu cabelo esteja branco e seus membros se tornem lentos, incertos. Seguro em seu conhecimento acumulado durante eras, ele percorre os corredores do tempo, absorvendo novas experiências e transmutando-as no ouro da sabedoria eterna que perdurará quando o tempo não existir mais. Ele sorri da própria dor, o que o torna irmão de todos os que sofrem e o permite ser seu consolador. Ele aceita a adversidade, porque ela traz consigo a força para resistir. Ele aprende a trazer para sua consciência os sofrimentos do grande órfão, a humanidade — toda sua agonia, todas as decepções esmagadoras que parecem ameaçar a vida do espírito; todos os desesperos que não conhecem mitigação; todas as esperanças que morrem antes de florescer, deixando apenas uma dor maçante para trás; as separações que parecem intermináveis e os dias de dor que parecem nunca cessar…

O peregrino aprende a trilhar o caminho com o coração partido, com lágrimas interiores que sempre caem pelas tristezas do mundo, mas também com o pleno conhecimento de que um dia as ilusões passarão, os olhos se abrirão de verdade e, então, essas coisas também morrerão.

Tudo isso ele faz para ser considerado digno de ter levado a termo sua crucificação na cruz da matéria, de ter mantido seu lugar com plena paciência, resistência e sacrifício para que outro universo possa surgir no grande drama da Evolução e outras Centelhas da Chama possam ter seu Dia de evolução nela. Naquele dia ele saberá que será totalmente um com tudo o que vive e esse conhecimento tornará doce o presente trilhar do Caminho.

Por fim, chegará o tempo em que o peregrino perfeito se tornará um cidadão do reino da luz, com a escuridão sendo um sonho do passado, a bem-aventurança, uma realidade viva e a agonia, estando para sempre terminada. A paz eterna estará à sua disposição. Ele só precisará estender a mão para obter a meta que conquistou por meio da angústia e da alegria de muitas vidas.

Então a escolha é oferecida a ele. Ele pode ter a paz da perfeição, a glória da plena união com o “Eu Superior”, o amor puro que o espera. Ou pode voltar e, tomando o caminho da renúncia, ajudar aqueles que ficaram para trás, seus próprios irmãos e irmãs ainda tateando na ilusão do tempo.

E quando ele faz a grande renúncia, quando se liga ao mundo que conquistou, o peregrino se torna a coisa mais sagrada que a terra pode produzir, sua flor mais bela e portadora do título mais digno: “Salvador dos Homens”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro-dezembro/1995 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Cume Espiritual do Ser Humano

O essencial não é ser poeta, artista ou filósofo, mas sim que cada qual seja digno de seu trabalho e dele tenha alegria e consciência do que faz.

O anelo de fazer as coisas bem-feitas, o entusiasmo resultante da satisfação de realizá-las é a sã recompensa dos fortes, dos que têm um amplo coração e o espírito limpo.

Dentre todas as atividades da natureza, nenhuma obra bem-feita vale menos ou vale mais, pois todos somos algo necessário e valioso na trajetória do mundo. Assim, o que constrói uma torre, o que ergue uma cabana, o que tece os mantos imperiais e o que costura o traje humilde do operário, o que fabrica sandálias delicadíssimas de seda e o que prepara a rude sola que protege o pé do lavrador. Todos somos “Algo”. Todos estamos nivelados com a força reguladora que reparte os dons e impulsiona as atividades. Um grão de areia tanto pode desequilibrar como sustentar uma pirâmide, um gesto pode salvar ou destruir uma vida, uma gota de água faz murchar ou desenvolver um loureiro. Todos somos algo, representamos algo, fazemos viver algo, ansiamos por algo.

O que semeia o grão que sustenta o nosso corpo vale tanto quanto aquele que lança a semente do saber que nutre o nosso espírito. Pois ambos estão envolvidos em algo transcendente, nobre e humano – ampliar a Vida.

Esculpir uma estátua, polir uma joia, aprisionar um ritmo, animar uma tela são coisas admiráveis. Tornar fecunda a terra estéril e povoá-la de florestas e mananciais, ter um filho, educá-lo e amá-lo, ensinando-o a desvendar o coração e viver em consonância com a harmonia de mundo, tais coisas são eternas.

Ninguém se envergonhe do seu trabalho, ninguém repudie sua obra se nela colocou o entusiasmo e a diligência de seu amor fecundo. Ninguém inveje ninguém. Pois ninguém poderá aumentar o dom alheio nem diminuir próprio. A inveja é um caruncho das madeiras podres, nunca das árvores louçãs. Amplie e eleve cada qual o que é seu. Defenda-se e abrigue-se contra todo o mau intento, pois segundo a palavra de Deus, Ele nos dá o pão nosso de cada dia na satisfação proveniente do labor legítimo. O pessimista, o mau, o faminto e o destituído de alma, o que tudo nega, o incapaz de admirar e de querer, o nocivo e o néscio, o jactancioso, o tolo, o que nada fez e que tudo censura, o que jamais foi amado e repudia o amor. Mas, o que trabalha e o que ganha o seu pão, que nutre a sua alegria, o justo, o nobre, o bom – para esses o futuro acenará com seus ramos carregados de flores. Quer talhem rochas quer cinzelem poemas, ninguém se sinta diminuído O cume espiritual do ser humano é o serviço amoroso e desinteressado aos demais.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP de julho-agosto/1991)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras

Antes de elencarmos as Hierarquias Criadoras, vamos conceituá-las de acordo com os Ensinamentos Rosacruzes. Também conhecidas como Jerarquias Criadoras, Hierarquias de Seres Espirituais, Hierarquias de Seres Celestiais ou Hierarquias Divinas. Elas são ondas de vida tão evoluídas como a nossa, mas a grande maioria muita mais evoluídas do que a nossa.

Ao nível do 2º até o 6º Plano Cósmico são descritas como Seres de indescritível esplendor, que se diferenciam mais e mais conforme vão se difundindo através dos vários Planos Cósmicos.

Ao nível do 7º Plano Cósmico, também são denominadas Hierarquias Zodiacais. Nesse Plano Cósmico são o fruto de passadas manifestações do Deus de um Sistema Solar e, também, de outras Inteligências, em graus decrescentes de desenvolvimento que chega a incluir as que não alcançaram um estado de consciência tão elevado como o de nossa humanidade atual.

No atual Dia de Manifestação há doze Hierarquias Criadoras ou Zodiacais atuando nesse atual Esquema de Evolução. E começamos no Período de Saturno com essas doze grandes Hierarquias Criadoras ativas no trabalho da evolução.

Dessas doze, as duas primeiras Hierarquias que não têm nome, mas referem-se a onda de vida de Áries e de Touro, executaram alguns trabalhos no início. Não há informação sobre o que fizeram nem se fala coisa alguma sobre elas, salvo que agiram livre e voluntariamente retirando-se, depois da existência limitada, para a libertação:

Diagrama-9-As-2-Hierarquias-sem-Nome-que-se-libertaram-ja-no-inicio-do-Esquema-de-Evolucao Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras

No início do atual Período, o Terrestre, mais três Hierarquias Criadoras também se retiraram, depois da existência limitada, para a libertação: os Senhores da Chama, os Querubins e os Serafins

Diagrama-9-As-3-Hierarquias-Ativas-que-se-libertaram-no-Inicio-do-Periodo-Terrestre Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras

Assim, atualmente, temos sete Hierarquias em serviço ativo no atual Período Terrestre:

Diagrama-9-Somente-Hierarquias-Ativas-no-Periodo-Terrestre Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras

Colocando tudo isso em um único diagrama temos o Diagrama 9 dá uma ideia clara das doze Hierarquias Criadoras e de seus estados.

Diagrama-9 Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras
Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras

Para compreender detalhadamente as atividades, atribuições e participação de cada uma dessas Hierarquias Criadoras no atual Esquema de Evolução estude com atenção e profundamente o Capítulo VIII – A Obra do Evolução no Livro Conceito Rosacruz do Cosmos.

(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Significado dos Mitos

Max Heindel afirmou que o mito foi o recurso utilizado pelos Divinos Líderes da humanidade para orientá-la em sua infância espiritual. O vocábulo mito origina-se do grego Mythos que quer dizer relato. É um relato em linguagem simbólica capaz de projetar os arquétipos de verdades espirituais na consciência humana. Em sua obra “Mistérios das Grandes Óperas”, Max Heindel revela o significado oculto de vários mitos oriundos da Europa setentrional.

Os mitos confundem-se com as próprias religiões. Todas as grandes religiões mediterrâneas e asiáticas possuem sua mitologia. A Bíblia, tanto quanto outros livros sagrados, contém mitos.

Os mitos contam histórias sagradas, fatos ocorridos em tempos imemoriais. Relatam como, graças aos Seres sobrenaturais, uma realidade passou a existir, como algo começou a ser. São, geralmente, uma narrativa de uma criação, seja do Cosmos, seja de uma cultura, de uma nação ou de um comportamento. Explicam não apenas a origem do mundo, dos animais, das plantas e da humanidade, mas também de todos os acontecimentos através dos quais o ser humano converteu-se no que é hoje.

Como os mitos transmitem arquétipos de verdades cósmicas, é comum encontrarmos o mesmo relato em civilizações e religiões diferentes que se desenvolveram em épocas distintas e locais bem diferentes uns dos outros. É o caso do mito da Sagrada Família. O mesmo enredo da história cristã de Maria, José e Jesus se repete em tempos e épocas diferentes. Na antiga religião egípcia fala-se do salvador, o deus sol Horus, filho de Isis (uma virgem) e Osiris, Semiramis com Tammuz. No norte da Europa, Baldur (ou Balder), filho da virgem Freya (Frigga), nasce entre animais, numa estrebaria, sendo conduzido às montanhas para fugir dos perigos que o ameaçavam. Saga idêntica é a de Krishna, na Índia e Quetzacol entre os astecas, na América pré-colombiana.

São muito comuns, também, entre várias civilizações, os mitos do “fim do mundo”. A Bíblia fala de Noé e de como ele sobreviveu ao Dilúvio. Em outras culturas o mundo foi destruído por um cataclismo e a humanidade aniquilada, com exceção de um casal ou de alguns sobreviventes. Esses mitos transmitem a ideia de que o mundo deve ser tanto quanto devemos recriá-lo e regenerá-lo ciclicamente. Mostram o final de um ciclo já exaurido em suas possibilidades evolutivas e o início de um novo, com lições inéditas para todos nós. Essa ideia de que o Cosmos encontra-se ameaçado se não for recriado inspirava a principal festividade dos índios californianos.

A função do mito é de revelar arquétipos, dando significado ao mundo e à existência humana, mostrando também a sacralidade inerente a todas as coisas.

A verdade é que a vinda do Cristo se constituiu no único e maior evento na história espiritual da humanidade. Todos os mitos, lendas e vidas de seres humanos de poder espiritual que precederam a Cristo serviram para preparar a consciência humana para aquele evento; apenas anteciparam um vislumbre daquilo que viria.

Em Cristo temos aquilo que foi enunciado; temos a realização daquilo que foi preparado. Em Cristo Jesus temos a verdadeira presença de Deus na Terra; a presença do Criador em Sua Criação. Todos os que vieram antes foram apenas Seus servidores. Todos os que vierem depois, seguirão Suas pegadas.

Portanto, se somos capazes de perceber corretamente isso dentro de nós mesmos, reconhecemos que certos mitos, lendas e vidas de seres humanos de poder espiritual prepararam o ser humano para entender essa verdade: “que ante o nome de Jesus Cristo todo joelho se dobra e toda boca deve confessar que Jesus Cristo é o Senhor, para a Glória de Deus Pai.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – setembro-outubro/1993)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pensando nas estrelas

Quem pode contemplar a majestade dos céus sem que sua intuição lhe diga que existe um Deus de cujo poder, todo ser humano e toda constelação dependem totalmente para preservação e segurança?

O céu noturno com sua pompa de estrelas é um espetáculo que convida o observador a se contemplar, revelando a ele um pouco da sabedoria oculta que o indica ser tão grande e duradouro quanto todas as legiões da Via Láctea.

Quão imponentes são os céus salpicados de sóis flamejantes — Sirius, Arcturus, Vega, Capella, Rigel, Procyon, Betelgeuse, Altlair, Aldebaran, Spica, Pollux e Deneb e sua miríade de companheiros.

Como são belos os céus, brilhando com as constelações velozes — Andrômeda, Cassiopeia, Corona Borealis e seus numerosos parentes.

No entanto, o ser humano, um pigmeu microcósmico, é uma contraparte deles, pois ele é um universo vivo tão impressionante quanto o universo físico em que vive. Assim como é em cima, é embaixo!

Os problemas humanos perdem um pouco do seu volume, quando ficamos uma hora tranquila em comunhão com as estrelas. Experimente!

A fria indiferença delas mostra um gracioso conforto e uma garantia tranquila de que estará tudo bem conosco, assim como estará com elas.

Por todos os meios, leia a literatura celestial, porque esse estudo inspirador enriquece nossa reverência por Deus, o criador, e aumenta nossa benevolência para com a humanidade.

(Publicado na revista Rays from the Rose Cross de novembro-dezembro/1995 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 8 – Os 7 Mundos, os 7 Globos e os 7 Períodos

Diagrama-8 Diagrama 8 – Os 7 Mundos, os 7 Globos e os 7 Períodos

Depois que Deus preparou o material para Sua Habitação, Ele o colocou em ordem. Cada parte do Sistema foi compenetrada por Sua consciência, mas com uma modificação: a consciência difere em cada parte ou divisão. A Substância-Raiz-Cósmica é posta diferentes taxas de vibração e, portanto, diferentemente constituída em suas várias divisões ou regiões.

O que vimos acima é o modo pelo qual os Mundos vêm à existência:

  1. Mundo de Deus
  2. Mundo dos Espíritos Virginais
  3. Mundo do Espírito Divino
  4. Mundo do Espírito de Vida
  5. Mundo do Pensamento
  6. Mundo do Desejo
  7. Mundo Físico

Eles são adaptados para servir aos diferentes propósitos no esquema evolutivo, da mesma maneira como os diferentes cômodos numa casa são equipados para servir os propósitos da vida diária no Mundo Físico.

Conforme vimos, existem sete Mundos. Cada um deles tem um grau, uma “medida” diferente, de vibração. No Mundo mais denso (o Físico) a medida vibratória, incluindo as ondas luminosas que vibram centenas de milhões de vezes por segundo, não obstante é infinitesimal quando comparada à rapidíssima vibração do Mundo do Desejo, o mais próximo do Físico. Para se ter uma ideia sobre o sentido e a rapidez vibratória talvez o mais fácil seja observar as vibrações caloríficas que irradiam de uma estufa muito quente ou de um radiador de vapor próximo de uma janela.

Tenha-se sempre em mente que esses Mundos não estão separados pelo espaço ou pela distância, como está a Terra dos demais Planetas. São estados de matéria, de distinta densidade e vibração, tal como são os sólidos, os líquidos e os gases do nosso Mundo Físico. Esses Mundos não são criados instantaneamente, no princípio de um Dia de Manifestação, nem duram até o fim dele, mas assim como a aranha tece sua teia fio por fio, Deus também vai diferenciando um Mundo após outro, dentro de Si Mesmo, conforme as necessidades exijam novas condições no esquema de evolução em que Ele está empenhado. Desse modo se diferenciaram, gradualmente, todos os sete Mundos, conforme se encontram atualmente.

O esquema evolutivo é efetuado através destes cinco Mundos em sete grandes Períodos de Manifestação, durante os quais o Espírito Virginal ou vida que está evoluindo, se converte primeiramente em ser humano, depois em Deus.

No princípio da manifestação Deus diferencia dentro de Si Mesmo (não de Si mesmo) esses Espíritos Virginais, como chispas de uma Chama da mesma natureza, capazes de se expandirem até se converterem, eles também, em Chamas. A Evolução é o processo fomentador que conduz a tal fim.

Antes do início de sua peregrinação através da matéria, o Espírito Virginal encontra-se no Mundo dos Espíritos Virginais, o mais próximo ao mais elevado dos sete mundos. Possui Consciência Divina, mas não consciência de si. Esta, o Poder Anímico e a Mente Criadora, são faculdades que se adquirem pela evolução.

Na terminologia Rosacruz os nomes dos sete Períodos são os seguintes:

  1. Período de Saturno
  2. Período Solar
  3. Período Lunar
  4. Período Terrestre
  5. Período de Júpiter
  6. Período de Vênus
  7. Período de Vulcano

Não se deve pensar que os Períodos acima tenham algo a ver com os Planetas que se movem em suas órbitas em torno do Sol, juntamente com a Terra. De fato, nunca se repetirá suficientemente que não há relação alguma entre esses Planetas e esses Períodos. Os Períodos são, simplesmente, encarnações passadas, presentes ou futuras da nossa Terra, “condições” através das quais ela passou, está agora passando ou passará no futuro.

O Período de Saturno é o primeiro dos sete Períodos. Nesse primeiro estágio os Espíritos Virginais dão o primeiro passo na evolução da Consciência e da Forma. Esse impulso evolutivo dá sete voltas ao redor dos sete Globos, A, B, C, D, E, F e G, na direção indicada pelas setas.

Os Globos do Período de Saturno eram formados de substância muito mais rarefeita e sutil que a da nossa Terra. O Globo mais denso desse Período estava situado na mesma parte do Mundo do Pensamento ocupada pelos Globos mais sutis do Período atual – a Região do Pensamento Concreto. Estes Globos não tinham consistência, no sentido atual da palavra. “Calor” é a única palavra que mais se aproxima da ideia do que era o antigo Período de Saturno. De tão escuro, uma pessoa que conseguisse entrar no seu espaço nada poderia ver. Tudo em torno dela seria escuridão, mas poderia sentir o seu calor.

Primeiramente uma parte da evolução se realiza no Globo A, situado no Mundo do Espírito Divino, o mais sutil dos cinco mundos que formam o nosso campo de evolução. Então, gradualmente, a vida que está evoluindo é transferida ao Globo B, que se situa no Mundo do Espírito de Vida, algo mais denso, onde ela passa por outro estágio evolutivo. No devido tempo, a vida que está evoluindo está pronta para entrar na arena do Globo C, composto da substância ainda mais densa da Região do Pensamento Abstrato, onde está situado. Depois de aprender as lições correspondentes a esse estado de existência, a onda de vida segue até o Globo D, formado da substância da Região do Pensamento Concreto, onde também está situado. Esse é o grau mais denso de matéria alcançado pela onda de vida durante o Período de Saturno.

Desse ponto a onda de vida é levada para cima novamente, ao Globo E, situado na Região do Pensamento Abstrato tal como o Globo C, embora as condições não sejam as mesmas. Esse é o estágio involucionário de modo que a substância dos mundos se faz cada vez mais densa. Ao longo do tempo tudo tende a fazer-se cada vez mais denso e mais sólido. Entretanto, como o caminho evolutivo é uma espiral, é claro que, ainda que se passe pelos mesmos pontos, nunca mais se apresentam as mesmas condições, mas outras em plano superior e mais avançado.

Completado o trabalho no Globo E, efetua-se o passo seguinte para o Globo F, situado no Mundo do Espírito de Vida como o Globo B, dali subindo ao Globo G. Quando se efetuou esse trabalho, a onda de vida deu uma volta em torno dos sete Globos; uma vez para baixo e outra para cima, através dos quatro Mundos, respectivamente. Esta jornada da onda de vida denomina-se uma Revolução, e sete Revoluções formam um Período. Durante um Período a onda de vida dá sete voltas descendo e subindo através de quatro Mundos.

Quando a onda de vida deu sete voltas em torno dos sete Globos, completando as sete Revoluções, terminou o primeiro Dia da Criação. Seguiu-se uma Noite Cósmica de repouso e assimilação, depois da qual teve início o Período Solar.

Como a noite de sono entre dois dias da vida humana e o intervalo de repouso entre duas vidas terrestres, esta Noite Cósmica, de repouso, depois de completado o Período de Saturno, não foi um tempo de inatividade, mas uma fase de preparação para a atividade a ser desenvolvida no próximo Período Solar, em que o ser humano em formação precisava submergir mais profundamente na matéria. Portanto, fizeram-se necessários novos Globos, cujas posições nos sete Mundos tinham que ser diferentes das ocupadas pelos Mundos do Período de Saturno. A preparação desses Globos novos e as demais atividades subjetivas estiveram a cargo dos espíritos que estão evoluindo durante o intervalo entre os Períodos – a Noite Cósmica. Como isso se processa podemos ver a seguir:

Quando a onda de vida deixou o Globo A, no Período de Saturno, pela última vez, esse Globo começou a desintegrar-se lentamente. As forças que o criaram foram transferidas do Mundo do Espírito Divino (em que se encontrava o Globo A no Período de Saturno) ao Mundo do Espírito de Vida (em que se encontrava o Globo A no Período Solar). Isto é mostrado no Diagrama 8.

Quando a onda de vida deixou o Globo B, no Período de Saturno, pela última vez, também começou ele a desintegrar-se. Então suas forças, tal como acontece ao Átomo-semente de um veículo humano, foram empregadas no Período Solar como núcleo para o Globo B, passando esse Globo a situar-se na Região do Pensamento Abstrato.

Da mesma maneira, as forças do Globo C foram transferidas para a Região do Pensamento Concreto, atraindo dessa Região a substância necessária para a construção de um novo Globo C no próximo Período Solar. O Globo D foi semelhantemente transmutado e colocado no Mundo do Desejo. Os Globos E, F e G, na ordem indicada, foram transferidos analogamente. Como resultado (como mostra o Diagrama 8) no Período Solar todos os Globos estavam localizados um grau mais abaixo na matéria densa do que estavam no Período de Saturno, pelo que a onda de Vida, depois de emergir da Noite Cósmica de repouso, entre a última atividade no Globo G do Período de Saturno e a nova atividade do Globo A do Período Solar, achou-se em novo ambiente, com oportunidade para novas experiências.

As condições durante o Período Solar diferiam radicalmente das do Período de Saturno. Em lugar dos “Globos-Calor” do último, os Globos do Período Solar eram esferas luminosas, brilhantes, de consistência análoga à dos gases. Estas grandes esferas gasosas continham tudo que havia sido desenvolvido no Período de Saturno e, analogamente, as Hierarquias Criadoras permaneciam em sua atmosfera. Em vez da qualidade refletora, semelhante ao eco, do Período de Saturno, esses Globos tinham, até certo ponto, a qualidade de absorver e trabalhar sobre qualquer imagem ou som que se projetasse sobre suas superfícies. Pode-se dizer que eles eram coisas “captáveis”.

A onda de vida agora circula sete vezes em torno dos sete Globos durante o Período Solar, descendo e subindo sete vezes através dos quatro Mundos ou Regiões em que esses Globos estão situados. Efetua sete Revoluções no Período Solar, da mesma forma que no de Saturno.

Quando a onda de vida abandonou o Globo A, no Período Solar, pela última vez, esse Globo começou a desintegrar-se. Suas forças foram transferidas à Região do Pensamento Abstrato, mais densa, onde formaram um Planeta para ser utilizado no Período Lunar. Da mesma maneira as forças dos demais Globos foram transferidas e serviram de núcleo para os Globos do Período Lunar, como mostra o Diagrama 8, sendo o processo exatamente o mesmo que se observou quando os Globos passaram dos lugares ocupados no Período de Saturno para as posições ocupadas no Período Solar. Desta maneira os Globos do Período Lunar ficaram um grau mais abaixo na matéria do que estavam no Período Solar, situando-se o mais inferior (o Globo D) na Região Etérica do Mundo Físico.

Depois do intervalo da Noite Cósmica entre o Período Solar e o Período Lunar, a onda de vida começou seu curso no Globo A desse último, completando no devido tempo suas sete Revoluções, como anteriormente.

Assim como a característica principal dos escuros Globos do Período de Saturno foi descrita pelo termo “Calor”, e a dos Globos do Período Solar como “Luz”, ou calor resplandecente, assim a característica principal dos Globos do Período Lunar pode ser descrita como “Umidade”. O ar, tal como o conhecemos, não existia então. No centro estava o núcleo ígneo, ardente. Próximo a ele e em consequência de contato com o frio do espaço exterior, havia umidade densa. Pelo contato com o núcleo ígneo central essa umidade densa transformava-se em vapor quente, que se lançava para a periferia, esfriava e tornava ao centro novamente. Por isso os cientistas ocultistas chamam “Água” aos Globos do Período Lunar, e descrevem a atmosfera daquele tempo como “Névoa Ígnea”. Esse foi o cenário do novo passo da vida que está evoluindo.

Então, durante outra Noite Cósmica, os Globos foram novamente transferidos a um grau mais abaixo, ficando o Globo mais denso situado na Região Química do Mundo Físico, como mostra o Diagrama 8.

Esse é o Período Terrestre e o Globo inferior e mais denso (o Globo D) é nossa Terra atual.

Os Globos do Período Terrestre estão situados nos quatro estados mais densos de matéria: a Região do Pensamento Concreto, o Mundo do Desejo e as Regiões Química e Etérica do Mundo Físico (veja-se o Diagrama 8). O Globo mais denso, o D, é nossa Terra atual.

Quando falamos de “mundos mais densos” ou de “estados mais densos de matéria”, deve-se tomar o termo em sentido relativo. Em caso contrário implicará numa limitação do Absoluto, o que seria um absurdo. Densidade e subtilidade, acima e abaixo, lesse e oeste são palavras de significação relativa ao nosso próprio estado ou posição.

A onda de vida aqui, como de costume, parte também do Globo A, depois da Noite Cósmica que se seguiu ao Período Lunar. No atual Período Terrestre já circulou três vezes em torno dos sete Globos e está agora no Globo D, em sua quarta Revolução.

Aqui na Terra, na atual quarta Revolução, há alguns milhões de anos atrás, alcançou-se a maior densidade de matéria – o nadir da materialidade. Daqui para diante a tendência é elevar-se para uma substância mais rarefeita. Durante as três Revoluções e meia que faltam para completar esse Período, as condições da Terra tornar-se-ão gradualmente mais etéreas, de forma que no próximo Período – o de Júpiter – o Globo D voltará, de novo, a localizar-se na Região Etérica, conforme estava no Período Lunar, elevando-se os demais Globos de modo correspondente.

No Período de Vênus estarão situados nos mesmos Mundos em que os Globos estavam no Período Solar. Os Globos do Período de Vulcano terão a mesma densidade e estarão situados nos mesmos Mundos em que estavam os Globos do Período de Saturno. Tudo isso é mostrado no Diagrama 8.

Quando a onda de vida completar sua obra no Período Terrestre e a Noite Cósmica que se seguirá tenha passado, fará suas sete Revoluções em torno dos Globos do Período de Júpiter. Seguir-se-á então a costumeira Noite Cósmica com suas atividades subjetivas; depois virão as sete Revoluções do Período de Vênus seguidos de outro repouso, e finalmente o último dos Períodos do nosso esquema atual de evolução – o Período de Vulcano. A onda de vida também fará suas sete Revoluções aqui, e no fim da última Revolução todos os Globos dissolver-se-ão. A onda de vida será reabsorvida por Deus durante um período igual ao empregado por todos os sete Períodos de atividade. Deus mesmo imergirá então no Absoluto durante a Noite Universal de assimilação e preparação para outro Grande Dia.

Outras evoluções maiores seguir-se-ão, mas só podemos tratar dos sete Períodos mencionados.

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Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Educando Nossos Filhos (naturais ou espirituais) dos 14 aos 21 Anos

Quando acompanhamos o Espírito humano através de um Ciclo de Vida, do nascimento à morte e dessa ao renascimento, podemos ver quão imutável é a lei que governa cada um dos seus passos e quão rodeado ele se encontra pelo mais amoroso desvelo dos grandes e gloriosos Seres que são os ministros de Deus. Esse conhecimento é da máxima importância para os pais, já que uma boa compreensão do desenvolvimento que se efetua em cada período setenário capacita-os a trabalharem inteligentemente com a Natureza, podendo conquistar mais confiança do que aqueles pais que desconhecem os Ensinamentos dos Mistérios Rosacruzes.

O Corpo de Desejos é uma aquisição ainda mais recente do ser humano composto e só nasce em torno dos quatorze anos, na puberdade, enquanto a Mente só nasce em torno dos vinte e um anos, idade em que a lei reconhece e fixa a maioridade do indivíduo.

As tendências para a criança ser tentada em praticar o mal, de modo geral, não se manifesta até que o Corpo de Desejos nasça e suas correntes comecem a jorrar para fora do fígado. Essa é a época em que sentimentos e paixões começam a exercer domínio sobre o rapaz ou a moça, quando a matriz da matéria de desejos que protegia o nascente Corpo de Desejos é removida. Quando os desejos e emoções são libertados, o adolescente atinge o período mais perigoso de sua vida, aquele do ardor da juventude, entre os quatorze e os vinte e um anos. O Corpo de Desejos está, então, desenfreado e a Mente, como ainda não nasceu não pode atuar como um freio.

Nos seus primeiros anos de vida, a criança vê-se como uma propriedade de sua família, ela está subordinada aos desejos de seus pais e em maior grau do que após os quatorze anos. O motivo é que existe na garganta do feto e da criança uma glândula chamada Timo, a qual, sendo maior antes do nascimento, vai diminuindo de tamanho através dos anos da infância até desaparecer numa idade que varia de acordo com as características da criança. A finalidade desse órgão no corpo humano tem intrigado os anatomistas, que ainda não chegaram a um acordo sobre o seu verdadeiro papel. Supõem, contudo, que antes do desenvolvimento da medula dos ossos, a criança não é capaz de produzir seu próprio sangue e, portanto, a glândula Timo, contendo a essência fornecida pelos pais, responde pelo fabrico do sangue necessário desde os primeiros anos até a idade em que ela, já adolescente, possa produzi-lo por si mesma como parte da família e não como Ego. Mas a partir do momento em que passa a fabricar seu próprio sangue, o Ego inicia sua autoafirmação. Deixa então de ser “o menininho da mamãe” ou “a menininha do papai”, e passa a ter sua própria identidade. Chega então à idade crítica em que os pais começam a colher o que semearam. A Mente ainda não nasceu; nada mais consegue deter a natureza de desejos; e tudo passa, pois, a depender dos exemplos ministrados por eles ao adolescente em seus primeiros anos de vida. Nesse período, a fase da autoafirmação, o sentimento de “Eu sou eu” é mais forte do que em qualquer outra idade e, portanto, as ordens autoritárias devem ceder lugar a conselhos. É o tempo em que devemos ensiná-lo a investigar as coisas por conta própria e desse modo fazê-lo formar opiniões individuais a respeito. Procuremos gravar sempre nele a necessidade de investigar cuidadosamente antes de julgar e, também, o fato de que quanto mais fluídicas ele puder conservar suas opiniões, mais capacitado estará também para examinar novas ideias e adquirir novos conhecimentos.

Reafirmamos isso porque tão logo a criança alcance a puberdade e comece a produzir seus próprios corpúsculos de sangue, então ouvimos a menina ou o menino dizer: “Eu” quero fazer isto ou “Eu” quero fazer aquilo. Daí por diante as crianças começam a afirmar sua própria identidade e começam a emancipar-se da família. Através dos anos da infância, tanto o sangue, como o corpo, sendo uma herança dos pais, fazem com que as tendências para as doenças também estejam presentes. Não as doenças propriamente, mas apenas as tendências. Após os quatorze anos fica dependendo, em grande parte, do próprio Ego, a manifestação ou não dessas tendências em sua vida.

Na maioria das vezes esse é um período de provas, que não chega a ser tão difícil para o jovem que aprendeu a reverenciar seus pais ou mestres, pois esses podem, então, ser para ele uma âncora de apoio contra a erupção de seus sentimentos. Se ele se habituou a confiar na palavra dos mais velhos, e esses sempre lhe deram ensinamentos sábios, ele terá desenvolvido um inerente senso da verdade que o guiará com segurança. Porém, na mesma medida, se houve falha nisso, poderá estar sujeito a situações perigosas.

Assim, durante o período da adolescência os pais precisam ser tolerantes ao máximo, pois em nenhuma outra época o ser humano necessita tanto de simpatia quanto nos 7 anos que medeiam os 14 e os 21 anos, quando a natureza de desejos é irreprimível.

Para o adolescente que foi educado desde criança segundo os princípios de educação Rosacruz expressos pelos métodos resumidos de dos zero aos sete anos (veja mais detalhes aqui: https://fraternidaderosacruz.com/educando-nossos-filhos-naturais-ou-espirituais-dos-0-aos-7-anos/) os dois lemas que se aplicam nesse período são um para os pais e outro para a criança: Exemplo e Imitação; e dos sete aos quatorze anos (veja mais detalhes aqui: https://fraternidaderosacruz.com/educando-nossos-filhos-naturais-ou-espirituais-dos-7-aos-14-anos/): Autoridade e Aprendizado, esse período não será tão crítico, uma vez que seus pais podem, então, significar o amparo que ele precisa para superar os obstáculos próprios dessa fase até a maioridade, quando nasce a Mente.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 7 – O Período de Saturno

Diagrama-7 Diagrama 7 – O Período de Saturno

Aproveitemos esse primeiro diagrama sobre Esquema da Evolução e definamos alguns conceitos da terminologia Rosacruz. Isso muito ajudará ao Estudante Rosacruz no entendimento do Caminho, Obra, Esquema da Evolução.

Nesse Esquema de Evolução está inserido um Caminho da Evolução e tudo isso compõe a Obra da Evolução.

Não será demais fazer aqui uma recomendação relativa aos diagramas empregados como ilustração.

O Estudante deve recordar que não pode nunca ser exato o que é reduzido das suas reais dimensões. O desenho de uma casa pouco significaria se nunca tivéssemos visto uma casa.

Nada mais veríamos no desenho do que linhas e manchas e não nos sugeriria significado algum.

Os diagramas empregados para ilustrar as coisas suprafísicas são representações muito menos verdadeiras do que o desenho citado.

As três dimensões do desenho da casa foram reduzidas somente a duas, enquanto os Períodos, Mundos e Globos são realidades de quatro a sete dimensões.

Logo, os diagramas de duas dimensões com que se intenta representá-los estão muito longe da realidade!

Devemos ter sempre em mente que esses Mundos se interpenetram, que os Globos se interpenetram e que o modo como aparecem nos diagramas é análogo ao retirar todas as peças de um relógio, colocando umas ao lado das outras, para mostrar o modo dele indicar as horas.

Para que esses diagramas sejam de alguma utilidade para o Estudante é necessário que deles forme uma concepção espiritual. Caso contrário, mais servirão para confundir do que para iluminar.

Um Globo é um Campo de Evolução, ou seja: um local com um ambiente completo e condições perfeitas para a EVOLUÇÃO de inúmeras Ondas de Vida.

No atual DIA DE MANIFESTAÇÃO percorremos 7 GLOBOS de diferentes Densidades, ou seja: 7 Campos de Evolução diferentes!

A cada um desses Globos nomeamos com uma letra. Começa com a letra A e vai até a letra G.

Repare que a ordem sempre será essa, em qualquer Período que estejamos:

– sempre os Globos A e G serão os mais sutis, ou seja, ocuparão o Mundo, ou a Região desse Mundo que possuem a matéria mais sutil, menos densa, mais espiritualizada do que todos os outros 5 Globos

– sempre o Globo D será o mais denso, ou seja, ocupará o Mundo, ou a Região desse Mundo que possui a matéria mais inferior, mais densa, menos espiritualizada do que todos os outros 6 Globos

– sempre os Globos B, C, E e F serão os “de passagem”, intermediários, ocupando Mundos cujas matérias não são tão densas com o do Globo D e nem tão sutis como as dos Globos A e G.

Cada Globo ou cada Campo de Evolução possui diferentes e perfeitas condições para:

•        Praticar as ações, atos e obras

•        Aprender as lições resultantes dessas ações, atos e obras

•        Assimilar os resultados dessas lições aprendidas

•        Incorporar a quinta essência dessas lições nos nossos veículos

Uma Revolução é uma volta completa pelos 7 Globos ou a passagem pela onda de vida evolucionante (a nossa, por exemplo) UMA VEZ por todos os 7 Globos, em 3 Mundos ou de Regiões desses Mundos de diferentes densidades.

Veja que o que nós mergulhamos em densidade na metade da Revolução, indo do Globo A até primeira metade do Globo D, nós nos elevamos desde a segunda metade do Globo D até o Globo G.

Repare também que descemos conquistando os Mundos e Regiões na metade da Revolução, indo do Globo A até primeira metade do Globo D.

Depois nós assimilamos totalmente a aprendizagem desde a segunda metade do Globo D até o Globo G.

Uma Revolução, do ponto de vista desse momento temporal, varia e pode levar bilhões de anos.

Primeiramente, uma parte da evolução realiza-se no Globo A, situado no Mundo 1, o mais sutil dos Mundos desse Período.

Gradualmente, a vida evolucionante vai-se transferindo ao Globo B, situado no Mundo 2 (aqui podendo ser uma Região de um Mundo), um pouco mais denso, onde se realiza um novo grau de evolução.

Em devido tempo, a vida evolucionante está pronta para entrar no Globo C, situado e composto de substância ainda mais densa do Mundo 3 (aqui podendo ser uma Região de um Mundo).

Depois de aprender as lições correspondentes a esse estado de existência, a onda de vida segue até o Globo D, situado e formado de substância mais densa (aqui podendo ser uma Região de um Mundo).

Este é o grau mais denso de matéria alcançado pela onda de vida durante o Período.

Esse é o estado involucionário e a substância dos Mundos faz-se cada vez mais densa e, ao longo do tempo, tudo tende a fazer-se cada vez mais denso e mais sólido.

Desse ponto a onda de vida é levada para cima novamente, ao Globo E que está situado na região menos densa do Mundo 3 (aqui podendo ser uma Região de um Mundo), tal como estava o Globo C, embora as condições não sejam as mesmas.

Mas, como o caminho evolutivo é composto de espirais dentro de espirais, ainda que se passe por idênticos pontos, não se apresentam nunca as mesmas condições, mas outras, em plano superior e mais avançado.

Completado o trabalho no Globo E, efetua-se o passo seguinte no Globo F, situado, como no Globo B, no Mundo 2, dali subindo ao Globo G.

Perceba: do Globo A à metade do Globo D mergulhamos em matéria de crescente densidade. Chamamos essa parte da Revolução de: Involução de uma Revolução.

Exatamente na metade do Globo D atingimos o nadir: o ponto mais denso dessa Revolução. Daqui para frente o caminho só nos leva a campos de evolução menos densos, mais sutis.

Assim, da metade do Globo D até o Globo G nos elevamos em matéria de decrescente densidade, de maior sutilidade. Chamamos essa parte da Revolução de: Evolução de uma Revolução.

Resumindo até aqui: quando se efetuou esse trabalho, a onda de vida deu uma volta em torno dos sete Globos, primeiro para baixo e depois para cima, através dos quatro Mundos.

Esta jornada da onda de vida denomina-se uma Revolução.

Agora vamos estudar o conceito de Período: sete Revoluções pelos sete Globos em 3 Mundos ou Regiões desses Mundos de diferentes densidades formam um Período.

Assim, quando a onda de vida completou sete voltas em torno dos sete Globos, ou sejam sete Revoluções, termina o Período.

Note que em cada Período há um ponto por onde entramos no Período  – sempre pelo Globo A – e um ponto onde saímos do Período – sempre pelo Globo G.

Vamos ver agora um exemplo de um Período completo:

O Período de Saturno é o primeiro dos sete Períodos. Nesse primeiro estágio os Espíritos Virginais dão o primeiro passo na evolução da Consciência e da Forma. Conforme mostra o Diagrama 7, esse impulso evolutivo dá sete voltas ao redor dos sete Globos, A, B, C, D, E, F e G, na direção indicada pelas setas.

Primeiramente uma parte da evolução se realiza no Globo A, situado no Mundo do Espírito Divino, o mais sutil dos cinco mundos que formam o nosso campo de evolução. Então, gradualmente, a vida que está evoluindo é transferida ao Globo B, que se situa no Mundo do Espírito de Vida, algo mais denso, onde ela passa por outro estágio evolutivo. No devido tempo, a vida que está evoluindo está pronta para entrar na arena do Globo C, composto da substância ainda mais densa da Região do Pensamento Abstrato, onde está situado. Depois de aprender as lições correspondentes a esse estado de existência, a onda de vida segue até o Globo D, formado da substância da Região do Pensamento Concreto, onde também está situado. Esse é o grau mais denso de matéria alcançado pela onda de vida durante o Período de Saturno.

Desse ponto a onda de vida é levada para cima novamente, ao Globo E, situado na Região do Pensamento Abstrato tal como o Globo C, embora as condições não sejam as mesmas. Esse é o estágio involucionário de modo que a substância dos mundos se faz cada vez mais densa. Ao longo do tempo tudo tende a fazer-se cada vez mais denso e mais sólido. Entretanto, como o caminho evolutivo é uma espiral, é claro que, ainda que se passe pelos mesmos pontos, nunca mais se apresentam as mesmas condições, mas outras em plano superior e mais avançado.

Completado o trabalho no Globo E, efetua-se o passo seguinte para o Globo F, situado no Mundo do Espírito de Vida como o Globo B, dali subindo ao Globo G. Quando se efetuou esse trabalho, a onda de vida deu uma volta em torno dos sete Globos; uma vez para baixo e outra para cima, através dos quatro Mundos, respectivamente. Esta jornada da onda de vida denomina-se uma Revolução, e sete Revoluções formam um Período. Durante um Período a onda de vida dá sete voltas descendo e subindo através de quatro Mundos.

Quando a onda de vida deu sete voltas em torno dos sete Globos, completando as sete Revoluções, terminou o primeiro Dia da Criação. Seguiu-se uma Noite Cósmica de repouso e assimilação, depois da qual teve início o Período Solar.

(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os meios pelos quais um Estudante Rosacruz pode investigar, por si, todos os fatos estudados na Fraternidade Rosacruz

Vamos ver quais são os meios pelos quais um Estudante Rosacruz pode investigar, por si, todos os fatos estudados na Fraternidade Rosacruz.

São pequenos passos, a se manter sempre para cima e para frente com persistência, persistência e persistência.

A ninguém é concedido “dons” especiais. Todos podem adquirir as verdades relacionadas com a peregrinação da alma, a evolução passada e o destino futuro do mundo, sem depender da veracidade de outrem.

Há um método para adquirir essa faculdade inestimável, capacitando o Estudante Rosacruz para perscrutar esses domínios suprafísicos, diretamente, por ele próprio, sem intermediários, sejam esses domínios outros seres humanos ou objetos inanimados.

Sabemos que um profissional (independentemente da profissão que exerça) nada poderia fazer sem os instrumentos ou ferramentas de seu ofício.

Além disso, todo bom profissional se caracteriza por ser muito cuidadoso com os instrumentos ou as ferramentas que usa, pois sabe que o trabalho depende tanto do conhecimento do ofício como dos instrumentos ou das ferramentas que emprega.

Nós, o Ego, temos vários instrumentos ou várias ferramentas, quais sejam: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente.

Da qualidade e do estado desses instrumentos depende o trabalho que possamos realizar na aquisição de experiência.

Se esses nossos instrumentos forem débeis e sem flexibilidade, haverá muito pouco crescimento espiritual e a vida será quase perdida, pelo menos no que diz respeito ao principal propósito dela, relativamente a nós, o Ego.

Para tal, inicialmente, devemos ter um conceito claro do que seja, realmente, o “êxito” da vida de cada um dos renascidos aqui.

Do único ponto de vista que vale a pena, o espiritual, nós estamos aqui para adquirir experiência por intermédio dos nossos instrumentos.

Essas ferramentas, que recebemos a cada nascimento aqui, são boas, ruins ou de pouco proveito, de acordo com o que, para a sua construção, aprendemos nas nossas experiências passadas.

Se desejarmos fazer algo vantajoso, temos de trabalhar com elas tais como são.

Daqui já se percebe que considerar o “êxito” de uma vida pela conta corrente do banco, pela posição social adquirida ou pela felicidade resultante de um bom ambiente ou de uma vida sem cuidados é sinal de alguém que ainda não entendeu a missão que realmente tem de cumprir aqui, como filho de Deus.

Afinal, o que só pertença a esta vida aqui é vaidade.

De valor real é tão só o que podemos levar para além do umbral da morte, como tesouro do Espírito.

No entanto, quando uma fortuna financeira, uma facilidade em ganhar dinheiro ou a posse de recursos físicos e financeiros são utilizados como meios para pensar filantropicamente, para ajudar os seres humanos a se aperfeiçoarem, podem, tais bens e dom, nesses casos, constituírem-se em uma grande bênção para o seu possuidor.

Mas quando esses recursos são utilizados com propósitos egoístas e opressivos, não podem ser considerados senão como terrível desgraça.

Quando despertamos da letargia corrente e desejamos progredir, surge, naturalmente, a pergunta: Que devo fazer?

Já vimos acima que sem boas ferramentas ou instrumentos um bom profissional não consegue executar nenhum trabalho perfeito. Semelhantemente, os nossos instrumentos devem ser purificados e afinados.

Uma vez isso feito, podemos começar a trabalhar para realizar nosso propósito.

À medida que esses maravilhosos instrumentos são usados no trabalho, eles mesmos melhoram com o uso apropriado, e se tornam mais e mais eficientes na obra em que nos ajudam.

E qual é o objetivo desse trabalho?

A união interna entre nossos dois “Eus”: o “Eu inferior” (a Personalidade, que criamos a cada vida, com base nas anteriores) e o “Eu Superior” (a Individualidade, eterna, evoluída a partir da inconsciência até a presente consciência, rumo à onisciência).

Há três graus no trabalho da conquista do nosso “eu inferior”.

Sucedem-se uns aos outros, mas, em certo sentido, vão juntos.

No estado atual, o primeiro recebe maior atenção, menos o segundo e menos ainda o terceiro.

Quando o primeiro passo tenha sido dado completamente, prestaremos maior atenção, obviamente, aos outros dois.

O primeiro grau é dominar o Corpo de Desejos, nos preparando para a união com o Espírito Santo. Exemplo? Pode ser visto no Dia de Pentecostes.

O segundo grau é a purificação e governo do Corpo Vital, nos preparando para a união com Cristo.

Exemplo: veja S. Paulo, quando se refere a esses estados, dizendo-nos: “até que Cristo seja formado em vós”, em que exorta seus seguidores a se desembaraçarem de todos os empecilhos, como os atletas numa corrida.

A oração, como exemplo, é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital.

Cristo nos deu uma oração que, tal como Ele mesmo, é a única e universal.

Há nela sete orações distintas e separadas, uma para cada um dos sete princípios do ser humano: o Tríplice Corpo, o Tríplice Espírito e o elo, a Mente.

Cada oração está particularmente adaptada para promover, no ser humano, o progresso da parte a que é dirigida. É a Oração do Senhor, o Pai-Nosso.

O terceiro grau ainda nos será fornecido e vagamente podemos compreender o que será.

Somente podemos dizer que seu ideal será superior à Fraternidade e que, por seu intermédio, o Corpo Denso será espiritualizado.

Ele nos preparará para a união com o Pai.

O Estudante Rosacruz, para obter todo esse conhecimento superior, trabalha conscientemente e emprega métodos bem definidos, de acordo com a sua constituição atual.

A fórmula obtém-se por meio do Treinamento Esotérico ou oculto. Não havendo dois Estudantes Rosacruzes iguais, o trabalho eficaz, na esfera de ação de cada um, é sempre individual.

O importante é que o Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz é o mesmo para todos! É por meio dele que leva o Estudante da Fraternidade Rosacruz à Ordem Rosacruz, trilhando os 4 níveis dessa Escola (Estudante Preliminar, Estudante Regular, Probacionista e Discípulo) e lá por mais 3 níveis (Irmão Leigo ou Irmã Leiga, Adepto e Irmão Maior), completando o Caminho da Iniciação.

Sigamos o Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz, independentemente das dificuldades que temos, pois ele é difícil, mas é feito para chegar. Muitos já chegaram, muitos outros estão trilhando e muitos são setas nesse caminho.

Aproveitemos esse nosso renascimento nos últimos graus de uma Era, a de Peixes, já na Órbita de Influência da próxima Era, a de Aquário, momento em que temos o dobro de oportunidades, de possibilidades, de recursos e de auxílio para acelerar o nosso desenvolvimento espiritual e, assim, ter o mérito de servir “em outras paragens“, além dessas e nos tornar, de fato, “um colaborador consciente na obra benfeitora dos Irmãos Maiores a serviço da Humanidade“.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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