O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Julho de 2025
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:

Agosto – Sol transitando pelo Signo de Leão (Julho-Agosto) 6
Termo Rosacruz: Dispensações Jeovísticas. 23
Termo Rosacruz: os seres degenerados e malignos que existem na Lua da Terra. 28
Termo Rosacruz: “tribos perdidas”. 29
Termo Rosacruz: Baluarte da Evolução. 39
Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Julho: 40
A morte não existe!!! O importante é saber que “não morremos”, Deus não faz nada para se perder 40
Seguir o Cristo não é fácil, mas é a única coisa correta a se fazer 42
Não devemos confundir a Era de Aquário com a Nova Galileia! 46
Cristo, o Nosso Único Ideal 48
Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 50
1. Pergunta: O Ego, cujo Corpo Denso sofreu aborto, escolheu esse panorama no Terceiro Céu?. 50
4.Pergunta: Por que os Anjos não podem ser compreendidos por um ser físico sem cérebro?. 54
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 55
Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 58
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As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
-Dia 6/07 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – P.3 – A Regra de Ouro Cristã: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os outros vos façam, fazei-o vós a eles.”
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Jeová e Sua Missão – Os Papéis de Jeová até a vinda do Cristo e depois
-Dia 13/07 – 16 h – Estudos de Astrologia Rosacruz – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Jeová e Sua Missão – Seres Degenerados – as “Tribos Perdidas”
-Dia 20/07 – 16 h – Reunião do Estudante Regular – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Involução, Evolução e Epigênese – A Involução em um Esquema de Evolução
-Dia 27/07 – 16 h – Reunião do Probacionista – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Involução, Evolução e Epigênese – A Evolução – o Baluarte da Evolução
Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/
-Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:
https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz
https://www.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas
https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e
https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas
-Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz
-Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)
-Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)
-Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE AGOSTO. Esse mês solar de AGOSTO, que vai de 23 de julho a 24 de agosto, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Leão.
Leão é a Hierarquia Criadora dos Senhores da Chama, que mantém sobre a Terra o padrão cósmico em que ela é permeada pelo poder do amor, pois a sabedoria divina se acha presente em toda a Natureza, enquanto essa Hierarquia mantém o movimento rítmico sobre o nosso Planeta. Todas as atividades deveriam ser motivadas por esse poder. Cada pensamento deveria irradiar amor; cada palavra deveria vibrar com amor; cada ato embelezado pelo amor.
Enquanto o Sol transita pelo Signo de Leão durante os meses de julho e agosto, Cristo ascende ao Trono do Pai, onde se banha em Sua transcendente glória. Ali se renova e se revitaliza, atraindo mais e mais forças espiritualizadas para prosseguir o Seu ministério terreno quando volte a penetrar nos reinos da Humanidade, no Equinócio de Setembro. Durante Sua permanência nos céus, o Planeta Terra, clarividentemente observado, aparece luminoso por Suas radiações; e o observador comprova, no mais profundo do seu ser, o significado de Sua afirmação: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue” (Mt 28:18).
Quando o Sol atravessa o Signo de Leão, também o iluminado que percorre o Caminho da Santidade ascende aos mais altos reinos desse Planeta, e entra em uma mais profunda consciência de poder transcendente. Começa a compreender que o amor, em seu mais elevado aspecto, não é uma paixão ou um sentimento, mas uma fase da própria Divindade. S. Pedro foi imbuído de uma força amorosa dessa natureza. Ele mesmo se referiu a ela quando disse ao aleijado, às portas do formoso Templo: “Nem ouro nem prata possuo. O que tenho, porém, isto te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareu, põe-te a caminhar!” (At 3:6). E foi essa mesma força a que, de tal modo, animou a S. Paulo que, apesar de todas as suas perseguições e encarceramentos, pode pronunciar aquelas palavras formosas: “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos Anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como um bronze que soa ou como um címbalo que tine.” (ICor 13:1) .
O centro físico correlacionado com Leão é o coração. À medida que este centro desenvolve suas latências divinas, ele se tornará mais e mais poderoso e luminoso, até que sua radiação resulte em ser a “estrela matutina que brilha no dia perfeito”.
Dentre os 12 Apóstolos, o correlacionado com Leão é Judas (!). Aqui está indicado o grande poder transformador do amor. Existe uma íntima relação entre Judas e S. João. Judas tipifica a Personalidade; S. João, o Espírito. Existe um profundo significado no fato de que Judas, depois de trair o Cristo, tirar a sua própria vida. A Personalidade deve sempre se amainar para que o Espírito possa brilhar. S. Paulo exorta aos Aspirantes ao Caminho Cristão, a que se desfaçam do “homem velho e que se revistam do novo”. Quando a Personalidade se torna subordinada ao Espírito, a natureza inferior do ser humano – relacionada completamente com a vida pessoal que é efêmera – deve, portanto, morrer como o fez Judas, e ser substituída por esse amor de natureza superior que evidenciou S. João, o Amado, o Discípulo que nunca conheceu a morte e que, dos Doze Imortais, foi o mais próximo a se aproximar do coração do Mestre.
Procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o de Meditação: “O amor é o cumprimento da Lei.” (Rm 13:10). Faça isso em cada um dos dias em que Leão enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
A causa fundamental pela qual todo Estudante Rosacruz deve estudar a Bíblia é essa: A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todos os erros dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, a encontraremos na Bíblia!
Assim, fica claro aqui que se oficiamos Ritual do Serviço Devocional do Templo, lendo essa frase e simplesmente nunca abrimos uma Bíblia para estudá-la, estamos admitindo a nossa hipocrisia como um pretenso Estudante Rosacruz.
Afinal, é um fato que uma das primeiras conquistas do verdadeiro Cristão Esoterista é compreender que a Bíblia é o livro de texto supremo da vida.
E aqui está um assunto para nos inspirar, nos fazer pensar e estudar para ver se encontramos essa correlação: na Bíblia o Caminho da Iniciação é conhecido como o Caminho da Santidade.
Comecemos desvendando algumas significâncias esotéricas desse versículo: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas”.
Essa é a conhecida Regra de Ouro do Cristianismo que nos é ensinada diretamente por Cristo. A ideia aqui está bem clara e que é a de que devemos tratar os outros da maneira como gostaríamos de ser tratados. Fácil compreensão; dificílima execução!
Se usarmos o nosso intelecto, podemos até verbalizar frases como: no contexto Cristão ela enfatiza a importância da empatia e do amor ao próximo, guiando as ações e interações humanas com base na ideia de reciprocidade e consideração pelas necessidades e desejos alheios.
Ou ainda: é um princípio fundamental que orienta as relações interpessoais, promovendo a prática do amor, da empatia e do respeito mútuo, a fim de construir um mundo mais justo e harmonioso.
Mas notem que essa Regra de Ouro contém um importante princípio metafísico que é nos conscientizarmos da ação da Lei universal da Causa e Efeito em nossas experiências, nossos relacionamentos e em nossos negócios.
Ela nos diz em definitivo que façamos sempre o bem aos demais, sejam quais forem as circunstâncias, apesar e do que os demais nos façam a nós.
Observem bem que a regra é impessoal. A conduta do outro nada tem a ver com a nossa conduta. Colocando a Regra de Ouro em execução no nosso cotidiano, um dia nos trará um efetivo melhoramento em nosso ambiente e em nossas condições espirituais e, como sempre e por consequência, nas condições materiais. Ela nos proporciona a individualidade atrativa, magnética, a que nos torna atraentes para os demais e, ao mesmo tempo, não nos deixará faltar a ajuda e a cooperação na realização de nossos projetos e anseios. Cria ainda uma força magnética que é o meio de aumentar o êxito sob todos os aspectos.
A fim de ilustrar a aplicação da Regra de Ouro na nossa vida, e em virtude de colocarmos o conhecimento astrológico a serviço de uma iluminação específica ou de um objetivo de regeneração, vamos aplicar ao horóscopo individual as representações dos “pontos zodiacais e suas contrapartes”. E para isso usemos aqui a Astrologia Rosacruz!
Em outras palavras, devemos procurar sempre tornar práticas nossas conclusões filosóficas na interpretação astrológica ou no viver. Percebam bem que se aplicarmos na nossa vida a Regra de Ouro apelamos de tal modo para o instinto de conservação que a consideração ao bem-estar, à felicidade e ao sucesso de outra pessoa é estimulada.
Como efeito a essa causa por nós colocada em prática, os desejos naturais e normais, de realização do indivíduo são estendidos a uma oitava superior de realização do “eu” e do “outro eu” – que significa “todas as pessoas”.
Se consideramos as duas partes: “eu” e uma outra pessoa (“outro eu”), podemos reescrever o texto da Regra de Ouro como: “Eu faço aos outros o que eu quero que me façam; assim eles fazem a mim o que quero fazer a eles”.
Desenhemos um círculo com o diâmetro horizontal; o símbolo do Signo de Áries no ponto que corresponde ao Ascendente; o símbolo do Signo de Libra no ponto correspondente à cúspide da 7ª Casa, oposta ao Ascendente.
Comecemos na cúspide de Áries enquanto dizemos “Eu faço”; e ao dizer “aos”, corra em volta da circunferência da roda passando (pelo que seriam) as cúspides das 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Casas, chegando à cúspide da 7ª Casa, quando dizemos “outros”; permaneçamos aí enquanto dizemos “o que eu quero que me façam”.
Agora, vamos completar a Roda:
Continuemos a partir da cúspide de Libra, no semicírculo superior, dizendo “assim eles fazem”; e ao dizer “a mim”, corra em volta da circunferência da roda passando (pelo que seriam) as cúspides das 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 12ª Casas, enquanto você diz “o que quero fazer a eles” e alcance outra vez o Ascendente, quando você disser “mim”. Isso alerta a sua consciência a uma maior compreensão do funcionamento contínuo e rítmico da Lei de Causa e Efeito na sua evolução aqui; resumindo, você está representando, como num filme, a “Regra de Ouro”.
Acrescentemos os outros diâmetros, formando as 12 Casas astrológicas, acrescentemos os símbolos dos Signos às cúspides de cada Casa (de Áries a Peixes). Vamos a um exemplo da aplicação da Regra de Ouro aqui, começando pela 1ª Casa ou Ascendente e a sua oposta, a 7ª Casa.
Repita, olhando para a 1ª e 7ª Casa, a Regra de Ouro: “Eu faço aos outros o que eu quero que me façam; assim eles fazem a mim o que quero fazer a eles”.
Considerando as frases-chaves da 1ª Casa como “Eu sou” e “Eu faço”, compreendendo aqui como eu, um indivíduo, a Regra de Ouro me aponta para “Nós juntos somos” e “Nós juntos fazemos” me remetendo às palavras-chaves da 7ª Casa: associações, casamentos, relacionamentos.
Notem o que a Regra de Ouro aqui nos ensina: a vida é para ser vivida; ela mostra como a vida pode ser vivida em termos da neutralização de atritos internos, e do estabelecimento de harmonias e integrações a cada passo do caminho.
Para compreendermos isso, apliquemos o “padrão de Oposição”. Aqui, no caso, declaramos assim: “Áries é a contraparte de Libra” e “Libra é a contraparte de Áries”.
E por isso: são “as duas partes da mesma coisa” e não as duas partes de “duas coisas diferentes”. Notem que aqui estamos falando sobre o grande princípio da polaridade, não sob o ponto de vista de nós mesmos “versus” todos os demais, mas sob o de que todos somos reflexos uns dos outros. O pior e o melhor de cada um são complementado pelo melhor e pelo pior dos outros.
Até o momento em que conseguirmos reconhecer que a nossa Luz interna e a Luz de todos os seres humanos são uma só, tendemos a classificar as outras pessoas de 3 maneiras:
•a pessoa má – estimula em nós o que mais temos de defeitos e maldades, ou seja, nossas coisas não regeneradas
•a pessoa má e boa – ora estimula em nós o que mais temos de defeitos e maldades, ou seja, nossas coisas não regeneradas, ora o que mais temos de bom, nossas qualidades
•a pessoa boa – estimula em nós o que mais temos de bom, nossas qualidades
Vamos a um exemplo: se você tem Astros na 7ª Casa com Aspectos adversos, ou mesmo que não tenha Astros na 7ª Casa, mas que o Regente da 7ª Casa está com Aspectos adversos, a tendência é você ver os relacionamentos, casamentos e associações com dificuldades. Você tende a se impor por meio do “eu sou…eu faço” e tem dificuldades em se estabelecer como “nós somos…nós fazemos juntos”.
Ou as pessoas são para você más, ou más e boas.
De qualquer forma elas são as “tentadoras” e vão lhe mostrar onde você precisa se regenerar. As reações de inveja, ódio, ciúme, medo etc., brotam de sua Mente e se expressam no seu Corpo de Desejos ao se relacionar com tais pessoas.
Aqui translade ou transponha, pela aplicação da “Regra de Ouro”, redimindo a sua fraqueza em compreender e o atrito pela sua ignorância. Sublimando a cada relacionamento por meio das qualidades positivas dos Astros na 1ª ou 7ª Casa e do Signo na cúspide da 7ª Casa, é a lição a aprender.
Por exemplo, nesse caso, não perca um só momento do seu tempo invejando tal pessoa; procure imitar o bem que existe nela, tanto quanto for possível. Assim fazendo, você aprenderá do seu próprio “Eu superior”.
Se você tem Astros na 7ª Casa com Aspectos benéficos, ou mesmo que não tenha Astros na 7ª Casa, mas que o Regente da 7ª Casa está com Aspectos benéficos, a tendência é você ver os relacionamentos, casamentos e associações com facilidades.
Você tende a estender o “eu sou…eu faço” facilmente para “nós somos…nós fazemos juntos”. Para você as pessoas são “boas”, pois sua qualidade estimula você a expressar sua Luz. São pessoas que você tem o maior apreço porque estimula somente o melhor de sua consciência.
Aqui é só um exemplo. Você pode fazer o mesmo para Touro-Escorpião; Gêmeos-Virgem e assim por diante.
Para saber mais, assista a 22ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
22ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_6jul25-Cap.7-Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – Versículos 12
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Para entendermos o papel de Jeová em nosso Esquema de Evolução, desde que este grande Ser se elevou e ajudou a Humanidade executando diversos trabalhos junto com os Arcanjos, Anjos e outras Hierarquias, até hoje.
Assim faremos um retrospecto elencando os principais trabalhos, condições do Período que ajudaram e ajudam o ser humano a evoluir.
Quando iniciamos nossa peregrinação neste Esquema de Evolução desde o Período de Saturno até o Período Terrestre, fomos adquirindo germes dos Corpos e trabalhando na construção dos mesmos para atingirmos nosso objetivo de dominar a Região Química do Mundo Físico, e unir nosso “eu inferior” ao Eu superior, ou seja, manifestação do Ego em seus Corpos, e chegar à Consciência de Vigília na Região Química do Mundo Físico, e consequentemente adquirir experiências e continuar a peregrinação “voltando” para nosso Criador.
Como podemos observar no diagrama nós estamos na Terceira e meia Revolução do Período Terrestre na Época Ária, na Era de Peixes:
Jeová, que é um Anjo, conseguiu atingir sua elevação, ou seja, aprendeu tudo que tinha para aprender em seu Esquema de Evolução no Período Lunar, e desde então desempenhou diversos papéis em serviço ao ser humano até o Período Terrestre ao qual veremos adiante.
Para compreendermos um pouco mais o papel de Jeová, regressemos ao que já estudamos do Período Lunar para compreendermos o ambiente, o trabalho, estágio da Evolução, Humanidade do Período e condições dele.
•Os sete Globos desse Período eram aquosos e a atmosfera era uma névoa ígnea.
•Havia três elementos da Natureza: Fogo, Ar e Água.
•Nós éramos análogos à “Onda de Vida animal atual”, em constituição e consciência
•Consciência: sono com sonhos
•Trabalho: Senhores da Individualidade irradiaram de si mesmo o germe do Corpo de Desejos, para nós, ajudaram-nos a reconstruir o Corpo Denso e Corpo Vital, e o esqueleto, os músculos e nervos começaram germinalmente.
•Os Serafins despertaram em nós o veículo Espírito Humano.
•Início da evolução da atual Onda de Vida vegetal, esta era como hoje é a Onda de Vida mineral, em constituição e consciência.
•Os Anjos passaram pelo seu estágio “Humanidade” e começaram a trabalhar com a Onda de Vida vegetal nesse Período Lunar.
•Os Espíritos Lucíferos, os Atrasados da Onda de Vida dos Anjos, não progrediram tanto quanto os Anjos; não conseguiram obter conhecimento sem um órgão interno, como faz um Anjo normalmente.
•Também no final desse Período houve uma divisão no Globo e a parte menor se tornou como um satélite.
Neste diagrama temos – O Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O “Pai” é o mais elevado Iniciado da Humanidade do Período de Saturno. À Humanidade ordinária daquele Período pertenciam os que são agora os Senhores da Mente.
O “Filho” (Cristo) é o mais elevado Iniciado do Período Solar. A Humanidade comum desse Período pertencia os que são agora os Arcanjos.
O “Espírito Santo” (Jeová) é o mais elevado Iniciado do Período Lunar. À Humanidade comum desse Período pertenciam os que são agora os Anjos.
Quais são os Corpos e veículos dos Anjos?
•Seus Corpos com maior densidade são feitos de Éter
•São invisíveis à visão física comum
•Podem ser vistos por Egos que estão fora de seus Corpos Densos e que funcionam no Corpo-Alma
Quais são os Corpos e veículos de Jeová? São 10 veículos:
•1 Corpo formado de material do Mundo de Deus
•1 Corpo formado por materiais das 3 Regiões superiores do Mundo dos Espíritos Virginais
•1 Corpo formado por materiais da Região Central do Mundo dos Espíritos Virginais
•1 Corpo formado por materiais das 3 Regiões inferiores do Mundo dos Espíritos Virginais
•1 Corpo Espírito Divino
•1 Corpo Espírito de Vida
•1 Corpo Espírito Humano
•1 Corpo Mental
•1 Corpo Desejos
•1 Corpo Vital
Quais os papéis de Jeová até a vinda de Cristo na nossa Evolução e qual é o papel dele agora?
-Líder da Onda de Vida dos Anjos. Ele é o mais elevado Iniciado do Período Lunar.
-Alcançou o mérito de ser o atributo Espírito Santo de Deus.
-Regente de todas as Luas de todos os Planetas do nosso Sistema Solar, que tem Lua, inclusive a Lua do Planeta Terra (Deus Lunar).
-Deus do Antigo Testamento. Além de seus Anjos, ele é assistido por um número de Arcanjos.
-Fundou as Religiões de Raça e aqui ele é o Deus de Raça.
-Dividiu a Humanidade em diferentes povos e colocou cada um sob a direção de um grande Arcanjo, com a função de Espírito de Raça ou “deus” desse povo.
-Os Espíritos de Raça estabeleceram regras imperativas de vida e que prescreve penas para quaisquer transgressões.
-Jeová tem guiado a Humanidade a partir do exterior, por meio da Lei.
-A Bíblia nos diz que a Lei foi dada a nós até Cristo. Não até a vinda do Cristo exterior, mas até que o Amor de Cristo viva em nós e direcione nossas ações, tornando assim a Lei externa desnecessária, ou seja, até que nasça e desenvolva o Cristo Interno.
-Esta Lei repressiva estabelecida por Jeová foi a que nos permitiu tomar consciência do pecado, um ato contrário às Leis da Natureza.
-Propagação da Raça e nascimento era executado sob a direção dos Anjos e guiados por Jeová.
-Função procriadora era exercitado em determinadas épocas do ano.
-Parto era sem dor (pois na hora do parto os Arcanjos suspendiam o nosso Corpo de Desejos).
-Ser Humano era inconsciente do nascimento e da morte terrestre.
-Após o íntimo contato com a carne através das relações sexuais, sentimos a carne.
-O emprego ignorante da força sexual criadora e geradora gerou dor, enfermidade e tristeza.
Tudo quanto se relacionava com a propagação da Raça e com o nascimento, era executado sob a direção dos Anjos, e por sua vez, guiados por Jeová, o Regente da Lua.
A função procriadora era exercitada em determinadas épocas do ano, quando as linhas de força de Planeta para Planeta formavam ângulo apropriado.
Como a força sexual criadora não encontrava obstáculo algum, o parto realizava-se sem dor.
Éramos inconscientes do nascimento, porque nossa inconsciência do Mundo Físico era análoga à, agora, durante o sono.
Só mediante o íntimo contato das relações sexuais sentimos a carne, e “conhecemos” o outro aqui na Região Química do Mundo Físico.
A isto se referem várias passagens da Bíblia, por exemplo: “Adão conheceu Eva e ela concebeu Seth”; “Elkanah conheceu Hanah e ela concebeu Samuel”; e a pergunta de Maria: “Como poderia conceber se não conheço homem algum?”.
Está aqui, também, a chave para o significado da “Árvore do Conhecimento”, o fruto, que abriu os olhos de Adão e Eva, a fim de poderem conhecer o bem e o mal.
Anteriormente, conheciam somente o bem, mas, quando começaram a exercer a função criadora independentemente, sem o conhecimento das influências Astrais, como tem sido característica dos seus descendentes, conheceram o sofrimento e o mal. A suposta maldição de Jeová não foi maldição de maneira alguma.
Foi uma clara indicação do efeito que, inevitavelmente, produziria a força criadora quando empregada na geração de um novo ser, sem tomar em conta as determinantes dos Astros.
Assim, o emprego ignorante da força geradora é o principal responsável pela dor, enfermidade e tristeza. Para saber mais, assista a 230ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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A Terra foi arrojada do Sol porque a Humanidade não podia suportar seus tremendos impulsos físicos e espirituais. Apesar de encontrar-se a tão grande distância do Sol, o impulso espiritual seria ainda demasiado forte se não fosse enviado primeiramente à Lua para que Jeová, o Regente da Lua, o empregasse em benefício do ser humano. Certo número de Arcanjos (Espíritos solares comuns) seguiu com Jeová, como auxiliares, para refletirem esses impulsos espirituais do Sol sobre a Humanidade da Terra, em forma de Religiões de Jeová ou Religiões de Raça.
O veículo inferior dos Arcanjos é o Corpo de Desejos. Nosso Corpo de Desejos foi obtido no Período Lunar, que tinha Jeová como o Iniciado mais elevado. Como o Corpo mais denso que Jeová funciona é o Corpo Espírito Humano, que é a contraparte superior do Corpo de Desejos (ou seja: tem toda a quintessência do Corpo de Desejos, pois tal Corpo Espírito Humano foi alimentado totalmente pela Alma Emocional) pode tratar do Corpo de Desejos do ser humano.
Jeová é o dador de crianças, e os Anjos são seus mensageiros nesta obra. Os fisiólogos sabem muito bem que a Lua está relacionada com a gestação. Observem que dirige e governa os períodos de vida intrauterina e outras funções fisiológicas. Jeová é o criador das Raças (portanto, das línguas) – assim: o Deus de Raça que aparece no Antigo Testamento como “Deus” – e, portanto, das Religiões de Raça (com as suas Leis foram dadas para emancipar o intelecto do desejo. O “temor a Deus” foi posto contra os “desejos da carne”) tendo os seus Arcanjos auxiliares como Espíritos de Raça. Jeová cuida especialmente de qualquer “semente de Raça”, na qual inculca as faculdades embrionárias da Humanidade de uma nova Época.
Vamos ver o que são as Dispensações Jeovísticas:
Começa com o temor à Deus, onde fomos impelidos a temer a Deus. Para o nosso próprio bem espiritual, nos foram dadas Religiões que tinham como base o látego do temor. Depois com sacrifício e obediência, fomos ensinados a dar parte dos nossos melhores bens como sacrifício. Isto foi conseguido pelo Deus de Raça ou Tribo. Exigia a mais estrita reverência e obediência, além do sacrifício dos bens. Em troca nos ajudava em nossas batalhas, multiplicava rebanhos e plantações.
A fim de compararmos, vamos ver brevemente as Dispensações Crísticas:
A primeira chamamos de Cristianismo Popular. Refere-se às práticas religiosas Cristãs que se desenvolvem fora das estruturas formais da Igreja, muitas vezes misturando elementos da Religião tradicional com crenças e costumes locais.
A segunda chamamos de Cristianismo Esotérico. É uma vertente do Cristianismo que se concentra nos aspectos mais profundos e misteriosos da fé, muitas vezes acessíveis apenas a um círculo restrito de Iniciados. Ele explora ensinamentos secretos e práticas espirituais que buscam uma compreensão mais íntima de Deus e da natureza da realidade, frequentemente contrastando com a interpretação mais comum e pública do Cristianismo.
A primeira ajuda são as Religiões de Raça, com a qual a Humanidade pode dominar o Corpo de Desejos, preparando-o para a união com o Espírito Santo. A plena operação dessa ajuda pode ser vista no Dia de Pentecostes. Como o Espírito Santo é o Deus de Raça, todas as línguas são expressões dele. Esta é a razão pela qual os Apóstolos, quando estavam plenamente unidos e submergidos no Espírito Santo, falavam diferentes línguas e podiam convencer os seus ouvintes. Seus Corpos de Desejos tinham sido suficientemente purificados para produzir a união desejada, e isso é um vislumbre daquilo que o discípulo alcançará algum dia: o poder para falar todas as línguas. Na Época Hiperbórea, antes do ser humano possuir um Corpo de Desejos, havia somente um único modo de comunicação, e quando os Corpos de Desejos se purificarem o suficiente, todos os seres humanos poderão compreender uns aos outros; então a diferenciação separatista das Raças deverá desaparecer.
A segunda ajuda, que a Humanidade tem atualmente, é a Religião do Filho; a Religião Cristã, cuja finalidade é a união com Cristo, pela purificação e governo do Corpo Vital. São Paulo se refere a esses estados futuros quando diz: “até que o Cristo nasça dentro de vós”, e exorta seus seguidores a se desembaraçarem de todos os empecilhos, como quando estamos participando de uma corrida. O princípio fundamental para construir o Corpo Vital é a repetição. As experiências repetidas agindo nele criam a memória. Os Líderes da Humanidade, desejando nos prestar uma ajuda inconsciente por meio de certos Exercícios, instituíram a oração, como um meio de produzir pensamentos puros e nobres que agem sobre o Corpo Vital. Por isso eles nos recomendaram que “orássemos sem cessar”.
A terceira ajuda a ser dada à Humanidade será a Religião do Pai. Vagamente podemos compreender o que será. Somente podemos dizer que seu Ideal será superior à Fraternidade e que, por seu intermédio, o Corpo Denso será espiritualizado.
As Religiões do Espírito Santo, ou seja, as Religiões de Raça, tiveram por objetivo a elevação da Raça humana por meio do sentimento de união limitado a um grupo: família, tribo ou nação.
O propósito da Religião do Filho, o Cristo, é elevar ainda mais a Humanidade, para formar uma Fraternidade Universal, composta de indivíduos separados.
O ideal da Religião do Pai será a eliminação de toda separatividade, submergindo-se todos no Uno, de modo a não haver mais nem “eu” nem “tu” e a serem todos unos em realidade. Os Anjos agem e auxiliam nos Corpos Vitais do ser humano, dos animais e das plantas. Seus Corpos mais densos são formados de Éter, pois dele estava composto o Globo D do Período Lunar, quando eles foram humanos.
Jeová e seus Arcanjos assumem, portanto, em relação às Raças, um papel semelhante ao do Espírito-Grupo em relação aos animais. Quando os membros individuais de uma Raça desenvolvem completamente o domínio e governo de si, emancipam-se da influência dos Espíritos de Raça e seres afins.
Vejamos uma explicação e correlação com a ação dos Anjos, Jeová, Espírito-Grupo e Ego: para guiar as Raças, os Espíritos de Raça agem sobre o sangue, assim como o Espírito-Grupo dirige os animais de cada espécie por meio do sangue.
O Ego governa o seu veículo por meio do sangue, mas com uma diferença: o Ego age por meio do calor do sangue, enquanto o Espírito de Raça (ou seja, tribal ou familiar) age por meio do ar, conforme esse penetra nos pulmões.
Está é a razão de Jeová, ou seus Mensageiros, terem “soprado seu alento nas narinas do ser humano”, assim assegurando a admissão do Espírito de Raça, dos Espíritos comunitários, etc.
Entre o princípio e a metade da Época Lemúrica e, provavelmente, depois que a Lua foi arrojada da Terra, porque Jeová não tinha a seu cargo a geração dos Corpos antes da Lua ser expulsa.
As formas eram mais etéreas. Não havia Corpos Densos e concretos. Só é possível fazer tais Corpos mediante as forças lunares endurecedoras e cristalizantes. Deve ter-se realizado na primeira metade da Época Lemúrica, repetimos, porque a posterior separação dos sexos teve lugar em meados dessa época. Nesse tempo, o ser humano nascente não tinha começado a respirar por pulmões.
Tinha um aparelho semelhante a brânquias, o que presentemente, ainda se encontra no embrião humano, quando passa pelos estados ante natais correspondentes a essa Época.
Não tinha sangue vermelho e quente (porque nesse estado não havia Espírito individual) e toda sua forma era branda e flexível. Mesmo o esqueleto era mole como as cartilagens. Quando foi necessário separar a Humanidade em sexos, o esqueleto tornou-se firme e sólido.
A obra de Jeová foi construir ossos duros e densos dentro da substância branda dos Corpos já existentes. Antes desse tempo, isto é, durante as Épocas Polar e Hiperbórea, nem o ser humano nem o animal tinham ossos.
Foi quem designou um “Anjo da Guarda” para cada um de nós quando na Época Lemúrica os nossos Corpos se formaram definidamente (deviam ter sangue vermelho e quente para poderem conter uma Alma e converterem-se em templos de nós, um Espírito interno). Éramos muito débeis, impotentes, completamente incapazes de guiar o nosso veículo denso. Hoje não necessitamos mais que os Anjos façam essa função, exceto até os 7 anos, mas não como Anjos da Guarda exclusivos para cada criança, mas sim como orientadores.
Por vontade própria fomos robustecendo o nosso modo de agir por meio do Corpo de Desejos, procurando satisfazer todos os nossos desejos, sentimentos e emoções inferiores em busca da conquista da Região Química do Mundo Físico, e esquecendo totalmente da nossa parte divina. O livre arbítrio nos garantiu essa escolha. Como o Corpo de Desejos ditava a nossa conduta e era focado em gerarmos desejos, emoções e sentimentos inferiores (egoísmo, ódio, raiva, vingança, ciúmes, inveja e afins), colocamos, por livre vontade, a Mente à serviço do Corpo de Desejos, e começamos a utilizar a Mente para manifestar a astúcia e justificar os nossos desejos inferiores.
Resultado: cristalização dos nossos veículos e risco de perder todas as possibilidades de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução (que é o que já aconteceu com vários dos nossos irmãos e das nossas irmãs que hoje aguardam no cone sombrio da Lua um próximo Dia de Manifestação do nosso Criador, Deus).
Reduzir o risco do apego da Onda de Vida humana à parte mais densa, que sempre ocorre, devido ao elevado grau de “cegueira espiritual”, a fim de focar na parte material, o que pode resultar em uma cristalização tal, que seres da Onda de Vida humana podem perder todas as possibilidades de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução (que é o que já aconteceu com vários dos nossos irmãos e das nossas irmãs que hoje aguardam no cone sombrio da Lua um próximo Dia de Manifestação do nosso Criador, Deus).
A Lua do Planeta Terra tem múltiplas funções dentre as quais, um Campo de Desintegração (para seres humanos degenerados) e um Campo de Evolução para os Anjos.
Suas emanações são cristalizantes. É morada dos fracassados das Ondas de Vida. É a oitava esfera. Jeová é o Regente da Lua. Além de muitas outras funções, Ele tem a seu cargo os seres degenerados e malignos que nela existem.
As forças lunares, por sua vez, chegam da distância necessária para que o Corpo seja construído com a densidade conveniente. Estas últimas forças são ativas na construção da Forma. A Lua absorve as vibrações fortes do Sol e reflete as restantes sobre nós. A continuidade da sua ação acaba por cristalizar os tecidos orgânicos e, até, por ocasionar a morte.
A Degeneração resultou do abuso ignorante e desautorizado do ato gerador, iniciado pelos Espíritos de Lúcifer.
Na última parte da Época Atlante o egoísmo havia se desenvolvido a um grau muito maior que antes. A visão espiritual estava quase apagada na maioria dos seres humanos, que então viviam inteiramente no plano material e se satisfaziam especialmente nas paixões materiais.
O animal touro foi, então, mui apropriadamente adorado, como emblema da força necessária para conquistar o Mundo material. Esse animal, devido a sua fortaleza, foi muito útil ao ser humano em todas as suas lutas e trabalhos.
O privilégio sobre as “orlas de carne do Egito” diz respeito ao enorme consumo de carne bovina naquela época para desenvolvimento do instinto, e ajudar na formação dos pulmões, que seriam necessários depois (na atual Época Ária).
Quando o Sol percorreu pela última vez, no movimento de Precessão dos Equinócios, o Signo de Touro, e entrou no Signo do Cordeiro, Áries, inauguraram-se as Religiões árias. A Religião ária deve permanecer durante um grande Ano Sideral, enquanto o Sol, por Precessão dos Equinócios, cruzar os doze Signos do Zodíaco (cerca de 25.920 anos comuns).
Fatos subjacentes na história nos contam de uma multidão de pessoas que deixou a terra em que o Touro era adorado (a Atlântida ou Egito Antigo), e que submergiu junto com uma nação pagã. Tal multidão, guiada por Noé, na história do dilúvio, são os precursores Atlantes, os Semitas Originais, que formariam as atuais Raças Árias. Mas uma parte dela foi novamente atraída ao passado, casando-se com Raças inferiores, e voltando à adoração do Touro, compuseram as dez tribos perdidas, os atuais judeus, que ainda conservam traços atlantes e se conduzem pela ambição e astúcia.
O dilúvio e o Êxodo, em que Moisés conduziu o povo prometido através do Mar Vermelho (Áries) para fora do Egito são o mesmo fato evolutivo. Os atlantes submersos e o exército do Faraó que foi engolido pelo Mar Vermelho, aludem ao mesmo povo que não quis adiantar-se e permaneceu na adoração do Touro, contrariando os desígnios evolutivos das Hierarquias Criadoras. O moderno Egito nada tem a ver com o antigo, a Atlântida.
Os atuais judeus guardam vividamente a consciência de seu desvio, pelo que se apegam de unhas e dentes à ideia de não se misturar com outros povos, apesar dos esforços dos Senhores do Destino, que os espalharam pelo mundo, em repetidos desterros, para salvá-los na amalgamação com Raças superiores. Perderam-se ao se “casarem com as filhas dos homens” e terão de salvar-se pela mistura com as Raças superiores. Os filhos de judeus nas Américas estão perdendo essa obsessão e aos poucos se vão se misturando.
Não esqueçamos que Cristo, na Sua primeira vinda, teve que “nascer como homem entre os homens”, justamente onde havia o maior perigo de se formar uma segunda Lua como Campo de Desintegração. Assim precisou focar os seus ensinamentos para os seres humanos que compunham “as tribos perdidas de Israel”, para que pudessem ter a oportunidade de se espiritualizar, ou seja, trazer de volta a Luz espiritual que os seres humanos desfrutavam antes de terem descido às profundezas da materialidade.
Para saber mais, assista a 231ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
O 1º Capítulo do Livro do Gênesis diz que fomos criados por último – que trata da Forma. O 2º Capítulo do Livro do Gênesis afirma que fomos criados antes de todas as coisas viventes – que trata da Vida.
E como um Espírito cria um Corpo? Simples: Matéria é Espírito Cristalizado. Involução – O Passado… e a sua Caminhada Dinâmica.
Como sabemos, no início de nossa jornada, os nossos Campos de Evolução (que hoje conhecemos como Planeta Terra) – os Globos – eram imensamente mais sutis, e consequentemente, tudo o mais que neles havia.
Durante a Involução, começamos, a partir do germe que nos foi dado, a evoluir cada Corpo a cada degrau de densidade, sempre descendo cada vez mais.
Já estudamos profundamente aqui, o divino Esquema de Evolução para nossa Onda de Vida humana. Agora vamos nos fixar na dinâmica plena de sabedoria que o compõe, em relação aos níveis de Consciência e Reinos.
Chegamos ao Período Terrestre em nosso Globo D com plena condição de adequação ao Nadir da Materialidade, quando receberíamos o germe do veículo Mente. Após o recebimento da Mente, conseguimos nossa Consciência de Vigília, que era voltada agora para fora, para as coisas externas contidas na Região Química do Mundo Físico.
Lembrando que ao final da nossa imersão em cada Período e, também, a cada Revolução, mergulhávamos no Caos, onde as experiências e conhecimentos adquiridos principalmente pelos mais adiantados, abastecia e equilibrava o nível de absorção de todos para o próximo Período.
A Teoria científica aceita esta sequência: escuro e quente, brilhantíssimo, umidade externa e calor interno, e solidificação
No Período de Saturno: os Senhores da Chama implantaram na vida evolucionante o germe do Corpo Denso, na 7ª Revolução despertaram o nosso veículo Espírito Divino, e ao término do Período de Saturno, tínhamos apenas um Corpo: o Corpo Denso e um veículo Espírito Divino. Nível de consciência era semelhante ao transe (aos minerais).
No Período Solar – Na 1ª Revolução, houve a Recapitulação do Período de Saturno; o Corpo Denso foi aperfeiçoado e adequado para receber o germe Corpo Vital. Na 2ª Revolução, os Senhores da Sabedoria, irradiaram de seus próprios Corpos o germe do Corpo Vital. Na 6ª Revolução os Querubins despertaram o nosso veículo Espírito de Vida e ao término do Período Solar tínhamos 2 Corpos: Denso e Vital, e dois veículos espirituais despertados Espírito Divino e Espírito de Vida, o nível de Consciência era semelhante ao Sono sem sonhos (aos vegetais).
No Período Lunar – Como sempre, na 1ª Revolução, recapitulamos o Período de Saturno, aperfeiçoando-o e adaptando-o para receber o germe do Corpo de Desejos. Na 2ª Revolução, foi feito o mesmo com o Corpo Vital. Na 3ª Revolução, os Senhores da Individualidade, irradiaram de si o germe que auxiliaria os evoluintes na construção de um Corpo de Desejos, como também na adaptação deste com o conjunto Corpo Vital + Corpo Denso, e na 5ª Revolução os Serafins despertaram o nosso veículo Espírito Humano, o nível de Consciência era semelhante ao Sono com sonhos (aos animais).
No Período Terrestre – Chegamos aqui com nosso Globo e nossos Corpos perfeitamente adequados para recebermos o germe da Mente. Ao chegarmos no Período terrestre, possuíamos também o Tríplice Espírito, e no Globo D, este se uniu aos nossos Corpos, e passamos a governá-los de dentro deles. Tínhamos a Consciência de Vigília.
Os Reinos ou as quatro Ondas de Vida que estando evoluindo no Período Terrestre; Onda de Vida humana: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente (mais o Tríplice Espírito – Espírito Divino, Espíritode Vida e Espírito Humano); Onda de vida animal: Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos; Onda de Vida vegetal: Corpo Denso e Corpo Vital.; Onda de Vida mineral: Corpo Denso.
No Período Terrestre tivemos a divisão em Épocas e Eras: nas 1ª, 2ª e 3ª Épocas foram feitas como sempre as Recapitulações, para concluir e adaptar os Corpos à aquisição do germe da Mente. Contamos então com o auxílio dos Senhores da Forma. Época Polar: Recapitulamos o Período de Saturno e do Corpo Denso, houve então a formação do cérebro. Época Hiperbórea: Recapitulação do Período Solar: Corpo Vital. A Terra foi separada do Sol, bem como todos os outros seis Planetas. Época Lemúrica: Recapitulação do Período lunar: Corpo de Desejos. A Lua foi arremessada da Terra. Época Atlante: Na 4ª Revolução do Período Terrestre na Época Atlante, inicia-se o trabalho deste Período; e foi exatamente na metade desta Época que adquirimos nossa Mente.
E a partir daqui, termina nossa jornada descendo em materialidade e, portanto, nosso trabalho no processo de Involução. Agora, com nosso Tríplice Corpo, nosso Tríplice Espírito e nosso veículo Mente, começamos a subir os Caminhos de nossa Evolução.
Para saber mais, assista a 232ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
No Período Terrestre, os Senhores da Mente emitiram de si, dentro do nosso Ser, o núcleo da matéria mental para que pudéssemos construir e desenvolver nossa Mente, que ainda está em estágio mineral, sendo apenas um veículo.
Quando recebemos a Mente, no encontro do Tríplice Corpo e do Tríplice Espírito, nos tornamos Indivíduos responsáveis por nós mesmos. Não nos tornamos imediatamente o que somos hoje. Mas, foi necessário um longo caminho – nossa consciência ainda era próxima a dos animais.
Foi preciso construir um cérebro para que pudéssemos “ler e escrever” o que conseguíamos perceber na Região Química do Mundo Físico com os nossos cinco sentidos físicos (audição, paladar, tato, visão e olfato).
Isto só foi possível com a separação dos sexos, pois o cérebro e a laringe foram construídos com metade da força sexual criadora, a força que nos foi dada pelo Espírito Santo. Nós, seres humanos, para adquirirmos a consciência do Mundo externo, perdemos a metade da força sexual criadora.
Durante toda a nossa caminhada, agora como Indivíduos, ainda precisaríamos muito do auxílio de Seres muito elevados.
Um grande auxílio veio de Seres muito mais avançados do que nós, seres humanos; vieram de Vênus e Mercúrio, após estes Planetas terem sido arrojados do Sol. Eles nos auxiliaram desde os primeiros passos da nossa evolução. A maior parte dos seres humanos, ficou sob a direção dos Senhores de Vênus. Durante seu trabalho tudo aqui foi paz, pois na verdade seu objetivo era nos orientar até que pudéssemos seguir sozinhos.
Os mais avançados entre os seres humanos, foram iniciados pelos Senhores de Mercúrio (ainda mais evoluídos) que os prepararam para dirigirem seu povo.
Aqui surge o conceito dos “Reis pela graça de Deus”. As massas honraram estes reis, dando-lhes muito poder, mas estes reis pouco a pouco foram se corrompendo, tornando-se corruptos e arrogantes.
Tivemos grande ajuda de Jeová na passagem pelas Raças no Período Terrestre, que dividiu os seres humanos em Raças, cada qual com seu Arcanjo. Lembrando que as Raças foram chamadas de “os 16 caminhos da Destruição”, em função de que muitas Almas se apegaram tanto a uma Raça, que acabaram por se cristalizar, ficando presas sempre aos Corpos delas, enquanto estes se degeneravam.
Tivemos então o Auxílio da Redenção: Cristo, nosso Salvador. Quando chegamos a grande possibilidade de nos cristalizarmos e perdermos todas as possibilidades de evoluirmos neste nosso divino Esquema de Evolução, foi necessário um grande plano de salvação. Cristo, e mais um elenco de grandes Espíritos, renascem aqui na Região Química do Mundo Físico.
Jesus de Nazaré, vive na Terra durante 30 anos, preparando seus corpos Denso e Vital, para atender o Cristo, que enquanto um Arcanjo, não os possuía.
Cristo e seus Apóstolos estiveram juntos durante os três anos em que Cristo “pregou e curou os enfermos”, e os preparou para disseminarem o Evangelho. Na crucificação do nosso Salvador, Cristo, o sangue derramado na Terra fez Dele o Redentor da Terra.
Todos os anos, Cristo volta ao centro da Terra, e só retorna ao Pai, após recuperá-la das cristalizações, mantendo-a assim, navegando no Espaço. É fundamental a descrição do próprio Cristo, quanto à sua vinda aqui na Terra: “Eu não vim para mudar a Lei, mas para aplicá-la com Misericórdia”; “A Lei que se aplica com a Mente, e a Misericórdia com o Coração”.
Nos caminhos do Senhor, em qual grau estamos?
1º Grau: nos primórdios: através do medo: oferecíamos sacrifícios para aplacá-lo.
2º Grau: Semitas Originais: Deus doador: sacrificavam-se por avareza, aguardando benefícios materiais.
3º Grau: Igrejas Cristãs populares: veneram a Deus com orações, vivem a vida no bem e cultivam a Fé, recompensa: o Céu.
4º Grau: Cristãos Esotéricos: fazem o bem, porque é justo agir com retidão, empenham-se em alcançar o grau superior, que só será alcançado na sexta Época, a Nova Galileia.
Já se vão mais de 2000 anos desde a primeira vinda de Cristo. Hoje – 2025 – renascidos aqui na Terra, há em torno de 8 bilhões de pessoas. Em torno de 35% no Ocidente. Sabemos que toda a Humanidade deverá chegar ao Cristianismo a fim de se voltar a Deus, posto que é esse o único Caminho.
Os irmãos atrasados e até os muito atrasados, inclusive os antropoides superiores, têm até a 5ª Revolução do Período Terrestre para continuarem nesse Esquema de Evolução que seguimos atualmente.
E o nosso grande objetivo é chegarmos ao Período de Júpiter, quando seremos “Super Homens”. Ao chegarmos no Período de Vênus, seremos Semi- Deuses. Ao chegarmos no Período de Vulcano, seremos Deuses, mas, seremos Deuses semelhantes ao nosso Deus-Pai, que continuará sempre a evoluir, como as pedrinhas da rua, os vegetais, animais, como também os mais elevados Seres do Universo.
Jamais Deuses estáticos, mas sim deuses dinâmicos.
A Epigênese é a atividade criadora originária do Ego. Alavancada pela Mente como suporte, a Involução se torna Evolução, e ambas se completam com a Epigênese.
A Epigênese é uma faculdade espiritual, que através do livre arbítrio, se manifesta pela vontade, que junto com a Involução e a Evolução, define que ao evoluirmos, não o fazemos apenas em relação aos nossos poderes latentes; ela permite também melhores condições de vida, com o surgimento de coisas novas.
O Ego, se torna então, através dela, um criador original. Quando ele renasce, incorpora a 5ª essência de seus primitivos Corpos Vitais, mais um pequeno trabalho original. O pai e a mãe dão ao filho, a substância de seus Corpos para a construção do Corpo do filho; mas a Epigênese possibilita algo novo, que fará o filho diferente.
O Espírito durante a Involução, construiu as Formas, e através delas iniciou a Evolução; mas foi a Epigênese que permitiu o aprimoramento destas Formas. Mas, é preciso compreender que a Lei de Causa e Efeito, não redireciona nossos Destinos Maduros de uma só vez. Muitos eventos ocorrem em nossas vidas, em função de escolhas e causas que plantamos nesta vida, e a colheita no caso poderá se dar também aqui e agora. Nestas condições portanto, existem os intervalos entre as colheitas do passado, e é nesta oportunidade que nosso livre arbítrio, nos permite criar ainda mais coisas novas… com a Epigênese.
Termo Rosacruz: Baluarte da Evolução
Pois, viemos ao Mundo Físico, o “baluarte da Evolução” para vivenciar experiências. Nossos melhores mestres são a dor e o sofrimento – deveria ser a alegria e o amor, mas são poucos que conseguem evoluir através da alegria e do amor. Nossas experiências são vividas através da Tríade: Involução, Evolução e Epigênese. Através da Involução, construímos nossos Corpos, para que o nosso Espírito neles se manifestasse. Foi aqui que adquirimos nossa consciência do “Eu”. Nossa consciência, estava voltada para dentro, mas contávamos com a assistência de Grandes Hierarquias Criadoras.
A Mente é o elo entre o nosso Tríplice Corpo ao nosso Tríplice Espírito, e a partir de então, desenvolvemos nossa consciência para fora. Na Evolução, estamos desenvolvendo nossa consciência até chegarmos à Onisciência. Nunca perdemos nossa ligação com as Grandes Hierarquias; deve-se a esta ligação, a força interna que faz de cada um, um ser único.
Esta é a força manifestada na Epigênese, a base do livre arbítrio. Alguns de nós preferem se acomodar, não gostam de mudanças e estacionam, negligentes e fúteis na vida terrestre, tornam inativa a Epigênese. “Quando a Epigênese se tona inativa em nós ou até em nações e raças, cessa a evolução e começa a Degeneração”.
Para saber mais, assista a 233ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
No Universo de Deus só há uma realidade absoluta: Vida, Vida e Vida…
A Morte NÃO existe. O que existe são teorias antiquadas, infelizmente.
O morto não salta subitamente para dentro de um Céu, da mesma maneira que não há inferno; decididamente, em parte alguma e em nenhum sentido, a não ser aquele que o ser humano prepara para si próprio, e isso será corrigido quando estiver passando pelo Purgatório.
A morte não transforma nem produz diferença alguma no ser humano após sua partida; ninguém se torna Santo, Anjo, nem é dotado de grande Sabedoria; no dia seguinte, será o mesmo ser humano, com as mesmas emoções, a mesma disposição de espírito, o mesmo desenvolvimento intelectual.
Os Ensinamentos Rosacruzes explicam esse conceito Vida/Morte com uma base lógica que consegue satisfazer a Mente e o Coração!
A morte é apenas uma mudança, saindo daqui do Mundo Físico e nascendo nos Mundos espirituais – no mesmo Corpo de Desejos daqui e depois com a mesma Mente daqui –, começando pelo Purgatório, depois indo para o Primeiro Céu, depois Segundo Céu e Terceiro Céu, onde irá se preparar para o seu próximo Renascimento.
A morte aqui no Mundo Físico equivale à libertação absoluta da dor, da fadiga, do sofrimento e das doenças físicas, dos afazeres materiais, da vida material, isso para quem vive sob pressão do trabalho, de compromissos sociais, dinheiro, fama, poder e sucesso.
Do lado de lá, tudo isso é desnecessário, porque a glória, o conforto e a beleza são franqueados a todos que veem valor nisso aqui.
Lá, o ser humano tem plena liberdade de devotar-se inteiramente àquilo que houver sido a sua predileção particular aqui no Mundo Físico, e desfrutá-lo ao máximo, desde que o regozijo seja mental ou pertença ao plano dos desejos e emoções superiores (formado por materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo, sem a exigência de um Corpo Denso.
Não nos enganemos, porém, que só há pessoas felizes lá; a vida no Além é naturalmente uma continuação dessa, sendo o ser humano, em todos os sentidos, o mesmo que fora aqui, antes de deixar o Corpo Denso.
O importante é saber que “não morremos”, Deus não faz nada para se perder. A morte não existe!!!
A Fraternidade Rosacruz é uma Associação de Cristãos Místicos.
O que isso significa de fato?
Que essa Filosofia Mística Cristã apresenta conhecimentos profundos sobre os Mistérios Cristãos, e estabelece um ponto de encontro entre Arte, Religião e Ciência.
A Filosofia Rosacruz é inteiramente Cristã, buscando tornar a Religião um fator vivo na Terra, e conduzir a Cristo aqueles que não conseguem encontrá-Lo somente pela fé. Para atingir esse objetivo, a Fraternidade Rosacruz apresenta um ensinamento definido, lógico e sequencial sobre a origem, a evolução e o desenvolvimento futuro do mundo e de nós, apresentando tanto os aspectos espirituais quanto os científicos: um ensinamento que não faz afirmações que não sejam sustentadas pela razão e pela lógica. O objetivo da Fraternidade Rosacruz é capacitar as pessoas a aceitarem as doutrinas Cristãs por meio do conhecimento Esotérico.
Cristo é um Ideal que deve ser seguido; Ele que nos mostrou o Caminho correto, agiu como Filho, ensinou Seus Discípulos e a multidão que O seguia, atendeu os doentes 24 horas por dia, todos os dias, sem distinção, mostrando o que deveriam fazer após serem curados, mostrou como viver com o necessário, e por aí vai…
A principal atividade da Fraternidade Rosacruz é “pregar o evangelho” (o da vindoura Era de Aquário) e “curar os doentes”.
Isso é executado disponibilizando os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental a todos que estejam prontos para recebê-los, e administrando um Departamento de Cura que enfatiza a Cura espiritual Rosacruz, juntamente com os princípios de uma vida correta.
O trabalho da Fraternidade Rosacruz é realizado pelos esforços de todos os seus Estudantes Rosacruzes. Muitos deles, espalhados pelo mundo, trabalham por meio de Centros e Grupos de Estudos Rosacruzes que ministram aulas de Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruz, cujo estudo e ensino são parte integrante do trabalho da Fraternidade Rosacruz.
Assim, precisamos cuidar dos nossos afazeres sim, mas inserindo na nossa vida a espiritualidade, ajudando irmãos e irmãs necessitados, curando as pessoas (há muitas maneiras de se fazer isso).
Precisamos também tomar muito cuidado para não pecarmos, não mentirmos, não sermos invejosos, não maltratar pessoas, não usar a astúcia.
Precisamos estar atentos, examinar sempre nossas consciências, entrarmos em nosso interior, fazer uma faxina, e vermos se estamos realmente no Caminho, sendo Cristãos verdadeiros, sinceros, puros de coração e humildes.
Sejamos iluminados pela Luz da Fé, contemplando o belo, falando somente a verdade e fazendo somente o bem.
Sejamos Cristãos verdadeiros, Estudantes verdadeiros, sinceros, ou estaremos sempre nos enganando, e claro, não cresceremos espiritualmente.
Seguir o Cristo não é fácil, mas é a única coisa correta a se fazer.
Aprendemos que a doença é uma manifestação da ignorância, o único pecado, e que a cura é uma demonstração do conhecimento aplicado, que é a única salvação
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que manter a saúde, uma vez adquirida ou recuperada, requer um conhecimento das Leis de Deus e, portanto, na Luz do mandamento do Grande Mestre.
Também aprendemos que a doença é uma manifestação da ignorância, o único pecado, e que a cura é uma demonstração do conhecimento aplicado, que é a única salvação.
Outra coisa que aprendemos é não fazer confusão entre: remediar e curar. A diferença consiste principalmente em haver ou não haver cooperação do paciente.
Uma pessoa pode curar outra com massagens ou medicamentos. Nestes casos, o paciente mantém-se passivo, como o barro nas mãos do oleiro.
Não há dúvida de que com tais tratamentos podem desaparecer as afecções e o paciente se restabelecer, mas em geral seu restabelecimento é apenas temporário porque não foram levadas em conta as “causas reais” da doença e/ou enfermidade.
O paciente não compreendeu que a doença é a consequência da violação das Leis de Deus, sendo provável, portanto, que continue fazendo as mesmas coisas que fazia, e como resultado a doença poderá retornar.
O remediar é um processo físico. O curar é radicalmente diferente porque, neste caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem o cura!
E aqui a fé que precisamos para passar por momentos difíceis, que nada mais são, do que as nossas provas aqui no Mundo Físico, e as escolhemos ainda lá no Terceiro Céu, é imprescindível.
Lembrando: “Deus não dá um fardo que não conseguimos carregar”.
Não podemos jamais deixar de acreditar, jamais desistir, devemos ter fé (o que nos leva a crer sem ver), precisamos é recorrer à Divina presença e orar.
Ter fé, sabemos, é a capacidade de superar desafios através da força que vem de Deus, é saber que para Deus tudo é possível, se estivermos prontos, se já formos merecedores, e quando tivermos pagado nossas dívidas de destino.
Quando as pessoas iam a Cristo Jesus para serem curadas definitivamente, não esperavam ser submetidas a nenhum tratamento físico porque sabiam que curar definitivamente iam pelo poder do Espírito. Elas tinham confiança ilimitada n’Ele, o que era absolutamente essencial.
Façamos nossas orações, levemos nossa vidinha, nosso cotidiano, servindo e sempre lembrando: “A fé sem obras é morta”.
Por isso em todos os casos em que Cristo Jesus curou alguém, essa pessoa tinha que fazer alguma coisa; tinha que cooperar com o Grande Médico, antes que a sua cura se efetuasse.
Dizia Ele: “Estende a tua mão”, e quando a pessoa assim fazia, sua mão ficava curada definitivamente.
Dizia a outro: “Toma o teu leito e anda”, e quando isso era feito, desaparecia a enfermidade.
Ao cego mandou: “Vai e banha-te no lago de Siloé”, ao leproso: “Vai ao sacerdote e oferece o teu donativo”, etc.
Devemos servir amorosa, sempre desinteressadamente e o mais anônimo possível, fazer o bem sem olhar a quem, sem esperar recompensas, a todos irmãos e irmãs, procurando a divina essência em cada um.
Peçamos a Cristo e ao nosso Pai que nos deem a graça de viver na fé e na humildade, acreditando sem ver, orando muito para termos discernimento, sendo puros de coração e Cristãos verdadeiros.
A Fraternidade Rosacruz nos ensina como seguir o Caminho (só o Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, pois Ele é Deus Filho), e tem o Departamento de Cura pronto a ajudar a qualquer pessoa, gratuita e amorosamente, basta para isso confiar e escrever (seguindo a instrução no nosso site da Fraternidade Rosacruz – www.fraternidaderosacruz.com, no “Departamento de Cura”).
Como Egos, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, passamos por diversas Épocas, e estamos indo para a Sexta Época, a Nova Galileia. Não devemos confundir a Era de Aquário com a Nova Galileia!
Esta Sexta Época, assim chamada pelas Escolas de Mistérios do Ocidente é, também, chamada o “Reino do Cristo”, pois Ele lá será o Grande Unificador, pois a grande maioria de nós terá desenvolvido internamente o princípio Crístico dentro de si e um novo veículo, o Corpo-Alma, agindo somente pelos ditames do Espírito.
Por meio da nova vestimenta, o Corpo-Alma, o Dourado Manto Nupcial, ou Soma Psuchicon (de que falou S. Paulo), trabalharemos para aprender a funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, mesmo ainda trabalhando também na Região Química do Mundo Físico.
A Nova Galileia será uma Terra de paz (Jer-u-salém), pois a Fraternidade Universal unirá todos os seres de toda a Terra em Amor, sendo esta Terra totalmente transparente, formada de Éter Luminoso, e transmitirá a luz solar.
Os Corpos não conhecerão cansaço, daí não precisarem das noites para seu repouso, as quais também não existirão.
Os doze nervos cranianos, que são os portais para o trono da consciência, nunca estarão fechados.
A morte não poderá existir porque a Árvore da Vida – a faculdade de gerar energia vital – será possibilitada através do órgão etérico da cabeça.
O Amor será totalmente altruísta e a Razão aprovará seus ditames.
A Fraternidade Universal reinará plenamente e cada um trabalhará para o bem de todos.
Esforcemo-nos ao máximo para já construirmos o nosso Corpo-Alma, de modo que desde já tudo o que fizermos, o fazermos por Amor Crístico.
Como acelerar essa construção? O Corpo-Alma só é construído pelo serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focando na divina essência oculta em cada irmão, em cada irmã, e realizado o mais anonimamente que possamos. Refreando as tendências da nossa natureza inferior, especialmente o gasto da nossa força sexual criadora. É através do Corpo-Alma que exercitamos, cada vez mais, o equilíbrio “Cabeça-Coração”.
Os Ensinamentos Rosacruzes nos orientam a ter CRISTO como o único Ideal do Estudante Rosacruz.
E como tal, seguir os ensinamentos nos fornecidos por Ele, dentre os quais o que nos ensina que se desejamos ser “o maior dentre todos, devemos ser o servo de todos”, e, para tanto, devemos nos esforçar diariamente em servir os nossos irmãos e as nossas irmãs, com o Amor Crístico, a modéstia e humildade, desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível).
Também, temos que ter uma fé inexaurível, inquebrantável, fervorosa e racional na Sabedoria de Deus. E demonstrá-la vivendo de acordo com o Esquema de Evolução. E é essa fé que nos ajuda a procurar falar, atuar e ver somente o Bem em tudo e em todos, diariamente.
E, em um esforço individual procuraremos expressar a Verdade – que conhecemos –, a honradez – que buscamos e conseguimos ter – e a justiça – baseada sempre nos princípios Cristãos, pois aprendemos que essas são qualidades fundamentais da Divina Essência oculta em cada um.
Também estamos totalmente cientes de que as nossas condições atuais são o resultado das nossas ações, obras e atos que fizemos em vidas passadas, e é justamente por isso que podemos e devemos construir o nosso destino futuro nos melhorando por meio dos atos, das ações e obras no presente. E só conseguimos alcançar esse objetivo se não invejarmos ninguém, se não mentirmos, se não maldizermos, se não usarmos de astúcia com os irmãos e as irmãs. Ao contrário, nos dedicamos por meio das nossas aspirações em exercitar a nossa divina prerrogativa de livre arbítrio, semeando boas sementes para o amanhã.
Para que possamos discernir onde, como, quando, quanto ajudar procuraremos sempre cultivar um ambiente de Paz, Amor, equilíbrio e quietude, pois já estamos cientes de que o silêncio é um dos maiores auxiliares para o crescimento da nossa Alma.
Outra prática constante que sempre fazemos é a da confiança em nós mesmos, pois sabemos que ela é a virtude cardeal para o Estudante Rosacruz conseguir o crescimento espiritual.
Tudo que nos ocorrer durante o tempo em que estamos em consciência de vigília (acordados) submetemos todos os assuntos ao nosso tribunal interno e real da Verdade, e só depois de estabelecê-lo, é que partimos para a decisão final.
É um hábito a todo o tempo que o Estudante Rosacruz se dedique a orar, fazer os Exercícios Esotéricos Rosacruzes, oficiar os Rituais do Serviço Devocional, procurando se elevar nas asas do Amor e da Aspiração sublime até ao Trono do Pai.
O Estudante Rosacruz ante quaisquer obstáculos, dificuldades, adversidades, contrariedades, continua, paciente e persistentemente, procurando viver os elevados ideais ensinados por Cristo, pois compreende totalmente que o fracasso está, apenas, em deixar de tentar, em deixar de lutar.
Aqui estão, dentro do cotidiano de um Estudante Rosacruz ativo e verdadeiro, como ele encara a rotina, os afazeres, os deveres e os prazeres de um dia bem vivido enquanto trilha o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
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1. Pergunta: O Ego, cujo Corpo Denso sofreu aborto, escolheu esse panorama no Terceiro Céu?
Resposta: Esse Ego escolheu não necessariamente ter seu Corpo Denso construído e ser abortado antes do nascimento aqui, mas sim a tendência de ser “rejeitado” (o aborto é a pior ação de uma mãe a esse respeito para com uma pessoa) por essa mãe, muitas vezes, por pendências passadas entres esses dois Egos. Se a mãe abortou, então caiu na tentação de querer pagar por “olho por olho” tal pendência, ao invés de sublimar – e aprender essa lição – por meio do amor e do perdão.
2.Pergunta: Como estudamos no Conceito Rosacruz do Cosmos sobre um Planeta evoluir para se tornar um Sol e, depois, para se tornar um Zodíaco, pelo que eu entendi, os Planetas se separaram do Sol porque os seres que habitam os planetas não podiam suportar a vibração solar. Por outro lado, já li em revistas de astronomia que pelo menos Mercúrio e Vênus — e possivelmente a própria Terra — seriam destruídos quando o Sol chegar à fase de gigante vermelha. E tem ainda o caso das anãs marrons, que não são nem estrelas, nem planetas. Não será o caso de só alguns planetas estarem destinados a serem estrelas, enquanto os seres de outros voltariam para a estrela principal? Eu consigo imaginar Júpiter se tornando estrela, mas não Mercúrio!
Resposta: A Astronomia é uma linda Ciência física, cujos elementos para se descobrir algo são elaborados de materiais de Sólidos, Líquidos e/ou Gases (ou seja, da Região Química do Mundo Físico). E ainda, conseguimos utilizar somente, na maioria das vezes, somente um dos 5 sentidos, também físicos para aprender algo por meio dela: a visão física que, como sabemos, tem suas deficiências, seja por causa dos problemas de visão que muitos de nós temos, seja por causa do meio como se forma a imagem dentro de nós. Adicionemos a isso a dependência de termos telescópios e instrumentos de medição (todos são elaborados com materiais da Região Química do Mundo Físico) e que estão constantemente sendo aprimorados; e a cada aprimoramento muitas das coisas que “eram verdades” deixam de ser ou “não era bem assim”, gerando discussões, debates, pesquisas, teorias, etc… Além do que, todas às vezes, as observações, resultados desses instrumentos, há que se aplicar Tabelas de Conversão, comparação com “padrões” decididos em Congressos, Seminários, Encontros Astronômicos, Transformação de uma Base matemática para outro, e muitos outros artifícios para se chegar a conclusões. Assim, facilmente, usando os nossos Exercícios Esotéricos Rosacruzes de Observação e de Discernimento, chegamos à conclusão de que deduzir coisas assim como você escreveu, fica difícil sustentar, não é? E por quê? Porque o conhecimento que chega a nós por meio dos Ensinamentos Rosacruzes são resultados da observação direta da Memória da Natureza (acessível a qualquer um de nós que se desenvolva pelo Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz até, no mínimo, ao grau de Irmão Leigo ou Irmã Leiga, já nas primeiras das 9 Iniciações Menores), e que está, em seu reflexo mais próximo da perfeição, no Mundo do Pensamento. Para conseguirmos estudar nesse lugar e, assim, obter o que queremos para disponibilizar a quem gostaria de saber, não conseguimos utilizar nenhum dos 5 sentidos físicos, mas sim os sentidos espirituais, desenvolvidos por meio do Treinamento Esotérico Rosacruz (e disponível para qualquer um que queira). Questão de fé? Não! Questão de aceitar “verdades prováveis” e, com isso, ter a gana, a disposição, a persistência, a disciplina e perseverança para se desenvolver e tornarem para si mesmo “verdades provadas”. Funciona assim: quando queremos visitar um lugar na Terra, procuramos imagens, relatos, informações, dicas e facilidades produzidas por quem já foi. E, uma vez, lá a gente se baseia naquele material para conseguirmos aproveitar o melhor do lugar. Pois bem: muitos de nós está acumulando informações para quando for lá, aproveitar melhor o conhecimento e aumentá-lo a partir da base que já nos foi fornecida.
3.Pergunta: No livro “Cristianismo Rosacruz”, na seção “Astrologia, seus alcances e limites”, § 37 (“Para o ocultista…”), Max Heindel diz que a Terra é o veículo visível de um Anjo Estelar; ou seja, é o Seu corpo físico. Mas em algumas partes da doutrina é afirmado que a Terra não possui Espírito interno. Afinal, o nosso planeta possui ou não um Espírito interno?
Resposta: Note uma coisa: quando Deus criou esse Esquema de Evolução, todos os seres em evolução (inclusive nós) estávamos dentro de um único Campo de Evolução (o Sol atual). Entretanto, conforme o Esquema de Evolução foi se desenrolando, houve um determinado momento (na Época Hiperbórea do atual Período Terrestre) que muitos seres em evolução (mas não todos) chegaram a níveis de vibrações mais baixas do que os outros seres em evolução que continuavam com níveis de vibrações condizentes com o Campo de Evolução daquele momento (o Sol atual). Com isso houve a necessidade de se formar Campos de Evolução a um tamanho, densidade e distância do Sol o suficiente e necessário para que tais seres pudessem continuar a evolução nesse Esquema de Evolução. Essa é a origem de cada um dos 7 Planetas que compõe o nosso Sistema Solar atual. Entretanto, os seres em evolução que habitariam cada um desses Campos de Evolução (agora Planetas desse Sistema Solar) não tinham a capacidade de manter tais Campos de Evolução funcionando com todos os movimentos necessários (ex.: Rotação, Translação, Precessão e muitos outros existentes) que em sua totalidade tornam o Campo de Evolução o que ele é atualmente (exemplo: a Terra). Então foi destacado um Anjo Estelar para manter cada um desses Campos de Evolução com tudo que ele precisa para, de fato, servir aos seres que evoluem nele.
Há um erro na tradução: não é o “corpo físico” (no inglês a palavra é “body”, somente). E nem pode ser um “corpo físico”, já que um Anjo não tem “corpo físico”, não é?
Esse Anjo Estelar é um dos sete raios que procedem de Deus. E como Espírito Virginal da Onda de Vida humana procedemos de um desses sete raios. Ou seja, um deles é o nosso “Pai-Estelar”, e sob essa condição permaneceremos por todas as nossas vidas até o final do Período de Vulcano.
No princípio o Anjo Estelar era também o Espírito interno do Planeta. Ou seja, mantinha o Mundo Físico, o Mundo do Desejo, o Mundo do Pensamento e todos os Estratos de um Planeta, o mais adequado possível para a evolução dos seres nesse Planeta.
E assim foi até cumprir o que estava planejado: no Planeta vai se desenvolvendo quantidade e qualidade de seres que vão se tornando tão evoluídos que são os suficientes para manter esse Campo de Evolução o melhor possível para eles, os mais evoluídos, e para todos os outros seres de todas as Ondas de Vida que necessitam evoluir nesse Planeta.
Ou sejam: esses seres evoluídos assumem o papel de Espírito interno desse Planeta.
Assim, hoje, excetuando Marte e Terra, em TODOS os outros quem é o “Espírito interno” são os seres mais evoluídos do Planeta.
No caso da Terra, hoje quem é o Espírito interno é o Cristo, o Deus-Filho, um raio do Cristo Cósmico. E isso durará até que tenha, em quantidade e qualidade um número de seres humanos evoluídos suficientes para manter esse Campo de Evolução o melhor possível para eles, os mais evoluídos, e para todos os outros seres de todas as Ondas de Vida que necessitam evoluir nesse Planeta. Se tudo der certo, isso ocorrerá na segunda vinda do Cristo.
4.Pergunta: Por que os Anjos não podem ser compreendidos por um ser físico sem cérebro?
Resposta: Quando alcançamos a capacidade de funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, dentre outras funções, podemos contatar com a Onda de Vida dos Anjos. E para isso não precisamos de cérebro e muito menos os Anjos. Usamos justamente o veículo que foi criado para se comunicar por meio do pensamento: a Mente!
5.Pergunta: Quanto tempo dura uma Revolução? Imagino que sejam pelo menos centenas de milhões de anos.
Resposta: Depende do que você entende pelos conceitos “tempo” e “duração”. Em termos gerais, uma Revolução demora o “tempo” necessário para que todos os indivíduos de uma Onda de Vida que estão aprendendo as lições inerentes a esse momento evolutivo, consigam aprender. Assim, não existe esse conceito de “duração fixa”. Quando compreendemos a questão da taxa de vibração nos Mundos, e sabendo que os Períodos ocorrem pelo nosso percurso em Globos que estão em diferentes Mundos, então fica claro que uma Revolução no Período Terrestre tende a ter uma “duração” menor que uma Revolução no Período de Saturno.
Quanto a dimensões de “centenas de milhões de ano”, é pura especulação, pois a dimensão “ano” é um conceito humano que se aplica somente aqui na Região Química do Mundo Físico, e mesmo assim com algumas ressalvas (é só estudar como a ciência “define” o que é “ano”).
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).
O horário é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura (veja na figura abaixo as datas para esse mês), sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas. O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA. As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

Resposta: Embora existam várias maneiras de demonstrar que a morte não seja o fim de tudo, tememos que nenhum argumento seja capaz de convencer alguém que não esteja disposto a aceitar a verdade. Você se lembra da parábola de Cristo sobre o homem rico e Lázaro, que morreram e, quando o homem rico desejou que Lázaro fosse autorizado a voltar dos mortos para avisar seus irmãos, Cristo disse: “Se não ouvem Moisés e os profetas, não acreditarão ainda que alguém ressuscite entre os mortos”[1]?
E isso é exatamente o que acontece. Já ouvimos alguns, assim chamados, cientistas dizerem que não se convenceriam da vida após a morte, mesmo que realmente vissem um fantasma, pois, tendo concluído pela razão e pela lógica, de forma completamente satisfatória para si mesmos, que fantasmas não existem, concluiriam que estivessem sofrendo de alucinação, caso se de fato vissem um fantasma.
Também não é possível apresentar declarações da Bíblia. A palavra “imortal” não aparece de forma alguma no Antigo Testamento. Naquela época, dizia-se: “morrendo, morrerás”[2] e uma vida longa era oferecida como recompensa pela obediência. Tampouco essa palavra é encontrada nos quatro Evangelhos, mas nas Epístolas de S. Paulo[3], onde ela aparece seis vezes. Na primeira passagem, fala-se de Cristo, que trouxe à luz a imortalidade por meio do Evangelho. Em outra, ele nos diz que “este corpo mortal precisa revestir-se da imortalidade”[4]. Na terceira ele deixa claro que essa imortalidade é concedida àqueles que a buscam. Na quarta, fala sobre nosso estado, “quando este corpo mortal se revestir da imortalidade”[5]. Na quinta, declara que “Somente Deus possui a imortalidade”[6] e a sexta passagem é uma adoração ao Rei eterno, imortal e invisível. Assim, a Bíblia de forma nenhuma ensina que a Alma seja imortal; no entanto e ao contrário, afirma enfaticamente: “A Alma que pecar, essa morrerá”[7]. Se a Alma fosse inerente e intrinsecamente imperecível, isso seria uma impossibilidade.
Também não podemos provar a imortalidade da Alma pela Bíblia, usando passagens como a do Evangelho Segundo S. João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Se confiarmos nessa passagem para provar que a Alma seja sem fim, dotada de vida interminável, devemos também aceitar as passagens que afirmam que as Almas estejam condenadas ao tormento eterno, como defendem algumas das seitas ortodoxas.
Mas, na verdade, essas passagens não provam uma vida de bem-aventurança ou tormento sem fim. Se você consultar o dicionário grego de Liddell e Scott[8], verá que o termo traduzido como “eterno” ou “para sempre”, na Bíblia, é a palavra grega aionian, que significa “por um curto período”, “uma era”, “um tempo limitado”, “um tempo de vida”. Então você perceberá isso com facilidade no caso do escravo Onésimo, sobre quem S. Paulo escreve a Filemom: “Porque provavelmente ele se separou de ti por algum tempo para que o mantivesse para sempre”[9]. Esse “para sempre” (aionian) só poderia significar os poucos anos da vida de Onésimo na Terra, e não uma duração infinita.
Então, qual é a solução? A imortalidade é apenas um produto da imaginação, e é incapaz de ser provada? De forma nenhuma, mas é necessário diferenciar claramente entre Alma e Espírito. Essas duas palavras são frequentemente tomadas como sinônimos, mas não são. Na Bíblia, temos a palavra hebraica ruach e a palavra grega pneuma, ambas significando Espírito, enquanto a palavra hebraica neshamah e a palavra grega psique significam Alma. Além dessas, temos a palavra hebraica nephesh, que significa sopro, mas foi traduzida como vida em alguns lugares, e como alma em outros, para a conveniência dos tradutores da Bíblia.
É isso que gera confusão. Por exemplo, é dito no Livro do Gênesis que Javé ou Jeová formou “o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego”[10] (nephesh), então “o homem se tornou (nephesh chayim) um ser que respira”, mas não uma Alma vivente. A respeito da morte, lemos no Livro do Eclesiastes 3,19-20, e em outros trechos, que não há diferença entre o homem e o animal: “assim como morre um, morre o outro, pois todos têm um mesmo fôlego (nephesh novamente), de modo que o homem não tem superioridade sobre o animal”. “Todos vão para o mesmo lugar”. Mas há uma distinção muito clara feita entre o Espírito e o Corpo, pois é dito que “quando o Cordão de Prata se rompe, então o Corpo retorna ao pó de onde foi tirado e o Espírito volta a Deus, Que o deu”[11]. A palavra “morte” nunca está associada ao Espírito e a doutrina da imortalidade do Espírito é ensinada de modo flagrante pelo menos uma vez na Bíblia; em no Evangelho Segundo S. Mateus 11:14, onde o Cristo disse a respeito de João Batista: “Este é Elias”. O Espírito que animou o Corpo de Elias renasceu como João Batista; portanto, ele necessariamente sobreviveu à morte física e foi capaz de continuar sua existência.
Para os ensinamentos mais profundos e definitivos sobre este assunto, devemos, no entanto, recorrer ao ensinamento místico; aprendemos no Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, que os Espíritos Virginais foram enviados para o deserto do Mundo como Raios de Luz da Chama Divina, que é o Nosso Pai Celestial, e primeiro passaram por um processo de Involução na matéria, cada Raio cristalizando-se em um Tríplice Corpo.
Então a Mente foi dada e se tornou o ponto de apoio sobre o qual a Involução se transforma em Evolução e a Epigênese, a habilidade criativa, divina e inerente ao Espírito interior, na alavanca pela qual o Tríplice Corpo é espiritualizado na Tríplice Alma e amalgamado com o Tríplice Espírito, sendo a Alma o extrato da experiência que nutre o Espírito, que vai da ignorância à onisciência, da impotência à onipotência e assim, finalmente, torna-se semelhante ao seu Pai Celestial.
É impossível para nós, com nossas capacidades atualmente limitadas, conceber a magnitude dessa tarefa, mas podemos compreender que estamos muito, muito longe da onisciência e da onipotência, de modo que isso necessariamente exija muitas vidas; portanto, vamos para a Escola da Vida como a criança vai para a escola. Assim como há noites de descanso entre os dias de aula das crianças, também há noites de morte entre nossos dias na Escola da Vida. A criança retoma seus estudos a cada dia exatamente de onde parou no dia anterior; da mesma forma, nós, ao renascer, retomamos as lições da vida exatamente de onde paramos em nossa existência anterior.
Se for feita a pergunta: “por que não lembramos nossas existências anteriores, se de fato as tivemos?”, a resposta é simples. Atualmente, não lembramos sequer o que fizemos há um mês, um ano ou alguns anos, como poderíamos lembrar algo muito mais distante no tempo? Tínhamos um cérebro diferente que estava sintonizado com a consciência da vida anterior. No entanto, existem pessoas que se lembram de suas existências passadas, e cada vez mais estão mostrando essa faculdade, pois ela está latente dentro de cada ser humano.
Mas, como S. Paulo diz muito apropriadamente no capítulo quinze da Primeira Carta aos Coríntios: “Se os mortos não ressuscitam, então nossa fé é vã e somos, de todos os homens, os mais miseráveis”. Portanto, o neófito que passou pela porta da Iniciação é levado ao leito de uma criança que está morrendo. Ele vê o Espírito se desprender do Corpo Denso material e é instruído a observá-lo nos Mundos invisíveis até que busque um novo Corpo Denso para renascer.
Com esse propósito, geralmente é escolhida uma criança que esteja destinada a renascer dentro de um ou dois anos; assim, em um tempo relativamente curto, o neófito pode ver por si mesmo como um espírito atravessa o portal da morte e entra novamente na vida física através do útero. Então ele tem a prova. A Razão e a Fé devem ser suficientes para aqueles que não estejam preparados para pagar o preço pelo Conhecimento Direto — preço, esse, que não pode ser comprado com ouro; o pagamento é feito com o sangue da vida.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – maio /1916 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: Lc 16:19-31
[2] N.T.: Gn 2:17
[3] N.T.: 1Tm 6:16; 1Tm 1:17; 1Cor 15:53; 1Cor 15:54; 2Cor 4:16; Rm 6:23
[4] N.T.: 1Cor 15:53
[5] N.T.: 1Cor 15:54
[6] N.T.: 1Tm 6:16
[7] N.T.: Ez 18:20
[8] N.T.: A Greek–English Lexicon, muitas vezes referida como Liddell & Scott, Liddell-Scott-Jones, ou LSJ, é uma obra lexicográfica padrão da língua grega antiga.
[9] N.T.: Fm 1:15
[10] N.T.: Gn 2:7
[11] N.T.: Ecl 12:6-7
Pergunta: De onde o pintor tira sua inspiração?
Resposta: Principalmente do Mundo das cores – o Mundo do Desejo.
Pergunta: Por que a música é diferente e superior a todas as outras artes?
Resposta: Isso pode ser compreendido quando refletimos que uma estátua ou uma pintura, quando criada, é permanente, enquanto a música é mais elusiva e deve ser recriada cada vez que a ouvimos, se quisermos ter toda a fidelidade do criador.
Pergunta: A música pode ser aprisionada por dispositivos mecânicos?
Resposta: Sim, mas a música assim produzida perde muito da doçura comovente que possui quando vem fresca do seu próprio Mundo.
Pergunta: Qual é o órgão sensorial mais perto da perfeição do nosso Corpo Denso?
Resposta: O ouvido.
Pergunta: Por que o ouvido está mais perto da perfeição do que o olho?
Resposta: Porque o ouvido ouve todos os sons sem distorção, enquanto o olho frequentemente distorce o que vemos.
Pergunta: Além do ouvido musical, o que mais o músico deve aprender a construir?
Resposta: Uma mão longa e fina com dedos finos e nervos sensíveis.
Pergunta: Por que ninguém pode habitar um Corpo mais eficiente do que ele é capaz de construir?
Resposta: Porque primeiro aprendemos a construir um Corpo de certo nível e depois aprendemos a viver nele. Dessa forma, aprendemos a discernir seus defeitos e nos é ensinado a remediá-los.
Pergunta: Em que trabalhamos inconscientemente durante a nossa vida pré-natal?
Resposta: Na construção dos nossos Corpos.
Pergunta: Quando trabalhamos conscientemente na construção dos nossos próprios Corpos?
Resposta: Quando atingimos o nível onde a quintessência dos nossos Corpos anteriores já foi totalmente assimilada e não temos mais lições a aprender aqui; então trabalhamos conscientemente na construção dos nossos Corpos.
Pergunta: O que fornece poder a nós para construir Corpos para uma nova vida aqui?
Resposta: Quanto mais avançamos e quanto mais trabalhamos em nossos veículos, com o objetivo de torná-los imortais, mais poder temos para construir Corpos para uma nova vida aqui.
Pergunta: Quando um Estudante Rosacruz avançado no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz começa a construir conscientemente os seus próprios Corpos?
Resposta: Algumas vezes, assim que o trabalho durante as três primeiras semanas (que pertence exclusivamente à mãe) é concluído.
Pergunta: Quando a “Epigênese” começa?
Resposta: Quando o período de construção inconsciente termina, temos a chance de exercer nosso nascente poder criador. Então, o verdadeiro e original processo criador começa.
Pergunta: Onde aprendemos a construir nossos veículos?
Resposta: Nos Mundos celestes.
Pergunta: E onde aprendemos a usar nossos veículos?
Resposta: No Mundo Físico, renascidos aqui na Região Química do Mundo Físico.
Pergunta: O que a Natureza nos fornece e nos ensina?
Resposta: A Natureza fornece todas as fases da experiência, de maneira tão maravilhosa e com uma sabedoria tão consumada que, à medida que aprendemos a ver mais profundamente seus segredos, ficamos mais impressionados com nossa própria insignificância e ganhamos uma reverência cada vez maior por Deus.
Pergunta: O que pode ser deduzido da grande complexidade da natureza?
Resposta: A existência factual de um Autor Divino e inteligente do Universo.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro/1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Resposta: Durante as primeiras três e meia Revoluções do Período Terrestre, a influência de Marte foi primordial para nos galvanizar à ação, mas, desde os meados da Época Atlante, quando a Mente foi fornecida a todos nós, a Evolução e a Epigênese (o exercício do nosso talento criativo original) estão, gradualmente, nos levando em direção a Deus. Enquanto a influência de Marte era primordial, como já foi dito, a influência mercurial era quase nula, pois o Planeta Mercúrio estava em obscuridade, passando a um dos repousos planetários periódicos, do qual começou a emergir durante a Época Atlante, quando os Senhores de Mercúrio foram chamados por Jeová para ajudá-lo a contrabalançar a influência dos Espíritos Lucíferos sobre a Humanidade. Desde então, a influência de Mercúrio vem aumentando constantemente, mas levará ainda muitos milênios antes que toda a influência dele se faça sentir. Não há processos repentinos na Natureza e leva muito tempo para um Planeta entrar em repouso ou para sair de um período de obscuridade. Não podemos esquecer, também, que não estamos mentalmente qualificados para aproveitar ao máximo as vibrações mercuriais tais como existem atualmente, pois os seres que evoluem no Campo de Evolução do Planeta Mercúrio estão muito além do nosso estágio de desenvolvimento, embora eles, tanto quanto todos os outros Planetas, estejam seguindo linhas de Evolução diferentes comparadas as que se desenvolvem na Terra.
Quanto à cor de Mercúrio, podemos dizer que quando alguém está no Corpo Denso e focaliza a sua visão no Mundo do Pensamento Concreto, a primeira cor que vê é o azul-escuro ou índigo, algo semelhante à cor intensa do núcleo azul de uma chama de gás. Às vezes, a cor parece mais escura do que em outras, embora, provavelmente, isso seja devido às condições do observador, mas dá uma impressão de totalmente vazio. O sentimento e a sensação são algo semelhante àquela que tem uma pessoa que esteve exposta a uma luz solar intensa e que, rapidamente, entra em casa. A visão deve se adaptar às condições internas da casa e, até que o faça, tudo aparece preto ou escuro. Então, gradualmente, a pessoa percebe uma luz branca sobre e através de todas as coisas.
Toda a Região do Pensamento Concreto é, basicamente, de um branco deslumbrante e brilhante, ou talvez incolor, e aí as diferentes coisas assumem uma cor que se destaca ainda mais nítida e brilhante devido à luz totalmente incolor que permeia toda a Região. É, provavelmente, devido a essa claridade absolutamente cristalina que não há percepção espacial possível. A Mente é formada dessa matéria mental incolor e, por ser perfeitamente neutra, é capaz de mostrar outras coisas em suas verdadeiras cores.
Talvez possamos explicar melhor o assunto pela ilustração de um binóculo. Se usarmos um de qualidade inferior, veremos que o vidro não é muito nítido e que as lentes mostram várias cores. Por isso, os objetos sobre os quais essas lentes estão focalizadas são vistos de forma indistinta, com suas cores distorcidas; mas, se conseguirmos um instrumento de primeira qualidade, por assim dizer, cromático, ele não apresentará quaisquer cores nas lentes e poderá, portanto, transmitir as verdadeiras cores dos objetos sobre os quais está focalizado. Sendo perfeitamente claro e absolutamente neutro, pode ser focalizado sobre objetos distantes. Os raios mercuriais são singularmente bem adaptados para expressar a faculdade mental pela razão semelhante de que eles próprios são incolores.
(Pergunta nº 122 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Resposta: De certo modo é correto afirmar que o Ego principia a fazer uso da sua faculdade epigenética já no Segundo Céu, quando da formação do Arquétipo. O trabalho executado no útero, entretanto, não é meramente uma “repetição”. O esquema das inovações introduzidas já existe no Arquétipo, elaborado de “matéria mental”, na Região Concreta do Mundo do Pensamento.
Posteriormente, começa a receber material para a formação de seu Corpo Denso. O Ego sabe como manipular matéria química e etérica para dar expressão concreta, no Mundo Físico, às inovações arquetípicas. A Epigênese compreende justamente essa habilidade de trabalhar com a matéria, criando alguma coisa nova com as substâncias química e etérica e promovendo sua expressão física, em harmonia com o esquema antecipadamente elaborado.
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1978 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: O pervertido maníaco sexual é uma prova da asserção dos ocultistas de que urna parte da força sexual criadora se destina a formação do cérebro. Tal pessoa se torna um idiota ou incapaz de expressar o pensamento (especialmente os mais complexos, os mais profundos) porque, normalmente, a energia sexual destinada a procriação, à manutenção e a criação do cérebro é dissipada para gratificação dos sentidos, de acordo com a condição do indivíduo – homem ou mulher.
Se uma pessoa tem o hábito constante de expressar pensamentos de ordem espiritual, a tendência de usar a força sexual criadora para a gratificação dos sentidos e até para a propagação é diminuta; assim aquela parte não usada para esse fim, poderá ser transmutada em força espiritual.
O Iniciado – e somente o Iniciado –, em certo estágio de desenvolvimento, faz o voto do celibato. Não é um voto de fácil admissão e nem pode ser adotado levianamente por alguém desejoso de desenvolvimento espiritual.
Muitas pessoas ainda imaturas para vivência superior, ignorantemente, ingressam num a vida de ascetismo. Essas são tão perigosas a comunidade e a si mesmas como o são os maníacos sexuais.
No presente estágio da evolução humana a função sexual criadora é o meio pelo qual as pessoas poderão ganhar experiência.
Uma vez que o nosso Renascimento aqui depende da união sexual, que resulte em uma fecundação, entre um homem e uma mulher, consideremos o caso das pessoas que são muito prolíficas e que, por isso, são levadas ao ato sexual desordenadamente. Elas sempre terão dificuldades em se dedicar a um desenvolvimento espiritual profundo, como o advogado pela Fraternidade Rosacruz, por exemplo. E, além disso, há dificuldades para os irmãos e as irmãs prestes e necessitadas a renascerem aqui encontrarem veículos adequados e ambientes propícios ao desenvolvimento das faculdades deles, de tal forma, a beneficiarem a si mesmas e a Humanidade. Sob outro aspecto, as pessoas de classes mais abastadas financeiramente – e, muitas vezes, nem nessa condição! –, que poderiam criar condições mais favoráveis ao Renascimento dos irmãos e das irmãs prestes e necessitadas a renascerem aqui, têm a tendência a querer ter poucos filhos ou mesmo nenhum. Infortunadamente, não é porque vivam uma vida de pureza. Trata-se de razões puramente egoísticas, por mais justificativas que se possa elencar. Razões para uma maior gratificação sexual, sem um aumento da carga familiar são exemplos dessas justificativas. Dessa forma muitas pessoas se valem de prerrogativa divina delas para levar a desordem na Natureza.
O Ego renascente (um irmão ou uma irmã) deve aproveitar as oportunidades oferecidas, algumas vezes em condições desfavoráveis. Outros que não podem assim proceder devem aguardar até que se lhes apresente ocasião favorável. Assim afetamos uns aos outros por meio das nossas ações e da mesma forma “os pecados dos pais recaem sobre os filhos”, pois os nossos Corpos Densos, atualmente, são formados por muito mais material dado pelo pai e pela mãe (a Epigênese aqui não é possível exercer tão amplamente como quando construímos a nossa Mente ou o nosso Corpo de Desejos). Assim, no nosso próximo Renascimento aqui, podemos correr o risco de termos que colher material de pais e mães que não, necessariamente, carregaram o muito de bom que fizemos agora no nosso Corpo Denso.
Como o Espírito Santo é a energia criadora na Natureza, a força sexual criadora é o seu reflexo em nós. Portanto, o abuso dessa força criadora é o pecado que não pode ser perdoado, mas deve ser resgatado por meio de uma deficiência (física ou mental), a fim de nos conscientizar da santidade da força sexual criadora.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1972 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Já sabemos que a Lei de Causa e Efeito (ou Lei de Consequência), associada à Lei do Renascimento, vem responder a todos os “por quês?” de nossa vida material. No entanto, na maior parte das vezes, compreendemos tal Lei, na medida de nossa própria superfície, sem a penetração que ela contém. Isso porque a maioria de nós, em geral, não “sabe pensar”. E não “sabe pensar”, porque não quer pensar. Resiste sempre a tudo o que venha tentar nos retirar do comodismo da nossa superficialidade.
A Filosofia Rosacruz esclarece a respeito dessas duas Leis de Consequência e Renascimento, porque elas justificam toda a nossa evolução, a partir da “Queda do Homem”. E não só daqueles que “caíram”, mas como se pode evoluir pelo exercício da originalidade (Epigênese) sem esbarrar nas fronteiras que a Lei de Causa e Efeito revela, mostrando a totalidade da evolução em si mesma.
Muita gente costuma dizer que Deus castiga; que “é castigo de Deus” isso ou aquilo que aconteça de mal em sua vida. É, na verdade, uma forma de expressar a Lei de Consequência. Mas não é a Lei em si mesma. Deus não castiga ninguém! Nossa consciência espiritual é que se coloca na condição de punição, quando agimos contrariamente às Leis da Natureza, mesmo que a consciência material não perceba isso. Até aí não há dificuldade. Em estágio um pouco acima de uma pessoa comum, entende-se perfeitamente que seja assim. Porém não se confunda facilidade, naturalidade, com superficialidade. Muitas vezes são as nossas próprias criações mentais que colocam embaraços e enganos à nossa frente, obstruindo nosso caminho. E ficamos marcando passo, vítima de nossos próprios pensamentos mal orientados por uma Mente concreta que está “contaminada” pela parte inferior do Corpo de Desejos. É isso. Voltamos ao âmago da questão: temos, normalmente, dificuldades de expressar nosso pensamento não o contaminando com os desejos. E dessas dificuldades só conseguiremos nos libertar quando tivermos desenvolvido a Mente abstrata. Quando se exige um pouco mais de esforço da Mente, criamos desculpas para justificar a preguiça mental e a inércia. É por essa razão que muitos de nós não conseguem conservar o interesse pelos Estudos de uma filosofia como a Filosofia Rosacruz, e se deixam arrastar e vencer pelas dificuldades.
Mas, se não houvesse mais resistência da Mente, se aprendêssemos a penetrar, a conhecer e a limpar os nossos pensamentos dos desejos, dirigindo as rédeas da conduta interior dela, nada mais seria difícil para a Mente e ela deixaria de ser preguiçosa. Um mundo novo e maravilhoso se abriria, então, à nossa frente. Um mundo mental mais limpo, sem a escória das desculpas, dos comodismos, da inércia. Da resistência ao avanço. Por isso é que Max Heindel nos ensina o valor do esforço, dizendo-nos que o “único fracasso é deixar de lutar”. Mas, lutar mesmo. Em franca e constante atividade.
E quando se fala em atividade, muitos podem pensar que se trate, tão somente, de atividade material, de ação física, e que é necessário usar o Corpo Denso nessa atividade, e fazer muitas coisas para ser realmente ativo. Entretanto, a Atividade, sendo o terceiro aspecto de Deus, é sob condição divina que deve ser encarada, antes de qualquer outra condição. De nada nos serviria, mesmo, a atividade externa sem o impulso da Atividade interior. Sem a criação ativa do poder interno, a ação fica vazia. Eis porque não é o tipo de trabalho que importa para a nossa elevação. É a nossa forma de executar esse trabalho, é o acionamento do nosso motor interno. É a atividade do pensamento, dos sentimentos, desejos e das emoções quando se realiza alguma coisa, seja escrever um livro ou lavar uma louça. É isso. Nós, o Ego – o “Eu superior” –, cada vez mais próximo de nós mesmo, mais consciente da nossa divindade, não fazemos seleção de trabalho, de valores, de criaturas. Uma pessoa assim é sempre a consequência de um longo processo de purificação de uma atividade permanente, persistente e tranquila através dos tempos. De uma atividade incansável como a das formigas. Já repararam alguma vez em um formigueiro? Já viram como as formigas são organizadas no seu trabalho individual que vai redundar em benefício da coletividade? Pois, nós devemos ser como as formigas: trabalhar individualmente, procurando penetrar incansavelmente, cada vez mais, nos recessos de nosso próprio interior, com a plena consciência de que esse trabalho está sendo realizado em benefício de toda a Humanidade, de toda a criação. Portanto, em benefício do Cristo Cósmico que sabemos que só será libertado da cruz do seu sacrifício quando tivermos nos libertado da cruz do nosso “eu inferior”, atingindo a união com toda a Humanidade.
Eis porque cada um deve dar o que tem, mas trabalhar fervorosamente. Quem ainda não souber amar, procure aprender a amar. Quem não souber expressar seu pensamento aqui como deve, procure aprender a expressar. Alguma coisa tem que ter em nós que possa servir de ponto de partida para um trabalho maior, para um trabalho real. O essencial é não parar, não resistir ao avanço. O nosso destino é sempre para frente e para cima. Ponhamos de lado as superficialidades e vamos viver corretamente para promover melhores e verdadeiros efeitos em nossas atividades.
Lembremo-nos sempre que o aperfeiçoamento é como a torre de uma igreja, como diz Max Heindel: “à medida que subimos, vai-se estreitando até que nada mais nos reste de apoio senão a Cruz“, lá no topo. Caminhemos, pois, para ela!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)
O vocábulo “renascimento” se constitui, no campo linguístico, do prefixo “re”, mais “nascimento”. Significa, etimologicamente, nascer de novo. E o nascer de novo é o renascimento do Ego em cada plano.
Difere, portanto, da reencarnação, cujo significado é entrar na carne. Popularmente, essas duas expressões são usadas como se fossem sinônimos, mas, a nós, Estudantes Rosacruzes, que nos foi transmitida pelo fiel mensageiro da Ordem Rosacruz, Max Heindel, cabe entendermos os termos com precisão, pois sabemos quão importante é a gravação certa no Corpo Vital, do que aprendemos. Assim, usaremos cada umas dessas palavras em seu exato sentido.
Vamos dizer algo a respeito do renascimento. Depois do Ego ter feito os últimos preparativos, no Terceiro Céu, a fim de renascer com seus Corpos e veículos aqui mais uma vez e chegado o momento de sua descida, se encontra despido de Corpos e veículos tendo, tão somente, as forças dos quatro Átomos-sementes, ou seja, o núcleo do Tríplice Corpo e da Mente.
Devemos lembrar aqui, que falarmos de Ego ou de Tríplice Espírito vem a ser a mesma coisa, pois estamos nos referindo a uma só realidade. A essência é a mesma. As expressões é que são sinônimas.
Ao iniciar a sua jornada, o Ego desce à subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto. Com o despertar das forças mentais conquistadas em vidas anteriores, que se achavam latentes no respectivo Átomo-semente, atrai e incorpora em si mesmo o material que lhe é necessário para construir um veículo por meio da qual poderá funcionar nesse Mundo. Adotando o mesmo processo, desce o Ego às outras três Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto, completando, consequentemente, a formação da sua nova Mente.
Continuando em sua descida, atinge o Ego a sétima Região do Mundo do Desejo, da qual atrai o material afim e indispensável, agrupando-o em torno de si. Prosseguindo, desce ele à sexta Região, onde adquire, também, o material afim que lhe é imprescindível. Segue, fazendo o mesmo até alcançar a primeira Região do Mundo do Desejo. Completa-se, dessa maneira, a formação do seu novo Corpo de Desejos.
Em seguida, desce o Ego à sétima Região do Mundo Físico, isto é, a Região Etérica do Éter Refletor. A formação do Corpo Vital não é, entretanto, tão simples como acontece com a formação do Corpo de Desejo e da Mente, a que anteriormente nos referimos. Só em um ponto é idêntica, ou seja, na quantidade e qualidade do material a ser atraído, obedecendo, ainda, a mesma lei que rege os corpos superiores: a Lei da Semelhança ou Lei da Atração. Para construir o Corpo Vital e colocá-lo no ambiente adequado, trabalham, em número de quatro, os Anjos Relatores, também conhecidos por Senhores do Destino ou Anjos do Destino. Esses Seres são portadores de incomensurável sabedoria. Estão acima de todo e qualquer erro. Eles fazem com que seja incorporado o Éter Refletor no Corpo Vital, em formação, para que as cenas da vida que seguirá, reflitam nele. Convém notar que, além dos habitantes do Mundo Celeste participam da construção do Corpo Vital, os espíritos elementais. Integra, finalmente, a plêiade de construtores desse Corpo, o Ego que se prepara para renascer com seus Corpos e veículos aqui, incorpora também a quinta-essência dos seus Corpos Vitais anteriores, realizando, ainda, um pequeno trabalho original. Esse trabalho possibilita ao Ego expressar-se, na vida prestes a ter início, de modo individual e original, quer dizer, não determinado por ações de existências pretéritas. Verificamos, assim, que as causas e efeitos não se constituem numa repetição rotineira. Constatamos, isso sim, a existência palpitante e viva de um influxo constante de causas novas e originais. Temos aí, a Involução e a Evolução completadas, cabalmente, pela Epigênese. Podemos dizer, em outras palavras, que a Epigênese consiste na liberdade de que desfruta o Ego, no sentido de criar, em cada renascimento, coisas novas. Ele atua, nessa parte, sempre de maneira original. Convém lembrarmos que a Fraternidade Rosacruz é a única que fala na Epigênese. Além de falar, devemos convir, o faz com invulgar sabedoria, esclarecendo o ponto de vital importância, concernente às possibilidades do Ego, em seu roteiro evolutivo.
Na matriz do Corpo Vital vamos encontrar a formação, órgão por órgão, do Corpo Denso.
Relativamente ao Átomo-semente do Corpo Denso, situa-se, como nos ensina Max Heindel, no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sémen paterno. Nesse espermatozoide, unicamente, é que reside a possibilidade de fertilização. Nesta altura, entende-se perfeitamente, a causa de uniões estéreis.
Voltando ao Átomo-semente, esse, devemos recordar, é o determinador da quantidade e qualidade da matéria para que se possa formar o Corpo Denso, que é feito, tomando-lhe como modelo, o Corpo Vital.
Apesar de restrita a atividade doEgo na construção do Corpo Denso, neste ele incorpora a quinta-essência das qualidades físicas das vidas anteriores. E, muito embora o Ego tome, imprescindivelmente, os materiais dos corpos do pai e da mãe, a fim de formar o seu, esse não traz com exatidão, as mesmas características dos corpos paternos. Como se vê, o referido Corpo Denso é a expressão do próprio Tríplice Espírito ou Ego renascente. A hereditariedade poderá explicar alguma coisa, porém, jamais tudo. Não esclarece, por exemplo, as qualidades da alma, as quais são absolutamente individuais. Cada Ego, ao renascer, traz características próprias. Estão ligadas às suas existências passadas, pois são o fruto de seu mérito ou demérito nelas.
Após a impregnação do óvulo, o Corpo de Desejos da mãe trabalha sobre ele, seguramente, durante espaço de tempo que vai de 18 a 21 dias. Nesse período, o Ego se encontra fora da matriz materna, todavia mantém-se em contato com ela. Acha-se ele, em seu Corpo de Desejos e em sua Mente. Decorrido esse prazo, ele entra no corpo da mãe. Daí por diante, o Ego incuba seu novo Corpo até que se dê o nascimento da criança, iniciando-se, assim, a nova vida aqui. Desse modo, acaba o Ego de chegar ao máximo de sua descida, pois atingiu o ponto mais denso que ele deve descer: a Região Química do Mundo Físico. Ele vive, nesse Mundo, habitando um Corpo Denso, como estamos, por exemplo, todos nós aqui, até que lhe advenha mais uma morte aqui, com a qual o Ego começa a sua viagem de retorno aos Mundos Celestes.
A ruptura do Cordão Prateado ocasiona a morte. Com essa, abandona o Ego o Corpo Denso, que foi o último a ser, por ele, adquirido. Permanece, entretanto, durante três dias e meio, aproximadamente, na Região Etérica do Mundo Físico, pairando sobre o Corpo Denso e assimilando as experiências da existência terrestre que acabou de terminar. Feita essa assimilação, entra o Ego no Purgatório, situado nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo, levando consigo os Átomos-semente dos Corpos Denso e do Corpo Vital. Ali se desenrola de novo, o Panorama da Vida passada, apresentando todos os incidentes dela em que prejudicou alguém – por omissão ou por querer –, incorporando ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, a consciência que atuará no futuro como impulso para não repetir o mal cometido. Purgados os maus hábitos, vícios, falhas e omissões, passa ele ao Primeiro Céu, que se situa nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo. Aqui, desenrola-se de novo, o Panorama da Vida passada, apresentando todos os incidentes dela em que ajudou alguém – por fatos ou boas e sinceras intenções –, incorpora ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, a qualidade de sentimento reto que atuará no futuro como impulso para o bem e repulsão para o mal. No Mundo do Desejo o Ego permanece, em média, um terço do tempo da vida que terminou. Esse período de tempo poderá, entretanto, ser maior ou menor, dependendo do grau de espiritualização dele.
A seguir, entrando no Segundo Céu, encontra-se o Ego envolto no veículo mental, contendo esse a quinta-essência dos três veículos abandonados. Agora, acha-se ele, em sua verdadeira pátria. Leva vida ativa e variada, assimila os frutos de sua última vida terrestre, procura também, ir preparando o ambiente, ou seja, o ambiente na terra, tendo em vista o seu próximo renascimento. Prestam-lhe colaboração, como sabemos, todos os habitantes do mundo celeste, alterando as formas físicas e produzindo mudanças em seu aspecto, conforme a necessidade.
Nos Mundos Celestes o Ego aprende a construir os seus veículos e a usá-los no Mundo Físico. O músico aprende a construir mãos próprias e ouvido perfeito para captar com precisão o som. Ao despertar no Segundo Céu, ouve o Ego a música das esferas. O ser humano tem, por destinação, converter-se em inteligência criadora. Assim, chegará a ser algum dia, verdadeiro artífice de seu destino, deixando, portanto, de ser escravo dele.
Passa o Ego, em seguida, ao Terceiro Céu, onde faz os últimos preparativos, a fim de empreender outra vez, nova descida aqui, na Região Química do Mundo Físico. Leva o Ego, de conformidade com esclarecimento de Max Heindel, geralmente, 1.000 anos de um renascimento a outro, salvo exceções, ou seja: considerando a sua evolução espiritual ou missão que tenha de realizar, poderá ser esse espaço de tempo, bastante reduzido. Com o próprio Max Heindel, isto aconteceu, pois levou, do penúltimo renascimento ao último, apenas uns trezentos anos. Outra exceção é a criança. Essa, como ao morrer é inocente, não lhe tendo nascido o Corpo de Desejos, razão por que não pecou, vai diretamente para o Primeiro Céu onde é bem recebida por parentes ou adotada por alguém e permanece de um a vinte e um anos, a fim de renascer.
Quando o ser humano passou pelas nove Iniciações Menores e, também, pelas quatro Grandes Iniciações libertou-se, totalmente, da roda de nascimentos e mortes. Poderá renascer na Terra e geralmente o faz, mas não por sua causa, e sim, unicamente por causa da Humanidade. Nesta altura, temos plena convicção de que só a Teoria do Renascimento satisfaz, dentro da lógica e do bom senso, atendendo, com perfeição toda e quaisquer necessidades evolutivas da Humanidade. Para essa Teoria, cada alma é parte integrante de Deus e está desenvolvendo, por meio de vidas sucessivas, em corpos de crescente perfeição, os latentes poderes divinos em energia dinâmica. Ninguém se perde. Todos, a seu tempo, alcançarão a perfeição, integrando-se em Deus, e levarão o fruto anímico de sua peregrinação através da matéria. Quanto às teorias materialista e teológica, têm visão sobremaneira estreita, que não resistem à análise, desde que se ponha um pouco de bom senso. Não satisfazem nem mesmo os elementares de justiça ou de lógica.
O Espírito Divino, emanando de si o Corpo Denso, obtém como fruto a Alma Consciente. O Espírito de Vida emana de si o Corpo Vital, obtém a Alma Intelectual. O Espírito Humano emana de si o Corpo de Desejos e obtém a Alma Emocional.
São nessas descidas e subidas que realizamos, vindo até o Mundo Físico e subindo, após a morte, até o Mundo Celeste, que nos tornamos artífice do nosso destino, pois nos converteremos em Inteligência Criadora.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)
“Os Anjos do Destino dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para seu desenvolvimento.”
(Ritual do Serviço Devocional – Serviço do Templo da Fraternidade Rosacruz)
“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.
(IICor 5:10)
A compreensão das Leis justas e imutáveis que regem nossas vidas constitui um dos primeiros passos para realização espiritual. Somente aqueles que conseguem ir além da teoria e encaram a vida como uma experiência científica, governada por essas Leis, podem caminhar na senda da preparação para, depois, começar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Estes não mais duvidam que todas as ações sempre gerarão resultados e, desse modo, se souberem direcionar seus atos, colherão frutos valorosos para seu desenvolvimento.
Mas é evidente que novas práticas baseadas na aplicação de um novo ensinamento dependem do quanto um Estudante Rosacruz compreendeu e sentiu da verdade contida no mesmo. Além disso, pré-conceitos incontroláveis e despercebidos pelo Estudante Rosacruz (de seu “eu inferior”) contribuem para que não haja pleno acesso ao real significado de um novo ensinamento.
Vamos ver os aspectos importantes relacionados à Lei de Consequência, de como podemos trabalhar com a mesma e de alguns desses aspectos não percebidos que funcionam como bloqueadores do caminho da realização espiritual.
Sempre que ocorrer uma ação de desequilíbrio na natureza, a Lei de Consequência necessariamente, produzirá uma reação futura que objetiva reestabelecer o equilíbrio natural das coisas. É exatamente essa homeostase (essa propriedade que vemos em todo sistema aberto que possibilitam a seres vivos, especialmente, de regular o seu ambiente interno para manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação inter-relacionados) universal que fundamenta o destino de cada ser humano e determina seu atual estado biológico, psicológico, emocional, mental, econômico, educacional, laboral, ambiental e de relações em geral (sua Teia do Destino). O estudo da Lei de Consequência nos mostra que não há espaço para a infantil ideia sobre “graça ou desgraça” na vida, distribuídos gratuitamente pelo Plano Divino, mas sim, resultado de ações passadas que determinam as condições presentes e ações presentes que determinarão o futuro.
A força que busca harmonizar a natureza é manifestada em nossas vidas como: positiva ou credora (exe.: dar e receber) e como negativa ou devedora (exe.: pecado e doença). A condição presente de evolução do ser humano revela que a maior parte de suas ações ainda está presa às forças do seu “eu inferior” (composto pelo seu veículo Mente que está atrelada à parte inferior do Corpo de Desejos). Assim, poucos são os trabalhos realizados diretamente pela vontade do Ego, os quais deveriam ser à base de todas as suas ações. Essa condição faz com que colecione muito mais dívidas do que créditos.
A menos que aprendamos a não mais gerar desequilíbrios negativos e assumamos a responsabilidade das ações desarmônicas do passado, jamais ficaremos livres dos efeitos de cativeiro da Lei de Consequência. Parar de gerar esses desequilíbrios significa decidirmos entrar de vez no processo de autoconhecimento das ciladas da Personalidade (“eu inferior”) e, haja o que houver, encontrar meios de cada vez mais concretizar a vontade do Ego.
A compreensão gradativa sobre os efeitos da Lei de Consequência permite ao Estudante Rosacruz tomar consciência do emaranhado de linhas que limitam suas ações presentes. Neste ponto, despertará a possibilidade de sofrer uma tentação básica que é importante ao seu desenvolvimento espiritual, que normalmente, produz dois tipos de reações: a de acreditar estar sendo vítima de forças que o limitam injustamente; ou de incorporar em si a atitude de que os efeitos limitantes atuais são frutos das desarmonias geradas no passado. A primeira atitude o leva a tomar a decisão dissimulada de fuga, o que contribui para que seu desenvolvimento consciente, que visa a um determinado fim manifestada por intenção e decisão, praticamente cesse. Já a segunda atitude, possibilitará ao Estudante Rosacruz assumir a responsabilidade de viver suas limitações justas e poderá garantir o surgimento de novas situações futuras harmônicas ou em sintonia com a natureza.
Como nos advertiu Max Heindel: “Apesar de procurarmos a luz sob o estudo das Leis que regem nossas vidas, não devemos ter a ideia equivocada de que tudo que nos acontece é a consequência de alguma causa ou ação passada, geralmente numa existência prévia. Além do destino trazido por nós de outras vidas para redimi-lo nesta existência, estamos todos os dias exercendo uma influência causal com nossos atos. (…) Não obstante, nas ações há uma larga margem de livre-arbítrio, que dá lugar ao exercício da Epigênese (ação original), a divina atividade criadora que a base da evolução.” (veja mais detalhes na Carta nº 84 do Livro “Carta aos Estudantes” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).
Sabemos que as provas não têm o papel único de ajustar os desequilíbrios que geramos no passado, mas também são importantes para que ocorra o desenvolvimento da moral e da força interior espiritual, assim também como o exercício físico e o trabalho desenvolvem a saúde, os músculos e a força do Corpo Denso. O problema é que a maior parte das pessoas se acovarda neste ponto crucial no caminho inicial da santidade.
Esquecendo do funcionamento da Lei de Consequência e respondendo ao seu eu inferior, o Estudante Rosacruz pode exortar as mesmas palavras e sentimentos que a mulher de Jó teve quando viu que seu marido sem nada e acometido por grande enfermidade: “Ainda reténs a tua sinceridade (na Lei de Deus)? Amaldiçoa a Deus, e morre” (Jó 2:9). No entanto, aquele que de fato compreendeu o significado da Lei de Consequência, não responderá a esse impulso expressado pela esposa de Jó, mas firmemente exortará: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1:21).
Outro maravilhoso exemplo de como devemos encarar nossas responsabilidades com a Lei de Consequência, sem cairmos na armadilha da fraqueza da carne, é nos fornecido por S. Paulo (na Segunda Epístola aos Coríntios, 6:4-10): “Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo”.
No final de cada vida, uma grande ajuda nos é dada para evitarmos gerar desequilíbrios negativos futuros e vivermos como ministros de Deus. Como é sabido, atualmente somos o produto final no melhor que conseguimos alcançar na realização espiritual. Todos os erros cometidos foram expurgados em cada vida purgatorial passada. Assim, em cada morte, dissipamos todo o mal que causamos pertencente àquela vida. Mas tal processo de dissipação é extremamente doloroso. O resultado deste doloroso processo será uma presente emoção de repulsão, bem como um discernimento incorporado no Ego, que servirá de guia no futuro quando ele entrar em contato com uma determinada ideia, situação, pensamento ou objeto. Esse guia o acompanhará para todo o sempre em sua Memória Supraconsciente, revelando para ele se aquilo que contatou é ruim ou bom.
Entretanto, é importante compreendermos que a mencionada consciência constitui uma preciosa dádiva divina, pois o Ego jamais foi capaz de adquirir essa consciência por esforço próprio. Ele não expressou ações retas sobre determinado assunto que costumava tentá-lo em prévios renascimentos (única maneira de poderes latentes se tornarem dinâmicos). Em outras palavras, ele desenvolveu sua consciência moral pela purgação nos planos internos. Assim, ele deverá ser tentado a cometer os mesmos erros do passado, MAS com a dádiva gratuita de estar armado moralmente para superar suas provas. Cabe a cada um identificar essa dádiva e utilizar seus talentos para ouvir a voz silenciosa da consciência que impulsiona em nossos corações.
A vantagem de conhecermos uma escola de pensamento de Filosofia Cristã ocidental, como a Fraternidade Rosacruz, é que é fornecido ao Estudante Rosacruz ferramentas para que possa produzir e reforçar ainda mais a mencionada consciência moral durante a vida objetiva, antes da chegada da morte e do Purgatório. Isso é feito pelo Exercício Esotérico Rosacruz de Retrospecção (Veja mais detalhes no livro Conceito Rosacruz do Cosmos).
Os Anjos do Destino trabalham diretamente com a Lei de Consequência. Em cada novo renascimento, os arquivos registrados em cada Átomo-semente são lidos por aqueles Seres que cuidam para estabelecer as condições e o momento adequado para que o Ego renasça aqui, na Terra, com exatamente o que necessita para seu desenvolvimento. Estes mesmos exaltados seres também forneceram a Bíblia ao Mundo Ocidental e sabemos que ao procurarmos a Luz, encontraremos na Bíblia. Conforme já ilustrado em dois exemplos acima (Jó e S. Paulo), a compreensão dos conteúdos da Bíblia constitui o bálsamo que nos indica como suportar os efeitos do mal praticado no passado, sem gerar mais desequilíbrios para o futuro. Nada na natureza é maléfico ou vingativo. Assim, há muitas maneiras da harmonia ser estabelecida, sem que para isso tenhamos que pagar do pior modo possível as nossas faltas.
Mas para modificarmos o curso natural de pagamento de dívidas passadas, é preciso muito esforço de prática da doutrina do arrependimento e perdão dos pecados, fornecida no ministério de Cristo. Esse é um grande conforto e um precioso convite para trabalharmos no sentido de compreendermos a Luz que está na Bíblia e, pela expressão na vida diária dessa luz, tornar possível disparar novas reações benéficas na natureza para modificação nossa condição de devedores.
Ao aprendermos o mecanismo de como a Lei de Consequência opera, raramente iniciamos uma vida pura e de altruísmo. Mas mudamos nossas vidas pelo medo de gerar novos pecados, sofrimentos, limitações e corpo de morte. Aqueles que já percorrem o Caminho da Preparação para a Iniciação Rosacruz sabem que tal atitude está longe de ser uma consagração de uma vida altruísta que garante o disparo das forças benéficas da Lei de Consequência. Isso porque os pré-conceitos não conscientes estão fundamentados na forte tendência de egoísmo, de medo e de astúcia que direcionam ou determinam nossa capacidade de praticar esses ensinamentos.
O que de fato a Lei de Consequência computa é o resultado das ações que são os produtos da guerra entre as forças espiritual (vontade do “eu superior”) e corporal (vontade do “eu inferior”) e a classificação moral e pessoal de todas as ações resultantes dessa guerra. Pois é esse extrato dos acontecimentos que formam a voz interior ou poderes anímicos que as pessoas acumulam em cada vida. Esse é o motivo pelo qual devemos, durante o Exercício Esotérico Rosacruz de Retrospecção, examinar se transmitimos o real significado daquilo que tentamos transmitir (seja em palavras ou ações) para nossos ouvintes-observadores. Quanto mais próxima for à ação da intenção (vontade do Ego) da ação, mais congruentes e usufruidores da Lei de Consequência seremos.
O Estudante Rosacruz deve redobrar sua observação para com suas tendências enviesadas, pois uma atitude aparentemente santa pode ter uma base fortemente egoísta, e essa sutileza é pouco percebida pela maior parte das pessoas. Por exemplo, o sentimento de alívio quando se deixa de pecar ou cometer erros pode ser fruto de um egoísmo disfarçado de bondade. O aparente auxílio alheio também pode estar fundamentado na vontade de escapar da própria consciência que nos “aponta um dedo invisível” caso não o façamos. No fundo, essas ações não estavam direcionadas para o próximo, mas para nós mesmos, que não desejamos sofrer o fogo quente da consciência que queima sem a presença de chamas. A garantia de um futuro glorioso não pode ser fruto de ações justificadas, mas de uma vida de consagração. O jovem rico, na Parábola que lemos na Bíblia, que se aproximou de Cristo Jesus lhe mostrou que guardava todos os mandamentos. Mas quando o Mestre o convidou para consagrar sua vida, deixando toda sua fortuna, não foi capaz de fazê-lo.
A Fraternidade Rosacruz que é uma Escola Cristã da Sabedoria Ocidental também promulga a Epigênese, que é exatamente a capacidade que todo ser humano possui de responder de modo original às situações presentes, determinadas no passado pela Lei de Consequência. Jó, quando perdeu tudo o que tinha, quando sua honra desvaneceu e grave enfermidade acometeu sua carne, foi capaz de dar uma resposta NOVA que lhe garantiu a salvação. Já sua esposa, respondeu como a maioria das pessoas normalmente responderia, amaldiçoando a Deus e implorando para que Jó morresse.
O estudo da Lei de Consequência pode gerar a ideia equivocada de que estamos presos às ações negativas do passado. Apesar de sua influência, devemos enfatizar a realidade da Epigênese. Se nos esforçarmos inteligentemente em considerar os problemas da vida, aprendendo pela observação das ações dos que nos rodeiam assim como as nossas próprias experiências, encontraremos oportunidades para exercer iniciativas que se abrem ante nós, como nunca poderíamos julgar possível se considerarmos apenas a Lei de Consequência. Esse é o modo pelo qual o Estudante Rosacruz que venceu o teste acima mencionado passa a viver cotidianamente.
Tenhamos sempre em mente a larga margem de livre arbítrio mencionado por Max Heindel, a fidelidade de Jó, os ensinamentos vivos contidos nas Epístolas de S. Paulo aos Coríntios e a voz silenciosa que nos dita qual caminho devemos seguir frente a uma situação, para que possamos por em movimento novas causas que garantirão destinos futuros mais santos e propícios para a união com nosso Cristo Interno, o Casamento Místico.
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz
Há um momento, no Caminho de nossa realização, em que compreendemos a necessidade de prepararmos as nossas Mentes para um trabalho maior do que aquele em que estivemos empenhados até agora. Um trabalho em que a nossa vontade deverá colocar-se permanentemente na vontade de Deus, com a consciência plena de que Deus é um Pai amoroso que só deseja o Bem aos Seus filhos. Compreenderemos, então, que só o fato de vivermos constantemente colocando a nossa Mente na Mente universal de Deus, na Mente amorosa do Criador, nosso Pai Celeste, que é força, vida e saúde, só esse fato já nos torna em condições de merecer as transformações que a nossa posição vai por si mesma solicitando Dele, a cada hora do dia. Transformações na saúde, por exemplo, na nossa saúde e na dos outros que nos cercam.
Nessa altura será um bom princípio esquecermos nossos escrúpulos de merecimento, para pensarmos que, se o poder de Deus circula em nossos corações e nas nossas Mentes, nossas potencialidades latentes serão transformadas em poderes dinâmicos. Já essa transformação nos coloca em condições de merecer a Seu Auxílio e o Seu Amor. Todo e qualquer pensamento de limitação será abolido das nossas Mentes, se quisermos trabalhar realmente, pura e amplamente na seara de Deus. Ele tudo pode e tudo quer de bom para as Seus filhos, portanto jamais deverá ser responsabilizado pelos nossos erros e fracassos, e por não atingirmos a conquista de nossos males e sua transmutação em saúde e cura.
Se quisermos curar nossos corpos e nossas Mentes para estarmos qualificados a curar os males alheios com eficiência, temos que acreditar que podemos fazê-lo, que vamos consegui-lo, já que essa conquista não é só um direito nosso, mas, principalmente, um dever sagrado o realizarmos. Temos que acreditar piamente que tudo aquilo em que acreditamos nos será dado, na medida da nossa crença. “Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33), diz a Bíblia. E o Reino de Deus está na colocação permanente das nossas Mentes na Mente Divina, deixando a Sua sabedoria circular em nós, sentindo-nos como seus canais de força para a Sua permanente Presença. Essa presença terá que ser notada, terá que ser sentida como algo real, se quisermos tornar real também a nossa transformação interna. Não importarão os nossos defeitos, não importarão as nossas limitações apontadas pelos nossos horóscopos, o importante é pensarmos que, se tivermos a constância e o valor moral para manter a seiva divina circulando em nossos corpos e em nossa Mente, incessantemente, como um jorro de luz e de vida, só essa certeza bastará para nos colocar em condições de merecer a Divina Presença.
Assim então, de acordo com esse novo estado de ânimo adquirido pela nossa vontade posta a favor da Divina Vontade, exerceremos a divina prerrogativa que Deus nos deu de praticarmos a Epigênese, transmutando as condições negativas de nosso horóscopo e estabelecendo uma rede de novas influências e de novos auxílios. É dado que recebemos, portanto, nada mais meritório para atrair a benevolência de Deus do que entregarmos nossos corpos e as nossas Mentes ao Seu Poder, para que Ele possa realizar-se através de nós, e o Seu Amor fluir em cada hora do dia, num fluxo constante, através do conduto vivo em que nos transformamos pelo Seu Amor.
(Publicado na Revista “Serviço Rosacruz” – junho/1967 – Fraternidade – Fraternidade Rosacruz – SP)