A matéria contida neste livro foi compilada de trabalhos de Max Heindel e acrescidos com conhecimentos de astronomia e contém informações muito valiosas sobre as relações entre o som e os Éteres e como a Ciência material lida com esse assunto (mesmo não reconhecendo, atualmente, o Éter, já que no passado o reconheceu e trabalhou muito com ele).
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O Som e os Éteres – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz
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O Som e os Éteres
Por um Estudante
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de Temas Rosacruces – Tomo II – El Sonido y los Éteres – Centro Rosacruz Max Heindel de Buenos Aires – Argentina – 1983
pelos Irmãos e pelas Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
CAPÍTULO 1 – UM SOM DE VIDA.. 5
CAPÍTULO 2 – OS SONS DO CORPO VITAL SUBSÔNICOS E SUPERSÔNICOS. 10
CAPÍTULO 3 – NOVAS RELEVAÇÕES. 15
CAPÍTULO 4 – OS NÚMEROS E O RITMO DO UNIVERSO: LEI DE BODE.. 22
CAPÍTULO 5 – A ASTRONOMIA ENTOA UMA NOVA CANÇÃO.. 29
CAPÍTULO 6 – KEPLER, O MÍSTICO ASTRÓLOGO ASTRÔNOMO.. 36
CAPÍTULO 7 – O SER HUMANO, CÂNTICO DE DEUS. 43
Os Éteres constituem a Região Etérica do Mundo Físico. Eles são em número de quatro:
-Éter Químico: é o Éter através do qual as forças atuam para manter e nutrir o Corpo Denso (mantém a forma).
-Éter de Vida: é o Éter pelo qual atuam as forças de propagação, cujo objetivo é a manutenção das espécies (mantém as espécies).
-Éter de Luz ou Luminoso: é a fortaleza do cérebro-Mente, porque ele é o assento de toda a percepção sensorial tanto interna, quanto abaixo e acima do âmbito dos órgãos dos sentidos.
-Éter Refletor: é o armazém da memória do ser humano e reflexo da Memória da Natureza (aqui registra-se todos os eventos que são produzidos no Mundo). É, também, através deste Éter que o Ego direciona seus veículos.
O Corpo Vital do ser humano é composto de quatro Éteres.
Em lições anteriores foi dito que os ocultistas reconhecem, já há muito tempo, a existência de um “som de vida” acompanhando todas as coisas viventes e crescentes. A ciência moderna está agora chegando a este campo, assim como a outros campos de fenômenos etéricos, anteriormente admitidos apenas pelos ocultistas.
Houve sempre e ainda há muita confusão a respeito da Clariaudiência[1] ou audição extrassensorial. Mais do que em outros campos, talvez, contam-se histórias de distúrbios mentais, acompanhados de “audição de vozes” ou outros sons. Os médicos muito têm a dizer, também, acerca de “ruídos na cabeça” em geral, dos quais se diz frequentemente que prenunciam a surdez. Agora, a ciência contemporânea aproxima-se mais do “oculto”, como nos dá conta a informação acerca de experiência em laboratórios modernos, tornando possível uma avaliação mais realista.
Há algum tempo, o dr. Albert P. Seltzer, da Universidade de Pennsylvania, escreveu na revista Today’s Health (publicada pela American Medical Association) que ninguém deve desesperar-se por sofrer de ruídos na cabeça (chamados “tinnitus” pelos especialistas). Eles não são, necessariamente, os precursores da surdez, nem da insânia. Diferentemente dos sons normais, esses ruídos da cabeça não se originam nas ondas sonoras que chegam ao tímpano, mas em causas internas, algumas das quais são físicas como o cerume do conduto auditivo, pressões ou tensões nervosas, infecções no ouvido médio, obstruções na trompa de Eustáquio[2] (passagem entre o ouvido e a garganta), bloqueio da passagem do ar nas narinas, etc.
Segundo o dr. Seltzer, tais condições poderiam, usualmente, ser corrigidas por meios médicos. Na opinião de outro médico, existem tantas causas possíveis de ruídos na cabeça que a cirurgia deveria ser evitada, se possível, pois uma operação após outra pode ser levada a efeito nos ouvidos, no nariz e na garganta, e a verdadeira raiz do problema se encontra no sistema nervoso, por exemplo. A remoção do cerume seria relativamente simples, assim como outras correções menores no nariz e garganta. Porém, não há garantia de que ainda a cirurgia extensiva pudesse deter os ruídos.
Para os ocultistas, alguns desses ruídos são etéricos, pertencem ao Corpo Vital, sendo, em verdade, perfeitamente normais e audíveis quando as faculdades espirituais começam a se desenvolver.
A ciência física já começa a verificar isso. Em certas experiências com câmaras à prova de ruídos, na profundidade da Terra, constatou-se que cada um, sem exceção, ouviu um som agudo e intenso – descrito de maneira algo diferente por várias pessoas – e os cientistas observaram que, face à câmara ser totalmente à prova de efeitos sonoros, estes ruídos não podiam ser outra coisa, além de sons, produzidos pelo corpo, pelo fato de viver.
A experiência com a câmara explica o porquê a surdez total ou parcial é associada com os ruídos da cabeça. Uma vez eliminados os ruídos externos, o indivíduo torna-se consciente dos sons interiores. Estes, na verdade, encontravam-se ali o tempo todo, mas não eram percebidos. Independente de todas as causas físicas, o som dos processos vitais faz-se, então, audível.
O cientista observa que os ruídos da cabeça podem principiar sem sinais prévios. Apresentam-se também em pessoas normais, a despeito de sua maior incidência em quem sofre de surdez. Alguns tornam-se conscientes desses ruídos quando adormecem ou então ao despertar. Outros percebem nos instantes iniciais da aplicação da anestesia. Os ruídos são, algumas vezes, suaves e vibráteis, ou também se assemelham à madeira quando está sendo serrada, ou com a explosão de um motor, ou com o vapor escapando de uma caldeira, ou com o silvo de uma serpente.
É significativo que em certos antigos fragmentos de documentos ocultistas se faz menção do “canto da serpente”, ouvido pelo Iniciado, quando uma certa essência ígnea ascende por um canal até o cérebro.
Evidentemente, é o que chamamos de “o fogo-espírito espinhal”. Antigamente o cérebro era comparado à cabeça de uma serpente. As escrituras antigas mencionam também aquilo que denominaríamos de som de campainhas. Alguns destes ruídos, em sentido moderno, são idênticos ao tinir de uma campainha de telefone ou ao repicar de sinos. Achava-se, então, que a Serpente falaca com muitas vozes; e em sons captados por diferentes pessoas, como assinalaram os médicos, encontram-se tons musicais e vocais, algumas vezes em alta voz, diretamente ao ouvido.
A natureza de muitos destes sons está sendo confirmada, agora, por novos descobrimentos científicos, amplamente divulgados. Por exemplo: um médico descobriu, acidentalmente, durante uma cirurgia cerebral que quando a agulha elétrica tocava certas áreas do lóbulo temporal do paciente, este se tornava consciente dos sons, tão claramente como se houvesse um rádio ligado no recinto, associando-os, também, com recordações de acontecimentos passados. Disto se deduz que se as mesmas células são estimuladas de outra maneira que não seja com uma agulha elétrica, de um modo, todavia desconhecido para a ciência, a pessoa ouvirá sons aparentemente presentes e reais fisicamente. Alguém pode afirmar que ciência abordou a questão da “memória eletrônica”, de fato conectada com o cérebro etérico.
Agora vejamos como estas áreas cerebrais podem ser estimuladas a produzir sons de uma natureza etérica, percebidos como se fossem reais fisicamente.
Quando o Ego se isola do mundo exterior, preparando-se para o sono, revoluteando, porém, dentro de sua habitação física, torna-se consciente dos sons do Corpo Vital. Os ruídos de motor – funcionando ou serrando madeira – pertencem ao campo eletromagnético do corpo, no qual os vórtices movem-se com um zumbido comparado, por Max Heindel, ao das abelhas. Há ocasiões em que este zumbido parece se interromper. Max Heindel afirmou, citando alguns exemplos desta natureza, que um violento som de zumbido provém do choque de vibrações quando uma entidade dos planos internos procura obsidiar o Corpo de uma pessoa viva.
A nota-chave do Corpo Vital (ensejada pelo Arquétipo) soa na medula oblonga[3], onde arde a “chama da vida”. Neste lugar ouve-se o som discordante, quando da tentativa de obsessão. A “chama da vida” arde na medula, vibrando freneticamente ao mesmo tempo em que percebe o som. Na Escola de Mistérios tais casos são virtualmente desconhecidos, como resultado da vivência pura – física e mental – do neófito, o qual não se deixa atingir por influências maléficas.
Quando forças poderosas começam a fluir no Corpo Vital como fruto do treinamento espiritual, é natural a aceleração dos ritmos normais do organismo vital. Uma certa inércia deve ser superada, porque o materialismo amortece os sistemas nervosos, e estes devem ser sensibilizados pelo trabalho espiritual. Isto pode ser percebido como uma sensação de vibração nos ossos do crâneo, ou nos vórtices do Corpo de Desejos, assim como naqueles pontos do Corpo Vital por onde fluem as correntes vitais – tradicionalmente simbolizados na Crucifixão – ou seja nas mãos, pés e cabeça, nos quais Cristo foi ferido. Muitos Estudantes Rosacruzes tornam-se conscientes disso.
Os sons captados bem próximos do ouvido, algumas vezes, sobressaltam o indivíduo desperto quando está quase adormecido. Assemelham-se à brilhante luz que algumas vezes cintila ante os olhos fechados, quando se dorme ou se desperta. Em ambos os casos, o Ego envolto em seus veículos superiores, desliga-se da vestimenta corporal, preparando-se para dela sair. Nestas circunstâncias faz-se consciente dos planos internos.
Já se afirmou que quando um indivíduo se encontra fora de seu corpo, parece-lhe expandir-se e crescer em todas as direções. Isto provêm das novas sensações que o abordam de todos os lados no Mundo do Desejo. Muitos Estudantes Rosacruzes passaram pela experiência de flutuar até à cabeça do corpo, percebendo que a consciência parecia estender-se para fora, ao redor do crâneo. A sensação de expansão, característica de tais estados, evidencia-se também em outras formas. Algumas vezes há um som como que “crepitando” na cabeça ou nos ouvidos. Ou então outros ruídos sugerindo uma mudança de vibração, porque isto é o que os sons realmente indicam.
A situação, por suposto, é diferente daquela em que se percebe a “crepitação” quando se sobe uma colina ao nível do mar: aí a sensação origina-se da mudança de pressão atmosférica. Não obstante serem diferentes, as situações são análogas. A mudança de atitude psíquica, por assim dizer, produz variações na vibração, e como o Ego encontra-se conectado com o Corpo Denso, o som parece ocorrer no espaço físico.
Há somente três décadas a ciência chegou a compreender que a vibração da voz é transmitida tanto através dos ouvidos como da garganta e da boca. Isto poderia ter sido antecipado, posto que sentimos as vibrações vocais agitando a estrutura óssea do crânio. Porém, como muitos outros fenômenos, passou despercebido. Agora, não obstante, sabemos que os inventores estão tratando de aperfeiçoar dispositivos que permitam a pilotos de aviões emissores de sons de alta potência, “falar com seus ouvidos” por meio de um microfone especialmente desenhado que capte naturalmente a linguagem articulada. Os sons secundários são transmitidos mediante auriculares de estetoscópio. O cientista não sabe, todavia, como é transmitida a linguagem auricular, mas supõe ser pela trompa de Eustáquio, ou talvez, pelos ossos da cabeça, ou por ambas as vias.
Evidentemente, alguns dos ruídos da cabeça ou tinnitus, de que falam os médicos, devem também pertencer às ondas de linguagem transmitida desta maneira ao cérebro do paciente, além dos perfeitamente normais sons etéricos transmitidos ao “ouvido interno” do Corpo Vital, que está incluído com o outro ouvido físico no processo da audição. Os Clariaudientes comentam o fato de que ao ouvir sons dos planos espirituais, algumas vezes, são conscientes de vibrações na língua, boca e garganta, assim como no ouvido, demonstrando-se que existe uma resposta simpática por todas as partes.
Os físicos afirmam haver muitas classes de ondas sonoras, algumas demasiadas altas para serem ouvidas por ouvidos humanos e outras demasiadas baixas. Para as ondas sonoras abaixo de 500 ciclos por segundo, os ouvidos de um gato podem não ser tão sensíveis como os do ser humano. As mais baixas notas, para as quais o ser humano é sensitivo, são realmente sentidas mais que ouvidas. Uma frequência de 20 segundos soa não como um tom, mas como som palpitante baixo. As notas demasiadas baixas para serem ouvidas são, algumas vezes, sentidas como vibrações no Corpo.
A isso o ocultista acrescenta que os processos vitais do Corpo que residem no campo eletromagnético emitem vibrações, ou são vibrações percebidas pelo ouvido etérico interno sob circunstâncias especiais. Os sons do Corpo Vital são tanto subsônicos como supersônicos, mas são gerados dentro do Corpo: não se originam no exterior. Ao mesmo tempo é evidente por si mesmo que tanto os “subsônicos” como os “supersônicos” atuam sobre o Corpo Vital desde fora e podem matar se usados de certa forma, ou promover vida e saúde se empregados de outra.
Em um antigo artigo, como resposta a uma pergunta em nossa revista “Rays from the Rose Cross” (de novembro de 1964) encontramos sobre o som e seus efeitos. O consulente disse: “Muito se faz no campo da vibração; e demonstrou-se que a enfermidade e a saúde são questão de vibrações e de ritmos variáveis. Se se pode romper o ritmo em um dado lugar e impor um novo tempo sobre eles, aparentemente os prótons e os elétrons voltam a reunir-se em diferentes proporções, formando um padrão diferente: aparece um tecido ou substância de diferente classe. Este processo demonstra que dentro do ser humano há uma vontade ou força que pode atuar desde os modelos segundo os quais constroem seus tecidos, e mudando seu ritmo pode produzir outro desenho no mesmo espaço. Vocês concordam com isso?”.
De onde foi fornecida a seguinte resposta: “Se nos assegura por parte da ciência oculta que não há limite para o poder do Espírito na cura, de tal modo que podemos dizer com segurança: qualquer enfermidade ou doença pode ser curada. Isto nos foi demonstrado por Cristo-Jesus em Seu ministério. Porém, nem toda pessoa encontra-se qualificada para efetuar uma cura fenomenal instantânea… O ponto de vital importância é a transformação que deve partir de dentro do indivíduo.”.
Temos a afirmação de Max Heindel: “O Corpo Vital emite um som idêntico ao zumbido de um besouro. Durante a vida estas ondas sonoras etéricas atraem e colocam os elementos químicos de nosso alimento de tal modo a formar órgãos e tecidos. Conforme as ondas sonoras etéricas do nosso Corpo Vital estejam em harmonia com a nota-chave do Arquétipo, os elementos químicos com os quais nutrimos o Corpo Denso são adequadamente dispostos e assimilados, e a saúde prevalece… mas quando as ondas sonoras do Corpo Vital variam em relação à nota-chave arquetípica, esta dissonância coloca os elementos químicos do nosso alimento em uma disposição incongruente com as linhas de força do Arquétipo.”
Os Auxiliares Invisíveis são ensinados a utilizar o som em seu trabalho de cura nos planos internos. Isso consiste em emitir um som que se harmoniza com a nota-chave do Corpo do paciente, a qual o Auxiliar Invisível pode ouvir quando se encontra fora do Corpo, e isto ajuda a realinhar os elementos orgânicos em harmonia com a nota-chave.
O ultrassom é muito utilizado na sociedade humana. Os cirurgiões usam-no, e aperfeiçoam meios para empregá-lo na cirurgia cerebral. É especialmente útil neste campo devido a que os vasos sanguíneos são muito resistentes às ondas sonoras, e assim o perigo de hemorragia diminui consideravelmente. Mais ainda: a onda sonora pode ser enfocada tanto na matéria branca como na matéria cinzenta do cérebro.
Todos esses descobrimentos da física moderna indicam uma renovação das técnicas conhecidas pelos ocultistas há muitos séculos por intermédio das quais o som foi invocado, usualmente em várias formas de canto, para produzir curas milagrosas. A ciência está, verdadeiramente, no umbral do descobrimento da “Palavra Perdida”.
O Corpo Vital é capaz de receber sons exteriores em forma de vibrações o que, se está em harmonia com a nota-chave arquetípica que enseja a nota-chave do Corpo Vital, fortalece os modelos etéricos construídos pelo Arquétipo e promove a saúde. Mas se pelo contrário, o som não se harmoniza com a nota-chave arquetípica, então tenderá a romper os modelos etéricos, podendo produzir a enfermidade, a doença e até a morte.
“Por esta razão, muito daquilo que é denominado ‘música moderna’ pode deixar os nervos em frangalhos”.
Contudo, a música moderna não é inteiramente má. Introduziu ritmos novos e surpreendentes que ensejam o efeito benéfico de destruir modelos antiquados de pensamento e emoção, e de afrouxar alguns, dos modelos cristalizados do Corpo Vital da Onda de Vida humana. Alguma destruição é necessária para que se dê um passo adiante na evolução, de modo a eliminar as condições cristalizantes. O processo de industrialização até metade do século XX trouxe muita depressão às vidas dos povos do mundo ocidental, e somente os violentos ritmos de jazz e outras excentricidades da música moderna puderam rompê-la. Para milhões de trabalhadores mergulhados na apatia e no desespero, os excitantes alaridos e os rugidos reverberantes da orquestra de jazz foram uma bênção, devolvendo-lhes uma renovada esperança e interesse pela vida. Mas, uma vez realizada a obra de despertar o ser humano do século XX da apatia, florescem condições no sentido de realizar-se algo construtivo. Isto se torna possível agora sob os albores da Era de Aquário, à perspectiva de um novo tipo de música.
De todos os órgãos dos cinco sentidos, o ouvido é o mais altamente desenvolvido. Depende de sua sensibilidade mais que qualquer outro órgão sensorial, porquanto a música tem o poder de conectar o Ego diretamente com a Região do Pensamento Concreto – a pátria da música – onde os Arquétipos de tudo o que existe são construídos por sons musicais. E, diga-se de passagem, o ouvido está longe de ser o maravilhoso instrumento que está destinado a ser algum dia. Por exemplo: “há cerca de 10.000 fibras de Corti[4] localizadas no ouvido interno, cada uma capaz de interpretar aproximadamente 25 gradações de tom em cada ouvido. Na presente época, o ouvido de uma pessoa normal não responde mais que de 3 a 10 das possíveis 250.000 gradações de tom. Assim, nos damos conta de que o sentido da audição se encontra na mesma condição do sentido da visão; existe uma possibilidade de ouvir-se inumeráveis sons, tal como de perceber-se muitas gradações de luz. Tempo virá, como aprendemos na Fraternidade Rosacruz, em que os sentidos da visão e audição não mais se localizarão em determinadas áreas, mas estarão distribuídos por todo o Corpo Denso: o ser humano verá e ouvirá com a totalidade do seu Corpo. Então, a visão e a audição se mesclarão em um só sentido, o qual poderá “ver o som” e “ouvir a cor”. Os sentidos do paladar e do olfato também se unificarão. Os dois novos sentidos se absorverão na faculdade da sensação que, por sua vez, se manifestará como conhecimento, e a laringe emitirá a ‘Palavra Criadora’”.
Foi mencionada em lições anteriores que não há diferença entre as ondas sonoras e as ondas luminosas. A diferença comumente reconhecida é a de que o som não se transmite através do vácuo e a luz sim. Portanto, na terminologia da ciência oculta falamos de um “Éter Luminoso interplanetário”, que é também evidentemente interestelar, pois existe onde quer que a luz viaje através do espaço. Outra diferença entre as ondas sonoras e luminosas é a classe de onda característica de cada uma, como vimos anteriormente. As ondas sonoras são “longitudinais”, ao passo que as luminosas são “transversais”[5].
As ondas luminosas irradiam-se em todas as direções, a partir de uma fonte luminosa, à velocidade de 300.000 quilômetros por segundo, o que é praticamente instantâneo, pelo que diz respeito ao olho humano sob condições ordinárias. Quando se acende uma lâmpada em um quarto escuro, todo o recinto se ilumina instantaneamente, ao que parece por causa da grande velocidade da luz. Com referência à luz que nos vem de estrelas longínquas, sabemos que em alguns casos ela demora muitos milhões de anos para chegar à Terra e ser percebida pelo olho humano. E quando contemplamos a estrela, ele pode ter deixado de existir há muito tempo. E se por algum meio ainda não descoberto pela ciência pudéssemos aumentar e estudar a imagem estelar tal como nos chega, veríamos condições, na estrela, tal como eram a milhões de anos atrás, quando a luz abandonou sua superfície para iniciar sua viagem através do espaço. No caso de supernova, por exemplo, a luz chegaria à Terra e continuaria viajando por milhões de quilômetros. E, como sugeriu um astrônomo, é possível que em algum mundo distante, para algum povo estranho e desconhecido, a Estrela de Belém fosse realmente uma supernova, o que seria uma explicação materialista a seu respeito. A Estrela Crística dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é, isso sim, um fenômeno místico pertinente ao Sol Espiritual do nosso próprio Sistema Solar: não é considerada uma supernova. Astronomicamente falando, todavia, uma supernova pode também ter brilhado naquela noite, ou noites, quando a Estrela de Belém brilhou sobre nosso mundo. Um não exclui a outro.
Mencionamos as diferenças entre a luz e o som, mas existe uma estranha e notável similitude, como o sugere a Tabela das Vibrações do livro Conceito Rosacruz do Cosmos (Tabela das Vibrações – Cujos efeitos são reconhecidos e estudados pela Ciência – por William Crookes (1832-1919), químico e físico britânico):
Observe-se que, quando se duplica o número de vibrações surge uma oitava. A figura abaixo deixa isso mais claro:
Esta lei das oitavas governa os fenômenos sonoros assim como os luminosos, embora as duas classes de ondas sejam distintas. A lei das oitavas diz respeito não somente à luz visível, pertencente ao nosso espectro solar, como também à gama total dos fenômenos eletromagnéticos. As leis da ressonância indicam como as ondas podem, unidas, harmonizar e gerar energia. Também explicam como as ondas podem excluir outra que não esteja em harmonia. Os físicos esclarecem que as ondas longitudinais formam conchas esféricas que se alargam cada vez mais. Em cada concha o ar se rarefaz, enquanto nas conchas intermediárias se condensa. A distância do centro de uma condensação ao centro da seguinte condensação é denominada a longitude de onda dessa onda sonora. As ondas resultam de que quando uma onda sonora passa através do ar, faz com que as moléculas vibrem e se movem.
Tal como a luz, o som pode refletir-se, como o sabemos pelo eco: o reflexo múltiplo das ondas sonoras que produz a reverberação do som nos grandes auditórios.
Quando dois corpos têm a mesma frequência de vibração, ocorre o fenômeno da “vibração simpática”. Assim, quando um diapasão vibra, outro diapasão à curta distância responderá, se tem a mesma frequência vibratória do primeiro.
As vibrações simpáticas podem ser observadas em muitos lugares. Quando são tocadas algumas notas em um piano, pequenos objetos da casa podem começar a vibrar. A ruptura de um recipiente contendo líquido no seu interior ao tocar-se uma nota, também pertence aos fenômenos da vibração simpática.
As ondas sonoras podem ser reforçadas por ondas refletidas: é um fenômeno chamado ressonância.
Estes fenômenos do som e da luz são todos físicos; não são etéricos. A ciência oculta, não obstante, observou, faz muito tempo, que nos planos internos, começando com a Região Etérica do Mundo Físico, as assim chamadas leis físicas da luz e do som têm um desenvolvimento correlato para a qual os aspectos físicos têm uma relação de sombra ou coisa análoga.
O tom musical depende da regularidade de uma vibração, enquanto o ouvido humano chama de “ruído” a uma vibração sonora irregular. Explica-se nos livros que “os corpos que vibram em uma faixa regular têm uma frequência definida e produzem tons musicais. Os corpos que não vibram em uma faixa regular produzem ruídos”. Já explicamos que quando um tom apresenta uma frequência vibratória correspondente ao dobro da frequência de outro tom, constitui uma oitava desse tom. Isto é, encontra-se a uma oitava acima dele. Os tons maiores e os menores são vibrações dentro da oitava.
Todos estes fenômenos sonoros têm lugar em um ambiente material tal como o ar, a água, etc. As vibrações luminosas, porém, são independentes destes meios, ainda que possam ser afetadas por eles. O vapor d’água no ar, por exemplo, empanará a imagem de uma estrela.
Com o objetivo de colocar à disposição do Estudante Rosacruz uma orientação no estudo da luz e do som, mencionamos o seguinte:
Existem quatro teorias principais sobre a natureza da luz. Todas encontram-se, contudo, em processo de comprovação e novas definições podem ser propostas de tempos em tempos, para consolidá-las. O ocultista, portanto, não deve abandonar as teorias ocultas da luz e do som, simplesmente porque a ciência do presente dia não está de acordo em todos os casos com os ensinamentos esotéricos. Algumas vezes nota-se discrepâncias referentes à terminologia e a ciência se contradisse a si mesma em muitos casos e pode fazê-lo novamente…
1. Teoria Corpuscular: segundo Newton, a luz é uma corrente de partículas ou corpúsculos emanados de um corpo luminoso em todas as direções.
2. Teoria das Ondas: a similaridade entre a luz e o som foi explicada por Huygens sob a premissa de que a luz consiste em ondas etéreas que partem da fonte luminosa como as ondas que se formam ao redor de uma pedra que se deixa cair na água. As ondas luminosas são transversais, enquanto as sonoras são longitudinais.
3. Teoria Eletromagnética: Maxwell tratou de explicar a gênese da luz por meio de sua teoria eletromagnética. Demonstrou que quando uma carga elétrica é posta em vibração, emite ondas transversais em todas as direções. Denominou-as de “ondas eletromagnéticas”. Todas, sem ter em conta a longitude da onda, viajam à mesma velocidade: 300.000 quilômetros por segundo. A luz visível do nosso Sol pertence a estas ondas eletromagnéticas.
4. Teoria do Quantum: esta é mais recente, e amplamente sustentada. Afirma que “a luz é emitida pelos átomos de um corpo luminoso em conjuntos de energia separados que se chamam quanta ou fótons. Estes fótons assemelham-se aos corpúsculos da teoria de Newton em alguma extensão, mas em lugar de serem partículas de matéria são conjuntos de energia. Todos os fótons viajam à mesma velocidade, mas podem conter diferentes quantidades de energia. A energia constante de um fóton determina sua cor. Com a finalidade de explicar alguns fenômenos luminosos, tais como a interferência, é necessária supor que todo fóton é acompanhado, de alguma forma, de uma onda que determina sua conduta.
Todas estas quatro teorias sobre a luz são úteis, mas não se harmonizam inteiramente.
A despeito destas leis físicas que regem a luz e o som, as ciências chamadas extrassensoriais afirmam que o som pode ser ouvido por meios não físicos a qualquer distância, e que esta não parece fazer diferença com respeito ao som percebido clariaudientemente. A mesma coisa é certa com respeito à visão da luz, chamada Clarividência.
Note-se também que a ultrassônica ou supersônica não pertence necessariamente aos reinos etéricos. Constituem sons físicos, além do campo auditivo humano, mas podem ser captados por meio de instrumentos físicos.
O som etérico, como é conhecido da ciência oculta, é som originário do plano etérico. E se bem os Éteres são parte do Mundo Físico e, portanto, em certo grau sujeitos a todas as leis físicas conhecidas da ciência moderna, existem sutis diferenças. O assim chamado “quarto estado da matéria”, tecnicamente denominado “plasma” é também físico, e não etérico. O “quarto estado da matéria” do ocultista é também diferente deste. Porém, é nestas regiões onde a ciência física hoje se aproxima do domínio oculto. E dentro de poucas décadas, poderemos ver a ciência física irrompendo no mundo dos Éteres.
Uma das maravilhas do universo é a forma misteriosa com que os números se ajustam em padrões ou classificações, por motivos que os matemáticos desconhecem. Nada pode afirmar porque os números atuam dessa maneira. É simplesmente um fato que assim o fazem.
Século após século, os matemáticos continuam descobrindo novos jogos que os números podem fazer e aprendem a usar estes jogos numéricos para explicarem as Leis da Natureza e do universo, que parecem manter alguma estranha correlação com eles.
H. D. F. Kitto[6] escreve (no livro “Os Gregos”): “Sucede que eu mesmo posso agir pessoalmente e por um momento estava capacitado para fazer isto (isto é, imaginar o impacto do descobrimento matemático sobre uma Mente arejada) por uma investigação matemática levada a efeito por mim, certa vez, e que me provocou insônia.
Ocorreu-me perguntar-me qual era a diferença entre o quadrado de um número e o produto de seus vizinhos ao lado: 10 x 10 é igual a 100, e 11 x 9 é igual a 99: um número a menos. Era interessante constatar que a diferença entre 6 x 6 e 7 x 5 era exatamente a mesma. E com crescente interesse descobri e provei algebricamente a lei de que este produto deve ser sempre um menos que o quadrado. O passo seguinte foi considerar a conduta do vizinho do lado, mas só de um. E foi com grande satisfação que revelei a mim mesmo todo um sistema de conduta numérica acerca da qual meus professores de matemática deixaram-me em completa ignorância (alegro-me em dizê-lo). Meu espanto aumentou quando resolvi as séries de 10 x 10 = 100, 9 x 11=99, 8 x 12=96, 7 x 13= 91… e constatei que as diferenças eram sucessivamente 1, 3, 5, 7, a série de números ímpares. Maravilhado fiquei ao descobrir que, subtraindo cada produto sucessivo de 100, produz-se a série 1, 4, 9, 16”.
“Eles nunca me disseram, e eu jamais suspeitara que os números fizessem estes formosos jogos, um com o outro, de eternidade a eternidade, independentemente (aparentemente) do tempo, do espaço e da Mente humana.
Foi um vislumbre impressionante de um universo novo e perfeito. Então supus o que sentiram os pitagóricos quando fizeram estes mesmos descobrimentos. A verdade última e simples que os jônios estavam tratando de descobrir em algo físico, era realmente o número. Disse Heráclito[7] que tudo está sempre mudando? Aqui há coisas que não mudam, entidades eternas, livres da carne que se corrompe, independente dos sentidos imperfeitos, perfeitamente concebíveis à Mente. Mais ainda: posto que o número foi concebido especialmente, estas entidades matemáticas tinham uma qualidade que os gregos denominavam de qualquer coisa perfeita: eram simétricas, sendo o Logos (ideia) existente nela, um padrão”.
As “Tábuas de Pitágoras”[8], consideradas reverentemente como algo milagroso pelo mundo antigo, eram simplesmente o que agora chamamos de tábuas de multiplicação (tabuada). A geometria escolar, hoje considerada algo simples, e casual, comoveu a gente grega.
Há, também, a lei de vibração musical, a que Pitágoras descobriu para o mundo ocidental. Segundo ela, quando se duplica um certo número de vibrações, produz-se um som que é a oitava do primeiro som. E uma coisa bem curiosa, algo similar, pode ser encontrada na astronomia. Os metafísicos e os ocultistas, geralmente, consideram-se um exemplo da maneira com que o número governa a criação e todos os fenômenos materiais. Sabemos dos “números mágicos” da física nuclear e de que os átomos que têm certos números definidos de cargas no núcleo, constituem os mais estáveis, sendo estes os átomos fundamentais do universo natural.
Na astronomia foi descoberta uma lei chamada Lei de Bode, que novamente exemplifica a Lei dos Números e seu concomitante de vibração (Os físicos modernos falam comumente de “frequências vibratórias” ou, simplesmente, de “frequências”. Mas estas “frequências”, todavia, referem-se à vibração, ou formas de vibração, no sentido mais antigo do tempo).
A Lei de Bode[9] em astronomia não é mais que uma lei de números, uma lei das relações numéricas que existem entre os Planetas e o Sol do nosso Sistema Solar, pela qual as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida. Max Heindel comenta a Lei de Bode no livro “Astrologia Científica e Simplificada”, cuja leitura recomendamos aos Estudantes Rosacruzes. Ele afirma: “A lei é esta: se escrevemos uma série de quatro números, adicionando 3 ao segundo, 6 ao terceiro, 12 ao quarto, etc., duplicando a quantidade somada cada vez, a resultante série de números constitui uma aproximação acentuada das distâncias relativas entre os Planetas e o Sol, com exceção de Netuno”. No lugar deste poderíamos colocar Plutão, que não havia sido descoberto no tempo de Max Heindel, porém, situa-se no lugar correto segundo a Lei de Bode. Plutão, com efeito, encontra-se no lugar em que, segundo a Lei de Bode, deveria estar Netuno, estando este ao redor de 12 milhões de quilômetros do Sol.
Não existe razão conhecida do “porquê” na música, duplicando as vibrações produz-se um tom que, para o sentido humano é a oitava do som repetido ou duplicado. Não existe razão alguma do porquê duplicando o número somado a quatro (o número 4 mesmo é igualmente inexplicável) devem produzir-se os números indicativos das distâncias relativas entre os Planetas e o Sol e um do outro. Isto é o que encontramos e o ocultista considera-o como outro exemplo da Lei de Vibrações que pertence a esse tom universal, ou som da Palavra Cósmica, que ao ser emitido dá existência à criação, mantendo o universo mediante suas harmonias.
A seguinte representação da Lei de Bode completa a explicação de Max Heindel em “Astrologia Científica Simplificada”:
Mercúrio……………4
Vênus………………..(4-3)
Terra………………….(4-6)
Marte…………………(4-12)
Asteroides…………..(4-24)
Júpiter…………………(4-48)
Saturno………………..(4-96)
Urano…………………..(4-192)
Netuno…………………(4-384)
Se dividimos a série anterior por 10, obtemos como convencionando a distância da Terra ao Sol, e os outros Planetas em termos da distância da Terra ao Sol: perto de 149.668.992 de quilômetros.
Note, também, que está indicado os números relativos da Lei de Bode, com Netuno ocorrendo com 38,8, se bem sua distância real esteja representada pelo número 30. Agora colocamos Plutão na lista, abaixo de Netuno, e encontramos o número “real” de Plutão: 39,5, que é unicamente subtraído ao número de Netuno, conforme a Lei de Bode.
O cientista analisa os fatos da ciência, contudo o filósofo da ciência pondera acerca destes fatos e os interpreta em termos da verdade, da consciência ou da Religião, ou de qualquer outra coisa que lhe agrade. Todo ser humano pensante é, portanto, um filósofo da ciência, e muitos dos grandes descobrimentos no domínio da lei científica chegaram a produzir-se mediante a filosofia dos leigos.
Não podemos então filosofar nesse assunto da Lei de Bode e da deslocação do Planeta Netuno? Os números são os indicadores da ação das grandes Leis da Vibração. O padrão tonal do nosso Sistema Solar implica em que um corpo cósmico exista no campo entre Marte e Júpiter, e no ponto onde Plutão tem sua órbita.
Rudolf Thiel[10], escritor alemão versado em astronomia, conta a história de como a Lei de Bode mereceu aprovação com o descobrimento do asteroide Ceres, o primeiro asteroide descoberto, no ano de 1801. No ano seguinte foi descoberto Palas, logo após Juno e, posteriormente, Vesta. Dois mil (2.000) asteroides foram registrados desde essa época, mas o número daqueles ainda não descobertos é estimado por alguns astrônomos como sendo mais de 50.000.
Os astrônomos e os leigos perguntaram-se se talvez tenha havido um Planeta certa vez em uma órbita entre Marte e Júpiter, e ao explodir deixou estes fragmentos. Outros opinam que se trata de fragmentos de Luas que giraram em redor de outros Planetas: de Mercúrio e Vênus, de Marte e Júpiter, e ainda de Saturno. Também se julga que talvez alguns dos cometas e meteoros que pertencem ao nosso Sistema Solar são fragmentos de Planetas que explodiram no espaço cósmico e logo retornaram. O cometa de Enke, com uma evolução orbital de somente 3 1/3 de anos, cai dentro da órbita de Mercúrio, entre Mercúrio e o Sol, sendo denominado de “Vulcano” por alguns antigos astrônomos, enquanto outros afirmam que o misterioso Vulcano nunca foi um Planeta, mas sim em realidade o Sol Interior. O asteroide Hermes viaja muito próximo à Terra, quase junto à Lua. E temia-se há poucos anos, que o asteroide Eros passasse raspando a Terra. Contudo, passou a grande distância e não houve incidentes. O cometa Halley mantém um ciclo de aproximadamente 76 anos, viajando fora da órbita de Netuno, entre Netuno e Plutão, e regressando novamente ao Sol.
Puderam Pitágoras e seus colaboradores conjeturar sobre um lugar vazio no esquema solar, especulando sobre um Planeta desintegrado ou perdido? É inquestionável que eles estabeleceram dados para os corpos celestes, porque calcularam o tamanho e a distância do Sol e da Lua, a partir da Terra. Houve, porém, um erro considerável em seus cálculos. Talvez o mito dos “Anjos caídos” provenha da memória de alguma catástrofe cósmica relativa ao Planeta que explodiu entre Júpiter e Marte, porque tal explosão deve ter abalado todo o Sistema Solar. A Terra, por exemplo, pode ter trepidado em seu eixo, dando origem ao mito grego de Faeton, quem, segundo se diz, conduzia o carro do Sol, mas perdeu o controle de seus cavalos. Assim, o Sol passou a dançar aqui e ali, acima e abaixo, no firmamento.
Os Sete Espíritos Planetários foram conhecidos pelos gregos como os sete titãs. E há uma lenda da guerra dos titãs com Urano, cujo nome significa céu.
Não é necessário discutir aqui, minuciosamente, as teorias dos antigos mestres das Escolas de Mistérios da Grécia: Pitágoras, Platão e seus sucessores. É interessante, porém, observar que os antigos videntes e astrônomos reconheceram a existência de um centro espiritual ígneo ao redor do qual o Sistema Solar parecia dar voltas: um “Sol Central” ou “Fogo Central”, que não era o Sol. E a revolução em torno deste Fogo Central era a causa, segundo eles, da Precessão dos Equinócios[11].
O Grande Ano Platônico não estava longe do Grande Ano Sideral[12] da moderna Astronomia. E é evidente que o Fogo Central de Platão deve estar relacionado com o círculo imaginário descrito no céu, no Polo Norte, pela rotação do eixo terrestre, porque todas as estrelas, assim como o Sol, a Lua e os Planetas, giram em círculos ao redor do Polo (mas existe outra possibilidade como veremos). Pitágoras algumas vezes chamou a isto uma “Contra-Terra”, mais que “Contra-Sol”, por causa, evidentemente de sua associação com as condições terráqueas. Existe um número específico de estrelas ao redor do Polo Norte celeste, para o qual o Polo Terrestre aponta no curso do Grande Ano Sideral. Existem também tempos, no curso deste Grande Ano, nos quais o Polo não aponta uma estrela, senão um espaço entre as estrelas. Quando o Polo aponta uma estrela específica, é compreensível que essa estrela parece ser uma “Contra-Estrela”. Quando, porém, o Polo aponta para o espaço, os antigos, naturalmente imaginaram a hipótese de uma “Terra Invisível”, ou “Contra-Terra”, ao redor da qual o Polo girava durante o Grande Ano.
Os romanos adotaram a Astronomia e a filosofia gregas, assim como a arte e a literatura da Grécia. E entre os sábios romanos, assim desenvolvidos, esteve Cipião, o Jovem, de quem Cícero[13] conta uma história interessante.
Este Cipião sonha que ascende à Via Láctea, donde ouve majestosa harmonia fluir através do espaço, e pergunta a seu avô, Cipião, o Velho, que mora ali como espírito entre outros espíritos bem-aventurados: “Que é este grande e agradável som que enche meus ouvidos?” O avô responde: é a harmonia dos acordes que representam os intervalos dos tons emitidos pelos Planetas e que são produzidos pelos movimentos das esferas em suas órbitas. A esfera mais exterior, Saturno, emite a nota mais alta, devido a que se move mais rapidamente em sua larga trajetória.
A Lua emite a mais baixa (mas outros antigos escritores invertem isto, afirmando que a Lua emite a mais alta nota e Saturno a mais baixa da escala solar. E Milton concorda com este último ponto-de-vista).
Segundo o sistema de Ptolomeu[14] – que se referia a Aristóteles principalmente – cada Planeta era levado ao redor dos céus em uma esfera invisível, e o Arcanjo ou Poder Celestial do Planeta residia na esfera. Uma esfera se acomodava dentro da outra: a de Saturno sendo a mais externa, e a esfera das estrelas fixas mais além da de Saturno. O Arcanjo ou “Deus da esfera” conduzia o Planeta pelos céus como uma lâmpada. Havia alguns homens, todavia, mesmo nos tempos antigos, que sustentavam a ideia de que os Planetas se moviam ao redor do Sol, e que cada corpo planetário individual, tal como se contemplava no espaço, era a indicação externa de um Espírito ou Deus Arcangélico. Este ponto-de-vista, por suposto, chegou a prevalecer, já que o sistema de esferas de Ptolomeu foi gradualmente abandonado junto com seu conceito geocêntrico. O que sucede aqui, é que os filósofos construíram uma filosofia sobre a Astronomia de Ptolomeu, e essa por sua vez, converteu-se em base da Religião.
Ainda hoje, a Religião moderna está procurando conformar-se com a nova Astronomia de nosso próprio tempo, e com toda propriedade, porque é correto hoje, como sempre foi, que o ser humano, em certos sentidos, cria seus próprios deuses, à sua própria imagem. Daí que os gregos dissessem que o “Homem é a medida do Universo”.
Portanto, quando a Astronomia Ptolomaica (geocêntrica) encontrava aceitação acreditava-se que a Música das Esferas provinha da grande esfera invisível ou de cristal que conduzia a cada Planeta, e na qual, verdadeiramente, residia o Espírito Arcangélico. Os místicos diziam que a música era o canto do Espírito, e não o som produzido pelo Planeta em revolução. Com a Astronomia heliocêntrica (o Sol no centro), chegou a ser dominante a ideia de que o Planeta mesmo emitia os sons, e que o Planeta era o corpo de um deus ou Arcanjo. Estas ideias eram as interpretações dos fenômenos científicos, oferecidas pelos místicos, os videntes e os filósofos.
Agora estamos em posição de observar porque Max Heindel afirmou que desde o ponto-de-vista do Mundo do Desejo o sistema Ptolomaico conservava pontos de valor. O ser humano é, todavia, em sua consciência, grandemente geocêntrico. Desde o ponto-de-vista do mundo da alma, que vê o Universo em seu aspecto espiritual interno, aquele é um complexo de seres viventes, e o canto destes seres, coletivamente falando, constituiu a palavra de Deus, o Verbo, que cantando produz a criação a partir do caos primordial e que o sustêm no processo da evolução.
A evolução é um cântico contínuo de Deus. Esta canção cósmica, afirma Max Heindel, modela ou agrega a Substância Raiz Cósmica em formas e figuras, semelhantemente como as vibrações musicais modelam figuras na areia, segundo as experiências de Figura de [15].
Na meditação sobre o som cósmico ou Verbo, tal como incorporado nestes Arcanjos cantantes, a “esfera” da que se pensa que se estende pelo espaço interno dentro da órbita da revolução do Planeta, converte-se em “aura” do Espírito Planetário e simboliza um estado de consciência cósmica. Cada uma das esferas encerra e interpenetra a seguinte esfera menor, e todas se aninham dentro da esfera de estrelas fixas, que por sua vez se acomoda na Esfera do Espaço, Mente Primordial, que é a inteligência ordenadora e governadora de todas as esferas. Mais além encontra-se o Uno que é incompreensível e abarca tudo.
As nove esferas cósmicas do Sistema Ptolomaico davam voltas ao redor da Terra, considerada “a pedra fundamental do Universo”. A ordem dos Planetas era contada a partir da Terra, assim: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, seguido, como dissemos, pela esfera de estrelas fixas, encerradas no Primum Mobile ou Mente Primordial, culminando na Inefável Unidade.
Estas esferas estão acomodadas, uma dentro da outra, com a Terra no centro, e cada uma é governada por um “Deus”, ou Arcanjo, que faz a esfera dar voltas, conduzindo o Planeta ao redor de si mesmo, em sua órbita. Cada invisível esfera é a “aura” de influência do Arcanjo, do qual o Planeta visível é um representante ante os sentidos da Humanidade, uma espécie de sinal, por assim dizer, ensejado pelo Espírito Planetário. O Planeta é assim, um símbolo do Arcanjo. Este é o conceito que os antigos místicos usaram como base das meditações Astronômicas, por meio das quais desejavam alcançar uma visão cósmica.
A meditação sobre e nestas esferas, em muitos casos, abriu a Mente a uma revelação do Espírito Arcangélico do Planeta, que está, por suposto, presente em todas as partes do espaço mental:
• Miguel para o Sol,
• Rafael para Mercúrio,
• Anael para Vênus,
• Gabriel para a Lua,
• Samael para Marte,
• Zacariel para Júpiter,
• Cassiel para Saturno;
• Ituriel para Urano.
Há outros nomes também para o Arcanjo que incluía em sua consciência uma grande Hierarquia de Anjos. É bom recordar que estes nomes de Arcanjos, que nos parecem hebreus, eram familiares a todo o império persa ao oeste do Eufrates, onde o aramaico (língua falada por Jesus) era o idioma comercial e oficial.
No sistema heliocêntrico, cada Planeta é fisicamente um Arcanjo encarnado, voando ao redor dos céus, no espaço exterior, enquanto sua aura se estende em torno de cada Planeta separadamente, no espaço interno. Os ocultistas dizem que a aura astral dos Planetas Vênus e Marte se entremesclam com aura da Terra, porque estes dois Planetas são nossos vizinhos mais próximos, com exceção da Lua, que é nosso satélite e parte de nós mesmos. A entremescla das auras de Vênus e Marte, indica um laço evolutivo muito próximo entre os três Planetas. No sistema Ptolomaico as duas esferas mais próximas, depois da Lua, eram Mercúrio e Vênus.
Podemos expressar a relação da Terra com Marte e Vênus de outra forma, dizendo que os Corpos de Desejos destes Planetas mesclam-se, uns com os outros, exatamente como quando três seres humanos estão separados, uns dos outros, por poucos centímetros: suas auras se mesclam e todos tendem a reagir ao estado emocional de qualquer deles. Podemos também notar que no espaço mental todas as esferas planetárias se entremesclam com referência a seus Corpos Mentais ou auras mentais, sugerindo que o contato telepático pode ser estabelecido com outros Planetas, muito tempo antes de que seja possível viajar até eles, seja em Corpo-Alma, seja em Corpo Denso.
Shakespeare expressa tal estudo do sistema heliocêntrico quando diz: “Não existe a menor orbe que tu contemples, que em seu movimento como um Anjo não cante, imitando os Querubins de olhos brilhantes. Mas, enquanto essa lodosa vestimenta de podridão a encerre, não poderemos ouvir a canção”.
E assim também, em palavras que Shakespeare deve ter lido, Cipião, o Velho, explicou a seu neto que “os ouvidos dos mortais estão cheios deste som, mas são incapazes de ouvi-lo”. E Macrobius escreveu: “Não captamos o som da música que surge do constante redemoinho das esferas, devido a que é demasiado grande para introduzir-se no estreito espaço de nossos ouvidos”.
Kepler[16] foi um verdadeiro místico. Afortunadamente viveu em uma época em que, ainda, era possível a um cientista proclamar seu misticismo abertamente, sem sacrificar seu prestígio. Afirmou ter ouvido a Música das Esferas e declarou que estava recebendo iluminação divina em seu trabalho científico. “A geometria é única e eterna.”, dizia, “um reflexo do Espírito Divino”.
Um dia subitamente inspirado, escreveu o seguinte: “Colocai o cubo entre Saturno e Júpiter. O cubo limitará a órbita de Júpiter. Colocai o tetraedro entre Júpiter e Marte: limitará a órbita do último. Colocai o dodecaedro entre Marte e a Terra. O dodecaedro limitará a órbita da Terra. Colocai o icosaedro entre a Terra e Vênus. Ele limitará a órbita de Vênus. Colocai o octaedro entre Vênus e Mercúrio. O octaedro limitará a órbita de Mercúrio”.
Estas figuras geométricas são os cinco sólidos básicos da teoria pitagórica. A situação apresentada por Kepler indica uma correlação com a ordem dos Planetas do sistema heliocêntrico, que Copérnico[17] havia redescoberto menos de um século antes.
Mais tarde escreveu: “Comecei esta investigação para meu particular regozijo. Sou tentado a gritar: Apartai-vos de mim, porque sou um pecador! Mas daqui por diante interessar-me-ei unicamente por Sua Glória, porque nós, os astrônomos, somos também os profetas de Deus, através do Livro da Natureza.” (Similarmente, um antigo texto afirma ter Abrão aprendido a Lei de Deus por meio da astronomia).
Ao formular suas três leis, Kepler[18], como Copérnico, usou sua imaginação. Copérnico visualizou o Sistema Solar centralizado no Sol, contudo julgava que as órbitas dos Planetas constituíssem círculos. Kepler, um místico cientista da maior envergadura, elaborou a tarefa de descrever as três grandes leis do movimento planetário, indicando que suas órbitas formavam elipses e não círculos.
Ele contemplou mentalmente o Sistema Solar desde um ponto situado em uma estrela distante, observando a Terra em movimento ao redor do Sol. Deduziu matematicamente que seus movimentos deviam constituir órbitas elípticas.
Comprovou sua primeira visão intelectual, colocando-se mentalmente a si mesmo no espaço. Logo procurou demonstrar matematicamente que a verdade não podia ser outra, a não ser a evidenciada do modo pelo que contemplou. Assim, ele era antes de tudo um matemático. Suas visões caminhavam de mãos dadas com a compreensão matemática, em uma forma impossível de ser percebida pelo não matemático. E ainda mais: não foram somente as matemáticas que revelaram a Kepler as três leis. Encontrava-se presente uma certa clarividência intelectual. Posteriores observações como telescópio demonstraram a correção tanto de suas visualizações como de seus cálculos.
O fato de que suas elipses (ovais) tivessem dois focos, em vez de um, lhe perturbou a Mente por muito tempo. Viu-se forçado a aceitá-lo ante as evidências, mas nunca encontrou uma explicação. Por que devia haver um segundo foco, um lugar vazio, além do foco ocupado pelo Sol, ao redor do qual giravam os Planetas? Kepler mostrava-se relutante em aceitar o conceito grego do círculo perfeito, com um foco em um ponto central, porém, não divisou outro caminho, pois foi conduzido em uma nova direção.
Ao considerar a luta de Kepler por compreender o porquê dos dois focos de suas elipses planetárias, o Estudante Rosacruz recorda novamente a “contra-Terra” pitagórica, que os pitagóricos diziam ser a causa da Precessão dos Equinócios. A astronomia moderna sustenta que o efeito gravitacional da Lua faz com que a Terra gire em torno de seu eixo. Isto, por sua vez, produz a Precessão dos Equinócios. Mas, os pitagóricos (e os platônicos também) evidentemente não incluíam a Lua. Assim é que talvez eles realmente suspeitassem de que uma ou mais órbitas planetárias – provavelmente a da Terra – não era circular, mas elíptica e de que o Planeta girava ao redor de dois focos em lugar de um só.
Os escritores não esclarecem, ao comentarem os fragmentos pitagóricos, se Pitágoras escreveu acerca de uma anti-Terra ou de um anti-Sol. Não obstante, qualquer deles seria, talvez, um esforço para explicar um dos dois focos de uma órbita planetária elíptica.
Acreditou Kepler na Astrologia? Ele chegou gradualmente a abandonar a crença na influência do Zodíaco, mas continuou a aceitar a ideia de que os Aspectos astrológicos exerciam alguma influência sobre a Terra e o ser humano. “Observai”, escreveu, “se, hoje os Planetas estão a 89 graus um do outro, nada acontecerá no ar. Mas amanhã, quando alcançarem os 90 graus completos, levantar-se-á uma súbita tempestade. O efeito, portanto, não provêm de um único Astro, senão de um ângulo, do segmento harmônico do círculo”. A astronomia de nosso próprio tempo redescobriu estes mesmos Aspectos e indicou sua conexão com as radiações, as manchas solares e ainda com os terremotos. É somente questão de tempo: os cientistas estudarão os horóscopos dos indivíduos.
Kepler dizia que a alma humana recebia, ao nascer, emanações planetárias, porque levava em si mesma as harmonias subjacentes: reagia indistintamente a proporções geométricas e continuava respondendo às mesmas durante toda a vida. Afirmou também: “Deus fez a música durante a Criação; também ensinou a Natureza a tocar: em verdade, ela repete o que Ele ensinou”. Tão complicada era a filosofia de Kepler acerca da música cósmica, que Rudolf Thiel comentou: “Comparada com o sistema de Kepler, a pitagórica música das esferas era como que uma lira contra toda uma orquestra”.
Kepler descobriu que os Aspectos astrológicos estavam relacionados com o número total de degraus de um círculo (não elipse) na proporção de 1:2, 2:3, 3:4, 4:5, 5:6, 3:5, 5:8. Levou a ideia mais adiante dizendo que “se mudarmos a forma do círculo, convertendo-o em uma corda de violino, os ângulos astrológicos correspondem às diferentes longitudes da corda que produzia a harmonia”. Seguramente os pitagóricos devem ter descoberto algo parecido em seu tempo, ainda que não tenha chegado até nós. Acreditou-se por longo tempo que o vidro branco transparente era desconhecido no tempo dos romanos. Porém, as recentes descobertas arqueológicas indicam o contrário: os romanos podem ter conhecido tal vidro. No entanto, toda a evidência disto perdeu-se com a queda da cultura greco-romana. A fórmula teve de ser redescoberta nos séculos recentes. A mesma coisa é certa acerca dos complicados relógios astronômicos. Sabe-se que foram inventados pelos gregos, pois um deles foi retirado do fundo do Mediterrâneo, de um barco naufragado. Antes, cria-se que os gregos eram demasiado filósofos, demasiado artistas, excessivamente refinados, para inventar um engenho desse tipo.
Kepler estava certo da existência de uma base harmônica para todas as atividades do Sistema Solar. E enumerou uma relação matemática entre as distâncias dos Planetas entre si, e de cada um deles com relação ao Sol, e suas velocidades. Esta relação se expressa na regra segundo a qual “os cubos das distâncias médias de qualquer par de Planetas com relação ao Sol, são os quadrados de seus tempos periódicos de revolução”. Descobriu isto como se fosse por um acidente divinamente ordenado, no curso de experiências, de provas e erros. Avançou com cada prova em ordem meticulosa até a correta conclusão, como muitos grandes descobrimentos científicos foram realizados. Tal aconteceu como se em realidade alguém estivesse guiando o cientista na série de acidentes que devem conduzir inevitavelmente à meta.
Hoje em dia vivemos na época da radioastronomia. “Ouvidos gigantes” são construídos para captar as mensagens que percorrem o espaço, procedentes de todas as estrelas, Planetas, satélites, meteoros, galáxias, nebulosas e, também, dos gases, especialmente hidrogênio – a substância mais abundante no espaço interestelar. O canto do hidrogênio provém do espaço, mas também dos corpos celestes. Sua cor é o vermelho, esse vermelho descrito por Max Heindel como a tonalidade primária, o “calor” existente na longínqua aurora do nosso Sistema Solar, no que conhecemos como Período de Saturno e sua recapitulação no Período Terrestre. Ali existia “calor”, “vermelho”, e o “canto do hidrogênio”.
Não é, entretanto, uma música possível de ser ouvida com o ouvido astronômico, mas somente o zumbido e o murmúrio das grandes máquinas que transmitem os sussurros do espaço. Não são as estrelas que ouvimos cantar, senão as máquinas murmurando suas respostas ao som das asas cósmicas. Mas temos ouvido suficiente para saber que os antigos estavam certos ao sentirem uma mística simpatia pela Via Láctea onde, diziam, moravam os deuses em seus palácios, e onde Cipião falou com seu avô – ali morando com os deuses em celestial bem-aventurança – e ouviu uma música divina soando ao seu redor.
A Via Láctea é nossa própria galáxia (a que pertence nosso Sistema Solar, um diminuto Sistema). E quando, da Terra, o ser humano contempla a constelação de Sagitário, à noite, olha na direção de algum grande centro invisível dos abismos do espaço, ao redor do qual nossa própria galáxia gira. Ali mora o Deus da galáxia, mesmo que não se possa dizer se sob a forma de um Fogo Central ou de um Poder Invisível em uma nuvem. Sabemos unicamente que as estrelas de Sagitário pendem como uma cortina entre nós e essa distante e oculta Glória, esse Shekinah do profundo e secreto lugar no coração do universo, ao qual a Mente se volta e o Coração exclama: “Quem és Tu, Senhor?”.
Outra noite eu vi a eternidade
Como um grande anel de Luz pura e sem fim.
Entretanto ela brilhava calmamente
E sob ela, o Tempo em horas, dias e anos,
Conduzido pelas esferas,
Movia-se como uma vasta sombra,
Na qual o mundo
E todo seu cortejo eram lançados.
Henry Vaughn
“No princípio era o Verbo”[19], escreveu o apóstolo amado, S. João. E a ciência oculta está de acordo em que “tanto o universo como o ser humano foram criados pelo som”. Afinal, pelo universo inteiro soa um tríplice cântico, o cântico do Absoluto. O cântico é uno, mas possui três aspectos:
-Poder ou harmonia
-Verbo ou melodia e
– Movimento ou ritmo.
Este cântico universal é literalmente energia primordial por meio da qual Ele se manifesta. É verdadeiramente uma música, ainda que a sensibilidade humana, todavia, não seja tal a ponto dela ser ouvida fisicamente. Mas, ouvindo ou não, o ser humano em verdade se move, vive e tem seu ser em um universo de harmonia tonal.
Os físicos modernos afirmam que a ideia grega da harmonia das esferas – ainda os mistérios orquestrais de Kepler – foi posta fora de época pela infinita complexidade do universo, como se mostra aos astrônomos hoje em dia. Não há esquema musical conhecido do ser humano que possa harmonizar essa complexidade, disse o astrofísico. Talvez seja parte desta complexidade o que produziu a música excêntrica e sem melodia, hoje proeminente. Mas a tudo isso o ocultista responde que a Era de Aquário aprenderá primeiro a discernir, logo a compreender e, finalmente, a amar uma Nova Música do Universo. Sabemos que muitas pessoas musicalmente incultas são incapazes de apreciar a música erudita[20]: para seus ouvidos é “ruído”. Similarmente, a música cósmica, que é mais que a música das esferas do nosso Sistema Solar ou de nossa galáxia, deve ser aprendida por um novo tipo de seres humanos.
Afinal, o maravilhoso coro cósmico, estando além da capacidade perceptiva do ser humano é reduzido a potências menores pelo Logos do nosso Sistema Solar, que é seu Criador, e se mostra a conhecer a essa Terra como: Vontade (Melodia), Sabedoria (Harmonia) e Atividade (Ritmo). Assim, ouvir a música das esferas é uma experiência iniciatória transcendental para o espiritualmente iluminado. Assim como os tons celestiais são registrados por ouvidos bem-aventurados que ouvem, assim também olhos bem-aventurados registram um arco-íris de cores acompanhando esses tons. Platão esteve entre os iluminados que escutaram e contemplaram essas glórias supremas. São descritas com entendimento iniciático por Shakespeare. S. João refere-se a elas repetidamente ao relatar a Revelação[21].
Posto que o Fiat Criador do Absoluto, pleno de tons poderosos, é tríplice por natureza, os números um, dois e três são a base de toda manifestação. A Teologia Cristã se refere a esse tríplice poder sob a forma da Santíssima Trindade, e ensina corretamente que todas as coisas visíveis e invisíveis vêm à manifestação procedendo d’Ele.
Como estudamos no livro “A Música: a Nota-chave da Evolução Humana”, de Corinne Heline: “Todas as criações do Sistema Solar se formam por meio de emanações tonais das doze Hierarquias Criadoras. A base alquímica de todas as coisas é o Fogo e a Água, em conjunção com seus elementos complementares de Terra e Ar. Esses compõem a sinfonia zodiacal onde ressoa o coro celeste no supremo cântico: e o Espírito de Deus (Fogo) se movia sobre a face das águas (Água). A combinação dos poderes do Fogo, da Água, do Ar e da Terra é expressa em combinações mantrâmicas, de que são familiares exemplos: INRI, JHVH, AMEN, e o Verbo. No primeiro dos dias da criação, o quádruplo poder se encontrar potencialmente presente. Nos dias subsequentes faz-se progressivamente ativo, até alcançar completa expressão no último ou sétimo dia da criação. O poder dominantemente operativo em cada um dos sete dias ou períodos entona-se com a nota-chave musical de cada um dos Planetas de nosso Sistema Solar. Assim, cada dia acrescenta sua nota particular ao grande conjunto, à medida que os poderes inatos do espírito se manifestam em forma crescente. Quando foi tocada a nota final, ou sétima, o poder do Verbo que é Deus – o Bem Universal – ressoa como uma oitava gloriosa, que é o todo completo e perfeito.
Tudo isso complementa a afirmação de Max Heindel segundo a qual a música divina, quando soa na Substância-Raiz-Cósmica, cria as formas de todas as coisas, analogamente às figuras de Chladni, formadas quando uma lâmina metálica com areia é colocada em vibração por meio de um arco de violino. Esse é um antigo ensinamento das Escolas de Mistérios.
Ao descer dos vastos espaços cósmicos até aos recantos mais obscuros da Terra, o cântico entoado por Deus assume forma na Humanidade. Para o ocultista científico, o nascimento é um tríplice acontecimento. O primeiro é o nascimento físico, acontecimento experimentado por toda a Humanidade. O segundo é um novo nascimento mediante a regeneração espiritual ou Iniciação, experiência que é alcançada somente pelos mais avançados da Onda de Vida humana. O terceiro nascimento é a entrada no conhecimento cósmico, que estabelece contato direto com as atividades das Hierarquias Criadoras. Esse é o estado de adiantamento dos Mestres e Senhores da Compaixão, aqueles que estão ajudando a evolução e o progresso planetários.
Em virtude de ter passado por esse tríplice nascimento, o grande instrutor egípcio Thoth foi denominado pelos gregos de Hermes Trismegisto[22] ou Hermes Três Vezes Grande. A Divina Comédia de Dante contém uma velada alusão às suas experiências pessoais com Hierarquias estelares, que tiveram lugar depois de ele ter alcançado o tríplice nascimento. O que alguém fez, outro pode fazê-lo. A mesma meta sublime aguarda a todos que sejam dignos dela.
Nos mais primitivos estados da encarnação humana, a música foi utilizada pelas Hierarquias Criadoras para modelar os corpos humanos. Na presente época materialista, a música é usada para despertar as almas dos seres humanos.
A ciência espiritual descobriu evidência de quatro grandes períodos nos quais a evolução humana prosseguiu paralelamente com a evolução do nosso universo e Sistema Solar. Três fazem parte do passado, e a Humanidade agora trabalha pela sua libertação no presente quarto Dia da Criação, denominado Período Terrestre. Três períodos mais, ou Dias de Deus, virão a seguir, durante os quais a personalidade será transmutada em Espírito e o Espírito religado a Deus, em plena consciência de sua fonte e natureza divinas.
Durante os passados três Dias de Deus e, também, no presente quarto Dia, Hierarcas Cósmicos têm guiado nossa evolução. Sua obra pela Humanidade está indicada nos céus estelares”.
Mas, aqueles poderes espirituais vistos hoje em dia externamente como estrelas, foram em remotas épocas simplesmente vastas irradiações de inteligência e poder, incluindo não simplesmente os poderes que trabalharam na raiz da matéria, se não também as energias cósmicas que são individualizadas e concentradas nas emoções humanas. Os grandes Poderes do Universo não são seres sem sentimentos ou emoções. Diferem da Humanidade, pois que suas emoções são de caráter universal, “tecendo de estrela em estrela”, enquanto são, simultaneamente, conscientes de cada diminuto átomo do universo. O espaço e o tempo não obstam a atividade desses poderosos hierarcas universais. Suas emanações projetadas criaram as nebulosas e desenvolveram sistemas solares. E ainda quando alguma distante estrela não constitua senão a sombra da estrela real que se deslocou em sua órbita ou talvez tenha desaparecido no espaço, as emanações espirituais continuam trabalhando.
No primeiro grande dia da evolução da Humanidade, o espaço era obscuro. O calor, não obstante, encontrava-se presente na forma cósmica. A Hierarquia Criadora Senhores da Chama, a cujo cargo estava este Período, o de Saturno, era uma hoste de seres associados com o que é hoje em dia a constelação de Leão. São chamados os Senhores da Chama por causa da brilhante luminosidade de suas auras e de seus grandes poderes espirituais, como disse Max Heindel. A Bíblia chama-os de Tronos. Esses seres projetaram na consciência humana o arquétipo-semente do Corpo Denso que possuímos hoje em dia. Esse arquétipo-semente está arraigado em um particular átomo do coração chamado Átomo-semente do Corpo Denso. O Signo de Leão rege o coração, onde o Átomo-semente do Corpo Denso está localizado.
Similarmente, no segundo Dia de Deus – conhecido como Período Solar – o elemento-raiz do Ar foi acrescentado, e o calor converteu-se em luz. Agora o arquétipo-padrão do Corpo Vital foi dado pelas Hierarquia Zodiacal de Virgem ou Hierarquia Criadora do Senhores da Sabedoria. No terceiro dia – conhecido como Período Lunar – a umidade foi acrescentada ao calor e luz, e uma névoa ígnea cósmica (nebulosa) foi o resultado, enquanto o arquétipo-semente do Corpo de Desejos foi dado pela Hierarquia Zodiacal de Libra ou Hierarquia Criadora dos Senhores da Individualidade. No quarto Dia, que é o nosso Período Terrestre, foi acrescentado o germe da Mente, como dom da Hierarquia Zodiacal de Sagitário, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente. Essa constelação (junto com partes de Escorpião) é o véu de estrelas localizado ante o centro invisível de nossa galáxia. As outras constelações estão implicadas nas atividades complementares da Alma e do Espírito (Ver o Conceito Rosacruz do Cosmos).
Desde o ponto de vista oculto, portanto, não dissemos mais que a verdade literal quando falamos da Humanidade como um Cântico de Deus, e o horóscopo sua carta musical, harmonizada com uma nota estelar ou acorde cósmico peculiar.
Foi dito corretamente que o Ego se harmoniza com a nota-chave de um dos Espíritos Planetários que estão ante o Trono de Deus, o Deus do nosso Sistema Solar. Por meio da meditação e do trabalho interno pode-se descobrir a referida nota-chave. E é certo que à medida que o Aspirante à vida superior continua crescendo espiritualmente esta nota básica aumenta em volume e intensidade até se converter em um canto vitorioso que vence a dissonância das configurações de Quadraturas ou Oposições do horóscopo, e se absorve em um coral triunfante.
A ciência oculta ensina que nos reinos elevados da música está o principal fator motivante de todo ser. Por meio da música desabrocham as flores e a vida vegetal é sustentada. Por meio da música os Seres Celestiais se comunicam uns com os outros: sua linguagem é o canto.
FIM
[1] N.T.: Clariaudiência é a habilidade da pessoa em ouvir sons nos Mundos suprafísicos. Uma pessoa que é clariaudiente ouve sons e vozes de reinos superiores e de outras dimensões que são inaudíveis para os outros.
[2] N.T.: A tuba auditiva ou Trompa de Eustáquio é um canal que liga a orelha média à faringe e que ajuda a manter o equilíbrio da pressão do ar entre os dois lados da membrana timpânica.
[3] N.T.: bulbo raquidiano, medula oblongata, medula oblonga ou simplesmente bulbo é a porção inferior do tronco encefálico, juntamente com outros órgãos como o mesencéfalo e a ponte, que estabelece comunicação entre o cérebro e a medula espinhal. Relaciona-se também com funções vitais como a respiração, os batimentos do coração e a pressão arterial; e com alguns tipos de reflexos, como mastigação, movimentos peristálticos, fala, piscar de olhos, secreção lacrimal e vômito (mais específico da área postrema).
[4] N.T.: ou órgão espiral ou, ainda, órgão de Corti que é o órgão sensorioneural da orelha interna, integrando cóclea. É um composto de células sensoriais (ou células ciliadas) e fibras nervosas que fazem sinapse entre si, além de estruturas anexas e de suporte. O órgão foi nomeado em homenagem ao anatomista italiano Marquês Alfonso Giacomo Gaspare Corti (1822–1876), que conduziu a pesquisa microscópica do sistema auditivo dos mamíferos e o descobriu em 1850.
[5] N.T.: Ondas longitudinais – são aquelas em que a vibração ocorre na mesma direção do movimento; um exemplo são as ondas sonoras. Na figura ao lado podes observar que a vibração provocada pela mão, tem a mesma direção da onda (São, ambas horizontais). Ondas transversais – são aquelas em que a vibração é perpendicular à direção de propagação da onda; exemplos incluem ondas numa corda e ondas eletromagnéticas. Na figura ao lado, observas um exemplo onde a vibração provocada é na direção vertical (para cima e para baixo) e a corda desloca-se na horizontal (da esquerda para a direita).
[6] N.T.: Humphrey Davy Findley Kitto, FBA (1897-1982) foi um estudioso clássico britânico. Seu tratado geral de 1952, Os Gregos, cobriu toda a gama da cultura grega antiga e tornou-se um texto padrão.
[7] N.T.: Heráclito (português brasileiro) de Éfeso (aproximadamente 500 a.C. – 450 a.C.) foi um filósofo pré-socrático considerado o “Pai da dialética”. Recebeu a alcunha de “Obscuro” principalmente em razão da obra a ele atribuída por Diógenes Laércio, Sobre a Natureza, em estilo obscuro, próximo ao das sentenças oraculares. Na vulgata filosófica, Heráclito é o pensador do “tudo flui” e do fogo, que seria o elemento do qual deriva tudo o que nos circunda.
[8] N.T.: A tabela pitagórica (também chamada de tábua ou tabela da multiplicação) é um quadro de dupla entrada no qual são registrados os resultados das multiplicações, de uma vez um até 10 vezes 10. A multiplicação é uma operação matemática aprendida nos primeiros anos da escola. Existem dois métodos tradicionais para sua aprendizagem: as tabelas de multiplicação e a tabela pitagórica. Em que consiste? Em uma tabela são distribuídos dois eixos, um horizontal e outro vertical. Em cada um deles os números 1 a 10 são distribuídos e, em seguida, uma malha quadrícula com uma casinha é desenhada para cada multiplicação entre os números dos dois eixos. Em seguida, multiplicam-se os números do eixo horizontal com os do eixo vertical, posteriormente, coloca-se o resultado na casinha correspondente da grade. Qualquer um dos eixos ou colunas pode funcionar como multiplicando ou multiplicador. Uma vez que todos os números possam ser multiplicados, a tabela pitagórica está completa. A tabela pitagórica é mais visual do que a tabela de multiplicação tradicional. De qualquer forma, os dois sistemas de aprendizagem são válidos e complementares. Muitos professores ensinam as tabelas tradicionais e mais tarde explicam a mecânica da tabela pitagórica para reforçar a aprendizagem:
[9] N.T.: Também chamada de lei de Titius-Bode que é uma fórmula empírica que parte de uma progressão geométrica para determinar as distâncias dos Planetas do Sistema Solar, dadas em unidades astronómicas, em relação ao Sol.
[10] N.T.: Ferdinand “Rudolf” Thiel (1899-1981) foi um escritor alemão.
[11] N.T.: A Precessão dos Equinócios é o movimento cíclico realizado pela Terra ao redor do plano de sua eclíptica. A Precessão dos Equinócios é um dos vários movimentos realizados pela Terra e corresponde ao deslocamento circular efetuado pelo planeta em torno do eixo de sua eclíptica. Quando o Sol, na sua ronda aparente pela eclíptica, atravessa o equador celeste em março – o Equinócio de Março – ele “anda para trás “ contra o céu das estrelas fixas, cerca de 1 grau a cada 72 anos e ½ . A oscilação lenta do eixo da Terra sobre sua própria posição faz com que cada um dos polos trace um círculo cujo raio é de 230 ½ no céu; isso faz com que estrelas diferentes fiquem diretamente acima dos polos, durante cerca de 25.800 anos. Assim, podemos dizer que, a cada 2.160 anos, acontece uma nova Era. Se 2.160 anos atrás o eixo da Precessão do Equinócio se encontrava entre os Signo de Áries e o Signo de Peixes, podemos dizer que atualmente o ponto em Março do Equinócio se encontra entre os Signos de Peixes e o signo de Aquário, se movendo na direção de Aquário. Por essa razão, quando falamos em Era de Aquário não podemos definir com precisão o momento de seu início. Nenhum astrólogo ousaria definir com exatidão essa data. Talvez mais perto do ano 2.160.
[12] N.T.: É contado por meio do aparente movimento do Sol na abóbada celeste, em relação às 12 constelações zodiacais. A volta completa dura cerca de 25.920 anos, e cada idade ou era é marcada pelo alinhamento do Sol (e consequentemente todo o Sistema Solar) com uma das Constelações, e dura cerca de 2.148 anos, sendo marcada por suas características natas. Isso pode ser explicado através de um fenômeno chamado Precessão dos Equinócios, que é a oscilação da Terra ao redor de seu eixo, o que faz com que o norte aponte sucessivamente para diferentes estrelas no decorrer do tempo.
[13] N.T.: Marco Túlio Cícero (106 – 43 a.C.) foi um advogado, político, escritor, orador e filósofo da gens Túlia da República Romana.
[14] N.T.: Cláudio Ptolemeu, ou apenas Ptolemeu ou Ptolomeu (90 – 168), foi um cientista grego que viveu em Alexandria, uma cidade do Egito. Ele é reconhecido pelos seus trabalhos em matemática, astronomia, geografia e cartografia. Realizou também trabalhos importantes em óptica e teoria musical.
[15] N.T.: Os nós de vibração de uma placa elástica fina formam linhas características da frequência específica que foi animada. A materialização dessas linhas com um pó, geralmente o pó de lycopodium, forma as figuras de Chladni. O nome das figuras origina-se do físico alemão Ernst Chladni. Uma vez a placa de metal fixada ao suporte, coloca-se areia e, em seguida, põe-se o dispositivo a vibrar, por exemplo, com um arco que é friccionado verticalmente na borda do prato. Com a fricção do arco, a placa vibra, a areia se move das zonas de vibração forte para as áreas onde a vibração é menos forte ou mesmo inexistente (os nós de vibração da onda estacionária), assim formando as figuras de Chladni.
[16] N.T.: Johannes Kepler (1571-1630) foi um astrônomo, astrólogo e matemático alemão. Considerado figura chave da revolução científica do século XVII é, todavia, célebre por ter formulado as três leis fundamentais da mecânica celeste, denominadas Leis de Kepler, tendo estas sido codificadas por astrônomos posteriores com base nas suas obras Astronomia Nova, Harmonices Mundi e Epítome da Astronomia de Copérnico. Essas obras também forneceram uma das bases para a teoria da gravitação universal de Isaac Newton.
[17] N.T.: Nicolau Copérnico (1473-1543) foi um astrônomo e matemático polonês que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cónego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista e médico. Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente Teoria Geocêntrica (que considerava a Terra como o centro), é considerada como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia.
[18] N.R.: “A primeira lei de Kepler afirma que a órbita dos planetas que giram em torno do Sol não é circular, mas sim elíptica. Além disso, o Sol sempre ocupa um dos focos dessa elipse. Apesar de elípticas, algumas órbitas, como a da Terra, são muito próximas de um círculo, pois são elipses que apresentam uma excentricidade muito pequena. A excentricidade, por sua vez, é a medida que mostra o quanto uma figura geométrica difere-se de um círculo e pode ser calculada pela relação entre os semieixos da elipse.” “A segunda lei de Kepler afirma que a linha imaginária que liga o Sol aos planetas que o orbitam varre áreas em intervalos de tempo iguais. Em outras palavras, essa lei afirma que a velocidade com que as áreas são varridas é igual, isto é, a velocidade aureolar das órbitas é constante.”
“A terceira lei de Kepler afirma que o quadrado do período orbital (T²) de um planeta é diretamente proporcional ao cubo de sua distância média ao Sol (R³). Além disso, a razão entre T² e R³ tem exatamente a mesma magnitude para todos os astros que orbitam essa estrela.”
[19] Jo 1:1
[20] N.T.: é a música de concerto, chamada popularmente de música clássica, é a principal variedade de música produzida ou enraizada nas tradições da música secular e litúrgica ocidental. Apesar do nome que remete a algo do ‘passado’ ou ‘antigo’, esta variedade de música é escrita também nos dias de hoje, através de compositores do século XXI que criam obras inéditas, originais e atuais. É aquela que se baseia principalmente na clareza, no equilíbrio, na objetividade da estrutura formal, em lugar do sentimentalismo exagerado ou da falta de limites de linguagem musical. A música clássica frequentemente se distingue pelo amplo uso que faz de instrumentos musicais de diferentes timbres e tonalidades, criando um som profundo e rico. Os diferentes movimentos da música clássica foram afetados principalmente pela invenção e modificação destes instrumentos ao longo do tempo. Embora a música clássica não tenha um “conjunto” de instrumentos necessários para que certos padrões de sua execução sejam preenchidos, os compositores escrevem suas obras tendo em mente diferentes conjuntos instrumentais: orquestras (composta por todas as famílias instrumentais acústicas: as cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo), as madeiras (flauta, oboé, clarineta, fagote, etc.), os metais (trompete, trompa, trombone, tuba) e a percussão (tímpano, gongo, xilofone etc.). Saxofone e violão eventualmente também participam de uma orquestra, além de pianos, órgãos e celestas. Para as orquestras são escritas as sinfonias. Quando se destaca um instrumento da orquestra que será a voz principal, para o qual a melodia foi composta, trata-se de um concerto. Mesmo destacando-se um instrumento ou conjunto de instrumentos nos concertos, a orquestra toda pode estar presente. As orquestras também realizam os acompanhamentos das óperas, que são compostas para a voz humana. A voz pode ser classificada da mesma maneira que os instrumentos, observando-se a extensão de notas alcançada por ela. As vozes mais agudas são chamadas “soprano”, as vozes mais graves são os “baixo”, que alcançam as notas mais graves)), conjunto de sopros (trompete, trompa, trombone, tuba), orquestra de câmara: Formada predominantemente por instrumentos de corda, podendo ter em algumas formações a presença de alguns sopros de madeira.
[21] N.T.: O Livro do Apocalipse, na Bíblia.
[22] N.T.: Hermes Trismegisto é uma figura mítica de origem sincrética. Essa figura mítica indica o deus Thoth dos antigos egípcios, considerado o inventor das letras do alfabeto e da escritura, escrita dos deuses e, portanto, revelador, profeta e intérprete da divina sapiência e do divino logos. Quando os gregos tiveram conhecimento desse deus egípcio, descobriram que apresentava muitas analogias com seu deus Hermes, intérprete e mensageiro dos deuses, e o qualificaram com o adjetivo “Trismegisto” que significa “três vezes grandíssimo”. Na antiguidade tardia, especialmente nos primeiros séculos da era imperial (sobretudo nos séculos II e III depois de Cristo), alguns teólogos e filósofos pagãos, em contraposição ao Cristianismo galopante, produziram uma série de escritos, conhecidos como literatura hermética, apresentando-os sob o nome desse deus, com a evidente intenção de opor às Escrituras divinamente inspiradas dos Cristãos, como outras escrituras difundidas como divinas “revelações”. A literatura hermética hoje em dia está quase perdida.

INTRODUÇÃO
Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.
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FIM
Como uma grande nação envia seus embaixadores e plenipotenciários a outras nações, então também há embaixadores de cada um dos grandes Anjos e Arcanjos Astrais (dos Planetas, do Sol e da Lua), presentes em nossa Terra.
A Lua é o nosso satélite e não está na mesma posição que os outros Astros. Os embaixadores desses Astros são Arcanjos, enquanto Gabriel é um Anjo.
O astrólogo ocultista, no entanto, que sabe o que quer e pode trabalhar em harmonia com as forças astrais, aborda diretamente os embaixadores desses Astros e obtém seu objetivo mais facilmente dessa maneira.
Ele estuda as horas astrais, quando aqueles Astros governam e, na época apropriada, profere seu pedido, que é, geralmente, para outra pessoa ou para a iluminação espiritual sobre certos assuntos a serem usados para o bem comum.
1. Para fazer download ou imprimir:
2. Para estudar no próprio site:
Oração para cada um dos Embaixadores: dos Espíritos Planetários, do Sol e da Lua
Por um Estudante
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido, Compilado e Revisado
pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Sumário
Para entender o que é a oração use a ilustração de uma casa de energia elétrica com fios para as diferentes casas da cidade. Em cada casa há um interruptor e, quando a gente o aperta, a potência que estava até lá fora nos fios e subestação de energia elétrica entra na nossa casa, ilumina-a ou põe motores para funcionar, de acordo com as leis de sua manifestação. Podemos dizer que Deus, principalmente, e os Sete Espíritos Planetários correspondem secundariamente à subestação de energia elétrica que está conectada a todos, e a oração pode ser dita como o interruptor pelo qual nos colocamos em contato com a luz e a vida divina, permitindo que ela flua para nós e nos ilumine para a nossa elevação espiritual.
É uma lei que a eletricidade fluirá facilmente ao longo do cobre ou outros metais, mas é bloqueada pelo vidro, e antes que possamos obter a eletricidade em nossas casas, devemos ter um interruptor feito em conformidade com essa lei, um interruptor de cobre. Se usássemos um interruptor de vidro, não obteríamos eletricidade; o interruptor de vidro seria uma maneira mais eficaz de excluir o fluido elétrico da nossa habitação. De forma semelhante, se nossas orações (que correspondem ao interruptor) estão em conformidade com as leis de Deus, o propósito divino pode se manifestar através de nós, e nossas orações podem ser respondidas; mas se rezamos ao contrário da vontade de Deus, então uma oração funcionará de maneira semelhante a um interruptor de vidro em um circuito elétrico.
Como uma grande nação envia seus embaixadores e plenipotenciários a outras nações, então também há embaixadores de cada um dos grandes Anjos e Arcanjos Astrais, presentes em nossa Terra. Seus nomes são os seguintes:
A Lua é o nosso satélite e não está na mesma posição que os outros Astros. Os embaixadores desses Astros são Arcanjos, enquanto Gabriel é um Anjo.
Normalmente, a humanidade ora a Deus. Essas orações são, no momento, principalmente egoístas e ignorantes. As orações de tais pessoas não podem receber atenção dos embaixadores que têm a cargo os diferentes departamentos da vida, mas geralmente são atendidas, na medida do possível, pelos Auxiliares Invisíveis, que trabalham para a elevação de seus irmãos. O astrólogo ocultista, no entanto, que sabe o que quer e pode trabalhar em harmonia com as forças astrais, aborda diretamente os embaixadores desses Astros e obtém seu objetivo mais facilmente dessa maneira. Ele estuda as horas astrais, quando aqueles Astros governam e, na época apropriada, profere seu pedido, que é, geralmente, para outra pessoa ou para a iluminação espiritual sobre certos assuntos a serem usados para o bem-comum.
(do Livro: “A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. I – pergunta 162 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Os Rosacruzes ensinam que os Planetas, o Sol e a Lua exercem domínio sobre os dias da semana, que representam os sete dias da criação (Períodos).
Sábado é o dia de Saturno e corresponde ao Período de Saturno.
Domingo é o dia do Sol e corresponde ao Período Solar.
Segunda-feira é o dia da Lua e corresponde ao Período Lunar.
Terça-feira é o dia do deus da guerra nórdica, Tyr, e corresponde à metade marciana do Período Terrestre.
Quarta-feira é o dia do Mercúrio nórdico, Wotan, e corresponde à metade mercurial do Período Terrestre.
Quinta-feira é o dia de Thor, o Júpiter nórdico, e corresponde ao Período de Júpiter.
Sexta-feira é o dia de Freia, a Vênus nórdica, e corresponde ao Período de Vênus.
Nessa disposição sucessiva começada o domingo é regido pelo Sol, a segunda-feira é regida pela Lua, a terça-feira é regida por Marte, a quarta-feira é regida por Mercúrio, a quinta-feira é regida por Júpiter, a sexta-feira é regida por Vênus e o sábado é regido por Saturno.
(do Livro: “Astrologia Científica e Simplificada” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Sob o nome misterioso e soberano de Cristo-Jesus, que está sobre todo o nome e ante o qual se dobrem todos os joelhos no Céu, na Terra e sob a Terra, elevo meu pensamento à presença do Pai Universal, a Única Vida, a Suprema Realidade. Ao fazê-lo, tangido por Tua Luz, reconheço que meu Espirito é uma emanação da grande unidade de Teu Espírito, sendo assim divino em Tua essência.
Meu Eu Superior, meu Espírito, o Ser Interno e verdadeiro não pode estar enfermo, pois é uma emanação de Ti, ó Deus, e Uno Contigo.
Faze com que o poder dessa grande verdade penetre em minha alma, dissipando os erros, as ilusões, as opiniões falsas e as aparências enganosas da sensualidade, causa de todos os meus infortúnios.
Ilumina-me para que eu compreenda e sinta que sou feliz, pois na qualidade de Espírito Eterno e Divino, ainda que neste Teu plano inferior, possa desfrutar da profunda Paz de Cristo e de Tua Harmonia Eterna.
Seu Verbo vivente ressoa de novo e me diz: “Faça-se a Luz”.
Por meio dessa Luz, a fonte de toda inteligência espiritual, percebo que a minha salvação em Espírito e em Cristo é algo que devo realizar aqui e agora, que é a única eternidade. Fortalecido por essa sublime verdade, eu me vislumbro salvo por Cristo que está em Teu Seio. Eu estou com Ele e n’Ele protegido nesse secreto lugar por Teu Amor.
O sofrimento e as enfermidades, a dor e a morte e o temor inquietante que isso me inspira não poderão me atormentar mais.
A Luz de Tua própria inteligência, em meu íntimo, permite me ver como Espírito criado a Tua própria imagem e semelhança, indissoluvelmente unidas ao Teu próprio Ser, o qual me protege contra o mal e as enfermidades.
Em nome de Cristo, através de Quem minha vida está oculta em Ti, Pai Universal, afirmo, por Fé, que estou livre de todos os males.
Recomendo-lhe a salvação de minha alma, Deus de Paz, para que a torne nova e a preserve com meu Espírito e Corpos, em unidade harmoniosa.
Confio em Tua Sabedoria, Teu Amor e Poder ilimitados para que a Tua Própria ideia de homem (mulher), feito (a) a Tua Imagem e Semelhança, se manifeste através de mim.
(*) recomendamos repetir diariamente essa invocação, antes da prece ao Arcanjo ou Anjo do dia
Embaixador da Lua à Primeira Hora das Segundas-feiras
Ajuda-me Senhor a ser firme, paciente e perseverante. Necessito ser mais equilibrado (a), assim como estabilizar a minha Mente e meus sentimentos. Desejo ser mais realista e estável, aprendendo a me sentir bem aonde me encontro, sem que me afetem as mudanças ocorridas sem uma verdadeira razão ou propósito.
Não me deixarei levar por impressões negativas. Verei tudo com bons olhos e não permitirei que me domine a susceptibilidade. Cumprirei com todos os meus deveres levando-os até ao fim com diligência. Procurarei obter um conhecimento profundo sobre todas as coisas.
Invoco e chamo em meu auxilio as forças divinas de Gabriel, o Poderoso Anjo governante da Lua, representante da: Sensibilidade, Simpatia e Fecundidade e do Poder Criador de Deus, para que confirme em minha alma Suas qualidades superiores de que se acha adornado.
Ajuda-me a reforçar em meu Espírito a Imaginação, a Estabilidade, o Equilíbrio e a Firmeza.
Assim Seja
Embaixador de Marte à Primeira hora das Terças-feiras
Ajuda-me, Senhor, a ser calmo (a), paciente e tolerante, dominando a violência do meu temperamento e sujeitando-o sempre ao que seja justo. Desejo sempre agir prudente e harmoniosamente. Em vez de levar sempre o pé ao acelerador procurarei levá-lo ao freio, mantendo, assim, o total domínio de minhas emoções.
Tratarei a todos os meus semelhantes com respeito, consideração, cortesia e equanimidade. Não quero e não devo ser exigente e autoritário (a). Serei tolerante e defenderei o próprio direito deles à liberdade. Ouvirei, com mais atenção, os conselhos que me forem dados e os usarei como um meio de sã retificação.
Empregarei a força vital de que sou depositário (a) para o bem e ajuda aos mais débeis. Tudo farei movido (a) pelo espírito do serviço altruísta.
Em mim sempre predominará a suavidade do cordeiro e não a agressividade do carneiro.
Aspiro, ardentemente, afastar dos meus sentimentos todo desejo de revanche. Procurarei abolir do meu ser todo vestígio de egoísmo.
Invoco e chamo em meu auxílio as poderosas e dinâmicas forças de Samael, o exaltado Gênio Governante de Marte, representante da Dinâmica Energia de Deus, para que confirme em meu ser Suas construtivas qualidades superiores, reforçando o Entusiasmo, a Coragem e a Vontade.
Assim Seja
Embaixador de Mercúrio à Primeira hora das Quartas-feiras
Ajuda-me, Senhor, a controlar e dominar minha Mente. Necessito examinar todas as coisas com paciência e equanimidade. Só tomarei qualquer decisão depois de analisá-la com todo o cuidado. Compreendendo que devo ser honesto (a) e leal em minhas palavras e ações. Direi somente o que for coerente e verdadeiro. Não mentirei e nem procurarei tirar partido em meu trato com os demais.
Jamais abusarei da ingenuidade ou ignorância dos meus semelhantes; pelo contrário, aplicarei meu saber e entendimento em ajudá-los. Nunca falarei mal de ninguém. Pretendo cultivar a serenidade e a abnegação, o amor e o respeito a todos os seres.
Invoco e chamo em meu auxílio as Divinas Forças de Rafael, o inteligente Gênio Governante de Mercúrio, representante da Sabedoria e Inteligência de Deus, para que confirme em minha alma as superiores qualidades de que está investido. Reforce em meu Espírito o Domínio Próprio, o Equilíbrio e a Verdade.
Assim Seja
Embaixador de Júpiter à Primeira hora das Quintas-feiras
Ajuda-me, Senhor, a ser justo (a), honrado (a) e sincero (a). Necessito e devo ser sóbrio (a) e modesto (a) e rejeitar a ostentação e a vaidade; não quero mais viver de aparências e extravagâncias, aparentando riquezas que não tenho e virtudes que não possuo.
Quero manter-me em uma justa ordem de vida e ser estrito (a) cumpridor (a) de minhas obrigações e deveres.
Unir-me-ei às pessoas de honesto e simples viver, de fé no bem e em Deus. Respeitarei e tratarei de me manter e me sujeitar aos mais sãos princípios da Religião; não frequentarei lugares de duvidoso viver e nem agirei à margem da Lei. Serei honesto (a) e justo (a) com todos os meus semelhantes. Fugirei do jogo e das especulações aventureiras e trabalharei honestamente para ganhar o pão de cada dia.
Invoco e chamo em meu auxilio as Forças Divinas de Zacariel, o Sábio e Generoso Gênio de Júpiter, representante do Altruísmo, da Benevolência e Misericórdia de Deus, para que afiance em minha alma Suas Maravilhosas qualidades. Confirme em meu Espirito a Bondade, Religiosidade, Honradez e o Respeito à Lei.
Assim Seja
Embaixador de Vênus à Primeira hora das Sextas-feiras
Ajuda-me, Senhor, a ser paciente e perfeito (a). Induze-me à abnegação e ao amor desinteressado.
Afasta-me da obstinação e da sensualidade. Desenvolva em mim a tolerância, o perdão e a maleabilidade.
Desejo o equilíbrio em minhas energias vitais e a frugalidade na minha alimentação. Evitarei a solidão e a teimosia, expressando a sociabilidade e a justiça. Procurarei cultivar o valor moral das coisas, tudo fazendo para expressar a Bondade, Beleza e Verdade da vida de Deus.
Vem Anael, amoroso Gênio Governante de Vênus, com tuas forças divinas, confirmar e reforçar em meu espírito o Amor, a Arte e Virtude, expressando-os diariamente em minha vida.
Assim Seja
Embaixador de Saturno à Primeira hora de Sábado
Justo e paciente Gênio Governante de Saturno ajuda-me a ser justo (a), benevolente, amoroso (a) e tolerante, sociável e amistoso (a). A ver tudo com bons olhos, alegres e otimistas. Não quero ver o mal em coisa alguma, pois em tudo existe o bem. Não permitirei que me impressione o aparente mal. Serei amigo (a) de todos e procurarei cultivar e manter minhas amizades com verdadeiro espirito altruísta.
Não quero e não devo viver isolado (a) dos demais. Desejo tratar a todos com delicadeza e consideração; saberei perdoar as faltas que cometam contra a minha humildade e compreensão. Agora e sempre, quando receber um mal, em vez de levar pelo espirito da vingança, imporei a mim mesmo (a) o espírito da tolerância. Anelo ser altruísta, generoso (a) e um instrumento do Bem em meu ambiente.
Invoco e chamo em meu auxílio as forças divinas de Cassiel, o Justo Gênio Governante de Saturno, representante da Justiça, do Direito e da Suprema Ordem de Deus, a fim de reforçar em minha alma Suas sábias e profundas qualidades. Confirme em meu Espírito os princípios do Direito, da Ordem, Paciência, Justiça e Paz.
Assim Seja
Embaixador do Sol à Primeira hora de Domingo
Ajuda-me, Senhor, a ser modesto (a), simples e generoso (a). Não serei imponente e nem autoritário (a), mas reverente. Não farei que se cumpra a minha vontade, senão a Tua, meu Pai.
Mostrar-me-ei respeitoso (a) e amável com todos os meus semelhantes e extinguirei todo o orgulho vão que me possa afastar do Teu Amor.
Amarei a todos os meus irmãos como queres que sejam amados, e sempre que manifestar em mim o desejo de ser o primeiro (a), serei o último (a) e servidor de todos.
Protegerei aos humildes e débeis; respeitarei meus superiores e acatarei as determinações deles com toda a lealdade. Serei sincero (a) e justo (a) em todas as circunstâncias.
Ajuda-me, Senhor, a alcançar esse sublime ideal!
Invoco em meu coração as Divinas Forças de Miguel, o Poderoso Gênio da Luz, governante do Sol, representante da Autoridade, do Poder e da Justiça de Deus, para que confirme em minha alma Suas qualidades Superiores
Fortaleça, em meu Espírito, a Dignidade, Disciplina e o acato a toda Justiça.
Assim Seja
Oitava superior de Vênus (para ser feita à primeira hora das sextas-feiras)
Faze Senhor que eu seja paciente, tolerante e justo (a) com todos. Preciso controlar meu temperamento e amoldar-me às circunstâncias. Quero me desfazer de toda exaltação imprudente que prejudique a alguém. Amarei a meus semelhantes como a mim mesmo (a) e serei extravagante com suas ideias, sem tratar de impor as minhas.
Respeitarei a organização social e não cairei mais em radicalismos destrutivos. Defenderei a justiça e a ordem. Quero me manter sempre respeitoso (a) a todas as normas morais, éticas e espirituais sem me deixar levar por nenhum extremismo. Não serei extravagante, nem excessivo (a) em nada; quero respeitar os bons costumes; tratarei de ser justo (a) ao repelir o passado, aproveitar o presente e aplaudir o futuro.
Desejo dominar o sensualismo e conduzir a força criadora por canais construtivos. No futuro submeterei minhas ideias e desejos de mudança e renovação à uma minuciosa análise e à mais pura lógica, sem me deixar impressionar por minhas ilusões utópicas e descabidas. Porei todas as minhas forças e capacidade a serviço da comunidade; anelo me converter em amigo (a) de todos e os servir desinteressadamente em qualquer ocasião possível.
Sem deixar de abandonar a linha de maior progresso para todos, respeitarei o passado e buscarei na história da humanidade todas as valiosas experiências acumuladas para apontar com elas as bases do futuro.
Para tudo isso eu desejo, invoco e clamo em meu auxílio as Forças Divinas de Ituriel, o Generoso Governante de Urano, o representante do Altruísmo, da Confraternidade Humana, do Amor desinteressado e da Generosidade de Deus para que reforce em mim Suas amantes qualidades e confirme em meu Espírito a Caridade, Tolerância, Magnanimidade e Paciência.
Assim Seja
Oitava superior de Mercúrio (para ser feita à primeira hora das quartas-feiras)
Ajuda-me, Senhor, a ser firme, positivo (a) e seguro (a) governante de minha pessoa, desenvolvendo em mim a Divina Vontade. Necessito compreender e ver a realidade de todas as coisas. Não me deixarei arrastar por falsas imaginações, sonhos utópicos ou meras fantasias, nem me impressionarei por sugestões quiméricas que careçam de fundamentos. Serei senhor (a) de mim mesmo (a) e independente dos demais em todas as coisas.
Meu Espírito não se submeterá a qualquer influência estranha. Desde já comando minha própria vida. Afastarei a superstição de todo o meu ser, e não temerei coisa alguma. Tenho absoluta fé em Deus, no Deus de todos e Naquele que trago dentro de mim mesmo (a). Jamais me envolverei em coisas que aparentam fraude, ambiguidade ou trapaça, submetendo todas as minhas ações, pensamentos e palavras à Luz da Verdade, sem vacilar em minhas negações ou afirmações. Assim, evitarei consequências desagradáveis e gozarei paz e segurança.
Invoco e chamo o auxílio das Forças Divinas de Netuno, representante da Suprema Sabedoria, Intuição, Música Celestial e Divina Inspiração de Deus.
Oh! Divino Mestre, reforce em minha alma, a poesia, a ética, o domínio próprio, o sentimento e a Unidade de Toda a Vida em que todos vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.
Assim Seja
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz entre setembro/1967 e junho/1968 – Fraternidade Rosacruz-SP)

INTRODUÇÃO
Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.
***************************************************************************************************************
FIM

INTRODUÇÃO
Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.
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FIM

INTRODUÇÃO
Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.
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FIM
Como indicado no Livro: Mensagem das Estrelas, Capítulo XVIII, A Doutrina da Delineação em Poucas Palavras (para acessá-lo clique aqui), Max Heindel utilizou a técnica da combinação das palavras-chave de todos os outros Astros e Aspectos da Tabela que consta naquele capítulo para fazer as interpretações desses horóscopos e sugere que os Estudantes Rosacruzes também o façam. Nas palavras dele: “Isso os capacitará a uma boa leitura de qualquer horóscopo, mesmo com pouca prática. Para mais demonstrações práticas desse método sugerimos aos Estudantes que examinem os horóscopos de crianças publicados nos Livros Interpretações Astrológicas de Temas de Criança. Esses horóscopos constituem uma fonte de ensino que nenhum Estudante Rosacruz desejoso de se aperfeiçoar na ciência estelar pode dispensar. As palavras-chave proporcionarão o que foi dito a respeito da natureza geral dos Astros sob consideração; isso ele poderá combinar com a natureza dos Signos e das Casas em que os Astros estão, caso queira uma interpretação completa.”.
Essas interpretações astrológicas dos horóscopos feitas por Max Heindel, mensageiro dos Irmãos Maiores da Rosacruz e fundador da Fraternidade Rosacruz, foram publicadas primeiramente na Revista da Fraternidade Rosacruz, Rays from the Rose Cross, durante os anos de 1918 e 1919.
Não foram impressas anteriormente em formato de livro, mas a base espiritual de sua apresentação, juntamente com sua clareza e concisão, as fez merecedoras de uma audiência maior.
Acreditamos que todos os Estudantes de Astrologia irão achar o estudo dessas vinte e oito delineações de um valor especial para aprender a interpretar corretamente os diferentes Aspectos dos Astros, assim como a sintetizar o mapa como um todo.
O conselho sábio dado aos pais das crianças representadas é outro recurso valioso dessas leituras.
“Se você é um pai ou uma mãe o horóscopo ajudará você a detectar as más intenções em seu filho ou sua filha e ensinará você como é melhor “prevenir do que remediar”. Também mostrará a você os pontos positivos nele ou nela, de modo que você possa ajudar a formar, a partir do seu filho ou filha, um homem ou uma mulher bem melhor, com o Ego que lhe foi confiado. O horóscopo lhe revelará fraquezas sistemáticas e permitirá que você proteja a saúde do seu filho ou da sua filha; mostrará quais talentos existem e como a vida pode ser vivida em toda a sua plenitude. Portanto, a mensagem dos Astros que estão em marcha é tão importante que você não pode se dar o luxo de ignorar isso tudo.”
Max Heindel
Oceanside CA, Setembro de 1915
1. Para fazer download ou imprimir:
Interpretações Astrológicas de Temas de Crianças – Vol. IV – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
2. Para estudar no próprio site:
ÍNDICE
ADA N. – NASCIDA EM 30 DE JUNHO DE 1918 ÀS 5:02 PM… 6
ALAN B. O. – NASCIDO EM 18 DE OUTUBRO DE 1911 ÀS 12:20 AM… 10
ALICE E. – NASCIDA EM 15 DE JANEIRO DE 1913 ÀS 2:00 PM… 13
BETTY LOUISE F. – NASCIDA EM 28 DE ABRIL DE 1917 ÀS 1:20 AM… 16
DOROTHY A. H. – NASCIDA EM 12 DE DEZEMBRO DE 1913 ÀS 4:10 AM… 20
EDITH B. – NASCIDA EM 2 DE JUNHO DE 1912. 22
ELEANOR D. – NASCIDA EM 11 DE DEZEMBRO DE 1914 ÀS 1:40 AM… 26
ELIZABETH ELLEN S. NASCIDA EM 14 DE NOVEMBRO DE 1913 A 1:00 PM… 29
ELLIS ELDON D. – NASCIDO EM 25 DE FEVEREIRO DE 1907 ÀS 3:00 AM… 32
ERMAN C. – NASCIDO EM 23 DE JANEIRO DE 1913 ÀS 3:00 AM… 35
ETHEL C. – NASCIDA EM 1 DE JANEIRO DE 1899 ÀS 4:00 AM… 38
GERTRUDE B. – NASCIDA EM 22 DE MAIO DE 1915 ÀS 3:32 AM… 40
Gladys G. – Nascida em 10 de abril de 1904 às 7:10 AM… 43
Guy S. M. – Nascido em 26 de setembro de 1916 às 4:25 PM… 46
Gwennyth C. C. – Nascida em 3 de Agosto de 1901 às 7:00 PM… 50
Harold C. – NASCIDO EM 7 de agosto de 1917 às 8:30 PM… 52
Hazel P. – Nascida em 27 de Agosto de 1895 às 9:30 am… 55
Helen G. – NASCIDA EM 18 de julho de 1912 às 4:00 AM… 57
Herbert W. – Nascido em 13 de janeiro de 1908 às 7:30 PM… 60
HOWARD ARTHUR R., NASCIDO EM 17 DE DEZEMBRO DE 1913 ÀS 7:11 AM… 63
JOSEPHINE B. – NASCIDA EM 13 DE ABRIL DE 1915 ÀS 4:30 AM… 66
M. B. R. – NASCIDO EM 21 de setembro de 1916 às 0:30 Pm… 69
MARIE W. M. – NASCIDa EM 25 de Julho de 1913 às 8:20 PM… 72
May M. D. – NASCIDA EM 17 de março de 1909 às 7:30 AM… 76
Mildred B. – NascidA EM 6 de abril de 1905 às 11:15 AM… 79
Miska Maria D. – NASCIDA EM 28 de outubro de 1901 às 11:00 PM… 83
MURIEL P. – NASCIDA EM 23 de abril de 1905 às 0:15 AM… 85
ADA N. – NASCIDA EM 30 DE JUNHO DE 1918 ÀS 5:02 PM
EM FRESNO, CALIFÓRNIA, EUA
No momento do nascimento de Ada, havia quatro Signos Comuns nos ângulos e a magnética, imaginativa, plástica, mutável e emocional Lua estava em Sextil com o harmonioso, artístico, belo, adorável, suave e afetuoso Vênus. Ela também estava em Trígono com o oculto, profético, inspirador, espiritual, devocional e musical Netuno. Isso proporcionará a Ada uma disposição muito sonhadora e uma imaginação extremamente fértil e vívida, um amor ao prazer, à música e arte, uma personalidade envolvente, muito atraente para o sexo oposto, porque tende a ser gentil, afetuosa e simpática. Isso tende a sucessos gerais na vida e lhe proporcionará um talento considerável como uma musicista inspiradora.
Há também um Trígono do energético, entusiástico e construtivo Marte com Júpiter, que ajudará a torná-la um pouco mais prática do que seria de outra forma; mas tende a torná-la muito extravagante e pródiga com seu dinheiro, de modo que em algum momento ela poderá sentir o aperto da pobreza. Portanto, seria bom se vocês pudessem instrui-la durante a infância sobre o uso correto do dinheiro.
A Lua também está em Trígono com Netuno e isso fornecerá a ela um aumento da faculdade da imaginação a um ponto superlativo. Favorece sonhos e visões proféticas que fornecerão a ela a chance de se colocar em contato com os Mundos invisíveis. Indica habilidade nas artes ocultas e sucesso em sua prática, pois torna a natureza extremamente inspiradora, mas também proporciona uma disposição gentil e simpática, a mesma que já foi observada no caso de Vênus.
As qualidades espirituais podem não ser aparentes, mesmo para a própria Ada, mas serão latentes e capazes de desenvolvimento. Também é seguro dizer que em algum momento, ou outro durante sua vida, ela terá oportunidades de entrar em contato e será muito atraída pelo oculto, quer as qualidades da alma sejam subsequentemente desenvolvidas ou não.
Saturno, o Planeta da cautela, do método, sistema, da perseverança, do tato e da diplomacia, está sem Aspectos e, portanto, não podemos procurar essas características na natureza de Ada. Seu personagem será dominado pela Lua, Netuno e Vênus, o que proporcionará a ela dificuldades em ser prática.
Também descobrimos que o inteligente, versátil, eloquente e hábil Mercúrio, o Planeta da razão, está sem Aspectos; este é outro ponteiro na mesma direção. Será difícil para ela aprender as lições comuns da vida, mas terá outros meios de obter conhecimento e será um tanto diferente do normal para as outras crianças.
Sua falha principal está indicada pelo preguiçoso e sem ambições Sol em Quadratura com a sonhadora, vacilante, insípida, frívola e preocupante Lua, e com o egoísta, discordante, apaixonado e temperamental Marte. Isso, às vezes, fornecerá a ela ser uma criança muito difícil de controlar. Se isso acontecer a sua Mente será vacilante, incapaz de decidir sobre um curso ou outro, onde quer que haja uma escolha; impaciente e temperamental quando é forçada a fazer algo que não deseja.
Como já foi dito, é fornecida a ela uma natureza sonhadora e sem energia, exceto em certas direções, principalmente nas atividades sociais e na música. Portanto, será necessário que vocês se esforcem para controlar essas qualidades indesejáveis durante a infância. Certifiquem-se de tentar inculcar sistema e método, também perseverança, de modo que quando ela concordar em fazer qualquer coisa, ela seja forçada a seguir com sua resolução, para o bem ou para o mal, para que ela possa aprender pela experiência real como formar julgamentos.
Existe outra desvantagem na educação de Ada. O Sol, que é o doador da vida, está em Quadratura com a Lua, o árbitro principal das funções femininas e, consequentemente, da saúde. Estando em Quadratura em Signos Cardinais, o Sol estando no Signo fraco de Câncer, mostra que a vitalidade de Ada não é muito forte, principalmente porque a Lua está em Oposição a Marte, o Planeta da energia dinâmica. Por causa disso, ela será naturalmente muito mimada, e com razão, mas ao mesmo tempo vocês devem ver que enquanto está mimando as deficiências físicas, vocês não põem em risco o bem-estar espiritual da alma, pois estamos aqui em vida para aprender pela experiência as lições da grande escola e, a menos que nos apliquemos, teremos que continuar voltando vida após vida para aprender as mesmas lições; portanto, vocês devem se esforçar para encontrar o meio-termo dourado entre a simpatia correta e os mimos desnecessários.
Saturno em Leão, o Signo que governa o coração, e Marte em Libra, o Signo que governa os rins, nos mostram dois pontos fracos principais em sua constituição física.
O Sol está no Signo de Câncer, regendo o estômago e afligido. Isso indica que o coração, os rins e o estômago são os elos fracos da cadeia.
Portanto, vocês devem ter cuidado com sua dieta; também vejam que ela não se esforce demais nas brincadeiras e prejudique indevidamente a saúde. Lembrem-se de que, por meio do cuidado adequado e inteligente na infância até mesmo as grandes aflições podem ser superadas.
ALAN B. O. – NASCIDO EM 18 DE OUTUBRO DE 1911 ÀS 12:20 AM
EM UTICA, N.Y., EUA
Aqui encontramos quatro Signos Fixos nos ângulos do horóscopo, mostrando que Alan é convicto por onde quer que ande, o que é muito bom, desde que seus esforços sejam direcionados por canais adequados. Também descobrimos que Vênus, o Planeta do amor, está em Sextil com Júpiter, o Planeta da
benevolência, e em Trígono com Saturno, o Planeta do método, dos processos, da ordem, previsão e capacidade construtiva. Isso lhe proporciona uma natureza basicamente gentil e benevolente, juntamente com algumas das melhores qualidades que garantem o sucesso na vida. Mercúrio, o Planeta da razão, precede o Sol para iluminar o intelecto, e Marte, o Planeta da energia dinâmica, está em um Signo mercurial, que também tende a aguçar a habilidade para ser divertido. Assim, vemos que Alan está muito bem equipado para fazer a sua parte e ser bem-sucedido na batalha da vida.
Contudo, o seu horóscopo não mostra apenas coisas boas, e podemos dizer felizmente isso, porque são os obstáculos e as obstruções, as provações e tentações que nos ajudam a desenvolver nosso músculo espiritual para superá-los, desde que escolhamos a direção correta. Aqui descobrimos que Vênus, o Planeta do amor, está em Quadratura com Marte, o Planeta do impulso e da paixão, e Vênus está na 2ª Casa, governando as finanças; isso mostra uma tendência amorosa bastante desenfreada por parte do Alan, e que ele poderá desperdiçar grande parte de seus bens em uma vida desregrada e sofrer por isso.
Portanto, é dever dos pais instruí-lo cuidadosamente, desde os primeiros anos em que possa compreender a respeito, da tristeza profunda e do sofrimento que poderão surgir devido a essa tendência. A configuração é de Signos Comuns e flexíveis, Virgem e Gêmeos, e se vocês utilizarem da franqueza e sinceridade para com ele, terão a oportunidade de serem bem-sucedidos em seus apelos à razão e ao seu lado sensível, poupando-lhe de muitos problemas e experiências desagradáveis.
Já falamos da mentalidade brilhante do Alan, mas isso tem seus perigos, pois ele possui um espírito de investigação, e como o Sol e Mercúrio estão em Quadratura com Urano e Netuno, os Planetas que lidam com o ocultismo, será motivo de grande apreensão, caso ele mergulhe em uma destas fases negativas
do ocultismo e se torne seduzido pela mediunidade e seja dominado pelos espíritos de controle; pois Netuno está na Casa da tristeza, angústia e autodestruição, no Signo psíquico de Câncer, e Urano está na 6ª Casa, governante das doenças.
Portanto, durante a infância, vocês devem tomar cuidado em mantê-lo afastado de movimentos, reuniões e dos respectivos locais onde haja a evocação de espíritos e outras forças negativas, seja de maneira direta ou indireta, parcial ou completa, e nunca permitam que ele esteja na companhia de pessoas que adotam tal prática. Este problema ele terá que enfrentar em algum momento, porém, se ele for prevenido, ele também será precavido e, portanto, o conhecimento desses assuntos é essencial para que ele se mantenha fora de perigo.
Com relação à saúde, descobrimos que Marte, o Planeta da febre e inflamação, está em Gêmeos, o Signo que governa os pulmões, e em Quadratura com a Lua, que domina o fluxo corrente de ar nesses órgãos. Saturno, o Planeta do frio e da obstrução, está no Signo de Touro, governante da garganta, e todos esses sinais apontam para uma inflamação das mucosas, devido à falta de ar, portanto, é aconselhável que vocês ensinem a ele exercícios respiratórios fisioterápicos para que ela possa desenvolver uma capacidade pulmonar para resistir ao frio do inverno e aumentar sua vitalidade, que também está comprometida pela Quadratura de Netuno e Urano com o Sol.
EM PUERTO RICO, EUA
O primeiro aspecto que observamos nessa figura é que a Lua está na 12ª Casa, a da tristeza profunda, angústia e autodestruição, e em Quadratura com o Sol, doador de vida. Essa é a única nota que está totalmente em desacordo com o restante do horóscopo, pois assinala uma Mente vacilante, decepções, dificuldades financeiras e infortúnios gerais na vida, principalmente por existir uma tendência a uma personalidade egoísta e proibitiva. Como o Aspecto vem da 12ª Casa é, no entanto, algo latente e que pode ser superado por um treinamento adequado na infância, para que praticamente não seja ativado durante a vida. E vocês, como pais, devem prestar atenção e tentar erradicar essas características sempre que elas se mostrarem. E como o lado bom desse horóscopo é muito mais forte do que a tendência adversa já mencionada, não há dúvida de que vocês serão capazes de ajudar a superar.
Mesmo porque esse é um bom horóscopo e muito forte. Os quatro Signos Fixos estão nos ângulos, indicando uma vontade forte e muita determinada. E esse também é um cenário em que Saturno desempenha um papel particularmente bom e mostra todas as suas boas qualidades. Pois ele está no Ascendente e em Trígono com o Sol e Urano, Sextil com Netuno. Isso fornecerá a Alice uma disposição metódica e organizada. Isso lhe proporcionará a modéstia, a habilidade para o tato, a diplomacia; também, muito econômica e uma boa gerente de qualquer negócio. Ela estará bem-preparada para assumir responsabilidades, pois isso lhe confere uma intuição muito profunda e penetrante, de modo que ela certamente obterá sucesso em tudo que empreender. Portanto, ela certamente crescerá na vida.
A Quadratura da Lua com o Sol, provavelmente, causará inveja considerável por parte daqueles que, desde o princípio, serão seus superiores, mas o Trígono de Saturno com Urano lhe proporcionará persistência, perseverança e todas as outras qualidades necessárias para se posicionar acima de qualquer oposição e chegar ao topo da escada, onde os outros procurarão admirá-la. Os demais aspectos do horóscopo contribuem para esse objetivo e apontam na mesma direção. Marte, o Planeta da energia dinâmica, está em Conjunção com Mercúrio, o Planeta da razão e da destreza; e, também, com Júpiter, o Planeta da nobreza, da boa amizade e todas as outras qualidades desejáveis. Isso proporcionará a Alice uma Mente prática, mecânica, construtiva e empreendedora, uma personalidade muito magnética, entusiasta e cheia de energia, por meio da qual atrairá outras pessoas para si. Isso proporcionará a ela a franqueza, a abertura para conversar, honestidade e a autossuficiência. Sempre pronta para ajudar outras pessoas que precisam e, por isso, ela ganhará inúmeros amigos.
Contudo, seria bom que ela procurasse ter mais amigos do sexo masculino, pois, devido à configuração já mencionada – Quadratura da Lua com o Sol, a Lua estando na 12ª Casa, da tristeza profunda, da angústia e inimizade secreta e hostilidade – as mulheres irão se mostrar falsas e traiçoeiras com ela, apesar de todos os seus esforços em ajudá-las. Saturno no Ascendente tem a tendência de tornar as pessoas tímidas, para evitar a companhia de outras pessoas, porém, no horóscopo de Alice, descobrimos que Marte e Mercúrio estão em Sextil com Vênus, o Regente do Ascendente. Isso proporcionará a Alice um elevado gosto pela música e pelo convívio social prazeroso, para que ela desfrute a vida em sua plenitude, e as indicações da 8ª Casa mostram que, além do ganho financeiros é provável que ela obtenha uma herança e, portanto, sempre estará em boas circunstâncias financeiras.
No que diz respeito à saúde, no entanto, descobrimos, infelizmente, que Alice não se encontra como em outras circunstâncias da vida, pois mesmo que Saturno esteja bem Aspectado, sua posição no Ascendente enfraquece o organismo até certo ponto e a Lua, que é a significadora de saúde para uma mulher está em Quadratura com o Sol, doador da vida, na 12ª Casa, também é uma indicação de que a prudência seja necessária. Cuidado com as gripes durante a infância e não deixe que sobrecarregue suas forças.
EM OAKLAND, CALIFÓRNIA, EUA
temos uma menininha com uma 10ª Casa extremamente bem-fortificada: o Sol vivificante para que ela atraia a atenção daqueles que tem autoridade e seja capaz de ajudá-la a crescer socialmente; o grande benéfico, Júpiter, fornecendo um testemunho adicional de um relacionamento social onde prevaleça o favor, as coisas boas e a cordialidade; o gentil Vênus, que promove o prazer e o regozijo, está particularmente forte por causa de sua posição em Touro, o Signo que Vênus rege. Mercúrio, o Planeta da razão e da expressão, também está na 10ª Casa, mostrando a habilidade para conversações.
Marte, o Planeta da energia dinâmica, está perto do Meio do Céu no Signo que ele rege, Áries, proporcionando a ela uma natureza cheia de determinação e determinada a ser bem-sucedida, e é certo que ela sempre será uma líder em qualquer cenário em que se encontre, pois tem uma habilidade muito excepcional para isso. Contudo, uma posição elevada na sociedade sempre coloca aquele que a mantém a mercê da inveja e dos ciúmes daqueles que não têm tanta competência, e Betty não será exceção à regra. O turbulento Marte está em Áries, o Signo que governa a cabeça e Saturno, o Planeta que governa o esqueleto, o Planeta de inimigos secretos e maliciosos, e está na 12ª Casa, a Casa da tristeza, da angústia e da autodestruição.
Isso mostra uma tendência a uma atitude arrogante e dominadora, um mau hábito de se zangar repentinamente e consequentes problemas com pessoas que tentarão prejudicá-la, cujas ações será muito difícil de se certificar, porque serão dissimuladas. Bem, aqui é o ponto em que vocês podem ajudar muito a Betty, ensinando-a a praticar o autocontrole e a paciência com os outros; a também ser gentil e misericordiosa. É uma benção para vocês e para Betty que esse horóscopo tenha sido levantado enquanto ela ainda está em sua infância. Isso lhe proporciona a chance de trabalhar com ela desde o início da vida e, pelo conhecimento da principal falha latente nela, vocês podem lhe prestar um serviço incalculável, ajudando-a a superar tudo isso.
Toda demonstração de se zangar repentinamente deve ser tratada com firmeza, mas com gentileza. Há um método usado com muito sucesso e benefício para a criança: consiste em colocar dois espelhos em um canto e sempre que a criança se zangar repentinamente, sentá-la em uma cadeirinha perto dos dois espelhos, para que não possa se virar, mas que seja forçada a ver suas características distorcidas no vidro. O efeito é geralmente mágico; a criança não gosta de se ver nesse estado e, depois de alguns instantes, sorri por entre as lágrimas, e o acesso de se zangar terá passado.
Assim, com o tempo, as crianças aprendem o autocontrole e o que quer que seja firmemente inculcado durante os primeiros sete anos de vida, quando os hábitos são formados no Corpo Vital que ainda está para nascer, permanece com elas durante o resto de sua existência na Terra. Nesse momento é a hora de começar o trabalho de ajudá-la. Vocês verão que Betty é uma criança muito inquieta, pois a agitada Lua e Netuno, o andarilho sem casa, estão em Conjunção com seu Ascendente.
Isso lhe proporcionar um desejo de viajar insaciável, mas ela se beneficiará de todas as mudanças que fizer, pois ela tem uma Mente profunda e poderosa, fornecida pelo Sextil de Mercúrio com Saturno, e sempre se sairá bem, não importa o quão arriscado possa parecer; exceto em uma coisa. O casamento lhe trará problemas, pois o Sol, que é o significador do marido para uma mulher, e Vênus, o Planeta do amor, estão em Quadratura com a Lua e Netuno.
Além disso, Urano, o Planeta da liberdade e da independência, está na 7ª Casa, que rege o casamento, e isso mostra que ela nunca se submeterá às restrições que são necessariamente incidentes na vida de casados e, consequentemente, se ela tentar esse empreendimento, será uma falha sombria. Com relação à saúde, descobrimos que Saturno está em Câncer, o Signo que rege o estômago, e na 12ª Casa, denotando doenças e confinamentos. E em Quadratura com Marte, o Planeta do fogo e da febre, mostrando que Betty é suscetível a distúrbios digestivos e febris.
Contudo, sempre defendemos que mais vale prevenir do que remediar e se isso é aplicado na infância, poderá ser salva na adolescência ou na idade adulta. Portanto, se vocês forem cuidadosos ao ensinar Betty a comer corretamente, isso pode ser superado. Ela será muito exigente com a comida e terá preferência por doces e bolos, que arruinarão seu estômago, mas se vocês a ensinarem a seguir uma boa dieta sensata desde a infância, isso também poderá ser alterado.
EM BERKELEY, CALIFÓRNIA, EUA
Aqui temos uma pequena jovem delicada que precisa de todo o cuidado que seus pais possam lhe prover, a fim de trazê-la com segurança à feminilidade e torná-la forte e saudável. Temos quatro Signos Fixos nos ângulos; essa ajuda é para fortalecer a saúde e a habilidade do seu corpo em combater as doenças, mas, infelizmente, o Sol que é o doador da vida, está em Oposição a Saturno, o Planeta da obstrução, e Vênus está em Oposição à Lua, que é o principal fator na saúde de uma mulher. Vocês deveriam sempre tomar cuidado para que ela não seja exposta ao frio durante a infância e, isso seria algo muito bom para que, quando ela ficasse mais velha, pudesse compreender o que isso significa e, também, o porquê da necessidade de seguir as orientações para fazer exercícios respiratórios específicos, com o objetivo de que ela aprenda a usar os pulmões em sua capacidade máxima.
E acima de tudo, certifiquem-se de não a sobrecarregar com roupas apertadas ou usar corpetes ou cintas apertadas; ela deve ficar perfeitamente mais livre possível para fazer movimentos de seu corpo e deve ficar o máximo possível ao ar livre, e pelo maior tempo possível; isso, é claro, mais fácil na maior parte do tempo na ensolarada Califórnia. Com relação à Mente, descobrimos que ela será bem cuidada por Mercúrio, o Planeta da razão e expressão, e que está no Ascendente, vindo antes do Sol. Ele está na cúspide, entre Escorpião e Sagitário e em Conjunção com o gentil Planeta Vênus. Daqui podemos concluir que Dorothy será extremamente brilhante e rápida em suas atividades mentais e que ela aprenderá sem aparentemente ter que se aplicar. Ela, também, terá um tipo particular de caráter muito amigável e amoroso.
A Oposição do Sol com Saturno, que ocorre da 2ª à 8ª Casa, ambas governando as finanças, e a Oposição de Vênus com a Lua, que é das mesmas Casas, mostra que há uma probabilidade de Dorothy receber uma ou mais heranças, mas também que ela terá problemas em lidar com elas. Portanto, seria aconselhável focar a atenção e aos cuidados extras de como ela deve lidar com esse assunto, e embora ela não seja o que chamamos de abastada, pode-se dizer que ela terá sempre o suficiente para viver bem. Portanto, a principal responsabilidade de vocês como pais será salvaguardar a saúde dela, para que possa aproveitar seus recursos financeiros e não os gastar em desperdícios e coisas fúteis.
EM JUNEAU, ALASKA, EUA
No momento do nascimento de Edith, Saturno estava em Conjunção com Mercúrio na 9ª Casa, que governa a Mente, e isso proporciona a ela uma tendência para a preocupação e para a dúvida, para ser sarcástica e cética em questões religiosas. A Lua, o outro significador da Mente, não tem Aspectos em Capricórnio; portanto, Edith assumirá as características do Signo saturnino e parecerá fria e não afetada superficialmente, por mais profundamente que ela possa sentir sobre qualquer assunto. O Sol, que é a maior influência espiritual, está na 10ª Casa, mas está em Oposição a Júpiter, o legislador, e isso a torna muito impaciente com a contenção, uma característica que será acentuada pela Oposição de Marte a Urano. Tanto o Sol em Gêmeos, quanto a 10ª Casa, e Marte em Leão, a deixam imensamente orgulhosa, e se vocês tentarem destruir sua autoestima ou tirar sua alegria na vida ou tirar a sua fé e alegria em quem ela é, ou tirar seus sonhos e a vida que ela espera, vocês simplesmente a aniquilarão, pois ela nunca superará a humilhação.
Saturno em Conjunção com Mercúrio na 9ª Casa proporcionará a ela facilidade em pensar em punições até que a vida se torne insuportável para ela. Portanto, vemos que Edith é de uma natureza extremamente difícil de criar, e vai exigir a paciência, o amor e a devoção de vocês para criá-la direito. Há, entretanto, sob o exterior orgulhoso frio e inacessível, um vulcão de amor, representado por Urano em Trígono com Vênus, e a atitude externa resulta em parte de uma tentativa de esconder esse lado de sua natureza. É essa natureza de amor que vocês, como pais, devem se esforçar para fomentar com o seu amor.
Ela terá muitas variações de humores; Vênus em Gêmeos confere inconstância de afeição e seu Trígono com Urano a tornará muito pouco convencional quando crescer até a meninice.
Portanto, vocês devem se esforçar para tornar o lar tão atraente que ela nunca mais desejará estar em outro lugar. Júpiter na 4ª Casa proporcionar a ela um amor pelo lar e um orgulho dele que pode ser nutrido com grande vantagem.
O que vai causar a Edith o maior problema em sua vida é que ela não consegue se expressar exatamente como quer. Em primeiro lugar, suas ideias estão muito avançadas para a maioria das pessoas, e Saturno em Conjunção com Mercúrio, em Touro, o Signo da voz, fornece a ela uma disposição em falar coisas que chocam outras pessoas, que a interpretarão mal e a caluniarão, e sua frieza à atitude externa será em grande parte devido a esse fato, pois naturalmente ela logo perceberá que não importa o quão bem suas intenções sejam, ela está fadada a ser mal compreendida, e ela realmente tem direito a toda a tolerância e simpatia que pode ser dada a ela. Essa posição da 9ª Casa também a torna sujeita a ações judiciais, e a perda inevitavelmente seguirá daí. Ela deveria ser ensinada a se proteger e nunca, sob qualquer provocação, ir à justiça.
Edith sempre será confortavelmente abastecida com as coisas do mundo. Marte em Leão e Júpiter na 4ª Casa mostram que isso é particularmente verdadeiro na última parte da vida. Essa é uma bênção em todas as suas provações e dificuldades; além disso, ela nunca será má e mesquinha com o que tem, mas sempre doará coisas liberalmente e até generosamente aos amigos.
Infelizmente, porém, como Marte está na 11ª Casa em Oposição a Urano, os beneficiários de sua generosidade quase invariavelmente serão muito ingratos e aumentarão a decepção em sua vida. Ela é generosa e certamente ganhará com sua generosidade, não importa o que os outros façam em troca.
Haverá mais de um casamento, pois o Sol, que é o significador da mulher, está em Gêmeos, um Signo duplo, e Peixes, outro Signo dual, está na 7ª casa; assim, ela está fadada a experimentar, em algum grau, o amor do qual tem fome; embora, infelizmente, seus ideais sejam tão elevados que seria impossível para o parceiro viver de acordo com eles.
Com relação à saúde, certifique-se de que ela não pratique exercícios pesados na infância. O Sol em Oposição a Júpiter e Marte em Leão, o Signo do coração, em Oposição a Urano, mostra tendências para a agitação do coração. Existem certos exercícios físicos e de respiração profunda que corrigirão essa tendência, de modo que com o passar dos anos a ação do coração ficará forte e rítmica, se for cuidada desde o início.
Este é um caso em que um pai pode prestar um serviço maravilhoso à filha sabendo dessa falha e aplicando o máximo de prevenção. Algum dia os médicos aprenderão Astrologia em suas escolas e, então, serão uma verdadeira ajuda para os pais, levantando horóscopos dos filhos que trazem ao mundo e aconselhando desde o início como devem ser tratados.
Quanta tristeza e problemas eles poderiam economizar se fossem assim iluminados e capazes de dar conselhos valiosos aos pais. Então, mais tarde na vida da criança, eles poderiam observar e ver como as tendências funcionavam; assim, ajudando a cultivar Corpos Densos fortes e saudáveis para a expressão do espírito. A Conjunção de Saturno com Mercúrio em Touro apresenta tendência a resfriados na garganta, mas a respiração, conforme recomendado acima, também ajudará a controlar esse efeito.
EM NEVADA, EUA
Aqui temos outra jovem brilhante e versátil, pois descobrimos que Mercúrio, o Planeta da razão, está em Sextil com a Lua, o Astro da imaginação, e com Urano, o Planeta da intuição, e, também, em Conjunção com Vênus, o Planeta do amor e da beleza. Isso proporciona à Eleanor uma Mente muito rápida e intuitiva; será excepcionalmente assim e, além disso, proporciona a ela a capacidade de se expressar em uma bela linguagem conferida pela Conjunção de Vênus e Mercúrio. Assim, atrairá uma série de amigos e será muito solicitada por todos que a conhecem, particularmente por pessoas do sexo oposto. E descobrimos que, nesse aspecto, ela também nasce sob uma boa estrela, pois Júpiter, o Planeta da benevolência, cordialidade e jovialidade, está na 5ª Casa, que governa os namoros, e ele está em Sextil com o Sol e Marte, que são os significadores do casamento para uma mulher.
Marte rege a 7ª Casa, que governa o casamento, e a 2ª Casa, que governa as finanças, e por sua Conjunção com o vitalizante Sol e seu Sextil com Júpiter, o Planeta da benevolência e da opulência, certamente é muito evidente que Eleanor se beneficiará enormemente do casamento, tanto no que diz respeito à felicidade quanto nas circunstâncias financeiras. Assim, pode dar a impressão de uma vida singularmente cheia das coisas boas e abençoada pela ausência das coisas más, mas há um ponto sinistro que merece sua atenção, ou seja, a Lua em Quadratura com Saturno. A Lua é o Astro da fecundação; ela, por assim dizer, frutifica as sementes dos eventos que são semeados em nossas vidas e os faz acontecer, e Saturno é o Planeta da obstrução, que sempre retêm tudo o que entra em contato com ele.
Assim, essa Quadratura pode causar decepções na vida; aquelas que, naturalmente, temos um motivo para esperar, se tornarão realidade frustradas ao parecer por circunstâncias fora de nosso controle. E a Lua está na Casa da profunda tristeza, angústia e autodestruição, a 12ª Casa, mostrando que dessa causa surgirá os sofrimentos de Eleanor. Há, no entanto, tanta coisa no horóscopo que é improvável que isso tenha todo o efeito igual ao de um horóscopo onde existem muitas outras Quadraturas e Oposições. Contudo, não há dúvida de que, como o Sol e Marte em Conjunção lhe proporcionarão uma grande quantidade de energia, vitalidade e ambição impulsiva, esse Aspecto entre Saturno e a Lua define uma espécie de roda de equilíbrio para conter sua impaciência e ensiná-la a ser paciente.
Também encontramos Netuno, o Planeta da inspiração, em Leão, o Signo do coração e do sentimento, e Vênus está prestes a entrar em Sagitário e está em Conjunção com Mercúrio. Mercúrio faz um Trígono com Netuno e proporcionará a Eleanor um talento que se expressará por meio de músicas inspiradoras, com uma capacidade incomum de se apresentar. Esse talento deve ser cultivado desde os primeiros anos, pois será uma fonte de grande prazer para Eleanor e a todos com quem ela entrar em contato. Com relação à saúde, descobrimos que há uma grande quantidade de fogo na natureza fornecida pelo Sol e por Marte, mas Saturno está prestes a entrar no Signo de Câncer, que rege o estômago, e ele está em Quadratura com a Lua. Sem dúvida, isso causará problemas na digestão, a menos que Eleanor seja ensinada a ter cuidado com seus hábitos alimentares. A Lua está em Libra, e em Quadratura com Saturno, o Planeta da obstrução, também proporcionará uma tendência à obstrução da urina, pois Libra, o Signo onde a Lua está, governa os rins. Assim, há uma tendência do estômago e dos rins estarem com a temperatura muito abaixo do que a normal, que deve ter sua cuidadosa atenção, para que isso possa ser evitado enquanto a ela está crescendo e a capacidade do seu corpo em lutar contra as doenças está sendo fortalecida.
EM OAKLAND, CALIFORNIA, EUA
Nesse horóscopo encontramos o Signo intelectual avançado de Aquário no Ascendente, com Urano, seu Regente, nele, e esse é o Planeta com mais Aspectos em todo o horóscopo. Ele forma um Sextil com Mercúrio, o Planeta da razão, um Trígono com a Lua, o Planeta da imaginação, uma Oposição a Netuno, a oitava de Mercúrio, e uma Quadratura com Vênus, sua própria oitava. Isso marca Elizabeth como um forte caráter uraniano, com os defeitos e as virtudes desse Signo e desse Planeta.
Isso proporcionará a ela muita intuição e engenhosidade, com ideias originais muito à frente do seu tempo, extremamente ciumenta dos seus direitos e da sua liberdade, e muito impaciente com as restrições; boêmia e extremamente não convencional em seus gostos, em suas ideias e em seus hábitos; além disso, é absolutamente certo que ela não pode ficar longe do estudo do ocultismo, da mesma forma que um pato não pode ficar sempre fora da água. Enquanto criança, vocês descobrirão que ela “verá coisas”, e não está claro em nossa Mente se ela perderá esta faculdade como as crianças costumam fazer ou não; mas se o fizer, ela retomará o contato com os Mundos invisíveis em um estágio posterior da sua vida.
O doador de vida Sol, em Trígono com Marte, o Planeta da energia dinâmica, proporcionará a ela uma grande quantidade de energia vital, que lhe assegurará uma abundância de energia e vigor, e a Lua, que é o significador particular da saúde para um mulher, e que está em Trígono com Urano mostra que ela terá, ao mesmo tempo, um temperamento extremamente sensível e tenso. Essas qualidades nem sempre são encontradas juntas, pois aqueles que são muito sensíveis e muito tensos, geralmente, também são muito delicados, mas se Elizabeth não abusar seriamente de seu corpo, ela será, ao mesmo tempo, tensa, sensível e saudável. O ponto mais fraco do seu organismo, geralmente, é indicado por Saturno. Ele está em Gêmeos, o Signo que rege os pulmões, mas como ele não tem Aspectos e, portanto, não está afligido, ela provavelmente não terá problemas vindos daquela direção.
Há, entretanto, outro ponto em que as forças vitais dela podem ser minadas, e o principal valor para vocês, como pais desta leitura, será descobrir isso. Como dissemos no início, Elizabeth será muito pouco convencional em suas ideias e descobrimos que Urano, o Planeta da não-convencionalidade, está em Quadratura com Vênus, o Planeta do amor, que está em Escorpião, o Signo que governa os órgãos genitais, sendo que Urano está na décima segunda Casa, a Casa da tristeza, dos problemas e da autodestruição. Isso mostra que Elizabeth será imbuída por um desejo sexual muito forte, e que ela pode se esforçar para satisfazer esse desejo de uma maneira incomum, a ponto de prejudicar sua saúde. Portanto, é absolutamente necessário que uma estrita vigilância seja mantida sobre ela durante os dias da infância, que ela receba instruções tão claramente quanto possível sobre os perigos do abuso dessa função, e que ela dever ser educada com uma dieta fria[1] e não estimulante, sem ovos, carnes de animais (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, frutos do mar), especiarias ou temperos fortes. Ela também deve ser colocada para executar atividades, ou brincar, de uma natureza extenuante, para que possa ter uma válvula de escape para sua vitalidade. Se vocês cuidarem dela, com respeito a esses assuntos, é provável que possa eliminar essa falha latente; mas não se engane, o Aspecto é de Signos Fixos, o que mostra que está muito arraigado em sua natureza e exige um tratamento forte, persistentemente continuado.
EM HARPER CO., OKLAHOMA, EUA
Esse é um horóscopo forte, tanto para o bem como para o mal. Existem quatro Signos Cardinais nos ângulos, proporcionando a Ellis uma natureza ativa e enérgica. Saturno, o Regente do Ascendente, está em Conjunção com Mercúrio. Isso pode tornar a Mente profunda e lhe confere poder de concentração, além disso, existe a tendência de ver o lado sombrio das coisas. No entanto, isso é consideravelmente modificado pelo Sextil de Saturno com Vênus, o Planeta do amor, da luz e da alegria, de modo que, provavelmente, o um sentimento de grande tristeza e falta de esperança não será tão profundo quanto se fosse o contrário. Além disso, o Sol, que é o doador de vida, está em Trígono com Júpiter, o Planeta do otimismo, e, também, em Trígono com Netuno e em Sextil com Urano, o Planeta da intuição.
Todas essas influências iluminam a disposição e lançam a luz do sol na vida dele. Porém, Marte, o Planeta da energia dinâmica, está na 12ª Casa em Quadratura com Saturno, o Planeta da obstrução, indicando uma tendência a um sentimento de grande tristeza (todas as vezes que algo terrível acontecer com ela) e autoanulação. Isso proporcionará a Ellis uma tendência a se enraivecer de repente e excepcionalmente violento, o que poderá lhe causar problemas. Tudo isso torna sua natureza cruel, egoísta e enganadora e isso poderá gerar inimizades com os que o cercam. Até existe o risco passivo de prisão.
Infelizmente ele já tem dez anos de idade e, portanto, o melhor período para trabalhar sobre essas tendências com ela ficou para trás. No entanto, a aflição ocorre a partir de Signos Comuns ou flexíveis e há tantas outras boas características nesse horóscopo que torna possível a vocês ajudarem a moldar o caráter dele, de tal maneira que poderão ajudá-lo a minimizar essas tendências. Provavelmente vocês já perceberam essas características em manifestações embrionárias e já lutam contra elas. Nesse caso, deve ser possível ajudá-lo a superar.
Acima de tudo, tentem ensiná-lo a refrear a sua tendência a se enraivecer de repente, pois, sem dúvida, qualquer que seja o problema que lhe ocorrer, será porque, no momento, em que ele perder o controle de si mesmo, agirá precipitadamente pelo impulso momentâneo. No que diz respeito as fortunas financeiras, Ellis vai ter muitos altos e baixos na vida. O Sol está em Trígono com Júpiter, o Planeta da opulência, de modo que a coisas boas na área financeira podem ocorrer, às vezes, com ele e lhe proporcionará abundância em relação os bens do mundo, frequentemente de maneira mais súbita e inesperada, como indica o Sextil do Sol com Urano.
Contudo, a Quadratura de Marte na 12ª Casa, a Casa do sentimento de tristeza profunda, pode proporcionar perdas e dificuldades financeiras. Ele terá disponível uma quantia considerável, mas tende a não ser capaz de mantê-lo e algo semelhante tende a ocorrer com a sua saúde. A sua saúde e a habilidade do seu corpo para enfrentar as doenças e enfermidades é fisicamente forte, mas a Quadratura de Marte com o Sol e Saturno mostra uma tendência a gripes e febres, doenças inflamatórias e acidentes e uma natureza sensual que poderá minar sua vitalidade; em suma, como dissemos no início da leitura do horóscopo, é uma natureza forte, dividida entre o bem e o mal e, de acordo com o que ele escolher, a vida será feliz ou infeliz.
Contudo, existe uma bênção mostrada nesse horóscopo, que é uma quantidade considerável de liberdade de escolha para que ele tenha a chance de escolher por si mesmo, sem ser seriamente prejudicado, e se vocês puderem ajudá-lo apenas na questão do autocontrole, minimizará maravilhosamente as tendências para os problemas futuros e aumentará suas chances de uma vida bem-sucedida e feliz na mesma intensidade.
ERMAN C. – NASCIDO EM 23 DE JANEIRO DE 1913 ÀS 3:00 AM
EM OGDEN, IOWA, EUA
Esse é um horóscopo estranho e bem focado: cinco dos Astros estão na 2ª Casa, que rege as finanças, sendo três no Signo terrestre de Capricórnio; Saturno está no Signo terrestre de Touro; e Virgem, o terceiro da triplicidade terrestre, está no Meio do Céu. Com as boas configurações que estão nesse horóscopo, o qual indica uma carreira material de muito sucesso, duvidamos se Erman, algum dia, ouvirá ou se interessará por algo que tenha a ver com a vida superior, embora à sua maneira ele crescerá e se desenvolverá pelo cumprimento fiel das responsabilidades que serão colocadas sobre seus ombros.
Marte, o Planeta da energia dinâmica, é o Regente do horóscopo, já que Escorpião está no Ascendente. Ele está na 2ª Casa em Conjunção com Júpiter, o Planeta da benevolência e opulência, mostrando que Erman tem uma natureza aberta, generosa e liberal, cheia de energia, iniciativa e ambição, que ele será muito filantrópico e de espírito público, um líder em tudo o que ele empreender. Pois isso também lhe proporciona a capacidade de gerenciar e dirigir os outros de uma maneira gentil, o que garantirá o respeito e a lealdade dos outros.
Saturno, o Planeta da justiça, do sistema, da ordem, do método e da premeditação, do tato e da diplomacia, indica uma Mente profunda, marcada por um comportamento calmo, seriamente atenciosa, caracterizada por pensamentos cuidados e fundamentados, capaz de assumir muitas responsabilidades e ocupar importantes cargos de confiança, com honra para si mesmo e satisfação para aqueles que o colocam lá. Mostra, também, que ele tem uma natureza empresarial cuidadosa, conservadora, íntegra e honrada, pela qual conquistará o respeito e a estima da comunidade e, incidentalmente, a localização de todos esses Astros – Júpiter, Marte, o Sol, Mercúrio e Urano – na 2ª Casa, governando as finanças e com Aspectos benéficos, indica que ele acumulará considerável riqueza, apesar disso ele será livre, liberal e generoso em seu trabalho filantrópico e humanitário.
Honras políticas também são indicadas, mas nessas ocasiões o único aspecto ruim é: Mercúrio, o Planeta da expressão, em Oposição a Netuno, sua oitava superior, proporcionará a difamação e calúnia, que, no entanto, não podem realmente afetar uma natureza como a de Erman.
No que diz respeito à saúde, o Sol em Conjunção à Urano, no Signo de Aquário, atuará no Signo oposto de Leão, que governa o coração, e isso proporciona uma tendência à palpitação.
Mas como Saturno, o Planeta da obstrução, está em Trígono com Júpiter, não achamos que isso jamais se tornará sério. Por outro lado, Mercúrio, o Regente do sistema nervoso, em Oposição a Netuno, o Planeta do caos, em Câncer, o Signo que rege o estômago, mostra que há uma tendência à indigestão, e a única coisa que pode prevenir isso é a vida simples, que acreditamos que vocês ensinarão a Erman tanto por preceito quanto por exemplo durante sua infância, para que quando ele crescer não se sinta impelido a satisfazer seu apetite indevidamente. O Sol e Urano em Oposição à Ascelli, uma mancha nebulosa em 6º de Leão, também indicam uma leve tendência à fraqueza dos olhos.
Portanto, seria melhor que vocês o observassem desde a mais tenra idade, de modo que se a qualquer momento vocês o virem semicerrar os olhos ou forçar, vocês possam ter olhos dele cuidados por um oftalmologista competente e evitar complicações nos últimos anos de vida.
O único outro Aspecto que não mencionamos é o Sextil de Vênus, o Planeta do amor, na Quarta Casa, indicando o lar, e Mercúrio, o Planeta da razão e da expressão.
Esse, também, é um Aspecto benéfico para ganho material na vida, mas, além disso, torna a natureza otimista, espirituosa, bem-humorada e genial. Vênus é a senhora da cúspide da 7ª Casa, e Mercúrio, o Senhor do Signo que Gêmeos, interceptou na Sétima Casa, que rege o casamento. Portanto, isso mostra também um casamento feliz, afortunado e próspero.
Na verdade, Erman é muito fortunado, e acreditamos que ele perceberá tudo de bom previsto em seu horóscopo.
EM YARMOUTH, NOVA ESCÓCIA – CANADÁ
No momento do seu nascimento, Júpiter, o grande Planeta benéfico das coisas boas que acontecem na vida, estava no Ascendente no Signo marcial de
Escorpião. Isso lhe proporciona uma natureza energética e uma disposição jovial, enchendo-a de vitalidade e um magnetismo que a torna muito atraente para todos com quem entra em contato, mas particularmente para os do sexo oposto, pois Júpiter também está em Sextil com o Sol, o que indica o parceiro no horóscopo da mulher.
Portanto, temos muita dúvida se ela se manterá em uma atividade profissional por muito tempo. Ela, muito provavelmente, será obrigada a achar alguém que desejará monopolizá-la e mesmo sendo é, também, uma conclusão inevitável que o casamento proverá felicidade e benéfico para ela. Do ponto de vista financeiro, essa configuração de Sol com Júpiter, o Regente da sua 2ª Casa, mostra que ela sempre terá uma abundância de bens materiais, de modo que, em muitos assuntos, tudo parecerá bom e próspero para ela, mas há um ponto específico em que ela poderá encontrar problemas e que poderá causar muita dor de cabeça, e, se possível, será melhor prepará-la para essa situação aplicando a sugestão de que “é melhor prevenir do que remediar”. Isso está relacionado à maternidade.
Marte, o Planeta da cirurgia, está elevado e no 5º Signo, Leão. Marte governa, também, a 5ª Casa, que rege os filhos, o namoro e o prazer. Isso mostra, por sua configuração com Urano, que ela pode ter problemas no parto e, portanto, seria de grande benéfico fazer exercícios durante o período da gravidez. Se ela fizer isso, não temos dúvidas, de que poderá escapar e enfrentar o perigo desses eventos sem a aplicação de quaisquer instrumentos cirúrgicos, mas se ela se deixar levar pela negatividade durante esse período e relaxar, atrairá problemas.
Caso seja necessário procurar emprego até próximo ao casamento, Júpiter em Escorpião, o grande Signo da cura, e na 12ª Casa indica sucesso como uma enfermeira e todos os Astros da 1ª Casa dela mostram que ela é muito benevolente e de natureza atraente com um grande magnetismo e um efeito
calmante sobre os outros; essas qualidades a ajudarão a beneficiar os outros aliviando dores e sofrimentos delas.
EM SAN FRANCISCO, CALIFÓRNIA, EUA
Aqui está outra pequena jovem com uma mentalidade incomum, pois descobrimos que Urano, o Planeta da intuição, está em seu próprio Signo intelectual, Aquário, e em Trígono com Mercúrio, o Planeta da Razão, que também está Essencialmente Dignificado (no seu Regente) em seu próprio Signo de Gêmeos. Isso proporcionará a ela muita originalidade em seu pensamento, na sua linguagem e ação, além de lhe proporcionar uma faculdade incomum de expressão. Também encontramos Saturno, o Planeta da obstrução, em Sextil com a Lua, o Astro da imaginação, o que proporciona à Gertrude uma imaginação esplêndida, mas sempre será mantida dentro de limites, de modo que ela nunca se tornará visionária.
Finalmente, encontramos Júpiter, o Planeta do altruísmo, da benevolência e cordialidade, em Trígono com Netuno, a oitava superior de Mercúrio. Júpiter está no seu Regente, o Signo de Peixes, e Netuno está Exaltado no Signo psíquico de Câncer, que proporcionará a oportunidade de Gertrude entrar em contato com o Mundos invisíveis, em algum momento da sua vida, e proporcionará a ela uma margem ampla de sua mentalidade, a mais do que essa esfera de ação atual. Ela também tenderá a ter uma personalidade muito cativante e significativa, pois Vênus, o Planeta da Beleza, está surgindo no seu Regente, o Signo, Touro, e em Sextil com Saturno e Trígono com a Lua.
Isso proporcionará a ela muito solicitação, principalmente por parte das pessoas mais velhas do que ela. Há, no entanto, um lado de sua natureza que não é muito desejável; isso está indicado por Marte, o Planeta do impulso e mau humor, em Conjunção com Vênus e Quadratura com Netuno e, também, pelo Sol em Quadratura com a Lua; o Sol em sua Individualidade e a Lua em sua Personalidade. Claramente, haverá uma luta entre a natureza superior e a inferior, e ela tenderá a ter uma mania de facilmente se zangar, caso não lhe seja imputado algumas restrições. Isso tenderá a lhe trazer muitos problemas, como indicado por Marte na 12ª Casa, a da tristeza e autodestruição.
Portanto, deve ser dever dos pais guiá-la, cuidadosamente, durante os anos da infância e nunca permitir que um comportamento de se zangar com tamanha facilidade passe sem uma repreensão adequada, não necessariamente na forma de punição, mas de maneira que ela ganhe autocontrole e equilíbrio mental. Com relação à saúde, descobrimos que Marte, o Planeta da energia dinâmica, está Essencialmente Dignificado (no seu Regente) em seu próprio Signo, Áries, e em estreita Conjunção com o Planeta Vênus, e na cúspide do Ascendente. Touro, no Ascendente, é um sinal de grande vitalidade, e Vênus e Marte são mais esplendidamente fortalecidos por um Trígono com a Lua, que é o significador particular de saúde no horóscopo da mulher. Portanto, podemos considerar que Gertrude terá uma saúde esplêndida por toda a vida, mas a Quadratura de Marte em Áries, que governa a cabeça, com Netuno, proporcionará a ela uma propensão a dor de cabeça. E Saturno em Câncer pode lhe causar problemas no estômago, a menos que seja cuidadosa. Ensine-a a comer para viver, evitar comer avidamente e ser gulosa.
Gladys G. – Nascida em 10 de abril de 1904 às 7:10 AM
EM ALBUQUERQUE, NOVO MÉXICO, EUA
Aqui temos uma jovem com os quatro ângulos do horóscopo com Signos Fixos; isso indica que ela é bem definida em suas ideias e uma vez formulada uma conclusão, não será fácil mudar de opinião. Isso é bom para ela, porque a maioria das pessoas é muito instável e mutável e as únicas pessoas que realmente realizam alguma coisa são pessoas com uma vontade forte. Portanto, Gladys deve se cuidar para que permaneça aberta às opiniões racionais e não seja teimosa; isso é uma maneira excelente de não desperdiçar suas ideias. Verificamos no horóscopo que Gladys tem um excelente dom em se expressar, pois Marte, o Planeta da energia dinâmica, está em Conjunção com Mercúrio, o Planeta da expressão, que está no Signo de Touro, que governa a garganta.
Portanto, é evidente que ela nunca está sem uma resposta ou sem argumentos para defender o seu lado a qualquer ideia que possam expor a ela. Contudo, infelizmente, essa Conjunção ocorre na 12ª Casa, que é a Casa da tristeza profunda, da angústia e da autodestruição. Portanto, Gladys deve tomar cuidado para não ser radical demais em suas expressões, ou poderá ter problemas futuros devido a esse comportamento. Por outro lado, se usar o dom exposto acima com critério e bom senso, será um de suas principais vantagens que a ajudará a avançar para uma boa posição, tanto social quanto economicamente.
Ela está bem-preparada para ter e manter tal posição; a Mente é brilhante e rápida, como indicado por essa mesma Conjunção de Marte com Mercúrio. Porém, não faltará profundidade, pois encontramos a Lua, que é outro significador da Mente, em Conjunção com Saturno, o Planeta da obstrução. Essa mão obstrutiva de Saturno sempre exerce uma influência muito benéfica, quando afeta os significadores da Mente, pois proporciona uma profundidade e concentração específica à Mente, impedindo-a de ser instável e permitindo à pessoa focar em um ponto, para que possa se concentrar por completo e estudar qualquer problema que lhe tenha chamado a atenção. Além disso, Saturno e a Lua estão no Signo intelectual de Aquário e em Sextil com o Sol, que é muito poderoso em seu Signo de Exaltação, Áries.
Todas essas coisas mostram que Gladys tem uma mentalidade de uma qualidade positiva incomum e que tenderá a ter êxitos por meio do próprio esforço; logicamente, somente se puder se controlar em relação aos assuntos conforme detalhados nos parágrafos acima. Também, a Conjunção da Lua com Saturno mostra que ela não é tagarela, mas consegue manter um segredo dos outros e guardar o seu próprio. Esse é um aspecto muito valioso da vida. Apenas em uma coisa Gladys deve tomar cuidado: amigos. Pois descobrimos que Vênus, o Planeta do amor, está na 11ª Casa, que governa os amigos, e em Conjunção com a Cauda do Dragão Saturnina e, também, em Quadratura com Urano.
Portanto, ela poderá sofrer por traição e fraude por parte de seus amigos e eles a derrubarão com facilidade, e sem nenhum motivo aparente. Isso se aplica particularmente aos jovens. Ela terá mais sucesso se escolher para amigos aqueles que são mais velhos do que ela.
Com relação à saúde, verificamos que Saturno não está afligido e até está com um Aspecto de Sextil com o Sol, o doador da vida. Portanto, pode-se dizer que Gladys desfrutará de boa saúde por toda a vida, porém, o ponto mais fraco de seu sistema será o coração, porque Saturno está em Aquário e trabalha de maneira oposta no Signo de Leão, que governa esse órgão. Ele também, devido a sua posição em Aquário, lhe causará alguns problemas devido ao frio nos membros inferiores; portanto, seria prudente tomar cuidado em não exercitar demais o coração com exercícios violentos, como correr, pular ou algo parecido.
Guy S. M. – Nascido em 26 de setembro de 1916 às 4:25 PM
EM SAN DIEGO, CALIFÓRNIA, EUA
Aqui temos um pequeno rapaz que é muito afortunado em certas dimensões, pois aquilo que determina nosso sucesso ou fracasso na vida é o nosso caráter e as nossas características. Esses colorem a nossa perspectiva da vida e impelem nossas ações em uma direção ou em outra. Essa criança tem Urano, o Planeta da intuição, em estreito Trígono com Mercúrio, o Planeta da razão, e ambos estão em Signos de Ar, onde estão mais fortes. Assim, ele tende a ser muito rápido em pensar e em compreender as coisas para tirar conclusões corretas a respeito de qualquer problema que for colocado diante dele. Sempre que ele encontrar alguém, será capaz de ler o seu caráter como um livro e, dessa maneira, será capaz de selecionar seus companheiros dentre aqueles que serão benéficos para ele e evitar aqueles que o prejudicariam.
Saturno é o Planeta da obstrução, mas não devemos concluir que essa é sempre uma qualidade adversa, pois quando ele está com Aspectos benéficos, ele nos mantém afastados de ações impulsivas, das quais mais tarde lamentaríamos, e ele provê as condições que torna fácil praticar a premeditação, virtude, justiça entender o processo como um todo, etc. No horóscopo de Guy, Saturno está duplamente forte porque está em Conjunção com o nó ocidental da Lua, chamado também de Cauda do Dragão, e ambos estão colocados no Signo Cardinal de Câncer. Isso intensifica a sua ação, e Saturno está em Sextil com o Sol e a Lua que, em um horóscopo, representam a individualidade e a personalidade, respectivamente.
Essa é uma parte do horóscopo muito boa, especialmente quando tomado em conjunto com o que já mencionamos, a saber, Urano em Trígono com Mercúrio, pois ele o protegerá efetivamente contra os impulsos, de modo que, mesmo que ele possa perceber com precisão que as intenções de certas pessoas em relação a ele não são boas, esse Sextil do Sol, da Lua e de Saturno lhe confere tato e diplomacia, para que ele não as deixe saber o que vê, mas as evite sem ofendê-las. Em outros casos, onde ele sente que as pessoas serão benéficas para ele, ele também terá as qualidades para atraí-las e alegrá-las em servi-lo por causa das excelentes virtudes saturninas conferidas pelo cenário que estamos considerando.
Por causa dessas qualidades, Guy se desenvolverá bem na vida, principalmente por seus próprios esforços, e alcançará uma posição relativamente elevada e de responsabilidade, levando consigo o respeito de todos com quem ele entrar em contato. Seu pior defeito é mostrado por Marte, o Planeta do impulso, em Quadratura com Urano, o Planeta da ação semelhante a um raio, o último estando na Décima Segunda Casa, a da tristeza, dos problemas e do abatimento. Isso mostra, em primeiro lugar, que Guy tem uma tendência muito violenta para se tornar zangado de repente e facilmente o que é suscetível, em momentos desprotegidos, de anular o autocontrole saturnino e se expressar de uma maneira tão surpreendente que um raio do céu pode parecer lento em comparação.
Vocês ainda têm vários anos em que sua personalidade pode ser moldada com o maior sucesso e deve ser o esforço sincero de vocês ensiná-lo a se autocontrolar, pois, a menos que ele seja ensinado, essa característica mitigará consideravelmente o sucesso na vida. As pessoas sempre perdem o respeito por umas pessoas que não consegue manter a calma; vocês têm um bom terreno para trabalhar na dimensão que explicamos acima e esse objetivo pode ser alcançado; de fato, ele alcançará em algum momento, pois, caso contrário a experiência o ensinará e ele aprenderá sentindo na pele. Contudo, é muito mais fácil e ajudará muito se puder ser ensinado a ele durante os anos da infância, de um a sete anos.
Em relação à saúde, notamos que Marte, o Planeta da expressão positiva sexual, está em Escorpião, o Signo que rege os órgãos geradores, em Quadratura com Vênus, regente da força sexual negativa, colocada na Sexta Casa, a da doença; e Marte também está em Quadratura com Urano, que é a oitava superior ou a expressão elevada de Vênus. Urano está na Décima Segunda Casa, governando hospitais e semelhantes locais de confinamento. Isso mostra que a natureza sexual de Guy é muito forte e que o abuso dela pode causar doenças e confinamentos; portanto, seria vantajoso se a natureza horrível das doenças causadas pelo abuso das funções generativas lhe fosse explicada minuciosamente durante a adolescência e se lhe fosse ensinada a santidade da paternidade. Também encontramos, como já mencionado, Saturno, o Planeta da obstrução, associado à Cauda do Dragão em Câncer, o Signo que rege o estômago. Isso mostra que a digestão é inerentemente fraca, embora não haja aflições, mas até um bom Aspecto do Sol e da Lua. Indica um ponto fraco no corpo e, portanto, seria bom cuidar dele e ensiná-lo a comer apenas as coisas que lhe são boas.
Gwennyth C. C. – Nascida em 3 de Agosto de 1901 às 7:00 PM
EM NORTH WALES, PENSILVÂNIA, EUA
Descobrimos que na data do seu nascimento Saturno estava no Ascendente no Regente Signo de Capricórnio e Retrógrado. Júpiter e Urano também estavam Retrógados. Os Astros também estão espalhados por todo o horóscopo. Isso mostra que você tem uma natureza muito versátil e é capaz de mudar de opinião em muitas coisas, mas é tímida em se apresentar perante o público ou diante de qualquer pessoa estranha, e essa condição continuará sendo difícil pelo menos até o vigésimo sétimo ano, quando alguns dos Planetas mencionados se tornarão Diretos.
Naquele momento, porém, o Sol, que é o significador do parceiro no horóscopo de uma mulher, estará em Conjunção com Vênus, em sua sétima Casa e é provável que você encontre alguém com quem se sinta inclinada a se casar. No entanto, isso significaria o fim de qualquer carreira que você tivesse escolhido no mundo dos negócios, pois assumiria os deveres de cuidar de casa e do lar. Porém, enquanto isso, se for necessário encontrar algum emprego com o qual possa se sustentar, vemos que deve ser uma ocupação em algum lugar isolado, longe dos olhos do público e você, provavelmente, encontrará trabalho como enfermeira em um hospital e será de uma ótima realização profissional, pois Júpiter está na 12ª Casa que governa esses tipos de instituições.
Qualquer que seja a ocupação que você ocupe, no entanto, pode ter certeza de que é apenas temporária, pois, como foi dito, no seu vigésimo sétimo ano, provavelmente ocorrerá um casamento e a pessoa indicada em seu horóscopo, pelo Trígono de Sol com Urano, será um marido muito bom e dedicado.
Harold C. – NASCIDO EM 7 de agosto de 1917 às 8:30 PM
EM NOVA YORK, NY, EUA
Aqui temos um jovem com uma das configurações que mais lhe ajudarão sempre a ser bem-sucedido de toda a gama astral; o Sol, que dá a vida, está em Trígono com a Lua, que é o fator fecundante da natureza. O Sol está em seu próprio Signo, Essencialmente Dignificado (ou no Regente), e a Lua está na 1ª Casa, no Signo Cardinal de Áries. Não há melhor indicação de sucesso geral na vida. É a marca de uma alma com muitas boas qualidades que é voltada a encontrar o reconhecimento por elas. Há uma natureza sincera com uma vontade forte, um ideal elevado e uma adaptabilidade às circunstâncias e condições, de modo que, independentemente do ambiente, ele está voltado a tirar o melhor proveito disso. Essa condição também assegura a ajuda de pessoas que são mais elevadas que ele na escala social e pode ajudá-lo a se elevar acima de seus conhecidos da mesma idade ou que tem o mesmo tipo de emprego ou, ainda, da mesma classe social, portanto, sempre terá o favor daqueles que estão em posição de autoridade, caso pleiteie uma mudança de posição social; e ele sempre encontrará a porta aberta em outro emprego e com um bom salário lhe esperando. De fato, a Lua, sendo governante da 2ª Casa, e em Trígono com o Sol vivificante, lhe proporcionará, provavelmente, o acúmulo de uma fortuna confortável.
Contudo, essas coisas não vão cair em seu colo; terá que se esforçar para recebê-las, pois, Áries, o Signo onde a Lua se encontra, está interceptado, e um Astro em um Signo interceptado nunca terá o mesmo poder de um Signo que detém uma das cúspides. Vemos, da Quadratura de Júpiter com Mercúrio, que há uma tendência à autoindulgência e indolência mental, que devem ser superadas para garantir o que é prometido pelo Sol e pela Lua. Portanto, vocês devem estimular cuidadosamente, hábitos sobre metodologia, organização e devoção ao dever em Harold, enquanto ele cresce durante os anos da infância, pois, hábitos bons ou ruins são formados especialmente nos primeiros sete anos.
Conhecendo seus pontos fracos, vocês têm o privilégio inestimável de ajudá-lo a fortalecer seu caráter, e se vocês lhe ensinar uma devoção ao dever, independentemente do conforto pessoal, os hábitos então formados o levarão a não se entregar a indolência e o conduzirão na estrada do sucesso. Pois sua Mente é brilhante, rápida em compreender as coisas e com muita energia e determinação, como mostrado por Marte, o Planeta da energia dinâmica, em Sextil com Mercúrio, o Planeta da razão. Ele sempre tende a ser mentalmente muito rápido em compreender as coisas e não difícil de ser enganado, contudo, é a indolência física que vocês precisam ajudá-lo a superar.
Com relação à saúde, vemos que o dador da vida, o Sol que dá vida, em Trígono com a Lua é uma das maiores promessas de uma boa saúde em geral, pois aumenta as forças vitais que surgem através do corpo e mesmo que a doença, em algum momento, tome conta de Harold, ele tem maravilhosos poderes de recuperação.
No entanto, existem alguns pontos fracos em seu organismo, da mesma forma que há em qualquer outro organismo. Marte, o Planeta da energia dinâmica, em Conjunção com a Cauda do Dragão Saturnina em Câncer, o Signo que rege o estômago, e estando Saturno, o Planeta de obstrução, em Leão, o Signo que rege o coração, mostram que esses são os pontos mais vulneráveis. Ensine a Harold a vida simples desde a infância, para que seu estômago não seja injustamente abusado, caso contrário isso lhe trará muitos problemas e grandes sofrimentos, causados por enfermidades. Vocês também devem observar para ele não esteja sujeito à tensão relacionada ao esporte e ao atletismo, pois o coração sofreria e, nos anos vida, quando o corpo começar a ficar menos flexível, ele teria que pagar pelas imprudências da juventude com dor e sofrimento. No entanto, é muito mais fácil, na juventude, prevenir do que remediar, abstendo-se de esforços violentos, e com os devidos cuidados diários, não há razão para Harold não ter uma vida longa, saudável e feliz.
Hazel P. – Nascida em 27 de Agosto de 1895 às 9:30 am
EM IOWA, EUA
No momento do seu nascimento, quatro Signos Cardinais estavam nos ângulos, mostrando uma vida de ação e que você tem muita energia.
O Signo artístico de Libra está no Ascendente, e Vênus está em Sextil com Júpiter, o Planeta da benevolência, e com a Lua, o Astro da fecundidade. Assim, você tem uma natureza inerentemente artística e um amor à beleza; os Astros se distribuindo por cerca de metade do seu horóscopo demonstra que você tem uma boa dose de versatilidade, acrescido a isso a 11ª Casa muito bem fortificada com o Sol, o doador da vida, Mercúrio, o Planeta da razão, e Marte, o Planeta da energia dinâmica, no Signo de Virgem.
A Conjunção de Marte e Mercúrio proporciona a você uma capacidade latente de escrever e a presença do Sol também lhe proporciona encontros com amigos que, na sociedade, estão mais elevados do que você e que lhe ajudarão a realizar suas esperanças, seus desejos e suas ambições. Se você ainda não o fez, deve começar o estudo da escrita e da linguagem.
Há uma coisa que particularmente a atrapalha na vida: é a timidez. Saturno, o Planeta da obstrução, está em sua 1ª Casa em Quadratura com Júpiter, o Planeta da benevolência, opulência, etc. Júpiter está na 10ª Casa. Supere sua timidez e você descobrirá que todos os obstáculos se afastarão de você e que seu caminho na vida será mais claro.
Ao olhar para o seu horóscopo, notamos que a Lua está em Antares, o ponto nebuloso em Sagitário, e em Quadratura com Sol e Mercúrio. Isso demonstra que os seus olhos estão fracos e aconselhamos que você consulte um bom oftalmologista para que eles sejam analisados e, se for o caso, que sejam prescritos óculos adequados, a fim de evitar qualquer tensão indevida nesses órgãos vitais.
Helen G. – NASCIDA EM 18 de julho de 1912 às 4:00 AM
EM CHIPPESA FALLS, WISCONSIN, EUA
No momento do nascimento de Helen encontramos o fraco Signo de Câncer no Ascendente e isso, geralmente, proporciona uma vitalidade pobre, porém,
no caso de Helen esse presságio foi alterado pelo fato de que o Sol e Vênus estão lá e o Sol está em Sextil com a Lua. Esta é uma configuração maravilhosa porque fortalecer a saúde e a habilidade do corpo para lutar contra a doença e enfermidade e é um dos Aspectos mais favoráveis para uma vida bem-sucedida. Aumenta a energia e a determinação para ser bem-sucedido, torna-a adaptável às circunstâncias e mostra que ela terá o auxílio de pessoas acima dela na escala social, que a ajudarão e serão amigas durante toda a vida, para que ela alcance uma posição superior em sua esfera de existência e possa conquistar a honra, estima e amizade dos outros.
Caso haja necessidade de procurar emprego, ela não terá dificuldade em encontrá-lo e poderá receber uma boa remuneração e promoção rápida. Ela conquistará seu caminho por sua maneira gentil e atenciosa demonstrada nos seus atos. Mercúrio, o Planeta da razão, está sem Aspecto no horóscopo de Helen. Isso mostra que ela poderá não ser uma pessoa boa para utilizar a argumentação lógica. Ao mesmo tempo, ela poderá ter conclusões corretas, pois Urano, o Planeta da intuição, está em Sextil com Júpiter e em Trígono com Saturno. Isso, junto com o Sextil da Lua com Netuno, mostrará que a intuição proporcionará uma solução correta de qualquer problema que ela tenha.
Contudo, também há adversidades no horóscopo da Helen. Descobrimos que, subjacente a essa natureza externa, há outra que poderá aparecer às vezes e está indicada por Marte em Quadratura com Saturno e Júpiter. Quando estiver respondendo a esses Aspectos adversos, ela poderá apresentar uma tendência violento para ficar zangada de repente e facilmente e uma natureza muito impulsiva. Saturno e Júpiter estão em Oposição na 5ª e 11ª Casas, e sob tais condições ela também pode apostar em especulações e perder. Com isso, também poderá se relacionar com pessoas de uma natureza desonesta, indicadas por Saturno na 11ª Casa, e tais pessoas podem levá-la a ruína.
Vocês ainda têm alguns anos nos quais será possível ensiná-la o controle necessário de dessa tendência a se zangar de repente e facilmente e nós insistimos, seriamente, que vocês não permitam que nenhuma oportunidade passe e que nenhuma demonstração de paixão se mostre, sem lidar com isso de maneira adequada, pois essa é sua pior falha e poderá trazer muito prejuízo ao seu sucesso na vida. Já dissemos algo em relação a sua saúde em conexão com o Aspecto entre o Sol e a Lua, mas vemos que Saturno está em Gêmeos, o Signo que rege os pulmões. Ele está em Quadratura com Marte e em Oposição a Júpiter. Isso mostra que os pulmões são o ponto mais fraco da anatomia de Helen e que ela precisará de roupas quentes para manter esses órgãos sempre bem protegidos. Vocês também devem fazer com que ela participe de aulas de exercícios físicos e que faça exercícios respiratórios, especialmente nos anos mais jovens, pois os hábitos formados permanecerão ao longo de toda a vida e evitarão sérias desenvolvimentos dessa dificuldade. É uma das maiores bênçãos do horóscopo quando nos mostra nossos pontos fracos e nos vale sempre mais prevenir do que remediar e confiamos que vocês aproveitarão adequadamente essa sugestão que damos.
Herbert W. – Nascido em 13 de janeiro de 1908 às 7:30 PM
EM BELLINGHAM, WASHINGTON, EUA
Aqui temos um jovem nascido sob condições que lhe ajudarão sempre a ser bem-sucedido. Pois, no momento de seu nascimento, o régio Signo de Leão estava no Ascendente com o grande Planeta benéfico Júpiter um pouco acima do horizonte. Isso lhe proporcionará um temperamento amistoso e jovial que, certamente, atrairá muitos amigos ao longo da vida. Também verificamos que havia quatro Signos Fixos nos ângulos, no momento do nascimento de Herbert. Isso mostra que ele tem um caráter forte, capaz de tirar suas próprias conclusões e com uma força física ou mental que permite que ele continue fazendo algo por um longo tempo sem se cansar suficiente para impor, uma vez formadas, as suas ideias. De modo que, embora ele tenha um temperamento muito gentil, ele também será bastante firme, e isso contribuirá muito para o seu sucesso. A Lua, sendo significadora da Mente, está no Signo mercurial de Gêmeos e em Sextil com Júpiter, o Planeta do otimismo, da benevolência e cordialidade; ela também está em Sextil com Marte, o Planeta da energia dinâmica, que está Essencialmente Dignificado (no seu Regente) no Signo de Áries.
Isso proporcionará ao Herbert uma Mente muito ativa e benevolente, percepção rápida e uma imaginação aguçada. Juntando isso ao fato de que Mercúrio, o portador da luz, estar antes do Sol, verificamos que os poderes mentais de Herbert estão muito acima da média. Também descobrimos que o Sol, em Conjunção com Mercúrio, está em Sextil com Saturno, o Planeta da organização, ordem, habilidade mecânica, justiça e do pensar cuidadosamente antes de sair fazendo; isso fornece profundidade a sua Mente e lhe proporcionará a faculdade de construção mecânica e da capacidade executiva. Todas essas coisas contribuem para o sucesso ao longo da vida.
Existe apenas um Planeta no horóscopo que está sem Aspecto e solitário, o Planeta do amor, Vênus. Por outro lado, descobrimos que Netuno e Urano estão em Oposição e que isso ocorre na 5ª e na 11ª Casa; a 5ª Casa governa o amor e o namoro antes do casamento. Urano, a oitava de Vênus, está afligido pela Oposição com Netuno. Assim, podemos julgar que Herbert é capaz de adotar algumas das ideias uranianas a respeito do amor e do casamento para as quais a sociedade ainda não está pronta, e que essa visão pode levar a relacionamentos clandestinos que trarão tristezas e problemas a seu tempo. Seria, portanto, bom ensiná-lo a sacralidade da relação entre os sexos e como e porque isso deveria estar confinado nos laços do casamento sob a atual constituição da sociedade. Se vocês puderem ajudar a torná-lo um pouco mais ortodoxo em suas ideias ao longo dessa linha, ele economizará uma grande dose de profunda tristeza e decepção.
Saturno, na 8ª Casa em Peixes, o 12º Signo indicador da tristeza, dos problemas, etc., e em Sextil com o Sol, mostra que há uma probabilidade de Herbert receber uma herança, mas que ele terá um problema considerável por causa disso e, portanto, seria bom que alguém o instruísse em como se munir de instrumentações legais que o amparasse, de modo a reduzir as possibilidades de ter problemas com os outros ou com a lei, sobre esse assunto.
Com relação à saúde, encontramos Saturno em Peixes, o Signo que governa os pés. Isso é uma indicação de má circulação nas extremidades e consequentes gripes; também obstrução na região abdominal, mas como Saturno está em Sextil com o Sol que dá vida e não é afetado por uma Quadratura ou Oposição, podemos concluir que essas tendências, provavelmente, serão muito leves e podem ser bastante minimizadas pelo cuidado tanto nos exercícios físicos como no uso de roupas.
Portanto, vocês, como pais, devem tentar inculcar nela o mais elevado respeito pelas convenções e seu lema deve ser evitar até mesmo a mais leve aparência do mal, pois, assim fazendo vocês pouparão a ela muitas tristezas e muitos problemas.
HOWARD ARTHUR R., NASCIDO EM 17 DE DEZEMBRO DE 1913 ÀS 7:11 AM
EM NOVA YORK, NY, EUA
Na época do nascimento de Howard, o Signo de Sagitário estava no Ascendente junto com o Sol, Vênus e Mercúrio. Isso mostra que ele está fortemente marcado pelas características desse Signo, de natureza cheia de humor, jovial, mas inquieto e apaixonado por esportes e exercícios ao ar livre. Também há uma tendência nesse Signo de ser um tanto impulsivo. Essas características do Signo de Sagitário são muito realçadas pela Conjunção de Vênus, o Planeta do amor, com Mercúrio, o Planeta da razão, e o Trígono entre a Lua e Vênus. Eles proporcionarão a ele muita atratividade e amabilidade por parte dos outros.
Aliás, eles também lhe proporcionarão bons retornos financeiros; ele tem mais chances de ser bem-sucedido em alguns negócios relacionados com o atendimento à clientes que apreciem iguarias, como confeitaria, sorveteria e produtos similares. Contudo, o sucesso na vida não chegará a Howard apenas por causa de sua personalidade atraente e modos suaves. Ele será um bom empresário de primeira linha. A Lua é um dos significadores da Mente e está em Sextil com Saturno, o Planeta da prudência e da parcimônia. Isso proporcionará a Howard tato e diplomacia para que ele saiba como lidar e orientar os outros; isso proporcionará a ele as qualidades da atenção e do conservadorismo, da economia e do cuidado com todos os assuntos de negócios, de modo que tudo o que empreender está destinado a prosperar e ele, sem dúvida, assumirá uma posição de responsabilidade por si mesmo no mundo. A inquieta Lua em Oposição ao errático Urano indica suas falhas mais proeminentes como impaciência e inquietação, sempre que a menor limitação for colocada ante ele. Ele não pode e não suportará restrições; sob tal provocação ele se irritará e se tornará extremamente sarcástico. Esta é uma falha em um caráter que tem tudo para ser esplêndida que, talvez, vocês possam fazer muito para erradicá-la durante os anos da infância, pois está previsto que, a menos que isso seja corrigido, ele terá muitos problemas com os amigos e perderá o apoio das e respeito pelas pessoas que ele poderá ofender.
Também temos Júpiter, o Planeta da benevolência, em Oposição a Marte, o Planeta da energia dinâmica, e Netuno, o Planeta que indica fraude e logro, quando está sob tensão. Isso mostra que Howard, às vezes, será muito impulsivo em sua generosidade e que, por conta disso, está sujeito a sofrer de fraudes e desonestidade por parte de outras pessoas. O Sextil da Lua com Saturno, o Planeta da prudência, normalmente o protegerá, mas há momentos em que essa influência é enfraquecida pelos trânsitos e, então, os outros Aspectos podem torná-lo sujeito às já mencionadas adversidades por parte de pessoas inescrupulosas. Se ele souber disso, provavelmente, será capaz de se proteger contra isso.
No que diz respeito à saúde, vemos que a inquieta Lua está em Oposição ao espasmódico Urano em Leão, o Signo que governa o coração. Assim, esse órgão é marcado como um dos pontos fracos, e vocês farão bem em protegê-lo contra o esforço excessivo durante a infância; além disso, para alertá-lo de que o sofrimento inevitavelmente surge nos anos posteriores, quando o coração é muito exigido no início da vida. Temos Marte, o Planeta de energia dinâmica, em Conjunção com Netuno no Signo de Câncer, que rege o estômago. Isso mostra que Howard pode sobrecarregar seu estômago com coisas que são inadequadas para o seu organismo e sofrer por causa disso. Essa tendência, provavelmente, pode ser corrigida se vocês o ensinarem a seguir uma dieta simples durante a infância. Também vemos Saturno, o Planeta da obstrução, no Signo de Gêmeos, que rege os pulmões e em Oposição a Vênus, o Planeta que rege a circulação venosa. Isso mostra uma tendência ao frio no peito e deve ser corrigido ensinando-lhe um sistema de exercícios respiratórios, de modo que seus pulmões possam estar bem desenvolvidos durante a infância e a juventude. Se isto for feito, não há razão para que, com todas as boas indicações neste horóscopo, ele não seja um indivíduo saudável, mas é sempre melhor aplicar o máximo de prevenção antes que algo de natureza grave ocorra.
JOSEPHINE B. – NASCIDA EM 13 DE ABRIL DE 1915 ÀS 4:30 AM
EM SCHENECTADY, N.Y., EUA
No momento em que Josephine nasceu, encontramos quatro Signos Comuns nos ângulos com o Ascendente em Peixes e isso, geralmente, proporciona uma natureza preguiçosa e indolente; mas, nesse caso, notamos que são os últimos graus dos Signos que estão nos ângulos, de modo que, na realidade, eles não têm poder, pois os ângulos são ocupados pelos Signos Cardeais que proporcionam mais energia, vida e ação. Também encontramos cinco Astros agrupados na 1ª e na 12ª Casas, tornando a natureza focada em uma extensão considerável, e podemos primeiro notar que Mercúrio, o Planeta da razão e da expressão, está em Conjunção com a Lua, o Planeta da imaginação, em Áries, o Signo que governa a cabeça e o cérebro. O doador de vida, o Sol, está em Touro e em Sextil com Netuno, o Planeta da inspiração. Isso proporciona um caráter esplêndido e uma excelente mentalidade. Vocês descobrirão que Josephine tem uma natureza agressiva e ambiciosa, pronta para combater quaisquer obstáculos que a impeçam; muito inteligente e otimista, com plena confiança em sua própria habilidade.
Isso é um grande trunfo, pois há muitas pessoas que são muito capazes, mas não têm a confiança em si mesmas e o otimismo necessário para seguir em frente e ter sucesso na vida. Vocês também descobrirão que Josephine fala muito bem; na verdade, ela provavelmente se tornará uma palestrante inspiradora.
Há apenas um defeito em relação a isso: ela terá uma tendência a exagerar e a ser um tanto melindrosa; portanto, seria bom tentar prendê-la aos fatos como eles são e desencorajar os exageros desde a infância. Ela também tem um talento latente como musicista inspiradora; provavelmente sua melhor expressão será em instrumentos de cordas, pois essa parece ser a especialidade de Netuno. Vênus, o Planeta do amor e da arte, em Conjunção com Júpiter, o Planeta da benevolência, opulência, filantropia e boa camaradagem, proporcionará a ela muitos amigos do tipo mais desejável, e como Vênus é a senhora da Segunda Casa, governando as finanças, podemos também julgar que ela terá considerável sucesso financeiro, que usará em parte em sua própria maneira refinada para trazer beleza para sua vida, e em parte em esquemas filantrópicos e benevolentes. Essa também é uma boa indicação de sucesso no casamento, e todo o posicionamento das estrelas nessa parte do horóscopo indica uma conexão de maneira proeminente e prática com alguma sociedade ou movimento oculto.
Ela tem uma falha grave, indicada pelo turbulento, impulsivo e imprudente Marte em Quadratura com o obstrutivo, malicioso e rancoroso Saturno. Isso mostra que ela tem um temperamento muito ruim e uma tendência a manter rancor, mas como a configuração ocorre a partir de Signos Comuns, deve ser possível superá-la, e qualquer ajuda que vocês possam dar a Josephine, nesse sentido, tenderá a suavizar seu caminho na vida e torná-lo melhor para si mesma e para aqueles com quem ela entrar em contato. Uma expressão precipitada da qual a pessoa pode se arrepender, mesmo quando a avisa, pode desfazer uma amizade e um amor que levou anos para construir, de uma hora para outra. Portanto, trabalhe duro com ela a esse respeito.
Com relação à saúde, descobrimos que Josefina é de uma natureza muito sensível, conforme indicado pelo Sextil do Sol com Netuno e a Lua em Conjunção com Mercúrio. É provável que o problema surja de Netuno no Signo de Câncer, que governa o estômago. Isso mostra que é necessário cuidado com a alimentação, ou ela terá problemas de estômago.
Saturno, o Planeta das obstruções e resfriados, no Signo de Gêmeos, governando os pulmões, e em Quadratura com o inflamável Marte, mostra que há uma tendência a problemas naquele ponto, e recomendamos um clima mais ameno do que aquele em que vocês vivem, se isso for possível; caso contrário, certifique-se de que ela está bem protegida dos rigores do inverno. Vocês não precisam, no entanto, ficar indevidamente alarmados com essas tendências, pois com Marte, o Planeta da energia dinâmica e vitalidade, no Ascendente próximo à cúspide de Áries, seus poderes de recuperação serão tais que ela eliminará as doenças rapidamente e completamente.
M. B. R. – NASCIDO EM 21 de setembro de 1916 às 0:30 Pm
EM CHICAGO ILLINOIS, EUA
Esse pequeno companheiro chega até nós sem um nome, pois seus pais deixaram de fornecê-lo ao enviar a data de nascimento e podemos dizer que, à primeira vista, foi uma surpresa para nós que essa criança tenha sobrevivido ao nascimento, pois encontramos a Lua em Conjunção com a Cauda do Dragão saturnina e com Saturno, o Planeta da morte e obstrução, tudo na Oitava Casa, que é a Casa da morte. Entretanto, uma inspeção mais minuciosa do horóscopo mostra que o Sol, que é o doador da vida, está em Sextil a esses fatores da morte e, assim, a criança sobreviveu e provavelmente viverá até uma idade avançada, pois Saturno, sob bons Aspectos, fornece muita tenacidade persistente.
O Sol está muito elevado e próximo ao Meio do Céu, portanto, extremamente poderoso e em Sextil com Saturno, o Planeta da organização, do método, da habilidade mecânica, etc., e com a Lua, o Planeta da fecundação, que traz à vida e ação tudo o que é mostrado pelos outros Astros, indica que esse garotinho será dotado de várias virtudes cardeais que contribuem para o sucesso geral da vida, independentemente do fato de existirem vários testemunhos no horóscopo que apontam para o contrário. Sua principal falha é mostrada por Mercúrio, o Planeta da expressão, em Quadratura com a Lua e Saturno, o Planeta do engano.
Isso indica a tendência de ser falso e, como não pode haver sucesso na vida, a menos que seja baseado no firme fundamento de honestidade e integridade, os pais devem pegá-lo pela mão com muita firmeza e tentar erradicar essa falha, sempre que ela se mostrar. No que diz respeito à saúde, descobrimos que existem vários pontos fracos em seu horóscopo. A Lua, a Cauda do Dragão e Saturno estão em Câncer, o Signo que domina o estômago. Isso mostra uma tendência decidida a obstruir a função digestiva e exige o melhor cuidado em educá-lo na ciência da vida correta.
Obviamente, isso deve ser feito pelo exemplo: para as crianças, se lhes for negado o que seus pais apreciam e se deleitam, algum tempo depois satisfará seu próprio desejo pelos luxos que não lhes são dados na infância e, a partir daí um sentimento amargo em relação aos pais que os privam será alimentado. Também encontramos Urano, o Planeta da ação espasmódica, em Oposição a Vênus, que governa o sangue venoso. Vênus está em Leão, o Signo que governa o coração, e, portanto, podemos julgar que o coração do pequenino não é forte e que pode palpitar, a menos que seja tomado cuidado para instruí-lo, desde os primeiros anos da infância, a não se exercitar correndo, pulando ou qualquer outro movimento violento, acima de um determinado limite indicado por um cardiologista. Isso está a seu favor, no entanto, pois o Sol é o mais elevado de todos os Astro, enérgico e livre de todas as aflições, de modo que, mesmo quando a doença atingir o pequeno, ele logo se recuperará.
MARIE W. M. – NASCIDa EM 25 de Julho de 1913 às 8:20 PM
EM NEWARK, N.J., EUA
Na época do nascimento de Marie, o Sol estava em Sextil com Marte, e isso lhe proporciona uma disposição franca e aberta. Contundente, mas direta, ela é enérgica e ambiciosa, mas muito dominadora, portanto, sujeita a ter a antipatia dos outros. Isso se aplicará particularmente no lar, pois Saturno, o Planeta da obstrução e do egoísmo, está em Conjunção com Vênus, o Planeta do amor, em Gêmeos, o Signo da 3ª Casa, a Casa das irmãs e dos irmãos, e como esse Signo está na Cúspide da 4ª Casa, que indica o lar, podemos supor que toda a atmosfera doméstica será permeada por esse espírito de Maria, se ela permitir, mas claro, ela não deveria. É o dever de vocês como pais neutralizar esse egoísmo latente; nunca permita que ela negligencie compartilhar com os outros o que quer que seja dado a ela.
Se vocês persistirem nisso durante os primeiros sete anos da vida dela, é provável que o hábito de compartilhar seja formado e tornará a vida muito mais agradável para ela e aos que estão por perto. No horóscopo, o Sol sempre indica a individualidade e a Lua representa a personalidade. Aqui no horóscopo de Marie eles estão em Quadratura, mostrando que haverá uma luta constante entre a natureza superior e a inferior. Isso é realmente bom, pois indica que a alma está despertando para a vida superior e, no final, é obrigada a dominar os traços indesejáveis. Contudo, enquanto essa grande luta se trava, às vezes e por vidas, a personalidade, que é tudo o que costumamos ver, não nos atrai, pois, esses aspectos geralmente se manifestam de uma natureza vacilante, incapaz de chegar a conclusões e realizar um programa; eles estão sempre oscilando e tudo está em jogo.
Há uma oportunidade esplêndida para vocês, como pais, ajudarem essa alma que veio a vocês em busca de orientação. Durante os primeiros anos da infância, vocês podem fazer muito para ajudá-la a corrigir os defeitos latentes, por isso, quando Marie tiver tomado uma decisão, se é boa ou ruim em sua opinião, não permita que ela volte atrás na primeira decisão sem mostrar uma razão muito boa, pois mesmo que cometa um erro, aprenderá algo com isso e estará mais apta a formar uma conclusão correta da próxima vez. Urano é o Planeta do não convencional; está na 12ª Casa, que nos traz nossas tristezas e problemas, e está em Oposição ao Sol, que no horóscopo de uma mulher indica o marido. Isso mostra que se Maria conseguir se casar, apesar do fato de Saturno, o Planeta da obstrução, estar em Conjunção com Vênus, o Planeta do amor, o marido será um devasso, causando-lhe muita infelicidade, talvez até uma doença de uma natureza muito indesejável.
Portanto, é absolutamente essencial que ela aprenda profundamente o que é certo e errado quanto à relação dos sexos. No que diz respeito à saúde, encontramos o Sol, o dador da vida e Marte, o Planeta de energia dinâmica, em Sextil. Isso é bom, mas infelizmente é contrabalançado pela Quadratura entre os luminares; um Sol afligido sempre tem um efeito prejudicial sobre a saúde, e a Lua é o significador da saúde para uma mulher. Esses dois luminares estão adversamente configurados na 6ª Casa, que governa a saúde, e podemos, portanto, concluir que a constituição de Marie não é robusta; ela precisa de cuidados. O ponto fraco é mostrado por Saturno, o Planeta da obstrução, que está no Signo de Gêmeos, que rege os pulmões.
Marte também está prestes a entrar nesse Signo. Isso significa que Maria deve ser cuidadosamente protegida contra gripes, mas não adianta transformá-la em uma planta de estufa. É melhor se esforçar para fortalecê-la. A aflição do Sol no Signo de Leão, que rege o coração, particularmente sua Oposição a Urano, o Planeta da excitabilidade, mostra que há uma tendência à palpitação; portanto, Maria deve fazer exercícios mais suaves para promover a saúde. E por último, mas não menos importante, encontramos uma aflição latente que nos alegra com o privilégio de escrever este horóscopo e ajudar um semelhante. Neste horóscopo, o quente e inflamatório Marte está no conglomerado nebular do Zodíaco chamada Plêiades (Touro, 29°).
Também encontramos o ardente Sol em outro conglomerado nebular chamado Ascelli (Leão 6°), em Quadratura com a Lua e em Oposição a Urano. Isso nos mostra que há uma fraqueza latente nos olhos de Marie, que vocês devem observar com muita atenção e de perto, para que na primeira manifestação possam ser dados, de acordo com as orientações de um oftalmologista experiente, para salvaguardar a visão dela e prevenir quaisquer complicações graves que possam resultar por negligência. Nesse ínterim, a mantenha longe do brilho do Sol, especialmente do reflexo na neve, tanto quanto possível, e usem todos os meios de bom senso que sua razão possa sugerir para impedir que a tendência latente se manifeste. Se vocês fizerem sua parte, Marie provavelmente nunca terá problemas sérios, mas negligenciar é perigoso.
May M. D. – NASCIDA EM 17 de março de 1909 às 7:30 AM
EM KENNETH, CALIFÓRNIA, EUA
No momento do nascimento de May, quatro Signos Cardinais (ou Cardeais) estavam nos ângulos, indicando que a sua vida seria ativa e, também, encontramos o Sol, que é o doador da vida, e traz ação para a nossa existência, em Sextil com a Lua e Urano, o Planeta da originalidade e intuição. Isso confere a May uma natureza original, intuitiva, mas um tanto independente e não convencional. Ela irá querer ter a sua própria opinião sobre as coisas e moldar seu próprio curso na vida sem ouvir sugestões das pessoas que possam impedir ou interferir. Isto é muito bom, pois há muitas pessoas no mundo que desejam preguiçosamente serem bem-sucedidas, mas que não se esforçam e nem se motivam para alcançar isso e, por isso, nunca conseguem. Existe, é claro, o perigo daquelas pessoas com o mesmo temperamento de May também chegarem aos extremos, mas se elas puderem continuar no rumo certo, elas se beneficiarão a si mesmo e beneficiarão as outras pessoas com quem entrarem em contato.
Agora que vocês conhecem essa tendência, provavelmente também poderão ajudá-la durante os anos da infância a formar suas ideias e ideais, de tal maneira que ela não se torne extremista. Essa configuração também fornece a May uma inclinação distinta em relação ao lado oculto da natureza, a fim de que ela possa desenvolver a sua capacidade intuitiva e, dessa forma, ela saberá, sem sombra de dúvidas, qual é a linha de ação correta que deve seguir. Esse é um Aspecto esplêndido para ser bem-sucedida na vida e ter popularidade; infunde à personalidade uma energia e um magnetismo que não deixarão de atrair os outros e, assim, ela colherá benefícios com isso.
Também encontramos Vênus, o Planeta do amor e da atração, em Sextil com Marte, o Planeta da energia dinâmica. Isso mostra que May pode depender de circunstâncias financeiras confortáveis. Ela terá um poder aquisitivo esplêndido, mas também uma tendência a gastar seus recursos o mais rápido possível. É provável que ela seja um excelente exemplo do velho ditado: “o que vem fácil, vai fácil”. E isso também se aplica em outra direção, pois a torna um tanto quanto perigosamente atraente para o sexo oposto. Dizemos “perigosamente” porque Marte, altamente Elevado na 10ª Casa do horóscopo de uma mulher, sempre a sujeita a calúnias e aos escândalos.
Além disso, encontramos Saturno, o Planeta da obstrução, em Quadratura com Marte e Mercúrio, o Planeta da mentalidade, em Oposição a Júpiter, o Planeta da autoindulgência, na 5ª Casa, governante do namoro e dos filhos. Portanto, vocês devem ensinar May a ser muito cautelosa em suas ações e a evitar até qualquer comportamento que alguém possa achar que é mau, não apenas fugindo daquilo que é mau, como fugindo daquilo que parece mal, para que ela possa escapar da tristeza profunda e dos problemas que sempre estão relacionados à indiscrição, seja a censura real merecida ou não.
Falamos no início dessa interpretação astrológica da intuição de May, mas há outro Aspecto que modifica isso, desde que ela responda a essa influência. Isto é Mercúrio em Oposição a Júpiter, que está no Signo Mercurial de Virgem. Isso incrementa a sua mentalidade e a torna mais alerta, mas também a deixa vacilante e com medo de confiar em sua intuição. Portanto, ela tenderá a perder oportunidades, deixando-as escapar ou tomando decisões ou fazendo mudanças infelizes. Se vocês puderem ensiná-la a confiar sempre em sua primeira impressão, independentemente de qualquer coisa que ela possa pensar ou sentir posteriormente, vocês a ajudarão a superar esse problema. Ela também tem uma falha de fazer as coisas com pressa, e daí gerar maus resultados, devido à tendência de se tornar zangada repentina e facilmente, se apegando demais aos seus erros, ainda que supostos. Esta é uma condição muito infeliz e, quando a virem com esse humor, tentem fazê-la se libertar e mostrar-lhe o perigo, assim que tiver idade suficiente para compreender isso.
Com relação à saúde, descobrimos que Saturno em Áries, o Signo que governa a cabeça, em Quadratura com Marte, a tornará sujeita a dores de cabeça, constipação das fossas na cabeça, prurido no nariz e olhos lacrimejantes. A razão pode ser encontrada no fato de que Saturno, o Planeta da obstrução, também está em Quadratura com Netuno no Signo de Câncer, que governa o estômago. É necessária atenção à dieta desde a mais tenra infância e, se ela for educada com uma seleção muito simples de alimentos, com o máximo de exercícios ao ar livre possível, provavelmente, evitará que essa tendência se desenvolva.
Mildred B. – NascidA EM 6 de abril de 1905 às 11:15 AM
EM WICHITA, KANSAS, EUA
Aqui temos uma jovem interessante que é uma musicista natural inspirada, como mostram os quatro Astros em Touro, o Signo da arte e da música. Encontramos Vênus, o Planeta do amor e da harmonia, Essencialmente Dignificado em Touro; também encontramos a Lua, o Astro da fecundação, que frutifica tudo na Terra, inclusive os talentos. Há Mercúrio também, o Planeta da expressão e da destreza, proporcionando a Mildred não apenas a capacidade de aprender e amar a música, mas de como se apresentar e expressar em si mesma; e por último, não menos importante, Júpiter, o Planeta da devoção e dos ideais.
Esses Astros estão todos na 11ª Casa, que rege esperanças, os desejos e as aspirações, mostrando que os ideais e ambições de Mildred serão realizados e, também, podemos dizer que o Sol está em seu Signo de Exaltação, Áries, onde é muito forte e poderoso. O Sol percorre um grau por ano, aproximadamente, a partir do momento do nascimento. Assim, aos catorze anos de idade, ele entrará no Signo de Touro, e aos dezoito forma uma Conjunção com Mercúrio, depois com a Lua, depois com Júpiter e depois com Vênus. Assim, dos dezoito aos vinte e cinco anos, Mildred pode esperar que seus sonhos se realizem da maneira mais bela e, aos vinte e nove, quando o Sol estiver em Conjunção com Vênus, ela encontrará um companheiro de vida e conquistará os desejos de seu coração, pois o Sol em um horóscopo feminino sempre significa o parceiro do casamento.
Mildred não é aquela pessoa que flutua nos céus e de meros sonhos, pois Saturno, o Planeta do tato e da diplomacia, da concentração, da organização, da virtude, etc., está em Sextil com Mercúrio, a Lua e Júpiter. Isso lhe proporciona uma cabeça fria e claros poderes de raciocínio. No entanto, há um “mas” em tudo isso e um “se”. Ou seja, descobrimos que o Sol, que é o doador da vida, e Marte, o Planeta da energia dinâmica, estão sem Aspectos. Ambos são fortes, o Sol está altamente elevado e Exaltado e Marte está Essencialmente Dignificado em Escorpião, mas, como estão sem Aspectos não são fatores tão fortes no horóscopo, como quando estão formando Aspectos com outros Astros.
Portanto, ela pode não ter ou expressar a energia adequada necessária para obter o melhor de sua vida e deve perceber claramente que o horóscopo mostra apenas tendências, mas não faz as coisas acontecerem, a menos que trabalhemos para isso. É necessário que todos ajudem os seus Astros; pois do contrário eles não poderão nos ajudar. Vamos dar uma ilustração, como exemplo: o sistema humano é automático em grande parte e, quando nos acostumamos a jantar às doze horas, automaticamente sentimos fome naquele momento. Assim, somos ansiados por esse desejo de comida para ir buscar o nosso jantar; mas, embora o desejo possa aparecer, a menos que caminhemos para a mesa e façamos o trabalho físico de comer e mastigar nossa comida, a fome permanecerá. É o mesmo com os Aspectos no horóscopo. Eles darão o impulso interno e a oportunidade para a realização de toda qualidade e tudo de bom ou ruim, mas, a menos que nós mesmos ajudemos a trazer essas coisas, eles permanecerão latentes. Mildred agora tem idade suficiente para entender esse ponto e perceber que ela mesma deve fazer algum trabalho ou, caso contrário, as coisas que a representam no horóscopo podem não acontecer.
Ela não pode desenvolver suas faculdades musicais simplesmente -se sentando e sonhando com o dia em que estará em uma grande sala de concertos, onde ela será o centro das atenções de todos os olhos e ouvidos, enquanto reproduz sinfonias maravilhosas. Ela deve seguir o curso habitual e começar com pequenas coisas, antes de poder fazer as melhores. Ela deve focar no trabalho e, com o tempo, realizará seus objetivos. Os pais devem estimulá-la e incentivá-la a estudar, de todas as maneiras possíveis.
Ela será mais atraída e mais bem-sucedida em abranger o lado devocional da música, particularmente em instrumentos parecidos com o órgão de tubos. Isso é demonstrado pela colocação de Saturno na 9ª Casa, regendo na igreja ou em uma obra religiosa, e a inspiração vem de seu Trígono com Netuno em Câncer, o Signo psíquico inspirado. Na época do nascimento de Mildred, Netuno estava ascendendo em Câncer. Essa configuração sempre proporciona uma tendência a resfriados e Câncer é um Signo de pouca vitalidade; portanto, é bom proteger Mildred contra essas tendências. Isso também tende a causar problemas no estômago e Marte em Escorpião é capaz de produzir hemorroidas, se seu desejo por alimentos altamente condimentados for realizado.
Miska Maria D. – NASCIDA EM 28 de outubro de 1901 às 11:00 PM
EM DENVER, COLORADO, EUA
Pelo seu horóscopo, vemos que a Lua e Mercúrio estão sem Aspectos com Astros. Isso dificultará o trabalho mental para você, embora o Sol e Mercúrio estejam no Signo marcial de Escorpião e, assim, energizem a Mente, em certa
medida. Contudo, para compensar esse presságio desfavorável, encontramos Urano, o Planeta da intuição, em Conjunção com Marte, o Planeta da energia dinâmica na nona Casa, no Signo de Sagitário, que governa a Mente. Portanto, você tem a capacidade de entender as coisas de maneira intuitiva e possui uma mentalidade muito original, o que resulta em não ser necessário que você utilize o processo mais lento ou de raciocinar sobre as coisas. Você sempre pode depender de sua primeira impressão e descobrirá que isso será prejudicial, se você não agir de acordo com os estímulos daquela voz interior.
Saturno, o Planeta da obstrução, está em Conjunção com Júpiter, o Planeta da lei, religião e filosofia no Signo saturnino de Capricórnio. Isso também afeta sua Mente. Isso irá estabilizá-la para que você não seja susceptível de sair pela tangente. Todos os Astros, exceto a Lua e Netuno, estão agrupados em torno da quarta, quinta e sexta Casas e, ao nosso ver, o interesse centra-se na quinta Casa, que tem a ver com o ensino e a diversão, as atividades educacionais, etc. Lá encontramos Urano, o Planeta da originalidade, em Conjunção com Marte, o Planeta da energia dinâmica, e Vênus, o Planeta da harmonia.
Isso mostra que o ensino será uma boa vocação para você, mas não o ensino na escola comum. Você seria mentalmente incapaz de praticar isso e se desgastaria à toa. Sua capacidade segue linhas originais de expressão, cultura física, higiene e dieta. O Sol e Mercúrio em Escorpião lhe proporcionarão uma inclinação nessa direção e Saturno, em Conjunção com Júpiter, na sexta Casa, a ajudará a permanecer em tudo o que empreender, de modo que você alcance o sucesso na empreitada.
No que diz respeito ao casamento, recomendamos que você não entre nesse tipo de relacionamento, devido às configurações da quinta Casa, já mencionadas. Você acharia extremamente difícil se associar a rapazes sem se arriscar. Existe uma condição de perigo e trapaça nas relações ou no namoro e no casamento, se isso acontecer, que achamos melhor que você não a faça,
pelo menos até os anos mais maduros; além disso o seu horóscopo também mostra alguma dificuldade por problemas no parto.
MURIEL P. – NASCIDA EM 23 de abril de 1905 às 0:15 AM
EM BROOKLYN, NY, EUA
Aqui temos uma mocinha com um calibre mental muito incomum, pois vemos que Saturno, o Planeta da premeditação e concentração, está em Sextil com Urano, o Planeta da intuição, e em Trígono com Netuno, o Planeta da percepção espiritual, também em Sextil com o Sol que proporciona a vida e com Mercúrio, o Planeta da razão. Não há realmente nenhum superlativo na linguagem que seja suficientemente forte para transmitir uma ideia de como é essa Mente, e não sabemos como descrevê-la. Todos nós sabemos o que é a razão, o que é a premeditação, mas juntá-los à intuição e à percepção espiritual e amalgamar tudo isso em uma única Mente humana pode torná-la nada mais, nada menos do que sublime. E isso não é tudo, pois Vênus, o Planeta do amor, e Júpiter, o Planeta da benevolência, estão em Conjunção, e em Sextil com Netuno e em Trígono com Urano. Portanto, Muriel deve ter um caráter de rara beleza, que é muito difícil ser encontrado nesse Planeta de profunda tristeza, ou seria transformado em um jardim de regozijo.
Verificamos, também, que ela possui um dos mais belos talentos latentes, a saber, a música de natureza altamente inspiradora, como mostrado por Vênus, o Planeta do amor e da arte, em Sextil com Netuno, o Planeta que parece ser o transportador da música inspiradora. Vênus também está em Trígono com Urano, o Planeta da originalidade. Isso mostra que ela não será uma imitadora, mas uma criadora original, capaz de compor sua própria música, trazendo do Mundo Celestial os acordes que ouve. Além disso, vemos que Vênus, o Planeta da arte, está Essencialmente Dignificado em seu próprio Signo, Touro, que governa a garganta e em Conjunção com Júpiter e com Mercúrio, o Planeta da expressão, também em Sextil com Netuno e em Trígono com Urano. Isso mostra que ela tem uma voz de calibre muito incomum, que deve ser treinada.
Contudo, toda rosa tem seus espinhos, nada e ninguém é totalmente bom nesse mundo; todo mundo tem pontos fracos, uns mais outros menos, e vemos Marte, o Planeta da energia dinâmica, embora esteja altamente Elevado e Essencialmente Dignificado em seu próprio Signo, Escorpião, está sem Aspecto e Retrógrado. Isso tira a qualidade de ser forte de Muriel. Também vemos que a Lua, que é o significador da saúde para a mulher, está confinada e sem Aspecto na 12ª Casa, indicando o confinamento e a restrição devido a imperfeições corporais. Então, também vemos Urano, o Planeta errático e espasmódico, no fraco Signo de Capricórnio, próximo do Ascendente e em Oposição a Netuno, o Planeta do caos e da angústia, no Signo de Câncer, que rege o estômago.
A julgar por esses sinais, descobrimos que Muriel é de uma natureza extremamente tensa, que há uma fraqueza dos órgãos digestivos, que se manifestará em desarranjo nervoso, e que, como consequência, ela pode ser confinada em hospitais para seu grande detrimento.
Portanto, advertiríamos os pais, quando a doença acontecesse, para que tivessem muito cuidado com a dieta de Muriel e nunca permitissem que ela fosse retirada do lar para esse tipo de tratamento, pois com os dois benéficos Planetas na Casa do lar (Júpiter e Vênus) e o dador de vida Sol e Mercúrio próximos à cúspide da 4ª Casa, é certo que ela se recuperará muito mais rapidamente no seu lar do que em qualquer outro lugar e, assim, isso a poupará de muito sofrimento desnecessário, pois seu corpo está muito fraco e precisa de todos os cuidados ternos que podem ser prestados até que ela atinja a maturidade e seja capaz de cuidar de si mesma.
F I M
[1] N.T.: além de preferir alimentos em temperatura ambiente ou mornos (não muito quentes), aqui prefira os seguintes alimentos: frutas como bananas, morangos, melancias, kiwi, damascos; leites e iogurtes; chá verde frio; vegetais como: cenouras, cogumelos, tomates, aspargos, alface e beringela. Evitar, por não fazer parte de uma dieta fria, ou comer o mínimo necessário: cebolas, pimentas, alhos, gengibre, batatas, brócolis, espinafres, feijões, maçãs, laranjas, mangas, mostarda.
Cristo Jesus bem o disse: “Meu Reino não é deste mundo”.
E esse anúncio do Novo Reino foi perfeitamente compreendido por São João Batista, último Profeta em Israel, que servia de arauto da Nova Era, preparando e endireitando as veredas do Senhor dos Exércitos Espirituais. Pela sua boca falava o Espírito Santo, assim como sucedeu a todos os profetas surgidos até então.
Em São João Batista cerravam-se as portas do passado, do “Velho Homem”, tendo início a alvorada do “Novo Homem”. Estes acontecimentos estão bem representados pelas figuras de São João Batista e de Jesus. João, como preparador das veredas para o Novo Homem, pregava no deserto, batizando para o arrependimento com as seguintes palavras: “Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”.
1. Para fazer download ou imprimir:
O Testamento de São João Batista – Francisco Phelipp Preuss – Fraternidade Rosacruz
2. Para estudar no próprio site:
O TESTAMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA
Por
F. PH. PREUSS
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz de Santo André – SP – 1974
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
www.fraternidaderosacruz.com
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Sumário
DIFERENÇAS ENTRE O BASTIMO DE ÁGUA E O BATISMO DE FOGO.. 5
A VERDADE COMO CONSTANTE CRIAÇÃO DE NOVAS PERSPECTIVAS. 17
“Conheço tua conduta: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, nem frio nem quente, estou para te vomitar de minha boca.” (Ap 3:15-16).
O autor deseja, inicialmente, dirigir algumas palavras ao prezado leitor, a respeito da severidade com que são feitas certas afirmações no decorrer deste artigo. Elas não se destinam a nenhuma organização religiosa, e sim a todos aqueles que sinceramente desejam seguir a Ordem de Melquisedeque, isto é, a Ordem Sublime do Cristo Espiritual.
A separação dos Mundos Espirituais e Material acentua-se cada vez mais. Soa, pois, a hora da decisão final, contra ou a favor de Cristo que neste final dos tempos encaminha suas ovelhas a pastos Espirituais, isto é, a um outro Reino, que não é deste mundo. Jesus bem o disse: “Meu Reino não é deste mundo”[1]. E esse anúncio do Novo Reino foi perfeitamente compreendido por São João Batista, último Profeta em Israel, que servia de arauto da Nova Era[2], preparando e endireitando as veredas do Senhor dos Exércitos Espirituais. Pela sua boca falava o Espírito Santo, assim como sucedeu a todos os profetas surgidos até então. Em São João Batista cerravam-se as portas do passado, do “Velho Homem”, tendo início a alvorada do “Novo Homem”. Esses acontecimentos estão bem representados pelas figuras de São João Batista e de Jesus. São João Batista, como preparador das veredas para o “Novo Homem”, pregava no deserto, batizando para o arrependimento com as seguintes palavras: “Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”[3].
As páginas que se seguem, portanto, têm como finalidade trazer, a visão interna do leitor, a diferença entre estes dois Batismos a que São João Batista se refere. Essa diferença deve, portanto, ser esclarecida, trazida à luz da razão e da lógica. Assim, se surgirem, durante os esclarecimentos que desejamos fazer a respeito deste acontecimento, já tão discutido pela massa, palavras um tanto severas, isto não significa que seja, mas, sim, que existe em nós o desejo de cooperar para um melhor entendimento da missão de Cristo em sua atividade libertadora, bem como do trabalho de São João Batista, que veio para preparar os caminhos do Senhor da Terra. Da missão transcendental de São João Batista, Cristo Jesus dá testemunho chamando-o de muito mais que profeta (Mt 11:9). Portanto, ser “muito mais que profeta” é estar acima da humanidade e, também, daqueles que anteriormente foram chamados para suas respectivas missões como profetas. Convém frisar que aquele que dá testemunho de São João Batista é o próprio Senhor Cristo, em quem depositamos inteira confiança. Os anais místico-esotéricos revelam que São João Batista é o próprio Elias renascido e, portanto, um Ser de grande evolução espiritual no círculo cósmico. Elias, segundo o Velho Testamento, cerca de 800 anos antes de Cristo, subiu aos céus num redemoinho de fogo[4], ante os olhos estupefatos de seus Discípulos. E esse mesmo Elias foi de novo enviado para preparar o caminho do Senhor, que viria para batizar com Fogo e Espírito. Se retornarmos ao Evangelho Segundo Lucas cap. 12 vers. 49 podemos complementar esse fato, com as seguintes palavras de Cristo: “Eu vim trazer fogo à terra, e como desejaria que já estivesse aceso!”. E nos versículos 50 e 51 lemos: “Devo receber um Batismo, e como me angustio até que esteja consumado! Pensais que vim para estabelecer a paz sobre a terra? Não, eu vos digo, mas a divisão.”.
Se imaginarmos a profundidade do momento em que foram pronunciadas tais palavras, que inspiram força e domínio espirituais sem par, e procurarmos senti-las ecoando em nosso íntimo, em nosso próprio Espírito – ou seja: em nós que somos de fato –, poderemos compreender perfeitamente esse instante supremo da mudança dos tempos, da substituição do velho Batismo pelo novo Batismo de Fogo e do Espírito, ocorrido logo após o singular Batismo pelo qual o Senhor, antes, haveria de passar: o Batismo de Sacrifício no Gólgota. Somente após esse Sacrifício tornou-se possível o Batismo prometido por Cristo, quando o fogo de seu espírito jorrou sobre o universo. Eis aí então, o lançamento sobre a Terra de Seu Fogo Espiritual, que vem para separar o joio do trigo ou, segundo outras palavras do evangelho, “os bodes das ovelhas”[5]. Todo estudioso do ocultismo sabe perfeitamente, que somente através do sacrifício de sangue é possível a salvação, a libertação da matéria. Assim, Cristo Jesus, o Senhor, projetou sobre a humanidade, o Fogo do Espírito, sendo o primeiro ressurreto de sangue. Portanto, todo aquele que passa pelo Batismo de Fogo e Espírito, é estigmatizado, recebe os sinais do sacrifício de sangue. Muitos se admirarão de nossas palavras e julgá-las-ão obscuras. Nós, porém, dizemos: os tempos são chegados.
Muito do que estava em oculto será revelado; Cristo rasgou o Véu do Santo dos Santos, abrindo o caminho para todo aquele que queira vir e herdar a Sabedoria dos Tempos.
As Religiões de hoje em dia perdem cada vez mais sua força e valor efetivos, assim como sucedeu as Religiões do passado. Isto aconteceu devido ao avanço e a evolução das várias filosofias e ciências conquistadas, pela humanidade, até o presente. Conceitos rígidos e dogmáticos foram despejados de bordo do navio evolutivo por serem um lastro inútil que vinha pesando sobre a força mais lúcida em avanço. A espiral da sabedoria cada vez mais toca alturas fecundas no que se refere aos conhecimentos gerais, e mais se aproxima de verdades maiores, deixando de admitir conceitos obsoletos e ultrapassados. Os conceitos rígidos e dogmáticos estão sendo repelidos pela marcha inexorável da evolução. O Cristianismo, desde o seu início, vem sofrendo os impactos destruidores da inteligência humana, em detrimento da elevada posição espiritual oferecida a toda humanidade desde o advento do Novo Batismo. O intelecto humano, com suas mil e uma acrobacias, conseguiu arrastar em seus trilhos a quase totalidade dos seres humanos, numa direção totalmente antidivina, corrupta. O que revelaremos mais adiante, nesse humilde trabalho, vem propor aos seres humanos uma mudança completa no conceito do Batismo. Uma mudança que venha mostrar, positivamente, que é possível arrancar a humanidade desse beco sem saída onde se embrenhou. E para tanto, afirmamos, não falta auxílio das Hierarquias Criadoras, presidida por Cristo desde o Seu sacrifício, de modo a inverter a marcha degenerescente para um sentido regenerador.
Infelizmente, como bem atestam os fatos históricos, após o supremo sacrifício de Cristo, teve início a divisão da Cristandade. O Ensinamento Universal foi dividido por uma Igreja que se denomina Cristã Oriental e outra Ocidental. A cisma protestante, por sua vez trouxe a divisão da Igreja Ocidental em inúmeras outras igrejas que em nome de Cristo se digladiaram em sangrentas guerras religiosas, desde o século XV e XVII. E assim o Filho de Deus teve o seu ensinamento esfacelado, desvirtuado de seu verdadeiro sentido libertador. Dogmas, os mais diversos, dos quais Cristo jamais falou ou ensinou, foram inventados. Foi introduzido, no conceito religioso, o paganismo e a astúcia dos seres humanos, que malevolamente desejavam a todo custo dominar as massas, pretendendo fechar as portas dos Céus a todos àqueles que insistissem em seguir os puros ensinamentos do Cristo, em troca de um céu imaginário por eles inventado.
Nós, particularmente, afirmamos que é chegado o tempo de abolir o Batismo de Água, já na época de Cristo julgado insuficiente e transitório conforme atestam as próprias palavras de São João Batista: “Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” (Mt 3:11). Tornou-se necessário passar pelo Batismo do Novo Ser Humano (Fogo e Espírito), porquanto as velhas coisas encontravam-se no princípio do fim.
Os doutores da lei mosaica, convertidos apenas superficialmente ao Cristianismo, reintroduziram o Batismo de Água, aplicado pelos Israelitas no Mar Morto (Essênios).
Da mesma forma operou-se a introdução do paganismo no seio das igrejas, sinal inequívoco de regressão a idolatrias já condenadas pelo Antigo Testamento! O “Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra”[6] e, depois pelo Novo Testamento: “Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”[7]. Cristo não ensinou a aplicação de saliva ao adulto ou recém-nascido durante o batismal, levado a efeito entre os pagãos de Roma, pelas sacerdotisas conhecidas como Sibilas (Adivinhas da Mitologia Greco-Romana). Nos tempos atuais, quando se prega o ecumenismo atuais fariseus e escribas, interessados na separação por ideias e atitudes personalistas, demonstram cabalmente que, o que realmente buscam não é o único e verdadeiro Deus. Eis aí o grande mal de todos aqueles que desejam dominar a humanidade. Devemos lembrar-nos que no tempo de Cristo Jesus, um único Sumo-Pontífice dirigia o Sinédrio como todo-poderoso dos Judeus. E hoje, quantos pseudo-pontífices existem nesta variedade de Sinédrios, intitulados Cristãos?
Se dizemos tudo isso aqui, o fazemos com profunda dor e anelo intenso de ver acabarem-se por completo os erros e as intrigas entre os que se chamam Cristãos. Cristo trouxe, pelo Batismo de Fogo, novas condições atmosféricas e espirituais, a fim de limpar todo rebento da velha árvore, para que dê novos frutos. Portanto, insistimos em considerar apenas válido o Batismo de Fogo, preconizado por São João Batista e consumado em Cristo. Esse Batismo foi experimentado por Paulo de Tarso no caminho de Damasco quando, consoante o relato no Livro Atos dos Apóstolos[8], ele foi ofuscado até a cegueira completa durante dias, pela Luz de Cristo.
No Pentecostes[9] deu-se a mesma coisa. A mesma Luz que brilhou sobre São Paulo envolveu os Apóstolos em seus corações, ensinando-lhes a presença de Deus em seu interior.
No acima exposto não desejamos, absolutamente, condenar aqueles que se deixam batizar na Santa Trindade de Deus, e nem tampouco aqueles que conferem esse Batismo utilizando, em seus processos mágicos, a água. Todas as Religiões têm pleno direito de fazer uso de seus poderes mágico-ritualísticos em favor da fé que confessam. Assim, o Batismo nas igrejas Cristãs, mesmo com alguma modificação ritualística tem o seu valor como base de salvação e santificação. O Batismo apenas representa um valor a ser adquirido pelo batizando, isto é, a sua introdução na igreja Santa e Una, a “Igreja Invisível”, tão bem conhecida pela massa como Corpus Christi, a Santa Comunhão dos Eleitos. Daí poder-se falar de uma vida verdadeiramente Cristã.
Na realidade, as diferentes Igrejas pretendem, cada qual a seu modo, possuir as chaves de um reino de bem-aventurança, em perfeita união com Deus. Um leigo simples e inteligente ao ouvir tais declarações lança a seguinte pergunta: “Sendo assim, deve-se considerar totalmente impossível uma comunhão com o Criador sem a interferência da Igreja?”. Será necessário, para tanto, a intervenção episcopal?
Isto nos leva novamente ao tema do Batismo, o qual é considerado como o bálsamo supremo para aliviar o ser humano de suas penas e salvá-lo de suas maldades, ou melhor, da maldade cometida por seus primeiros pais, Adão e Eva, no Jardim do Éden. A existência cerimonial do Batismo explica-se por aquilo que se denomina “exorcismo do diabo”, o qual, a partir da “Queda do Homem”, passou a dominar o mundo.
Já dissemos anteriormente que as Escrituras apresentam dois diferentes Batismos: o primeiro pode ser definido como Arrependimento, segundo as próprias palavras de São João, o Batista. (Mt 3:11)[10]. Assim como São João Batista, os Israelitas Essênios no Mar Morto batizavam com água para o arrependimento dos pecados.
Logo em seguida vemos Jesus sendo batizado por São João Batista aos 30 anos de idade, tornando-se, a partir daí o Cristo Jesus, Aquele que não mais batizaria com água e sim com Fogo e Espírito, de acordo com o testemunho do próprio São João Batista.
Assim o Fogo do Espírito Santo foi aplicado a toda a Humanidade para salvação, e não mais para arrependimento. Essa é a grande diferença entre o Batismo de Água e o Batismo de Fogo e Espírito. Podemos dizer que o Batismo de Água provoca o conhecimento dos Mundos espirituais por sufocação, enquanto o Batismo de Fogo e Espírito Santo leva a uma comunhão direta com o Fogo do Cosmos do Espírito Universal. Esperamos que o amado leitor nos tenha acompanhado atentamente até aqui, não em espírito de aceitação ou negação daquilo que vimos expondo, mas, investigando juntamente conosco, desbravando corajosamente, sem quaisquer prejuízos, este grande emaranhado de erros e superstições em torno do Evangelho. Isto equivale a uma libertação de todo elemento estranho à verdade, venha ele de onde vier.
No Evangelho Segundo São Mateus, Cap. 3, versículo 11 encontra-se escrito, como já mencionamos: “Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”. Esse pronunciamento vem de São João Batista; eis que, de maneira alguma poderá ser modificado ou torcido, tão positivo ele é. Dizemos: água é água e fogo é fogo! Alguns dos leitores bem poderiam inquirir a respeito da idoneidade de São João Batista. O Profeta Isaías, 748 anos antes de Cristo, fala no Capítulo 40, versículo 3, as mesmíssimas e célebres palavras de São João Batista, isto é, proclama a vinda de um precursor: “Uma voz clama: “No deserto, abri um caminho para Iahweh; na estepe, aplainai uma vereda para o nosso Deus.’”.
Completam-se estas mesmas palavras, após quase 750 anos, no Evangelho Segundo São Mateus, Capítulo 3, versículos 1, 2 e 3 com o seguinte: “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizendo: ‘Arrependei-vos, por que o Reino dos Céus está próximo’. Pois foi dele que falou o profeta Isaías, ao dizer: ‘Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, tornai retas suas veredas.’”.
Dessa maneira bem podemos compreender que, assim como chegava o Reino dos Céus com a vinda do Senhor, haveria, naturalmente, uma mudança dos tempos, o que de fato se deu. Como prova disto, passamos novamente à palavra do Santo Livro, a Bíblia, que no Evangelho de São Mateus, Capítulo 3 e versículos de 13 a 17, diz o seguinte: “Nesse tempo, veio Jesus da Galileia ao Jordão até João, a fim de ser batizado por ele. Mas João tentava dissuadi-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Deixa estar por enquanto, pois assim nos convém cumprir toda a justiça”. E João consentiu. Batizado, Jesus subiu imediatamente da água e logo os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele. Ao mesmo tempo, uma voz vinda dos céus dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem Me comprazo”.
Pelo diálogo acima, entre São João Batista e Jesus, damo-nos conta de que ambos tinham conhecimento do Batismo vindo das Alturas. Logo já sabia, antes, do Batismo de Fogo que sucederia ao Batismo de Água. Por isso testemunhou visualmente esse Batismo, quando viu abrirem-se os Céus e o Espírito Santo (Fogo) desceu como pomba, com o propósito de tocar o Mestre. Logo, impõe-se historiarmos as duas formas de Batismos, isto é, o de Água e o de Fogo, pois se trata de dois mundos ou estados de consciência diferentes. O Cristianismo popular até agora falou apenas da necessidade da água, tendo-a sempre utilizado em seus ritos.
O exposto nos suscita a seguinte pergunta: qual a razão do Batismo de Água, desde que já se havia anunciado o advento daquele que batizaria com Espírito? Em verdade, trata-se de dar ao candidato dos Mistérios[11] o conhecimento de seu estado espiritual. Os israelitas Essênios, que formavam uma comunidade à parte a qual pertencia São João Batista – filho de Isabel e Zacarias –, sabiam que quando se submerge alguém na água, os seus corpos sutis, por falta de condições biológicas de respiração de ar, abandonavam, em parte, o Corpo Denso (corpo físico), da mesma forma como acontece num afogamento. Antes de o indivíduo se afogar completamente, o Espírito se encontra consciente dentro de seu nível interno, conhecendo-se a si mesmo como um ser espiritual entre outros seres semelhantes, que se encontram em seu nível, estando só parcialmente ligado ao seu Corpo Denso. Acontece, porém, que esse quase afogamento, sem dúvida, era uma operação um tanto brutal, causando algum sofrimento. Os Essênios conheciam perfeitamente o ponto exato em que o candidato aos Mistérios podia ser novamente levado para fora da água, enriquecido com os conhecimentos obtido nos planos superiores. Dessa forma, o candidato tinha plena certeza da existência de uma vida espiritual, o que o levava a morrer para tudo quanto é material. Ele era um morto para o Mundo material, e nascido para os Céus. Esclarecido isso, pudemos agora dizer algo a respeito do Batismo de Fogo e Espírito, ao qual São João Batista se refere. Saibamos, outrossim, que não somente o iluminado São João Batista falava pelo Espírito Santo, como também todos os profetas do Antigo Testamento.
Vimos que na ocasião do Batismo do Senhor Jesus os Céus se abriram, e o Espírito Santo desceu como pomba sobre Ele. Aquilatamos esse acontecimento com uma maior compreensão espiritual: São João Batista tinha visão espiritual, tendo visto, portanto, a descida do “Fogo Espiritual do espaço universal” como pomba, o que esotericamente compreendido significa: paz, Reino dos Céus. Nesse mesmo instante foi conferido o Verbo a Jesus, e esse mesmo Verbo diz: “Este é o meu Filho amado, em quem Me comprazo”.
Cientificamo-nos da grande importância da manifestação pela luz, conforme relata o primeiro Capítulo do Evangelho Segundo São João. O Verbo-Deus manifestando-se como Luz ao mandato: fiat lux (Faça-se a Luz), pronunciado pela essência do Fogo-Luz, o Verbo Absoluto. Marquemos profundamente em nossas Mentes essa abstração, pois é a chave para muitos mistérios.
Sabemos perfeitamente que Jesus, em existências anteriores, vivera na Personalidade de Salomão, na Judeia, e como Krishina, na Índia, sendo ali conhecido como um Salvador. Nessas duas Personalidades habitava a Fogo do Espírito Santo, não havendo, porém, a manifestação mais abundante, plena, do Espírito do Verbo, o que se deu na Personalidade de Jesus de Nazaré, que se transformou, por isso, em Salvador do Mundo. Cristo, o Princípio da Criação, desde esse instante, passou a guiar a Humanidade por força da essência do Fogo (Luz), do qual era portador puríssimo o sangue de Jesus, que posteriormente foi derramado e infuso no globo terrestre. Ele é a Luz e o Amor do Pai, para que, auxiliados por essa Luz e Amor infinitos, os seres humanos de boa vontade dessem início ao seu trabalho de construção do novo Templo da Humanidade, tendo Cristo como Pedra Angular. A presença do Cristo Solar garantia, dessa maneira, a Terra e a Humanidade, o regresso ao Sol, a sua origem. Essa atuação irradiante da Luz Cósmica era decisiva, peremptória, não havendo, portanto, outra via, pois, o Céu se havia movido a favor da Salvação da Humanidade. O Mundo não haveria de perecer, mas seria salvo, e desse modo a essência do fogo, o Verbo, conferia a Jesus o Raio de sua excelsa atuação, a fim de que todos aqueles que cressem em Jesus, o Cristo, pudessem receber o Batismo de Fogo, com a finalidade da regeneração espiritual. Assim, todos morriam em Jesus, o Senhor, para renascer pelo Fogo do Espírito Santo em Cristo. Todo, pois, que aceita o sacrifício da Luz Universal, o Verbo por meio do Sangue de Jesus, traz em si, devido a esse derramamento de Sangue-Espírito, o sinal do Batismo de Fogo. Aquele que não traz esse sinal se encontra ainda preso às águas do Mar Morto do Antigo Testamento, tal como ainda hoje se encontram as Sinagogas e Igrejas, que se dizem orientadas pelo Espírito Santo (Jeová) e para simbolizá-lo mantêm sempre acesas luzes vermelhas em seus Altares. Cristo, porém, não mais se manifesta por meio de luz externa alguma; Ele está presente nas almas de todos os seres humanos como Luz Salvador-Interna, atuando verdadeiramente em todos aqueles que vivem consoante a Lei de Deus, o Senhor do Verbo.
Segundo as palavras do próprio São João Batista, o Batismo de Água vigorou até a vinda do Messias (Salvador). Ele havia sido empregado, cerimonialmente, para o arrependimento, desde a passagem dos israelitas no Mar Morto, até às águas do Jordão, como já mencionamos. Tudo não passava apenas de um Ritual, de uma confirmação do pacto feito entre Deus e o povo de Israel (ICo10:1-4)[12]. As palavras de São João Batista no Batismo de Jesus são totalmente radicais em sua oposição ao Batismo de Água, pois, como foi dito, Cristo liberta os seres humanos por um processo exclusivamente interno, coabitando, como Espírito Universal, como Energia Cósmica irradiante, com toda a Humanidade. Desde o seu advento, alimenta-se a Humanidade, então, pelo constante Batismo de Luz e Fogo, que desce em ondas rítmicas, como pomba (Paz) nas almas dos seres humanos, à semelhança do que se deu no Jordão, quando um Raio da Luz de Deus penetrou a alma do homem Jesus.
A partir daí, teve início o grande Plano de Redenção. Na Santa Ceia evidencia-se a vitória desse plano iniciado e em pleno andamento, a vitória da transformação, quando os doze Apóstolos recebem Pão e Suco da Videira (repare: não havia vinho, mas apenas pão, um produto vegetal, e o fruto da videira, outro vegetal. O suco recém-extraído da uva não contém um espírito proveniente da fermentação e decomposição, mas é um alimento vegetal puro e nutritivo), à semelhança do Corpo e Sangue de Deus. É de se lamentar, no entanto, que a maior parte dos que se dizem batizados não tenham sentido ainda essa grande verdade, continuando, portanto, presos às águas do Mar Morto. Ressaltamos bem o fato, como já foi uma vez explicado, que o Espírito Universal modificou, abruptamente, as condições cósmicas. O Céu se deu num amplo amplexo à Terra obscura. A continuidade do Batismo de Água somente poderia trazer, como efeito, da extremada subordinação à Lei e à letra, a separação da Cristandade em várias seitas.
Dessa forma a Humanidade se perdeu por caminhos ilusórios. Ao invés de preparar em si mesma, em sua alma, os caminhos do Senhor, continuou a crer mais na água morta que na espiritualização da Mente e da Alma. O Monte da Transfiguração tinha que ser alcançado na alma dos seres humanos, assim como aconteceu com Cristo, pois a iluminação interna provém d’Ele para todos. Chame-se essa Luz como quiser, dê-se-lhe o nome que se queira dar. Não importa. É a mesma Luz da Sabedoria de Deus, o “Filho Bem-amado”. Deus deseja residir na alma do ser humano, internamente e para tanto, não precisa cerimonial externo algum. A Humanidade deve se assemelhar a Deus. E Deus é Amor! Dessa forma, reconhecemo-nos uns aos outros na Luz e no Amor de Deus, para sermos reconhecidos no espírito que é de Deus. Todo aquele que confesse ter vindo Jesus-Cristo a sua carne, a sua alma, faz-se divino e nasce em Deus, e todo aquele que nega ter vindo Jesus-Cristo em sua carne e não libertado, o princípio espiritual divino, adormecido em seu interior, não é de Deus. Em verdade não há sinal externo que possa demonstrar a presença de Deus. Contudo acumulamos forças sobrenaturais facilmente reconhecíveis, se realmente pretendemos acompanhar a Deus em seus caminhos, em nossa alma, com aquela simples, quase infantil, compreensão de que Deus é Amor, e quem vive em amor, está em Deus e Deus nele. (IJo 4:16).
Esse amor sempre nos acompanha, onde quer que estejamos. “Ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei, pois estás junto a mim” (Sl 23), mais próximo do que nossas mãos e nossos pés. À noite adormecemos com Ele, sonhamos com Ele, despertamo-nos com Ele, falamos cada palavra junto d’Ele. Em todos os nossos serviços, fazemo-Lo acompanhar-nos, numa constante transmissão de Amor, em inalterável serenidade e paz. Em tudo isso, reconhecemos a Sua presença. E se nos amamos uns aos outros, conforme o Seu mandamento, não tenhamos dúvida: Ele estará em nós, conferindo-nos o seu Batismo de Fogo e Espírito. A Água Viva brota de nosso interno Santuário, em transbordante amor para com tudo e com todos, trazendo-nos um vivo sentimento de união com todas as criaturas. Nessa universalidade divina, não há mais tempo, nem espaço, nem criatura, nem criador, nem razão, mas apenas Unidade, o Eterno “Eu Sou”, existência absoluta no Absoluto. Participamos deste elevado estado como Filhos de Deus, e como novas Criaturas. Trazemos em nossas testas o Sinal do “Filho do Homem”, isto é, o Triângulo ígneo representativo do Pai, Filho e Espírito Santo, que se manifesta como Amor.
Percebe-se em volta de todo aquele que se confessa a esse Amor Crístico, algo como que auréola, plena das mais santas vibrações transmitidas em forma de grande compaixão e amor-sacrifício por onde caminhem a dor, a miséria e o sofrimento. Lembremo-nos dos Profetas, Apóstolos e dos verdadeiros benfeitores da humanidade: Platão, Sócrates, Hipócrates, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, Jacob Boehme, Max Heindel e tantos outros grandes idealistas, que através de seus ensinamentos fizeram ecoar nas fibras dos mais empedernidos corações o eterno hino do Amor. Através de todos eles circulava o Fogo do Espírito de Deus, pois do contrário não poderiam, com tanta energia, proclamar a presença Divina. Os escribas, pelo contrário, jamais puderam fazer vibrar os corações, pois não falava neles a Divina Luz, e sim a inteligência fundamentada apenas na lógica humana.
Nunca houve possibilidade de determinar o que é a Verdade. Pode-se apenas dizer que ela é uma constante criação de novas perspectivas pelo Grande Todo. Portanto, impossível de ser conhecida apenas pelo raciocínio humano. Por isso, mesmo Cristo não respondeu a Pilatos quando este o interrogou: “Que é a Verdade?”[13]. Nesse instante defrontam-se o tempo e a eternidade, o brilho da dialética do mundo e o eterno fulgor de outro mundo, pois não disse Cristo Jesus: “O meu reino não é deste mundo”? (Jo 18:36). E depois, o que adiantaria falar-lhe (a Pilatos) a respeito da Verdade se não estava interiormente amadurecido para reconhecê-la? E nos tempos atuais, de que nos adiantaria especularmos a respeito da Verdade ou de Deus, se O reconhecemos em nós mesmos? A ingratidão, o mal e a miséria cravaram tão fortemente suas espadas nos corações dos seres humanos, que esses não mais podem sentir a pulsação constante do Amor Infinito, que desce em ilimitada compaixão até nós, desde os planos do Ser Universal.
Para total infelicidade do gênero humano, esse Amor Divino encontra sempre a oposição do “amor” humano, egoísta e autoconservador. E assim a Humanidade se assemelha a um rebanho de cegos conduzido por um guia cego. Originalmente, a Humanidade foi criada como moradora do Jardim do Éden. Cintilava sua veste como pedras preciosas. Era ungida como Querubim, parecendo como pedra afogueada entre as estrelas do firmamento, palavras estas pronunciadas pelo Profeta Ezequiel (28:13 e 14)[14]. Devem ser lidas muitas vezes essas dramáticas acusações! Originalmente, a Humanidade foi criada para andar pelas mãos de Deus, numa perfeita ligação de amor. Nesta santa intimidade não é possível conhecer-se o mal, a separação e a dor, mas constantemente o sentimento da felicidade e a paz. Não se trata aqui, absolutamente de uma exaltação ou de arroubos místicos. Esse encontro com Deus é permanente. É Deus reconhecendo-se a Si mesmo em Sua criatura, e essa se encontrando a si própria no seu Criador. “Lumine de lumine, lumine de lumine…!”. Essa sensação de intimidade entre Deus e o ser humano não pode ser explicada, pois ela se realiza no mais recôndito, onde a percepção se torna sublime, transcendental e imaterial. Não é possível reconhecer a presença de Deus por meio de palavras, nem formular regras para conhecê-lo em nosso Espírito, pois o cálice transborda de alegria. Qual o Santo ou a Santa que alguma vez se expôs a uma sabatina de tal espécie? Isto seria blasfêmia. Conhecer a Deus somente é possível àquele que prova em si a Sua presença.
No entanto, saibamo-Lo ou não, Ele nos envolve em Sua Eterna Luz, à espera de nossa manifestação em sentido de orientador superior, a fim de que a Sua Plenitude e o Seu Espírito possam penetrar em nossa aura, em nossa Individualidade, em nossa inteligência. Este e o Seu eterno anseio. E quando a criatura conhece a dor, o sofrimento, estes não são causados por um afastamento de Deus, e sim pela própria criatura. Muitas vezes ouve-se alguém dizer: “Por que Deus permite isto ou aquilo?”. Então encontramos a única resposta: “Os seres humanos cerraram a passagem à Luz que tem como único objetivo alimentar as suas almas, a fim de que não mereçam, mas tenham a Vida Eterna”. Afirmamos veementemente: a criatura que se volta novamente a Deus, o Fogo do Amor Divino não tardará com o Seu Batismo. Assim, o Batismo de Fogo é sempre renovado, até que o derradeiro se cumpra, culminando no total renascimento da criatura para o Reino dos Céus. O Fogo trazido a Terra por Cristo está ardendo e toda criação geme como em dores do parto à esperada manifestação do Filho de Deus.
No 4º Capítulo, nos versículos 1 e 2 do Evangelho Segundo São João (o Discípulo que Jesus amava) lemos o seguinte: “Quando Jesus soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele fazia mais discípulos e batizava mais que João — ainda que, de fato, Jesus mesmo não batizasse, mas os seus discípulos”, e no versículo 9 o diálogo entre a mulher samaritana e Jesus dizendo-lhe: “Diz-lhe, então, a samaritana: “Como, sendo judeu, tu me pedes de beber, a mim que sou samaritana?”. (Os judeus, com efeito, não se dão com os samaritanos.)”. E logo o versículo 10, diz: “Jesus lhe respondeu: ‘Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias e ele te daria água viva!’”. (Nesse caso “Água Viva” não se deve compreender como um rio em movimento).
Nos versículos 13, 14 (Jesus lhe respondeu: “Aquele que bebe desta água terá sede novamente; mas quem beber da água que eu lhe darei, nunca mais terá sede. Pois a água que eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna”), Cristo ensina Sua eterna vida. E nos versículos 20, 21 e 22 (Nossos pais adoraram sobre esta montanha, mas vós dizeis: é em Jerusalém que está o lugar onde é preciso adorar”. Jesus lhe disse: “Crê, mulher, vem a hora em que nem sobre esta montanha nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus). Ele nos ensina sobre os Iniciados em espírito que trazem em si a Paz do Espírito do Pai, que reinará com Seus filhos na cidade luminosa de Jerusalém, com Cristo sendo o Sumo Pontífice, o “Rei de Salém”. Entende-se o termo judeu e israelita no sentido de “o iluminado pela água da vida para toda eternidade”. Falava Cristo, à mulher de Samaria, de uma água morta a qual jamais poderia matar a sede, referindo-se ao mesmo tempo a água que Ele oferecia, isto é, o Espírito da Vida que eliminava a sede para toda eternidade. Esta água não teria nada a ver com aquela de que os seres humanos e animais bebem, e sim com a Água corrente do Fogo do Espírito Santo com que o Salvador batizava, atuante no Corpo de Cristo. Sabemos destarte, que essa água é a portadora da Vida Eterna, transmitida por Cristo. Assim, tendo bem compreendido o que foi dito acima, torna-nos lógico que Cristo não necessitava de Batismo algum, pois, bem diz o Evangelho Segundo São Mateus, no Capítulo 3, versículos 14 e 15, ao se aproximar Jesus para ser batizado por São João Batista: “‘Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?’. Jesus, porém, respondeu-lhe: ‘Deixa estar por enquanto, pois assim nos convém cumprir toda a justiça’”.
Evidentemente não necessitava do Batismo, pois era o Senhor do Mundo! Em verdade, sempre houve entre os sumo-sacerdotes, desde a existência do Tabernáculo no Deserto, o Lavabo de Bronze (pia batismal) no qual se purificavam, antes de entrar na Sala Oeste onde brilhava a Glória da Shekinah, a luz vermelha, representativa do Espírito Santo, com quem entrava em contato. Note-se que se tratava aí de Comunhão com o Senhor Deus, quando eram recebidas as ordens para o povo. Nesse momento, havia entre aquele que se havia purificado (batizado) e Deus uma estreita relação, mesmo que o Pontífice não conhecesse a face do Espírito Santo. Como havia passado pela água do Lavabo de Bronze, exposta às forças cósmicas durante as lunações em que Jeová dominava, resultara a purificação do Corpo Denso, do Corpo Vital e do Corpo de Desejos do sumo-sacerdote, estabelecendo-se a comunhão entre Jeová e o sumo-sacerdote e, assim o Verbo que saía da boca do Senhor não era desvirtuado.
Nesse ponto convidamos o leitor a se deixar levar pela própria intuição, a fim de apreciar maiores conhecimentos espirituais que se seguem.
O ponto máximo dessa purificação pela água deu-se com o povo israelita, quando da travessia do Mar Vermelho. Ali, como um grande e único grupo humano, passando pelas Águas, foram guiados por uma coluna de fogo, provocando uma purificação em massa. Este acontecimento, bem o explica São Paulo, na sua Primeira Epístola aos Coríntios, Capítulo 10, versículos de 1 a 4, com as seguintes palavras: “Não quero que ignoreis, irmãos, que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem, todos atravessaram o mar e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés. Todos comeram o mesmo alimento espiritual, e todos beberam a mesma bebida espiritual, pois bebiam de uma rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo.”.
Estas palavras fundamentais de São Paulo mostram e explicam bem que a unidade deveria ser mantida pela relação existente entre a comunhão israelita e a posterior consagrada à crucifixão de Jesus-Cristo. Tanto antigamente como na atualidade, os candidatos à purificação recebem o “Pão e Suco da Videira”, símbolos da presença do alimento Divino para salvação. A essa altura relembramos que tanto as sinagogas como as igrejas ostentam em seus altares a mesma luz vermelha, símbolo da presença do Espírito Santo. Bem diz São Paulo que o Cristo se achava na nuvem, na coluna fogosa na passagem dos israelitas pelo Mar Vermelho. Isto nos mostra cabalmente a perfeita unidade de Deus, mesmo quando se fala em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O Espírito Universal é “UM”, e não três nem cinco nem dez! Visto dessa forma o assunto torna-se claro. O Batismo de Água valorizava os preceitos e ensinamentos dados por Moisés por meio do Espírito Santo. E logo depois, quando o Cristo passou com o povo escolhido através do Mar, impôs-lhe o conhecimento do espiritual Fogo Invisível. O espiritualista, em seus Corpos purificados, reconhece a mesmíssima coluna fogosa em sua própria coluna espinhal, o Fogo Sagrado do Espírito Santo.
Notemos que, em tempos remotos, tudo se manifestava externamente, de forma inconsciente, devido ao estado involutivo da criatura humana. Essa, com o passar dos tempos, paulatinamente foi tomando consciência de uma vida externa – do Mundo material ao seu redor. E assim sendo, a vida espiritual se encontrava em quase completa escuridão, sendo desvendada por alguns poucos vanguardeiros que iam desenvolvendo órgãos de percepção espiritual. Semelhantemente, hoje em dia, esse reconhecimento interior de Deus se encontra velado para a maioria dos seres humanos, por não possuírem ainda órgãos aperfeiçoados necessários para tal finalidade. Deus fala hoje como antigamente as Almas dos seres humanos. Mas, a virtude de Deus não alcança aquele que não aceita, que não a cultiva em si mesmo. Falta-lhe a devida fé; falta-lhe o devido amor incondicional; falta-lhe a devida força para uma entrega total de si mesmo a esse Amor maior, sem a qual não se pode viver e nem se consegue a divina ascensão do próprio ser.
Nessa prospecção lembramo-nos de ter falado a respeito da atuação externa de Cristo, quando da passagem do povo judeu pelas águas do Mar Vermelho, o que equivaleu a um Batismo externo. Após muito vagar pelo deserto, surgiu o amadurecimento tão esperado, que lhe permitiu receber o Batismo interno ministrado por Cristo. A fim de atingir este amadurecimento, foram necessários longos anos de penúrias e de sofrimentos constantes, de contendas e perseguições, de reedificações do Tabernáculo no Deserto e do Templo de Jerusalém. Os Macabeus[15], organização militar da Judeia, já não mais resistindo aos exércitos bem mais fortes, inclusive os de Roma, não encontravam outra solução senão evadir-se pelo suicídio nas montanhas da Palestina. Estas tremendas provas porque passaram somente podia levá-los a uma seleção, a uma depuração, a uma preparação para o advento de Jesus, posteriormente Jesus-Cristo, que os conduziria a libertação por meio de um Batismo mais extraordinário. E essa libertação, ou seja, Salvação, somente podia ser lograda dentro do sangue da Humanidade, por meio do sacrifício de Jesus. Vejamos, porém, mais de perto esse importante acontecimento. O purificado sangue de Jesus era algo preciosíssimo, pois era cheio da força do Espírito Santo, e deste modo, o Espírito Universal podia penetrar, perfeitamente, em todas os Estratos da Terra[16], purificando-a. Assim, Jesus trazia às almas humanas o Batismo da Salvação, o Batismo do Sangue, sangue de Jesus no sangue do ser humano. As forças divinas puderam penetrar até o âmago da natureza humana, e Cristo fez-se um de nós! A partir de então, tornou-se possível receber as vibrações do Sol diretamente, pois o sangue de Jesus servira de veículo entre a Humanidade e as forças solares. Verdadeiramente a Luz não mais seria recebida por intermédio do Regente da Lua, ou seja, Jehovah (ou Jeová, Javé, Iahweh, Yaweh, YHWH), e sim do Arcanjo Solar, o Cristo que, manifestando-se pelo Corpo Denso e Corpo Vital de Jesus, na Terra, sofreu o derramamento de sangue no Gólgota; e através do sangue penetrou nosso Globo e se tornou Espírito Planetário da Terra.
Na Santa Ceia, esse mesmo Espírito testemunha pelos lábios de Cristo Jesus: “Tomai, comei; isto é o meu corpo.”[17]. Note-se que Ele não disse: “isto representa o meu corpo”, e sim: “Tomai, comei; isto é o meu corpo.”.
Da mesma forma tomando o cálice e dando graças deu-o aos Discípulos, dizendo: “Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados.”[18].
Desse momento em diante, a fase final da história da Salvação precipitava-se. O símbolo da Eucaristia é um dos mais belos e mais santos dentro dos Mistérios. O pão que Cristo tomara, e que apontara como sendo o Seu corpo, e o cálice da Nova Aliança representam, nesse sublime rito, a Terra e tudo que ela contém (nesse caso o pão feito de trigo, e o suco da videira). Eles receberiam, no ato final do grande Sacrifício Cósmico de Cristo, a vitalidade e a Luz do Mundo do Espírito de Vida, não somente do exterior como do interior da Terra. Deste modo o globo terrestre vem passando por uma alquimização constante, efetuada pela Luz de Cristo. Assim como Cristo penetrou nos corpos dos Discípulos por meio do “pão e do suco da videira”, tem penetrado também em todos aqueles que chegaram a compreender e aplicar a ciência da transmutação em seus corpos – a transmutação por meio do Amor espiritual, ou seja, impessoal).
Tal alquimia não admite fermento estranho na massa, pois, a própria vida-luz que o Discípulo traz interiormente é suficiente para o seu crescimento. Na Antiga Dispensação[19] os israelitas tinham de entregar o “pão ázimo”, isto é, não fermentado. Esse ensinamento significa que em tudo quanto há fermentação, existe o signo da morte. Da mesma forma, Cristo entregou (como os judeus na Páscoa) o pão não fermentado. Nisso entendemos que, aquele que toma o “pão e suco da videira” não fermentado – o Corpo de Cristo – jamais perecerá. A pureza do corpo espiritual jamais poderá fermentar. Entendemos assim, que Cristo, não somente na ocasião da Páscoa, fez a entrega do pão ázimo (Seu Corpo), mas o faz constantemente, até que o Espírito se faça presente em toda plenitude num corpo não fermentado.
As águas da morte haviam passado, e a pura espiritualização pelo fogo tomou o lugar de tudo aquilo que fermentava. O Fogo da Ressurreição nasceria em tudo o que continha a podridão do fermento. Na crucifixão foi entregue o Fogo do Espírito Triuno, para que a pureza pudesse ser extraída da impureza; e o ouro puro, da escória. Verificamos, assim, a constante presença de Deus, quando diariamente partimos o pão em memória d’Ele. Em cada partícula que tocamos com nossas mãos e ingerimos com devoção a Ele, recebemos o Batismo de Fogo, em virtude de seu Sangue Purificador. Unimo-nos a Ele todos os dias, a todo instante, pois o Espírito não fermenta e, assim, temos a Vida Eterna como ele nos prometeu.
Afirma-se daí, que a criatura jamais deveria pensar em si mesma como sendo apenas um ser feito de carne e osso e sim, participante do Espírito, jamais exposto à fermentação ou deterioração. Depende apenas de si o deixar-se fermentar ou não, o viver na luz da Vida Eterna ou nas trevas da corrupção, quer física, quer etérica ou emocional e intelectualmente. Os nossos Corpos superiores recebem sempre poderes de qualidades divinas por força da Ordem Divina, reinante em todo o Cosmos. Na parábola da videira encontramos referência sobre esta afirmação (Evangelho Segundo São João 15:1-5[20]).
Daí se infere que vivemos sob constante influxo de Forças Divinas que nos envolvem e interpenetram. Asseveramos, portanto, que a única condição para permanecermos nessas Forças Divinas (no Cristo) é o desejo, o anelo sempre contínuo de sermos tais como ramos de uma árvore alimentados por Sua vida. Assim como o Pai preserva a videira, com toda a certeza preservará os ramos que nela permanecem.
Por essa verdade absoluta tão bem explicada por Cristo ao transmitir o conceito da Eternidade do ser humano em Deus, existindo na Eterna Unidade, ou no Verbo Infinito, deve o candidato saber, e por fim sentir, o plano espiritual em seu Ego como Batismo de Fogo e Espírito, de maneira concisa e exata, para não mais desviar-se da profunda base existente na videira, no Fogo do Pai, do Filho e da constante criação do Espírito Santo em seu próprio Ego, Cristo no ser humano. Saibamos que o Fogo do Espírito Universal jamais conhecia limitações em qualquer extensão material, intelectual ou mesmo em si, como elemento do Absoluto. O ser humano, que é incluído em todas as partes divinas por causa de sua divina descendência, reconhece, assim como Deus mesmo, a sua ilimitação. Ressaltamos, porém, que existem limitações apenas para quem não consegue, em sua meditação espiritual ou em sua alma, conviver com a sua ilimitação. Essa frustração resulta de sua Mente não acessível ao ambiente em sua extensão iluminada, ainda não suficientemente aplicada ou aplicável em atividades puras. Todo espiritualista sabe, perfeitamente, que cada pensamento representa uma onda de “luz”, movimento luminoso que é qualidade da divina onipotência.
Essa linguagem encontramos em todos os livros sagrados, na música, literatura e na escultura, em que o Espírito de Deus é fator cooperante. É de suma importância a criatividade na obra artística, pois se percebe quanta força divina tem atravessado, ou tinha possibilidade de se manifestar na alma do artista e, com poder interno, podia expressar-se na pauta musical, na tela, ou na pedra de mármore.
Adicionemos ainda algumas palavras ao mesmo assunto, pois se trata do “Espírito Santo” em nossa Individualidade. Se pertencemos, como Egos, à substância de Deus, mesmo afastados da Luz Central existimos em qualidade espiritual nos Corpos divinos do Sistema Solar, como participantes de todos os sistemas e de suas qualidades, desde o mais sutil-abstrato, “Onisciência de Deus”, até o material mais grosseiro do mundo Planetário-Estelar.
Com essas reflexões entendemos pertencer ao princípio das coisas, a Deus, ao Caos, em exata harmonia com as leis coordenadoras d’Ele, embora sejam imensuravelmente elevadas à nossa compreensão mental. Porém, pelo pensamento abstrato, podemos compreender muito bem onde o nosso ser interior tem a sua função sublime e absoluta.
A esta altura esperamos que o prezado leitor haja alcançado o sentido do “Batismo de Fogo e Espírito” por meio dessas explicações. Atentemos, a seguir, as palavras de Cristo quando nos ensina: “Antes que Abraão fosse, Eu era”[21]. A palavra de Cristo é verdade que conduz à totalidade da criação. Portanto, pertencemos a qualidade dos poderes de Cristo. Facilmente vislumbramos nessas palavras a nossa origem, coincidindo com Aquele a quem Ele pertencia, ou seja, Criador do Universo e, em particular, a evolução do Sistema Solar ao qual pertence o nosso globo terreno.
Devemos ainda exigir esclarecimento para retificar um erro grave que os dogmas cometem quando dizem que, após a crucificação, Cristo desceu ao inferno ou, a “mansão dos mortos”, ressuscitando no terceiro dia. Compreendamos que isto jamais aconteceu, pois Cristo incorporava em Si qualidades celestiais, mercê das quais jamais precisaria descer a um inferno ou “mansão dos mortos”! Ele era o Senhor da vida! A, palavra inferno tem o sentido etimológico de “o mais inferior”, designativo de um estado vibratório lento, que deve ser acelerado no processo de espiritualização dos veículos. Eis o que deve acontecer aos seres humanos, pois a Terra e a sua Humanidade deverão ser salvas.
O Batismo pelo Fogo e Espírito deveria realizar-se para que não sucedesse ao nosso Globo e Corpos a extrema condensação que a Luz sofreu. Entendamos que o Fogo deveria permear e sutilizar a Terra que perigava devido a sua vibração demasiado lenta. A Terra e seus habitantes foram salvos da destruição devido a poderosa atividade Solar incorporada no próprio Cristo. Analogamente devemos também acreditar na constante reaparição do globo terrestre, pois ele renasce ciclicamente, tal como nós, Espírito, renascemos com nossos Corpos aqui. Não é possível imaginarmos quantas vezes e em quantos Sistemas Solares o globo que habitamos já pode ter existido, pois se trata de uma constante evolução. As Galáxias estão a nossa disposição. Devemos lembrar-nos, de uma vez para sempre, que a Luz Divina (Deus é Luz) representa uma constante circulação, como se fosse o Sangue do Espírito do Todo Uno, indestrutível, eterno e de total potência. Existe sim, uma constante ação criadora da qual nos beneficiamos e que podemos chamar: a consciência do Batismo de Fogo e Espírito.
F I M
[1] N.R.: Jo 18:36
[2] N.R.: A Era de Peixes que se avizinhava
[3] N.R.: Mt 3:11
[4] N.R.: IIRs 2
[5] N.R.: Mt 25:32
[6] N.R.: Ex 20:4
[7] N.R.: Jo 4:24
[8] N.R.: Saulo, respirando ainda ameaças de morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. Foi pedir-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de poder trazer para Jerusalém, presos, os que lá encontrasse pertencendo ao Caminho, quer homens, quer mulheres. Estando ele em viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente uma luz vinda do céu o envolveu de claridade. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saul, Saul, por que me persegues?”. Ele perguntou: “Quem és, Senhor?”. E a resposta: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Mas levanta-te, entra na cidade, e te dirão o que deves fazer”. Os homens que com ele viajavam detiveram-se, emudecidos de espanto, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. Saulo ergueu-se do chão. Mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Conduzindo-o, então, pela mão, fizeram-no entrar em Damasco. Esteve três dias sem ver, e nada comeu nem bebeu. Ora, vivia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor lhe disse em visão: “Ananias!”. Ele respondeu: “Estou aqui, Senhor!”. E o Senhor prosseguiu: “Levanta-te, vai pela rua chamada Direita e procura, na casa de Judas, por alguém de nome Saulo, de Tarso. Ele está orando e acaba de ver um homem chamado Ananias entrar e lhe impor as mãos, para que recobre a vista”. Ananias respondeu: “Senhor, ouvi de muitos, a respeito deste homem, quantos males fez a teus santos em Jerusalém. E aqui está com autorização dos chefes dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome”. Mas o Senhor insistiu: “Vai, porque este homem é para mim um instrumento de escol para levar o meu nome diante das nações pagãs, dos reis, e dos filhos de Israel. Eu mesmo lhe mostrarei quanto lhe é preciso sofrer em favor do meu nome”. Ananias partiu. Entrou na casa, impôs sobre ele as mãos e disse: “Saul, meu irmão, o Senhor me enviou, Jesus, o mesmo que te apareceu no caminho por onde vinhas. É para que recuperes a vista e fiques repleto do Espírito Santo”. Logo caíram-lhe dos olhos umas como escamas, e recobrou a vista. Recebeu, então, o batismo e, tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. (At 9:1-19)
[9] N.R.: Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimissem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos vindos de todas as nações que há debaixo do céu. Com o ruído que se produziu a multidão acorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma. (At 2:1:6)
[10] N.R.: Eu vos batizo com água para o arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. De fato, eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
[11] N.R.: Iniciações
[12] N.R.: Não quero que ignoreis, irmãos, que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem, todos atravessaram o mar e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés. Todos comeram o mesmo alimento espiritual, e todos beberam a mesma bebida espiritual, pois bebiam de uma rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo.
[13] N.R.: Jo 18:38
[14] N.R.: “Estavas no Éden, jardim de Deus. Engalanavas-te com toda sorte de pedras preciosas: rubi, topázio, diamante, Crisólito, cornalina, jaspe, lazulita, turquesa, berilo; de ouro eram feitos os teus pingentes e as tuas lantejoulas. Todas essas coisas foram preparadas nos dias em que foste criado. Fiz de ti o querubim protetor de asas abertas; estavas no monte santo de Deus e movias-te por entre pedras de fogo.”
[15] N.T.: Foram os integrantes de um exército rebelde judeu que assumiu o controle de partes da Terra de Israel, até então um estado-cliente do Império Selêucida. Os Macabeus fundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C., reimpuseram a Religião judaica, expandiram as fronteiras de Israel e reduziram no país a influência da cultura helenística. Seu membro mais conhecido foi Judas Macabeu, assim apelidado devido à sua força e determinação. Os Macabeus durante anos lideraram o movimento que levou à independência da Judeia, e que reconsagrou o Templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos gregos. Após a independência, os hasmoneus deram origem à linhagem real que governou Israel até sua subjugação pelo domínio romano em 37 a.C.
[16] N.R.: Ante a visão do Clarividente treinado, do Iniciado nos vários graus dos Mistérios, a Terra apresenta-se composta de camadas, à semelhança de uma cebola, cada camada ou Estrato cobrindo outra. Há nove Estratos e um núcleo central, dez no total. Tais estratos são revelados ao Iniciado gradualmente, um estrato em cada Iniciação, de modo que, ao final das nove Iniciações Menores domina todas as camadas, mas ainda não tem acesso aos segredos do núcleo central. Que é o assento da consciência do Espírito da Terra. Os Estratos não têm espessuras iguais; em realidade uns são muito mais delgados do que outros. Começando pelo mais externo, aparecem na seguinte ordem:
-Terra Mineral: é a crosta pétrea da Terra, com que lida a Geologia no tanto que lhe tem sido possível penetrá-la.
-Estrato Fluídico: a matéria desse Estrato é mais fluídica que a da crosta exterior, mas não é líquida e sim parecida a uma pasta espessa.
-Estrato Vaporoso: no primeiro e no segundo Estratos não há realmente vida consciente. Já nesse existe uma corrente de vida que flui e pulsa continuamente.
-Estrato Aquoso: estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra.
-Estrato Germinal: existe a fonte primordial da vida, da qual brotou o impulso que construiu todas as formas da Terra.
-Estrato Ígneo: por estranho que pareça esse Estrato possui sensações. O prazer e a dor, a simpatia e a antipatia produzem aqui seu efeito sobre a Terra. Daqui até a superfície da Terra há certo número de orifícios em diferentes lugares. Seus terminais na superfície são chamados “crateras vulcânicas”.
-Estrato Refletor: nele todas as forças que conhecemos como “Leis da Natureza” existem como forças morais, ou melhor, imorais.
-Estrato Atômico: tem a propriedade de multiplicar as coisas que nele estão, porém, isto se aplica somente às coisas já formadas definitivamente.
-Expressão Material do Espírito Terrestre: aqui existem correntes em forma lemniscata, intimamente relacionadas com o cérebro, o coração e os órgãos sexuais da Onda de Vida humana.
-Centro do Ser do Espírito Terrestre: nada mais pode ser dito presentemente a respeito, salvo que é a semente primeira e última de tudo quanto existe tanto dentro como sobre a Terra.
[17] N.R.: Mt 26:26
[18] N.R.: Mt 26: 27-28
[19] N.R.: Primeira e Segunda Dispensação de um total de quatro.
[20] N.R.: Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo em mim que não produz fruto ele o corta, e tudo o que produz fruto ele o poda, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais puros, por causa da palavra que vos fiz ouvir. Permanecei em mim, como eu em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer.
[21] N.R. Jo 8:58

INTRODUÇÃO
Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.
Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.
Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).
Para que serve audiolivro?
O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:
O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.
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FIM
A base da Teologia Cósmica é que os Planetas são constituídos por uma Hierarquia de divindades subordinadas, cada uma com seu próprio Espírito inerente, e o Sol é o Pai Divino de todos.
A Teologia Cósmica abarca nesse Sistema Solar todos os organismos vivos que habitam os Planetas, cada um dos quais sendo uma imagem microscópica ou semelhança do Todo, o que é especialmente verdadeiro para a humanidade. O pensamento é o seguinte: todo o sistema, visto como unidade, é a Deidade em sua totalidade, no sentido cósmico, chamado macrocosmo ou ordem cósmica e universal, o todo-abrangente; e o ser humano, uma miniatura do todo, é um microcosmo.
1. Para fazer download ou imprimir (e ter acesso as figuras, que muito ajudam na compreensão):
Teologia Cósmica – Por um Estudante – Introdução
Teologia Cósmica – Por um Estudante – A Ideia Teísta
Teologia Cósmica – Por um Estudante – Quem é Deus?
Teologia Cósmica – Por um Estudante – O Sol, a Criação e a Relação com o Ser Humano
Teologia Cósmica – Por um Estudante – O Sol e o Deus Pai-Mãe
Teologia Cósmica – Por um Estudante – O Dia de Saturno
Teologia Cósmica – Por um Estudante – O Mal é uma Crença Fixa e Falsa da Mente Mortal
Teologia Cósmica – Por um Estudante – A Involução, a Evolução e a Epigênese
Teologia Cósmica – Por um Estudante – Os Ciclos e os Planos de Consciência
Teologia Cósmica – Por um Estudante – Encarnações Divinas
Em publicação…
2. Para estudar no próprio site:
O Sistema Solar, como o próprio nome indica, é uma combinação de partes que formam uma unidade, um todo: um ajuste ordenado de acordo com uma lei comum, um grupo de Planetas ou Mundos tão relacionados entre si que indicam método em sua formação e movimentos. Como Sistema Solar, é completo em si mesmo, embora possa estar relacionado a outros Sistemas Solares em harmonia consigo próprio e apesar de todos os seus subsistemas, combinados, constituírem um Sistema maior. Sendo um Sistema de mundos, é cientificamente organizado e forma a base da Ciência da Astronomia. Ou seja, não sofre variabilidade, de modo que, se suas leis forem descobertas, poderemos saber exatamente o que procurar e nunca ficaremos desapontados com as expectativas.
A palavra “solar” designa o caráter do sistema e como esse adjetivo se refere ao Sol, indica que o Sistema Solar é dominado pelo Sol. A ciência afirma que o Sol originou e controla o Sistema Solar. Se o Sol puder ser visto como pai, este seria o nome da família: a família Solar.
O Sistema Solar está repleto de vida e movimento, eternamente em movimento, e a pergunta que devemos responder é esta: qual é sua causa? Três respostas são dadas. O ateísmo sustenta que esse processo é totalmente fortuito, o resultado de um mero acaso. Os teístas da escola exotérica consideram que os Planetas são compostos de matéria inerte, impulsionados e guiados em seus movimentos por um Ser inteligente e todo-poderoso que chamam de Deus, assim como o motor controlado pelo engenheiro impulsiona o maquinário da fábrica. Os teístas esotéricos afirmam que cada Planeta é um organismo vivo e possui alma inteligente, ela mesma a criadora ou geradora da forma, guiando-a em todos os seus movimentos, do mesmo jeito que o ser humano é uma alma viva que originou seu corpo e controla suas atividades. Essa última ideia é a base da Teologia Cósmica: os Planetas são constituídos por uma Hierarquia de divindades subordinadas, cada uma com seu próprio Espírito inerente, e o Sol é o Pai Divino de todos.
Contudo, a Teologia Cósmica vai mais longe e abarca nesse Sistema Solar todos os organismos vivos que habitam os Planetas, cada um dos quais sendo uma imagem microscópica ou semelhança do Todo, o que é especialmente verdadeiro para a humanidade. O pensamento é o seguinte: todo o sistema, visto como unidade, é a Deidade em sua totalidade, no sentido cósmico, chamado macrocosmo ou ordem cósmica e universal, o todo-abrangente; e o ser humano, uma miniatura do todo, é um microcosmo.
Então, se o ser humano é uma miniatura de todo o Sistema Solar, ele é o Sol, a Lua e os Planetas, tudo dentro de sua composição. Isso está de acordo com a Lei da Correspondência, reconhecida por todas as grandes Religiões do mundo e expressa nos Livros sagrados delas. Nossa Bíblia declara que Deus criou o ser humano à Sua própria imagem e semelhança. Se o ser humano é uma miniatura do todo, seu corpo inteiro pode ser adequadamente comparado ao espaço ocupado por todo o sistema, em miniatura, dividido em doze Signos ou Casas, desde Áries, na cabeça, até Peixes, nos pés. Ele é, então, uma Deidade em miniatura, em si própria, superior e inferior, com todo o seu corpo como o parque dos deuses, sendo o mundo em que vivemos o campo de operação, expressão e o teatro da experiência e evolução.
Como uma divindade minúscula, cada um de nós é um deus cósmico em formação; portanto, a missão que nos foi dada é desenvolver nossa individualidade para adorar em casa o deus centralizado em seu próprio ser; isto é, amar a Deus em espírito e verdade como somos ordenados pelo grande Mestre. Isso significa idealizar o Eu divino, o Ego, pela adoração, em tudo o que Ele representa, elevando o ser humano inteiro a esse ideal.
A humanidade nunca poderá ser o seu melhor nem atingir suas altas ambições em nenhuma esfera, submetendo sua vontade à de outro e isso é uma característica tanto na Religião quanto no mundo prático. Assim, a Bíblia nos proíbe de adorar o exército celestial, não porque não seja feito de divindades cósmicas, mas porque adorar qualquer ser externo é idolatria, mesmo que seja Jesus Cristo, que proibiu seus Discípulos de adorá-Lo. Todos os deuses lá fora são apenas símbolos, incluindo o Cristo, cujo ofício é ajudar, mas não controlar. Ceder à vontade de Deus, então, significa obedecer ao melhor de nós mesmos.
Todo esse assunto é um grande mistério. Os religiosos comuns descartam o místico e seguem a letra, principalmente porque não são suficientemente desenvolvidos para compreender a verdade interior e mais profunda. Eles são educadores de jardim de infância, em sua Religião: puramente elementares; contudo, não devem ser desprezados ou combatidos mais do que as crianças devem ser pelos graduados das universidades. A Lei é esta: primeiro, o natural; depois, o espiritual. No entanto, a adoração em espírito e verdade abraça o místico. São Paulo, o principal místico entre os Apóstolos, declarou que “Grande é o mistério da piedade, Deus Se manifestou em carne.”[1]. Mais de uma vez ele disse que o grande mistério, escondido desde a fundação do mundo, fora-lhe revelado, que era “Cristo em vós, a esperança da glória”[2].
Já foi dito que “um ser humano honesto é a obra mais nobre de Deus”[3]; no entanto, Robert Ingersoll[4], invertendo o ditado, disse que “um Deus honesto é a obra mais nobre do ser humano”. Isso implica um conceito idealizado sobre a Divindade. Essa é a maneira usual de se pensar em Deus, o processo indutivo de argumentar que parte do efeito para chegar à causa. E não estaria incorreta, se o ser humano soubesse completamente e se controlasse perfeitamente. Entretanto, o procedimento a ser seguido é fazer o pensamento macrocósmico crescer, o que, como foi mostrado, é uma ciência e, portanto, absolutamente correto tanto em sua natureza quanto influência, para depois aplicá-lo ao microcosmo. As divindades cósmicas serão consideradas símbolos a serem seguidos, como aqueles que em outras épocas venceram a corrida, alcançaram seus destinos e, agora, como Irmãos Maiores, estão nos ajudando na corrida para alcançar um destino semelhante.
[1] N.T.: ITm 3:16
[2] N.T.: Cl 1:27
[3] N.T.: Alexander Pope (1688-1744) foi um dos maiores poetas britânicos do século XVIII. Famoso por sua tradução de Homero, da obra An Essay on Man (Ensaio sobre o Homem), Epistle IV, line 248 (1733-1734)
[4] N.T.: Robert G. Ingersoll (1833-1899) foi um livre pensador, orador e líder político estadunidense do século XIX, notável por sua cultura e defesa do agnosticismo.
A Ideia Teísta
A palavra Religião, de religare, ligar de novo, ligar de volta ou ligar rapidamente, significa ser ligado de novo ou ligado firmemente a Deus; e Teologia, a palavra de Deus, ou um tratado sobre Deus, indica que a concepção teísta está no fundamento da Religião e da Teologia. Quem é, o que é e onde está Deus são questões que têm interessado nossa raça mais profundamente do que qualquer uma outra ou do que todas as outras.
Existem duas ideias principais relativas a esse assunto: a antropomórfica e a cósmica. A antropomórfica também pode ser cósmica, mas de acordo com aqueles que afirmam essa ideia, ele não é. Deus é pensado como um grande Ser semelhante ao ser humano tanto em forma quanto em características, possuindo todas as paixões e desejos do ser humano, como raiva, ciúme, etc. Essa é uma concepção muito grosseira e indigna. Acredita-se que ele possua, no entanto, todos os atributos naturais e geralmente atribuídos à Deidade, como onipotência, onisciência e tudo mais, de modo que seja capaz de criar o universo, ou a ordem cósmica, de forma espontânea e sustentá-lo em seus movimentos.
O universo é pensado como matéria química e inerte — órgãos e não organismos; e todas as coisas que existem foram feitas do nada, imagina-se. Entre os antropomórficos existem duas ideias sobre onde Deus está. A classe teísta sustenta que Deus está dentro da Sua obra, fazendo com que Seu universo execute seus movimentos, em estreita analogia com o princípio do relógio cuja mola, que mantém as peças em movimento, está dentro e faz parte do mecanismo.
A classe deísta sustenta que Deus está distante dos mundos, fora do universo cósmico, assim como um oleiro está distante dos vasos que suas mãos criaram. Em ambos os casos, Deus é pensado como tendo, de alguma forma misteriosa, dado corda à maquinaria depois de tê-la feito e colocado em funcionamento; então caiu em um estado de transe, acordando apenas periodicamente para rebobinar as molas, por assim dizer. Essa é uma concepção extremamente mecânica e materialista, desprovida de qualquer ideia de vitalidade inerente à ordem cósmica.
Segundo os teístas exotéricos, o ser humano é considerado puramente humano, como um ser caído, perdido e indefeso, dependendo inteiramente de agentes estranhos, salvo pelo método vicário e imortalizado apenas como uma dádiva de Deus.
A outra ideia principal da Deidade é a concepção cósmica: a ideia de que o próprio cosmos é a expressão externa de Deus, assim como o corpo humano é a expressão externa do indivíduo, o ser espiritual; que todas as coisas foram geradas em vez de criadas e que, portanto, consistem de substância divina, sendo cada átomo dela permeado pelo Princípio da vida e que, de fato, não há inércia em parte alguma. Essa concepção cósmica de Deus implica a proximidade, ou omnipresença em todo o espaço, com todos os outros atributos, tanto naturais como morais e espirituais, inerentes ao cosmos.
Tem-se afirmado que essa ideia nos veio dos adoradores da Natureza, que concebiam que todo objeto na natureza possuísse alma, e de escritores como John Fisk ou outros. A adoração da natureza era pura superstição. O próprio Fisk é um defensor do teísmo cósmico, mas não no sentido puro e esotérico, nem no verdadeiro sentido cósmico. Fisk viveu e escreveu antes da descoberta do rádio, essa descoberta maravilhosa que revolucionou a ciência e a aproximou do misticismo.
Esses antigos adoradores da natureza, embora muito simplistas no que diz respeito à vida objetiva e, portanto, à civilização moderna e ao pensamento concreto, foram pensadores muito profundos no contexto da vida subjetiva e, de certa forma, perceberam a sabedoria que hoje harmoniza a ciência com as verdades divinas.
O antropomorfismo grosseiro, como referido acima, é o resultado lógico dos ensinamentos de Agostinho, o teólogo latino, que introduziu a cunha no esoterismo do Cristianismo primitivo, causando a degeneração do sistema cristão e lançando as bases do romanismo e do moderno Cristianismo ortodoxo. Essa heresia tem causado o conflito entre a ciência e o, assim chamado, Cristianismo. Esse aspecto da verdade se opôs diretamente a todas as descobertas da ciência moderna, como, por exemplo, àquela que revelou que o Sol seja o centro do nosso sistema solar, que a Terra gira em torno do Sol e descoberta newtoniana da lei da gravitação; além disso, à teoria da evolução e à do renascimento, como mantidas pelos místicos. E muito mais. O verdadeiro misticismo e a verdadeira ciência concordam absolutamente entre si; pois Deus, o autor de ambos, não pode Se contradizer.
Quem é Deus?
Tendo afirmado o fato de que Deus não é local, mas universal quanto à sua presença, tentaremos agora responder à pergunta: “quem é Deus?”.
Embora universal, Deus é centralizado, caso contrário Ele não poderia ser uma força dinâmica. Um organismo é essencial para a organização e para o poder dinâmico. A eletricidade, permeando o espaço, é apenas uma força estática; mas atrelada a um dínamo ou a uma nuvem de trovão, é uma força poderosa para a construção ou a destruição, para o bem ou para o mal. Todo organismo é um dínamo. A Divindade criativa ou operativa não é exceção a essa regra.
A forma do Deus criador é a do ser humano; pois de acordo com o relato bíblico da criação do ser humano, ele foi feito à imagem e semelhança de Deus. A esse respeito, Deus é antropomórfico. O que então, na natureza, responde a tudo o que foi dito sobre a imagem e a forma da Deidade em Seu sentido mais amplo e universal? Poderíamos dizer todo o céu estrelado, geralmente referido como o Zodíaco ou as constelações.
O astrônomo Herschel, após uma longa e cuidadosa investigação, declarou que o Zodíaco tinha a forma do ser humano. Todas as pessoas estão acostumadas a dizer que a ordem universal é uma manifestação de Deus; mas, para ser assim, ela deve ser o corpo em que Ele reside, pois o organismo físico do ser humano é a manifestação do ser humano interior. Não se poderia dizer que a ordem cósmica é uma manifestação da Divindade, considerada simplesmente obra de Sua mão, assim como não poderíamos dizer que qualquer mecanismo é a manifestação do mecânico que o inventou. Assim, o grande orbe central de todo o universo seria o coração da Deidade Cósmica Universal.
Em seu sentido mais restrito, como os místicos da Terra estão acostumados a pensar em Deus, Ele é o coração central do nosso Sistema Solar, o Sol. Todo o Sistema Solar, considerando-o como uma unidade, é a manifestação da Deidade, mas o Sol central é o coração e o princípio da vida. O salmista hebreu, Davi, declarou: “Jeová Elohim é um Sol e um escudo”[1]. Esse pensamento corresponde à ideia sustentada por todos os antigos religiosos, abrangendo os hebreus e os primeiros Cristãos. E na moderna adoração ortodoxa do Filho de Deus, o Sol é reconhecido como a Divindade. O Cristo é reconhecido como o Logos ou Deus criador por Quem todas as coisas foram feitas; mas, como foi mostrado, criação é geração e tudo constitui a expressão externa do Logos, o Filho de Deus. A demonstração dessa concepção cósmica da Deidade vem a seguir.
O Sol
O Sol, como é conhecido pelos astrônomos modernos, é um imenso globo de matéria química, incandescente, quentíssimo; tão quente de fato, em sua superfície, que dissocia a substância que o compõe em Éter altamente atenuado, de modo que os vapores descendentes se tornam simples ou homogêneos; ascendendo da superfície, esse Éter torna-se diferenciado e complexo, uma massa concreta. É apenas nas regiões mais frias da sua atmosfera que os vapores, semelhantes aos da Terra, podem existir: quando estão mais próximos dos confins da coroa, esses vapores dão lugar a partículas e massas sólidas.
O diâmetro dessa vasta esfera é, em torno, de1.372.609,5 quilômetros e ela tem, em torno, de 4.023.360 de quilômetros de circunferência. É uma esfera perfeita, não achatada nos polos como a Terra (que não é esférica, mas geoide). Em volume excede a Terra 1.252.700 vezes. Sua densidade média é apenas um quarto da densidade da Terra; sua massa é, em torno, de 816.000 vezes a da Terra ou 700 vezes maior que a de todos os Planetas juntos.
Seu peso é, em torno, de 384.000 vezes maior que o do nosso Planeta natal. Como força elétrica dinâmica, estima-se que seja equivalente a 543 bilhões de motores a vapor de 400 cavalos de potência cada, ou 217 trilhões e 200 bilhões de cavalos de potência. Sua força principal é elétrica ou positiva, embora também tenha uma força negativa ou magnética. Seu campo magnético é apenas três milésimos tão intenso quanto o da Terra, de modo que, apesar de sua massa, possui um campo magnético comparativamente pequeno. Sua cor é branca; mas a luz que atinge a Terra tem um tom amarelado ou dourado que é causado por sua passagem pela nossa atmosfera.
Sua gravidade na superfície excede a da Terra em vinte e sete vezes e meia. Sua rotação axial, ou duração do dia, equivale a vinte e sete dos nossos dias mais dez horas e quatro minutos. Sua distância da Terra é, em torno, de 154.497.024 de quilômetros. Os maiores telescópios agora em uso o trazem para, em torno, de 160.934,4 quilômetros.
Um envelope vermelho e contínuo que envolve o Sol a uma extensão de três mil a quatro mil milhas (4.828,032 — 6.437,376 km), é chamado de “Sierra” ou cromosfera e é composta de gás hidrogênio. Além disso, externamente está a “coroa”, uma grande massa de matéria auto iluminada, estendendo-se para longe e tendo muitas vezes a extensão da cromosfera, irradiando-se em pontos de extensão indefinida.
Além da corona ou coroa, há um brilho fraco que se estende para longe no espaço e é chamado de luz zodiacal; ele pode ser considerado a aura do Sol. O Sol, visto pelo olho natural, limitado pela fotosfera, é então apenas uma pequena porção desse vasto luminar. A atmosfera do Sol consiste principalmente, se não totalmente, de vapores dos elementos químicos, como os que conhecemos, e geralmente se supõe que seja limitada pela cromosfera, mas alguns pensam que se estende até a coroa. Na atmosfera do Sol, como na da Terra, há uma absorção muito considerável de luz azul, de modo que o seu céu, como aquele acima de nós, é azul.
Alguns pensam que a aparência real do Sol seja azul ou azul-acinzentada e que, se a Terra não tivesse atmosfera alguma intervindo, sua luz apareceria nessa cor.
[1] N.T.: Sl 84:11
O Sol, a Criação e a Relação com o Ser Humano
Visto exotericamente, como todos os cientistas materialistas olham para as coisas, o Sol parece apenas uma vasta bola de substância química e os cientistas da escola acima afirmam que o Astro é isso e nada mais. Eles negam enfaticamente que seja um ser vivo e orgânico, afirmando que, se fosse, exigiria respiração, comida e tudo o mais de que tais seres precisam. Que é matéria química em sua manifestação externa, será prontamente admitido por todos.
Que é matéria viva é igualmente manifesto, pois todos os cientistas da atualidade admitem que toda substância química é viva. Que é organizado é igualmente evidente, pois possui forma definida. Mas, que possui um ser consciente, com tudo o que essa ideia implica, resta provar.
Sua matéria química e externa não se opõe à sua Personalidade consciente, pois a mesma coisa se aplica a todos os seres vivos e orgânicos. Cada partícula do Corpo Denso e grosseiro do ser humano é composta de matéria química. Isso também vale para o argumento negativo; mas, há muitas razões positivas que mostram que o Sol é conscientemente pessoal. O princípio básico da Personalidade é a consciência.
Potencialmente, a consciência existe na matéria inorgânica mais grosseira. Diz-se estar dormindo aí e na vida vegetal, sonhando; dizemos que está acordada na vida animal e é autoconsciente no ser humano. O princípio da Vida em todas as formas orgânicas, até na mais simples, o ser monocelular, é o elétron. Essa é a substância vital, ígnea e primordial, a quintessência da Deidade da qual todos os fenômenos vieram pelo processo de Involução. É o núcleo do átomo e o princípio vital da molécula, da célula e dos organismos mais complexos. Em seu estado primordial e indiferenciado, é a consciência total, a síntese de todos os planos da consciência.
Envolvida na matéria, é a consciência limitada nos vários planos de expressão, desde a mera consciência em potencial até o plano da superconsciência. Em seu plano inferior, este é o Corpo Vital, o princípio da vida na matéria grosseira. Não há, então, matéria inerte, porque a ausência de vida é impensável. E onde existe vida, a ausência absoluta de consciência é igualmente impensável. A partir dessa linha de raciocínio, fica evidente que o Sol é um ser vivo e consciente.
Esse raciocínio está em estrita harmonia com a ciência moderna, e o motivo pelo qual os cientistas materialistas negam isso é porque eles são governados pelo preconceito ou ainda não foram capazes de ajustar as descobertas modernas à chamada matéria inerte. O próximo ponto a determinar é o plano, ou planos, da consciência do Sol e, portanto, o caráter da sua Personalidade. Isso não pode ser demonstrado exotericamente, pois dependeria do testemunho dos sentidos e da Mente indutiva, ou concreta, e isso é uniformemente admitido como ilusório.
Na melhor das hipóteses, esse processo não passa de adivinhação e a conclusão alcançada dependerá do plano de consciência revelado pelo adivinhador. O método verdadeiramente científico é o esotérico, que observa o assunto do plano da Mente abstrata, em que apenas a verdade reside. Existe uma lei de correspondência manifestada em toda a natureza, em grande parte reconhecida pelos cientistas modernos, pelo menos em seu plano inferior, e conhecida pelos Místicos nos planos superiores durante muitas das eras passadas.
A fórmula hermética dessa lei é “Como em cima, assim é em baixo; como é embaixo, assim é acima”. Em sua relação com a humanidade, nossa Bíblia assim o expressa: “E disse Deus: façamos o homem à Nossa semelhança e imagem” (Gn 1:26); e está registrado que à Sua própria semelhança e imagem, Deus fez o ser humano, tanto masculino como feminino.
Se, portanto, pudermos analisar plenamente a complexidade do ser humano, não simplesmente como ele é encontrado hoje, mas em seu resultado como imagem e semelhança da Divindade, teremos definido Deus; e se, tendo definido Deus, puder ser demonstrado que o Sol possui todos os atributos da Divindade, teremos então mostrado que o Sol é a Deidade do nosso Sistema Solar e essa teologia é cósmica.
Nosso primeiro passo, então, será responder à pergunta proposta pelo rei Davi no Salmo VIII: “O que é o homem?” (Sl 8:4). A resposta de Davi a essa pergunta é: “Porque o fizeste um pouco menor do que a Ti” (Sl 8:5). A palavra traduzida como “Ti”, em hebraico, é Elohim, ou os deuses criadores; e a frase “um pouco menor”, de acordo com os melhores tradutores judeus, significa “por um pouco de tempo”.
O “homem” – ou o ser humano –, então, é potencialmente uma Deidade criativa, um Logos ou Cristo. Os Elohim são, também, os sete principais Planetas do nosso Sistema Solar; cada um, como o Sol, é um ser vivo, orgânico e consciente; cada um possui um espírito criador, ou melhor, é um espírito criador e isso é mostrado no Livro do Apocalipse 1:4 como “Os sete espíritos diante do trono”; cada um é o criador do seu próprio corpo e todos eles constituem sinteticamente o LOGOS, ou Palavra criadora de Deus.
São João, em sua Primeira Epístola, no capítulo terceiro, referindo-se ao ser humano em seu desenvolvimento último, diz: “seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é”. E Jesus, o Cristo, disse de Si mesmo depois da ressurreição: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28:18). Esse é o ser humano cuja análise do ser demonstrará o Sol como nossa Divindade. Ao analisar a constituição do ser humano como um microcosmo, nós o encontramos como um ser composto de sete veículos, um veículo dentro de outro veículo, mas não como muitas caixas uma dentro da outra, cada uma separada e distinta da outra, não; no entanto, cada uma permeando a outra, estando o todo entrelaçado como um ser inteiro.
Desses veículos, o mais externo, o mais grosseiro, aquele que se manifesta à natureza senciente, é o Corpo Denso. Como já foi dito, esse é composto de substância química, o resultado da evolução desde o plano do mineral ou da cristalização.
Ele teve sua origem durante o Primeiro Dia da Criação, ou Período de Saturno, quando, como pensamento-forma, brotou da Mente e do Coração da Deidade através do duplo processo de Involução e Evolução: primeiro descendo na matéria para o plano mais baixo e depois ascendendo desse plano através daquele maravilhoso processo de transmutação que chamamos de Evolução. Assim, temos o que encontramos hoje no ser humano em sua expressão mais externa.
Esse Corpo Denso e grosseiro é essencial como base da consciência desperta e um instrumento através do qual o Espírito Virginal manifestado aqui (o Ego, a Individualidade) residente, ou divindade interna, pode se manifestar, podendo adquirir experiência para posterior desenvolvimento. Imediatamente o envolvendo está o Corpo Vital, às vezes chamado de “o duplo”, pois é o molde no qual o Corpo Denso é formado; também o chamamos de Vital, referindo-nos à substância da sua composição; também é chamado de “fantasma”, porque, como visto por Clarividentes, ele paira sobre a sepultura do Corpo Denso por um tempo mais longo ou mais curto.
Esse Corpo Vital é o princípio da vida no plano físico, porque enquanto permanece envolvendo o Corpo Denso, esse último se une a ele e adquire consciência; em sua partida, a consciência no plano físico desaparece e o Corpo Denso se desintegra.
O Corpo Vital é composto de quatro Éteres, variando em sutileza entre si. O mais denso deles é o Éter Químico e é o meio para a assimilação da matéria grosseira introduzida no organismo para sustento físico; é, também, o meio para a excreção ou expulsão dos resíduos do Corpo Denso.
O Éter seguinte em sutileza é o Éter de Vida, o meio de propagação. O próximo Éter em sutileza é o Éter de Luz ou Luminoso, o meio da percepção sensorial. O último e mais refinado dos Éteres que compõem o Corpo Vital é o Éter Refletor e ele é o meio usado pela memória.
O Corpo Vital é essencial porque sem ele não poderíamos manifestar a vida nem exteriorizar os Corpos internos ainda mais elevados. Esse Corpo teve seu estágio incipiente durante o Segundo Dia da Criação, o Período Solar, em seu estágio arquetípico.
Esses dois planos constituem os dois veículos que temos no Mundo Físico. O próximo plano superior e mais refinado do nosso ser é chamado de Corpo de Desejos. Constitui a sede das emoções da Força de Repulsão, do Sentimento de Interesse e de Indiferença e da Força de Atração que representam três divisões gerais; mas, cada uma dessas divisões é subdividida em planos mais diminutos. O mais baixo desses planos, o da Força de Repulsão, é subdividido em três sub-planos. O mais baixo deles é a sede das Paixões e dos Desejos Sensuais ou inferiores; o sub-plano logo acima é a sede das impressões ou da Impressionabilidade; o mais alto desses sub-planos no plano da repulsão é a sede dos Desejos.
O plano do Sentimento é subdividido em dois sub-planos. Quanto mais baixo for o assento do Sentimento de Indiferença, maior será o registro do Sentimento do Interesse. O terceiro e mais elevado plano do Corpo de Desejos é o da Força de Atração, subdividido em três. O mais baixo desses sub-planos é o da vida da alma – Vida Anímica; o sub-plano logo acima é o da luz da alma – Luz Anímica; o sub-plano mais elevado no plano da Força de Atração é o do poder da alma – Poder Anímico.
O Corpo de Desejos, em seu sentido mais geral, é a sede das forças psíquicas e teve seu início durante o Terceiro Dia da Criação, ou Período Lunar; mas apenas como um pensamento-forma.
Os dois planos gerais que foram mencionados, o físico e o de desejo, constituem a Personalidade do ser humano, a chamada “natureza decaída”, e é aquela parte individual do ser humano que é mortal e condenada a se desintegrar. Indo ainda mais fundo na constituição do ser humano, chegamos à Mente.
Esse plano é subdividido em duas subdivisões gerais, a do Pensamento Concreto e a do Pensamento Abstrato, chamadas também de “Mente inferior” e “Mente superior”. A primeira dessas Mentes é o elo entre o divino e o humano; o imortal e o mortal estão subdivididos em quatro subdivisões. A mais baixa delas é a sede das Formas Arquetípicas, as concepções de forma.
A próxima superior é a sede dos Arquétipos da Vida Animal, ou a concepção do Corpo Vital. O próximo nível superior é a sede dos Arquétipos do Corpo de Desejos e da emoção. O sub-plano mais elevado da “Mente concreta” é a sede das Forças Arquetípicas e da Mente humana.
Sinteticamente, a “Mente concreta” é a sede do início do processo criador. É o ponto focal da “Mente superior” ou criadora, o ponto em que ela se espelha pela substância primordial no início da longa jornada através da matéria.
O plano superior da Mente é o do Pensamento Abstrato e é a esfera do Espírito Humano, o plano inferior do Ego. Esse veículo é dividido em três subdivisões, sendo a mais baixa a subdivisão que contém Ideias Germinais de Desejo e Emoção tanto no animal quanto no ser humano. O sub-plano dentro dele é aquele que contém a Ideia Germinal da Vida na planta, no animal e no ser humano. A mais interna dessas subdivisões da Mente abstrata é aquela que contém a noção germinal da forma no mineral, no vegetal, no animal e no humano. A Mente ou intelecto do ser humano teve sua origem durante o Quarto Dia da Criação, o Período Terrestre em que vivemos agora, porque antes dele a vida orgânica não tinha nem cérebro e nem Mente.
O Ser Humano é Intimamente Semelhante a Toda Vida abaixo dele e a Toda a Vida Acima Dele
Que todos os livros sagrados, tanto entre os orientalistas quanto entre os ocidentalistas, comecem com uma cosmogonia sempre foi um grande mistério para os teólogos ortodoxos. Eles estão acostumados a considerar isso como algo puramente arbitrário. Isso porque eles não têm a menor ideia da base cósmica da teologia e da Religião. Eles pensam na criação da ordem universal e na criação do ser humano como atos distintos, como duas criações separadas, sem conexão alguma entre si bem definida.
Sendo monoteístas, eles não têm uma concepção de “muitos deuses e muitos senhores”, como o grande Mestre afirma, ou que esses deuses e senhores já foram seres como você e eu somos. É essa ignorância que os levou a formar ideias únicas sobre a pessoa do Cristo, quanto à sua divindade essencial. Eles não pensam que Ele já atravessou um estágio evolutivo que denominamos “humanidade” no sentido que imaginam as pessoas comuns, mas é dito que Ele foi aperfeiçoado pelas coisas que sofreu, assim como todas as outras pessoas são aperfeiçoadas.
Eles confundem o Logos como Deus criador com o Absoluto, a Causa indiferenciada de todas as causas. Isso os levou a considerar o ser humano apenas como um humano que pode se tornar divino por um ato especial da Deidade, um presente imediato; mas, eles não podem dizer como. Assim, toda a teologia ortodoxa, de todas as escolas, é uma confusão, um enigma inextricável baseado em meros dogmas.
A conclusão lógica a ser retirada dos relatos da criação de todos os livros sagrados é palpável; mas, esses livros não são lidos logicamente e isso é um grande mistério que pode ser atribuído ao puro preconceito. Veja, por exemplo, o relato bíblico dessas criações. “No princípio Deus (os Elohim ou deuses criadores) criou os céus e a terra”. Então, mais tarde, “Deus disse: façamos o homem à nossa própria imagem e semelhança”. Claro, isso se refere ao ser humano em seu resultado como Elohim ou criadores de Mundo, porém mostra que intimamente o macrocosmo e o microcosmo são um, sendo o último um filho ou descendência do primeiro; isso também confere um fundamento cósmico a todas as coisas.
Os sete Mundos (Mundo de Deus, Mundo dos Espíritos Virginais, Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico) são realmente sete planos de existência; na esfera macrocósmica, sete planos dentro do espaço ocupado por nosso Sistema Solar; na esfera microcósmica, sete planos de existência dentro do ser humano. Esses são planos que estão acima ou dentro, planos cada um mais alto ou interno que o outro, expressando uma condição mais atenuada da substância que ocupa espaço. O Plano do Absoluto, que de fato não é um plano, mas o Todo-inclusivo, é a Fonte dos planos inferiores ou externos; e não é matéria diferenciada, mas uma contínua massa, o “manto sem costura”, por assim dizer. É uma substância espiritual absolutamente não-fenomenal. É o “Nada” (porque é totalmente vazia de objetos e fenômenos); é a Coroa que está à frente de tudo, que tudo produziu e a tudo governa. Nisso vemos a lei de correspondência entre o maior e o menor, o que está acima e o que está abaixo.
Costumava-se pensar que o espaço fosse um vácuo e os tradutores da versão bíblica do Rei Jaime o consideravam assim, pois declaravam que antes da criação a Terra era não apenas sem forma, mas também vazia e essa palavra, “vazia”, significa um vácuo.
Nessa suposição foi sustentado pelos teólogos que “do nada Deus criou todas as coisas”, uma ideia realmente impensável. Mas, com a descoberta da teoria ondulatória da luz, tornou-se necessário conceber uma substância de estrutura granulada e repleta de espaço; assim, surgiu o átomo como hipótese. Entre os místicos, o átomo sempre foi reconhecido, mas entre os cientistas materialistas é uma descoberta moderna. O átomo é o ponto geométrico repleto de vida e de tudo que a vida, em todos os planos, implica; nessa descoberta foi estabelecida a harmonia entre as esferas física e metafísica.
Essa substância criadora é chamada, pelos místicos, de elemento ígneo e, pelos cientistas modernos, de névoa ígnea; mas, em seu estado primordial, embora ainda indiferenciado, no estado absoluto, era o elemento aquoso, mas não a água comum como a conhecemos; porém sua quintessência, a água eterizada em seu mais alto estado de tenuidade. Isso está de acordo com a declaração da Bíblia: “E o Espírito de Deus movia-se (pensava profundamente) sobre a face das águas”. E assim foi dito que todas as coisas procederam da água. A primeira emanação do Absoluto foi a Luz: “E Deus disse: Haja luz, e houve luz”. O agente universal, ou a expressão da Deidade no plano do relativo, era a Luz, a primeira irradiação do Seu semblante, o princípio vivificante da Natureza. Em sua manifestação é o elemento ígneo.
O átomo, ou ponto geométrico, foi a primeira diferenciação do Absoluto, o primeiro passo no processo criador, sem o qual o fenomenal teria sido impossível. É o princípio vital do universo, bem como sua manifestação localizada. É, também, o princípio vital e a manifestação localizada do ser humano e de todos os outros seres vivos. Uma vida percorre tudo e essa vida é divina, embora Ela Se manifeste em planos abaixo do essencialmente Divino.
Todas as formas têm dimensões de extensão como comprimento, largura e espessura; mas o ponto, a base de tudo, não possui nenhuma dessas dimensões: é um mero ponto infinitesimal no espaço. E ainda, por ser a base de todas as formas, possui sinteticamente todas elas dentro de si, desde as massas nebulosas até as formas mais sólidas do plano concreto. Possui em possibilidade tudo o que existe nos Mundos metafísico e fenomenal, abrangendo tanto formas quanto forças, objetos e leis que os governam.
Na esfera microcósmica, refere-se ao ponto germinativo, a semente, a partir do qual o feto se torna criança antes de se desenvolver na matriz. Na esfera da Mente, representa o ponto de consciência produzido pela imagem na imaginação da Divindade criadora, seja Deus ou ser humano, referente à criação futura em qualquer um dos planos. É a estrutura arquetípica do Arquiteto divino.
Em relação à Divindade Cósmica, é a imagem de toda a criação e tudo o que ela abrange; no referente ao Ego humano, é a imagem do seu próprio corpo ainda a ser formado no plano concreto. O ponto, portanto, representa a esfera das formas arquetípicas, o Primeiro Dia criador, o Período de Saturno da Terra.
No processo criador, o espaço era necessário, mas não o espaço em sentido geral como o parquinho das formas ou o campo de suas operações, pois esse sempre foi apenas o interstício entre os átomos. O mais sutil dos átomos, aquele que permeia todo o espaço e é um ponto, está assim envolvido.
Possui espaço em escala muito reduzida como seu campo de ação individual, de modo que na primeira Onda de Vida do Absoluto as vibrações foram iniciadas entre os átomos e eles foram polarizados; assim, o movimento começou sendo o segundo passo na Criação, o segundo princípio da Criação. Dessa maneira, o ponto possui em si, estaticamente, todos os princípios criativos como poder, ou força, discernimento, ordem, coesão, fermentação, transmutação e desintegração. Nele estão todas as cores para a visão; todos os sons para o ouvido; todos os gostos para o paladar; todos os odores para o nariz; e toda sensação para o sentido do tato.
Toda a gama de Planos está sinteticamente abarcada no átomo, ou ponto. Isso novamente mostra a base cósmica de todas as coisas em todos os Planos. No processo de Involução do espírito na matéria há cinco Ondas de Vida, quatro além da primeira que forneceu o ponto e essas correspondem aos Quatro primeiros dias criadores. Essas Ondas de Vida, tomadas em conjunto, constituem a Grande Respiração tanto no macrocosmo quanto no microcosmo e dela são modificações.
Essa Grande Respiração é aquele movimento ondulatório que é a causa da Involução da matéria cósmica e indiferenciada no universo diferenciado. A cada Onda de Vida o Espírito desce cada vez mais fundo no vórtice da matéria concreta. Outras Ondas de Vida realizam o trabalho de Evolução pelo qual o Espírito envolvido na matéria grosseira é levado ao seu estado primário de indiferenciação; e assim, continuamente, dentro e fora, o trabalho criador continua para sempre.
Mas, Involução e Evolução são processos opostos: um sai do centro (força centrífuga) e o outro vai para o centro (força centrípeta), assim como é verdade na expiração humana, quando o ar sai, e na inspiração, quando entra. A Fonte da Grande Respiração, não a Sua origem, pois nunca Se originou e sempre esteve operante, é Deus no sentido absoluto, em Quem reside eternamente a autoconsciência absoluta, o autoconhecimento e a automaestria. “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho”, disse o grande Mestre, e porque o Movimento primordial é incessante, as Ondas de Vida são uma necessidade e a criação é o seu resultado lógico.
Essas Ondas de Vida agem tanto positiva quanto negativamente, proporcionando um período de atividade criadora que é seguido por um período de descanso, de cessação do processo criador por algum tempo. Isso é ilustrado em todos os planos e em todos os ciclos. Nossa noite e nosso dia o ilustram; durante o dia há atividade e à noite há descanso, a recuperação para as atividades do dia seguinte. O inverno e o verão novamente manifestam essa dinâmica. A idade das trevas, seguida das idades de ouro, é outra expressão cíclica dessa grande verdade. Em todos os planos, a vida e a morte são ilustrações dessa grande lei; a vida é o período de atividade para o desenvolvimento da alma; a morte, o período de descanso e recuperação para um novo nascimento.
Assim, os vários planos são abarcados pelo processo de Evolução e Involução. Há um grande significado na declaração bíblica da Criação — “E houve uma noite e uma manhã, Primeiro Dia”. Nem as esferas macrocósmicas nem as microcósmicas descem ou sobem por movimento uniforme; mas, por ciclos e planos. Essa é uma grande lei dentro do plano do relativo. Como o Sol é o grande doador de vida e a Lua é considerada um Mundo morto pelos orientalistas, esses dois movimentos são chamados respectivamente de “a respiração do Sol” e “a respiração da Lua”.
Ambos os períodos, diurno e noturno, eternamente sucessivos, fundem-se em um estado de força que está prenhe de ambas as fases, positiva (ativa) e negativa (passiva), que é quando nenhuma força está ativa, embora ambas existam em estado estático, ou potencial, de suspensão. Essa também é uma grande lei do estado relativo e se manifesta tanto no universal quanto no particular, em todos os planos e em todos os ciclos. A obra de diferenciação não estava completa até que veio uma divisão da sexualidade, simbolizada por Eva sendo retirada de uma parte de Adão.
A relação sexual é apenas um arranjo provisório, instituído como meio de geração no grosseiro plano animal. Como as coisas são, foi uma necessidade à sua maneira, mas nunca deveria ter descido ao plano da luxúria, que é o plano do pecado, da ilegalidade, da morte, da doença e de todos os males aos quais a nossa Onda de Vida está sujeita. Expressa a “Queda do Homem”. A obra da redenção é realizada por meio de uma vida regeneradora, pelo cultivo da vida acima da luxúria, pela proficiência de superar todos os desejos inferiores, incluindo a “concupiscência da carne”.
O resultado do processo Regenerador é a restauração ao estado de equilíbrio, à unidade com o Pai, à vida de dois sexos, ao estado andrógino, quando Adão possuía Eva dentro de si. O grande Mestre disse: “No céu não se casam nem se dão em casamento, mas são como os Anjos”. Agora, o estado de sexo duplo, no qual o homem e a mulher estão separados, pode ser chamado de período diurno; morrer para todo desejo pode ser chamado de período noturno; o resultado da restauração do homem e da mulher ao estado andrógino, quando ambos os sexos se fundem em um, mas nenhum está ativo, é o período de repouso absoluto ou restauração absoluta.
Essa lei é válida tanto nos ciclos mais diminutos quanto nos maiores e em todos os planos da vida, do vegetal ao humano; é válida no macrocosmo e no microcosmo. O ser humano é intimamente semelhante a toda vida abaixo e toda vida acima dele; sua linha de desenvolvimento é sempre assim, primeiro para baixo e depois para cima, para dentro do vórtice e para cima na espiral: sempre e ciclicamente.
Qual é a fonte dos elétrons, ou substância espiritual, e dos vários planos de consciência?
É universalmente admitido que o Sol é a fonte de luz e calor, que está no plano químico ou no plano etérico. Agora, muitos cientistas admitem universalmente que o elétron, ou o Éter, que nos planos superiores é o alimento do nosso ser espiritual superior, é uma radiação do Sol. Em resumo, todos os fenômenos, toda luz, todo calor e toda vida em todos os planos emanam do grande orbe central do nosso Sistema Solar. Novamente, se a consciência existe na substância, mais desperta ou menos de acordo com o plano alcançado, então e logicamente a consciência em todos os planos existe no Sol. O Sol, assim e inquestionavelmente, é um ser vivo e consciente, a fonte de toda vida e consciência; como tal, é a Deidade do nosso Sistema Solar.
O que é verdade para o Sol também é verdade para todos os orbes planetários, pois os vários Planetas e asteroides que compõem o nosso Sistema Solar saíram do Sol através do processo nebular, que no departamento macrocósmico corresponde ao processo de gestação no departamento microcósmico da natureza. Todas as esferas cósmicas nasceram do Sol como um bebê nasce da sua mãe. Os Planetas são filhos do Sol como todos os seres humanos que têm filhos de fato são pais.
Não é mera fantasia poética chamar nossa Terra de mãe, pois ela o é nos planos inferiores do nosso ser. A vida inerente a ela produz toda a vegetação que, em infinita variedade, cresce na superfície dela e que é tão essencial para a alimentação animal e humana. Os vários gases constituem sua aura e produzem a água e a atmosfera tão essenciais para a existência contínua de todos os seres que bebem e respiram.
O que é verdade para o Sol e a Terra a esse respeito também é verdade para cada um dos sete Planetas e para os subplanetas e asteroides — porque cada um é uma personalidade viva, que respira e é consciente em vários planos de tenuidade e com graus variados de espiritualidade. O Sol, o pai de tudo, sinteticamente abraça todos, e os Planetas e asteroides permitem a análise do ser do Sol. O próprio Sol, em relação ao nosso Sistema Solar, é o Deus Pai-Mãe, possuindo polaridade dual.
Do ser mais íntimo desse grande centro recebemos a mais alta espiritualidade de que somos capazes, assim como do seu invólucro mais externo recebemos o nosso Corpo Vital.
O Planeta Mercúrio, que está muito perto do Sol e, portanto, dizemos que habite no seio do Pai, é o meio através do qual os vários outros Planetas ou divindades recebem suas várias características; pode-se dizer que, através dele, eles se aproximam do Pai.
Esse pequeno Planeta é, assim e em sentido cósmico, o mediador entre o grande Pai e seus filhos planetários, o logos de nosso Sistema Solar, o Cristianismo cósmico.
Por essa razão ele sempre foi considerado o Mensageiro dos Deuses e suas irradiações despertam e alimentam a consciência Crística dentro de nós, pelo menos no plano da Mente. Ele é, portanto, o “deus do intelecto”. Para as almas não desenvolvidas, cuja consciência não ascende acima da Mente concreta, ele é o “deus do conhecimento concreto”, o conhecimento comum pertencente apenas a esse Mundo perecível, o Mundo material; mas, para as almas bem desenvolvidas, nas quais a consciência Crística foi despertada, ele é o “deus da sabedoria divina”. Embora essa sabedoria seja produzida no Sol, ela não chega até nós diretamente do Sol, pois como elemento ígneo ele nos consumiria, pois Deus é fogo que consome. “Ninguém pode aproximar-se do Pai senão pelo Filho”. Mas Deus não é apenas um Sol, Ele também é um escudo; isto é, Ele protege Sua grande Glória, que tudo consome, através dos Planetas.
A próxima Deidade planetária situada a partir do Sol é Vênus, a deusa Vênus, a bela estrela matutina e vespertina. Ele representa o elemento Amor do Sol. Os raios do Sol, focalizados nele e irradiados para o nosso mundo, despertam em nós a emoção da afeição, de modo que, junto a Marte, ele é corregente do Corpo de Desejos, tanto em suas manifestações inferiores quanto superiores. O amor é o grande unificador tanto na Natureza como na natureza humana. No processo criativo, a força positiva ou centrífuga é, como Ismael, o grande desintegrador, movendo “a mão de um homem contra outros homens”; mas o amor, como o de Cristo, atrai tudo para tudo o mais.
A influência dos raios de Vênus une elétron a elétron e compõe o átomo; une átomo com átomo, construindo moléculas; une molécula a molécula, compondo as células; une células com células e cria tecidos e órgãos; une órgãos a órgãos, construindo organismos… Levando esse princípio mais longe, ele rompe a tendência dos micróbios de se oporem uns aos outros e, assim, tornarem-se mortais mutuamente, unindo-os em uma fraternidade amorosa e vivificante. Entrando no plano da vida humana, faz com que as pessoas comparem notas, afundem as diferenças e gravitem juntas em um todo unido, despertando aquela afeição sagrada e divina dos pais por seus filhos, o que os leva a fazer todo e qualquer sacrifício pelo bem-estar deles; além disso, ela desperta em toda a vida senciente — dos pássaros aos animais — o amor e cuidado pela sua progênie, algo que se aproxima do amor materno.
Em qualquer lugar que esteja posicionado em um horóscopo, o raio de Vênus tende a eliminar as dificuldades e a criar e manter a harmonia. Sem a influência de Vênus, toda a Natureza, toda a natureza humana e toda a natureza senciente desmoronariam e dariam lugar ao caos universal.
Sobre as almas que ainda estão apenas no plano da consciência mortal, a influência dessa “Deusa do amor” amortece o senso de harmonia e beleza, de modo que a pessoa se torna preguiçosa, desordenada e carente de autorrespeito, sendo incapaz de sentir amor verdadeiro, tornando-se uma pervertida e licenciosa. Mas, nas almas bem avançadas, indicadas tanto por suas condições de nascimento quanto por suas vidas, Vênus desperta e alimenta as emoções superiores e o amor altruísta.
O próximo Planeta ou Deus é a Terra, o Planeta que representa nosso lar, o teatro de nossas atividades, a escola na qual recebemos nossa educação, a teórica e a prática, a esfera da nossa evolução e desenvolvimento. Este Mundo Físico constitui o plano de tudo o que é da Terra, terrestre, o invólucro externo do próprio Mundo e de todos os seres orgânicos sobre a face do globo. Assim, a Terra expressa o elemento terrestre do Sol. Nela, o Sol, focalizando seus raios, desperta em nós e alimenta a porção perecível da nossa complexa natureza. Como o Sol, cada um dos Planetas possui polaridade, a positiva, ou ativa, e a negativa, ou passiva, e ambas as expressões da vida terrena são assim manifestadas aqui. Ela é nossa Deusa Pai-Mãe e eleva essa relação dual até nós. O físico e denso, mesmo no plano de cristalização, tanto no macrocosmo quanto no microcosmo, é essencial para o processo de evolução.
Começamos a crescer no nível mais baixo, e a quintessência desse plano, expressa em termos de Espírito, é necessária como elemento constitutivo desse puro estado espiritual ao qual todos nós tendemos. Almas subdesenvolvidas no plano terrestre são intensamente terrenas, rudes, ignorantes, feias em forma e caráter, precisando de muitos renascimentos para trazê-las ao padrão de santidade. Mas, aquelas que estão no caminho reto e estreito para cima são esotéricas em pensamento, consciência e vida, apresentando muito da divindade do ser para a qual todo o sistema planetário se esforça para nos levar.
A Lua, o satélite da Terra, é geralmente classificada entre os Astros influentes em sua relação com a Terra. O elemento negativo, ou passivo, domina a Lua de modo que ela é considerada, assim como a Terra, um Astro mãe ou Deusa. Na relação da Terra com o Sol a Lua é um meio e no plano terrestre é a esposa ou deusa do Sol. Como esposa do Sol ela recebe o ofuscamento dele, ou fertilização, e seu principal atributo é o da fecundação. Ela constitui a matriz para o Pai-Sol depositar Sua semente para a geração de todas as gestações e nascimentos. Segundo o relato bíblico, foi Gabriel, o Anjo, quem anunciou a Isabel o vindouro nascimento de João, o Batista, e a Maria, o vindouro nascimento do Cristo na pessoa de Jesus, o Nazareno.
Marte, a Deidade avermelhada e ruiva, é o próximo Planeta que se estende da Terra e do Sol. Sua expressão especial do Sol é o vigor ou energia dinâmica. Ele rege a cabeça, positivamente, e as partes íntimas, negativamente, e essas são as sedes da força: uma força ligada aos arquétipos do cérebro ou da Mente e a outra às formas concretas que são geradas pela Mente e alcançadas pela involução. Marte se projeta em Áries e gera formas de matéria grosseira em Escorpião.
A força dinâmica de Marte é vista em toda a Natureza e sem ela não poderia haver progresso. A eletricidade disseminada no espaço é apenas uma força estática, um gigante adormecido; mas, quando está sob a influência do Sol torna-se uma força dinâmica e serve à humanidade iluminando o mundo, transformando a noite em dia, levando suas mensagens através dos continentes e sob os mares, impulsionando máquinas e, assim, unindo nações, aniquilando distâncias, construindo uma civilização evoluída.
Os leitos de carvão da terra são conservadores do calor do Sol e neles uma poderosa energia jaz latente, em alguns casos durante eras; mas, quando finalmente essa poderosa energia é liberada pelo processo de consumo do carvão outro poderoso gigante é liberado e, estendendo-se à utilidade, ele se torna um poderoso poder dinâmico. O calor aquece nossas casas, cozinha nossa comida, dá nova vida a corpos resfriados pelo frio, gera vapor e move nossos carros, barcos e fábricas; consequentemente, é outro grande civilizador. Essas e todas as outras forças dinâmicas que são controladas e guiadas em canais de utilidade sob a influência desse ígneo deus Marte são o bem mais valioso que a humanidade possui no caminho da civilização e do desenvolvimento da Onda de Vida humana; embora às vezes esse poder possa parecer brutal, ele, de modo geral, representa o progresso.
No entanto, se esses poderes escapam do controle da masculinidade superior e os servos se tornam os senhores, eles se tornam destrutivos, como no caso da guerra que devasta grandes extensões de território e dizima grandes cidades, consumindo as finanças das nações e esgotando o agregado do elemento humano. O poder dinâmico pode se tornar um flagelo tão grande quanto possível ou ser uma bênção para nossa Onda de Vida humana. Pode se tornar um fogo destruidor que é mais mortal do que todos os explosivos existentes.
Marte também é o deus do desejo. Ele concentra a vida solar no desejo e na emoção, despertando os espíritos animais. Assim, ele intensifica o espírito de Vênus do Corpo de Desejos. Ele também intensifica a mentalidade Mercurial, seja para o bem ou para o mal. Os tabus do Oriente orientam a todos no caminho de “matar o desejo”. Mas, o mundo ocidental, com desejos energéticos bem direcionados, operou transformações maravilhosas na Terra, criando uma civilização muito além de qualquer outra que já a precedeu. E aqui é a razão que não devemos “matar o desejo” e sim dominá-lo.
A próxima divindade planetária a partir do Sol é Júpiter, o gigante do céu. Ele é o deus do idealismo e, portanto, da Religião; focalizando os raios do Sol, transmite aos habitantes da Terra o ímpeto religioso do Sol. Sua influência em todos os planos é a mais benéfica de todos os Planetas do nosso Sistema Solar. Ele é o deus das grandes oportunidades não apenas no desenvolvimento da alma e na realização espiritual, mas, também, nas coisas temporais. Saturno representa limitações e infortúnios; se estamos familiarizados com os dados astrológicos, estamos acostumados a culpar esse Planeta “malévolo” por todos os nossos infortúnios; mas, na verdade, nossas bênçãos sob Júpiter superam em muitos nossos infortúnios, assim chamados, sob Saturno. Posicionado na Casa da prosperidade, Júpiter dá riquezas; na Casa da honra ele confere popularidade e renome.
As crianças subdesenvolvidas de Júpiter são religiosas pela esperança de recompensa ou são capciosas, apenas desempenhando um papel pela esperança de ganho. No plano superior, os filhos e filhas dessa divindade são pessoas santas. Os subdesenvolvidos esbanjam seu dinheiro mal ganho em coisas pertencentes ao plano do real em vez do ideal; os mais avançados não apenas têm tudo o que o coração poderia desejar, mas também o usam com benevolência e sabedoria. A classe inferior ganha notoriedade, enquanto os sábios adquirem fama honrosa ao longo da vida.
Saturno, o deus das limitações, vem a seguir quando nos afastamos do Sol. Através dessa divindade os raios do Sol são especializados em obstruções. Na mitologia grega ele é chamado de Cronos, que significa o deus do tempo e o tempo é limitação. No desenvolvimento da alma, são necessários obstáculos e limitações para evitar que a pessoa mergulhe de cabeça em caminhos destrutivos. “Tão perto e tão longe”; os prazeres dissipadores são apresentados a nós e, tendo falhado repetidas vezes em superá-los, a alma conclui que deve se purificar desses desejos baixos e, assim, o processo de auto purgação continua. Isso pode se referir a prazeres comuns, à obtenção de dinheiro ou posições, a honras buscadas…
Saturno é também o Satã da Bíblia, o grande tentador e provador, como no caso de Cristo Jesus e Jó. Não que ele seja malévolo, desejando a nossa queda. A malevolência é apenas aparente, a visão superficial do sujeito; mas, ele nos testa para ver se somos capazes de suportar os testes de discipulado e domínio. Ele não se alegra com nossos fracassos, mas os lamenta como qualquer instrutor lamenta o fracasso de um aluno. Na verdade, ele é um aliado de Deus, não um inimigo. “Meu filho, não considere levianamente a correção do Senhor (Saturno), nem desanime quando for reprovado por ele, porque o Senhor corrige a quem ama e açoita todo filho a quem repreende”.
Como o deus do Tempo, Saturno produz decrepitude e decadência. Em nossa juventude, o Sol derrama um fluxo constante e resistente de vida através do nosso organismo, dando aparentemente a promessa de imortalidade na carne. Todo jovem possui um excesso de vitalidade. Isso continua até o zênite da vida; mas, então, quando o Sol começa sua queda, quando desce em direção ao horizonte ocidental, quando a Natureza parece estar cansada e nos aproximamos da morte, assim, depois que o vigor completo foi alcançado, a decrepitude e a decadência começam quando o poder de Saturno supera o do Sol e nos aproximamos das sombras da morte em Escorpião. Essa lei de Saturno, e todas as outras, de fato, percorrem todos os departamentos da vida e, também, a natureza.
Os castigos de Saturno não são agradáveis, mas dolorosos; no entanto, eles produzem em nós os frutos pacíficos da justiça. Foi afirmado por Cristo Jesus, o maior dos Mestres, e o que é válido para Ele é também para todos nós. As obstruções despertam a resistência e a resistência desenvolve a força, em todos os planos.
Os recém-descobertos Planetas-deuses Urano e Netuno estão ainda mais distantes do grande centro, sendo o último o mais distante. Cada um, como todo o resto, são especializações das forças solares. Foi dito que eles são o início de outra oitava de Espíritos Planetários e, como tal, estão em um plano superior aos outros Planetas.
Urano é considerado a oitava superior de Vênus e, portanto, expressa o elemento de amor da Deidade no plano divino, que é puro e altruísta. Essa é a esfera do coração puro, em que vemos apenas Deus ou o bem, pois desse ponto de vista tudo é bom. A alma que pulsa em resposta às vibrações uranianas é como Deus, pois O vê como Ele é.
Urano rege os Éteres superiores, de modo que aqueles que vivem no plano dos Mundos inferiores são os mais afligidos de todos e sofrem mais com seus castigos. Comunidades, nações e o mundo em geral, embora existam no plano inferior, também são afligidos, assim como os indivíduos, mas de maneiras diferentes, por cataclismos por exemplo. Todas as visitas dessa divindade são repentinas e inesperadas, como insuficiência cardíaca em indivíduos ou terremotos em países.
Netuno, o mais distante e o último descoberto, é a divindade dos mares, oceanos e do elemento aquoso em geral. Diz-se que ele é a oitava superior de Mercúrio e, como tal, é o deus da Mente superior, da sabedoria divina. Ele é a divindade mais espiritual de todas, até onde sabemos.
Assim como Mercúrio é o Portador da Luz do Sol externo ou físico, Netuno é o Portador da Luz do Sol interno ou espiritual, que é do deus Vulcano. É missão especial de Netuno nos elevar ao plano dos deuses, os membros da Hierarquia do céu.
Os místicos declaram que além de Netuno existem três Planetas, mas se três, por que não cinco, perfazendo ao todo uma segunda oitava? Esses três deuses planetários regem os três Signos mais complexos ou altamente desenvolvidos; primeiro Virgem, que se relaciona com o processo de refinamento da nossa Onda de Vida humana e com a purificação da alma individual; a seguir, Libra, o Signo do casamento da alma e do espírito, ou da unidade com Deus; finalmente, Escorpião, o Signo da morte, mas para a imortalidade da alma individual.
Dissemos que o Sol do nosso Sistema Solar é o Deus Pai-Mãe, e Mercúrio, o Cristo ou mediador; mas, na relação do nosso Sistema Solar com os maiores, o Sol é, Ele mesmo, o LOGOS, o Cristo Cósmico.
Entre as constelações, ou aglomerados de estrelas, Touro parece ser aquela com o qual estamos mais intimamente relacionados, se é que não fazemos parte dela. No pescoço de Touro existem sete estrelas brilhantes chamadas Plêiades, que dizem exercer uma influência muito agradável sobre nosso organismo: “Podes atar a doce influência das Plêiades?” ou “Podes amarrar as lindas Plêiades?”, ou ainda: “Podes afrouxar as cordas de Órion?” (Jó 38:31). O centro desse aglomerado é Alcyone, e é dito ser o grande Sol central em torno do qual todo o nosso Sistema Solar, com outros Sistemas Solares, gira uma vez a cada vinte e cinco mil anos, um ciclo chamado de Precessão dos Equinócios. Se isso estiver correto, então Alcyone é o maior Deus Pai-Mãe.
Seguindo esse processo, podemos avançar e penetrar na profundidade abismal do espaço até alcançar o maior de todos os centros e o maior de todos os sóis, que, por excelência, é a Divindade do espaço universal, de duração infinita, de todos os ciclos e todos os sistemas; assim como o nosso Sol especializa sua influência por meio dos Planetas, esse Deus universal especializa seu Ser absoluto por meio dos vários sóis e Sistemas de Mundos.
O Dia de Saturno
Os dias da semana têm, respectivamente, o nome dos vários Planetas do nosso Sistema Solar. Sábado é o dia de Saturno – Saturday em inglês. De acordo com o relato do Gênesis, o sábado foi o sétimo e o último dia da semana. E como era o dia seguinte à conclusão do processo criativo, foi reservado como o dia de descanso ou sábado do hebraico Shabat, descanso, e durante toda a história do povo hebraico, foi observado como tal.
Na medida em que os Dias da Criação não são mais considerados como sete dias e noites literais, mas longos períodos de tempo, exceto por um grupo relativamente pequeno de ultraliteralistas, o sétimo Período é considerado a longa Noite cósmica ou Período de descanso, fechando o processo criativo e apresentando a nova Criação. Por todos os místicos, esse sétimo Dia é dividido em duas partes.
A parte do dia eles chamam de Período de Vulcano e a metade da noite é geralmente entendida como o Período de Saturno. Isso o torna a Era introdutória do novo processo de Criação ou do primeiro Dia da Criação e, como a Criação está eternamente em andamento, todos os começos dos sistemas solares são vistos como o Período de Saturno.
No último artigo desta série, discutimos as limitações de Saturno como “Tempo, o Velho Pai” e mostramos que ele é o Planeta da obstrução e da destrutividade; no entanto, há outras lições a serem aprendidas com o profundo conhecimento desse Planeta e das coisas para as quais ele dá suporte. Para algumas dessas lições nós gostaríamos de direcionar a atenção dos leitores deste artigo.
A primeira lição é a da transição da escuridão para a luz. Saturno é uniformemente considerado o Planeta da escuridão. A própria ideia de descanso indica isso. A noite é o período de descanso e o dia, o de atividade. Mas, como devemos entender o significado dessa transição? A noite não é apenas o período de descanso, mas também de recuperação: um estado preliminar para um novo dia, uma nova vida, um novo nascimento; em suma, uma ressurreição. Porém, o novo dia deixa Saturno e seu trabalho para trás e é o começo de uma condição muito maior que a de descanso. Em um sentido muito profundo, o descanso implica não apenas a noite, a escuridão ou a recuperação; mas a própria morte.
A morte, devidamente entendida, é um período de escuridão no que diz respeito às formas, um período de inconsciência, de recuperação, de reunir os resultados das complexas experiências da vida anterior, que preparam a inauguração de uma nova e mais alta forma de vida. O novo dia, ou período, é chamado domingo ou o dia do Sol – Sunday, em inglês. Como domingo, ou o dia do Sol, foi o Dia da Ressurreição de Jesus, o Cristo, esse dia simboliza a ressurreição, pois o Dia de Saturno representa a morte.
Há uma questão muito debatida hoje sobre qual dia deve ser observado como cumprimento da exigência de YahwehI – Jeová – de “guardar meu sábado”[1]. Ultrassabatistas afirmam que o sábado deve ser observado; mas o cristianismo ortodoxo defende a observância semanal do domingo. Para ser fiel ao significado dos símbolos, a primeira classe argumenta que descanso, recuperação, escuridão e morte são ideias mais elevadas do que ressurreição, dia, luz e uma nova vida. Aqueles, ao adorar o sábado, inconscientemente adoram Saturno ou o Satã da Bíblia, o grande destruidor, o tentador, o acusador; os outros adoram o Sol, o doador da vida, o sustentador, a luz e o fornecedor de calor; em suma, a verdadeira Deidade do nosso Sistema Solar.
Se for perguntado, então, como a ideia de Saturno foi usada e comandada pelo Deus do Antigo Testamento, a resposta será simples e palpável. A escuridão sempre precede a luz e, vindo primeiro, é naturalmente a primeira a ser usada. Mas, a escuridão é elementar, provisória, efêmera. Representa o começo das coisas, as etapas da infância; porém, de acordo com a lei do crescimento ou evolução, deve ser seguida pelas ideias mais elevadas da humanidade, da vida superior. O advento do Cristo foi a separação dos caminhos. Adão foi feito uma alma vivente; Cristo, ou “o segundo Adão”, tornou-se um espírito vivificador. A ressurreição seguiu a morte de acordo com a lei do crescimento e tão certamente quanto o dia segue a noite. Apegar-se ainda ao dia de Saturno como o ideal mais elevado é voltar ao antigo hebraísmo, ao estado da infância, é inverter os ponteiros do mostrador do tempo. Para a atual Era, a Era de Peixes, a próxima Era, a Era de Aquário, vai melhorar a Humanidade, assim manter o dia de Saturno e respeitar na vida tudo o que isso implica retardar a evolução, impede o crescimento da Humanidade e faz da sepultura o lugar de descanso de tudo o que o ser humano é: Corpo, Alma e Espírito.
É verdade que os sabatistas esperam uma ressurreição futura, algo que ainda virá, e isso no sentido literal de ressurgir de sepulturas terrenas e de corpos físicos, de Corpos Densos. Mas, essa literalização é destrutiva para toda espiritualização da Humanidade. A ressurreição não é um evento futuro, mas está aqui e agora. “Se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima”[2], são as palavras do inspirado São Paulo. Cada manhã é uma ressurreição; cada avanço feito em qualquer plano ou departamento do nosso ser maravilhosamente complexo é uma ressurreição. São Paulo buscou o poder da ressurreição e disse que ainda não o tinha alcançado, mas que estava lutando para alcançá-lo.
O poder da ressurreição foi expresso pelo grande Mestre quando, depois de ter saído do túmulo, declarou que todo poder ou autoridade Lhe havia sido dado[3]. Esse mesmo poder foi proporcionado ao ser humano no momento da sua criação. E os Elohim disseram: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre o gado, sobre toda a terra e sobre todo réptil que se arrasta na terra”[4]. Esse domínio sobre o céu, a terra e todas as obras das mãos de Deus não foram realmente dados ao ser humano naquela época, nem ele ainda o alcançou; foi dado apenas como uma possível conquista e essa conquista virá como o resultado de uma vida ressurreta.
Ultrassabatistas alegam que as escrituras não defendem o respeito ao domingo e esse é o seu desafio. Hoje, porém, essa autoridade existe na observância do “Dia do Senhor” pela Igreja Apostólica (Católica ou Protestante); mas, na ausência disso a Natureza, que é o livro mais inspirado de Deus, prova essa transição de maneira mais conclusiva. Em toda parte da natureza isso é observado. A cópula, a concepção e a gestação, em todos os planos, vegetal, animal ou humano, representam o Período de Saturno da escuridão e da morte; enquanto o nascimento a seguir é o período do Sol de ressurreição em estágio mais elevado. São Paulo, ao discutir o princípio da ressurreição, usa essa mesma figura. Mas alguém dirá: “Como os mortos são ressuscitados e com que tipo de corpo?”. “Tu és um tolo; aquilo que tu semeias não produzirá a menos que morra; e aquilo que tu semeias não é o corpo que deve ser, mas um grão nu, pode ser acaso de trigo ou outro tipo; mas Deus dá o corpo como Lhe agrada e cada um semeia o próprio corpo.”[5].
Nenhuma disputa deve ser oferecida contra o sábado ou o domingo. Os princípios envolvidos em ambos são essenciais: um representa a involução e o outro, a evolução; um é elementar, o outro é avançado. Existem vastas multidões de pessoas que ainda não estão suficientemente amadurecidas para superar o processo literalista. Elas precisam observar o sábado ou o dia de Saturno e encontrar sua Religião sobre as ideias envolvidas nesse caso; outras são mais avançadas e precisam situar sua Religião na concepção da ressurreição, mesmo que seja uma interpretação literal de ressurreição. Cada classe representa um estágio de desenvolvimento.
Os dois são necessários em sua relatividade: o mais elevado, para trabalhar internamente como Deus, desejando e atuando por seu próprio prazer, como um ímã espiritual que atrai para cima a parte inferior; o menos elevado, para ganhar experiência pelo toque com o mundo concreto e, assim, evoluir para o mais alto até que os dois se tornem um. KAPH, a décima primeira letra do alfabeto hebraico e a primeira da superior série simbólica, ilustra esse grande princípio adotado na dupla ideia da morte seguida pela vida. A palavra significa literalmente “a Palma da mão” e denota força.
Eva foi a primeira na transgressão e por seu poder de persuasão induziu Adão a seguir seu exemplo. Nisso ela demonstrou seu poder superior; mas, na queda resultante, o seu desejo se dirigia ao marido, de modo que ela se perdeu nele. A mente carnal luta contra a espiritual e a espiritual, contra o carnal e nos estágios elementares a mente carnal é vitoriosa sobre a mente espiritual. No estágio mais avançado, o Ego, ou Cristo interno, liberta a natureza caída, assim como o Cristo expulsou os “sete demônios de Madalena”[6]; é então que, o “homem natural”, purgado de todos os desejos, torna-se casado com o “homem espiritual”.
É assim que o sábado, tendo feito sua obra de morte e destruição, introduz o domingo com sua glória de ressurreição e absorve em si a quintessência do sábado, tornando-se assim mais rico. A criação, que é geração, incluindo tudo o que entendemos por esse termo, é a donzela prostituta, a trabalhadora do mal, porque os que praticam o mal o fazem à noite. É a morte das envolturas, a morte do corpo, “porque no dia em que dela comeres, morrendo tu morrerás”[7]. Esse é o trabalho preparatório do primeiro Dia da Criação, mas a regeneração é a redenção da Criação, o novo nascimento ou nascimento de Deus (o Sol).
Essa transição da escuridão para a luz é o maior dos mistérios. “Grande é o mistério da piedade, Deus manifestou-Se em carne”[8]. Saturno transmutado em Sol, engolido pelo Sol, as duas forças, masculina e feminina, nessa união andrógina, agindo e reagindo, dão origem aos Novos Céus e à Nova Terra, onde habita a retidão. Essa é a consumação do processo de expiação no cosmos; o princípio corre por toda parte, da Deidade à ameba e da ameba de volta a Deus.
Outra lição a ser aprendida dos princípios envolvidos na ideia de Saturno é a lição da Lei e sua transição para os princípios eternos que estão envolvidos no ser aperfeiçoado.
Muito está sendo dito por ministros, pastores e padres a partir de seus púlpitos em todo o mundo Cristão sobre o contraste que existe entre a Lei e o Evangelho ou entre os estados de estar sob a lei e estar sob a graça. Mas, pelas conclusões tiradas é evidente que eles têm apenas uma concepção muito superficial da verdade real. Essa nebulosidade decorre do fato de que eles não têm conhecimento da base cósmica da Religião e da Teologia, não entendem adequadamente as lições mais profundas da própria Bíblia, pois praticam o Cristianismo popular.
A lei se relaciona com o estado de limitação, de tempo, de localidade, de finito. Saturno, sendo o “deus da limitação”, é o “deus da lei”. Ele é referido pelo grande Mestre como o “deus deste mundo”. É o domínio de Satanás que torna a lei uma necessidade. Onde não há lei não há pecado. A lei é feita para os injustos, não para os justos. É um mero arranjo provisório para conter o mal, até que a iluminação divina nos eleve acima da lei, quando nos tornaremos uma lei para nós mesmos. Sendo restrição, uma força negativa, impede o crescimento e trabalha para a morte. “Porque a letra <lei> mata.”[9]. Legalismo e literalismo são gêmeos e ambos são descendentes de Saturno. Os legalistas estão sob a lei e não sob o princípio envolvido no Evangelho; no entanto, muitos podem se imaginar convertidos a Cristo ou nascidos de Deus.
[1] N.T.: Ex 20:8
[2] N.T.: Col 3 :1
[3] N.T.: Mt 28:18
[4] N.T.: Gn 1:26-28
[5] N.T.: ICor 15:36
[6] N.T.: Lc 8:2
[7] N.T.: Gn 2:17
[8] N.T.: ITm 3:16
[9] N.T.: IICor 1:3
O Mal é uma Crença Fixa e Falsa da Mente Mortal
O processo de Involução (a parte do Esquema de Evolução que começa no Período de Saturno e vai até a metade da Época Atlante, nesse Período Terrestre) não implica necessariamente a queda da Humanidade (a “Queda do Homem”) em pecado, doença e morte reais — no cultivo e no domínio do espírito de luxúria. Mas, uma vez que o espírito de limitação foi instituído, havia a responsabilidade de descer ao plano e domínio da Mente concreta. Essa condição se impôs a nós durante a Época Atlante e cresceu a tal ponto e a um estado de tal virulência que se diz que Deus se arrependeu de ter feito o ser humano (Gn 6:6).
Existe uma escola de pensamento hoje que combate a ideia da “Queda do Homem”, afirmando que o ser humano surgiu da condição mais baixa de vida e de forma e que o processo tem sido um avanço contínuo. Rejeitando o processo de Involução, os adeptos dessa filosofia lutam por uma geração espontânea de formas de vida. Os chamados cientistas, entre eles, podem ser encontrados examinando a água em barris de chuva ou poços de lodo na esperança de descobrir o processo.
Outros fazem testes com substância protoplasmática no esforço de produzir vida e formas. Mas, esse esforço é uma luta para produzir algo do nada, o que obviamente é impossível. A única solução viável para a questão da origem das formas de vida é a da Involução, que explica as formas de vida como tendo irradiado do grande luminar central, que é o Deus do nosso Sistema Solar. Sob essa hipótese também havia a possibilidade da “Queda do Homem”.
Com uma Humanidade degenerada em Suas mãos, caída em um estado tão baixo em todos os sentidos, a grande obra da Deidade foi resgatar e redimir a Humanidade, uma tarefa estupenda mesmo para um Deus. A Lei, então, com suas severas penalidades, tornou-se uma necessidade; época em que os cataclismos foram introduzidos como assistências na obra de salvação humana. No desenvolvimento inicial de todos nós, antes que Urano fosse descoberto ou sua influência nefasta fosse sentida em grande extensão, Saturno era o “deus da lei e dos cataclismos”. Mesmo hoje, o reinado de Saturno como o “deus do mal” e da destruição não foi totalmente superado. Ele ainda é considerado, por muitos, o grande malévolo devido o reino da lei ainda ser dominante, na verdade, uma necessidade para muitas pessoas.
Os quatro Evangelhos, como um agente salvador, tem estado ativo desde a introdução do Cristianismo e cada vez mais no sempre crescente espírito de reavivamento e nos seus resultados. Mas, a mensagem do Evangelho para a igreja e o mundo hoje é baseada na concepção exotérica do Cristo Salvador. Ele é o Salvador que foi, e de um modo nebuloso ainda é, de uma forma comercializada, literalmente um pagador da nossa dívida com a Lei, por causa da nossa pecaminosidade, tanto a atual quanto a herdada de “nosso pai”, Adão. A graça é, portanto, um dom imediato e a imortalidade, que é o seu resultado, também.
De fato, não há mal, nem natural, nem cívico, nem moral. O mal é a ilusão da Mente mortal, uma condição mental que foi produzida por termos “comido” da Árvore do Conhecimento do bem e do mal. O que a Humanidade considera o mal é, em grande parte, resultado da ignorância, se não totalmente. É verdade que dizem ser o resultado da ordem divina “Não comereis dela” e, assim, o pecado também é visto como a transgressão da Lei.
Distinguir entre o bem e o mal é uma base necessária para o crescimento moral; o crescimento moral é essencial para o desenvolvimento da alma e a experiência espiritual. Era bastante apropriado, portanto, que, como condição necessária para o desenvolvimento inicial, a cegueira fosse nosso guia. As crianças são assim educadas; elas são ensinadas, por exemplo, a acreditar em Papai Noel. Existe um verdadeiro Papai Noel, mas não como elas são instruídas a acreditar. Esse é uma ilusão que serve a um bom propósito no desenvolvimento educacional da criança. Mais tarde, ela descobre que o verdadeiro Papai Noel é seu pai ou seu responsável e, assim, capta o espírito (de gentileza) e cultiva a benevolência de um “Papai Noel” para seus filhos e para os infelizes que não têm pais ou têm pais pobres demais para dar presentes para seus filhos.
Na nossa ignorância, em seu estágio bruto, somos ensinados pela linhagem divina a acreditar na existência real do mal como sendo o antípoda do bem. Mais tarde, percebemos que isso é apenas um pouco de romance, mas tem um respaldo sólido e, pois, no desenvolvimento que se segue nós ganhamos uma experiência que só a lei e a letra poderiam dar. Acreditar no mal moral tem a sua sequência na crença no mal natural; então, somos instruídos a acreditar que no dia em que comermos do fruto proibido “morrendo morreremos”; assim, através da Mente iludida, nós nos tornamos vítimas da doença, de acidentes, de perdas e mortes.
Isso tudo é elementar. Deus não vê o mal. Seu “olho é puro demais para contemplar a iniquidade”[1]. Ele está além da idade da ignorância e do romance e vê as coisas em sua verdadeira luz. O coração puro não vê o mal, mas vê Deus ou o bem, apenas. O ponto de vista tem muita relação com esse assunto do mal. “Para os puros todas as coisas são puras, mas para os impuros (ignorantes) nada é puro”[2]; “Aquele que é nascido de Deus não peca e não pode pecar porque é nascido de Deus”[3]. Ver o mal é ser mau e Deus é absolutamente puro. Essa ideia, embora horripilante para almas rudes, é verdadeira; é simplesmente o método de Deus para o desenvolvimento humano do estado juvenil para o estado superior.
Essa concepção é a quintessência do Evangelho como um poder para salvar ou elevar da ilusão do mal para a clara luz do Sol da verdade e da liberdade. A verdade enganosa, assim chamada, é escravidão; ela estreita, limita, produz uma consciência mórbida; mas, a Verdade liberta. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”[4]. A verdade é o objetivo ideal, mas a ilusão leva a ela e, então a ilusão é necessária. O real e o ideal andam de mãos dadas com o real dominando por um tempo, mas acabando por se tornar subserviente ao ideal. A lei, o domínio de Saturno, é universal em nosso mundo, abrangendo todos os departamentos da vida. A violação de seus mandatos na Natureza é a base de todo o mal natural: no governo artificial é o crime, a base das instituições e punições penais que vão das mais triviais até a prisão perpétua ou até mesmo a perda da própria vida; na esfera moral é a base de uma consciência acusadora e da concepção ilusória de uma Geena (o suposto inferno de fogo eterno aonde as almas são enviadas para sofrer), de um tormento sem fim como resultado de uma maldade incorrigível. Mas, com a crescente inteligência da Humanidade, particularmente ao longo da linha da verdadeira ciência e, mais especialmente, da ciência esotérica e cósmica, o “reino da lei” está relaxando e a graça a está, gradualmente, o substituindo.
A verdadeira ideia do Evangelho e o real significado da graça estão crescendo rapidamente. Quanto ao mal natural, a Mente está substituindo a terapêutica como agente de cura; quanto ao cívico, os tribunais de justiça estão estendendo o privilégio de liberdade condicional e os executivos estão mais frequentemente comutando sentenças e perdoando criminosos; quanto ao mal moral, os tormentos de um inferno sem fim como punição merecida para os culpados estão sendo substituídos por instituições purgatoriais e remediadoras, a Geena e o Hades da Bíblia, corretamente entendidos.
O mundo, incluindo todos os tipos literais de religiosos, ainda está sob o domínio da lei em todos os seus movimentos de reforma e propaganda. Desconhecendo as leis da vibração superior, ou da ajuda divina e superior, a igreja depende do “espírito do dinheiro” para sustentar o ministério, o missionário e todos os seus empreendimentos de organização, de respeitabilidade e de forças civis para inaugurar a temperança e as reformas para lidar com o mal social. Na verdade, Saturno rege todos os departamentos da igreja, bem como o estado.
Mas, os dias sagrados, os sábados e domingos, as leis em todos os departamentos, o pecado, a doença e a morte, Satanás, o Inferno e todos os outros inimigos da Humanidade, com todos os desejos desordenados, ambições baixas e motivos egoístas, serão gradualmente conquistados e abolidos para que “o novo Céu e a nova Terra”[5] possam ser introduzidos. O processo de superação é o processo de elevação do inferior ao plano do superior, ou não seria redenção, mas morte e não daria início ao “dia do Sol”, mas permaneceria na sepultura durante um dia interminável de Saturno.
A mediação será então para sempre dispensada, não sendo mais necessária, pois cada alma se tornará como Deus, vendo-O como Ele é, será um Ego consciente de Cristo, um coerdeiro, junto ao Cristo, da herança do mais alto céu. Então, até mesmo o Cristo despojará Sua coroa diante do trono eterno para que “Deus seja tudo em todos”[6].
Estando “mortos em delitos e pecados”[7], o processo de redenção é pela morte, um morrer para a carne, para que possamos ressurgir em vida nova, a vida do Espírito. O pecado mata e para morrer para o pecado é preciso morrer para si mesmo. O décimo segundo termo do alfabeto hebraico ilustra isso de forma impressionante, a letra LAMED. A palavra significa literalmente um “aguilhão” e significa uma surra ou castigo. Dessa palavra surgiu o termo “lamm”, que significa bater com força. Essa ideia é expressa em todos os planos, em processos multiformes e nos mitos e lendas de todos os religiosos, tanto orientais quanto ocidentais. Uma das primeiras lendas da Bíblia é a de LAMECH, que matou um jovem que o feriu — a morte precedendo uma vida mais elevada e divina.
Caim matou Abel e Abel renasceu como Set; Sansão matou o Leão e da sua carcaça foi extraída doçura; o Cristo foi crucificado por Seus inimigos… Isto é Satanás, que morre para a carne a fim de alcançar uma gloriosa ressurreição, a elevação da alma à unidade com o Ego ou o Pai interior. Em todos os lugares, onde uma semente viva tenha sido plantada adequadamente, ela morre ou permaneceria sozinha; mas na morte do seu invólucro, o germe ou divindade interior brota e produz uma nova e mais elevada forma de ser.
Essa é a Lei da Graça, ou o favor imerecido, devidamente compreendida. Assim, o “dia de Saturno” se funde naturalmente com o “dia do Sol” como a noite se funde com o dia e a morte, com o renascimento.
[1] N.T.: Hab 1:12
[2] N.T.: Tit 1:15
[3] N.T.: IJo 3:9
[4] N.T.: Jo 8:32
[5] N.T.: Apo 21:21
[6] N.T.: ICor 15:28
[7] N.T.: Ef 2:1
Involução, Evolução e Epigênese
Cientistas modernos adotaram a teoria da Espiral para as formas, os ciclos, os movimentos e tantos outros fenômenos como hipótese de trabalho. Essa ideia tem sido conhecida não como teoria, mas como verdade científica pelos místicos de todas as eras passadas. A evolução não ocorre em círculos, muito menos em linha reta. O círculo nunca nos faria avançar; a linha reta nos levaria a qualquer lugar, ou melhor, a lugar nenhum. Todas as formas são espirais.
A vegetação, da menor à maior, cresce em espiral. Todas as frutas são em forma de espiral; o mesmo se aplica a ovos de todas as variedades. Todos os organismos que possuem o Corpo de Desejos — insetos, peixes, animais e seres humanos — são moldados dessa forma. No ser humano há uma relação espiral entre o quadril, o ombro e a mandíbula; em alguns casos, esse fenômeno é bastante acentuado. Os Astros também apresentam características espirais.
Todos os movimentos são em espiral, seja uma bala projetada de uma arma, um ciclone se movendo sobre a terra, um redemoinho no riacho, a rebentação do oceano ou os movimentos das esferas umas sobre as outras.
Todos os ciclos são espirais, do mais minucioso ao maior possível. O período da Criação, tomado como um todo, é uma vasta espiral. Os sete Períodos criadores são, cada um, uma espiral e cada um faz sete voltas em sua ascensão em direção ao ápice. Cada uma das Eras precessionais é uma espiral; os séculos também, assim como os anos, meses, dias, horas, minutos e assim por diante, até o menor ponto infinitesimal de tempo. Esse é o processo universal de gestação e nascimento, pois ambos são movimentos, forças e formas. A vida, a morte e o renascimento, que se repetem continuamente, seja do ser humano ou dos mundos, expressam o movimento espiral.
Como mostrado no artigo anterior, os fenômenos não ocorrem apenas em espiral, mas em ciclos de atividade e de repouso: dias e noites, vida e morte; avanços e aparentes retrocessos; fluxo e refluxo; verão e inverno; e durante os períodos de descanso, os frutos dos períodos de atividade são reunidos e guardados com o propósito de enriquecer o ser e intensificar a autoconsciência.
Hierarquia Celestial
O trabalho de envolvimento da vida e o desdobramento dos órgãos, tanto internos quanto externos, superiores e inferiores, é realizado não apenas pela Deidade Suprema de maneira geral, mas Deus é auxiliado pelas Hierarquias Criadoras, Seres que avançaram do estágio humano para o estágio de glória e todos incorporados no Absoluto. Cada um tem o seu próprio trabalho designado para realizar, um trabalho exatamente adequado ao seu estágio de progresso. Todos esses Seres, por mais gloriosos, por mais avançados que sejam como Divindades ou Criadores de Mundos, são frutos de ciclos criadores anteriores e avançaram do estágio mais baixo possível das formas de vida.
Esses seres angélicos estão em vários estágios de desenvolvimento, desde aqueles que atingiram o estágio mais elevado até aqueles que possuem menos consciência do que a Humanidade comum; todos são ajudantes de uma forma ou de outra e por meio da ajuda prestada estão ajudando a si mesmos a avançar para alturas mais elevadas, assim como avançamos nesta vida ao contribuir com o progresso dos outros. Eles não são apenas ajudantes dos desdobramentos iniciais da vida, mas ajudam uns aos outros, auxiliando os seres angélicos superiores nos planos inferiores. Nem todos ajudam em todos os momentos, mas cada classe aguarda o seu tempo até que haja trabalho adaptado a ela.
No Reino de Deus a ajuda mútua é um dos grandes princípios, mas em nosso estágio de desenvolvimento pouco é praticado nessa direção, pois cada um está muito ocupado com seus próprios assuntos para dar um pensamento útil a seu irmão ou a sua irmã; mas, à medida que a Onda de Vida humana avança, o altruísmo também avança e o egoísmo gradualmente se dissipa.
O crescimento da alma, na melhor das hipóteses, é extremamente lento; começou na manhã da criação e prossegue Era após Era através de muitas vidas, até o fim dos tempos. Existem, no entanto, almas avançadas e retardatárias; aquelas que avançaram ao longo do “caminho reto e estreito” por meio de exercícios especiais, auxiliadas pelos seres angélicos, e que venceram a corrida muitas Eras antes dos soldados rasos e esses, que, nada sabendo da possibilidade de tal vantagem, e talvez não se importando, elaboram seu destino na forma ampla da vida comum; os retardatários são aquelas almas que retrocedem na corrida, ficando para trás de Era em Era, e que têm até a quinta Revolução desse Período Terrestre para alcançar o ritmo nesse Esquema de Evolução; caso contrário perderam as condições de continuarem evoluindo nesse Esquema de Evolução. Desses alguns ainda estão no estado da Onda de Vida animal, mas deveriam estar no plano humano. Entre os pioneiros do antigo Ciclo Criador, que assumem sua tarefa neste ciclo, como se retomassem o trabalho de um dia anterior, exatamente de onde pararam, alguns ultrapassaram os novos iniciantes e se tornaram os Irmãos Maiores do nosso ciclo, sendo uns mais avançados do que outros.
Ao longo do caminho há todos os estágios de desenvolvimento, desde a alma vegetal e mais baixa, ainda inconsciente ou cuja consciência está no estado de sonho, até o Senhor da Mente mais elevado que, como luz celestial e brilhante, permanece diante do Trono Eterno. Existem todos os graus de seres humanos nesta vida, desde o recém-nascido ao centenário; dos mais estúpidos e ignorantes aos Mestres de Sabedoria; e o que é verdadeiro para a vida orgânica e microcósmica é igualmente verdadeiro para os organismos macrocósmicos ou esferas.
Esse trabalho de ajuda externa, feito pelos vários planos de Espíritos angélicos, prossegue de plano em plano como Espíritos grupais que sempre carregam suas cargas cada vez mais altas, até que o plano do humano seja alcançado e o ser humano se torna uma individualização autoconsciente do Ser Espiritual, ganhando independência à medida que a Vontade se torna cada vez mais livre do domínio da carne, quando ele não precisa mais de ajuda externa e se torna uma lei para si mesmo. Nesse estágio, a experiência, transmutada em Sabedoria é o seu instrutor e ele, como as “filhas do Rei”, torna-se então “todo glorioso por dentro” e rapidamente desenvolve poder e autoridade semelhantes aos dos deuses.
Essa consumação é o resultado de um processo duplo: o primeiro consiste na construção gradual dos vários invólucros ou corpos do espírito inerente, por meio dos quais ele deve se manifestar nos vários planos de consciência correspondentes ao veículo. Esse processo costuma ser chamado de período de Involução e significa o envolvimento do Espírito na matéria, em vários graus de tenuidade.
No ser humano, é o trabalho de preparação para a experiência humana em todos os vários planos do Ser, porque sem um corpo a experiência e a consciência são inviáveis. O último processo, o período de existência consciente, consiste em utilizar os veículos para a aquisição de experiência, sabedoria e poder: é a transmutação do ser humano em Deus. Este processo é chamado de Evolução, o que significa a evolução de todos os invólucros de volta ao Espírito puro.
O ser humano, sendo uma individuação da Deidade e possuindo uma vontade independente, é uma Individualidade, de modo que, não apenas não há dois iguais, mas também não há dois que agem da mesma forma sob as mesmas circunstâncias ou situações semelhantes. Os animais são controlados por um Espírito-Grupo; eles não possuem independência de vontade e ação. Eles são governados pelo instinto, não pela intuição. Às vezes, mostram feitos maravilhosos, como a abelha na construção dos alvéolos no favo; mas, todas as abelhas agem exatamente da mesma forma em seu trabalho e produzem de maneira igual as mesmas formas.
O mesmo comportamento se aplica ao castor, à formiga e a muitos outros insetos e animais construtivos. Eles nunca fazem qualquer melhoria em seu trabalho; o tempo passa e ele permanece o mesmo. O Divino ainda não foi individualizado neles. Não há gênio entre eles, pois o gênio é a expressão de uma Mente divina e, em conexão com a imaginação, faz do ser humano um criador dentro de si mesmo. O castor é um construtor sob controle; o ser humano é um construtor independente, de modo que é capaz de uma variedade infinita em todas as suas realizações. O instinto não é engenhoso, mas o gênio é.
Se algo acontecer e estragar as células do favo de mel, as abelhas o descartam e começam a construir de novo; mas, o ser humano, sendo um criador, é capaz de converter a derrota em sucesso. O ser humano, assim, não apenas evolui, pois, evolução significa mero desdobramento de possibilidades latentes, o simples crescimento ou desenvolvimento, como a evolução de um pássaro a partir de um ovo. Todas as formas inferiores de vida evoluem, mas o ser humano procede pelo processo de Epigênese.
A força dentro dele, que faz com que sua evolução seja mais do que um mero desdobramento de poderes latentes, que faz a evolução de cada indivíduo ser radicalmente diferente da de todos os outros, que fornece o elemento de originalidade e dá escopo à potência criativa que o ser em evolução deve cultivar por seus próprios recursos independentes para eventualmente se tornar um Logos ou uma Deidade criativa — essa força é o Gênio, o elemento desperto em nós por Deus.
Muitos cientistas avançados de hoje consideram a Epigênese um fato demonstrável; mas, os cientistas em geral, lidando apenas com os fenômenos, com a forma, reconhecem apenas a Evolução.
Muitos dos filósofos avançados do nosso tempo reconhecem tanto a involução quanto a evolução. Mas, os místicos combinam todos os três em sua filosofia — Involução, Evolução e Epigênese. A Epigênese não entra em conflito com a evolução, como alguns supõem. Max Heindel, no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, mostra que sem a Involução é impossível compreender a origem da Humanidade; sem a Evolução não podemos entender o constante desenvolvimento da Onda de Vida humana; e sem a Epigênese não podemos conceber porque o ser humano se desenvolve como o faz.
Os Ciclos
Como foi observado anteriormente, há em um vasto ciclo criador sete ciclos menores de duração uniforme, constituindo, cada um deles, uma noite e um dia criadores. Cada um desses ciclos é subdividido em sete ciclos menores de duração uniforme e possuem, também, respectivamente, sua noite e seu dia de igual duração; como o tempo nunca cessa, esses sete ciclos internos constituem uma espiral com o tempo sempre se movendo para cima em direção ao ápice. Também observamos que cada uma dessas noites e dias criadores recebe o nome de um dos Planetas do nosso Sistema Solar e que o Período de Saturno inicia o Tempo. Isso nos dá sete Mundos, bem como sete ciclos e cada Mundo corresponde a um ciclo. Cada um desses Mundos corresponde ao Planeta que lhe dá nome e possui um grau diferente de vibração, o que significa um estágio diferente de densidade que vai da pura substância espiritual até a matéria densa.
Embora nos refiramos a sete Mundos, deve-se entender que esses não são Mundos separados ou distintos, mas Mundos dentro de Mundos e, como no caso de nosso organismo, existem Corpos dentro de Corpos, desde o Corpo Denso até o Espírito Virginal. Eles correspondem exatamente, sendo o último a miniatura do primeiro e estando envolvido nele. O Sistema Solar é, portanto, uma unidade composta de um número infinito de unidades menores ou Sistemas Solares, desde o átomo até o Sol universal; como Deus é o Sol, tudo isso está contido em Deus e, de acordo com essa visão, “Deus é tudo em todos”. A separação, ou diferenciação dos Mundos, um do outro, ocorreu depois do Período de Saturno, cada um tendo nascido em sua estação de acordo com o surgimento de novas condições no Esquema de Evolução.
Os Mundos mais elevados, ou mais espirituais, muito naturalmente foram os primeiros a nascer e são os últimos a desaparecer, porque saíram diretamente do puro Espírito e ao mesmo retornarão. Com o passar do tempo, à medida que a Involução continuou, Mundos mais densos surgiram como veículos para a experiência, até que finalmente todo o sistema foi concluído, inclusive os três Mundos mais densos nos quais nossa atual evolução está sendo consumada e o elo de conexão entre os Mundos espirituais e superiores e o Mundo material, inferior, Região Química do Mundo Físico. À medida que esses Mundos servem, cada um, a seu propósito particular, como uma célula desgastada do nosso Corpo Denso que percorreu o seu curso, sua existência termina e, assim, com o tempo, todo o sistema é reabsorvido no centro cósmico Uno e Universal, quando outra longa Noite se segue, preparatória de um novo Ciclo criador. Assim, o processo de criação continua incessantemente, dia após noite, sistema após sistema.
Planos de Consciência
Antes do início da longa jornada do Espírito individualizado através da matéria, como Espírito Virginal, virgem porque não se encontrava contaminado pela matéria, ele estava no Mundo ou esfera do Espírito Virginal – o Mundo dos Espíritos Virginais –, que está próximo ao mais elevado dos sete Mundos, sendo o mais elevado o Mundo de Deus, onde não há diferenças, mas a eterna imutabilidade e, no entanto, é a Fonte eterna de toda a Criação.
Nessa época, possuía consciência divina e universal, mas não autoconsciência. Para obtê-la, era necessário que ele se envolvesse em um Corpo Denso e grosseiro; ou seja, que se tornasse humano, como conhecemos hoje o humano. Sem essa condição, ele não poderia associar-se a uma Alma, ou invólucro espiritual, nem poderia ter o Poder da Alma, o Poder anímico, fruto do seu trabalho no Tríplice Corpo. Finalmente, sem se manifestar na carne, jamais poderia se tornar um Logos ou uma Mente criadora. Teria, portanto, permanecido para sempre em sua morada nativa, possuindo apenas potencialmente essas vastas possibilidades, e Deus, o Pai-Mãe, teria sido para sempre um “Pai sem filhos”. Assim, a majestade do sexo não teria ganhado expressão. A ideia de uma Deidade eternamente inativa e de um espaço eternamente perdido e vazio é dificilmente concebível.
Deus anseia eternamente por Sua prole e os filhos cósmicos e microcósmicos são o resultado. O Espírito Virginal desceu primeiro ao plano do puramente humano e depois ascendeu de volta a Deus; na sua descida e ascensão Ele se tornou uma Deidade Criativa.
De acordo com o livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, no início da Manifestação, Deus diferenciou dentro de Si esses Espíritos Virginais (que se tornaram seres humanos) como centelhas de uma Chama (Radiações) da mesma natureza e capazes de serem transformadas em Chamas ou Deuses.
A Evolução é o processo de abertura que deve atingir esse fim. Nos Espíritos Virginais estão encerradas todas as possibilidades do seu Pai Divino, inclusive o germe da Vontade independente que os torna capazes de dar origem a novas fases. As possibilidades latentes na Vontade são transformadas em poderes dinâmicos e faculdades disponíveis durante a Evolução, tais como são expressas em todas as formas vivas que se situam abaixo do ser humano em todos os planos inferiores, enquanto a Vontade independente institui projetos novos e originais, como expressam os seres humanos que se expressam como gênio, e são incorporadas na Epigênese.
Quando o Espírito Virginal se envolve no Plano imediatamente abaixo daquele do Espírito Divino e assim começa sua longa peregrinação, sua consciência, que vimos ser divina, torna-se totalmente cega, de modo que se torna completamente alheia às condições externas, como é o ser humano no mais profundo transe. Esse estado de inconsciência continua ao longo deste Plano e do Período que envolve.
Esse Período, como será mostrado mais tarde, é o Período de Saturno. No segundo, ou Período Solar, correspondente ao Plano do Espírito de Vida, a consciência se eleva ao estado de sono profundo ou sem sonhos. Durante o terceiro, ou Período Lunar, que é o terceiro degrau descendente na matéria e corresponde ao Mundo ou Plano do Pensamento, a consciência eleva-se ao estado de sono com sonhos. No meio do quarto Período, o Plano Terrestre, ao qual agora chegamos como Onda de Vida humana, a consciência alcançou o estado de totalmente desperta, a consciência de vigília.
Essa é uma consciência pertencente apenas ao mais baixo dos sete Mundos. Durante a metade restante deste Período, a Metade Mercurial, e todos os Períodos restantes — de Júpiter, de Vênus e de Vulcano —, a consciência, tendo sido totalmente despertada, continuará a se expandir à medida que a Alma avança para frente e para cima de volta para Deus, de modo que incluirá todos os seis Mundos acima do plano Físico, Mundos pelos quais anteriormente desceu através da Involução.
Enquanto o Espírito Virginal descia, assim, à matéria para formar para si os invólucros essenciais pelos quais poderia se expressar no plano do físico e do mental, as energias vitais inerentes a ele eram dirigidas por Seres superiores que ajudavam a voltar sua energia inconsciente para dentro, de modo a lhe permitir construir os seus próprios veículos. Durante todo esse tempo, o Espírito Virginal foi um feto indefeso e inconsciente sendo gestado no ventre da Natureza.
Mas, depois, quando veio o nascimento no Mundo objetivo, no plano do humano, e o Espírito Virginal avançou suficientemente e se equipou com o Tríplice Corpo, os olhos da sua consciência foram abertos e agora, como ser humano, seu olhar foi invertido: do Mundo interior para o Mundo exterior, para que as suas energias o conquistem.
Como ser humano, tornou-se agora potencialmente um Elohim, um construtor de Mundos: “Pois tu o fizeste um pouco menor do que os Elohim”. Para alcançar essa exaltada possibilidade, o ser humano deve necessariamente avançar pela Região Química do Mundo Físico, pelo Mundo do Desejo e, mais tarde, pelo Mundo Mental até atingir o plano do Ego, despertando sua consciência à medida que avança, ganhando total experiência e poder, conquistando a onisciência, a onipotência e todos os outros atributos divinos.
Assim, foi dado um esboço do Esquema da Evolução, de acordo com a Filosofia Rosacruz. Embora seja obscuro, é compreensível, especialmente por aqueles que avançaram o suficiente ao longo do caminho para se interessar profundamente pelos grandes problemas envolvidos. Que o conhecimento desse Esquema de Evolução, especialmente o seu domínio, é altamente importante, ficará evidente quando considerarmos que quanto melhor conhecermos os segredos ocultos da Natureza, com cujas leis e princípios temos de lidar, mais perfeito será o nosso poder sobre a Natureza.
Ignorar as forças ocultas é ser tão indefeso quanto um bebê nos braços de sua ama. Pouco a pouco essas Forças da Natureza estão sendo dominadas, como se vê na energia a vapor, no telégrafo elétrico, na energia elétrica, na luz elétrica, no telefone, na telegrafia sem fio, na telefonia e em muitos outros aparelhos da descoberta moderna no mundo prático. Mas, nos planos superiores, essas forças ocultas aparecem em possibilidades maravilhosas como na Clarividência, Clariaudiência, telepatia e forças espirituais afins. Conhecer e ser capaz de trabalhar com essas forças é tornar-se um colaborador da Deidade, usando possibilidades e poderes amplamente divinos.
Além disso, essas forças ocultas têm um lado sombrio e um lado positivo, trabalhando para a destruição e para a construção; elas se manifestam tanto na força satânica quanto na Divina. O raio não apenas opera ou pode controlar a maquinaria do Mundo, mas, na ignorância sobre o seu poder destrutivo ou sobre os seus modos de operação, alguém pode ser vítima de sua corrente mortal e o mesmo é válido para todas essas forças. A magia branca, ao elevar a Humanidade, eleva o mago; a outro, ao afligir sua vítima, aflige a si mesmo, criando material mortal para agoniar tanto esta vida quanto as futuras; é importante, assim, conhecer o uso de uma e se proteger da outra.
Encarnações Divinas
Tudo o que foi dito sobre a criação do Mundo e expressa o assunto em seus termos mais gerais também pode ser dito sobre a Involução e Evolução dos germes que ocorreram na humanidade, pois os dois foram concebidos, gerados e nascidos juntos.
É verdade que nossa Bíblia se refere ao ser humano, criado à semelhança e imagem de Deus, como a “obra-prima” da Deidade e o produto do sexto dia da criação, mas essa referência destina-se ao ser humano não como é hoje, muito menos como tem sido, mas como ele será em seu pleno desenvolvimento.
Como os Mundos, a vida microcósmica primeiro desceu por Involução ao plano de cristalização e depois ascendeu por Evolução, através dos planos do vegetal, do animal e do humano bruto, até o plano que agora ocupa, que, em seu estado normal, é ainda um humano puro, mas está avançando do humano para o divino. O Espírito dentro dos Corpos já esteve envolto em mineral, quando, como no caso da terra, a consciência estava em estado de transe profundo. Em seguida, avançou para o plano de vegetal, onde possuía um Corpo Vital e a consciência estava no estado de sono sem sonhos.
Ele então ascendeu ao estado animal, abrangendo toda aquela vida orgânica possuída por um Corpo de Desejos, em que a consciência foi despertada, mas não era autoconsciência, pois o Espírito ainda não estava individualizado, mas era governado de fora, de maneira parecida como os Espíritos-Grupo fazem hoje com a Onda de Vida animal. Finalmente, o espírito residente foi revestido de corpos humanos de carne e sangue, que são apenas transmutações da essência da vida mineral, vegetal e animal.
Dias de Criação
No desenvolvimento da vida orgânica e do ser espiritual são necessários sete vastos Períodos, como afirmado anteriormente, geralmente chamados de dias criadores, abrangendo em sua totalidade todo o Ciclo Criador. Cada um desses Dias é seguido por uma Noite de duração proporcional durante a qual as experiências do Dia anterior são revisadas e sua essência é reunida ao enriquecimento da alma.
Esses dias criadores recebem o nome dos Astros do nosso sistema solar na ordem do processo criador. A segunda metade do último dia criador, de acordo com o relato bíblico, é o sábado, cujo nome vem do Planeta Saturno; mas, de acordo com os místicos esse é o primeiro Dia, pois introduz o Tempo. O segundo Dia, o domingo, recebe o nome do Sol; o terceiro Dia, ou segunda-feira, o da Lua; o quarto Dia, ou a primeira metade do Dia terrestre, o de Marte; a segunda metade recebe o nome de Mercúrio; o quinto Dia, o de Júpiter, chamado pelos nórdicos de Thor, refere-se à quinta-feira; o sexto Dia, ou sexta-feira, tem o nome de Vênus; e o último Dia, que é a primeira metade do sábado, o de Vulcano, o deus do submundo.
Esses Astros específicos regem os vários dias da semana correspondentes. Embora os dias da semana recebam o nome dos Astros, os Períodos criadores mencionados não têm referência a eles, exceto no sentido mais amplo; mas, todos se referem à Terra, como o Período de Saturno da Terra, o Período Solar da Terra e assim por diante. O trabalho geral a ser realizado é indicado pelo Astro nomeado, pois o trabalho de Saturno deve ser realizado durante o Período de Saturno na Terra; o trabalho do Sol durante o Período Solar da Terra, etc.
Cada um dos Dias criadores é subdividido em sete períodos menores chamados de Revoluções e correspondem ao trabalho que deve ser feito durante todo o Dia criador, sendo o trabalho a ser feito durante a Revolução correspondente. Assim, como o trabalho de Saturno é realizado durante o longo Período de Saturno, um trabalho similar deve ser feito na Terra durante o subperíodo de Saturno do longo Dia terrestre e assim por diante.
Ao mostrar o trabalho a ser feito, então, durante o longo Dia de Saturno, que é um trabalho geral, mostramos de maneira específica o trabalho especial a ser realizado durante cada Revolução.
O que é indicado aqui sobre o Período de Saturno e as sete Revoluções de Saturno é verdadeiro para cada um dos outros Períodos e Subperíodos, como por exemplo o Período Solar, ou segundo Dia criador, está ligado de maneira geral ao trabalho do Sol, enquanto a primeira ronda do Sol tem relação com o trabalho específico do Sol e a da Lua, com o trabalho específico da Lua durante o segundo Dia criador…
Durante os sete longos Dias criadores e os quarenta e nove Revolução criadores, todo o trabalho de construção do Mundo e construção do ser humano — nos detalhes mais minuciosos, começando dos Espíritos Virginais que são inexperientes e não estão desenvolvidos, descendo e subindo, primeiro ao plano mineral e então, de volta, ao plano dos Espíritos Virginais, mas agora totalmente desenvolvidos e totalmente conscientes como Deidades criadoras — será completo.
Os literalistas de hoje têm muito a dizer e escrever sobre o “Plano das Eras de Deus”, mas o período abrangido e a obra a ser realizada, segundo eles, são tão insignificantes que parecem apenas uma gota em um balde, em comparação com o verdadeiro plano de Deus, apenas um instante de tempo dentro de uma época inteira, quando comparado à duração de um Ciclo criador. É tão vasto que está além da nossa capacidade de compreensão.
O Primeiro Dia da Criação
Esse, conforme explicado acima, é o Dia de Saturno, ou a segunda metade desse Dia. Entre os antigos hebreus, o sábado é uniformemente ensinado como sendo o sétimo ou último Dia criador, o Dia em que Deus terminou todas as Suas obras e entrou em descanso, o longo período de descanso do povo de Deus quando, eles completaram sua longa jornada através da matéria. Mas, como mostrado em artigo anterior, essa Noite deve preceder o Dia e a morte deve introduzir a vida; como Saturno é o deus da noite e da morte, ele deve ser o introdutor do primeiro Dia.
Assim, ele é representado na mitologia grega como o “Velho Pai-Tempo”, o deus que introduziu o tempo, o plano do limitado dentro do ilimitado, de modo que podemos ver prontamente que ele representa o Primeiro Dia Criador. Ele geralmente é representado como um homem velho, cheio de anos e maduro para se reunir com o grande depósito da eternidade.
Ele está sentado ao lado de uma mesa sobre a qual se vê uma ampulheta cujo objetivo é medir o tempo. Sobre o seu ombro está uma foice, indicando que o tempo ceifa todas as coisas para a eternidade. Nisso ele representa sinteticamente, como de fato ele controla, todo o tempo e, portanto, é o “Deus deste Mundo”. Sendo o deus do tempo, é sua missão construir e destruir todas as formas com o propósito de reconstruí-las em um plano superior da grande espiral. Esse trabalho reconstrutivo, no sentido mais geral, é o trabalho de construção de seres humanos e Mundos, como vimos acima, trabalho trazido de um Ciclo criador anterior.
De acordo com o relato bíblico, o trabalho geral feito durante o Período de Saturno foi um mero trabalho de concepção, um processo de reflexão introdutório à produção de luz. De acordo com a tradução do rei James, no início dos tempos “a terra estava vazia e vaga”[1]. Em certo sentido, isso era verdade, pois não havia formas ou organismos de natureza concreta como os que conhecemos; e ainda havia uma forma bem definida, uma vasta massa nebulosa que estava situada dentro do “grande abismo” do espaço. Antes que a criação realmente começasse, o espaço estava preenchido com a substância que compunha essa vasta nebulosa, mas em uma condição sem forma. Sendo sem forma, essa substância era fria e elétrica, um zero absoluto, de fato.
Mas, com o início da forma, o estado magnético da eletricidade foi introduzido e, assim, o calor permeou a forma. O Espírito, que é elétrico, é informe e imutável, portanto, eterno e sempre existente; mas, assim que assume a forma, por mais etérea que ela possa ser, Ele é trazido para dentro do alcance do Tempo, perde Sua espiritualidade essencial e é transmutado da condição de frio intenso à de calor incandescente. Antes do processo criador “as trevas cobriam o abismo”[2]; isso porque sem forma o espaço fica cheio de escuridão, pois fica em estado negativo.
A escuridão não é uma entidade como a luz, mas é a ausência de luz e na ausência de forma não pode haver luz. A luz é radiante ou refletida, seja a luz do Sol ou da Lua, mas em ambos os casos deve haver forma. Mas, com a gestação da nebulosa, a luz começou — luz e calor implicam-se mutuamente. Assim, no primeiro passo do processo gestativo, a forma bruta e a luz passaram a existir juntas. “Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas”[3].
“Deus chamou à luz “dia” e às trevas “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia”[4]. A escuridão pertence ao estado indiferenciado; a luz pertence à criação; é, portanto, uma medida do tempo assim como medimos por dias e noites. O primeiro Dia criador, então, foi a introdução do tempo, a transição da escuridão, da morte e frieza de Saturno para a luz cósmica que é vida e calor.
E, no entanto, a escuridão no estado indiferenciado é luz indiferenciada, pois o estado indiferenciado é o estado do indizível; é o estado do Espírito em Sua absoluta pureza. É escuridão apenas para o nosso sentido limitado da visão que, por causa de sua limitação, é incapaz de perceber a luz no plano do Espírito; “O homem psíquico não aceita o que vem do Espírito de Deus. É loucura para ele; não pode compreender, pois isso deve ser julgado espiritualmente.”[5], assim diz o inspirado S. Paulo.
[1] N.T.: Gn 1:2
[2] N.T.: Gn 1:2
[3] N.T.: Gn 1:3-4
[4] N.T.: Gn 1:5
[5] N.T. 1Cor 2:14