porFraternidade Rosacruz de Campinas

Novo Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Julho de 2020

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.

Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 50 – Agosto de 2020 (Pandemia/Trânsito do Sol/Simbologia da Capa do Conceito Rosacruz do Cosmos/Quantos anos tem um Anjo?/Signo de Gêmeos fadado a instabilidade e mudanças constantes?/Quando morremos: melhor enterrar ou cremar?/ Qual a origem espiritual da depressão, ansiedade ou ataques de pânico?/Por que tenho que sofrer nessa vida por uma coisa se eu já a purguei no Purgatório da vida passada?/Qual a sua opinião sobre o homem vitruviano?/Por que o desenvolvimento espiritual começa pelo Corpo Vital?/Por que os animais sofrem, se eu posso os tratar como “filhos” ou “netos”?/Importância da adaptabilidade/Nossa felicidade no céu/São Tiago maior e São Tomé/Exercício Esotérico de Retrospecção

Para acessar somente os textos:

ECOS nº 50 – Agosto de 2020

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas, edita o informativo: Ecos.

Informação

Em julho retomamos nossas reuniões semanais virtualmente, estando assim de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19). As atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas por tempo indeterminado.

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Julho:

  • Dia 26/Jul – 17 hs – On Line: Estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos – A Capa e sua simbologia
  • Realização de Atendimentos on line
  • Publicações de textos
  • Correção de lições dos cursos on line em andamento
  • Respostas as dúvidas dos frequentadores do site
  • Oficiação dos Rituais Devocionais (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Encerramento)

Trânsito do Sol pelo Signo de Câncer, em agosto

Em agosto Cristo no Mundo do Espírito Divino, denominado o Trono do Pai, o lar do Deus desse Sistema Solar.

Deus é Amor e Deus é Luz. Amor e Luz são as notas-chaves da Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama.

Sob a supervisão dos Senhores da Chama e junto aos poderes do Pai, o Primeiro Aspecto da Trindade, Cristo trabalha com o poder supremo do amor, a força estabilizadora da Terra.

Para isso, se converte no canal da força, graças à qual a Terra gira em torno do seu eixo e em torno do Sol.

Esse poder do amor é traspassado pela Hierarquia de Leão ao seu Signo oposto, Aquário: por isso é que esse será o poder que animará a nova Era de Aquário.

Durante essa época, o Discípulo deve se esforçar para converter o amor na força motivadora de sua vida.

Ele deve aspirar a embelezar cada uma das suas palavras, pensamentos e obras com a sua magia.

O décimo terceiro capítulo da Segunda Epístola de São Paulo aos Coríntios, um dos maiores cantos da alma ao amor, é o mantra perfeito, tanto para a meditação como para o esforço, durante o período em que o Sol transita pelo Signo real de Leão.

Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:

Simbologia da Capa do Conceito Rosacruz do Cosmos

A capa do Conceito Rosacruz traz um Símbolo.

Símbolo é a representação de uma verdade espiritual, e que precisa ser estudado para que possa ser compreendido com certa profundidade. Eles encontram eco no nosso interior, provocam reações, é como se no íntimo reconhecêssemos algo familiar. Os verdadeiros símbolos têm raiz espiritual e só podem ser transmitidos por um Iniciado.

Vamos agora detalhar o símbolo da capa, começando pela Flor de Lis

O que representam essas duas flores de lis?

Por que temos apenas duas folhas da flor pintadas de vermelho?

  • Por que na Época aqui proposta somente o Pai e o Espírito Santo estavam ativos. E o vermelho indica energia.

O que representam as 2 Linhas Subindo?

  • Representam a subida (evolução) dos seres criados, aqui representado pelo vermelho das linhas que sobem.
  • A linha do lado Esquerdo representa os filhos de Caim – Filhos do Fogo (ocultistas). São os artesãos no mundo que abrem o seu caminho através da vida ultrapassando os obstáculos, pois sabem que isso reforça o caráter. Eles trabalham com o intelecto. Aqui demonstrado pela lâmpada que tem nove raios saindo da chama, simbolizando que eles escolheram o caminho positivo, por meio do estudo esotérico.
  • A linha do lado Direito representa os filhos de Seth – Filhos da Água (Místicos). Desenvolve o lado coração da vida. A chama divina tem apenas oito raios, um caminho negativo (passivo). Quem segue este caminho, busca um líder, alguém para seguir, alguém para adorar. São as pessoas da Igreja e que obedecem aos ensinamentos de seus líderes.

Os sábios e os amorosos que lideram a nossa evolução sabem que para continuar esta evolução era necessário alcançar a união cabeça-coração: unir as duas linhas. A tentativa de união se deu através da construção de um Templo, para os crentes, pelos artesãos – Templo do Rei Salomão. Era a obra prima das duas linhagens.

De um lado, tínhamos Salomão representando os Filho de Seth – o mais sábio dos homens, capacitado para conceber e projetar o maravilhoso Templo segundo o plano de seu Criador, Jeová. E de outro lado tínhamos Hiram Abiff, o hábil artífice, possuía a concentrada quintessência do conhecimento material adquirido pelos Filhos de Caim.

Tínhamos então a sublime espiritualidade dos sacerdotes, os Filhos de Seth, com a superlativa habilidade dos artífices, os Filhos de Caim.

As duas linhas deveriam se unir em um místico Mar Fundido, representando o processo de purificação para entrar ao serviço do Senhor. Hiram era o único conhecedor da fórmula da Purificação que seria utilizada na construção do mar Fundido. Porém, houve uma traição nesse processo, onde os artesãos (filhos de Seth – lado direito) conspiraram e colocaram Água no recipiente moldado para receber o Mar Fundido, porque sabiam que o Filho do Fogo (Hiram) não era treinado na manipulação do elemento aquoso e não poderia combiná-lo com sua maravilhosa liga.

A seguir Hiram e Salomão se afastaram um do outro mais do que em qualquer tempo antes. E só se reencontram quando Hiram Abiff renasce como Lázaro e Salomão como Jesus.

Hoje, ainda não conseguimos fazer a união cabeça-coração. A Filosofia Rosacruz busca eliminar o abismo criado entre a Mente e o Coração, harmonizando e equilibrando as forças do lado místico e do lado ocultista. A união somente ocorrerá quando tivermos atingido o equilíbrio Mente e Coração.

Na parte de baixo da capa, encontramos mais um símbolo, onde a Cruz preta pequena representa o Corpo Denso, o físico. Na cabeça da cruz vemos um coração, simbolizando que Coração e Cabeça se reconciliarão. A consequência pode ser vista no feixe de propagação, no Corpo-Alma resultante.

No centro da capa, vemos o Símbolo Rosacruz, que visto na sua plenitude representa: A evolução passada do ser humano; sua constituição atual e desenvolvimento futuro juntamente com o método de realização.

No centro vemos a cruz branca, onde:

  • O braço inferior representa o estágio em vivemos e fomos semelhantes ao estágio dos vegetais, que recebem o alimento pela raiz.
  • O braço horizontal, que cruza, é o símbolo de nossa passagem pelo estágio animal, com sua espinha horizontal e
  • O braço superior da cruz representa a Mente que é a característica do ser humano.
  • Podemos observar também que a cruz é trilobada ou seja tem 3 lóbulos em cada ponta. Sendo 4 partes com 3 lóbulos = 4 x3 chegamos ao número 12, que simboliza as Hierarquias Criadoras ou Hierarquias Zodiacais que nos ajudaram, e algumas ainda nos ajudam, nesse esquema de Evolução.

Temos ainda, a estrela dourada, que simboliza o dourado manto nupcial (Corpo-Alma) que nos tornará divinos; as rosas vermelhas que representam o sangue purificado e a rosa branca que é o símbolo do coração do Auxiliar Invisível. Simboliza a quintessência que é o Corpo Vital desabrochado, ou seja, o Corpo-Alma. A estrela contém 5 pontas, representando as 5 Hierarquias Criadoras que já alcançaram o grau de criadores ou a libertação.

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes.

  • Os Anjos são, por assim dizer, feitos de Éter e por isso são imortais, porque a vida transita pelo Éter. Mas, se não estou errado, li em alguma parte da literatura Rosacruz que a duração média da vida de um Anjo seja de 300 anos. Poderiam falar sobre isso, por favor?

Os Anjos possuem o corpo com maior densidade de matéria formada dos 4 Éteres da Região Etérica do Mundo Físico, sendo que em sua composição natural, 80% formado pelos Éteres superiores: Éter de Luz e Éter Refletor. Além desse Corpo eles possuem outros Corpos (como nós e quaisquer outro ser em evolução nesse Esquema de Evolução).

Lembra da questão da Árvore do Conhecimento e da Árvore da Vida? Comemos o fruto da Árvore do Conhecimento e, assim, ficamos conhecendo o que é o bem e o que é o mal.

E se comêssemos da Árvore da Vida, o que teria acontecido? A imortalidade!

E por que? Porque saberíamos manter o Corpo Denso eternamente, renovando-o sempre via os Éteres da Região Etérica do Mundo Físico.

Pois bem, os Anjos vivem nessa Região, assim, os Anjos não têm “duração média de vida”. Seus corpos são eternos, pois não estão a mercê da “roda de nascimentos e mortes”, como nós. Passaram por essa fase na metade da quarta Revolução do Globo D do Período Lunar. Agora já estão mais evoluídos que não precisam desse expediente para evoluir.

O mesmo se dá com Arcanjos, Senhores da Mente, Senhores da Forma, Senhores da Sabedoria e Senhores da Individualidade.

  • Há que não esquecer que esse Signo de Gêmeos de alta inteligência e curiosidade é também um Signo Comum e assim predisposto à instabilidade e mudança constante, não é?

É só aprender a sublimar essas características dele, canalizando para o lado construtivo e não se deixar levar pelos desejos, emoções e sentimentos que esse lado sugere e que arrasta para o gosto em mudar constantemente, não tolerar a rotina e em nunca se satisfazer em ter situações novas. E focar na resposta as suas influências para utilizarmos os seus conceitos em assuntos literários, nos dualismos dessa vida, em fraternidade universal, na intelectualidade, na aplicação da lealdade, na facilidade em trabalhos manuais e no uso da versatilidade.

  • A Lei do Renascimento e da Consequência explicam bem as origens do sofrimento humano, mas parecem inúteis para explicar os sofrimentos pelos quais os animais passam. O que, por exemplo explica as crueldades porque que passam os cães, vítimas de maus tratos, abandono e tantas outras maldades cometidas contra eles por quem deveria protegê-los? O que esses seres criados pelo mesmo Deus que nos criou, desprovidos de razão e livre arbítrio teriam feito em encarnações pregressas para merecerem tal destino? E aqueles que tem a “sorte” de não passarem por tudo isso? O que teriam feito de “bom” em vidas passadas?

Os nossos irmãos menores animais não têm uma evolução consciente como nós, os seres humanos, nesse momento. A responsabilidade pela sua evolução cabe aos Espíritos-Grupo de cada espécie, que é uma das inúmeras funções da onda de vida dos Arcanjos. Já os maus tratos que sofrem são de responsabilidades de cada ser humano e, como lemos no Conceito Rosacruz do Cosmos, cada ato de mau trato será devidamente pago por cada pessoa que o fez, mormente nas próximas vidas. Lembremos que comer carne (mamífero, ave, peixe, réptil, anfíbio, inseto, etc.) ou utilizar quaisquer coisas, peças, artefatos, produtos feitos de partes desses animais também é um mau trato e, com certeza, muito maior do que “bater em um cachorrinho ou um gatinho”. Agora, da mesma forma que ainda há irmãos e irmãs que maltratam, graças à Deus, há outros que bem-tratam, com carinho e amor. E aqui também há um limite e qual é? Tratar o irmão menor animal como animal, respeitando os direitos de ser do seu reino, o reino animal. Tratá-lo de “filhinho”, “filhinha”, “netinho”, “netinha”, ou seja, como um ser humano também não é correto e está infringindo os direitos de um irmão menor.

  • Quanto tempo é necessário esperar até que um corpo seja cremado? Uns dizem que 72 horas são suficientes, mas já li que se faz necessário três dias e meio.

E na visão dos Rosacruzes e clarividentes, qual é o mais recomendado: a cremação ou o sepultamento?

Aprendemos na Filosofia Rosacruz que para se ter toda a segurança de que nenhuma lição foi perdida nessa vida, após a morte, devemos guardar o corpo (sem ninguém mexer e nada dele for retirado) durante 3 dias e meio. Após esse período ele poderá ser mexido, bem como cremado, que é o modo mais higiênico e que mais ajuda o irmão ou irmã que acabou de desencarnar.

  • Qual é a origem espiritual da depressão, da crise de ansiedade ou dos ataques de pânico?

Todas elas têm a mesma origem: falta de autocontrole. Algumas vezes, soma-se a isso a falta de fé em Deus ou, ainda, uma fé infantil que entende que Deus é um dador de tudo (sem a contrapartida da pessoa). Quem, de fato, é um Estudante de uma Escola Esotérica, como a Fraternidade Rosacruz, nunca terá esse tipo de problema. Se tem, então é melhor rever a situação de Estudante Rosacruz. Também quem é, de fato, um Cristão autêntico também nunca terá. Se tem, então é melhor rever a situação de ser Cristão. Somente com a compreensão da Lei de Causa e Efeito (Lei da Consequência) já se pode evitar que tais problemas se manifestem na vida, né?

Os remédios atualmente utilizados cumprem a sua função: remediam, mas não curam. Sua função é criar um ambiente a partir do qual a pessoa sofredora possa tomar as suas decisões e buscar a cura. Infelizmente a grande maioria prefere se estacionar nos remédios e assim viver, ora com, ora sem crises.

  • Se sofremos no Purgatório pelo mal cometido na vida terrena que acabou, então por que existe o destino maduro para nos causar mais sofrimento? Quero dizer, se sofri no Purgatório o mal que causei por ter, para citar apenas um exemplo superficial, abandonado a esposa e os filhos que eu deveria ter amado e protegido, por que motivo sofrer na próxima vida, sendo impedido de construir uma família alegre?

Sobre o destino maduro, há 2 causas claras ensinadas pela Fraternidade Rosacruz:

1) Pecados cometidos em vidas passadas que não podem ser expiados (via a doutrina do Perdão dos Pecados). Um exemplo desse pecado: o pecado contra o Espírito Santo (gasto absurdo, constante e desgastante da força sexual criadora para gratificação dos sentidos, um erotomano, um pedófilo, um (a) prostituto (a) – “profissional do sexo”). E nessa vida o Ego, corajosamente, escolhe no seu Panorama da vida, ainda no Terceiro Céu, uma vida para purgar esse destino maduro, por meio do sofrimento, da limitação, da dor e das obstruções.

2) Aprendemos na Astrologia Rosacruz como se processa as oportunidades na nossa vida, seja para manifestar os nossos bons hábitos, qualidades positivas e virtudes, seja para sublimar os nossos maus hábitos, qualidades negativas e vícios. A Progressão astrológica bem como os Trânsitos mostram, na vida, quando as oportunidades se apresentarão para tal e, também, quando elas terminarão de se apresentarem. Acontece que algumas vezes jogamos fora ou nem percebemos ou desviamos ou fugimos ou não damos a menor bola quando aparecem as oportunidades para sublimar um determinado mau hábito, uma qualidade negativa ou um vício. Vamos postergando, procrastinando essa transmutação que temos que fazer do mau hábito para o bom, da qualidade negativa para a positiva, do vício para a virtude. Isso pode se tornar tão arraigado no nosso ser, que mesmo passando pelo Purgatório e sofrendo dores atrozes que deixam marcas profundas na nossa consciência, ainda assim, vida após vida, continuamos a postergar, a procrastinar. E isso com as limitações, obstruções, as cristalizações, os bloqueios e as dificuldades que são escolhidas por nós mesmos no Terceiro Céu para que, aqui renascido, lembremos do sofrimento e do objetivo de sublimar tais deficiências. O estrago que fazemos é tão grande na teia do destino (ou seja, na vida de tantas pessoas!) que chega um momento que não há mais como postergar ou procrastinar: temos que pagar via destino maduro! Agora o mais importante: NÓS escolhemos isso. Nós mesmos é que selecionamos o gatilho para que, quando renascidos aqui, insistirmos em não nos corrigir, que tenhamos o sofrimento, a limitação, a dor e a limitação que nos fará corrigir. Com certeza, muitas das qualidades positivas, bons hábitos e virtudes que temos devemos as essas escolhas de pagar via destino maduro, sem poder utilizar o Perdão dos Pecados.

Lembre-se: tanto em 1) como em 2): nós escolhemos!!

  • Qual a sua opinião a respeito da criação do homem vitruviano?

Primeiro vamos alinhar o conhecimento: em seu tratado de arquitetura, Vitrúvio expôs suas teorias sobre as proporções humanas, que afirma que a proporção ideal de uma figura humana deve entrar em um círculo e em um quadrado.

“Se um homem fica de costas, com as mãos e pés estendidos e um par de compassos centrados em seu umbigo, os dedos de seus dois pés e das mãos tocarão a circunferência do círculo desenhado”, disse Vitrúvio.

“E assim como o corpo humano produz um contorno circular, também será possível encontrar uma figura quadrada a partir dele.”

Da Vinci, no entanto, acomodou cientificamente o ponto central do círculo fora do umbigo para assegurar que a teoria funcionasse.

Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe saiu corretamente perfeito dentro dos padrões matemáticos esperados.

É interessante observar que a área total do círculo é idêntica à área total do quadrado (quadratura do círculo) e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (aproximadamente 1,618).

O que é o número Phi ou número áureo?  Este número está envolvido com a natureza do crescimento e está associado ao significado da perfeição, que pode ser encontrado em vários exemplos de seres vivos: crescimento de plantas, população de abelhas, escamas de peixes, presas de elefantes, flor de girassol, entre outros. E em espirais de galáxias. Na matemática, o número Phi é encontrado de várias formas: Figuras Geométricas, Retângulo Dourado, Série de Frações, Série de Raízes e a Série de Fibonacci.

O número áureo pode ser aproximado pela divisão do enésimo termo da Série de Fibonacci (0, 1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,…, na qual cada número é a soma dos dois números imediatamente anteriores na própria série) pelo termo anterior. Essa divisão converge para o número áureo conforme tomamos cada vez maior. Podemos ver um exemplo dessa convergência a seguir, em que a série de Fibonacci está escrita até seu oitavo termo [0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13]: 2/1 = 2 …. 3/2 = 1,5 …. 5/3 = 1,666…… 8/5 = 1,6 …… 13/8 = 1,625 – Muitos estudos e muitas pesquisas já se fizeram e continuarão a ser feitos desvendando os mistérios do número Phi. Repare: a descrição se restringe somente às “medidas ideais” e suas diversas proporcionalidades quando comparadas partes por partes. Nesse sentido, sem dúvida alguma, essas seria as medidas de um Corpo Denso, o físico, perfeitas que deveríamos nos ater quando estamos construindo o arquétipo do nosso próximo Corpo Denso, nos Mundos suprafísicos, no intervalo entre 2 mortes aqui na Região Química do Mundo Físico, como parte para o renascimento seguinte. Se nos medirmos, repararemos quanto nos falta ainda! Por outro lado, como parte do nosso desenvolvimento espiritual é importantíssimo sabermos disso, pois esse conhecimento levamos conosco e podemos utilizar quando dos preparativos para um próximo renascimento (logicamente, se além do conhecimento, tivermos alcançado, meritoriamente, a competência em utilizá-lo na construção do arquétipo).

  • Por que o desenvolvimento espiritual começa no Corpo Vital?

Por 2 motivos: sendo ele um veículo que evolui por meio da repetição, temos aqui um meio inesgotável de tentativas para um dia aprendermos as lições que devemos para dominar nossa natureza inferior (conquistando o domínio do Coração – vide Coração é uma Anomalia); segundo motivo: porque a próxima Região que temos que aprender a viver CONSCIENTEMENTE é a Região Etérica do Mundo Físico – da mesma forma que HOJE vivemos na Região Química do Mundo Físico – e nessa Região só conseguimos funcionar com o Corpo Vital (se não o dominarmos e aprendermos a viver conscientemente por meio dele, jamais daremos o próximo passo ainda aqui no Período Terrestre).

Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Junho:

– A importância da Adaptabilidade

Nessa única palavra: “Adaptabilidade”, temos o grande segredo do atraso ou do progresso de qualquer um de nós!

Todo adiantamento depende da nossa flexibilidade e adaptabilidade para evoluir, de ser capaz de nos acomodarmos, por nós mesmos, a novas condições ou estacionar e nos cristalizar, nos tornando incapaz de toda transformação.

A adaptação é a qualidade que faz progredir, estejamos em grau superior ou inferior de evolução.

A falta de adaptação é a causa de atraso para nós e de retrocesso para a forma que criamos.

Isso se aplica ao passado, ao presente e ao futuro, e a qualificação ou desqualificação é feita exata e impessoalmente, com toda justiça, pela Lei de Consequência! Nunca houve nem haverá uma distinção arbitrária entre as “ovelhas” e as “cabras” como lemos, se bem-entendemos, em Mt 25:31-46.

– A Nossa Felicidade no Céu

Quando morremos atestamos um fato muito importante que é que a nossa felicidade no “céu” (na nossa vida post-mortem) depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós, aqui durante essa nossa vida, no nosso dia a dia.

Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico, o crescimento da alma.

Deve-se sempre recordar que o poder de dar não pertence exclusivamente ao ser humano rico.

Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal!

É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais.

Um olhar carinhoso, expressões de confiança, uma simpática e amorosa ajuda são coisas que todos podem dar, seja qual for a fortuna de cada um.

Todavia devemos ajudar o necessitado de maneira que ele possa ajudar a si próprio, seja física, financeira, moral ou mentalmente, para que não dependa mais de nós nem dos outros.

– Exercício Esotérico da Retrospecção

Pela fiel execução do Exercício Esotérico da Retrospecção apagamos, dia após dia, as ocorrências indesejáveis da nossa memória subconsciente, de modo que nossos pecados, que podem ser submetidos à doutrina cristã do Perdão dos Pecados, são apagados!

Esse exercício noturno é mais valioso do que qualquer outro método para adiantar o aspirante no caminho da realização.

Seu efeito é tão profundo que capacita a quem o pratica a aprender presentemente, não apenas as lições desta vida, mas também lições que normalmente estar-lhe-iam reservadas para vidas futuras.

Após deitar-se, à noite, relaxe o corpo. Em seguida comece a rever as cenas do dia em ordem inversa, iniciando com os acontecimentos da noite, passando às ocorrências da tarde, e depois às da manhã. Procure rever as cenas com a maior fidelidade possível: reproduza diante do seu olhar mental tudo o que aconteceu em cada cena, sob revisão, com o propósito de julgar suas ações, de certificar-se se suas palavras transmitiram o significado pretendido ou se deram uma falsa impressão, ou se exagerou ou atenuou as experiências relatadas aos outros. Reveja sua atitude moral em relação a cada cena. Durante as refeições, comeu para viver, ou viveu para comer, para agradar ao paladar? Julgue-se a si mesmo, censure-se onde houver culpa, e louve-se onde houver mérito.

Algumas pessoas não conseguem permanecer acordadas até o fim do exercício. Em tais casos é permitido sentar-se no leito, até ser possível seguir-se o método regular.

O valor da Retrospecção é enorme – ultrapassa a imaginação.

Em primeiro lugar, efetuamos o trabalho de restauração da harmonia conscientemente, e em menor tempo do que é necessário ao Corpo de Desejos para realizá-lo durante o sono. Fica, assim, uma maior parte da noite disponível para o trabalho externo, o que não seria possível de outra maneira.

Em segundo lugar, vivemos o nosso Purgatório e o Primeiro Céu todas as noites, introduzindo assim no Espírito, como sentimento correto, a essência das experiências diárias. Por conseguinte, escapamos do Purgatório após a morte e também economizamos o tempo de permanência no Primeiro Céu.

Por último, mas não menos importante, tendo extraído diariamente a essência das experiências que dão crescimento anímico, e tendo-as amalgamado ao espírito, passamos a vivenciar realmente uma atitude mental e a nos desenvolver por linhas que ordinariamente nos estariam reservadas para vidas futuras.

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura:

Agosto: 1, 8, 15, 22, 28

Ele enviou a sua palavra e os curou,e os livrou da morte.

palavra e os curou,e os livrou da morte. (Sl 107:20)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Será que dois erros correspondem a um acerto na Teoria do Renascimento?

Pergunta: É-nos dito que, do ponto de vista espiritual, todas as coisas ou palavras são boas. Contudo, consideremos os indescritíveis crimes vis e covardes infligidos às indefesas populações civis de algumas das nações que se encontram em zona de guerra. Segundo a Teoria do Renascimento, os infelizes que sofrem dessa maneira poderiam ter cometido atrocidades semelhantes em existências anteriores; contudo, mesmo assim, dois erros correspondem a um acerto? Em vista disso, alguém pode sentir-se incentivado a refugiar-se atrás dessa doutrina filosófica que ensina que a relação dos sentidos é ilusória, a teoria do pesadelo, como uma explicação do mal praticado no mundo; ou do simples materialismo, que, por sua natureza, não necessita dar qualquer esclarecimento que se espera de um ensinamento espiritualista. Será que há outra solução para o problema?

Resposta: Sim, é claro que há, pois embora nós, com nossas Mentes finitas, sejamos incapazes de compreender os detalhes complexos do véu emaranhado do destino, assim mesmo o amplo esquema da Lei do amor, que trabalha pelo bem através daquilo que parece representar o mal, pode ser facilmente percebido por qualquer um. Contudo, antes de entrarmos na discussão direta da questão, permitam-nos corrigir o nosso correspondente. Não dizemos que todas as coisas são boas, pois se fosse verdade, não seria certo que continuassem a ocorrer essas atrocidades mencionadas pelo correspondente. Na realidade, sempre mantivemos e ainda afirmamos que todo mal é realmente um bem em formação — isto é, de qualquer situação má algo de bom resulta. Não hesitamos em chamar uma nuvem de nuvem, mas apontamos também a auréola prateada que mostra que, além e atrás da nuvem, o Sol ainda brilha tão maravilhosamente como sempre. E se a dor e o sofrimento causados por esta guerra representarem os meios de abolir finalmente as guerras da face da Terra, com certeza o custo não será tão elevado.

Sua observação quanto à Teoria do Renascimento, que os infelizes mencionados podem ter cometido atrocidades semelhantes em existências prévias, é evidente que há uma interpretação errônea, ao julgar que todas as condições presentes se relacionam a atos e ações de vidas passadas. Também não foi levado em consideração o fato de que em todos os momentos de nossas vidas estamos gerando um novo destino, ao mesmo tempo que estamos saldando dívidas antigas. Esse fato tão grande e importante foi apresentado na antiga mitologia grega, onde as três Parcas representam o passado, o presente e o futuro. Também na mitologia nórdica, as três Norns, Urda, Skuld e Verdande, tecem a teia do destino para desembaraçá-la novamente. Nem o destino é simplesmente um recurso para equilibrar os fatos. Se em uma vida A roubou B e o arruinou, não devemos presumir que em uma vida sucessiva B irá tornar-se desonesto e roubar A. Isso não seria realmente uma boa solução para o problema, pois será certamente melhor para um ser humano perder todo o seu dinheiro do que recuperá-lo por meios desonestos.

De forma semelhante, supondo que em uma existência anterior, como sugerido, as atuais vítimas das atrocidades bélicas cometeram crueldades contra aqueles que estão agora proporcionando-lhes sofrimento, teria sido melhor para o crescimento anímico de todos que não houvesse vingança, para não se assemelharem a animais selvagens nesta vida. Se esse fosse o modo da Lei funcionar, os atos de crueldade e as atrocidades se multiplicariam, e estremeceríamos só de pensar no que a humanidade poderia acumular para uma próxima vida, se os civis feridos de hoje pretendessem vingar-se dos atuais agressores militares.

No entanto, felizmente o processo não é esse. Um estudo da Memória da Natureza comprovou de forma conclusiva a verdade do ensinamento espiritual; isto é, o ódio não se extingue com ódio, mas com amor e serviço. Verificou-se em todos os casos investigados pelo autor — os quais perfazem algumas centenas — que sempre que, em alguma vida, uma pessoa prejudicou outra, o sofrimento que, devido a esse ato, retorna a ela durante a expiação no Purgatório que se sucede à morte, leva-a realmente à conscientização e ao arrependimento. Em seguida, será colocada em uma situação em que terá a oportunidade de prestar serviço àquele que prejudicou, quando ambos retomarem à vida física. Será recompensador, se aproveitar a oportunidade, pois ambos serão beneficiados, se estabelecerem a paz e a boa vontade mútua. Se recusar a oportunidade, ver-se-á colocada em uma posição em que se sentirá continuamente atormentada e, numa terceira vida, será induzida a pagar a dívida de serviço. Poderá ainda ser prejudicada por alguém e, assim, aprender a sentir-se solidária e fraterna, sentimentos que a levarão a prestar serviço. Entretanto, qualquer que seja o método, e há uma infinidade deles, de alguma forma a dívida causada pelo ódio será finalmente liquidada mediante o amor, porque esse é o único meio que permite à humanidade seu maior crescimento.

Aplicando essas ideias ao atual problema do sofrimento da população civil em zona de guerra (Primeira Guerra Mundial) e, embora admitindo-se que o passado possa, em alguns casos, relacionar-se com esses acontecimentos, evidencia-se que um novo destino está sendo gerado tanto pelos agressores como por suas vítimas. Não devemos esquecer que os agressores, assim como suas vítimas, estão também sofrendo e passando por grandes tribulações. É uma época de sofrimento para todos e as experiências no purgatório, para aqueles que permitem que a sua natureza inferior extravase dessa forma, serão muitíssimo severas. Quando uma nova vida começa, ao serem colocados numa situação em que encontrarão suas vítimas, a memória subconsciente do sofrimento no Purgatório provocará na grande maioria o desejo de emendar-se para que, da fornalha do sofrimento, surja um reino de “paz na Terra e boa vontade entre os homens”.

(Pergunta nº 21 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como funciona a Epigênese

Como funciona a Epigênese

Qual é o propósito da nossa existência neste Mundo Físico?

Se aqui é o baluarte da nossa evolução ou o laboratório experimental, então aqui vivemos, nos movemos, não com o objetivo propriamente de encontrar a felicidade, o que nos tornaria apenas superficiais, mas com objetivo de adquirir experiência, conquistar o mundo e sobrepor ao eu inferior para atingir o domínio próprio.

Nesse sentido, o sofrimento e a dor são os nossos melhores mestres no caminho evolutivo. E não nos preocupemos se daremos conta ou não. Pois como lemos no Evangelho Segundo São Mateus 6:34: “A cada dia basta seu fardo”.

Mas isso só é possível através de uma tríade chamada: Involução, Evolução e Epigênese.

Quando o nosso primeiro passo no desabrochar espiritual, isto é, no período da Involução, estávamos empenhados em construir os nossos Corpos Denso, Vital e de Desejos, através dos quais o Espírito aqui se manifesta.

É o período em que nos dedicamos à aquisição da consciência do “eu”.

Estávamos com a nossa consciência voltada para dentro na construção dos veículos. Contudo, tudo isso de acordo e sob a assistência grandiosa das grandes Hierarquias Criadoras.

Depois disso foi necessário à ligação do Espírito com os corpos construídos. Isto se deu por intermédio da Mente.

E passamos a ter nossa consciência voltada para fora. Daí então: “O homem vê o rosto, Deus o coração”, como lemos no Primeiro Livro dos Reis cap. 16:7.

Estávamos na fase da Evolução que é o período da existência, em que estamos desenvolvendo a consciência até convertê-la em divina onisciência.

Estávamos prontos a enfrentar o caminho evolutivo, o aperfeiçoamento desses veículos, agora de dentro para fora. Mas sem perder a ligação com as Hierarquias que são nossos orientadores.

Essa ligação é a força interna que trazemos e que nos faz diferentes dos demais.

Ela que nos dá o elemento de originalidade, que nos dá lugar à habilidade criadora, que converte o ser evolucionante em um Deus, afinal como lemos em Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem”.

Essa força é manifestada através da Epigênese, base do livre arbítrio.

Por isso, somente a Involução e Evolução do Espírito são insuficientes, precisamos aplicar a Epigênese no caminho evolutivo para nos tornarmos criadores.

Já tínhamos tudo o que precisávamos, isto é, os (três) Corpos, a Mente e os poderes latentes, incluindo a Epigênese.

Agora era só aplicá-los no nosso dia a dia.

Contudo, se nós deixássemos de utilizar esses poderes latentes no seu campo de evolução apenas passaríamos pela vida.

Essa fuga à experiência que nós nos negamos a vivenciar para assegurar uma vida tranquila e descuidada, é, lá no fundo, um tipo de acomodação de nossa personalidade que dentro de nós não aceita mudanças.

E quando a Epigênese se torna inativa em nós, ou até mesmo em nossa nação ou raça, cessa a evolução e começa a degeneração.

Hoje encontramos pessoas, infelizmente, que se acomodaram em suas vidas e não buscam alternativas para mudarem.

Elas simplesmente cedem aos contratempos da vida e ficam lamentando da sorte, escapam das responsabilidades geradas e perdem as oportunidades de tentar escapar da atual situação.

Muitos de nós somos preguiçosos, negligentes e fúteis na vida terrestre.

Nos apegamos às ilusões e esquecemos que aqui é somente o Mundo dos Efeitos, como lemos no Livro do Eclesiastes 1:14: “Pois nada há estéril debaixo do sol, onde tudo é vaidade e aflição do Espírito”.

E com isso nos submetemos aos ditames da natureza inferior e muitas vezes acabamos por reagir de maneira indesejável à nossa conduta.

Quando morremos, passamos por etapas para extrair as essências vividas aqui neste mundo físico, com objetivo de purificação do Espírito. Lembrando que não serão as mais agradáveis etapas já experimentadas.

Uma dessas etapas é a construção do nosso futuro ambiente, moldaremos de acordo e propício, no modo de conduta das vidas anteriores para termos a chance de mudar, regenerar e aprender as lições escolhidas.

E se perdermos novamente as oportunidades de crescimento anímico, certamente somaremos sofrimento para as vidas futuras.

Essas oportunidades não aproveitadas jamais retornam.

Lembrando o que São Paulo disse: “Tudo que aqui se planta, aqui se colhe”.

Em todas as nossas vidas seremos expostos a certas experiências que nada mais são do que o resultado do comportamento que tivemos em vidas anteriores.

Isso é, temos que passar por “incidentes mal resolvidos” em vidas anteriores para produzirmos novas causas que certamente se tornarão sementes de experiências em vidas futuras.

Imaginem se nesta escola da vida deixássemos de aplicar a Epigênese e produzir novas causas: cessaríamos a existência do Espírito, pois com as causas antigas resolvidas deixaríamos de produzir novos efeitos.

O mundo é a grande escola de Deus, e como temos que passar por etapas no mundo invisível, também nos atrasamos, nos descontrolamos e muitas vezes nos esquivamos, alguns até saem da escola por algum tempo, mas certamente teremos que retomar ao trabalho deixados atrás para aprender as lições e depois prestar exame.

A vida é diferente todos os dias e repleta de maravilhosas oportunidades.

Imaginem as lições de aperfeiçoamentos que o Espírito está sujeito a enfrentar nesta vida como defeitos de coluna, membros faltantes, pessoas com problemas mentais, problemas emocionais e tantos outros existentes.

Portanto como lemos no Evangelho Segundo São Mateus (16:24): “Renuncia a ti mesmo, toma tua cruz e segue a Jesus Cristo”.

Nós somos uma peça no grande tabuleiro da Natureza, que é a expressão viva de Deus, e devemos procurar mediante a vontade persistente buscar essas forças internas na purificação dos nossos veículos, por meio de bons pensamentos, boas palavras e atos corretos.

Isso será possível quando substituirmos certos vícios como: o egoísmo, a cobiça, a soberba, a inveja e a crueldade por bondade, tolerância, compaixão, perdão, fé e a humildade.

Deus, sendo justo, não permitiria que nada de bom ou mal nos acontecesse sem que merecêssemos e se, na sua infinita bondade e sabedoria, permite que soframos as consequências de nossos erros é somente para aprendermos as lições que não podemos ou não queremos aprender de outra maneira.

O que acontece é que ainda somos ignorantes das leis e das forças cósmicas e por isso estamos constantemente violando essas leis de forma que atraímos dor sobre nós mesmos.

Existem dois métodos de aprender o caminho evolutivo.

Um é pela experiência (chamamos dor) e o outro é pela observação (que chamamos amor).

A Fraternidade Rosacruz orienta seus Estudantes para que aprendam pela observação, um dos primeiros Exercícios Esotéricos que é solicitado ao Estudante executar diariamente, no seu dia a dia.

Contudo, existem várias fontes de ajuda disponíveis quando realmente trazemos para nós a responsabilidade para resolver nossos problemas.

Uma dessas fontes é a oração, mas que seja feita com sinceridade e que saibamos discernir nossa atitude quando recebermos a resposta.

Lembrando sempre de dizer a seguinte frase: “Pai, faça sua vontade e não a minha”.

Uma segunda fonte de ajuda é a intuição, que nos envia uma mensagem ao coração e este, em seguida, ao cérebro.

Essa mensagem ou resposta ao nosso “problema” vem diretamente da Sabedoria Cósmica, do Mundo do Espírito de Vida.

E uma outra fonte seria o conhecimento aplicado e que já é sabido que quanto maior o conhecimento, maior é a responsabilidade quanto ao uso que fazemos desses conhecimentos.

Não devemos nos sentir abatidos ou enfraquecidos diante dos fatos desagradáveis que nos acontecem e nem achar que somos incapazes ou imperfeitos.

Essas dificuldades são naturais no caminho evolutivo, e se forem bem compreendidas aumentarão a nossa Luz Interna.

Devemos procurar compreender o nosso papel aqui neste mundo físico e dar graças por essas oportunidades, pois Cristo disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6).

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Origem do Pecado, como aprendemos com ele e como sublimá-lo

A Origem do Pecado, como aprendemos com ele e como sublimá-lo

Deus é perfeito. Contudo, nós, individualmente, não somos perfeitos.

Devido ao processo de evolução nós estamos sujeitos a cometer erros. E a maioria desses erros nós cometemos por causa da nossa ignorância.

Em parte, isso é devido a irmos contra as leis da natureza. Na maioria das vezes deixamos nosso “eu inferior” dominar a situação.

Nosso “eu superior” sabe como não pecar, como obedecer às Leis da Natureza. Isso prova nossa imperfeição. Usamos nosso livre arbítrio de modo contrário às Leis de Deus. Cometemos mais pecados por omissão do que por comissão. São pequenos pecados a que, na sua maioria, nem damos importância. Entretanto, ao passar do tempo esses pecados começarão a atrapalhar o nosso progresso espiritual.

O pecado é “consequência natural das Religiões de Raça, as Religiões de Jeová”. Essas Religiões eram Religiões de Leis, originadoras do pecado como consequência à desobediência dessas leis. Sob essas leis todos pecavam. E chegou-se a tal ponto que a evolução teria demorado muito, e muitos de nós perderíamos a evolução de nossa onda de vida se não fossemos ajudados.

Isso porque não sabíamos agir com retidão e amor. Nossa natureza passional tornou-se tão forte que não sabíamos mais controlá-la. Pecávamos continuamente.

Na Época Lemúrica, a propagação da raça e o nascimento eram executados sob a direção dos Anjos, por sua vez enviados por Jeová, o Regente da Lua.

A função criadora era executada durante determinados períodos do ano, quando as configurações estelares eram favoráveis. Como a força criadora não encontrava obstáculo, o parto realizava-se sem dor.

A consciência do Lemuriano era igual à nossa hoje, quando estamos dormindo. Assim, ele era inconsciente do Mundo Físico e, portanto, inconsciente do nascimento e da morte. Ou seja, essas duas coisas não existiam para o lemuriano. Eles percebiam as coisas físicas de maneira espiritual, como quando as percebemos em sonhos, quando parece que tudo está dentro de nós.

Quando, nessa Época, havia o íntimo contato das relações sexuais entre o homem e a mulher, o espírito sentia a carne e, por um momento, o ser humano atravessava o véu da carne e observava uma ligeira consciência. A isso se referem várias passagens da Bíblia: “Adão conheceu a sua mulher”, ou seja: sentiu-a fisicamente. “Adão conheceu Eva e ela concebeu Seth”; “Elkanah conheceu Havah e ela concebeu Samuel”. Mesmo no Novo Testamento, quando o Anjo anuncia à Maria que será a mãe do Salvador, ela contesta: “Como pode ser isso possível se eu não conheço a nenhum homem?“. Essas coisas perduraram até aparecerem os Espíritos Lucíferos.

Como o ser humano via muito mais facilmente no Mundo do Desejo, os Espíritos Lucíferos manifestaram-se por aí, e chamaram-lhe a atenção para o mundo exterior. Ensinaram-lhe como podia deixar de ser manipulado por forças exteriores, como poderia converter-se em seu próprio dono e Senhor, parecendo-se aos Deuses, “conhecendo o bem e o mal” (Gn 3:5). Também lhe mostraram como podia construir outros corpos, sem a necessidade da ajuda dos Anjos.

O objetivo dos Espíritos Lucíferos era dirigir a consciência do ser humano para o exterior. Essas experiências proporcionaram a dor e o sofrimento, mas deram também a inestimável benção da emancipação das influências e direção alheias e o ser humano iniciou a evolução dos seus poderes espirituais.

A partir daí foram os seres humanos que dirigiram a propagação e não mais os Anjos. Eles passaram, então, a ignorar a operação das forças solares e lunares como melhor época para a propagação e abusaram da força sexual, empregando-a para a gratificação dos sentidos. Então, restou a dor que passou a acompanhar o processo de gestação e nascimento.

Passaram, também, a conhecer a morte, pois viam quando eles atravessavam do Mundo Físico para os mundos espirituais e vice-versa, quando voltavam, ao renascerem.

A partir daí, como diz a Bíblia: “conceberás teus filhos com dor”. Isso não foi uma maldição de Jeová, como normalmente se acha. Foi uma clara indicação do que iria ocorrer quando se utilizasse a força criadora na geração de um novo ser sem tomar em conta as forças astrais.

Então, é o emprego ignorante da força criadora que origina a dor, a enfermidade e a tristeza.

Esse é o pecado original. “A terra te produzirá espinhos e abrolhos, e tu terás por sustento as ervas da terra. Tu comerás o teu pão no suor do teu rosto, até que te tornes na terra, de que foste formado”. (Gn 3:18-19)

A partir daí o ser humano teve que trabalhar para obter o conhecimento. Através do cérebro, interioriza parte da força criadora para obter o conhecimento no Mundo Físico.

Isso é egoísmo.

Contudo, a partir da queda na geração, não há outro modo de se obter conhecimento.

Assim, uma parte da força sexual criadora do ser humano ama egoisticamente o outro ser, porque deseja a cooperação na procriação. A outra parte pensa, também, por razões egoístas, porque deseja conhecimento.

Como resultado cristalizou os seus veículos e esqueceu-se de Deus. Os corpos debilitados e as enfermidades que vemos ao nosso redor foram causados por séculos de abuso, e até que aprendamos a subjugar nossas paixões não poderá existir verdadeira saúde na humanidade.

Em resumo: o pecado original veio porque o ser humano usou o seu livre-arbítrio e quis obter a consciência cerebral e a do Mundo Físico. Transformou-se, de um autômato, guiado em tudo, num ser criador pensante.

Aos poucos, através do sábio uso da Força Criadora e da espiritualização dos seus corpos, o ser humano vai respondendo aos impactos espirituais e escapando do estigma do pecado original.

A partir do momento em que o ser humano tomou para si as rédeas de sua evolução, ele começou a experimentar, agindo bem ou mal, fazendo o certo e o errado.

Na Época Atlante, quando lhe foi dado a Mente, o Ego era excessivamente débil e a natureza de desejos muito forte, motivo por que a Mente uniu-se ao Corpo de Desejos, originando a astúcia; a partir daí, então,  a tendência foi fazer mais o mal do que o bem, mais o errado do que o certo, desenvolvendo mais o vício do que a virtude.

Assim, devido à sua ignorância, foi lhe dada uma Religião que tinha como base o látego do medo, impelindo-o a temer a Deus.

Por causa desse medo, tentava-se fazer o bem, o certo. Mas a astúcia e a ignorância eram muito fortes e o ser humano fazia mais o mal do que o bem.

Após isso, foi lhe dada uma Religião que o levava a certa classe de desinteresse, coagindo-o a dar parte dos seus melhores bens como sacrifício: “Noé levantou um altar ao Senhor: tomou de todos os animais puros e de todas as aves puras, e ofereceu-os em holocausto ao Senhor sobre o altar”(Gn 8:20).

Noé simboliza os Atlantes remanescentes, núcleo da quinta raça, a Raça Ária, e, portanto, nossos progenitores. Isso foi conseguido pelo Deus de Raça ou Tribo. Um Deus zeloso que exigia a mais estrita obediência e reverência. Contudo, era um poderoso amigo, ajudava o ser humano em suas batalhas e lhe desenvolvia multiplicados “os carneiros e cereais” que lhe eram sacrificados.

O ser humano não sabia que todas as criaturas eram semelhantes, mas o Deus de Raça ensinou-lhe a tratar benevolentemente seus irmãos de raça e fazer leis justas para os seres da mesma raça.

Entretanto, houve muitos fracassos e desobediências, pois o egoísmo estava – e ainda está – muito enraizado na natureza inferior.

No Antigo Testamento, encontramos inúmeros exemplos de como o ser humano se esqueceu dos seus deveres e de como o Deus de raça o encaminhou, persistentemente, uma e outra vez.

Só com os grandes sofrimentos ditados pelos Espíritos de Raça foi que os seres humanos caminharam dentro da lei. Isso porque o propósito da Religião de Raça é dominar o Corpo de Desejos, na maioria das vezes apegado à natureza inferior, de modo que o intelecto possa se desenvolver. Portanto, essas Religiões são baseadas na lei, originadoras do pecado, como consequência à desobediência a essas leis.

Exemplos dessa desobediência e de suas consequências vemos no Pentateuco Mosaico, os cinco primeiros livros do Antigo Testamento. O ser humano foi pecando – pois não sabia agir por amor – por desobediência a essas Leis, baseadas na Lei de Consequência, e acumulando uma quantidade tão grande de pecados que, se não houvesse uma intervenção externa, muitos teriam sucumbido e toda a evolução perdida.

E essa ajuda foi a vinda do Cristo. Por isso ele disse que veio para “buscar e salvar os que estavam perdidos“. Cristo não negou a Lei, nem a Moisés, nem aos profetas.

Disse que essas coisas já tinham servido aos seus propósitos e que, para o futuro, o AMOR deveria suceder a Lei.

Ele é: “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E o tirou, mas não o pecado do indivíduo!

Purificou, e continua purificando todos os anos, o Mundo do Desejo de modo que tenhamos matéria de desejos, emoções e sentimentos mais pura para construir nossos Corpos de Desejos e desejos, emoções e sentimentos superiores, mais puros.

Assim, por inanição, vamos eliminando nossas tendências inferiores, nossos vícios, o egoísmo, etc.

Ele nos deu a doutrina do Perdão dos Pecados. Ela não vai contra a Lei de Consequência, como muitos pensam, mas a complementa.

Dá aos que se interessam pela vida espiritual forças para lutar, apesar de repetidos fracassos e para conseguir subjugar a natureza inferior.

Mediante o Perdão dos Pecados foi nos aberto o caminho do arrependimento e da reforma íntima.

Aplicando uma lei superior à Lei Mosaica, a lei do amor, conseguimos esse perdão. Se não o fazemos, teremos que esperar pela morte que nos obrigará a liquidar nossas contas.

Para conseguir o perdão dos nossos pecados temos que, quando cometermos um erro, ter um sincero arrependimento seguido de uma devida regeneração que pode ser um serviço prestado a quem injuriamos ou uma oração para essa pessoa – se for impossível o serviço – ou, ainda, um serviço prestado a outrem. Com esse sentimento e essa compreensão tão intensas quanto possível do erro cometido, a imagem desse ato se desvanece ao Átomo-semente, no qual foi gravado.

Lembremos que são as gravações desse Átomo-semente que formam a base da justa retribuição depois da morte e que é o livro dos Anjos do Destino. Com isso, no Purgatório esse registro não estará mais lá e não sofreremos por esse ato errado, pois já aprendemos que ele é errado, restituindo-o voluntariamente.

Lição aprendida, ensino suspenso!

Nesse ponto, muito nos ajuda o Exercício da Retrospecção. É ele que nos faz viver o nosso Purgatório diariamente e nos ajuda na compreensão e no discernimento em fazer o bem e o que é fazer o mal.

Portanto, não sigamos tanto “a carne”, o Mundo Físico, pois já é passado o tempo que precisávamos disso.

Não sejamos preguiçosos, gulosos, impudicos, voluptuosos, soberbos, avarentos. Pois no ponto em que nós pecamos seremos gravemente castigados.

Relembremos, agora, os nossos pecados para podermos aproveitar melhor o tempo após a morte para ajudarmos os nossos irmãos e para construirmos melhores corpos.

Sejamos sábios utilizando toda essa ajuda que os nossos irmãos mais evoluídos nos dão.

Se vivemos para Cristo, veremos que toda tribulação dará prazer, pois a sofreremos com paciência e que: “a iniquidade não abrirá a sua boca” (Sl 106:42).

E pela paciência e persistência estaremos entre os escolhidos no dia do Juízo, pois: “erguer-se-ão naqueles dias os justos com grande força contra aqueles que os oprimiram e desprezaram.” (Sb 5:1).

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A importância da dedicação para alcançarmos resultado em uma escola preparatória como a Fraternidade Rosacruz

A importância da dedicação para alcançarmos resultado em uma escola preparatória como a Fraternidade Rosacruz

O lema Fraternidade Rosacruz é “Uma Mente Pura, um Coração Nobre e um Corpo São”, o que fornece uma ideia de seu programa de realização, muito mais formativo do que informativo.

Tomando o ser humano como realmente é, potencialmente divino, desvela a cada Aspirante as possibilidades que têm de se transformar em altamente iluminado, segundo o nível interno e empenho que ponha na sua regeneração. Seu lema é um convite e ao mesmo tempo um desafio para essa integralidade que vai muito além do conceito materialista de que somos meramente uma criatura carnal. Contudo, a realização dessa integralidade pressupõe um sincero e perseverante esforço, utilizando meios seguros de elevação, dados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz que já percorreram essa ascese e voltaram para ajudar e orientar com segurança, a escalada dos que vêm atrás. São os mais adiantados no Caminho Rosacruz que já se consagraram na elevação da humanidade, em serviço amoroso e altruísta.

Nada cobram e como irmãos e amigos ajudam seus companheiros, respeitando-lhes a índole e nível pessoais, suscitando-lhes os meios de realização interna. No entanto, cada membro tem o dever moral de contribuir, na medida de suas posses, na divulgação do ideal, uma vez que a ele se ligam para considerá-lo edificante.

Sua tônica é: servir – partindo da convicção de que ninguém pode receber sem primeiramente dar: o efeito se segue a causa. Ninguém tem o direito de avaramente reter o que pode edificar os demais: “A quem mais for dado, mais lhe será exigido”.

Ademais, o exercício do dar traz o crescimento interno. Desse modo depositamos no “Banco Interno” os meios e asseguramos os “juros” de seu emprego no amoroso SERVIR, “acumulando tesouros nos céus, onde o ladrão não rouba, a ferrugem não corrói e a traça não destrói”. Esse depósito é valioso porque podemos “sacar” recursos de equilíbrio, de intuição, de graça, de discernimento, nas horas de desafio. Daí a ênfase que damos à vivência: a verdade que não é assimilada, é inútil; mas a verdade vivida é a que nos transforma internamente em novas criaturas.

Como disse Cristo: “Por seus frutos os conhecereis”.

A Fraternidade Rosacruz é uma associação Cristã de âmbito mundial. Foi fundada em 1909 por Max Heindel, ramificando-se rapidamente.

A ela podem se filiar todas as pessoas, de ambos os sexos, sinceramente desejosas de um aprimoramento mental, espiritual, moral e físico.

Ela busca preparar e encaminhar os Aspirantes de boa vontade, de modo que um dia atinjam as portas da iluminação. Observa a vida do candidato, até admiti-lo como Estudante Preliminar. Nesse estágio avalia seu grau de compreensão interna, disciplina, aspiração, no curso de doze lições – que servem como introdução para ele compreender a terminologia Rosacruz e ter os primeiros contatos com os Ensinamentos Rosacruzes – e fidelidade na oficiação dos rituais e na prática dos exercícios esotéricos. Já aqui é lhe fornecido os 10 Preceitos do Estudante Rosacruz para que ele tenha a oportunidade de ir exercitando cada um, se dedicando ao que cada um solicita e internalizando cada um na sua vida cotidiana:

  1. Cristo-Jesus será seu ideal;
  2. Recordando a exortação de Cristo “que o maior entre vós seja o servo de todos”, esforçar-se-á diariamente por servir seu semelhante, em qualquer oportunidade que se apresente, com amor, simplicidade e humildade;
  3. Tendo fé inquebrantável na Sabedoria e Bondade de Deus, trabalhará de acordo com a Lei de Evolução, procurando falar, atuar e ver somente o Bem nas relações diárias com seus semelhantes e com tudo que o rodeia;
  4. Sendo a Verdade, a Honestidade e a Justiça qualidades fundamentais da Divindade Interior, procurará expressá-las em todos pensamentos, palavras e ações;
  5. Sabendo que suas condições atuais são o resultado das ações que praticou no passado e que pode construir o seu futuro destino, melhorando-o mediante uma atuação reta no presente, não deverá invejar ninguém, dedicando, pelo contrário, suas aspirações a exercitar a prerrogativa divina do Livre Arbítrio que possui, lançando desde já, boas sementes para o amanhã;
  6. Considerando que o silêncio, em verdade, é um dos maiores auxiliares para o crescimento da alma, procurará sempre que, no ambiente onde se encontra, predomine a paz, a harmonia e a calma;
  7. Sendo a autossuficiência uma virtude fundamental para o Aspirante Espiritual, fará o possível por praticá-la tanto através de seus pensamentos como de seus atos;
  8. Sabendo que a Divindade Interior é o único Tribunal Real da Verdade, se esforçará para estabelecê-lo, submetendo todos os assuntos ao seu veredicto final;
  9. Reservará, todos os dias, um certo período à Meditação e à Oração, procurando elevar-se nas asas do Amor e da Sublime Aspiração ao próprio Trono do Pai;
  10. Sabendo que o fracasso reside apenas em deixar de lutar ante qualquer obstáculo, procurará paciente e persistentemente atingir o alvo proposto, procurando realizar os elevados ideais ensinados por Cristo através da sua vivência diária.

Vencida a primeira etapa, o candidato é admitido à qualificação de Estudante Regular, com inscrição na Sede Mundial, a The Rosicrucian Fellowship, em Mount Ecclesia, passando de lá a receber uma lição periódica, submetendo-se à aplicação do que recebeu no seu dia a dia e voltados para o seu desenvolvimento interno. Ao mesmo tempo vai fazendo o Curso Suplementar de Filosofia Rosacruz, para se aprofundar nos conhecimentos, nas terminologias e nas respostas às questões da vida. Nesse período, se lhe sobra tempo para outros estudos, além dos trabalhos citados e fidelidade na oficiação dos Rituais e na prática dos exercícios esotéricos, pode se dedicar aos Cursos de Astrologia Rosacruz e Estudos Bíblicos Rosacruzes.

Após dois anos no segundo grau, o Estudante ativo e fiel é considerado apto e convidado a ingressar no Probacionismo, terceiro grau. Nesse estágio recebe instruções especiais, mediante Cartas e lições periódicas específicas também da Sede Mundial, a The Rosicrucian Fellowship, em Mount Ecclesia – além de instruções durante o sono, se o seu preparo e sinceridade fizerem jus. As Cartas e Lições contêm ensinamentos definidos e científicos para prevenir o Probacionista quanto aos perigos da ilusão e das decepções do Mundo em que vive e dos Mundos suprafísicos.

Definimos o Probacionista autêntico àquele que nos seus pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, atos, obras e ações diárias procura “Amar, Honrar e Obedecer ao Eu Verdadeiro e Superior”. Se é realmente sincero, dedicado e fiel nos seus deveres internos e externos, chegará ao ponto de ser admitido ao quarto grau e último da Fraternidade Rosacruz: o Discipulado.

Para isso, sua aura deverá atrair a atenção do Irmão Maior da Ordem Rosacruz responsável por tal atividade que o submeterá a uma prova (sem que o candidato saiba) para avaliar seu preparo ao Discipulado.

Do exposto se vê que a Fraternidade Rosacruz tem uma parte oculta. Oculta porque nossos cinco sentidos comuns não percebem. Os que se preparam e desenvolvem as faculdades latentes podem chegar a ponto de “ver” a “porta” e bater, para ser admitido, à Ordem Rosacruz.

A Ordem Rosacruz são as raízes sustentadoras dessa grande árvore que é a Fraternidade Rosacruz. A ordem é o alicerce, o fundamento; a Fraternidade é a parte pública, visível, do plano físico, ou seja: da Região Química do Mundo Físico.

Uma entidade esotérica que não tenha esse fundamento, esse alicerce, essa parte oculta, Iniciática, não é autêntica: é meramente humana, por mais boa vontade que tenham seus membros.

E prevenimos que há entidades com nome de “Rosacruz” ou com designações similares, que não pertencem à Ordem Rosacruz.

A Fraternidade Rosacruz é essencialmente Cristã. Não no sentido do cristianismo popular, que respeitamos e que, no entanto, é apenas uma fase elementar da verdadeira Religião do Cristo, que florescerá na Era de Aquário. Nosso trabalho é preparar essa nova compreensão da mensagem do Cristo, revelando aspectos até agora desconhecidos.

Cristo, para os Rosacruzes, não foi simplesmente mais um Profeta ou Iluminado que, de tempos em tempos, foram enviados para ajudar um certo povo ou uma parte da humanidade.

Cristo é a maior luz que jamais se manifestou aos seres humanos. É o mais elevado iniciado dos Arcanjos, moradores do Sol. Com o objetivo de poder “aparecer” aqui em Corpo Denso, Jesus cedeu o seu Corpo Denso e o seu Corpo Vital, de livre e espontânea vontade, no Batismo do Rio Jordão e, dali em diante se tornou Cristo Jesus: Jesus, o mais elevado iniciado humano, cujos veículos, de elevadíssima vibração, permitiram a manifestação direta do Cristo, como “um homem, entre os homens”, nos três anos de mistério que marcaram a consciência da humanidade para uma nova era espiritual.

A tarefa sobre-humana que o Cristo veio realizar (porque os seres humanos mais avançados eram incapazes de tanto) foi de transformar as condições vibratórias de nosso Planeta. Nosso Globo estava ameaçado de ir para o Caos, comprometido com as gravações de todos os erros acumulados pela humanidade em seus estratos. O Pai Universal interferiu em nosso favor e, com a colaboração dos seres humanos mais avançados da Terra, realizou o Plano de Salvação, e, através do sangue de Jesus, derramado no Gólgota, o Cristo pôde penetrar no nosso Planeta (“desceu aos infernos”) e conquistá-lo diretamente, de dentro, dando-lhe um novo impulso espiritual.

Ao mesmo tempo, nas entrelinhas dos Evangelhos são revelados, sob a forma de palavras, frases-chave e símbolos diversos, os degraus conducentes à cristificação. Aquilo que o Cristo revelou, como um modelo, devemos e podemos realizar, à nossa maneira, internamente, desde que nos disponhamos, resolutamente, à metanoia (transmutação pregada por São João Batista, o precursor), que nos levará à anunciação (umbral) e daí a percorrer os alegóricos passos do ministério Crístico: Batismo, Tentação, Transfiguração, Última-Ceia e Lava-pés, Getsemani, Estigmata, Crucifixão, Ressurreição e Ascensão.

Para “os Rosacruzes” a Bíblia (composta pela Velha e Nova Dispensação, isto é, Antigo e Novo Testamentos) é um relato do Espírito humano que está evoluindo; uma jornada através de diversos estágios de consciência, a conduzi-lo de Adão (Adi-aham ou primeiro Ego) ao último Adão (o Cristo ou ungido, pela fusão da consciência humana à divina).

Como entidade esotérica, a Fraternidade Rosacruz tem muitos pontos comuns a outras Escolas de Pensamento.

O Estudante encontrará nos nossos ensinos: a Cosmogênese (origem e evolução do Universo); a Antropogênese (origem, estado atual e futuro do gênero humano); as Leis de Causa e Efeito (Consequência), de Renascimento, da Atração, dos Semelhantes, etc. São verdades universais ensinadas pelos Mestres das diversas escolas.

O que distingue a Fraternidade Rosacruz (como as outras entidades esotéricas) é o Método de Desenvolvimento Interno. Cada Escola tem seu método próprio, provado e estabelecido. É indispensável que o Candidato, uma vez satisfeito o seu íntimo e confirmada sua sintonia com ela, permaneça fiel, a ela se dedicando exclusivamente. Não é que subestimemos outras Escolas sérias e julguemos a Rosacruz a única certa. Longe disso! Uma pessoa pode ver obras de todas as escolas e devorar tudo o que se refira a ocultismo, a esoterismo. O livre arbítrio é sagrado. Isso é compreensível, enquanto a pessoa está no diletantismo intelectual; na curiosidade superficial em nossa época de superficialidade informativa. Há muita gente que vai de escola em escola, de conferência em conferência, de livro em livro, ávida de “novidades”.

Sentimos desiludir: não há novidades, mas sim verdades antigas em novas roupagens. As novidades não estão em novas formas de apresentação, exigidas pela época, pela analogia científica etc. Não! A novidade está na constante descoberta interna, daquilo que vamos vivenciando. Contudo, isso requer penetração além do estudo superficial.

Por isso exigimos concentração de esforços na Fraternidade Rosacruz. Ninguém tem o direito de afirmar que um método de desenvolvimento é falho, se não o provou sinceramente; se não o testou profunda e sistematicamente. Ora, na Fraternidade Rosacruz não miramos o conhecimento apenas, senão a vivência, a realização da verdade, a iluminação interna. E isso pressupõe a prática fiel e persistente do método indicado pelos Irmãos Maiores.

Um exemplo bem próximo pode demonstrar a razoabilidade do que afirmamos: se uma pessoa, ao buscar uma profissão, praticar apenas uma semana em cada uma (alfaiate, relojoeiro sapateiro, etc.), ao fim de um ano ou dois o que será que aprendeu de fato? Será apenas um conhecedor superficial delas. Se alguém deseja ser engenheiro, deve se dedicar exclusivamente ao seu estudo, até se formar; depois deve praticar seriamente para adquirir segurança e descortino na especialidade escolhida. Não é assim? No entanto, no assunto esotérico (oculto, interno, espiritual), muito mais complexo e delicado, as pessoas têm a pretensão de conhecer e dominar em curto tempo!

Depois que um engenheiro se considera como tal, pode se dar ao prazer de fazer outros cursos e estudos correlatos, para enriquecer o seu conhecimento.

Igualmente, quando alcançamos a realização interna e uma visão definida do esoterismo, em qualquer escola séria, podemos nos dedicar ao estudo comparativo, muitas vezes necessário na tarefa de conferencista, para esclarecer honestamente os outros. Antes disso, não.

Ainda em relação ao ocultismo, é corrente a curiosidade por fenômenos, a que o espiritismo, a umbanda, a parapsicologia e outros similares muito têm contribuído.

Maior ainda é o interesse do povo em resolver seus problemas, apelando para alguém que tenha “poderes” para “dar um jeitinho”.

Esclarecemos de início que a Fraternidade Rosacruz conhece bem a origem e o mecanismo dos fenômenos das magias “branca”, “cinzenta” e “negra”, mas absolutamente não se dedica a isso.

Ela desaconselha tacitamente seus Aspirantes a perseguir poderes e provocar fenômenos.

Seu programa é formativo: primeiro ela ajuda a formar o caráter; a consolidação, integralização a um reto viver; a uma busca e encontro do Divino interno – advertindo que os fenômenos são naturais decorrências das aberturas internas; que os poderes internos são flores feiticeiras do Caminho, cujo aroma pode retardar ou desviar da jornada. Nunca se dá um poder ou faculdade a quem não pode usá-lo reta e edificantemente. O ensino do Mestre é claro: “Busca, em primeiro lugar, o Reino de Deus (que está dentro de ti) e sua justiça, e tudo o mais lhe será dado por acréscimo”.

Temos provas, em nosso viver, de que todos os problemas devem ser solucionados dentro de nós. A vida externa (as circunstâncias, suas limitações, dores etc.) é apenas uma projeção ampliada de nosso íntimo.

Quando harmonizamos o íntimo, pela obediência às Leis Divinas, quebramos automaticamente a sequência do destino maduro, e transformamos nossa vida para melhor. Tal é a solução definitiva e real que devemos conquistar, em cada escaninho de nossa vida. As soluções forçadas são como os remédios: amenizam os efeitos, mas não removem as causas, não curam. O indivíduo reto não cede aos vícios, pois sabe que a recaída é bem pior.

Os centros Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz espalhados pelo mundo, da mesma maneira que a Sede Mundial, a The Rosicrucian Fellowship, possuem um Departamento de Cura, dirigido por pessoas competentes, que atendem aos vários aspectos da saúde integral: mental, espiritual, emocional, psíquico e físico.

Cada centro Rosacruz da Fraternidade procura, ao mesmo tempo, orientar os enfermos a uma dieta racional, a novos hábitos conducentes à estável harmonia.

Em resumo, como recomendou Cristo, pregamos e curamos – o que é a mesma coisa, porque uma decorre da outra. Um indivíduo são se vai tornando ao mesmo tempo são (de integral, santo) no seu interior, que é a causa e o físico é o efeito. Tudo o que se manifesta no físico nasceu primeiramente no mental e no emocional, ou seja, no Espírito. Se corrigimos o íntimo, curamos o externo e o indivíduo se torna integralmente harmonioso.

Os Estudantes Rosacruzes que estiverem impossibilitados de frequentar a Sede de um Centro Rosacruz e o seu Templo, podem realizar seus estudos por correspondência (física ou eletrônica). Contudo, devem sempre que possível, buscar uma frequência física, tanto para melhor orientação, como para um melhor proveito, especialmente da egrégora construída em um verdadeiro Templo solar.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Nuvem Ruidosa

A Nuvem Ruidosa

A nuvenzinha cinza-claro estava muito infeliz. Ela era tão pequena e tão cinza-claro. Nos dias bonitos, ela mal podia ser vista por causa do brilho do sol e do resplandecente céu azul. Nos dias feios, ela mal podia ser vista porque todas as grandes nuvens escuras de tempestade a empurravam para fora do caminho.

A nuvenzinha cinza-claro queria tanto ser uma nuvem ruidosa. Queria ser escura e assustadora e fazer com que todos que a vissem fugissem e se escondessem.

Contudo, mesmo que se esforçasse muito por mudar, continuava exatamente do jeito que era. Mesmo que se esforçasse muito para ficar escura, continuava exatamente o mesmo cinza-claro. Mesmo que se esforçasse muito para ser barulhenta, continuava silenciosa como sempre.

Derramava algumas lágrimas, esperando que, ao menos, elas causassem um pouco de chuva, mas apenas caiam dois ou três pingos que nem eram percebidos pelas pessoas lá embaixo. A pobre nuvenzinha ficava cada vez mais infeliz.

Por fim, as Sílfides e as Salamandras que vinham observando a nuvenzinha, não aguentaram mais vê-la assim infeliz. Se puseram a trabalhar. A nuvenzinha ficou muito animada ao ver que estava ficando cada vez mais escura. Ventos sopravam em volta dela e clarões de relâmpagos e tremendos estrondos de trovões vinham deles. Uma chuvarada caia dela para a Terra. A nuvenzinha cinza-claro tinha se tornado uma nuvem ruidosa.

Então, veio uma tempestade. As pessoas lá embaixo disparavam para suas casas ou abriam os guarda-chuvas. As senhoras que mexiam nos jardins corriam para dentro. As pessoas que assistiam ao jogo de futebol, colocavam jornais na cabeça. Às estradas ficaram molhadas, os carros ficaram molhados, e os policiais que dirigiam o trânsito ficaram encharcados.

Ninguém podia acreditar que toda aquela chuva, raios e trovões vinham daquela nuvenzinha. Não conseguiam entender como ela era tão escura e barulhenta, quando tudo em volta no céu era azul.

Cientistas corriam para fora de seus laboratórios para examinar seus aparelhos. Contudo, os aparelhos só lhes diziam que havia uma nuvem ruidosa no céu, o que eles já sabiam. Os aparelhos não diziam por que uma nuvenzinha ruidosa estava provocando tamanha tempestade, quando todo o céu estava azul.

A nuvem ruidosa, sentindo-se muito poderosa e muito barulhenta, choveu, trovejou e relampejou até que tudo de fora ficou encharcado e tudo de dentro ficou muito quente, porque as janelas estavam fechadas.

Depois, ela se afastou da cidade e foi para o campo. Encontrou um prado de margaridas, crisântemos e rainhas-margaridas, todas murchas e tristes porque não tinham recebido chuva há muitas semanas. A nuvem ruidosa era bastante grande para chover em todo o prado, o que ela fez com prazer. As flores estavam com sede e beberam e beberam. Logo levantaram as cabeças, estenderam suas folhas, realmente muito agradecidas à nuvem ruidosa.

A nuvem ruidosa passou acima das montanhas. Ali ela encontrou algumas nuvens enormes, escuras, carrancudas e frias. Elas riram quando a nuvenzinha apareceu. Acharam que ela era uma nuvenzinha muito boba, tentando achar um lugar entre elas que eram tão grandes e poderosas.

Todavia, quando a nuvenzinha deixou cair uma nova chuvarada e alguns trovões de quebrar os tímpanos, elas pararam de rir.

— Nada mau, disseram com admiração. Nada mau mesmo.

A nuvenzinha também achou que estava muito bem, quando viu sua chuva se transformar em chuva de pedra no alto das montanhas. Ela ribombou, troou e fez tanto barulho quanto pode, e as montanhas lá embaixo pareciam mesmo sombrias e assustadoras.

Pouco depois, a nuvenzinha, ainda chovendo, dirigiu-se para o deserto. É claro que todos sabiam que no deserto nunca chovia nessa época do ano.

— Meu Deus! exclamou um professor que estava examinando um cacto com uma lente e nem imaginava que uma nuvem ruidosa pudesse estar a menos de 800 km de distância.

— Santo Deus! exclamou um viajante, com uma mochila nas costas, que estava com muito calor, muita sede e desejando poder ter mais água no seu cantil.

— Por Deus! exclamou um senhor enorme, gordo que estava tomando sol ao lado da piscina e estava todo satisfeito antes de se encontrar, de repente, ensopado da cabeça aos pés.

A nuvem ruidosa move-se daqui para lá sobre o deserto, fazendo com que muita gente ficasse olhando para o céu, sem acreditar o que estava acontecendo e, quando ficaram encharcados, disseram:

— Isto não está acontecendo!

Finalmente, depois de atravessar todo o país, a nuvem ruidosa se achou sobre uma das grandes cidades perto do oceano. Ela já estava ficando cansada, mas ainda queria produzir uma tempestade gigantesca. Juntando todas as suas energias, relaxou-se com um relâmpago que iluminou todo o céu e um violento ribombar de trovão e de chuva muito forte.

As pessoas nos escritórios fecharam as janelas rapidamente. As pessoas que estavam lavando os carros fecharam as torneiras e correram para dentro. As crianças que estavam no recreio voltaram correndo para dentro da escola.

A nuvem ruidosa fez tanto barulho que as pessoas não podiam ouvir seus rádios. As crianças não podiam ouvir as professoras ensinando aritmética.

Os cachorros não podiam ouvir seus donos chamá-los. As secretárias não podiam ouvir os chefes ditando. Um maestro, que estava ensaiando um concerto, não podia ouvir a música que sua orquestra estava tocando.

A nuvem ruidosa continuou com seu terrível temporal de raios e trovões por dez minutos. Foi o suficiente para que os meteorologistas pudessem descobrir que nenhum de seus mapas geográficos, aparelhos, livros e artigos científicos explicassem por que uma nuvenzinha escura podia estar isolada em um céu azul e causar tanta agitação.

Repórteres de televisão e de jornal, excitados, escreveram artigos sobre o tempo mais incrível daquele dia. Um avião cheio de cientistas já tinha deixado a capital e estava perseguindo aquela estranha nuvem ruidosa que estava causando tanta perturbação.

Mas, a nuvem ruidosa, muito orgulhosa de si mesma, satisfeita e feliz, estava também muito cansada. Já chegava. Tinha sido muito feliz por ter seu desejo satisfeito e ter sido uma nuvem ruidosa por algum tempo. Agora, estava bem contente para voltar a ser uma nuvenzinha comum cinza-claro, vagando no céu, quase despercebida.

Agradeceu às Sílfides e às Salamandras por sua grande ajuda e flutuou preguiçosamente por cima do oceano. Em breve, bem alto no céu, ela desapareceu da vista das pessoas. A nuvenzinha cinza-claro tinha passado um dia muito feliz, do qual nunca mais se esqueceria.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. VII – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Conceito Rosacruz do Cosmos ou Cristianismo Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Este livro fornece uma descrição completa dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, até o ponto onde podem ser tornados públicos, atualmente.

Ele contém um esboço abrangente do processo evolutivo do ser humano e do universo, correlacionando a Ciência com a Religião.

O autor recebeu esses Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz pessoalmente, dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

É a sua última comunicação.

O Livro é um material de estudos e consultas, portanto sua leitura é permanente para quem está trilhando Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

É dividido em 3 partes, a saber:

Parte I – trata dos Mundos Visível e Invisíveis, do Método da Evolução do Ser Humano, Renascimento e Lei de Causa e Efeito.

Parte II – trata do Esquema de Evolução, em geral, e da Evolução do Sistema Solar e da Terra, em particular.

Parte III – trata do Cristo e da Sua Missão, do Futuro Desenvolvimento do Ser Humano e da Iniciação, do Treinamento Esotérico e do Método Seguro de Adquirir o Conhecimento Direto.

Há 4 meios de você acessar esse Livro, obra básica da Fraternidade Rosacruz:

  1. Em formato PDF (para download): O Conceito Rosacruz do Cosmos ou Cristianismo Místico – por Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em PDF
  2. Para ler no próprio site: O Conceito Rosacruz do Cosmos ou Cristianismo Místico – por Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – on line
  3. Em forma audiobook ou audiolivro: O Conceito Rosacruz do Cosmos ou Cristianismo Místico – por Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em MP3
  4. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube, que é esse: https://www.youtube.com/@fraternidaderosacruzcampinasbr/videos

    onde você encontra o videobook ou videolivro do CONCEITO aqui:

    O Conceito Rosacruz do Cosmos ou Cristianismo Místico – por Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – videobook

Bons Estudos 🙂

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Audiobook: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Figura-introdutória-audiobook-no-Site-1024x512 Audiobook: Conceito Rosacruz do Cosmos - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.

O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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Conceito Rosacruz do Cosmos – Apresentação
Credo ou Cristo
Uma Palavra ao Sábio ou Advertência
Introdução
Primeira Parte – Capítulo 1 – Os Mundos Visível e Invisíveis
Primeira Parte – Capítulo 2 – Os Quatro Reinos
Primeira Parte – Capítulo 3 – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 1
Primeira Parte – Capítulo 3 – O Ser Humano e o Método de Evolução – Parte 2
Primeira Parte – Capítulo 4 – O Renascimento e a Lei de Consequência
Segunda Parte – Capítulo 5 – A Relação do Ser Humano com Deus
Segunda Parte – Capítulo 6 – O Esquema da Evolução
Segunda Parte – Capítulo 7 – O Caminho da Evolução
Segunda Parte – Capítulo 8 – A Obra da Evolução
Segunda Parte – Capítulo 9 – Atrasados e Recém-chegados
Segunda Parte – Capítulo 10 – O Período Terrestre
Segunda Parte – Capítulo 11 – Gênese e Evolução do Nosso Sistema Solar
Segunda Parte – Capítulo 12 – Evolução da Terra – Parte 1 – Até A Raça Lemúrica
Segunda Parte – Capítulo 12 – Evolução da Terra – Parte 2
Segunda Parte – Capítulo 13 – Retorno à Bíblia
Segunda Parte – Capítulo 14 – Análise Oculta do Gênesis
Terceira Parte – Capítulo 15 – Cristo e Sua Missão
Terceira Parte – Capítulo 16 – Desenvolvimento Futuro e Iniciação
Terceira Parte – Capítulo 17 – Método para Adquirir o Conhecimento Direto – até Vivei e Deixai Viver
Terceira Parte – Capítulo 17 – Método para Adquirir o Conhecimento Direto – A Oração do Senhor
Terceira Parte – Capítulo 18 – A Constituição da Terra e Erupções Vulcânicas
Terceira Parte – Capítulo 19 – Christian Rosenkreuz e a Ordem dos Rosacruzes e EPÍLOGO

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os cuidados de um Estudante Rosacruz trilhando o Caminho de volta à Deus

Os cuidados de um Estudante Rosacruz trilhando o Caminho de volta à Deus

Nesse atual Esquema de Evolução em que estamos inseridos, houve um momento em que éramos ingênuos e inocentes. Guiados em tudo, protegidos em tudo, não tomávamos decisões próprias. Contudo, de acordo com o plano traçado por nosso Criador Deus Pai tínhamos que conhecer todas “as moradas” que ele criou para nós, os Seus filhos. E, ainda, considerando que fomos “feitos à Sua imagem e semelhança”, dentro de nós temos o preceito divino de criar por nós mesmos, de ousar, de ser original. Daí que continuar a ser autômato, guiado em tudo, não poderia ser um estado a durar todo o Esquema de Evolução.

Afinal, a Epigênese, aquela faculdade definida como “a liberdade para inaugurar algo inteiramente novo e não uma simples escolha entre dois cursos de ação”, faz parte de cada um de nós. Fomos criados com ela. Deus Pai já nos criou com ela. Então, como poderíamos ser autômatos, guiados em tudo para sempre?

Foi, então, graças à ajuda de seres vindos do Planeta Marte, os seres lucíferos – também conhecidos como Anjos caídos, espíritos lucíferos – que conseguimos nos livrar dessa dependência eterna.

Conhecemos o bem e o mal, usamos e abusamos da força sexual criadora. Conhecemos a dor e o sofrimento. Vivenciamos o egoísmo e a ambição. Todavia, conquistamos a Região Química do Mundo Físico. Transformamos essa Região num paraíso na Terra. Um lugar agradável de passarmos a nossa existência física. Tudo isso, como planejado pelo nosso Deus Pai.

Mergulhamos nessa Região do Mundo Físico a tal ponto de esquecermos dos outros Mundos! Acostumamo-nos a viver tão bem nesse Mundo que, para muitos, é impossível a existência de outros Mundos!

Estamos tão à vontade nesse Mundo, que tudo que procuramos fazemos comparações com algo desse Mundo. Pensar no concreto ficou mais fácil do que pensar no abstrato! Somos treinados a assim proceder desde que renascemos nesse Mundo, vida após vida.

Quando crianças, devido às forças que operam pelo polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital serem extremamente ativas, temos uma clarividência involuntária. Ou seja: podemos “ver” outros Mundos, além deste. Frequentemente, quando crianças, falamos daquilo que, então, vemos, até que, por “dizer bobagens”, os castigos ou o ridículo que os adultos nos impõem nos fazem desistir de falar. É fato que as crianças têm invisíveis companheiros de brinquedo, que os visitam com frequência durante alguns anos de idade. Portanto, em virtude dessa insistência dos adultos e do mergulho na idade escolar – onde começamos a nossa convivência com a sociedade -, vamos fixando mais nossa atenção na Região Química do Mundo Físico.

Entretanto, estamos no mundo ocidental, no lado ocidental desse campo de evolução que conhecemos como Planeta Terra. Particularmente, estamos na parte onde estão a aprendizagem mais avançada para a espiritualidade: o Cristianismo.

Em outras palavras: os nossos irmãos e irmãs que renascem e vivem nesse lado já passaram o Nadir da Materialidade, o ponto mais baixo, mais denso que nós, como Espíritos Virginais, podemos alcançar na Região Química do Mundo Físico. Ou seja: já aprendemos a obter dessa Região tudo que poderíamos obter. Já conquistamos essa Região! Já conhecemos essa “morada” que Deus criou para nós. Ou ainda: já terminamos a Involução – a parte do Esquema de Evolução em que nos dedicamos à aquisição da consciência e à construção dos veículos (Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente) – e começamos a subir novamente na evolução – a parte do Esquema de Evolução onde convertemos os nossos Corpos em Almas e desenvolvemos a consciência até convertê-la em divina omnisciência. Ou seja, o objetivo é transformar e desenvolver as possibilidades latentes em poderes dinâmicos.

Tal qual lemos na Parábola do Filho Pródigo (Lc 15:11-32) em que o filho mais jovem sai da casa do pai. Após gastar tudo que tinha e conhecer tudo que podia, volta arrependido, mas cheio de conhecimento de outras moradas. Do mesmo modo, nós saímos da casa do Pai, ingênuos e inocentes – portanto, ignorantes – e começamos a nossa longa peregrinação através dos cinco Mundos mais densos que o Mundo que habitávamos no início (o Mundo dos Espíritos Virginais), os quais são: Mundo do Espirito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico.

Estamos voltando já com o conhecimento adquirido na Região Química do Mundo Físico. Não somos mais ingênuos neste Mundo. Somos conscientes e conseguimos conhecer este Mundo. Já sabemos compreender e podemos vivenciar o verdadeiro propósito desta vida, ou seja, a aquisição de experiências (e não a busca da felicidade).

E, mais ainda, já aprendemos que existem dois modos de adquirir essas tão valiosas experiências: pessoalmente (mediante a experimentação, muitas vezes dolorosa e dura) ou observando os atos alheios (raciocinando e refletindo sobre eles, guiados pela luz da experiência que já tenhamos alcançado).

Só o fato de já sabermos que esse é o objetivo desta existência mostra que estamos voltando à “casa do Pai”. E a aquisição dessas experiências é a nossa demonstração ao Pai de que aproveitamos o que ele criou para nós, que nos exercitamos como criadores.

São os talentos da Parábola que lemos em Mt 25:14-30, em que aqueles que utilizaram e multiplicaram tudo que Deus lhes deu, receberam mais. Entretanto, o preguiçoso, o medroso, o sovina, o avarento, até o único talento que tinha foi-lhe tirado, como lemos no versículo 29 do mesmo capítulo 25 citado acima: “Pois ao que tem muito, mais lhe será dado e ele terá em abundância. Mas ao que não tem, até mesmo o pouco lhe será tirado”.

Essa volta significa uma reorientação na nossa existência terrestre. É certo que continuaremos ainda, por muito tempo, na roda de nascimentos e mortes neste Mundo Físico, morrendo e voltando de tempos em tempos. É certo que continuaremos ainda, por muito tempo, com relações familiares, com obrigação de adquirir bens, de passarmos por tudo isso que significa funcionar no Mundo Físico. Afinal aqui é o baluarte da nossa evolução. Entretanto, considerando que a finalidade de nossa existência neste Mundo não é mais a aquisição de bens até ficarmos ricos, não é mais protegermos somente nossa família ou os nossos conhecidos, amparando-os e defendendo dos outros desconhecidos, enfim, não é mais a conquista deste Mundo, nem o de mostrar para os outros como se faz, então está na hora de buscarmos essa reorientação.

Com esse propósito de reorientarmos nossa existência, poderemos: assimilar melhor as lições que aqui aprendemos; construir corpos perfeitos para funcionar em cada Região de cada Mundo que Deus criou nos tornando conscientes dos outros Mundos, funcionar neles conscientemente e ajudar, mais eficientemente, nossos irmãos que tanto necessitam, companheiros na jornada, em direção à Deus.

Essa reorientação significa a renúncia de nós mesmos, detalhada pormenorizadamente na Bíblia, particularmente no Novo Testamento, que foi escrito especialmente para os que buscam a realização espiritual pelo único meio que é possível: o Cristianismo. Afinal, “a Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento”.

Ao nos submetermos em viver os ensinamentos de Cristo, conforme fornecidos no Novo Testamento, oferecemos voluntariamente nossos Corpos como um sacrifício vivente sobre o altar da fraternidade e do amor incondicional, amor ágape.

Essa renúncia não é nada fácil. E também não haveria de ser. Passamos tanto tempo exercitando a aquisição de tudo que podíamos que, quando chega o tempo de exercitarmos o desapego, é lógico que haverá dificuldades.

Se a renúncia se dá com alguma reserva, porque talvez não se tenha plena confiança em Deus, sofremos por achar que não conseguimos fazer nada correto, que Deus é injusto. É o caso, por exemplo, de confiar em Deus, mas procurar se resguardar cultuando várias religiões ao mesmo tempo – em especial as não-cristãs –, pedindo para todas a solução do problema. É o caso de quando se tem uma doença (ou alguém querido doente) ir a todos os médicos, do mais barato ao mais caro e, só depois (quantas vezes quando a situação não pode ser explicada pelos médicos, ou que se trata de problema complicado!) “apelar” a Deus, e ainda tentando barganhas.

Se a renúncia se dá de uma maneira desordenada e superficial, a princípio tudo se oferece, despe-se de tudo, mas depois, combatido pela tentação, voltam às comodidades e não se progride em nada. Entristece-se e se revolta com os que buscam a verdadeira renúncia, não compreendendo que o problema está dentro da própria pessoa.

Nem os do primeiro, nem os do segundo caso chegarão à verdadeira renúncia que traz a verdadeira liberdade do coração puro.

Engana-se quem acha que engana a Deus.

Os dois primeiros casos estão como a história do jovem rico que lemos em Mt 19:16-22: “E eis que alguém se aproximou e Lhe disse: ‘Mestre, que de bom devo fazer para alcançar a vida eterna?’. Cristo disse: ‘Por que me perguntas pelo bom? Um só é o bom. Se quiseres entrar na vida, observa os mandamentos’. Disse-lhe ele: ‘Quais?’. Cristo respondeu: ‘Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não prestarás testemunho falso, honra pai e mãe e ama teu próximo como a ti mesmo’. Disse o jovem: ‘Tudo isso tenho observado. O que ainda me falta?’. Respondeu-lhe Cristo: ‘Se quiseres ser perfeito, vai vende tudo que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem e me segue’”.

Ao ouvir isso, o jovem se foi triste, porque possuía muitos bens.

A renúncia a que Cristo sugere é bem entendida, em sua totalidade, no livro de Jó, no Antigo Testamento.

Lá lemos exemplos de total desapego de si mesmo, das suas posses, da sua felicidade, de todos a quem ele ama, por amor e confiança em Deus.

Esse desapego e renúncia nos liberam para o próximo passo para cima e para frente: a conquista e o trabalho consciente na Região Etérica do Mundo Físico.

E por que é tão necessária essa renúncia, esse desapego das coisas que, até então, nos agarramos?

Devido à Região Etérica do Mundo Físico ser a contraparte do Mundo do Espírito de Vida, o primeiro Mundo, de baixo para cima, onde cessa toda a separatividade, onde reina a fraternidade, onde Cristo — nosso guia e salvador — tem, como o Iniciado mais elevado do Período Solar, dos Arcanjos, o seu corpo mais inferior: o corpo Espírito de Vida.

Portanto, ao exercitarmos essa renúncia aqui, estamos adiantando para funcionarmos na Região Etérica num futuro não tão longínquo como todos pensam. Ao mesmo tempo estamos ajudando os nossos irmãos a percorrer esse caminho.

Se estamos numa Escola de Preparação para a Iniciação como a Fraternidade Rosacruz, Aspirante à Ordem Rosacruz, podemos ter certeza de que não é por acaso. Se somos verdadeiramente Aspirantes à Vida Superior, também não é por acaso. Simplesmente, chamamos para nós a responsabilidade de sermos vanguardeiros. Cada um sendo esteio no meio que está inserido. Cada um sendo a luz pequenina em cima do monte à disposição de quem dela precisa. Cada um sendo exemplo no meio em que está apontando o caminho, na maioria das vezes, não com pregações ou proselitismo, mas com exemplos de vida, de comportamento no seu dia a dia.

Afinal, enquanto Estudantes Rosacruzes são muitos os que nos observam e fazem de nós exemplos para suas vidas. São muitos os que dependem de nós, saibamos ou não. Portanto, se tropeçamos muitos tropeçam também. Se desistimos, muitos fracassam também. Contudo, a maior responsabilidade sempre será nossa. Afinal, escolhemos, de livre vontade, esse caminho. O caminho que vai de volta para a Casa do Pai!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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