porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Páscoa mostra que ainda a humanidade dorme, enquanto Cristo sofre

A Páscoa mostra que ainda a humanidade dorme, enquanto Cristo sofre

A Páscoa (passagem), em seu aspecto cósmico, marca a libertação anual do Cristo, crucificado em nosso Planeta. É a ascensão do Senhor do Amor aos reinos celestiais. Os grandes Iniciados místicos, em sua refinada sensibilidade, percebem o coro angélico saudando-O gloriosamente. A infusão de Sua energia na Terra, a cada novo ciclo, inaugura um período de crescimento, promovendo a intensificação das atividades nos reinos vegetal, animal e humano. As plantas crescem e florescem, os animais se multiplicam, e o ser humano sente-se fortalecido, para enfrentar os combates da vida, deles extraindo o “pão da alma”.

O Aspirante Rosacruz deve se esforçar ao máximo para compreender que ocorre, realmente, nessa época do ano. Uma importante lição a ser aprendida é a de não existência da morte; o que há é uma transição de uma esfera de atividade para outra.

Como espíritos em busca de experiência estamos crucificados no Corpo Denso. As condições restritivas da materialidade, as enfermidades a que está sujeito o organismo humano, as vicissitudes naturais dessa existência constituem sofrimento intenso para o espírito. A chamada morte, portanto, não nos deve causar horror.

Nada mais é do que uma libertação, uma passagem (Páscoa) para planos superiores de consciência. Sabemos pelo relato evangélico como, no Getsemani, Cristo se sentiu tomado de pavor e angústia. São Tiago, São João e São Pedro dormiram. Hoje, o quadro não é muito diferente. Apesar de todo progresso religioso e moral, grande parte da humanidade ainda dorme, enquanto Cristo sofre.

Cabe, àqueles conscientes desse processo cósmico, realizar algo para apressar o dia da libertação. Então, exclamaremos num só: Consumatum Est.

(publicado na Revista O Encontro Rosacruz da Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP de abril/1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Tempestades da Insegurança

Tempestades da Insegurança

Em um mundo onde os valores espirituais aparentam soçobrar ante as tempestades da insegurança, da falência moral e dos distúrbios sociais; em um mundo onde a indigência e a ignorância afloram em todos os quadrantes evidenciando o contraste brutal, o chocante paradoxo –  o ser humano empreende milagres tecnológicos, mas sente-se incapaz de equacionar seus problemas mais comezinhos, de enfrentar seus desafios cotidianos; em um mundo onde o materialismo ameaça pisotear as mais belas flores do sentimento humano, lhes sufocando a dulcíssima fragrância; em um mundo de “ISMOS” antagônicos e radicalizantes, buscando desesperadamente uma hegemonia mentirosa e levando de roldão tantos quantos se deixem iludir pelo canto de suas sereias; neste mesmo mundo, em dolorosa fase de transição, ser membro de uma Escola Filosófica como a Fraternidade Rosacruz constitui um invulgar privilégio.

Enquanto a humanidade comum se vê às voltas com o terrível pesadelo que é a própria atualidade, procurando debelar as chamas devoradoras das neuroses e dos vícios, das guerras e das carências, tentando em vão encontrar-se nos valores efêmeros e nas condições exteriores, a Filosofia Rosacruz exorta-nos a procurarmo-nos dentro de nós mesmos.

O método Rosacruz de desenvolvimento difere de todos os outros métodos em um aspecto básico: procura desde o início libertar o aspirante da dependência de fatores externos, tornando-o confiante em si mesmo no mais alto grau. Capacita-o a suportar com estoicismo e serenidade as ondas devassadoras da adversidade e da incerteza. Conscientiza-o da transitoriedade dos fenômenos que pululam no mundo físico. Desperta-lhe uma fé inabalável na Justiça Divina, fé, essa, nascida do conhecimento espiritual e da vivência dos princípios preconizados pela Escola dos Irmãos Maiores.

Vinte séculos contemplam um Cristianismo puro e perfeito, porém mal compreendido e distorcido pelos seres humanos que o adequaram a seus interesses e conveniências. Dois milênios testemunharam a concretização da profecia de Cristo: “Eu não vos trago a paz, mas uma espada”.

Contudo, em contraposição, agora, no prelúdio da Era de Aquário, qual um milagre messiânico, surge a Fraternidade Rosacruz, para restaurar sua autenticidade original. E no contexto de seus ensinamentos, exorta o aspirante a procurar o Reino dos Céus dentro de si mesmo, no seu templo interno, no sacrário de seu coração.

A Fraternidade Rosacruz é o ponto de apoio no Mundo Físico de um grande trabalho de regeneração humana, encetado e inspirado desde os planos internos. Cada Grupo e Centro constitui um fulcro de espargimento das mais elevadas energias espirituais. Talvez, face às nossas limitações humanas, façamos uma ideia muito vaga do que representa realmente um Grupo ou Centro de Estudos. Ainda não nos encontramos em condições de avaliar as dimensões de um trabalho tão supremo. Porém, o simples fato de estarmos conscientes de que em alguma extensão ele beneficia a humanidade, induz-nos a sentir uma alegria incomum por estarmos aqui reunidos, irmanados e solidários trilhando o Caminho Rosacruz de desenvolvimento espiritual.

Ao longo desse tempo, muitos foram os obstáculos transpostos. E por certo, outros maiores ainda deverão ser superados no futuro. É mister unirmo-nos cada vez mais. Amarmo-nos como verdadeiros amigos. Redobrarmos a vigilância sobre as arremetidas do eu inferior e, nos prepararmos para mais renhidas batalhas.

Convictos de que o ideal merece nossos maiores sacríficos, cremos firmemente que não tombaremos em meio ao caminho, pois em nossa lida sincera, somos fortalecidos continuamente por Cristo, o Senhor do Amor.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de setembro/1973)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Páscoa: um dia, como Cristo em formação, seremos libertados da prisão do Corpo Denso e da Personalidade

A filosofia oculta ensina: o ser humano é realmente “feito à imagem e semelhança” (ESPIRITUAL) de Deus, sendo dotado, em potencial, de todos os Seus poderes. Assim, o espírito é tríplice, como Deus. Seu Espírito Divino corresponde ao atributo da Vontade, em Deus: seu Espírito de Vida corresponde ao aspecto Sabedoria, de Deus, e o seu Espírito Humano corresponde ao princípio da Atividade, no seu Criador. Isso demonstra que o princípio Crístico encontra-se no interior do ser humano e a sua contraparte é o Corpo Vital, ou etérico.

É o trabalho especial, por assim dizer, o programa de nossa época, permitir o desenvolvimento do nosso Cristo interno, a fim de que possa brilhar através das trevas de nosso mundo materialista e de nossos corpos inferiores, tecendo o Vestido Dourado de Bodas, o “soma psuchicon” mencionado por São Paulo.

O Espírito de Vida contém registros indeléveis de todas as faculdades, talentos e sabedoria alcançados pelo Tríplice Espírito nas vidas passadas. Esse registro, chamado hoje de “Memória Supraconsciente”, manifesta-se como consciência, caráter e, às vezes, como “orientador” compelindo-nos à ação vez por outra frontalmente contrária à nossa razão e desejos. Pode também, imprimir sua mensagem diretamente no Éter Refletor do Corpo Vital. Essa mensagem é levada pelo sangue até o coração, de onde é transmitida ao cérebro através do nervo pneumogástrico. O impulso é chamado de “intuição” e traz ao corpo humano, chamado por São Paulo de “veste da corrupção”, as frequências de alta vibração do Mundo do Espírito de Vida, instando a Personalidade a obedecer a Lei do Amor, que é o Caminho da Libertação.

Astrologicamente falando, o poder da intuição é governado pelo Planeta Urano, e pelo Signo Aquário.

Pessoas que têm esses aspectos fortemente marcados em seus horóscopos, são notavelmente intuitivas. Elas lutaram nas vidas passadas para cultivar um interesse e um amor impessoal, abrangendo não somente a família, a comunidade ou povo, mas sim TODOS OS SERES HUMANOS, sem diferença de casta, credo ou cor. É objetivo da humanidade ocidental ampliar, fortalecer, e intensificar o impulso da INTUIÇÃO, porque ela há de tomar o lugar da razão, como o tribunal mais elevado do ser humano. Isso ajudará, e muito, para se chegar a uma solução dos problemas que a humanidade enfrenta hoje, e que são o resultado da escravidão do ser humano às ordens de sua mente, impregnada de desejos egoístas e inferiores.

Para esquematizar o método próprio para o desenvolvimento da faculdade da intuição, o Aspirante deve conhecer, em primeiro lugar, o funcionamento do Corpo Vital, — a contraparte do Espírito da Vida.

É composto de quatro Éteres, e interpenetra os átomos do corpo físico. Os dois Éteres inferiores – Químico e de Vida – são o canal das forças responsáveis pela assimilação, crescimento e propagação. Os dois Éteres superiores, — o Luminoso e o Refletor — são formados novamente em cada vida, e sua qualidade depende da natureza e quantidade de serviço que o indivíduo prestou aos seus semelhantes. Purificamos os nossos Corpos de Desejos através da oração, pureza de pensamentos, e concentração, sensibilizando ao mesmo tempo o Corpo Vital, enquanto que amando e servindo aos nossos semelhantes, tecemos o Dourado Manto Nupcial formado pelos dois Éteres superiores — o elo entre o Espírito de Vida (morada do Cristo) e o coração. Há uma correlação entre esses fatores: quanto maior e mais luminoso o Dourado Manto Nupcial, mais forte é a faculdade da intuição. Funcionamos nesse veículo luminoso quando o nosso corpo físico repousa adormecido e saímos do corpo, consciente ou inconscientemente. É através desse mesmo veículo que o ser humano é “ressuscitado” e pode “ascender” aos mundos superiores após a “morte”. Assim, despertamos a voz interna, formando esse veículo resplandecente do qual São Paulo falava e atingimos a libertação, no mais profundo sentido da palavra.

É de particular importância para quem deseja desenvolver a faculdade da intuição notar no “Pai Nosso” — que é uma fórmula algébrica para a elevação e purificação de todos os veículos do ser humano — a petição do Espírito da Vida, para a sua contraparte, o Corpo Vital: “Perdoai as nossas dívidas, como nós perdoamos aos nossos devedores”. Essa oração ensina a doutrina da remissão dos pecados nas palavras “perdoai as nossas dívidas” e a doutrina da Lei de Consequência nas palavras “como nós perdoamos”, fazendo de NOSSA ATITUDE PARA COM OS OUTROS a medida de nossa emancipação. É óbvio, dessa maneira, que o Estudante desejoso de obter a intuição ensejada pelo Espírito de Vida (Cristo) deverá e com bastante assiduidade cultivar uma atitude de PERDÃO!

Num futuro remoto, quando a humanidade, como um todo, tenha desenvolvido suficientemente seus poderes coletivos mediante um RETO VIVER COLETIVO, o Cristo estará finalmente livre, podendo retirar-se definitivamente do Planeta.

Da mesma forma, quando um indivíduo desenvolver os seus atributos divinos suficientemente poderá sair de seus veículos físicos, de sua “prisão” e estará apto a executar maiores trabalhos nos Mundos invisíveis, vestido como já vimos do seu luminoso veículo etérico.

A Páscoa é assim: não somente o tempo da Libertação do nosso Espírito Planetário o Cristo, um sacrifício que deveria evocar em nós o máximo de gratidão e confiança.

É também a magna segurança para as nossas almas de que algum dia cada ser humano, como Cristo em formação, será libertado da prisão do Corpo Denso e da Personalidade.

O Espírito Interno, que é o “Homem Real”, aprende vida após vida, em ciclos sem número, a viver de acordo com as Leis de Deus, transcendendo finalmente a ilusão dos sentidos, e se libertando, no mais profundo sentido da palavra, da ignorância, do sofrimento e da morte, e entrando num outro estado de consciência, glorificado, iluminado e cheio de paz.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1975-Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Novo Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Março de 2020

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.

Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 46 – Março de 2020 (Situação que estamos vivendo/Balanço 2019/Significância Quaresmal/Nascimento dos Planetas/Astrologia: simpatia-antipatia/Tessalonicenses- Cap. 3/Evolução da Terra-Época Polar) 

Para acessar somente os textos:

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas, edita o informativo: Ecos.

Informação

De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS e visando a prevenção do avanço da pandemia de Corona vírus (Covid 19) suspendemos as atividades presenciais em nossa sede em Campinas por tempo indeterminado. As atividades não presenciais como cursos on line (inscrições e correções das lições), Cura (solicitação e recebimento dos relatórios mensais e divulgação de materiais para leitura em nosso site) permanecem em atividade, para que possamos manter a chama acesa do aprendizado e serviço.

Uma visão Rosacruz da situação atual externa a nós e interna em nós

Antes de mais nada, lembremos sempre: “os Anjos do Destino estão acima de todo o erro e dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento”. E esse “dar” significa garantir que os efeitos das causas colocadas em prática por cada um, seja sentido por cada um: Causa boa implica em efeito bom. Causa má implica em efeito mal. Simples assim!

Lembrem-se sempre que a doença é a consequência da violação das Leis da Natureza. Podemos dizer que a doença é uma manifestação da ignorância, o único pecado, e que a cura é uma demonstração do conhecimento aplicado, que é a única salvação.

Quando a pessoa busca apenas remediar a doença e continua fazendo as mesmas coisas que fazia, violando as Leis da Natureza, a doença poderá retornar. O remediar é um processo físico. “Curar definitivamente” é radicalmente diferente porque, neste caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem cura. Com a quantidade de “remédios” que temos hoje é muito mais fácil remediar do que buscar a cura definitiva, né? No entanto, para manter o equilíbrio das Leis da Natureza, um “dia a conta chega”.

Onde está o problema em cada um de nós?

Em pessoas que “remediam”, ou seja, que “tomam remédios”, ao invés de buscar a cura definitiva (como a preconizada pela Fraternidade Rosacruz – se você quiser mais informações sobre ela, clique aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/como-curam-os-rosacruzes-os-enfermos/)

Estudando a Filosofia Rosacruz (já no seu Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz) a gente aprende que o Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso, estendendo-se além da sua periferia cerca de quatro centímetros. Os pontos do Corpo Vital entram nos centros vazios dos átomos densos, enchendo-os com força vital, o que os faz vibrar em grau muito mais intenso do que o dos minerais da Terra, que não estão assim animados nem acelerados.

Durante o dia o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que nos rodeia, por meio do baço. Esta vitalidade impregna todo o Corpo e pode ser vista, pelo Clarividente, como um fluido de cor rosa pálido, sendo transmutado depois de penetrar no Corpo físico. Flui por todos os nervos e quando é irradiado pelos centros cerebrais em grandes quantidades, move os músculos para os quais os nervos se dirigem.

O excesso é irradiado e ao se estender além do Corpo Denso (cerca de 4 centímetros) o protege contra a entrada de bactérias, fungos, vírus e outras doenças. No entanto, quando estamos doentes, essa especialização do fluido solar pelo Corpo Vital não é tão eficiente. Não há excesso para ser irradiado e, assim, ficamos a mercê da entrada de bactérias, fungos, vírus e outras doenças. (Ver mais no Livro: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel).

Agora vamos ver um pouco sobre as “causas” específicas das doenças desencadeadas por esse vírus (que diga-se de passagem, sempre existiu!).

  • Recusar a aceitar o destino que escolhi, as dificuldades, as minhas limitações, as dívidas de destino que tenho que pagar e foco no prazer da vida, que muito mais me agrada; evito ao máximo dar o que eu tenho de melhor e quando o faço é sempre por um interesse em receber (de preferência muito mais do que dei), no mais dou o que sobra, o que quero jogar fora e, ainda depois de “pensar muito”; insistência em não se relacionar como irmãos; ter contatos somente para com aqueles onde há algum interesse (financeiro, de posse, sexual, de prazer, emocional, de dependência, etc.); se comunicar apenas para com coisas que me dão prazer, fugindo do compromisso e da cooperação e do serviço amoroso e desinteressado para com os demais; viver a liberdade expressa como aquela em que faço o que eu quero, quando eu quero, sem se importar com os demais e sempre querendo me sair bem – Pulmões, Traqueia, Trato Respiratório

Resumindo: uma bela mistura de “fugir” da cura definitiva e viver por meio de “remédios” para continuar criando e vivendo a base da grande quantidade dos desejos, sentimentos e emoções que enumerei acima. Chegando a um nível onde há que ter uma sacudida para voltar ao equilíbrio das Leis da Natureza. Veja, que como sempre aconteceu: haverá aqueles que sofrerão e aqueles que não sofrerão. Aqueles que repensarão e se corrigirão e aqueles que insistirão no erro (“dessa eu escapei). Aqueles que estarão envolvidos totalmente e aqueles que “nem escutarão sobre – apesar de ter ouvido falar”.

De qualquer modo, nós, Cristãos esotéricos, oremos por todos os irmãos e irmãs, sejam em que situação estejam e sempre, mas sempre mesmo, terminemos a nossa oração com: “seja feita a Sua vontade, meu Deus, e não a minha”.

Tomemos todos os cuidados físicos necessários, conforme muito bem colocados pelos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, que tanto se sacrificam pelos irmãos e irmãs que estão sofrendo e sofrerão e oremos por eles também. Se formos alvo desse vírus, obedeçamos fielmente às instruções dos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, nos remediando, e depois com toda a nossa vontade busquemos a cura definitiva para as causas acima apontadas na nossa vida.

Com a proximidade da Era de Aquário, esse tipo de evento vai se tornando cada vez mais constante, pois sempre haverá dois caminhos para progredirmos: pelo amor ou pela dor. Sempre cabe a cada um de nós escolher – livre arbítrio – mas também devemos, cada um de nós, lidar com as consequências da escolha. Deus é infinitamente bom para garantir isso!

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Atividades gerais ocorridas no mês de fevereiro:

Curso Preliminar:  555

Curso Suplementar: 60

Ensinamentos da Sabedoria Ocidental: 91

Curso de Astrologia: 69

Resumo das Atividades em forma de Estudos e Reuniões ocorridas em nosso Centro:

Dia 01/Mar – 16 h: Estudo de Corinne Heline: Significado Espiritual da Estação Quaresmal – Parte 2

Dia 01/Mar – 17 hs: Estudo de Filosofia Rosacruz: Nascimento dos Planetas

Dia 08/Mar – 16 hs: Astrologia Rosacruz: Simpatia/Antipatia – Fortalezas e Interpretações

Dia 08/Mar – 17 hs: Estudo da Bíblia segundo os ensinamentos Rosacruzes – Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses/ Cap. 3

Dia 15/Mar – 15hs: Mini Oficina – Exercitando a interpretação da Astrodiagnose na Astrologia Rosacruz

Dia 15/Mar – 17 hs: Evolução da Terra – Época Polar

Realização dos Rituais Devocionais (incluindo os Hinos de Abertura; Signo do mês solar e Encerramento).

Dias: 4, 11, 17, 24/março– Rituais do Serviço de Cura e demais dias do mês – Rituais do Serviço do Templo

Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:

Estudo usando como base o Livro: Mistério dos Cristos de Corinne Heline: Significado Espiritual da Estação Quaresmal – Parte 2

  • No primeiro Grau ou Getsemani, o Caminho se estreita e se torna tão inclinado como telhado de um campanário, sem nada à vista salvo a cruz que o coroa.
  • Lembremos sempre: o objetivo dos Mistérios Natalinos consiste em guiar o ser humano ao longo do Caminho que conduz à consciência Crística e à dedicação da vida ao serviço do próximo. O objetivo dos Mistérios Pascoais consiste em iniciar o ser humano no estado da imortalidade consciente e lhe tornar capaz de conseguir a libertação do Corpo físico, não somente durante as horas de sono, nem entre vidas terrenas, mas em qualquer momento que deseje, para se converter, assim, em um Auxiliar Invisível consciente, quantas vezes seja necessário, tanto nesse plano com nos planos do espírito.
  • O Rito da Agonia no Horto poderia se denominar, com propriedade, o Rito da Transmutação. A agonia do Cristo produziu Seu esforço por reduzir, às condições limitadoras da Terra, Sua elevada taxa vibratória, com o objetivo de se converter no Espírito Planetário Interno da mesma Terra.
  • No Grau do Julgamento, as provas que o candidato há de superar estão de acordo com a sua posição espiritual. Quanto mais se avança no Caminho, mais sutis e penetrantes são as provas. Nenhuma poderia se comparar, em severidade, com as sofridas por Cristo Jesus, já que ninguém possui a Sua força e Seu poder espirituais.
  • O Terceiro e último Grau que conduz à liberação é o da Crucifixão. Nesse Grau o candidato se encontra frente a um dos mais sagrados Mistérios, e que há de permanecer para sempre selado para o profano. Seu significado secreto pode só ser aludido muito breve aqui; seu objetivo interno e verdadeiro só pode ser revelado àqueles que buscam e encontram a luz em seu próprio interior, essa chama do grande amor branco que excede a toda compreensão.
  • Alguns já alcançaram esse ponto avançado do Caminho e se voltaram para trás, não tendo a suficiente força para seguir adiante, com Cristo, o caminho do Gólgota. Outros, chegaram a ser “pregados” na cruz, e falharam, porque não puderam suportar o momento em que a cruz seria erguida. Estreito é o Caminho e sutis são as provas até o mesmo final.
  • E, por fim, o candidato vitorioso, que segue a Cristo até o final do caminho, chega à Glória da Grande Liberação. Então já é livre para passar, pela vontade, do plano físico aos reinos espirituais. A Coroa de Espinhos se converte em um halo de luz, já que conquistou o maior dos dons da vida: a imortalidade consciente. Passando triunfalmente aos planos internos, se une às multidões brancas que rodeiam ao Cristo e que elevam suas vozes entoando o eco das palavras pronunciadas pelo Mestre no momento de Sua Grande Liberação: “Meu Deus, Meu Deus, como me tens glorificado!”.
  • O vitorioso, pois, conhece toda a glória da alvorada de sua própria Ressurreição.

Filosofia – Capítulo X – O Período Terrestre / Nascimento dos Planetas

  1. Por que o nosso Sistema Solar precisa ter Planetas (veículos apropriados)?

Nos períodos anteriores, todas as diferentes subclasses ou raios encontraram um ambiente adequado para sua evolução no mesmo Planeta. Mas, no Período Terrestre, as condições tornaram-se tais que, para fornecer a cada classe o grau de calor e a vibração necessários para sua fase específica de evolução, elas foram segregadas em diferentes Planetas, a distâncias variadas do Sol – o centro fonte da vida. Esta é a razão de ser do nosso sistema e de todos os outros sistemas solares do universo.

  • De onde vem à matéria para os Planetas?

A matéria é o espaço cristalizado ou o Espírito. O espírito em manifestação é duplo, o que vemos como Forma é a manifestação negativa do Espírito – cristalizada e inerte. O polo positivo do Espírito se manifesta como Vida, galvanizando a Forma negativa em ação, mas a Vida e a Forma se originaram no Espírito, Espaço, Caos!

Para ter uma ideia da vida cotidiana que ilustre, podemos pegar o ovo para chocar. O ovo é preenchido com um fluido moderadamente viscoso. Esse fluido, ou umidade, é submetido ao calor, e da substância fluida e macia surge um pintinho vivo, com ossos duros e carne relativamente dura, e com penugem que possui uma pena relativamente dura, etc.

  • Quais são os sete Planetas (Corpos Densos) dos Sete Espíritos diante do Trono, que circulam em torno do Sol?

Os sete Planetas que circundam o Sol são os Corpos Densos dos Sete Gênios Planetários. Seus nomes são: Urano com um satélite, Saturno com oito luas, Júpiter com quatro luas, Marte com duas luas, a Terra e sua lua, Vênus e Mercúrio. (As descobertas astronômicas desde a redação deste livro atribuem 4 satélites a Urano, 9 a Saturno e 11 a Júpiter)

  • Quais são as três cores primárias?

O vermelho, azul e amarelo. 

  • Em quantas cores a luz branca do Sol se divide e quais são elas?

A luz branca do Sol divide-se nas sete cores do espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Os ocultistas veem até doze cores, sendo cinco entre vermelho e violeta. Quatro dessas cores são indescritíveis, mas a quinta – a do meio das cinco – é semelhante à tonalidade de uma nova flor de pêssego soprada. É de fato a cor do corpo vital. Clarividentes treinados que o descrevem como “cinza azulado” ou “cinza avermelhado” etc. estão tentando descrever uma cor que não tem equivalente no mundo físico; e, portanto, são obrigados a usar os termos descritivos mais próximos oferecidos pela nossa linguagem.

  • Faça a correlação entre os Sete Espíritos (Gênios Planetários) diante do Trono e suas cores predominantes:

Urano             Saturno           Júpiter           Marte               Lua               Vênus           Mercúrio.

Vermelho       Amarelo          Azul              Violeta             Laranja          Verde            Índigo

Respostas.: A cor de Marte é vermelha; a de Vênus, amarela; a de Mercúrio, violeta; a da Lua, verde; a do Sol, alaranjada; a de Júpiter, azul; a de Saturno, índigo; e a de Urano, amarela.

  • Responda as perguntas abaixo:
  • O primeiro Planeta arrojado do Sol?
  • Um corpo no qual a vida está em um estágio correspondente ao Período de Saturno?
  • Um corpo no qual o campo da evolução corresponde ao Período de Júpiter?                                           
  • O último Planeta que saiu do sol?
  • Campo de evolução dos Terráqueos?
  • Um corpo, no qual o retrocesso e a desintegração estão ocorrendo, devido à adesão muito próxima à existência material por parte dos seus habitantes?   
  • Fragmentos de Luas (Ex-luas) de Mercúrio e Vênus?                                                       
  • Um Planeta que não pertence propriamente ao nosso Sistema Solar?
  • OutroPlaneta que também não pertence propriamente ao nosso Sistema Solar?

Respostas.: a) Urano; b) Saturno; c) Júpiter; d) Mercúrio; e) Terra; f) A lua da Terra; g) Asteroides; h) Netuno; i) Plutão

  • Como os habitantes das antigas luas de Mercúrio e Vênus ganharam o direito de retornarem aos seus Planetas progenitores?

Quando esses habitantes que estavam atrasados e também impedindo o progresso de seus pioneiros, recuperaram sua posição, ou seja, alcançaram o mesmo estágio de evolução dos seres que habitavam seus Planetas progenitores.

  • O que acontece com uma lua abandonada?

À medida que o tempo passa e o poder de atração exercido pelo Planeta pai diminui, sua órbita aumenta, até atingir o limite do nosso Sistema Solar.  A lua abandona, é então expulsa para o espaço interestelar e dissolvida no caos.

Extras:

  1. A luz ___ do Sol contém as ______ cores do espectro, tal como  ______ contém em si todas as coisas do ______  _______.
  1. Qual é a cor (aproximada) do Corpo Vital?

Resposta:

 “Luz Branca do Sol contém as sete cores do espectro.”

“Tal como Deus contém em Si todas as coisas do nosso Sistema Solar

Medite um pouco e rescreva a frase abaixo com as expressões entre parênteses: 
“Branco de um Triângulo Surge de um Fundo Negro”  
(Síntese, Divina Trindade, Deus Manifestado, Verbo, Caos, Deus não Manifestado).  

Fontes de Pesquisa:

Estudo de Astrologia Rosacruz

Simpatias e Antipatias – Fortalezas e Interpretações

A fim de compreender quais Aspectos entre 2 horóscopos temos mais tendências a responder, e quais a tendência é mais fraca, é imprescindível utilizar a técnica das forças astrais, bem como se estão se aproximando ou se distanciando.

Essa técnica advém do fato dos Astros, quando estão em determinados Signos, estarem fortalecidos ou enfraquecidos.

A Tabela abaixo resume a intensidade dessas Forças. Com elas conseguimos entender: onde o relacionamento entre 2 pessoas é reforçado – Regente e Exaltado – beneficamente nos assuntos envolvidos, onde há mais atritos quando o Aspecto é adverso e onde é enfraquecido – Detrimento e Queda – e aqui, também, pouco reforçado ou pouco atrito.

Caso haja “empate” nas forças, então partamos para o critério de aproximação/distanciamento: se há aproximação, então a tendência é mais forte (para o bem ou para o mal) do que quando há distanciamento. Com isso se traça o mapa de relacionamento em cada assunto entre 2 pessoas.

Estudos da Bíblia sob a óptica dos Ensinamentos Rosacruzes

1ª Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses – Cap. 3

O envio de Timóteo a Tessalônica —

  1. Por isso, não podendo mais suportar, resolvemos ficar sozinhos em Atenas,
  2. e enviamos a Timóteo, nosso irmão e ministro de Deus na pregação do evangelho de Cristo, com o fim de vos fortificar e exortar na fé,
  3. para que ninguém desfaleça nestas tribulações. Pois bem sabeis que para isso é que fomos destinados.
  4. Quando estávamos convosco já dizíamos que haveríamos de passar tribulações; foi o que aconteceu, como sabeis.
  5. Por isso, não podendo mais suportar, mandei colher informações a respeito de vossa fé, temendo que o Tentador? Vos tivesse seduzido, inutilizando o nosso trabalho.

 Ação de graças pelas notícias recebidas —

  • Agora, porém, Timóteo voltou para perto de nós, da visita que vos fez, trazendo-nos boas notícias a respeito da vossa fé e caridade, afirmando que guardais s empre afetuosa lembrança nossa e que desejais ver-nos, assim como nós também a vós.
  • Meus irmãos, a vossa fé nos consolou, em meio a muita angústia e tribulação.
  • Agora estamos reanimados, porque estais firmes no Senhor.
  • Como poderíamos agradecer a Deus por vós, pela alegria que nos destes diante de nosso Deus?
  •  Noite e dia rogamos com instância poder rever-vos, a fim de completarmos o que ainda falta à vossa fé.
  •  Deus, nosso Pai, e nosso Senhor Jesus aplainem o nosso caminho até vós.
  •  A vós, porém, o Senhor faça crescer e ser ricos em amor mútuo e para com todos os homens, a exemplo do amor que nós vos temos.
  •  Queira ele confirmar os vossos corações numa santidade irrepreensível, aos olhos de Deus, nosso Pai, por ocasião da Vinda de nosso Senhor Jesus com todos os santos.

Introdução:

Acredita-se que a Primeira Epístola aos Tessalonicenses seja a mais antiga epístola escrita por Paulo que ainda exista hoje e é possível que seja o livro mais antigo do Novo Testamento. Durante a segunda viagem de Paulo, ele e seus companheiros, Silas, Timóteo e Lucas, cruzaram o Mar Egeu e seguiram para a Macedônia (ver Atos 16 :6–12) chegando a Tessalônica no início do ano 52 DC e partindo no final de maio, continuando até Atenas e Corinto. Tessalônica tinha duas importantes características era a cidade mais populosa e próspera do antigo reino grego da Macedônia: fora edificada no melhor porto natural do Mar Egeu e por ali passava a principal estrada de ligação entre Roma e a Ásia.

Paulo escreveu 1 Tessalonicenses para os membros da Igreja que moravam em Tessalônica. Com isso iniciou-se a pregação do evangelho na Europa (Os seguidores de Cristo em Tessalônica estão entre os primeiros convertidos europeus da Igreja.). Na Europa, Paulo encontrou um mundo diferente e condições diferentes. As epístolas aos Tessalonicenses são a mensagem da ressurreição para a nova era – não, como as igrejas exotérica ou ortodoxa 1 a interpretam, ressuscitando a vida após a morte (no último dia), mas para a entrada na nova era, na era do ar (aquário) ou na era dos éteres.

Depois de pregarem em Filipos (ver Atos 16:12–40), Paulo e Silas seguiram para Tessalônica, mas foram expulsos da cidade por um grupo de líderes judeus (ver Atos 17:1–9). Os seguidores tessalonicenses de Cristo continuaram a serem perseguidos mesmo depois que Paulo e seus companheiros partiram.

Os ensinamentos de Paulo nessa epístola concentram-se principalmente nas questões relacionadas à:

* Segunda Vinda de Cristo

* Nas tribulações que os seguidores de Cristo enfrentarão:

*  antes que Ele volte ( 1 Tessalonicenses 3:3 )

*  por ocasião da Segunda Vinda ( 1 Tessalonicenses 4: 13-14 )

*  no momento da Segunda Vinda ( 1 Tessalonicenses 5: 1-2 ).

Em 1 Tessalonicenses 3, Timóteo informou a Paulo que os seguidores de Cristo Tessalonicenses permaneceram fiéis apesar da perseguição e que sua boa influência estava se espalhando (1 Tessalonicenses 3: 6-8). Paulo enviou Timóteo de volta a Tessalônica para fortalecer a fé dos novos convertidos e ver se tudo ia bem com eles.

Estudo:

Em 1 Tessalonicenses 3: 1-7: Timóteo informou a Paulo:

Que os seguidores de Cristo haviam permanecido fiéis a despeito das perseguições.

Que os seguidores de Cristo (provavelmente) tinham muitas dúvidas quanto à Segunda Vinda de Cristo.

Assim, Paulo escreveu, também 1 Tessalonicenses 3, aos seguidores tessalonicenses de Cristo, para tirar suas dúvidas e dar a eles mais informações de como se prepararem para a segunda vinda de Cristo.

Em 1 Tessalonicenses 3: 9-10,  Paulo disse que pedia em oração durante o tempo que passou longe dos membros tessalonicenses. (Colocando no campo egóico daquelas pessoas, os benefícios espirituais que a oração do Pai Nosso traz a todos).

Em 1 Tessalonicenses 3: 11-13, Paulo para fortalecer a fé dos membros da Igreja de Tessalônica, pedindo a Deus Pai e a Cristo aplainarem o caminho até Deus (caminho do meio), e a entenderem melhor como desenvolverem seus Corpo-Almas (ajudando aos outros através do amor mútuo (sem separatividade) ou a caridade) e prepararem-se para a Segunda Vinda de Cristo (“o que ainda falta à vossa fé” (a habilidade de funcionar conscientemente fora do Corpo Denso)).

1 – Religiosos exotéricos trabalham um Deus externo; as religiões esotéricas dirigem a busca de encontrar o deus interior.

Época Polar

Estudando o caminho da evolução podemos ver que uma das características marcantes do Processo Evolutivo é a recapitulação de condições análogas as que já experimentamos antes. Por isso que hoje repetimos tanto que a evolução é uma espiral, sempre para cima em níveis crescentes de perfeição. Podemos observar o tempo, as diversas fases de nossa vida, pois tudo está em constante mudança.

Quando a Terra surgiu do Caos no começo do Período Terrestre a Época Polar a cor era um vermelho escuro. Estávamos no Globo D e foi nesta época, mas exatamente na 4ª Revolução do Período Terrestre que teve início o verdadeiro trabalho deste período.

Esta época foi realmente uma recapitulação do Período de Saturno e a terra ainda fazia parte do Sol. Nós como Espíritos Virginais estávamos nos polos que era o lugar menos quente e o mais apropriado para nossos corpos. Uma vez que não suportávamos viver mais próximo do centro do Sol. Onde o calor era imenso para nós, devido ao fato de não estarmos evoluído a níveis que suportássemos o calor daquele ambiente.

Nesta época o ser humano passou através do estado mineral. E o nível de consciência do ser humano nesta época era semelhante ao estado de transe profundo. Nesta parte da evolução não estávamos preocupados com o que pudesse acontecer com nosso corpo. Por isto tivemos a importante ajuda dos Senhores da Forma para ajudar na construção do primeiro corpo mineral. É claro que o corpo não era uma maravilha que hoje conhecemos como corpo físico, contudo era o que conseguimos construir com a ajuda da Hierarquia, uma vez que já tínhamos o livre arbítrio.

Éramos algo enorme e pesado, semelhante a um óvulo gelatinoso. Tínhamos um órgão que projetava na parte superior deste esquisito corpo. Que eram os nossos olhos e ouvidos e que hoje conhecemos como Glândula Pineal e toda energia era dirigida para dentro com o objetivo de construir os órgãos com a ajuda das hierarquias divinas.

Nosso contato naquela época era direto com os seres superiores até porque não tínhamos consciência do ambiente externo. Este órgão que era parecido a um flexível tentáculo que auxiliava na locomoção e na sensação é que nos orientava quando tentávamos nos deslocar. No início quando fazíamos esta tentativa e deparávamos com o calor o corpo se desintegrava. E assim, com o passar de milhares de anos este órgão foi se desenvolvendo e até que se tornou sensitivo as condições de perigo e se tornava mais fácil saber o lugar mais seguro para transitar ou se locomover.

Éramos uma criatura imensa e gelatinosa e para se propagar a espécie, dividíamos em duas espécies gelatinosa menor e com isto tínhamos a oportunidade de criarmos novos corpos para evoluir. Uma vez que se morria muito rápido e então precisa aproveitar este tempo para melhorar os corpos. A Época Polar na Bíblia está relacionada com a figura simbólica de ‘Adão – formado de barro’.

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura:

Abril: 7, 13, 21, 28

 Dizendo-lhes: “Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”. Êxodo 15:26

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Métodos Orientais e Ocidentais de Desenvolvimento

Novembro de 1913

Frequentemente, recebemos solicitações de auxílio de pessoas que, infelizmente, pertenciam a sociedades onde elas se submetiam ao domínio dos espíritos de controle que, no momento, os assombram e os perseguem chegando ao ponto de se tornarem um fardo na vida delas. Também recebemos solicitações de auxílio de pessoas que frequentaram sociedades onde ensinavam exercícios de respiração hindus. A impaciência de ingressar nos Mundos invisíveis leva muitas pessoas a praticar estes exercícios, cuja natureza perigosa desconhecem, quando percebem é tarde demais e aí experimentam problemas tano na saúde física como na espiritual. Então, vem até nós a procura de alívio que, felizmente, conseguimos fornecer a todos que se aplicaram, até mesmo aqueles que estavam à beira da insanidade.

E é por isso que a literatura da Fraternidade Rosacruz está repleta de advertências sobre o evitar todos os exercícios respiratórios tais como preconizados pelas escolas orientais, os quais são impróprios às pessoas que vivem no lado ocidental do Planeta. É com muita e profunda tristeza que ouvimos falar de um Estudante que está, agora, doente como consequência desses tipos de exercícios respiratórios. Portanto, cremos que será conveniente afirmarmos, mais uma vez, a diferença entre os métodos oriental e ocidental, para que fique bem claro o por que é sensato evitar tais exercícios.

Em primeiro lugar, é necessário ter a percepção clara de que a evolução do espírito e a evolução da matéria andam de mãos dadas. O espírito evolui renascido em veículos densos de matéria e trabalhando com o material encontrado no Mundo Físico. Assim, o espírito progride e, também, a matéria está sendo aprimorada porque o espírito trabalha sobre ela. Naturalmente, os espíritos mais avançados atraem para si material mais refinado do que aqueles que estão atrasados no caminho da evolução, e os átomos nos corpos de pessoas mais altamente evoluídas são mais sensíveis do que as daquelas que existentes em povos primitivos.

Entretanto, os átomos das pessoas que vivem no ocidente respondem às ondas vibratórias que ainda não foram contatadas por aquelas pessoas que habitam em corpos orientais. Os exercícios respiratórios são usados para despertar os átomos adormecidos do aspirante oriental, e o trajeto enérgico desse tratamento se faz necessário para aumentar o tom de vibração. O índio americano ou o bosquímano[1] podem executar esses exercícios impunemente durante vários anos, contudo, é uma questão totalmente diferente quando uma pessoa, com um corpo altamente sensibilizado como o ocidental, segue tal tratamento. Os átomos de seu corpo já foram sensibilizados pela evolução natural; e quando esta pessoa recebe um ímpeto adicionado de exercícios respiratórios, os átomos simplesmente se rebelam, e se torna extremamente difícil trazê-los ao devido repouso novamente.

Aqui pode ser útil mencionar que o autor teve uma experiência pessoal nesse assunto. Anos atrás, quando ele começou a trilhar o Caminho espiritual e estava imbuído da impaciência que é a característica comum a todos os buscadores sedentos pelo conhecimento, ele leu sobre os exercícios respiratórios publicados por Swami Vivekananda[2] e começou a seguir as suas instruções, na esperança de que, após dois dias, o Corpo Vital se separaria do Corpo Denso. Isso produziu uma sensação como deslizar no ar, não sendo possível manter os pés em terreno sólido e todo o Corpo parecia vibrar num tom altíssimo. O bom senso o resgatou. Os exercícios foram interrompidos, porém, foram duas semanas para que recuperasse a condição normal de andar firmemente no chão e cessassem as vibrações anormais.

Na parábola, foi dito que alguns foram rejeitados porque não tinham o traje nupcial. A menos que nós desenvolvamos, primeiramente, o Corpo-Alma, qualquer outra tentativa de entrar nos Mundos invisíveis resultará em um desastre; e qualquer instrutor que diz ter a capacidade para conduzir as pessoas aos reinos invisíveis não é confiável. Existe apenas um caminho –  paciente persistência em fazer o bem.

(Cartas aos Estudantes – nº 36 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel)


[1] N.T.: Khoisan ou Khoi-San é a designação unificadora de dois grupos étnicos do sudoeste de África que partilham algumas características físicas e linguísticas distintas da maioria Bantu da África. Esses dois grupos são os san, também conhecidos por bosquímanos ou boximanes e que são caçadores-coletores, e os khoikhoi, que são pastores e que foram chamados hotentotes pelos colonizadores europeus. Aparentemente, estes povos têm uma longa história, estimada em vários milhares (talvez dezenas de milhares) de anos, mas agora estão reduzidos a pequenas populações, localizadas principalmente no deserto do Kalahari, na Namíbia, mas também no Botsuana e em Angola.

[2] N.T.: Swami Vivekananda (1863-1902), nascido Narendranath Dutta foi o principal discípulo do místico do século XIX Sri Ramakrishna Paramahamsa e fundador da Ordem Ramakrishna. É considerado uma figura chave na introdução do Vedanta e do Yoga no Ocidente, sobretudo na Europa e América.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Procurando a verdade: o risco de usar métodos errados e como esse conceito muda durante a nossa vida

Procurando a verdade: o risco de usar métodos errados e como esse conceito muda durante a nossa vida

Há 2.000 anos Pilatos indagou: “O que é a verdade?”.

As distintas formas de fé religio­sa existentes são tentativas huma­nas de materializar seus concei­tos internos sobre a verdade. A religião avança à medida que a visão hu­mana se expande. O espírito inter­no clama por uma revelação mais completa. Uma nova Revelação surge em resposta a esse clamor e um conceito mais elevado de Deus começa a desabrochar na Mente do ser humano. Até hoje a religião não logrou alcançar uma oitava su­perior, mas nossas ideias relativas a ela são mais profundas. Cristo afirmou: “A verdade vos libertará”. A verdade é eterna e nossa busca por ela deve ser perdurável também. O Ocultismo não conhece “a fé de uma vez para sempre e relativa a to­das as coisas”. Todas as Escolas de Ocultismo baseiam-se nas mes­mas verdades fundamentais, passí­veis de serem apreciadas sob dife­rentes ângulos, dando a cada um uma vi­são diferente. Assim, elas se com­pletam.

Portanto, com o que atingimos por ora não é possível alcançar a verdade essencial. Em resposta à pergunta de Pila­tos, devemos primeiro notar que a verdade seja um princípio subjetivo. Não pode ser encontra­da no objetivo, se bem que esse conte­nha manifestações dela.

O erro consiste em pretender­mos descobri-la totalmente nas coisas externas ou em alguma par­te fora de nós mesmos. Nossa ideia sobre o que é verdade modifica-se à medida que progredimos, porque, à proporção que ascen­demos, novas fases dela nos são apresentadas, etapas que não foram percebidas anteriormente.

Onde, pois, encontraremos a ver­dade? Não podemos encontrá-la neste mundo fenomenal, pontilha­do de ilusões, no qual temos de proceder a constantes correções e mudanças, consciente ou incons­cientemente. Sabemos que nossa visão nos engana, quando faz as coisas parecerem unidas no final de uma rua, por exemplo.

Com referência à indagação so­bre onde encontraremos a verdade, a resposta só pode ser uma: dentro de nós mesmos.

É um assunto relativo ao próprio desenvolvimento interno, excluin­do-se de qualquer outra fonte. A promessa de Cristo, “se vivermos a vida, conheceremos a doutrina”, é verdadeira no senti­do mais literal. Os livros e os mes­tres podem despertar nosso inte­resse e nos incentivar a viver a vi­da. Contudo, só na medida em que julgarmos cuidadosamente suas ideias, antes dos preceitos constituírem parte de nossa vida interna, caminharemos na direção correta.

Conforme Max Heindel nos rela­tou, os Irmãos Maiores não lhe en­sinaram tudo diretamente desde o primeiro curto período em que lhe proporcionaram o material para es­crever O Conceito Rosacruz do Cosmos. A cada pergunta formu­lada, o Mestre indicava-lhe a dire­ção em que poderia encontrar a informação necessária. Pelo uso de nossas próprias faculdades conseguiremos sempre os melhores dados ou informações.

A aspiração é o primeiro passo a ser dado para sairmos da escravidão para a liberdade, porquanto à medida que um ser humano deseje ascender, será libertado.

Somente por nossa aspiração à virtude dominamos os vícios. A fi­delidade aos mandatos espirituais nos livra da sensualidade. A indi­ferença, entretanto, fará estiolar a mais bela flor do espírito.

Todo desenvolvimento oculto começa no Corpo Vital com o cultivo de faculdades objetivas e comuns tais como a observação, o discernimento, a razão, a justiça, o senso comum e o cultivo do inte­lecto. Todas essas qualidades, quando combinadas com oração e devoção, conduzem a estágios mais avançados, na jornada evolu­tiva. Essa preparação interna do Estudante deve ser realizada sem considerar as circuns­tâncias externas.

Os dois Éteres inferiores do Cor­po Vital, o Químico e o de Vida, decrescem em quantidade e densi­dade à proporção que os dois su­periores formam o Corpo Denso. Então um poder maior flui através nosso ser. Isso, às vezes, causa dis­túrbios no corpo denso, pois os Éteres inferiores mantêm a saúde física. Essa condição, não obstan­te, é transitória e tende a desapa­recer. Observe-se, portanto, como é de máxima importância para os Estudantes de Ocultismo persistir em suas aspirações.

Se alguém tentar adquirir pode­res ocultos sem ideais elevados ou objetivos altruístas, o resultado fí­sico será deplorável. Um grande número de males físicos entre os Estudantes de Ocultismo deve-se a esse fato.

Todo pensamento egoísta ou de ódio imprime-se no sangue e nos pulmões, retardando o processo regenerativo. Por outro lado, os pensamentos de amor, jus­tiça e harmonia constroem o Cor­po Vital e aumentam a vitalidade do Corpo Físico. A regeneração, na maior parte dos indivíduos, ocorre em um grau vibratório muito baixo, porque, por via de regra, o homem comum injeta continuamente os mesmos pensamentos negativos em sua corrente sanguínea. Daí estar sempre acompanhado de do­res e enfermidades.

No Estudante de Ocultismo, esse processo regenerativo se efetua muito mais rapidamente. E em mui­tos casos, a corrente sanguínea po­de ser praticamente regenerada em curto tempo. Alguns dos velhos pensamentos, não obstante, estão sujeitos a reintroduzirem-se na corrente. Por isso, o processo segue repetindo-se até que esteja­mos completamente purificados de toda escória.

Temos de trocar a roupagem de nossos corpos impuros pela bri­lhante veste que estamos tecendo dia-a-dia. Esse é o processo alquímico do qual resulta a saúde perfeita. Quando formos “ouro pu­ro”, quando a corrente sanguínea carregar só o puro, como os pen­samentos de Cristo, então aparen­temente operaremos milagres. Com a energia restante curaremos os demais, dissiparemos a desarmo­nia, a tristeza e o sofrimento, irradiaremos amor, paz e bons pensa­mentos. Então, transcenderemos os la­ços familiares e raciais sem deixar de cumprir todos os nossos deveres, porque nos teremos puri­ficado desses sanguíneos. Nós nos sentiremos, então, universais.

O coração, grande distribuidor de sangue, não alimentará prefe­rências, mas amará a tudo e to­dos sem considerar religião, cor ou casta.

Cristo disse: “Deveis nascer de novo”. Esse renascimento esten­de-se ao físico, conforme o axioma hermético “como é em ci­ma, assim é embaixo”.

Depende apenas de cada um de nós a formação do veículo que nos capacitará a perceber a verda­de nos Planos internos. Harmoni­zando nossas vidas com os princí­pios divinos, de acordo com a ver­dadeira religião, estaremos cons­truindo o Corpo-Alma, o Dourado Traje de Bodas.

Uma vida de amor e serviço aos demais constrói o Corpo-Alma. Esta vivência não só atrai e elabora os dois Éteres superiores, o Refle­tor e o Luminoso, como a seu tempo produzirá uma separação que os diferenciará dos dois Éteres inferiores. Depois de completada essa separa­ção, o Corpo-Alma encontra-se pronto para os voos da Alma. Isso constitui a cor azul-dourada do amor, que distingue o santo do ser humano comum.

Estamos recebendo ajuda para cons­truir este Corpo-Alma, ajuda do Cristo, o Espírito Interno da Terra, por meio de suas emanações etéricas que, brotando do centro do globo, atra­vessam nossos Corpos Vitais. Mes­mo depois de separados os Éteres superiores e inferiores, o Corpo-Alma prossegue crescendo, con­tanto que seja alimentado. Tal qual outro corpo, necessita de alimen­tação para crescer e permanecer em condições saudáveis. Porém se deixamos de alimentar o Cristo Interno, experimentaremos uma grande fome espiritual, muito mais intensa e dolorosa que a fome fí­sica. Conforme se ampliam nossos conceitos sobre a verdade, o Corpo Vi­tal demanda uma classe de alimen­to mais elevado, em forma de boa literatura, arte, música e uma vida de compaixão e serviço ao próxi­mo. Um conceito puramente inte­lectual da verdade não é suficiente, devendo-se consistir em um sentimento interno e espiritual. A razão e o discernimento são faculdades intelectuais; no entanto, o intelecto mais desenvolvido falharia sem assimilação espiri­tual: o coração e a Mente têm que cooperar entre si. Nem todos te­mos a mesma acuidade mental, donde a verdade concebida pela Mente não pode ser idêntica para todos. Contudo, o espírito é uno e quem é espiritualmente cons­ciente conhecerá a verdade. Evi­dentemente, existe uma grande di­ferença entre o conhecimento da verdade e a posse de um mero co­nhecimento mental dela.

O caminho da preparação pes­soal é o preço que pagamos pela verdade. A obtenção consciente dela é o resultado de viver a vida estri­tamente moral, consoante às normas espirituais. Não há outro meio.

Emerson disse: “O homem deve aprender a descobrir e observar esse facho de luz que resplandece através de sua Mente, oriundo de um lugar muito mais iluminador que o firmamento dos poetas e sá­bios”.

O dilema naturalmente surge na Mente do Estudante: quantos co­nhecem a verdade, quando a en­contram?

Em Cartas aos Estudantes, Max Heindel nos dá a resposta quando trata do exercício de Retrospecção. Segundo o Mestre, se for possível que esse exercício seja pra­ticado sinceramente pelas pessoas mais depravadas, durante seis me­ses e ininterruptamente, elas serão regeneradas. Os mais zelosos tes­temunham os benefícios dessa prá­tica, particularmente em relação às faculdades mentais e à memória.

Ademais, por esse juízo impar­cial de si mesmo, noite após noite, o Estudante aprende a distinguir o verdadeiro do falso em um grau im­possível de se obter por outros meios. Dentro de nós encontra-se o único tribunal da verdade. Se nos habituarmos a colocar nossos problemas diante desse tribunal, per­sistentemente, com o tempo desen­volveremos um sentido superior da verdade, facultando-nos a perceber se uma ideia avançada é falsa ou verdadeira. A menos que estabele­çamos esse tribunal interno da ver­dade, vagaremos de um lugar a outro falando mentalmente durante toda nossa vida, conhecendo um pouco mais no final do que no princípio ou, talvez, menos. Portanto, o Estudante nunca deve rejeitar ou aceitar, nem seguir às cegas qualquer pes­soa, mas procurar estabelecer o tribunal dentro de si mesmo.

Temos outro método pelo qual podemos diferenciar a verdade da imitação. Há pessoas, exímias fa­bricantes de imitações de artigos legítimos, tentando enganar compradores incautos. Esses, a menos que disponham dos meios para conhe­cer o artigo genuíno, correm o ris­co de serem ludibriados. Nesse as­pecto o buscador da verdade corre o mesmo risco. O colecionador amiúde guarda seu tesouro em um lugar especial, deleitando-se com ele a sós. Frequentemente, anos mais tarde ou após sua morte, descobre-se que algumas das peças guar­dadas e muito apreciadas eram grosseiras imitações sem valor algum; assim também, aquele que encontra algo que entende por verdade pode enterrá-lo em seu próprio peito, percebendo depois de muitos anos que houvesse sido en­ganado por uma imitação. Por isso, torna-se necessária uma prova fi­nal para eliminar toda possibilida­de de decepção. A questão é: como descobri-la e aplicá-la? A resposta é tão simples como efi­ciente: pelo método.

Os colecionadores descobrem que uma peça seja pura imitação por­que a exibem para quem conhece a original. Se expõem seus acervos ao público, ao invés de mantê-los em segredo, prontamente saberão se têm peças falsas ou legíti­mas. Assim como a preocupação em ocultar os objetos colecionados favorece e estimula a fraude por parte dos comerciantes de rarida­des, inescrupulosos, da mesma for­ma o desejo de guardar para si os conhecimentos pode facilitar o trabalho dos traficantes das imita­ções ocultas do saber. Como po­deríamos comprovar o valor de uma ferramenta, senão pelo uso? Nós a compraríamos, se o vendedor exigisse que a mantivés­semos guardada, em vez de utilizá-la? Seguramente que não!

Insistiríamos em empregá-la em nosso trabalho para constatar se serviria ao fim que lhe destina­mos. Uma vez comprovada sua utilidade, nós nos sentiríamos satisfei­tos em tê-la adquirido.

Considerando esse princípio, por que comprar certos artigos, se os comerciantes fazem questão de ocultá-los? Se fossem legítimos, não haveria necessidade de man­tê-los em segredo. E, a menos que possamos utilizá-los em nossas vi­das diárias, não terão valor algum.

Todo aquele que encontra a ver­dade deve empregá-la no trabalho do mundo para assegurar que sua legitimidade resista à prova e dar aos outros a oportunidade de compartilhar o tesouro encontrado.

Portanto, é mister observarmos a exortação do Cristo: “DEIXAI QUE BRILHE VOSSA LUZ”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1975)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Trabalho Individual do Espírito: você, de fato!

Não nos foi possível desenvolver nossos poderes, enquanto não construímos os nossos três veículos inferiores os Corpos: Denso, Vital e de Desejos. É deles que nós obtemos o alimento com o qual nutrimos e desenvolvemos nossos poderes potenciais.

Esse alimento-essência é chamado de Alma. Do Corpo Denso nós extraímos, automaticamente, a Alma Consciente, mediante a prática da ação reta em relação aos impactos externos, pelas experiências e observações. Esse pábulo ou alimento transmuta os poderes latentes do Espírito Divino (o veículo espiritual mais elevado em que nós nos manifestamos) em forças dinâmicas que se manifestam como vontade, inteligência, sabedoria, o princípio “Pai”, o poder de “fazer”, a força positiva do ser.

Do Corpo Vital extraímos o alimento-essência que chamamos de Alma Intelectual, também automaticamente, por meio do discernimento entre as coisas importantes, essenciais, reais da vida e as irreais, sem importância, não essenciais.

O que se chama de Alma Intelectual alimenta e transmuta em poderes dinâmicos as forças do Espírito de Vida (o segundo mais elevado veículo espiritual em que nós nos manifestamos), que são a imaginação, a intuição, o poder receptor, o poder de assimilar a natureza amorosa, o princípio “Mãe”.

Finalmente, pelo refreamento dos instintos animais, pela devoção aos sentimentos e desejos elevados e sublimes, pelas emoções geradas através da ação reta e por experiências purificadoras, nós, automaticamente, extraímos do Corpo de Desejos o alimento-essência conhecido como Alma Emocional. Com ele alimentamos e desenvolvemos as potencialidades do Espírito Humano (o terceiro mais elevado veículo espiritual em que nós nos manifestamos; note: manifestação tríplice, como Deus que nos criou): o poder criador (físico e mental), a fecundação, a expansão, a germinação e o crescimento; transformando-os em forças dinâmicas sob o domínio da nossa vontade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1975)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que trazemos de volta, ao fim da nossa jornada evolutiva?

Pergunta: O que trazemos de volta, ao fim da nossa jornada evolutiva? Se o Espírito é perfeito desde o início, o que poderemos acrescentar-lhe?

Resposta: Aprendemos que no início da manifestação, Deus, o Grande Espírito, diferencia dentro de Si (não vindo de Si) vários Espíritos que são como faíscas de uma chama e participantes da natureza divina. Assim mesmo, ninguém afirmará que uma faísca seja tão boa e iluminadora quanto a chama, embora seja da mesma substância. Antes da diferenciação, esses Espíritos possuíam e participavam da plena consciência divina, a onisciência, e de outros atributos. Tais faculdades divi­nas estão latentes neles e a peregrinação através da ma­téria, a jornada evolucionária, tem como finalidade ati­çar essas faíscas para que se tornem chamas e, assim, desenvolvam e transformem os atributos latentes em potentes para que possam ser energias dinâmicas, pron­tas para serem usadas, individualmente, por cada Es­pírito.

Contudo, uma coisa a mais que foi conquistada. Quando o vento sopra em um campo de feno recém-ceifado, ele absorve e carrega consigo a fragrância de miríades de flores, assim como se impregna com o aroma peculiar do campo. Em outro lugar, quando sopra sobre um jardim de rosas ou flores de laranjeira, recolherá um aroma diferente. O mesmo ocorre com os Espíritos em evolução. Cada um de nós, durante as rajadas de vento sentidas no processo evolucionário, recolhe o aroma da sua experiência individual e, no fim da evo­lução, como Filhos Pródigos, retornamos ao seio do Pai levando o aroma da experiência particular e indi­vidual vivida durante a jornada evolucionária. Então, essa essência composta será amalgamada no grande Espírito Divino do Pai e, dessa forma, seremos participantes da experiência uns dos outros, assim como o Pai partici­pará de toda a nossa experiência. Em consequência, haverá um benefício distinto para todos os envolvidos, pois, além da nossa própria individualidade ter-se desenvolvi­do, teremos aprendido a compartilhar do conhecimento e experiência acumulados por todos os outros Espíritos da nossa onda de vida.

(Pergunta nº 32 – “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. 2)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Será errado interferir no karma ou devemos susten­tar a nossa divindade?

Pergunta: Será errado interferir no karma ou devemos susten­tar a nossa divindade e nos elevar acima das circuns­tâncias pela afirmação da nossa natureza divina?

Resposta: Uma pergunta semelhante foi formulada ao Sr. Heindel, em uma de suas recentes conferências em Los Angeles. Ele respondeu da forma abaixo.

“Embora todas as grandes religiões tenham sido dadas por Deus, há uma religião ocidental para os povos do ocidente da mesma forma que o hinduísmo existe para o povo da Índia e não vejo razão válida que nos faça copiar a ter­minologia deles e forçar as pessoas daqui a aprender o sânscrito, quando temos nossa própria e excelente lin­guagem com termos apropriados para ser usados em tudo aquilo que desejarmos transmitir. Para deixar a questão mais clara, vamos nos referir a um caso ocor­rido alguns anos atrás. Havia então uma con­trovérsia em determinada sociedade, que cometeu o erro de promover os ensinamentos orientais usando seus próprios termos, mas aqui, no ocidente. A discussão surgiu a respeito da palavra ‘AVYAKTAM’.

“Nem os próprios hindus têm certeza a respeito do significado da sua terminologia. Toneladas de papel e barris de tinta foram consumidos para chegarem a um acordo e parecem ter resolvido a disputa, adotando a se­guinte definição: Avyaktam é Parabramah revestido de Mulaprakiti, do qual são feitos seus UPAHHIS durante a Manvantara e no qual são novamente transformados, quando da chegada do Arolaya”.

O Sr. Heindel disse em seguida que esperava que a plateia tivesse entendido o significado de Avyaktam. Quando a plateia começou a rir e movimentou suas cabeças, o orador expressou seu pesar pela falta de compreensão de uma explicação tão elevada e resolveu tentar a variação comum do inglês para ver se essa explicaria. “Avyaktam é a Deidade reves­tida da Substância Essencial Cósmica da qual são feitos os seus veículos durante o Dia da Manifestação e que se transformam novamente, quando da chegada da Noite Cósmica”.

Quando os ouvintes declararam ter entendido a ex­plicação, o Sr. Heindel disse que o mesmo era válido no que se referia à palavra karma. Todos na América e grande parte das pessoas no mundo sabem o que é “dívida de destino”, sem a necessidade de qualquer explicação, e há várias outras palavras comuns que podem ser usadas com maior eficácia do que a expressão hindu karma, que não tem sentido para a maioria dos ocidentais. O orador afirmou também que palavras como astral e en­carnação ficassem deslocadas por terem sido ideadas para significar algo que não foi justificado. Ele lamentava que a palavra encarnação tivesse sido usada em nossa lite­ratura mais recente, notavelmente no Conceito Rosacruz do Cosmos. Os Irmãos Maiores que lhe ministraram os ensi­namentos na língua alemã sempre usaram a palavra Wiedergeburt, que significa renascimento, e há muita diferença entre os dois termos, diferença que não nota­mos à primeira vista.

É possível para um Espírito encarnar em um corpo adulto, expulsando o dono do seu veículo, possuindo esse corpo. No entanto, quando dizemos renascimento, só há um significado. Por essa razão, ele insiste para que os Estudantes nunca usem o termo encarnação, mas sempre a palavra renascimento. Em seguida, continuou.

“Responderemos agora à primeira parte da pergunta; isso é, será errado interferir no destino? Para chegarmos a uma conclusão, verifiquemos primeiramente quem criou o destino! Nós mesmos o criamos. Nós movimentamos a força que se transformou agora em destino e, por isso, temos indubitavelmente o direito de transformá-lo, na medida da nossa capacidade. Na realidade, essa é a marca autêntica da Divindade: governar-nos a nós mesmos. A maior parte da humanidade é regida pelos Astros, que podem ser chamados de ‘Relógio do Desti­no’. Os doze Signos do Zodíaco marcam as doze horas do dia e da noite, sendo que os Astros podem ser compa­rados aos ponteiros do relógio, indicando o ano em que certa dívida do destino amadureceu para poder expressar-se em nossas vidas. A Lua indica o mês e atrai determinadas influências que sentimos sem ter a consciên­cia de que estejam sendo exercidas ou sem notarmos sua finalidade.

“Contudo, essas influências permitirão alinhar nos­sas ações ao destino que criamos nos anos ou vidas anteriores e, invariavelmente, o acontecimento pressagia­do ocorre.

“Isso está marcado, a menos que nos esforcemos para mudar. Graças a Deus, há um a menos que, porque se não houvesse a possibilidade de alterar o destino, a única coisa a fazer seria sentar-se e dizer: ‘Vamos comer, beber e gozar a vida, já que amanhã morreremos’. Estaríamos, então, nas mãos de um destino inexorável e seríamos incapazes de nos aju­dar. Pela bondade de Deus há um fator que não está indicado pelo horóscopo. É a VONTADE humana, que tem condições de afirmar-se e frustrar o Destino. Recor­demos aquele lindo poema transcrito no Conceito Rosacruz do Cosmos.

“Um barco sai para Leste e para Oeste outro sai,

Com o mesmo vento que sopra em uma única direção;

É a posição certa das velas e não o sopro do vento

Que determina por certo o caminho em que eles vão.

É da máxima importância que estabeleçamos o rumo do barco das nossas vidas, conforme o desejarmos. Nunca tenhamos escrúpulos em interferir no destino.

Esse proceder também refuta a ideia de “afirma­ções” como sendo um fator na vida, pois isso, em si mesmo, é uma tolice. É de trabalho e ação que preci­samos na vida, como tentarei explicar por meio de uma ilustração. Suponhamos que uma pequena semente de lindos cravos pudesse falar e viesse a nós, dizendo: “Sou um cravo”. Por certo, nós responderíamos: “Não, você não é um cravo. Você tem a potencialidade interna para ser um cravo, mas terá que ir ao jardim e ficar enterrada durante algum tempo para crescer. Somente assim po­derá tornar-se um cravo, nunca pela afirmação”. Da mesma forma sucede conosco. Todas as “afirmações” da Divindade serão em vão, a menos que sejam acompanhadas por ações de caráter divino. Os atos provarão a nossa Divindade de uma forma que nunca as palavras possam fazê-lo.

(Pergunta nº 31 – “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. 2)

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