porFraternidade Rosacruz de Campinas

Onde encontro, na Bíblia, algum argumento ou passagem sobre a imperecibilidade da Alma?

Pergunta: Admite-se, geralmente, que cada Alma individual teve um princípio, mas está de tal forma constituída que seja imperecível. Essa ideia foi questionada por alguém que acredita que a morte seja o fim de tudo. Gostaria de encon­trar algum argumento ou passagem da Bíblia que possa convencê-lo do seu erro. Poderiam me ajudar?

Resposta:  Embora haja várias maneiras possíveis de demonstrar que a morte não seja o fim de tudo, recea­mos que não existam argumentos que possam convencer alguém que não queira ser convencido. Recordam-se da parábola de Cristo a respeito do homem rico e de Lázaro? Quando o homem rico pediu que Lázaro retornasse dentre os mortos a fim de avisar os seus ir­mãos, Cristo disse: “Se eles não acreditam em Moisés e nos profetas, não acreditarão também que alguém ressuscite dentre os mortos.” (Lc 16:31). Esse é o problema. Ouvimos alguns “cientistas” dizerem que, mesmo que vissem um fantasma, não se convenceriam da exis­tência de uma vida após a morte, pois tendo eles, basea­dos na razão e na lógica estabelecidas por eles próprios, chegado à conclusão de que não existam fantasmas, consi­derariam estar sendo vítimas de uma alucinação qual­quer, se realmente chegassem a ver tal aparição.

Tampouco é possível indicar declarações tiradas da Bíblia. A palavra “imortal” não é encontrada no Antigo Testamento. Aqui lemos: “Morrendo, morrerás”; e uma longa vida era concedida como recompensa pela obediên­cia. Essa palavra também não é encontrada nos quatro Evangelhos, mas nas Epístolas de São Paulo ela é citada seis vezes. Em uma passagem, ele fala que o Cristo trouxe à luz a questão da imortalidade através do Evangelho. Em outra, ele nos diz que: “Este corpo mortal deve ser re­vestido de imortalidade”. Na terceira passagem, ele torna claro que essa imortalidade seja conferida àqueles que a procuram. No quarto trecho, ele fala da nossa condi­ção: “E quando este corpo mortal revestir-se de imorta­lidade”. No quinto, declara: “Somente Deus possui a imortalidade”. A sexta passagem é uma adora­ção ao Rei Eterno, Imortal e Invisível. Assim, a Bíblia não ensina que a Alma seja imortal; contudo, e por outro lado, ela diz enfaticamente: “A Alma que pecar deve morrer”.

Se a Alma fosse inerente e intrinsecamente imperecível, isto seria uma impossibilidade. Nem podemos provar a imortalidade baseados em passagens da Bíblia, como a de Jo 3:16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Se nos basearmos nessas palavras para provar que a Alma seja imortal, dotada de vida eterna, teremos que aceitar, também, as passagens que citam que as Almas estejam fadadas a um suplício eterno, como é afirmado por algumas das seitas ortodoxas. No entanto, na realidade, essas passagens não provam a existência de uma felicidade ou suplício eterno. Se recorrermos ao dicionário grego de Liddel e Scott e procurarmos o termo, veremos que foi traduzido por “eterno” na Bíblia a palavra grega “aionian”, que significa “algum tempo”, “uma era”, “um curto período”, “uma vida”. Vemos isso imediatamente na Carta de São Paulo a Filemon, quando lhe devolve o escravo Onésimus: “Talvez tenha sido bom que o perdesses por algum tempo, para que retornasse a ti para sempre”. Essas palavras, “para sempre”, só poderiam significar os breves anos que duraria a vida de Onésimus na Terra e não uma duração infinita.

Então, qual é a solução? A imortalidade é apenas uma utopia criada pela imaginação e incapaz de ser pro­vada? De nenhuma forma. Entretanto, devemos diferenciar nitidamente entre a Alma e Espírito. Essas duas palavras são consideradas, na maioria das vezes, sinônimos; entretanto, não são. Temos na Bíblia a palavra hebraica ruach e a palavra grega pneuma, ambas significando Espírito, en­quanto a palavra hebraica neshammah e a palavra grega psike significam Alma. Além disso, temos a pala­vra hebraica nephesh, que significa sopro; porém foi traduzida por vida em alguns trechos e por Alma em outros, conforme isso se adequava aos propósitos dos tradutores da Bíblia. É isso que cria a confusão. Por exemplo, é-nos dito no Gênesis que Jeová criou o homem a partir do pó da terra, soprou em suas narinas a vida (nephesh) e ele se tomou uma criatura vi­vente (nephes chayim), mas não uma Alma vivente.

A respeito da morte, diz o Ecl 3:19-20 e outros trechos que não há diferença entre o homem e o animal: “Do mesmo modo que morre o homem, assim morre também o outro o animal: todos respiram do mesmo sopro” (nephesh, novamente). Desse modo é mostrado que o “homem” não ocupa um lugar privilegiado em relação à fera e que todos caminham para o mesmo lugar. Mas há uma distinção bem definida entre o Espírito e o corpo, pois é dito que: “Quando o Cordão Pra­teado se rompe, o corpo volta para a terra, de onde veio, e o Espírito volta para Deus, que o deu”. A palavra morte em trecho nenhum está ligada ao Espírito e a doutrina da imortalidade do Espírito é ensinada de forma con­tundente pelo menos uma vez na Bíblia, em Mt 11:14, onde o Cristo disse a respeito de São João, o Batista: “Este é Elias”. O Espírito que animou o corpo de Elias renasceu como São João, o Batista. Ele deve ter sobrevivido à morte corporal e ter tido acesso à continuidade da vida, portanto.

Quanto a ensinamentos mais profundos e definidos a respeito desse assunto, precisamos recorrer ao místico. No Conceito Rosacruz do Cosmos aprendemos que os Espíritos Virginais, enviados para o deserto do mundo como chispas de luz da Chama Divi­na, que é o nosso Pai no Céu, primeiro se submeteram a um processo de involução na matéria, cada chispa se crista­lizando em um Tríplice Corpo. Então, a Mente foi dada e se tornou o sustentáculo sobre o qual a involução passou para evolução. A Epigênese, habilidade criadora, divi­na e inerente ao Espírito interno, é a alavanca por meio da qual o Tríplice Corpo se espiritualiza, torna-se Tríplice Alma e é amalgamada com o Tríplice Espírito, constituindo-se a Alma o extrato da experiência por meio do qual o Espírito é alimentado, passando da ignorância para a onisciência, da impotência à onipotência, tornando-se, desse modo, finalmente, semelhante ao seu Pai Celestial.

É impossível, devido às nossas atuais capacidades limitadas, conceber a grandiosidade dessa missão, mas conseguimos entender que estejamos muito, muito longe da onisciência e da onopotência, de forma que isso deve requerer ainda muitas vidas. Por essa razão, frequen­tamos a escola da vida exatamente como a criança fre­quenta as nossas escolas. E, da mesma forma que noites de descanso se intercalam entre os dias escolares, noites de morte também se intercalam entre os dias, na Escola da Vida. A criança retoma os seus estudos a cada dia, a partir do ponto em que os deixou no dia anterior. E nós também, voltando a renascer, retomamos as lições de vida no ponto em que paramos na nossa existência prévia.

Se a pergunta fosse “por que não nos lembramos das nossas existências prévias, se é que as tivemos”, a resposta seria fácil. Não nos lembramos do que fizemos um mês atrás, um ano ou alguns anos. Como poderíamos lembrar coisas que remontam há tanto tempo? Tínhamos um cérebro diferente sintonizado com a cons­ciência da vida anterior. Contudo, há pessoas que lem­bram de suas existências passadas e muitas outras estão cultivando essa faculdade a cada ano, pois ela está latente em cada ser humano.

Contudo, como São Paulo diz tão apropriadamente no décimo quinto capítulo da Primeira Epístola aos Coríntios: “Se os mortos não ressuscitam, é vã a nossa fé e somos nós os mais infelizes de todos os homens”. Por essa razão, o neófito que passou pela porta da Iniciação, adentrando os Mundos invisíveis, é sempre levado à cabeceira de uma criança que esteja prestes a morrer. Ele assiste à saída do Espírito e é solicitado a acompanhar esse Espírito nos Mundos invi­síveis, até que procure um novo renascimento. Com esse propósito é que se escolhe, geralmente, uma criança des­tinada a procurar o renascimento dentro do período de um ano ou dois. Assim, em um período relativamente curto, o neófito verifica, por si mesmo, o modo pelo qual um Espírito passa através do portal da morte e retorna à vida física pelo útero. Então, ele tem a prova. A razão e a fé devem bastar àqueles que não estejam preparados a pagar o preço pelo conhecimento dire­to, que não pode ser comprado por ouro. Esse preço é pago com o esforço de uma vida.

(Pergunta nº 29 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Regeneração como Processo de Purificação

A Regeneração como Processo de Purificação

O objetivo da nossa existência física é a aquisição de experiências a fim de atingirmos a perfeição. É a evolução do inconsciente para o consciente; da passividade para a criatividade.

Para conseguirmos atingir isso, nós construímos corpos de diferentes graus de densidade:

  1. Corpo Denso, que é o veículo visível que empregamos neste Mundo (mais especificamente na Região Química do Mundo Físico) para atuarmos e nos movermos;
  2. Corpo Vital, composto de Éter, interpenetra o Corpo Denso, estendendo-se, além desse, mais ou menos 4 cm;  também o empregamos neste Mundo (mais especificamente, na Região Etérica do Mundo Físico). É nosso instrumento de especialização da energia vital do Sol;
  3. Corpo de Desejos, interpenetra o Corpo Denso e o Corpo Vital, estendendo-se cerca de 40 cm além do Corpo Denso.  Expressa nossa natureza emocional e tem a forma ovoide;
  4. Mente, um espelho através do qual nós, como Egos, transmitimos nossas ordens por pensamentos e palavras, aos nossos veículos compelindo-os para a ação.

Assim, o Ego é o tríplice Espírito que utiliza esses veículos para acumular experiências na escola da vida.

Cada um desses veículos é uma estrutura cristalizada. Além disso, temos um bom grau de imperfeição. Por isso, qualquer um desses veículos tem limitações. Isso quer dizer, uma vez que um Espírito tenha conseguido obter o máximo de experiências num conjunto desses veículos, ele abandona esse conjunto e passa para um período de avaliação do que aprendeu e de planejamento para um próximo passo. A transição para esse período é conhecida como morte. No período que a antecede, ou seja, em nossa existência terrena, os usamos para adquirir experiências. Portanto, esses dois períodos tendem a provocar o crescimento, visto que a cada transição para os mundos celestes – morte do Corpo Denso – um antigo conjunto de veículos imperfeitos é eliminado e, a cada transição para este Mundo Físico (nascimento do Corpo Denso) um novo e melhor conjunto é construído.

Literalmente, a palavra REGENERAÇÃO significa renascimento, mas também significa o passo à frente na evolução que o Ego dá cada vez que constrói um novo corpo e nele penetra.

Vejamos, agora, como isso é feito num ciclo de vida do Ego. A cada ciclo de vida – de um nascimento, no Mundo Físico, ao próximo – o Ego busca cada vez mais se aprimorar, por meio da aquisição de experiências. Quando, no momento da morte do Corpo Denso o Ego se liberta desse corpo, o poder espiritual volta-lhe novamente até certo grau. Por até três dias e meio após a morte, o Ego revisa o panorama da vida passada. É a primeira retrospecção após morte. Essa revisão ocorre porque o Ego pode, agora, ler as imagens do polo negativo do Éter Refletor do seu Corpo Vital em que estão as recordações indestrutíveis dos acontecimentos da existência física que se findou. Os acontecimentos apresentam-se em ordem inversa: primeiro os efeitos, depois as causas. As cenas passam, vão se imprimindo nos veículos superiores, mas como o Ego está na Região Etérica do Mundo Físico, fica impassível ante elas, não tem nenhum sentimento em relação a elas.

Depois desse panorama, o Ego entra no Mundo do Desejo. No Purgatório, que ocupa as regiões inferiores do Mundo do Desejo, o panorama da vida passa novamente ante a visão espiritual do Ego. Contudo, são só vistas as cenas onde ele cometeu erros. Experimenta todos os sofrimentos mentais e físicos que fez os outros passarem. Com isso, o Ego aprende a ser misericordioso ao invés de cruel, a fazer o bem ao invés do mal. O sentimento que permanece dessas experiências atuará em vidas futuras como a consciência: aquela vozinha que escutamos sempre ante um problema ou uma decisão.

Na passagem para o Primeiro Céu, que ocupa as três regiões superiores do Mundo do Desejo, o panorama da vida passa pela 3ª vez diante do Ego. Contudo, são só vistas as cenas onde tratou de ajudar os demais. Sente, novamente, o prazer de ajudar, principalmente, sente a gratidão dos que ajudou. Sente também a gratidão que teve quando ajudou. A essência disso é integrada no espírito como incentivo para o bem nas vidas futuras.

Depois da assimilação dos frutos de sua vida passada, da avaliação do que aprendeu, um desejo de novas experiências, a fim de obter maior crescimento da alma, leva o Ego a renascer. O fator que determina a sua nova vida é a Lei de Consequência. Seu novo nascimento está condicionado pelas suas vidas passadas.

É mostrado ao Ego um panorama da sua próxima vida enfatizando os fatos principais. O Ego se encontra no Terceiro Céu, que é formado pelas 3 regiões superiores do Mundo do Pensamento. Aqui o Ego está bem consciente da necessidade das futuras experiências, o que deve aprender e das desilusões, pesares e dificuldades que precisará atravessar. Aqui o Ego se sente acima das ilusórias condições materiais. Esse panorama desenrola-se do modo inverso ao dos anteriores, ou seja: primeiro as causas depois os efeitos.

Perceba que ao Ego só é mostrado os acontecimentos principais. O Ego tem livre arbítrio quanto aos detalhes.

Quando da entrada do Ego na matriz de seus novos corpos, um pouco antes do nascimento do Corpo Denso, o Ego vê os acontecimentos da vida futura. Assim, a maioria dos Espíritos dá os passos à frente quando entra em novos corpos. Mas, alguns Espíritos são capazes de reestruturar suas vidas adquirindo novos e importantes conhecimentos e experiências, não somente nos mundos celestes, quando assimilam e avaliam, mas também aqui, no Mundo Físico, durante esse período de aprendizagem. Esses Egos não seguem mais o caminho representado pelas cobras do Caduceu de Mercúrio – o caminho cíclico –, mas seguem o caminho reto e estreito representado pelo Cetro de Mercúrio: o Caminho da Iniciação.

Vejamos, então, como obter meios de se conseguir a regeneração independentemente do renascimento físico.

Pelo que foi exposto anteriormente fica claro que se uma pessoa quer se regenerar durante sua vida terrena, ela precisa fazer uma retrospecção diariamente, contemplando os acontecimentos na ordem inversa, fixando principalmente o aspecto moral, tanto em pensamentos, como em sentimento, palavras e atos. Lembre-se: a Natureza jamais gasta esforços em processos inúteis. Assim: lição aprendida, ensino suspenso.

O verdadeiro Aspirante à vida superior deve crer que tudo é possível e que pode fazer o que pretende, mesmo que nunca tenha feito antes. Precisa usar sua força de vontade e continuar trabalhando, se esforçando, até conseguir alcançar a sua meta, independentemente da idade, de desilusões, de dificuldades.

O Aspirante deve ter a Mente aberta, sempre pronto a receber novas ideias e experimentar novas maneiras de agir e fazer as coisas. Ser flexível e adaptável. Procurar continuamente a verdade.

É certo que não é nada fácil. Por exemplo: deixar de ter pensamentos indesejáveis seja de sensualidade, ou de inveja, etc., pode-se conseguir tomando a determinação de limpar a Mente de forma que só contenha pensamentos bons e elevados, recusando admitir pensamentos impuros. E se persistir em ter pensamentos bons e elevados alcançará uma completa regeneração. Já com as nossas emoções e anseios do nosso Corpo de Desejos a coisa é muito mais difícil. A natureza passional de desejos anseia por vingança, por “olho por olho, dente por dente”. Às vezes, após anos de luta, quando pensamos ter vencido, quando pensamos que a nossa paz espiritual não mais será transtornada, vemo-nos envolvidos e abalados por desejos de vingança, de inveja, de orgulho. Então, será necessário empregar toda a força da nossa natureza superior para dominar essa parte rebelde. Aqui devemos “vigiar e orar”.  Mas, nesse vigiar está a capacidade do Aspirante em fazer uma faxina constantemente, entrando dentro de si e reavaliando seus princípios, reafirmando seu ideal, fazendo um balanço da existência, buscando melhores meios de vida e valores superiores.

Nesse instante, entra a flexibilidade. Sabemos que na natureza nada permanece estacionado: ou estamos subindo ou descendo. Quando notamos esse transtorno na nossa paz espiritual, devemos renovar nossa força de vontade, buscando a graça do Cristo, a consolação de Deus. Esse ponto de desvio e a retomada do caminho é mostrado na Parábola do Filho Pródigo: ele mesmo reconheceu que seu método de vida estava errado e procurou, internamente, forças para retornar ao Pai. O Pai sabe que o filho retornará e o espera de braços abertos.

Podemos obter uma grande ajuda para regenerar o nosso caráter descobrindo os efeitos combinados das configurações astrológicas natais, progressivas e transitórias. O primeiro passo, para obter essa ajuda, é cada um estudar o seu horóscopo. Com isso saberá quais as forças astrológicas disponíveis. Poderá saber usar as forças harmoniosas, essas que determinam nosso caráter, nossas reações, mas também saber como usar as forças desarmoniosas e delas extrair a harmonia necessária. Em outras palavras: a Conjunção é um Aspecto de força. Usa enorme quantidade de energia concentrada em um ponto.

Precisa, portanto, de direção. Já o Sextil é um Aspecto de oportunidade, e de acordo com a quantidade de energia aplicada na realização de nossos objetivos, podemos tirar proveito dessa força harmoniosa. O Trígono é um Aspecto de mérito. Nele podemos observar o resultado dos cuidados que foram sendo acumulados em vários deveres durante muitas vidas, é um aliado a nos ajudar. Aspecto em Quadratura é um típico que gera força desarmoniosa. Contudo, se o entendermos como um Aspecto que gera tanta energia que uma pessoa comum tem dificuldade em trabalhar com ela, podemos dispor dessa energia e, com cuidado e trabalho tirar proveito. É só lembrarmos que Quadratura só vem para pessoas suficientemente fortes para carregar uma enorme carga.

E, por fim, a Oposição oferece-nos um meio de eliminar influências desfavoráveis na vida, o que representa a conclusão, e solução ou trabalho final de um destino. O segundo passo é reconhecer as situações da vida diária em que essas forças tentam se manifestar. Exige de nós a observação e o discernimento. O terceiro passo é decidir como agir diante dessas situações.

Muitos tropeços e perdas de oportunidades podem ocorrer. Contudo, lembre-se: estamos nadando contra a corrente. A situação é muito diferente da pessoa que nada a favor da corrente e não sabe aonde a corrente o levará.

As forças de regeneração entram mais naturalmente na nossa vida. No lugar onde se encontra Plutão, o Planeta da regeneração e Escorpião, que em parte, é regido por Plutão. Aspectos harmoniosos com Plutão indicam que pontos de regeneração serão facilmente alcançados. Aspectos desarmoniosos indicarão obstáculos à regeneração. Poderá consegui-la com muito trabalho e dedicação.

Normalmente, as pessoas amam aqueles que as amam, dão somente aos que lhes dão algo em troca, odeiam aqueles que as odeiam, se esforçam para ajudar o próximo somente quando lhe é cobrado ou quando veem os outros fazerem. Contudo, é uma verdade que “quando menos uma pessoa pensa em si mesma, mais trabalhará realmente em seu próprio desenvolvimento”. E como disse Tomás de Kempis: “aquele que tem uma verdadeira vontade de fazer o bem em nada busca para si mesmo, mas deseja que tudo se faça para a glória de Deus”.

Assim, para o mundo passar por uma regeneração, devemos ser capazes de dar quando não recebemos, de fazer o bem. Cristo nos deixou bem claro essa ajuda que deveríamos prestar à humanidade não esperando nada em troca: “Tendes ouvido o que foi dito: amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Mas eu vos digo: amai a vossos inimigos, fazei o bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos caluniam e perseguem: para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque se vós amais apenas os que vos amam, que recompensa haveis de ter?” (Mt 5:43).

Sede vós perfeitos como também vosso Pai celestial é perfeito.” (Mt 5:48).

Perceba a ênfase de dissolver o mal com o bem. Sim, porque buscando sempre o bem no mal, com o tempo o mal se transformará no bem. O mal morrerá por falta de alimento. Procuremos, pois, o bem em todas as coisas. Só assim podemos aumentar a quantidade de amor. No mundo, podemos ajudar o Cristo no seu trabalho de redenção da humanidade. Seguindo o exemplo de Cristo, praticando na nossa vida os seus ensinamentos, colocando-os nos nossos afazeres diários, contribuiremos para a evolução da humanidade, pois pelo exemplo atrairemos a atenção de Egos que estão no ponto de receber os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Receita: Bolo de Caneca de Micro-ondas

Receita: Bolo de Caneca de Micro-ondas

Ingredientes:

  • 2 ovos
  • 1 banana grande
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 7 colheres (sopa) rasas de farinha integral
  • 4 colheres (sopa) de leite
  • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Modo de Preparo:

  • Unte e enfarinhe 2 canecas grandes (OU 2 BOWL )
  • Amasse a banana e reserve.
  • Bata os 2 ovos, misture o óleo, o mel e o leite.
  • Em seguida acrescente a farinha e o chocolate e mexa um pouco.
  • Acrescente a banana e mexa mais um pouco. 
  • Coloque o fermento e misture delicadamente. 
  • Coloque metade da mistura em cada caneca.
  • Coloque no micro-ondas por 1 minuto e 30 segundos.

Está pronto e fica delicioso.

Opção: faça uma calda do seu gosto e jogue por cima, ainda quente.

Também fica gostoso com geleia.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que fazer para mitigar o risco que muitos correram no tempo entre o final da Época Atlante e o início da Ária nesse momento de mudança de Era

O que fazer para mitigar o risco que muitos correram no tempo entre o final da Época Atlante e o início da Ária nesse momento de mudança de Era

O Mundo é a escola de ensinamentos de Deus. No passado, aprendemos a construir veículos diferentes, e entre eles, o Corpo Denso. Mediante esse trabalho somos elevados de classe em classe, ou de grau, cada um com seu particular alcance de desenvolvimento de consciência. Desenvolvemos olhos com os quais podemos ver, ouvidos para ouvir, e outros órgãos com os quais podemos cheirar, saborear, sentir, enfim funcionar na Região Química do Mundo Físico.

Porém nem todos os espíritos progrediram ao mesmo tempo.

Quando a névoa do ar na Época Atlante se condensou, preenchendo as bacias e os vales da Terra com oceanos de água, impelindo os seres humanos para as planícies e montanhas, muitos pereceram por asfixia, porque não tinham desenvolvido os pulmões. Por isso, não puderam transpor o portal do Arco-íris, que foi, por assim dizer, a porta de entrada da Época Ária, nas condições de atmosfera seca.

Agora está por vir outra grande transformação mundial, que não sabemos quando, nem mesmo Cristo disse não saber o dia e a hora, porém nos advertiu que virá “como um ladrão”, à noite, por surpresa, e Ele profetizou que as condições do Mundo serão então semelhantes àquelas que prevaleceram nos “dias de Noé”, quer dizer que a humanidade vivia em completo abandono e divertimento, quando de repente as portas celestiais se abriram, e a morte e a destruição fizeram estragos entre os seres humanos. Cristo nos disse que é possível “tomar o Reino de Deus por assalto” e conseguir ganhar o estado de consciência que prevalecerá naqueles dias. Porém, por sua vez, São Paulo nos disse que a carne e o sangue não podem herdar esse Reino, e acrescentou que teremos um Corpo-Alma, e que nos reuniremos “ao Senhor no ar”. Esse Corpo-Alma é tão necessário para penetrar no Reino de Deus na Época futura, como foi necessário um corpo dotado de pulmões para os atlantes que desejaram entrar na Época que agora estamos vivendo.

(Publicado na Revista “O Encontro Rosacruz” – Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP em abril/1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Afinal, sofremos duas vezes pelo mesmo erro: no Purgatório e pagando aqui um Destino Maduro?

Pergunta: A Filosofia Rosacruz ensina que todo mal ato praticado em vida será expurgado no Purgatório, depois da morte. É dito também que a morte não liquida uma ofensa, da mesma forma que, ao mudar para outra cidade, não liquidamos um débito contraído, e que o Destino Maduro tem suas raízes em uma vida anterior e não podemos escapar a essa dívida do passado. Como conciliar essas declarações? Esperamos não ter de sofrer duas vezes pelo mesmo erro.

Resposta: O consulente tem razão. Deus não deseja sequer que paguemos uma vez, se mediante o arrependimento e a regeneração o sofrimento tornar-se desnecessário. Contudo, a questão de liquidar uma série de causas engendradas em uma vida é muito mais complicada do que pagar uma fatura por mercadorias recebidas. Há muitos aspectos envolvidos em cada caso. Tomemos, como exemplo, uma pessoa alcoólatra que se degradou ao ponto de viver como um animal selvagem, maltratando seus filhos, privando-os das necessidades essenciais e da educação que deveriam ter, agredindo sua esposa (ou seu marido), dando a seus filhos um mau exemplo que, infelizmente, poderão seguir, geralmente regredindo em seu padrão moral.

Após a morte, essa pessoa experimentará no Purgatório, primeiro, os suplícios do desejo pela bebida alcoólica, que não será capaz de satisfazer; depois, sofrerá todos os males que infligiu à sua família. Assim, terá pagado pelos seus erros e é certo que renascerá com um registro perfeitamente limpo, pelo menos no que se refere ao sofrimento que causou aos seus familiares. Todavia, ela tinha feito um voto de amar e tratar com carinho a esposa (ou o marido) e, ao realizar o ato procriador, fornecendo o núcleo para um corpo, assumiu a responsabilidade que os pais devem ter em relação às crianças que vieram à procura de ajuda e um meio adequado. Consequentemente, ao negligenciar essa responsabilidade paterna, estabeleceu um vínculo entre ela e os membros de sua família. Ela, ainda, lhes deve amor e assistência, que deverão ser compensados em algum tempo futuro. Então, essas almas se verão reunidas em uma vida posterior e colocadas numa situação em que ela possa lhes fazer o bem que foi negado anteriormente. Se não aproveitar essa oportunidade poderá, em outra vida, oferecer serviço adequado a alguém mais. O serviço deve ser prestado para o seu próprio bem, para que a natureza amorosa possa desenvolver e expandir-se, tornando-se universal, incluindo todos.

A mesma regra é benéfica em todos os outros casos e, visto que as situações extremas formem as melhores ilustrações, tomaremos como exemplo a ligação entre um assassino e sua vítima. Depois da morte, o assassino sofrerá no Purgatório e a dívida será, então, liquidada. Contudo, uma ligação estabeleceu-se entre os dois Egos e, numa vida futura, eles se encontrarão novamente para que o assassino possa ter a oportunidade de prestar serviço à sua antiga vítima, para que possam reconciliar-se e tornar-se amigos. O sentimento de solidariedade deve tornar-se universal, já que é o princípio fundamental no reino de Deus.

Resumindo, podemos dizer que todas as nossas dívidas pelas faltas cometidas são pagas no Purgatório. Nossas dívidas de amor, amizade e serviço serão liquidadas em vidas futuras.

(Pergunta nº 26 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Livro: Fundamentos Básicos do Cristianismo Rosacruz

Esse livreto foi escrito com o objetivo de ser um material introdutório simples e curto para um entendimento básico dos Ensinamentos Rosacruzes.

Elsa M. Glover – Fundamentos Básicos do Cristianismo Rosacruz

1. Para fazer download ou imprimir:

FUNDAMENTOS BÁSICOS DO CRISTIANISMO ROSACRUZ

por

Elsa M. Glover

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

Fundamentals of Christian Rosicrucian Teachings

1ª Edição em Inglês, 2002

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

1- PERGUNTAS

À medida que vivemos no Mundo Físico, vemos pessoas nascendo e outras vivendo e morrendo.

O que acontece quando nascemos e o que ocorre quando morremos?

Que eventos ocorrem em torno do nascimento e da morte?

Existe alguma parte de nós que exista antes de nascermos e que sobreviva após a morte?

Existe um Deus? Se sim, qual é a natureza de Deus?

Qual é a nossa relação com Deus?

A vida tem um propósito?

As pessoas realmente se safam mesmo agindo mal?

As pessoas colhem o que semeiam?

A relação entre criação e evolução é irreconciliável?

É possível obter respostas definitivas para perguntas como essas?

Os Ensinamentos Rosacruzes têm como objetivo fornecer informações e ensinar métodos para obter respostas a essas questões tão importantes.

2– FONTES DE INFORMAÇÃO

Há muitos caminhos através dos quais podemos obter informações. Nossos sentidos físicos nos permitem ver, ouvir, sentir, saborear e cheirar o mundo ao nosso redor. Os cientistas desenvolveram instrumentos que podem revelar coisas que nossos sentidos físicos desconhecem.

Os aparelhos de rádio e de televisão podem detectar ondas de rádio e televisão que não podemos sentir. Os contadores Geiger podem identificar emanações de materiais radioativos que não percebemos diretamente. Microscópios e telescópios nos permitem ver coisas que são muito pequenas ou muito distantes para serem vistas diretamente.

Os cientistas nos informam o que conseguem observar. Claro, eles cometem erros, às vezes. Contudo, quem se der ao trabalho de obter os instrumentos e usá-los para aprender pode verificar suas observações e conclusões. Quando muitos pesquisadores independentes chegam às mesmas observações e conclusões, o público em geral tende a acreditar no que se está dizendo.

Algumas pessoas expandiram seus sentidos ao ponto de poderem “ver” mais do que a maioria das outras. Elas podem ser chamadas de videntes, profetas, clarividentes, iniciados, professores ou xamãs e nos dizer o que veem. E, claro, às vezes elas apresentam informes falsos. Mas quando muitos videntes independentes fazem relatos semelhantes, começamos a suspeitar que eles estão vendo aspectos verdadeiros da realidade.

No entanto, para ter certeza do que é verdade, é recomendável que cada pessoa desperte sua própria capacidade de perceber a Verdade por si mesma.

3– A NATUREZA DO SER HUMANO

O ser humano é um Ego – um Espírito Virginal da onda humana manifestado – que ocupa um corpo. Qual é a natureza desse Espírito?

O Espírito tem as propriedades da consciência, que são o poder da vontade, da criatividade e da capacidade de iniciar ações. O Espírito também possui vida eterna.

Durante a vida na Terra, o Espírito, que é o ser humano de fato, funciona dentro e por meio de um Corpo Denso para obter experiência.

Quando chega o momento do corpo morrer, o Espírito abandona o corpo e continua sua evolução nos Mundos espirituais até que seja hora de retornar a outro Corpo Denso para ganhar mais experiência.

4– A NATUREZA DE DEUS

Se estudarmos o universo, podemos observar que muita sabedoria foi empregada em sua criação. A distância da Terra até o Sol e a revolução e rotação dela se combinaram para criar um ambiente apropriado para formas de vida na Terra. O ciclo da água na Terra fornece um suprimento contínuo de água doce à vida na Terra.

Nossos corpos são maravilhas da engenharia, com enorme poder de resiliência frente ao abuso e com habilidade de reparar danos por conta própria.

Deus é o nome que damos ao sábio Ser que planejou e colocou em manifestação este maravilhoso universo. 

A criação de Deus não terminou. Ele ainda está trabalhando dentro do universo enquanto você evolui para o cumprimento de Seu plano.

5– O OBJETIVO DA EVOLUÇÃO

Nós, como Espíritos, estávamos inicialmente unidos com Deus. Nesse estado, sabíamos tudo o que Deus sabia. Tínhamos a consciência do todo. Por melhor que possa parecer, havia um problema. Não tínhamos autoconsciência. Ao não ter autoconsciência, não podíamos pensar: “eu farei isso”. Portanto, não podíamos ter iniciativa ou criatividade. Nós simplesmente existíamos, como faíscas da Luz do todo – sabedoria.

A fim de nos permitir o desenvolvimento da autoconsciência, Deus (e as Hierarquias Criadoras que trabalharam com Ele) nos ajudaram a construir corpos. Como os corpos encerram nossa consciência, pudemos finalmente nos ver e começar a aprender a exercitar nossa iniciativa e criatividade.

No entanto, a baixa vibração dos corpos nos separou da consciência do todo. Assim, não temos mais acesso direto à sabedoria Divina. Com frequência, exercitamos nossa iniciativa e criatividade de maneira tola e destrutiva e como resultado infligimos dor e sofrimento a nós mesmos.

Nosso objetivo agora é recuperar a consciência do Todo, enquanto mantemos a autoconsciência. Quando alcançarmos esse objetivo, seremos criadores sábios e trabalharemos em harmonia com o resto do universo.

6– OS CICLOS DA EVOLUÇÃO

Tendemos a ter a consciência do Todo, mas não autoconsciência, quando estamos fora de nossos corpos (como quando dormimos à noite, ou quando estamos nos mundos celestiais entre as vidas na Terra). Tendemos a estar cientes de nós mesmos, mas não da Consciência do Todo, quando estamos dentro de nossos corpos (como quando estamos acordados durante o dia, no transcorrer de nossa vida na Terra.)

Estamos aprendendo a funcionar de maneira autoconsciente e com consciência do Todo simultaneamente, alternando entre esses dois estados.  Cada vez que passamos da autoconsciência para a Consciência do Todo, levamos um pouco de autoconsciência para a Consciência Total. Toda vez que passamos da consciência do Todo para a autoconsciência, trazemos um pouco da consciência do Todo para a autoconsciência.

Portanto, nosso ciclo entre estar despertos e adormecidos e nosso ciclo entre a vida na Terra e a vida nos Mundos invisíveis (entre os renascimentos) é o que nos permite evoluir até alcançar a fusão de nossa autoconsciência com a Consciência do Todo.

7– OS MÉTODOS DE EVOLUÇÃO

A vida na Terra é como uma escola. Aprender a resolver os problemas que surgem ao longo da vida nos incentiva a exercitar e desenvolver nossa autoconsciência, o poder da vontade, o amor, a sabedoria, a criatividade e a iniciativa.

Estamos aprendendo a mesclar a autoconsciência com a consciência do Todo. Já vimos como os ciclos alternados ajudam no processo de fusão. Os agentes que ajudam a guiar nossa evolução (chamados Anjos Arquivistas ou do Destino, ou ainda Anjos Relatores) estão acima de todo erro e dão a cada um exatamente o que necessita para seu desenvolvimento.

Nosso trabalho na vida é aprender a resolver os problemas que se apresentam em nosso caminho. Claro que, à medida que surgem problemas, às vezes não agimos com sabedoria. Para nos ajudar a perceber o que é certo e o que está errado, Deus instituiu a lei que diz: “O que o homem semeia, ele também colherá.”.

Ou, em termos simples, “aquilo que se faz, se paga”. Portanto, quando ferimos os outros, eventualmente ferimos a nós mesmos. Quando ajudamos os outros, finalmente sentimos a alegria que lhes proporcionamos.

O fato de as pessoas colherem o que semearam nem sempre é evidente na vida cotidiana. Algumas pessoas parecem trabalhar duro a vida toda e nunca são recompensadas. Alguns parecem cometer crimes e escapar da detecção e punição.

No entanto, nem todas as dívidas são pagas durante esta vida. É necessário a visão de um clarividente para poder seguir um Espírito em suas vidas anteriores para verificar como ações passadas explicam as circunstâncias atuais.

8- RETROSPECÇÃO

Na Escola da Vida progrediremos muito mais rapidamente se pudermos tomar consciência dos efeitos de nossas ações cotidianas, em vez de esperar que a lei natural nos chame à atenção.

Por isso, é recomendável todas as noites, quando nós nos retiramos para dormir em nossas camas, relaxarmos nossos corpos e revisar os acontecimentos do dia em ordem inversa, de modo que vejamos os efeitos de nossas ações e, em seguida, as causas desses efeitos.

Com isso podemos nós mesmos julgar perante o nosso tribunal interno se as ações produziram efeitos desejáveis ou não. Em cada momento em que nossas ações afetam os outros, devemos tentar sentir a alegria ou o sofrimento que causamos.

Quando o fizermos, estaremos colhendo o que semeamos e isso apagará o registro para que não tenhamos que enfrentá-lo mais adiante. Isso também aumenta nossa autoconsciência, nos ajuda a melhorar o caráter e nos ensina a nos comportar melhor.

9– CRISTIANISMO

Cristo nos deu dois novos mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimentoAmarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22:37,39). Isso está alinhado com nosso objetivo de desenvolver a omnisciência. Cristo acrescentou: “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13:35). Portanto, nosso objetivo é sermos Discípulos de Cristo.

Cristo também disse: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que seu senhor faz; mas eu vos chamo amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu vos dei a conhecer.” (Jo 15:15). Em outras palavras, Cristo não age como um ditador que requer obediência cega às pessoas.

Em vez disso, ele serve como amigo e conselheiro, deixando as pessoas totalmente livres para escolher, por si mesmas, o que elas vão ou não fazer. Somente tomando decisões as pessoas aprendem a exercitar sua autoconsciência, vontade, criatividade e iniciativa.

Cristo também disse ao povo: “Vós sois deuses.” (Jo 10:34) e “Deixei que brilhe tua luz.” (Mt 5:16). Ser um verdadeiro Cristão exige desenvolver nossos poderes criativos divinamente concedidos e deixar nossa luz brilhar para a elevação do mundo.

10– ASTROLOGIA

O universo é o corpo de Deus. Assim como o sangue flui entre todas as partes do nosso corpo, vários tipos de energia circulam entre todas as partes do corpo de Deus. São essas correntes energéticas que o Astrólogo estuda.

O importante a compreender sobre as correntes de energia astrológica é que elas não forçam ninguém a fazer nada. O astrólogo não está fazendo previsões sobre o que vai acontecer. Em vez disso, ele simplesmente descreve para as pessoas as energias com as quais têm que trabalhar.

O que as pessoas fazem com essas energias é escolha delas. Nosso trabalho na vida é aprender a usar de maneira construtiva as energias astrológicas que estão disponíveis para nós.

11– CURA

Cristo instruiu seus discípulos a pregar o Evangelho (a Verdade) e curar os doentes (Mt 10:7-8).

A doença advém de quebrarmos, de contrariarmos, as Leis da Natureza. À medida que encontramos a Verdade, aprendemos a viver em harmonia com tais leis naturais e, assim, aprendemos como prevenir e curar enfermidades. À medida que aumenta nosso amor pelos outros, cresce o nosso desejo de ajudar aqueles que necessitam da cura.

O método Rosacruz de cura envolve:

  1. Ajudar as pessoas a encontrar a Verdade para que possam alinhar suas vidas com as Leis da Natureza;
  2. Gerar energias curativas por meio da oração;
  3. Fazer as atividades de Cura à noite (quando estamos fora do nosso Corpo Denso) em grupos de Auxiliares Invisíveis atuando nos planos invisíveis sob a direção dos maiores Iniciados da Ordem Rosacruz (também chamados de Irmãos Maiores).

12– COMO PODEMOS ENCONTRAR A VERDADE POR NÓS MESMOS?

Primeiro, precisamos ser totalmente livres para buscar a Verdade. Para isso, devemos nos desprender de todas as ideias preconcebidas. A Verdade pode não ser o que inicialmente pensamos que é.

Devemos, ainda, nos desapegar de nossos desejos mundanos, porque a Verdade não é necessariamente o que nós (do nosso ponto de vista terrestre) queremos que seja. Devemos nos desvincular de seguir cegamente os outros e começar a buscar a Verdade dentro de nós mesmos.

Em segundo lugar, da mesma forma que é necessário um lago tranquilo para refletir a paisagem circundante também, quando buscamos a Verdade, precisamos fazer com que nossas Mentes estejam calmas e em paz.

Em terceiro lugar, devemos buscar ativamente a Verdade. A busca cria uma força de atração (em um nível espiritual) que nos ajuda a atrair a Verdade que buscamos. Cristo disse: “Procurai e encontrarás” (Mt 7:7).

Como ainda estamos no processo de aperfeiçoar nossas faculdades, é desejável que possamos verificar se o que acreditamos ser verdadeiro seja, de fato, verdadeiro. A verdade deve formar um todo unificado. Cada parte deve ser consistente com as outras. Precisamos comprovar se nossas concepções da Verdade são coerentes. Se não são, há algum engano em alguma parte.

Outra prova da verdade é usá-la e ver se funciona. Se a nossa concepção de Verdade nos diz que um determinado curso de ação produzirá bons resultados, então podemos descobrir se essa concepção é verdadeira seguindo o curso da ação e observando aonde nos conduz.

13– O QUE A ESCOLA ROSACRUZ EXIGE DOS ESTUDANTES

A resposta é: nada. Max Heindel escreveu no livro “Cartas aos Estudantes”: “Na Fraternidade Rosacruz deve haver absoluta liberdade pessoal”.

No livro “O Conceito Rosacruz de Cosmos”, Max Heindel afirmou que “procura desde o princípio emancipar o Discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o autoconfiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil”.

14– O QUE EXIGIR DE NÓS SE QUISERMOS PROGREDIR?

De acordo com a concepção rosacruciana, se quisermos ser sábios, devemos desejar a sabedoria com a mesma intensidade com que uma pessoa debaixo d’agua deseja o ar. Devemos procurá-la excluindo qualquer outro propósito na vida. A sabedoria deve ser nossa única aspiração, dia e noite.

Além disso, “Temos que aprender a lição do trabalho para um fim comum, sem lideranças e, cada um, impulsionado pelo Espírito do Amor interno, deve esforçar-se pela elevação física, moral e espiritual do mundo até alcançar a estatura de Cristo – Senhor e Luz do Mundo”. (Carta nº 20 do livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel).

F I M

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Quatro Evangelhos Segundo: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que os Evangelhos são, na verdade, fórmulas de Iniciações.

Sob o panorama de Cristo-Jesus, os Evangelhos apontam para caminhos de libertação e Iniciação nos Mistérios do ser, aproximam o contato com o divino em nós e representam a vida nova, impulsionada com o regenerador Batismo de Fogo, no reverenciado dia de Pentecostes.

Os três primeiros Evangelhos, de São Mateus, de São Marcos e de São Lucas, são sinóticos (sin – conjunto; ópticos – visão). Portanto, descrevem, empregando uma narrativa histórica, os episódios que fundamentam os ensinamentos do glorioso Mestre, o Cristo. Algumas passagens são ilustradas de forma praticamente idêntica pelos três evangelistas.

Por outro lado, o Evangelho Segundo São João aborda o Ministério do Salvador com mais profundidade e abrangência cósmica. Enaltece o poder luminoso de Cristo como o Unigênito Filho de Deus, como Co-criador e herdeiro das moradas celestes. Não apenas como mensageiro de verdades espirituais, mas como o Caminho, a Verdade e a Vida em Si mesmo.

Os Evangelhos sinóticos relatam com mais ênfase os aspectos exotéricos e humanos da vida do Messias da Galileia. O Evangelho Segundo São João se concentra na visão esotérica: os sublimes e íntimos ensinamentos na Judeia.

O Evangelho Segundo São Marcos (FOGO-AR, com predominância do FOGO) realça a força pró-realizadora do caráter enobrecido pelo Fogo Crístico e focaliza o poder transmutador e purificador capaz de subjugar a natureza inferior. Demonstra o calor penetrante e disseminador da Boa Nova que estenderá o reino do amor a todas as criaturas. Ele fala pouco sobre a Lei. Seu livro foi direcionado mais aos não judeus, pois sabia conviver com os gentios. Alguns teólogos afirmam que ele escreveu para os romanos, um povo cujo ideal concentrava-se no poder. Assim, descreve o Cristo como conquistador poderoso. É o mais curto, o mais simples e talvez o mais antigo de todos. Apresenta Cristo-Jesus vencendo a força titânica dos demônios, dominando as tempestades, enfermidades e até a morte. Faz apologia do verdadeiro serviço, realizado de forma espontânea e desinteressada.

O Evangelho Segundo São Mateus (AR – FOGO, com predominância do elemento ar) combina o bom senso e a lógica (qualidades aéreas) como norteadores da Lei e da Ordem. Também ressalta os dilemas e crises provenientes do calor ígneo que inflama na consciência do fervoroso aspirante espiritual em pleno processo de iluminação. São Mateus enfatiza o cumprimento da Lei, pois seu Evangelho tinha por alvo os judeus. Como sabia que aguardavam ansiosos a vinda do Prometido, anunciado no Antigo Testamento, anuncia Cristo-Jesus como o Messias e, por meio das citações dos profetas, mostra o esperado Messias conforme já prenunciava a própria tradição hebraica. São Mateus apela à razão, à natureza masculina do ser humano. Destaca os confrontamentos inerentes à realização interna. Revela os choques entre as forças espirituais e terrenas. Seu Método Iniciático adverte sobre os percalços e desafios a serem ativamente superados durante o glorioso processo de cristificação da personalidade humana.

O Evangelho Segundo São Lucas (ÁGUA-TERRA, com predominância da ÁGUA) enaltece a simplicidade, a sensibilidade, e o olhar voltado para as mazelas humanas. Engrandece a natureza devocional, evidenciando o poder inspirador do elemento Água. Também destaca a importância da ciência do conhecimento corretamente aplicado (Terras Altas) como superação das trevas da ignorância (Terras Baixas). São Lucas apresenta em seu Evangelho um Messias voltado a todos os seres humanos, especialmente os humildes, revelando um Deus misericordioso. É um Evangelho mais singelo, toca nos valores mais internos, fala de Anjos, dos Profetas e do Templo Sagrado. Ensina o recolhimento, a oração, a tranquila jornada pelo íntimo. Contrapondo São Mateus, é místico e acolhedor, eleva os padrões femininos da natureza humana. São Lucas, mesmo sendo médico e homem de ciência, não encobre os milagres operados pelo Mestre, inclui o maior número de curas entre os evangelistas. São Lucas apresenta Cristo-Jesus como o “Filho do Homem”. Nele encontramos a mais terna simpatia humana e a perspectiva de libertar a humanidade da cegueira espiritual. Seu método é dirigido aos gentios, ressaltando a benevolência de Deus e o amor dedicado a seus filhos.

O Evangelho Segundo São João (TERRA-ÁGUA, com predominância da TERRA) alia ensinamentos que mergulham nas profundezas da divina essência humana (ÁGUA), com uma incomparável compreensão das Dimensões Arquitectônicas que permeiam as forças geradoras e sustentadoras do Cosmos (TERRA). São João tinha em mente as necessidades dos Cristãos de todas as nações. Nesse sentido, apresenta as verdades mais profundas do Novo Testamento dentre as quais se destacam os ensinamentos sobre a Divindade do Cristo e do Espírito Santo. Inaugura o Evangelho discorrendo sobre o Verbo e a Luz dos Homens (o Filho). O mesmo Verbo, em expressão menor, se encontra no íntimo de cada ser humano. O Amor-Sabedoria emanado pelo Filho, o Cristo, é o próprio Poder Coesor empregado como força atrativa para tornar possível a edificação de qualquer forma manifestada. Se o Verbo é vida, cuja vida é a luz dos seres humanos, então as trevas são ausência de luz e vida. As trevas são a morte. Contudo, as trevas são ilusão, porque Deus está em tudo e Deus é Luz. Sem o Verbo nada foi feito, Ele é o Fiat Criador que amolda a substância-raiz-cósmica primordial, dando origem às formas. O Verbo assim se faz carne no sentido de manifestação. Bastaria o primeiro capítulo para revelar a profundidade do Evangelho Segundo São João.

Que as Rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como explicam o fato de uma criança herdar tão frequentemente as características negativas dos pais?

Pergunta: Como explicam o fato de uma criança herdar tão frequentemente as características negativas dos pais?

Resposta: Explicamos dizendo que isso não é a realidade. Infelizmente, as pessoas parecem atribuir suas características negativas à hereditariedade, culpando seus pais pelas suas falhas, não obstante creditando a si mesmas o mérito das boas qualidades que acaso possuam. O próprio fato de diferenciarmos o que herdamos daquilo que nos é próprio mostra que a natureza humana tem dois lados: o da forma e o da vida.

O ser humano, o pensador, vem parar aqui equipado com uma natureza mental e outra moral, que são exclusivamente suas, tomando de seus pais apenas o material para o Corpo Denso, o físico. Somos atraídos para certas pessoas pela Lei de Consequência e pela Lei de Associação. A lei que induz o músico a procurar a companhia de outro músico nas salas de concerto; os jogadores a se reunirem nos cassinos e nos hipódromos; os intelectuais a se juntarem nas bibliotecas, etc., é também a lei que leva as pessoas de análogas tendências, características e gostos a nascerem na mesma família. Quando ouvimos uma pessoa dizer: “Sim, sei que gasto muito, mas minha família nunca foi acostumada ao trabalho, sempre tivemos empregados” isso demonstra que basta a semelhança de gostos para justificar o caso. Quando outra diz: “Oh! Sim, sei que sou extravagante, mas não posso evitá-lo, é mal de família”, vemos mais uma vez a Lei de Associação se manifestando. Por conseguinte, quanto mais cedo reconhecermos que, ao invés de usar a Lei de Hereditariedade como desculpa para nossos maus hábitos, procurássemos dominá-los e cultivássemos as virtudes, seria muito melhor para nós. Não consideraríamos válida a desculpa de um ébrio que dissesse: “Não, não posso deixar de beber. Afinal, todos os meus companheiros bebem! ”. Recomendaríamos a eles simplesmente que se afastasse deles o mais depressa possível e procurasse se auto-afirmar em sua individualidade. Aconselharíamos, também, a parar de escudar-se atrás de seus ancestrais como desculpa para seus maus hábitos.

(Pergunta nº 30 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Efeitos do Suicídio e da Eutanásia na Sua Evolução

Os Efeitos do Suicídio e da Eutanásia na Sua Evolução

O suicida, que tenta fugir da vida, somente vai perceber que está mais vivo do que nunca e na mais lastimável condição. Ele é capaz de ver aqueles a quem desapontou e talvez desonrou por seus atos, e o pior de tudo, ele tem um indescritível sentimento de estar “oco por dentro”. A razão para isso é a seguinte:

Quando o Ego está descendo para o renascimento, ele é auxiliado pelas Hierarquias Criadoras a construir o arquétipo para seu futuro corpo e é instilada nesse arquétipo uma vida que durará o número de anos que a pessoa normalmente deverá viver. Esse arquétipo tem um movimento sonoro e vibratório que atrai para si o material do Mundo Físico e põe todos os átomos do corpo para vibrarem em consonância com um pequeno átomo localizado no coração, chamado “Átomo-semente”, o qual, como um diapasão, dá o assentamento para todo o resto do material no corpo. No momento em que a vida tenha sido completamente vivida na Terra, as vibrações no arquétipo cessam, o Átomo-semente é removido, o Corpo Denso começa a decompor-se e o Corpo de Desejos, com o qual o Ego atua no Purgatório e no Primeiro Céu, toma para si a forma do Corpo Denso. Então o ser humano começa o seu trabalho de expiar seus hábitos e ações negativas no Purgatório e de assimilar o bem de sua vida no Primeiro Céu.

O texto precedente descreve as condições normais quando o curso da natureza não é interrompido, mas no caso do suicida é diferente. Ele levou o Átomo-semente, mas o arquétipo continua vibrando. Portanto, ele sente-se como se estivesse “oco por dentro” e experimenta uma sensação de corroer-se por dentro, que pode ser mais bem comparada às pontadas causadas pela fome intensa, ou à dor de dente por todo o corpo. O material para a construção de um Corpo Denso está todo em volta dele, mas como lhe falta a escala padrão do Átomo-semente é impossível assimilar aquela substância e transformá-la num corpo. Esse sentimento horrível de “oco por dentro” dura tanto quanto sua vida originariamente deveria durar.

Desse modo, a Lei de Causa e Efeito ensina-o de que está errado cabular as aulas da escola da vida e que isso não pode ser feito com impunidade. Portanto, na próxima vida, quando as dificuldades aparecerem em seu caminho, os resultados dos sofrimentos do seu padrão suicida prevenirão uma recorrência e o habilitarão a seguir através das experiências da vida que fazem o crescimento de sua alma.

Vamos falar da eutanásia: à primeira vista, e desde a perspectiva das pessoas não versadas nos ensinamentos do ocultismo, a eutanásia parece possuir considerável apelo para ser recomendada. A maioria das pessoas, ao ver um animal sofrendo agonias, e sem esperanças de cura, é acometida prontamente pelo instinto humanista de acabar com o seu sofrimento e surgem as perguntas, “Por que não deveríamos fazer o mesmo pelos nossos semelhantes, homens e mulheres? Por que deveríamos deixá-los vivos em sofrimento excruciante, talvez por meses ou anos, quando sabemos que eles não têm chance de restabelecer sua saúde e que estão buscando e desejando a morte para terminar com sua dor?” parecem, do ponto de vista comum, clamar por aquiescência. Contudo, quando temos o conhecimento da Lei de Consequência, da Lei de Causa e Efeito, e estamos seguros de que colhemos aquilo que semeamos, senão nessa vida, em uma futura existência, o tema aparece sob uma visão diferente.

Nós não podemos fugir de nossos estritos deveres. O sofrimento que nos é dado é necessário para ensinar-nos uma lição, ou abrandar nosso caráter. A única maneira para encurtar esse sofrimento é por um esforço em compreender por que estamos em condição que nos traz dor. Se for câncer de estômago, então como abusamos desse órgão? Por uma ingestão excessiva de comida de natureza não conveniente ao nosso organismo? Temos estado “alimentando” nossa falta de consciência com emoções egoístas ou pensamentos negativos? Nosso coração está nos causando problemas? Quantas vezes perdemos a cabeça e enfurecemo-nos como loucos, colocando tremenda tensão nessa parte do corpo? Ou existem outros órgãos de nosso sistema fracos e debilitados? Podemos ter certeza de que, tanto nesta vida como em uma prévia, temos vivido de maneira a que os efeitos encontrem manifestação em nossos alimentos físicos particulares. De outra forma, não deveríamos estar sofrendo agora, e quanto mais rápido aprendermos a lição de cor e começarmos a viver uma vida melhor, mais em harmonia com as leis da natureza que desrespeitamos, mais rápido nosso sofrimento cessará.

Está sempre em nosso próprio domínio alterar condições, embora, naturalmente, não possamos remediar em um dia aquilo que levou anos ou vidas para ser destruído, mas certamente não existe outra maneira pela qual uma cura permanente possa ser efetivada. Mesmo que agora, pela supressão da lei que condena a eutanásia (ou como é erroneamente chamada de “morte por misericórdia”), o sofrimento seja abreviado, podemos estar certos que a pessoa, tão pronto deixe seu corpo e renasça em um novo veículo, terá a tendência a desenvolver a mesma doença da qual escapou de forma indireta.

Além disso, como está detalhadamente explicado no Conceito Rosacruz do Cosmos, este nosso Corpo Denso é moldado no Mundo do Pensamento como um molde invisível ou modelo, que é chamado de arquétipo e durante todo o tempo em que persistir esse arquétipo, nosso Corpo Denso permanece vivo. Quando a morte ocorre devido a causas naturais, ou mesmo nos denominados acidentes, (que normalmente não são acidentes, mas eventos usados para terminar a vida de acordo com os desígnios dos guardiães invisíveis dos incidentes humanos) o arquétipo é desintegrado e o Espírito é liberado. Um suicida, contudo, é diferente. Nesse caso o arquétipo persiste depois da morte por um número de anos até o tempo em que a morte deveria ocorrer, segundo os acontecimentos naturais, e não consegue incorporar para si os átomos físicos, o que dá ao suicida, durante aqueles anos de existência post-mortem uma contínua sensação de dor, alguma coisa como uma pontada de fome, ou uma persistente, mas excessivamente dolorosa dor de dente no corpo todo. Se a eutanásia se tornar uma lei e as pessoas forem permitidas a obter serviços de outros para cometer suicídio (pois isto é o que realmente importa), não há dúvida de que eles sofreriam em sua existência post-mortem da mesma forma que o suicida que prescreveu seu próprio veneno, ou cortou sua própria garganta. A legalização da eutanásia também poderia ser perigosa em outras circunstâncias e nós confiamos que essa prática não seja sancionada pela lei.

O termo Eutanásia vem do grego, podendo ser traduzido como “boa morte” ou “morte apropriada”. O termo foi proposto por Francis Bacon, em 1623, em sua obra “Historia vitae et mortis”, como sendo o “tratamento adequado às doenças incuráveis”. De maneira geral, entende-se por eutanásia quando uma pessoa causa deliberadamente a morte de outra que está mais fraca, debilitada ou em sofrimento. Nesse último caso, a eutanásia seria justificada como uma forma de evitar um sofrimento acarretado por um longo período de doença. Tem sido utilizado, de forma equivocada, o termo Ortotanásia para indicar este tipo de eutanásia. Essa palavra deve ser empregada no seu real significado de utilizar os meios adequados para tratar uma pessoa que está morrendo.

Existem dois elementos básicos na caracterização da eutanásia: a intenção e o efeito da ação. A intenção de realizar a eutanásia pode gerar uma ação (eutanásia ativa) ou uma omissão, isto é, a não realização de uma ação que teria indicação terapêutica naquela circunstância (eutanásia passiva). Desde o ponto de vista da ética, ou seja, da justificativa da ação, não há diferença entre ambas.

Distanásia: Morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento. Alguns autores assumem a distanásia como sendo o antônimo de eutanásia. Novamente surge a possibilidade de confusão e ambiguidade. A qual eutanásia estão se referindo? Se for tomado apenas o significado literal das palavras quanto à sua origem grega, certamente são antônimos. Se o significado de distanásia for entendido como prolongar o sofrimento ele se opõe ao de eutanásia que é utilizado para abreviar esta situação. Porém se for assumido o seu conteúdo moral, ambas convergem. Tanto a eutanásia quanto a distanásia são tidas como sendo eticamente inadequadas.

Ortotanásia: é a atuação correta frente à morte. É a abordagem adequada diante de um paciente que está morrendo. A ortotanásia pode, dessa forma, ser confundida com o significado inicialmente atribuído à palavra eutanásia. A ortotanásia poderia ser associada, caso fosse um termo amplamente adotado, aos cuidados paliativos adequados prestados aos pacientes nos momentos finais de suas vidas.

Mistanásia: também chamada de eutanásia social. Leonard Martin sugeriu o termo mistanásia para denominar a morte miserável, fora e antes da hora. Segundo esse autor, “dentro da grande categoria de mistanásia quero focalizar três situações: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos políticos, sociais e econômicos, não chegam a ser pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e, terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas de práticas nocivas por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos. A mistanásia é uma categoria que nos permite levar a sério o fenômeno da maldade humana”.

(de Reunião de Estudos da Fraternidade Rosacruz de Campinas – SP – outubro/2006)

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