Arquivo de tag Corpo de Desejos

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Os Arcanjos trabalham com a humanidade? Se isso é verdade, como e com o que se parecem?

Pergunta: Os Arcanjos trabalham com a humanidade? Se isso é verdade, como e com o que se parecem?

Resposta: Sim, os Arcanjos trabalham com a humanidade. Aparecem a todos aqueles que os podem ver como seres poderosos de dimensões variadas, irradiando grandes correntes de força colorida. Em algumas ocasiões aparecem dentro de uma formação nebulosa.

Cada nação (com raras exceções) possui um Espírito de Raça, um Arcanjo, que à vista espiritual aparece como uma nuvem envolvendo e permeando a atmosfera do país habitado pelo povo que se encontra sob o seu domínio. Observa-se tal domínio quando o Espírito de Raça exerce um controle sobre a laringe e os pulmões de cada ser pertencente àquela comunidade particular. As cordas vocais vibram dentro da sua nota peculiar, o que faz com que o idioma de uma nação difira do de outra.

É em resposta à vibração dos Espíritos de Raça que os laços de nacionalidade unem os povos de uma nação num propósito comum, não somente entre si, como também em relação à terra que habitam. Esse laço é conhecido como patriotismo. Esses Espíritos Arcangélicos são os árbitros do destino de seus povos, tanto sob o aspecto espiritual como político e industrial.

Os Arcanjos operam na reflexão do impulso espiritual vindo do Sol sobre a humanidade, sob a forma de Religião de Raça e por isso são aptos no manejo dessas forças solares, agindo diretamente sobre o Corpo de Desejos no sentido de restringir suas tendências malévolas.

Esses excelsos seres dirigem correntes de força espiritual de tal forma que limitam a ação individual por intermédio do medo ou impelem atos de coragem. Entretanto, seu trabalho sobre a humanidade tem uma finalidade benéfica.

A liberdade individual é exígua nos países onde se observa um acentuado poder do Espírito de Raça. Por outro lado, quanto mais avançada é uma nação, tanto maior é a prerrogativa de livre-arbítrio de seus concidadãos.

Os Arcanjos são os auxiliares de Jeová (o Espírito Santo), hábeis manipuladores das forças espirituais solares. Seu veículo de expressão inferior é o Corpo de Desejos. Eis porque preparam a humanidade para receber diretamente essas forças sem a intervenção lunar. Essa tarefa cabe ao Cristo, como o mais alto Iniciado do Período Solar.

(da Revista Rays from the Rose Cross – Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro-1970)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Curso para Auxiliar o Exercício de Concentração – Coletado por Ger Westenberg

A concentração consiste em enfocar o pensamento num só objeto. É o meio pelo qual construímos uma imagem clara, objetiva e vivente da forma, acerca da qual desejamos adquirir conhecimento.

Concentração é uma palavra que confunde a muitos, e que só tem significado para poucos. Por isso tentaremos esclarecer o seu significado.

O dicionário dá várias definições, todas aplicáveis à nossa ideia. Uma delas é: “fazer convergir para um centro”. Outra definição, esta aplicável à química, é: “reduzir à máxima pureza e intensidade, removendo os constituintes sem valor”.

Aplicadas ao nosso problema, uma das definições acima nos diz que se fizermos convergir os nossos pensamentos para um centro, para um ponto, aumentamos o seu vigor, sob o mesmo princípio pelo qual o poder dos raios solares aumenta quando focalizados num ponto através de uma lente de aumento.

Eliminando na ocasião todos os outros assuntos de nossa Mente, a força total do nosso pensamento fica disponível para ser usada em atingir o objetivo, ou para resolver o problema sobre o qual nos concentramos.

Há 4 meios de você acessar esse Livro:

1. Em formato PDF (para download):

Curso para Auxiliar o Exercício Concentração – Coletado por Ger Westenberg – Fraternidade Rosacruz Campinas – SP – Brasil

2. Em forma audiobook ou audiolivro:

Curso para Auxiliar o Exercício de Concentração – Coletado por por Ger Westenberg – Fraternidade Rosacruz Campinas – SP – Brasil – audiobook

3. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas/featured

aqui:

Curso para Auxiliar o Exercício de Concentração – Coletado por por Ger Westenberg – Fraternidade Rosacruz Campinas – SP – Brasil – videobook

4. Para estudar no próprio site:

CURSO PARA AUXILIAR O EXERCÍCIO DE CONCENTRAÇÃO

Textos Organizados por

 Ger Westenberg

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

originais fornecidos e autorizados pelo próprio autor da Rosicrucian Fellowship Center de Amsterdam, Holanda, nos idos 1920, coletado por Ger Westenberg.

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

Sumário

PREFÁCIO

PRIMEIRA LIÇÃO – Para a primeira semana

SEGUNDA LIÇÃO – Para a segunda, terça e quarta semanas 

TERCEIRA LIÇÃO – Para a quinta semana

QUARTA LIÇÃO – Para a sexta semana

QUINTA LIÇÃO – Para a sétima semana

SEXTA LIÇÃO – Para a oitava semana

SÉTIMA LIÇÃO – Para a nona semana

OITAVA LIÇÃO – Para a décima semana

NONA LIÇÃO – Para a décima-primeira e décima-segunda semanas

DÉCIMA LIÇÃO – Para a décima-terceira semana

DÉCIMA PRIMEIRA LIÇÃO – Para a décima-quarta semana

DÉCIMA SEGUNDA LIÇÃO – Para a décima-quinta semana

DÉCIMA TERCEIRA LIÇÃO – Para a décima-sexta semana

DÉCIMA QUARTA LIÇÃO – Para a décima-sétima semana

PREFÁCIO

A concentração consiste em enfocar o pensamento num só objeto. É o meio pelo qual construímos uma imagem clara, objetiva e vivente da forma, acerca da qual desejamos adquirir conhecimento.

Concentração é uma palavra que confunde a muitos, e que só tem significado para poucos. Por isso tentaremos esclarecer o seu significado. O dicionário dá várias definições, todas aplicáveis à nossa ideia. Uma delas é: ‘fazer convergir para um centro’. Outra definição, esta aplicável à química, é: ‘reduzir à máxima pureza e intensidade, removendo os constituintes sem valor’. Aplicadas ao nosso problema, uma das definições acima nos diz que se fizermos convergir os nossos pensamentos para um centro, para um ponto, aumentamos o seu vigor, sob o mesmo princípio pelo qual o poder dos raios solares aumenta quando focalizados num ponto através de uma lente de aumento. Eliminando na ocasião todos os outros assuntos de nossa Mente, a força total do nosso pensamento fica disponível para ser usada em atingir o objetivo, ou para resolver o problema sobre o qual nos concentramos. Podemos, pois, ficar tão absorvidos em nosso tema que se um canhão fosse disparado acima de nossa cabeça não o ouviríamos. Há pessoas que ficam tão perdidas na leitura de um livro que se esquecem de tudo o mais. O Aspirante à visão espiritual deve adquirir a faculdade de se tornar igualmente tão absorvido na ideia sobre a qual se concentra que possa excluir o mundo dos sentidos da sua consciência, e assim dar toda a sua atenção ao mundo espiritual. Quando aprender a fazer isso, verá o lado espiritual de um objeto ou de uma ideia, iluminado pela luz espiritual, e assim obterá um conhecimento da natureza interna das coisas como jamais foi sonhado por um ser humano mundano.

Atingido esse ponto de abstração, os centros de percepção do Corpo de Desejos começam a girar lentamente dentro do Corpo Denso, tomando, portanto, seus próprios lugares. Com o tempo isto se tornará cada vez mais definido, necessitando cada vez menos esforço para pô-los em movimento.”

“Na vida corrente o Ego está dentro de seus Corpos, dirigindo suas forças para o exterior. Toda a vontade e energia humanas estão empenhadas na tarefa de dominar o mundo externo. Em nenhum momento ele é capaz de livrar-se das impressões do ambiente externo e trabalhar livremente sobre si mesmo nas horas de vigília. Porém durante o sono, quando se apresenta essa oportunidade, porque o Corpo Denso perde a consciência do mundo, o Ego fica fora dos seus Corpos. Se o ser humano tiver que agir sobre os seus veículos, há de ser quando esteja alheio ao mundo externo, como no sono, contanto que o espírito permaneça dentro e no pleno controle de suas faculdades, como sucede nas horas da vigília. Enquanto não obtiver esse estado é impossível ao Espírito atuar internamente e sensibilizar devidamente os seus veículos.

Tal estado é a concentração. Quando a pessoa nela se submerge, seus sentidos ficam inativos, aparentemente na mesma condição que no sono profundo, se bem que o espírito permanece dentro, plenamente consciente. A maioria das pessoas já experimentou esse estado, pelo menos em certo grau, quando absorvidas na leitura de algum livro. Em tais ocasiões vivem as cenas descritas pelo autor, e perdem toda noção do seu ambiente. São insensíveis a todo som, às palavras que lhes dirigem e a tudo que as rodeia. Contudo, estão plenamente conscientes do que leem do mundo invisível criado pelo autor, vivendo neles e sentindo o bater dos corações dos diferentes personagens da narrativa. Não estão independentes, mas sim ligados à vida que alguém criou para elas no livro.

O Aspirante à vida superior cultiva a faculdade de absorver-se à vontade em qualquer assunto que escolha, ou melhor, geralmente não num assunto, mas num simples objeto que ele mesmo imagine.”

“A primeira prática a efetuar-se é a fixação do pensamento em um ideal e assim mantê-lo, sem permitir que se desvie. Tarefa sumamente difícil, ela deve ser realizada regularmente pelo menos até que se possa alcançar algum progresso. O pensamento é o poder que empregamos na formação de imagens, cenas, pensamentos-formas, de acordo com as ideias internas. É o nosso poder principal, e temos de aprender a mantê-lo sob nosso absoluto controle de modo a produzirmos não absurdas ilusões induzidas pelas circunstâncias exteriores, mas sim imaginações verdadeiras geradas pelo espírito, internamente.

Os céticos dirão que tudo é imaginação, mas, como já vimos antes, se o inventor não imaginasse o telefone, etc., não possuiríamos tais coisas. De modo geral suas imaginações não foram corretas ou certas no início. Se o tivessem sido, os inventos teriam funcionado com todo o êxito desde o princípio, sem aqueles muitos fracassos e experiências aparentemente inúteis que quase sempre precedem o aparecimento de um instrumento ou máquina utilitária e prática. Tampouco é correta a princípio a imaginação do ocultista novato. A única maneira de imaginar-se corretamente é conseguida pela prática ininterrupta, dia após dia, exercitando-se o pensamento, pela vontade, a manter-se enfocado sobre um assunto, objeto ou ideia, excluindo tudo o mais. O pensamento é um grande poder que costumamos desperdiçar. Permitimo-lo fluir sem qualquer objetivo, do mesmo modo que a água se despeja no precipício sem aproveitamento na movimentação de uma turbina.

Os raios do Sol difundidos sobre a superfície da Terra produzem apenas um calor moderado. Contudo, se alguns poucos forem concentrados através de uma lente, serão capazes de produzir fogo no ponto focal.

A força do pensamento é o meio mais poderoso para obter-se conhecimento. Se for concentrada sobre um assunto, abrirá caminho através de qualquer obstáculo e resolverá o problema. Possuindo-se quantidade necessária de energia mental, nada existe que esteja além do poder da compreensão humana. Enquanto a desperdiçamos, é uma força de pouca utilidade, mas tão logo estejamos prontos a enfrentar as dificuldades para dominá-la, todo conhecimento poderá ser nosso.

Ouvimos com frequência pessoas exclamarem petulantemente: “Oh! Não posso pensar em cem coisas ao mesmo tempo! “. Na realidade era exatamente isso o que estavam fazendo e que lhes causou o aborrecimento de que se queixam. As pessoas vivem pensando constantemente em cem coisas diferentes daquela que têm em mãos. Todo êxito é alcançado através da concentração persistente no objetivo desejado.

Isto é algo que o Aspirante à vida superior deve aprender positivamente. Não há outro caminho. A princípio se achará pensando em tudo quanto há debaixo do Sol, ao invés de pensar no Ideal sobre o qual tenha decidido concentrar-se, mas isso não deve desanimá-lo. Com o tempo verá que já é mais fácil cerrar os sentidos e manter firmemente os pensamentos. Persistência, persistência, sempre PERSISTÊNCIA e vencerá por fim. Sem ela, entretanto, não pode esperar resultado algum. Não será de nenhuma utilidade fazer os exercícios duas ou três manhãs ou semanas, e deixar de fazê-los por outro tanto tempo. Para serem eficazes devem ser praticados fiel e ininterruptamente todas as manhãs.

As imagens produzidas pelo Aspirante serão a princípio obscuras e de fraca semelhança, mas depois, pela concentração, poderá evocar imagens mais reais e viventes do que as coisas do Mundo Físico.”

“Quando o Aspirante estiver apto a formar tais imagens, e já conseguindo manter a Mente sobre as imagens assim criadas, poderá tentar o desaparecimento súbito da imagem, mantendo a Mente firme, sem pensamento algum, esperando o que possa surgir nesse vazio.

Talvez nada apareça durante muito tempo, mas o Aspirante deve ter o cuidado de não criar visões por si mesmo. Se a prática for seguida fiel e pacientemente todas as manhãs, chegará o dia em que no momento que faça desaparecer a imagem, o Mundo do Desejo que o rodeia abrir-se-á aos seus olhos internos como num relâmpago. A princípio pode não ser mais do que um mero vislumbre, contudo não deixa de ser um sinal daquilo que virá mais tarde, sempre que o deseje.”

Só depois de ter praticado a Concentração durante algum tempo, enfocando a Mente sobre um objeto simples, construindo um pensamento-forma vivente por meio da faculdade imaginativa, o Aspirante pode aprender pela Meditação tudo o que se refere ao objeto assim criado. Se assim não o fizer, será infrutífero tentar executar o exercício de Meditação!

Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil

PRIMEIRA LIÇÃO – Para a primeira semana

Selecione um lugar adequado onde possa ficar sem ser perturbado por 15 minutos. Sente-se calmamente e foque sua Mente em um pensamento agradável. Deixe um relógio, um bloco de notas e uma caneta perto de você. Anote exatamente o momento que iniciar. Feche seus olhos, pense sobre o assunto escolhido e tente não se esquecer dele. Você irá observar no menor tempo que pensará em outra coisa.

Faça três colunas verticais no papel e escreva na primeira coluna o assunto no qual está concentrado, na segunda coluna o tempo decorrido, e na terceira coluna o que você pensou quando descobriu que estava pensando em algo diferente.

O assunto da ConcentraçãoTempo decorridoPensamento diferente do assunto
InícioFinal
Árvore8h208h21Sapato

Você deverá repetir esse exercício várias vezes, no entanto quando tiver uma dor de cabeça deverá parar por um tempo.

Para essa primeira experiência, o assunto no qual irá se concentrar deve ser simples e insignificante, por exemplo uma moeda, uma caneta, uma folha ou uma simples flor. Você deve mudar o assunto de tempo em tempo.

Avalie sua anotação no final da semana, e você irá chegar à conclusão de que sua concentração sempre foi limitada por uma das seguintes razões: impaciência, medo de alguma coisa, falta de clareza, inquietação física, dor de cabeça, clareamento do seu pensamento, distúrbios externos, etc.

Você, então, perceberá que seus pensamentos são inquietos e reagem rapidamente a cada distúrbio do exterior e de seu corpo, de forma que eles (os pensamentos) deixam o assunto da concentração e chamam a atenção para outras coisas.

É normal o principiante fazer um esforço para manter o assunto da concentração com todas as forças, trazendo o pensamento sobre o assunto novamente sempre que o pensamento vagar.

ISTO NÃO É BOM!

O caminho correto é: escolher o assunto da concentração e então passar todos os tipos de outros pensamentos em revista e não os remover, entretanto não perder o contato com ele.

Na próxima lição veremos as diretrizes de como você consegue trazer seu pensamento de volta a um assunto que desaparece.

SEGUNDA LIÇÃO – Para a segunda, terceira e quarta semanas

Antes de se sentar para o exercício, para trazer de volta o assunto que estava fora de seus pensamentos, primeiramente você deve decidir, definitivamente, qual será o assunto do seu exercício de concentração e por quanto tempo deverá durar. Algumas pessoas se sentam primeiro e depois começam a escolher o assunto e depois de decidido por algo eles mudam para algo diferente, porque o anterior não era importante o suficiente e, no final, descobrem que o tempo que separaram para fazer o exercício já se passou e não produziram nada. É melhor primeiro definir exatamente qual será o assunto, e depois dizer a si mesmo: “Vou focar meus pensamentos por 15 minutos nisso ou naquilo e eu não vou fazer nada com outros assuntos durante este tempo.”.

É de grande importância que você forme uma imagem do que você vai fazer. Faça na sua fantasia uma representação clara disso.

Pratique a seguinte lição todos os dias, durante três semanas, antes de seguir adiante. Não importa qual assunto escolheu, mas, temporariamente, não use imagens ou símbolos complicados. O assunto deverá ser modificado a cada dois dias, pelo menos.

Vamos a um exemplo: suponha que você escolheu como assunto de concentração uma vaca. Comece a pensar sobre todos os tipos de coisas, sem perder a imagem da vaca. Significa que você está pensando em todas as coisas conectadas com a vaca, por meio de uma das quatro linhas de pensamento que foram anexadas. Assim, feche seus olhos, faça, em pensamento, a imagem da vaca e siga as seguintes etapas:

1ª:  Objeto e classe ou categoria e outros objetos da mesma classe. Pense que a vaca é um animal, um animal de quatro patas, um mamífero como um cachorro, um gato, etc. Continue, até que tenha esgotado todas as possibilidades em sua Mente. Não se satisfaça até que tenha colocado tudo a sua frente.

2ª: Inteira ou parcialmente. Pense, cuidadosamente, sobre as partes da vaca; o nariz, os olhos, a orelha, os joelhos, os cascos, etc. e até nos órgãos internos.

3ª: Objeto e qualidade. Você, primeiramente, pensa sobre as qualidades físicas da vaca, as proporções, a altura, cor, forma, agilidade, os hábitos. Depois sobre as qualidades de pensamento e desejo, tanto quanto eles têm a ver com o assunto.

4ª: Experiências. Por exemplo: vacas, como você se lembra delas. Suas experiências com vacas que estejam em sua memória. Nessa classe também ocorre coisas que tenham conexão com o assunto, como leite, queijo, manteiga, fazendas e prados.

Somente, então, tudo o que poderia ser trazido à sua memória, que tenha conexão com o assunto, foi colocado à sua frente. Não faça este trabalho de uma forma distraída, porque irá notar que seus pensamentos tentaram, por centenas de vezes, seguir seu próprio caminho sobre um dos assuntos trazidos por você, entretanto sempre foram trazidos de volta ao assunto da concentração – a vaca.

Portanto, essa lição nos ensina a trazer os pensamentos de volta ao assunto, ao invés do antigo hábito de perambular, a fim de que exista o hábito de fazer os pensamentos retornarem ao ponto original até que se tenha o poder de manter o pensamento fixo, em um ponto por um longo tempo. O resultado é: pensar mais correta cuidadosamente.

TERCEIRA LIÇÃO – Para a quinta semana

Exercite seu pensamento, foque em certo ponto da seguinte forma. Abra um livro qualquer, numa tentativa aleatória e anote a primeira palavra de um assunto no qual seus olhos fixarem. Este assunto deve ser seu ponto de partida. Pegue outra página e então anote a primeira palavra. Este deve ser o destino. Inicie agora sucessivamente do ponto de partida até seu destino. Por exemplo: primeiro você viu a palavra “tribunal de justiça” e depois a palavra “portal”. Você deve pensar, iniciando com “tribunal de justiça” e finalizar com “portal”. Isto se prova ser fácil porque você pensa num tribunal da justiça em particular que você sabe que tem um grande salão notável.

Segundo caso. A primeira palavra “casaco” a segunda palavra “brilhar”. Fácil, novamente, se você pensar em um casaco noturno, bordado com azeviche. Suponha que ao invés da palavra ser “brilhar” seja “fruta”. Você não pensa agora em um casaco noturno, mas, ainda pensando, você tem uma cobertura/revestimento, uma casca de laranja/casca, então “fruta”.

Um terceiro exemplo. A primeira palavra “confusão” e a segunda palavra “parede”. Você pode agora pensar em conexão com “confusão” em muitas palavras, no entanto, neste caso você pensa numa luta na Idade Média, contra uma parede de um antigo castelo.

Esses exercícios ajudam a aprender a entender como o pensamento, direcionado pela vontade, funciona de fato. Estes exercícios irão te ajudar a fixar seus pensamentos em um certo objeto/alvo.

Você encontrará força na vida para suprimir de modo mais fácil as depressões, sendo capaz de mudar seu pensamento diretamente de um assunto para outro.

QUARTA LIÇÃO – Para a sexta semana

Sente-se em seu quarto e olhe cuidadosamente em sua volta; observe bem todos os pequenos objetos que contém neste aposento.

Feche seus olhos agora e deixe todos os pensamentos passarem novamente por seus pensamentos e sua imaginação até que tenha passado tudo novamente.

Pegue agora o alfabeto e deixe todas as letras passarem, em ordem sucessiva, em seu pensamento, de A até Z, inclusive.

Não tolere outros pensamentos durante o exercício. Se isso acontecer, inicie novamente, até ser bem-sucedido.

QUINTA LIÇÃO – Para a sétima semana

Sente-se novamente e faça uma caminhada em pensamento por uma estrada ou rua bem conhecida, observando todos os pequenos detalhes que você possa se lembrar quando passa devagar. Volte (ainda na sua imaginação) pelo mesmo caminho, novamente, até ser bem-sucedido.

Faça uma nova caminhada da mesma forma todos os dias, e quando seus pensamentos tentarem divagar, recomece.

Desta forma você treina seus pensamentos a seguirem uma linha fixa, ou em outras palavras, a focarem em uma série de pensamentos particulares determinados por você mesmo.

SEXTA LIÇÃO – Para a oitava semana

Ao invés de ir por uma determinada estrada ou rua em seus pensamentos, tentemos lembrar de algum acontecimento e reviver isto em nosso pensamento novamente.

Suponha, por exemplo, que você se levantou em uma certa manhã, tomou seu café da manhã, entrou no ônibus, conversou no ônibus com o Sr. ou a Sra. X, chegou no seu trabalho, fez suas obrigações/trabalho, etc. Continue neste caminho relembrando todos os acontecimentos do dia.

Se seus pensamentos tentarem divagar, recomece.

SÉTIMA LIÇÃO – Para a nona semana

Vamos seguir, agora, para a terceira parte desse exercício no qual você tenta manter seu pensamento sob controle.

Fixe seu pensamento em um determinado som, por exemplo o tique-taque do relógio. Pergunte-se a si mesmo qual é a causa disso. O ir e vir do pêndulo e o movimento da correia dentada causa isso.

Tente voltar em seu pensamento a uma série de imagens, seguindo o relógio em vários percursos. Veja como o relógio estava pendurado (na parede), como veio para sua casa, de onde veio, como as partes foram feitas. Com outras palavras, veja, em pensamento, tudo como foi a causa desde o início até o presente momento.

Naturalmente não faz diferença se as imagens estão certas ou erradas. O ponto principal é que seus pensamentos vão ao longo de uma série de componentes/constituintes da imagem, sem esquecer algo ou qualquer coisa.

Siga esse caminho, todo dia dessa semana, na sua imaginação, o curso dos acontecimentos de um objeto em seu ambiente, cuidando para que seus pensamentos não se dispersem para outros objetos.

OITAVA LIÇÃO – Para a décima semana

Sente-se, e faça, novamente, na sua imaginação, uma caminhada na estrada bem conhecida e chegando a um prédio que você goste, pare e olhe para ele. Tente retratá-lo em detalhes, sem desviar sua atenção.

É realmente uma tarefa difícil fazer isso da primeira vez. Se observar que seus pensamentos querem divagar desse assunto a todo custo, tente ver esse prédio de outro ângulo então, de outro lugar/ponto, por exemplo do outro lado/oposto da rua e, também, escolha outro lugar de partida. Você notará/observará que você sabe muito pouco dos detalhes do prédio do qual você deveria ser bem familiar.

Deixe seu pensamento, em calma total, descansar sobre esse assunto (o prédio) que você ainda está tentando segurar, como se lembrasse de um sonho nebuloso.

Nesse exercício não é o sucesso em recordar o objeto, mas o desenvolvimento de seu pensamento-forma (trabalhando com o pensamento), que é o objetivo.

NONA LIÇÃO – Para a décima-primeira e décima-segunda semanas

Sente-se diante de uma parede do quarto que você normalmente utiliza. Observe tudo muito bem: os objetos que estão pendurados lá e as formas de todas estas coisas.

Feche seus olhos agora e tente retratar/expressar tudo de repente/num flash. Você ainda pensa/acha que a figura não está clara e incompleta.

Tente agora sucessivamente retratar as diferentes partes e você verá que as figuras irão se tornar mais claras.

Prossiga. Retrate para você mesmo a forma de uma pessoa/indivíduo. Sem dúvida irá parecer muito indefinido para você, entretanto se você começar com uma parte pequena da figura, essa parte será muito mais clara, enquanto o resto começa a desaparecer.

Independentemente do tipo de figura você irá escolher para treinar desta forma, uma parte continuará a escapar. Pratique, portanto, o seguinte método regularmente e pense/mentalize a descrição/delineação durante 2 semanas.

Selecione a figura/imagem de certa pessoa que você honra sinceramente como, por exemplo, o Cristo e estude uma pequena parte de seu rosto. Foque em um dos olhos da figura/imagem. Feche seus olhos agora e pense sobre essa parte e repita várias vezes até que você veja diretamente/de vez com mais clareza. Foque no outro olho da figura/imagem e faça-o ficar forte/claro também em sua figura de pensamento.

Depois disto, faça uma figura com os dois olhos da figura/imagem, ao mesmo tempo. Prossiga da mesma forma com o nariz. Primeiro, separadamente, só o nariz; depois junto com os olhos. Compare sua figura de pensamento com o original, juntando parte a parte ao todo até que você tenha a face completa claramente em seu pensamento, e você possa retratar “o todo” sem dificuldade.

Esse trabalho, eu imagino, levará 14 dias, até que você seja bem-sucedido. Você finalmente estará capacitado a usar seu poder de pensamento muito mais facilmente com um resultado positivo.

DÉCIMA LIÇÃO – Para a décima-terceira semana

Existe uma gravura de Jesus, sentado perto de um poço e ensinando. Tente formar uma imagem/figura e a segure/mantenha.

Comece agora a fazer a imagem mais nítida ignorando algumas partes do entorno, como a multidão/massa de pessoas, o poço, etc. Você observará como o todo (imagem) ficará mais nítido quando você reduz/deixa de fora os entornos.

Continue dessa forma até que fique com a imagem do Mestre. Ainda continuando, você exclui mais, até o corpo, até que só sobre com a cabeça e até somente a face.

Mantenha-se firme nessa cena e comece lentamente a estender a cena/quadro até que a figura inteira esteja intacta novamente.

DÉCIMA PRIMEIRA LIÇÃO – Para a décima-quarta semana

Coloque no centro da sala, a aproximadamente meio metro de sua cadeira, um objeto muito conhecido de seu ambiente diário, por exemplo uma pequena estátua.

Feche seus olhos após ter dado uma olhada de perto e imagine, em seu pensamento, como se estivesse olhando para ela. Suponha agora que você está olhando para ela do lado inverso, de tal forma que pareça estar sentado do outro lado do objeto. Forme, portanto, uma boa imagem do lado de trás.

Quando isso foi bem-sucedido também, tente fazer as duas imagens ao mesmo tempo como se estivesse olhando ambos os lados ao mesmo tempo.

Tente ver o objeto de cima, imagine a si mesmo que está olhando para baixo do teto. Faça a mesma coisa vendo o objeto do chão, assim veja o objeto de todos os lados.

Tente agora sumarizar todos em um pensamento-visão e veja o objeto totalmente como é.

Logicamente isso é muito difícil, entretanto perfeição não é exigido, apenas que você, em seu grande exercício/esforço, dê o seu melhor.

DÉCIMA SEGUNDA LIÇÃO – Para a décima-quinta semana

Pegue um objeto, por exemplo, uma caixa de fósforos. Olhe-a mais de perto, abra-a e olhe bem seu conteúdo. Coloque-a agora na sua frente e feche seus olhos e tente visualizá-la de todos os lados e, também, seu conteúdo.

Tente agora manter todas as ideias e imagens sobre isto, e manter em seu pensamento, ao mesmo tempo.

Projete sua atenção agora no meio dessas imagens unidas e veja tudo de fora. Agora lentamente estendendo sua esfera, de tal forma que esteja tudo dentro de você, e você forme/constitua o todo.

Faça isto com vários objetos, como uma flor, fruta, um copo de água, sua cabeça e por último seu coração.

DÉCIMA TERCEIRA LIÇÃO – Para a décima-sexta semana

Você descobrirá que é capaz de criar imagens de uma forma muito mais fácil do que anteriormente e que seu pensamento não vague tão facilmente.

O passo seguinte consiste numa série de experimentos em criar imagens.

Feche seus olhos e veja um espaço vazio.

Pronuncie em pensamento, o nome de Cristo, repetindo constantemente e tente agora distinguir a forma. De repente a forma irá aparecer/surgir em seu pensamento.

DÉCIMA QUARTA LIÇÃO – Para a décima-sétima semana

Agora você deve começar regularmente pensando em imagens sem usar palavras. Tente lembrar as coisas dessa maneira em seu pensamento. Quando você chegar mais longe, pode ocorrer a ausência de palavras e nós tenhamos que pensar nas realidades, de modo que, no final, o pensamento e a experiência não mais se dividam uns dos outros.

Tente agora pensar nas seguintes imagens, sem usar palavras, por exemplo em sucessão: cavalo, vaca, leite, luar, Lua, etc. Quando você tiver expressado o cavalo, e ver bem todas as partes, mude/transfira no segundo objeto, mas assim, que a imagem do cavalo desaparece lentamente surge uma vaca.

Então, o leite vem da vaca e, à imagem de um fluxo de leite, a imagem da vaca desaparece da vista. Continuando, você vê o fluxo de leite se transformar lentamente em um feixe/linha de luz da lua em uma área (superfície) de água escura, etc.

F I M

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Alcoolismo – Uma Doença Mental

Alcoolismo – Uma Doença Mental

É difícil controlar ou superar uma doença cuja causa é desconhecida. O alcoolismo é uma doença pura e simples, mas não uma doença da moral ou do corpo. É uma doença da Mente.

Todas as pregações de moralidade, condenação eterna, e assim por diante, ou proibir a venda de bebidas alcoólicas ou álcool, poderia ter apenas uma influência superficial no desejo de beber ou na causa desse desejo.

Instrua nossos filhos sobre a causa do alcoolismo e eles olharão para a bebida alcoólica como uma expressão distinta de inferioridade e não desejarão usá-la.

Em três gerações, o consumo de álcool poderia ser reduzido àqueles indivíduos adultos irremediavelmente fracos, que buscam no álcool a necessidade se sentir socialmente em igualdade.

Isso, precisamente, explica a causa do alcoolismo. De fato, a ingestão do primeiro gole pode ser atribuída a um sentimento de inferioridade, não querer ser diferente, não querer ser menos do que o outro sujeito ou querer ser ou fazer tanto quanto ele. Nós desprezamos o primeiro gole com: “Ele bebeu para ser sociável, ou para ser inteligente”. Mas isso não é verdade.

A bebida é ingerida quase sempre para alcançar um nível de igualdade, se não, como no caso do bebedor experiente, para alcançar um estado de superioridade temporária, pelo menos em sua própria Mente.

Algumas bebidas alcoólicas são para afogar os problemas, para esquecer, porque não se tem a coragem para enfrentar seu problema, não importa o que seja, analisá-lo e resolvê-lo com o melhor de sua capacidade individual. A bebida parece dar coragem. Na verdade, se revestem ou se afundam no sentimento de inferioridade. Quando o efeito do álcool desgasta o indivíduo, fica pior do que antes, então bebe novamente até que, eventualmente, tenha desenvolvido uma alcoolfilia ou uma obsessão por bebidas alcoólicas.

O alcoolismo repetitivo ou mesmo o consumo moderado regular de cerveja, vinhos, licores e outras bebidas alcoólicas, mais cedo ou mais tarde, trazem consigo distúrbios da garganta e do estômago, nefrite e cirrose ou endurecimento do fígado. As alterações cardíacas são dilatação, degeneração muscular e hipertrofia ou aumento anormal. —Dr. Jesse Mercer Gehman em Nature’s Path, dezembro de 1939.

Aparentemente, nunca antes foi tão predominantemente a tolerância a bebidas alcoólicas como é agora no mundo. Os jornais, as revistas e os outdoors de rodovias são financiados por propagandas de bebidas alcoólicas; os rádios expõem suas virtudes 24 horas por dia, utilizando imagens que glorificam isso, mostrando atores e atrizes famosos em quase todas as ocasiões.

Para o cientista ocultista essa condição é a mais deplorável, pois ele sabe que até a morte não alivia a garra desse monstro quando ele se apodera de sua vítima.

Depois da morte, aqueles que se intoxicam de bebidas alcoólicas desejam obter seus efeitos da mesma maneira que quando estão encarnados em um Corpo Denso; porque não é o veículo físico que anseia pelo álcool. De fato, em muitos casos, ele fica doente por causa disso e em vão protesta de várias maneiras. É o Corpo de Desejos do alcoólatra que anseia por bebida e força o Corpo Denso a participar dela, para que o Corpo de Desejos possa ter a sensação temporária de prazer resultante do aumento da vibração, e esse desejo permanece após a morte do Corpo Denso. Mas o ser humano, depois da morte, não tem mais a boca física para beber, nem o estômago para conter a bebida física e gerar os desejados gases criados pelo aparato digestivo. Consequentemente, ele aprende a inutilidade de desejar aquilo que não pode obter, e seu desejo por bebida finalmente cessa por falta de oportunidade de satisfazê-lo. Enquanto isso, ele sofre uma agonia indescritível, e o processo de desgaste é muito lento.

(Traduzido da Revista Rays From the Rose Cross – jan./1940)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que pode significar ter o mesmo sonho durante várias noites? Um senhor, em perfeita saúde física e mental, teve o mesmo sonho durante várias noites seguidas. Nesse sonho, ele se dirige a uma reunião composta principalmente de seus amigos e conhecidos. Durante seu discurso, ele explica que está sonhando e que todas as pessoas que estão diante de si não passam de um produto de seus sonhos. Uma das pessoas da audiência pede-lhe uma prova da veracidade dessa asserção, e ele responde que pensará sobre o assunto quando despertar e explicará suas razões no próximo encontro que tiverem na terra dos sonhos. Todos riem dele e chamam-no de lunático. Esse sonho deixa-o muito confuso. Está ansioso por saber como pode convencer essas criaturas de seu sonho, de que esse fato é, na verdade, um sonho.

Resposta: A fim de sermos capazes de opinar inteligentemente sobre os vários estados de consciência do ser humano — vigília, sonho, sono, etc. — é necessário que conheçamos a constituição e a função dos vários veículos mais sutis que, juntamente com o Corpo Denso, constituem o ser complexo a que chamamos ser humano.

Temos neste Mundo quatro reinos: o mineral, que é praticamente desprovido de sentimento, embora possa responder e reagir a certos estímulos, mas não pode sentir amor nem ódio. Sob a ação de um martelo ou numa fornalha pode mudar sua forma ou composição, mas não dá quaisquer sinais de emoção. Sua consciência é semelhante à do ser humano num transe muito profundo ou na morte, quando somente o corpo físico está presente.

O vegetal é diferente. Vive e respira. Inala dióxido de carbono que constitui uma grande parte do seu corpo.

Exala a vida, fornecendo oxigênio. A seiva flui em seu tronco e folhas. Em resumo, o vegetal apresenta os mesmos fenômenos vitais que nós durante um sono sem sonhos, pois nesse estado nosso Corpo Denso é interpenetrado por um Corpo Vital composto de Éter, e um veículo semelhante interpenetra o tronco físico, galhos e folhas da planta. Porém, o vegetal também não conhece emoções. Amor, ódio, alegria e tristeza são estranhos a ele, pois não tem Corpo de Desejos semelhante ao que os seres humanos ou animais possuem.

Devido à posse desses veículos, o ser humano e o animal podem mover-se e satisfazer seus desejos. Para atingir esse último fim, o ser humano usa a Mente, um veículo que o animal não possui e, quando desperto, todos os seus veículos são concêntricos, interpenetram-se uns aos outros, tornando-o apto a viver, mover-se e raciocinar.

Contudo, o próprio ato de dormir significa uma reversão à consciência do vegetal, e isso implica necessariamente numa separação dos veículos superiores e inferiores. O Ego retira-se envolvido na Mente e no Corpo de Desejos, deixando sobre o leito apenas o Corpo Denso, interpenetrado pelo Corpo Vital.

Entretanto, há ocasiões, por exemplo, quando estamos muito absorvidos em nossos afazeres diários ou quando estamos excessivamente fatigados, em que o Ego não pode efetuar uma separação completa dos veículos superiores dos inferiores. Então, o Corpo de Desejos continua a interpenetrar os centros cerebrais porque a posição dos vários veículos é, por assim dizer, anômala.

Nessa condição, a razão fica completamente à parte e a consciência humana torna-se semelhante à dos animais que não têm Mente e fica incapaz de qualquer ação lógica. É então que as coisas mais grotescas e absurdas parecem perfeitamente naturais para a pessoa que sonha, que as aceita como um animal aceitá-las-ia. Os sonhos que ocorrem nessa condição dos veículos do ser humano são geralmente absurdos ao extremo. Mas, à medida que a civilização progride e o egoísmo é superado pelo altruísmo, é feita uma diferente divisão dos veículos. Uma parte do Corpo Vital, composta dos dois Éteres superiores, que são veículos do sentido de percepção e memória, é retirada durante a noite toda. Cessa, então, o estágio ilusório da terra dos sonhos e o ser humano torna-se semelhante a uma criatura que tivesse duas existências — uma delas vivida fora do corpo, na terra dos sonhos, onde se comporta de maneira razoável, usando de discernimento para julgar suas ações e as das pessoas com quem se encontra.

Como não aprendeu a focalizar sua consciência ao sair ou entrar no corpo, nem sempre pode efetuar a separação correta de seus veículos, nem recordar exatamente o que ocorreu. Somente a Iniciação nas esferas internas fornece o conhecimento necessário.

Evidentemente, o senhor em questão está de posse de suas faculdades de raciocínio quando entra na terra dos sonhos, mas não está ainda inteirado de alguns fatos referentes a esse mundo. Ele engana-se quando supõe que o auditório a quem se dirige é simplesmente “uma criação de seus sonhos”. Não é de todo impossível que a resposta seja afirmativa, se ele tiver a coragem suficiente para perguntar a uma das pessoas que viu em seus sonhos se ela compareceu a tal e tal reunião. Além disso, quando lhe for fornecida esta explicação, é possível reunir-se com todas as pessoas a quem viu em sonhos e, ao prepará-las para a pergunta e mesmo antes que anuncie, certamente descobrirá alguém que se lembrará de ter tido uma experiência semelhante.

Vendo então que a vida durante o sonho não é uma existência ilusória, mas uma realidade, não haverá meios de provar às pessoas da terra do sonho que isso é uma ilusão.

(Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 55 – Max Heindel)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Renovação: “Nada é mais certo do que a mudança”

Renovação: “Nada é mais certo do que a mudança”

E não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação do vosso atendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:27).

Quando nascemos neste Mundo Físico, todos e cada um estamos dotados de grandes forças e poderes potenciais. É nosso dever, assim como também nossa oportunidade, desenvolvê-los durante nossa vida aqui na Terra, e utilizá-los em nosso caminho para cima na perfeição; nossa jornada de retorno para Deus.

Quando vemos o diminuto, terno e quase desemparado corpo de uma criancinha é difícil imaginar a esse ser humano totalmente crescido e apto para usar livre e poderosamente seu ágil organismo. No início de nossa existência terrena há pouco evidência dos poderes latentes espirituais e morais nesse pequeno ser, porém, embora invisíveis, estas forças estão prontas para manifestar-se a seu devido tempo.

O corpo físico se renova a cada sete anos, e analogamente podemos concluir que nossos outros veículos mais sutis, internos, terão que ser renovados. É a presença destes poderes latentes que torna possível a evolução. Conforme renovamos nossos Corpos de Desejos, e os redirigimos, podemos mudar e enriquecer totalmente nossa existência e fazer com que o exemplo de nossa vida se reflita nos Mundos superiores. Quando nossa Mente muda para melhor, mais primorosos e amplos horizontes se descortinam ante nós.

Quando estas forças ocultas dentro de nós são liberadas, podem ter um efeito tremendo, como poderemos compreender se testemunharmos as grandes forças que hoje os cientistas liberam do minúsculo e invisível átomo.

Para a maioria da humanidade, em nosso estado evolutivo atual, o caminho da evolução não vai para cima em linha reta; há muitos altos e baixos neste caminho, porém tudo faz parte de uma evolução em espiral. Sabemos que na natureza nada permanece estacionado e nós mesmos temos que subir ou descer; não há nada em estado permanente.

“Nada é mais certo do que a mudança”. Temos que escolher, e é por um esforço determinado da vontade que devemos determinar, cuidadosamente, o caminho que devemos percorrer. “Depois que a escolha houver sido feita, o investigador da verdade se esforça, conscientemente em trabalhar com as forças ocultas. Ele faz com que cada um de seus propósitos sejam para progredir pela sistemática e individual concentração e meditação, e por uma cada vez mais minuciosa observação de si mesmo, de seu meio ambiente, se adquire o discernimento pela contemplação consegue-se a paz e o equilíbrio, e, finalmente, aquele que chega ao ponto em que sente verdadeiramente adoração, a qual pode dar-lhe uma compreensão da fonte de toda a criação.

O aspecto mais valioso de todas as coisas é a possibilidade de sua mudança para melhor; a potencialidade para compreender e a realizar a verdade. Existe em toda a criação um movimento contínuo para a perfeição. Na Filosofia Rosacruz nos é ensinado que a humanidade pode obter o acesso para a perfeição com a ajuda daqueles que, antes de nós, tomaram este caminho: nossos Irmãos Maiores, os Anjos e os Arcanjos que estão todos empenhados no progresso humano.

A habilidade criadora é inerente ao ser humano, e este foi feito à imagem e semelhança de seu Criador, e vive, se move e tem o seu ser no Pai. Com o auxílio da oração e da meditação, ele tem o poder de abrir-se às benéficas influências do universo. Nosso sistema planetário com tudo o que está acima e dentro dele provém do Sol, e o ser humano recebe seu impulso espiritual e ética por meio dos raios espirituais que emanam do Espírito que vive atrás da órbita física solar. Depende muito da habilidade do ser humano para reacionar estas emanações. Tem que saber como receber esse bem que está em todo nosso redor e deve desejá-lo intensamente antes que lhe seja possível utilizar essas forças superiores conforme lhe chegam. Em resposta à sua própria busca, assim como pede, o receberá.

Os raios que vêm do Sol transmitem iluminação espiritual; aqueles que nos são enviados pelos Planetas promovem inteligência moral e crescimento anímico, e os raios refletidos por nosso satélite, a Lua, são responsáveis pelo crescimento físico.

Com todo o auxílio voluntário daqueles que partiram antes de nós, e com todas as forças e emanações que constantemente circundam nossa Terra, os seres humanos não se convertem em Anjos apenas por terem vivido uma vez em nosso Planeta e depois entrar no céu pela porta da morte. Em nossa evolução cíclica temos que retornar muitas vezes à Terra. A humanidade avança continuamente, todavia são necessários muitos renascimentos, e temos que viver, atuar e aprender neste nosso plano de ação.

Progredimos constantemente, de vida em vida. Conforme mudam os costumes sociais e ambientes físicos, de idade em idade, voltamos a estar em contato com a vida em cada novo meio-ambiente e, com o auxílio e guia de Grandes Inteligências, encontramos condições e circunstâncias que são úteis a nós na obtenção de experiências necessárias. Deste modo temos uma oportunidade para desemaranhar “o novelo embaraçado” que nós nos enrolamos em vidas anteriores. Ao mesmo tempo, podemos por novas causas em ação. Lemos nas Cartas de São Paulo aos Coríntios: “O homem interno é renovado dia a dia”.

No Livro “A Teia do Destino” lemos que “desde a puberdade e durante toda a vida uma força espiritual é gerada internamente em nosso organismo”. Esta força pode ser usada para três fins: GERAÇÃO, DEGENERAÇÃO E REGENERAÇÃO. Depende de nós qual dos três métodos escolheremos; terá uma orientação importante em nossa vida, pois o uso dessa força não está confinado em seu efeito ao tempo ou ocasião em que se dispõe dela. Reflete em cada um dos momentos de nossa existência, e determina nossa atitude em cada uma das fases particulares da vida.

Algumas vezes podemos perder nossa meta aqui na Terra e os valores reais e eternos são esquecidos na presença de tantas coisas evanescentes e transitórias. É quando nos damos conta desta condição que devemos parar, fazer um balanço de nossa existência, e buscar melhores meios de vida; buscar valores superiores e a maneira para renovar nossa força, voltando ao nosso Criador.

Essa possibilidade é tratada de modo bem claro nas Sagradas Escrituras, na parábola do Filho Pródigo. Ele, por si mesmo, deveria reconhecer que seu estado era indigno e seu método de vida era insatisfatório, e teria que procurar internamente para encontrar a força para dar a volta e retornar ao Pai. Na verdade, o Pai contava com o seu retorno e o esperava com os braços abertos de boas-vindas.

É evidente que o cultivo de forças invisíveis e poderes requer que também sejam adquiridos sabedoria e compreensão, pois os poderes espirituais em si mesmos não são nem bons e nem maus, pois são o motivo e o caráter de quem os possui que os fazem merecer este ou aquele qualificativo. Sabemos que “as distinções entre o uso legítimo ou ilegítimo dos poderes espirituais são superiores e sutis”. Devemos recordar sempre que “poder” é força para realizar, e o que com ela fazemos depende de nós; a direção que lhe dermos é de nossa própria e pessoal responsabilidade.

Foi poder sobre todas as coisas o que Satanás, o tentador, prometeu ao Senhor quando estiveram juntos no deserto. Sabemos que Jesus Cristo triunfou em todas as tentações e respondeu: “Afasta-te de Mim, Satanás”. Neste e como em todos os demais caminhos Ele é nosso Guia e Caminho. Se perdermos a nossa meta, isto é apenas temporariamente. As asas cortadas podem crescer de novo, e quando houvermos reencontrado o caminho, teremos aprendido também que somente o Bem, a Verdade e a Beleza sobrevivem até o fim. A sabedoria da advertência que frequentemente é dada em nossa Filosofia de nunca deixar de tentar é evidente.

E o que estava sentado no trono disse: Eis aqui, eu faço novas todas as coisas” (Apo 21:5).

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de 01-02/87)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Correto uso do Pensamento

O Correto uso do Pensamento

Pensar é uma grande responsabilidade. Tudo provém do pensamento, de uma ideia germinal. O pensamento precede toda manifestação. Os pensamentos de Deus expressam-se pela primeira vez em som (Verbo) que construiu todas as formas e se manifesta na vida que as habita.

Uma das finalidades da nossa evolução é aprender a usar o pensamento, a controlá-lo e formulá-lo conforme as Leis Naturais. O emprego indevido e errôneo da nossa capacidade de pensar conduz fatalmente a um destino cheio de sofrimentos e limitações.

O maior privilégio humano consiste em poder exprimir os pensamentos em palavras. A ação resultante desses pensamentos determina o curso que imprimimos às nossas vidas (principalmente as nossas vidas futuras) e às daqueles que nos rodeiam. O pensamento é mais importante do que a ação. Só pensando corretamente podemos agir dignamente.

O pensamento determina o caráter e o tipo de vida que a pessoa leva. Pensamentos otimistas e bondosos conferem ao indivíduo uma sensação de leveza e luminosidade. Isso pode ser comprovado pela observação daqueles que conosco convivem, seja no trabalho, em casa, no clube, etc.

“A pessoa é o que ela pensa em seu coração”. Os pensamentos espirituais são emitidos por pessoas orientadas espiritualmente, fortes, bem ajustadas, verdadeiras fontes de conforto e apoio para aqueles que sofrem.

O pensamento molda a matéria. Muitas vezes uma fisionomia é um reflexo da mente. É indiscutível a ação do pensamento sobre nossos veículos. Pensamentos de medo e preocupação não raro afetam negativamente as correntes de desejo, inibindo totalmente a ação. Um simples pensamento negativo pode causar danos aos nossos corpos. Por outro lado, pensamentos positivos e construtivos contribuem de forma preponderante para uma boa saúde, mais até do que a maioria dos medicamentos receitados pelos médicos.

Os pensamentos materialistas acentuam a tendência cristalizante do Corpo de Desejos, endurecendo tudo aquilo que contatam. Até as feições das pessoas podem tornar-se duras se esses pensamentos converteram-se em hábito.

O pensamento age sobre os arquétipos. Uma pessoa íntegra, habituada a pensar correta e construtivamente em termos de verdade, bondade e justiça, cria formas de pensamento correspondentes. Quando construir os arquétipos de sua próxima existência, fortalecê-los-á com as qualidades acima mencionadas.

Muitas vezes o sofrimento nos leva a ponderar sobre a necessidade de uma mudança substancial em nossas vidas. Se desenvolvermos nossa força de vontade em certa extensão é bem provável até que nos empenhemos em realizar as mudanças necessárias. Mas, é importante ter consciência de que em primeiro lugar devemos mudar nossos pensamentos. Sem isso todo esforço será infrutífero, pois estaremos apenas trabalhando os efeitos, ignorando as causas que os originaram.

É importante, também, que nossa atividade mental não seja dispersiva. Trocando em miúdos, se desejamos obter êxito em alguma atividade, seja ela material ou espiritual, nossos pensamentos devem ser concentrados nessa atividade particular. Profissionalmente isso já está mais do que comprovado. O indivíduo distraído ou carente de concentração acaba comprometendo seu próprio trabalho, perdendo muito em eficiência.

Do ponto de vista espiritual, a concentração do pensamento em objetivos elevados é condição essencial para se chegar ao êxito. Os ensinamentos rosacruzes alertam constantemente para a importância da observação e da atenção como meios de direcionamento correto do pensamento.

Assim, como estudantes da Sabedoria Ocidental não podemos ignorar que o caminho para a perfeição espiritual passa necessariamente pelo correto emprego da nossa capacidade de pensar.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro/86)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

A Palavra Criadora: imaginação em alto grau, uma Mente lúcida e muita concentração

A Palavra Criadora: imaginação em alto grau, uma Mente lúcida e muita concentração

Será que temos dado suficiente consideração para as palavras que falamos? Essa pergunta deve ser feita por todos os Aspirantes espiritualistas sérios, porque com as palavras ditas estarão criando seus futuros destinos. Quando falamos, criamos imagens que frequentemente ativam emoções e estimulam pensamentos. A palavra-chave é criar.

Quando dizemos que o Aspirante está criando seu próprio futuro, entendemos que eles estabelecem condições básicas da vida futura, os Estudantes da Filosofia Rosacruz aceitam a ideia do Renascimento, mas nem sempre lembram que toda ação forma experiências para a próxima vida terrena.

Fazemos ideia de que a palavra cria condições para o ser humano, tanto para quem fala quanto para aquele que escuta. Palavras causam, muitas vezes, infelicidades na Mente ou no Coração dos outros, e podem mudar a própria vida daquele que falou. A palavra pronunciada, com intenção ou não, pode transformar completamente uma vida. Podem agitar emoções e fazer com que o ouvinte seja forçado a decisões que podem alterar seus desejos ou planos.

Em um momento emotivo, palavras despejadas podem embaraçar relações embora nos apressemos a dizer: “Não foi bem isso que queria dizer”. Então se não foi isso o nosso intento, as palavras não foram bem formadas.

Palavras usadas para degradar outros são ditas porque queremos alimentar nossa autoestima. A pergunta é: por que queremos magoar os outros?

Nós todos já encontramos pessoas que são tão interessadas em suas ideias que querem convencer os outros, privando-os de sua liberdade por forçá-los a ouvir e desenvolver resistência. É diferente quando as ideias são discutidas com o grupo, onde pode haver muitas opiniões sobre um assunto especial. Aí existe uma troca de ideias e a aceitação da razão dos outros quando cada um oferece seu ponto de vista.

A palavra tem o seu grau de vibração. A pessoa que fala, dota estas vibrações com a poderosa combinação de pensamento, desejo, vitalidade, dando-lhes substância (Vida) que afeta seus ouvintes.

Ocorre a nós que devemos aceitar a responsabilidade do resultado das nossas palavras? Não podemos esperar que criando desarmonia à vida de uma ou outra pessoa não tenhamos de pagar por ela. Nós construímos nosso próprio destino. Desse modo, falar uma palavra ofensiva é contrário a lei que Cristo Jesus estabeleceu: “Ama teu próximo como a ti mesmo”, e assim põe em ação a lei imutável. Caminhamos até a próxima vida e nos espantamos, porque as pessoas nos evitam e dificultam a nossa vida. Nós merecemos isso pelas nossas ações anteriores.

Para os Estudantes da Filosofia Rosacruz foi dada a razão para controlar as palavras e nos conscientizar do seu poder. Conhecemos a razão dessa disciplina, sabemos que nossa maneira de falar revela os nossos pensamentos e desejos, de maneira completa, conduzindo-nos a descobrir, discernir e perceber o seu significado. Somos bastante sensíveis para mudar nossa atitude para com os outros, para não tropeçarmos na tentação de falar a palavra má? Privamos as pessoas da sua liberdade de agir por causa da palavra impensada, ou mostramos nosso desejo de dominá-los insistindo revelar nossa própria infelicidade, confusão e decepção?

Se estamos interessados em controlar nossas palavras, podemos garantir reações harmoniosas, calma, paz e contentamento interior aos outros.

Palavras atraentes, usualmente possuem ritmo e as crianças são especialmente suscetíveis a isso. Seriam os jovens menos confusos se o som atualmente tão apreciado fosse eliminando? Tal desarmonia tem efeito devastador no Corpo de Desejos, despertando desejos mais inferiores.

A humanidade faz parte do divino criador e tem que se realizar criando harmonia por meio das palavras. Para conseguir, deve desenvolver imaginação em alto grau, possuindo uma Mente lúcida e muita concentração.

Todas as pessoas que possuem criatividade aprenderam a se disciplinar, para conseguir esse fim. A palavra é uma forma de criar.

Quando eventualmente alcançarmos a Iniciação vamos rever as nossas vidas passadas. Recriaremos, novamente, as cenas e nos conscientizaremos da importância da palavra dita, conhecendo enfim uma das qualidades que devemos cultivar antes de podermos alcançar a iluminação da INICIAÇÃO.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/86)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

A Almejada Resposta: cultivar a parte espiritual e cuidar dos negócios desse mundo

A Almejada Resposta: cultivar a parte espiritual e cuidar dos negócios desse mundo

A humanidade passa atualmente por momentos de grande tensão. Vivemos numa época em que a insegurança aparenta ser o denominador comum da vida. As manchetes dos jornais e as notícias veiculadas pelo rádio e televisão, dão conta de crises em quase todos os quadrantes da terra. Crises monetárias, políticas, religiosas, morais. Crises e mais crises. Crise é a palavra que define todas as anormalidades e inseguranças.

Mas afinal, o que acontece com o mundo? Em uma época de racionalismo, de progresso tecnológico assombroso, de definições mais amplas, por que o estranho paradoxo dos desencontros? Por que dubiedades e incertezas se o logismo fundamenta as análises e o estabelecimento de teorias? O ser humano já vai à Lua, em empreendimentos orçados em milhões de dólares, e por incrível que pareça seus empreendedores ainda alimentam dúvidas quanto aos benefícios que a humanidade possa auferir. Se a automatização promove o conforto, por outro lado, ameaça o ser humano, substituindo-o, escravizando-o e desempregando-o.

Vivemos uma realidade de aparentes contrastes ou paradoxos. Nos países mais desenvolvidos do globo, onde o racionalismo e a automatização ditam normas, localizam-se os problemas mais complexos. Não é estranho?

Algumas das chamadas superpotências ou sociedades superorganizadas, a despeito de seu alto nível social e cultural, enfrentam males crônicos traduzidos em dissolução da família, suicídio em grande escala, enfartes, uso indiscriminado de drogas alucinógenas, erotismo etc., caracterizando uma agressão ou fuga aos deveres impostos pelo meio social. Acontece, porém, que quase todas estas sociedades «modernas» foram plasmadas no materialismo em suas variadas formas (competição, pragmatismo, utilitarismo, etc.), impondo o seu próprio ritmo à vida humana. Dispondo dos recursos oferecidos por uma sociedade organizada e abastada, vivendo dentro de um padrão de vida invejável, que elemento pode induzir um ser humano a pôr termo à própria existência, a ser derrubado por um enfarte ou a consumir-se pelo uso de entorpecentes? As nações desenvolvidas estão empregando verbas fabulosas em estudos e pesquisas visando encontrar a resposta.

A Filosofia Rosacruz proporciona-nos a resposta completa, subentendendo causa e solução. Em um versículo dos Evangelhos o Cristo também responde a essa indagação: “EU NÃO SOU DESTE MUNDO, COMO VÓS DESTE MUNDO NÃO SOIS”. O ser humano é em realidade e essência, um ser divino, um Espírito, célula indestrutível do grande corpo de Deus. Não é meramente uma forma mortal que pulsa, respira e anda. Manifesta-se no plano da matéria mais densa através de um corpo formado de elementos químicos. Este corpo, por sua vez, é vitalizado e sensibilizado por uma vestidura mais refinada, composta de Éter. Seus desejos, emoções, sentimentos e incentivo para ação, têm origem em um corpo mais sutil ainda, denominado Corpo de Desejos pela Filosofia Rosacruz. E para coordenar essa cadeia de veículos, o Espírito utiliza a Mente.

Sendo o Espírito potencialmente divino, sua imortalidade é um fato indiscutível, porém, encontra-se temporariamente sujeito a renascer várias vezes no plano material, onde se exercita e adquire experiências pelo uso de seus veículos, extraindo-lhes uma alma. Essa alma é o seu, alimento primordial, promovendo o desabrochar de suas faculdades latentes, tornando-o cada vez mais senhor de seus poderes, ampliando-se a consciência. À medida que for aprendendo as lições pertinentes a cada veículo e ao mundo correspondente, renascerá em mundos sucessivamente superiores. Logo, todas circunstâncias próprias do mundo físico são transitórias, porém indispensáveis à nossa evolução. Atualmente ele constitui nossa grande escola, mas temos de almejar escolas superiores. Muitos não lhe dão o devido valor, e outros o superestimam. Algumas religiões orientais apresentam o plano da matéria como sendo degradante, preconizando dedicação completa ao mundo do Espírito. É um lamentável desperdício de oportunidades de progresso e tal falha deverá ser corrigida futuramente. Em contraposição, muitos ocidentais apagaram-se de tal modo ao materialismo, a ponto de identificarem-se com ele. Não reconhecem outra realidade a não ser a das formas que os rodeiam. É outro equívoco a exigir reparação. É mister encontrar-se um ponto equilibrante. Se é verdade que NEM SÓ DE PÃO VIVE O SER HUMANO, não é menos verdade QUE DEVEMOS DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR. Isto trocado em miúdos quer dizer que devemos cultivar as faculdades do Espírito (através da oração, da devoção, do estudo de filosofias espiritualistas, do aprimoramento do caráter, do serviço amoroso e desinteressado aos demais, etc.) e paralelamente cuidar dos negócios deste mundo (cumprindo nossos deveres sociais, familiares, profissionais, procurando ser atuantes em nosso meio ambiente, estimulando o progresso em todos os sentidos). Assim, equilibradamente, contribuiremos para tornar o mundo melhor, material e espiritualmente, divulgando pelo exemplo, a necessidade de procurar um ideal superior, utilizando os impactos do mundo físico como meios de crescimento anímico. Quando houver conscientização desse fato, o mundo deixará de ser um turbilhão de conflitos e então, caminharemos a passos largos rumo à Fraternidade Universal.

(de Gilberto A.V. Silos – Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 11/71)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Qual o significado das palavras de Jesus quando disse à sua mãe Maria: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2:4)

Pergunta: Qual o significado das palavras de Jesus quando disse à sua mãe Maria: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2:4).

Resposta: Este é mais um caso em que os tradutores da Bíblia traduziram incorretamente o texto grego de uma maneira injustificável. A observação foi feita na ocasião das Bodas de Caná, onde Maria, a mãe de Jesus, segundo a Bíblia, veio a ele dizendo que não havia mais vinho. Jesus respondeu-lhe, então, com as seguintes palavras em grego: “Ti emoi kai soi gunai”. Traduzido literalmente, temos: “O que (é isso) para mim e para ti, mulher? Ainda não é chegada a minha hora“. Mesmo se não levarmos em consideração o sentido esotérico dessa observação, isso parece bem mais agradável que a resposta áspera atribuída a Jesus na versão popular da Bíblia do Rei James.

Devemos também lembrar que o Cristo não era o filho de Maria no mesmo sentido em que o era Jesus, pois, embora Ele usasse o corpo de Jesus, Ele não reconhecia qualquer parentesco físico com Maria, portanto, o dirigir-se a ela chamando-a “mulher”, estava perfeitamente justificado.

Contudo, há outro significado mais profundo em todo o relato das bodas de Caná. Ensinou-se na literatura Rosacruz que os Evangelhos não são histórias sobre a vida de um indivíduo chamado Jesus, que foi uma figura única na humanidade. Embora o Jesus dos Evangelhos tenha existido realmente, os Evangelhos em si são histórias ou fórmulas de iniciação, e as bodas de Caná, onde Cristo realizou o Seu primeiro grande milagre, foi algo bem maior do que uma simples cerimônia de casamento entre um homem e uma mulher na vida comum. Foi, na realidade, um casamento místico do “Eu superior” com o “Eu inferior” sob a nova ordem do Serviço do Templo inaugurado, então, por Cristo. Na Época Atlante a água foi usada nos templos, mas na Época Ária o vinho era essencial.

Raças diferentes viveram sobre a Terra em várias Épocas, e elas eram constituídas diferentemente do que nós o somos hoje. A primeira raça humana é simbolizada na Bíblia pelo nome de Adão. Os seres eram da terra, terrenos, isto é, tinham somente um corpo mineral – um Corpo Denso -, pois eram formados dos minerais da Terra. A segunda raça é simbolizada pelo nome de Caim. Eles tinham um Corpo Denso mineral e, também, um Corpo Vital, formado de Éteres. Eram semelhantes às plantas e alimentavam-se de vegetais. Por isso, ouvimos dizer que Caim cultivava o solo e plantava sementes. A terceira raça desenvolveu um Corpo de Desejos e devido a sua natureza emocional e passional os seres humanos tornaram-se semelhantes ao animal. Assim, foi-lhes dado alimento animal ou carne para comer, e lemos na Bíblia que Nimrod foi um poderoso caçador. Por último, a Mente foi-lhes acrescentada formando um elo entre o Tríplice Corpo e o Tríplice Espírito. O Espírito introduziu-se então no corpo, tornando-se um morador, um Ego.

Para que esse Ego pudesse aprender a lição na Terra, ele deveria esquecer, durante algum tempo, sua origem espiritual celeste. Para esse fim, um novo alimento foi-lhe dado, e o vinho, um espírito fermentado fora do corpo, foi usado pela primeira vez por Noé, o Hierarca Atlante, para amortecer o verdadeiro Espírito que habitava o corpo.

Sob a influência intoxicante desse pseudo-espírito, o ser humano esqueceu gradualmente sua origem divina e focalizou toda a sua atenção nas lições que deveriam ser aprendidas neste Mundo. Embora a humanidade se tenha entregado a este novo gênero de nutrição, o vinho, a despeito até das orgias realizadas em cerimônias exotéricas, nos santuários de todas as antigas dispensações só era utilizado água, e os santos e sumos sacerdotes nunca permitiam que o vinho tocasse seus lábios.

Consequentemente, eles não eram líderes cegos conduzindo outros cegos, mas viam claramente os Mundo invisíveis e conheciam o sagrado mistério da vida.

Durante as Épocas primitivas da evolução o ser humano foi guiado por mensageiros visíveis das Hierarquias Divinas que ele reverenciava como Deus, e mesmo depois que eles o deixaram, os profetas e os videntes continuaram a aparecer entre os seres humanos para testemunhar a realidade de Deus e dos Mundos invisíveis. As antigas Religiões ensinaram também a doutrina do Renascimento e, assim, o ser humano soube que progredia por meio da experiência adquirida utilizando uma série de corpos terrenos de textura cada vez mais aprimorada. É por essa razão que muitos hindus, que acreditam no Renascimento, acham que não há necessidade de pressa em termos de evolução. Contudo, para que o ser humano do Mundo ocidental, onde habitam os seres humanos pioneiros, pudesse se aplicar com toda a sua alma e sua Mente no domínio dos segredos da vida terrena, foi determinado privá-lo totalmente desse ensinamento. Os próprios conselheiros espirituais ficaram, por algum tempo, cegos quanto ao conhecimento consciente de Deus e da visão dos Mundos internos, para que dessa forma, toda a humanidade pudesse se tornar autossuficiente durante a Nova Dispensação, se aplicando inteiramente à evolução material que lhe estava reservada. O vinho teve, desde o início, essa contribuição em termos exotéricos, e o seu uso foi sancionado no templo pelo primeiro milagre.

Sob a Antiga Dispensação, somente a água era usada no Serviço do Templo, mas, com o decorrer do tempo, o vinho se tornou um fator na evolução humana. Um deus do vinho, Baco, foi adorado e as orgias desregradas se realizavam a fim de abafar as aspirações do Espírito, para que este pudesse se entregar inteiramente à conquista do Mundo Físico. Sob a Dispensação Mosaica (Antiga Dispensação) os sacerdotes eram estritamente proibidos de usar vinho ao oficiar no templo, mas Cristo, em Sua primeira aparição pública, transformou a água em vinho, aprovando seu uso na ordem das coisas então existentes. Notemos que isto foi efetuado publicamente, e este foi o Seu primeiro ato de ministério público. Contudo, na última sessão esotérica do Cristo com Seus Discípulos, no qual foi celebrada a Nova Aliança, não havia carne de cordeiro (Áries), como exigia a Lei Mosaica. Tampouco havia vinho, mas apenas pão – um produto vegetal – e o cálice do qual falaremos a seguir. Baseados em Suas palavras proferidas naquele momento: “Em verdade vos digo, já não beberei do fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo do Reino de Deus”.” (Mc 14:25), o suco recém extraído da uva não contém um espírito proveniente da fermentação e decomposição, mas é um alimento vegetal puro e nutritivo. Assim, os seguidores da doutrina esotérica foram instruídos, por Cristo, a adotarem uma dieta que não incluísse nem a carne animal, nem bebidas alcóolicas.

Supõe-se, geralmente, que o cálice usado por Cristo na Última Ceia continha vinho, no entanto, não há fundamento na Bíblia para essa suposição. Foram dados três relatos sobre a preparação desta Páscoa. Enquanto São Marcos e São Lucas declaram que os mensageiros foram enviados a uma determinada cidade para procurar um homem transportando um cântaro de água, nenhum dos Evangelistas disse que o cálice continha vinho. Além disso, pesquisas na Memória da Natureza mostram que a água era a bebida usada, pois o vinho, sob o ponto de vista esotérico, já tinha cumprido sua função. Com esse ato se iniciou o movimento da temperança, pois essas mudanças cósmicas envolvem uma longa preparação nos mundos internos antes que possam manifestar-se externamente na sociedade. Milhares de anos nada representam em tais processos.

O uso da água na Última Ceia também se harmoniza com os requisitos astrológicos e éticos. O Sol estava deixando Áries, o Signo do Cordeiro, entrando em Peixes, o Signo dos Peixes, um Signo aquático (tudo isso pelo movimento da Precessão dos Equinócios). Uma nova nota de aspiração iria soar, uma nova fase de elevação humana devia ser introduzida durante a Era Pisciana que se aproximava. A autoindulgência iria ser superada pelo espírito da renúncia. O pão, sustento da vida, feito da semente imaculadamente gerada, não alimenta as paixões como a carne; também o nosso sangue, quando diluído na água, não se altera tão bruscamente como quando está saturado de vinho. Portanto, o pão e a água são alimentos adequados e símbolos de ideais durante a Era Peixes-Virgem. Eles representam a pureza, e a Igreja Católica deu aos seus seguidores a água pisciana colocada à porta de seus templos e o pão virginiano no altar, recusando-lhes o cálice de vinho durante o Ofício.

Não obstante, mesmo o que foi exposto acima não nos leva ao cerne do mistério culto no “Cálice da Nova Aliança”. A antiga taça de vinho que nos foi dada quando entramos em na Época Ária, a terra da geração, era portadora de destruição, da morte e do veneno, e a palavra que, então, aprendemos a proferir estava morta e impotente.

A nova taça de vinho mencionada, como a representação do ideal da futura época, a Nova Galileia (que não deve ser confundida com a Era de Aquário), é um órgão etérico formado dentro da cabeça e da garganta pela força sexual não gasta que, à visão espiritual, se assemelha à haste de uma flor, elevando-se da parte inferior do tronco. Este cálice, ou cálice-semente, é realmente um órgão criador, capaz de enunciar a palavra de vida e de poder.

Atualmente, a palavra é articulada por movimentos musculares desajeitados que regulam a laringe, a língua e os lábios para que o ar, proveniente dos pulmões, emita determinados sons, mas o ar é um meio pesado, quando comparado às forças mais sutis da Natureza, como a eletricidade que se move no Éter. Quando este novo órgão tiver evoluído, terá o poder de pronunciar a palavra de vida, de infundir vitalidade em substâncias até hoje inertes. Este órgão está sendo hoje formado por nós, por meio do serviço prestado amorosa e desinteressadamente.

Lembremo-nos que Cristo não deu o cálice à multidão, mas aos Seus Discípulos, que eram os Seus mensageiros e servidores da Cruz. Atualmente, aqueles que bebem da taça do autossacrifício, os que colocam sua força criadora ao serviço amoroso e desinteressado dos outros, estão construindo esse órgão juntamente com o Corpo-Alma, o “Dourado Manto Nupcial”. Eles estão aprendendo a usá-lo, em pequena escala, como Auxiliares Invisíveis, quando deixam seus corpos à noite e é nessas circunstâncias que aprendem a proferir a palavra de poder que remove a doença e cria tecidos sadios.

Quando a Época Atlante se aproximava do fim e a humanidade abandonou seu lar da infância, onde estivera sob a tutela direta dos Mestres divinos, fez-se a Antiga Aliança, e foi-lhes concedido a carne animal e o vinho, sendo que estes elementos, aliados ao uso irrestrito da força sexual, transformaram a Época Ária numa era de morte e destruição. Estamos chegando, agora, ao término dela.

A Era Pisciana, ou o período em que o Sol, pelo movimento de precessão, passa pelo Signo de Peixes, os peixes, está chegando ao fim. Durante esse período, o Signo oposto a Peixes, Virgem, representou o ideal humano. Ela foi venerada por um sacerdócio celibatário que recomendava aos fiéis o uso do “peixe” como alimento em certos dias da semana e do ano. No Zodíaco ilustrado, o Signo de Virgem tem uma espiga de trigo na mão. Tanto a semente como a uva são produtos do reino vegetal, e a Imaculada Virgem Celestial incorporou, portanto, o primeiro princípio da Imaculada Concepção, o sangue (vinho) e o corpo (pão) do Cristo. O clero celibatário, orientando o culto, ressaltou a importância desses elementos durante a Era de Peixes que terminará em breve, portanto, o vinho está sendo rapidamente abolido nos ofícios do templo e entre as massas, e isso está gerando um grau maior de sensibilidade que estamos experimentando hoje. O Espírito Divino, oculto dentro de cada ser humano, está despertando do seu sono tóxico produzido pelo espírito do vinho, e está começando a se recordar de sua origem divina e de sua herança da vida, à qual não tem início nem fim.

Vale a pena notar que, tanto o clero dos diversos países do Velho Mundo quanto os padres católicos das Américas ainda continuam a incluir o vinho e as bebidas alcoólicas diariamente, e é bem significativo que quando o Parlamento da Inglaterra, o Rei e os nobres, que representam o poder político, tentaram aprovar leis que proibissem a venda de bebidas alcoólicas no país, a medida fracassou devido à determinada oposição dos mais altos dignitários da Igreja.

Esta atitude do clero europeu não implica, de modo algum, numa degradação por parte deles, nem que devam ser censurados. A humanidade tem ainda muitas lições para aprender, e estas só podem ser proporcionadas durante a “era do vinho”. Quando cessar a necessidade do espírito falso, este cairá em desuso sem que seja necessário recorrer a medidas legislativas, que geralmente não são eficientes, pois é totalmente impossível legislar a moralidade num povo. Até que uma lei seja aprovada internamente, a pessoa a infringirá para garantir a satisfação de seus desejos, independente de quaisquer medidas restritivas.

(Pergunta nº 90 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Panorama: tudo que fizemos nessa vida, revisto quando descartamos o Corpo Denso na nossa morte aqui. E também quando inciamos o processo de um novo renascimento.

Panorama – No momento da morte, todos os outros veículos humanos deixam o Corpo Denso (físico), mas o Cordão Prateado não é imediatamente quebrado. O ser humano vê desdobrar na direção oposta, o panorama da sua vida escritos sobre o Éter Refletor do Corpo Vital. Este panorama é registrado no Corpo de Desejos como e quando ele se desdobra e é a base para a existência que se segue, no Purgatório e no Primeiro Céu.

A duração do panorama é de até três dias e meio. Todas as violações no Corpo Denso, assim como a agitação causada em torno dele, durante este período (autópsia, embalsamamento, altas lamentações dos pais, parentes e conhecidos, etc.) será sentido em algum grau pelo falecido e que perturba a gravação do panorama, privando o Ego dos frutos de sua vida, em parte ou no todo.

No final do panorama, o Cordão Prateado se rompe. O Corpo Denso está, então, completamente morto e pode ser cremado (o meio mais higiênico e que evita qualquer apego que temos).

Depois de passarmos pelo Purgatório, entrando no Primeiro Céu, o panorama do passado se desenrola de novo para trás, mas então as boas obras da vida são à base dos sentimentos. Ao chegarmos às cenas em que ajudamos a outrem, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos. Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.

Também, quando estamos iniciando o processo para um novo renascimento, ainda no Terceiro Céu, vem o desejo de novas experiências e a contemplação de um novo nascimento. Isto evoca uma série de quadros ante a visão do espírito – um panorama da nova vida que o espera. Contudo, note-se bem, este panorama contém somente os acontecimentos principais. 

Idiomas