Arquivo de categoria Treinamento Esotérico

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

A Dieta Vegetariana versus a razão de nos terem dado Carne Animal e Bebidas Alcoólicas para nossa Evolução

Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento.” (Gn 1:29). Essa foi o primeiro tipo de alimentação que nos foi dado para a nossa evolução.

Entretanto, a nossa alimentação foi adaptada pouco a pouco em nossa evolução. Quando fomos dotados de intelecto, ao curso da Época Atlante, a carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios e afins) foi incorporada à nossa alimentação a fim de nos auxiliar no reparo de tecidos destruídos pela expressão do pensamento aqui, enquanto renascidos, principalmente em se tratando de pensamentos grosseiros e materialistas. Mas o que era necessário e suficiente, naqueles tempos em que estávamos aprendendo como lidar com o nosso Corpo Vital na sua função de reparo do Corpo Denso, não é mais desejável nos dias atuais. Pois já aprendemos a um nível de eficácia tal que tal reparo é executado sem a necessidade de envenenarmos nosso Corpo Denso.

Porque os animais são nossos jovens irmãos e, como nós, eles constroem formas no intuito de adquirir experiência no mundo material. Privando-os de seu Corpo Denso, nós atrapalhamos o seu progresso.

É verdade, entretanto, que certos animais matam para se alimentar. Mas tal luta pela vida entre diferentes espécies tem por objetivo despertar a consciência ainda obscura dos seus participantes. E ela não pode ser comparada à caça praticada pelo ser humano moderno, nem à matança sistemática organizada nos abatedouros.

A despeito do aspecto moral da morte dos animais, não se deve esquecer que a carne de cadáveres contém os venenos da putrefação. O sangue venoso contém igualmente substâncias tóxicas que são a origem de diferentes doenças.

Os animais que nós comemos são mais avançados que os vegetais e as células das quais eles são constituídos possuem uma certa individualidade que nós, o Ego humano, deve dominar antes de poder assimilá-las. Como resultados, tem-se uma fadiga do organismo e uma fraqueza prematura do Corpo Denso.

Além disso, no momento em que um animal é morto bruscamente, suas paixões ficam na carne que nós comemos, assim como os desejos recorrentes do Espírito-Grupo que incita à reprodução, porque o principal objetivo de um Espírito-Grupo é o de perpetuar sua espécie. Se juntamos a isso a influência dos Espíritos Lucíferos, que excitam os instintos baixos da natureza humana, nós compreendemos facilmente por que o ser humano é tão fortemente impulsionado a desperdiçar sua força sexual criadora.

Por todas essas razões a comida carnívora, que encorajou a agressividade e astúcia do ser humano primitivo indolente, deve agora ser abandonada. Porque os comedores de carne são necessariamente assassinos. Se eles não matam eles mesmos os animais que comem, eles o fazem para os outros, evitando assim de “sujarem as mãos”.

Na lenda do Santo Graal, no começo da narrativa, Parsifal mata um ganso. Mas, quando ele toma consciência da gravidade desta ação maldosa, ele se arrepende de seu gesto, quebra seu arco e se torna “inofensivo”. Todos aqueles que querem progredir no sentido espiritual devem possuir essa qualidade e se abster de comer carne animal. Eles devem igualmente se abster de tomar bebidas alcoólicas.

Assim que a humanidade tomou plena consciência do Mundo Físico, após o dilúvio e a dissipação da névoa espessa que recobria Atlântida, o vinho (aqui símbolo das bebidas alcoólicas) foi, ele também, incorporado à sua alimentação. A Bíblia nos diz que isto começou no momento em que “Noé planta a vinha”.

O álcool tem como efeito entorpecer, adormecer o Ego humano e de neutralizar a atividade da Hipófise (Corpo Pituitário) e da Glândula Pineal (Epífise Neural), que são os órgãos da percepção espiritual. Estes se tornam incapazes de vibrar em harmonia com os Mundos superiores e, assim nós perdemos pouco a pouco consciência de tudo o que não pertencia ao Mundo material (necessário naquele momento da evolução para dominarmos a Região Química do Mundo Físico e, assim, tornarmo-nos especialistas na matéria química, assim como os Anjos são especialistas na matéria Etérica e os Arcanjos na matéria de Desejos).

Quando tínhamos o conhecimento dos Mundos espirituais – naquele momento desse Esquema de Evolução –, não levávamos suficientemente a sério a nossa passagem pelo Mundo Físico. E, assim, para fazermos esquecer, durante alguns renascimentos, nossa verdadeira natureza e nossa estadia nos Mundos celestes o vinho (as bebidas alcoólicas) foram incorporado a nossa alimentação. Além desse efeito adormecedor, as bebidas alcoólicas desempenharam um importante papel para dominar as células da carne animal, pois possuem uma certa individualidade, antes de assimilá-las como alimentos para nós.

Imaginando que possuíamos apenas uma única e curta vida, concentramos nossos esforços no desenvolvimento do Mundo material e aprende, assim, as lições que só podem lhe ser ensinadas nesse Mundo Físico. Desenvolvemos, em particular, nossas faculdades intelectuais aplicadas aqui, nos esforçando para descobrir e utilizar as Leis da Natureza a fim de melhorar nossas condições de existência ou de satisfazer o alcance do nosso objetivo que, como já dissemos acima, era de dominarmos a Região Química do Mundo Físico e, assim, tornarmo-nos especialistas na matéria química.

Aprendemos, igualmente – mesmo que não nos demos conta disso –, a nos conformar às Leis da moral Divina, cuja transgressão é, também, perigosa assim como aquela das leis físicas, porque tal transgressão tem como consequência os sofrimentos do Purgatório e seus eventos infelizes do destino.

O consumo de bebidas alcoólicas apresenta, entretanto, inúmeros inconvenientes. O Ego humano não tem o poder de dominar as vibrações muito rápidas do álcool e não pode assimilar tal substância. Nos casos de embriaguez, o álcool toma perigosamente o controle da Personalidade. Não obstante, muitas pessoas apreciam seus efeitos eufóricos e abusam dessa bebida no detrimento de sua saúde.

Na interpretação literal das “Bodas de Caná”[1] – que lemos na Bíblia –, nós consideramos que o “Cristo transformou a água em vinho”.

Na verdade, o significado profundo destas “Bodas” é o “Casamento Místico”, no qual a realização é completamente incompatível com o consumo de álcool. Mas se nós nos apegamos à explicação corriqueira, nós podemos dizer que o Cristo ratificou o uso do vinho no que concerne à humanidade comum. E são por essas razões que nós acabamos de explicar tal questão.

Entretanto, nós assistimos agora ao fim da Era do vinho, porque o momento é chegado para tomarmos conhecimento da nossa verdadeira natureza. Não é mais concebível que passemos nossa vida toda sem saber de onde viemos, para onde vamos e o que temos a fazer na Terra. É por isso que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz deram todas as explicações necessárias que concernem a condição humana na Cosmogonia dos Rosacruzes (relatada no livro Conceito Rosacruz do Cosmos).

Não seria, todavia, necessário imaginar que é suficiente parar de comer carne animal e de tomar bebidas alcoólicas para obter os poderes espirituais. Esses são desenvolvidos apenas pela santidade da vida e das ações caridosas e desinteressadas – ou seja: serviço amoroso e desinteressado aos nossos irmãos e as nossas irmãs, com que temos a nossa rede de relacionamentos durante toda uma vida aqui –, mas uma alimentação apropriada, sem o consumo da carne animal e sem tomar bebidas alcoólicas é um acompanhamento indispensável. Ademais, os nossos Corpos Densos foram impregnados destas substâncias durante inúmeras gerações e um certo tempo se faz necessário para eliminar completamente os efeitos delas na construção dos nossos Arquétipos e, consequentemente, dos nossos Corpos aqui. Até para uma pessoa deixar de se alimentar usando carnes animais o processo pode não ser imediato, mas aos poucos.

De qualquer forma, como o consumo da carne animal e das bebidas alcoólicas atrapalham esse processo, nenhum “comedor de carne animal” ou “tomador de bebidas alcoólicas” pode adquirir a consciência pessoal dos Mundos espirituais.


[1] N.T.: “No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também. Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Havia ali seis talhas de pedra para a purificação dos judeus, cada uma contendo de duas a três medidas. Jesus lhes disse: “Enchei as talhas de água”. Eles as encheram até à borda. Então lhes disse: “Tirai agora e levai ao mestre-sala”. Eles levaram. Quando o mestre-sala provou a água transformada em vinho — ele não sabia de onde vinha, mas o sabiam os serventes que haviam retirado a água — chamou o noivo e lhe disse: “Todo homem serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados serve o inferior. Tu guardaste o vinho bom até agora!”. Esse princípio dos sinais, Jesus o fez em Caná da Galileia e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele.” (Jo 2:1-11).

(Traduzido do: Un Régime Végétarien, da Association Rosicrucienne Max Heindel, Centre de Paris – Texte inspiré de l’enseignement rosicrucien légué à Max Heindel par les Frères Aînés de la Rose-Croix, pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

As Nove Sinfonias de Beethoven – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Quarta Sinfonia

AS NOVE SINFONIAS DE BEETHOVEN – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Quarta Sinfonia

Por Corinne Heline

CAPÍTULO IV – QUARTA SINFONIA – SI BEMOL MAIOR – OPUS 60

“A Quarta Sinfonia é como uma donzela grega entre dois gigantes Nórdicos.”

Robert Schumann[1]

A Quarta das Nove Sinfonias foi composta no verão de 1806. Foi feita numa das mais agradáveis cercanias e sob condições de serenidade interna e externa. À sinfonia, que então surgiu, Romaine Rolland[2] se referiu poeticamente como “uma pura e perfumada flor que guarda como um tesouro o perfume daqueles dias”.

Foi dito anteriormente que o número “três” (força) é uma emanação masculina dos valores vibratórios combinados do número “um” (poder) e do número “dois” (amor). O número “quatro” (beleza) é uma emanação feminina formada pela mistura do número “um” (poder), número “dois” (amor) e número “três” (força). Assim, há uma íntima relação entre força e beleza. As duas principais colunas na entrada do Templo de Salomão têm gravadas as palavras força e beleza. É interessante notar que vários escritores encontram nas Sinfonias de Beethoven uma estreita relação entre a Terceira e a Quarta. A Terceira Sinfonia está centralizada em poder e força e a Quarta Sinfonia, em amor e beleza. “Em suas características masculinas”, escreve Alexander Wheelock Thayer[3], “Beethoven atinge o cimo das montanhas com fogo celestial; em suas características femininas, ele enche os vales com doçura celestial”. Esta, a proeminentemente feminina Quarta Sinfonia, ele ouve como a “sinfonia do sonho”.

No desenvolvimento da força anímica pura, a beleza está sempre latente em seu coração, e a essência da verdadeira beleza espiritual será sempre encontrada para possuir uma certa força interna. A Quarta Sinfonia tem sido chamada de Sinfonia da felicidade e seus quatro movimentos identificados com as qualidades de serenidade, felicidade, beleza e paz.

Considerando as quatro partes, o introdutório Adagio é caracterizado por uma doçura angelical; possui uma profunda e mística serenidade. “Sua forma é tão pura e o efeito de sua melodia tão angelical”, escreve Hector Berlioz, “e tão irresistível ternura que a arte prodigiosa através da qual essa perfeição é atingida desaparece completamente. Desde os primeiros compassos, somos tomados por uma emoção que chega ao final tão poderosa em sua intensidade, que só entre os gigantes da arte poética podemos encontrar algo comparável com essa sublime página do gigante da música”; ele conclui, “a impressão produzida por esse Adagio se parece com aquela que experimentamos quando lemos o comovente episódio de Francesca da Rimini[4] na Divina Comédia[5].

O segundo movimento, um Adagio em Mi bemol Maior, respira um fervor que outra vez alguns comentaristas procuraram ligar à vida amorosa pessoal do compositor. Mas aqui, Berlioz, como Wagner, percebe a verdadeira, sublime e impessoal fonte de inspiração de Beethoven. “O ser que escreveu tal maravilha de inspiração como esse movimento”, diz Berlioz, “não é um homem. Deve ser a canção do Arcanjo Miguel quando contempla a sublevação do limiar do Céu”.

O terceiro movimento (Allegro Vivace[6]) invoca um completo deleite. É brilhante e fascinante. Há felicidade nas cordas, nos instrumentos de sopro e no harmônico soar dos tambores. É uma verdadeira canção de beleza que a alma receptiva vem realizar como imortal em si mesma, não tendo nem começo nem fim. Nesse ponto, somos levados a exclamar com Wagner de que é música que não pode ser entendida de outra forma a não ser através da “ideia de magia”.

O Finale termina numa “brilhante perspectiva em que a harmonia dos Mundos visível e invisíveis se encontram e se comunicam. Ele respira uma doce e terna bênção de paz. É a paz que vem só para a alma que aprendeu a transmutar as dificuldades e problemas em pura beleza anímica. O mais alto significado do número “quatro” é essa habilidade do iluminado, ou cristianizado, se elevar sobre as limitações da vida humana e vagarosa, mas certamente, transformar o áspero Ashlar[7] em um perfeito cuboide.

A QUARTA INICIAÇÃO

A Quarta Iniciação está relacionada com a quarta camada da Terra chamada de Estrato Aquoso. Lá estão refletidas as forças da esfera mental da Terra conhecida como Região do Pensamento Concreto. A Terceira Iniciação tem a ver com a superação da natureza de desejo. O próximo passo na realização é a iluminação ou espiritualização da Mente. Isso envolve longos e árduos processos e necessita de muitas vidas para sua completa consumação. Para a pessoa comum, a Mente é escrava da Personalidade. A vida está completamente centrada no “Eu” ou naquilo que se relaciona com a vida pessoal. Quando o ser entra no Caminho, aprende a desligar a Mente da Personalidade gradualmente e a ligá-la com o Espírito. É então que a Mente se torna uma luz, uma luz que ilumina o mundo. A vida e o trabalho de tal ser traz a marca da imortalidade.

Um dos mais profundos livros da Bíblia e uma das mais belas lendas iniciáticas em toda a literatura mundial é o Livro de Jó. É a história do Grande Triunfo. Enquanto o Espírito está ligado aos três amigos, o Corpo Denso, o Corpo de Desejos e a Mente, a Personalidade está sujeita a todas as dificuldades e limitações da vida física tais como pobreza, doença e morte.

O acontecimento supremo na vida de Jó foi o aparecimento de Eliú[8]. Sua vinda vitoriosa representa a separação da Mente da Personalidade e sua união com o Espírito. Essa iluminação ou Cristianização da Mente é a realização relatada na Quarta Iniciação e descrita musicalmente na Quarta Sinfonia. Quando Jó alcança esse estágio de desenvolvimento espiritual, seu Corpo Denso é recuperado, sua saúde se restabelece e até a vida de seus filhos é restituída. Jó é agora, nas palavras do poeta, “o senhor de seu destino e o capitão de sua alma”[9].

Na Quarta Iniciação, as forças do Mundo do Pensamento estão refletidas na quarta camada, chamada de Estrato Aquoso. Esse reino não é composto de água como pensamos desse elemento, mas é cheio de uma névoa luminosa e prateada, na qual estão refletidos os modelos arquetípicos que estão por trás de todas as coisas criadas.

O Mundo do Pensamento Concreto, onde está o Segundo Céu, é o lar de todos esses modelos arquetípicos. É lá, entre as vidas na Terra, que o Ego passa muito tempo aprendendo como construir o Arquétipo que será o modelo do seu próximo corpo terreno.

É importante notar que é no plano mental que esses modelos arquetípicos são construídos, pois isso nos dá um conceito mais claro do tremendo poder do pensamento criador. Na Quarta Iniciação, o candidato aprende como usar o poder construtivo e criativo do pensamento e a realização de que, por esse modo, ele constrói ou destrói sua vida. Pelo poder do pensamento, ele pode se degradar ou se glorificar. Os movimentos metafísicos Cristãos estão prestando um importantíssimo serviço no mundo de hoje ao considerarem o poder do pensamento construtivo como seu ensinamento fundamental. É verdade que os pensamentos são coisas. A Bíblia expressa essa profunda verdade na citação: “Como um homem pensa em seu coração, assim ele é.”[10].


[1] N.T.: Robert Alexander Schumann (1810-1856) foi um pianista, compositor e crítico musical alemão.

[2] N.T.: Romain Rolland (1866-1944) foi um novelista, biógrafo e músico francês.

[3] N.T.: Alexander Wheelock Thayer (1817-1897) foi um bibliotecário e jornalista americano que se tornou o autor da primeira biografia acadêmica de Ludwig van Beethoven, ainda após muitas atualizações considerada uma obra padrão de referência sobre o compositor.

[4] N.T.: Francesca da Rimini (Francisca da Polenta) (1255–1285) foi uma nobre medieval italiana, filha de Guido da Polenta, governante de Ravena, fonte de inspiração de Dante Alighieri, que a retratou na Divina Comédia. Seu pai, Guido da Polenta, era o governante da cidade e estava em guerra com a família Malatesta, de Rimini. Quando as famílias negociaram um acordo de paz, por conveniência, Guido concedeu Francesca em casamento para Giovanni Malatesta (Gianciotto), o filho mais velho de Malatesta da Verucchio, lorde de Rimini. Giovanni era um homem culto, porém de péssima aparência e tinha o corpo deformado. Guido sabia que Francesca não concordaria com o casamento de modo que ele foi realizado por procuração através do irmão mais novo, Paolo Malatesta, que era jovem e bonito. Francesca e Paolo não demoraram a se apaixonar. De acordo com Dante, Francesca e Paolo foram seduzidos pela leitura da história de Lancelote e Ginevra, e se tornaram amantes. Posteriormente foram surpreendidos e assassinados por Giovanni. Dante utilizou o romance de Lancelot, a fim de caber no âmbito do regime de amor poesia lírica, que emula Francesca no Canto V do Inferno.

[5] N.T.: A Divina Comédia (em italiano: La Divina Commedia, originalmente Comedìa e, mais tarde, denominada Divina Comédia por Giovanni Boccaccio) é um poema de viés épico e teológico da literatura italiana e mundial, escrito por Dante Alighieri no século XIV e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

[6] N.T.: Chama-se de andamento o grau de velocidade do compasso. No italiano, idioma utilizado tradicionalmente na música, andamento se traduz como tempo, frequentemente usado como marca em partituras. Por exemplo o Allegrissimo ou Allegro vivace – é muito rápido: 172–176 bpm (batidas por minuto).

[7] N.T.: Ashlar é a melhor unidade de alvenaria de pedra, geralmente cuboide retangular, mencionada por Vitruvius como opus isodomum, ou menos frequentemente trapezoidal. Cortado com precisão “em todas as faces adjacentes às de outras pedras”, o silhar é capaz de fazer juntas muito finas entre os blocos, e a face visível da pedra pode ter a face da pedreira ou apresentam uma variedade de tratamentos: trabalhado, polido suavemente ou processado com outro material para efeito decorativo. Os blocos de Ashlar têm sido usados ​​na construção de muitos edifícios como uma alternativa ao tijolo ou outros materiais. A palavra é atestada no inglês médio e deriva do francês antigo aisselier, do latim axilla, diminutivo de axis, que significa “prancha”.

[8] N.T.: ou Elihu é um crítico de Jó e seus três amigos no Livro de Jó da Bíblia Hebraica. Diz-se que ele era filho de Barachel e descendente de Buz, que pode ter sido da linha de Abraão (Gn 22:20-21 menciona Buz como sobrinho de Abraão). Eliú é apresentado em Jó 32:2, no final do Livro de Jó. Seus discursos compreendem os capítulos 32-37, e ele abre seu discurso com mais modéstia do que os outros consoladores. Eliú se dirige a Jó pelo nome (Jó 33:1, 33:31, 37:14) e suas palavras diferem daquelas dos três amigos em que seus monólogos discutem a providência divina, que ele insiste estar cheia de sabedoria e misericórdia. O prefácio do narrador Jó 32:4-5 e as próprias palavras de Eliú em Jó 32:11 indicam que ele estava ouvindo atentamente a conversa entre Jó e os outros três homens. Ele também admite seu status como alguém que não é um ancião (32:6-7). Como revela o monólogo de Eliú, sua raiva contra os três anciãos era tão forte que ele não conseguia se conter (32:2-4). Um “jovem raivoso”, ele critica tanto Jó quanto seus amigos: Tenho palavras para responder a você e seus amigos também. Eliú afirma que os justos têm sua parte de prosperidade nesta vida, não menos que os ímpios. Ele ensina que Deus é supremo, e que a pessoa deve reconhecer e se submeter a essa supremacia por causa da sabedoria de Deus. Ele extrai exemplos de benignidade, por exemplo, das constantes maravilhas da criação e das estações. Os discursos de Elihu terminam abruptamente e ele desaparece “sem deixar rastro”, no final do Capítulo 37.

[9] N.T.: do poema “Invictus” do poeta inglês William Ernest Henley (1849–1903).

[10] N.T.: Pb 23:7

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Aqui a Quarta Sinfonia em MP3:

Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 1. Adagio, Allegro Vivace
Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 2. Adagio
Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 3. Allegro Vivace
Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 4. Allegro Ma Non Troppo
PorFraternidade Rosacruz de Campinas

As Nove Sinfonias de Beethoven – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Terceira Sinfonia

AS NOVE SINFONIAS DE BEETHOVEN – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Terceira Sinfonia

Por Corinne Heline

CAPÍTULO IIITERCEIRA SINFONIA – MI BEMOL MAIOR – OPUS 55 – EROICA

“O coração de Beethoven estava cheio de fogo divino e ele não conhecia a fronteira; todo o Céu e toda a Terra eram seus campos de exploração onde ele amava, sonhava, sofria imensamente e despejava seus sentimentos dentro de sua arte. Transformava tudo o que tocava, tornando luminoso com fogo divino. Em Viena, ouvi pela primeira vez uma de suas sinfonias, a “Eroica”. A partir daí, tive só um pensamento: estar em contato com este grande gênio e vê-lo pelo menos uma vez.”

Rossini[1]

“Seus gloriosos temas e a majestosa beleza de seu pensamento musical permitem que ela permaneça mais de cem anos após sua composição como uma das principais obras da criatividade musical.”

E. Markham Lee

“A música da ‘Eroica’ é profunda, magnificamente ilustrativa de um heroísmo idealístico. Tipifica o puro espírito do heroísmo idealizado e universalizado. O Primeiro Movimento expressa o heroísmo da intrepidez dentro da qual a fé se torna o grande poder transformador que purifica e exalta. A Marcha Fúnebre não contém a representação da morte como tal, mas eleva, exalta e proclama os poderes da Vida Eterna, pois o amplo perfil do conceito de Beethoven não contém nenhuma sombra da morte.

O Scherzo expressa e mantém esta confiança e serenidade enquanto o Finale é ansioso e alegre com todo o conhecimento consciente do grande profeta musical, um brilhante prenúncio das forças do nascer do Sol mais tarde realizadas nos inspiradores compassos da Nona Sinfonia.”

John N. Burk em “Life and Works of Beethoven”

A Terceira das Nove Sinfonias, conhecida como Eroica[2], foi iniciada em 1803 e finalizada no ano seguinte. Foi apresentada pela primeira vez em Viena em 1805.

A nota-chave espiritual da Terceira Sinfonia é “Força”.O número três é formado pela união do “um” (poder) com o “dois” (amor). Nasce, dessa união, o terceiro atributo, a “força”. É esse poder anímico da força que se torna o tema básico da Terceira Sinfonia de Beethoven.

A verdadeira grandeza de Beethoven começou a se manifestar nesse estupendo trabalho. Aqui está a música de força concentrada e dinâmica. Sua concepção é tão vasta que a caneta era incapaz de acompanhar o esquema cósmico que foi revelado a ele em todas as suas proporções colossais. Cada compasso traz um heroico timbre. Essa não é uma música convencional, mas uma transcrição de celestiais melodias que, como uma melodia não interrompida, move-se em longas correntes de altos e baixos, uma poderosa sinfonia na qual as correntes da vida e da morte, ou vida transcendente, competem entre si em glória celestial.

Todos os críticos concordam com o espírito de universalidade que permeia essa Sinfonia. A magia tonal sobe aos picos das montanhas e desce aos vales subterrâneos, banhando toda a Terra com luz fulgurante. A recapitulação reafirma os temas num ritmo de crescente força e beleza.

A Terceira Sinfonia foi especialmente querida ao coração de Beethoven. Muitos dos que o conheceram intimamente disseram que essa Sinfonia, a Eroica, era sua favorita. A maioria dos comentaristas associaram essa Sinfonia a um significado político especial. No entanto, são os mais profundos e esotéricos aspectos nos quais estamos primeiramente interessados.

Essa sinfonia, como todas as Nove Sinfonias de Beethoven, está dividida em quatro partes designadas de Allegro, Marcha Fúnebre, Scherzo e Finale.

A natureza e sequência das quatro partes ocasionaram muitas e variadas especulações sobre o que o compositor tinha em mente quando criou a sinfonia. O alegre Scherzo que segue a Marcha Fúnebre tem deixado os comentaristas perplexos, mas, nas palavras de Robert Bagar e Louis Biancolli no livro “Concert Companion”, “ao musicólogo, ao historiador e ao romancista podem ser permitidas interpretações, mas a música permanece como um monumento à uma Mente grande e poderosamente expressiva cujos pensamentos e imaginações, quaisquer que tenham sido, se cristalizaram no brilhante e irresistível modelo de uma criação eterna”.

Com relação à impropriedade do alegre Scherzo vir imediatamente depois da Marcha Fúnebre que alguns sentiram, isso não apresenta dificuldade de interpretação à luz da profunda experiência anímica. Quando um Aspirante à vida superior entra sinceramente no Caminho da Transmutação da natureza inferior em superior, as experiências adquiridas são frequentemente cheias de falhas e frustrações, com dor e tristeza. Muitas vezes, os sons no coração do buscador, os solenes e enlutados tons da marcha fúnebre, retratam a renúncia do “Eu inferior”. Com o alcance dessa recém encontrada força anímica, no entanto, o Espírito renovado canta sua alegria e seu deleite, como expressado no Scherzo. Nas palavras de Davi, o doce cantor de Israel, “A tristeza permanece à noite, mas a alegria vem de manhã[3].

O Iniciado músico Richard Wagner expressou-se sobre os valores internos e profundos incorporados nessa Sinfonia com tal inspiração espiritual que nós transcrevemos aqui. Em suas palavras inspiradas, o primeiro movimento “é para ser considerado em seu sentido amplo e nunca é para ser entendido, de forma alguma, como relacionado meramente a um herói militar. Se nós entendemos, no sentido amplo, por ‘herói’, o ser humano total e completo no qual estão presentes todos os sentimentos de amor puramente humanos, de dor, de força em sua mais alta suficiência, então nós iremos corretamente entender o que o artista desperta em nós nas acentuações de seu trabalho tonal. O espaço artístico desse trabalho está cheio de variados e crescentes sentimentos de uma individualidade forte e consumada, para a qual nenhum humano é um estranho, e inclui verdadeiramente dentro de si todo o sentimento humano, exprimindo isso de tal maneira que, depois de manifestar francamente toda a paixão nobre, termina dentro de uma enorme suavidade de sentimento, apegado à mais energética força. A tendência heroica desse trabalho artístico é o progresso em direção à conquista final”.

Para Wagner, o primeiro movimento “abraça, como num forno brilhante, todas as emoções de uma natureza ricamente abençoada no auge de uma juventude inquieta, contudo, todos esses sentimentos brotam de uma principal faculdade e esta é a ‘força’… Vemos um Titã lutando com os deuses”.

Do segundo movimento, com sua “força destruidora que alcança a crise trágica, o poeta musical reveste sua proclamação na forma musical de uma Marcha Fúnebre. A emoção subjugada por profunda aflição, movendo-se em tristeza solene, conta-nos sua história em tons agitados”.

Romaine Rolland[4] considerou a Marcha Fúnebre “uma das mais grandiosas coisas em música. É um cortejo”, ele observa, “das atribulações mundanas mais do que uma elegia para Napoleão”, e Pitts Sanborn[5] denominou-a “uma das mais tremendas lamentações concebidas em qualquer arte”.

Do terceiro movimento, Wagner diz: “força roubada de sua arrogância destrutiva – pela castidade de seu profundo pesar – o terceiro movimento mostra em si toda a sua flutuante alegria. Sua indisciplina selvagem modelou-se em fresca e alegre atividade; temos diante de nós agora esse adorável homem feliz que passa cordial pelos campos da Natureza”. Esse é o primeiro Scherzo de Beethoven e é considerado por muitos como sendo um entre os melhores.

No Finale, tremendas doses de força exultante são libertadas proclamando o alcance do autodomínio. É música dentro da qual cada átomo físico se afina com a música das esferas.

Como entendido por Wagner, o Finale representa o ser humano todo, isto é, “o ser humano profundamente sofredor e o ser humano feliz e alegre, os dois vivendo harmoniosamente nessas emoções em que a memória do sofrimento se torna a força formadora de nobres feitos”.

As citações wagnerianas nós devemos a Laurence Gilman em seu livro “Stories of Symphonic Music”.

A linguagem humana pode, no máximo, transmitir muito deficientemente a essência espiritual e o significado de trabalhos artísticos que brotam de uma consciência capaz de afinar com os mais altos planos espirituais através de uma Personalidade que possui a rara habilidade de transcrevê-las para uma clara audição humana. Que Wagner tenha a percepção de reconhecer valores internos na Terceira Sinfonia de Beethoven, mais completa e claramente que outros mortais, está amplamente demonstrado no esoterismo que forma a estrutura interna de todos os seus trabalhos imortais. Então, o que ele tem a dizer sobre a Terceira Sinfonia de Beethoven é mais do que uma coisa superficial, mais do que alcançar seu significado por uma mera audição.

Por exemplo, quando Wagner fala do Finale como sendo um resumo das tristezas e lutas do ser humano finalmente combinadas harmoniosamente em suas experiências criativas e alegres, das quais brota uma forma de arte que possui “força para nobres realizações”, ele está concordando com Pitágoras, que deu ao “três” o atributo da harmonia e também afirmou a verdade de que as experiências adquiridas estão sempre repletas de falhas, e o simbolismo do número “três” da Maçonaria que suporta os pilares da sabedoria, da força e da beleza.

Mais do que isto, Wagner fala do Finale como representativo do “ser humano total”, o “ser humano total que grita para nós a declaração de sua Divindade”.

Considerem essa afirmativa em relação ao campo vibratório do “três” dentro do qual a Terceira Sinfonia toma forma. Em toda parte, entre os antigos, o número “três” era considerado o mais sagrado dos números. Não há símbolo mais importante do que o triângulo equilátero usado como símbolo da Divindade. Platão viu nele a imagem do Ser Supremo e, de acordo com Aristóteles, o número “três” contém dentro de si o princípio e o fim. Era na Trindade que Platão se identificava com o Ser Supremo que criou o ser humano ou, nas palavras de Wagner, “o todo, o ser humano total, o ser humano que grita para nós a declaração de sua Divindade”. Nesse breve comentário de Wagner, nós temos uma declaração de um Iniciado interpretando o que um ser de eminente criatividade compôs para a audição de ouvidos que percebem menos.

Da Terceira Sinfonia, Pitts Sanborn tem para dizer: “O ‘três’ incorpora os desenvolvimentos com os quais Beethoven revolucionou a Sinfonia. Em amplitude e opulência, nenhum movimento sinfônico igualou ou mesmo se aproximou do inicial Allegro con brio, e podemos duvidar se algum o exceder subsequentemente. Ouvintes sensíveis, ouvindo-o pela primeira vez, poderiam bem ter gritado como Miranda: ‘Ó bravo novo mundo!’”.

A luta suprema que confronta todo ser humano é a conquista da Personalidade pelos poderes do espírito. Essa é a batalha na qual todo Ego está engajado muitas vezes em todo ciclo de vida e, quando a vitória é finalmente consumada, o Espírito se levanta livre, emancipado, vitorioso. É esse conflito e vitória que Beethoven descreveu tão magnificamente em sua “Eroica”. É sem dúvida por essa razão que Beethoven afirmou que essa composição era a sua Sinfonia favorita.

TERCEIRA INICIAÇÃO

A Terceira Iniciação Menor está conectada com o terceiro Estrato da Terra conhecido como Estrato Vaporoso. Nesse Estrato está refletido o Mundo do Desejo. Aqui, compreendemos como nunca a relação entre nós e o Planeta em que vivemos. Aqui entendemos como a nossa indomável natureza de desejo influencia e libera certas forças sinistras dentro da correspondente camada na Terra. Também compreendemos como o controle dos desejos dentro de nós tende a impedir a operação das forças destrutivas dentro do corpo da Terra. Por exemplo: se a totalidade da humanidade tivesse um completo domínio sobre a sua natureza de desejos, haveria menos devastação pelo fogo, pela água, ciclones, erupções vulcânicas e outros violentos transtornos da natureza. Isso pode, à primeira vista, parecer estranho e inacreditável para aquele que não penetrou nos segredos internos da natureza e do ser humano. Foi o completo controle da natureza inferior nos três homens sagrados descritos no Livro de Daniel que os capacitou a se manterem vivos na “fornalha de fogo”[6]. Pela mesma razão, homens sagrados na Índia e em outros lugares atravessam florestas sem serem molestados por animais ferozes e répteis venenosos. Ao meditar sobre estes fatos, compreendemos mais profundamente o significado das palavras de Salomão: “Aquele que controla a si mesmo é maior do que o que toma uma cidade[7]. Richard Wagner expressou essa mesma verdade em Parsifal[8] dando como sua nota-chave “Grande é a força do desejo, mas maior é a força da superação”. Esse é o poder que forma o tema da Terceira Sinfonia de Beethoven.

Somente aquele que atingiu o completo domínio de si mesmo, tal como Beethoven descreve na “Eroica”, pode entrar com segurança e investigar os reinos do Mundo do Desejo da Terra.

Na Terceira Iniciação as magníficas cores do Mundo do Desejo se refletem no terceiro ou Estrato Vaporoso da Terra e se transformam em um verdadeiro arco-íris de beleza translúcida. Muitas das cores ali refletidas nunca foram vistas no plano físico, pois suas frequências vibratórias são altas demais para serem captadas pela visão física. Ali, o candidato aprende a controlar os ritmos do desejo dentro de seu corpo e a transformá-los em poder espiritual. Nas Iniciações Maiores ele também aprende como controlar as correntes de desejo no Mundo externo como, por exemplo, em certos ajuntamentos de pessoas onde as emoções tendem a disparar como numa corrida; essa pessoa evoluída possui o poder de dominar essas emoções e, assim, evitar o desastre ou a tragédia.


[1] N.T.: Gioachino Antonio Rossini (1792-1868) foi um compositor erudito italiano, muito popular em seu tempo, que criou 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Il barbiere di Siviglia (“O Barbeiro de Sevilha”), La Cenerentola (“A Cinderela”) e Guillaume Tell (“Guilherme Tell”).

[2] N.T.: em italiano significa “heroica”.

[3] N.T.: Sl 30:5

[4] N.T.: Romain Rolland (1866-1944) foi um novelista, biógrafo e músico francês.

[5] N.T.: John Pitts Sanborn (1879–1941) foi um crítico musical, poeta, romancista estadunidense.

[6] N.T.: Dn 3:16-18

[7] N.T.: Pb 16:32

[8] N.T.: Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e fariam com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome. Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.

*****

Aqui a Terceira Sinfonia em MP3:

Beethoven- Symphony #3 In E Flat, Op. 55, ‘Eroica’ – 1. Allegro Con Brio
Beethoven- Symphony #3 In E Flat, Op. 55, ‘Eroica’ – 2. Marcia Funebre- Adagio Assai
Beethoven- Symphony #3 In E Flat, Op. 55, ‘Eroica’ – 3. Scherzo- Allegro Vivace
Beethoven- Symphony #3 In E Flat, Op. 55, ‘Eroica’ – 4. Finale- Allegro Molto
PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Música como um poder construtor: nossos instrumentos necessários para utilizá-la aqui e nos outros Mundos

No nosso progresso nesse Esquema de Evolução existem hoje quatro classes distintas de irmãos e irmãs que estão evoluindo:

  1. Os fracassados, aqueles que definitivamente fracassaram no Esquema de Evolução atual, e terão que voltar ao início (em outro Grande Dia de Manifestação de Deus) e começar tudo novamente;
  2. Os atrasados, que se trabalharem arduamente, terão uma oportunidade de alcançar nosso atual Esquema de Evolução e prosseguir;
  3. Os que seguem somente a base da necessidade de que estão lentamente aprendendo suas lições e, sem dúvida, serão bem-sucedidos, se continuarem no Caminho da Evolução;
  4. Os pioneiros, aqueles que avançaram e, consequentemente, estão na vanguarda da evolução, à frente nesse Esquema de Evolução.

Os do última classe estão se tornando os orientadores e líderes das segunda e terceira classes acima. Os principais, entre eles, são os Irmãos Leigos, os Adeptos e os Irmãos Maiores, que compõem as sete Escolas de Mistérios (ou Iniciações) Menores e as cinco de Mistérios (ou Iniciações) Maiores (ou Cristãs) que hoje existem na Terra.

Num passado longínquo, as principais lições que devíamos aprender estavam relacionadas à construção do Corpo, incluindo os Corpos Denso, Vital e de Desejos. Enquanto fazíamos esse trabalho, éramos dirigidos e ajudados pelas onze Hierarquias Criadoras que precederam a nossa própria (a Hierarquia Criadora de Peixes), e pelos mais avançados pertencentes a nossa Hierarquia Criadora. Do Período de Saturno até a Época Lemúrica do Período Terrestre, éramos hermafroditas e capazes de produzirmos corpos por meio do duplo poder da nossa própria força sexual criadora, isto é, nosso poder de atividade germinadora. Não tínhamos a Mente, portanto, fazíamos nosso trabalho de forma automática, e nós, o Ego, estávamos inteiramente fora dos nossos Corpos. Um registro de todo trabalho feito era fielmente impresso nos separados Átomos-sementes dos nossos três veículos Corpos: de Desejos, Vital e Denso que, então possuíamos. Havia somente três Átomos-sementes, um para cada um dos veículos, até que nos foi dado o germe da Mente (pela Hierarquia Criadora Senhores da Mente), o que resultou em um total de quatro veículos (três Corpos e um veículo incipiente) e quatro Átomos-sementes. Tanto os três Corpos como a Mente são construídos (vida após vida) por meio do poder incorporado dentro dos respectivos Átomos-sementes. O Átomo-semente é uma partícula minúscula, invisível e sonora da substância do Espírito, e é propriedade exclusiva daquele a quem foi dada.

Quando progredimos o suficiente para o próximo passo nesse Esquema de Evolução, houve uma separação dos poderes positivo e negativo (Vontade e Imaginação, respectivamente) da força da atividade germinadora em cada um, ou seja, da força sexual criadora. Metade dessa força foi dirigida para cima, para construir um cérebro e uma laringe. Cessamos de termos o poder de produzir novos corpos sem o auxílio de outro ser humano. Assim, quando renascemos manifestando ativamente o polo positivo da força sexual criadora nos expressamos com um ser do sexo masculino (com órgãos sexuais e aparelho genital masculinos). Quando renascemos manifestando ativamente o polo negativo da força sexual criadora nos expressamos com um ser do sexo feminino (com órgãos sexuais e aparelho genital feminino). Como resultado, o ser feminino, a mulher, expressa facilmente a polaridade positiva no plano mental (Pensamento Concreto), e o ser masculino, o homem, expressa facilmente a polaridade negativa no plano mental (Pensamento Concreto). No plano físico, inverte: o ser feminino, a mulher, expressa facilmente a polaridade negativa, e o ser masculino, o homem, expressa facilmente a polaridade positiva.

Uma das razões para a construção de um cérebro e de uma laringe era que o germe da Mente estava prestes a ser nos dado. A Mente, assim, precisava de um veículo físico capaz de conectá-la com o Mundo Físico. Ainda não éramos capazes de contatá-lo, exceto em uma consciência de sono com sonhos. Outra razão era que tínhamos que passar por essa fase de se expressar por meio de polaridades em cada renascimento, o que facilita a aprendizagem das lições para, depois começarmos o caminho que nos levará a expressar o poder da força de atividade geradora – a força sexual criadora – novamente em um único ser de modo a reproduzir os nossos veículos por meio do poder do pensamento e da palavra falada, usando o cérebro e a laringe como nossos instrumentos.

(Leia mais no Livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

As Nove Sinfonias de Beethoven – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Segunda Sinfonia

Por Corinne Heline

CAPÍTULO IISEGUNDA SINFONIA – RÉ MAIOR – OPUS 36

Esta Sinfonia é música que transpira serenidade, beleza, jovialidade e coragem.

Philip Hale em “Boston Symphony Notes”

A segunda das Nove Sinfonias foi apresentada pela primeira vez em Viena em 5 de abril de 1803. Sua nota espiritual é Amor. O número dois expressa o feminino ou o princípio materno de Deus. Esse princípio se manifesta como amor supremo, poder que anima toda a Sinfonia, conferindo à música tal beleza e doçura que muitos devotos das Sinfonias de Beethoven declararam ser a mais bonita de todas. A proteção aconchegante do espírito materno brota em alguns de seus movimentos. Em outros, o espírito do sacrifício, inseparável do amor materno, encontra expressão em certas melodias ternas. O scherzo transpira felicidade tão refinada que é como uma brisa de ar perfumado. Tem o efeito de elevar e refrescar um espírito desanimado.

A surdez crescente de Beethoven serviu para livrá-lo das distrações do mundo físico, de modo que ele deve ter captado as harmonias celestiais que estão sempre vibrando através do nosso cosmos ordenado.

A qualidade tonal da Segunda Sinfonia é cheia de cores orquestrais que conferem à sua música uma qualidade e uma luminosidade desde o início até o final.

O primeiro movimento produz um efeito de um brilhante nascer do Sol. O larghetto[1] soa em cores suaves como um variado jogo de luz e sombra numa superfície clara. O scherzo brilha e faísca em júbilo vivaz e beleza, explodindo em contrastes dinâmicos no finale.

Sob apelos melódicos delicados e um tom de esplendor, essa Sinfonia está cheia de “episódios ousados” com insinuações de outros mundos e ecos tênues que confundiram os críticos da época.

Esse movimento, com suas súbitas explosões de acordes e modulações caprichosas, foi severamente criticado pelos revisores do tempo de Beethoven, mas foram também eles que reconheceram seus efeitos tonais como verdadeiramente magníficos. Beethoven sempre trabalhou dentro de estrutura de espaços ilimitados.

Berlioz, em seu comentário sobre essa Sinfonia, afirma que “o andante é uma canção pura e franca… cujo caráter não é removido do sentimento de ternura que forma o estilo nítido da ideia principal. É uma figura encantadora”, ele continua, “de prazer inocente que é dificilmente obscurecida por uns poucos acentos melancólicos”. Berlioz então descreve o scherzo como “francamente alegre na sua fantástica volubilidade como o andante foi completo e serenamente feliz; pois essa Sinfonia está sorrindo o tempo todo; as explosões do primeiro allegro estão totalmente livres de violência; há só o ardor juvenil de um nobre coração no qual as mais bonitas ilusões da vida são preservadas imaculadas. O compositor ainda acredita em glória imortal, em amor e devoção. Que naturalidade em sua jovialidade… É como se você estivesse vendo os esportes mágicos dos espíritos graciosos de Oberon[2]”.

“O ‘finale’, ele acrescenta, “é da mesma natureza”. “Um segundo scherzo em binário e sua jovialidade tem talvez algo ainda mais delicado, mas picante.”

Depois de uma das primeiras apresentações dessa Sinfonia em Leipzig[3] em 1804, um crítico de discernimento maior que o contemporâneo asseverou que era uma composição de ideias tão boas e ricas que permaneceria viva e que “sempre seria ouvida com renovado prazer mesmo quando mil coisas que hoje estão em moda estivessem enterradas”.

Como essa Sinfonia foi escrita sob circunstâncias de uma natureza depressiva, em virtude de enfermidades físicas que o compositor sofria e as notícias esmagadoras sobre Guilietta Guicciardi[4], uma aluna por quem tinha se apaixonado e que se casara com o Conde Gallenberg, os críticos não deixaram de comentar a contradição entre o sentimento pessoal melancólico do compositor e a música jovial e adorável que ele escreveu em sua Segunda Sinfonia.

A resposta à questão feita por essa circunstância é geralmente dada por um comentarista que concluiu que “em vista da tragédia daquele verão, esta Sinfonia deve talvez ser vista como um escape”.

Se Beethoven tivesse vivido para fins pessoais, tal explicação seria, com toda a probabilidade, completamente verdadeira. Mas Beethoven viveu para servir a objetivos universais e impessoais. Ele dedicou sua vida para trazer para a humanidade a cura e as forças redentoras da beleza através da mais elevada de todas as artes, a arte da música. Beethoven foi um Ego titânico funcionando dentro das limitações de uma forma pessoal. Quando ele se entregou para trazer do Mundo celeste suas comunicações musicais inspiradas, sua consciência ascendeu a níveis onde o que é puramente pessoal se perde no universal. Daí, concluímos sobre o caráter de Beethoven e sobre o propósito espiritual que, no caso da composição da Segunda Sinfonia, a alegria e o amor que ela irradia não é o resultado de um esforço desesperado da vontade de escapar da sua provação pessoal e atribulação, mas a renúncia às suas preocupações pessoais, sejam elas de natureza pesarosa ou de natureza exultante de alegria, a transmissão impessoal daquilo que o mundo do som era capaz de conferir ao homem através de um Ego qualificado para servir com tão exaltada capacidade.

Marion M. Scott[5], em “Master Musicians Series”, observa, com relação à Segunda Sinfonia, que, enquanto Beethoven andava nas campinas de Heiligenstadt[6], sua Mente perambulava pelos Campos Elíseos[7]. Em outras palavras, enquanto sua Personalidade estava andando aqui, na Terra, seu “Eu superior” estava voando lá em cima, nos Céus. Foi então que ele viu, nas palavras de Marion Scott, “como acontece nas cadeias de montanhas além do mar e nas cadeias de montanhas intermediárias uma radiante visão das montanhas distantes no horizonte – ele viu a Alegria”. Aquela visão, ele nos deixou na Segunda Sinfonia.

Como previamente foi dito, o tema principal da Segunda Sinfonia é Amor. Do amor brota confiança, serenidade, alegria e aquela grande paz que ultrapassa a compreensão. Todas essas qualidades são lindamente expressas através da Sinfonia que conclui na nota triunfante de que o Espírito é supremo e que é possível para ele permanecer liberto e intocado por todas as desarmonias e desilusões do mundo externo. Emerson[8] expressou isso muito apropriadamente quando escreveu: “É só o finito que tem trabalhado e sofrido; o infinito descansa em repouso sorridente”. Essa é a mensagem inspiradora da Segunda Sinfonia.

SEGUNDA INICIAÇÃO

A Segunda Iniciação está conectada com o segundo envoltório da Terra chamado de Estrato Fluídico. Nele, estão refletidas as forças harmoniosas e pulsantes da Região Etérica do Mundo Físico. O trabalho dessa Iniciação tem a ver com o segredo dos Éteres, incluindo os seres que habitam essa Região. Neles, estão incluídos os Espíritos da Natureza que fazem muito para embelezar a Terra. A Região Etérica do Mundo Físico transcende a esfera de escuridão e morte. Aqui o ser se move em luz perpétua e numa região de vida imortal.

Existem quatro Éteres com os quais estamos relacionados. Os dois Éteres inferiores estão relacionados com a nossa vida no plano físico, na Região Química do Mundo Físico; quanto mais terreno for o nosso caráter, mais densos são estes dois Éteres no nosso Corpo Vital. Os dois Éteres superiores se relacionam com as nossas atividades espirituais e estéticas. Têm a ver com nossas faculdades superiores. Por isso, quanto mais sensível a nossa natureza, mais nos tornamos orientados para o desenvolvimento espiritual e mais rápido é o nosso avanço no caminho.

São Paulo se referiu ao nosso corpo como o Templo do Deus vivo. Os dois pilares que apoiam esse templo são os dois sistemas nervosos, o cérebro-espinhal e o simpático. Esses dois sistemas estão diretamente relacionados com as Iniciações. Diz-se que, nestes tempos caóticos e incertos, a grande maioria da humanidade está afetada de certa maneira por desajustamentos nervosos. Isso é porque nós não aprendemos a adaptar corretamente a nossa vida e as atividades ao fluxo e refluxo das forças etéricas. Quando entendermos essas forças internas e vivermos mais em harmonia com as leis que governam os planos Etéricos, nos tornaremos sensíveis e receptivos a essa bela e sutil influência. O corpo humano do futuro será enormemente diferente do que é hoje. Possuirá faculdades de tal ordem que dificilmente são imaginadas no presente.

O primeiro movimento com suas súbitas explosões de acordes caracteriza a Hierarquia dos Anjos, que é especialista na manipulação das forças Etéricas. Os Anjos, que prestam auxílio à Terra, entram em contato com ela através do plano Etérico. Embora estejam presentes no espaço que a envolve, sua presença não é sentida por causa da falta de visão Etérica. Essa oitava superior da visão se tornará bastante comum no curso da Era de Aquário. Uma maravilhosa irmandade e um companheirismo serão então estabelecidos entre os Reinos de Vida Humano e dos Anjos.

Na terna beleza e delicadeza, na doçura e pureza de muitas passagens dessa Segunda Sinfonia, Beethoven descreve algo da sublimidade dessa Região e a beleza e luz dos seres angélicos que a habitam.

Novamente citando o Sr. Scott, “Havia em Beethoven algo que transcendia a ética de Ésquilo[9] e Sófocles[10] – algo que o colocava ao lado do cego Homero[11] e Virgílio[12] cujos altos pensamentos refletiam o brilho de algum dia misterioso que ainda não chegou”. Como eles, ele podia passar pela tragédia para um conhecimento maior além, onde nascimento e morte, alegria e sofrimento são só lados diferentes da mesma moeda dourada da vida cunhada por Deus na eternidade.

O grande poder espiritual das Iniciações aumenta com cada grau ascendente. Na gloriosa música da Segunda Sinfonia, soa um eco e uma repetição desse eco daquela força espiritual que só atingirá sua perfeição e plenitude na música da Nona Sinfonia.

Beethoven se inspirou nas montanhas durante a composição dessa Sinfonia. Os picos mais altos que ele frequentemente contemplava com enlevo podem bem ser vistos como um reflexo físico do elevado reino espiritual no qual seu espírito era envolvido em êxtase, quando ele se empenhava em transcrever em música o elevado significado das Iniciações.

Na Segunda Iniciação, entramos na Região Etérica para estudar os mistérios das flores e das plantas e o ministério dos Anjos conectados com elas. A peculiar doçura da Segunda Sinfonia é fragrante com esses segredos raros.

Com a aproximação da Nova Era, nos tornaremos cada vez mais Clarividentes. Isso revelará um fascinante mundo novo. Seremos capazes de observar a vida e as atividades dos Espíritos da Natureza e, também, a dos mensageiros angélicos que dirigem e supervisionam nossas atividades através de todo o Reino de Vida Vegetal. Como resultado desse desenvolvimento, a botânica se transformará em uma das mais interessantes de todas as ciências.

Um dos mais fascinantes aspectos da botânica da Nova Era será a experimentação que lida com os efeitos do pensamento humano concentrado sobre a vida e o crescimento do Reino de Vida Vegetal. Algumas experiências importantes nesse assunto estão sendo conduzidas no mundo todo. Seus resultados certamente serão enormemente importantes e muito mais abrangentes do que podemos prever agora. Significará expansão de fronteiras em termos de consciência humana e uma amplitude de sua esfera de vida.


[1] N.T.: andamento musical moderadamente lento (60-66 BPM – batidas por minuto). Menos lento que o largo (40-60 BPM – batidas por minuto).

[2] N.T.: Oberon ou Oberão é o rei dos elfos, é um dos principais personagens de William Shakespeare, aparecendo em sua obra Sonhos de Uma Noite de Verão. Esposo de Titania.

[3] N.T.: é uma cidade independente do estado da Saxónia na Alemanha.

[4] N.T.: ou Julie Guicciardi (1784-1856) foi uma condessa austríaca e brevemente aluna de piano de Ludwig van Beethoven. Ele dedicou a ela sua Sonata para Piano nº 14, mais tarde conhecida como Sonata ao Luar.

[5] N.T.: Marion Margaret Scott (1877-1953) foi uma violinista, musicóloga, escritora, crítica musical, editora, compositora e poetisa inglesa.

[6] N.T.: Heiligenstadt foi um município independente até 1892 e hoje faz parte de Döbling, o 19º distrito de Viena. Nos meses de verão, Heiligenstadt era um ponto turístico. Ludwig van Beethoven viveu lá de abril a outubro de 1802, enquanto enfrentava sua crescente surdez. Foi um momento difícil para o compositor.

[7] N.T.: A Avenue des Champs-Élysées é uma prestigiada avenida de Paris, na França.

[8] N.T.: Ralph Waldo Emerson (1803-1882) foi um famoso escritor, filósofo e poeta estadunidense.

[9] N.T.: Ésquilo foi um trágico grego antigo e, muitas vezes, é descrito como o pai da tragédia.

[10] N.T.: Sófocles (497 ou 496 A.C.- 406 ou 405 A.C) foi um dramaturgo grego, um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo e Eurípedes, dentre aqueles cujo trabalho sobreviveu. Suas peças retratam personagens nobres e da realeza.

[11] N.T.: Homero foi um poeta épico da Grécia Antiga, ao qual tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisseia.

[12] N.T.: Públio Virgílio Maro ou Marão (70 A.C.-19 a.C.) foi um poeta romano clássico, autor de três grandes obras da literatura latina, as Éclogas (ou Bucólicas), as Geórgicas, e a Eneida.

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Aqui a Segunda Sinfonia em MP3:

Beethoven- Symphony #2 In D Major Op. 36 – Adagio Molto – Allegro Con Brio
Beethoven- Symphony #2 In D Major Op. 36 – Larghetto
Beethoven- Symphony #2 In D Major Op. 36 – Scherzo- Allegro
Beethoven- Symphony #2 In D Major Op. 36 – Allegro Molto
PorFraternidade Rosacruz de Campinas

As Nove Sinfonias de Beethoven – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Primeira Sinfonia

Por Corinne Heline

BEETHOVEN – O HOMEM

O que segue é a descrição de Beethoven por um amigo do grande compositor, transcrito por Ernest Newman em seu livro intitulado “O Inconsciente Beethoven”[1]:

“Um grupo de amigos estava em um restaurante quando Beethoven entrou. Era um homem de média estatura com cabeça típica do Signo de Leão, cabeleira comprida e grisalha e olhos brilhantes e penetrantes. Ele se moveu como num sonho e sentou-se com olhar atordoado. Ao falarem com ele, levantou suas pálpebras como uma águia que acorda assustada e esboçou um sorriso triste. De vez em quando, tirava um livro de seu casaco e começava a escrever. Um dia, alguém perguntou o que ele estava escrevendo: ‘Ele está compondo, mas escreve palavras e não notas musicais. A arte se tornou uma ciência com ele e ele sabe o que pode fazer. Sua imaginação obedece à sua insondável reflexão.’”.

“Para um amigo íntimo, Beethoven uma vez descreveu seu método de trabalho: ‘Eu carrego minhas ideias comigo por longo tempo antes de escrevê-las. Minha memória é tão precisa que tenho a certeza de não esquecer um tema que me vem à mente mesmo no decorrer de vários dias. Eu o altero muitas vezes até ficar satisfeito e, então, começa o trabalho em minha cabeça. Como já  estou consciente do que quero, a ideia fundamental nunca me abandona, ela sobe, ela cresce. Eu vejo diante de minha Mente a imagem em toda a sua extensão, como se estivesse numa simples projeção e nada deixa de ser feito a não ser o trabalho de escrever. Isso caminha de acordo com o tempo que tenho para escrevê-la, pois, às vezes, tenho vários trabalhos para fazer ao mesmo tempo, mas nunca confundo um com outro’. (…) Beethoven foi mais do que um simples músico. Foi um super-homem… Sua riqueza de ideias o coloca ao lado de Shakespeare e de Michelangelo, na história do espírito humano… Suas sinfonias[2] são para ele o que o Sermão da Montanha é para a vida de Cristo Jesus; suas sonatas são a luta interna de Cristo Jesus no Jardim de Getsemani.

(…) Beethoven foi o Titã[3] do mundo musical. Outros músicos famosos podem ser comparados uns com os outros, mas Beethoven não tem comparação. Ele está sozinho. Ele foi o Prometheus[4] que foi erguido para trazer para nós a música espiritual do céu – música que cativa e encantará a humanidade enquanto o mundo existir. Este foi Beethoven.” [5]

PRÓLOGO

“Diante da Sinfonia de Beethoven, nós estamos frente a um marco de um novo período na história da arte universal, pois, através dela, apareceu um fenômeno raríssimo no mundo da arte musical de todos os tempos.”[6]

Ludwig Van Beethoven nasceu em Bonn, Alemanha, em 16 de dezembro de 1770. Ele veio à Terra com uma missão definida. Citando as palavras de Johan Herder[7] em seus estudos filosóficos da História da Humanidade: “Deus age sobre a Terra por intermédio de seres humanos superiores escolhidos.”

Beethoven não nasceu para uma vida de facilidade e felicidade. Como a maioria das almas avançadas, desde a juventude, ele foi “um homem cheio de tristeza e familiarizado com a desgraça”, pois geralmente estava em pobreza desesperadora, cercado de pessoas incompatíveis e ambiente desarmônico. Ele disse para si mesmo: “Eu não tenho amigos, tenho que viver só; mas sei que em meu coração Deus está mais perto de mim do que de outros. Eu me aproximo d’Ele sem medo e sempre O conheci. Também não estou preocupado com minha música, que possa ser levada por um destino adverso, pois ela libertará aquele que a compreenda da miséria que aflige outros”.

O gênio musical de Beethoven tornou-se evidente muito cedo. Ainda bem jovem, ele foi mandado para Viena onde estudou por algum tempo. Fez sua primeira apresentação naquela cidade em 1795, tocando seu concerto para piano em si bemol maior.

“Na meia idade”, escreve Charles O’Connell[8] no livro Victor Book of the Symphony, “numa época em que o republicanismo era uma traição, ele ousou ser republicano, mesmo quando recebia o apoio de cortesãos e príncipes. Quando ser liberal era ser herege, ele viveu uma grande religião de humanista sem desrespeitar a ortodoxia estabelecida. Quando aristocratas perfumados olhavam de esguelha sua figura atarracada, de maneiras grotescas, traje ridículo, ele reagia rispidamente à mesquinhez. Grande demais para ser ignorado, pobre demais para ser respeitado, excêntrico demais para ser amado, ele viveu, uma das mais estranhas figuras em toda a história.”

“A tragédia o seguiu como um cão. Ficou surdo e seus últimos anos foram vividos num vazio de silêncio. Silêncio! De onde tirava os sons que o mundo todo adorou ouvir e ele deve ter ouvido antes de todos!”.

No início da civilização, as Iniciações foram instituídas com o propósito de nos ensinar sobre nossas faculdades e poderes latentes, de modo a nos capacitar para investigar a vida e o trabalho dos Mundos superiores, sobre os nossos veículos mental e espiritual e sobre a Terra.

Muitos clássicos literários contêm informação relativa às Iniciações, por exemplo, a Divina Comédia[9] de Dante[10] e o Paraíso Perdido e Recuperado[11] de Milton[12]. Beethoven os descreveu musicalmente em suas Nove Sinfonias.

O caminho da Iniciação conduz a uma investigação das maravilhas e glórias que pertencem aos planos internos deste Planeta. Nós somos muito mais do que um Corpo como é visto pelos olhos físicos. Somos compostos de outros veículos sutis que se interpenetram e, também, se estendem além da periferia do Corpo Denso. Assim, também a Terra está composta de mais que um globo físico. Ela tem veículos que a interpenetram e que se estendem para o espaço adentro. Por meio da Iniciação, nos tornamos ciente dos nossos corpos e veículos mais sutis e das funções deles e adquirimos conhecimento dos vários veículos da Terra e das funções deles.

Durante o século XIX, Egos humanos evoluídos renasceram para trazer à compreensão vários conceitos de verdade espiritual relativos à Iniciação – conceitos que foram deixados de lado e esquecidos durante os séculos do materialismo que envolveu o mundo. Essas verdades eram para ser revividas por aqueles que as aceitassem, de modo que pudessem ser fortalecidas e preparadas para os árduos e trágicos dias do século XX.

Richard Wagner, outro grande músico Iniciado, entendeu e apreciou a grande missão de Beethoven no mundo. Ele percebeu o sublime significado interno e o êxtase da alma na Nona Sinfonia. Ele a considerou a suprema dádiva musical para a humanidade. Quando construiu seu lindo santuário da música em Bayreuth, ele a inaugurou com as cordas imortais da celestial Nona de Beethoven.

Berlioz[13] escreveu sobre a Nona Sinfonia: “Qualquer coisa que se possa dizer desta Sinfonia, o fundamental é que, quando terminou seu trabalho e contemplou a grandiosidade do monumento que tinha acabado de erguer, Beethoven deve ter dito a si mesmo: ‘Deixe a morte vir agora, minha tarefa está cumprida’.”

A culminância do trabalho de Beethoven foi alcançada nas suas nove Sinfonias. Ele começou a primeira quando o mundo estava no limiar do século XIX. A Primeira Sinfonia foi escrita em 1802. A Nona e última foi completada e dada ao mundo em 1824. Com essa sublime composição, sua missão terrestre se aproximava de sua conclusão gloriosa. Seu chamado veio em 1827.

No seu mais elevado aspecto, as Nove Sinfonias de Beethoven são uma interpretação musical dos passos iniciatórios conhecidos como as Nove Iniciações Menores. A Primeira, a Terceira, a Quinta e a Sétima Sinfonias são poderosas, vigorosas e imponentes, tipificando as características masculinas centradas na cabeça ou no intelecto. A Segunda, a Quarta, a Sexta e a Oitava Sinfonias são gentis, graciosas, ternas e belas, tipificando as características femininas centradas no coração ou na intuição. Quando um Aspirante à vida superior passa através de vários passos nas Iniciações, ele aprende a equilibrar as forças “da cabeça e do coração”. Sua união é conhecida como o Matrimônio Místico. É esse lindo rito que Beethoven descreve na sublime música da Nona Sinfonia.

Cada Iniciação é acompanhada por música celestial – música que Beethoven trouxe para a Terra e traduziu para nós nas Nove Sinfonias. Quando o ser alcança o exaltado lugar da nona Iniciação, ele chega à mais elevada fase das Iniciações. Está pronto para se tornar um Adepto. Então, ele é capaz de chegar à presença do Senhor Cristo e receber Sua suprema bênção.

CAPÍTULO I – PRIMEIRA SINFONIA – DO MAIOR – OPUS 21

É reconhecido, sem sombra de dúvida que, em Beethoven, a maior e mais poderosa forma de música instrumental encontrou seu maior e mais poderoso expoente.

E. Markham Lee[14] em The Story of Symphonies

A primeira das Nove Sinfonias teve sua pré-estreia em Viena sob a direção do próprio Beethoven em 2 de abril de 1800. Essa foi a primeira da grandiosa e imortal série que é o monumento colossal da música deste tempo. O ano em que foi produzida sugere que foi o “canto do cisne” instrumental do século XVIII.

A missão de Beethoven foi a de servir como mensageiro da música cósmica. Era seu destino alcançar além da superfície deste plano e trazer para a humanidade a gloriosa música do espaço, e essa missão foi cumprida em suas Nove Sinfonias. Nessas composições, Beethoven, nas palavras do Sr. Lee, “reserva algumas de suas maiores e mais graves declarações. A perspectiva”, ele continua, “é invariavelmente grande, todo o método de concepção é de uma grandiosidade e de uma força titânica. Ele enfoca o assunto com seriedade e o resultado é grandioso e sereno.”

A nota-chave espiritual da Primeira Sinfonia é Poder. O número “um” – “1” – é indicado por uma coluna vertical, o primeiro símbolo da Divindade, como foi adorada pelo ser humano primitivo do início da civilização. O número “um” também significa o Ego, a Individualidade, cujo propósito de jornada através da evolução é manifestar sua divindade inata.

Fiel à forma sinfônica, essa Sinfonia está dividida em quatro movimentos[15]. Um Allegro[16], que é precedido por um Adágio[17] introdutório expressando poder, fornece as notas-chaves da composição. O segundo movimento, um Andante[18], e o terceiro, um Minueto[19] que é mais um Scherzo[20], sustentam uma convicção de uma fidelidade a esse poder que tudo permeia, mas que está latente. O Finale[21], num espírito de exaltação, chega a um clímax nas cordas triunfantes: “E Deus criou o Céu e a Terra e tudo o que está nela; Ele viu que Seu trabalho era bom”.

A Primeira Sinfonia é uma precursora das belezas e glórias dos Nove Graus de Iniciação pelos quais o ser humano se torna um “super-homem” e um “homem-deus”. Nela, Beethoven sobe às alturas e desce às profundezas de um modo que poucos no seu tempo puderam prever ou compreender. Aquele que consegue perceber os valores incorporados na estrutura interna dessa Sinfonia irá colocá-la entre as melhores inspirações desse magnífico gênio musical.

As composições de Beethoven seguem modelos pré-concebidos. Esse grande músico não fez nada sem um objetivo claro. Assim, por exemplo, não se pode considerar como acidental que a introdução da Primeira Sinfonia seja formada por doze compassos[22], cada um dos quais pode ser considerado como abrindo a porta a cada um dos doze Signos zodiacais, cujas forças desempenham seu papel na música verdadeiramente cósmica em sua expansão e natureza. Os doze compassos estão divididos em três grupos de quatro, cada grupo dos quais anuncia a melodia que se seguirá. Os quatro formam uma amalgamação das forças que fluem através dos quatro elementos da natureza: Fogo, Ar, Terra e Água.

O Adágio introdutório consiste em doze compassos, iniciando em Fá Maior e continuando em Dó Maior, tonalidades que têm rico poder tonal. Em contraste, o segundo tema expressa os atributos femininos de gentileza e

O Minueto, arauto do Scherzo, é um tempo rápido. Um crítico musical escreveu: “Ele se move livremente sobre extravagâncias divinas de modulação de um modo que perturbava os ortodoxos de 1800”.

O Finale é introduzido por três compassos nos quais os primeiros violinos revelam a escala ascendente do tema pouco a pouco. As progressões tonais e as passagens rápidas pressagiam o término da Idade Antiga e a busca para o começo da Nova.

No terceiro movimento, a música recapitula o trabalho dos dois movimentos anteriores num andamento acelerado que representa o júbilo do alcance espiritual. Esse movimento contém 353 compassos cujo valor numérico é 11, o número da perfeita polaridade. Tanto o Minueto como o Trio estão em Dó.

No Finale, que é descrito por um rondó[23], a métrica[24] numérica é oito, o número da sabedoria. “O primeiro motivo cadencia na dominante dentro de oito compassos e é seguido por um motivo acompanhado de mais oito compassos que levam ao completo final”.

Esse movimento se centraliza em um diálogo entre os sopros de madeira[25] e as cordas[26], tipificando os sentidos purificados, a Mente espiritualizada. Trompetes[27] e tímpanos[28] acrescentam forças amalgamadas do ser humano completo. Aqui, o três-oito-sete, que soma dezoito ou nove, indica as bases da Grande Obra.

O fraseado do Allegro é composto de quatro compassos e é dividido em dois-mais-dois que acentua o princípio fundamental da polaridade sobre a qual toda a criação está baseada e que forma a pedra angular de todos os ensinamentos da Iniciação. Beethoven aqui projeta princípios cósmicos ou fornece uma cópia do universo como é ensinado nas Escolas de Iniciação Musical que, como todos os antigos Templos de Mistérios, incluindo os da antiga Maçonaria, incluíam em seus currículos matemática e astronomia, além da música. O Allegro consiste em 288 compassos que soma o valor numérico nove, que é o “número do homem” e o “número da Iniciação”.

O segundo movimento compõe-se de 250 compassos, o valor numérico do sete, um número fundamental na evolução humana. Ele define o movimento que é introduzido por sete compassos não usuais. Mais adiante, há o retorno dos quatro compassos, após o qual é empregado um simples compasso para confirmar o começo da individualização.

Beethoven introduz nesse movimento um solo dos tímpanos independente. Ele está nos dizendo que o ser humano deve aprender a refletir o Espírito na ação. Esse fato é produzido pelo tema principal, sendo primeiramente dividido entre as cordas agudas e as graves, tipificando o caminho entre as naturezas inferior e superior. Mais adiante, o tema principal é outra vez repetido entre as cordas e as madeiras, assim definindo o caminho musical da transmutação pela qual o desejo é transmutado em Espírito.

A PRIMEIRA INICIAÇÃO

A Iniciação nos Mistérios capacita a pessoa, quando envolvida por seus melhores e mais sutis corpos, a entrar e estudar as verdades maravilhosas que estão escondidas nas mais elevadas e sutis camadas da Terra.

Na Primeira Iniciação o candidato penetra nos planos internos da Terra. As forças e as atividades que se manifestam nesses planos, que são nove Estratos, correlacionam-se com cada uma das Nove Iniciações. Em cada uma dessas Nove Iniciações o candidato é ensinado a estudar essas várias atividades e a trabalhar com essas poderosas forças dos planos internos.

Quando a humanidade se tornar suficientemente clarividente para ser capaz de investigar esses planos, um admirável mundo novo será revelado a ela e a geologia será uma das mais fascinantes ciências materiais. Essa última expressão é um falso nome, pois, na realidade, não há uma ciência material, pois quando o coração de qualquer ciência é totalmente revelado, ela se torna verdadeiramente espiritual em sua natureza essencial. Assim, ela revela o amor e o cuidado de Deus por seu Planeta Terra e todas as Ondas de Vida em evolução que vivem nela. A música das Nove Sinfonias, quando musicalmente interpretada, abre novas visões de idealismo e compreensão até agora não sonhadas.

A Primeira Iniciação está relacionada com a Terra física. Na Memória da Natureza estão escondidos os maravilhosos segredos relativos ao longo período evolucionário deste Planeta. Na Primeira Iniciação, aquele que se tornou capaz é ensinado a ler nos registros da Região Etérica do Mundo Físico e a aprender algo das maravilhas da história passada da Terra. Nesses registros, ele é capaz de ver as enormes florestas verdes e os gigantescos animais da Época Lemúrica. As majestosas florestas vermelhas da Califórnia são vestígios da antiga Época Lemuriana.

Essa Época foi seguida pelo cinzento e enevoado continente Atlante – Atlântida –, na Época Atlante. As formas dos animais se tornaram menores e a flora mais variada e delicada em sua textura e cor. Depois da Atlântida, a presente Época do arco-íris nasceu, uma Época em que o Sol brilha claro numa atmosfera oxigenada e a presente humanidade, a Quinta Raça Atlante – Raça Ária –, surgiu.

A majestade da Primeira Sinfonia é a descrição da tremenda transformação da Terra. Em seus quatro movimentos é como se o compositor estivesse colocando em música o fiat criador de Deus. A música cresce cada vez mais, culminando no voo do Finale que traduz em imortal som o pronunciamento do final dos seis dias da Criação registrado no Livro do Gênesis de que tudo o que foi feito era bom[29], “era muito bom”.


[1] N.T.: da obra The Unconscious Beethoven (de 1927) de Ernest Newman (1868-1959) que foi um crítico musical e musicólogo inglês.

[2] N.T.: Composição musical para orquestra, em forma de sonata, dividida em três ou quatro partes (alegro, andante, scherzo ou minueto e final ou rondó).

[3] N.T.: Os titãs (masculino), na mitologia grega, estão entre as entidades que enfrentaram Zeus e os demais deuses olímpicos na sua ascensão ao poder.

[4] N.T.: ou Prometeu (em grego: “antevisão”), na mitologia grega, filho de Jápeto (filho de Urano; um incesto entre Urano e Gaia) e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio. Algumas fontes citam sua mãe como sendo Tétis, enquanto outras, como Pseudo-Apolodoro, apontam para Ásia oriental, também chamada de Clímene, filha de Oceano. Foi um defensor da humanidade, conhecido por sua astuta inteligência, responsável por roubar o fogo de Héstia e dá-lo aos mortais.

[5] N.T.: da obra Ludwig Van Beethoven de Edmond Bordeaux Szekely (1905-1979) que foi um filólogo/linguista húngaro, filósofo, psicólogo e entusiasta da vida natural.

[6] N.T.: da obra Beethoven de Wilhelm Richard Wagner (1813—1883) que foi um maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão, primeiramente conhecido por suas óperas (ou “dramas musicais”, como ele posteriormente chamou).

[7] N.T.: Johann Gottfried von Herder (1744–1803) foi um filósofo, teólogo, poeta e crítico literário alemão.

[8] N.T.: Maestro e escritor americano (1900-1962)

[9] N.T.: A Divina Comédia (em italiano: La Divina Commedia, originalmente Comedìa e, mais tarde, denominada Divina Comédia por Giovanni Boccaccio) é um poema de viés épico e teológico da literatura italiana e mundial, escrito por Dante Alighieri no século XIV e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. A Divina Comédia propõe que a Terra está no meio de uma sucessão de círculos concêntricos que formam a Esfera armilar e o meridiano onde é Jerusalém hoje, seria o lugar atingido por Lúcifer ao cair das esferas mais superiores e que fez da Terra Santa o Portal do Inferno. Portanto o Inferno, responderia pela depressão do Mar Morto, onde todas as águas convergem, e o Paraíso e o Purgatório seriam os segmentos dos círculos concêntricos que juntos respondem pela mecânica celeste e os cenários comentados por Dante, num poema envolvendo todos os personagens bíblicos do Antigo ao Novo Testamento, que são costumeiramente encontrados nas entranhas do Inferno sendo que os personagens principais da Divina Comédia são o próprio autor, Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa empreitada, Virgílio – o próprio autor da Eneida.

[10] N.T.: Dante Alighieri (1265-1321) foi um escritor, poeta e político florentino, nascido na atual Itália. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana.

[11] N.T.: Paraíso Recuperado (em inglês: Paradise Regained) é um livro do século XVII do poeta inglês John Milton, publicado em 1671. É, por assim dizer, uma continuação de seu anterior livro “Paraíso Perdido”. O poema foi composto na casa de Milton em Chalfont St Giles em Buckinghamshire, e foi baseado no Evangelho de Lucas.

[12] N.T.: John Milton (1608-1674) foi um poeta, polemista, intelectual e funcionário público inglês, servindo como Secretário de Línguas Estrangeiras da Comunidade da Inglaterra sob Oliver Cromwell. Escreveu em um momento de fluxo religioso e agitação política, e é mais conhecido por seu poema épico Paraíso Perdido. Paraíso Perdido (em inglês: Paradise Lost) é um poema épico do século XVII, escrito por John Milton, originalmente publicado em 1667 em dez cantos. Uma segunda edição foi publicada em 1674 em doze cantos, com pequenas revisões do autor. O poema narra as penas dos Anjos caídos após a rebelião no paraíso, o ardil de Satanás para fazer Adão e Eva comerem o fruto proibido da Árvore do Conhecimento, e a subsequente Queda do homem. Após uma invocação à Musa, o poeta descreve brevemente a rebelião dos Anjos liderados por Lúcifer, a qual, fracassada, lhes custou o paraíso. Despertando no inferno depois de nove dias de confusão, estes deliberam sobre o que fazer, e Lúcifer, daí por diante chamado Satanás (do hebraico Satan: adversário), faz saber de um novo mundo e uma nova criatura – o homem – que seriam criados por Deus. Os demônios decidem corromper esse novo ser e desviá-lo do Criador, seu inimigo. Entrementes, no paraíso, Deus segreda a seu Filho a iminente transgressão do homem e todo o sofrimento que se lhe seguirá, e o Filho se oferece a si mesmo em sacrifício pela redenção da humanidade. Para assegurar que o homem seja responsável por seus atos, Deus envia um Anjo para notificar Adão e Eva do perigo; no entanto, a despeito da advertência, Eva é seduzida por Satanás, então no corpo de uma serpente, e come o fruto proibido, fazendo-o comer também a Adão. Os pais da humanidade são expulsos do Jardim do Éden e tomam conhecimento, como toda a sua descendência, do pecado e da morte; mas uma revelação do futuro consola o primeiro homem, que testemunha o nascimento e a morte do Cristo e a remissão dos nossos pecados.

[13] N.T.: Louis-Hector Berlioz (1803-1869) foi um compositor e maestro romântico francês.

[14] N.T.: Ernest Markham Lee (1874-1976) foi compositor, autor, conferencista, pianista e organista inglês.

[15] N.T.: Um movimento é uma parte independente de uma composição ou forma musical. Enquanto movimentos individuais ou selecionados de uma composição são realizados às vezes separadamente, uma execução do trabalho completo exige que todos os movimentos sejam executados em sucessão. Um movimento é uma seção, “uma grande unidade estrutural percebida como resultado da coincidência de um número relativamente grande de fenômenos estruturais”.

[16] N.T.: Allegro (“alegre” em italiano) – (120-128 BPM – batidas por minuto) – é um andamento musical leve e ligeiro, mais rápido que o allegretto (112-120 BPM – batidas por minuto) e mais lento que o presto (168-200 BPM – batidas por minuto, muito rápido). Costuma ser de maior dificuldade técnica que andante (176-108 BPM – batidas por minuto, ritmo de caminhada) ou adagio (66-76 BPM – batidas por minuto, devagar) por ter caráter mais contínuo e rápido que esses citados. É muitas vezes o movimento mais lembrado de Sinfonias e de concertos por ter uma movimentação musical mais engajadora e uma construção mais focada no desenvolvimento da invenzio apresentada do que em outros tempos mais melódicos (como adagio e andante).

[17] N.T.: Adágio é um andamento musical lento, por consequência composições musicais com esse tempo são conhecidas como adágios. O termo deriva de “ad agio” (comodamente). Costuma situar-se entre 66 e 76 batidas por minuto em um metrônomo tradicional, sendo, portanto, mais rápido que o lento e mais lento que o adagietto (72-76 BPM – batidas por minuto, bastante devagar, ligeiramente mais rápido que o adagio)e o andante. São comumente adágios o segundo mine e o segundo ou terceiro movimento de uma Sinfonia.

[18] N.T.: Denomina-se Andante o tempo depois de ter um andamento que se forma um trecho musical. É o andamento que vai determinar com precisão a duração do som ou do silêncio representado pelas figuras musicais.

[19] N.T.: Minueto ou minuet é uma dança em compasso de 3/4, de origem francesa ou uma composição musical que integra suítes e Sinfonias.

[20] N.T.: O scherzo (no plural scherzi, pronunciados isquêrtso, isquêrtsi) é um gênero musical de nome dado a certas obras ou a alguns movimentos de uma composição que possui maior duração, como uma sonata ou uma Sinfonia. Significa “piada” em italiano. Frequentemente se refere a um movimento que substitui o minueto como o terceiro movimento em um trabalho de quatro movimentos, como uma Sinfonia, sonata, ou quarteto de cordas.

[21] N.T.: Um finale é o último movimento de uma sonata, Sinfonia ou concerto; o final de uma peça de música clássica não vocal que tem vários movimentos.

[22] N.T.: Na notação musical, um compasso é uma forma de dividir quantitativamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em batidas e pausas.

[23] N.T.: O rondó é uma forma musical instrumental, que começou a ser mais claramente estabelecida em meados do Barroco Musical (2. med. séc. XVII), mas foi solidificada durante a transição entre Barroco e Classicismo Musical (1. med. séc. XVIII). No plano estrutural genérico, essa forma envolve a presença de diversas seções musicais (indicadas por letras maiúsculas) com variedade em número e conteúdo, começando e terminando com uma seção principal (A), que é normalmente reiterada durante peça, mas alternando com uma ou mais seções secundárias (B, C, D, etc.).

[24] N.T.: Métrica, em música, é a divisão de uma linha musical em compassos marcados por tempos fortes e fracos, representada na notação musical ocidental por um símbolo chamado de fórmula de compasso.

[25] N.T.: também chamado de naipe das madeiras em uma orquestra, é formado basicamente por instrumentos de sopro, como flauta, flautim, oboés, corne inglês, clarinetes, fagotes e contrafagotes. As flautas doces, por exemplo, são de metal, assim como o saxofone. E para quem estranha o saxofone estar nessa família, explicamos: apesar de feito de metal, suas características de funcionamento se assemelham às dos instrumentos do naipe de madeira. Já a flauta, até pouco tempo atrás, era de madeira, então mesmo quando surgiram as versões metálicas elas permaneceram nesta família. Com isso, podemos concluir que os instrumentos não são definidos pela matéria prima e sim pelo funcionamento, principalmente pelas palhetas e pelo sistema de chaves. Na orquestra, a família das madeiras fica no centro, em frente ao maestro e logo acima e atrás das cordas. Geralmente as flautas e oboés vem primeiro e os clarinetes e fagotes logo atrás, em frente aos metais. Esses instrumentos são responsáveis pela ligação entre as cordas e os metais e ajudam a manter a afinação da orquestra.

[26] N.T.: também conhecido como naipe de cordas. Diversos instrumentos utilizam as cordas para emitir música e eles são divididos em três categorias: a família das cordas friccionadas, a das cordas dedilhadas e a das cordas percutidas. Na primeira, o som resulta principalmente do atrito do arco com as cordas, a exemplo dos violinos, da viola, da rabeca, do armontino e do cello. Na segunda, é o dedilhar dos dedos ou das palhetas que extrai a música, como no violão, na guitarra, no alaúde, no baixo, no bandolim, no cavaquinho, na cítara, na harpa e no ukulelê. Por fim, na terceira categoria, o som é emitido quando as cordas são percutidas, como no piano, no cravo e no berimbau. Além dessa classificação, há uma enorme diferença no tamanho dos instrumentos. Isso ocorre porque quanto maior, mais grave é o som que emite (e vice-versa). Por isso, como o violino é o menor instrumento da sua família, é também o que produz o som mais agudo, seguido da viola, do violoncelo e do contrabaixo. Na orquestra, os violinos ainda são divididos em duas vozes, os primeiros e os segundos violinos, e localizam-se logo à esquerda do maestro. Já a viola fica à frente do regente, o cello à direita e o contrabaixo logo atrás do violoncelo.

[27] N.T.: que pertence ao naipe dos metais: é formado basicamente por instrumentos de sopro, como a corneta, a surdina, a trompa, o eufônio, o clarim, a vuvuzela, o berrante, o melofone, a bucina, entre outros. Mas os representantes mais conhecidos são o trompete, a trompa, a tuba e o trombone.

[28] N.T.: que pertence ao naipe da percussão: é dividido em dois grupos. O primeiro reúne instrumentos que emitem mais de uma nota musical, como marimba, tímpano, xilofone, glockenspiel, metalofone e carrilhão; e o segundo é formado pelos que produzem apenas uma nota, como pratos, triângulo, pandeiro e bombo.

[29] N.T.: Livro do Gênesis, Capítulo 1.

*****

Aqui a Primeira Sinfonia em MP3:

Beethoven- Symphony #1 In C, Op. 21 – 1. Adagio Molto, Allegro Con Brio
Beethoven- Symphony #1 In C, Op. 21 – 2. Andante Cantabile Con Moto
Beethoven- Symphony #1 In C, Op. 21 – 3. Menuetto- Allegro Molto E Vivace
Beethoven- Symphony #1 In C, Op. 21 – 4. Finale- Adagio, Allegro Molto E Vivace
PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Fevereiro de 2022

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior:

  • Informação sobre a Pandemia
  • Nossas Atividades durante o mês de fevereiro
  • Calendário para o mês de março
  • Estudos na nossa Reunião Virtual Dominical de Filosofia Rosacruz tendo como base o Conceito Rosacruz do Cosmos:
  • Alguns Artigos publicados nas nossas redes sociais
  • Assuntos veiculados na Mídia visto pelos olhos dos Ensinamentos Rosacruzes
  • Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes
  • Serviço de Auxílio de Cura – Datas de Cura para março: todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações.

1. Para acessá-lo (formatado e com as figuras) com as seguintes atividades que desenvolvemos em fevereiro, com as seguintes sessões:

CLIQUE AQUI: ECOS nº 69 – Fevereiro de 2022

2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras):

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o entro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.

Informação

De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de fevereiro/2022:

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https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas

  • Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) on line em andamento
  • Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)
  • Oficiação dos Rituais Devocionais (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)

MARÇO – Sol transitando pelo Signo de Peixes (fevereiro-março)

Quando o Sol está transitando por Peixes, durante o mês de março, a força dourada de Cristo volta a surgir, desde o centro da Terra, e alcança a superfície do Planeta em uma antecipação da Ressurreição pascal. Como é o Signo da dor e da renúncia, Peixes tipifica também a Crucifixão. Assim como o Cristo Cósmico experimenta a dor da renúncia e da Crucifixão ao penetrar na Terra, na época do Equinócio de Setembro, do mesmo modo experimenta o espírito da Terra certo vazio, quando o espírito de Cristo abandona o corpo planetário na época do Equinócio de Março.

Peixes é o último Signo antes do nascimento do novo ano, um período de recapitulação e de autoexame. Marca o pôr do sol de uma vida anterior e o amanhecer de uma nova vida.

A Quaresma culmina com o Sol em Peixes, quando os raios desse Signo da Água se derramam sobre a Terra. Peixes, trabalhando por meio do elemento Água, está ensinando a humanidade a Lei do Equilíbrio. Essa lei expressa o segredo do perfeito equilíbrio e, em sua integridade, só é conhecida na Terra pelos Mestres. Por não ter alcançado ainda o equilíbrio, os seres humanos, em geral, ainda que possam observar sua atuação na natureza, não são capazes de apreciar seus efeitos dentro de si mesmos. O melhor exemplo de equilíbrio pode se observar, perfeitamente, quem sabe, no fluxo e refluxo do mar. Quando o ser humano for capaz de manifestar em si mesmo uma polaridade completa, terá vencido a enfermidade, o tempo de vida aqui e a morte.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV – Análise Oculta do Gênesis – O Período Solar

Os Senhores da Chama – também chamados de Tronos na Bíblia e de Hierarquia Zodiacal de Leão pela Fraternidade Rosacruz.

Estávamos na massa central, hoje conhecida como SOL.  ainda não havia Planetas nem Lua.

Senhores da Chama, que anteriormente, nos tinham dado, o germe do Corpo Denso e na primeira metade da Revolução de Saturno do Período Solar se incumbiram de fazer, nele, alguns melhoramentos.

Senhores da Sabedoria, irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Vital, ajudaram a reconstruir o Corpo Denso e as glândulas e o canal alimentício começaram germinalmente. Querubins, despertaram em nós o veículo Espírito de Vida. A atual Onda de Vida animal iniciou a sua evolução e eram como hoje é a Onda de Vida Mineral.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise Oculta do Gênesis – O Período Lunar

  • No Gênesis 1, 1:7, vemos a descrição exata dos 3 primeiros Períodos do nosso Campo de Evolução:
  • No princípio, Deus criou o céu e a terra.
  • A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

Referem-se ao Período de Saturno, o primeiro dia da criação.

  • Deus disse: “Faça-se a luz!”. E a luz foi feita.
  • Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.
  • Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. Sobreveio a tarde e depois a manhã

Referem-se ao Período Solar, o segundo dia da criação.

  • Deus disse: “Faça-se um firmamento (expansão) entre as águas, e separe ele umas das ou­tras”.
  • Deus fez o firmamento (expansão) e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima.

Referem-se ao Período Lunar, o terceiro dia da criação.

  • O que é mesmo Noite Cósmica?

É um retorno periódico da matéria à Substância-Raiz-Cósmica. Ocorre na passagem de um Período para outro, ou seja, entre a 7ª revolução de um Período e a 1ª Revolução do Período seguinte. Quem entra na Noite Cósmica é o Ego (Espírito Virginal da Onda de Vida Humana manifestado com o seu Espírito Divino, de Vida e Humano).

A Noite Cósmica é composta por 5 Globos obscuros:

  1. 2 primeiros Globos: Recapitulação (retrospecção) do que fez ou deixou de fazer no período anterior.
    1. O do meio – Globo 3: É considerado o mais importante, pois nele temos o trabalho original – o trabalho de assimilação, ou uniformização do que deveria ser aprendido no Período anterior. É uma forma de garantir que todos fiquem nivelados em relação ao seu desenvolvimento. 
    2. Dois últimos Globos: Preparação para o próximo Período.
  • Como a Noite Cósmica se assemelha ao nosso trabalho noturno?
    • As 2 primeiras partes do nosso sono: Temos a Retrospecção do nosso dia e a restauração do Corpo Denso,
    • A 3ª parte: é o nosso trabalho como Auxiliar Invisível, mesmo que de forma inconsciente,
    • As 2 últimas partes: É a preparação para o próximo dia, que consiste em lembrar e executar o exercício de Concentração. Para que ele tenha eficácia é necessário que ocorra antes de acordar: estágio em que os vórtices do Corpo de Desejos estão girando muito próximo do Corpo Denso, mas ainda não estamos funcionando dentro do Corpo Denso.
  • Como explicar a frase “…que a água se separe da água”?

Seguem 2 explicações:

  1. Água (fórmula: H2O) é uma substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos um de Hidrogênio e um de Oxigênio. As temperaturas do Planeta permitem a ocorrência da água em seus três estados físicos principais – sólido, líquido e gasoso. Nas regiões polares concentram-se as massas de gelo e vapor constitui parte da atmosfera terrestre.
    1. Havia uma circulação constante da água em suspensão e, também, uma expansão. Porque o vapor, arremessado do centro ígneo formava uma atmosfera de neblina ardente que se condensava ao pôr-se em contato com o espaço externo, volvendo novamente ao centro para tornar a esquentar-se e realizar outro ciclo. Assim, havia duas classes de água e uma divisão entre elas, como se descreve na Bíblia. A água mais densa estava mais próxima do centro incandescente; a água em expansão ou vapor estava fora.
  2.  No Período Lunar, tínhamos evoluído no mesmo Campo de Evolução, seres elevados que precisavam de intensas vibrações e nós, que precisávamos de vibrações menos intensa, pois não éramos capazes de suportar o elevado grau de vibração dos demais seres elevados. De acordo com a Lei Universal: “Quando parte de um Campo de Evolução (um Globo, por exemplo) é cristalizada pela atuação de certos seres, em detrimento de outros, essa parte é expulsa e passa a circular em torno da massa central”, portanto, no final do Período Lunar houve uma divisão no Globo, e a parte menor se tornou como um satélite, passando a ser nosso Campo de Evolução.

Como explicar isso, se nas lições anteriores, estudamos que até a metade do Período Terrestre (final da Época Hiperbórea) habitávamos o Sol?

Esse satélite natural, ainda não era a Terra. Era como uma lua girando em torno do seu Planeta-pai, da mesma forma que a Lua gira em torno da Terra. Nele havia correntes que circulavam em torno do mesmo como as correntes dos Espíritos-Grupo circulam em torno da Terra. Nós seguíamos essa corrente: nós nos movimentávamos indo do lado luminoso para o escuro e vice-versa. Como já tínhamos o Corpo de Desejos, “desgastávamos” o Corpo Denso; precisávamos reconstruí-lo. Certas épocas quando estávamos no lado luminoso, realizávamos uma espécie de propagação.

  • Ao final do Período Lunar houve de novo um intervalo de repouso, a Noite Cósmica. As partes divididas foram dissolvidas e submergidas no Caos geral que precedeu a reorganização do Globo para o Período Terrestre. O que aconteceu com esse pequeno satélite natural.

 Voltamos para a massa Ígnea

  • Estudando o Gênesis, como definiríamos “Os Sete Dias da Criação”?

1º Dia da Criação: O Período de Saturnoos Espíritos Virginais dão o primeiro passo na evolução da Consciência e da Forma. Começamos aqui nosso processo de Involução inconsciente – nos trazer à matéria pela cristalização em Corpos. A Onda de Vida Senhores da Mente passou o seu estágio “humanidade” nesse Período.

2º Dia da Criação: O Período SolarDemos o segundo passo na evolução da Consciência e da Forma. A Onda de Vida dos Arcanjos passou o seu estágio “humanidade” nesse Período, ou seja, atingiu o ponto mais denso que deveria atingir nesse Esquema de Evolução, qual seja: Mundo do Desejo.

3º Dia da Criação: O Período Lunar – Demos o terceiro passo na evolução da Consciência e da Forma. A Onda de Vida dos Anjos passou o seu estágio “humanidade” nesse Período, ou seja, atingiu o ponto mais denso que deveria atingir nesse Esquema de Evolução, qual seja: Região Etérica do Mundo Físico.

4º Dia da Criação: O Período Terrestre – Demos o quarto passo na evolução da Consciência e da Forma. No Período Terrestre os Senhores da Mente alcançaram o estado Criador. Nós estamos passando o nosso estágio “humanidade” – atingimos o ponto mais denso que deveríamos atingir nesse Esquema de Evolução. No Período Terrestre começamos a extrair a Alma Consciente do Corpo Denso.

5º Dia da Criação – O Período de JúpiterDaremos o primeiro passo ao aperfeiçoamento dos nossos diferentes veículos e à expansão da nossa consciência em algo semelhante à onisciência. Funcionaremos em Corpo Vital, como funcionamos agora em Corpo Denso. Seremos o que podemos dizer: “super-homens”:as imagens internas, como de sonho, estarão sujeitas à nossa vontade e não serão meras reproduções dos objetos exteriores. Os animais, serão “humanos”. Extrairemos a Alma Intelectual do Corpo Vital.

6º Dia da Criação – O Período de VênusDaremos o segundo passo ao aperfeiçoamento desses diferentes veículos e à expansão da nossa consciência em algo semelhante à onisciência. Funcionaremos em Corpo de Desejos – que alcançará a sua perfeição –, como funcionamos agora em Corpo Denso. Seremos o que podemos dizer “semideuses”: uma consciência objetiva, consciente e criadora. O ser humano poderá imaginar formas que viverão e crescerão como as plantas. Os vegetais serão “humanos” no Período de Vênus.

7º Dia da Criação – O Período de Vulcano – Daremos o último passo ao aperfeiçoamento desses diferentes veículos e à expansão da nossa consciência em algo semelhante à onisciência. Funcionaremos na Mente – que alcançará a sua perfeição –, como funcionamos agora em Corpo Denso. seremos o que podemos dizer “homens-deuses”; alcançaremos a perfeição, ao final do Período de Vulcano, onde poderemos imaginar a criação de seres que viverão, crescerão, sentirão e pensarão. Amalgamaremos a Tríplice Alma com a Mente. Os minerais de hoje serão a “humanidade” do Período de Vulcano.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise Oculta do Gênesis – O Período Terrestre

A obtenção do germe do Corpo Denso e o despertar do nosso veículo Espírito Divino. Esse trabalho começou na 1ª Revolução.

  • Qual o trabalho específico do Período Solar? E em qual revolução ele começou?

A obtenção do germe do Corpo Vital e o despertar do nosso veículo Espírito de Vida. Esse trabalhou começou na 2ª Revolução.

  • Qual o trabalho específico do Período Lunar? E em qual revolução ele começou?

A obtenção do germe do Corpo de Desejos e o despertar do nosso veículo Espírito Humano. Trabalho iniciado 3ª Revolução.

A obtenção do germe da Mente. Esse trabalhou começou na 4ª Revolução do Período Terrestre e recebemos a ajuda dos Senhores da Mente.

  • Por que quem escreveu o Gênesis não menciona a cristalização da Terra depois que foi expelida da massa central?

Porque em um Corpo tão pequeno como a Terra, o tempo preciso para a cristalização foi comparativamente curto.

  • Por que quem escreveu o Gênesis não menciona o desmembramento que se produziu novamente quando a Lua foi expelida da Terra?

Porque aqui o Corpo é menor ainda, portanto, o tempo preciso para a cristalização foi comparativamente muito mais curto.

  • Em qual momento de nossa evolução a Terra foi arrojada do Sol?

No final da Época Hiperbórea.

  • Pergunta: Em qual momento houve a separação dos sexos?

Na Época Lemúrica.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise oculta do GênesisJeová e sua Missão

É o chefe da Onda de Vida dos Anjos. Ele apoiou o desenvolvimento da humanidade nascente e é o Deus do Velho Testamento. Além de seus Anjos, ele é assistido por um número de Arcanjos.

  • Qual é o Quádruplo mistério de Cristo?

Em algumas obras de Max Heindel e, também, de Corinne Heline encontramos uma explanação sobre o quádruplo mistério de Cristo, ou seja, Cristo em seus vários aspectos: Cósmico, Planetário, Histórico e Místico.

Cristo Cósmico: é o Verbo, o aspecto Filho ou feminino de DeusCristo é o Sol espiritual, de onde vem o impulso do Espírito do Cristo Cósmico. O Cristo Cósmico – o mais alto Iniciado do Período Solar – envia Seus raios emitidos. É o Senhor e o Orientador de todas as grandes Religiões da Terra.

Cristo veio e encarnou aqui na Terra; então um raio do Cristo Cósmico veio aqui e encarnou no Corpo do nosso Irmão Maior Jesus.

O Cristo Cósmico está sob a orientação do Senhor Deus (o Pai).

Cristo Planetário: É um glorioso Arcanjo, o supremo entre as hostes Arcangélicas. A Hierarquia de Capricórnio é o lar dos Arcanjos; mas durante o período de Sua missão nesse Planeta, Cristo e seus ministros Arcangélicos faz Seus lares no revestimento espiritual do Sol – pois cada corpo celestial tem um revestimento espiritual estendendo além do espaço da sua parte visível. Do mesmo modo, cada ser humano tem uma extensão espiritual, além do seu veículo físico.

O Cristo planetário encarnou na Terra no momento do Batismo de Jesus e que, no dia culminante do Seu sacrifício, se converteu em seu Espírito Planetário Interno. Está sob a direção do Filho, o Cristo Cósmico.

Cristo Histórico: Ele narra o começo da evolução humana, que foi relatada biblicamente na história de Adão e Eva, quando deixamos de viver na Região Etérica do Mundo Físico (conhecido como o Jardim do Éden), graças a influência dos Espíritos Lucíferos.

É o aspecto do Cristo que veio à terra para nos salvar, o Cristo que usou o corpo físico de Jesus. O Ego, a quem conhecemos como Jesus, veio viver na Terra, as forças espirituais que a acompanharam foram tão poderosas que, apesar do transcurso de milhares de anos, continua ressoando em seu eco, em comemoração daquele nascimento.

O sublime acontecimento denominado o Batismo marca o início da era de Cristo na Terra, momento em que Jesus, tendo construído o mais puro e perfeito corpo que se podia formar com matéria física, cedeu-o para o glorioso Arcanjo Cristo. No momento do Batismo, os céus se abriram e se escutou a voz de Deus.

Cristo Místico: É o Cristo que há de nascer dentro de cada ser humano. É a divindade que está latente em cada ser humano. O Cristo místico está sob a orientação do Espírito Santo.

Nenhum ser humano pode ser pioneiro do novo tipo de ser humano até que Cristo nasça dentro de si mesmo. A chamada feita pelo Espírito Santo a todos os que já estão preparados, e desejando escutá-la, é para a completa dedicação ao serviço do Senhor Cristo.

Para saber mais, acesse: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/os-misterios-dos-cristos/#_Toc37328391

  • Qual a ajuda que a humanidade recebeu de Jeová?

Jeová dividiu a humanidade em diferentes povos e colocou cada um sob a direção de um grande Arcanjo; “Espírito de Raça” ou Deus deste povo. Como o Espírito dentro do ser humano ainda estava muito fraco e incapaz de controlar o seu Corpo de Desejos, os deuses estabeleceram regras imperativas de vida e que prescreve penas para quaisquer transgressões.

Jeová tem guiado a humanidade a partir do exterior, por meio da Lei. No entanto, tal regime não pode durar para sempre, e a Bíblia nos diz que a Lei foi dada a nós até Cristo. Não até a vinda de Cristo exterior, mas até que o amor de Cristo viva em nós e direcione nossas ações, tornando assim a Lei externa desnecessária.

Esta Lei repressiva estabelecida por Jeová é que nos permitiu tomar consciência do pecado, um ato contrário às Leis da Natureza. A Lei da Religião de Raça envolve o que ainda conhecemos hoje: “olho por olho”, “dente por dente”, e o sentimento afirma: “hei de me vingar”.

  • Qual a ajuda de Cristo à humanidade?

O “Filho” (Cristo) é o mais elevado Iniciado do Período Solar.

Cristo lançou as primeiras bases da Fraternidade Universal em sua primeira vinda. Tal Fraternidade será coisa verdadeiramente realizada quando Ele voltar.

A Lei deve ceder lugar ao Amor, e as raças e nações separadas devem unir-se numa Fraternidade Universal, tendo Cristo como Irmão Maior. Cristo é o Senhor do Amor; é o Regente do Planeta Terra e do Sol; é o grande Espírito Solar; é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Cristo-Jesus – o mais elevado de todos os Arcanjos que utilizou os Corpos Denso e Vital de um ser humano, que em um determinado renascimento foi chamado Jesus, para “aparecer como um homem entre os homens” e se sacrificar para salvar a Onda de Vida Humana (nós, os seres humanos).

  • Quantas Raças existirão durante todo esse Período de manifestação?

16 raças. São elas:

  1. Época Lemúrica: Raça Lemúrica – uma única Raça.
  2. Época Atlante (7 Raças): A Rmoahals; Os Tlavatlis; Os Toltecas; Os Turânios; Os Semitas; Os Acádios e Os Mongóis.
  3. Época Ária (7 Raças): Ária; Babilônio-Assíria-Caldeu; Persa-Greco-Latina; Céltica; Teuto-Anglo-Saxônica; Eslava e Descendentes da 6ª Raça.
  4. Sexta Época (1 Raça): da união das diversas nacionalidades vivendo nos E.U.A., surgirá então a última Raça.

Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de fevereiro:

Sabemos que “a morte não existe”!
Não como muitas pessoas pensam: morreu aqui, acabou. Ou, morreu aqui vamos para um Céu, ou um Purgatório ou, ainda, para um inferno. Ou, pior ainda, “não sei e vou deixar para pensar quando estiver próximo dela” (!?)

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que ao desencarnarmos aqui, nascemos nos Mundos Invisíveis (também chamado de Mundos Celestiais), da mesma forma quando renascemos aqui, deixamos os Mundos Invisíveis.

Sim, a “morte não existe”. Existe sim uma continuidade da vida, aqui e lá, sempre!

Devemos nos emancipar do medo da morte.

Por acaso não ouvimos falar: “a única certeza que temos é a morte”?
Se ficarmos apegados ao luto, nos fecharmos para a vida que aqui continua, ficamos sempre tristes, atrapalhamos a vida de quem partiu.

Eles precisam, após a morte, tranquilidade, um ambiente de calma e silêncio para passar um dos mais importantes acontecimentos que ocorre na nossa vida: rever o panorama da vida que findou e seguir seu caminho; receberem sempre a ajuda e os cuidados que precisam, caso contrário, correm o risco de ficarem presos às Regiões mais densas dos Mundos Invisíveis.

Sentiremos saudades, sim, mas devemos respeitar os que partiram. Não devemos ficar em prantos, lamentações, tristes o tempo todo, se lamentando, afinal precisamos continuar nossa jornada, temos que cuidar bem do nosso Corpo Denso, seguir nossa vida.

Podemos ajudar fazendo preces para auxiliar quem partiu, mas sempre a terminando com a frase: “seja sempre feita a Sua vontade (a vontade de Deus) e não a minha”.

Procuremos compreender que a morte do Corpo Denso – o físico -, no momento devido (e sempre é e será no momento devido), é a maior bênção que a pessoa pode receber.

Nenhum de nós possui um Corpo tão perfeito que possa viver para sempre. Não comemos, ainda, do fruto da “Árvore da Vida”.

Em muitos casos, os anos marcam os pontos fracos dos nossos veículos em grau crescente, cristalizando e transformando-os cada dia mais, numa carga que abandonaremos com satisfação.

Temos o conhecimento de que ajudaremos a construir um novo Corpo Denso (bem como todos os outros Corpos e veículos que precisaremos) e um novo começo numa época futura, num novo Renascimento e, assim, poderemos aprender um número maior de lições (baseadas em experiências) nessa Escola da Vida.

Sim, voltaremos aqui!

Os Ensinamentos Rosacruzes nos ajudam muito a entender esse momento.

Procuremos estudar e veremos a morte de outra forma e com segurança, sem medo.

Afinal, “a morte não existe”!!!

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“A quem muito é dado, muito será exigido”

Já ouvimos a frase: “A quem muito é dado, muito será exigido”, não é?

Então, cabe a nós Estudantes, Probacionistas e Discípulos Rosacruzes sempre nos lembrarmos dessa frase.

Afinal, se recebemos, temos o dever de dar, ou seja, um ser extraordinário despendeu muitíssimo do seu tempo para nos passar ensinamentos valiosos, cabe, então, a nós fazermos a nossa parte, divulgando de maneira clara e correta tais ensinamentos.

No mínimo, para nos estimular lembremos do evento na vida de Cristo chamado de Lava-pés, e seu significado místico para o treinamento esotérico de um Estudante.

Com certeza ajudaremos a muitos.

Max Heindel, fundador da Fraternidade Rosacruz, recebeu a sublime missão de ser o Mensageiro dos Irmãos Maiores para transmitir os Ensinamentos Rosacruzes, e o fez de corpo, alma e muito amor. Totalmente desinteressado e sempre buscando servir a divina essência em cada irmão e irmã com quem se relacionou.

Mereceu tão elevado encargo, certamente, pelo seu indescritível impulso interno de encontrar a verdade, passar adiante, e, pelo seu caráter, constância e amor pelos seus semelhantes.

Levou a público a maravilhosa Filosofia Rosacruz, explicando com muita clareza os mistérios da vida, dando-nos fé, consolo e esperança em uma vida futura, bem entendida e bem vivida.

Max Heindel plantou uma fecunda semente – a Fraternidade Rosacruz – que germinou, cresceu, tornou-se frondosa árvore, floresceu e frutificou.

Sob ela nos abrigamos. Suas flores perfumam nossas vidas e seus saborosos frutos alimentam nossas almas.

Temos, então, em nossas mãos uma grande responsabilidade, embora sejamos imperfeitos, de nos convertermos em auxiliares dos Irmãos Maiores, pregando o Evangelho, curando os enfermos e divulgando esses maravilhosos ensinamentos.

Que missão mais sublime podemos aspirar do que ajudar as criaturas de Deus e a Evolução do Mundo?

“A quem muito é dado, muito será exigido”.

Riquezas materiais, honras e glórias, são bens temporais, transitórios e efêmeros; porém os valores espirituais que acumulamos são o tesouro da alma (“a traça não rói e a ferrugem não destrói”) e jamais os perderemos.

Depende só e exclusivamente de nós.

O Conceito Rosacruz do Cosmos e a Bíblia nos ensinam que CRISTO “abriu o caminho” para todos, sem exceção.

Suas irradiações espirituais procuram tocar o coração, despertando o Espírito, e impulsionando-o à ação.

Esforcemo-nos, pois, até o limite de nossas capacidades para nos tornarmos receptivos a essas elevadas vibrações.

Harmonizemo-nos com os princípios da Nova Era, como Cristo nos ensinou.

Elevemos nossos profundos sentimentos de gratidão ao Pai Celestial, aos Irmãos Maiores e a Max Heindel pelas bênçãos que recebemos dessa maravilhosa Escola Filosófica Cristã, que é a Fraternidade Rosacruz.

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CORAÇÃO PURO

Quando Cristo Jesus quis propor um modelo a Seus Discípulos, escolheu-o entre as pessoas sábias e poderosas? Não.

Cristo chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse-lhes: “Em verdade vos digo, se não se converterem e se não vos fizerdes como uma criança, não entrareis no Reino dos Céus”. (Mt 18, 2-3).

Essa sentença se tornou uma máxima Cristã!

Todos os ocultistas reconhecem a imensa importância desse ensinamento de Cristo, e tratam de “vivê-lo” dia a dia.

O que vemos em uma criança? Dentre outras coisas, vemos a simplicidade e a pureza.

A criança crê, ama e age, sem pensar em si mesmo, atendendo ao impulso do coração; é isso que mais agrada a Deus!

Notemos e nos lembremos sempre que Deus não pede longas orações, nem eloquentes discursos, nem palestras bem elaboradas, nem demonstrações de intelectualidades, nem meditações profundas, mas uma vontade reta, uma intenção pura, um coração inocente; que não tenha outros desejos senão os Seus.

Um exemplo de comportamento e de modo de agir que Cristo Jesus nos ensinou, aprendemos aqui: “Bem-aventurados os que têm o CORAÇÃO PURO, porque eles verão a Deus” (Mt 5,8).

Note: Ele não nos ensinou dizendo que devemos ter uma intelectualidade imensa, uma facilidade em “repetir conhecimentos” e nem o carisma em fazer exposições.

Se formos bons e puros, interiormente, veremos e faremos tudo sem dificuldades, naturalmente, alinhados àquilo que escolhemos aprender nessa vida aqui, e compreenderemos que tudo faz parte de um aprendizado.

Com certeza, quem caminha pelas trilhas que Cristo Jesus nos ensinou (tão explícitas nos quatro Evangelhos), tudo na sua vida se torna leve, o que para outros parece tão pesado.

Um exemplo disso está na prática da humildade, pois a pessoa humilde, recebendo uma afronta e confusão, permanece em uma paz profunda e inabalável, pois confia em Deus e não nas coisas, prazeres e ilusões do mundo.

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A importância de uma atitude Otimista e Corajosa

Uma atitude otimista e corajosa é essencial à conservação da própria saúde, como também para poder auxiliar aqueles que se encontram enfermos ou doentes. A energia solar flui continuamente para dentro do nosso corpo através do baço, órgão especializado na função de atrair e especializar esse Éter universal.

No Plexo Celíaco este Éter transforma-se num fluido de cor rosa, atravessando todo o sistema nervoso. Por meio deles os músculos são movimentados e os órgãos executam as suas funções vitais. Quanto melhor se encontrar o nosso estado de saúde, tanto maior é a qualidade deste fluido solar, que somos capazes de absorver. Entretanto, da quantidade absorvida, somente uma parte é utilizada, e o excesso é irradiado do corpo seguindo direções retilíneas.

Devido a essas correntes invisíveis de força, os germes da enfermidade ou da doença não conseguem penetrar em nós, e os micro-organismos que os conseguem, associados aos nossos alimentos, são expelidos logo em seguida.

Não obstante a isto, ao emitirmos pensamentos de medo, aborrecimentos ou ira, o baço se fecha, cessando então de especializar o fluido em quantidade necessária.  Então as linhas de força se encurvam dando acesso fácil aos organismos nocivos à saúde, deteriorando os tecidos, órgãos e outras áreas do corpo originando assim a enfermidade ou a doença.

Sabemos os efeitos do medo, da ira, da cólera, etc., em nosso Corpo de Desejos. Realmente não são efeitos bons.

Esses pensamentos ao tomarem forma, com o decorrer do tempo, se cristalizam naquilo que conhecemos como bacilos.

De modo especial, os bacilos de enfermidades infecciosas são a incorporação do medo, da tristeza, do ódio, etc., que muito deveriam ser vencidos pela sua força oposta: a coragem, o amor e a alegria.

Quando nos aproximamos de uma pessoa contaminada, com uma enfermidade ou doença contagiosa, se estivermos com medo, trêmulos, com certeza iremos dirigir contra nós mesmos os micróbios venenosos. Infelizmente é o que dizemos de “deixar a porta aberta”.

Por outro lado, se da pessoa nos aproximarmos completamente livres de medo, com a intenção de ajudá-la, nem que seja com pensamentos positivos, orações, dizendo para nós mesmos: “que seja feita a vontade de Deus e não a minha”, escaparemos da infecção, principalmente se vermos a pessoa como um irmão, uma irmã, que está passando por um momento difícil, e para ela levarmos a nossa ajuda, o nosso amor.

O amor vence o medo!!! A nos eleva!!!

Sejamos corajosos sempre!!!

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Oração

A oração é como ligar um interruptor elétrico. Não cria a corrente; simplesmente fornece um canal através do qual a corrente elétrica pode fluir.

Da mesma maneira, a oração cria um canal através do qual a vida e a luz divinas podem se derramar em nós para nossa iluminação espiritual.

Se o interruptor fosse feito de madeira ou vidro, seria inútil; de fato, seria uma barreira pela qual a corrente elétrica não poderia passar, porque isso é contrário à sua natureza. Para ser eficaz, o interruptor deve ser feito de um metal condutor; então está em harmonia com as leis da manifestação elétrica.

Se nossas orações são egoístas, mundanas e eivadas (contaminadas) de desprezo pelo próximo, são como o interruptor de madeira; eles derrotam o próprio propósito a que se destinavam a servir, porque são contrários ao propósito de Deus.

Para ser útil, a oração deve estar em harmonia com a natureza de Deus, que é o Amor.

Perdão dos Pecados

Aprendemos e estudamos a fundo na Fraternidade Rosacruz a doutrina do Perdão dos Pecados, como nos ensinada por Cristo, na Sua primeira vinda.

Essa doutrina é desprezada por alguns filósofos muito avançados que têm a Lei de Consequência como suprema lei.

Na Fraternidade Rosacruz é nos demonstrado que ambas formam parte do esquema de melhoramento e aperfeiçoamento.

Essa doutrina de reconciliação fornece, às almas fervorosas, força necessária para lutar, apesar dos repetidos fracassos, e para conseguir a subjugação da natureza inferior.

Recordemos que muita gente não conhece as Leis de Renascimento e Consequência.

Tendo diante de si um ideal tão grande como o de Cristo, e crendo não ter mais do que curto número de anos de vida para realizar tão elevado grau de desenvolvimento, não teria sido a maior crueldade imaginável deixar todas as pessoas sem essa ajuda?

O grande sacrifício do Calvário, se bem que tenha servido para outros propósitos, converteu-se na Luz de Esperança para todas as almas fervorosas que estão se esforçando por realizar o impossível: efetuar numa única e curta vida a perfeição exigida pela Religião Cristã.

Afinal de contas, pensemos, houve um momento nesse Esquema de Evolução que para “perdoar os pecados de cada um, individualmente” era necessário e suficiente sacrificar os bens.

Só que esse momento terminou com a vinda do Cristo. A partir daí o que vale para “perdoar os pecados de cada um, individualmente” é que cada um se sacrificasse.

Não num único supremo sacrifício, como o de um mártir, o que teria sido comparativamente fácil, mas que, dia a dia, de manhã à noite, agisse misericordiosamente com todos.

Deve se desprender do egoísmo e amar o próximo, como tinha amado a si mesmo.

Também, não lhe era prometida nenhuma recompensa visível e imediata; devia ter fé numa felicidade futura.

Será de admirar que as pessoas achem difícil realizar este elevado ideal de agir bem continuamente?

Quer se aprofundar nesse assunto e compreender como funciona? Acesse o Capítulo XV do Conceito Rosacruz do Cosmos aqui: https://fraternidaderosacruz.com/…/livros…/o-conceito/

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes

  1. Hitler tinha um “destino” a seguir?

Resposta: Sem dúvida. Como cada um de nós tem um destino a seguir. Agora, como seguir é nossa escolha. Ele fez a dele e muitos, por comodismo, astúcia, ignorância, ganância, poder, fama, dinheiro, e outros sentimentos, desejos e emoções inferiores “, engrossaram a fila”.

  • Ele foi “aproveitado” pelo Poder Maior para matar milhões de pessoas?

Resposta: Com certeza não! O “Poder Maior” nunca destrói o que foi criado por Deus. Mesmo porque nem Deus criou alguma coisa para ser destruída! O “matar milhões de pessoas” não foi a primeira nem será a última vez que o ser humano (um, dois, três, dez, vinte, cem…) provocará. Olhe em qualquer site de História e verá exemplos e mais exemplos de “hitleres” declarados ou camuflados. Exemplo? O que você me diz de um ser humano que estuda e fabrica armas cada vez mais potentes para matar cada vez mais um número de pessoas? “micro-hitler”? Lembre-se sempre nunca haverá um efeito sem uma causa nas vidas passadas. E em uma vida vem a tentação para o “tentado” provocar o efeito desastroso. Se provocou: “lição não aprendida, ensino não suspenso”.

  • Se sim, como separar o que ele fez porque foi “predeterminado” daquilo que fez por liberdade de escolha, para que ele seja educado no Purgatório de maneira imparcial? Se não, por que Deus permitiu que ele fizesse o que fez? Em outras palavras: por que é permitido que uma única pessoa cause tanto mal a muitas outras, e como essa é “escolhida” para fazer o trabalho sujo?

Resposta: A relação de causa-efeito não estava somente em Hitler e os milhões de irmãos e irmãs que morreram? Estava entre Hitler, fulano, ciclano, beltrano e muitos outros irmãos e irmãs que em vidas passadas foram torturados, feridos, estuprados, envenenados e mortos pelos irmãos e irmãs que na época de Hitler também foram torturados, feridos, estuprados, envenenados e mortos. Ou seja: em uma vida vieram como torturadores e assassinos e agora vieram como torturados e assassinados. Nem um lado, nem o outro lado aprendeu a lição do amor, do perdão, do “não cair em tentação”. Voltarão em vidas próximas, mais uma vez com papéis trocados para “experimentar”, para resolver o relacionamento com amor. Caro irmão, veja que interessante: pesquise na história da 2ª Guerra Mundial e veja quantos irmãos e irmãs tinham tudo para torturar e matar outros irmãos e irmãs e não o fizeram (há muitos exemplos!). Aprenderam a lição! E quantos outros irmãos e irmãs torturados e assassinados perdoaram os seus torturadores e assassinos. Aprenderam a lição!

  • Pergunta: No momento da Concentração do Ritual do Serviço Devocional do Templo se caso ninguém me peça auxílio espiritual, posso eu nesse momento de livre vontade pedir por pessoas que eu sei que precisam de ajuda? Ou somente por aqueles que solicitam?

Resposta: o momento de Concentração, tanto do Ritual do Serviço do Templo como no de Ritual de Cura não é o momento adequado para “pedir por pessoas”. Isso porque o objetivo do momento da Concentração no Ritual do Serviço do Templo é você conseguir criar pensamentos-formas (não influenciado pelo seu desejo, sua emoção ou seu sentimento) sobre o “servir amorosa e desinteressadamente o irmão e irmã que sofrem, que chora e que ri, focando exclusivamente na divina essência oculta deles, que é a base da fraternidade universal, preconizada pelo nosso único Mestre, o Cristo”. Quanto mais impessoal, quanto mais universal, quanto mais não focado em uma ou em outra pessoa, melhor será a sua geração desses pensamentos-formas que serão utilizados pelos Irmãos Maiores no seu trabalho todos os dias à meia-noite. Como formar esses pensamentos-formas? No princípio foque em exemplos de serviço: um olhar de aprovação, um sorriso de cumprimento, um gesto de carinho e atenção, um cumprimento para com uma pessoa desconhecida, um pedido de desculpas, um pedido de perdão, um pedido de ‘com licença’, uma expressão de gratidão, um gesto de amor ágape, um ‘pegar na mão’ para confortar…apoiar…fortalecer, uma atenção a quem só precisa ser ouvido, uma visita a quem está sempre sozinho, uma conversa agradável sobre um assunto fraternal, e assim por diante. É nisso que deve ser baseado os seus 5 minutos de concentração durante a oficiação do Ritual Devocional do Serviço do Templo.

  • Pergunta Os ocidentais estão à frente dos orientais, em termos de evolução espiritual?

Resposta: Todos deveriam estar. As condições do Campo de Evolução do lado de cá propiciam a isso. O irmão ou irmã ocidental que abraça o Cristianismo (popular ou esotérico) está à frente na evolução espiritual, do que o irmão ou irmã oriental que ainda foca no material e tem na religião fetichista a sua crença. Ou seja: não é só o fato de um irmão ou irmã escolher nascer no lado ocidental do Planeta que o torna mais evoluído espiritualmente que um irmão ou irmã oriental.

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura

Datas de Cura:

Março: 04, 12, 19, 25

Certamente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre Si levou as nossas doenças; contudo nós O consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas Suas feridas fomos curados.” (Isaías 53: 4-5)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Janeiro de 2022

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior:

  • Informação sobre a Pandemia
  • Nossas Atividades durante o mês de janeiro
  • Calendário para o mês de fevereiro
  • Estudos na nossa Reunião Virtual Dominical de Filosofia Rosacruz tendo como base o Conceito Rosacruz do Cosmos:
  • Alguns Artigos publicados nas nossas redes sociais
  • Assuntos veiculados na Mídia visto pelos olhos dos Ensinamentos Rosacruzes
  • Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes
  • Serviço de Auxílio de Cura – Datas de Cura para dezembro: todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações.

1. Para acessá-lo (formatado e com as figuras) com as seguintes atividades que desenvolvemos em janeiro, com as seguintes sessões:

CLIQUE AQUI: ECOS nº 68 – Janeiro de 2022

2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras):

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.

Informação

De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de janeiro/2022:

https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz/,

https://business.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas/;

https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e

https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas

  • Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) on line em andamento
  • Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)
  • Oficiação dos Rituais Devocionais (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Encerramento)

FEVEREIRO – Sol transitando pelo Signo de Aquário (janeiro-fevereiro)

Quando o Sol está transitando por Aquário, o Senhor Cristo, em Sua passagem anual pela Terra, centra Suas atividades na Região Etérica do Mundo Físico. Derrama Seu amor e Suas bênçãos, tanto sobre os Anjos como sobre as almas dos desencarnados da humanidade terrestre que estão vivendo e trabalhando nesses planos.

São esses também o lar das crianças, os Egos dos que morreram na infância e os Anjos os instruem e os acompanham. Um Discípulo qualificado, que aprendeu a seguir a Cristo ao longo da trilha da santidade por meio de Aquário, é capaz, em tal estágio de desenvolvimento, de entrar conscientemente nos planos etéricos. Ali pode observar os variadíssimos e formosos serviços prestados pelos Anjos no benefício da humanidade e de todas as formas de vida existentes no Planeta. Assim, pois, o Discípulo se encontra em um mundo encantado, um mundo tênue onde está a origem das notícias sobre as Fadas; porque as regiões dos Éteres superiores é, verdadeiramente, um mundo das Fadas. Das atividades observadas nesses planos é onde muitos buscadores iluminados e místicos tecem seus mais formosos escritos, relativos às verdades espirituais. Durante o mês em que o Sol transita por Aquário, os Éteres superiores se tornam mais dourados e luminosos, porque a força de Cristo está sendo dirigida sobre a superfície da Terra para preparar Sua triunfante libertação pascal.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV – Análise Oculta do Gênesis – No Princípio

  • Quais os atributos que Deus usa quando se manifesta?

Vontade (Deus Pai), Sabedoria (Deus Filho) e Atividade (Deus Espírito Santo)

  • Quais as forças que Ele usa, quando cria?
    • Vontade (conhecida aqui como força masculina) que dá início ao processo de criação
    • Sabedoria, origina a primeira das duas forças necessárias para efetivar a criação: a Imaginação (conhecida aqui como força feminina).
    • Atividade, agindo sobre a substância-raiz-cósmica, produz o Movimento.
  • O que é Verdade?

“Diz-se que sendo uma explicação verdadeira todas as demais têm de ser falsas. Evidentemente, não é esse o caminho para chegar à verdade. Tendo muitos e múltiplos aspectos, cada verdade oculta requer exame de mui diferentes pontos de vista; cada um deles apresenta certa fase da verdade, e todos eles são necessários para chegar-se a uma concepção completa e definida daquilo que se está considerando.”

A Verdade não é o que vemos com nossos olhos físicos. O Mundo Físico é o mundo dos fenômenos, doa efeitos. O que temos aqui são os efeitos da Verdade que se expressa como causas nos Mundos superiores (Mundo do Pensamento).

  • Então, como conheceremos a Verdade, estando aqui vivendo neste Mundo dos efeitos, dos fenômenos, onde tudo está obscurecido ou torcido, irreconhecível sob essas condições ilusórias?

 À medida que deixemos de lado todas as nossas aspirações para aquisições materiais, buscando amontoar tesouros no céu, quanto mais servirmos amorosa e desinteressadamente tanto mais rapidamente conheceremos a Verdade e, então mesmo vivendo neste Mundo dos fenômenos, poderemos falar como um Iniciado: “Vivo neste Mundo, mas não sou deste Mundo”.

  • O que significa a expressão “sentir internamente”

É o coração aspirando por esclarecimentos profundos. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”

Todo ato motivado por uma intuição é puro e raramente deixa de produzir um resultado positivo.

É também conhecida como intuição.

  • O que a intuição tem a ver com a busca da Verdade?

Para entendermos o que seja a intuição, precisamos entender os nossos três tipos de Memória todas relacionadas com a nossa Mente, que nos conduz à Região Abstrata do Mundo do Pensamento, onde começa a realidade, e, portanto, o vislumbre da Verdade.

  • A Memória Consciente, também conhecida como Memória Voluntária, está relacionada totalmente com as experiências desta Vida.
  • A Memória Subconsciente, também conhecida como Memória Involuntária, relaciona-se totalmente com as experiências desta vida.
  • A Memória Supraconsciente contém todas as nossas faculdades e conhecimentos adquiridos em todas as vidas anteriores. Ou seja: está relacionada com as nossas vidas passadas e não com esta como as outras duas Memórias. É o resultado de todas as nossas lições aprendidas em todas as nossas vidas passadas.

A Memória Supraconsciente: É o que entendemos como Verdade. Verdade segundo o nosso ponto de vista. Essas faculdades e conhecimentos são gravados no nosso veículo Espírito de Vida.

O nosso Espírito de Vida está permanentemente em estreito contato com o nosso coração. Espírito de Vida é um dos nossos três veículos espirituais e que retrata o amor e a unidade. Por isso o coração é o foco do amor altruísta. Assim, quando estamos com algum problema, podemos utilizar nosso veículo Espírito de Vida para buscar a solução, a verdadeira solução.

Essa solução é enviada através do Éter Refletor até o nosso coração, como orientação e iniciativa. Tão logo a recebe, o nosso coração a retransmite ao nosso cérebro através do Nervo Pneumogástrico.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise Oculta do Gênesis – A Teoria Nebular

  • Segundo a ciência moderna, temos 2 interpretações para a Teoria Nebular: Uma diz, que é o momento que esse Esquema de Evolução teve um começo, quando foram criados os céus; e a outra, completando a primeira, acrescenta que os céus e a terra foram criados da “sempre existente essência”, não tirados do “nada”, como afirma o materialista.
  • A ciência oculta e a ciência moderna concordam com essa afirmação?

Sim

  • Então, onde a ciência oculta e a ciência moderna começam a discordar?

A ciência oculta ensina que Deus foi a origem do processo de formação e, constantemente, guia o Sistema Solar por um caminho perfeitamente definido. Já a ciência moderna tenta demonstrar que Deus não é necessário.

se Deus deixar de exercer a “Atividade” e parar de vibrar e manter o movimento, o Universo se dissolver-se-ia imediatamente em “sutilíssimo espaço”

É uma expressão do polo negativo do AbsolutoDeus é uma expressão do polo positivo do Absoluto (veja Diagrama 6 do Conceito Rosacruz do Cosmos). Tudo que vemos manifestado como formas minerais, vegetais, animais e humanas é espaço cristalizado, emanados do polo negativo do Absoluto. É o material que Deus atrai e que externa a Sua esfera imediata, quando Deus deseja criar, escolhendo um lugar apropriado do espaço e preenchendo-o com Sua aura, permeando cada átomo da Substância-Raiz-Cósmica dessa porção particular do espaço com Sua Vida, despertando, desse modo, as atividades latentes em cada átomo não diferenciado. Desse modo, a substância compreendida pelo nascente Cosmos se torna mais densa do que a do espaço Universal, entre os Sistemas Solares.

  • O Sistema Solar está repleto de vida e movimento, eternamente em movimento – qual é a causa disso?

Cada Planeta é um organismo vivo e possui alma inteligente (criadora ou geradora da forma), guiando-a em todos os seus movimentos, do mesmo jeito que o ser humano é uma alma viva que originou seu corpo e controla suas atividades.

Teologia Cósmica: os Planetas são constituídos por uma Hierarquia de divindades subordinadas, cada uma com seu próprio Espírito inerente, e o Sol é o Pai Divino de todos.

Todos os organismos vivos que habitam os Planetas, cada um dos quais sendo uma imagem microscópica ou semelhança do Todo, o que é especialmente verdadeiro para a humanidade.

Todo o sistema, visto como unidade, é a Deidade (divindade) em sua totalidade, no sentido cósmico, chamado macrocosmo ou ordem cósmica e universal, o todo-abrangente; e o ser humano, uma miniatura do todo, é um microcosmo.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise Oculta do Gênesis – As Hierarquias Criadoras

  • Qual o significado da palavra ELOHIM

Nome dado, no primeiro capítulo do Gênesis, às Hierarquias Criadoras. Esse nome significa uma hoste de seres bissexuais. A primeira parte do nome é “Eloh”, um nome feminino, em que a letra “h” indica o gênero. Se se tivesse pretendido indicar um ser feminino ter-se-ia empregado a palavra “Eloh”. O feminino do plural é formado com o sufixo “oth”. Portanto, se houvesse intenção de indicar certo número de Deuses femininos, a palavra correta teria sido “Elooth”. Todavia, em vez de qualquer destas duas formas, encontramos o plural masculino terminado em “im”, acrescentado ao nome feminino “Eloh”, o que designa uma hoste de seres bissexuais, masculino-femininos, expressões na energia criadora dual, positiva-negativa.

  • Seguindo os 7 graus do caminho da Preparação e Iniciação, da Fraternidade Rosacruz, em que momento deixamos de ter a necessidade nascer, numa encarnação como homem e na outra como mulher?

Quando atingimos o grau de Adepto – pessoa que se graduou, pelo menos, na primeira Iniciação Maior, o que significa que ela experimentou, internamente, com sucesso as nove Iniciações Menores e está prosseguindo em direção às quatro Iniciações Maiores (ou Iniciações Cristãs).  A partir desse momento, elas se libertam da roda de nascimento e morte.

Devido as 3 ordens emitidas pelo Rei Jaime: “Proibido perturbar as ideias já existentes; a paz a qualquer preço; evitar toda a controvérsia”. E assim, para evitar confusões de entendimento, se determinou, que a palavra seria traduzida como Deus.

Nos ensinamentos Rosacruz, encontraremos o conceito Elohim nas palavras: Jeová, Hierarquias Criadoras, Hierarquias Divinas, Hierarquias Zodiacais, Jerarquias Divinas. Todas essas palavras, indicam Seres Criadores, bissexuais, com poderes diferenciados.

Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise oculta da Gênesis – O Período de Saturno

  • Quando lemos no Gênesis 1:2 “A Terra era vasta e desabitada, e a obscuridade pairava sobre a face do abismo e os Espíritos dos Elohim flutuavam sobre o abismo”. Se a Terra era agreste e desabitada, nada existia?

A Terra não era desabitada, pois nossa onda de vida iniciava nosso período de evolução. Tínhamos nesse momento a forma análoga a dos minerais, por essa razão não éramos vistos, pois nós formávamos a crosta da terra. Éramos como framboesas, em estado de transe profundo.

  • Quem escreveu o Gênesis? O escritor presenciou os fatos?

Quem escreveu Gênesis foi Moises. Moises, era um ser humano altamente desenvolvimento. Moises, Elias e João Batista, é o mesmo Ego, o mesmo espírito virginal. São expressões do mesmo espírito imortal. Para escrever o Gênesis, Moisés leu os fatos, na memória da natureza.

O primeiro Período desse Esquema de Evolução em que estamos vivendo atualmente. Os sete Globos desse Período eram obscuros e quentes. A Bíblia também menciona esse estado obscuro. Havia somente um elemento: calor ou fogo incipiente. Nós passamos pela nossa existência “parecida com a onda de vida mineral atual” e tínhamos a consciência que hoje nomeamos de transe profundo. Nesse Período os Senhores da Chama (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Denso e despertaram em nós o veículo Espírito Divino. Os Senhores da Mente (outra das 12 Hierarquias) passaram pelo seu estágio “humanidade” e trabalharam conosco nesse Período de Saturno, exatamente como nós trabalhamos com a onda de vida mineral, no atual Período Terrestre.

Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de janeiro:

Gratidão

Entre os bons hábitos, e para alguns já consolidada como virtude, que asseguram nosso bem-estar físico e espiritual, destaca-se o sentimento sincero e honesto da GRATIDÃO, a capacidade sentimental de avaliar, de ver e sentir todas as bênçãos e manifestar seu reconhecimento pela generosidade de DEUS.

A porta que conduz à abundância das bênçãos divinas, quer materiais, quer espirituais, abre-se amplamente ao coração humilde e agradecido. Só este poderá avaliar a realidade e riqueza das dádivas divinas.

A saúde física, a iluminação espiritual e o sustento material acompanham o despertar daqueles que “entram” por esse portal com ação de graças com louvor.

Logo pela manhã ao abrirmos os olhos, ao despertar, devemos agradecer a Deus, afinal teremos mais um dia para viver nesta grande escola da vida.

Este sentimento pavimentará o caminho do dia que se inicia com alegria, paz, ajuda e crescimento interno.

A atitude de gratidão estabelece uma vibração que automaticamente nos atrai a atenção e assistência de elevados Seres que fulguram nos planos internos, os quais são, realmente, os Mensageiros de Deus.

O coração grato, com certeza, está espiritualmente sintonizado com a onda divina e mantém, desse modo, todos os seus Corpos e todos os assuntos na harmonia cósmica, em perfeita normalidade.

Ainda que tenha estado física, mental ou psicologicamente enfermo, o novo hábito de vislumbrar o bem em todas as coisas, de avaliar e admirar os dons de Deus à disposição de todos, o sentir o amor divino o tempo todo, também o levará a agradecer por tudo.

Nessa atitude positiva, amorosa e humilde irá reconstruindo o seu equilíbrio.

A força infinita de Deus em nós está sempre ao nosso alcance, desde que estejamos vibrando numa vibração silenciosa de louvor e ação de graças. Afinal, “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

A coragem, o equilíbrio interno, o entusiasmo e tudo o mais, são a colheita daqueles que vivem semeando em atos, em sentimentos e modo de pensar, o reconhecimento da bondade e amor de Deus.

Sejamos sempre gratos, reconheçamos que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e momentos de crise, eles fazem parte do que escolhemos passar aqui no Mundo Físico,

Agradeçamos a Deus a cada dia pelo milagre da Vida.

A vida de Deus está nas mãos de Deus, é Ele quem mantém as pessoas com vida “(Jó 12:10).

O que é a Oração?

É a busca do contato com Deus em nosso interior.

É o suprimento das nossas necessidades internas, para influxo de Seus atributos e Virtudes em nossa parte humana, temporariamente separada, pelos véus dos nossos corpos e veículos, de Sua permanente presença.

Quando orarmos não devemos considerar a prece como uma mera fórmula, de mecânica e insentida repetição.

Não devemos fazer pedidos ao Pai; Ele já sabe tudo o que precisamos, apenas “Adorar e Louvar”.

Quer um exemplo de uma oração perfeita? A Oração do Senhor, o Pai-Nosso.

E quer um exemplo do limite de uma prece para as coisas materiais necessárias para a nossa sobrevivência enquanto estamos vivendo aqui? “O pão nosso de cada dia nos dai HOJE”.

Orar é dar um passo sincero das nossas limitações em direção ao Pai, que sempre nos ouve e nos espera, pacientemente. 

Procuremos um lugar calmo, tranquilo onde possamos nos manter também quietos, em oração.

Procuremos nos concentrar em assuntos elevados.

Procuremos nos elevar nas asas do Amor e da Inspiração Divinas, até o Trono do Pai.

Não façamos como os hipócritas que se fazem ser vistos pelas pessoas (muitas vezes até se exaltam para se fazerem ouvir) nas ruas e até em locais fechados; isso só inflará os Corpos de Desejos que logo se esvaziarão, qual fogo na palha.

  •  “Aquele que busca recompensa na Terra (fama, poder, riquezas) já está pago pela Terra, e nada mais tem a receber dos Céus”.
  • “Não acumule tesouros na terra que o ladrão rouba, que a traça rói e a ferrugem destrói; buscai antes os tesouros celestes”.

Elevemos a Deus, nosso Pai, nossos mais sinceros sentimentos de gratidão, por tudo que d’Ele recebemos e por tudo que Ele nos oferece (basta estarmos atentos) e, também, pelo que NÃO recebemos por causa das nossas limitações, das nossas dívidas de destino (especialmente de Destino Maduro), etc.

  • “Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua Justiça, e todas as outras coisas vos serão dadas por acréscimo”.

Enfim, lembremos que Deus sabe o que nos convém e o que merecemos, assim lembremos sempre das palavras de Cristo: “Pai, não se faça a minha vontade, mas a Vossa”.

Suicídio

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que a pessoa que tem tendência a se suicidar, que procura fugir da vida, quando realiza o ato de suicídio descobre que está mais vivo do que nunca, e que se encontra na mais lastimável condição!

É capaz de observar aqueles a quem, com seu ato, talvez tenham prejudicado e, pior que tudo, tem uma inexplicável sensação de estar “oco”.

A parte da aura ovoide, que geralmente contém o Corpo Denso, está vazia e, ainda que o Corpo de Desejos tenha tomado a forma do Corpo Denso descartado, ele se sente como uma concha vazia, pois o arquétipo criador do corpo persiste, por assim dizer, como um molde vazio na Região do Pensamento Concreto por tanto tempo quanto deveria viver o Corpo Denso.

Quando uma pessoa morre de morte natural, mesmo no vigor da vida, a atividade do arquétipo cessa e o Corpo de Desejos por si mesmo se ajusta para ocupar toda a forma. Mas no caso do suicida, o horrível sentimento de “vazio” permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural.

Oração Científica

A Oração Científica é um dos métodos mais poderosos de perceber a Luz que recebemos no Caminho, por nossos esforços para conseguir iluminação.

DEUS É LUZ, e na medida em que nos voltamos para Ele, em oração, a Luz brilhará e iluminará nossa obscuridade espiritual.

Os Irmãos Maiores, desejando nos ajudar, instituíram a oração como um meio de produzir pensamentos elevados e puros para refinar o nosso Corpo Vital.

Todos podemos e devemos trabalhar e orar, auxiliando-nos assim, a subir mais rápido os degraus do Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz.

Para nossa oração diária, cada um deveria ter um certo lugar, “um cantinho” fixo, onde pudesse se sentar em posição cômoda, tranquilo, em quietude, a meditar e orar.  Mas sabemos que nem sempre isso é possível, então vamos exercitar para criar um lugar tranquilo na nossa Mente.

Nesse nosso Templo interior pedimos ao Pai por nossa transformação e iluminação para continuarmos no reto caminho espiritual sempre para frente e para cima.

Na Filosofia Rosacruz aprendemos e, também, sentimos essa verdade: “a oração por si só, por mais fervente que seja, não converterá o pecador em santo”, a menos que nossos atos, nossa vida toda, fosse uma constante oração. Mas também sabemos do nosso “destino maduro”, nossas dívidas que temos que pagar. Além de sabermos que “a fé sem obras é morta”. E seria muito cômodo viver somente em oração quando temos afazeres materiais e espirituais a cumprir, que nada mais são do que lições a aprender.

Orar e trabalhar é a nossa condição, assim: “Ore e labore”.

Muitas vezes sentimos uma grande necessidade de ficar só, em oração. É nesse momento que aquietamos a Mente e o Coração e nos elevamos ao Pai.

É-nos assegurado que se executarmos muito bem, e amorosamente, nosso trabalho, por mais pesado que o achemos, nosso fardo se tornará mais leve. Assim nos ensinou o próprio Cristo.

Se fizermos do nosso dia a dia, conscientemente, todas as coisas em nome do Senhor, com pensamentos elevados, serviço ao próximo, sem esperar nada em troca, servir por amor, nossa vida já será uma constante oração, e finalmente um dia escutaremos a voz do Senhor: “muito bem, fiel e bom servo, entra no gozo do Teu Senhor”.

Nós Aspirantes à vida superior, temos três grandes orações que devemos orar cotidianamente:

Oração do Pai Nosso, a mais bela e perfeita dada por Cristo

Oração do Estudante Rosacruz

Oração Rosacruz

Podemos ter certeza: “a oração nos eleva”.

E, como diz o dito popular: “ora que melhora”.

O Bem em Todas as Pessoas

Dentre os pensamentos maravilhosos que compõem o Ritual Devocional do Serviço do Templo, que o Estudante Rosacruz oficia, destacamos o seguinte: “Esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos e procuremos servir à Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade”.

Estas palavras encerram uma exortação à busca do lado positivo de todos os seres humanos.

Contudo, podemos ir mais além, pois na realidade o ideal é procurarmos vislumbrar o bem em todas as coisas, em todas as pessoas.

Raras vezes percebemos o lado bom das coisas ou dos nossos semelhantes.

É muito mais fácil notarmos as falhas alheias do que ponderar sobre nossos próprios defeitos.

Essa tendência negativa nos coloca, muitas vezes, em atrito com os outros, formando ao nosso redor uma atmosfera de desarmonia.

Cada ser humano renasce num ambiente diferente, passa por experiências também diferentes, o que acentua a sua individualidade.

Então, não temos o direito de querer padronizar o comportamento humano.

Cada ser humano (isso nos inclui) encontra-se num estágio evolutivo.

“Até entre as estrelas existe diferença de esplendor”.

É uma grande injustiça, de nossa parte, exigir de todos que convivem conosco, que fazem parte do nosso dia a dia, um ajustamento aos nossos conceitos pessoais de ética (Só nós temos razão?).

Nem sempre nossos conceitos de bem e de mal correspondem à realidade última das coisas.

Bem é o que nos deleita, mal é o que nos desagrada, não é?

Precisamos de muita cautela ao julgarmos um irmão ou uma irmã.

Lembremos que a tolerância é uma virtude a ser cultivada por quem anela o aprimoramento e crescimento espiritual.

É necessário, porém, que saibamos a diferença entre ser conivente com coisas erradas e pensamentos distorcidos das pessoas. Mas também não é necessário criticar destrutiva e ferinamente. Saibamos dar uma orientação amigável, correta e amorosa para fortalecer e alimentar as boas qualidades alheias, para que as falhas morram por inanição.

A tolerância é um fator de preservação da paz e da harmonia em nosso ambiente, seja onde for.

Se nossas boas intenções e se não formos compreendidos, não busquemos a discussão, a discórdia, a briga. Um erro não justifica o outro.

Se alguém nos decepciona pelo modo como procede, isto não é problema nosso. Ante a Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito), cada um responde pelos seus atos.

Todos temos livre arbítrio.

Podemos perfeitamente optar por um curso de ação, porém, colheremos infalivelmente aquilo que plantarmos. Façamos com que a nossa parte termine em amor. Só assim alcançamos a realização final e bem-sucedida de um relacionamento e, com certeza, isso refletirá nos nossos próximos renascimentos aqui!

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes

  • Por que os jogadores de futebol milionários, para citar apenas um exemplo de uma enorme lista de afortunados, vivem como reis, enquanto mais da metade da população mundial apenas subsiste de forma desgraçada na miséria? No passado esses esportistas foram grandes filantropos ou coisa do tipo?

Resposta: Longe disso! Caíram na tentação em utilizar a facilidade que têm em adquirir recursos financeiros para o prazer e o enriquecimento próprio. E note: tanto a facilidade quanto a tentação (provas) para aprender a lição (ou usando bem a facilidade ou caindo na tentação e procrastinando a aprendizagem para vidas posteriores, aqui em papéis trocados) foram escolhidos por eles próprios no Terceiro Céu. A lição que deixaram de aprender foi de utilizar essa facilidade para ajudar aos irmãos e irmãs que, devido à má gestão dos recursos financeiros em vidas passadas hoje vem com tal dificuldade a fim de aprender pela dor e sofrimento que o caminho do transgressor é duro. Esses irmãos e irmãs que hoje gastam os seus recursos financeiros malbaratamente, em vidas posteriores estarão na situação dos “necessitados”. E os necessitados se aprenderam a lição da dureza do caminho do transgressor, virão com uma disposição enorme em utilizar eficientemente os recursos financeiros que possuem. A nossa volta é fácil ver irmãos e irmãs que vivem com tão pouco e são felizes, tem o suficiente e não se queixam da vida.

  • Pergunta: Nos dois Rituais (do Templo e o de Cura) não posso focar em uma pessoa ou em pessoas que sei que precisam resolver seus problemas ou se livrar de uma doença?

Resposta: O motivo disso é porque nós não sabemos, de fato, quem “precisa ser ajudado”, “quem quer de fato ser ajudado”, “e quem já aprendeu a lição que ele mesmo escolheu no Terceiro Céu e que, portanto, não precisa mais da dificuldade, do problema e da doença como instrumento para sua aprendizagem”. Praticaremos uma injustiça, indo contra a vontade de Deus e, pior ainda, invadindo o livre arbítrio do irmão e da irmã. Há muitas pessoas que se você “tirar a doença ou enfermidade” ou morrem, ou voltam piores em caráter do que eram. Lembremos ainda que o sofrimento e a dor são os melhores professores para aprendermos uma lição – que escolhemos aprender e esquecemos – e que agora insistimos em procrastinar. Só quem sabe disso? Os Anjos do Destino que dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento…e estão acima de todos os erros. Nós, aqui, somos meros Auxiliares Visíveis tentando ser Conscientes. Desenvolvendo-se, chegaremos a ser Auxiliares Invisíveis Conscientes. Aí sim teremos maiores oportunidades em saber quando “é a hora de ajudar e resolver” e quando “é a hora de curar”. Até lá sigamos servindo, ajudando e gerando pensamentos-formas a serem utilizados pelos Irmãos Maiores.

  • Pergunta: É possível (e se for eu acho surpreendente e decepcionante saber que algo tão significante e marcante) que o sexo, cujos efeitos sejam dramáticos, possa ocorrer de modo casual, sem que os Anjos do Destino tenham qualquer participação (eventualmente, eles devam progredir para administrar as relações humanas de forma mais oportuna)?

Resposta: O respeito ao livre arbítrio é uma lei divina. A todos devem ser respeitadas. Se um ser humano ainda não compreendeu que a força sexual criadora é sagrada, advinda diretamente do Espírito Santo, e se satisfaz gastando-a para gratificar seus sentidos, ele tem todo o direito de gastá-la, mas terá o dever de responder à Lei de Consequência: pecado que não pode ser expiado e deverá ser pago com dor e sofrimento (restrições nos órgãos geradores sexuais, laringe e cérebro com doenças e enfermidades correlatas: é o fogo de Deus queimando as cristalizações  que insistimos em manter nos nossos Corpos, o Templo de Deus). Aos Anjos do Destino cabem executar sua função, quando de uma relação sexual resultar em fecundação, e no demais aguardar a vontade de cada ser humano em não mais gastar a força sexual criadora para gratificação dos sentidos. Eles estão evoluindo e têm muitas outras coisas para fazer e aprender. Com toda certeza do mundo, nós não os atrapalhamos!

Resposta: Exatamente como a nossa: evoluindo em um Esquema de Evolução, em uma Obra de Evolução e em um Caminho de Evolução, nesse Grande Dia de Manifestação do Deus do Sistema Solar. Só que com lições diferentes, Corpos mais evoluídos do que os nossos e alguns Corpos e veículos que não temos (porque não temos, ainda, lições para aprender e que precisem deles). Seus objetivos nesse atual Esquema de Evolução também são diferentes dos nossos. No entanto, o meio de evoluir é exatamente igual ao nosso: por meio do serviço amoroso e desinteressado. Cada um prestando serviço para diferentes ondas de vida abaixo da dos deles: Anjos com Vegetais, Animais e Humanos; Arcanjos com Animais e Humanos e Senhores da Mente somente com Humanos. Além de trabalharem com ondas de vida superiores a eles, onde, também são “Estudantes”.

  • Pergunta: Vivemos num tempo em que o consumo de leite de animais está a ser muito criticado. Gostaria de ter a vossa opinião e orientação sobre o assunto. Li há muito que o leite seria fundamental ao ser humano devido ao que contém como alimento?

Resposta: Como indicado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos e em Princípios Ocultos de Saúde e Cura o leite é o alimento que mais contém Éter de Vida. Sem dúvida ainda é um alimento que necessitamos para manter o nosso “Corpo São” e assim completarmos a tríade do lema Rosacruz: “Corpo São, Coração Nobre, Mente Pura”. Acontece que devido à ganância e exploração comercial temos que tomar todo o cuidado no leite que consumimos. Além das coisas nada boas que adicionam ao leite e que o torna muito mais prejudicial do que um alimento, há a exploração dos nossos irmãos menores para a sua produção: vaca, cabra e outros irmãos menores que podem produzir o leite que consumimos. Aí entra o discernimento do Estudante Rosacruz e o seu serviço amoroso e desinteressado para com os irmãos, inclusive os irmãos menores: consumir leite somente dos irmãos menores que sabemos que não são explorados, cujo leite somente é retirado devido ao próprio processo natural de produção: úberes cheios, necessidade de esvaziá-los, pois podem até causar dores aos irmãos menores, além de outros problemas. Sim, é um trabalho difícil. Exige sacrifício do Estudante Rosacruz (especialmente nas ditas “cidades grandes”), mas é justamente esse um dos motivos de um irmão ou irmã querer ser um Estudante Rosacruz de fato, real e fazendo a diferença que tanto aspira. Por último: não consegue encontrar tal tipo de leite? “Não tem tempo”? então, simplesmente não consuma leite!

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura:

Fevereiro: 05, 12, 19, 26

“Cure-me, Senhor, e serei curado; salve-me e serei salvo, pois você é aquele que eu louvo” (Jeremias 17:14)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Porque Somos Vegetarianos

Assim como as células do nosso Corpo Denso, o físico, não têm consciência de que fazem parte dele, tudo no Universo, em diferentes estados de consciência, faz parte de um mesmo corpo, porém, como células, não têm consciência disso. Quando atingirmos essa consciência, veremos que a família universal é mais que real e com que respeito nos dirigiremos a tudo e a todos, incluindo os quatro Reinos de Vida.

A menor formiga tem que ser respeitada, como parte deste todo que reverenciamos com o nome de DEUS, pois nunca será demais dizer que DEUS é tudo e em tudo está DEUS. Assim como tomamos a formiga por exemplo, poderíamos tomar a célula que compõe o nosso Corpo Denso, que, apesar de estar num estado de consciência muito aquém do da formiga, dia virá em que evoluirá e, também, buscará a luz como nós hoje o fazemos.

Não é por acaso que existem esses pequenos seres viventes. Nós, humanos, já estivemos num estado de consciência semelhante ao da formiga (não em igual forma física), como também já tivemos um estado de consciência semelhante àquele em que se encontram hoje os animais superiores.

Por isso, São Francisco de Assis se referia a tudo e a todos como irmãos, dizendo: “irmão Sol…irmã Lua…irmãs estrelas…irmão vento…irmã água…irmão fogo…irmã Terra…irmã morte corporal…irmão passarinho…irmão lobo…irmão cachorro…”

Para os que começam a despertar espiritualmente, este assunto é de grande importância e motivo de meditação, pois nada no Universo foi feito por acaso, tudo está em constante evolução, inclusive essa formiguinha que tomamos por exemplo. Por isso, devemos meditar muito quanto à nossa responsabilidade em tirar a vida desses animaizinhos que, a nossos olhos, são tão insignificantes, mas que têm um fim determinado aqui na Terra (Não somos nós, também, insignificantes em tamanho perante o infinito?).

Isso não quer dizer que não devamos nos defender deles, mas importa muito a intenção com que o façamos. Nunca devemos sacrificá-los para nosso prazer, e muito triste resulta que exterminemos a vida de qualquer espécie para alimentar nosso apetite ou nossa vaidade. Essa é uma das razões por que muitas Religiões se esforçam por ensinar a necessidade de um regime vegetariano.

Quando renunciamos à carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios e afins) por repugnância, isso já indica um estado de evolução, mas se a ela renunciamos por respeito a nossos irmãos menores, tal atitude é digna de muito louvor. E como tudo está em constante evolução, dia virá em que a humanidade reconhecerá esse fato. Desde já, entretanto, pouco custa que comecemos a considerar esses irmãos menores e, quando virmos que são sacrificados para qualquer tipo de satisfação mundana, lhes lancemos um sentimento e meditemos sobre o caso, isso é, o de impedir a evolução deles para um prazer fugaz. Talvez quem assim medite dará um passo seguro para vir a ser um verdadeiro Cristão!

(Ecos da Fraternidade Rosacruz no Rio de Janeiro – RJ)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

A Música e a Construção dos Arquétipos dos nossos Corpos e da Mente

Observemos que as notas da escala musical: Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si formam um intervalo de sete tons, a base da Harmonia das Sete Esferas. As vibrações de Urano e Netuno só atuaram no progresso material do ser humano muito depois da época de Pitágoras. Contudo, os mais avançados da humanidade estão começando a sentir suas vibrações. Os tons destes dois Planetas acrescentados aos sete, perfazem nove, o número da humanidade.

Os sete tons maiores da escala, quando tocados corretamente, possuem dentro de si os poderes criativos e construtores de Deus. A manifestação dos tons menores é subjetiva ou assimilativa por natureza, portanto, não criativa. O lar dos 5 tons menores é o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato).

Quando o Espírito abandona o Corpo Denso no momento da morte, ele passa pelo Mundo do Desejo, o Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Concreto (Segundo Céu), e o Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Abstrato (Terceiro Céu), onde permanece algum tempo antes de voltar a renascer na Terra. Quando chega o momento do renascimento, ele deixa o Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Abstrato e penetra no Mundo do Pensamento na Região do Pensamento Concreto.

Aí, a Música das Esferas põe imediatamente o Átomo-semente do Corpo Denso em vibração. Um dos sete Planetas vibra em particular harmonia com o Átomo-semente do Corpo Denso do Espírito. Cada tom planetário é modificado para adaptar se ao tom básico desse Planeta, em harmonia com o denso Átomo-semente do Corpo Denso do Espírito, tornando se, assim, o Regente planetário dessa particular vida terrena do Espírito.

Quando os tons dos vários Planetas se chocam com o ente do Corpo Denso, cada um, por Sua vez, ajuda a construir o Arquétipo do Espírito. Mais tarde, as linhas de força vibratórias, formadas no Arquétipo, atraem e ordenam adequadamente os átomos densos do Corpo Denso. Assim, tanto o Arquétipo quanto o Corpo Denso expressam, de forma acurada, a Harmonia das Esferas, exatamente como foi tocada durante o período da construção arquetípica.

O tempo transcorrido desde o momento em que o Espírito deixa o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato) até que penetre no corpo de sua futura mãe, é muito mais longo do que o período de gestação (9 meses), e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pelo Espírito que aspira renascer. Nem o processo da construção do Arquétipo é contínuo, pois, sob certos Aspectos (Quadraturas, Trígonos, etc.) os Astros podem produzir notas às quais os poderes vibratórios do Átomo-semente não podem responder. E, mais uma vez, o Espírito simplesmente sussurra tons que já aprendeu e, assim empenhado, aguarda um novo tom que possa utilizar para construir melhor o organismo pelo qual deseja se expressar.

Também é requerido tempo para atrair o material necessário nas sete Regiões do Mundo do Desejo para daí construir um novo Corpo de Desejos. O Arquétipo controla a quantidade do material, e o átomo semente do Corpo de Desejos a sua qualidade. Na Região Etérica do Mundo Físico, esse material precisa ser atraído para um novo Corpo Vital, e os Anjos do Destino e seus agentes também separam uma porção dele para formar a matriz etérica do Corpo Denso que será construído mais tarde.

Lembremo-nos que estamos trabalhando agora sob a influência dos sete tons no meio do teclado do piano, a oitava do meio, havendo três oitavas de cada lado dela. Completamos as lições pertencentes às três oitavas mais baixas. Estamos aprendendo agora as lições pertencentes à oitava do meio.

Observemos que as lições pertencentes à oitava mais baixa no teclado do piano, Período de Saturno, estavam empenhadas na construção do Corpo Denso (nota-chave de Leão, La# maior) e no despertar dos poderes negativos do Espírito Divino.

As lições pertencentes à segunda oitava do teclado do piano, Período Solar, estavam correlacionadas aos tons produzidos por aquela oitava e estavam empenhadas na construção do Corpo Vital (Virgem, nota chave Do natural), e no despertar dos poderes negativos do Espírito de Vida, a Onda de Vida de Câncer, nota-chave Sol# maior.

As lições pertencentes aos tons da terceira oitava no teclado do piano (Período Lunar) estavam correlacionadas aos tons produzidos por aquela oitava. Elas dizem respeito à construção do Corpo de Desejos (Libra, nota-chave Ré maior) e ao despertar dos poderes negativos do Espírito Humano (Gêmeos, nota-chave Fa# maior).

As lições pertencentes à quarta oitava ou tom do meio, Período Terrestre, relacionam se com a construção da Mente e com o desenvolvimento da Mente; o mais importante desses tons para a humanidade atual é Fa maior, a nota-chave dos Senhores da Mente, os Sagitarianos. O ser humano, tendo adquirido seus Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente precisa, durante o Período Terrestre, aprender a cuidar deles e a mantê-los em condições saudáveis. Isto depende quase inteiramente do estado da Mente.

Em geral, a Mente forma uma perfeita conexão entre o Espírito e seus três Corpos. No entanto, quando esta ligação se torna falha ou mesmo completamente rompida, sérios transtornos mentais poderão advir. Doenças mentais podem ocorrer na união da Mente descontrolada com o Corpo de Desejos, ou pelo prolongado som violento de uma ou de todas as vibrações astrais, sejam da Lua, Mercúrio, Urano ou Netuno. Usadas desta maneira, elas têm o poder de destruir a própria Mente e, também, os Corpos de Desejos, Vital e Denso, enquanto vibrações baixas, suaves, rítmicas desses Astros suavizam e curam. 

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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