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PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Porque aprendemos a fumar e como deixamos tal hábito

Muitos de nós entre dezoito ou dezenove anos começa a fumar tabaco (seja cigarro, charuto, cachimbo ou quaisquer outra coisa parecida com tal). Outros até mais cedo! E por quê? Pelos mesmos motivos que movem todos os adolescentes a adquirir esse hábito: imitação e vaidade.

Muitos nessa época do serviço militar e, como voluntários, ainda mais jovens do que os demais soldados, na sua maioria com vinte e um ou mais anos; por isso, muitos sentem um certo complexo de inferioridade. Ou mesmo em um grupo de companheiros ou companheiras que estão sempre juntos a passear.  Ou, ainda, em grupos da escola. Assim foi que, pega hoje um cigarro deste amigo, pega amanhã outro daquele se começa a fumar. Fumar não é bem o termo; seria melhor dizer “queimar cigarros”, já que a fumaça não nos passava da boca, pois a princípio nem traga.

Depois, muitas vezes, à vaidade se acrescentou o esnobismo — só se fuma cigarros de marca famosa ou quiçá o cigarro eletrônico. Quando não, por falta de recursos financeiros, apela-se para comprar cigarros mais perigosos ainda, feitos sabe-se do que. Junta-se, assim, à vaidade e ao esnobismo, a emoção do perigo. Ser apanhado quando se compra faz correr o risco de ser presos. Como isso, para muitos naquelas idades, é emocionante!

Dentro de pouco tempo se começa a tragar. As primeiras tragadas faz ver “mosquitos” luminosos e provocam tosse e náuseas. Mas, pouco a pouco, o organismo reage e se estabelece a tolerância. No fumar propriamente não há prazer. Mas como se sente prazer, ao discutir na rodinha de amigos um problema importante como, por exemplo, a resposta que havíamos dado à uma garota! De repente, para a discussão e, frente à ansiedade de auditório por saber qual fora a resposta, saca-se do bolso um isqueiro e um maço de cigarros que se bate na caixa para, com um gesto de displicência, acender, produzir a baforada, tragá-la e, enfim e só então, dar a resposta em que as sílabas, escondidas, se misturam às baforadas azuis. Como aquilo, para muitos, ainda os torna importantes! As frases mais vulgares adquirem, assim, foros de sábios conceitos.

Depois, quando se aborrece, porque o mundo não fora feito de encomenda para alguns, segundo a fórmula, se acende um cigarro e o aborrecimento se desfaz nas volutas da fumaça. A irritação, causada pela contrariedade, produz um acúmulo de energia nervosa que muitos desejam expandir, arrebentando o nariz de alguém que os houvesse atrapalhado os planos. O ritual de fumar — tirar o maço do bolso, retirar o cigarro, tirar o isqueiro, bater nele o tubinho de papel recheado de tabaco, acender o isqueiro, fechar as mãos em concha para proteger a chama, aspirar o ar através do cigarro para acendê-lo na lavareda do isqueiro, soltar a baforada —feito de movimentos em que aquela energia represada se esvaía, destruindo-se desse modo a angústia.

Muitos nessas idades, porém, nada sabia disso e se dizia apenas que o cigarro acalma os nervos.

Então, o tempo passo e por volta de trinta e poucos anos (muitas vezes até um pouco antes) se começa a se interessar por psicanálise, psicologia ou filosofia. Principia a meditar sobre o porquê das ações. Seriam elas inspiradas por algum motivo real e justo ou seriam mera questão de hábito?

Quem sabe se começa ler livros antigos como aqueles que contam que certos náufragos, na falta de fumo, fumaram, em seus cachimbos, fibras de cânhamo retiradas de cabos para atracação de navios.

Coincide essa leitura com a verificação de que, ao fumar no escuro para que se fique satisfeito, é preciso que se sopre a fumaça na brasa do cigarro a fim de vê-la. O prazer do fumar não vinha, pois, do sabor da fumaça e, sim, do “ritual”. No entanto, o fascínio de um ritual está no mistério. Desfeito o mistério, o encanto se dilui e desaparece. Foi o que sucedeu a muitas pessoas. O estudo de comportamentos, embora superficial, a tentativa do nosce te ipsum (conheça a ti mesmo), conquanto em grande parte infrutífera, se põe em contato com a realidade da vida.

Troca-se a “lira de Apolo” pela “lanterna de Diógenes”. Conta-se que esse filósofo grego quebrou a cuia em que bebia água, ao ver uma menina bebê-la na concha das mãos. Desde que se podia beber na concha das mãos, a cuia era uma inútil complicação na vida.

Assim acontece com o fumante que encontrou a realidade, que se convenceu de que as coisas são como são e que de nada vale querer que sejam como se gostasse que fossem. Ele se livra da angústia sem precisar da “muleta” do cigarro. O ritual do fumo perde o encanto e a significação: torna-se uma coisa tola, absurda.

Por isso, hoje, quando vemos uma pessoa caminhando pelas ruas de ventre e cabeça erguidos, puxando as fumaças de um cigarro (ou charuto, ou cachimbo ou cigarro eletrônico) que traz, à guisa de chupeta, entalado nos lábios, ficamos penalizados. Pobre ser humano! É o complexo de inferioridade dele que o condiciona a andar pendurado num cigarro para estar seguro de sua importância no rol das coisas.

Quem se põe a meditar, diariamente, em como é tolo e ridículo o vício de fumar, está a meio caminho de abandonar o vício. Mas quem diz a si mesmo “no dia que eu quiser, deixarei de fumar”, provavelmente continuará fumando pela vida toda, pois essa afirmação é uma prova de que esteja realmente escravizado pelo vício e tenta se enganar por sentir-se envergonhado de ser escravo de um rolete de tabaco.

É uma desculpa que dá a si próprio para não ter que confessar a incapacidade de abandonar o vício. E muitos, mesmo sabendo que um dos apelidos do cigarro é “bastonete cancerígeno”.

Talvez seria bom conhecer os poderosos venenos contidos no tabaco, e assim, verificar como é fácil compreender por que o fumante sofre sua ação lenta, pérfida e prejudicial desde o dia em que fuma seu primeiro cigarro (e que o organismo reage e recusa produzindo tonturas, náuseas, vômitos, dor de cabeça e fraqueza muscular) até que o largue ou até a sua morte. Nenhum órgão escapa à ação prejudicial de seu tóxico fatal.

Vamos ver alguns:

Sobre os rins: Quando uma pessoa fuma o veneno que ingere deve ser eliminado de algum modo. Uma parte passa para os pulmões e o cheiro se sente na respiração. Um pouco é eliminada pela pele e pela transpiração. Mas a maior parte do veneno é expelida pelos rins, os quais primeiramente se congestionam, depois degeneram, tornando-se enfermos, produzindo albumina. O tabaco é responsável pelo enorme aumento de doenças renais, como nefrites, uremia, pedras renais etc.

Sobre o fígado: Esse órgão, que desempenha uma importante função antitóxica, é o primeiro que recebe a nicotina e demais venenos que contém o cigarro, cuja ação trata de anular, ainda que em parte, tentando salvar os demais órgãos do corpo. O resultado é a inflamação hepática, seguida de suas consequências irreversíveis.

Sobre o coração e as artérias: Todos os venenos contidos no tabaco têm uma ação inflexível e marcada sobre o músculo cardíaco, produzindo nele lesões diversas, bem conhecidas por todos os médicos e pelos fumantes. Atacam as artérias provocando artrites, aneurismas, espasmos, arteriosclerose, angina de peito, etc. A hipertensão arterial (pressão alta no sangue) tão frequente nos fumantes, provoca um grande aumento de trabalho ao coração, provocando males fatais.

Sobre o sangue: o veículo do Ego! A palidez característica dos fumantes é devido a que o óxido de carbono, produzido pela combustão do tabaco, dificulta a oxigenação do sangue. Está demonstrado, também, que o tabaco destrói tanto os glóbulos vermelhos, contribuindo para que se instale uma anemia, como os glóbulos brancos, que têm a importante função de defesa do organismo.

Sobre o sistema nervoso: O fumo, assim como o ópio, atua especialmente sobre o sistema nervoso. Ainda que em pequena quantidade é muito prejudicial para a delicada estrutura do cérebro e dos nervos. A neurastenia e um bom número de desordens crônicas nervosas podem ser atribuídas ao tabaco. Uma das consequências mais comuns no tabagismo, é a insegurança dos nervos, o tremor. Com o transcorrer do tempo, essa tremura instala-se para sempre, notando-se, em especial, quando o fumante escreve, segura um objeto ou faz um trabalho delicado. O primeiro sintoma alarmante é quando o fumante não consegue levantar a mão, a uma certa altura, sem que ela trema. O prolongado uso do tabaco está reconhecido como uma das causas de perturbações nervosas.

Sobre os pulmões: O efeito sobre os pulmões é desastroso. O câncer de pulmão aumenta paralelamente ao aumento do consumo do tabaco. São bem conhecidas as faringites, as laringites, as bronquites e a tosse dos fumantes, assim como as inflamações e úlceras do estômago.

A perda da memória e do apetite, as dores de cabeça, o enfraquecimento são o caminho certo que o fumante vai trilhar. Nenhum órgão escapa à ação contínua e dramática desse tóxico.

O tabaco e o álcool são os dois maiores inimigos do intelecto; com o tempo embotam o cérebro, cada célula destruída nunca mais é reposta.

Assim como a traça rói a roupa, o tabaco destrói e rói o organismo do fumante.

Da mesma forma que o fumante consome o cigarro na boca e o converte em cinzas, assim também sua saúde, pouco a pouco, é consumida, convertendo-se em cinzas suas energias vitais e, quase sempre, com sofrimento e dor.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: É absolutamente necessário viver uma vida de ascetismo para evoluir espiritualmente e desenvolver os poderes psíquicos?

Resposta: Isso depende do que a pessoa que pergunta entende por ascetismo. Algumas pessoas no Oriente se jogam dentro de um barril de pregos e se mexem todo para mortificar a carne, ou se chicoteiam e se mutilam de várias maneiras para obter os poderes espirituais. Certamente, isso não está correto. Eles podem e, às vezes, se tornam clarividentes, mas esse percurso é tão repreensível e seus resultados tão transitórios quanto os efeitos obtidos pela bola de cristal, pelo hábito de drogas e por métodos similares.

Devemos compreender que esse Corpo Denso é o nosso instrumento mais valioso e, que é nosso dever lhe fornecer todos os devidos cuidados com esmero, para que, sob essas boas condições, possa ser conduzido à saúde e ao bem-estar. Nenhum poder obtido por maltratar nosso Corpo Denso será de natureza elevada e, portanto, não é duradouro e nem totalmente eficiente.

Porém, algumas pessoas entendem que ascetismo é “viver uma vida saudável e pura”. Desejam o poder espiritual sem sacrificar as tendências animais; eles desejam voar por entre as nuvens, livremente, embora outros chafurdem na lama para reivindicar a liberdade. Querem continuar ingerindo alimentos não saudáveis ou não se preocupar com o tipo de alimento que consomem, empanturrando-se de carne animal, de bebidas alcoólicas, de tabaco e até de drogas, satisfazendo suas paixões e desejos sensuais em todos os sentidos e, ao mesmo tempo, querem ter poderes espirituais.

Isso não pode ser possível. Nossos Corpos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos) e a Mente são nossas ferramentas. Um bom trabalhador aprecia o valor de boas ferramentas e as mantém nas melhores condições – afiadas e limpas. Quando nossos sentidos estão entorpecidos pelo consumo de bebidas alcoólicas e pelo tabaco e, às vezes, até de drogas, quando o nosso organismo é forçado a empregar toda a energia para digerir ou eliminar alimentos não saudáveis, dessa maneira, pode-se esperar que o ser humano seja um sensitivo? Não podemos servir a Deus e a Mamom; a escolha é nossa. Se queremos poderes espirituais, devemos pagar o preço levando uma vida realmente saudável; isto é, fornecer ao nosso corpo alimentos saudáveis e cumprir as regras vivendo de forma simples; nos abstendo de tudo que entorpece os sentidos — bebidas alcoólicas, tabaco e abusos similares. Se isso é chamado de “uma vida de ascetismo”, então o ascetismo é absolutamente necessário.

(Pergunta nº 138 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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Salada Crua – um prato vitalizante

Corte-se, em pequenos pedaços, alface, cenoura crua, alho ou cebola e rábano; acrescente-se azeitonas, azeite e água; deixe repousar por uns quinze minutos e… pronto, teremos concluída a salada!

Salada! Eis uma coisa de aparência insignificante e quase amalucada! “E o que virá agora este senhor nos dizer sobre a salada, que não nos faça bocejar e ainda tenha algum interesse?”, perguntará muita gente; o que equivale a dizer: “Se falasse do ovo ou do presunto, das conservas ou do queijo, do lombo ou chouriço, ou mesmo do leite, ainda aceitaríamos, porque tudo isso encerra o seu interesse dietético, é ‘alimento’, mas da salada…”.

Essa atitude mental, que pode ser a de algum leitor, na realidade não tem algo de raro, porque até há bem pouco tempo o que mais preocupava toda a gente era encher o estômago: quanto mais melhor… Basta lembrar as barbaridades alimentícias que, para citar dois casos vulgares, cometiam os tuberculosos e as gestantes.

E tudo isso por quê? Porque, segundo a crença popular, o que nutre são os alimentos “fortes”. O restante, como saladas, hortaliças, legumes etc., considera-se mero adorno da mesa ou então — é o caso das frutas — um vulgar refrigerante ou guloseima sem a menor importância nutritiva. Mesmo assim, ainda há muita gente que, por ignorância ou errôneos hábitos alimentares desde a infância, só os comem nos últimos anos da vida.

“Claro é que tudo isso acontecia dantes”, dirão. Hoje se conhece o valor higiênico-dietético dos alimentos crus. Sim, isso é o que se diz (e é dito muito menos do que o necessário). Mas, deixemos de estatísticas, progresso em conserva e contos chineses, porque a realidade tangível com que cada pessoa tropeça em qualquer parte, o caso vivo desse indivíduo que se senta várias vezes por dia diante da mesa, é muito diferente. Busquemos saber quantos se preocupam com o valor da saúde, a de cada um e não a da pessoa abstrata — isso de comer esclarecidamente e não segundo o paladar, a rotina, o que é vulgar!

Finalmente, não se trata de fazer aqui alarde de erudição nem bonitas demonstrações teóricas. Estamos fartos de saber que a verdade, além de logicamente concebida, deve ser intensamente sentida, se queremos que ela sirva para alguma coisa. E por isso o que interessa a cada pessoa é saber que existe uma iniludível necessidade orgânica de comer alimentos crus — diariamente, não uma ou outra vez! — e que essa necessidade é uma exigência vital e não um sermão de higienista de ofício. Vejamos as razões.

Fala-se e escreve-se impunemente sobre as vitaminas. Inclusive, cita-se em plena rua como a coisa mais natural do mundo. Mas, na hora da verdade, quando mais interessa, exatamente no momento em que se leva à boca a comida, que é de tanto palavreado? Nada ou quase nada se fala do assunto. Isso porque, para a maioria das pessoas, as vitaminas não são outra coisa senão gotas, comprimidos ou injeções. Do mais importante — que é saber onde elas estão e quais as que o corpo necessita — ou seja, alimentar-se racionalmente e não às cegas, disso — que nos tornamos até aborrecidos — não sabemos sequer aquele mínimo considerado indispensável.

Por causa da desnaturalização alimentar (pão branco, açúcar refinado, conservas, etc.), do abuso dos condimentos químicos, dos excitantes tóxicos (bebidas alcoólicas, tabaco e drogas lícitas ou ilícitas) e ainda da desconexão com o ar, a luz, o Sol e a água (eternas fontes de vitalidade), do pouco apreço em que se têm os vegetais crus, esses são cada vez mais indispensáveis para proporcionar as vitaminas diárias de que o organismo imperiosamente necessita. E vitaminas, que é o importante, sem manipulações, na sua própria salada, tal como a fabrica o maravilhoso laboratório da Natureza. Dois pratos diários de salada crua e frutas: eis a melhor receita de saúde e vigor.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1977-Fraternidade Rosacruz-SP)

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A Hipertensão Arterial

Hipertensão arterial ou pressão arterial elevada ocorre em cerca de 15% da população dita branca. Um pouco mais na população dita negra.

Quando medimos a pressão arterial sempre temos 2 valores: a pressão máxima e a pressão mínima. Quando o médico diz que alguém tem pressão 12 por 8, quer dizer na verdade 120 por 80, porque a pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio. Para simplificar, usaremos nesse artigo a maneira de dizer mais simplificada e já adotada pela população.

Dizemos que ocorre hipertensão quando a mínima, repito, a pressão mínima, está elevada, pois, a máxima pode elevar-se por estresse, por exercícios físicos acentuados, por refeições pesadas, etc. E geralmente não causam mal algum. A pressão mínima, esta sim, quando elevada e se não tratada, acelera a aterosclerose (endurecimento das artérias), causa obstrução das artérias coronarianas e das artérias cerebrais, podendo levar ao infarto do miocárdio e aos derrames cerebrais. Pode, ainda, causar o aumento do tamanho do coração e, mais tarde, ocasionar a insuficiência cardíaca; causa lesões renais e da retina (membrana que reveste internamente o olho).

Portanto, quando lhe disserem que sua pressão arterial está 17, pergunte logo: “Dezessete por quanto?”. Você perguntará qual é a sua pressão mínima.

E quando é que você deve começar a se preocupar? Bem, quando a mínima estiver persistentemente entre 9 e 10, dizemos que a hipertensão é leve, quando a mínima estiver entre 10 e 11, dizemos que a hipertensão é moderada, e quando é maior que 11 é dita severa. Esse critério é relativo, pois não serve para os mais idosos para os quais são normais valores mais altos, isto é, 10 de mínima pode ser considerada sem risco importante para idades acima de 60 anos.

E o que causa a pressão alta? Para 90% das pessoas hipertensas, a hipertensão não tem causa aparente. Esse tipo de hipertensão, de causa desconhecida, é chamado pelos médicos de hipertensão essencial. Dentre as causas conhecidas que fazem a pressão subir estão as doenças renais e as das glândulas suprarrenais, glândulas localizadas acima dos rins. Também podem aumentar a pressão arterial: tabaco (cigarro, charuto, etc.), a obesidade (excesso de peso), anticoncepcionais orais anti-inflamatório, medicamentos com derivados da cortisona anfetaminas (drogas usadas para tirar o apetite), excesso de hormônios da tiroide, cafeína e cocaína.

Quando a hipertensão é leve, deve-se tentar corrigi-la sem medicamentos, ou seja, emagrecendo, parando de fumar, eliminar a bebida alcoólica e reduzindo a ingestão de sal. Mas não só o sal de cozinha. Às vezes, o médico tem dificuldades para baixar à pressão alta de um paciente que jura usar pouquíssimo sal na comida. Isso porque ingere alimentos com grande quantidade de sal, sardinha enlatada, bacalhau dessecado, bacon, “os embutidos” (presunto, salame, mortadela, etc.), bolachas salgadas, caldo de carne concentrado, carne seca, linguiças, conservas, salsichas, queijos e pizza. Para nós, vegetarianos, torna-se mais fácil o controle, porém, não se pode esquecer que pães de queijos, azeitonas, vegetais em conservas, massas temperadas, etc. podem conter muito sal.

Além de emagrecer, parar de fumar, eliminar a bebida alcoólica e o sal, existem outras medidas que podem ser valiosas para reduzir a pressão arterial.

  1. Comer alho diariamente. Já sei, você lembra do cheiro forte que o alho deixa. Há, entretanto, nas farmácias, cápsulas de óleo de alho, que não deixam cheiro de alho. Duas cápsulas ao dia são muito eficazes.
  2. Faça exercícios aeróbicos e não isométricos. Os exercícios aeróbicos são aqueles realizados com o aumento da frequência do coração e dos pulmões, tais como correr, nadar, andar rapidamente etc.  O melhor exemplo do exercício isométrico é o levantamento de pesos. Esse não é benéfico para os hipertensos. Minha opinião é que o melhor exercício para esses casos é andar rapidamente por 30 a 40 minutos por dia, como se estivesse atrasado.
  3. Dê algumas risadas. Isso mesmo, rir é um grande remédio. Brincadeiras à parte o mau humor aumenta a quantidade de adrenalina, uma substância que contrai os vasos sanguíneos aumentando a pressão arterial. De acordo com o Dr. Steve Aller Jr, professor assistente da universidade de New York, o riso provoca uma redução na produção de adrenalina e de cortisona, outra substância que retém o sódio, piorando a hipertensão

Se tudo isso não der resultado e a sua pressão mínima permanecer em 10 ou mais, procure seu médico para orientar o seu tratamento.

(Por H. Petito – Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP de janeiro-fevereiro/1996)

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Os Perigos Físicos e Espirituais do Cigarro e das Drogas

Interessante o artigo publicado na “Seleções do Reader’s Digest “ (de  abril de 2002), onde uma equipe de cientistas pesquisaram sobre quais os motivos que levam crianças à decisão de fumar.

Entre os motivos de rebeldia e de pais fumantes, a pesquisa mostrou um outro fator surpreendente: uma ligação direta entre a quantidade de cigarros que as crianças vêem nos filmes, e a decisão de tentarem fumar.

A equipe de cientistas liderados por um pediatra, Dr. James Sargent do Centro Médico de Dartmouth, questionou quase 5.000 estudantes na idade entre 9 a 15 anos, sobre filmes que já haviam assistido. A equipe calculou então o número de cenas que envolviam cigarros em cada um destes filmes.

As crianças expostas ao maior número dessas cenas se mostram 2,5 vezes mais propensas a começarem a fumar do que as menos expostas.

Aqui há dois fatores que poderemos analisar à luz dos Ensinamentos Rosacruzes:

  1. Estre os estudantes de  9 a 15 anos (idade das crianças que passaram pela pesquisa) já estava formado o Corpo Vital em cada um deles, onde sua nota chave é a repetição, tanto para práticas salutares como para vícios.
  2. Cigarro causa uma consequência tanto física como espiritual.

Às consequências físicas que o cigarro causa aos fumantes, é de conhecimento de todos, vamos pois analisar os efeitos do tabagismo sob o ponto de vista espiritual.

Max Heindel, na obra “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume 2, pergunta 138”, nos informa que certa vez estava ele no Templo (etérico) Rosacruz na Alemanha quando ficou surpreso ao ver um homem que tinha conhecido nos Estados Unidos. Ambos conversaram um certo tempo, estando os dois em seus respectivos Corpos Etéricos. Ao voltar à América, Max Heindel encontrou-se (fisicamente) com aquele Sr., e comentou com ele sobre o encontro dos dois no Templo Rosacruz. Qual não foi a surpresa de Max Heindel ao ser informado por aquele homem de que ele não lembrava-se do encontro ou de sua estada no Templo.

Max Heindel nos informa que, apesar de ser um Irmão Leigo, aquele Sr. fumava cigarros e usava drogas que lhe obscureciam o cérebro, a tal ponto que lhe era impossível recordar algo de suas experiências fora do Corpo Denso.

Após ser aconselhado a deixar estes vícios, aquele homem passou um certo tempo de abstinência, mas não conseguiu dominar totalmente o vício, ficando impedido de qualquer tipo de conscientização da vida superior.

Este fato nos exorta a considerar nosso corpo como o Templo de Deus, como está inserido no lema Rosacruz, “Uma Mente pura, um Coração nobre e um Corpo são”.

(Colaboração do Centro Rosacruz de Santo André-SP, publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – mai-jun/2002)

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Efeitos do Tabaco Sobre os Diversos Órgãos

Conhecendo os poderosos venenos contidos no tabaco, é fácil compreender porque o fumante sofre sua ação lenta, pérfida e prejudicial desde o dia em que fuma seu primeiro cigarro (e que o organismo reage e recusa produzindo tonturas, náuseas, vômitos, dor de cabeça e fraqueza muscular) até que o largue ou até a sua morte. Nenhum órgão escapa à ação prejudicial de seu tóxico fatal.

Sobre os rins: Quando uma pessoa fuma o veneno que ingere deve ser eliminado de algum modo. Uma parte passa para os pulmões e o cheiro se sente na respiração. Um pouco é eliminada pela pele e pela transpiração. Mas a maior parte do veneno é expelida pelos rins, os quais primeiramente se congestionam, depois degeneram, tornando-se enfermos, produzindo albumina. O tabaco é responsável pelo enorme aumento de doenças renais, como nefrites, uremia, pedras renais etc.

Sobre o fígado: Esse órgão, que desempenha uma importante função antitóxica, é o primeiro que recebe a nicotina e demais venenos que contém o cigarro, cuja ação trata de anular, ainda que em parte, tentando salvar os demais órgãos do corpo. O resultado é a inflamação hepática, seguida de suas consequências irreversíveis.

Sobre o coração e as artérias: Todos os venenos contidos no tabaco têm uma ação inflexível e marcada sobre o músculo cardíaco, produzindo nele lesões diversas, bem conhecidas por todos os médicos e pelos fumantes. Atacam as artérias provocando artrites, aneurismas, espasmos, arteriosclerose, angina de peito, etc. A hipertensão arterial (pressão alta no sangue) tão frequente nos fumantes, provoca um grande aumento de trabalho ao coração, provocando males fatais.

Sobre o sangue: o veículo do Ego! A palidez característica dos fumantes é devido a que o óxido de carbono, produzido pela combustão do tabaco, dificulta a oxigenação do sangue. Está demonstrado, também, que o tabaco destrói tanto os glóbulos vermelhos, contribuindo para que se instale uma anemia, como os glóbulos brancos, que têm a importante função de defesa do organismo.

Sobre o sistema nervoso: O fumo, assim como o ópio, atua especialmente sobre o sistema nervoso. Ainda que em pequena quantidade é muito prejudicial para a delicada estrutura do cérebro e dos nervos. A neurastenia e um bom número de desordens crônicas nervosas podem ser atribuídas ao tabaco. Uma das consequências mais comuns no tabagismo, é a insegurança dos nervos, o tremor. Com o transcorrer do tempo, essa tremura instala-se para sempre, notando-se, em especial, quando o fumante escreve, segura um objeto ou faz um trabalho delicado. O primeiro sintoma alarmante é quando o fumante não consegue levantar a mão, a uma certa altura, sem que ela trema. O prolongado uso do tabaco está reconhecido como uma das causas de perturbações nervosas.

Sobre os pulmões: O efeito sobre os pulmões é desastroso. O câncer de pulmão aumenta paralelamente ao aumento do consumo do tabaco. São bem conhecidas as faringites, as laringites, as bronquites e a tosse dos fumantes, assim como as inflamações e úlceras do estômago.

A perda da memória e do apetite, as dores de cabeça, o enfraquecimento  são o caminho certo que o fumante vai trilhar. Nenhum órgão escapa à ação contínua e dramática desse tóxico.

O tabaco e o álcool são os dois maiores inimigos do intelecto; com o tempo embotam o cérebro, cada célula destruída nunca mais é reposta.

Assim como a traça rói a roupa, o tabaco destrói e rói o organismo do fumante.

Da mesma forma que o fumante consome o cigarro na boca e o converte em cinzas, assim também sua saúde, pouco a pouco, é consumida, convertende-se em cinzas suas energias vitais e, quase sempre, com sofrimento e dor.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz-São Paulo-SP de janeiro-fevereiro/2001)

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