Resposta: A morte é ocasionada pela ruptura da união entre o Átomo-Semente e o coração. Nesse processo, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente abandonam o Corpo Denso, pelo alto da cabeça. Contudo, na morte o Ego e os veículos superiores permanecem em contato com o Corpo Denso, por meio do Cordão Prateado, por três dias e meio aproximadamente, período em que ocorre a retrospecção do panorama da vida recém-finda. Todas as imagens contidas nesse panorama são gravadas no Corpo de Desejos que, posteriormente, serão impressas no Corpo Vital, através do sangue, e se tornarão a base da experiência post-mortem. Só depois dessa gravação é que se rompe o Cordão Prateado no seu segmento entre o Coração e o Plexo Celíaco.
Ao morrer, a pessoa pode ficar presa ao Mundo Físico ou se endereçar para o Purgatório, local em que os nossos maus atos e hábitos deverão ser purgados. Aqui sofremos intensamente toda a dor causada a outros. É a Lei de Causa e Efeito agindo e dando a cada um aquilo que necessita.
Quando termina a existência no Purgatório, o Ego ascende ao Primeiro Céu, que está situado nas três Regiões mais elevadas do Mundo do Desejo. Aqui o indivíduo verá o panorama das boas obras da vida e voltará a sentir toda a gratidão que recebeu por sua benfeitoria. O Primeiro Céu é um lugar de alegria, sem vestígios sequer para a amargura.
A próxima etapa é o Segundo Céu; aqui a quintessência dos três Corpos é assimilada pelo Tríplice Espírito. O Segundo Céu é o verdadeiro lar do Ego humano; aqui ele permanece durante séculos assimilando o fruto da última vida e preparando as condições terrenas mais apropriadas para o seu próximo passo no progresso.
No Terceiro Céu o Ego se fortifica para a próxima imersão na matéria. Com a ajuda dos Anjos do Destino ele escolherá, dentre os panoramas de vida, como será sua próxima vida na Terra.
Para saber mais, Leia o Capítulo 3 do Conceito Rosacruz do Cosmos.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
“Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, que recolhe toda a qualidade de peixe. E estando cheia, os pescadores arrastam-na para a praia, sentam-se e juntam os peixes bons nas cestas, e jogam fora os maus. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo, ali haverá pranto e ranger dos dentes. E disse-lhes Cristo Jesus: ‘Entendestes todas estas coisas?’. Disseram-lhe eles: ‘Sim, Senhor’. E Cristo Jesus disse-lhes: ‘Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas’.” (Mt 13:47 a 52).
A palavra “rede” usada frequentemente nos Evangelhos como um meio de apanhar “peixe” simboliza os veículos superiores (principalmente o Corpo de Desejos) que formam a parte invisível, mas extremamente importante no desempenho das funções complexas do organismo humano e que conduz ao Ego (o “Eu superior”) as experiências (peixes) que são transmutadas em Alma ou alimento para o Espírito.
Como está estabelecido no livro Conceito Rosacruz do Cosmos, o ser humano é Tríplice Espírito, possuindo uma Mente por meio da qual governa um Tríplice Corpo, que ele emanou de si mesmo para ganhar experiência. Transmuta o Tríplice Corpo em Tríplice Alma, por meio do qual ele se alimenta passando da impotência à onipotência.
O “mar” representa o Mundo do Desejo, que interpenetra a Terra e se estende além da sua superfície e com o qual cada pessoa tem contato por meio do seu próprio Corpo de Desejos individual.
Quando a “rede” fica cheia, isto é, quando no fim de uma vida terrestre o Corpo de Desejos fica cheio de experiências, o Corpo Denso é abandonado. Começa então, um período de separação, “juntando os bons num cesto e lançando os maus ao mar”. Vem, inicialmente, a experiência purgatorial, como Max Heindel nos ensina em sua obra básica. Há duas atividades distintas no Purgatório. Primeiro, há a erradicação dos maus hábitos. Por exemplo, o beberrão (aqueles que abusaram indiscriminadamente das bebidas alcoólicas) continua a desejar a bebida da mesma maneira que desejava antes de morrer, mas agora não tem aparelho digestivo que possa (metabolizar o álcool) conter o álcool. De forma que, embora possa frequentar todos os lugares onde é possível tomar bebidas alcoólicas ou possa meter-se num barril de vinho penetrando no líquido, não conseguirá se satisfizer, como antes, enquanto encarnado, poderia. Não se produzem os vapores que são produzidos quando tem lugar a combustão no estômago.
Mas, como o desejo aqui, quando como estamos renascido, morre quando verificamos que ele não pode ser gratificado, com o tempo o beberrão fica curado do seu desejo de tomar bebidas alcoólicas, porque ele não pode ingerir a bebida, e assim, no próximo renascimento nasce inocente deste vício. Todavia, ele deve sobrepor-se ao vício “conscientemente”, e assim, em certa ocasião, vem a tentação para prová-lo. Dependerá de ele sucumbir ou se sobrepor a essa tentação. Se ceder à tentação, peca novamente e de novo deverá ser purgado, até que por fim, as penas acumuladas nas repetidas existências purgatoriais, farão com que despreze a bebida alcoólica. Então, ele se sobreporá conscientemente à tentação e não mais terá sofrimentos provenientes dessa fonte.
Nas experiências seguintes, no Mundo celeste, os bons desejos e atos de desprendimento constituem a base dos sentimentos e desejos amalgamados no Ego pelas forças alquímicas espirituais geradas durante as experiências no Primeiro Céu que transformam essas experiências em faculdades utilizáveis em futuros renascimentos.
Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 1958 – Fraternidade Rosacruz – SP
Nós não podemos mudar nosso passado, mas, até certo ponto, podemos mudar nossas vidas futuras.
Devemos harmonizá-las com as Leis de Deus, e de alguma maneira, podemos nos elevar acima das leis de nosso mundo físico, e com o tempo podemos livrar-nos destas dívidas.
A fim de que possamos entender melhor como cada pessoa deva trabalhar o seu próprio destino vamos estudar a maneira de como um homem estava lidando com seu destino sob provas muito difíceis.
Há alguns anos, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que estava doente, acamado e só.
Durante sua vida ele tinha causado muitos problemas para outras pessoas. A falência de uma instituição financeira o fez perder todo o seu dinheiro e ele acabou indo para o norte começar uma nova vida.
“Eu não tinha nada além de problemas e contratempos, mas me mantive firme”, disse o homem. “Uma noite, uma matilha de lobos me atacou e uma mulher veio, espantou os lobos e depois cuidou de minhas feridas.Ela me disse que se eu ajudasse o meu próximo, minha vida não seria tão sem sentido e solitária. Ela me disse que deveria trabalhar com o meu destino que eu mesmo tinha escolhido, e que eu teria que desfazer os erros que havia cometido.”
“Eu perguntei-lhe como eu poderia fazê-lo e, ela respondeu: ‘vá para cidade e viva uma vida de serviço a toda a humanidade e também aos animais’. Comecei a fazer isso com grande alegria. Mas, minha alegria não durou muito tempo, pois, mal ganhava para me sustentar e eu já estava passando fome. Finalmente consegui um emprego, mas, roubaram o meu primeiro salário no caminho para minha casa. Fui despejado do meu quarto pela proprietária e fiquei passando frio. Então, fui até o meu chefe e ele me ajudou naquela semana pagando o meu aluguel. Mais tarde, apaixonei por uma mulher, porém, ela me deixou um dia antes de nos casarmos. Isso tirou todo o meu desejo de fazer o bem”.
“Você se casaria com ela por um motivo egoísta”, disse a Auxiliar Invisível. “Você não quis ajudar ninguém durante esse tempo?”
“Não, mal eu poderia ajudar a mim mesmo!”, respondeu o homem.
“Quando você começou a ser útil?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Bem”, disse o homem, “uma noite a mesma mulher apareceu a mim, em sonho, e pediu que eu ajudasse a humanidade com aquilo que eu tinha. A primeira pessoa a quem eu ajudei foi uma menina indiana. Desde então, tenho ajudado as pessoas, cães, gatos e vários animais. Numa manhã de domingo na primavera fui para floresta e não prestei atenção por onde estava indo. Finalmente, eu entrei em um covil de lobos e um lobo rosnou para mim. Isso me fez voltar a si, percebi que a morte estava perto e fiquei apavorado. Eu orei a Deus e Lhe pedi para que me poupasse um pouco mais. Eu prometi que iria tentar desfazer as maldades que eu tinha cometido.Neste momento, um lobo transportou um de seus filhotes e depositou aos meus pés. Observei que uma de suas patas traseiras estava parcialmente mutilada. Lavei-a com cuidado, enrolei com o meu lenço e a coloquei no chão. Depois o filhote voltou para sua mãe. Então, me dirigi até no meio dos oito lobos e nenhum deles me incomodou. Fui para casa me sentindo um novo homem e subi rapidamente até meu trabalho. Agora sou o supervisor das florestas. Fui para a floresta novamente cerca de um ano atrás. E lá libertei uma grande cobra de uma armadilha e ela não tentou me morder. Eu não quero morrer. Eu não completei ainda meu trabalho aqui. Tenho desfeito muita coisa do que fiz, mas, quero ainda terminar”.
“Você vai viver para terminar o seu trabalho” – disse a Auxiliar Invisível.
“Por favor, me diga por que a mulher me abandonou no momento do nosso casamento? “, disse o homem.
O Auxiliar Invisível lhe disse que em vidas anteriores havia mantido relações sexuais com essa mulher para satisfazer seus desejos, deixando-a depois e que, agora, estava colhendo aquilo que semeou.
“Você iria conhecer esta mulher a quem feriu” – disse o Auxiliar Invisível. “E você terá a oportunidade de corrigir o erro que cometeu e, ainda dar um nome a uma criança. Certamente, estará pagando o seu destino”.
Os Auxiliares Invisíveis observaram que o Corpo-Alma do homem estava começando a brilhar. Eles fizeram o que podiam para ajudá-lo e foram continuar o trabalho deles. Esperemos que este tenha pago as suas dívidas, e que em vidas futuras possa ser útil e feliz, e assim evitar o Purgatório, quando vier a falecer.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Maio de 1912
O tema central da lição do mês passado foi que é nosso dever transmitir os frutos do nosso estudo, em um esforço para beneficiar o mundo. Mas, geralmente, os místicos se mantêm afastados dos seus semelhantes e, por isso, o mundo duvida deles e de suas crenças. Isso não deveria ser assim, e a análise provará que os ensinamentos contestados são relativamente insignificantes, e que a parte mais vital dos ensinamentos encontrarão pronta aceitação e prepararão o caminho para futuras instruções.
O valor de qualquer ensinamento depende do seu poder em tornar as pessoas melhores aqui e agora; fazê-las amáveis, gentis, atenciosas e ponderadas em seus lares, meticulosas e cuidadosas nos negócios, leais com os amigos, dispostos e capazes de perdoar seus inimigos; e qualquer ensinamento assim que é facilmente aplicado e que conduzirá a semelhantes resultados, não precisará de maiores recomendações.
Onde devemos procurar por tal ensinamento? Temos uma monumental cosmogonia que descreve os Períodos do mundo, as Revoluções, as Épocas e as Raças. O estudo dela tornará as pessoas mais bondosas? Ou, se pudéssemos induzi-las a esquadrinhar os mistérios dos números e dos nomes contidos na Cabala, se tornarão mais conscienciosas? Certamente que não; portanto, tal conhecimento é de menor importância. As pessoas terão mais moralidade se nós as ensinássemos sobre a Involução e a Evolução, ou se lhes descrevêssemos a jornada cíclica da alma através do Purgatório e do Céu? Isto não necessariamente, pelo menos até tê-las convencidas de que sob Lei de Consequência estamos sujeitos ao Renascimento e a colher o que semeamos. Mesmo uma simples sugestão de tal crença poderia afastar de nós muitas pessoas.
Mas, você perguntará, então o que sobrou dos nossos ensinamentos? O maior ensinamento de todos e o mais prático. Aquele que não despertará antagonismos em nenhum devoto de qualquer Religião, nem sequer em um agnóstico, pois não é preciso rotulá-lo de ensinamento religioso. Produzirá resultados mais benéficos desde o dia em que for aplicado, e afetará também as vidas futuras sem ter em conta se a pessoa que a pratica ouviu ou não a palavra “Rosacruz”, ou aprendeu alguma coisa dos nossos ensinamentos.
Se realmente você quer trabalhar na “vinha do Senhor” – o mundo – não se isole. O estudo abstrato pode ocupar uma agradável parte do tempo, mas você deve sair para o mundo; deve ganhar a confiança das pessoas na igreja, no clube, no emprego, no serviço, no lazer. Se você der um bom exemplo, lhes perguntarão qual é o seu segredo, e você terá o privilégio de lhes fornecer o maior de todos os ensinamentos jamais conhecido, que é: O Segredo do Crescimento da Alma.
Você poderá falar com eles algo como o seguinte:
“Todas as noites, depois de me deitar, revejo os acontecimentos do dia, em sentido inverso. Eu tento me julgar imparcialmente. Eu me culpo onde a culpa é devida, me arrependo e tomo a decisão de me emendar, de me reformar. Eu me elogio, se o elogio é meritório, e decido ser melhor no dia seguinte. Com frequência, falho em meus bons propósitos, mas continuo com as minhas tentativas e, pouco a pouco, vou obtendo êxito nesse propósito.”
Essa é a propaganda diferenciada.
(Carta nº 18 – do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
Augusta Foss Heindel
Há, atualmente, na Humanidade, um desejo extraordinário em saber algo a respeito da vida nos reinos invisíveis. Muitos ainda são incrédulos e não aceitam a ideia de uma outra existência após deixarem seus Corpos Densos, mas há um desejo crescente de entender e contatar esses reinos invisíveis e isso tem atraído muitos irmãos e irmãs materialistas.
Não podemos mais duvidar de que influências astrais (Sol, Lua e Planetas) são também responsáveis por essa mudança de atitudes no mundo.
Ouvimos com frequência a expressão: “Está no ar”, e até o incrédulo está agora mais propenso a convencer-se.
Estamos em um momento nesse Esquema de Evolução que aqueles que puderem responder às vibrações mais elevadas de Saturno, Netuno e Urano ajudarão no trabalho pioneiro de divulgar os Ensinamentos Cristãos Esotéricos, a Religião do futuro. Os que buscam e aceitam essas verdades avançadas, não mais duvidarão da existência da vida além-túmulo, tampouco temerão o assim chamado sobrenatural.
Aprendemos no livro o “Conceito Rosacruz do Cosmos” que somos um Tríplice Espírito e que funcionamos em um Tríplice Corpo; desses Corpos somente um pode ser visto com os olhos físicos. Diz São Paulo no 15º Capítulo, da Primeira Epístola aos Coríntios, Versículo 40: “Existem também corpos celestiais e corpos terrestres”; no versículo 44, “Existe um corpo natural e existe um corpo espiritual”.
Sem dúvida, aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que temos mais de um Corpo, e que o Corpo Denso é interpenetrado pelo Corpo Vital, que constrói e restaura durante o sono o que nós, com nossos desejos, destruímos durante o dia, e por um veículo ainda mais delicado conhecido como o Corpo de Desejos. Esse Tríplice Corpo corresponde a diversos Mundos invisíveis que o cercam, consistindo-se dos mesmos graus de substância. A Região Química e a Região Etérica do Mundo Físico e o Mundo do Desejo, os diversos planos de existência, são de diferentes graus de densidade e se interpenetram mutuamente. Por exemplo, no Mundo do Desejo a densidade da matéria de desejo faz com que ele atue de forma análoga à fumaça, o que é mais pesado mantém-se baixo, próximo à Terra, enquanto o mais puro ou mais leve eleva-se no ar.
Durante a nossa vida no Mundo Físico, estamos constantemente utilizando nossos Corpos invisíveis por meio dos nossos pensamentos, desejos, sentimentos e emoções. Se os nossos desejos nos puxam para baixo, para uma vida de gratificações, de prazeres terrestres, de busca por satisfações mundanas, se o nosso tempo é gasto em prazeres inúteis e autogratificantes, ou se não tem outra aspiração mais elevada senão acumular riquezas materiais, então, nosso Corpo de Desejos poderá ser comparado a uma fumaça negra pesada. Depois que passamos para a vida além-túmulo, iremos, com o nosso Corpo de Desejos gravitar para uma região chamada Purgatório (que se encontra nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo), e que se encontra mais próxima do denso plano físico. Aí, nos purgaremos de todos os desejos, emoções e sentimentos inferiores que colocamos em ação durante a vida recém-finda; deveremos limpar o Corpo de Desejos antes que possamos nos elevar àquela Região mais elevada, que é chamada o Primeiro Céu (localizada nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo).
Se levássemos uma pessoa refinada, sensível, que tenha vivido uma vida pura e limpa, a um lugar sujo e promíscuo de uma grande cidade e a forçássemos a viver nesse ambiente, ela iria sofrer, ficar doente e, na primeira oportunidade, iria voltar ao seu meio. Da mesma forma, se tomarmos uma pessoa rude e degradada, que tenha sempre vivido em ambientes de vício, entre a imundice e a desonestidade e a colocarmos em um lugar refinado no meio de gente culta, ela irá se sentir muito desconfortável e na primeira oportunidade voltará aos seus antigos lugares. Condições semelhantes existem no Mundo do Desejo. A pessoa que tenha vivido uma vida limpa e espiritual, após falecer, permanecerá um curto período na parte inferior do Mundo do Desejo. Assim que se liberte de seu Corpo Denso, ascenderá rapidamente às Regiões mais elevadas do Mundo do Desejo. Mas, a pessoa que nunca soube o que significa uma vida pura, que nunca pensou na vida além-túmulo, é como a fumaça espessa e negra, e paira próximo ao plano físico. Prefere se apegar ao seu antigo ambiente, especialmente se guardar algum rancor contra alguém no plano terrestre e quiser se vingar, então, permanecerá apegado à Terra até que tenha conseguido concretizar sua vingança contra aquela pessoa ou até que tal vontade morra por inanição. Pairará em lugares onde se pratica a incorporação de espíritos desencarnados ou no local em que viva seu inimigo, até que consiga influenciar alguma pessoa fraca ou negativa para executar seu plano de vingança. Com frequência tomamos conhecimento que um assassino ou ladrão declarou em juízo que, de repente, sentiu algo contra o qual não pôde resistir e que o levou a cometer o crime, alguma força obrigou-o a fazê-lo.
O pobre e fraco bêbado também é usado por espíritos desencarnados e, com frequência, é obrigado a beber, pois dessa maneira o degenerado no Mundo do Desejo obtém alguma satisfação.
No filme intitulado “Apegados à Terra” (Earthbound) de 1940, baseado na história de autoria de Basil King, um espírito apegado à Terra é retratado de forma maravilhosa, mostrando como ele influenciou seus amigos e parentes depois de ter sido alvejado por um amigo ciumento, com cuja esposa estava prestes a fugir. Imediatamente após o tiro e antes que seus parentes tomassem conhecimento da tragédia, sua filhinha, que brincava com o seu cachorro de estimação, viu o espectro do corpo de seu pai atravessando a sala. A criança correu para a mãe dizendo: “Papai esteve aqui há pouco, mas ele estava diferente!”. A mãe acusou a criança de estar mentindo. Infelizmente, é isso que frequentemente acontece com os pais, alegam que seus filhos têm imaginação fértil ou que faltam com a verdade, enquanto a criança é simplesmente clarividente e consegue ver o que o pai ou a mãe não veem.
Há alguns anos, uma senhora idosa faleceu aqui e era uma velha conhecida da autora. Tinha alcançado uma idade avançada e sua vida havia sido pura, altruísta; por causa de um corpo frágil, tinha passado muitos anos sentada tranquilamente em meditação.
Quando veio a falecer poderia ser comparada a um fruto muito maduro, que não pôde mais manter-se preso à árvore; portanto, o rompimento do Cordão Prateado, que comumente leva três dias e meio, no seu caso, levou menos de três horas.
Durante sua última doença e no seu delírio, ela pedia uma bengala que tinha pertencido a seu marido, o qual já havia passado a uma vida mais elevada vinte anos antes, e que ela se habituara a usar desde então. Morreu com a bengala, segurando-a firmemente com ambas as mãos e os parentes ficaram relutantes em separá-la de algo que tanto tinha amado em vida, de tal modo que a bengala foi cremada com seu corpo. Pouco tempo após seu desaparecimento, ela voltou para uma visita à autora; vê-la, foi, na verdade, uma visão magnífica. Seu Corpo de Desejos consistia somente dos braços, mãos e a cabeça e ela segurava a bengala (que tinha o aspecto tão natural como qualquer bengala de madeira poderia ter) com ambas as mãos. Ela parecia uma leve pena branca tentando levantar voo, porém, presa por uma pedra. Era tão leve que, se não fosse pela bengala que segurava firme com as duas mãos e que era como um peso a retê-la, teria passado Purgatório no Mundo do Desejo em poucos dias. Quando pedimos a ela que largasse a bengala, segurou-a com força, dizendo: “Não, eu preciso ficar mais um pouco”. A tristeza de uma de suas filhas mantinha-a presa à Terra. Ela queria muito consolar a filha, mas depois de cerca de seis semanas tornou-se impossível para ela continuar.
Uma das filhas dessa mesma senhora faleceu cerca de um ano após a morte de sua mãe. Estava em perfeita saúde e na plenitude de sua vida, vindo a falecer depois de alguns dias de doença. O marido que não acreditava em cremação, enviou o corpo para o agente funerário e foi usado um líquido para embalsamento. Cerca de três semanas após, ela nos visitou e estava em grande aflição, implorou para que disséssemos ao marido e aos filhos que jamais enviassem alguém novamente aos agentes funerários e, com grande angústia, declarou que eles a tinham cortado como em um açougue. Disse: “Oh, como sofri quando cortaram meu corpo! Procurei pedir-lhes que parassem, mas não consegui que me ouvissem ou percebessem”. Perguntou também por que não conseguia encontrar a mãe. Disse-me: “Eu a tenho procurado por toda a parte, porque é que o Sr. S. que morreu vinte e cinco anos antes de minha mãe ainda está aqui e eu não consigo encontrá-la?”. Disseram-lhe que sua mãe, devido à sua vida pura e altruísta, já havia passado para os planos mais elevados. No entanto, o Sr. S. estava preso à Terra por conta de muitas maldades que tinha feito à sua família durante sua vida terrena e não podia passar para Regiões mais elevadas enquanto aqueles a quem causou tanto mal, não estivessem também livres do corpo, para que ele pudesse, então, ter uma oportunidade de reparar parte das ofensas. Ela foi aconselhada a permanecer afastada de assuntos terrenos e trabalhar com o objetivo de passar a planos mais elevados onde poderia, finalmente, juntar-se a seu pai e à sua mãe.
Uma das inúmeras recompensas para viver uma vida reta, de acordo com o que você mesmo escolheu lá no Terceiro Céu, cumprindo com tudo que foi por você mesmo planejado, aprendendo as lições que tem que aprender – sem procrastinar – é ser capaz de antecipar a existência no Purgatório aqui na Terra e até do Primeiro Céu, após a sua morte aqui. Isto pode ser conseguido revendo os acontecimentos do dia, em ordem inversa, todas as noites antes de dormir e julgando suas ações, cuidadosamente, se arrependendo e executando a reforma íntima, para cada fato que, ao seu ver, praticou o mal e, também, gerar gratidão a todo fato que, ao seu ver, praticou o bem. Isso também resultará em você uma limpeza do seu Corpo de Desejos e uma aceleração na construção do seu Corpo-Alma.
Este exercício noturno se chama Retrospeção. É muito importante ao Estudante Rosacruz que deseja avançar no caminho da realização, pois permite que ele aprenda todas as lições desta vida e algumas lições que estão reservadas somente para vidas futuras.
O exercício Noturno de Retrospeção ajuda o Estudante Rosacruz a restaurar a harmonia em seu Corpo de Desejos conscientemente e em menos tempo do que seria necessário durante o sono. Assim, o Estudante Rosacruz – se for um Probacionista – terá mais tempo disponível para ajudar como Auxiliar Invisível.
O principal ponto da Retrospecção é que a pessoa deve se concentrar nos eventos principais do dia. A princípio, dever estar em um lugar tranquilo para que ele consiga passar pelos acontecimentos do dia, focar nos defeitos e substituí-los por algo bom ou que seja necessário. Deve rever as cenas do dia em ordem inversa. Deve-se, então, ser franco e justo consigo mesmo. Ele deve censurar a si mesmo, onde houver culpa, e louvar-se onde houver mérito. O objetivo é despertar a consciência para que esta fique inconformada quando um erro é cometido e comprometer a pessoa para que se empenhe até que o erro seja corrigido. Depois de algum tempo quando a pessoa deixar de cometer o erro, procurará fazer o bem por dever de fazer o bem e esquecerá as recompensas.
“Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis tiveram a oportunidade de ver três pessoas concentradas: uma Estudante Rosacruz, um homem comum e um homem de negócios. Todos fizeram bem o seu trabalho.
A Estudante Rosacruz era uma mulher casada com dois filhos adoráveis. Ela deu banho nas crianças e as colocou para dormir, e preparou alguma coisa para seu marido. Ela deixou a casa em ordem e, em seguida, se preparou para dormir. Depois que ela se deitou, procurou relaxar. Os Auxiliares Invisíveis viram quando ela reuniu seus pensamentos para não se dispersarem. Sua Mente se tornou nebulosa e, então, ela se pôs a rever os acontecimentos do dia. Às vezes, sua Mente se iluminava, depois obscurecia, primeiro vermelho, então preto, depois verde e cinza, mostrando os diferentes tipos de emoções que ela passava na Retrospecção. Por fim, sua Mente clareou e uma luz azul e amarela fluía de sua cabeça. Então, ela virou-se e dormiu. Os Auxiliares Invisíveis a viram sair do seu Corpo em um formoso Corpo de Desejos e foi embora trabalhar como uma Auxiliar Invisível.
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis viram um homem deitado em uma cama de dobrar em uma pensão simples. Ele teve um dia difícil para conseguir algo para comer e dinheiro para pagar uma cama para dormir. Tinha muita dificuldade em controlar a sua Mente. A única coisa que conseguia se concentrar era em como se manter vivo. Sua vida na infância flutuava diante dele: ele se viu sentado no colo de sua mãe e ela dizendo para que ele fosse um bom menino e se tornasse um bom homem. Ele era feliz e satisfeito com o que tinha até ela faleceu, quando ele tinha 12 anos. Em seguida, foi levado para diversos lares por seu pai, e logo saiu com alguns meninos, que o levaram para o mal caminho. O homem gemeu e disse: ‘Mãe, quão diferente as coisas poderiam ser, se você estivesse viva’.
‘Sua mãe lhe deu instruções suficientes’, disse o Auxiliar Invisível, lançando no campo egóico desse homem, ‘para o resto da sua vida, se você enfrentasse as situações e fosse honesto. Há muito o que você pode fazer se você deseja ser um homem de verdade e não um fraco’.
‘Se pudesse encontrar um trabalho, seria bom’, o homem prometeu. ‘Vou fazer pelos outros o que eu gostaria que fizessem comigo’.
‘Você irá encontrar um trabalho’, prometeu o Auxiliar Invisível.
O homem logo dormiu. Seu Corpo de Desejos parecia muito penoso, com todas as cores turvas e indefinidas, exceto o vermelho escuro da paixão. Nunca viu os Auxiliares Invisíveis. Ele só ouviu o Auxiliar Invisível quando este estava falando com seu Ego. Os Auxiliares Invisíveis estavam seguros de que este homem iria melhorar e se reabilitar.
O último era um homem de negócios duro e sagaz que estava deitado em sua cama sozinho pensando como poderia fazer um acordo que pudesse arruinar outro homem, que estava participando de um mesmo negócio. Ele esquematizou um plano que poderia, lentamente, levar o outro homem para fora do negócio.
Depois disto, ele dormiu, foi para seu belo escritório começou a rever seu trabalho. Sua imaginação correu solta e, tendo a Mente como seu olho, se viu rodeado pelo dinheiro. Seu Corpo de Desejos mostrava somente ganância e egoísmo. Seu veículo mental estava expandido.”
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Max Heindel afirma que o exercício de Retrospecção é um dos ensinamentos mais importantes da Fraternidade Rosacruz. E não há nenhum exagero nessa afirmação, se considerarmos o poder autotransformador dessa prática diária. A Filosofia Rosacruz tem como base o conhecimento e o seu objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano em todos os sentidos. Ela oferece as ferramentas para essa melhoria interna, fato que pode ser constatado por quem se dedica diligentemente ao estudo, a meditação e reflexão sobre seus ensinamentos.
Max Heindel asseverou que a lógica, a coerência e a elevação desses ensinamentos conquistaram as Mentes e os corações de muitas pessoas no mundo todo. Ele, porém, não escondia sua preocupação em que lhes impressionassem apenas o intelecto com sua beleza filosófica, sem atingir o ideal mais elevado de torná-las melhores seres humanos, mais sensíveis, amorosos e solidários.
Esse exercício conduz ao autoconhecimento, passo inicial do processo de alquimia interna, sem o qual não há como aprimorar o caráter e desenvolver aquelas virtudes que iluminam a vida do Estudante Rosacruz.
Ninguém julgue, porém, tratar-se de um trabalho fácil. Deve ser realizado toda noite, antes de dormir, com o cuidado de, com a prática regular, não se tornar um automatismo. Deve ser feito conscientemente e esse processo de rememorar os fatos ocorridos e vividos deve revestir-se de sentimento, para que o praticante possa julgar o aspecto moral de sua conduta.
Se praticado com esse espírito de sincera devoção, todos os registros das más ações praticadas durante o dia serão apagados do Átomo-semente, e aqueles referentes às atitudes nobres e amorosas servirão de estímulo para o aperfeiçoamento do caráter. Conduz também ao processo de purificação dos pensamentos e emoções.
Assim, reduzirá o seu tempo no Purgatório e no Primeiro Céu, podendo até a chegar ao ponto de passar direto para o Segundo Céu!
O Estudante Rosacruz, porém, deve manter-se atento para que durante o dia evite cometer atos indesejáveis, mesmo sabendo que à noite, durante o exame retrospectivo, terá a oportunidade de apagá-los, pois assim procedendo evitará também cair num círculo vicioso.
O ideal é justamente criar um círculo virtuoso, ou seja, a experiência noturna deve promover uma vivência cada vez mais aprimorada nos ideais cristãos e o fortalecimento da consciência moral, de tal maneira que os desvios de conduta se tornem cada vez mais raros.
“Que as rosas floresçam em vossa cruz”
O assunto relativo aos transplantes tem sido objeto de indagações, dúvidas e discussões polêmicas.
A posição da Fraternidade Rosacruz é de rejeitar essa prática por razões de fundo espiritualista. Mas, mesmo de um ponto de vista científico materialista, este assunto é igualmente polêmico, com várias posições contrárias assumidas por cientistas e médicos de renome, conforme mostraremos a partir deste artigo.
De forma a melhor estruturar a apresentação, consideraremos primeiramente os aspectos concernentes ao receptor e ao doador dos órgãos transplantados.
De acordo com a lei que rege os transplantes, “o transplante ou enxerto só se fará com o consentimento expresso pelo receptor, após o aconselhamento sobre a excepcionalidade e os riscos do procedimento”. Parágrafo único: “Nos casos em que o receptor seja juridicamente incapaz, ou cujas condições de saúde impeçam ou comprometam a manifestação válida de sua vontade, o consentimento de que trata este artigo será dado por um de seus pais ou responsáveis legais”. (Lei nº 9434/97). A obtenção do consentimento esclarecido de um paciente como preliminar de qualquer procedimento investigativo e terapêutico é, nos dias de hoje, um dever legal e um imperativo moral. O consentimento esclarecido não é um mero papel assinado pelo interessado dizendo que concorda com o procedimento. Ele exige informações amplas, claras, honestas e acessíveis, exige a compreensão plena de quem as recebe.
Portanto, a lei exige que o receptor esteja consciente do passo que ele vai dar e de suas consequências.
Os transplantes de órgãos podem originar-se de outras espécies animais (xenotransplante), de seres humanos vivos (alotransplante intervivos) ou de seres humanos mortos (alotransplante de doador cadáver). A obtenção de órgãos de doador vivo tem sido muito utilizada, mas é questionável desde o ponto de vista ético. Este tipo de doação somente tem sido aceito quando existe relação de parentesco entre doador e receptor.
Quanto à utilização de órgãos de doador cadáver, o problema inicial foi o estabelecimento de critérios para caracterizar a morte do indivíduo doador. Primeiramente o critério era o cardiorrespiratório, depois, se tornou encefálico.
Aqui cabe uma pergunta: “Querer viver às custas do sacrifício de outros, sejam animais ou humanos, é correto”?
Como dissemos acima, o critério de morte para a utilização de órgãos destinados a transplantes foi mudado de cardiorrespiratório para encefálico porque, no primeiro, quando o coração e a respiração do indivíduo param, órgãos e tecidos começam a se degenerar. “Alguns órgãos como o coração, os pulmões e o fígado deterioram-se tão rapidamente que eles devem ser obtidos de corpos vivos”, disse o Dr. David Hill, anestesista britânico.
Sobre o critério de morte encefálica, o Dr. Paul Byme, ex-presidente da Associação Médica Católica do Vaticano diz que “em um paciente com morte encefálica, o coração bate, o corpo está quente, órgãos vitais como o fígado e os rins estão funcionando e há respiração, embora sustentada por um ventilador mecânico”.
Em maio de 2000, a Revista dos Anestesistas do Royal College of Anaesthetistis da Inglaterra recomendou, em seu editorial, a realização de anestesia geral nos doadores de órgãos para eles não sentirem DOR com a retirada de seus órgãos, devido à arbitrariedade dos critérios declaratórios de morte encefálica. Esta atitude foi determinada pelo fato de os anestesistas saberem que o paciente que tem órgãos retirados para transplante, a partir de como esta declaração de morte para fins de transplante é feita atualmente, reage dramaticamente à sensação de dor. Se o paciente está morto, por que fazer anestesia geral nos doadores de órgãos? E, na conclusão do editorial desta revista médica, lê-se: “Se uma pessoa não está morta, não deveria ter seus órgãos retirados.”
Quando uma pessoa morre. “os veículos superiores – Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente – podem ser vistos abandonando o Corpo Denso com um movimento em espiral, levando consigo a alma de um Átomo-semente denso. Não o átomo em si, mas as forças que, através dele, atuavam. O resultado das experiências vividas no Corpo Denso durante a existência que acaba de terminar ficou impresso neste átomo particular. Esse Átomo-semente despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir novamente de núcleo como núcleo de mais um Corpo Denso a ser usado pelo mesmo Ego, por isso o amado Átomo-semente.
O Ego, durante três dias e meio, vê de trás para diante, todas as cenas de sua vida passada, impressas no Átomo-semente, panorama da vida, que servirá de base para sua permanência no Purgatório e no Primeiro Céu onde purgará o que foi errado e se fortalecerá com o que foi certo.
Assim como o bebê que vai nascer precisa de cuidados especiais para que seu Corpo Denso se forme perfeitamente e, na hora do nascimento, não aconteça nada que o prejudique, assim também o ser que abandona seu Corpo Denso, o físico, por ocasião da morte precisa de cuidados e, principalmente, de muita tranquilidade para que sua atenção não seja desviada da retrospecção do Panorama de Vida recém-finda e a consequente gravação, no Corpo de Desejos, das imagens contidas neste Panorama, que constituirão a base das experiências depois da morte, nos Mundos celestes. Deste Panorama de Vida dependerão o desenvolvimento da consciência e o incentivo para uma boa conduta nas vidas futuras. O impedimento, por qualquer motivo, da gravação desse Panorama de Vida, implica em perda das experiências da última vida e atraso na evolução do Ego. Para compensar este lamentável fato, o Ego tem a oportunidade de renascer e morrer, ainda criança, para ser enviado a uma escola especial nos Mundos espirituais, recuperando assim parte da perda. Esta é uma das causas da mortalidade infantil que causa tanto sofrimento aos casais que desejam muito ter um filho ou uma filha.
A perda do Panorama de Vida acontece por vários motivos, entre os quais:
a) Quando o Espírito é incomodado por muitas lamentações por parte da família.
b) Quando a morte é por acidente.
c) Quando o Corpo Denso é cremado antes dos três dias e meio após a morte.
Vemos, portanto que uma morte natural e tranquila e o respeito aquele que partiu, fornece ao Ego condições de aproveitar as experiências que teve em sua vida e se preparar melhor para o futuro renascimento.
Vejamos, agora, o aspecto espiritual da situação do receptor do órgão transplantado. Acreditamos que as condições que dão origem a órgãos doentes resultam das próprias ações das vidas anteriores. Um órgão comprometido (coração, fígado, pulmões, rins, olhos, etc.) é somente o sintoma do problema que deve ter causa nas vidas passadas. A troca de partes não resolve o problema. A mudança de vida (pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, ações) focada mais na parte espiritual dessa vida, sim.
Tirar a vida do animal para prolongar a vida humana é eticamente errado. Deus dá a vida animal ou humana. Os mais evoluídos e individualizados são menos receptivos à troca de partes de seu corpo. O sistema imunológico protege a pessoa contra a intromissão de muitas substâncias e há razões metafísicas e biológicas para a rejeição individual de tecidos, órgãos e fluidos de outros.
Construímos nossos próprios Corpos e eles refletem nosso próprio estado de consciência. Aquele que recebe um órgão de uma pessoa ou de um “banco” pode se beneficiar temporariamente, mas, a menos que ele viva a partir de então para transmutar a parte de sua natureza que resultou no órgão danificado, ele não terá este benefício na sua próxima vida.
Continuando a pesquisa feita sobre o assunto dos transplantes, coletamos algumas informações sobre pacientes que receberam transplantes.
Será que um transplante de órgãos pode mudar a atitude, o temperamento e os gostos do receptor? Parece que sim. Um executivo que recebeu um coração de um doador que era fã de uma determinada cantora começou a chorar quando ouviu uma canção cantada por ela algumas semanas depois da operação. Um outro executivo, agora com 70 anos, que recebeu um coração de um rapaz de 14 anos que morrera num acidente, começou a gostar de comer doces, o que nunca fizera antes, e a gostar de esportes radicais como ciclismo, caiaque e esqui. Uma mulher desenvolveu o gosto por comida mexicana depois da operação e disse ter voltado da mesma com um profundo sentimento de raiva. Seis meses após a operação, contatando a família do doador, ela pôde compreender o que estava sentindo. Ele era um rapaz que adorava comida mexicana e que tinha morrido numa briga.
Esses fatos mostram que os transplantes interferem com um aspecto essencial à evolução humana, especialmente em seu estágio atual, que é a Personalidade. A incorporação de Personalidades estranhas ao caráter desses receptores certamente fará com que, em próximas vidas, as lições previstas para uma determinada vida tenham que ser retomadas.
Isto posto, como acreditamos que tudo no nosso Universo segue um planejamento divino e que o destino de cada um e todos obedece a normas concernentes à evolução humana e suas necessidades, visando o progresso e o crescimento anímicos, nós, os espiritualistas, devemo-nos colocar em planos diametralmente opostos à prática dos transplantes, não só pelo respeito à vida, como também por serem violações às leis naturais (e, ainda, às leis humanas), já que tais práticas interferem no aprendizado do Espírito, nesta Escola que é a vida física, rumo ao desenvolvimento de sua consciência e à perfeição.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz do Rio de Janeiro-RJ – julho-agosto-setembro-2005)
Vivendo uma boa vida, aqui e agora, e evitando os diversos perigos de nossa Terra, podemos preparar-nos para o Céu e evitar uma perda de tempo no Purgatório.
Então, quando renascermos, o faremos em melhores circunstâncias, poderemos continuar no caminho, fazer mais rápidos progressos e situar-nos para melhor servir a Deus, onde quer que estejamos. Não podemos avançar sozinhos. Precisamos ser ajudados pelos mais avançados no Caminho, mas nós também devemos ajudar aos outros na senda e socorrê-los em seu avanço.
A vida é uma jornada desde o berço até a tumba e mais além e de novo ao berço; e assim, de vida em vida. Cada vida é como um dia na escola.
Aprendemos umas poucas lições da vida, cada vez que regressamos à Terra e, a seu tempo, devemos tê-las aprendido todas; então estaremos preparados para conhecer a Deus.
Deveríamos nos preparar para o encontro com a morte enquanto gozamos de boa saúde. Se esperarmos até que nos surpreenda alguma enfermidade, pode ser muito tarde para fazer a necessária preparação.
A morte pode vir de repente.
Em nossos dias, milhares de pessoas morrem todo ano em acidentes de automóvel ou de outro tipo. Em tais casos, não há tempo para se preparar para a morte.
Vamo-nos tal como somos, tanto se estamos prontos, como se não.
O Purgatório é um lugar muito real e todos serão julgados depois da morte.
Será fácil, para qualquer um que esteja presente, ver se vivemos vidas boas ou não, pois nossos Corpos de Desejos assim o revelarão.
Cada um de nós deveria se esforçar por construir um bonito Corpo de Desejos sem mancha nem defeito.
Um Corpo de Desejos composto de delicados matizes de ouro, azul, rosa, verde claro, azul claro com traços de lilás e branco brilhante indica um Ego avançado, que viveu uma vida útil, como um auxiliar da humanidade.
Consideremos a história do homem rico e de Lázaro:
“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e cada dia se banqueteava com requinte. Um pobre, chamado Lázaro, jazia à sua porta, coberto de úlceras. Desejava saciar-se do que caía da mesa do rico… E até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, em meio a tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro em seu seio. Então exclamou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou torturado nesta chama’. Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante tua vida, e Lázaro por sua vez os males; agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E além do mais, entre nós e vós existe um grande abismo, a fim de que aqueles que quiserem passar daqui para junto de vós não o possam, nem tampouco atravessem de lá até nós’. Ele replicou: ‘Pai, eu te suplico, envia então Lázaro até à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; que leve a eles seu testemunho, para que não venham eles também para este lugar de tormento’. Abraão, porém, respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’. Disse ele: ‘Não, pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for procurá-los, eles se arrependerão’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’”.” (Lc 16:19-31).
O rico não estava preparado para conhecer a Deus, mas Lázaro sim. Isto nos mostra a vantagem de viver uma vida boa e estar pronto para ir ao Céu em vez de ao Purgatório.
Aqui uma linda passagem da Bíblia que nos faz refletir sobre tudo isso:
“Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens”.
E contou-lhes uma parábola: “A terra de um rico produziu muito. Ele, então, refletia: ‘Que hei de fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Depois pensou: ‘Eis o que vou fazer: vou demolir meus celeiros, construir maiores, e lá hei de recolher todo o meu trigo e os meus bens. E direi à minha alma: Minha alma, tens uma quantidade de bens em reserva para muitos anos; repousa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus lhe diz: ‘Insensato, nessa mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão?’ Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus.” (Lc 12:15-21).
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Resposta: O tempo normal de duração que uma pessoa permanece no Mundo do Desejo, após deixar o Corpo Denso pela morte, é de um terço da duração da vida no Corpo aqui, mas isso é apenas uma regra geral. Ha muitos casos em que essa permanência é encurtada ou alongada. Por exemplo, se uma pessoa faz os Exercícios Esotéricos da Fraternidade Rosacruz, especialmente o Exercício de Retrospecção à noite, ela pode dessa maneira científica, desde que ele seja executado com seriedade e sinceramente, antecipar e evitar inteiramente a necessidade da experiência purgatorial. As imagens das cenas em que ela prejudicou alguém teriam sido eliminadas do Átomo-semente do Corpo Denso que está em seu coração pela contrição (pelo Perdão dos Pecados) e, assim, não haveria mais a necessidade da expiação purgatorial. Onde ela tivesse feito algo meritório (de ajuda aos outros) esse fato seria absorvido como pábulo para a alma, e isso encurtaria, senão até eliminará inteiramente, a necessidade da experiência no Primeiro Céu. Assim, essa pessoa ficaria relativamente, se não inteiramente, livre para se devotar ao serviço da humanidade lá no Mundo do Desejo e, por conseguinte, ela poderia permanecer nessas Regiões infeiores. Entretanto, nesse último caso, essas Regiões não constituiriam, para ela, nem o Purgatório nem o Primeiro Céu. Muitos dos Discípulos mais devotos executaram esse trabalho humanitário durante um certo número de anos após terem partido desse Mundo, ou seja, após a sua morte aqui.
Contudo, há alguns que vão para o Segundo Céu imediatamente. O crescimento anímico que atingiram durante uma vida prestativa livra-os de uma existência no Purgatório e no Primeiro Céu e os capacita a efetuar certas investigações lá e passam por um certo treinamento ou aprendizagem que os tornarão aptos a assumir uma posição mais elevada e melhor como auxiliares da humanidade numa vida futura. Essa classe, contudo, não pode ser vista por nenhum amigo ou parente que se ausente do Corpo Denso durante o sono.
Há outras classes que, por assim dizer, se tornam imortais no mal. Não acontece exatamente isso, mas mútua conexão entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos deles força-os a permanecer nas Regiões inferiores dos Mundo invisíveis, mais próximas ao Mundo Físico no qual vivemos, tal como explicamos meticulosamente na série nos textos que publicamos para os Estudantes Rosacruzes no livro A Teia do Destino. Consequentemente, essa classe pode ser encontrada durante um número considerável de anos após terem morrido aqui. Na realidade, é um fato curioso que algumas dessas pessoas más serem procuradas por antigos amigos que também já morreram aqui e que necessitam de auxílio para entrar em contato com o Mundo Físico. O autor se lembra de um exemplo que ocorreu há alguns anos, quando uma sua parente muito idosa estava prestes a morrer aqui. Ela parecia muita ansiosa para ver seu marido que já havia morrido antes dela. Mas ele já alcançara o Primeiro Céu, seus braços e seu corpo já não existiam mais, e somente restava a cabeça. Portanto, dificilmente ele poderia se mostrar a ela quando da sua chegada, e muito menos influir nas condições de seu passamento, que não eram inteiramente do seu agrado. Certas coisas estavam sendo feitas a fim de retardar o ato de separação do Espírito e da carne, o que ocasionou uma tremenda dor e sofrimento que afetava à pessoa moribunda.
Em sua ansiedade, sob a condição de marido, ele apelou para um amigo, cuja mútua conexão entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos o permitia se manifestar mais facilmente. Esse Espírito pegou uma pesada bengala num canto do quarto e com um forte golpe arrancou um livro das mãos da filha da agonizante, o que assustou de tal forma aqueles que estavam presentes, que esses pararam com as lamentações, permitindo que a mulher morresse e partisse para o além. O pobre homem que executou esse fenômeno já estava há mais de vinte anos nos Mundos invisíveis e tanto quanto o autor pôde perceber não havia o menor sinal de dissolução do corpo de pecado, no qual estava envolto; talvez devesse permanecer ali ainda por mais o dobro ou o triplo do período que já havia ficado.
(Pergunta nº 57 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)