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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Autossugestão como Cura para os Vícios de Bebidas Alcoólicas, Drogas, para Doenças e para os Maus Hábitos

O primeiro grande passo para a cura é o desejo de estar bem e livre da escravidão a uma doença ou hábito tirano. Quem não deseja saúde e felicidade? No entanto, existem aqueles que estão tão perdidos que não se importam. Nesse caso, os amigos devem desejar, ter vontade e agir por eles. Mesmo eles não estão sempre disponíveis. Mas quem almeja estar bem tem que decidir estar bem; ou seja, deve ter a vontade de aprender o que fazer para estar bem e, então, colocar em prática as ações que levam à saúde; pois curar-se é uma coisa e aprender a ficar bem é outra. Essas duas coisas trabalham juntas e é uma pequena vantagem ser curado e, então, por meio da repetição de antigas faltas na vida, cair novamente na rotina da doença.

Não basta você querer bem a si mesmo. Você pode destruir o seu corpo, o seu cérebro e até a sua alma violentamente, mas terminará em um estado pior do que o anterior. Você precisa querer fazer o trabalho necessário e isso é simples, quando você o entende.

Na verdade, é o mesmo método que há muito tempo está em uso por diferentes escolas de cura, desde o Cristo até os tempos modernos. Alguns chamam de cura pela fé; alguns, de curativo mental; alguns, cura mental; outros, cura divina e ainda outros de autossugestão. Qualquer ajuda que uma pessoa possa dar a si mesma por outros meios ela deve aproveitar, pois muitos, bastante desejosos e ávidos de estar bem, são incapazes de usar o pensamento abstrato e precisam de algo mais concreto e definido para ancorar o pensamento.

Por isso, utilizemos qualquer medida higiênica, banho, dieta, exercícios e mesmo alguns medicamentos leves para acompanhar a autossugestão. Porque é na Mente que o verdadeiro trabalho é feito. A Mente que age por alguém, assim que obtém permissão ou ordens. Na verdade, é o “Deus interior”, o poder por trás do trono da Mente ativa e comum. Essa “Mente automática” aguarda o seu regozijo, fará o que você disser e começará hoje a curá-lo. Você deve fazer a conexão. Configure a conexão e o processo continuará. Por um momento parece que o processo fica parado; um pequeno movimento da sua vontade e o processo começa a caminhar, seguindo para onde é enviado. Essa é a ideia. Você inicia a “Mente automática” e ela vai aonde você a envia. Por muito tempo você esteve na trilha mental errada, pensando que estivesse doente e falando sobre doença: todos os seus processos automáticos funcionaram nessa trilha.

Agora mude para outra faixa, dizendo: “Estou bem” ou “Estou melhorando”. Imediatamente esse poder, esse “servo em seu cérebro”, atua em todo o seu corpo para curá-lo, para cumprir suas ordens. Se você não fala sobre seus problemas, se pensa neles o mais levianamente possível, se pondera sobre a misericórdia que recebe e se sente grato por ela, então você está fazendo uso desses princípios da Ciência Cristã, que são de valor prático e real ajuda. Essa é a ideia em si: impedir pensamentos ruins para ter pensamentos bons, nutridos de material das Regiões superiores do Mundo do Pensamento.

No entanto, para deixar mais claro todos os seus traços ruins são de sua própria autoria. Suas boas características também são de sua autoria. Qualquer pensamento que você tem se espalha de um pensamento para todos os outros da mesma qualidade, de modo que, por exemplo, os que tem relação com bebidas alcoólicas estabelecem todas as “qualidades animais” da Mente, enquanto a verdadeira Religião fixa as boas qualidades. Lembrando que o seu cérebro é o meio pelo qual a sua Mente “lê e escreve” as condições advindas dos seus sentidos, pode-se dizer que as células cerebrais têm pequenas antenas que se tocam. Assim, qualquer pensamento que seja enviado à Mente desperta uma certa célula de acordo com sua espécie, ela põe a próxima em movimento e assim por diante, e se for um pensamento ruim então, até que todas as características ruins estejam em movimento; um pensamento baixo, animalesco, desanimador ou amedrontador mostra dolorosamente como os covardes e os enfermos se tornam cada vez mais covardes. Você deve eliminar todos os pensamentos fracos e desencorajadores, substituindo-os por pensamentos corajosos e esperançosos, porque dois pensamentos não podem estar no mesmo lugar ao mesmo tempo.

Assim, afaste o pensamento impuro, mantendo em mente o somente o pensamento puro.

Qualquer hábito cederá a esse plano. Ele fortalece a cada dia o novo caminho até que o antigo caminho vai sumindo por não ser mais usado. Assim é que pessoas com desejo por drogas, o hábito mais compulsivo que se conhece, podem se livrar da escravidão delas.

Você pode se curar dos vícios de bebida alcoólica, do fumo, das drogas, de doenças ou qualquer tipo de aflição simplesmente seguindo estas linhas: “deseje, tenha vontade e aja de acordo”. Resumindo, leve o pedido à sua Mente e não deixe outro pedido entrar nela de soslaio. O pedido irá para todas as partes do corpo e a cura ocorrerá.

O próximo grande passo em direção à saúde é o relaxamento. Um desapego, um descanso de toda a tensão nervosa e ansiedade. Pense em você como um bebê nos braços da sua mãe. O bebê não pensa na próxima refeição ou no futuro. Ele não sabe de coisa alguma, mas sente amor. O amor, então, é a grande qualidade a perceber, pois “nenhum pássaro cai no chão sem nosso Pai permitir” e “Ele cuida de todos”. Além disso, “n’Ele está a vida e Ele veio para que tenhamos vida em abundância. N’Ele está a Vida e a Sua Vida é a luz dos homens. Ela ilumina todo homem que vem ao mundo”.

Isso não significa que você deva fazer nada; significa que você deva relaxar e descansar no oceano de amor e vitalidade que inunda o mundo e que é suficiente para todos.

Saiba que a saúde é natural e a doença é uma vergonha e um pecado e sempre vem da ignorância das Leis de Deus.

Se ficarmos apenas um pouco enfermos por nossa própria culpa, talvez por culpa de nossa mãe ou pai, logo poderemos fazer o que é certo, superar o problema, ficar curados e sermos muito mais fortes do que nunca ou do que antes. Mas temos que começar descobrindo em que ponto está a falha, consertando-a.

Até o presente, podemos ter sido descuidados ou até criminosos ao maltratar nosso corpo. Esquecemos que ele não nos pertence para abusar; “Não sabeis que sois o templo do Espírito Santo? Se alguém destruir o Templo, Deus o destruirá”. Isso não significa que Deus está zangado com a pessoa e a pune. Significa que a natureza (que é o lado materno de Deus) tem as suas leis e é obrigação nossa obedecê-las; se ela não as obedece, sofre. Ela paga caro por uma vida eufórica, banhada de prazeres, com uma alimentação excessiva e errada, com a perda imprudente de sono ou qualquer que seja o pecado dela, ou tenha sido.

Então, se ela quiser ficar boa, ela deve recomeçar de forma certa, desfazer o que está errado e construir o que é certo. Isso é exatamente o que acontece quando você saca o dinheiro da sua conta bancária, quando tem o “dinheiro contado”; você deve economizar centavo por centavo até sair dessa situação. A Natureza fará isso por você, assim que você começar a economizar vitalidade; ou seja, a relaxar. Pare de se preocupar e diga: “Sei que há vida suficiente para todos nós, muito mais vida do que pode haver. Há tudo para mim que posso usar e reivindico minha parte. Eu ficarei bem. Eu obedecerei. Farei o que é certo ao meu pobre corpo abusado. Minha vontade governará minha casa de vida e trabalhará com a natureza para me curar”. Ella Wheeler Wilcox diz:

Fale sobre saúde; o conto que nunca muda

Sobre doença fatal está desgastado e envelhecido.

Você não pode ser interessante, nem encantar, nem agradar

Por insistir naquela doença de acorde menor.

Diga que você está bem ou que está tudo bem com você

E Deus ouvirá suas palavras e as tornará verdadeiras.

Essa é a ideia do Cientista Cristão, quando ele diz: “Deus é Bom. Deus é Vida, Luz, Verdade, Espírito, Substância, Inteligência, Onipotência, Onipresença, Onisciência. Sou filho do Deus vivo, harmonioso, destemido e livre; eu represento a sabedoria, a força e a integridade. Eu sou um Espírito, um com Ti — Oh, Deus! — e em Ti eu vivo, eu me movo e eu tenho o meu ser. Tu me curas e me livras da doença, do pecado e da morte”.

Jesus Cristo é o meu Salvador, meu médico e meu irmão; Ele não só salva minha alma, mas cura todas as minhas doenças”.

Até mesmo o cientista ou médico profissional que é honesto afirma: “Deixe os remédios artificiais de lado, use os remédios da Natureza, viva uma vida simples e fique bom”. Se você puder ser curado, terá vitalidade suficiente para fazer o trabalho. A vitalidade do seu corpo foi desperdiçada pelo aborrecimento, alimentação, euforia, excesso de trabalho, exagero, engorda: tudo aquilo em que você cometeu excesso.

Então pare, pare. Jejue alguns dias. Talvez você possa mudar seu hábito alimentar para duas refeições por dia, permanentemente. Vá para a cama cedo e durma conforme o seu caso possa exigir (veja as tabelas sobre idade e tempo de sono ideal). Cada um tem seu próprio modo de recuperar a saúde; pelo menos relativamente.

Um único dia pode ser suficiente para uns. Alguns podem precisar de uma semana, um mês, um ano. E alguns, nesta vida, nunca ficarão inteiramente bem, mas podem ficar muito melhores. Alguns surpreendem a todos, ao se recuperar totalmente.

A vitalidade, se canalizada corretamente, trará a cura e, de forma rápida ou lenta, com certeza conquistará a vitória.

(Publicada na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro de 1916 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Metal que soa ou o Sino que tine

… ainda que eu fale a língua dos homens e dos Anjos, se eu não tiver amor, serei como o metal que soa ou o sino que tine.” (ICor 13).

Aquele que se esforça para viver a vida da cruz deve se empenhar para cultivar um atributo acima de todos os outros. Seu crescimento deve ser um pouco adiantado a cada passo na aquisição de conhecimento, poder, saúde; na verdade, todas as coisas que contribuem para a evolução — e isso é Amor. Para cada passo no avanço intelectual, deve-se dar dois no avanço do cultivo do amor. Só assim o discípulo pode escalar o caminho espinhoso com segurança. Sim, até flores brotarão ao longo do caminho para aliviar seus pés que estão sangrando, se a luz do amor arder inabalavelmente no altar do seu coração.

À medida que, aos poucos, nossos olhos se abrem para o interior da vida e vemos que cada pessoa está sofrendo por causa de seus próprios preconceitos, atos ou fraquezas e que não podemos ajudá-la, que só pelo sofrimento ela está disposta a aprender, é provável que haja um endurecimento no coração do aspirante que nada pode suavizar, exceto o óleo do amor.

Não alcançamos sabedoria no primeiro degrau do caminho, nem ainda no segundo, nem no terceiro… O que pensamos ser sabedoria muitas vezes é apenas conhecimento. É apenas pela ligação contínua do conhecimento com o amor em nossa natureza que alcançamos a sabedoria.

Ainda que eu fale a língua dos homens”, embora eu tenha alcançado o domínio de todas “as línguas dos homens” — que poder e conhecimento isso implica; ainda assim, aos olhos do grande Coração eu sou apenas “o sino que tine”: oco, duro, brilhante e, talvez, polido; mas com a falsa luz de reflexão. Não tenho luz própria ou verdadeira para iluminar o caminho para os passos vacilantes de outras pessoas.

A sede de conhecimento nunca é saciada e, a menos que a pressão contínua seja exercida sobre a natureza do amor — o amor puro e compassivo do Eu Superior —, o amor pelo conhecimento afogará tudo o mais. E o Discípulo vai despertar de vergonha algum dia, ao descobrir que em sua busca clamorosa por conhecimento ele tem pisado nas flores do amor, até que elas, sob seus pés, dificilmente sejam reconhecidas. Então ele tem que derrubar sua estrutura e construir novamente.

Ele deve abrir repetidamente seu coração e deixar as comportas do amor banharem sua superfície endurecida até que, mais uma vez, seja como a terra macia na primavera, em que o menor passo ou o suspiro mais suave deixará uma impressão e o coração responderá com compaixão e amor. O coração de uma pessoa é como um jardim; as flores não crescerão até sua beleza completa, se a terra for deixada para endurecer em torno das raízes. O solo deve ser continuamente agitado e amolecido; assim, o nosso coração deve ser continuamente cutucado com o garfo do espírito para quebrarmos a presunção do conhecimento e fazer o amor crescer forte e belo como seu arquétipo no Céu.

E embora eu “fale em línguas dos Anjos” — ainda assim, não sou mais do que “um sino que tine”. Embora eu tenha até mesmo alcançado o estágio acima do humano e tenha muito conhecimento do Céu e da Terra — ainda estou oco por dentro e cheio de vazio. Dentro de mim estão as trevas, pois o grande Coração não disse que “Deus é Amor”? Ele também não disse que “Deus é Luz”? Nos termos da Álgebra, “duas grandezas iguais a uma terceira grandeza são iguais entre si”; portanto, “Amor é Luz”. E se não há amor em mim, então não há luz. Não consigo ver um único passo do caminho — talvez eu nem mesmo esteja no caminho; de tão estreito e reto que ele é, um passo para o lado e já estou no caminho sinuoso do prazer.

Portanto, desde o início, quando alguém decide que irá “viver a vida”, a primeira coisa a ser feita é cultivar o amor devocional.

Plante a pequenina semente do amor verdadeiro em seu coração, cuide dela e alimente-a — oh, tão cuidadosamente — com atos de amor, pensamentos e palavras amáveis; a cada dia e a cada hora deixe-a crescer ao Sol do amor de Cristo, Ele, o do grande Coração. Quando o coração estiver cansado de lutar e do aparente pequeno sucesso, abra bem o seu coração, mantenha a sensação de que o coração esteja exposto ao brilho do Seu Amor, o Seu Amor Divino, que está sempre pronto para ser derramado sobre você, se você quiser, apenas abra seu coração para isso. Não pense, apenas sinta o doce bálsamo do Seu Amor derramando-se e curando todas as feridas do seu coração.

Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu os aliviarei”. E você se levantará com a Mente e o Espírito revigorados, com energia renovada para tomar a sua Cruz.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro de 1916 e traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Deus – A Fonte e a Meta da Existência

Janeiro de 1918

Novamente nos encontramos no começo de um Ano Novo, e existe um costume nessa época de transformarmos as nossas aspirações em resoluções. E como Estudantes dos Ensinamentos Rosacruzes necessariamente interessados no assunto sobre o crescimento espiritual, pensei que as seguintes considerações, talvez, possam ser muito proveitosas neste momento. 

Na Mente de muitas pessoas a palavra “santidade” se tornou associada a uma expressão facial de tristeza ou melancolia e a uma atitude mental hipócrita, de modo que as pessoas no mundo, geralmente, são muito reservadas em relação àqueles que fazem profissões de santidade. Mas, é claro que essa não é a verdadeira realidade. O ser humano realmente santo não é um desmancha-prazeres; ele não é indolente no mundo dos negócios; ele cumpre plenamente com seu dever, em casa ou no trabalho, coloca seu coração em tudo que faz; ele é um exemplo digno de fidelidade e, geralmente, é respeitado por todos que o conhecem, porque suas ações valem mais do que palavras e do que elogios. Ele é cuidadoso ao lidar com seus semelhantes, se esforçando para não dever nada a ninguém, a não ser amor; sempre pronto e ansioso em ajudar os outros – ele é, de fato, um bom exemplo de pessoa em todos os relacionamentos da vida.

Mas essa vida de retidão mundana não é, por si só, uma prova de santidade. Existem muitas pessoas esplêndidas no mundo que são modelos vivos por razões de ética e se comportam de maneira que exige o respeito de todos os que as conhecem. Também são solidários e se destacam, de acordo com a sua posição, em todas as boas obras. No entanto, repetimos, não é essa a prova. A prova que mostra a diferença entre o homem ou mulher que é meramente modelo e o santo é encontrado nas horas de lazer, quando o que chamamos de dever foi totalmente cumprido no devido tempo. Nesse momento é que descobriremos os caminhos da parte mundana e os da parte sagrada. O ser humano de Mente mundana, nessas ocasiões se voltará para a recreação, diversão e para os prazeres a fim de dar vazão à sua energia ou, talvez, buscará algum passatempo favorito, de acordo com a inclinação da sua Mente e com seus próprios meios. Podem ser simples jogos, esportes, canto e música, teatros, festas ou qualquer outro meio que ele possa encontrar para lhe proporcionar um agradável passatempo.

Contudo, o ser humano santo é como o aço tocado pelo ímã e desviado, pela força, de apontar para o polo. Quando o coração tenha sido tocado pelo imã do amor de Deus, o dever pode e o desvia para as obrigações mundanas, a qual demanda todos os cuidados legítimos. O ser humano santo não se descuida de sua obrigação mundana, mas cumpre seu dever, fazendo-o melhor e mais conscientemente do que antes de se entregar a Deus. Ao mesmo tempo, inconscientemente, ele sente o desejo de voltar à comunhão com o Pai, de maneira análoga à agulha de aço imantada que, desviada do norte, exerce uma pressão na direção ao polo. No momento em que o chamado do dever foi perfeitamente cumprido e removida a pressão com o passar do tempo, os pensamentos do ser humano santo, automaticamente, se voltam para o Divino. O trajeto de ida e volta do trabalho nada mais é do que uma oportunidade para meditação. O tempo que emprega quando espera por alguém, também é utilizado da mesma forma. Em resumo, para o ser humano santo não há um só momento de relaxamento para os assuntos mundanos, pois seus pensamentos estão a todo instante voltado para sua fonte e objetivo – Deus.

Ouvimos falar de pessoas que estudaram leis, enquanto se deslocavam para ir e voltar do trabalho; outros aprenderam idiomas utilizando os momentos livres, quando a maioria das pessoas desperdiçam com pensamentos inúteis, vagos e sem objetivos. Aprendamos uma lição com eles e, durante o próximo ano, pratiquemos o hábito de direcionar os nossos pensamentos para Deus, enquanto estivermos nos momentos de folga. Se praticarmos isso fielmente, nos encontraremos muito mais avançados no caminho do crescimento anímico.

(Carta nº 86 – do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: A Dívida de Gratidão do Mestre

Janeiro de 1916

Estamos, agora, no encerrar de mais um ano das nossas vidas e no começo de um novo ano, e me ocorreram alguns pensamentos em relação a essas divisões de nossas vidas terrestres.

Quando Cristo, no final de Seu ministério, participou da última ceia com Seus Discípulos, lavou os pés deles apesar dos protestos de alguns que achavam isso humilhante para o Mestre. No entanto, esse gesto foi o símbolo de uma atitude da Mente que é de grande significância como um fator para o crescimento anímico. Se não existisse o solo mineral, o Reino Vegetal seria uma impossibilidade, assim como o Reino Animal não poderia existir se as plantas não lhe dessem os recursos necessários. Então, vemos que na natureza o superior se alimenta e é dependente do inferior para o seu desenvolvimento e a consequente evolução. Embora seja um fato que os Discípulos eram instruídos e ajudados por Cristo, assim também é um fato que eles eram um meio para o progresso e o avanço evolutivo do próprio Cristo; e era em reconhecimento a esse fato que Ele humilhou a Si mesmo reconhecendo a Sua dívida para com eles, servindo-os da maneira mais humilde que se possa imaginar.

Foi um grande privilégio para o autor transmitir a vocês, assim como a milhares de outras pessoas, as instruções esotéricas dos Irmãos Maiores durante o ano que terminou, e nisso foi ajudado, direta ou indiretamente, por todos os que trabalham em Mount Ecclesia. Aqueles que colaboraram na imprensa, nos escritórios ou em qualquer dos nossos departamentos compartilham também desse privilégio, e agradecemos a todos que nos proporcionam essas oportunidades para o crescimento anímico e que vieram a nós para que pudéssemos ajudá-los e servi-los.

Nós acreditamos que tenhamos sido de alguma serventia a esse respeito, e pedimos as suas orações para que possamos ser servidores mais eficazes no próximo ano que se inicia.

E sobre vocês, querido amigo e querida amiga? Durante o ano que se finda tiveram, também, oportunidades para servir os outros a sua volta de uma maneira similar à que tivemos? Vocês utilizaram o que conseguiram obter como conhecimentos que lhes transmitimos para iluminar os que estiveram em contato com vocês? Não é necessário subirmos a um púlpito, literal ou metaforicamente, em nenhum momento para falar ao coração dos outros. Frequentemente é muito mais eficaz fazê-lo de formas mais silenciosas, para que as pessoas não suspeitem que estamos tentando mostrar algo a elas. Confiamos que tenham aproveitado as suas oportunidades o melhor possível no ano que passou, e oramos para que possam entrar no ano novo com um espírito de serviço ainda maior, e que isso possa provar a si mesmos ser muito mais frutífero para o crescimento da alma do que o conseguido no ano ora findo.

(Do Livro: Carta nº 62 do Livro “Cartas aos Estudantes”-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Semeador

A Bíblia é um dos maiores livro de Mistérios de todos os tempos. Há poucos que se dão conta de suas insondáveis profundidades. Cristo disse: “a fim de que vendo, vejam e não percebam; e ouvindo, ouçam e não entendam” (Mc 4:12).

Na mais antiga simbologia a palavra “barco” se referia à alma, e a palavra “mar” se referia às correntes psíquicas. Diz-se que Cristo Jesus se sentou em uma barca e ensinava o povo que estava na margem. Isso significa que ensinava aos que estavam nos planos internos e aos que estavam nos planos externos, posto que sua missão era instruir tanto os encarnados como os desencarnados.

Quando Cristo terminou de expor a Parábola do Semeador, disse: “Quem tem ouvidos, ouça”. O semeador é o Mestre; as sementes são as verdades que vai disseminando. Os Estudantes e os Discípulos, que são a terra, as recebem de acordo com sua capacidade de compreensão e, de acordo com ela, usam os ensinamentos. Também disse o Senhor que alguns receberam (e produziram) trinta ou, em outras palavras, só puderam aceitar uma interpretação literal. Outros receberam (e produziram) sessenta e são os que alcançaram os significados mais profundos. O compreender que a Bíblia é o livro de texto supremo da vida há de ser uma das primeiras conquistas do verdadeiro Discípulo Cristão.

Parabola-O-Semeador-709x1024 Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Semeador

Depois Ele acrescentou que houve outros que receberam (e produziram) cem; esses são os Iniciados, que captaram as verdades em sua totalidade. Eles são a boa terra, na qual as sementes caem, crescem e produzem fruto. Algumas sementes, no entanto, caem sobre o caminho e são devoradas pelos pássaros, ou seja, são captadas pelos emocionalmente inseguros e, por isso, não lhes puderam proporcionar um porto seguro espiritual.

Aconselha-se a todo Discípulo que aprenda a contatar com seu próprio ser interior e, por meio da oração e meditação, a despertar e a incrementar seus poderes. Um Aspirante capaz converte esse centro (interno) no ponto focal a partir do qual trabalha para atrair o bom, o verdadeiro e o formoso. Há de ter cuidado, no entanto, de não se ver circunscrito pela estreiteza do pensamento ou o fanatismo da interpretação. Esse centro, o mais recôndito de si mesmo, se não for cultivado com persistência e perseverança, a pessoa tenderá a ter que enfrentar a decepção e a desilusão. Quando isso sucede, o neófito não só abandona as coisas do espírito, mas também obstrui o caminho para os outros. A advertência bíblica no Evangelho Segundo São Lucas em 9:62 ratifica isso: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”.

De acordo com a parábola, outras sementes caíram entre as rochas e morreram por falta de umidade. Esse é o símbolo da pessoa puramente mental, aquela cujo coração ainda não foi despertado. A Mente, só, nunca poderá resolver os problemas da vida, nem ensinar a outros como fazê-lo, porque isso só se pode conseguir por meio do amor de um coração espiritualizado.

Algumas das sementes caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e as afogaram. Os espinhos representam os desejos inferiores. Desde os dias da antiga Atlântida, a Mente humana está mais intimamente ligada à natureza de desejo do que ao espírito, o que contrário ao plano divino. Por isso, em uma grande maioria, a humanidade é mais motivada pelo desejo do que pela razão. Essa motivação egoísta deu origem a atual situação caótica do mundo: as raças, as nações e os indivíduos estão tão desgarrados pela dissenção e confusão que a humanidade se aproxima de um estado geral de pânico e desespero.

Um dos objetivos principais das sucessivas vidas sobre a Terra é que o ser humano liberte sua Mente dos laços de sua natureza de desejos para que a Mente se converta em um instrumento do espírito. Há de voltar uma e outra vez até que tenha aprendido a lição. As pessoas cujas vidas estão mais motivadas pela razão que pelo desejo são exceções e, entre elas, as que se guiam pelo intelecto espiritualmente iluminado são extremamente raras.

Por fim, parte das sementes caíram em terra boa e frutificaram produzindo cem por um. Isso se refere aos poucos que alcançaram o equilíbrio entre o Coração e a Mente, estado superior que é o ideal Crístico para toda a humanidade. Quando um Aspirante aprende a equilibrar essas duas forças, é digno de receber e disseminar os Mistérios do Reino de Deus.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Consciente ou inconscientemente estamos construindo um novo Corpo: para que, para quando e por quê?

A parte do Corpo Vital formada pelos dois Éteres superiores, o Éter Luminoso e o Éter Refletor, é a que podemos chamar de Corpo-Alma; quer dizer, ela é a que está mais intimamente ligada ao Corpo de Desejos e a Mente e, também, a mais receptiva ao toque do Espírito do que se acha a parte formada pelos dois Éteres inferiores.

O Corpo-Alma é o veículo do intelecto, e responsável por tudo que faz do indivíduo, um ser humano.

Nossas observações, nossas aspirações, nosso caráter, etc., são devidos ao trabalho do Espírito nesses dois Éteres superiores, que se tornam mais ou menos luminosos de acordo com a natureza de nosso caráter e hábitos.

Outrossim, do mesmo modo que o Corpo Denso assimila partículas de alimento e assim adquire carne, os dois Éteres superiores assimilam nosso bem agir durante a vida e assim também crescem em volume.

De acordo com nossos feitos nessa vida atual, aumentamos ou diminuímos desse modo à bagagem que trouxemos ao nascer.

Se nascermos com um bom caráter, expresso nesses dois Éteres superiores, não nos será fácil mudá-lo porque o Corpo Vital tornou-se muito, muito firme durante as miríades de anos em que o desenvolvemos.

Por outro lado, se fomos frouxos, negligentes e indulgentes em relação aos hábitos que consideramos maus, se formamos um mau caráter em vidas anteriores, aí vai ser difícil superá-los porque isso estabeleceu a natureza do Corpo Vital, e anos de constante esforço serão precisos para mudar sua estrutura.

É por isso que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental afirmam que todo desenvolvimento místico tem início no Corpo Vital.

Cada vez que prestamos serviço a alguém nós aumentamos o brilho de nosso Corpo-Alma.

É o Éter de Cristo que atualmente movimenta o nosso globo, e é bom lembrar que se desejamos um dia trabalhar pela Sua libertação, precisamos que um número suficiente desenvolva seus Corpos-Alma ao ponto em que eles possam fazer a Terra flutuar. Então, poderemos carregar Seu fardo e libertá-Lo da dor da existência física.

A Parábola do Banquete Nupcial é muito bem aplicada nesse contexto:

O Reino dos Céus é semelhante a um rei que celebrou as núpcias do seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados para as núpcias, mas estes não quiseram vir. Tornou a enviar outros servos, recomendando: ‘Dizei aos convidados: eis que preparei meu banquete, meus touros e cevados já foram degolados e tudo está pronto. Vinde às núpcias’. Eles, porém, sem darem a menor atenção, foram-se, um para o seu campo, outro para o seu negócio, e os restantes, agarrando os servos, os maltrataram e os mataram. Diante disso, o rei ficou com muita raiva e, mandando as suas tropas, destruiu aqueles homicidas e incendiou a cidade. Em seguida, disse aos servos: ‘As núpcias estão prontas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às encruzilhadas e convidai para as núpcias todos os que encontrardes’. E esses servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons, de modo que a sala nupcial ficou cheia de convivas. Quando o rei entrou para examinar os convivas, viu ali um homem sem a veste nupcial e disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem a veste nupcial?’ Ele, porém, ficou calado. Então disse o rei aos que serviam: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o fora, nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes’. Com efeito, muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. (Mt 22:2-14 Lc 14:20-24)

Que as Rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O “coração” – místico, devoção – e a “cabeça” – intelecto, razão

Um dos maiores encantos e vantagens reais daquele que trilha o Caminho do desenvolvimento espiritual pela “cabeça” – intelecto, razão – é o grande valor que ela tem como local de retiro mental. Quando um ser humano fez o seu melhor, suportou todas as tensões e sofrimentos da vida mundana e está cansado, sua Mente volta-se com alegria para a ajuda satisfatória proporcionada pelo intelecto. Aquelas coisas que pareciam encher seu horizonte com a sombra negra da dúvida e do medo, então se reduzem à pequenez e a própria vida assume um aspecto mais animador.

O intelecto é universal, em sua aplicação. A pessoa que trilha o Caminho do desenvolvimento espiritual pela “cabeça” – intelecto – tem uma solução racional ou até científica para os mistérios da vida. Ela exige uma explicação semelhante da Religião. A fé, para ela, é assunto de conhecimento. A pessoa que trilha o Caminho do desenvolvimento espiritual pelo “coração” – místico, devoção – deseja um apelo voltado ao coração e não à Mente. Ela não está tão preocupada com o verdadeiro “por quê?” ou “para quê?” de uma ocorrência ou afirmação, mas, sim, com o valor de suas propriedades emocionais.

A primeira se preocupa com a verdadeira razão física de um milagre; a segunda, com a apreciação da maravilha e da beleza real que acompanham sua manifestação. Uma daria ajuda a um semelhante não tanto por compaixão, mas principalmente porque tal ato estaria de acordo com sua própria concepção intelectual da relação da pessoa com a pessoa. A outra, é claro, agiria com sincera simpatia e um desejo emocional de ajudar o necessitado.

A pessoa simpática, que sente amor por todas as criaturas de Deus e não considera nenhuma delas muito pequena ou mesquinha para ajudar, é um tipo bonito e cada traço do seu rosto simboliza uma graça espiritual. Verdadeiramente, o espírito molda a carne à sua semelhança e expressão de suas próprias qualidades.

Atualmente, o intelecto e as realizações materiais dele resultantes parecem ser de importância soberana. Certamente, é um método excelente para atingir certas qualidades de alma que são necessárias; contudo, a história de todas as pessoas que desenvolveram o intelecto e a vontade às custas da emoção e da intuição tem sido de tristeza, decepção e negação espiritual.

Mas, novamente e ao contrário, aqueles que desenvolvem somente pelo “coração” e ignoram a cultura da força de vontade e do intelecto estão, igualmente, sujeitos à tristeza e ao desapontamento.

Um caráter bem equilibrado, nem muito desenvolvido intelectualmente nem devocionalmente, é a coisa certa e um dos assuntos principais de um Estudante Rosacruz que se aplica em aprender e praticar os ensinamentos da Filosofia Rosacruz.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de maio/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que são os sonhos? Todos eles têm um significado? Como podemos atraí-los ou induzi-los?

Resposta: No estado de vigília, os diferentes veículos do Ego – a Mente, o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e o Corpo Denso – são todos concêntricos. Eles ocupam o mesmo espaço e o Ego atua, externamente, no Mundo Físico.

Contudo, à noite durante um sono sem sonhos, o Ego, revestido do seu Corpo de Desejos e da sua Mente, se retira deixando os Corpos Denso e Vital sobre o leito, não havendo mais ligação entre os veículos superiores e inferiores, a não ser por um fio tênue e brilhante chamado Cordão Prateado.

Acontece, às vezes, que o Ego se envolve tanto com o Mundo Físico, que o Corpo de Desejos fica de tal forma excitado que se recusa a abandonar os veículos inferiores e se retira apenas por uma parte. Então, a conexão entre os centros sensoriais do Corpo de Desejos e os centros sensoriais do cérebro físico fica somente parcialmente rompida.

O Ego vê os aspectos e as cenas do Mundo do Desejo, que lhe são extremamente fantásticas e ilusórias, transmitidas aos centros cerebrais sem qualquer conexão racional. Dessa situação é que surgem todos os nossos sonhos absurdos e fantásticos.

Às vezes, acontece que o Ego, ao sair completamente do Corpo Denso em um sono sem sonhos, vê um acontecimento que lhe diz respeito e que está prestes a se materializar, pois os acontecimentos iminentes se apresentam antecipadamente, isto é, antes que qualquer coisa aconteça aqui no mundo material, já aconteceu nos Mundos espirituais.

Se ao acordar após tal experiência o Ego conseguir fixar no cérebro aquilo que viu, terá um sonho profético que, ao devido tempo, se tornará realidade. O Ego também poderá, se o seu destino o permitir, modificá-lo por meio de uma nova ação, isto é, se informado a respeito de um acidente, poderá tomar providências para impedir o desastre iminente.

Quanto à terceira parte da pergunta: “Como podemos atrair ou induzir os sonhos”, podemos dizer que, naturalmente, não há qualquer vantagem em atrair ou induzir sonhos confusos e fantásticos. Na verdade, se chegar um momento na vida de um ser humano em que ele começa a trilhar a vida superior, gradualmente e através de certos exercícios, ele desenvolverá a faculdade de deixar o seu corpo conscientemente à noite ou a qualquer outro momento. Então, ele estará perfeitamente consciente nos Mundos invisíveis, poderá ir para onde lhe aprouver, até mesmo a extremidade da Terra em questão de minutos e, à medida que aprenda a trabalhar conscientemente nestes Mundos invisíveis, não “sonhará” mais, mas passará a viver outra vida mais plena ou mais real do que a que agora vive.

(Pergunta n° 33 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Importância da Música em Nossa Vida

A influência da música sobre o ser humano é geral e naturalmente reconhecida, mas, o que não é de grande conhecimento é a relação dessa arte com os mundos espirituais superiores.

Foi o Verbo – a Palavra Criadora Divina – ou seja, uma vibração sonora divina, que tudo criou e a “sustentação” dessa vibração que mantém a Criação. Já não são apenas as filosofias ocultas ou correntes espiritualistas que admitem que toda criação manifestada, nesse plano, de forma concreta, encerra um som ou uma nota-chave particular que lhe deu origem. A ciência já tem registrado, através de seus instrumentos, tons musicais que são emitidos, por exemplo, pela grama crescendo, pelo movimento do Sol e por vários órgãos do corpo humano.

Segundo a Filosofia Rosacruz cada um dos nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) tem sua nota-chave ou seu tom próprio que ao soar pela primeira vez, deu origem a criação desses veículos. A vibração contínua e harmoniosa ou “conforme” com o som original durante toda uma vida é o fator responsável pela manutenção e equilíbrio desses mesmos veículos. Não há como deixarmos de fazer parte desse cântico da criação. A “Canção de Deus” está presente em toda a parte: em todo Planeta, em toda célula, na rocha e nos nossos corpos mais sutis.

O que estamos fazendo com essa canção?

Que “alimento sonoro” damos aos nossos veículos?

Não estamos falando apenas da conhecida música dos Grandes Mestres, ou da música erudita de boa qualidade, que na verdade, é uma expressão elevada do potencial criador do ser humano. Estamos querendo refletir um pouco mais, procurando mostrar que todo ato criador é vibração, e “música”, e, portanto, estamos sempre às voltas com nossas “sonoridades” e “vibrações”, já que como filhos de um ser criador temos em nós esse mesmo potencial.

Se a nossa canção está “harmonizada” com a “Canção de Deus”, depende de nós. A Filosofia Rosacruz nos dá inúmeros recursos para que possamos “afinar” e harmonizar nossos instrumentos e os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz estão sempre ansiosos por nos ajudar a utilizar esses instrumentos no serviço de elevação da humanidade.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Lei de Analogia

Todo Estudante Rosacruz que busca aprofundar-se nos Ensinamentos Rosacruzes deve esforçar-se por cultivar uma Mente aberta. Também compreender que o ser humano é uma miniatura do Universo e tudo o que procura externamente, não poderá encontrar fora de seu interior. Neste sentido, ele pode concluir que todos os problemas de sua existência tiveram iniciou nos planos espirituais ou internos e somente lá poderá ter fim.

Todo aquele que desejar compreender as coisas maiores da vida, deverá primeiro esforçar-se por compreender as coisas menores, sabendo que ambas fazem parte de um Todo (Deus). O axioma Hermético “assim como é em cima é em baixo; e assim como é em baixo é em cima” nos dá a fórmula para chegarmos a uma conclusão a respeito das coisas menores. Esta fórmula pode ser encontrada na Escola dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que é a Fraternidade Rosacruz, que também compreende a Lei de Analogia. Ela é a chave mestra para investigarmos a vida e seus enigmas, e seu propósito é ajudar todo aquele que busca se familiarizar com o mundo macrocosmo em um trabalho harmonioso com mundo microcosmo.

Uma das aplicações cotidianas da Lei de Analogia está relacionada ao mistério da morte. Para o Cristão místico a morte não existe, ao contrário, ele afirma que a morte física é um nascimento para os Mundos espirituais; assim como o nascimento físico é uma morte para os Mundos espirituais. Desta maneira, podemos observar que o Ego está em constante evolução; lembrando que a evolução do ser humano se processa em espiral, sempre para cima e para frente e tem como propósito a busca pela perfeição dos Corpos Denso, Vital, de Desejos e da Mente.

Para muitos, a morte ainda constitui um mistério, pois enxergam apenas um Corpo Denso inerte e sem vida. Outros ainda não acreditam em vida após a morte. Já para o ocultista, que aplica a Lei de Analogia, descobre que se faz necessária diariamente adotar uma atitude altruísta acerca da morte, tão necessária ao desenvolvimento anímico.

É um dever de todo Estudante Rosacruz procurar aplicar a Lei de Analogia sobre a morte e disseminar tais conhecimentos entre aqueles que ainda vivem nas trevas em relação a ela, respeitando o livre arbítrio desses irmãos e irmãs. Como é dever de todos, recorrer aos próprios meios investigativos para resolver as dificuldades do dia a dia, mesmo que às vezes aparenta ser difícil.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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