A Fraternidade Rosacruz – uma das 7 Escolas – e a Era de Aquário
Pelos noticiários da TV e dos jornais, hoje, qualquer cidadão ou dona-de-casa está a par da situação geral do mundo. Os meios de comunicação aproximaram as nações e os seres humanos, para que se conheçam melhor, pois ninguém pode amar o que não conhece. Tudo está se transformando rapidamente e os meios são proporcionais à resistência: meios violentos — aparentemente um mal — são empregados para romper estruturas sociais milenares, pondo nações inteiras sob tensão e desafios terríveis, para que acordem à realidade da evolução. Sem meios de compreender a razão e a origem de tais transformações, deixamo-nos envolver pelas previsões pessimistas, quanto ao futuro da humanidade: em 8 horas o mundo pode ser destruído por teleguiados das grandes potências. Prenúncios da Era de Aquário!
Aqueles que estão afeitos ao estudo e à meditação das verdades espirituais sorriem confiantes e serenamente apontam um Governo Invisível do Mundo — muito mais poderoso que todos os governos comuns. Lá está a razão das grandes mudanças; lá estão os olhares penetrantes e amplos de Seres que romperam as limitações mundanas e se guindaram a amplitudes de consciência inconcebíveis à compreensão mediana. São os Altos Iniciados das diversas Escolas — Sete Altos Iniciados de cada RAIO CÓSMICO — que se misturam à Humanidade e influenciam-na, nos diversos campos de atividade: ciência, arte, religião, política, economia, etc. São grandes luzes desconhecidas para nós, que somos cegos e surdos. Temos ouvidos e não ouvimos; temos olhos e não vemos; estamos rodeados de imensas realidades espirituais que não percebemos; tal é a triste condição do ser humano comum. Mas os Iniciados menores, de tempos em tempos, cumprindo determinações desses Altos Seres — os vanguardeiros do gênero humano — trazem suas revelações, adequadas à nossa compreensão atual. Segundo essas revelações – e podemos falar convictamente da Ordem Rosacruz — Sete Irmãos Maiores trabalham incognitamente no mundo, exercendo influência incomum aos líderes que enfeixam poderes-chave. Embora respeitem o livre arbítrio humano, estão eles vigilantes para que nossa ignorância não desvie as linhas evolutivas gerais, traçadas para a humanidade.
Há sete escolas de mistérios no mundo. Cada uma delas tem diversas ramificações através da História. São nomes que se dão a movimentos que atendem às necessidades internas, de um grupo humano e de cada indivíduo desse grupo em particular, numa certa época.
A verdade é Universal e transcende as limitações humanas. Os seres humanos não podem alcançá-la em plenitude. Essa verdade está em cada Escola ou Raio.
De tempos em tempos, cada uma dessas escolas, através de um iniciado menor, funda um movimento externo, público, que constitui um MÉTODO adequado ao povo e a cada indivíduo, como regra geral, para levar-nos à própria realização interna. Logo, são os métodos que diferenciam as escolas — em cada época e nível evolutivo do povo a que se destina.
Quem determina tais métodos? São os Altos Iniciados. Eles veem, nos planos internos, com sua ampla visão, as tendências de cada povo e preparam tais métodos de desenvolvimento, para atender a certo período de tempo.
Para dar-lhes uma ideia do que expusemos, tomemos o exemplo da Bíblia: é um livro sagrado como outro qualquer de outros povos. Mal interpretada, defeituosamente compreendida, tem-se pensado que a Bíblia é uma estória do povo hebreu. Depois tivemos o advento do Cristianismo, com a mensagem, ainda mal vislumbrada — do maior Ser que a Humanidade jamais conheceu: Cristo. A mensagem cristã foi ajuntada aos ensinamentos dos judeus, formando o Velho e Novo Testamentos. Inadvertidamente associamos que as duas dispensações foram reunidas porque Jesus e seus apóstolos eram judeus. Nada mais errado. Muito acima disso, a Bíblia, à semelhança dos outros livros sagrados, é “UMA ESTÓRIA DO SER HUMANO” — uma estória minha e de cada um de vocês. Cada um de nós é a própria Bíblia. Cada acontecimento, cada personagem bíblico, é representação de circunstâncias e de pequenos “Eus” psicológicos de nosso íntimo, como na obra hindu — o BHAGAVAD GITA.
A Rosacruz — representando a parte esotérica do Cristianismo e havendo partido das raízes essênias – revela-nos a Bíblia com uma nova face, bem adequada ao desenvolvimento de nosso povo. Cada derrota e cada vitória; cada miséria e cada glória na Bíblia, se reportam à derrota e à vitória, à miséria e à glória de cada um de nós, na luta da existência.
A escravidão no Egito, as limitações e sofrimento do povo hebreu sob o jugo do Faraó — nada mais são do que nossas próprias limitações materialistas; os condicionamentos escravizantes que nos impõe a falsa personalidade — em sua ilusão de separatividade — buscando apoiar-se em coisas externas — este faraó que usurpou o trono do divino em nós.
Há muitos indivíduos mergulhados nas trevas dessa escravidão, sonhando com uma Terra prometida de leite e mel — com uma vida mais livre e plena — pois sentem interiormente que o Criador não os fez para sofrer.
Quando já estão enfarados de sua escravidão; humilhados com sua condição, algo dentro deles se levanta, disposto a tudo. É algo que lhes nasce do íntimo, de uma origem celestial — porque somos todos, sem distinção — feitos à Imagem e Semelhança de Deus. E, como o Filho pródigo revoltado de comer a comida dos porcos do materialismo — se levantam e resolvem tornar à Casa Paterna — ou voltar ao centro de seu Ser — mediante o autoconhecimento.
Neste ponto nasce, no íntimo o Moisés — que não concorda com o Faraó da falsa personalidade e que transforma a vara de Arão — o poder acumulado na coluna, numa serpente de sabedoria que devora todas as serpentes dos conhecimentos inferiores dos magos do Egito. É um método novo, mais adequado, que mostra as tábuas de uma Lei Divina, que devem ser inscritas na tábua de carne de nosso coração, para que nos tornemos uma lei em nós mesmos, consonantes com a Lei Universal que mantém a harmonia do Universo.
Para que esta lei se inscreva em nosso íntimo leva tempo. Tempo variável para cada indivíduo. Toma vidas inteiras de experiências. É o que representa o cabalístico número 40 — que significa muitos. 40 anos de peregrinação no deserto — 40 anos na aridez de uma vida de dúvidas — em que somos tentados a fundir, com o ouro de nossas realizações internas, o bezerro das condições antigas — num esforço de voltarmos e nos apoiarmos ao que já conhecemos.
Mas o Moisés interno protesta e nos desperta. É preciso adorar o cordeiro. O cordeiro é uma condição humana mais doce e elevada. Não devemos desanimar na travessia. Cuidando não cair nas miragens do deserto, podemos arrancar a água viva dos ensinamentos da pedra de nossas realizações internas. E assim vamos evoluindo, armando e desarmando as tendas de nossos corpos, como peregrinos e nômades dos planos evolutivos. Até que cheguemos e nos instalemos na Terra prometida — naquela condição interna em que devemos esperar pela chegada do Messias. Ele há de nascer de uma virgem. A profecia de Isaías usa um adjetivo hebraico mui expressivo para designar o caráter dessa pureza: A PUREZA INTERNA.
O adjetivo é ALMAH — virgindade interna — bem diferente da BETULAH: a virgindade externa, muitas vezes comprometida pelas impurezas internas dos pensamentos e emoções viciosos, dos fariseus modernos.
Essa virgem é uma imaginação pura — que havemos de conquistar. E unir-se-á a JOSÉ — um viúvo que se desligou da esposa do mundo — e que representa uma VONTADE pura. A imaginação é o lado feminino do Ser — a devoção, o coração. É Maria que deixou de ser Maya. José é o lado masculino do Ser — a vontade, a inteligência iluminada — que se libertou das limitações. Dos dois nascerá o MESSIAS — o HIMMANU-EL — que significa: DEUS CONOSCO!
Deixemos, por enquanto, a sublime manjedoura com os animaizinhos dos instintos domesticados e voltemos à História Humana, para explorar outra fonte: a ASTROLOGIA ESOTÉRICA – os Astros são o relógio do destino e determinam, em linhas gerais, a marcha evolutiva.
Quando o Sol, pelo movimento da precessão dos equinócios, retrogradava pelo Signo de TOURO, a humanidade era muito embrutecida e, por isso, gerava condições e circunstâncias adversas e terríveis. A evolução exigia muita fibra, perseverança e paciente resistência, qualidades próprias desse Signo. É a escravidão do Egito, já citada. Daí que o símbolo seja o antigo boi ÁPIS, do Egito. A vaca sagrada da Índia é ainda uma reminiscência desse período.
Surgiu então Moisés, tendo um chapéu com chifres de carneiro — para mostrar sua condição de arauto de Áries, quando o Sol, por precessão dos equinócios, retrogradava pelo Signo do Carneiro. Foi a peregrinação pelo Deserto. E assim, como Moisés não pôde entrar na Terra Prometida, mas simplesmente conduziu o povo a ela, assim também a Era de Áries transferiu a consciência humana para um estágio mais alto: a Era de Peixes – quando o Sol começou a retrogradar, por Precessão dos Equinócios, por esse Signo. Então veio Cristo inaugurando a Dispensação Pisciana: notem que o símbolo do Cristianismo são dois peixes cruzados; que os Apóstolos eram chamados “pescadores de homens”; que os Evangelhos usam parábolas de pescas, de redes; e o chapéu dos bispos (mitra) tem a forma de uma cabeça de peixe, cuja boca, aberta, entra na cabeça.
A Era de Peixes constitui o Cristianismo Popular – que esqueceu os antigos mistérios e conhecimentos sobre o RENASCIMENTO, LEI DE CAUSA E EFEITO, COSMOGÊNESE, ANTROPOGÊNESE – se bem que esses conhecimentos estejam nas entrelinhas dos evangelhos, como poderei demonstrar em outra ocasião.
Por que se retirou dessas verdades antigas? Porque, propositadamente, devia mergulhar o povo ocidental na conquista científica, religiosa e artística mais intensa e diversificada – conforme reclamava a evolução.
A CIÊNCIA, A ARTE E A RELIGIÃO eram unidas no passado. Tudo incluía esses três ramos – como nos tempos da Grécia áurea, em que a poesia, a música, a dança, a literatura, a história, a ciência, etc., se reuniam nas atividades humanas, por inspiração das nove musas (número do ser humano). Depois se diversificaram: a religião governou quase sozinha durante a Idade Média, chamada Idade das Trevas, sufocando as demais manifestações, para o desenvolvimento predominantemente religioso. Quando já se tornava prejudicial, a Renascença trouxe a Arte, com a glória de iluminados artistas em todos os seus ramos, até a Idade Moderna. Finalmente rompeu soberana a Ciência, na Idade Contemporânea, amordaçando com mãos de aço as demais manifestações. É a Ciência que dá a última palavra e que merece maior crédito do mundo. Logo descambamos para o materialismo, sob influência de Augusto Comte, de Freud, de Karl Marx e outros que, havendo recebido vislumbres da Verdade Universal, desvirtuaram-na quando criaram seus métodos. Infelizmente acontece isto: a verdade mais alta não pode ser exposta num Cosmos inferior, sob pena de PROFANAÇÃO. Por isso o Cristo usou as parábolas e símbolos: para que cada um extraia delas o que seu grau de consciência pode ver e suportar.
Em meados do século passado, o Sol, em seu movimento de precessão dos equinócios, entrou na órbita de influência do Signo de Aquário. Aquário é governado por Urano, descoberto (não por acaso) em 1781, para ir fermentando a consciência do mundo com suas qualidades de Inovação, de Originalidade (Epigênese), Inconvencionalismo (para romper as tradições cristalizadas), Inventiva, Intuição, etc. Urano preparou a ciência para a conquista de seu elemento – O Éter — que nos levou à conquista do espaço: começando pela máquina a vapor, passou pela eletricidade, telégrafo, telefone, rádio, televisão, aviação, radar, foguetes e plataformas espaciais, aproveitamento da luz solar, etc. Telescópios poderosos foram perscrutando os espaços siderais, ao passo que os microscópios e aparelhos ainda mais delicados foram penetrando nas partículas menores da matéria, deslumbrando os cientistas com a Realidade de uma Inteligência que agora aprende a descobrir por si só e a venerar. Não há físico que não tenha veneração pelo Cosmos. Não importa o nome que dê, o importante é que ele descobriu algo que assume para ele o sabor de uma conquista. É assim mesmo: as coisas velhas se tornam novas quando são redescobertas pelo despertar do Ser.
A psicologia, que começou desastrosamente (em aparência) pelas falhas interpretações de Freud — que não soube verter puramente certas verdades espirituais que captou — encaminha-se, a passos largos, para o autoconhecimento, sob influência da parapsicologia e de revelações que vão invadindo, irresistivelmente, a Mente dos seres humanos, provindas da Mente Universal.
Neste cenário crepitante e conturbado do mundo, ao início do século XX, os Irmãos Maiores da Rosacruz viram chegado o momento de entregar ao mundo uma nova mensagem. E, através de seu Iniciado Menor, MAX HEINDEL, nos deram o CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS, em 1909. Sob orientação dos Irmãos Maiores da Ordem, Max Heindel fundou a Fraternidade Rosacruz, após dois anos (1911), para atender à necessidade lógica do povo Ocidental. Todos desejamos saber a razão das coisas. Nossa Mente há de ser satisfeita, para que nosso coração comece a vibrar numa fé racional. O materialismo está perigando nossa evolução e todos os meios estão sendo envidados para chegarmos ao meio termo ideal, entre a Mente e o coração — esses dois elementos que se devem aprimorar, para chegarmos ao conhecimento e conquista de nós mesmos e alcançarmos o despertar de nossa verdadeira natureza.
O Ocidente se assemelha, agora, a um avião de asas desiguais: uma, enorme, da técnica, da ciência, do conhecimento, que se presume, de tal modo que o maior pecado atual é o ORGULHO INTELECTUAL. A outra asa é mirrada, subdesenvolvida, raquítica, esfomeada: uma asa pequena da fé, da devoção, de conquista interior, do coração. E nosso avião ameaça despencar e arruinar sua tripulação. É urgente desenvolvermos esta asa pequena e estabelecermos o equilíbrio de nossos voos evolutivos. De nada valem as asas de cera, porque logo se derretem no desafio da subida e nos precipita abaixo. As asas de cera são os superficiais conhecimentos que adquirimos e não chegamos a vivenciar. Diletantismo espiritual. Curiosidade ocultista de fenômenos que não conduzem ao fim mais alto. É preciso dirigir nossos esforços à realização autêntica para formar a asa pequena. Assim, devidamente apoiados na verdade espiritual, podemos conduzir todas as nossas conquistas para os propósitos evolutivos em vez de subordiná-los aos interesses mesquinhos da personalidade falsa.
O ser humano— esse desconhecido — é a Esfinge, que compõe os quatro Signos zodiacais de natureza Fixa, representado por 3 animais: o touro, o leão, a águia (o escorpião) e aquário (simbolizado pelo ser humano que engloba os três animais).
A Esfinge de nossa natureza continua a desafiar-nos: OU ME DECIFRAS, OU TE DEVORO! E os seres humanos se devoram porque não se conhecem; devoram-se pelos infartos, pelos derrames, pela diabete, úlceras, cânceres e neuroses, que são a consequência inequívoca de suas ignorantes transgressões à Lei da Natureza.
Através da Rosacruz — uma das Sete Escolas — os Irmãos Maiores — aqueles que foram na frente, que chegaram ao cume da Realização e depois voltaram para ensinar o caminho e prevenir os alpinistas sobre os perigos da escalada — oferecem suas mãos, a sua inteligência, o seu amor — pelos cursos gratuitos por correspondência, de Filosofia Rosacruz, de Astrologia Esotérica; da Bíblia e Cristianismo Esotérico, a todos os interessados.
Somos os seus canais e estendendo a mão direita: chamamo-los IRMÃOS, pelo reconhecimento de que todos somos filhos de um Pai comum — O Pai Celestial! Mais que irmãos, preferimos chamá-los AMIGOS, pondo-nos à vossa disposição.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1978)
Responsabilidade e a Fraternidade
A Fraternidade Rosacruz é uma Associação Internacional de Cristãos Místicos. Isso significa que a dimensão religiosa e espiritual do nosso movimento é de capital importância. Mas, da mesma forma como o espírito requer um corpo para adquirir experiência, com vista ao crescimento anímico, assim também o caminho espiritual necessita do ambiente material para que possamos desenvolver nosso potencial divino. Entenda-se que, quando nos referimos à Fraternidade Rosacruz, devemos fazer uma distinção entre o “corpo”, isto é, a Sede Mundial, os centros, os edifícios, os livros, e as “unidades viventes”. Estas são representadas pelos estudantes, probacionistas e discípulos, que fazem o possível para ajudar os Irmãos Maiores em seu benéfico trabalho em prol da humanidade. São pessoas que se esforçam por “viver a vida” e percorrer o caminho da espiritualidade.
“Viver a vida” não consiste em sonhos nem meditações, ou ainda em procurar visões místicas que nos alienem da realidade terrena e de suas responsabilidades. O “viver a vida” produz crescimento anímico, que não é produto de especulações, mas o resultado de trabalho duro, de esforços levados a cabo durante o dia quando cumprimos todas nossas obrigações e deveres com o melhor de nossas capacidades. O antigo alquimista afirmava: “Ora et labora”, cuja tradução é: ora e trabalha. Isto significa que nossas orações devem ser nosso trabalho e nosso trabalho deve ser como uma oração a Deus.
Tudo o que fazemos deve ser o melhor, durante todo o tempo. Deve ser um cântico de gratidão e louvor a nosso Senhor e Libertador. Devemos trabalhar, comer, dormir, orar e fazer todas as coisas para a glória de Deus. Agindo dessa forma viveríamos, realmente, uma vida espiritual durante as 24 horas do dia e não unicamente ao deitarmos ou levantarmos.
É mister que nossa vida inteira se revista de espiritualidade. É preciso lutar por unir todas as partes do nosso ser, num todo harmonioso, antes de que se nos permita explorar os reinos superiores do espírito.
Se vivemos separando o Criador de Sua Criação, não nos espantemos se o mundo parece estar despencando para um abismo! É tempo de compreendermos que a separatividade a nada conduz porque contraria o espírito de amor e fraternidade. Deus é uno e, ao mesmo tempo, é tudo que é Bom, Belo e Verdadeiro. Ele se encontra sempre presente, em toda parte de Sua Creação[1]. Através d’Ele verdadeiramente vivemos, nos movemos e temos nossa existência. Por nosso intermédio Ele evolui, porque Ele e nós somos UM.
Portanto, cada vez que expressamos a Bondade, a Beleza e a Verdade que possuímos, demonstramos Sua Presença e fortalecemos Seu Divino Poder em nós. Este Poder irradia-se, então, em forma de luz, dentro e ao redor de nós. Quando despontamos como sendo um bom exemplo, nós o colocamos em manifestação, outros o percebem e são estimulados a imitá-lo. São inspirados a viver uma vida mais espiritual, guiada pelo espírito e irradiadora de suas qualidades.
Devemos pensar, também, no fato de não estarmos associados simplesmente com a Fraternidade – a estrutura – mas verdadeiramente em Fraternidade, a fraternidade do espírito. Essa fraternidade espiritual, ou sagrada união com todos os nossos Eus Superiores, une milhares de almas cristãs em todo o mundo, com um vínculo de amor e compreensão. Representa um poder que traz cura e esperança a um mundo sofrido.
Compreendemos plenamente que força é estar ao lado do Cristo? Consideremos, ainda, o fato de que esta forma permanece latente, até que decidamos viver conforme nossos princípios, consagrando-nos e oferecendo-nos como um sacrifício vivente sobre o altar do Serviço.
A ideia do serviço prestado aos demais, amiúde, nos traz à mente façanhas missionárias heroicas, a serem realizadas com muito exibicionismo, ou uma grande demonstração de generosidade. Porém, isso não é assim. A verdade e a sabedoria divina encontram-se na simplicidade. O Mestre repete constantemente que devemos começar pelas coisas pequenas, demonstrando nossa fidelidade em nossas mais insignificantes responsabilidades. Isso tudo deve ocorrer antes de que nos sejam oferecidas oportunidades mais significativas. Quando caminhamos pela senda espiritual, estamo-nos esforçando por nos convertermos em colaboradores dos Irmãos Maiores, com a finalidade de curar os enfermos e elevar nosso semelhante à estatura de Cristo, Luz e Salvador do Mundo.
Mas, agora, consideremos isto: estamos sendo fiéis cumprindo todas as obrigações e responsabilidades básicas que assumimos, pelo fato de sermos Estudantes, Probacionistas e Discípulos? As responsabilidades que assumimos como estudantes não se encerram, subitamente, quando nos convertemos em Probacionistas! Cada vez que nos movemos no caminho, maiores responsabilidades recaem sobre nossos ombros. Não existe retorno à categoria anterior. Não podemos anular as habilidades e os conhecimento adquiridos. Regressar às formas de conduta inferiores, seria muito mais destrutivo para a alma.
Max Heindel faz a analogia entre o caminho e um canal em que a alma, como um barco, se eleva mediante o sistema de eclusas e comportas. Uma vez que o barco tenha passado a eclusa, e essa se fecha atrás dele e a água é vertida dentro, de maneira a elevá-lo a um nível mais alto, para dar prosseguimento à sua jornada. Abrir as comportas para retornar ao nível anterior seria puro suicídio.
Como não vemos, nem vivemos, conscientemente nos mundos superiores, nossas experiências ocorrem no plano físico, onde devemos habilitar-nos cumprindo, tão bem como seja possível, nossos deveres temporais.
Os Irmãos Maiores da Rosacruz sabem onde nos encontramos, no que tange ao desenvolvimento espiritual. Devemos usar nossas mentes e corações para nos valorizarmos. Mediante a ação e a retrospecção podemos determinar onde estamos fracassando em nossos deveres e responsabilidades.
Como unidades que somos da nossa Fraternidade, muito podemos fazer para demonstrar nosso mérito e capacitar-nos para a última etapa ou meta final do verdadeiro Discipulado e Iniciação; temos recebido estes admiráveis ensinamentos dados pelos Irmãos Maiores e obtido meio para alcançar a paz da mente que, debaixo da Lei de Causa e Efeito, deveremos compartilhar essas bênçãos com aqueles que sofrem.
Perguntemo-nos, cada um a si mesmo, o seguinte: estou fazendo tudo ao meu alcance para divulgar estes maravilhosos ensinamentos e para promover o benéfico trabalho da Ordem Rosacruz como gratidão, ou simplesmente recebo, sem retribuir, tudo aquilo que me tem sido proporcionado?
Vivo em harmonia com o que professo, de maneira que outros sejam inspirados por meu exemplo a “viver a vida”? Desejo unir-me em fraternidade com os obreiros da Sede Mundial no trabalho de disseminação desta bela filosofia?
Ofereço minha contribuição financeira mensalmente, segundo os ditames do meu coração e minhas posses o permitam, para ajudar a cobrir as despesas com remessa de correspondência e impressão de livros e lições, para que outros possam ter acesso à Luz?
Ajo com seriedade, devolvendo pontualmente meu cartão mensal de estudante Regular ou meu informe de probacionista, como é solicitado pelos Irmãos Maiores, para demonstrar minha fidelidade e sentido de disciplina?
Primo pela exatidão e clareza na correspondência que envio à Sede Mundial? Preocupo-me em enviar informações adequadamente redigidas ou datilografadas, de maneira a facilitar o trabalho daqueles que as recebem na identificação de meu nome, endereço e código?
Há muitas perguntas simples como essas que deveríamos fazer a nós mesmos, não só quando estamos tratando de assuntos relacionados à Fraternidade, mas especificamente, quando tratamos com outras pessoas, no trabalho, na família ou na comunidade.
Se desejamos ser considerados dignos de colaboradores, conscientemente, num plano superior melhor, revisemos nossas vidas e indaguemos como temos assumido nossas responsabilidades em todos os níveis. Somos as mãos privilegiadas que servem a Ordem Rosacruz e devemos apreciar o tesouro que estamos recebendo. Devemos fazer tudo o que for possível para nos assegurar de que muitas outras pessoas recebam, livremente, estes ensinamentos. À medida que percorrermos nosso mérito, tornamo-nos responsáveis por nossas vidas e fazemos o melhor possível em nossas atividades diárias.
(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/86)
[1] Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência.
A União, necessária para a elevação da humanidade
Bem sabemos que a elevação da humanidade só pode ser alcançada mediante a amizade universal. Os Irmãos Maiores não poupam esforços para mostrar, com Seus exemplos, como consegui-la.
É fácil ser amigo daqueles que amamos, o amor suaviza tudo, tornando-nos compreensivos, tolerantes, facilmente perdoando ofensas, esquecendo mágoas. A pergunta é: como poderemos construir dentro de nós essa potencialidade que chamamos amor, para abraçar tudo e a todos, sem ter em conta índole, natureza, raça ou posição social das pessoas? O Mundo do Espirito de Vida é o Mundo do Cristo, o Mundo do Amor e Sabedoria, e reflete-se em nosso Corpo Vital. Então, é no Corpo Vital, agindo sobre ele, que temos de começar nosso trabalho, formando e construindo novos hábitos, repetindo-os.
As obras desinteressadas, trabalhando para o bem-estar dos outros, já é um começo para condicionar o Corpo Vital ao trabalho proveitoso e produtivo. Devemos nos tornar sábios para praticar o bem acertadamente.
Vemos a miséria humana, as lutas entre irmãos, as atrocidades, os atentados, o terrorismo que nos causam repugnância. Como então podemos ser capazes de amar, sem exceção? O único caminho é a compaixão. Max Heindel disse: “Planta-se a semente da compaixão e nela brotará o amor”. Assim começaremos a ver por outro ângulo todos aqueles que agem de uma maneira violenta e egoísta. Perceberemos que eles são cegos e ignorantes, usando a força, a potência e inteligência para o mal. Como eles trabalham para sua própria destruição! Podemos ver as penas, as consequências atrozes que atraem com os seus atos.
E nessa hora desperta, em nossos corações, a compaixão que Cristo sentia na hora da crucificação, ouvindo os insultos e sarcasmos do populacho. Ele disse: “Pai perdoa-os, que não sabem o que estão fazendo”.
E quando brotar o perdão em nossos corações, quando sentirmos compaixão, despertaremos nossa vontade de ajudar e servir amorosamente, sem esperar amor ou retribuição ou reconhecimento; despertará também nossa amizade para o todo e para com todos, porque bem sabemos, que ajudando nossos irmãos a serem melhores, aliviaremos a cruz do nosso Salvador e trabalhando com Ele ajudaremos também ao propósito de Deus de unir fundamentalmente cada um com todos, porque a fusão de todas as almas será a fusão também com Deus.
(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 08/86)
O Décimo Terceiro
Dentro do meio ocultista muito se fala sobre a Ordem Rosacruz. Muitas vezes as informações ou os comentários sequer se aproximam da realidade. Em última análise, só mesmo os Iniciados nessa máxima Escola é que podem conhecê-la verdadeiramente, informando corretamente a seu respeito. Este é, justamente, o caso de Max Heindel, cuja elevação interna credenciou-o a ser o Mensageiro dessa majestosa Ordem. Assim, em 1.909, coube-lhe o privilégio de tornar público um conjunto de ensinamentos lógicos e racionais, capazes de projetar luz sobre o mistério da vida.
Com a publicação do Conceito Rosacruz do Cosmos, o ser humano, particularmente o ocidental, teve acesso a uma orientação segura e adequada à sua constituição geral (física, mental e espiritual), traduzida nos sagrados arcanos e no Método Rosacruz de Desenvolvimento, neles baseado.
Posteriormente, surgiram outras obras do Sr. Heindel, reforçando e ampliando o que houvera sido divulgado nos estertores da primeira década deste século. São, no dizer do próprio autor, os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes, mas suficientes para assegurar ao Aspirante, “chaves” valiosas para descobrir os mistérios da natureza.
A Fraternidade Rosacruz é a escola preparatória à iniciação na Ordem do mesmo nome. Seus cursos, livros e conferências são franqueados a todas as pessoas sedentas do “pão da vida”.
O caminho iniciático está aberto a qualquer ser humano? Sim, desde que se proponha a atender certos requisitos básicos e indispensáveis a quem deseja transpor o “Portal do Templo”. Logicamente, isso demanda séria e árdua preparação. Muitos talvez nem logrem essa realização na presente existência. Quando, porém, o discípulo estiver preparado, o Mestre aparecerá. Mas, o que é realmente a Ordem Rosacruz? Apenas e simplesmente uma sociedade secreta como julga a maioria?
Não, não é apenas isso. Segundo os ensinamentos de Max Heindel, ela é, antes e acima de tudo, uma das Escolas de Mistérios Menores, dirigida pelos Irmãos Maiores, os Hierofantes desses mistérios.
Seres elevadíssimos comparados com a humanidade comum, os Irmãos da Rosacruz influenciam a vida do Ocidente muito mais poderosamente do que qualquer governo. Entretanto, é importante ressaltar: nunca interferem a ponto de privar a humanidade de seu livre arbítrio. Apenas procuram resguardar as diretrizes de sua evolução.
A Ordem Rosacruz surgiu no século XIII, na Europa, em plena Idade Média, fundada por um grande Instrutor Espiritual, cujo nome simbólico era Christian Rosenkreuz [Cristão Rosacruz). Seu objetivo maior era e é, iluminar o mal-entendido Cristianismo – principalmente naquela época – e lançar as bases de um sistema científico – religioso, capaz de atender às necessidades evolutivas do ser humano. Até então, as pessoas inclinadas à uma vida superior, tendiam, naturalmente, para o caminho místico. Não haviam outras opções.
Em virtude das bases dos ensinamentos rosacruzes serem eminentemente científicas e racionais, os tempos medievais foram pouco propícios à sua divulgação. Não havia liberdade de pensamento religioso, porquanto a igreja predominante na Europa, estendia seu poder a todos os negócios humanos. As artes, a literatura, a filosofia, a quase inexistente ciência, tudo se encontrava à serviço da religião. Até os monarcas se submetiam ao jugo eclesiástico, estando, em quase todas as nações, o Estado vinculado à igreja.
No século XIII, o mundo cristão achava-se mergulhado em profunda crise. As cruzadas, levadas a efeito contra os muçulmanos, não deram os resultados esperados, a não ser algumas vantagens do ponto de vista comercial. Contudo, o contato com os povos do Oriente promoveu importante intercâmbio de ideias e valores.
A comunidade europeia, no entanto, subjugada despótica e dogmaticamente pela religião, mostrava-se impermeável a qualquer nova linha de pensamento. Seria de pronto repelida e considerada abominável heresia qualquer nova ideia, capaz de colidir com os princípios religiosos estabelecidos. Mesmo assim, houve ousadas tentativas.
Iniciaram-se, então, as perseguições. Quem, ostensiva ou discretamente, se encorajasse a externar novos pontos de vista sobre qualquer assunto, correria o risco de ser tachado de herege.
Criou-se a chamada “Santa Inquisição” ou Tribunais do Santo Ofício, cuja ação tenebrosa levou à morte milhares de pessoas. O Papa Inocêncio III empreendeu uma cruzada contra os albigenses, espalhando o terror pelo Sul da França. Nesse derramamento de sangue, incompatível com os princípios cristãos, nem mulheres e crianças foram poupadas. Este foi apenas um exemplo.
Vê-se, pois, como aquela época não ensejava um campo fértil para a divulgação dos ideais rosacruzes. Não obstante tais dificuldades, Christian Rosenkreuz lançou suas sementes, trabalhando com os alquimistas durante séculos inteiros, preparando, assim, terreno para uma empreitada futura.
Durante todo esse tempo, apenas alguns poucos iluminados tiveram acesso aos ensinamentos da Ordem. Notamos alguns fragmentos dessas verdades transcendentais, nas obras de Shakespeare, Comenius, Goethe e outros.
As profundas transformações ocorridas no mundo ocidental, a partir do início do século passado, principalmente no campo das ideias, criaram condições para que fossem revelados publicamente, os ensinamentos mais elementares da Rosacruz. Assim é que no primeiro decênio do presente século, Max Heindel, após ter sido observado e submetido a várias provas, conquistou o inexcedível mérito de ser o Mensageiro dos Irmãos Maiores.
E a Ordem Rosacruz? Como se compõe?
Preciosas informações contidas no Conceito, nos dão conta de que ela é formada segundo linhas cósmicas. O mesmo ocorre com as demais Escolas de Mistérios.
Se juntarmos várias esferas e tentarmos cobrir e ocultar uma delas, veremos que doze são necessárias para tanto.
O átomo está agrupado assim: doze em torno de um. Doze são os signos que formam o zodíaco, doze Apóstolos reuniram-se em torno do Cristo. Em todos os exemplos, sempre notamos doze em torno de um.
Como não poderia ser diferente, doze Irmãos Maiores mais o décimo terceiro, compõem a Ordem Rosacruz.
Desses doze, sete manifestam-se no mundo cada vez que as circunstâncias o exijam, fortalecendo o bem onde o encontrarem. Dependendo da necessidade, surgem como seres humanos entre a humanidade, ou utilizam seus veículos invisíveis. Os cinco restantes nunca deixam o Templo. Agem somente nos planos internos, embora possam manifestar-se em corpos físicos.
O Cabeça da Ordem é Christian Rosenkreuz, o décimo terceiro, oculto do mundo externo pelos doze Irmãos. Nunca é visto pelos outros membros da Ordem, mas sua presença é percebida quando adentra o Templo. É o sinal para o início dos trabalhos.
Esse grande espírito esteve encarnado no tempo de Cristo, quando seu grau de evolução já era muito elevado.
Sabe-se que em uma de suas últimas encarnações, apareceu como Conde de Saint-Germain. Para aqueles, insensíveis às grandes realidades espirituais, sua existência nunca passou de um mito. As almas mais avançadas, porém, sabem que Christian Rosenkreuz inaugurou uma nova época na vida espiritual do Ocidente.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Dos milhares de enfermos que nos escreveram solicitando a cura definitiva, desde que o Departamento de Cura foi inaugurado, cada um enviou dados descritivos das doenças que os afligiam, seus sintomas e peculiaridades, o que os médicos diagnosticaram, etc.
Em cada caso, tais informações foram cuidadosamente confrontadas com o horóscopo do paciente, seguindo-se um minucioso estudo de ambos.
Os casos mais surpreendentes, assim como os mais típicos, serviram de base para as lições mensais dos Estudantes da Fraternidade. Dessas lições nós selecionamos as melhores para incluir nesse livro.
Nem uma só vez fizemos diagnose direta ao paciente.
Contudo, seus horóscopos nos deram maravilhosas descobertas chaves para cada doença que cada qual sofria, indicando as causas e servindo de guia para as recomendações sobre dieta, exercícios, ambiente e coisas do gênero.
Astro-diagnose é a ciência e arte de se obter conhecimento científico sobre doenças e suas causas, bem como os meios de supera-las, através de indicações dos Astros.
Esta nova ciência de diagnose e da cura definitiva que, lentamente, permeia o meio médico.
Não é uma ciência que despreze as escolas de medicina e diagnose tradicionais, mas sim é um acréscimo às mesmas.
Nós sentimos que, com o tempo, essas escolas aceitarão este novo método.
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ASTRO-DIAGNOSE
Um Guia para a Cura Definitiva
Por
Max Heindel e Augusta Foss Heindel
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de acordo com:
10ª Edição em Inglês, Astro-Diagnosis – A Guide to Healing, editada por The Rosicrucian Fellowship
2ª Edição em Espanhol, 1979, Astrodiagnosis Guia para La Curacion – editada pela Editora Kier – Buenos Aires – Argentina
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
SUMÁRIO
CAPÍTULO I – Propriedades Anatômicas e Fisiológicas dos Signos 14
CAPÍTULO II – REGÊNCIAS E QUALIDADES. 25
CORRELAÇÃO DA ANATOMIA E DA FISIOLOGIA COM O ZODÍACO 25
QUALIDADES PATOLÓGICAS DOS SIGNOS. 27
AFLIÇÕES FISIOLÓGICAS DOS SIGNOS. 28
CORRELAÇÃO DA ANATOMIA E DA FISIOLOGIA COM OS ASTROS 30
QUALIDADES PATOLÓGICAS DOS ASTROS. 31
AFINIDADES ASTRÓLOGICAS DOS ÓRGÃOS SENSORIAIS. 32
CAPÍTULO III – SIMPATIA E ANTIPATIA.. 33
CAPÍTULO IV – A CIÊNCIA DO RETO VIVER.. 37
CAPÍTULO V – A MENTALIDADE.. 40
CAPÍTULO VI – AS INFLUÊNCIAS DA SEXTA CASA 43
CAPÍTULO VII – PASSOS PRELIMINARES NO DIAGNÓSTICO 45
CAPÍTULO VIII – SUGESTÕES E AUXÍLIOS PARA O CURADOR (A) 48
CAPÍTULO X – DIAGNÓSTICO PELAS MÃOS E UNHAS 58
REVELAÇÕES DAS UNHAS DOS DEDOS DAS MÃOS. 64
PARTE II – DIAGNOSE A PARTIR DOS HORÓSCOPOS 65
CAPÍTULO XI – Nº 1 – UMA LIÇÃO COMO MODELO DE INTERPRETAÇÃO 65
Nº 1C – OUVIDOS – ABSCESSOS NO OSSO FRONTAL.. 82
Nº 2D – PROBLEMAS NA VISÃO.. 97
Nº 3B – TONSILAS – ADENOIDES. 116
Nº 3C — GARGANTA E TONSILAS. 119
CAPÍTULO XVII – ESTÔMAGO.. 162
Nº 6A – DOENÇAS DO ESTÔMAGO E TUBERCULOSE. 162
Nº 6B – DOENÇA DO ESTÔMAGO E INFLAMAÇÃO DOS RINS. 165
Nº 6D – DOENÇA DO ESTÔMAGO E DOS RINS. 170
Nº 7B – RINS E MASTOIDITE.. 177
Nº 7F – AFECÇÃO NA BEXIGA.. 190
Nº 8A-B – SEXO E GARGANTA.. 199
Nº 8H – PROBLEMA UTERINO.. 225
CAPÍTULO XX – COLUNA VERTEBRAL.. 237
Nº 9A – PROBLEMA NA COLUNA VERTEBRAL.. 237
Nº 9B – PROBLEMA NA COLUNA VERTEBRAL.. 240
Nº 9C – TUBERCULOSE NA COLUNA VERTEBRAL.. 243
Nº 9D-E – INCAPACIDADE PARA ANDAR.. 247
CAPÍTULO XXI – FÍGADO E VESÍCULA BILIAR.. 251
Nº 10B – CÁLCULOS BILIARES. 255
Nº 10C e 10D – CÁLCULOS BILIARES. 258
CAPÍTULO XXII – CIRCULAÇÃO.. 262
Nº 11A – Palpitação no Coração.. 262
Nº 11B – Circulação Sanguínea Lenta (má circulação) e Cataratas 266
Nº 11E – Circulação Restringida.. 273
Nº 11F – Anemia Perniciosa.. 276
Nº 11G – Reumatismo e IMPUREZAS NO Sangue.. 279
Nº 11H E 11I – Reumatismo.. 282
CAPÍTULO XXIII – HANSENÍASE. 286
CAPÍTULO XXIV – PARALISIA.. 292
Nº 13B – Paralisia e arterioesclerose.. 294
Nº 13C – Paralisia Facial.. 299
Nº 13F – Paralisia Infantil.. 307
Nº 13G – Raquitismo e Tetania.. 310
Nº 14A-B – COLAPSO NERVOSO E PARALISIA.. 314
Nº 14C-D – ANDAR DEFEITUOSO.. 319
Nº 14E –HISTERIA EXAGERADA.. 324
Nº 14F – OBSTRUÇÃO DO NERVO PNEUMOGÁSTRICO.. 327
Nº 15B – ATROFIA MUSCULAR ARTRÍTICA.. 333
Nº 15C – OSTEOMIELITE – INFLAMAÇÃO DA MEDULA ÓSSEA.. 336
CAPÍTULO XXVII – ESPÍRITOS OBSESSORES OU ESPÍRITO DE CONTROLE 342
Nº 16A – ESPÍRITO DE CONTROLE. 342
Nº 16B – OBSSESSÃO – TONSILAS. 346
CAPÍTULO XXVIII – GLÂNDULAS ENDÓCRINAS OU DE SECREÇÃO INTERNA 349
Nº 17A-B – AFECÇÕES NA GLÂNDULA TIROIDE.. 349
Nº 17C – A GLÂNDULA TIMO.. 354
CAPÍTULO XXIX – CONDIÇÕES ESPECIAIS. 362
Nº 18A – DEFICIÊNCIA DA LINFA.. 362
Nº 18B – PÓLIPOS E INSUFICIÊNCIA RENAL. 366
Nº 18D – AUTOINTOXICAÇÃO.. 373
Nº 18F – ARTERIOSCLEROSE.. 379
Nº 18G – TIFO E PROBLEMA ESPINHAL.. 383
Nº 18H – NARCÓTICOS – CIGARROS. 386
CAPÍTULO XXX – INSANIDADE. 390
Nº 19C – INSANIDADE, OBSESSÃO E TUBERCULOSE. 398
Nº 20B – ASMA – DEPENDÊNCIA À MORFINA.. 404
CAPÍTULO XXXIII – CURA ROSACRUZ. 419
COMO OS ROSACRUZES CURAM O DOENTE.. 419
Viver uma Vida Pura é Necessário para a Cura. 420
As Violações das Leis da Saúde. 422
A Boa Alimentação é a Medicina Natural 423
Os Eflúvios transmitidos nas Assinaturas Semanais 423
O Tempo Necessário para a Cura. 424
As Reuniões de Cura em um Centro Rosacruz. 424
Dos trinta anos dedicados a pesquisas e estudos de astrologia e astro-diagnose por quem assina este, grande parte desse tempo foi empregada com Max Heindel, primeiro como colega de estudos e companheira e depois como sua esposa. Uma parte da astro-diagnose contida neste livro provém das primeiras lições mensais do Sr. Heindel aos Estudantes esotéricos, e esse fato junto com nossa parceria em pesquisas astrológicas é a razão porque esse volume é publicado sob o nome de ambos como autores, ainda que ele tenha passado à vida mais ampla em 1919. Esse livro pode diferir, em alguns pontos, de outros livros que também tratam da ciência da diagnose por meio dos Astros. No entanto, os autores desse volume tiveram oportunidades que poucos outros escritores, no mesmo ramo, puderam ter. A Fraternidade Rosacruz, da qual eles foram os fundadores, dispõe de um departamento de cura muito bem-sucedido. Uma descrição do método utilizado nesse departamento pode ser encontrada no Capítulo XXXIII. Dos milhares de enfermos que nos escreveram solicitando a cura definitiva, desde que o departamento foi inaugurado, cada um enviou dados descritivos das doenças que os afligiam, seus sintomas e peculiaridades, o que os médicos diagnosticaram, etc. Em cada caso, tais informações foram cuidadosamente confrontadas com o horóscopo do paciente, seguindo-se um minucioso estudo de ambos. Os casos mais surpreendentes, assim como os mais típicos, serviram de base para as lições mensais dos Estudantes da Fraternidade. Dessas lições nós selecionamos as melhores para incluir nesse livro. Nem uma só vez fizemos diagnose direta ao paciente. Contudo, seus horóscopos nos deram maravilhosas descobertas chaves para cada doença que cada qual sofria, indicando as causas e servindo de guia para as recomendações sobre dieta, exercícios, ambiente e coisas do gênero. Não pretendemos que este livro seja a última palavra sobre o assunto. Tampouco temos a pretensão de que seja infalível. Só queremos compartilhar com todo o mundo o conhecimento que adquirimos em muitos anos de incessante labuta. Este conhecimento, damo-lo gratuitamente, e se alguém puder enriquecê-lo nós ficaremos muito satisfeitos.
Augusta Foss Heindel
Astro-diagnose é a ciência e arte de se obter conhecimento científico sobre doenças e suas causas, bem como os meios de supera-las, através de indicações dos Astros. Esta nova ciência de diagnose e da cura definitiva que, lentamente, permeia o meio médico. Não é uma ciência que despreze as escolas de medicina e diagnose tradicionais, mas sim é um acréscimo às mesmas. Nós sentimos que, com o tempo, essas escolas aceitarão este novo método. Atualmente muitos médicos se mostram desejosos de cooperar com as mais recentes escolas de osteopatia, cura natural, quiropraxia, etc. e os seres humanos com mente aberta estão prontos a aceitar um novo e avançado método de diagnose, desde que a confiabilidade desse seja comprovada.
A dependência total de sintomas externos para identificar as doenças e a confiança unicamente na ação de remédios custaram milhões de vidas em tempos passados. Mas o ser humano se torna, agora, mais esclarecido, com mentalidade bastante ampla para se prender teimosamente a velhos métodos que provaram, por meio de muitos erros e sacrifícios de muitas vidas, serem inadequados. A ciência médica, com seus instrumentos aperfeiçoados, raios X, diagnose pela íris, exames de sangue, etc., deu grandes passos em direção a melhores métodos de diagnose. Mas não está longe o tempo em que se admitirá, publicamente, que o melhor caminho a seguir é saber, previamente, onde está o elo humano mais fraco para entender, por meio da ciência dos Astros, onde o praticante pode encontrar o problema. Então, os médicos poderão chegar mais rápido às causas das doenças e, também, poderão conhecer quais os melhores métodos de cura. Quando eles forem capazes de usar a chave da alma – o horóscopo – poderão descobrir o tratamento mais adequado que cada enfermo poderá melhor responder. Ainda mais, eles conhecerão o caráter do paciente; se sua vontade é fraca e se é de natureza negativa ou emocional. Então, de acordo com as informações obtidas, serão guiados em seus métodos de tratamentos. As doenças podem ser classificadas em dois tipos: latentes e ativas. Os “sintomas” fornecem indicação que a enfermidade está em processo de materialização. As tendências latentes para doenças são mostradas pelas aflições nos Astros, verificadas no horóscopo natal. Em alguns casos, essas tendências são capazes de permanecer latentes por toda a vida, porque o nativo pode viver de tal modo que nenhuma tensão seja aplicada ao Corpo, tensão essa que daria aos Astros oportunidade de desenvolver suas fraquezas latentes. Pois se há um elo fraco em uma corrente, mas nenhuma pressão se faz sobre este, ela continuará inteira. A mesma coisa ocorre com as aflições entre os Astros: elas continuarão latentes. Mas tão logo o nativo abuse de seu Corpo, esses pontos fracos poderão se manifestar. Isto nos dá a segunda classe de doenças: as do tipo ativas. Quando os Aspectos entre os Astros são ativados e a enfermidade aparece, as posições dos Astros progredidos dão a chave para o diagnóstico. Quando médicos, cientistas, seres humanos da ciência oculta e astrólogos chegarem a um entendimento amigável; quando recentes descobertas e pensamentos mais tolerantes dos seres humanos deixarem de divergir tanto uns dos outros, então a humanidade saberá que o terror e a dor da sala de operações serão coisas do passado. Uma saúde radiante será desfrutada universalmente, pois a humanidade será ensinada a viver de modo que evite sofrimentos. Os médicos viverão tão ansiosos por manter as pessoas sadias como estão agora para ajuda-las a se recuperarem de doenças. Acreditamos não estar longe o tempo, em que as autoridades sentirão necessidade de contratar médicos para ensinar ao povo como evitar as armadilhas que conduzem às doenças.
ÁRIES
Quando Áries, Regente da cabeça, se encontra no Ascendente temos uma pessoa cujas ações são impulsivas e agressivas; ela fala e age rapidamente. Um excesso de força vital é gerado por essas pessoas. Isso é intensificado quando o dinâmico Marte, que é o Regente de Áries, se encontra, também, neste mesmo Signo, no Ascendente, ou quando o vitalizante Sol está ali. Quando esses Astros acrescentam suas energias vitais ao Ascendente, nós temos uma pessoa que tende muito a dissipar suas forças. Pessoas que expressam as forças de Áries muito fortemente são aptas a serem temperamentais do tipo explosivo, mas não guardam rancor. Aqueles com Áries no Ascendente, ou com o Sol ou Marte ali, rapidamente se enraivecem, mas também perdoam facilmente.
Áries rege a cabeça, os hemisférios cerebrais, a mandíbula superior, os olhos e o rosto. O nariz, contudo, está sob o governo do Signo marciano de Escorpião.
Áries é quente, seco e inflamatório. As pessoas de Áries podem sofrer febres altíssimas por um simples resfriado ou pequena perturbação de saúde. Quando doentes, a febre ultrapassa em três ou quatro graus o das pessoas de Signos de Água[1] ou de Ar[2]. Sob aflições dos Astros, essas pessoas ficam sujeitas a febres cerebrais, vertigens, hemorragias nasais, neuralgias, inflamação dos hemisférios cerebrais, enfermidades no cérebro e afecções no rosto. Sofrem, com frequência, a perda de controle de si mesmas pelo excesso de sangue que sobe à cabeça.
A vontade do paciente desempenha um grande papel no sucesso da cura definitiva. As pessoas que são de Signos positivos[3] são mais propensas a responder, pois elas se esforçam pessoalmente para colaborar com o curador ou a curadora, enquanto que as pessoas que são de Signos negativos, [4] são propensas a irem por linhas de menor resistência e a serem negligentes em seguir as instruções do curador ou a curadora.
TOURO
Touro rege a região do pescoço, os ouvidos, o palato, a laringe; as amígdalas[5] (tonsilas palatinas), a glândula tireoide, a mandíbula inferior, a região occipital, o cerebelo, a vértebra atlas (primeira vértebra cervical), as vértebras cervicais, as cordas vocais, as artérias carótidas, a veia jugular e a faringe.
O taurino é muito teimoso e tenaz. Sendo Touro um Signo negativo, quando o taurino contrai uma doença se aferra a ela tenazmente. Tem muito medo de doenças, e devido a esse medo de doenças se torna um médico (a) ou enfermeiro (a) muito pobre, ao passo que os nascidos sobre o Ascendentes de Áries – Signo positivo – entrarão em aposentos onde tenham pacientes sem medo algum e, em caso de caírem doentes, se livram rapidamente da doença. Se temos um paciente com Touro no Ascendente ou com Sol em Touro, nunca é bom deixá-lo pensar que está muito mal, porque seu medo de doenças pode, frequentemente, lhe acarretar acessos da enfermidade de que esteja sofrendo. O taurino possui uma tendência para a corpulência na meia-idade. Geralmente, sendo de baixa estatura e encorpado, ele se torna muito carnudo na base do crânio e em volta do pescoço. Isto favorece a tendência para o inchaço das glândulas, como tonsilite (amigdalite ou amidalite), abscesso peritonsilar (PTA – complicação da tonsilite), e outras doenças dos órgãos situados no pescoço, bem como o surgimento de pólipos.
GÊMEOS
Gêmeos governa os braços, as mãos, os ombros, os pulmões, a glândula timo, as costelas superiores, a traqueia, os brônquios, os capilares e a oxigenação do sangue.
A pessoa de Gêmeos está sujeita a problemas nervosos. Gêmeos sendo um dos Signos Comuns, uma pessoa com esse Signo como ascendente, muitas vezes, se descuida da sua saúde e dos seus hábitos e, devido a isso, nós encontramos mais tuberculosos entre os geminianos do que entre as pessoas de quaisquer outros dos onze Signos. Por ser Gêmeos um Signo positivo, os geminianos podem, se for lhe dada um mínimo de ajuda, se livrar de uma doença. As doenças a que estão mais sujeitos são: problemas pulmonares, bronquites, asma, pneumonia, doenças devastadoras (em especial a tuberculose pulmonar), pleurisia e desordens nervosas.
CÂNCER
Quando nós temos um horóscopo para diagnosticar de alguém que tenha como Ascendente o Signo aquático e negativo de Câncer, devemos levar em conta que se trata de uma pessoa com pouca vitalidade, muito tímida e também pouco disposta a seguir os conselhos dos outros. As pessoas de Câncer são aptas a fazer o oposto daquilo que lhe recomendam. São também muito desconfiadas, e por causa de sua falta de fé nos outros se torna difícil atingi-los, mas, quando chegam a acreditar em alguém, são os mais leais e dispostos a cooperar. Um simples elogio ou manifestação de apreço, frequentemente, é suficiente para conquistá-los. São sensitivos em excesso, e quando magoados, não se esquecem facilmente. Quando o Sol está neste Signo de Água, o nativo tem mais vitalidade do que quando o mesmo Signo se encontra no Ascendente, já que o Sol é o doador de vida e energia.
Câncer governa o estômago, o diafragma, os seios, os lóbulos superiores do fígado, o ducto torácico, a quimificação, o peristaltismo, o pâncreas, a veia gástrica e o soro do sangue.
As afecções que podem ser classificadas sob a influência do Signo de Câncer são: a indigestão, o soluço, a flatulência, a hidropisia e a esclerose. As pessoas de Câncer gostam muito de comer e, geralmente, são boas de garfo. Em consequência, é comum que sofram de doenças causadas por dietas erradas; especialmente nós encontramos isso nas pessoas que têm Saturno em Câncer. A influência deste Planeta é restritiva e onde quer que ele esteja, ele rouba os fluidos dos respectivos órgãos. Quando em Câncer, proporciona o gosto por massas e doces.
LEÃO
Quando temos de lidar com um paciente que possui Leão no Ascendente, nós temos alguém com muita energia vital, e que não se rende facilmente às doenças. O leonino costuma lutar valentemente para se superar sem pedir ajuda, mas, em geral, quando chega a desistir é porque está muito doente; contudo, ele se recupera rapidamente da enfermidade. Seu orgulho não lhe permitirá, como regra, se tomar uma carga para os outros. Sendo um Signo positivo, a maior dificuldade dos leoninos reside nos impulsos. Ele acha que deve fazer tudo com enorme dose de energia, o que lhe é prejudicial à saúde das partes do corpo regidas por esse Signo vital: o coração, a aorta, a veia cava, a região dorsal da espinha e a medula espinhal.
O Sol, que é o doador de vida, rege o Signo de Leão, e também governa o fluido etérico vital absorvido pelo baço, que é o portal das forças solares. É, pois, por meio do baço que o Signo de Leão obtém o máximo de sua fortaleza. Nós encontramos nos nascidos sob esse Signo Ascendente, muita vitalidade e muita força, especialmente se o Sol também se encontra em Leão; mas, pelo uso abusivo dessa abundante energia, é muito comum sofrerem dos mais variados tipos de problemas cardíacos e da coluna espinhal. Eles sofrem, frequentemente, de afecções do baço, com reflexos na atividade do sangue, provocando um aumento excessivo de glóbulos brancos, que são destruidores e não policiais do sangue, conforme afirma a ciência médica.
VIRGEM
Virgem é um Signo feminino e negativo, o segundo da triplicidade de Terra, e tem uma capacidade de resistência menor que a do Signo Fixo Leão. Pode, contudo, suportar considerável tensão, sendo de temperamento nervoso e resistente; ainda mais, quando um virginiano desiste, ele tem muita dificuldade em se levantar e de se livrar de uma enfermidade. Sendo de uma disposição negativa, ele está apto para se deixar levar pelas circunstâncias, abdicando de sua força de vontade para vencer. Virgem é o Signo natural da sexta Casa, a Casa que governa as doenças; assim quando a pessoa de Virgem cai doente, é muito possível que se torne inválida crônica. Portanto, mesmo que essas pessoas se tornem excelentes enfermeiras, devem ser aconselhadas a não seguir essa vocação, e a evitar permanecerem em quartos de enfermos e em hospitais, pois, à semelhança de esponjas, elas podem absorver ou assumir rapidamente as doenças dos pacientes.
Virgem governa a região abdominal, os intestinos, os lóbulos inferiores do fígado, o baço, o duodeno e o sistema nervoso simpático.
As doenças que podem ser classificadas sob o Signo de Virgem são determinadas, em grande parte, pelos Astros que estejam aflitos nesse Signo. Cólicas intestinais, gases intestinais, cólicas, desnutrição, diarreia, prisão de ventre, peritonite, cólera, disenteria, vermes, catarro intestinal e apendicite podem resultar das aflições em Virgem.
LIBRA
Libra é um dos Signos onde o Sol é débil. O Sol é simbolizado por Sansão, aquele que perdeu a força porque Dalila – que é o Signo feminino de Virgem – lhe despojou do seu poder, que estava em seus cabelos e que, por sua vez, representava os raios do Sol. Quando o Sol entra em Libra, ele muda da declinação norte para a declinação sul e, como Libra é o Signo de exaltação de Saturno, no cruzamento do equador os raios solares alcançam o ponto em que são mais fracos. Por esse motivo, as pessoas de Libra nem sempre são capazes de dominar suas condições físicas. Seu humor oscila como a balança, símbolo do Signo. Em certo momento podem se achar no sétimo céu da felicidade e do otimismo, porém à menor perturbação mental, podem mergulhar até o fundo do pessimismo e desespero. O idealismo é bem desenvolvido no libriano. O paciente libriano, se possível, nunca deve ser desencorajado no que quer que se tenha determinado, profundamente a fazer, pois pode esfacelar seus ideais e inclinar um dos pratos da balança para o mais profundo desencorajamento, e isso muitas vezes, causa problemas na saúde. O libriano deve cultivar o equilíbrio.
Fisiologicamente este Signo governa: os rins, a região lombar da espinha, a pele, os ureteres, delicados condutos que vão dos rins à bexiga, e o sistema vasomotor. As aflições que o libriano tem mais probabilidade de sofrer são: doença de Bright (ou insuficiência renal crônica (IRC)), lumbago (ou lombalgia) e distúrbios urinários. As doenças dependem grandemente dos Astros afligidos; se é Saturno que aflige, há escassez de urina; se Júpiter, há excesso, etc. Nefrite, eczema e diabetes são, também, doenças de que o libriano está muito propenso a sofrer.
ESCORPIÃO
O marciano Signo de Água de Escorpião é um dos menos compreendidos entre todos os doze Signos. Ele produz uma variedade de tipos humanos. Geralmente as pessoas de Escorpião costumam ter uma natureza reservada, tímida, retraída e não gostam de falar de seus negócios. Mas há um outro tipo de pessoas que têm Ascendente em Escorpião, que está pronto para discutir à menor provocação, que se recusa a ceder em seu ponto de vista e que pode se tornar muito cruel. Ele, normalmente, possui um temperamento explosivo, que pode, se existe aflições em seu horóscopo, lhe minar a saúde. O maior perigo à sua saúde reside nos órgãos sexuais, e nos condutos por meio dos quais passam as excreções do corpo, tais como a uretra (o pequeno canal escoador de urina da bexiga para o exterior) e o cólon, incluindo o ânus.
A bexiga, a flexura sigmoide[6], a próstata, o osso pubiano, a matéria vermelha corante do sangue, e os ossos nasais também se encontram sob a regência de Escorpião.
As pessoas nascidas sob a influência deste Signo dão bons curadores, cirurgiões, médicos e enfermeiros. Contudo, frequentemente, há um traço cruel e tirânico nelas, e sua natureza de desejos é forte e, às vezes, sensual. Desejos de ordem inferior, frequentemente, às levam à excessos que podem resultar em doenças, às quais devem manifestar-se consoante os Astros afligidos em seus Aspectos: sífilis, hérnia, escorbuto, fístula, hemorroidas, inflamação do útero, útero caído (prolapso uterino), problemas uterinos, estrangulamento da glândula próstata e catarro nasal.
SAGITÁRIO
O sagitariano costuma ser, entre todos os pacientes, o mais dócil e fácil de ser curável, porque com sua natureza franca e afável, ele é também o mais confiante; sempre disposto a seguir todas as instruções do curador ou da curadora, mas ele, também, responderá a qualquer sugestão negativa. O curador ou a curadora pode lhe fazer recomendações construtivas e deixar o paciente se sentindo encorajado, mas, se um dos seus muitos amigos (o sagitariano costuma ser muito popular, de relacionamento fácil, atraindo, portanto, muitos amigos) lhe sugerir uma doença ou lhe disser que está com aparência doentia, e lhe aconselhar outro remédio, ele é capaz de aceitar a sugestão, com facilidade. Resultado: muitas vezes demora a se recuperar. Portanto, o paciente de Sagitário precisa ficar aos cuidados de alguém que o proteja de sugestões adversas.
Sagitário governa a região do corpo que envolve diretamente os quadris, a região sacra da espinha, a vértebra cóccix, o fêmur, o íleo[7], as artérias ilíacas, os nervos ciáticos e o ísquio[8].
As doenças de Sagitário são: ataxia locomotora, ciática, reumatismo e doenças nos quadris.
CAPRICÓRNIO
O Signo de Capricórnio é um Signo de Terra e regido pelo Planeta Saturno. As pessoas de Capricórnio não se entregam à doença com muita facilidade. São de natureza resistente, persistente e impassível, e sofrerá dores consideráveis antes de sucumbirem à enfermidade. No entanto quando caem doentes, eles são tão lentos e teimosos em se aferrarem à doença. Muitas vezes se convertem em hipocondríacos, e o curador ou a curadora deve usar os métodos mais diplomáticos, se quiser mudar essa condição cristalizada, na qual essa pessoa saturnina se fecha em si mesma. A parte mais desafortunada disso é que se um capricorniano, quem está nesse estado mental e físico, se dá conta que alguém está se esforçando para ajudá-lo, ele resistirá a essa ajuda, e se fechará contra o amigo que se aproxima dele com esse objetivo. As pessoas de Capricórnio são supersensitivas e muito retraídas. É muito comum formarem hábitos de melancolia e desânimo, que produzem um dano à saúde.
O Signo de Capricórnio rege: os joelhos, a pele, as juntas e o cabelo. A pele do capricorniano, em geral, é pálida e seca.
As doenças a que Capricórnio está sujeito são: eczema, sífilis, lepra e deslocamento de ossos.
AQUÁRIO
O Signo Fixo e de Ar Aquário está sob a regência de dois Planetas: o melancólico, temeroso e superapreensivo Saturno, comumente apelidado de o Planeta da obstrução, e o impulsivo, negligente, emocional e histérico Urano. Apesar de Aquário ser um Signo Fixo, que dota o nativo de uma vontade forte, se ele está afligido por Aspectos adversos de certos Astros, especialmente Saturno ou Urano, estando esses fortemente colocados no horóscopo, há uma tendência a se desenvolver extrema melancolia, pessimismo e sensibilidade, ou ele é imprudente e responde ao emocional Urano. Essa disposição variável resulta frequentemente em uma saúde precária, assumindo, muitas vezes, a forma de nervosismo. Sendo Aquário um Signo mental e aéreo, seus nativos são resistentes, ambiciosos e tendem a se exceder. Nunca conseguem calcular seu grau de fortaleza a menos que levem o corpo ao limite máximo de sua resistência; no entanto, quando desistem, geralmente ficam em estado crítico; mas eles darão ao curador ou a curadora toda a oportunidade de ajudá-los, pois estão sempre dispostos a cooperar.
Fisiologicamente, o Signo de Aquário rege os membros inferiores e os tornozelos.
As doenças que podem afetar o aquariano são: varizes, inchaço das pernas e doenças nervosas de vários tipos. Extrema sensibilidade da pele é o sintoma que o aquariano apresenta, quando seus nervos começam a enfraquecer. Nessas ocasiões ele tem uma sensação de formigamento por todo o corpo, como se pequenos insetos cobrissem sua pele.
PEIXES
Peixes é um Signo de Água e Comum, e as pessoas nascidas sob ele possuem uma natureza linfática e negativa e gostam muito de luxo, que as levam, muitas vezes, a buscarem uma vida cômoda; na última parte da vida elas tendem a ter um excesso de carnes flácidas, moles, que podem prenunciar a perda da saúde. As pessoas de Peixes reagem prontamente às sugestões, sejam estas boas ou não, porém podem reagir também do mesmo modo à influência do curador ou da curadora. Não se deve permitir que pessoas de uma natureza muito simpática visitem o pisciano enquanto ele está doente. Desse tipo simpático ao extremo, do qual há muitas pessoas no mundo atualmente, que pensam que é um dever social visitar os amigos doentes, e encorajá-los para que falem da sua enfermidade e então estender a eles tanta simpatia! A pessoa pisciana gostará da visita do “simpatizante”, “, mas, quando o visitante vai embora, geralmente, ela tem uma recaída, precisando mandar chamar, com urgência, o médico ou curador ou a curadora. Eles devem ser colocados em um aposento alegre, com um serviço de enfermagem alegre e um aviso na porta: “Não se permite a entrada de ‘simpatizadores’”.
O pisciano tende a se entregar ao hábito da bebida e ao uso de narcóticos, especialmente se nós achamos aflições da Lua e de Netuno em seu horóscopo.
Peixes rege os pés, os dedos dos pés e a fibrina do sangue. Por gostarem de bons pratos e de vida fácil, as pessoas deste Signo são sujeitas à gota e ao inchaço dos pés.
ÁRIES – Cérebro, hemisférios cerebrais, crânio, olhos, rosto, maxilar superior, artérias carótidas internas.
TOURO – Pescoço, garganta, palato, laringe, amígdalas (tonsilas palatinas), maxilar inferior, ouvidos, região occipital, cerebelo, atlas (primeira vértebra cervical), áxis (segunda vértebra cervical), artérias carótidas externas, veias jugulares, faringe, glândula tireoide, vértebras cervicais.
GÊMEOS – Ombros, braços, mãos, costelas superiores, pulmões, traqueia, brônquios, capilares, respiração, oxigenação do sangue.
CÂNCER – Estômago, esôfago, diafragma, seios, lactação, lóbulo superior do fígado, conduto torácico, pâncreas, soro do sangue, peristaltismo do estômago, quimificação.
LEÃO – Coração, região dorsal da espinha, medula espinhal, aorta, veias cavas superior e inferior.
VIRGEM – Região abdominal, intestino grosso e delgado, lóbulo inferior do fígado, baço, duodeno, quilificação, peristaltismo dos intestinos.
LIBRA – Rins, suprarrenais, região lombar, pele, ureteres, sistema vasomotor.
ESCORPIÃO – Bexiga, uretra, órgãos genitais, cólon descendente, próstata, alça sigmoide, ossos nasais, osso púbico, matéria corante do sangue.
SAGITÁRIO – Quadris, coxas, fêmur, íleo, vértebra do cóccix, região do sacro, nervos ciáticos, ísquio.
CAPRICÓRNIO – Pele, joelhos, juntas, cabelos.
AQUÁRIO – Membros inferiores, tornozelos.
PEIXES – Pés, dedos dos pés, fibrina do sangue.
ÁRIES – Energia, vigor, excessos, calor, secura, inflamação.
TOURO – Obstinação, apreensão, raiva descontrolada, luxúria.
GÊMEOS – Negatividade, inquietação, nervosismo.
CÂNCER – Falta de vitalidade, tenacidade, falta de perdão, suspeita.
LEÃO – Impulso, arrogância, fixidez, vitalidade, ardor.
VIRGEM – Egoísmo, crítica, falta de simpatia, pureza.
LIBRA – Egocentrismo, sensibilidade, melancolia, ciúme.
ESCORPIÃO – Tirania, destrutividade, preocupação, reprodução.
SAGITÁRIO – Inquietação, empreendedor, acidentes.
CAPRICÓRNIO – Limitação, deliberação, cristalização, secura.
AQUÁRIO – Tristeza, resistência, nervosismo, super-sensibilidade.
PEIXES – Sensibilidade, falta de vitalidade, indolência, secretismo.
ÁRIES – Neuralgia, insônia, congestão cerebral, febre cerebral, calvície, dor de cabeça, vertigens, afecções dos olhos, dores de dentes e abscessos dentários.
TOURO – Bócio, difteria, laringite, tonsilite (amigdalite ou amidalite), crupe, pólipos, abscesso peritonsilar (PTA – complicação da tonsilite), inchaço glandular da garganta, apoplexia.
GÊMEOS – Bronquite, asma, pneumonia, doenças devastadoras (em especial a tuberculose pulmonar), pleurisia, intoxicação do sangue, doenças nervosas, anemia.
CÂNCER – Indigestão, dipsomania, catarro gástrico, soluços, flatulência, hidropisia, esclerose.
LEÃO – Cardiopatia, angina do peito, ataxia locomotora, hiperemia, doenças na espinha dorsal, meningite espinhal, febres.
VIRGEM – Peritonite, desnutrição, disenteria, cólica, prisão de ventre, diarreia, cólera, tifo, apendicite, solitária.
LIBRA – Doença de Bright (ou insuficiência renal crônica (IRC)), lumbago (ou lombalgia), anúria ou anuria, nefrite, diabetes, cálculos renais e uremia.
ESCORPIÃO – Sífilis, hérnia, pedras na bexiga, escorbuto, fístulas, hemorroidas, inflamação do útero, útero caído (prolapso uterino), problemas uterinos, estrangulamento da glândula próstata, catarro nasal, doenças da mucosa e da cartilagem nasal.
SAGITÁRIO – Ataxia locomotora, ciática, lumbago, reumatismo, doença dos quadris, acidentes nas coxas.
CAPRICÓRNIO – Eczemas, erisipelas, lepra, luxações, fraqueza nos joelhos.
AQUÁRIO – Varizes, inchaço nos tornozelos, dor de pernas, doenças nervosas, pele sensível.
PEIXES – Joanetes, gota, deformação dos pês e dos dedos dos pés, tumores, hidropisia.
SOL – Fluido vital, baço, distribuição do calor, pons varolii[11], oxigênio, coração.
VÊNUS – Garganta, rins, glândula timo, circulação venosa.
MERCÚRIO – Nervos, brônquios, circulação pulmonar, glândula tireoide, hemisfério cerebral direito, sistema cérebro-espinhal, nervos sensoriais, fluido vital dos nervos, cordas vocais, ouvidos, vista, língua, todos os sentidos de percepção, respiração.
LUA – Esôfago, útero, ovários, rede linfática, sistema nervoso simpático, fluido sinovial, tubo alimentar, linfa, quilo, bainha nervosa (bainha de mielina).
SATURNO – Vesícula biliar, nervo pneumogástrico ou vago, dentes, pele, juntas, tendões, alças sigmoides.
JÚPITER – Fígado, glicogênio, suprarrenais, circulação arterial, fibrina do sangue, aumento das gorduras.
MARTE – Ferro no sangue, matéria vermelha corante do sangue, órgãos genitais, nervos motores, hemisfério cerebral esquerdo, movimentos musculares, Corpo de Desejos, reto.
URANO – Éteres, olhos, corpo pituitário, gases.
NETUNO – Glândula pineal, medula espinhal, fibras nervosas.
SOL – Quente, seco, vital, construtivo, expansivo, tônico.
VÊNUS – Morno, linfático, relaxante, sedentário.
MERCÚRIO – Frio, seco, nervoso.
LUA – Úmida, fria, alimentadora, receptiva, coletiva, fluídica.
SATURNO – Frio, seco, crônico, adstringente, cristalizante, aglutinante, restritivo, centrípeto, obstrutivo.
JÚPITER – Tépido, úmido, alimentador, expansivo, corpulento, glutão.
MARTE – Quente, seco, inflamatório, energético, eruptivo, excessivo, violento, positivo.
URANO – Seco, espasmódico, elétrico, explosivo, convulsivo, desorganizante.
NETUNO – Comatoso, esquivo, raquítico, restritivo, constritor.
OLHOS – Áries, Urano, Sol, Lua, Ascelli[12], Antares[13], Plêiades[14].
OUVIDOS – Touro, Mercúrio.
NARIZ – Escorpião
LÍNGUA – Touro, Mercúrio.
Pitágoras[15] ensinava que o Sistema Solar é um poderoso instrumento musical; que os doze Signos do Zodíaco podem ser comparados aos semitons da escala cromática, e que os Planetas constituíam as sete teclas brancas do teclado cósmico. Cada Signo reage a um certo tom, e alguns tons combinam-se harmonicamente, enquanto outros destoam. Assim como percebemos desarmonia e conflito entre certas notas de um piano, e entre certas cordas de uma harpa, do mesmo modo notamos desarmonia idêntica entre vários Signos do Zodíaco e entre vários Planetas, no que tange aos seus efeitos sobre o ser humano.
O símbolo do Trígono é o triângulo. Em astrologia o Trígono é considerado harmonioso e benéfico. Então, temos aqui os Signos que representam os quatro elementos e formam os triângulos do Fogo, da Terra, do Ar e da Água.
Os Signos de Fogo e Ar são harmônicos entre si, e as triplicidades de Terra e Água são amigáveis; mas a triplicidade de Fogo não se harmoniza com a de Água, nem os Signos de Terra harmonizam-se com a do Fogo. Os Planetas nesses vários grupos de Signos expressarão a mesma simpatia ou antipatia que os Signos expressam por si sós. A triplicidade dos Signos expressa-se por meio de harmonia do temperamento e da personalidade das pessoas, enquanto as Quadraturas expressam suas aflições por meio de desconfortos físicos.
A doença é realmente uma falta de harmonia entre o espírito e a personalidade, um conflito entre o ser humano inferior e o ser humano superior[16]. Os Trígonos ou triplicidades atuam como pacificadores, ao passo que as Quadraturas e Oposições impõem limitações ao espírito. O último par proporciona lições que precisam ser aprendidas. Exige do indivíduo pagamento de dívidas de destino, por seus erros e egoísmo manifestado em vidas anteriores. As Quadraturas e Oposições são mais vitais em sua atuação. As primeiras agem por meio de três grupos de Signos a saber, conhecido como círculo vicioso:
Há anos os médicos vêm estudando a estranha afinidade existente entre diferentes partes do Corpo que eles descobriram na manifestação de doenças em diversos pacientes. Quando eles localizam uma doença em um órgão, costumam procurar a causa em outro, que tenha afinidade com o primeiro. Por exemplo, nos casos de glaucoma ou certos tipos de afecções dos olhos, constataram invariavelmente que a causa real ou o local real do problema se encontrava no estômago ou nos rins. Em certos tipos de problemas na garganta e em casos de bócio se descobriu que uma fraqueza do coração, frequentemente, foi encontrada como a causa.
Os quatro pontos do círculo chamados de Signos Cardeais, ou equinociais: Áries – os olhos, Libra – os rins, Câncer – o estômago e Capricórnio – os joelhos têm grande afinidade entre si, de modo que problemas em algum desses Signos, frequentemente, pode refletir-se em outro do mesmo círculo. Exemplificando: se Saturno encontra-se aflito no Signo de sua queda, Câncer, seguem-se problemas digestivos e, invariavelmente, perturbações nos rins, verificando-se também às vezes, como resultado, endurecimento das juntas dos joelhos. Afecções dos olhos frequentemente se manifestam em consequência de alimentação errada. As pessoas com Saturno em Câncer são extremadas na escolha de seus alimentos. Eles têm gostos e aversões estranhos.
O segundo círculo vicioso é o dos Signos Fixos: Touro – garganta; Escorpião – órgãos geradores, reto, uretra, nariz; Leão – coração, espinha; Aquário – pernas, abaixo dos joelhos. Quando os órgãos da voz ou as tonsilas passam por cirurgias na infância, podem surgir problemas na puberdade e, depois, nos partos. Existe uma grande afinidade entre os órgãos sexuais e os órgãos da fala. A remoção de partes dos órgãos sexuais provoca alterações na voz, tornando-se feminina a voz do homem e masculina a voz da mulher. Afecções nas válvulas do coração causam, frequentemente, inchaço nos tornozelos.
O terceiro grupo de Quadraturas é composto de Signos Comuns ou mutáveis, e correspondem Casas Cadentes. A 6ª Casa, correlacionada com Virgem, e a 12ª Casa, correlacionada com Peixes são, particularmente, fundamentais no horóscopo, pois representam, respectivamente, a Casa das doenças e a Casa dos confinamentos e hospitais. Há uma grande afinidade entre esses dois Signos e Casas. Os Signos Comuns são os que mais produzem doenças e mais inválidos desenganados são encontrados entre as pessoas de Signo Comum que em outro grupo, pois a força de vontade dos nativos não é suficientemente forte.
Dois Signos comuns são regidos por Mercúrio, que governa a respiração, os nervos e os sentidos de percepção; outro é domicílio de Júpiter, que rege a fibrina do sangue, a circulação arterial e o fígado. Gêmeos governa os pulmões, e através desse órgão o sangue é oxigenado. Virgem governa os intestinos, o sistema nervoso simpático e o baço. Quantas vezes ouvimos dizer: “Peguei um resfriado (ou pneumonia) por ter molhado os pés”, o que envolve Gêmeos e Peixes. Como este, muito mais exemplos de atuação dos círculos viciosos poderiam ser dados aqui.
Nos capítulos precedentes, estudamos as propriedades dos Signos do Zodíaco e dispusemos os grupos anatômicos de modo a facilitar seu estudo aos Estudantes de astro-diagnose, pois é necessário que estes se familiarizem tanto com as propriedades básicas dos Signos quanto com as dos Astros. É impossível ao Estudante fazer qualquer progresso na arte do diagnóstico através de cartas astrológicas a menos que ele possua considerável conhecimento do Zodíaco e das propriedades dos Signos e Astros. Deve também familiarizar-se com a ciência da Progressão. E deverá ter praticado todas essas diversas fases de conhecimento antes de tornar-se capaz de diagnosticar, de maneira que possa dizer o que certas posições, Aspectos e Astros indicam. É essencial que ele compreenda o temperamento e caráter do paciente antes que realmente se certifique de seu diagnóstico.
Descobrir a chave da doença e a razão por que um homem ou mulher tornou-se inválido, quer seja a doença orgânica, quer tenha o paciente violado as leis da natureza, é simplesmente tão necessário quanto o próprio diagnóstico. De que vale conhecermos o tipo de enfermidade mostrada no horóscopo se não pudermos indicar ao enfermo onde ele violou as leis naturais? Em 95% dos casos, a doença decorre de métodos errados de vida, e poder mostrar isso ao paciente conduz à cura. Removamos, pois, primeiramente a causa, e então a cura seguir-se-á como resultado natural.
O segredo do êxito do médico bem-sucedido reside no fato de que, tanto quanto possa evitá-lo, ele nunca diagnosticará a doença diretamente ao seu paciente. Fará apenas recomendações e prescrições, podendo, às vezes, insinuar algo sobre a origem da doença; poderá, também, orientar o enfermo quanto à alimentação e maneira de viver, bem como dizer ao paciente o porquê ele deveria descontinuar certos hábitos. Dessa diplomática maneira de tratar o doente provém o maior sucesso do médico. Ele nunca deve falar uma palavra desencorajadora. Ele nunca rouba, do doente, suas esperanças e, quando sai da casa do paciente, é com um sorriso e uma palavra animadora.
Há exceções, contudo, porque existem médicos, e de modo nenhum constituem a minoria, que posando sob o nome de médico, predizem a morte ou falam da necessidade de cirurgias de vários tipos, antes que eles real e verdadeiramente façam o diagnóstico da doença. Sob os cuidados de um médico assim, é comum que o pobre paciente se sinta perdido, pois aquele de quem esperava alívio, na realidade, apenas lhe rouba as esperanças. Por conseguinte, queremos que nossos Estudantes gravem isto de modo indelével NUNCA, em tempo algum, devem predizer a morte; nunca também, em tempo algum, digam ao paciente que ele está com problemas no coração, que corre o risco de ficar louco, ou que se encontra afetado pela pavorosa doença da tuberculose. O medo é normalmente pior em seus efeitos sobre a Mente de alguém em estado negativo que a própria doença. Noventa em cem pacientes adoecem por adotarem métodos errados e perigosos de comer, adoecem por medo, adoecem por causa da falta da força de vontade para resistir às tentações; de fato, toda doença é resultado da ignorante violação das leis da Natureza. Isso pode não ter ocorrido só nesta vida. Isso pode ter sido trazido de existências anteriores, pelo que o paciente possui fraquezas em estado latente.
Assim, podemos perceber que, para poder realmente ajudar na cura definitiva[17] do doente, o curador ou a curadora ou diagnosticador precisa ter suficiente conhecimento, que o capacite a dar ao sofredor as necessárias instruções para um reto viver. Nosso conselho ao leitor seria para que estude cuidadosamente e, se possível, memorize as lições precedentes de astro-diagnose; que se familiarize, também, com as propriedades dos diversos alimentos e suas combinações, pois, se dissermos a um paciente que modifique sua dieta, podemos esperar que ele nos pergunte o que deve comer então. Pode-se concluir, portanto, de todas essas considerações, quão necessário é se obter um conhecimento sadio e seguro da ciência do reto viver.
Quando julgamos as qualidades mentais de um paciente, nosso primeiro pensamento é determinar a posição de Mercúrio em seu horóscopo. Então, anota-se primeiramente o Signo em que se encontra, depois a Casa e em seguida os Aspectos que ele, o Planeta da Razão, recebe.
A fim de poupar tempo e espaço nestas lições, não daremos aqui os efeitos de Mercúrio nos diferentes Signos do Zodíaco, preferindo remeter o leitor ao livro ‘A Mensagem das Estrelas’, onde poderá encontrar as qualidades básicas de Mercúrio nos doze Signos. O estudo atento e cuidadoso dessas qualidades pode proporcionar uma base sólida para julgamentos.
A Lua é o Astro a considerar em seguida. Se existem bons Aspectos entre ela e Mercúrio, especialmente se ambos os Astros estiverem bem situados em ângulos e Signos em que expressam as suas melhores qualidades, esperamos que o paciente seja capaz de cooperar com aquele que tenta curá-lo. Se Mercúrio, contudo, acha-se em Conjunção com Saturno, deparamos com uma Mente obstinada, vagarosa e sujeita a melancolia. Quando Mercúrio está em Trígono ou Sextil com Saturno, pode-se contar com uma Mente bem-equilibrada, de bom raciocínio e boa memória. Quando é Marte ou Urano que se encontram em Conjunção com Mercúrio, temos um paciente muito nervoso, emotivo, um tipo excêntrico, com pouco controle sobre a Mente. Mas, se os Aspectos de Marte ou Urano a Mercúrio forem Sextis ou Trígonos, tais Aspectos tendem a agilizar faculdades mentais, tornando a Mente impulsiva. Se encontramos Mercúrio ou a Lua afligidos por Netuno, então podemos contar com uma Mente inclinada para condições doentias e antinaturais, tais como obsessão, mania religiosa, mediunidade, bebidas ou drogas. Observem-se as Casas e os Signos em que se acham esses Astros para ver como eles tendem a expressar-se. Por ser Netuno a oitava superior de Mercúrio, exerce ele uma forte influência na Mente superior. Quando afligido por Urano ou pela Lua, Netuno fornece tendências para experiências indesejáveis no terreno psíquico. Quando afligido por Marte, especialmente quando em Conjunção com este Planeta ígneo, Netuno, muitas vezes, inclina o nativo a ser tentado a usar o hipnotismo ou a magia negra contra os outros, e também ele próprio a tornar-se vítima dos que, inescrupulosamente, utilizam-se dessas terríveis práticas contra o semelhante.
Quando as aflições mentais se situam na 8ª e 12ª Casa, sua influência é mais sutil do que em quaisquer outras. As aflições na 8ª Casa podem proporcionar à Mente tendências suicidas, mas, na 12ª, a Casa da auto-anulação, hospitais, prisões e asilos de loucos, as aflições podem conduzir confinamentos em alguma instituição.
Queremos imprimir o mais fortemente possível na Mente do leitor que nunca, jamais em tempo algum baseie seu diagnóstico em apenas um ou dois Aspectos, mas sempre na totalidade do horóscopo. Para ilustrar os perigos de um julgamento superficial, servir-nos-emos do horóscopo de um homem que tinha Mercúrio em Capricórnio na 6ª Casa, com apenas um Aspecto, uma fraca Quadratura com Netuno. Julgando apressadamente seu horóscopo, qualquer um diria tratar-se de alguém com Mente obtusa. Mas, na verdade, quando menino ele se manteve à frente de sua classe escolar. Em ortografia e matemática foi brilhante e, ao tornar-se adulto, alcançou elevada posição em seu meio. É líder em um ramo de trabalho que requer habilidade executiva e uma mentalidade afiada. Ilustrando nossa opinião, observaremos o que os outros Astros indicavam. Ele tinha sete Astros em Signos de Ar; cinco Astros em Signos mentais; a Lua e Netuno em ângulos, ambos bem-aspectados, o Sol e a Lua em Signos fixos, e Signos Cardeais e Fixos nos quatro ângulos. Quando resumimos todo o horóscopo, pudemos ver muito bem por que esse homem alcançou elevada posição num trabalho mental, apesar de ter um Mercúrio tão fraco. Por conseguinte, é nosso desejo imprimir indelevelmente na Mente de nossos leitores que usem a força de seu raciocínio antes de julgarem um horóscopo, seja isso para aferição de qualidades mentais, morais, espirituais ou físicas.
Após estudarmos, cuidadosamente, as qualidades mentais de nosso paciente, precisamos verificar a sua força de vontade. Como regra geral, o Ascendente fornece a chave para a vontade e mentalidade. Verificaremos, a seguir, o que tem a 6ª Casa a ver com o assunto. A 6ª Casa é a Casa da doença e, frequentemente, fornece a chave para as condições do paciente. Portanto, primeiro examinamos o Regente dessa Casa, para ver o que ele indica, em que Signo e Casa se encontra, qual a natureza desse Signo e que parte do Corpo ele governa. Em seguida, precisamos ver quais os Astros que estão fazendo Aspectos com o Regente da Casa da doença.
Suponhamos que Aquário esteja na cúspide da 6ª Casa. Então nós procuraríamos por dois Astros que regem esse Signo: Saturno e Urano. Naturalmente eles terão regência sobre a saúde do paciente em uma medida muito ampla. Suponhamos agora que Urano esteja no Signo de Virgem e no Ascendente, conforme se encontra no horóscopo de um homem nascido em 22 de abril de 1881, às 14 horas. Urano, elevando-se no Ascendente, fornece a chave da natureza do nativo, a qual é de grande impulsividade. Saturno é o co-Regente da 6ª Casa. Nós encontramos em grande quantidade de horóscopo que Saturno é o que aflige. Ele é o feitor que aplica, ao ser humano, as necessárias lições. No horóscopo que estamos considerando, Saturno está em Touro, interceptado na 9ª Casa e em Conjunção com o Sol e Júpiter. Nesse caso, porém, ele não é o pior Astro que aflige.
Consideremos agora os Astros que se acham na 6ª Casa. Nesta encontramos a vacilante Lua em Aquário, em Quadratura com Vênus e Netuno, os dois últimos no Signo de Touro e na 9ª Casa. Aqui reside todo o problema. Lua e Vênus são femininos, o que significa mulheres. A Lua é Regente da 11ª Casa, e representa amizades femininas, que tentaram esse homem e o tentaram para responder aos impulsos de Urano-Marte. Por conseguinte, podemos determinar o problema mediante uma super-indulgência dos desejos, indicada pelos Astros em Touro e por Marte, Regente de Escorpião, que governa o sexo. Pode-se esperar daí que o vinho e as mulheres acabem desgraçando esse homem.
Note que Mercúrio está na 8ª Casa, aspectado, muito fracamente, por um Sextil com Saturno, Sol, Júpiter e Netuno. Mercúrio em Áries atua por impulso. Estando ele praticamente sem Aspectos nesse Signo, e tendo Urano em Oposição a Marte indica falta de premeditação. Com tais condições, e tendo um Signo Comum no Ascendente, esse homem era um perfeito escravo de suas paixões e desejos. Aqui podemos ver que Urano, em Conjunção com o Ascendente Virgem, tende a uma vontade relativa. Uma decidida falta de força de vontade é indicada. Com Virgem, o Signo natural da 6ª Casa, no Ascendente e com o Sol em Touro, esse homem era vítima fácil de doenças, pois Virgem e Touro têm definitivo medo de enfermidades.
Nunca devemos basear nossos diagnósticos em uma ou duas aflições, mas precisamos examinar muito cuidadosamente todos os Signos e Astros. Alguns horóscopos mostram muito claramente do que se trata, de modo que em um relance podemos concluir, com poucos Aspectos, qual seja a doença. Outros, porém, escondem os sintomas, exatamente como acontece, às vezes, entre os médicos e seus pacientes. Alguns lhes dizem imediatamente onde está a doença, enquanto outros fazem um enigma, dificultando, assim, ao médico a localização da doença. Portanto, o astrólogo precisa estudar e raciocinar bastante para poder se certificar de que ele tem o diagnóstico correto.
Nós estamos, agora, prontos para iniciar o verdadeiro trabalho de ler e diagnosticar um mapa astrológico. Em primeiro lugar, precisamos saber o que significa o Signo Ascendente, pois assim obtemos a chave para a disposição do paciente. O Ascendente indica a natureza geral do batismo astral que o indivíduo recebe ao nascer e que o influenciará por toda esta vida física. Suas tendências estarão de acordo com o que as forças astrais lhe imprimirem nesse momento. Lembre-se, nós não falamos destino, mas sim tendências, porque o ser humano tem o poder interno para mudar, em grande medida, as influências que são mostradas no horóscopo. Nós devemos admitir que o horóscopo é o resultado de suas vidas passadas, e que indica um certo destino provável. Se ele permite que os Astros o governem, então ele se converte numa vítima do destino; mas ser humano sábio é ele que rege os seus Astros.
O Ascendente indica as características gerais e tendências latentes no interior do ser humano. Por conseguinte, esse deve ser o ponto de partida para o nosso diagnóstico. Precisamos ver, então, que Signos ocupam os quatro ângulos. Se são Signos Comuns – Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes – que estão nas cúspides dos quatro ângulos, temos um paciente que responde, rapidamente, a sugestões e que, enquanto ouve o curador ou a curadora pode, aparentemente, tentar cooperar com ele, mesmo considerando sua tendência para a instabilidade, ou melhor dizendo, devido a fraqueza de vontade do indivíduo de Signos Comuns, o mais provável é que se esqueça de seguir as prescrições. Tais recomendações devem ser repetidas muitas vezes, caso contrário o paciente de Signo Comum é capaz de esquecê-las.
Se o Ascendente e os quatro ângulos estiverem ocupados pelos quatro Signos Cardeais Áries, Câncer, Libra e Capricórnio – pode-se esperar cooperação do paciente; mas se é Áries que está no Ascendente, deve-se deixá-lo pensar que ele próprio é quem está se tratando. Nunca ordene qualquer coisa a uma pessoa de Áries, mas lhe pergunte, diplomaticamente, se ela não acha que isso ou aquilo seria bom para ela, pois Áries detesta obedecer às determinações dos outros. Entretanto, quando ele resolve segui-las, ele o fará com muito empenho e espontaneamente. Nós, algumas vezes, ouvidos dizer de pessoas que seguem as prescrições médicas até o ponto em que possam tomar uma caixa inteira de comprimidos de uma só vez. Bem, esse é o caso do paciente de Áries. Ele precisa de resultados rápidos, senão perde o interesse. Como regra geral, as pessoas de Signos Cardeais sempre querem cooperar com o curador ou a curadora, envidando todos os esforços para vencer a doença.
As pessoas de Signos Fixos – Touro, Leão, Escorpião e Aquário – são as criaturas do hábito; isto é, elas são tão fixas que quando caem numa rotina ou formam um hábito, é muito difícil para o curador ou a curadora lidar com elas. Elas se agarram a esse hábito com tenacidade, podendo ser ele a própria raiz do problema e ter causado a doença. As pessoas de Signo Fixo têm grande determinação, de forma que, uma vez despertadas, cooperam plenamente com o curador ou a curadora. As pessoas de Touro e Escorpião se mostram, às vezes, com uma natureza teimosa, difícil de dominar, e demonstram tanto medo de doenças que o curador ou a curadora precisa ser muito cauteloso em sua presença, quanto ao que possa sugerir. Ele precisa, também, ser sempre otimista, alimentando esperanças com suas sugestões.
O curador ou a curadora deve familiarizar-se com o temperamento e a disposição proporcionados por cada Signo e perceber que se o Regente do Signo está afligido, ou se existem Astros adversos no Signo, a reação será bem diferente de quando o melhor lado do Signo é expresso. Lembrem-se, o magnânimo, jovial e afetuoso Leão sem esta afligido é um indivíduo muito diferente do turbulento, fanfarrão e teimoso Leão afligido. De modo semelhante, podemos ver dois lados em cada Signo. Vamos estudar os Signos e os seus Regentes muito cuidadosamente. Note, também, com muita atenção, os Aspectos que os Astros formam com o Regente do Ascendente, pois tal Astro, geralmente, é o Regente da Vida, portanto, exercendo uma grande influência na vida do nativo.
O próximo passo é o estudo da Mente, porque se ela for fraca, o curador ou a curadora achará seu trabalho mais difícil. Na Mente do ser humano se encontra o poder que pode ser usado para controlar a doença. Um Mercúrio forte e bem-aspectado guiará um nativo por um caminho seguro e saudável em seu viver, sendo pouco provável que ela sucumba a doenças. Por outro lado, um Mercúrio afligido, frequentemente, conduz o ser humano às tentações, de maneira que, se a natureza de desejos é forte e a Mente é fraca, nós podemos esperar que o paciente não sinta vontade de cooperar com o curador ou a curadora. Assim, nós podemos dizer que o curador ou a curadora deve estudar a carta astrológica com muita atenção para o levantamento das tendências latentes do paciente. Quando ele as traçou, ele está apto para descobrir a causa primária. Lembrem-se, tudo na vida tem uma causa primeira, de modo que, para compreendermos um caso, precisamos retroceder ao princípio.
5.A Nunca comente com o paciente o horóscopo dele. Se, contudo, ele insistir dê-lhe apenas vislumbres encorajadores, mas NUNCA lhe fale da crise iminente.
6.A. Existem linhas de força atuando entre os dois polos de um magneto, e em toda a Natureza existe um lado positivo e um negativo. O corpo humano é o magneto mais poderoso e expressa ambos os aspectos: positivo e negativo. Quando um ser humano adoece, expressa o lado negativo de sua natureza, por isso o curador ou a curadora deve (e poderá, se for o curador ou a curadora certo (a)) expressar o aspecto oposto, ou seja, o positivo. Quando isso é feito, o paciente pode responder instantaneamente, e o tratamento é bem-sucedido. Por conseguinte, é muito necessário que o curador ou a curadora expresse positividade e alegria no ambiente onde está o enfermo.
O astrólogo, frequentemente, se encontra com uma grande desvantagem durante a interpretação dos horóscopos e no diagnóstico das doenças, pois os pacientes se equivocam, muitas vezes, com a hora de seu nascimento, ou até mesmo não a conhecem. Em cada sete de dez casos, em que os nativos julgam ter certeza da hora certa, quando feita a correção dos horóscopos, pelos acontecimentos de suas vidas, se constata erro nesse particular. Pessoas vêm constantemente à Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz com horóscopos levantados por elas próprias ou por astrólogos profissionais, e em muitos desses casos, nos quais eles tinham certeza, tiveram corrigida a hora de nascimento e os Signos Ascendentes não correspondiam ao seu temperamento e a sua aparência física.
Um exemplo é o de uma mulher que afirmava ter Peixes no Ascendente, mas, quando a conhecemos pessoalmente, logo concluímos que ela tinha os primeiros graus de Áries no Ascendente, pois tinha cabelos avermelhados, perfil decidido de carneiro, nariz romano proeminente e lábios espessos, características estas que, como lemos no livro: A Mensagem das Estrelas, correspondem a Áries[25]. Outra mulher veio à Sede dizendo ter Leão no Ascendente, mas possuía um corpo pequeno e magro, rosto comprido com queixo decididamente retraído, dedos cônicos longos e esguios e unhas longas – um retrato perfeito de Virgem. Um caso chegou até nós de uma mulher muito alta. A hora de nascimento fornecido por ela punha Touro no Ascendente, porém sua aparência pessoal era muito similar àquela de Gêmeos. O horóscopo dispunha de muitos Astros em Signos indicadores de altura considerável: Sol, Júpiter, Mercúrio e Netuno estavam em Gêmeos, enquanto a Lua e Vênus se achavam em Áries. Isso lhe proporcionou braços compridos e tronco largo. À primeira vista, nós duvidamos que ela tivesse Touro no Ascendente, mas, examinando suas unhas da mão, pudemos constatar que se tratava realmente de um tipo taurino perfeito. Touro também era indicado pelo maxilar pesado e pescoço grosso. As unhas do nativo de Gêmeos são pequenas e o pescoço delgado.
O diagrama A pode dar ao leitor uma chave para classificar os tipos puros pelas unhas das mãos, correlacionados com os Signos zodiacais. Horóscopos com muitos Astros num Signo podem modificar a conformação das unhas. Com o tempo, o Estudante será capaz de usar esse Diagrama para determinar características de qualquer tipo. Note como os tipos se harmonizam. Signos Fixos produzem unhas largas, mostrando grande persistência e determinação. Os Signos regidos por Vênus – Touro e Libra – dão unhas mais arredondadas, sendo os dedos longos e bem-formados e o monte de Vênus, que fica na base do polegar, bastante redondo e volumoso.
Poderíamos escrever muito mais sobre as mãos e suas características comparadas com o horóscopo, mas, como este capítulo se destina de modo especial a ajudar no diagnóstico de doenças, temos de nos restringir principalmente a isto.
Não é muito difícil detectar enfermidades latentes. Por exemplo. Vejamos o nº l no Diagrama A.1, que mostra uma unha grande e larga. Isso é similar ao tipo Leão puro. Com problemas latentes de coração, como no caso nº 5.A[26], em que o impulsivo Marte está no Ascendente em Quadratura com Vênus e indicando uma circulação deficiente e um coração fraco, nós acharemos que as pequenas meias-luas nas bases das unhas têm coloração azul, sendo também azuis as linhas das palmas das mãos. Quando a doença do coração evoluiu até um estado crônico e se enraizou, então pode-se perceber estrias longitudinais nas unhas (veja nº l no Diagrama A.1) e seus cantos levantam-se, cobrindo as carnes, como no nº l no Diagrama A.1. No Livro A Mensagem das Estrelas, Capítulo XXX, horóscopo nº 3 pode-se encontrar um horóscopo ilustrativo deste caso.
A unha do nº 3 do Diagrama A.1 é característica de casos como o da figura 10A[27]. A unha indicadora de afecções do fígado costuma ser mais ampla em tamanho, porém mais comprida que as dos nº 1 e nº 2 do Diagrama A.1. Elas se encravam nas carnes laterais, e geralmente adquirem um tom amarelado. As linhas da palma da mão também são amareladas. Lembre-se, ao examinar a palma das mãos, que a cor de suas linhas é uma dica muito valiosa para a saúde do paciente. Quando em boa saúde, as linhas se apresentam com uma coloração rosa suave; se o sangue está fraco, as linhas se apresentam entre pálidas e brancas; se o paciente está febril, as linhas ficam vermelhas; se o fígado sofre de alguma desordem, elas ficam amarelas; e se a atividade do coração está anormal, a coloração das linhas será azul.
No nº 4 do Diagrama A.1 temos um tipo de unha geralmente encontrado nas mãos de pessoas cujos horóscopos possuem Signos Comuns ou de Água nos ângulos. Muitos Astros em Signos Comuns ou de Água produzem o chamado tipo psíquico. Indivíduos com dedos e unhas longas, delgadas, que lembram garras, são supersensíveis, carentes de vigor e vitalidade. Esse tipo de unha se encontra, frequentemente, nas mãos de ricos ociosos, de mulheres que adotam um cachorrinho de estimação em vez de uma criança e que sempre conservam uma caixa de bombons ao alcance da mão. Mãos e unhas compridas, delgadas e bem-formadas pertencem ao tipo psíquico, e quando as unhas se apresentam descoradas e estriadas, no sentido longitudinal, indicam tendência a fraqueza dos pulmões. As pessoas com unhas compridas e estreitas geralmente estão sujeitas a resfriados e tosses.
A unha nº 5 do Diagrama A.1 pertence às pessoas nervosas, inclinadas a se sobrecarregarem intelectualmente.
O nº 6 do Diagrama A.1 indica o indivíduo que está frequentemente roendo as unhas. Mostra alguém que tem pouco domínio sobre o temperamento e cujos sentimentos são facilmente feridos. Tais pessoas costumam “levar aos ombros sempre o lenho mais leve” e procurar sempre o mais fácil.
Um polegar bem-proporcionado indica capacidade para controlar emoções, inclusive a raiva. Mas quando ele é curto e tem unha também curta, e sua extremidade tem a forma de taco, então não existe nenhum domínio sobre a ira, e as coisas facilmente ficam vermelhas aos seus olhos.
O polegar é um maravilhoso indicador de caráter, devendo por isso ser levado em consideração quando se diagnostica pelas mãos. Vemos no Diagrama B que o monte de Vênus e o polegar são espessos demais. É o polegar tipicamente taurino, com um enorme monte de Vênus, indicando uma natureza de desejos muito forte. O polegar é curto e grosso, mostrando fraqueza de vontade no domínio dos desejos. Quando o dedo é comprido e bem-formado, indica ideais elevados e a vontade de realizá-los.
No polegar bem-proporcionado, a primeira falange deve ocupar 2/5, e a segunda 3/5 do comprimento do dedo. Sua ponta deve alcançar a articulação média do dedo indicador. Polegar muito comprido informa que a pessoa é teimosa, obstinada; muito curto indica falta de lógica e mudanças constantes de uma a outra coisa. Se é muito espesso em todo o seu comprimento, os desejos e gostos são mais ou menos grosseiros e primitivos, e a pessoa não tem tato nem refinamento. Se é muito largo, especialmente na ponta, seu dono se enfurece facilmente e tem um temperamento ingovernável, além de ser também obstinado. O paciente de polegar normalmente desenvolvido segue as prescrições médicas.
Se a primeira falange do polegar é muito longa e a segunda curta, indica alguém imprudente, cujos atos fogem do controle da razão. Se a primeira falange é curta e a segunda muito longa, indica aquele que fala bastante, mas que faz pouco. Tal pessoa não merece a confiança de ninguém e carece de autocontrole.
O monte da Lua se situa no lado da palma em que fica o dedo mínimo e se estende quase do meio da palma até o pulso. Quando volumoso e cheio, indica emoção e imaginação excessivas, mas quando bem proporcionado significa Mente bem-equilibrada. O monte da Lua e as linhas que se encontram acima dele é que dão ao diagnosticador a pista para as aflições mentais e revelam o indivíduo lunático.
Unhas longas e estreitas, curvando-se para baixo em direção à carne: sangue de Água e impuro, fraqueza dos pulmões e afecções da garganta.
Manchas brancas nas unhas: anemia, sangue fraco, nervosismo.
Unhas longas, finas e rachadas: pouca vitalidade, negativismo, timidez.
Manchas pretas ou azuis nas meias-luas: veneno no sangue, circulação obstruída ou atividade do coração restringida. Deve-se levar em consideração o formato das unhas antes de se tomar uma decisão. Vejam-se os números de l a 6 no Diagrama A.1.
Meias-luas abauladas e bem-delineadas indicam boa circulação; se rosa-pálidas, revelam saúde; se azul-escuras, veja significado no Diagrama A.1.
Unhas cuja superfície superior é côncava revelam fraqueza da espinha.
Pacientes com mãos longas e macias, de carnes também macias e moles, dedos flexíveis, unhas brancas e, em especial, quando suas bordas pressionam estreitamente os lados do dedo e apresentam alguma coloração, pode-se dizer que já nasceram cansados. Tais pessoas poucas vezes tentam ajudar o curador ou a curadora, preferindo que os Auxiliares Invisíveis trabalhem por elas.
Mulher, nascida em 27 de janeiro de 1865, às 5:15 PM
Em vez de usar este horóscopo para um diagnóstico de doenças, nós o usaremos para ilustrar a arte de orientar e, formar uma opinião sobre as crises e duração da doença.
Vemos no mapa acima o Signo de Leão no Ascendente, e os Signos Cardinais Áries e Libra na cúspide das 10ª e 4ª Casas, respectivamente. Os Signos Fixos Touro e Escorpião estão interceptados. Temos dois Regentes neste horóscopo: o Regente do Ascendente, o Sol, que se encontra em Aquário – Signo de sua queda – e próximo à cúspide da 7ª Casa, e o dinâmico Marte, Regente da 10ª Casa, situado na cúspide da 11ª, num Grau Crítico e no Signo de Gêmeos. Marte está em Sextil com Netuno, na 9ª Casa, e em Trígono com o Sol na 6ª Casa. Podemos, portanto, considerar o Sol e Marte como os maiores influenciadores da vida desta mulher.
Agora, determinemos as aflições que foram responsáveis pela doença que a vitimou. Vemos Júpiter, que governa o sangue arterial, em seu próprio Signo Sagitário – na 5ª Casa, em Quadratura com Vênus, que rege a circulação venosa, e que aqui se encontra na 8ª Casa e no Signo de sua exaltação, Peixes. Júpiter está em Oposição à Urano, no Signo de Gêmeos e na 11ª Casa. Vênus está, também, em Quadratura com Urano. Agora a pergunta: o que indicam essas aflições em Signos Comuns? Temos visto configurações semelhantes nos horóscopos de pessoas vitimadas por tuberculose pulmonar. Vênus e Júpiter grandemente fortalecidos por Signo e aflitos por Urano em Gêmeos, Signo que governa os pulmões, podem naturalmente interferir na oxigenação, e produzir também uma tendência para tosses e resfriados.
Em 21 de janeiro de 1909, esta senhora contraiu um forte resfriado que culminou em pneumonia dupla. O cálculo ajustado da data (determinada conforme ensina no livro A Mensagem das Estrelas) é dia 06 de agosto de 1864.
Façamos agora a progressão dos Astros para 16 de agosto de 1908, que corresponde às suas posições nas Efemérides de 12 de março de 1865. Acrescentando-se a distância em graus percorrida pelos principais Astros em cinco meses, verificamos que em janeiro de 1909, o Sol progredido encontrava-se a 22°22’ de Peixes; a Lua estava a 27°28′ de Virgem; Marte achava-se a 21° de Gêmeos; Júpiter a 27°19′ de Sagitário; Vênus, a 7°50′ de Touro e Mercúrio a 17°16′ de Peixes.
Agora, para determinar o tipo de enfermidade, precisamos ver que Aspectos formaram os Astros progredidos com os ditos Astros radicais, relacionados com a fraqueza dos pulmões e circulação deficiente do sangue, conforme mostra a carta radical. Primeiramente, procuramos as aflições Astrais nos Signos Comuns, e verificamos que o Sol progrediu até formar uma Conjunção com Vênus radical em Peixes, que forma uma Quadratura com Júpiter radical. Marte progrediu até formar uma oposição à Júpiter radical, e uma Quadratura ao Sol progredindo. Verificamos também que a Lua progredida forma Quadratura com Urano radical em Gêmeos, relacionado com os pulmões1.
Os Aspectos acima, formados entre os Astros progredidos e os radicais, constituem uma aflição muito grave, especialmente por provirem de Signos Comuns.
Há três pontos que precisam serem considerados ao ler um horóscopo:
Os Aspectos progredidos por si só não são atuantes. Faz-se necessário um fator que os aciona. Os trânsitos atuam como o fósforo que acende o rastilho, e a Lua em trânsito, com seus Aspectos e lunações, age como a marcadora do momento.
Em 21 de janeiro de 19092, a Lua formava Conjunção com o Sol, e isto significou uma Lua Nova no Signo de Aquário – em Aspecto de Quadratura com Saturno radical, que se acha em Escorpião na 4ª Casa. Esta Lunação marcou o dia em que a mulher contraiu, primeiramente, um resfriado, que culminou em pneumonia. Ao nascimento, Saturno formava uma Quadratura com o Sol radical, de modo que a Lunação naturalmente fortaleceu tal aflição. Por si só, a configuração não teria afetado os pulmões, mas o Sol progredido formou uma Conjunção com Vênus radical na 8ª Casa no Signo de Água, Peixes. Vênus é o Planeta mais adversamente situado no horóscopo; ele está em sua Exaltação, em Peixes, mas ele está aflito pela Quadratura de Júpiter e Urano, no nascimento. Júpiter radical está recebendo ajuda do Sextil da Lua, e Urano faz um Trígono com Saturno, o que atenua a adversidade nesses dois Astros; mas Vênus está aflito por ambos os lados, e sem um único Aspecto bom para contrabalançar o adverso. Verificamos também que Vênus progrediu até 7°50′ de Touro, na 10ª Casa, estabelecendo uma Quadratura com o Sol radical. A dupla aflição do Sol, cujo efeito é de natureza quente e inflamatória, foi responsável neste caso pela inflamação ocorrida nos capilares dos pulmões.
No entanto, pode-se perguntar: Por que essa inflamação nos pulmões? Por que não se deu na garganta ou nos pés, onde se encontram os Astros que afligem? Marte, que é outro Planeta quente e inflamatório, progrediu até 21° de Gêmeos, formando então uma Quadratura com Vênus radical, e com o Sol progredido. Por conseguinte, Marte foi o ponto focal da doença.
Dissemos anteriormente que a Lua é o marcador do momento da doença e também marca das crises. Vamos, pois, ao começo de tudo, quando o resfriado foi contraído, e ver quando a Lua entrou em Quadratura com o local da Lunação, que foi à meia-noite do dia 27 de janeiro de 1909, sete dias depois. A ciência médica considera críticos os 7º, 14º e 21º dias. A Lua exerce uma influência especial sobre o ser humano, e marca o momento em que sua recuperação pode ocorrer.
Acompanhemos o trânsito da Lua em seu percurso e vejamos sua influência3. No 25º dia, ela havia alcançado a Conjunção com Vênus radical e Sol progredido, e também a Oposição à Lua progredida, que se encontrava a 27°28′ de Virgem. Isso não mudou muito as coisas, mas na noite do 27º dia e madrugada do 28º, quando a Lua em trânsito, fez Quadratura com o ponto da última Lunação, a Conjunção com o Meio-do-céu, a Cauda do Dragão e Vênus progredidos, e também uma Oposição com Saturno radical, a morte chegava bem perto. A uma hora da madrugada do 28º dia, a mulher desencarnou. Ela era capaz de se ver deitada na cama, plenamente consciente de que a morte estava próxima, quando os gritos da enfermeira que a atendia fizeram-na voltar à vida terrestre.
A duração de uma doença pode ser conhecida pelos Signos em que se achem os Astros que a causaram. Se estão em Signos Fixos, a recuperação é lenta. Se estão em Signos Cardinais, a enfermidade é muito grave, mas termina rapidamente. Em qualquer caso, é bom examinar os Aspectos entre Marte e Sol radicais. Se eles estiverem bem situados e bem aspectados, como no caso dessa mulher (Marte em Trígono com o Sol), e se os ângulos estiverem ocupados por Signos Fixos, isto indica que o paciente pode se recuperar, quando muitos outros, nas mesmas condições, seriam sepultados.
Mulher, nascida em 1º de junho de 1884, as 11:45 AM
“Não importa quão estreita a passagem,
Quantas punições ainda sofrerei,
Eu sou o senhor do meu destino,
Eu sou o condutor da minha alma”[28].
Henley bem pode dizer que o ser humano é o capitão de sua alma. Quando nós olhamos para esse horóscopo, podemos ler a mensagem nos Astros de que esta alma preparou para si mesma um portão muito amplo e que o Caminho deveria ser suave e cheio do brilho solar, pois nele descobrimos 24 Aspectos bons contra apenas oito adversos. Isto, aos olhos do astrólogo, deveria trazer boa saúde e felicidade.
Nós acharmos Virgem, Signo Comum e de Terra, no Ascendente, com a Lua e Urano em Conjunção na 1ª Casa, formando um Sextil com Vênus e um Trígono com Mercúrio – o Regente do Ascendente e do Meio-do-céu – e também com o místico Netuno, a oitava superior de Mercúrio. Isso proporcionará um grau de intelectualidade. Essa mulher deveria ser atraída pelo estudo da dietética e interesse por trabalhos humanitários, uma vez que o humanitário e avançado Urano – tão proeminente aqui na 1ª Casa e em Conjunção com a Lua – é o Regente da 6ª Casa, a que governa as pessoas simples, as classes trabalhadoras.
Signo Comum e de Terra de Virgem proporciona uma tendência a se deixar levar pelo caminho de menor resistência. As pessoas sob este Signo não estão dispostas a lutar com a maré, mas preferem se deixar levar e são propensos a se tornar vítimas de suas doenças físicas. No caso dessa mulher, vemos Marte – o Planeta da energia dinâmica – posicionado em Leão e na 12ª Casa, a Casa da autodestruição. Quando Marte se encontra em Leão, Signo de Fogo e Fixo, sua influência para o bem ou para o mal é muito maior do que em qualquer outra parte. Achamos que Marte, nesse caso, é o maior Astro dos que afligem aqui, formando uma Quadratura e um Paralelo com Mercúrio, Regente da vida, e outra Quadratura com oitava superior dele, Netuno. Mas, por que essa aflição deve ser considerada importante quando existem tantos bons Aspectos para contrabalançá-las? As pessoas com Marte em Leão podem ser comparadas a um barril de pólvora: são capazes de explodir a qualquer momento, especialmente quando Mercúrio e sua oitava superior, Netuno, estão em Quadratura com Marte, no Signo Fixo de Touro. Esses Aspectos infundem um temperamento ingovernável e indicam uma pessoa que guarda ressentimento.
Vênus, o Planeta que governa o apetite, o paladar e os prazeres da mesa, está na 11ª Casa (a dos amigos) e no Signo de Câncer, que governa o estômago. Vênus forma Sextil com Mercúrio e Netuno, ambos no Signo que governa a garganta, Touro, Regente do próprio Vênus. O mesmo Vênus também forma um Sextil com a Lua, Regente de Câncer, e com Urano, o governante natural da 11ª Casa. Esses Aspectos e posições indicam que essa senhora foi abençoada (ou, diríamos, afligida, nesse particular?), com muitos amigos que a convidavam para jantares, que sempre estava disposta a aceitar, pois com a Lua e Urano em Conjunção na lª Casa ela possuía, naturalmente, uma natureza inquieta e pronta para ir aonde quer que a convidasse. Um Sextil entre Vênus em Câncer e a Lua proporciona gosto por frituras e doces; consequentemente, seu estômago foi muito maltratado por excessos. Também, seu sistema nervoso foi afetado por acessos de raiva. E assim o seu nervo vago ou pneumogástrico foi enfraquecido.
Esse nervo craniano, que se origina no quarto ventrículo, desempenha importante papel nas funções do Corpo Denso. Suas ramificações estendem-se ao ouvido, à garganta, ao coração, aos pulmões e ao fígado e envolvem o esôfago, tubo pelo qual passam os alimentos após deixarem a boca, com uma rede de pequenos nervos. Essas ramificações também abrangem grande parte do estômago. O excesso de comida que dilatou e distendeu o estômago, ressaltado pelos impactos da Lua e de Urano no Ascendente, e o temperamento da Quadratura de Marte com Mercúrio minou a saúde dessa pobre mulher, de tal modo que ela se tornou uma inválida crônica.
O Sol está em um Signo Comum e próximo ao Meio-do-céu, afligido por uma Conjunção com Saturno, no Signo Mercurial de Gêmeos. Mercúrio, o Regente da vida, governa a audição. Naturalmente nos voltamos para o lugar ocupado pelo Planeta mais forte da aflição. Essa senhora foi vitimada por surdez em ambos os ouvidos, pois uma ramificação do nervo vago domina as orelhas. Sofria também de uma dor constante debaixo do omoplata[29] direito, indicando problemas no fígado e ela tinha um nervosismo anormal.
Aqui, nesse horóscopo, nós podemos ver como o ser humano pode virar o seu próprio carrasco. O Regente da Casa da morte, a 8ª, está afligido na Casa da autodestruição, a 12ª. O único remédio para um paciente desse tipo é eliminar completamente os doces e as frituras, reduzir pela metade a quantidade do que come e lhe ensinar a ser calmo e a relaxar.
Mulher, nascida em 22 de junho de 1881, ao meio-dia
Essa mulher nasceu em 22 de junho de 1881, ao meio-dia. Nós temos o venusiano Signo de Libra situado no Ascendente e o Sol na cúspide do Meio-do-céu. Esse é, portanto, o Astro mais poderosamente situado, sendo assim o Regente da Vida. O Sol está em Sextil com Marte. No Livro A Mensagem das Estrelas lemos que um bom Aspecto entre esses dois Astros ígneos fortalece a constituição, capacitam o indivíduo para trabalhos difíceis e produzem superabundância de energia vital. Como o Sol está casualmente dignificado por estar na 10ª Casa e na cúspide do Meio-do-céu, a nativa deve possuir muita força de vontade e energia para superar quase todas as doenças. Voltaremos depois ao assunto.
Vemos aqui uma combinação muito estranha de Astros, uma mistura de benéficos e adversos, todos aglomerados na 8ª Casa, no Signo Fixo de Touro, que governa a região da garganta e do pescoço.
Nós encontramos Marte em Touro, o Signo de Vênus e onde ele está em Detrimento, em Conjunção com Saturno; isso reforça as tendências adversas de Marte. Alguém pode estranhar que Marte em 0°31′ esteja em Conjunção com Saturno aos 9°13′, porque até aqui temos ensinado que a órbita de influência dos Astros menores é de apenas seis graus. Contudo, há exceções a essa regra: quando existe um conglomerado de Astros num Signo em que suas tendências adversas são fortes, especialmente quando o Signo é Fixo e simbolizado por animais, esses Astros têm suas órbitas de influência ampliadas, pois suas influências são mais fortes. Deste modo, com seu adverso intensificado pelos raios marcianos, Saturno tem aqui sua influência adversa fortalecida porque está situado dentro da órbita de Conjunção com a Lua e com Netuno.
Vejamos quais as doenças físicas relacionadas com os quatro Astros acima. Posicionados como se acham em Touro, que governa o pescoço como também as glândulas, nervos e artérias compreendidos nessa parte do corpo aqui afligida por Saturno, indicam atrofia ou obstrução. A influência de Saturno sobre Netuno e a Lua poderiam lhe causar contrações dos nervos. Júpiter e Vênus também estão em Conjunção com a Lua e Netuno e, portanto, indiretamente influenciados pela órbita de influência de Saturno, que aflige. Podemos, pois, concluir que todo esse grupo de seis Astros, situados no Signo Fixo de Touro e na 8ª Casa, está sob aflição.
Júpiter e Vênus também estão em Conjunção com a Lua e Netuno, pelo que, indiretamente, situam-se na órbita de influência de Saturno. Podemos, pois, concluir que todo esse grupo de seis Astros no Signo Fixo de Touro e na Casa 8 está sob aflição.
Júpiter rege o sangue arterial e Vênus o sangue venoso. Netuno e a Lua, em virtude de sua Conjunção com Saturno, podem ser considerados adversos, e restringirão a circulação na artéria carótida e interferirão em diversos condutores de ar e fluidos para os ouvidos, pois a Lua rege, também, os fluidos brancos ou óleos do corpo. Como um resultado da restrição dos vários fluidos é que os canais semicirculares do ouvido interno ficam carentes do líquido conhecido como endolinfa. Esse líquido atua sobre os nervos desses três canais do mesmo modo que o ácido atua sobre as placas de cobre de uma bateria elétrica. Quando falta essa endolinfa, o equilíbrio do corpo é prejudicado, e, como no caso dessa jovem mulher, pessoas tão afligidas, não podem andar sem se balançar para a frente.
Com ambas as circulações obstruídas – a arterial e a venosa – ela tem sofrido também de torcicolo espasmódico, que é uma espécie de contração involuntária ou contorção dos músculos cervicais. A Quadratura de Mercúrio com Marte responde por essa contração do nervo.
O mal revelou-se no outono de 1914, quando a Lua progredida fez Conjunção com Mercúrio radical; Urano, transitando nos 8° de Aquário, formando uma Quadratura com Saturno, e Saturno em trânsito formava uma Conjunção com o Sol radical no Meio-do-céu. Esses trânsitos estimularam a aflição da Lua progredida, e então, naturalmente, o sistema nervoso foi abalado.
Já dissemos, em nossos diagnósticos astrológicos, que a Conjunção entre Saturno e Netuno em Escorpião ou Touro pode causar a mau formação dos órgãos genitais, e isso foi comprovado no Livro A Mensagem das Estrelas, para citar um exemplo. As aflições dos Astros se manifestam, muitas vezes, em Quadraturas e Oposições. No presente caso, todos os Astros estão em Touro, Signo que rege a laringe e a garganta, oposto a Escorpião, Regente dos órgãos genitais. Aqui deparamos com a causa do distúrbio, que em certa medida colaborou para a manifestação da enfermidade física. Havia um desejo sexual anormal e antinatural, que, não encontrando expressão, lhe estimulava o fluxo de sangue para a garganta. Esse fluxo obstruído causou a desordem.
Se não fosse os bons Aspectos do Sextil do Sol com Marte e do Trígono de Urano com diversos Astros, afligidos em Touro, essa jovem senhora não teria chegado a idade adulta, porque muitos teriam sido os seus males durante a puberdade. Porém o doador da vida, o Sol, tão poderosamente situado no Meio-do-céu, em Sextil com Marte e também na órbita de Sextil com Saturno, lhe poupou muito sofrimento durante esse período.
Se ela pudesse ficar aos cuidados de algum experiente médico osteopata que entendesse de massagens, isso, e mais a adoção de uma dieta especial, iriam lhe capacitar para superar seus tormentos físicos.
Mulher, nascida em 30 de dezembro de 1864, às 9:30 PM
Nesse horóscopo nós continuaremos com as aflições encontradas em Signos Cardeais. Ainda que elas possam estar em diferentes Signos do grupo Cardeal, não obstante o efeito é semelhante em todos.
Nessa lição nós temos o horóscopo de uma mulher com Virgem no Ascendente e Signos Comuns nos ângulos. Dois importantes Planetas, Urano e Marte, encontram-se na 10ª Casa ou próximos a ela. Mesmo que estejam retrógrados e não em Conjunção, ainda assim estão em Paralelo um com o outro e com o Sol. Marte em Conjunção com o Meio-do-céu, em Sextil com Netuno e em Trígono com a Lua, infunde grande entusiasmo. O que quer que essa mulher tente fazer é feito intempestivamente e com grande vigor. Com Marte e Urano tão proeminentes, e o Sol em Capricórnio, ela sente que precisa mandar a qualquer custo. Se lhe negam esse privilégio, torna-se ressentida e vingativa.
Com Saturno em seu Signo de exaltação – Libra – formando Quadratura com Mercúrio no Signo saturnino de Capricórnio, temos o círculo vicioso dos Signos Cardeais. O Sol em Capricórnio, afligido pela Quadratura com Netuno, ambos em Signos Cardeais, junto com o Paralelo do nervoso e excitável Urano ao quente e inflamável Marte, causaram seguidos abscessos no osso frontal, resultando em surdez parcial em ambos os ouvidos. Vemos aqui o círculo antes mencionado culminando nos ouvidos. O autor tem visto numerosos casos de surdez parcial resultante de Mercúrio afligido em Capricórnio, em Conjunção, Quadratura ou Oposição com Saturno, especialmente se este se encontra em Signo Cardeal.
Contudo, nem sempre ocorre necessariamente a surdez produzida por esses Astros afligidos. Os Astros impelem, incitam, mas a sabedoria sempre foi a amiga salvadora. O ser humano tem apenas de conhecer-se a si mesmo. Se ele fosse tão diligente em compreender o funcionamento do seu próprio corpo físico como o é relativamente ao seu rádio ou automóvel, então, quando soubesse das aflições astrais e os sintomas começassem a surgir pelo corpo físico, ele agiria de pronto no sentido de dominá-las, exatamente como faria com seu aparelho ou motor: limpando-o e lubrificando-o na tentativa de consertá-lo. Por exemplo, sentindo uma congestão no pescoço ou nos ouvidos, muito provavelmente algum incômodo seria experimentado antes de ocorrer qualquer dano. Nesse caso, uma leve massagem poderia ser feita em volta do ouvido e no osso frontal, acima e abaixo da veia jugular, atrás do pescoço e em toda a parte em que os dedos encontrassem pontos doloridos na base e em volta do crânio. Frequentemente, uma toalha embebida em água quente serve para relaxar os centros nervosos contraídos na cabeça e no pescoço e para normalizar a corrente sanguínea que flui do cérebro e para o cérebro. Isso diminui a congestão e evita, portanto, que o problema se agrave.
Homem, nascido em 21 de março de 1847, entre 1:00 e 2:00 AM
Nós, normalmente, avaliamos a aparência do nativo pelo Regente do Ascendente, pelos Astros que estão no Ascendente ou perto dele e também pela posição do Sol e da Lua e seus respectivos Aspectos. No caso presente, nós encontramos dois Regentes: Capricórnio, interceptado na lª Casa e Júpiter, que se acha em Detrimento no Signo de Gêmeos e em Quadratura com o co-Regente Saturno. Isso mostra que esses dois Planetas afetam sobremodo tanto a aparência física como a personalidade. Saturno tende a escurecer os olhos e cabelos, e a diminuir a estatura e compleição do corpo. Esse homem, portanto, tem a aparência física de um capricorniano, ou seja, é magro, pequeno, muito nervoso e inquieto. Sempre se faz necessário um estudo do temperamento do paciente para que se possa saber como lidar com ele, uma vez que esse estudo geralmente nos fornece indícios da causa da doença e também nos ajuda a aconselharmos.
Vemos aqui Urano, Mercúrio e Vênus estão todos no Signo marciano e energético de Áries, com o Sol formando um Sextil com Júpiter e Marte. Este último está interceptado na 1ª Casa, no Signo saturnino de Capricórnio, formando Quadratura com Vênus e Trígono com a Lua. Marte está na 1ª Casa proporcionando condições mentais muito materialistas. Esse homem seria capaz de sacrificar sua saúde na busca do êxito em negócios materiais. Ele anseia por riquezas, se preocupa e fica inquieto quando os negócios vão mal. Com o tempo, e a continuar nessas condições, ele pode ser afetado em sua saúde e vir a sofrer dos nervos.
Netuno no Signo de Aquário, em Quadratura com a Lua no Signo apreensivo e pessimista de Touro na 5ª Casa, a casa dos investimentos, indica que ele despende muita energia em especulações. E aqui está claramente indicado que tende a se envolver com grandes empresas. Ele escreveu, diversas vezes, à Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz tentando obter orientações relativas aos seus negócios, mas em repetidas ocasiões lhes dissemos que tal coisa contrariava os nossos ensinamentos. Durante a guerra, investiu tudo em uma enorme empresa que estava construindo um submarino, o qual se esperava pudesse interessar ao governo. O negócio não deu certo e, em consequência, ele sofreu enorme perda. Saturno está na 2ª Casa, no Signo aquático de Peixes, em Quadratura com Júpiter em Gêmeos; o aquático Netuno também está no último grau de Aquário e na 2ª Casa, em Quadratura com a aquática Lua na 5ª e no segundo Signo – Touro – tudo indicando especulação e perda.
A preocupação com os prejuízos financeiros lhe agravara o problema no olho, que vinha sofrendo por alguns anos. Ele lia incessantemente, forçando muito os olhos. A perturbação mental ocasionada pelos prejuízos financeiros lhe enfraqueceu o sistema nervoso, resultando tudo na perda da visão de um olho. Localizamos a Lua nos 29° de Touro, em Conjunção com as Plêiades e Quadratura com Netuno. Júpiter está a 10° de Gêmeos na 6ª Casa, das doenças, em Oposição à estrela fixa Antares, que está situada a 8° de Sagitário. Júpiter também forma Quadratura com o obstrutivo Saturno. Toda essa configuração indica problemas no olho.
Marte forma Quadratura com Vênus e Trígono com a Lua em Touro. Esse homem, no passado, gostava imensamente das “panelas de carne do Egito”, se excedendo em bebidas e pratos saborosos. O resultado é constipação e hemorroidas internas. Notamos ainda que, com Júpiter em Quadratura a Saturno, ele tem sofrido também de obstruções na circulação arterial. Devido à enorme quantidade de comida ingerida no passado, seu pobre corpo tem sido incapaz de suportar o esforço. Presentemente, ele receia perder a visão do outro olho, o que realmente pode acontecer se não cuidar melhor de sua dieta e de sua maneira de viver.
Esse homem deve ser um paciente muito difícil de curar, uma vez que Marte em Capricórnio e próximo ao Ascendente significa muita teimosia: ele não aceitará conselhos de ninguém. Fazê-lo seguir as prescrições exigiria do curador ou da curadora um grande poder de persuasão e muita diplomacia.
O método Rosacruz de cura não é só de fé, mas é a fé combinada com o bom senso. Identificamos doenças, mas reconhecemos que elas são causadas por violações às leis da natureza. Às vezes há falta de força de vontade. Os horóscopos que vamos examinar agora, para efeito de diagnóstico, mostrarão como uns podem vencer onde outros seriam derrotados em condições astrológicas quase iguais.
Mulher, nascida em 19 de dezembro de 1862
Essa mulher fez um apelo de saúde durante o inverno de 1918, quando ia ser submetida a uma cirurgia para remoção de cataratas nos dois olhos. Por vários meses esteve sob cuidados de um médico. Ele concluiu que as cataratas tinham alcançado um estado em que sua remoção podia ser feita com segurança, mas ela sentia que precisava de ajuda dos Auxiliares Invisíveis naquele período difícil. Ela tinha ouvido, anteriormente, sobre os admiráveis êxitos de nossos curadores, por meio de amigos por eles beneficiados.
Havia em seu horóscopo diversos Aspectos bons que garantia a segurança, especialmente o Trígono entre Marte e Sol, Aspecto que proporciona um grande poder de recuperação. Procurando as aflições, achamos Mercúrio em Oposição às Plêiades, em Touro, e o Sol e Vênus em conjunção com Antares.
Plêiades e Antares são estrelas fixas que exercem influência direta sobre a visão, principalmente quando afligem o Sol e Mercúrio, como nesse caso.
Muito do sofrimento dessa mulher deve-se às aflições nos Signos Cardeais, Áries e Libra, o último dos quais rege os rins. Júpiter forma uma Conjunção com o restritivo Saturno, forte em Libra porque é o Signo de sua exaltação, e esses dois Planetas, isto é, Júpiter e Saturno, estão em Oposição a Netuno em Áries, enquanto Marte, que também está forte em Áries, está em Conjunção com a Lua. Essas configurações são sinais de perigo, pois mostram que, mediante erros na vida (a Lua em Conjunção com Marte estimula o apetite) ela debilitou sua saúde por escolher alimentos indevidos e comer demais. Tais práticas lhe sobrecarregaram os rins de venenos, e quando os rins sofrem, os olhos sofrem também, pois frequentemente a vista é prejudicada pelos rins. Contudo, as cataratas em geral têm origem no excesso de doces, cremes e comidas muito gordurosas, e as aflições em Libra tendem a conduzir essas impurezas para os olhos. Uma vez, porém, que Marte está em bom Aspecto com o Sol e Vênus, e os dois últimos em Conjunção, essa senhora superou os obstáculos e foi curada, sendo bem-sucedida na cirurgia para a remoção das cataratas.
Mulher, nascida em 9 de abril de 1851
A carta astrológica desse caso é a mesma da carta Nº 11B. Aqui nós damos o resultado desse caso em 1919, em um estágio mais adiantado do que em 1915, que é descrito na carta astrológica Nº 11B.
Esse caso é o de uma mulher afetada de maneira idêntica à do caso Nº 2B, mas sob condições inversas, com relação aos Aspectos dos Astros. Com exceção do Trígono de Marte com a Lua, tudo o mais são Aspectos adversos. Temos, pois, o Sol — dador de vida — no Signo de Áries, limitado por uma Conjunção de Saturno e uma Oposição a Júpiter, Regente do sangue arterial, posicionado em Libra, que rege os rins. Esses três Astros formam também Quadratura com a Lua em Câncer, o estômago. Nesse horóscopo, os rins (o zelador), o estômago (o cozinheiro) e o cabeça do lar (Áries) estão todos afligidos, desleixados, não podendo assim realizar o seu trabalho. Como se pode manter uma casa limpa e habitável se todos os seus serviçais estão em greve? O pó se acumula e o morador, naturalmente, estará muito desconfortável. Nós encontramos a lareira cheia de cinzas, não queima, e a fumaça escapa pelas portas e janelas, em vez de sair pela chaminé.
Vemos aqui as mesmas indicações do horóscopo Nº 2B. Os rins não eliminam adequadamente, e o excesso de alimentos não é bem digerido. Naturalmente o Corpo foi sobrecarregado de venenos e estes precisam achar uma saída. Então verificamos novamente que os pontos mais fracos são a cabeça e os olhos. Quando ela nos procurou, havia passado por uma cirurgia. Seu médico dissera ser necessário remover-lhe os dois globos oculares, uma vez que ambos estavam afetados. Contudo, apenas um deles foi operado, mas a visão do outro foi afetada. Resultado: nosso tratamento não teve êxito. No entanto pudemos dar uma grande ajuda ao paciente no que tange ao estômago, pois era-lhe quase impossível digerir o que comia. Mas seu horóscopo é pouco encorajador. Marte, evidentemente, não deu a ajuda necessária. Mercúrio, o Sol e a Lua estão afligidos. Faltou à nativa força de vontade ou força mental para ajudar a natureza na cura da sua cegueira, porque Mercúrio está em Quadratura com a Lua e em Conjunção com Saturno.
Para ajudar esses tipos de pacientes é necessário primeiro eliminar a causa da enfermidade. Precisamos recomendar-lhes que vivam de modo que seus rins sejam purificados. Uma modificação completa de sua dieta é necessária: chás, café, carne e alimentos amiláceos devem ser eliminados. Noventa por cento dos enfermos reagem bem e rapidamente aos tratamentos tão logo lhes sejam prescritas dietas sadias e equilibradas. Ensinemo-los a viver, e o trabalho dos Auxiliares Invisíveis será grandemente reforçado.
Mulher, nascida em 13 de junho de 1873, às 11:55 PM
Primeiro de tudo, vamos avaliar a Mente pelos Aspectos e posicionamento de Mercúrio e da Lua. Notamos que Mercúrio está em Conjunção com o Sol, mas não tão próximo ao ponto de estar em combustão, pelo que pode ser considerado em muito boa posição. Notamos também que ele forma um Sextil com Júpiter, outro Sextil com Netuno e um Trígono com Marte. Isso dá à Mente considerável energia e vivacidade, e produz uma natureza otimista. Por outro lado, a Lua acha-se em Conjunção com o Planeta da obstrução, Saturno, e em Quadratura com Vênus, o que vem a ser um fator na direção contrária. Saturno está em Quadratura com Netuno e Urano está em Quadratura com Marte. Desse modo, todos os quatro Planetas adversos afligem-se entre si, e quando isso acontece jamais pode haver muita alegria, a menos que a pessoa possa aprender, por meio da filosofia ou da religião, a buscar a paz que está acima da compreensão humana. Ao mesmo tempo, é preciso entender que todos os bons Aspectos desse horóscopo ajudam a dar à nativa eventuais períodos de otimismo e alegria, que interromperá os períodos de tristeza e desalento.
Vejam que há Signos Comuns nos ângulos, indicadores de caráter flexível, que lhe dificulta se recobrar de doenças ou de outros problemas que a nativa pode cair. A Lua em Conjunção com Saturno em Aquário, Signo que governa os tornozelos e a parte inferior dos membros, evidencia uma circulação pobre; Urano em Leão, o Signo do coração, em Oposição a Lua e a Saturno, mostra que esse órgão sofre de palpitações. Essa condição é agravada pela Quadratura dos quatro Planetas adversos a que já nos referimos.
Saturno rege o nervo pneumogástrico; se fizermos a progressão para Netuno em quatro graus, para que forme uma Quadratura exata com Saturno, podemos ver que o ponto assim alcançado cai em Touro, Regente da parte inferior da cabeça e do pescoço. Isso mostra que o nervo pneumogástrico é pressionado no ponto em que ele deixa a cabeça. Se tal pressão pudesse ser aliviada por um tratamento osteopático, isso já seria um grande benefício para essa pessoa. Por outro lado, a Quadratura de Saturno a Marte nos últimos graus de Libra (Aspecto que atua também nos primeiros graus de Escorpião) mostra que existe dificuldade na eliminação da urina, problema causado por urina muito quente e hemorroidas sangrentas, pois Marte afligido sempre produz calor e erupção.
Mas a pior aflição da vida dessa pessoa surge do fato de Urano se encontrar no ponto nebuloso do Zodíaco chamado Ascelli, que é centralizado no 6° grau de Leão. Estando Urano ali e em Oposição a Saturno e a Lua, isso significa cegueira que, triste é dizer, não pode ser curada por nenhum meio físico, porque as aflições provenientes de Signos Fixos geralmente indicam destino criado por nós próprios em vidas passadas e que agora está “maduro”. Tudo o que podemos fazer por essa pessoa é nos esforçar, tanto quanto possível, por animá-la nesse sofrimento.
Com relação à fraca circulação e eliminação deficiente de dejetos, muito pode ser feito mediante tratamentos osteopáticos e alimentação adequada. É preciso que ela evite toda e qualquer comida condimentada e estimulante, que esquenta a urina. Precisa também aprender a caminhar, a título de exercício, a fim de ativar a circulação do corpo.
Muitas foram as pessoas que, embora vitimadas pela cegueira, marcaram sua passagem pelo mundo. “O que o homem já fez, o homem pode fazer. “. Incentivando-a constantemente ao esforço, ela pode vencer a letargia indicada pelos Signos Comuns nos ângulos, parando de lamentar sua condição, conforme faz agora.
Homem, nascido em 11 de fevereiro de 1918, as 3:45 AM
Se a pobre criança cujo horóscopo vamos agora diagnosticar tivesse sobrevivido, poderia muito bem ter dito: “Eu podia ter sido o senhor do meu destino, mas ao invés disso tornei-me um escravo dele. “. A vontade livre depende das limitações que a alma impôs a si mesmo em vidas anteriores. Ela pode ter colocado obstáculos em seu caminho pelo mal-uso do conhecimento ou, de algum modo, por violações das leis da Natureza. O ser humano foi feito à semelhança de Deus, e Deus lhe deu domínio sobre os reinos inferiores. Por conseguinte, ele não tem ninguém para interferir em sua livre vontade. É dono absoluto de seu destino.
Agora, se assim é, por que nascem tantos em corpos deformados ou aleijados e tantos com vidas tão infelizes? Às vezes, em acidentes tais como os bebês raquíticos, o indivíduo sofre pelo resto de sua vida na Terra. A causa gerada numa existência tem seu efeito em outra encarnação. Se assim não fosse, se a Lei de Causa e Efeito não fosse estabelecida além de qualquer dúvida, então Deus – que sabemos ser um Pai todo-amor – não seria muito injusto e cruel? Poderíamos amar e adorar um tirano desse tipo? Mas Ele fez o ser humano um pouco menor que os Anjos e ofereceu-lhe uma coroa de glória, coroa que não é dada por que pedimos: o ser humano precisa merecê-la mediante uma vida de pureza e desprendimento.
Vejamos agora que destino podemos vislumbrar no horóscopo desse bebê. Sagitário está ascendendo, e Vênus, a Lua, o Sol e Urano todos em Conjunção no avançado Signo de Aquário, interceptado na 2ª Casa, formando Sextil com o Ascendente. A Cabeça do Dragão, de natureza jupteriana, também está em Conjunção com o Ascendente. Isso teria dado ao nosso companheirinho a mais bela e encantadora personalidade. Com Marte próximo ao Meio-do-céu, em Trígono com Mercúrio, que está no Signo mental de Aquário, ele poderia ter sido mentalmente brilhante.
Aos onze meses de idade, ele ficou de pé sozinho. Em 12 de julho de 1919, com 17 meses, caiu de uma sacada, mas não ficou nenhuma sequela. Constatamos que nessa ocasião a Lua e Marte em trânsito formavam Quadratura com Marte radical no Meio-do-céu, o que é forte indicador de acidente.
Em 14 e 15 de julho, o menino começou a ficar sonolento e seu estômago deixou de aceitar comida, porque nesse dia a Lua em trânsito estava em Aquário, fazendo uma Oposição a Saturno e Netuno radicais em Leão, na 8ª Casa.
Na manhã do dia 16 entrou em convulsões, quando a Lua em trânsito fazia justamente Conjunção com Vênus, Lua, Sol e Urano, o último dos quais, quando afligido, é o causador desse tipo de convulsões. Na terceira convulsão, o bebê perdeu a visão, pois Mercúrio em trânsito alcançou uma Oposição aos Astros em Aquário (especialmente os luminares Sol e Lua), o que culminou em cegueira total, consoante indicado no mapa radical por Netuno em Conjunção com as estrelas fixas Ascelli e também com Saturno.
No quinto dia de doença, ficou inconsciente, perdeu a audição e o controle da língua, pendendo sua cabeça para trás, sobre a espinha. Alguns dos mais notáveis médicos foram consultados, mas nenhum pôde identificar a causa. Finalmente, operaram-lhe a cabeça e a espinha, mas sem êxito.
O que podemos agora descobrir pela astrodiagnose? Netuno rege o canal da espinha, que canaliza o Fogo espiritual do qual emana toda a vida. Saturno, o Astro da obstrução, o disciplinador, está em Conjunção com esse Astro oculto, que também rege a glândula pineal, através da qual as faculdades espirituais têm seu primeiro despertar. O abuso desses poderes espirituais em vidas anteriores ocasiona debilidades físicas. Desde o nascimento a espinha dessa criança estava afetada, o fluido espinhal obstruído, e a cegueira total inevitável. E fato bem conhecido dos astrólogos que, se uma criança nasce em Lua Nova ou Cheia, se não for muito bem respaldada por Aspectos benéficos dificilmente conseguirá sobreviver. Essa criança nasceu quando Sol e Lua estavam em Conjunção exata com o benéfico Vênus, enquanto Marte, o Astro da energia, elevava-se próximo a cúspide da 10ª Casa, em Trígono com Júpiter e Mercúrio. Esses Aspectos benéficos tornaram possível a essa criança viver por pouco tempo. Não temos a data exata de sua morte. A última carta recebida de seus pais dizia que ela passara muito mal em 6 de novembro, não se esperando que sobrevivesse. Verificamos depois, em 14 de novembro de 1919, que o Sol em trânsito formava Quadratura com o aglomerado de Astros em Aquário e que a Lua em trânsito entrava em Conjunção com os Astros que afligiam em Leão e opunha-se aos Astros em Aquário. Era quase impossível que o pequenino bebê vencesse essas aflições. A morte, sem dúvida, ocorreu nesse momento.
Vamos dar aqui uma lição sobre o efeito de Saturno, o obstrutor, quando no último decanato de Aquário. O autor tem observado que muitos casos de problemas de visão podem ser atribuídos a Saturno quando ele se situa entre os 24 graus e os 30 graus de Aquário, afetando especialmente a visão esquerda.
Mulher, nascida em 19 de agosto de 1905
Nós usaremos um horóscopo natural, já que não sabemos a hora de nascimento. Vemos que o Sol se encontra em seu próprio Signo, Leão. Saturno está retrógrado em seu próprio Signo, Aquário, e Marte está em Escorpião, Signo em que pode empregar toda a sua força. Todos esses três poderosos Astros encontram-se em Signos Fixos e em Oposição ou Quadratura um ao outro. Percebemos aqui que esta alma enfrenta uma dívida de destino impossível de evitar. Aos 12 anos de idade, essa menina ficou quase totalmente cega.
Vejamos agora se conseguimos ler a “mensagem das estrelas” para descobrir por que esta terrível aflição se abateu sobre alguém tão jovem. Que dívida ela foi chamada a pagar? Netuno, o Planeta que rege a visão espiritual, está exaltado no Signo aquático de Câncer. Esse Planeta oculto está em Oposição a Urano, que se acha retrógrado no Signo saturnino de Capricórnio. Urano significa clarividência e o invisível. Capricórnio é o Signo natural de autoridade da 10ª Casa, de alguém que governa. O Sol, Saturno e Marte, todas em suas Casas naturais, respectivamente, em Signos Fixos e dominantes, estando Marte em paralelo com Netuno e Urano, indicam que essa pobre alma, numa vida anterior, ocupando um corpo masculino, usou seus poderes ocultos de maneira cruel e prepotente para escravizar o sexo oposto, causando assim o derramamento de muitas lágrimas. Diz-se que “Os moinhos de Deus moem devagar, mas moem extremamente fino”. Os Senhores do Destino puseram esse Ego, causador de muitas lágrimas na vida passada, em um corpo fraco dessa menina, cuja mãe, receando o parto, derramou muitas lágrimas durante a gravidez. O resultado foi um corpo frágil, sensitivo, com a visão prejudicada.
Mulher, nascida em 31 de janeiro de 1876, às 8:00 PM
Aqui temos Saturno a 26° de Aquário em Conjunção com Mercúrio e na 6ª Casa, a Casa que rege a doença. A Lua está em Paralelo e Conjunção com Marte no Signo de Áries. Isso indica emoção e impulso. Mostra alguém que não raciocina, mas toma as iniciativas impensadamente e com medo. Medo especialmente porque, além de tudo, é o Signo de Virgem que está ascendendo.
Às vezes, em casos assim, os atos resultantes dos impulsos repercutem sobre o nativo causando grande sofrimento, como aconteceu com essa mulher. Quando começou a sofrer de fadiga ocular, ela permitiu que os médicos operassem os seus olhos em duas diferentes ocasiões. Na primeira vez removeram-lhe o globo ocular direito e na segunda, a cirurgia destruiu a vista do olho esquerdo.
Consoante as indicações planetárias, mediante cuidados especiais e dieta adequada sua visão poderia ter sido salva, mas infelizmente ela não ouviu os Auxiliares Invisíveis antes que fosse tarde demais.
Vemos, no caso do horóscopo Nº 2E, que a nativa estava nas mãos do destino, tendo que passar a maior parte da vida em escuridão, enquanto nesse segundo exemplo o medo e a emoção excessivos precipitaram a cegueira total.
Mulher, nascida em 27 de julho de 1856, às 9:00 AM
Essa senhora tem o Signo feminino, de Terra e Comum de Virgem no Ascendente. O Conceito Rosacruz do Cosmos nos ensina que a Lei de Consequência atua em harmonia com os Astros, e que o espírito nasce no Mundo Físico no exato momento em que elas podem trabalhar em harmonia umas com as outras. O nascimento do Ego é tão bem calculado pelos Senhores do Destino, que o horóscopo, que é o Relógio do Destino, registra os tipos de dívidas que ele contraiu em vidas anteriores e o momento em que tais dívidas precisam ser pagas, quando a época em que os frutos das sementes plantadas devem ser colhidos.
A lei do destino, contudo, não é cega, pois, até certo grau, pode ser modificada na proporção da força de vontade do Ego. Quando os ângulos estão ocupados por Signos Fixos ou Cardeais e as aflições partem de Signos Comuns, o Ego, frequentemente, é capaz de alterar os efeitos das aflições astrais. Mas, como, por exemplo, no horóscopo sob consideração, temos no Ascendente um Signo Comum e as aflições partem de Signos Fixos, então é muito provável que as forças envolvidas na dívida de destino sejam muito poderosas para o Ego. Nesse caso, a lei deve seguir seu curso.
Temos nesse horóscopo o Sol fortemente posicionado em seu próprio Signo, Leão, que é um Signo Fixo, em Conjunção com Vênus, em Quadratura com o inflamatório Marte e em Paralelo com Urano. O ígneo Sol também está em Conjunção com a estrela fixa Ascelli, localizada a 5°41’ de Leão e que exerce influência sobre os olhos. Urano está a 24°36’ de Touro, Signo Fixo, em Conjunção com as Plêiades, grupo de estrelas fixas localizado a 28°41’ de Touro e que também exerce influência adversa sobre os olhos. A Lua encontra-se proeminentemente situada perto do Meio-do-céu, a 12°29’ de Gêmeos e em oposição a Antares, outra estrela fixa localizada a 8°27’ de Sagitário.
Aqui já podemos ler no Relógio do Destino que a cegueira tinha de ser, provavelmente, a sina dessa mulher. Com o Signo feminino, de Terra e Comum de Virgem no Ascendente, e as aflições vindo de Signos Fixos, que outra coisa poder-se-ia esperar senão que a vontade dessa alma não fosse suficientemente forte para vencer? A cegueira completa foi o resultado.
Mas, o que fez ela para precipitar o acontecimento? Vemos o obstrutor Saturno na 1ª Casa, em Câncer – Signo de seu detrimento – em Quadratura com Júpiter. Saturno é adverso ao máximo neste Signo de Água que rege o estômago, porque aqui ele debilita a saúde privando o estômago de fluidos grandemente necessários à digestão. Saturno em Câncer também altera o apetite. As pessoas com esse Planeta afligido em Câncer tem gostos esquisitos quanto ao que comem, sendo muito obstinadas nisso. Mesmo sabendo que muito sorvete de chocolate, muita água gasosa e soda, muitas tortas e muitos bolos poderia lhes prejudicar a saúde, ainda assim teimava em comê-los. Pessoas com tais aflições, frequentemente, sofrerem de autointoxicação. Os venenos, então gerados, pelo estômago entram na corrente sanguínea, e isto frequentemente apressa a cegueira.
Nesse horóscopo, Mercúrio acha-se bem aspectado, em Sextil com Urano e com o Ascendente e em Trígono com Netuno, indicando que o nativo tinha sede aguda de conhecimento, especialmente no campo do ocultismo, na busca do qual não poupava seus olhos. É muito provável que lesse muito com luz fraca até tarde da noite e talvez na cama, hábito dos mais perigosos e que enfraquece a visão de muita gente. Mas toda a nuvem tem suas bordas prateadas, de maneira que, embora essa pobre mulher esteja totalmente cega há alguns anos, ainda assim ela desenvolveu o seu sexto sentido. Com Netuno em Sextil com Urano e em Trígono com Mercúrio, ela conseguiu desenvolver maravilhosamente suas faculdades espirituais, o que lhe possibilita sair do corpo à vontade e afirmar que é capaz de viajar a Planetas distantes.
Se os Astros que afligem e o Ascendente fossem trocados, isto é, se no Ascendente estivesse um Signo Fixo e as aflições partissem de Signos Comuns, mesmo com Saturno em Câncer, a vontade desta mulher teria sido bastante forte para salvar-lhe a visão, pelo menos parcialmente.
“Um barco sai para Leste e para Oeste um outro sai,
com o mesmo vento que sopra numa única direção.
É a posição certa das velas, e não o sopro do vento,
que determina, por certo, o caminho em que eles vão.”
Mulher, nascida em 28 de junho de 1868
Nesse horóscopo não temos a hora do nascimento, por conseguinte vamos nos servir do horóscopo natural, com as posições dos Astros ao meio-dia HMG (Hora Média de Greenwich, tiradas das Efemérides). Todavia, pelo que tudo indica, acreditamos que essa senhora tenha a última parte de Câncer no Ascendente.
O Sol faz Conjunção com Urano e Quadratura com Júpiter; Urano está em Quadratura com Netuno, enquanto que Júpiter faz Conjunção com Netuno, em Áries. Se consideramos Câncer como Signo Ascendente, isso recuaria a Lua de modo a deixá-la na órbita de Oposição a Júpiter e Netuno e em Quadratura com Urano. Temos, então, uma configuração astral indicadora de excessos e emoções dominando essa mulher em grande medida, especialmente por encontrarmos o ardente Marte – o Planeta dos desejos – em Touro, Signo de seu Detrimento. Quando em Touro, Marte inclina-se a expressar seu lado adverso, e a causar excessos no comer e também no temperamento. Agora, com Câncer – Signo Regente do estômago – no Ascendente e com Urano – o Planeta dos impulsos – em Conjunção com o Sol e Quadratura com Júpiter e Netuno, temos uma mulher com pouquíssimo autodomínio. Excessos de toda a sorte encheram seu organismo de substâncias tóxicas. Os vasos sanguíneos sofreram oclusão e endurecimento. Quando uma mulher de 55 anos de idade, que tem trabalhado arduamente para manter-se a si e à sua família, cede por completo a ira, e quando, como resultado, o sangue sobe rápido à cabeça em fluxo anormal através de artérias endurecidas, pode-se esperar por problemas. Vejamos onde esses seriam encontrados: Marte está em Conjunção com o grupo de estrelas fixas chamado Plêiades, que exerce efeito adverso sobre os olhos. Com Marte a 27°55’ de Touro, em Conjunção com estrelas fixas de natureza Marte-Lua, e estando o Sol progredido na órbita de Quadratura com Marte e com Saturno retrógrado, progredido de volta ao Aspecto de Oposição a Marte, há uma tendência para piorar o humor e causar doenças nas partes do Corpo afetadas por Marte – no presente caso, os olhos. Saturno exerce uma influência enrijecedora, ossificante, restritiva sobre a parte do corpo correspondente a sua posição no horóscopo. Aqui achamos esse Planeta a 0°0’ de Sagitário, em Oposição a Marte radical. Em face dessas aflições, podemos esperar problemas nos olhos.
No começo de julho de 1923, manifestou-se no olho direito dessa senhora o que os médicos chamam de retinite – uma inflamação da retina. Isso ocasionou a ruptura de um dos vasos sanguíneos, seguida de dores agudas no pescoço e nos ombros.
Contudo, não devemos atribuir totalmente a enfermidade ao mau humor e às artérias endurecidas, pois a raiz do mal foi lançada quando ela forçava a vista. Essa mulher empregou-se durante o dia como quiropodista e à noite lia sobre ocultismo e estudava astrologia por longas horas. Adquiriu assim o hábito pernicioso de ler com luz forte perto dos olhos, reclinada no divã ou no leito, forçando, por conseguinte os músculos dos olhos. Com Netuno em
Oposição à Lua e Urano em Quadratura a Netuno e também à Lua, surgiu um desejo de forçar o desenvolvimento. Fitar intensamente objetos brilhantes, como cristais etc. – prática infelizmente ensinada por algumas ordens ocultas – exerce efeito dos mais prejudiciais à visão e tem causado esse tipo de problema a muitos Estudantes de ocultismo.
Homem, nascido em 20 de março de 1911, às 3:10 PM
O mapa astrológico Nº 3A tem Leão no Ascendente e seu Regente, Sol, em Conjunção e Paralelo com Mercúrio na 8ª Casa, no Signo da 12ª Casa: Peixes. Essa posição e esse Aspecto do Regente devem esgotar a vitalidade e criar nervosismo. O rapaz propende a se perturbar facilmente e ter uma natureza irritável, o que pode interferir em seu intestino delgado no que tange à assimilação dos alimentos, pois a Conjunção entre Mercúrio e Sol deve ter seu efeito refletido no Signo oposto: Virgem, intestinos. Mas notamos outra aflição que teria efeito muito pior sobre a saúde. Marte, o Planeta da energia dinâmica, também quente e ígneo por natureza, posiciona-se no Signo aéreo e nervoso de Aquário, na 6ª Casa, que rege a saúde. Marte afligido nesse Signo saturnino apresenta um lado adverso. Vemo-1o em Quadratura com o obstrutivo Saturno na 9ª Casa, no Signo de Touro, que rege a garganta e as tonsilas. Onde quer que encontremos Saturno, especialmente se afligido, podemos esperar restrição, cristalização e escassez de fluidos e, com a Quadratura com Marte, o Planeta que causa febres e inflamações, o que podemos esperar a não ser afecções na garganta, inflamações das tonsilas? Partindo a aflição de Signos Fixos, e estando Marte na 6ª Casa – a casa da doença – o mal dificilmente pode ser vencido, já que essa fraqueza física foi trazida de uma vida anterior em que a alma violou as leis da Natureza. Um caso desse tipo é resultado, frequentemente, de abusos da mais sagrada função do Corpo: a dos órgãos sexuais. Os resultados de abortos e abusos de natureza semelhante, muitas vezes, voltam na encarnação seguinte, produzindo órgãos debilitados.
Esse menino poderia ser grandemente ajudado por massagens e fricções que mantivessem sua circulação normal. O Sol em Peixes, em Conjunção com Mercúrio, requer um ambiente calmo e harmonioso, o qual receamos que ele não tenha. Júpiter em Escorpião implica comer bem e abundantemente, contudo ele não deve se exceder nisso. Um regime vegetariano simples lhe é muito necessário. Saturno em Touro indicaria que um dos pais poderá interferir demasiadamente em sua liberdade. Um Leão pode ser prejudicado por excessivos “não” de um pai saturnino, e o menino sofreria, na sua saúde, como resultado dessa restrição por parte de um dos genitores e de super-indulgência por parte do outro.
Mulher, nascida em 22 de maio de 1915, às 3:22 AM
Este horóscopo é de uma menina pequena que sofreu da mesma doença do caso 3A, isto é, inflamação das tonsilas, adenoide, etc., mas com aflições astrológicas muito diferentes. Isso mostra quão valioso seria o estudo de astrologia para o diagnóstico do médico e quão perigoso é tratar cada caso de igual modo. O que curará definitivamente um pode ser perigoso para outro.
Temos aqui outro Signo Fixo no Ascendente, Touro, Regente da garganta com seu governante Vênus próximo a cúspide da 1ª Casa e em Sextil a Saturno, mas em Quadratura com Netuno e Conjunção com Marte. Os sintomas deveriam ser idênticos aos do Nº 3A, mas a afecção provém de uma fonte diferente.
Saturno, o Planeta da obstrução, encontra-se em Câncer, Signo que rege o estômago. Embora esse Planeta não esteja afligido, contudo, onde quer que se encontre, ou seja, qual for o órgão que esteja regendo, aí descobrimos uma falta de fluidos. Saturno “resseca” e quando está em Câncer, o apetite se torna irregular e o fluido digestivo, escasso. O indivíduo anseia por coisas que são prejudiciais e rejeita aquelas de que o corpo necessita, sendo capaz de comer vorazmente, quando saboreia tortas, bolos, doces, etc. O resultado é aquele em que o Corpo fica obstruído, à semelhança de um córrego represado: a matéria precisa achar uma saída em qualquer parte. Nesse caso, Marte, o Planeta da energia, está em Conjunção com Vênus, o Planeta que governa o sangue venoso. Esse indica a parte do Corpo que será afetada. O sangue se torna impuro, causando intumescimento e inflamação da garganta. Massagear essa região afetada pode causar mais inflamação. O remédio aqui seria interromper toda a alimentação por um ou dois dias, dando à menina apenas suco de abacaxi e colocando os pés dela em água quente, com panos frios lhe envolvendo a cabeça e a garganta, para que o excesso de sangue flua para as extremidades inferiores. Isso resultaria em alívio imediato.
Depois de comparar dois horóscopos desse tipo, podemos indagar: por que, muitas vezes, o médico falha em seu tratamento e acha que somente pela remoção da parte afetada a cura pode acontecer? Se pudesse ler a escrita dos Astros, ele falharia muito pouco e não estaria tão disposto a arruinar a vida de uma criança com uma cirurgia. Ele pouco se dá conta de que a remoção das tonsilas ou uma cirurgia de garganta interfere na função dos órgãos geradores. Uma criança que tenha sido operada poderá, como resultado, vir a sofrer quando alcançar a puberdade. Menstruações dolorosas e problemas de parto podem, provavelmente, afetar a vida da mulher que tenha sido submetida a esse tipo de cirurgia na infância. No homem, a inflamação da próstata e várias outras debilidades físicas são resultado, muitas vezes, de uma cirurgia na garganta.
Homem, nascido em 11 de julho de 1882, às 11:15 AM
Aqui é dado o horóscopo de um homem com o Signo Cardeal de Libra no Ascendente, e seu Regente, Vênus, no Signo Fixo de Leão, na 11ª Casa, em Quadratura e Paralelo com dois adversos: Saturno e Netuno. Esses dois Planetas encontram-se no Signo Fixo de Touro, na 8ª Casa. Primeiramente, isso é uma aflição muito grave, indicando que esse homem veio à vida para enfrentar uma pesada dívida de destino.
Vejamos agora se podemos determinar a causa dessa condição e por que essa alma foi cerceada desde o nascimento. Leão e Touro são Signos Fixos, obstinados e inabaláveis, sendo também por isso mesmo Signos que revelam doenças crônicas e incuráveis. E quando as aflições provêm de dois dos mais sutis Planetas, ambos de movimentos lentos, pode-se esperar que a doença tenha a natureza que a alma atraiu a si como dívida de destino, pela violação de leis naturais em vidas passadas, e não por causa de erros nesta encarnação.
Os Astros em geral atuam nos Signos opostos. Aflições como a deste horóscopo, no Signo Fixo de Touro, que governa a garganta, podem ter sido ocasionadas pelo abuso da função geradora (Escorpião) em alguma existência, o que causa uma debilidade da garganta ou laringe na vida seguinte, e vice-versa. As remoções desnecessárias de órgãos femininos numa vida podem levar um Ego, que muda de sexo a cada nova existência, a renascer num corpo masculino com Astros afligidos no Signo oposto, Touro, como no presente caso, em que o indivíduo nasceu com os órgãos vocais e da garganta subdesenvolvidos.
A afirmação acima não significa que todas as mulheres operadas terão necessariamente essas aflições. Muitas vezes, pela natureza do parto ou por negligência da parteira ou do médico, a pobre mulher é obrigada a submeter-se a uma operação. Por condições tais, não se pode responsabilizá-1a.
Contudo, se por excesso de abortos tivesse ela enfraquecido seus órgãos a tal ponto que fosse necessário removê-los, tal pecado poderia trazer como reação algum tipo de restrição, de modo geral na garganta, regida por Touro – o Signo oposto a Escorpião, que governa os órgãos geradores. Com efeito, a laringe e o cérebro foram desenvolvidos no ser humano primitivo à custa do sacrifício de metade da faculdade criadora. As aflições podem não se manifestar no corpo durante a infância, de modo que, conhecendo-se os Astros e desde que se viva estritamente de acordo com as regras do reto viver, o ser humano pode atravessar a vida com pouquíssimas tribulações. Mas quando as leis são violadas, quando os abusos têm lugar, então as partes do corpo sob aflição cedem, pois, conforme se diz, a corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco.
O Sol encontra-se em Câncer, Signo do estômago, em Sextil a Netuno em Touro – garganta e palato – e também em Sextil com Urano, que rege a 5ª Casa, a casa dos prazeres. Vênus forma Sextil com Júpiter. Todos esses fatos mostram que esse homem era muito popular entre suas amizades femininas, as quais o divertiam prodigamente, e os prazeres da mesa estavam entre os seus desregramentos.
O Planeta que contribui para a manifestação das doenças físicas, o inflamatório Marte, acha-se no Signo dos intestinos, Virgem, em Quadratura a Lua em Gêmeos, mostrando que os intestinos sofreram primeiramente de um excesso de comidas e bebidas. Quando o intestino delgado sofre de inflamação, como deve ter sido no presente caso, torna-se incapaz de assimilar devidamente os alimentos. Tal inflamação lança considerável quantidade de veneno no sangue, buscando uma saída pelo ponto mais frágil. Saturno em Conjunção com Netuno em Touro indica que a garganta recebeu o veneno.
A garganta desse homem já foi lancetada duas vezes em decorrência daquilo que os médicos chamam de amigdalite aguda, que é uma inflamação das tonsilas. Pedaços desse órgão foram-lhe extraídos, mostrando que, por achar-se contaminado, o sangue causou supuração nele.
Mulher, nascida em 12 de agosto de 1911 às 7:27 AM
Nós consideraremos aqui o horóscopo de uma menina que tem Virgem no Ascendente. As pessoas de Virgem dispõem de uma resistência a doenças menor do que a média dos indivíduos, especialmente quando os Signos Comuns ocupam os quatro ângulos e Mercúrio e a Lua – Regentes da mentalidade – se acham também em Signos Comuns e estando em Oposição entre eles. Os três Astros mais fortes, a saber: o Sol, Saturno e Marte estão em Signos Fixos. Podemos esperar que eles indicarão a parte do Corpo em que a enfermidade se manifestará.
No livro “A Mensagem das Estrelas”, no Capítulo XXIX – A Lei de Correspondências – diz-se que o Signo de Touro governa o pescoço, a garganta, as tonsilas, as artérias carótidas etc. Daí podermos inferir que esse Signo também governa as veias e artérias, que servem aos órgãos localizados na garganta, bem como a parte inferior da região occipital do maxilar. As artérias do corpo humano partem todas de um centro comum. A aorta é para o sistema circulatório o que o tronco é para a árvore. Todas as principais artérias e veias têm conexão com a grande máquina humana, o coração. A aorta é a principal linha-tronco, da qual saem muitas ramificações para levar o sangue a todas as partes do Corpo, após o que as veias o conduzem de volta ao coração. Essas ramificações alimentam as diversas partes do Corpo. Mas o ramo que mais nos interessa nesta lição é a artéria carótida, da qual emergem as artérias tireóideas em número de duas: a superior e a inferior.
Neste horóscopo, temos o infamatório Marte em Touro. Marte concentra calor, de forma que, onde quer que esse Planeta se localize, encontramos abundância de sangue. Aqui ele está no Signo que governa o pescoço e afligido pela Conjunção com Saturno, o Planeta da obstrução. Saturno tem efeito ressecante sobre as partes que influencia. O efeito desses dois Planetas adversos pode ser ilustrado por um tubo de borracha cheio d’água e fechado em ambas as extremidades, uma das quais se aperta para forçar a água na oposta. Podemos esperar ser essa a condição do sangue nas artérias e veias do pescoço dessa menina. Marte enche-as de sangue, e Saturno, com sua influência restritiva, retém em parte esse sangue, obstruindo seu fluxo, o que resulta em: veias dilatadas do pescoço, bócio, inflamação das tonsilas, etc. Saturno e Marte estão afligidos pela Quadratura do vitalizante Sol. Esse se encontra fortalecido em seu próprio domicílio – Leão – que governa a veia cava, a aorta e o coração.
Aos onze anos de idade, essa menina sofreu com bócio e inflamação das tonsilas, com seguidos problemas de garganta e tendência para tosses e resfriados. Um fator importante pode ser encontrado na maioria dos casos de crianças com tendência a males da garganta: habituaram-se a respirar pela boca quando ainda eram bebês. Nove em cada dez casos de crianças que sofrem de afecções das tonsilas e males da garganta são das que não foram ensinadas a respirar pelo nariz. É dever dos pais observar constantemente seus filhos pequenos. Se esses mostram tendência para respirar pela boca enquanto dormem, uma chupeta de borracha consistente, sem orifício, é a solução. Isso deve forçar a respiração através das narinas, poupando desse modo a criança muito sofrimento em anos futuros.
Com o Sol em Leão, em Quadratura com Saturno e Marte, essa menina possui uma tendência latente para problemas nas válvulas do coração. Isso pode se manifestar só bem mais tarde na vida, quando o mau temperamento, significado por Marte em Conjunção com Saturno em Touro, já tiver produzido seus danos, e Mercúrio em Virgem, em Oposição à Lua na 12ª e na 6ª Casa – essa última, a Casa da saúde – tiver atuado.
Contudo, há grande esperança nesse horóscopo em virtude de Saturno estar em Trígono com Mercúrio e Sextil com a Lua. É que esses Aspectos proporcionam equilíbrio e perseverança à Mente, o que pode ajudar a evitar qualquer doença, e poupar à moça de muito sofrimento mais tarde na vida.
Mulher, nascida em 14 de junho de 1853
Como não temos a hora do nascimento, colocamos os Signos nas Casas em ordem numérica, de modo que Áries ocupa a 1ª, Touro a 2ª, Gêmeos a 3ª, etc. e as posições dos Astros ao meio-dia, dada pelas Efemérides.
Notamos, primeiramente, que a posição progredida do Sol em 1916 é 23°27’ de Leão e que Mercúrio está a 26°27’ do Leão, retrógrado.
Os Aspectos que particularmente nos dizem respeito são: a Lua em Paralelo com Netuno e em Quadratura com Júpiter, Sol e Mercúrio; Júpiter em Oposição ao Sol e a Mercúrio; Saturno em Paralelo e em Conjunção com Marte, em Quadratura com o Sol progredido e com Mercúrio progredido.
Vamos primeiro conhecer as condições mentais dessa senhora. Gêmeos e Sagitário são os Signos que governam a Mente. Mercúrio está Essencialmente Dignificado em Gêmeos, e Júpiter em Sagitário. O Sol também se encontra favoravelmente situado no Signo mercurial de Gêmeos. Até aqui tudo bem, mas Mercúrio, nosso significador da Mente, está depois do Sol e muito próximo a esse luminar. Além disso, Júpiter está em Oposição ao Sol e a Mercúrio. Junte-se a isso o fato de a Lua, outro Astro relacionado com a Mente, estar em Quadratura com Júpiter, Sol e Mercúrio, sendo, portanto, evidente que o estado mental da nativa não é dos mais felizes ou promissores.
Saturno está em Touro, o Signo da garganta. É o Astro da obstrução, mantendo sempre uma influência adversa sobre a parte do Corpo que ocupa por Signo. Podemos, pois, concluir que a garganta seria obstruída, produzindo rouquidão na voz. Podemos ter certeza também de que Saturno tem um efeito no Signo oposto – Escorpião – que governa os órgãos geradores e de eliminação. Saturno é frio, viscoso e úmido, enquanto Marte é quente e seco. Marte encontra-se em Touro, em Conjunção exata e em Paralelo com Saturno, o que dá uma tendência para inflamação e inchaço. Na região governada pelo Signo oposto, ele pode produzir urina muito quente e menstruação copiosa.
Assim, duas forças inimigas, de naturezas opostas, têm estado em guerra na região da garganta desde o nascimento, sendo que o caso não se tornou agudo até 1914. Nesse ano, porém, a Lua progredida se opôs ao Sol e a Mercúrio radicais, ao mesmo tempo que o Sol progredido entrava na órbita de Quadratura com Saturno e Marte, a partir do Signo de Leão, governante do coração. A palavra-chave de Saturno é obstrução, e em Touro ele é particularmente poderoso no que diz respeito a atividade do coração, pois governa o nervo pneumogástrico, que produz inibição cardíaca. Por outro lado, quando a energia dinâmica de Marte é dirigida pela Quadratura do Sol progredido em Leão, podem provocar violentas palpitações. Dessa maneira, uma enorme faixa de atividade cardíaca consequente é produzida sobre o bócio exoftálmico, neste caso. Verificamos também que Saturno está próximo a uma Conjunção com as Plêiades, situadas nos 29° graus de Touro, de modo que sua Quadratura ao Sol progredido atua sobre os olhos, os quais se projetam para fora, em pessoas afetadas com bócio exoftálmico.
As configurações dos significadores mentais acima mencionados, combinadas com a ausência de Quadraturas e Oposições radicais a Saturno e Marte, indicam que a causa básica do estado da paciente é mental. Este diagnóstico é também confirmado pelo fato de o estado agudo se manifestar nas referidas posições progredidas do Sol e de Mercúrio. Como essa aflição provém de um Signo Fixo, há o perigo de o mal se tornar crônico. Não obstante, se a paciente for mantida em ambiente calmo e alegre e ensinada a afastar ideias mórbidas, há boa chance de se conseguir uma cura permanente, quando o Sol sair da órbita de sua Quadratura com Saturno e Marte, especialmente se ela adotar a dieta adequada.
Homem, nascido em 30 de maio de 1919, as 11:55 PM
“O tecido da vida que teremos
nós próprios em cores o tecemos,
e no campo do destino,
conforme semeamos, colheremos”
Whittier[32]
Isso é muito verdadeiro na vida da alma cujo horóscopo vamos analisar aqui.
Com o Signo saturnino e Fixo de Aquário no Ascendente, e com o segundo Regente de Aquário, o inspirador e avançado Urano em Peixes e interceptado na 1ª Casa, podemos dizer que este horóscopo conta realmente com dois Regentes: Saturno, em Queda na 7ª Casa no Signo de Leão, e Urano, forte no Signo oculto de Peixes, na 1ª Casa.
Quando os Astros estão em ângulos exercem uma influência maior do que quando se encontram em Casas Cadentes ou Sucedentes. Astros que estão em Signos Fixos e também afligidos trazem consigo uma dívida de destino geralmente muito difícil de quitar.
Neste horóscopo localizamos Mercúrio no Signo Fixo de Touro, em Quadratura com o obstinado e obstrutivo Saturno em Leão, Signo Fixo, na angular 7ª Casa.
Sendo Saturno um dos Regentes desta vida, embora no Signo de sua Queda, ele exercerá a mais poderosa influência sobre o nativo, e quando Mercúrio e Saturno se afligem mutuamente, a partir de Signos simbolizados por animais, quais sejam Touro e Leão, podemos determinar impedimentos na fala.
Aos cinco anos de idade esse menino se recusava a falar. Ele é capaz de falar, mas só o faz sob forte persuasão.
Médicos o operaram duas vezes, para remoção de água do cérebro, mas falharam em encontrar algo errado, além disso, e o efeito futuro de tais operações sobre o organismo fica por saber. Contudo, até aqui, a saúde do menino transcorre normalmente.
Ele apenas repete as frases que lhe sugerem, mas se seus pais persistirem conseguirão, no devido tempo, ajudá-lo a superar essa fraqueza.
No Capítulo VI, O Renascimento e a Lei de Consequência, do livro Conceito Rosacruz do Cosmos, está escrito: “O que somos, o que temos e todas as boas qualidades são o resultado das nossas próprias ações passadas. O que agora nos falta física, moral ou mentalmente, pode ser nosso no futuro.”.
Esse garoto verdadeiramente encurtou sua vida quando a sacrificou numa existência anterior. Os Astros são o relógio do destino, o qual mostra quando cada alma precisa aprender determinadas lições, colhendo as sementes que semeou nas vidas passadas.
Sabemos, mediante os ensinamentos Rosacruzes, que vivemos na Terra nos preparando para construir o arquétipo do Corpo que vamos usar na próxima existência física. No caso dessa pobre alma, ao examinar o seu passado, constatamos que, em seu intenso desejo de desenvolvimento espiritual e por mortificar a carne, ela negligenciou a construção de seu corpo físico. Negligenciou também o uso dos órgãos da fala, como membro de uma fraternidade do silêncio na qual se passava a vida em silêncio e oração. Nessa vida extremamente unilateral, o nativo desenvolveu suas faculdades espirituais à custa dos sentidos físicos.
Vemos aqui que o místico Urano se encontra no Signo de Peixes, na 1ª Casa, em Trígono com a Lua, que está em seu próprio domicílio – o Signo de Câncer. Netuno, outro Astro espiritual, está em Paralelo com Mercúrio e em Sextil com Marte e com o Sol, indicando se tratar de uma alma grandemente desenvolvida ao longo de linhas espirituais, mas alguém a quem falta habilidade para usar esse desenvolvimento nesta vida por carecer do desejo de usar os órgãos da fala.
No entanto essa criança pode ser ajudada pelos pais no desenvolvimento desse desejo, muito embora isso requeira deles grande dose de paciência, já que a mentalidade dela, em virtude da Quadratura de Mercúrio a Saturno, tende a reagir com lentidão. O menino tende a ser também muito teimoso, porque esses Aspectos provêm de Signos Fixos. Marte, porém, que se encontra no Signo mercurial de Gêmeos, deve emprestar sua ajuda para vencer, em certa medida, a influência de Saturno.
Homem, nascido em 19 de dezembro de 1896, as 12:30 AM
O jovem cujo horóscopo vamos analisar agora tem o Signo Cardeal e do Ar Libra no Ascendente. Fisicamente, ele expressa esse Signo: 1,80 m de altura, muito bem desenvolvido e com belos olhos azuis. As pessoas com Signos Cardeais ou Fixos nos ângulos têm maior poder de resistência que as demais. A vontade é mais forte do que a dos nativos de Signos Comuns. No caso deste jovem, porém, descobrimos uma aflição ativa desde antes que alcançasse uma idade em que pudesse colaborar com os curadores.
O Conceito Rosacruz do Cosmos informa que na última parte da Época Lemúrica o Corpo do ser humano ficou ereto, sendo isso necessário antes que ele pudesse se tornar um ser interno e autoconsciente. Certas mudanças então precisavam serem efetuadas na estrutura corporal, a fim de que o Ego pudesse se expressar através de seus veículos. Quando o Ego ocupou seus veículos, se fez necessário que parte da força sexual fosse usada para construir o cérebro e a laringe, porque estava destinado que dali em diante o ser humano devia aprender a fazer as coisas a partir do seu próprio pensar, devia usar a voz para poder se fazer entender e, desse modo, se comunicar com os outros. Para conseguir isso, parte de sua força sexual teve de ser usada. Dessa maneira, uma parte do órgão criador ficou na porção superior do corpo, se convertendo, gradativamente, no que agora constitui o cérebro e a laringe. Vemos, pois, que deve haver, necessariamente uma ligação muito íntima entre esses órgãos, a saber: os órgãos genitais, a laringe e o cérebro.
É interessante notar, por meio da Astrologia, como isso funciona. Temos Escorpião, o Signo que rege o sexo, em oposição a Touro, que rege a garganta e a laringe. Prova da estreita ligação a que nos referimos também pode ser encontrada no rapaz, cuja voz se modifica na puberdade. Pode também ser achada na mulher, cujos ovários tenham sido removidos e cuja voz, em consequência, se torna grave e áspera.
No horóscopo que estamos considerando, encontramos Saturno, o Astro da atrofia, no Signo de Escorpião e em Conjunção com Urano. Esses dois Astros estão sem Aspectos, a não ser pela Conjunção recíproca. E isso devemos considerar como uma condição que teve início numa vida passada. Quando encontramos Urano e Saturno em Conjunção no Signo de Escorpião, e afligidos por outros Astros, podemos contar com perversão sexual ou expressão anormal do sexo. Mas, ao analisar esses dois Astros, vamos até a vida anterior do nativo, pois foram os abusos que lhe enfraqueceram os órgãos, fazendo esta pobre alma renascer com a laringe e o cérebro incapazes de funcionar normalmente.
Estando Saturno em Conjunção com Urano no Signo de Escorpião, podemos buscar seus efeitos no Signo oposto – Touro – que rege a garganta. Saturno assim tende a retardar ou restringir a secreção de ruídos das glândulas ou órgãos incluídos na região do pescoço, como a tiroide, por exemplo, situada no topo da traqueia, na frente do pescoço e que verdadeiramente pode ser chamada de balança necessária para o funcionamento apropriado da Mente. A tiroide também regula todas as outras glândulas endócrinas, de maneira que toda gota de sangue em circulação na parte superior do Corpo vai e vem através dela. Os excessos ou perversões sexuais esgotam as secreções da tiroide. Quão tagarela é a voz humana! Como o uso indevido do sexo pode afeminar a voz masculina e masculinizar a voz feminina!
Temos neste horóscopo a história de um homem que possuía voz ao nascer, mas que depois dos quatro anos de idade não pôde mais emitir um som, nem falou uma palavra a partir de então. Os órgãos da voz, neste caso, foram enfraquecidos pela dissipação dos fluidos sexuais na vida anterior. Netuno, a oitava superior de Mercúrio e Regente da glândula pineal, se acha no Signo mercurial de Gêmeos, em Conjunção com a Lua e Marte e em oposição ao Sol. Netuno rege a glândula pineal e o Fogo espiritual da espinha. No presente caso, o cérebro permaneceu infantil. O rapaz consegue se vestir, mas não fala, e gasta todo o seu tempo folheando livros.
O Espírito enclausurado nesse veículo limitado está, de fato, aprendendo notáveis lições as quais, provavelmente, o trarão de volta como uma inocente e virtuosa mulher na próxima encarnação.
O horóscopo aqui apresentado é o de um homem rico que desperdiçou a vida com excessos de todo tipo. Ele nasceu no dia 28 de agosto de 1881, as 11:00 PM.
Em primeiro lugar, vemos Júpiter, o Planeta da opulência, na 12ª Casa – a Casa do sofrimento, das dificuldades e da autodestruição – formando um Sextil com Vênus, Planeta da atração, em Câncer, Signo do estômago, e na 2ª Casa – a das finanças. Isso explica o instinto do nativo para negócios financeiros, bem como seu gosto por alimentos gordurosos e nada saudáveis. Explica também, em parte, sua inevitável fraqueza pelo sexo oposto. A Lua em Quadratura com Vênus, desde a 5ª Casa – a Casa dos prazeres – e também Marte, o Planeta da energia dinâmica, em Conjunção com a saturnina Cauda do Dragão, ambos em Quadratura com Urano, o Planeta do não convencionalismo e das ligações clandestinas, são outros fortes testemunhos dessa última direção. Além disso, Saturno, o Planeta da obstrução, na 12ª Casa – a Casa do sofrimento – em Conjunção com Netuno, o Planeta da dissimulação, em Touro, que é oposto a Escorpião, Regente dos órgãos sexuais, indica problemas nessa região e também na garganta.
No seu conjunto, este horóscopo mostra todo tipo de excessos e uma consequente obstrução do sistema. Vênus em Câncer, que rege o estômago, proporciona gosto por coisas boas para comer, e especialmente para beber. Sua Quadratura com a Lua em Libra, Regente dos rins, indica que existiu uma má condição que impedia a eliminação adequada. A Conjunção de Saturno, o Planeta da obstrução, com Netuno no Signo de Touro, que tem ação reflexa em Escorpião, resultava em hemorroidas dolorosas. Marte, o Planeta da energia dinâmica, em Conjunção com a saturnina Cauda do Dragão em Gêmeos, Signo que rege os pulmões, e em Quadratura com Urano, o Planeta da ação espasmódica, indica tendência para tosses e fraqueza dos pulmões, o que finalmente destruiu a vida do nativo.
Este horóscopo é uma lição sobre os estragos causados por excessos e indulgências da natureza inferior. Os astrólogos podem usá-lo para convencer os que trilham a senda do erro de que o caminho do transgressor é áspero e de que nossos pecados nos descobrem, certamente.
Pelo exercício da força de vontade, pelo menos uma boa parte dos problemas verificados poderiam ter sido evitados. Em direção ao fim, o homem se deu conta de que estava afundando e precisava de ajuda, mas era demasiado fraco para cessar de se satisfazer. Consequentemente, ele cedeu as tendências indicadas em seu horóscopo, tornando-se, portanto, vítima da tuberculose e de uma série de complicações.
Mulher, nascida em 16 de junho de 1884, as 8:30 AM
O sofrimento devido à tuberculose é mostrado muito claramente neste horóscopo, pois Saturno – o Planeta da obstrução e cristalização – está em Gêmeos, o Signo que rege os pulmões. Mesmo sem aspectos, ele sempre exerce influência adversa no corpo, qualquer que seja a parte da carta astrológica em que se localize. Suas tendências obstrutivas e endurecedoras bloqueiam e cristalizam os pulmões, e seriam prejudiciais, mesmo não estando amparadas por Aspectos adversos. Vemos que o Sol – dador de vida – está em Gêmeos, em Quadratura com a Lua, Astro que está especialmente relacionado com a saúde no horóscopo da mulher. A Lua está na 8ª Casa, a Casa da morte em Peixes, o 12º Signo, que rege o confinamento em hospitais e instituições afins. O Sol também está em Quadratura com o espasmódico Urano, e está em Oposição com a Lua. Essa configuração produz tosses e hemorragias, que fazem parte dos sintomas da tuberculose.
O forte Signo solar de Leão está ascendendo, e Júpiter, o Planeta do otimismo e da jovialidade, está ali em Sextil com Mercúrio, o Planeta da razão e da Mente. Podemos notar, também, que todos os ângulos estão ocupados por Signos Fixos. Essas condições mostram que a constituição da nativa era boa no princípio; que de início ela teve uma natureza forte, vigorosa e uma disposição alegre e amigável. Tivesse este horóscopo sido levantado em sua infância, de modo a ter-se podido prepará-la, lhe neutralizando a tendência para a tuberculose, então ela teria tido a oportunidade de superá-la inteiramente. Como a coisa está, porém, as Quadraturas e Oposições do Sol, da Lua e de Urano, em conjunto com o posicionamento da Lua na 8ª Casa e no Signo da 12ª Casa, tudo indica que este caso, provavelmente, terá um desfecho fatal. O melhor a ser feito agora para a paciente é tentar reduzir-lhe, tanto quanto possível, o sofrimento. A força magnética de uma pessoa de Áries, cujo Saturno não esteja em graus abarcados pela 6ª Casa do horóscopo da paciente, seria de grande ajuda para ela e leite fresco de vaca também concorreria em muito para manter-lhe a vitalidade, uma vez que está carregado com o Éter saudável do animal.
Homem, nascido em 19 de dezembro de 1883, às 3:51 AM
Por um erro, essa carta foi calculada, primeiramente, de tal modo que Leão ocupava o Ascendente e o Sol estava na 5ª Casa. Os Astros indicam as aflições independentemente do Signo Ascendente, mas num relance constatamos que o horóscopo estava errado, pois as quatro horas da madrugada o Sol não pode estar na 5ª Casa. Portanto, tivemos de calculá-la novamente, e, como resultado, Saturno passou da 11ª para a 8ª Casa e o So1 voltou da 5ª para a 2ª Casa. Isto faz muita diferença na intensidade dos sintomas. Precisamos alertar os Estudantes para que, sempre que lhes for dada uma carta para analisar, é melhor tomar o máximo de cuidado, conferir a posição do Sol e ver se sua localização corresponde ao verdadeiro lugar que deve ocupar no céu na hora do nascimento. Caso não corresponda, o horóscopo foi calculado incorretamente, não servindo, portanto, como base para interpretação. Todos podemos cometer erros em nossos cálculos, mas sem dúvida, a sugestão que aqui fica ajudará os Estudantes a evitar esse tipo de erro.
O assunto deste horóscopo é o sofrimento causado pela tuberculose, doença que não é necessariamente nem grave nem fatal. O Estudante de Astrodiagnose possui facilidades especiais para julgar quão profundamente a doença está enraizada pelas posições e Aspectos dos Astros que estão afligindo. Saturno, o Planeta obstrutor, em Gêmeos, o Signo que rege os pulmões, indica tendência para resfriado nesse órgão e também endurecimento, tal como o que ocorre na tuberculose. Mas esse prognóstico não seria tão perigoso se proviesse do posicionamento de Saturno na 11ª Casa, conforme mostrava a carta calculada erroneamente, em vez da sua posição real no horóscopo corrigido, na 8ª Casa, que indica a maneira de morrer.
Mercúrio, Regente de Gêmeos, acha-se em Oposição a Saturno, acontecendo o mesmo ao vitalizante Sol. Notamos também que a Lua, que governa o fluxo de ar nos pulmões, está em Conjunção com Vênus, Regente do sangue venoso, e em Quadratura com Urano. Todos são sinais indicativos de que, para este paciente, existe comparativamente pouca esperança de escapar da terrível doença, até que a morte rompa o Cordão Prateado e o liberte do Corpo.
Você perceberá que os últimos graus de Libra estão no Ascendente, de modo que o nativo possui realmente mais características do impulsivo Escorpião do que de Libra. Marte, Regente de Escorpião, em Leão, acrescenta sua energia e o leva a gostar de bravatear e se exibir, bem como de esbanjar sua vitalidade. Marte em Trígono com Mercúrio, em Sagitário, mostra inclinação para os esportes e provavelmente esforço exagerado, o que pode ter causado sua primeira prostração aos vinte e oito anos de idade, quando a Lua progredida alcançava sua própria posição radical, como também a de Vênus, ou no ano anterior, quando fez Oposição a Saturno.
É claro que seria extrema crueldade dizer ao paciente que lhe resta pouca esperança. Nenhum Aspirante a Auxiliar Invisível seria insensato a tal ponto; em vez disso, esforçar-se-ia para lhe aliviar o fardo, tanto quanto possível no tempo que lhe resta, mesmo sabendo que, seja qual for a medida a tomar, não passará de mero paliativo, não levará a cura. Entretanto, deve-se esclarecer ao paciente que existe uma razão espiritual para as doenças e que investigações ocultas comprovaram o fato de uma concepção materialista da vida, em encarnações anteriores, responder por condições de saúde como a dele porque, pensando que com a morte tudo termina, o materialista se coloca, gradativamente, fora de sintonia com todas as atividades no Mundo espiritual. Quando entra no Segundo Céu, onde se constroem os arquétipos de novos Corpos, ele injeta todos os seus pensamentos cristalizantes no novo veículo, o qual renasce então sob os endurecedores raios de Saturno, que de algum modo obstrui o vitalizante Sol. Se o paciente aprender a crer nisso e se tornar um Cristão devotado, ele poderá evitar idêntico destino em uma vida futura.
Mulher, nascida em 16 de outubro de 1907, às 2:00 PM
Aquário, Signo Fixo e do Ar, está no Ascendente. O ígneo Marte está acima da cúspide, na 12ª Casa, e a plástica e aquática Lua se encontra no mesmo Signo, mas na 1ª Casa. Isto proporciona à jovem uma natureza muito singular, pois há grande diferença entre o temperamento conferido pela Lua e o conferido por Marte. Marte no Ascendente, afligido por um Paralelo ao Regente – o impulsivo Urano – deu à nativa uma natureza muito impulsiva. Indica alguém que teria num acesso de raiva, a menor provocação. As duas naturezas, proporcionadas por Marte e pela Lua, guerreiam continuamente uma contra a outra: uma impulsiva, enérgica, dinâmica; outra inquieta, plástica, mutável. No entanto, a Lua forma Trígono com o Sol, o que produz uma natureza suave, pacata, gentil, que se opõe frontalmente ao temperamento marciano. O inquieto e crítico Mercúrio está posicionado perto do Meio-do-céu no Signo marciano de Escorpião. Isto agrava o mau gênio.
Quando os Astros se situam em ângulos e em Signos Fixos, conforme estão alguns neste horóscopo, a órbita de influência é maior. Em tais casos damos oito graus, ou um pouco mais, aos Astros principais. Por conseguinte, devemos considerar aqui Júpiter em Oposição a Marte. Vênus está no Aspecto de Quadratura com Marte, e Mercúrio está em Paralelo com Vênus e em Quadratura com Júpiter. Com Vênus regendo o sangue venoso e Júpiter, o sangue arterial, estando ambos afligidos por Marte, e Júpiter por Mercúrio também, esta moça sofria de insuficiência circulatória, especialmente devido ao fato de que todas as aflições derivavam de Signos Fixos e em ângulos, afetando a atividade do coração. Com seu temperamento tenso, nervoso e incontroláveis acessos de raiva, todas as vezes que se deixava dominar por essas emoções ocorria um ataque cardíaco.
Há também indicações de desarmonia no lar, porque os Regentes da 10ª e 4ª Casas – Vênus e Marte – formam o Aspecto de Quadratura. Marte é, também, Regente da 3ª Casa, que rege irmãos e irmãs. Os Aspectos acima poderiam indicar que esta moça era grandemente dominada por esses Astros no lar, e, sendo de natureza impulsiva e dominante, essas atitudes lhe provocaram muitas alterações de temperamento, o que muito lhe prejudicava a saúde em razão das configurações Astrais acima.
Em 1917, o Sol progredido fez Quadratura com Marte radical, enquanto Marte progredido alcançava a Conjunção com o Ascendente. Como resultado disso, se estabeleceu uma condição crônica do problema cardíaco, que aos poucos levou à hidropisia, pois a atividade cardíaca restringida resulta frequentemente em outras complicações. Infelizmente os médicos foram incapazes de diagnosticar de modo correto a doença, de modo que ela foi tratada como tendo o mal de Bright[33].
Em 1921, a Lua progredida alcançou o ponto de Oposição a si própria no radical de nascimento.
Tal Oposição geralmente marca o começo da puberdade, que às vezes é um período crítico para as meninas, em especial quando Vênus e Júpiter estão afligidos. Quando a Lua progredida atravessava Leão, o Signo do coração, formando uma Oposição a si mesma no radical, a hidropisia se agravou porque a Lua em Leão ou Aquário tende a causar essa doença no paciente que sofre do coração.
Urano, o Astro da impulsividade e oitava superior de Vênus, que também influi sobre o sistema circulatório, está em Oposição à Netuno, em Câncer, Signo que rege o estômago. Netuno se encontra na 6ª Casa, a da saúde. Isto indicaria a existência de problema nos órgãos digestivos e um desejo anormal de comer alimentos indigestos.
Os pais da adolescente foram a Fraternidade Rosacruz em busca de tratamento, depois que os médicos abandonaram o caso por considerá-lo sem esperança. A paciente faleceu três semanas após ter sido inscrita em nosso departamento de cura. Quando chegou as nossas mãos, o caso já era incurável. Ela morreu em fevereiro de 1921. Podemos ver aqui quão poderosas são as aflições e quão difícil é vencê-las quando provenientes de Signos Fixos e nos ângulos. Isto foi verdadeiramente uma dívida de destino que esta alma foi chamada a saldar, dívida que estava além do poder de cura dos Auxiliares Invisíveis.
Homem, nascido em 25 de outubro de 1862, às 5:20 AM
Nós utilizaremos aqui o horóscopo de um homem com Libra no Ascendente e Signos Cardeais nos quatro ângulos. O Planeta da obstrução, Saturno, está Exaltado em Libra e se posiciona na 12ª Casa. Saturno está em Oposição a Marte e Netuno. Marte e Netuno estão mutuamente em Conjunção e Paralelo. Nós temos então três Planetas adversos: um na 12ª Casa, a dos hospitais, e dois na 6ª Casa, a das doenças. As 12ª e a 6ª Casas são muito perigosas para o posicionamento de Planetas que se afligem mutuamente por Oposição.
Quando afligido, Saturno em Libra causa obstrução das secreções renais, e a falta dessas secreções perturbam o laboratório químico dos rins. O sangue é despojado de venenos em sua passagem pelas artérias renais até os rins, onde é purificado e submetido a um completo processo de filtragem pelo qual são retidos venenos como ureia, ácido fosfórico, ácido sulfúrico, potássio, carbonatos e outras escórias que ele tirou dos alimentos.
Se os rins são sadios, esses órgãos recebem do sangue bastante água para dissolver essas secreções venenosas, as quais então são eliminadas dos rins na forma de urina. Mas em casos como este que vamos diagnosticar, com Saturno afligido em Libra, essa eliminação não é conseguida totalmente. Os rins retêm parte dessas secreções venenosas, que se converte em matéria mineral solidificada. Com o tempo, o processo endurecedor progride e os rins se recusam a funcionar apropriadamente. Resultados: o sangue deixa de ser purificado e a matéria mineral se aloja nos vasos sanguíneos, que obstruem e prejudicam a circulação.
Os olhos têm estreita ligação com os rins, de maneira que, quando os últimos se entorpecem e se sobrecarregam de matéria mineral, a visão é prejudicada.
Pessoas com Marte em Áries gostam de beber muito líquido, como este homem, que sofria de sede insaciável. Mas como seus rins eram incapazes de extrair do sangue o excesso de água, este líquido, não sendo eliminado através da pele, permanecia no sangue. Assim, com o tempo ele passou a sofrer de palpitações do coração e hidropisia. Os médicos diagnosticaram doença cardíaca. As pessoas vitimadas por este tipo de aflição têm urina muito escassa e de coloração muito acentuada.
Se um caso como este é atendido em tempo, os rins podem ser irrigados e os venenos eliminados por uma dieta adequada. Vagem, cenouras, aspargos e tomates são os melhores auxiliares na estimulação dos rins e eliminação de água. Por outro lado, as cebolas são adstringentes, de modo que quando a urina é excessiva, a cebola pode regulá-la. Por conseguinte, é absolutamente necessário que as verduras sejam escolhidas com critérios, a fim de atuarem contra e não a favor da doença.
Homem, nascido em 6 de outubro de 1855, à 1:00 AM
“A alegria e o medo de nossa próxima existência
nós próprios os modelamos,
e de luz ou de sombras
a atmosfera de nosso futuro nós é que a damos.
Nós próprios tecemos
a matéria da vida que teremos,
e no campo do Destino
colhemos o que semeamos.”
“Ainda que a alma, ao redor de si, procure atrair
as sombras que aqui acumulou
e que sobre a parede eterna pintou,
ainda assim o passado vai ressurgir.
Pensas que morreram as notas do canto sagrado
em Milton, em seu ouvido afinado?
Pensas que a multidão de anjos de Rafael
tenha desaparecido de seu lado?
Oh! Não! Nós vivemos nossas vidas novamente;
em confortante calor ou em frio sombriamente,
os quadros do passado permanecerão —
as obras do homem sempre o seguirão!”
Whittier[34]
Podemos muito bem dizer da alma cujo destino lemos nesse poema místico que sua obra do passado o acompanhou. Ele abriu um caminho para si e escolheu o mais difícil e pedregoso. Seu caminho foi o de um líder de homens, pois tinha o Signo de Leão no Ascendente, com a Lua em Conjunção com Marte e com o Ascendente, e em Sextil com o Regente, o Sol. Tinha também Signos Fixos nos quatro ângulos e cinco Astros ali. Isso é o sinal de alma forte, um homem que nunca se dobrará a ninguém, mas que realiza e edifica, e nisso gasta a sua vida. Este homem foi alguém que carregou sua cruz voluntariamente e suportou com paciência os açoites da crueldade do mundo. Alguém com tais Signos nos ângulos, e com os Astros tão fortemente posicionados e afligindo-se uns aos outros, como neste horóscopo, por certo tem sua vida repleta de lições e de muitas responsabilidades.
Foi muito infeliz no lar, conforme podemos ver por seu Mercúrio em Conjunção com a Cauda do Dragão em Escorpião, na 4ª Casa. Essa configuração indica que sua esposa era impertinente e ranzinza. Mercúrio em Escorpião mostra que ela nunca permitia ao marido ter um momento de paz. Vemos então Saturno em Câncer, o Signo natural da 4ª Casa. Saturno está em Quadratura com Vênus, indicando novamente uma companheira de matrimônio dominante e discordante. Com Júpiter na 7ª Casa, em Oposição a Lua e a Marte e em Quadratura com Urano, a indicação é de casamento e sociedade sujeitos a muitas tribulações e oposições.
Apesar de tudo isso, soubemos que este homem conseguiu enriquecer, fez um grande trabalho e fez muitos amigos. Foi um líder na maçonaria, onde fez muitas coisas boas, ajudando generosamente viúvas e órfãos com seu dinheiro. Interessava-se profundamente pelo trabalho em prisões e também pelo estudo do ocultismo. Netuno em Peixes, em Sextil com Urano, mostra seu interesse pela ciência oculta, mas, como ambos os Astros estão Retrógrados, ele sofreu todo o tipo de restrições. Nunca foi livre para seguir seus ideais superiores.
Em razão de suas muitas cruzes, trabalho árduo e desapontamentos, ele desenvolveu uma doença do coração de natureza muito grave, o que o levou a usar estimulantes cardíacos para poder continuar seu trabalho. Ele nunca permitiu que seus sofrimentos físicos interferissem em seus negócios, os quais eram de muita responsabilidade e com muitas agências espalhadas em grande parte da América; tinha também muitos homens sob suas ordens. Com defeito nas válvulas do coração e apesar do sofrimento resultante, ele ainda alcançou a provecta idade de setenta anos. Podemos concluir pelo que vimos como a vontade pode ser usada para vencer e como o ser humano é verdadeiramente senhor do seu destino. Tivesse o nativo Virgem no Ascendente, ou qualquer outro Signo menos forte que Leão, juntamente com as aflições provenientes de Signos Fixos, ter-se-ia convertido num inválido crônico ou teria morrido precocemente. Vemos, por conseguinte, que “o homem sábio governa suas estrelas, enquanto o tolo é governado por elas”.
Homem, nascido em 12 de setembro de 1858, às 8:15 AM
Nossa primeira providência no diagnóstico deste horóscopo é o de averiguar o calibre mental do paciente. Júpiter, na casa da Mente superior, e Marte, próximo à cúspide da Casa da Mente inferior, estão em Oposição um ao outro, além de formarem Quadratura com o Sol e Mercúrio, um fato que marca o nativo como um pessimista de natureza irritável. Isso é acentuado pela Oposição de Mercúrio a Netuno, a Mente inferior fora de sintonia com todos os conceitos espirituais. Saturno, em Quadratura com Vênus, o impede de apreciar as belezas da vida. Como esses Aspectos adversos são contrabalançados apenas pelos Sextis da Lua com Mercúrio e com o Sol, bem como por um Trígono com Netuno, nós podemos concluir que essa pessoa vive numa triste condição, pelo que precisa de toda a ajuda e ânimo que se lhe possam dar. Receamos que mesmo os melhores esforços pouco signifiquem contra essa barreira de pessimismo que ele ergueu em volta de si mesmo.
Sobre a doença que o acomete, a fria mão de Saturno em Leão nos mostra a atividade cardíaca obstruída e a consequente insuficiência circulatória indicada pela Quadratura de Saturno com Vênus e pela Quadratura do Sol e Mercúrio com Júpiter, pois Júpiter e Vênus governam, respectivamente, a circulação arterial e a venosa. O Sextil de Urano com Saturno produz uma atividade espasmódica sentida como uma palpitação do coração, e, como está em Gêmeos, Urano também proporciona movimento espasmódico dos pulmões, o que, às vezes, torna difícil a respiração do paciente, embora tal condição não seja tão acentuada como na asma. As aflições do Sol e de Mercúrio em Virgem em Oposição a Netuno indicam afecção intestinal. As aflições do Sol e Mercúrio por Júpiter e Marte nas Casas das viagens, inclusive a Oposição entre os dois últimos, indicam predisposição a acidentes, especialmente em viagens. Com esse último tipo das indicações nós não estamos preocupados, no momento.
Podemos dirigir nossos esforços para a aceleração da atividade cardíaca e para promover a digestão deficiente, a fim de que o paciente possa sentir alívio e ter uma perspectiva mais animada da vida. Como Saturno controla o nervo pneumogástrico, sua presença em Leão nos mostra que esta é a principal raiz do problema, uma vez que este nervo inibe a atividade cardíaca e atua também sobre outros órgãos vitais. É difícil se alcançar esse nervo de maneira eficaz quando estamos envoltos nos nossos Corpos Densos. No entanto, o avaliador Rosacruz consciente de saúde dispõe de outros meios, pois o Compromisso que assumiu consigo próprio diante dos Irmãos Maiores o capacita a trabalhar com seus pacientes durante as horas em que seu Corpo dorme. E ele é ensinado em como ele pode materializar dedos no interior do Corpo do enfermo, podendo assim lhe dar a necessária ajuda na remoção de obstruções, tumores etc., e até corrigir deslocamentos de ossos. Nós recebemos muitas cartas na Fraternidade Rosacruz de pacientes que afirmam ter sentido a presença dos Auxiliares Invisíveis e o contato de mãos em seus Corpos no momento de acordarem.
O melhor método de tratamento para um caso como este consiste em o curador ou a curadora imprimir bem forte na Mente da pessoa a parte do organismo em que se encontra — fisiologicamente e astrologicamente — a causa da enfermidade. Então, após a Retrospecção noturna, dizer: “Agora eu vou ajudar meu paciente, sob a direção dos Irmãos Maiores”, cuidando para que este seja seu último pensamento antes de adormecer.
O curador ou a curadora mais apropriado (a) para se encarregar deste caso deve ser alguém cujo Signo Ascendente se harmonize com Libra. Aquário seria a primeira escolha e Gêmeos a segunda. Além disso, é preciso que ele ou ela não tenha Saturno em Libra ou Peixes.
Mulher, nascida em 18 de setembro de 1854, as 10:00 AM
Aqui nós temos um horóscopo com o ativo, energético e agressivo Signo de Escorpião no Ascendente, tendo seu Regente, Marte, na 1ª Casa, na órbita de Conjunção com o Ascendente e em seu próprio Signo, condição em que um Astro apresenta o máximo de seu poder para o bem ou para o mal. No caso dessa mulher, a energia marciana é dissipada, não mantida sob controle, pois Marte se encontra em Oposição ao errático e impulsivo Urano, que está na 7ª Casa, no Signo fixo de Touro, onde está em sua Queda e, portanto, apto para mostrar seu lado nocivo. A influência combinada de Marte e Urano, ambos Astros da impulsividade, atua como um Fogo fora de controle soprado pelo vento.
Vemos a aquosa Lua próxima ao Meio-do-céu, no Signo Fixo, quente e ígneo de Leão, formando Quadratura com Marte e Urano, os dois Astros da impulsividade. Fogo em contato com água gera vapor. Essa aflição dos Astros do Fogo com a Lua aquosa e emocional tem um efeito idêntico na Mente dessa mulher. Marte afligido em Escorpião e no Ascendente lhe proporciona um temperamento incontrolável, indicando que ela é capaz de acessos de furor a menor provocação e que sua raiva se volta contra o marido. Se pusermos uma chaleira com água sobre um Fogo mantido em chamas, depois de certo tempo a água ferve e evapora, a chaleira seca e seu fundo queima. Esta é a condição em que encontramos esta mulher. Por anos ela criou em sua volta e no lar um ambiente tão nervoso e emocional, que seu pobre coração queimou e ressecou, já que sua Lua afligida em Leão mostra o coração sob grande tensão. O resultado foi que no ano de 1916, quando a Lua progredida fez Conjunção com Marte radical na 1ª Casa e a seguir fez uma Oposição a Urano na 7ª Casa (relacionada com o cônjuge), as relações domésticas alcançaram um ponto crítico. Com Vênus, Mercúrio, Sol e Lua progredidos todos transitando na lª Casa no Signo marciano de Escorpião, as emoções ardentes resultantes foram demasiadas para o corpo, e então a pobre mulher perdeu todo o controle de si. Chorava o tempo todo, tinha má digestão e muitas vezes desmaiava em meio a ataques cardíacos.
Existe, contudo, outra causa para esse colapso físico. Netuno se encontra maravilhosamente vigoroso e bem fortificado em seu próprio Signo de Peixes e na misteriosa 4ª Casa, formando Sextis com Júpiter e Urano e Trígono com Marte. Estes Aspectos, em especial os Sextis entre os dois Astros do oculto – Netuno e Urano – geralmente proporcionam um intenso desejo de desenvolvimento relacionado com temas místicos, podendo conduzir a um rápido desenvolvimento. Mas Netuno está em Quadratura com Saturno, e Urano está em Quadratura com a Lua. Tanto os Aspectos adversos como os bons entre Astros sugerem o desenvolvimento, mas o desenvolvimento é de uma natureza diferente.
Conforme temos afirmado em nossas lições, a raiva e as emoções negativas são muito mais danosas para aqueles que se esforçam por viver a vida superior do que para os que se satisfazem em ser terrenos e se entregam a vida mundana. Toda vez que essa senhora cedia a sua raiva, ativava um movimento vibratório em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, um Fogo que queimava a vida espiritual nela despertada, de maneira que seu pobre corpo não podia suportar a tensão. Ela não pode mais continuar sobrecarregando o coração porque, com as Quadraturas e a Oposição de Marte, Lua e Urano nos ângulos e em Signos Fixos, esse órgão não resistirá a tão grande esforço, e então a morte poderá ocorrer de forma súbita.
No diagnóstico de doenças pela ciência dos Astros, às vezes é muito difícil saber em que direção as aflições podem trabalhar. Por exemplo, já escrevemos, muitas vezes, sobre os efeitos sinistros de Saturno em Câncer, o Signo que tem regência sobre o estômago. Quando esse Planeta aflige nesse Signo, priva o estômago de seus sucos gástricos, tão necessários à digestão dos alimentos. Saturno aqui tende ainda a criar o desejo por alimentos pouco saudáveis e ao consumo excessivo de cremes, açúcar, sobremesas etc. Nessa lição e na próxima, entretanto, tentaremos mostrar como Saturno, colocado no Signo oposto, Capricórnio – seu domicilio e onde sua influência é muito mais sutil e adversa do que quando está em Câncer – produz efeitos similares.
Usaremos dois horóscopos para mostrar os efeitos de Saturno em Capricórnio, representados por doenças de naturezas muitíssimo diferentes. Examinemos, primeiro, o horoscopo 6A, que é de um homem nascido à 19 de fevereiro de 1902, às 3:00 PM.
Localizamos aqui Saturno a 23°21’ de Capricórnio na 6ª Casa, a Casa da saúde, em Oposição à Lua, que se encontra em seu próprio Signo, Câncer, o Signo Regente do estômago. A Lua também está em Oposição a Júpiter. Quando Júpiter tem qualquer ligação com Signos ou Astros que regem o apetite, inclina a comer em excesso. O que quer que Júpiter faça, fá-lo-á sempre em grande escala. Portanto, com a Lua em Oposição a Júpiter, podemos identificar o glutão.
Saturno afligido em Capricórnio torna preguiçoso o suco gástrico, pelo que se pode esperar problemas de digestão do alimento.
Se o estômago é cheio com um excesso de alimentos ricos em gordura, o nativo receberá uma nutrição de somente de parte do alimento que o estomago é capaz de digerir. O sangue é levado aos pulmões para ser oxigenado. A oxigenação é para o corpo o que a chaminé é para o fogão. Se cortarmos o ar, o Fogo diminui e se extingue, se dando o mesmo com o corpo humano. Se a pessoa para de respirar, morre. Na respiração pouco profunda, os pulmões são incapazes de suprir o organismo de oxigênio suficiente para o aquecimento e a energia, e eles não exalam todo o dióxido de carbono.
Nesse horóscopo nós achamos Netuno em Gêmeos. Gêmeos rege os pulmões. Netuno está na cúspide da 12ª Casa, em Oposição à Urano na 5ª Casa, em Sagitário. Urano e Netuno afligidos indicam: nervosismo, câimbras e ação espasmódica. Netuno aqui mostra que os capilares dos pulmões eram incapazes de absorver a quantidade de oxigênio necessária a oxigenação do sangue. Consequentemente, o dióxido de carbono se formava mais depressa do que a capacidade dos pulmões para o expelir. O resultado foi que o veneno se acumulava no organismo. As células nervosas enfraqueceram, se tornaram vagarosas, e a resistência do corpo foi baixando pouco a pouco; muitíssimo enfraquecido então, o órgão era incapaz de manter sua função. O fole do corpo, os pulmões, no caso deste homem era incapaz de inalar o ar suficiente para queimar os venenos. O resultado foi os pulmões adoecerem e a tuberculose neles se instalar.
As pessoas com Astros afligidos em Signos Comuns são, frequentemente, suscetíveis a tuberculose. Com Sol e Marte em Conjunção em Peixes, e com Urano em Sagitário, em Oposição a Netuno em Gêmeos – Peixes, Sagitário e Gêmeos sendo Signos Comuns – os pulmões, consequentemente, atraíram impurezas. Assim podemos ver que Saturno seja em Câncer, seja em Capricórnio pode ser a causa direta de doenças que se expressam em outro Signo.
Há três anos este homem começou a sofrer do estômago, seguindo-se agora uma tuberculose dos pulmões, uma doença que teve sua origem em erros de alimentação. Nesse estágio pode ser curada por meio de uma dieta cuidadosamente selecionada de verduras cruas, frutas e pouquíssima proteína.
Nós examinaremos na próxima lição um horóscopo 6B, que tem Saturno em Capricórnio, mas que resulta em uma enfermidade completamente diferente.
Homem, nascido em 26 de fevereiro de 1871, às 4:00 PM
Continuamos aqui a lição sobre o efeito de Saturno em Capricórnio, demonstrando como ele pode expressar seu lado mau através de Astro que faça Aspectos adversos com ele.
O Astro da Obstrução – Saturno – se encontra em Capricórnio, Signo Cardeal. Signos de natureza semelhante, em especial os cardeais, têm afinidade uns com os outros e, por isso mesmo, reagem mais prontamente às aflições. Neste horóscopo Saturno está em Capricórnio, em Quadratura com Marte em Libra, ambos Signos cardeais. Libra rege os rins e os ureteres, dois pequenos canais que conduzem a urina dos rins a bexiga. Quando temos Marte afligido, podemos contar com calor e atividade excessiva. Saturno em Capricórnio resulta em tendências semelhantes às de Câncer, ou seja, gostos esquisitos, desejo de comidas estranhas e não-naturais, muita queda para doces, frituras etc.
Saturno em Capricórnio também obstrui o fluxo de sucos gástricos para o estômago, daí podermos saber porque as pessoas com Saturno afligido nos Signos tropicais ou Cardeais, isto é, Capricórnio ou Câncer, geralmente sofrem de indigestão, reumatismo, ácido úrico etc. Quando encontramos o inflamatório Marte no Signo Cardeal de Libra, em Quadratura com Saturno em Capricórnio, podemos esperar que os elementos venenosos não digeridos deixados a fermentar no estômago alojam-se nos rins, criando urina altamente ácida, que causa inflamação nos rins e ureteres.
Neste horóscopo, temos a Lua em Gêmeos, em Quadratura com o Sol em Peixes. Sendo Gêmeos e Peixes Signos Comuns, aqui eles obstruem a oxigenação do sangue e interferem na sua purificação, em virtude do que mais impurezas são levadas aos rins. Podemos observar, portanto, uma semelhança de causas entre este horóscopo e o horóscopo 6A, embora os resultados não sejam os mesmos.
Este homem precisa se sujeitar a uma dieta de leite por várias semanas e, depois que os rins se purificarem com este tipo de dieta, precisa excluir de seu regime alimentar toda fritura e excesso de tempero.
Mulher, nascida em 29 de março de 1909, a 1:30 PM
Achamos que esta menina tem uma Mente brilhante, com Mercúrio, o Planeta da mente, em Sextil com os Planetas da atividade e de reflexo rápido, Marte e Urano, no Signo de Capricórnio, que infunde estabilidade e equilíbrio, trazendo a influência saturnina para suportar o impulso e a inteligência rápida dos dois últimos Planetas. Mercúrio também forma Trígono com a Lua posicionada em seu próprio Signo, Câncer. Contudo, achamos perigoso para esta mentalidade ativa que seus pais permitam que ela se dedique a perigosa moda da escrita mediúnica, tal como a feita com pranchetas, tábua ouija[35], etc. Saturno no Signo da cabeça – Áries – em Quadratura com o Planeta místico – Netuno – que está em Conjunção com a Lua, e está em Oposição a Urano e Marte da 12ª Casa para a 6ª Casa, indicam que em alguma parte da sua vida, caso seus pais não tomem os cuidados necessários, poderá sofrer de insanidade ou obsessão por espíritos.
Este horóscopo apresenta outra aflição, que faz dele um exemplo muito interessante para a diagnose. A Lua está no Signo de Câncer, estômago, em Oposição ao inflamatório Marte e ao nervoso e contrátil Urano, que inclina às perturbações digestivas, criando gases no estômago e inflamações das membranas mucosas. Urano é aéreo, a Lua é aquosa, Marte é ígneo. Para ilustrar os efeitos recíprocos desses três Astros, acendemos um Fogo, deixamos que um vento forte sopre sobre ele e, quando estiver com chama total, lhe despejamos água; isso descreverá, até certo ponto, o efeito desses três Astros, quando atuam simultaneamente sobre o estômago. Cada porção de comida que caia no estômago criava um distúrbio. Esta criança dificilmente provava comida sem grande angústia, náuseas e vômitos; nada podia ser retido no estômago. Ela sofreu deste modo desde que nasceu. Aos oito anos de idade foi submetida a uma cirurgia, por médicos, que diagnosticaram o seu problema como sendo um problema na cárdia, o orifício de entrada no estômago, que era muito pequena. Mas, após a intervenção cirúrgica, a paciente não apresentou nenhuma melhora.
Ah! Se o médico pudesse ponderar apenas que a manifestação de vômitos e distúrbios quando o alimento chegava ao estômago não eram causados pelo defeito na entrada do estômago, mas por outra causa mais profunda nesse órgão! A astrologia nos informa que Saturno em Quadratura com Netuno indica má-formação, restrição de tamanho. Se esses dois Planetas estivessem na primeira parte do Signo de Câncer ou nos últimos graus de Gêmeos, isso poderia indicar a cárdia, no entanto a Lua está nos 22 graus de Câncer, mostrando que ela está mais próxima da parte inferior do órgão. Marte e Urano indicam ação muscular involuntária. Marte, quando aflige a Lua, causa náusea, e Urano afligindo a Lua causa contração. Vemos assim indicações de que havia ação e contração muscular involuntárias, que causavam as náuseas. Mas, por que a comida era devolvida pelo estômago? Por que a criança não podia reter nada? Achamos a resposta no diâmetro reduzido do piloro, a saída do estômago. Após chegar ao estômago, a comida não podia descer propriamente para os intestinos e, sendo também as membranas mucosas insuficientes, a digestão era imperfeita. Vomitar devia ser, portanto, o resultado natural.
Neste caso, teria sido difícil curar a jovem sem uma operação, só que os médicos deveriam ter examinado o piloro e observado o funcionamento dessa parte do estômago, em vez de operarem a cárdia.
Mulher, nascida em 23 de janeiro de 1886, às 4:00 AM
Várias operações foram efetuadas na região abdominal dessa paciente, e ela passou de um a outro médico por todo esse tempo; agora, ela não é mais que um farrapo físico e mental.
Quando nós procurando a causa primeira desses efeitos, chegamos a Saturno em Câncer, Signo que rege o estômago. Por experiência própria, sabemos que a maioria das pessoas com Saturno nessa posição é exigente sem ser necessária e peculiar na escolha do alimento. Saturno neste horóscopo está em Quadratura com Júpiter, o Planeta da autoindulgência, e com Urano, o Planeta da ação espasmódica e irregular. Por isso Saturno leva essa pessoa a ser indulgente indevidamente com o seu desejo de comer coisas boas.
Urano e Júpiter em Libra, Signo que rege os rins, formando Quadratura com Saturno – o Planeta da obstrução – indica que, após o sistema ter sido sobrecarregado de comida que não podia assimilar, os rins ficaram incapazes de eliminar os produtos residuais. Por conseguinte, houve um congestionamento geral do sistema, com toxinas e venenos de toda sorte. Então o ígneo e quente Marte posicionado em Virgem, Signo que rege os intestinos, ateou o Fogo da inflamação para limpar o sistema. Como a força de vontade da nativa não é, em especial, das mais fortes, isto por causa do fraco Sagitário no Ascendente, ela foi mais facilmente convencida a se submeter a operações do que a empreender uma reforma em seu modo de vida, o que poderia lhe trazer uma melhoria de condições mesmo nesta hora tardia.
É muito triste dizer que esse é o caso da grande maioria das pessoas. Tais criaturas admitem, às vezes, rapidamente serem glutonas quando se lhes aponta o fato, mas na maioria dos casos, pensam ser modelos de autocontrole no que tange ao apetite, mesmo quando concordam que estão comendo o alimento errado. Entretanto, temos visto numerosos casos em que elas admitem isso, mas se declaram, absolutamente, incapazes de superar a fraqueza e refrear o apetite. A pessoa cujo horóscopo estamos considerando não é uma exceção à regra geral, portanto, todos os nossos esforços para ajudá-la foram em vãos. Ela não dispõe de energia nem mesmo para continuar nos remetendo as cartas semanais, solicitadas dos pacientes. Em casos como este, é claro que nada mais se pode fazer a não ser deixar o paciente entregue a si mesmo, até que aprenda sua lição – se não nesta, em alguma outra vida.
Homem, nascido em 14 de março de 1892
O horóscopo que iremos utilizar aqui é o horóscopo natural. A hora de nascimento do nativo é desconhecida, mas em astrodiagnose ela é desnecessária, a menos que queiramos determinar uma crise. Precisamos, então, levar em consideração o grau exato da Lua progredida e seus Aspectos, bem como as posições e os Aspectos dos Astros em trânsito; mas as tendências naturais, tanto de temperamento, moralidade como também de fraquezas orgânicas, são indicadas pelos Astros radicais, que dão ao astrólogo a chave da saúde do nativo, muito embora o Ascendente seja de grande ajuda para nos mostrar a força de vontade e resistência do indivíduo. Determinados Signos, como Áries, Gêmeos, Leão, Libra e Aquário, poderão vencer e eliminar uma doença onde a maioria dos Signos femininos, especialmente Touro e Virgem em razão de sua fraqueza de vontade para superar as condições físicas, não o conseguiriam. Dos Signos Comuns, Gêmeos é o mais capaz de dominar doenças físicas.
Nesse horóscopo temos o Sol, o dispensador de vida, no Signo Comum e negativo de Peixes. O Sol está afligido por uma Oposição e Paralelo com o destrutivo Saturno. Aqui nós temos o começo e a indicação da pouca vitalidade. Júpiter, Regente de Peixes e do sangue arterial, está em seu próprio Signo, em Conjunção com o Sol e Oposição a Saturno. Essa Oposição tende a reduzir a vitalidade, pois se a corrente sanguínea chega a estagnar, o Corpo inteiro deve sofrer. Vênus, Regente do sangue venoso, está no seu Regente, Touro, onde é forte. Vênus está afligido por uma Oposição e um Paralelo com Urano. Isso pode aumentar os efeitos nocivos de Júpiter e do Sol afligidos por Saturno. Com a influência aflitiva de Saturno em Virgem, Signo que rege o intestino delgado, se pode esperar uma assimilação imperfeita dos alimentos.
A Lua se encontra em Oposição e Paralelo a Júpiter e em Quadratura com Marte. Esses Aspectos, casados com Vênus em Touro em Oposição a Urano em Escorpião, indica que esse jovem homem se deliciou nos prazeres sensuais e que sua saúde foi dissipada rapidamente. Urano em Escorpião, em Oposição a Vênus, indica imprudência no tocante a função geradora sagrada, e com a idade de dezesseis anos, quando a Lua progredida alcançou a Conjunção com Vênus e a Oposição a Urano, ele contraiu a terrível doença da sífilis.
Embora, mais tarde, aparentemente curado, os poderosos componentes dos vários remédios usados pela medicina para combater este mal, sendo um deles o mercúrio, exerceram influência destrutiva no sangue do nativo, pelo que a tuberculose lhe tomou os rins. Isso é indicado pela Lua no Signo de Libra, Regente dos rins, em Quadratura com Marte, em Oposição e Paralelo a Júpiter e em Oposição a Mercúrio.
O rapaz ingressou na profissão de médico. Submetido, mais tarde, a uma cirurgia em que removeu um de seus rins, se verificou que o rim extraído estava oco. Os médicos diagnosticaram sua condição como tuberculose renal.
Ele morreu aos 26 anos de idade. Ao chegar a essa idade, notamos que a Lua progredida havia concluído seu ciclo e alcançado novamente seu lugar no mapa radical, em Libra e que Júpiter progredido havia alcançado o ponto de Oposição à Lua radical e progredida.
A época em que a Lua acaba de completar, por progressão, sua volta ao horóscopo, alcançando desse modo o lugar em que se encontrava na ocasião do nascimento, e, frequentemente, quando a Lua está afligida na posição radical, é um momento crítico para doenças em que o nativo se vê, face a face, com muitas tribulações.
Homem, nascido em 8 de maio de 1865 – 1:45 AM
Esse horóscopo tem o Signo Fixo de Aquário no Ascendente, com o Sol no Signo Fixo de Touro e em Conjunção com Vênus e Mercúrio. O Sol está também em Sextil com Marte. Júpiter, o Planeta da opulência e da benevolência, encontra-se na 10ª Casa, em seu próprio Signo, Sagitário. Estas posições e Aspectos do Sol e de Júpiter indicam alguém com grande amor pela humanidade, um homem financeiramente muito generoso e disposto a se deter em seu caminho para ajudar aos outros, mesmo sacrificando o próprio conforto, se depara com alguém cujo sofrimento pode aliviar ou a quem pode proteger da desgraça. Mas Júpiter, Mercúrio, Vênus e Saturno, todos estão retrógrados. Isso indica que ele pode achar difícil realizar seus ideais e fazer tanto bem quanto busque seu coração, porque Planetas retrógrados significam talentos, possibilidades e oportunidades latentes.
Sua capacidade para ganhar dinheiro é impressionante. Esse homem é também muito pródigo em seus gastos, tendo Vênus em seu próprio Signo, Touro, e na sua própria Casa, a 2ª, em Conjunção com o Sol e em Sextil com Marte. O que quer que faça, tem de ser feito em escala grande e generosa. Também gosta de se divertir e de viver bem, pois o Sol, Vênus e Mercúrio em Touro, formando Sextil com Marte em Câncer, e uma vez que Touro rege o paladar, tudo isso tanto proporciona o desejo de comer coisas boas e prover grande abundância delas. O mesmo faz Marte em Câncer, em Sextil com Vênus e com o Sol: gosto por alimentos gordurosos excessivamente temperados e em grande quantidade.
Com Marte na 5ª Casa, esse homem gosta muito de repartir com os amigos. Contudo, ainda que essa generosidade possa ter sido boa para os outros e possa ter alegrado a muitos, deleitando-lhes o paladar, o resultado foi desastroso para ele próprio. Sua saúde não pôde suportar os efeitos perniciosos de uma mesa demasiado farta.
Para descobrir em que parte do organismo vão se manifestar os danos causados pelo excesso de comida, examinemos as aflições mais fortes. Marte se acha em Câncer, Regente do estômago, em Quadratura com a Lua e Saturno, que estão em Libra, Regente dos rins. Saturno também está em Conjunção e Paralelo com a Lua. A Lua rege os fluidos brancos do corpo e a linfa. Sendo Saturno o afligidor, consequentemente deve restringir o livre fluxo desses fluidos. Como Júpiter, Regente do sangue arterial, se encontra em seu próprio Signo – Sagitário – perto do Meio-do-céu, em Oposição ao nervoso, excitável e espasmódico Urano, no Signo mercurial de Gêmeos, e como Marte está em Paralelo com Júpiter e Urano, verifica-se uma circulação arterial obstruída e uma circulação linfática também prejudicada.
Quando o homem viola continuamente as leis da saúde ao comer em demasia, pode-se contar com um desarranjo a qualquer hora.
Em 1906, ocasião em que o Sol progredido fazia Conjunção com Urano radical em Gêmeos e a Lua progredida formava Quadratura com Marte e Oposição com ela própria e com Saturno radicais, o nativo foi vitimado por um sério ataque de pneumonia. Em 1907 o Sol progredido atingiu o ponto de Oposição a Júpiter radical. Seguiu-se, em 1912, a Lua progredida em Conjunção com o Marte radical em Câncer. Durante esse mesmo ano, a Lua progredida afligiu-se a si própria e a Saturno, ambos radicais em Libra, por um Aspecto de Quadratura. Isso desencadeou um grave ataque ao rim, com enfermidade e constrição dos ureteres, o que interferia na passagem do líquido residual dos rins para a bexiga.
Aos 13 anos de idade, quando a Lua progredida atingia Áries, transitando por esse Signo, formou uma Conjunção com Netuno radical, uma Oposição a ela própria e a Saturno radicais, uma Quadratura com Marte e uma Conjunção com a Cauda do Dragão. Manifestaram-se no nativo afecções dos ouvidos e seguidas dores nos mesmos e na cabeça. Quando a Lua atingiu o ponto de Conjunção com Mercúrio radical e com Vênus retrógrado e progredido em Touro, ocorreu uma inflamação nas membranas do mastoide, pelo que os cirurgiões tiveram de operar por duas vezes o osso mastoide, drenando o pus que se havia formado e acumulado na respectiva cavidade. Essas operações deixaram o paciente com uma cefaleia crônica e os nervos abalados.
Se esse homem tivesse aprendido que deveria comer para viver em vez de viver para comer, teria poupado muito sofrimento a si mesmo.
Mulher, nascida em 19 de abril de 1888 – 4:30 PM
Examinando, inicialmente, a Mente, como sempre, encontramos Mercúrio em Conjunção com Vênus e Trígono com a Lua e Júpiter em Signos de Fogo. Então, os três Astros relacionados com a Mente estão em Trígono. Em certa medida, Júpiter participa da constituição mental porque é o Regente do nono Signo – Sagitário – e dele provém os impulsos de benevolência que elevam, gradativamente, a humanidade do estado de selvagem, por meio da civilização, até o de santidade.
É de uma percepção imediata que temos aqui uma pessoa de mentalidade pouco comum e admirável. Mesmo a Conjunção de Saturno com a Lua é muito benéfica, porque, conforme já dissemos, sendo a natureza de Saturno obstrutiva, quando ele pousa sua mão restritiva sobre Mercúrio ou sobre a Lua ajuda a estabilizar a Mente volúvel e aumenta a capacidade de concentração. Ao mesmo tempo, é claro, qualquer Aspecto de Saturno com os Astros relacionados com a Mente gera tendência a melancolia. Por isso, pode-se dizer que os possuidores das maiores e mais profundas Mentes, geralmente, são de uma disposição tristonha.
No entanto, essa mulher não é de natureza propensa às discussões ou considerações. Não desperdiça o tempo lamentando as penas e os sofrimentos do mundo, pois tem Signos Cardeais nos quatro ângulos e Marte em Conjunção com Urano na lª Casa. Isso lhe dá uma natureza sobremodo impulsiva e inquieta. Ela tem a Mente que vê onde as reformas são necessárias, mas a natureza de seus esforços para efetuar essas reformas depende de sua posição na vida, coisa que ignoramos. Se nasceu em ambiente amplo, onde possua fortuna, posição social e influência, ela pode se constituir num poderoso fator e agir em uma ampla esfera; mas, se nasceu em ambiente financeiramente carente, ela pode ser tolhida em seus esforços, pelas circunstâncias. Contudo, não importa onde esteja, sua influência é sentida e, lutando para reformar as coisas, o resultado inevitável é que ela pode se esgotar nessa tentativa de melhoramento.
Como uma corrente se parte no elo mais fraco, o mesmo acontece com a vida humana. Urano, o Planeta da ação espasmódica e incontrolável, está em Oposição a Mercúrio, o Planeta que governa o sistema cérebro-espinhal, mostrando que poderá acontecer um colapso nervoso sempre que o corpo for submetido a grande esforço. Saturno, o Planeta da obstrução, está em Conjunção com a Lua no Signo que governa o coração, Leão, e em Quadratura com o Sol, Regente de Leão. Fica evidente, pois, que a atividade cardíaca é muito fraca, como também a circulação, e que existe certa incapacidade para especializar a energia vital do Sol. Com efeito, a carta mostra a possibilidade de uma condição que só pode ser descrita como disfunção geral, decorrente do trabalho excessivo e da tensão nervosa que afetam todos os órgãos do Corpo, pois Urano e Marte em Libra deverão interferir no trabalho dos rins e o Sol, afligido em Touro, atuará na garganta, prejudicando a eliminação retal, sob o governo de Escorpião. Esta condição por fim se concretizou.
É quase desnecessário dizer que casos como esse exigem repouso absoluto, tanto mental como físico, acompanhado, de preferência, de uma dieta de frutas, pois é muito nocivo impingir a comida comum a um sistema em tais condições. Uma enfermeira aquariana, cujo Saturno não esteja em Libra ou Peixes, poderia exercer sobre a paciente uma influência calma e benéfica. Mas, mesmo que sejam aliviadas e se curem, pessoas com tal natureza e temperamento se obrigam ao trabalho extenuante, que deve levá-la a morte, mais cedo ou mais tarde. Nada que se possa dizer ou fazer no sentido de convencê-las a fazer as coisas aos poucos, para que possam viver mais, surte qualquer efeito, pois a ânsia espasmódica de Urano e a energia dinâmica de Marte no Ascendente poderão prevalecer sobre quaisquer considerações, haja vista que os Signos dos ângulos são Cardeais. Essa mulher se aferra ao trabalho, mesmo sabendo que pode cair morta no minuto seguinte. Não há dúvida, porém, de que seu destino é ser muitíssimo beneficiada em termos de crescimento anímico, mesmo que seu Corpo seja destruído nesse processo.
Homem, nascido em 21 de setembro de 1863, ao meio-dia
Nesse horóscopo, Saturno está em Conjunção com Marte e Vênus. Netuno está em Oposição com todos os três, e a Lua em Quadratura com Saturno e Vênus. Marte, o Planeta da impulsividade, leva o nativo a se enfurecer a menor provocação, de modo que, se deixado à vontade nesses momentos, nada o deterá a não ser o colocando numa camisa-de-força, particularmente por estar o Sol em Quadratura com Urano, o que intensifica a impulsividade e elimina completamente a razão. Mas o raio saturnino é suficientemente eficaz para atenuar a maior parte das tendências erráticas, pois Saturno se encontra no Signo de sua exaltação, Libra, e altamente elevado.
Mercúrio em Conjunção com Júpiter, ambos elevados e em Trígono com Urano, nos mostra que a Mente do nativo tem um lado sadio, bondoso e religioso. De Marte vem a facilidade para se sentir ofendido, mesmo quando não haja motivo para tal; Saturno leva o nativo a ruminar sobre as ofensas, quer estas tenham sido reais ou imaginárias, mas Júpiter cuida de instilar caridade e sensatez. Contudo, parece que as forças que tendem a acentuar o lado mau da natureza são mais fortes, e que para a natureza superior isso deve representar uma luta árdua e difícil.
Saturno, na primeira parte de Libra, Regente dos rins, atua de tal maneira a obstruir a secreção urinária, enquanto Marte causa a inflamação. A Conjunção de Saturno e Vênus, sendo esse último Regente da circulação venosa, revela o fato de a veia porta, que recebe o sangue dos rins, se encontrar obstruída, enquanto a Quadratura de Saturno com a Lua diminui o volume de urina secretada. Netuno em Oposição a Saturno mostra, claramente, uma causa mental – irritabilidade e preocupação – interferindo na atividade nervosa. Assim se formam os cálculos renais, que sujeitam o indivíduo a um dos mais dolorosos padecimentos que se pode imaginar.
Para ajudar uma pessoa dessa natureza, precisamos invocar a ajuda de Júpiter e Mercúrio em Trígono com Urano. Marte é o grande energizador que impele à ação, mas Saturno em Conjunção com ele tira o ânimo, tornando o nativo indolente, avesso aos exercícios que o sagitariano geralmente aprecia. Devemos, portanto, despertá-lo para a necessidade urgente de se exercitar, e bastante. A Lua em Capricórnio atua no Signo oposto, Câncer, Regente do estômago, e por causa de sua Quadratura com Saturno, em Libra, Regentes dos rins, a secreção urinária do paciente sofre uma interferência. Daí a necessidade de uma regra para a dieta. Nada de natureza irritante ou indevidamente estimulante deve ser comido.
O melhor curador ou a melhor curadora para este homem deve ser alguém com Leão no Ascendente, Signo que se harmoniza com Sagitário. Áries é a segunda opção, porque um ariano pode ser demasiado rude e por isso mesmo gerar incompatibilidade, mesmo não tendo essa intenção. Nem deve ter Saturno em Sagitário ou Touro, Signos que ocupam, respectivamente, a cúspide da 1ª e da 6ª Casa do horóscopo do paciente.
Mulher, nascida em 24 de março de 1845, às 5:06 AM
Considerando o caso apresentado nesse horóscopo, nosso primeiro cuidado, como de costume, é verificar que tipos de qualidades mentais essa pessoa possui, pois devemos recordar sempre que a Mente é a que dá forma ao corpo. Por isso é que agora os melhores médicos usam pílulas de placebo e sugestões como auxiliares.
Mercúrio e a Lua, os dois Astros particularmente relacionados com a Mente, estão em Oposição. A Lua também está em Oposição ao Sol, a Júpiter e a Urano. Marte forma Quadratura com o Sol, com a Lua, com Júpiter, Mercúrio e Urano. A pessoa é, pois, extremamente excêntrica e precipitada, hesitando entre dois propósitos diferentes. Existe só um aspecto redentor, a saber: Saturno em Trígono com a Lua e em Sextil com Júpiter. Não fossem esses Aspectos, que firmam a Mente, o nativo provavelmente já teria enlouquecido. Junte-se agora às observações anteriores o fato de os quatro ângulos estarem ocupados por Signos Comuns, e você compreenderá que ela tem uma extrema dificuldade em trabalhar mentalmente. Ela é uma daquelas de infortuna fraqueza afligida que “tem um ossinho da sorte no lugar de uma coluna espinhal”. O Sol em Quadratura com Marte tende a faze-la impulsiva, e os Aspectos adversos provenientes dos Signos Cardinais lhe dão também certo excesso de energia que se manifesta como impulso. Mas lhe falta a persistência para levar adiante suas resoluções impetuosas.
A aflição de Júpiter indica circulação deficiente, e naturalmente consideramos a presença de Saturno em Aquário como um indicativo de obstrução ali, pois as doenças a que o Corpo humano dela está sujeito são encontradas no ponto mais fraco e Saturno geralmente marca esse ponto. Aquário rege os membros inferiores, de forma que a presença de Saturno nesse Signo mostra que nesses membros é que a deficiência circulatória se manifesta. Além disso, Marte progredido atingiu o ponto de Conjunção com Saturno em Aquário, ficando ambos na 12ª Casa, a Casa que indica confinamento. Podemos, portanto, considerar que a pessoa é vitimada por uma grave restrição circulatória, não nos surpreendendo saber que suas pernas estão entorpecidas e frias, não podendo ser usadas apropriadamente, e que por isso ela está presa a uma cama.
A Lua em Libra, Regente dos rins, e sua Oposição a Júpiter indicam que a circulação renal está desarranjada, e a presença de tantos Astros em Áries, governante da cabeça, é indicação segura de que aí existe um pandemônio de forças conflitantes. Assim, em virtude das aflições desses Astros, temos um caso de insônia, nervosismo extremo e irritabilidade, proporcionados por Urano. O sangue corre em profusão na parte superior do Corpo e muito reduzidamente na parte inferior.
Como a nativa está bem avançada em anos, não há muito por fazer, mas deve-se tentar lhe estimular os rins. Muitas vezes a secreção urinária se interrompe totalmente pela Oposição de Urano, Mercúrio e Júpiter à Lua em Libra. Isso sobrecarrega de venenos o sistema, de modo que, enquanto esses não forem eliminados, a pessoa é prostrada por uma sensação de peso e indolência que faz o Corpo parecer como de chumbo. Muito se deve fazer para tranquilizar e acalmar essa mulher, já que toda a raiva e irritação torna a eliminação mais difícil e provoca o acúmulo de mais venenos no sistema. Bom efeito no tratamento pode ser conseguido por alguém que tenha Escorpião no Ascendente e cujo Saturno não esteja em Aquário, Peixes ou Leão.
Mulher, nascida em 21 de outubro de 1886, às 11:00 AM
Quando observamos que a Lua e Mercúrio, Astros relacionados com a Mente, estão em Quadratura recíproca em Signos Fixos, fica logo evidente que essa mulher deve ser inabalável em suas opiniões e, consequentemente, difícil de se lidar. Uma pessoa com Leão ou Áries no Ascendente e cujo Saturno não esteja em Gêmeos, provavelmente, teria o melhor êxito em fazê-la seguir prescrições. Saturno, o Planeta da obstrução, em Câncer, Signo que rege o estômago, indica que a digestão é deficiente, e sua Quadratura com o Sol, Júpiter e Vênus posicionados no Signo de Libra, governante dos rins, indica que a eliminação de matéria residual através desses órgãos é difícil. O Sol próximo à cúspide de Escorpião, Signo que rege o reto, agrava ainda mais a dificuldade de eliminação e mostra que a pessoa está sujeita a prisão de ventre.
Deve-se notar que, quando o Planeta relacionado com os problemas da bexiga está na parte anterior do Signo de Libra, o problema geralmente se localiza nos próprios rins, mas quando esse Planeta está na parte posterior do Signo de Libra, a bexiga pode ser afetada. Então, seguindo esse critério, e uma vez que o Sol se encontra a 28º de Libra, podemos nos certificar de que o problema se encontra mais na bexiga do que nos rins. A Quadratura da Lua com Mercúrio em Escorpião indica um problema de nervos na região do reto. Em conjunto, os vários Signos e Aspectos que enumeramos mostram que essa pessoa sofre de prisão de ventre e afecção na bexiga.
Isso não é tudo. Encontramos Marte, o Planeta da cirurgia, em Conjunção com Antares.
Quando um dos Planetas adversos se posiciona nas proximidades do ponto nebuloso de Antares, nos oito graus de Sagitário, e ambos os luminares estão afligidos, certamente o resultado é problema nos olhos. Nesse horóscopo, tanto o Sol como a Lua estão afligidos, um pela Quadratura de Saturno, outro pela Quadratura de Mercúrio. Podemos concluir que essa mulher terá problemas com seus olhos, e como Marte se encontra na 12ª Casa, que governa a internação em hospitais ou instituições congêneres, é evidente que ela está enfrentando sério perigo pertinente a isso.
Deduz-se, também, claramente do horóscopo que Saturno em Câncer é a raiz de todo o problema ao dificultar a digestão, de maneira que, se pudermos convencer a paciente de que um viver reto é a chave da boa saúde, pode não ser ainda tarde demais para a restauração da harmonia do seu sistema. Provavelmente, será muito difícil convencê-la em virtude de sua atitude mental fixa, indicada pela Quadratura de Lua e Mercúrio, ambos em Signos Fixos.
Uma dieta de alimentos não refinados, constituída de pão de trigo integral e legumes ricos em fibras, faz-se necessária para estimular o movimento peristáltico dos intestinos. Aspargos e outros alimentos que atuam sobre os rins, mais alface e espinafre, ricos em ferro, ajudarão a harmonizar novamente o sistema, de maneira que com o tempo a eliminação deverá se normalizar e os olhos apresentará melhoras.
Mulher, nascida em 28 de dezembro de 1885, às 11:55 PM
A paciente nesse caso está sofrendo de diabetes, uma doença em que o excesso de açúcar extraído dos alimentos vai além das necessidades do organismo, sendo esse excesso eliminado pela urina. Júpiter aqui se encontra no Ascendente e no Signo de Libra, governante dos rins, em Conjunção e Paralelo com Urano, e em Quadratura com Sol e Saturno, o último estando no Signo de Câncer, governante do estômago. Vemos ainda que o Sol forma uma Quadratura com a Lua em Libra, e um Paralelo e Oposição a Saturno. Assim, pois, é bastante evidente que estômago e rins constituem os elos mais fracos da cadeia orgânica, e que, portanto, podemos contar com enfermidades nesses órgãos.
Júpiter afligido no Ascendente denota alguém com muita predileção pelo comer bem, um glutão. A Conjunção com Urano nos diz que esta pessoa não se satisfaz apenas com a quantidade, mas, também aprecia a qualidade dos alimentos, que precisam ser super-refinados e exageradamente temperados. Saturno, o Planeta da obstrução, em Câncer, Signo que governa o estômago, interfere na digestão. Consequentemente, o alimento não pode ser assimilado em sua totalidade e alguma coisa dele precisa ser expelida do sistema, caso contrário pode criar uma condição de congestionamento e intoxicação. Júpiter rege o fígado, onde é processado o açúcar necessário pelo organismo, mas ele está duramente afligido pelas Quadraturas de Saturno e do Sol. Estas Quadraturas resultam em anormalidade dessa função, e como Júpiter se localiza no Signo dos rins – Libra – isso permite que o açúcar se acumule na urina, surgindo assim os sintomas diagnosticados como diabetes. Há também um problema de garganta, porque Netuno está em Touro, que é o Signo que rege a garganta, afligindo Vênus, Regente de Touro.
Examinando as causas internas desta doença, em nosso esforço para encontrar um remédio, notamos que Saturno está elevado e afligindo o Sol e Júpiter. Isto torna a pessoa vagarosa e irritadiça, inclinada a considerar o lado sombrio da vida e a ver falhas em tudo e em todos. As glândulas endócrinas são centros de importantes atividades espirituais. Netuno afligido em Touro e Urano afligido em Libra interferem nas funções das glândulas tiroide e suprarrenais.
Para que a nativa possa ser realmente curada, precisa experimentar algum tipo de choque ou ser levada para um ambiente inteiramente novo, com mais alegria ao seu redor. Um curador ou uma curadora com Gêmeos ou Aquário no Ascendente e que não tenha Saturno em Peixes provavelmente resultaria em um efeito muito benéfico.
Mulher, nascida em 24 de fevereiro de 1863, às 9:50 PM
O horóscopo dessa mulher tem o Signo de Libra no Ascendente, Signos Cardeais nos quatro ângulos e Leão interceptado na 10ª Casa. Tudo isso é indicativo de sentimentos fortes. Os Signos Cardeais são os favoritos do universo, pois a entrada do Sol nos quatro Signos marca as quatro estações do ano. As pessoas com Signos cardeais nos ângulos sentem mais agudamente, vivem mais intensamente e, em consequência, sofrem mais que as outras.
O Signo Ascendente da nossa paciente é Libra, com Júpiter retrógrado no Ascendente. Júpiter forma um Paralelo com o Sol, mas, sendo retrógrado, seus efeitos naturalmente ficam enfraquecidos. Temos Júpiter nos últimos graus de Libra, Signo venusiano, e Vênus e Sol no Signo jupiteriano de Peixes, normalmente, sob tais condições, o corpo se avoluma excessivamente após a meia-idade. Essa mulher era enorme, pesando mais de 90 quilos, o que é indicado tanto pelas posições acima como por Júpiter no Ascendente e por Marte em Touro, em Sextil com Vênus em Peixes. Vênus estando na 5ª Casa, essa mulher encontrava enorme prazer em comer coisas boas e gostava de comê-las em grande quantidade. Isso, naturalmente, lhe aumentou o peso consideravelmente.
Netuno, o Planeta dos mistérios, representante das coisas secretas ou ocultas, está em Áries e na 6ª Casa, em Sextil com a Lua. A 6ª Casa governa o trabalho, e a 10ª Casa, a vocação. A Lua é Regente da 10ª Casa, de modo que, junto com Netuno, indica a vocação que essa mulher poderia escolher. Assim, está claramente indicado que ela era uma médium profissional.
Ela informou que era muito boa nisso, e isso comprovado pelo Sextil da Lua com Netuno, pelo Trígono de Saturno com a Lua e pelo envolvimento da 6ª, 8ª e 12ª Casas. Urano estando em Trígono com Mercúrio, é natural que ela buscasse as razões dos fenômenos espiritualistas, mesmo porque Mercúrio está no Signo intelectual de Aquário. Urano está no Signo mercurial de Gêmeos, um Signo da intelectualidade, e ele e Mercúrio estão, portanto, em recepção mútua, que resulta em grande simpatia entre os dois Planetas. “Recepção mútua” significa que esses Planetas trocam seus próprios Signos; Urano está no Signo de Mercúrio e Mercúrio está no Signo de Urano. Consequentemente, esses dois Planetas tem uma forte influência na vida da nativa. Ela dava aulas de espiritualismo e servia de intérprete a espíritos.
Vênus e Sol se encontram em Peixes na 5ª Casa, a Casa do prazer. Vênus está em Sextil com Marte e em Quadratura fraca com Urano. Isso se expressa claramente na vida da nativa, pois ela vivia com um homem que apresentava como marido, mas com quem nunca casou de fato. Esse homem é representado pelo Sol e Vênus em Peixes e por Vênus em Sextil com Marte e em fraca Quadratura com Urano. Era grandalhão, cabelos avermelhados e gostava de beber. Dependia inteiramente da mulher para se manter, e ambos viviam para comer e se divertir com o dinheiro que ela ganhava como médium. Esse tipo de vida pode durar um pouco, mas um dia a natureza se rebela e os órgãos vitais se recusam a suportar excessos por mais tempo, como nesse caso.
Quando Vênus progredido alcançou uma Conjunção com Marte em Touro e a Lua progredida em Aquário formou uma Quadratura com Marte radical e Vênus progredido, o grande esforço a que essa mulher havia submetido seu corpo, em razão de uma vida desregrada, encontrou nos rins um ponto fraco, pois o limite da fortaleza de uma corrente está no seu elo mais fraco. Normalmente Saturno mostra o ponto em que a fraqueza pode se revelar. Nesse caso Saturno acha-se em Libra, em Oposição a Netuno e em Paralelo com este. A nativa apelou para a Sede Mundial da Fraternidade quando sofria intensamente de diabetes. Contudo, foi muito difícil para ela seguir a dieta que lhe foi prescrita, uma vez que já estava habituada aos alimentos substanciosos que comia em excesso.
No Capítulo “A Influência de Marte” do livro O Conceito Rosacruz do Cosmos lemos que, quando o Ego entrou na posse de seus veículos, tornou necessário usar parte de sua força criadora para a formação do cérebro e da laringe. Originariamente esta última fazia parte dos órgãos sexuais. A laringe foi formada quando o Corpo Denso ainda era curvado para dentro, semelhante a um saco, forma conservada até hoje pelo embrião humano. Quando o Corpo Denso se tornou ereto, parte do órgão criador permaneceu na sua parte superior, se convertendo, mais tarde, na laringe.
Sempre é possível impressionar mais uma lição utilizando dois horóscopos. Nesse caso, começaremos com o horóscopo de número 8A, que é de um homem nascido no dia 22 de abril de 1881, às 2:00PM.
O Signo Comum de Virgem está no Ascendente, assim como todos os ângulos estão ocupados por Signos Comuns. Nesse horóscopo procuraremos demonstrar a lei do círculo vicioso, pela qual os médicos tanto se interessam, e que é tão desconcertante – e de como essa lei corrobora a verdade acima, extraída do Conceito Rosacruz do Cosmos.
Temos Saturno, Sol e Júpiter em Conjunção, sendo que Saturno e Júpiter formam Paralelo com a Lua. Netuno está em Conjunção com Vênus, e ambos formam Quadratura com a Lua. Com exceção da Lua, todos esses Astros acham-se em Touro, Signo que rege a garganta.
Urano, o Planeta da impulsividade, se encontra retrógrado no Ascendente, em Virgem, e em Oposição a Marte. Esses Planetas estão em Signos Comuns e nos ângulos, portanto fortalecidos pelas Casas, mas posicionados em Signos de vontade fraca. Urano e Marte inclinam a desejar o prazer e a gratificação dos sentidos. Marte está em Sextil com Vênus e Netuno em Touro, um Signo indicador de alguém que é capaz de perambular ao longo do mesmo caminho. Touro rege o sentido do paladar. Netuno e Vênus nesse Signo, em Quadratura com a Lua em Aquário, inclinam ao hábito de beber e também a ligações irregulares com amizades do sexo feminino, haja vista que a Lua aqui é a Regente da 11ª Casa – a Casa dos amigos.
Não há Astros em Escorpião, Signo que rege os órgãos genitais, mas Urano, afligido por Marte, inclina a doenças venéreas. Sífilis foi o resultado. Vemos, portanto, que Touro, Regente da garganta e laringe, se expressa aqui pelo ponto oposto do círculo vicioso formado pelos Signos Fixos, a saber: Escorpião, Regente dos órgãos geradores. A Lua em Aquário, o terceiro ponto do círculo, é também fator contributivo para a situação.
Para o segundo caso vamos nos servir do horóscopo natural, já que a hora de nascimento é desconhecida. Esse é o horóscopo Nº 8B, de uma mulher nascida a 12 de novembro de 1895.
Nesse horóscopo, Mercúrio, Marte, Saturno, Sol e Urano se encontram todos no Signo de Escorpião, Regente dos órgãos genitais, com Saturno e Marte em Conjunção mútua e ambos em Quadratura com Júpiter. Sol e Urano também estão em Conjunção mútua, e o Sol está em Paralelo com Júpiter.
Essa mulher teve suas tonsilas removidas na puberdade. As tonsilas estão sob a regência de Touro. Devido à Conjunção de Marte com Saturno e o Sol em Conjunção com Urano, no Signo de Escorpião, infelizmente ela cedeu à prática perversa do aborto, o que prejudicou tanto o funcionamento de seus órgãos reprodutores, que uma ablação das trompas se fez necessária. Vemos aqui, novamente em atuação, o círculo vicioso dos Signos Fixos, sendo nesse caso Touro e Escorpião os afligidos.
Pode-se ver assim, pela comparação desses dois horóscopos, como os órgãos geradores e a garganta estão intimamente e reciprocamente relacionados, e como os abusos em um dos órgãos, muitas vezes, se refletem no órgão oposto, sob a forma de disfunções.
Mulher, nascida em 24 de novembro de 1909, hora desconhecida
Vamos demonstrar aqui como é possível diagnosticar corretamente uma enfermidade a partir de um horóscopo natural. É impossível, contudo, predizer o momento exato das crises ou avaliar a força de vontade do paciente, pois as pessoas com Signos Comuns no Ascendente se tornam, algumas vezes, inválidas desesperançadas se os Aspectos astrais também forem fracos, enquanto aquelas com Signos Fixos nos ângulos (especialmente se com o vitalizante Signo solar de Leão no Ascendente), mesmo que os Astros estejam fracos, muitas vezes vencem condições adversas, pela determinação e força de vontade dos Signos Fixos. Não obstante, embora Touro seja um Signo Fixo, seus nativos às vezes se deixam levar a um estado crônico de saúde precária, situação que, pela natureza fixa e impassível desse Signo, é difícil superar.
Nessa lição trataremos de modo mais amplo das glândulas endócrinas, na pesquisa das quais a ciência vem empregando muito do seu tempo, embora até aqui tenha sido incapaz de compreender inteiramente esses diminutos órgãos. Trataremos em particular da glândula Tiroide, que está sob a regência de Mercúrio, pela qual a ciência se interessa vivamente e cuja secreção extraída de cabras e macacos tem sido injetada nos seres humanos para rejuvenescê-los.
No horóscopo acima, Saturno, o Planeta de obstrução, da cristalização e Regente do nervo pneumogástrico, se encontra em Conjunção com a Lua, que rege o útero, os ovários e o sistema nervoso simpático. Vênus, Regente de Touro, da garganta, rege também a glândula Timo, órgão através do qual a criança recebe dos pais o sangue necessário à formação do corpo. Essa glândula, de modo especial, tem muito que ver com o desenvolvimento dos órgãos reprodutores. Na puberdade, a glândula Timo se atrofia e seu trabalho é, então, continuado pelo Corpo Pituitário, regido por Urano, que é a oitava superior de Vênus. No horóscopo dessa menina, os Planetas Vênus e Urano estão em Conjunção, em Quadratura com Saturno e Lua e em Oposição a Netuno, que rege a Glândula Pineal e é a oitava superior de Mercúrio. Os cientistas observaram que a Glândula Pineal tem alguma ligação com a Mente. O Dr. J. S. Lankford declarou há algum tempo, no The New York Medical Journal, que “a Glândula Pineal, localizada na base do crânio, é uma estrutura parcialmente glandular e parcialmente nervosa, reconhecida como o centro de toda sensação e emoção. Ao mesmo tempo ela domina e dirige todas as atividades do sistema inteiro de glândulas endócrinas e sistema nervoso vegetativo, governando desse modo todas as funções de vida orgânica. Funciona também como um centro de comunicação entre o cérebro e os demais órgãos”.
Portanto, quando os Astros que regem o sistema nervoso e o cérebro se encontram em Quadratura e Oposição, que se pode esperar do abuso de um ou de outro a não ser distúrbios no corpo! No caso dessa jovem menina, cujos tutores solicitaram ajuda ao nosso Departamento de Cura, há alguns anos ela vinha sendo dominada pelo vício solitário sexual, fato que os tutores ignoravam até serem informados pelo nosso diagnóstico. A circulação venosa foi prejudicada pela Conjunção de Vênus e Urano. Este último Planeta, conforme lemos no Livro “A Mensagem das Estrelas”, no Capítulo XXIX – A Lei de Correspondências, sessão: Glândulas Endócrinas – Seus papéis e Regentes: “é responsável por crescimentos estranhos e anômalos que resultam em… anomalias da natureza”. A glândula Timo teve, nesse caso, crescimento anômalo em virtude da Conjunção de Vênus e Urano, que produziu sangue em demasia para o desenvolvimento dos órgãos geradores na infância. Isso, por sua vez, criou um distúrbio nas partes do corpo governadas por essa glândula.
Os médicos dizem que a Glândula Pineal (sob Netuno) governa e dirige todas as glândulas endócrinas. Max Heindel afirma que Netuno é a oitava superior de Mercúrio, sendo esse último o que rege a glândula Tiroide. Outros astrólogos sustentam que Netuno é a oitava superior de Vênus. A ciência, porém, confirma o nosso argumento de que a Glândula Pineal tem domínio sobre a mentalidade. O Conceito Rosacruz do Cosmos informa que esta glândula foi primeiramente um órgão de sensação e orientação e que, quando começou a se retrair para o interior da cabeça, a separação dos sexos teve início e o cérebro e a laringe se desenvolveram.
O Dr. Lankford disse que a enorme quantidade de açúcar consumido pela humanidade desenvolve e estimula em excesso a Glândula Pineal. Esta verdade se tem confirmado em nossas experiências com casos nos quais Netuno estava afligido, e especialmente quando as aflições eram tantas, que o paciente precisava dominar desejos sexuais inusitados. Tais pacientes eram invariavelmente insaciáveis comedores de doces. Açúcar em excesso, como também bebidas alcoólicas, são falsos estimulantes e excitam as glândulas endócrinas, as quais, quando estimuladas excessivamente, são responsáveis pela degeneração sexual. Em razão de anos de abuso, essa jovem menina desperdiçou os fluidos vitais tão necessários a formação do seu cérebro e, consequentemente, aos onze anos de idade foi vitimada pela epilepsia, doença causada por anomalia de uma das glândulas endócrinas. Não podendo identificar a causa do mal, os médicos preferiram fazer ablação das tonsilas. Quando a função sexual é praticada anormalmente, ou quando há desejos anormais reprimidos, a garganta – especialmente as tonsilas e a laringe – muitas vezes, se avoluma e intumesce. Pena que os cirurgiões e médicos de todas as escolas não conheçam o diagnóstico através da maravilhosa ciência astrológica, a fim de combiná-lo com o de sua ciência!
Para ajudar num caso como este, primeiramente é necessário remover a causa, isto é, precisamos ajudar essa pobre menina a vencer seus desejos não naturais. A dieta deve ser mudada. Toda comida muito temperada, condimentos, ovos e especialmente açúcar precisam ser eliminados, e incluídos no regime todos os vegetais que atuem diretamente sobre o sistema nervoso, tais como aipo, cebola, salsa, alface, etc. Esse corpo precisa ser mantido limpo por meio de banhos e fricções a seco, e muito exercício físico ao ar livre e banhos de sol também são necessários. Na idade em que a menina se encontra, a formação do seu cérebro ficou difícil, uma vez que ele teve até aqui pouquíssimo desenvolvimento. Jovens que dissipam seus fluidos vitais entre os sete e os quatorze anos de idade, período em que a força criadora deve ser utilizada para o desenvolvimento do cérebro, raramente são muito inteligentes. Contudo, o corpo físico pode se desenvolver, e se o vício for dominado antes dos 21 anos de idade pode-se esperar que, por um viver atento, seu cérebro também se desenvolva, lhe proporcionando uma mentalidade regular.
Mulher nascida em 30 de julho de 1896, hora desconhecida
Nessa lição serão utilizados dois horóscopos, num esforço para ilustrar como os Astros mostram quando a doença pode ser o resultado da violação das leis da natureza em vidas anteriores, e como as sementes plantadas por pecados passados pode germinar nessa vida.
O primeiro horóscopo é o de uma mulher cuja hora de nascimento é desconhecida. Nem é necessária para diagnóstico num horóscopo com Astros agrupados tão estranhamente em Signos Fixos. Vamos considerar o cálculo com Áries no Ascendente. Localizamos Mercúrio, Sol, Vênus, Júpiter e a Cauda do Dragão, todos eles no quinto Signo – Leão – que representa os prazeres da nativa. Marte acha-se em Detrimento em Touro, Signo em que esse Planeta da energia dinâmica revela suas piores tendências. Esse Planeta está afligido pelas Oposições do licencioso Urano e do obstrutivo Saturno. Esses dois últimos Planetas se encontram em Conjunção e no Signo Fixo de Escorpião. Os três Planetas adversos, Marte, Urano e Saturno formam também uma Quadratura com os Astros em Leão.
Temos aqui uma dívida de destino muito pesada. Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que nessa existência lançamos os alicerces sobre os quais levantaremos a estrutura das vidas futuras. Em sua vida anterior, essa mulher desenvolveu uma natureza de desejos muito poderosa, a tal ponto que subjugá-la na presente encarnação era coisa muito difícil. Vênus em Conjunção com Sol e Júpiter, em Quadratura com Urano e Saturno no Signo de Escorpião; também Marte, o Planeta que governa os desejos, em Quadratura com Vênus e Júpiter, tudo conduz ao amor livre e aos encontros clandestinos, que resultaram que essa pobre mulher contraísse a terrível doença chamada gonorreia, que culminou em tuberculose nos ossos da pélvis e dos quadris.
Todavia, os Astros impelem, mas não compelem. Em virtude do seu antigo modo de viver, essa mulher atraiu para si essas aflições astrológicas, mas não era obrigada a ceder às suas fraquezas, uma vez que a Lua se encontra bem aspectada, fazendo um Sextil com Netuno e um Trígono com Júpiter, Vênus, Sol e Mercúrio. Netuno também forma um Sextil com Vênus e Júpiter. Se ela tivesse aproveitado sua força de vontade para seguir o desejo de viver retamente, anseio que naturalmente devia assaltá-la de tempos em tempos, podia ter transmutado esse mal aparente em um bem. Contudo, largo e sedutor é o caminho dos prazeres sensuais, enquanto o caminho para o alto e para cima significa auto renúncia!
Homem, nascido em 13 de agosto de 1920, à 1:18 AM
Este segundo horóscopo é de uma criança nascida com a horrível doença que vitimou a mulher do caso Nº 8D. Ao nascer, o corpinho do pobre bebê estava coberto de feridas, de modo que, em princípios de novembro do mesmo ano de nascimento, ele veio a falecer sofrendo muito.
Para o ser humano que não compreende nem crê no renascimento e na Lei de Consequência, esse caso poderia até lhe abalar a fé em Deus, que pareceria cruel e injusto ao fazer tal sofrimento se abater sobre um inocente recém-nascido. Mas quando o ocultista que conhece Astrologia busca uma resposta para essa injustiça aparente, descobre Urano em Peixes – Signo da 12ª Casa, a Casa da autodestruição – próximo ao Meio-do-céu e em Oposição a Saturno, que está na 4ª Casa. Esses dois Planetas representam os pais do nativo e mostram que na vida anterior ele pecou de tal maneira, que teve de ser atraído por pais vitimados pela doença acima.
Encontramos também Marte no Signo de Escorpião, em Quadratura com Netuno, Sol e Lua, os quais estão no Signo Fixo de Leão, Signo natural da 5ª Casa, a Casa dos prazeres. Essa alma desencarnou na existência anterior de maneira muito semelhante à da mulher do primeiro horóscopo. Seus pais foram aqui tão-somente os instrumentos pelos quais ela recebeu essa lição.
Quão estranhamente se cruzam os fios da vida, entrelaçando-se com os fios da vida de outras pessoas a quem prejudicamos, as quais devem ser, então, os meios pelos quais aprendemos nossas lições.
“Os moinhos de Deus moem devagar,
mas moem extremamente fino.”
Homem, nascido em 5 de abril de 1896, às 4:00 AM
Peixes, Signo de Água e negativo, ocupa o Ascendente, e o Regente, Júpiter, acha-se em outro Signo de Água, Câncer, a 29º18’. Quando os Astros se encontram nos três últimos graus de um Signo não ajudam tanto nem são tão ativos como quando estão menos avançados. Atuam do mesmo modo que uma bola atirada com força: quando alcançam seu destino já perderam em parte a velocidade, e quanto maior o percurso menor a força que resta. Achamos, portanto, que os Astros situados nos últimos três graus de um Signo atuam parcialmente no Signo em que se encontram e também no Signo seguinte, produzindo uma vibração mista; por conseguinte, eles expressam a natureza de dois Signos. Nesse horóscopo, Júpiter está na 5ª Casa – a dos prazeres – em Trígono com Mercúrio, o Planeta do raciocínio, posicionado no impulsivo e marciano Signo de Áries. A Lua, Regente da 5ª Casa, se encontra na 11ª Casa, Regente dos amigos, no Signo de sua Queda, Capricórnio, e em Sextil com Vênus, o Planeta do amor e dos prazeres. Com esse último Planeta está no Ascendente, o nativo é capaz de derivar para o caminho dos prazeres amorosos, a trilha da sensualidade. Ele é facilmente influenciável por atenções e lisonjas do sexo oposto. Nesse caso a Lua, um Astro feminino, na Casa dos amigos, mostra que as amizades femininas desse jovem podem exercer a maior influência em sua vida. Vênus, outro Planeta feminino, no Ascendente e afligido por uma Quadratura com Netuno – co-Regente do Ascendente e oitava superior de Mercúrio – posicionado no Signo mercurial de Gêmeos e na 4ª Casa, indica que suas amizades femininas poderiam levá-lo ao caminho da sensualidade e destruir seu amor pelo lar, pois Vênus forma também um Trígono com o inquieto e romântico Urano e com o materialista Saturno. Esses últimos dois Planetas estão Retrógrados e no Signo marciano de Escorpião, Regente do sexo. Marte, o Planeta da paixão, acha-se no Signo Fixo de Aquário, na 12ª Casa, da autodestruição, e em Quadratura com Urano e Saturno. Saturno e Marte estão em recepção mútua, fortalecendo o bem ou o mal desses Planetas.
E o que vemos? Acontece que a fraqueza por mulheres e os amores desse pobre rapaz lhe atraíram companhias dissolutas e libertinas, resultando na contração de uma doença venérea que lhe envenenou o sangue. E com Vênus, o Planeta que rege a circulação venosa, no Ascendente e afligido pelo de Água Planeta Netuno no Signo dos pulmões, Gêmeos, uma doença consultiva como a tuberculose pulmonar foi a consequência.
Em fevereiro de 1919, a Lua progredida fez Conjunção com Saturno radical, que fez se manifestar a enfermidade dos pulmões.
Cinco meses depois, em julho, quando ele pediu auxílio de cura à Sede Mundial, já estava tomado por uma tuberculose galopante em estágio avançado. No mês seguinte, agosto, quando a Lua formou Quadratura com o inflamatório Marte, ocorreu uma hemorragia.
Aqui se pode ver as influências dos Astros, suas causas e efeitos. Os parentes desse jovem não compreendiam o motivo que teria ele levado a contrair essa doença dos pulmões, que progrediu tão depressa e foi tão destrutiva. Com aflições provenientes de Signos de Águas, o solo estava bem preparado para as sementes que foram lançadas por meio da dissipação e insensatez.
Um caso como esse é muito difícil de curar, pois com o negativo Signo de Peixes no Ascendente, e Saturno e Urano – Planetas relacionados com a impulsividade e a obstinação – em Conjunção no Signo de Escorpião e em Quadratura com Marte, todos em Signos Fixos, é muito difícil guiar tais pessoas para caminhos seguros. E ainda vemos ambos os luminares afligidos: a Lua no Signo saturnino de Capricórnio, indicador de determinação e obstinação, em Quadratura com o Sol no impulsivo Signo de Marte. Daí esse jovem não poder dar ouvidos à razão. Ele faria o que bem entendesse, a despeito dos cuidados e conselhos. Uma vida com ar puro, dieta selecionada e um ambiente de pureza seriam as únicas coisas que poderiam curá-lo; se ele escutasse a razão e adotasse esse regime de vida, então poderia se recuperar.
Homem, nascido em 6 de outubro de 1895
Leão está no Ascendente e Júpiter situa-se na cúspide da lª Casa, formando uma Quadratura com Saturno e Mercúrio no Signo de Escorpião. A Lua em Touro, seu Signo de Exaltação, acha-se na 10ª Casa e em Oposição a Urano, que também se posiciona em seu Signo de Exaltação, Escorpião, Regente dos órgãos geradores. Tão fortemente situada, a Lua exerce a máxima influência sobre a vida e saúde do rapaz. Sua Oposição ao libidinoso Urano ele tende a ser muito libertino, não convencional nos amores, atraído como é por mulheres de classe inferior. Com Júpiter afligido regendo o sangue arterial e com Netuno em Gêmeos na 11ª Casa – a Casa dos amigos – formando Quadratura com Vênus, que rege o sangue venoso, este rapaz pode ser levado a se relacionar com amigas indesejáveis. E, de fato, elas são responsáveis pela sífilis que lhe vitimou e lhe envenenou o sangue.
Em 1914, o Sol progredido se encontrava no primeiro grau de Escorpião, enquanto a Lua também progredida se achava em Aquário, formando uma Oposição com o Ascendente e com Júpiter radical em Leão. A Lua formava também uma Quadratura com Saturno, Mercúrio e Urano radicais em Escorpião. Nesse mesmo ano, duas Luas Novas afligiram estes três últimos Planetas. A Lua Nova de 26 de janeiro ocorreu a 5º de Aquário, em Oposição com Júpiter e em Quadratura com Saturno e Mercúrio. A 25 de abril, a segunda Lua Nova ocorreu a 4º de Touro, formando Quadratura com Júpiter e Oposição com Saturno e Mercúrio. Nessa ocasião é que a doença venérea foi contraída.
Em 1918, por progressão, o Sol formou Quadratura com Júpiter radical em Leão, e em 1919 uma Conjunção com Saturno em Escorpião.
Nesse ano, contudo, a Lua progredida formou um Trígono com o Ascendente, e a 29 de maio do mesmo ano, 1919, ocorreu um eclipse solar a 7ª de Gêmeos, em Sextil com o Ascendente.
Não há dúvida de que essas vibrações salvaram a vida do rapaz durante o tempo em que o Sol progredido formava Aspectos adversos.
Em 1921, o Sol progredido entrou em Conjunção com Mercúrio radical. No dia 22 de abril, o eclipse da Lua cheia ocorreu a 2ª de Escorpião, em Oposição ao Sol e Vênus em Trânsitos. Na mesma ocasião, Marte em trânsito estava na órbita de Conjunção com a Lua radical e em Oposição a Urano. Entre março e junho daquele ano, o moço foi submetido a uma operação para extirpar um abscesso sob o diafragma, o qual ficou purgando por muito tempo e exigiu, por isso mesmo, um tubo de drenagem. Os médicos diziam que o pus era proveniente dos pulmões, embora o paciente discordasse disso por nunca ter tido problemas com esses órgãos. Não obstante, o horóscopo mostra que o diagnóstico dos médicos estava correto, pois Netuno em Gêmeos – Regente dos pulmões – afligido por uma Quadratura de Vênus no Signo Comum e de Terra de Virgem, obstruía o fluxo de sangue venoso para os pulmões, o que causava oxigenação deficiente. Com a corrente sanguínea poluída pela terrível doença da sífilis, e com o sangue arterial (regido por Júpiter) e o sangue venoso (regido por Vênus) obstruídos, o órgão mais fraco – os pulmões – naturalmente tinha de receber o veneno produzido no sangue.
Após se recuperar um pouco da operação, o paciente voltou para casa. No dia 25 de abril foi levado de volta ao hospital (ou seja, três dias depois do eclipse total da Lua em Escorpião) com um caso de caxumba, segundo pensou-se primeiramente. Garganta, mandíbula e laringe, tudo estava muito inchado e inflamado. Alguns médicos diagnosticaram, mais tarde, essa condição como actinomicose, doença infecciosa crônica incidente no gado e, às vezes, transmissível ao ser humano. Mas havia divergência de opiniões entre eles. Alguns sustentavam tratar-se de câncer.
Como a Lua é o Astro mais gravemente afligido no mapa natal, em 1922, quando ela alcançava, por progressão, a Oposição a Saturno e Mercúrio radicais e formava Quadratura com Júpiter na 10ª Casa no Signo de Touro, de modo natural a doença alcançou o estágio em que o corpo ficou impossibilitado de se livrar dos venenos que acumulara durante oito anos. Em 1922, houve duas Luas Novas que contribuíram para o desfecho da crise. A 27 de janeiro, uma delas ocorreu a 7º18’ de Aquário, em Oposição a Júpiter radical e formando Quadratura com Saturno e Mercúrio radicais. A 27 de abril, a outra Lua Nova ocorreu a 6º 9’ de Touro, estabelecendo Quadratura com Júpiter e Oposição a Saturno e Mercúrio. Todas essas aflições derivaram de Touro e Escorpião e se refletiram neles. As tonsilas, a laringe e a garganta, por conseguinte, receberam a maior parte do pus gerado no corpo. O resultado foi a morte.
Houvesse esse jovem, depois de contrair a doença, levado uma vida de abstinência de alimentos muito condimentados, de fumo, de carnes, de bebidas alcoólicas etc., poderia ter-se curado e vivido talvez por mais tempo. Mas aos venenos que se acumularam, principalmente nos pulmões, foram acrescentadas mais impurezas devido à ignorância sobre dietas.
Mulher, nascida em 29 de julho de 1881, às 6:00 PM
Capricórnio, Signo saturnino da quadruplicidade Cardeal, está no Ascendente, e seu Regente, Saturno, se encontra na 4ª Casa – a Casa do lar – no Signo determinado, obstinado e persistente de Touro, formando uma Quadratura com o vitalizante Sol no Signo Fixo de Leão, Regente do coração. Isso tende a obstruir as forças vitais. A vitalidade é reduzida, a atividade do coração é lenta, especialmente porque Júpiter, Regente da circulação arterial, se encontra afligido pela Conjunção com o ígneo Marte. Essa é uma condição latente que pode trazer à nativa muitos grandes problemas depois do período da menopausa. O trabalho de seu coração pode, então, ser mais aflitivo do que antes.
Quando ela se voltou para a Sede Mundial da Fraternidade em busca de cura, no começo de 1914, a Lua progredida formava uma Oposição aos Astros afligidos em Touro, na 4ª Casa. O médico que a vinha tratando de catarro no estômago e nervosismo fracassou na tentativa de ajudá-la. Por ser muito cética, ela não acreditava em cura espiritual, mas amigos que haviam sido curados pelos Auxiliares Invisíveis persuadiram-na a escrever para a Sede Mundial a fim de obter um diagnóstico. Assim, ela não pediu cura, mas somente queria saber qual era o problema com a sua parte física, informando que os médicos não podiam descobrir a causa da precariedade geral da sua saúde.
Em nosso diagnóstico, lhe dissemos que ela não havia se desenvolvido normalmente. Com o obstrutor Saturno em Conjunção com Netuno no Signo da garganta, a indicação era de problemas na puberdade, tais como menstruações restringidas, adenopatias e inflamações das tonsilas. Isso tinha uma ação reflexa sobre o Signo oposto, Escorpião, Regente dos órgãos genitais, resultando em que esses órgãos jamais puderam alcançar um desenvolvimento pleno. Netuno ocasiona essa tendência quando afligido, especialmente nos Signos de Touro e Escorpião, e quando em Conjunção ou Oposição a Saturno. Nesses casos, os órgãos genitais ficam subdesenvolvidos, de modo que os partos se tornam difíceis e dolorosos. Essa mulher teve quatro filhos e em cada parto sua vida esteve por um fio. O resultado foi problemas uterinos.
Há, também, uma tendência de catarro no intestino delgado, porque temos a Lua, Regente do Signo de Câncer – que é Regente do estômago – posicionada no Signo de Virgem – Regente do intestino delgado – em Conjunção com o espasmódico Urano, mostrando quanto o intestino funcionava espasmodicamente e que, portanto, o alimento não era bem assimilado apropriadamente. Este Aspecto também interferiu na digestão dos alimentos no estômago, já que a Lua é a Regente daquele órgão; isso se agravou pela Quadratura entre Lua e Vênus.
Urano em Conjunção com o Regente da 7ª Casa, a Lua, significa desarmonia no Casamento. O marido indicado por este Aspeto é de natureza nervosa, irritável e gosta de beber (Vênus em Quadratura com a Lua). Uma separação está indicada. Essa mulher admitiu que havia tido problemas com o marido, que ele a havia abandonado subitamente e que se viu obrigada a sustentar seus quatro filhos. Alguém com Saturno, Netuno, Júpiter e Marte em Touro, se afligindo uns aos outros, tende a criticar e ser severa no lar, mas ao mesmo tempo tende a ser muito frugal e laboriosa, não poupando a si mesma, mas trabalhando sempre além de sua capacidade física.
Devido às condições observadas, essa mulher havia se convertido num frangalho, nervos em ruína, com sério problema uterino e catarro estomacal e intestinal. Era incapaz de trabalhar um dia inteiro. Em dois meses, contudo, mediante a ajuda dos Auxiliares Invisíveis, ela se capacitou para assumir um emprego e se tornou uma mulher saudável e feliz. Nós lhe recomendamos uma dieta racional, cuidadosa e que eliminasse a ingestão de líquidos às refeições, pois alguém com as condições astrais aqui examinadas gosta de beber muito durante as refeições. Isso, às vezes, é perigoso para aqueles cuja assimilação é fraca e quando há falta de fluidos digestivos no estômago e nos intestinos.
Mulher, nascida em 3 de junho de 1884, às 9:00 PM
É evidente, olhando a figura acima, que a nativa possui um temperamento nervoso e inquieto, haja vista que Mercúrio, Planeta que governa a Mente e os nervos, está em Conjunção com sua oitava superior, Netuno. Isso a faz muito tensa. Saturno, o Planeta da obstrução, forma uma Conjunção com o Sol vitalizante no Signo mercurial de Gêmeos. Isso diminui as correntes de vida solar que alimentam os nervos, de modo que, em vez de assimilar uma abundância dessa vitalidade, tal como a exigida para alimentar os nervos de uma pessoa tensa, ela só consegue uma quantidade abaixo do normal e, portanto, ela fica “no limite” e vive “para baixo”. Junte-se a isso o fato de Marte, o Planeta da paixão, estar em Quadratura com Mercúrio, o Planeta da Mente, o que torna muito impaciente, e que a Lua, Regente da Mente imaginativa, está em Quadratura com Vênus, o Planeta do amor, e então se compreenderá que essa pessoa é muito infeliz e vive sempre inconformada com sua condição e seu meio ambiente.
Seu problema é devido aos efeitos pós-parto. O mapa astrológico fornece uma boa descrição do caso. Mercúrio está em Conjunção com Netuno na 5ª Casa, governante dos filhos, indicativo de uma condição anormal. O luminar dos partos, a Lua, se encontra em recepção mútua e Quadratura com Vênus. Marte na 8ª Casa, que indica o tipo de morte, está em Quadratura com Mercúrio na 5ª Casa, Regente dos filhos, mostrando o emprego de instrumentos, perda de sangue e um grande choque no sistema nervoso por ocasião do parto. Com efeito, ela deve ter estado à porta da morte naquele momento. Mas Saturno em Conjunção com o Sol, ao mesmo tempo que solapa as forças vitais, também faz se agarrar à vida com tenacidade. Infelizmente, para essas pessoas, elas não morrem depressa; elas prolongam sua agonia, fardo quase insuportável tanto para elas como para os que forçosamente têm de viver ao seu lado. Ninguém mais deve ser tão lamentado. Porém, os longos anos de invalidez, indicados pela Conjunção de Saturno com o Sol na 6ª Casa, devem ser-lhe necessários para que esta alma seja aquinhoada com alguma qualidade que lhe falta e que tem se recusado a cultivar por outros meios mais simples, caso contrário nosso Pai do Céu jamais teria adotado medida tão drástica para lhe ensinar a lição.
Do ponto de vista do curador ou da curadora, um caso de Saturno em Conjunção como Sol na 6ª Casa é quase – se não totalmente – sem esperança, em especial se há um Signo Fixo na cúspide, porque esses pacientes podem ser hostis, descrentes e rebeldes a tal ponto que neutralizarão todos os esforços para ajudar a natureza a lhes restaurar a harmonia. O principal a fazer com essa paciente deve ser levá-1a a entender corretamente a causa espiritual de seu estado. Se ela puder ser convencida a orar pedindo luz para ver a lição e uma oportunidade para corrigir seu erro, seja este da vida passada ou da vida presente, sua mudança de atitude mental poderá gerar uma mudança tal que a cura poderá se verificar, ou a morte apressará sua libertação.
Durante esse tempo ela precisará ser alimentada de maneira a suprir de Éter seu sistema nervoso. Leite de vaca, ainda morno e fresco, assim como hortaliças cruas, contêm abundância desse elemento. Pela Lei de Compatibilidade, o melhor curador ou a melhor curadora seria alguém com Áries ou Leão no Ascendente e cujo Saturno não esteja em Gêmeos.
Mulher, nascida em 7 de fevereiro de 1866, às 3:30 AM
Sagitário está no Ascendente nesse horóscopo. No livro “A Mensagem das Estrelas” lemos que esse Signo produz duas classes diferentes: o tipo superior e sublime, que aponta sua seta para as estrelas, e o tipo que responde e cede aos instintos e desejos animais. O segundo tipo não pensa no futuro. Como uma criança, se diverte ao máximo, vivendo apenas o dia-a-dia, jamais se prevenindo para dias piores. Dê-se a tal pessoa um milhão de dólares e, em que pese isso, ainda assim ela ficará pobre. Seus maiores inimigos são seus próprios gostos.
No horóscopo sob consideração, temos o Regente Júpiter no Signo de sua Queda, Capricórnio, na 1ª Casa. Júpiter está, também, em Conjunção com o ígneo Marte, em seu Signo de Exaltação Capricórnio. Isso dá a Marte um grande poder para o mal, mais do que para o bem. Os Astros atuam por reflexo, muitas vezes afetando o Signo oposto àquele em que se encontram, como no presente caso, em que Câncer sofre os efeitos da Conjunção entre Marte e Júpiter. Esses Planetas denotam volume, de maneira que quando afetam o Signo de Câncer, a pessoa é capaz de fazer de seu estômago um deus. Sua alimentação precisa ser a melhor, a mais saborosa e condimentada.
O Regente de Câncer, a Lua, está afligida no Signo Fixo de Escorpião (Regente dos órgãos genitais) por uma Conjunção com Saturno, uma Quadratura com Vênus e com o Sol. A Lua é o Astro da fertilização e fecundação, de modo que quando se encontra em Escorpião, no horóscopo de uma mulher, indica que ela está apta para ter muitos filhos. No entanto, quando o Planeta da obstrução, Saturno, se encontra também nesse Signo e afligido, os órgãos da reprodução são, às vezes, reduzidos, conforme é o caso dessa mulher. Por ocasião do nascimento de seu primeiro e único filho, ela esteve três dias em trabalho de parto, sofrendo horrivelmente. Isso a fez temer partos e recorrer ao aborto, prática das mais arriscadas e viciosas. Devido a Lua estar em Escorpião, a nativa engravidava frequentemente e o seu pavor a partos a levava a se servir de certos recursos para destruir os fetos. Tornou-se assim uma assassina aos olhos de Deus. O abuso continuado se converteu, depois, no mais perigoso caso de intoxicação sanguínea, que lhe roubou a saúde e a fez uma inválida crônica.
Em virtude da alimentação copiosa que ela, indulgentemente, manteve por muitos anos, seu sistema se saturou de venenos, e devido a Vênus, Regente do sangue venoso, e Júpiter, Regente do sangue arterial, estarem afligidos, todas as impurezas foram atraídas às partes do Corpo onde esses Planetas se encontravam, isto é, Capricórnio e Aquário. Lentidão orgânica do Corpo sempre se observam nas partes correspondentes aos Signos em que Vênus e Júpiter estão afligidos. Geralmente as cinzas se depositam ali. Essa mulher ficou incapacitada para andar durante cinco anos antes de morrer, o que ocorreu em fevereiro de 1920. Não fomos capazes de determinar o dia exato de sua morte. Em fevereiro, a Lua progredida formava Quadratura com Vênus radical. Mas os Aspectos progredidos, por si só, não lhe levariam à morte.
Nós devemos buscar os Astros excitantes, Astros em Trânsito. A Lua Cheia de 4 de fevereiro ocorreu a 14º16’ de Leão, em Oposição a Vênus e Sol radicais, e em Quadratura com Saturno e Lua, também radicais. Esses Aspectos, assim pensamos, foram responsáveis pelo falecimento da nativa.
Quão maravilhosamente preciso é o diagnóstico pelos Astros! Toda vez que essa mulher adoecia gravemente, o que estava sempre acontecendo, seus parentes informavam se tratar de peritonite. No entanto, não encontramos nenhuma aflição no intestino delgado, mas nos órgãos geradores que tinham afecções graves.
Mulher, nascida em 21 de junho de 1899, às 5:30 AM
Esse horóscopo é o caso de uma jovem filha de pais ricos, conforme indica o Sol, que é o Regente da 2ª Casa em Trígono com Júpiter. Primeiramente, nós consideraremos a sua capacidade mental, já que essa é a primeira coisa a se considerar quando se vai lidar com alguém. O Sol está na 12ª Casa, mostrando que, em certo sentido, o espírito se encontra aprisionado. O Sol está em Conjunção com a Cauda do Dragão, que exerce influência saturnina e tende a adicionar obstruções. Essas condições roubam a alegria da vida e enchem a alma de melancolia e medo, maus pressentimentos e pensamentos de que acontecerá algum mal iminente. Marte em Quadratura com a Lua, Regente da vida – desse horóscopo – indica revolta contra essa condição. A Quadratura de Marte com Vênus, contudo, reforça as tendências que roubam o prazer da vida. O Trígono do Sol com Júpiter e os Sextis de Marte com Sol, Mercúrio e Júpiter constituem influências atenuantes que emprestam alguma luz e vida à existência desta pobre alma. Os confortos proporcionados pelo dinheiro dos pais, como indicado por esses Aspectos, ajudam a tornar sua vida mais tolerável.
Com relação à saúde revelada nesse Mapa, em primeiro lugar se pode notar Câncer, um Signo fraco, no Ascendente. Quatro Astros se posicionam na 12ª Casa, o que nesse caso denotam confinamento a uma cama para doentes. Saturno, na 6ª Casa, que diz respeito à saúde, é um indício suficiente de que essa será uma vida de sofrimento. Saturno, o principal indicador desse quadro, mostra que as doenças serão profundas e crônicas. A Lua, que é o especial indicador de saúde no horóscopo de uma mulher, está a menos de 6º da cúspide da 6ª Casa, acrescentando assim seu testemunho na mesma direção. Marte em Quadratura com a Lua próxima à 6ª Casa torna a nativa sujeita a cirurgias. O Sol em Conjunção com a saturnina Cauda do Dragão na 12ª Casa faz dessas cirurgias algo extremamente perigoso, pois deixa a nativa sem vitalidade suficiente para suportar essas cirurgias e se recuperar. Além do mais, em 1914, o Sol progredido havia alcançado a órbita de influência de um Paralelo com Saturno radical. Portanto, nessa época, ela teve menos vitalidade que nos anos anteriores. Quando, em outubro de 1913, a Lua entrava em Oposição a Saturno na 6ª Casa, já se podia admitir que naquela época a situação se tornara crítica.
Marte governa os músculos e o segmento motor da medula espinhal. Ele forma Quadratura com a Lua, que governa os nervos simpáticos, e outra Quadratura com Urano, que causa movimentos espasmódicos. Fica evidente, pois, que os nervos foram afetados e que a jovem não tem firmeza no controle de seus membros. Netuno governa o canal vertebral e aqui ele forma uma Oposição com Saturno, o Planeta da obstrução. Essa configuração ocorre no Signo de Gêmeos e Sagitário, da 6ª Casa à 12ª Casa. É claro, portanto, que há um problema de obstrução no canal espinhal, denotada por Saturno.
A obstrução será localizada na região indicada pela Conjunção entre Netuno, o Sol e a Cauda do Dragão a 24º29′ de Gêmeos, ou seja, na região dorsal. Os médicos não foram capazes de diagnosticar esse caso, o qual, triste é dizê-lo, não pode ser curado por nenhum recurso físico. Existe apenas um método, a saber: a dilatação do canal vertebral por meio de repetidas massagens INTERNAS feitas por dedos materializados dos Auxiliares Invisíveis. Como a jovem não nos solicitou ajuda de cura, lamentamos dizer que não podemos cuidar do seu caso; mas, se cuidássemos, aconselharíamos um curador ou uma curadora com Escorpião no Ascendente e com Saturno nem em Câncer e nem em Sagitário, o qual atuaria sob a direção dos Irmãos Maiores, quem então fariam o trabalho.
Homem, nascido em lº de fevereiro de 1918, às 12:30 AM
Temos aqui o horóscopo de um menino com Signos Fixos em todos os quatro ângulos e com o Signo marciano de Escorpião no Ascendente. A primeira coisa em que pensamos, quando examinamos um horóscopo para a diagnose de doença é verificar se o paciente possui suficiente força de vontade para dar a necessária cooperação ao curador ou a curadora, pois se ele tem persistência para lutar pela sua vida, se ele quer seguir as prescrições que lhe forem ministradas, então essa colaboração se torna a tarefa menos difícil. O trabalho, porém, é duplamente árduo quando se trata de um paciente com Saturno elevado na 10ª Casa e em Conjunção com o Meio-do-céu, em Quadratura com o Ascendente e com o Signo teimoso de Escorpião nesse Ascendente. Uma cura realizada contra a teimosia da vontade de tal paciente pode ser, verdadeiramente, classificada de milagrosa.
Como de regra, ao diagnosticar pelo horóscopo levamos em consideração o Astro adverso mais forte. Aqui, encontramos o obstrutor e restritivo Saturno em Conjunção com o Meio-do-céu, também em Conjunção e Paralelo com Netuno e em Oposição ao Sol vitalizante. Saturno está no Signo do Sol – Leão – e o Sol está no Signo de Saturno, Aquário. Quando os Astros se acham em recepção mútua, isto é, em Signos trocados, conforme estão Saturno e o Sol nesse horóscopo, e especialmente quando se encontram em ângulos e em Signos Fixos, podemos contar com a mais teimosa e enraizada causa da enfermidade.
No Livro “A Mensagem das Estrelas” nós dissemos que Leão rege a medula espinhal e que Netuno rege o canal vertebral. Nesse horóscopo nós vemos os 10º de Leão ocupando a cúspide da 10ª Casa e o vitalizante Sol em Oposição a Netuno, a Saturno e ao Meio-do-céu. Pode-se ter aflição mais acentuada que essa, especialmente por Leão reger a medula espinhal e Netuno o canal vertebral, o último dos quais contém o Fogo espiritual espinhal, a vida do Pai?
Quando esse Fogo espiritual se encontra obstruído por Saturno e Sol, pode-se concluir que tal aflição resulta de graves erros cometidos em vidas anteriores. O desperdício de fluidos vitais, o abuso da faculdade geradora, é pecado contra o Espírito Santo que acarreta ao Ego a punição mais severa, como é o caso desse menino, que foi atraído por pais adequados, como instrumentos, a lhe proporcionar um corpo em que o espírito pudesse sofrer pelos pecados passados. E que lamentável futuro o aguarda! Ele nunca pôde andar nem falar. Precisam lhe pôr comida na boca, e seu corpo, decididamente, não serve para nada.
Pode-se perguntar: há alguma esperança para esse menino? Sim, em certa medida. No entanto, o Planeta da razão, Mercúrio, não tem nenhum Aspecto, por cujo motivo não podemos esperar ajuda desse quadrante do horóscopo. Entretanto, Marte, aqui governante do Ascendente e da 6ª Casa, ambos Regentes da saúde, é o Planeta mais forte e mais bem aspectado do horóscopo. Posiciona-se na 11ª Casa em Libra, em Conjunção com a Lua e em Trígono com Júpiter; e se pode dizer também que ele está em Sextil com Saturno, mesmo parecendo fora da órbita de influência, pois Saturno está retrógrado e, portanto, projetando sua influência na direção de Marte. Pode-se esperar, ainda, que Marte receba alguma ajuda do vitalizante Sol, já que a órbita desse é maior que a dos outros Astros.
Quando um paciente tem Signos Fixos nos quatro ângulos e Marte bem aspectado, ele é capaz de se esforçar mais para vencer do que uma pessoa sem essas influências. Esse menino deve ficar aos cuidados e no lar de alguém que tenha Escorpião ou Áries no Ascendente e afastado de seus pais, porque o lar, sob a regência do pai, não é lugar para ele. Com essa mudança e cuidados especiais, é possível que consiga, ao menos parcialmente, controlar seu Corpo e se capacite a andar e se alimentar sozinho, mas nunca será bastante vivo mentalmente e, até certo ponto, será sempre um pesado fardo para seus pais.
Mulher, nascida em 17 de março de 1889, às 7:04 AM
O Signo marciano de Fogo de Áries está no Ascendente, com Marte, Regente do horóscopo, em seu próprio Signo e na 1ª Casa, proporcionando grande energia e impulsividade. Marte, também, está em Oposição ao excêntrico Urano, o que torna essa jovem incapaz de usar a moderação no que quer que seja. É semelhante a um foguete disparado com grande força no ar: tão logo seu combustível se esgota, cai de volta ao chão, inerte e sem brilho. Com o vitalizante Sol, Regente da 6ª Casa, a das doenças, no Signo de Água e negativo de Peixes, posicionado na 12ª Casa e em Oposição a aquosa Lua, que por sua vez, se encontra na Casa das doenças e no Signo de Terra e Comum de Virgem, essa paciente não dispõe de vitalidade suficiente para resistir ao ímpeto da dupla influência ígnea no Ascendente, pelo que suas forças se esgotam cedo.
Mercúrio está no Signo mental e Fixo de Aquário, em Sextil com Marte. Isso torna a nativa muito ágil e ativa mentalmente, mas se aplica com tanto ardor àquilo que lhe interessa, que seu sistema nervoso sofre. Isso se intensifica pela Quadratura de Mercúrio à sua oitava superior, Netuno, em Touro.
O Sol afligido e interceptado na 12ª Casa, em Peixes, indicaria uma vida muito infeliz e cheia de restrições na infância. E como a Lua, Regente da 4ª Casa, a Casa do lar e da mãe, se encontra afligida, mostraria que muitas daquelas restrições procederiam dessa direção.
Aprendemos dos Ensinamentos Rosacruzes que nessa vida construímos o arquétipo do Corpo que vamos habitar na vida futura e que somos atraídos para pais que são capacitados moral, mental e fisicamente a nos fornecer esse Corpo. No caso presente, essa jovem foi atraída a uma mãe egoísta e neurastênica, pois a Lua afligida em Virgem e na 6ª Casa representa a mãe. A Lua aflige também o intestino delgado, produzindo assimilação fraca do alimento e, consequentemente, de vitalidade reduzida. Saturno, Regente da 10ª Casa e representante do pai, forma Quadratura com Vênus em seu próprio Signo, Touro, Regente da garganta e do paladar, o que demonstra ser o pai amigo das bebidas; de fato, ele era um ébrio. Isso confirmaria as indicações do Sol afligido no Ascendente, isto é, uma vida difícil, com muitas privações na infância.
Vejamos, agora, como as aflições entre Saturno e Vênus puderam lhe afetar a saúde. Sendo Leão Regente do coração e da medula espinhal, quando o restritivo Saturno se posiciona nesse Signo em Quadratura com Vênus, Regente do sangue venoso, causa uma limitação na circulação. No livro: A Mensagem das Estrelas vemos que Saturno em Leão provoca uma tendência para doenças e curvatura na espinha. O corpo físico é a contraparte cristalizada dos veículos mais sutis. O Corpo Vital mantém juntos os átomos físicos. Esse Corpo, que é regido pelo Sol, envolve e interpenetra o físico. Se o Sol está afligido num horóscopo, o fluido vital é obstruído e o Corpo Vital adoece, já que essa força invisível entra no corpo através do baço, também regido pelo Sol. Por conseguinte, vê-se logo que os fluidos vitais foram obstruídos desde a infância.
A situação dessa moça foi diagnosticada pelos médicos como tuberculose da espinha, ou doença de Pott[36]. Em dezembro de 1918 e em janeiro de 1919, ela sofreu sérios ataques de inflamação da espinha, sendo então submetida a várias cirurgias de coluna vertebral.
É muito difícil curar essa paciente, em virtude de sua grande impulsividade e gasto da vitalidade. Com Sol e Lua afligidos nas 6ª e 12ª Casas, ela dissipará sua resistência e poderá se rebelar contra qualquer restrição.
Ela tem Vênus na lª Casa, em Touro, e em Trígono com Júpiter na cúspide do Meio-do-céu. Isso, mais Netuno em Touro formando Sextil com o Sol, deve lhe proporcionar excelente habilidade musical e a faculdade de escrever e improvisar música. Com o corpo físico aleijado, o consequente sofrimento deverá lhe suavizar a natureza e revelar seu lado espiritual. Netuno forma Trígono com a Lua, em virtude do que essa jovem poderia desenvolver seu talento para a música inspirada e espiritual, que lhe resultaria em crescimento anímico notável. Só nessa vida de sofrimento, essa alma alcançará maior progresso espiritual do que conseguiria em três vidas comuns com saúde perfeita.
Homem, nascido em 18 de janeiro de 1919, ao meio-dia
Nessa lição tentaremos mostrar como um médico, que só pode observar os indícios físicos superficiais, e cujos diagnósticos dependem unicamente da análise dos sintomas, pode se enganar em sua diagnose, e como a ciência da astrodiagnose prova que a debilidade orgânica é indicada já no nascimento. “Uma corrente é tão forte como o mais fraco dos seus elos”, diz o provérbio, e o mesmo se dá com o corpo físico. Podemos viver calmamente muitos anos, aparentemente em boa saúde, e de repente surgir algo errado, como se um elo começasse a se partir; a tensão a que submetemos nosso corpo físico pode causar o colapso da parte mais fraca.
Esse horóscopo é o de um menino com o Signo Fixo de Touro no Ascendente e com o Sol em Capricórnio, na cúspide do Meio-do-céu. Uma vez que o vitalizante Sol forma apenas um Semisextil com Marte e Urano, além da Conjunção com o Meio-do-céu, o garoto não pode esperar muita ajuda desse luminar. Urano se encontra em seu próprio Signo, Aquário, elevado na 11ª Casa, em Conjunção e Paralelo com o dinâmico Marte e em Oposição e Paralelo com o obstrutivo Saturno, que se posiciona no Signo Fixo de Leão, na 5ª Casa. A Lua também se acha nesse mesmo Signo, em Conjunção com Saturno e Oposição a Marte e Urano.
No Livro “A Mensagem das Estrelas” nós dissemos que Saturno afligido em Leão explica a tendência para doenças da coluna vertebral e esclerose da medula espinhal. A Lua rege o fluido sinovial e está afligida por Saturno, que rege os ligamentos e as estruturas ósseas e, se encontrando ambos – Lua e Saturno – no Signo de Leão, que rege a coluna vertebral, pode-se esperar que a sede do problema esteja nesta última região. Saturno resseca e causa atrofia. Por conseguinte, pode-se diagnosticar esse caso como carência de fluido sinovial para lubrificar as vértebras da espinha, e também perda de resistência dos tendões que ligam os ossos da coluna vertebral.
O resultado é que essa criança, embora bem constituída e desfrutando aparentemente de saúde regular, é incapaz de sustentar seu próprio peso sobre as pernas. Elas ficam contraídas toda vez que a enfermeira tenta ensiná-lo a pôr-se de pé. Partindo de Signos Fixos, essa aflição dificilmente pode ser vencida, a menos que se realize um milagre de cura espiritual, embora, pacientes massagens com azeite de oliveira sobre a região da coluna vertebral e um cuidadoso regime vegetariano podem ajudar essa criança consideravelmente.
Homem, nascido em 13 de dezembro de 1868
Esse horóscopo leva a um diagnóstico muito diferente. Não dispondo da hora de nascimento, vamos usar uma carta natural.
Nesse caso, a Lua também se encontra em Conjunção com o obstrutivo Saturno, mas no Signo de Sagitário, Regente dos quadris. Saturno está em Conjunção e Paralelo com Mercúrio, formando ainda uma Quadratura com Marte. Em 1914, depois de um ataque de febre tifoide, esse homem ficou incapacitado e teve que usar muletas para andar. Não podia ficar de pé sem cambalear. Os médicos acreditavam se tratar de uma fraqueza sediada na coluna vertebral, ao passo que a astrologia diagnosticou o caso como um ressecamento dos fluidos sinoviais das juntas dos quadris. Ao pôr-se de pé, ao se curvar ou ao adotar uma posição forçada, o peso é posto sobre a região pélvica, e os ossos pélvicos escorregam de suas posições e vão pressionar o nervo ciático, que controla o plexo sacro e os membros. Uma pressão sobre este nervo pode resultar naquilo que se conhece como paralisia dos membros inferiores.
Contudo, um caso como este é curável. Uma pequena correção, feita por um médico osteopata ou por um quiroprático, é capaz de eliminar a pressão sobre o nervo ciático. Pode-se ver aqui a enorme diferença que existe entre a astrodiagnose e a diagnose médica. O curador ou a curadora, conhecedor dos Astros e de sua influência sobre o corpo físico, pode ver grandes diferenças em casos com os mesmos sintomas externos e físicos. Conhecimentos de fisioterapia corretiva, às vezes, também ajudam muito.
Homem, nascido em 6 de março de 1831, às 4:00 PM
Esse é o horóscopo de um homem que tem o Signo ígneo e Fixo de Leão no Ascendente e o obstrutor Saturno em Leão na 1ª Casa.
Sempre que Saturno se posiciona em um ângulo, num Signo Fixo ou perto do Ascendente, sua influência é muito mais destrutiva que em qualquer outro lugar, especialmente quando em Leão, Regente do coração. Então, nós podemos esperar que a pessoa carecerá de vitalidade. Especialmente no caso desse homem, uma vez que Saturno está em Quadratura com o dinâmico Marte e esse se encontra em sua Queda e próximo à cúspide da 10ª Casa, onde sua influência destrutiva pode resultar nos maiores estragos, em especial porque esses dois poderosos Planetas afligidores estão em Leão e Touro, os dois Signos mais poderosos no horóscopo. Esses dois Planetas têm naturezas opostas: Saturno é frio e úmido, enquanto Marte é quente e seco. Consequentemente, e em razão disso, pode-se esperar que o corpo sofra.
O Sol, Regente do Ascendente, posiciona-se na 8ª Casa, no negativo Signo de Peixes, em Quadratura com a Lua. Outra vez vemos aqui indícios de energia esgotada e falta de vitalidade.
Vejamos agora como funcionam essas aflições. A 10ª Casa significa o pai, de forma que Marte, afligido por uma Quadratura de Mercúrio e Saturno, e posicionado em Touro próximo à cúspide do Meio-do-céu, indicaria a morte do pai por acidente. Com efeito, aos 12 anos de idade, quando a Lua passava pelo Meio-do-céu e formava Conjunção com Marte, o pai morreu ao cair de uma árvore, deixando em penúria a mãe e os três irmãos pequenos. Isso forçou o filho mais velho, cujo horóscopo estamos delineando, a trabalhar para ajudar a mãe a ganhar o sustento. Assim, empregou-se como ajudante de ferreiro nas proximidades da casa, de modo que, com apenas 12 anos, era obrigado a fazer o trabalho de um homem quando manejava o malho. Como resultado, as válvulas do seu coração não se desenvolveram plenamente. Sofreu por anos, e toda vez que alcançava sucesso financeiro, sua saúde fracassava, forçando-o a abandonar tudo e a trocar de clima em busca de alívio. Diante do problema, houve médicos que lhe diagnosticaram tuberculose, outros que lhe diagnosticaram asma. Todos os indícios eram de asma, mas os acessos eram intermitentes. A cada inverno passado no clima frio do leste ele se acamava, vitimado por pneumonia ou por congestionamento dos pulmões.
Vemos aqui um efeito de aflição do Sol em Quadratura com a Lua partindo dos dois Signos Comuns, Peixes e Sagitário. Mercúrio está no Signo Fixo de Aquário, em Oposição a Saturno e em Quadratura com Marte em Touro, Regente da garganta, que proporcionaria alguma tendência para contração nervosa da traqueia.
Agora, achamos as aflições astrais indicativas de problemas valvulares do coração e fraqueza pulmonar, no entanto o homem morreu foi de um abscesso no fígado. Onde se acha a indicação de problema no fígado? Marte em Touro está em seu Detrimento. Esse Planeta é o mais forte nesse horóscopo; de fato Marte pode ser considerado o Regente da vida. Quando no Signo que rege a garganta, Marte faz desejar delícias para o paladar e produz uma tal sede que, muitas vezes, conduz às bebidas fortes. No caso presente, Marte forma Sextil com o Sol e Trígono com Netuno. Esse último rege os narcóticos e às vezes predispõe ao seu uso. Aqui está predisposição que foi convertida em gosto anormal por café preto e forte. Em vez de saciar a sede com água, esse homem bebia café frio e em grande quantidade.
Marte em Touro também produz um apetite anormal, indicando alguém que é capaz de comer demais. Com a vitalidade reduzida por causa do problema do coração e da pobreza de oxigenação nos pulmões, o nativo se tornou incapaz de fazer esforços físicos, o que veio lhe dificultar a eliminação do excesso de comida. Consequentemente, seu pobre fígado não podia vencer a sobrecarga, pelo que se tornou um depósito de venenos criados pelo excesso de comida não absorvida pelo sangue. Júpiter rege o fígado; ele está em Conjunção e Paralelo com Urano na 6ª Casa, a das doenças, e em Paralelo também com a Lua. Naturalmente, seu fígado deveria ser moroso e se sobrecarregava com facilidade.
Se esse homem tivesse vivido normalmente, teria alcançado uma idade bem avançada, apesar das aflições astrais. Porque com Marte elevado e em
Sextil com o Sol, com a Lua em Sextil com Júpiter e com Signos Fixos nos ângulos, não haveria razão para falecer tão cedo, ainda na metade da vida.
Homem, nascido em 13 de novembro de 1885, as 8:52 PM
Inicialmente julgaremos a dimensão mental, de modo a nos capacitar melhor a lidar com nosso paciente, pois as tendências e qualidades básicas da Mente exercem uma influência muito determinante na maneira de encarar a doença, e devemos estar preparados para enfrentar suas ideias, de tal modo que inspiremos confiança. Mercúrio, Regente da 3ª Casa, governa a Mente inferior. Seu Paralelo com Saturno, o Planeta da obstrução, refreia essa volúvel constituinte da personalidade e lhe imprime sagacidade, mas esse Aspecto proporciona também uma inclinação para se deter no lado sombrio das coisas; entre outras coisas, isso resulta em pessimismo e melancolia. Marte, no Signo mercurial de Virgem, em Quadratura com Mercúrio, torna o nativo cínico e facilmente irritável.
Saturno em Câncer, o Signo do estômago, indica digestão obstruída. Sua Oposição a Vênus e a Quadratura de ambos a Urano em Libra é indicação de que a circulação venosa também se encontra obstruída, especialmente a das veias renais, condutoras do sangue dos rins (Urano em Libra), e a do sistema porta, que conduz o sangue do estômago (Saturno em Câncer) através do fígado. Saturno rege a vesícula biliar, de forma que sua posição em Câncer, em Quadratura com Urano no Signo dos rins (Libra), é indício de concreções sedimentárias em ambos desses órgãos. Do mesmo modo que o tijolo é barro cozido, endurecido pelo calor do forno, assim também esse sedimento se converte em cálculos biliares e calculose renal[37] pela ação restritiva de Saturno, quando Marte acende a raiva. Vingança e raiva impotentes e acumuladas, à espera de oportunidade para desforra; injustiça recordada sempre, em vez de esquecida, por muito danosa que tenha sido: essas são as verdadeiras causas de um dos mais dolorosos males que a carne herdou.
O Trígono entre Júpiter e Netuno mostra ao nativo o caminho da libertação, através de um apelo à sua natureza superior, pois nele existe uma benevolência básica que pode ser invocada. É claro que os tratamentos físicos podem e devem ser ministrados; contudo, mesmo que esses tratamentos provem ser eficazes no momento, não deixam de ser simples paliativos, pois enquanto o paciente não muda de atitude mental, sua cura não pode ser definitiva. Raivas acumuladas formarão novos cálculos para substituir os que foram eliminados ou dissolvidos pelo tratamento. Imprimir fortemente esse fato na Mente do paciente é o primeiro dever do curador ou da curadora. No caso presente, o mal está feito, de forma que só o cultivo de serenidade pode atuar como corretivo. No entanto, se observarmos esta configuração no horóscopo de uma criança, devemos advertir seus pais, isso para que esse traço de raiva latente possa ser erradicado antes que se apodere do menino ou da menina em crescimento. Sempre é melhor prevenir que remediar. Só ajudar as pessoas a reaver a saúde não basta; nosso objetivo deve ser ensiná-las a viver em harmonia com as leis do amor e da vida para não adoecerem nunca. Enquanto não nos convencermos totalmente disso, e não o pusermos em prática, estaremos falhando grandemente em nosso privilégio de servir.
Uma pessoa com Escorpião no Ascendente seria nossa primeira escolha quando selecionamos um curador ou uma curadora para esse caso; alguém com Touro no Ascendente viria a seguir, desde que nenhum deles tenha Saturno em graus incluídos nas lª e 6ª Casas do paciente. Tanto o tratamento mental como o físico devem ser feitos nas horas do Sol. Grandes doses de azeite de oliveira e abundantes goles de água morna também ajudam muito.
Homem, nascido em 23 de abril de 1850
O horóscopo nº 10C é de um juiz do Supremo Tribunal, cuja a hora do seu nascimento não podemos determinar, mas por certos acontecimentos de sua vida podemos deduzir que Capricórnio está na cúspide do Ascendente. Embora o autor jamais tenha conhecido esse homem pessoalmente, de sua casa veio a informação de que havia nascido por volta de 9:30 ou 10:00 PM. Isso situaria Júpiter e Lua no Meio-do-céu ou perto desse, ou mesmo na 9ª Casa, o que corresponderia ao seu caráter, pois, segundo informaram seus amigos, ele foi um juiz muito eficiente e justo. Havia muita desarmonia em seu lar, o que é indicado pelas posições de Saturno e Urano em Áries e na 4ª Casa, descrevendo a esposa impertinente e excêntrica. Saturno em Quadratura com Marte em Câncer e na 7ª Casa também indica desarmonia e brigas entre o casal.
O juiz teve também grandes problemas com as fraquezas de seu filho único, que desperdiçava tempo em bebedeiras e imoralidades, gastando seu dinheiro com mulheres. Isso é indicado pela posição de Vênus na 5ª Casa, que rege os filhos e também os prazeres. Vênus está muito forte no Signo de Touro, Regente do paladar, e também forma Sextil com Marte em Câncer, Regente do estômago.
As pessoas com Capricórnio no Ascendente, cujo Regente, Saturno, esteja afligido, sempre tendem a se voltar para o lado sombrio da vida, a se deter nele, e quando Saturno faz Quadratura com Marte há mais disposição, mas não a do tipo explosivo. Regra geral, os capricornianos não conseguem perdoar nem esquecem a raiva reprimida, quando alimentada por anos, o que pode cristalizar a bílis na vesícula biliar, tendendo a formar pequenos cálculos, cuja eliminação causa dores atrozes. O juiz sofreu com essas pedras por cerca de vinte anos. Por volta de 1894, Saturno progredido se aproximava de uma Quadratura exata com Marte radical que pode ter sido à época em que esses cálculos começaram a se formar. Esse paciente se transferiu para a vida superior a lº de janeiro de 1916, quando Saturno, em trânsito, alcançava uma Quadratura com a sua posição radical.
Mulher, nascida em 14 de dezembro de 1855, às 10:00 AM
Esse horóscopo é de uma mulher que tem Capricórnio no Ascendente e cujo Regente, Saturno, se encontra na 5ª Casa, em Quadratura com o inflamatório Marte. Em nossos arquivos, temos observado certo número de horóscopos de pacientes que sofreram de cálculos na vesícula e constatado que tinham Saturno em Conjunção ou Quadratura com Marte. Nesse horóscopo Saturno se encontra na casa dos filhos, a 5ª Casa, em Quadratura com Marte na 8ª Casa. Os problemas dessa mulher surgiram das contrariedades que os filhos do primeiro casamento de seu marido – seus enteados – lhe causavam. Note-se como isso é indicado claramente por Mercúrio e Sol na 11ª Casa, que rege os enteados, em Quadratura com Netuno, Regente da 2ª Casa. A raiva e a desarmonia cresceram em seu lar em virtude das finanças do marido, e, como normalmente a natureza capricorniana não pode esquecer nem perdoar, ela guardou ressentimento até pagar o preço disso em 1903, quando sofreu o primeiro ataque de cálculos vesiculares, seguido de outro ataque 14 anos depois, por volta de 1917. A Lua progredida estava em Sagitário em 1903 e em Gêmeos em 1917. A data exata da enfermidade não foi dada, mas a Oposição e a Conjunção da Lua progredida com Saturno não deixam dúvida sobre a época certa.
Essa enfermidade é uma das mais dolorosas aflições. Quando os cálculos saem da vesícula, descendo apertadas pelo estreito conduto que vai ao duodeno, com muita frequência ficam entaladas em certo trecho desse conduto, causando enorme sofrimento. Um meio muito seguro, e geralmente o mais benéfico, para remediar a situação, é ter à mão meia xícara de azeite de oliveira e o suco de um limão. Regule-se o despertador para as três horas da madrugada; ao despertar nessa hora, deve-se tomar o azeite e depois o suco de limão. Evite-se o café da manhã, e coma-se muito pouco durante o dia. Esse procedimento deve ser repetido por três noites consecutivas, e na manhã do terceiro dia deve ser ministrado um purgante. Alguns usam para isso uma colher de sopa de sais de Epsom[38] com excelentes resultados. Se isso não surtir efeito, tente o mesmo remédio novamente duas ou três semanas depois.
Mulher, nascida em 24 de abril de 1862, à meia-noite
O Ascendente nesse tema está ocupado pelo Signo saturnino de Capricórnio, com Saturno, o Regente, interceptado na 8ª Casa. Quando deparamos com o Regente da vida situado tão fracamente e afligido, podemos procurar por alguém que muito provavelmente se tornará uma vítima, e não senhor, das circunstâncias; alguém que deixará os Astros governarem sua vida, em vez de ela própria regê-los.
Quando Saturno está afligido na casa das limitações, o nativo é muito melancólico, sempre olha para o lado escuro da vida e, se sofre fisicamente, tende, como os virginianos, a ceder à doença. Onde quer que Saturno, o Planeta da obstrução, se posicione no horóscopo, aí se pode achar problemas. No presente caso, ele se encontra em Virgem, Regente do intestino delgado, e em Conjunção com Júpiter, que rege a circulação arterial. Júpiter rege também as glândulas suprarrenais. A secreção dessas glândulas é necessária para tonificar o sangue, de modo que, quando restringidas por Saturno, se espera por complicações no sangue arterial.
Todavia não se julgue o horóscopo só por Saturno e sua influência. Vênus, o Planeta que rege o sangue venoso, se encontra em Conjunção com a Lua, Regente dos fluidos sinoviais, que lubrificam o Corpo. Vênus e Lua estão em Oposição a Júpiter e Saturno. Que efeitos teriam sobre o Corpo as aflições dos quatro Astros acima? Devido à influência restritiva de Saturno são esperados problemas na circulação arterial. Com o sangue venoso também restringido, não há liberdade para a circulação sanguínea, de forma que o efeito é o mesmo de uma corrente d’água estagnada, que fica turva e cheia de detritos venenosos. Nós podemos esperar que o sangue fique poluído e estagnado.
Extraímos dos alimentos uma certa quantidade de minerais, os quais são utilizados para a formação dos nossos ossos enquanto somos crianças; mas, depois de completado o crescimento, a partir de quando o Corpo só precisa de uma pequena parcela desses minerais, o excesso ingerido se deposita nas juntas e na corrente sanguínea, aderindo à superfície dos pequeninos vasos sanguíneos, do mesmo modo que o faz dentro de uma chaleira. Se a circulação é boa e o sangue tem liberdade de correr nas artérias e veias de maneira natural, esse depósito é insignificante; mas, na velhice, ou quando a circulação está prejudicada, esses minerais se depositam no sangue e causam o que se conhece comumente como esclerose ou endurecimento das artérias. Nesse caso, as paredes dos vasos sanguíneos são recobertas por uma substância mineral dura, ficando, consequentemente, o fluxo sanguíneo restringido; os músculos e juntas se tornam rijos e doloridos, e então, na medida em que essa condição se torna crônica, o indivíduo perde gradativamente o uso dos braços e das pernas e chega ao estado de invalidez permanente.
Nesse horóscopo, Júpiter e Saturno estão em Virgem, Regente do intestino delgado. Esse conduto estreito, mesmo tendo entre seis e oito metros de comprimento, cabe, dobrado, em pequeno espaço da região abdominal. É vincado com membranas mucosas e pequeninos vasos em forma de língua, que ajudam a digestão e absorção dos elementos alimentícios, após o que distribuem pelos fluídos brancos e vermelhos do corpo os vários minerais extraídos da alimentação. Se as membranas mucosas e essas vilosidades do intestino forem obstruídas por Saturno, como no caso dessa mulher, cuja Lua também recebe Oposição desse afligidor, então as secreções da linfa e do quilo – os fluidos brancos do corpo – ficam obstruídas e o sangue, em consequência, recebe pouca nutrição.
A nativa sofre muito de palpitações do coração, enxaquecas, pressão alta e uma constante dor nas costas e nos ombros. Quando o sangue fica muito moroso e carregado de cinzas, é lógico que o coração deve sofrer, pois quando, por excitação ou raiva indevidas, um excesso de sangue flui para ele e os vasos sanguíneos estreitados evitam o retorno fácil desse sangue dessa estação central, palpitações, pressão alta, ondas de sangue para a cabeça e diversas outras aflições naturalmente se manifestam.
Agora, que se pode fazer para corrigir essa condição? Antes de tudo, pode-se recomendar uma dieta simples e leve, com pouquíssima massa, menos açúcar e mais cebola crua, alface, espinafre etc. Que mantenha sempre os intestinos livres e faça fricções a seco no corpo com um par de luvas de banho, todas as manhãs ao se levantar e todas as noites antes de ir para a cama. Infelizmente, uma mulher com o Sol sem Aspecto, exceto por um Semisextil a Netuno, como nesse caso, e com Astros afligidos em Virgem e Peixes, não pode se esforçar para ficar boa. É muito menos trabalhoso descambar para a invalidez.
Mulher, nascida em 9 de abril de 1851, à 1:58 AM
Avaliemos primeiro, como de costume, a mentalidade de nossa paciente. Áries, o Signo da cabeça, tem mais Astros que qualquer outro, sendo dois deles adversos. Mesmo se isso fosse tudo, ainda assim seria uma infelicidade e uma indicação de características desfavoráveis, mas as aflições de Saturno em Áries ao Sol, à Lua, a Mercúrio, Urano e Júpiter nos diz se tratar de uma pessoa astuta e desleal, tristemente indiferente às obrigações morais da verdade e da justiça. Nem é de se estranhar que as características mentais tão acentuadas pudessem produzir um efeito marcante sobre as funções corporais, especialmente pelo fato de todas as aflições provirem de Signos Cardeais.
Saturno, o Planeta da obstrução, torna a nativa mentalmente astuta e precavida, por sua Conjunção com Mercúrio e Quadratura com a Lua, protegendo-a também de ser “descoberta”. Essa mesma configuração obstrui o fluxo de forças dos nervos, causando assim um empecilho tanto ao Sistema Nervoso Periférico voluntário como ao Sistema Nervoso Periférico autônomo simpático, regidos por Mercúrio e Lua, respectivamente. A principal área de atividade de Saturno pode ser localizada no nervo pneumogástrico, que normalmente é saturnino e repressivo em sua ação sobre o coração, estômago e outros órgãos vitais. A Conjunção de Saturno com o Sol é agravada pelo fato de eles estarem em Paralelo, se localizarem no primeiro Signo Cardeal – Áries – Regente da cabeça, e formarem uma Quadratura com a Lua no segundo Signo Cardeal – Câncer – Regente do estômago, e uma Oposição a Júpiter no terceiro Signo Cardeal – Libra Regente dos rins. Não fora o Trígono de Marte a Lua e o posicionamento do Sol em seu Signo de Exaltação, Áries, teria sido bem difícil a conservação da vida nesse nascimento afligido tão severamente.
Essa pessoa sofre de circulação sanguínea lenta (má circulação), indigestão e prisão de ventre nervosa em virtude das aflições astrais mencionadas, ainda que esses males estejam longe de ser os piores que a afligem. A Conjunção dos Astros em Áries – Regente da cabeça – e suas Oposições a Júpiter, Regente da circulação arterial, mostra claramente como os nervos e os vasos sanguíneos estão obstruídos na parte mais importante do corpo, a cabeça. Como consequência, há uma escassez de matéria para desenvolver vários órgãos e um acúmulo de resíduos. Todos sabemos que um estômago ruim se reflete nos olhos e quando se consideram os efeitos do Sol e de Saturno em Áries, ambos em Quadratura com a Lua em Câncer, se percebe que não é de admirar o fato de ambos os olhos terem sido afetados pela obstrução saturnina conhecida como catarata.
Um curador ou uma curadora taurino seria o mais indicado para tratar desse caso, mas se deve esclarecer muito bem a paciente que franqueza e amor à verdade são fatores absolutamente necessários à sua recuperação. Caso ela possa se sentir ofendida logo de início, a revelação, mesmo que delicada, dos maus efeitos das falhas opostas é provável que produza uma mudança. Uma atitude religiosa da Mente pode relaxar a tensão dos nervos, permitindo às funções corporais maior liberdade. Tanto quanto ela aceite, deve-se dar-lhe alimentos crus, pois o Éter deles é necessário para melhorar seus nervos. As cebolas são ótimas nesse caso para uma melhora, e os abacaxis são insubstituíveis como estimulantes digestivos. Contudo, no caso presente, os fatores físicos, mesmo sendo de importância vital, se tornam insignificantes quando comparados aos benefícios que podem advir de uma justa apreciação dos fatores morais, causadores da doença e à compreensão da necessidade imperativa de modificar o curso da Mente para que a nativa possa experimentar algum alívio permanente. Nem deve o curador ou a curadora desesperar e pensar que esse caso possa se assemelhar ao do leopardo que mudou as manchas pois, sendo as aflições oriundas de Signos Cardeais, são, portanto, móveis. Planejar para enganar com êxito exige pensamento e energia. Se essa energia for canalizada para o bem, será um fator de igual poder para introduzir a luz da verdade na vida da paciente e fazê-la brilhar para outros.[39]
Mulher, nascida em 17 de janeiro de 1875, às 7h00
Essa mulher tem o Signo saturnino de Capricórnio no Ascendente, com o Regente da vida, Saturno, em Aquário, onde esse Planeta tem seu domicílio e é mais poderoso. Posicionado na 1ª Casa, em um ângulo e um Signo Fixo, podemos considerar Saturno a mais poderosa influência tanto na vida como na saúde da nativa.
O obstrutor Saturno se acha em Quadratura com o inflamatório Marte. Esse último está na cúspide do Meio-do-Céu, também em ângulo; está no seu próprio Signo de Escorpião, onde é poderoso. Marte está em Quadratura com o espasmódico Urano, que está no Signo de sua Queda, o Signo Fixo de Leão, e também angular na 7ª Casa. Consequentemente, isso será muito difícil vencer esses três Planetas adversos, tão poderosamente situados em Signos Fixos e em ângulos.
Marte no Meio-do-Céu deve dominar as ações dessa mulher e, por estar em Quadratura com o agitado Urano, deve incliná-la para um excesso de atividades sociais. Com o egotismo capricorniano aumentado pelo Sol e por Mercúrio na 1ª Casa em Capricórnio, formando Quadratura com Júpiter e Netuno, a nativa deve aspirar brilhar na sociedade. Isso se confirma, especialmente, por se encontrar Vênus no ativo Signo de Sagitário e na 11ª Casa, Regente dos amigos. Com Vênus em Sextil com Saturno, ela deve almejar liderar jogos e assuntos sociais, nos quais poderia entrar com todo o impulso de sua natureza Marte-Urano.
As pessoas de Capricórnio não são muito robustas e com o Sol e Mercúrio no Ascendente, afligidos pela Quadratura de Júpiter e Netuno, os quais se encontram em Signos marcianos dando impulso, a nativa seria capaz de dissipar sua resistência, o que pode resultar num colapso físico na parte mais fraca. As maiores aflições nesse horóscopo se encontram na região dos joelhos – Capricórnio – e nos membros inferiores – Aquário – causando dilatação das veias. As varizes são causadas por interferências na circulação venosa decorrentes de sobrecargas nos músculos ou nervos em certas partes do corpo.
Sendo Vênus o Planeta melhor aspectado e livre de aflições no Signo dos esportes – Sagitário – na 11ª Casa, a casa dos amigos, em Trígono com Urano e em Sextil com Saturno, e estando Marte proeminente no Meio-do-Céu, indica que a paciente foi uma entusiasta dos jogos; também que gostava de divertir os amigos, pois a Lua está bem aspectada pelo Sol e por Mercúrio e se encontra no venusiano Signo de Touro, na 4ª Casa, indicando o lar, onde a nativa era pródiga em suas diversões. O consequente esforço devia lhe sobrecarregar o coração. Urano em Leão, em Quadratura com Marte e em Oposição a Saturno, indica problema orgânico do coração e causa golfadas espasmódicas de sangue através da aorta. Interferência no fluxo natural de sangue através do coração pode causar avarias nas veias e em outras partes afligidas do corpo, como no presente caso, em que se verifica dilatação das veias nos membros inferiores.
Essa mulher pediu ajuda ao nosso Departamento de Cura em setembro de 1920, quando sob cuidados médicos num hospital, depois de ter sido submetida a uma segunda operação de varizes.
Nessa ocasião, Vênus progredido fazia Conjunção com o Sol radical e a Lua progredida também se encontrava nessa parte do horóscopo. Sol, Mercúrio e Saturno em trânsito formavam Conjunção em Virgem, o Signo da saúde. Saturno em trânsito formava Quadratura com Vênus radical, o que desencadeou o último ataque e foi responsável pela operação a que ela se submeteu.
Geralmente, casos de veias varicosas podem ser amenizados, e até mesmo curados, com ataduras e pela redução de esforços, de maneira que a circulação do sangue possa se normalizar. Contudo, o bisturi, quando usado, como neste caso, interfere na cura.
Mulher, nascida em 13 de abril de 1862
Esse horóscopo não tem hora de nascimento, mas como geralmente não se pode confiar na hora dada, em virtude de diferenças nas horas locais e dos relógios, a não ser que disponhamos de dados pelos quais possamos corrigir o horóscopo, o mais seguro é usar o horóscopo natural – diagnosticando somente pelos Astros e Signos. Por este método, pode-se conseguir um diagnóstico correto. Somente quando se precisa vigiar as crises, para ajudar o paciente a atravessar um período crítico, é que a hora de nascimento se faz necessária. Então ela serve para se observar a Lua por progressão e os Aspectos dos Astros em trânsito.
Achamos Saturno, o adverso, aqui em Conjunção com Júpiter no Signo de Virgem, o Signo natural da 6ª Casa e que, portanto, rege a saúde e a doença, de um modo mais amplo. Sabemos que as pessoas regidas grandemente por Virgem tendem a pensar muito na sua saúde, o que as faz, muitas vezes, hipocondríacas. Quando diversos Astros se encontram nesse Signo, pode-se determinar a causa da doença nessa parte do horóscopo. O intestino delgado é o órgão que distribui a nutrição, onde a maioria do alimento é distribuída às várias partes do corpo através do sangue. Os intestinos são para o corpo o que o Serviço de Intendência é para o Exército. Virgem é, portanto, a parte mais vital do horóscopo.
Júpiter é o Planeta que rege a circulação arterial e o glicogênio do fígado, enquanto Saturno rege a vesícula biliar e o nervo pneumogástrico, o mais importante de todos os nervos, porque se ramifica para as três mais importantes partes do corpo: o coração, o estômago e os pulmões. Aqui eles afetam a distribuição e digestão dos alimentos no intestino delgado, porque retardam o fornecimento pela vesícula biliar, da necessária quantidade de bílis e porque prejudicam o peristaltismo. Em consequência, os delicados vasos sanguíneos, que se espalham na superfície interna do intestino, ficam privados de nutrição e a corrente sanguínea se torna fraca e lenta, causando anemia.
Isso é mais certo ainda porque Vênus, Regente do sangue venoso, também se encontra afligido por uma Quadratura com Urano, estando esses Planetas nos Signos Comuns de Peixes e Gêmeos. Urano forma também Quadratura com Saturno e Júpiter. Isso interferirá na oxigenação do sangue, quando ele passa pelos capilares dos pulmões.
Antes da meia-idade, essas aflições podem se expressar por meio de resfriados, pneumonia e menstruação dolorosa. Contudo, depois disso, quando o corpo começa a sentir o peso dos anos, essas aflições causarão anemia, arteriosclerose e pressão alta do sangue. A paciente sofreu as três últimas doenças e, aos 60 anos estava ameaçada com paralisia do lado direito. Sente também vertigens e tonturas.
Um curador ou uma curadora deveria advertir a paciente contra o uso de estimulantes como café, chá, etc. Estímulos por fricção da pele podem ser muito benéficos, desde que se use um par de luvas de banho e se esfregue o corpo até arder, de manhã e de noite. Que ela conserve a Mente livre de excitações e receios, adote uma dieta vegetariana leve e cuidadosamente selecionada e tome muita água pura entre as refeições.
Mulher, nascida em 12 de agosto de 1886, às 5:00 AM
Vamos usar esse tema para imprimir na Mente do Estudante a grande necessidade de advertir os pacientes acerca da dieta apropriada. Noventa por cento dos que sofrem e estragam a saúde adoecem, não por falta de comida, mas porque combinam mal os alimentos ou se excedem às refeições.
Essa jovem moça tem o Signo Fixo de Leão no Ascendente e o Sol, o Regente, na cúspide da lª Casa. O obstrutivo Saturno se encontra no Signo de seu Detrimento, Câncer, que rege o estômago. Vênus, o Planeta que rege a circulação venosa, está em Conjunção com Saturno e em Oposição à negativa Lua, que se encontra em seu Detrimento no Signo saturnino de Capricórnio. Uma vez que Saturno e Lua se encontram em Detrimento e em recepção mútua, sua força adversa fica grandemente aumentada. A Oposição ocorre da 6ª Casa, a das doenças, para a 12ª, a das hospitalizações, dos confinamentos e da autodestruição. Vê-se perfeitamente como essa pobre alma foi responsável pela sua completa prostração. Há anos está inválida numa cama, incapaz de usar seus membros. Os médicos atestaram-lhe arteriosclerose.
Verificamos que Júpiter, Regente da circulação arterial, está afligido pela Conjunção com Urano em Libra, e que Vênus, Regente da circulação venosa, forma Quadratura com Marte, os dois últimos Planetas se encontrando nos Signos do estômago e dos rins, respectivamente. Marte também está em Quadratura com a Lua na casa da doença, a 6ª. Com essas aflições astrais, para com o estômago, há uma tendência para comer em excesso. A Oposição entre Vênus e Lua faz gostar enormemente de líquidos e doces, enquanto Saturno causa um desejo anormal por alimentos não naturais e por frituras e massas em demasia. O corpo dessa paciente ficou como um fogão cheio de papel: quando o papel queima, faz um calor terrível, mas esse calor não dura, e logo o fogão se enche de cinzas.
Com Saturno em Câncer, falta suco gástrico no estômago. Leão está ascendendo, e o Sol e Mercúrio se encontram no Ascendente em Sextil com Marte. Essas posições proporcionam uma quantidade incomum de energia, mas também uma tendência para a dissipação. Quando o Corpo se desgasta e fica cansado, o estômago não consegue digerir a comida; então, se a comida é ingerida em excesso, ocorre a decomposição, especialmente se a refeição consta de elementos desarmônicos. No caso presente, o pobre estômago era recheado de comida até não mais caber, e por cima da comida a nativa tomava água fria ou chá quente com açúcar. Qual poderia ser o resultado? Acontecia uma fermentação, de maneira que a comida se transformava em veneno e não em nutriente do Corpo. Aos 24 anos de idade, essa pobre moça se tornou uma inválida. Seu corpo se encheu de cinzas e, com ambas as circulações – a venosa e a arterial – danificadas, o sangue não podia continuar puro. Incapaz de se moderar, ela dissipou suas energias. Excedeu-se na comida, na atividade e no trabalho mental, e o resultado foi que o Corpo não conseguiu descartar o acúmulo de cinzas proveniente da comida excessiva e mal equilibrada.
Se tivesse encontrado um médico que lhe prescrevesse uma dieta racional e cuidadosamente selecionada, não para lhe ministrar entorpecentes intoxicantes, ela teria evitado muito sofrimento. O ser humano, muitas vezes, passa fome no meio da fartura; sobrecarrega seu estômago, enquanto o Corpo sofre de inanição por falta de assimilação do alimento, conforme foi o caso com essa jovem moça. Ela vivia para satisfazer seu apetite, mas não dava ao seu Corpo alimento formador de sangue. Suas juntas endureceram, seu corpo doía, de forma que em poucos anos se tornou uma inválida crônica, agora confinada a um hospital. Se tivesse sido levada a uma casa de saúde que lhe proporcionasse tratamento dietético científico, ela poderia ainda voltar a ser uma mulher útil.
Quando conhecemos pessoas tão infelizes como esta, compete a nós, que aspiramos ser auxiliares e curadores da humanidade, aplicar nossos esforços para guiá-las à direção certa.
Homem, nascido em 14 de agosto de 1912, à 1:30 PM
Estamos utilizando aqui o horóscopo de um jovem que tem o Signo marciano de Escorpião no Ascendente e o Regente da vida – Marte – na 10ª Casa, em Sextil com o Ascendente e em Conjunção com a aquosa Lua. Quando se verifica Conjunção fechada entre um Astro quente e inflamatório e outro frio e de Água, como nesse caso, especialmente sendo essa Conjunção em Virgem, Signo natural da 6ª Casa e das doenças, espera-se encontrar aí o ponto de partida da enfermidade, pois Fogo e água geram vapor.
Virgem rege o intestino delgado, um dos principais órgãos de digestão, assimilação e distribuição dos alimentos. Nesse Signo, o inflamatório Marte causa inflamação dos intestinos. Como Marte está em Conjunção com a Lua e sendo ela a Regente do sistema linfático, é provável a existência de distúrbios de funções nos vasos e glândulas linfáticos, que servem de ponte entre as células do corpo e o sangue. Esses vasos e glândulas não apenas transportam alguns nutrientes alimentares para o sangue, mas atuam também como purificadores, absorvendo parte da matéria residual e conduzindo-a para onde possa ser eliminada do corpo por meio de algum órgão de excreção. Quando a Lua se acha afligida pelo inflamatório Marte e Virgem, podemos esperar a inflamação do sistema linfático e a sua incapacidade funcional para ajudar o sangue em seu trabalho. A Lua rege o quilo, ou fluido branco extraído dos alimentos pelas vilosidades do intestino delgado. Isso se mistura com a linfa e entra na circulação. Esses fluidos brancos, tão necessários ao trabalho de alimentar o sangue, foram obstruídos no caso desse rapaz.
Temos ainda outra aflição que interfere na purificação da corrente sanguínea. Saturno, o obstrutor, está no Signo de Gêmeos, que rege os pulmões. Saturno está em Oposição a Júpiter, Planeta que rege a circulação arterial, e em Quadratura com Vênus, Regente do sangue venoso. Os pulmões são os foles do Corpo. O ar puro corre dentro dos delicados capilares desses órgãos, e assim o sangue se oxigena e areja. O oxigênio puro é absorvido nos alvéolos pulmonares, o venenoso dióxido de carbono é expelido, e assim o corpo se liberta de uma grande porção de venenos. Toda vez que localizemos Saturno no Signo de Gêmeos, especialmente se ele estiver afligido tanto por Júpiter como por Vênus, podemos contar com sangue impuro e não saudável, pois Saturno, o obstrutor, posta-se às portas do sistema respiratório, parcialmente vedando a entrada do ar e mantendo, também parcialmente, o dióxido de carbono dentro do organismo.
Com tais aflições astrais, do ponto de vista da saúde, pode-se contar com sangue impuro e anêmico, como também com uma tendência para inflamação intestinal que deve interferir na assimilação e distribuição adequada dos alimentos. Aos oito anos de idade, esse rapaz sofreu de manchas e erupções na pele. Como a Lua rege o fluido sinovial, pode-se ver como a Conjunção de Marte com a Lua causou reumatismo e pés chatos, indicando que Marte queimou os lubrificantes necessários à manutenção das juntas das pernas e dos pés.
Que pena seus pais não estarem familiarizados com a ciência astrológica! Se estivessem, poderiam saber dessas aflições astrais e, com uma dieta cuidadosa, abundância de ar fresco e exercícios respiratórios profundos, ministrados ao rapaz, teriam lhe evitado muito sofrimento. Com todas essas indicações, o nativo pode contrair uma tuberculose pulmonar, caso despreze sua saúde e se exponha ao frio, pois com Saturno afligido tanto por Vênus como por Júpiter, ambos em Signos Comuns, ele desenvolveu de modo natural o hábito de respirar sem profundidade, o que tende a lhe causar problema nos pulmões.
Nós usaremos dois horóscopos para demonstrar como Astros situados em Signos diferentes podem ocasionar os mesmos sintomas, sendo diferentes as verdadeiras causas da doença.
A nativa, uma mulher, nasceu a 16 de março de 1865, sem a hora de nascimento. O ígneo e discordante Marte está em Conjunção com o agitado Urano, no Signo nervoso de Gêmeos (os braços e os ombros), e em Quadratura com o vitalizante Sol e com Mercúrio, que estão em Conjunção no de Água Signo de Peixes. Marte e Urano também estão em Oposição a Júpiter, que rege o sangue arterial, e Júpiter forma Quadratura com o Sol e com Mercúrio.
Essa paciente sempre teve problemas de má circulação, especialmente nos braços e pernas. As aflições, frequentemente, atuam por meio das Quadraturas e Oposições. Como ilustração, vemos que a assimilação no intestino delgado se encontra muito prejudicada. Vênus, o Planeta Regente da circulação venosa, está em Oposição à Lua, que se encontra no Signo marciano de Escorpião, Regente da eliminação, do ânus, da uretra e dos órgãos geradores. Saturno, o Planeta da obstrução, está em Libra – os rins – e, estando posicionado no último grau desse Signo, obstrui a eliminação através dos ureteres, pequenos condutos através dos quais a urina vai dos rins para a bexiga.
Com tantas obstruções na eliminação da matéria residual e com a assimilação dos alimentos prejudicada nós nos espantamos por, quando essa mulher alcançou a idade da menopausa, seu corpo sofrer e seu sangue se tornar tão vagaroso e impuro que resultou em reumatismo? Seu corpo endureceu e era quase impossível para ela se movimentar de um lado para outro, sofrendo especialmente com os braços e ombros.
O nativo, homem, nasceu a 6 de dezembro de 1870, por volta de 7:30 PM. Há quatro Astros no Signo de Sagitário na 5ª Casa, Regente dos prazeres e apetites. O Sol, Regente do Ascendente, e Vênus, Regente da casa dos amigos, estão em Conjunção mútua e ambos em Quadratura com o impulsivo e discordante Marte, mostrando que esse homem gosta de se divertir. Seu amor por vinho e mulheres foi a sua desgraça. Ele foi indulgente com os apetites, e, certamente, está pagando o preço de tal viver.
Júpiter no Signo nervoso Signo de Gêmeos, afligido pela Oposição com o obstrutor Saturno e com o nervoso Mercúrio e, também, em Quadratura com o inflamatório Marte no Signo de Virgem, do intestino delgado, são indicações semelhantes às do horóscopo 11H. Esse homem sofreu de adormecimento dos braços e mãos. A grande tensão que aplicou ao seu sistema e o abuso de seu pobre estômago lhe causaram neurite, uma vez que tanto a circulação venosa como a arterial estão sendo afetadas a partir de Signos que regem o sistema nervoso.
As recomendações a ambos os pacientes devem ser muito semelhantes, a saber: uma dieta vegetariana simples, a eliminação de carnes, bebidas alcoólicas e comida excessivamente temperada; o consumo abundante de vegetais verdes e crus, em especial alface e cebola. A cebola é um maravilhoso tônico dos nervos e limpador do corpo. Se comida à noite, com o estômago vazio e na forma de sanduíche, poderá purificar os rins e o fígado e restaurar o sistema nervoso. Uma boa massagem rápida com um par de luvas de banho, de noite e de manhã, para manter os poros abertos e estimular a circulação, é igualmente recomendável. No caso 11H, os intestinos e rins devem ser mantidos desobstruídos, e a comida ingerida deve atuar diretamente sobre o fígado e os rins.
Homem, nascido em 11 de setembro de 1885, à 1:00 AM
O autor entende que os horóscopos Nº 12A e 12B, desses dois irmãos, poderão proporcionar aos Estudantes uma das mais preciosas lições no diagnóstico de doenças, e mostrar como, até nesses casos, são inteiramente diferentes quando diagnosticados de modo científico, mesmo tendo natureza semelhante as causas subjacentes e as aparências externas de ambos.
Nos dois casos, os parentes recorreram à Sede Mundial em busca de cura para a terrível doença que vitimou esses irmãos.
No horóscopo Nº 12A, o de Água Signo de Câncer se encontra no Ascendente, com o obstrutivo Saturno próximo à cúspide e em Quadratura com Urano em Libra. Temos aqui dois Planetas que, por suas respectivas posições e Aspectos, indicam doença eruptiva do sangue e mostram os dois lugares onde o veneno é gerado, ou seja: Câncer – Regente do estômago – e Libra, Regente dos rins.
Saturno em Câncer interfere na ação peristáltica, tão necessária à mistura e redução da comida no estômago. Saturno tende também a ressecar os fluidos do corpo, e quando se encontra em Câncer, Signo de sua Queda, é fraco e, portanto, muito adverso. Urano é a oitava superior de Vênus, e assim como Vênus rege a natureza moral nos planos inferiores, Urano rege ou equilibra a moralidade nos planos superiores. Urano, no Signo venusiano de Libra, afligido por uma Quadratura com Saturno, deve indicar que uma falta de equilíbrio moral responde amplamente pela doença física do paciente.
Urano rege o Corpo Pituitário ou Hipófise. Este pequeno órgão, que fica tão maravilhosamente protegido por uma estrutura óssea em forma de berço no interior do cérebro, consiste de dois minúsculos lóbulos: o anterior e o posterior. O lóbulo anterior rege o sexo ou força criadora e as fibras nervosas, ao passo que o lóbulo posterior contribui para a circulação dos fluidos do corpo e controla, especialmente, a circulação renal.
Com Urano em Libra, Regente dos rins, em Quadratura com o obstrutivo Saturno, achando-se ambos em Signos Cardeais, e também com os impulsivos Signos Cardeais em todos os ângulos, nós podemos esperar por excessos. Com Marte, o Planeta da impetuosidade e energia dinâmica, na lª Casa em Câncer, formando Quadratura com os Astros do prazer e da autopermissividade, Vênus e Lua, (estando Vênus fortemente posicionado em seu próprio Signo, Libra[42], e a Lua, Regente do Ascendente, em Quadratura com sua própria casa) pode-se concluir que esse homem, por meio de seus desejos excessivos, se permitiu prazeres sensuais em tal medida que acabou danificando as funções do Corpo Pituitário. Como essa glândula regula a assimilação dos alimentos e como Saturno e Marte estão afligidos no Signo do estômago (Saturno em Câncer produz gostos e apetites anormais, e Marte no mesmo Signo indica o glutão), poderia se esperar que esse homem fosse capaz de transformar seu corpo numa fossa sanitária.
Com Vênus e Lua em Conjunção e ambos em Quadratura com Marte em Câncer no Ascendente, e com Saturno na cúspide do Ascendente, podemos estar certos de que o nativo é muito desmazelado e negligente. É alguém que se descuida da higiene corporal e da limpeza do seu ambiente, como também da eliminação dos tóxicos pelo cólon, pelos rins e pela pele. Isso, com o tempo, sobrecarregou o corpo de venenos e por fim causou as erupções.
A pele do paciente ficou seca e morta, pois é alimentada pelo Corpo Pituitário, com a ajuda da Glândula Tiroide. Quando essas Glândulas se cansam e se esgotam por excessos sensuais, tanto as condições da pele como a circulação geral no corpo ficam prejudicadas, a mentalidade fica obtusa e as energias da Mente e do Corpo diminuem. No caso presente, o resultado foi a hanseníase.
Essa doença horrível apareceu pela primeira vez após o Dilúvio, quando a vegetação era escassa e Noé e sua família foram forçados a voltar ao uso da carne como alimento. Isso, junto com os excessos e a degeneração da função geradora, foi responsável por essa doença se tornar tão comum entre os antigos israelitas e egípcios. Tal enfermidade foi classificada como impura, e aqueles vitimados por ela eram relegados ao ostracismo e excluídos da Igreja.
Na verdade, se trata de uma doença causada por hábitos anti-higiênicos e impuros, de maneira que somente os glutões e desleixados em seus hábitos pessoais, como esse homem, são vitimados por ela. Passemos ao horóscopo Nº 12B, a fim de ilustrar outra fase dessa doença.
Homem, nascido em 19 de março de 1896, às 7:50 PM
Nos tempos israelíticos antigos, os judeus viam a hanseníase como uma doença peculiar que Deus mandava aos seres humanos. Identificavam-na como uma marca do desagrado de Deus por algum grande pecado cometido, de modo que era considerada uma pavorosa doença moral. Os enfermos eram separados dos outros pelos sacerdotes, os quais oficiavam cerimônias de purificação para aqueles que portavam esse distúrbio impuro.
Vemos nesse horóscopo indícios de depravação moral e impureza: Saturno se encontra Retrógrado em Escorpião, o Signo que rege as partes secretas, os órgãos genitais. Ele forma Quadratura com Marte em Aquário, domicílio de Saturno. Urano também está Retrógrado e no Signo de Escorpião. Estes três Planetas – Saturno, Urano e Marte – se acham em recepção mútua, isto é, Marte está num Signo saturnino, enquanto Saturno e Urano estão num Signo marciano. Urano forma Paralelo com Marte e Oposição com a Lua, estando ambos – Urano e Lua – em seus Signos de Exaltação, em ângulos e em Signos Fixos. Estão assim fortes tanto por posição como por Signo, portanto, também estão muitíssimos poderosos em suas aflições. Quando Saturno aflige Marte a partir de Escorpião, e Urano aflige Marte e Lua, também a partir desse Signo do sexo, pode-se diagnosticar o caso como de doença venérea, mas foi tal a natureza maligna da doença que se acreditou se tratar de hanseníase, uma vez que todos os sintomas externos indicavam esse mal.
Certas formas de doença venérea têm íntima relação com a terrível doença hanseníase; quando a corrente sanguínea é envenenada, o sistema glandular também é afetado, e este sistema, por sua vez, interfere no metabolismo do corpo inteiro.
Naqueles tempos antigos, os judeus não utilizavam remédios para curar essa enfermidade impura. Alegavam que isso enfraquecia todo o desejo da graça e vida espiritual; portanto, a única cura estava na oração e na purificação espiritual.
No Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 8, consta que: “Quando Ele (Cristo) desceu da montanha, foi seguido por enorme multidão. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-O, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; fica limpo. E imediatamente ele ficou limpo da lepra.”.
Mulher, nascida em 22 de agosto de 1899, à 1:30 PM
Paralisia das pernas e dos braços é o que aflige essa moça. Observamos primeiramente que essa condição é indicada pela Lua, que é especificamente relacionada com a saúde da mulher. Ela se encontra em Peixes, Regente dos pés, em Quadratura com Saturno, o Planeta da obstrução, posicionado em Sagitário, o Signo Regente dos quadris. Deste modo, toda a região dos membros inferiores está afligida. A Lua também forma Quadratura com Netuno e com a saturnina Cauda do Dragão, que estão em Gêmeos, Signo que rege os braços. O vitalizante Sol está em Quadratura com Urano, em Sagitário e com o Ascendente, e essas aflições são tanto mais poderosas porque ambos, Sol e Lua, estão em Casas angulares: um perto do Meio-do-céu, outra próxima do Nadir. Assim, pois, conforme mostra o mapa natal, existe grande tendência para problemas com os braços e as pernas, bem como para a hidropisia, a paralisia e enfermidades debilitantes.
Essas condições não se manifestaram até que a paciente alcançasse os 18 anos de idade. Nessa ocasião, o Sol progredido alcançou os 16º33′ de Virgem, formando então Quadratura com Saturno radical. Isso fez a fraqueza latente se revelar, resultando numa perda gradativa de controle dos membros que a deixou prostrada. Netuno, em Conjunção com a saturnina Cauda do Dragão em Gêmeos, Signo que governa os pulmões e produz condição asmática, e a Lua afligida em Peixes dá a tendência para inchações hidrópicas, que também se manifestaram. Dessa maneira, e por enquanto, ela é presa do que parece uma condição incurável. Contudo é digno de nota que todas as aflições partem de Signos Comuns, e isso dá ao astrólogo um raio de esperança: a de que quando o Sol ultrapassar os pontos críticos da aflição, ela possa se curar e recobrar o uso dos braços e das pernas, mesmo que não totalmente.
Enquanto isso, todo esforço deveria ser feito no sentido de lhe ativar a circulação por meio de manipulações e massagens nas pernas e braços. Uma dieta de leite fresco, rico em Éter, e verduras cruas, ricas em sais minerais, certamente lhe será muito benéfica e ajudará na manutenção dos membros em boa forma e para evitar atrofia, de maneira que quando as atuais aflições astrais tenham passado, o Sextil do Sol com Júpiter radicais lhe possa restaurar a circulação. Essa paciente pode ser melhor tratada por um terapeuta que tenha Áries ou Leão no Ascendente, e cujo Saturno não esteja posicionado em qualquer lugar que possa ser incluído na lª e na 6ª Casa da paciente.
Homem, nascido em 9 de fevereiro de 1855, às 9:00 PM
Vamos observar primeiramente as qualidades mentais do paciente. A Lua está em Conjunção com a Cauda do Dragão, de influência saturnina, e Mercúrio está em Quadratura com Saturno. Desse modo, os dois significadores da Mente acham-se afligidos por uma influência obstrutiva e melancólica, a qual também atua sobre Marte e Vênus, através da Quadratura com Saturno. Além do mais, Saturno se posiciona na 9ª Casa, no Signo da Mente inferior, Gêmeos. Assim, pois, quase não existe alegria para o nativo; o mundo inteiro lhe parece triste e sombrio; trata tudo e todos de modo apreensivo e com desconfiança, e sempre receia se movimentar em qualquer direção, com medo do que possa lhe acontecer.
Essa atitude mental é a base de todo o problema, pois quem quer que abrigue tais pensamentos de medo e preocupação jamais pode ser saudável. Quanto mais alegres e otimistas formos, mais atuaremos como ímãs para as coisas boas. Convertemo-nos em “sortudos”, segundo a expressão popular. A atitude oposta, como a desse caso, atrai forçosamente infortúnio e dificuldade. Ele pensa ter motivos para preocupação, e superficialmente até parece que sim, mas o problema é que ele troca o efeito pela causa. A primeira atitude do curador ou da curadora deve ser a de lhe apontar esse erro fatal e de ensiná-lo a sorrir, ou pelo menos a tentar sorrir.
Exatamente como a alegre animação ativa a circulação e produz eliminação, mantendo o corpo saudável, assim também a preocupação produz concreções ao dificultar a eliminação de matérias residuais, ocasionando deste modo condições doentias para o corpo. A influência saturnina afeta o corpo do paciente em três lugares. Primeiramente, Saturno está no Signo de Gêmeos, governante dos pulmões; ele forma Quadraturas com Mercúrio, Marte e Vênus, pelo que obstrui a expulsão de ácido carbônico e impede a oxigenação adequada do sangue. A Lua tem regência particular sobre os fluidos do corpo. Ela se encontra no último decanato de Escorpião, em Conjunção com a Cauda do Dragão. Pode-se, pois, contar com obstrução da urina e concreções na bexiga. O Sol e Júpiter estão em Aquário. Urano está em Quadratura com Júpiter, e a Lua com o Sol. O efeito disso é sentido no Signo oposto, Leão, que rege o coração. O Sol está em Paralelo com Urano; portanto a atividade do coração é muito irregular, a circulação muito fraca e o sangue envenenado e denso, carregado de matéria residual que não pode ser eliminada pelos canais regulares. Essa matéria adere às paredes das artérias, de maneira que, com o passar dos anos, surge a condição conhecida como endurecimento das artérias, tomando-se o corpo seco e emaciado.
O horóscopo é o relógio do destino que marca a hora em que as tendências indicadas no nascimento devem se materializar. Em agosto de 1910, a Lua havia progredido até alcançar uma Conjunção com sua posição radical.
Essa configuração ativou tanto a Conjunção da Lua radical com a Cauda do Dragão como a sua Quadratura com o Sol radical e sua Oposição a Urano radical. Desse modo, a enfermidade, que havia sido preparada durante muitos anos, tomou um aspecto grave e começou a produzir muitas e sérias dificuldades ao nativo. Em janeiro de 1912, a Lua progrediu até o ponto de Oposição a Saturno radical e Quadratura a Marte e Mercúrio, despertando assim, e pondo em ação, as condições prenunciadas no mapa natal.
Marte e Mercúrio governam o sistema nervoso. Marte rege os nervos motores e Mercúrio os nervos sensoriais. A aflição relativa à progressão acima obstruiu o fluido vital ao longo dos nervos e paralisou o corpo.
Júpiter estava em Paralelo com o Sol radical no período de 1912 a 1914, e a Conjunção do Sol e Marte progredidos em janeiro de 1914 serviu para dar mais energia. Tais influências deveriam ter sido aproveitadas. O paciente deveria viver ao ar livre, no campo, se possível, com uma dieta em que o soro do leite predominasse e, sobretudo, cultivando forçosamente uma atitude animada. Isso e massagens nos nervos da espinha provavelmente trariam vida aos seus membros paralisados e, poderiam, sob bons Aspectos progredidos, lhe restaurar boa parte da saúde.
Mulher, nascida em 13 de abril de l912, às 9:00 AM
Esse horóscopo é de uma menina com o Signo de Água e Cardeal de Câncer no ângulo oriental e com o ígneo Marte em Conjunção com o Ascendente. Marte está em Quadratura com Vênus e em Trígono com a Lua, sendo esta a Regente do Ascendente. Marte é governante da 6ª Casa, que rege a saúde; consequentemente, devemos vê-lo aqui como indicador de saúde.
Marte em Câncer, afligido por uma Quadratura com Vênus, e Vênus no Signo marciano de Áries, indica um glutão, alguém que, em consequência dos excessos de comidas fortes e muito temperadas, deve sofrer de indigestão ou inflamação do estômago.
Netuno em Câncer, afligido por Quadraturas do Sol e de Mercúrio, é capaz de gerar problemas nervosos ou de desnutrição. Contudo, essa garota tem gozado de boa saúde, estando seus órgãos digestivos em bom estado. A Conjunção de Marte com o Ascendente em Câncer e em Quadratura com Vênus pouco tem afetado sua saúde.
O nascimento dessa criança foi preparado sob as mais puras condições e da maneira mais cuidadosa. Seus pais se prepararam para isso, mesmo antes da concepção, pois desejavam atrair ao nascimento um Ego avançado e puro. Durante todo o período pré-natal, a mãe recebeu os maiores cuidados, de maneira que a criança foi amada nesse Mundo Físico por pais avançados e puros. Foi a criança mais encantadora – saudável e feliz, muito além da média das crianças de sua idade e superior em mentalidade a outras crianças da mesma idade.
No verão de 1922, ela sofreu frequentes hemorragias nasais e sérias dores de cabeça. Os melhores médicos foram consultados e tudo fizeram para identificar a causa do problema, mas não conseguiram. Os músculos da face direita começaram a afrouxar e evoluiu para uma paralisia facial que desfigurou enormemente o belo rostinho. Após tentarem todos os métodos para melhorar o estado da criança, os pais levaram-na para uma viagem de turismo pelo sul da Califórnia, na esperança de que o litoral marítimo e a baixa altitude pudessem melhorá-la, o que aconteceu em parte.
Tendo lido obras da Fraternidade Rosacruz sobre astrologia e sabendo do nosso método de cura e diagnose, eles vieram até a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz na esperança de que a autora pudesse diagnosticar seu caso e ajudá-los em seu problema. Essa esperança foi realizada. Tão logo teve contato com a aura da menina, a autora se viu impelida a deitá-la de bruços e deslizar a mão sobre a coluna espinhal dela. Embora não fosse osteopata nem quiroprática, ela descobriu irregularidades na região da vértebra cervical superior e também no centro da região dorsal.
Durante esse – que podemos chamar de intuitivo ou espiritual – diagnóstico, os pais da paciente permaneciam silenciosos, observando cada movimento da autora e trocando olhares de vez em quando. Quando mencionamos que a coluna estava irregular, o pai protestou: “Oh! Não, sua coluna está bem. ” Quando indagados se ela havia sido submetida a alguma correção, admitiram que ambos, marido e mulher, eram quiropráticos com quase dois anos de prática. Perguntados se não haviam se exercitado na criança, envergonhados eles admitiram o fato, que resultara numa superestimulação dos nervos motores.
Através desse teclado maravilhoso, que é a espinha dorsal com seus 31 nervos espinhais, um “operador” habilidoso pode, manipulando-o, enervar ou estimular quase todas as partes do corpo, ao passo que um incompetente pode causar sofrimento indizível. Foi o que aconteceu com essa linda menina. Seus pais, que a trouxeram a existência por amor, que por ela haviam sacrificado suas vidas, ignorando o que faziam, uma vez aplicaram massagem em excesso sobre seus nervos espinhais, estimulando-os ao ponto da exaustão e, depois de causado o dano, não foram suficientemente hábeis para descobrir um meio de desfazê-lo.
Tomemos os Regentes da 10ª e da 4ª Casas para indicar os pais. Netuno, o Regente de Peixes, que está no Meio-do-Céu, e Mercúrio, o Regente de Virgem, que está na cúspide da 4ª Casa. Esses dois Planetas estão em Quadratura mútua. Marte no Ascendente indica acidentes, lesões, etc. Marte está em Quadratura com Vênus em Áries, a cabeça. Os Signos Cardeais atuam uns sobre os outros. As partes afetadas por Quadraturas, tais como a de Áries, Regente da cabeça, atua em Câncer – Regente do estômago – em mútua dependência uma da outra. Por conseguinte, quando os nervos do estômago da menina foram superestimulados, enviando por isso um excesso de sangue para a cabeça e causando sangramento pelo nariz, um osteopata ou quiroprático habilidoso, que conhecesse a regularização apropriada, teria vencido a dificuldade com poucos tratamentos. Os Auxiliares Invisíveis da Fraternidade Rosacruz também podem conseguir o mesmo, materializando uma das mãos.
Homem, nascido em 25 de março de 1876, às 2:00 AM
Nós utilizaremos para essa lição os horóscopos de um homem e de uma mulher, com aflições em Signos Comuns, para ilustrar o motivo pelo qual um paciente pode sucumbir à doença e se tornar um inválido, enquanto outro, com muito mais Astros afligindo-o, ainda assim é capaz de levar uma vida ativa e útil.
Primeiro vamos diagnosticar o horóscopo 13D, em que o Signo Comum de Sagitário se encontra no Ascendente e seu Regente Júpiter está Retrógrado em seu próprio domicílio na 1lª Casa, em Trígono com o vitalizante Sol, mas em Quadratura com o obstrutor Saturno, o qual se posiciona em Peixes, outro Signo Comum. O Sol só tem bons Aspectos. A Lua está em Quadratura com o Ascendente e Conjunção com a Cabeça do Dragão – de influência jupteriana; está também em Sextis com Marte e Vênus e em Trígono com Júpiter. Essas configurações devem proporcionar muita vitalidade e ser um poderoso fator de saúde nesse horóscopo. Então por que, com tão poucas aflições, este homem se tornou um inválido?
Vemos apenas duas aflições que poderiam prejudicar a saúde; essas são: Saturno em Quadratura com Júpiter e Vênus em Conjunção com Marte em Touro e em Quadratura com Urano em Leão. Mas, com um Signo Comum no Ascendente, a vontade do nativo não foi suficientemente forte para resistir às tentações indicadas por Vênus em Conjunção com Marte em Touro, a laringe (Touro também representa os órgãos genitais, por Oposição a Escorpião), e em Quadratura com Urano. Desregramento no comer e no beber encheram o seu sangue de impurezas, o que lhe prejudicou a circulação arterial. Saturno em um Signo Comum, em Quadratura com Júpiter também em Signo Comum – Sagitário, Regente da região sacra – mostra que o quinto nervo lombar e os nervos sacros tiveram suas funções obstruídas. Isso, naturalmente, interferiu com a circulação daquela parte do Corpo, causando paralisia dos membros inferiores. O homem de Signo Comum naturalmente segue a linha de menor resistência, razão pelo qual a situação enveredou para a invalidez.
Agora o horóscopo Nº 13E, que é de uma mulher, e que tem o Signo Fixo de Leão no Ascendente e Marte na cúspide do Ascendente; contudo, nesse caso, o Regente, Sol – e também a Lua – se encontram afligidos pela Oposição de Netuno e pela Quadratura com Urano. Vênus, Regente da circulação venosa, está no Signo Comum de Virgem, em Quadratura com o obstrutor Saturno em Sagitário, que é o domicílio de Júpiter, sendo que Sagitário governa também a região do sacro. Um nativo com o dinâmico Marte no Ascendente, no Signo Fixo e impulsivo de Leão, tem uma abundância de energia e ambição e, naturalmente, usou e abusou dessa energia e somando ao temperamento e a impulsividade, dissipou grande parte de sua vitalidade. Com a circulação restrita por Saturno na região do sacro, por que essa mulher não deveria sofrer com os problemas semelhantes ao do homem do horóscopo Nº 13D?
No horóscopo do homem vemos condições indicativas de uma pessoa fleumática, mentalmente preguiçosa. Com a Lua e Mercúrio em Conjunção em Peixes e em Sextil a Vênus e Marte, e com Júpiter em Trígono com o Sol, tudo lhe vem às mãos sem grande esforço. Especialmente por ter sido atraído a pessoas da 5ª, 7ª e 10ª Casa – pessoas da música, do teatro e artistas de cinema, que o levavam a vida dos prazeres. No horóscopo Nº 13E, vemos uma mulher cheia de vontade e ambição, cujo desejo de curar e ajudar a humanidade levou-a a abraçar a carreira médica. Mas ela lutava constantemente para evitar que suas juntas endurecessem e ficassem doloridas. Com Saturno obstruindo a circulação na região do sacro, ela sofria intensamente de granulação nas juntas dos ombros, quadris e pés. Vênus ou Júpiter, com aflições provenientes de Signos Comuns, dá uma tendência a paralisia dos membros, mas com um Signo Fixo no Ascendente a nativa não sucumbiu. Portanto é muitíssimo necessário, todas as vezes que se diagnosticar uma doença, observar o Signo Ascendente e os Aspectos do Sol, da Lua e do Regente do Ascendente.
Quem sofre de aflições como as que vimos acima deve se esforçar por manter a circulação normal comendo muito pouco, e alimentos simples; deve se exercitar bastante e, com um par de luvas de banho, friccionar ativamente os membros, de manhã e à noite. Isso, muitas vezes, evita um caso de paralisia.
Homem, nascido em 7 de julho de 1908, às 2:00 AM
Nós examinaremos aqui os Aspectos concordantes de Astros em Signos Cardeais. Encontramos, nesse horóscopo, a mais interessante lição ilustrativa da harmonia e desarmonia dos Astros, quando posicionados em Signos nos quais formam Quadraturas e Oposições entre si.
O horóscopo desse moço tem o Signo Comum de Gêmeos no Ascendente, com Mercúrio, Vênus, Netuno, Sol, Marte e Cabeça do Dragão, todos em Câncer, o Signo que rege o estômago. Quatro desses Astros, a saber, Mercúrio, Vênus, Netuno e Sol, estão em Oposição a Urano e em Quadratura com Saturno. O Sol está Paralelo a Urano e Netuno. Netuno, Urano e o Sol estão em Quadratura com a Lua em Libra, na 6ª Casa.
Numa primeira análise, pode-se diagnosticar esse caso como problema do estômago, pois estando Vênus em Conjunção com Mercúrio, Netuno e Sol afligidos em Câncer, pode-se esperar uma digestão deficiente. Quando Netuno é um dos afligidores, especialmente quando, por sua vez, está afligido por Saturno, há uma tendência para o subdesenvolvimento, ficando os órgãos afetados quase sempre mirrados e deformados. Com Saturno em Quadratura com Netuno e Urano, estando Urano no Signo de Capricórnio, que é oposto ao Signo que rege o estômago, o nativo, quando criança, não conseguia digerir a comida, a qual muitas vezes era encontrada intacta nas fezes. Os pais, ignorantes das causas dessa condição, eram condescendentes, permitindo-lhe aos dois anos comer o que quisesse; desde a mais tenra idade lhe davam alimento sólido.
Com Netuno no Signo do estômago, em Quadratura com Saturno e em Oposição a Urano, as delicadas glândulas que segregam o suco gástrico do estômago, tão necessárias ao fornecimento quer do muco lubrificante quer do fluido digestivo, ficaram carentes de vitalidade e inclinadas a funcionar espasmodicamente; pois Urano causa ação espasmódica; Saturno, atividade lenta e Netuno, tamanho reduzido ou funcionamento anormal. Pode-se esperar, portanto, que nesse caso o sangue não receba a devida nutrição dos alimentos. Em virtude disso, o Corpo ficou privado dos elementos necessários à sua manutenção.
Geralmente, o dano desses casos se materializa onde o Astro com os piores Aspectos está posicionado. Aqui, Urano se encontra em Capricórnio, formando vários Aspectos adversos, conforme visto acima. Urano não recebe ajuda de nenhum outro Astro; por conseguinte, naturalmente se pode esperar que o lugar de tal Astro tão afligido é o ponto focal do círculo vicioso. Capricórnio rege as pernas e as juntas, especialmente as juntas dos joelhos. Aos dois anos de idade, o nativo foi vitimado pelo que os médicos chamam de paralisia infantil, que o fez perder o uso dos pés. A paralisia infantil é uma doença diagnosticada pela medicina como decorrente da inflamação da matéria cinzenta do cordão espinhal, embora isso ainda não tenha sido provado. Alguns dentre os médicos têm dúvidas a respeito, e pesquisam outras causas[43].
Duas crianças não sofrem os mesmos efeitos dessa doença infantil. Do ponto de vista astrológico, nem mesmo duas que sejam vitimadas por ela teriam exatamente as mesmas aflições astrais, nem teriam necessariamente o mesmo Signo Ascendente. O autor descobriu em sete horóscopos de crianças vitimadas por essa doença que, em cada caso, Netuno era sempre o principal afligidor. Como se afirma no livro “A Mensagem das Estrelas”, Netuno rege os fluidos espinhais e a glândula pineal, de maneira que o modo de a doença se expressar dependerá do Astro que o afligir. Isso, naturalmente, deixa os médicos frustrados, pois eles são incapazes de explicar porque uma criança fica com uma só perna paralisada, outra fica com ambas e com os braços também, e ainda outra com um lado inteiro inutilizado. Contudo, os Astros explicam a razão dessa diversidade de expressão externa.
Mulher, nascida em 6 de janeiro de 1911, às 8:20 PM
Temos aqui o horóscopo de uma menina com o Signo Comum de Virgem no Ascendente e o Sol na 5ª Casa, em Capricórnio. O Livro Mensagem das Estrelas nos informa que o Sol rege o fluido vital, que entra no Corpo através do baço, e como esse fluido vitalizante sustenta o organismo inteiro. O Sol aqui está afligido por uma Oposição com Netuno, posicionado no Signo de Câncer, Regente do estômago. O Sol também está afligido por um Paralelo de Marte e Urano. Pode-se ver aqui que a parte do Corpo por onde a força solar precisa entrar, para possibilitar que o Corpo Vital restaure aquilo que o Corpo de Desejos destrói, não vem funcionando normalmente desde o nascimento. Quando o Sol está afligido pelo espasmódico Urano, pela ação restritiva de Netuno e pelas condições inflamatórias do ígneo Marte, pode-se esperar problemas em alguma época da vida do nativo, uma vez que ele tenha violado as leis da natureza e quando os Astros progredidos comecem a colocar as aflições em ação.
No começo de 1923, a Lua progredida passava pelo Signo de Virgem e formava uma Quadratura com Marte radical em Sagitário. Isso perturbou o metabolismo do trato digestivo, o qual, em virtude da inflamação resultante, ficou incapacitado de fornecer ao sangue a quantidade adequada de sais minerais. Esse fato, combinado com a perturbação da força solar causada por um Sol afligido, privava os ossos e músculos de sua nutrição.
Em janeiro de 1923, a Lua Nova fez uma Conjunção com Vênus, Urano e Mercúrio radicais, formando ainda Quadratura com Saturno e Oposição com Netuno, ambos também radicais. Isso despertou a condição latente significada por Netuno em Câncer, pelo Sol, Urano, Vênus e Mercúrio em Capricórnio e pelo adverso Saturno em Áries e em Quadratura com os três últimos Astros. Acrescente-se a todas essas aflições o paralelo de Marte radical a Urano, Netuno, Vênus e Sol também radicais. Admira, pois, que essa menina tenha sido vitimada pela terrível doença do raquitismo, enfermidade em que os ossos ficam carentes de minerais, e pela tetania[44], doença que se caracteriza pela contração nervosa dos músculos das extremidades?
Houvessem os pais, quando a criança era bem pequena, conhecido suas tendências neste horóscopo e escolhido cuidadosamente sua alimentação, de modo que ela pudesse receber o máximo possível de elementos nutrientes no menor volume possível de comida, evitando o excesso de açúcar, massas e proteínas; houvessem também dado a ela mais hortaliças verdes e puras ao natural, poderiam tê-la ajudado a formar ossos e músculos mais resistentes. Infelizmente muitas de nossas regiões do norte não dispõem de alimentação pura e verde durante o ano todo, conforme temos aqui na ensolarada Califórnia, onde pode ser encontrada em abundância nos doze meses do ano.
Prescrevendo uma dieta para pacientes que sofrem da enfermidade acima, pode-se eliminar toda proteína pesada, substituindo-a por bastante leite puro e fresco de cabra, cenoura, alface, cebola e espinafre, acrescentando uma quantidade muito pequena de pão de trigo integral para dar-lhe volume. Que a paciente se deite ao Sol tanto quanto possível, permitindo especialmente que seus raios lhe banhem a espinha. E que lhe façam fricções para estimular-lhe a circulação.
Com o objetivo de ilustrar ao Estudante a causa pela qual a mesma doença pode deixar sequelas diferentes, vamos usar dois horóscopos. Essas duas Cartas provam aquilo que temos afirmado sempre, isto é, que não há maneira mais perfeita de diagnosticar uma doença de um paciente, nada mais confiável, do que a astrodiagnose.
Ambos os pacientes pediram auxílio de cura aos Auxiliares Invisíveis e ambos vêm sofrendo daquela terrível doença que tem ceifado tantas vidas em todo o mundo e feito mais vítimas do que a guerra mundial[46], a doença que os médicos chamam influenza[47], ou também chamada de “gripe”.
Homem, nascido em 3 de junho de 1855, às 2:00 AM
Aqui, nós temos o ambicioso e ígneo Signo de Áries no Ascendente, com o Sol no Signo irrequieto e nervoso de Gêmeos, na Casa das finanças e em Conjunção com o perseverante, econômico, diplomático e avarento Saturno. O Regente do horóscopo, Marte, está nos últimos graus de Touro, em Quadratura com Júpiter, o Planeta que ama muito as finanças. E, como gosta delas, pode fazer por elas muita coisa. Ele é grande e benevolente de todas as maneiras. Achamos que esse homem tinha muita vontade de ser rico e que, depois de ter contraído a influenza, ele exigiu tanto de seu corpo físico, focando em acumular riquezas, que acabou criando uma condição nervosa que é o motivo do seu sofrimento agora. Ele tem a inquieta Lua no Meio-do-céu, em Trígono com o irresponsável e inventivo Urano, o que lhe dá um grande desejo de especular e adotar sistemas de enriquecimento rápido. No entanto, Netuno, o Planeta que lida com as especulações e com as grandes companhias, está em Quadratura com o Sol e Saturno na 2ª Casa, indicando que ele sempre ele tem especulado nas grandes corporações e sempre tem perdido.
Vênus, em Câncer na 4ª Casa, em Oposição à Lua no Meio-do-céu, produz uma condição extravagante, frívola, preguiçosa e dissoluta no lar, indicando que o dinheiro é desperdiçado e usado de forma muito tola, levando o nativo a querer ganhar mais. E assim ele sacrificou sua vitalidade pelo todo-poderoso dólar. Como operador de telegrafia, usou demasiadamente o cérebro e a ponta dos dedos, o que ocasionou uma tonificação imprópria do sistema nervoso. O resultado foi um colapso nervoso completo.
Homem, nascido em 15 de abril de 1865, às 8:22 AM
Com o Signo nervoso de Gêmeos ascendendo e o irrequieto, não-convencional Urano no Ascendente em Oposição a Júpiter, Regente do sangue arterial, esse homem foi presa fácil de pneumonia, uma vez que os capilares dos seus pulmões se contraíam, tornando a oxigenação espasmódica.
O vitalizante Sol se encontra na 11ª Casa em Áries, em Oposição a Saturno, Retrógrado em Libra. Saturno está Exaltado em Libra e é muito poderoso. Geralmente procuraríamos os problemas maiores na parte do corpo correspondente a esse Planeta. De fato, esse homem sofreu durante algum tempo de afecções renais, quando seu organismo ficou preguiçoso e saturado de impurezas, e seus rins não as eliminavam adequadamente por vários anos. Sempre foi um bom garfo. Tendo Marte em Câncer em Quadratura com Netuno, ele tem sido descomedido e exagerado nas concessões que faz ao apetite, gostando também demasiadamente de líquidos.
Os Astros, frequentemente, atuam nos opostos. Nesse caso, achamos que a raiz do problema principal está no Signo de Áries. Esse homem ficou paralítico depois de suplantar os efeitos da pneumonia.
Pode-se ver a diferença entre esses dois homens. O do caso Nº 14A está mais capacitado para dominar doenças, já que tem o Signo ígneo e ambicioso de Áries no Ascendente. Tem melhor circulação, pois tem Mercúrio em Trígono com Júpiter. O do caso Nº 14B tem o irrequieto e emotivo Urano em Gêmeos no Ascendente e muito afligido, o que tornava difícil para ele ficar quieto e permanecer calmo; suas emoções levavam-no constantemente a excessos e a limites extremos. Ambos devem se sujeitar a uma dieta rigorosa, pois cederam em demasia às tentações dos bons pratos. Essa dieta deve consistir principalmente de legumes, incluindo aqui cebolas cruas, salsa e aipo.
O paciente do caso Nº 14A está sofrendo de um colapso nervoso total, enquanto o do Nº 14B está paralítico.
Examinemos agora um par de temas semelhantes e muito interessantes, tanto nos Aspectos como em sintomas.
Comecemos pelo exemplo Nº14C, de um rapaz nascido em 25 de novembro de 1899, a 0:30 AM.
A vacilante e negativa Lua se encontra na 12ª Casa, próxima ao Ascendente, como Regente do horóscopo. Esse Astro forma Quadratura com Sol e Urano. Os dois últimos estão em Conjunção no Signo de Sagitário, que rege os quadris, a região sacra da espinha e a região do cóccix. Sagitário rege também as artérias e veias ilíacas, os nervos ciáticos e os músculos locomotores dos quadris e das coxas. Marte também se encontra no Signo dos quadris, em Conjunção com Vênus, Mercúrio e Saturno. Vênus governa o sangue venoso de modo que, onde quer que se posicione e esteja afligido dificulta a circulação nessa parte do Corpo. Marte queima, ao passo que Saturno restringe, contrai e resseca. Achamos, pois, que a circulação está prejudicada por esses dois Planetas afligidos, e, como Mercúrio rege os nervos, podia-se esperar que esse rapaz sofresse restrições na região dos quadris. Netuno, a oitava superior de Mercúrio, atua sobre o sistema nervoso e governa o canal espinhal. Nesse horóscopo, Netuno se posiciona na 10ª Casa e em ângulo, onde é mais poderoso que quando posicionado numa Casa Cadente ou numa Casa Sucedente. Ele se encontra também no Signo de Mercúrio (Gêmeos), o qual governa os nervos superiores da espinha. Como Netuno está em Oposição a Vênus, Mercúrio e Saturno, e em Paralelo com Saturno, Marte e Urano, por meio desse Planeta com tantos Aspectos, a maior parte dos quais adversos, pode localizar a base do problema: obstrução no sistema nervoso e nos fluidos da espinha.
Esse menino nunca foi capaz de caminhar sem cambalear, como uma pessoa bêbada. Gêmeos, sendo o Signo da fala, e Mercúrio, o Planeta que rege a fala, e estando Netuno em Gêmeos temos como resultado esse último provocando o impedimento nele para que aprendesse a usar a faculdade da fala. Com a Lua, Regente da vida, afligida em Virgem (a Lua rege os fluídos brancos do Corpo e Mercúrio o intestino delgado) será duvidoso que esse jovem possa superar essas aflições, pois um Signo negativo ascendendo e as aflições nos ângulos são mais fortes do que a vontade desse paciente.
O segundo exemplo, que é o de um rapaz nascido em 17 de março de 1900, a 1:00 AM, tem o enérgico Signo de Sagitário no Ascendente e Júpiter, o Regente da vida, em seu próprio domicílio e na 12ª Casa, em Conjunção com o nervoso e errático Urano, que é co-Regente do horóscopo. Esses dois Planetas também estão em Conjunção com a Cabeça do Dragão, que é de natureza jupteriana. Eles estão afligidos por Quadraturas com Marte, desde o Signo de Peixes e também em Paralelo com Netuno e Saturno. Com essas aflições de Júpiter, Regente do sangue arterial, nos dois Signos jupterianos – Sagitário (Regente dos quadris) e Peixes (Regente dos pés), o que se poderia esperar senão que o sangue arterial fosse obstruído nos membros inferiores? Como a atividade de Urano é espasmódica, está indicado que somente em certas épocas o paciente deve sofrer de câimbras nos nervos motores. Contudo Saturno, Planeta da obstrução, acha-se forte em seu próprio domicílio, Capricórnio, governante dos joelhos, afligido pela Quadratura da Lua, próxima do Meio-do-Céu, e também pela Quadratura de Mercúrio em Áries. Como as articulações do corpo são amplamente regidas pelo Signo de Capricórnio, em especial quando Saturno se posiciona afligido nesse Signo, pode-se esperar a ausência de força e a falta de controle da parte inferior do corpo.
Netuno, Regente do canal espinhal e do Fogo espiritual da espinha, está em Quadratura com o vitalizante Sol. Esse Aspecto atua sobre o corpo como atuaria num telefone com o fio desligado: simplesmente deixa de haver resposta. Os fluidos vitais não podem fluir livremente pela coluna espinhal, e então as partes superiores e inferiores do corpo podem ser comparadas a dois fios desligados. Esse rapaz, como o primeiro, não conseguia andar sem o apoio de muletas, mas essa aflição foi muito leve até ele alcançar a idade de sete anos, quando a Lua progredida alcançou a Conjunção com Saturno radical; então o menino perdeu completamente o controle dos membros inferiores.
A Epístola aos Gálatas nos diz no Capítulo 6, versículo 7, que aquilo que o ser humano semear, isso ele colherá. Pode-se perguntar: “Como esse pobre rapaz pode ser considerado responsável por algo que o atingiu ainda em criança? ”. Dizem-nos que essa vida não é tudo, que temos vivido muitas outras e que nascemos de pais com os quais estabelecemos laços em vidas anteriores. Eles são os instrumentos através dos quais recebemos nossas lições. Vemos isso exemplificado quando investigamos a vida dessas pobres almas. Elas são atraídas por pais que podem lhes dar certos Corpos, cujos arquétipos foram construídos por elas próprias. Notamos no horóscopo Nº14C que Netuno está na 10ª Casa, em Oposição a Saturno, Vênus e Mercúrio na 4ª Casa, indicando lascívia e embriaguez de ambos os pais, enquanto no Nº 14D a Lua está afligida na 9ª Casa por uma Oposição de Mercúrio, e Saturno forma Quadratura tanto com Mercúrio como com a Lua, o que indica um pai ébrio e uma mãe nervosa e neurastênica.
Que os infelizes jovens nascidos nesses Corpos desgraçadamente prejudicados possam aprender suas lições, já que as aflições são para a alma o que o Fogo é para o ouro – elementos refinadores. Certamente as experiências nessa vida poderão lhes proporcionar muita purificação e muito crescimento anímico.
Mulher, nascida em 5 de dezembro de 1873, às 8:45 PM
Esse horóscopo tem o positivo, vital e Signo Fixo de Leão no Ascendente, com o Regente – Sol – em Sagitário na 5ª Casa. A Lua e Saturno estão muito fortes em seus próprios Signos de domicílio. Saturno, o Planeta da obstrução, está em Capricórnio na 6ª Casa, a Casa da doença. Normalmente contamos com tal Planeta e sua posição para a chave do problema. Saturno está em Quadratura com Netuno Retrógrado, e esse em Conjunção com o Meio-do-Céu e no impetuoso Signo de Áries. Netuno é a oitava superior de Mercúrio; ele está na 9ª Casa, governante da Mente superior. Em casos como esse, pode-se esperar perturbações cerebrais ou algum problema de anormalidade mental.
A Lua está em seu próprio Signo, Câncer, em Quadratura com Júpiter. O nativo, por conseguinte, só pode esperar pouca ajuda da Lua, e assim sendo temos de examinar o Planeta Mercúrio para ver se a Mente recebe ajuda para superar a Quadratura de Netuno a Saturno. Mercúrio está Retrógrado, o que torna sua influência latente, e se encontra no Signo de sua Queda, o negativo e Comum Sagitário. Contudo, ainda que fraco por Signo e Retrógrado, Mercúrio é auxiliado por um Sextil de Júpiter e por outro de Saturno. Isso pode salvar a nativa da insanidade mental.
Urano, o Planeta da impulsividade, está Retrógrado e no impetuoso Signo de Leão, em Conjunção com o Ascendente e em Oposição ao ígneo Marte. Marte e Urano estão em ângulos, na 1ª e na 7ª Casa, proporcionando uma tendência para causar, periodicamente, fases de irritação e de emoções espasmódicas. Isso provoca irregularidade no funcionamento do coração.
Netuno em Áries, em Quadratura com Saturno, torna a Mente muito egoísta, de maneira que, desde criança, essa nativa procurou conseguir dos outros a satisfação de todas as suas vontades. Era capaz de se entregar a espasmos para conseguir qualquer coisa de seus pais. Esse hábito se fortaleceu nela, de modo que, quando alcançou a idade da menopausa, não pôde mais exercer controle nenhum sobre suas emoções. O diagnóstico dos médicos para seu caso foi histeria exagerada.
Quando o Sol progredido se aproximou do ponto de Conjunção com Marte radical e da Oposição com Urano radical, um problema de coração se revelou, como resultado da tensão a que ela havia submetido o seu corpo durante toda a vida, nos períodos de egoísmo. Com Netuno em Áries, em Quadratura com Saturno, falta-lhe o controle mental, e assim ela permite que os emotivos Urano e Marte governem inteiramente sua vida.
Eis um caso em que os pais foram muito culpados por deixarem a filha, quando criança, fazer tudo o que queria. Se eles tivessem exercido o controle sobre ela, desde o começo nessa fase, mesmo que tivessem de empregar métodos severos e negado a atender as suas vontades, ela teria toda a ajuda necessária para conseguir o domínio sobre suas emoções. Contudo como, pelo contrário, fizeram-lhe todas as concessões, isso lhe tem causado sofrimento inaudito e pode até leva-la a um fim fatal.
Esse é um caso em que o paciente desencadeia sua doença por meio de atos violentos. Não há nenhuma razão para adoecer em função de apenas três aflições, a saber: Saturno em Quadratura com Netuno e Meio-do-Céu, Urano em Conjunção com o Ascendente e em Oposição a Marte e Júpiter em Quadratura com a Lua; enquanto, por outro lado, existem 15 bons Aspectos no horóscopo, incluindo os Paralelos, o Sextil do Sol com Marte e o posicionamento de Signos Fixos e Cardeais nos ângulos. Pode-se muito bem dizer que essa mulher está cavando a própria sepultura. Pense-se no tipo de base que ela está lançando para o arquétipo que usará na próxima encarnação! É de causar surpresa que certas almas nasçam com doenças crônicas e incuráveis?
Mulher, nascida em 4 de abril de 1915, às 5:00 PM
Nesse horóscopo temos o Signo Comum de Virgem no Ascendente, bem como Signos Comuns nos quatro ângulos e os Astros que afligem estão posicionados nos Signos Comuns. Como regra, as aflições astrais desses Signos mais fracos são mais facilmente superadas que as provenientes de Signos Cardeais ou Fixos, mas quando o paciente também tem Signos Comuns nos quatro ângulos, ele poderá não fazer o esforço necessário para superar as condições astrais.
O Sol se encontra no impulsivo e marciano Signo de Áries, em Sextil com Urano. Esse último Planeta está fortalecido em seu próprio Signo de Aquário. A Lua está no irrequieto Signo de Sagitário, e o Regente do Ascendente, Mercúrio, está em Conjunção com o ígneo e impulsivo Marte. As posições desses vários Astros proporcionarão a essa criança uma natureza muito impulsiva, inquieta e ambiciosa, natureza essa que a manterá ocupada constantemente, e o que quer que ela faça deve fazê-lo de maneira rápida e impulsiva. A falta de autocontrole também está indicada. Ela poderá comer apressadamente, sem prestar a devida atenção a mastigação dos alimentos. Essa pressa e esse impulso terá um efeito ruim, pois Mercúrio – Regente do sistema nervoso – em Conjunção com Marte e em Quadratura com a Lua e com o destrutivo Saturno, pode causar desordem na organização nervosa toda vez que o nativo seja submetido a grande excitação, raiva, excessos de comida ou a qualquer coisa que possa lhe ocasionar uma tensão nervosa.
A Lua rege o esôfago e o estômago, enquanto Saturno, que está posicionado fortemente no Meio-do-Céu, governa o nervo pneumogástrico. Saturno está em Oposição à Lua, pelo que se pode esperar problemas na área do nervo pneumogástrico ou vago. As duas divisões desse grande nervo, a esofagiana e a ramificação gástrica, estão com funções obstruídas por Saturno, o que interfere na ação peristáltica. A atividade vagarosa do esôfago e da cárdia faz a comida descer muito lentamente por esse tubo, antes de alcançar o estômago, onde permanece por tempo demasiado longo até ser digerida, pois Saturno torna esses órgãos morosos. Esta condição pode resultar em grande sofrimento.
Esta menina sofria intensamente com incômodos do estômago a cada seis ou oito dias, variando as datas. Tais períodos podem ser reconhecidos pelos efeitos da Lua em Trânsito, quando passava pelos Signos Comuns e formava Conjunção, Oposição ou Quadratura com os Astros nesses Signos. A Lua, transitando pelo seu próprio posicionamento radical em Sagitário, bem como pelos radicais de Mercúrio, Júpiter e Marte em Peixes, e também por Saturno em Gêmeos, pode provocar esses períodos aflitivos uma vez por semana.
Seus pais consultaram vários médicos, cada um emitindo parecer diferente. Um deles diagnosticou câncer, pelo que pretendia operá-la. Nos intervalos dessas crises estomacais, a menina parecia gozar de boa saúde.
Em casos como este, nos dias em que a Lua transita pelos Astros afligidos, deve-se evitar excitação indevida e todo excesso. Deve ser usada cautela na escolha dos alimentos. Toda comida rústica, difícil de digerir, precisa ser evitada, e qualquer coisa que coma precisará ser bem mastigada antes de passar para o esôfago.
Homem, nascido em 11 de novembro de 1886, às 6:36 AM
Sagitário, à 24º24’, está no Ascendente, nesse horóscopo, e o inflamatório e destrutivo Marte, o Planeta impulsivo, está na cúspide do Ascendente, no amoroso, prazeroso e negligente Sagitário. Esse homem gostava muito especialmente de cavalos. Mercúrio está na 12ª Casa, em Sagitário, em Sextil com o impulsivo Urano na 11ª Casa, a Casa dos amigos, indicando o gosto pelas competições, corridas, por dirigir em alta velocidade, etc. Marte, Regente da 5ª Casa, que rege as diversões, está em Sextil com Júpiter. Esse moço sofreu um acidente causado por cavalos.
Aos 21 anos de idade, o Sol e Vênus progredidos estavam em Conjunção com Mercúrio radical e em Sextil com Urano, tendo Marte progredido acabado de formar Quadratura com Urano e alcançado o Sextil com Vênus, o que indicava um período dos mais prazerosos com os amigos. Contudo, a Lua progredida estava em Quadratura com Netuno radical, em Sextil com Marte e em Oposição com o Meio-do-Céu. Isso revelava um acidente, e de fato o rapaz caiu do cavalo. Desse acidente ele nunca mais se recuperou, ficando com os membros inferiores paralisados. Raramente deixava de sentir dores, de maneira que em 1916 os médicos removeram parte do fêmur da sua perna direita, pois o osso, contundido na queda, havia apodrecido.
Saturno se encontra na 8ª Casa, em Câncer, e em Quadratura com Júpiter, que é o Regente do Ascendente. A Lua está no seu Signo de Exaltação, Touro, Regente do paladar, na 5ª Casa, daí seu gosto por bebidas. Pelo que a 11ª Casa, a dos amigos, indica, ele se banqueteou até seu corpo ficar saturado de cinzas. Nesse caso, em que o corpo era incapaz de dar conta desse excesso de comida temperada, os produtos tóxicos se acumulavam na parte mais fraca do corpo. Com Júpiter afligido em Libra, que rege os rins, esses órgãos ficaram extenuados, incapazes, portanto, de eliminar o material tóxico e venenoso. O fêmur contundido era, naturalmente, o ponto que atraía esses venenos, de modo que inevitavelmente entrou em decomposição.
Depois de várias operações, o nativo morreu em junho de 1918, quando o Sol progredido ia se aproximando de uma Conjunção com o Ascendente e a Lua progredida estava em Câncer, em Conjunção com Saturno na 8ª Casa, a da morte; também, Marte progredido estava dentro da órbita de um grau da Oposição com Saturno.
No entanto, tivesse esse moço entrado em contato com um médico que lhe ajustasse adequadamente o fêmur deslocado e que lhe prescrevesse uma dieta estritamente vegetariana, eliminando ao mesmo tempo de seu cardápio toda carne e comidas supertemperadas, a fim de lhe manter o sangue puro, teria havido muita possibilidade de sua vida se prolongar e de não ter ficado paralítico. Infelizmente, porém, ele se encontrava em uma cidade pequena e distante da Nova Zelândia, onde não podia dispor de assistência apropriada. Houve negligência quanto ao deslocamento e à contusão do osso, e a dieta alimentar era grandemente composta de carnes, uma vez que as verduras eram muito escassas ali naquela época.
Mulher, nascida em 4 de dezembro de 1899, às 8:00 PM
Essa moça tem o de Água Signo de Câncer no Ascendente, com o Sol no Signo Comum de Sagitário.
É uma regra: quando procuramos doenças físicas considere o Regente da 6ª Casa, governante das doenças, determinando a posição desse Astro e seus Aspectos. Nesse horóscopo, são os 28º de Sagitário que se encontram na cúspide da 6ª Casa, mas a influência desse Signo está quase toda esgotada antes de alcançar essa Casa. Por conseguinte, consideremos Capricórnio, o Signo na 7ª Casa com seus 28º na cúspide. A maior parte desse Signo se encontra ocupando a 6ª Casa, pelo que podemos considerar Saturno o Regente da Casa da doença.
Esse Planeta perturbador e cristalizante está a 24º37′ de Sagitário em Conjunção com o inflamatório Marte e em Oposição a Netuno e à Cauda do Dragão. No Livro “A Mensagem das Estrelas” podemos ler que Netuno rege o gás ou fluido espinhal, como o chamam os médicos. Netuno está em Conjunção com a Cauda do Dragão no Signo de Gêmeos, Regente dos braços e da região da 6ª e 7ª vértebras cervicais e da 1ª, 2ª e 3ª vértebras dorsais. Marte e Saturno estão na região da extremidade inferior da espinha, a região sacra ou sagitariana. Quando afligido por Netuno, Saturno produz doenças muito profundas e de difícil compreensão. Saturno, quando afligido, também resseca o fluido sinovial das juntas, onde quer que se posicione. Quando em Conjunção com Marte na região sacra pode-se esperar problemas, pois Marte é quente e inflamatório e Saturno é frio e úmido, com influência restritiva.
Urano, Sol e Mercúrio estão, também, em Conjunção e Paralelo nessa mesma parte do corpo, ou seja, a região sacra ou sagitariana. Sempre que encontramos dois Astros, quentes, de Fogo tais com Sol e Marte, esperamos que muito desse calor e muita da vitalidade do corpo será focado nessa região, e quando a influência restritiva de Saturno está opondo à influência anormal e ossificante de um Netuno afligido na região oposta, ou seja, na extremidade superior da coluna vertebral, ambos exercendo uma influência prejudicial, nós podemos comparar o fluido espinhal do paciente a uma corrente de água que foi represada em ambas as extremidades. Nenhuma entrada de água fresca é permitida e a água represada e estagnada fica parada e poluída. Assim, estando o maior número de aflições encontrado na região sacra, naturalmente, a maior quantidade de impurezas está alojada ali.
Essa jovem garota desenvolveu artrite das articulações do quadril em uma idade muito precoce, em parte devido a negligência dos pais, que viviam em clima de desarmonia entre eles. O pai era um bêbado e libertino e a mão era descuidada e negligente com os seus deveres domésticos, passando a maior parte do tempo fora de casa e deixando as três garotinhas se virando sozinhas. De fato, nunca se soube se esta doença começou com um acidente, mas, como os Astros indicam uma queda, que sem dúvida contundiu o osso do quadril ou o osso sacro, isso talvez tenha sido a causa-raiz da enfermidade. Gradativamente, a perna direita se atrofiou e a espinha se encurvou.
Em 1917, essa garota procurou a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, em busca de cura para a sua mão lesada num acidente. Aqui notamos, novamente, a influência da Conjunção entre Marte e Saturno com efeito no Signo oposto Gêmeos, o que causou a fratura de um dos dedos. O osso foi afetado, e os médicos se mostraram incapazes de fazer algo para curá-lo. No entanto, com a ajuda dos Auxiliares Invisíveis e uma dieta absolutamente vegetariana, a paciente se recuperou. Contudo, ela herdou do pai o sangue contaminado, o que vemos por Marte, Regente da 10ª Casa – a Casa do pai – em Conjunção com Saturno e Oposição a Netuno, que deve indicar a aflição do pai, isto é, a terrível doença chamada gonorreia. Pais com essa doença, frequentemente, atraem para o renascimento almas que precisam sofrer de doenças na espinha vertebral, cegueira etc. “Os moinhos de Deus moem lentamente, mas moem extremamente fino.”[49].
Homem, nascido em 9 de janeiro de 1898, às 8:00 AM
Essa lição é baseada no horóscopo de um homem com o Signo Fixo de Aquário no Ascendente, com Signos Fixos em todos os ângulos, o que indica uma natureza com a vontade fortemente desenvolvida, e com o Sol no Signo saturnino de Capricórnio há uma indicação de que ele é muito persistente e resistente a doenças.
Quão bem-sucedido ele foi em sua luta é mostrado em algum Aspecto entre o Sol e Marte, que muitas vezes mostra a extensão dos danos que podem ter sido causados no corpo físico. Qualquer Aspecto entre Marte e o Sol, mesmo que seja uma Quadratura ou Oposição, é melhor do que nenhum. Signos fortes nos ângulos e o Sol em um desses Signos indica capacidade para dominar restrições físicas. Nesse caso, porém, faltam Aspectos entre Sol e Marte, mostrando que a doença domina esse homem.
Marte, que está Exaltado em Capricórnio, está em Conjunção com Vênus, em Quadratura com Júpiter e elevado na 11ª Casa, o que indica a possibilidade de acidentes. Marte, na 11ª Casa, indica também que os amigos podem ser responsáveis por sua exposição a perigos.
Encontramos, nesse horóscopo, um Urano muito proeminente, próximo à cúspide do Meio-do-céu, em Conjunção com Saturno, em Sextil com Júpiter e em Trígono com a Lua, indicando alguém que quer brilhar e ser bom companheiro entre os amigos; também alguém que iria aos extremos para agradá-los. Urano em Sagitário demonstra impulsividade que encontra expressão nos esportes, especialmente ligados a animais quadrúpedes. Saturno rege os ossos.
Em 1917, Marte progredido alcançou os Aspectos de Conjunção e um Paralelo com o Sol radical, que se encontra a 19º21′ de Capricórnio, na 12ª Casa, a Casa da autodestruição.
Ao mesmo tempo, Vênus progredido formava Paralelo com Saturno e Urano radicais. Isso justificava um possível acidente: durante o ano de 1917, enquanto se entretinha na companhia de amigos e na prática de esportes hípicos, esse homem sofreu uma lesão num dos ossos da perna, que parecia uma contusão leve; entretanto a lesão já era grave. Vemos, agora, quão clara e precisamente o relógio do destino assinala os acontecimentos. Em 3 de dezembro de 1918, houve um Eclipse do Sol em 10º3l’ de Sagitário, formando Conjunção com o Saturno radical desse horóscopo.
O efeito de um Eclipse perdura por todo o ano que se segue. Em 1919, o Sol progredido se encontrava em Conjunção com o Ascendente, Vênus progredido formava uma Oposição à Lua radical e Marte progredido estava em Conjunção com o Sol radical. Temos aqui três aflições durante o ano que se seguiu ao Eclipse, de maneira que em 5 de junho de 1919, quando a Lua em trânsito entrou em Quadratura com o lugar desse Eclipse, formando, simultaneamente, Quadraturas com Urano e Saturno radicais, o jovem foi tomado por dores agudas no tornozelo direito, ao que se seguiram calafrios e febre.
A partir daí a perna começou a inchar, formando, então, um enorme abscesso, que foi lancetado pelo médico. Contudo, tão logo se curava um abscesso, outro se formava no lugar, de modo que durante oito meses ele foi operado de abscessos pelo menos dez vezes. Em 1920, começou a escorrer pus de pequenos furos no tornozelo, e então os médicos diagnosticaram a enfermidade como “osteomielite”.
Em 26 de abril de 1924, o nativo foi internado novamente em um hospital para uma cirurgia, e dessa vez extraíram-lhe, aos pedaços, 15 centímetros de ossos perna acima.
Em agosto de 1924, quando apelou para a cura da Sede Mundial da Fraternidade, ele estava retornando ao hospital para mais uma cirurgia.
É de se lamentar que muitos médicos não percebam que cirurgias ou remoções de partes do corpo não poderão curar permanentemente, enquanto o enfermo não for submetido a uma dieta apropriada.
Há pouco tempo, o autor visitou uma amiga hospitalizada, que havia sofrido séria lesão num acidente automobilístico. Sendo rigorosamente vegetariana, não gostando de carne, os médicos forçavam-na a comer muita carne e a tomar caldos, enquanto tratavam de seus ferimentos.
No horóscopo desse rapaz, Vênus está em Conjunção com Marte, em um Signo saturnino, e em Quadratura com Júpiter. Vênus e Marte são aqui os Regentes da 4ª e da 10ª Casa, relacionada com os pais, de quem ele deve ter herdado sangue escrofuloso. Por conseguinte, pode-se concluir que, não importa quantos ossos os médicos possam remover de sua perna, a doença real está no sangue, podendo ser curada somente por meio de uma dieta rigorosamente vegetariana ou de uma dieta de frutas.
Homem, nascido em 27 de abril de 1868, às 6:37 PM
No horóscopo que temos aqui, vamos considerar primeiro as qualidades mentais, conforme indicadas particularmente por Mercúrio e pela Lua. Mercúrio forma três Aspectos: Conjunção com sua oitava superior Netuno, que ocorre em Áries, o Signo da cabeça; Sextil com Vênus, no Signo mercurial de Gêmeos; e Quadratura com a Lua, em Câncer. Nós também notamos que Mercúrio está antes do Sol. Isso mostra uma disposição gentil e habilidade de raciocínio bastante boa, ainda que o nativo não se utilize dos processos comuns de raciocínio, mas sim do método netunino, em todas as suas operações mentais.
A Lua na 9ª Casa, no Signo psíquico de Câncer, seu domicílio, e em Conjunção com Urano, proporciona uma intuição notável. Saturno em Sagitário, Signo da 9ª Casa, em Trígono com Júpiter, Regente de Sagitário, ajudará a estabelecer a ordem nos pensamentos do nativo, resultando em que ele será muito mais equilibrado do que, em geral, as pessoas inspiradas. Apesar disso, ele sempre tenderá a se destacar da multidão, pois será taxado como um sonhador. Urano e a Lua em Conjunção na 9ª Casa, a Casa da Mente superior, irá anular todo o resto. Contudo as outras configurações, pesando sobre essa matéria, o salvará de se tornar um tolo e alvo de piadas.
Sobre sua saúde, primeiramente se nota que o Regente de Áries está próximo à cúspide da 6ª Casa, em Conjunção com Netuno. Mercúrio faz uma Conjunção com Netuno, o que torna esse homem muito sensível e irritável, contrabalançando a propósito o que dissemos sobre a disposição gentil, denotada pelo Sextil de Mercúrio a Vênus. A Lua e Urano em Câncer, o Signo que governa o estômago, mostram que é muito difícil que os alimentos o agradem, e a Quadratura de Marte com essa configuração indica que talvez ele sofra de problemas gástricos quando a resistência do sistema entrar em colapso. A ânsia por bebidas fortes deve ser grande, mas se esse desejo for satisfeito, as experiências psíquicas do delírio serão inevitáveis.
Espíritos de controle[50] podem tomar posse do Corpo de uma pessoa independentemente da bebida alcoólica, pois a Quadratura da Lua e de Urano com Netuno e Marte favorece essa condição e, no mínimo, pode ocorrer insanidade temporária.
Parte do que se colocou acima já aconteceu, pois, o paciente pediu à Sede Mundial da Fraternidade que o socorresse contra o assédio de espíritos indesejáveis que ele havia atraído em sessões espíritas. Ele se rebelou muito com a dieta que lhe foi prescrita, e deixou de enviar as assinaturas semanais. No entanto, há uma esperança considerável, em virtude do Sextil formado pelo Sol com Lua e Urano, que o Ego possa finalmente se libertar das influências externas, ainda que isso, naturalmente, possa lhe causar muito mais sofrimentos do que se tivesse permanecido na lista de cura[51] até ser curado.
No momento em que pessoas assim sentem algum alívio, pensam que a ajuda de outrem não é mais necessária. Isso não é uma má atitude, porque sob Caminho da Realização se sustenta continuamente, como ideal, que “se és Cristo, ajuda-te a ti mesmo”. Há muitos aprendizes que não gostam de arcar com suas responsabilidades, que se esquiva delas sempre que pode e constantemente pede ajuda para a saúde até por uma dor de dente; alguns chegam a telegrafar por causa de uma dor de cabeça, e outros, ridiculamente, por um pequeno mal-estar. Por conseguinte, sempre é melhor encorajar os pacientes a se ajudarem a si mesmos o mais cedo possível, pois dessa maneira eles lucram espiritualmente mesmo que, fisicamente, seu progresso seja mais lento.
Em um caso dessa natureza, deve-se prescrever a dieta mais simples para acalmar os nervos: alface, se puder ser conseguida, e cebola ao fim do dia, de qualquer maneira. Tal dieta, bem como exercícios para aprumar a coluna vertebral, especialmente na região lombar, onde Saturno em Sagitário afeta os nervos ciáticos, com o tempo pode restaurar a saúde desse paciente, uma vez que evite as bebidas alcoólicas e sessões espíritas.
Mulher, nascida em 17 de agosto de 1881, às 9:00 AM
Esse horóscopo é de uma mulher que tem o Signo de Libra no Ascendente, com Signos Cardeais nos quatro ângulos. O Sol, no Signo positivo e Fixo de Leão, mostra que ela deve ter uma determinação bem desenvolvida. Todavia, essa determinação pode ser expressa como teimosia, pois Mercúrio se encontra em Leão e na 10ª Casa, em Quadratura com Saturno e Netuno, estando esses dois últimos Planetas no Signo Fixo e obstinado de Touro. As Quadraturas dos três Planetas acima – Saturno, Netuno e Mercúrio – partem da Casa natural de Capricórnio ou de Saturno, a 10ª Casa, uma posição dominante, para a 8ª Casa, a Casa natural de Escorpião ou Marte; por isso pode-se esperar que essa mulher seja muito decidida em sua natureza e determinada a seguir suas próprias inclinações.
Seus ideais ou desejos devem se expressar por meio de Vênus em Câncer, em Conjunção com o Meio-do-Céu. Vênus está em Sextil com Saturno, Netuno e Urano e em Paralelo com a Lua e Marte. Isso proporciona talento para a arte ou música, e também gosto por vestidos e exibições e, sendo Vênus Regente do Ascendente, deve proporcionar também uma personalidade agradável, combinada com um belo rosto e uma boa aparência. De acordo com os diagnósticos da psicanálise, essa mulher durante os anos da sua adolescência, quando as forças vitais cresciam e os talentos latentes buscavam meios de expressão, o que naturalmente se daria através das artes e da música, não encontrou seu campo. Seus ideais foram reprimidos e seu espírito se sentiu tolhido e limitado.
Pode-se ver aqui que Saturno, Regente da 4ª Casa, indicadora da mãe, restringe Netuno, Regente da 6ª Casa, que indica o serviço a ser prestado. Mercúrio na 10ª Casa, a da profissão, está em Quadratura com Saturno e Netuno. Temos aqui a prova de que a mãe desta mulher não era favorável a que ela escolhesse uma profissão, de maneira que a forçou a se expressar através de canais em que seu espírito se sentia tolhido e seus instintos artísticos eram bloqueados. No caso de uma personalidade fraca e negativa, isso, às vezes, representa uma vantagem a pessoa não se sente impedida. Contudo, no caso de uma natureza fixa e positiva como a desse horóscopo, com cinco Astros em Signos Fixos e Signos Cardeais nos quatro ângulos, o caso é diferente; quando uma mulher com esse tipo tem seus ideais reduzidos a frangalhos, ela acha dificílimo se ajustar à vontade dos outros. Os impulsos assim reprimidos, muito frequentemente, encontram expressão em outra direção.
Nesse caso, Netuno e Saturno estão em Trígono com Urano; então, o lado psíquico deve ser o meio para essa alma dar vazão aos seus sentimentos represados. Urano está em Quadratura com Marte, e a Lua, em Conjunção e Paralelo com Marte. Essas aflições, juntamente com as de Saturno, Netuno e Mercúrio, produziram nessa mulher um desenvolvimento negativo. A mediunidade exercia sobre ela forte atração. Alegrou-se imensamente por se desenvolver de modo muito rápido, em curto espaço de tempo, o que se pode ver no Trígono de Netuno a Urano, significador de psiquismo. Contudo, se essa pobre alma tivesse algum conhecimento de Astrologia, de modo a poder ver sinais de perigo nos Astros, não teria se metido com a fase negativa de seu desenvolvimento espiritual. Não teria forçado seu desenvolvimento, conforme achamos que fez. Tratando-se de um caráter positivo, os Auxiliares Invisíveis puderam, com a ajuda dela, libertá-la em pouco tempo de um caso muito grave de obsessão, o qual se manifestou através da prática da mediunidade.
A Sede Mundial recomendou a essa mulher comer alimentos leves que consistissem principalmente em verduras e frutas, devendo eliminar do cardápio proteínas pesadas e massas e lhe recomendou, ainda, manter a Mente e o Corpo ativos, não esquecendo de orar, pois a oração é uma ajuda maravilhosa e proteção contra o psiquismo adverso.
Encontramos também nesse horóscopo uma lição muito útil, com relação aos problemas da garganta. Netuno e Saturno estão em Conjunção no Signo de Touro, Regente da garganta e da laringe, em Quadratura com Mercúrio em Leão; Júpiter em Touro também está em Quadratura com o Sol em Leão, indicando que a circulação da garganta seria prejudicada algum dia. Sempre que Saturno e Netuno se acham em Conjunção, existe alguma dificuldade de desenvolvimento no órgão correspondente ao Signo. Essa mulher desenvolveu uma grave tonsilite, e foi submetida a uma cirurgia em que lhe extirparam as tonsilas.
Vamos usar o horóscopo natural em ambos os casos que se seguem, já que a hora de nascimento é desconhecida. Isso não interfere no diagnóstico da doença, ainda que o conhecimento do Signo Ascendente seja necessário para se determinar o grau de vontade do paciente. Quando o nativo enfrenta uma crise, é bom saber a hora exata do nascimento para se poder calcular a posição da Lua e sua relação com os Astros em Trânsito. Esses Astros atuam como ponteiros dos minutos no relógio astral. Indicam, por seus Aspectos com os Astros radicais e progredidos, se a enfermidade alcança ou não um ponto crítico. As Luas Nova e Cheia, especialmente, marcam o momento em que as mudanças podem ser esperadas.
Mulher, nascida em 25 de abril de 1877
Nós dissemos no Livro “A Mensagem das Estrelas” que Netuno é a oitava superior de Mercúrio e que rege a glândula pineal, ao passo que Mercúrio rege a tiroide. Nesse horóscopo Vênus, que rege a circulação venosa, se encontra em seu próprio Signo, Touro, Regente da garganta, em Conjunção com Netuno e Sol, e também em Quadratura com Marte no Signo de Aquário. Quando afligido por Saturno, como no horóscopo 17B, abaixo, Netuno causa atrofia ou subdesenvolvimento orgânico em alguma parte do corpo, aquela regida pelo Signo em que se encontre. Se em Leão, pode resultar em que uma válvula do coração seja menor que as outras, produzindo irregularidades na circulação. Nesse horóscopo, porém, Netuno se encontra entre Vênus e o Sol, o que produz volume. O Sol produz calor e grande suprimento de sangue para a parte do corpo em que se localiza, por Signo. Nesse caso, a parte receptora desse maior fluxo de sangue é a garganta. Quando Marte forma Quadratura com o Sol ou com Vênus, podemos encontrar o correspondente órgão anormalmente aumentado. Mercúrio, Regente da glândula tiroide, está em Touro, formando Quadratura com Urano, no Signo Fixo de Leão. Urano nesse Signo também tende a dilatar o órgão afetado por ele. Júpiter, Regente da circulação arterial, está em Quadratura com a Lua.
Essa mulher sofreu de dilatação da glândula tiroide, a qual alcançou um tamanho tal que chegou a interferir na circulação e a causar insuficiência cardíaca.
Homem, nascido em 26 de setembro de 1863
Vênus está em Conjunção com Sol, Marte e Saturno, esses quatro Astros no Signo de Libra e todos em Oposição a Netuno. Essa configuração, especialmente a influência obstrutiva de Saturno, provocou um distúrbio na glândula tiroide, que, entretanto, não foi dilatada, como a do caso anterior, mas suas funções e circulação foram afetadas. Isso levou o homem a sofrer de fraqueza de memória, transtorno nos rins e dilatação da glândula próstata.
Que se poderia recomendar a esses pacientes para ajudá-los? No caso da mulher do primeiro horóscopo, em que há um afluxo excessivo de sangue para a garganta e em cujo horóscopo Júpiter e Vênus se encontram afligidos, causando deficiência na circulação arterial e venosa, poderíamos aconselhar fricções rápidas nos membros inferiores com um par de luvas de banho, como também banhar os pés com água morna para fazer o sangue circular mais livremente na parte inferior do corpo, reduzindo por isso mesmo a pressão na garganta. Pode-se recomendar ainda a diminuição na quantidade de comida que favorece o aumento de peso, tais como: pão branco, massas, açúcar, etc. No segundo horóscopo, a Lua se encontra em Peixes, Signo de Água, que solicita um forte desejo por líquidos. Ela forma uma Quadratura com Urano. Isso, junto com a Conjunção de Vênus com Marte, Sol e Saturno, indica que a natureza inferior, especialmente o sexo, tem sido a desgraça do nativo. Podemos aconselhá-lo a supressão de comidas muito temperadas, bebidas alcoólicas, fumo e carnes, e que ele viva uma vida simples, praticando muitos exercícios ao ar livre.
Homem, nascido em 16 de agosto de 1918, à 1:45 AM
Esse é o horóscopo de um menino que tem o Signo de Água e Cardeal de Câncer no Ascendente. As pessoas com Signos Cardeais no Ascendente são mais tensas ou, pode-se até dizer, mais nervosas, ficam mais facilmente chateadas e mais sensitivas que as demais. Elas sentem mais profundamente. Não somente seus sentimentos são magoados mais facilmente, mas também seus corpos são mais suscetíveis a dor e seus sofrimentos são mais intensos.
Esse menino tem o magnânimo e jovial Júpiter em Conjunção com o Ascendente. Júpiter está em Paralelo com a Lua, Regente do Ascendente, e Júpiter e Lua estão em recepção mútua. O delicado e amoroso Vênus está na 1ª Casa, que deve proporcionar ao nativo um belo rosto, forma belas e uma personalidade das mais simpáticas e atrativas.
Aos 20 meses de idade ele foi vitimado por meningite, que é uma inflamação da membrana que envolve o cérebro e o cordão espinhal. Recuperou-se dessa enfermidade, mas sua cabeça começou a crescer e ele perdeu o sentido da audição. O crescimento da cabeça alcançou tais proporções, que foi necessário submete-lo a cirurgias. Em dois períodos, logo após completados os três anos de idade (calculamos ter sido o primeiro quando a Lua progredida alcançou ao 27º de Capricórnio, ocasião em que formou uma Oposição com Vênus, ou dois meses depois, ao formar Quadratura com Marte) foram realizadas duas cirurgias. Um pequeno fragmento de osso foi removido de cada têmpora, formando duas pequenas aberturas para o cérebro. Isso permitiu o extravasamento de água da caixa craniana, parecendo aliviar a criança por algum tempo; no entanto, mais tarde, porém, fizeram-se necessárias mais duas cirurgias na parte posterior da cabeça, bem por trás de ambas as orelhas. Não podemos precisar as datas dessas cirurgias. Acreditamos, contudo, que os Aspectos da Lua as registraram. Verificamos que, por volta de 25 meses após a primeira operação, a Lua estava em Oposição a Saturno, o que registrou outro distúrbio que, provavelmente, assinalou a data das cirurgias na parte posterior da cabeça.
Os pais desse menino o trouxeram do meio-oeste para Los Angeles, entregando-a aos cuidados de renomado médico osteopata, o qual supervisionou as cirurgias e o tratou pelo moderno e excelente método de cura, a osteopatia. Os pais também puseram o menino em nossa lista de cura, na esperança de que ele pudesse recuperar a audição perdida entre um ano e um ano e meio de idade. A autora não conhecia o passado do menino até ter diagnosticado o caso para uma amiga, pelo que se pode ver quão de perto os Astros correspondiam ao caso.
Vênus, que rege a glândula timo, está forte na 1ª Casa e afligido pela Quadratura com Marte. Esse se encontra bem perto da cúspide de seu próprio Signo Escorpião. Marte indica lesões. Escorpião é o Signo que rege os médicos. O nascimento desse menino foi muito difícil. Sua vida, assim como a de sua mãe, esteve por um fio. Os médicos de hoje não permitem que um parto corra naturalmente se exige muito do seu tempo, pois vivem ocupados demais e precisam se apressar de volta ao consultório, onde outros pacientes os esperam. Consequentemente, grande número de partos são acelerados por meio de instrumentos. No caso presente, o parto forçado causou lesão em certos nervos, e também aos vasos sanguíneos inominados que conduzem sangue para o cérebro por meio da glândula timo. Estando Saturno em Conjunção com o Sol em Leão, que rege o cordão espinhal, e ambos em Oposição a Urano, o fluido espinhal foi restringido e se tornou lento. Urano, oitava superior de Vênus, rege o corpo pituitário. Essa glândula é diretamente ligada à bainha externa da medula espinhal, a dura mater. Por se encontrar afligido pelo Sol e por Saturno, Urano afetou muito as funções dos fluidos de espinha.
Na criança pequena, a glândula timo regula o fluxo sanguíneo do cérebro e para o cérebro através de artéria e veia inominadas. Na ocasião do parto, o pescoço desse menino sofreu de certo modo uma lesão, que restringiu o fluxo do sangue. Sendo a circulação restringida, a cabeça passou a acumular água. A mais interessante prova disso foi que, na remoção dos recortes ósseos das têmporas e da parte posterior da cabeça do menino, as incisões não tinham sangue vermelho, o que surpreendeu os médicos. O médico osteopata se desdobrou nas massagens e cuidados com a glândula timo e a coluna espinhal, comprovando-se assim que o diagnóstico deles correspondia ao nosso.
Aparentemente, o menino goza agora de boa saúde, mas perdeu a audição, embora haja alguma esperança de que seja recuperada algum dia. Quando ele alcançar a puberdade, ocasião em que a glândula tiroide assume a função da glândula timo, tanto os nervos como os vasos sanguíneos que irrigam os ouvidos poderão ser estimulados, de maneira que, com a ajuda dos Auxiliares Invisíveis, a capacidade de ouvir poderá ser restaurada. Existe, no entanto, o perigo de que as cirurgias realizadas na parte posterior da cabeça possam ter ocasionado lesão permanente nos nervos, afetando assim definitivamente a audição.
Mulher, nascida em 27 de novembro de 1905, à 1:15 PM
Esta jovem tem o Signo de Ar e negativo de Peixes no Ascendente, e Júpiter, o Regente, Retrógrado em Gêmeos, na 3ª Casa, em Oposição ao vitalizante Sol. Para começar, esse Regente se encontra muito obstaculizado e restringido, significando que essa alma contraiu em existências anteriores dívidas de destino que amadureceram e aguardam liquidação nessa vida; pois se o Regente da vida está afligido pelo Astro mais poderoso, isto é, pelo Sol, também uma Quadratura de Saturno e um Paralelo de Marte, e esse Regente recebendo pouca ajuda, tendo apenas um bom Aspecto, o Trígono de Marte partindo da 12ª Casa, então, podemos considerar que essa pessoa terá de liquidar seus débitos na vida presente e que não haverá concessões até sua final quitação.
Mercúrio se encontra muito bem aspectado na 10ª Casa, em Conjunção com a Lua, com o Meio-do-céu e Urano em Sextil com Saturno. A Lua, que tem a regência parcial sobre a Mente, está em Conjunção com o Meio-do-céu, proporcionando a nativa uma Mente ágil e aguda. Do ponto de vista mental, portanto, essa moça deveria ser capaz de conseguir qualquer coisa em que firme seu pensamento, de modo que é de causar estranheza o fato de, aparentemente, ela não conseguir realizar nada. Qual será a causa?
Os quatro ângulos estão ocupados por Signos Comuns; o Regente da vida, Júpiter, está Retrógrado no Signo Comum de Gêmeos, que é o Signo da sua Queda, e o Sol também se encontra num Signo Comum. São indicações de que essa alma se contenta em vagar na maré. Qualquer progresso que ela faça nessa vida será por influência do pai, significado pela 10ª Casa.
Júpiter rege a circulação arterial. Suas aflições tendem a restringir o livre fluxo da corrente sanguínea. Júpiter também rege as suprarrenais, duas minúsculas glândulas endócrinas localizadas sobre os rins. Esses dois órgãos, a semelhança da glândula tiroide, ajudam a cuidar do sangue. Conforme esse passa por elas, recebe seu suprimento de secreção suprarrenal. Essa secreção supre de energia o corpo e faz os fluidos correrem mais livremente. As suprarrenais são órgãos que estimulam o corpo. Quando nós temos Júpiter, o Regente desses órgãos, como o Regente da vida e tão severamente afligido podemos esperar que o paciente seja carente de energia, uma pessoa negativa e sem ambição.
Netuno, que é a oitava superior de Mercúrio, atua sobre o sistema nervoso e rege a glândula pineal e o canal espinhal. Ele se encontra Retrógrado e em Oposição ao errático e espasmódico Urano, Planeta que rege o corpo pituitário. Portanto, podemos contar com um desarranjo geral nas glândulas endócrinas. Nós encontramos um distúrbio nas suprarrenais, as quais, excitadas pelas emoções, produzem um fluxo incomum de suas secreções que as vezes resulta em convulsões ou no seu oposto, o coma, de acordo com o caráter das emoções descontroladas da paciente.
Esta moça é filha de um pai rico e de uma mãe voluntariosa e egoísta, viciada em cigarros e bebidas alcoólicas. Quando a mãe estava grávida dessa moça, ao ver o marido regressando do trabalho simulava, às vezes, desmaios a fim de ganhar sua simpatia. Desse modo ela conseguia satisfazer todos os seus desejos egoístas. Os Ensinamentos Rosacruzes nos dizem que o Ego é atraído a pais por meio dos quais pode receber suas lições, e pode-se muito bem dizer que essa moça encontrou na mãe alguém que soube ministrar-lhe muitas lições deploráveis.
Se a moça fosse contrariada, a jovem se enfurecia instantaneamente, terminando tudo num acesso muito parecido com um ataque de epilepsia. Contudo, não espumava pela boca nem apertava os maxilares, como às vezes acontece nesse tipo de doença. A ira fazia a glândula despejar adrenalina muito rapidamente no sangue. Excessos dessa secreção causam ciúme e inveja.
Vemos duas condições diferentes nas fases em que a moça padece. Júpiter está em Oposição ao Sol e em Paralelo a Marte, o que, às vezes, causa um excesso de secreções, criando a condição mencionada. Outras vezes ela pode desmaiar, ficando totalmente inanimada e rígida. Essa última condição ocorre quando as suprarrenais param de enviar secreções para o sangue, o que é indicado pela Quadratura de Saturno com Júpiter. Quando sob a primeira condição, ela tem toda a aparência de alguém que está obsidiada e se torna muito cruel com aqueles que a cercam. Isso também é mostrado no horóscopo pela Oposição de Netuno a Urano.
O pai já gastou uma fortuna tentando um médico após outro, mas tudo em vão. A jovem é perfeitamente normal, quando não sofre essas crises. Mas, à semelhança de sua mãe, se entrega às tais para ganhar a simpatia dela, de suas irmãs e de seu pai.
O último diagnóstico dos médicos apontou um tumor em crescimento no cérebro, perto do cerebelo, e tanto a moça como sua mãe concordavam em que deveria se submeter a uma cirurgia, ao passo que o pai, amargurado, se opunha ao uso desse expediente. O resultado disso fica por saber. Caso se submeta ao bisturi, como está determinada a fazer, ela poderá passar o resto da sua vida em uma instituição como doente mental.
Homem, nascido em 11 de maio de 1913, às 6:59 AM
O assunto desse tema é uma criança que tinha cerca de 15 meses de idade quando essa interpretação foi originariamente feita. Em geral, pode parecer supérfluo interpretar o caráter e a mentalidade de um ser tão jovem. Todavia, quando se considera o corpo, do ponto de vista espiritual, como o templo de um espírito divino que nele habita, fica evidente que o construtor e arquiteto desse templo deve ser levado em consideração, desde a sua primeira respiração até o rompimento do Cordão Prateado.
O Signo mercurial de Gêmeos está no Ascendente, mas aqui esse Signo não está na sua costumeira natureza, porque Saturno em Gêmeos põe sua mão obstrutiva sobre essa criança, imprimindo-lhe a tendência à melancolia, disposição retraída e desejos de fugir do convívio social.
Mercúrio e Vênus em Áries, em Quadratura com a Lua e Netuno, proporcionam tendência à discrição, mas o Sextil de Saturno com Marte e o Trígono de Saturno com Urano tornam a Mente idealista e energética. Assim, no todo, há bom material para os pais trabalharem. Por todos os meios, eles devem desencorajar essa tendência ao isolamento, lhe encorajar o idealismo e fazê-lo brincar com seus companheiros. É muito provável, ao que parece, que ele se volte em demasia para si próprio, e por isso deve ser ensinado, desde a mais tenra idade, a conviver com outras pessoas. Ele nunca deveria ter a permissão para sair sozinho, além do ponto em que pode ser ajudado.
Geralmente as crianças dessa idade dormem muito, da manhã à noite e do anoitecer ao amanhecer; assim que acabam de comer, eles mergulham na terra dos sonhos, onde a assimilação pode acontecer de uma forma mais eficiente. Contudo, o mesmo não acontece com esta nossa criaturinha: insônia, inquietação e nervosismo são os resultados da Oposição da Lua e de Netuno com Júpiter e da Quadratura desses três Astros com Mercúrio e Vênus, posicionados em Áries, Signo que rege a cabeça. Toda a sua natureza é, pois, agitada, o que impede que ela desfrute do necessário repouso; daí a enfermidade.
O principal problema provém do fato da Lua estar em Conjunção com Netuno. Isso interfere na distribuição do fluído indispensável à assimilação: a linfa. Júpiter, que governa a assimilação, está afligido por esses dois Astros. Em razão desses dois fatores, a criança não pode crescer tão depressa como deveria. Sua noção de comida é peculiar e tais ideias crescem com ela. Essa tendência é uma das coisas que deve ser tratada com firmeza, pois a Quadratura de Lua com Vênus produz desejos anormais; a Lua e Netuno em Câncer levam-na a procurar algo que nunca encontra, e isso pode conduzi-la à formação de hábitos que lhe seriam extremamente perigosos. Não importa quanto possa protestar, e mesmo parecendo que a comida comum não lhe vai bem, ela deve ser ensinada a comer tudo o que de uma boa e saudável natureza que for posto à mesa, pois a formação de um apetite saudável pode contrapor a estranha tendência latente em sua natureza. Doces, com moderação, devem ajudar.
A circulação é afetada em virtude da aflição de Netuno e da Lua com Vênus e Júpiter. Saturno e Urano estão fortemente configurados por Trígonos e Paralelos oriundos de Signos de Ar; isso atua sobre a circulação, tornando-a espasmódica. O coração tende a palpitar por causa da presença de Urano em Aquário. Por conseguinte, essa pobre criança já começa a vida aqui consideravelmente afligida. Entretanto, não há necessidade de preocupação, porque o Sol está em Trígono com Júpiter e em Sextil com a Lua e Netuno. Também o fato de ele se encontrar no Signo maravilhosamente vitalizante de Touro deve atuar na preservação da vida; e mesmo Saturno no Ascendente proporciona persistência, resistência a doenças e tenacidade na vida.
Entretanto, poderá haver crises em sua vida, mas o conhecimento do que ficou dito acima deve facilitar o preparo de seus pais para enfrentá-las. A mais grave delas pode surgir na puberdade. É quando a Lua progredida estará atuante na 8ª Casa, a Casa da morte, em Oposição a si mesma radical, configurada com Netuno e em Quadratura com Mercúrio e Vênus. Essa posição é difícil, mas não deve ser absolutamente temida em razão do fato de estar o Sol tão forte no horóscopo. Além disso, o Trígono de Saturno com Urano e o Sextil de Saturno com Marte dão, à natureza, maravilhosa elasticidade e energia, de tal maneira que, mesmo a um passo da sepultura, o rapaz terá capacidade para se recuperar com incrível rapidez.
No momento, é preciso saber se a mãe está amamentando a criança ou se, por nervosismo, perdeu o leite. Se for esse o caso, a criança deve ser imediatamente submetida a uma dieta de leite de cabra, que pode provê-la do necessário Éter para compensar a falta de linfa; e mesmo que possa não gostar desse alimento no início, com o tempo acabará se acostumando a ele.
Homem, nascido em 3 de junho de 1865, às 3:00 AM
Temos aqui o horóscopo de um homem com o Signo Fixo de Touro no Ascendente e o Regente, Vênus, posicionado também em Touro, na cúspide desse Ascendente e na 12ª Casa. Vênus forma apenas dois Aspectos importantes, a saber: uma Conjunção com o Ascendente e uma Quadratura com o inflamatório Marte, que se encontra no Signo Fixo de Leão, na 4ª Casa.
O Signo de Touro rege o pescoço, a garganta, o maxilar inferior, a laringe e as tonsila, enquanto seu Signo oposto, Escorpião, rege o reto, o cólon descendente, a uretra e também o nariz. Esses Signos – Escorpião e Touro – são os Signos mais vitais dos doze. Observe a estranha coincidência que reside no fato de Touro reger a maior parte da região inferior da cabeça e do pescoço, bem como os órgãos adjacentes à extremidade superior da coluna espinhal, enquanto Escorpião rege o nariz, além dos órgãos próximos à extremidade inferior da espinha. Leão, o Signo que forma Quadraturas com Touro e Escorpião, rege o rio da vida, o líquido espinhal, que liga os órgãos regidos por Touro e Escorpião.
No horóscopo sob consideração, o inflamatório Marte está em Leão, em Quadratura com Vênus, em Touro. Estando Vênus em seu domicílio nesse Signo, naturalmente atrai para si a influência inflamatória de Marte, quer esse se encontre em Touro, quer aflija Vênus neste Signo. Pode-se, então, contar com problemas inflamatórios no nariz, nos órgãos genitais ou no reto. Pode-se, também, contar com pólipos, pequenos tumores pedunculares que se desenvolvem na membrana mucosa do nariz e que muitas vezes obstruem as narinas, causando dificuldade no respirar. Esse tipo de tumor pode, também, ocorrer ainda dentro da vagina ou no reto. O hábito de respirar pela boca na infância quase sempre é a causa desses tumores no nariz, desde que haja no horóscopo aflições astrais. A membrana mucosa do nariz fica, então, anormalmente sensitiva e sujeita a irritações, o que pode resultar nesses pólipos e, frequentemente, causar febre do feno ou asma.
O paciente do horóscopo sob consideração sofreu desses tumores em ambas as narinas, o que o forçava a respirar unicamente pela boca. A Lua está a 4º19′ de Libra, na 6ª Casa, que é a Casa da saúde. A Lua é o Regente natural de Câncer, Signo que rege o estômago. Com a idade de 28 anos, quando a Lua por progressão alcançou seu ponto radical, esse homem adoeceu seriamente, vitimado pela cólica dos pintores, que depois resultou em dano permanente dos rins. Essa última enfermidade se deve ao posicionamento da Lua e de Saturno em Libra, que é o Signo que rege os rins. Essa deficiência geral de saúde aumentou os pequenos tumores no nariz, levando o nativo a se submeter a uma cirurgia do órgão, quando a Lua progredida entrou em Escorpião e formou Oposição com Vênus.
Por ter eliminado a carne, o fumo, o álcool e todos os temperos, vivendo o máximo possível de acordo com as leis da natureza, esse homem voltou a desfrutar de boa saúde.
Mulher, nascida em 13 de julho de 1871, às 5:30 AM
Aqui, Leão, Signo de Fogo, está no Ascendente com o Regente da vida, o Sol, na 12ª Casa, em Câncer e em Conjunção com Mercúrio e Urano e Quadratura com Netuno. Sabemos, lendo o Livro “A Mensagem das Estrelas”, que Câncer rege o estômago, onde a maior parte dos alimentos deve ser digerida. Esse órgão é o posto central de suprimento por meio do qual o corpo recebe seu sustento. Câncer também rege o esôfago, tubo situado entre a faringe e o estômago, e o ducto torácico, o principal canal que escoa a linfa do corpo.
Nota-se, nesse horóscopo, Urano afligido por uma Quadratura com Netuno, situado no Meio-do-céu e no Signo de Áries. Com Mercúrio e o Sol também em Conjunção com Urano e em Quadratura com Netuno, podemos esperar uma Mente anormal ou extremista. Quando uma ideia é formada é levada às últimas consequências. Essa mulher não punha limites em nada e nós encontramos essa tendência indicada em referência ao alimento. Com o Signo de Câncer na cúspide da 12ª Casa, a Casa da auto-anulação e das limitações e com as aflições de Urano, Mercúrio e do Sol, nós podemos esperar um grande impulso e um tendência decidida para comer demais.
Os Astros na 12ª e 6ª Casa, quando afligidos, são os mais perniciosos para a saúde e, nesse horóscopo, nós podemos observar o estômago como sendo a causa-raiz do problema. Vamos encontrar a razão para essa asserção:
A Lua que é o Regente da 12ª Casa está na Casa dos amigos, a 11ª, e em Quadratura com Vênus, na 2ª no Signo da 6ª Casa, Virgem, Regente do trabalho e da doença. Isso nos mostra, claramente, que essa mulher era muito hospitaleira, gostava de agradar os amigos, sentia-se feliz quando podia lhes oferecer banquetes e, conforme vimos, ia aos extremos nessa direção. Vênus, em Quadratura com a Lua, significa um desejo anormal por massas e açúcar, indicando alguém que, depois de comer uma refeição pesada, preparada com excesso de temperos, ainda se entrega aos cremes de chocolate e a várias outras guloseimas produtoras de cinzas. Esse é um dos tipos de mulher que encontramos com frequência, cujo seu maior orgulho é cozinhar e só fica feliz quando pode oferecer uma mesa suntuosamente preparada. As pessoas de Câncer são boas cozinheiras e, geralmente, se orgulham de satisfazer as necessidades do estômago.
Nesse horóscopo, Saturno, o Planeta da obstrução, se encontra em seu próprio Signo, Capricórnio, na 6ª Casa, a Casa da saúde. Saturno está em Oposição a Júpiter, no Signo do estômago e na 12ª Casa. Os Astros afligidos, muitas vezes, apresentam seus efeitos nos Signos opostos, de modo que, quando Saturno se encontra em Capricórnio, geralmente, se pode esperar desarranjos do estômago, pois nesse caso seus efeitos são muito semelhantes aos de Saturno em Câncer. Com Júpiter, Regente da circulação arterial, afligido por Saturno podemos esperar problemas no sistema circulatório do estômago. E, com o espasmódico Urano em Conjunção com Mercúrio os nervos são também sensíveis, o que significa indigestão nervosa.
Quando Saturno aflige o estômago, há falta de pepsina e dos líquidos estomacais para digerir o bolo alimentar. Saturno em Câncer ou Capricórnio proporciona apetite anormal, tornando o indivíduo muito inclinado às massas, especialmente a doces, conforme ocorre com a Quadratura acima entre Lua e Vênus. Se fossem vegetarianas, essas pessoas achariam muito difícil conservar o corpo em boa forma, pois geralmente evitam verduras cruas, preferindo amiláceos e açúcares. Como resultado o corpo fica impedido de receber a quantidade adequada de elementos minerais e o sangue logo se enche de cinzas. Quando o sangue acumula uma superabundância de matéria residual, o organismo precisa achar meios de eliminá-la. Se não consegue achar uma válvula de escape para essas impurezas e se os intestinos também se recusam a fazer sua parte, conforme ocorre quase sempre quando a ingestão de comida é superabundante, então o resultado é uma doença. Frequentemente deparamos com casos de catarro, doenças da pele, úlceras, etc., que não passam de válvulas de escape que o corpo usa para se livrar de um excesso de cinzas.
No caso dessa mulher, as gengivas estão eliminando pus e recuando para as raízes dos dentes. Essa doença é comumente chamada de periodontite ou piorreia ou doença de Riggs e aumenta assustadoramente no Estados Unidos da América. Raramente se ouvia falar dela há cinquenta anos atrás, mas desde que surgiu a mania por doces e balas, a humanidade vem pagando o preço.
Para superar essa doença, se recomenda uma dieta vegetariana simples e bem equilibrada, isenta de doces e massas, bem como uma cuidadosa assepsia diária nas gengivas com suco de limão dissolvido em água.
Homem, nascido em 4 de novembro de 1882, às 11:49 PM
Esse é o horóscopo de um homem que tem o Signo de Água de Câncer no Ascendente. Em astrodiagnose, para determinar a chave do problema se costuma examinar a 6ª Casa, que rege as doenças, e seu Regente para a chave do problema. Nesse horóscopo, temos o Signo de Capricórnio na cúspide da 6ª Casa, e seu Regente, Saturno, na 10ª, em Conjunção com a Cauda do Dragão, que é saturnina em sua influência. Saturno também está em Conjunção com Netuno em Touro. Todos esses estão em Oposição ao inflamatório Marte, aqui forte em seu domicílio – Escorpião – que rege o reto e os órgãos genitais. Essa é uma das aflições mais sutis e perigosas, intensificada pelo Paralelo de Netuno ao Sol em Escorpião, e indica uma natureza passional irrefreável, que, na infância achava uma saída no hábito secreto da masturbação. Com o tempo, esse hábito esgota a vitalidade, retardando o desenvolvimento da mentalidade e também o crescimento físico e, mais tarde, causando doenças físicas.
Escorpião tanto rege o reto como os órgãos vitais, de maneira que, quando ocorrem excessos, geralmente surgem inflamações no reto, resultando em hemorroidas intestinais, que interferem na evacuação e causam uma indolência geral no ducto excretório.
O espasmódico Urano está em Virgem, Signo que rege os intestinos e que também é o Signo natural da 6ª Casa, a Casa das doenças. Urano está em Quadratura com Vênus, regente do sangue venoso. Aqui nós temos a indicação de circulação restringida no intestino delgado. Júpiter, o Planeta da opulência, que tudo almeja em grande quantidade, está em Câncer, o Signo regente do estômago, na 12ª Casa, a Casa da autodestruição, formando um Sextil com a Lua, Regente do Ascendente, indicando que esse jovem tem sido um glutão, se excedendo no comer.
Ele dissipou as forças vitais durante o período da vida em que mais precisava delas, e também ingeriu mais comida do que aquilo que seu organismo podia digerir e distribuir. Naturalmente, quando os órgãos de eliminação se recusaram a funcionar, como era de se esperar, a corrente sanguínea ficou saturada de cinzas, causando granulação nas juntas, por meio de um excesso de resíduos gerados no corpo por proteínas em demasia. Isso também lhe destruiu as gorduras naturais do corpo, causando granulação das pálpebras, reumatismo e um estado de enfraquecimento geral de todo o sistema.
Nossa recomendação a esse paciente seria: eliminar do cardápio as carnes e massas, ingerir pouquíssima proteína, comer o máximo de frutas e verduras e viver uma vida de pureza e castidade. Deve procurar manter seu ambiente limpo e dormir em aposento com abundância de ar fresco, pois quando Saturno se encontra afligido pela Cauda do Dragão e Netuno em Touro encontramos a tendência para negligenciar a higiene do corpo e do meio ambiente.
Homem, nascido em 4 de agosto de 1862, às 11:30 PM
Touro, um Signo Fixo e obstinado, está no Ascendente com o Regente, Vênus, no Signo aquoso de Câncer, formando uma Quadratura com o ígneo e impetuoso Marte e Paralelo com a Regente de Câncer, a aquosa Lua. Vênus aqui também é o Regente da Casa da doença, a 6ª Casa. Marte está na 12ª Casa em seu próprio domicílio, o Signo de Áries.
Pode-se determinar a chave do problema na configuração e na posição dos três Astros acima, isto é, Vênus, Marte e Lua.
Os Astros, cujas localizações correspondem às partes do corpo onde se encontram as doenças, não são a única causa delas. Se um ladrão entra em nosso lar e leva as nossas joias, a primeira medida a ser tomada para achar o culpado é se certificar do lugar por onde ele entrou. Do mesmo modo, deve-se também achar a porta de entrada ou causa da enfermidade.
Sabemos que Vênus é o Planeta que rege os doces, os açúcares, etc. Touro é o Signo que rege a garganta, o paladar, portanto tem grande influência sobre o apetite. Vênus está em Câncer, o Signo que rege o estômago e o ducto torácico, e está afligido por uma Quadratura com Marte. Quando Marte está afligido por Vênus e se acha em seu próprio Signo, Áries, leva à dissipação e o desejo de comer em demasia, especialmente se Vênus está no Signo do estômago. Os taurinos, de modo geral, gostam muito de comer e beber; são gastrônomos e propensos a gula. Por conseguinte, com as aflições acima, esse nativo comeria e beberia em excesso.
Urano em Gêmeos está numa posição que tende muito ao nervosismo. Esse Planeta excitável, inquieto e nervoso, especialmente quando em Quadratura com Saturno e Júpiter a partir de outro Signo mercurial, Virgem, como nesse caso, pode exercer um forte efeito sobre o sistema nervoso.
Com Vênus, que rege o sangue venoso, afligido por Marte, e com Júpiter, Regente do sangue arterial, afligido por uma Conjunção com Saturno e por uma Quadratura com Urano, esse homem tem a circulação muito lenta, em particular no estômago e intestino delgado. Com ambos, Júpiter e Saturno, posicionados em Virgem, o que se poderia ser esperado senão doenças, quando uma aflição atinja esses Planetas?
Com a idade de 39 anos, o Sol progredido do nativo alcançou o ponto de Quadratura com Urano, o que desencadeou um problema nervoso. Ao mesmo tempo, o Sol entrava na órbita de um grau de Conjunção com Saturno radical. O Sol leva três anos para atravessar uma Conjunção: um ano de aproximação, um ano em Conjunção, outro ano em afastamento. Esse homem, portanto, sofreu nessa ocasião uma dupla aflição, e uma grave crise de peritonite foi o resultado. Incapaz de se recobrar rapidamente da doença por ignorar suas causas, ele não parou com suas grosseiras concessões ao comer e beber. Em 1918, quando a Lua progredida fez Quadratura com Saturno e Júpiter e Oposição a Urano, outra enfermidade o vitimou: um caso grave de catarro intestinal.
Se um paciente desse tipo pudesse se aconselhar com um Probacionista e lhe pedir ajuda, qual seria a sugestão? Primeiramente averiguaria a causa e, sendo muito evidente aqui que o excesso de comida e bebida responde pelos males, recomendaria ao nativo que se abstivesse de comidas por algum tempo, em especial de pratos regidos por Marte, quais sejam: os exageradamente temperados e os condimentos. As bebidas alcoólicas e o fumo devem ser totalmente evitados. Uma dieta estritamente vegetariana, bem como abundância de ar fresco e banhos de sol, também devem ser recomendados para ajudar no relaxamento dos nervos. Finalmente, quando as circulações estão lentas, devido à Vênus e Júpiter, são aconselháveis fricções durante o banho.
Homem, nascido em 27 de julho de 1856, às 5:00 AM
Conforme já afirmado, muitas vezes, em nossos livros e nossas lições de Astrologia, o ser humano é senhor do seu destino. Ele tem toda a vida pela frente, quer para melhorá-la quer para arruiná-la. Temos aqui, um horóscopo para diagnosticar que fala por si mesmo, ou seja, o de um homem que tinha tudo a seu favor, com apenas dois Aspectos adversos em todo o horóscopo; todo o restante é bom. O Sol e Vênus estão em Conjunção no Signo do coração, Leão, um dos mais fortes Signos entre todos os demais, e ambos formam Sextil com a Lua e Trígono com Júpiter, estando esse último perto do Meio-do-Céu. A mentalidade é decididamente forte e aguda, especialmente ao longo de linhas metafísicas. Netuno está em seu próprio domicílio (Peixes), em Sextil com Urano e Trígono com Mercúrio. A Lua também está bem aspectada e num Signo mental, Gêmeos. Esse homem teve um início de vida maravilhoso e trouxe consigo belas qualidades da vida anterior.
Como dizem, frequentemente, os livros astrológicos de antigos e confiáveis autores, Júpiter no Meio-do-Céu é muito bom para o nativo. E certamente, esse homem teve muitas oportunidades para alcançar o êxito. Então, por que fracassou?
Primeiramente, Saturno está em Câncer. Conforme lemos no Livro “A Mensagem das Estrelas”, isso “significa que o estômago é fraco e que as gengivas são sujeitas a piorreia. Há uma incapacidade para digerir os alimentos adequadamente”. O estômago está carente dos líquidos necessários para ajudar na digestão. O nativo, também, é muito peculiar em suas preferências alimentares. Essa é a chave para suas aflições corporais. Saturno está em Quadratura com Júpiter, que rege o sangue arterial, e, conforme lemos no Livro “A Mensagem das Estrelas”, sob tal Aspecto o nativo é “indolente e inclinado a vagar com a maré, muitas vezes como um protetor da sociedade, outras vezes dentro de um asilo ou de uma prisão. Esse Aspecto produz, também, uma tendência para a “arteriosclerose”.
Nós encontramos o rude, combativo, discordante, apaixonado e colérico Marte em Libra, Signo de Vênus. Quando afligido, Marte revela sua natureza inferior e a de Vênus, gerando atração imprópria pelo sexo oposto. Como Marte é o corregente da 5ª Casa e está em Quadratura com o impulsivo e egoísta Mercúrio, a desarmonia e cólera do nativo o levou a excessos. Ao invés de expressar a natureza bela, artística e musical da Conjunção entre Sol e Vênus, em Leão no Ascendente, em Trígono com Júpiter, esse homem dirigiu amor e vitalidade em excesso para a direção errada. Ele fez demasiadas concessões à comida muito condimentada e gastou muito de sua energia com os assuntos da 5ª Casa, a Casa dos prazeres. Ele provocou muita desarmonia no lar, com seu modo de ser e com o seu temperamento ruim. Como resultado seu sangue se corrompeu e, agora, ele está em estado muito avançado de arteriosclerose.
Para determinamos a época da aflição, vamos retroceder aos seus 44 anos, quando a Lua progredida alcançou a 6ª Casa nos primeiros graus de Capricórnio. Ali ela formou Oposição com Saturno em Câncer (regente do estômago) na 12ª Casa e uma Quadratura com Júpiter no Meio-do-Céu. Ao mesmo tempo, Marte progredido alcançou os 24º51′ de Escorpião, em Oposição a Urano em Touro. A impulsividade e os excessos de uma vida dissoluta nesse tempo levaram seu sistema a um colapso, e desde então ele se tornou um inválido, preso a uma cadeira de rodas e confinado em hospitais devido a Saturno e Mercúrio na 12ª Casa, a da autodestruição. Contudo, sempre pode contar com os cuidados de uma amiga afetuosa, apesar de ser um paciente difícil e de temperamento terrível. Em seu sofrimento, ele se permitiu descambar para o estado de irascibilidade. Em vez de reagir à bela influência de Vênus, ele se abriu à influência da Quadratura entre Marte e Mercúrio.
Para que possa melhorar, ele deveria ter uma enfermeira com Saturno bem-aspectado, que tenha uma natureza aquariana, seja fria, calma, senhora de si, que possa acalmá-lo, abrandar sua raiva e, com muita diplomacia, conduzi-lo a um reto viver. No momento, ele exige certos alimentos e, a menos que a enfermeira o atenda nesse particular, recai em terríveis acessos de cólera. Para fazer as coisas, esse homem precisa ser amado. Exigir-se algo dele, ou dizer-lhe que não ouse fazer certas coisas, só pode lhe despertaria o espírito de oposição. Massagens rápidas com um par de luvas ásperas de banho, para lhe abrir os poros da pele e lhe ativar a circulação, seria muito benéfico para ele. Uma alimentação adequada e a ajuda no controle de suas irritações podem, com o tempo, concorrer para que ele supere esse estado.
Homem, nascido em 29 de dezembro de 1900, às 12:45 AM
Quatro Signos Cardeais ocupam os quatro ângulos, com Marte em Trígono com o Sol e Saturno. Esse fato mostra que a pessoa é dotada de boa vitalidade e com uma natureza ativa e ambiciosa. No entanto, os Aspectos adversos a isso também são fortes. A Lua está em Quadratura com Sol e Saturno, Marte está em Quadratura com o Regente, Vênus, e a maioria dos Astros se situa sob a Terra. Isso, de modo geral, tende a deixar a pessoa sem resistência. A Oposição de Netuno a Júpiter e Mercúrio, nos Signos mentais de Gêmeos e Sagitário, indica que o nativo tem um temperamento muito nervoso.
Netuno na 9ª Casa, geralmente, imprime uma tendência para ser um sonhador de sonhos, um visionário que se agarra mais as coisas ilusórias na vida, ao invés daquelas coisas que estão mais próximas do tangível. Netuno em Oposição a Mercúrio, o Planeta da razão, indica que isso deve ser, particularmente, acentuado no presente caso. A Lua em Áries, em Quadratura com o Sol e Saturno, tornaria a Mente ainda mais volúvel e instável.
Marte em Virgem aspectado por Urano, seja esse Aspecto bom ou adverso, tende a deixar a pessoa passível a desordens intestinais. Marte é o Planeta das inflamações e febres. Ele tende a causar cirurgias e outros tipos de violências. Observamos que as configurações entre Marte e Urano tendem a resultar não só em febres tifoides e gástricas, mas também em rupturas do peritônio, que produzem um abdômen proeminente. O jovem, cujo horóscopo estamos considerando, teve como doença inicial a febre tifoide, quando a Lua progredida formou Conjunção com Marte radical, na 11ª Casa. A seguir ela formou uma Quadratura com Netuno, Júpiter e Mercúrio. Então a espinha do nativo começou a enfraquecer. Observe que as Oposições de Netuno a Júpiter e Mercúrio são de Gêmeos para Sagitário, cobrindo a região da espinha dorsal. A Lua progrediu depois até formar uma Oposição a si própria radical, e como ela, radical em Áries, tem domínio especial sobre o cerebelo, órgão coordenador dos movimentos, pode-se compreender, de imediato, que isso dificulta o andar do paciente.
Esse é um caso curioso de aflições interligadas e bons Aspectos, pois observamos que, enquanto os dois principais afligidores Marte e Lua são submetidos a Aspectos adversos, sempre há um conjunto de bons Aspectos para minimizar os efeitos adversos. Não fora isso, há muito sérias doenças teriam acabado com esse moço. A Quadratura entre Lua e Saturno é um Aspecto particularmente hostil.
A Lua progride em volta do horóscopo em 28 anos, considerando-se um dia para cada ano. Saturno, em trânsito pelo céu, completa realmente uma volta em torno do círculo do Zodíaco em, aproximadamente, 30 anos. Desse modo, a Lua progredida e Saturno em trânsito sempre seguem, obrigatoriamente, um ao outro bem de perto. Quando eles formam Quadratura no nascimento de uma pessoa, eles conservam essa mesma relação por um considerável número de anos. Assim, os bons Aspectos de um horóscopo são contrabalançados pelo fato de que a Lua progredida estar em Quadratura com Saturno em trânsito, e os Aspectos adversos são, similarmente, acentuados por essa Quadratura infeliz. Entretanto, quem quer que tenha essa configuração adversa em seu tema natal está, certamente, sob o chicote de Saturno por toda a vida. Mesmo os bons Aspectos que se notam nesse horóscopo, por sinal muito fortes, são até certo ponto anulados por essa Quadratura de Saturno à Lua no nascimento.
Saturno sempre indica aquela parte do nosso destino que foi trazida de vidas anteriores, e que é quase inalterável. Por conseguinte, nesse caso há, infelizmente, não muito por fazer. Banhos e aplicação de massagens por um curador ou uma curadora que tenha Aquário no Ascendente, e cujo Saturno não esteja em Libra ou Peixes, seriam de grande ajuda.
Mulher, nascida em 7 de abril de 1880, às 7:00 AM
Temos aqui um dos mais interessantes casos, que é o de uma mulher com o Signo Fixo de Touro no Ascendente e com o Regente no Signo de Água de Peixes interceptado na 11ª Casa, em Conjunção com a aquosa Lua e Quadratura com o ígneo e destrutivo Marte. Marte é o regente da 12ª Casa, a Casa do confinamento, e Vênus rege a 6ª, a Casa das doenças.
Por volta de 1904, a paciente se submeteu a uma cirurgia de remoção de um dos rins. Ela não pôde precisar o ano, mas, de acordo com os Aspectos astrais, estamos certos de que foi 1904, quando o Sol progredido tinha acabado de formar uma Conjunção com Netuno radical, perto do Ascendente e a Lua progredida formava Quadratura tanto com Netuno radical como com o Sol progredido.
No momento em que escrevemos essa pobre mulher de 44 anos de idade espera se tornar mãe dentro de três meses e luta para dominar seu horrível vício em narcóticos, vício que a domina há seis anos, junto com o de fumar cigarros.
Nesse horóscopo, se destaca um princípio muitíssimo interessante. Netuno em Touro e perto do Ascendente forma um Trígono com Urano em Virgem, na 5ª Casa. Ambos os Planetas estão em Signos de recepção mútua, isto é: Netuno, sendo a oitava superior de Mercúrio, está em um Signo de Vênus – Touro – e Urano, a oitava superior de Vênus, está no Signo mercurial de Virgem. O Trígono desses dois Planetas místicos deve indicar o desenvolvimento das duas glândulas endócrinas por eles representadas, ou seja: a Glândula Pineal, por Netuno, e o Corpo Pituitário, por Urano. Quando, por alguma razão, essas duas glândulas são despertadas e a alma não responde à vida superior, mas se inclina a derivar para o sensualismo e a vida mundana, então esse despertar, frequentemente, conduz a mais grosseira permissividade à natureza inferior – ora à bebida, ora aos narcóticos, como no caso dessa pobre mulher.
Vênus e Lua em Conjunção em Peixes, sendo Vênus regente da 6ª Casa (a das doenças) e Marte regente da 12ª (a dos hospitais), significa que alguém do hospital foi responsável pela formação, nela, do hábito de tomar narcóticos, e esse alguém cremos ser um amigo médico que cuidava dela. À época que a nativa assegura ter contraído o vício de narcóticos, Mercúrio progredido formava um Trígono com Urano e Vênus progredido estava em Conjunção com Netuno. Esses Aspectos tendem a despertar as mencionadas glândulas e causar fome na alma, o que nesse caso a mulher confundiu com o desejo de se permitir voos anímicos por meio do uso de narcóticos, em vez de viver a vida de Cristo.
E agora que ela se encontra num estado de grande fraqueza, desanimada, totalmente abatida em virtude de um ataque de gripe, complicada pela gravidez, nervosismo e insônia, o conflito recebe um reforço; também a eliminação através de um único rim está sob a interferência da Conjunção de Saturno com o Sol em Áries, que produz efeito em Libra, Signo oposto.
O único lampejo de esperança que resta por meio dos Astros é o do Sol progredido na órbita de um Sextil com Júpiter radical e o de Marte progredido em Trígono com a Lua radical. Esses Aspectos são muito favoráveis à ajuda dos Auxiliares Invisíveis, que podem conseguir muito mais sob Aspectos astrais favoráveis do que em outras ocasiões. É provável que a paciente receba essa ajuda, principalmente porque seu espírito é o mais ansioso para vencer, apesar de ela não depositar fé em nossos métodos de cura. Ela apelou para nós persuadida por seu próprio médico, o qual, por sua vez, foi curado por meio dos nossos Auxiliares Invisíveis.
Mulher, nascida em 12 de junho de 1897, às 9:00 PM
Nós temos, em todas as oportunidades, tentado imprimir na Mente dos Estudantes da Filosofia Rosacruz a grande necessidade de sempre olharem para o lado iluminado da vida e levarem, constantemente, a esperança aos infelizes e aflitos. Se aspiramos ser Auxiliares da humanidade, trabalhadores na grande vinha de Deus, devemos sempre jogar o salva-vidas para o ser humano que está se afogando, ou seja: lhe dar a esperança, que ajuda, que significa vida para ele. O astrólogo que expressa a desgraça do paciente e rouba o último raio de esperança quando alguém que sofre vem até ele, talvez como último recurso, é pouco menos que um assassino. Essa afirmação pode ser muito forte, mas o autor sente que nunca é demais enfatizar esse ponto.
Ilustremos o perigo que existe na predição da morte: uma mulher escreveu a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz[52] informando que não lhe restavam mais que dois anos de vida, pois isso fora o que os astrólogos lhe haviam predito. Seria aconselhável, ela perguntou, começar o estudo da Filosofia Rosacruz e da Astrologia, e deveria prosseguir com a escola que havia inaugurado, ou seria melhor abandonar tudo e se preparar para o acontecimento que se aproximava, a morte do seu corpo físico? Podemos afirmar que essa mulher recebeu uma carta da Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz impregnada de vibrações tão fortes que afastaram dela totalmente os pensamentos sobre a morte. Como resultado dessa carta ela se tornou uma Estudante da Filosofia Rosacruz e agora é uma mulher ativa e saudável, destinada a alcançar uma idade bem avançada. O astrólogo que predisse a morte dessa mulher poderia ter-se tornado culpado de um assassinato, mas felizmente, por ela ter entrado em contato com um dos nossos Estudantes, quem a aconselhou a escrever para a Sede Mundial, isso foi evitado.
No caso do horóscopo Nº 19A, temos uma paciente que têm tantos Astros fracos e aflitos que o astrólogo precisa usar o máximo de diplomacia a fim de encorajá-la. Na cúspide da 1ª Casa está o melancólico e pessimista Capricórnio, com seu Regente, Saturno, no Meio-do-céu, afligido pela Conjunção da negativa, visionária e apreensiva Lua, e também do irresponsável e fanático Urano. E, para maior infelicidade, esses três Astros estão em Conjunção no Signo Fixo e marciano de Escorpião, o Signo natural da 8ª Casa, a Casa da morte. Mercúrio, que governa a Mente, está no Signo melancólico e teimoso de Touro, em Oposição aos Astros afligidos em Escorpião. Poderia haver alguma coisa mais infeliz para criar um problema mental? Quando Touro está afligido ele reforça Capricórnio ampliando o lado melancólico da vida e aumentando sua tendência para alimentar doenças imaginárias, pelo que se pode imaginar o temperamento dessa pobre mulher. Ela necessitava desesperadamente de ajuda.
Seu pedido de ajuda nos chegou às mãos em novembro de 1916. Nessa ocasião, ela se encontrava em tal estado mental que ameaçava se suicidar; não fazia outra coisa senão chorar e vivia cercada de problemas imaginários. Mas era muito fiel no escrever suas cartas semanais e cooperar ao máximo com os curadores. Quando ela solicitou a cura, seu Marte progredido estava em Quadratura com a Lua radical, Urano e Saturno radicais em Escorpião, configuração essa que causou aquela perturbação mental. Mas, felizmente, nessa ocasião, a Lua progredida estava a 25º de Câncer, em Trígono e Sextil com os Astros afligidos na 10ª e na 5ª Casa, respectivamente. Isso foi o salva-vidas que se oferecia para ajudá-la.
Observe-se que o artístico, harmonioso e musical Vênus radical está em seu próprio domicílio, em Touro, em Trígono com o reverente e otimista Júpiter. A única janela de luz aberta para ela era esse bom Aspecto – música e arte. Era necessário levar harmonia a essa pobre Mente desorganizada, e nós a convencemos, e aos seus amigos, a providenciar música para o seu lar e despertar seu interesse pelas artes. À época de sua solicitação de ajuda, seu Sol progredido estava a 9º50′ de Câncer, formando um bom Aspecto com Vênus radical.
Foi isso que lhe salvou a razão. Em maio de 1917, ela nos escreveu informando que se sentia tão bem que não precisava mais da ajuda dos curadores.
Aqui, nós podemos ver o que um maravilhoso trabalho pode ser efetuado por meio de um conhecimento verdadeiro de Astrologia! Tivesse um astrólogo inescrupuloso encontrado essa mulher e predito seu suicídio, o perigo que seu tema mostrava tão claramente, poderia torná-lo seu assassino. Por conseguinte, caros amigos, esperamos que vocês aprendam isso como uma lição para usar a Astrologia para ajudar e curar, e não para ferir.
Mulher, nascida em 7 de janeiro de 1868
Embora sejamos incapazes de predizer as datas das crises da sua doença por não sabermos a hora de nascimento, ainda assim os Aspectos entre os Astros na carta desta mulher mostram suficientemente bem a natureza de seu mal e as crises anuais. O errático e excêntrico Urano está no Signo psíquico de Câncer, em Oposição a Marte, o Planeta da impetuosidade e da imprudência. Urano também está em Oposição ao vitalizante Sol e a Mercúrio, o Planeta do raciocínio, ambos posicionados no Signo beligerante e violento de Capricórnio. Todos esses quatro Astros estão em Quadratura com Netuno em Áries, Signo que governa a cabeça e o cérebro.
O benevolente raio de Júpiter está limitado, em virtude do posicionamento do Planeta no Signo da 12ª Casa, Peixes, o Signo dos sofrimentos, das dificuldades e da autodestruição. Nessa posição ele está em Conjunção com a saturnina Cauda do Dragão e em Quadratura com a Lua, proporcionadora de visões e imaginação, o que resulta em Mente mórbida. Forma também uma Quadratura com Saturno, Planeta da tristeza e da melancolia. Como resultado de todas essas influências adversas, perversas e perturbadoras, a pobre mulher sempre teve uma falta de juízo e de bom senso, sempre foi impulsiva, descuidada, triste, errática e visionária. No ano de 1915, lhe ocorreu uma crise quando o Sol se encontrava no Signo da 12ª Casa, Peixes, que rege hospitais e asilos. A Lua progredida também estava ali, em Conjunção com o Sol e com a saturnina Cauda do Dragão, todos em Quadratura com Saturno, resultando que a mulher se tornou uma louca violenta, tendo por isso de ser internada num manicômio, de onde não mais saiu. No que diz respeito ao seu estado mental, tem havido pouco ou nenhum progresso, e seu estado de saúde física também é delicado.
Contudo, não se trata de um caso sem esperanças, pois as principais influências adversas provêm de Signos Cardeais, cujas forças se esgotam relativamente cedo, e o resto provém de Signos Comuns ou flexíveis, sujeitos a modificações. Observe-se que Netuno, o Planeta da Mente espiritual, está em Sextil com Vênus, o Planeta da música, e com a Lua, luminar da impressionabilidade. Vênus e Lua estão em Trígono, entre si, significando que a nativa ama a música e que pode ser ajudada por ela. A respeito da saúde, a Lua está em Gêmeos, Signo que rege os pulmões, o que dá tendência para resfriados nesse órgão. A configuração de Urano em Câncer, em Quadratura com Netuno e em Oposição ao Sol, a Marte e a Mercúrio, indica indigestão nervosa, uma vez que Câncer rege o estômago. Esse problema pode ser minimizado por uma alimentação adequada, de modo que, se houver essa possibilidade, essa dieta poderá ajudá-la a lhe clarear de modo considerável a Mente.
Ao lidar com o problema de insanidade os estudantes devem se recordar de que se trata de uma ruptura, total ou parcial, da cadeia de Corpos que ligam o espírito ao seu veículo físico. Quando a ruptura se dá entre o Corpo Denso e o Corpo Vital, ou entre o último e o Corpo de Desejos, temos o idiota inofensivo. Quando essa ruptura ocorre entre o Corpo de Desejos e a Mente, a descuidada, impulsiva e violenta natureza de desejos se encarrega do veículo inferior, e então temos o maníaco violentamente furioso, que precisa ser metido numa camisa-de-força e em um cubículo almofadado. Mas quando a ruptura ocorre entre a Mente e o espírito, a argúcia e a astúcia mental se manifestam e se encarregar da personalidade inferior; uma pessoa insana desse tipo pode conviver conosco por anos, intrigando e conspirando com tão grande astúcia que jamais chegamos a suspeitar se tratar de um anormal, até que ela revele alguma de suas tramas diabólicas, gargalhando e exultando malignamente sobre a ruína, a dor e o sofrimento que causou às suas vítimas.
Homem, nascido em 30 de janeiro de 1889, ao meio-dia
Esse horóscopo nos foi enviado pelos pais do nativo, com permissão para que o utilizássemos como uma lição. Nele encontramos alguns pontos muito interessantes, que podem ser de interesse no estudo da ciência da diagnose.
Dois pontos especiais precisam ser levados em consideração no horóscopo de um paciente: o Signo Ascendente e Mercúrio. O Ascendente mostra a força da personalidade. Se os Signos Fixos estão nos quatro ângulos, ou seja, a cúspide da 1ª, 4ª, 7ª e l0ª Casa, então o paciente poderá ser capaz de ajudar o curador ou a curadora com a sua força de vontade para superar a doença. Entretanto, se os Signos Comuns estão nesses ângulos, então o paciente é capaz de se abandonar à maré e ficar propenso a depender dos Auxiliares Invisíveis, esperando que esses façam todo o trabalho e, geralmente, evitando fazer qualquer coisa por si mesmo. Para se conseguir a melhor cooperação do paciente é muito necessário que sua Mente esteja querendo ajudar. Onde há uma Mente fraca e teimosa, conforme se verifica nesse horóscopo, o paciente pode fazer muita coisa para frustrar os esforços feitos em seu favor.
Estando Mercúrio num Signo Fixo, na 11ª Casa e em Quadratura com Netuno proporciona aqui uma mentalidade das mais dominadoras e teimosa. Essa é uma pessoa não tolera nenhuma interferência ou domínio por parte dos outros.
Ele possui, naturalmente, uma natureza muito devota e religiosa, mas ao invés de seguir os ideais de sua alma, que são expressos por Júpiter em Sagitário em Sextil com Mercúrio em Aquário, sua Mente teimosa e ambiciosa o leva a reagir às vibrações das Quadraturas de Vênus com Júpiter, de Mercúrio com Netuno e de Lua com Urano.
Vênus está Exaltado em Peixes, Signo da autodestruição, na 11ª Casa, em Quadratura com Júpiter que está no Signo que rege, portanto muito forte, Sagitário, o Signo da religião. Isso significa que uma amiga do sexo feminino, com seus encantos e atenções (significada por Vênus) foi responsável por conduzi-lo de seus ideais religiosos para a especulação metafísica negativa. Acrescente-se o fato de que a versátil e inquieta Lua forma um Trígono com Netuno, na oculta 12ª Casa, que lhe imprimiu o desejo para o conhecimento oculto, mas, a Lua estando em Quadratura com Urano o levou à ruína. Uma pessoa com os Aspectos e posições astrais como os que se vê nesse horóscopo não se satisfaz em seguir as instruções ou em ouvir as advertências daqueles que conhecem o ocultismo, mas precisa se arrojar e investigar por si mesmo. O Sol, no Signo saturnino de Aquário, em Oposição a Saturno no Signo de Leão, proporciona uma índole descrente, uma natureza que exige evidências e que precisa provar todas as coisas. Essas tendências foram a sua desgraça. O fato de estarem Sol e Saturno em recepção mútua na 10ª e 4ª Casa, respectivamente, reforçou essa tendência.
Com a Lua em Trígono com Netuno e em Quadratura com Urano, esse homem desenvolveu a mediunidade muito depressa, se tornando capaz de estabelecer contatos com os reinos invisíveis. Porém, sem atentar para as advertências, ele procurou o conhecimento por meio de caminhos perigosos. Ainda que os ensinamentos da yoga sejam seguros para os povos da Quarta Raça, os orientais, e também para os das raças ocidentais que ainda se encontram nos estágios inferiores da evolução, esses ensinamentos orientais são dos mais perigosos para o indivíduo sensitivo do tipo ocidental. Esse pobre homem se tornou presa de um grupo hindu, do qual recebeu instruções para exercícios respiratórios e desenvolvimento psíquico. Também atuou no espiritismo, onde estimularam sua mediunidade.
Poucos anos depois, a Lua progredida alcançou o ponto de Oposição a Saturno radical e, mais tarde, fez Conjunção com Mercúrio radical. Sendo a oitava superior de Mercúrio, Netuno atua grandemente sobre o sistema nervoso, de maneira que qualquer estímulo impróprio pode, às vezes, causar desequilíbrio mental se ele formar Quadratura com o Planeta da Mente, Mercúrio, o que com frequência é expresso através da paranoia religiosa. Esse pobre homem, repetidamente, declara que é Jesus reencarnado. Netuno imprime essa tendência, em especial se estiver na 12ª Casa, onde muitas vezes causa internação em instituições para dementes. A Lua na 9ª Casa e em Capricórnio, em Quadratura com Urano, agravou o mal por ter atraído entidades indesejáveis para esse homem de Mente já enfraquecida, e que foi facilmente expulso de seu próprio corpo, do qual as entidades obsessoras se apoderaram com liberdade.
Para completar essa condição infeliz, o pobre homem, que vive num asilo para dementes há alguns anos, está morrendo lentamente devido a pavorosa doença tuberculose. Isso está indicado por Júpiter em Sagitário (Júpiter rege o sangue arterial) em Quadratura com Vênus (regente do sangue venoso) em Peixes, dois Signos Comuns.
Homem, nascido em 15 de agosto de 1915, às 2:00 PM
Nós encontramos o ígneo Signo de Sagitário no Ascendente, e o Regente, Júpiter, em seu domicílio, Peixes. Esse Planeta está em seu lar em dois Signos, Sagitário e Peixes. Quando os Astros estão posicionados na 1ª, 4ª, 7ª e 10ª Casas suas influências são muito mais poderosas, mais fortes — quer para o bem, quer para o mal —, especialmente se estiverem em Signos Fixos ou em seus próprios lares. Júpiter aqui está em seu lar e na 4ª Casa, em ângulo e rege o sangue arterial. Está em Quadratura com o ígneo Marte, que está no Signo dos pulmões, Gêmeos. Mercúrio, Regente desse Signo, e que rege o ar que passa pelos pulmões, está em Conjunção com o Sol, e ambos estão no Signo que rege o coração, Leão. Agora, qual deveria ser o efeito físico das duas aflições notadas acima?
É necessário que certa quantidade de ar seja introduzida nos pulmões para o necessário suprimento de oxigênio que dá vida ao sangue que alimenta o coração. Com o Regente de Gêmeos – Mercúrio – em combustão pelo calor do Sol, e com os capilares dos pulmões cheios do fogo do febril e afligido Marte, temos como resultado um peito congestionado e febril, além do sangue obstruído e com circulação vagarosa, o que causa espasmos ao passar pela aorta. Os pulmões se tornam febris e a respiração difícil, causando espasmos. Marte está em Paralelo com Saturno, que está no Signo do estômago, Câncer, e na 8ª Casa, o que significa assimilação deficiente dos alimentos. O Planeta Vênus, regente da circulação venosa, está no quente e ígneo Signo de Leão, em Oposição ao espasmódico Urano Retrógrado, o qual está forte em seu próprio lar, Aquário, produzindo um funcionamento irregular do coração.
Esse menino tende a sofrer por toda a vida daquilo que os médicos chamam comumente de asma. Nos primeiros anos, ele sofreu muito de espasmos. Também está sujeito a tosses e resfriados, muito embora isso jamais possa se converter em tuberculose pulmonar, como costuma acontecer. Por Marte estar governando os pulmões, os capilares desse órgão com frequência ficam congestionados e febris, condição que queima o oxigênio. Contudo, aqui Marte está em Sextil com o vitalizante Sol em Leão, o que pode fazer o menino se recuperar rapidamente. Suas condições de saúde estarão acima da média, em que pesem as muitas aflições, e ele alcançará uma idade avançada.
Homem, nascido em 15 de agosto de 1869, às 9:00 AM
Primeiro vamos analisar o caráter dessa pessoa e, para tal, verificamos que nos ângulos estão os quatro Signos Cardeais. Isso é uma grande ajuda para tornar as pessoas mentalmente alertas e bem equilibradas, mas infelizmente aqui temos o regente da Mente, Mercúrio, em combustão, e a Lua está em Conjunção com Saturno. Essa configuração resulta numa Mente vagarosa e melancólica, sujeita a medos de coisas que naturalmente nunca se concretizam. Urano está elevado e em Quadratura com Netuno, o que tende a sujeitar o nativo aos espíritos de controle, mas, como o Sol está em Trígono com Netuno, o perigo fica minimizado. O nativo tem uma forte natureza amorosa como mostrada pelo Trígono de Vênus com Júpiter, mas a Conjunção de Lua e Saturno sugere que sua companheira de matrimônio talvez seja sempre desanimadora e se ressinta de progressos. A Oposição de Marte com Netuno, da 1ª à 7ª Casa, torna claro que há entre eles brigas e problemas, o que em sua totalidade pesa bastante na doença e na sua causa.
O Sol em Leão, afligido por Júpiter em Touro, indica que a circulação arterial é pobre, uma condição que é um tanto minimizada pelo Trígono de Júpiter com Vênus, os dois Planetas que governam a circulação. Contudo, o ritmo da atividade respiratória está seriamente comprometido, porque Urano está em Câncer e elevado. Esse Planeta é espasmódico em sua atuação e afeta o diafragma, quando posicionado em Câncer. Aqui ele está, como dissemos anteriormente, muito elevado e em Quadratura com Marte e Netuno, ambos nos ângulos, uma configuração, portanto muito forte. As subidas e descidas rítmicas do diafragma são, absolutamente, essenciais à respiração adequada e regular, e, como essa atividade está prejudicada, até certo ponto, pelas aflições indicadas aqui, temos então a enfermidade conhecida como asma.
É bem conhecido o fato dos sofredores dessa doença ficarem, às vezes, muito tempo sem dormir, por causa da sua incapacidade para se deitar. Geralmente, a morfina é empregada para aliviar e proporcionar a eles o repouso pelo qual anseiam com todo o seu ser. O perigo dessa droga não pode ser subestimado em nenhum caso, porém é maior para o paciente que tem Júpiter em Touro afligido pelo Sol, como esse, porque tal configuração sempre produz um apetite anormal peculiar, uma tendência a ir aos extremos no que quer que seja tomado pela boca. Não admira, pois, que esse homem tenha se viciado em morfina.
Há esperança, contudo, conforme é mostrado no horóscopo. A Lua rege o tubo alimentar e é responsável pela passagem do alimento através do trato digestivo. Ela está em Conjunção com Saturno, o que resulta naturalmente em lentidão dos intestinos. Urano em Câncer atua sobre o estômago de tal maneira que o dilata periodicamente. Com um cólon cheio, um estômago dilatado e o diafragma funcionando irregularmente, não é de se admirar que o coração se recuse a forçar o líquido vital para os pulmões e trazê-lo de lá. Métodos heroicos deveriam ser adotados para purificar o sistema e mantê-lo limpo. Enquanto essa medida não aliviar o funcionamento espasmódico do diafragma, a pressão do ápice do coração não será atenuada de modo nenhum, não podendo ele ajudar, materialmente, a melhorar a condição. Marte está em Sextil com o Sol; portanto, o coração pode ser fortalecido. Marte, também, está em Sextil com Saturno, mostrando a possibilidade de garantir, ao menos, um funcionamento e uma circulação melhor do trato digestivo.
A pior condição nesse horóscopo, a maior dificuldade a ser suplantada, é Júpiter em Touro e em Quadratura com o Sol. Faz parte da nossa experiência o fato de, mesmo dizendo às pessoas que elas têm apetites anormais, e ainda que se convençam disso, geralmente se recusarem a corrigir esse particular. Como a aflição acima parte de Signos Fixos, é extremamente difícil dominá-la. Não obstante, a melhor ajuda deve partir do Trígono de Vênus com Júpiter, que estimula a natureza amorosa e torna o nativo sensível à bondade. Os desvelos carinhosos de uma mulher talvez valessem mais do que qualquer outra coisa para ajudá-lo a dominar o vício contraído. E um curador ou uma curadora com Aquário no Ascendente, cujo Saturno não esteja em Peixes, exerceria muito provavelmente um efeito benéfico nesse caso.
A doença designada pelo nome de asma é uma das mais difíceis de diagnosticar, pois muitas pessoas que apresentam sintomas diagnosticados pelos médicos como asma, em virtude da respiração curta, chiado no peito e tosse, na realidade quase nunca são asmáticas. Existem vários tipos dessa doença. Por exemplo, há a asma do feno, que aparece no outono, quando o feno e os grãos estão maduros, prontos para a ceifa. Às vezes, ela é causada pelo pólen nocivo de flores venenosas, que causam uma contração na passagem pelos pulmões; esses, quando inativos, se enchem de muco dificultando a respiração. Há também a asma do coração ou do estômago, a qual muitas vezes resulta de uma irregularidade do fluxo de sangue nas válvulas do coração, o que causa dificuldade no respirar e contrações do peito e dos pulmões. Em vista disso, o astrólogo pode encontrar dificuldades no diagnóstico.
Nós, nessa lição, nos empenharemos em dar uma pequena ajuda mostrando, de acordo com as aflições, as diferenças nas doenças que podem ter os sintomas externos semelhantes, mas cujas causas podem ser diferentes.
O caso Nº 20C é o de um homem nascido em 6 de março de 1831, às 4:00 PM. O horóscopo para esse caso é o 10A, cujo horóscopo reproduzimos abaixo.
Verificamos ali que o perturbador Saturno está em Leão, Signo que rege o coração, em Quadratura com Marte em Touro, regente da garganta, e em Oposição a Mercúrio, que se posiciona no nervoso Signo de Aquário. Marte também forma Quadratura com Mercúrio e Paralelo com Netuno. Essa configuração de Planetas em Signos Fixos indicaria o funcionamento espasmódico do coração, pois a Oposição de Mercúrio a Saturno deve causar contração das válvulas desse órgão, desse modo interferindo no excessivo fluxo de sangue produzido pela Quadratura de Marte a Saturno. Verifica-se, também, que o Sol está em Peixes, Signo Comum, em Quadratura com a Lua, em Sagitário. Signos Comuns, quando afligidos, afetam os órgãos respiratórios, criando uma tendência para enfermidades pulmonares. Esse homem sofreu grandemente daquilo que alguns médicos diagnosticaram como asma e outros como doença do coração, tendo ele sofrido também de fortes resfriados. A astrologia mostra que ele sofreu de uma disfunção valvular cardíaca e que não era um verdadeiro caso de asma. Veio a morrer de um abscesso no fígado. Para maiores detalhes sobre essa condição veja no horóscopo Nº 10A desse livro.
No caso do horóscopo Nº 20D, que é de um homem nascido em 25 de agosto de 1867, Saturno está em Escorpião, um Signo Fixo, em Quadratura com Vênus e Mercúrio em Leão, Signo que rege o coração.
Novamente, encontramos um problema com uma fraca ação do coração; mas a aflição mais perturbadora está no estômago, pois Lua e Urano estão em Conjunção no Signo de Câncer, regente desse órgão, e ambos formam Quadratura com o inflamatório Marte, sendo que Urano também está em Quadratura com Netuno, todos em Signos Cardeais. Nesse horóscopo a raiz do problema está no estômago, indicado por hábitos alimentares impulsivos e antinaturais, por uma tendência para mastigar apressadamente a comida e também para se exceder nos líquidos às refeições, que resultaria em um dilatado estômago, o qual, desse modo, passou a lhe pressionar o coração e a interferir na sua respiração.
No horóscopo Nº 20E, que é de uma mulher nascida a 23 de junho de 1898, encontramos uma causa muito diferente, podendo-se diagnosticar o caso como de autêntica asma de feno.
Netuno está em Conjunção com Mercúrio no Signo de Gêmeos, regente dos pulmões. Pelas indicações de sua aparência pessoal, julgamos se tratar de uma jovem com Virgem no Ascendente e Gêmeos no Meio-do-céu, o que faz de Mercúrio o regente da vida. Sendo Netuno a oitava superior de Mercúrio, rege o sistema nervoso. A influência de Netuno é semelhante à de Saturno: constritora e restritiva. Assim, quando em Gêmeos pode-se esperar distúrbios nos brônquios, em especial durante os meses de verão, conforme aconteceu com essa moça, cujo problema foi causado pela inalação do pólen de certos capins e flores. Você encontrará, na maioria dos casos de asma que há prejuízos na circulação. A corrente sanguínea é fraca, indicativo de Vênus ou Júpiter afligidos. Quando o sangue está impuro, a eliminação também será vagarosa. Muito cuidado deve ser tomado na seleção dos alimentos. A paciente deve comer alimentos leves e não apenas os que sejam facilmente digeríveis, mas dê a ela uma nutrição apropriada. Especialmente nas refeições noturnas, pois os ataques de asma se seguem invariavelmente refeições pesadas à noite. Sanduíches de cebolas cruas, comidos como a última alimentação à noite eliminam o catarro e proporcionam um sono reparador.
Mulher, nascida em 14 de julho de 1897, às 4:00 PM
Sagitário, um Signo Comum, está no Ascendente, e o Regente da vida Júpiter está na 9ª Casa, no Signo de Virgem; Júpiter está em Quadratura com o Ascendente. As pessoas com Signos Comuns nos quatro ângulos raramente se esforçam o suficiente para superar os obstáculos da vida, e quando se há também a presença de Astros afligidores nesses Signos Comuns, e o Sol no Signo aquoso de Câncer, na 8ª Casa, temos então, como é o caso dessa mulher, alguém que preferia se tornar uma inválida do que se esforçar para conservar a saúde do corpo, e nós podemos ver quão pequeno seria esse esforço para superar.
Em primeiro lugar, as pessoas com o Sol e a Lua em Câncer são muito chegadas aos bons pratos, e quando a Lua também está em Trígono com Vênus esse gosto por comidas se intensifica, criando uma tendência para comer demais. Vejamos qual o resultado disso.
Encontramos o Planeta Vênus, que rege o sangue venoso, no Signo de Gêmeos e na 7ª Casa, em Quadratura com o inflamatório Marte e com Júpiter. Júpiter, que rege o sangue arterial, está afligido por uma Conjunção com Marte, consequentemente a circulação sanguínea está bastante obstruída, e isso principalmente por estar Júpiter no Signo de Virgem, que rege o intestino delgado. Quando o paciente come fartamente (especialmente como as pessoas de Câncer que gostam muito de massas), com a circulação sanguínea obstruída e a assimilação alimentar prejudicada no intestino delgado o que se pode esperar é tão somente as entranhas repletas de matéria pútrida. A fermentação se estabeleceu, causando um desarranjo em todo o sistema circulatório. Saturno, o obstrutor, em Conjunção com Urano no Signo de Escorpião, que rege o reto, e na 12ª Casa, a Casa da autodestruição e também das coisas ocultas, é uma indicação que a jovem contraiu um vício secreto que produziu muita irritação em seus órgãos de eliminação e que, como resultado, lhe causou câncer do reto.
Ela esteve doente por muito tempo, sofrendo dores atrozes no baixo ventre e na extremidade inferior da coluna espinhal. Pode-se perguntar: não há cura para essa temida doença, o câncer? Sim, em seus estágios iniciais ela pode ser curada suspendendo toda a comida por uns poucos dias, bebendo apenas água pura, destilada, com suco de limão, e limpando completamente os intestinos com enemas[53]. Inicie-se então uma monodieta[54], mantendo-a por três semanas, se a paciente puder suportá-la, mas não exceda as três semanas. Cenoura é a única coisa que ela deve comer. Esse vegetal pode ser preparado de vários modos para se tornar agradável ao paladar: moída e espremida para fazer suco, assada ou cozida e como salada, temperada com um pouco de azeite de oliva e limão. A cenoura tem acentuado efeito curativo, especialmente quando usada como cataplasma, e possui um maravilhoso poder de cura nos casos de úlceras e tumores cancerosos.
Homem, nascido em 14 de dezembro de 1857
O lugar e a hora de nascimento são desconhecidos, mas, pela aparência física e por alguns traços do seu caráter, colocamos Sagitário no Ascendente. As posições dos Astros são as do meio-dia, HMG.
Os médicos disseram a esse homem que ele sofria de câncer, e desde então nada pôde lhe abalar a crença de que haveria de morrer dessa terrível doença. Ele continuou enviando regularmente suas cartas para o Departamento de Cura por vários meses, mas seus escritos estavam sempre repletos de dúvidas sobre os nossos métodos e de desânimo quanto ao futuro. Revoltou-se também com as restrições na sua dieta, alegando que estava demasiado fraco e doente para viver sem suas bistecas e batatas fritas diárias.
Mais tarde, através de seu filho que trabalhava em nosso escritório como estenógrafo, esse homem e sua esposa alugaram uma casinha numa área contígua ao terreno da Sede Mundial da Fraternidade. E para possibilitar a seu pai participar da dieta salutar servida em nosso refeitório, o filho solicitou para ele o emprego de jardineiro.
Nas primeiras semanas, esse pobre homem foi uma grande provação para o cozinheiro. Quando esse não lhe servia o que pedia, saía da mesa sem comer. Isso durou alguns dias, até que a fome o obrigou a comer o que lhe serviam. Suas exigências à mesa: dois ovos fritos na manteiga, uma tigela grande de mingau com textura mole e cozido com muito açúcar e muito creme de leite, batatas fritas, pão branco e duas ou três xícaras de café preto e forte, cada uma adoçada com várias colheres de açúcar. O açucareiro era esvaziado em cada refeição. Desse modo, ele submetia a uma grande prova a paciência de sr. Heindel e a minha própria. Contudo seu jovem filho, que o havia suportado vários anos, ansiava desesperadamente por nos ajudar a ajudar seu pai. Depois de algumas semanas o paciente se adaptou, e então sua saúde começou a melhorar imediatamente. As erupções no seu rosto e no peito começaram a desaparecer aos poucos e as forças e a saúde geral começaram a voltar.
Durante o dia, conforme se observou, ele comia doces constantemente; seus bolsos estavam sempre cheios de doce. Antes de vir para a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, ele consumia de uns 500 gramas a 1 quilo de doces por dia e pensava que isso era necessário para manter suas forças.
Notamos a Conjunção da Lua com Vênus logo acima do Ascendente, no Signo negativo de Sagitário. A Lua e Vênus em Conjunção, não importa sua localização no horóscopo, fazem gostar de doces, frituras etc.
Nesse caso, Saturno está no Signo do estômago, Câncer, e Retrógrado e, progredido, em Quadratura com Marte, que está em um Signo de Vênus. Durante anos, esse homem encheu seu corpo com um excesso de amido, proteínas e açúcar. Com seu Saturno afligido e progredido em Câncer, ele não era capaz de extrair as vitaminas de sua alimentação, adquirindo assim o hábito de comer em demasia, depressa e com pouca mastigação. Naturalmente o corpo acumula os excessos de comida ingerida. Seu estômago recusava digerir essa quantidade de comida, ou melhor, estava demasiado fraco e sem os necessários sucos gástricos para a digestão. Havia também uma enorme quantidade de dejetos que os órgãos de eliminação não conseguiam expelir. Marte rege o reto, sendo o Regente de Escorpião que rege esse órgão. Com Marte afligido pelo obstrutivo Saturno progredido, podia-se esperar que o homem sofresse de constipação.
Com toda essa cinza acumulada no corpo, não é de se admirar que o sistema tenha que achar algum meio de expelir esses venenos? O resultado foi que a pele do nariz, da garganta, da face e do peito (Marte, Regente de Áries, governa a face; Escorpião, a base do nariz; e Saturno, em Câncer, rege o peito) foram usadas como áreas de despejo do lixo corporal. Depois de oito meses de dieta em Mount Ecclesia[55], esse homem voltou para a cidade sem nenhum indício de câncer no corpo; todas as feridas haviam desaparecido por completo. Marte em Sextil com o dispensador da vida, o Sol, lhe renovou a vitalidade. Sempre que se verifica um bom Aspecto entre esses dois Astros pode-se esperar vitórias sobre doenças.
Saturno em Câncer na 8º Casa, a Casa da morte, junto com a Lua e Vênus em Signo Comum e na Casa da autodestruição, poderá eventualmente ser a causa do falecimento do nativo. Com o tempo, seu desejo por doces e pratos com muita comida, provavelmente, resultarão em excessos que poderão lhe causar a morte.
O trabalho Rosacruciano de curar é realizado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz ajudados por um grupo de Auxiliares Invisíveis, que trabalham sob sua instrução.
O trabalho é executado de acordo com a recomendação de Cristo aos seus Discípulos: “Pregai o Evangelho e curai os doentes”[57].
São seres de um nível muito elevado de espiritualidade, por meio dos quais o Espírito de Cristo está trabalhando para o bem da humanidade.
Os Auxiliares Invisíveis são aqueles que levam, durante o dia em seu corpo físico, uma vida consagrada ao serviço amoroso e desinteressado à humanidade e que chegaram a um grau de desenvolvimento tal que, ao mesmo tempo merecem o privilégio de serem, durante a noite enquanto funcionam em seus Corpos-Almas, colaboradores por meio da instrumentalidade dos Irmãos Maiores, como indicado nas seguintes palavras do Serviço Vespertino, que diariamente celebram os Rosacruzes em seu Templo: “E nessa noite, enquanto nossos corpos físicos descansam serenamente em seu sono, possamos nós, como Auxiliares Invisíveis, continuar trabalhando fielmente na Vinha do Cristo”. Esses Auxiliares Invisíveis são organizados em grupos, de acordo com seu temperamento e suas habilidades. Eles estão sob a instrução de outros Auxiliares Invisíveis que são médicos, e todos eles trabalham sob a direção dos Irmãos Maiores, que, naturalmente, são os espíritos responsáveis por todo o trabalho.
É muito frequente os pacientes sentirem a presença dos Auxiliares Invisíveis.
Os Auxiliares Invisíveis nunca recusam a responder um pedido de auxílio; contudo, para corresponder à Força Curadora Divina os pacientes devem adotar o evangelho de uma vida reta, devem ocupar suas vidas e dormir em quartos com ar puro; nutrir apenas pensamentos puros e levar uma vida dedicada a atos puros. A Força Curadora Divina é pura; se você a pede para que sejam aliviadas das suas doenças, você deve estar disposto a viver de acordo com as Leis da pureza. Ar puro, alimentação pura, pensamentos puros e uma vida pura! Se você ignora esses grandes fatores que promovem a saúde, você pode ter apelado inutilmente para a Força Curadora Divina.
Toda a Força Curadora provém de Deus, nosso Pai Celestial, o Grande Médico do universo; ela está latente em toda parte; ela é liberada e dirigida para o sofredor por meio da oração e da concentração; ela se manifestou por meio do Mestre, Cristo Jesus; ela emana nos Rituais dos Serviços de Cura que são oficiados todas as semanas em todos os Centros da Fraternidade Rosacruz no mundo. Por meio das atividades dessa suprema força, os Auxiliares Invisíveis elevam o ritmo vibratório do paciente até um grau conveniente, habilitando-o, assim, a expelir de seu organismo os venenos da enfermidade e, depois, a reconstruir cada corpúsculo de sangue, fibra e órgão, até que todo o corpo esteja renovado. Isso é feito, não de uma maneira miraculosa, mas de acordo com as Leis naturais. Se o paciente continua violando essas Leis e, por meio de uma vida incorreta, acumula substâncias nocivas em seu sistema, ele frustra o processo de cura.
O maravilhoso organismo que chamamos corpo humano é regido por Leis naturais imutáveis. Todas as enfermidades são o resultado da violação das Leis da Natureza, seja conscientemente ou por ignorância. As pessoas ficam doentes porque, na presente vida ou nas precedentes, não considerou os princípios fundamentais dos quais dependem a saúde do corpo. Se desejamos recobrar a saúde e conservá-la, devemos aprender a compreender esses princípios e harmonizar nossos hábitos de acordo com eles.
Essa é a mensagem do Mestre Curador, Cristo Jesus, quando disse ao homem paralítico curado: “Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior!” (Jo 5:14). Nem mesmo Cristo podia conceder uma saúde perfeita permanente se aquele que a recebia, por meio da força curadora do Pai, não renunciasse aos maus hábitos causadores da enfermidade, e não vivesse em obediência às Leis estabelecidas por Deus, que governam o corpo do ser humano, assim com seus relacionamentos com os seus semelhantes.
Algumas pessoas “exigem” uma saúde perfeita e acreditam ter direito a ela. Esquecem que nessa existência ou em outra anterior perderam esse direito que lhes foi dado por Deus, por terem desobedecido às Leis naturais, que são as Leis de Deus. Por meio do sofrimento elas tem que aprender a obediência. Quando elas tenham aprendido essas lições e estão dispostas a “não mais pecar”, então seus direitos à saúde serão restituídos.
As Violações das Leis da Saúde
A Força Curadora Divina é construtiva; os métodos errados de viver que negligenciam as Leis da natureza são destrutivos.
As omissões e transgressões, provenientes de uma vida errada e, consequentemente pela doença são muitos; citaremos as principais: alimentação não natural; excesso de alimentação; alimentação que favorece a doença, falta de ar puro e de sol; falta de higiene; falta de exercícios físicos; falta de descanso e de bom sono; falta de domínio sobre si mesmo; dormir em quartos não ventilados; ceder a temperamentos precipitados; gratificar desejos inferiores; maltratar outros seres vivos, sejam eles humanos ou animais; abuso da sagrada função geradora.
Desde que todos os órgãos do corpo, com suas funções respectivas, são interdependentes, o abuso e a consequente aflição de uma das partes prejudica todas as outras partes, contribuindo para acumular os venenos da enfermidade em todo o sistema, diminuindo a vitalidade de todo corpo. Os sintomas locais são, somente, a evidência de que todo o corpo está enfermo. Por isso, toda a cura verdadeira, para ser duradoura, não é dirigida para eliminar os sintomas, mas para a remoção da causa que fez os sintomas aparecerem.
A cura espiritual opera sobre os planos superiores do nosso ser e é efetuada conforme as Leis naturais, que imperam “tanto em cima como embaixo”; consequentemente, todos os métodos de cura naturais que se aplicam no plano físico estão em harmonia com o trabalho dos Auxiliares Invisíveis, nos planos superiores.
Assim como o corpo é construído por meio das substâncias físicas introduzidas no sangue por nossa alimentação diária, assim uma boa alimentação a medicina natural que o paciente deve seguir para cooperar com os Auxiliares Invisíveis, em seu trabalho de reconstruir o organismo.
Antes que os Auxiliares Invisíveis possam trabalhar com o paciente, eles devem ter os eflúvios do seu Corpo Vital, que é a contraparte etérica de seu corpo físico e do campo de ação das forças vitais. Esses eflúvios são obtidos por meio da escrita do paciente, uma vez por semana, onde ele assina e data, no formulário de assinaturas que lhe é enviado, nos dias assinalados com caneta tinteiro[58]. Isso é importante, porque uma pena carregada de líquido é melhor condutor do magnetismo que um lápis ou outro tipo de caneta. O Éter que impregna o papel com a assinatura semanal fornece uma indicação sobre o seu estado de saúde, no momento, e possibilita o acesso ao seu organismo. É algo que ele deu voluntariamente e com o propósito de dar acesso aos Auxiliares Invisíveis. Porém, se o paciente não fizer a sua parte, nada é feito para ele; portanto veja como é sumamente importante fazer e enviar o formulário com as assinaturas semanais para o Centro de Cura de um Centro Rosacruz.
As curas instantâneas são frequentes, quando se recorre aos Auxiliares Invisíveis para ajudar nos casos de doenças agudas. Nos casos de enfermidades crônicas, que demoram muitos anos para se manifestarem, pode se sentir uma certa sensação de alívio imediato; entretanto, um restabelecimento completo, que equivale a uma renovação total do organismo, só é conseguido de uma maneira lenta e gradual. Como dissemos, o trabalho de cura que realizam os Auxiliares Invisíveis não consiste em suprimir os sintomas da enfermidade, e sim em exercer uma efetiva reconstrução de todo o organismo, e para consegui-lo há necessidade de algum tempo, assim como o fiel empenho e cooperação constante do paciente, das formas que foram indicadas acima.
As reuniões de Cura ocorrem nos Centros Rosacruzes, quando a Lua transita por um Signo Cardeal no Zodíaco. A hora fixada para esse serviço devocional é às 18 horas e 30 minutos. A característica dos Signos Cardeais é irradiar energia dinâmica e tornar ativas as obras que se iniciam debaixo de sua influência e, portanto, os pensamentos de cura emitidos em todo o mundo, por aqueles que querem transmitir sua ajuda, estão dotados de um maior poder, quando produzem seu pensamento misericordioso sob esse impulso cardeal.
Se você gostaria de se juntar a esse serviço devocional de ajuda aos demais, sente-se tranquilamente, quando seu relógio, no lugar onde você estiver, marcar 18 horas e 30 minutos; medite sobre a saúde; feche seus olhos e ore para o Grande Médico, nosso Pai Celestial, focando na restauração da saúde a todos os que sofrem, muito em particular àqueles que hajam solicitado ajuda a um Centro de Cura de um Centro Rosacruz.
Ao mesmo tempo, visualize o Templo Rosacruz, onde os pensamentos de todos os Aspirantes são, finalmente, recolhidos pelos Irmãos Maiores e usados para o propósito da cura.
FIM
[1] N.T.: Câncer, Escorpião e Peixes
[2] N.T.: Gêmeos, Libra e Aquário
[3] N.T.: Pessoas que têm no Ascendente os Signos: Áries, Gêmeos, Leão, Libra, Sagitário e Aquário.
[4] N.T.: Pessoas que têm no Ascendente os Signos: Touro, Câncer, Virgem, Escorpião, Capricórnio e Peixes.
[5] N.T.: Tonsilas palatinas, amídalas ou amígdalas são órgãos constituídos por aglomerados de tecido linfoide localizados abaixo do epitélio da boca e da faringe. São distinguíveis a tonsila faríngea, as tonsilas palatinas e as linguais.
[6] N.T.: A parte final do intestino grosso no nosso corpo é referido como o cólon sigmoide, o cólon pélvico ou a flexura sigmoide.
[7] N.T.: a última parte do intestino delgado.
[8] N.T.: a parte inferior do osso ilíaco.
[9] N.T: manifestações anômalas que podem acarretar doenças ou enfermidades.
[10] N.T.: Relativo ao funcionamento do organismo e às funções mecânicas, físicas e bioquímicas do mesmo.
[11] N.T.: É a parte do tronco cerebral, e nos seres humanos e outros bípedes encontra-se entre o mesencéfalo (acima) e o bulbo raquidiano (abaixo) e na frente do cerebelo.
[12] N.T.: estrela fixa Ascelli (localizada a 6 graus de Leão) tem influência sobre os olhos.
[13] N.T.: estrela fixa Antares (localizada a 8 graus de Sagitário) tem influência sobre os olhos.
[14] N.T.: estrela fixa Plêiades (localizada a 29 graus de Touro) tem influência sobre os olhos.
[15] N.T.: Pitágoras de Samos (c. 570-c. 495 a.C.) foi um filósofo e matemático grego jônico, creditado como o fundador do movimento chamado Pitagorismo. A maioria das informações sobre Pitágoras foram escritas séculos depois que ele viveu de modo que há pouca informação confiável sobre ele. Ele nasceu na ilha de Samos e viajou o Egito e Grécia e talvez a Índia, em 520 a.C. voltou a Samos. Cerca de 530 a.C., se mudou para Crotona, na Magna Grécia.
[16] N.T.: Ser humano inferior, também chamado de “homem inferior” na antropologia filosófica. Ser humano inferior é a parte composta por: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente Concreta. Ser humano superior, também chamado de “homem superior” na antropologia filosófica. Ser humano superior é a parte composta por: Mente Abstrata, Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino.
[17] N.T.: a Cura do Corpo, da Alma e do Espírito
[18] N.T.: O conceito de Curador aqui é a pessoa que participa ativamente do processo de Cura Rosacruz: cura definitiva (do Corpo, da Alma e do Espírito).
[19] N.T.: veja Horas Planetárias Rosacruz, no Livro Astrologia Científica e Simplificada
[20] N.T.: período da Lua Nova para a Lua Cheia
[21] N.T.: período da Lua Cheia para a Lua Nova
[22] N.T.: Os Astros estão em Graus Críticos quando estão nas seguintes posições: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio: 1º, 13º e 26º graus; Touro, Leão, Escorpião e Aquário: 9º e 21º; Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes: 4º e 17º graus.
[23] N.T.: Fogo, Terra, Ar e Água
[24] N.T.: Marte, Saturno, Urano, Netuno ou Plutão
[25] N.T.: Capítulo 5 – Influência dos Doze Signos quando Ascendentes
[26] N.T.: Veja Capítulo XVI – Caso Nº 5.A – Coração
[27] N.T.: Veja Capítulo XXI – Caso Nº 10.A – Fígado
[28] N.T. Estrofe do poema Invictus do poeta britânico William Ernest Henley, 1849-1903
[29] N.T.: também chamado de escápula ou espádua é um osso grande, par e chato, localizado na porção póstero-superior do tórax.
[30] N.T.: Tonsilas palatinas, amídalas ou amígdalas são órgãos constituídos por aglomerados de tecido linfoide localizados abaixo do epitélio da boca e da faringe. São distinguíveis a tonsila faríngea, as tonsilas palatinas e as linguais.
[31] N.T.: Tonsilas palatinas, amídalas ou amígdalas são órgãos constituídos por aglomerados de tecido linfoide localizados abaixo do epitélio da boca e da faringe. São distinguíveis a tonsila faríngea, as tonsilas palatinas e as linguais.
[32] N.T.: John Greenleaf Whittier (1807-1892) foi um influente poeta e advogado americano importante na abolição da escravidão nos Estados Unidos da América. Poeta laureado da abolição, contribuiu nas campanhas contra a escravatura. A parte do poema acima faz parte da obra: Raphael: Suggested by the portrait of Raphael, at the age of fifteen.
[33] N.T.: A doença de Bright é um termo antigo que já não é usado nos nossos dias, mas que enaltece o médico e cientista que a estudou e descreveu pela primeira vez, Richard Bright. Hoje falamos de Insuficiência Renal Crônica (IRC).
[34] N.T.: John Greenleaf Whittier (1807-1892) foi um influente poeta e advogado americano importante na abolição da escravidão. Trecho do seu poema: Raphael.
[35] N.T.: Tabuleiro ouija ou tábua ouija é qualquer superfície plana com letras, números ou outros símbolos em que se coloca um indicador móvel. Foi criado para ser usado como método de necromancia ou comunicação com espíritos.
[36] N.T.: O mal de Pott (ou doença de Pott ou tuberculose vertebral) é uma forma de apresentação de tuberculose extrapulmonar, onde a coluna vertebral é afetada.
[37] N.T.: Popularmente conhecida como pedra no rim.
[38] N.T.: Os Sais de Epsom não são realmente um tipo de sal, mas um composto de magnésio e sulfato. E é um remédio natural para muitas doenças.
[39] N.E.: A descrição anterior é o diagnóstico do caso em 1915. Seu resultado, em 1919, foi dado no horóscopo Nº 2BX, desse mesmo Livro.
[40] N.T.: A anemia perniciosa é um tipo de anemia caracterizada pela deficiência de vitamina B12 no organismo
[41] N.T.: lepra, morfeia, mal de Hansen ou mal de Lázaro é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae (também conhecida como bacilo-de-hansen) que causa danos severos aos nervos e à pele. A denominação hanseníase deve-se ao descobridor do microrganismo causador da doença, dr. Gerhard Hansen. O termo lepra está em desuso por sua conotação negativa histórica.
[42] N.T.: ou seja: Vênus está no seu Regente.
[43] N.T.: Hoje já se sabe que a paralisia infantil, também conhecida cientificamente como poliomielite, é uma doença infecciosa grave e é causada pela infecção do poliovírus, que se espalha por contato direto pessoa a pessoa e também por contato com muco, catarro ou fezes infectadas. O vírus entra por meio da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal.
[44] N.T.: Doenças e outras condições que aumentam a frequência de potenciais de ação causam contrações musculares involuntárias. A tetania é um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção.
[45] N.T.: Um colapso mental (também conhecido como colapso nervoso) é um termo não médico usado para descrever um súbito e agudo ataque de uma doença mental, como depressão ou ansiedade. Casos específicos são geralmente descritos como “colapso” somente se o indivíduo apresenta problemas em desempenhar funções normais do dia a dia por causa da doença. A partir do ponto em que a condição do indivíduo se torna avançada, é necessário e urgente procurar ajuda médica.
Da mesma forma que o termo “sanidade”, os termos “colapso mental” e “colapso nervoso” não têm definição médica, e não são utilizados num senso clínico. Entretanto, problemas médicos ou pessoais capazes de disparar um colapso podem ser evitados com ajuda psicológica.
Um colapso mental não é a mesma coisa que um ataque de pânico, apesar de que colapsos mentais podem apresentar um quadro de pânico.
As causas de um colapso mental/nervoso (frequentemente também chamado esgotamento nervoso) podem incluir: Mágoa crónica e não resolvida; Desemprego; Problemas acadêmicos; Problemas no trabalho; Problemas financeiros; Vontade de suicídio; Estresse social; Fome e pobreza; Insônia crônica ou outros transtornos do sono; Doença séria de um membro da família; Morte de um membro da família;
Divórcio; Gravidez; Aborto; Decepção amorosa; Carga muito alta de tarefas ao mesmo tempo; Falta de diálogo e compreensão. O súbito e agudo aparecimento das seguintes doenças mentais podem ser considerados colapsos: Depressão; Transtorno bipolar; Transtorno da ansiedade; Psicose; Dissociação;
Estresse pós-traumático; e Estresse severo.
[46] N.T.: Os autores se referem à 1ª Guerra Mundial.
[47] N.T.: A influenza ou gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, ocasionada pelo vírus influenza, com elevado potencial de transmissão.
[48] N.T.: O nervo vago ou pneumogástrico constitui, com o homólogo contralateral, o décimo (X) par de nervos cranianos. Sai do crânio pelo forame jugular e possui dois gânglios: o gânglio superior (jugular) e o inferior (nodoso). É responsável pela inervação parassimpática de praticamente todos os órgãos abaixo do pescoço que recebem inervação parassimpática (pulmão, coração, estômago, intestino delgado, etc.), exceto parte do intestino grosso (a partir do segundo terço do cólon transverso). O nervo vago (X) atua na secreção de líquidos digestivos.
[49] N.T.: de Friedrich von Logau (1605-1655), poeta e epigramatista alemão, em sua obra Sinngedichte (c. 1654), traduzido para o inglês por Henry Wadsworth Longfellow (1807-1882), poeta e educador estadunidense, em sua obra Poetic Aphorisms, 1846.
[50] N.T.: Ficar sobre o controle de um espírito que usará o Corpo para fazer o que quiser e que falará através do Corpo controlado. Esse espírito de controle já viveu aqui, encarnado com os seus Corpos, ou seja, terminou já a sua encarnação. É o que chamamos de Espírito apegado à Terra.
[51] N.T.: “healing”, em inglês, que é diferente de “curing”. O problema é que em português traduzimos ambas as palavras por “curar”. Entretanto, o conceito delas é bem diferente. “Curing” significa “eliminar todas as evidências da doença”, “eliminar todos os sintomas” – está mais para remediar; enquanto que “healing” significa curar totalmente: o Espírito, a Alma – aqui restaurar, eliminar a causa suprafísica, pois o Espírito e a Alma nunca ficam doentes (!) – e o Corpo – aqui sim: restabelecer o funcionamento normal da parte afetada, pois essa parte está doente.
[52] N.T.: em Mount Ecclesia, Oceanside, Califórnia, EUA.
[53] N.T.: Um enema é o procedimento de introdução de líquidos no reto e no cólon através do ânus. O aumento do volume do líquido provoca uma rápida expansão do trato intestinal inferior, resultando frequentemente em inchaço muito desconfortável, cãibras, peristaltismo poderoso e sensação de extrema urgência. Embora muito difícil para alguns, manter um enema por 10 a 15 minutos causa um resultado mais completo. Quando o enema é liberado, há um esvaziamento completo do trato intestinal inferior. Um enema tem a vantagem sobre qualquer laxante em sua velocidade e certeza de ação, e algumas pessoas o preferem por esse motivo. Enemas pode ser realizado como tratamento para condições médicas, como constipação e encopresis, e como parte de algumas terapias alternativas de saúde. Eles também são usados para administrar certos medicamentos médicos ou recreativos. Enemas foram usados para terapia de reidratação em pacientes para os quais a terapia intravenosa não é aplicável.
[54] N.T.: A monodieta consiste em comer apenas um tipo de alimento por um ou mais dias. Com isso, é possível aliviar a sobrecarga do sistema digestivo e queimar o excesso de toxinas que estão circulando no trato gastrointestinal.
[55] N.T.: Mount Ecclesia é o local da sede internacional da organização fraternal e de serviço The Rosicrucian Fellowship, localizado em Oceanside, Califórnia, EUA.
[56] N.T.: “healing”, em inglês, que é diferente de “curing”. O problema é que em português traduzimos ambas as palavras por “curar”. Entretanto, o conceito delas é bem diferente. “Curing” significa “eliminar todas as evidências da doença”, “eliminar todos os sintomas” – está mais para remediar; enquanto que “healing” significa curar totalmente: o Espírito, a Alma – aqui restaurar, eliminar a causa suprafísica, pois o Espírito e a Alma nunca ficam doentes (!) – e o Corpo – aqui sim: restabelecer o funcionamento normal da parte afetada, pois essa parte está doente.
[57] N.T.: Jo 5:14
[58] N.T.: As canetas tinteiros são compostas de uma pena de metal, um sistema de escoamento da tinta e um recipiente que serve de tinteiro, normalmente em forma de cartucho. Qualquer outra que não tenha esse sistema, por exemplo as hidrográficas ou esferográficas, não servem. Isso é muito importante, pois uma caneta carregada de fluído, como é o nanquim da caneta tinteiro, é um condutor de magnetismo muito maior do que um lápis seco ou uma caneta esferográfica ou hidrográfica ou, ainda, qualquer outro tipo de meio de escrita. O Éter, que impregna o papel sobre o qual o paciente escreve, semana a semana, fornece uma indicação de sua condição no momento da escrita, e é uma chave de entrada para acesso à parte (ou -partes) doentes do seu Corpo. Conforme mude o estado do paciente, muda igualmente o registro nas Fichas semanais!
Dotadas de singular eloquência e elevado misticismos, tais Cartas remontam do século XVIII. A presente tradução é atribuída a Francisco Phellip Preuss, e consta na primeira edição do Livro: “Maçonaria e Catolicismo”, publicado no Brasil pela Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em 1959.
1. Para fazer download ou imprimir:
Cartas Rosacruzes – Por Antigos Membros da Ordem no Século XVIII
2. Para estudar no próprio site:
CARTAS ROSACRUZES
Escritas por
antigos membros da Ordem
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Português, como Apêndice do Livro A Maçonaria e o Catolicismo, de Max Heindel, editada por Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil
4ª Edição em Espanhol, como Apêndice do Livro La Masoneria y el Catolicismo, por Max Heindel, editada pela Editora KIER – Buenos Aires – Argentina
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
www.fraternidaderosacruz.com
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Sumário
CARTA I – SABEDORIA DIVINA.. 5
CAPÍTULO II – UM MEIO PRÁTICO DE APROXIMAÇÃO À LUZ.. 9
CARTA III – VERDADE ABSOLUTA E RELATIVA.. 13
CARTA IV – A DOUTRINA SECRETA.. 20
CARTA VI – EXPERIÊNCIAS PESSOAIS. 37
Elas são dotadas de singular eloquência e elevado misticismo.
Remontam ao século XVIII, e foram publicadas nos Vols. 8 e 9 do periódico “The Theosophist”, editado pela Sociedade Teosófica, de 1887, assinadas por F.H. e H., no caso da sétima e última carta. É referido que a sexta carta teria sido remetida a Eckartshausen, martinista e autor do célebre livro “A Nuvem Sobre o Santuário”. Segundo A.E. Waite, foram reimpressas num periódico americano, com as iniciais F.H. e H. suprimidas, sendo toda a série atribuída a Eckartshausen, que as teria escrito entre 1792 e 1801. Proclama-se que elas teriam sido traduzidas do Espanhol. Segundo A.E. Waite, “as iniciais sugerem obviamente a mão do Dr. Franz Hartmann”.
Tais Cartas se popularizaram através da revista “Rays from the Rose Cross”, editada pela “The Rosicrucian Fellowship”, posteriormente foi publicada como apêndice do livro “A Maçonaria e o Catolicismo”, de Max Heindel, editado em vários idiomas.
A presente tradução é atribuída a Francisco Phellip Preuss, e consta na primeira edição do Livro: “Maçonaria e Catolicismo”, publicado no Brasil pela Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em 1959. Foi revisada pela Irmã Probacionista Ruth Coelho Monteiro, da Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em São Paulo.
Não tentes estudar a mais elevada de todas as ciências se, de antemão, não resolvestes entrar na via da virtude; os incapazes de sentir a verdade não compreenderão minhas palavras. Só os que entram no Reino de Deus podem compreender os mistérios divinos e aprender a verdade e sabedoria, na medida da sua capacidade para receber a luz divina da verdade. Aqueles que se guiam unicamente pela luz da inteligência não compreendem os mistérios divinos da natureza; as suas almas não podem ouvir as palavras que a luz pronuncia. Mas aquele que abandona o próprio eu pessoal pode conhecer a verdade. A verdade só pode ser conhecida na região do bem absoluto. Tudo que existe é produto da atividade do espírito. É a mais elevada de todas as ciências a que permite ao ser humano aprender a conhecer o laço de união entre a inteligência espiritual e as formas corpóreas. Entre o espírito e a matéria não existem linhas de separação porque entre os extremos se encontram todas as gradações possíveis.
Deus é fogo que irradia puríssima luz. Essa luz é vida. As gradações entre a Luz e as Trevas estão para além da compreensão humana. Quanto mais nos aproximamos do centro da Luz tanto maior é a energia que recebemos e tanto mais poder e atividade resultam. É destino do ser humano elevar-se até ao centro espiritual da Luz. O ser humano primordial era um filho da Luz. Permanecia em estado de perfeição espiritual bem mais elevada do que no presente; dela desceu a um estado mais material, tomando uma forma corpórea e rude. Para volver à sua primeira condição tem de percorrer o caminho por onde desceu.
Cada um dos seres animados deste mundo obtém sua vida e sua atividade do poder do espírito. Os elementos grosseiros estão regidos pelos mais sutis e estes por outros de maior sutileza, até chegarmos no poder puramente espiritual e divino. Deste modo, Deus influi em tudo e tudo governa. O ser humano possui um germe do poder divino que pode desenvolver-se e transformar-se em árvore de frutos maravilhosos. A expansão deste germe só pode fazer-se pelo calor que irradia do centro famígero do grande Sol espiritual. Quanto mais nos aproximamos desta luz, mais recebemos o seu calor. Do centro, ou causa suprema original, irradiam continuamente poderes ativos que se infundem nas formas oriundas da sua atividade eterna. Destas formas reverte novamente a causa primeira, dando lugar a uma cadeia ininterrupta de atividade, luz e vida. O ser humano, ao abandonar a radiante esfera de luz, incapacitou-se para contemplar o pensamento, a atividade e a vontade do Infinito em sua unidade.
Daí resulta que, na atualidade, tão só percebe a imagem de Deus numa multiplicidade de imagens. Contempla Deus sob um número de aspectos quase infinito, mas Deus permanece sempre Uno. Todas essas imagens devem recordar-lhe a exaltada situação que outrora manteve e para cuja reconquista devem tender todos os seus esforços. Se não se esforçar por elevar-se a maior altura espiritual, irá sumindo-se cada vez mais na sensualidade e, depois, ser-lhe-á muito mais difícil voltar ao primeiro estado.
Durante a vida terrestre estamos rodeados de perigos e é bem pequeno o nosso poder de defesa. Os corpos materiais nos encadeiam ao reino do sensível e mil tentações nos assaltam todos os dias. Sem a reação do espírito a natureza animal afundaria o ser humano na sensualidade. Todavia, esse contato com o sensível é necessário: proporciona a força que o faz progredir. O poder da vontade o eleva; e aquele que identifica a sua vontade com a vontade de Deus pode, durante a vida na Terra, chegar à espiritualidade que lhe concede a contemplação e compreensão da sua unidade no reino da inteligência. Tal ser humano pode realizar o que quiser porque, unido com o Deus Universal, todos os poderes da natureza são seus poderes e nele se manifestarão a harmonia e a unidade do Todo. Então, vivendo no eterno, não está sujeito às condições do espaço e do tempo, participa do poder de Deus sobre todos os elementos e poderes do mundo visível e invisível e tem a consciência do eterno.
Dirige todos os teus esforços no cultivo da tenra planta da virtude que cresce em teu seio. Purifica tua vontade e não permitas que as ilusões dos sentidos te alucinem. A cada passo que deres na senda da vida eterna, encontrará um ar mais puro, uma vida nova, uma luz mais clara e, em proporção à ascensão para o alto, aumentará o teu horizonte mental.
A inteligência, só por si, não conduz à sabedoria. O espírito conhece tudo e, no entanto, nenhum ser humano o conhece. Sem Deus, a inteligência enlouquece, adora-se a si, repele a influência do Espírito Santo. Quanto é decepcionante e enganosa a inteligência sem a espiritualidade. Em pouco tempo perecerá. O espírito é causa de tudo; a luz da mais brilhante inteligência deixará de brilhar se for abandonada pelos raios de vida do Sol espiritual. Para compreender os segredos da sabedoria não basta teorizar, é necessário alcançar sabedoria. Só o que se conduz sabiamente realmente é sábio, ainda que não tenha recebido a menor instrução intelectual.
Para ver necessitamos de olhos e para ouvir, de ouvidos. Similarmente, para atingir as coisas do espírito, precisamos de percepção espiritual. É o espírito e não a inteligência que dá vida a todas as coisas, desde o Anjo Planetário até ao menor ser do fundo do oceano. A influência espiritual vem de cima para baixo e nunca de baixo para cima; por outros termos, irradia do centro para a periferia e nunca em sentido contrário. Isto explica por que a inteligência, produto ou efeito da luz do espírito que brilha na matéria, não pode nunca se sobrepor à luz do espírito.
A inteligência humana só pode compreender as verdades espirituais quando a sua consciência entra no reino da luz espiritual. É uma verdade que a grande maioria dos intelectuais não quer compreender. Não podendo elevar-se a um estado superior ao intelectual, consideram tudo que está fora de seu alcance como fantasia e sonho ilusório.
Sua compreensão é obscura e no coração abrigam as paixões que os impedem de contemplar a luz da verdade. O que ajuíza a partir dos sentidos externos não pode compreender as verdades espirituais. Preso ao ilusório, ao eu pessoal, o espírito repete as verdades espirituais que lhe destroem a personalidade. O instinto e o eu inferior levam-no a considerar-se um ser distinto do Deus universal. O conhecimento da verdade desfaz essa ilusão, razão porque o ser humano sensual odeia a verdade. O ser humano espiritual é filho da luz. O ser humano regenerado retorna ao seu primeiro estado de perfeição e essa regeneração, que o põe acima dos outros seres do universo, depende do apagamento das obscuridades que velam sua natureza interna.
O ser humano, por assim dizer, é um fogo concentrado no interior de uma casca material e rude. O seu destino é abrasar neste fogo a natureza animal, os materiais grosseiros, e unir-se de novo com o famígero centro, do qual é uma centelha durante a vida terrestre. Se a consciência e a atividade do ser humano, continuamente, se concentram nas coisas externas, a luz que irradia da centelha, no interior do coração, vai enfraquecendo a pouco e pouco e acaba por desaparecer. Contudo, se o fogo interno é cultivado e alimentado, destrói os elementos grosseiros, atrai outros mais etéricos, faz o ser humano cada vez mais espiritual e concede-lhe poderes divinos. Não só expande a atividade interna, mas também aumenta a receptividade às influências puras e divinas. Purifica e nobilita por completo a constituição do ser humano e converte-o, finalmente, no verdadeiro senhor da criação.
CAPÍTULO II – UM MEIO PRÁTICO DE APROXIMAÇÃO À LUZ
Quem, gratificando os desejos sensuais, tenta encher o vazio da sua alma, não o conseguirá nunca. Tampouco os anelos de verdade poderão ser satisfeitos pela aplicação da inteligência às coisas externas. O ser humano não pode entrar na paz, enquanto não vencer o que é incompatível com seu Ego divino. Para consegui-la ele deve se aproximar da luz, obedecendo à lei da luz. O desejo sensual e do exterior devem desaparecer e dirigir sua visão espiritual para a luz, a fim de afastar as nuvens que a eclipsam. Primeiramente, deve ter consciência da existência, em seu íntimo, de um germe divino. Nele deve concentrar à vontade e, à sua luz, cumprir estritamente todos os deveres, interna e externamente.
Existe uma lei oculta, mencionada com frequência em escritos esotéricos, que só raros compreendem. Diz que todo o inferior tem a sua contraparte superior e, assim, ao agir o inferior, o superior reage sobre ele. Segundo essa lei, todo o desejo, pensamento, a aspiração boa ou má, é seguido, imediatamente, de uma reação que procede do alto. Quanto mais pura é a vontade do ser humano, quanto menos adulterada por desejos egoístas, tanto mais enérgica é a reação divina.
O progresso espiritual do ser humano não depende, de modo nenhum, dos esforços sobre si próprios. Pelo contrário, quanto menos tentar estabelecer leis por si mesmo, quanto mais se submeta à lei universal, tanto mais rápidos são os seus progressos. Aliás, o ser humano não pode dirigir sua vontade em sentido diverso da Vontade Universal de Deus. Se o fizer, se não a identificar com a vontade divina, pervertem-se e aniquilam-se os seus efeitos. Só quando a vontade se harmoniza e coopera com a Vontade de Deus se torna poderosa e efetiva. Demais, em todos os tempos, têm existido entidades espirituais que se comunicam com o ser humano para transmitir o conhecimento das verdades espirituais, ou para lhe refrescar a memória quando em perigo de olvida-las, a fim de restabelecer um laço de forte união entre o ser humano intelectual e o ser humano divino. Os que têm certo grau de pureza podem, mesmo nesta vida, entrar em comunhão com esses mensageiros celestiais; poucos são, porém, os que podem consegui-lo.
Seja como for, é a vontade e não a inteligência que deve ser purificada e regenerada. Portanto, a melhor das instruções é inútil se não houver vontade de pô-la em prática. E como ninguém pode salvar-se sem vontade de salvação, o desejo mais íntimo do coração deve ser o de conhecer e praticar a verdade. O ser humano de reta vontade alcançará o saber e a verdadeira fé sem necessidade de sinais externos ou de razões lógicas que o convençam da verdade daquilo que sabe ser certo. Provas, somente as pedem o sábio pretensioso. De coração vaidoso, de vontade fraca, sem conhecimento espiritual nem fé, nada mais pode saber além do que lhe vem pelos sentidos. Mas as mentes puras e sinceras adquirem a consciência das verdades em que intuitivamente creram.
Todas as ciências culminam num ponto: quem conhece o uno conhece tudo e o que julga conhecer muitas coisas é um iludido. Quanto mais te aproximares deste ponto, quanto mais íntima for tua união com Deus, tanto mais clara será tua percepção da verdade. Se a tal ponto chegares, acharás coisas, na natureza, que transcendem a imaginação dos filósofos e com as quais os cientistas nem sonham.
Toda a vida está em Deus. O que parece viver fora de Deus é simplesmente ilusão. Se desejarmos conhecer a verdade, devemos conhece-la à luz de Deus e não à luz falsa e enganadora da especulação intelectual. A união com a luz é o único caminho para chegar ao conhecimento perfeito da verdade. Como são bem poucos os que conhecem essa senda.
O mundo zomba e ri dos que por ela caminham, porque não conhece a verdade, está cheio de ilusões, cego ante a sua luz. O primeiro sinal de que desponta a aurora da sabedoria é calar-nos e permanecermos tranquilos, impassíveis, ante o riso dos néscios, o desprezo dos ignorantes, o desdém dos orgulhosos. Uma vez conhecida, a verdade será capaz de resistir ao escrutínio intelectual mais severo e aos ataques da lógica mais potente. Podem ser abaladas e transtornadas as inteligências dos que, pressentindo a verdade, não a conhecem, mas os que sabem e a compreendem, permanecem firmes como rocha. Enquanto buscarmos a gratificação dos sentidos ou a satisfação da curiosidade, não encontraremos a verdade. Para encontrá-la temos de entrar no Reino de Deus. Então, descerá sobre a nossa inteligência.
Para alcança-la não é preciso que torturemos o corpo ou que arruinemos os nervos. É indispensável crer em certas verdades fundamentais, intuitivamente percebidas por todo aquele que não tem a inteligência pervertida. Tais verdades fundamentais são: a existência de um Deus universal, origem de todo o bem, e a imortalidade da alma humana. Possuindo o ser humano faculdade de raciocínio, tem o direito e o dever de usá-la, mas nunca em oposição à lei do bem, à lei do amor divino, à lei da ordem e da harmonia. Não deve profanar os naturais dons que Deus lhe deu; antes, deve considerar todas as coisas como dons divinos, a si mesmo como um templo vivente de Deus e, seu corpo como um instrumento para manifestação do divino poder.
Um ser humano separado de Deus é coisa inconcebível posto que a natureza inteira é simples manifestação de Deus. Se a luz do Sol nos ilumina não é por obra nossa, é porque procede do Sol; se nos ocultarmos do Sol a luz desaparece.
Assim também, Deus é o Sol do espírito; devemos permanecer iluminados por seus raios, gozar do seu influxo e exortar os outros a entrar na Luz. Não existe mal nenhum em procurar conhecer essa Luz intelectualmente, se para tal a vontade se dirige. Contudo, se a vontade for atraída por uma luz falsa, tomada pela do Sol, sem dúvida cairemos em erro.
Existe uma relação definida e exata entre todas as coisas e sua causa. Mesmo nesta vida, pode o ser humano chegar ao conhecimento dessas relações e aprender a conhecer-se. O mundo em que vivemos é um mundo de fenômenos ilusórios. Tudo o que se toma por real, assim parece enquanto duram certas condições ou relações entre aquele que percebe e o objeto de sua percepção. O que percebemos não depende tanto das coisas em si quanto das condições do próprio organismo. Se a nossa organização fosse diferente, cada coisa seria percebida sob um aspecto também diferente. Quando aprendemos integralmente essa verdade e discernimos o real do ilusório, podemos entrar no reino da sublime ciência, assistidos pela luz do espírito divino. Os mistérios desta transcendental ciência, que abraça todos os mistérios da natureza, são os seguintes:
— Se, de coração puro, desejas a verdade, encontrá-la-ás. Mas, se tuas intenções são egoístas, afasta estas cartas. Não serás capaz de compreende-las nem te prestarão o menor benefício.
Os mistérios da natureza são sagrados. O malvado não os pode compreender. Se, todavia, conseguir descobri-los, sua luz converter-se-á em fogo consumidor de sua alma e o aniquilará.
CARTA III – VERDADE ABSOLUTA E RELATIVA
Toda a ciência do mundo se funda na hipótese de que as coisas são como parecem ser. Contudo, pouco é preciso pensar para compreender o erro da suposição, visto que a aparência das coisas não depende somente do que são em si, mas também de nossa própria organização, da constituição de nossas faculdades perceptivas.
O maior obstáculo que, no caminho do progresso, encontra o estudante das ciências ocultas, é a crença errônea de que as coisas são o que parecem ser. A menos que possa sobrepor-se a esse erro e considerar as coisas não sob o mero ponto de vista de sua limitada pessoa, mas relativamente ao Infinito e ao Absoluto, não poderá conhecer a absoluta verdade.
— Antes de prosseguir nas instruções sobre o modo prático de te aproximares da luz, será necessário que radiques, com toda a energia, em tua Mente, que todos os fenômenos são ilusórios. O que o ser humano conhece do mundo externo chegou à sua consciência através dos sentidos. Comparando, umas com as outras, as impressões repetidamente recebidas, e tomando o resultado, o que julga conhecer, corno base de especulação sobre o que não conhece, pode formar certas opiniões sobre causas que transcendam o seu poder de percepção sensitiva. Tais juízos serão válidos para si e para aqueles que tenham idêntica estruturação. Para os demais seres, que tenham organização por completo diferente da sua, esses argumentos e especulações lógicos não têm nenhum valor. É de esperar que possam existir no universo incalculáveis milhões de seres de organização superior ou inferior à nossa, mas completamente distinta, que percebam as coisas sob aspectos muito diferentes. Semelhantes seres, ainda que vivam neste mundo podem, contudo, nada conhecer dele, para nós o único concebível. Podemos, também, nada saber, intelectualmente, acerca do seu mundo, apesar de ser uno e idêntico com o nosso.
Para compreender o seu mundo, necessitamos de suficiente energia que arroje todos os erros e preocupações herdadas e adquiridas. Devemos elevar-nos a um nível superior ao do eu inferior, ainda preso ao mundo sensorial por milhares de cadeias, e atingir mentalmente o lugar onde possamos contemplar o mundo sob um aspecto superior. Devemos morrer, por assim dizer, ou antes, devemos viver inconscientes da nossa existência pessoa1, até podermos adquirir a consciência da vida superior e olhar ao mundo sob o ângulo de visão de um Deus.
A ciência moderna é somente conhecimento relativo, o que equivale a dizer que os nossos sistemas científicos ensinam unicamente as relações existentes entre as coisas externas e mutáveis e essa outra coisa, transitória e ilusória, a pessoa humana, mera aparência externa de uma atividade interna completamente desconhecida da ciência acadêmica. Os tão louvados e enaltecidos conhecimentos científicos são pura superficialidade, se referem, tão-só, a alguns dos infinitos aspectos da manifestação divina. A ignorância, ainda que ilustrada, julgando ser a sua maneira especial de considerar o mundo dos fenômenos a única verdadeira, se agarra desesperadamente a essas ilusões que toma por únicas realidades. Aos que distinguem as ilusões qualifica-os de sonhadores.
Enquanto a ciência se mantiver presa destas ilusões, não se elevará acima delas, continuará sendo ilusória e incapaz de transmitir o verdadeiro caráter da natureza. Em vão pedirá provas da existência de Deus enquanto cerrar os olhos à Eterna Luz. Entenda-se, todavia, que não estamos pedindo à ciência moderna para se colocar no plano do Absoluto, porque, neste caso, deixaria de ser relativa para as coisas externas e não teria valor algum.
Admitiu-se que as cores não são realidades por si mesmas, mas produto de certo número de ondulações da luz, o que não impede a fabricação das cores e o seu útil emprego.
Análogos argumentos são aplicáveis às demais utilizações da ciência. Obviamente, não se pretende opô-los aos trabalhos de investigação da ciência, mas instruir aqueles que não encontrem satisfação no meio conhecimento superficial e externo e, se é possível, moderar a presunção dos que creem saber tudo e, escravos de suas ilusões, negam a existência do Eterno e do Real.
Não é o corpo físico que vê, ouve, respira, raciocina e pensa. É o ser humano interno, invisível, que o realiza por meio dos órgãos corporais. Não existe nenhuma razão para crer que o ser humano interno cessa de existir quando o corpo morre; pelo contrário, como adiante veremos, supor tal coisa seria insensatez.
Sem dúvida, se o ser humano interno, pela morte do organismo físico, perde o poder de receber impressões sensíveis do mundo externo e, perdendo o cérebro, perde o poder de pensar, certamente mudarão por completo as relações condicionadoras da sua permanência no mundo. Consequentemente as condições da sua nova existência serão totalmente distintas. Seu mundo não será o nosso mundo, considerando, todavia, que, no sentido absoluto da palavra, não há senão um só mundo.
Vemos, portanto, que pode coexistir com o nosso mundo um milhão de mundos diferentes, desde que exista um milhão de seres de constituições diferentes umas das outras. Por outras palavras, a natureza é uma só e pode se manifestar sob infinito número de aspectos. A cada uma das mudanças de nossa organização, observamos o mundo através de um prisma distinto. Ao morrer, entramos num mundo novo, notando que não é o mundo que muda, mas as nossas relações com ele.
Que sabe o mundo sobre a verdade absoluta? E nós, que realmente sabemos? Sol, Lua, Terra, fogo, ar, água: só os consideramos existentes em consequência de certo estado de nossa consciência que nos leva a crer que existem. A verdade absoluta não existe no reino dos fenômenos. Nem sequer nas matemáticas a encontramos, porque todas as suas regras e os seus princípios estão fundados em certas hipóteses respeitantes à grandeza e à extensão, já, por si, de caráter fenomênico. Mudem-se os conceitos fundamentais das matemáticas e o sistema inteiro será modificado.
Do mesmo modo se pode conceituar quanto à matéria, ao movimento e ao espaço. Tais palavras somente exprimem conceitos, formados sobre coisas inconcebíveis, dependentes do nosso estado de consciência.
Se olharmos a uma árvore, forma-se uma imagem em nossa Mente, o que equivale a dizer que entramos em certo estado de consciência que nos relaciona com um fenômeno de cuja inteira natureza nada sabemos, ao qual damos o nome de árvore. Para um ser organizado de modo distinto, talvez a nossa árvore seja inteiramente diferente, quiçá transparente e sem solidez material. E, assim, para milhares de seres diferentes, isto é, de constituições diversas umas das outras, parecerá ter outros tantos aspectos distintos. O Sol, outro exemplo, pode ser considerado simplesmente como uma bola de fogo. Mas um ser de compreensão superior poderá ver nele alguma coisa para nós indescritível, por carecermos das faculdades precisas para tal concepção e descrição. O ser humano externo guarda certa relação com o mundo externo e, como tal, nada mais pode conhecer do mundo do que essa relação externa.
Algumas pessoas podem objetar que o ser humano deve se contentar com aqueles conhecimentos e não tentar aprofundá-los. Isso equivaleria a privá-lo de todo o progresso ulterior e condená-lo a permanecer preso da ignorância e do erro.
A ciência que depende de ilusões externas é uma ciência ilusória. O aspecto externo das coisas é produto da atividade interior. Se essa atividade não for conhecida, o fenômeno externo não poderá ser compreendido. O ser humano real, interno, residente na forma externa, mantém certas relações com a atividade interna do Cosmos não menos estritas e definidas do que as relações existentes entre o ser humano interno e a natureza externa. Se o ser humano não conhecer as relações que o ligam àquele poder interno, por outras palavras, que o ligam a Deus, não compreenderá a própria natureza divina e não atingirá, jamais, o verdadeiro conhecimento de si mesmo. O único e verdadeiro objetivo da verdadeira religião e da verdadeira ciência deve ser ensinar ao ser humano a relação entre si e o infinito todo e a se elevar àquele exaltado plano de existência para o qual foi criado.
Pelo falo de um ser humano ter nascido em certa casa ou em certa cidade não se conclui que tenha de permanecer ali toda a vida. Do mesmo modo, certa condição física, moral e intelectual não impõe a necessidade de ficar sempre em tal estado, nem que não faça nenhum esforço por se elevar a maiores alturas. A mais sabida de todas as ciências tem por finalidade o mais elevado de todos os conhecimentos. Não pode existir objetivo mais sublime nem mais digno de ser conhecido que a causa universal do bem. Deus é o objetivo mais elevado dos conhecimentos humanos; nada podemos saber Dele, fora da Sua manifestação ativa em nós próprios. Obter o conhecimento do eu equivale a obter o conhecimento do princípio divino que habita em nós ou, por outras palavras, o conhecimento do próprio eu depois que ascendeu ao divino.
O eu interno e divino reconhecerá, por assim dizer, as relações existentes entre si e o princípio divino no universo, se permitido é falar de relações entre duas coisas que não são duas, mas uma só e idêntica. Mais corretamente deveríamos dizer: o conhecimento espiritual, no ser humano, se realiza quando Deus nele expressa sua própria divindade.
Todo poder, quer pertença ao corpo, à alma ou ao princípio inteligente, nasce do centro, do espírito. Ver, sentir, ouvir e perceber são capacidades dos sentidos que o ser humano deve à atividade espiritual. Na maior parte dos seres humanos, despertou somente a potência intelectual que pôs em atividade os sentidos. Mas, há pessoas excepcionais que desenvolveram essa atividade espiritual em grau muito maior e expandiram extraordinariamente suas faculdades internas de percepção. Tais pessoas podem perceber realidades imperceptíveis para os demais e pôr em exercício poderes que os restantes mortais não possuem. Se os pretensos sábios encontram pessoas dessa natureza, geralmente consideram-nas enfermas de corpo, vítimas de uma condição patológica.
Todos os dias a experiência demonstra que a ciência do exterior, da superfície, ignora quase inteiramente as leis fundamentais da natureza, porque, continuamente e equivocadamente, toma as causas por efeitos e os efeitos por causas. Com igual razão e a mesma lógica se, num rebanho de carneiros, um obtivesse a faculdade de falar como ser humano, poderiam os restantes considerar o companheiro enfermo e se ocupar de sua condição patológica. A sabedoria parece loucura para o louco. Para o cego, a luz não se distingue das trevas. Para o vicioso, a virtude é como o vício e o falso diz que a verdade não vale mais que o embuste. Vemos, pois, que o ser humano percebe as cousas pelo que imagina e não pelo que são.
Assim, tudo a que chamam bom ou mau, verdadeiro ou falso, útil ou inútil, tem sentido relativo. E a conceituação difere, ainda, de um para outro, de acordo com as distintas opiniões, objetivos ou aspirações. Consequência: onde começa a linguagem nasce a confusão, porque diferem as constituições humanas, donde resulta, em cada um, uma concepção das coisas distinta das concepções dos outros.
Isto é verdadeiro já nos assuntos comuns, mas se evidencia muito mais nas questões de ocultismo, do qual os seres humanos comuns só possuem ideias falsas. Não será aventuroso dizer que o simples enunciado de uma sentença de natureza oculta daria origem a disputas e a interpretações falsas.
As únicas verdades que se encontram fora de toda disputa são as verdades absolutas. Não precisam ser enunciadas porque são evidentes por si mesmas. Expressá-las pela linguagem equivale a dizer o que todo o mundo sabe e ninguém põe em dúvida.
Dizer, por exemplo, que Deus é a causa de todo o bem equivale, simplesmente, a simbolizar a origem desconhecida de todo bem com a palavra Deus. A verdade relativa respeita unicamente às personalidades transitórias dos seres humanos.
Só pode conhecer a Verdade no Absoluto aquele que, se sobrepondo à esfera do eu e do fenômeno, chega ao Real, eterno e imutável. Fazer isso é, em certo sentido, morrer para o mundo; o que é o mesmo que se desembaraçar por completo da noção do eu pessoal e ilusório e chegar a ser um com o Universal, onde não existe o mínimo sentido de separação.
Se estiveres disposto a morrer assim, podes penetrar no Santuário da Ciência Oculta.
Porém, se as ilusões do mundo, sobretudo a ilusão de tua existência pessoal, te atraem, buscarás em vão o conhecimento do que existe por si e independente de qualquer relação com coisas — é o eterno centro flamígero, o Pai, do qual só pode se aproximar: o Filho, a Luz, a Vida e a Verdade Supremas.
CARTA IV – A DOUTRINA SECRETA
Em seus fundamentos a Doutrina Secreta, fonte dos mais profundos mistérios do Universo, é tão simples que pode ser compreendida por um menino. Por ter essa simplicidade, dela desdenham os que suspiram pela complexidade e pelas ilusões. “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, o conhecimento prático desta verdade é tudo que se requer para entrar no templo onde se adquire a sabedoria divina.
Não poderemos conhecer a causa de todo bem se não nos aproximarmos dela; e não poderemos aproximar-nos dela se a não amarmos e se não formos, por amor, atraídos para ela. Não podemos amá-la sem que a sintamos e não podemos senti-la sem que exista em nós.
Para amar o bem precisamos ser bons. Para, sobre todas as coisas, amar o bem, deve o sentimento da verdade, da justiça, da harmonia, sobrepujar e absorver os outros sentimentos. Devemos deixar de viver no âmbito do eu pessoal, que é o mal, e começar a viver no divino da humanidade como num todo. Devemos amar o que é divino, tanto na humanidade como dentro de nós mesmos. Se alcançarmos esse estado supremo, de esquecimento do nosso ego intelectual e animal e de união com Deus, não haverá na terra ou nos céus nenhum segredo inacessível.
Conhecer Deus, o que é? É o conhecimento do bem e do mal. Deus é a causa de todo bem e o bem é a origem do mal. O mal é a reação do bem, no mesmo sentido em que as trevas são a reação da luz. O fogo divino de que procede a luz não é causa da obscuridade, mas a luz que irradia do centro flamígero não pode chegar a se manifestar sem a presença das trevas. Sem a presença da luz as trevas seriam desconhecidas.
Por conseguinte, há dois princípios: o do bem e o do mal, partindo ambos da mesma raiz, destituída de mal. Nesta raiz só existe o inconcebível bem absoluto. O ser humano é um produto da manifestação do princípio do bem e unicamente no bem pode encontrar a felicidade, visto que a condição necessária de felicidade para cada ser é viver no âmbito a que a sua natureza pertença.
Os que nascem no bem são felizes no bem; os que nascem para o mal nada mais desejam que o mal. Os que nascem na luz buscarão a luz; os que pertencem às trevas buscam as trevas. Sendo o ser humano um filho da luz, não será feliz enquanto, em sua natureza, existir um resquício de trevas. O ser humano não encontrará a paz enquanto albergar, no íntimo, uma pequena mancha do mal.
A alma do ser humano é como um jardim onde se lançou um número infinito de sementes. Destas sementes podem surgir belas plantas e plantas disformes. O calor necessário para o seu crescimento vem do fogo que se chama vontade. Se a vontade é boa, desenvolverá plantas belas, se é má, plantas disformes. Logo, a finalidade principal da existência do ser humano na Terra é a purificação da vontade, cultivando-a para que se converta numa potência espiritual. O único meio para purificar a vontade é a ação. Para consegui-lo, as ações têm de ser boas até que o agir bem seja mera questão de hábito. E o hábito se estabelece quando na vontade não haja mais desejo de agir mal.
Que proveito terias em conhecer, intelectualmente, os mistérios da Trindade e o poder falar brilhantemente sobre os atributos do Logos, se no altar do teu coração não ardesse o fogo do amor divino e, nesse templo, não brilhasse a luz do Cristo? Se tua inteligência for abandonada pelo espírito, o dador da vida, se desvanecerá, perecerá, a não ser que a chama do amor espiritual arda em teu coração com a luz da consciência eterna.
Se não estás na posse do amor do bem, mais te vale permanecer sumido na ignorância; assim, pecarás ignorantemente e não serás responsável por teus atos. Mas aqueles que conhecem a verdade e a desprezam por má vontade, sofrerão; cometeram pecado contra a verdade santa e espiritual. O Rosacruz, em cujo coração arde o fogo do amor divino, está iluminado e inspirado por esse fogo e, por causa do mesmo amor, pratica ações nobres. Não necessita de mestre mortal algum que lhe ensine a verdade porque, penetrado do espírito de sabedoria, esse é o seu Mestre verdadeiro.
Todas as ciências e artes mundanas são mínimas e pueris ante a excelência desta sabedoria divina. A posse do saber do mundo não confere valor permanente, mas a da sabedoria divina é um valor eterno. Não pode existir sabedoria divina sem o amor divino. A sabedoria divina é a união do saber espiritual com o amor espiritual, de que resulta o poder espiritual. Aquele que não conhece o amor divino não conhece a Deus. Deus é amor fonte e o centro flamígero do amor. Por isso, foi dito que, ainda que penetrássemos todos os mistérios, fizéssemos boas obras, mas não possuíssemos o amor divino, nada disso nos aproveitaria. Pelo amor é que se pode conquistar a imortalidade.
Que é o amor? O amor é um poder universal que procede do Centro donde surgiu e se expandiu o Universo. No reino elementar, o amor age à maneira de força cega, chamada força de atração. No Reino vegetal obtém os rudimentos dos instintos que, no Reino animal tem completo desenvolvimento. Finalmente, no Reino humano se converte em paixão; essa, ou o impelirá para a fonte divina donde brotou ou, se for pervertida, conduzi-lo-á à destruição. No reino espiritual, o do ser humano regenerado, o amor se transforma em poder espiritual, consciente e vivo. Para a maior parte dos seres humanos o amor não é mais do que um sentimento. O amor verdadeiramente divino e poderoso é quase desconhecido da humanidade. O sentimento superficial a que chamam amor é um elemento semianimal, fraco, impotente, e, todavia, suficiente para guiar ou extraviar os seres humanos. Podemos amar ou deixar de amar uma coisa, mas o amor superficial não penetra, senão os extratos superficiais do objeto amado. A posse do amor divino não depende de escolha; é um dom do espírito que reside no interior; é um produto da evolução espiritual e só os que chegam a esse ponto podem possuí-la. Não é possível alguém conhecer esse amor se não alcança a consciência divina, mas o que a atinge sabe que é um poder que penetra tudo, brota do centro do coração e, tocando o coração do ente amado, atrai os germes do amor ali contidos. A esse amor espiritual chama, se te parece melhor, luz espiritual, pois é tudo isso e muito mais. Todos os poderes espirituais brotam de um centro eterno e ascendem à maneira do vértice duma pirâmide de muitos lados. A esse ponto, a esse poder, a esse centro, a essa luz, a essa vida, a esse Todo, chamamos Deus, a causa de todo o bem. essa palavra é um mero vocábulo sem significação para aqueles que O não entendem; aliás, nem sequer podem conceber Seu significado, porque não sentem nem conhecem a Deus em seus corações.
Como poderemos obter esse poder espiritual de amor, de boa vontade, de luz e de vida eterna? Não podemos amar uma coisa sem que saibamos que é boa; não podemos conhecer se uma coisa é boa ou má sem senti-la; não podemos senti-la sem que nos aproximemos dela e não podemos aproximar-nos se a não amamos. Assim, giraríamos, eternamente em círculo vicioso, sem nos acercarmos jamais da eterna verdade que, do centro do coração humano lança seus raios e, instintiva e inconscientemente, transforma o movimento circular em movimento espiral; se a Luz da Graça não conduzisse os seres humanos para aquele centro, mau grado as próprias inclinações.
Tem sido dito que a inclinação do ser humano para o mal é mais forte do que para o bem. Indubitavelmente, isto é certo; no estado presente de sua evolução as atividades e tendências animais são muito fortes. Os princípios espirituais mais elevados não se desenvolveram suficientemente para dar-lhe consciência de si. Contudo, se as inclinações animais são mais fortes que seus poderes espirituais, a luz eterna e divina que o atrai para o centro é muito poderosa. Se resiste ao poder do amor divino e prefere se dirigir ao mal, não deixará, contudo, de ser atraído, inconsciente e continuamente, para o centro do amor. Portanto, ainda que, em certo grau, seja vítima indefesa de poderes invisíveis, na medida em que faz uso de sua razão é, de certa maneira, um agente livre, livre relativamente, visto que só poderá ser completamente livre quando sua razão for perfeita. A razão se tornará perfeita quando vibrar uníssona e harmoniosamente com a razão divina e universal. Portanto, o ser humano só pode ser livre se obedecer à lei.
Só pode existir uma Razão Suprema, uma Lei Suprema, uma Sabedoria Suprema, noutros termos, UM DEUS. A palavra Deus significa o ponto culminante de tudo que é físico e espiritual. Significa o Centro único donde procedem todas as coisas, todas as atividades, todos os atributos, faculdades, funções e princípios que, por fim, ao mesmo Centro voltarão. O ser humano pode esperar a concretização de sua aspiração quando agir em harmonia com a lei universal. A teoria universalmente aceita da sobrevivência dos mais aptos e a verdade absoluta de que o forte suplantará o fraco, são tão certas no Reino animal como no reino espiritual. Uma gota de água não pode, por si, correr em sentido contrário ao da corrente de que participa. É o ser humano, em toda a sua vaidade e pretensão de sabedoria, mais do que uma gota de água no oceano da vida universal?
Para obedecer à lei precisamos aprender a conhecê-la. Mas, como pode alguém conhecer a lei pura e distingui-la da adulterada, a não ser no estudo da natureza espiritual, em seus aspectos internos e externos? Só um Livro existe que o aspirante ocultista precisa conhecer, livro em que se acha contida toda a Doutrina Secreta, com todos os mistérios conhecidos unicamente pelos iniciados. Tal livro nunca foi modificado ou erroneamente traduzido, nunca foi objeto de fraudes piedosas nem de interpretações absurdas. Está ao alcance de todos, tanto dos mais favorecidos de riquezas como dos mais pobres. Todos podem compreender sua linguagem, sem distinção de idioma ou de nacionalidade. Seu título é “M”, que significa “O Macrocosmos e o Microcosmos reunidos em um volume”. Para bem compreende-lo, importa lê-lo com os olhos da inteligência e com os do espírito. Se penetrarmos nas suas páginas só com a luz do cérebro, fria como a luz da Lua, as páginas parecerão mortas e ensinarão somente o que está impresso numa superfície. Mas, se a luz divina do amor irradia do coração, iluminará as páginas o os sete selos que fecham os capítulos se romperão, um após outro, serão erguidos os véus que os cobrem e conheceremos os mistérios divinos que jazem no santuário da Natureza.
Sem essa luz divina do amor é inútil tentar penetrar no desconhecido, onde permanecem os mais profundos mistérios. Os que estudam a natureza com a mera luz dos sentidos nada mais conhecerão do que uma máscara exterior. Em vão podem esperar que lhe ensinem os mistérios. Unicamente com a luz do espírito poderão ser compreendidos; razão de se dizer que a luz brilhou nas trevas e as trevas não a compreenderam.
A luz do espírito somente se encontra no íntimo. O ser humano só pode conhecer o que existe dentro de si; não pode ver nem ouvir nem perceber nenhuma coisa externa; só contempla as imagens e experimenta as sensações que, em sua consciência, produzem os objetos exteriores.
O que ao ser humano pertence é um resumo, uma imagem do universo. Ele é o Microcosmos da Natureza; nele se acha em germe, mais ou menos desenvolvido, tudo quanto a natureza contém. Nele residem Deus, Cristo e o Espírito Santo. Nele vivem a Trindade, os elementos dos Reinos Vegetal, Animal e espiritual; ele contém o Inferno e o Céu e o Purgatório: tudo está nele porque é a imagem de Deus e Deus é a causa de tudo que existe.
Nada existe que não seja manifestação de Deus e de que se não possa dizer, em certo sentido, que seja Deus ou a substância de Deus.
O Universo é a manifestação daquela Causa ou Poder interno a que os seres humanos chamam Deus. Para estudar as manifestações desse poder temos que estudar as impressões que produz em nosso íntimo. Nada se pode conhecer fora do que existe em nós. O estudo da natureza não é, nem pode ser, nada mais do que o estudo do eu, ou, por outras palavras, o estudo das impressões internas a que as causas externas deram lugar. Positivamente, o ser humano não pode, de maneira nenhuma, conhecer nada, a não ser o que vê, sente ou percebe na intimidade do seu ser; todos os conhecimentos sobre as coisas são meras especulações e suposições; podemos chamar-lhes verdades relativas.
Consequentemente, se não lhe é possível conhecer algo sobre as coisas fenomênicas, senão quando as veja, sinta ou perceba em si, como é possível saber das coisas internas que não sejam manifestadas em seu íntimo? Todos os que buscam um Deus no mundo externo, em vez de procura-lo em seus corações, em vão o procuram. Todos os que adoram um rei desconhecido na criação, enquanto fazem por abafar um rei recém-nascido em seus corações, adoram uma ilusão. Se aspiramos conhecer a Deus e obter a Sabedoria divina, devemos estudar a atividade do Divino Princípio em nossos corações. Devemos lhe escutar a voz com o ouvido da inteligência e ler as suas palavras com a luz do divino amor, porque o único Deus que o ser humano pode conhecer é o seu próprio Deus pessoal, uno com o Deus do Universo. Por outro modo dizendo, Deus universal entra em relação com o ser humano e alcança personalidade por meio do organismo a que chamamos ser humano. É assim que Deus se faz ser humano e o ser humano se transforma em Deus. Mas tal transformação se efetua apenas quando obtém o conhecimento perfeito do divino Ego ou, em termos diferentes, quando Deus se faz consciente de si mesmo e alcança, no ser humano, ciência de si mesmo.
Portanto, não pode haver sabedoria divina nem conhecimento do próprio Eu Divino senão depois que, encontrando o Eu Divino, o ser humano se faz sábio. Não sejam os especuladores da ciência e da teologia tão presumidos para dizer que encontraram o próprio Divino Ego. Se o tivessem encontrado estariam na posse de poderes divinos, desses que possuem os seres humanos “sobrenaturais”, quase desconhecidos entre a humanidade. Se os seres humanos encontrassem seus Divinos Egos, não precisariam de pregadores, nem de doutores, nem de mais livros, nem de outras instruções que as mutuadas do seu Deus interno. Porém, a sabedoria dos nossos sábios não é sabedoria de Deus; procede de livros, de fontes externas e falíveis. Convém saber que o sentimento do Ego, ao qual os seres humanos chamam seu próprio “eu”, não é o do Ego Divino, mas o do Ego animal ou intelectual em que sua consciência se concentra. Cada ser humano tem um grande e variado número destes egos ou “eu’s”. Deverão perecer e desaparecer todos, antes que o Eu Divino, universal e onipresente, possa vivificar a existência do ser humano. Ai dos seres humanos se conhecessem seus próprios “eu’s” animais e semianimais! A aparição enchê-lo-ia de horror. As qualidades predominantes na maioria dos seres humanos são a inveja, a cobiça, o sibaritismo, a ambição, etc. Estes são os poderes ou deuses que governam os seres humanos. A eles se aferram com amor e carinho como se fossem seus próprios “eu’s”. Tais egos, em cada alma de ser humano, assumem a forma que corresponde ao seu caráter (cada caráter corresponde a uma forma, produz uma forma). Estes “eu’s” ilusórios carecem de vida própria, se alimentam do princípio da vida em cada ser humano, vivem graças à sua vontade e se dissolvem com a vida do corpo ou pouco depois. Imortal, que existiu e existirá para sempre, é unicamente o espírito divino. No ser humano, os elementos perfeitos e puros, unidos ao espírito divino, continuarão vivendo.
Este Ego Divino não experimenta o sentimento de separação que tanto domina nossos “eu’s” inferiores; como o espaço, não estabelece distinção entre si e os demais seres humanos; se vê e a si mesmo se reconhece em todos os outros seres. Porém, vivendo e sentindo com os outros seres, não morre com eles, porque, sendo já perfeito, não requer transformações. esse é o Deus ou Brahma, somente reconhecível pelo que se tornou divino. É o Cristo, jamais compreendido pelo que leva em sua fronte o sinal da Besta, o Anticristo, símbolo do intelectualismo sem espiritualidade ou da ciência sem amor divino. Só pode ser conhecido pelo poder da fé verdadeira, essa espiritual sabedoria que penetra até ao centro ardente do amor existente no coração do Uno. esse centro do Amor, da Vida e da Luz é a origem de todos os poderes. Nele se contêm todos os germes e mistérios, fonte da revelação divina. Se encontrares a luz que irradia daquele centro não necessitarás de mais ensinos, achaste a vida eterna e a verdade absoluta.
O grande erro da nossa época intelectual é crerem os seres humanos que podem chegar ao conhecimento da verdade por meras especulações intelectuais, científicas, filosóficas ou teológicas, isto é, tão só pelo raciocínio. A teoria oculta deve ser conhecida, mas seria um mero conhecimento teórico, que não prestaria para nada, se não fosse confirmada, experimentada e realizada por meio da prática. Que aproveita ao ser humano falar muito sobre o amor e, como papagaio, repetir o que ouviu ou leu, se não sente em seu coração o poder divino do amor? De que lhe servirá falar sabiamente da sabedoria, se não é um sábio?
Ninguém chega a ser um bom músico, soldado ou estadista só pela leitura doa livros. O poder não se obtém por simples especulação, mas pela prática. Para conhecer o bem há que pensar e praticar o bem; para experimentar a sabedoria é preciso ser sábio. Amor que não encontre expressão em ações não obtém nenhuma força. Caridade que só exista na imaginação, será sempre imaginária, se não for expressa em atos. A toda a ação corresponde uma reação. Por isso, a prática das boas ações robustece o amor ao bem que, por sua vez, se manifestará em forma de novas boas ações.
Quem, não sabendo agir bem, age mal, é digno de compaixão; porém, quem sabe como agir bem e age mal, sabe intelectualmente que é digno de condenação. essa a razão porque é perigoso para os seres humanos receber instruções sobre a vida superior se a sua vontade é má. Depois de aprendermos a distinguir entre o bem e o mal, optar pelo caminho do mal torna-nos mais responsáveis que antes. Estas cartas não teriam sido escritas se não houvesse esperança de encontrar, entre os seus leitores, alguns que, além de compreenderem intelectualmente seu conteúdo, entrem resolutamente no caminho prático. A porta deste caminho é o conhecimento do Eu. Ela conduz à união com Deus e sua primeira consequência é o reconhecimento do princípio da Fraternidade Universal.
CARTA V – OS ADEPTOS
Em tua resposta à minha última carta, manifestaste a opinião de que o expoente de espiritualidade exigido pela nossa filosofia, e que combina o intelecto com a moral, é demasiadamente elevado para que o ser humano possa alcançá-lo. E duvidas que alguém alguma vez o alcançasse.
Permite dizer que muitos daqueles a quem a igreja cristã chama santos e muitos outros habitualmente conhecidos por pagãos, obtiveram aquele estado, alcançaram poderes espirituais e realizaram coisas extraordinárias a que é costume chamar milagres.
Se examinares a vida dos santos, acharás muitas coisas grotescas, fabulosas e falsas. Os que só conhecem as lendas conhecem pouco ou nada das leis misteriosas da natureza. Relatam fenômenos autênticos ou apócrifos, mas não podendo explicá-los, atribuem-lhes causas de sua própria invenção. Em todos esses escombros encontrarás uma parte de verdade, o que demonstra que a inteligência de pessoas sem ilustração pode ser iluminada pela Divina Sabedoria, se tais pessoas vivem santamente. Verás que, muitas vezes, frades e freiras pobres e ignorantes, segundo o mundo, sem nenhuma instrução, alcançaram tal sabedoria que foram consultados por papas e reis; e verás que, muitos deles, atingiram o poder de abandonar os Corpos físicos para, em Corpos sutis, visitar lugares distantes e aparecer em forma material em pontos remotos.
As ocorrências desta espécie foram tão numerosas que deixaram de parecer extraordinárias, e nem será necessário descrevê-las porque são todas já bastante conhecidas. Na vida de Santa Catarina de Sena, na de São Francisco Xavier[1] e nas de muitos outros santos encontrarás a descrição de semelhantes incidentes. A história profana também abunda em narrações referentes a homens e mulheres extraordinários. Limito-me a recordar-te a história de Joana d’Arc, que possuiu dons espirituais e a de Jacob Boehme, sapateiro inculto iluminado pela Sabedoria Divina.
Nada seria mais absurdo que disputar sobre semelhantes coisas com um cético ou um materialista. Equivaleria a discutir sobre a existência da luz com um cego de nascença. Nenhum tribunal de cegos pode falar sobre a existência ou não existência da luz e, não obstante, ela existiu e existe. Podemos dar aos cegos alguma ideia sobre a luz, mas não podemos provar-lhe cientificamente enquanto permanecerem cegos à razão e à lógica.
A “civilização moderna” a tal ponto tem degradado os conceitos sobre os valores que, para muita gente, todos os afãs se concentram no dinheiro como meio de satisfazer seus apetites, comodidades, afeições ou luxos. Tais pessoas não compreendem que se possa praticar algum ato fora da mira de enriquecer, comer, beber, dormir e gozar de todo o conforto da vida.
Não obstante, tais pessoas não são felizes, vivem inquietas e ansiosas, correndo atrás de ilusões que se desfazem ao tocá-las, ou que geram desejos mais violentos para outras ilusões.
Felizmente, há muitas pessoas em quem a Centelha Divina de espiritualidade não foi abafada pelo materialismo; algumas, até, converteram essa centelha em chama pelo sopro do Espírito Santo, sopro que ilumina as inteligências e de tal modo penetra os Corpos físicos que mesmo observadores superficiais se apercebem do caráter extraordinário dessas pessoas. Indivíduos desta natureza habitam em diversas partes do mundo e constituem uma Fraternidade pouco conhecida.
Nem é desejável que seja divulgada porque excitaria a inveja e a cólera dos ignorantes e dos malvados, pondo em atividade uma força hostil a si própria.
Todavia, como desejas conhecer a verdade não por mera curiosidade, mas pelo desejo de seguir o caminho, foi-me permitido dar-te as seguintes notícias[2]:
Os Irmãos de quem falamos vivem desconhecidos para o mundo. A história nada sabe deles, contudo, são os maiores da humanidade. Quando se converterem em pó os monumentos erigidos em honra dos conquistadores do mundo, e deixarem de existir os reinos e tronos, estes escolhidos ainda viverão. Tempo chegará em que os seres humanos abandonarão as ilusões e começarão a estimar o que é digno de apreço; então, os Irmãos serão conhecidos e apreciada a sua sabedoria.
Os nomes dos grandes da Terra estão escritos no pó, mas os nomes destes Filhos da Luz estão no Templo da eternidade. Farei que conheças estes Irmãos; poderás converter-te num deles. Iniciados nos mistérios da Religião, não pertencem a nenhuma sociedade secreta, como essas que profanam as coisas sagradas com cerimônias e pompas e cujos membros presumem de iniciados. Não, somente o Espírito de Deus pode iniciar o ser humano na Sabedoria Divina e iluminar sua inteligência. Só o Hierofante pode guiar o candidato para o altar onde arde o fogo divino, mas é o candidato que, por si, deve chegar ao altar. Quem deseja ser Iniciado deve se fazer digno de obter dons espirituais, deve beber na Fonte que a todos se oferece, mas que não mata a sede daqueles que a si mesmo se excluem.
Enquanto ateus, materialistas e céticos da moderna civilização falseiam a palavra filosofia e, aparentando celestial sabedoria, pontificam com as lucubrações dos próprios cérebros, os Irmãos, tranquilamente, iluminados por uma luz mais elevada, constroem, para o Eterno Espírito, um Templo que permanecerá, mesmo depois do desaparecimento dos mundos. Seu labor consiste no cultivo dos poderes da alma. O torvelinho do mundo e suas ilusões não os afetam; no livro misterioso da natureza leem as letras vivas de Deus. Reconhecem e gozam das harmonias divinas do universo. Enquanto os sábios do mundo reduzem a níveis intelectuais e morais o que é sagrado e exaltado, estes Irmãos se elevam ao plano da luz divina e nele encontram tudo quanto, na natureza, é bom, verdadeiro e justo.
Não se limitam a crer, conhecem a Verdade por contemplação espiritual ou Fé viva. Suas obras estão em harmonia com sua Fé: fazem o bem por amor do bem e sabem que é o bem. Sabem que um ser humano não pode se converter em verdadeiro Cristão só por abraçar certa crença. A conversão num Cristão verdadeiro significa se transformar num Cristo, se elevar acima da personalidade e consubstanciar, no seio do divino Ego, tudo que existe nos céus e na terra. É um estado inconcebível por quem nunca o alcançou. Significa uma condição em que o ser humano é, real e conscientemente, o templo onde reside, com todo seu poder, a Trindade Divina. Só nesta luz ou princípio, a que chamamos Cristo, que outros povos conhecem por outros nomes, podemos encontrar a verdade.
Entra nesta Luz e aprenderás a conhecer os Irmãos que nela vivem. É o santuário de todos os poderes e meios chamados sobrenaturais e proporciona a energia necessária para restabelecer a união que, em remotas eras, ligava o ser humano à Fonte Divina donde procede. Se os seres humanos conhecessem a dignidade das próprias almas e as possibilidades dos seus poderes latentes, só o desejo desse conhecimento os encheria de respeitoso temor. Deus é Uno e só existe uma verdade, uma ciência e um caminho para chegar a Ele. Dá-se a esse caminho o nome de Religião; portanto, só existe uma Religião, ainda que haja muitas confissões diferentes. O necessário para conhecer a Deus está, integralmente, na natureza. As verdades que a Religião pode ensinar existiram desde o princípio do mundo e existirão até que o mundo acabe. Em todas as nações desse Planeta brilhou sempre a luz, mas as trevas não a compreenderam. Em certas regiões a luz foi muito brilhante, noutras, menos: brilhou sempre proporcionalmente à capacidade receptiva do povo e à pureza de sua vontade. Todas as vezes que encontrou grande acolhimento, apareceu com dilatado resplendor e os seres humanos capacitados perceberam-na mais claramente. A verdade é universal, não pode ser monopolizada por ninguém.
Os mistérios mais augustos da Religião, tais como a Trindade, a Queda da Mônada[3] humana, sua Redenção pelo amor, etc., se encontram tanto nos sistemas antigos de Religião como nos modernos. Conhecê-los é conhecer o Universo, é conhecer a Ciência Universal, ciência infinitamente superior a todas as ciências materiais do mundo. Se for certo que estas examinam algumas particularidades, alguns detalhes da existência, não locam, porém, as grandes verdades universais que são o fundamento da existência, até com desprezo tratam semelhantes conhecimentos porque seus olhos estão fechados à luz do espírito.
As coisas externas podem ser examinadas com a luz externa; as especulações intelectuais requerem a luz da inteligência, mas a percepção das verdades espirituais precisa da luz do espírito. Uma luz intelectual, sem a iluminação espiritual, conduzirá os seres humanos ao erro.
Os que desejam conhecer as verdades espirituais devem buscar a luz no seu íntimo e não em qualquer espécie de fórmulas ou cerimônias externas. Quando tiverem encontrado Cristo dentro de si serão Cristãos. Era essa a Religião prática, a ciência e o saber dos antigos sábios, muito tempo antes de aparecer o Cristianismo. Era também a Religião prática dos primitivos Cristãos que, como verdadeiros Discípulos de Cristo, estavam espiritualmente iluminados.
À medida que o Cristianismo se difundia, as interpretações falsas foram suplantando a verdadeira doutrina e os símbolos sagrados perderam sua real significação. As organizações eclesiásticas inventaram ritos e cerimônias e a fraude e um mórbido misticismo usurparam o trono da Religião e da verdade. Os seres humanos destronaram Deus para se assentarem no seu trono. A ciência de tais seres humanos não é sabedoria. Suas experiências não vão além das sensações Corporais. Sua lógica se funda em argumentos falsos. Jamais conheceram as relações do ser humano finito com o Espírito Infinito. Arrogam-se poderes divinos que não possuem e induzem os seus semelhantes a buscar neles a luz que só irradia do divino Ego; e, assim, os enganam com esperanças vãs ou sugerem falsas seguranças que conduzem à perdição.
Eis aí as consequências do poder material acumulado pelas modernas igrejas. Que demonstra a história? Que o aumento do poder material de uma igreja diminui o seu poder espiritual. Ela não pode dizer: “Não possuo ouro nem prata”, nem ao enfermo: “levanta-te e caminha”!
Se não for infundida nova vida nos antigos sistemas religiosos, sua decadência é certa. Sua ineficácia está patente na difusão universal do materialismo, do ceticismo e da libertinagem. Não pode se reavivar a Religião, aumentando o poder e a autoridade material do clero.
O poder central que dá vida e movimento a todas as coisas é o Amor. Uma Religião só pode ser forte e verdadeira quando vivificada pelo Amor. A Religião que se fundasse no Amor universal conteria os elementos de uma Religião universal.
Se o princípio de amor não for praticamente reconhecido pela igreja, não haverá nela verdadeiros Cristãos nem adeptos, e os poderes espirituais que o clero pretende possuir só existirão em sua imaginação. Cesse o clero das distintas denominações de excitar o espírito de intolerância, desista de convidar o povo à guerra e ao sangue, às disputas e questões. Reconheça que todos os seres humanos, de qualquer nacionalidade, professem a Religião que professarem, têm uma origem comum e os aguarda o mesmo destino, todos são fundamentalmente idênticos, diferindo uns dos outros apenas em condições externas. Quando as igrejas pensarem mais no interesse da humanidade do que nos seus interesses temporais, então e só então, reconquistarão seus poderes internos e formarão santos e adeptos.
Outra vez obterão dons espirituais; os fatos milagrosos se repetirão e serão mais apropriados do que todas as especulações teológicas para convencer a humanidade de que, além do reino sensível da ilusão material, existe um poder supremo, universal e divino que diviniza os que se identificam com esse poder. A verdadeira Religião consiste no reconhecimento de Deus, mas Deus só pode ser reconhecido por meio de sua manifestação. Ainda que toda a natureza seja uma manifestação de Deus, o grau mais alto desta manifestação é a divindade no ser humano. Unir o ser humano com Deus, fazer todos os seres humanos divinos, eis o objetivo final da Religião. Reconhecer a divindade em todos é o meio para atingir aquele fim.
O reconhecimento de Deus significa o reconhecimento do princípio universal de amor divino. Quem reconhece plenamente esse princípio abre os sentidos internos e a Mente à iluminação da Sabedoria Divina. Quando todos os seres humanos tiverem chegado a esse cume, a luz do espírito iluminará o mundo, assim como, agora, o ilumina a luz do Sol. Então, o saber substituirá a dúvida, a fé substituirá a crença e o amor universal reinará em vez do amor pessoal. A majestade de Deus Universal e a harmonia de Suas leis serão reconhecidas na natureza e no ser humano. E nas joias que adornam o trono do Eterno, joias que os Adeptos conhecem, resplandecerá a luz do Espírito.
CARTA VI – EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
A natureza tem inumeráveis mistérios que o ser humano deseja descobrir. Estão errados os que acreditam na existência de sociedades possuidoras de segredos determinados que, se quisessem, poderiam comunicar a outras pessoas não evoluídas espiritualmente. O ser humano que, por meio de favores, pretenda obter o saber verdadeiro, esse que se consegue pelo desenvolvimento espiritual, deixará de se esforçar no adiantamento e, ao aderir a sociedades secretas na esperança de obtê-lo gratuitamente, sofrerá total desengano.
No verão de 1787, estando eu sentado num banco de jardim, próximo a um castelo em Munique[4], pensava profundamente nesse assunto. Um estrangeiro, de aspecto digno e respeitável, vestido sem a menor pretensão, passeava por uma das áreas do jardim. Diria-se que a tranquilidade suprema de sua alma se refletia em seus olhos. Tinha cabelos grisalhos e o olhar tão bondoso que, ao passar diante de mim, instintivamente levei a mão ao chapéu. Ele também me saudou amavelmente.
Senti um impulso de segui-lo e falar-lhe, mas não tendo a menor desculpa para fazê-lo, contive-me. O estrangeiro desapareceu, mas no dia seguinte, mais ou menos à mesma hora, tendo eu voltado ao mesmo lugar na esperança de encontrá-lo, ali estava ele sentado num banco, lendo um livro. Não me atrevendo a interrompê-lo, passeei pelo jardim durante algum tempo. Quando voltei, o estrangeiro já não estava, mas tinha deixado um livro em cima do banco. Apressei-me a tomá-lo, esperando ter oportunidade de devolvê-lo e, com isso, ocasião para conhecer o distinto personagem. Olhei o livro, mas nada pude ler porque estava escrito em caracteres caldáicos. Só na página do título eslava escrita, em latim, uma breve sentença que dizia assim: “Aquele que se levanta cedo em busca da sabedoria, não precisa ir muito longe, encontra-a sentada defronte da sua porta”.
Os caracteres do livro eram muito formosos, de um vermelho muito brilhante, a encadernação de um azul magnífico, com fechos de ouro. O papel finíssimo, branco, parecia emitir todas as cores do arco íris, à maneira de nácar[5]. Uma fragrância esquisita penetrava as folhas daquele livro.
Durante três dias consecutivos, às doze horas, fui àquele lugar, na esperança, em vão de encontrar o estrangeiro. Por fim, descrevendo o cavalheiro a um dos guardas, soube que era visto com frequência, às quatro da manhã, passeando à beira do Isar[6], perto de uma linda pequena cascata, num sítio chamado “O Praler”. Indo ali, no dia seguinte, fiquei surpreendido ao vê-lo a ler outro livro, parecido com o que eu encontrara.
Acerquei-me para devolver-lhe o livro, explicando como tinha chegado às minhas mãos, mas ele pediu que o aceitasse e o considerasse como presente de um amigo desconhecido. Ao retorquir que não podia ler o seu conteúdo, excetuando os dizeres da primeira página, respondeu que tudo quanto dizia o livro se referia ao que aquela sentença expressava. Pedi-lhe que me explicasse e o estrangeiro, ao longo do passeio que, por algum tempo, demos pela margem do rio, contou-me muitas coisas importantes sobre as leis da natureza. Tinha viajado muito e possuía um verdadeiro tesouro de experiências. Ao nascer do Sol disse: “Vou mostrar-lhe algo curioso”, e sacou do bolso um pequeno frasco deitando na água algumas gotas do seu conteúdo. Imediatamente as águas do rio começaram a brilhar com todas as cores do arco-íris, até uma distância de mais de trinta pés[7] da margem. Alguns trabalhadores das imediações se aproximaram para contemplar o fenômeno. A um deles, que estava enfermo, padecendo de reumatismo, o estrangeiro deu algum dinheiro e certos conselhos, assegurando-lhe que, se os seguisse, em três dias estaria bom. O operário agradeceu, mas o estrangeiro respondeu-lhe: “Não me agradeça, mas sim ao poder onipotente do bem”.
Ao entrarmos na cidade, convidou-me para um novo encontro, no dia seguinte, mas sem declinar o nome nem o lugar de sua residência. Encontrei-o no dia seguinte e dele soube coisas de tal natureza, que ultrapassaram tudo quanto podia imaginar acerca dos mistérios da Natureza. Todas as vezes que me falava das grandezas da criação parecia estar possuído de um fogo sobrenatural.
Senti-me confuso e deprimido ante tão superior sabedoria e maravilhava-me ao pensar em como podia ter adquirido esses conhecimentos. O estrangeiro, lendo meus pensamentos, disse: “Vejo que ainda não vos decidistes a respeito da espécie de ser humano em que qualificar-me, mas asseguro-vos que não pertenço a nenhuma sociedade secreta, embora conheça os segredos de todas as sociedades semelhantes. Amanhã vos darei mais explicações, agora tenho várias coisas que fazer.
— Tendes negócios, perguntei, desempenhais algum cargo público?
— Querido amigo, respondeu-me o estrangeiro, quem é bom encontra sempre em que ocupar-se, e fazer o bem é o emprego mais alto que o ser humano pode desempenhar.
Dito isto, partiu e não o vi mais durante quatro dias. No quinto chamou-me pelo nome às quatro da manhã, pela janela do meu quarto e convidou-me para um passeio. Levantei-me, vesti-me e saímos. Contou-me, então, algumas coisas sobre a sua vida passada e, entre elas, que, por volta dos 25 anos, travara conhecimento com um estrangeiro que lhe ensinou muitas coisas, e lhe ofereceu um manuscrito que continha ensinos notáveis. Mostrou-me o manuscrito e o lemos juntos.
Eis aqui alguns extratos do mesmo:
“Novas ruínas descobertas do Templo de Salomão – Assim como a imagem de um objeto pode ser vista na água, do mesmo modo os corações dos seres humanos podem ser vistos pelos sábios. Deus te bendiz, filho meu, e te permite publicar o que digo para que, assim, aos seres humanos sejas benéfico. Filius Vitis (Filho da Vida), um dos Irmãos mostrou-me o caminho para os mistérios da natureza, mas durante largo tempo absorvi-me nas ilusões que flutuam nas margens desse caminho. Finalmente, convenci-me da inutilidade de semelhantes ilusões e abri meu coração de novo aos cálidos raios do amor divino, do grande Sol espiritual”.
“Então, reconheci a verdade: que a posse da sabedoria divina tem mais valor do que a posse de tudo mais; que o saber humano nada vale, e o próprio ser humano nada é se não se converte em instrumento para a sabedoria divina. essa sabedoria, desconhecida para o sábio do mundo, é conhecida por algumas pessoas. Oceanos separam o país dos sábios daqueles onde moram os néscios. Tal país não será descoberto, enquanto os seres humanos não acostumarem os olhos à radiação da luz divina. Ali, no Templo da Sabedoria, há uma inscrição que diz: ‘Este templo é sagrado pela contemplação das divinas manifestações na natureza’”.
“Sem verdade não há nenhuma sabedoria, nem existe verdade sem bondade. A bondade raramente se encontra no mundo. Por isso, frequentemente, as verdades e a sabedoria do mundo não são mais do que loucuras”.
“Estamos livres de preocupações e, com os braços abertos, recebemos os que vêm até nós trazendo o selo da divindade. A ninguém perguntamos se é judeu ou pagão. Tudo quanto exigimos é que se mantenha fiel à sua humanidade. O amor é o traço de união entre nós, e por ele trabalhamos em prol da humanidade. Conhecemo-nos uns aos outros pelas obras, e quem possui mais elevada sabedoria é o maior entre nós. Nenhum ser humano pode receber mais do que merece. O amor divino e a ciência são-lhe dados proporcionalmente à sua capacidade para amar e para saber”.
“A fraternidade dos sábios é eterna e absoluta. O Sol da verdade eterna ilumina o seu templo. O cristal é aquecido pelo Sol e esfria-se quando afastado da luz: do mesmo modo, quando a Mente do ser humano é penetrada pelo divino amor obtém sabedoria, porém, se se afasta da verdade, a sabedoria se extingue. As sociedades secretas e sectárias perderam a verdade e delas a sabedoria desapareceu. Amam aos que servem seus particulares interesses e empregam fórmulas e símbolos de que não compreendem a significação. De filhos que eram da luz, converteram-se em filhos das trevas. O Templo de Salomão, construído por seus antepassados, foi destruído, não existe dele pedra sobre pedra. A maior confusão reina em suas doutrinas. As colunas do Templo ruíram e, no lugar do Santuário, rastejam agora serpentes venenosas. Se desejas saber a verdade ou não do que digo, empunha o facho da razão e entra nas trevas. Contempla o trabalho das sociedades sectárias realizado no passado e no presente e só verás egoísmo, superstição, crueldade e assassínio”.
“O número dos seres humanos que vivem sumidos nas trevas é de milhões, mas o número dos sábios é pequeno. Vivem em diferentes partes do mundo, à grande distância uns dos outros, mas estão inseparavelmente unidos em espírito. Falam diversas línguas, mas todos se compreendem porque a língua dos sábios é espiritual. Opõem-se às trevas e ninguém mal-intencionado pode aproximar-se da luz, porque suas próprias trevas o destroem. Os seres humanos os desconhecem. Dia virá que movidos como por um impulso do dedo de Deus, num momento, destruirão a obra secular dos malvados. Não busques a luz nas trevas nem a sabedoria nos corações dos malvados. Se te aproximares da verdadeira luz, conhecê-la-ás e iluminará a tua alma”.
Estes são alguns extratos do manuscrito. Continha muitas notícias sobre os Irmãos da Cruz e da Rosa de Ouro. Não me é permitido falar de tudo quanto nele aprendi; em resumo, depreende-se que os verdadeiros Rosacruzes formam uma sociedade espiritual que nada tem a ver com as sociedades secretas do mundo. Não constituem uma sociedade, no sentido literal da palavra, porque não têm estatutos, nem regras, nem cerimônias, nem cargos, nem reuniões, nem nada do que estrutura as sociedades secretas. É certo grau de sabedoria que converte um ser humano em Rosacruz.
Porque é um Iniciado compreende praticamente o mistério da Cruz e da Rosa, a lei da evolução da Vida. Seu conhecimento prático transcende toda teoria e conhecimento intelectual. É inútil meditar sobre questões místicas que estão além do nosso horizonte mental. É inútil tentar penetrar nos mistérios espirituais antes de nos espiritualizarmos. O conhecimento prático supõe prática e só pode ser adquirido pela prática. Para obter poder espiritual é necessário praticar as virtudes espirituais da Fé, Esperança e Caridade. A única maneira de chegar a sábio é cumprir, durante a vida, seu dever. Amar a Deus em toda a humanidade e cumprir seu dever, eis a suprema sabedoria humana, emanada da Sabedoria Divina.
Na medida em que aumenta o amor e a sabedoria, aumenta o poder espiritual que eleva o coração e alarga o horizonte mental. Lenta e quase imperceptivelmente, abrem-se os sentidos internos, adquire-se maior capacidade receptiva e cada passo para o alto dilata o campo de visão. Dignas de lástima são as sociedades e as seitas que tentam obter o conhecimento das verdades espirituais por meio da especulação filosófica, sem a prática da verdade. Inúteis são as cerimônias, meras exterioridades, se não se compreender sua significação oculta. Uma cerimônia nada vale, é mera ilusão e impudor se não expressar um íntimo processo da alma. O símbolo, pelo contrário, é facilmente compreendido quando a íntima vivência é real. A incompreensão do significado dos símbolos e as consequentes disputas e diferenças de opiniões demonstram que as diversas seitas perderam o poder interno e possuem, unicamente, a forma morta.
A religião das seitas e sociedades secretas funda-se no amor e na admiração egoístas do eu pessoal. É certo que algumas pessoas generosas e desprendidas aí se encontram, mas a maioria espera obter benefícios, roga por sua salvação e age bem com mira em recompensas. Por isso, vemos o cristianismo dividido em centenas de sociedades, seitas e religiões diferentes, muitas detestando-se e procurando prejudicar-se umas às outras. Vemos o clero de todos os países ansioso de poder político e de servir os interesses da sua igreja. Perdeu de vista o Deus Universal da humanidade e colocou em Seu lugar o ídolo do eu pessoal. Pretende possuir poderes divinos e emprega sua influência na obtenção de benefícios materiais para a sua igreja. E, assim, o divino princípio de Verdade é prostituído todos os dias e todas as horas nas igrejas, convertidas em mercados. O templo da alma está ocupado por mercadores, o Espírito de Cristo está ausente.
Cristo – a Luz Universal do Logos Manifestado, a Vida e a Verdade – está em toda a parte, não pode ser encerrado numa igreja nem numa sociedade secreta. Sua igreja é o Universo e seu altar o coração de cada ser humano que recebe a sua luz.
O verdadeiro Discípulo de Cristo não sabe o que é desejo egoísta. Não se preocupa com o bem-estar de outra igreja que não seja aquela, suficientemente ampla, que possa conter a humanidade inteira, não lhe importando as diferentes opiniões. Nem se preocupa com a salvação pessoal e muito menos espera obtê-la à custa de outrem. Sentindo o amor imortal, sabe que ele próprio é imortal, reconhecendo que na consciência de Deus mergulham as raízes do seu Ego individual. O verdadeiro Filho da Luz harmoniza a vontade, o pensamento e o desejo com o Espírito Universal. Pôr o Ego receptivo à divina Luz, executar a sua Vontade e, deste modo, converter-se em instrumento do poder de Deus manifestado sobre a Terra, eis o único meio de adquirir a ciência espiritual e de tornar-se um Irmão da Cruz e da Rosa de Ouro.
CARTA VII – OS IRMÃOS
Não perguntes quem são os que escreveram estas cartas, julga-as pelos méritos que apresentam, considera não meramente as palavras, mas o espírito com que foram escritas.
Não nos move nenhum espírito egoísta. E a luz interna que nos instiga a agir, que nos impulsiona a escrever-te. As credenciais são as verdades que possuímos, verdades facilmente reconhecidas por aqueles que põem a verdade acima de tudo. Também a ti as revelaremos, na medida da tua capacidade para receber ou não o que dissermos.
A Sabedoria Divina não clama que a admitam; luz que brilha com eterna tranquilidade, espera pacientemente o dia em que seja reconhecida e aceita.
Nossa comunidade existiu desde o primeiro dia da criação e continuará existindo até ao último. É a sociedade dos Filhos da Luz. Seus membros conhecem a luz que brilha no interior e no exterior das trevas e a natureza do destino humano. Em sua Escola, o Mestre, a própria Sabedoria Divina, ensina aos que procuram a verdade pela verdade e não por qualquer benefício mundano. Os mistérios explicados nessa Escola reportam-se às coisas que é possível conhecer, relativas a Deus, à Natureza e ao ser humano. Todos os antigos sábios aprenderam em nossa Escola. Entre seus membros, alguns são habitantes de outros mundos, distintos deste. Esparsos pelo Universo, todavia estão ligados por um só Espírito. Entre eles não há diferença de opiniões. Estudam num só livro e, para todos, o método de estudo é o mesmo. essa Sociedade é composta de Escolhidos, dos que buscam a luz e podem recebê-la. O que possuí maior receptividade para a luz e o Chefe. O lugar de reunião e intuitivamente conhecido por cada membro e facilmente alcançado por todos, residam onde residirem. Está muito perto, mas tão oculto aos olhos do mundo que ninguém, a não ser um iniciado, pode encontrá-lo. Os que estão maduros podem entrar, mas os que estão verdes esperam.
A Ordem possui três graus: ao primeiro chega-se pelo poder da inspiração divina; ao segundo, pela iluminação interior e, ao terceiro, o mais elevado, pela contemplação e adoração.
Não existem entre nós disputas, nem controvérsias, nem especulações, nem sofismas, nem dúvidas, nem ceticismos. Aquele a quem se apresenta a melhor oportunidade para fazer o bem é o mais feliz. Estamos de posse dos maiores mistérios e, não obstante, não constituímos nenhuma sociedade secreta. Nossos segredos são um livro aberto para quem está disposto e apto. O segredo que mantemos não decorre de pouco desejo de ensinar, mas resulta da fraqueza dos que pedem os ensinamentos. Estes segredos não podem ser comprados por dinheiro nem demonstrados publicamente. Os corações despertados para estes poderes são capazes de receber a sabedoria e o amor fraternos e compreendem-nos. Aquele que despertou o fogo sagrado é feliz e está contente. Percebe a causa das misérias humanas e a necessidade inevitável do mal e dos sofrimentos. Sua visão clara compreende o fundamento de todos os sistemas religiosos, as verdades relativas que contêm e a instabilidade que os caracteriza, por falta, entre os seus membros, do verdadeiro saber.
A humanidade vive mergulhada num mundo de símbolos, incompreendidos pela maioria dos seres humanos. Mas aproxima-se o dia do reconhecimento do espírito vivente que encerram. Então, os sagrados mistérios serão revelados.
Perfeito conhecimento de Deus, perfeito conhecimento do ser humano, são as luzes que, no templo da verdade, iluminam o santuário da sabedoria. Fundamentalmente, só existe uma religião e uma fraternidade universais. Sob as formas, os sistemas e associações religiosos, jaz, somente, uma parte da verdade. São cascas, revelando verdades relativas do que representam e ocultam, mas necessárias aos que não podem ainda reconhecer a verdade invisível e informe representada pelos símbolos.
Ensinar a compreender, pouco a pouco, que a verdade ali existe, ainda que invisível, é cooperar no despertar da crença, base do desenvolvimento da fé e do conhecimento espirituais. Mas, se as formas externas de um sentimento religioso representam verdades ocultas não integradas no sistema, tais símbolos só representam coisas ridículas. Existem tantos erros nas formas como nas teorias porque, sendo infinita a verdade absoluta, não pode circunscrever-se a uma forma ou teoria limitadas. Os seres humanos, equivocadamente, tomaram a forma pelo espírito, o símbolo pela verdade e, deste equívoco, nasceram infinitos erros. Denunciá-los ou estabelecer ardentes controvérsias em nada os corrige; assim também, as atitudes hostis não corrigirão os que vivem no erro. As trevas não podem ser dissipadas ou combatidas com armas. A luz é que as afasta. Onde entra o saber a ignorância desaparece.
No presente século que começa aparecerá a luz. Coisas ocultas durante centúrias serão conhecidas, muitos véus serão levantados. Será mostrada a verdade que está para além da forma. A humanidade, como um todo, mais se aproximará de Deus.
Não podemos dizer-te, agora, por que isto virá neste século. Limitamo-nos a dizer que cada coisa tem seu tempo e seu lugar e que todas as coisas no Universo estão reguladas por uma lei de ordem e harmonia divinas. Primeiro veio o símbolo que ocultava a verdade; depois, a explicação do símbolo e, finalmente, a própria verdade será recebida e reconhecida. A árvore brota da semente, o símbolo, a síntese do seu inteiro caráter.
É nosso dever ajudar ao nascimento da verdade e abrir as cascas que cobrem a verdade, reavivando, por toda a parte, os hieróglifos mortos. Não são os poderes pessoais que nos permitem fazer isto, mas o poder da luz que, como seus instrumentos, opera em nós. Não pertencemos a nenhuma seita, não lemos ambições a satisfazer, não desejamos ser conhecidos, nem somos daqueles a quem desgosta o presente estado de coisas do mundo e desejariam governar para impor suas opiniões à humanidade. Não existe ninguém, partidarismo algum, que influa sobre nós, nem esperamos prêmio pessoal pelo nosso trabalho.
Possuímos uma Luz que nos abre os mistérios mais profundos da natureza e um Fogo que nos alimenta e permite agir em tudo que na natureza existe. Temos as chaves de todos os segredos e conhecemos os elos que unem o planeta a todos os mundos. Temos a ciência universal, que abraça todo o universo, cuja história começou com o primeiro dia da criação.
Possuímos todos os livros de sabedoria antiga. A natureza está sujeita à nossa vontade porque somos unos com o Espírito universal, a potência motriz do universo e a origem eterna da vida. Não precisamos ser informados nem pelos seres humanos nem pelos livros que escrevem porque conhecemos tudo que existe, lemo-lo nesse livro isento de erros, a natureza. Tudo se ensina em nossa Escola, é nossa Mestra a Luz que produziu todas as coisas.
Podemos falar-te das coisas mais maravilhosas, tão longe do alcance do filósofo mais erudito do nosso tempo como o Sol da terra. Todavia, estão para nós tão perto como a Luz está próxima do Espírito donde emana.
Não temos a intenção de excitar a tua curiosidade. Desejamos, sim, criar em ti a sede da sabedoria e a fome do amor fraterno, para que possas abrir teus olhos à luz e contemplar a verdade divina. Não nos cumpre aproximar-nos de ti para dar-te entendimento: o poder da própria verdade é que entra no coração, é o esposo divino da alma que chama à porta. E quantas almas rejeitam esse esposo, submersas nas ilusões da existência externa!
Desejas ser um membro da nossa Fraternidade? Desejas conhecer os Irmãos? Entra em teu coração, aprende a conhecer a divindade que se manifesta em tua alma.
Busca em ti o que é perfeito, imortal, permanente. Quando encontrares, entrarás em nossa confraria e conhecer-nos-ás. Tens que expulsar todas as impurezas antes de entrar em nosso círculo, imune a toda imperfeição. Todos os elementos mortais do teu íntimo deverão ser consumidos pelo fogo do amor divino. Deves ser batizado com a água da verdade e vestido da substância incorruptível originada dos pensamentos. O sensório interno deverá abrir-se à percepção das verdades espirituais e a mente aos clarões da sabedoria divina. Por estes meios, poderão desenvolver-se em tua alma elevados poderes. Com eles estarás apto a vencer o mal. Todo o teu ser será restaurado e transformado num ser luminoso, teu corpo servirá de mansão ao espírito divino.
Perguntas quais são as nossas doutrinas? Não tomamos a defesa de nenhuma. Fosse qual fosse a que te apresentássemos seria mera opinião duvidosa enquanto não te conheceres a ti mesmo. Interroga teu espírito divino, abre tua alma, teus sentidos, à compreensão do que te diz e certamente responderá às tuas perguntas.
Tudo que podemos fazer por ti é oferecer-te algumas teorias. Considera-as, examina-as e não creias nelas só porque procedem de nós. Devem servir-te de balizas e sinais durante tuas excursões pelo labirinto do exame próprio.
Uma das proposições que submetemos à tua ponderação é que a humanidade, como um todo, não será feliz enquanto não reviver no espírito da sabedoria divina e do amor fraternal. Quando isto for realidade, os regentes do mundo terão coroas de razão pura, os cetros serão amor e, ungidos do poder puro, poderão libertar os povos da superstição e das trevas. Então, com tal aperfeiçoamento, melhorarão as condições da humanidade, desaparecerão a pobreza, o crime e as enfermidades.
Outra sentença te apresentamos: os seres humanos seriam mais espirituais e mais inteligentes se a densidade das partículas materiais dos seus corpos não impedissem a ação do próprio espírito. Quanto mais grosseiramente vivem, quanto mais se deixam dominar pela sensualidade animal e semianimal, tanto menos podem alçar o pensamento às regiões superiores do mundo ideal e perceber as eternas realidades do espírito. Repara nas formas humanas que transitam pelas ruas, repletas de alimentos carnívoros, cheias de impurezas, com o selo da intemperança e da sensualidade impresso nos rostos — e pergunta a ti próprio se estarão em condições de nelas manifestar-se a sabedoria divina.
Também te dizemos: espírito é substância, é realidade; seus atributos são indestrutibilidade, impenetrabilidade e duração. Matéria é um agregado que produz a ilusão da forma, é divisível, penetrável, corruptível e está sujeita a mudanças contínuas.
O reino espiritual é um mundo indestrutível que existe agora e sempre. Cristo, o Logos, está no centro e seus habitantes são poderes conscientes e inteligentes.
O Mundo Físico é um mundo de ilusões, não pode conter a verdade absoluta. As causas que explicam o mundo externo são relativas e fenomênicas. esse mundo é, por assim dizer, uma pintura sombria, comparado ao mundo interno e real onde brilha a luz do espírito vivente que opera no interior e no exterior da matéria.
A inteligência inferior do ser humano toma as ideias do reino mutável do sensível e por isso, está sujeita à maior versatilidade. No entanto, a inteligência espiritual, ou intuição, um atributo do espírito é imutável e divino.
Quanto mais etéreas, refinadas, sutis, forem as partículas constituintes do organismo humano, mais facilmente serão penetradas pela luz da inteligência e da sabedoria espirituais.
Um sistema racional de educação deverá fundar-se no conhecimento da constituição física, psíquica e espiritual do ser humano. Será possível quando a constituição do ser humano for conhecida completamente e, acima de tudo, a sua essência, o espírito, não o seu espectro, a matéria. Os aspectos da constituição humana podem ser estudados por métodos externos, mas o conhecimento do seu organismo invisível só pode ser obtido pela introspecção, pelo estudo de si mesmo.
O conselho mais importante que temos a dar-te é, portanto,
CONHECE TEU PRÓPRIO EU.
As proposições anteriores são suficientes. Deves meditá-las, examiná-las à luz do espírito, até que recebas mais ensinamentos.
F I M
[1] N.T.: São Francisco Xavier podia praticar o que se conhece hoje com o nome de ubiquidade (ou bilocação) – abandonar os Corpos físicos para, em Corpos sutis, visitar lugares distantes e aparecer em forma material em pontos remotos – pois estando na Itália apareceu a Santo Antônio de Pádua, que se encontrava em Coimbra. Materializou-se em Roma para peregrinas franciscanas.
[2] O que segue foi extraído da carta original escrita por Karl von Eckartshausen, em Munich, cerca do ano de 1792.
[3] N.R.: Mónade, termo normalmente vertido por mónada ou mônada, é um conceito-chave na filosofia de Leibniz. No sistema filosófico deste autor, significa substância simples – do grego – que se traduz por “único”, “simples”. Como tal, faz parte dos compostos, sendo ela própria sem partes e, portanto, indissolúvel e indestrutível.
[4] N.R.: Munique (em alemão: München) é uma cidade da Alemanha, capital do estado alemão da Baviera, no sudeste do país.
[5] N.R.: Madrepérola ou nácar é uma substância, dura, irisada, rica em calcário, produzida por alguns moluscos.
[6] N.R.: é um rio na Baviera, Alemanha. É um afluente do Danúbio.
[7] N.R.: em torno de 9 metros.
As atividades dos Auxiliares Invisíveis são desenvolvidas continuamente durante incontáveis idades.
Eles pertencem a diferentes ondas de vida e de diversos graus de desenvolvimento.
O trabalho desses Auxiliares Invisíveis não é novo, mas está sendo realizado desde a criação de nosso Sistema Solar, há muito tempo.
Deus nos criou, a nós e à Terra sobre a qual vivemos, e Ele e outros Exaltados Seres têm estado ajudando-nos, a todo momento, em nossa jornada evolutiva.
Estamos em dívida com muitos Seres pela imensa quantidade de cuidado, proteção e guia que temos recebido em cada etapa do caminho.
A Bíblia dá uma boa ideia da ajuda dada à humanidade, durante parte de nossa história passada.
1. Para fazer download ou imprimir:
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Introdução – Capítulo I – O Caminho
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo X – O Renascimento é um Fato
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XIV – Os Pensamentos das Crianças moldam as Vidas Futuras delas Próprias
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XV – Como o Místico explica o que é um Gênio
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XVI – A Vida de um Auxiliar Invisível é Alegre ou Triste?
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XVII – Histórias Diversas sobre Atividades dos Auxiliares Invisíveis
Amber M. Tuttle – As Atividades dos Auxiliares Invisíveis – Capítulo XVIII – Os Anjos são Reais?
2. Para estudar no próprio site:
ATIVIDADES DOS AUXILIARES INVISÍVEIS
Por
Amber M. Tuttle
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, The Work of Invisible Helpers, editada por The Rosicrucian Fellowship
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Sobre a pintura da capa: nessa representação simbólica de um Auxiliar Invisível, pintado por Mary Hanscom em 1937, a artista retrata o Corpo Vital ou Corpo-Alma, como (de acordo com os Ensinamentos Rosacruzes) um Auxiliar Visível durante o dia funciona à noite, enquanto o Corpo Denso está se recuperando da atividade do dia. Na verdade, para a visão etérica, o Auxiliar Invisível aparece vestido com roupas usadas durante o dia.
O rosto do Auxiliar Invisível foi inspirado pela artista aos nove anos de idade. Uma expressão aureolada inundada de luz lhe causou uma impressão tão vívida que permaneceu em sua consciência.
As mãos do Auxiliar Invisível, abertas e estendidas, são simbólicas para o serviço.
A Lua Nova crescente significa o momento em que o Aspirante pode melhor avançar para a função de Auxiliar Invisível.
Os pássaros são colocados na figura para mostrar que as funções do Auxiliar Invisível são na Região Etérica do Mundo Físico da Terra.
Os querubins são indicativos de Egos por nascer e, portanto, simbolizam a doutrina do renascimento.
Conforme é dito no Ritual do Serviço de Cura da Fraternidade Rosacruz: “a rosa branca é um símbolo do coração do Auxiliar Invisível”.
Essa pintura está no Departamento de Cura da Fraternidade Rosacruz em Mt. Ecclesia, Oceanside, Califórnia, EUA.
(Texto retirado da Revista “Rays from Rose Cross” nov-dez/2002 – Revista cristã-esotérica criada por Max Heindel em junho de 1913)
PREFÁCIO
A finalidade desse livro é proporcionar informação oculta aos investigadores da verdade, que estejam buscando algo que lhes ajudem em sua vida diária, aqui e agora, e também indicar um caminho que lhes ajudará física, mental e espiritualmente. Aconselho um fervoroso estudo, que proporcionará felicidade duradoura a quem o leve a cabo.
Durante os últimos dez anos tenho estado recolhendo material para minhas conferências sobre filosofia. Compilei muito desse material neste livro oculto que ilustra a obra que os Auxiliares Invisíveis estão levando a cabo no mundo. O trabalho desses Auxiliares não é novo, mas está sendo realizado desde a criação de nosso sistema solar, há eras. Deus nos criou, a nós e à Terra sobre a qual vivemos, e Ele e outros Exaltados Seres têm estado ajudando-nos, a todo momento, em nossa jornada evolutiva. Estamos em dívida com muitos Seres pela imensa quantidade de cuidado, proteção e guia que temos recebido em cada etapa do caminho. A Bíblia dá uma boa ideia da ajuda dada à humanidade, durante parte de nossa história passada.
Hoje parece haver uma necessidade de extensa informação sobre os Auxiliares Invisíveis e seu trabalho com as pessoas de todas as partes. Necessitam-se muito mais Auxiliares para combater as forças do mal que operam hoje no mundo. Há muitas almas procuradoras que estão ansiosas por entender as razões subjacentes nas condições atuais, as quais gostariam de aportar seus serviços para ajudar aos seus próximos necessitados e com problemas na Terra.
Tenho tentado explicar fielmente muito dos ensinamentos ocultos e místicos, e recopilei muitas histórias do trabalho atual levado a cabo por um grupo de Auxiliares, que são Estudantes de uma escola preparatória para uma das Escolas de Mistérios Menores. Todas as Escolas de Mistérios estão sob a liderança direta de Jesus. Jesus e um grupo de Auxiliares Invisíveis, formado por Discípulos de Cristo, estão trabalhando com as diferentes igrejas. Eu só sou um Estudante muito humilde que tem sido o bastante afortunado para receber muita inspiração e ajuda de amigos, que aportaram a maior parte do conteúdo deste livro, que é uma coleção de histórias sobre o trabalho realizado pelos Auxiliares Invisíveis nos últimos tempos.
Desejo expressar meu agradecimento, pela ajuda recebida, a esses amigos que contribuíram com relatos e informação para este livro. Fui generosamente ajudado pela Fraternidade Rosacruz e pelos escritos de Max Heindel. Desejo agradecer à Senhora Heindel a permissão concedida para citar os trabalhos de seu marido. Também desejo expressar meu agradecimento a todos os que contribuíram de alguma maneira para a escrita e impressão deste livro.
Acredito que meus leitores acharão interessantes e educativos o material contido nas páginas seguintes. Sei que as histórias relatadas são corretas e confio em que em nenhum erro se haja deslizado nestes capítulos. Tive grande cuidado em ser tão veraz quanto possível no que disse. Usei esses relatos para ilustrar leis e verdades que foram explicadas mais amplamente nos escritos de Irmãos Leigos e Irmãs Leigas, em outros grandes livros. Tentei expor histórias que interessaram e entretiveram, ao mesmo tempo em que instruíram. Todas elas poderiam ser denominadas verdadeiros contos de fadas modernos.
Não rotule apressadamente esses relatos como irreais, porque qualquer amante da verdade pode investigar esses mesmos ensinamentos e, mediante um esforço honrado e sincero durante um certo número de anos, pode descobrir por si mesmo que há Auxiliares Invisíveis e que fazem esse tipo de trabalho para a humanidade.
O Caminho está aberto a todos e as oportunidades de serviço são muitas. Desejas ser um dos obreiros de Cristo Jesus, tanto no mundo de hoje como no de amanhã?
Isto nos recorda os versículos seguintes, do novo Testamento:
Então Ele disse a seus Discípulos: “a colheita realmente é abundante, mas os obreiros são poucos; roga, pois, ao dono dos campos semeados para que envie obreiros a seu campo” Mt 9:37-38.
Tem-se dito muitas vezes que não podemos obter algo do nada. Se desejarmos sabedoria, devemos buscá-la, trabalhar por ela e rogar por ela. Devemos esforçar-nos pacientemente pela sabedoria que aspiramos e, logo, devemos comunicá-la a outros que também andem procurando-a.
Amber M. Tuttle
PREFÁCIO
Capítulo 1 – O Caminho
Perto do final de seu ministério, Cristo Jesus disse a seus Discípulos que logo os deixaria, mas que lhes prepararia um lugar na casa de seu Pai e que Ele voltaria para recebê-los.
“Tomé lhe diz: ‘Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’. Diz-lhe Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim’”. (Jo 14:5-6).
Cristo Jesus quis dizer que devemos aceitá-lo e seguir seus passos para alcançar o Mundo de Deus, onde habita Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar. O primeiro que devemos fazer é aceitar a Cristo Jesus como nosso Senhor e Salvador. Devemos preparar-nos para poder entrar em contato conscientemente com os Grandes Seres nos Mundos superiores. Esses Exaltados Seres podem levar-nos até Deus quando tenhamos a preparação necessária. O propósito deste livro é ajudar-lhe em sua jornada evolutiva.
Consideremos primeiro o futuro imediato e vamos passo a passo. Vivendo uma boa vida, aqui e agora, e evitando os diversos perigos de nossa Terra, podemos preparar-nos para o Céu e evitar uma perda de tempo no Purgatório.
Então, quando renascermos, o faremos em melhores circunstâncias, poderemos continuar no caminho, fazer mais rápidos progressos e situar-nos para melhor servir a Deus, onde quer que estejamos. Não podemos avançar sozinhos. Precisamos ser ajudados pelos mais avançados no Caminho, mas nós também devemos ajudar aos outros na senda e socorrê-los em seu avanço. A vida é uma jornada desde o berço até a tumba e mais além e de novo ao berço; e assim, de vida em vida. Cada vida é como um dia na escola. Aprendemos umas poucas lições da vida, cada vez que regressamos à Terra e, a seu tempo, devemos tê-las aprendido todas; então estaremos preparados para conhecer a Deus.
Quando olhamos nossa Bíblia, percebemos que é uma história relativa a comunidades de pessoas que viveram sobre a Terra, desde o princípio do atual Período Terrestre. Os primeiros nove capítulos do Gênesis nos falam da vida na Terra antes e logo depois do dilúvio, que teve lugar quando o continente da Atlântida se submergiu. Posteriormente, Noé morreu e seus descendentes estabeleceram-se em diferentes partes da Terra.
Através de todo o Antigo Testamento, nos é mostrado como as nações floresceram e se fundiram, de acordo a como viveram. Quando obedeciam a Deus e eram boas, prosperavam e Deus as ajudava de muitas maneiras. Quando se negavam a obedecer a Deus e se tornavam cruéis e perversas, eram castigadas e suas vidas cortadas, ou eram tornadas cativadas por seus inimigos. Nos diz como morriam os malvados que não estavam preparados para encontrar-se com Deus e o que ocorria àqueles outros, que sim o estavam. Em alguns casos nos fala de como eram suas circunstâncias depois da morte.
Diz-se aos Estudantes dos Ensinamentos Ocultos e místicos que o Purgatório é um lugar muito real e que todos serão julgados depois da morte. Quando chega o momento da morte e nosso espírito abandona o corpo, cada um de nós é levado à Região Fronteiriça por um Auxiliar Invisível. A pessoa encarregada da Zona Fronteiriça dirá ao Anjo que nos leve à região inferior do Mundo do Desejo, para sermos purgados de nossos maus desejos e castigados por nossas más ações, ou que nos conduza ao Céu, onde poderemos desfrutar a recompensa pelas boas ações que tenhamos feito na Terra.
Será fácil, para qualquer um que esteja presente, ver se vivemos vidas boas ou não, pois nossos Corpos de Desejos assim o revelarão. Cada um de nós deveria se esforçar por construir um bonito Corpo de Desejos sem mancha nem defeito. Um Corpo de Desejos composto de delicados matizes de ouro, azul, rosa, verde claro, azul claro com traços de lilás e branco brilhante indica um Ego avançado, que viveu uma vida útil, como um auxiliar da humanidade.
Deveríamos nos preparar para o encontro com a morte enquanto gozamos de boa saúde. Se esperarmos até que nos surpreenda alguma enfermidade, pode ser muito tarde para fazer a necessária preparação. A morte pode vir de repente. Em nossos dias, milhares de pessoas morrem todo ano em acidentes de automóvel ou de outro tipo. Em tais casos, não há tempo para se preparar para a morte. Vamo-nos tal como somos, tanto se estamos prontos, como se não.
Há alguns anos, certo número de empregados de uma companhia elétrica planejou um dia de excursão. Subiram a bordo do barco Eastland com seus lanches, esperando desfrutar de um piquenique durante a travessia do Lago Michigan[1]. Nunca conseguiram sair do porto. O navio virou e afundou no lodo do rio, levando muitas pessoas à morte. Não tiveram tempo para se preparar para a morte. A morte veio de repente e suas vidas expiraram como chamas de velas. Naturalmente que os Egos dessas pessoas não morreram, mas passaram ao grande além, tanto se estavam prontos ou não para essa grande mudança.
Consideremos que diferença haverá se não estivermos preparados para a morte. São Lucas nos conta que Cristo Jesus falou a seus Discípulos de um homem rico que estava preparado para viver, mas não para morrer:
“Depois lhes disse: ‘Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens’. E contou-lhes uma parábola: ‘A terra de um rico produziu muito. Ele, então, refletia: ‘Que hei de fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Depois pensou: ‘Eis o que vou fazer: vou demolir meus celeiros, construir maiores, e lá hei de recolher todo o meu trigo e os meus bens. E direi à minha alma: Minha alma, tens uma quantidade de bens em reserva para muitos anos; repousa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus lhe diz: ‘Insensato, nessa mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão?’. Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus” (Lc 12:15-21).
O pintor Tissot[2] ilustrou muito bem essa história. Pintou a um avaro com uma bolsa de dinheiro e a um Anjo radiante, ou um Auxiliar Invisível, junto a ele. O Auxiliar Invisível vinha para levar o espírito do avaro ao Mundo do Desejo. Tal homem pode estar preparado para viver na Terra, mas não está preparado para morrer, porque seus tesouros estão na Terra e não no Céu. Um homem assim sofrerá no Mundo de Desejo, pois seus pensamentos têm estado centrados, toda sua vida, nas coisas materiais. Um homem materialista, provavelmente, terá poucos tesouros no Céu. Assim, quando finalmente chegue ao Primeiro Céu, terá pouco do que desfrutar e sua permanência ali será muito curta.
Consideremos a história do homem rico e de Lázaro. O rico não estava preparado para conhecer a Deus, mas Lázaro sim. Isto nos mostra a vantagem de viver uma vida boa e estar pronto para ir ao Céu em vez de ao Purgatório. A história é como segue:
Houve certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e tinha, a cada dia, esplêndidos banquetes.
Havia um certo mendigo chamado Lázaro, que estava jogado a sua porta, coberto de chagas e desejando se saciar com as migalhas que caíam da mesa do rico. Os cachorros vinham e lhe lambiam as chagas.
“Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos Anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, em meio a tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro em seu seio”.
Isto significa que o homem rico estava no Purgatório, sofrendo devido suas maldades e desejos; enquanto Lázaro estava no Primeiro Céu aproveitando tudo de bom que ele havia feito durante sua vida passada, e sentindo a gratidão de tudo que havia feito em seus muitos atos de bondade.
“Então exclamou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou torturado nesta chama’”.
“Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante tua vida, e Lázaro, por sua vez, os males; agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado”.
“E além do mais, entre nós e vós existe um grande abismo, a fim de que aqueles que quiserem passar daqui para junto de vós não o possam, nem tampouco atravessem de lá até nós’”.
“Ele replicou: ‘Pai, eu te suplico, envia então Lázaro até à casa de meu pai, “
“…pois tenho cinco irmãos; que leve a eles seu testemunho, para que não venham eles também para este lugar de tormento’”.
“Abraão, porém, respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’”.
“Disse ele: ‘Não, Pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for procurá-los, eles se arrependerão’”.
“Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’” (Lc 16:19-31).
Os Auxiliares Invisíveis acham que isto é verdade, porque eles, às vezes, encontram pessoas no Purgatório, os quais perguntam se tem como ir até seus familiares e lhes dizer que passem a ter uma vida boa e que viva o melhor possível, para que não tenham que sofrer após sua morte. Ouvi falar de dois casos deste tipo. Nos dois casos, o Auxiliar Invisível disse que não seria bom, uma vez que os parentes não acreditariam de qualquer forma.
Outra noite dois Auxiliares Invisíveis encontram uma Estudante de uma Escola de Ocultismo, a quem haviam conhecido alguns anos atrás. Ela tinha falecido há algum tempo quando a encontraram no Purgatório. Ela os chamou enquanto estavam a caminho de uma missão.
“Desculpe por não ter tido uma vida melhor” – disse ela. “Fui a reuniões no Centro de estudo, mas não acreditava realmente que os ensinamentos eram verdadeiros e não tentei fazer o melhor. Por favor, me ajude a sair daqui”.
“Você deve orar a Deus” – disse o Auxiliar Invisível – “e prometer-Lhe que procurará viver melhor quando outra chance lhe for dada”.
“Eu farei isto” – disse a senhora. “Por favor, vá e diga as minhas filhas que os ensinamentos são verdadeiros e que sejam boas. Não quero que elas sofram como estou sofrendo agora”.
Os Auxiliares Invisíveis não poderiam ir até suas filhas, porque não as conheciam. Mesmo se pudessem ir até elas, as filhas não acreditariam neles.
Algumas pessoas estão prontas quando a morte chega a elas. Em uma noite de setembro, uma Auxiliar Invisível foi enviada para fazer o que ela estava apta a fim de ajudar uma outra Auxiliar Invisível mais avançada (uma Irmã Leiga) que foi assassinada em um lugar distante. Ela correu para confortar esta pobre Irmã Leiga que estava aterrorizada. Ela tinha sido baleada e morta por soldados. Eles jogaram seu corpo juntos com outros formando uma pilha de corpos com o intuito de queimá-los, pois não tinham tempo para enterrá-los.
A Auxiliar Invisível a levou a sua casa, sentou com ela em sua cama e a consolou. A Irmã Leiga disse-lhe como lamentava era ter sido assassinada. Sabia tudo sobre condições post-mortem. Ela abraçou a Auxiliar Invisível para demonstrar a sua gratidão pela sua bondade e simpatia. Ela contou a sua nova amiga que o seu corpo iria ser queimado com gasolina. Quando isso acontecesse ela iria sentir muita dor porque seu corpo ainda estava conectado com seus veículos superiores pelo Cordão Prateado.
A angustiada Irmã Leiga se perguntava porque ela tinha que ser assassinada e seu corpo queimado. Uma outra Irmã Leiga mostrou a essa Irmã Leiga, recém assassinada, e a sua nova amiga, por meio da Consciência de Júpiter, que era o seu destino morrer dessa maneira. Elas viram essa Irmã Leiga tinha sido responsável pelo assassinato de muitas pessoas e por seus respectivos corpos serem queimados, há exata cinco vidas anteriores à atual. Ela sofreu muito depois disso.
Finalmente, ela seguiu o caminho do Discipulado e, em uma vida mais tarde, ela se tornou uma Irmã Leiga. Na vida atual ela vinha fazendo bem o trabalho atribuído a ela. Ela havia nascido em um país, e depois tinha imigrado para um país vizinho para ali viver.
A Auxiliar Invisível acompanhou a Irmã Leiga até que seu Cordão Prateado se rompeu pelo fogo, e então ela levou para a entrada do Purgatório. Lá a senhora responsável disse a esta Irmã Leiga que ela poderia ser levada diretamente para o Primeiro Céu, ou ela poderia continuar seu trabalho como uma Auxiliar durante vinte quatro horas por dia, pois ela foi autorizada a continuar seu trabalho de ajudar os outros.
Esta Irmã Leiga não tinha nenhuma experiência purgatorial para passar e estava ansiosa a renunciar a seu descanso no Céu. Ela havia limpado o Átomo-semente de seu coração e, por isso, ela estava realmente preparada para a morte. Ela pagou uma dívida de Destino Maduro que tinha feito cinco vidas antes, e, agora, ela está livre para trabalhar continuamente pela humanidade até quase o momento de um próximo e novo renascimento.
Não muito longe daqui estes mesmos Auxiliares Invisíveis e sua parceira receberam a bela Irmã Leiga em algum lugar, enquanto trabalhavam como Auxiliares. Ela perguntou a jovem Auxiliar Invisível se poderia ser sua amiga pelo mundo e ajudar neste trabalho, uma vez que não era permitido se materializar.
“Tenho muitos amigos em minha terra nativa”, ela disse, “que gostaria de ajudar, mas não devo me materializar pelo fato de ser contrária a lei espiritual e, também, poderia assustá-los”.
A Auxiliar Invisível disse que estaria feliz em ajudá-la naquilo que estivesse ao seu alcance.
Nós não podemos realmente encontrar a Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar, até que estejamos prontos para nossa décima terceira Iniciação. Isto implica, pelo menos, três vidas de verdadeiro esforço e sacrifício para lograr essa meta. Muitos estão no Caminho e muitos alcançaram essa exaltada posição, e se tornaram pilares na casa de Deus, enquanto a maioria de nós andamos errantes.
É possível para qualquer um começar a galgar o Caminho do progresso espiritual. Somos todos deuses em formação, ainda que a maioria de nós não se pareça. Somos todos filhos e parte de Deus, desde quando, ao princípio de nosso período de manifestação, Deus diferenciou dentro de Si mesmo todos os Espíritos Virginais de nossa onda de vida como chispas de uma chama. Estamos aqui na Terra para experimentar e se espera que nos adiantemos graças a essa experiência, que melhoremos com cada vida na Terra até que tenhamos aprendido todas as lições da existência e que cheguemos a ser professores dos seres menos evoluídos, que também devem ser ajudados ao longo de seu caminho.
Um dos frutos da evolução é o desenvolvimento do: Corpo-Alma, Corpo Mental e Corpo do Espírito de Vida. O Corpo-Alma de um ser humano não desenvolvido é só uma linha e seu Corpo de Desejos está, principalmente, composto de matéria de desejos: marrom escuro, verde escuro, vermelho lamacento e cinza. Um ser humano desenvolvido tem um Corpo-Alma glorioso e um bonito Corpo de Desejos, composto de dourado, branco e delicadas cores de grande beleza. Uma pessoa com visão espiritual basta apenas olhar para alguém para saber o estado aproximado de seu desenvolvimento espiritual. Quando nos chega o momento da morte e somos levados à Região Fronteiriça, nosso Corpo-Alma e Corpo de Desejos são como ingressos que nos permitem entrar no Céu ou no Purgatório.
Para preparar nosso desenvolvimento, devemos começar a purificar nossas Mentes e Corpos, imediatamente. É um longo processo, mas eis aqui os essenciais: suprimir nossos pensamentos de ódio, ciúmes, preconceito e medo. Devemos deixar, gradualmente, de comer carne e peixe. Devemos nos abster de maus hábitos tais como: fumar, beber bebidas alcoólicas e outras práticas daninhas. Antes que uma pessoa possa servir à noite como Auxiliar Invisível, deve ser um Auxiliar Visível durante o dia.
Devemos escolher a quem desejamos servir, tal como fizeram os antigos Profetas. Josué foi um dos melhores Auxiliares Invisíveis descritos no Antigo Testamento. A história de sua vida é uma inspiração para todos os que desejem encontrar a maneira de obter ganhos espirituais. Um pouco antes da sua morte Josué chamou ao povo de Israel junto a si e revisou sua história até esse momento. Falou-lhes de tudo o que Deus havia feito por eles e como Ele havia levado a Abraão ao largo da Terra de Canaã e havia ajudado a Isaac, Jacob e Esaú. Disse ao povo como Deus havia enviado a Moisés e a Aarão para que os tirassem do Egito e como Deus lhes havia dado uma Terra frutífera na qual morar. Então Josué disse:
“Agora, pois, temei a Iahweh[3] e servi-o com integridade e com sinceridade; lançai fora os deuses aos quais serviram os vossos pais do outro lado do Rio e no Egito, e servi a Iahweh. Porém, se não vos parece bem servir a Iahweh, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses aos quais serviram vossos pais do outro lado do Rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra agora habitais. Quanto a mim e à minha casa, serviremos a Iahweh” (Js 23:14-15).
A Bíblia nos diz que o povo prometeu servir e obedecer a Deus, que Josué fez um pacto com eles esse dia e que escreveu essas palavras em uma pedra e a colocou perto do santuário do Senhor, para lhes recordar sua promessa de servir a Deus. Josué foi um dos melhores servidores da humanidade, dos que se tem notícia. Foi o sucessor de Moisés e foi seu grande privilégio levar os israelitas através do Rio Jordão até a Terra Prometida. Foi, ao mesmo tempo, general e sacerdote daquele antigo povo.
Foi Josué quem se supõe haver ordenado ao Sol permanecer imóvel, enquanto a batalha acontecia entre os filhos de Israel e os cinco reis, com seus grandes exércitos. O que realmente ocorreu foi que Josué orou pedindo ajuda e um Liberado[4] veio a ajudar-lhe. Este grande Ser expandiu sua grande aura dourada que eclipsou o Sol e o povo não achou falta do Sol físico quando este declinou. Quando a batalha terminou, o Liberado recolheu sua dourada aura, foi embora e a noite apareceu.
Foi Josué quem dividiu a Terra Prometida entre as doze tribos. Durante muitos anos instou o povo a amar e obedecer a Deus. Enquanto Ele esteve com eles conduziram-se muito bem, mas Josué sabia que errariam novamente e adorariam aos ídolos outra vez. Apesar disso, fez tudo o que pode para inculcar-lhes a ideia de que se escolhiam servir a Deus deviam ser sinceros e honestos no que fizeram.
Quando Josué falou do outro lado do dilúvio quis dizer no tempo da Atlântida. Este mesmo povo havia vivido na Atlântida em vidas anteriores e alguns deles, como Moisés e Josué, haviam servido fielmente a Deus naquele tempo e haviam chegado às Iniciações, e conduziram ao povo pelo caminho correto. Outros haviam praticado magia negra e haviam sido muito perversos. Alguns deles haviam criado corpos de pecado que lhes haviam induzido a fazer o mal, vida após vida. Outros continuaram adorando ídolos vida após vida.
Josué disse ao povo que escolhessem bem, ali e naquele momento, a quem serviriam. Queria que os que escolhessem servir ao Senhor se unissem firmemente, de tal maneira que pudessem formar uma grande nação e fossem capazes de defender-se das tribos vizinhas que adoravam aos ídolos. Sabia que a unidade faz a força. Ele deu um bom exemplo e o povo teve grande confiança nele e se dispôs a lhe seguir na promessa de servir a Deus. Mas nem sempre foram fiéis à suas promessas.
Nos tempos de Moisés, o povo viu a grande aura do Deus Jeová e a outros Grandes Seres em seus veículos superiores. Também viu os milagres que Moisés e Aarão fizeram e por isso acreditou, porque tiveram a prova visível de que Deus é um Ser vivente com mensageiros capazes de cumprir suas ordens. Ao povo que renasceu posteriormente não lhe foram dadas tantas provas e foi muito obstinado e pertinaz.
Josué e Moisés conheciam a lei do Destino Maduro. Sabiam que devemos colher o que semeamos. Moisés havia recebido os dez mandamentos de Deus e havia explicado plenamente seu significado ao povo. Muitas outras grandes leis foram dadas para ajudar-lhes, mas os Israelitas não viveram de acordo a essas leis, como tampouco o fazemos nós hoje.
Jeová Deus viu e ouviu o que ocorria e, no momento em que Josué e o povo Lhe prometeram adorar e Lhe obedecer, Se regozijou de sua promessa de serem obedientes. Podemos estar seguros de que Deus Se alegrou da boa vida de serviço de Josué. As atividades dos Auxiliares Invisíveis são desenvolvidas continuamente durante incontáveis idades. Eles pertencem a diferentes ondas de vida e de diversos graus de desenvolvimento.
Na Bíblia lemos que havia vários povos adoradores de ídolos que viviam perto dos Israelitas. Isto tornou mais difícil para eles serem fiéis a Deus, porque se casaram com esses não crentes. Havia muitas guerras entre os povos da Terra naquela época, tal como agora. Deus enviou: Débora, Barak, Gideão, Sansão e outros juízes para ajudar ao povo a progredir. Quando o povo era obediente a Deus, prosperavam, mas, quando desobedeciam consumiam-se na aflição.
Parecia como se cada geração de indivíduos tivesse que escolher a quem queria servir. Quando tinham líderes sábios como Samuel, Davi e Salomão, serviam a Deus; mas, quando os líderes morriam e sua influência se extinguia, serviam de novo aos ídolos, ainda que, todavia, tinham os dez mandamentos para guiar-lhes. A Bíblia está cheia de relatos sobre pessoas que escolheram servir a Deus, e de outras que elegeram servir a Mammon[5], as forças do mal no mundo.
Enoque foi uma pessoa de caráter excepcional e, também, um Auxiliar Invisível. Viveu nos tempos da Atlântida e teve uma vida interessante. Tratou de ajudar a todos a quem pôde. No Livro Apócrifo de Enoque lemos, em verso, como ele intercedeu por Lúcifer e os Anjos Caídos, mas lhe disseram que deviam receber o castigo que mereciam.
Lúcifer foi, durante certo tempo, um poderoso Anjo do Céu, mas causou problemas e foi expulso por Miguel e os Arcanjos. Durante um grande período, esses Anjos de Lúcifer aborreceram aos seres humanos e causou muitos problemas e sofrimentos. Ao escritor, lhe foi dito, em 1931, que Lúcifer abandonou seu mau Caminho e está agora tratando de recuperar seu lugar perdido, fazendo o bem no mundo, ao invés do mal. Lúcifer gerou, para si, muito Destino Maduro, mas, se persistir em seu bom intento pode, finalmente, redimir-se a si mesmo. Diabolus, o seguinte em discórdia, é agora o novo líder dos Anjos Rebeldes. Esperemos, também, que logo escolha servir ao Senhor e voltar atrás em seus maus passos.
Enoque renasceu como Noé e fez sua escolha. Elegeu servir ao Senhor e obedecer a seus mandamentos. Noé construiu a arca e salvou da destruição a sua família e a um exemplar de todos os animais, quando veio o dilúvio. Nesse momento, uma grande parte do antigo continente da Atlântida afundou. Noé voltou a renascer como Abraão e fez a mesma sábia escolha. Escolheu servir ao Senhor e fez tanto bem quanto pôde, ao longo de sua longa vida. Depois de um tempo, este mesmo Ego renasceu como Salomão e decidiu adorar a Deus. Atuou erroneamente durante algum tempo, mas retornou ao reto e estreito caminho, e foi um rei muito sábio que fez muito para ajudar a seu povo. Finalmente, o Ego conhecido como Salomão renasceu como Jesus e já sabemos que executou um inestimável serviço à Humanidade.
Jesus cedeu seu Corpo Denso e Vital ao grande Espírito Solar, Cristo, durante três anos e que acabaram na crucificação. Graças a essa ajuda, Cristo foi capaz de vir à Terra e estabelecer a Religião Cristã, entre uns poucos fiéis Egos que foram os amigos e companheiros de Jesus, antes que o atual continente tivesse o aspecto com o qual estamos familiarizados hoje. Nos tempos Atlantes, os seres humanos mais avançados chegaram a ser a vanguarda da onda de vida humana. Por meio do sacrifício de Jesus, Cristo pôde se converter no Espírito Interno da Terra. Cristo veio para redimir os peregrinos da Terra que estavam ficando para trás na evolução.
Moisés renasceu como Elias e foi levado ao Monte Níbio para morrer. Depois que abandonou seu corpo, esse se desintegrou rapidamente devido a sua alta vibração. É por isso que o povo nunca pôde encontrar seu cadáver. Elias regressou como João, o Batista. Foi me dito que São João Batista foi São Jerônimo em uma vida posterior.
Daniel foi um grande Ego que escolheu servir ao Senhor. Começou fazendo rápidos progressos nos tempos atlantes e ganhou sua décima terceira e última Iniciação como Daniel, o amigo dos três reis babilônicos. Não teve um caminho fácil de percorrer. Recordemos que o enviaram ao fosso dos leões porque adorou publicamente a Deus, em um tempo em que era excessivamente perigoso fazê-lo dessa forma. Deus o salvou do perigo enviando um Auxiliar Invisível para lhe ajudar. Esse Auxiliar ordenou ao Espírito-Grupo dos leões que os tornou dóceis e inofensivos para com Daniel. Os leões obedeceram ao Espírito-Grupo e Daniel não foi machucado. Os homens que planejaram assassinar a Daniel não mereceram essa ajuda e os famintos leões acabaram logo com eles.
Há a história dos amigos de Daniel: Sidrac, Misac e Abdenago[6], os três jovens Hebreus que foram fiéis e decidiram adorar e obedecer a Deus. Sua fé foi realmente provada. Foram postos no interior de um forno ardente e foram salvos por um Elevado Ser que fez com que as Salamandras se apaziguassem. Este grande Ser tinha uma aura tão brilhante que o rei achou que era um Anjo. Este Auxiliar veio em seu Corpo-Alma e logo materializou seu Corpo Denso no forno, onde o rei o viu. A Aura de um Liberado pode expandir-se através de centenas de quilômetros, mas neste caso o fez somente no espaço do forno.
Outro Auxiliar Invisível foi Jó[7] que viveu uns tempos muito árduos. O pobre Jó foi terrivelmente tentado por seu Guardião do Umbral, que obteve permissão dos Senhores do Destino para persegui-lo. Esse guardião não transmutados, ou Satanás, pediu a Deus, ou aos Senhores do Destino, que lhe permitissem submeter à Jó sua prova final. Deus sabia que Jó não pecaria, mas sim que, a seu tempo, chegaria até a libertação.
– Sim, mas mantenham a salvo sua vida – disseram os Senhores do Destino.
O Guardião do Umbral atraiu todos daquela região, a quem Jó havia conhecido em vidas passadas, contra ele e separou dele a sua família. Logo o abateu com uma enfermidade crônica. Influenciou os amigos de Jó para que o induzissem a renegar a seu Deus e incitou a sua família para que tentasse fazê-lo pecar e maldizer a Deus e assim perder os dons espirituais que ganhou. Esses dons haviam sido temporariamente suprimidos, de tal maneira que Jó teve que depender somente de seu discernimento.
Após o passar desse tempo, os Senhores do Destino foram até Jó e o questionaram sobre a prova. Depois que passou por essa prova, Jó foi admitido como Adepto e alcançou a libertação na vida seguinte. Foi conhecido como José de Arimateia, em sua seguinte vida como homem, e em uma vida posterior foi conhecido como Sir Galahad e viveu na Inglaterra.
Foram muitos os egos que escolheram o incorreto ao invés do correto. Notório dentre eles está Judas Iscariotes, o Discípulo que entregou Cristo nas mãos de seus inimigos por trinta moedas de prata. Judas permitiu ser obsidiado por uma entidade maligna. Quando executou sua terrível ação, a entidade obsessora o abandonou e Judas se encheu de remorsos. Voltou ao templo, jogou as moedas de prata, fugiu e se enforcou. Os sacerdotes não se atreveram a depositar as moedas no caixa do templo; com elas compraram um campo do oleiro no qual enterravam aos estrangeiros. Judas escolheu o lado errado e sua queda foi súbita e terrível.
Houve outros, como São Paulo, que começaram perseguindo aos seguidores de Cristo Jesus, mas desistiram do seu mau caminho quando viram para onde estavam indo[8]. São Paulo ficou cego em seu caminho para Damasco, pouco depois de conhecer a Jesus. Foi conduzido à cidade e orou insistentemente a Deus para que lhe restaurasse a visão. Três dias depois, Ananias foi enviado a ajudá-lo e recuperou a visão. São Paulo então escolheu seguir a Cristo e, desde então, foi realmente um bom servidor. Dedicou o resto de sua vida a pregar o Evangelho e curar totalmente aos enfermos.
Muitos Egos escolheram servir a Deus, vida após vida. E um destes Egos foi Davi[9], filho de Jessé. Davi era um poderoso guerreiro, um doce cantor, bom músico, escritor e poeta. David renasceu, mais tarde, como Jonas e salvou a cidade de Nínive da destruição, devido a sua sinceridade e eloquência.
Este mesmo Ego renasceu, depois, como Simão Pedro, e tornou-se o pescador da Galileia. Depois foi um dos doze Discípulos de Cristo. Pedro foi um homem devoto que seguiu praticando o Evangelho e curando os enfermos, até que encontrou a morte nas mãos dos inimigos do Cristianismo.
Centenas de anos depois, este mesmo Ego renasceu num corpo de um jovem italiano que morreu na cidade de Assis. Este grande Ego havia renascido antes do seu tempo e quando seu Corpo Denso se tornou desgastado para ser utilizado de maneira eficaz, ele foi vinculado a um outro Corpo Denso, pelos Irmãos Maiores. Então, recebeu o nome de Francisco. E por muitos anos, Francisco de Assis trabalhou entre os pobres leprosos desta região, e viveu de maneira simples e humilde. Ele fundou muitos Mosteiros, e era muito amado e reverenciado pelo povo.
Durante essa vida Francisco recebeu sua décima terceira Iniciação. Foi dito que este Ego se encontra nos Mundos Superiores, ainda trabalhando para ajudar a humanidade, como fazia anteriormente.
Quando este Ego renasceu como Jonas, teve uma experiência incomum, pois, foi salvo da morte por uma baleia. Vejamos como isto aconteceu.
No livro de Jonas (1:1-4): “A palavra de Iahweh foi dirigida a Jonas, filho de Amati: ‘Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e anuncia contra ela que a sua maldade chegou até mim’. E Jonas levantou-se para fugir para Társis, para longe da face de Iahweh. Ele desceu a Jope e encontrou um navio que ia para Társis, pagou a passagem e embarcou para ir com eles para Társis, para longe da face de Iahweh. Mas Iahweh lançou sobre o mar um vento violento, e houve no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de naufragar”.
Jeová (Iahweh) somente teve que enviar uma mensagem a alguém, para que as Ondinas, nas águas, e os Silfos, no ar, iniciassem sua maior atividade, e, assim, houve uma terrível tempestade. Um elevado Irmão Leigo disse a Jonas que ele deveria ir à Nínive; mas, Jonas estava amedrontado e fugiu, ao invés de ir. A tempestade foi tão assustadora que os marinheiros estavam aterrorizados, e todos os homens rezavam para que Deus os salvasse. Até jogaram toda carga no mar para aliviar o navio.
O capitão do navio encontrou Jonas dormindo na parte de inferior do navio, e ordenou-lhe que orasse a Deus pela sua segurança. Os marinheiros lançaram sortes para ver quem era o culpado por estarem em apuros, e a sorte caiu sobre Jonas.
Os marinheiros perguntaram a Jonas o que tinha feito para trazer esta desgraça sobre eles. Jonas disse que era um hebreu e que temia a Deus, e havia fugido de Sua presença. Os homens perguntaram a Jonas como eles poderiam ajudá-lo para que o mar se acalmasse. Jonas pediu que o lançasse ao mar por ser o causador do problema. Antes que fizessem isto, os homens remaram para tentar levar o navio à terra, mas não conseguiram devido a força da tempestade.
Em seguida, os marinheiros oraram novamente a Deus, e pediram que eles não perecessem por causa de Jonas. Pediram a Deus para não os condenar pelo que iam fazer a Jonas. Eles, então, pegaram Jonas, o lançaram ao mar e este se acalmou.
“Os homens foram então tomados por um grande temor para com Iahweh, ofereceram um sacrifício a Iahweh e fizeram votos” (Jn 1:16).
A Bíblia com a nova versão diz o seguinte: “E Iahweh determinou que surgisse um peixe grande para engolir Jonas. Jonas permaneceu nas entranhas do peixe três dias e três noites” (Jn 2:1).
Esta última parte está incorreta, e ilustra como a Bíblia tem sido traduzida incorretamente. Um elevado Irmão Leigo disse que grande parte da tradução da Bíblia está incorreta, e que aqueles que buscam diligentemente a verdade na Bíblia, encontrarão o seu significado correto. Aqui está a maneira que Jonas foi realmente salvo do afogamento pela baleia. Jonas estava abrigado na parte de trás da baleia e não no estômago.
Esta história tem causado muita preocupação e constrangimento aos Estudantes da Bíblia, e é utilizada pelos incrédulos como um argumento contra a toda a Bíblia. A maioria das pessoas não acredita que a baleia engoliu Jonas vivo, e que depois o atirou para cima pelo seu estômago após três dias. A vida de Jonas foi salva por uma baleia de uma maneira notável, mas de uma maneira que possa ser facilmente aceita pelos Estudantes de Ocultismo.
Depois que os homens, a bordo do navio, descobriram que Jonas havia desobedecido à ordem de um Irmão Leigo, pois, tinha sido enviado a uma missão em Nínive, para alertar as pessoas do perigo iminente que eles corriam, eles foram influenciados a jogar Jonas ao mar, a fim de que pudesse aprender que não poderia escapar dos Seres Superiores, que guiam os destinos das pessoas neste Planeta. Este mesmo Irmão Leigo, que tinha sugerido que jogassem Jonas ao mar, solicitou também a uma baleia que seguisse ao lado do navio para apanhar Jonas na parte de trás do navio. A baleia se manteve na superfície da água com Jonas em cima e assim ficou por três dias.
Assim aconteceu para que Jonas tivesse a oportunidade de se arrepender das suas ações, e aprender a obedecer; pois, algumas vezes ele se mostrava muito teimoso, apesar de ser um bom servo da humanidade, quando estava de bom humor. Depois de Jonas ter se arrependido e prometido obedecer, foi levado, então, para o outro lado esquerdo da margem. E as ondas o levaram à terra firme e ele ficou em segurança.
Enquanto Jonas se encontrava no mar, muitos outros peixes e outras espécies se acercavam perto dele. Mas ninguém poderia tocá-lo, pois, ele tinha sido protegido da morte por Auxiliares Invisíveis que o guiavam.
O destino de Jonas era ir a Nínive, e salvar as pessoas que estavam sob seus cuidados. Mais tarde conseguiu cumprir tão bem sua missão, que as pessoas malvadas daquela cidade o escutaram, arrependeram e oraram para Deus por libertação. Estas pessoas eram tão sinceras e fervorosas em suas orações que todos se salvaram do desastre.
Agora, algumas pessoas podem dizer que não havia entendido como a baleia poderia ter feito para nadar até o navio, e permitir que Jonas ficasse nas costas dela por três dias; e também como alguém poderia manter a baleia imersa no mar durante três dias inteiros.
Esses Espíritos-Grupo têm corpos que parecem com humanos, e suas cabeças parecem com os animais que estão aos seus cuidados. Muitos Auxiliares Invisíveis veem e conversam com esses Espíritos-Grupo, no transcurso de seu trabalho à noite, enquanto estão fora de seus corpos durante o sono.
Um Irmão Leigo, que tem alcançado cinco ou mais Iniciações Menores, pode se comunicar com estes Espíritos-Grupo, e terá suas ordens obedecidas pelos animais. O Irmão Leigo, que estava cuidando de Jonas, tinha o poder de dirigir o Espírito-Grupo das baleias para resgatar o Profeta Jonas. Depois que Jonas compreendeu sua condição, orou a Deus para salvá-lo da morte, e prometeu ir ao povo de Nínive. Em seguida, ele foi levado para a terra.
O mundo de hoje é muito parecido com a cidade de Nínive, e precisamos de alguém como o profeta Jonas, para dizer às pessoas que se voltem a Deus em busca de orientação. A maioria das pessoas gastam seu tempo com filmes, boates e barzinhos muito mais do que se supõe. A humanidade está se tornando propensa ao materialismo, e um grande número de pessoas está se afastando de Deus, e só estão interessados na aquisição de riqueza e ter uma vida tranquila. Há pouco interesse ou crença nas coisas espirituais.
As palavras de Josué: “Escolhei hoje a quem quereis servir”, é tão importante para nós, como foi para as pessoas daquela época. Nós somos Egos reencarnados do passado, e certamente ainda teremos muitas lições a aprender. Os velhos ódios e amores do passado ainda estão dentro de nós, e a lei do Destino Maduro está ativa, pois, agora estamos colhendo o que plantamos no passado. O que se espera é que vivamos em paz uns com os outros, e amemos aos nossos inimigos. A maioria das pessoas apenas parece ser verdadeira a seus amigos, e muitas delas são falsas a si mesmas.
Muitos se chamam a si mesmos Cristãos, mas não atuam como Cristãos. Combatem contra seus semelhantes de outras nações, que são seus Irmãos, pois Deus é o Grande Pai de todos os habitantes da Terra. Roubam e desfalcam a seus vizinhos para poder obter mais riqueza e poder, sem pensar que a lei do Destino Maduro lhes cobrará inexoravelmente. Ainda devoram a seus irmãos menores, os animais, e assassinam as aves e as feras só para demonstrar quão boa é sua pontaria. Vestem-se com roupas feitas de suas pobres vítimas, o couro e peles dos animais.
Os Cristãos devem vestir a armadura de Deus e antecipar-se a ajudar aos outros, porque esse é o caminho do ganho espiritual. A armadura de Deus é o Corpo-Alma, o qual construímos vivendo uma vida pura e por meio do serviço aos seres humanos, animais e plantas, porque todos eles necessitam ajuda em suas evoluções. Sabemos que nos tempos passados houve muitos bons cavaleiros que dedicaram suas vidas ao serviço de algum rei, que tratou de maneira justa a seu povo, que lhes protegeu de ser saqueados por ladrões que vagavam por todos os continentes e de piratas que perseguiam os barcos no mar.
Esses cavaleiros tinham que cumprir uma longa aprendizagem antes que lhes fosse permitido vestir uma armadura e cavalgar junto aos outros cavaleiros. Em tempos remotos muitos desses cavaleiros chegaram a ser Irmãos Leigos, que cavalgavam durante o dia protegendo ao débil e indefeso e, pela noite, saíam de seus corpos, enquanto estavam dormindo, e trabalhavam como Auxiliares Invisíveis
Aqueles cavaleiros, frequentemente, saiam de suas casas quando eram crianças e iam viver em um castelo próximo, onde viviam em quartos parecidos com celas e com uma comida muito simples. Alguns deles dormiam em camas de palha e tinham peles de animais como cobertores. Esses jovens eram treinados como soldados e eram ensinados na obediência, na coragem e no valor em serem úteis aos demais.
Um bom Estudante dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, por exemplo, deve cobrir-se com essa armadura se deseja servir como Auxiliar Invisível ao serviço dos Irmãos Maiores da Rosacruz. Vestindo a armadura de Deus, ou construindo o Corpo-Alma, obterá uma recompensa inapreciável, porque depositará seus tesouros no Céu. Poderá inclusive evitar desperdiçar seu tempo no Purgatório depois da morte.
Aqueles que servem como Auxiliares Invisíveis, gradualmente, recordam-se aonde vão durante a noite, o que fazem e isto lhes proporciona uma grande satisfação e gozo. O Corpo-Alma é a armadura de Deus, a qual todos os verdadeiros grandes homens e mulheres do passado vestiram e usaram a Seu serviço. Esse Corpo-Alma não pode ser comprado. Deve ser construído pela vida pura e pelos atos de auxílio aos outros.
Nós dissemos que os Discípulos eram chamados Cristãos, inicialmente, em Antioquia[10]. Isso aconteceu durante o tempo em que São Pedro foi enviado para pregar a palavra de Deus aos gentis em Antioquia. Antes disso São Pedro encontrou Cornélio e, em sua companhia, pregou para eles.
“Tomando então a palavra, Pedro falou: ‘Dou-me conta, em verdade, de que Deus não faz acepção de pessoas, mas que, em qualquer nação, quem o teme e pratica a justiça, lhe é agradável’” (At 10: 34-35).
São Pedro pregou um sermão maravilhoso para esse povo. Mais tarde ele explicou todas as circunstâncias para os Apóstolos e os irmãos na Judeia, os quais ficaram surpresos com a pregação dele e mesmo o fato de comerem com os gentis.
“Havia entre eles, porém, alguns cipriotas e cireneus. Estes, chegando a Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles e um grande número, abraçando a fé, converteu-se ao Senhor. Ora, a notícia chegou aos ouvidos da Igreja que está em Jerusalém, pelo que enviaram Barnabé até Antioquia. Quando ele chegou, e viu a graça que vinha de Deus, alegrou-se. E exortava a todos a permanecerem fiéis ao Senhor, com prontidão de coração. Pois era um homem bom, repleto do Espírito Santo e de fé. Assim, considerável multidão agregou-se ao Senhor. Entretanto, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. De lá, encontrando-o, conduziu-o a Antioquia. Durante um ano inteiro conviveram na Igreja e ensinaram numerosa multidão. E foi em Antioquia que os Discípulos, pela primeira vez, foram chamados de ‘Cristãos’” (At 11:20-26).
Estes eram tempos de provas para os seguidores de Cristo, pois Estevão fora apedrejado até a morte e Herodes ordenou que São Tiago, irmão de São João, fosse morto pela espada. Herodes também tinha colocado São Pedro na prisão, mas um Anjo o tinha libertado. Não muito distante disso, São Paulo e Barnabé foram expulsos da Antioquia pelos judeus, residentes lá. Muitos desses primeiros Cristãos foram martirizados. Nossa liberdade para adorar à Deus nós devemos a eles e àqueles crentes sinceros que os seguiram ao longo dos anos.
O Cristianismo Místico nos ensina que nós estamos aqui na Terra para experiências, e que nós já vivemos aqui antes e viveremos novamente.
Ele nos ensina porque alguns são aleijados, doentes, nascidos em ambientes pobres e infelizes, enquanto outros têm corpos físicos esplêndidos, boa saúde, nasce em ambientes melhores e são felizes. Ele nos ensina que, se nos esforçarmos muito em nossa vida presente, podemos melhorar nossas condições no futuro.
A doutrina da “expiação vicária”, que significa que Cristo morreu para nos salvar, instilou a esperança para muitas pessoas boas que conseguiram subjugar os seus desejos inferiores e se tornaram bons servos da humanidade e alguns encontraram o Caminho.
Vamos considerar os ensinamentos de Cristo na Montanha e ver como eles vão nos ajudar no Caminho para atingirmos o objetivo. Em primeiro lugar, existem as nove Bem-aventuranças. Vamos, brevemente, discutir uma por uma[11]:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”.
Isso significa que as pessoas que tem consciência de suas deficiências estão humildemente vivendo a melhor vida que podem, se esforçando para superar suas falhas. Elas não prejudicam seu próximo de forma alguma. Elas não falam maldades sobre ninguém, mas cuidam de seus próprios afazeres e são honestas, confiáveis e leais. Quando morrem acabarão chegando ao Céu e em alguma vida chegarão à libertação.
“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”.
Isto significa que aqueles que perderam seus entes familiares e amigos serão consolados. Isso pode significar que quando eles vão dormir à noite, podem ir para o Mundo do Desejo, encontrar os seus entes queridos, e falar com eles. Eles podem se lembrar disso como se fosse um sonho, o que lhes dá conforto. Então, quando Egos são separados pela distância, ou por parentes que se recusam a lhes permitir se casar ou visitar uns aos outros, eles, às vezes, são autorizados a se encontrar fora de seus Corpos, durante o sono. Eles podem ir juntos, inconscientemente, e em outros casos eles se tornam Auxiliares Invisíveis e trabalham, como parceiros, e por isso são consolados.
Quando, na morte, Egos são, frequentemente, reunidos e podem passar seu tempo felizes no Céu, juntos. Quando eles renascem, podem ser gêmeos, ou irmãos, irmãs, ou, ainda, amigos em famílias vizinhas.
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”.
Isso significa que aqueles que são humildes serão recompensados.
As pessoas que trabalham com humildade entre os seus semelhantes e que não mentem, não roubam, não cobiçam, ou não dão falso testemunho são ajudados a serem bem-sucedidos. Quando essas pessoas se aplicam à agricultura ou à negócios, eles costumam obter uma vida bem-sucedida para si e para suas famílias.
Abraão, Isaac e Jacó tornaram-se bem-sucedidos pastores por causa da sua paciência e persistência. Jacó trabalhou arduamente e com fé durante vinte e um anos para Labão, seu padrasto. Então, a ele, finalmente, foi permitido sair e voltar para casa, para ver seu pai. Ele trabalhou por 14 anos para suas duas esposas, Raquel e Lea, e sete anos para seu gado e suas cabras. Ainda é possível para um homem adquirir uma fazenda ou um negócio por meio de um árduo trabalho, assim, ele terá algo para passar para seus filhos. Quando tais pessoas renasceram, eles estavam em circunstâncias mais confortáveis. Assim, eles herdam a Terra.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.
Se uma pessoa deseja ser boa e quer adquirir conhecimento espiritual, e se procura e ora por isso, ela encontrará algum dia. Ela pode ser levada a alguém que vai ensiná-la particularmente, como foi feito durante a Idade Média, quando o conhecimento esotérico não era fornecido publicamente. Muitos trovadores da Idade Média eram Irmãos Leigos. Como eles viajaram de um lugar para outro eles estavam sempre à procura de almas que estavam buscando e que estavam prontos para os ensinamentos Místicos. Os Meistersingers[12] da Alemanha eram estudantes do Cristianismo Esotérico. Todo mundo pensava que eles se encontraram apenas para cantar e estudar música, mas eles também estudavam a religião, assim, serviam também como portadores de luz. Precisamos de portadores de luz hoje, e aqueles com fome de verdades espirituais podem se satisfazer, se forem persistentes. As várias igrejas satisfazem muitas pessoas, mas há alguns que querem conhecimento mais avançado da vida e seus mistérios. O Cristianismo Místico satisfaz plenamente tais necessidades e anseios.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
O significado disto é claro. Aqueles de nós que têm um pouco de conhecimento sobre o funcionamento das leis gêmeas do Renascimento e de Consequência sabem que colhemos o que semeamos. Se somos misericordiosos com outros seres humanos nós receberemos a misericórdia de Deus para nossas imperfeições. A menos que tenhamos a certeza que alguém foi culpado por um crime, devemos tomar muito cuidado com o que fazemos. Em um caso como esse, as pessoas não devem aplicar a lei com suas próprias mãos, pois eles serão punidos. Relembre as palavras da Bíblia: “Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor”[13]. Se um ser humano parece ser culpado e há evidências circunstanciais e mesmo assim é libertado, esteja convencido de que se ele precisa de punição, ele irá tê-la no Purgatório. Nós não precisamos nos preocupar com isso. Temos tudo o que podemos fazer para cuidar de nós mesmos, para nos mantermos fora de problemas e sermos úteis para outras pessoas.
Agora essa ordem tem um outro significado. “Bem-aventurados os misericordiosos” também significa que devemos ser misericordiosos, também, para com os nossos irmãos mais jovens. Isso abre um grande campo para todos servirem, atualmente. Este é um assunto que é doloroso para algumas pessoas e tentam evitar discutir sobre isso. Espera-se que sejamos misericordiosos para com os animais. Se com os nossos próprios animais de estimação formos gentis e bons, então, os ajudaremos a avançar na evolução. Ao fazê-lo também nós nos beneficiamos.
Nós devemos tratar os animais domésticos e de fazenda gentilmente e não os prejudicar ou privá-los ou, ainda, causar-lhes sofrimento desnecessário. Os animais selvagens não devem ser capturados em armadilhas de aço cruéis, que causam um enorme sofrimento para os adoráveis animais fornecedores de pele. Se você deseja ser misericordioso você vai parar de usar casacos de pele e encontrar substitutos. Lã pode ser cortado de um carneiro, desde que não cause qualquer dor e esses animais possam continuar a viver e ganhar experiência.
Então, você pode dar um passo além e deixa de comer carne. Assim, você vai diminuir a demanda por alimentos de origem animal, que não é mais necessário para a maioria de nós, na atualidade. O abate dos animais é um dos maiores crimes do nosso tempo e se isto continua podemos esperar guerras e rumores de guerras, enquanto as pessoas continuam a consumir grandes quantidades de carne.
Tais pessoas serão bélicas e procurarão matar seus irmãos por algum motivo insignificante. Eu acredito que este é o maior obstáculo ao progresso espiritual. É por isso que os Centros de grupos ocultistas são pequenos. As pessoas não querem negar a si mesmos.
Algumas pessoas se interessam pelo Cristianismo Esotérico por um tempo, mas quando eles são convidados a parar de comer carne eles, secretamente, se rebelam e lá se vão perseguir seus próprios interesses. Assim, alguns estudantes tentam viver uma vida misericordiosa, mas perdem o interesse e voltam a comer carne, e, assim, eles nunca conseguem obter o conhecimento direto de que tanto necessitam e que os tornariam satisfeitos por praticar o bem. Este é um dos mais difíceis requisitos de Cristo para ser um Cristão.
“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.
Isto significa exatamente o que é dito. Quando uma pessoa se purificou, ele construiu um grande e luminoso Corpo-Alma. A fim de fazer isso, ela tem que ser pobre em espírito, mansa e solitária. Ela tem fome e sede de justiça, e ela tem que se tornar misericordiosa com todos. Tal pessoa vai avançar rapidamente ao longo do Caminho em direção a Deus. Quando ela estiver pronta para sua décima terceira e última Iniciação, ela é levada, em seu Corpo-Alma a Deus por uma escolta de Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados e ela encontra o Deus do nosso Sistema Solar face a face.
Tal Ego torna-se um Liberado. Tais Egos avançados sempre desejam retornar à Terra e trabalhar com a humanidade. Alguns são autorizados a fazê-lo e outros vão para Vênus ou Júpiter para trabalhar.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”.
Ser um bom pacificador é um bom sinal de avanço. A história nos conta que George Washington[14] e Abraham Lincoln[15] eram muitas vezes pacificadores bem-sucedidos. Dois outros pacificadores proeminentes foram William Penn[16] e Benjamin Franklin[17].
“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”.
“Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim”.
“Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós”.
Cristo Jesus quis dizer exatamente o que ele disse nesses versículos. Ao longo da história, tem sido mais difícil ser bom do que ser mau. Os malfeitores se ressentiam com a presença desses Egos que eram superiores a eles. Considere José[18], que tinha a túnica de várias cores. Ele era um Ego avançado que tentou ser bom. Seus irmãos o venderam como escravo para tirá-lo do caminho. José viveu e se tornou um homem de influência e, mais tarde, ajudou a estes mesmos irmãos que finalmente haviam aprendido ter compaixão por meio do sofrimento. Outros homens não se saíram tão bem. O gentil Jônatas[19], amigo de Davi, foi imolado e o pobre Jó[20] perdeu todos os seus filhos e todas as suas posses e sofreu muito fisicamente, mas ele suportou tudo pacientemente. No final, Deus deu a ele mais do que ele tinha no início.
Muitos dos primeiros cristãos sofreram por causa de suas crenças religiosas. Dos onze Discípulos fiéis, todos, exceto São João, tiveram morte violenta.
Enquanto em Roma, São João foi jogado em um caldeirão de óleo em chamas, mas estava protegido por um Auxiliar Invisível e saiu ileso, São Paulo e dez dos seus Discípulos foram mortos de diferentes maneiras.
Muitos dos primeiros cristãos foram executados.
Neste contexto, gostaria de dizer algo que os estudantes do Cristianismo místico devem saber: foi dito que os Apóstolos não sofreram, como as pessoas comuns sofrem quando são mortos, porque eles foram assistidos pelos Seres Superiores.
Com isso um grande sofrimento foi evitado por meio do envio do Anjo da Morte para cortar o Cordão Prateado, no momento que eles estavam prestes a serem torturados e, portanto, os Egos foram retirados de seus Corpos a tempo de salvá-los do sofrimento.
Grupos de Auxiliares Invisíveis e Anjos levaram seus Egos e seus veículos superiores para o Céu, deixando seus inanimados Corpos Densos à ira de seus inimigos. É um grande alívio saber isso.
As cruzadas, mais tarde, causaram milhares de mortes, grandes misérias e sofrimentos. Tudo isso é uma história triste, mas ao longo da história, o caminho dos verdadeiros seguidores de Cristo tem sido, geralmente, duro. Aqueles que não deram suas vidas, deram dos seus recursos, e serviram o melhor que puderam. Muitas vezes eles não foram reconhecidos na Terra, mas podemos ter certeza de que eles foram recompensados no final.
As bem-aventuranças devem ter sido um conforto para milhares de cristãos envolvidos em problemas, alguns em terras estrangeiras, alguns presos, e alguns escravizados. O Cristianismo atende às nossas necessidades modernas, e a Bíblia aponta o caminho para nós. Jesus Cristo disse: “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus”[21].
O profeta Isaías falou da vinda de Jesus Cristo muitos anos antes de ele nascer.
“Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará das suas raízes”.
“Sobre ele repousará o espírito de Iahweh, Espírito de sabedoria, de inteligência, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor de Iahweh: no temor de Iahweh estará a sua inspiração. Ele não julgará segundo a aparência. Ele não dará sentença apenas por ouvir dizer”.
“Antes, julgará os fracos com justiça, com equidade pronunciará uma sentença em favor dos pobres da terra. Ele ferirá a terra com o bastão da sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio”.
“A justiça será o cinto dos seus lombos e a fidelidade, o cinto dos seus rins. Então o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos, e um menino pequeno os guiará” (Is 11:1-6).
São Marcos nos diz que Cristo Jesus amava muito as crianças, como nos mostram os seguintes versículos da Bíblia:
“Traziam-Lhe crianças para que as tocasse, mas os Discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus ficou indignado e disse: ‘Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele’. Então, abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre elas” (Mc 13:10-16).
Cristo Jesus sabia que algumas dessas crianças foram egos avançados, e que iriam algum dia se realizarem espiritualmente. Ele era capaz de plantar sementes de espiritualidade nelas, muito mais fácil do que era possível em pessoas adultas, porque elas, instintivamente, amavam e confiavam Nele, e percebeu que Ele era um Grande Ser. Elas queriam estar com Ele. Elas, plenos de Cristo Jesus, eram em tal número que, às vezes, seus Discípulos se irritavam com a persistência dos pais, que estavam ansiosos para ter seus filhos abençoados e auxiliados pelo amor de Cristo, que amava as crianças pequenas como demonstrava tão claramente.
George Frederick Handel[22], o famoso compositor, amava a música quando era menino e podia tocar de ouvido. Seu pai queria que ele fosse médico e tentou impedi-lo de tocar qualquer instrumento, mas o menino aprendeu sozinho por meio de um velho piano que fora guardado no sótão. Quando George tinha oito anos, ele tocou um órgão tão bem que seu pai ficou muito contente e permitiu que ele estudasse música. Diz-se que Handel escreveu mais de cinquenta óperas e vários oratórios. Esse grande músico foi um Irmão Leigo, e quando criança foi capaz de liderar os outros, porque era uma criança avançada.
Ludwig van Beethoven[23] era outra criança superdotada. Antes de ter quatro anos de idade seu pai o fazia tocar o cravo, várias horas por dia. Beethoven amava o piano, mais que qualquer instrumento e tocava notavelmente. Algumas das suas sinfonias são as melhores que já foram escritas.
Outra criança superdotada foi Felix Mendelssohn[24], compositor. Um artista pintou um quadro que mostra Felix Mendelssohn sentado em seu piano compondo a sua “ Sonata ao Luar”. Na frente dele o artista colocou um Deva e um grupo de Fadas, pequenas e delicadas, que vinham e dançavam ao som de sua música. Mendelssohn podia ver as Fadas e ele podia ouvir a música das esferas. Assim, ele foi capaz de compor muitas peças de músicas harmoniosas, para todo mundo poder desfrutar de tudo, através dos séculos.
Johann Sebastian Bach[25] foi um dos maiores músicos que já viveu, e ele mostrou sua habilidade natural ainda em uma idade precoce. Ele escreveu muitas belas peças de música e teve dez filhos, que eram todos excelentes músicos. Assim, vemos que Bach deu oportunidade para dez egos, que amavam a música, a chance de renascer em uma família musical, onde eles poderiam desenvolver seus talentos. Sabemos que muitos egos avançados ficam esperando no Primeiro Céu muito tempo, porque eles não conseguem encontrar pais que podem dar-lhes os corpos sensíveis que eles precisam para o seu desenvolvimento.
Quando nos voltamos para o campo da arte, descobrimos que a maioria dos grandes artistas começou a vida como crianças talentosas, que logo foram destacados pelos seus professores na arte. Buonarotti Michelangelo[26] foi um famoso pintor italiano, escultor e arquiteto, que mostrou sua habilidade em uma idade precoce.
Gustave Doré[27] era uma criança muito talentosa. Quando criança ele desenhou imagens realistas de sua família e das pessoas que ele viu na rua. Quando ele tinha cinco anos de idade, ilustrou suas cartas a seus amigos com esboços de caneta e tinta. Gustave Doré aprendeu a ler quando ele tinha entre três e quatro anos de idade.
Ele é mais conhecido pelas suas maravilhas xilogravuras que desenhou para ilustrações, para a Bíblia e outros livros bem conhecidos. Ele fez um trabalho maravilhoso por meio da pintura. Ele também foi um gravador em madeira, um gravador em água-forte e um escultor. Gustave Doré era um ego avançado, cuja missão parece ter sido tentar mostrar as belezas dos Mundos, visível e invisíveis por meio da arte, e, assim, atrair a humanidade para mais perto de Deus e dos Elevados Seres.
Os desenhos e pinturas de Gustave Doré devem ter inspirados milhares de pessoas a fazer melhor, e se esforçar mais para fazer as coisas que valem a pena. Este artista foi capaz de liderar os outros desde sua infância, porque ele renasceu como um homem sábio e de visão.
Duas das maiores crianças que conhecemos foram Jesus e Samuel. Jesus tinha Anjos como amiguinhos, e muitos dos maiores pintores mostraram isso em suas pinturas encantadoras. São Lucas descreveu o menino Jesus assim: “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, e a graça de Deus estava sobre ele”[28].
Em seguida, é dito como Maria e José levaram Jesus a Jerusalém quando ele tinha doze anos. Mais tarde, o acharam no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. São Lucas disse: “E todos os que O ouviam se admiravam da sua inteligência e respostas”[29]. Com a idade de doze anos Jesus era um líder ao longo das linhas espirituais. Jesus Cristo se tornou o líder da Religião Cristã, que é a Religião mais avançada que o mundo já conheceu. Ela está destinada a ser a Religião do mundo.
O profeta Isaías falou da vinda de Cristo Jesus, muito antes de ele nascer. Isaías disse das condições que irão aparecer na Era de Aquário, quando ele diz: “E uma criança os guiará”[30]. Vou te dizer como isso vai acontecer: uma criança deve liderar porque ela será uma criança avançada com dons especiais de sabedoria e de entendimento. Ela terá a visão e audição espiritual, e será capaz de falar com os Anjos e Auxiliares Invisíveis, os quais ele vê, e será capaz de controlar as feras da selva e da floresta. Ele será um líder nato que as pessoas vão querer seguir.
Você gostaria de se preparar para ser uma dessas crianças avançadas do futuro? Então, comece agora purificando sua Mente e seu Corpo. Lance fora todos os desejos e preconceitos do mal que você tem abrigado, comece a estudar os Ensinamentos Místicos e Ocultos e a viver uma vida boa e útil. Isto irá permitir-lhe construir um Corpo-Alma em que você poderá funcionar quando estiver fora de seu Corpo, durante o sono. Então, dois egos, que realmente estão tentando seguir os passos de Cristo Jesus, podem se tornar os pais de crianças avançados, e isso deve ser um grande regozijo.
A fé sem obras é morta e por isso devemos não só ter fé, mas temos que fazer algo com ela. Temos de ser pessoas úteis e ajudar a tornar o mundo um lugar melhor para se viver. No livro de Gênesis, somos informados de como Noé construiu a arca sob o comando de Deus. Naquela época, as pessoas na Terra eram muito más e estavam produzindo maus pensamentos continuamente. Deus decidiu destruir o ser humano, mas Ele amou Noé e sua família, e desejou salvar suas vidas.
O Senhor foi para Noé, disse-lhe para construir a arca, e lhe deu instruções cuidadosas sobre a sua construção. Ele também disse a ele para colocar certos animais nela, quando o grande barco estivesse pronto para uso. Isto aconteceu durante tempos da Atlântida, pouco antes da última parte do continente Atlante afundar. A arca foi construída, veio o dilúvio, e depois de muitos dias estacionados Noé e sua família foram salvos. Noé teve fé e trabalhou para construir a arca e domar os animais necessários. Ao mesmo tempo, ele foi ridicularizado por seus vizinhos que rejeitaram a ideia de que eles seriam punidos pelo mal que estavam fazendo.
Noé mostrou sua fé por suas obras e ele foi bem recompensado por sua fidelidade. Se Noé acreditasse que um grande dilúvio estava vindo, mas tivesse esquecido de seguir as instruções dadas a ele sobre a construção da arca, ele teria se perdido quando ocorreu a catástrofe; poderia ter sido tarde demais para ter feito os preparativos necessários.
O mesmo ocorre com a gente. Somos instruídos a nos preparar para a morte, e podemos ver que este é um evento que nenhum de nós pode esperar escapar. Nós olhamos para nós e vemos como a vida é incerta. A Bíblia é um guia, que nos dá instruções cuidadosas de como viver e nos preparar para esta mudança. Somos informados de dois destinos futuros, onde podemos ir.
Se negligenciarmos as nossas oportunidades de auto aperfeiçoamento e serviço aos outros e cometermos muitos pecados, então quando morrermos, passaremos para o Inferno ou Purgatório, como muitas pessoas, na parte inferior do Mundo do Desejo. Aqui seremos purgados dos nossos maus desejos e punidos pelo mal que fizemos.
Por outro lado, nos é dito de como nós podemos escapar de ir para o Purgatório e, ao invés, como podemos ir para o Céu. Devemos ter fé no poder de Cristo para nos salvar, mas isso não é suficiente. Devemos envolver-nos em ajudar os outros para tornar suas vidas mais felizes e mais úteis, pois a fé sem obras é morta.
Considere a história do Bom Samaritano e aqueles que também viram o homem que tinha sido roubado e ferido. Uma dessas pessoas, um samaritano, era um homem bom que teve pena do homem, atou-lhe as feridas, e levou-o onde ele poderia descansar e ser cuidado. Ele era o bom vizinho que Cristo Jesus admirava por sua bondade.
Todos nós podemos ser bons vizinhos, pois há oportunidades ao nosso redor. O mundo está cheio de pessoas que hoje são como o sacerdote e o levita que passaram pelo homem ferido sem ajudá-lo.
O preconceito é uma característica comum das pessoas hoje. Na Índia, o sistema de castas deveria ser alterado. Uma classe de pessoas é chamada de intocáveis. Essas pessoas pobres têm grandes dificuldades, porque as outras classes são muito cruéis e desumanas com elas. Os intocáveis se parecem com o resto, mas falta-lhes dinheiro e lugares apropriados para se viver. Eles nasceram para essa classe e, aparentemente, não podem escapar.
Como nos tempos bíblicos, há desavenças entre as pessoas que não se gostam, pertencentes a várias raças. Em alguns países, certas pessoas não possuem privilégios iguais, seja por causa da raça, cor ou do credo. As pessoas da raça branca, como um todo, se consideram superiores a todos os outros, e se esquecem de que todos são irmãos e devem ser tratados de forma justa. Vamos seguir a regra de ouro e vamos cometer menos erros.
Devemos considerar nossa própria fé. Quanto é que nós temos?
Temos fé em Deus e em Cristo Jesus? Estamos dispostos a seguir a Cristo e fazer o que Ele nos pediu para fazer? Lembremo-nos de que Cristo Jesus disse aos seus Discípulos para pregar o evangelho e curar definitivamente[31] os doentes. É muito bom ter fé, mas também temos que fazer algo a mais. Devemos colocar nossos talentos para trabalhar. Devemos considerar como podemos ajudar os outros.
Médicos e enfermeiros têm grandes oportunidades de servir. Eles podem fazer tudo que está ao seu alcance para curar definitivamente os enfermos. Padres, pastores, sacerdotes e professores podem explicar a Bíblia e os Ensinamentos Ocultos e Místicos.
Algumas pessoas podem trabalhar em escolas e outras instituições. Alguns podem escrever livros que irão inspirar outros a ter mais fé. Todos nós podemos nos virar para ajudar os outros. Podemos mostrar que cremos em Deus, e que nós também acreditamos em colocar nossa fé em prática. Nós podemos trabalhar para aumentar e aperfeiçoar nossos talentos.
Nós podemos fazer o nosso melhor e pedir a Deus para nos ajudar a fazer melhor.
E quais são as recompensas para viver bem? No Velho Testamento, lemos sobre os Mandamentos, no qual Deus Jeová concedeu a Moisés ser um guia dos Israelitas. Esses Mandamentos ainda estão valendo e precisamos obedecê-los, se quisermos progredir na evolução e ganhar recompensas, tanto na Terra como no Céu. Nós devemos ter fé e confiança perfeitas em Deus, porque Ele é o Todo Poderoso, repleto de amor e de compaixão por nós.
Salomão disse: “Para aquele que semeia a justiça, a recompensa é certa”. Cristo Jesus nos disse para acumular tesouros para nós no Céu e é isso que os Auxiliares Invisíveis esperam fazer, levando uma vida de serviço à humanidade. Quando o ser humano vive uma boa vida e acumula tesouros no Céu, ninguém poderá tirá-lo dele. Sua recompensa é certa, porém, devemos ser cuidadosos em manter estes tesouros. Tudo que o ser humano faz durante sua existência é gravado na Memória da Natureza, que está localizada no Mundo do Pensamento. Tudo que fazemos é registrado nesta Região e os avançados Auxiliares Invisíveis são ensinados a ler esses registros. Todas as ações do ser humano estão também gravadas no átomo-semente localizado no coração e, após sua morte, verá este panorama se passar diante dele[32].
Quando o ser humano chega ao Purgatório verá este panorama pela segunda vez; revisão que acontece lentamente, e sofre todo o mal que tenha cometido. Quando o Ego atinge o Primeiro Céu, o panorama se desenrola novamente, e o Ego goza de todo o bem que tenha feito na última vida.
Uma das recompensas para uma vida reta e feliz é a oportunidade de ir para o Céu e permanecer lá por um longo tempo. O Céu é um lugar onde nenhum mal pode existir. Quando uma pessoa vai ao Céu está longe da influência de todas as coisas e das condições terrenas. Ela desfruta de tudo que há de bom que foi feito em sua vida passada, e de todas as gentilezas que os outros fizeram para ele. Aqui o ser humano pode descansar e desfrutar da casa que construiu por seus bons pensamentos e ações.
O Céu é um lugar maravilhoso para estar, e as oportunidades de crescimento são muitas. Os estudantes têm acesso as vastas bibliotecas para estudar. Músicos podem ouvir e apreciar a música celestial, que é muitas vezes mencionado como a Música das Esferas. Os artistas podem deliciar-se com as mudanças constantes de cores que são encontrados no Primeiro Céu e podem continuar o seu trabalho com muito mais êxito do que tinham aqui na Terra.
A expectativa de ir para o Céu é um dos maiores incentivos para se viver bem. Muitas pessoas cristãs viveram na pobreza e no sofrimento, e o fato de pensar ou ganhar um lugar no Céu foi a sua sustentação para aguentar os revezes. Outros indivíduos tornaram-se cansados da vida e anseiam por descanso. Algumas pessoas que viveram nobremente e assim ganharam o privilégio de ver no Céu, e por isso, conseguem ter a prova da realidade do que acontece no Céu. No livro do Atos dos Apóstolos – 7:55, somos informados de que “Estevão viu a glória de Deus, e Cristo estava à direita de Deus”, quando ele olhou fixamente para o Céu, no momento em que foi falsamente acusado por alguns homens maldosos.
Cristo Jesus disse aos seus Discípulos que eles veriam o Céu, e que veriam o Anjo de Deus ascendendo e descendendo sobre o Filho do Homem. Nos quatro Evangelhos encontramos o registro de muitas coisas que os Discípulos viram e que ficaram convencidos da realidade no Céu. Muitos artistas, com visão espiritual, pintaram imagens mostrando as condições e as pessoas que vivem no Céu, e milhares de cristãos devotos têm adorado estes quadros.
São João descreveu as pessoas e Anjos que viu no Céu no livro do Apocalipse ou Livro da Revelação.
Uma das recompensas do reto viver é que um Auxiliar Invisível pode ir para o Céu durante suas horas de sono e conversar com seus amigos e familiares. Irmãos e Irmãs Leigos podem investigar as condições no Céu e também podem fazer o que João fez. Eles podem ver o Céu, com sua visão espiritual, enquanto estiverem em plena consciência de vigília.
Outros Auxiliares Invisíveis podem ir para o Céu, enquanto estão dormindo, e conversar com as pessoas, e, em seguida, lembram de tudo ao despertar. Muitas pessoas vão para o Céu, conversar com seus amigos e parentes, e quando retornam ao corpo tem a lembrança do ocorrido como um sonho. Muitas pessoas fazem todas as coisas que eles sonham em fazer à noite e retornam com a lembrança de desejo realizado. Quando um Auxiliar Invisível se lembra de seu trabalho, enquanto ele está fora no sono, ele sente muita satisfação.
Outra recompensa por estar certo é a proteção do perigo.
Contarei uma história de uma garota que foi salva da morte de uma maneira muito estranha. Ela vivia a boa vida, e ganhou a proteção dos Seres Superiores, os quais estão tentando promover o bem-estar de todos os seres vivos na Terra.
Numa tarde de janeiro, um Auxiliar Invisível pôs-se a dormir, deixou seu Corpo Denso e saiu para os estados do Noroeste. Em um dado lugar um passarinho pintarroxo voou sobre ele e tentou pousar nele; não conseguindo, passou por ele.
“Oh, você quer passear, não quer?” – Disse o Auxiliar Invisível ao passarinho.
Ele pegou o passarinho e neste instante notou uma pequena etiqueta em volta de seu pescoço.
Nesta etiqueta havia o nome e o endereço de uma mulher. Havia também um pedaço de papel preso em sua perna. O Auxiliar Invisível retirou o papel e leu o seguinte: “Por favor, siga esse passarinho até minha casa. Estou enferma”.
“Certo, Amigo, vamos para casa” – disse o Auxiliar Invisível. “Vou lhe acompanhar”. O Auxiliar Invisível e o pintarroxo voaram rapidamente para o edifício que estava em chamas. A garota morava no terceiro andar.
Uma grande quantidade de fumaça estava saindo da sua janela. O Auxiliar Invisível entrou e encontrou a garota em sua cama, que tinha sido queimada pelo fogo. Ela gritava por ajuda. O Auxiliar Invisível pegou a menina, jogou para o lado a roupa de cama queimada e a levou para fora, pela janela.
As pessoas na rua gritaram quando os viram, porque eles acharam que o Auxiliar Invisível tinha se jogado com a garota e que eles estariam mortos ao se chocarem com o chão. Ao invés disso flutuaram e o Auxiliar Invisível colocou a garota no chão. Alguém a cobriu. Neste instante o Corpo de Bombeiros chegou e a garota foi levada para o hospital, porque estava muito queimada.
Depois de resgatar a garota, o Auxiliar Invisível voltou ao edifício em chamas para ver se havia mais alguém lá, mas ele não encontrou ninguém.
O Auxiliar Invisível então foi ao hospital e encontrou a menina toda enfaixada na cama. “Você pode me ouvir?” – Ele perguntou. Ela não prestou atenção. O Auxiliar Invisível então saiu para o corredor e se materializou e voltou ao quarto em seu corpo físico. “Quem você gostaria de ver?” – Perguntou a enfermeira.
“Poderia ver a senhorita que foi trazida para cá com queimaduras” – ele respondeu.
“Ela está agora sob sedativo, para aliviar a dor” – disse a enfermeira.
O Auxiliar Invisível foi até a cabeceira da cama da menina e ela o viu desta vez. “Onde está meu passarinho?” – ela perguntou – “Por favor, vá e traga meu passarinho”.
O Auxiliar Invisível retornou a cena do incêndio e encontrou o passarinho num galho de árvore. Ele o chamou e este veio até ele sem hesitar.
“De quem é este passarinho?” – perguntou o policial que estava observando.
“Ele pertence a senhorita que foi queimada no edifício” – disse o Auxiliar Invisível.
“Eu poderia tomar conta do passarinho” – respondeu o policial.
“Não. Ela me pediu que o levasse para ela” – disse o Auxiliar Invisível.
“Nada sei sobre isso, mas vou ter que apreendê-lo” – disse o policial.
“Certo, mas eu cuidarei do passarinho” – disse o Auxiliar Invisível, e desapareceu no ar com o passarinho. As pessoas observaram o passarinho até perder de vista.
O Auxiliar Invisível retornou ao Hospital com o passarinho e foram para um lado do Edifício. Quando ninguém estava olhando, ele se materializou, e colocou o passarinho embaixo de seu casaco, para entrar com ele no Hospital. Ele entrou na enfermaria onde a garota estava e entregou o passarinho a ela. Quando ela falou com o pintarroxo, ele cantou.
“Leve esse passarinho para fora” – disse a enfermeira.
“Não!” – disse a garota – “Eu achei o passarinho quando era bebê com a perna quebrada, e cuidei dele até que ficou bom e agora ele dorme comigo, e onde quer que eu vá, ele vai comigo”.
O pintarroxo olhou para ela como se dissesse: “Qual o seu problema?”
“Por que não me deixa morrer?” – A garota perguntou ao Auxiliar Invisível – “Meu rosto e meu corpo estão arruinados e terei que desistir do meu cargo na Escola Dominical. Sou a superintendente e temos quinhentas crianças matriculadas. Estou tentando ensiná-las e conduzi-las corretamente para se tornarem pessoas úteis”.
“Talvez você possa ter uma aparência melhor, depois que estiver recuperada” – disse o Auxiliar Invisível, sorridente.
“Obrigada, mas não acredito nisso” – respondeu a garota – “Posso sentir o formato do meu rosto agora e a dor é muito forte”.
“Deixe-me segurar sua mão” – disse o Auxiliar Invisível e tocou em suas mãos – “Gosto de você porque ajudou o passarinho quando estava ferido e porque cuidou muito bem dele”.
Nesse momento, o pai, a mãe e a irmã da garota apareceram e a mãe desmaiou quando viu sua filha naquelas condições.
“Leve-a daqui” – disse o Auxiliar Invisível – “Não precisamos dela aqui”.
A irmã ficou com raiva e começou a questionar o desconhecido sobre sua irmã: “Você é namorado da minha irmã?” – Perguntou ela.
“Eu poderia ser seu colega, seu irmão, seu amigo ou qualquer outra coisa, exceto o marido dela” – respondeu o Auxiliar Invisível.
“Você fala em enigmas!” – Disse o pai da garota.
A mãe recuperou a consciência e ficou muito irritada.
“Se você não tivesse sido tão rude com sua filha, isto não teria lhe acontecido” – disse o Auxiliar Invisível – “O tratamento dado a ela por você a obrigou a viver em outro lugar”. Ele se virou para a garota enfaixada.
“Você não está com dor agora. Peça a enfermeira um pouco de água e em seguida peça um copo de leite”.
A enfermeira trouxe a água, mas se recusou a dar o leite.
“Vamos, enfermeira” – disse o Auxiliar Invisível – “Traga o leite e seja tão amável como o é na aparência. Eu sei que você é formosa”.
A enfermeira sorriu e se foi e trouxe o leite. “Você terá que assumir a culpa por isto” – disse a enfermeira, quando retornou.
“Eu sei” – respondeu o Auxiliar Invisível.
A garota bebeu o leite e se sentiu bem melhor.
“Veja se está dolorida” – disse o Auxiliar Invisível, depois de alguns minutos.
“Claro que estou e as bandagens estão secas” – disse a garota.
Em seguida ela começou a apalpar-se e seus olhos se arregalaram e, espantada, começou a se mover. “Não tenho mais dor!” – disse com voz surpresa.
“O que aconteceu aqui diante dos meus olhos!” – exclamou o pai da garota.
“Tire as bandagens de seu rosto e do corpo” – disse o Auxiliar Invisível.
“As bandagens estão secas e vai doer para retirá-las” – disse a garota.
A garota não entendia que tinha sido curada, mas a força da cura vem de Deus.
“Experimente” – sugeriu calmamente o Auxiliar Invisível.
A garota verificou que as bandagens saíram facilmente e ela o fez rápido. Quando ela removeu todas as bandagens verificou que não tinha nenhuma marca ou cicatriz em seu corpo, exceto que seus cabelos e suas sobrancelhas estavam chamuscados.
“Seus cabelos e suas sobrancelhas crescerão com o tempo” – disse o Auxiliar Invisível. “Ouça bem o que digo: Deus cuidará dos Seus, quando eles mesmos se negarem a fazer pelos outros o que você tem feito”.
O Auxiliar Invisível viu que esta garota tinha desenvolvido um belo Corpo-Alma pela ajuda prestada durante a sua vida.
“Quem é você?” – a garota perguntou, maravilhada.
“Eu sou um servo como você” – respondeu o Auxiliar Invisível.
“Tenho que saber onde você mora, assim posso ir e lhe ver” – disse a garota.
“Não, você não pode fazer isto” – respondeu o Auxiliar Invisível.
A garota ficou inquieta e queria se levantar.
“Suas unhas vão quebrar e seus dedos poderão ficar doloridos, mas poderá ir para casa amanhã à tarde se você sentir que está melhor” – disse o Auxiliar Invisível – “Devo ir embora. Seja meiga e boa”.
A garota queria beijar o Auxiliar Invisível, mas ele disse: “Não, não criança, isso poderia lhe machucar” (Isto aconteceria porque o Auxiliar Invisível estava em um corpo materializado).
“Sou grata a você por tudo que fez para me ajudar” – disse a garota.
“Que Deus abençoe você, minha irmã” – ele disse e desapareceu.
“Meu Deus!” – exclamou a mãe – “Ele deve ser um Anjo”.
Este Auxiliar Invisível e seu parceiro voltaram para ver a garota, aproximadamente cinco horas depois, e eles a encontraram dormindo, tranquilamente, na cama do hospital. O homem Auxiliar Invisível não se materializou, neste momento, mas a senhora Auxiliar Invisível se materializou e eles entraram no quarto. A enfermeira mostrou a ela a cama da garota e a Auxiliar Invisível a acordou.
“Onde está o Anjo? – Perguntou a garota – “É você?”.
“Não” – respondeu a Auxiliar Invisível – “mas ele está aqui”.
“Oh, você é um Anjo, também!” – exclamou a garota, rapidamente.
“Não” – disse a Auxiliar Invisível – “Eu sou somente uma serva da humanidade” – e conversou com a garota por algum tempo.
A garota continuou a perguntar pelo Auxiliar Invisível, e finalmente ele se materializou e falou com ela, o que a deixou satisfeita. Em seguida, a garota pediu a senhora Auxiliar Invisível para ser sua amiga e que ela viesse vê-la quando ela estivesse restabelecida.
“Você vai retornar à sua vida normal? – Perguntou a Auxiliar Invisível.
“Não, não vou” – respondeu a garota.
Quando a Auxiliar Invisível estava pronta para sair, a garota pediu que a beijasse. “Sim” – a Auxiliar Invisível disse, que se inclinou e a garota a beijou.
“Sou muito grata, por ter beijado um Anjo” – disse a garota.
“Dei a menina um pouco de força, pois, ela estava muito exaltada” – o homem Auxiliar Invisível expressou-se através do pensamento.
A senhora Auxiliar Invisível colocou a garota em seus braços, expandiu a sua aura e a garota disse: “Oh!”. Então a Auxiliar Invisível desapareceu.
A enfermeira veio e correu até a cama. Os outros pacientes acordaram assustados e ficaram extasiados.
“Você é uma santa a quem os Anjos vieram, e a ajudaram?” – Perguntou a enfermeira – “Eu ouvi sobre você, da enfermeira que disse ter se curado. Como você pode ser tão boa?”.
“Não sou santa” – disse a garota – “Simplesmente rezo e ensino crianças em uma escola dominical, porém, sou a garota mais feliz do mundo”.
A enfermeira fez o sinal da cruz. “Quando os Anjos aparecem é que a morte se aproxima” – disse ela.
O homem Auxiliar Invisível pediu a sua companheira para materializar-se rapidamente e dizer-lhes que isto não é verdade.
A senhora Auxiliar Invisível materializou-se e falou com a enfermeira.
“Isto não é verdade” – ela disse – “Não diga isto novamente”.
Depois disso os Auxiliares Invisíveis partiram e continuaram seu trabalho.
O livro apócrifo chamado A HISTÓRIA DA VIRGEM MARIA E A HISTÓRIA DA SEMELHANÇA COM CRISTO, editado e traduzido por E. A. Wallis Budge[33], fornece muitos casos que dizem como a Virgem Maria foi salva da morte pelos Seres Superiores.
Foi-me dito que Cristo Jesus tinha doze Discípulos seniores, sessenta e seis Discípulos júnior, e quatrocentos e cinquenta e seis Discípulos intermediários. Embora supõe-se que todos os onze Discípulos seniores encontraram uma morte violenta, exceto São João, a maioria dos outros Discípulos se saiu melhor e viveu para servir como Auxiliares Invisíveis por muitos anos. Mais tarde, eles renasceram e se tornaram Auxiliares Invisíveis e foram protegidos contra muitos perigos.
Aqui está uma história de uma criança avançada espiritualmente que foi salva por uma leoa. Quando alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por uma selva na Índia, eles viram uma leoa carregando uma menina de pele escura de cerca de quatro anos, em sua boca. Os Auxiliares Invisíveis desceram, se materializaram e foram até a leoa. Ela cuidadosamente colocou a criança e ferozmente partiu em direção aos Auxiliares Invisíveis. A criança começou a chorar e a leoa parou e olhou para ela e, em seguida, olhou para os Auxiliares Invisíveis, como se indecisa no que fazer.
Em seguida, a leoa partiu em direção aos Auxiliares Invisíveis.
– “Senhorita Leoa, nós somos seus amigos”, disse o Auxiliar Invisível, “mas queremos saber o que você está fazendo com a criança”.
A leoa veio até os Auxiliares Invisíveis choramingando. Em seguida, ela voltou para a criança, empurrou-a para cima, pegou-a e começou a se afastar.
– “Espere um minuto” – solicitou o Auxiliar Invisível.
A leoa colocou a criança, novamente, no chão e deu um rosnado feroz.
– “Não fique brava, senhorita Leoa, mas aja como uma dama” – disse o Auxiliar Invisível. “Você, supostamente, é a rainha da selva. Por que não ser dama quando você tem amigos em torno de você?”.
A leoa pegou a criança e começou novamente a se afastar.
“Espere” – disse o Auxiliar Invisível. Em seguida, ele entrou em contato com o Espírito-Grupo, que tem a seu cargo os leões, e perguntou-lhe o que a leoa ia fazer com a criança.
– “Siga-a e não deixe que nada de mal aconteça com ela” – disse o simpático Espírito-Grupo.
Os Auxiliares Invisíveis desapareceram, a leoa grunhiu e olhou em volta com um olhar de surpresa e, em seguida, continuou caminhando. Ela saltou ao longo de vários pequenos riachos e pântanos e finalmente chegou a uma aldeia indígena. Ela entrou na aldeia e os nativos começaram a correr e gritar. Um grupo de guerreiros saíram, armados com longas lanças com a qual eles estavam indo para atacar a leoa. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para aparecer a eles e expandir a sua aura. Quando ela fez isso, os guerreiros caíram para trás e a leoa continuou até que chegar a uma certa cabana. Então ela colocou a criança no chão e se virou para ir embora.
“Espere, senhorita leoa” – falou o Auxiliar Invisível – “você não conseguirá sair daqui viva”. Ele então virou-se para a mulher nativa na cabana e disse: “Esse é o seu filho?”.
A mulher estava em pé ao lado da parede, tão dura como uma tábua, e seus olhos estavam arregalados de medo. Seu rosto tornou-se mais pálido quando viu a leoa na porta. A cabana tinha apenas uma porta, então ela sabia que ela não poderia escapar.
O Auxiliar Invisível foi até a mulher, sacudiu-a; ela gritou em voz alta e agarrou a criança em seus braços e disse: “Meu, meu”. Eles olharam a criança e não havia riscos ou marcas em seu corpo em qualquer lugar que demonstrasse que a leoa a tinha levado. Os Auxiliares Invisíveis se perguntaram porque a leoa não tinha matado a criança.
O Espírito-Grupo disse que esta criança tinha renascido para ajudar os nativos e sempre tinha sido boa em suas atividades no passado. A criança se afastou da vila e o Espírito-Grupo tinha influenciado a leoa para levá-la de volta para casa.
Os Auxiliares Invisíveis curaram alguns doentes nativos, brincaram com a leoa e com algumas crianças e, depois, se sentiram muito felizes com o que tinham visto.
Outra recompensa por estar correto é a sabedoria.
Quando um pregador por levar uma vida correta purifica seu corpo e constrói um Corpo-alma recebe os dons espirituais de visão e audição, e ele pode atrair pessoas a ele, como alguns dos primeiros pregadores fizeram.
Quando um artista ganha esses dons espirituais preciosos por viver uma vida correta, ele pode ver na Memória da Natureza e se reproduzir eventos passados na vida de Cristo, dos Seus Discípulos e de outros, como muitos dos grandes pintores foram capazes de fazer. Quando a um músico é dado estes inestimáveis dons, ele pode ser ensinado como reproduzir a música das esferas.
A Bíblia fala de muitos sábios profetas e professores que muito ajudaram a humanidade. A sua sabedoria não foi o resultado de longo e continuado estudo de livros. Muito do que tiveram como uma recompensa foi por terem vivido uma vida correta. Tomemos Salomão, por exemplo. Ele pediu sabedoria e foi dada a ele, e ele usou para governar o seu povo com sabedoria por muitos anos. Josué, Aarão, José, Jesus, Paulo e muitos outros tinham os dons espirituais da visão e da cura definitiva[34], e alguns tinham o dom de curar os outros. Desde então, apareceram muitos outros.
Quando alguém realmente vive uma vida correta ele tem uma satisfação e alegria interior que ninguém pode tirar dele. Exala satisfação e alegria que não podem ser explicadas, quando ajuda um amigo querido, ou quando um amigo querido o ajuda. Da mesma maneira, a apreciação de outras pessoas para conosco nos faz muito felizes. Quando alguém realmente vive uma vida inofensiva e útil ele pode ganhar o direito de ser um Auxiliar Invisível. Esta é uma recompensa que vale a pena lutar para alcançá-la.
Outra recompensa por viver uma vida correta é uma vida mais longa, o que nos dará mais oportunidades para a experiência. Algumas pessoas tiveram suas vidas prolongadas, a fim de que eles pudessem continuar o seu trabalho. A Bíblia nos diz que Ezequias[35] ficou doente e foi dito que ele iria morrer. Ele orou a Deus e pediu ajuda e Deus adicionou quinze anos à sua vida e enviou Isaías para curá-lo. Não quero dizer que isso acontece com todos os Auxiliares Invisíveis, em cada vida, pois isso não acontece. No entanto, muitas pessoas que eram Auxiliares Invisíveis tiveram suas vidas prolongadas.
A maior recompensa de todas é para ganhar a libertação de Deus, o Grande Pai de todos nós. A fim de fazer isso, um Auxiliar Invisível deve servir a humanidade por muitas vidas e obter as treze Iniciações. Quando isso tiver sido feito o indivíduo será escoltado até a presença do Deus de nosso Sistema Solar, por Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados.
***
Capítulo 2 – Como posso me tornar um Auxiliar Invisível
Talvez você esteja se perguntando quem são os Auxiliares Invisíveis e como eles são compostos. Os Auxiliares Invisíveis pertencem a muitas ondas de vidas.
Esta faixa de seres, muito úteis, percorrem todo caminho de Deus, o Ser Supremo, dos Seres Superiores – que habitam os vários planos cósmicos – até seres inferiores como os Espíritos da Natureza, que trabalham com o Fogo, Terra, Ar e Água.
Neste capítulo vamos considerar os Auxiliares Invisíveis que pertencem à onda de vida humana. Podemos dividi-los, resumidamente em duas classes, os Auxiliares Invisíveis conscientes e os inconscientes.
Os Auxiliares Invisíveis conscientes, geralmente, são os Irmãos e Irmãs Leigas. Eles chegaram a um ponto onde eles podem deixar seus Corpos Densos, por sua vontade, sair em seus Corpos-Alma e trabalhar como Auxiliares Invisíveis, em plena posse de suas faculdades. Eles podem retornar a seus Corpos e lembrar apenas onde eles estiveram ou que fizeram e falaram. Eles podem reter o que aprenderam e trazer suas experiências vividas para a Mente, sempre que desejarem. Eles foram ensinados a trabalhar com os vivos e os mortos, como operar as leis espirituais e como curar definitivamente os doentes.
Os Auxiliares Invisíveis inconscientes são pessoas que saem à noite para curar definitivamente outras pessoas durante o sono. Eles fazem o que podem para ajudar, porém, não conseguem se lembrar daquilo que fizeram. Tal tipo de Auxiliar Invisível não é capaz de enviar mensagem, devido ao seu pouco treinamento como Auxiliar, por meio do brilhante Cordão Prateado, para ser gravada no cérebro físico. Por esta razão não consegue lembrar onde foi e o que fez. É necessário um tempo maior de treinamento e muito esforço para que este Auxiliar Invisível se torne consciente nos planos internos, mas, pode ser alcançado e muitas pessoas avançaram até este ponto.
Qualquer pessoa pode ser um Auxiliar Invisível, se desejar e se cumprir com os requisitos necessários. Algumas pessoas foram Auxiliares Invisíveis em vidas passadas e hoje, encarnados, continuam como Auxiliares Invisíveis. Qualquer pessoa que pratica o “Sermão da Montanha” ou os “Dez Mandamentos” na sua vida pode se tornar um Auxiliar Invisível. Qualquer pessoa que tem as leis de Deus escrita em seu coração pode se tornar um Auxiliar Invisível consciente, independentemente de sua raça, seu credo, sua cor ou religião. O caminho está aberto para todos.
Se você deseja ser um Auxiliar Invisível precisará ter um só objetivo em mente. Você deve acreditar que pode fazer as coisas que você se propôs a fazer, ao longo de linhas religiosas e ajudar a humanidade.
Você deve ser altruísta e se dispor a ajudar a todos, independentemente de quem seja. Isto é muito importante, pois os Seres Superiores só consideram o coração e os desejos superiores e não as aparências externas. Muitos aspirantes acabam falhando por não estarem dispostos a fazer este trabalho, devido a um sentimento de superioridade e preconceito.
O aspirante deve ter fé inabalável em Deus. Deve acreditar que aqui nada poderá machucá-lo e nem mesmo nos planos superiores, enquanto estiver fora do Corpo durante o sono. É preciso muito tempo para que a maioria dos aspirantes se tornem bravos Auxiliares Invisíveis. Eles esquecem que estão fora de seus Corpos Densos e não podem ser feridos por pessoas e animais. Eles fogem em momentos críticos e retornam a seus Corpos e, quando entram nele ficam acordados por muito tempo. Às vezes, eles retornam em seus Corpos com tanta rapidez que acabam ferindo o Corpo Físico devido ao estado de choque que se encontram. Tais pessoas são consideradas de pouca utilidade, pois não se pode confiar nelas para completar o trabalho que foram enviadas para fazer.
Vou contar-lhe uma história, muito interessante, de um Auxiliar Invisível que desistiu de sua missão, e em seguida, ao acordar ficou pensando sobre o que havia acontecido e sentiu remorso por não ter feito o trabalho, devido ao medo. Dois Auxiliares Invisíveis (um homem e uma mulher) foram enviados para ajudar uma égua muito valiosa, que estava carregando dentro de si um potro e que por ser grande não conseguia dar à luz sozinha. A dor estava deixando-a louca e não sabia o que estava acontecendo. Ela corria ao redor de si mesma e estava muito excitada. Seu instinto animal a levou a procurar a ajuda de seu dono, e após subir os degraus da varanda começou a dar patadas na porta da casa.
Em seguida a égua, assustada, começou a virar em volta de si mesma na tentativa de forçar o potro a nascer. Isto a deixou desnorteada e acabou caindo escada abaixo. Depois que a égua se levantou começou a correr descontroladamente pelo quintal.
As pessoas saíram de suas casas e viram a condição em que estava a égua e queriam sacrificar o animal para terminar com seu sofrimento.
“Não façam isto, pois ela pode ser ajudada”, disse o Auxiliar Invisível.
Este animal pertencia a um garoto que tinha treze anos de idade e que gostava muito dele. Era seu animal de estimação e como estava prenha ele tinha até permitido que ela entrasse em sua casa. O menino chorou quando viu seu animal em apuros. “Você não pode fazer nada por ela, pode? “, disse para o estranho que tinha pedido para não sacrificar o animal.
“Sim, acho que posso”, respondeu o Auxiliar Invisível, sorrindo.
A Auxiliar Invisível sentiu o mesmo medo que envolvia as pessoas e a égua, porém, ela se esqueceu que não poderia ser ferida, enquanto estivesse fora de seu corpo. Ela não queria que o outro Auxiliar chegasse próximo à égua assustada. Ela ficou apreensiva porque a égua era muito selvagem e indomável; e ela foi embora, não voltando para continuar a servir para resolver aquele problema.
O Auxiliar Invisível era mais corajoso e se aproximou da égua e a tocou. Ela ficou calma imediatamente, e sua dor parou com o toque dele. O Auxiliar Invisível podia ver o Espírito-Grupo da égua no Mundo do Desejo, e perguntou o que poderia fazer para salvá-la. O Espírito-Grupo lhe deu as instruções e com uma corda amarrou as duas patas traseiras do potro e prendeu a outra ponta da corda num poste. Então, puxou a égua para longe do poste para que o potro pudesse sair de dentro da égua. O Auxiliar Invisível falou com a égua o tempo todo para mantê-la quieta. O potro nasceu bem e deu tudo certo e o Auxiliar Invisível desamarrou a corda dos pés do potro e viu que ele era forte e perfeito. Sem esta ajuda, tanto o potro como a mãe teriam morridos.
O Espírito-Grupo agradeceu o Auxiliar Invisível e disse que esperava que a outra Auxiliar pudesse servir melhor da próxima vez, mas que ela era uma pessoa corajosa. Estes Auxiliares Invisíveis tinham visto o Espírito-Grupo antes, quando eles ajudaram outro belo cavalo marrom, cuja perna tinha sido quebrada em um acidente.
Talvez você possa imaginar como o Espírito-Grupo se parece. Basta tentar imaginar um espírito parecido com um Arcanjo com um corpo de um homem, uma cabeça como a de um cavalo, e um corpo etérico estendido para trás dele. Imagem de si mesmo refletida, com maravilhoso olhar compassivo, e uma radiante luz envolvendo seu corpo e estendendo-se para fora dele em todas direções.
Então você terá uma breve concepção deste maravilhoso Espírito-Grupo, o qual tem a seu cargo os cavalos, que os guia e os direciona. Quando eles sofrem e morrem, o Espírito-Grupo sente a dor mais intensamente do que aqueles que estão sob seus cuidados. O Espírito-Grupo faz tudo o que pode por aqueles que estão sob sua responsabilidade, e aqueles seres humanos misericordiosos que são amáveis e bondosos para com seus cavalos são abençoados pelo Espírito-Grupo.
Estes Auxiliares Invisíveis voltaram duas vezes para ver a égua e o lindo potro. O dono disse que ele tinha recebido uma oferta de mil dólares pelo potro, naquele momento; mas ele não queria vendê-lo. O homem questionou o desconhecido e queria saber seu nome e endereço, mas é claro, ele não poderia dar.
“Se você realmente precisar de mim novamente” disse o Auxiliar Invisível, “Eu estarei aqui”.
Você pode observar nesta história que o Auxiliar Invisível precisa ser corajoso e destemido. Eles devem lembrar que estão fora de seus corpos e não podem ser feridos por nenhuma criatura.
Os Auxiliares Invisíveis também devem ter algum conhecimento de como cuidar dos doentes e feridos. Quanto mais capazes e experientes eles forem, melhor, pois eles precisam pensar e agir rapidamente.
Um estudante de Ocultismo tem de ser corajoso o suficiente para confirmar a sua religião contra a oposição. Quando um estudante, definitivamente, abraça o Caminho, ele perceberá que sua família e seus amigos vão se opor a seus desejos e eles podem tentar afastá-lo do Caminho escolhido. Eles podem ridicularizar suas crenças. Eles podem colocar obstáculos em seu caminho e causar-lhe muito desconforto físico e mental. Os membros da sua família podem abandoná-lo, seguir seus próprios caminhos e ignorá-lo. Ele pode perder seus amigos e ter que procurar outros que vão compreendê-lo. Ele precisará ficar mais tempo sozinho. Ele será chamado de uma pessoa estranha. Alguém pode dizer que ele tem uma religião imaginária e que é impraticável. Seus amigos podem até dizer que ele é um tolo ou um louco por acreditar na Lei do Renascimento.
Talvez você se pergunte porque não há mais estudantes Ocultistas. É porque as pessoas estão mais interessadas em ter prazeres, preferem estudar sobre as coisas materiais deste mundo, em vez de se preparar para um desenvolvimento ao longo das linhas espirituais. Algumas pessoas se aproximam dos ensinamentos místicos por mera curiosidade. Elas ouviram sobre a clarividência e a desejam por motivos egoístas. Tais pessoas podem até se tornarem Probacionistas e estudarem até de maneira diligente por um tempo. Alguns deles logo se cansam de se privar de carne e peixe, e outras coisas que um Probacionista promete a si mesmo não mais fazer. Então, eles se voltam para seus velhos hábitos e nunca mais se comprometem com qualquer progresso espiritual em sua vida.
Qualquer religião é importante, na medida em que torna as pessoas melhores aqui e agora. Tal religião deve tornar as pessoas gentis e atenciosas em seu lar, de boa consciência em todos os seus negócios, leal a seus amigos e pronto a perdoar os seus inimigos.
Os ensinamentos Ocultos promoverão tudo isso, se eles são totalmente compreendidos e praticados.
Quando uma pessoa decidiu dedicar sua vida ao serviço da humanidade, deve meditar muito tempo antes de dar esse passo, porque uma vez que o passo foi dado, a pessoa se sentirá deslocada no lento caminho da evolução da humanidade em geral. Se ela avança, encontrará a felicidade e satisfação no trabalho que ela fará, no conhecimento que adquirirá e novos amigos que ela conhecerá. Se ela, aos poucos, desiste e deixa de tentar melhorar a si mesma, verá que não mais se encaixa em nenhum lugar. Ela não ficará satisfeita em fazer o que fazia no passado, e sentirá que perdeu algo que era vital para a sua paz de espírito e felicidade.
Devemos lembrar que cada ser humano deve trabalhar para o seu próprio destino. Quando consideramos o destino, pensamos, imediatamente, da Lei do Renascimento e na Lei de Consequência. Estas Leis trabalham em harmonia com os Astros, de modo que uma criança nasce no momento em que os Astros do nosso Sistema Solar lhe dão as condições que são necessárias para ela adquirir experiências e evoluir na escola da vida. Nós somos o que somos por causa do que fomos em vidas passadas, e nossas ações atuais determinam as condições futuras. Se você deseja se tornar um Auxiliar Invisível, você precisa estudar o assunto de todos os ângulos, e então você será capaz de entender a melhor forma de como realmente começar.
Não só temos trabalho a fazer na Terra, mas quando chegarmos ao céu estaremos ocupados. Quando chegar ao Mundo do Pensamento vamos trabalhar para alterar a superfície da Terra, que será o palco de nossos desafios futuros, na Terra densa, onde viveremos novamente. Além disso, estaremos muito ocupados em aprender a construir melhores corpos físicos para se trabalhar quando estamos prontos para renascer novamente.
Durante o tempo em que nós estivermos no Céu, vamos aprender a construir todos os tipos de corpos, porque um Corpo Denso não é suficiente. Precisamos também de um Corpo Vital, um Corpo de Desejos, uma Mente, e um Corpo-Alma, antes que possamos nos tornar Auxiliares Invisíveis.
O mais avançado da humanidade também tem que desenvolver um outro corpo que é chamado o Corpo Espírito de Vida, ou Corpo Causal. Este Corpo está correlacionado ao Mundo do Espírito de Vida. Quando o Corpo Espírito de Vida é construído, um Auxiliar Invisível pode deixar seu Corpo Denso e viajar de um Planeta para outro. Há ainda um outro Corpo que devemos construir no futuro. É o Corpo Espírito Divino, que é o mais sutil veículo do ser humano. Quando um ser humano pode funcionar conscientemente neste veículo, ele pode deixar seu Corpo e viajar conscientemente de um Sistema Solar para outro.
Nós não podemos mudar nosso passado, mas, até certo ponto, podemos mudar nossas vidas futuras. Devemos harmonizá-las com as leis de Deus, e de alguma maneira, podemos nos elevar acima das leis de nosso Mundo Físico, e com o tempo podemos livrar-nos destas dívidas.
A fim de que possamos entender melhor como cada pessoa deva trabalhar o seu próprio destino, eu vou contar de que maneira um homem estava lidando com seu destino, sob provas muito difíceis.
Há alguns anos, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que estava doente, acamado e só. Durante sua vida ele tinha causado muitos problemas para outras pessoas. A falência de uma instituição financeira o fez perder todo o seu dinheiro e ele acabou indo para o Norte começar uma nova vida.
“Eu não tinha nada além de problemas e contratempos, mas me mantive firme”, disse o homem. “Uma noite, uma matilha de lobos me atacou e uma mulher veio, espantou os lobos e depois cuidou de minhas feridas.
Ela me disse que se eu ajudasse o meu próximo, minha vida não seria tão sem sentido e solitária. Ela me disse que deveria trabalhar com o meu destino que eu mesmo tinha escolhido, e que eu teria que desfazer os erros que havia cometido.
“Eu perguntei-lhe como eu poderia fazê-lo e, ela respondeu: vá para cidade e viva uma vida de serviço a toda a humanidade e também aos animais. Comecei a fazer isso com grande alegria. Mas, minha alegria não durou muito tempo, pois, mal ganhava para me sustentar e eu já estava passando fome. Finalmente consegui um emprego, mas, roubaram o meu primeiro salário no caminho para minha casa. Fui despejado do meu quarto pela proprietária e fiquei passando frio. Então, fui até o meu chefe e ele me ajudou naquela semana pagando o meu aluguel. Mais tarde, apaixonei por uma mulher, porém, ela me deixou um dia antes de nos casarmos. Isso tirou todo o meu desejo de fazer o bem”.
“Você se casaria com ela por um motivo egoísta”, disse a Auxiliar Invisível. “Você não quis ajudar ninguém durante esse tempo? “
“Não, mal eu poderia ajudar a mim mesmo!”, respondeu o homem.
“Quando você começou a ser útil?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Bem”, disse o homem, “uma noite a mesma mulher apareceu a mim, em sonho, e pediu que eu ajudasse a humanidade com o aquilo que eu tinha.
A primeira pessoa a quem eu ajudei foi uma menina indiana. Desde então, tenho ajudado as pessoas, cães, gatos e vários animais”.
“Numa manhã de domingo na primavera fui para floresta e não prestei atenção por onde estava indo. Finalmente, eu entrei em um covil de lobos e um lobo rosnou para mim. Isso me fez voltar a mim, percebi que a morte estava perto e fiquei apavorado. Eu orei a Deus e Lhe pedi para que me poupasse um pouco mais. Eu prometi que iria tentar desfazer as maldades que eu tinha cometido”.
“Neste momento, um lobo transportou um de seus filhotes e depositou aos meus pés”.
Observei que uma de suas patas traseiras estava parcialmente mutilada. Lavei-a com cuidado, enrolei com o meu lenço e a coloquei no chão.
Depois o filhote voltou para sua mãe. Então, me dirigi até no meio dos oito lobos e nenhum deles me incomodou.
“Fui para casa me sentindo um novo homem e fui promovido rapidamente no meu trabalho. Agora sou o supervisor das florestas. Fui para a floresta novamente, há cerca de um ano atrás. E lá libertei uma grande cobra de uma armadilha e ela não tentou me morder. Eu não quero morrer. Eu não completei ainda meu trabalho aqui. Tenho desfeito muita coisa do que fiz, mas, quero ainda terminar”.
“Você vai viver para terminar o seu trabalho”, disse a Auxiliar Invisível.
“Por favor, me diga por que a mulher me abandonou no momento do nosso casamento?”, disse o homem.
O Auxiliar Invisível lhe disse que em vidas anteriores havia mantido relações sexuais com essa mulher para satisfazer seus desejos deixando-a depois, e que agora estava colhendo aquilo que semeou.
“Você irá conhecer esta mulher a quem feriu”, disse o Auxiliar Invisível. “E você terá a oportunidade de corrigir o erro que cometeu e, ainda dar um nome a uma criança. Certamente, estará pagando o seu destino”.
Os Auxiliares Invisíveis observaram que o Corpo-Alma do homem estava começando a brilhar. Eles fizeram o que podiam para ajudá-lo e foram continuar o trabalho deles. Esperemos que este tenha pago as suas dívidas, e que em vidas futuras possa ser útil e feliz, e assim evitar o Purgatório, quando vier a falecer.
Na Bíblia, lemos as seguintes palavras de sabedoria: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (II Cor 5:10).
Os Auxiliares Invisíveis precisam de conhecimento, pois é necessário se relacionar com vários tipos de pessoas, e por isso ser capazes de lidar com todo tipo de situação, quando são enviados em missões (serviço). A eles são dados os meios de levar adiante o trabalho a ser executado. Por meio da Consciência Jupiteriana, que é algo semelhante às cenas passadas em imagens, o Auxiliar Invisível mostra às pessoas, que irão ajudar, de que maneira devem proceder.
Existem algumas pessoas que são tão preguiçosas e negligentes como crianças malvadas e crescem preguiçosas e incapazes. Vocês veem muitas destas pessoas (membros) na família humanidade. Sem dúvida, tem se perguntado por que elas não se esforçam por elaborar melhores condições de vida para si mesmas. Elas tentam resistir a todos os esforços para serem melhores e seguirem a linha de menor resistência, que é mendigar ou furtar àqueles que lhes convém.
Aqui está uma história que mostra como algumas pessoas foram ajudadas numa noite, e como alguns mendigos decidiram dar uma mãozinha na construção de seus destinos. Os mendigos aproximaram de uma casa e planejaram roubar as pessoas que ali viviam. Um deles foi até à porta de uma casa para pedir comida. Caminhou até a porta, enquanto os demais permaneceram no quintal. O homem esperava entrar na casa, e assim, observar o que havia lá dentro, para que em seguida os demais pudessem aproveitar e roubar a família.
Aconteceu que dois Auxiliares Invisíveis estavam dentro da casa socorrendo uma pessoa enferma. Quando ouviram uma forte batida na porta os Auxiliares Invisíveis olharam para fora e viram o mendigo na porta e os demais no quintal.
“Irei até a porta”, disse a Auxiliar Invisível, pois sabia que as pessoas estavam nervosas e com medo.
“O que quer?”, a Auxiliar Invisível perguntou ao mendigo, após abrir a porta.
O mendigo pediu algo para comer. A Auxiliar Invisível, cuidadosamente, fechou a porta e foi pegar um pouco de pão e manteiga.
Ela entregou a comida ao mendigo, que parecida muito bravo, porque estava descontente. A Auxiliar Invisível, então, viu mais quarto mendigos próximos com olhares maldosos em seus rostos. A Auxiliar Invisível sabia que os mendigos estavam intencionados em roubar as pessoas e, então, resolveu impedir que isto acontecesse, se fosse possível. Ela foi até onde eles estavam e lhes falou.
“O que posso fazer por vocês?”, ela perguntou.
Os homens murmuraram algo sobre sua má sorte e a Auxiliar Invisível começou, imediatamente, a reprová-los por serem descuidados e preguiçosos. Ela lhes disse que a culpa era de cada um por serem pessoas difíceis e por isso não teria mais ninguém a quem culpar. A senhora Auxiliar conversou com cada um por vez, e disse a data e onde nasceu. E falou dos principais acontecimentos em cada uma de suas vidas.
Os mendigos ficaram tão surpresos que não sabiam o que fazer. Um dos homens chegou a afirmar que ela estava certa no que disse a seu respeito.
“Sim, é verdade”, disse outro homem.
A Auxiliar Invisível lhes contou de sua vida e de seus esforços para fazer o bem e ter êxito no seu trabalho e como ela trabalhou com o seu dinheiro para que fosse possível aproveitá-lo por mais tempo. Os homens a olharam com surpresa e admiração. O Auxiliar Invisível disse a ela que os tirasse de sua aura expandida. Quando a fez, os homens ficaram assustados.
“Senhora, os Anjos trabalham no céu?”, perguntou um dos homens.
“Sim, eles trabalham no Céu”, a Auxiliar Invisível respondeu. “Os seres humanos, Anjos e Arcanjos trabalham em toda parte do Universo. Todas as pessoas, tanto boas ou más, necessitam trabalhar nesta onda de vida”. Ela reafirmou que havia deixado bem claro a todos os mendigos que todo ser humano deve trabalhar pelo seu destino e que colhemos aquilo que semeamos.
Os cinco mendigos se viraram e foram embora calmamente, porém, muito mais instruídos do que quando chegaram. Eles acabaram mudando de opinião sobre o que iam fazer e decidiram que, a partir de agora, seriam pessoas melhores no futuro.
Se você deseja ser um Auxiliar Invisível, você deve gostar de trabalhar. Se você se orgulha de trabalhar e gosta de se colocar nisso e de fazer o melhor que pode, você vai ser bem-sucedido na longa jornada. Um Auxiliar Invisível ama seu trabalho. Depois que ele sabe que estão dando a ele a permissão de fazer parte neste trabalho, ele anseia por fazer seu melhor e evoluir e, assim, será capaz de realizar trabalhos cada vez mais difíceis, enquanto está fora de seu Corpo durante o sono. Auxiliares Invisíveis de todos os tipos são necessários. Pessoas das origens mais humildes necessitam de ajuda, tanto quanto engenheiros altamente habilidosos, médicos, professores e todos aqueles de todas as outras profissões. Há um lugar para todos que desejam servir.
Não devemos negligenciar os deveres ordinários de nossas vidas. Não devemos esperar nos colocar em novos deveres e deixar de lado nossas obrigações que já foram assumidas. É possível para nós sermos realmente bons como estudantes ocultistas, sem negligenciar algum de nossos deveres habituais. Não estamos prontos para o trabalho mais elevado se não estivermos desejosos por completar nossos DEVERES para com nossas famílias. Iremos descobrir que trabalhar como um Auxiliar Invisível será a coisa mais interessante e valiosa que faremos. Não desejaremos fazer nada que possa nos levar a perder nosso lugar no grupo de Auxiliares Invisíveis. Não devemos apenas pensar grande, mas devemos trabalhar no sentido da meta que impusemos a nós mesmos.
Consideremos o lugar em que a religião deveria ter em nossa vida moderna e, então, veremos qual papel deveríamos desempenhar no drama da vida, a fim de fazer do mundo um lugar melhor para todos nós vivermos.
São Tiago escreveu aos Cristãos sobre seu dia e contou-lhe várias coisas que os encorajaram a se esforçar muito para viver vidas boas e úteis. O seguinte conselho nos fala sobre como podemos ser bons Auxiliares Invisíveis:
“Se alguém dentre vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem recriminações, e ela ser-lhe-á dada”.
“…todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação”.
“Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia a sua língua, antes se engana a si mesmo, saiba que a sua religião é vã”.
“Tornai-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!”.
“Com efeito, a religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, consiste nisto: visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações e guardar-se livre da corrupção do mundo” (Tg 1:5-16-17-22-26-27).
São Tiago era um Ego desenvolvido que não teve medo de escolher seguir a Cristo, e depois de ter escolhido segui-Lo, nunca vacilou, mas continuou a ser fiel a Ele enquanto viveu. Naquele tempo, não era algo fácil seguir os ditames de seu coração.
Depois de Cristo ter sido crucificado, os Discípulos estavam sempre em perigo, pois eles tinham muitos inimigos. As ideias de Cristo eram muito elevadas para aqueles seres humanos vis de seu tempo segui-las e eles temiam aqueles que instintivamente reconheciam como nobres e verdadeiros. Tais homens sabiam que estavam agindo errado quando mataram e prenderam os primeiros cristãos, porque possuíam os ensinamentos do Antigo Testamento. Eles sabiam sobre os ensinamentos dos profetas e tinham os Dez Mandamentos.
Vejamos como os seres humanos dos tempos modernos podem colocar os ensinamentos cristãos em prática. Alguns estão fazendo isto agora e serão recompensados por sua fé e obras. Mas, e quanto a maioria? Seriam eles executores da palavra ou meros ouvintes, enganando a si mesmos? A verdade é que eles não são executores e muitos não são nem ouvintes. Perguntemo-nos por que isto acontece.
Muitas influências, as quais são decorrentes de todos nós, estão agindo neste nosso grande mundo. Em terras estrangeiras as condições não são boas.
Os diplomatas do mundo professam que estão trabalhando para promover a paz. Mas eles estão usando sua sabedoria e estão pedindo a Deus por orientação? A resposta é “não” em ambos os casos. Eles dependem de sua baixa capacidade de prever como as coisas vão se desenrolar. Eles dependem da ideia de que o poder é o certo, o que é uma base falsa sobre a qual construir uma paz duradoura.
Somos guardadores de nossos irmãos e somos confrontados com a necessidade de escolher qual lado tomar na vida de hoje. Os líderes das nações do presente têm uma tremenda responsabilidade. Como eles estão desempenhando seu trabalho? Estão usando da justiça e da misericórdia? Estão liderando seus seguidores nos caminhos da paz?
Se você desejar ser um Auxiliar Invisível você deve usar da justiça e da misericórdia em sua vida cotidiana, pois um ser humano vil não pode fazer atos de misericórdia à noite. Tal ser humano não pode ser usado como um Auxiliar Invisível para curar o doente e pregar o evangelho do caminho correto. Um Auxiliar Invisível deve ser honesto consigo mesmo e com os outros.
Estudantes ocultistas devem ser obedientes às leis da terra onde vivem. Devem obedecer aos Dez Mandamentos e os ensinamentos de Cristo no melhor de suas capacidades. Um grande místico disse que o orgulho do intelecto, a intolerância e a impaciência das limitações devem ser os pecados habituais do nosso dia. Se você gostaria de ser um Auxiliar Invisível, seja cauteloso em evitar tais traços, caso contrário os Seres Superiores não poderão fazer de você um instrumento em seus serviços benevolentes para com a humanidade.
Aqueles que desejam se preparar para prestar serviço como Auxiliares Invisíveis precisam desempenhar algum papel na comunidade em que vive. A fim de ter um melhor governo, eles devem fazer a sua parte para promover os melhores interesses do povo para poder governar. Muitas pessoas estão seguindo os ditames daqueles que estão no poder, não porque os amam e confiam nele, mas, porque esperam receber deles prestígio, dinheiro ou poder. Existem pessoas hoje em dia que estão prontas para vender suas almas por pequenos valores monetários, assim como Judas fez quando traiu seu amigo e Salvador.
Com o objetivo de ser um Auxiliar Invisível a pessoa deve ter uma firme crença em Deus. A religião tem seu lugar em cada nação, em cada casa e no coração de cada pessoa dentro daquela casa. Não é necessário que todo Auxiliar Invisível acredite exatamente na mesma forma religiosa.
De tempos em tempos, diferentes tipos de religiões são fornecidos à humanidade para que cada uma atenda as necessidades espirituais, dentre as quais estão inseridas. Todas estas religiões vêm de Deus e das Hierarquias Superiores que trabalharam, desde os tempos passados, para fazer com que as pessoas que vivem na Terra pudessem avançar. Todas as religiões têm fundamentos e objetivos similares. As religiões anteriores deram lugar à religião Cristã, que foi fundada por Cristo Jesus há quase dois mil anos atrás.
Há muitas religiões no mundo moderno e se cada pessoa vivesse a concepção mais elevada de sua religião, certamente, o mundo seria um lugar muito melhor do que é hoje. Qual é o problema? Por que cada ser humano não faz jus a sua religião? Isto se deve ao fato dele não querer ou não se esforçar o suficiente. Naturalmente, é mais fácil seguir a linha de menor resistência. É preciso coragem para seguir os Dez Mandamentos.
A fim de fazê-lo, o ser humano precisa crer em Deus e passar algum tempo meditando e lendo sobre Deus. Não deve tomar o nome do Senhor em vão. Não deve blasfemar, porque se o fizer, seguramente, será punido por isto. Cada pessoa é julgada em silêncio por sua família, seus vizinhos e pelos demais.
Se o ser humano usa o nome de Deus de maneira desrespeitosa, ele não é religioso e, realmente, não engana nem a si mesmo nem a qualquer outra pessoa, quando finge ser um cristão. As pessoas religiosas devem ter mais cuidados em como educar seus filhos. As crianças aprendem muito pela observação e são grandes imitadoras. Se uma criança ouve seus pais falarem palavrões, ela acaba sendo susceptível a fazer o mesmo em pouco tempo e este hábito fica muito difícil de se romper. Aqueles que desejam servir aos Irmãos Leigos precisam evitar esta prática ruim.
Depois há o mandamento “Não furtarás”. Devemos respeitar o direito de propriedades dos outros, e manter toda lei porque queremos. Então, não iremos precisar ninguém nos ficar vigiando, já que prestamos obediência porque somos servos da lei, e trabalhamos com isto, porque queremos fazer o que é certo e justo. Todo servidor público eleito ou escolhido para servir em uma repartição pública deve se lembrar de seus ensinamentos religiosos e ser justo com todos. Eles devem escolher assistentes e trabalhadores por sua aptidão em fazer o trabalho honestamente. Os servidores públicos devem tomar cuidado com a intolerância a outras raças e credos. Aqueles que estão tratando de viver uma boa vida estão tendo dificuldades.
No entanto, devem cumprir com seu dever como o veem e não se deixar influenciar pelas forças invisíveis do mal. Em toda Bíblia lemos sobre o conflito entre o bem e o mal. Assim, as pessoas más estiveram no poder ou a maioria delas, e ao que parece tem se superado na luta. Já é tempo para que as pessoas boas de todas as religiões se coloquem firmes e fortes para o que é correto. Os indivíduos e as nações não devem extorquir. Não devem matar, e não devem levantar falso testemunho contra seu próximo. Pessoas que cometem estes pecados serão punidas nesta vida ou em outra futura. Uma pessoa que tenha dado um falso testemunho contra outra, também será colocada em situação idêntica de falso testemunho contra ela mesma. Então, esta pessoa irá sofrer como fez o outro sofrer, pois colhemos o que plantamos. Não devemos cobiçar o que pertence aos outros. De cada um de nós é esperado que se faça o correto, não importando onde nos encontremos.
O advogado ou juiz deve guiar-se de sua religião na sala do tribunal. Ele deve ouvir, atentamente, as evidências apresentadas e tentar honestamente ser justo e correto. A pena de morte deve ser abolida. A prisão é mais humana em todos os casos.
As prisões devem ser higienizadas e a comida deve ser nutritiva e suficiente. Se uma pessoa, supostamente, cometeu um crime e é sentenciada a prisão por vários anos, e mais tarde se descobre que era inocente, então, o ser humano pode ser liberado e seu nome reabilitado publicamente. Se, por outro lado, este ser humano tenha sido enforcado ou eletrocutado, o crime cai sobre o Estado e nenhuma restituição poderá ser feita a pessoa injustiçada.
Um juiz que é religioso tentará fazer justiça utilizando o melhor de sua capacidade. O ser humano que, realmente, se esforça para ser um servo de Deus conseguirá desenvolver sua intuição. Entretanto, poderá discernir o real motivo por trás do ato e dará, infalivelmente, uma decisão justa. De modo que, se o ser humano é honesto consigo mesmo e com os outros, ele será recompensado através de sua atenção consciente no trabalho da vida. Assim, a pessoa poderá tornar-se um Auxiliar Invisível muito útil.
Consideremos um médico e vejamos como ele pode fazer uso de sua religião na prática da medicina. Um médico tem uma alta vocação e pode ganhar muita recompensa no Céu, construir melhores condições para ele mesmo em sua próxima vida na terra; ou ele poderá acumular grande sofrimento para si mesmo no Purgatório e em outras vidas pela forma que ele conduziu sua vida. É dever do médico aliviar o sofrimento e servir àqueles que procuram seus serviços quando estão doentes.
Um médico deveria sair de seu caminho para tratar os doentes. Não deveria cobrar honorários que sejam muito além das possibilidades de seus pacientes que sejam pobres nos bens deste mundo. Aqueles que podem pagar deveriam fazê-lo prontamente. Todo médico deveria desejar fazer algum trabalho de caridade. São Lucas era chamado o amado médico por causa de seus atos caridosos. Um médico tem mais oportunidades para servir do que a maioria das pessoas. Se ele é uma boa pessoa, ela torna-se um Auxiliar Invisível, pois o trabalho de curar é uma das mais importantes linhas de trabalho exercidas pelos Irmãos Maiores e seus Auxiliares.
Cristo foi chamado de Grande Médico por causa de sua extraordinária habilidade em curar as pessoas doentes e sofredoras. Cristo não apenas curava os doentes, ele curava os cegos e expulsava os demônios. Expulsar demônios significa que ele podia curar casos de obsessão. Auxiliares Invisíveis frequentemente fazem isso hoje. O médico moderno pode fazer muito para ajudar a si mesmo e aos outros se ele for uma pessoa religiosa que realmente deseje fazer todas as suas obrigações pelos outros. Essa pessoa precisa de uma religião de esperança, pois ela terá mais sucesso se for capaz de instilar esperança e confiança em seus pacientes. Se colocar seu grande coração em seu trabalho, desenvolverá a intuição necessária para ajudá-la a diagnosticar casos difíceis de doença e tratá-las com sucesso. Alguns dos médicos atuais desenvolveram suas faculdades finas e são, por este motivo, muito melhor equipados para ajudar ao doente.
Um verdadeiro médico e outras pessoas evitarão a bebedeira e outras formas de dissipação, e manter-se-ão em forma para que sempre tenham cabeça fria e pronta para qualquer emergência. Qualquer um que deseje ser um Auxiliar Invisível deve manter-se sem interferência de todas as formas de bebidas intoxicantes.
Aqui está um mandamento difícil de ser mantido pelas pessoas do mundo moderno. É este: “Não deverás matar”. Muitas pessoas entendem como significado disso que não devemos matar seres humanos, mas o Estudante Rosacruz oculto sabe que os animais estão incluídos neste mandamento. Você deveria lembrar que Daniel e seus amigos recusaram-se a comer carne da mesa do rei da Babilônia. Para realmente obedecer este mandamento de Deus, você deve viver uma vida inofensiva. Você deve desabituar-se de comer carne, peixe e ave porque eles são irmãos mais novos.
Aqueles que fazem com que terceiros, por necessidade econômica, matem animais para sua alimentação, são realmente acessórios da obrigação por ser responsáveis pela morte dos animais. Um homem honesto e religioso não pode tornar-se um açougueiro, servidor de bebidas ou um caçador de animais com peles. Tais homens não podem ser aceitos como Auxiliares Invisíveis.
Há apenas uma desculpa para o caçador que vai atrás de uma atividade. Se ele estiver faminto ou se sua família estiver com necessidade de alimentos, e ser for necessário matar um animal para sustentar a vida, poder-lhe-á ser perdoado assim agir, mesmo se ele esteja tentando viver uma vida religiosa.
Caçar meramente por esporte é cruel, e o ser humano que professa ser um Cristão deveria empenhar-se contra isso aberta ou secretamente. O caçador coloca-se em uma posição onde ele torna-se desumano e insensível a toda dor e sofrimento.
O cientista também necessita de sua religião em seu trabalho. Se ele devota seu tempo ao trabalho, será útil aos seres humanos e animais, e será recompensado; ao revés, ele será punido por seus atos. Os cientistas que efetuaram curas para várias doenças humanas ajudaram em nossa vida moderna.
Muitos cientistas trabalharam pelo bem da humanidade e podemos ter certeza de que eles serão recompensados após a morte. Muitos dos cientistas do passado foram Auxiliares Invisíveis muito úteis.
Inventores que desejam tornarem-se Auxiliares Invisíveis deveriam trabalhar somente para o bem da humanidade. Seria melhor se cada inventor perguntasse a si mesmo se sua invenção faria do mundo um local mais seguro e mais feliz onde viver, ou se isso causaria mais sofrimento e crime. Inventores deveriam usar sua habilidade para ajudar a humanidade e não para causar sofrimento.
Na Época Atlante as pessoas tinham um instrumento maravilhoso chamado gerador de água. Por meio dessa útil invenção, as pessoas geravam água ao utilizar o oxigênio e hidrogênio da atmosfera e combinando esses gases para formar água pura. Essa invenção foi perdida. Algum dia será mostrado a um homem valoroso como fazer um gerador de água para a humanidade. Seria maravilhoso para as pessoas de terras semiáridas onde há chuva insuficiente. Poderia também resolver o problema de água potável para as cidades e comunidades rurais.
Para inventar esse instrumento o inventor terá de melhorar a si mesmo, que é a melhor maneira de aprender os segredos da natureza.
É possível ao ser humano desenvolver faculdades dentro de si, que o capacitarão a ler a Memória da Natureza. Aí ele poderá investigar muitas coisas em sua procura pela verdade e conhecimento. Antes que uma pessoa possa atingir este estágio, ela deve tornar-se um Auxiliar, tanto em suas horas de vigília como durante o sono. Um ser humano recebe dons espirituais como uma recompensa por mérito e por persistência em fazer o bem.
Um fazendeiro poderá se tornar um Auxiliar Invisível e usar sua religião no trabalho. Um bom fazendeiro poderá fazer sua parte em melhorar a qualidade dos grãos, vegetais e frutas que ele cultiva em sua fazenda. Ele dá aos membros do reino vegetal uma oportunidade para crescer e ganhar experiência. O fazendeiro cultiva alimentos para alimentar outras pessoas. Se ele produzir boa comida e vender a um preço razoável, ele estará ajudando outras pessoas a viver e planejar seus destinos e aprender lições necessárias.
Um bom fazendeiro é gentil aos animais da fazenda e os alimenta de forma apropriada. Se eles estão feridos, ele os medica e tenta dar-lhes conforto. Um fazendeiro que tenta ser religioso cuida dos membros de sua família e proporciona oportunidade para irem à escola e à igreja. Ele tenta ensinar às suas crianças como trabalhar na fazenda, de forma que elas aprendam a ter o seu próprio sustento para viver.
Algumas pessoas ajudaram o mundo ao desenvolver novos e melhores tipos de vegetais, árvores frutíferas e plantas. Essas pessoas deixam o mundo muito melhor e ganham tesouros no Céu por seus serviços.
Qualquer religião pode ser julgada pelo que faz pelas outras pessoas que acreditam nela e praticam seus ensinamentos. A religião fez muito por milhares de pessoas que estão vivendo hoje. Se as verdades fossem sabidas, constataríamos que muitas pessoas foram curadas pela sua fé em Deus. Outras pessoas foram salvas da morte por suas preces. Se você quer ser um Auxiliar, escolha uma religião, estude-a, viva-a e distancie-se das práticas demoníacas do mundo. Você deverá rezar a Deus por liberdade e orientação e fazer todo o bem que você puder. Se você fizer isso, você certamente irá adiante para o lugar onde você poderá ser usado como um Auxiliar Invisível para a humanidade.
Se você deseja tornar-se um Auxiliar Invisível, você deve ser altruísta. Você deve desejar fazer para outras pessoas. Eu não quero dizer que você deve doar tudo que você tem, mas você pode dividir o que você tem com outros. Se você é afortunado o suficiente para ter dinheiro ou poder, sinta que é seu para usar de maneira sábia para uma boa causa. Esteja disposto a dar seu tempo para ajudar outras pessoas que estão lutando para se melhorar e avançar em alguma linha escolhida de empenho ou para ajudar aos outros a aprender os ensinamentos Místicos. Seguem duas estórias que narram sobre um homem egoísta e um homem altruísta.
Uma noite dois Auxiliares Invisíveis pararam em uma casa onde um menino estava com apendicite. Os Auxiliares Invisíveis foram informados que o médico não iria ver o menino doente a não ser que eles recebessem o pagamento de cinquenta dólares pela visita. O médico vivia a alguma distância das pessoas e era muito proeminente. A Auxiliar Invisível foi ver esse médico que iria atender o menino e ele recusou-se a fazer a visita se ela não garantisse que ele receberia o dinheiro.
A Auxiliar Invisível se voltou para o menino doente e o Auxiliar Invisível chamou os Seres mais elevados para ajudar. Eles foram informados, através de pensamento, para massagear cuidadosamente o apêndice do menino a fim de esvaziá-lo. O Auxiliar Invisível fez isso e então massageou o intestino grosso do menino e passou o conteúdo do apêndice para fora e o menino ficou melhor rapidamente. Os Auxiliares Invisíveis disseram aos pais do menino para alimentá-lo com sopa e vegetais moles, mas sem carne. Eles prometeram voltar a ver o menino em um dia ou dois.
Após dois dias os Auxiliares Invisíveis voltaram a ver o menino e verificaram que ele estava sentindo-se bem. Eles contaram aos pais que seu filho ficaria bem. “Você deve sempre ser cuidadoso na dieta dele”, disse o Auxiliar Invisível, “e não lhe permita engolir qualquer tipo de sementes.”.
“O médico veio ontem ver nosso menino”, disse a mãe. “Ele disse que se preocupou a noite toda com ele e ofereceu fazer o que estivesse ao seu alcance gratuitamente se nós quiséssemos. Eu lhe disse que não precisaríamos mais dele uma vez que alguns novos amigos vieram e ajudaram. Ele queria saber quem eram nossos amigos e onde eles moravam. Ele disse que gostaria de ver a mulher que lhe pediu assistência.”.
A Auxiliar Invisível materializou-se no consultório do médico no dia anterior quando lhe pediu para ir ver o menino. Ele terminantemente se recusou a ir, a não ser que fossem pagos seus honorários de cinquenta dólares. Ela disse-lhe que chegaria hora em que ele iria alegremente a qualquer lugar ajudar uma pessoa doente independentemente de quão longe fosse.
Os pais do menino queriam saber quem eram os estranhos e eles lhes disseram sobre seu trabalho. Esses Auxiliares Invisíveis encontraram muitos outros médicos que eram altruístas e estavam alegres em fazer o que estivesse ao seu alcance pelo doente.
Aqui está uma estória sobre como um Auxiliar Invisível salvou um homem que ia viver somente um braço. Esta estória é tão estranha que é quase inacreditável. No entanto, várias pessoas sabem que é verdade. Um Auxiliar Invisível que é médico e outro Auxiliar Invisível foram enviados para um país na Europa para ajudar um homem. Esse país estava no meio de uma terrível guerra naquela época.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar tão rápido quanto o homem que cortou fora o braço de outro homem com um sabre. Os Auxiliares Invisíveis correram até o homem ferido e a Auxiliar Invisível pegou o braço severamente ferido e seu parceiro disse-lhe para segurá-lo em um local abaixo do ombro do homem. Ela fez isso rapidamente e o Auxiliar Invisível colocou as duas partes juntas e as roçou, elas cicatrizaram rapidamente e o homem começou a mover seu braço.
Os soldados que viram isso acontecer ficaram tão atordoados que não conseguiam se mexer. Um Auxiliar Invisível disse-lhes para voltar ao seu trabalho que eles encontrariam sua recompensa. Isto significaria que eles iriam ser punidos pelo que fizeram, quando a hora viesse para eles colherem o que semearam.
O homem que recebeu este auxílio era um Estudante Rosacruz ocultista adiantado. Os Auxiliares Invisíveis deram-lhe algumas instruções e disseram-lhe para voltar ao seu trabalho e ele não seria mais molestado. O Estudante Rosacruz tinha audição e visão espiritual e estava fazendo um bom trabalho entre as pessoas naquele lugar. Ambos Auxiliares Invisíveis lembraram plenamente os detalhes deste trabalho útil e a Auxiliar Invisível maravilhou-se em ver que tal coisa pudesse acontecer. O poder de cura que vem de Deus pode fazer muitas coisas maravilhosas para as pessoas que tenham ganhado tal assistência.
Outra recompensa por viver corretamente é ser capaz de viver o próprio Purgatório aqui na Terra e em ir diretamente para o Primeiro Céu após a morte. Isto pode ser realizado ao rever os eventos do dia em ordem reversa toda noite antes de dormir e julgando as próprias ações cuidadosamente[36], e vivendo uma vida boa, limpa e prestativa.
Este exercício noturno é chamado Retrospecção. É muito valoroso para o Estudante Rosacruz que deseja adiantar-se no caminho da realização, que capacita uma pessoa a aprender todas as lições desta vida e algumas lições que são ordinariamente reservadas para vidas futuras.
O exercício ajuda o Estudante Rosacruz a restabelecer harmonia em seu Corpo de Desejos conscientemente e em menos tempo do que seria necessário durante o sono, deixando mais tempo para o ego sair como um Auxiliar. Quando um Estudante Rosacruz faz sua Retrospecção meticulosamente toda noite, ele limpa seu Corpo de Desejos e começa o trabalho de construir o Corpo-Alma.
Uma noite dois Auxiliares tiveram a oportunidade de ver três pessoas concentrarem-se: uma Estudante Rosacruz, um homem comum e um comerciante. Todos fizeram bem.
A Estudante Rosacruz era uma mulher casada com duas crianças amáveis. Ela deu banho nas crianças, colocou-as na cama e fez o que precisava para seu marido. Colocou a casa em ordem e foi para cama. Após deitar, ela relaxou. Os Auxiliares Invisíveis viram-na reunir seus pensamentos até que não irradiassem mais. Sua Mente tornou-se escura e então ela começou a repassar os eventos do dia. Às vezes sua Mente ardia e coloria, primeiramente vermelho, o escuro e então o verde e cinza, mostrando as diferentes emoções que ela vivenciou. Finalmente, sua Mente clareou e um azul pálido e amarelo claro fluiu de sua cabeça. Então ela mudou de posição e dormiu. Os Auxiliares Invisíveis viram-na sair de seu corpo em um lindo Corpo de Desejos e ir embora.
Em seguida os Auxiliares Invisíveis viram um homem deitando em uma cama estreita em um albergue. Ele teve um dia duro para obter algo para comer e dinheiro suficiente para uma cama para dormir. Ele teve um período difícil para trazer sua Mente sob controle. A única coisa em que ele se concentrava era como fazer para viver. Sua infância flutuava na sua frente e ele viu-se sentado no colo de sua mãe e ela estava dizendo-lhe para ser um bom menino e tornar-se um bom homem. Ele era feliz e contente até sua mãe falecer quando ele tinha em torno de doze anos. A partir daí ele foi colocado em vários lares pelo seu pai e então ele acabou ficando com alguns meninos que o desviaram do caminho. O homem suspirou e disse: “Mãe, como as coisas teriam sido diferentes se você tivesse viva.”
“Sua mãe deu-lhe instruções suficientes”, disse o Auxiliar Invisível, “para durar por toda a sua vida se você enfrentasse as situações e fosse bom. Há muito que possa fazer se você deseja ser um homem de verdade e não um fraco”.
“Se eu puder achar um emprego, eu serei bom”, o homem prometeu. “Eu farei pelos outros o que gostaria que fizessem por mim”.
“Você achará um trabalho”, prometeu o Auxiliar.
O homem logo dormiu. Seu Corpo de Desejos parecia muito penoso, com todas as cores turvas e indefinidas, exceto o vermelho escuro da paixão. Nunca viu os Auxiliares Invisíveis. Ele só ouviu o Auxiliar Invisível quando este estava falando com seu Ego. Os Auxiliares Invisíveis estavam seguros de que este homem iria melhorar e se reabilitar.
O último era um homem de negócios duro e sagaz que estava deitado em sua cama sozinho pensando como poderia fazer um acordo que pudesse arruinar outro homem, que estava participando de um mesmo negócio. Ele esquematizou um plano que poderia, lentamente, levar o outro homem para fora do negócio. Depois disto, ele dormiu, foi para seu belo escritório começou a rever seu trabalho. Sua imaginação correu solta e, tendo a Mente como seu olho, se viu rodeado pelo dinheiro. Seu Corpo de Desejos mostrava somente ganância e egoísmo. Seu veículo mental estava expandido.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o principal ponto da Retrospecção é que a pessoa deve ter como um objeto ou ponto de concentração. A princípio, dever estar em um lugar tranquilo para que ele consiga passar pelos acontecimentos do dia, focar nos defeitos e substituí-los por algo bom ou que seja necessário.
Na concentração da Retrospecção, para se limpar o corpo, se deve rever as cenas do dia em ordem inversa. Deve-se, então, ser franco e justo consigo mesmo. Ele deve censurar a si mesmo, onde houver culpa, e louvar-se onde houver mérito.
O objetivo é despertar a consciência para que esta fique inconformada quando um erro é cometido e comprometer a pessoa para que se empenhe até que o erro seja corrigido. Depois de algum tempo quando a pessoa deixar de cometer o erro, procurará fazer o bem por dever de fazer o bem e esquecerá as recompensas.
A pessoa que queira se tornar um Auxiliar Invisível deveria fazer um inventário de sua vida e anotar o que ela precisa eliminar e onde ela precisa melhorar. Ela deveria buscar a maneira pela qual a reforma deveria acontecer. Ela tem três direções para escolher. Primeiro, ela pode escolher estudar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Segundo, ela pode escolher o método da Bíblia. Terceiro, ela pode escolher o caminho do cientista ocultista.
Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é o mais seguro que eu conheço, porque ele ensina o Estudante Rosacruz como limpar seu Corpo de Desejos dia após dia. Nesse caminho ela vive suas experiências do Céu e Purgatório aqui e agora.
O cientista ocultista toma o caminho do intelecto e nada aceita que não satisfaça o intelecto. Ao final, a não ser que ele seja extremamente cheio de fé, limpará suas dívidas nas regiões do Purgatório.
O Cristão devocional reza e é batizado, juntando-se a uma igreja Cristã. Ele se autodenomina como uma pessoa convertida e uma criança de Deus. Quando ele morre, vai para o Céu, anda nas nuvens e toca sua harpa. Ele falha em reconhecer que seja o que ele semeou, deverá também colher.
Nosso querido Irmão Maior Cristo ensinou que um homem deve fazer restituição por seus atos errados. Se ele fraudou alguém por algo, ele deve buscar devolver o que ele pegou ao ser humano a quem pertence ou, para sua família. Se um ser humano fere outra pessoa em um acidente, ele deve pagar os prejuízos. Se a restituição não for feita, ele também terá de passar um tempo no Purgatório, limpando seu Átomo-semente, e então, em outra vida, terá de igualar a contagem e liquidar seus débitos do destino.
Muitas pessoas consideram que é melhor buscar uma organização que dê especial treinamento junto a linhas Místicas e Ocultas. Há sete escolas de Mistérios Menores e cinco escolas de Mistérios Maiores. Cada uma das escolas de Mistérios Menores tem uma escola preparatória que treina os Estudantes para entrada na escola que trata das Iniciações. Toda a humanidade deveria estudar em uma dessas Escolas. Cada uma dessas Escolas serve pessoas de uma certa região ou raça.
Os Estudante Rosacruz são geralmente atraídos pelos ensinamentos da Escola mais apropriada ao seu desenvolvimento, mas algumas vezes as pessoas cometem erros e seguem ensinamentos que não são apropriados ao seu desenvolvimento. Pessoas do mundo ocidental deveriam estudar os métodos designados para suas necessidades e não utilizar os métodos usados pelas pessoas do Oriente.
Os Ensinamentos Espirituais não deveriam jamais ser vendidos. Portanto, é melhor não estudar em uma organização que cobre dinheiro para dar lições ou para ensinar uma pessoa como desenvolver suas faculdades espirituais.
É correto que os Estudante Rosacruz façam doações voluntárias. Eles devem doar sua contribuição para financiar a organização que eles escolheram. As pessoas não podem esperar obter algo por nada.
Disseram-me que Jesus está encarregado dos trabalhos das igrejas e que ele tem um grupo de Auxiliares Invisíveis trabalhando com ele. Esses Auxiliares Invisíveis foram os Discípulos de Cristo. Há treze Irmãos Maiores que estão a cargo dessas pessoas que trabalham no mundo como cientistas e utilitários.
Antes que um Estudante Rosacruz possa sair como um Auxiliar Invisível ele deve primeiramente desenvolver suficientemente o seu Corpo-Alma para ser capaz de materializar seu corpo se necessário. Os Alquimistas Medievais chamavam-no de corpo astral, porque através dele podia-se atravessar as regiões cintilantes. Em outras palavras, eles poderiam deitar e deixar seus corpos e sair como Auxiliares Invisíveis para terras distantes e auxiliar os outros em muitos lugares. Posteriormente eles poderiam voltar para seus corpos, levantar e ir para seu trabalho diário usual.
O Corpo-Alma é um dos corpos do espírito. É composto dos dois Éteres superiores do Corpo Vital. Esses Éteres são denominados de Éteres de Luz e Refletor. O Corpo de Desejos está em constante movimento, mas o Corpo-Alma não se movimenta. Ele é construído a partir da cabeça para baixo.
O Corpo-Alma do ser humano comum e apenas uma linha. O Corpo-Alma de um ser humano que está apenas começando a desenvolver estende-se por, em torno de, 3 centímetros além da borda do Corpo Vital. A extensão do Corpo-Alma de um Irmão Leigo depende de quantas Iniciações ele teve. A média do Corpo-Alma de um Irmão Leigo com poucas Iniciações estende-se, em torno de, 51 centímetros além do fim do Corpo de Desejos.
O Corpo de Desejos de tal pessoa estende-se, aproximadamente, quarenta e seis centímetros além do Corpo Denso. Esses Corpos mais elevados do ser humano formam uma aura com formato oval, que rodeia e interpenetra seu Corpo Denso.
Um Anjo comum tem uma aura de, em torno, um quilômetro e meio de espessura, enquanto a aura de um Arcanjo estende-se para tão longo quanto possamos ver. A aura de um Liberado é muito maior do que aquela. É tão brilhante que quando um Auxiliar Invisível a vê, ele quase fica cego pelo brilho de seu Corpo-Alma e de seu Corpo Mental amarelo, e não pode ver seu Corpo de Desejos colorido. Quando vemos um Ser Elevado nós podemos somente ver a luz brilhante de seu semblante. O resto de seu corpo é tão brilhante que não podemos ver, mesmo quando estamos adormecidos. Não podemos contar quão longe sua aura estende-se no espaço, pois ela ofusca nosso Sol físico, que fornece a nossa Terra luz e calor.
Para construir um Corpo-Alma que seja grande o suficiente para usá-lo como veículo para viajar, a pessoa deve viver uma vida de amor e serviço para a humanidade. Ela inconscientemente atrairá mais dos dois Éteres superiores e eles serão construídos em seu Corpo-Alma e continuará a crescer. Quanto mais uma pessoa faz para ajudar os outros, mais seu Corpo-Alma crescerá; mas ela deve ser altruísta e desejadora de ajudar todos que puder, independentemente de quem seja a pessoa. O Corpo-Alma definhará se não continuarmos a adicionar mais a ele. Uma pessoa não pode ficar imóvel. Ela vai para frente ou para trás. Quando vamos para frente, nós adicionamos Corpo-Alma, mas quando retrocedemos, perdemos alguma parte de nosso Corpo-Alma.
Para ilustrar como os aspirantes podem fazer seu Corpo-Alma crescer, contaremos quatro histórias verdadeiras de trabalho feito por alguns Auxiliares Invisíveis que estão tentando seguir as sugestões dadas neste capítulo.
Uma vez dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem bêbado e ciumento cuja esposa e filho tinham medo dele. Ele voltava para casa alcoolizado e espancava os dois. A esposa contou aos Auxiliares Invisíveis como seu marido tinha-os tratado os últimos seis anos.
“Ele é bom quando está sóbrio”, disse ela.
Pouco depois o homem chegou à casa e o menino correu para sua mãe. A Auxiliar Invisível colocou-se entre o homem e o menino, pois ela percebeu que o homem estava alcoolizado. Ele segurou a Auxiliar Invisível e fez um juramento. Ela deixou sair sua aura e ele pareceu congelar no local onde ele estava com suas mãos e pernas e boca aberta.
Vá e sente-se”, disse a Auxiliar, e o homem foi para a cadeira mais próxima e sentou-se como um homem sóbrio.
“Anjo, o que você quer que eu faça ?”, ele perguntou.
“Pare de beber de uma vez”, disse ela. “Pare de comer carne, mas você pode continuar a comer peixe por seis meses. Após isso, pare de comer todos os tipos de carne, ave e peixe. Você deve tratar sua família com gentileza. Sua esposa não lhe deu causa para ser ciumento. Vá à igreja com eles também.”.
“Nós não gostamos da igreja aqui”, disse a esposa.
A Auxiliar Invisível então contou a essas pessoas sobre seus ensinamentos e onde comprar os livros. Ela disse que eles poderiam estudar e viver os mesmos ensinamentos.
“Faremos isso”, disse o homem.
“Você deve consertar sua casa para sua família”, continuou a Auxiliar. “Se você voltar a beber eu voltarei e o levarei para o Purgatório.”
Veja, a Auxiliar Invisível sabia pela aparência do Corpo Vital do homem que ele não viveria muito mais a não ser que parasse de beber imediatamente.
“Eu pararei de beber e fazer como você disse”, prometeu o homem.
Outra noite esses Auxiliares Invisíveis foram enviados para um local onde uma senhora estava doente com pneumonia. Ela estava orando para que as pessoas na casa ficassem quietas e parassem de tocar o piano e ligar o rádio em alto volume. Ela tinha um amigo quieto e refinado que estava a ajudando, mas aquela senhora não podia fazer nada para impedir que os parentes fizessem muito barulho.
Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se no quarto da senhora doente e conversaram com ela.
“Por favor, faça-os parar de fazer tanto barulho no quarto ao lado”, a senhora doente pediu com uma voz enfraquecida. “Eu gostaria que eles me deixassem descansar e morrer em paz. Eu estou tão fraca e desgastada.”
A Auxiliar Invisível foi ao quarto ao lado e as pessoas pararam o barulho, porque ela era uma estranha e eles queriam ouvir o que ela tinha a dizer. “A mulher no quarto ao lado está muito doente e vocês deveriam fazer menos barulho”, disse a Auxiliar.
“Oh, ela não está tão doente”, disse o homem ao piano. “Ela é uma idosa. Somos jovens e precisamos de música”, e começou a tocar novamente.
“Parem de tocar e fiquem quieto e vá para a cama”, disse a Auxiliar. “É hora de vocês estarem na cama, pois já passou da meia-noite”.
“Mulher”, disse o homem, “vá ajudar a doente e nós deixe em paz”.
A Auxiliar Invisível expandiu sua aura e as pessoas no quarto saíram apressada e rapidamente, com exceção do homem que era muito descarado. A Auxiliar Invisível foi até ele, o agarrou pelo pescoço e ele ficou com medo.
“Oh, eu não sabia que você era um Anjo”, disse ele. “Nós faremos silêncio até que ela fique bem”.
Aí os parentes foram dormir. O visitante, cujo nome era Rux, agradeceu à Auxiliar: “Oh, estou tão feliz que você veio, pois, essas pessoas estavam a ponto de me expulsar e deixar que essa senhora morresse. Estou feliz que tenha vindo, pois eu vi um Anjo”.
Após esse evento os Auxiliares Invisíveis trabalharam com a senhora doente e quando eles foram embora, eles sabiam que ela iria ficar bem.
“Quando você ficar bem, você deveria colocar sua casa em ordem”, disse o Auxiliar Invisível. Posteriormente esses Auxiliares Invisíveis passaram por esse lugar duas vezes e na casa reinava o silêncio.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram ao lar de um velho homem e encontraram sua esposa, os filhos e alguns netos.
Eles conversaram sobre várias coisas e então, aos poucos, contaram a essas pessoas sobre seus ensinamentos.
“Baboseiras, não há nada senão isso”, disse o velho homem com uma boa risada.
O Auxiliar Invisível nada disse sobre aquilo, mas começou a falar sobre o trabalho diferente que os Auxiliares Invisíveis fazem, e a Auxiliar Invisível inconscientemente começou a brilhar e enviar bonitos raios de luz.
O velho homem tinha um cachimbo em sua boca e deixou-o cair na medida em que olhava fixamente a Auxiliar Invisível. O outro Auxiliar Invisível continuou falando e observando o velho homem. Finalmente, sua bengala caiu no chão.
“Estou vendo Anjos ou vendo coisas?”, ele perguntou repentinamente.
“Qual é o problema, meu amigo?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu vejo todos os tipos de luzes bonitas e cores vindo da mocinha”, o homem disse. “Mocinha, você é um Anjo? Certamente você é. Bem, eu tenho oitenta e oito anos e agora eu vejo um. Mocinho, você é um Anjo? Conte-me isso, são humanas todas as pessoas que eu vejo ?”.
“Eu não sei. Depende de como você vê”, respondeu o Auxiliar Invisível. “O homem tem dois conjuntos de olhos”.
“Onde está o segundo conjunto?”, perguntou o velho homem sorrindo.
“Eles estão em seus olhos”, o Auxiliar Invisível disse. “Vamos juntar mãos e olhar para trás três ou quatro mil anos”. Então ele começou a falar sobre a vida do velho homem e ela se se revelou na frente de todos.
Mostrava como ele encontrou seu irmão e seus pais e em direção a sua vida presente. O velho homem e o resto da família estavam muito surpresos e comovidos pelo que viram e ouviram. O Auxiliar Invisível contou a todos que se eles vivessem boas vidas, seus olhos deveriam se abrir antes de eles morrerem.
O velho homem não vivia uma vida pura e santificada e, então, o Auxiliar Invisível lhe disse como purifica-la, santifica-la e escapar da punição que lhe esperava.
Os membros da família estavam todos muito interessados na Auxiliar Invisível por causa do seu belo Corpo-Alma e Corpo de Desejos.
As muitas cores estavam intercambiando e se tornando visíveis de tempos em tempos. Os Auxiliares Invisíveis deixaram essas pessoas muito mais sábias e felizes do que antes.
Certa vez os Auxiliares Invisíveis avistaram dois lobos se preparando para atacar um filhote de veado, em um quintal. “Vamos afastá-los”, o Auxiliar Invisível disse a uma das Auxiliares Invisíveis, que não tinha muita experiência como Auxiliar Invisível.
“Oh, eu não posso”, ela disse. “Eles vão me matar e eu quero viver”.
“Venha comigo”, disse ele, mas a outra Auxiliar Invisível se recusou, protestando:
“Não, eu estou com medo”.
O Auxiliar Invisível desceu e interrompeu o ataque dos lobos, os apaziguou amigos e chamou os outros Auxiliares Invisíveis para se aproximarem dos lobos. A Auxiliar Invisível, que não tinha muita experiência, aproximou-se com cautela, pois aparentava que estava com medo. A outra Auxiliar Invisível foi até o filhote de veado e o tranquilizou; este tremia de medo, e estava amarrado em uma árvore no quintal.
O Auxiliar Invisível foi até a casa, acordou as pessoas e lhes disse que colocassem o filhote de veado no celeiro ou no abrigo; uma vez que seria morto caso o deixasse no quintal. Disseram a eles que tinham detido os lobos, pois eles o mataria.
Uma jovem ouviu os Auxiliares Invisíveis falando sobre o veado e saiu correndo atabalhoada. Ela se desesperou, porque pensou que seu filhote tinha sido morto.
“Não, ele está salvo”, disse o Auxiliar Invisível.
Mesmo assim, a menina saiu correndo, desamarrou o filhote de veado e o levou para dentro de casa, já que era muito pequeno. Havia um menino junto aos Auxiliares Invisíveis que queria saber quem eram aqueles animais que se pareciam com cães policiais. Quando descobriu que eram lobos, se manteve bem distante deles. Um dos Auxiliares Invisíveis disse às pessoas que não amarrassem o filhote de veado até porque ele não iria fugir. Em seguida, eles levaram os lobos para longe e os deixaram em uma grande floresta.
Grandes verdades são muito caras.
A verdade comum,
Como os homens dão e recebem dia após dia,
Vem na caminhada comum da vida fácil,
Soprada pelo vento descuidado em nosso caminho.
Grandes verdades são grandemente conquistadas, não encontradas por acaso,
Nem soprada no alento do sonho de verão;
Mas apreendida na grande luta da alma,
Por golpes fortes com o vento e a corrente adversos.[37]
***
[1] N.T.: O lago Michigan ou Michigão é um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte.
[2] N.T.: James Joseph Jacques Tissot (1836-1902) foi um pintor francês.
[3] N.T.: Também grafado como Jeová ou Joshua ou, ainda, simplesmente: o Senhor.
[4] N.T.: um Iniciado que passou por todas as Iniciações Menores, pelas Iniciações Maiores e pela Iniciação do Libertador.
[5] N.T.: ou Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.
[6] N.T.: Dn 3:1-30
[7] N.T.: Jo 1:42
[8] N.T.: At 1:1-43
[9] N.T.: ISm 17:18
[10] N.T.: Antioquia-nos-Orontes foi uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Orontes. Antioquia ocupa um importante lugar na história do cristianismo.
[11] N.T.: Mt 5:1-12
[12] Um Meistersinger era um membro de uma associação germânica de poesia lírica, composições e canto à capela dos séculos XIV, XV e XVI. Na maior parte eram homens da classe média.
[13] Rm 12:19
[14] N.T.: Primeiro Presidente dos Estados Unidos. O seu estilo de liderança estabeleceu várias características de governação que, desde então, têm sido adotadas. Washington foi celebrado como “Pai da Nação” ainda durante a sua vida.
[15] N.T.: Político norte-americano: 16° presidente dos Estados Unidos. Criado em uma família carente na fronteira oeste, Lincoln foi autodidata. Ele acreditava em um Deus todo-poderoso e demonstrava isso por meio dos eventos que participava.
[16] N.T.: Fundador da província de Pensilvânia (depois estado). Os princípios democráticos que ele implementou na colônia serviram como uma fonte de inspiração para a Constituição Americana.
[17] N.T.: Jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e enxadrista estadunidense.
[18] N.T.: Décimo primeiro filho de Jacó, nascido de Raquel, citado no Antigo Testamento, em Gênesis 37; considerado o fundador da tribo de José.
[19] N.T.: ISm 18:1-4
[20] N.T.: Veja o Livro de Jó na Bíblia.
[21] N.T.: Mt 5:16
[22] N.T.: Ou Georg Friedrich Händel (1685-1759) foi um célebre compositor germânico, naturalizado cidadão britânico em 1726. Considerado um dos grandes mestres do Barroco musical europeu.
[23] N.T.: Ludwig van Beethoven (1770-1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos
[24] N.T.: Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy conhecido como Felix Mendelssohn (1809 -1847) foi um compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a suíte Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa marcha nupcial), dois concertos para piano, o concerto para violino, cerca de 100 lieder, e os oratórios São Paulo e Elijah entre outros.
[25] N.T.: Johann Sebastian Bach (1685-1750) foi um compositor, cravista, Kapellmeister, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco. Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou legendária, sendo considerado o maior virtuose de sua geração e um especialista na construção de órgãos.
[26] N.T.: Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (1475-1564), mais conhecido simplesmente como Michelangelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.
[27] N.T.: Paul Gustave Doré (1832-1883) foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Seu estilo se caracteriza pela inclinação para a fantasia, mas também produziu trabalhos mais sóbrios, como os notáveis estudos sobre as áreas pobres de Londres, realizados entre 1869 e 1871.
[28] N.T.: Lc 2:40
[29] N.T.: Lc 2:47
[30] N.T.: Is 11:6
[31] N.T.: Cura do Corpo, da Alma e do Espírito.
[32] N.T.: inversamente: do último ao primeiro acontecimento.
[33] N.T.: Ernest Alfred Thompson Wallis Budge (1857 – 1934) foi um arqueólogo britânico. Realizou escavações no Egito, Sudão e Mesopotâmia. Durante 27 anos dirigiu o departamento de antiguidades asiáticas e egípcias do Museu Britânico.
[34] N.T.: Cura do Corpo, da Alma e do Espírito
[35] N.T.: Ezequias, do hebraico, significa, em português “Javé Fortalece” ou “Jeová Fortalece”. O rei Ezequias foi o 13º Rei de Judá, e reinou por 29 anos.
[36] N.T.: se arrependendo e executando a reforma íntima, para cada fato que, ao seu ver, praticou o mal e, também, gerar gratidão a todo fato que, ao seu ver, praticou o bem.
[37] N.T.: Trecho do poema no Capítulo “The Soul” do Livro “Our Spiritual Skies” (1914) de Charles Coke Woods.
Cristo deu dois mandamentos para Seus Discípulos, quando Ele disse: “Pregai o Evangelho e Curai os enfermos”. Agora isto é exatamente o que os Auxiliares Invisíveis intencionam, contando com a melhor de suas habilidades. Quando um Auxiliar Invisível está fora do seu Corpo Denso e capacitado para trabalhar em seu Corpo de Desejos, sob a orientação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, que é quem lhe solicita diretamente, lhe instrui e cuida dele, ele pode fazer muitas atividades, como nós mostraremos a seguir.
Em muitos lugares, os Auxiliares Invisíveis explicam os Ensinamentos Místicos às outras pessoas que eles salvaram ou ajudaram. Em tais casos, eles têm um senso de observação muito mais aguçado que o normal. Aquelas pessoas têm uma visão visível ruim da situação, enquanto que os Auxiliares Invisíveis esclarecem exatamente o que está acontecendo.
Cada Auxiliar Invisível deve gostar do ser humano que ele encontra, ser seu amigo e auxiliar toda pessoa que cruza o seu caminho.
Quando criança, nós fomos ensinados que o fogo poderia nos queimar; que a água poderia nos afogar, se nós não treinarmos com muito cuidado para lidar com isso; que os nossos Corpos são mais pesados que o ar; que uma queda em um precipício ou de um edifício muito alto poderia nos machucar e até causar a nossa morte; que era impossível para nós penetrar na terra ou passar por paredes de pedra; e que era perigoso trabalhar nos subterrâneos, por causa do perigo da terra desmoronar.
Os Auxiliares Invisíveis, quando estão fora do seus Corpos ajudando os outros, não podem ser machucados pelo fogo, terra, ar ou água. Eles podem ir para as profundezas dos oceanos. Eles podem ir para dentro de vulcões ativos e penetrar em suas crateras. Eles podem ir através do ar como os pássaros fazem e mais rápido do que eles, e podem penetrar na terra com toda a segurança. Eles foram ensinados a fazerem tudo isso enquanto seus Corpos Densos estavam dormindo. No início, há com muito medo, mas gradualmente o medo vai sendo deixado para trás e eles podem ir através das chamas para resgatar alguém e, ainda, ser alvos de tiros ou de esfaqueamento, porque eles sabem que quando eles estão atuando por meio dos seus Corpo de Desejos e revestidos de compaixão, ninguém pode machucá-los.
O trabalho dos Auxiliares Invisíveis é de uma imensa vastidão e muito fascinante. Sabemos que a nós é dito que a verdade é mais estranha que a ficção, e eu estou convencido que realmente ela é. Há uma quantidade imensa de seres que estão engajados em serem úteis no trabalho de auxiliar a humanidade. Vamos enumerá-los.
Há os “Espíritos da Natureza”, que incluem as Salamandras, os Silfos (ou Sílfides), as Ondinas, os Gnomos e as Fadas. Ainda existem os Devas, os Anjos da Lua, os Arcanjos do Sol (Cristo é um desses Grandes Seres) e outros Seres Superiores de Vênus e dos outros Planetas do nosso Sistema Solar.
Além disso, há Auxiliares Invisíveis entre a humanidade. Neste capítulo limitaremos o tema somente para esta classe e lhes direi sobre o presente trabalho desenvolvido pelos Auxiliares Invisíveis que estão encarnados e cujos Corpos Densos são empregados durante o dia, pois eles têm de trabalhar para sustentar-se.
Max Heindel, que fundou a Fraternidade Rosacruz sob a direção dos Irmãos Maiores, ensinou-nos que os Auxiliares Invisíveis são agrupados em grupos de doze pessoas, sob um líder qualificado, que frequentemente é um médico; e eles trabalham nos corpos invisíveis de pessoas enfermas e as ajudam ou as curam.
Muitas pessoas, que são Auxiliares Invisíveis durante a noite, não se lembram na manhã seguinte o que fizeram enquanto trabalharam fora de seu corpo.
Outros, ocasionalmente, lembram-se de ter encontrado pessoas que conhecem, ou lembram-se de vários incidentes que aconteceram e tiveram uma impressão tão forte que foram capazes de trazer à memória. Há outros que, algumas vezes, se lembram de cenas inteiras e escrevem o que foi dito e feito por todos os presentes. Auxiliares Invisíveis conscientes são capazes de lembrar tudo que fizeram, porque suas consciências são contínuas. Há vezes, no entanto, quando são colocados para dormir temporariamente pelos seus instrutores, que entendem não ser melhor para eles lembrar-se de certas jornadas realizadas ou trabalhos realizados, quando estão em missões importantes.
Alguns grupos de Auxiliares Invisíveis trabalham principalmente com os enfermos, indo de paciente em paciente, frequentemente materializando uma mão ou um braço para fazer o que seja necessário. Eles podem até materializar seus corpos integralmente.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram até um barco de pesca para retirar um espinho de peixe cravado na mão de um homem, a qual estava inchada: duas vezes mais que o tamanho normal.
Ele tinha febre alta e estava deitado em sua cama sem conseguir dormir.
Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram dele, este pensou que eram Anjos e rezou para que o ajudassem.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e um deles segurou firmemente a mão ferida, enquanto o outro colocou seus dedos no espinho de peixe e o puxou para fora.
Isto causou muita dor na mão do homem que chorou tão alto que outros pescadores ouviram e vieram até onde ele estava.
Quando viram os Auxiliares Invisíveis, eles esfregaram os olhos com força, pois não conseguiam acreditar em suas próprias visões. Depois um homem chamou o restante dos pescadores.
Todos chegavam e ficavam à distância assistindo o que estava se passando naquele lugar.
Após o espinho ter sido retirado, os Auxiliares Invisíveis friccionaram o braço do homem para baixo, lavaram a mão dele em água salgada, e deixaram um pacote de sal molhado.
Eles pediram ao homem que lavasse sua mão duas vezes ao dia em água salgada.
Então, os Auxiliares Invisíveis se viraram e saíram para outro trabalho.
Outra noite, estes dois Auxiliares Invisíveis estavam passando sobre as ilhas Havaianas quando perceberam um garoto com um fino espinho de peixe preso em sua garganta. Seu pescoço tinha dilatado tanto que ele estava sufocando.
Havia muitas pessoas reunidas no quarto e estavam desesperadas.
Dois médicos presentes queriam enviá-lo a um cirurgião para remover o espinho.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e uma delas disse: “Nós podemos tirar o espinho”.
O médico riu do Auxiliar Invisível e disse: “Ela está delirando”.
A mãe do garoto disse para ela fazer qualquer coisa para salvar a criança.
Os Auxiliares Invisíveis aproximaram-se da criança que estava na cama. Um segurou a criança enquanto o outro tirou o espinho.
Quando uma pessoa está fora do Corpo Denso, tem visão de clarividente. Por causa dessa habilidade, o Auxiliar Invisível viu exatamente onde estava o espinho. Então ela desmaterializou sua mão e a colocou na garganta da criança por detrás do espinho e materializando um dedo empurrou-o para cima.
O garoto engasgou e tossiu, e o espinho voou para fora de sua boca e o Auxiliar Invisível o pegou e deu para sua mãe.
Os médicos se olharam e pasmaram com o ocorrido. Então os Auxiliares Invisíveis deram ao garoto um pouco de água salgada para fazer um gargarejo e deixou-o descansar.
As pessoas fizeram muitas perguntas aos Auxiliares Invisíveis; eles responderam todas e então partiram.
Aqui está um estranho caso de cura.
Na Europa alguns Auxiliares Invisíveis encontraram um pobre fazendeiro que havia sido assaltado por soldados.
Eles tinham baleado seu corpo e o abandonaram para morrer.
Os Auxiliares Invisíveis retiraram trinta e uma balas de seu peito e o levaram a um lugar onde ele tinha abrigo, comida e cuidados.
Numa segunda visita eles o encontraram se recuperando rapidamente.
Ele não estava destinado a morrer naquela época.
Muitas enfermidades são tratadas com sucesso. Eu gostaria de contar-lhes de várias fases desse trabalho conduzido pelos Auxiliares Invisíveis, e fiz registros de muitas ocorrências presentes. Quando ocorre a morte, há sempre alguém presente para ajudar o espírito, que está sempre com medo e incapaz de entender o que aconteceu. Normalmente, duas pessoas levam o espírito para o Mundo do Desejo, onde ele é cuidado por outros Auxiliares Invisíveis, que são Iniciados. Eles lhe explicam coisas e ajudam-no a ajustar-se às novas condições.
Suicidas são difíceis de lidar porque querem reentrar nos seus corpos físicos e tornam-se violentos se alguém os contraria. Auxiliares normais não podem controlá-los sozinhos. Irmãos ou Irmãs leigas têm de vir e gentilmente colocá-los para dormir.
Assim eles poderão levá-lo para o Mundo dos Desejos, onde os suicidas são mantidos. Eles devem permanecer lá por um período que será mais curto ou mais longo, compatível com o tempo que eles deveriam ter vivido normalmente.
Os bebês são levados para o mundo do Céu da mesma forma que qualquer um levaria um bebê normalmente. Um Auxiliar Invisível se lembrou de ter levado dois bebês em momentos diferentes.
Em um caso, dois Auxiliares Invisíveis foram informados sobre o que deveriam fazer e entraram em um ônibus que ia para St. Louis[1]. Havia uma mãe no ônibus com um bebê de cor que acabara de morrer.
Uma das Auxiliares Invisíveis pegou o ego do bebê morto em seus braços e carregou-o por algum tempo até levá-lo ao mundo das crianças[2]. Ela era nova neste serviço e tinha de esperar até que outro Auxiliar Invisível estivesse livre para ir até ela.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis relataram que estiveram no Oceano Atlântico Sul, onde avistaram um barco em apuros.
Eles foram informados de que o barco poderia afundar com todos a bordo. Era um cargueiro, carregando seis mulheres e quarenta e dois homens. O barco tinha se chocado em algo, tinha feito um grande buraco no casco e a água estava entrando, rapidamente.
Depois de se materializarem, os Auxiliares Invisíveis seguiram até a cabine onde as mulheres estavam agrupadas e tentaram acalmá-las. O capitão entrou e disse que toda a esperança de salvar o barco havia acabado e que eles não foram capazes de colocar os botes salva-vidas fora, pois, a água do mar estava violenta. Eles tinham acabado de perder dois botes. As pessoas rezavam e pediam aos Auxiliares Invisíveis para salvá-los. Um dos Auxiliares Invisíveis disse-lhes que tudo ficaria bem e caso morressem, todos voltariam em um curto espaço de tempo.
Rapidamente, o barco se levantou e ficou em pé por cerca de cinco minutos, sacudiu um pouco quando a caldeira explodiu, e então afundou. Finalmente, bateu no fundo, e pendeu para o lado, e acomodou-se na lama. As pessoas todas perguntaram o que havia acontecido, não percebendo que eles já estavam mortos. Eles disseram que a princípio haviam se sentido como que estrangulados por falta de ar, porém, tal sentimento havia cessado. Eles foram instruídos a seguir os Auxiliares Invisíveis, os quais os levaram a Região Fronteiriça[3], onde foram avisados de que estavam mortos.
Na saída, um Auxiliar Invisível lembrou-se de ter visto muitas espécies de peixes no fundo do oceano. Alguns eram enormes em tamanho. Eles nadaram em volta do navio e tentaram pegar os Auxiliares Invisíveis, que escorregaram para um lado quando eles correram.
Durante os últimos anos, navios tiveram dificuldade crescente em navegar de um lugar para outro, devido à elevação do fundo do mar e a tempestades e descuidos de vários tipos. Em uma ocasião, alguém a bordo intencionava afundar o navio e afrouxou a válvula de fundo. A parte inferior do casco inundou e o navio adernou para um lado. Teria afundado se não houvesse sido enviada ajuda às pessoas, pois os marinheiros não sabiam onde estava o problema e, além disso, era perigoso abrir o alçapão que dava acesso ao fundo do navio. Os Auxiliares Invisíveis contaram ao capitão qual era o problema e disseram que iriam lá embaixo fazer o aperto. O capitão disse-lhes que eram loucos e iriam afogar-se.
“Não, estaremos bem”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
O capitão deu-lhes uma chave inglesa e eles foram para baixo, no buraco do navio. Um Auxiliar Invisível materializou uma mão e amarrou a válvula do fundo. Os Auxiliares Invisíveis voltaram ao capitão e ele lhes agradeceu. Depois disso, eles desapareceram.
Há uma lei da natureza pela qual um corpo pode temporariamente extrair o Éter do ar. Os Auxiliares Invisíveis, que são de início ensinados a fazer isso inconscientemente com a ajuda de alguns Irmãos ou Irmãs Leigos, fazem isso regularmente. Os Auxiliares Invisíveis também são dotados de poderes especiais para fazer o trabalho, que pode ser muito difícil. Por exemplo, não é fácil controlar cobras venenosas e bestas selvagens que são, no entanto, controladas por Espíritos Grupos, que parecem ser tão maldosos quanto seus controlados.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis foram ao norte longínquo, onde um pesqueiro de bacalhau teve um vazamento e afundava rapidamente. Os homens estavam muito longe da costa para nadar até lá, com segurança. Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se para tornarem-se visíveis, como se eles estivessem em seus Corpos físicos. Eles encontraram alguns cobertores e enfiaram-nos firmemente nas rachaduras do navio vazante. As bombas foram colocadas para trabalhar com toda potência e o barco foi direcionado para a costa. Estava chovendo e ventando muito forte.
Os pescadores queriam saber quem eram os estranhos e como eles haviam chegado ao barco. Quando os Auxiliares Invisíveis, que nem molhados estavam, entraram no barco, os homens ficaram com medo. Eles queriam alimentar os Auxiliares Invisíveis. Os Auxiliares Invisíveis tentaram explicar que eles tinham corpos humanos que estavam adormecidos muito longe dali. Disseram que iriam retornar aos seus Corpos quando fosse hora de acordar. Naturalmente, pessoas que nunca estudaram ensinamentos Místicos ficam profundamente perplexas sobre isto, mas são muito gratas pela ajuda que recebem.
Um amigo contou-me sobre esta experiência marcante:
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados ao Capitão de um navio a caminho dos EUA para informar-lhe sobre a necessidade dele parar o navio e consertar um vazamento.
Ele estava muito longe da terra e não sabia do vazamento. Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e avisaram o Capitão, que a princípio não acreditou.
Ele enviou seu primeiro imediato para verificar. O homem retornou e disse ao Capitão que havia um vazamento no navio. O Capitão quase desmaiou de susto.
O Capitão parou o navio e requisitou alguns homens que o acompanhassem.
As pessoas a bordo se assustaram e quase tiveram um início de pânico, mas foram tranquilizadas por um dos Auxiliares Invisíveis.
O Capitão queria alguém que pudesse mergulhar para colocar uma placa quadrada no buraco, de modo que pudesse ser parafusada pelo lado interno.
Os Auxiliares Invisíveis, um homem e uma mulher, disseram que poderia fazer o trabalho.
O Capitão se opôs que a Auxiliar Invisível descesse, pois, poderia afogar-se ou que poderia ser comida por um tubarão.
“Não, eu ficarei bem”, respondeu ela.
Quando o Auxiliar Invisível pegou a placa, que era aproximadamente de meio metro quadrado, e começou a descer a escada de corda, a Auxiliar Invisível o seguiu, apesar do Capitão tê-la segurado para tentar mantê-la no convés.
Ela se livrou dele e mergulhou. O buraco estava acerca de 3 metros abaixo da linha da água, e os Auxiliares Invisíveis tiveram que mergulhar para colocar a placa no buraco.
Os reparos foram feitos, e quando os Auxiliares Invisíveis voltaram, eles não estavam molhados. Isto causou surpresa nas pessoas que os viram. Dois peixes grandes pularam em direção ao Auxiliares Invisíveis, mas atingiram o navio e acabaram morrendo com o impacto. Os marinheiros pensaram que os Auxiliares Invisíveis os tinha matado.
Numa ocasião, uma Irmã Leiga disse a alguns Auxiliares Invisíveis que se apressassem para ir aos Estados Unidos e orientassem algumas pessoas que saíssem de suas casas, pois seriam destruídas por um vendaval.
A Irmã Leiga mostrou aos Auxiliares Invisíveis onde aconteceria e disse-lhes: “Vão depressa! ”.
Nesta casa havia algumas pessoas e também uma criança com dois anos de idade. Sua casa estava localizada no topo de uma colina com vista para a planície. Os Auxiliares Invisíveis acordaram os adultos que saíram correndo da casa deixando a criança lá dentro.
Uma das Auxiliares Invisíveis disse a outra para buscar a criança, o que ela fez, regressando, justamente, antes que o vendaval destruísse a casa.
O vento levou a casa para dois quarteirões longe de onde estava, passando por cima do rochedo e a despedaçou.
Os Auxiliares Invisíveis desceram e recolheram algumas roupas e algum dinheiro dos escombros e trouxeram tudo que foi possível encontrar das pessoas, as quais ficaram muito agradecidas por terem sido salvas da morte.
Aqui está uma história estranha que os dois Auxiliares Invisíveis recordaram com muita clareza na manhã seguinte ao acordarem. Eles foram a uma fazenda no Texas para ajudar um homem que estava acuado por um touro num celeiro.
Isto é, o touro estava tão raivoso que correu atrás do homem e este subiu ao lugar mais alto que encontrou no celeiro. O touro ficou em baixo, de modo que o homem não podia descer e rezou por ajuda. Estava muito longe da casa para que pudesse chamar por alguém.
Uma das Auxiliares Invisíveis era, especialmente, amante dos animais, mas, não de touros bravios. Entretanto, ela se aproximou do touro acalmando-o até que este a seguiu para fora dos portões do celeiro. O homem, então, desceu e queria saber para onde o touro estava vindo tão cedo. O homem estava vindo do seu serviço de ordenha. Quando ela lhe disse que que eles eram Auxiliares Invisíveis humanos e que poderiam ajudar a todos que estavam com problemas; ele simplesmente olhou com surpresa e ficou nervoso, então, os deixou. A Auxiliar Invisível recordou do susto do homem, se colocando na mesma situação. Sabia exatamente como ele ficou quando o animal foi atrás dele.
Aqueles que são Auxiliares Invisíveis conscientes e podem lembrar dos trabalhos realizados a noite, enquanto seus corpos estão pacificamente adormecidos, compreenderão a grande alegria que estas memórias podem lhes proporcionar.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam na América do Sul. Pararam em um pequeno lago que se desaguava em um rio afluente do Rio Amazonas. Era uma noite de lua cheia e muitas pessoas estavam fora, em barcos a remo, tendo um momento prazeroso. Os Auxiliares Invisíveis foram por cima da água e viram muitos peixes nadando entre os arbustos, na água clara. Eles foram a um hotel próximo e materializaram-se.
O proprietário estava sentado em uma grande varanda. Uma empregada veio até os Auxiliares Invisíveis pensando que eles fossem hóspedes e perguntou-lhes se queriam alguma coisa. Algumas crianças vieram atrás dela.
– “Não, não preciso de nada”, disse a Auxiliar Invisível. “Qual é o seu problema?”, ela perguntou.
A mulher disse-lhe que havia sido demitida e que era sua última noite de trabalho. Em seguida ela foi até o lago, entrou em um barco e remou para longe, onde a água era profunda e veloz. De repente ela pulou na água.
Um Auxiliar Invisível disse ao outro: “Oh, veja! Ela pulou no lago. Salve-a!”.
Ele disse: “Vá em frente e eu pegarei o barco”.
O Auxiliar Invisível correu sobre o lago onde a mulher havia pulado, mergulhou e agarrou-a a aproximadamente 31 metros de onde ela havia desaparecido. A outra Auxiliar Invisível correu para o barco e os outros Auxiliares Invisíveis colocaram-na no barco e vieram para a beira do lago. As pessoas estavam maravilhadas com os Auxiliares Invisíveis e fizeram muitas perguntas, que foram prontamente respondidas. O Auxiliar Invisível, que entrou na água, estava muito satisfeito com seu sucesso em resgatar esta mulher infeliz. Ele contou aos presentes quais seriam as consequências se ela houvesse se afogado.
Uma senhora idosa pediu ao Auxiliar Invisível para ir a sua casa e ver uma moça enferma. Eles encontraram sua mãe muito doente com indigestão nervosa e conseguiram aliviá-la muito da dor.
Eles instruíram-na quanto à alimentação e o que ela deveria fazer para ficar bem.
Eis como alguns esquimós foram salvos no norte longínquo. Eles estavam em um extenso bloco de gelo que se desprendeu e flutuava no mar. Havia uma grande fenda em sua volta. Os esquimós estavam sobre ele há dois dias e sem esperança. Eles sabiam que congelariam se caíssem no mar. Os Auxiliares Invisíveis pegaram os adultos no ar e levaram-nos para um local seguro sem muita dificuldade, mas quando eles pegaram as crianças, elas gritaram e contorceram-se em seus braços por não estarem acostumados com estranhos. Os cachorros e o trenó foram transferidos da mesma forma. Havia vinte e cinco pessoas e vinte e quatro cachorros.
Os esquimós, pensando que os Auxiliares Invisíveis fossem Anjos, agradeceram-lhes e foram para suas casas, enquanto os Auxiliares Invisíveis continuariam seu trabalho. Auxiliares Invisíveis podem conversar com todas as pessoas e fazê-las entender, porque eles falam a linguagem da alma.
Os Ajudantes Invisíveis também socorrem os animais de várias maneiras.
Eu sei um número de casos onde ursos polares foram soltos de armadilhas. Eis aqui um exemplo: enquanto estavam no longínquo norte, alguns Auxiliares Invisíveis avistaram quatro ursos brancos muito bonitos. Um foi pego por uma armadilha e estava muito bravo. Seu companheiro estava lá, também. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram, todos eles mostraram os dentes, que eram bonitos e brancos. Eles também mostraram suas garras afiadas. Levaram dez minutos até que os Auxiliares Invisíveis conseguissem aquietá-los, para que pudessem abrir a armadilha e soltar o urso. Eles finalmente livraram-no e os outros ursos ficaram em pé em volta dos Auxiliares Invisíveis, que brincaram um pouco com eles porque se mostraram muito amigáveis. Quando os Auxiliares Invisíveis foram embora, os ursos seguiram-nos por um longo tempo.
Eles encontraram dois montadores de armadilhas, que disseram ser donos da armadilha. Eles queriam atirar nos quatro ursos. Um Auxiliar Invisível disse-lhes para atirar neles se pudesse. Eles tentaram e erraram e após isso ficaram assustados.
Estudantes ocultistas sabem que as Salamandras são os Espíritos da Natureza que causam o fogo. Sem sua atividade, nenhuma arma pode ser acionada e nenhum fogo começado. Isto explica como as três crianças hebreias puderam ser atiradas nas chamas de um forno e não se ferirem[4]. A quarta pessoa que o rei viu nas flamas poderia controlar esses Espíritos da Natureza e assim o fez.
Naquele caso, o instrutor desses Auxiliares Invisíveis poderia controlar os Espíritos da Natureza e então as armas não funcionariam. Os ursos queriam brigar com os montadores de armadilhas e os Auxiliares Invisíveis chamaram-nos de volta.
Os homens queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e o que eles faziam no Norte, vestidos com roupas finas e sem sobretudos.
Os Auxiliares Invisíveis contaram-lhes que eram apenas pessoas que socorriam todos os seres viventes em dificuldades. Os montadores de armadilhas queriam saber onde eles viviam e um Auxiliar Invisível disse-lhe o Estado. Eles riram e disseram que os Auxiliares Invisíveis eram loucos, pois aquele Estado estava a uma distância de três mil milhas[5]. Um Auxiliar Invisível disse-lhes que distância nada representava para eles.
Os Auxiliares Invisíveis direcionaram os ursos para seu caminho e assim eles foram, embora não quisessem ir. Um Auxiliar Invisível disse aos homens que eles não poderiam atirar em nada até o próximo dia. Eles foram mandados diretamente para suas casas e lá deveriam ficar por um dia. Durante esse período nada lhes poderia fazer mal. Depois disso os Auxiliares Invisíveis desapareceram. Os montadores de armadilhas tinham bastante o que pensar sobre sua experiência.
Uma manhã, uma Auxiliar Invisível acordou com as memórias mais prazerosas sobre o que ela havia feito quando sozinha em uma manhã cedo. Ela foi a algum lugar na Arábia ou perto dela, onde um cavalo havia morrido. Era um animal de estimação chamado Frank ou algo similar. Esse cavalo havia sido um bonito companheiro e tinha um formato de cabeça muito bonito. Ele envelheceu e ficou magro. Seus dentes estavam tão ruins que não mais poderia comer grãos e capim seco; por esse motivo ele foi sacrificado para acabar com seu sofrimento. A família ficou pesarosa e sentiu-se angustiada pelo ocorrido. Havia outros Auxiliares Invisíveis lá para levar o espírito do cavalo para o Mundo do Desejo, mas essa Auxiliar Invisível quis fazer isso. Ela colheu o Corpo Vital do cavalo e ele dobrou suas patas ordenadamente para que ela pudesse carregá-lo sem dificuldades.
A Auxiliar Invisível lembrou-se integralmente, no dia seguinte, quão lindo era o cavalo, enquanto ele estava em seus braços totalmente acordado, mas perfeitamente em silêncio e nenhum pouco assustado. Ela o carregou para o lado do estábulo, que era cinza e sem pintura. Havia um pouco de feno no chão, que ela notou ao sair.
Ela estava com uma mão livre e, quando caminhou carregando o Corpo de Desejos do cavalo, ela lhe deu um suave tapinha no pescoço e disse: “Querido velho Frank”.
Talvez você ria disso e diga, “isso é um absurdo”, mas é verdade. Animais são irmãos mais jovens[6] e são assistidos em sua evolução da mesma forma que fomos ajudados quando éramos similares a animais no Período Lunar, embora fôssemos bem diferentes. Os animais estão em um estágio mais avançado do que estivemos, comparativamente. Eles estão aqui na Terra para aprender lições e para avançarem na evolução, da mesma forma que nós, como humanos, e se formos bons para eles, seguramente colheremos o que semeamos.
Uma noite, quando alguns Auxiliares Invisíveis estavam cruzando o país, viram alguns caçadores correndo dos lobos e foram até lá para socorrer. Esses Auxiliares Invisíveis precisaram pedir socorro, pois eles não conseguiram fazer com que o Espírito-Grupo lhes obedecesse e fazer com que os lobos recuassem. Vieram outros Auxiliares Invisíveis que tinham habilidade em fazer isso. Havia quatro homens brancos e um homem negro, que era o cozinheiro. Eles estavam caçando e os lobos quebraram suas barracas. O cozinheiro estava morrendo de medo e ficou branco de susto. Ele estava tremendo como uma folha. Quando ele viu uma Auxiliar Invisível se materializar ele lhe disse: “Por favor, Anjo, ajude-me a voltar para casa e eu serei um bom Cristão e irei à igreja”.
A Auxiliar Invisível disse aos homens para jamais matar por esporte, mas somente quando era necessário para alimentar-se. Ela não teve tempo para explicar que não era um Anjo, mas um ser humano que era capaz de deixar seu Corpo durante a noite e trabalhar em seu Corpo de Desejos. Os homens disseram que jamais voltariam a caçar novamente. A Auxiliar Invisível disse-lhes que encontrariam suas armas onde deixaram, ao correr dos lobos famintos, e que iriam chegar ao seu acampamento em segurança.
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram para o Oceano Atlântico e viram um navio em perigo. Era uma noite de tempestade e o navio colidiu com uma montanha de gelo flutuante e estava muito danificado. Havia aproximadamente duzentas pessoas dentro do navio. Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se e um deles disse ao capitão para descer os barcos salva-vidas. Ele disse que ela estava louca; que se ele o fizesse, todos se afogariam no mar bravo. Ela lhe disse para fazê-lo de qualquer forma, e ele assim o fez. Os dois Auxiliares Invisíveis ataram os dois barcos juntamente, um atrás do outro, com as pessoas dentro deles; e então eles os empurraram para a costa. Eles foram procurar o navio, mas ele havia desaparecido.
Agora, o leitor naturalmente dirá que isto não poderia ser possível. No entanto, quando os Auxiliares Invisíveis estão trabalhando em seus Corpo de Desejos, sua força é muito maior do que quando estão em seus Corpos Densos. Em razão dessa força, os Auxiliares Invisíveis devem ser muito cautelosos para não ferir ninguém. Auxiliares Invisíveis são ensinados a socorrer os que estão em dificuldades e deixar a Lei de Consequência tomar conta do resto.
Uma vez, alguns Auxiliares Invisíveis visitaram a casa de um Irmão Leigo. Ele se materializou e permitiu-lhes olhar alguns de seus livros. Eles foram convidados a examinar a América perto do lado ocidental da Groenlândia. Foi-lhes mostrado o que estava acontecendo neste lugar por meio da consciência Jupteriana, que é um pouco parecido como imagens se movendo. Eles viram dois ursos tentando quebrar a porta de uma casa. Foi-lhes dito para ir lá e pará-los, pois, as pessoas estavam muito tensas, e também porque havia uma mulher que iria dar à luz a três bebês e eles precisavam de ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis correram para a cena e encontraram um Irmão Leigo Maior que também estava lá para socorrer. Um Auxiliar Invisível chamou os ursos famintos, eles olharam os Auxiliares Invisíveis e foram para cima deles. O Irmão Leigo fê-los parar e ir embora.
Os três Auxiliares Invisíveis foram até a porta e bateram. Uma mulher olhou-os pelo olho mágico e permitiu-lhes a entrada. Um Auxiliar Invisível disse-lhe que dois deles eram médicos. Ele contou sobre sua filha, que estava muito assustada. Agora ela estava enferma e o médico mais próximo morava vinte e cinco milhas[7] de distância.
Eu não vou contar-lhes todos os detalhes, mas os Auxiliares Invisíveis começaram a se preparar para fazer o parto. Um dos médicos olhou para a mulher enferma e viu os três bebês. Ele disse à mãe da moça para esquentar o mais rápido possível uma grande quantidade de água no fogão. As duas mulheres e o menino, que estavam lá sozinhos, perguntaram aos Auxiliares Invisíveis de onde eles vinham. Dois dos Auxiliares Invisíveis disseram que vieram dos Estados Unidos e que o outro veio da Alemanha. Eles não pareciam acreditar.
Os Auxiliares Invisíveis disseram que saíam todas as noites para socorrer pessoas no mundo inteiro e que eram chamados de Auxiliares Invisíveis. O garoto disse, “Não há essas coisas de Auxiliares Invisíveis ou Anjos”. Algum dia esse garoto entenderá seu erro. Muitas pessoas sabem que existem Anjos e Auxiliares Invisíveis porque elas os viram.
Era uma noite muito fria e as pessoas estavam vestidas com pijamas muito quentes que cobriam suas cabeças e pés. O primeiro bebê nasceu e eles o colocaram em uma bacia sobre o fogão, com um pedaço de madeira debaixo dela para mantê-lo aquecido. A cabeça do bebê estava fora da água e um Auxiliar Invisível cuidou dele cuidadosamente.
Após o bebê estar totalmente aquecido, o Auxiliar Invisível deu-lhe um banho com todo cuidado e colocou-o em um lugar quente. Os dois médicos ficaram perto da mãe para ajudá-la. Logo, o segundo bebê foi trazido para a cozinha para ser aquecido e banhado e colocado na bacia d’água. Mais tarde veio o terceiro bebê. O Auxiliar Invisível e a avó estavam muito animados e felizes trabalhando com eles.
Os bebês eram duas meninas e um menino e pesavam cerca de cinco libras[8]. Um pouco depois, o Auxiliar Invisível pegou os bebês no colo e deu-os para a mãe. O médico encarregado escreveu uma prescrição e disse à mãe para utilizá-la o mais rápido possível, e os Auxiliares Invisíveis foram embora. Dois deles voltaram pelo menos duas vezes e encontraram a mãe lentamente ganhando forças e os bebês bem e crescendo rápido. Você não concorda comigo que este foi um serviço real para a humanidade? Um dos Auxiliares Invisíveis ainda ficou maravilhado com as estranhas coisas vistas e lembradas naquela visita no norte longínquo.
Uma noite, um Auxiliar Invisível foi solicitado a ir a um navio na costa da África. Foi-lhe dito que na hora que ele chegasse lá ele veria uma criança na água. Ele deveria pegar a criança e colocá-la em um barco salva-vidas com os outros sobreviventes. O Auxiliar Invisível encontrou a criança flutuando na água indo para longe dos barcos salva-vidas. Quando ele alcançou a criança, viu três tubarões seguindo-a e um tubarão debaixo dela. Eles não pareciam incomodá-la. Provavelmente algum Ser Elevado disse ao Espírito-Grupo dos tubarões para não permitir que os tubarões fizessem mal à criança.
O Auxiliar Invisível pegou a criança e levou-a para o barco salva-vidas. Algumas mulheres se assustaram com a presença do estranho e o barco salva-vidas quase virou. Ele sentou a criança no barco e disse às pessoas para irem em direção sul. “Vocês estão aproximadamente quatro milhas[9] da costa”, disse ele. Um homem disse ao Auxiliar Invisível para entrar no barco, mas ele disse que não poderia, pois havia mais trabalho a fazer. Ele lhe disse que a mãe da criança a receberia em um dia ou dois. O Auxiliar Invisível voltou para o navio e viu muitas pessoas mortas que receberam tiros de piratas. Muitas pessoas caíram no oceano e os tubarões comeram algumas delas, pois havia muitos deles em volta do navio.
Os Auxiliares Invisíveis foram para a Europa, perto de uma pequena porção de água, e viram um grande hotel quase totalmente destruído pelo fogo. Todos haviam saído, exceto uma pequena menina, com seis anos de idade, que foi deixada no prédio no quarto andar. Sua mãe estava chorando e orando para que alguém salvasse sua menina. Um homem dispôs-se a entrar no prédio em chamas para resgatá-la, mas a polícia e os bombeiros não permitiram.
Os Auxiliares Invisíveis materializaram-se e foram ao local, e a polícia tentou fazê-los voltar. Em vez disso, os Auxiliares Invisíveis foram em direção à entrada, subiram as escadas e foram para o quarto da criança. Ela estava chorando junto à janela. O quarto estava tomado pela fumaça. Os Auxiliares Invisíveis foram até ela e o Auxiliar Invisível masculino a pegou e levou para fora, mas as chamas os fizeram voltar. Então, a outra Auxiliar Invisível ficou um pouco nervosa.
“Como podemos sair com ela sem ela se queimar?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sairemos pela janela”, o Auxiliar Invisível disse.
Naquele exato minuto a escada caiu e eles saíram pela janela e flutuaram até o chão, a salvo. A mãe correu para sua filha e os Auxiliares Invisíveis desapareceram.
Naquela noite os Auxiliares Invisíveis viajaram para a África, onde eles viram quatro leões cercarem uma criança e sua mãe. Eles estavam fechando o cerco quando os Auxiliares Invisíveis chegaram para salvá-los.
Um pegou a criança e o outro alcançou a mãe e levantou-a para o ar. Eles chegaram na hora exata em que os leões iriam atacá-las.
Os Auxiliares Invisíveis foram adiante e encontraram uma clareira onde uma casa havia sido construída em uma palafita. Era onde essas pessoas moravam e os Auxiliares Invisíveis colocaram-nas no chão. A mulher contou que ela e sua filha saíram para uma caminhada e perderam-se enquanto colhiam flores.
Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis foram a uma casa de fazenda em Wisconsin para socorrer uma família que acabara de mudar-se. Eram pessoas pobres e o local havia sido doado a eles, mas estava em más condições. Eles cozinharam o jantar e foram para a cama não sabendo que o local era frequentado por cobras perigosas. A casa tinha orifícios no chão, através dos quais as cobras rastejavam-se. Havia oito cobras na casa quando os Auxiliares Invisíveis lá chegaram.
Quando os Auxiliares Invisíveis acordaram as pessoas, elas ficaram assustadas e os Auxiliares Invisíveis tiveram dificuldades em fazê-las entender que eles vieram para ajudar. Eles estavam aproximadamente três milhas[10] para dentro do campo, sem vizinhos por perto. Os Auxiliares Invisíveis finalmente puseram-nos em direção à cidade e disseram-lhes para ir e ficar lá até a luz do dia; e para deixar as crianças na cidade até que eles consertassem a casa para que pudessem retornar em segurança.
Os Auxiliares Invisíveis viram aproximadamente vinte cobras grandes no local.
As pessoas não queriam que os Auxiliares Invisíveis fossem embora, mas os Auxiliares Invisíveis deixaram-nas após tê-las tirado do perigo. Um desses Auxiliares Invisíveis voltou mais tarde e avisou àquelas pessoas para pegar alguns porcos. Ele lhes disse que os porcos afastariam as cobras do local, pois as cobras têm medo de porcos em condições normais.
Auxiliares Invisíveis frequentemente socorrem pessoas que foram roubadas ou estão na iminência de o serem. Em todos os casos, as pessoas não mereciam as perdas, caso contrário nenhum socorro ser-lhes-ia dado.
Muitas pessoas à beira do suicídio foram impedidas de dar um passo tão ruim.
Uma moça estava a ponto de beber veneno, outra, que vivia na Suíça, estava à beira de pular de um penhasco, quando os Auxiliares Invisíveis chegaram até ela e a puxaram de volta e a perguntaram porque ela queria se destruir. Ela lhes disse que a vida não valia ser vivida. Os Auxiliares Invisíveis, que se materializaram, disseram-lhe para sentar-se e conversar com eles por algum tempo e então, se ela quisesse suicidar-se, poderia fazê-lo. Os Auxiliares Invisíveis contaram-lhe quais seriam as consequências. Ela colocou as mãos em seu rosto e disse: “Pare, já entendi o suficiente”. Eu suponho que ela visualizou o que os Auxiliares Invisíveis estavam descrevendo. Ela lhes disse de seu caso de amor. O moço com quem estava saindo repentinamente parou de ir vê-la e ela não sabia a razão. Ela escreveu-lhe e telefonou para sua casa, mas não recebeu resposta. Um Auxiliar Invisível explicou-lhe porque ele não mais a procurou e ela sentiu-se muito melhor. Os Auxiliares Invisíveis deixaram-na sorrindo em frente a um portão, antes que fossem para casa.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram solicitados a socorrer um aviador que estava prestes a desmaiar enquanto pilotava um avião. Os Auxiliares Invisíveis encontraram o avião cruzando algumas montanhas na parte ocidental dos Estados Unidos. Inicialmente, os Auxiliares Invisíveis voaram ao lado do avião. Então, um Auxiliar Invisível disse a outra para materializar-se, para que o piloto pudesse vê-la. Ele a viu imediatamente antes de desmaiar. Os Auxiliares Invisíveis correram e a Auxiliar Invisível sentou-se e guiou o avião quando ele apontou o nariz para baixo. A Auxiliar Invisível disse ao piloto para subir o avião para mil pés[11]. O avião subiu e, quando eles olharam, o primeiro Auxiliar Invisível disse: “Suba mais mil pés”, assim eles voaram sobre as montanhas. O Auxiliar Invisível começou a trabalhar com o piloto inconsciente e, após trazê-lo para a realidade, perguntou-lhe onde aterrissar e o piloto lhes contou. Os Auxiliares Invisíveis viram as luzes no campo e um deles disse para o outro: “Solte o trem de pouso”, o que ela prontamente fez. Então ele disse: “Desligue o motor e o encoste”. Quando o avião estava a uns cem pés do solo, o Auxiliar Invisível suspendeu a gravidade e o avião permaneceu parado no ar. Então o Auxiliar Invisível direcionou lentamente para o solo perto do local de aterrissagem. O Auxiliar Invisível desapareceu e ficou observando o que aconteceria. O piloto cambaleou para fora do avião e disse, “Não estou me sentindo bem”. “Você adiantou quinze minutos e houve um vento intenso”, disse-lhe um homem. “Vá para casa e descanse”.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa dele e viram-no com a cabeça entre as mãos. Um Auxiliar Invisível disse ao outro para materializar-se e tocar no piloto. Ela fez isso e o piloto olhou para ela e disse, “Ó, Anjo! Fico pensando o que poderia ter acontecido se eu desmaiasse! Há alguns dias eu estava discutindo com um homem que dizia haver Anjos e que ele havia visto um. Eu lhe disse que estava sonhando. O homem disse-me que eu veria um Anjo em uma dessas noites e que poderia acontecer de eu ver dois deles juntos”.
A Auxiliar Invisível disse ao piloto que havia muitos Anjos.
Seria bom se você procurasse o reino de Deus”, disse ela.
“Eu não sei rezar”, disse o piloto.
A Auxiliar Invisível disse-lhe o que ele deveria fazer e o que deveria prometer fazer, e ele assim o prometeu.
“Anjo, deixe-me tocar você”, pediu o piloto.
A Auxiliar Invisível deu-lhe a mão e, quando ele a pegou, pulou repentinamente.
“Qual é o problema?”, disse ela.
“Eu acabei de sentir um choque, mas estou bem agora”, disse ele.
A Auxiliar Invisível disse-lhe para virar-se e, assim, ela rapidamente desmaterializou-se e desapareceu.
“Bem, eu vi e toquei em um Anjo!”, exclamou o piloto. “Nossa! Ela cheirava como uma rosa!”.
Outra noite, dois Auxiliares Invisíveis salvaram dois lindos ursos polares que foram pegos em uma armadilha. Eles os libertaram e curaram, mas, antes que os ursos fossem embora, dois homens vieram e atiraram nos Auxiliares Invisíveis e quase acertaram um dos ursos. O Auxiliar Invisível rapidamente pediu ao Espírito-Grupo das Salamandras para cessar as detonações na munição das armas.
Assim, os Auxiliares Invisíveis foram até onde os homens estavam escondidos e os ursos os seguiram. Quando os ursos sentiram o cheiro de pó das armas, eles ficaram ferozes e um deles pegou a Auxiliar Invisível em seus braços.
“Coloque-a no chão, senhor Urso”, ordenou o outro Auxiliar Invisível.
O lindo urso, vagarosamente, a colocou no chão.
“Assim é melhor”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz amigável. “Você pode esquecer e esmagar a mão dela e eu posso ficar com ciúmes e machucar você”.
“Ó deixe-o me carregar”, disse a Auxiliar. “É engraçado e eu gosto disso”.
“Sim, eu gosto de ser carregado também”, disse ele. “Mas se o urso vê os homens e corre atrás deles, eles poderão atacar o urso com facas e assustar você, de forma que você correria de volta para sua casa e poderia machucar o seu Corpo”.
Foi isso que quase aconteceu, pois, os ursos correram em direção ao homem e eles ficaram em pé com suas facas em punho.
O Auxiliar Invisível teve de parar os homens e os ursos. Os homens estavam tão assustados que tremiam.
O Auxiliar Invisível disse aos caçadores para jamais caçar ursos ou qualquer outro animal para obtenção de seus couros. “Se você necessitar de comida, mate um animal e nada mais; e jamais faça armadilha para os animais, pois eles sofrem muito até serem encontrados”, preveniu o Auxiliar Invisível.
Nesta hora, a Auxiliar Invisível já havia aquietado ambos os ursos. Ela estava em pé entre eles conversando, e eles estavam muito amigáveis. Os dois caçadores observaram-na com surpresa e medo. O Auxiliar Invisível disse aos caçadores para voltar para suas casas, mas quando eles começaram a se mover, os ursos rosnaram e pularam sobre eles.
Os Auxiliaras chamaram-nos e os fizeram voltar. Os ursos começaram a resmungar entre si como a dizer: “Gostaria de por minhas mãos neles”.
“Não, não agora”, disse o Auxiliar Invisível.
Os ursos viraram e olharam-no como se estivessem surpresos de ele estar lendo seus pensamentos. Os Auxiliares Invisíveis guiaram os ursos para outra direção e eles desapareceram.
De lá, os Auxiliares Invisíveis foram visitar várias pessoas doentes e ajudá-los. Eles foram até uma garota que parecia ter vinte e cinco anos de idade, tão doente que mal podia falar.
Ela estava sozinha em seu quarto. Ela morava perto de seu trabalho, enquanto seu verdadeiro lar ficava longe. A garota explicou que tinha uma vida dura e mal tinha recursos para seu próprio sustento. “Eu quero morrer e ainda quero viver” disse ela. “As pessoas com quem eu vivo dificilmente aproximam-se de mim. O médico já veio aqui há quatro dias, mas eu pareço cada vez pior. Por favor, dê-me água pois em tenho febre. Por favor ajude-me”.
Um Auxiliar Invisível disse-lhe que eles iriam fazer o melhor que pudessem. Ele pediu para que sua febre fosse removida e que seus pulmões fossem limpos. Ele trabalhou nela vagarosamente e finalmente limpou a passagem do ar. Então ele foi à proprietária que estava adormecida e lhe ordenou, enquanto dormia, para ajudar a garota em tudo que ela pudesse.
Quando o Auxiliar Invisível voltou ao quarto da garota doente, a outra Auxiliar Invisível tinha limpado e aerado o quarto. A Auxiliar Invisível pegou um balde pequeno, fora a um restaurante distante duas quadras e comprou uma sopa de ostras e biscoitos para alimentar a garota. Mais tarde, os Auxiliares Invisíveis colocaram-na na cama e disseram: “Até logo”, e prometeram que ela ficaria bem em dez dias.
Vou contar-lhes uma coisa muito estranha que aconteceu uma noite. Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para uma casa onde uma mulher estava a ponto de ser morta pelo seu próprio filho. Os Auxiliares Invisíveis fizeram o que puderam para trazer o filho à consciência e então acalmaram a mulher que estava horrorizada, que ficaria ao lado de seu corpo após a morte. Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa, no noroeste do país, e ouviram a família a conversar. Uma moça queria ir para a Flórida para passar o resto do inverno, em vez de ir para a Califórnia, conforme havia sido planejado por sua mãe. Esta moça tinha poupado apenas duzentos dólares e não queria gastá-los em uma viagem, porque estava com medo que algo pudesse acontecer e ela poderia precisar do dinheiro para despesas inesperadas. Essa jovem tinha um irmão que tinha uns trinta anos de idade.
O irmão era indolente e vivia às custas dos membros de sua família que estavam em melhores condições econômicas. Ele, também, queria ir à Flórida. Ele fez um cheque pagável a si mesmo e queria que sua irmã o assinasse, mas ela não o fez. Sua mãe também se recusou a assiná-lo. O homem saiu da casa após aquilo, foi à lavanderia e pegou uma calça de seu pai sem sua permissão. Ele a usou bastante e deixou para lavagem. Ele não queria que sua mãe pegasse a calça depois do que ele fez.
A família foi para a sala de jantar e começaram a refeição. Alguém entrou pela porta da frente e subiu as escadas. A moça estava nervosa, pois os seus duzentos dólares estavam lá em cima, em seu quarto. Ela descobriu que era apenas o homem que morava no andar de cima, voltando para casa. Então o filho veio para casa, passou através da sala de jantar e subiu as escadas com a calça coberta por papel marrom. Sua mãe levantou-se e seguiu-o, pois ela tinha dinheiro em seu quarto e tinha medo que ele pegasse. O filho deixou a calça de lado. Ele e sua mãe discutiram sobre o que ele havia feito e que era errado. Ela sentou-se no sofá, ele foi até ela, agarrou-a e ela tentou gritar.
Os Auxiliares Invisíveis escutaram e perceberam um som estranho abafado e, com sua visão espiritual, viram o homem sacudindo sua mãe até a morte. Um Auxiliar Invisível chamou o marido e a filha da mulher. Eles subiram as escadas e viram a mulher morrer. A filha desmaiou de choque e a Auxiliar Invisível a retirou da cena, mas ela permaneceu em pé até que o filho fugisse. Então ela desapareceu e o encontrou no andar de baixo, onde ela o pegou e o segurou, apesar de seus esforços para escapar.
A Auxiliar Invisível fez esse homem sentar-se à mesa, debruçou-se e o observou. “A vingança é minha. Eu repagarei, disse o Senhor”[12], citou ela da Bíblia. Os olhos da Auxiliar Invisível brilharam e o homem ficou alarmado. Ela olhou seus olhos assustados e conversou com ele sobre o que ele fez. Ela lhe disse que ele teria de sofrer o mesmo destino naquela vida ou em alguma vida futura, e que ficaria chocado até a morte.
Então ela lhe perguntou se ele estava preparado para morrer.
Enquanto isso, o marido chamava o médico, que veio e comunicou a morte da mulher. Em seguida o homem chamou a polícia, que veio e levou seu filho.
“Eu quero saber por que meu filho sacudiu sua mãe até a morte!”, exclamou o marido.
A Auxiliar Invisível disse-lhe que em uma vida pregressa, ela havia-o sacudido até a morte, em um momento de raiva, porque tiveram uma discussão. Ela era então o pai dele, pois havia sido um homem na vida pregressa.
“Uma vez que você sabe tanto, porque não o impediu?”, perguntou o homem.
“Não poderia fazer isso, pois foi-lhe dada a oportunidade de parar a causa que havia sido começada na vida pregressa”, disse a Auxiliar Invisível. “Agora ele falhou e deve ter essa condição novamente e colher o mesmo destino, a não ser que ela se recuse a insultá-lo, pois, com certeza ela terá a oportunidade de fazê-lo”.
A filha recuperou-se do desmaio e disse: “Senhora, você é humana?”. “Sim”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“Como você foi capaz de desaparecer e parar meu irmão?”, perguntou a moça.
A Auxiliar Invisível disse-lhe que eles eram Auxiliares Invisíveis e servidores da humanidade e propunham-se a ajudar todos que pudessem.
Em seguida, a Auxiliar Invisível foi embora e desmaterializou-se. Mais tarde ambos os Auxiliares Invisíveis voltaram e pegaram a mulher, que estava assustada e ofegante. Um dos Auxiliares Invisíveis disse-lhe para se querer bem. Ela fez isso, parou de ofegar e disse: “Por que meu filho fez isso quando eu daria minha vida por ele de bom grado? Qual é o problema? Estou morta ou em transe ou sonhando?”.
“Você está morta como o ser humano conhece desse termo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
O Auxiliar Invisível contou-lhe que em uma vida sua anterior, quando ela era um homem, ela havia matado seu filho, que era uma mulher, em um momento de raiva. Nesta vida, ele fez-lhe a mesma coisa, e na próxima vida ela terá a oportunidade de matá-lo.
“Desculpe, mas eu não quero matá-lo independentemente do que ele me fez”, disse a mulher. “Por favor, ajude-o a livrar-se da prisão, se você puder”.
“Não podemos fazer isto”, disse o Auxiliar Invisível. “Você deve repensar sua vida cuidadosamente e alguém estará aqui para levá-la onde você tem que ir”.
Em seguida os Auxiliares Invisíveis saíram e continuaram seu trabalho.
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis ajudaram uma mulher doente, uma árvore e uma cobra.
Uma noite, três Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma fazenda na Dakota do Sul para responder às orações, que solicitavam ajuda de uma mulher doente. Ela estava um pouco melhor quando eles a encontraram, e, depois de terem trabalhado com ela, ela conseguiu se levantar. Ela estava preocupada com suas plantas porque ela estava muito doente e não tinha sido capaz de cuidar delas, embora o tempo estivesse muito seco.
A Auxiliar Invisível foi regar as plantas da janela e encontrou uma cobra ali. A mulher viu e ficou muito agitada e nervosa. Ela disse ao Auxiliar Invisível para se afastar dela, pois era uma cobra venenosa.
“Pegue-a, coloque-a ao ar livre e diga para ir embora”, disse o Auxiliar Invisível para seu companheiro.
O Auxiliar Invisível fez isso, e a cobra se foi.
“Foi maldade você fazer isso com ele, e se a cobra o tivesse picado!” – Disse a mulher doente.
Veja, ela não sabia que os Auxiliares Invisíveis estavam em seus Corpos de Desejos e não podiam ser feridos.
Quando a Auxiliar Invisível foi à cozinha buscar mais água para as plantas, um rato sedento apareceu e queria beber água. A princípio, a Auxiliar Invisível pensou que o rato ia atacá-la; então ela pensou em jogar água nele, mas ele estava apenas com muita sede. A Auxiliar Invisível colocou o prato com água, e o rato bebeu tão rápido que quase perdeu a respiração. A Auxiliar Invisível olhou para seu rosto e viu seus olhos muito brilhantes e suas orelhas quase eretas.
Como a mulher pediu para regar uma grande árvore, o terceiro Auxiliar Invisível pegou um balde, encheu-o de água, levou-o até a árvore e despejou a água sobre ela. Antes, então, cavou uma trincheira ao redor da árvore para manter a água no chão. A mulher tinha uma grande bomba de moinho de vento e muita água, bem como um grande tanque na casa para uso no inverno.
Os Auxiliares Invisíveis aconselharam a mulher a manter sua porta bem fechada para manter as cobras fora da casa, pois havia muitas cobras, por causa da água e das condições de seca. Eles disseram à mulher o que comer e aconselharam-na a sempre manter alguém na casa com ela, e ela disse que faria. Os Auxiliares Invisíveis contaram-lhe sobre o seu trabalho, e ela estava muito interessada.
“Como é bom ir para lugares e ajudar as pessoas”, disse ela.
Você vê, quando os estudantes fiéis de uma Escola de Mistério trabalham como Ajudantes Invisíveis, eles usam seu conhecimento para ajudar os outros.
Ajudando os outros eles se ajudam a si mesmos porque aumentam o tamanho e a luminosidade de seus Corpos-Alma e ganham o direito de receber mais conhecimento que eles podem, por sua vez, compartilhar com outros que são qualificados para compartilhá-lo.
Agora vou lhe contar várias histórias sobre o trabalho de Auxiliares Invisíveis com crianças.
Aqui está o que ocorreu em uma pequena cidade de um país ocidental há alguns anos. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por lá. Olharam para baixo e viram um cão da raça collie correndo bem abaixo deles.
Ele sentiu os Auxiliares Invisíveis passando por cima dele, e começou a latir e saltar em direção a eles. Então ele começou a voltar, retornando para o mesmo lugar de onde tinha vindo.
“Vamos descer e ver qual é o problema”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. Eles desceram e a Auxiliar Invisível se sentou nas costas do cão pegando uma carona. Estando em seus veículos mais elevados, ela não tinha peso e por isso não sobrecarregou o cão, que continuou correndo no caminho.
O cão correu o mais rápido que pôde pelos campos. Ele atravessou um lago e finalmente chegou a um lugar onde uma criança tinha caído em um canyon. Os Auxiliares Invisíveis viram a criança deitada, inconsciente e maltratada. – Oh, ela está morta! – Disse o Auxiliar Invisível.
– Não, ela está apenas inconsciente e maltratada – respondeu sua companheira.
Os Auxiliares Invisíveis levaram a criança para casa dela. Primeiro disseram ao cão para ir para a casa dela, e eles o seguiram. Ele correu pela lagoa e subiu a estrada cerca de três quilômetros para uma fina casa de fazenda. A casa estava toda iluminada. Havia duas mulheres lá quando os Auxiliares Invisíveis e o cão collie entraram com o menino ferido. Uma das mulheres disse que o resto da família estava procurando o menino e o cão. Depois que os Auxiliares Invisíveis levaram o menino para dentro da casa, uma das mulheres saiu e tocou um sino para chamar o povo de volta para a casa. O pai e a mãe do menino entraram e a mãe gritou quando viu o menino e chorou: “Meu menino está morto!”
– Não – Disse o Auxiliar Invisível – Ele vai ficar bem. Ele terminou de enfaixar os ferimentos do menino e o colocou na cama.
A mãe disse ao Auxiliar Invisível que o menino tinha saído à noite.
O menino logo recuperou a consciência e pediu comida e água. Os Auxiliares Invisíveis, então, saíram desapercebidos pela família e foram no quintal brincar com o cão. Um dos Auxiliares Invisíveis teve a mais deliciosa lembrança na manhã seguinte. Ela se lembrou de estar sentada sobre o cão e de nadar na lagoa.
A Auxiliar Invisível correu ao redor do pátio brincando com o cão feliz, que correu em círculos, se aproximou dela e olhou para seu rosto com expectativa. Ele ficou de pé com o peso nas patas dianteiras, pronto para uma corrida e acenou suavemente a cauda de um lado para o outro. O cão podia ver os Auxiliares Invisíveis e era o companheiro mais amigável. Ele sabia que os Auxiliares Invisíveis o haviam ajudado a salvar o menino, seu dono, e que ele estava livre da responsabilidade pelo ocorrido.
Esse é um caso onde um animal, um cachorro, está quase individualizado. Esse cachorro alcançou um alto grau na evolução ao ponto de não precisar nascer como um animal novamente. Quando ele morrer, seu espírito será mantido no Mundo do Desejo e será um dos pioneiros quando a onda de vida dos animais se tornar humana. Essa é a mais extraordinária história que deve ser destacada.
Em um sábado à tarde um Auxiliar Invisível se deitou para tirar uma soneca. Depois que adormeceu, ele foi para a África e em algum lugar na selva. Lá ele viu uma família de tigres, composta de pai tigre, mãe tigre e bebê tigre.
O Auxiliar Invisível pegou o bebê tigre. Quando a mãe tigre o viu, ela mostrou seus dentes. “Deite-se”, disse o Auxiliar Invisível, “Eu não o machucarei”, e ela calmamente se deitou e o assistiu brincar com seu bebê.
O papai tigre então deu uns poucos passos, rosnou e mostrou seus dentes. “Deite-se”, o Auxiliar Invisível disse. Ninguém irá aborrecer alguém daqui.
Enquanto o Auxiliar Invisível estava segurando o pequeno tigre e acariciando suas costas gentilmente, ele ronronou e se tornou muito amistoso. Em seguida ele levantou os olhos e se surpreendeu ao ver uma pequena criança negra que estava perdida e divagava dentro da selva. O Auxiliar Invisível chamou a criança e pediu para ela se aproximar. A criança olhou os tigres e tremeu de pavor, mas finalmente se dirigiu ao homem, que a pegou e a manteve num braço e o pequeno tigre no outro. O tempo todo os dois tigres grandes permaneceram assentados calmamente perto dele.
O Auxiliar Invisível chamou alguém à distância e por meio de pensamento perguntou a ela se ela poderia ficar com a família de tigres enquanto ele levaria a criança para casa. A Irmã Leiga disse a ele que isso não era frequentemente permitido, mas que ela faria isso. O Auxiliar Invisível chamou os tigres e partiu indo por um caminho dentro da selva até o vilarejo.
Um tigre caminhou de um lado dele e o outro do outro lado.
Quando eles alcançaram a aldeia, as pessoas se assustaram e correram em todas as direções. O Auxiliar Invisível os chamou de volta e eles detiveram seu espanto e então chegaram pertinho.
O Auxiliar Invisível colocou o bebê humano nas costas da mamãe tigre, e o tigre não fez nenhuma objeção. Após isso ele pegou o bebê de novo e o manteve em seus braços.
O Auxiliar Invisível disse aos nativos que se eles fossem amigáveis e gentis com todos e as criaturas selvagens da selva não fariam mal a eles. “Enquanto vocês lutam entre vocês mesmos e com outros”, ele disse, “esses animais causarão danos a vocês como todo o restante dos animais da selva”. O Auxiliar Invisível perguntou “de quem é este bebê?”.
É meu, mas estou com medo de ir até aí”, disse uma mulher.
O Auxiliar Invisível pediu aos tigres que se deitassem, e eles se comportaram como bons cães treinados. A mulher calmamente se aproximou do Auxiliar Invisível e da família de tigres. Ela estava pálida e tremendo.
Ela pegou sua criança, que pareceu muitíssimo à vontade nos braços do Auxiliar Invisível.
Um homem da aldeia pegou sua arma e preparou para atirar no Auxiliar Invisível. “Você pode puxar o gatilho, mas a arma não disparará”, o Auxiliar Invisível disse para ele.
O homem tentou insistentemente, mas a arma falhou.
Isto porque foi solicitado às Salamandras, as quais começam todo fogo e explosão, para permanecerem em silêncio.
Então o Auxiliar Invisível se virou e começou a retornar para a selva. Os tigres o seguiram.
O Auxiliar Invisível pediu a eles que voltassem para o lugar onde ele os tinha encontrado, e colocassem o bebê para deitar, despois ele desapareceu, e foi adiante com seu trabalho.
Os Auxiliares Invisíveis ajudam de muitas maneiras. Gustave Doré, um artista muito talentoso, ilustrou a Bíblia com desenhos notáveis. Um deles é chamado “Moisés Criança no Nilo”. Mostra o bebê Moisés em uma cesta que flutua no rio Nilo e observado por quatro Auxiliares Invisíveis que estão suspensos no ar, acima dele. Os Auxiliares Invisíveis estão parcialmente materializados.
Esses Auxiliares Invisíveis foram os que induziram a filha do rei a ir ao rio, encontrar o bebê Moisés e levá-lo como seu próprio filho. O retrato mostra que esse artista famoso sabia tudo sobre Auxiliares Invisíveis e seus trabalhos e tentou mostrá-los em muitas maneiras. A Bíblia contém muitas outras histórias sobre pessoas que podiam ver e ouvir Auxiliares Invisíveis, Anjos e Arcanjos.
O historiador judeu, Flavius Josephus, diz muitas coisas interessantes sobre Moisés em seu livro OS TRABALHOS DE JOSEPHUS. Nesse livro, nos diz que Amram, o pai de Moisés, um homem nobre, estava preocupado com sua esposa, que esperava uma criança. Ele orou a Deus e implorou Sua ajuda, e Deus lhe disse muitas coisas encorajadoras. Ele lhe disse que seu filho deveria ser escondido daqueles que queriam destruí-lo, e que depois de ter sido criado de uma forma especial, ele iria retirar a nação dos egípcios. O pai de Moisés confiou em Deus e seguiu as sugestões dos Seres Elevados, o bebê foi salvo e mais tarde cumpriu sua missão de salvar os hebreus da escravidão e da morte.
Aqui está uma história de como um pai e suas crianças foram resgatados da morte no mar. Esse homem vivia no sul. Uma noite ele levou suas três crianças para um pequeno passeio de barco. A água tornou-se repentinamente revolta, e foram levadas para o mar. O pai perdeu de vista a costa e ele remou a noite toda orando por ajuda. Por fim a ajuda foi enviada a ele, e eles foram salvos da morte. Por meio da consciência Jupteriana foi mostrado a dois Auxiliares Invisíveis, à distância, o que estava acontecendo com esse homem e suas três crianças pequenas.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar e olharam para baixo, viram um barco grande quase cheio de água. O pai tentava desesperadamente chegar à praia. Em uma extremidade, um menino estava sentado com água até o pescoço. Na outra extremidade outro menino estava sentado só com a cabeça fora da água, enquanto uma menina tinha ficado debaixo da água e deitada no fundo do barco. Um Auxiliar Invisível abaixou e rapidamente resgatou as duas crianças de uma extremidade do barco e as levantou no ar. O outro Auxiliar Invisível pegou o pai e o outro menino e os levou para a praia, onde os outros estavam já recebendo cuidados. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembravam claramente dessas cenas na manhã seguinte.
Aqui está uma história sobre algumas pessoas que estavam necessitando de ajuda e o que lhes aconteceu. Alguns anos atrás, dois Auxiliares Invisíveis estavam passando pelas Montanhas Rochosas quando viram um garotinho descendo uma montanha, ao lado de um alto penhasco. Eles também viram um lobo se esgueirar atrás da criança.
O lobo estava prestes a pular sobre ele. Um dos Auxiliares Invisíveis pegou a criança no momento em que o lobo saltou. O lobo então se voltou para os Auxiliares Invisíveis, mas eles o fizeram se afastar. O lobo estava desesperado por comida e teria matado o menino. Os Auxiliares Invisíveis perguntaram à criança de onde ela vinha, pois não havia nenhuma casa à vista por quilômetros de distância.
O menino disse que sua mãe o havia enviado para trazer um homem para ajudá-los. Os Auxiliares Invisíveis lhe disseram para levá-los para onde sua mãe estava. Um dos Auxiliares Invisíveis o carregou, pois eles poderiam ir muito mais rápido dessa maneira. Quando eles dobraram uma curva, viram um automóvel à distância, inclinado sobre a borda da estrada. Naquele lugar havia um penhasco de cerca de trezentos pés. Havia duas pessoas no carro pendurado sobre o penhasco, um homem e uma mulher. A criança queria descer e ir ao encontro do seu irmão que estava no carro, mas o Auxiliar Invisível disse ao seu companheiro para segurar a criança por causa do perigo.
O Auxiliar Invisível olhou ao redor para ver qual era a melhor maneira de resgatar aquelas pessoas. Ele disse à mulher para jogar a sua bolsa para fora através da janela e, depois, jogar a pequena mochila que estava com ela. Então ele lhe disse para abrir a porta com muito cuidado, e ela conseguiu sair com segurança. Isso fez com que o carro deslizasse um pouco mais e ela desmaiou. O Auxiliar Invisível disse ao homem para passar, cuidadosamente, para o banco traseiro e sair. Ele fez isso, e assim que ele pisou no chão, o carro deslizou sobre o penhasco. O Auxiliar Invisível agarrou sua mão e o puxou para cima, e assim todos os três foram salvos. O homem estava tão fraco de terror e da tensão nervosa que teve que se deitar para descansar. Os Auxiliares Invisíveis foram cuidar da mulher, ela estava histérica e teve que ser acalmada e se tranquilizou quando viu que todos estavam sãos e seguros.
A família não tinha nada além de dinheiro e roupas para o menino. Eles não tinham água ou comida, e estavam a quilômetros longe de qualquer coisa. Os Auxiliares Invisíveis não podiam deixá-los sozinhos, pois sabiam que havia lobos. Estava frio e escuro.
Um Auxiliar Invisível disse ao seu parceiro para voltar à montanha e olhar ao redor até encontrar um homem com um carro e, então, o trazer.
Depois de várias horas, ele voltou com um homem e um carro. O homem queria cobrar da família quinze dólares para levá-los para uma cidade.
– Não, isso é demais – disse o Auxiliar Invisível. “Um dólar cada um é suficiente”.
O homem então se recusou a levar as pessoas em seu carro e puxou uma arma. O Auxiliar Invisível tirou a arma do homem e lhe disse para passar para o outro lado do assento que ele dirigiria o carro. Todos entraram no carro e o Auxiliar Invisível conduziu o povo até a cidade mais próxima, que estava a quarenta quilômetros de distância. Aqui eles encontraram um lugar para ficar até de manhã.
O Auxiliar Invisível disse a eles para tentar obter seus pertences de seu carro destruído. A mulher estava tão desgastada que estava prestes a entrar em colapso. As pessoas se esqueceram de agradecer aos Auxiliares Invisíveis, que se materializaram, ou de perguntar quem eram antes de partir, mas o homem não se esqueceu de pedir seu dinheiro. O pai do rapaz deu ao Auxiliar Invisível o dinheiro, e ele pagou ao homem, lhe devolveu sua arma e lhe disse para não incomodar essas pessoas, pois ele iria vê-los novamente. Então o homem ficou zangado e atacou o Auxiliar Invisível, que teve que o sacudir um pouco. O homem clamou por misericórdia. A coragem do Auxiliar Invisível em não temer sua arma tirou toda a energia do homem. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis se aproximaram e olharam para o carro destruído. Depois prosseguiram com seu trabalho de ajudar os outros.
Os Auxiliares Invisíveis ajudam todas as pessoas, independentemente de raça ou religião. Quando eles estão fora de seus corpos e ajudando a humanidade da melhor maneira possível, eles são capazes de ouvir e falar qualquer idioma. Eles falam a linguagem da alma, que todas as pessoas no mundo podem entender.
Aqui está uma história que ilustra esse assunto. Em um dia de julho, dois Auxiliares Invisíveis conheceram uma menina no Japão e ela pediu que ajudassem sua mãe, que tinha caído, não se levantava nem falava com ela. Os Auxiliares Invisíveis disseram à criança que se apressasse para levá-los até a mãe. Ela correu de volta para casa e os Auxiliares encontraram a mãe na banheira, inconsciente. Ela tinha escorregado, batido a cabeça e caído na água, que agora estava no seu queixo. Se a água estivesse um pouco mais alta, ela teria se afogado. Ela tinha um corte feio na cabeça.
Os Auxiliares Invisíveis retiraram a mãe da banheira e a reviveram.
Eles fizeram um curativo em seu machucado e colocaram algumas roupas nela. Os Auxiliares Invisíveis disseram à moça que sua filhinha os havia chamado e ela ficou muito agradecida pela ajuda que recebeu. Eles eram japoneses prósperos e tinham uma bela casa. A senhora japonesa pediu aos Auxiliares Invisíveis para tomar chá. Ela queria saber se os Auxiliares Invisíveis moravam no Japão e onde eles tinham aprendido seu idioma, pois ficou surpresa que eles pudessem falar tão bem.
Os Auxiliares Invisíveis então explicaram seu trabalho e ela lhes disse que uma vez participara de uma reunião no Ceilão, onde ensinavam o que os Auxiliares Invisíveis falavam. Quando o marido entrou, ela disse o que tinha acontecido e ele ficou um pouco agitado. Depois, agradeceu aos Auxiliares Invisíveis pela gentileza com sua família.
* * *
Agora, vamos considerar o trabalho dos Auxiliares Invisíveis com os animais.
Em uma noite, dois Auxiliares Invisíveis dedicaram-se a uma mãe urso pardo e seu filhote, que tinha aproximadamente três meses de idade. Eles buscavam água. O ursinho cavalgava nas costas da mãe.
Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram, a ursa se levantou e o filhote deslizou, ficando entre as pernas dela. Os Auxiliares Invisíveis começaram imediatamente a fazer amizade com eles. Um Auxiliar Invisível estava especialmente interessado no ursinho, que era muito fofo. Os ursos viram um poço de água, ou nascente, e subiram até ele; no entanto, a mãe não bebia nem deixava o filhote beber, porque sentia que algo estivesse errado.
Um dos Auxiliares Invisíveis deduziu que a água estivesse envenenada e pediu que fosse purificada. Sua oração foi atendida, porque em pouco tempo duas grandes cobras d’água rastejaram e foram embora. Então os ursos beberam da nascente. Pareceu estranho a mãe ursa perceber que não fosse seguro beber aquela água. Se eles tivessem bebido, as cobras certamente os teriam picado e eles teriam morrido.
* * *
Certa vez, um Auxiliar Invisível foi para a Nova Zelândia. Lá, ele teve problemas com alguns nativos e policiais, ao tentar impedir que espancassem um animal para fazê-lo exibir truques. Os policiais queriam prender o Auxiliar Invisível e alguém queria agredi-lo. O Auxiliar Invisível disse aos homens para não tocar nele, pois protegia todos os animais mudos e pessoas indefesas.
“Agarre-o e jogue no poço”, disse um homem.
As pessoas deixaram os policiais fazerem isso. Depois de colocarem o Auxiliar Invisível dentro de um poço onde havia cobras e crocodilos, ficaram ao redor para ver o Auxiliar Invisível morrer; no entanto, os répteis não deram atenção a ele nem se ofereceram para machucá-lo.
Uma Irmã Leiga da Índia entrou no poço. Os homens pensaram que ela tivesse pulado. Os dois Auxiliares Invisíveis então brincaram com as cobras e os crocodilos, enquanto os homens olhavam, surpresos. Eles não conseguiram tirar o Auxiliar Invisível porque não tinham algo para abaixar no poço. Então, os Auxiliares Invisíveis levitaram, já que estavam em seus Corpos de Desejos, e as pessoas fugiram.
Duas criancinhas foram até os Auxiliares Invisíveis, a Irmã Leiga tocou-as na testa e lhes disse para guiar seu povo até coisas na vida que fossem mais elevadas. O menino e a menina não eram parentes, mas amigos de brincadeira. Essas crianças ajudarão pessoas e animais à medida que passam pela vida. Eles são Egos avançados que renasceram naquele lugar para Auxiliar Invisível os nativos. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram para as ilhas próximas e ajudaram muitas pessoas doentes.
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Certa noite de sexta-feira, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis estavam no extremo norte, onde moram as focas, encontraram uma família de focas em um pouco de água no bolso de gelo de um iceberg. A massa de gelo estava movendo-se para o sul e parecia ter pouco mais de um quilômetro de comprimento. Do outro lado do local onde as focas estavam presas havia uma cavidade com alguns peixes. Uma Auxiliar Invisível queria alimentar as focas, mas ela não conseguia pegar os peixes nem podia colocá-las onde eles estavam.
Um Irmão Leigo parou e logo viu a situação. Ele disse que as focas poderiam comer os peixes, porque eles morreriam quando descessem para a quente Corrente do Golfo, que sobe o Oceano Atlântico, mas as focas nadariam de volta. O Auxiliar Invisível foi embora e voltou com uma lança. A Auxiliar Invisível pegou um peixe, foi até as focas e as convenceu a sair. Elas saíram da água e se aproximaram dela. Havia quatro focas crescidas e duas pequenas. Ela largou o peixe enquanto tentava pegar uma das foquinhas. Ela pegou uma, porém não conseguiu segurar porque era muito lisa. A Auxiliar Invisível deu alguns peixes às focas e elas começaram a segui-la. Finalmente, a Auxiliar Invisível pegou uma das focas bebês e brincou com ela por um tempo. Ela voltou para sua mãe e depois retornou para a Auxiliar, por vontade própria.
A Auxiliar Invisível então pegou a lança e fez um buraco no gelo para que os peixes pudessem nadar onde as focas estavam e para que estas pudessem ir aonde eles estavam. A princípio, as focas, famintas, comeram os peixes tão rápido quanto entraram pela abertura no gelo. Entre os dois buracos, o gelo não era muito espesso e não houve dificuldade em fazer a abertura. O iceberg estava rachando e estalando ao redor dos Auxiliares Invisíveis, movendo-se firmemente para o sul. Os Auxiliares Invisíveis gostaram muito de ficar com as focas por um tempo e elas tornaram-se muito amigáveis.
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Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis atravessavam as selvas da África quando um olhou para baixo e viu uma pantera negra presa em uma trepadeira, choramingando tristemente. Os Auxiliares Invisíveis desceram e se materializaram para ajudá-la. A pantera rosnou e se enfureceu. Então um Auxiliar Invisível lhe disse: “Fique firme, amiga; se você quiser que a ajudemos, você deverá ser boa. Eu só quero ajudá-la, mas se você agir assim, eu a deixarei ficar aqui mais alguns dias e a fome vai matá-la”.
A pantera pareceu entender perfeitamente e se acalmou para que os Auxiliares Invisíveis a soltassem. Ela estava presa de tal modo pela parte do corpo que fica entre os quadris e as costelas que, quando lutava, apenas apertava as trepadeiras ao redor do corpo.
Depois que a pantera foi libertada, ela começou a lamber as mãos da Auxiliar Invisível e ficou esperando os Auxiliares Invisíveis se moverem para poder segui-los.
“Jovem companheiro”, disse o Auxiliar, “é melhor você buscar algo para comer, pois há muitos amigos aqui que gostariam de testar sua força. Se eles vencerem, farão de você uma boa refeição”.
Então a pantera lambeu as mãos da Auxiliar Invisível novamente e foi embora lentamente.
* * *
Temos aqui uma história curiosa de como um leão foi ajudado.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam nas selvas africanas, aonde foram enviados para ajudar um grande leão que enfiara um espinho na parte macia de sua pata dianteira esquerda. Ele não conseguia tirar o espinho, sua pata estava inchada e dolorida. O leão estava deitado, quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram dele, mas ele pulou, ameaçou lutar e rugiu alto.
“Diga, camarada”, falou o Auxiliar. “Viemos aqui para ajudá-lo, não estamos procurando briga. Se você não quiser que nós o ajudemos, poderemos ir embora.”
O leão se acalmou, gemeu e levantou a pata, pois não podia ficar de pé por causa da dor. Um dos Auxiliares Invisíveis aproximou-se do leão e ele se afastou. “Escute, Sr. Leão”, disse o Auxiliar, “em vez de recuar, venha aqui e me dê sua pata. Serei o mais cuidadoso possível com você”.
O leão olhou em volta, depois pulou sobre três pernas até o Auxiliar Invisível e lhe deu a pata. O Auxiliar Invisível olhou para ele e viu imediatamente que precisava de algo para abrir o abscesso e deixar o pus escapar. Ele disse à outra Auxiliar Invisível para procurar um espinho afiado e foi o que ela fez. Então o Auxiliar Invisível disse ao leão para se deitar. Quando os Auxiliares Invisíveis começaram a abrir a ferida, o leão ficou com raiva e bateu no homem.
“Deixe o leão sozinho ou ele poderá machucá-lo”, disse a Auxiliar.
Ela tinha esquecido que estavam fora de seus Corpos Densos e não poderiam ser feridos. O Auxiliar Invisível disse a ela para esfregar a cabeça do leão enquanto ele abria a pata. Ela fez isso e, quando o leão ficou quieto, o Auxiliar Invisível espremeu todo o pus para depois procurar o espinho na pata. Quando o encontrou, o leão rugiu, porque estava preso no osso.
Os Auxiliares Invisíveis tiveram que abrir um buraco na carne, grande o suficiente para colocar dois dedos, antes que pudessem arrancar o espinho. Eles não conseguiram materializar a mão e colocá-la no osso, como fariam se fossem de carne. O Auxiliar Invisível agarrou o espinho e puxou, enquanto o pobre leão tremia e gemia. Um Auxiliar Invisível apertou o pé dele, o outro o massageou e ele se recuperou em poucos minutos.
Então o leão lambeu a mão da Auxiliar, levantou-se, sacudiu e rugiu como se quisesse agradecer. O Auxiliar Invisível que arrancou o espinho disse ao leão para ter mais cuidado. O leão se aproximou da Auxiliar, que se escondeu atrás do Auxiliar.
“Ele não vai machucá-la”, disse.
O leão se aproximou dela e a observou; ficou de pé como um cachorro enorme, deitou-se como um gato doméstico e não se mexeu.
De repente, ele pulou, soltou um rugido feroz, saltou muito alto e começou a lutar contra uma cobra grande. O leão ainda estava fraco e a cobra logo o cansou. Duas voltas do seu corpo estavam ao redor dele quase que imediatamente. A Auxiliar Invisível pediu a eles que parassem, mas não pararam e ela ficou abalada.
O outro Auxiliar Invisível pediu ao Espírito-Grupo da serpente e ao do leão para detê-los. Ele chamou a cobra e o leão, disse-lhes para parar e eles obedeceram depressa. O Auxiliar Invisível então os chamou e eles vieram. Ele viu que a cobra era uma grande jiboia africana. O corpo da cobra ficou bastante rasgado pelas garras do leão e ele tinha sido mordido, quando a cobra o segurou. Os Auxiliares Invisíveis logo curaram a cobra e o leão; depois, mandaram a cobra embora.
Os Auxiliares Invisíveis partiram e o leão os seguiu até desaparecerem.
* * *
Aqui está o relato de como uma baleia doente foi ajudada, certa noite, por alguns Auxiliares Invisíveis. A eles foi mostrada uma baleia na superfície da água, por meio da Consciência de Imagem Jupiteriana, algo como figuras em movimento exibidas em uma tela. A baleia estava ofegando e tentando retirar um peixe preso em sua garganta. Os Auxiliares Invisíveis correram para o local onde ela estava e logo a localizaram. Essa baleia tinha uma cabeça e uma boca enormes e o que parecia ser fileiras de dentes.
A baleia estava com problemas de estômago, não conseguia vomitar a comida que a fizera sentir-se mal e o intestino estava entupido. E o pior de tudo, ela tinha um peixe preso na garganta. Não muito longe dela havia sete ou oito tubarões. Eles viram que ela estava doente e aguardavam para torná-la sua refeição assim que estivesse fraca demais para lutar.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a baleia. Ela afundou e apareceu em outro lugar, como uma criança brigando com um médico, depois de machucada. A baleia tímida fez isso várias vezes. Então um dos Auxiliares Invisíveis a massageou para ficar acordada. Ela deu um tapinha na cabeça da baleia, que se virou, abriu a boca e o outro Auxiliar Invisível puxou o peixe para fora. Era um peixe grande, com as barbatanas presas na garganta da baleia, uma de cada lado, não podendo sair nem descer. Os Auxiliares Invisíveis ajustaram o estômago e o intestino da baleia. Isso a fez sentir-se bem novamente e se tornou brincalhona.
Os tubarões viram que ela estava agindo de modo natural de novo e foram embora; a baleia então nadou para longe.
* * *
Agora eu vou narrar o que aconteceu com o cachorro de estimação de um menino. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam voando e viram um belo Collie atravessando a rua. Um homem veio em seu carro, atropelou as duas patas da frente do cachorro e as quebrou. Ele olhou ao seu redor e não viu ninguém; então começou a dirigir, deixando o cachorro ferido na estrada.
A Auxiliar Invisível sentou-se sobre o carro e o fez retornar. Ela se materializou sobre a soleira. Ele estava com muito medo de continuar e fez o que ela mandou. Naquele momento, o outro Auxiliar Invisível levou o cachorro até um gramado e o deitou. O cachorro estava choramingando.
O Auxiliar Invisível contatou o Espírito-Grupo dos cachorros e perguntou onde morava o seu dono. Ele revelou que o cachorro pertencia a pessoas que moravam quatro casas abaixo, na rua em que estavam. O Auxiliar Invisível foi até a casa e conversou com o dono da casa sobre o cachorro; ele ficou muitíssimo estremecido.
“Eles são amigos, o que meu filhinho fará agora?”, ele perguntou. “Eu sempre deixo o cachorro sair cedo, todas as manhãs, para que possa correr por algum tempo. Ele sempre volta para casa quando o menino se levanta.”
O homem que atingiu o cachorro falou e perguntou qual era o seu preço.
“Eu paguei 150 dólares por ele; mas não aceitaria 1.000, porque passei vários anos treinando-o”, disse o proprietário.
O Auxiliar Invisível levou o cachorro para a casa do seu dono e o colocou em uma rede, na varanda lateral. O garoto, que despertara com o som das vozes, desceu as escadas. Quando viu que seu cachorro estava machucado, começou a chorar e o cachorro uivou. O garoto se virou para a estranha senhora e disse: “Senhora, cure meu cachorro para que possamos brincar juntos. Sempre comemos juntos e ele dorme ao pé da minha cama. Veja, ele está chorando porque está machucado. Você pode ajudá-lo e os Anjos a abençoarão algum dia. Minha mãe disse que os Anjos abençoam todos os que ajudam as pessoas”.
A mãe do menino ficou observando o cachorro ferido e disse: “Não podemos curá-lo. Ele deve ser sacrificado”.
“Ele ficará bem, assim?”, perguntou o menino.
“Não, ele vai morrer e alguém vai levá-lo embora”, respondeu sua mãe.
“Não, mamãe, espere”, implorou o garoto. “Pedirei a Deus para fazê-lo andar de novo.” “Querido Deus”, disse o garoto, “faça meu cachorro ficar bem para que possamos brincar. Mamãe disse que Você fará isso por pessoas que sejam boas. Serei o melhor que puder e sei que serei bom com o meu cachorro. Você fará isso por mim, meu Deus, não é?”. Então ele se virou para a Auxiliar Invisível e disse: “Agora, senhora, conserte meu cachorro”.
O pai do garoto disse a ele: “Ela não pode fazer isso, mas peço a Deus que possa”.
A Auxiliar Invisível falou com o querido menininho: “Meu queridinho”, disse ela, “sua fé fará com que o seu cão fique bom”.
As pessoas presentes estavam todas com lágrimas nos olhos, porque seus corações foram tocados pelas palavras da criança, que implorava por seu cachorro. A Auxiliar Invisível colocou uma das mãos sobre o cachorro e o esfregou com a outra. O Auxiliar Invisível pegou uma pata, ajustou os ossos e a força curadora de Deus curou o ferimento. O cachorro lambeu a mão do Auxiliar, que então pegou a outra pata, curou e tudo ficou bem.
O cachorro se deitou aos pés do Auxiliar, como se quisesse agradecê-lo.
“Os Anjos vão abençoá-la”, disse a criança, feliz. “Ah, não! Você é um Anjo, pois eu vejo cores bonitas de ouro brilhante, azul e branco sobre você; não, em você. Mamãe, eu não sei o que ela é, mas posso ver através dela. O que ela é?”
A Auxiliar Invisível ficou tão feliz que levantou a criança em seus braços e, por um momento, o menino se perdeu em sua aura. Todos os presentes viram e se curvaram diante da Auxiliar. “Sim, criança, eu sou o seu Anjo”, eles a ouviram dizer. Então ela o pôs no chão e desapareceu.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes por terem sido autorizados a curar o cachorro e fazer o menino e seus pais felizes.
* * *
Vamos agora analisar como outras orações foram respondidas.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam voando, quando viram um homem cair de um ônibus que estava viajando a uma boa velocidade. O homem levantou-se e correu atrás do ônibus, tentando alcançá-lo, mas teve que desistir. Seu cachecol caiu atrás dele enquanto corria.
Os Auxiliares Invisíveis aproximaram-se do pobre homem e ele contou o que havia acontecido. Estava sentado em um dos bancos da parte traseira do ônibus e tinha retirado o gorro, porém ainda tinha o cachecol no pescoço. A maioria das pessoas do ônibus estava dormindo. O homem que estava sentado à sua frente roubou seu dinheiro e sua bagagem.
Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou se poderia oferecer ajuda, pensando que alguém devesse ajudar, e disseram-lhe que isso poderia ser feito. Os Auxiliares Invisíveis deixaram o homem ao lado da estrada. Eles alcançaram o ônibus, entraram, materializaram-se e encontraram o ladrão. Eles viram que ele estava com o dinheiro furtado em uma carteira. Os Auxiliares Invisíveis indagaram se poderiam ajudar a vítima a chegar à próxima cidade, onde o ônibus pararia, para que pudesse pegar sua bagagem e recuperar o dinheiro. Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a fazer o possível para auxiliar.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram correndo, pegaram o homem e o levaram à cidade aonde o ônibus estava indo. Quando o ônibus chegou à cidade, o homem prendeu o ladrão, recuperou seu dinheiro e recolheu a bagagem.
* * *
Na América do Sul, um homem estava terrivelmente preocupado com a perda de seus magníficos bordos e carvalhos. Ele orou a Deus por ajuda para salvar do corte o melhor de suas árvores. Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ampará-lo. Eles chegaram ao lugar rapidamente e se materializaram no que pareciam corpos físicos naturais. Então caminharam até onde viram um fazendeiro conversando com um grupo de funcionários da empresa de telefone. Esses homens foram instruídos a comprar uma faixa de terra do outro lado da fazenda e ofereceram uma quantia muito pequena.
A companhia telefônica planejara forçar o homem a vender seus direitos à terra e às árvores. Eles sabiam que essa terra tinha 500 ou 600 árvores grandes e que dessas árvores eles fariam madeira fina e cara. Pretendiam cortar as árvores de uma só vez; trouxeram suas serras e machados para que pudessem realizar o trabalho de destruição em um único golpe para, depois, colocar os postes e fios de telefone.
O fazendeiro ficou muito angustiado, pois amava aquelas belas e grandes árvores e não queria que fossem cortadas. Ele não desejava vender a melhor parte da sua fazenda, porém o capataz da gangue tentava fazê-lo ceder. Os Auxiliares Invisíveis fizeram os homens parar e disseram ao fazendeiro que não recebesse menos de 50.000 dólares. Os Auxiliares Invisíveis também lhe explicaram que, se vendesse, não deveria se esquecer de manter o direito de atravessar a faixa de terra; caso contrário, teria de percorrer quase dois quilômetros e meio para chegar à outra parte da sua fazenda.
O fazendeiro disse ao encarregado que ele não venderia por menos de 50.000 dólares. Os homens então saíram, sabendo que a companhia telefônica redirecionaria sua linha, porque não poderia enganar esse homem e afastá-lo da sua valiosa floresta.
Os Auxiliares Invisíveis examinaram a floresta e se encantaram com as grandes árvores, umas das melhores que já tinham visto. Disseram ao fazendeiro que deveria ficar com a terra e que era dono de um lugar encantador. Antes que os homens da companhia telefônica saíssem, um dos Auxiliares Invisíveis lhes falou que não demoraria muito para que as pessoas não precisassem mais de telefones. Ela explicou como, na próxima e nova era, as pessoas terão clarividência, audição espiritual, transferência de pensamentos e, assim, poderão enviar pensamentos pelo ar, que serão capturados por outras pessoas da mesma forma que um aparelho receptor de rádio capta as ondas sonoras no ar.
Então o dono das grandes árvores perguntou aos Auxiliares Invisíveis quem eles eram e responderam. Os Auxiliares Invisíveis contataram o Espírito-Grupo de algumas das árvores e conversaram com Ele. Esse Ser Elevado parecia um homem; contudo, era muito mais sábio e inteligente. O Espírito-Grupo das árvores agradeceu aos Auxiliares Invisíveis por impedir aqueles homens de cortá-las desnecessariamente. Ele revelou que o fazendeiro tinha amado e cuidado das árvores em seus bosques e isso fez com que crescessem. Ele disse que as árvores valiam uma fortuna.
O Espírito-Grupo também mostrou aos Auxiliares Invisíveis como seria o local, se os homens conseguissem o que queriam e tivessem cortado as árvores. Era uma imagem desolada: uma terra nua com muitos troncos de árvore e uma linha de postes telefônicos correndo por ela com alguns fios. Um Auxiliar Invisível estremeceu ao pensar na ruína que teria resultado do corte. O Espírito-Grupo abençoou os Auxiliares Invisíveis por seu bom trabalho. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente no dia seguinte de tudo o que havia ocorrido e ficaram muito impressionados com o que viram e ouviram.
* * *
Eis como um menino foi ajudado certa noite. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados como resposta às orações de uma mãe por seu filho pequeno que tinha sido queimado e estava no hospital. No hospital, sua condição foi agravada pelos médicos e enfermeiras. A mãe estava então a caminho de casa com ele. Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mãe em uma estação de trem, onde esperavam o trem para levá-los para casa. O garoto estava com muita dor. Uma Auxiliar Invisível materializou o seu corpo, foi até eles e viu como a criança sofria; então perguntou à mãe qual era o problema do menino.
A mãe disse que ele teve a mão, o peito e as pernas queimados acidentalmente. “Eu o carreguei para o hospital”, disse ela, “e eles pioraram a situação; agora, vou levá-lo para casa”.
Enquanto a mãe conversava, a Auxiliar Invisível tranquilizava o menino, ele logo ficou quieto e dormiu. Um homem que estava próximo disse à Auxiliar: “Sua presença parece ter um efeito calmante sobre ele, porque ele dormiu”.
Um Auxiliar Invisível pediu para ver como o garoto se queimou e foi tratado no hospital. Eles então viram, por meio da Consciência Jupiteriana, como ele foi ao celeiro, pegou um pouco de palha, feno e outras coisas para queimar. Ele tinha sido enviado para limpar o local. Enquanto estava de pé ao lado do fogo, seu macacão esfarrapado se incendiou. Ao tentar apagar o fogo, as mangas da roupa foram queimadas. O menino ficou aterrorizado e correu para a casa, chamando a mãe. Todas as suas roupas estavam em chamas, nessa hora.
Sua mãe o envolveu em um cobertor e o levou para o hospital, onde ele recebeu tratamento. Ele e sua mãe ficaram no hospital por uma semana. O médico não forneceu o tratamento adequado e as enfermeiras não embeberam os curativos. Isso piorou o estado das feridas e o menino ficou mais fraco. Lágrimas surgiram nos olhos da Auxiliar Invisível e ele disse: “Senhora, você é muito simpática. Com ajuda dos Superiores eu o ajudarei”.
A Auxiliar Invisível pediu a mãe para retirar os curativos das mãos e braços do menino, já que estavam bons. “Não, senhora”, respondeu a mãe, “você está deixando que seus sentimentos lhe enganem”.
A essa altura, o garoto havia acordado. “Mamãe”, ele disse, “eu me sinto bem e nada me machuca. Veja, eu posso mover meus braços”.
Sua mãe removeu os curativos e viu que seus braços e mãos estavam lisos e brancos. Sua pele estava curada e não havia cicatrizes. Todas as pessoas por perto estavam surpresas.
“Senhora, coloque as mãos sobre a minha cabeça, porque isso me faz sentir muito bem e vejo pessoas bonitas, quando fecho os olhos”, disse o garoto à Auxiliar. “As pessoas parecem ouro. Não, eles parecem prata. Não, eles se parecem com ouro e prata juntos e têm asas, porém não se movem. Veja! Existem alguns pequenos.”
O garoto viu, na Região Etérica, algumas Fadas e Auxiliares Invisíveis que lá estavam.
O trem chegou e os dois Auxiliares Invisíveis colocaram a criança e a mãe nele. Então eles despediram-se e foram embora, deixando-os muito felizes.
* * *
Nossa próxima história fala sobre uma garota, um gato, um pássaro e como foram salvos de um incêndio. Em uma noite, dois Auxiliares Invisíveis chegaram a um incêndio e viram por uma porta de vidro uma garota de 12 anos de idade cujas roupas estavam em chamas. Ela tentava sair, mas o fogo estava ao seu redor. Ninguém iria socorrê-la e o corpo de bombeiros não estava lá. Um Auxiliar Invisível perguntou se poderia salvá-la e lhe disseram para fazê-lo. O Auxiliar Invisível atravessou a parede, disse às Salamandras que deixassem a garota e as chamas se apagaram. O Auxiliar Invisível abriu a porta, levou a garota para fora e um homem a colocou em um automóvel para levar ao hospital.
O Auxiliar Invisível voltou à casa em chamas e resgatou o pai e a mãe. Antes que a mãe ficasse inconsciente, ela disse: “Salve minha filha, seu gato e o pássaro no andar de cima, nos fundos”.
Nesse momento, o telhado já estava caindo, porém, os Auxiliares Invisíveis encontraram o gato no chão. Estava arisco por medo porque foi cortado. O Auxiliar Invisível chamou o gato. Ele aproximou-se dele e foi pego. Então o Auxiliar Invisível resgatou o canário. Depois disso, o Auxiliar Invisível saltou da janela e colocou o gato e o pássaro ao lado da mãe e do pai. Os Auxiliares Invisíveis foram embora, ao hospital para ver a garota.
A garota estava na sala de exames, quando os Auxiliares Invisíveis entraram. Ela apontou para o Auxiliar Invisível e disse: “Ele me salvou”.
“Sim, criança, eu lhe salvei e lhe curarei”, ele prometeu.
“Estou muito machucada”, a garota disse, fracamente.
O Auxiliar Invisível ouviu o médico dizer que ela iria morrer.
“Ela é boa demais para morrer”, disse o Auxiliar. Ele pegou a criança, expandiu a própria aura e pediu que ela fosse curada.
A enfermeira e o médico recuaram, espantados. O Auxiliar Invisível entregou a menina à Auxiliar Invisível. Ela também expandiu sua aura e rezou para que a garota fosse curada. Quando a colocou no chão, a menina estava bem, feliz e sorridente.
[1] N.T.: St. Louis ou Saint Louis é uma cidade localizada no estado americano do Missouri, na fronteira com o estado do Illinois, nos Estados Unidos.
[2] N.T.: Segundo Céu
[3] N.T.: Purgatório
[4] N.T.: veja Bíblia: Dn 13:9
[5] N.T.: em torno de 1600 km
[6] N.T.: ou irmãos menores
[7] N.T.: cerca de 40 km.
[8] N.T.: cerca de 2,5 Kg.
[9] N.T.: aproximadamente 6 Km
[10] N.T: aproximadamente 4 Km
[11] N.T.: aproximadamente 305 m
[12] N.T.: Rm 12:19
Aqui está uma história incomum que trata de um Auxiliar Invisível que utilizou um cão com ventríloquo para ajudar um homem e sua família.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis passavam por uma cidade do leste e viram que uma mulher estava parada em frente a uma taberna com dois filhos e um cachorro da raça Collie. Os Auxiliares Invisíveis desceram e foram até eles. E um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mulher o que havia acontecido, e ela disse: “Estou esperando meu marido sair para que eu possa pedir algum dinheiro para ele para comida. Do contrário, ele irá beber até não poder mais”.
O Auxiliar Invisível perguntou a alguém à distância, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar a mulher, e então, foi autorizado a fazê-lo.
– O cachorro pode fazer alguns truques? – Perguntou o Auxiliar Invisível.
– Sim – respondeu o menino.
O Auxiliar Invisível descobriu que o cão sabia vários truques. “Isso é tudo que eu quero saber” – disse ele. Então o Auxiliar Invisível disse ao cão para ir até o seu dono. O cão entrou na taverna e foi até o pai do menino. O Auxiliar Invisível disse ao cão para se sentar, e ele obedeceu. “Senhor, por favor, pare de beber e volte para casa” – disse o Auxiliar Invisível que estava perto do cachorro. “Eles precisam de você e de seu dinheiro, e eu gostaria de obter mais ossos”.
O Auxiliar Invisível havia somente materializado o suficiente de seu corpo físico para falar, e o homem não o viu.
O marido da mulher virou–se e olhou para o cão sentado. Então, o Auxiliar Invisível falou novamente e disse: “Senhor comerciante – o dono da taverna – você está errado em levar todo o dinheiro desse homem que tem uma família e você sabe disso. Venha, senhor, estamos esperando por você lá fora”.
O homem saiu e viu sua família, e se sentou na entrada da taverna. Ele deu para sua esposa todo o seu dinheiro, e depois se levantou e foi para casa.
Este homem estava bêbado antes que o cachorro falasse, mas a experiência o deixou sóbrio rapidamente. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a sua casa, ele já estava lá, e se encontrava tremendo como uma folha. O cachorro aproximou–se dele, e o Auxiliar Invisível disse: “Obrigado, senhor, por voltar para casa, agora posso ter mais ossos” – e ele foi embora.
O homem ficou pálido. Um Auxiliar Invisível pediu a outra Auxiliar Invisível que dissesse a ele que tinha sido avisado para parar de beber e que ele deveria tomar conta de sua família. A Auxiliar Invisível disse ao homem, e ele prometeu que o faria.
– “O que fez o cachorro falar?” – a esposa perguntou ao visitante.
– “Ele foi usado como um meio para fazer o seu marido saber que estava na hora de parar de beber e cuidar de sua família” – disse o Auxiliar Invisível. “Ele não acreditaria em nenhum ser humano”.
O Auxiliar Invisível disse à esposa de que se ele bebesse novamente, ele poderia ter um derrame.
Os Auxiliares Invisíveis pensaram que ele poderia ter um acidente vascular cerebral a qualquer momento, ou que ele poderia ter delirium tremens[1].
– “O que aconteceu com o homem que estava com você? – Perguntou a esposa à Auxiliar Invisível. “Ele ficou assustado e fugiu?”.
– “Não – disse a Auxiliar Invisível. “Ele tinha outro trabalho a fazer”. Depois disso, a Auxiliar Invisível brincou por alguns minutos com o Collie, e depois partiu.
Aqui está outra história de como um homem foi ajudado. Dois Auxiliares Invisíveis estavam em um dos estados do sul, onde encontraram um homem que tinha perdido todas suas chaves em um canal. Ele estava parado na margem do canal, com o maço de chaves na mão, conversando com sua esposa. Quando ele apontou para o outro lado do canal, as chaves escaparam de sua mão e caíram na água barrenta. Ele não tinha outras chaves, então, eles ficaram trancados para fora de sua casa.
O homem começou a orar pedindo ajuda para tê-las de volta. Ele marcou o lugar onde estava com um pedaço de madeira preso ao chão. Os Auxiliares Invisíveis foram até ele, e ele lhes contou o que tinha acontecido: “Nós estamos hospedados em uma casa de campo no hotel” – disse o homem, “e todo o nosso dinheiro está em nossa mala de viagem. As chaves estão no fundo do canal, e eu não sei como pegá-las. Se você pegar minhas chaves, eu lhe darei cem dólares”.
O homem preocupado achava que o Auxiliar Invisível era alguém que vivia por perto.
Se as chaves não forem recuperadas agora – disse a senhora Auxiliar Invisível – “elas podem afundar na lama, e pela manhã pode ser impossível encontrá-las. A água está a 1 metro e meio de profundidade neste lugar”.
– “Eu não consigo ver as chaves agora, e é muito escuro para tirá-las antes da manhã” – disse o homem.
– “Pegue as chaves para ele” – disse a senhora Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível deslizou na água, estendeu a mão e pegou as chaves e subiu com elas e as entregou ao homem que estava muito surpreso e sem palavras.
– “Como você enxergou minhas chaves, e como você poderia respirar na água enlameada?” – Perguntou o homem surpreso.
– “Não preste atenção nisso, mas seja gentil e útil para todos que você conhece” – disse o Auxiliar Invisível.
– “Tento ser” – respondeu o homem. “Venha me ver amanhã, e eu lhe darei os cem dólares”.
Os Auxiliares Invisíveis se foram, e é claro que eles nunca mais voltaram para ver o homem; pois não o ajudaram por qualquer recompensa. Estes Auxiliares Invisíveis gostam de andar por aí ajudando pessoas e animais. Na manhã seguinte ao acordarem, os dois Auxiliares Invisíveis lembraram claramente dessa história.
Aqui está uma história de como uma senhora foi ajudada.
Ela estava rezando para que ela pudesse ficar bem e que seu filho parasse de beber tanto.
Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudá-la.
Quando eles estavam trabalhando nos veículos invisíveis dela, o filho chegou em casa bêbado e começou a fazer muito barulho.
Um Auxiliar Invisível disse a ele que ele não deveria ficar bêbado e que ela queria que ele ficasse quieto, porque sua mãe estava muito doente e não seria capaz de se levantar.
O filho então tornou–se agressivo e o Auxiliar Invisível pegou ele com firmeza e o colocou para fora de casa.
Estava uma noite fria e ele logo ficou sóbrio e suplicou para deixá-lo entrar. A Auxiliar Invisível o deixou entrar, e ele ouviu o que ela tinha para dizer. A Auxiliar Invisível disse a ele que ele poderia morrer se não se não se emendasse. O homem pediu que a Auxiliar Invisível provasse quem ela era e ela expandiu sua aura e, então, desapareceu.
Ela foi para um quarto próximo, se materializou e voltou para onde ele estava.
– “Certamente eu devo estar falando com um Anjo, pois humanos não fazem o que ela fez” – o atônito homem disse.
– “Eu me pergunto se estava sonhando ou vendo coisas”.
A Auxiliar Invisível estava atrás dele, e lhe falou claramente: “Não, você não está sonhando”.
E no que o homem se virou era como se ele tivesse levado um pontapé.
– “Por favor, Anjo, ele disse, tenha misericórdia de mim, eu farei de mim um homem e pararei de beber”.
O segundo Auxiliar Invisível também estava presente, e ele disse a ela para colocar sua mão na cabeça do homem para dar a ele energia, pois ele estava tremendo como uma folha.
Este homem cumpriria sua promessa, pois os Auxiliares Invisíveis atenuaram nele o desejo por bebida.
Um grande evangelista uma vez disse em sua congregação duas histórias similares a esta.
Em cada caso o homem, que era um beberrão, orou por ajuda, e o desejo por bebida forte o deixou completamente.
Estudantes de Ocultismo sabem que um Irmão Leigo ou Irmã Leiga pode eliminar o um desejo de um ser humano, de modo que esse nunca mais vai querer se intoxicar com bebidas novamente.
Aqui está como uma oração feita por um homem chinês pedindo ajuda foi atendida. A dois Auxiliares Invisíveis foram mostrados um chinês que estava doente com paralisia. Também lhes mostraram como ajudá-lo. Os Auxiliares Invisíveis foram até o homem que tinha, em torno de, 55 anos. Eles o encontraram tremendo.
– “Oh, Anjo! Tu poderoso e único, ajude–me, um pobre verme do pó” – disse o pobre homem. “Eu sou dócil e humilde. Eu estou desta maneira a 25 anos, e ninguém mais pode me ajudar. Ajude–me, tu poderoso Anjo”.
– “Você é casado?” – Perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Não” – Ele respondeu.
– “Você é pobre?” – Ela perguntou a ele.
– “Eu tive em abundância, mas as guerras e meu irmão me tiraram tudo” – ele replicou. “Se eu fosse um homem de boa saúde, eu poderia conseguir tudo de volta. Eu tenho rezado por 10 anos para Deus me curar”.
– “Se você se tornar bom, você seria um bom homem e seria amável com todas as coisas vivas e ajudaria todas as pessoas que você pudesse?” – A Auxiliar Invisível perguntou. “Você ajudaria igualmente os animais e as plantas?”.
– “Minha Religião ensina isso” – o chinês respondeu.
– “Qual é a sua religião?” – A Auxiliar Invisível perguntou.
– “Confucionismo era minha religião até 10 anos atrás” – ele respondeu.
– “Agora eu acredito na Religião Cristã. Eu tenho rezado, mas não tenho recebido ajuda, e tenho perdido tudo que eu tinha”.
– “Isto não pode ser uma dívida do passado que você está pagando?” – A Auxiliar Invisível indagou.
– “Eu não sei” – ele disse, “eu vivi antes?”.
– “Com todo o seu estudo, você não sabe sobre renascimento?” – Ela perguntou.
– “Sim, eu li sobre isso quando eu era jovem, mas eu não estava interessado nisso” – ele disse. “Se você me ajudar, eu farei qualquer coisa, absolutamente, que você pedir. Eu quero ir para a América”.
A Auxiliar Invisível perguntou para alguém à distância se eles poderiam ajudar este homem doente, e eles disseram que eles poderiam ajudá-lo.
O homem disse que durante a guerra com o Japão o telhado de sua casa tinha sido alvejado, mas ele não se machucou, e os soldados não o tinham aborrecido, nem o roubado. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram o chinês a se erguer e cambalear pelo quarto, caindo de joelhos em frente a Auxiliar Invisível.
– “Poderoso Anjo” – ele disse, “este modesto verme do pó agradece. Possa Deus abençoá-la.
A Auxiliar Invisível tentou explicar que eles eram Servos de Deus, mas o chinês não acreditava nisso.
– “Vá chamar meu servo no outro quarto para vir aqui” – ele disse para o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível desceu até a área da entrada da casa, num caminho curto e entrou em um quarto onde encontrou uma mulher chinesa de boa aparência. Ele disse a ela que o homem queria vê-la. A mulher correu para o quarto e se curvou ante ele.
– “Verme do pó” – o chinês disse para ela, “ vá pegar minhas roupas”.
– “Basta!” – Disse o Auxiliar Invisível. “De agora em diante que ninguém se curve para você. Chame-a pelo seu nome. Já que você é um Cristão de fé, não pode ter escravos”.
O Auxiliar Invisível sugeriu um nome sutil, no qual o homem gostou. “Eu a chamarei assim” – ele disse.
– “Agora desde que você esteja bem, se você gosta dela, case–se com ela, de acordo com os costumes chineses e a trate como sua esposa e não como sua serva” – o Auxiliar Invisível disse. “Seja honesto com ela, e diga por favor quando você pedir a ela para fazer alguma coisa para você. Dê a ela algum dinheiro para gastar com ela mesma”.
O Auxiliar Invisível disse para a mulher que tudo que ele tinha dito se aplicava a ela também.
– “Eu lhe agradeço” – ela disse.
– “Eu estou bem?” – O homem perguntou.
– “Sim, mas você deve sempre cumprir sua promessa; tenha modos e seja prestativo com todos os seres vivos”.
Ambos os chineses prometeram que eles cumpririam. O homem não podia acreditar que ele estava curado, e ele não parava de se examinar para se certificar que estava tudo bem.
Os Auxiliares Invisíveis partiram da China e retornaram ao seu país de origem.
Um dia, os Auxiliares Invisíveis encontraram uma jovem, que era prisioneira, que tinha solicitado ajuda deles. Havia cinco anos que esta jovem e seus pais estavam orando pedindo ajuda. A menina estava em algum lugar nas montanhas num prédio velho e bem construído, mas num país vizinho. Os Auxiliares Invisíveis a encontraram no porão dormindo em cima de um pouco de palha. Eles a acordaram.
– “Por favor, deixe–me ir para casa, pois estou morrendo” – disse ela.
– “Quanto tempo você esteve aqui?” – Perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
– “Não sei” – disse ela. “Fui trazida para cá em agosto de 1931. Minha casa fica na costa oeste. Eu fui transferida de lugar umas cinco ou seis vezes desde que fui sequestrada. Uma mulher me traz as refeições, mas eu não tenho comida suficiente, e eu estou lentamente morrendo de fome”.
A mulher contou aos Auxiliares Invisíveis onde ficava sua casa. Ela já fora muito bonita, mas sua aparência, atualmente, era pele e osso.
Os Auxiliares Invisíveis olharam ao redor para ver uma maneira de tirá-la dali. Eles não encontraram nenhuma maneira; porém um Auxiliar Invisível pegou na sua mão e chamou a mulher que lhe trazia comida.
– “Quem trouxe essa moça aqui?” – Perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Eu não sei onde estão os dois homens, mas o patrão está lá em cima” – disse ela. “Ele nunca desce aqui”.
O Auxiliar Invisível enviou uma chamada mental para o sequestrador, que chegou armado. Ambos, o homem e a mulher, ficaram tão agitados que eles mal sabiam sobre o que estavam falando.
O homem disse que tinha raptado a moça por dinheiro, mas que não havia conseguido nada. Então ele decidiu mantê-la prisioneira até morrer. Assim, ele levaria seu corpo para casa e o colocaria na varanda da casa de seus pais à noite.
– Nós viemos para levá-la para casa – disse o Auxiliar Invisível. “Pegue algumas roupas para ela”.
O homem malvado riu. “Bem, vocês podem morrer como ratos” – disse aos Auxiliares Invisíveis.
Ele levantou sua arma para atirar num dos Auxiliares Invisíveis, mas eles pediram para as Salamandras[2] ou Espíritos do fogo que aquietassem o fogo; então, sua arma somente clicou. O Auxiliar Invisível pegou a arma do homem que estava assustado e tremendo de medo. O Auxiliar Invisível lhe solicitou, enfaticamente, para encontrar algumas roupas para a mulher e também trazer cobertores grossos. Pediram a mulher que lhe trazia comida para que fosse com o homem para buscar as coisas que eram necessárias.
Os dois saíram e trancaram a porta. “Agora vocês três podem morrer” – gritou o homem malvado e saiu.
A jovem começou a chorar, e os Auxiliares Invisíveis lhe disseram que iriam tirá-la dali. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e subiram para o salão onde estavam o homem e a mulher, se materializaram diante deles e exigiram as roupas. O homem estava paralisado de medo. “Pegue algumas roupas dela e um cobertor, e dê quinhentos dólares” – disse ele. “Não. Dê a ela mil dólares e a deixe ir”.
A Auxiliar Invisível pegou as roupas e o cobertor. “Ninguém nos impedirá, uma vez que podemos atravessar qualquer coisa” – disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis desceram até o porão e abriram a porta. Vestiram a mulher e a levaram para cima, embrulhada no cobertor. No topo das escadas, eles foram recebidos por dois cães grandes e ferozes. Os cães começaram a se arrastarem em direção aos Auxiliares Invisíveis sobre seus estômagos, e eles choramingaram ao invés de rosnar. O Auxiliar Invisível solicitou ajuda para tirar a moça da casa, pois achava que os guardas poderiam começar a atirar neles e podia ferir a moça. O outro Auxiliar Invisível disse que não precisaria de nenhuma ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis disseram às Salamandras para aquietassem o fogo até que eles saíssem. Eles enrolaram a mulher no cobertor e saíram pela porta. Eles criaram uma espécie de escudo em forma de nuvem ao redor dela por meio do pensamento. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis flutuaram no ar e a levaram para a pequena cidade onde ela morava, a deixando em segurança em casa, com seus pais.
– “Agora vou voltar para aquele lugar para ver se há mais gente mantida em cativeiro” – disse o Auxiliar Invisível a seu companheiro. A Auxiliar Invisível disse que ela também iria. Quando os Auxiliares Invisíveis voltaram à casa do sequestrador, o homem estava conversando com a mulher.
Um Auxiliar Invisível apareceu na sala e perguntou ao homem se havia mais prisioneiros naquele lugar e ele disse: “Sim”.
– “Mostre–nos onde eles estão”.
O homem foi a um quarto, destrancou uma porta, e disse aos Auxiliares Invisíveis que havia uma mulher no armário na outra sala.
Os Auxiliares Invisíveis começaram a atravessar o chão. Quando chegaram ao centro da sala, o homem ergueu uma porta de armadilha, e os Auxiliares Invisíveis entraram em um lugar escuro. Um Auxiliar Invisível gritou e agarrou o outro, pois ela tinha esquecido que não estava em seu corpo físico e, portanto, não podia ser ferida.
– “Acalme–se” – disse o Auxiliar Invisível. “Nada podem te machucar”.
– “Eu tenho medo” – a senhora Auxiliar Invisível respondeu a ele.
– “Vá para casa” – disse seu companheiro.
– “Me leve para fora e eu irei” – ela respondeu. Nesse momento, ela viu alguns crânios. “Oh! Olhe para esses crânios” – ela disse. “Olha! São quatro”.
– “Sim, quatro pessoas pagaram o preço” – disse ele. “Venha, vamos sair daqui”.
Os Auxiliares Invisíveis se desmaterializaram rapidamente, retornaram até o homem e se materializaram.
– “Não queremos mais confusão, companheiro” – disse o Auxiliar Invisível.
O homem deu um salto, assustado.
– “Sim, seu tempo acabou, e eu tenho um lugar para você” – disse o Auxiliar Invisível.
– “Eu não quero morrer” – disse o homem com muito medo. “Eu te darei um milhão de dólares para me salvar”.
– “Eu não posso fazer nada” – disse o Auxiliar Invisível. “Olhe para sua vida, e veja o que você fez”.
O homem começou a contar e disse: “Eu sou culpado de sete assassinatos. Olhe para as pessoas que eu chicoteei e roubei! Olhe para todo o gado que já envenenei e as casas que eu queimei! Razão pela qual, eu não fiz nada de bom!”. E ele caiu morto.
Este homem malvado estava revendo os acontecimentos que ele tinha feito durante sua vida, pouco antes de morrer, até quando ele era um bebê. Chamamos isso de panorama da vida.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para a região fronteiriça, que é uma região entre o Primeiro Céu e o Purgatório.
– “Levem–no para próximo da atmosfera da Terra” – disse um dos responsáveis. “Mantenha sua companheira perto de você. Não, melhor deixa-la aqui”.
– “Eu quero ir” – disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível a manteve do seu lado, e eles levaram o homem para baixo. O que eles viram foi muito terrível para se colocar em palavras, e nenhum dos dois Auxiliares Invisíveis desejou ir àquela região nunca mais. Esse homem maligno tinha criado todos os tipos de entidades enormes, feias e ferozes, por meio dos seus maus pensamentos e ações.
Essa história nos faz lembrar um dos Auxiliares Invisíveis nas palavras de Cristo Jesus no Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 16, versículos de 26 a 27: “De fato, que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro mas arruinar a sua vida? Ou que poderá o homem dar em troca de sua vida? Pois o Filho do Homem há de vir na glória do Seu Pai, com os Seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com o seu comportamento”.
Aqui mostra como uma senhora foi salva de se afundar numa areia movediça no México. Dois Auxiliares Invisíveis estavam passando perto de uma colina no Oceano Pacífico. Eles olharam para baixo e viram um carro parando. Os passageiros desceram e caminharam até a beira de um penhasco para apreciar a bela vista.
De repente, a terra cedeu e uma das mulheres escorregou ladeira abaixo. Ela foi parar dentro de um buraco de areia movediça, e começou a afundar na lama fofa/macia. Tinha chovido e a encosta estava molhada. A mulher logo descobriu que era impossível sair dali. Ela se afundava mais a cada esforço na tentativa de se levantar. A mulher estava a cerca de 10 metros do alto do penhasco. A mulher gritou por ajuda e orou para que alguém pudesse salvá-la, pois ela estava afundando lentamente. Seus amigos estavam tentando buscar alguma maneira de ajudá-la, mas foi em vão.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram; e desceram até a mulher e um Auxiliar Invisível segurou seu braço direito e o outro segurou seu braço esquerdo, e puxaram a mulher para fora da areia movediça, que parecia uma lama macia e escorregadia. Então, os Auxiliares Invisíveis conduziram a mulher assustada para junto de seus amigos do penhasco.
É estranho como poucas pessoas acreditam ser possível para alguns indivíduos terem vidas normais e úteis e quando vão dormir deixarem seus corpos físicos em suas camas; de tal modo que eles saem em seus corpos etéricos e ajudam pessoas e animais sob um sistema organizado realizado por Seres Avançados que formam uma longa fila de Auxiliares Invisíveis.
Esses Auxiliares Invisíveis são constituídos como Deus, os quatro Senhores do Destino, verdadeiro Seres de outros Planetas, Liberados, Irmãos Maiores, Arcanjos, Anjos, Irmãs e Irmãos leigos, Auxiliares Invisíveis e, finalmente, pessoas que vivem vidas normais aqui entre nós. Muitos dos estudantes inscritos em várias das Escolas de Mistérios formam grupos de Auxiliares Invisíveis que participam desse trabalho. Eu não quero dizer simplesmente que, por ser um estudante, qualquer pessoa poderá participar uma vez nesse trabalho. São necessárias certas qualificações.
Uma pessoa deve desenvolver o seu Corpo-Alma até certo ponto antes de poder deixar seu corpo físico e viajar em seu Corpo-Alma. Ela deve ser sincera em seu desejo de ajudar os outros e deve também se esforçar em adquirir o conhecimento em linhas espirituais. Deve ser absolutamente destemida, altruísta e desejar sabedoria que possa usá-la em benefício aos demais e não com a finalidade de ganhar dinheiro. Ela não deve vender esse conhecimento. Ela deve dá-lo gratuitamente se desejar manter o canal aberto para que possa receber mais e com instruções melhores. Se uma pessoa busca adquirir conhecimento oculto e se recusa a transmitir seu conhecimento a outros, ela, por sua vez, fechará a fonte do conhecimento. O que você recebeu gratuitamente, você deve dar gratuitamente aos outros.
Um dia uma estudante de ocultismo tentou falar a um homem de negócios, de idade avançada, algo sobre verdades ocultas.
– “Eu não acredito nisso” – ela disse.
Que provas você pode me dar?
– “Você acredita em Deus?” – Ela perguntou, e o homem de pronto respondeu “sim”.
Veja, alguma coisa dentro dele reconhecia que há um Deus e que ele é uma parte de Deus.
Este homem tinha vivido muitos anos e sabia que deve ter um Deus tomando conta do nosso mundo.
A estudante perguntou se ele acreditava em Anjos.
– “Eu não” – ele replicou.
Se a pessoa não acredita em Anjos, em geral, é completamente em vão esperar que a pessoa acredite em Auxiliares Invisíveis, ou que nós vivemos após a morte e que renascemos, aproximadamente, a cada mil anos.
A Bíblia tem tantas histórias de Anjos como algo formidável, que uma pessoa pode apenas acreditar nisso, sem acreditar que Anjos atualmente existem.
Por outro lado, se a pessoa acredita em Anjos, fica menos difícil para explicar os ensinamentos Ocultos e Místicos para ele. Algumas pessoas acreditarão nos ensinamentos superiores, porque eles satisfazem uma real necessidade para elas. Outros precisam ter uma prova real. Muitas pessoas têm tido provas que existem Anjos, Arcanjos e Auxiliares Invisíveis; e eu espero que o leitor os vejam alguma vez, também.
Aqui está uma história de uma menina que foi ajudada por meios da cura espiritual definitiva. Dois Auxiliares Invisíveis foram conduzidos a certo lugar na Europa, onde uma menina estava pedindo por ajuda. Eles foram até ela e viram uma menina muito simples que estava chorando porque sua boca estava deformada.
Depois que ela contou sua história, um dos Auxiliares Invisíveis disse: “pegue um pouco farinha e água para fazer uma pasta, e vamos tentar melhorar seu rosto”.
A menina pegou a farinha, a água e uma toalha. Foi-lhe dito para se deitar. E depois de ter deitado, a Auxiliar Invisível colocou a toalha debaixo de sua cabeça. A Auxiliar Invisível fez uma pasta de farinha e água e colocou em seu rosto espalhando nele até secar.
Enquanto massageava sua face, a força curadora de Deus foi enviada a ela através do outro Auxiliar Invisível, e a boca dela voltou ao normal. Quando a pasta secou por completo, a Auxiliar Invisível a retirou e pediu que ela fosse lavar seu rosto. Ela o fez rapidamente e olhou no espelho. Ela disse que seu rosto estava maravilhosamente claro e limpo e sua boca estava como antes. Sua alegria não tinha limites.
– Quem fez isto? – Ela perguntou.
O primeiro Auxiliar Invisível apontou para a segunda Auxiliar Invisível, e a menina correu para ela e a beijou. Então, a menina agradeceu aos dois Auxiliares Invisíveis por tudo que tinham feito por ela. Depois de pedirem a ela para ir à igreja e ser uma boa menina, os Auxiliares Invisíveis saíram e continuaram com suas atividades.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis salvaram um homem da morte por afogamento. Eles foram enviados para salvar um homem num navio entre a França e a Inglaterra.
No navio estavam dois homens e uma mulher que tinham planejado roubar o homem e atirá-lo ao mar.
Um dos conspiradores, a mulher, o estava seguindo pelo navio.
Ele estava rezando para Deus salvá-lo, porque sentiu que estava sendo observado constantemente e estava tremendo.
Os Auxiliares Invisíveis falaram com ele em seu pequenino quarto no navio.
Um Auxiliar Invisível disse para ele manter seus papéis de valor e dinheiro juntos. Ele os tinha escondido entre dois colchões em seu beliche.
O Auxiliar Invisível colocou um cobertor na cama, e o homem se deitou nele. Então eles puseram seus pertences nas mãos e sobre ele e o envolveram cuidadosamente.
Eles abriram a porta, carregaram o homem para fora e o levaram até a uma praia, no país no qual ele gostaria de ir e o deixaram num lugar seguro.
Isso parecia uma história de fadas, mas realmente aconteceu.
Auxiliares Invisíveis podem reverter a força da gravidade, assim objetos pesados podem voar pelos ares e podem ser carregados adiante facilmente pelos Auxiliares Invisíveis, que podem se materializar todo ou parte de seus corpos, quando eles precisarem fazer, desta forma, no decorrer de suas atividades.
O Sr. Max Heindel, em seu folheto, A INTERPRETAÇÃO MÍSTICA DA PÁSCOA se refere à materialização quando, ao falar de Cristo Jesus, ele diz: “Ao morrer o Corpo Denso de Jesus, os Átomos-semente retomaram ao seu primitivo dono. Durante os três anos de intervalo entre o batismo, em que ele abriu mão de seus veículos, e a crucificação, quando pôde reaver os Átomos-semente, Jesus formou um veículo etérico, do mesmo modo que um Auxiliar Invisível junta matéria física sempre que se faça necessário materializar um corpo ou parte dele. Contudo, matéria que não corresponda ao Átomo-semente não pode ser utilizada de modo permanente: desintegra-se tão logo desapareça a força de vontade que a atraiu. Portanto, aquilo foi para Jesus apenas um expediente de ocasião”.
Muitos outros escritores que tratam dos ensinamentos ocultos contaram sobre as coisas maravilhosas que os Auxiliares Invisíveis fizeram. Muitas dessas histórias foram disfarçadas de várias maneiras. Depois de um tempo, o aspirante fiel aprende a interpretar o verdadeiro significado dessas histórias verdadeiramente maravilhosas que inspiraram a humanidade ao longo dos tempos.
Uma noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram a um lugar na América do Sul onde encontraram, em uma grande árvore, uma mamãe esquilo e seus bebês. Os esquilos estavam magros e com fome, pois a comida era muito escassa. Um Auxiliar Invisível disse a mamãe do pequeno esquilo, de olhos bem brilhantes, que os levariam para um lugar onde ela pudesse conseguir mais alimento.
O Espírito-Grupo mostrou aos Auxiliares Invisíveis para onde deveria levar os esquilos. Os Auxiliares Invisíveis os levaram a uma fazenda que ficava a cerca de 24 quilômetros dali e lá teriam facilidade em conseguir alguns vegetais verdes e milho em um silo. O fazendeiro, que era um homem gentil, certamente não machucaria os esquilos. O Espírito-Grupo disse para os Auxiliares Invisíveis que eles poderiam ficar lá.
A seguinte história é bastante diferente, mas ilustra bem o trabalho dos Auxiliares Invisíveis. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma terra estrangeira para salvar um jovem que morava numa casa com vista para uma bela represa. No caminho, os Auxiliares Invisíveis passaram por um país montanhoso que, em determinados lugares, era muito bonito. Muitas guerras aconteceram naquela parte do país. Os Auxiliares Invisíveis chegaram a casa que havia sido mostrado e receberam instruções de Seres Elevados para executar sua missão naquela noite. À medida que os Auxiliares Invisíveis desceram avistaram dois cordeiros bonitos e um cão pastor no pátio, em frente da casa. Um dos Auxiliares Invisíveis foi vê-los, aproximando-se.
Um pouco antes dos Auxiliares Invisíveis chegarem ao local, alguns soldados encontraram um rapaz, um jovem aparentando uns dezoito anos, que vivia com suas três irmãs. Ele tinha ido à cidade para comprar suprimentos e estava voltando para casa. Os soldados iriam atirar no jovem por ser antipatriota. A um dos Auxiliares Invisíveis foi solicitado que levasse esse jovem assustado a uma casa e que construísse um campo de proteção invisível ao seu redor e o aconselhasse a ficar longe do seu lar por um tempo.
No exato momento em que os soldados estavam prontos para matá-lo, o Auxiliar Invisível agarrou o jovem, o suspendeu no ar e depois o levou para tal casa. O outro Auxiliar Invisível assistiu a tudo isso e na manhã seguinte, quando acordou, lembrou de tudo com clareza.
Os soldados estavam muito confusos e surpresos; pois quando atiraram no jovem viram o Auxiliar Invisível afastando-o com segurança. A Auxiliar Invisível perguntou ao jovem se saberia explicar como ele atravessou a casa tão rapidamente.
“Não, você viu?”, ele perguntou.
Então o Auxiliar Invisível explicou como foi feito. Ela lhe contou como foi conduzida a situação e falou sobre os Auxiliares Invisíveis e seu trabalho – como eles fazem e como eles podem ter controle sobre os Corpos físicos suspensos no ar. O jovem estava muito interessado.
O Auxiliar Invisível lhe disse que tinha sido enviado para ajudá-lo porque ele tinha um trabalho a fazer pelo seu povo.
“Eu simplesmente não consigo entender como você me pegou e me levantou tão rápido pelo ar e me desceu tão facilmente”, disse o jovem. “Eu tive até dificuldade em respirar”.
“Oh, seu trabalho é maravilhoso!”
Então, o Auxiliar Invisível disse ao jovem para deixar o seu lar e que nada de mal ocorreria com suas irmãs ou a seus animais de estimação. O jovem foi embora imediatamente.
Os Auxiliares Invisíveis entraram na casa e conversaram com suas três irmãs. Uma delas tinha sido uma enfermeira do exército por dez anos, depois disso, manteve-se em casa. A irmã mais nova tinha um tipo de debilidade mental incurável e nunca tinha frequentado uma escola. Os Auxiliares Invisíveis queriam ajudá-la, mas foram informados que não podiam ajudá-la, uma vez que tinha lições a aprender. Os pais estavam mortos, e as irmãs e seu irmão se apropriaram daquele lugar e foram informados de que não deveriam se preocupar.
Os Auxiliares Invisíveis perceberam um empregado que estava tentando ajudar um cachorro de estimação que estava doente. O cachorro estava enrolado em um cobertor acolchoado e deitado numa cama no chão. Ele estava constipado e tinha febre. Os Auxiliares Invisíveis curaram o cachorro, que, em seguida, logo levantou e correu.
A essa altura, os cordeiros tinham sido levados ao porão, onde seriam guardados. Uma irmã disse que eles deixavam os cordeiros se alimentarem de capim no quintal várias vezes por dia e, então, os guardavam, pois queriam protegê-los dos soldados que passavam por lá.
Uma noite dessas, Auxiliares Invisíveis foram enviados para um país na Europa, onde ainda era dia, para evitar que soldados matassem algumas mulheres e crianças.
Os Auxiliares Invisíveis mandaram as Salamandras silenciarem. Então eles disseram às mulheres para irem para um país vizinho, e as ajudaram até chegarem lá.
(As Salamandras são os Espíritos da Natureza que causam todos os tipos de fogo. Esses Espíritos da Natureza são de chamas coloridas de diversos tamanhos. Algumas são pequenas e outras, tal como aquelas encontradas nas crateras de vulcões, são enormes em tamanho).
Nesse momento lá havia muitas mortes e pessoas feridas espalhadas pelo chão, e a região parecia uma terra árida, com prédios velhos e destruídos espalhados por todo lado. Aqui os Auxiliares Invisíveis apagaram o fogo que estava queimando algumas pessoas. Eles disseram às Salamandras para irem embora e elas os obedeceram.
Os Auxiliares Invisíveis foram atingidos muitas vezes. Um Auxiliar Invisível resgatou um garotinho de um soldado que estava prestes a enfiar uma baioneta no corpo da criança. A mãe da criança tinha sido morta. O Auxiliar Invisível levou a criança até outro país e encontrou um lar para ela.
Agora, vou contar-lhes outra história de urso. É uma história sobre um pequeno urso que alguns Auxiliares Invisíveis viram em uma casa grande, em um determinado país. Primeiro eles viram uma criança e um pequeno urso na cama. Alguém entrou e descobriu que o ursinho tinha feito xixi na cama.
Essa pessoa ficou muito irritada e repreendeu o urso, castigando-o. Os Auxiliares Invisíveis se materializaram, e um deles disse a ela para tentar fazer com que o urso a compreendesse e ser um urso mais cuidadoso no futuro.
Então a Auxiliar Invisível acariciou o pequeno urso e falou com ele. Ela lhe mostrou a porta, a abriu, se pôs em posição como se também tivesse quatro patas e foi com ele até a porta.
Ela roçou a porta e mostrou para ele como conseguir fazer o mesmo. Então ela o levou ao ar livre e continuou dizendo-lhe o que ele deveria fazer. Ela o pegou de novo e fez ele ir até a porta e roçar nela, e depois o deixou.
O Espírito-Grupo se mostrou ao Auxiliar Invisível e ela lhe pediu para sugestionar o ursinho a fazer como ela o tinha mostrado.
“Ele entende, e ele estará tudo bem agora”, disse o Espírito-Grupo.
A visão espiritual dos Auxiliares Invisíveis está desenvolvida para que eles possam ver o Espírito-Grupo. Ele tinha uma cabeça e pescoço que parecia um urso gentil, e ele conversou com os Auxiliares Invisíveis na linguagem da alma. Seu corpo era como o de um ser humano, mas sua aura era muito maior e mais brilhante do que a maioria das auras dos seres humanos. O Auxiliar Invisível viu esse Espírito-Grupo no Mundo do Desejo, onde ele vive. Parecia que ele estava bem perto deles. Tente imaginar um ser bonito e radiante com a cabeça e o pescoço de um urso, e você terá uma pequena ideia de quão adorável é esse Espírito-Grupo.
As pessoas eram fazendeiros e gostavam de animais de estimação. Eles disseram aos Auxiliares Invisíveis que encontraram a mãe urso quando era jovem, a levaram para casa, a alimentaram e domesticaram. De vez em quando ela ia embora por alguns dias e depois voltava. Um dia, veio o pequeno urso, ainda bebê, e eles o pegaram e o alimentaram como um bebê usando uma mamadeira.
Eles o mantiveram em casa, e ele era o animal de estimação e companheiro da filha. Ela o amava e o queria perto dela. Às vezes ele dormia em sua cama, mas ele sempre sujava a cama. Por fim, perderam paciência com ele.
“O pequeno urso nasceu aqui, mas o pai urso nunca esteve aqui”, disse a mãe da menina.
O Espírito-Grupo disse que essas pessoas ajudariam os ursos em sua evolução e que o bebê urso, em sua última vida, estava em uma família e era muito inteligente e domesticado.
Outro dia, os Auxiliares Invisíveis passaram e entraram para ver como o urso estava se comportando. Eles viram arranhões na porta onde ele tinha arranhado; então eles sabiam que ele entendeu o que fazer quando precisava sair. O pequeno urso estava na cama com a menina, e ambos estavam profundamente adormecidos. Eu acredito que os alunos ocultistas que amam animais lembrarão dessa história. É uma das felizes lembranças dos Auxiliares Invisíveis que estiveram lá.
A humanidade tem uma grande dívida com a onda de vida animal, pois essa sofreu terrivelmente nas mãos de seres humanos implacáveis.
Basta pensar em quantos de nossos irmãos, revestidos de pele, foram mortos ou feridos em armadilhas de vários tipos para virarem belos casacos de pele. Os caçadores atiraram em milhares de animais, muitas vezes apenas por esporte.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam sobre o bosque no norte do Canadá, onde eles encontraram um jovem alce preso numa armadilha, e com a mãe e o irmão em pé ao lado dele. Com certeza, o alce estava preso à esta armadilha há mais de vinte e quatro horas; pois sua mãe trouxe comida e o alimentou. Os dois filhotes de alce ainda eram incapazes de cuidar de si mesmos.
Quando a mãe viu pela primeira vez os Auxiliares Invisíveis, ela se posicionou em combate, mas logo eles a acalmaram falando com ela. O jovem alce estava preso na armadilha pela perna traseira esquerda e essa estava muito inchada, mas a sua pele não estava ferida. Os dois Auxiliares Invisíveis conseguiram tirar o alce da armadilha e friccionaram a sua perna inchada até que a circulação se restabelecesse. E, então, o inchaço foi reduzido.
A mãe do alce entendeu o que estava acontecendo, e ela estendeu as patas dianteiras aos Auxiliares Invisíveis, demostrando seus agradecimentos. Os Auxiliares Invisíveis pegaram a armadilha e caminharam até um riacho próximo. Então jogaram a armadilha nas águas profundas.
Aqui está outra história de alces que é bastante diferente. Cerca de um mês antes, estes mesmos Auxiliares Invisíveis tinham libertado um jovem alce de uma cilada, quando passavam por uma fazenda e viram um jovem alce tentando sair de uma parte da pastagem. No caminho de volta, o alce havia desaparecido. Os Auxiliares Invisíveis desceram e encontraram uma pequena menina alimentando-o com leite. A criança disse que encontrou o alce no bosque de seu pai, e a seguiu até sua casa, recusando-se a sair.
Os Auxiliares Invisíveis queriam saber por que o alce estava lá. Um deles chamou uma Irmã leiga Superior, que lhes disse que seus pais – dos alces – haviam sido mortos enquanto caçavam para se alimentar, e o Espírito-Grupo dos animais é que tinha dirigido o alce até a menina.
“Meu pai me disse que eu poderia ficar com o alce, e eu coloquei o nome dela de Ruth”, disse a menina. “Eu vou alimentar Ruth agora”.
Ela pegou no chão uma panela de cenouras e leite. A essa altura, o alce tinha percorrido uma curta distância. A criança chamou: “Ruth, Ruth”, e ele veio até ela e logo comeu a comida.
O Auxiliar Invisível disse à criança que não deixasse seu animal sair, pois não estaria a salvo, porque os caçadores e seus cães logo o matariam. Ele disse ao jovem alce para ficar dentro do recinto do celeiro e não pulasse a cerca. O Espírito-Grupo disse que ele iria sugerir ao alce para ficar lá.
A Auxiliar Invisível chamou o alce, e quando este chegou a Auxiliar Invisível o abraçou e beijou e falou com ele com grande alegria.
A menina trouxe também seu gato para que a Auxiliar Invisível pudesse acariciar, pois estava doente e estava com os olhos inflamados. A Auxiliar Invisível cuidou do gato e logo estava curado. Depois pediu a menina que desse um bom banho no gato, porém, que deixasse os olhos e ouvidos sem colocar água e sabão.
“Mamãe já colocou sabão e água nos meus olhos e ouvidos, e eu não gosto disso, mas eles devem estar limpos”, disse a criança.
“Seu gato vai limpar seus próprios olhos e ouvidos, e você limpa as outras partes dele”, sugeriu a Auxiliar Invisível.
Veja como alguns Auxiliares Invisíveis ajudaram e confortaram dois gatos selvagem que estavam doentes. Os Auxiliares Invisíveis encontraram a gata mãe que tinha colhido diferentes tipos de grama para os gatinhos se alimentarem, pois, eles estavam muito doentes. Eles estavam totalmente inchados e inflados. A mãe viu os Auxiliares Invisíveis e rosnou.
“Senhora Gata, nós viemos ajudar seus filhos, se você nos deixar”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Se você quer que ajudemos seus filhos, traga um aqui”.
A gata mãe pegou um de seus gatinhos e o colocou aos pés dos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível pegou o gatinho e o examinou. O estômago estava inflado, e ele estava fraco. Ele começou gentilmente a rolar o gatinho em suas mãos, e assim começou a circular o ar dentro dele e o gatinho arrotou.
Então, suas entranhas começaram a se mover, pois, havia cabelos de coelho no trato intestinal. Eram os cabelos de coelho que tinham obstruído o trato intestinal do gatinho. Neste momento, o gatinho começou a miar expressando seus agradecimentos, e o Auxiliar Invisível o colocou no chão. Voltou para junto de sua mãe que se aconchegou perto dela.
A gata mãe trouxe o segundo gatinho com mais vontade, e o Auxiliar Invisível logo o deixou em condições normais. Neste momento, o gato pai chegou com uma parte traseira de algum animal. Ele soltou a carne e começou a rosnar, se colocou em posição de luta e pulou sobre os Auxiliares Invisíveis. Um dos Auxiliares Invisíveis falou com ele.
“Traga sua carne para sua família, Sr. Gato”, disse ele. “Não há necessidade de problemas; então, aja como um bom gato”. O gato selvagem ficou quieto, e os Auxiliares Invisíveis os deixaram e continuaram com seu trabalho.
Auxiliares Invisíveis vão a todos os lugares para trabalhar.
Um dia de outubro um Auxiliar Invisível se deitou para dormir e logo foi para uma selva na África e se encontrou com um homem nativo que estava caçando para comer. Enquanto estavam cautelosamente escolhendo que trilhas utilizariam na selva, viram um leão grande andando em círculo. Ele estava esfregando sua pata na sua mandíbula, salivando bastante pela boca.
“O que há de errado com o leão?” – O Auxiliar Invisível perguntou ao homem.
“Ele está com dor de dente” – o nativo respondeu.
“Eu o ajudarei, pois eu sei o quanto dói nele” – o Auxiliar Invisível disse, e ele foi em direção do leão.
“Cara, aquele leão te matará antes de você tocar nele” – preveniu o nativo.
“Não, está tudo bem; ele está com dor” – o Auxiliar Invisível respondeu.
Então ele foi em direção ao leão, que parou e olhou para o estranho. O Auxiliar Invisível esse aproximou mais e coçou a cabeça dele.
“Deite-se e deixe-me olhar dentro da sua boca” – Ele disse.
O leão obedeceu e o Auxiliar Invisível olhou sua boca. Ele viu que um dente havia quebrado e que a mandíbula inferior do leão estava muito inchada.
O Auxiliar Invisível viu que a gengiva do leão estava tão solta que ele podia empurrar seus dentes com os dedos.
“Olhe! Garotão” – o Auxiliar Invisível disse para o leão – “Eu estou te ajudando, portando, não seja grosseiro”.
Enquanto ele ia falando com o leão, o Auxiliar Invisível ia trabalhando o dente perdido. Então ele deu um grande empurrão e o dente veio para fora.
O leão saiu rugindo, mas o Auxiliar Invisível sugeriu para que ele ficasse deitando, enquanto o Auxiliar Invisível tirava a dor. O leão obedeceu, e após o Auxiliar Invisível massagear sua mandíbula, ele se sentiu muito aliviado.
Após isso o leão se esticou no chão e o Auxiliar Invisível foi terminando o tratamento enquanto o leão ficava tranquilo, pois ele percebeu que estava sendo ajudado pelo Auxiliar Invisível.
Após o Auxiliar Invisível completar o tratamento, o leão recostou sua cabeça nele e se comportou como um enorme gato brincalhão.
“Até logo, garotão” – disse o Auxiliar Invisível -”Se cuide – Sua mandíbula está boa agora”.
O Auxiliar Invisível foi embora deixando o leão feliz.
Aqui está uma história de como uma garota e seu cachorro São Bernardo foram levados para casa através do ar. Levar pessoas através do ar é um trabalho bastante comum para os Auxiliares Invisíveis, porém, a maioria das pessoas não sabe que isso possa ser feito. Os que já foram ajudados desta forma evitam comentar, porque sabem que as pessoas não acreditarão em suas histórias.
Uma noite, um Auxiliar Invisível deixou seu corpo dormindo em sua cama e foi até os Alpes para resgatar uma garotinha e seu cachorro São Bernardo. A menina e o cachorro estavam presos na neve, mas separados por uma curta distância. O Auxiliar Invisível encontrou o cachorro primeiro e o resgatou. Porém, o cão saltou para o lugar onde a criança havia caído em um buraco. O Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu a menina. Ele desceu e a carregou suspensa pela gravidade, e assim conseguiu retirar a garotinha. A criança aparentava ter cerca de seis ou sete anos de idade.
O próximo problema era como levar a criança e o grande cachorro para casa ao mesmo tempo. O Auxiliar Invisível com a garota nos braços foi até o cachorro e o ajeitou debaixo dele, assim ascendeu pelo ar e desceu a montanha até próxima a uma casa. Ele bateu na porta e uma mulher a abriu. Ela ficou surpresa e gritou quando viu o Auxiliar Invisível com a criança em seus braços e o cachorro nas costas.
“Eles moram aqui?” – Perguntou o estranho.
“Sim, ela é minha filha, e este é seu cachorro”, disse a mulher.
A criança e o cachorro não ficaram perdidos por muito tempo para que ficassem resfriados, mas eles teriam congelados até a morte se a ajuda não chegasse a tempo para salvá-los.
Uma noite, três Auxiliares Invisíveis estavam com uma elevada Irmã Leiga trabalhando para a humanidade. Eles estavam acompanhando-a nas visitas que fazia aos doentes e aos mais carentes que estava sob sua responsabilidade. Eles foram ver um homem nas proximidades da Arábia. Os Auxiliares Invisíveis viram o homem andando dentro de sua casa, e perceberam que estava com muita dor. Ele tinha enfrentado uma tempestade de areia e devido a isso ambos os olhos estavam cheios de areia fina e isso lhe provocava grande sofrimento. Os Auxiliares Invisíveis viram que a Irmã Leiga estava examinando seus olhos e removendo cuidadosamente toda partícula de areia existente. Os olhos do homem estavam muito inflamados, e as suas pálpebras estavam vermelhas e inchadas. Para um dos Auxiliares Invisíveis esses eram os piores olhos que ele já tinha visto em sua vida.
A Irmã Leiga disse ao homem para ir se deitar em seu quarto. Enquanto isso a Irmã Leiga fez todo trabalho de restauração nos olhos do homem. E em poucos minutos, o homem se levantou e se dirigiu até a sala. A essa altura, seus olhos estavam quase normais; o inchaço havia desaparecido e seus olhos estavam, ainda, um pouco avermelhados. O homem já podia enxergar sem dor.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram impressionados com a maravilhosa mudança ocorrida nos olhos do homem. Este estava tão feliz e grato pela ajuda recebida que não sabia quem o tinha ajudado para agradecer.
“Eu estou quase totalmente normal, mas não entendo como eu poderia sido curado tão rapidamente”, disse ele.
Contarei, agora, a vocês uma história de como uma mulher obsidiada escapou por pouco de ser enterrada viva.
Três Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa na parte Norte de um dos países escandinavos, onde um funeral acontecia.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a casa repleta de familiares e amigos de uma senhora aparentemente morta, porém não estava.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para aquela senhora no caixão. E viram que não estava morta, mas estava obsidiada por uma entidade que não podia usar o Corpo Denso.
Um Auxiliar Invisível então disse: “Ela não está morta”.
O outro Auxiliar Invisível pediu que a entidade saísse do corpo da mulher para que fosse poupada do sofrimento de ser enterrada viva.
Ele disse à entidade que saísse, e ela o fez. Ela logo se materializou e tornou-se enorme. Todas as pessoas presentes viram seu olhar horrendo e se assustaram.
A mulher tomou posse de seu corpo e revirou seus olhos grandes. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a jovem enferma que antes que viesse a falecer deveria avisar que não era para embalsamar seu corpo. Então, esclareceu o que aconteceria depois da morte e explanou tudo sobre estas condições.
A entidade ficou irritada e tentou entrar novamente no corpo da mulher.
O Auxiliar Invisível o deteve, já que a mulher estava muito frágil para oferecer qualquer resistência necessária. Em seguida, a entidade partiu para cima da Auxiliar Invisível, que tinha explicado à mulher os preparativos necessários quando ocorresse a sua morte, no futuro.
A entidade tentou tirar a Auxiliar Invisível da casa e as coisas ficaram muito agitadas. As duas Auxiliares Invisíveis correram para trás do Auxiliar Invisível.
Eles, então, atravessaram a entidade, e ela subiu em uma nuvem preta que tinha cheiro parecido de enxofre. Os Auxiliares Invisíveis retiraram a mulher do caixão, a colocaram na cama e pediram para as pessoas para dar-lhe de comer.
A filha da mulher obsidiada contou como havia percebido que algo estava errado com sua mãe e que ela acreditava que a sua mãe não estava morta.
E por isso, não deixou que a família colocasse o corpo de sua mãe em uma geladeira. Desta maneira conseguiu salvar a vida de sua mãe. O ministro chegou com alguns livros de músicas para o serviço de funeral. Tamanha foi a sua surpresa ao encontrar a mulher com vida.
Os Auxiliares Invisíveis também resolveram a rixa familiar naquela casa. Dois dos primos presentes queriam brigar por algo que havia acontecido antes, e o restante da família ficou dividido entre os dois brigões. Todos os homens tinham armas de fogo ou facas. Os Auxiliares Invisíveis acalmaram os brigões e colocaram ordem na situação, demonstrando o bom trabalho. Isso mostrou o poder da oração. Parecia que seu destino estava selado, porque ela estava obsidiada por uma entidade que não podia usar seu corpo e fazê-la falar ou abrir seus olhos. Ela ficou fora de seu corpo e viu seus parentes prepará-la para o enterro, colocando-a no caixão e, finalmente, seus familiares a velarem, da casa para o funeral. Ainda assim, não era tarde demais e a ajuda veio a tempo para salvá-la de ser enterrada viva.
O que nos faz lembrar que S. Tiago disse no cap. 5: 15: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.
Lembremos disto, porque nós não sabemos o que passa diante de nós no dia a dia. No capítulo 4, versículo 14 de da Epístola de São Tiago lemos o seguinte: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece”. Isto se refere à morte que poderá vir inesperadamente, quando estamos despreparados.
De vez em quando lemos sobre pessoas que sofrem com a doença do sono. Algumas dessas vítimas são bebês muito novos, algumas são crianças, e mesmo pessoas já bem crescidas. Uma vez, por acaso, lemos sobre um caso onde o paciente se recuperava e voltava ao estado normal de saúde. Os Auxiliares Invisíveis assistem muitos desses pobres egos e os ajudam sempre que eles os permitam faze-lo.
Por exemplo: uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram até uma criança com a chamada doença do sono e a acordaram expulsando a entidade que a obcecava. Os Auxiliares Invisíveis foram enviados àquele lugar para responder às orações dos pais do bebê, que haviam orado fervorosamente por ajuda. Essas pessoas ficaram muito felizes quando o bebê foi curado dessa terrível condição.
Passaremos agora para um tipo bastante diferente da história. As pessoas que possuem animais que estão avançados na evolução e os tratam gentilmente não só os ajudam na sua evolução, mas muitas vezes, os salvam da morte ou de serem aprisionados. Os árabes, geralmente, tratam seus cavalos como crianças, e muitas vezes, os mantêm em sua barraca com sua família. As crianças têm os potros como animais de estimação. E quando os potros crescem são, incrivelmente, ligados aos seus donos. Recentemente, ouvi falar de uma amizade tão estreita entre uma menina e seu cavalo.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma criança de ser baleada. Alguns árabes tinham visto uma garotinha no deserto montando em sua égua. Eles dispararam contra ela com seus rifles. Os Auxiliares Invisíveis desviaram as balas, porém, a égua se assustou. O animal se arrancou de repente e a menina caiu. Antes da égua sair correndo, pegou a garota pela roupa com os dentes e retornou. Os Auxiliares Invisíveis seguiram na frente e contaram ao pai da garota o que havia acontecido.
“Oh, seu cavalo vai trazê-la para casa com segurança, se ela não for morta”, disse o pai da menina.
Com certeza, o cavalo trouxe a menina até a porta da casa e a colocou no chão. Ela se levantou e acariciou seu cavalo e foi apanhar um punhado de tâmaras para comer. O cavalo a alcançou e parecia dizer: “Dê-me uma também”.
A menina tirou o caroço e entregou a tâmara ao cavalo. No caminho havia se mostrado faminto, então, a menina buscou cevada e o alimentou. A criança disse que quando seu cavalo era um potro, dormia ao seu lado, porém, teve medo pelo fato que o animal pudesse deitar sobre ela quando estivesse dormindo. Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes por terem participado do salvamento dessa menina e por ter visto a maneira como o cavalo levou a menina com segurança até sua casa.
Aqui está como algumas pessoas foram salvas em um piquenique na América do Sul.
Numa manhã de domingo alguns Auxiliares Invisíveis passavam pela parte central do Peru. Ali viram pessoas que tinham subido as montanhas para, ao nascer do Sol, fazer um piquenique de café da manhã num lugar acolhedor.
Essas pessoas estavam sentadas sob uma grande árvore comendo, quando uma enorme serpente desceu de uma árvore sobre elas. Uma mulher e sua filha ao ver a serpente ficaram tão assustadas que não conseguiam se mexer, apesar de terem visto os outros fugirem. A serpente, provavelmente, deve ter sentido o aroma da comida que estava sendo aquecida e chegou para tomar seu café da manhã.
“O que posso fazer para parar essa serpente?”, disse a Auxiliar Invisível a seu companheiro.
“Vá e lhe diga para vir até você”, ele disse: “Ela não irá te machucar”.
“Não, eu prefiro que você vá fazer isso”, disse ela. “Não tenho medo, mas não quero fazer isso”.
O Auxiliar Invisível retirou a mulher e a criança, no exato momento em que a serpente caia no chão com um baque. A serpente parecia ter cerca de 6 metros de comprimento e se enrolou para se preparar para o combate.
“Companheira, é melhor você ir tratar de suas atividades, antes que alguém o envie para o paraíso das serpentes no céu”, disse o Auxiliar Invisível: “Não se enrole em mim”.
Antes que o Auxiliar Invisível pudesse dizer outra palavra, a serpente rapidamente se enrolou em torno de seu corpo materializado até o pescoço, começou a apertá-lo e foi quando o Auxiliar Invisível desapareceu.
Com a chegada da serpente o piquenique acabou. O cabelo da mãe da criança se ouriçou, e ela pareceu envelhecida, por alguns segundos.
Nossa próxima história trata-se de um garimpeiro que foi salvo da morte.
Uma noite durante a retrospecção, um Auxiliar Invisível viu um homem cair de um barranco de grande extensão de profundidade. O Auxiliar Invisível tentou sair de seu corpo de maneira muito rápida para ir ao socorro desse homem, mas foi impedido de fazê-lo. Mais tarde, o Auxiliar Invisível foi informado de que esse homem precisava de um pouco de tempo para rever o panorama de sua vida e se corrigir de alguns de seus hábitos não bons. Passado esse tempo, o Auxiliar Invisível foi enviado para salvá-lo.
Ele encontrou o homem sobre uma ponta de pedra que o mantinha em segurança. O homem iria morrer de fome, pois era impossível descer dali sozinho. A distância até o chão era de aproximadamente 8 metros, porém, lá em baixo havia um enorme covil de cobras cascavel. Não tinha como se manter vivo naquele lugar, pois estava muito quente. E esse acidente ocorreu em um lugar montanhoso no Oeste.
O homem era um garimpeiro e havia encontrado um pouco de ouro. O homem que estava com ele o empurrou, enquanto estavam atravessando o barranco para chegar até o outro lado. O Auxiliar Invisível sabia que o homem morreria a não ser que fosse ajudado rapidamente. O Auxiliar Invisível se virou e perguntou a sua companheira: “Você tem medo de ir comigo ajudá-lo?”.
“Não, irei”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram até o homem e o levantaram.
“Não me deixe cair”, disse o pobre homem. “Eu quero viver e ser um homem melhor. Eu vi os principais acontecimentos da minha vida passar diante de mim, e eu quero fazer todo o bem possível, enquanto viver os poucos anos que me restam”.
Um dos Auxiliares Invisíveis lhe perguntou quanto tempo ele estava fora de casa.
“Estou aqui há vinte e cinco anos”, disse o garimpeiro. “Eu tive uma discussão com minha namorada e saí de casa. Nunca mais voltei e nem escrevi aos meus pais ou a ela”.
O Auxiliar Invisível disse ao homem que escrevesse para casa, tanto a sua namorada como a seus pais que estavam vivendo na esperança de que ele voltasse para vê-los e também a seu filho, que tinha cerca de vinte e cinco anos.
“Eu vou voltar e fazer o que é certo”, disse o homem. “Eu tenho uma pequena quantia no banco. Meu relógio caiu da minha mão e está lá embaixo entre aquelas cobras. E a foto de minha namorada está dentro dele. Eu gostaria de não o ter perdido, mas acho que já se foi”.
O Auxiliar Invisível procurou sua companheira e quando a avistou estava lá em baixo entre as cascavéis com o relógio na mão. Ele a chamou suavemente e pediu para que subisse, pois estavam saindo daquele lugar. Depois que ela voltou, ele disse a ela que nunca mais fizesse aquilo, pois poderia ter sido atacada pelas cobras e isto a faria correr para casa, para seu Corpo Denso.
O parceiro do garimpeiro tinha continuado seu caminho, mas pensando que ficaria com todos os bens do seu companheiro. O Auxiliar Invisível disse ao garimpeiro que fosse até a cidade para descansar e depois pegasse seus pertences e fosse para casa de seus pais. Ele foi instruído a se casar secretamente com sua namorada. O homem disse que o faria, e os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para irem embora, quando o garimpeiro disse que queria resolver as pendências com o homem que o empurrou sobre o barranco.
“Não, ele terá seu acerto de contas em breve”, disse o Auxiliar Invisível.
“Apenas pegue o que você tem no banco e vá para casa”. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Esta história conta como alguns missionários foram salvos da morte na Arábia.
Aconteceu numa sexta-feira à noite, quando alguns Auxiliares Invisíveis se dirigiram a uma aldeia árabe, num lugar onde haviam dois missionários brancos amarrados a uma parede. Eles pretendiam matar o homem e sua esposa, porque ousaram ir à sua aldeia falando a respeito de sua própria religião, e assim, desestabilizando a religião muçulmana e Alá.
O Auxiliar Invisível perguntou a sua companheira se ela poderia cuidar deles.
“Eu não sei”, respondeu ela.
“Siga-me e não fuja “, disse o Auxiliar Invisível.
Tinha uns cinco ou seis homens, com as mãos cheias de punhais, prontos para atirar no homem e na mulher para matá-los. O primeiro árabe já estava pronto para atirar a sua faca. E assim que apareceu, o Auxiliar Invisível disse: “Pare”.
O homem soltou um grito, e o demais homens rodearam os Auxiliares Invisíveis como um enxame de abelhas.
“Por que matá-los?”, perguntou o Auxiliar Invisível. “Eles não prejudicaram nem feriram ninguém”.
“Alá não quer estrangeiros aqui, e todos os que vierem devem morrer, e você também”, declarou o chefe do grupo, enquanto acenava com a mão. “Mate a todos e me traga os seus anéis”, ele ordenou, mas ninguém se mexeu.
Ele ordenou novamente, mas ninguém se mexeu. O chefe se voltou e chamou o profeta, que prontamente veio com todos os seus trabalhos de mágicas para servi-lo, se dirigiu aos Auxiliares Invisíveis e iniciou seu trabalho.
“Faça essas coisas desaparecerem”, disse o Auxiliar Invisível, e elas desapareceram. O então chamado profeta ficou parado com grande surpresa e desgostoso devido a esse acontecimento incomum.
“Eu não vim ferir ou prejudicar você ou o seu Alá, mas você não fará mal aos filhos de Deus”, disse o Auxiliar Invisível ao povo.
Ele chamou os missionários e disse: “Venha adiante, meus amigos”, e eles foram até os Auxiliares Invisíveis. Então os Auxiliares Invisíveis disseram ao chefe: “Alimente-os, dê-lhes um lugar para descansar e deixe-os continuar seu caminho, caso você não deseje ouvir o que eles têm a dizer”.
“Onde está nosso Alá?”, o chefe perguntou ao profeta.
“Ele não nos deixou antes!”.
“Talvez ele tenha expulsado Alá”, disse o profeta. “Ninguém pode se mover. Ele fez os objetos desaparecerem. Eu não faço nada. Agora, Alá não é mais bom. Seu Deus é o melhor. Adote esse Deus. Ele faz grandes coisas”.
“Seu Alá está aqui, mas ele não quer que você mate pessoas” disse o Auxiliar Invisível. “Ele nunca vai deixa-lo”.
“Outros cães vieram aqui e todos morrem; Alá seja louvado”, disse o chefe intrigado.
“Todos os verdadeiros Cristãos são protegidos pelo seu Deus, e os falsos morrem”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sim, eles morrem e você morrerá”, declarou o chefe. Mais uma vez ele ordenou que seus seguidores matassem os estranhos, mas ninguém se mexeu.
“Sr. Chefe, você precisa de uma boa lição e eu vou lhe ensinar uma que você e os demais nunca esquecerão”, disse o Auxiliar Invisível.
Ele se aproximou do chefe, pegou sua faca e a quebrou.
Depois pegou sua túnica, retirou sua coroa, a colocou sobre os joelhos e a entortou com suas mãos. “Rasteje até aprender a poupar vidas humanas”, disse ele.
Depois disso, o Auxiliar Invisível olhou para a multidão e encontrou uma garota com um belo Corpo-Alma, e a chamou. “Senhorita, farei de você rainha, e você deve governar justa e gentilmente, e ninguém ou qualquer coisa poderá prejudicá-la”, disse ele. “Você vai fazer isso?”
“Sim, eu vou”, disse a moça.
O Auxiliar Invisível colocou a túnica sobre ela, depois colocou a coroa e disse ao povo: “Salve a rainha”.
Todas as pessoas caíram de joelhos e se deitaram de bruços. A moça caminhou sobre eles, como o ex-chefe fazia. Esse era o sinal de submissão e obediência daquele povo. Os homens baixaram suas cabeças em direção as suas barbas e as mulheres esconderam seus olhos.
O Auxiliar Invisível disse à rainha para cuidar do homem e da mulher e mandá-los de volta, e ela disse que faria isso. O Auxiliar Invisível perguntou onde estavam seus pais e ela disse: “Alá os levou”, o que significa que eles estavam mortos.
“O ex-chefe não será morto pelas cobras e pelos animais selvagens?”, a Auxiliar Invisível perguntou.
“Nada vai prejudicá-lo, e quando ele decidir parar de matar, ele vai andar novamente”, disse a sua companheira. Ele se virou e falou com os missionários. “De onde vocês vieram?”, ele perguntou.
“Dos Estados Unidos”, disse um deles.
Ambos os missionários tinham belos Corpos-Alma, mas não tinham visão espiritual. Nem a nova rainha, mas ela estará protegida. Essa tribo de árabes vivi longe no deserto e era feroz e guerreira, mas os Auxiliares Invisíveis acreditavam que a moça iria subjugá-los.
“Vocês são Anjos?”, um dos missionários perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Não”, ela disse, “somos pessoas dos Estados Unidos e ajudamos a todos aqueles que precisam”.
Enquanto isso acontecia, o ex-chefe estava rastejando, mas ninguém prestou atenção nele. Os Auxiliares Invisíveis se despediram do povo, liberaram suas auras, desaparecendo fisicamente e seguiram seu caminho.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram orientados a ajudar um idoso que corria o risco de morrer queimado. Esse homem era dono de uma fazenda a poucos quilômetros da cidade. Ele sofria de reumatismo e estava muito apreensivo, porque o homem que vivia na fazenda vizinha desejava comprá-la. Este vizinho, porém, havia feito uma oferta para comprá-la por um valor bem abaixo do real valor. O fazendeiro idoso se recusou a vender sua fazenda. E o fazendeiro vizinho pretendia queimá-la, pois sabia que o fazendeiro idoso não teria condições de reconstruir e, assim, conseguiria comprar suas terras por um preço menor.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a fazenda e encontraram o fazendeiro idoso assustado, dizendo-lhes que havia sido ameaçado por alguém que lhe dissera que queimaria sua fazenda. O velho fazendeiro não conseguia se locomover e não sabia o que fazer. O Auxiliar Invisível disse a esse homem que não precisaria se preocupar com o fogo.
Ninguém poderia incendiar sua casa além de si mesmo.
“Como você pode impedi-los de fazer isso?”, o fazendeiro perguntou
“Levante-se e coloque algumas roupas”, ordenou o Auxiliar Invisível.
O fazendeiro idoso sorriu e balançou a cabeça negativamente. “Eu não ando há seis meses”, disse ele.
“Isso é porque você não tentou”, o Auxiliar Invisível respondeu.
O fazendeiro se virou e seus olhos se arregalaram quando viu que conseguiu se levantar da cama, aí ele se vestiu e pegou o rifle.
“Aquele que vive pela espada morre com isso”, observou o Auxiliar Invisível.
“Você não vai precisar disso”.
Neste momento ouviram uma voz vindo de fora. “Eles vão incendiar minha casa”, disse o homem.
“Deixe-os tentar fazê-lo, porque não vão queimar”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem e os Auxiliares Invisíveis olharam pela janela e viram uma luz. Então, o Auxiliar Invisível pediu que os homens não se movessem, e os Auxiliares Invisíveis e o fazendeiro saíram e identificaram quem eram as pessoas. Era o mesmo homem que morava na fazenda vizinha e alguns de seus amigos. As pessoas também observaram que os vizinhos deixaram um carro esperando na estrada.
O Auxiliar Invisível disse a esses homens que, se não assinassem a confissão contando o que tentaram fazer, eles permaneceriam onde estavam para que todos pudessem vê-los.
O homem escreveu sua confissão, e todos os demais assinaram, incluindo o menino que estava no carro. A marca do carro, a placa e número de licença também foram anotados. O Auxiliar Invisível pegou o papel e disse ao fazendeiro que ele guardaria, pois tinha receio que alguém pudesse roubá-lo. Depois ele disse “Bom dia” e, os Auxiliares Invisíveis desapareceram da visão de todos, mas eles não foram embora.
Assim que os homens deixaram o local, os Auxiliares Invisíveis entregaram ao velho fazendeiro o papel da confissão e pediram que mostrasse a alguém ou mesmo que informasse a alguém que estava de posse do documento, pois do contrário, alguém poderia matá-lo para conseguir o papel da confissão.
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis deixaram o velho fazendeiro e alcançaram os homens que haviam tentado incendiar a casa. Como eles não estavam materializados, os homens não puderam vê-los, quando conversavam entre eles dentro do carro. O homem que tinha planejado queimar a casa do velho fazendeiro disse: “Eles não eram humanos, e o velho homem tinha Deus ou o diabo com ele, e eu que vou vender as terras antes que alguém veja essa confissão”.
O Auxiliar Invisível havia dito às Salamandras que ficassem quietas, e foi por isso que o vizinho não podia acender o fogo. As Salamandras são Espíritos da Natureza que causam todos os tipos de incêndios.
Mais tarde, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram um homem na Europa que estava descendo uma rua. Eles viram que esse homem tinha um problema nas costas que o fazia se inclinar para a frente. Os Auxiliares Invisíveis pararam na esquina e esperaram até que ele chegasse.
“Meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível, “parece que você está mal. Você não consegue ajuda nesse imenso país?”
“Eu ainda não consegui. Eu gastei milhares de dólares, mas minhas costas só parecem piorar, então, acho que é a vontade de Deus”, disse o deficiente.
“Não, meu amigo”, respondeu o Auxiliar Invisível, “não é a vontade de Deus”.
Seu problema é devido ao que você fez na vida passada; é que você, com muita maldade, amarrou um homem, e o manteve amarrado até que suas costas se tornassem rígidas. Você deu ordens para que ele não fosse libertado até que você autorizasse. Porém, você foi embora e ele permaneceu assim por dez anos.
Quando você retornou, sua filhinha entrou no subsolo e o viu. Sua vítima parecia um homem velho devido a sua tortura. Quando ela lhe falou sobre ele, você foi vê-lo, se arrependeu e o libertou, mas o mal já havia sido realizado.
Você tentou fazer algo por ele, mas não foi o suficiente para aliviá-lo. Você está nesta condição devido ao que causou àquele homem.
O Auxiliar Invisível esfregou as costas do homem e disse-lhe para endireitar-se lentamente, e ele o fez. Ele ficou tão ereto quanto os Auxiliares Invisíveis, e ele estava cheio de alegria ao falar, e as lágrimas corriam pelo seu rosto. O Auxiliar Invisível disse a ele para ser bom a todos e respeitar as crenças religiosas, pois todas elas conduzem a Deus.
Esse homem era católico, e o Auxiliar Invisível lhe disse que os protestantes são tão bons quanto ele e que não deveria haver desavenças entre eles, mesmo que alguém dissesse o contrário. O homem prometeu que seria gentil com todos e agradeceu aos estranhos pela ajuda recebida.
O homem que estava incapacitado foi curado por meio da força de cura espiritual que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis são meros servos de Deus que haviam sido enviados a ele por um Irmão Leigo ou uma Irmã Leiga.
Talvez você pense que a história a seguir soa como um conto de fadas, mas realmente aconteceu. Os Auxiliares Invisíveis quando voltaram para seus corpos na manhã seguinte, conseguiram lembrar com muita clareza do ocorrido e se levantaram para que pudessem se preparar para o trabalho do dia.
Quando os Auxiliares Invisíveis saíram, foram enviados para salvar algumas pessoas que estavam em um navio a vapor que havia sido atingido por uma rocha ou algo que tinha feito um grande buraco na parte lateral. O navio estava afundando rapidamente nas águas agitadas do oceano Atlântico. As pessoas a bordo estavam a, aproximadamente, cento e sessenta quilômetros da costa. Os passageiros estavam terrivelmente assustados e não queriam entrar nos botes salva-vidas sem comida.
Um dos Auxiliares Invisíveis ficou com medo e voltou para sua casa, pois esqueceu que os Auxiliares Invisíveis não podem ser feridos quando saem de seus corpos à noite para ajudar aos outros. Os demais Auxiliares Invisíveis se materializaram e desceram até o barco. “Todo mundo fique calmo, que todos serão salvos”, disse um dos Auxiliares Invisíveis aos tripulantes.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram, rapidamente, todas as pessoas nos botes salva-vidas, e pediram para remarem em direção a costa. Logo em seguida o navio tombou para o lado. Houve uma explosão estrondosa, e o navio foi afundando até desaparecer nas águas.
Haviam dez barcos a remos e mais dois barcos cheios de passageiros e membros da tripulação para serem levados para acosta. Os Auxiliares Invisíveis amarraram todos os barcos juntos e levemente os suspenderam em gravidade e partiram para a costa. E logo que avistaram a costa os Auxiliares Invisíveis os deixaram para percorrerem o resto do caminho sozinhos. Ninguém ficou para trás. A Auxiliar Invisível pegou o livro de registro do navio e o entregou ao capitão. Se os Auxiliares Invisíveis não tivessem sido enviados com o poder de salvar essas pessoas, todas teriam se perdido no mar.
Aqui está uma história de um homem perdido que foi salvo da morte na floresta.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que estava perdido há três dias. O pobre homem disse que precisou caminhar para se manter vivo, devido ao tempo frio, e que estava com muita fome. “Eu orei por dois dias e duas noites para que alguém me ajudasse”, disse ele.
“Você deveria ter orado pelo perdão de seus pecados, pois, se a ajuda física não chegasse, certamente, você morreria de qualquer maneira”, disse o Auxiliar Invisível.
“Rezei da melhor maneira que pude, e comecei a ver todas as coisas que eu já havia feito”, disse o homem. “Eu vi um urso e uma raposa em armadilhas, e senti sua fome e dor. Eu até rezei por eles”.
O Auxiliar Invisível perguntou ao homem onde ele morava.
“Eu não sei dizer, mas eu quero ir para casa”, disse o homem que sofria.
O Auxiliar Invisível disse à sua companheira que fosse soltar o urso e a raposa e ajudá-los no que fosse possível, e assim ela se afastou feliz. Mas, ela logo retornou e disse que tinha libertado a raposa, mas não podia fazer nada com o urso.
“Me dê uma mão aqui com esse homem, pois ele está inconsciente e pode congelar até a morte”, disse o Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para a casa mais próxima, que ficava, aproximadamente, cinco quilômetros de distância, e esse era o seu lar. Os Auxiliares Invisíveis deixaram o homem aos cuidados da esposa e disseram que precisavam retornar para libertar um urso.
“Esse homem não é mais importante que um urso?”, ela perguntou.
Um dos Auxiliares Invisíveis lhe disse que voltariam, mas que precisavam ir até o urso preso. O Auxiliar Invisível viu imediatamente que o urso estava congelando e com fome e que a perna presa na armadilha já estava congelada.
Esse Auxiliar Invisível finalmente acalmou o urso e conseguiu libertá-lo, que se deitou aos pés do Auxiliar Invisível. Porém, logo depois o urso morreu de dor, fome e frio. Os Auxiliares Invisíveis retornaram a casa do caçador e a esposa os deixou entrar. Um dos Auxiliares Invisíveis lhe contou que o urso estava morto, pois chegaram tarde demais para salvá-lo. A esposa do caçador começou a retrucar com os Auxiliares Invisíveis enquanto eles cuidavam do homem. O Auxiliar Invisível disse a esposa com que frequência deveria alimentar e que tipo de alimento seu marido poderia ingerir.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis falaram à esposa sobre seus ensinamentos. Eles puderam observar que a mulher não acreditava neles, pois estava em desvario, enquanto eles falavam. O Auxiliar Invisível finalizou dizendo que ela deveria tomar cuidado porque não sabia com quem estava falando.
“Eu não quero saber das bobagens de que você está falando”, disse ela.
Um dos Auxiliares Invisíveis enviou um pensamento ao outro para desaparecerem dali, e ambos desapareceram. A mulher exclamou: “Anjos!”, e desmaiou.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram a ficarem visíveis e ajudaram a mulher a retomar a consciência. “Oh, por favor Anjos, perdoem-me”, ela disse, “eu não sabia que existiam Anjos reais”.
“Tudo o que disserem, eu farei com prazer”.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que ajudasse a todos que ela pudesse, mas sem se magoar, independentemente, da cor, raça ou religião que praticassem.
“Fico feliz em poder ajudar”, disse a mulher.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe adeus e, usando as suas auras, desapareceram. Seu marido, também viu as auras dos Auxiliares Invisíveis.
Nossa próxima história conta como um menino e seu cordeiro foram salvos da morte. Dois Auxiliares Invisíveis colocaram uma mulher em um trem, e depois seguiram pela ferrovia até encontrarem algumas pessoas caminhando pelos trilhos e arrastando alguns pertences. Um menino estava conduzindo um grande cordeiro branco. Quando os Auxiliares Invisíveis se aproximaram do menino, esse se virou e perdendo o equilíbrio caiu em uma grande lagoa. O garoto estava conduzindo o cordeiro preso a uma corda, assim, o cordeiro também foi arrastado para dentro da lagoa.
As pessoas gritaram e ficaram assustadas, mas ninguém parecia querer tirá-los.
O Auxiliar Invisível desceu e pegou o menino com uma mão e o cordeiro com a outra e os tirou da água. O cordeiro se sacudiu para se secar, mas o menino não conseguiu fazer o mesmo. Os Auxiliares Invisíveis encontraram algumas roupas para o menino e o levaram para uma casa. Uma senhora os deixou entrar em casa para que o garoto trocasse de roupa. E os Auxiliares Invisíveis viram que o menino estava bem. Enquanto um dos Auxiliares Invisíveis embrulhava as roupas molhadas, o menino seguiu com as pessoas, sorrindo e acenando com a mão para os Auxiliares Invisíveis que os havia socorrido.
Aqui está outra história que conta como um fazendeiro assustado foi ajudado numa noite.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados até um homem que vivia em uma fazenda. Este homem disse-lhes que uma grande serpente estava em seu celeiro e que ele estava com medo de que mordesse e matasse suas vacas leiteiras e seus cavalos.
O Auxiliar Invisível perguntou, por meio do pensamento, se poderia tirá-la de lá. Alguém disse: “Sim, mas vai lhe dar trabalho”.
A serpente tinha cerca de 20 centímetros de diâmetro e cerca de cinquenta metros de comprimento. Esse Auxiliar Invisível perguntou a sua parceira se gostaria de acompanhá-lo e ela respondeu imediatamente: “Sim”. O agricultor, conhecendo o lugar, tentou deter a Auxiliar Invisível, pois achava que o companheiro dela era seu ajudante.
Os Auxiliares Invisíveis entraram no celeiro e a Auxiliar Invisível viu a serpente em um canto toda enrolada, e ela a mostrou para ele. A princípio, seu companheiro achou que era uma pilha de corda, como costumava ter nos navios a vapor. Ele chegou perto da serpente e ela começou a emitir um silvo e a colocar a língua, como que com raiva. O Auxiliar Invisível falou com a serpente: “meu caro, você não tem nenhum negócio aqui, assustando e ameaçando com a morte a todos. Vá embora. Eu não quero nenhum problema com você. Seja uma boa serpente, e vá para o seu ambiente natural”.
A serpente deu um bote em direção ao Auxiliar Invisível com a boca aberta, mas não o alcançou, e tentou novamente atacá-lo. O Auxiliar Invisível deu um passo para o lado e a segurou pelo pescoço; a força da sua pressão a fez cair no chão. O Auxiliar Invisível apertou-a ainda mais até que ela se enrolou próximo dele. A Auxiliar Invisível bateu em sua cabeça e ela acabou perdendo a consciência. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis arrastaram a grande serpente para fora do celeiro. Quando o fazendeiro deparou com a serpente, achou que havia matado os Auxiliares Invisíveis, e então, atirou com a espingarda. Ele não a matou, mas machucou muito a sua pele; foi, então que os dois Auxiliares Invisíveis saíram do celeiro
“Se você se comportar, vou recuperar você, mas deverá ser tão boa quanto uma nova serpente”, disse o Auxiliar Invisível à serpente.
Depois disso, a serpente se se esticou no chão, e o Auxiliar Invisível lavou seus ferimentos, retirou várias balas da espingarda, colocou ataduras nas costas e a mandou embora. O fazendeiro estava tão surpreso que ficou paralisado olhando para os Auxiliares Invisíveis.
“Por que ajudar uma serpente quando ela matará outra pessoa?”, disse finalmente.
“Não, ela não incomodará mais ninguém antes de chegar à selva”, respondeu o Auxiliar Invisível. Então, os Auxiliares Invisíveis se afastaram e continuaram com suas atividades.
Aqui está como as preces de uma garota foram respondidas quando solicitou ajuda.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram a uma casa e conversaram com uma garota, enquanto ela estava colocando duas batatas dentro do forno para assar e depois colocou algo dentro de uma panela no fogão para cozinhar.
A garota pediu a um dos Auxiliares Invisíveis que a acompanhasse até uma loja para pegar alguma comida. Quando chegaram à loja, encontraram várias pessoas esperando chegar sua vez para fazer as compras.
A loja parecia estar muito vazia e com pouca coisa para vender. Havia alguns pães à vista e a menina acabou comprando um.
Na volta para casa, encontraram seu irmão e sua irmã que eram mais novos que ela.
Eles estavam chorando e disseram que haviam sido trancados para fora de casa e não sabiam o que fazer. A irmã mais velha contou aos Auxiliares Invisíveis que seus pais tinham ido a uma turnê pelo sul da Europa com estimativa de ficar lá por seis meses. Antes de partirem, a mãe contratou uma empregada para cuidar deles.
Essa mulher trouxe muitas pessoas para dentro da casa, e as crianças ficaram com medo, pois não sabiam o que fazer nesta situação. E a esta altura as crianças foram colocadas para fora de casa. Olhando pelo lado de fora as crianças observaram que havia uma da janela um pouco abaixo do teto e queriam tentar subir. Porém, ao subir o menino foi pego.
“Espere só um minuto”, disse a Auxiliar Invisível, então, ela empurrou uma mesa até a janela, assim, eles a abriram e todos entraram.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que a empregada havia se envolvido com alguns ladrões, e planejaram retirar da casa tudo que tinha de valor e depois prender as crianças em troca de resgate.
As pessoas que estavam na casa eram violentas. Dois homens estavam comendo em uma mesa. A menina ficou furiosa. “Você jogou fora minha batata”, disse ela.
Mas, as batatas da menina mais velha ainda estavam lá, e depois ela as tirou do forno. Uma mulher, do grupo que estava lá, foi ao banheiro para se vestir, e a garota teve que se lavar em um quarto com uma tigela e um jarro d’água, mas a menina não gostava de fazer isto.
Os Auxiliares Invisíveis subiram pela escada dos fundos e depararam com dois homens mal-intencionados que tentaram impedi-los de subir. Esses homens estavam sentados nas escadas, separando materiais para fazer bombas. Os Auxiliares Invisíveis conseguiram subir as escadas e viram que os homens estavam em dois quartos e já havia um grande número de bombas já montadas. Os Auxiliares Invisíveis desceram as escadas novamente e viram seis crianças desarrumadas indo para o porão.
Mas, elas não eram daquela casa e, quando um dos Auxiliares Invisíveis os pediu para sair, elas saíram. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que os dois homens eram especialistas em fabricar bombas para explodir prédios e matar pessoas. Eles também descobriram que os homens tinham sido incumbidos de fabricar uma grande quantidade de bombas.
Os Auxiliares Invisíveis forçaram os homens a sair e recolhendo todas as bombas, as destruíram. Os Auxiliares Invisíveis disseram às crianças que tudo ficaria bem até que seus pais voltassem para casa e, assim, não tivessem medo. As crianças ficaram contentes e agradeceram aos estranhos pelo que haviam feito.
Auxiliares Invisíveis têm muitas experiências interessantes no transcurso de seu trabalho, quando estão fora de seus corpos durante o sono e sob a liderança das Irmãs e Irmãos Leigos.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem que queria salvar seu dinheiro de ladrões. Um Auxiliar Invisível disse ao homem que deveria depositar seu dinheiro no banco. Isso não seria tão fácil assim, pois os ladrões sabiam que o dinheiro estava em sua casa. Eles estavam observando-o e não pretendiam deixá-lo fugir. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que o ajudariam a chegar até o banco. O homem tinha mil e duzentos dólares, que foi entregue ao Auxiliar Invisível antes de saírem para o banco, e os ladrões os seguiram e quando entraram no banco, tentaram roubar o dinheiro. Os ladrões criaram algum alvoroço, mas não conseguiram levar o dinheiro. Pois, descobriram que o dinheiro não estava com o homem.
Os Auxiliares Invisíveis enviaram uma mensagem ao presidente do banco dizendo que queriam vê-lo para tratar de negócios. O presidente pediu aos seus funcionários que conduzissem o homem e os Auxiliares Invisíveis ao seu escritório particular, onde a transação necessária seria feita e o homem receberia uma caderneta de poupança. Depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para a casa com o homem. Os quatro ladrões estavam muito determinados a conseguir o dinheiro, e quando viram que aquele desconhecido os haviam enganado, estavam determinados a pegá-lo, fazê-lo pegar a caderneta de poupança do homem e conseguir o dinheiro para eles.
O Auxiliar Invisível deixou que os ladrões o pegasse para que pudesse lhe dar uma lição. A Auxiliar Invisível foi deixada para trás pelos ladrões, mas ela se desmaterializou e os acompanhou e, pode assistir tudo o que aconteceu. Os ladrões amarraram o Auxiliar Invisível em uma mesa, que parecia ser uma maca para exames médicos. Os ladrões já estavam com os ferros quentes para colocar nos pés do Auxiliar Invisível.
Quando os ladrões se prepararam para torturar o Auxiliar Invisível, este os paralisou e disse-lhes que já estava na hora de abandonarem suas atividades para viverem uma vida limpa e tranquila. “Quero que cada um de vocês me prometa isto, e se algum de vocês quebrar essa promessa, esse homem não andará mais”, disse o Auxiliar Invisível.
Os ladrões perceberam que algo estava errado, mas não sabiam o que era. Eles prometeram ser bons, e o Auxiliar Invisível levantou-se da mesa sem a ajuda deles. Isso os deixou muito assustados, pois, não conseguiam entender o que estava acontecendo. O Auxiliar Invisível disse-lhes que eles poderiam ir, e assim o fizeram rápidos. E os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho em ajudar a todos os seres vivos que estivesse em dificuldades.
Aqui está como alguns viajantes foram ajudados em um país estrangeiro.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar a uma mulher a entrar em um trem, em um lugar muito inóspito. As estradas estavam barrentas e estava muito escuro, já que era tarde da noite. Os Auxiliares Invisíveis encontraram um homem e perguntaram a ele onde o trem iria parar. Ele apontou o lugar, e eles esperaram lá com a mulher.
O trem chegou, mas não ia parar. O Auxiliar Invisível deu sinal para o trem parar, apitou e parou o trem. Era um trem de carga, mas um homem, responsável pelo trem, disse que havia alguns passageiros no quinto vagão. A mulher entrou no quinto vagão, que era um vagão de gado, e o responsável do trem fechou a porta.
Os Auxiliares Invisíveis, então, entraram, olharam as pessoas e viram que deviam ter cavalgados o dia todo. O balde de água estava vazio, e uma senhora doente que estava esticada em uma cama improvisada estava pedindo água. O Auxiliar Invisível pegou o balde e flutuou pela porta do carro. Ele foi até o motor e pegou um balde de água, enquanto o outro Auxiliar Invisível flutuava ao seu lado. Os Auxiliares Invisíveis retornaram e entregaram a um homem o balde de água para que as pessoas pudessem beber água.
Havia uma vaca e um bezerro em cercados improvisado dentro do vagão. O vagão estava frio e as pessoas ficavam cobertas pelas palhas do chão para ficar um pouco mais quentes. Não havia comida no trem, e a maioria das pessoas tinha cestas de comida. Os Auxiliares Invisíveis trataram a mulher doente e ela já conseguia ficar sentada quando eles saíram do vagão. Os Auxiliares Invisíveis fizeram tudo o que podiam para as pessoas e os animais que estavam naquele vagão do trem; e então eles saíram e continuaram com suas atividades.
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Agora vou contar uma história sobre como um Auxiliar Invisível consciente foi introduzida em um novo corpo. Essa foi uma das muitas experiências incríveis que esses Auxiliares Invisíveis tiveram. Eles viram parte do que aconteceu com outra Auxiliar Invisível que havia sido fiel em seu trabalho.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram para a casa de uma senhora doente. Essa senhora tinha cerca de quarenta e cinco anos e nunca se casou. Os familiares e conhecidos da senhora e o médico estavam ao seu redor, pois ela estava muito perto da morte. Uma Auxiliar Invisível viu sua aura brilhante e falou com ela. “Somos amigos; portanto, não tenha medo”, disse ela.
“Oh, eu vou morrer?”, a mulher doente perguntou. “Meu trabalho apenas começou e eu quero viver”.
“Talvez você não morra”, disse a Auxiliar Invisível. “Vamos torcer que não”.
“Eu tive um namorado que também era o meu melhor amigo, e ele morreu há um ano”, disse a senhora. “Não, ele não morreu; ele foi introduzido em outro corpo em uma cidade distante. Era o corpo de um jovem de vinte anos, e ele está agora em uma escola de medicina oriental. Seus novos pais são ricos. Meu querido amigo me conhece desde que ele fez a mudança “.
“Diga-me como isso aconteceu”, disse o Auxiliar Invisível.
“Ele ficou doente com pneumonia, e o médico disse que não poderia viver; sua idade trabalhava contra ele. Ele tinha cinquenta anos. Ele piorou rapidamente. Uma noite, enquanto eu estava sentada sozinha com ele, um homem muito bom apareceu e me disse que ele ia colocá-lo em outro corpo para que ele pudesse terminar o seu trabalho e que eu poderia ver como isso seria feito. Eu perguntei e pedi para ser colocado em outro corpo, também. O homem disse que não podia fazer isso. Eu perguntei ao homem se meu querido amigo saberia disso”.
“Sim, e você também, e será um teste do amor dele por você”, disse ele.
“Oh, deixe-me morrer!”, eu disse. “Não posso esperar que um menino me ame. Por que não me levar para o céu e me deixar esquecê-lo durante a minha estada lá? Oh, isso é demais”.
“Se você o ama e confia em Deus, as coisas podem dar certo para você”, o homem disse para mim.
A senhora disse aos Auxiliares Invisíveis que dissera ao homem:
“Há vinte e cinco anos somos namorados, e trabalhamos à noite durante vinte anos. Por que fazer isso quando há tanto tempo já trabalhamos juntos?”.
Então ela continuou:
“O homem me mostrou uma cena que tinha ocorrido cerca de quinze anos antes. Meu amigo e eu estávamos sentados conversando e planejando sobre o nosso futuro. Nós planejamos o que faríamos se pudéssemos ter corpos mais jovens e ter o mesmo conhecimento que tivemos então O homem conversou comigo sobre isso, e eu disse que tinha pensado que tal coisa era possível para nós, mas agora isso aconteceu com ele.
“O homem foi embora e voltou três dias depois para minha casa e me disse para ir com ele, e fomos na casa do meu amigo doente e o levamos conosco. Outro homem me encontrou e me levou para outra casa onde um menino vinte anos de idade estava muito doente.
Esse garoto era um estudante universitário. O homem entrou com meu amigo e o colocou ao lado da cama e atou o Cordão Prateado ao corpo do garoto, e então retiraram o ego do garoto. Meu amigo entrou no corpo e os homens trabalharam nele e ele pode falar. Eu pensei que meu coração iria explodir, porque eu acreditava que estava perdido para mim. Eu não sabia onde ele morava agora nem seu novo nome, e fiquei doente com isso.
“Bem, uma noite meu amigo veio a mim no meu quarto, e nós tivemos um momento feliz. Ele me levou para sua casa, depois que nosso trabalho foi feito e me disse seu novo nome e seu novo endereço. Eu escrevi para ele, e dois dias depois recebi uma carta dele, e minha alegria não conheceu limites. Naquele verão ele veio me ver pessoalmente. Este foi um teste para nós dossel era velha e de cabelos grisalhos, e ele era jovem e bonito. Perguntei a ele, sem titubear: “Você me quer, uma velha senhora, quando você tem juventude, riqueza e felicidade?”. Parecia que a eternidade passava antes que ele respondesse, pois ele olhava para as vantagens materiais que teria se ele me abandonasse.
“Adeus, mundo”, ele disse, e me pegou em seus braços. “Meu amor”, disse ele, e eu sabia que ele havia passado no teste.
“Fui à sua antiga casa e peguei todos os seus livros e documentos e os enviei para ele, e ele continuou estudando. Agora estou doente e entreguei ao meu amigo todos os meus livros e documentos”.
“O que eles fizeram com o corpo dele?”, um dos Auxiliares Invisíveis perguntou.
“Eles incineraram”, ela respondeu.
“Como ele é tratado pelos seus novos conhecidos e parentes?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eles são tão bons quanto podem ser para ele”, disse ela. “Ele tem uma irmã e não tem irmãos. Sua nova mãe faz tudo o que pode para ele, mas ela não o entende desde que ele se recuperou de sua doença, pois ele está completamente mudado. Ele se acalmou e não conhece seus ex-amigos. Ele está à frente de sua classe na faculdade “.
Um homem apareceu e falou com a mulher doente: “Minha amiga, venha comigo”, disse ele.
“Espere um momento, por favor”, disse ela, e chamou a mãe e o pai idosos, beijou-os e disse-lhes que fossem bons, enquanto ela ia dormir, ela se deitou e saiu do seu corpo. Os dois Auxiliares Invisíveis, que estavam conversando com ela, foram com ela e com o elevado Irmão Leigo que tinha vindo buscá-la.
Quando eles saíram da casa, eles encontraram outra elevada Irmã Leiga que os levou para uma cidade onde uma menina doente, de uns dezoito anos de idade, estava inconsciente em uma cama. O médico estava lá, e ele estava dizendo:
“A crise está agora em curso, e se ela sobreviver, ela terá que se familiarizar com seus amigos mais uma vez. Como ela está em coma muito profundo, ela pode parecer bem diferente quando ela se recupere.
“O elevado Irmão Leigo entrou com o ego da mulher que acabara de morrer e a colocou ao lado do corpo da menina e atou o Cordão Prateado. Então, o separou do corpo velho e rompeu o Cordão Prateado da menina na cama. Depois disso, o elevado Irmão Leigo disse ao ego que estivera em um corpo mais velho para entrar, e trabalhou no coração, os pés e em vários outros lugares do corpo. Ele estava conectando o Corpo Vital no Corpo Denso. O ego acordou e chamou seu amor pelo nome.
“Ela vai viver, mas ela estará muito fraca”, disse o médico. “Apenas deixe seu pai, sua mãe e a enfermeira para vê-la”.
Em pouco tempo, seu amado entrou e ele a abraçou e beijou, e seu rosto se iluminou. Os Auxiliares Invisíveis visitantes lhes deixaram felizes com a mudança que havia sido feita. Os Auxiliares Invisíveis levaram o ego da garota morta para a Região Fronteiriça e a deixaram ali. Era a momento dela de partir, pois seu arquétipo havia cessado de vibrar. Como seu Corpo Denso ainda estava em boas condições, os Irmãos Maiores puderam amarrar outro Ego nele. Os dois homens que fizeram as mudanças nos dois casos foram os mesmos Irmãos Maiores. Um dos Irmãos Maiores disse que esses dois Egos terão vivido cento e vinte anos e cento e quinze anos, antes de realmente morrerem. Isso era, logicamente, o tempo gasto nos dois Corpos que cada uma dessas pessoas tinha vivido.
Os Auxiliares Invisíveis foram informados de que nenhuma dessas pessoas eram Iniciadas, mas eram estudantes conscientes da Fraternidade. O corpo da moça em que a mulher estava atada era bem constituído, e ela tinha uma linda face e um cabelo comprido que ia até abaixo da cintura.
Esses dois amigos nunca se casaram, porque seus pais se opuseram por causa de suas diferenças religiosas. Agora, esses dois amigos próximos se casariam e continuariam trabalhando como Auxiliares Invisíveis.
[1] N.T.: Delirium tremens – uma situação provocada pela abstinência de álcool.
[2] N.T.: Espíritos da Natureza
Capítulo V
Algumas histórias Ocultistas Estranhas
Estudantes místicos e ocultistas geralmente relatam histórias que soam parecerem falsas para aqueles que não estão familiarizados com a ampla gama de trabalhos realizados pelos Auxiliares Invisíveis. As histórias descritas a seguir ilustram alguns destes trabalhos e, também mostram como são fornecidas provas para os estudantes sobre a veracidade dos ensinamentos ocultos e místicos.
Certo dia, um estudante de ocultismo foi almoçar num refeitório, escolheu seu prato e sentou-se à sua habitual mesa. Por meio do pensamento, uma amiga lhe chamou, perguntando se ele gostaria de presenciar um fato incomum. Ela deixou claro que se caso aceitasse, ele não teria tempo para jantar.
“Sim, eu gostaria de ver o que você tem para me mostrar”, ele disse. “Eu posso comer outra coisa em outra hora”.
Então, esta amiga, que é uma Irmã Leiga[1], mostrou-lhe uma jovem mulher que era apresentadora e dançarina em um cabaré. Naquela noite, não estava no trabalho porque pegou uma pneumonia que a afastou do trabalho por uma semana. Nesta condição, ela tinha muito tempo para pensar, enquanto ficava deitada em sua cama. Durante esse tempo enferma e de cama, esta jovem saiu de seu corpo e contemplou seu futuro. Ela se viu numa bifurcação de caminhos. Ela tinha que decidir qual caminho tomaria. Não tinha qualquer consciência da presença de seu Anjo, que estava em pé, atrás dela. Também estava inconsciente da presença de uma forma maléfica de um corpo, criado por seus próprios maus pensamentos e que estava em pé a sua esquerda. Igualmente, não tinha consciência da presença do seu Anjo da Guarda, formado pelos seus bons pensamentos, que ficava a sua direita. Estes três estavam esperando sua decisão.
Então, a jovem mulher foi, lentamente, caminhando para a estrada do reto viver, deixando o caminho da perdição para trás. Após ter caminhado uns três metros além da bifurcação, o Anjo da Guarda envolveu-a e, seu Anjo, um ser da onda de vida Angélica, derramou seus raios luminosos sobre ela. Neste momento, a forma maléfica de pensamento se virou e desapareceu. Em seguida, a jovem retornou para o seu Corpo, entrando pela cabeça, e acordou. Ela pulou da cama e chamou sua mãe, contando que tinha morrido, que havia visto sua vida e para onde sua vida estava sendo levada e, ainda, que tinha decidido viver uma vida melhor. Então, perguntou para sua mãe o que ela deveria fazer. Sua mãe era uma mãe de família típica da sociedade, apreciadora de uma vida boa e não sabia o que dizer para ela. “Espere até ficar boa, pois você pode mudar de ideia”, disse a mãe.
A Irmã Leiga, que estava mostrando todos estes acontecimentos para o estudante, lhe disse que enviaria um Auxiliar para esta jovem moça, a fim de lhe instruir sobre o que ela deveria fazer. Esta jovem pertencia a uma família de bem e acabou indo para um cabaré pelo prazer que aquele ambiente lhe proporcionava.
O aspirante teve que deixar seu jantar sem poder tocá-lo, mas sentiu-se mais do que retribuído, pois ele pode presenciar uma visão maravilhosa. Você pode imaginar que visão maravilhosa poder ver uma garota em seu Corpo de Desejos acompanhada pelo seu Anjo da Guarda, composto pelas boas forma-pensamentos que jovem tinha criado, e ver um Anjo verdadeiro com sua ampla aura composta de cores delicadas e brilhantes?
A forma maléfica de pensamento era realmente seu corpo de pecado. Este corpo de pecado é composto por um Corpo Vital e por um Corpo de Desejos, e possui uma consciência individual que é muito impressionante. Ele não pode raciocinar, mas há uma pequena astúcia presente nele que lhe faz parecer como se, na verdade, fosse dotado de um ego interno, e essa astúcia o permite viver uma vida separada, após a morte do Corpo Denso do Ego que o fez. Quando este Espírito retorna a terra, este corpo de pecado é, naturalmente, atraído para ele e normalmente permanece com ele por toda a nova vida como um demônio.
A próxima história também é muito impressionante e dará uma pequena ideia de como um Ego avançado, espiritualmente, morreu e foi transferido para um Corpo de outro homem, cujo tempo finalizou e cujo arquétipo parou de funcionar, embora seu Corpo ainda estivesse fisicamente sadio.
Um dia um estudante dos Ensinamentos Ocultos estava sentado escrevendo em sua escrivaninha quando um Irmão Leigo lhe perguntou se gostaria de ver um Irmão Leigo desencarnar. “Sim”, falou o estudante, “e posso convidar minha amiga para ir também?”.
“Não, desta vez”, o Irmão falou, “mas você poderá contar a ela depois”.
“No, not this time,” the speaker said, “but you may tell her about it.”
O estudante foi se deitar e rapidamente dormiu. Saiu de seu corpo pronto para partir. Ambos partiram e chegaram numa casa que ficava na costa oeste e no alto de uma colina, com uma bela vista para o Oceano Pacífico, onde morava um ancião. Este ancião era um Irmão Leigo muito avançado que curava todos aqueles que viessem até ele até ele.
Três homens e uma mulher estavam tentando comercializar suas habilidades maravilhosas para curar definitivamente, com o objetivo deles quatro se enriquecer.
Antes, o ancião morava sozinho. Um dia, esta mulher se ofereceu para trabalhar como sua empregada. Os três homens estavam conchavados com essa mulher. O plano da gangue era convencer as pessoas que lá chegavam para buscar ajuda, a darem dinheiro para suposta construção de um templo dedicado ao ancião. Assim, eles poderiam ter algo para homenagear a sua memória. As pessoas doavam o dinheiro e eles se apropriavam. Este golpe durou três meses, e, durante esse tempo, eles coletaram uma soma razoável.
A mulher, que permanecia na casa do ancião o dia todo, começou a experimentar uma mudança nela mesma, e queria confessar tudo o que ela tinha tramado contra o ancião. Porém, o líder da gangue disse que a mataria se ela contasse. Os outros dois homens também foram afetados pelas altas vibrações do Irmão Leigo ancião, e, por isso, se recusaram a pegar qualquer quantia do dinheiro coletado; então o líder ficou com todo o dinheiro e foi embora. Isto havia acontecido no mesmo dia em que o estudante foi lá para ajudar.
Já no local, o estudante viu um homem indo para a casa do ancião. Era um homem que rastejava todo um lado do seu corpo. O estudante pôde notar que o braço direito desse homem estava caído ao longo do corpo e que ele só utilizava a sua mão esquerda. O Irmão Leigo ancião saiu na varanda de sua casa e o homem aleijado foi até ele e se deitou a seus pés. Gradualmente ele começou a se, ao mesmo tempo em que se fortalecia e seu braço direito voltava ao normal. Ele começou a transpirar e grandes gotas de suor começaram a se formar em seu rosto. Então, ele se levantou e gritou de alegria.
Em seguida, ele curou um pequeno garoto que andava de muletas. As muletas caíram e ele foi andando até o ancião, que o pegou no colo e lhe disse para amar toda a humanidade, independentemente da cor, raça, ou credo e orar.
Uma mulher em uma cama implorava a Deus para que lhe ajudasse. O ancião estendeu sua mão e ela se levantou e caminhou em direção a ele: estava totalmente curada.
Depois disso, o ancião abençoou a todos que estavam ao alcance de sua voz. O ar estava muito tenso, e parecia que estavam na presença de Deus. Muitos olhos ficaram mareados com lágrimas.
Um homem trouxe seu filho para ser curado pelo ancião. Isso porque o garoto havia implorado e suplicado para seu pai o levar. Finalmente, o pai levou seu filho ao ancião, mas não tinha fé como o menino. O homem disse a seu filho aquilo tudo era uma farsa e que eles só queriam tirar dinheiro das pessoas. Após eles chegarem na casa do ancião, o pai do menino tirou uma pequena garrafa de bebida alcoólica para tomar, e seu braço ficou paralisado, permanecendo imóvel a cerca de cinco centímetros de sua boca. Neste momento, o menino já tinha entrado na casa, sido curado pelo ancião, e estava voltando. Quando ele viu seu pai paralisado, e tremendo com muito medo e transpirando profusamente, lhe pediu para orar. “Eu não sei como”, disse o pai, e então ele olhou para seu filho e viu que ele estava curado. Isso o fez ficar tão atônito a ponto de desmaiar. O menino correu de volta para dentro da casa e trouxe o ancião consigo. O ancião esticou sua mão sobre o homem caído, que recobrou a consciência, se levantou, e foi até o ancião que veio ajudá-lo. O pai agora era um outro homem.
“Eu quero aprender a curar assim”, disse o estudante que estava observando tudo.
“Irmão, tenha certeza que você saiba o que está pedindo porque muito será exigido de você antes que possa alcançar este estágio”, disse o Irmão Leigo que o havia levado para aquele lugar.
“Deixe-me manter minha família e meu trabalho, e eu pagarei o preço que for preciso”, o estudante replicou.
“Resta pouco tempo para mim e eu tenho mais duas pessoas para curar”, falou o ancião. “O homem trará o dinheiro de volta, você o pegará para mim e o entregará a um homem que irá encontrá-lo na estrada”. O estudante perguntou se ele conhecia o homem e foi dito que ele o reconheceria pela marca de Vênus nele. O Irmão Leigo contou que ele reconheceria o homem de qualquer forma quando o encontrasse.
As duas pessoas que eram esperadas vieram, e o ancião as curou. Então um carro chegou até a casa, e o líder da gangue saiu e se apressou dentro da casa carregando uma mala. O homem confessou tudo o que fez e deu o dinheiro ao ancião. Então a mulher confessou e assim também os outros dois homens e o ancião os perdoou. A mulher falou que gostaria de ficar lá e ajudá-lo. O Irmão Leigo contou a ele que ele estava partindo e que levaria séculos para ele retornar. Ele disse que ela poderia ficar com o lugar e continuar o trabalho servindo aos outros e orando, mas ela não poderia cobrar nada.
As duas pessoas que eram aguardadas apareceram, e o ancião curou ambos. Logo em seguida, parou um carro em frente à casa do ancião. O líder da gangue desceu do carro e entrou na casa com uma pequena bolsa de viagem. Ele confessou tudo o que tinha feito para o ancião e lhe entregou todo o dinheiro coletado. A mulher também confessou, juntamente com os demais. O ancião perdoou a todos. A mulher disse que gostaria de ficar lá e ajudá-lo. O Irmão Leigo disse que ele iria embora e que passaria séculos antes que ele retornasse. E que ela poderia ficar na casa e continuar o trabalho por meio de orações e do serviço aos outros, mas ela não devia cobrar nada.
A mulher vendo como o ancião curava os doentes e aflitos e como ele era bom, foi se tronando uma pessoa melhor. Ela estava arrependida e tentou ser melhor, e então ela começou a orar do seu jeito para se tornar íntegra e pura. Sua confissão pavimentou o caminho para uma vida melhor. Seres Superiores deram a ela a chance de continuar o trabalho do ancião Irmão Leigo. Se ela vivesse a altura sua promessa, ela receberia mais poder para curar outros. Muitas pessoas que começaram a fazer as coisas erradas, como ela fazia, depois mudaram, e começaram a viver vidas boas e úteis. Esperemos que ela seja fiel na sua promessa e que sempre faça o que é certo.
Após isto o alto Irmão Leigo disse, “Meus amigos, preciso ir agora”. Em seguida, apareceu em pé, ao lado de seu corpo. O quarto se tornou iluminado com uma luz ofuscante de sua aura brilhante. Havia muitos Liberados e Irmãs e Irmãos Leigos presentes na casa, e a casa estremeceu. Alguns homens levaram o corpo do ancião da cadeira para a cama, mas um Irmão foi informado para dizer a eles que deixassem o corpo sozinho. Eles cobriram o corpo com um lençol e saíram do quarto. Eles mal saíram e o corpo se desintegrou rapidamente permanecendo apenas suas roupas, sapatos e o lençol. Seu corpo foi desintegrado assim como o corpo de Elias e outros que viveram vidas santas.
Ao estudante foi solicitado que pegasse as roupas e sapatos e os queimasse. Ele fez isto, depois ele saiu e contou que o ancião havia realmente partido. Então, o estudante levou o dinheiro e outras coisas para um amigo do ancião que vivia a alguma distância e voltou para casa, reentrou em seu corpo, e se levantou.
Alguns dias depois este estudante e sua amiga foram acompanhados por quatro Irmãos Leigos e quatro Irmãs Leigas para certo Templo em algum lugar nas montanhas onde havia uma reunião. Aos estudantes foi mostrado, por meio da Consciência Jupteriana, tudo o que aconteceu naquele dia da morte do ancião. A estudante que não estava presente naquele dia viu quão idoso e frágil era o ancião e como era amado pelas pessoas de toda parte do país. Ela viu os trabalhos maravilhosos de cura que ele fazia, e notou a gratidão daqueles que foram ajudados. Ela viu os eventos daquele último dia do Irmão Leigo passando um após o outro. Ela o viu sentado na cadeira e conversando com as pessoas ao se despedir. Ela o viu morrer e sair de seu corpo. Então, o corpo caiu e rapidamente se desintegrou, e logo apenas suas roupas e sapatos permaneceram.
O estudante que havia ido lá ajudar o ancião em seu último dia de vida não sabia onde o Ego havia ido, porque ele saiu para levar a mochila de viagem com o dinheiro para o homem que morava distante.
Neste dia ele viu o que aconteceu depois que o ancião saiu de seu corpo pela última vez. Uma Irmã Leiga o levou através do Mundo do Desejo, através do Mundo do Pensamento, e acima até o Mundo do Espírito de Vida onde ele recebeu um novo desejo de viver. Então ele foi trazido de volta e conectado em outro Corpo por dois Irmãos Maiores.
O outro homem era um jovem, talvez de uns vinte e cinco ou trinta anos. Este homem era um homem normal que viveu uma vida boa e pura, e seu Corpo começou a ficar sensível. Era seu tempo de morrer, e seu arquétipo já havia parado de vibrar. Este homem esteva doente e em estado de coma por muitos dias.
No momento que a mudança foi feita, este homem estava cercado pelos familiares que estavam cuidando dele. Eles não viram os eventos maravilhosos que aconteceram, porque os visitantes estavam em Corpos-Almas, e, portanto, invisíveis para pessoas com visão ordinária.
O corpo do homem na cama estava sem vida e inerte. Seu rosto estava sem cor e seus olhos fechados. O Ego do ancião Irmão Leigo escorregou dentro do corpo logo após o Ego do homem sair dele pela última vez. Então, de alguma forma miraculosa dois Irmãos Maiores conectaram o Ego do Irmão Leigo. Este é um processo muito complicado que não consigo explicar.
Eu gostaria que você tivesse visto a mudança maravilhosa que aconteceu. A cor voltou na face do corpo na cama, e a tez se tornou de uma cor uma rosa e branca muito linda. O homem tinha cabelos castanhos bonitos e lindas características também. O rosto se iluminou e ficou radiantemente bonito. O homem abriu seus olhos castanhos amorosos e olhou as pessoas em sua volta. Os estudantes que estavam observando puderam reconhecer o Espírito do Irmão Leigo ali, pois eles estavam olhando com seus olhos espirituais e com a luz dos outros presentes.
Havia oito Seres Superiores no aposento quando o jovem morreu. Eles estavam o corpo pronto para o ancião Irmão Leigo. Quando o Irmão Maior voltou com o Ego do ancião que havia falecido, ele se tornou o nono. Havia cinco homens e quatro mulheres. Os parentes do jovem, que também estavam presentes se rejubilaram por vê-lo voltar depois de tanto tempo do coma. Eles perceberam depois que ele havia mudado muito, mas eles não sabiam que agora o corpo tinha um inquilino muito mais avançado.
Todos os Irmãos e Irmãs Leigos que estavam presentes tinham as nove Iniciações Menores, e eram lindos de se olhar. Suas auras eram de cores que mudavam constantemente, e parecia que uma cor era mais bonita que a anterior. A estudante estava muito entusiasmada pelo cenário destes eventos e seu corpo e rosto brilhavam também. Uma das Irmãs Leigas teve que chamá-la a atenção duas vezes para silenciá-la. Os outros sorriam para ela, pois estavam contentes de vê-la tão feliz.
Agora, um dos motivos desta estudante estar tão entusiasmada era que ela reconheceu o corpo do jovem que havia morrido. Ela já o havia encontrado antes, e tinha certeza de sua identidade. Ela reconheceu seu rosto quando o viu se iluminar após o Irmão Leigo ser conectado a ele. Ela esperava ver este Irmão Leigo pessoalmente algum dia.
Não é maravilhoso saber que um Ego pode ser conectado a um novo Corpo quando seu Corpo velho se tornou inútil para continuar a ser usado? Max Heindel nos conta no livro O Conceito Rosacruz do Cosmos que foi assim que aconteceu quando Jesus foi batizado, no rio Jordão. Jesus saiu de seu corpo, e o grande Espírito Arcangélico de Cristo entrou e foi conectado pelos Irmãos Maiores. Esta mudança foi feita com o total consentimento de Jesus, que sabia a muito tempo que estava preparando o Corpo para o Cristo, que é o maior Iniciado do Período Solar.
Outro exemplo que eu sei deste tipo de trabalho feito por Auxiliares Invisíveis muito avançados foi o conectar do Ego conhecido como Francisco de Assis a um novo Corpo. Ele veio como um monge e foi permitido obter um novo Corpo. Um jovem nobre de Assis, uma cidade da Itália, teve uma doença longa e séria e faleceu. O Ego do monge foi imediatamente conectado por dois Irmãos Maiores. O povo da cidade ficou maravilhado com a grande transformação que aconteceu.
O Ego no corpo assumiu o nome de Francisco e saiu dos muros da cidade e trabalhou entre os pobres leprosos e marginalizados. Este Ego havia sido o Rei Davi em uma vida anterior. Depois renasceu como Jonas, o Profeta. Mais tarde retornou como Apóstolo Pedro e se tornou um discípulo de Cristo Jesus. Pedro retornou e se liberou como Francisco de Assis. Durante sua evolução, este Ego foi conectado em quatro corpos diferentes.
Os Adeptos são seres avançados que já tiveram as nove Iniciações Menores e uma das Iniciações Maiores. Eles podem construir Corpos novos para si mesmos e entrar nele. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam presentes na morte de duas dessas pessoas alguns anos atrás.
Quando o Ego do primeiro homem saiu do corpo do ancião, ele deixou um corpo emaciado que parecida apenas pele e ossos. Havia o suficiente para ter um funeral. Então, o Ego foi para outra casa e entrou em um novo Corpo que ele havia construído e foi conectado por dois Irmãos Maiores. Ele participou do funeral de seu Corpo antigo em seu novo Corpo físico.
Em outro momento dois Auxiliares Invisíveis se lembraram de encontrar um homem amigável que mostrou a eles um Corpo que estava construindo, mas que ainda não estava pronto para ser utilizado. Acredito que você irá concordar comigo que estas realmente são histórias estranhas. Você pode comprovar por si mesmo que histórias assim são verdadeiras se estiver disposto a viver uma vida de serviço à humanidade e fazer o esforço necessário.
Aqui está uma história sobre o que aconteceu em uma noite de janeiro, após o falecimento de um ministro. Dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos para ir até ao ministro que havia falecido naquela tarde. Eles foram instruídos a ajudá-lo no que fosse possível. Quando chegaram ao local, eles o encontraram em pé ao lado do corpo. Ele estava muito perplexo e ficava andando de um lado para o outro para verificar se ele estava morto. Ele foi até o armário de roupas e depois até as gavetas do armário.
Quando ele viu a Auxiliar Invisível, ele a reconheceu, e ela o conhecia, apesar de não terem se encontrado por vários anos. Quando ele era jovem participou de uma Escola Teológica numa cidade grande, e durante este tempo ele serviu como estudante de Pastor em uma cidade vizinha. Enquanto estudante de Pastor, ele batizou a Auxiliar Invisível e seu primo, que então eram estudantes. Após ele deixar esta pequena Igreja, a Auxiliar Invisível nunca mais ouviu falar dele, até se encontrarem nesta noite, ele em pé ao lado de seu Corpo Denso.
“Estou morto?” – O ministro perguntou para a Auxiliar Invisível.
“Sim, você está, como se diz: morto”, ela respondeu.
“Por que fui ensinado que quando alguém morre não há mais vida para ele e que seus pensamentos perecem com ele?”, ele falou. “Porque o agente funerário colocou esse fluído em mim? Queimou terrivelmente no início e então fiquei frio, como se estivesse congelado. Eu estava revendo a minha vida, quando ele veio e espetou meus braços e começou a colocar o fluído neles. Então, as imagens da minha vida pararam, e estou aqui desde então”.
A Auxiliar Invisível conversou com o homem amedrontado, contando-lhe sobre os Ensinamentos Ocultistas e Místicos e fazendo-lhe várias perguntas. O ministro falou que ele nunca tinha ouvido sobre tal filosofia, e que ele não sabia se deveria acreditar nela ou não. Ele fez várias perguntas a ela. “Eu não fui sempre honesto em relação a meus ensinamentos e talvez você seja minha última tentação”, ele falou.
A Auxiliar Invisível contou que ela não veio para tentá-lo, mas para ajudá-lo, se fosse possível.
“Não há ajuda para ninguém além do túmulo”, ele falou.
A Auxiliar Invisível contou que ele não poderia ser ajudado em forma física, mas que muita ajuda pode ser dada a uma pessoa no Purgatório e em sua vida futura.
“Nós vamos viver novamente?”, ele perguntou surpreso.
“Sim”, ela falou.
“Podemos ter novamente um corpo físico e viver na terra?”, ele perguntou.
“Sim”, ela replicou, e então, mostrou a ele duas de suas vidas passadas.
“Bem, se eu soubesse disso antes, quão diferente teria sido a minha vida”, o ministro falou. “Agora, não sei para onde estarei indo”.
A Auxiliar Invisível disse que se ele tivesse vivido uma boa vida e ajudado a todos, ele se daria bem. Do contrário, ele teria que restituir por tudo aquilo que fez de errado. Ele teria que ir ao Purgatório, e lá ele sofreria pelas coisas erradas que havia feito aos outros; então, ele iria para o Primeiro Céu e se regozijaria por todas as coisas boas que havia feito na Terra.
“Me arrependo de não ter vivido uma vida melhor”, ele falou. A Auxiliar Invisível perguntou ao ministro se ele já tinha visto algum Anjo, e ele tentou se evadir da pergunta, porque ele não queria respondê-la. “Você já viu algum Anjo?” – A Auxiliar Invisível perguntou novamente.
“Não, e nenhum outro”, ele falou. “Eu duvido que exista algum”.
“Eu já vi Anjos, e são Seres maravilhosos”, ela respondeu, e descreveu um.
“Bem, imagino que sim, pois você me contou coisas estranhas e me mostrou algumas coisas maravilhosas. Devo acreditar que existem Anjos”, ele falou.
A Auxiliar Invisível contou a este homem que a coisa mais importante de todas é viver uma vida boa e limpa e que com o tempo a pessoa aprenderá todos os mistérios de Deus. O ministro falou que estava interessado em trabalho missionário em terras estrangeiras. A Auxiliar Invisível disse que era inútil enviar missionários para terras estrangeiras para ensinar religião. “É certo ir para outros países e ensinar as pessoas”, ela falou, “mas as pessoas que fazem isto deveriam deixar a religião dos nativos em paz, pois foi dado a eles a religião que necessitam no presente momento, pelos Seres Superiores, que estão guiando a evolução nessa Terra. A medida que as pessoas se tornam mais educadas, elas se voltam para religiões mais elevadas”.
A Auxiliar Invisível perguntou ao ministro se ele queria acompanha-los, mas ele disse, “Não”. Eles sabiam que seu período de três dias e meio para ver seu panorama da vida ainda não tinha acabado, e que ele ainda estava conectado ao seu Corpo pelo Cordão Prateado, e, portanto, o deixaram.
Aqui está uma das histórias mais estranhas que eu já ouvi. Auxiliares Invisíveis são autorizados a suspender a lei da gravidade quando são enviados a ajudar pessoas que estão em perigo.
Uma noite a Irmã Leiga disse para dois Auxiliares Invisíveis que se apressassem para alcançar algumas pessoas que estavam em um barco a motor. Enquanto ela falava, já mostrava as pessoas e o local onde as pessoas estavam, por meio da Consciência Jupteriana, que é similar a quadros de um filme. Estas pessoas estavam indo de uma ilha para outra, e alguns homens em um outro barco a motor as perseguiam, com a intensão de roubá-las. As pessoas estavam orando por ajuda para escaparem destes perseguidores.
Os Auxiliares Invisíveis se iluminaram no barco e se materializaram, e as pessoas ficaram com medo. A mulher gritou, pois não percebeu que elas seriam ajudadas e que suas orações, para segurança delas, estavam sendo respondidas. O outro barco estava se aproximando tão rapidamente que um Auxiliar Invisível teve que suspender a gravidade. O barco se elevou no ar de forma maravilhosa e disparou para frente. As pessoas nele olharam como se estivessem paralisadas, e sem reação, porque nunca haviam visto uma coisa igual.
Eles aterrissaram na ilha, e um homem com sua esposa saíram do barco. Os Auxiliares Invisíveis pediram que eles corressem para casa, e eles foram o mais rápido que podiam. O barco fez meia volta, foi elevado ao ar e começou a se movimentar de volta. No caminho eles encontraram o outro barco à aproximadamente um quilômetro e meio de distância, e passaram por cima dele. O barco em que estavam os Auxiliares Invisíveis passou tão rápido que os ladrões não conseguiram atirar neles.
A Auxiliar Invisível estava muito feliz com o que aconteceu e muito entusiasmada. As outras quatro pessoas no barco ficaram atônitas com o que aconteceu e com a alegria da Auxiliar Invisível. Após o barco alcançar a outra ilha, as pessoas perguntaram se os Auxiliares Invisíveis eram humanos.
“Sim, somos humanos”, um deles respondeu.
Então, eles quiseram saber como os Auxiliares Invisíveis chegaram no barco. Eles perguntaram se eles saíram da água, que estava repleta de tubarões. Os Auxiliares Invisíveis disseram que eles podem ir a qualquer lugar, para ajudar todas pessoas que eles pudessem faze-lo. Eles explicaram algumas coisas às pessoas e depois partiram, continuando seu trabalho.
Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram deste incidente claramente na manhã seguinte, e para um deles foi uma das maiores emoções de sua vida. Uma prova como esta é muito convincente, não apenas para aqueles que são ajudados, mas também para aqueles que são Auxiliares Invisíveis.
Aqui tem outra história estranha que mostrará mais sobre o trabalho dos Auxiliares Invisíveis. Alguns Auxiliares Invisíveis foram ao norte para um lugar longe da civilização. Quando olharam para baixo, viram uma casa totalmente isolada, a quilômetros de distância de qualquer sinal de civilização.
“Vamos parar e ver se tem alguém naquela casa”, falou um dos Auxiliares Invisíveis. Eles desceram e viram um homem e uma mulher dormindo, entraram e os acordaram. As pessoas estavam muito felizes de vê-los e falaram que não viam e nem conversavam com uma pessoa há quatro anos. Eles contaram que estavam longe demais de uma cidade para caminhar até lá sem suprimentos de alimentos e munição. Eles estavam vivendo da melhor forma que podiam, mas seus corpos estavam muito magros por falta de comida.
O homem disse que eles se casaram contra a vontade de seus pais e foram exilados da comunidade. Finalmente foram para o norte com um time de cães para encontrar ouro, e conseguiram encontrar um pouco, mas eles não podiam voltar porque seus cães morreram e eles haviam usado toda a munição. Os Auxiliares Invisíveis olharam e viram que a cidade mais próxima ficava milhassem torno de 322 quilômetros de lá por terra e em torno de 120 quilômetros pela água.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que essas pessoas viviam de uma maneira muito ingênua e oravam, já há três anos, para que alguém viesse ajudá-los.
“Nós vimos aviões passando no céu”, o homem falou.
“Alguns dias atrás vimos um avião passando para o leste e outro para o oeste, mas não conseguimos atrair a atenção deles”, a mulher falou.
“Nós vimos pessoas passando pelo ar, também”, o homem falou.
Os Auxiliares Invisíveis sabiam que esses eram Auxiliares Invisíveis passando, e que essas pessoas não conseguiram atrair sua atenção. A razão deles conseguirem ver estes Auxiliares Invisíveis, tanto de dia como de noite, era que a falta de comida fez seus corpos ficarem muito sensíveis. Eles tinham dinheiro e ouro, mas não conseguiam comprar nada com isto.
Um Auxiliar Invisível falou para outro: “Vamos carregá-los para uma cidade!”.
O outro Auxiliar Invisível chamou um Irmão Leigo à distância, por meio do pensamento e pediu autorização para levar o homem e a mulher para a civilização, e isto foi concedido. A esse Auxiliar Invisível foi falado que ele seria responsável por essas pessoas até que estivessem acomodados em algum lugar. O Auxiliar Invisível perguntou para onde poderia carregá-los e foi informado para levá-los para a Costa Leste dos Estados Unidos, a centenas de quilômetros dali.
Os Auxiliares Invisíveis então pediram às pessoas para pegar as coisas que eles gostariam de levar, e também todo o dinheiro, e que eles os levariam a um país onde poderiam viver melhor.
Os dois Auxiliares Invisíveis envolveram as pessoas nos farrapos de roupas que eles tinham, amarraram o dinheiro junto, e o casal foi dormir. Os Auxiliares Invisíveis os elevaram, e quando começaram a flutuar, os Auxiliares Invisíveis colocaram o dinheiro junto ao casal e então partiram para o país de destino. Como foram rapidamente, não demoraram muito para que alcançassem o destino.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram o casal no chão e os despertaram. Então os levaram a um hotel, e a Auxiliar Invisível voltou para casa. O outro Auxiliar Invisível permaneceu mais tempo. Quando amanheceu, o Auxiliar Invisível foi junto com o casal comprar umas roupas. Então ele os colocou em um trem para um País no ocidente e prometeu que os veria nesse trem à noite. Ele voltou para o lar às 9hh43min da manhã.
Esses Auxiliares Invisíveis encontraram as pessoas no trem, dois dias depois, e o homem contou para o Auxiliar Invisível que a Auxiliar Invisível havia os visitados no dia anterior. “Ela estava em nosso vagão conversando conosco quando o condutor entrou, e ela saiu pela porta e desapareceu, e o condutor ficou admirado. Quem são vocês e de onde vieram?” – O homem perguntou. “Vocês não vão nos contar seus nomes?”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram às pessoas sobre seu trabalho, mas não falaram seus nomes, porque isso não é permitido nos Planos Internos. O homem e sua esposa agradeceram a eles e a Deus pela ajuda que receberam. As pessoas não acreditaram que os Auxiliares Invisíveis eram humanos e pensaram que eram Anjos. Os Auxiliares Invisíveis viram essas pessoas várias vezes, desde então.
Aqui está uma história de como um novo lar foi encontrado para um pequeno garoto que tinha visão espiritual. Numa noite no mês de maio, alguns Auxiliares Invisíveis estavam nas montanhas num dos estados do Leste, quando chegaram à uma cidadezinha na encosta da montanha. Havia chovido muito forte; as estradas estavam inundadas e a água estava enchendo os porões de algumas casas. E os Auxiliares Invisíveis estava ajudando algumas pessoas, que estavam dentro de automóveis, sendo levados pela enxurrada. Eram vários adultos e crianças que estavam atravessando a enxurrada e que acabaram sendo levados em direção a alguns carros, e que foram colocadas em segurança pelos Auxiliares Invisíveis.
Os Auxiliares Invisíveis salvaram um garoto pequeno que estava sozinho. Eles viram que a sua Aura dele era muito brilhante e bonita, e por isso, souberam que se tratava de uma criança avançada espiritualmente. Os Auxiliares Invisíveis o transportaram até seus pais, que viviam no alto da montanha.
“Por que vocês deixaram seu filho pequeno para trás?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Ele é uma criança engraçada e diz coisas tão estranhas que eu não o quero”, respondeu sua mãe.
“Sim, ele é uma criança estranha”, o pai falou. “Mas, eu o amo, e desejo encontrar um bom lugar, onde possa crescer e se tornar um homem bom.
Um dos Auxiliares Invisíveis lembrou de uma senhora que ele conheceu e que vivia no mesmo Estado, e falou a outra Auxiliar Invisível que iria visitar esta senhora e que ela deveria esperar até que ele retornasse. A Auxiliar Invisível insistiu para ir junto. Então, os dois seguiram para casa da senhora e quando a acordaram explicaram que estavam à procura de uma casa para um menino com um grau de desenvolvimento elevado e que tinha aproximadamente cinco anos de idade. Eles perguntaram se ela gostaria de cuidar dele.
“Sim, ela disse, “mas esperem até eu perguntar ao meu marido”.
O marido chegou e conversou com os Auxiliares Invisíveis sobre a criança. Ele queria saber se eles eram os pais da criança e eles responderam: “Não”. Ele disse que precisaria ver a criança, e que, então, pegaria seu carro e iria até a criança imediatamente. Um dos Auxiliares Invisíveis disse que era muito longe. Então, este Auxiliar Invisível chamou uma amiga, que passava a maior parte de seu tempo trabalhando como Auxiliar Invisível, e quando ela chegou na disse que gostaria de ver seu irmão e sua irmã. O homem, um médico, a recebeu e ficou admirado de sua beleza, e por várias vezes perguntou se ela era irmã do casal de Auxiliares Invisíveis.
“Sim, por quê?”, ela perguntou, com tom de voz agradável.
“Porque você parece tão perfeita”, o médico falou. “Você parece mais do que humana”.
Esta Auxiliar Invisível, que é uma Irmã Leiga, disse ao médico e sua esposa para se deitarem e que ela os levaria até a criança. Ela os fez dormir, e todos foram levados até à criança. Então, ela acordou o médico e sua esposa, mostrou a eles a criança e, imediatamente, eles gostaram dela.
A Irmã Leiga perguntou à mãe do menino se ela entregaria seu filho ao casal e a mãe respondeu: “Sim”.
Então, a Irmã Leiga pediu suas roupas e ela o vestiu, depois colocou um anel em seu dedo que tinha ganhado de alguém. Ela falou aos pais que no futuro iriam procurar por ele, mas que jamais o veriam nesta vida. Ela disse ao pai que poderia ver seu filho em sonho, porém nunca saberia do seu destino.
A Irmã Leiga pediu um lençol e enrolou o menino cuidadosamente nele. A senhora Auxiliar Invisível pediu para segurá-lo, e sendo autorizada a fazê-lo, o levaram à casa do médico. O médico e sua esposa retornaram para seus Corpos; e quando a esposa abriu a porta, e a Irmã leiga, que é uma Liberada, acordou a criança. Então, perguntou ao médico e a sua esposa se desejariam ficar com o garoto, e eles responderam que “Sim”. Então, a Irmã Leiga colocou a criança entre eles e fez alguma coisa que o olhar atento dos Auxiliares Invisíveis não puderam acompanhar.
“Ele agora é de vocês até que a morte os separe”, disse a linda Irmã Leiga. Ela disse a criança que a partir de agora que esta seria sua casa, e que aquelas pessoas seriam seu papai e sua mamãe.
“Estou muito feliz por tê-lo”, disse a esposa do médico. “Por favor, nos conte sobre tudo isto. Quem somos nós; quem é esta criança e por que meu marido e eu estamos tão ansiosos por tê-lo?”.
“Este Ego prestou muitos serviços para vocês dois num passado muito distante, e agora vocês terão a chance de pagar esta dívida, dando-lhe uma casa e a oportunidade de fazer o bem”, disse a Irmã Leiga. “Se prestarem atenção ao que esta criança diz, ambos obterão muito proveito com isso”.
A Irmã Leiga partiu com os Auxiliares Invisíveis, mas os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver o que os dois iriam dizer.
“Agora que você tem um menino, faça de tudo por ele, da mesma maneira como se fosse seu”, o marido disse para sua esposa.
“Eu sinto como se ele fosse meu próprio filho”’, ela respondeu.
‘Eu também’, ele respondeu. “Eu me pergunto que tipo de pessoas eles são e se são humanos, pois não parecem ser. Nossa! Aquela mulher não era linda? Ela me fez sentir tanta paz”.
Então, a mulher pegou a criança, deu-lhe um banho e o colocou na cama, e os Auxiliares Invisíveis partiram, sabendo que ele seria muito bem cuidado. Os Auxiliares Invisíveis retornaram muitas vezes para ver o menino. Agora o médico e sua esposa tem uma garotinha, e ela e o menino são muito próximos. Todos estão se dando muito bem e estão felizes juntos.
Uma vez os Auxiliares Invisíveis estavam na Ásia, e conforme iam passando pelo ar, eles olharam para baixo e viram alguns bandidos a ponto de matar algumas pessoas brancas em um automóvel que estavam atravessando um trecho arenoso do País. Os bandidos tinham três punhais, numa bainha de cobre nas extremidades.
Um bandido estava prestes a ferir uma mulher no abdómen quando os Auxiliares Invisíveis apareceram. Um Auxiliar Invisível derrubou o bandido e este se virou contra ele tentando golpeá-lo. A segunda Auxiliar Invisível foi atrás de outro bandido que tentou cortar o braço dela. E o terceiro bandido se juntou ao seu colega e juntos estavam a ponto de feri-la quando o primeiro Auxiliar Invisível pediu que ela desaparecesse. Ela fez isto imediatamente e os homens se chocaram e acabaram se ferindo um ao outro seriamente. E com isto acabaram se envenenando um ao outro, uma vez que haviam colocado veneno em seus punhais. Os outros três bandidos perseguiram o primeiro Auxiliar Invisível. E enquanto isto acontecia a segunda Auxiliar Invisível libertou as pessoas brancas.
Toda vez que um bandido tentava golpear o primeiro Auxiliar Invisível, o golpe atingia um chinês, e assim aconteceu com cada um deles que ficaram feridos no chão. Porém, o lugar era muito distante para que os Auxiliares Invisíveis pudessem leva-los a um hospital, e isso seria feito, se as circunstâncias o permitissem.
Os viajantes estavam a caminho de outro país. Os Auxiliares Invisíveis os ajudaram a consertar os pneus no automóvel para que pudessem seguir viagem. Os bandidos haviam colocados pregos no caminho para atrasar os viajantes que passassem por lá, pois eles sabiam que quando furassem os pneus os viajantes eram obrigados a parar. Quando as pessoas estavam prontas para seguir viagem, os Auxiliares Invisíveis foram ver os bandidos, e estes já estavam mortos. Os Auxiliares Invisíveis enterraram seus corpos bem fundo na areia para que nenhum animal ou pássaro pudesse perturbá-los.
Os viajantes estavam se perguntando de onde vinham e quem eram aqueles Auxiliares Invisíveis. Então, a mulher perguntou para a Auxiliar Invisível se ela era humana ou um Anjo, e a Auxiliar Invisível disse que era humana. Os viajantes eram pessoas intelectuais e os Auxiliares Invisíveis sabiam que conversar com eles seria muito bom, então, pediram que praticassem coisas boas e úteis em suas vidas e que desenvolvesse seus corações; assim poderiam fazer o que os Auxiliares Invisíveis tinham feito quando ajudaram a salvá-los. Então os Auxiliares Invisíveis desapareceram e foram embora.
Estes Auxiliares Invisíveis foram para a África, onde viram uma cobra naja que estava a ponto de picar um bebezinho. Um Auxiliar Invisível desceu, pegou o bebê e o afastou da cobra naja, que era muito grande e venenosa. Os Auxiliares Invisíveis levaram o bebê até ao seu lar e contaram a seus pais sobre a cobra naja; seis homens saíram e a mataram. A cobra naja tinha mais de sete metros de comprimento. Os nativos contaram que quatro dessas cobras enormes foram vistas e que já haviam matado dois de seus corredores.
Os Auxiliares Invisíveis, então, aproveitaram e foram ver uma leoa com seus filhotes que haviam ajudado há algum tempo atrás. O pai leão estava lá desta vez e tinha uma cabeça e um pescoço muito grande. Uma das Auxiliares Invisíveis foi até ele, fez amizade e tirou alguns galhos e sujeira de sua juba. Ele lambeu suas mãos, olhou para ela e deitou a seus pés. Os filhotinhos corriam em volta dela, e quando ela sentou, eles subiam em seu colo e ela se divertiu muito com eles.
Neste momento o Auxiliar Invisível viu seis caçadores nativos com um homem e mulher brancos vindo naquela direção. Eles estavam a ponto de atirar nos leões quando o Auxiliar Invisível gritou dizendo para não matar os leões. A Auxiliar Invisível se levantou e foi até os caçadores e os filhotes a seguiram. Ela lhes disse que os leões eram seus irmãos menores e que não deviam machucá-los. Os caçadores pensaram que a Auxiliar Invisível fosse louca. O homem branco viu os anéis e o relógio da Auxiliar Invisível e disse aos homens para pegá-los. Eles foram em sua direção e os leões se levantaram e foram ajudá-la. Neste momento os homens tentaram atirar nos leões, porém suas armas não dispararam.
Isto aconteceu, porque o Auxiliar Invisível havia pedido às Salamandras para ajudá-los. As Salamandras são responsáveis pelo início de todos os fogos e explosões. Elas são Espíritos da Natureza, e seus corpos são de cores de chamas clara e de vários tamanhos.
A caçadora branca desmaiou e caiu no chão e, neste momento apareceu uma cobra píton e se enrolou nela. A cobra havia dado duas voltas no corpo da mulher, quando o Auxiliar Invisível vendo, pediu que a cobra parasse.
Neste momento veio um veado correndo da floresta e parou aos pés da Auxiliar Invisível. Uma cobra píton o estava perseguindo quando saiu da floresta e veio em direção a eles. Por um momento a situação se mostrava bastante emocionante. Havia duas cobras, quatro leões, um veado, seis nativos e dois caçadores brancos, um homem e uma mulher, todos agrupados próximo a floresta. E todos se posicionaram em volta da Auxiliar Invisível, que se mostrava amável com os leões e parecia muito amiga deles. O Auxiliar Invisível estava preocupado diante da situação e pensando numa maneira em como impedir que as pessoas, os animais e as cobras atacassem uns aos outros.
O Auxiliar Invisível pediu a Auxiliar Invisível que mandasse o veado em uma direção, as cobras em outra e as pessoas em outra diferente. O veado, as cobras e os caçadores estavam felizes em partir, já que as coisas estavam emocionantes demais para eles.
Depois que todos foram embora, a Auxiliar Invisível colocou os leões de volta nos seus devidos lugares, exatamente da forma que o Espírito-Grupo dos leões havia mostrado a ela, há algumas semanas antes, a fim de proteger a leoa e seus leõezinhos do perigo, e então, os dois Auxiliares Invisíveis foram embora. Para mim, esse acontecimento foi muito marcante, pelo modo como os Auxiliares Invisíveis salvaram todos, livrando-os uns dos outros.
Numa noite de junho alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para umas montanhas altas na Ásia para conduzir um ancião de oitenta anos, que havia morrido, para o Purgatório e também levar sua filha para a civilização. A filha tinha trinta anos e nunca havia saído das montanhas. Ela tinha a consciência dos Planos Internos à noite e podia deixar seu Corpo Denso durante o sono, mas não sabia como sair de sua casa durante o dia.
Os Auxiliares Invisíveis levaram essa mulher para os monges que viviam em um mosteiro muito abaixo na encosta da montanha, e um homem disse aos Auxiliares Invisíveis que cuidaria dela. Essa mulher não queria deixar sua casa, mas os Auxiliares Invisíveis a levaram mesmo assim, porque foram orientados a arrumarem um novo lar0 para ela. Eles descobriram que ela sabia ler e escrever, e que ela gostava muito de animais. Ela tinha cobras, cervos e gatos selvagens como bichos de estimação, e eles não atacavam uns aos outros.
A casa em que ela vivia era feita de pedras e tinha sete quartos. A mulher falou que eles nunca tiveram luz à noite e nem precisavam ter. Ela mesma plantava seu alimento todos os anos e nunca havia comido carne.
Os Auxiliares Invisíveis ouviram a história da família dela pelo homem que ficou responsável por ela. Ele era um elevado Irmão Leigo, e ele a tinha instruído, quando ela estava fora de seu corpo durante o sono.
Muitos anos antes, a mãe da jovem mulher, uma mulher jovem branca se casou com um homem nativo que era muito atraente para as mulheres, e isso a deixava muito ciumenta. A mulher gostava de explorar a montanha e um dia ela encontrou um lugar plano muito acima da linha das árvores. Esse lugar era quente, agradável e com muita vegetação. Ela mandou construir uma mansão naquele lugar. Eles usavam como um retiro para os dias mais quentes.
Um dia a esposa ciumenta planejou fazer algo muito estranho e incomum. Ela estocou comida suficiente na casa para passar seis meses. Ela tinha todos os tipos de comida disponíveis daquele lugar. Ela plantou um jardim com milho, trigo e outros alimentos que cresciam naquela região. O clima era quente e confortável durante o ano todo.
Depois que a esposa havia arrumado tudo da forma como ela queria, ela drogou seu marido e mandou alguns serviçais carregá-lo até a casa, dizendo que ela ficaria com ele para sempre lá em cima, para não o ver com outra mulher.
Depois de uma semana que eles já estavam lá, a mulher mandou levar uma reserva enorme de comida, velas e outras coisas. Depois que os nativos partiram, ela foi caminhar com o marido, porque ele gostou do lugar para descansar um pouco e gostou da mudança.
Naquela noite houve um desmoronamento de 60 metros na montanha e todas as saídas da propriedade foram bloqueadas, e eles ficaram isolados, porque não havia como alcançá-los.
Quando eles perceberam sua condição, acabou a felicidade dos dois. O marido começou a trata-la muito mau. Ele teve que trabalhar na terra e nunca perdoou a esposa por levá-lo até lá. Pouco tempo depois disso uma criança nasceu e depois mais três, conforme o tempo foi passando. A última criança, essa jovem mulher, nasceu trinta anos antes dos Auxiliares Invisíveis a conhecerem. A mãe faleceu quando ela tinha quinze anos. Seus dois irmãos e a irmã faleceram quando adultos. O último irmão faleceu dez anos antes. Eles nasceram e viveram conhecendo somente aquele local.
Os pais ensinaram as crianças a ler a Bíblia inglesa e também a escrever. A mãe ensinou a filha caçula a sempre rezar a Deus para que Ele a tirasse da montanha. A garota orou por quinze anos, mas quando o tempo chegou ela não queria partir.
A filha cuidou do pai por dez anos. Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou ao Irmão Leigo porque o lugar não estava repleto de cobras, cervos e gatos selvagens. Ele contou que assim que chegavam novos animais, alguns Auxiliares Invisíveis tiravam os mais velhos e encontravam novos lares para eles; há cinco anos que não apareciam novos animais.
As roupas da mulher eram feitas de gramas longas trançadas juntas. Seu cabelo era comprido e chegava abaixo da cintura. Ela era uma moça muito bonita com uma pele suave e linda e uma disposição muito gentil.
Quando os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para levá-la embora, eles disseram a ela para que juntasse suas coisas. Ela pegou o que era mais precioso para ela, e os Auxiliares Invisíveis colocaram em uma bolsa de grama que ela havia feito. Então ela chamou seus animais de estimação e contou que estava indo embora e que eles continuassem bons amigos. Aos Auxiliares Invisíveis foi dito que esses animais seriam levados para fora da montanha e que o lugar não seria descoberto até que a montanha se assentasse durante a próxima mudança na terra. Também foi dito que o pai e as crianças nunca souberam porque estavam em um lugar tão remoto. A mãe sofreu muito por causa de seus ciúmes e viveu uma vida de oração. Eles viviam em um lugar lindíssimo muito acima das nuvens e tão longe no alto da montanha que as pessoas não podiam ver seus vizinhos distantes.
Quando a garota estava pronta para partir, um dos Auxiliares Invisíveis pegou a bolsa de grama com as coisas dela, e o outro Auxiliar Invisível carregou a mulher até o mosteiro e a deixaram com os monges. Aos Auxiliares Invisíveis foi dito que os monges depois enviaram a mulher para viver nos Estados Unidos.
A maioria das pessoas não sabe que os antropoides pertencem à onda da vida humana e que por serem atrasados podem alcançar a onda da vida humana nesta evolução e habitar corpos humanos. Na espécie dos antropoides incluem-se os macacos, gorilas e os chimpanzés. Max Heindel diz o seguinte em relação a eles:
“Os macacos menos evoluídos, ao invés de serem os progenitores das espécies superiores, são atrasados ocupando os corpos mais degenerados do que um dia foi ocupado pela forma humana. Ao invés dos seres humanos descenderem dos antropoides, o contrário é verdadeiro. Os antropoides se degeneraram dos seres humanos”.
Os Auxiliares Invisíveis encontram gorilas com frequência em seus trabalhos na África. Às vezes os Auxiliares Invisíveis protegem as pessoas de gorilas furiosos, e às vezes eles ajudam os gorilas a encontrarem comida e se protegerem de cobras e animais violentos da selva.
Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis foram até a África do Sul para ajudar alguns nativos que viviam em pequenas cabanas feitas de capim, e trabalhavam junto das pessoas doentes. Enquanto eles estavam dentro da cabana, um casal de gorilas estava à procura de comida. Quando avistaram alguns nativos próximo a cabana, os gorilas os perseguiram até onde estavam os Auxiliares Invisíveis. Um dos gorilas entrou na cabana e correu atrás dos Auxiliares Invisíveis. Havia uma pequena faca no chão em um canto e uma lança perto dela. Um dos Auxiliares Invisíveis pegou a lança e o outro pegou a faca, que não estava muito afiada.
Um dos Auxiliares Invisíveis falou para o outro tentar afastar o gorila menor que ele tentaria afastar o maior. Os gorilas travaram uma luta tensa e não queriam sair da cabana. Todos os outros que estavam na cabana saíram, exceto a mulher doente, que estava debilitada demais para se mover. Ela simplesmente ficou deitada na cama de capim e gemia.
Um dos Auxiliares Invisíveis relatou, mais tarde, a experiência desta forma: “Eu tinha uma faca pequena e cega. Por duas vezes o gorila pequeno avançou em mim. Eu segurei a faca firmemente na minha frente, e quando o gorila avançou para mim, a lâmina da faca entrou em seu estômago e depois em seu peito. Houve grande agitação por alguns minutos, porque os gorilas estavam muito bravos. Eles estavam em pé e pareciam muito pesados e fortes. Eles eram do tamanho de um homem de constituição forte, com ombros e braços poderosos. Eu estava em uma cabana com chão de terra batida e perto de um corrimão com alguns degraus rudes que davam para o segundo andar ou sótão. Quando o gorila avançou para mim a terceira vez, eu fiquei com medo e esqueci que não poderia ser ferida, enquanto trabalhava fora do meu Corpo como Auxiliar Invisível, e então, desapareci e fui para casa. Quando acordei, me lembrei do que tinha acontecido”.
Você pode ver que esta Auxiliar Invisível não era corajosa o suficiente naquele momento para este tipo de trabalho. O Auxiliar Invisível então teve que lutar com os dois gorilas. Ele não queria matá-los, mas ele queria salvar a vida da mulher doente. Finalmente ele atingiu um dos gorilas que caiu no chão, e então ele derrubou o segundo.
Depois disto o Auxiliar Invisível deu uma boa olhada no exterior da cabana e ele viu que havia uma cerca de piquete para manter as cobras e animais do lado de fora, enquanto as pessoas dormiam. Se algum animal entrasse pela cerca de piquete os nativos poderiam matá-lo antes que ele pudesse escapar, caso houvesse alguma pessoa em casa. Havia sido construído uma pequena plataforma com abertura suficiente para que todos os pés dos animais ficassem presos. Com isso, os sons emitidos pelos animais presos iriam acordar os nativos. Entretanto, as cobras poderiam rastejar em segurança, e assim os nativos tinham que estar vigilantes o tempo todo.
Os nativos voltaram quando viram que a luta havia terminado, e queriam amarrar o gorila menor.
“Não faça isto, ou os pais do gorila irão matar vocês”, disse o Auxiliar Invisível. “Vocês não teriam algo forte que fosse o suficiente para segurá-lo?”.
Quando os dois gorilas se levantaram e foram embora, o Auxiliar Invisível foi atrás das famílias dos gorilas com um pedaço de madeira e depois de alguns contratempos conseguiu afastá-los. Eles eram nômades, e o Auxiliar Invisível recebeu a informação de que eles nunca mais retornariam.
Um dos corredores nativos contou ao Auxiliar Invisível que havia outra família precisando de ajuda. E, justamente, aquela Auxiliar Invisível que havia ficado com medo e retornado ao seu Corpo Denso, retornou, e os dois Auxiliares Invisíveis foram até esta família e ajudaram as pessoas doentes; depois deixaram a África.
Outra noite os Auxiliares Invisíveis estavam numa floresta na África e eles encontraram um pai e mãe gorilas com um filhote. Eles estavam caminhando pacificamente quando uma grande cobra atacou a mãe. Ela gritou por ajuda, e quando o pai foi ajudá-la começou uma briga intensa. A grande cobra começou a se enrolar em volta do corpo dela e o outro gorila começou a empurrá-la para ela soltar a gorila. Então a cobra conseguiu enrolar os dois gorilas, quando outra cobra surgiu e pegou o filhote. Nesse momento os Auxiliares Invisíveis entraram em ação. O filhote estava muito amedrontado e seu olhar era muito penoso e humano. Um Auxiliar Invisível falou para o outro ficar de prontidão, que ele iria resolver isso. Ele foi até uma das cobras e a tocou, e quando ele disse para deixar o filhote em paz ela o soltou. Então este Auxiliar Invisível falou para a Auxiliar Invisível cuidar do filhote. Ela aproximou-se do e o pegou pela mão. Ele estava tremendo todo de medo.
A segunda cobra estava enrolando o pai e a mãe gorila e, os apertando, tentava estrangula-los. A outra cobra se juntou a isso. Uma batalha violenta estava sendo travada, mas não durou muito, porque o Auxiliar Invisível chegou, ordenou que as cobras parassem com isso e fez com que fossem embora. Os gorilas lutaram bravamente por suas vidas, mas eles teriam sido mortos se não fosse enviado ajuda a eles, porque as duas cobras eram fortes demais para eles lidarem com as duas ao mesmo tempo.
As cobras e a mãe gorila estavam muito feridos. O pai foi até onde estava a Auxiliar Invisível com o filhote e foi avisado a ela que ele não iria feri-la. Então os Auxiliares Invisíveis levaram os gorilas até um riacho, lavaram os ferimentos da mãe, e os curaram com a força de cura que vem de Deus, que alguns Auxiliares Invisíveis têm a permissão de utilizar em seu trabalho com seres humanos e animais.
Então quando os Auxiliares Invisíveis estavam prestes a partir, viram uma pantera negra, se esgueirando em direção aos gorilas. Eles esperaram até que ela pulasse em direção à mãe que esteva sangrando. A pantera havia sentido o cheiro do sangue que a gorila derramou durante a batalha. Um dos Auxiliares Invisíveis empurrou a mãe gorila fora do alcance da pantera no momento certo, e ela caiu no chão com tanta força que ficou atordoada. O Auxiliar Invisível fez a pantera ficar deitada lá até que tirassem a família de gorilas do caminho. Os gorilas não queriam deixar os Auxiliares Invisíveis porque os consideravam seus novos amigos. Um dos Auxiliares Invisíveis conversou com os gorilas e contou que eles deveriam tentar alcançar sua onda de vida.
Neste exato momento a Auxiliar Invisível se virou e disse: “Olha!”. O Auxiliar Invisível achou que ela havia visto outra coisa que queria atacar os gorilas. Quando ele se virou, viu um Anjo maravilhoso, que estava radiante e feliz. Ele parecia emitir raios brilhantes de luz própria. Um dos Auxiliares Invisíveis conversou com ele e perguntou o que ele queria.
“Eu só gostaria de agradecer a vocês por salvar as cobras que estavam sob minha responsabilidade”, ela falou.
A Auxiliar Invisível entrou em estado de êxtase ao lado daquele Anjo maravilhoso.
O Auxiliar Invisível pensou consigo mesmo: “Se o Anjo veio até seus protegidos, o que o Espírito Grupo das cobras está fazendo?”. Ele olhou no Mundo do Desejo para ver o que o Espírito Grupo estava fazendo. O que ele viu o fez recuar por um momento. Então ele se recobrou e falou com o Espírito Grupo das cobras. “É nossa responsabilidade cuidar de todas as formas de vida, e não destruir nenhum tipo de vida”, ele falou. “Nós não podíamos ficar lá e ver a família de gorilas ser morta”. Este Auxiliar Invisível falou até que o Espírito de Grupo entrasse em uma vibração melhor. Ele estava enviando impulsos que iriam colocar todas as cobras em estado de guerra.
Se os Auxiliares Invisíveis não estivessem lá, os gorilas teriam sido mortos, e o problema teria sido resolvido; mas sendo frustrado, o Espírito Grupo despertou o impulso de enviar mais forças para a batalha. Este é um dos motivos que é muito perigoso para seres humanos e animais estarem na selva. Muitas vidas são perdidas e o mundo exterior nem percebe. Muita ajuda é necessária para aqueles que vivem lá. Cada um na selva deve estar em alerta constante.
Após acalmar o Espírito Grupo das cobras, o Auxiliar Invisível enviou os gorilas em uma direção e a pantera em outra, e então os Auxiliares Invisíveis continuaram seu trabalho.
Uma outra vez estes Auxiliares Invisíveis encontraram uma colônia de gorilas que haviam tomado posse de uma aldeia nativa assustando seus habitantes. Enquanto os Auxiliares Invisíveis davam uma olhada em torno, observaram que trinta gorilas estavam carregando duas mulheres nativas e uma mulher branca. Os pés das mulheres estavam sangrando e seus corpos arranhados.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e foram até a mulher branca e perguntaram a ela o que estava acontecendo. Ela disse que um dos gorilas a havia prendido quatro dias antes. Desde então eles caminharam durante o dia e dormiam em árvores à noite, e eles pegaram as mulheres nativas três dias antes.
‘Os gorilas tiveram que brigar duas vezes com cobras, e acabaram por mata-las e depois as comeram’, ela disse. ‘Eles me deram um pouco de comida, e eu estava tão faminta que comi. Os gorilas tinham outras coisas para comer que pareciam saborear com gosto. Um gorila grande tomava conta de mim, e me vigiava bem de perto. Ele batia em seu peito, mas nunca me feriu. As outras mulheres não foram feridas pelos gorilas. Nós nos arranhamos nas árvores e videiras na selva’.
Um Auxiliar Invisível perguntou ao outro como poderiam salvar estas pobres mulheres, e como poderiam lidar com os gorilas, e se eles estavam sob a orientação de um Espírito-Grupo. Ele respondeu que não sabia, mas que iria descobrir. Ele chamou o Espírito-Grupo dos gorilas, que contou aos Auxiliares Invisíveis através da Consciência Jupteriana a causa que originou por esta mulher branca estar nestas condições. Enquanto o Espírito-Grupo falava eles conseguiram ver o que tinha acontecido.
Esta mulher branca em uma vida anterior quando era um homem atraiu um rival para a selva para se livrar dele e os gorilas o pegaram e esse rival nunca mais voltou. Então este homem voltou e se casou com a mulher que ambos queriam se casar. Mesmo assim, reuniu uma equipe de caçadores e foi em busca do homem que ele havia tratado tão cruelmente, mas apesar de procurar e procurar na selva, ele nunca o encontrou. Alguns anos depois este homem morreu de remorsos. Mas nunca teve coragem de contar a ninguém o que havia feito ao outro homem.
Renascendo agora como mulher desse juntou a um grupo de caça que veio para a África, e enquanto ela estava na selva acabou se afastando do grupo e se perdeu; foi quando os gorilas a encontraram. Eles a assustaram tanto que esqueceu que estava armada. Enquanto ela corria deixou os seus braços soltos e isso facilitou o alcance e a captura dela pelo maior dos gorilas. As mulheres nativas foram descuidadas e se afastaram muito e, assim, foram facilmente capturadas pelos gorilas. O Espírito-Grupo disse que os Auxiliares Invisíveis não poderiam levá-la a não ser que os Senhores do Destino dessem a eles a permissão. Os Auxiliares Invisíveis foram até os gorilas, e eles ficaram ferozes com a aproximação deles e tentaram atacá-los.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram as duas mulheres nativas e as levaram para casa e depois voltaram para a outra mulher. Ela estava deitada, e o gorila a prendia em seus braços de tal forma que ela não conseguia sair, e também para que nenhum gorila fêmea pudesse feri-la, porque estavam com ciúmes dela.
Os Auxiliares Invisíveis não sabiam como chegar aos Senhores do Destino, dos quais se fala na Bíblia como Anjos Arquivistas, e foi quando chamaram uma amiga deles. Ela veio e contaram o que o Espírito-Grupo dos gorilas havia dito. Ela confirmou como verdadeiro o relato do Espírito-Grupo e que conversaria com um determinado Irmão Leigo.
Ele veio com a sua filha, e os Auxiliares Invisíveis explicaram com detalhes a situação para ele. A Auxiliar Invisível lhe pediu que fizesse a gentileza de fazer alguma coisa, porque ela tinha certeza que a senhora estava arrependida e, certamente, seria uma boa mulher se conseguisse escapar das mãos dos gorilas e que nunca mais mataria qualquer coisa. ‘Por favor, espere até que eu pergunte a ela’, implorou a Auxiliar Invisível, e assim foi até a mulher para perguntar.
O gorila levantou-se e rosnou. A Auxiliar Invisível disse ao gorila para ficar tranquilo e que não iria machucar a mulher, então, ele se deitou novamente. A Auxiliar Invisível fez as perguntas à pobre mulher, e ela respondeu: ‘Eu farei qualquer coisa para sair daqui. Se eu não conseguir sair eu ficarei louca ou morrerei. Não sou casada, e não amo ninguém, mas eu quero viver e estou morrendo de medo de morrer’.
‘Seja corajosa’, disse a Auxiliar Invisível, ‘e eu tentarei ajuda-la’.
Então, a Auxiliar Invisível contou ao Irmão Leigo o que a mulher havia prometido e pediu que ele falasse com os Senhores do Destino e apelasse em favor dela. Ela pediu que ele deveria se apressar para ir falar com os Anjos do Destino, e que esperaria o seu retorno. Ele sorriu e desapareceu.
Depois de um tempo ele voltou e a Auxiliar Invisível correu até ele.
‘Se acalme’, ele falou, pois viu que ela estava muito exaltada. Ele então contou à Auxiliar Invisível que suas preces tinham sido atendidas. Foi quando ela chamou o Espírito-Grupo e perguntou se poderia manter os gorilas calmos para que ela pudesse retirar a mulher e ele respondeu que faria isto.
Ela, e então, foi até o gorila e o acordou e disse-lhe que soltasse a mulher para que ela pudesse levá-la dali. O gorila gemeu, se levantou e lambeu sua mão. Depois que a mulher se afastou do gorila, ela desmaiou e então, ele se abaixou e a pegou, lambeu seu rosto e pescoço e a entregou a Auxiliar Invisível que agradeceu ao gorila. Os outros gorilas olharam, mas ficaram quietos e não protestaram. A pobre mulher estava inconsciente e necessitava de roupas e a Auxiliar Invisível não sabia onde ela morava. Então, consultou novamente o Espírito-Grupo, que informou que ela morava a vários quilômetros a nordeste. ‘Apresse-se e leve-a antes que acorde, pois, ela pode ficar doente’, ele disse. ‘Mas ela ficará bem, e será uma servidora da humanidade como você’.
O Auxiliar Invisível pegou a mulher de onde esteva deitada durante todo o tempo em que o Espírito-Grupo conversava. ‘Venha’, disse a Auxiliar Invisível aos demais, e já segurando pelas pernas da mulher, e partiram levando-a. Quando se levantaram no ar, o gorila começou a bater em seu peito e emitir um rugido alto. Ele era o líder do grupo.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram ao vilarejo onde a mulher vivia, desceram ao chão e caminharam pela rua. Eles encontraram um homem que os contou quem era a mulher e onde ela vivia. Eles a levaram ao hotel e ao quarto dela. Seu irmão e sua irmã estavam lá se lamentando, pois pensavam que estivesse morrido. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram a cuidar de suas feridas e medicaram seus pés feridos. A mãe dela os contou quem eles eram e onde viviam. Ela falou que haviam ido para este lugar caçar na selva da África. Os Auxiliares Invisíveis contaram a eles o que havia acontecido com a mulher, mas eles tiveram dificuldade em acreditar.
‘Sejam bons para ela’, disse um dos Auxiliares Invisíveis. ‘Ela ficará doente, mas irá se recuperar e será uma mulher transformada e que irá ajudar a todos’.
Depois os Auxiliares Invisíveis voltaram ao bando de gorilas e se tornaram seus amigos. Os gorilas adultos se juntaram em volta deles e os bebês foram se aproximando também, e os Auxiliares Invisíveis seguraram suas mãos. Quando os Auxiliares Invisíveis se sentaram, os bebês subiram neles, e os Auxiliares Invisíveis se divertiram com eles por um bom tempo.
Os gorilas estão sob a guarda de um Espírito-Grupo que envia impulsos para que possam fazer coisas e os ajuda a ter uma vida melhor e os protege o máximo que pode. Este Espírito-Grupo tem uma constituição corporal muito poderosa e uma cabeça e um corpo etérico de um gorila. Havia aproximadamente uns cinquenta a sessenta gorilas naquela colônia. Depois de algum tempo os Auxiliares Invisíveis deixaram os gorilas em um clima de brincadeiras e seguiram seu caminho.
Aqui está uma das mais marcantes histórias que eu já ouvi: um gorila irá renascer como humano em sua próxima encarnação.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam indo para uma clareira numa parte densa da selva na África quando a Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu uma cativa nos braços de um gorila que estava dormindo. “Olhe! Há uma mulher branca”, ela falou para seu companheiro. “Vamos lá salvá-la.”
Eles desceram e perguntaram para a mulher se ela queria ajuda para sair daquela situação.
“Sim, por favor” me tire daqui”, ela falou.
Ela estava deitada nos braços do gorila, e se ela se movesse ele iria acordar. Quando ela se levantou, ele acordou e também se levantou. Os Auxiliares Invisíveis estavam se perguntando como conseguiriam tirá-la de lá. Todas as vezes que eles tentavam tirá-la do gorila, esse se levantava e grunhia para eles. Eles estavam com medo que se eles tentassem pegá-la à força, ele a faria em pedaços.
Ela precisava de roupas e contou a eles como o gorila tirou suas roupas, e que cada vez que ela fazia novas roupas de casca ou grama, ele as tirava novamente. Ele não a machucou, mas a protegeu dos outros gorilas, das cobras e dos animais selvagens da selva. Ele providenciou comida para ela e sempre se manteve próximo a ela e distante dos outros para que nada pudesse machucá-la.
Com o passar do tempo ela ficou com a pele totalmente bronzeada e a pele dos seus pés se tornou tão dura que ela conseguia andar sem machucá-los. Ela aprendeu que para viver dependia de seu gorila protetor, e começou a ensiná-lo tudo que podia. Ela disse que em um certo momento ele se tornou inquieto e desconfortável e ela ficou com medo que a deixasse, então durante a noite ela se amarrava a ele com seus longos cabelos. Ele aprendeu a amá-la de seu modo peculiar e ela sabia que estaria viva, enquanto ele cuidasse dela. Quando perguntaram como ela foi parar naquele lugar, ela contou que acompanhava alguns viajantes que estavam caçando na selva. Eles foram atacados pelo bando de gorilas e ela viu os gorilas matarem a todos.
Os Auxiliares Invisíveis solicitaram permissão para levar essa mulher e eles disseram que poderiam levá-la. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a ela para mandar o gorila buscar alguma comida. Ela o fez, e então os Auxiliares Invisíveis disseram para que ela se deitasse. Então, os dois Auxiliares Invisíveis a ergueram e a carregaram até uma vila pequena, onde encontraram algumas pessoas que deram roupas para ela se vestir. Os Auxiliares Invisíveis falaram para ela procurar o Cônsul[2] e conseguir um passaporte para voltar para casa.
Algumas noites depois um altíssimo Irmão Leigo foi até àqueles mesmos Auxiliares Invisíveis e disse para eles irem aquela vila onde levaram aquela mulher e compelir o Cônsul a dar a ela o passaporte e o dinheiro para as despesas para ela poder voltar para casa. Ele deu a Auxiliar Invisível o poder para fazer esse trabalho e disse para que ela fosse mais firme para resolver esse caso.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram à vila, encontraram a pobre mulher em uma casa velha com algumas pessoas pobres. Ela vestia algumas roupas rasgadas. Quando ela viu os Auxiliares Invisíveis, implorou para que a levassem de volta à selva para seu amigo gorila e a deixasse morrer com ele, porque ele era bom para ela, mesmo de sua maneira, e a amava. Os Auxiliares Invisíveis contaram a ela que vieram para levá-la de volta para sua casa.
“Vocês não podem fazer nada por mim, já que ninguém acredita na minha história”, ela lhes disse.
Os Auxiliares Invisíveis pediram que ela os levassem ao escritório do Cônsul.
“Ele não irá recebê-los”, ela falou.
Eles foram e solicitaram ao guarda, que estava na porta de entrada, que queriam ver o Cônsul.
“Ele não está acordado’, disse o homem.
“Vá acordá-lo e diga que queremos falar com ele sobre um assunto importante, e não fique aí me olhando”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem foi e depois de um tempo o Cônsul voltou com o homem e convidou os três estrangeiros a entrar. O Cônsul estava bravo e queria saber o que queriam com ele.
“Eu quero um passaporte e dinheiro para essa mulher poder voltar para sua casa na Europa”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Eu não a conheço e não tenho nenhum registro sobre ela”, ele disse. “A mulher que ela diz ser se perdeu há cinco anos, e nenhum dos integrantes do grupo foi encontrado”. Ele pegou seu livro de registros e perguntou à mulher para dizer o nome dos outros integrantes do grupo, onde viviam e a idade deles.
Ela fez isto e ele ficou atônito. “Eu preciso saber na cidade dela se os pais dela ainda vivem ou não”, disse ele.
“Ambos estão vivos”, disse o Auxiliar Invisível. “Escreva aos pais dela e peça a eles que escrevam uma carta, e que o Prefeito da cidade coloque um selo nela”.
O Cônsul escreveu uma carta e colocou um selo nela. Um Auxiliar Invisível contou que o outro iria entregar a carta, enquanto ele fazia o passaporte. O Auxiliar Invisível foi até a cidade onde a mulher vivia, encontrou seus pais e entregou a carta a eles.
A mãe gritou de alegria, se sentou e imediatamente começou a responder a carta. Ela contou ao estranho onde o Prefeito morava e ele foi lá para que ele carimbasse a carta. O Auxiliar Invisível gastou uns vinte minutos e quando ele voltou com a resposta, o Cônsul olhou para ela e quase desmaiou porque viu um carimbo familiar datado e carimbado no papel.
“Você é casado?”, a Auxiliar Invisível perguntou.
“Sim, eu tenho esposa”, ele respondeu.
“Chame sua esposa aqui para ajudar a essa mulher?”, disse a Auxiliar Invisível.
“Eu tenho empregados para esse tipo de serviço”, disse o homem.
“Faça como eu disse”, a Auxiliar Invisível falou com uma voz firme.
“Sim, Vossa Alteza”, o Cônsul respondeu e foi buscar sua esposa.
Ela veio correndo, mas quando a Auxiliar Invisível olhou para ela, ela parou abruptamente. “O que você quer que eu faça?”, ela perguntou.
“Limpe essa mulher e lhe dê algumas roupas para viajar”, a Auxiliar Invisível respondeu.
“Sim, Vossa Alteza”, a mulher do Cônsul falou, e levou a mulher para um outro cômodo.
Elas retornaram em meia hora e os Auxiliares Invisíveis quase não reconheceram a mulher. Seu cabelo estava penteado e ela estava muito bem vestida. Até suas unhas tinham sido feitas. Todas viram que ela estava muito linda.
O Cônsul lhe deu o passaporte e quinhentos dólares. “Temos pouco tempo para tomar o barco”, ele falou. Então, ele pediu aos Auxiliares Invisíveis para retornarem depois que a mulher tivesse partido.
Os Auxiliares Invisíveis se despediram da mulher no barco. Ela chorou e disse que não queria ir para casa, mas queria voltar para seu amigo na selva. Ela pediu aos Auxiliares Invisíveis para cuidar dele e eles disseram que fariam isto.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram para a casa do Cônsul. Ele e sua esposa estavam no escritório e eles se ajoelharam aos pés da Auxiliar Invisível. “Senhora Anjo, eu suplico por perdão”, o Cônsul falou: “Eu não sabia quem era essa mulher, quando ela veio aqui na primeira vez.”
“Levante-se”, ela falou. “Não sou um Anjo. Sou apenas uma Auxiliar Invisível da humanidade”.
“Rogo que me diga como posso fazer o que você faz e ser um Auxiliar Invisível”, ele falou. Sua esposa falou que ela também gostaria de saber e a Auxiliar Invisível contou a eles e mostrou todos os ensinamentos e o que eles deveriam fazer. Ela contou a eles que teriam oportunidades em sua posição de fazer maiores trabalhos.
“Nós faremos isto”, o Cônsul prometeu. “Se você conseguir trazer o gorila que é amigo dessa senhora, eu cuidarei dele e o domesticarei”.
A Auxiliar Invisível disse a essas duas pessoas para irem para a cama e se deitarem juntos, e que ela os levaria ao gorila. O homem e sua esposa fizeram isso, e depois que a Auxiliar Invisível os colocou para dormir os quatro foram encontrar com o gorila na selva.
Eles o encontraram morto. Ele havia retornado com frutas para a mulher, e quando descobriu que ela havia sumido seu coração se partiu. Os Auxiliares Invisíveis chamaram o Espírito-Grupo, e ele os contou o que havia acontecido. Ele falou que esse gorila iria renascer como um menino e no futuro sua amiga iria ter a chance de ensinar a ele, porque ela seria uma verdadeira missionária para os seres humanos atrasados de todas as raças.
O Cônsul e sua esposa, em seus Corpos de Desejo, puderam ver e ouvir o Espírito-Grupo e estavam surpresos. “Com certeza eles devem ser Anjos ou Deuses, pois nenhum ser humano consegue fazer o que eles fizeram”, o Cônsul falou.
O Espírito Grupo falou que a mulher trouxe o gorila ao estágio humano com sua bondade, e ele contou sobre o destino maduro que causou seu problema. Uma vez ela havia largado umas pessoas na selva e nessa vida ela devia pagar aquela dívida, e fez isto muito bem.
Uma cobra imensa apareceu e a Auxiliar Invisível a chamou e ela se aproximou, mas o Cônsul e sua esposa se afastaram. Então os Auxiliares Invisíveis levaram o homem e sua esposa para casa.
Na noite seguinte os Auxiliares Invisíveis foram até a mulher e contaram sobre seu amigo. Eles encontraram o navio e a acordaram; ela segurou no braço da Auxiliar Invisível e lhe disse: “Querido Anjo, muitas coisas estranhas me aconteceram. Eu me deitei essa tarde e me vi fora do corpo. Voei através da parede e por cima da água e me vi perto do corpo morto do meu amigo. Estava quase todo comido. Eu tentei enterrá-lo, mas não consegui segurar e nem levantar nada. O que há de errado comigo?”.
A Auxiliar Invisível sentou na cama dela e a explicou tudo; ela chorou de alegria e falou: “Agora eu posso ajudar os nativos e os gorilas. Eu não me importo com as pessoas da minha classe.”
Os Auxiliares Invisíveis viram a vida anterior dessa mulher quando ela era um homem. Ele foi um estudante avançado da Filosofia Hindu e estava quase pronto para a Iniciação. Ele acabou perdendo algumas pessoas na selva por ciúmes, porque ele queria tirar o homem do caminho que estava entre ela e a mulher que ele amava. Após duas semanas ele foi caçar e os tirou de lá, mas logo eles morreram de febre da selva.
A mulher falou que ela não gostava da comida do navio, então ela comia apenas frutas, pão e manteiga e leite ou vegetais crus. “Todos que eu encontro são muito amigáveis”, ela falou, “mas eu quero estar sozinha com meus pensamentos. O capitão é bondoso comigo e me conta várias histórias interessantes que eu gosto”.
A mulher falou que ela viu os Auxiliares Invisíveis uma vez antes na selva. Foi na vez em que eles salvaram a família de gorilas das duas cobras. Ela contou que ficou feliz que eles lidaram com as duas cobras, porque ela e seu gorila protetor estavam com muito medo de se mexerem. Eles estavam a apenas cem passos de distância e viram tudo o que aconteceu com a família de gorilas. Ela contou da vila dos gorilas e disse que haviam uns cinquenta gorilas lá.
Essa mulher pediu aos Auxiliares Invisíveis para levarem uma mensagem para seus pais e dizer à mãe dela que ela ainda tinha seus dedinhos dos pés bonitos. Então ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis seus dois dedinhos extras nos pés e onde os tinha removido. Os Auxiliares Invisíveis logo partiram e foram ver a mãe dela.
Quando a mãe ouviu sobre os dedinhos ela ficou muito feliz e disse: “Ela é a minha filha, pois eu sempre admirei seus dedinhos extras.”
Mais tarde a mulher chegou na sua casa a salvo e foi recebida por seus pais com muita alegria. Essa história também conta como funciona a lei do destino maduro. Todos nós somos afetados por ela, mas poucos de nós tem coisas tão marcantes para resgatar.
Relatarei mais uma história do trabalho dos Auxiliares Invisíveis que ilustra bem a ajuda que é dada aos seres atrasados para que eles possam obter o progresso mais rápido em sua evolução.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na parte oeste da América do Norte e se encontraram com um menino negro que se parecia muito com um gorila. Eles conversaram com ele e descobriram que ele estava muito disposto a aprender. Ele era um bom e forte nadador. Ele tinha salvado muitas pessoas numa recente inundação. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que ele estava, agora, no seu segundo corpo humano e que ele tinha reencarnado duas vezes nos últimos quinhentos anos.
Este menino seguiu uma das Auxiliares Invisíveis por todo os lugares, e disse que gostava dela. Quando ela disse que estava indo embora, o menino disse que gostaria de convidá-la para visitá-lo, mas que sua casa havia sido destruída pela inundação e não sabia onde estavam seus pais. A Auxiliar Invisível o beijou, ele a abraçou e disse: “Eu sei que vocês dois não são como eu. Não tenho certeza, mas vocês parecem pessoas que voam pelos ares. Eu já vi vários deles e eles conversaram comigo quando estava dormindo”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram para ele que eles viajam pelo ar.
“Então vocês são Anjos”, disse o menino. “Meus pais me contaram sobre os Anjos”.
A Auxiliar Invisível lhe disse que em breve o veria novamente e falou sobre seu trabalho.
“Certifique-se e me encontre, porque eu não sei onde estarei”, o menino respondeu.
“Tudo bem”, disse a Auxiliar Invisível. “Agora, seja um bom menino e ajude em tudo o que você puder”.
Ele disse que faria e os Auxiliares Invisíveis desapareceram.
Mais tarde os Auxiliares Invisíveis encontraram este menino, porém, não havia ainda encontrado seus pais. Os Auxiliares Invisíveis os procuraram e os encontraram no país do outro lado da terra inundada. Eles retornaram até ao menino e disseram-lhe que iriam leva-lo para casa de seus pais.
“Meus pais são bons para mim, mas eu prefiro ir com vocês”, ele disse.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que se deitasse e obedecesse. Os Auxiliares Invisíveis então o pegaram, carregaram pela água até o lar temporário de seus pais, o colocaram no chão e o acordaram. Ele estava atordoado, mas feliz. Os Auxiliares Invisíveis entraram com ele na casa; sua mãe correu até ele e o beijou e o seu pai o abraçou.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que os pais eram pessoas boas e inteligentes e que eram muito gentis com o menino. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com os pais, enquanto o menino estava comendo. “Vocês podem me dizer por que nós temos uma criança assim?”, a mãe perguntou. “Deus me tratou injustamente? Não sou tão velha e não prejudiquei ninguém”.
Uma das Auxiliares Invisíveis solicitou que fosse mostrada as vidas passadas deste menino para que ela pudesse contar à mãe ou deixar que os pais vissem também. Aqui está a história que foi revelada:
Dois mil anos atrás quando os pais eram marido e mulher como agora, eles estavam na selva com o caçador profissional. Este menino, que então era um gorila, os salvou da morte, mas se feriu gravemente. Eles carregaram o gorila para fora da selva e cuidaram dele, tornando-se amigo dos dois. Quando morreu renasceu como um gorila. Conheceu amigos que fizeram dele um animal de estimação e quando ele morreu sua vida em corpo de gorila havia terminado.
Quinhentos anos atrás, esse Ego encarnou em um corpo humano pela primeira vez e viveu até aos oitenta anos de idade. Então ele morreu e mais tarde renasceu para esses mesmos pais doze anos atrás, e eles o amaram, estimaram e tiveram um interesse especial em ensiná-lo, pois sabiam que ele deveria ter conhecimento para ganhar a vida nesse mundo. O menino estava na 8ª série da escola.
O Auxiliar Invisível disse à mãe que ela e o pai estavam pagando uma dívida com o menino. “Que dívida?”, perguntou a mãe. Então ela mesma se ouviu a dizer: “Se ele fosse uma criança, eu certamente o ensinaria a ser um homem muito inteligente, pois o amo pela bondade dele em salvar a minha vida”. Então um homem idoso apareceu e perguntou se ela lhe daria um corpo humano se ela tivesse a oportunidade, e ela colocou os braços ao redor do gorila e respondeu: “Sim”. O velho se afastou dizendo: “Talvez você vá fazer isso algum dia, quem sabe.”.
Aqui, novamente, vemos o que a Bíblia quer dizer quando diz que devemos dar conta de toda palavra e pensamento ocioso e vão. Essa mulher não tinha ideia de que isso se tornaria realidade. A mãe disse que viu tudo como o Auxiliar Invisível falou e que acreditava em tudo. “Desde que eu sei tudo isso, eu farei o meu melhor para fazer um bom homem do meu menino”, disse ela. “Também vi tudo isso e farei minha parte”, disse o pai.
“Você é um anjo?”, perguntou a mãe, e o Auxiliar Invisível disse-lhe que não e explicou o trabalho deles como Auxiliares Invisíveis. “Que lindo deve ser sair à noite ajudando as pessoas! Eu também gostaria de fazer isso “, disse o outro.
A Auxiliar Invisível prometeu que voltaria algum dia e lhe diria como poderia fazer isso. Auxiliar Invisível deu a ela o endereço de um lugar para onde ela poderia escrever e ter alguma literatura sobre o assunto.
Outra noite, esses Auxiliares Invisíveis trabalhavam em uma região inundada, onde milhares de pessoas estavam desabrigadas, doentes e famintas. Eles viram esse mesmo garoto e notaram uma grande melhora em sua caminhada. Quando ele estava com pressa, ele ficava de quatro, como os gorilas fazem na selva. Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe para não andar daquele jeito, pois ele desenvolveria excessivamente seus braços. “Você deve ser um bom homem ereto, marchando na vertical com os pés somente”, disse a Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis foram informados de que os Seres Superiores iriam mudar o contorno de sua cabeça e do seu rosto. Isso pode ser feito alterando seu arquétipo, que é o padrão de seu corpo físico.
Mais tarde ainda os Auxiliares Invisíveis descobriram que o rosto do menino estava bastante mudado e que ele parecia muito melhor. Sua mãe ficou muito feliz com a grande melhora em sua aparência.
Os antropoides pertencem à nossa onda de vida e é possível que esses irmãos e irmãs atrasadas voltem a reencarnar em corpos humanos, novamente. Quando um desses gorilas, por exemplo, salva uma vida ou se sacrifica por outra pessoa, ele via progredindo mais acentuadamente, assim como nós. Quando você lê sobre pessoas que criaram gorilas como animais de estimação e outros antropoides, e que esses demonstraram grande inteligência, você pode ter certeza de que esses antropoides voltarão como seres humanos quando morrerem e renascerem novamente.
Vamos ver, agora, como um menino Ubangi foi salvo da morte. Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis percorriam as selvas da África e chegaram aonde morava uma tribo de nativos. Lá eles viram um garoto negro com cerca de treze anos correndo e gritando. Eles olharam para baixo e viram um grande crocodilo com a boca aberta correndo atrás do garoto. O crocodilo estava se aproximando rápido do garoto.
“Vamos descer e salvá-lo”, disse a Auxiliar Invisível, e ela começou a avançar, mas quando chegaram perto do menino, ela ficou com medo e pediu a seu parceiro que fosse salvá-lo. Veja que ela tinha esquecido que ela não estava em seu corpo físico e, portanto, não poderia ser ferida.
O outro Auxiliar Invisível passou por ela, já que não havia tempo para discutir, e pegou o menino no momento em que o crocodilo o alcançou e o derrubou. Parecia que o crocodilo estava de pé e soltou um ruído engraçado que soou como se ele dissesse: “Caramba! Perdi uma boa refeição”.
Os Auxiliares Invisíveis não ousaram voltar àquele lugar com o menino, pois o crocodilo era feroz. Ele estava fazendo ruídos e sacudindo a cauda ao redor. O Auxiliar Invisível perguntou ao menino onde ele morava, mas ele estava tão assustado que não conseguia sequer falar. O Auxiliar Invisível teve que perguntar a alguém à distância, por meio do pensamento, onde o menino vivia. Ele descobriu que o menino vivia longe dali. Os Auxiliares Invisíveis levaram-no pela selva até a sua casa. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local e deixaram o menino, ele correu e caiu aos pés da mãe. Ela era uma espécie de governante. A mãe soltou um grito e muitos guerreiros correram para dentro e cercaram os Auxiliares Invisíveis, e a Auxiliar Invisível começou a ficar muito nervosa.
O Auxiliar Invisível contou à mãe o que havia acontecido e disse ao menino: “Espere, garoto. Fale e depois vá embora. Não, vá agora”.
**
O Auxiliar Invisível foi buscar o menino para lhe dar força, mas a mãe o deteve. Então o Auxiliar Invisível olhou para ela e ela recuou.
“Pegue-os. Mate-os”, ela ordenou.
O Auxiliar Invisível olhou ao redor, mas sua companheira não estava em lugar algum que poderia ser vista. Os homens começaram a partir para cima do Auxiliar Invisível, mas eles foram parados por um comando silencioso que eles tiveram que obedecer, e ficaram imóveis.
O Auxiliar Invisível foi até o menino, pegou-o e esfregou o rosto e a garganta. Logo ele começou a conversar com sua mãe e contou-lhe o que havia acontecido e que ele deixara sua irmã em uma árvore. “Pegue-me”, disse o garoto virando-se para o Auxiliar Invisível.
“O que você quer dizer?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Pegue o outro eu”, disse o garoto.
Então ocorreu ao Auxiliar Invisível que era sua irmã gêmea que ele queria. O Auxiliar Invisível desapareceu e foi encontrá-la em uma árvore.
Quando o Auxiliar Invisível foi até a essa menina, ela lutou com uma longa faca que ela carregava consigo. O Auxiliar Invisível desapareceu e voltou, pegou-a e a colocou para dormir.
Ela se acalmou rapidamente e logo ficou inconsciente, e o Auxiliar Invisível a levou para casa, depois a colocou no chão e a acordou.
Então ela não queria deixá-lo. O Auxiliar Invisível mandou os guerreiros irem embora e eles foram rapidamente, pois não conseguiam entender por que tinham sido incapazes de se mover, enquanto o estranho se foi. A mãe do menino foi ao Auxiliar Invisível de joelhos e agradeceu. O Auxiliar Invisível levantou-a e ela ficou surpresa.
O Auxiliar Invisível disse ao menino que não fosse mais àquele lugar e ele prometeu que não o faria. A mãe disse que seus filhos estavam sempre saindo e que isso a deixava transtornada. Ela queria dizer que sempre estava preocupada com a segurança deles. O Auxiliar Invisível então partiu, já que seu trabalho ali estava terminado.
Certa manhã, uma Auxiliar Invisível acordou se lembrando de uma cena estranha que havia testemunhado durante a noite enquanto estava fora do seu corpo dormindo. Ela estava na casa de uma garota onde havia sérios problemas. Essa menina tinha sido muito próxima de um jovem que ela conhecia na vizinhança. Ela permitiu que ele se apaixonasse profundamente por ela e depois o ignorou.
Seus dois irmãos tomaram a parte dela e todos trataram muito mal o jovem.
O jovem ficou muito irritado com o tratamento rude e injusto que recebeu e resolveu ir para a sua casa e pegar sua arma para matar todos os três. Com esse plano assassino em mente, ele foi para sua casa, pegou sua arma e partiu para a cidade, onde pretendia ficar à espera e acabar com as três pessoas que haviam o tratado muito mal. A Auxiliar Invisível estava com um Liberado e vários outros Auxiliares Invisíveis, e ela viu o que havia acontecido. Ela compreendeu os sentimentos de raiva do jovem e ficou alarmada com o que poderia acontecer. Então ela perguntou ao Liberado, o líder da equipe, se algo não poderia ser feito para salvar a menina e seus irmãos.
“Eu vou cuidar dele”, a Irmã Leiga respondeu, e ela foi até ao jovem irritado e de alguma forma apagou todos os sentimentos de ódio contra esses três de sua consciência e memória. “Daí em diante eles serão estranhos para ele”, disse ela à Auxiliar Invisível.
A Auxiliar Invisível pensou que isso era uma coisa maravilhosa para poder fazer. Esse feito parece impossível até que nos lembremos de que o ser humano tem outros corpos além do Corpo Denso que vemos e que os pensamentos-formas que enviamos podem ser facilmente vistas por aqueles que são capacitados para vê-los.
Temos aqui a história de como a ajuda foi dada através de uma elevada Irmã Leiga. Certo homem voltou para casa depois do trabalho, em uma manhã, e encontrou seu bebê de treze meses deitado na cama, chorando de dor. Ele estava sozinho na sala. O homem olhou para o bebê e o pegou. Quando sua mão tocou o lado direito do bebê, esse gritou alto.
O homem despiu o bebê e viu que seu lado direito estava um pouco inchado e muito sensível. Ele suspeitou que o bebê estivesse com apendicite e o levou direto para o hospital. Um médico examinou o bebê, disse que estivava com apendicite e deveria ser operado imediatamente.
– “Não!”, disse o pai, que levou o bebê para casa em um táxi.
Durante todo o caminho ele orou a Deus para salvar seu bebê. Quando chegou até a sua casa, colocou o bebê na cama e untou o local inchado com um pouco de pomada. Então uma mulher muito bonita se aproximou dele e disse para massagear a região com movimentos para cima e realizar uma leve lavagem intestinal.
– “Alimente-o com comida líquida por alguns dias e ele se recuperará com segurança”, ela disse.
O bebê logo ficou bom e não teve sinais de problemas desde então. Mais tarde, o homem descobriu quem era a mulher que veio ajudá-lo em resposta a sua oração.
Em 1910, certo homem deixou um dos portos do sul em um navio com destino à África do Sul. O mar estava agitado, quando chegaram ao extremo sul da América do Sul, mas o resto da viagem foi bom. Na viagem de volta, eles estavam no Oceano Pacífico, indo para o oeste. Quando estavam a cerca de dois dias do Havaí, o navio atingiu algo e começou a afundar rapidamente. Enquanto os botes salva-vidas estavam sendo baixados, um velho o chamou e a outro homem e lhes disse para entrar em um dos botes.
Os três homens entraram no bote e fugiram bem a tempo de escapar da morte. De repente, o navio mergulhou de nariz e afundou. O Sol estava se pondo e, enquanto havia luz, procuraram outros barcos e pessoas, mas não viram qualquer coisa, a não ser eles mesmos: estavam sozinhos no amplo Oceano Pacífico.
Esse homem não viu o jarro de água ou a caixa de comida e começou a temer que morresse de fome ou sede. Olhou para o velho e se perguntou quem ele era. Esteve por todo o navio e tinha certeza de que nunca o tivesse visto antes. Quem poderia ser? Então perguntou ao velho se havia água no jarro e ele lhe pediu para verificar. Seu coração partiu quando pegou o jarro, pois havia apenas um pouco de água.
O velho disse para não beber mais do que precisasse e ele obedeceu, embora sentisse que precisasse de toda a água do jarro naquele momento.
“Não consigo encontrar a caixa de comida na frente do barco.”, disse, ansioso.
“Há comida sob todos os assentos.”, respondeu o novo amigo.
A essa hora já era noite e estava muito escuro. Ele procurou o melhor que pôde, encontrou a caixa de comida e pegou alguns biscoitos que o outro homem e ele comeram juntos. O velho não aceitava um único biscoito. Eles não viram esse velho comendo ou bebendo durante todos os três dias em que estiveram flutuando no Oceano Pacífico.
Na primeira noite, o homem não conseguiu dormir, pois estava com medo de que algo pudesse virar o barco. Durante o dia seguinte, viram uma coisa muito grande na água, olhando para eles, e ficaram aterrorizados. Ele estava quase paralisado de medo, preocupado com sua segurança. O velho então pediu para não pôr a mão na água, porque havia peixes enormes em toda parte.
Naquela noite havia luar e o homem viu muitos tipos de luzes vermelhas e redondas aparecendo. Algumas eram grandes e distantes, outras eram pequenas e próximas. Ele não conseguia dormir, porém as observava enquanto iam e vinham.
Quando acordou na manhã seguinte, encontrou o velho lá, em seu lugar, observando. Por alguma estranha razão, a água nunca diminuía, não importando com que frequência eles bebessem e cada vez que procuravam comida encontravam a mesma quantidade. O homem falou sobre isso com o velho, ao se questionar: “Sei que ontem comi dois biscoitos e hoje há o mesmo número na caixa?”.
Estava muito cansado e com sono, naquele dia; contudo, tinha medo de dormir. Parecia que todos os peixes daquela parte do oceano vinham observá-los no barco. Outras criaturas que viviam na água apareceram e olharam para eles. Parecia que houvessem divulgado que esses peixes receberiam um pouco de comida, ali. O homem deduziu que estivessem famintos: “Não vai demorar muito, agora.”, pareciam dizer uns aos outros.
O homem, excessivamente cansado e assustado, tornou-se sensível, sua visão foi ampliada e começou a imaginar coisas. Ele se perguntou onde o peixe o morderia primeiro. Descobriu que havia muitos animais no oceano que os cientistas não descobriram. Ele viu criaturas que aparentavam ser cobras de cor prateada e outras, de cor dourada. Quando o Sol brilhou sobre essas criaturas na água verde, deu ao homem uma terrível sensação de estar desamparado e sozinho. Ele parecia esperar a hora em que seria comido. Então seus pensamentos se voltaram para Deus.
E começou a rezar em voz alta.
“Ó, Senhor! Tenha piedade de mim e me salve.”, implorou.
“Deixe de fora o ‘MIM’ e diga ‘NÓS’.”, falou o velho, em voz baixa. “E se esforce mais, porque duvido que suas orações deixem este barco.”.
O homem olhou para a água e viu algo que tinha olhos tão grandes quanto uma banheira; então começou a orar de modo sério. Agora, incluiu todos os três em suas orações a Deus por segurança.
“Querido Deus, se o Senhor nos deixar chegar à terra firme, qualquer terra, farei o que o Senhor quiser que eu faça.”. Depois de rezar por um longo tempo, ficou com muito sono.
“Senhor, tenha piedade de nós.”, ele disse.
Então o homem perdeu de vista tudo e esqueceu que estivesse dentro do barco.
“Essa é a maneira correta de orar e chegaremos a algum lugar, agora.”, ele ouviu fracamente alguém dizer. Quando voltou a si, não teve tanto medo, aceitou seu destino e falou: “Estou cansado demais para ficar acordado.”; então foi dormir e não mais pensou no que poderia acontecer.
Na manhã seguinte, o barco estava sobre terra firme, quando os dois marinheiros acordaram. Estavam na costa ocidental da América do Norte e o velho tinha sumido. O jarro de água estava vazio e não havia biscoitos. Então os dois marujos conversaram sobre os eventos dos três dias anteriores. O segundo homem disse que era marinheiro há dez anos e nunca havia naufragado antes.
Eles falaram sobre o quanto a comida e a água duraram.
“Nunca vi um jarro de água que eu não pudesse beber em menos de três dias.”, comentou o segundo homem.
Os dois não conseguiam entender por que a água não acabava e sempre havia a mesma quantidade de comida, por mais que comessem. Eles se perguntavam quem era o velho e para onde havia ido. Suas vidas foram milagrosamente salvas e agora eles estavam sozinhos.
Foram para a cidade mais próxima; o primeiro homem conseguiu trabalho e depois pagou a volta para sua casa. Ele nunca mais viu o outro homem, desde o dia em que chegaram à costa em segurança.
O primeiro homem encontrou o velho novamente, anos depois. Uma noite, enquanto estava fora do corpo, dormindo, ele o achou e o velho se deu a conhecer.
“Acho que você não me conhece.”, disse o velho.
“Não, eu não conheço.”.
“De qualquer forma, você está parcialmente cumprindo a promessa que fez a Deus.”.
“Que promessa?”, perguntou.
O velho continuou e contou o que havia acontecido dentro do barco, no Oceano Pacífico, muitos anos antes.
“Você é o homem que estava conosco?”, perguntou, surpreso.
“Eu sou ele.”, respondeu o velho.
Os dois homens se tornaram então bons amigos e o homem perguntou ao velho mais sobre aquele mistério. O velho explicou tudo e mostrou todos os principais eventos através da Consciência Jupiteriana.
O velho foi para o navio em seus veículos mais elevados no momento em que estava prestes a submergir, porque não era o destino do homem morrer afogado. Ele se materializou e ajudou os dois a entrar no bote salva-vidas. Manteve todas as criaturas do mar longe deles e esperou até que se arrependessem e pedissem ajuda a Deus. Então puxou o barco até a praia, depois de reverter a Lei da Gravidade para que flutuasse. Após estarem salvos, ele os deixou. O homem descobriu que esse velho, que o salvou, era um Irmão Leigo que abandonou seu Corpo Denso durante três dias para ajudá-los e salvá-los. Ele, desde então, manteve sua promessa.
Um Auxiliar Invisível, normalmente, não pode ficar fora do seu Corpo Denso por três dias, a fim de cumprir alguma missão como a que acabamos de relatar; no entanto, os Irmãos Leigos e Irmãs Leigas mais elevados podem.
A maioria dos Auxiliares Invisíveis tem seu trabalho no mundo e o fazem apenas durante as habituais horas de sono. Os Auxiliares Invisíveis geralmente resgatam pessoas que naufragam. Ao contar essa história, o náufrago revelou ter aprendido que era preciso desistir do próprio ser para orar e obter resultados; também falou que a oração era a chave do Céu e que a fé verdadeiramente abre portas e leva aos resultados esperados.
Max Heindel, no seu livreto A Interpretação Mística da Páscoa, nos informa que quando Cristo foi crucificado no Gólgota, Seu grande sacrifício pela humanidade somente tinha começado: “Todos os anos, desde esse tempo, quando o Sol passa do Signo zodiacal de Virgem para o de Libra, o Espírito de Cristo, retornando à nossa Terra, toca a sua atmosfera. Ele começa a sua jornada de descida em torno de 21 de junho[3], no Solstício de Junho, quando o Sol entra no Signo de Câncer. Ele chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de dezembro. Aí Ele fica por três dias e, depois, começa a voltar. Esta volta completa-se na Páscoa. Da Páscoa até o Solstício de Junho Ele está passando pelos mundos espirituais e chega ao Mundo do Espírito Divino, o Trono do Pai, a 21 de junho[4]. Durante julho e agosto, quando o Sol está em Câncer e Leão, Ele reconstrói o seu veículo Espírito de Vida, que Ele trará ao mundo, novamente, e, com esse veículo, Ele voltará a rejuvenescer a Terra e os reinos de vida que nela evolucionam. Do Natal até a Páscoa Ele se dá a Si mesmo sem limitações nem medida, imbuindo com vida, não apenas as sementes adormecidas, mas todas as coisas sobre e dentro da Terra.”.
Numa manhã de uma quarta-feira, 21 de março, o Grande Espírito Solar Cristo se elevou da Terra e foi visto por uns mil e cem estudantes de uma escola de misticismo que se encontravam, naquela noite, no Mundo do Desejo. Um Irmão Leigo disse-lhes que ia levá-los para ver a ascensão de nosso amado irmão Jesus Cristo. Em seguida, ele e outros dois instrutores os levaram em algum lugar no Mundo do Desejo, onde poderiam ver o mundo todo.
Eles pareciam estar em um anfiteatro aberto; acharam alguns lugares e se sentaram, onde podiam ver o que estava prestes a acontecer. Eles viram uma fila de Seres Exaltados e, em seguida, uma fila de Liberados. Continuando, vieram os Arcanjos, depois Anjos e, em seguida, os Iniciados. Todos estavam rodeados por grandes e lindas auras de cores delicadas, de uma luz branca deslumbrante e de outra luz dourada que seria impossível descrevê-las.
A procissão subia uma ladeira regular. Todos os presentes ouviam a música das esferas e o canto dos Anjos. O mundo inteiro parecia como uma grande esfera de luz branca e, quando Cristo saiu da Terra, os seres que iam em procissão, em Sua direção, formaram um quadrado, com Ele no centro.
Os seres radiantes formaram, ao redor do Cristo, cinco grandes quadrados de vários tamanhos, que pareciam ser uma forte e poderosa guarda pessoal de grandes Seres em seus elevados veículos.
Alguns estudantes estavam chorando; outros estavam rezando; outros cantavam, alguns entraram em um estado de êxtase, revelando um enorme prazer e felicidade, e outros pediam a Deus que tivesse misericórdia deles. O grande público observou Cristo sair da Terra até se perder de vista.
Cristo parecia cansado e exausto, mas feliz. Devemos lembrar que Ele ficou confinado na Terra por seis meses e sentiu as tristezas, os pecados e sofrimentos de toda a vida durante esse período. A aura de Cristo iluminou toda a Terra. Esta visão maravilhosa estimulará a todos aqueles que viram e lhes fará avançar mais rápido, mesmo que não se recordem, durante a sua consciência de vigília.
CAPÍTULO VI – OBSESSÃO, ELEMENTAIS, VAMPIROS E ENTIDADES
Pouquíssimas pessoas entendem o que significa obsessão. Para a maioria, a palavra obsessão representa um intenso desejo de se fazer algo.
Existem duas formas de obsessão. Na primeira, somos governados por nossos desejos, por meio de coisas diferentes. Não estamos preocupados com essa forma, porque sabemos que o tempo e as condições a curarão. A segunda é a que tem perturbado todas as pessoas ao longo dos tempos, exceto os verdadeiros estudantes de ocultismo, que avançaram o suficiente para saber por si mesmos o que ela realmente é.
Quando uma pessoa despreocupada se torna silenciosa, inativa, age como se tivesse enlouquecido e não pode falar ou permanece imóvel, como se estivesse dormindo, os médicos dizem que está com o que chamam de doença do sono. Esse não é o caso, porém. A pessoa se permitiu se tornar muito negativa mentalmente, esgotou sua resistência corporal e, portanto, não pôde suportar o ataque de elementais e outras entidades à espreita, procurando obsidiar a todos.
A condição da pessoa depende do tipo de entidade ou elemental que entrou no seu corpo. Se for do tipo inexperiente e não souber usar o corpo da vítima ou suas cordas vocais quem foi obcecado, permanecerá imóvel como se estivesse dormindo, mas na realidade ouve tudo o que é dito e sabe tudo o que é feito ao seu corpo.
A grande fonte inconsciente de perigo para quem vive uma vida tumultuada ou não se importa com seus pensamentos e ações é a obsessão. Há pessoas que são ofuscadas pelos corpos de pecado, entidades que buscam obsidiar e fazer todo tipo de mal, desde pequenos roubos até assassinatos. Depois que a vítima é presa pela polícia, o ente a abandona para receber a punição. Então ele parte à procura de novas vítimas.
Elementais e entidades são de duas formas: experientes ou inexperientes. Os inexperientes geralmente expulsam a pessoa do seu corpo, entram nele e então não conseguem sair. Os experientes sabem como lidar com o corpo humano, podem entrar e sair de um à vontade.
Quando uma pessoa obsidiada morre, seus veículos internos podem ser mantidos por elementais durante séculos. O legítimo proprietário passará pelas regiões internas do Mundo do Desejo, esperando pegar a entidade e recuperar seus veículos para que possa terminar sua evolução.
Aqui está um caso de obsessão que alguns Auxiliares Invisíveis encontraram à noite, em um hospital onde trabalham às vezes. Os médicos mantinham uma mulher amarrada na cama. Eles disseram que estava louca já a vários meses. Os Auxiliares Invisíveis foram até lá e olharam ela.
Eles a encontraram do lado de fora do corpo e havia um elemental dentro dele. Ela era uma pessoa negativa, o elemental entrou em seu corpo e a expulsou. Parecia ter 35 anos, era bem constituída e bonita. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com a mulher, ela disse que havia ingressado em uma sociedade vodu e esse foi o resultado.
“Se você melhorar, viverá uma vida útil e boa?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, viverei”, ela respondeu. “Por favor, faça essa coisa ficar quieta no meu corpo. Ele me machuca porque continua se mexendo e contorcendo. Sofri muito desde que me empurrou para fora do meu corpo e muitas vezes rezei a Deus para me deixar morrer ou reassumir meu corpo. Eu amo meu corpo e cuidarei bem dele, se puder recuperá-lo. Vocês são as únicas pessoas que se aproximaram de mim ou que eu vi e com quem pude conversar. Já vi muitas coisas que me causaram medo. Vocês poderiam me ajudar?”
Um dos Auxiliares Invisíveis chamou uma amiga de grande bondade, que trabalha durante o dia, normalmente, e a noite fora do corpo, para perguntar se eles poderiam ajudar a pobre senhora.
“Sim, você pode ajudá-la”, disse ela. “Leve-a ao laboratório, examine-a, ordene que a entidade maligna saia e entre em um porquinho da Índia; depois, mate-o para que a entidade possa voltar ao Mundo do Desejo.”
Os Auxiliares Invisíveis e o supervisor dos médicos levaram a paciente ao local designado. Eles tiveram que amarrá-la ao carrinho por causa da entidade que tinha controle sobre seu corpo. Ela ficou inquieta por sentir que estava em perigo. Então o Auxiliar Invisível examinou a senhora e disse à entidade para sair. Ela torceu seu corpo, saiu e entrou no porquinho da Índia; então o Auxiliar Invisível o matou e a entidade foi obrigada a migrar ao Mundo do Desejo para receber o castigo pelo mal que cometeu. Antes de partir, a entidade assumiu várias formas: primeiro, parecia um cachorro; depois um gato, uma longa cobra e, afinal, um homem do tamanho de um elefante. Olhou para os Auxiliares Invisíveis e para o homem que ajudava e foi embora.
Depois disso, um dos Auxiliares Invisíveis disse à mulher que podia voltar ao seu corpo.
“Meu corpo me machuca”, disse ela.
“Se você entrar, deixará de machucá-la”, respondeu o Auxiliar.
Ela deslizou de volta para seu corpo, foi levada para a cama e estava perfeitamente sã, embora muito fraca. Ela permaneceu no hospital até que suas forças retornassem; depois, regressou para sua casa curada e bem.
Pouco tempo após o evento, esses Auxiliares Invisíveis subiram até uma floresta, para o acampamento de vodu ao qual ela se juntara. Estava localizado no subsolo e havia uma casa construída sobre a entrada. Tinha aproximadamente trinta pessoas, entre homens e mulheres, em um lugar fétido. Estavam fazendo todos os tipos de coisas e entrando em todos os tipos de formas.
As pessoas haviam tirado a maior parte de suas roupas. Enquanto passavam por essas práticas bizarras, um homem procurava em suas roupas todos os objetos de valor. Quando viu os Auxiliares Invisíveis, voltou e disse ao líder, que, então, saiu vestido com uma túnica longa.
“Sigam-me”, ele disse e os levou a uma sala onde havia três crânios humanos sobre a mesa. Um Auxiliar Invisível pegou um dos crânios e descobriu que as pessoas haviam sido mortas como sacrifício para o deus vodu. O homem de túnica longa perguntou aos Auxiliares Invisíveis se queriam juntar-se à sociedade.
“Não”, disse o Auxiliar Invisível. “Viemos pedir que mande essas pessoas embora. Você também deve devolver todos os seus pertences.”
O líder ficou muito zangado e disse que sacrificariam os estranhos ao deus vodu. Tocou uma campainha e pediu a um homem para preparar o altar para os dois estranhos, pois o deus os queria sacrificar. Então quatro homens entraram e pegaram os Auxiliares Invisíveis, que foram levados para a grande sala onde as pessoas estavam reunidas. O líder disse que o deus vodu os exigia em sacrifício. Duas das mulheres desmaiaram de medo.
Um dos Auxiliares Invisíveis olhou ao redor e viu a coisa mais horrível que já tinha visto na vida. Era um corpo de pecado na forma de um homem com a boca grande e coberta de sangue. Suas mãos eram tão grandes quanto o assento de um sofá amplo e seus braços, enormes.
“Vamos”, disse a Auxiliar Invisível. “Não podemos fazer algo contra e ele nos machucará.”. O líder pediu ao homem que estava por perto e com uma faca para atacar os estranhos; ele então levantou a faca para atacar.
“Pare aí!”, o Auxiliar Invisível ordenou, antes que pudesse atacá-lo.
Assim, o terrível corpo de pecado agrediu o líder, que voltou correndo e aterrorizado.
“Dê a ele mais alguém. Qualquer um para que não me pegue”, gritou para seus servos. Assim que o corpo de pecado agarrou o homem, o Auxiliar Invisível ordenou que o deixasse ir e que voltasse ao Mundo do Desejo.
O corpo de pecado podia falar.
“Este homem fez de mim o que sou, pelas muitas vidas más”, disse ele, “e agora vou matá-lo”.
“Não, não desta vez; mas vá para o Mundo do Desejo”, ordenou o Auxiliar Invisível.
O corpo de pecado se foi, o líder perverso enlouqueceu e agiu como um maníaco delirante. O Auxiliar Invisível o pegou, colocou em uma sala fora do caminho e disse às pessoas que vestissem suas roupas, resgatassem seus objetos de valor e deixassem o local. Eles fizeram isso, partiram e o Auxiliar Invisível examinou todos, enquanto saíam pela porta. A sala estava cheia de elementais que haviam sido libertados e todos estavam seguindo os Auxiliares Invisíveis. Uma das Auxiliares Invisíveis ficou assustada com suas aparências terríveis e ficou perto do parceiro.
O Auxiliar Invisível disse aos elementais para irem embora ou ficarem e serem queimados.
“Você não nos pode machucar”, disseram, “mas vamos pegar os dois”.
O Auxiliar Invisível empilhou tudo o que restava no local e derramou um pouco de querosene sobre a pilha, porque eles tinham lâmpadas e velas de óleo.
Pouco antes de atearem fogo no lugar, os Auxiliares Invisíveis perceberam sob o altar os cadáveres de duas mulheres e um homem mutilado. Eles também encontraram uma mulher viva no sótão e a levaram para fora. Os Auxiliares Invisíveis retiraram o homem louco, incendiaram o local e os elementais foram queimados.
A casa logo pegou fogo e o Auxiliar Invisível entregou o louco à polícia; contudo, ele fugiu deles, voltou ao fogo, entrou na casa em chamas e morreu queimado. Esse Ego fez com que muitas pessoas ficassem loucas e obsidiadas. Os Auxiliares Invisíveis o viram no Mundo do Desejo correndo descontroladamente. Seu corpo de pecado com aparência de medo foi destruído junto com os elementais. Quando esse homem renascer, terá a oportunidade de viver novamente uma vida boa e liquidar parte de suas dívidas do destino, pois — assim como nós semeamos, assim também colhemos.
Um corpo de pecado é formado pela união do Corpo Vital e do Corpo de Desejos de uma pessoa que desencarnou, a qual em uma determinada vida, foi muito cruel e egoísta. Quando tal pessoa morre, a maldade e o ódio que foi gerado em sua Mente e no seu Coração ocasiona o entrelaçamento, ou seja, uma união entre seus Corpos de Desejos e Vital tornando-os uma ameaça para a sociedade. Esta é uma das razões pelas quais a pena de morte deveria ser abolida. Quando uma pessoa má, como está, sem o seu Corpo Denso, depois da morte, e encontra uma pessoa de vontade fraca, pode, facilmente, fazê-la vítima de sua influência e causar-lhe muitos danos, enquanto estiver sob sua influência.
Muitos criminosos se apegam a Terra, após a morte, e passam anos e anos incitando outras pessoas a fazerem maldades. Acumulam uma carga enorme de destino maduro, que deverá ser pago em algum tempo futuro. Quando, finalmente, o Espírito, depois de purgar suas dívidas, deixa o Purgatório, então lhe é permitido ascender aos mundos superiores, onde permanecerá durante muitos anos. No entanto, o seu corpo de pecado é capaz de viver uma existência independente, por centenas de anos e se mostrar com uma consciência individual, que o manterá a espera do Ego que o criou. Quando este Ego renascer, esse corpo de pecado será atraído por ele e, normalmente, estará ao seu lado, como demônio, por toda a sua vida. Assim, este corpo de pecado vai procurará causar todos os problemas possíveis a este Ego.
Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis saíram com sua amiga, uma Irmã Leiga.
Todos estavam em seus veículos superiores e foram prestar auxílio as pessoas.
Esta Irmã Leiga trabalha com pessoas que têm problemas em seus Corpos de Pecado e os ajuda, da maneira que pode.
Uns dos Auxiliares Invisíveis solicitou a Irmã Leiga que lhes mostrasse um vampiro, porém, não havia nenhum ali naquele momento. Entretanto, viram muitas pessoas em seus Corpos de Pecado, seguindo-os. Estas pessoas carregavam em seus rostos uma expressão de medo e olhavam como se esperasse que um problema acontecesse.
Estes Corpos de Pecado tinham um aspecto deplorável. A parte do corpo que foi utilizada para maldade era desproporcional, em relação ao resto do mesmo. Por exemplo, um homem que em sua vida passada utilizou suas mãos para enforcar ou aplicar torturas em várias pessoas, tinha uma mão, visto em seu corpo de pecado, enorme, que quase tocava o chão.
Outro homem que tinha expressado muitos maus pensamentos, por meio do seu cérebro, tinha, em seu corpo de pecado, uma enorme cabeça. Outro homem que tinha se incumbindo de práticas imorais, tinha, em seu corpo de pecado, órgãos sexuais geradores enormes.
Estes Corpos de Pecado eram de aparência espantosa e os Auxiliares Invisíveis ficaram surpresos ao vê-los.
Aqui está um caso de obsessão que alguns Auxiliares Invisíveis encontraram à noite, em um hospital onde, às vezes, trabalhavam. Os médicos amarraram uma mulher em uma cama. Eles disseram que estava louca já há vários meses. Os Auxiliares Invisíveis foram até lá e olharam para ela.
Eles a encontraram ao lado de fora do corpo e havia um elemental dentro dela. Ela era uma pessoa negativa; o elemental entrou em seu corpo e a expulsou. Aparentava uns 35 anos, era bem constituída e bonita. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com a mulher; ela disse que havia ingressado em uma sociedade vodu e este foi o resultado.
“Se você melhorar, viverá uma vida útil e boa?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, eu vou.”, ela respondeu. “Por favor, faça essa coisa ficar quieta no meu corpo. Ele me machuca porque continua se mexendo e contorcendo. Sofri muito desde que me empurrou para fora do meu corpo e muitas vezes rezei a Deus para me deixar morrer ou reassumir meu corpo. Eu amo meu corpo e cuidarei bem dele, se puder recuperá-lo. Vocês são as únicas pessoas que se aproximaram de mim ou que eu vi e com quem pude conversar. Já vi muitas coisas que me causaram medo. Você poderia me ajudar?”.
O Auxiliar Invisível chamou uma boa amiga, que trabalha durante o dia e a noite fora do corpo, para perguntar se eles poderiam ajudar a pobre senhora.
“Sim, você pode ajudá-la.”, disse ela. “Leve-a ao laboratório, examine-a, ordene que a entidade maligna saia e entre em um porquinho da Índia; depois, mate-o para a entidade voltar ao Mundo do Desejo.”.
Os Auxiliares Invisíveis e o supervisor levaram a paciente ao local designado. Eles tiveram que amarrá-la ao carrinho por causa da entidade que tinha controle sobre seu corpo. Ela ficou inquieta por sentir que estivesse em perigo. Então o Auxiliar Invisível examinou a mulher e disse à entidade para sair. Ela torceu seu corpo, saiu e entrou no porquinho da Índia; então o Auxiliar Invisível o matou e a entidade foi obrigada a migrar ao Mundo do Desejo para receber o castigo pelo mal que cometeu. Antes de partir, a entidade assumiu várias formas: primeiro, parecia um cachorro; depois um gato, uma longa cobra e, afinal, um homem do tamanho de um elefante. Olhou para os Auxiliares Invisíveis, o Auxiliar Invisível que ajudava pediu para ela ir embora e ela foi.
Depois disso, o Auxiliar Invisível disse à mulher que podia voltar ao seu corpo.
“Meu corpo me machuca.”, disse ela.
“Se você entrar, deixará de machucá-la.”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Ela deslizou de volta para seu corpo, foi levada para a cama e estava perfeitamente sã, embora muito fraca. Ela permaneceu no hospital até que suas forças retornassem; depois, regressou para sua casa curada e bem.
Pouco tempo após esse evento, esses Auxiliares Invisíveis subiram até à floresta, para o acampamento de vodu ao qual ela se juntara. Foi localizado no subsolo e havia uma casa construída sobre a entrada. Tinha aproximadamente 30 homens e mulheres no lugar fétido. Estavam fazendo todos os tipos de coisas e entrando em todos os tipos de formas.
As pessoas haviam tirado a maior parte de suas roupas. Enquanto passavam por essas práticas bizarras, um homem procurava em suas roupas todos os objetos de valor. Quando viu os Auxiliares Invisíveis, voltou e disse ao líder, que, então, saiu vestido com uma túnica longa.
“Sigam-me.”, ele disse e os levou a uma sala onde havia três crânios humanos sobre a mesa. Um Auxiliar Invisível pegou um dos crânios e descobriu que as pessoas haviam sido mortas para o deus vodu. O homem de túnica longa perguntou aos Auxiliares Invisíveis se queriam juntar-se à sociedade.
“Não”, disse o Auxiliar Invisível. “Viemos pedir que mande essas pessoas embora. Você também deve devolver todos os seus pertences.”.
O líder ficou muito zangado e disse que daria os estranhos ao deus vodu. Tocou uma campainha e pediu a um homem para preparar o altar para os dois estranhos, pois o deus os queria sacrificar. Então quatro homens entraram e pegaram os Auxiliares Invisíveis, que foram levados para a grande sala onde as pessoas estavam reunidas. O líder disse que o deus vodu os exigia em sacrifício. Duas das mulheres desmaiaram de medo.
Um dos Auxiliares Invisíveis olhou ao redor e viu a coisa mais horrível que já tinha visto na vida. Era um corpo de pecado na forma de um homem com a boca grande e coberta de sangue. Suas mãos eram tão grandes quanto o assento de um sofá amplo e seus braços, enormes.
“Vamos”, disse a Auxiliar Invisível. “Não podemos fazer algo contra e ele nos machucará.”. O líder pediu ao homem que estava por perto e com uma faca para atacar os estrangeiros; então ele levantou a faca para atacar.
“Pare aí!”, o Auxiliar Invisível ordenou, antes que pudesse atacá-lo.
Assim, o terrível corpo de pecado agrediu o líder, que voltou correndo e aterrorizado.
“Dê a ele mais alguém. Qualquer um para que não me pegue.”, gritou para seus servos. Assim que o corpo de pecado agarrou o homem, o Auxiliar Invisível ordenou que o deixasse ir e que voltasse ao Mundo do Desejo.
O corpo de pecado podia falar.
“Este homem fez de mim o que sou por muitas, muitas vidas más”, disse ele, “e agora vou matá-lo.”.
“Não, não dessa vez; mas vá para o Mundo do Desejo”, ordenou o Auxiliar Invisível.
O corpo de pecado se foi, o líder perverso enlouqueceu e agiu como um maníaco delirante. O Auxiliar Invisível o pegou, colocou em uma sala fora do caminho e disse às pessoas que vestissem suas roupas, resgatassem seus objetos de valor e deixassem o local. Eles fizeram isso, partiram e o Auxiliar Invisível examinou todos, enquanto saíam pela porta. A sala estava cheia de elementais que haviam sido libertados e todos estavam seguindo os Auxiliares Invisíveis. Uma das Auxiliares Invisíveis ficou assustada com suas aparências terríveis e ficou perto do parceiro.
O Auxiliar Invisível disse aos elementais para irem embora ou ficarem e serem queimados.
“Você não nos pode machucar”, disseram, “mas vamos pegar os dois.”.
O Auxiliar Invisível empilhou tudo o que restava no local e derramou um pouco de querosene sobre a pilha, porque eles tinham lâmpadas e velas de óleo.
Pouco antes de atearem fogo no lugar, os Auxiliares Invisíveis perceberam sob o altar os cadáveres de duas mulheres e um homem mutilado. Eles também encontraram uma mulher viva no sótão e a levaram para fora. Os Auxiliares Invisíveis retiraram o homem louco, incendiaram o local e os elementais foram queimados.
A casa logo pegou fogo e o Auxiliar Invisível entregou o louco à polícia; contudo, ele fugiu deles, voltou ao fogo, entrou na casa em chamas e morreu queimado. Esse Ego fez com que muitas pessoas ficassem loucas e obcecadas. Os Auxiliares Invisíveis o viram no Mundo do Desejo correndo descontroladamente. Seu corpo de pecado com aparência de medo foi destruído junto aos elementais. Quando esse homem renascer, terá a oportunidade de viver novamente uma vida boa e liquidar parte de suas dívidas do destino, pois assim como nós semeamos, assim também colhemos.
Quando você lê sobre casos similares a esse, onde pessoas foram usadas como sacrifícios humanos, pode saber que alguém está sendo forçado a assassinar tais pessoas pelo seu corpo de pecado, que ele construiu por meio de vidas e vidas passadas praticando o mal. Os Auxiliares Invisíveis podem, às vezes, destruir os seus veículos e fazê-los entrar no Mundo do Desejo, mas, normalmente, essas pessoas que usam os seus Corpos de Pecado não são auxiliadas em tais casos, portanto, não tente fazer alguma coisa para ajudá-la quando estiver no seu Corpo Denso ou estará correndo perigo.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis que estavam ajudando umas pessoas encontraram uma garotinha que corria pela rua. “Aonde você vai?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Senhora, por favor, venha e salve minha mãe!”, ela falou, suspirando. “Meu pai bateu nela, ela caiu e agora não fala comigo; ele está batendo no meu irmão!”.
Os Auxiliares Invisíveis se apressaram e foram com ela até a casa, onde encontraram o pai golpeando o menino. O Auxiliar Invisível pediu para o homem parar, ele se virou e o atacou, mas não atingiu.
Então ele pegou sua arma e atirou no garoto, em seu ombro; depois apontou a arma para a menina. Nesse momento o Auxiliar Invisível fez o homem cair, inconsciente, no chão.
“Por favor, senhora, salve minha mãe e meu irmão!”, implorou a criança.
Os Auxiliares Invisíveis enfaixaram a cabeça da mãe e ajudaram o menino para que ele vivesse. O homem recuperou a consciência e começou a delirar da maneira mais terrível. O Auxiliar Invisível viu que ele estava transtornado, bêbado e não sabia o que estava fazendo.
“Terminei com ele”, afirmou a esposa, que começou a arrumar suas coisas. O homem implorou que ela o perdoasse e prometeu que seria um bom marido para ela e um bom pai para os filhos. A esposa disse que se o perdoasse, contudo, isso aconteceria de novo.
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com os dois e falaram à mãe que seria melhor ficar com o marido, pois era um homem curado; entretanto, a mulher manteve sua palavra e o abandonou, levando com ela os dois filhos. As crianças tinham medo do pai e fugiram dele, quando se aproximou delas.
Os Auxiliares Invisíveis não podiam culpar a esposa por deixá-lo, porque ele lhe causara tanta tristeza e sofrimento.
A mulher perguntou aos Auxiliares quem eram e eles disseram a ela; ficou então muito surpresa com o trabalho deles. O marido ficou com o coração partido pelo que havia feito e pela perda de sua família. A entidade o expulsara de seu corpo, apossara-se dele e provocara o estrago, enquanto o verdadeiro dono estava do lado de fora, impotente para fazer qualquer coisa.
Muitos casos, chamados de doenças ou enfermidades do sono são realmente casos de obsessão.
Uma noite alguns Auxiliares foram ver uma garota que estava dormindo por um longo tempo.
Ela estava em pé ao lado do seu corpo com sua cabeça pendida e num profundo pensar.
Um Auxiliar Invisível tocou em seu ombro e ela olhou ser virou, rapidamente.
“Oh! Eu permanecerei dessa maneira para sempre?” – Ela perguntou.
“Estou morta ou o que está acontecendo? O que eu fiz para estar nessa situação? Eu deveria estar casada já a algum tempo atrás, mas eu não consigo fazer ninguém me ouvir ou me ver.
A pobre garota ficou muito agitada e os Auxiliares Invisíveis a acalmaram.
Um dos Auxiliares Invisíveis disse para aquela garota que ela, num passado longínquo, tinha usado sua poderosa Mente para hipnotizar pessoas, para mostrar o poder da sua Mente sobre as pessoas e que ela mantinha as vítimas sob sua influência por muito tempo e, então, enfraquecia os poderes de resistência deles, que eles se sentiam presos a esta entidade e estavam obsedados para o resto de suas vidas.
A garota disse que se ela tivesse outra chance, ela daria a todos eles uma oportunidade para vir nascer por meio dela, que ela queria fazer alguma coisa para sair daquela condição.
Ela perguntou aos estranhos como eles fizeram para vir até ela, e eles disseram que uma senhora disse a eles sobre ela e que tinham permissão para ir vê-la e fazer o que pudessem por ela.
Os Auxiliares disseram a ela que logo estaria livre, e que era para ela rezar para Deus pedindo ajuda e força.
O Auxiliar Invisível disse que ela estava em débito com alguns escravos negros, por ela ter usado seus poderes hipnóticos sobre eles e que, por isso, muitas pessoas tiveram muito medo dela.
Você daria oportunidades as essas pessoas – os escravos negros – renascerem a partir de você e seria uma boa mãe para eles? Perguntou um Auxiliar Invisível.
Sim. Por que não? – Ela perguntou – Eu errei com eles, não errei?
A essa garota foi mostrado por meio da Consciência Jupteriana, o que ela tinha feito no passado, e como consequência, tal destino a fez uma vítima desse tipo de “doença do sono” nesta vida.
Ela viu como ela era capaz de olhar para um dos nativos e fazê-lo cair sob sua influência.
Os Auxiliares Invisíveis viram a entidade no corpo dela e que ele não conseguia sair.
Quando a entidade, às vezes, deslizava para baixo, ela podia entrar, parcialmente, em seu corpo físico, e era capaz de se mover e dizer umas poucas palavras.
Então a entidade a expulsava para fora para ter mais espaço e ela ficava ao lado do seu corpo, invisível para sua família e amigos.
Aqui está outra história que me foi transmitida. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um local nas montanhas da parte sul dos Estados Unidos, a uma casa. Eles foram instruídos a ir e impedir que um homem espancasse sua família. Foi dito a um dos Auxiliares Invisíveis que fosse muito cuidadoso e ficasse bastante próximo à sua parceira para que ela não se assustasse o suficiente para voltar para casa e entrar em seu corpo tão repentinamente ao ponto de sofrer um choque.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar, encontraram um homem batendo na esposa. Ele já havia espancado a filha até que ficasse negra, azul e inconsciente. Quando o homem viu o Auxiliar Invisível na sala, parecia que estivesse louco. Os Auxiliares Invisíveis olharam para trás e viram o corpo do pecado mais macabro e horrível que se possa imaginar.
O corpo de pecado rosnou para os Auxiliares Invisíveis.
“Vamos embora”, disse a Auxiliar Invisível. “Eu não quero ver corpo de pecado algum”.
“Não podemos sair agora, não até livrarmos este homem do seu corpo de pecado”, disse o outro Auxiliar Invisível.
O corpo de pecado tinha uma cabeça do tamanho de um barril de cerveja, seus quadris e estômago pareciam um barril enorme e os dentes eram como as presas de um javali. Suas mãos possuíam aproximadamente setenta centímetros de diâmetro e pendiam até o chão. Seus pés pareciam grandes remos.
O corpo de pecado tinha uma lança afiada com a qual cutucava o homem na nuca, fazendo-o continuar seus atos. O homem estava bêbado, mas parecia ter sido bonito antes de começar a beber uísque.
O Auxiliar Invisível ordenou que o elemental parasse e ele parou. Então ele o fez ficar em um canto da sala. Depois, o Auxiliar Invisível fez o homem parar de bater na esposa, que estava quase inconsciente. O Auxiliar Invisível perguntou ao homem por que ele estava espancando a esposa.
“Eu não sei”, ele disse e limpou a testa como se estivesse limpando a Mente. “Eu não sei por que fiz isso. Algo me levou a fazer”. O homem olhou surpreso para os Auxiliares Invisíveis, que estavam materializados e brilhando intensamente.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram sua atenção para a esposa e pediram que ela se levantasse. Ela estava em um estado lamentável, muito machucada, e suas roupas, em pedaços, pois o homem as tinha rasgado e deixado a filha inconsciente, sob a influência do corpo de pecado.
“Anjos, deixem-me morrer”, disse a esposa. “Já sofri o suficiente e não quero viver. A morte será bem-vinda para mim. Deixem-me morrer”.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis conversavam com a mulher, que estava no chão, o corpo de pecado avançou contra o homem e o tornou a manipulá-lo. O homem então pulou na esposa, que perdeu a consciência e tornou-se rígida. Logo, estava ao lado do próprio corpo.
“O que aconteceu?”, ela perguntou.
A Auxiliar Invisível se virou para o parceiro e disse: “Ela está morta?”.
“Ela está desmaiada”, respondeu ele.
O Auxiliar Invisível fez o corpo de pecado deixar o homem e, assim, a criatura correu para atingi-lo, mas ele a atravessou e ordenou que se fosse. Uma chama azul acendeu onde ela estava; os Auxiliares Invisíveis não a viram mais. Foi o Éter da terra que os Auxiliares Invisíveis viram queimar. O corpo de pecado havia reunido o suficiente desse Éter em seu Corpo Vital para mantê-lo unido ao de desejos, enquanto ele o usasse. O Corpo de Desejos voltou ao Mundo do Desejo para se desintegrar.
O homem gritou e caiu desmaiado; três pequenos elementais saíram dele e o Auxiliar Invisível os destruiu em um só golpe. O homem gemeu e se retorceu em muitas formas diferentes, depois se tornou rígido e reto.
“Oh, ele está morto!”, afirmou a Auxiliar Invisível.
“Espere”, disse o seu parceiro, “e você verá se está morto ou não”.
O Auxiliar Invisível atravessou o homem novamente, um elemental de tamanho grande saiu dele e correu para um cachorro que estava agachado embaixo da mesa. O cachorro pulou pela janela e correu na direção de um penhasco íngreme; os Auxiliares Invisíveis sabiam que ele pularia e seria morto; assim, o elemental seria forçado a ir para o Purgatório e ser punido por suas más ações.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram a menina e a mãe na cama esfarrapada e fizeram o que puderam para restaurar suas forças e aliviar as dores. Eles se aproximaram do homem, depois disso, trouxeram-no de volta à consciência e mostraram o que havia feito contra a própria família. Ele olhou surpreso para sua esposa e filha. “Quem fez isso?”, perguntou. Depois abraçou as duas e beijou. Era um homem diferente agora, pois tinha sido atormentado por anos, impulsionado por seu corpo de pecado. Ele não sabia qualquer coisa do que havia feito e disse que seria melhor se afastar daquele lugar o mais rápido que pudessem.
Um Auxiliar Invisível perguntou ao outro o que havia causado todo o problema. Eles se aproximaram da mulher, da filha e seguraram suas mãos. O homem estava do outro lado da esposa, segurando a mão dela. Os Auxiliares Invisíveis pediram para ver a vida dessas pessoas e o que as colocou nessa condição.
O panorama de suas vidas remontava a três existências, quando a esposa começou a praticar bruxaria com a filha, que na época era outra mulher e não era parente dela. O marido era um sujeito que procurava pessoas ricas para empregá-lo. Essas pessoas, porém, tornaram-se muito malvadas e praticavam atos muito baixos.
Elas destruíram muitas casas e aniquilaram muitas vidas. Finalmente, morreram em condição lamentável. O homem se tornou o pior, depois que começou. Foi então que construiu o terrível corpo de pecado, por meio de pensamentos perversos e más ações.
Na vida seguinte, tiveram uma encarnação marcada pela doença e pobreza; a mãe e a atual filha, embora milhares de quilômetros uma da outra, começaram a expiar suas ações malvadas do passado fazendo o que podiam para aconselhar as pessoas a cuidar de sua saúde e não levar vidas imprudentes. Não sabiam, contudo, por que razão estavam tão ansiosas para ajudar os outros.
Eram homens, mas não podiam trabalhar por causa de sua saúde precária. Ambos sofreram muito com a pobreza. O homem era, nessa vida, mulher. E foi de uma coisa para outra, afundando cada vez mais, até que a doença a venceu e ela morreu sem se arrepender. O destino os uniu como marido, mulher e filha para pagarem tal dívida.
Dezesseis anos antes dessa época, o homem e a mulher se conheceram e se casaram; mais tarde, a menina nasceu. Logo depois tornou-se vítima de obsessão e tratou muito mal sua família, desde então.
A mulher disse que não podia abandonar o marido, porque já o amara e viveram felizes até ele começar a beber. O homem ficou obcecado por doze anos e gradualmente pior, até a vida se tornar um inferno para eles.
As três pessoas viram suas vidas passadas à medida que o panorama se desenrolava e prometeram viver uma existência melhor, deixando as montanhas. O homem se assustou e queria saber se aquilo aconteceria novamente.
“Não, você ficará bem; a menos que comece a beber de novo”, afirmou o Auxiliar Invisível.
O homem revelou que não era ele mesmo havia doze anos, porém sabia que não tinha acesso ao próprio corpo, porque ficava fora dele a maior parte do tempo; também disse que muitas vezes desejava ser melhor, no entanto, algo sempre o levava a fazer o que tinha feito. O pobre homem falou que quando estava fora do seu corpo, todo tipo de coisa o atormentava. Essas coisas eram os elementais, que variavam, nesse caso, de quinze centímetros de altura a quase três metros ou mais e sua aparência era horrível.
Esses elementais o sufocavam e, quando recuperava o corpo, tinha medo de que algo o estivesse observando. Ele nunca viu, mas isso o levou à bebedeira; assim, costumava ver-se de pé, ao lado do próprio corpo, enquanto alguém estava dentro dele, batendo na sua esposa ou na filha. Quando recuperava o corpo, não sabia nada disso e se perguntava o que havia acontecido. Também falou que os estrangeiros deixaram tudo claro e que, por intermédio de orações e serviço à humanidade, esperava expiar seus pecados do passado.
Esta é uma história triste; no entanto, isso acontece em todas as partes do mundo e é nosso dever tentar entender os motivos pelos quais ocorrem, buscando fazer o que pudermos para contar aos outros, a fim de que a humanidade possa conhecer a verdade. Portanto, quando conhecemos os perigos da bebida forte ou outros males, estamos menos sujeitos à obsessão, essa condição terrível.
Aqui está a história de um garoto que foi possuído quando tinha oito anos, mas finalmente foi curado. Numa terça-feira à noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma família e encontraram um garoto de 12 anos, endemoniado. Ele era mantido na cama, à noite, e em um quarto especialmente construído para isso, durante o dia.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mãe do garoto sentada ao lado dele, dormindo e segurando sua mão. A entidade estava em seu corpo físico, deitado na cama. O garoto, em seu Corpo de Desejos, estava no colo da mãe. Havia uma faixa azul e bonita de eflúvio saindo da cabeça dela, emanação que foi causada pelas muitas orações da mãe pelo filho.
Uma Auxiliar Invisível materializou-se de imediato e tocou a mãe, no ombro; ela então acordou. “Somos amigos que vieram ajudá-la”, disse.
“Ah, Anjo, estou feliz agora! Faz durante quatro anos que não durmo direito; também estou muito exausta”, disse a mãe. “Não consigo que alguém me ajude”.
“Como seu filho se tornou assim?”, perguntou a Auxiliar.
“Ele tinha oito anos quando, de repente, foi dominado por um feitiço, depois de voltar da escola”, disse a mãe. “Ele ficou inconsciente e permaneceu assim por quatro meses, então ele se tornou violento. Nós o colocamos no hospital, onde ficou por um longo tempo, porém não melhorou. Então o trouxemos para casa. Desisti de tudo para dedicar meu tempo a ele. Eu raramente saía de casa e, quando o fazia, estava tão nervosa que não me divertia. Depois, parei de sair completamente e não piso fora de casa há três anos. Por favor, ajude meu filho, se você puder. Se não puder, por favor nos leve ao Céu ou aonde quer que devamos ir”.
Os dois Auxiliares Invisíveis estavam agora materializados e um deles pediu à mãe que deixasse a sala, enquanto trabalhavam para ajudar o menino. Ela implorou que a deixassem ficar, mas recusaram porque sabiam que estava em condição muito ruim para suportar qualquer agitação.
“Vou desamarrar o garoto”, disse o Auxiliar Invisível. “Agora, não fuja”.
“Eu vou ficar”, disse a outra, “mas é melhor você me manter bem próximo a você, para ter certeza”.
Ele fez isso e depois desamarrou o garoto. A entidade que estava no seu corpo pulou da cama, aproximou-se do Auxiliar Invisível e tentou mordê-lo.
“Amarre-o novamente”, aconselhou a Auxiliar Invisível.
“Não”, disse seu companheiro, empurrando a entidade para longe.
Ele, então, atravessou o corpo do garoto e disse à entidade para sair.
Ela saiu do corpo e inchou até se tornar maior que os dois Auxiliares Invisíveis, juntos. A entidade tentou se aproximar do Auxiliar Invisível, que ordenou que ficasse parada. Ela se aproximou; porém ele então a atravessou, uma chama azul saiu dela e subiu. Essa chama cheirava à enxofre. A entidade soltou um grito e desapareceu.
O corpo do garoto caiu no chão, quando a entidade o abandonou. O Auxiliar Invisível pegou o corpo, colocou na cama, persuadiu o garoto a entrar novamente nele, o manteve aí dentro e o acordou.
Um dos Auxiliares Invisíveis foi até a porta, chamou a mãe, disse-lhe para buscar o marido e entrar no quarto. Os dois entraram. O menino chamou sua mãe e falou com ela com a voz fraca: “Mamãe, toda noite eu me sentava no seu colo e lhe ouvia rezar; então comecei a rezar com você”.
“Ouvi tudo o que você disse ao papai e às outras pessoas. Eu estava de pé, ao lado do meu corpo, e algo mais estava nele. Não, estava em mim. Eu não estava no meu corpo. Eu estava ao lado do meu corpo e essa coisa me machucou”.
A mãe perguntou com voz chorosa, se o filho havia enlouquecido.
“Não, mãe; mas algo estava em mim”, disse o menino.
“Antes eu não podia falar, mas agora posso. Vi os Anjos atravessando a parede; depois, vi a cabeça dela aparecer primeiro; então ela se alongou, como nós fazemos, e tocou em seu ombro”.
Reparem que o garoto viu os Auxiliares Invisíveis se materializarem. Este é um processo rápido; a cabeça se forma primeiro e o resto do corpo, quase imediatamente após. Quando os Auxiliares Invisíveis desaparecem, a cabeça é a última parte do corpo a ser vista.
“Sim, ela me tocou”, falou a mãe, que se virou para um dos Auxiliares Invisíveis. “Estou tão feliz que ele esteja são e possa falar. Quando posso desamarrá-lo?”.
Antes que o Auxiliar Invisível pudesse responder, o garoto falou. “Não estou amarrado. Olha…”.
O Auxiliar Invisível disse ao garoto para se levantar e ele o fez, porém estava fraco demais para andar. Disse, então, aos pais como alimentá-lo; garantiu que estaria bem dentro de uma semana, recomendou que se levantasse um pouco todos os dias e usasse óculos escuros por aproximadamente um mês para proteger os olhos.
“Você fez o que meu garoto disse?”, perguntou o pai, virando-se para um dos Auxiliares Invisíveis. “Sim”, respondeu.
“Ah, mãe!”, continuou o garoto, “Aquilo tentou mordê-lo, mas ele o afastou e fez alguma coisa; então aquilo saiu de mim e eu caí no chão (Ele quis dizer que seu corpo caiu no chão). Então, aquilo (que significa a entidade) se tornou muito grande e foi atrás do homem. Ele disse algo, fez alguma coisa, uma chama azul com cheiro ruim saiu da criatura e ela desapareceu, chorando”.
“Isso é verdade?”, perguntou o pai, ao que o Auxiliar Invisível respondeu afirmativamente.
“Se o garoto estivesse inconsciente, como poderia ver e ouvir o que foi feito?”, questionou o pai, intrigado.
“O Ego ou o próprio garoto”, disse o Auxiliar, “não estava inconsciente, podia ver e ouvir. Ele estava possuído por uma entidade e nós a expulsamos, desintegramos e enviamos ao Mundo do Desejo”. Ele então contou ao pai sobre seus ensinamentos religiosos.
“Bem, Anjo”, disse o pai, “ouvi falar desse ensino e coloquei-o na mesma classe das igrejas, pois não via diferença entre os membros. Alguns deles não deveriam possuir esses ensinamentos grandiosos”.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que eram humanos e trabalhavam fora de seus corpos, à noite. Ele disse que não podia acreditar, a menos que lhe dessem seu endereço. Eles não fariam isso, é claro. Afinal, só estavam ali para responder às orações do menino e da mãe, não para convencer o pai.
Neste momento, o menino pegou no sono. O Auxiliar Invisível pediu à mãe para ela ir dormir na cama.
“Não vou dormir, se eu for”, disse ela.
“Vá para sua cama e durma bem”, ele continuou.
Ela foi e logo entrou em um sono sem sonhos, de paz, e descansou. Os Auxiliares Invisíveis seguiram seu caminho, felizes porque prestaram serviço aos outros. O garoto foi curado da obsessão por meio da oração. Ele deve ter causado esse sofrimento a outra criança, em alguma vida passada, e estava colhendo seu castigo. Seus pais atuais também o foram no passado e — ou não tentaram ensiná-lo a ser bom ou estavam de alguma forma envolvidos com suas ações erradas. O abuso do poder mental em uma vida leva à incapacidade física em existências posteriores.
Numa noite de inverno, dois Auxiliares Invisíveis atravessavam a parte norte da Europa e viram uma mulher em apuros. Outra mulher, possuída, estava tentando forçá-la a entrar na água gelada, onde certamente teria se afogado. Um dos Auxiliares Invisíveis desceu e parou a mulher possuída. Ela derrubou a vítima no gelo escorregadio e a chutou no estômago, o que a fez se dobrar de dor por ter sido ferida. A mulher possuída começou a lutar contra o Auxiliar Invisível; ele então a atravessou e expulsou a entidade que a possuía; essa foi forçada a ir para o Mundo do Desejo.
A dona autêntica do corpo entrou novamente nele, viu o que havia feito e sentiu muito pelo acontecido. Os Auxiliares Invisíveis levantaram a mulher ferida, suas amigas vieram, pegaram-na e levaram-na para casa. Essa mulher queria ser médium, mas tal experiência a curou.
A mulher que estava possuída era líder e professora de cerca de vinte e cinco outras mulheres. Ela as transformava em médiuns e tinha convocado uma reunião matinal para iniciar algumas das suas “seguidoras”; mas, na realidade, ela deveria oferecer uma das alunas ao seu guia, que exigia sangue humano. Ela já havia coletado uma grande quantia de dinheiro dessas mulheres. Os Auxiliares Invisíveis salvaram a vítima e interromperam os planos da médium de matá-la para o seu guia.
Outra noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam em uma cidade na parte sul dos Estados Unidos e passaram por um hospital. “Vamos entrar”, disse um deles. Eles entraram e percorreram as enfermarias, estavam invisíveis para os pacientes e enfermeiras porque permaneciam em seus Corpos de Desejos. Ao saírem, entraram na sala de cirurgia.
Lá, eles viram alguns médicos tentando fazer uma mulher dormir. Ela estava amarrada em uma mesa, mas lutando contra eles. Um Auxiliar Invisível olhou para os olhos dela e viu que estavam definidos. Então ele viu o Ego da mulher em pé, ao lado de seu Corpo Denso, o físico, com os olhos dilatados pelo medo. Então ele soube que ela estava obsidiada, que a entidade obsessora se apossara do seu corpo e mantinha o legítimo proprietário de fora. A verdadeira dona do corpo implorou aos Auxiliares Invisíveis para que fizessem algo por ela.
Os médicos deduziram que algo estivava errado com a cabeça da paciente e decidiram operar para ver. Um Auxiliar Invisível pediu aos Superiores que limpassem completamente da mente do médico a ideia de operar a mulher. Então um dos médicos se afastou dela: “Vamos esperar”, ele disse, “Se a forçarmos a dormir, poderemos prejudicar o seu coração e ela morrerá”.
Os outros dois médicos concordaram e levaram a paciente de volta à enfermaria. Os Auxiliares Invisíveis foram junto e assistiram ao enfermeiro amarrá-la na cama. Quando ele saiu da sala, os Auxiliares Invisíveis foram até a mulher, trabalharam em seu corpo e expulsaram a entidade que a atormentava. A entidade parecia feliz em ir embora, pois estava trancada no corpo da mulher e não gostava do Éter. Então um dos Auxiliares Invisíveis atravessou seu corpo e ordenou que saísse rapidamente; então ela saiu. A mulher entrou em seu corpo e agradeceu aos estranhos. Ela imediatamente começou a arrotar o Éter e a passá-lo pelo trato intestinal. Era esse gás que estava machucando a entidade, quando estava em seu corpo. A mulher sentiu a dor e a angústia de tudo o que lhe foi feito no hospital, porque estava presa ao corpo por meio do cordão prateado.
Um Auxiliar Invisível materializou suas mãos, soltou a mulher e ela logo foi dormir. Ele deixou um bilhete para o enfermeiro, que estava fora da sala. A nota dizia: “Não amarre esta paciente, pois ela está curada e não causará mais problemas”. Ele sabia que o enfermeiro ficaria feliz, porque não precisaria trocar a roupa de cama com tanta frequência, depois disso. Os Auxiliares Invisíveis foram embora, ajudar outras pessoas.
Os Estudantes Rosacruzes que desejam se tornar Auxiliares Invisíveis devem aprender tudo o que puderem sobre os perigos da possessão, para que possam, em primeiro lugar, ajudar outras pessoas quando, no decorrer do seu trabalho, forem enviados para Auxiliar Invisível as vítimas de obsessão e, em segundo, para que eles mesmos possam evitar esse perigo.
Alguns Estudantes ficam tão ansiosos para aprender mais sobre o Mundo invisível que se envolvem com o espiritualismo ou os ensinamentos orientais, que são perigosos para as pessoas do mundo ocidental, porque seus exercícios respiratórios costumam fazer com que as entidades sejam atraídas a essas pessoas. E tais entidades podem realmente possuir alguém, se houver oportunidade.
Aqui está a história de uma mulher que possuiu o corpo do seu papagaio, depois que ela morreu. Numa noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa, em um dos Estados do sul, onde uma senhora havia morrido cerca de duas semanas antes. Desde sua morte, o papagaio da família vinha agindo de maneira muito estranha. Tinha brigado com todos pela garotinha, que tinha aproximadamente doze anos de idade. A mãe da menina gostava de animais de estimação e tinha ensinado ao papagaio tudo o que pôde. Ela o colocara em pé de igualdade com a filha, que era a menina dos seus olhos.
A mãe tinha medo de morrer e, quando morreu, a menina disse que o papagaio teve um ataque ou algo do tipo e então começou a dar instruções sobre o funeral da mãe. Quando o agente funerário chegou e começou a embalsamar o corpo da mulher, ele começou a gritar: “Faça ele parar. Ele a está machucando. Ela não está morta”.
O papagaio continuou a gritar, pulando: “Ela está queimando por dentro”. Então o papagaio começou a se mover mais devagar: “Oh! Ela está congelando. Coloque o casaco nela”.
A garota disse aos Auxiliares Invisíveis que ninguém pudesse explicar as ações estranhas do papagaio. “Desde então, o papagaio fala como a mamãe”, continuou a menina.
Um Auxiliar Invisível perguntou à menina que tipo de livros sua mãe lia e ela lhes mostrou a biblioteca dela. Lá eles viram todos os tipos de livros ocultos e antigos que lidam com respiração, transmigração, renascimento e tantas outras coisas desse tipo. Os Auxiliares Invisíveis então entenderam o que havia acontecido com o papagaio. A mulher morta tinha possuído o corpo dele e estava causando todos os problemas da família.
Então o papagaio demonstrou alguma excitação. Ele estava fora de sua gaiola e havia seguido os Auxiliares Invisíveis e a garota até a biblioteca.
Ele começou a atacar os Auxiliares Invisíveis com o bico e as garras. “Coloque-os para fora”, disse ele. “Mate-os. Eles estão atrás de mim e querem levá-la embora”.
“Fique quieto!”, disse um dos Auxiliares Invisíveis ao papagaio e ele se calou. O pai, o irmão e a tia da criança olharam para os Auxiliares Invisíveis.
“Eles não são humanos”, disse o papagaio de repente. “Eles são anjos”.
O Ego humano no corpo do papagaio reconheceu que os Auxiliares Invisíveis não eram pessoas comuns nos corpos humanos. O Auxiliar Invisível então fez a família se sentar e explicou os ensinamentos ocultistas. Ele contou como algumas pessoas, em vidas anteriores, mataram-se e, por isso, receberam uma lição severa.
Nós nunca devemos nos destruir. Se o fizermos, quando voltarmos, teremos medo de morrer, iremos possuir com qualquer coisa e tomaremos seu corpo para não ir ao Purgatório ou ao Primeiro Céu, pois desejaremos não deixar a Terra. Ele disse às pessoas que o Ego da mulher que morreu viu o papagaio fora do corpo, enquanto ele dormia; logo depois que morreu, ela rapidamente entrou no corpo do pássaro.
Como ela não estava totalmente separada do seu próprio corpo, sentiu tudo o que o agente funerário fez.
Os Auxiliares Invisíveis explicaram o que acontece quando o corpo de uma pessoa é embalsamado logo após a morte. O fluido de embalsamamento queima, quando é colocado no corpo, e quando começa a endurecer, a pessoa sente frio, reclamando de congelamento rígido, à medida que o corpo endurece.
Toda a família entendeu o que o Auxiliar Invisível explicou. Ele então disse para não embalsamar outro de seus membros, quando falecesse. O marido queria saber o que eles deveriam fazer com o papagaio.
“Eu não sei; mas vou chamar alguém que saiba”, respondeu o Auxiliar. Ele chamou uma elevada Irmã Leiga para vir ajudá-los e ela logo apareceu.
O papagaio começou novamente a perseguir os Auxiliares Invisíveis, causando mais agitação em uma, porém a outra logo o acalmou. Ela se sentou, chamou o papagaio e ele voou para o seu colo. A senhora começou a conversar com ele e todos os presentes ouviram o que estava sendo dito.
“Minha amiga! Na vida anterior a esta, quando você era um homem, você se matou porque seu atual marido, que era então mulher, morreu de doença. Essa garota era então um menino. Ela ficou triste com a morte dos dois e logo morreu. Você foi levada ao lugar para onde as pessoas se matam vão e ficou lá por quarenta anos: o tempo de vida que lhe restava na Terra. A lição foi muito severa. Agora, você tem medo de morrer. Você não terá a mesma experiência desta vez. Por que roubar desse pobre pássaro a sua experiência? Você será punida por isso. Seus amigos aqui não podem e não irão mantê-la, porque você causaria problemas ao seu marido e à próxima esposa, causando mais punição a si mesma. Por que não sair deste corpo e continuar sua evolução, já que você terá que encontrá-la algum dia, afinal?”.
A Irmã Leiga falou com voz baixa e doce com o papagaio; enquanto falava, ela o acariciava.
“Ah, eu tenho medo de morrer!”, disse o papagaio. “Eu não quero voltar para lá. Por favor, deixe-me ficar aqui. Minha filha cuidará de mim”.
“Sua filha não é capaz de cuidar nem de si mesma e, quando a outra mulher chegar, você deverá partir”, disse a Senhora. “Então você será maltratada por outras pessoas por causa da sua conversa e será finalmente morta por um cachorro”.
“Você promete não me levar de volta para aquele lugar horrível?”, perguntou o papagaio.
“Sim”, disse a dama.
“Pegue minha filha”, disse o papagaio, “e peça que ela me leve ao porão com meu querido marido. Quero mostrar a eles algo que tenho para minha filha”.
Todas as pessoas, exceto a tia, desceram ao porão e o papagaio mostrou a eles um lugar que a mulher havia construído na parede, onde guardou todo o dinheiro extra que tinha economizado. Parecia que houvesse ali cerca de oito ou nove mil dólares em papel e prata, dentro de um cofre de aço em forma de meio barril. As pessoas deixaram o dinheiro lá e subiram as escadas.
“Estou pronto para ir”, disse o papagaio, “Senhor, tenha piedade de mim. Não fiz mal a pessoa alguma; mas sempre tive medo de morrer. Não posso sair”, disse o Ego da mulher.
Então a Irmã Leiga fez algo e o papagaio caiu, como se estivesse morto. “Venha, Polly”, disse ela. “Entre no seu corpo”. Ela então entrou, lentamente.
O papagaio moveu a pernas por um tempo e então falou: “Qual é o problema, Maria? Onde está a mamãe?”. Todos imediatamente notaram a mudança na sua voz e na conversa.
“Senhora”, disse a menina, “deixe-me ver minha mãe antes que você vá com ela. Então saberei que tudo o que você disse seja verdade”.
Rapidamente a mãe apareceu diante deles. Ela contou à família tudo o que havia acontecido com ela, quando o agente funerário estava lá e tudo o que aconteceu nos dias que se seguiram. “Não tenho medo de ir com esses anjos”, disse ela.
“Espero que todos sejam bons e não deixem o agente funerário embalsamar as pessoas que vocês conhecem. Estarei esperando por vocês, quando vierem”. A mãe materializada beijou a todos e logo se foi.
Os três Auxiliares Invisíveis levaram a mulher para a Região Limítrofe e a deixaram lá. O Auxiliar Invisível disse que ela teria uma estadia muito curta no Purgatório e depois iria para o Primeiro Céu.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam voando pela África, ouviram um grito como o de um humano. Eles desceram e descobriram que era um macaco sendo enrolado por uma cobra.
Os Auxiliares Invisíveis fizeram a cobra soltar o macaco e ele correu, mancando, até a Ajudante Invisível para tentar subir nela.
Ela se abaixou, pegou o macaco e o curou, mas ele se recusou a deixá-la.
“Qual é o problema dele?”, ela perguntou a seu companheiro.
“Nada. É só medo”, respondeu ele.
“Não. Há algo errado”, disse ela.
A Auxiliar Invisível olhou atentamente para o macaco e disse: “Ah, agora eu vejo”, então levou-o para uma aldeia e chamou os nativos.
Eles observaram o macaco e recuaram.
“Ele tem um demônio nele. Queime-o. Ele causa problemas para a tribo”, disse um deles.
O macaco estava possuído por um dos bruxos nativos e o espírito real do macaco estava ao lado do seu corpo.
O Auxiliar Invisível perguntou ao Espírito-Grupo do macaco o que fazer para tirá-lo de lá. O Espírito-Grupo disse quais ervas daninhas e gravetos deveriam conseguir para o fogo. O Auxiliar Invisível acendeu uma fogueira e tirou o Ego obsessivo do corpo do macaco. Quando segurou o macaco sobre a fumaça, seu espírito, o real dono do corpo, contorceu-se e gritou.
Quando o Ego do feiticeiro saiu, o fogo queimou seu corpo etérico, ou vital, e ele subiu no ar, chorando. Ele teve que ir para a parte inferior do Mundo do Desejo para receber sua punição.
Os Auxiliares Invisíveis persuadiram o verdadeiro dono do corpo a entrar nele e o curaram, dando-o a um nativo como animal de estimação.
O Espírito-Grupo do macaco disse que o Ego do feiticeiro tentaria possuir um dos Auxiliares Invisíveis ao deixar o macaco. Agora, esse Ego mau não será capaz de prejudicar homem ou animal, porque não poderá retornar à vida terrena até que renasça. Quando isso acontecer, ele estará purificado de seus desejos malignos.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para responder às orações de uma mulher que pedia ajuda. Sua mãe estava obsidiada e acusava a filha de tentar envenená-la. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, o terror reinou, pois a mãe tinha uma faca grande e estava tentando matar a filha. Quando a mãe viu a Auxiliar Invisível, ela perguntou se ela tinha vindo para ajudar sua filha a matá-la, e então ela foi ao encontro da Auxiliar Invisível. Essa esqueceu que estava fora de seu corpo e não poderia se machucar, e começou dar voltas na mesa da sala de jantar, tentando se esquivar e desapareceu.
O Auxiliar Invisível tirou a faca grande da mulher obsidiada e a fez se sentar. Ela tentou mordê-lo, e ele passou por entre ela e disse à entidade obsessora para deixá-la. A entidade deixou seu corpo e tentou atacar o Auxiliar Invisível porque ele expulsou. Não podia fazer mais nada, então uivou e desapareceu.
O corpo da mulher desabou e o Auxiliar Invisível o colocou na cama, e o ego da mãe voltou ao corpo dela.
O Auxiliar Invisível disse à filha que sua mãe ficaria bem em alguns dias, exceto pela fraqueza. Ele a aconselhou a alimentá-la bem com vegetais e frutas. “Ela não saberá nada sobre o que aconteceu. Ela vai te amar e ser uma boa mãe para você”, disse ele.
A filha agradeceu ao Auxiliar Invisível por tudo o que havia feito por eles. Ele, então, foi atrás da Auxiliar Invisível, que ficou assustada e tinha ido embora. Ele a encontrou quando ela estava voltando para o lugar onde tudo aquilo aconteceu.
Aqui está uma história de obsessão que terminou em tragédia. Numa noite de dezembro, dois Auxiliares Invisíveis foram ver uma garota que matou sua amiga e depois se matou. Eles a viram de pé ao lado do corpo e foram até ela. A garota estava se perguntando o que havia acontecido com ela.
Um Auxiliar Invisível a tocou e ela olhou para cima. “Oh, o que aconteceu?”, ela disse. Eu estou morta? Eu não me matei.”.
“Você matou sua amiga, não foi?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Não, eu não fiz, mas aquela coisa no meu corpo fez”, respondeu ela. “Eu tentei parar, mas ela continuou.”
“Há quanto tempo essa coisa está incomodando você?”, ele perguntou.
“Um pouco mais de dois anos”, respondeu ela.
“Como isso aconteceu?”, o Auxiliar Invisível perguntou.
A pobre garota então contou sua história. Ela disse que saiu com essa garota e seu namorado e eles tinham tomado algumas bebidas alcoólicas com água gaseificada e quando ela se viu, ela estava em um hotel estranho e ela não sabia quem tinha estado com ela. Ela tinha uma sensação estranha por todo o corpo. Ela se vestiu às pressas e foi para a escola e depois da escola ela foi para casa. Então a coisa a empurrou para fora do seu corpo e a manteve fora pelo resto da noite. Na manhã seguinte, ela teve seu corpo de volta e ela foi para a escola.
As coisas continuaram assim até que a sua amiga foi morta. Ela foi para a casa da garota e eles saíram, e então a entidade a empurrou para fora do seu corpo e, então, se aproximou de sua amiga e a matou. Depois, a entidade não a deixava nem levava seu corpo, e a polícia a prendeu. A entidade falou. Ele disse que queria matar alguém há dois anos. O verdadeiro significado disso era que a entidade queria matar a outra garota há dois anos porque, porque ele não poderia tomar posse do seu corpo.
Depois que a garota estava na prisão e a entidade não podia mais fazer mal ao corpo da outra garota, ele a enforcou e com isso se matou. Esta entidade não sabia que se ele pendurasse o corpo enquanto estivesse nele, ele se trancaria nele e se forçaria a sair causando a morte da garota.
“Você experimentou alguma coisa quando morreu?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, morri sufocada e perdi a consciência”, disse ela.
“Então algo veio a mim e entrou em mim e eu estou aqui desde então.” Seu Corpo Vital voltou para ela para que ela pudesse ver o panorama de sua vida.
“O agente funerário fez alguma coisa no seu corpo: cortou, machucou, injetou algo, etc.?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, ele colocou um pouco de coisa quente em mim e me queimou”, disse ela.
“Então eu fiquei com frio e congelei. Não estou morta e quero ver o que eles vão fazer comigo.”
“Eles vão enterrar seu corpo”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, diga a minha família e amigos para parar de chorar e se preocupar e que eu não me matei e que não estou morta”, implorou a pobre menina.
Essa garota, em uma vida anterior, havia se envolvido com o ocultismo e enganou muitas pessoas e as fez ficar obsidiadas.
Essa mesma entidade ou corpo de pecado foi formado por seus pensamentos e atos malignos e a seguiu até sua morte. Quando ela renasceu, foi atraído por ela, fez parte dessa sua vida e causou sua morte. Agora, por causa de seus erros, ela terá que esperar até que ela morra de morte natural e, então, seguir em frente com sua evolução.
Durante todo o tempo em que os Auxiliares Invisíveis falavam com ela, ela reclamava que se sentia sufocada e vazia. Não havia nada que os Auxiliares Invisíveis pudessem fazer por ela, pois ela queria ver seu funeral, então eles partiram e continuaram suas atividades.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um hospital para ajudar uma mulher que estava em coma havia uma semana. Foi dito que ela se sentiu mal depois de voltar de uma reunião espírita e ir para a cama, estando sem se mexer ou falar desde então. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, o médico estava esperando por eles.
A enfermeira chamou a Auxiliar Invisível e ela viu a mulher primeiro. Em seguida, ela ligou para seu companheiro e disse que acreditava que a mulher estivesse possuída.
“Descubra”, disse ele.
“Não, eu não entendo o suficiente para lidar com possessão”, respondeu ela.
Mais tarde, os dois Auxiliares Invisíveis foram para a enfermaria onde a mulher estava e eles mudaram a paciente para um quarto privado. O Auxiliar Invisível a examinou e encontrou uma entidade em seu corpo. Ele disse à sua parceira para abrir a janela e ficar atrás dele. Então ele atravessou a mulher e mandou a entidade sair. Ela saiu e correu na direção do Auxiliar Invisível. Ele então a atravessou, ela uivou, uma fumaça preta saiu dela e flutuou para fora da janela, desaparecendo.
O Auxiliar Invisível convenceu a mulher a voltar para o seu corpo. Ela estava extremamente fraca. Ele disse à enfermeira para chamar o médico da paciente e ele veio. Ele disse o que fazer por sua paciente: “Observe-a e veja se está bem cuidada. Ela não será violenta, mas precisará de uma boa enfermeira e muitos cuidados, porque está muito debilitada”.
Certa noite, um Auxiliar Invisível estava na rua e foi ao local onde um automóvel bateu em um poste de luz. O carro ficou arruinado e os dois casais que estavam dentro dele estavam gravemente feridos. As pessoas foram levadas para a calçada, onde aguardavam uma ambulância.
O motorista estava conversando com um policial, que perguntou como aquilo aconteceu. “Vi um gato atravessando a rua e desviei para evitar bater nele, não consegui endireitar o carro e bati no poste”, disse.
De repente, o Auxiliar viu uma entidade que parecia um rato enorme, do tamanho de um cachorro, parada na frente dele.
“Ei, o que você está fazendo aqui?”, perguntou o Auxiliar, surpreso.
A entidade sorriu, mostrou os dentes e olhou para os destroços. “Eu fiz isso”, disse e se gabou.
“Como?”, perguntou o Auxiliar.
“Eu era o gato atravessando a rua”, disse a entidade. “Ele me viu, desviou para não me atingir e acertou o poste, mas não com força suficiente”.
“Por que você fez isso?”.
“Eu tenho seguido aquele homem por duas vidas e esta é a primeira oportunidade que eu tenho de matá-lo”, disse a entidade perversa.
“Não fiz um bom trabalho; mas farei”.
“Por que você está tão ansioso para matá-lo?”.
“Há três vidas esse homem fez com que meu mestre fosse ferido e depois morresse”, disse a entidade. “Antes de morrer, meu mestre me fez jurar que faria esse homem morrer e eu o tenho seguido desde então”.
“Bem, camarada, sua trilha termina aqui”, disse o Auxiliar.
A entidade olhou para ele e rosnou: “Eu vou matá-lo”. Então começou a perseguir o Auxiliar.
Ele se desviou dela e a atravessou; ela então começou a uivar e sumiu em uma nuvem de fumaça.
Logo, as pessoas ali reunidas começaram a sentir o cheiro no ar e um homem disse que sentiu cheiro de enxofre. O motorista atribuiu o odor ao ácido de bateria do automóvel, gravemente danificada pelo acidente. A entidade foi obrigada a ir para o Mundo do Desejo e colher sua justa punição.
Esse elemental é um exemplo do que os homens maus do passado podem fazer para se vingar. Pertencente à Irmandade Negra, o mestre dessa entidade a fez trabalhar para ele. Essas entidades ficam felizes em trabalhar para essas pessoas porque sabem que algum dia serão capazes de obter o controle sobre seus mestres e fazer com que sofram.
Tragédias como essas são comuns; no entanto, poucas pessoas notam. Elas não têm consciência disso e de muitas outras coisas que lhes seria benéfico conhecer.
Aqui está a história de um jovem emu que foi possuído por um bosquímano (um habitante do interior da Austrália ou da Nova Zelândia). Um emu é um grande pássaro similar ao avestruz e encontrado na Austrália.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados à Austrália para ver um jovem emu sair do seu ovo. Quando chegaram ao local onde o ninho estava, viram a mãe olhando para um grande ovo. Ao lado dela estava um bebê emu que provavelmente havia saído do ovo no dia anterior. Era um pintinho cinza-claro com listras marrons nas costas. A Auxiliar Invisível quis segurá-lo nas mãos. A seguir ela pegou o ovo e jogou para cima com força; depois, para o chão. Isso quebrou a casca do ovo e o jovem pássaro, que estava dentro dele se estendeu. Os Auxiliares Invisíveis observaram cuidadosamente e viram que esse filhote peludo era diferente do outro.
Um dos Auxiliares Invisíveis viu que um Ego forçou seu caminho até o ovo e expulsou o seu dono de direito. Chamamos essa condição de possessão. O Ego no corpo desse jovem emu pertencia a um curandeiro dos bosquímanos australianos, que se diz serem as pessoas mais atrasadas espiritualmente da Terra.
Este homem queria voltar ao mundo material, depois da sua morte, então forçou o jovem pássaro a sair do seu Corpo Denso. Esse Ego era um homem cruel que tinha medo de morrer e receber seu castigo, mas isso aconteceria mais tarde, quando o pássaro morresse. O filhote tinha cabeça de ser humano, corpo e asas de emu. Por isso ele não conseguia falar. Os Auxiliares Invisíveis espantados, foram informados de que essa criatura bizarra seria capturada, teria uma vida muito difícil e seria tão maltratada que o Ego nunca mais faria o que fez. Seria apanhado pelos nativos e guardado como curiosidade.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam viajando, eles viram uma garota seminua correndo entre os arbustos. Eles desceram e a pararam. Viram imediatamente que ela poderia estar louca. Perguntaram para onde estava indo e ela disse que iria encontrar o amado que havia partido.
Os Auxiliares Invisíveis a retiraram da floresta e levaram para a cidade próxima dali. Lá, eles encontraram algumas pessoas que a conheciam e os encaminharam até sua casa. Eles levaram a menina para lá e encontraram a mãe. Ela disse que sua filha trabalhava em um escritório e estava apaixonada por um dos homens da empresa. O homem fez uma viagem e não lhe falou sobre isso. Logo em seguida, a menina começou a frequentar um lugar que trabalhava com manifestação de espíritos desencarnados, os evocando de várias maneiras. Então ela comprou uma bola de cristal, um suporte para ela, um pano de veludo vermelho e algumas velas pequenas. Depois disso, sua vida girou em torno do trabalho, das sessões e da bola.
Então, certa noite a garota gritou e disse que algo desabou em sua cabeça. A mãe disse que implorou à filha para desistir de olhar para a bola, mas ela não quis e disse: “Não”. Por volta das duas horas da manhã, a menina foi ao quarto da mãe.
“Eu errei, mãe”, disse ela, “e acho que estou enlouquecendo”.
“O que você fez?”, perguntou sua mãe.
“A mulher que estava me ensinando disse que me treinaria para obter visão psíquica para eu encontrar meu amado e ver o que ele estava fazendo”, disse a garota. “Dei a ela duzentos e cinquenta dólares e comprei a bola, o estande e o pano; as velas eu comprei por setenta e cinco dólares.
A garota gritou de terror. “Mãe! Olhe que coisa horrível! É um homem. Não, é uma cobra. Não, é um gato feroz, mas, ah, tão grande! Ajude-me, mãe. Não deixe essas coisas me pegarem”.
A mãe disse que chamou um médico, que ele falou que sua filha estava sofrendo de alucinações e perguntou o que ela estava bebendo ou fumando. A mãe disse ao médico que a menina não tivesse bebido ou fumado qualquer coisa, mas que olhava para uma bola de vidro por horas sem parar e, às vezes, a noite toda.
O médico lhe deu um remédio para mantê-la quieta, mas seu efeito durou pouco. Então a mãe chamou outro médico e, assim que ele a viu, disse que a menina tivesse enlouquecido de tanto estudar, devendo ser internada em uma instituição para loucos. A mãe disse que não suportaria isso, então mandou colocar grades na janela, por dentro, e manteve a filha lá por seis meses.
Então, uma noite, a garota fugiu e o povo da cidade saiu à procura dela. A mãe disse que orou quase continuamente para que sua filha ficasse boa.
O Auxiliar Invisível colocou a pobre garota em seu quarto e fechou a porta. Alguns momentos depois, eles ouviram alguém cair no chão. Eles abriram a porta e lá estava a garota, insana e inconsciente. Seu Ego estava ao lado do seu corpo e os Auxiliares Invisíveis conversaram com ela. A menina lhes disse que seu amado fosse um funcionário da empresa e que ele a tivesse abandonado por nada, mas ela queria encontrá-lo. Uma amiga contou a ela sobre a sessão a espírita e ela foi vê-la. “Eu sinto muito agora, mas eu quero meu amado”, disse ela.
Um dos Auxiliares Invisíveis chamou uma Elevada Irmã Leiga e lhe pediu que curasse a menina. Ela veio e olhou para a garota.
“A menina aprendeu sua lição; no entanto, ficará doente por muitos dias”, disse ela. Ela manuseou a cabeça da garota, que voltou a entrar em seu corpo e falar de modo normal.
“Graças a Deus”, disse ela. “Essas coisas se foram. Nunca mais farei isso. Diga aos outros para deixarem os espíritos em paz”.
Os Auxiliares Invisíveis então conversaram com a menina e sua mãe sobre os seus ensinamentos. A mãe disse que gostaria de aprendê-los. Então a Irmã Leiga segurou a mão da garota e os pensamentos saíram da sua cabeça tão rápido que os Auxiliares Invisíveis mal podiam vê-los. A mãe não conseguia ver os pensamentos da Irmã Leiga e pensou que Ela estivesse fazendo uma oração silenciosa pela menina.
A Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis que a garota conquistou o amor do homem e que ela o estivesse chamando. “Ele vai voltar para ela, já que não teve motivo para tratá-la daquela maneira”, disse ela.
Quando isso aconteceu, a menina estava profundamente adormecida, e dormir era o que ela mais precisava, já que tivesse sido restaurada à sua condição normal.
A Irmã Leiga disse à mãe da menina que lhe desse legumes e frutas para comer, mas nada de carne. Ela falou que não precisasse chamar um médico.
“Sua filha adoecerá bastante, mas será curada”, disse a Irmã Leiga. “A mulher que vendeu todo o material lhe devolverá o dinheiro e sairá da cidade”.
Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à Irmã Leiga se a menina teria se recuperado sem a cura espiritual.
“Não” ela respondeu, “e ela teria ficado louca por muito tempo no Mundo do Desejo, após a morte”.
É realmente maravilhoso sermos servos e amigos dos Irmãos Leigos, que podem fazer muito para ajudar a humanidade. Os Auxiliares Invisíveis gostam muito de sair com eles, observá-los e ajudar em seu trabalho útil.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados, apressadamente, a uma jovem, em algum lugar dos Estados Unidos, que vinha praticando alguns exercícios respiratórios da Filosofia Oriental. Ela estava acostumada a passar várias horas na banheira pela manhã.
A menina disse ter sido informada de que, quando atingisse um determinado estágio, ela poderia deslizar para fora de seu corpo e voar para os reinos além, e ela passou a seguir as instruções recebidas e agora estava fora de seu corpo e incapaz de permanecer nele.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram na casa dela, em resposta às orações fervorosas da mãe, eles a encontraram tentando persuadir a filha a sair da banheira.
“Eu saio, mas meu corpo não me segue”, disse a garota. “Quando você me diz para sair, eu saio, mas não posso falar com você e fazer você me ouvir quando eu estou fora. Quando eu voltar para o meu corpo, posso falar com você, mas não posso levantar meu corpo para fora da banheira.”
“É por isso que chamei você para vir e me ajudar.”
A mãe da menina ficou desesperada de medo. Os Auxiliares Invisíveis perguntaram à menina há quanto tempo ela praticava esses exercícios.
“Não estou nisso há muito tempo, mas tenho sido muito persistente”, disse ela.
Antes que os Auxiliares Invisíveis lhe prestassem qualquer ajuda, eles falaram sobre o perigo de se tornar tão negativa a ponto de escorregar para fora do corpo na banheira e sobre o perigo de ser obcecada por entidades invisíveis. A menina ficou muito assustada e prometeu aos Auxiliares Invisíveis que se eles a ajudassem a voltar ao corpo dela, ela nunca mais estudaria ou praticaria quaisquer tipos desses exercícios respiratórios. Ao que tudo indica, essa menina estava completamente decidida em não fazer mais qualquer exercício indicado por pessoas sem escrúpulos que se autodenominam instrutoras, pois ela realmente descobriu que quando um estudante está pronto, um mestre autêntico está por perto, ou que quando uma pessoa sincera ora com todo o seu sentimento, a ajuda é fornecida, e nenhum preço é pedido por essa ajuda.
A menina havia se tornado extremamente negativa e ela havia diminuído sua resistência e vitalidade a ponto de os bloqueios em seu corpo ficarem tão enfraquecidos que ela se descobriu fora de seu corpo e não conseguia mais controlar. Os Auxiliares Invisíveis a ajudaram a retornar para o seu corpo e a advertiram minuciosamente para ter cuidado no futuro.
Eles também lhe falaram de alguns ensinamentos ocultos ocidentais seguros e adequados para quem vive neste lado do Planeta.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para o noroeste dos Estados Unidos, para a casa de um homem. Lá eles encontraram um homem que estava louco há cinco anos. Seu Corpo Vital e seu Corpo Denso não estavam concêntricos. Quando ele estava em seu corpo e acordado, às vezes, ele era violento. Isso porque ele não conseguia se conter e não conseguia se expressar. Quando ele estava fora de seu corpo, ele estava perfeitamente são.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram na casa dele, ele estava dormindo. Eles conversaram com a mãe e a irmã dele. Elas o mantinham amarrado na cama em um quarto dos fundos; muitos médicos estudaram seu caso, mas não chegaram à conclusão alguma. A família recorreu à oração e por meio dela o homem foi curado, como você verá abaixo.
O homem estava lendo livros de ocultismo que diziam que ele poderia sair de seu corpo e ir a lugares diferentes, caso seguisse certas instruções. Ele tentou por um longo tempo e finalmente forçou a saída do seu corpo. Ele ficou fora cinco dias. Os médicos disseram que ele estava em transe e voltaria, mas não sabiam dizer quando.
Quando o homem voltou para seu corpo, ele ficou louco. Ele não falava racionalmente há cinco anos. Os Auxiliares Invisíveis pediram para ver o homem, e a mãe os levou para seu quarto. Eles viram o Ego parado ao lado da cama dele. Ele tinha uma expressão facial assustada. Um Auxiliar Invisível queria falar com o pobre homem, então pediu à mãe que saísse da sala por alguns minutos. Ela ficou muito feliz em fazer isso, pois disse que se sentia muito apreensiva e nervosa no quarto dele.
“Quando estou limpando-o ou alimentando-o, sinto como se alguém quisesse me pegar”, explicou ela.
Quando a mãe se foi, o Auxiliar Invisível falou com o pobre homem; ele se virou e olhou para os estranhos.
“Pelo amor de Deus, me ajude”, disse ele. “Essas coisas que vejo me atormentam quase até a morte.”
“Como você ficou nessa condição?” perguntou o ajudante.
O homem disse que havia comprado um conjunto de livros porque ouviu que, ao estudá-los, ele poderia deixar seu corpo e ir a diferentes lugares quando quisesse. Ele seguiu as instruções por muito tempo e fez exercícios respiratórios, indicados no livro, regularmente.
Finalmente, ele forçou a saída do seu corpo e obteve sucesso. Então ele viu um milhão de coisas correndo em sua direção. Elas variavam de uns três centímetros de altura a criaturas tão grandes quanto um vagão de carga. Ele viu todos os tipos de cobras, insetos e assim por diante. Ele teve dificuldade em voltar para seu corpo novamente e, quando o fez, não conseguiu usá-lo ou se expressar.
Esse estado de coisas o deixou com raiva e, então, ele não sabia o que fazia. “Então, eu voltei para o meu corpo”, disse ele.
“Descobri que estava em um hospital. Mais tarde, fui trazido para casa e estou aqui desde então.”
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com o homem sobre ensinamentos falsos e o que acontece quando uma pessoa tenta forçar a entrar nos Mundos internos sem ter sido ensinado a como se proteger. O homem olhou atentamente para a Auxiliar Invisível. “Senhora, você é um Anjo?”, ele perguntou. “Se você puder me fazer um favor, Deus, me faça o bem e que volte ao normal, novamente e eu serei um homem bom e nunca mais farei isso.”
De repente, ele tinha uma expressão de terror em seu rosto. “Oh, olha senhora Anjo!”, ele gritou. “Faça isso ir embora. Oh, Senhor! Eu não aguento mais. Ajude-me. Vá embora! Vá embora! Ajude!”
O homem que estava fora de seu corpo correu em direção à Auxiliar Invisível e ela foi em direção ao outro Auxiliar Invisível, pois o homem só a via. Eles viram uma entidade que parecia uma cobra com um corpo cerca de 45 centímetros de largura, com mais de quatro cabeças e pescoços longos.
“Faça isso ir embora”, disse a Auxiliar Invisível a seu companheiro.
“Faça você”, disse ele.
“Vá embora”, disse ela para a entidade feroz.
Ela abriu todas as quatro bocas e avançou sobre ela e ela ficou atrás do mais corajoso Auxiliar Invisível, e o homem desabou. O Auxiliar Invisível deu um passo em direção a essa entidade maligna e ela recuou. Ele disse para ir embora e ela desapareceu. Então veio outra entidade que era mais horrível do que a primeira e o Auxiliar Invisível a mandou embora imediatamente. Então, uma entidade humana veio e falou com o Auxiliar Invisível.
“Você não pode me mandar embora”, disse ela. “Eu posso levar vocês dois e vou se você não for embora.”
O Auxiliar Invisível se voltou para sua parceira. “Amiga, você está comigo?”, ele perguntou.
Sim, estou aqui “, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível, então, disse à entidade humana para ir, em nome de Cristo, e nunca mais voltar. Ele uivou e saiu e teve que ir para o Mundo do Desejo, onde não poderia fazer mais mal. O Auxiliar Invisível perguntou a alguém distante, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar o homem e ele recebeu permissão para fazer tudo o que pudesse por ele. Disseram-lhe que ajudasse o homem a ficar em pé e que o fizesse bem devagar.
O Auxiliar Invisível levantou o homem do chão, acalmou-o e disse-lhe para entrar no corpo. Ele começou a entrar pela cabeça e o Auxiliar Invisível o parou. “Não, não atrapalhe”, disse ele.
“É assim que tenho entrado e depois me viro, mas dói muito”, disse o pobre homem.
O homem então deslizou em seu corpo com os pés primeiro, como lhe foi dito.
Ele também foi muito devagar e entrou totalmente. O Auxiliar Invisível ajudou-o a tornar concêntrico o seu Corpo, então, o acordou e ele estava seguro. O Auxiliar Invisível o desamarrou, mas ele estava fraco demais para se levantar.
Ele parecia ser apenas pele e ossos e tinha muitas escarras, por ter estado tanto tempo amarrado na cama. Os Auxiliares Invisíveis o pegaram, chamaram sua mãe e pediram que ela pegasse lençóis limpos para sua cama e roupas limpas para colocar nele. Eles trocaram a roupa de cama, curaram suas feridas e o deixaram confortável.
Quando a mãe do homem o viu, ela ficou muito surpresa.
“Oh, senhora! Ele vai nos machucar”, disse ela.
“Não, mãe. Estou bem agora”, disse ele com uma voz suave e clara. “Esses Anjos me ajudaram e curaram as feridas. Mãe, louvado seja Deus de quem todas as bênçãos fluem.”
Sua mãe se ajoelhou aos pés da Auxiliar Invisível. “Anjo, agradeço a ti e a Deus”, disse ela.
Depois que os Auxiliares Invisíveis colocaram o homem em sua cama limpa, eles se sentaram, contaram à família sobre seu trabalho e como qualquer um pode fazê-lo. Eles explicaram como uma pessoa deve viver para ser um Auxiliar Invisível e sair para ajudar os enfermos.
O homem que havia sido curado disse a eles que queria ser um Auxiliar Invisível.
“Eu também quero fazer esse tipo de trabalho”, disse a mãe.
Os Auxiliares Invisíveis os deixaram incrivelmente felizes e continuaram com seu trabalho. Agora podemos ter certeza de que se esse homem começar um ensino oculto seguro, ele será um aluno fiel. Ele não se desanimará tão rapidamente, como muitos Estudantes comuns hoje ficam.
Ele sabe que existem Auxiliares Invisíveis e sabe que as orações são respondidas, quando vêm de um coração sincero.
Ele teve uma lição severa, mas todos nós aprendemos mais com nossos infortúnios do que com os acontecimentos agradáveis da vida.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma família em um dos estados do oeste, e eles encontraram duas mulheres obsidiadas. O avô acabara de morrer, a avó estava desaparecida e a mãe agia de uma maneira muito estranha. Os membros da família estavam perdidos e não sabiam o que fazer.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que a avó estava obsidiada e já fazia cinco anos. Quando ela estava obsidiada, ela agia como um urso ou algum animal grande e não era capaz de falar ou se mover normalmente. Enquanto a coisa a estava obsidiando, ela rastejava para algum lugar e se escondia. Às vezes, ela ficava obsidiada por cinco ou seis dias e ficava sem comida e água. Isso preocupou muito seu marido.
A avó estava desaparecida, nesse momento, e a Auxiliar Invisível disse que tentaria encontrá-la. Ela olhou em volta e a encontrou sob uma cama no sótão. Ela estava vestida com uma camisola. Ela estava com os joelhos dobrados e quase morta, pois já havia passado quinze dias debaixo da cama. O Auxiliar Invisível viu imediatamente qual era o problema e logo a livrou da entidade que a havia obsidiado, mas era tarde demais para salvar sua vida. A pobre mulher pediu água e morreu de fome e exposição, pois era inverno.
Então, uma jovem que era neta da mulher morta disse aos Auxiliares Invisíveis que sua mãe agia da mesma maneira e os levou para o quarto de sua mãe. Eles olharam para a mulher na cama.
“Por favor, me ajude”, disse ela. “Eu não aguento mais isso.”
O Auxiliar Invisível passou através dela e ordenou que a entidade saísse, e a entidade saiu, e o Auxiliar Invisível logo a ajudou a se recuperar e ela ficou extremamente grata. Os membros da família ficaram incrivelmente felizes com a recuperação dela, pois temiam que ela não viveria muito.
A maioria de nós mal se dá conta dos perigos da obsessão e dos sofrimentos dos Egos que devem passar por experiências tão angustiantes e de suas famílias que vivem vidas de medo, sem nunca saber o que acontecerá em seguida para assustá-los ou causar-lhes problemas.
Aqui está a história de como um vampiro foi destruído. Tarde da noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam viajando em um bonde em uma cidade do leste. Havia um homem sentado em uma cadeira perto deles. Uma vampira entrou furtivamente no bonde, se sentou ao lado do homem e colocou os braços ao redor dele. Ela parecia uma mulher de pele escura, mas não tinha um Corpo Denso.
O homem começou a orar, pois tinha medo de morrer. Ele podia sentir que estava ficando cada vez mais fraco. Os Auxiliares Invisíveis puderam ver o Corpo de Desejos dessa concha absorvendo a vitalidade do Corpo Vital do homem.
Um dos Auxiliares Invisíveis tocou nas costas do vampiro e falou com ela. “Saia”, disse ele. Ela fez várias caretas feias para ele, mas obedeceu ao comando.
Então, o Auxiliar Invisível foi para a parte traseira do bonde, se materializou e falou para o condutor: “Um dos homens no bonde está doente”, disse ele, “e deve ter atendimento médico urgente”.
O condutor se aproximou do homem e o observou: “Sim, ele parece doente. Eu vou cuidar disso agora.”, disse o condutor.
Os dois Auxiliares Invisíveis, então, deixaram o bonde e seguiram aquele vampiro que foi para uma das ilhas das Índias Ocidentais, onde o viram ir para um cemitério e entrar em um cadáver humano que estava cheio de sangue fresco.
Um vampiro é uma entidade perversa que tem o poder de se manter por meio do sangue coagulado de uma pessoa, desde que entre no corpo logo após a morte.
O Auxiliar Invisível perguntou a sua companheira se ela estava com medo de entrar no buraco, expulsar o vampiro e destruir o corpo.
“Não estou; vamos lá!”, ela respondeu, e então eles desceram e expulsaram o vampiro do corpo. Eles descobriram que o vampiro havia consumido o corpo da pessoa e deixado os ossos e a pele intactos. Ele havia depositado sangue da substância de pessoas vivas e usado esse lugar como um lar.
Depois que o vampiro foi expulso, os Auxiliares Invisíveis materializaram as mãos, abriram a pele do corpo e o sangue fluiu para a terra. Isso fez com que o vampiro morresse lentamente. Esse vampiro era um ser humano muito perverso que não desejava morrer. Na sua morte, ele tomou posse desse cadáver.
Um vampiro pode se manter fora do Mundo do Desejo por centenas de anos, absorvendo a vitalidade de um ser humano como os Auxiliares Invisíveis viram que esse fez. Pessoas que se sentam ao lado de um vampiro, logo começam a se sentir exaustos.
Outra noite, os Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo uma cidade em um estado do oeste e viram uma menina lutando contra um vampiro. Ele tinha um corpo de ser humano e mãos como garras longas, uma cabeça como a de um lobo e pés parecidos com garras extralongas.
Essa coisa de aparência horrível estava tentando alcançar a criança e ela estava lutando com um longo bastão.
“Vá buscar os pais da criança e traga uma faca comprida”, disse o Auxiliar Invisível a sua companheira, “e enquanto isso eu cuidarei da menina”.
Quando a mãe veio, ela começou a gritar, pois tinha medo de ir até a menina. O pai estava apavorado demais para ajudá-la. A Auxiliar Invisível disse aos pais que a acompanhassem para que pudessem ver o que a filha estava fazendo.
O vampiro se virou e olhou para as pessoas e para a Auxiliar Invisível. Ele soltou uma risada diabólica e falou com a voz rachada: “Ela me teve como servo há quatro mil anos, quando morava no Egito e eu tive seu corpo por três mil anos. Agora vou recuperá-lo. Ela está brincando comigo há três anos, e agora que ela é uma mulher, e eu vou levá-la”. O Auxiliar Invisível perguntou à mãe da menina quantos anos sua filha tinha, e ela disse que a criança tinha treze anos. Então os Auxiliares Invisíveis souberam que o Corpo de Desejos da garota havia nascido.
O Auxiliar Invisível chamou uma Irmã Leiga por meio do pensamento e perguntou-lhe se ele poderia ajudar aquela garota e ela disse que sim.
A mãe assustada começou a clamar a Deus para ajudar sua filha.
“Dê-me a faca”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, tenha cuidado”, respondeu a outra Auxiliar Invisível, enquanto lhe entregava a faca que trouxera. “Eu irei com você, se você quiser”.
“Não, irmã. Deixe apenas um de nós se envolver e não os dois”, disse ele.
O Auxiliar Invisível foi até o vampiro. O vampiro pulou, então, no Auxiliar Invisível e a outra Auxiliar Invisível gritou. O Auxiliar Invisível deu um passo para o lado e deixou o vampiro cair sobre a faca, e o que parecia ser seu Corpo Denso foi aberto. O vampiro uivou e partiu para a floresta, e os Auxiliares Invisíveis o seguiram. Eles entraram em uma caverna, ou um buraco, sob uma grande árvore coberta por grama e ervas daninhas.
Lá eles encontraram um corpo de mulher que estava toda roxa muito escura que já estava morta há algum tempo. O Auxiliar Invisível a abriu e o vampiro uivou, gemeu, desapareceu, foi para o Mundo do Desejo para receber sua tão demorada punição.
O Auxiliar Invisível olhou em volta para ver se conseguia ver mais corpos. Ele encontrou o corpo de um homem e o cortou, e veio um vampiro muito mau e feroz. Os Auxiliares Invisíveis deram um jeito rápido.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram ver a menina e seus pais, que esperavam o retorno deles. O Auxiliar Invisível perguntou-lhes como ela conheceu a coisa.
“Um dia, quando eu estava caçando violetas”, disse ela, “cruzei com ele e pensei que fosse uma velha. Ela me contou muitas histórias e me disse para não contar aos meus pais. Um dia, quando eu não estava me sentindo bem, ele me agarrou e me abraçou. Quando me soltou, eu estava tão mole e fraca que mal conseguia chegar em casa (O vampiro havia minado sua vitalidade absorvendo um pouco de seu Corpo Vital). Hoje eu o encontrei novamente na floresta e ele queria me abraçar, mas lutei contra isso até que vocês vieram e me ajudaram”.
Os Auxiliares Invisíveis viram que depois que o vampiro expulsou esse Ego – a menina -, que tinha sido um homem em uma vida anterior, ele tomou seus veículos, ou seja, seu Corpo Vital, seu Corpo de Desejos e sua Mente, e os manteve por quase três vidas e depois desistiu deles, foi para o Purgatório e foi punida por todos os erros que havia cometido. Ela então renasceu em uma família nos Estados Unidos. A menina estava com a saúde debilitada e essa experiência a curou de seu desejo de encontrar aquele vampiro ou qualquer outro. Os pais perguntaram aos Auxiliares Invisíveis quem eles eram, eles lhes contaram seu trabalho e depois foram embora.
Os Estudantes Rosacruzes devem aprender tudo o que puderem sobre obsessão para que possam ser mais úteis em ajudar os outros e, assim, eles podem evitar todas as práticas prejudiciais e negativas que podem fazer com que uma entidade tente obsidiá-los.
Se estivermos fazendo o que é certo e vivendo uma vida reta e útil, não precisamos temer as investidas do mal, pois elas não serão capazes de nos prejudicar de forma alguma. Devemos tentar pensar de forma construtiva e evitar nutrir pensamentos de ódio ou vingança contra alguém.
Uma Estudante viu um vampiro em seu quarto quando ela estava doente. Ela se perguntou se os vampiros circulavam pelos quartos dos doentes e observavam para ver qual seria o resultado.
“Não era tão grande quanto o que tenho uma foto em um livro”, disse ela, “mas era muito diferente. Seu corpo era inclinado, com a parte frontal mais baixa que o resto. Tinha uma pequena cabeça redonda, olhos e cabelos escuros, e asas muito proeminentes. As asas não eram parecidas com uma teia, mas mais parecidas com as asas de uma borboleta com linhas cruzadas em uma substância semelhante a uma gaze. Isso me lembrou de um daqueles aviões que parecem pássaros. Ele me examinou atentamente, traçou uma linha reta no meu rosto e eu cheguei bem perto dele. Eu o achei muito nervoso.
“Pensei comigo mesmo: ‘Vou resolver esse problema’ e acendi uma luminária de piso. A criatura estava entre a luminária e eu. Coloquei uma tesoura na mesa e decidi cortar suas asas, se ele viesse de novo perto de mim, mas nunca mais o vi. “
A Estudante descobriu, mais tarde, que o vampiro veio com uma amiga dela que é muito negativa. Provavelmente o vampiro esperava encontrar uma oportunidade para obsidiar essa amiga.
Aqui está um caso de como uma garota foi salva de uma tentativa de assassinato por uma tia louca.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa para salvar uma menina que fora, com seu irmão gêmeo, visitar a tia e o tio dela. A tia era uma mulher que tentava fazer tudo o que pensava que os modernos estavam fazendo. Ela até começou a fumar cigarros de maconha, e esses cigarros horríveis a deixaram louca. Em seguida, ela não gostou da sobrinha porque tinha inveja da beleza dela. Ela planejava entrar no quarto da garota e matá-la prendendo a respiração.
A mulher devia estar obsidiada por uma entidade muito perversa, pois entrou no quarto onde a menina dormia, se esgueirou para a cama e subiu no corpo da menina, segurou-a e começou a asfixiá-la para matá-la. Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvá-la. Eles correram para o local e viram o que estava acontecendo. Por um tempo, a garota não conseguiu respirar e lutou desesperadamente para se libertar, mas não era páreo para a louca.
Os Auxiliares Invisíveis não conseguiam soltar a mulher da garota apavorada sem machucá-la, então o Auxiliar Invisível fez com que a mulher ficasse imóvel suspendendo a gravidade e ela flutuou com as mãos e os pés deixando de segurar o corpo da garota.
Um Auxiliar Invisível ligou para o marido da mulher e contou-lhe o que havia acontecido. O marido disse que estava preocupado e temia que algo acontecesse. O Auxiliar Invisível disse a esse homem que seria melhor internar sua esposa em um hospital, porque ela nunca ficaria boa.
O homem carregou sua esposa louca escada abaixo e os Auxiliares Invisíveis a viram agitando os braços e movendo as pernas descontroladamente.
Um dos Auxiliares Invisíveis também notou a sombra da mulher em movimento na parede enquanto esperavam. O homem trancou a esposa em um armário e chamou um médico.
A menina assustada queria sair dali imediatamente e voltar para casa. Seu irmão gêmeo saiu correndo de seu quarto para ver o que havia causado o problema. “Sonhei que minha tia estava matando minha irmã e que eu não tinha forças para ajudá-la”, disse ele.
“Quando acordei, fiquei confuso e não conseguia entender o que estava acontecendo. O que estava acontecendo com a irmã estava acontecendo comigo e mesmo assim não vi ninguém.”
Um dos Auxiliares Invisíveis disse ao jovem que o forte vínculo de amor e afinidade entre eles o levou a captar os sentimentos dela por ação reflexa. A garota era o ego mais forte dos dois e exercia uma influência muito boa sobre o irmão.
O irmão logo arrumou as roupas dele e da irmã e os dois se prepararam para partir. O tio ficou muito chateado com o que aconteceu e queria que eles saíssem de qualquer perigo que pudesse acontecer em sua casa. Os jovens foram embora e os Auxiliares Invisíveis continuaram seu trabalho.
A Auxiliar Invisível também assumiu o forte sentimento de terror da moça e se lembrou muito claramente da experiência ao acordar na manhã seguinte. Se os fumantes de cigarros apenas percebessem seu perigo, eles lutariam com todas as forças para superar esse hábito de fumar, pois estão sempre sob o risco de receberem um cigarro com drogas que pode levar ao fumo de cigarros contendo maconha, o que leva os usuários a cometerem muitos crimes que levam à prisão e à morte.
Aqui está como um vampiro foi destruído nas Ilhas Índias Ocidentais.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um determinado lugar para salvar uma garota negra. Uma cerimônia estava sendo realizada e alguns homens iam matar uma garota para agradar a um vampiro. Ela estava com muito medo e não queria morrer. Os Auxiliares Invisíveis viram o vampiro, que estava próximo. Essa coisa horrível estava parada ao lado da garota esperando que o médico vodu cortasse a veia jugular em seu pescoço para que pudesse sugar o sangue que saísse de seu corpo.
Havia apenas uma coisa a fazer e o Auxiliar Invisível fez. Ele pegou a faca do médico nativo e cortou o vampiro ao meio. O Auxiliar Invisível fez isso tão rapidamente que ninguém sabia o que havia acontecido.
Então o Auxiliar Invisível soltou a garota, recolheu as roupas que eram dela e logo deixou o local e depois deixou a ilha. As ilhas eram tão distantes uma da outra que os Auxiliares Invisíveis não queriam carregar a garota assustada para a próxima ilha, mas eles tinham que fazer isso para salvar sua vida. Os Auxiliares Invisíveis a levaram para outra ilha e disseram a ela para não voltar, pois os nativos certamente a matariam se a encontrassem. Ela disse que ficaria longe daquele lugar.
Uma noite, quando alguns Auxiliares Invisíveis estavam olhando vitrines em uma das grandes cidades da Europa, eles viram uma mulher largar seus pacotes de Natal e começar a pedir ajuda às pessoas próximas, pois ela disse que algo a pegava. Algumas pessoas disseram que ela devia ser viciada em drogas, enquanto outras disseram: “Ela está sofrendo de alucinação”.
Alguém chamou um médico, e ele veio e disse que ela estava bem, mas estava sofrendo de algum tipo de tensão mental. Um Auxiliar Invisível pediu ao outro que fizesse o que pudesse por ela e esse foi em direção a ela.
“Por favor, me ajude”, disse ela.
“Eu farei o que puder”, disse ele.
O Auxiliar Invisível disse ao médico e a um policial para segurar a mulher com força porque ela agiria como se tivesse um ataque. Então, o Auxiliar Invisível disse à entidade que a tinha obsidiada para sair da mulher. A entidade ergueu a cabeça e começou a falar.
“Dez séculos atrás, eu era seu servo e segui suas dez vidas para receber meu pagamento. Eu a tive por uma vida depois que ela morreu durante os tempos da Atlântida.”
O Auxiliar Invisível viu, em um flash, que ela viveu uma vida religiosa reta e limpa por nove vidas e que já tinha expiado seus erros.
Ela teve uma influência tão forte sobre a entidade que a seguiu vida após vida. Ela estava ciente de que algo a seguia, e apenas um fino véu a separava disso. Toda a sua vida ela teve o medo de que algo quisesse machucá-la. Tudo isso foi mostrado ao Auxiliar Invisível em um flash e, então, ele disse à entidade para sair do corpo dela.
A entidade se recusou e o Auxiliar Invisível a atravessou e ela saltou e subiu em uma chama azul com um uivo, e a mulher começou a agir como se tivesse um ataque. O ar logo cheirou como se alguém estivesse queimando enxofre ou algo sulfuroso. Algumas das mulheres próximas desmaiaram e algumas pessoas se afastaram do cheiro.
“Algo está errado com ela”, disse o policial.
“Não sei o que é”, comentou o médico.
Depois que a mulher se acalmou, o Auxiliar Invisível falou com ela.
“Minha amiga, vá em paz. Você nunca mais será incomodada.
Viva uma vida reta e limpa e um dia você encontrará o caminho que a levará ao Templo. Você se recusou a aceitá-la há dez séculos. Você pagou por seus pecados agora e terá outra oportunidade de seguir em frente. “
“Oh, obrigado!”, ela disse. “Eu irei até a minha mãe e contarei a ela tudo o que aconteceu.” Ela parecia ter cerca de vinte e cinco anos e não era casada. O policial e o médico queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis.
“Somos amigos da humanidade”, disseram eles e desapareceram e continuaram seu trabalho.
Os hospitais psiquiátricos estão cheios de pacientes que, na verdade, estão obsidiados. Algumas dessas pessoas podem ser curadas e são curadas por meio da cura espiritual. Muitas pessoas não podem ser curadas e devem continuar vivendo como estão até que a morte os liberte, temporariamente.
Visto que a mediunidade é perigosa, não devemos ter nem o mínimo contato com ela. Devemos evitar as bebidas alcoólicas e todas as bebidas intoxicantes, pois isso tende a tornar as pessoas mais negativas e isso atrai elementais. Pessoas com delirium tremens realmente veem o que descrevem em seus delírios. Devemos levar uma vida reta e íntegra e não prejudicar nossos semelhantes ou nossos irmãos mais novos, os animais e, assim podemos evitar a obsessão.
Melhor ainda, podemos nos tornar servos dos Irmãos Maiores e, se formos fiéis, poderemos ajudar outras pessoas que foram descuidadas nas suas vidas passadas e mesmo na sua atual vida. Podemos ter permissão para curar pessoas que se tornaram vítimas de entidades obsessoras. Assim, avançaremos no caminho que conduz a Deus, nosso Pai Divino.
[1] N.T.: Irmão Leigo ou Irmã Leiga– Vivem em diferentes partes do mundo ocidental e receberam uma ou mais Iniciações de Mistérios Menores. Ou seja, depois de realizar a 1ª Iniciação Menor, torna-se Irmão Leigo da Ordem Rosacruz. Assim, a evolução dos Irmãos Leigos (ou Irmãs Leigas) é feita por meio de várias Iniciações Menores. São capazes de abandonar seu Corpo Físico conscientemente, assistir aos serviços e participar nos trabalhos espirituais no Templo da Ordem Rosacruz, junto aos Irmãos Maiores. Portanto: o Irmão Leigo ou Irmã Leiga percorre um caminho de nove graus com sessões no Templo Rosacruz à meia-noite, cada dia da semana para cada grau do primeiro ao sétimo, sendo as reuniões do oitavo e nono graus realizadas nos Equinócios. Também podem abandonar o Corpo Denso para diversas missões de serviço altruísta, amoroso e desinteressado. A última Iniciação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, nesta fase, é a 9ª Iniciação Menor. Esta é a última Iniciação disponibilizada pela Escola de Mistérios Menores da Ordem Rosacruz. A partir deste momento, o Irmão Leigo ou Irmã Leiga está preparado para tornar-se um Adepto.
[2] N.T.: Funcionário de um país responsável, em país estrangeiro, pela proteção dos interesses dos indivíduos e empresas que sejam cidadãos daquele país.
[3] N.T.: O Solstício de Junho varia entre 20 e 21 de junho, dependendo do ano.
[4] N.T.: ou 20, dependendo do ano.
Anjos, Devas e Espíritos da Natureza
Anjos, Devas e Espíritos da Natureza são todos seres reais e podem ser vistos por todos os Irmãos Leigos e Irmãs Leigas das verdadeiras Escolas de Mistérios, por pessoas com uma visão espiritual, por crianças que têm visão etérica e por Estudantes Rosacruzes e crianças, quando eles estão fora de seus Corpos durante o sono.
Quantas vezes as crianças perguntam se existem Fadas! Elas amam as histórias de fadas e acreditam nelas até ouvirem que não existem Fadas. A maioria dos adultos do mundo ocidental não acredita que esses adoráveis seres pequeninos existam. As Fadas são encontradas em todas as partes habitáveis da Terra hoje, assim como têm sido por milhares de anos. Algumas crianças sabem que existem Fadas porque podem vê-las.
Existem Fadas adultas (expressando o polo masculino ou o polo feminino) e crianças, e elas variam em tamanho de sete a dezoito centímetros de altura. Seus corpos são compostos de Éter, que é o material do qual nossos Corpos Vitais são construídos.
Normalmente, não podemos ver as Fadas, porque não podemos ver nada além de matéria física (da Região Química do Mundo Físico), que compõem os nossos Corpos Densos, bem como os dos vegetais e animais. Os Auxiliares Invisíveis, frequentemente, veem Fadas e sabem que são seres reais.
Aqui está a história verídica de uma garotinha que pode ver Gnomos e Fadas. Essa criança estava muito doente em um hospital onde alguns Auxiliares Invisíveis costumam ir. A casa dela era no interior, mas ela foi levada ao hospital da capital para que pudesse receber o melhor atendimento possível. Ela tinha cerca de sete ou oito anos de idade.
Quando os Auxiliares Invisíveis a viram, ela estava rindo e conversando com alguns Gnomos e Fadas. Havia quatro Gnomos, dois masculinos e dois femininos, que estavam de cada lado da cama da criança. Havia cerca de oito Fadas presentes, e eles estavam dando uma festa de Fadas.
A menina viu as pessoas vindo em sua direção e disse aos amiguinhos que era melhor eles irem, pois, as pessoas a fariam dormir. Os Auxiliares Invisíveis a ouviram e disseram: “Não, somos amigos dos Espíritos da Natureza”, e eles se juntaram à festa.
A menina pediu a um dos Auxiliares Invisíveis que dissesse à enfermeira para não a incomodar. Ela prometeu que não iria falar ou rir em voz alta, mas que ficaria muito quieta. Ela queria poder se sentar. O médico escreveu no prontuário que ela podia se sentar na cama à noite e que não devia ser incomodada. A Auxiliar Invisível se sentou na cama da criança, pois ela havia se materializado para se parecer como um corpo humano normal. As Fadas subiram nela e se sentaram em seus ombros, e ela se divertiu muito as observando.
Em poucos minutos, os Auxiliares Invisíveis tiveram que sair e os Gnomos se despediram apertando as mãos deles. Eles deixaram a menina, feliz, com seus pequenos amigos.
Não muito depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir para o Havaí, onde veriam uma festa de Fadas. Eles foram e viram uma visão grandiosa. A festa foi realizada em um lindo vale verde. Uma senhora Deva muito bonita estava flutuando lentamente acima, e de vez em quando ela se expandia, enviando raios de luz dourada que cobriam todo o vale e tocavam tudo nele. Então, as muitas Fadas lá embaixo se expandiam e enviavam raios da mesma cor, e esses raios tocavam tudo em seu entorno.
As Fadas estavam dançando, cantando e marchando. Havia Fadas adultas e Fadas bebês, masculinas e femininas, e eram pequenos seres maravilhosamente delicados. Elas pareciam pessoas bonitas e graciosas.
Os Auxiliares Invisíveis pensaram no Sonho de uma Noite de Verão de Shakespeare e sabiam que Shakespeare realmente via os Gnomos e as Fadas que colocava em sua peça.
O Deva mostrou aos Auxiliares Invisíveis que os reconheceu e ficou feliz em vê-los. Então um dos Auxiliares Invisíveis quis descer entre as Fadas, e o seu companheiro disse a ela para ir em frente. “Espere por mim”, disse ela, e então desceu para o vale e se sentou na grama entre as flores.
As Fadas foram até ela e subiram em cima dela, e ela segurou os pequeninos nas mãos. Então as Fadas foram até a grama, pegaram flores e um pouco de material etérico e fizeram uma grinalda, ou uma coroa, e a colocaram na cabeça da Auxiliar Invisível. Então eles dançaram ao redor dela dando as mãos. Mais tarde, eles largaram as mãos e cada um, por sua vez, dançou ao redor da Auxiliar Invisível, que estava feliz demais para falar.
Mais tarde, o outro Auxiliar Invisível disse que, quando a procurou, viu apenas uma luz brilhante onde ela estava sentada. O Deva disse que nenhum dano viria do contato das Fadas com a Auxiliar Invisível e que fariam o bem dela. Quando a dança acabou, a Auxiliar Invisível se levantou, e ela parecia uma pessoa diferente, pois seu Corpo Vital brilhava intensamente. Você, provavelmente, pode se lembrar de várias histórias de Fadas em que as crianças dançavam com as Fadas e as Fadas colocavam uma coroa de flores na criança.
Em uma noite, um garotinho viu um Gnomo enquanto ele estava fora de seu corpo durante o sono, mas ele não sabia o que viu ou que estava andando em seu Corpo Vital. Sua professora pediu-lhe que escrevesse sobre um sonho que ele teve, e ele escreveu assim: “Sonhei que estava em uma ilha e que estava sozinho. Eu estava caminhando e cheguei a um precipício. Vi que era muito fundo e não sabia o que fazer. Tentei descer colina abaixo, mas não consegui. Não sabia o que fazer então. Um homenzinho apareceu de repente: “Garotinho, por que você chora?” ele me disse.
“Porque eu quero passar para o lado de lá, eu disse. De repente, eu voei. Então minha mãe me disse que era hora de ir para a escola.”
Aqui está a história de um menino que pôde ver os Espíritos da Natureza quando estava fora de seu corpo. Um dia, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por um parque nos Estados Unidos e viram um garotinho que havia perdido os pais. Ele estava deitado debaixo de uma árvore dormindo. O Ego do menino havia saído do seu corpo, e estava brincando com dois Gnomos e duas Fadas quando os Auxiliares Invisíveis foram até ele.
Ele correu para os Auxiliares Invisíveis e disse que queria sua mãe.
“Os pequeninos não vão me levar para casa”, disse ele. “Minha mãe me contou sobre os Anjos, e eu acho que você se parece com eles porque você é todo brilhante e branco.”
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram à criança onde ela morava, mas ela não sabia. Um dos Gnomos disse que mostraria aos Auxiliares Invisíveis onde o menino morava. As Fadas beijaram a criança e os Auxiliares Invisíveis o acordaram e o carregaram para casa.
A mãe do menino estava muito preocupada com o seu filho. Disse que sabia que a mata estava infestada de cobras. Ela pegou o filho nos braços o abraçou e beijou com alegria. Depois disso, a criança disse a ela que dois homenzinhos o observavam enquanto ele dormia e, então, quatro menininhas vieram e brincaram com ele.
Um dos Auxiliares Invisíveis explicou à mãe que se tratava de Gnomos e Fadas e que, quando ele saía do corpo durante o sono, podia vê-los e falar com eles, e que eles o protegiam de todo mal.
Os Espíritos da Natureza poderiam tê-lo levado para casa em seu Corpo Vital, mas isso teria sido inútil porque não poderiam ter feito a mãe entender onde estava seu Corpo Denso, porque ela não podia ver ou ouvir Gnomos ou Fadas.
Os Auxiliares Invisíveis podiam levar a criança para casa porque podem materializar Corpos Densos, carregá-lo para casa e depois desmaterializar novamente e continuar com seu trabalho. A mãe queria saber se os Auxiliares Invisíveis eram humanos e como eles encontraram a criança. Eles então contaram a ela sobre seus ensinamentos, e ela ficou muito interessada.
Uma certa Estudante sempre amou contos de Fadas, e depois que ela se interessou pelos ensinamentos ocultistas e místicos, ela desejou muito ver algumas Fadas e alguns Gnomos. Em várias ocasiões, ela encontrou várias pessoas que podiam vê-los, e eles lhe contaram sobre alguns dos Espíritos da Natureza que haviam visto.
Então, certa manhã, ela se lembrou de ter visto um pequeno Gnomo no sótão de uma velha casa durante a noite, enquanto estava fora de seu corpo durante o sono. O querido pequenino parecia ter cerca de sessenta centímetros de altura. Ele estava trabalhando com algumas peças de cerâmica curiosas. Ele desejava preservar a escrita antiga que estava começando a se desintegrar.
Então, outra manhã, essa Estudante acordou com as memórias mais deliciosas do que tinha visto. Ela se lembrava muito claramente de estar em uma bela casa onde havia duas grandes salas de estar conectadas. Em cada sala havia sofás e poltronas confortáveis.
Em uma dessas salas havia um fogo de lenha queimando brilhantemente em uma lareira. Havia várias pessoas sentadas e conversando alegremente entre si. A Estudante se sentou em um sofá, e alguém possibilitou que ela visse os Espíritos da Natureza que estavam presentes. Ela viu uma série de belas Fadas vivas se movendo na sala, e elas eram os pequenos seres mais delicados que se possa imaginar.
A Estudante viu, também, Sílfides e Ondinas se movendo em grupos no ar. Esses lindos seres pequenos pareciam estar vestidos com cortinas graciosas e pareciam ter asas transparentes.
Os Silfos (ou as Sílfides) e as Ondinas são Espíritos da Natureza que trabalham com o ar e a água, respectivamente, e causam as variações do tempo que não são devidas ao calor ou ao frio. Eles também causam trombas d’água no mar. Quando os Silfos se reúnem em grande número sobre uma grande massa de água, as Ondinas tentam atraí-los para a água.
Em seguida, os Silfos tentam atrair as Ondinas e, quando conseguem, costumam formar uma tromba d’água. Isso faz com que o ar fique tenso. Essa visão é inspiradora. A água expande em uma enorme massa como se tentasse alcançar o céu.
Depois a Estudante viu vários pequenos Gnomos espertos que estavam vivos e ativos. Pareciam muito velhos, com longos bigodes brancos e ombros curvados. Eles usavam ternos cinza ou marrons e sapatos com biqueiras pontudas para cima. Os corpos e as roupas dos Gnomos, bem como dos demais Espíritos da Natureza, são compostos de Éter. Foi uma visão incrível para a Estudante e fez com que ela ficasse muito feliz.
Então a Estudante olhou para a lareira e viu algumas Salamandras, ou Espíritos do Fogo. Elas pareciam ter um pouco mais de vinte e dois centímetros de altura e eram de um vermelho alaranjado brilhante. Elas tinham corpos esguios e elegantes que pareciam ficar de pé. Seus corpos estavam em constante movimento e eram estranhamente belos e fascinantes de se ver. Elas estavam vivas e reais, e não havia dúvida sobre isso, pois a Estudante as via claramente. Desde então, ela viu outros Espíritos da Natureza.
Então, em um dia de outono, essa mesma Estudante se lembrou de ter visto um Deva. O Deva era muito grande e parecia maior do que um ser humano. Ele estava suspenso no ar sobre um belo vale de um rio verde perto de uma floresta. Ele parecia um belo jovem vestido com cortinas elegantes e esvoaçantes. Seu cabelo era bastante curto e muito liso. Ele tinha uma expressão agradável no rosto e parecia estar se movendo muito vagarosamente. Não havia dúvida de que ele estava muito vivo e real. A Estudante e sua amiga olharam com muito cuidado para o Deva e viram sua bela aura, que era de vários tons de roxo, lilás, amarelo e dourado. Parecia um arco-íris e cobria todo o vale como um guarda-chuva.
Em outra ocasião, a Estudante se lembrou de ter visto duas lindas Fadas enquanto dormia. Ela foi enviada a algum lugar para ajudar algumas pessoas que estavam sendo cobradas a mais por sua senhoria. A família consistia em um pai, uma mãe e dois filhos.
As pessoas tinham um pequeno papagaio cubano verde em uma grande gaiola feita em casa. O Auxiliar Invisível subiu e olhou dentro da gaiola e ficou encantado ao ver que o papagaio tinha companhia. Havia duas Fadas sentadas em uma prateleira em sua gaiola. Elas pareciam ter cerca de trinta centímetros de altura, mas não estavam de pé. Elas pareciam ser mais altas do que o papagaio. As Fadas pareciam jovens de cerca de quinze anos. Elas estavam com os braços em volta do pescoço uma da outra, e riam e conversavam alegremente.
Enquanto o Auxiliar Invisível as observava, ela as viu deslizar ao longo da prateleira. Elas se atrelavam a isso como as crianças fazem nas brincadeiras. Tanto o menino Fada quanto a menina Fada eram esguios e graciosos. Ambos eram loiros, com cabelo amarelo claro. O cabelo do menino estava repartido e a menina tinha uma franja que caía sobre a testa. As Fadas pareciam estar vestidas com cortinas brilhantes que as vestiam de forma mais atraente. Pareciam jovens bonitos, e o Auxiliar Invisível gostou muito deles. Eles tinham radiações de força que pareciam emanar deles.
Não é de se admirar que o povo da Época Atlante lamentou sua grande perda ao privar-se do contato direto com os Espíritos da Natureza e outros seres e não poder mais vê-los!
As Fadas trabalham sob a direção dos Radiantes. Alguns Devas vivem na terra e alguns vivem no ar. Alguns vivem no oceano e trabalham com os Espíritos da Natureza. Existem fluxos de energia saindo de cada lado deles. Os Devas trabalham com os Irmãos e Irmãs Leigas das diferentes Escolas de Mistérios.
Há uma senhora Deva muito bonita em algum lugar da Ásia Menor, onde há uma sede para os Devas. Outro Deva se alterna com ela no trabalho que está sendo realizado. Esses grandes Devas curam muitas pessoas que vão lá em peregrinações todos os anos. Os Auxiliares Invisíveis, às vezes, podem estar presentes nesse santuário.
Alguns anos antes, alguém de sua família pegou uma corujinha e ela a colocou em uma gaiola. Um pequeno Gnomo veio até ela e a fez entender que ele queria que ela libertasse a coruja. Ela carregou a coruja na gaiola para um grande parque na cidade onde morava, abriu a gaiola e deu liberdade à pequena coruja. O Gnomo agradeceu e desapareceu.
A senhora contou ter visto uma Ondina que ela chamou de Fada do mar. Ela e sua filha estavam fazendo uma viagem marítima. Um dia ela viu uma Ondina parada na amurada do navio olhando para ela. Ele parecia estar usando uma espécie de coroa. Ela ficou parado na grade por alguns momentos e então desapareceu.
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis entraram em contato com algumas Salamandras destrutivas e fizeram-nas ir embora. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um lugar onde viram um grande edifício em chamas. O Corpo de Bombeiros estava a caminho, quando chegaram ao local. As chamas estavam saindo de muitos pontos do edifício. Os bombeiros colocaram escadas para resgatar as pessoas.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma família que estava sendo envolvida pelas chamas, e ninguém ia salvá-la. Um dos Auxiliar Invisível perguntou a alguém distante se ela poderia ser salva, e a pessoa disse: “Sim”.
Os Auxiliares Invisíveis entraram no prédio e subiram para a sala onde estavam as três pessoas. A criança estava consciente e a mulher quase inconsciente. Os Auxiliares Invisíveis não podiam sair pela janela porque as chamas dos andares de baixo estavam subindo. O Auxiliar Invisível disse à sua companheira que parasse as chamas e saísse pela janela.
Ela foi temporariamente dotada com o poder de comandar as Salamandras, ou Espíritos do Fogo, que fazem todos os fogos queimarem e todas as armas dispararem. Ela disse às Salamandras para pararem as chamas naquele lugar, e elas obedeceram.
Os bombeiros colocaram uma rede e mandaram os Auxiliares Invisíveis pularem. Um Auxiliar Invisível sabia que não era seguro pular da janela do terceiro andar para dentro da rede e que o peso iria quebrá-la.
Ele disse à outra Auxiliar Invisível para pegar a mulher e pular inclinado para não acertar a rede. Ela fez isso e mais tarde se lembrou de como flutuou para baixo com segurança enquanto os bombeiros direcionavam um grande jato de água para o fogo.
O outro Auxiliar Invisível carregou o homem, e a primeira Auxiliar Invisível voltou e pegou a criança no momento em que o chão cedia. Esse é um exemplo do tipo de trabalho realizado pelos Auxiliares Invisíveis.
Eles não apenas salvam pessoas, mas também salvam muitos animais de incêndios. Certa vez, um Auxiliar Invisível se lembrou de ter tirado um lindo gato de um prédio em chamas. As pessoas que estavam lá assistindo ao fogo ficaram surpresas ao vê-la sair com um enorme gato de estimação nos braços.
Um dia na primavera houve um grande incêndio florestal na América do Sul. Alguns meninos que estavam caçando começaram o fogo. Sete grupos de Auxiliares Invisíveis foram enviados lá para salvar o povo. Eles viram muitas cobras e animais correndo à frente do fogo, mas o fogo os pegou e queimou-os. Os Auxiliares Invisíveis viram o Espírito-Grupo dessas criaturas se contorcendo de dor. Os Espíritos-Grupo disseram que os Auxiliares Invisíveis nada podiam fazer a não ser salvar as pessoas que viam.
Um Auxiliar Invisível disse que nunca tinha visto Salamandras tão ferozes antes. As Salamandras eram grandes e pequenas e correram atrás de todos. Os Auxiliares Invisíveis salvaram muitas pessoas e fizeram tudo o que puderam para alertar a todos sobre o perigo iminente. O vento soprava forte e carregava as chamas rapidamente. Uma grande Salamandra correu atrás de um dos Auxiliar Invisível, e ela esqueceu que estava fora de seu corpo e não poderia se ferir.
Ela pegou uma criancinha indígena e a carregou cerca de oito quilômetros antes de perceber que a conduzia. Então ela teve que levar a criança de volta. O pequeno menino havia adormecido e não demonstrava medo.
Os Auxiliares Invisíveis sentiram muita pena dos Espíritos-Grupo que tiveram que sofrer porque muitos de seus pupilos foram queimados.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram uma senhora Gnomo nos degraus da varanda da casa de um dos Auxiliares Invisíveis. Ela foi para a sala mais tarde e olhou para a Auxiliar Invisível. Ela disse que a tinha procurado porque era a pessoa mais quieta da casa.
“Eu gosto de você e voltarei, e você me verá e me conhecerá bem”, disse ela à Auxiliar Invisível.
Na manhã seguinte, a Estudante se lembrou de ter visto a senhora Gnomo e ficou muito feliz em pensar que a senhora Gnomo gostava dela. Essa Gnomo parecia ter cerca de sessenta centímetros de altura e grandes feições. Seu nariz era comprido e ela parecia muito velha e séria. Ela se assemelhava a muitas ilustrações de Gnomos que os artistas pintaram para ilustrar livros para crianças. Lembremo-nos de que existem Gnomos e que através dos tempos os seres humanos os viram e fizeram amizade com eles.
Para fazer-se amigos das Fadas é necessário desenvolver seu Corpo-Alma. É preciso não ter preconceitos. Não deve haver ódio, malícia ou inveja no coração.
A pessoa deve estar disposta a tratar a todos como deseja ser tratada. Esse é o requisito mais importante. Sem ele, é inútil desejar ver os Espíritos da Natureza. Não é necessário ter visão espiritual, mas é preciso ter um Corpo-Alma parcialmente desenvolvido, ser capaz de usá-lo e sair como um Auxiliar Invisível para ajudar a humanidade e o reino animal.
Aqui está uma verdadeira história de Fadas dos tempos modernos. Em uma manhã de outubro, um Auxiliar Invisível estava sentado em sua sala na escrivaninha. Uma família de Fadas entrou, foi até o topo de sua escrivaninha e sentou-se perto do aquecedor que havia na sala.
“Meus amigos”, disse o Auxiliar Invisível, “como vocês se dão neste tempo frio? Vocês deveriam estar perto do equador”.
“Estávamos hospedados na casa de uma senhora”, disse a mãe Fada, “mas ela começou a ficar desagradável e tivemos que ir embora”.
“Eu também sou mal e como uma Fada em cada refeição”, disse o homem em tom de brincadeira.
A mãe Fada riu, mas a pequena Fada ficou nervosa. “Mamãe!” ela disse, “ele vai me comer?”
“Não, querida. Ele está só brincando”, respondeu a mãe.
“Venha aqui, minha doce Fada”, disse o homem. A pequena Fada aproximou-se dele muito timidamente e ele a pegou no colo. Ela tinha cerca de dez centímetros de altura e era bonita demais para ser descrita. As Fadas mamãe e papai tinham cerca de quinze centímetros de altura, e o menino Fada era menor.
“O que você quer que eu faça?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Leve-nos para um lugar perto da América do Sul”, disse ela.
“Como posso fazer isso sem congelar você?”, o Auxiliar Invisível perguntou.
“Faça um casaco de desejo”, disse a senhora Fada. “Então vamos nos encostar no seu peito, e vamos nos manter aquecidos”.
“Você não pode fazer um?”, ele perguntou.
“Não, porque pertenço à Região Etérica”, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível perguntou a alguém à distância por meio do pensamento se ele poderia ajudar as Fadas, e ele recebeu permissão. Ele se deitou e logo estava fora de seu corpo. Então ele fez um casaco de tecido de desejo e o vestiu. Em seguida, ele colocou as Fadas dentro dele, em seu peito, saiu pela janela e partiu para o sul. A mãe Fada deu-lhe instruções sobre como ir.
Eles logo se encontraram na América Central e chegaram a um “país das Fadas”.
Pareceu ao Auxiliar Invisível como se houvesse um milhão de Fadas ali.
Havia um Deva muito adorável, elevado no ar, acima deles enviando belos raios de luz e energia para baixo, para seus protegidos, as Fadas. O Auxiliar Invisível colocou as quatro Fadas no chão, e elas agradeceram por ele parar de estudar para carregá-las para casa. O Auxiliar Invisível olhou por todo o lugar para ver se ele podia ver algo que pudesse prejudicar as Fadas, mas não havia nada.
Ele então perguntou ao Deva se poderia trazer um amigo dele para ver as Fadas naquela noite, e ela disse: “Sim”.
Aqui está uma história notável sobre como alguns homens aleijados foram curados por um Deva. Uma Irmã Leiga levou alguns Auxiliares Invisíveis com ela uma noite em um santuário na parte ocidental da Europa. Em seguida, ela pediu a um dos Auxiliares Invisíveis para ser instrutor de alguns outros Auxiliares Invisíveis que estavam presentes. Havia quatorze na classe. Eles foram trazidos a esse lugar para ver o Festival de Setembro.
Primeiro, houve um serviço devocional no Templo de oito lados. Em seguida, os membros da classe caminharam pelo templo e admiraram as belas pinturas. Havia muitas fotos lindas da Sagrada Família reunida e fotos de Maria, José e Jesus sozinho. Eles haviam sido lindamente pintados anos antes, mas as cores ainda eram brilhantes e lindas.
Um Auxiliar Invisível encontrou uma foto da Sagrada Família que era incomumente atraente e real. Tinha sido pintada com cores delicadas e ele ficou encantada com ele e achou que era uma pintura notável. Algumas dessas pinturas pareciam ser muito antigas.
O mais marcante da viagem foi a cura de quinze aleijados que, após o serviço devocional, se ajoelharam diante do altar do santuário. Os Auxiliares Invisíveis viram um lindo Deva com uma aura amarela muito grande vir e ficar diretamente sobre eles no ar. Eles podiam ver muitos raios mutáveis que pareciam raios de luz fluindo sobre os homens, enquanto eles se ajoelhavam em oração e pediam para serem curados.
Um primeiro se levantou e caminhou perfeitamente bem e feliz. Então, o resto começou a se levantar um após o outro, e eles começaram a gritar seus louvores a Deus. O Auxiliar Invisível havia notado a aparência estranha deles, quando eles se reuniram pela primeira vez no altar. Eles tinham pernas curtas ou corpos curtos e deformados, e tinham uma aparência muito estranha, e caminhavam juntos. O Auxiliar Invisível contou quinze desses aleijados. Ele se perguntou o que eles fizeram em uma vida passada para ganhar corpos tão estranhos que eram todos desproporcionais.
Em pouco tempo todos os quinze homens estavam em pé e bem, e sua alegria e gratidão era uma delícia de ver. Havia também algumas mulheres e crianças enfermas que foram curadas pelo poder de cura do Deva. O Auxiliar Invisível mal podia acreditar em seus olhos, pois a cena era estranha e maravilhosa.
Então o Auxiliar Invisível ficou curioso e quis saber o que aqueles quinze homens haviam feito para estarem nessa forma. A visão na Memória da Natureza mostrou que na quinta dinastia de um certo país esses homens eram senhores feudais. Naquela época, o feudalismo estava no auge. Esses senhores feudais eram muito cruéis com seus vassalos e servos quando eles não pagavam suas dívidas em grãos, pedras preciosas ou ouro. Não havia dinheiro naquela época e os bens eram usados em troca e para o pagamento de dívidas, impostos e assim por diante.
Esses senhores feudais construíram grandes fossas e nelas jogaram seus devedores, sujeitando-os a todos os tipos dos mais horríveis castigos. Se o povo ainda vivesse depois de alguns dias, eram vendidos como escravos e levados em navios oceânicos para servir como tripulantes. Poucos deles retornaram. Esses homens maus pensaram em coisas extraordinariamente cruéis para fazer a essas pobres pessoas. Eles até soltavam leões entre as pessoas indefesas ou os despedaçavam em rodas que iam em direções opostas. Por causa de sua crueldade com os outros, esses senhores feudais voltaram à vida em corpos deformados. Depois de muitos anos, eles pagaram suas dívidas pelo destino maduro que criaram em outras vidas.
Seus corpos aleijados e deformados não os impediram de progredir no caminho espiritual, pois eles fizeram o que puderam pela humanidade e saíram de seu caminho para ajudar os outros. Em uma vida anterior, esses homens viveram perto um do outro, nasceram no mesmo país e se uniram novamente.
Quando essa cura em grupo notável terminou, o Auxiliar Invisível perguntou aos membros da classe que estavam com ele o que mais os interessava e cada um deu sua opinião. A maioria dos alunos da classe não conseguia entender como todos os eventos e as vidas passadas desses homens puderam ser trazidos de volta de forma tão clara e vívida quando ocorreram há mais de cinco mil anos.
Então, o Auxiliar Invisível explicou a eles o funcionamento da Memória da Natureza. O Auxiliar Invisível disse a eles muitas coisas sobre a Sagrada Família e como as pessoas acumularam muito destino maduro, e que servir aos outros é a melhor maneira de pagar por isso. Ao fazer isso, eles têm a chance, sem saber, de encontrar todos a que fizeram mal e de ajudá-los de uma forma ou de outra, pagando assim a dívida.
“As duas coisas mais interessantes para mim”, disse a Estudante instrutora, “foram a bela imagem da Sagrada Família que vimos e a cura milagrosa dos quinze homens deformados e aleijados pelo Deva”.
O Auxiliar Invisível então deixou o santuário e continuou com seu trabalho, e alguns deles se lembraram claramente na manhã seguinte do que tinham visto naquela noite.
Numa quarta-feira à noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados à casa de uma senhora para ajudar um bebê que estava sendo incomodado por uma entidade e para atender a um pedido de ajuda de uma Fada que amava muito o bebê. Uma Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis que fossem rapidamente ajudá-los.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mãe dormindo com seu bebê de um ano. O berço do bebê ficava ao lado da cama da mãe, mas estava vazio. A mãe se virou e foi dormir. O bebê estava deitado de costas brincando com uma pequena Fada. Ela possuía um cetro na mão e estava tocando o bebê em uma brincadeira, e ele estava chutando os pés e acenando com as mãos. Eles estavam se divertindo no quarto aquecido, enquanto a mãe dormia profundamente.
Então, uma entidade negra de aparência maligna entrou e foi em direção ao bebê. A Fada começou a lutar contra a entidade e gritou: “Socorro! Socorro!” e o bebê começou a gritar. A Auxiliar Invisível agarrou a entidade e sacudiu-a até ficar tonta e a entidade agiu como se estivesse bêbada. O Auxiliar Invisível cruzou a entidade e a mandou de volta para o Mundo do Desejo, onde não incomodará mais ninguém. Ele então disse à sua companheira para se materializar e pegar o bebê, o que ela fez.
Enquanto a Auxiliar Invisível estava pegando o bebê, a mãe acordou e se virou para pegá-lo e viu a Auxiliar Invisível com sua aura resplandecente.
“Oh, Anjo! Por favor, tenha misericórdia e me devolva meu bebê”, ela implorou. “Toda a minha vida sempre quis um filho. Depois de me casar por vinte anos, desisti em desespero porque pensei que nunca teria um filho. Deus gentilmente me deu um, e agora ele é a luz da minha vida.
Se você veio para levá-lo, deixe-o e leve-me em seu lugar. Ninguém vai maltratá-lo. Então leve nós dois. Não, leve meu marido também, porque eu o amo. Por favor, deixe-nos sozinhos. Estamos todos felizes. O bebê brinca o dia todo e, quando dorme, brinca também. Anjo, dê-o para mim. Você pode colocá-lo no chão e ir embora com ele. Eu mal posso vê-lo, pois você é tão brilhante”.
O Auxiliar Invisível viu que a mãe estava prestes a entrar em choque. Então, ele disse a sua companheira, por meio do pensamento, para dar o bebê à sua mãe. A mãe agradeceu à Auxiliar Invisível, a qual, ainda em sua aura disse à mãe que ela tinha um filho adorável.
“Oh, Anjo! Você não sabe o que significa para mim tê-lo. Pensei que nunca seria abençoada com um bebê. A vida é muito monótona sem filhos. Vou fazer tudo o que puder.”
“Seja bom com ele”, disse o Auxiliar Invisível, “e ensine-lhe os caminhos do Senhor”.
A mãe prometeu que sim. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse bebê era um Iniciado renascido.
A entidade queria assustar o bebê e obsidiá-lo, se possível, mas a corajosa Fada lutou contra ela até que os Auxiliares Invisíveis viessem em sua ajuda e a mandassem de volta ao Mundo do Desejo para pagar o que ela devia há muito tempo.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que não acreditava em Fadas. Os Auxiliares Invisíveis o olharam por acaso na vitrine de uma livraria onde viu alguns livros de ocultismo e fez alguns comentários sobre eles. O homem veio e os ouviu conversando, então ele começou a falar também.
A Auxiliar Invisível logo começou a contar a ele sobre seus ensinamentos, e ela disse a ele que Anjos e Fadas são reais e vivos e podem ser vistos. O homem ficou cético e disse algo assim: “Você quer me dizer que realmente existem Fadas?”.
“Sim, existem Fadas”, disse ela.
“Você vai jurar que é verdade?”, ele perguntou.
“Eu juro”, respondeu ela.
“Vamos desaparecer dele, e ele acreditará melhor”, disse o Auxiliar Invisível, por meio do pensamento. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram, e o homem era o homem mais espantado que a Auxiliar Invisível já vira. Certamente era real a impressão sobre ele.
Pela expressão em seu rosto, ele vai acreditar no que ouviu pelo resto da vida, mesmo que nunca retome os ensinamentos sobre os quais ouviu.
Esses Auxiliares Invisíveis encontraram muitas outras pessoas que acreditam em Fadas. A história a seguir fala sobre algumas pessoas que podiam ver Fadas. Alguns Auxiliares Invisíveis foram ver um homem e sua esposa, que possuíam uma estufa e um lindo jardim. Os Auxiliares Invisíveis viram que o lugar estava cheio de Fadas e Gnomos.
As pessoas eram muito amáveis quando estavam no jardim, mas quando estavam em casa brigavam e discordavam. O casal contou aos estranhos seu comportamento peculiar e disse que pediram a muitas pessoas que lhes contassem por que agiam daquela maneira, pois gostavam muito um do outro e queriam ser bons.
Cada uma dessas pessoas poderia pegar as Fadas e os Gnomos, e eles os amavam e queriam que eles fossem para suas casas com eles. Os Espíritos da Natureza os seguiam até a casa e depois os deixavam. Essas duas pessoas tinham visão espiritual, mas não sabiam disso.
Nesse momento, os Auxiliares Invisíveis estavam no jardim e os Espíritos da Natureza estavam ao redor deles ouvindo o que as pessoas diziam. Um Auxiliar Invisível disse ao homem e sua esposa que eles não concordavam no plano material e não faziam nenhum esforço para concordar em sua casa; mas, que quando eles estavam no jardim, eles estavam no plano espiritual.
“Cada um de vocês deve controlar seu temperamento e dar e receber”, disse ele.
As pessoas prometeram que fariam isso.
“Vamos entrar na casa”, sugeriu o Auxiliar Invisível.
Todos entraram e, assim que o homem e sua esposa cruzaram a porta, começaram a se agitar e a lutar. O Auxiliar Invisível chamou por eles e juntou suas mãos e os fez se abraçarem e se beijarem, e os Auxiliares Invisíveis viram uma mudança nas pessoas.
O Auxiliar Invisível então disse às pessoas que elas eram almas avançadas e que deveriam ser amáveis umas com as outras e ajudar a todos que pudessem. Essas pessoas tinham lindas flores e eram muito bem-sucedidas com elas, e ganhavam bem o ano todo com a venda de suas flores e plantas.
As Fadas entraram na casa e escalaram toda a mesa, se divertindo. Os Auxiliares Invisíveis foram embora deixando as pessoas muito felizes e contentes.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam em um lugar onde havia um vale muito bonito. Vendo um Deva sobre o pequeno vale, eles pararam. Era um dia quente e as pessoas do vale iam de um lugar para outro. O Deva foi muito amigável e digno enquanto flutuava no ar, acima dos campos e pastagens onde alguns Gnomos e Fadas estavam ocupados com seu trabalho e diversão.
“A que onda de vida você pertence?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Deva.
“Eu pertenço ao mesmo estágio em que estão os Espíritos-Grupo”, respondeu o Deva. “Eu avancei acima do estágio dos animais ferozes, e estou encarregado dos animais gentis, os Gnomos e as Fadas.”
“Eu quero ir aonde as Fadas e os Gnomos estão”, disse a Auxiliar Invisível.
“Você pode ir se quiser”, respondeu seu companheiro. Ela desceu e logo se sentiu em casa com os Espíritos da Natureza.
O outro Auxiliar Invisível e o Deva a observavam de cima.
“Ela pensa mais nas coisas espirituais do que nas terrenas”, disse o Deva, “e no final isso pode tornar sua vida muito difícil, pois ela terá que se atualizar com suas coisas materiais. Ela precisa de mais experiência mundana”.
O Deva disse ao Auxiliar Invisível que havia uma mulher e duas crianças no vale que estavam doentes, e ela pediu a ele que pegasse sua parceira e fosse ajudá-los. Os Auxiliares Invisíveis encontraram os enfermos e fizeram o que puderam por eles; depois disso, eles foram embora felizes porque tinham visto o Deva e seus protegidos.
Em uma noite, uma Estudante estava tocando seu piano. Várias pessoas estavam presentes. Uma delas era capaz de ver os Espíritos da Natureza que costumam ser encontrados em parques e jardins.
Ela viu seis Fadas dançando em cima do piano. As Fadas estenderam seus vestidos e braços bonitos e dançaram delicadamente. “Continue tocando”, disse uma delas, “pois estamos gostando.”
Uma Fada subiu nos ombros de uma da senhora, inclinou-se sobre seu ouvido e parecia estar sussurrando algo para ela. Uma das Fadas disse ao homem que elas ficariam até o fim da música e, então, voltariam para o parque que havia nas proximidades.
“Você tem medo das salamandras?”, ele perguntou a ela, e ela ficou muito assustada e correu para ele e disse: “Esconda-me. Eu não posso fazer nada com elas”.
“Não há nenhuma aqui”, assegurou-lhe o homem. Ele então disse à Fada que só queria saber se as Fadas têm algum controle sobre as Salamandras.
“Não, não temos”, disse ela, “mas eu gostaria de ter, pois assim salvaria meu povo dos incêndios florestais”.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis saíram com alguns Anjos para ajudarem muitas pessoas. Finalmente, um dos Auxiliares Invisíveis pediu ao líder dos Anjos para levá-los a algum Deva alto, pois ele tinha um anel que queria sensibilizado. O Anjo os levou a um Deva que estava sobre um templo em algum lugar da Ásia.
O Anjo disse ao Deva o que o Auxiliar Invisível queria, e ele disse que o Auxiliar Invisível seria informado sobre quando deveria trazer o anel para ele e que ele ficaria feliz em fazer o que era pedido.
O Deva disse ao Anjo para que a Auxiliar Invisível se aproximasse dele. Ela o fez, e ele colocou a mão sobre a cabeça dela. Quando ele fez isso, o outro Auxiliar Invisível viu uma luz muito brilhante espalhar-se sobre ela como se ela estivesse sendo queimada em um incêndio. Então o Deva se afastou e não deu mais atenção aos visitantes, e eles foram embora.
O líder dos Anjos voltou-se para os Auxiliares Invisíveis e disse: “Há um navio com problemas”. “Iremos ajudar as pessoas.”
O navio havia batido e feito um buraco no casco e estava afundando rapidamente.
“As pessoas estão em perigo?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, se outro navio não os recolher”, respondeu o Anjo.
O Auxiliar Invisível procurou um navio e, vendo um em torno de cento e cinquenta quilômetros de distância, levou seu companheiro até ele. Eles descobriram que o capitão estava dormindo e disseram-lhe para dizer ao piloto que dirigisse para o norte por cento e cinquenta quilômetros e depois para o oeste.
“Vá a toda velocidade, pois um navio está em apuros”, disse o Auxiliar Invisível.
O capitão acordou, saltou de seu beliche e subiu as escadas.
Ele disse ao piloto que sonhou que um navio estava com problemas e o que lhe disseram para fazer. Ele deu suas ordens ao piloto, e o navio partiu para o resgate.
Os Auxiliares Invisíveis então foram até o navio danificado e descobriram que havia cerca de cinquenta pessoas nele. O porão do navio estava cheio de carga e, por isso, o navio estava muito pesado. Parecia que o navio iria afundar a qualquer minuto. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram as pessoas para entrarem nos botes salva-vidas, e depois partiram sabendo que seriam recolhidos e salvos pelo capitão do outro navio.
Naquela época, havia nove Anjos no grupo em que os Auxiliares Invisíveis estavam. Eles foram muito amigáveis com os Auxiliares Invisíveis, que se divertiram muito com eles.
Esses Anjos e as pessoas foram a muitos lugares e ajudaram as pessoas de maneiras diferentes.
Eles foram para um lugar na parte norte da América do Norte para ajudar uma mulher esquimó que estava em trabalho de parto. Ela estava passando por um momento muito difícil e precisava de ajuda imediatamente. O Auxiliar Invisível chamou o outro Auxiliar Invisível que é médico e cirurgião, e ele veio o mais rápido possível. Os Auxiliares Invisíveis saíram e encontraram o médico, e os três se materializaram e, em seguida, se esgueiraram pela porta e entraram no iglu. Eles ajudaram a mulher a dar à luz a um belo menino.
Em seguida, o médico prescreveu uma receita para a mãe e mandou seu marido obtê-la. Ele atrelou os cães ao trenó e começou uma viagem de dezesseis quilômetros para obter os medicamentos.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram a uma ilha no Oceano Atlântico Sul, e lá eles viram uma linda paisagem de um lago. Havia um lindo Deva sobre a ilha, e os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes quando viram a bela aura dourada do Deva que parecia uma luz amarela fluindo sobre a terra. O Deva estava cuidando de seus protegidos e da terra ao redor.
Uma noite, três Auxiliares Invisíveis e um bebê foram à América do Sul para procurar algumas Fadas. Eles foram para um lugar muito bonito na Colômbia, que ficava no alto das montanhas com vista para a América Central e o Oceano Atlântico. Os Auxiliares Invisíveis encontraram muitas Fadas vivendo perto de uma aldeia. Eles estavam brincando alegremente ao luar. As pessoas pequenas pareciam variar em tamanho de cinco a vinte centímetros de altura.
Bem acima das Fadas estava a mais bela Deva que cuidava delas e das pessoas que estavam sob sua influência. Nesse lugar, o povo era gentil com os estranhos. As crianças eram muito bonitas e de natureza gentil, e algumas delas podiam ver os Espíritos da Natureza.
Os Auxiliares Invisíveis foram para uma casa onde havia quatro crianças.
Uma das crianças estava com febre. Os Auxiliares Invisíveis viram cerca de vinte Fadas de todos os tamanhos ao redor da cama das crianças. Havia uma senhora Fada encarregada das Fadas que envolviam todo o corpo do menino em que podiam tocar sua carne. As Fadas dobraram seus corpos para cima e para baixo por um tempo, e então empurraram seus peitos. Então, um fluxo de força colorida de arco-íris, ou energia, fluiu delas para o menino doente. Elas estavam tentando ajudar seu amiguinho.
“Há quanto tempo ele está doente?”, perguntou o Auxiliar Invisível para a mãe do menino.
“Cerca de dez dias, e ele está sob os cuidados do médico”, respondeu a mãe.
O Auxiliar Invisível pegou o menino pela mão e falou com ele. “Você sente ou vê alguma coisa?”, ele perguntou.
“Sim, vejo muitas pessoas pequenas que brincam comigo desde que me lembro. São pessoas reais. Por que não ficam grandes como papai e mamãe?”, ele perguntou.
“Eles pertencem a um mundo diferente, onde não crescem mais”, explicou o Auxiliar Invisível. “Você logo ficará bom para poder brincar com elas de novo.”
“Eu me sinto bem agora. Posso me levantar?”, o menino perguntou.
“Não, você não pode se levantar agora, mas pode se levantar de manhã. Você já tocou nas Fadas?”
“Sim”, respondeu o menino, “eu as levo para a mamãe, mas ela não os vê”.
“Ela as verá algum dia”, disse o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível se voltou para a senhora Fada e disse: “Gostaria de conversar com algumas das Fadas para poder ajudar minha amiga com um livro que ela está escrevendo”.
Essa senhora era chamada de Fada rainha. Essa rainha das Fadas veio, e ela parecia um ser humano muito pequeno. “Vou conduzi-lo pelo reino”, disse ela, “mas primeiro é melhor você buscar sua filha”.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram o bebê na grama no meio de um monte de Fadas, e ele estava se divertindo com elas.
Um Auxiliar Invisível perguntou à mãe do bebê se ela via as Fadas.
“Sim, eu as vejo e acho estranho que essas pessoas não sejam pisadas e mortas”, disse ela.
“Acontece isso às vezes, mas não com frequência”, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível pegou uma das Fadas, ergueu-a contra o luar e olhou para ela com atenção. Seu corpo parecia muito delicado e gracioso e quase transparente. Ela possuía todos os órgãos que os seres humanos têm, mas ele não conseguia ver nada em seus intestinos, embora eles estivessem arredondados com alguma coisa. Ele podia ver o contorno dos músculos etéricos do corpo da Fada. As Fadas se parecem exatamente com as pessoas que vivem no Planeta Vênus, só que são muito pequenas.
“Todas as Fadas devem trabalhar quando atingirem uma certa idade”, disse a rainha, “e seu dever é embelezar tudo o que puderem”.
“Quanto tempo vivem as Fadas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Não há um tempo definido para elas irem e virem”, disse ela. “Eu tenho setenta anos de acordo com sua maneira de contar o tempo, mas para mim parece que tenho apenas algumas luas. As Fadas ficam em países quentes no inverno porque em climas frios não podem trabalhar, pois não há plantas crescendo para trabalhar. Quando está frio, elas só podem dormir, e é seu dever trabalhar. “
O Auxiliar Invisível estava ansioso para obter algumas informações do Deva; então ele olhou para ela e atraiu sua atenção. “Posso subir aí?”, ele perguntou.
“Você não pode vir até aqui”, respondeu o Deva. “Eu vou te dizer quando parar.”
Os Auxiliares Invisíveis subiram o mais longe que puderam. O Deva disse-lhes que parassem quando estivessem a cerca de seis metros dela.
“Eu gostaria de fazer algumas perguntas”, disse o Auxiliar Invisível.
“A que onda de vida pertencem os Devas?”
“Eles começaram a sua evolução no mesmo tempo que os Arcanjos.”
“Existem muitos Devas?”, ele perguntou.
“Sim, há uma série deles em todo o mundo”, respondeu ela.
“Existem bebês Devas?” ele perguntou.
“Sim, existem bebês em todas as ondas de vida que se movem”, disse ela.
“Onde eles ficam?” ele perguntou.
“Eles ficam no Terceiro Mundo Celestial”, disse ela.
“Você sempre se move?” ele perguntou.
“Sim, nós nos movemos”, disse o Deva. “Trabalhamos em pares e vamos ao Templo para receber instruções, como todo mundo precisa para crescer até a perfeição.”
O Auxiliar Invisível perguntou ao Deva qual era o tamanho da sua aura, e ela disse: “Posso cobrir a Terra até onde se pode ver com um telescópio e mais um pouco”.
“As Fadas algum dia se tornarão humanas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Elas já são humanas, mas pertencem a uma outra onda de vida própria (ou seja, na onda de vida delas, elas estão no estágio humano). Quando o ser humano se tornar bom o suficiente, as Fadas serão vistas, e a humanidade ajudará no desenvolvimento delas e elas ajudarão o ser humano. As Fadas trabalham para embelezar a Terra”.
“Por que existem alguns Gnomos com as Fadas?”, ele perguntou.
“Os Gnomos ajudam as Fadas”, disse ela. “Eles fazem todo o trabalho pesado e os protegem de coisas que podem destruí-los”.
O Auxiliar Invisível não podia ver nenhuma diferença entre este Deva e outras mulheres, exceto que seu corpo era feito de um material mais fino e seu lema era: “Amor e Serviço”.
“Alguma vez os aviões vêm em sua direção?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Deva.
“Não, eles não podem, mesmo se quiserem”, disse ela.
Quando é primavera nos Estados Unidos, é outono na América do Sul. Muitas Fadas passam o verão nos Estados Unidos e depois vão, no inverno, para a América Central para que possam estar ocupadas trabalhando com as flores durante todo o ano.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram para a América do Sul numa noite em meados de abril e descobriram que as Fadas e os Gnomos estavam se preparando para partir para a América do Norte.
Era uma noite quente e a Lua estava brilhando forte. Havia algumas crianças brincando na grama. As Fadas estavam realizando uma reunião geral e, por isso, os Auxiliares Invisíveis pensaram que poderiam descobrir alguns fatos interessantes sobre elas.
Um Auxiliar Invisível olhou em volta e encontrou uma Fada com cerca de 20 centímetros de altura. Ele pediu que ela fosse até ele para que pudesse estudá-la um pouco e obter uma boa descrição dela. Ela foi até ele e acendeu levemente em sua mão, e ele olhou para ela com atenção.
Essa linda Fada tinha uma pele muito delicada de textura fina. Era uma cor rosa muito claro. Ela possuía longos cabelos dourados que iam até a cintura. Seu vestido parecia ter sido feito no último estilo de um material muito fino e delicado que tinha muitas cores e tons. O Auxiliar Invisível não conseguia ver através de suas roupas.
O Auxiliar Invisível disse à fada que gostaria de ver a forma de seu corpo. Sem demora, ela tirou a roupa e lá estava o Ser mais perfeito que os Auxiliares Invisíveis jamais esperaram ver.
“Oh, que querida gloriosa”, exclamou uma das Auxiliares Invisíveis; “Eu gostaria de abraçá-la”.
“Não toque nela”, advertiu o Auxiliar Invisível.
“Que confiança perfeita ela tem. Ela não está assustada e não parece perturbada de forma alguma”, continuou a Auxiliar Invisível.
Os pés da Fada eram perfeitamente bonitos, e os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes em pensar que a Fada era tão amigável com eles.
A roupa dela consistia em um vestido, saia, calcinha, meias e sapatos.
“As fotos de Fadas que eu vi mostram-nas com asas”, disse o Auxiliar Invisível, “e você não tem nenhuma”.
“Não há ninguém em nosso reino que tenha asas”, respondeu a Fada.
“O que deu aos artistas a impressão de que as Fadas têm asas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“É nosso dever ajudar a purificar o ar para o homem enquanto realizamos nosso trabalho”, disse ela, “e conforme nos movemos e respiramos, enviamos um ar de cheiro adocicado que deixa nossas costas na altura dos ombros, e essa força vem de nós tem a aparência de asas
A Fada então mostrou aos Auxiliares Invisíveis como elas fazem isso, e ela parecia ter as asas transparentes mais lindas que se possa imaginar.
Ela encheu o ar com um perfume de cheiro agradável e tranquilizante que fez com que os Auxiliares Invisíveis tivessem a sensação de que deveriam deitar e ter um sono reparador.
“Vamos sair daqui em maio para os Estados Unidos”, disse a Fada. Ela também disse aos Auxiliares Invisíveis que as Fadas são muito parecidas e que o lugar onde vivem é bem guardado por Gnomos que mantêm cobras e outras criaturas nocivas longe delas. Quando há chuvas fortes, tempestades, tornados, etc., as Fadas são retiradas do caminho.
Quando os Auxiliares Invisíveis receberam a informação que desejavam, a Fada vestiu-se, escovou os cabelos e tirou o pó compacto do bolso e ficou mais bonita. Então ela disse, “Adeus”, e flutuou para longe.
As Fadas parecem extremamente delicadas para nós, mas para si mesmas são apenas pessoas comuns. A Fada disse aos Auxiliares Invisíveis que possuía a idade de setenta anos, mas parecia ter cerca de dezesseis. O Auxiliar Invisível foi informado de que os membros de outras ondas de vida não mostram sua idade como fazem as pessoas da Terra.
Aqui estão duas histórias sobre Salamandras e o que elas fazem. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis viram uma casa pegando fogo e desceram pensando que poderia haver alguém dormindo nela. Eles descobriram que não havia pessoas lá. Alguém entrou e derramou óleo sobre a casa e as coisas que havia nela e incendiou o local.
A casa estava queimando rapidamente. Os Auxiliares Invisíveis viram uma grande Salamandra, ou espírito do fogo, de pé na casa onde as chamas eram mais brilhantes, e ela estava atirando pequenas salamandras para longe.
A Auxiliar Invisível saiu do local e foi acordar as pessoas das casas vizinhas, e disse-lhes para pegar as coisas que mais queriam e levá-las para fora.
“Não, isso não será necessário”, disse seu parceiro, “porque o fogo não vai se espalhar”. Ele, então, disse à grande Salamandra para sair e levar todas as outras pequenas Salamandras com ela. Ela o fez, e o fogo logo se apagou.
Então, o dono da casa veio correndo para descobrir por que o fogo havia apagado tão rapidamente. Esse homem tinha sido um adorador do fogo em sua última vida, e ele gostava de queimar coisas, até casas, etc. A família do homem estava fora, em férias, e ele não resistiu à tentação de colocar fogo em sua casa, pois ele teve muitos outros lugares e campos, durante a colheita do trigo e do feno.
O homem confessou tudo isso aos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível colocou a mão na cabeça do homem e disse-lhe que não faria mais mal a si mesmo ou aos outros. Os Auxiliares Invisíveis acabaram com esse desejo fatal dele de iniciar incêndios. O homem tinha sua casa segurada e assim conseguiria dinheiro para reparar os danos. Os Auxiliares Invisíveis não denunciaram esse homem à polícia por causa das circunstâncias. Os vizinhos se perguntaram por que o fogo foi extinto tão rapidamente e por que não incendiou as casas vizinhas dele.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram um homem em um automóvel que estava pegando fogo. Esse homem estava passando por um campo gramado seco, incendiando-o à medida que avançava. Logo houve um grande incêndio atrás dele. Houve grande agitação entre algumas pessoas que correram para combater o incêndio.
O Auxiliar Invisível logo viu o que aconteceria. Ele pediu às Salamandras que parassem, para que os campos do povo fossem salvos.
O fogo apagou-se, deixando a forma de fumaça de uma grande Salamandra. Isso gradualmente foi embora. O homem no carro estava tentando danificar todo o campo. O homem avançou mais um pouco em seu carro antes que ele pegasse fogo e as pessoas o pegassem.
Nesse local os Auxiliares Invisíveis encontraram um menino que podia ver as Salamandras. Esse menino disse que tinha visto Anjos e Fadas, mas não entendia nada sobre eles. A Auxiliar Invisível explicou sobre os Espíritos da Natureza e os Anjos, dizendo-lhes o que fazer para vê-los mais. Ela disse-lhe que os Espíritos da Natureza não o machucariam, mas que ele não deveria ter nada a ver com elementais e formas-pensamento malignas, pois eles são perigosos.
Uma vez, um Auxiliar Invisível estava em um trem indo para Nova York. Enquanto ele dormia, ele saiu para trabalhar como Auxiliar Invisível, como de costume. Ele voltou ao corpo por volta das cinco horas da manhã e se levantou. Ele foi e tomou seu café da manhã, e então voltou para seu beliche e logo adormeceu de novo. Ele foi até a parte de trás do trem para ver as belezas das montanhas e do rio Hudson enquanto eles passavam naquela brilhante manhã de maio.
Ele viu Gnomos, Fadas e Ondinas, todos ocupados com as plantas. Alguns esfregavam a casca, outros pintavam os caules jovens e outros pintavam as folhas.
À medida que o sol nascia sobre as montanhas, seus raios dourados brincavam por elas, o cenário era lindo demais para ser descrito com palavras. As pessoas na extremidade traseira do trem viram o nascer do sol sobre as montanhas e seus raios brincando no rio e nas montanhas e falaram sobre isso, mas o Auxiliar Invisível viu a verdadeira beleza disso. Ele disse mais tarde que é maravilhoso ver as coisas que a natureza tem a mostrar às pessoas.
Em outro dia, esse homem, o Auxiliar Invisível, estava a caminho do leste, passando por Cumberland Gap. Na noite anterior, o condutor dissera aos passageiros que, se quisessem ver o Cumberland Gap, deveriam acordar por volta do nascer do sol, pois o trem passaria por lá nessa hora. Muitas pessoas disseram que gostariam de ver e outras disseram: “Não”. O homem disse: “Não”, mas esperava ver mesmo assim.
Em frente a esse homem estava sentado um outro homem, sua esposa e um filho de cerca de cinco anos. O garotinho notou o homem e foi até ele. “Olá! O que você está lendo no jornal?”, ele perguntou. “Conte-me uma história.”
O homem largou o jornal. “Venha aqui”, disse ele.
A mãe da criança o chamou de volta, mas o homem disse: “Deixe-o vir. Ele não vai me incomodar”.
A criança subiu no colo do homem e, enquanto olhavam pela janela, o homem começou a contar-lhe histórias de Fadas, Gnomos e Anjos.
“Eu quero vê-los!”, exclamou o menino.
“Faremos isso depois de algum tempo”, disse o homem. “Não há Gnomos ou Fadas no trem, e eu não sei onde os Anjos estão.”
O homem falou sobre os filhos de ursos, veados e pássaros. A criança gostou do que foi dito e riu alegremente, e os pais olharam e sorriram. Todos foram jantar juntos, e a criança queria comer com seu novo amigo. Sua mãe convidou o homem para sua mesa, nela havia espaço para quatro pessoas, e eles se divertiram muito.
Depois disso, o homem levou a criança até o vagão de observação – com grandes janelas para se ver bem ao lado de fora – e encontrou um bom assento, e eles conversaram e riram. Algumas pessoas entraram no vagão e ficaram paradas, ouvindo a conversa dos dois. Um deles perguntou quem era a criança.
“Ele é um amigo meu que está indo para Nova York”, disse o homem.
Um pouco mais tarde, o homem disse à criança: “Essa noite veremos algumas Fadas e Gnomos, e talvez veremos alguns Anjos.
Vá para a cama e eu vou buscá-lo quando chegarmos aonde eles estão”.
A criança adormeceu em seus braços e sua mãe o pegou e o colocou na cama.
“Espere até eu voltar antes de você continuar conversando”, disse ela, “porque não quero perder nada”.
Depois que a mãe da criança voltou, o homem continuou conversando com o pequeno grupo ao seu redor. “Sou apenas um homem comum e sei muito pouco”, disse ele, “mas posso falar com as crianças porque gosto delas e talvez possa responder às perguntas que me fazem”.
“Existem Fadas, Gnomos ou Anjos?”, perguntou um outro homem.
“Sim, existem”, disse o homem (o Auxiliar Invisível), “e eu vi muitos deles”.
“Que tipo de bebida você tem que beber para vê-los?”, perguntou o mesmo homem.
“Água limpa”, respondeu o Auxiliar Invisível, e todos riram muito. Eles conversaram sobre coisas diferentes, e o homem sempre saía por cima.
O homem foi para a cama, deixou seu corpo e encontrou outra Auxiliar Invisível que trabalha com ele parte do tempo, quando estão fora de seus corpos durante o sono. Ele contou a ela o que o condutor dissera sobre chegar à Cumberland Gap.
“Vamos nos apressar e terminar nosso trabalho, pois quero ver”, disse a Auxiliar Invisível.
Eles terminaram o trabalho em tempo hábil e voltaram para o trem. Estava quente e agradável naquela manhã. Eles pegaram o garotinho que estava dormindo, e ele estava louco de alegria. Em seguida, eles saíram na plataforma traseira do trem.
O Auxiliar Invisível pregou uma peça no condutor e no seu ajudante, materializando os três. O condutor levantou-se para ver quem eram e eles desapareceram. Ele enxugou os olhos com as mãos, voltou atrás e perguntou ao auxiliar onde ele comprava o seu uísque. O ajudante disse a ele.
“Muda de lugar, porque esse uísque está me fazendo ver coisas”, disse o condutor.
“Onde?” perguntou o ajudante.
“Acabei de ver três pessoas na plataforma e, quando cheguei lá, elas já tinham ido embora”, disse o condutor.
“Não há ninguém lá”, disse o auxiliar. Então ele parou porque as pessoas se materializaram novamente. O auxiliar ficou pálido e sussurrou: “Eu também os vejo. O homem se parece com aquele que estava contando histórias para uma criança, mas eu nunca tinha visto a mulher antes”.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram o menino e foram embora com ele. Era cerca de cinco horas quando eles alcançaram a laguna, e eles sentiram o cheiro da água. O menino era a criança mais feliz que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto. Ele realmente se divertiu.
Eles viram milhões de Fadas com suas pequenas paletas e pincéis pintando a grama, as flores e os arbustos de lilases.
Os pequenos Gnomos estavam fazendo seu trabalho, e a criança viu que eles pareciam homenzinhos.
O Auxiliar Invisível olhou para cima e viu uma senhora Deva bem no alto, irradiando sua influência sobre seus protegidos. Ela estava entre o sol e o trem e fez a visão mais grandiosa que o olho humano já viu. Ela irradiava todas as cores do espectro, e o sol nascente destacava as cores lindamente.
O vento soprava suavemente, e ela balançava para frente e para trás como se estivesse em uma cadeira de balanço invisível que estava sendo balançada por alguma pessoa invisível. Todo o amplo planalto e a planície estavam silenciosos, e até mesmo o barulho do trem parecia abafado. A calma reinava suprema.
Alguns dos passageiros estavam olhando enquanto o trem entrava e saía do vale. “Aquele homem deve estar certo”, disse um homem dentro do trem que zombara. “Não consigo ver nada, mas sinto que estou passando por um grande espetáculo. Oh, se eu pudesse ver!”
A Auxiliar Invisível estava ali em um corpo materializado, e ela disse: “Todos vocês podem ver para que saibam por si mesmos”. Então ela soltou sua aura e saiu do trem que se movia rapidamente, e seu parceiro foi com o menino, mas o menino e o Auxiliar Invisível não estavam visíveis. Logo depois disso, a Auxiliar Invisível teve que voltar para casa e foi embora.
O Auxiliar Invisível levou o menino para a cama e ele entrou em seu corpo. Os pais da criança começaram a observar os sorrisos brincando em seu rosto bonito. “Eu me pergunto se ele está com o homem que conhecemos ontem à noite!”, disse o pai.
“Ele estava”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz muito agradável. Os pais do menino se viraram, mas o Auxiliar Invisível não estava lá. Ele tinha ido para seu próprio beliche.
O menino acordou e começou a contar aos pais o que tinha visto. Ele contou-lhes sobre o homem e a senhora com quem estivera. Ele estava muito feliz. Um pouco depois, o menino e seus pais foram até o homem, que estava tomando café da manhã. Os pais do menino pediram ao garçom que levasse o prato do homem para a mesa e começaram a fazer muitas perguntas. Eles estavam muito preocupados com o que havia acontecido. Eles estavam falando sobre a mulher que subiu no ar do trem. Várias pessoas disseram não saber direito o que viram, de tão surpresas que ficaram.
Alguns Irmãos e Irmãs Leigas muito elevados guiam os Espíritos da Natureza no trabalho deles no fundo do oceano. É difícil para a maioria de nós acreditar que tremendas mudanças estão acontecendo e que, com o tempo, a Terra mudará muito. Os preparativos estão em andamento para essas mudanças agora, pois somos informados de que um novo continente está para nascer no Oceano Pacífico. Elevados Iniciados têm controle dos Devas que supervisionam as Fadas e os Gnomos que são vistos na Terra por aqueles que têm visão espiritual.
Eles os ensinam e orientam em seu trabalho. Outros Iniciados controlam os elementais no Mundo do Desejo.
Os Devas são seres superiores que pertencem a uma onda de vida diferente da nossa. Eles se parecem muito com Anjos e têm rostos de lindos seres humanos. Eles estão encarregados de todos os Espíritos da Natureza em uma determinada localidade. Frequentemente, esse lugar é um belo vale onde há paz, tranquilidade e harmonia entre os habitantes humanos ali. Eles flutuam no ar e cuidam de seus protegidos de uma maneira maravilhosamente útil. Eles são frequentemente vistos por Auxiliares Invisíveis que ficam emocionados ao vê-los no decorrer de seu trabalho.
A maioria dos seres humanos é atrasada na evolução e, portanto, perdeu muitas coisas maravilhosas que deveriam ter e desfrutar. Se as pessoas apenas fizessem maiores esforços para melhorar a si mesmas, elas achariam a recompensa maior do que podem imaginar.
Os Anjos e Arcanjos são grandes seres que se encontram à nossa frente na evolução e que estão auxiliando a humanidade de todas as formas possíveis, para que possam progredir ainda mais.
Os Anjos são uma onda de vida à nossa frente em evolução. Eles se tornaram humanos no que é chamado de Período Lunar e são especialistas na construção do Éter. Eles têm plena experiência na construção de um Corpo Vital, pois quando eram humanos, o Éter era a condição mais densa da matéria. Por causa dessa habilidade, os Anjos são propriamente os professores dos seres humanos, dos animais e das plantas. Eles auxiliam os membros dessas ondas de vida no que diz respeito às funções vitais de propagação, nutrição e assim por diante. Seus corpos são compostos de Éter, uma substância que não é visível à vista física comum.
Os Arcanjos são duas ondas de vida à nossa frente, e eles são arquitetos especialistas da matéria de desejo, porque, no Período Solar, o Globo mais denso era composto desse material. A humanidade daquele Período, que são Arcanjos, aprendeu a construir seus corpos mais densos com os elementos químicos que compunham a nossa Terra, material do Mundo do Desejo.
Esses grandes seres estão ajudando as ondas de vida abaixo deles a construir e controlar um Corpo de Desejos.
Todos os Anjos foram humanos, mas eles não tinham corpos como os nossos. Seu lar atual é na Lua. Eles têm filhos que se parecem muito com crianças humanas, mas são todos lindos e têm corpos perfeitos. Os Anjos e Arcanjos não têm corpos imperfeitos ou deformados como muitos seres humanos, e eles não envelhecem com o passar do tempo.
Os Anjos não morrem, como nós. Não há duração definida de vida para os Anjos. Alguns vivem dois mil anos e outros três mil. Quando os Senhores do Destino descobrem que um Anjo cumpriu sua pena, esse Anjo é chamado a um estado de repouso, e aí o espírito assimila tudo o que acumulou. O Anjo descansa por centenas de anos e então renasce como um Anjo bebê dos mesmos pais ou de outros para liquidar suas obrigações.
O tempo de vida dos Anjos é mais longo do que o nosso. Eles ficam na Lua por mais tempo e descansam no Céu por mais tempo. O Anjo perde todos os seus veículos, exceto o Átomo-semente.
A lei ali é válida da mesma forma que a lei aqui. A causa e o efeito equilibram todas as coisas, desde Deus até o ser humano.
Quando assumimos uma obrigação ou pedimos um favor, a lei de Causa e Efeito nos chama a equilibrar por meio da lei de dar e receber. Plantas, animais, seres humanos, Anjos, Arcanjos e Hierarquias devem obedecer a essa lei. Quando alguém dá, outra pessoa recebe. Então, o receptor, pela lei de Causa e Efeito, deve retribuir. Essa lei é válida em todo o universo. Todos os Seres do nosso Sistema Solar que desobedecem a qualquer lei e deixam de fazer a restituição vão para algum lugar no mesmo Purgatório e depois para o mesmo Paraíso.
Certa noite, uma elevada Irmã Leiga levou uma Estudante à Lua para que ela pudesse observar as condições ali. Elas chegaram à Lua e deram uma volta. A Estudante conversou com muitos dos Egos lá e encontrou um Ego que ela conheceu quando estava no continente atlante. Algum tempo depois, ele perdeu os Átomos-sementes dos seus Corpos e foi enviado para o cone sombrio da Lua.
A Lua é um lugar desolado e parte dela está sempre às escuras. Os Anjos vivem no lado da Lua exposto ao Sol, onde é brilhante e alegre o tempo todo e pode-se ouvir a música das esferas.
As casas dos Anjos são mansões feitas de material lunar de cor cinza. Suas portas parecem ser feitas de prata, jaspe, jade e pedra da lua.
Existem alguns Arcanjos vivendo na Lua, e as casas deles têm portas feitas de alguma substância que parece ser uma espécie de pedra contendo ouro e diamantes.
Cada família tem sua própria casa, e há de sete a nove Anjos em uma família, incluindo os bebês pequenos. Os Anjos são todos muito amigáveis com os seres terrestres. Todos eles trabalham, exceto as mães Anjos. Eles são nutridos pela força vital do Mundo do Espírito de Vida.
Durante essa viagem, a Estudante se esqueceu completamente da Terra e de seus cuidados e não quis voltar. A Irmã Leiga a lembrou de seus deveres e responsabilidades, e a Estudante suspirou e estava pronta para voltar. Elas voltaram para a Terra e continuaram com seu trabalho de ajudar pessoas e animais.
Aqui está uma história sobre como dois Anjos pediram ajuda para um amigo.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando para ajudar tudo o que podiam, eles encontraram dois Anjos que lhes pediram para ajudá-los com um amigo.
“Sim, teremos o maior prazer em ir”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. Então eles foram com os Anjos para uma pequena cidade no norte da Europa, onde encontraram uma linda garota deitada em um pouco de neve. Ela escorregou e quebrou a perna enquanto esquiava montanha abaixo. Ela havia percorrido um caminho pouco utilizado no inverno, exceto por pessoas em esquis, e teria congelado se não tivesse recebido ajuda.
Aqui, um dos Auxiliares Invisíveis percebeu plenamente que Anjos, humanos e animais dependem uns dos outros para obter ajuda em momentos de necessidade, e eles perceberam o verdadeiro significado da oração. Sem esforço físico ou ajuda, ninguém pode chegar a lugar nenhum, especialmente se as orações forem por ajuda física.
Os Anjos não puderam ajudar fisicamente, mas eles puderam convocar os Auxiliares Invisíveis que foram capazes de salvar a garota.
O Anjo disse que havia trabalhado com essa garota por muitas vidas e que ela o ajudara a progredir muito. Por causa das muitas orações dela por ajuda espiritual e moral, ele foi capaz de ajudá-la influenciando-a, tendo ela progrediu muito por si mesma. Ela era uma garota avançada e tinha visão e audição espirituais. Ela implorou a seu amigo Anjo para enviar ajuda para ela.
Ela sabia que os Auxiliares Invisíveis eram amigos quando os viu.
“Eu sei que vocês são meus amigos”, disse ela, “porque meu amigo está com vocês.”
Os Auxiliares Invisíveis pegaram a garota com cuidado e carregaram-na para casa. Ela tentou ser corajosa, mas desmaiou de dor e frio. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram a mãe da menina a colocá-la na cama, curar sua perna quebrada e, então, pediram à mãe que chamasse um médico para cuidar de sua filha. Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram embora e continuaram com seu trabalho.
Certa noite, uma elevada Irmã Leiga levou uma Estudante à Lua para que ela pudesse observar as condições ali. Elas chegaram à Lua e deram uma volta. A Estudante conversou com muitos dos Egos lá e encontrou um Ego que ela conheceu quando estava no continente atlante. Algum tempo depois, ele perdeu os Átomos-sementes dos seus Corpos e foi enviado para o cone sombrio da Lua.
A Lua é um lugar desolado e parte dela está sempre às escuras. Os Anjos vivem no lado da Lua exposto ao Sol, onde é brilhante e alegre o tempo todo e pode-se ouvir a música das esferas.
As casas dos Anjos são mansões feitas de material lunar de cor cinza. As portas parecem ser feitas de prata, jaspe, jade e pedra da lua.
Existem alguns Arcanjos vivendo na Lua, e as casas deles têm portas feitas de alguma substância que parece ser uma espécie de pedra contendo ouro e diamantes.
Cada família tem sua própria casa, e há de sete a nove Anjos em uma família, incluindo os bebês pequenos. Os Anjos são todos muito amigáveis com os seres terrestres. Todos eles trabalham, exceto as mães Anjos. Eles são nutridos pela força vital do Mundo do Espírito de Vida.
Durante essa viagem, a Estudante se esqueceu completamente da Terra e de seus cuidados e não quis voltar. A Irmã Leiga a lembrou de seus deveres e responsabilidades, e a Estudante suspirou e estava pronta para voltar. Elas voltaram para a Terra e continuaram com seu trabalho de ajudar pessoas e animais.
Aqui está uma história sobre como dois Anjos pediram ajuda para um amigo.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando para ajudar tudo o que podiam, eles encontraram dois Anjos que lhes pediram para ajudá-los com um amigo.
“Sim, teremos o maior prazer em ir”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. Então eles foram com os Anjos para uma pequena cidade no norte da Europa, onde encontraram uma linda garota deitada em um pouco de neve. Ela escorregou e quebrou a perna enquanto esquiava montanha abaixo. Ela havia percorrido um caminho pouco utilizado no inverno, exceto por pessoas em esquis, e teria congelado se não tivesse recebido ajuda.
Aqui, um dos Auxiliares Invisíveis percebeu plenamente que Anjos, humanos e animais dependem uns dos outros para obter ajuda em momentos de necessidade, e eles perceberam o verdadeiro significado da oração. Sem esforço físico ou ajuda, ninguém pode chegar a lugar nenhum, especialmente se as orações forem por ajuda física.
Os Anjos não puderam ajudar fisicamente, mas eles puderam convocar os Auxiliares Invisíveis que foram capazes de salvar a garota.
O Anjo disse que havia trabalhado com essa garota por muitas vidas e que ela o ajudara a progredir muito. Por causa das muitas orações dela por ajuda espiritual e moral, ele foi capaz de ajudá-la influenciando-a, tendo ela progrediu muito por si mesma. Ela era uma garota avançada e tinha visão e audição espirituais. Ela implorou a seu amigo Anjo para enviar ajuda para ela.
Ela sabia que os Auxiliares Invisíveis eram amigos quando os viu.
“Eu sei que vocês são meus amigos”, disse ela, “porque meu amigo está com vocês”.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram a garota com cuidado e carregaram-na para casa. Ela tentou ser corajosa, mas desmaiou de dor e frio. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram a mãe da menina a colocá-la na cama, curar a perna quebrada dela, pedindo, então, à mãe que chamasse um médico para cuidar da filha dela. Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram embora e continuaram com o trabalho deles.
Aqui está como um Espírito-Grupo ajudou uma criança a salvar seus pais.
Uma noite, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo o norte do Canadá, eles viram um vulto saltando sobre a neve com algo nas costas. Eles decidiram descer e ver o que era.
Eles viram um grande lobo carregando, nas costas, uma menina de cerca de oito anos. A princípio, o Auxiliar Invisível não sabia o que fazer.
Ele queria descer e tirar a garotinha das costas do lobo, pois temia que o animal a matasse e a comesse, se fosse deixado em paz.
Ele chamou o Espírito-Grupo do lobo e perguntou se ele protegeria a garota.
“Já fiz isso”, disse o Espírito-Grupo. “Caso contrário, a garota teria morrido antes de você vê-la. Desça e pare-a, descubra sua missão e faça o que puder por ela.”
Os Auxiliares Invisíveis desceram, e o lobo parou e demonstrou disposição para lutar.
“Sr. Lobo, não tenho vontade de lutar com você”, disse o Auxiliar Invisível. “Eu vim apenas para descobrir onde essa garota está indo tão cedo nas suas costas.”
O enorme lobo ficou muito pacífico e a criança contou a história dela.
“Meu pai e minha mãe estão muito doentes de cama, e estou indo ao médico para chamá-lo. Comecei a caminhar até a cidade, e quando estava a cerca de um quilômetro de casa, um cachorro grande apareceu e eu disse a ele: “Aqui, bom cachorrinho, leve-me para a cidade. Então eu subi nas costas dele, e ele está me levando para a cidade”.
O Auxiliar Invisível viu imediatamente que a criança não sabia que aquele animal era um lobo muito grande que a perseguia enquanto ela caminhava sozinha pela estrada à noite.
A criança contou aos Auxiliares Invisíveis onde ela morava e eles a deixaram. O Espírito-Grupo do lobo disse que o lobo levaria a criança para a cidade, esperaria por ela enquanto ela fosse para a casa do médico e, então, a traria de volta para casa. Ela morava a 13 quilômetros da cidade.
Esses Auxiliares Invisíveis foram até a casa da criança e descobriram que seus pais tinham pneumonia dupla. O fogo estava apagado, a casa estava fria e tudo estava congelado. Um Auxiliar Invisível acendeu uma fogueira e pegou um pouco de água. Então, ele começou a trabalhar para ajudar o pai e a mãe. Daí a pouco a criança voltou e disse que o médico tinha saído e só voltaria depois de alguns dias. O Auxiliar Invisível queria que o médico começasse o mais rápido possível o tratamento; então ele pegou a mão do pai, sentou-se na cama e enviou pensamentos ao médico.
Ele veio logo depois em seu carro.
“Eu estava com medo de vir, porque há lobos por toda parte nesta época do ano”, disse o médico.
“Ora, doutor”, disse o Auxiliar Invisível, “você tem percorrido esta parte do país nos últimos noventa anos, ou melhor, há exatamente trinta e cinco anos. Primeiro você caminhou, depois teve um cavalo e uma charrete, e agora você tem um carro. Em todo esse tempo, você nunca teve o menor problema com lobos”.
O médico admitiu que isso era verdade e, depois que se aqueceu, disse que estava feliz por ter vindo.
Os Auxiliares Invisíveis esquentaram um pouco de sopa enlatada para os enfermos e depois lhes deram um remédio. Um dos Auxiliares Invisíveis carregou um monte de lenha para dentro da casa e eles saíram apressados. Eles tinham certeza de que os pais da criança valente ficariam curados.
Aqui está uma estranha história de como um menino foi salvo de um leão por Auxiliares Invisíveis que fizeram amizade com o Espírito-Grupo dos leões. Uma vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo algumas selvas na longínqua Índia, quando ouviram um grito de menino. Eles olharam para baixo e viram um menino de cerca de onze ou doze anos fugindo de um grande leão. Um Auxiliar Invisível desceu perto do leão, materializando-se enquanto ele avançava. O leão avançou até o Auxiliar Invisível tentando parar. O outro Auxiliar Invisível foi até o menino, pegou-o no colo e o carregou para o alto.
“Oh, Anjo, estou morto?”, o menino perguntou. “Eu saí para caçar um pouco de comida para nossa família porque meu pai está doente.
Por favor, diga à minha mãe que o leão me pegou e que você está me levando para o céu. “
“Você não está morto”, disse a Auxiliar Invisível. “Chegamos a tempo de salvá-lo do leão.”
O menino viu o outro Auxiliar Invisível com o leão e agarrou-se com força à senhora Auxiliar Invisível, pois estava muito assustado.
“O leão não vai machucar você”, disse o Auxiliar Invisível ao menino.
“Todos os leões vão machucar as pessoas”, respondeu o menino.
O Auxiliar Invisível pegou uma vara curta e começou a coçar a cabeça e o pescoço do leão. O leão gostou e deitou-se para que o Auxiliar Invisível coçasse melhor o pescoço e a cabeça. Não demorou muito para que o leão adormecesse, e viesse em seu Corpo de Desejos, ficando ao lado de seu Corpo Denso. A Auxiliar Invisível deu um tapinha nele e ele se deitou.
Os Auxiliares Invisíveis tentaram escapar do leão enquanto ele dormia, mas ele voltou ao seu corpo e começou a seguir os Auxiliares Invisíveis e o menino. Os Auxiliares Invisíveis tiveram que fazer o leão voltar.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa do menino e viram o pai dele, que estava muito doente, e a mãe dele. Eles trabalharam no homem doente e partiram sabendo que ele logo seria capaz de se levantar e sustentar sua família.
Os leões são controlados por um Espírito-Grupo que é um Ser muito sábio com corpo de ser humano e cabeça de leão. Seu corpo é composto de materiais do Mundo do Desejo, ou seja, Corpo de Desejos, e ele tem uma grande aura ao seu redor. Esses Auxiliares Invisíveis ajudaram muitos dos encargos desse Espírito-Grupo em várias ocasiões. Os Auxiliares Invisíveis pediram ao Espírito-Grupo para tornar esse leão amigo de todos eles, e ele o fez. Esses Auxiliares Invisíveis eram capazes de conversar com esse Espírito-Grupo por meio do pensamento.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram a um vilarejo pitoresco situado em um vale no sopé de uma montanha. Havia uma igreja e um agrupamento de casas e outros edifícios lá. Estava muito frio naquele lugar e havia neve no chão.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma senhora Deva no alto do vale.
Sua bela aura era tão grande que cobria três pequenas aldeias. Eles viram três elevados seres menores, um sobre cada vale, e cada um deles tinha uma aura que cobria uma aldeia.
Os Auxiliares Invisíveis viram algumas crianças brincando na neve. Elas usavam sapatos de madeira com forro de lã de ovelha.
Os Auxiliares Invisíveis viram várias pessoas que os convidaram para sua missão. Eles entraram e as pessoas perguntaram de onde eles vinham, e eles disseram: “Viemos dos Estados Unidos”.
“Os cursos de água estão congelados e não consigo ver como você poderia chegar aqui a partir daí”, disse um homem.
“Viemos para ver e prestar homenagem ao Deva do vale”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem riu da ideia. “Meu amigo, não há Deva aqui”, disse ele. “As crianças afirmam que há uma senhora no ar. É o que algumas delas fazem, mas não há verdade nisso.”
“Eu não teria tanta certeza se eu fosse você”, disse a Auxiliar Invisível, “pois você não sabe o que está no ar ao seu redor. Pode haver alguns aqui que podem vê-la, e você não sabe”.
“Se houvesse, eu as expulsaria deste lugar”, disse ele.
“Por que você não é mais tolerante com as crenças das outras pessoas?”, a Auxiliar Invisível perguntou. “Você vai estar antes de sairmos. Você vai responder algumas perguntas para mim?”
“Sim”, disse o homem imediatamente.
“Existe algum Anjo?” ela perguntou.
“Ora, não”, ele respondeu sem qualquer hesitação.
“Você acredita em renascimento?”, ela perguntou.
O homem riu e disse: “Ora, minha cara senhora, não existe tal coisa como renascimento. Você deveria tirar essas ideias da sua cabeça. Você faz as pessoas pensarem que você é um pouco tola.”
A Auxiliar Invisível levantou-se e disse ao homem que ele deveria se ajoelhar, pois ele estava sentado na presença de seres semelhantes a Anjos.
“Minha querida senhora”, disse ele, “é melhor você se deitar um pouco. O frio afetou sua Mente”.
“Não”, disse ela. “Estou bem, mas você deve ensinar a verdade às pessoas aqui e confirmar o que as crianças dizem.” Então, ela expandiu a aura dela e falou com ele, e ele caiu de joelhos e implorou por misericórdia. A Auxiliar Invisível colocou a mão na cabeça do homem e disse-lhe que fosse até a porta e olhasse vale acima.
O homem foi e viu o Deva e os outros três seres no ar. Ele cambaleou de volta para a sala e se sentou.
“Reveja sua vida quando você era mulher e então quando era um homem antes disso”, disse a Auxiliar Invisível, e viu o que ela estava falando na Memória da Natureza, onde os acontecimentos de nossas vidas são registrados.
“Oh, Anjo, eu acredito agora, e farei melhor”, ele prometeu. “Apenas me deixe viver, e eu me arrependerei e restituirei todo o mal que fiz a todos, especialmente àqueles que estão sob meus cuidados.”
Depois disso, a Auxiliar Invisível voltou-se para as outras pessoas na grande sala. “Será que todas aquelas pessoas aqui que sabem que o Deva estava lá fora virão até mim”, disse ela, e quatro mulheres e dois homens vieram e se ajoelharam diante dela. A Auxiliar Invisível disse-lhes que os puros de coração verão a Deus e compreenderão Sua obra.
“O outro estranho também é um Anjo?” perguntou o homem.
“Sim, para você eu sou um”, disse o Auxiliar Invisível, e expandiu sua aura.
“Eu acredito agora”, disse o homem.
“Nós estamos indo embora. Certifique-se de manter sua promessa”, disse a Auxiliar Invisível. “Nós podemos vir até você de novo. A morte pode vir aqui também. Tenha cuidado ao falar com estranhos, pois você pode afugentar um Anjo.”
Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e passaram pelo Deva.
“Obrigada”, disse ela, “agora poderei influenciar melhor as pessoas, para que possam progredir mais rapidamente”.
Devas se encarregam dos Espíritos da Natureza e dirigem o importante trabalho deles. Eles têm uma influência muito benéfica sobre pessoas e animais. Eles também têm poder para curar os enfermos.
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis foram gentis com alguns leões e foram agradecidos pelo Espírito-Grupo que estava encarregado dos leões e pelo Anjo que estava encarregado dessa família.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis se divertiram com alguns tigres e leões. Eles estavam percorrendo a parte norte da Índia quando viram um tigre de Bengala com dois filhotes de tigre. Eles desceram para vê-los, e um dos Auxiliares Invisíveis fez amizade com os tigres. Ela pegou um dos bebês e depois pegou o outro nos braços. Eles pareciam muito sonolentos. Eles lamberam suas mãos e rosto e ronronaram, enquanto sua mãe olhava. Os Auxiliares Invisíveis não viram o pai tigre.
A Auxiliar Invisível sentou-se ao lado da mãe tigre e coçou sua cabeça e afagou seus ombros, e ela rolou e se espreguiçou.
Quando os Auxiliares Invisíveis partiram, ela os seguiu um pouco.
Então, enquanto os Ajudantes percorriam as selvas da África, eles viram uma leoa e uma cobra lutando. A cobra tinha duas voltas na leoa. Os Auxiliares Invisíveis os fizeram parar de lutar, e a leoa se deitou aos pés da Auxiliar Invisível e deu à luz dois bebês. O Auxiliar Invisível fez a cobra disparar, e o Espírito-Grupo e o Anjo que estava com a leoa agradeceram. Isso a deixou muito feliz.
O Espírito-Grupo disse ao Auxiliar Invisível para fazer um círculo de seis metros e abençoar o solo dentro do círculo, para que nada prejudicial passasse por cima do círculo e machucasse a leoa mãe e seus bebês. Depois que a mãe limpou seus bebês, o Auxiliar Invisível os pegou e viu que eram bebês realmente fofos. Eles também tinham uma aparência sonolenta e não era de admirar, pois eram muito jovens.
Os Auxiliares Invisíveis fizeram para a mãe uma cama de grama debaixo de um arbusto e colocaram os bebês nela, e a mãe leoa se aproximou e se deitou em sua nova cama. O Espírito-Grupo dos leões disse a essa Auxiliar Invisível que no passado ela teve animais de estimação entre tigres, leões e gatos selvagens.
Poucos dias depois, esses Auxiliares Invisíveis voltaram e encontraram a leoa e seus filhotes seguros e felizes dentro do mesmo círculo, e eles eram tão amigáveis quanto antes.
Na história a seguir, alguns Auxiliares Invisíveis viram o Espírito-Grupo que está encarregado das enguias.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando e viram um automóvel cheio de homens e mulheres bater na lateral de uma carroça que carregava latões de leite. O cavalo recuou e caiu de um barranco em açude. As hastes da carroça prenderam o infeliz cavalo no chão e o impediram de se levantar. Ele teria se afogado se um Auxiliar Invisível não tivesse erguido a cabeça dele.
O automóvel derrapou e caiu em uma vala, e todas as pessoas ficaram feridas. Enquanto um Auxiliar Invisível falava com o cavalo e o mantinha quieto, o outro Auxiliar Invisível retirou o leiteiro e as outras seis pessoas.
Nesse momento, outro automóvel apareceu e o motorista viu os feridos e começou a levá-los ao hospital mais próximo.
Antes de partirem, a Auxiliar Invisível os chamou e pediu que ajudassem a salvar o cavalo.
“Que ele morra”, disse uma das pessoas, e todos seguiram em frente.
Os dois Auxiliares Invisíveis não conseguiram tirar o cavalo sozinhos, então chamaram uma amiga para ajudá-los. Essa amiga veio com mais alguns Auxiliares Invisíveis, e eles disseram a ela como o povo tinha sido insensível.
Eles pegaram a carroça, quebraram o arreio do cavalo e ajudaram-no a subir. Eles descobriram que havia cerca de dez enguias nas patas do cavalo. O amigo que veio ajudá-los disse à Auxiliar Invisível que, se ela não tivesse erguido a cabeça do cavalo, as enguias o teriam mordido e matado. Depois que o cavalo estava aparentemente seguro em terra firme, as enguias se recusaram a sair. A Auxiliar Invisível disse às enguias que voltassem para a água, mas elas se recusaram a se mover.
A Auxiliar Invisível pediu à amiga que obrigasse as enguias a abandonarem o cavalo. Essa Irmã Leiga falou ao Espírito-Grupo das enguias e ele as influenciou a partir, e elas se foram para longe.
O cavalo tremia todo, pois ele sabia que mal havia escapado da morte.
Os Auxiliares Invisíveis foram ao hospital e ajudaram os feridos. O leiteiro agradeceu calorosamente pela ajuda oportuna. A Auxiliar Invisível repreendeu as pessoas que se recusaram a ajudar o cavalo e disseram-lhes que esse cavalo era seu irmão mais novo e precisava de seus cuidados.
Aqui está uma história sobre algumas Fadas que um Auxiliar Invisível viu.
Uma noite, enquanto uma senhora lia uma palestra, várias Fadas entraram e foram até o piano e sentaram-se para observá-la. Havia uma pessoa lá que os viu. Ele disse depois que essas fadas pareciam bonequinhas.
Algumas delas estavam com as mãozinhas embaixo do queixo e outros com as mãos no colo. Suas mãos e dedos minúsculos eram do tamanho de uma moeda de dez centavos. Nos pés, elas usavam sandálias.
As Fadas tinham pequenos olhos brilhantes que brilhavam como diamantes. Possuíam bochechas rosadas, bocas pequenas e corpinhos bem constituídos.
Os sorrisos delas eram muito atraentes e o olhar, sedutor.
Quando o povo se levantou para cantar a canção de encerramento, as Fadas também se levantaram e logo foram embora.
Um dia, dois Auxiliares Invisíveis foram a um país no sul da Europa, a um santuário onde haviam ido antes para encontrar um lindo Deva. O Deva os conhecia e ficou feliz em vê-los. O Deva olhou para ver se a senhora visitante estava com o anel que ela lhe havia abençoado na época de uma visita anterior. Ela viu que a visitante estava usando.
“Fique com ele, minha filha”, disse ela, “pois muito bem virá daí.”
“Você poderia, por favor, nos levar através do santuário?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
O Deva atendeu ao pedido, e os Auxiliares Invisíveis descobriram que o santuário, por dentro, era muito maior do que eles esperavam e que era muito bonito. Havia uma grande sala redonda no centro, e o quadro do Deva estava pintado na parede posterior do altar.
Essa foto era em tamanho natural, e o Deva foi até ela e encarou os Auxiliares Invisíveis, e ela parecia como se tivesse sido colada ali.
A adorável Deva estendeu os braços, e os Auxiliares Invisíveis se levantaram e se ajoelharam diante dela, e ela lhes deu sua bênção, e, então, desapareceu deles. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram para o quintal, sentaram-se em um banco ao ar fresco e ameno e conversaram um pouco. Em seguida, continuaram com o trabalho deles.
Capítulo VIII
Como os Auxiliares Invisíveis auxiliam os seres vivos do Reino Animal
É muito interessante saber como os Auxiliares Invisíveis trabalham com seus irmãos mais novos, os animais, e o que podem fazer para ajudá-los em seu caminhar evolutivo. Os Estudantes Rosacruzes aprendem que os animais são nossos irmãos mais novos. No momento, eles não estão tão bem-organizados como a onda de vida humana, mas acabarão por atingir um estado tão elevado quanto o nosso e, nessa época, teremos alcançado um estado de desenvolvimento ainda mais elevado.
Várias Hierarquias Criadoras têm ajudado a humanidade desde o início dos tempos e têm trabalhado pacientemente para nos ajudar a progredir e desenvolver nossos vários Corpos e veículos.
Nosso veículo mais novo é a Mente, que ainda está parcialmente desenvolvida. Os Senhores da Mente nos deram o germe do material a partir do qual estamos agora buscando construir uma Mente organizada.
Somos informados de que os Arcanjos estão trabalhando com os animais e os Espíritos-Grupo que os guiam e dirigem. Os animais têm Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejo, mas carecem da Mente que os correlacionaria com o Mundo do Pensamento e, portanto, o Reino animal não adquiriu a faculdade de expressar o pensamento, embora haja algumas exceções.
No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” lemos o seguinte:
“Ainda sabemos que alguns animais pensam, mas eles são os animais domesticados mais elevados que estiveram em contato próximo com o homem por gerações e, portanto, desenvolveram uma faculdade não possuída por outros animais, que não tiveram essa vantagem. Isso baseia-se no mesmo princípio de que um fio altamente carregado irá induzir uma corrente mais fraca de eletricidade em um fio próximo a ele; ou que um homem de moral forte irá despertar uma tendência semelhante em uma natureza mais fraca, enquanto um moralmente fraco será derrubado se colocado sob a influência de personagens malignos. Tudo o que fazemos, dizemos ou somos, reflete-se em nosso ambiente. É por isso que os animais domésticos mais elevados pensam. Eles são os mais elevados da espécie deles, quase no ponto de individualização, e as vibrações do pensamento do homem têm “induzido” neles uma atividade semelhante de ordem inferior”.
Os Auxiliares Invisíveis encontram alguns dos animais mais avançados no decorrer de seu trabalho. A história a seguir é sobre um gato que agia como cão de guarda após a morte de sua dona. Acho que é uma história notável da devoção de um animal a um ser humano.
Em uma noite fria de inverno, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados à casa de uma senhora em uma pequena cidade do oeste para ver o que podiam fazer para ajudá-la. Eles viram o lugar e as condições da casa por meio da Consciência Jupiteriana, que é mais ou menos como imagens em movimento.
Os Auxiliares Invisíveis foram até o local e entraram na casa, onde viram uma mulher sentada em uma cadeira com a cabeça baixa como se estivesse dormindo. Um grande gato angorá amarelo estava sentado ao lado dela. Um Auxiliar Invisível disse depois: “Eu não vi o Ego em seu Corpo de Desejos ao lado do Corpo Denso dela, e procurei avistar, nela, a chama azul no ápice do coração e a chama na parte de trás da cabeça. As chamas estavam apagadas”.
O Auxiliar Invisível disse à companheira que a mulher morrera de um problema cardíaco. Os Auxiliares Invisíveis olharam em volta e viram que todos os fogos estavam apagados e os radiadores estavam frios. A fornalha tinha apenas algumas brasas e a casa estava fria. A Auxiliar Invisível perguntou onde estava o Corpo Vital da senhora já que ela estava morta. O Auxiliar Invisível olhou para o Cordão Prateado dela, que ainda estava preso ao Corpo Denso, e descobriu que o Corpo Vital da senhora morta estava perto do teto. “Vamos até a porta ao lado e acordar as pessoas”, disse ele, “e fazer com que venham e tirem o corpo dela e alimentem o gato”.
Os Auxiliares Invisíveis assim fizeram, e uma mulher, seu marido e seu filho logo vieram até a casa e olharam pela janela da sala de jantar. Eles viram que a senhora estava morta, então o homem telefonou para a polícia. Quando os policiais chegaram, eles tiveram dificuldade para entrar. Um deles pegou uma tocha de acetileno e derreteu o vidro da fechadura da janela e abriu a janela. O grande gato amarelo saltou sobre ele e parecia tão feroz que o policial quis atirar nele.
“Não. Não atire nele”, disse o Auxiliar Invisível, e ele se virou para a Auxiliar Invisível e pediu que ela entrasse.
“Não”, disse ela, pois viu que o gato estava todo eriçado e pronto para uma luta. Ela havia esquecido que estava em seu Corpo de Desejos e não poderia se machucar.
Então o Auxiliar Invisível entrou pela janela e falou com o gato. “Agora ouça, gato! Vim ajudar você e sua dona. Se lutar, pode se machucar ou morrer. Venha comigo e eu lhe darei um pouco de leite.”
O gato disse: “Miau” e o Auxiliar Invisível disse: “Sim, agora”, e o gato seguiu o Auxiliar Invisível até a cozinha.
O Auxiliar Invisível olhou na geladeira e tirou um pouco do leite, que havia congelado por causa do frio intenso. Ele descongelou o leite no fogão a gás e alimentou o gato faminto.
A polícia levou o corpo da senhora morta depois que o legista chegou. Ele disse que a senhora estava morta há cerca de quatro dias. O Auxiliar Invisível sabia que ela estava morta há pelo menos três dias, pois seu Corpo Vital havia voltado ao Corpo Denso.
Quando o gato e o Auxiliar Invisível voltaram para a sala onde sua dona estava sentada, ele girou e girou como se tivesse perdido algo. “Escute, gato!” o Auxiliar Invisível disse a ele, e o gato disse: “Miau.” Sua dona está morta e se foi, e ela não vai voltar.
É melhor você fazer amizade com essas pessoas para que elas cuidem de você e o alimentem. Se você for mau e tiver que ser deixado em paz, morrerá antes do seu tempo, e você ainda terá algum tempo aqui antes de partir. Você vê aquela senhora? “
“Miau”, disse o gato inteligente.
“Ela será boa para você e o resto da família também”, continuou o Auxiliar Invisível.
“Miau”, disse o gato novamente.
“Agora, agora, vá até ela”, persuadiu o Auxiliar Invisível.
O gato foi até a vizinha e olhou para ela e depois para o Auxiliar Invisível: “Ela está indo agora”, disse o Auxiliar Invisível. “Você a segue para casa e seja um bom gato e não fuja.”
O gato olhou em volta e disse: “Miau”, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim, agora. Você deve ir com ela”.
O policial e os vizinhos presentes queriam saber como o estranho poderia controlar o gato.
“Oh, ele é um amigo meu”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Como vocês descobriram que algo estava errado?”, o policial perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Olhei pela janela ao luar e vi os olhos do gato, depois vi a mulher sentada na cadeira”, disse o Auxiliar Invisível. “E eu liguei para o vizinho.”
Os vizinhos então voltaram para casa, o gato os seguiu e os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Poucos dias depois, os Auxiliares Invisíveis foram ver o gato angorá amarelo novamente. Eles o encontraram deitado na cama de um bebê com uma coberta sobre ele. O Auxiliar Invisível que tinha feito amizade com ele foi até ele e falou com ele. Ele se levantou e foi até o Auxiliar Invisível e então ele foi até a Auxiliar Invisível e se deitou a seus pés. Ela o pegou no colo e o colocou de volta na cama. Ele disse: “Miau”, como se quisesse agradecer.
O Auxiliar Invisível disse a sua companheira para dizer: “Tudo bem.” Ela obedeceu e o gato disse: “Miau”, e o Auxiliar Invisível deu um tapinha em sua cabeça; o gato se espreguiçou confortavelmente.
A senhora veio, deu um tapinha nele e disse: “O pobre Sonny Boy deve estar sonhando com sua ex-dona. Vou tentar compensar isso.”
Aqui está uma história estranha sobre como outro gato foi ajudado. Dois Auxiliares Invisíveis haviam saído uma noite e viram um gato de rua deitado na soleira de uma porta. Ele estava doente e cheio de pulgas. Um Auxiliar Invisível trabalhou na cura no gato, que logo melhorou e começou a implorar por comida.
A Auxiliar Invisível tirou algumas pulgas desse gato e as matou.
O primeiro Auxiliar Invisível disse a ela para não fazer isso, mas para dizer às pulgas para deixar o gato.
“Posso fazer isso?”, perguntou a Auxiliar Invisível, surpresa.
“Você conhece o Espírito-Grupo”, disse ele. “Peça a ele para que as pulgas deixem o gato.
Ela obedeceu e as pulgas partiram imediatamente. Então os Auxiliares Invisíveis pegaram um pouco de comida para o gato e o deixaram feliz.
Aqui está uma história interessante de como alguns Auxiliares Invisíveis salvaram um bezerro na América do Sul. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo uma cidade. Eles estavam viajando muito rápido, mas um deles ouviu um cachorro latir e uivar. “Espere”, disse ela, e eles pararam para ouvir o cachorro novamente. “Vamos voltar e ver qual é o problema?”, ela disse.
“Oh, é apenas um cachorro querendo entrar na casa ou chamando seu dono”, respondeu seu companheiro.
“Não, não é”, disse ela. “Algo está errado.”
“Você é uma especialista em uivos e latidos, e você conhece todos os latidos?”, ele comentou rindo. “Está ficando tarde e eu quero fazer minhas rondas.”
A Auxiliar Invisível foi até onde estava o cachorro latindo, e os Auxiliares Invisíveis encontraram um lindo cachorro Collie latindo para um bezerro que estava atolado até a barriga na lama. O cachorro viu os Auxiliares Invisíveis e veio latindo para chamar a atenção deles.
Eles desceram e viram qual era o problema.
O fazendeiro saiu apressado e chegou até a beira do brejo, e então disse que não podia sair no brejo, pois era perigoso; ele não queria atolar e arriscar não conseguir sair. “Acho que terei que atirar no bezerro”, disse ele, “pois ninguém pode ir lá e pegá-lo. O bezerro é do meu filho.”
“Eu irei buscá-lo”, disse a Auxiliar Invisível.
“Senhora, você vai afundar em pouco tempo”, disse o fazendeiro. “Eu não sei como aquele bezerro ainda não afundou.”
A Auxiliar Invisível entrou no brejo, e o fazendeiro pediu ao Auxiliar Invisível que a impedisse.
“Não, ela está bem e voltará em segurança”, disse ele.
A Auxiliar Invisível foi até o bezerro, colocou suas mãos sob o pescoço e sobre as patas traseiras, pegou-o, colocou a cabeça em seu ombro, carregou-o até fora do brejo e o colocou no chão.
“Senhora, você certamente deve amar os animais para arriscar sua vida por um bezerro!”, o fazendeiro observou.
“Eu amo os animais e sou uma servidora de tudo que está vivo e se move, até mesmo as flores, árvores e até a grama”, disse ela.
“Como você conseguiu fazer isso?”, ele perguntou. “Nenhum ser humano arriscaria sua vida por um bezerro que pertence a um estranho a essa hora da manhã. Ninguém tentaria tal coisa, a não ser um tolo ou um louco.”
A Auxiliar Invisível contou a esse homem sobre seus ensinamentos, e ele se voltou para o Auxiliar Invisível e disse: “A pobre senhora está louca. Deus cuida de nós e das crianças. É melhor você cuidar de sua amiga, pois há outro pântano ruim a alguns quilômetros de distância, e ela pode ouvir uma pantera e pensar que é uma mulher em apuros e ir em direção à morte. “
Enquanto o fazendeiro falava, a Auxiliar Invisível que resgatara o bezerro estava fazendo amizade com o cachorro. Então ela disse ao cachorro para levar o bezerro para casa e ele o fez imediatamente. “Eu não diria essas coisas se fosse você”, disse ela ao fazendeiro, “sou uma serva de tudo e posso ser um Anjo para você, pois fui isso para os outros”, e ela desapareceu.
O fazendeiro ficou tão assustado que estremeceu. “Essa senhora deve ser um Anjo”, disse ele com uma voz temerosa e trêmula. “O que é ela?”
“Ela é humana como nós”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
“Não, ela não é”, disse o fazendeiro com convicção.
“Tenha cuidado ao falar com estranhos, pois você pode estar falando com Anjos e não saber disso”, disse o Auxiliar Invisível, que também desapareceu.
Algum dia esse homem ouvirá falar dos Ensinamentos ocultos, e acredito que ele ficará interessado, pois saberá que realmente existem Auxiliares Invisíveis e que eles são servos da humanidade.
Aqui está como um tigre e um leão foram ajudados em uma selva na Índia. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por uma selva e um deles olhou para baixo e viu alguns animais lutando, “Olha, uma luta!”, disse a Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis, então, desceram para ver o que estava acontecendo. Eles viram um leão e um tigre em uma luta mortal e, ao olharem em volta, viram um grande urso marrom esperando para ver o que aconteceria. Ele provavelmente pretendia lutar contra o vencedor e fazer uma boa refeição. Um Auxiliar Invisível pensou que poderia se prostrar entre o leão e o tigre e detê-los.
Ele se materializou e tentou, mas os animais furiosos o agarraram tão rápido que ele não conseguiu fazer nada. O tigre e o leão deram voltas e mais voltas com o Auxiliar Invisível e deve ter sido uma visão estranha, pois o Auxiliar Invisível inclinou-se para um lado e depois para o outro enquanto era esbofeteado. Ele chamou os Espíritos-Grupo do Leão e do Tigre para detê-los.
“Diga a eles para pararem”, os Auxiliares Invisíveis pediram.
Os Espíritos-Grupo do leão e do tigre ordenaram e os dois pararam, e um animal ficou de cada lado dele e olhou para ele. Se ele os tivesse deixado ir, eles teriam encontrado o urso pelo seu cheiro, e então os dois teriam saltado sobre ele. O urso era baixo e robusto e poderia ter lutado bem com qualquer um deles sozinho, mas não seria páreo para os dois.
O Auxiliar Invisível chamou o urso, e ele veio com muito cuidado e ficou na frente dele, e o Auxiliar Invisível os fez se sentirem amigáveis. A Auxiliar Invisível estava a uma distância segura, pois não sabia como ajudar nesta ocasião.
Seu companheiro a chamou, pois temia que uma cobra subisse e a assustasse.
Ela veio e fez amizade com o leão, o tigre e o urso e começou a brincar com eles. Logo eles se tornaram muito amigos. Depois disso, o Auxiliar Invisível enviou os três animais selvagens em direções diferentes e eles seguiram seu caminho.
Anos atrás, um grupo de Auxiliares Invisíveis foi enviado ao Alasca para salvar alguns esquimós de um rebanho de alces que estava em debandada e vindo para o sul. Os esquimós haviam saído para caçar e estavam no caminho dos alces e corriam grande perigo.
O líder que enviou o grupo disse-lhes para se apressarem ou os esquimós seriam todos mortos. Um membro do grupo perguntou-lhe se não conseguiriam tirar os esquimós do caminho e ele disse: “Não consigo em tempo hábil”. Os Auxiliares Invisíveis foram até os esquimós e disseram-lhes que viajassem para o leste o mais rápido possível, e eles partiram com pressa.
Os Auxiliares Invisíveis continuaram e, depois de um tempo, ouviram um som semelhante ao de um trovão e então viram uma massa escura movendo-se rapidamente na direção deles.
O líder do grupo alinhou todos os Auxiliares Invisíveis e disse-lhes para concentrarem seus pensamentos no rebanho e dizer-lhes para virar para o oeste. Eles o fizeram, e os alces pararam, e os da retaguarda empilharam-se uns sobre os outros, e então toda a manada se virou e foi para o oeste em manadas menores.
Foi preciso muita coragem para os Auxiliares Invisíveis ficarem parados no caminho dos alces em disparada, que ficava a cerca de cinquenta metros de onde estavam alinhados. Depois que o perigo passou, parte do rebanho continuou, e parte dos Auxiliares Invisíveis foi atrás dos alces e espalhou completamente o grande rebanho para que eles não começassem outra corrida para o sul.
O tempo estava extremamente frio, e o líder disse que havia uma onda de frio vindo para o sul. Os alces perceberam isso e receberam o impulso de tentar superar a onda de frio e ir aonde pudessem encontrar mais comida.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam percorrendo a parte central da África quando viram um grande leão deitado em um espaço aberto.
Isso era uma coisa incomum para um leão fazer, então um Auxiliar Invisível falou com seu companheiro: “Vamos parar e ver o que se passa com o leão “, disse ele. “Pode estar doente ou ferido.”
Os Auxiliares Invisíveis voltaram e foram até o local, se materializaram, e dirigiram-se até o leão e viram que a pata dianteira esquerda dele havia sido mutilada ou mastigada por algum animal. O Auxiliar Invisível foi em direção ao leão, falando com ele para acalmá-lo, pois não queria que ele ficasse agitado.
“Amigo, você tem uma pata ruim”, disse ele. “Deixe-me ver o que posso fazer por você.”
O Auxiliar Invisível pegou na pata ferida, e o leão tentou mordê-lo. “Calma, companheiro, não me morda!”, ele disse. “Eu só quero te ajudar. Você sabe que não pode lutar com uma pata assim.” O Auxiliar Invisível pegou a pata do leão e a segurou, e o leão o agarrou com a boca.
“Não fique com raiva e não me morda”, disse o Auxiliar Invisível, pacientemente. “Se eu quisesse lutar, não viria aqui para a África para lutar contra um leão com dor no pé.”
Mesmo assim, o leão não deixou o Auxiliar Invisível tocar na sua pata ferida.
Então o Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para acariciar a cabeça e o pescoço do leão. Enquanto a Auxiliar Invisível fazia isso, ele examinou cuidadosamente a pata do leão e viu que estava ulcerada e precisava ser lavada e, então, ser enfaixada. O Auxiliar Invisível não tinha nada na mão para usar para isso e não viu nenhuma água por perto. Ele chamou o Espírito-Grupo do leão e perguntou o que ele poderia fazer para ajudar o leão.
O Espírito-Grupo mostrou aos Auxiliares Invisíveis um riacho de água próximo.
O Auxiliar Invisível tentou fazer o leão se levantar e ir com ele, mas o leão não se mexeu. “Vamos, Velho Companheiro”, disse ele. “Eu quero ajudar a curar você para que você possa pegar um pouco de comida.”
Mesmo assim, o leão não se moveu.
Então, o Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para fazer o leão ir com eles. Ela disse ao leão para se levantar e ir com eles, e ele se levantou e foi mancando sobre três pernas entre os Auxiliares Invisíveis. Eles foram até o riacho e ela disse ao leão para se deitar na beira da água, e ele obedeceu.
O Auxiliar Invisível achou que o leão estava bem e entendeu que os Auxiliares Invisíveis eram seus amigos, então começou a lavar sua pata. O leão rosnou, agarrou-se a ele e saltou sobre ele.
A Auxiliar Invisível chamou o leão de volta e o fez se deitar, e ela começou a acariciar sua cabeça e pescoço, ele relaxou e colocou a cabeça em seu colo depois que ela se sentou ao lado dele. Ele ficou quieto porque a força curativa que vem de Deus passou por ela e parou a dor em seu pé. Ele se acalmou e teve uma sensação de descanso, e ficou imóvel como um gato doméstico.
O Auxiliar Invisível lavou a pata e limpou-a completamente.
Quando ele terminou, o Espírito-Grupo mostrou-lhe algumas folhas para pegar, enfaixar a pata do leão e indicou onde ele poderia conseguir algumas vinhas tenras para macerar as folhas e colocar no pé do leão.
Depois que o Auxiliar Invisível enfaixou a pata do leão o melhor que pôde com os meios disponíveis, ele disse: “Você pode ir agora”.
O leão olhou para ele como querendo dizer: “Fique quieto. Você não vê que estou descansando?”
“Por que você sempre quer morder?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
O leão olhou para ele como se dissesse: “Eu tenho que comer, não tenho?”
A Auxiliar Invisível disse ao leão para se levantar, e enquanto ele seguia os Auxiliares Invisíveis, eles notaram que o leão não estava mais mancando. Eles então desapareceram dele e seguiram seu caminho.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram ao norte e viram um caçador que acabara de encontrar uma família de ursos polares. Ele atirou no papai urso e o teria matado, mas quando a Auxiliar Invisível viu o fogo surgir de sua arma quando ele puxou o gatilho, ela falou com o caçador.
“Oh, não! Não atire”, disse ela. Ele o fez de qualquer maneira, mas sua pontaria não estava muito boa e, então, ele só feriu o urso.
A família dos ursos morava em uma caverna, no gelo. A Auxiliar Invisível correu até o urso ferido e entrou no buraco para onde ele havia rastejado, e ela o persuadiu a sair e o curou. Os dois ursinhos e sua mãe saíram para ver o que estava acontecendo. A essa altura, o grande urso já havia se tornado bastante amigável.
Quando a mãe ursa sentiu o cheiro da pólvora, ela ficou apavorada e ficou muito feroz e quis atacar o caçador, que estava por perto. Esse homem implorou aos Auxiliares Invisíveis para salvá-lo da mãe urso e de seus filhos que queriam pegá-lo.
Os Auxiliares Invisíveis acalmaram a família de ursos e deixaram todos em paz.
Depois disso, os dois Auxiliares Invisíveis e o caçador deixaram os ursos e seguiram em frente. A Auxiliar Invisível que ajudou os ursos disse ao homem para encontrar outra coisa para fazer para ganhar a vida. Ele prometeu que o faria, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram dele quando ele estava perto de sua casa.
Aquele caçador tinha muito em que pensar, pois tinha visto com seus próprios olhos o que os Auxiliares Invisíveis podem fazer para ajudar os animais.
Ele tinha uma prova positiva de que os Auxiliares Invisíveis podem materializar seus Corpos Densos, aparentemente sólidos, podem curar animais por meios espirituais e podem, então, desaparecer repentinamente.
Antes de alguns Auxiliares Invisíveis começarem seu trabalho à noite, eles viram uma cena na África onde um leopardo e um leão estavam lutando. Era um evento que estava próximo para acontecer. Assim que possível, após usarem a consciência de Júpiter para se certificar do que ocorreria, esses Auxiliares Invisíveis correram para um lugar próximo nos meio das selvas africanas.
Lá eles encontraram um leopardo e um leão em uma luta terrível.
O leão tinha se aproximado, na esperança de fazer uma refeição com o bebê do leopardo, e a mãe leopardo foi atrás dele e estava lutando por suas vidas.
A Auxiliar Invisível disse-lhes que parassem, o que eles fizeram, e eles vieram e ficaram um de cada lado dela. Ela deu um tapinha em ambos, falou com eles e disse-lhes que não deviam lutar, mas sim ser amigos. Ela disse a eles para tocarem o nariz um do outro, e quando ela juntou suas cabeças, eles não rosnaram ou brigaram.
Em seguida, ela mandou o leão embora, e o leopardo foi para o seu abrigo.
A Auxiliar Invisível pegou o bebê leopardo e fez um carinho. Ele parecia sonolento, mas estava bem vivo. Os Espíritos-Grupo do leão e do leopardo agradeceram a ela por ajudar seus protegidos. Os Auxiliares Invisíveis, então, saíram e continuaram seu trabalho pela noite.
Aqui está a história de como uma raposa vermelha foi curada. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam em uma casa ajudando um homem doente e viram uma linda raposa vermelha na casa. Alguém lhes disse que um membro da família encontrou a raposa quando ela era muito pequena e a trouxe para casa como animal de estimação. Eles o criaram e ela ficou dentro de casa e corria como um cachorro.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis estavam nessa casa, a raposa quis sair. Ela foi até a porta de tela, empurrou-a e correu para o gramado. Alguns cães viram a raposa, perseguiram-na e começaram a machucá-la. A Auxiliar Invisível saiu, chamou os cachorros e chamou a raposa. A raposa veio direto ao encontro da Auxiliar Invisível, que a carregou para dentro de casa e olhou para verificar os seus ferimentos. Ela viu imediatamente que a pálpebra inferior do lado esquerdo da raposa estava gravemente rasgada e parte de sua adorável cauda em forma de pluma fora arrancada pelos cães ferozes que a atacaram.
Os Auxiliares Invisíveis pediram que a raposa fosse curada e tudo estava bem em alguns minutos. A Auxiliar Invisível achou que seria uma boa ideia dar um banho na raposa para que ficasse boa e limpa para ficar dentro de casa. Ela pediu à filha da dona da casa para ajudá-la. Essa garota estava vestida para ir a uma festa naquela noite, mas ela queria ajudar a lavar seu animal de estimação. Ela colocou um avental grande por cima do vestido e pegou uma grande bacia, um pouco de água morna e sabão. Lavavam a raposa no centro da mesa da cozinha enquanto a dona da casa guardava os pratos do jantar. A Auxiliar Invisível perguntou a essa senhora se estavam atrapalhando, e a senhora disse que seria muito bom ter a raposa limpa e que eles não estavam atrapalhando em nada.
Depois que o banho acabou, a Auxiliar Invisível secou cuidadosamente todo o pelo da raposa. A Auxiliar Invisível a acariciou e falou com ela como se fosse uma pessoa e a raposa parecia entender tudo o que ela dizia. Era uma criaturinha muito bonita depois de tomada um banho.
Posteriormente, o Espírito-Grupo das raposas agradeceu aos Auxiliares Invisíveis por ajudarem em seu encargo. Cerca de três anos antes dessa época, a Auxiliar Invisível tinha visto esse Espírito-Grupo. Enquanto ela tentava dormir uma noite, viu a cabeça dele com as orelhas compridas em pé. Ele lembrava uma raposa, mas aparentava estar pintado com uma luz dourada brilhante. Então parecia que seu quarto estava cheio de uma espécie de névoa dourada. Estava escuro, mas ela podia ver com os olhos abertos ou fechados. Ela olhou com toda a atenção que pôde e o viu se afastando e em pouco tempo tudo tinha sumido.
Essa Auxiliar Invisível contou a um amigo sobre ter visto esse belo Espírito-Grupo e ele disse: “O tempo era certo, sua condição estava em sintonia e o Espírito-Grupo das raposas elevou suas vibrações para que você pudesse vê-lo, pois ele não poderia descer até você. Você viu a aura dele e a sua luz brilhante. Não havia necessidade de você ver o corpo dele, desde que visse a cabeça que o identificava. Ele queria que você o visse para ter mais provas de que os ensinamentos que está estudando são verdadeiros”.
O Espírito-Grupo que cuida das raposas é um Arcanjo que está ajudando essa espécie de animais a ganhar experiência e avançar no progresso na evolução. Ele tem um corpo composto de matéria de desejos que se parece com o corpo de um ser humano, mas sua cabeça se assemelha a uma raposa.
Ele está rodeado por uma grande aura que é muito brilhante e resplandecente. Esses Espíritos-Grupo podem ler na Memória da Natureza e são muito sábios. Eles são duas ondas de vida à nossa frente na evolução.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na parte noroeste do país e viram o cavalo de um leiteiro escorregar e cair. Pouco antes disso, o cavalo quase escorregou e caiu, e o leiteiro deu ré na carroça para levantar o cavalo. Algumas pessoas olhavam, mas não sabiam o que fazer. O leiteiro ergueu as patas dianteiras do cavalo para que ele pudesse se levantar. Ele se levantou, mas escorregou novamente, e bateu a boca no chão, cortando o lábio. Então o pobre cavalo tentou se levantar novamente, mas novamente escorregou na rua molhada, sua pata dianteira direita estalou e ele caiu pela terceira vez.
“O que devo fazer?”, o homem perguntou. “A perna dele está quebrada. Acho que vou ter que chamar a polícia e pedir para sacrificá-lo.”
“Não é necessário”, disseram os Auxiliares Invisíveis que estavam por perto.
“Como ele pode ficar bom quando tiver que se manter em pé?”, perguntou o leiteiro.
“Nós podemos curá-lo”, disse a Auxiliar Invisível.
“Que tipo de bebida você tomou para ter essa ideia?”, perguntou o leiteiro atônito.
A Auxiliar Invisível pediu água para lavar a boca do cavalo e o leiteiro lhe deu. Enquanto ela lavava a boca do cavalo, o corte cicatrizou. Então, ela se abaixou e deu um tapinha na cabeça e no pescoço do cavalo e falou com ele.
Ao mesmo tempo, o outro Auxiliar Invisível curou a perna machucada do cavalo, puxando os ossos quebrados e a esfregou até sentir que a calcificação contornou e “colou” todo o lugar quebrado. Então, ele disse à Auxiliar Invisível que a perna do cavalo estava curada. Em seguida, colocou as patas do cavalo à sua frente e disse à Auxiliar Invisível para ficar de lado para segurá-lo. O Auxiliar Invisível ficou atrás do animal para ajudá-lo a se levantar.
Então a Auxiliar Invisível disse ao cavalo para se levantar devagar e com cuidado, o que ele fez, finalmente ficando de pé sobre as quatro patas. O Auxiliar Invisível disse ao leiteiro para deixar o cavalo se movimentar alguns dias no celeiro ou em algum lugar fechado e que ele estaria bom para trabalhar novamente, depois disso.
“Bem, o que eu vi ser feito essa manhã?”, perguntou o leiteiro surpreso. “Senhora, o que eu sei?”
“Muito pouco, como o resto de nós”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“O problema com todos nós é que pensamos que sabemos. Só lhe digo que nunca bebi qualquer tipo de bebida alcoólica intoxicante em minha vida.”
“Senhora, você é um Anjo?”, perguntou o leiteiro.
“Todos nós podemos ser Anjos de misericórdia; mas nós somos seres humanos que saem e ajudam todos os seres vivos em apuros do jeito que podemos.”, ela respondeu.
“Onde você mora e quem é você?”, perguntou um homem que estava perto.
Os Auxiliares Invisíveis os deixaram pensando, pois eles tinham outro trabalho a fazer e, assim, partiram.
Aqui está uma linda história que ouvi sobre um menino e seu cachorro que foram ajudados por Auxiliares Invisíveis. Numa segunda-feira, à noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma senhora para ver um menino e seu cachorro que havia sido gravemente ferido. Na semana anterior eles foram atropelados por um automóvel. O menino estava inquieto, preocupado e chorou por causa do seu cachorro. O cachorro estava deitado do lado de fora, sob a janela do quarto do menino, e quando o menino gritou por ele, o pobre e fiel cachorro uivou.
Quando os Auxiliares Invisíveis entraram no quarto do menino, a criança, que tinha cerca de seis anos, os viu, pois tinha visão psíquica.
“Mamãe, olha! Olha! Um Anjo!”, a criança surpresa exclamou.
Os olhos de sua mãe se arregalaram e ela começou a tremer e suar.
“Oh, meu filho vai morrer!”, ela exclamou com medo.
“Não, não vou, mas quero que o Anjo cure o meu cachorro”, disse ele. “Anjo, você pode pegar meu cachorro e curá-lo? O médico disse que eu não poderia ficar com ele, e minha mãe não quer me dar, mas meu papai o segura, às vezes, para que eu possa vê-lo. Faça-o ficar bom para que ele possa brincar comigo. Anjo, faça isso por mim, e eu serei um bom menino. Serei o melhor que puder. “
“Sim, faremos seu cachorro ficar bom”, assegurou-lhe a Auxiliar Invisível. “Diga à sua mãe para me deixar entrar pela porta da frente com seu cachorro.”
O menino quase pulou da cama de empolgação. Ele contou à mãe, ela ficou assustada, mas pediu para o marido ir até a porta da frente e deixar um Anjo entrar com o cachorro. O pai foi e deixou a Auxiliar Invisível entrar com o cachorro.
A essa altura, o cachorro já estava curado de seus ferimentos, latia e se contorcia nos braços da Auxiliar Invisível. A Auxiliar Invisível disse à mãe para lavar o cachorro e ela tomaria conta do filho enquanto ela estivesse ocupada. A mãe disse que o menino ainda estava sangrando por causa dos ferimentos que tinha.
Então, a Auxiliar Invisível foi até o garotinho e o pegou no colo, e ele ficou bom. Ela tirou as bandagens molhadas do menino, e sua pele estava normal, como se não houve mais nenhum ferimento. O pai ficou por perto e olhou para a Auxiliar Invisível com espanto, e seus olhos ficaram arregalados, como se estivessem paralisados.
“Meu Deus, quem é você?”, ele perguntou à estranha. “Você é um Anjo ou um ser humano?”
“Sim, eu sou um Anjo para você”, disse ela, “e estou assumindo o papel de um Anjo para o menino, mas sou humana”.
A mãe entrou com o cachorro recém-lavado e o secou apressadamente. Ele pulou do colo dela, correu para o menino, pulou em sua cama e se aninhou, e os dois ficaram felizes. O menino e seu cachorro eram amigos e não suportavam ficar separados.
“Deixe-os juntos”, aconselhou a Auxiliar Invisível, “e diga ao médico que já está tudo bem, e eles ficarão bem”.
Então, os pais começaram a fazer muitas perguntas, e a Auxiliar Invisível explicou seu trabalho e contou-lhes sobre seus ensinamentos.
“Você é meu Anjo”, disse o menino. “Você vai fazer o médico ficar longe?”
A Auxiliar Invisível abraçou o menino e liberou sua aura.
“Venha agora. Precisamos ir”, disse o Auxiliar Invisível, que não havia se materializado.
A Auxiliar Invisível desapareceu e as pessoas disseram, “com certeza ela era um Anjo!”
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Minha próxima história é sobre como um homem salvou uma cobra. Um dia, enquanto um homem estava trabalhando, ele caminhou por um atalho e uma cobra de um metro e meio de comprimento correu para picá-lo.
“Volte”, gritou o homem, e deu um pulo para longe, pois aquilo o assustou com seu aparecimento repentino. Depois que o homem se recompôs, ele disse à cobra: “Amiga, eu sou seu amigo. Você não deve me picar “.
A cobra se contorceu a uma curta distância e ele teve medo de se mover. A princípio, ele não soube o que fazer, pois não conseguia racionar. Aí ele olhou para a cobra para ver que tipo era e percebeu que era uma cascavel.
Então, o homem chamou o Espírito-Grupo dessa cobra e perguntou o que ele deveria fazer.
“Continue em frente por esse caminho que você vinha por cerca de quinze metros e você encontrará uma caixa”, disse o Espírito-Grupo. “Coloque a cobra lá e chame a polícia para levá-la embora. Ela não vai machucar você.”
O homem continuou e a cobra o seguiu. Vários homens viram a cobra e correram para uma distância segura, avisando o homem que havia uma cobra atrás dele. “Eu sei”, disse o homem, “e é uma amiga minha”.
Quando o homem viu a caixa, ele se abaixou, pegou a cobra e a colocou dentro da caixa, e disse para ela ficar lá. Então, ele chamou a polícia, e eles vieram. Um policial disse que a cobra deve ter saído de um prédio antigo a cerca de meio quarteirão de distância que estava sendo demolido. Ele perguntou ao homem como a cobra foi parar na caixa, e ele lhe disse como a tinha colocado.
Os policiais não quiseram chegar muito perto, pois viram que a cobra tinha uma cabeça grande e algumas presas muito afiadas. O homem disse às Salamandras que ficassem quietas, pois viu que os policiais queriam atirar na cobra. Eles falaram que iam fazer isso, e o homem disse: “Vá em frente”, pois ele sabia que não poderiam atirar. Eles tentaram várias vezes.
“Vamos levá-la ao parque”, disse um deles. Eles fizeram isso, então a vida da cobra foi salva e ninguém ficou ferido. O homem voltou a trabalhar como se nada tivesse acontecido.
Aqui está um tipo diferente de história sobre cobras. Durante uma atividade de alguns Auxiliares Invisíveis em uma noite, eles viram uma casa pegando fogo. A casa tinha uma toca de cobras embaixo dela, e o calor do fogo assustou as cobras. A entrada deles pelo porão estava bloqueada pelo fogo, assim, eles deslizaram pela casa e subiram no telhado, que não estava queimando naquele momento.
A casa ficava nos limites da cidade e, quando o corpo de bombeiros chegou ao local, a casa estava destruída e as cobras estavam mortas. A única coisa que os Auxiliares Invisíveis podiam fazer era carregar as cobras em seus Corpos de Desejos para o Espírito-Grupo. Uma Auxiliar Invisível não se importou em fazer isso, mas seu parceiro fez questão de lhe informar que as cobras não picavam.
“Sim, estou fora do meu Corpo Denso e elas não podem me picar”, disse ela.
As cobras se enrolaram nos Auxiliares Invisíveis. De início isso incomodou a Auxiliar Invisível, mas as vibrações dos Auxiliares Invisíveis logo acalmaram as cobras, que haviam morrido com as chamas, e os Auxiliares Invisíveis foram para o Mundo do Desejo com elas. Eles encontraram o Espírito-Grupo dessas cobras que estava sentindo as dores delas.
“Você acha que eu posso ajudá-lo?”, a Auxiliar Invisível perguntou ao seu companheiro.
“Não sei, mas você pode tentar”, respondeu ele.
A Auxiliar Invisível foi cautelosamente até o Espírito-Grupo e colocou a mão sobre ele. “Lamento que as cobras que estão sobre sua guardar e orientação tenham sido queimadas”, disse ela.
O Espírito-Grupo se recompôs imediatamente e se virou para ela.
“Obrigado”, disse ele. “Eu posso ajudá-las, mas não posso ajudar a mim mesmo. Dou-lhe minha bênção por sua ajuda.”
Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram embora e foram a outro lugar para continuar suas atividades de servir onde precisava.
Certa noite, durante uma seca, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando pela parte norte dos Estados Unidos e encontraram uma mamãe ursa e seu filhote, e uma vaca e seu filhote procurando água.
O bezerro e o filhote de urso estavam exaustos e deitados, e as mães estavam ao lado deles.
Os Auxiliares Invisíveis tinham acabado de passar por uma fonte de água e queriam levar os animais sedentos até ela. O problema era como eles iriam pegá-los! “Vou levar o filhote e você, o bezerro”, disse o Auxiliar Invisível.
Quando os Auxiliares Invisíveis começaram a pegar o filhote e o bezerro, o urso e a vaca se opuseram e a briga começou. Os Auxiliares Invisíveis colocaram os jovens animais no chão, e o Auxiliar Invisível começou a falar com as mães.
“Vocês, mães, venham aqui”, disse ele, e elas se aproximaram.
“Escute. Eu vim aqui para ajudá-las a salvar seus bebês, mas se vocês quiserem brigar, terei que deixá-los e eles morrerão. Somos apenas dois e não podemos carregar vocês quatro ao mesmo tempo. Vou lhes dizer o que vou fazer. Vou ficar aqui e deixar a Auxiliar Invisível levar os filhotes para a água e, depois, vamos levar vocês duas para a água. Assim podemos fazer tudo isso mais rápido.
Elas grunhiram seu consentimento, e a Auxiliar Invisível pegou o filhote e o carregou até à fonte de água. A ursa rosnou e saltou sobre ela, e ela quase deixou o filhote cair. Seu companheiro acalmou a ursa e disse à sua companheira para continuar a levar o filhote até à fonte de água; chegando lá ela o colocou no chão e voltou.
“Pegue o bezerro e o leve até lá, também”, disse seu parceiro.
Ela fez isso, e a vaca tentou segui-la, mugindo. A Auxiliar Invisível carregou o bezerro para onde havia deixado o filhote, colocou-o no chão e voltou.
“A melhor forma de carregar as mães é suspender a gravidade, e elas vão flutuar”, disse o Auxiliar Invisível.
Eles fizeram isso, e um pegou a vaca e o outro pegou a ursa. A vaca começou a chutar e mugir, e a ursa ficou se debatendo e rosnou, porque ambas não conseguiam sentir o chão sob seus pés. Elas não estavam acostumados a serem carregadas no ar, e nem assim tão rápidas! Os Auxiliares Invisíveis foram o mais rápido que puderam com a vaca e a ursa e as levaram para a fonte de água.
Ao chegarem, elas pareciam um tanto zonzas, mas logo correram para a água e fizeram alguns ruídos enquanto bebiam água. Depois que sua sede foi satisfeita, as duas voltaram para onde os Auxiliares Invisíveis estavam, pois agora os reconheciam como amigos. Elas lamberam as mãos dos Auxiliares Invisíveis em agradecimento. Os Auxiliares Invisíveis viram que os animais estavam bem e seguiram em frente.
Max Heindel discute o assunto da suspensão da gravidade brevemente no livro Maçonaria e Catolicismo. Ele até nos diz que certas pessoas podem suspender a lei da gravidade para um certo propósito definido, a fim de se elevar no ar enquanto estão em seus Corpos Densos. Vou citar o que ele diz. “Contam-se histórias de Iniciados que conseguiram dominar a lei de gravitação enquanto ainda no Corpo Denso, para elevarem-se no ar em determinados momentos com um propósito definido. Os Iniciados aprendem como interromper a lei da levitação quando estão em seus Corpos-Alma, e como passar pelos nove Estratos da Terra”.
Os Auxiliares Invisíveis, quando em seus Corpos-Alma, são dotados de autoridade para realizar esse trabalho e, muitas vezes, suspendem a lei da gravitação, a fim de transportar objetos pesados pelo ar, quando é necessário salvar a vida de pessoas ou animais. Isso é feito com frequência por Auxiliares Invisíveis no decorrer de seu trabalho.
Em um dia de junho, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram dois ursos bebês presos em armadilhas.
Eles os tiraram e descobriram que um filhote estava morto. O filhote vivo foi curado de seus ferimentos e ficou perto de sua mãe.
O espírito do outro filhote estava deitado ao lado de seu corpo, que ainda estava quente. Sua mãe estava indo embora. O filhote morto estava assustado por ter sido deixado para trás pela mamãe urso. Os Auxiliares Invisíveis o aquietaram, e a Auxiliar Invisível o pegou em seu Corpo de Desejos e alcançou sua mamãe urso.
A mamãe urso viu seu filhote, pois os animais têm visão no Mundo do Desejo, e ficou muito feroz e começou a lutar com a Auxiliar Invisível porque ela tinha pegado seu filhote. Os Auxiliares Invisíveis tiveram dificuldade em acalmar a mamãe urso. O filhote começou a se contorcer e queria ir para a mamãe. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira, que estava com o filhote, para continuar o segurando, mas para passá-lo para mamãe urso. A mamãe urso estendeu a pata para pegá-lo, mas o filhote caiu no chão, parecendo bastante consternado.
“Escute, mamãe urso”, disse o Auxiliar Invisível. “Seu filhote está morto e nós estamos fora dos nossos Corpos Densos; então você não pode nos segurar, pois somos iguais ao ar. Você pode nos ver, mas não pode nos tocar. Essa amiga sua apenas trouxe seu filhote até você para que você possa vê-lo pela última vez. Ela gosta muito de você, mas agora percebemos que você não entendeu a situação. Se eu tivesse pensado duas vezes, não teríamos trazido o filhote até você e criado toda essa situação incômoda.”
O Auxiliar Invisível começou a acariciar a cabeça da mamãe urso. Ela se deitou e ele começou a coçar suavemente a cabeça e o pescoço dela. Então ele acenou para a Auxiliar Invisível para levar o filhote para o Mundo do Desejo. A Auxiliar Invisível levou o filhote para o Espírito-Grupo, que está a cargo dos ursos, e depois retornou.
A essa altura, a mamãe urso já estava de bom humor.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram a mamãe urso feliz, pois ela já havia se esquecido do filhote. Talvez esse mesmo filhote seja enviado para ela novamente, e ela terá a oportunidade de criá-lo em uma próxima vez. O amor de sua mamãe urso era forte e ela queria manter seu filhote, mas era impotente para mantê-lo fora da armadilha camuflada na mata. A mamãe urso e o filhote se reconhecerão no futuro, pois eles parecem se sentir muito atraídos um pelo outro.
Os ursos estão evoluindo neste Planeta e estão aqui para adquirir experiências da mesma forma que nós, segundo a evolução da Onda de Vida Animal.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram uma bela pantera negra presa pelo rabo em uma armadilha no Congo, na África. A cauda estava meio presa; então a pantera não podia se virar para tentar se livrar. Seus olhos vermelhos brilharam como duas bolas de fogo enquanto os Auxiliares Invisíveis se aproximavam. Quando eles se materializaram e caminharam em sua direção, ela se tornou muito feroz e se levantou contra eles.
“Sr. Pantera, eu sei que você é difícil de se conviver”, disse o Auxiliar Invisível, “mas você deve ser amigável para que possamos libertá-lo. Eu sei que você quer seu rabo, e você quer que a ajudemos, então seja bom. “
Os Auxiliares Invisíveis se aproximaram e ele ficou quieto. Um Auxiliar Invisível abriu a armadilha e tirou a cauda da pantera e enrolou algumas folhas em volta da parte ferida. A pantera tornou-se muito amigável, mas ele ainda era uma pantera e precisava ser vigiado.
“Por que você sempre diz Sr. ou Sra. Para os animais?” perguntou a Auxiliar Invisível.
“Todos gostam de ser homenageados, e eu faço isso para agradá-los”, disse ele.
Outra noite, um cachorro atraiu a atenção de dois Auxiliares Invisíveis e salvou a vida de seu dono que estava ferido e trancado na cozinha de uma casa. Os Auxiliares Invisíveis estavam voando baixo e viram um cão policial correndo em sua direção. Ele deu um pulo, latiu e voltou correndo.
“Vamos descer e ver o que está acontecendo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
Eles entraram na casa da fazenda e viram um homem muito doente gemendo em sua cama. Não havia fogo e havia muitos pratos sujos por perto. Eles ouviram um outro cachorro gemendo na cozinha.
A Auxiliar Invisível foi à cozinha, voltou e disse a seu companheiro que o cachorro estava ferido e todo inchado.
“Quando eu terminar aqui com o homem, vou cuidar do cachorro”, disse ele. “Você faz um fogo e limpa um pouco a casa.”
O homem estava com pneumonia, e o Auxiliar Invisível trabalhou nele e deu-lhe algum alívio. Esse homem disse aos Auxiliares Invisíveis que sua esposa e filha estavam viajando e que ele havia se molhado durante o trabalho no campo e adoecido. “Minha cadela brigou duas noites atrás e veio sangrando, mas eu estava doente demais para cuidar dela”, disse ele.
O Auxiliar Invisível foi até a cozinha e viu imediatamente que o cachorro na verdade era uma cadela e estava prestes a dar à luz e estava gravemente ferida. Ele pensou que ela devia ter brigado com um lobo. Ele deu a essa cadela um pouco de leite e amarrou suas pernas machucadas, esfregou-a para dar-lhe forças, pois ela estava muito debilitada. A Auxiliar Invisível segurou sua cabeça, e o Auxiliar Invisível começou a esfregar com força em sua barriga com movimentos de cima para baixo. Depois de um tempo, a cadela pariu cinco cachorrinhos.
Os Auxiliares Invisíveis limparam a cozinha, lavaram os pratos e prepararam um pouco de comida para o homem e seus cães. Então, o Auxiliar Invisível, sorrindo, disse ao doente que ele tinha cinco filhotes na cozinha, e ele sorriu também.
Depois disso, o Auxiliar Invisível disse ao homem que ele poderia se levantar e manter o fogo aceso e que sua esposa estaria em casa no dia seguinte. Esse Auxiliar Invisível já havia enviado pensamentos para a esposa voltar, pois ela era necessária em casa.
Um Auxiliar Invisível deixou o cachorro, que era o pai dos filhotes, entrar para ver a cadela e filhos.
Ele parecia querer dizer: “Bem, cinco deles!” Ele tocou o nariz de sua companheira, e ela fez algum ruído para ele. O Auxiliar Invisível falou que adivinhou que ela disse: “Você está feliz, querido?”
Então ele se deitou na cama que os Auxiliares Invisíveis haviam feito para ele.
Esse Auxiliar Invisível disse ao homem que ele tinha que agradecer àquele cachorro por trazer ajuda. Se o cachorro não tivesse chamado a atenção dos Auxiliares Invisíveis, o homem e a cadela da casa teriam morrido.
“Você deve sempre ser gentil com seu cão”, disse o Auxiliar Invisível.
“Eu serei”, prometeu o grato fazendeiro. Esse homem fez muitas perguntas aos Auxiliares Invisíveis, e eles lhe contaram sobre seu trabalho e seus ensinamentos religiosos.
Poucos dias depois, os Auxiliares Invisíveis pararam para ver esse homem novamente. Sua esposa estava em casa, e a casa estava limpa e arrumada.
A cadela e seus filhotes estavam na cozinha, e todos estavam bem. Ou os olhos dos filhotes ainda não estavam abertos ou então estavam com muito sono. O Corpo Vital do homem havia começado a recuperar a cor e ele estava se restabelecendo. Os Auxiliares Invisíveis não acordaram a família, mas continuaram quando descobriram que sua ajuda não era mais necessária.
Aqui está uma linda história sobre coelhos. Uma noite, enquanto estavam nos estados centrais, dois Auxiliares Invisíveis viram uma família de coelhos quase morrendo por falta de água. Lá estavam a mãe, o pai e quatro coelhos bebês. Os Auxiliares Invisíveis queriam ajudar os coitadinhos a conseguir água para beber. Eles olharam em volta em busca de água e viram uma fonte um tanto longe. Um dos Auxiliares Invisíveis falou com a mãe e o pai dos coelhos e disse-lhes que os levaria para onde havia um pouco de água.
“Não sei se você bebe água ou não, mas sei que precisa de comida verde e suculenta e que toda essa terra seca não faz bem para seus bebês”, disse o Auxiliar Invisível. “Vou carregar um de você e dois bebês. Ela vai levar o outro e os outros dois bebês.
A mãe coelha falava com o pai coelho, depois chamou os bebês, e todos foram com um dos Auxiliares Invisíveis. O outro Auxiliar Invisível começou a acariciar gentilmente os coelhinhos.
Pouco antes disso, o Auxiliar Invisível prestou muita atenção aos pais para ver se conseguia entendê-los. Parecia que ela dizia: “Você acha que eles estão nos enganando para nos pegar?” O coelho pai disse: “Não, se fossem, não poderiam nos pegar agora? Ela está com nossos bebês.”
Foi então que a mãe coelha os chamou e saltou para o colo do Auxiliar Invisível. Ele pegou o pai e dois coelhos bebês e os deu ao seu parceiro. Ele se mexeu e se contorceu, e ela disse a ele para ficar quieto para que ele não caísse. Então ele se acalmou. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para desmaterializar tudo, exceto as mãos e o peito, onde ela segurava os coelhos contra ela. Então ele pegou a mãe e os outros dois bebês e fez a mesma coisa, e eles os carregaram para a água a cerca de dez quilômetros de distância e os colocaram no chão úmido. Os coelhos todos se deitaram como se estivessem mortos.
“Oh, eles estão mortos!”, a Auxiliar Invisível disse. “Não devíamos tê-los trazido.”
“Eles não estão mortos”, respondeu seu parceiro. “Eles foram dormir”, e ele começou a esfregá-los e falar com eles. Logo o pai coelho disse: “Huh!” Ou o que parecia ser e começou a pular. Em pouco tempo, o resto ficou bem e animado. Os Auxiliares Invisíveis os deixaram depois de verem que não havia nenhum animal por perto que pudesse prejudicá-los.
Logo depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram uma corça de pé ao lado de sua mãe, que foi pega em uma armadilha. Eles tiraram o cervo da armadilha e fizeram o que puderam por ela e a soltaram, mas mantiveram o cervo e o carregaram para um fazendeiro que vivia no sul do Canadá. Ele tinha uma filha de cerca de doze anos.
O fazendeiro tinha um cão policial e dois cães da raça collie. Quando o fazendeiro viu o cervo, ele ficou surpreso. “Os cães vão matá-lo”, disse ele.
“Segure os cachorros”, disse o Auxiliar Invisível.
O fazendeiro os chamou, e a corça correu para a Auxiliar Invisível, que colocou os braços em volta do pescoço dela, chamando os Espíritos-Grupo dos cães e da corça para pedir-lhes que fizessem todos os animais e cães serem amigos, e eles disseram que assim seria. Os cães subiram e se deitaram ao lado do cervo, que os olhou e parou de tremer.
“Bem, o que você acha disso?” exclamou o fazendeiro.
“Senhora, quem é você, e como você faz isso? Esse cão policial mata tudo o que vê. Ora, ele até briga com os collies!”
“Ele está tão malvado como sempre foi, mas será amigável com todos nesta fazenda”, disse a Auxiliar Invisível.
“Aqui estão dez dólares pelo cervo”, disse o fazendeiro. “Minha filha está querendo um como animal de estimação há muito tempo.”
A Auxiliar Invisível balançou a cabeça e recusou o dinheiro.
“Vá buscar sua filha”, disse o outro Auxiliar Invisível.
O fazendeiro a chamou e ela veio. Ao ver a corça, correu até ela e a abraçou, com vontade de levá-la para dentro de casa longe dos cachorros. O Auxiliar Invisível disse a ela que nada machucaria a corça. Ela agradeceu aos Auxiliares Invisíveis por seu novo animal de estimação.
“Por que você tirou a corça da mãe dela?”, perguntou a Auxiliar Invisível ao seu parceiro. “O Espírito-Grupo me disse que a mãe morreria, uma vez que o tempo dela está quase acabando. Então, eles queriam colocar a corça em um lugar bom para que ela pudesse viver”, respondeu seu parceiro.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao fazendeiro que, como Auxiliares Invisíveis, era trabalho deles ajudar tudo o que estava vivo.
“Eu tenho uma vaca doente. Talvez você possa ajudá-la”, disse o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis o seguiram até o celeiro e encontraram a vaca deitada. Uma grande cobra a cercou. O Auxiliar Invisível fez a cobra sair de seu esconderijo e disse-lhe para ir embora e nunca mais voltar. O Espírito-Grupo da cobra cooperou com o Auxiliar Invisível e deu à cobra um impulso para deixar o local.
Os Auxiliares Invisíveis começaram a esfregar a vaca e ela começou a mugir. Quando um Auxiliar Invisível tocou nos úberes dela, a vaca ficou quieta e os Auxiliares Invisíveis trabalharam nela até que ele ficasse curada.
“Sua vaca ficará boa em um ou dois dias”, disse ele ao fazendeiro. “Coloque cerca de quatro porcos no celeiro e no lote do celeiro, e eles manterão as cobras longe. As cobras não são perigosas, mas elas mamarão em uma vaca até a morte.”
Os Auxiliares Invisíveis então saíram e desceram à estrada para ver até onde a cobra tinha ido. Não tinha ido muito longe quando um caminhão de leite apareceu, atropelou-a e a matou. Então a cobra foi logo punida.
Fazendo a alegria das crianças que estavam com coelhos doentes
Uma noite, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis passavam, eles viram algumas crianças com dois coelhos em uma cesta. Eles logo viram que os coelhos estavam doentes e que as crianças os estavam levando de volta aos donos originais para descobrir o que estava acontecendo.
Os Auxiliares Invisíveis foram com as crianças a uma casa próxima, e o Auxiliar Invisível perguntou à senhora que atendia à porta se eles poderiam entrar com as crianças, e ela disse: “Sim”.
Na casa eles viram mais dois coelhos que estavam em uma caixa, e eles pareciam doentes também. As crianças visitantes pegaram seus coelhos e os colocaram no chão, os quais logo saíram pulando para comer. Parecia que os coelhos estavam doentes quando alguém daquela família os deu a essas crianças, que ficaram angustiadas com eles porque gostavam de animais de estimação.
A Auxiliar Invisível se agachou e olhou para os coelhos. Então ela chamou o Espírito-Grupo dos coelhos e lhe perguntou o que fazer por eles. Ele disse que os coelhos estavam constipados porque não tinham recebido o tipo certo de comida. Ele disse à Auxiliar Invisível para massagear seus abdomens. Ela fez isso e os coelhos logo ficaram bem.
Ela disse às crianças que alimentassem os coelhos com cenouras, repolho, verduras, etc. e que os deixassem ao ar livre, onde pudessem se exercitar e brincar. Ela disse-lhes que os animais de estimação deles não fugiriam, pois se tornariam muito dóceis. As crianças ficaram muito satisfeitas e voltaram para casa com seus coelhinhos marrons e brancos.
O Espírito-Grupo do coelho é um ser muito bonito e gentil, com um corpo de um ser humano gracioso, uma cabeça de coelho e um Corpo Vital de coelho estendido atrás dele.
Não muito depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis viram um belo cavalo marrom escuro em um celeiro. Esse cavalo parecia doente e não muito bem cuidado, e seu dono disse que ele não comia bem e parecia estar com falta de ar. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o cavalo tinha muita aveia para comer e precisava de grama verde, sol e exercícios.
Os Auxiliares Invisíveis persuadiram o cavalo a sair e colocaram-no no pasto. Disseram ao proprietário para deixá-lo ficar lá por várias semanas e ele ficaria bem.
“Muito obrigado pela sua ajuda”, disse o proprietário.
Aqui está uma história interessante sobre algumas pombas brancas e um gato marrom e preto. Alguns Auxiliares Invisíveis encontraram uma senhora sentada em uma varanda tarde da noite e fazia bastante calor. Ela disse a eles o que a estava preocupando. Ela morava em um quarto no andar térreo de uma casa e hospedava-se com a dona da casa. Ela tinha duas lindas pombas e um lindo gato de estimação. Ela ia trabalhar cedo e chegava tarde em casa, e mantinha seus animais de estimação fechados enquanto estava fora.
Eles estavam mostrando os efeitos do confinamento e ela estava preocupada, mas não sabia o que fazer. Ela não ousava deixá-los sozinhos o dia todo e não queria que morressem.
Essa senhora perguntou à Auxiliar Invisível o que ela poderia sugerir, e eles conversaram sobre o assunto. A senhora queria fazer alguns acordos com a senhoria para deixar seus animais de estimação para tomar ar e fazer exercícios. Ela pensou em ajudar a senhora com seu trabalho de alguma forma em troca de cuidar dos animais de estimação.
“Seria melhor você pagar a sua senhoria cinquenta centavos por dia para alimentar e cuidar de seus animais de estimação enquanto estiver fora”, disse o Auxiliar Invisível. “Ela pode colocá-los ao ar livre por uma hora na sombra.”
A senhora tinha uma grande gaiola para as pombas. A Auxiliar Invisível foi até a jaula e abriu a porta para tirar as pombas.
“Não as tire, pois elas vão voar no escuro e eu vou perdê-las”, disse o proprietário.
O Auxiliar Invisível olhou para uma pomba e então ela olhou para o Espírito-Grupo da pomba e o viu. Ele soltou sua maravilhosa aura branca, e ele era gloriosamente lindo de se ver.
Ele era apenas um pouco menos bonito do que um Anjo, se uma comparação puder ser feita. O Auxiliar Invisível ficou pasmo e encantado.
Quando ela olhou, parecia que o corpo do Espírito-Grupo cresceu e assumiu uma bela luz branca como penas surgindo milagrosamente. É totalmente impossível falar sobre a beleza desse Espírito-Grupo.
“Sim, meu amigo”, disse o Espírito-Grupo para a Auxiliar Invisível.
“Tire-as e eu as dirigirei de volta para você, disse o Espírito-Grupo.
A Auxiliar Invisível as tirou da gaiola e as segurou nas mãos, e então elas voaram para seus ombros. A senhora, a quem pertenciam, olhou com cara de surpresa. A Auxiliar Invisível acariciou as pombas da cabeça à cauda, e elas ficaram fortalecidas.
O gato entrou e se esfregou no Auxiliar Invisível e foi muito amigável. Depois disso, o Auxiliar Invisível foi com a senhora ver a dona da casa e pediu-lhe que levasse as pombas para fora em sua gaiola e as deixasse por uma hora todos os dias.
“Eu farei isso de bom grado”, disse a proprietária.
Todos foram ao quintal escolher um local para colocar a gaiola.
Enquanto todas as pessoas estavam no pátio, um homem se aproximou sorrateiramente e tentou entrar no quarto da senhora pela porta, que estava destrancada. Ela o viu e ficou muito agitada. “Oh, tudo o que tenho está no meu quarto. O que devo fazer?” disse a dona dos animais de estimação.
“Você fica para trás, porque ele pode ter uma arma”, disse o Auxiliar Invisível. “Eu vou afugentá-lo.”
O Auxiliar Invisível foi por trás do homem, agarrou-o pelo pescoço e sacudiu-o. Assim que ele conseguiu se soltar, ele fugiu o mais rápido que pôde. Em seguida, a senhoria mostrou aos Auxiliares Invisíveis toda a casa e os levou para o porão.
Quando eles voltaram, o gato havia sumido e o Auxiliar Invisível o chamou.
“Kitty! Kitty!”, ele chamou, e então ela teve uma grande surpresa, pois em vez do gato certo, uma pobre gata meio faminta veio até ela, e então muitos gatinhos tricolores vieram de várias direções. O Auxiliar Invisível ficou um pouco consternado ao pensar que ela havia juntado tantos gatos. A senhoria deu a Auxiliar Invisível bastante comida; e ela alimentou todos os gatos e os deixou ir. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram, deixando as duas pessoas se perguntando quem eram.
Aqui está outra história de pássaros que mostra como os Auxiliares Invisíveis ajudam os animais e pássaros. Em uma primavera, vários homens estavam parados em uma garagem que ficava embaixo do nível elevado da rua, perto de um grande edifício nas proximidades de um rio. Estava um dia nublado, nebuloso e mais escuro do que o normal nessa garagem. Um pardal se perdeu nessa grande e escura garagem e não conseguiu encontrar o caminho de saída.
O Espírito-Grupo do pardal chamou um Auxiliar Invisível, que estava por perto, pelo nome e disse: “Consegue conduzir a mamãe pardal para fora para que ela possa ir para seus filhotes?”.
“Esse pássaro morrerá de fome ou será atropelado por um daqueles caminhões, se ela não sair”, disse um homem que estava por perto.
“Consigo. Vou lá fora buscá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
“Você não conseguiria pegar aquele pássaro em mil anos”, disse um outro homem.
Todos riram quando o Auxiliar Invisível saiu para tentar pegar o pardal.
Quando ele alcançou o passarinho, ele se abaixou, estendeu a mão e a chamou. O passarinho voou perto dele e então pulou para a sua mão, e ele a carregou. Chegou perto dos homens e lhes disse que, enquanto segurasse o pássaro, ele não voaria, mas nenhum deles poderia pegá-lo ou tocá-lo.
Então, o Auxiliar Invisível colocou o pardal em seu ombro e ficou lá. Um homem estendeu a mão para ela, e ela voou e pousou no chão. Um homem correu atrás dela, e ela voou de volta para o Auxiliar Invisível, que então a carregou para a próxima rua e a deixou ir.
Os homens não conseguiam entender como isso foi feito. O Auxiliar Invisível disse-lhes que, enquanto eles, assim como quaisquer outras pessoas tiverem ódio, malícia ou preconceito, eles nunca conseguirão ter esse tipo de relacionamento seja com pássaros seja com animais selvagens.
Uma noite, no caminho de volta do Egito, dois Auxiliares Invisíveis começaram a cruzar as selvas na África e viram duas cobras pitons lutando contra um menino e um grande leão. Os Auxiliares Invisíveis desceram rapidamente, e o Auxiliar Invisível disse à sua parceira para ajudar o leão enquanto ele ajudava o menino.
O Auxiliar Invisível fez a cobra, que estava prendendo o menino, soltá-lo e a cobra se acalmou. Então, esse Auxiliar Invisível foi até a Auxiliar Invisível, e juntos eles libertaram o leão e fizeram com que ambas as grandes cobras fossem embora.
“O que você estava fazendo com um leão?”, um Auxiliar Invisível perguntou ao menino.
“Ele é meu leão e me deixa ir a todos os lugares, luta e caça por mim”, respondeu o menino. “Ele me carrega, rápido, e pula comigo nas costas”.
O menino parecia ter cerca de dez anos. Os Auxiliares Invisíveis acariciaram o leão, e ele logo ficou tranquilo. O Auxiliar Invisível disse ao menino para coçar a cabeça e o pescoço do leão e pentear seu cabelo, e ele lhe mostrou como fazer. O menino começou a fazer isso.
O menino montou no leão e foi embora, e os Auxiliares Invisíveis os seguiram até chegarem à aldeia onde ele morava.
O leão estava agitado, mas obedeceu ao menino. Os pais do menino disseram que seu filho havia encontrado o leão na selva, e ele o seguiu para casa, e que eles eram amigos há três anos. Os Auxiliares Invisíveis estavam muito interessados nessa estranha amizade.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram a imagem, na sua consciência pictórica, de um touro em apuros. Ele corria com a cabeça erguida e a boca aberta como se tivesse algo na garganta. Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar a vida dele. Eles correram para o local e viram que o touro tinha parte de uma espiga de milho verde na garganta. Enquanto comia os grãos, a espiga escorregou e foi para a garganta, e ele mal conseguia respirar. O pobre touro tentou tossir, mas não conseguiu.
Um Auxiliar Invisível foi até o touro e disse-lhe para ficar parado. Em seguida, enfiou a mão na garganta do touro, pegou a espiga e a tirou. “Bem, meu velho, você está bem agora, porém mais um pouco, e o seu dono o teria matado para comer amanhã”, disse o Auxiliar Invisível a ele.
O touro mostrou seu alívio e apreço e foi amigável com os Auxiliares Invisíveis. O Espírito-Grupo, que está encarregado do gado, chamou ajuda superior e pediu que ajudassem a salvar a vida do touro, e eles enviaram esses dois Auxiliares Invisíveis para remover a espiga de sua garganta. Todas as Ondas de Vida dependem umas das outras e devem ajudar-se mutuamente e não causar danos, pois do contrário os Egos individuais serão prejudicados em sua evolução.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando e encontraram um crocodilo rastejando na rua em frente a uma loja. Possuía cerca de três a quatro metros de comprimento e, como agia de forma raivosa, as pessoas próximas estavam com medo dele. Esse crocodilo pertencia ao dono de uma loja. Ele havia escapado e o dono não sabia.
A Auxiliar Invisível abaixou-se para acariciá-lo, e ele mordeu e segurou a mão dela em sua boca grande. As pessoas em volta pensaram que ela havia perdido a mão. Ela não tentou puxar a mão, mas disse ao crocodilo que a soltasse.
Ele soltou a mão dela e ficou imóvel. O dono veio e gritou para a Auxiliar Invisível se afastar, pois o crocodilo era bravo quando estava sem a focinheira.
“Você deve mantê-lo em uma gaiola ou acorrentado”, disse o Auxiliar Invisível.
“Ele tomou conta de toda loja e gostaria de poder vendê-lo”, disse o homem. “É o único que deixei entre cinquenta filhotes que eu tinha e agora é grande demais para vender.”
“Vou resolver isso para você”, disse o Auxiliar Invisível.
“Ficarei muito feliz se você fizer isso”, disse o homem.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o crocodilo para dentro e amarraram-no depois de muito trabalho. Em seguida, eles enfiaram uma vara em seus pés, saíram pela parte de trás e o carregaram até os pântanos, onde o soltaram para que pudesse cuidar de si mesmo e viver livre na natureza.
Na história a seguir, vários animais foram ajudados.
Alguns Auxiliares Invisíveis encontraram seis grandes crocodilos que comeram algo que os deixou doentes. Alguns estavam agitados e brigando entre si, outros não.
“Escutem, seus crocodilos”, disse o Auxiliar Invisível a alguns dos outros, “vim ajudar seus amigos, ou irmãos ou irmãs. Se você os comerem, também morrerão.”
Os Auxiliares Invisíveis tiveram que manter os crocodilos em movimento até que pudessem acalmá-los. Eles tinham de quatro a quatro metros e meio de comprimento e eram muito grandes. Logo os Auxiliares Invisíveis começaram a trabalhar nos crocodilos doentes e massagearam seus intestinos com as mãos dentro deles. Os crocodilos se contorceram e abriram a boca como se estivessem tentando sorrir, e um monte de coisa verde saiu, e eles logo ficaram brincalhões. A Auxiliar Invisível começou a brincar com eles.
Havia três grandes cobras pitons observando os crocodilos. Uma delas correu e pegou um dos crocodilos, e uma luta terrível começou. O crocodilo deu um pulo e pegou a cobra a meio caminho de sua cabeça, fechou as mandíbulas e a luta acabou. Os crocodilos comeram toda a cobra, exceto a cabeça. Um Auxiliar Invisível conduziu os seis crocodilos até aonde as outras duas cobras estavam, e elas fugiram.
Os Auxiliares Invisíveis saíram de lá e seguiram em frente, e em pouco tempo encontraram uma pantera negra em uma armadilha. Eles tiveram dificuldade em fazê-la acreditar que as intenções deles eram boas. Os Auxiliares Invisíveis finalmente a fizeram entender e a libertaram. Depois, eles curaram o pé dela.
Esses Auxiliares Invisíveis então encontraram alguns caçadores que estavam prestes a atirar em um grande gorila que foi gravemente ferido, enquanto tentava sair de uma grande armadilha de aço.
“Não atirem no meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível a eles. “Ele não vai lhes machucar se vocês não o incomodarem.”
“Ora, cara, você está delirando com o calor da selva se acha que ele não vai nos machucar”, disse um dos caçadores enquanto apontava sua arma para atirar no gorila.
A arma clicou, mas não disparou. Notem que o Auxiliar Invisível pediu às Salamandras para permanecerem quietas para salvar a vida do gorila.
As Salamandras são Espíritos da Natureza que causam o fogo. O caçador pareceu surpreso e ficou nervoso.
“Não se assuste”, disse o Auxiliar Invisível. “Ele não vai lhe machucar.”
Então ele pediu à Auxiliar Invisível que fosse até o gorila e o acalmasse para que ele pudesse remover a armadilha de seu pé.
A Auxiliar Invisível conversou com o gorila; quando ela se aproximou dele, ela o pegou no colo, examinou-o e, em seguida, pousou-o com delicadeza. Os caçadores viraram suas cabeças porque não queriam vê-lo despedaçado. O outro Auxiliar Invisível retirou a armadilha. Ele, então, colocou um pouco de lama macia no pé ensanguentado do gorila. Ela logo secou e caiu, e seu pé foi curado. A lama era apenas um meio para a força de cura que o Auxiliar Invisível dirigia sobre o ferimento. Essa força de cura vem de Deus e é usada pelos Auxiliares Invisíveis em seu trabalho com pessoas e animais.
Os quatro caçadores olharam maravilhados enquanto tudo isso acontecia. “Que tipo de pessoas eles são?”, disse um deles.
O gorila pegou a Auxiliar Invisível como se ela fosse uma maçã.
Ele queria levá-la para casa e ela o deixou fazer isso. Eles foram a uma aldeia de gorilas e foram bem recebidos.
De repente, eles ouviram um bebê gorila gritar e todos correram em direção a ele. Uma grande cobra tinha o agarrado. Um grande gorila pegou a cobra e a despedaçou antes que os Auxiliares Invisíveis pudessem evitar. Então esse gorila pegou a criança e deu um tapa nela. O bebê gorila chorou e correu para sua mãe, subiu nela e ficou lá.
Os caçadores tinham vindo àquele lugar para pegar um bebê gorila, mas desistiram. Eles pediram aos Auxiliares Invisíveis que os acompanhassem até o acampamento, e eles disseram que deixariam aquele lugar. Os Auxiliares Invisíveis os levaram para o acampamento antes de continuarem com o trabalho.
Certa noite, o Espírito-Grupo dos castores contou a alguns Auxiliares Invisíveis sobre dois bebês castores que precisavam de ajuda. Os castores pais foram pegos em uma armadilha e mortos. O Espírito-Grupo disse aos Auxiliares Invisíveis onde localizá-los e onde encontrar um novo lar para eles.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram os bebês e carregaram os pequenos órfãos para um fazendeiro, que os queria como animais de estimação para seus dois filhos.
“Minha cadela tem filhotes e talvez ela os leve”, disse o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis carregaram os bebês castores para a cadela e ela olhou para eles e fez um barulho para dizer: “Vou levá-los”, e ela começou a amamentá-los. A cadela resolveu a questão sobre como alimentar os castores, e o fazendeiro ficou encantado, pois sabia que seus filhos ficariam muito felizes em ter alguns novos animais de estimação.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram todos felizes e seguiram em frente. Poucos de nós percebemos como os Espíritos-Grupo e Auxiliares Invisíveis trabalham juntos para dar assistência tanto aos seres humanos quanto aos seus irmãos mais novos, os animais.
Aqui está uma história sobre como um urso e um homem foram libertados de armadilhas. Uma tarde, um Auxiliar Invisível deitou-se e foi dormir e depois saiu para ajudar as pessoas.
Ele foi até a parte norte dos Estados Unidos e viu um belo urso meio adulto em uma armadilha. Quando o Auxiliar Invisível foi até ele, o urso demonstrou que estava alerta e pronto para brigar.
“Companheiro, vim ajudá-lo, mas você deve se manter firme”, disse o Auxiliar Invisível ao pobre urso. O urso logo se acalmou, e o Auxiliar Invisível o libertou e curou o pé direito dele. O urso lambeu as mãos do Auxiliar Invisível para mostrar sua apreciação.
“É melhor você ir antes que apareça alguém que atire em você”, aconselhou o Auxiliar Invisível ao urso.
O urso olhou para o Auxiliar Invisível, como se dissesse: “Bem, é melhor eu ir, porque você também está indo”.
“Sim”, disse o Auxiliar Invisível, “estou indo, mas não no seu caminho”.
O urso saiu, e o Auxiliar Invisível desapareceu e foi bem alto no ar e olhou em volta até que viu um homem sentado na neve. O Auxiliar Invisível foi até ele e viu que seu pé esquerdo estava preso em uma armadilha de aço e um urso morto estava ao lado dele. Parecia que tinha havido uma luta terrível, pois as roupas do homem estavam rasgadas. O caçador preso estava azul de frio.
O Auxiliar Invisível perguntou ao homem onde morava, e ele lhe disse que morava a cerca de dezesseis quilômetros de distância, a sudeste, e então ele desmaiou. O Auxiliar Invisível tirou o homem da armadilha, pegou-o e carregou-o para a casa dele. A esposa do homem encontrou o Auxiliar Invisível na porta e logo tinha uma cama pronta para seu marido. Eles despiram o caçador e o colocaram na cama.
“Oh, ele vai perder o pé”, disse a esposa.
“Não, ele ficará bom, mas nunca mais cairá na armadilha”, respondeu o Auxiliar Invisível. Ele pegou um pouco de água morna e lavou o sangue congelado da perna do homem e envolveu-a, e então curou seu braço ferido.
“Mantenha-o na cama por cerca de dez dias”, disse o Auxiliar Invisível.
Ele então foi e encontrou a arma do caçador e o urso morto e os levou para a mulher.
“Você acha que vou conseguir fazer com que meu marido se mude para a cidade?”, a esposa perguntou. “Temos o suficiente para viver o resto do inverno.”
“Seu marido vai se mudar para a cidade para sempre, pois ele está curado de seu desejo de caçar e apanhar animais”, disse o Auxiliar Invisível.
“Oh, estou agradecida, pois sempre me preocupo até que ele volte”, disse ela.
Aqui está como uma cegonha faminta foi alimentada. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo, uma noite, para uma reunião e viram uma cegonha pousando em alguns ovos. A cegonha estava com fome e um dos Auxiliares Invisíveis queria alimentá-la. Uma senhora que estava com os Auxiliares Invisíveis tentou fazer a Auxiliar Invisível continuar e deixar a cegonha.
“Deixe-a caçar seu próprio alimento”, disse ela.
“Você pode continuar, e nós tentaremos alcançá-la”, disse a Auxiliar Invisível.
“Eu também vou”, disse o outro Auxiliar Invisível.
“Vá em frente”, disse a Auxiliar Invisível. “Vou ficar aqui e alimentar a cegonha.”
Por fim, todos ficaram para ajudar e depois todos seguiram juntos.
A Auxiliar Invisível saiu em busca de comida para a cegonha. Ela pediu um pouco de carne a uma senhora, e a senhora disse que só tinha bacon. Ela, então, deu à Auxiliar Invisível quatro fatias de bacon cozido, que ela levou para a cegonha, que correu para comer.
A outra Auxiliar Invisível disse que tinha um pouco de fubá em casa, e ela materializou um pouco e pegou um pouco de água e misturou para que a cegonha pudesse comê-lo. A Auxiliar Invisível passou em um bom teste dessa vez. Suas ações mostraram que ela estava mais ansiosa para ajudar do que para ir a alguma reunião.
Certa vez, uma Auxiliar Invisível encontrou um cavalo árabe que se afastou enquanto comia grama. Ela conversou com ele e perguntou onde ele morava, e o cavalo parecia querer contar a ela. Ela contatou o Espírito-Grupo que está encarregado dos cavalos e perguntou-lhe onde esse cavalo morava; o local foi-lhe, então, mostrado por meio da Consciência de Júpiter. Ela montou no cavalo e o levou de volta para casa.
Os árabes ficaram entusiasmados quando viram um estranho entrando no acampamento deles no cavalo da filha do chefe. O cavalo pertencia a uma garota árabe de cerca de quatorze anos.
Ela ficou muito animada quando viu um estranho com seu cavalo, pois ele era considerado um animal mau pelas outras pessoas no acampamento. A Auxiliar Invisível contou à menina o que havia acontecido com o cavalo e que ela o estava devolvendo. A menina ficou satisfeita com o retorno do seu cavalo, levado para ela pela Auxiliar Invisível, ação que deixou toda a tribo feliz.
Se a Auxiliar Invisível não tivesse encontrado esse cavalo naquele momento, um homem que estava prestes a roubá-lo o teria capturado e vendido a outra tribo. Isso teria causado uma guerra entre duas tribos. E se o Espírito-Grupo não tivesse aquietado o cavalo, a Auxiliar Invisível teria desistido.
A tristeza e a miséria que os caçadores causam não podem ser imaginadas. Aqui está a história de um trabalho feito por Auxiliares Invisíveis alguns anos atrás. Naquela noite, esses Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um urso marrom que havia levado um tiro no quadril direito por um caçador. O urso então fugiu e foi o mais longe que pôde e caiu. Ele estava tentando se levantar e continuar, mas não conseguia por causa da grande dor. Os Auxiliares Invisíveis viram isso por meio da Consciência de Júpiter.
Os Auxiliares Invisíveis foram até o urso e, quando o urso os viu, ele se levantou. Um Auxiliar Invisível disse ao urso: “Viemos ajudá-lo”, e ele se deitou.
“Você esfrega a cabeça do urso enquanto examino seu ferimento”, disse um Auxiliar Invisível ao outro.
O urso tinha colocado lama no buraco para interromper o fluxo de sangue. Então o Auxiliar Invisível começou a tirar a lama do quadril do urso, ele se virou o mais que pôde para parar o Auxiliar Invisível porque isso o machucou.
“Seja paciente um pouco mais, camarada, e tudo estará acabado”, disse o Auxiliar Invisível ao urso.
A Auxiliar Invisível sentou-se e colocou a cabeça do urso no colo enquanto o Auxiliar Invisível tirava toda a sujeira do ferimento.
“Escute, camarada”, disse ele, “preciso tirar essa bala para que você possa andar e vai doer. Não machuque meu parceiro. Entenda, eu quero que você fique quieto”.
O urso se acomodou com a cabeça no colo da Auxiliar Invisível e o outro Auxiliar Invisível colocou o dedo abaixo da bala, materializou o dedo novamente e empurrou a bala para fora. O urso ficou imóvel, mas gemeu e a Auxiliar Invisível chorou. “Por que os homens atiram em animais, os deixam fugir e os fazem sofrer?” ela perguntou.
“Não era intenção do caçador deixá-lo escapar”, respondeu o outro Auxiliar Invisível.
Depois que o Auxiliar Invisível removeu a bala, o urso foi curado por meio da cura espiritual que vem de Deus.
Então, o Auxiliar Invisível olhou o urso cuidadosamente. “Tudo bem, camarada”, disse ele. “Você está como novo, apenas um pouco de sua pele se foi. Ela vai crescer novamente com o tempo.”
O urso não queria tirar a cabeça do colo da Auxiliar Invisível. Ele estava confortável e contente. Ele olhou para o interlocutor a ponto de dizer: “Por que você não fica quieto? Não vê que estou descansando? Não sou mimado com frequência.” Os Auxiliares Invisíveis fizeram o urso se levantar e ele os seguiu como se nada jamais o tivesse perseguido. Mais tarde, eles desapareceram dele. Sem a ajuda dos Auxiliares Invisíveis, o urso teria morrido de fome, sede e ferimentos.
Outra vez, esses Auxiliares Invisíveis encontraram dois filhotes de urso. Um estava morto e o outro morria de fome. A Auxiliar Invisível pegou o filhote moribundo e perguntou ao outro Auxiliar Invisível se ele não poderia fazer algo por ele.
“Não, porque não vai durar muito”, disse ele.
A Auxiliar Invisível deixou o filhote o mais confortável que pôde e começou a procurar sua mãe. Os Auxiliares Invisíveis encontraram uma armadilha presa a uma árvore com sangue por toda parte e no chão.
Isso mostrou que havia uma luta ali e que a mãe devia estar pensando em seus filhos. Eles não encontraram a mãe. Os caçadores carregaram a mãe urso após matá-la, e os filhotes morreram de fome por falta de comida.
Quando a mãe renascer, talvez ela tenha seus filhotes de volta. Nesse caso, esperemos que eles não sejam vítimas de caçadores selvagens que maltratam seus irmãos mais novos.
Aqui está como dois elefantes foram salvos por Auxiliares Invisíveis.
Numa segunda-feira à noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma mãe elefante e seu bebê de uma cobra piton. Eles correram para o local e viram que a cobra tinha enrolado uma parte do seu corpo na pata traseira do bebê elefante para segurá-la enquanto tentava se enrolar na tromba do elefante. A cobra puxou a mãe até que essa ficasse de joelhos, e ela estava gemendo alto. A cobra não podia esmagar a grande elefanta, mas podia matá-la ou feri-la de forma que ela não fosse mais capaz de ajudar seu bebê. Depois disso, a cobra poderia esmagar o pequeno e comê-lo.
O bebê elefante parecia ter apenas dois dias de idade. A cobra parecia querer esmagar a tromba da elefanta para que ela ficasse impotente para fazer qualquer coisa com ela e morresse de fome com o tempo.
O Auxiliar Invisível foi até a cobra e a tocou. “Diga, cara, por que matar os dois ou causar a morte de ambos? Deixe-os ir”, disse ele.
A cobra fez um movimento rápido e, antes que o Auxiliar Invisível percebesse, a cobra tinha duas voltas de seu corpo ao redor dele.
“Escute, companheiro”, disse o Auxiliar Invisível, “você não pode comer aqui, então deixe-me ir.
A cobra tentou bater no Auxiliar Invisível com a cabeça, e o Auxiliar Invisível desapareceu, mas voltou e tocou a cobra e a fez ficar quieta. Então ele a mandou para a floresta.
Enquanto isso acontecia, a senhora Auxiliar Invisível acalmou o elefante bebê e estava brincando com ele.
“Por que você ficou aí brincando?”, perguntou seu companheiro. “Você não viu quantos problemas a cobra estava me causando?”
“Este pobre bebezinho precisava dos meus cuidados”, respondeu ela, e se inclinou sobre ele, e ele se aproximou dela o máximo possível.
O Auxiliar Invisível, então, examinou a tromba da mãe e viu onde a cobra a havia mordido e onde ela o havia sacudido. Os Auxiliares Invisíveis curaram seus ferimentos e a acalmaram, pois ela tremia de medo. O bebê era muito pequeno e a mãe não havia se recuperado totalmente do parto. Os Auxiliares Invisíveis fizeram tudo o que puderam por ela e a mandaram embora com seu bebê.
Certa vez, um homem que morava na Arábia ou próximo a ela comprou um bebê zebra para passear por sua propriedade, pois amava os animais. A zebra era muito jovem para ser tirada de sua mãe e adoeceu. O homem levou a zebra para um desembarque de barco quando ele ia cruzar o Golfo Pérsico. Ele estava na estrada há dois dias, e a comida que deu à zebra a deixou com prisão de ventre e seu pequeno estômago estava inchado. A zebra tinha desistido e estava deitada quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local.
O dono da zebra conversava com o capitão do barco, que se recusou a permitir que ele levasse o animal doente para bordo. O capitão temia que a zebra tivesse algum tipo de doença e pudesse começar uma epidemia, pois a zebra estava com um pouco de saliva escorrendo de sua boca.
“Esta zebra não tem doença”, disse a Auxiliar Invisíveis para o capitão. “Ela foi alimentado com o tipo errado de comida e era muito jovem para ser tirado de sua mãe. Eu a ajudarei e ela ficará boa em pouco tempo.”
“Vamos ver se você faz isso, pois ele está quase morta agora”, disse o capitão.
O Auxiliar Invisível pegou a zebra em seus braços e trabalhou em seus intestinos e estômago. Em pouco tempo, a zebra eliminou alguns resíduos e depois vomitou. Logo depois o bebê zebra tornou-se brincalhão e começou a seguir a Auxiliar Invisível.
“Hm! Você deve ser um médico animal sobre-humano”, disse o capitão. “Você apenas o pegou em seus braços e fez cócegas em sua barriga, e ela ficou boa.” Ele não conseguia ver a mão dela dentro do corpo da zebra.
“Traga-o para o barco, pois partiremos em cinco minutos”, disse o capitão.
A Auxiliar Invisível pegou-a e carregou-a para o barco, e o capitão ficou parado olhando com a boca aberta.
Ele esperava ver a zebra lutar para não entrar no barco como todos os animais fazem, mas em vez disso ela ficou em seus braços como um bebê. O Auxiliar Invisível colocou-a no convés e, enquanto ele a seguia, as pessoas no barco se reuniram para observá-lo. O Auxiliar Invisível aconselhou o proprietário a levar a zebra para sua cabine para que ela não se machucasse, e ele o fez. Ele agradeceu e queria pagar, mas ela se recusou a aceitar qualquer coisa e disse que tinha gostado de ajudar a zebra.
O homem olhou para ela como se dissesse: “Ela é tola por não aceitar o dinheiro.”
“Sempre seja gentil com os animais”, disse ela enquanto o deixava olhando para ela e se perguntando se ele tinha ouvido direito.
Aqui está uma história de como a vida de um cachorro foi salva. Alguns Auxiliares Invisíveis foram a um lugar onde viram um cachorro em apuros. Alguns homens colocaram uma armadilha de aço em um belo cachorro da raça collie e, em seguida, remaram para águas profundas e o jogaram ao mar. O cachorro começou a lutar por sua vida. A armadilha estava presa a uma corrente carregada com o peso de uma pedra.
Os Auxiliares Invisíveis desceram na água e foram até o cachorro como se estivessem nadando. A Auxiliar Invisível pegou o cachorro nos braços e segurou-o enquanto o Auxiliar Invisível tirava a armadilha de sua cabeça para que ele pudesse respirar melhor. Em seguida, os Auxiliares Invisíveis foram para a costa com o pobre cachorro. O dia estava quase amanhecendo e a água estava muito fria. O cachorro estava tremendo. A Auxiliar Invisível estava abrigada em uma colina com o cachorro perto dela para mantê-lo aquecido.
Um dos caçadores xingou a Auxiliar Invisível e disse que atiraria no cachorro. Ela pegou o cachorro e o colocou atrás dela, e seu parceiro disse às Salamandras para ficarem quietas.
Veja, nenhuma fogueira pode ser acesa e nenhuma arma pode ser disparada sem a ajuda das Salamandras, que são Espíritos da Natureza.
O caçador ergueu a arma para atirar no Auxiliar Invisível enquanto ela ficava na frente do cachorro com os braços estendidos para os lados. Sua arma não disparou e ele ficou assustado depois de examiná-la e descobrir que estava tudo bem. O outro caçador estava com sua arma apontada para o Auxiliar Invisível, e quando o primeiro homem ficou agitado, o Auxiliar Invisível se aproximou desse homem e pegou sua arma e a jogou no mar.
“Vamos dar uma boa surra neles”, disse o primeiro caçador e começou a tentar bater no Auxiliar Invisível.
Um caçador atingiu o Auxiliar Invisível, e seu braço ficou no ar. O outro homem bateu na Auxiliar Invisível, e seu braço ficou travado de forma que ele não podia movê-lo. O caçador que tentou atingir o Auxiliar Invisível começou a correr e seus pés ficaram separados, de um modo que ele não conseguia se mover. A Auxiliar Invisível foi até eles e os sacudiu até que implorassem por misericórdia e prometessem se comportar.
Os caçadores pediram aos Auxiliares Invisíveis que os acompanhassem para fora da floresta, mas eles se recusaram. Os Auxiliares Invisíveis contaram aos homens sobre seu trabalho e como cuidam dos seres humanos e dos animais. Os caçadores disseram a eles que o collie não aprendeu a caçar e eles ficaram com raiva dele e decidiram afogá-lo.
Collies não são cães de caça, como algumas raças de cães, e ele não entendia o que esperavam dele. Collies aprendem a cuidar de ovelhas e gado, e muitas vezes são amigos fiéis e tutores de crianças e adultos, mas a caça não é sua especialidade. Os homens eram caçadores e armadores de armadilhas, e queriam um cão para ajudá-los em seu negócio selvagem e implacável de rastrear os pobres animais selvagens daquela região.
O Auxiliar Invisível pegou o casaco de um dos caçadores, envolveu o cachorro molhado nele e o carregou para um dos estados do leste.
Era de manhã cedo e eles viram algumas pessoas em uma fazenda indo ao celeiro para ordenhar suas vacas.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a esposa do fazendeiro e perguntaram se ela gostaria de um collie. Ela ficou muito feliz em recebê-lo e prometeu-lhe um bom lar. Assim, a vida do cachorro foi salva e os homens tinham algo em que pensar que pode impedi-los de serem tão duros e insensíveis com os animais. Esperemos que sim.
Capítulo IX
Como os Auxiliares Invisíveis trabalham com o que chamamos de mortos
Consideraremos agora algumas provas de que não encerramos nossa existência quando nós, o Ego, deixamos os nossos Corpos Densos no que é comumente chamado de morte, mas que transferimos nossa consciência deste Mundo para outro e continuamos a viver, revestidos de veículos mais sutis que não podem ser vistos com a visão física comum, mas são tão reais quanto corpos compostos de carne e sangue.
Se isso não é verdade, por que os profetas da antiguidade falaram à humanidade sobre o Céu e o Inferno e como viver para desfrutar as delícias do Céu e evitar as misérias do Inferno?
Todos os Cristãos acreditam que deve haver um céu, onde aqueles que viveram dignamente podem ir e que há um lugar de punição onde os malfeitores devem ficar. Pelas evidências que obtive, parece-me que a maioria das pessoas não se preocupa muito com o que lhes acontecerá após a morte. Muitos parecem deixar isso mais ou menos ao acaso, mas continuam tentando ser razoavelmente bons a fim de se prepararem para o céu.
Muitas pessoas, quando confrontadas com a questão de saber se vivemos após a morte ou não, dizem que ninguém voltou depois de morrer para provar que ainda viveu. Isso não é verdade, pois todos nós já vivemos antes, sem uma única exceção. Nós vivemos muitas vidas. Ocupamos todos os corpos de todas as raças e etnias e todos participamos das civilizações do passado. O problema é que não conseguimos nos lembrar de tudo o que nos aconteceu. A maioria de nós não se lembra de nada de quando éramos bebês e muito pouco de nossa infância.
Não é surpreendente que não possamos nos lembrar de um período de mil anos atrás, quando estivemos aqui antes em outros Corpos Densos.
Muitos Estudantes Rosacruzes viram algumas de suas vidas passadas. Alguns viram isso por meio da Consciência do Período de Júpiter enquanto estavam fora de seus corpos durante o sono e se lembraram disso ao acordar na manhã seguinte. Outros, ainda mais avançados, receberam esse conhecimento em plena consciência desperta. Eles não apenas acreditam que vivemos após a morte, mas sabem que isso é absolutamente verdade.
Apresentarei para sua consideração algumas provas de que vivemos após a morte. É uma prova positiva para os Estudantes Rosacruzes que viram e conversaram com esses ditos mortos, mas não será uma prova para vocês. Espero, no entanto, que essas histórias despertem o seu interesse pelo assunto e que você busque conhecer a verdade por si mesmo, pois só assim você saberá. Se desejar, você pode obter uma prova similar para si mesmo e então saberá e todas as dúvidas serão tiradas para sempre a respeito da vida após a morte.
Alguns Auxiliares Invisíveis têm investigado o que acontece com várias pessoas após a morte. Eles queriam saber sobre os efeitos do embalsamamento do corpo logo após o espírito deixar o Corpo Denso.
Conversando com várias pessoas que faleceram, eles aprenderam que em todos os casos em que o corpo foi embalsamado durante os primeiros três dias, a pessoa sentiu a dor e sofreu os ferimentos e foi queimada pelo fluido de embalsamamento.
Certa vez, uma senhora perguntou a um desses Auxiliares Invisíveis se aquele que morrera sofreria de frio se fosse colocado no gelo e ali permanecesse três dias antes do sepultamento. Disseram a ela que a pessoa sente frio no início, mas que ela logo se acostuma e depois coloca toda a sua atenção em ver o panorama de sua vida, que não é interferido pelo frio, mas se perde quando o corpo da pessoa é embalsamado imediatamente após a morte. Eu vou te contar toda a história:
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um determinado lugar para ajudar um homem que havia morrido cerca de três dias antes. Eles o encontraram de pé, ao lado de seu Corpo Denso, em seu Corpo de Desejos. Esse homem morreu repentinamente de problemas cardíacos em um hospital, e as autoridades demoraram a levá-lo a um agente funerário porque a esposa dele tinha ido para a próxima cidade a alguns quilômetros de distância e não deixou nenhum endereço.
Eles colocaram o corpo dele em um necrotério e o mantiveram lá até que sua esposa voltasse. Quando a esposa do homem escreveu para ele no mesmo dia frio em que ela se foi, o pessoal do hospital abriu a carta. Eles descobriram onde ela estava e mandaram a polícia daquela cidade contar a ela sobre sua morte. Ela voltou para casa na tarde do terceiro dia e pediu ao agente funerário que fosse buscar o corpo.
Quando os Auxiliares Invisíveis o viram no dia seguinte, ele havia sido embalsamado e seu corpo foi colocado para ser enterrado, e ele estava ao lado dele. A Auxiliar Invisível, sem saber o que havia acontecido com ele, perguntou-lhe se o machucou quando o agente funerário o embalsamou e ela se assustou com a resposta dele.
“Ora, não, isso não me machucou. Senti frio por alguns minutos quando me colocaram no necrotério, mas isso logo passou.
Então comecei a ver minha vida desde o momento em que fiquei assim até que parou quando nasci. Estou realmente morto ou em transe? Eu vou acordar? “
A Auxiliar Invisível disse ao homem que ele estava morto, como o ser humano habitualmente denomina tal ocorrência.
“Isso é estranho”, disse ele. “Por que eu vi em forma de imagem tudo o que fiz na minha vida? Eu fiz várias coisas das quais me envergonho agora que as mostrei para mim.”
Então a Auxiliar Invisível disse-lhe que as imagens que ele tinha visto eram o registro de sua vida e que quando ele deixasse aquele lugar ele iria para um lugar, onde teria que expiar todos os seus erros.
“Lamento as coisas erradas que fiz e não as farei de novo”, disse o homem.
A Auxiliar Invisível perguntou-lhe por que ele estava ficando ao lado de seu corpo, e seja dito, ele queria ver seu funeral. Ele disse a ela que tinha sido um homem comum e tinha feito algumas coisas boas e algumas coisas ruins, mas que amava sua família e era bom para eles.
“Às vezes, eu tinha rajadas de maldade e errava”, disse ele. Em pouco tempo ele falou novamente.
“Vocês são as primeiras pessoas com quem consigo falar”, disse. “Você está morta como eu?”
“Não, não estamos mortos”, respondeu o outro Auxiliar Invisível. “Nossos corpos estão dormindo em casa.” O Auxiliar Invisível então contou ao homem sobre seus Ensinamentos Rosacruzes.
“Ouvi falar desses Ensinamentos Rosacruzes”, disse ele, “mas não prestei atenção neles e pensei que eram uma bobagem”.
Ai de mim! Quantas pessoas mais contataram os Ensinamentos Rosacruzes e se afastaram descuidadamente, não percebendo a oportunidade maravilhosa que veio a eles. Na morte, eles perceberão sua perda e descobrirão que os Ensinamentos Rosacruzes dados pelos Irmãos Maiores são verdadeiros.
Certo dia, os Auxiliares Invisíveis foram para a cabeceira da cama de um homem que estava para falecer, e, lá, se materializaram. Uma Auxiliar Invisível avisou ao homem para dizer à sua esposa para não o embalsamar. Ela, então, ficou surpresa quando ele disse: “Eu quero ser embalsamado, pois eu estarei realmente morto e não em transe”.
“Você terá seu pedido atendido”, disse ela.
O homem faleceu depois que os Auxiliares Invisíveis foram embora e o agente funerário o embalsamou uma hora depois. Na noite seguinte, os Auxiliares Invisíveis foram vê-lo novamente e ele disse que sentia mais dores do que o tempo todo em que estivera doente.
“O agente funerário cortou meus dois braços”, disse ele, “e colocou uma ponta de um tubo de borracha em meu braço esquerdo e a outra no balde.
Ele usou uma seringa grande e bombeou um líquido forte no meu braço e no meu corpo. Queimou-me terrivelmente e então congelei e ainda estou com frio e com dor. Você não pode fazer algo por mim?
Depois que morri, comecei a ver o que havia feito durante os poucos minutos antes de minha morte. Eu me vi conversando com vocês dois e ouvi o que vocês disseram sobre o embalsamamento. Então comecei a queimar. Tentei dizer ao agente funerário que não estava morto, mas ele não me viu e não prestou atenção ao meu pedido para me deixar em paz. Quando toquei sua mão, minha mão passou direto por ele e ele continuou até que terminou. “
Então, a Auxiliar Invisível disse ao homem que seu registro de vida foi perdido porque ele não conseguiu revisá-lo com clareza, pois o fluido de embalsamamento havia atrapalhado a gravação.
“Isso deve ser verdade porque as imagens saíram tão rápido que eu mal conseguia distingui-las e estava queimando tanto”, disse o pobre homem.
O Auxiliar Invisível disse-lhe que isso era causado pelo fluido de embalsamamento que expulsava o sangue rapidamente antes de congelar.
Os Auxiliares Invisíveis estavam em seus Corpos de Desejos e então o homem podia vê-los, mas sua esposa e parentes não. Eles ouviram a esposa do homem conversando com seus amigos e parentes. “Eu me pergunto se agi certo quando permiti que meu marido fosse embalsamado”, disse ela. “Tenho ficado nervosa com isso desde então, e quando vou para a sala da frente sinto a presença dele. Eu me pergunto se ele está lá!”
Os Auxiliares Invisíveis saíram e materializaram o que pareciam ser Corpos Densos, e bateram na porta, e a esposa veio até a porta e os deixou entrar. “Oh, Senhora, por favor, diga-me “, ela disse, era para deixá-lo ser embalsamado? Eu acreditei em você, mas eu pensei que tinha que cumprir seu último pedido. “
A Auxiliar Invisível olhou para seu parceiro com expectativa. “Não, senhora, você agiu errado e foi contra o seu melhor julgamento”, disse ele.
Seu marido está na sala ao lado do corpo.
“Oh, Deus, tenha misericórdia de mim. Eu não sabia”, disse ela, e então desmaiou. As pessoas na sala correram para buscá-la e o Auxiliar Invisível disse-lhes para deixá-la em paz. Depois que a esposa acordou fora do corpo e ficou ao lado de seu Corpo Denso, ela olhou para o Auxiliar Invisível.
“Venha comigo”, disse ele.
“Estou no chão”, respondeu ela. “Não, eu estou aqui. O que há de errado?”
“Tudo bem. Venha conosco”, disse o Auxiliar Invisível. Ele então a conduziu para a sala da frente e quando a esposa e o marido se viram, correram para se encontrar, e ele disse a ela que os estranhos estavam certos e que ele gostaria agora de ter ouvido quando eles tentaram salvá-lo de todo esse sofrimento. “Nunca seja embalsamada”, disse ele. “Dói, queima e congela, e ainda estou com frio e sofrendo.”
A esposa disse ao marido que sentiu sua presença.
“Eu tentei lhe dizer quando você estava dormindo”, disse ele, “mas você sempre acordava e se levantava”.
“Você está morto?”, ela perguntou.
“Os estranhos me disseram que sou o que o ser humano chama de morto, mas não estou morto”, disse ele.
“Eu estou morta e vocês dois estão mortos?”, a esposa perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Não estamos mortos e você desmaiou”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Então, a esposa se despediu do marido e ele disse-lhe que ouvisse seus novos amigos e fosse uma boa mulher. Um Auxiliar Invisível carregou a esposa em seu Corpo de Desejos de volta ao Corpo Denso e disse às pessoas para pegá-la e colocá-la na cama.
Então ela voltou a si e lhes contou o que havia acontecido. Naturalmente, as pessoas pareceram surpresas e horrorizadas.
Um Auxiliar Invisível disse ao homem para querer bem a si mesmo e que nada o machucaria. Ele o fez e ficou bem imediatamente. O dito morto agradeceu ao Auxiliar Invisível, que então lhe disse que alguém estaria lá para cuidar dele e acompanhá-los, e ele prometeu que o faria. Quando os Auxiliares Invisíveis saíram para a sala ao lado, a esposa estava lá falando sobre os estranhos.
“Certamente eles são Anjos disfarçados de humanos”, disse ela.
“Não, nós somos apenas servos da humanidade”, disse um Auxiliar Invisível a ela.
“Vou impedir que qualquer um seja embalsamado, se eu puder, de agora em diante”, disse a senhora.
Na manhã seguinte, os dois Auxiliares Invisíveis lembraram-se de ter conhecido esses dois homens que haviam falecido e sabiam que estavam vivos como sempre.
Uma tarde, um certo Auxiliar Invisível foi dormir e logo, em Corpo-Alma, saiu para o oeste, onde ocorreram fortes enchentes, mas ele não encontrou nada que pudesse fazer. Ele viu muita água, algum gado morto e algumas cobras. Ele conheceu um agente funerário em uma cidade e conversou com ele. O homem disse que tinha quatorze corpos que foram encontrados.
O Auxiliar Invisível perguntou ao homem se ele havia embalsamado os corpos.
“Sim”, disse ele. O Auxiliar Invisível entrou e explicou sobre o embalsamamento e o agente funerário riu dele. “Você acha que vou perder quinze dólares por corpo?”, ele perguntou.
O Auxiliar Invisível pegou na mão dele e lhe mostrou a verdade disso por meio da Consciência de Júpiter enquanto falava com ele, relatando-lhe vários casos que tinha visto. Então o homem viu por meio da Consciência de Júpiter, que é muito parecida com imagens em movimento. O homem ficou pálido e começou a tremer. “O que eu fiz?”, ele exclamou. “Ora, eu destruí a visão deles de seus registros de vida. Como posso desfazer isso?”
O Auxiliar Invisível disse-lhe que ele poderia desfazer o erro, mantendo o restante dos corpos no gelo ou na geladeira elétrica até que fossem enterrados. Ele prometeu que faria isso, e o Auxiliar Invisível disse-lhe que voltaria naquela noite com um amigo e explicaria como ele poderia fazer um caixão de gelo para acondicionar os corpos dos mortos.
Naquela noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram o agente funerário e um deles materializou uma palestra sobre as condições pós-morte que ela havia escrito e copiada para ele. A Auxiliar Invisível então orientou-o a fazer uma caixa de gelo ou ter uma geladeira elétrica para uso regular.
Ele fez muitas perguntas e ela respondeu a todas. Ela disse-lhe para cobrar um pouco mais por seus funerais para compensar a perda, caso quisesse, mas não para embalsamar pessoa alguma, sob quaisquer condições antes de três dias e meio após a morte, mesmo que o corpo fosse enviado para fora da cidade.
“Se as pessoas querem que o corpo seja deixado em casa intacto”, disse ela, “deixe que fiquem com ele, pois no final você não perderá nada.”
“Eu vou fazer isso”, o agente funerário prometeu.
Esta é uma das histórias mais notáveis que ouvi sobre o trabalho dos Auxiliares Invisíveis com os mortos. Aquele agente funerário recebeu prova de que vivemos após a morte e ele estava disposto a cooperar com os Auxiliares Invisíveis depois de ser instruído.
Certa manhã, um Auxiliar Invisível acordou e se lembrou de ter carregado, na noite passada, um lindo bebê em seu Corpo de Desejos. Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para uma casa onde um bebê estava morrendo. A mãe estava de pé ao lado da cama com a cabeça baixa. Ela estava chorando de tristeza por ter perdido o bebê. A médica ficou de um lado e uma das Auxiliares Invisíveis ocupou seu lugar do outro lado.
Quando o menino deixou o corpo passando pela cabeça, ele se aprumou na cama e se levantou. A Auxiliar Invisível percebeu como ele era brilhante e inteligente e ela admirou sua beleza. Ela estendeu os braços para o bebê, que havia deixado seu corpo definitivamente, e ele veio até ela e ela o levou para a casa das crianças no Primeiro Céu, onde alguém se encarregou dele.
Antes de os Auxiliares Invisíveis saírem de casa, eles ouviram a mãe de coração partido dizer: “Este bebê foi o melhor de todos”. Eles não tinham permissão para dizer nada à mãe, pois ela tinha uma lição a aprender com a passagem do bebê.
Aqui está a história de um homem que tirou a própria vida. Um dia, um Auxiliar Invisível estava parado na entrada de um grande edifício. Um funcionário que trabalhava no prédio saltou de uma janela do nono andar e caiu na calçada a cerca de três metros de onde o outro homem estava.
O Auxiliar Invisível ficou tão surpreso que não conseguiu dizer nada. Ele observou o homem tomar forma ao lado de seu cadáver, que se formou da cabeça para baixo. A cabeça se formou, depois os ombros e a parte superior, o peito e os braços, os quadris e as mãos e as pernas até os pés. Ambos os lados do corpo formaram-se uniformemente. Quando seu corpo estava completamente formado, o Auxiliar Invisível falou com ele. “Diga, cara, por que você não pulou de uma das janelas do pátio, ou da outra rua?”
“Eu estava tão preocupado que pensei que qualquer janela serviria se fosse alta o suficiente. Comecei a pular, mas o chão veio até mim muito rápido. O que aconteceu? Estou morto ou sacudido para fora do meu corpo?”
“Não, camarada, você está morto, como o ser humano diz”, disse o Auxiliar Invisível.
“Achei que a morte acabasse com tudo”, disse o homem.
“Não, isso não acaba com tudo”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Você só pode acabar com seus problemas vivendo o tipo certo de vida, e também deve ser útil. O que fez com que você se matasse?”
“Problemas domésticos. Tudo o que minha esposa quer é dinheiro, roupas finas e um carro, e eu não poderia dar a ela essas coisas”, disse ele.
O Auxiliar Invisível falava tão rápido quanto questionava o homem porque sabia que seu corpo logo o machucaria, e doeria. O homem começou a chorar por causa das dores na cabeça, nos braços e nas pernas.
Na verdade, todo o seu corpo o machucou porque, quando ele caiu, ele atingiu o lado direito da cabeça, o ombro direito e o braço primeiro e os esmagou com força. O homem pediu ao Auxiliar Invisível que parasse com a dor.
O Auxiliar Invisível disse a ele que em breve haveria alguém que pararia sua dor.
Então, várias pessoas encontraram seu corpo mutilado, cobriram-no com sacos e mandaram chamar o legista. A esposa do homem veio e ficou histérica. O Auxiliar Invisível pediu a um homem que tomasse seu lugar e ele foi para um lugar tranquilo e saiu de seu corpo e foi até onde a esposa estava e disse a ela para parar com seus atos tolos, já que ela foi a causa direta da morte do marido e que o seguro de vida de um milhão de dólares a levaria muito longe. Ela não tinha filhos.
Quando sua esposa veio, o suicida subiu até ela, e pareceu muito surpreso quando ela não o notou. “Devo estar morto, mas não estou. Não entendo.”
O Auxiliar Invisível disse a ele que alguém viria e explicaria tudo para ele. O homem queria saber como o Auxiliar Invisível podia ver e falar com ele e os outros não. O Auxiliar Invisível disse-lhe que saberia mais tarde. Duas Irmãs Leigas vieram em seus veículos superiores e disseram ao homem para se sentir bem e ele ficaria bem. Em seguida, eles levaram o pobre suicida para o Mundo do Desejo inferior, onde o Purgatório está localizado.
Os animais são nossos irmãos mais novos e também vivem após a morte, e renascem regularmente em novos corpos para ganhar mais experiência e ajudá-los a evoluir. Eles renascem com mais frequência do que os seres humanos. Aqui está uma história interessante que conta como um cavalo morto e seu jovem mestre se separaram pela morte.
Aqui está uma história sobre a morte de uma Irmã Leiga ocorrida há vários anos na América do Sul, não muito longe das florestas.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para lá e quando a viram, lembraram-se de que já a haviam conhecido e trabalharam com ela várias vezes.
Essa senhora tinha marido e três filhas. Duas das filhas eram dela e uma era uma criança adotada. Essa filha adotiva era uma garota espiritualmente avançada com uma disposição doce e gentil. A senhora teve problemas retais causados pelo nascimento de seu último filho, quando ela não foi devidamente cuidada. Um abscesso se desenvolveu e causou sua morte vinte anos depois.
A mãe estava sozinha em casa e a família estava de férias quando ela adoeceu gravemente. Ela enviou uma chamada mental para sua filha adotiva e disse-lhe para avisaro restante da família para voltar para casa, pois ela estava prestes a falecer.
O pai e as três filhas chegaram em casa no domingo de manhã, antes que a mãe perdesse a consciência, e os Auxiliares Invisíveis foram para lá naquela noite. A mãe moribunda disse à família o que fazer e como eles deveriam enterrá-la depois de três dias e meio.
Ela disse que tinha vivido de passas e tâmaras por nove dias, pois não conseguia cozinhar nada e seus vizinhos estavam muito longe dela para chamá-los. Ela disse à família que lhe disseram para mandá-los de volta para casa, pois ela estava prestes a falecer.
Essa senhora havia morrido poucos minutos antes dos Auxiliares Invisíveis chegarem e estava em seu Corpo-Alma, que parecia um vestido branco esvoaçante. Seu belo Corpo-Alma era muito brilhante e luminoso. A senhora abraçou e beijou a Auxiliar Invisível.
“É assim que eu quero que você seja e apareça para todos que podem ver você”, disse ela.
O marido sofreu muito com a morte da esposa e chorou pela perda dela. Ele tinha sido um bom marido para ela e um bom pai para as filhas. A família inteira se amava muito.
Os Auxiliares Invisíveis saíram com a Irmã Leiga e ela lhes pediu que cuidassem da criança espiritualmente avançada e viessem com frequência ao Mundo do Desejo para vê-la. “Espero que nos encontremos e sejamos amigas em nossa próxima vida”, disse ela, “e que renasçamos mais ou menos na mesma época. Então, não haverá muita diferença em nossas idades”.
“Vinte ou trinta anos farão alguma diferença na hora do nascimento?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis. Ela disse que não.” O Auxiliar Invisível disse que ela gostava do Auxiliar Invisível por vários motivos. Ela apertou a mão de um Auxiliar Invisível e beijou a outro e seguiu seu caminho.
Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que não havia necessidade de ficarem vigiando o seu Corpo Denso, pois a retrospecção havia acabado e doía ver sua família chorando.
Agora, não parece maravilhoso pensar que os Auxiliares Invisíveis puderam ter essa experiência e se lembraram de ter conhecido essa querida amiga e como eles prometeram ser amigos dela na próxima vida quando renascerem novamente? Isso não o faz ter certeza de que vivemos após a morte e funcionamos em veículos mais sutis que podem ascender a outros planos de consciência?
A próxima história fala de um homem que não estava preparado para a morte. Uma noite, um homem foi ver um conhecido que estava muito doente. Antes de partir, ele disse que o veria na sexta à noite. No dia seguinte, o homem soube que o doente havia falecido. Naquela noite, esse homem e um amigo dele foram para a casa do falecido. Eles foram em seus Corpos de Desejos, pois trabalharam à noite como Auxiliares Invisíveis.
Eles encontraram o homem em sua casa, de pé ao lado de seu corpo. “Bem, estou aqui”, disse o Auxiliar Invisível.
O chamado morto saltou nervoso e olhou para os visitantes. “O que aconteceu comigo?” ele perguntou.
“Cara, você está morto”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou”, disse o homem, “mas o agente funerário me machucou muito e me deixou com muito calor. Senti como se estivesse pegando fogo por dentro. Agora estou com tanto frio que mal consigo me mover”.
“Bem, se você não está morto”, disse o Auxiliar Invisível, “espere até a próxima quarta-feira e eles enterrarão você seis palmos debaixo da terra e você nunca mais fará barulho nesta terra”.
“Você está morto?” perguntou o homem.
“Não, eu tentei lhe dizer, como evitar ser assim (embalsamado), mas você riu e disse que eu estava louco”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Então ele viu a outra Auxiliar Invisível. “Olhe para aquele Anjo atrás de você.”
“Eu me pergunto se posso fazer com que ela conserte as coisas para mim. Não tenho sido tão mau e tenho sido bom em alguns aspectos também.”
“Lá está ela. Fale com ela”, disse o Auxiliar Invisível.
“Olá, Anjo”, disse o homem. “Você pode falar com alguém e pedir que me soltem? Não tenho sido tão ruim.”
“Existe uma lei que ninguém pode mudar e essa lei é chamada de Lei de Causa e Efeito”, disse ela. “Isso é conhecido por você como colhemos o que semeamos. “
“’Estou realmente morto?”, o homem perguntou.
“Sim, você está morto, como o homem sabe disso”, disse ela.
“Vou sentir essa queimação para sempre?”, ele perguntou, e o Auxiliar Invisível respondeu: “Não, porque ninguém queimará para sempre. A pessoa só é punida por aquilo que não restituiu”.
“Será que algum dia irei para o céu?”, ele perguntou, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim, com o tempo”.
“Por que dizem que quando um homem morre, ele não sabe de nada?”, perguntou o homem. “Estou tão vivo como sempre, só que não consigo fazer ninguém me ouvir ou me ver.”
A Auxiliar Invisível disse-lhe que em todos os casos em que ela viu um corpo logo após a morte, o dono do corpo estava lá ao lado dele, tal como ele estava e ouviu tudo o que foi dito pelas pessoas perto de seu corpo.
“Oh, se eu soubesse não teria dito muitas coisas que disse. O que devo fazer para fazer melhor?”, ele disse.
O Auxiliar Invisível disse-lhe para prometer a Deus que, se Ele lhe desse outra chance, faria melhor e consertaria todas as coisas que não havia consertado enquanto estava em seu corpo.
Quando os Auxiliares Invisíveis o deixaram, ele ficou feliz, pois entendia perfeitamente sua condição, mas chorou quando eles tiveram que ir embora e o deixaram sozinho.
Numa noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir buscar uma mãe e os três filhos que haviam se afogado em um rio entre dois países europeus. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram lá, os Egos da mãe e de seus três filhos estavam na margem do rio. Os filhos estavam deitados sobre os ombros da mãe. Ela estava de pé e olhando maravilhada para seu corpo e para os corpos de seus filhos.
“Lamento muito o que aconteceu com você”, disse o Auxiliar Invisível.
“O que aconteceu?” ela perguntou. “Não entendo.”
“Vocês estão todos mortos”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou morta, mas meu corpo está no rio”, disse ela. “Não, estou aqui. Não, estou lá. O que se passa? Há cinco dias cheguei no rio com os meus remos. Peguei o barco e comecei a atravessar e os soldados começaram a disparar contra nós. Muitas balas pequenas atingiram o barco, mas ele continuou indo. Então, uma grande bala cortou a parte traseira do barco e nós deslizamos na água e nos afogamos e aqui estamos. “
“Você está no estado que chamamos de morto aqui neste Mundo”, disse o Auxiliar Invisível.
“Se você não está morta, pergunte àquele soldado o caminho para o posto de socorro.”
A mãe foi até o soldado e começou a falar com ele, mas ele não deu atenção a ela porque não a viu em seu Corpo de Desejos. Ela olhou para os Auxiliares Invisíveis com surpresa. Então o Auxiliar Invisível disse a ela para ir e perguntar ao policial. Ela foi falar com ele, mas ele não prestou atenção. “Toque-o”, disse o Auxiliar Invisível. Ela o tocou e sua mão passou por ele e ela puxou-a de volta.
“Acredita em mim agora?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Não, mas algo está errado”, ela admitiu.
“Onde você quer ir?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu quero ir ver alguns parentes do outro lado da cidade”, disse ela.
“Venha, eu irei com você”, disse ele, e eles partiram.
“Espere”, disse ela, “não posso ir tão rápido. As pessoas estão no caminho e passam por cima de mim, mas eu não faço tudo.” Ela esfregou as mãos sobre os olhos como se estivesse atordoada e disse: “Não posso ir tão rápido”.
“Queira e você poderá me acompanhar”, disse ele. Nota: Auxiliares Invisíveis viajam com a velocidade do pensamento. Quando eles querem ir a algum lugar, eles próprios o farão. Visto que os recém-mortos não estão familiarizados com as leis ocultas, eles precisam ser instruídos.
Eles continuaram e ela recuou várias vezes, tentando se esquivar das pessoas, mas eles continuaram e passaram pelas pessoas conforme iam até elas. Eles chegaram ao local onde ela queria ir e o Auxiliar Invisível disse-lhe para bater na porta. Ela tentou bater, mas sua mão passou pela porta e ela a puxou de volta. Ela falou com a Auxiliar Invisível que estava ao seu lado. “Senhora, o que está errado? Eu não estou morta. Estou sonhando?”
O Auxiliar Invisível pegou a mão da senhora e disse-lhe para passar pela porta. Ela entrou com os Auxiliares Invisíveis e eles encontraram uma mulher sentada em uma cadeira conversando com um homem.
“Vá e diga ao seu parente o que você quer”, disse ele.
A pobre senhora aproximou-se da mulher da cadeira e começou a falar, mas ela não lhe deu atenção e continuou a falar com o homem. O Auxiliar Invisível disse a ela para tocar nesse parente, mas mesmo assim ela não a notou.
“Minha querida, você realmente está morta como se diz, aqui”, disse-lhe a Auxiliar Invisível, e ela disse: “Não, não. Devo estar tendo um pesadelo. Eu passo por pessoas. Falo com eles e eles não me ouvem”.
“Bem, devo estar morta! Quando as pessoas morrem, pensei que não sabiam de nada e que vão para onde vão. Para onde vou agora com meus filhos? Devo encontrar um lugar para eles dormirem. Oh, deixei meu dinheiro no cinto comigo. Não, está no meu corpo. “
“Você não vai precisar de dinheiro agora por um tempo”, disse o Auxiliar Invisível. “Venha, vou levá-la a um lugar onde você possa ficar.”
“Meus filhos podem ficar lá também?” ela perguntou.
“Não, eu tenho outro lugar para eles”, disse ele.
“Oh! Eles nunca estiveram longe de mim e eu os amo muito. Posso ir vê-los?”, ela perguntou, e o Auxiliar Invisível disse: “Eu não sei.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram a pobre senhora e seus três filhos para a entrada do Purgatório. “Esta senhora vai mostrar-lhe onde ficar e eu vou levar as crianças aonde vão ficar”, disse ele.
A mãe beijou seus filhos e disse-lhes para serem bons meninos e obedecerem aos outros como eles a obedeciam. Ela disse que oraria por eles.
A senhora encarregada da entrada do Purgatório ficou satisfeita com essa mãe. “Poucas mães vêm a mim completamente esquecidas de si mesmas e de sua punição”, disse ela aos Auxiliares Invisíveis.
“As pessoas estão, geralmente, pensando em si mesmas. Esta mãe mostra muito amor pelos filhos. Ela poderia ter salvado um filho, pois era uma boa nadadora, mas preferiu morrer com eles. Ela tentou nadar com os três agarrando-se a ela, e os quatro afundaram. O pai foi morto em batalha. “
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis levaram as crianças para o lugar no Primeiro Céu para onde as crianças vão, e logo elas começaram a brincar com as outras crianças.
Os Auxiliares Invisíveis então voltaram e pegaram um homem que havia sido baleado e jogado no rio. Seu corpo estava muito debilitado e magro por falta de comida. Ele disse que seu peito doía e que ele estava doente e com fome. A Auxiliar Invisível disse-lhe que estava tudo bem.
“Tenho evitado os soldados “, disse ele,” mas eles me encontraram porque fiquei sem comida, fiquei doente, atiraram em mim e me jogaram no rio. “
Os Auxiliares Invisíveis disseram a esse homem para ir com eles e o levaram para a entrada do Purgatório e o deixaram.
Aqui está a história após a morte de uma criança. Numa noite de segunda-feira, enquanto percorria a parte noroeste dos Estados Unidos, dois Auxiliares Invisíveis viram um menino parado em uma ferrovia. Eles desceram para ver o que estava acontecendo com ele. Eles logo viram que ele estava em seu Corpo de Desejos. Um Auxiliar Invisível perguntou por que ele estava ali.
O menino disse que não sabia, mas que estava todo dolorido como se alguém o tivesse dilacerado.
– “Como isso aconteceu?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Minha mãe me mandou para ir para a loja”, disse o menino, “e dali eu deveria ir para a casa de uma senhora depois da escola. Eram cerca de quatro horas e o expresso de trem das quatro e vinte da tarde passa todos os dias e eu gosto de vê-lo passar, porque ele não para aqui. Vi-o se aproximar e comecei a atravessar a pista para o ver do outro lado. Quando cheguei no meio do trilho fiquei paralisado de medo e não conseguia me mexer. Depois disso eu sabia que eu estava ali, no meio do trilho, e estava cheio de dor”.
– “Por que você não foi para casa?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Sim, eu fui”, disse o menino, “e falei com minha mãe, mas ela não me respondeu. Eu a ouvi dizer que esperasse que eu queimasse. Tentei abraçá-la, mas meus braços passaram por ela!”.
– “Por que você voltou aqui?”, disse o Auxiliar Invisível.
– “Fui atraído de volta para cá e não sei por qual motivo”, disse ele.
– “O que você fez quando os trens passaram?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
– “Saí da pista”, respondeu ele, “mas uma vez, quando eu estava me lamentando, um trem passou por cima de mim, mas eu não senti.”
A essa altura, o menino já conseguia falar melhor. O Auxiliar Invisível perguntou onde ele morava e se deveria levá-lo para sua casa. O menino mostrou o caminho e um dos Auxiliares Invisíveis bateu na porta e a mãe correu para a porta.
Quando ela viu a Auxiliar Invisível, ela empalideceu.
– “Diga-me o que aconteceu. Eu sei que algo aconteceu”, disse ela, e sua voz parecia tensa.
– “Lamento, mas seu filho foi morto pelo trem das quatro e vinte”, disse o Auxiliar Invisível.
– “Onde está o corpo dele?”, a mãe disse em uma voz seca.
– “Ao longo da ferrovia”, respondeu o Auxiliar Invisível.
A mãe pegou um lençol, um cobertor e uma lanterna, chamou o marido e foi buscar o filho.
– “É melhor você chamar o legista, pois pode ter problemas se movê-lo”, disse o Auxiliar Invisível.
– “Deus permitiu que ele morresse”, disse ela com uma voz dura. “Acho que tenho que pedir a alguém para me deixar pegá-lo?”
Os Auxiliares Invisíveis foram buscar o legista e ele veio com seis homens e recolheram todos os pedaços do corpo do menino que puderam encontrar. A mãe foi para casa, sentou-se e olhou para o nada.
– “Ore, minha amiga”, disse o Auxiliar Invisível, “e Deus aliviará o seu coração dolorido”.
A mãe olhou em volta para ver quem estava falando, mas não conseguiu ver o Auxiliar Invisível. Então ela desabou e chorou. Ele disse à Auxiliar Invisível para colocar a mão na cabeça da mãe e deixar sua aura envolvê-la para lhe dar forças.
A pobre senhora viu o Auxiliar Invisível.
– “Oh, Anjo!”, ela disse. “Eu me perguntei como você sabia onde meu filho estava. Você pode me levar com você? Eu me sinto como morta. Meu desejo de vida se foi com ele. Estou velha e não posso ter mais filhos. Eu tinha 49 anos de idade quando ele nasceu. “
– “Não, não posso levá-la, mas você ficará bem e poderá ter outro filho se pedir um a Deus”, disse o Auxiliar Invisível. A mãe do menino morto a seguiu até a porta e a viu se levantar e desaparecer.
Quando uma pessoa morre na infância, frequentemente se lembra dessa vida quando renasce em um novo corpo, porque as crianças que morrem antes dos quatorze anos não percorrem todo o ciclo de vida (do Purgatório até o Terceiro Céu), o que torna necessário construir um conjunto completo de novos corpos. Em vez disso, eles passam para as Regiões superiores do Mundo do Desejo e lá eles esperam por uma oportunidade de retornar à Terra em um novo corpo. As crianças geralmente renascem entre um e vinte anos. Quando retornam, trazem consigo a mesma Mente e o mesmo Corpo de Desejos do seu último renascimento e, muitas vezes, podem contar histórias estranhas sobre suas vidas que acabaram de passar. As crianças pequenas não vão para o Purgatório, como os adultos fazem após a morte, mas são levadas para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu que fica no Mundo do Desejo e, então, é levada para o Primeiro Céu, onde algum parente ou pessoa que gosta de crianças tem prazer em cuidar delas.
Max Heindel no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, diz: “A extrema plasticidade da matéria de desejos permite formar com a maior facilidade maravilhosos brinquedos viventes para as crianças, tornando suas vidas um formoso divertimento: contudo sua instrução não fica descuidada. Elas são agrupadas em classes de acordo com os seus temperamentos, sem considerar-se a idade. No Mundo do Desejo é muito fácil ministrar-se lições objetivas da influência do bem e das más paixões sobre a conduta e a felicidade. Essas lições imprimem-se indelevelmente sobre o sensitivo e emotivo Corpo de Desejos da criança e acompanham-na depois do renascimento. Assim, muitos dos que levam uma vida nobre devem-na ao fato de terem sido submetidos a esse treinamento.”
Todas as crianças vão para a escola enquanto aguardam o renascimento no Céu, e muitas das crianças que estão vivas também vão para lá à noite enquanto fora de seus corpos durante o sono. Muita ajuda é dada a todas as crianças com e sem Corpo Denso. Elas têm aulas de disciplinas escolares, de música, arte e outras disciplinas.
Seus professores são em parte professores vivos e em parte professores que morreram e estão descansando entre uma vida e outra. Muitos desses professores são Irmãos Leigos e Irmãs Leigas, e alguns são até Liberados[1].
Quando os professores querem material ilustrativo, eles podem criá-lo pelo pensamento e fazer livros e os melhores mapas e brinquedos vivos. As crianças aprendem a modelar esses brinquedos e ficam muito felizes em fazê-lo. Há casos em que a criança se lembra de que ia para a escola à noite e sabia quem era sua professora e que, também, tinha uma professora que lhe dava aulas de violino.
Certa vez, um Irmão Leigo ofereceu um entretenimento para uma sala cheia de crianças terrenas. Ele fez um pônei fofo com coisas do desejo e fez truques para as crianças encantadas. Em seguida, chamou alguns deles e deu-lhes problemas complicados de aritmética, que alguns responderam corretamente, e elogiou-os por sua habilidade.
Outra vez, um Auxiliar Invisível viu uma classe de crianças em um prado pintando quadros enquanto estava no Céu. Uma garota de cerca de quatorze anos queria pintar o quadro de sua amiga. Ela parecia ter tudo o que precisava e em pouco tempo ela tinha um bom retrato da outra garota em sua tela formada de material de desejo. A vida é uma ótima escola e viemos aqui para ter experiência, e recebemos muita ajuda em todos os Mundos em que atuamos.
Se quisermos, podemos participar desse grande trabalho de ajudar crianças e adultos e assim começarmos a pagar nossa dívida do destino por toda a ajuda que nos foi dada em nossas incontáveis vidas desde que o Deus do nosso Sistema Solar nos enviou, como Espíritos Virginais, para ganhar experiência e conhecimento.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis compareceram ao funeral de uma criança e a viram perto de seu caixão branco. Eles olharam para o caixão e viram o Corpo Denso sem vida da criança e, então, voltaram sua atenção para a criança viva em seu Corpo de Desejos.
Ela não teve medo, pois disse que duas lindas damas estiveram ali conversando com ela. Elas eram Irmãs Leigas que são Auxiliares Invisíveis. Essa criança não conseguia entender por que ela não conseguia fazer sua mãe saber que ela estava bem e feliz. Ela disse que tinha visto seus companheiros de brincadeira, brincou com eles e que eles a viram.
Essa menina, que tinha cerca de quatro anos, pegou um resfriado e, em seguida, desenvolveu pneumonia e morreu em três dias. Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que o homem a machucou quando colocou algo em seu braço e fez o outro sangrar. Foi então que o agente funerário embalsamou o corpo dela. Ela disse que queimou por dentro, ficou com frio e assim ficou até que os lindos Anjos vieram, a avisaram e impediram seu corpo de doer e que, por isso, ela se sentia feliz desde então.
A mãe e as outras pessoas estavam participando de um culto na igreja em que rezavam uma missa matinal pela criança. A Auxiliar Invisível notou um pequeno grupo formado por uma senhora e três crianças pequenas. Eles se ajoelharam, oraram, se levantaram e se sentaram durante o culto. Várias das crianças presentes viram os Auxiliares Invisíveis e contaram às mães que empalideceram.
Uma garotinha conversou com a Auxiliar Invisível até que sua mãe a fizesse parar. Então ela estendeu a mão para o Auxiliar Invisível, que não se materializou, e o Auxiliar Invisível segurou na mão dela. Esta criança parecia ter cerca de três anos. “Oh, mamãe”, disse ela, “olhe para os dois Anjos. Um é uma senhora muito bonita.”
– “Fique calada”, respondeu a mãe.
– “Mas mamãe, ela é tão bonita”, disse a criança. “Posso ir até ela?”, e ela estendeu as mãos para o Auxiliar Invisível que estava perto dela.
– “Fique aqui”, disse a mãe.
Mais tarde, o Ego da criança foi levado ao Mundo Celestial pelas Irmãs Leigas.
Quando um Ego que construiu um Corpo de Pecado morre como uma criança, o Corpo de Pecado permanece nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo enquanto o Ego está passando pelo Primeiro Céu, Segundo Céu e Terceiro Céu, e quando ele retorna ao renascimento, esse Corpo de Pecado tentará influenciar a criança a fazer o mal. Muitas crianças normais são difíceis de controlar e ensinar, porque têm Corpos de Pecados.
Durante algumas inundações severas, há vários anos, dois Auxiliares Invisíveis foram ao sul para ajudar, no que fosse possível, as pessoas e os animais que estavam em apuros. Eles encontraram um homem negro em apuros. Uma semana antes, ele havia levado sua esposa a um hospital em outro estado. Ele, então, voltou para casa e estava cuidando de seus dois filhos e trabalhando em sua fazenda. A água começou a inundar a sua casa e ele foi monitorando a situação.
Ele decidiu que era melhor mandar os filhos para a casa do irmão, morro acima, a cerca de seis quilômetros de distância, porque tinha medo do que poderia acontecer devido à inundação. Ele mandou seus filhos embora e disse-lhes para passarem a noite lá na casa do tio. O menino e a menina, com idades entre dez e doze anos, tomaram o caminho para a casa do tio. Eles tiveram que passar por uma baixada para alcançar o morro. Depois que eles saíram da vista do pai, a água subiu muito rapidamente e as crianças morreram afogadas.
Depois que o pai mandou seus filhos embora, ele entrou em pânico, com medo de que eles não conseguissem passar a baixada que cercava sua fazenda. Ele entrou em sua casa, fechou a porta e se preparou para esperar até que alguém viesse buscá-lo. Quando a água chegou perto de sua casa, ele saiu e soltou os cavalos e o gado. Durante a noite, a água entrou em sua casa, ele subiu as escadas e sentou-se perto de uma janela. Ele viu suas galinhas flutuando mortas. A água invadiu o sótão e lá ele ficou por quatro dias.
Quando os Auxiliares Invisíveis o encontraram, ele estava deitado sobre duas tábuas. Ele estava com febre alta e com pneumonia dupla.
O homem viu os Auxiliares Invisíveis entrarem no sótão, pois sua visão espiritual havia sido desenvolvida.
“Oh, Anjo”, disse ele à Auxiliar Invisível, “salve meus filhos”. “Mandei-os ao meu irmão há quatro dias e a água subiu e invadiu tudo logo depois que partiram. Sonhei com eles e me disseram que estavam bem e felizes, mas não sei. “
Um Auxiliar Invisível perguntou a alguém distante se ele poderia salvar o doente e foi-lhe dito que ele faleceria em breve, mas que poderia confortá-lo. O Auxiliar Invisível segurou a mão do homem e gerou pensamentos-formas de seus filhos, e esses pensamentos-formas disseram-lhe que estavam em segurança e bem. Os Egos de seus filhos estavam no Céu, onde eram felizes e estavam bem. Depois que o doente viu o que pensava serem seus filhos, ficou muito aliviado. “Senhor, estou grato por eles estarem seguros”, disse ele, e morreu em paz.
O Auxiliar Invisível olhou para ver onde estavam os corpos dessas crianças e elas estavam abraçadas, mortas. A água os havia carregado por cerca de um quilômetro e meio abaixo, e eles pararam em alguns arbustos.
Depois que o homem faleceu, os Auxiliares Invisíveis o levaram para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu e ele ficou lá até que sua gravação do Panorama da vida recém-finda terminasse.
Ele não viu seus filhos novamente. O Auxiliar Invisível teve permissão para gerar pensamentos-formas semelhantes aos filhos dele, para confortá-lo nos últimos momentos de sua vida terrena. Esperemos que esses Egos sejam reunidos em uma vida futura e que as condições sejam muito mais favoráveis para que vivam em segurança e não tenham suas vidas interrompidas por uma enchente ou qualquer outra coisa.
Numa noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram ver um idoso que havia sido criado no sul. Ele estava prestes a passar para o outro lado. Quando chegaram a sua casa, o homem estava conversando com sua esposa.
“Eu me pergunto se terei alguma estrela na minha coroa “, ele estava dizendo.
“Não sei”, disse ela, “mas espero que sim.”
“Então o homem ergueu a mão para impedi-la de falar quando avistou os estranhos.” O Anjo veio atrás de mim “, disse ele,” e estou pronto para ir, mas não vejo nenhuma coroa”.
“Anjo, onde está minha coroa? Nossa empregada me disse, quando eu era criança, que se eu vivesse uma vida boa, teria uma coroa com estrelas quando morresse. “
Uma voz disse ao Auxiliar Invisível para fazer uma coroa para ele de matéria de desejo e colocar estrelas nela. O Auxiliar Invisível fez uma linda coroa, a deu para a Auxiliar Invisível e ela mostrou ao homem doente. Ele ficou muito feliz. Ele disse a sua esposa que o Anjo tinha sua coroa. Então, o Auxiliar Invisível disse a sua parceira para fazer três perguntas ao homem.
“Você foi redimido?” ela perguntou.
“Sim”, respondeu ele, “sou cristão há quarenta anos”.
“Você já foi batizado?” ela perguntou, e ele disse: “Sim”.
“Você tem reverenciado a Deus?” ela perguntou, e ele disse: “Sim”.
Então o moribundo disse que, quarenta anos atrás, a empregada de sua mãe o ensinara a se joelhar e reverenciar para orar e como ser um bom menino.
Ele contou como se rebelou contra a maneira como as pessoas tratavam os negros e falou sobre isso. Ele foi silenciosamente convidado a deixar a igreja e finalmente seu povo o expulsou da cidade e ele foi para o norte, encontrou trabalho e se saiu bem. Quatro anos depois, sua namorada veio até ele e eles se casaram.
Mais tarde, eles tiveram quatro filhos que cresceram, se casaram e tiveram seus próprios filhos.
“Sim, Anjo”, disse ele. “Fui obrigado a me curvar e derramar muitas lágrimas. Irei para o céu? E verei essa minha querida empregada?”
A Auxiliar Invisível foi instruída a lhe dizer que sim. Ele disse “adeus” e desmaiou.
“John, logo o seguirei”, disse a esposa do homem.
Depois que o bom velho homem se recompôs em seu Corpo de Desejos, o Auxiliar Invisível colocou a coroa brilhante em sua cabeça e o carregou para a entrada do Purgatório que fica nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo na entrada das três Regiões superiores, onde está o Primeiro Céu.
A senhora responsável nessa entrada mostrou aos Auxiliares Invisíveis para onde levá-lo no Primeiro Céu, pois ele não teve que ir para o Purgatório, porque não tinha pecados para ser punido e ele limpou o Átomo-semente em seu coração. Aqui ele encontrou a empregada querida com sua coroa e ela o agarrou como se ele ainda fosse uma criança. “Meu filho”, disse ela, “aqui é a sua casa”.
Ele tinha a casa mais linda que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto. Lá, esses Egos extremamente felizes desfrutarão seu merecido descanso.
Veja, essas pessoas viveram muito bem e acreditaram que teriam estrelas em suas coroas quando morressem e foram recompensadas com elas. Podemos ter certeza de que o idoso construiu um belo Corpo-Alma servindo aos outros. Esse foi realmente o seu bilhete para o céu, pois quando um Ego é levado para a entrada que o conduz ao Purgatório e/ou Primeiro Céu, a pessoa responsável para orientá-lo se vai para o Purgatório ou Primeiro Céu só precisa dar uma olhada.
Nós sabemos se ele deve ir para o Purgatório ou para o Primeiro Céu. Se um Ego tem um Corpo de Desejos cheio de manchas feias e cores feias e turvas, ele deve ir para o Purgatório. Se ele tem um belo Corpo de Desejos espiritual brilhante, construído em delicados tons de rosa, azul, laranja e dourado e sem manchas, ele pode ir direto para o Primeiro Céu e desfrutar de seu descanso lá.
Todos chegam ao Céu a tempo, mas um Ego pode passar muitos anos no Purgatório após a morte antes de ser autorizado a subir ao Primeiro Céu. Se ele fez pouco bem em sua vida, pouco terá para desfrutar nesse adorável lugar.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ao Purgatório e tentar ajudar um homem. Uma Irmã Leiga mostrou-lhes o homem usando a consciência jupiteriana para que pudessem reconhecê-lo. Eles foram lá e viram um homem se contorcendo de dor e clamando em voz alta ao Senhor para ter misericórdia dele. Parecia que seu Corpo de Desejos estava coberto de grandes bolhas, e várias pessoas as estavam puxando de todas as partes do mundo.
Um dos Auxiliares Invisíveis falou com esse homem em voz alta para atrair sua atenção e ele parou e olhou para ela. “Por favor, não me castigue mais”, disse ele, “mas diga-me o que devo fazer para sair daqui. Sinto muito pelo que fiz e farei melhor.”
A Auxiliar Invisível disse-lhe que ele deveria limpar seu Átomo-semente.
Ele perguntou o que era isso e ela lhe disse que o Átomo-semente é um átomo que ele possuía desde que deixou Deus e que é seu livro em que todos os registros de sua vida são mantidos. Ela disse-lhe que os ortodoxos conhecem isso como o livro do Cordeiro de Deus, no qual é mantido o registro de cada ser humano, e para limpá-lo é preciso prometer a Deus que viverá uma vida melhor e que consertará todos os erros por ele cometidos.
“Como posso fazer isso quando devo ficar aqui para sempre?”, o homem disse.
O Auxiliar Invisível então lhe contou tudo sobre o Renascimento e como cada um tem a chance de fazer melhor em outra vida. Então, a luz da compreensão iluminou seu rosto e ele orou muito e pediu outra chance, e ele prometeu que faria melhor e consertaria o mal que havia feito aos outros. Grandes gotas do que parecia ser transpiração caíram em seu rosto e ele gemeu e disse: “Piedade, Pai, tem misericórdia de mim.” E sua cabeça caiu para frente.
“Oh, ele morreu!”, disse a Auxiliar Invisível e lágrimas surgiram em seus olhos. Ele não tinha morrido, mas se resignou voluntariamente ao seu castigo. Ele decidiu pagar suas dívidas e foi autorizado a seguir em frente. Por sua segurança no Purgatório e por suas orações ardentes a Deus, ele pagou sua última dívida e foi dormir para ascender ao céu. Agora, quando ele voltar à vida, será um homem muito melhor, ou melhor, uma mulher, pois geralmente alternamos os corpos de uma vida para outra. Ele voltará com um grande desejo de ajudar toda a humanidade.
Um exemplo de como faz falta não sabermos o que ocorre quando morremos
Aqui está uma experiência interessante da qual dois Auxiliares Invisíveis se lembraram certa manhã. Eles foram a algum lugar e viram um homem morto sentado perto de algumas cortinas de veludo vermelho, em uma poltrona perto de seu corpo que estava deitado em um caixão próximo. O homem estava em seu Corpo de Desejos e parecia exatamente como quando estava vivo, só que estava muito assustado e não entendia o que estava acontecendo com ele. Ele estava morto há dois dias.
Os Auxiliares Invisíveis estavam ansiosos para conhecer a história de sua experiência depois que ele morreu, porque queriam ajudar os vivos a evitar seus terrores. O homem disse a eles que havia morrido de pneumonia e que ainda tinha dificuldade para respirar. Um Auxiliar Invisível disse-lhe para pensar que não tinha essa dificuldade e que seria capaz de respirar com facilidade. Ele fez isso e sorriu. “Isso é engraçado, mas estou bem agora”, disse ele.
Então o homem quis fazer algumas perguntas. O Auxiliar Invisível pediu-lhe que esperasse um minuto, pois ele responderia às suas indagações depois de fazer-lhe algumas perguntas. Ao contar sobre sua experiência pós-morte, ele disse que estava bem de vida e tinha bons cuidados médicos, mas os médicos continuaram dando-lhe estimulantes e isso o empurrou de volta para o corpo e a dor que causou foi terrível. Finalmente o homem desistiu e morreu, ou deixou seu corpo.
Em seguida, o agente funerário cortou seus braços e colocou o fluido de embalsamamento em um braço e escorreu o sangue do outro braço.
O homem disse que ficou bem ao lado do corpo e sentiu toda a dor, como se estivesse nele e que tentou dizer ao agente funerário que doía, mas não conseguiu fazê-lo ouvir. Ele disse que olhou para sua vida desde o momento em que saiu do corpo até o agente funerário chegar e começar a colocar o fluido em seu corpo.
Então, as fotos e os eventos foram tão rápidos que ele não pôde vê-los bem. Ele se sentiu como se estivesse pegando fogo por alguns minutos, e então ele se sentiu como se um pedaço de gelo tivesse se enrolado nele.
O Auxiliar Invisível explicou-lhe como o fluido de embalsamamento o fazia sentir frio e que depois de três dias e meio ele não sentiria mais. Depois disso, o homem perguntou ao Auxiliar Invisível se ele estava realmente morto e foi-lhe dito que, no que dizia respeito ao ser humano, estava.
“Pensei que alguém fosse para o céu ou para o inferno assim que morresse”, disse ele.
O Auxiliar Invisível então explicou seus ensinamentos a ele e disse-lhe que deveria ver sua vida passada depois de três dias e meio. Ele iria para um local no Mundo do Desejo chamado Purgatório e seria purgado de seus desejos inferiores e maus hábitos e, finalmente, ele iria para o Primeiro Céu. Esse homem era um suposto Cristão e, também, um homem de negócios duro. Ele era professor na Escola Dominical e sua classe havia chegado naquela noite e realizado um breve culto sobre seu corpo, porquanto ele seria sepultado no dia seguinte.
“Estou cansado”, disse ele, “e gostaria de ir para onde estou indo, porque ninguém se preocupa comigo e ninguém pode me ver ou falar, embora eu esteja tão vivo como sempre. Tenho uma filha e eu a amo muito ternamente “.
“Não se preocupe com ela”, disse o Auxiliar Invisível. “Ela vai receber tudo o que é lhe é devido.”
Um conhecimento das condições verdadeiras teria ajudado enormemente esse homem.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ver uma família que chorava por um ente querido. “Eu fui enviado para ajudar um ministro de uma igreja que havia morrido dois dias antes”. O homem estava de pé ao lado de seu corpo e quando os Auxiliares Invisíveis entraram na sala em que seu corpo estava, ele os viu.” Vocês são os Anjos que vieram me buscar para o céu? “, perguntou ele.
“Não, viemos falar com você”, disse o Auxiliar Invisível. “Você viveu uma boa vida Cristã e foi bom para todos os seres humanos e para os animais?”
“Tenho sido bom com todos os brancos, mas não tenho sido bom com os índios ou os negros”, disse ele. “Os índios e os negros não podem ir para o mesmo céu de maneira alguma.”
“Por que não?”, perguntou o Auxiliar Invisível. “Eles não são humanos?”
“Sim”, respondeu ele, “mas são de categoria inferior. “Os negros dão bons servos, mas os índios não servem para nada.”
“Há quanto tempo você é ministro?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sou ministro há vinte e cinco anos”, disse ele, “e tenho quarenta e nove anos.”
“Você acredita na Bíblia?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sim, acredito de capa a capa”, disse ele.
“Você acredita que Deus parou o Sol para Josué a fim de que ele pudesse vencer sua batalha?”, a Auxiliar Invisível perguntou e o homem disse: “Sim”.
“Deus não fez isso”, disse ela, “porque teria lançado o Universo no caos.”
“Não posso evitar”, disse o homem. “Se não fosse verdade, não estaria na Bíblia. Você não pode provar que Deus não parou o Sol.”
“Meu amigo”, disse a Auxiliar Invisível, “você terá que passar muito tempo no Purgatório antes de ir para o Céu e então ficará apenas um curto período no Céu.”
“Fiz o que achei certo”, respondeu o homem. “Meus sermões eram apresentados por ano pelo Conselho da Igreja e eu fazia sermões anuais no Natal, na Páscoa e em outras ocasiões especiais.”
“Saí de uma universidade há cerca de vinte e cinco anos e tenho pregado desde então.”
“Não foi dito a você que toda a humanidade vem de Deus, e que Deus não faz acepção de pessoas?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim”, respondeu ele, “mas isso significa pessoas brancas e elas são melhores do que o resto”. “Os ministros também devem estar acima da classe baixa de pessoas brancas.”
A Auxiliar Invisível chamou um amigo dela, por meio do pensamento, e foi autorizada a mostrar a esse homem que Josué não parou o Sol. Ela segurou a mão do homem. “Meu amigo”, disse ela, “olhe para trás no espaço de tempo e veja o que Josué fez e disse”.
Eles olharam para a Memória da Natureza e viram dois exércitos com os soldados todos vestidos em suas armaduras brilhantes com lanças, espadas e machados de batalha. Eles estavam em um vale e os homens eram tão numerosos que pareciam abelhas. Josué estava em uma colina alta com alguns de seus oficiais. “Perderemos a batalha se o Sol se por”, disse ele, e então se afastou um pouco de seus oficiais, parou e começou a orar. “Ó Pai Celestial! Ajude seu servo para que possamos vencer esta batalha antes que o Sol se ponha.”
Eles viram um Ser Superior se aproximar e parecia que estava em um cavalo branco. Ele ficou bem alto sobre Josué e Josué caiu no chão e falou com ele. “Tenha misericórdia e me ajude.” Então, outro Ser Superior veio. Esse Ser Superior era um Liberado e sua aura era tão brilhante que parecia o Sol. Ele ficou entre o Sol e Josué e sua aura se espalhou tanto quanto eles podiam ver. Sua aura brilhante escondeu completamente o homem no cavalo e o verdadeiro Sol.
Então eles viram os inimigos de Josué se virarem e fugirem, deixando seus mortos e feridos. O exército de Josué foi atrás deles. Depois que Josué ganhou a batalha, o Liberado lentamente retraiu sua aura e estava escuro. O ministro e os Auxiliares Invisíveis viram o Liberado ir embora.
“Bem, eu estava errado”, disse o homem.
“Como você sabe que estava errado?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
Então o ministro contou o que aconteceu depois que ele morreu. “Enquanto eu estava de pé aqui”, disse ele, “vi minha vida desde a morte até o nascimento e tudo o que fiz. Desmaiei pouco depois de ir para a cama às nove da noite e minha esposa só apareceu para me telefonar às nove da manhã. Quando não apareci na hora do café da manhã, ela veio e me encontrou. Eu tinha visto minha vida inteira durante a noite. Eu realmente não pensei que estava morto até que ouvi o médico dizer: ‘Ele está morto há apenas doze horas’. Então o agente funerário veio me embalsamar e me machucou. Eu os ouvi dizer que morri de uma parada cardíaca súbita. Mas eu não estou morto. A Bíblia diz que quando alguém morre, não há mais nada dele.”
“Sim”, o Auxiliar Invisível respondeu, “mas isso significa que o Corpo Denso morre”. “O espírito vive como você agora vê. Depois de ter sido punido por seus pecados e por todo o mal que você fez a si próprio, irá para o céu por um curto período de tempo. Então, com o tempo, você renascerá para colher o que plantou.”
Quando ele ouviu isso, o homem ficou muito animado. “Eu fiz muitas coisas que ninguém sabe. Devo receber o mesmo tipo de tratamento que dei aos outros?”
“Sim”, disse a Auxiliar Invisível, e o homem gemeu. “Eu pensei que alguém está perdoado por seus pecados e erros”, disse ele.
“Você será perdoado, mas você deve colher como você tem semeado, fosse isso bom ou ruim, caso contrário você não poderia receber sua recompensa “, disse ela.
“Anjo”, disse ele, “peça a Deus para me dar outra chance e eu serei bom para todos, ricos ou pobres, independentemente da raça ou cor”. “Quando irei para o inferno? Estou com medo. Você não pode me deixar aqui por um ou dois meses?”
“Não, isso não pode ser feito”, respondeu o Auxiliar Invisível, “mas você será perdoado e terá outra chance de fazer a restituição”.
“Você poderia ir e dizer à minha família para ser boa com todos e para serem Cristãos bons e fiéis?”, ele disse.
“Eles não acreditariam em mim”, disse o Auxiliar Invisível, “pois você tem dado um mau exemplo a eles por mais de vinte anos. Você ensinou a eles que a Bíblia não se referia a eles”.
“Eu errei”, gemeu o pobre homem, “Senhor, tem misericórdia de mim!”.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que alguém viria buscá-lo e levá-lo ao seu lugar final.
“Anjo, por favor, ore por mim”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis então o deixaram e seguiram em frente. Esse foi um caso triste e mostra a necessidade de conhecimento oculto.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para levar embora um idoso pregador negro que morrera, durante o sono, por problemas cardíacos.
Eles foram a uma pequena cidade no sul e encontraram o pregador que havia acabado de morrer. Ele estava parado ao lado de seu corpo e notou os estranhos imediatamente. “Você é um Anjo que veio me levar para o céu?”, perguntou à Auxiliar Invisível.
“Não”, disse ela.
“Estou morto?”, perguntou ele, e disseram-lhe que sim.
“Pensei que iria para o Céu. Onde fica o Céu? – perguntou o idoso. “Senhor, tem piedade de mim e ajuda-me a encontrar o Paraíso. Senhor, pensei que os Anjos viriam e me pegariam.”
“Venha comigo”, disse o Auxiliar Invisível, “e eu o levarei para onde você pertence.” O pregador foi de boa vontade e os Auxiliares Invisíveis levaram-no para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu.
“Leve-o ao Primeiro Céu”, disse uma Irmã Leiga.
Então, os Auxiliares Invisíveis levaram o pregador até onde ele foi recebido por sua mãe, seu pai e sua filha, que haviam morrido muitos anos antes. Uma casa estava esperando por ele. Ele havia criado uma mansão muito bonita por seus bons pensamentos e ideais elevados. Ele realmente viveu pela fé e não fez mal a ninguém por mais de quarenta anos. A família unida cantou e louvou a Deus. Uma Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis que o Átomo-semente desse homem estava limpo e que ele havia merecido sua justa recompensa por viver corretamente. Ele havia sido pregador por quarenta e cinco anos e amava e ajudava a todos.
O amor e a oração trazem a pessoa a um contato íntimo com os seres mais elevados e puros que qualquer um de nós pode contatar aqui na Terra. Esse pregador tinha um Corpo-Alma adorável e brilhante que ele construiu por uma vida limpa e serviço amoroso à humanidade. Assim, vemos que algumas pessoas não precisam ir para o Purgatório de forma alguma.
Algum tempo atrás, dois Auxiliares Invisíveis foram a uma casa em que uma mulher havia acabado de cometer suicídio ingerindo um veneno. A casa estava em grande confusão. A mãe da mulher estava sentada e chorando baixinho em si mesma. Um Auxiliar Invisível tentou confortá-la, mas pouco pôde fazer. O outro Auxiliar Invisível chamou alguém à distância e perguntou se eles poderiam levar o Ego, que acabara de tirar a própria vida, para a entrada do Mundo do Desejo, onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu. Disseram-lhe para esperar até que alguém viesse para ir com eles.
Logo uma jovem e bonita Irmã Leiga apareceu em seu Corpo de Desejos, que era muito bonito. Os três Auxiliares Invisíveis foram até a mulher morta, que correu em direção a eles de seu lugar perto de seu Corpo Denso que estava deitado em uma cama. “O que aconteceu? Estou morta?” – ela perguntou.
“Sim”, respondeu um dos Auxiliares Invisíveis.
“Há algo errado com meu estômago”, disse ela. “Parece vazio. Estou com fome. Não, não posso; acabei de comer. O que está errado? Achei que a morte acabasse com tudo. O que posso fazer para me livrar dessa sensação horrível? “
“Venha comigo”, disse a Irmã Leiga, mas a mulher se recusou a deixar o seu corpo abandonado. “Você não queria o seu corpo e acabou de se matar com veneno. Venha, agora, e eu a levarei para um lugar onde você ficará até a hora de continuar”.
A Irmã Leiga segurou a mulher, mas ela se soltou. Ela tentou fugir, mas não sabia para onde ir.
A Irmã Leiga foi e novamente a segurou e gentilmente a colocou para dormir e a carregou para a Região Limítrofe e a acordou. A pobre mulher então começou a gritar e chorar. “Não vá embora, não me deixe”, ela implorou.
Os outros suicidas nesse lugar se aglomeraram em torno dos Auxiliares Invisíveis e queriam ser ajudados. Eles disseram que estavam com fome e com sede. Eles queriam saber quando isso iria acabar. Alguns deles pareciam loucos. A Irmã Leiga fez com que todos se distanciassem. Tudo nesse lugar parecia escuro e desolado. As pessoas estavam gemendo e clamando a Deus para ajudá-las. A Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis para nunca se matarem, não importa o que acontecesse.
Uma Auxiliar Invisível perguntou à Irmã Leiga porque a mulher havia se matado e ela foi informada de que ficara decepcionada com a pessoa que amava e queria esquecê-la na morte.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados ao norte dos Estados Unidos para ajudar um chefe índio que estava prestes a morrer.
Os Auxiliares Invisíveis correram até lá e encontraram-no muito fraco, mas ainda vivo. Ele havia solicitado que fosse vestido com seu cocar de penas e traje de chefe para que pudesse ir para o campo de caça feliz como um guerreiro. Ele tinha mais de noventa anos. Um dos Auxiliares Invisíveis falou sobre como o cocar dele, de muitas penas coloridas, era bonito.
O chefe perguntou aos Auxiliares Invisíveis se eles tinham vindo para levá-lo ao feliz campo de caça. “Serei capaz de caçar muito agora que estou tão velho e fraco?” – ele perguntou.
“Você não caçará para onde está indo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Depois de pagar todas as suas dívidas pelo mal que cometeu, você vai descansar.”
“Eu fui um guerreiro valente e bom em minha época”, disse o chefe índio. “Eles vão colocar meu rifle e muitas balas em meu caixão? ‘Face pálida’, quem é você? Eu posso ver através de você, e os outros não podem vê-lo. Eu quero que você me leve a um bom campo de caça.”
O Auxiliar Invisível não foi capaz de fazê-lo entender que não existe terreno para caça quando se está morto.
Pouco antes de o chefe morrer, sua visão espiritual foi totalmente aberta e ele pôde ver os Auxiliares Invisíveis, embora eles não estivessem materializados. Ele faleceu e disse: “Venha, ‘Face pálida’, e leve-me ao campo de caça antes que eu morra. Eu sou como você agora e posso escolher o lugar que quero quando chegar lá.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram o índio para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu que se situa no Mundo do Desejo e entregaram-no aos Seres Superiores de lá. Ele olhou em volta e pareceu desapontado. “Huh, nenhum veado aqui! Nenhum búfalo aqui! Onde é o terreno de caça? Vamos encontrá-lo rapidamente antes de morrer. Estou com sono e talvez não consiga encontrá-lo.” Os Auxiliares Invisíveis então deixaram-no e continuaram com seu trabalho.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem idoso que havia morrido em um hospital. Esse homem era amigo de um dos Auxiliares Invisíveis. Eles encontraram o homem em um necrotério perto de seu corpo. Ele estava muito assustado e queria saber se estava morto.
“Sim, você está morto como o ser humano entende que é”, disse o Auxiliar Invisível.
“Para onde estou indo? Pensei em ir para o céu. Estou muito dolorido e está escuro aqui. Quando vou embora daqui?”
“Tenha calma e tudo ficará bem”, disse o Auxiliar Invisível. “Quanto tempo você consegue ficar acordado?”
“Eu geralmente vou dormir cedo”, disse ele.
“Você deve rever sua vida”, continuou o Auxiliar Invisível.
“Como você faz isso? Esqueci muitas coisas que fiz. Tenho setenta anos”, disse o homem.
“Deseje ver sua vida inteira e observar cuidadosamente todas as coisas que você fez. Observe tanto o bom quanto o mau.”, continuou o Auxiliar Invisível
O idoso parou e começou a olhar atentamente. “Estou ficando com sono”, disse ele.
“Não vá dormir ainda”, disse o Auxiliar Invisível. “Você se lembra de como eu tentei dizer-lhe que ninguém morre e que lhe ensinaram errado. Eu disse que você seria punido por todas as coisas pecaminosas e más que você fez e não tentou consertar e você será recompensado por todo o bem que você fez. “
“Eu estou morto, e vocês dois também estão mortos?”, ele questionou.
O Auxiliar Invisível disse a ele que eles não estavam mortos, mas que saíam como Auxiliares Invisíveis todas as noites e ajudavam as pessoas.
“Eu costumava pensar que você não estava muito bem mentalmente”, respondeu ele, “e, no entanto, muitas das coisas que você me disse se tornaram realidade. Se eu não morrer, leve-me para casa e, também, para o lugar em que eu trabalhava. “
“Venha conosco”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
“Não consigo andar rápido”, disse ele. “Eu sou muito idoso.”
“Só queira ir tão rápido quanto nós”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem assim fez e foi com o Auxiliar Invisível e eles levaram-no para onde ele queria ir. Quando chegou a sua casa disse que não podia entrar porque não tinha a chave.
“Você não precisa de nenhuma chave”, disse o Auxiliar Invisível. “Venha comigo.”
Eles atravessaram a parede e entraram no quarto dele, e o homem morto viu que todas as suas coisas haviam sido removidas e o quarto estava limpo e pronto para um novo ocupante.
“Bem, agora vejo que você está certo”, disse o homem. “Vamos para onde eu trabalho.”
“Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem até lá e ele viu outra pessoa em seu lugar. O homem parecia sentir as pessoas embora estivessem em seus Corpos de Desejos e ele não pudesse vê-los. Ele ficou nervoso e parou perto da porta pronto para sair correndo. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao idoso para ir com eles. Quando eles saíram à rua o homem viu uma pessoa que ele conhecia e falou com ela, mas ela não podia vê-lo nem o ouvir.
“Devo estar morto”, disse o idoso. “Que horas são?”
O Auxiliar Invisível disse-lhe que eram três e meia da manhã. Então explicou seus ensinamentos a ele e disse-lhe o que deveria fazer. Espere e que se ele se arrepender dos erros que cometeu e prometer corrigir esses erros, sua punição no Purgatório não durará tanto.
“Não sei todos os erros que cometi e não posso consertar os erros agora”, disse ele. “Devo estar morto.”
O Auxiliar Invisível explicou a ele sobre o Renascimento e ele disse: “Se eu puder fazer isso, eu o farei”.
Os Auxiliares Invisíveis carregaram o idoso para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu e o entregaram a um Irmão Leigo. O idoso desabou e começou a chorar, e ele implorou ao Auxiliar Invisível que não o deixasse, pois ele foi seu amigo enquanto viveu. Ele pediu aos Auxiliares Invisíveis que voltassem e o vissem novamente. Uma Irmã leiga disse que ele não ficaria muito tempo no Purgatório, pois havia feito muitas vezes o Exercício de Retrospecção, enquanto estava doente na cama, e que seu histórico de vida estava bem gravado em seu Corpo de Desejos.
Aqui está como um homem moribundo foi ajudado em uma noite. Dois Auxiliares Invisíveis encontraram um caçador que estava em estado grave. Durante as férias, ele subiu nas montanhas e escorregou e caiu, quebrou a perna e o braço esquerdos e teve outros ferimentos. Ele havia ficado sem comida ou água por cinco dias, e sua perna e braço estavam pretos e muito inchados. “Não estou com fome, mas estou com sede”, disse o homem sofredor. “Não tenho família, mas tenho uma sobrinha no leste.”
Um Auxiliar Invisível pediu que o acidentado escrevesse um bilhete em seu livro dando a essa sobrinha tudo o que ele tinha e sua caderneta bancária, etc., e os Auxiliares Invisíveis testemunharam com seus nomes. Os Auxiliares Invisíveis pegaram a garrafa de água que o homem trazia consigo e deram-lhe um pouco de água.
Os Auxiliares Invisíveis foram à cidade mais próxima e enviaram o caderno do homem contendo seu testamento e caderneta bancária para sua sobrinha por carta registrada. Eles então voltaram para o homem e descobriram que ele havia falecido enquanto eles estavam fora. Ele fez uma retrospecção antes de o encontrarem. Um dos Auxiliares Invisíveis embrulhou o recibo da carta em um papel e o colocou no bolso interno do casaco do homem morto. Os Auxiliares Invisíveis não sabiam se o corpo do homem seria encontrado ou não. Eles deixaram sua arma e tudo com ele.
Os Auxiliares Invisíveis aliviaram muito a Mente do moribundo porque ele estava muito ansioso para deixar o dinheiro para a sobrinha. Quando seu testamento foi escrito, ele passou adiante seu último desejo realizado. Isso o aliviou e o impediu de ficar preso à Terra.
Aqui está a história da morte de uma enfermeira que morreu na frente de batalha. Numa sexta-feira à noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam ajudando em um hospital de base, onde uma longa fila de homens feridos entrava constantemente. Havia homens e mulheres ajudando-os que não pertenciam ao Corpo do Hospital. Os Auxiliares Invisíveis viram uma enfermeira que era uma boa trabalhadora. “Oh, ele está morto”, eles a ouviram dizer, e ela deixou o hospital e foi para a frente. A cruz vermelha em seu boné e a cruz em seu braço brilhavam intensamente ao sol, em contraste com seu uniforme branco. Ela caminhou como se atraída pelas trincheiras. Depois de caminhar cerca de meio quarteirão, ela caiu de cara para a frente. Ela havia levado um tiro na testa. Seu corpo estava no chão, mas ela seguiu em frente. Quando ela chegou às trincheiras, ela começou a olhar para os soldados mortos. Ela encontrou o que procurava e o chamou pelo nome. “Recebi sua ligação e vim”, disse ela. “Oh, você está sangrando”, disse ele. “O que aconteceu?”, Ela respondeu, e então disse: “Oh, minha cabeça dói”. “Você é como eu”, disse o soldado. “Você deve estar morta.” “Não, não estou morta”, disse ela. “Estou falando com você.” “Vocês dois estão mortos, como o homem diz”, disse o Auxiliar Invisível. “Não estamos mortos”, insistiu a enfermeira. “Olhe”, disse o Auxiliar Invisível. “Você vê aquela forma branca deitada lá fora? Esse é o seu corpo.” “Sim, estou a ver, mas não posso ser eu quando estou aqui”, disse ela. “Ajude-me a entregar este homem”, continuou o Auxiliar Invisível. A enfermeira se abaixou para ajudá-lo, sua mão passou por ele e uma expressão de surpresa apareceu em seu rosto. “Estou realmente morta?” ela perguntou. “Eu posso falar.” “Sim, você realmente é”, disse o Auxiliar Invisível a ela. “Como pode essa forma ser eu?”, ela perguntou ainda não convencida. “Eu vou te mostrar”, respondeu o Auxiliar Invisível, e ele foi até o corpo dela e torceu um dedo. Ela gritou de dor e disse: “Deve ser eu.” “Sim, é você, pois não sou eu”, disse ele. “Você é como eu e ele?” Perguntou a enfermeira. “Sim, de certa forma, mas não estamos mortos”, disse ele. “Ajudamos a todos que podemos. “Oh, minha cabeça dói e não consigo pensar”, disse ela. O Auxiliar Invisível disse à enfermeira e ao soldado que se esforçassem bem. Depois disso, a enfermeira olhou atentamente para os Auxiliares Invisíveis. “Eu gostaria de ser como você”, disse ela, “para continuar ajudando meu povo”.”Você deve ajudar a todos aqui e se não puder fazer isso, não poderá trabalhar”, disse a Auxiliar Invisível. Ela pensou um pouco e disse: “Vou ajudar todos os que vierem em meu caminho.” Os Auxiliares Invisíveis levaram esses egos para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu no Mundo do Desejo e o Auxiliar Invisível contou à senhora responsável o que a enfermeira havia dito. “Vou colocá-la em um grupo de Auxiliares Invisíveis”, disse ela. “Como ela pode entrar em um grupo de Auxiliares Invisíveis se ela não passou pelo Purgatório?”, perguntou o Auxiliar Invisível. “Meu amigo”, disse a senhora, “você parece esquecer que eles morreram no campo de batalha e seu sangue correu para a terra macia e foi purificado. Com seu já intenso desejo de ajudar a humanidade, ela seria, com um pouco de ensinamento, uma boa Auxiliar Invisível. Nas mãos de um bom instrutor ela ficará bem.” Os Auxiliares Invisíveis os deixaram e continuaram com seu trabalho. Quando um soldado sangra até a morte na terra fofa de um campo de batalha, seus veículos são purificados e ele vai para o “Paraíso das Crianças”. Lá ele fica de um a vinte anos e então renasce e morre na infância para que possa colher as experiências ou seus erros na vida em que sangrou até a morte. Ele não vai para viver a existência no Purgatório, mas é levado lá para observar aqueles cuja experiência é semelhante à dele e ele sofre como se estivesse lá. Ninguém escapa da punição por seus atos errados. Ninguém vai para o “Paraíso dos Adultos” se não pagou suas dívidas no Purgatório ou sofreu aqui na Terra com sua retrospecção.
Aqui está o que aconteceu quando um homem muito mau morreu há algum tempo. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para um homem que estava morrendo no sul. Ele tinha sido muito mau para ajudar em sua fazenda aqueles que estavam com ele. Ele ficou doente de cama por duas semanas e piorou cada vez mais. Ele estava fora de si parte do tempo. Sua visão espiritual havia chegado a ele e ele podia ver seu pensamento-forma de morte e as imagens da morte que as pessoas haviam contado enquanto ele as punia por esporte.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram, o homem estava falando. “Vá embora, morte”, disse ele. – “Você está horrível demais. Não se aproxime muito de mim com esse fogo e esse forcado. Vá embora, estou dizendo. Liberte-me e me deixe sair desta cama.”
O homem delirante estava amarrado na cama. “Tire aquele bebê morto da minha cama”, disse ele. “Tira aquele cachorro morto daqui. Olha aquele homem pendurado naquele buraco! Eu o coloquei lá para ver se a língua dele e os olhos dele saíam. Leve-o embora. Socorro! Mova essa cobra porque ela quer me morder. Mordeu esso menina branca porque ela não iria comigo. Ha! Ha! Eu coloquei aquela cobra nela e eles a encontraram morta. Ninguém vai saber disso. O filho de Sally é meu. Eu a fiz obedecer eu disse a ela que se contasse eu mataria o marido dela.”. Assim, esse homem mau delirou e contou tudo.
A Auxiliar Invisível voltou-se para seu companheiro. “Onde está essa coisa sobre a qual ele está delirando?”, ela perguntou.
“Venha aqui”, disse ele. “Fique atrás de mim e olhe na sua frente.”
Ela olhou e o Auxiliar Invisível sentiu as mãos dela apertarem os ombros dele. “Como ele é terrível”, disse ela. “Ele é real?”
“Sim”, disse o Auxiliar Invisível. “Ele é tão real quanto você e eu. Ele é a soma de todo o mal que este homem cometeu no passado e os pecados que ele cometeu nesta vida e ele certamente o punirá quando morrer.”
O Corpo de Pecado do homem parecia um urso pardo ou um gorila. Ele tinha dois dentes grandes saindo do canto da boca e estava babando. Ele segurava uma grande tocha e um garfo de três pontas. A seus pés estavam vários esqueletos de adultos e dois de bebês. Ele tinha um pé direito grande, o que significava que o usava para chutar as pessoas. A entidade, ou corpo do pecado, tinha uma mão direita muito grande. Isso indicava que ele tinha o hábito de bater em pessoas que o desagradavam.
A entidade também segurava uma corda. Isso significava que ele havia enforcado alguém.
Sua esposa e filha tinham medo dele e não se aproximavam dele. Eles tinham dois homens olhando para ele. Um desses homens saiu e os chamou, pois o homem estava morrendo. Ele estava gemendo enquanto estava deitado em sua cama. Então ele deu um grito alto e morreu.
Em pouco tempo o homem se formou ao lado de seu cadáver e a entidade correu em sua direção. “Ainda não”, disse o Auxiliar Invisível, e fez com que a entidade se mantivesse afastada. O Auxiliar Invisível disse à entidade que ele teria que esperar até que o homem visse sua vida passada e então ele poderia fazer o que quisesse.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego desse homem mau para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu no Mundo do Desejo e depois o levaram para seu lugar no Purgatório. Eles sabiam que seu corpo não seria embalsamado antes de ser enterrado. O Auxiliar Invisível realmente prestou um grande serviço ao homem ao evitar que o Corpo do Pecado tomasse seu Corpo de Desejos e seu Corpo Vital. A punição desse homem será muito severa porque ele foi muito cruel com os outros. Um Auxiliar Invisível disse que não queria testemunhar nada parecido novamente.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para outra casa no sul. O homem morreu enquanto eles estavam lá. Ele tinha sido um bom homem para sua família e eles o idolatravam, mas ele era um homem de negócios duro que havia ganhado muito dinheiro. Ele era um Cristão devoto, e a Bíblia era a lei para ele de capa a capa.
A fortuna sorriu para ele durante as crises econômicas do país e ele era muito querido pelas pessoas que trabalhavam para ele. Ele havia levado todos os seus concorrentes à falência com sua astúcia.
Ele adoeceu com pneumonia e seu médico já havia perdido a esperança de salvar sua vida. Seu pastor estava presente com a família ao lado de sua cama.
Quando os Auxiliares Invisíveis entraram na sala, o doente os viu.
“Há duas pessoas estranhas aqui”, disse ele à esposa. “Eles são tão brilhantes que devem ser Anjos. A senhora diz que eles são humanos e Auxiliares Invisíveis. Eu me pergunto o que ela quer dizer com isso?”
Uma das Auxiliares Invisíveis explicou seus ensinamentos ao homem com muita pressa.
“Não ouvi falar dessa filosofia”, disse ele. “Oh, sim, também, mas não consegui encontrar nenhum traço dela na Bíblia, então a descartei”. Ele se virou para o pregador e perguntou-lhe sobre isso.
“Oh, é alguma crença que um homem tenha pensado em conseguir seguidores para que pudesse viver com facilidade, eu acho. Não há nenhuma prova disso na Bíblia”, respondeu o pregador.
Isso deixou uma das Auxiliares Invisíveis zangada, ela saiu e se materializou e bateu na porta e foi recebida pelas pessoas que estavam lá.
“Ela é quem estava falando comigo?”, disse o doente.
O pregador perguntou à Auxiliar Invisível se ela era uma bruxa.
“Não”, disse ela. “Se você aprendesse mais e vivesse uma vida melhor, saberia muito mais.”
O Auxiliar Invisível disse ao homem para dizer à sua esposa para não embalsamar seu corpo, pois isso destruiria seu registro de vida.
“Você é uma bruxa”, disse o pregador, “e quer que o sangue dele continue vivo!”. Ele tinha ouvido falar de magia negra. “As pessoas não sentem nenhuma dor após a morte”, continuou ele.
“Eu acredito nela e não quero ser embalsamado. Mantenha-me quatro dias no gelo “, disse o homem que estava ficando mais fraco. Ele então faleceu.
O agente funerário veio e, como sempre, disse que a lei exigia que todos fossem embalsamados. O pregador ficou do lado dele e disse: “Sim, é verdade.”
“Vocês dois devem pagar por isso”, disse a Auxiliar Invisível.
“Não sei”, disse a esposa do homem.
“Senhora, eu acredito em você, mas o que posso fazer? “, disse a filha, que tinha cerca de quatorze anos.
“Você não pode fazer nada, minha filha. Venha para fora, e eu vou te mostrar algo que vai te fazer bem “, disse o Auxiliar Invisível e ela desapareceu dela.
“Oh, ela se foi!”, exclamou a garota. Então ela disse: “Querido Deus, eu vi e conversei com um Anjo e agradeço a Ti”.
O Auxiliar Invisível voltou e deixou sua aura sair e a garota caiu a seus pés. “Querido Anjo, por favor, me diga como posso ser como você.
Posso me tornar um Anjo? “
“Sim, você pode se tornar um Anjo de misericórdia como eu estou tentando ser.” O Auxiliar Invisível então disse a essa menina o que ela deveria fazer, e ela disse que faria isso por toda a vida, mesmo que fosse difícil.
“Meu pai está morto?”, perguntou a garota.
“Sim, como você sabe, mas ele está mais vivo agora do que quando estava em seu corpo”, respondeu o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível mostrou seu pai para ela e ela o chamou e ele se virou e olhou para ela e ela acenou com a mão para ele. Ele estava no escritório do agente funerário ao lado de seu corpo e tinha medo de sair. O Auxiliar Invisível conseguiu permissão para permitir que a menina visse seu pai ser embalsamado. Ela o viu e ouviu gritar de dor quando começaram a embalsamar. Ela o ouviu dizer que estava queimando por dentro e em poucos minutos disse que estava congelando. Quando o Auxiliar Invisível voltou-se novamente para a menina, ela descobriu que havia desmaiado e ido para o pai.
Os Auxiliares Invisíveis então foram para lá. “Por que não fui ensinado sobre isso na vida?”, perguntou o pai. “Eu estou morto?”
“Sim, como se diz normalmente”, respondeu o Auxiliar Invisível com tristeza.
A Bíblia não fala sobre isso “, disse o homem,” mas diz que quando alguém morre, não sabe de nada.”.
O Auxiliar Invisível disse a ele que a Bíblia é um documento escrito que estabelece a maneira como uma pessoa deve viver de acordo com ela e escapar do inferno como ele o conhece.
“Bem, vivi toda a minha vida errado e agora é tarde demais para aprender, pois agora devo passar o resto da minha vida no inferno, quando pensei que iria para o céu”, disse o pobre homem com um suspirar.
“Você tem sido um capataz severo e exigente”, disse o Auxiliar Invisível. “Você tem sido muito injusto em suas relações com outras pessoas.”
“Tenho sido bom para minha família e meus funcionários gostavam de mim”, disse ele.
“Você deu chance a eles quando cometeram um erro?”, ela perguntou.
“Ora, não, eu segui a lei do olho por olho”, disse ele.
“Você colherá o que plantou”, respondeu ela.
Então o homem começou a falar consigo mesmo. “Minha garotinha me disse que eu deveria ser mais misericordioso com as pessoas. Agora devo colher o que semeei. Auxiliar Invisível, se você me der outra chance e não me levar para o inferno, farei tudo que puder para desfazer o que fiz de errado. Oh, estou morto e não posso entrar em meu corpo para usá-lo! O que devo fazer? Onde estou? As coisas que aprendi na igreja não explicam esse estado de coisas. Auxiliar Invisível, se você me levar para casa, direi a minha esposa para lhe dar cinco mil dólares para me deixar ir, e eu vou me esconder do diabo para que ele não possa me encontrar e me queimar. “
Os Auxiliares Invisíveis o levaram para a casa de sua esposa e ele colocou a mão em seu ombro e ela não deu atenção a isso. Ele chamou o nome dela, mas ela não respondeu. “Senhor, estou morto? Tem misericórdia de mim e se eu tiver uma chance, vou desfazer o mal que cometi e dizer a todos que não morremos, como o homem vê, e que nunca seremos embalsamados. Auxiliar Invisível , deixe-me ver minha filhinha e estarei pronto para ir aonde quer que você me leve, pois não posso fazer nada aqui. “
O Auxiliar Invisível o levou até sua filha que havia desmaiado na varanda e eles a encontraram de pé ao lado do corpo. Ela viu seu pai e correu para encontrá-lo. “Eu gostaria de ter ouvido você!”, ele disse.”Quão diferente minha vida seria agora!”
“Papa!” sua filha disse: “prometa a Deus que você vai fazer melhor quando você voltar e dizer que você está arrependido e Deus vai ter misericórdia de você e perdoá-lo, embora você tenha que ser punido por seus pecados. Então você terá outra chance . “
“Filha”, respondeu ele, “não há perdão depois que de morrer.”
“A Auxiliar Invisível me disse que existe”, disse ela.
O homem perguntou ao Auxiliar Invisível e ela disse: “Sim”.
“Graças a Deus”, disse ele. “Vou fazer o que você diz e pedir a Deus pela chance.”
Um Auxiliar Invisível apertou a campainha para que as pessoas saíssem na varanda e pegassem a garota que havia desmaiado e cuidassem dela.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis carregaram o homem para a entrada do Purgatório e Primeiro Céu no Mundo do Desejo e o deixaram em um estado de espírito feliz com sua nova chance de viver novamente e melhorar depois de pagar pelos seus pecados.
A menina se lembrará de tudo o que aconteceu naquela noite e será uma menina diferente, e com o tempo encontrará o Caminho que a levará ao conhecimento espiritual consciente.
Estudantes Rosacruzes que leram livros confiáveis sobre o assunto verão que todas essas histórias verdadeiras concordam com o que os autores dizem sobre as condições pós-morte. Por mais estranho que pareça, a maioria das pessoas não acredita que sentirá alguma coisa quando for embalsamada. Eles prestarão pouca ou nenhuma atenção a quem lhes contar quando estiverem vivos.
Após a morte, ficam ansiosos por informações que os ajudem a compreender o que lhes aconteceu. Parece triste que as pessoas não sejam um pouco receptivas antes que seja tarde demais para salvá-las de um sofrimento adicional.
Aqui está uma história maravilhosa sobre como alguns Auxiliares Invisíveis viram o funeral de um Liberado (um ser humano que passou pelas nove Iniciações Menores, pelas quatro Maiores e ainda pela Iniciação do Libertador). Eles estavam indo juntos e encontraram um grupo de Anjos que conheciam. Quando os Anjos chegaram, eles pararam e um deles falou com os Auxiliares Invisíveis. “Um Liberado está para sair desta vida terrestre da maneira normal e vamos para a casa dele”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis continuaram até chegarem a um quilômetro e meio da casa dele, em uma pequena cidade no oeste dos Estados Unidos, e então pararam. Eles podiam sentir a atmosfera ficando tensa. Um dos Anjos disse a um dos Auxiliares Invisíveis que continuasse e fosse até a casa, mas o outro Auxiliar Invisível se opôs. “Somos seres humanos e não podemos suportar a vibração intensa”, disse ele.
O primeiro Auxiliar Invisível queria ir mesmo assim, mas seu companheiro disse: “Não”, e ela começou a se entristecer. O líder do grupo dos Anjos disse que cuidaria da Auxiliar Invisível.
“Não, você não pode cuidar dela entre aqueles Seres Superiores. Suas vibrações iriam despedaçar seus nervos”, disse o Auxiliar Invisível.
Os Anjos continuaram e logo um homem apareceu e falou com os Auxiliares Invisíveis. “Suba mais alto e depois olhe para baixo e você poderá ver e ouvir tudo”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis subiram e olharam para baixo. A visão que viram foi grandiosa e gloriosa. O Liberado viveu com uma família de Iniciados. Ele estava deitado em uma cama entre duas janelas. Os membros da família e muitos Seres Superiores estavam ao seu redor.
Eles tinham algum tipo de algo parecido com incenso queimando. Estavam presentes Anjos, Arcanjos, Iniciados, Altos Seres e muito outros Seres elevados.
Então, alguns Seres Superiores vieram de outros planetas.
Eles colocaram mais incenso no suporte e os Auxiliares Invisíveis viram um Ser Superior de outro Sistema Solar chegar. Logo eles viram um grupo de Altos Seres, homens e mulheres, de outro Sistema Solar chegar à casa. Eles ouviram um Ser Superior dizer que eles eram o Coro Angélico. Eles estavam cantando: “Todos aclamam o poder do Nome de Jesus! Outro filho está voltando para casa”.
O homem não queria ir. Querido Senhor “, disse ele,” ainda tenho muito trabalho a fazer. Por favor, deixe-me ficar até que a humanidade volte para casa. “
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse Liberado alcançou esse estado na época em que Jesus nasceu e tem estado em um Corpo Denso continuamente desde então.
Uma dupla linha de Egos foi formada fora das janelas, e a linha foi gradualmente desaparecendo de vista em uma direção inclinada. Então, um Senhor do Destino disse ao homem que ele deveria voltar para casa e descansar.
“Não estou cansado”, disse o homem. “Amo esta terra.”
Então o homem se resignou e o Senhor do Destino tocou seu coração e ele saiu de seu corpo e tinha uma altura normal. O homem olhou para seu corpo deitado na cama.
“Meu amigo”, disse ele, “você me serviu bem e agora pode voltar à força primordial”, e seu corpo desapareceu.
O homem então se sacudiu e soltou sua aura, que envolveu tudo ao redor até onde os Auxiliares Invisíveis pudessem ver, incluindo os que se encontravam acima da Terra.
“Pai misericordioso”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “ele certamente deve ser um Deus”.
O cachorro, os gatos e todos os animais que os Auxiliares Invisíveis puderam ver, no local ou próximo a ele, baixaram a cabeça e gemeram. Os Iniciados, que viram na família, pareciam mortos.
“Oh, eles estão mortos?” perguntou a senhora Auxiliar Invisível.
“Não”, respondeu seu companheiro. “Eu posso vê-los parados ao lado de seus corpos com suas cabeças inclinadas.”
Então o homem que havia morrido saiu pela janela entre as duas fileiras de Auxiliares Invisíveis, e os próprios Altos Seres estavam ao seu redor com o Coro Angélico cantando à sua frente.
Quando a procissão sumiu de vista, os Auxiliares Invisíveis se viraram para ir embora e viram muitos Auxiliares Invisíveis e Iniciados ao seu redor que também haviam assistido à passagem desse homem muito avançado.
[1] N.T.: um Iniciado que passou por todas as Iniciações Menores, pelas Iniciações Maiores (as Cristãs) e pela Iniciação do Libertador.
Capítulo X
O Renascimento é um Fato
Vamos considerar algumas experiências de certas pessoas, durante os últimos dez ou quinze anos, que as convenceram de que o Renascimento é um fato. Algumas pessoas estão dispostas a aceitar os Ensinamentos Rosacruzes sobre o Renascimento imediatamente e não têm dúvida alguma em suas Mentes. Outras pessoas não querem acreditar que já vivemos antes, e é totalmente inútil fazer mais do que mencionar essa grande verdade para elas. Ainda há outras pessoas que se interessam pela Lei do Renascimento e depois de estudarem e refletirem sobre o assunto, estão prontas para aceitá-la. Então, elas querem saber mais sobre o assunto e como ele nos ajuda a progredir no Caminho da Evolução.
Tentarei mostrar a você por meio de histórias reais que o Renascimento é verdadeiro e que já vivemos antes. Isso não será uma prova para você, porque cada um deve estar convencido por sua própria experiência. Essas histórias mostrarão algumas das maneiras pelas quais os próprios Estudantes Rosacruzes recebem provas. Também como ajudam outras pessoas a descobrir a verdade sobre si mesmas.
A Terra é uma escola de experiência para nós. Devemos retornar à Terra muitas vezes antes que possamos esperar aprender tudo que precisamos para nosso progresso futuro. Não podemos apreender todo esse conhecimento em uma vida, então voltamos à Terra vida após vida, após intervalos de descanso, e retomamos nossas vidas no ponto em que as deixamos, assim como as crianças fazem na escola no dia a dia.
A maioria das pessoas não se lembra de suas vidas anteriores, mas há algumas que se lembram. Os Estudantes Rosacruzes veem algumas de suas vidas de vez em quando enquanto estão dormindo e alguns deles são capazes de se lembrar disso. Não é necessário ter visão espiritual para descobrir sobre as vidas passadas de alguém.
Certa vez, uma senhora me disse que se via como um homem com o uniforme do Exército Continental. A partir disso, ela raciocinou que era um homem em seu Renascimento passado, e que se ela serviu como um soldado no Exército Revolucionário, ela não partiu pelo tempo normal de mil anos antes de retornar ao renascimento para continuar sua educação na escola de vida.
Alguns de seus Renascimentos anteriores foram mostrados a outra Estudante Rosacruz várias vezes, uma vez por um jovem na China que ela reconheceu como um amigo. Ela conversou com esse jovem e se lembrou de ter visto uma certa cortina sendo levantada para revelar uma parede em que as fotos seriam mostradas. Ela se lembrou de sua grande empolgação e interesse ao acordar na manhã seguinte. Embora ela se lembrasse dos detalhes da viagem até a casa, bem como de sua biblioteca e de sua aparência, ela não conseguia se lembrar das vidas passadas que tinha visto.
Mais tarde, durante o sono, ela visitou uma casa chinesa e viu fotos suas em vidas anteriores. Ela se lembrava claramente do homem erudito que lhe mostrou as fotos em Memória da Natureza, e de sua filha atraente que estava na sala ao lado, onde sua amiga a esperava.
Em outra ocasião, enquanto estava fora de seu corpo durante o sono, ela viu algumas fotos suas em vidas passadas. Na manhã seguinte, ela se lembrou de três vidas quando ela era um homem. Em um deles ela tinha cabelos longos e bigodes, um rosto de aparência cabeluda. Ela riu muito quando uma certa senhora mostrou essa foto para ela.
“Há uma forte semelhança comigo em todos eles”, disse ela.
Esse incidente resolveu uma questão que estava na Mente da Estudante Rosacruz há muito tempo. Ela se perguntou como as pessoas podem reconhecer um Ego em muitos Renascimentos, pois cada Ego ganha um novo Corpo Denso cada vez que retorna ao Renascimento. Somos seres individuais, mostramos isso de vida em vida. A semelhança é forte o suficiente para que o Ego seja reconhecido por qualquer um que veja suas vidas passadas mostradas na Memória da Natureza. A Memória da Natureza está localizada na quarta subdivisão do Mundo do Pensamento. Tudo o que já aconteceu em nosso Sistema Solar deixou uma imagem indelével no Éter Refletor ali.
Aqui está uma prova parcial que uma Estudante Rosacruz tem do retorno de um Ego do céu. Ela se lembrou de uma manhã que, enquanto fora de seu corpo durante o sono, ela tinha visitado alguns amigos em seu apartamento. Eles não tinham filhos naquela época, mas o marido estava ansioso para que tivesse um filho ou uma filha.
Os dois amigos viram uma menina aparentemente com cerca de dois anos de idade na sala. Ela estava brincando com o homem e ele estava falando com ela. Havia uma cadeira alta ali e certa vez a criança sentou-se nela e parecia estar esperando que um pouco de comida fosse trazido para ela. Todos estavam felizes e alegres e a criança era querida.
Vários meses depois, a Estudante Rosacruz soube que essas pessoas eram pais de uma menina. Poucos meses depois, ela viu esse bebezinho pessoalmente. Ela acreditava que era o mesmo Ego que ela tinha visto antes do nascimento, mas ela não podia ser assertiva naquele momento. Quando essa criança tinha pouco mais de dois anos, a Estudante Rosacruz a viu um dia, e ela parecia exatamente como a tinha visto naquela noite. Ela tinha certeza de que era o mesmo Ego que ela viu durante o sono. Essa criança sabia que esses eram seus futuros pais e passou algum tempo com eles. Uma criança que teve seus pais selecionados para isso brinca com eles quando estão fora de seus corpos durante o sono, de um a dois anos antes do nascimento. Eles geralmente seguem a mãe. Pessoas com visão psíquica frequentemente veem essas crianças e pensam que elas nasceram e morreram. Isso, às vezes, embaraça a mulher e dá uma impressão errada.
Mais tarde, essa mesma Estudante Rosacruz várias vezes viu um pequeno bebê que mais tarde nasceu como filho de uns amigos dela. Uma vez ela viu esse Ego brincando com o garoto que mais tarde seria seu irmão mais velho. A Estudante Rosacruz também tinha certeza da identificação dessa criança.
Um certo Estudante Rosacruz teve permissão para assistir a três crianças morrendo e voltando a renascer. Citarei uma declaração escrita que ele enviou sobre uma dessas crianças:
“Eu estava lendo um capítulo de um livro sobre o Renascimento e a Lei de Consequência e me perguntei se era mesmo verdade. Eu já era Estudante Rosacruz há alguns anos e queria algumas provas do que havia lido. Eu disse: ‘Queridos amigos que estão me ensinando à noite, ouçam. Estou fora do meu corpo em algum lugar durante o sono, por favor, mostre-me alguém que vai morrer e voltar a renascer’.
Uma senhora veio até mim. ‘Você conhece o filho da Sra. X, que está doente?’, ela perguntou, e eu respondi: ‘Sim’.
‘Bem, você cuida dessa criança, porque ela te conhece’, disse ela. ‘Ele logo vai desmaiar. Você vai renovar sua amizade com ele.’
Conhecendo o garotinho de seis anos, fui à sua casa e conversei e brinquei com ele quase todos os dias quando ele estava se sentindo bem. Ele logo começou a me procurar e a perguntar por mim.
Na próxima vez que vi a senhora que estava me ensinando, perguntei a ela como eu poderia conhecer essa criança depois que ela morresse. Eu disse a ela que não sabia para onde ele iria, que nunca tinha estado no “Mundo das Crianças”, e não sabia onde estava localizado.
‘De agora em diante, até que ele volte como uma menina, você pode vê-lo sempre que desejar, com a visão espiritual, não importa onde você esteja’, disse a senhora. ‘Você também estará com ele todas as noites no “Mundo das Crianças”. Você poderá vê-lo à distância. Ele estará dentro de sua visão até retornar à Terra’.
Esse menininho morreu às 2 horas da manhã. Eu estava ao lado de sua cama em meu Corpo de Desejos e fui com a senhora que o carregou para o Mundo celeste. Na época eu estava totalmente consciente e tinha o uso de todas as minhas faculdades. Eu fui vê-lo muitas vezes à noite, e ele me conhecia tão bem como quando era um garotinho na Terra.
Mais tarde, esse Ego foi para o Segundo Céu, onde ele ficou por alguns dias. Eu fui lá e o segui até o nascimento. Eu o vi quando ele costumava sair por aí com sua nova futura mamãe e pai. Eu vi como esse Ego costumava brincar com sua nova mamãe quando ela estava fora de seu corpo durante o sono.
Os primeiros pais dessa criança não conheciam os novos pais e eles viviam em diferentes partes da mesma cidade. Acontece que eu também conhecia os novos pais. Quando o bebê renasceu, eu a reconheci e ela se tornou uma grande amiga minha. Ela se dirigia a mim sempre que eu ia aonde ela estava.
Passaram-se exatamente dois anos e três meses desde o momento em que ele morreu até que ele renasceu como uma garotinha. Desde aquela época, eu nunca questionei Ensinamento Rosacruz algum. Eu sempre disse, quando algo surgia, que eu não entendia que com o tempo isso ficaria claro para mim, e sempre foi assim.
Também me foi mostrado a vida anterior desse menino quando ele era uma mulher. Naquela época, ela era uma enfermeira em um Hospital. Ela morreu na França ao ser estraçalhada durante a Guerra Mundial. Ela viveu uma boa vida. Ela foi uma enfermeira incansável na linha de frente, onde ajudou a todos com imparcialidade, e deu conta de si mesma tanto em casa como enfermeira na França.
Em uma vida anterior, ela era um homem no sul da Europa, mil anos antes de fazer amizade com seus pais atuais. Os registros de sua vida mostram que ela viveu uma vida boa e útil por quatro vidas. Parece muito provável que esse Ego percorrerá o Caminho Espiritual e viverá uma vida realmente útil. Seu registro na Memória da Natureza mostra que ela nasceu em 1879 e que foi uma das primeiras enfermeiras a ser morta em sua unidade, em 1914. Renasceu em 1918 e morreu em 1924 com a idade de seis anos. Ela renasceu em 1927 como uma menina e ainda está viva e com boa saúde. Ela é uma criança muito brilhante e inteligente.”
Uma Estudante Rosacruz ouviu sistematicamente que um Ego, às vezes, volta para os mesmos pais uma segunda ou até mesmo uma terceira vez. Ela tinha ouvido falar de um caso desse tipo. Ao considerar seus parentes, ela se perguntou sobre alguns primos dela. As fotos de duas dessas crianças eram estranhamente semelhantes. Ela se perguntou se as pequenas Ruth e Mary não eram o mesmo Ego.
Ela pensava nisso com frequência e uma manhã acordou com lembranças maravilhosas do que tinha visto, enquanto dormia fora do corpo. Ela viu uma série de fotos que eram como quadros.
Eram uma espécie de imagens coloridas em movimento que mostravam o Ego da maneira mais bela e realista imaginável. Cada vida começou com a infância e levou o Ego até o momento da morte. A Estudante Rosacruz aprendeu que esse Ego em particular veio aos pais três vezes para ensinar-lhes as lições de amor e bondade.
Primeiro esse Ego veio como um lindo menino de olhos escuros. Ele ficou doente e morreu durante a infância e os pais ficaram aflitos. Em seguida, ele voltou como uma garotinha a quem os pais deram o nome de Ruth. Essa linda criança viveu até os oito anos de idade e depois faleceu com difteria. Os pais estavam distraídos e o pai parecia ter perdido completamente sua crença em Deus. Mais tarde, ela voltou para os mesmos pais, agora outra garotinha loira. Dessa vez ela ficou e sobreviveu.
A princípio, quando a Estudante Rosacruz viu as vidas desse Ego sendo desdobradas por meio da Consciência Jupiteriana, ficou muito interessada, mas não reconheceu quem era o bebê, pois ele vivia antes de ela nascer. Então veio Ruth, e sua vida com seus pais. Quando sua morte foi mostrada e ela renasceu como Mary, a Estudante Rosacruz reconheceu quem era cujas vidas estavam sendo mostradas a ela.
A seguir ela viu Mary como um bebê, que lhe foi mostrada como uma criança feliz vestida com cores brilhantes. Em seguida, ela apareceu como uma estudante ocupada e depois de um tempo como uma bela graduada no ensino médio. Então a cena a mostrou como uma noiva feliz vestida com lindas roupas brancas com o rosto corado e animado. Mais tarde, ela foi mostrada como uma mãe com uma criança pequena. Depois como uma mulher mais velha atraente com uma bela casa.
A cena mudou e ela apareceu como uma viúva, e a atmosfera estava cheia de tristeza e dor. Ela estava vestindo uma túnica marrom escura e parou com a cabeça baixa. Isso significava que ela estava preocupada e aflita. Então ela foi mostrada vestida com um traje preto e andando com passos vacilantes.
Logo ela faleceu e seu corpo jazia em um esquife coberto de preto. A vida tinha seguido seu curso. A vista panorâmica acabou. Foi solene e inspirador. Na manhã seguinte, a Estudante Rosacruz se lembrou de ouvir a palavra réquiem sendo usada em conexão com a cena final.
Quando a Estudante Rosacruz acordou, ela sabia que esta senhora perderia o marido. Com certeza, alguns anos depois, ele tirou a própria vida e deixou sua esposa e filha para enfrentar a vida sem ele.
Cada vez que uma criança nasce, o que parece ser um novo ser humano entra na família. Vemos como a pequena forma vive e cresce, tornando-se um fator importante na vida de várias pessoas por dias, meses e anos. Então, chega um momento em que a forma morre e a vida que a animava passa para os Mundos Invisíveis. A família e os amigos se perguntam tristemente de onde veio. Eles se perguntam por que estava aqui e para onde foi.
Em toda família o Anjo da Morte vem mais cedo ou mais tarde e corta os Cordões Prateados dos respectivos membros e eles morrem um por um. Cada pessoa, velha ou jovem, doente ou saudável, rica ou pobre, deve passar da vida para a morte e deixar seus entes queridos para trás, pelo menos por um tempo. Ao longo dos tempos, as pessoas têm clamado lamentavelmente pela solução do mistério da vida e da morte.
No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” podemos ler e estudar o seguinte: “ Para a grande maioria da humanidade as três grandes perguntas: ‘De onde viemos?’, ‘Por que estamos aqui?’ e ‘Para onde vamos?’ permanecem sem resposta até hoje. Lamentavelmente formou-se a opinião, aceita pela maioria, de que nada podemos conhecer definitivamente sobre tais assuntos do mais profundo interesse para a humanidade. Nada mais errôneo do que semelhante ideia. Todos e cada um, sem exceção, podem tornar-se aptos para obter informações diretas e definidas sobre o assunto; podem pessoalmente investigar o estado do espírito humano tanto antes do nascimento como depois da morte”.
Uma amiga me disse, há alguns anos, que viu sua mãe morrer. No momento em que a sua mãe, o Espírito, se foi, ela viu o que parecia um fino véu cinza subir do topo da cabeça e tomar forma ao lado da cama.
Os Auxiliares Invisíveis, muitas vezes, veem as pessoas morrerem. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma certa casa em que um homem estava morrendo. Eles ficaram no quarto do moribundo e viram a família agrupada em torno dele, chorando de dor. Eles viram o coração do homem bater no lado do ventrículo esquerdo. Então seu peito se ergueu e ele começou a deixar seu corpo pela cabeça.
Parecia que alguém estava puxando um pedaço de gaze cinza de sua cabeça. A passagem para fora do corpo é um processo de desenroscamento, um movimento da esquerda para a direita.
Em poucos minutos o homem tomou forma e ficou ao lado de seu corpo e olhou em volta com surpresa. Ele viu os Auxiliares Invisíveis e eles lhe disseram que ele estava morto e que deveria ir com eles. Os Auxiliares Invisíveis o levaram para o Mundo do Desejo, onde ele começou a rever sua vida.
Certa noite, uma Auxiliar Invisível estava na casa de algumas pessoas na Inglaterra. Ela estava conversando com uma senhora e sua filha na sala da frente de seu apartamento. Houve uma briga entre o marido e a esposa e ele saiu de casa batendo o pé. A Auxiliar Invisível olhou pela janela e viu esse homem vestido com um terno de linho branco. Ele estava usando um chapéu branco. O homem estava parado na beira do telhado de um prédio alto de tijolos do outro lado da rua. Em um instante, ele pulou e caiu no pavimento abaixo, atingindo a cabeça e um lado do corpo. Ele morreu instantaneamente, o Ego ficou ao lado do corpo e observou enquanto um homem e um médico levantavam seu corpo todo quebrado. A Auxiliar Invisível podia ver através da roupa do suicida que a cabeça dele estava esmagada, um braço e uma clavícula estavam quebrados e a coxa estava muito machucada. O corpo flácido e sem vida foi levado para a casa dele, que ele havia deixado com raiva apenas alguns minutos antes. O homem era o marido de quem a esposa estava reclamando com a Auxiliar Invisível apenas alguns minutos antes.
Ele valorizava tão pouco a vida que a destruiu, pensando que a morte acabaria com tudo; mas isso não aconteceu. Esse homem será punido por ter destruído seu Corpo Denso. Ele terá que ficar na região onde os suicidas são mantidos, chamada Região Limítrofe, até chegar o momento em que ele teria morrido de morte natural (ou seja, seu Arquétipo pare de vibrar). Ele terá um sentimento de vazio que lhe causará muito desconforto e infelicidade até que chegue a hora. Depois disso, ele irá para a o Purgatório, onde as pessoas têm seus maus desejos expurgados de seus Corpos de Desejos (resultando na consciência para as próximas vidas). Então, ele ascenderá ao Primeiro Céu para colher a felicidade que ele possa ter conquistado (resultando nos bons hábitos e virtudes para as próximas vidas). Entretanto, muito tempo valioso terá sido perdido.
Conhecemos muitos casos em que Auxiliares Invisíveis viram pessoas morrerem e levaram os Egos para o Mundo do Desejo.
Alguns desses Egos foram pessoas muito boas que viveram vidas de serviço. Eles não tinham medo de morrer. Quando eles viram os Auxiliares Invisíveis que estavam lá para levá-los, eles foram de bom grado. Algumas dessas pessoas perguntaram se os estranhos eram Anjos. Outras pessoas contaram a seus parentes que dois Anjos estavam lá esperando para pegá-los.
Auxiliares Invisíveis viram morrer outras pessoas que ficaram aterrorizadas quando perceberam que estavam prestes a morrer e que tiveram que ser amarradas na cama. Eles tinham vivido vidas perversas e tinham medo de ir. Antes de morrer, eles viram o Mundo do Desejo inferior e, então, perceberam que teriam que colher o que haviam semeado.
Como outra ilustração referente ao conhecimento que temos de que a morte não existe, farei um breve relato do que dois Auxiliares Invisíveis se lembraram certa manhã. Eles foram enviados para algum lugar para ajudar um homem que havia morrido. Ao chegarem na casa dele, viram-no em seu Corpo de Desejos, sentado perto de algumas cortinas vermelhas, em uma poltrona perto de seu Corpo Denso que estava deitado em um caixão próximo. Ele parecia exatamente como quando estava vivo, só que estava muito assustado porque não entendia o que estava acontecendo com ele.
Esse homem estava morto há dois dias e sofrera muito. Ele havia morrido de pneumonia. Em vez de deixá-lo morrer naturalmente, o médico lhe deu hipoglicemias que o puxaram de volta para seu corpo várias vezes e o fizeram sofrer terrivelmente. Depois disso, ele foi embalsamado, o que lhe causou mais dor. Ele tentou dizer ao agente funerário para não fazer isso, mas não conseguiu fazê-lo entender. O pobre homem estava angustiado porque sua família e amigos não podiam vê-lo ou ouvi-lo e estavam interessados apenas em seu Corpo Denso sem vida.
Os Auxiliares Invisíveis tiveram uma longa conversa com esse homem. Eles explicaram tudo sobre o que havia acontecido com ele e falaram sobre as condições pós-morte. Eles foram capazes de ajudar esse homem, e quando ele finalmente entendeu o que aconteceu, ficou muito confortado.
Quando um Auxiliar Invisível se lembra de uma experiência como essa, ele sabe que a morte não existe e que o estado que o mundo chama de morte é apenas uma transição de um mundo para outro e que o espírito continua vivo.
Sabemos que os Ensinamentos Rosacruzes são verdadeiros porque tivemos provas de que as pessoas que passaram da vida física ainda estão vivas, embora não tenham mais Corpos Densos.
Muitos pastores, sacerdotes e padres falam do Céu e dizem a suas congregações que se viverem bem e forem pessoas honestas e prestativas, irão para lá. Ao relembrar muitos anos de frequência à igreja, posso dizer que ninguém realmente me impressionou com esse fato. Sei agora que acredito nos Ensinamentos Cristãos por causa das verdades aprendidas em vidas anteriores.
Os Auxiliares Invisíveis sabem que o Céu existe e que é um lugar tão real quanto esta Terra física na qual estamos morando agora.
Eles sabem porque foram para lá enquanto estavam fora de seus Corpos Densos durante o sono. Por exemplo, um Estudante Rosacruz encontrou sua mãe lá muitas vezes. Ele conversou com ela sobre assuntos de vital importância para ele.
Outra Estudante Rosacruz conheceu seu pai, que morreu quando ela era criança. Ela conheceu e conversou com os três avós que conheceu em vida. Ela conheceu e conversou com pelo menos dez de seus parentes que já faleceram, e estão fora do Purgatório e no Primeiro Céu, ou em alguma outra região do Mundo do Desejo. Ela reconheceu essas pessoas e eles a conheciam, e ela foi capaz de ajudá-los explicando as condições para eles. Um desses Egos era um suicida. Ele agora percebe o terrível erro que cometeu. Ele era uma daquelas pessoas que acreditavam que a morte acaba com tudo. Ele sabe agora que a vida é contínua e que levará muito tempo até que possa continuar como deveria ter feito.
Alguém pode dizer, se o Renascimento é um fato, então deve haver algum lugar onde as pessoas que falecem podem esperar um novo nascimento. Alguém pode ir lá e descobrir quais são as condições?
Sim, há vários lugares para onde as pessoas vão depois de deixarem seus corpos devido a morte aqui. Muitas pessoas sonham em conhecer seus entes queridos e conversar com eles. Esse é um grande conforto para muitas pessoas que choram a perda de entes queridos. Essas pessoas realmente vão ao Primeiro Céu durante o sono e encontram aqueles que desejam ver. Isso é feito todas as noites por várias pessoas.
Os Estudantes Rosacruzes também podem entrar em contato com amigos que já faleceram. Vou falar de dois encontros felizes que conheço.
Um certo Estudante Rosacruz conheceu e conviveu por alguns anos com uma senhora que ensinava na Escola. Ela era bem instruída, tinha uma didática exemplar e ensinava em uma sala cheia de meninos malcriados e mal-educados e, também por isso, mantinha uma disciplina esplêndida com aparentemente pouco atrito. Ela fornecia muitos sanduíches saudáveis para eles, a fim de complementar as refeições que eles tinham e eram poucas em seus lares. Em outra ocasião, ela fornecia bolo e sorvete e vira e mexe trazia um presente de surpresa. Ela conseguiu manter a ordem nessa sala depois que outras sete pessoas tentaram e falharam. Ela tinha uma vontade forte e amava seu trabalho. Ela faleceu há alguns anos depois de uma cirurgia complexa.
Cerca de dez anos depois, essa Estudante Rosacruz a conheceu em uma escola no Mundo do Desejo, onde ela dava aulas, e o encontro foi muito agradável para ambas. Há escolas lá e as crianças são reunidas em classes e ensinadas como nas escolas da Terra.
Nessa ocasião, a Estudante Rosacruz se lembrou de estar em uma sala de aula. Uma criança que ela conhece bem entrou e deu a ela uma torta de morango fresca feita de material de desejo. A Estudante Rosacruz atravessou o corredor e dividiu a torta com a amiga que também ensina crianças. Essa Estudante Rosacruz não via a amiga há mais de dez anos e não pensava nela há algum tempo, mas o reconhecimento foi mútuo.
Quando estamos fora dos nossos Corpos Densos à noite, estamos vestidos com nossos Corpos de Desejos e apresentamos a mesma aparência que temos durante o dia. As pessoas que falecem mantêm seus Corpos de Desejos até que deixem o Primeiro Céu. Depois disso, elas descartam os Corpos de Desejos e funcionam no invólucro da Mente, no Segundo Céu. Elas carregam consigo o Átomo-semente de cada Corpo: do Corpo Denso, do Corpo Vital e do Corpo de Desejos. Podemos dizer que eles retêm a quintessência dos três veículos descartados da consciência. É por isso que é fácil reconhecer seus amigos, vivos e mortos, no Mundo do Desejo.
Uma Estudante Rosacruz estava no Mundo Celestial uma noite enquanto estava fora de seu corpo durante o sono. Ela foi para uma Escola de crianças. Ela foi levada para uma certa sala e lá ela encontrou uma velha amiga dela que ensinava na Escola de crianças do Céu há mais de trinta e cinco anos.
Enquanto esteve na Terra, essa senhora foi uma notável professora do ensino primário. Ela se formou na escola normal e, em seguida, obteve uma posição em sua cidade natal. Ela permaneceu lá até pouco antes de sua morte. Ela ensinou por muitos anos e teve esplêndido sucesso.
Seus alunos estavam felizes e contentes. Ela descobriu que não era uma mulher normal fisicamente, então ela nunca se casou. Em vez disso, ela dedicou seu tempo e capacidade para aperfeiçoar o seu ensino.
Algumas Irmãs Leigas a introduziram na Escola de crianças. Ela aceitou imediatamente, pois adorava crianças. Ela derramou seu amor sobre eles, pois sabia que não poderia ter seus próprios filhos. A maioria de seus alunos da escola diurna a seguia para o Mundo Celeste à noite e não queria deixá-la para entrar na próxima série. Ela não sabia nada sobre os Ensinamentos Rosacruzes, exceto o que ela havia aprendido enquanto estava fora de seu corpo, durante o sono, com as Irmãs Leigas que cuidavam dela.
O Corpo-Alma dessa senhora cresceu e se desenvolveu lindamente e seu Átomo-semente estava limpo quando ela faleceu devido a uma doença incurável. Então ela passou direto pelo Purgatório e foi para o Primeiro Céu. Desde sua morte, ela tem ensinado como antes na Escola de crianças. A amiga Estudante Rosacruz descobriu que essa senhora deveria ir para o Terceiro Céu e fazer a preparação para o renascimento. Então seu lugar teve que ser preenchido por outra pessoa.
A amiga que visitou a sala dessa professora observou atentamente seus métodos de ensino e seus materiais. Ela fez muitas perguntas acerca de tudo. A professora explicou tudo sobre seu trabalho e contou como ela ensinou sua classe. Ninguém pode convencer essa Estudante Rosacruz de que não vivemos e servimos após a morte se nos habilitamos para o serviço aqui. Ela sabe que o Céu é um lugar muito real.
Agora vamos contar algumas histórias verdadeiras de pessoas reais para que você
possa ver como a Lei de Causa e Efeito, ou Lei de Consequência, funcionaram na vida de várias pessoas. Isso pode ajudá-lo a perceber que o renascimento é um fato e que somos a causa de todas as nossas falhas e defeitos.
Cerca de cinco anos atrás, alguns Auxiliares Invisíveis conheceram uma senhora que fundou um lar para as pessoas solitárias. Ela estava de pé ao lado de seu caixão imaginando o que ia acontecer com ela. Ela viu os Auxiliares Invisíveis e perguntou quem eles eram e eles disseram a ela.
“Eu me pergunto se fiz o meu trabalho pretendido, e caso positivo, eu o fiz bem?”, ela perguntou.
“Eu não sei, mas espero que sim”, respondeu um dos Auxiliares Invisíveis. “Como você começou este lugar?”
“É uma longa história”, disse ela. “Quando eu tinha dezoito anos, me apaixonei por um homem. Ele foi embora e me deixou. Depois disso, voltei a ajudar pessoas em apuros. Tentei aliviar a mágoa em meu peito. Tentei esquecer minha decepção, mas hoje está tão fresco quanto no dia em que aconteceu. Eu estive em praticamente todos os lugares do mundo. Eu corri todos os tipos de perigo esperando que algo me matasse para aliviar minha mágoa. Eu sempre continuei ajudando os outros, independentemente de quem eles fossem. Eu nunca tive nenhuma restrição imposta a mim até que eu cheguei a esta cidade. Veio-me em um sonho começar esta casa, e consegui outras pessoas para ajudar no trabalho. Muitas vezes tive que ir embora para esconder minha miséria. Por que você acha que tive que sofrer assim?”
“A Memória da Natureza revelará a causa”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, descubra para mim”, disse a senhora.
Alguém mostrou à senhora e aos dois Auxiliares Invisíveis a causa de decepção dela. Eles viram como duas vidas antes disso, quando ela era uma mulher persa muito bonita, ela conquistou os corações de muitos homens bonitos e os deixou de lado. Finalmente, ela encontrou alguém que realmente a amava. Ela o rejeitou e ele se tornou um monge. Esse monge viveu uma vida digna e se tornou um Iniciado.
Quando ele estava prestes a morrer, ele clamou por ela, e essa senhora foi chamada. Ela era então uma velha senhora de oitenta anos e ele tinha oitenta e nove anos. Ela chegou ao mosteiro com alguma dificuldade, pois tinha problemas de locomoção, e ele morreu em seus braços, contando-lhe sobre seu amor que ele não conseguiu conquistar.
Ela chorou e disse que sentia muito, mas aquela vaidade e orgulho a dominaram. Outros Iniciados que estavam presentes quando este bom homem morreu lhe disseram que algum dia ela teria que sofrer como o fizera sofrer. Ela disse: “Como posso fazer isso quando estou velha e sozinha e sem um tostão?”. Ela faleceu, lamentando não ter se casado quando teve a oportunidade.
Quando ela voltou como um homem, ela trabalhou duro e tornou-se próspera. Como homem, ela estava bem e adquiriu propriedades consideráveis, mas teve uma vida sem amor. Ela ajudou muitas pessoas infelizes e fez muitos amigos para esta vida presente. O Iniciado nunca a conheceu naquela vida, mas ele a ofuscou nesta vida e manteve muitos ferimentos dela em sua busca pela morte.
Eles nunca se conheceram pessoalmente nesta vida, pois ele estava muito à frente dela.
Um dos homens que a odiava por recusar seu amor duas vidas antes a conheceu, e ela se apaixonou por ele. Então ele rejeitou o amor dela e a deixou. Seu sofrimento fez com que ela ganhasse muito crescimento de alma e ela quase conseguiu purificar seu Átomo-semente.
Depois que esta senhora viu fotos de suas duas vidas anteriores, ela quis saber por que eles tiveram que queimá-la quando colocaram aquele fluido de embalsamamento em seu corpo depois que ela morreu. “Isso me queimou terrivelmente e depois me congelou”, disse ela.
O Auxiliar Invisível explicou tudo sobre os maus efeitos do embalsamamento para essa pobre senhora.
“Pensei que quando uma pessoa morria ela não sabia de nada”, disse ela. “Estou realmente morta? Tentei dizer ao agente funerário que eu não estava morta, e que ele me machucou, mas ele não me viu, nem me ouviu. Ficarei aqui o tempo todo ou irei para outro lugar? Se eu vou embora, quando irei?”
O Auxiliar Invisível explicou tudo para ela e ela ficou surpresa.
“Por que não fomos ensinados corretamente?”, ela perguntou. “Não há muitos milhares de pessoas que estão enganadas em suas crenças sobre as condições pós-morte? E não há como informá-las?”
“Sim, algumas pessoas tentam contar a outras”, disse ele, “mas elas não acreditam até que morram. Quando estão vivas, não estão interessadas.”
“Eu gostaria de ir a algum lugar e me deitar e descansar”, disse a senhora, “estou ficando cansada e com sono.”
“Você não quer esperar e ver o seu funeral?”, ele perguntou,
“Não, eu não me importo com isso”, ela respondeu.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis a levaram para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu e a deixaram. A essa altura, ela estava com muito sono para notar qualquer coisa.
Cinco anos depois, a senhora Auxiliar Invisível lembrou-se de encontrar essa senhora novamente. Ela mudou muito e agora é uma Auxiliar Invisível e pode ajudar as pessoas vinte e quatro horas por dia. No momento dessa última reunião, a senhora Auxiliar Invisível, que a havia ajudado a levá-la para a entrada do Mundo do Desejo onde fica o Purgatório e o Primeiro Céu, estava fora de seu corpo durante o sono ajudando onde podia. Ela conheceu um rapaz em apuros debaixo de um viaduto. Alguns outros garotos o pegaram e queriam machucá-lo. A senhora Auxiliar Invisível não conseguiu que os meninos o soltassem. Ela pediu ajuda por meio do pensamento e essa senhora veio e se materializou na frente dos meninos. Isso os assustou tanto que soltaram o menino aterrorizado que estavam segurando, e ele fugiu o mais rápido que pôde. Os dois Auxiliares Invisíveis se lembraram e ficaram muito felizes ao pensar que haviam se encontrado novamente na mesma cidade.
Algum tempo atrás eu vi uma foto de um homem com um crescimento ósseo na testa que muito assemelhava um chifre de vaca e que morava em algum lugar da África.
Naturalmente, eu me perguntei o que poderia ter feito esse homem desenvolver um chifre na testa. Estando interessado nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, eu sabia que não era um acidente da natureza, mas que era o resultado de nossas vidas passadas. O chifre não pode ter sido causado por um golpe na cabeça. Algo em vidas passadas deveria ser a causa dessa anomalia.
Mais tarde, consegui obter algumas informações sobre esse Ego, o que explica o estranho crescimento desse apêndice parecido com um chifre em sua cabeça. A Memória da Natureza revelou a verdadeira causa. Duas vidas antes da presente vida, esse jovem era um pastor líder de uma igreja. Quando uma vaca ou um touro se tornava indisciplinado, ele os punia de maneira muito cruel. Ele tinha um dispositivo que poderia prender em cada chifre. Com uma tira curta de couro cru, ele enfiava um pedaço de pau nele, torcia-o e arrancava os chifres da cabeça do animal ou os partia. Isso causava um sofrimento terrível às pobres criaturas.
Um homem veio até ele um dia do nada e disse que ele havia feito atos cruéis suficientes para uma vida. Esse homem era um Auxiliar Invisível avançado.
“Se você quebrar outro chifre, será severamente punido”, disse o homem.
Esse homem assustou o chefe dos pastores e ele parou com suas más ações, mas nunca fez nenhuma restituição. Ele ainda era cruel e insensível para com todos os animais. Podia ter feito um curativo nas feridas daquelas pobres criaturas que mutilara, mas não o fez.
Em sua próxima vida, ele era uma mulher e morava no mesmo local ou em uma localidade semelhante no mesmo país. Ela nunca se casou.
Ficou com os pais e teve uma vida difícil, pois eles eram muito exigentes com ela. Ela tinha medo de todos os animais.
Quando esse Ego voltou em um corpo masculino nessa vida, ele aparentemente era uma criança normal. Quando tinha sete anos, época em que nasce o Corpo Vital, ocorreu uma mudança. Um crescimento de um calombo apareceu em sua testa e continuou a crescer.
Depois de atingir um certo estágio, ele se abriu e causou fortes dores. Esse crescimento parece um chifre enorme, e ele foi chamado de homem com chifres.
Seus companheiros da aldeia em que morava perceberam que isso é uma punição por alguma crueldade do passado. Olhe para esse homem através do seu olho imaginário e pense na condição em que ele se encontra. Nós nos perguntamos se ele vai liquidar essa dívida. A dor severa em sua cabeça o tornará humilde e gentil com todos os seres vivos e terá o desejo de ajudar a todos, ou o tornará muito cáustico e ressentido. Só os Senhores do Destino podem dizer. Só há uma solução possível. Ele deve dedicar muitas vidas de serviço a toda a humanidade e aos animais para pagar essa enorme dívida de Destino Maduro.
Olhando para ele com os olhos da Mente, você pode ver um olhar assustado e apreensivo em seu rosto. Para se livrar desse medo, ele deve deixar aquele lugar e aquelas pessoas e encontrar algum lugar onde possa estar entre estranhos e viver uma vida de serviço à humanidade e aos objetivos. Dessa forma, ele pode expiar os pecados de seu passado quando torturou animais duas vidas atrás. Assim, ele ganhará o direito de ser ajudado pelos Irmãos Maiores. Eles podem enviar um Auxiliar Invisível para trabalhar em seu Corpo Vital e fazer com que essa coisa parecida com um chifre desapareça com o tempo.
Se esse Ego nunca tivesse vivido antes, certamente não seria justo e honesto que Deus permitisse que ele nascesse em um corpo que produziria um crescimento ósseo tão doloroso. Ele deve ter vivido antes e merecido essa condição atual. Sabemos que alguns Egos nascem em corpos finos e fortes em bons ambientes, onde recebem todas as vantagens e desfrutam de muitas bênçãos.
Se a Lei da Renascimento não é um fato, não podemos encontrar uma razão satisfatória para esse Ego ter tal desvantagem na corrida da vida. Se esse Ego fosse uma alma recém-criada vindo das mãos de Deus para viver uma vida na Terra e depois passar pelo portão da morte para entrar nos Mundos invisíveis, para nunca mais voltar, certamente seria injusto e cruel. Isso é contrário a todos os ensinamentos da Bíblia, em que nos é dito que Deus ama todos os seus filhos e é justo com todos. O Apóstolo São Paulo disse: “Porque cada um levará o seu próprio fardo”.
É evidente que o homem com esse crescimento ósseo que lembra um chifre deve carregar seu próprio fardo porque ele o trouxe sobre si mesmo, por suas próprias ações.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem que havia desmaiado e caído no chão. Ele era um faroleiro e estava sozinho no farol. Ele havia escorregado e caído. Ao cair ele bateu o lado de sua cabeça em uma pedra. Um abscesso gradualmente se formou em sua orelha direita. A dor havia se tornado tão grande que ele desmaiou.
Os Auxiliares Invisíveis foram até ele e abriram o abscesso para que pudesse drenar. Eles o colocaram na cama e o acordaram. Quando ele viu a Auxiliar Invisível sorrindo para ele, ele deu um pulo. De repente, ele percebeu que estava vestido apenas de cueca. Ele ficou confuso e puxou um cobertor sobre seu corpo.
“Como você chegou aqui?”, ele perguntou. “Estamos a doze quilômetros do continente e é impossível chegar a este lugar em um rebocador, a menos que se conheça o caminho. Você deve ser um Anjo. Eu pedi a Deus para me ajudar, antes de perder a consciência, para passar minha vida aqui e porque eu não poderia me encaixar em nenhum outro lugar. Eu era bom na escola e consegui um diploma universitário.”
Então, a Auxiliar Invisível começou a enviar pensamentos ao seu companheiro perguntando-lhe o que dizer ao homem. Ele disse a ela para pedir a uma Irmã leiga que eles conhecem para mostrar a ela o que ela poderia explicar para o homem solitário. Ela pegou uma cadeira e sentou-se e pegou a mão do homem. O outro Auxiliar Invisível disse a ela para se sentar na beira da cama e ficar mais confortável. A Irmã Leiga acessou a história das vidas anteriores desse homem. Foi mostrado à Auxiliar Invisível, via Memória da Natureza, como na vida passada aquele homem, que veio como mulher, se tornou um recluso. Quando jovem, decepcionou-se com um amigo, que era um mero menino, com cerca de treze anos. Ela não conseguiu superar sua decepção e ficou profundamente magoada até morrer aos oitenta e nove anos. O menino tentou recuperar sua confiança, mas não conseguiu. Ele foi embora e depois se casou e teve uma família.
Consequentemente, esse Ego como mulher não tinha ligação com ninguém e permanecia sozinho. O Auxiliar Invisível disse ao faroleiro para sair pelo mundo e fazer contato com as melhores pessoas, ajudar todos que encontrasse e ser gentil com os animais. Ele tinha apenas trinta anos e dispunha de uma longa vida pela frente e podia fazer muito o bem ainda.
O homem viu sua vida como ela explicou a ele. Ele ficou surpreso ao saber que tinha vivido antes. A Auxiliar Invisível explicou seus ensinamentos a ele e ele os aceitou prontamente. Ele queria saber quem era a Auxiliar Invisível e de onde ela vinha.
“O que é o céu e onde está?”, ele perguntou.
O Auxiliar Invisível disse a ele o que ele queria saber. Depois disso, ela lhe disse que enviaria alguém do continente para ajudá-lo e desapareceu.
“Eu fui uma mulher”, disse para si mesmo. “Já vivi antes e vou viver de novo. Bem, vou viver esta vida de tal maneira que minha próxima seja mais útil. Quero estar em melhores circunstâncias quando voltar. Que estranho ser mulher e viver na Normandia, França, por volta do ano 1000 DC!”.
Em seguida, a Auxiliar Invisível foi ao escritório do farol e da estação de salvamento. Ela disse ao capitão, na recepção, para enviar alguém para esse faroleiro, pois ele estava doente.
“Como você sabe?”, o homem perguntou.
“Ele orou a Deus por ajuda e meu companheiro e eu fomos enviados para ele”, respondeu ela.
O homem riu e olhou para ela novamente. “Ora, senhora!”, ele exclamou. “Você é bonita demais para estar bebendo assim.” Ele achou que ela não sabia do que estava falando.
A Auxiliar Invisível desapareceu e as palavras congelaram em seus lábios e os outros homens na sala se levantaram como se estivessem inquietos. A Auxiliar Invisível apareceu em seu Corpo de Desejos com sua aura externada, e o homem se ajoelhou. “Com licença, Anjo”, ele disse, “eu não sabia.”
“Levante-se”, disse a Auxiliar Invisível. “Seus registros não mostram que alguém já relatou a doença de um faroleiro, mas há muitos casos registrados em que faroleiros foram encontrados mortos. Agora envie alguém para ajudar este homem.”
O capitão enviou um médico e um enfermeiro ao guarda-costas e eles partiram em um barco da guarda costeira.
Assim, você pode ver que quando esse Ego se tornou um recluso em uma vida, ele preparou o caminho para uma futura vida solitária. O destino o colocou em uma posição onde ele estaria sozinho. Ele se tornou um faroleiro, mas essa vida não o satisfez.
No futuro, esse jovem vai trabalhar, arduamente, para superar sua limitação. Com o tempo, ele se tornará sociável e amigável com todos que encontrar e, em uma vida futura, terá uma vida mais normal e feliz. Seu passado construiu o presente e tenderá a influenciar sua vida futura. A lição que devemos aprender com esta história é que não devemos permitir que nos tornemos reclusos e nos isolemos.
Agora vou contar a história de um homem que se tornou rico por meio de fraudes e enganos. Você verá o que aconteceu com ele uma noite quando ele se recusou a lidar de forma justa com seus trabalhadores agrícolas. Você também verá como ele destruiu sua vida futura aqui na terra por sua crueldade com os outros.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados ao interior de um dos estados do sul para ajudar alguns doentes de quatro famílias.
Essa grande fazenda ficava a cerca de oito quilômetros de uma ferrovia e havia muitas famílias pobres e de cor negra morando nela. Os Auxiliares Invisíveis foram para uma família em uma casa de toras construída sobre tocos. A Auxiliar Invisível bateu na porta e entrou.
As pessoas que moravam lá ficaram surpresas ao vê-la. Eles inventaram muitas desculpas para a maneira como estavam vivendo. Um velho e uma menina de quatorze anos estavam doentes na cama.
A casa estava limpa, mas as pessoas eram tão pobres que não tinham o que comer. Disseram que nem o patrão nem o capataz lhes dariam nada para comer porque não havia o suficiente deles trabalhando para pagar a comida e as roupas.
“Vá e chame o chefe”, disse um Auxiliar Invisível ao jovem da família.
“Tenho medo de que o chefe me chicoteie”, disse ele.
O Auxiliar Invisível mandou um pensamento para o chefe ir até aquela casa.
Dali a pouco, ele entrava com o chicote na mão e perguntando: “Qual é o problema aqui?” Ele olhou em volta e se virou para o velho. “Você está orando de novo?”, ele perguntou e começou a chicotear esse homem doente.
“Só um momento”, disse a Auxiliar Invisível. “Fui eu que mandei chamar você. Quero que você dê comida e roupas a essas pessoas. Você não deve cobrar isso deles, ou das outras pessoas nesta fazenda que vamos ver esta noite.”
O homem ergueu o chicote para golpear a estranha e disse: “Por que você…”, e então parou. Seu braço caiu para o lado e seus olhos se arregalaram e ele começou a tremer. O outro Auxiliar Invisível havia pedido que seu braço ficasse inerte temporariamente para lhe ensinar uma lição.
A Auxiliar Invisível expandiu a sua aura e isso tornou o quarto tão claro quanto o dia e a luz das velas não foi vista.
“Eu não sabia que você era um Anjo”, disse o chefe. “Achei que você fosse uma daquelas mulheres intrometidas da cidade. Essas pessoas não têm crédito para comprar coisas aqui. Só uma delas tem crédito.”
“Você tirou mais deles do que eles já receberam”, respondeu o Auxiliar Invisível agradavelmente.
O homem tornou-se mais corajoso e disse: “Eles não vão conseguir nada de mim, e se você não sair eu vou chicoteá-lo, Anjo ou não. Agora saia”.
A Auxiliar Invisível não se moveu, o chefe tentou golpeá-la, e seu braço ficou preso no ar. Ela subiu e pegou o chicote e o quebrou. O chicote tinha um pedaço de ferro no cabo para que pudesse ser usado como um porrete para golpear alguém.
Os Auxiliares Invisíveis pediram ajuda para lidar com esse homem perverso.
Uma Irmã Leiga muito elevada veio e se encarregou da situação imediatamente. “Você deve alimentar e vestir essas pessoas e dar-lhes cuidados médicos, ou terá o mesmo destino agora.”
Ela disse: “Você vai fazer isso?”
“Não, não vou”, respondeu o chefe.
“Você não vai considerar sua própria família?”, ela perguntou. “Você não vai considerar essas pessoas pobres nesta fazenda?”
“Não, eles não vão conseguir nada, a menos que trabalhem para isso”, respondeu ele.
“Bem, você selou seu próprio destino”, disse a Irmã Leiga.
“Você pode ir para casa.” O braço do homem caiu e ele saiu rapidamente da casa, montou no cavalo e foi embora.
A Irmã Leiga assistiu ao velho e à menina. “Você terá comida e roupas esta noite”, ela prometeu.
Não muito depois disso, os Auxiliares Invisíveis ouviram o sino da fazenda tocando.
Eles olharam para fora da porta e viram a luz de uma grande fogueira.
A casa do chefe estava pegando fogo. Não havia água para apagar o fogo, então a casa pegou fogo.
A Irmã Leiga disse aos pobres que arrombassem a loja e pegassem comida e roupas, pois ela também pegaria fogo.
Eles assim fizeram e não muito tempo depois a loja foi incendiada pelas chamas da casa.
A Irmã Leiga disse a todos os pobres que deixassem a fazenda.
Ela disse que eles iriam encontrar trabalho na cidade em que iriam parar. Ela lhes disse para irem para um dos estados do norte ou do oeste e viverem bem longe desse lugar.
O patrão veio até a Irmã Leiga e implorou que ela tivesse misericórdia dele e ele disse que seria bom para todos. Você vê, ele finalmente percebeu que havia precipitado sua punição por uma vida má por sua recusa em lidar com justiça com seus trabalhadores.
“Você teve sua chance e recusou”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram até as outras três famílias, ajudaram os doentes e mandaram que saíssem da fazenda.
Algumas noites depois, os Auxiliares Invisíveis visitaram novamente esta grande fazenda.
Eles descobriram que todos os trabalhadores tinham ido embora com suas famílias.
Eles viram o chefe e sua família morando em uma das velhas cabanas de madeira. Ele tinha uma esposa e dois filhos. Essas crianças estavam indo para a cidade para a escola em seu carro Ford.
A Irmã Leiga disse aos outros Auxiliares Invisíveis que o homem tinha dinheiro no banco, bastante gado e porcos, e cerca de mil fardos de algodão em um armazém. “Esta grande fazenda nunca vai fazer bem a ele agora”, disse ela. “Ele será reduzido à pobreza e à necessidade. Sua esposa e filhos tomarão o que ele tem e o deixarão. Ele obteve sua riqueza por fraude e perderá tudo.”
Podemos ver que esse homem será muito infeliz. Esperamos que ele se arrependa e faça a restituição que puder, para que não tenha que passar muito tempo no Purgatório. Se ele não fizer isso, podemos ter certeza de que ele será severamente punido no Purgatório e terá pouco para desfrutar quando finalmente chegar ao Céu. Em sua próxima vida, ele provavelmente será pobre e sem amigos, já que não tentou ser amigável ou gentil nesta vida.
Nosso futuro depende em grande parte de nossas vidas passadas e presentes.
Devemos ter muito cuidado com o que dizemos a estranhos, pois eles podem ser seres elevados ou avançados que vieram para nos ajudar ou para nos testar com algum propósito. Conhecemos todas as pessoas com quem conversamos no nosso dia a dia? Sabemos se são seres humanos comuns, Anjos ou Auxiliares Invisíveis?
Conheço várias pessoas que conheceram Auxiliares Invisíveis.
Em um caso, a pessoa sentiu algo muito estranho e incomum sobre um velho que ela conheceu enquanto estava fora de casa. Mais tarde ela descobriu que ele era um Auxiliar Invisível.
Ela o encontrou várias vezes à noite quando estava fora do corpo dela durante o sono. Ele confirmou a crença dela de que lhe apareceu em um corpo materializado. Duas outras pessoas reconheceram tais visitantes por seus Corpos de Desejos, e uma delas perguntou a um homem se ele não era mais do que humano e ele disse: “Sim”.
Nossos Corpos Densos presentes também são o resultado de nosso passado. Nossos Corpos futuros dependerão do que fizermos hoje. Se tentarmos tornar nossos Corpos fortes e bonitos, melhoraremos nossos Arquétipos. Então, quando renascermos, teremos Corpos Densos melhores. Muitas das pessoas que se destacam nos esportes hoje eram corredores, nadadores e arremessadores de disco gregos nos Jogos Olímpicos na Grécia há muito tempo.
Aqui está a história de uma garota com pernas muito longas que estava prestes a se matar por causa de sua falta de um corpo normal que ela foi responsável por formar em uma vida passada.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma menina para ajudá-la. Sua família tinha muito dinheiro e ela era bonita. Ela estava nas profundezas do desespero e estava prestes a cometer suicídio. Ela estava sentada, ao lado de sua cama, de camisola segurando um copo contendo cianeto de potássio e outro contendo água que ela pretendia misturar. Os Auxiliares Invisíveis foram até ela.
“Minha linda, não faça mal a você”, disse um deles.
A garota se virou rapidamente para ver quem falava. Os Auxiliares Invisíveis estavam de pé com suas auras expandidas. Eles se aproximaram e se sentaram, um de cada lado dela.
“Querido Anjo, por que devo ser assim?”, ela perguntou à Auxiliar Invisível. “Por que eu fui feita assim?”, e ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis suas pernas que eram muito longas, mas bem torneadas.
“Filha, você não tem nada com que se preocupar”, disse o Auxiliar Invisível. “Ora, você tem um belo par de pernas.”
“Não, eu não tenho”, ela respondeu. “Não posso atrair nenhum namorado, e não posso comprar meias que me sirvam. Por que Deus me deu essas pernas?”
“Deus não teve nada a ver com isso”, disse ele. “Foi você.”
“Como eu tenho alguma coisa a ver com o tamanho do meu corpo?”, a menina perguntou.
O Auxiliar Invisível pediu que pudesse ser mostrada a ela, pela Consciência Jupiteriana, enquanto ele falava com ela. Ele pegou uma das mãos da garota e a Auxiliar Invisível pegou a outra.
“Não se deve colocar o coração em nada com muita determinação”, disse ele. “Pois quando ele consegue o que quer, pode não querer. Isso é verdade no seu caso. Na época você queria pernas longas, era uma honra ter tais tipo de pernas. Mil anos atrás você era um homem e vivia em um país que era propriedade da França e depois da Alemanha. Era considerado uma grande honra ter uma grande barriga e pernas longas naquela época.
“Durante muitas vidas anteriores você desenvolveu um corpo bem construído de tamanho normal, e quando você renasceu na Alemanha você se tornou uma mulher bonita com um corpo bem formado. Caminhava, corria e fazia massagens para desenvolver as pernas.
Na sua velhice, você morreu ainda desejando pernas longas. Você pertencia a uma família aristocrática e teve tempo de sobra para quebrar e destruir o bom trabalho que fez em suas pernas por muitas vidas. Se você tivesse vivido cerca de vinte anos a mais, teria alcançado seu objetivo. Você morreu sem alcançar seu propósito.
“Você recebeu sua recompensa nesta vida, quando a agilidade é o estilo e a moda atuais para os corpos humanos, bem como para automóveis e trens. Agora, a única coisa que você pode fazer é se reconciliar com suas pernas, massageá-las e aproveitar a vida. Ande por todos os lugares que puder, pois isso consumirá o excesso de gordura. Então, quando você voltar em sua próxima vida, terá o tamanho normal.”
“Quero me casar e ter uma família”, disse a menina.
“Faça isso”, disse o Auxiliar Invisível. “Agora você sabe por que tem pernas longas. Fui enviado para lhe dizer que você tem trabalho a fazer. Você deve fazer trabalho social entre os pobres de todas as raças. Ajude-os a conhecer a Deus e encontrar uma maneira melhor de viver, e você receberá uma recompensa algum dia.”
“Gostei da ideia e vou conseguir um emprego de assistente social”, prometeu a menina. “Diga-me quem você é e sobre o seu trabalho. Como é o céu? Como é o inferno? Existem muitos Anjos e Arcanjos?”
“Céu e Inferno são o que fazemos deles”, disse o Auxiliar Invisível.
“Há mais Anjos do que seres humanos, e há mais Arcanjos do que seres humanos.”
“Como você entrou na casa?” ela perguntou.
“Podemos atravessar paredes de madeira, pedra ou gesso”, respondeu um Auxiliar Invisível. “Viemos para lhe contar sobre o nosso trabalho.”
“Oh, eu gostaria de saber o que você sabe!” a menina exclamou.
“Eu quero fazer o que você pode fazer.”
“Você pode caso queira viver uma vida boa, útil e limpa. Não coma carne animal, nem fume, não tome bebidas alcoólicas e nem use peles”, continuou ele. “Casar e ter uma família.”
“Farei o que você me disser, mas o que devo fazer com meu casaco de pele de foca?”, ela perguntou.
“Você pode vendê-lo ou doá-lo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
Depois disso os Auxiliares Invisíveis foram embora, deixando a menina muito feliz.
Não muito tempo atrás, um famoso cantor de ópera morreu. Disseram-me que ele,
foi uma boa cantora por três vidas. Duas vidas antes de sua vida nos tempos modernos, ela era uma mulher na França com uma voz doce. Ela o desenvolveu o melhor que pôde. Quando ela renasceu cerca de mil anos depois na Itália, ela era um homem que tinha uma voz fina e forte que foi desenvolvida em alto grau.
Então, quando ela renasceu novamente, ela se tornou uma cantora de ópera e tornou-se proeminente quando tinha apenas quinze anos. Ela atingiu seu apogeu nesse renascimento e era conhecida em todas as terras modernas. Em outras vidas ela desenvolverá outras faculdades e talentos.
Muitos anos atrás, um Ego, que estava destinado a fazer maravilhas com as plantas, nasceu na parte leste dos Estados Unidos. Ele era um menino esbelto que falava com uma voz calma. Ele começou a ajudar sua mãe no jardim quando era muito jovem, pois amava todas as coisas que cresciam.
Quando cresceu, foi para o oeste e desenvolveu novos tipos de frutas, nozes e bagas. Ele melhorou e desenvolveu muitas belas flores, grãos e gramíneas, e cultivou novos tipos de vegetais. Ele fez muitas coisas maravilhosas com o cultivo de plantas que surpreenderam os muitos visitantes que foram vê-lo em seu trabalho.
Ele também escreveu vários volumes sobre os resultados de seus muitos experimentos para ajudar outros que estivessem interessados nessa linha.
Ele fez muito para ajudar o reino vegetal e a onda de vida humana.
É interessante saber como as vidas passadas dele ajudaram a determinar aquela que terminou há alguns anos. Foi-me dito que esse homem era o horticultor chefe sob um dos faraós no Egito duas vidas atrás, quando ele era um homem. Em sua próxima vida como mulher, ele viveu na Babilônia no crescente fértil. Essa era a vida antes da atual. Como mulher, ele se interessou por plantas e foi contratado pelo governo como horticultor.
Não é interessante saber que esse Ego avançado passou pelo menos três vidas trabalhando para desenvolver o reino vegetal? Isso não nos mostra como uma vida leva à outra e como influenciamos nosso futuro, por meio de nosso trabalho, no passado? Muitas pessoas sabem que o renascimento é um fato porque se viram em outros corpos que tiveram em vidas passadas e isso é uma evidência muito convincente.
Aqui está uma história incomum de duas pessoas aflitas que se viram em suas vidas passadas. Foram-lhes mostradas a razão de seus problemas e foram curadas de suas aflições por alguns Auxiliares Invisíveis.
Num dia de inverno, um homem, que é um Auxiliar Invisível, foi dormir. Então ele foi até o nordeste do país e fez algo que nunca havia feito antes. Estava muito frio e escorregadio e as pessoas tinham dificuldade para se locomover. O Auxiliar Invisível conheceu um jovem de cerca de vinte e quatro anos que tinha um cão Collie, o mais bonito que o Auxiliar Invisível já tinha visto em sua vida. O homem era cego e o cachorro o conduzia.
O homem escorregou e caiu. O Auxiliar Invisível o ajudou a chegar em casa e depois ajudou a mãe dele a colocá-lo na cama. O homem estava cego há cerca de doze anos. A cegueira foi causada por um ferimento na cabeça. O jovem ficou muito abalado com isso e sua mãe estava muito preocupada com ele.
Ela contou ao Auxiliar Invisível sua história de vida. Ela disse que se casou bem, mas seu marido morreu quando seu filho tinha dez anos. Tornaram-se amigos e eram muito felizes juntos.
Então seu filho foi ferido e ficou cego. Ela disse que gastou muito dinheiro com o filho, mas ele não foi ajudado. Agora ele estava ferido novamente, por ter batido a cabeça.
O Auxiliar Invisível sentou-se e conversou com o pobre homem e sua mãe sobre seus ensinamentos. Ele conseguiu que ambos vissem seu ponto de vista e eles concordaram com ele.
De repente, a senhora disse: “Desculpe-me um momento”“
Ela foi embora e voltou com uma senhora e sua filha que moravam perto. “Por favor, diga a esta senhora o que você me disse”, disse a mãe do homem. “Sinto muito, mas sua filha não pode ouvi-lo, mas ela pode ler lábios”, disse a senhora.
“Todos me ouvirão quando eu falar”, respondeu o Auxiliar Invisível.
A garota ficou animada e escreveu em seu bloco: “Eu posso ouvi-lo”.
O Auxiliar Invisível então contou a essas pessoas sobre os Ensinamentos Rosacruzes e relatou duas ou três de suas experiências.
Então a garota surda e muda escreveu: “Oh, eu acredito nele.”
“Sempre pensei que, quando o destino era cruel com alguém, ele deveria permanecer como estava”, disse o cego.
“As leis de Deus são imutáveis”, disse o Auxiliar Invisível, “e aqueles que se deparam com elas devem sofrer as consequências. A ignorância dessas leis não desculpa ninguém, independentemente da idade, sobre o que têm feito. Eles devem pedir perdão e prometer fazer o certo por todos para sempre. Eles podem até ser curados de suas aflições. Se for possível, eles devem fazer a restituição”.
“Senhor, você pode me ajudar?”, a menina escreveu em seu bloco. “Eu serei boa e ajudarei de qualquer maneira que eu puder. Eu estava doente com escarlatina e perdi minha fala e audição. O que eu poderia ter feito para que o destino fosse tão cruel comigo? Estou assim há dez anos.”
“Minha filha”, disse o Auxiliar Invisível, “você não fez nada nesta vida para causá-lo. Você sabe se esta é a primeira vida que você teve ou não?”
“Não sei, mas lendo muitas vezes pensei que é muito estranho como o destino tem jogado com a humanidade, dando a alguns mais do que eles precisam e a outros não o suficiente, dando a algumas pessoas corpos bonitos e saudáveis, deixando outros doentes e aleijados todos os seus; não consigo entender. Por favor, explique essas coisas para mim.”
O Auxiliar Invisível pediu permissão aos Superiores para mostrar às pessoas enquanto falava com elas. Ele explicou a Lei de Causa e Efeito e as Leis gêmeas de Renascimento e Consequência.
Então, ele contou à garota surda e muda de seu passado e ela viu enquanto ele falava. Ela se viu em outra vida como um homem. Ela negligenciou um menino sob sua responsabilidade que estava doente com escarlatina, e ele perdeu a fala e a audição por falta de cuidados adequados.
Então, ela viu como nesta vida ela tinha recebido o mesmo destino só que ela teve o melhor cuidado possível. A menina chorou quando viu isso.
“Ah, me desculpe”, disse ela. “Se eu conseguir falar e ouvir de volta, sempre trabalharei na vinha de Cristo.”
Então o Auxiliar Invisível virou-se para o jovem cego. “Meu amigo”, disse ele, “seu problema foi causado pelo que você fez duas vidas atrás. Em um ataque de ciúmes, você pegou uma pedra e atingiu uma mulher na lateral da cabeça, e isso a fez ficar cega logo depois. Você nunca foi descoberto. Nesta vida você foi atingido pela mesma mulher que era então uma menina de doze anos. Ela fez isso porque tinha ciúmes de você. Até hoje você não sabe quem foi seu agressor. A consciência da menina a tem incomodado desde então, mas você nunca saberá nesta vida quem fez você se machucar e depois ficar cego.”
Essas duas pessoas desafortunadas queriam saber se poderiam ser ajudadas e o Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Diga seu preço e eu o pagarei”, a garota escreveu em seu bloco.
“Se você puder me curar, tudo bem, minha vida seria muito mais feliz do que ficar sem fala e surda”, disse ela. “Não consigo ouvir nenhuma música e não consigo expressar meu amor por nada. Aqueles que me conhecem me evitam porque não posso falar nem ouvir.”
O Auxiliar Invisível então perguntou ao homem o que ele daria ou faria por sua visão.
“Vou dar tudo o que tenho e me tornar um mendigo nas ruas”, disse ele. “Por favor me ajude.”
O Auxiliar Invisível virou-se para a garota. “Eu quero que você aprenda os ensinamentos sobre os quais eu lhe falei e se torne um Auxiliar para a humanidade. Você pode se casar se quiser, mas não abandone sua promessa. Lembre-se sempre que a pessoa tem que pagar por tudo que recebe de uma forma ou de outra. O serviço que lhe peço é pequeno comparado ao que você está prestes a receber.”
O Auxiliar Invisível perguntou a mesma coisa ao homem e ele disse que queria ser engenheiro.
“Tudo bem”, disse o Auxiliar Invisível. “Onde quer que você vá, encontrará pessoas. Seja gentil e bom com todos. Ensine-lhes o caminho para Deus.”
Nesse momento, uma Irmã Leiga muito desenvolvida veio a casa e tocou a campainha.
Ela pediu para ver o irmão, e a dona da casa disse que ele não estava lá.
“Você está falando com ele há mais de uma hora”, disse a Irmã Leiga.
Então, a senhora a convidou para entrar. Ela foi até o lado do Auxiliar Invisível e ele se levantou e lhe deu sua cadeira. “Ele é realmente meu irmão”, disse ela.
O Auxiliar Invisível disse a ela o que queria que fosse feito.
“Eu vou fazer isso por você”, disse ela, “e você pode trazer sua parceira de trabalho aqui esta noite. Ela pode curá-los, pois ela vai gostar de nos ajudar com este trabalho.” A Irmã Leiga foi até a garota. “Mantenha sua promessa”, disse ela. Ela então tocou a cabeça”.
“Graças a Deus”, disse a garota.
A Irmã Leiga foi até o jovem e disse: “Meu filho, cumpra sua promessa”, e ela tocou sua cabeça. “Sua visão voltará gradualmente”, disse ela. “Outro Auxiliar Invisível virá esta noite e curará vocês dois.”
A Irmã Leiga sentou-se. O homem agradeceu a ela e a Deus.
As duas mães ficaram sem palavras. Seus olhos se arregalaram com o que a Irmã Leiga havia dito. “Estou na presença de Anjos?”, disse uma mãe. “Eu nunca vi algo assim antes.”
“Isso foi feito para mostrar a vocês que cada um é o guardião de seu irmão”, disse a Irmã Leiga. “O que dói afeta a todos através de seus pensamentos e ações. Sim, eu sou humano e mais do que humano, mas o mesmo Deus nos fez a todos. Nenhum Anjo anda nesta Terra, mas os seres humanos em forma de Anjo o fazem.”
O Auxiliar Invisível chamou a Irmã Leiga e ela disse: “Louvado seja Deus de quem todas as bênçãos fluem”, e desapareceu.
“Trarei uma Auxiliar Invisível para vê-los esta noite”, disse o Auxiliar Invisível às pessoas atônitas. “Não fiquem acordados e nem esperem por nós porque será tarde.”
“Venha a qualquer hora”, diziam as pessoas.
Naquela noite, os dois Auxiliares Invisíveis foram primeiro à casa da garota.
A menina estava na cama acordada quando eles entraram no quarto dela.
Um Auxiliar Invisível foi para trás da cama dela e a sacudiu. Ela se virou e olhou e a Auxiliar Invisível que se materializou e falou com ela.
A garota se virou para ela e o Auxiliar Invisível se materializou. Inconscientemente, a menina apertou um botão para ligar para a mãe, como vinha fazendo há anos.
A mãe veio com pressa e deu um grito de alegria ao ver os estranhos. A Auxiliar Invisível foi até a garota, pegou sua mão e perguntou como ela se sentia.
“Querido Anjo”, disse a garota feliz, “sinto-me bem e posso ouvir e falar.”
A Auxiliar Invisível soltou a mão da garota. “Segure minha mão novamente, pois isso me faz sentir bem e muito feliz”, disse a menina. Ela então fez várias perguntas e os Auxiliares Invisíveis responderam a todas. Depois disso, despediram-se do povo e foram ver o homem.
O homem também estava acordado. “Rezei o melhor que pude para que você voltasse e me curasse”, disse ele.
Um Auxiliar Invisível pegou a mão dele e disse: “Oh, eu posso ver. Eu posso ver bem.”
A mãe do homem, com grande alegria, abraçou e beijou o Auxiliar Invisível. “Obrigada, Anjo”, ela disse, “você me salvou da morte, pois eu estava muito desanimada porque minha vida estava ficando muito difícil para mim. Você tem minha bênção. Eu abençoo vocês três, mas eu sei que vocês são todos Anjos.”
Os Auxiliares Invisíveis não conseguiram fazer essa senhora entender que eles eram Auxiliares Invisíveis materializados e não Anjos. Os Anjos não podem materializar Corpos Densos, pois nunca aprenderam a construí-los. Quando os Anjos estavam em nosso estágio de evolução, eles tinham Corpos Vitais (formado de Éteres da Região Etérica do Mundo Físico) que não são visíveis para pessoas com visão comum. Tanto os Anjos quanto os Arcanjos são invisíveis para as pessoas de hoje, a menos que tenham visão espiritual ou estejam fora de seus corpos durante o sono.
Essas pessoas que quase se tornaram incrédulas foram conquistadas do tipo intelectual pela razão e argumento sólidos. Elas tinham a prova positiva de que as orações são respondidas por Deus quando aqueles que oram são sinceros e conquistam o direito de ajudar. Elas também sabem que a Lei do Renascimento é um fato.
Nossa próxima história é sobre uma mulher que, depois de se ver vivendo em outras vidas aqui no passado, passou a acreditar em renascimento. Numa noite de maio, dois Auxiliares Invisíveis encontraram uma senhora muito infeliz que estava sem casa e sem amigos. Ela tinha cerca de dez mil dólares em dinheiro e títulos, mas não sabia o que fazer a seguir.
“Seis meses atrás eu estava casada e feliz”, disse ela. “Um dia meu marido voltou para casa doente e morreu três dias depois. Tínhamos esse dinheiro, mas não tínhamos casa nem terra. As pessoas do lado do meu marido cortaram minha amizade e as pessoas da cidade se voltaram contra mim. Não consigo entender por que fizeram isso, pois não lhes fiz nada. Eu ia a todos os lugares com meu marido, e agora que ele está morto, todo mundo me evita.”
Os Auxiliares Invisíveis e a pobre senhora estavam sentados em um depósito de ferrovia conversando. “Você deve elaborar seu destino porque você o iniciou em uma vida anterior”, disse o Auxiliar Invisível a ela.
“Ora, eu nunca vivi antes”, disse ela com uma risada. “Ninguém vive novamente. Isso é um absurdo.”
“Talvez você não tenha visto, mas deixe-nos ver”, respondeu o Auxiliar Invisível enquanto pegava a mão dela. “Vamos olhar para trás mil anos e ver o que podemos descobrir sobre você.”
Por meio da consciência Jupiteriana, os dois Auxiliares Invisíveis e a senhora viram alguns acontecimentos da última vida dela, quando ela era um homem que morava na Alemanha. Naquela época, ela pertencia à classe alta da sociedade e era muito altiva por causa de sua posição como senhor feudal. Ela não tinha amigos por causa de sua disposição antissocial. Ela morreu com muito dinheiro e terras. Após sua morte, os servos chutaram seu corpo ao manuseá-lo para o enterro, pois não gostavam dela. Eles apreenderam sua propriedade e mataram todo o seu povo.
A infeliz senhora olhava as cenas mostradas, com a boca e os olhos bem abertos. “Pode ser eu?”, ela finalmente se engasgou.
“Sim, era você quando era homem em sua última vida”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sinto-me como me sentia então”, disse ela, “mas não tenho ninguém para comandar. Sinto-me superior às pessoas daqui”.
“Bem, você não é”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Na verdade, você é inferior a eles. Eles têm lares, entes queridos e amigos e você não tem nada,”
“O que eu posso fazer?”, a senhora perguntou consternada. “Eu não posso ir embora e começar de novo?”
“Sim, mas seria mais difícil”, disse o Auxiliar Invisível. “Compre uma pequena casa, consiga algum tipo de trabalho para fazer, viva uma vida de serviço, e você terá todos os seus antigos servos de volta como amigos. Não será fácil. Ainda assim, se você persistir, você vencerá.”
A senhora chorou muito e disse: “Prefiro estar morta a desistir do meu orgulho”.
“Lá vem um trem”, disse o Auxiliar Invisível que queria despertá-la para a ação. “Vá lá na pista e logo tudo isso vai acabar”.
A senhora levantou-se e dirigiu-se para a porta e a Auxiliar Invisível estendeu a mão para ela. O outro Auxiliar Invisível a puxou de volta.
“Você vai permitir que ela se mate?”, ela perguntou a ele.
A senhora se virou e olhou para ele. “Ah, estou com medo”, disse ela. “Eu não quero morrer. Se você me ajudar a encontrar um pequeno lugar para morar, definirei meu destino aqui. Comprarei uma pequena casa para mim.”
Os Auxiliares Invisíveis acharam um bom quarto para ela com uma família que tinha dois filhos. O Auxiliar Invisível disse-lhe que ela encontraria trabalho e, então, seu trabalho de ajudar os outros começaria.
“Quem é você?”, a senhora perguntou ao Auxiliar Invisível que havia feito tanto por ela.
“Somos Auxiliares Invisíveis, pessoas humanas tentando elaborar nosso destino”, respondeu ele.
Nesse momento, uma das filhas da dona do quarto entrou na sala.
Ela havia sido despertada pela conversa das pessoas e se levantou para ver quem estava lá. Ela era uma linda criança loira de cabelos encaracolados de cerca de seis anos de idade. A Auxiliar Invisível foi até ela e a pegou no colo.
“Oh, eu gosto de ter você me abraçando”, disse ela.
A Auxiliar Invisível ficou tão satisfeita que inconscientemente expandiu sua aura.
“Um Anjo disfarçado”, disse uma das pessoas.
Experiências dolorosas e condições adversas estão fazendo as pessoas se perguntarem o motivo de serem como são. Quando eles sabem as razões, muitos passam a estar dispostos a fazer melhor. Ah, se pudéssemos aprender pelos erros dos outros o quanto seríamos mais felizes e melhores. Estamos aqui pela experiência e devemos ser corajosos e dispostos a fazer e aprender tudo o que pudermos. Não devemos começar agora e assumir o trabalho de sermos bons servidores da humanidade? Não espere até o próximo ano. Comece agora, pois no próximo ano você pode não estar aqui.
Certa vez conheci uma jovem muito gorda. Ela tinha dezessete anos e pesava duzentos e setenta e seis quilos. Ela era bonita, e parecia feliz e amigável. Ela me disse que seus pais eram apenas de tamanho médio. Ela tem dois irmãos e uma irmã.
“Eu peso mais do que toda a minha família e tenho uma saúde excelente”, disse ela.
Eu queria saber por que essa jovem ficou tão gorda e o que ela poderia ter feito em uma vida passada para engordar tão rapidamente.
Um amigo obteve algumas informações para mim que resolveram o problema satisfatoriamente. Foi necessário olhar para as vidas passadas dessa garota para descobrir o porquê de ela ter um corpo tão grande nesta vida.
Duas vidas atrás, ela era uma garota de tamanho médio cuja saúde não era muito boa. Seus pais discutiram sua saúde com o médico da família. Ele aconselhou os pais a levarem-na para um clima do sul se quisessem salvar a vida dela, pois ninguém além de pessoas fortes de saúde poderia viver na Noruega. Isso foi há cerca de dois mil anos.
Seu pai tinha um cargo na cidade onde moravam que era semelhante a ser um prefeito de uma cidade. Ele tinha grande influência sobre os homens com quem saía em viagens para saquear e roubar outras cidades e nações. Esses homens estavam se aprontando para irem, pelo Oceano Atlântico, até a Espanha, Itália e França. A menina era muito teimosa, ela decidiu ir junto nessa viagem para ver se a saúde melhoraria nesses lugares por onde passariam. Ela pediu permissão de seu pai para ir disfarçada de homem em um dos barcos em que iam fazer essa viagem de pilhagem naquele momento.
Ela vestiu roupas masculinas e partiu com a tripulação como segundo imediato. Ela se tornou uma boa companheira e desenvolveu um apetite voraz e determinada a ficar bem e forte. Ela fez muitas viagens como velejadora e começou a ganhar peso.
Ela logo perdeu o contato com as mulheres e se tornou uma forte governante nos navios de seu pai. Ela nunca se casou, mas desenvolveu um estranho amor pelas estrelas e pelos mares profundos. Ela morreu em seu navio quando esse foi perdido e destruído durante uma tempestade.
Ela renasceu novamente como um homem na Noruega cerca de mil anos atrás. Ela cresceu e ficou acima do peso e muito forte.
Tornou-se construtora de navios e se deu bem nessa vida de homem no século IX. Ela não se importava com mulheres ou religião e nunca se casou.
Agora ela é uma menina novamente, e é grande demais para o conforto. Ela não tem amigas porque não as cultiva há pelo menos duas vidas. No passado, ela ganhou muito dinheiro, mas gastou-o livremente nos bons momentos e não fez nenhum esforço para economizar. Nesta vida ela deve cultivar amigos homens e mulheres e ela deve tentar viver uma vida feliz e útil. Seria melhor para ela evitar comer demais para que perca um pouco de peso.
Assim, vemos que a Lei do Renascimento é verdadeira porque algumas pessoas podem ler na Memória da Natureza e ver várias pessoas vivendo em outros corpos em vidas passadas. Existem razões pelas quais tantas pessoas são muito gordas, enquanto outras são muito altas, muito pequenas, mentalmente incapazes de ganhar a vida no momento e assim por diante.
Para a nossa próxima história, tomaremos o caso de uma pequena senhora de apenas um metro de altura que é avó. As pessoas que a veem se perguntam por que ela é tão pequena. Claro que há uma razão para isso.
A Memória da Natureza revelou por que esse Ego construiu para ele um Corpo Denso tão pequeno em tamanho.
Duas vidas antes da atual, esse Ego era uma mulher de tamanho médio considerado normal vivendo na cidade de Roma em uma família abastada. Ela era esbelta, graciosa e bem formada fisicamente. As mulheres com quem se relacionava eram de um tipo diferente. Eram maiores e mais corpulentas.
Ela foi a um médico que era muito sábio tanto do ponto de vista espiritual quanto astrológico. Ele disse a ela que se ele lhe desse um remédio que aumentasse seu peso, em algum dia futuro faria com que ela se tornasse um homem ou uma mulher adulta, mas apenas uma criança em tamanho.
“Eu não vivo senão uma vez”, disse ela. “Deixe-me ser como meus amigos são.”
O médico deu-lhe um remédio que fez com que suas glândulas ficassem hiperativas e ela cresceu e ficou grande demais. Isso fez com que ela se tornasse impopular. Ela se apaixonou por um homem, mas ele disse a ela que ela era grande demais para se adequar a ele. Ela tinha um grande amor pelas crianças, mas esse amor lhe foi negado.
Finalmente ela voltou ao médico e pediu-lhe que lhe desse algo para reduzir seu tamanho para que ela pudesse se casar e ter uma família. Ela estava então pesando 204 quilos. O médico lhe explicou as Leis de Causa e Efeito e desta vez ela escutou o que ele disse. Ele disse a ela que quando vamos a um extremo em uma vida, temos que ir ao outro extremo em outra vida.
“Bem”, disse ela. “Tudo bem, mas ninguém me provou que já vivi antes e quero reduzir minhas medidas.”
Ela era influente e o médico, não querendo incorrer em imprudência, resolveu, então, atender às exigências dela. Ele lhe deu um remédio para reduzir a atividade de todas as glândulas relacionadas ao crescimento.
Essas glândulas são o timo, o baço e as glândulas suprarrenais.
Depois de tomar o remédio por algum tempo, ela começou a perder peso. Ela perdeu peso tão rapidamente que ficou assustada e doente e logo morreu devido à perda de peso em excesso.
Esse Ego renasceu como homem cerca de mil anos depois.
Ele voltou a morar na Itália, perto da cidade de Roma. Ele era um homem doente, com apenas cerca de um metro e meio de altura. Ele era um homem bem-educado, de bons pais, e queria uma esposa e uma família. Ele era incapaz de encontrar uma senhora que se casasse com ele por causa de seu tamanho pequeno. Naquela época, atletas bem desenvolvidos eram moda.
Todos os jovens tentaram aperfeiçoar seus Corpos Densos e vencer as competições daquele dia. Ele meditava sobre sua condição, pois era um homem que amava a família. Ele disse que desejava ter um corpo de tamanho normal e que, caso tivesse um, cuidaria muito bem desse corpo.
Quando uma pessoa quer ou deseja algo quando está sozinha, especialmente no que diz respeito à sua saúde, o desejo é muito mais sincero e duradouro do que seria se um médico lhe explicasse tudo, pois nesse caso ele seria governado pela razão, e não pelo coração. Então esse homem partiu para encontrar alguém que o ajudasse e lhe desse o conselho adequado. Ele encontrou um médico que foi capaz de lhe dar as informações que ele queria. Esse médico lhe contou sobre sua vida e seus feitos em sua vida anterior e lhe disse o que ele deveria esperar naquela vida e na vida futura que estava por vir.
O médico aconselhou-o a fazer o melhor da vida e tentar construir boas condições para o futuro. Construir uma boa disposição, uma Mente alegre e ser agradável a todos e fazer muitos amigos. Disse-lhe que em sua próxima vida não se lembraria da vida passada e que seu corpo ainda seria pequeno; mas ainda assim ele se casaria e teria uma família e viveria para desfrutar de uma velhice madura.
Depois disso, ele passou em um estado de espírito melhor. Ele era amigável com todos e fazia amigos aonde quer que fosse. Ele viveu até a meia-idade e morreu em um estado de espírito alegre com muitos amigos.
Esse Ego renasceu em uma família muito grande de nativos americanos. Ela era a menor de todas as crianças, embora tivesse um irmão e uma irmã que eram anões. Casou-se com um homem de estatura normal e tornou-se mãe de seis filhos. Ela agora tem alguns netos. Ela também adotou algumas crianças que viveram com ela por muitos anos.
Quando uma pessoa conhece o renascimento e pensa cuidadosamente sobre esse assunto, ela pode entender muitas coisas que a intrigavam antes. Somos responsáveis por nossas ações e quando cometemos erros graves em uma vida temos que sofrer as consequências até aprendermos a fazer melhor.
De vez em quando lemos sobre o nascimento de um bebê malformado. Vários anos atrás, ouvi falar de um menino que nasceu com um trato intestinal malformado e sem saída para a excreção dos dejetos do corpo. Era impossível para o bebê tomar qualquer alimento. Os médicos tentaram salvar a vida dele, mas ele morreu em poucos dias. Um artigo de jornal afirmou que um médico havia dito que a condição não era incomum, pois ocorre cerca de uma vez a cada quinhentos nascimentos. Ele disse que cerca de metade dos bebês malformados operados se recuperam e vivem normalmente.
Os Estudantes Rosacruzes sabem que construímos nossos Arquétipos para nossas próximas vidas quando estamos no Segundo Céu, entre duas vidas aqui. Nossas vidas anteriores influenciam esses Arquétipos, ou moldes. Uma vida má faz com que o Arquétipo seja malformado.
Foi-me dito a razão pela qual esse Ego veio em um corpo imperfeito. Há muito tempo esse Ego viveu na China. Ele era extremamente cruel com seus inimigos e aqueles que desejava eliminar e usou métodos diabólicos para causar-lhes grande sofrimento. Ele mandara fazer uma operação com o objetivo de costurar as saídas excretoras deles. Então eles morreram lentamente do veneno e gases gerados em seus corpos. Duas de suas vítimas explodiram com os gases venenosos que não conseguiam escapar de seus tratos intestinais.
Por causa dessa extrema crueldade, esse Ego foi trazido de volta a esta vida com um corpo malformado que não tinha saída intestinal, e o trato urinário não estava completamente fechado. O Ego viveu neste corpo defeituoso apenas seis dias e morreu subitamente. Esperemos que este Ego tenha aprendido a lição e que, quando voltar a renascer, trate misericordiosamente os seus semelhantes.
Numa quinta-feira à noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram até um barraco no meio de um pântano em um dos estados do sul. Era uma casa de madeira com grades de ferro nas janelas e telas para impedir a entrada de mosquitos.
No barraco, os Auxiliares Invisíveis encontraram uma jovem branca muito bonita com longos cabelos negros, acorrentada ao chão no centro da sala. Ela não conseguia alcançar as paredes. Em um canto da sala havia uma mesa na qual havia comida, frutas e água, mas a garota não conseguia alcançá-la. Ela estava lá há nove dias sem comida ou água, e estava delirando em sua provação.
Os Auxiliares Invisíveis se perguntaram como o homem a levou até lá, pois o lugar estava cheio de buracos e cobras. A menina estava deitada no chão completamente vestida. Um Auxiliar Invisível a tocou para atrair sua atenção.
“Dê-me água”, disse ela. “Eu me caso com você. Dê-me comida. Não, não sou eu. Não vivi antes. Eu não prendi ninguém. Tenho apenas vinte e cinco anos. Oh senhor! Por que eu tenho que sofrer assim? Eu nunca fiz mal a ninguém. Água! Água! Comida! Ah, eu estou morrendo! Tenha piedade de mim!”
A menina moribunda viu os Auxiliares Invisíveis e disse: “Senhora, por favor, me ajude. Quero ver minha mãe antes de morrer. Liberte-me e me casarei com ele”.
Com lágrimas nos olhos, a Auxiliar Invisível pegou a mão da garota e a colocou em seu colo.
“Oh, obrigada, Anjo”, disse a menina sofredora. “Lamento se alguma vez fiz algo errado. Não farei isso de novo.” Então ela morreu.
“Oh, ela morreu!”, disse a Auxiliar Invisível ao seu companheiro.
“Você também morreria, se estivesse acorrentada aqui por nove dias sem comida ou água neste pântano quente com cobras deitadas na janela”, respondeu ele.
Depois que a menina morreu, ela se formou em seu Corpo de Desejos e correu para a comida e a água. Ela ficou surpresa e consternada quando suas mãos atravessaram a comida e a água. Ela se virou para os estranhos e perguntou o que havia acontecido.
“Você está morta como se diz”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não, eu não estou morta”, disse ela. “Estou aqui, mas estou com fome e não consigo comida e água, vou direto para lá. Aquele corpo no chão é meu ou costumava ser meu.”
“Venha comigo e faça o que eu digo”, ele disse a ela, e ela foi até ele. “Agora tudo ficará bem. Agora me diga como você chegou aqui”, disse ele.
“Eu estava namorando um jovem rico e ele queria se casar comigo”, disse ela. “Algo me disse para não fazer isso, então eu tentei terminar com ele, mas ele insistiu. Um dia ele me pediu para dar uma volta como ele costumava fazer. Eu ia encontrá-lo como de costume e íamos almoçar e depois passear por aí. Ele me deu um gole de vinho como de costume e entramos no carro. Ele deve ter me colocado para dormir. Eu não sabia mais até que me vi acorrentada neste barraco e não sabia onde estava. Havia comida e água na mesa, mas eu não conseguia alcançá-la. O homem me disse que ia me deixar morrer de fome porque eu não me casaria com ele e, então, ele saiu e eu pensei que ele estava brincando no começo e viria me buscar. Naquela noite eu estava com medo. No dia seguinte ele não veio e a fome e a sede aumentaram. Eu marcava no meu caderno todos os dias até ficar fraca demais para fazê-lo. Depois de um tempo, comecei a ver minha vida, desde o momento em que cheguei. Eu me lembro. Eu rezei o melhor que pude para que alguém viesse me encontrar, mas ninguém veio. Às vezes, quando eu pensava, costumava me perguntar o que me levou a ser tratada dessa maneira. Um dia eu me vi como um homem e vi que levei uma mulher e a prendi em uma caverna com comida e água e a deixei morrer de fome. Eu nunca vivi antes. Como poderia ser verdade?”
O Auxiliar Invisível explicou seus ensinamentos para ela e falou sobre a Lei de Causa e Efeito.
“Isso explica por que tenho medo de cavernas e pântanos”, disse ela.
“Foi o mesmo homem que lhe deixou aqui só no corpo de uma mulher?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Ora, sim, ele era a mulher”, ela respondeu. “Que estranho! Eu não percebi isso antes.”
“Agora perdoe-o”, disse o Auxiliar Invisível, “e não pense em se vingar, pois você não quer encontrar o mesmo destino novamente.”
“Sim, eu o perdoo, pois conheço a causa”, disse ela. “Fiz esse homem passar fome quando ele era uma mulher nesta última vida. Onde está o inferno? Onde está o céu?”
Os Auxiliares Invisíveis disseram a ela que logo a levariam para lá. Eles quebraram as correntes e abriram a porta. Um dos Auxiliares Invisíveis pegou a carteira dela, tirou o dinheiro e colocou a carteira e o chapéu no corpo. Os Auxiliares Invisíveis retiraram o corpo da garota e foram instruídos a jogá-lo em um buraco profundo no pântano, onde nunca mais seria encontrado.
Pouco depois, deram o dinheiro da menina a umas pessoas que estavam necessitadas.
Os Auxiliares Invisíveis pensaram que o homem voltaria para ver o corpo da garota morta. Quando ele descobrir que ela se foi e nenhum vestígio dela ou de suas pegadas, ele ficará perturbado em sua Mente.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego da garota com eles para a entrada do Purgatório e do Primeiro Céu que ficam no Mundo do Desejo. Quando chegaram a esse lugar, a Irmã Leiga encarregada disse-lhes que a levassem para o Purgatório. Ela começou a chorar e implorou a seus novos amigos que ficassem com ela, mas eles não podiam fazer isso. Ela não teve que ir muito longe no Purgatório, pois não havia feito muitas coisas erradas. O Auxiliar Invisível perguntou sobre o homem que causou a morte da garota. Foi-lhe dito que havia uma lei que cuidaria dele.
Certa noite, cerca de quinhentos Estudantes Rosacruzes ouviram uma palestra que foi dada nos Mundos internos, em algum lugar, sobre o assunto: “Se um homem morrer, ele viverá novamente?”
“Nós viveremos novamente”, disse o orador, “e ele renascerá naquele lugar onde pagará a maior parte do seu Destino Maduro.
O orador falou primeiro do ponto de vista espiritual e depois do ponto de vista material. Ele falou de como um Cristão devoto vive e morre e passa seu tempo no Mundo Celestial.
Então, ele contou como um Estudante Rosacruz trabalha como Auxiliar Invisível depois que ele morre até cerca de um mês (referente à medida de tempo que fazemos aqui) antes da sua entrada no Terceiro Céu. Então, ele vai para o Terceiro Céu a fim de obter um novo impulso na vida. Lá ele vê várias vidas, com panoramas em que são lhe mostrado os principais eventos e faz sua escolha, auxiliado pelos Anjos do Destino. Depois disso, ele começa a descer, construindo seus diferentes veículos, começando pela Mente, depois o Corpo de Desejos e depois o Corpo Vital. Depois, junto com o material coletado da futura mãe e do futuro pai e muito auxiliado pela mãe ele constrói seu Corpo Denso e, então, depois do período de gestação da mãe, ele nasce.
O palestrante falou do lado material e mostrou aos Estudantes Rosacruzes um bebê que havia nascido naquele dia.
Ele os levou de volta duas vidas antes do presente nascimento para provar a eles a verdade de sua declaração e deixá-los se convencer que era verdade. Ele lhes mostrou essas cenas por meio da Consciência Jupiteriana, que é algo como imagens em movimento, em que o observador se sente dentro das cenas.
Eles viram um belo bebê nascer, crescer, casar e ter quatro filhos. Eles a viram envelhecer e morrer; depois a viram entrar no Purgatório e a ouviram gritar de dor e a implorar por misericórdia. Eles a viram no Primeiro Céu, depois no Segundo Céu e finalmente no Terceiro Céu.
Depois, viram o mesmo Ego se preparar, escolher o panorama da próxima vida e descer e ter várias vidas, vividas aqui. Na vida que ela escolheu viram um acidente que a faria morrer quando ela tivesse cerca de dez anos. Eles a viram construindo seus três corpos e a sua Mente na descida. Também a viram quando foi conectada a seu Corpo Denso e quando lhe foi mostrada sua vida futura pela última vez.
Eles testemunharam o nascimento desse Ego, como um bebê renascido de orgulhosos pais que estavam felizes em tê-lo. O menino cresceu e finalmente a mãe o levou para a escola pela primeira vez. Os Estudantes Rosacruzes viram o menino agarrado à mãe e viram como o amor da criança fez com que as lágrimas brotassem nos olhos deles.
A mãe o deixou e correu para casa, sentou-se e chorou. Então ela se levantou e beijou todos os brinquedos dele. Eles ouviram a mãe dizer: “Se alguma coisa acontecesse com ele, eu morreria”. Eles podiam ver uma mudança acontecendo nela. Eles viram a natureza altiva e fria se dissolver e viram como o amor e a simpatia nasceram nela. Ela realmente o cobriu de amor e bondade até que ele foi atropelado por um automóvel e morreu instantaneamente. Eles viram algumas pessoas carregando o menino morto para casa e sua mãe pegou o corpo e o colocou em sua cama. “Minha vida acabou”, disse ela. “Eu nunca rezei para que você fosse poupado para mim.”
Os Estudantes Rosacruzes viram o funeral e como a mãe do menino chegou em casa, foi para a cama e em quatro dias ela também faleceu. Ela nunca viu o filho, pois ele foi para o Primeiro Céu direto, aonde as crianças vão. Em cerca de quatorze meses essa criança renasceu como uma menina em outra família que morava não muito longe de onde ele morava. Essa criança veio aos pais para lhes ensinar amor e simpatia e ela conseguiu.
“Por que ele renasceu no mesmo lugar nas duas últimas vezes?”, perguntou uma Estudante Rosacruz.
“Quando ela era uma mulher”, disse o orador, “as pessoas com quem ela gerou Destino Maduro sobreviveram ao seu desenvolvimento lá onde ela estava tão bem quanto elas. Ela renasceu aqui para progredir e pagar as suas dívidas, até terminar todos os relacionamentos com amor”.
Alguns Auxiliares Invisíveis até sabem onde estão enterrados alguns dos corpos que usaram em vidas passadas. Ouvi falar de um caso que pode ser interessante contar e mostrar outro tipo de prova de que esses Auxiliares Invisíveis tiveram que o renascimento é um fato.
Uma noite, um Auxiliar Invisível levou um de seus amigos até o rio Nilo, no Egito, onde os egípcios vivem, e eles viram as ruínas de muitos prédios antigos. Eles passaram pelo Vale dos Reis, onde os governantes mortos do antigo Egito foram enterrados. Muitos desses túmulos foram abertos e seu conteúdo removido durante os anos que se passaram desde então. Eles encontraram um túmulo a alguma distância que não havia sido aberto e viram o corpo de um homem nele. Essa tumba ficava a cerca de 800 metros de profundidade em uma rocha sólida que havia sido escavada.
O túmulo também continha uma grande quantidade de ouro, prata e diamantes que nunca foram encontrados.
Todos os mortos eram enterrados na margem oeste do rio Nilo quando o Sol se põe a oeste dele. A terra é chamada de Terra dos Mortos ou Terra do Sol Poente.
A Lua e as estrelas estavam brilhando e os Auxiliares Invisíveis podiam ver muito bem. Os Auxiliares Invisíveis rodearam as pirâmides, mas não entraram em nenhuma delas. Eles viram fileiras e mais fileiras de esfinges onde havia templos.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram um velho que podia vê-los em seus veículos superiores. Ele falou com eles e perguntou se eles estavam fazendo turismo e eles lhe disseram que estavam olhando o país.
“Há muito para ver e aprender aqui”, disse o velho, “mas ninguém parece estar interessado nos mortos agora.”
“Nós já morávamos aqui”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Foi cerca de 9.000 anos atrás.”
“Sim, o corpo dela ainda está lá envolto em linho”, disse o velho.
A Auxiliar Invisível falou rapidamente e disse: “Onde está? Eu quero ver”.
O velho levou-os cerca de um quilômetro e meio mais adiante no deserto e disse-lhes que olhassem para baixo. Com a ajuda da visão espiritual, que os Auxiliares Invisíveis têm quando estão fora de seus Corpos Densos, eles olharam para baixo e viram uma pirâmide do tamanho de um grande edifício a centenas de metros abaixo da areia. Lá eles viram o corpo de uma senhora deitado em um caixão de pedra. O corpo parecia muito bem preservado.
Um Auxiliar Invisível achou que parecia ter acabado de ser colocado no caixão. Esteve na areia seca e quente durante séculos.
Havia vários jarros cobertos por perto. Um frasco continha o coração. Os intestinos estavam na segunda jarra e alguns outros órgãos estavam na terceira jarra. A coroa da senhora, ou cocar, estava em cima do caixão de pedra. Havia uma jarra de trigo, uma de milho, uma de cevada e uma de água.
Havia alguns escritos nas paredes da sala em hieróglifos egípcios que diziam quem era a senhora e sua posição na vida.
Mais tarde, uma Auxiliar Invisível disse a seu amigo que ela via muito pouca diferença entre sua aparência agora e seu cadáver do passado, exceto que naquela época sua pele era cor de cobre e ela era muito mais bonita.
O Auxiliar Invisível viu onde seu corpo daquela época antiga estava enterrado. Ele viu que não havia mais nada além do barco e do pano em que havia sido enterrado. Seu corpo havia sido enterrado entre os nobres cujas sepulturas foram cortadas na rocha sólida e depois seladas. A maioria desses túmulos foram abertos e roubados.
Esse velho que os Auxiliares Invisíveis encontraram era um Liberado que está ajudando as pessoas de lá o tanto quanto podia.
“Estou tendo dificuldade em instruir as pessoas neste país porque elas não querem entender e ver do que estou falando”, disse o velho. “Mas, chegará um dia em que o povo ficará feliz em ouvir qualquer um, pois esse país será invadido por soldados e essa parte do mundo um dia será destruída. Crianças, sejam boas e façam o melhor que puderem por todos.”
Então ele desapareceu deles.
Os Auxiliares Invisíveis estavam muito contentes com essa visita ao Egito e encontraram muitas coisas interessantes que ficaram muito felizes em ver.
Sim, o renascimento é um fato e todos aprenderão isso algum dia. Ao longo da jornada da vida, devemos sempre manter em mente este versículo da Bíblia: “Assim, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (Rm 14:12).
Capítulo XI
Catástrofes, Suas Causas e Suas Curas
Quantas vezes lemos em nossos jornais diários as catástrofes que aconteceram no dia anterior, enquanto calmamente cumprimos nossos deveres costumeiros, inconscientes dos problemas de nossos irmãos e de nossas irmãs em outros lugares, talvez do outro lado do mundo. Lemos sobre milhares de mortos em uma enchente, ou centenas de mortos pela erupção de um vulcão, ou por um furacão, ou por uma série de tornados. Consideraremos catástrofes e tentaremos descobrir o que pode ser feito para evitá-las no futuro.
No sexto capítulo do Gênesis encontramos a história do dilúvio, que é uma das grandes catástrofes do Período Terrestre. Nos primeiros cinco capítulos, somos informados de como Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar, criou o Céu e a Terra e como, por meio da palavra falada, Ele criou o mineral, a planta, o animal e a Onda de Vida Humana. Adão representava a raça humana daquela Época.
Os povos da Terra foram renascendo muitas vezes antes da época do dilúvio que fez com que o continente da Atlântida afundasse. Muitas gerações de pessoas nasceram e as pessoas ainda tinham visão espiritual negativa que mais tarde perderam. Enoque foi uma dessas pessoas e o homem mais avançado de seu tempo.
A Bíblia diz: “E Enoque andou com Deus: e ele não era, porque Deus o tomou.”[1]. Isso significa que ele podia ver e falar com Jeová, o Deus de Raça que cuidava dessas pessoas. Enoque renasceu como Noé e sua maior obra foi a construção da arca de acordo com o plano de Deus. Noé e sua família e um núcleo de todos os animais, então vivos, foram salvos quando o dilúvio veio e cobriu a Terra por um longo tempo. A massa da humanidade foi destruída da face da Terra na época do dilúvio.
Eles renasceram novamente, com exceção daqueles que não aprenderam a construir pulmões.
A razão para esta destruição em massa é dada na Bíblia onde lemos as palavras: “E Deus viu que a maldade do homem era grande na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só de mal continuamente.”[2]
Dizem-nos que a maioria das pessoas se tornou tão má que Deus decidiu destruí-las. Deus amou Noé porque ele era um homem bom, justo e gentil com todos. Deus disse a Noé que ele iria destruir o povo porque eles se tornaram tão perversos, e ele instruiu Noé a construir a arca. Depois que esta grande arca foi completada, veio a chuva e as massas do povo foram afogadas nas águas ascendentes, mas Noé e sua família foram salvos.
No nono capítulo de Gênesis lemos as palavras: “Quem assim derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus o fez homem.” Isso significa que se um homem mata um homem, ele o matará em uma vida futura.
A Bíblia nos diz que as pessoas daquela época eram más e por isso tinham que ser punidas. Místicos e ocultistas sabem que os egos que Jeová estava dirigindo renasceram vez após vez e voltarão muitas outras vezes. Como isso é verdade, podemos ver que já fomos habitantes da Atlântida, como a terra era então chamada, e que estávamos entre aqueles no dilúvio ou estávamos no Mundo do Desejo aguardando o renascimento.
W. Scott-Elliot em seu livro, A História da Atlântida e do Lemúria Perdida, diz: “Um registro do progresso do mundo durante o período da Quarta Raça Atlante deve abranger a história de muitas nações e registrar a ascensão e queda de muitas civilizações.”
Dizem-nos que este continente foi destruído por uma série de catástrofes. Algumas das catástrofes foram muito grandes, enquanto outras foram deslizamentos de terra comparativamente sem importância, como ocorrem de tempos em tempos agora. Houve quatro grandes catástrofes que ocorreram com milhares de anos de diferença. A última dessas submergências ocorreu entre 12.000 a.C. e 9.000 a.C.
Houve um tempo em que uma grande civilização floresceu no continente atlante e as pessoas eram governadas por muitos bons reis que podiam se comunicar com os Seres Superiores que trabalhavam para ajudar o avanço da humanidade na Terra. Durante esse tempo, o governo era justo e prestativo a todos, e as artes e as ciências se desenvolveram em alto grau. As pessoas tinham muitas invenções mecânicas maravilhosas que mais tarde foram perdidas e agora estão sendo redescobertas por nossos gênios mecânicos que viveram naquela vasta terra.
Após um período de cerca de cem mil anos de bom governo e progresso, ocorreu uma grande mudança e as pessoas se tornaram más cada vez mais. Elas começaram a prática de magia negra que teve um efeito terrível sobre eles. Elas usaram seu conhecimento do funcionamento da lei da natureza para propósitos egoístas. Elas expulsaram as pessoas boas daquela época e se tornaram tão brutais, cruéis e ferozes que trouxeram uma terrível retribuição sobre si mesmos.
Muito antes disso, os Iniciados da Época foram conduzidos ao Egito, que era pouco povoado na época, e um grande corpo de colonos foi trazido da Atlântida e a grande Pirâmide de Gizé foi construída para preservar os registros da humanidade até aquele momento. Os Iniciados sabiam que haveria outro dilúvio no futuro e haveria mais dois. Os registros que foram preservados na grande pirâmide estão escondidos. Quando chegar a hora, eles serão trazidos à luz e saberemos tudo sobre a história dos tempos antigos. A Memória da Natureza também tem um registro de tudo o que aconteceu.
O Cairo foi construído à beira de um grande mar que cobria grande parte do que hoje é o norte da África. As pessoas construíram a pirâmide de Gizé no lago a cerca de 11 quilômetros do Cairo.
Eles construíram enormes diques e então drenaram a água e construíram a fundação na rocha sólida e então a construíram para cima.
Quando a pirâmide foi concluída, as paredes foram removidas e a água manteve as pessoas afastadas. A Esfinge também foi construída nesta época e foi totalmente coberta por água quando o mar foi autorizado a entrar. Isso está registrado na Memória da Natureza.
A Bíblia nos fala sobre muitos desastres ou cataclismos de vários tipos. Por exemplo, a destruição de Sodoma e Gomorra ocorreu no tempo de Abraão. O Senhor apareceu a Abraão sentado à porta de sua tenda no calor do dia.
O Senhor estava acompanhado por dois Auxiliares Invisíveis que eram Arcanjos. Abraão foi informado de que Sodoma e Gomorra seriam destruídas por causa da maldade do povo. Ele era muito compassivo e negociou pela vida das pessoas justas que o Senhor poderia encontrar dentro da cidade de Sodoma.
Dois Auxiliares Invisíveis foram ao portão de Sodoma naquela noite para investigar e encontraram apenas uma boa família em toda a cidade e apenas Lot e suas filhas foram finalmente salvos. As pessoas tentaram pegar os Auxiliares Invisíveis porque queriam matá-los. Lot tentou segurá-los e as pessoas quase derrubaram a porta. Os Auxiliares Invisíveis puxaram Lot para dentro da casa e fecharam a porta. As pessoas na porta ficaram temporariamente cegas para não causar mais problemas. Os Auxiliares Invisíveis ajudaram Lot e sua família em sua fuga da cidade, mas sua esposa se recusou.
Após o nascer do Sol, Lot e suas filhas entraram em Zoar e então nos é dito que o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra e as cidades foram completamente destruídas.
A partir do relato bíblico, sabemos que essas pessoas perversas foram destruídas por erupções vulcânicas causadas pelos maus pensamentos e ações das pessoas que viviam ali.
Uma das mais estranhas de todas as catástrofes foi a destruição das antigas cidades de Pompeia e Herculano em 79 d.C.
Aconteceu durante o reinado de Tito, pouco antes da captura de Jerusalém. O vulcão do Vesúvio estava inativo há muito tempo. De repente, expeliu torrentes de lava líquida e lama que caíram sobre essas cidades na baía de Nápoles.
A cidade de Pompeia estava coberta por cinco metros e meio de cinzas e Herculano estava coberta por um mar de lama sulfurosa de vinte metros de espessura em muitos lugares. As cidades foram completamente soterradas e até mesmo a localização delas foi esquecida. Muitos anos depois, escavações foram feitas e uma parte de Pompeia foi descoberta e as ruas, banhos, templos e outros edifícios foram estudados por arqueólogos.
É fácil para os Estudantes Rosacruzes adivinhar porque as pessoas que viviam nessas cidades foram destruídas. Elas levavam vidas muito pervertidas no passado e ganharam esse Destino Maduro.
A história do mundo consiste em grande parte dos relatos da ascensão e queda das nações. Lemos relatos em que um exército destruiu outro, em que cidades inteiras foram saqueadas e queimadas, e os habitantes escravizados e mortos. Isso vem acontecendo há séculos e o fim não está à vista. Nesse quesito, não avançamos muito na evolução e parecemos evoluir muito lentamente, de fato.
A Memória da Natureza revela que as pessoas que pereceram quando da destruição de Pompeia e Herculano pela erupção do Monte Vesúvio foram particularmente perversas em vidas passadas, consumindo suas vidas em prazeres, sexo, luxuria e maldades. Elas renasceram por volta de 1079 d.C. e voltaram a viver na Itália. Os bárbaros as expulsaram de suas casas. Algumas foram para a Noruega e Suécia, outras, para a Irlanda, algumas vagaram pela França, outras foram para a Alemanha, mas a maioria foi para a Bélgica.
Elas fugiram para salvar suas vidas e tiveram dificuldades durante esse renascimento. As mais perversas foram as que se dirigiram para a Bélgica. Elas renasceram para seus descendentes anos depois e participaram da Primeira Guerra Mundial que começou em 1914. A matança em massa que ocorreu durante o período em que os alemães cruzaram a Bélgica indo para a França levou muitos delas.
O desejo de vida e de vingança trouxe esses Egos de volta mais cedo do que o habitual. Eles agora pagaram as dívidas de Destino Maduro e, doravante, podem viver servindo e ajudando os demais. Esperemos que o desejo de vingança tenha sido sublimado por eles em virtudes de bondade, caridade e compaixão.
Muitas vezes, terremotos são resultados da prática, pelas pessoas, de feitiçaria ou magia negra. Os magos negros evocam elementais e os agitam. Isso deixa os Gnomos inquietos. Os Gnomos são úteis Espíritos da Natureza que trabalham para a humanidade, produzindo os minerais e joias da terra. As vibrações malignas das pessoas que vivem em uma localidade afetam o trabalho dos Gnomos.
A Terra consiste em nove Estratos e um núcleo central. Os estratos não têm a mesma espessura. No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, de Max Heindel, há uma excelente descrição desses Estratos. A seguir, apresentamos uma breve descrição dos vários Estratos da Terra.
1.Terra Mineral: é a crosta pétrea da Terra, com que lida a Geologia no tanto que lhe tem sido possível penetrá-la.
2.Estrato Fluídico: a matéria desse estrato é mais fluídica que a da crosta exterior, mas não é líquida e sim parecida a uma pasta espessa. Tendo a propriedade da expansão, como a de um gás excessivamente explosivo, é mantida em seu lugar pela enorme pressão da crosta externa de modo que, se essa fosse removida, todo o estrato fluídico desapareceria no espaço com uma tremenda explosão. Esses Estratos correspondem às Regiões Químicas e Etérica do Mundo Físico.
3.Estrato Vaporoso: no primeiro e no segundo Estratos não há realmente vida consciente. Já nesse existe uma corrente de vida que flui e pulsa continuamente, como no Mundo do Desejo que rodeia e interpenetra nossa Terra.
4.Estrato Aquoso: nesse estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as forças arquetípicas que se ocultam atrás dos Espíritos-Grupo, como também as forças arquetípicas dos minerais, porque essa é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.
5.Estrato Germinal: os cientistas materialistas têm sido frustrados em seus esforços para descobrir a origem da vida, como surgiram coisas viventes de matéria antes morta.
6.Estrato Ígneo: por estranho que pareça esse estrato possui sensações. O prazer e a dor, a simpatia e a antipatia produzem aqui seu efeito sobre a Terra. Geralmente se supõe que a Terra não pode ter sensação alguma. Contudo, quando o cientista ocultista observa colher o grão maduro, cortar as flores ou, no outono, colher as frutas das árvores, sabe do prazer experimentado pela Terra. É semelhante ao prazer que a vaca sente quando seus úberes cheios são aliviados pelo bezerro sugador. A Terra experimenta o deleite de nutrir sua progênie de Formas, e esse deleite culmina no tempo da colheita.
7.Estrato Refletor: essa camada da Terra corresponde ao Mundo do Espírito Divino. Para aqueles que não estão familiarizados com o que na Ciência Oculta se conhece como “Os Sete Segredos Indizíveis”, ou que não tenham pelo menos um vislumbre de sua importância, as propriedades desse estrato parecerão particularmente absurdas e grotescas. Nele, todas as forças que conhecemos como “Leis da Natureza” existem como forças morais, ou melhor, imorais. No princípio da existência consciente do ser humano, essas forças eram piores do que agora. Contudo, tudo indica que tais forças melhoram com o progresso moral da humanidade, e que qualquer falha moral tem certa tendência a desencadear essas forças da Natureza produzindo devastações sobre a Terra, enquanto a busca de elevados ideais torna-as menos inimigas do ser humano.
Por conseguinte, as forças desse estrato são, em qualquer época, um reflexo exato do estado moral da humanidade. Do ponto de vista oculto, a “mão de Deus” que se abateu sobre Sodoma e Gomorra não é uma tola superstição, pois, tão certo como há uma responsabilidade individual ante a Lei de Consequência que traz a cada pessoa o justo resultado de suas ações, sejam boas ou más, assim também existe uma responsabilidade coletiva ou nacional, que atrai sobre os grupos humanos resultados equivalentes aos atos efetuados em conjunto. As forças da natureza são, em geral, os agentes de tal justiça retribuidora, causando inundações ou terremotos a um grupo, ou a benéfica formação de óleos ou carvões a outro, de acordo com os seus merecimentos.
8.Estrato Atômico: é o nome dado pelos Rosacruzes ao oitavo estrato da Terra, a expressão do Mundo dos Espíritos Virginais. Parece ter a propriedade de multiplicar as coisas que nele estão, porém, isto se aplica somente às coisas já formadas definitivamente. Uma peça informe de madeira ou uma pedra bruta não tem existência ali, mas qualquer coisa já modelada ou que tenha vida e forma, tal como uma flor ou uma pintura, é multiplicada nesse estrato em grau surpreendente.
9.Expressão Material do Espírito Terrestre: aqui existem correntes em forma lemniscata, intimamente relacionadas com o cérebro, o coração e os órgãos sexuais da Raça humana. Corresponde ao Mundo de Deus.
10.Centro do Ser do Espírito Terrestre: nada mais pode ser dito presentemente a respeito, salvo que é a semente primeira e última de tudo quanto existe tanto dentro como sobre a Terra, e corresponde ao Absoluto.
Do sexto estrato, o ígneo, até a superfície da Terra, há certo número de orifícios em diferentes lugares. Seus terminais na superfície são chamados “crateras vulcânicas”. Quando as forças da Natureza do sétimo estrato são desencadeadas de modo a poderem se expressar por meio de uma erupção vulcânica, elas ativam o estrato ígneo (o sexto), e, então, a agitação se exterioriza através da cratera. A maior parte do material é tomada da substância do segundo estrato, por ser esse estrato a contraparte mais densa do sexto estrato, assim como o Corpo Vital, o segundo veículo do ser humano, é a contraparte mais densa do Espírito de Vida, o sexto princípio. Esse estrato fluídico, com sua qualidade expansiva e sumamente explosiva, assegura um suprimento ilimitado de material no local da erupção. O contato com a atmosfera exterior endurece a parte que não se volatiliza no espaço, formando a lava e a poeira vulcânicas. E da mesma maneira que o sangue ao fluir de uma ferida coagula-se e estanca, assim também a lava, ao final da erupção, cerra o caminho às partes internas da Terra.
Como é fácil deduzir-se do fato, a imoralidade refletida e as tendências antiespirituais da humanidade é que despertam a atividade destruidora das forças da Natureza no sétimo estrato. Portanto, geralmente são as pessoas dissolutas e degeneradas que sucumbem nessas catástrofes. Essas pessoas, juntamente com outras cujo destino autogerado sob a Lei da Consequência, por várias razões, implica morte violenta, são conduzidas desde os mais diversos recantos por forças sobre-humanas até o lugar onde deve ocorrer a erupção. Para aquele que pensa seriamente, as erupções vulcânicas do Vesúvio, por exemplo, servem para corroborar a afirmação acima.
Consideremos agora um tipo diferente de catástrofe e o caso real do desastre que causou a morte de mais de 1.100 pessoas.
Durante a Guerra Mundial, um grande navio carregado de munição para os aliados foi torpedeado na costa da Irlanda. Esse navio afundou em menos de vinte minutos e levou centenas de homens, mulheres e crianças para seus túmulos aquáticos.
Os submarinos não podem observar as regras do direito internacional, pois são embarcações frágeis que podem ser destruídas por um único tiro se tentarem parar um navio e tomá-lo como prêmio de guerra. Os submarinos não têm espaço à bordo para atender os passageiros e tripulantes de um navio.
Agora vejamos o que a Memória da Natureza revela sobre essa catástrofe, ou tragédia. As pessoas que afundaram nesse grande navio estavam envolvidas no comércio da marinha mercante entre o Egito, Creta e Grécia, três vidas antes: os egípcios eram bons marinheiros naquela época. Seus navios foram cobertos por fora com cobre e bronze para evitar vazamentos e eles são triplos. Ou seja, eles tinham três conveses de remadores para maior velocidade. Naquela época as outras nações não tinham esse tipo de navio.
Mais tarde, os atenienses construíram trirremes que eram navios que tinham três camadas ou bancos de remos. Cada camada, portanto, exigia um remo cerca de um metro mais longo do que o imediatamente abaixo.
Havia cerca de duzentos remadores em cada trirreme. Os navios egípcios eram muito mais fortes que os outros navios e o Egito era então senhor dos mares.
Os egípcios tinham inveja dos mercadores de Creta e da Grécia e um dia, quando encontraram vários desses barcos perto da costa da Espanha, se depararam com eles e afundaram os navios.
Enquanto os navios de Creta e da Grécia se debateram na água, impotente, o capitão de um dos navios disse ao comandante egípcio que esperava levá-lo e todos os seus homens a um navio algum dia e afundá-los todos, mesmo se ele tivesse que perder a vida para fazê-lo.
Todos os navios da frota afundaram, exceto esse. Esse navio foi comandado pelo capitão do mar que queria afogar os egípcios e fez um juramento de fazê-lo. Esse capitão e seu navio finalmente chegaram à costa de Portugal em segurança.
Em seu leito de morte, alguns anos depois, ele se lembrou de seu juramento de colocar aquele egípcio em um navio e afundá-lo algum dia. Ele havia abrigado esse pensamento de vingança todo esse tempo. “Eu nunca tive uma chance com os cães por afundarem meus navios”, disse ele. “Isso me fez perder minha fortuna.”
Quando esse homem renasceu nessa vida, tornou-se marinheiro e finalmente recebeu o comando do navio que naufragou. Os Senhores do Destino reuniram os homens que afundaram esses navios por inveja e outros que iriam morrer da mesma maneira.
O capitão estava ansioso para levar seu navio nessa jornada e foi de bom grado para a morte, pois tinha um sentimento de satisfação.
A Memória da Natureza mostra que ele poderia ter deixado a rota do navio e salvado seu navio de ser afundado, mas ele disse a si mesmo: “Ora, eu deveria correr quando eu estava esperando por esta oportunidade de ter este navio afundado e essas pessoas se afogando”.
Esse homem afundou com o navio, mas estremecemos ao pensar na miséria causada por tal vingança. Ele foi um agente dos Senhores do Destino até certo ponto, mas ele acumulou mais Destino Maduro para si mesmo, que terá que ser liquidado algum dia.
Sua punição no Mundo do Desejo deve ter sido muito severa.
Agora é isso que está segurando as pessoas deste Planeta. Eles têm tantos rancores e tanto mal-estar. Eles têm se oprimido por muitas vidas. Eles não podem esquecer suas antigas queixas e estão tão ansiosos para se vingar.
Pessoas de diferentes raças renasceram em outras terras e os destinos das pessoas estão entrelaçados. Os antigos gregos renasceram principalmente na Itália, Inglaterra e nos Estados Unidos.
Os etíopes foram residentes do Egito em uma época e tiveram muito contato com os gregos e romanos. Uma vez que os gregos conquistaram os egípcios e mais tarde eles perderam seu poder sobre eles. Os etíopes derrotaram a Itália de uma só vez e há um antigo rancor entre eles. Mas eles não são as únicas nações que estão cometendo esse grave erro.
Houve muitas grandes catástrofes nos últimos tempos. Descobri que, somando as baixas no Chicago Daily News Almanac para o ano de 1936, 595.466 mortes foram causadas por terremotos entre os anos de 1902 e 1936. Durante o mesmo período, as inundações causaram a morte de 182.102 pessoas. Tempestades de vento tiraram a vida de 9.489. A perda do naufrágio de navios durante esse tempo também foi considerável. Esses números foram retirados da lista de terremotos, erupções e catástrofes recentes e não incluem perdas menores que ocorreram em vários lugares da Terra.
Podemos ver que os vulcões são uma verdadeira ameaça para os seres humanos. A maioria das pessoas pensantes deve chegar à conclusão de que há alguma razão para essas catástrofes. Muitas pessoas sentem instintivamente que somos de alguma forma culpados pelos problemas e aflições que nos atormentam. Nossa Bíblia Cristã dá muitos exemplos em que as pessoas foram punidas por seus erros, e as razões são claramente declaradas. Os profetas, ao longo dos anos, têm alertado as pessoas para serem boas e assim evitarem o castigo. Se as pessoas de hoje prestassem atenção a essas advertências e seguissem os ensinamentos estabelecidos por Cristo-Jesus, os ensinamentos Cristãos, não haveria mais terremotos no futuro, porque todas essas dívidas de Destino Maduro poderiam ser pagas a serviço de pessoas e animais.
Podemos ter certeza de que as pessoas que foram mortas em erupções vulcânicas e incêndios mereceram essas mortes violentas e que renasceram naqueles lugares para cumprir seu destino.
Elas colheram como semearam em vidas passadas. Será o mesmo conosco. Se formos maus, colheremos tristeza. Se formos bons, seremos recompensados por termos nascido em circunstâncias mais afortunadas.
Eu costumava me perguntar por que o povo da China tinha tantas inundações para atrapalhar o curso de suas vidas. Nos últimos anos, lemos sobre muitas inundações e secas na China que causaram milhares de mortes entre os pobres chineses.
Disseram-me as razões pelas quais as pessoas na China estão sofrendo tantas catástrofes e porque a nação está em declínio, ainda que nos pareça o contrário, no momento. Por milhares de anos, as pessoas que vivem na China têm tratado brutalmente pessoas de sua própria raça e de outras. Elas têm sido egoístas e carecem de amizade com outras nações. Elas eram gananciosas por riqueza. As pessoas que não prestaram homenagem foram esmagadas, passaram fome e foram mortas em inundações. Hoje elas estão colhendo o que plantaram no passado distante. À medida que lemos nossos jornais diários e vemos o que está acontecendo no mundo, podemos ver que o que foi dito sobre o povo da China também se aplica a todas as outras nações.
A fim de ilustrar o problema com o Destino Maduro como se aplica às nações vamos estudar algumas outras catástrofes dos tempos modernos e o que as pessoas fizeram em vidas passadas para ganhar tal destino.
Vamos considerar outro navio que foi afundado. Esse navio estava em uma viagem da Europa para Nova York com um grande número de passageiros a bordo. Esse navio foi perdido após uma colisão com um iceberg e mais de 1.400 passageiros e tripulantes morreram. A bordo do navio, havia muitas pessoas importantes na sociedade americana que se perderam.
Quando o povo dos EUA leu sobre esse grande desastre, ficou triste ao saber da morte repentina de todas essas centenas de pessoas. Muitas pessoas pensaram que foi um acidente e que aqueles que perderam suas vidas eram apenas vítimas do destino, que por acaso estavam no navio e se perderam quando ele afundou repentinamente após atingir um enorme iceberg. Os Estudantes Rosacruzes sabem que não passamos por acaso e que vivemos até que chegue a hora de nossos arquétipos deixarem de vibrar, a menos que destruamos nossas vidas cometendo suicídio. Um acidente é um nome mal aplicado para o destino.
A Memória da Natureza revelou o seguinte sobre as pessoas que afundaram nesse navio há alguns anos. A maioria dessas pessoas eram senhores feudais e vassalos ricos duas vidas antes.
Eles costumavam enviar seus súditos rebeldes para o mar em navios ruins e aqueles morriam afogados frequentemente. Quando essas pobres vítimas estavam prestes a afundar nos velhos navios furados, perceberam o que lhes havia sido feito e amaldiçoaram esses senhores feudais e vassalos ricos. Assim, esses homens ricos, mas perversos, tinham sobre eles as maldições de muitas de suas vítimas.
Em uma vida passada, o capitão doeste navio foi um rico armador que desagradou de alguma forma um dos senhores feudais. Ele foi enviado para o mar e nunca mais voltou. Esse homem perdeu a vida porque o senhor feudal planejou se livrar dele dessa maneira cruel.
Quando aquele homem renasceu como homem, ele alegremente enviou este enorme navio para sua perdição.
Foi-me dito que quando o navio afundou havia uma múmia a bordo que havia sido tirada do Egito e colocada em um museu. Finalmente uma réplica da múmia foi feita e a múmia foi colocada no porão do prédio. Alguém a descobriu e a comprou e a levou a bordo daquele navio que nunca chegou a este país. Os egípcios nos tempos antigos queriam estar o mais próximo possível da terra. Quando eles eram reis estrangeiros que governavam o Egito não havia problema em mumificá-los quando morriam. Naquela época, todas as pessoas importantes eram mumificadas. Os reis e suas famílias e os sacerdotes tiveram seus corpos assim preservados.
Os sacerdotes de tempos posteriores conheciam os Elementais e praticavam alguma magia negra; criavam Elementais para proteger os corpos dessas pessoas. Levou doze meses para criar esses pensamentos-formas ruins. Foi-me dito que a múmia a bordo não teve nada a ver com o naufrágio do navio, mas que os Elementais malignos sobre ela tornaram as pessoas imprudentes. Dizem que eles seguiram felizes pensando que o iceberg não tinha importância até que fosse tarde demais para se salvarem. Assim, os Elementais foram liberados e a água salgada logo desintegrou a múmia.
Consideremos agora o incêndio do Teatro Iroquois e o que aconteceu com quinhentos e setenta e um homens, mulheres e crianças e qual foi a verdadeira causa de seu sofrimento e morte.
Vou contar brevemente a história do que aconteceu no Teatro Iroquois.
Esse incêndio é a maior tragédia que se abateu sobre a cidade de Chicago. Ocorreu em 30 de dezembro de 1903. O teatro estava situado na rua Randolph entre as ruas State e Dearborn.
Quase seiscentas pessoas, a maioria mulheres e crianças, foram queimadas e sufocadas até a morte. O teatro estava lotado de espectadores de pé ao redor das paredes de duas ou três profundidades.
O Teatro Iroquois era um edifício considerado à prova de fogo, mas tinha saídas bloqueadas, uma cortina corta-fogo defeituosa e um equipamento de iluminação inadequado. O fogo começou com um pequeno lampejo de chamas no cenário acima do palco. Um funcionário do palco tentou apagá-lo, mas o fogo se espalhou rapidamente e as pessoas logo ficaram aterrorizadas. Um dos atores gritou para as pessoas ficarem quietas e saírem em ordem. O maestro da orquestra exortou os músicos a continuarem tocando, mas um a um eles largaram os instrumentos e desapareceram pela saída sob o palco.
Alguns dos participantes fugiram bem a tempo de escapar da torrente de fogo que invadiu o auditório. As pessoas no palco tentaram abaixar a cortina de incêndio, mas ela emperrou e permaneceu a vários metros da borda inferior do palco. Uma porta na parte de trás do palco foi aberta e a corrente de ar assim formada transformou o palco instantaneamente em uma massa brilhante de chamas que foram então lançadas sobre as cabeças das pessoas.
As pessoas aterrorizadas correram para as saídas e descobriram que estavam trancadas e intransitáveis. Essas saídas logo foram bloqueadas por seres humanos lutando pela vida. Muitos caíram e foram esmagados pela investida. O fogo varreu o teatro, queimando muitos até a carbonização, se tornando formas irreconhecíveis e sufocando outros com seu calor e gases. Quando os bombeiros finalmente entraram no prédio, encontraram os mortos empilhados com dois ou três metros de altura nas portas. Muitas pessoas foram encontradas vivas e foram levadas para um local seguro. Diz-se que quinhentas e setenta e uma pessoas perderam a vida em quinze minutos.
Essa é uma história triste e causou muita tristeza e comoção para aqueles que estavam relacionados com as vítimas. Um homem que conheci perdeu sua esposa, sua filha e sua neta no incêndio e seu cabelo ficou branco em poucos dias de tristeza. Mais tarde, conheci uma garota que estava sentada no andar principal naquela tarde. Ela me disse que passou por cima dos assentos e conseguiu escapar, mas ficou quase uma pilha de nervos por mais de um ano pelo choque e terror que experimentou.
Espero que você tenha adivinhado que essas vítimas causaram a morte de outras pessoas por fogo em alguma vida passada e você está certo. A Memória da Natureza revelou a seguinte história.
Quando Roma era jovem, um bando de pessoas veio do norte e se estabeleceu perto dessa cidade. As pessoas eram celtas. Outros povos celtas se estabeleceram na Irlanda, Escócia, País de Gales e Bretanha.
Uma noite, os soldados romanos cercaram essas pessoas vizinhas e queimaram todos elas. Não posso contar os detalhes, mas você pode imaginar o terror dessas pobres pessoas. Em 1903, pela primeira vez, essas pessoas que eram soldados romanos se reuniram para encontrar seu destino no incêndio do Teatro Iroquois.
Alguns nasceram duas ou três vezes antes de serem apanhados no fogo. Embora fossem mulheres e crianças, quando encontraram a morte nesse incêndio, foram implacáveis soldados romanos quando queimaram seus vizinhos e acumularam esse Destino Maduro que tiveram que enfrentar e pagar nesta última vida.
Talvez você se pergunte quando o ser humano começou a criar Destino Maduro para si mesmo e quem guiou e cuidou das pessoas nos estágios iniciais do desenvolvimento da humanidde. Quando os membros da nossa humanidade infantil foram encarcerados em seus corpos pela primeira vez e receberam o livre arbítrio, o Mundo do Desejo estava praticamente livre de entidades, mas como os desejos dos seres humanos ganharam controle sobre suas vontades fracas, eles começaram a criar diferentes monstros no Mundo do Desejo. Mundo que então os atormentou quando eles morriam. Hoje esses elementais, ou monstros, cresceram a um tamanho enorme e são muito ferozes.
Em tempos muito antigos, antes que o ser humano fosse encarcerado em um Corpo Denso, ele tinha visão espiritual negativa e sua consciência não era limitada.
Ele podia ver o Mundo do Desejo a qualquer hora que quisesse, e podia se comunicar com os seres superiores que o tinham sob comando. Naquela época, seres de vários outros Planetas do nosso Sistema Solar estavam trabalhando com a humanidade aqui na Terra.
O ser humano obedeceu voluntariamente a esses seres superiores para que pudessem ver e ouvir. Mas, quando ele começou a expressar seu pensamento aqui, tornou-se responsável por seu próprio Destino Maduro. O Destino Maduro que o ser humano gerou agora durará até que ele se torne um Liberado.
Para nosso próximo exemplo da lei do Destino Maduro, consideraremos a erupção do Monte Pelee na ilha da Martinica, que fica no Oceano Atlântico, não muito longe das Índias Ocidentais.
Durante os meses de maio, junho e agosto de 1902, o vulcão nessa ilha entrou em erupção várias vezes e matou mais de 31.000 pessoas. Esse vulcão destruiu várias cidades bonitas e as enterrou parcialmente com lama cinza, pedras enormes e cinzas. Alguns desses pedregulhos tinham 2 a 3 metros de diâmetro. Em um lugar, essas pedras estavam envoltas em lama e compactadas como paralelepípedos na pavimentação de ruas. Esses pedregulhos cobriam muitos hectares de terra.
Antes do vulcão entrar em erupção, as pessoas foram avisadas pelos trovões profundos como rugidos que ouviram vindos da montanha, e pelo gás sulfuroso que se tornou perigoso na vizinhança. Milhares de pessoas foram mortas e queimadas e suas casas foram totalmente destruídas. Foram enterradas nas cinzas quentes que caíram sobre elas. O vapor e as cinzas foram lançados no ar pelas forças reinantes no interior da Terra.
Algumas das pessoas deixaram as aldeias quando ocorreu a primeira erupção. Mais tarde, elas voltaram para suas casas pensando que o perigo havia passado. Mas, o vulcão tornou-se ativo novamente e causou a morte de muitos mais nativos que viviam nessa ilha.
Alguns geólogos que arriscaram suas vidas para estudar essa explosão vulcânica e seus resultados logo após a tragédia não sabiam o que realmente causou a catástrofe na ilha da Martinica. Um deles escreveu um relato muito bom do que viu. Ele tentou usar sua Mente racional, mas isso não foi suficiente para revelar a causa real.
Essa erupção foi causada pelas más ações e pensamentos dessas pessoas em vidas anteriores. Os pensamentos malignos delas formaram o arquétipo dessa destruição há muito tempo, quando viviam no sul da Europa. Quando elas morreram e depois renasceram na ilha da Martinica, o arquétipo as seguiu e pairou cada vez mais baixo sobre a terra até que o relógio do destino soou e o Monte Pelee explodiu em grande atividade.
Os Espíritos da Natureza também participaram nas atividades de destruição provocadas pela erupção do vulcão Monte Pelee na ilha da Martinica, que fica no Oceano Atlântico, não muito longe das Índias Ocidentais. Os Gnomos não gostam de confusão e foram cada vez mais fundo na terra. Quando eles alcançaram o Estrato Ígneo, que está conectado com vulcão, e leva até o cone desse, os gases, a rocha derretida e a lama de dentro da Terra se precipitaram e destruíram tudo, matando muitas pessoas. Os Silfos do ar e as Ondinas do mar ajudaram no trabalho de destruição causando maremotos. Os maus pensamentos das próprias pessoas foram os responsáveis. Os Espíritos da Natureza não devem ser culpados, pois são espíritos benevolentes quando cercados por pessoas humildes e amorosas que vivem uma vida reta.
Para entender quem eram esses Egos, que se reuniram no Monte Pelee e foram destruídos pela erupção do vulcão e pelas ondas do mar, temos que voltar um longo período na história. Por volta de 1800 A.C. alguns nômades indo-europeus encontraram seu caminho na península da Grécia. Outros, da mesma localidade, dirigiram-se para a Grécia por volta de 1500 A.C. e foram chamados de dórios. Eles eram uma classe feroz e ignorante de nômades. Eles alcançaram o Peloponeso e subjugaram seus primeiros parentes, os aqueus, bem como os citadinos do mar Egeu. A ilha de Creta foi invadida por esses dois grandes grupos de pessoas que levavam consigo todos os seus pertences quando viajavam de um lugar para outro. Essas pessoas levaram ou destruíram tudo à vista após sua chegada e mantiveram muitas pessoas como escravas.
Os abastados habitantes das regiões de Creta e do Egeu haviam desenvolvido uma civilização muito elevada, ainda superior à nossa atual. Essas pessoas foram dominadas pelas invasões gregas e fugiram para o mar, embarcaram em seus navios e partiram. Eles tentaram entrar no delta do Nilo, mas foram repelidos e expulsos. Muitas dessas pessoas desafortunadas morreram no mar, mas algumas conseguiram, por algum tempo, se estabelecer no sul da Palestina.
Por volta de 1200 A.C. a civilização desse povo, submersa pelos gregos bárbaros, pereceu e seus escritos foram inteiramente perdidos. O ódio intenso que foi gerado pelas pessoas que foram forçadas a sair de suas casas e país tendia a atrair esses invasores para eles em vidas posteriores. Isso fez com que esses antigos invasores bárbaros encontrassem o mesmo destino que haviam dado às pessoas inocentes. Vamos ver como isso aconteceu.
A Memória da Natureza revelou que quando esses povos bárbaros foram para Creta e para os países vizinhos, queimaram as casas das pessoas e muitos dos habitantes morreram nelas. Os bárbaros mataram os velhos, os fracos, os enfermos e os feios. Mantinham as mulheres bonitas e os homens fortes que não conseguiram escapar e os escravizaram.
Depois que esses refugiados cretenses foram de um lugar para outro e tiveram sua admissão recusada, alguns deles finalmente caíram no Oceano Atlântico. Eles foram levados para a ilha da Martinica, pelas correntes marítimas e formaram o núcleo para atrair os invasores para lá receberem seu justo castigo.
Aqui está como foi feito. Quando os refugiados se estabeleceram na ilha da Martinica, seus filhos foram as pessoas que se perderam nos navios em busca de um local de desembarque. Isso aconteceu ao longo de um período de várias gerações. Então ocorreu uma mudança, e seus filhos foram as pessoas que os expulsaram de suas casas e do país e causaram suas mortes. Depois de um longo período, os cretenses originais renasceram em outros lugares e a população consistia em grande parte dos invasores que causaram tanta miséria.
Esses antigos gregos, ou primeiros bárbaros, eram muito cruéis. Quando renasceram na ilha da Martinica em suas últimas vidas, esses Egos foram enviados para renascer em Corpos Densos menos desenvolvidos para cumprir esse destino. Os Anjos do Destino podem facilmente fazer isso.
Então os Egos foram enviados para renascer em Corpos Densos menos desenvolvidos como punição pelo orgulho e pela crueldade com seus irmãos e com suas irmãs humanos pertencentes a outras raças ou nações. Esses Egos que encontraram a morte nesses Corpos Densos quando o Monte Pelee entrou em erupção voltarão em Corpos Densos mais desenvolvidos, novamente, quando renascerem. Aqui está uma das razões pelas quais o estudo dos Ensinamentos Rosacruzes deve tornar todos os Estudantes muito humildes.
Notem que quando ocorrem tempestades, terremotos, maremotos, explosões vulcânicas ou catástrofes de outros tipos, muitos dizem: “Eis a obra de Deus! Quão insignificante é o homem!”. Isso é falso. Deus nunca fez uma tempestade ou catástrofe de tipo algum, pois Deus é a grande lei do amor. Essas catástrofes são evidências do poder do ser humano.
Se o ser humano nunca tivesse emitido maus pensamentos, palavras perversas, blasfêmias e maldições, a aura da Terra nunca poderia estar tão carregada de forças destrutivas que uma catástrofe fosse necessária para dissipá-las e trazer o equilíbrio.
A cura para os males da humanidade é que as pessoas sintam e expressem simpatia e amor mútuos. Se os indivíduos vivessem de acordo com seus ensinamentos religiosos, logo mudariam as condições de suas vidas para melhor. Através dos tempos, todos os grandes mestres religiosos exortaram as pessoas a tratarem-se mutuamente com misericórdia e a serem honestas e verdadeiras.
A Bíblia Cristã aponta o caminho e é realmente todo o guia necessário. Para aqueles que sentem a necessidade de explicações mais detalhadas e acessíveis sobre os mistérios da vida, sugiro os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que é a Fraternidade Rosacruz.
Em conexão com o assunto das catástrofes das nações, vou falar um pouco sobre os infortúnios que vieram para os indivíduos por causa do que eles fizeram em uma vida passada. Isso nos dará uma compreensão mais ampla deste importante assunto.
Talvez esse conhecimento nos ajude a entender melhor a nós mesmos e aos outros e nos permita ser mais úteis à humanidade.
Certa manhã, um Auxiliar Invisível parou um trem em uma cidade do leste e começou a descer uma rua. Antes de ir muito longe, ele conheceu um homem de cor negra que não tinha braços. Esse pobre homem estava malvestido e parecia infeliz. Ele pediu ao estranho algo para comer.
“Onde você pode conseguir algo para comer?”, perguntou o estranho.
“No depósito”, respondeu o pobre.
Eles voltaram e o Auxiliar Invisível pediu um café da manhã para o homem e começou a alimentá-lo assim que a comida foi servida.
Enquanto ele estava alimentando o homem, algumas pessoas que ele conheceu no trem entraram no refeitório e o viram. O garotinho imediatamente foi até o Auxiliar Invisível para ver o que estava acontecendo.
Os pais da criança subiram e convidaram o Auxiliar Invisível para sua casa.
“Não, obrigado”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Estou a caminho de uma outra estação para pegar um trem para continuar minha jornada. Encontrei esse homem e ele pediu comida e eu o estou alimentando.”
“Posso lhe ajudar?”, perguntou a senhora. “Você é muito lento.”
A senhora então pegou o garfo e começou a alimentar o homem sem braços e o marido sentou-se na mesma mesa. Depois que o homem terminou de comer, o Auxiliar Invisível perguntou como ele havia perdido os braços.
“Eu estava ajudando em uma fazenda um dia e de alguma forma meus braços ficaram presos em uma máquina de debulha e eles foram cortados no ombro”, disse o homem.
“Conte-nos sua história”, disse o Auxiliar Invisível. “Vamos dar as mãos enquanto este homem fala e talvez vejamos e aprendamos alguma coisa.”
“Depois que eu tive meus braços cortados e estava em um hospital”, continuou o homem, “Eu queria morrer porque sabia que teria uma vida difícil. Uma voz falou comigo e disse: ‘Olhe para trás, velho rei cruel, e veja a miséria e o sofrimento que você causou ao cortar os braços de seus escravos. Embora sua vida seja difícil, você não morrerá até ter sofrido tanto quanto sua vítima mais longa sofreu. Isso foi há muitos anos, mas você deve pagar a dívida. Seus quatro capangas sofreram o mesmo destino que você no dia em que foi ferido’.”
Depois de contar brevemente sua história de vida, o homem sem braços falou com o Auxiliar Invisível. “Diga-me o significado do que vi e ouvi naquele dia. Já vivi antes?”
“Sim, você viveu muitas vezes antes”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Por meio do pensamento, ele pediu a alguém que deixasse todos verem a vida do homem quando ele era rei.
Eles descobriram que esse homem era um rei da Babilônia e tinha muitas pessoas sob seu comando. Algumas das pessoas eram de cor branca, mas os escravos eram de cor morena e negra. Ele exigia muito desses escravos e quando eles não conseguiam completar as tarefas que ele lhes dava, ele fazia seus homens cortarem seus braços acima do cotovelo e os largavam para morrer. Algumas dessas pessoas infelizes foram comidas por animais selvagens. Outros viveram por muitos anos, enquanto algumas de suas vítimas morreram imediatamente.
“Estou assim há dez anos”, disse o homem.
“Vi outro homem sem braços na cidade onde moro”, disse o Auxiliar Invisível.
Os viajantes ofereceram algum dinheiro ao pobre homem, mas ele recusou. Não quero porque alguém tiraria do meu bolso”, disse.
Depois disso, o Auxiliar Invisível foi para casa com os pais do menino, fez uma curta estadia e depois partiu para o trem.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam passando pela cama de uma mulher em um hospital. “Senhora, por favor, pare aqui um momento.”, ela pediu.
“Estarei com você em alguns minutos”, respondeu a Auxiliar Invisível.
Essa Auxiliar Invisível falou com uma enfermeira sobre a mulher.
“Ela só tem mil e uma perguntas, para te inquirir sobre religião”, disse a enfermeira.
A Auxiliar Invisível voltou para a mulher doente e sentou-se ao lado de sua cama.
“Enfermeira, posso lhe fazer algumas perguntas”, disse a doente, e a Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Tenho sessenta anos e tive um marido que me trocou por uma mulher mais jovem”, disse ela. “Agora, ele perdeu o dinheiro dele, e eu me preocupei muito. Por que eu tenho que sofrer assim? Eu tenho sido uma verdadeira esposa para meu marido, mas não temos filhos. Eu não acho que fui tratada com justiça.”
“Ninguém está maltratando você”, disse a Auxiliar Invisível. “Você fez a mesma coisa em alguma vida passada quando se casou antes. Agora você deve orar por perdão e aceitar o que está sendo dado a você.”
“Você pode provar isso para mim?”, a mulher doente perguntou.
“Não sei se posso ou não”, respondeu a Auxiliar Invisível.
Ela pegou a mão da pobre mulher e começou a ler seu passado para ela. “Duas vidas antes disso, você era uma linda mulher cretense”, disse ela. “Você se casou e quando seu marido envelheceu você o deixou e encontrou um homem mais jovem. Então você conheceu reversos e morreu depois de muito sofrimento.”
Enquanto a Auxiliar Invisível falava, a doente levantou-se na cama com a boca e os olhos abertos e falou num sussurro rouco: “O que aconteceu com meu marido?”
Então ela o viu em sua casa com sua foto, feita de cobre, na frente dele. Ele tinha acabado de chegar do trabalho e estava pensando nela. Ele se tornou rico, mas não tinha interesse em nada. Todas as noites ele ia para casa e sentava-se lá sozinho.
Uma noite ele voltou para casa e jantou. Então, sentou-se em uma cadeira ao lado de sua mesa e pegou a foto dela em suas mãos.
A foto mostrava que ela parecia como nesta vida, só que era mais jovem naquela época.
“Oh, Deus”, disse ele. “Eu não aguento mais”, e sua cabeça caiu e ele faleceu. Os Auxiliares Invisíveis e a mulher o viram se formar ao lado de seu cadáver e a cena se encerrou.
“Graças a Deus, agora eu sei”, disse a mulher, “e eu o perdoo”.
A Auxiliar Invisível contou a ela sobre a lei de Causa e Efeito e o que ela deve fazer para ter uma vida e um lar melhores. Ela viu, por meio da Consciência Jupiteriana, que seu marido nesta vida tinha sido seu marido naquela vida passada. Essas pessoas não se conheceram na vida antes da recente quando ela era um homem.
Depois que a mulher disse que o perdoou, ela caiu de costas na cama. A Auxiliar Invisível chamou o Auxiliar Invisível que trabalhava com ela.
“Acho que ela está morta”, disse a enfermeira regular.
“Olhe para o coração e a cabeça dela e veja se consegue ver a chama da vida”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sim, eu vejo”, disse a Auxiliar Invisível. “Ela não está morta. Ela só desmaiou.”
O Auxiliar Invisível disse à enfermeira que sua paciente ficaria bem e que a deixasse em paz, mas para observá-la. Ele, continuando, disse que a paciente não faria mais perguntas e seria uma mulher melhor.
O Auxiliar Invisível disse à mulher tudo o que ela precisava saber e se ela seguir o que lhe foi recomendado fazer, fará um bom progresso.
Aqui está outra história que ilustra o efeito do Destino Maduro sobre duas mulheres que tiveram que pagar dívidas passadas sendo colocadas em um hospital psiquiátrico ou asilo.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um manicômio para ajudar duas mulheres a escapar do local. Os Auxiliares Invisíveis percorreram a instituição antes de se materializarem e encontraram muitos casos de obsessão. Eles encontraram duas mulheres infelizes que deveriam ser insanas. Uma tinha sido mantida lá por sete anos e a outra estava lá por quatro anos.
Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a libertar essas mulheres e eles tiveram que descobrir uma maneira de fazer isso. Era então muito cedo pela manhã. Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mulher que estava lá há sete anos qual era seu nome e endereço. Ela lhes deu as informações necessárias e os Auxiliares Invisíveis foram ao escritório e pediram autorização para visitá-la.
O homem encarregado disse que era contra as regras, mas que os visitantes poderiam ir vê-la desta vez. A pobre mulher disse que os familiares do seu marido a colocaram lá para tirá-la do caminho.
“Seu tempo acabou, e viemos para libertá-la”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Você tem alguma roupa para ir embora?”
“Sim”, disse ela, se vestiu e pegou todas as suas roupas.
“Você tem algum dinheiro?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, eu tenho cerca de cinquenta dólares”, ela respondeu.
“Vá para casa, arranje um bom advogado e reabra o seu caso”, ele a aconselhou. “Você ganhará o seu caso e ficará livre.”
Então os Auxiliares Invisíveis foram ver a mulher que estava lá há quatro anos. Eles a encontraram e ela contou sua história. Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que sua mãe a colocou naquele lugar, porque ela se recusou a se casar com o homem que sua mãe havia escolhido para ela. Sua mãe a drogou e quando ela acordou, ela se viu naquele hospital psiquiátrico. Ela disse que tinha uma quantia de dinheiro em um banco.
“Vista-se e pegue todas as suas roupas”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “e prepare-se para ir conosco à cidade, recomeçar a vida e esquecer seu antigo amante e seu povo”.
Os dois Auxiliares Invisíveis e as duas mulheres deixaram o local. Os guardas e o guarda noturno não os viram por que os Auxiliares Invisíveis construíram uma tela de desejo entre as mulheres e os guardas. Depois que eles deixaram o prédio, cada mulher seguiu seu próprio caminho alegremente, e os Auxiliares Invisíveis deixaram a cidade e continuaram com seu trabalho.
Essas duas mulheres não eram loucas ou vítimas de obsessão, mas estavam confinadas lá contra sua vontade por causa de outras pessoas. A Memória da Natureza revelou a causa disso. A mulher que havia passado sete anos em confinamento nesta vida havia prendido sua mãe em uma vida anterior e a mantido prisioneira por seis anos porque ela falava demais.
A mulher que estava internada há quatro anos havia, em vida anterior, feitos prisioneiros todos os empregados da sua fazenda que se casaram sem seu consentimento. Naqueles dias, os arrendatários ou servos da terra tinham que pagar comida, grãos ou dinheiro em períodos regulares. Quando essa mulher renasceu nesta vida, uma das empregadas que ela fez sofrer na prisão tornou-se sua mãe. De alguma forma, ela se lembrou de seus sentimentos de uma vida passada, e quando sua filha se recusou a obedecê-la, ela a drogou e a confinou no asilo.
Alguém havia dito: “Embora os moinhos de Deus moam lentamente, eles moem muito fino”. Se as pessoas geralmente conhecessem a lei do Destino Maduro, hesitariam com mais frequência antes de causar sofrimento aos outros. Então, haveria menos problemas e tristezas no mundo.
Tudo o que fazemos não é regulado pelo Destino Maduro. Temos livre arbítrio em muitas coisas e podemos iniciar novas causas para o bem e para o mal. Quando aprendemos que somos a causa de nossa própria tristeza ou felicidade, devemos nos esforçar para viver nossas vidas mais em harmonia com as Leis de Deus e fazer uma grande tentativa de superar essas leis do Mundo Físico; então, não geraremos nenhum Destino Maduro que deva ser pago em algum momento. Quando somos bons, nos preparamos para as bênçãos presentes e futuras.
Há muitos dons espirituais e materiais que Deus dá aos seus filhos obedientes.
A fim de ilustrar como nossas vidas presentes estão ligadas ao passado, vamos ver, brevemente, o caso sobre três indivíduos.
Em primeiro lugar, consideraremos uma senhora engolidora de espadas que ganhava a vida há alguns anos exibindo sua habilidade no espetáculo de circo. Uma aluna foi a esse circo para estudar a natureza humana e viu a senhora engolidora de espadas engolir várias espadas. Uma das espadas era feita de vidro com fios elétricos. Depois que ela engoliu parcialmente a espada, ela ligou a corrente e as pessoas puderam vê-la em sua garganta.
Depois que a multidão passou para a próxima atração, a aluna conversou com essa senhora engolidora de espadas. Ela a achou muito atraente e agradável. Ela contou à aluna alguns fatos sobre sua vida. A aluna se perguntou que influências poderiam ter levado essa senhora a assumir uma ocupação tão perigosa.
A Memória da Natureza revelou a razão pela qual ela se tornou uma engolidora de espadas nesta vida. Na vida antes desse renascimento essa mulher era um homem branco que vivia na Índia. Esse homem viu alguns faquires engolindo espadas e punhais. Ele se interessou e de vez em quando praticava o engolir espadas.
Ele aprendeu como, mas morreu de um acidente. Uma espada perfurou seu estômago. Até o fim, esse Ego estava determinado a engolir três espadas de uma vez e conseguiu essa façanha.
Foi através de um desses atos que uma espada perfurou seu estômago e causou sua morte. Ele era abastado e bonito, mas não tinha família naquela vida. Ele era um rico aventureiro em busca de excitação e prazer. Ele engoliu espadas apenas por esporte naquela vida.
Quando esse Ego renasceu, como mulher, nesta vida, seu antigo desejo a levou a querer engolir espadas novamente. Ninguém que ela conhecia fazia isso, mas um forte desejo veio a ela para tentar. No começo ela praticou secretamente e depois de três anos ela se tornou proficiente nisso.
Ela se casou e formou uma família. Ela veio para aproveitar a vida em mudança do circo e se encaixou bem com isso. Ela gosta dos olhares de admiração e espanto nos rostos das pessoas que a observam.
Ela será bem-sucedida em seu ato até que se torne descuidada.
Disseram-me que sua vida será exterminada pela espada, a menos que ela abandone totalmente essa prática. Essa senhora disse que teve dois acidentes graves. Ela cortou o esôfago uma vez e essa lesão cicatrizou. Então, mais tarde, ela se inclinou quando tinha uma espada na garganta e no estômago, a espada escorregou e perfurou seu estômago e ela pensou que estava acabada.
A lesão cicatrizou depois que ela passou algumas semanas no hospital.
Mais tarde, ela foi capaz de continuar com seu trabalho incomum. Que vida estranha ela leva! Seu passado e seu presente são estranhamente semelhantes, e podemos ver que os pensamentos de seu passado determinaram sua estranha carreira nesta vida.
Vamos agora ver o outro Ego brevemente por três vidas para ver que efeito o Destino Maduro teve sobre seu destino. Cerca de dois mil anos atrás, em Atenas, Grécia, vivia um homem que estudava medicina com médicos e químicos.
No decorrer de seus estudos, ele ficou fascinado pelas glândulas endócrinas e se interessou por suas funções no corpo.
Secretamente, ele começou a mexer com essas glândulas em seres humanos. Seus súditos eram principalmente mulheres. Ele estimulava essas glândulas até o ponto de ruptura. Então ele as reduziria, quase a um estado de inércia, causando grande dano aos indivíduos. Quando percebeu o mal que estava fazendo, tentou encontrar maneiras e meios de remediar o mal que havia causado. Ele morreu sem sucesso.
Quando ele renasceu, ele cresceu na Grécia e era uma mulher. Ela sofreu miséria incalculável toda a sua vida de problemas glandulares. Ela decidiu encontrar algum meio pelo qual pudesse curar a si mesma e aos outros. Ela era rica e bem-educada.
Ela foi aos melhores médicos, mas ninguém foi capaz de aliviá-la de seus problemas. Seus sofrimentos aumentaram até que ela faleceu. Antes de sua morte, ela fez um voto de que, se algum dia ficasse boa, dedicaria sua vida ao estudo da medicina para ajudar aqueles que sofriam como ela mesma havia sofrido.
Esse Ego renasceu nos Estados Unidos e logo decidiu se tornar médico. Quando era criança, sofreu um acidente e teve que amputar uma perna abaixo do quadril.
Apesar dessa deficiência, ele persistiu em seu desejo de se tornar um médico. Especializou-se em doenças causadas por várias glândulas endócrinas e viajou para quase todos os países do mundo em busca de conhecimento. Ele passou muitas noites sem dormir tentando aperfeiçoar um remédio que aliviasse o problema glandular.
Ele foi bem-sucedido em ajudar muitas de suas vítimas do passado. Ele fez o melhor que pôde para usar seu conhecimento para ajudar os outros.
Mal percebemos como nossas várias vidas estão entrelaçadas umas com as outras. Nós juramos fazer coisas em uma vida e, então, na vida seguinte vem a nós o desejo de fazer exatamente isso e nós lutamos para realizar esse objetivo. Pode ser bom, ou pode ser ruim. Pode ser fácil de fazer, ou pode ser extremamente difícil.
Geralmente, não percebemos por que estamos tão ansiosos para ter sucesso ao longo de uma determinada linha. A Memória da Natureza revela muitas coisas interessantes e surpreendentes que devem nos beneficiar, se nos esforçarmos para obter esse conhecimento vivendo uma vida de serviço à humanidade.
Catástrofes podem chegar aos seres humanos de uma forma ou de outra. Vou lhes contar um pouco sobre um homenzinho, um anão, que dizem ter apenas uns 72 centímetros de altura. Ele pesa menos de trinta quilos. Os patologistas investigaram e descobriram que em vários anões humanos a Glândula Pituitária era rudimentar ou inadequada para suas necessidades. Há evidências de que o esqueleto está sob o domínio das Glândulas Pituitárias e que o supercrescimento, o subcrescimento e o crescimento normal dependem do funcionamento dessas glândulas em conexão com o cérebro e os vários outros órgãos.
A Memória da Natureza revelou a causa desse Ego ter um Corpo Denso tão pequeno. Há cerca de dois mil anos, quando a Grécia avançava rapidamente na literatura, na ciência e nas artes, esse rapazinho era um mestre em medicina experimental. Ele estava se esforçando para encontrar alguma droga que pudesse alimentar as pessoas que destruíssem seus belos físicos, os fizesse murchar e destruísse suas doces vozes.
A principal razão pela qual ele fez isso foi porque ele queria destruir os romanos que estavam invadindo a Grécia naquela época.
Eles finalmente dominaram o país e capturaram esse homem e o levaram para Roma como prisioneiro. Ele continuou com sua experimentação em Roma e causou muitos danos, mas nunca aperfeiçoou a droga que queria. Finalmente, ele morreu naquela cidade.
O mesmo Ego renasceu, como mulher, mais tarde no país agora chamado Alemanha. Ela pertencia a uma família de pessoas abastadas e recebeu uma educação comum. Ela foi morta quando jovem durante uma das incursões feitas no país por algumas outras pessoas.
Então esse Ego renasceu, como homem, nos Estados Unidos como um anão com uma voz enfraquecida e um Corpo Denso enfraquecido. Ele parece e age como uma criança, embora seja um adulto em anos. Essa condição pode ser causada por deficiências da Glândula Tireoide, que é governada pelo planeta Mercúrio.
Os pais desse anão nesta vida eram pobres e ele está colhendo o destino que semeou há dois mil anos, ou três vidas atrás. Ele passará a vida como está e pode morrer cedo.
Ele está infeliz e sabe que é um desajustado. Se ele percebe o valor de um corpo normal e sente muito por ter um corpo pequeno, há uma boa chance de que ele volte a ter um corpo normal, quando renascer, como mulher, em sua próxima vida.
Ele deve aprender uma lição vivendo em um corpo pequeno e muito prejudicado.
Ele trouxe essa condição para si mesmo como punição pelo que fez para ferir outras pessoas, quando destruiu seus belos corpos e os fez definhar e morrer.
Agora, todos nós cometemos erros em vidas passadas, e na presente, a um ou mais de nossos semelhantes. Teremos que compensá-los de uma forma ou de outra. Muitas pessoas podem eliminar grande parte desse Destino Maduro vivendo vidas boas e úteis.
Consideremos outra pessoa incomum que provavelmente sente que o destino lhe deu um golpe cruel ao fazê-lo crescer demais. Diz-se que esse gigante tem quase dois metros e meio de altura e pesa mais de quatrocentos e cinquenta quilos. Ele pode colocar meio dólar em um anel que caiba em seu dedo médio.
Não se sabe geralmente o que faz com que as pessoas fiquem muito pequenas ou muito grandes. Os Estudantes Rosacruzes sabem que há uma razão oculta para cada anormalidade. Agora esse gigante parece ser inteligente e normal, mentalmente, mas é um homem grande. Deve ser muito inconveniente ser tão maior que as outras pessoas. Um gigante disse a uma senhora que ele geralmente alugava um quarto com duas camas de casal e dormia transversalmente nelas.
Para encontrar a razão do grande tamanho desse homem devemos olhar para a Memória da Natureza e voltar algumas vidas e ver o que poderia ter causado isso. Duas vidas atrás, esse homem era um homenzinho normal que vivia em uma terra que agora se chama Itália. Ele queria ser um homem alto normal. Ele foi para a Grécia e depois para o Egito em busca de médicos que pudessem ajudá-lo a aumentar sua estatura. Os médicos explicaram-lhe o perigo de aumentar seu tamanho na época, pois isso o afetaria mais tarde na vida. Eles disseram que sua altura não poderia ser alterada porque ele atingiu seu crescimento completo. Os médicos lhe disseram que poderiam ajudá-lo a construir seu corpo e arredondar para seu tamanho normal. Eles o instruíram como fazer isso e ele levou ao extremo. Ele pensou que poderia vencer os médicos e atingir seu fim de qualquer maneira.
Os médicos eram estudantes de ocultismo e conheciam muito bem sobre o assunto. Eles conheciam Astrologia e tudo sobre as sete glândulas endócrinas do Corpo Denso e como elas funcionam. O corpo desse homem atingiu um belo estado de perfeição. Ele então continuou seu tratamento sozinho e isso, por sua vez, fez com que as glândulas aumentassem.
A Glândula Timo tornou-se muito grande e finalmente o sufocou até a morte uma noite.
Na próxima vida, quando renasceu como mulher, voltou a ter um corpo normal e nada de grave aconteceu. Esse Ego viveu no que hoje é a França e morreu, como uma mulher de meia-idade. Ele não havia incorrido em nenhum Destino Maduro envolvendo outras pessoas, então os Senhores do Destino o deixaram continuar em paz por enquanto.
Na vida atual, ele nasceu em um dos países do norte da Europa por meio de pais comuns em altura. Ele continuou crescendo e agora é de grande porte. Todas as suas glândulas são hiperativas e seu tamanho grande deve-se particularmente à sua grande Glândula Timo, que causou crescimento excessivo.
Não há nada que ele possa fazer sobre seu tamanho agora. Ele mais do que atingiu seus desejos de duas vidas atrás. Sabemos que ele não está satisfeito agora, pois é muito inconveniente ser tão diferente de seus amigos e vizinhos. Então, vemos como o Destino Maduro afetou sua vida.
Em seu livro, Coletâneas de um Místico, o Max Heindel, ao falar da Lei de Causa e Efeito, diz o seguinte: “É claro que nem todas as causas que nos impulsionam na vida têm seu efeito na presente existência, e daí deduz-se que devem produzir seus efeitos em alguma parte ou em outra ocasião, a menos que se invalide a lei. Isso seria tão impossível como a suspensão da força da gravidade, o que levaria o Cosmos ao caos”.
Isso significa que se a lei da gravidade fosse suspensa, tudo estaria fora do lugar e o caos resultaria.
A gravidade tende a manter tudo em seu devido lugar. Por outro lado, isso não se aplica a um Auxiliar Invisível que suspende temporariamente a gravidade para ajudar uma pessoa ou um animal.
Agora vou contar o que aconteceu há cerca de seis anos entre um homem que é um Estudante Rosacruz e um gnomo que o visita.
Enquanto esse homem estava na varanda dos fundos da casa em que morava, em um dia de outono, o Gnomo apareceu e falou com ele.
“Meu trabalho está quase pronto”, disse ele.
“O que você quer dizer com ‘seu trabalho está quase pronto?’”, perguntou o homem.
“Nós pintamos as folhas na maioria das árvores nesta localidade”, disse o Gnomo, “e as folhas estão caindo e estamos prestes a nos retirar para o inverno”.
“O que você quer dizer com se retirar para o inverno?”, perguntou o homem.
“Ah, iremos mais para o fundo da Terra e lá dormiremos durante o inverno”, respondeu o Gnomo, “as árvores, a grama e os gnomos de toda a zona temperada do norte estão se preparando para o longo sono do inverno”.
“Qual é a causa de furacões, tornados, ciclones e catástrofes que ocorrem com tanta frequência?”, perguntou o homem. “Que efeito eles têm na Terra? Eles causam sofrimento na Terra?”.
“Certamente eles afetam a Terra”, respondeu o Gnomo.
“Quão?”, perguntou o homem que queria alguma informação.
“Se você caísse e esfolasse seu braço, ou perna, ou cabeça, isso provocaria uma dor aguda, não provocaria?”, perguntou o Gnomo.
“Ora, existem retardatários, e existem aqueles que falham em todas as Ondas de Vida; consequentemente, eles agem como um obstáculo no Esquema da Evolução. Por seus desejos, pensamentos e ações, os seres humanos provocam os Silfos, as Ondinas, as Salamandras e os Gnomos para se reunirem em determinados pontos da Terra até que não possam mais ser controlados. A força de qualquer grupo de Espíritos da Natureza que seja o mais intensa irromperá e liderará, levando destruição em seu rastro, que em certo sentido corrige alguns dos erros gerados pelo ser humano.
“Isso também causa dor à Terra por árvores sendo arrancadas, a terra sendo derrubada, animais e humanos sendo mortos.
É como um abscesso no corpo cósmico que veio à tona e agora espera o curativo do ser humano. Isso é conhecido como reabilitação, ou reconstrução, como o grande incêndio de Chicago que ocorreu há muitos anos. Após o incêndio, a reconstrução começou e a cidade foi reedificada em uma escala muito melhor do que antes.
“Essas condições na superfície e nos subterrâneos da Terra, geradas pelo ser humano, causam sofrimento à Terra. Quando o ser humano começa a reparar o dano, isso funciona como um curativo aplicado a uma ferida.”
“A que distância da Terra você vai?”, perguntou o homem.
“Eu desço para o terceiro estrato e lá permaneço até ser despertado por volta de 21 de março e, então, meus trabalhos começam. Passo meu tempo embelezando a grama, as árvores e tudo o que cresce na Terra.”
Pouco depois, o sábio pequeno Gnomo despediu-se do amigo e foi-se embora. Raramente percebemos que os Gnomos são Espíritos da Natureza extremamente sábios. Eles são mais sábios do que nós, ou podem ser, até que possamos despertar o sexto sentido latente que está adormecido na maior parte da humanidade, e pode ser desenvolvido pelo autossacrifício e serviço à humanidade.
Para minha conclusão, estou usando uma carta que veio de um amigo. Esse amigo gentilmente me deu permissão para usar as seguintes informações sobre a causa das condições desfavoráveis na Terra hoje:
“Qual é a Terra em que vivemos? Você já parou para meditar sobre esse assunto? Você já considerou seriamente o que é a Terra e a razão de sua existência? Você pode responder que a Terra é um Planeta, o que é bem verdade … É um Planeta entre muitos outros, mas de onde vieram esses Planetas?
“Eles são simplesmente luminares, com exceção da Terra, colocados no céu para iluminar nosso minúsculo globo, ou simplesmente aconteceram e, em caso afirmativo, como aconteceram? Seria interessante estudar as várias teorias apresentadas e compará-las.
“Os cientistas ocultistas concordam que o Sol é o Astro pai-mãe de todos eles, e que, de tempos em tempos, ele se desprende de várias porções de si mesmo para que os seres que habitam essa parte em particular possam ser segregados do resto e receber especial instrução nas coisas que favoreceriam seu desenvolvimento evolutivo. Cada Planeta lançado do Sol está sob a tutela direta e orientação de um Espírito Planetário cujo corpo é o Planeta sobre o qual as Ondas de Vida em evolução habitam. Se Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Vênus, Mercúrio e o Sol têm, cada um, um Espírito Planetário, não é razoável acreditar que a Terra também tenha um Espírito Planetário?
“O Espírito Planetário ao qual cada Planeta pertence tem um embaixador que ele envia a cada um dos outros Planetas. Os nomes dos embaixadores enviados à Terra pelos outros Planetas são os seguintes: O embaixador de Urano é Ithuriel; de Saturno é Cassiel; de Júpiter é Zachariel; de Marte é Samael; de Vênus é Anael; de Mercúrio é Rafael e do Sol é Miguel.
“Os nomes dos Irmãos Maiores também são conhecidos, pelo menos, por todos os Iniciados. Por que então a existência do Espírito Planetário da Terra, se é que existe, está envolta em mistério? Por que o Espírito de Cristo tem que vir à Terra todos os anos e permeá-la com Sua energia e vida? O Espírito Planetário da Terra, se existe, é incapaz de sustentar a Terra?
“Pense nessas coisas; medite nelas até obter seu significado completo, e então tente perceber aquilo que a humanidade está agora pensando, sentindo e fazendo, e como as forças geradas por isso estão afetando os centros de força do Corpo de Desejos do Terra.
Se a humanidade não harmonizou seu pensamento com a verdade e o amor de Deus, mas, em vez disso, estabeleceu forças contrárias de egoísmo, ganância, inveja, ciúme e desejo de poder, gerando todas as consequentes forças negativas e destrutivas antes mencionadas, quem pode negar que tais forças estão desenfreadas no mundo hoje, então aprendamos a entender que terríveis doenças devem estar se manifestando agora dentro do corpo da Terra.
“Sendo tudo isso verdade, por quanto tempo você acha que o corpo da Terra vai aguentar a tensão? Aqueles familiarizados com as verdadeiras condições sabem que não pode suportar muito mais tempo. Não é necessário salientar que todas as perturbações sísmicas são evidências da reação da natureza ao tumulto desarmonioso causado pelo mal, pelos pensamentos, emoções e atos perversos da humanidade, e que o egoísmo e a ganância do ser humano, como resultado, causaram o presente corpo cheio de deficiências – afinal, qual é o Corpo Denso totalmente saudável, dentre os seres humanos não avançados neste Esquema de Evolução da Onda de Vida Humana?
“Distúrbios sísmicos, resultado de um corpo terrestre doente, aumentaram de forma alarmante. Procure os registros relativos a eles para o ano de 1931 e para cada ano subsequente. Assim, como pensamentos negativos e práticas físicas vis destroem as células do Corpo Denso do indivíduo, do mesmo modo atuam sobre as células do corpo da Terra que se decompõem como resultado dos maus pensamentos, dos desejos inferiores e das más ações combinados da humanidade como um todo.
Lembremo-nos que já no passado cristalizamos tanto a Terra que tivemos que ser expulsos do Sol!
“Mais tarde, certa parcela da humanidade cristalizou um ponto na Terra, a tal ponto, que junto com os responsáveis por sua condição foram lançados da Terra no que hoje é conhecido como nossa Lua. Esses seres lunares, membros de nossa própria Onda de Vida, são os fracassados nesse Esquema de Evolução. Eles encontram-se no caminho descendente e estão perdidos em nosso atual esquema de manifestação. Se o Espírito de Cristo não tivesse vindo a nós na época em que Ele veio, outra Lua teria sido lançada naquele momento. Agora estamos novamente à beira de uma grande crise.
“É por essa razão que o chamado é enviado a todos os Estudantes Rosacruzes para ‘viver a vida reta em sua plenitude’, para aplicar seriamente em suas vidas diárias, sem a menor reserva, em pensamentos, palavras e ações, os Ensinamentos Rosacruzes que lhes foram dados pela Escola dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, a fim de que eles não se juntem aos fracassados, caso ocorra o colapso final de nossa civilização atual, e assim possam permanecer sob novas condições como os pioneiros e líderes para os quais os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental estão se esforçando para prepará-los .”
[1] N.T.: Gn 4:24
[2] N.T.: Gn 6:5-14
Capítulo XII
A cura espiritual é tão antiga quanto a doença. Muito tem sido escrito sobre isso através dos tempos. Sempre houve algumas pessoas no mundo que foram capazes de curar outras por meio do poder espiritual. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, encontramos muitos casos em que os enfermos foram curados por esse meio.
Sabemos que Cristo-Jesus e Seus Discípulos foram capazes de realizar curas maravilhosas. Muitos dos santos foram capazes de curar por meios espirituais, e muito tem sido escrito sobre curas maravilhosas que vieram como resultado de orações a esses santos por ajuda. Muitas dessas histórias são verdadeiras.
As pessoas que oraram o fizeram com o coração, e suas orações sinceras foram ouvidas por Deus ou por alguns de Seus Auxiliares, e a ajuda foi enviada a eles. Claro, eles tinham merecido essa ajuda, ou ela não teria sido dada a eles.
Muitas pessoas boas consagraram suas vidas ao trabalho de curar a humanidade e chegaram ao ponto em que podem fazer a cura espiritual.
Sim, a cura espiritual é possível, e as pessoas são curadas todos os dias por esse meio.
Naturalmente esta pergunta é feita: de que forma a cura espiritual difere de outros métodos de cura?
Os métodos usuais de cura, como realizados hoje, consistem em drogas, cirurgia, manipulações de músculos, articulações, nervos, etc., terapia com luz e raios-x e tratamentos com rádio. Devemos também incluir curas naturais de vários tipos, consistindo em banhos de sol, dietas, curas de repouso, etc. Como sabemos, esses vários métodos são necessários, às vezes, por todos nós. Os meios mais simples de assistência à natureza devem ser preferidos, mas em alguns casos a cirurgia é necessária.
A cura espiritual pertence a um plano diferente. Este método de cura funciona primeiro através do Corpo Vital e depois afeta o Corpo Denso. Os Auxiliares Invisíveis trabalham nas extremidades do Corpo Vital e arrancam porções doentes aqui e ali onde é necessário. Quando o Corpo Vital foi restaurado à saúde, o Corpo Denso se torna saudável.
O trabalho de cura na Fraternidade Rosacruz, uma Escola de Mistérios, é realizado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por meio de muitos grupos de Auxiliares Invisíveis que eles estão instruindo. Essa obra útil é conduzida de acordo com os mandamentos de Cristo-Jesus, a saber: “Pregai o Evangelho e curai os enfermos”. Esses Irmãos Maiores são Seres espirituais elevados por meio dos quais o Espírito de Cristo está trabalhando para o benefício da humanidade. Eles avançaram e aprenderam todas as lições que este Planeta Terra tem para ensinar e escolheram permanecer aqui como professores e ajudantes da humanidade.
Eles desejam muito ajudar todas as almas aspirantes a encontrar o caminho que as levará à liberação.
Os Auxiliares Invisíveis, que pertencem à Onda de Vida humana, são pessoas que vivem uma vida digna de servir durante o dia, quando estão em seus Corpos Densos, e cujo desenvolvimento ao longo das linhas evolutivas lhes rendeu o privilégio de servir aos outros sob a direção do Irmãos Maiores, enquanto funcionam em seus Corpos de Desejos e Corpos-Almas quando estão fora de seus Corpos Densos.
Esses Auxiliares Invisíveis são enviados em grupos que geralmente consistem em doze Auxiliares Invisíveis e um líder, mas grupos menores também participam deste trabalho. Às vezes, uma pessoa ajuda os outros sob a direção de ser humano que está em graus mais elevados (Irmão Leigo, Irmã Leiga e/ou Adepto) que sabe exatamente o que está acontecendo.
Agora vamos ver alguns casos em que Auxiliares Invisíveis curaram e ajudaram pessoas por meio de Cura espiritual Rosacruz. Isso nos dará uma ideia melhor do que está sendo feito no momento em todo o mundo.
Alguns anos atrás, alguns Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ajudar um homem que estava orando por ajuda. Eles descobriram que o homem teve parte de uma vértebra retirada de sua coluna. Ele estava engessado e sofria tanto que queria morrer, pois havia desistido de esperar que pudesse ser ajudado. Ele tinha tuberculose no osso e a lesão não cicatrizava. Suas costas ficaram tortas e os médicos o abandonaram. Quando os Auxiliares Invisíveis se materializaram, entraram e perguntaram como ele estava, ele olhou para eles com um rosto muito triste.
“Não há esperança para mim”, disse ele lentamente.
“Nós viemos para ajudá-lo”, disse a Auxiliar Invisível. Ela foi até o homem e passou a mão para cima e para baixo em sua coluna. Ela notou a vértebra que faltava e como sua coluna estava torcida fora de forma.
O Auxiliar Invisível tirou o gesso de aço e massageou as costas, o peito e o abdômen do homem. As articulações começaram a estalar em sua coluna, e suas costas ficaram retas. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem para se levantar e ele o fez. Assim, ele foi curado de sua terrível aflição.
Não havia mais ninguém na sala, a não ser a esposa e os Auxiliares Invisíveis. A esposa do homem chorou de alegria e agradeceu a Deus pela ajuda. Ela abraçou e beijou a senhora Auxiliar Invisível e agradeceu a ambos os Auxiliares Invisíveis repetidamente por sua ajuda.
“O que você quiser que eu faça para retribuir, eu farei”, disse o homem.
Um dos Auxiliares Invisíveis disse a esse homem para se tornar um servo da humanidade e ajudar a todos, independentemente de cor, credo ou raça.
O homem disse que faria isso, e os Auxiliares Invisíveis saíram e foram ajudar outra pessoa.
Outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na costa oeste da América do Sul e foram para a casa de um homem que esteve doente durante todo o inverno. Sua família era pobre e tinha muito pouco para comer.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que não tinham dinheiro, mas que fariam o que pudessem por ele. Seu reumatismo o deixara azedo e mal-encarado.
“Se você pode fazer alguma coisa por mim ou minha família, faça”, disse ele.
“Você acredita em Deus?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, à maneira da maioria das pessoas, mas tenho uma opinião própria, acredito que há alguém, ou um corpo de Seres, que cuida das pessoas, e que Deus tem outras coisas para fazer”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis então explicaram seus ensinamentos a essas pessoas.
Enquanto a Auxiliar Invisível estava falando, o Auxiliar Invisível pegou um pouco de lenha para o fogo e esquentou um pouco de água. Ele então esfregou o homem com água morna. Depois que o Auxiliar Invisível terminou com ele, ele perguntou por que ele não se levantou.
“Ora, cara, eu não saio da cama há três meses!”, ele disse em um tom de voz muito surpreso. “Estou muito fraco para me levantar.”
“Vire-se”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz gentil.
“Eu não posso fazer isso”, disse o homem.
O Auxiliar Invisível então disse ao homem que lhe entregasse um copo de água que estava na mesa ao lado dele. O homem se levantou, pegou o copo e o entregou ao Auxiliar Invisível. Então ele pareceu surpreso. “Ora, nada me machuca”, disse ele. “O que aconteceu comigo?”
“O que temos, damos de graça”, disse o Auxiliar Invisível. “Levante-se.”
O homem levantou-se e estava bem. Vestiu a roupa e começou a questionar os estranhos que tanto o ajudaram.
“Vocês são as pessoas que curam pessoas na costa leste?”, ele perguntou. “Ouvi falar disso, mas não acreditei nas histórias, pois não acreditava que os seres humanos pudessem me curar tão rapidamente, e os Anjos não pensam em nós. Ouvi todos os tipos de histórias estranhas sobre pessoas trabalhando à noite ajudando as pessoas, mas eu não prestei atenção nisso. Posso saber por mim mesmo se você é real e para que eu possa dizer que toquei em você?”. Ele segurou as mãos e os braços dos Auxiliares Invisíveis e tocou suas cabeças e ombros. “Como posso me tornar um Auxiliar Invisível gosta de você e faz o que você faz para ajudar os outros?”, perguntou ele.
Um dos Auxiliares Invisíveis lhe disse e ele disse que gostaria de sair daquele país frio. O homem disse a eles que ela estava doente, sua esposa estava acordando cedo. Ela tinha que andar mais de um quilômetro para trabalhar, mas não ganhava muito dinheiro.
Depois que esse homem descobriu que estava curado, ele era um homem mudado. Toda a sua disposição pareceu mudar. Os Auxiliares Invisíveis lhe disseram para amar sua família e ser gentil com eles e com todos os outros. O homem queria saber quem realmente eram os Auxiliares Invisíveis e se eram realmente humanos. Os Auxiliares Invisíveis lhe disseram que eles eram humanos e que seus corpos estavam a uma longa distância adormecidos na cama. O homem parecia não acreditar nisso, pois não conseguia entender tanto de uma vez. O Auxiliar Invisível disse “Adeus” e o deixou.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na Europa e encontraram um cachorro deitado ao lado de um homem que havia caído e quebrado a perna. O homem e seu cachorro estavam a muitos quilômetros de casa. Os Auxiliares Invisíveis sabiam que o homem deveria ser levado para casa o mais rápido possível porque suas faixas e pés estavam congelados. A Auxiliar Invisível pegou o cachorro São Bernardo, e o Auxiliar Invisível levou o homem para sua casa. Eles suspenderam a gravidade e os carregavam pelo ar.
Quando o homem foi trazido para casa, sua esposa e família ficaram muito animadas. Eles eram pessoas pobres e viviam do que o homem podia trazer. Isso era muito pouco, e os Auxiliares Invisíveis logo perceberam que muita ajuda era necessária naquele lar. Eles pediram permissão para curar o homem e o cachorro, que haviam sido expostos ao clima frio por dois dias.
Os Auxiliares Invisíveis amarraram o homem com um varal, no peito e debaixo dos braços, na cabeceira da cama. Então eles colocaram a perna dele em uma tábua de passar roupas. Um Auxiliar Invisível esticou a perna quebrada e endireitou o osso. Os Auxiliares Invisíveis puderam ver a ruptura com sua visão espiritual, que eles têm quando estão fora de seus corpos à noite ajudando os outros. Enquanto isso acontecia, a Auxiliar Invisível dirigiu a força de cura que vem de Deus para o corpo do homem.
A princípio o homem gritou muito, pois sua perna lhe doía muito. Em pouco tempo ele parou, e um Auxiliar Invisível pensou que ele havia desmaiado. “Ele desmaiou”, disse ela ao companheiro.
“Não, minha perna não me dói mais. Está bem”, disse o homem com uma voz alegre.
Havia vários Auxiliares Invisíveis presentes, e quando o homem começou a gritar de dor, uma Auxiliar Invisível fugiu assustada porque não tinha aprendido a fazer muita coisa. Outra Auxiliar Invisível segurou as mãos do homem e conversou com ele. Um Auxiliar Invisível disse ao homem que a pele descascaria de suas mãos, pés e orelhas.
“Você vai ficar bem em alguns dias”, disse o Auxiliar Invisível, “mas você deve ter muito cuidado por um tempo.”
O Auxiliar Invisível que estava ajudando no cuidado do homem fez uma cama de paletes para o fiel cão São Bernardo e o esfregou, esfregando seus pés com muito cuidado. O cachorro ganiu e lambeu as mãos dele para mostrar que entendia que estava sendo ajudado. O Auxiliar Invisível disse à família para cuidar bem de seu cachorro maravilhoso.
Depois disso, as pessoas começaram a fazer perguntas. O homem queria saber como os Auxiliares Invisíveis o levaram para casa. Ele queria saber como eles desceram a encosta da montanha, pois era muito perigoso para quem não conhecia a trilha. Ele perguntou aos Auxiliares Invisíveis como eles levaram seu cachorro para casa.
“Meu amigo carregou você e eu levei seu cachorro para casa”, disse a Auxiliar Invisível. Os Auxiliares Invisíveis responderam às suas perguntas da melhor forma que puderam e falaram sobre seu trabalho e foram embora.
Os Auxiliares Invisíveis foram adiante e encontraram um homem cujo cavalo havia escorregado e caído e o jogado em um barranco. O homem não se machucou, mas não conseguiu sair. Os Auxiliares Invisíveis o ajudaram, pegaram seu cavalo e o ajudaram durante parte do caminho para casa.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis pararam em uma casa onde uma menina estava muito doente com pneumonia. Seus pais tinham pouco dinheiro e estavam muito preocupados com ela. Os Auxiliares Invisíveis bateram na porta e as pessoas os deixaram entrar.
“Viemos ajudar sua filha”, disse um dos Auxiliares Invisíveis ao pai da menina.
“Faça o que puder por ela”, disse o homem.
Um Auxiliar Invisível disse à mãe para pegar o balde de despejo, e ela se apressou e o preparou. Então o Auxiliar Invisível desmaterializou seus dedos e os colocou no peito da menina doente, materializou-os e massageou seus pulmões. Ele dissolveu o muco coagulado em seu peito e o dirigiu para cima. Ele colocou uma colher em sua garganta, e ela vomitou o catarro.
“Oh, eu me sinto muito melhor, e a dor desapareceu”, disse ela depois que se livrou do muco.
“Em um ou dois dias você será capaz de se levantar”, disse o Auxiliar Invisível.
As pessoas agradeceram aos Auxiliares Invisíveis por sua bondade para com eles e queriam saber quem eles eram. Os Auxiliares Invisíveis falaram um pouco sobre seu trabalho e os deixaram.
Aqui está uma história sobre uma criança que foi salva de um afogamento e revivificada por meio de cura espiritual.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na costa oeste e viram uma mulher empurrar uma criança de um cais para as águas profundas com a intenção de deixá-la se afogar. Os Auxiliares Invisíveis desceram e olharam para a água. A princípio não viram o corpo da criança. Então um dos Auxiliares Invisíveis a viu afundar já nas profundezas da água. Ela foi direto para a água de cabeça e pegou os pés da criança e subiu no ar com ela. A água salgada saiu dos pulmões da criança, o Auxiliar Invisível a virou e a segurou com a cabeça para cima. Ela correu para o cais e a deitou.
As pessoas próximas vieram correndo, se reuniram ao redor e se perguntaram como o Auxiliar Invisível conseguiu tirar a garota das águas profundas sem um barco. O outro Auxiliar Invisível trabalhou na criança e a ressuscitou. Ela estava quase morta, mas voltou ao seu corpo, e os Auxiliares Invisíveis sabiam que ela ficaria bem.
Aos Auxiliares Invisíveis foram mostrados, pela Consciência Jupiteriana, quem eram a criança e a mulher e por que a mulher tentou afogar a criança. Os pais da criança estavam mortos. Eles deixaram seu dinheiro e propriedades para essa criança, e a tia queria ficar com a posse do dinheiro e das propriedades.
Durante esta noite quente a tia tinha levado a criança para passear a fim de ver a vida noturna ao longo do cais. Quando chegaram ao fim do cais, onde a profundidade era bem maior, a mulher ficou ali por um tempo e a criança brincou por perto. De repente, a tia empurrou a sobrinha para a água a fim de deixá-la se afogar.
Então os Auxiliares Invisíveis apareceram, e um deles desceu às águas profundas e resgatou a criança, e o outro a ressuscitou. As pessoas no cais viram o Auxiliar Invisível descer na água e subir com a criança, e ficaram muito animadas. Um policial veio, e os Auxiliares Invisíveis lhe entregaram a criança e lhe contaram o que havia acontecido.
A menina então contou tudo e disse que foi sua tia quem a empurrou de propósito e que não foi um acidente. O policial queria que os Auxiliares Invisíveis voltassem na segunda-feira e fossem ao tribunal, mas eles disseram que não poderiam fazê-lo. Os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho. Na manhã seguinte, ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente dessa cena estranha.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam na Índia e encontraram um homem que acabara de ser mordido por duas cobras. Quando os Auxiliares Invisíveis o viram, ele disse: “O que você faz para picadas de cobra? Acabei de ser mordido por duas cobras e estou com um calor terrível”.
Os Auxiliares Invisíveis fizeram o homem se deitar no chão, e um deles chupou o veneno dos lugares em sua mão e braço direito onde as cobras o haviam picado, e o outro Auxiliar Invisível aplicou a força curativa que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis então levaram o homem para casa. Eles sabiam que ele ficaria muito doente, mas que sobreviveria. Muita ajuda desse tipo é dada às pessoas em terras tropicais onde as cobras venenosas são muito abundantes.
Certa noite, uma jovem foi curada milagrosamente de um sério problema de pele. Quatro Auxiliares Invisíveis encontraram uma garota, cujo rosto estava cheio de manchas e feridas. Ela estava andando sozinha em uma floresta, e ela tinha um tipo de unguento com ela. Ela se sentou em um tronco caído e passou pomada por todo o rosto. Seu rosto estava em uma condição tão terrível que dois dos Auxiliares Invisíveis não se aproximaram dela, mas observaram de longe.
Os outros Auxiliares Invisíveis foram até ela, e um deles pegou o pote de bálsamo e olhou para ele. Ele disse à garota que ela poderia ser curada se ela prometesse ser boa e gentil com todas as pessoas, independentemente de quem elas fossem.
“Tudo ficará bem com você”, disse ele, “se tentar ajudar a todos.”
“Farei tudo o que puder para ser útil”, prometeu a garota. “O único amigo que me resta é um jovem que é um servo da família. Meu namorado me abandonou por causa da minha aparência. Esse outro jovem sente pena de mim, ele fala comigo e lê para mim, porque eu tenho que ficar no escuro quando o sol brilha porque a luz forte machuca meus olhos, que também estão doloridos.”
O Auxiliar Invisível então pegou um pouco de terra e água e fez um pouco de lama e espalhou por todo o rosto dela. A lama logo secou e caiu. Seu rosto estava claro e liso, e completamente curado. A Auxiliar Invisível pegou o espelho da menina que ela havia trazido e entregou a ela.
Quando viu seu rosto, ela simplesmente chorou de alegria. “Vocês são Anjos de misericórdia que vieram a mim para responder minhas orações?”, ela perguntou.
“Sim”, disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível que tinha colocado a lama no rosto dela então aconselhou essa garota a deixar seu velho namorado em paz quando ele voltasse para vê-la, porque ele só a queria por seu dinheiro.
Os Auxiliares Invisíveis viram a garota feliz em casa e foram embora. Essa menina tinha sido curada de sífilis de terceiro grau.
Aqui está outro caso em que uma cura maravilhosa foi realizada por meio da cura espiritual. Certa noite, uma Irmã Leiga convidou dois Auxiliares Invisíveis para acompanhá-la para trabalhar em uma jovem doente desde o nascimento. Ela havia herdado a sífilis.
Quando chegaram ao local, todos os Auxiliares Invisíveis se materializaram, e um deles bateu à porta e alguém os deixou entrar.
A Irmã Leiga pediu à moça o creme gelado que ela lhe dissera para comprar, no que foi prontamente atendida. Ela pegou, então, uma colher de sopa cheia do creme e esfregou por todo o rosto, cabeça e costas da menina doente.
Seu rosto estava em um estado de meter medo. Estava coberto de feridas, escamas e contas pretas. Essa doença de pele também estava no couro cabeludo, no pescoço, no peito e nas costas dela.
A Irmã Leiga disse à Auxiliar Invisível que pegasse um pente fino e penteasse as escamas do rosto da menina e de seu couro cabeludo. A Auxiliar Invisível começou a trabalhar, e as escamas começaram a cair. Algumas eram tão grandes quanto uma moeda de dez centavos. Ela então pegou uma escova e escovou todas as escamas do cabelo e do couro cabeludo dela. Depois disso, o rosto da menina ficou branco e claro.
Os olhos da Auxiliar Invisível começaram a brilhar de excitação, e ela ficou muito alegre, pois adora ajudar as pessoas.
Em seguida, o Auxiliar Invisível deu um banho na garota, e sua pele ficou clara e bonita. Ela foi instantaneamente curada pela Irmã Leiga.
Então a menina, ao ver o que havia acontecido com ela, chorou de alegria e agradeceu a Deus. Sua família ficou surpresa com o que viram os estranhos fazerem pela menina. “Por que o médico não pôde fazer isso?”, perguntou o pai ao ver que a filha estava curada.
“Há alguns médicos que podem fazer isso, mas não muitos”, respondeu a Irmã Leiga.
Aqui está uma história de como um homem doente foi ajudado e de um aleijado que foi curado por sua fé.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem doente em resposta às suas orações por ajuda. Esse homem estava doente há algum tempo e pensou que estava prestes a passar para o outro lado.
Ele havia orado o dia todo, e sua família e amigos próximos estavam cantando e orando com ele. Eles estavam cantando “Abide with Me”[1] quando os Auxiliares Invisíveis entraram na sala.
O doente viu a Auxiliar Invisível e ergueu a mão para que as pessoas parassem de cantar. “O Anjo está aqui para me levar para o céu,” ele disse com uma voz surpresa.
“Não, estou aqui para curá-lo”, disse a Auxiliar Invisível.
“Tenho oitenta anos e sou Cristão desde os quatorze anos”, disse-lhe o doente. “Quero ir a Jesus e contar-lhe tudo sobre meus problemas e tristezas.”
As pessoas começaram a cantarolar a música que estavam cantando.
O Auxiliar Invisível disse ao homem para que as pessoas se ajoelhassem, abaixassem a cabeça e cantassem “Fique comigo”. Eles fizeram isso, e enquanto cantavam, a Auxiliar Invisível se materializou e abriu sua aura, e a sala foi inundada de luz.
O homem doente estava tão magro que parecia ser apenas pele e osso quando se levantou na cama e gritou: “Glória a Deus, eu realmente vejo um Anjo. O que a Bíblia diz é verdade. Senhor, deixe-me ir com ele. Posso não ter outra chance, e ele está aqui”.
As pessoas na sala olharam ao redor e se engasgaram de surpresa quando viram a estranha. Eles caíram no chão em sua excitação. Nesse momento, um garotinho vestido com seu pijama, entrou chorando e foi até a Auxiliar Invisível para que ela o levasse. A Auxiliar Invisível o ergueu em seus braços, e ele não fez nenhum esforço para descer.
O Auxiliar Invisível gradualmente atraiu sua aura e disse às pessoas que se levantassem. Quando a mãe da criança viu seu filho nos braços do Auxiliar Invisível, ela ficou nervosa. Anjo, por favor, coloque meu filho no chão para que eu possa pegá-lo. Você pode esquecê-lo e levá-lo para o céu com você. Eu quero meu bebê.”
A criança não queria descer, mas finalmente o fez e foi até sua mãe. Depois disso, o Auxiliar Invisível disse ao enfermo que talvez suas orações fossem atendidas para que ele pudesse levá-lo ao céu.
“Não, estou bem agora e quero viver”, disse ele.
O Auxiliar Invisível então conversou com as pessoas surpresas e assustadas e disse-lhes como deveriam viver. “Você deve fazer tudo o que puder para ser útil e ser gentil com todos”, disse ela.
Todas as pessoas presentes prometeram que o fariam.
“Você pode se levantar quando quiser”, disse a Auxiliar Invisível ao homem que estava doente na cama. O outro Auxiliar Invisível não se materializou, mas trabalhou no doente e o curou enquanto tudo isso acontecia.
Uma senhora que estava presente falou e disse: “Tenho uma mãe doente e aleijada que está assim há dez anos. Ela está de cama há três anos”.
“Vá para casa e diga a sua mãe que sua fé em Deus e suas orações por ajuda foram ouvidas, e que sua fé a fará ficar bem”, disse o Auxiliar Invisível. “Diga a ela que ela pode se levantar e fazer seu trabalho.”
A mulher foi para casa e voltou correndo. “Minha mãe está bem, e ela não é mais aleijada”, disse ela.
“Abaixe a cabeça e agradeça a Deus”, disse o Auxiliar Invisível, e ele desapareceu.
Essas pessoas eram Cristãs e acreditavam em Anjos, e por isso acreditavam que o Auxiliar Invisível era um Anjo. Como a maioria dessas pessoas era idosa, não adiantaria nada para o Auxiliar Invisível contar a eles sobre seus ensinamentos ou explicar o que ela realmente era. Eles não teriam acreditado de maneira alguma. Essa experiência, no entanto, ajudará essas pessoas a viver uma vida melhor.
Alguns Auxiliares Invisíveis que frequentemente trabalham em hospitais à noite tiveram sua atenção voltada para uma mulher que estava com soluços há três dias. Ela havia dormido muito pouco e estava quase exausta. A Auxiliar Invisível foi até ela e começou a falar com ela sobre sua vida, e ela descobriu que a senhora podia falar com vontade.
“Pobre senhora, espero que melhore”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
A pobre senhora começou a implorar ao Auxiliar Invisível que a ajudasse, e assim ela colocou a mão na cabeça, e os soluços pararam imediatamente.
“Agora, não fale, mas vá dormir”, disse o Auxiliar Invisível.
“Quero agradecer-lhe”, disse a pobre senhora.
“Não, não me agradeça, mas agradeça a Deus, pois sou seu servo”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Por favor, vá buscar meu bebê de um mês”, disse a senhora com uma voz preocupada. “Sofri tanto com os soluços que não pude contar ao médico sobre ele.”
A Auxiliar Invisível ficou animada e disse à enfermeira que mandasse a ambulância atrás do bebê.
“Você vai na ambulância?” a enfermeira-chefe perguntou.
“Sim, eu quero ver aquele bebê”, respondeu o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível descobriu que o bebê estava quase morrendo de fome, pois recusou o leite com que a família tentava alimentá-lo. A Auxiliar Invisível carregou o bebê sozinha. Seu terno cuidado amoroso e a força de cura de Deus que ela dirigiu a ele salvaram sua vida.
Ela deu o bebê para sua mãe, e ele sugou o leite materno o mais rápido que pôde.
Em poucos minutos eles levaram o bebê e deram ordens estritas sobre quando a enfermeira deveria trazer o bebê de volta para amamentar até que voltassem na noite seguinte. O bebê foi colocado em um quarto onde uma enfermeira foi designada para cuidar dele, pois ele estava muito fraco e emaciado.
Aqui está como uma garota com uma fratura no crânio foi curada pelos Auxiliares Invisíveis. Um dia, uma garota estava em um refeitório na fila para almoçar, “Ah, acho que vou desmaiar”, disse ela de repente.
Um homem atrás dela viu que ela estava prestes a cair e estendeu a mão para segurá-la, mas o homem atrás dele o empurrou para o lado e a garota caiu no chão. Ela foi levada para um hospital com traumatismo craniano. Ela ficou lá por muitos dias.
Um dia, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a ela. Seu corpo inconsciente jazia em uma cama de hospital, mas ela estava de pé ao lado de seu corpo com a cabeça baixa. Um Auxiliar Invisível a tocou, no ombro, e ela pulou quando o viu.
“Por favor, senhor, faça algo por mim”, disse ela tristemente. “Estou morta? Não, não pode ser, pois estou viva. Por favor, ajude-me a recuperar meu corpo. Os médicos dizem que vou morrer. As enfermeiras me machucaram quando colocaram aquele tubo em mim. Eles não dão água suficiente, e a água que eles dão para edemas é muito quente, e me queima. Eles me examinaram desnecessariamente, e tenho medo de morrer, e não quero morrer. Por que aquele homem empurrou o outro homem para fora do caminho e me deixou cair? Eu nunca fiz nada para ferir ninguém na minha vida. Tenho apenas vinte e um anos. Diga a eles que não estou morta ou inconsciente, mas estou fora do meu corpo e não posso entrar nele.”
Então a pobre garota ferida viu o outro Auxiliar Invisível parado por perto.
“Oh, olhe para aquele lindo Anjo!” ela exclamou. “Você é o Anjo da morte? Se sim, por favor, poupe-me mais um pouco. Deixe-me voltar ao meu corpo, e eu serei a melhor garota que posso ser. Eu cuido da minha irmãzinha, e estou mandando-a para a escola.”
A garota olhou para o Auxiliar Invisível de novo. “Qual é o problema com você”, ela perguntou. “Eu posso ver através de você.”
“Sh, sh!” disse a Auxiliar Invisível, quando uma enfermeira entrou naquele momento.
A enfermeira olhou para a menina. “É uma pena deixar uma menina tão bonita morrer e que nenhuma ajuda possa ser dada a ela”, disse para si mesma enquanto cobria o corpo da menina com cuidado. Então ela saiu do quarto.
Um Auxiliar Invisível pediu a uma Irmã Leiga que viera ver a menina que lhes mostrasse o passado dessa menina na Memória da Natureza, para que pudessem ver o que ela havia feito para encontrar tal destino. Os Auxiliares Invisíveis e a garota então viram as vidas passadas da garota.
Sete vidas antes da atual, essa garota e o homem que impedira o outro homem de tê-la segurado estavam renascidos em corpos de cor negra. Ela ficou brava com ele um dia e o empurrou para fora do caminho e o deixou cair. Ele recebeu uma fratura no crânio que acabou levando à sua morte. Esse homem disse a ela que se vingaria dela, mas eles nunca mais se encontraram, o que somente veio a ocorrer na vida atual renascidos em corpos de cor clara. Quando a viu novamente, esse homem não gostou dela tão logo com ela se deparou. Na vida passada, esses dois Egos tinham sido apenas amigos e não amantes. Ele ficou inconsciente por duas semanas, mas finalmente conseguiu se levantar. A vida que ele viveu fez com que ele tivesse dores de cabeça constantes, que finalmente o mataram. Esse homem sempre a culpava por sua lesão.
Quando a menina viu o que havia acontecido no passado distante, ela chorou e disse que estava arrependida e esperava que Deus a perdoasse.
“Deus não teve nada a ver com isso”, disse o Auxiliar Invisível. “Você se deparou com a lei de Causa e Efeito e está colhendo o efeito.”
“Quando eu vou pagar por isso?”, a garota ferida perguntou.
“Você acabou agora”, ele respondeu. “Nós viemos para ajudá-la.” ela murmurou.
“Eu sofri muito.” “Oh, obrigada,” ela murmurou. “Eu sofri muito.”
A Auxiliar Invisível colocou a mão na cabeça da garota, e a garota disse: “Oh, isso é tão bom”.
O Auxiliar Invisível esfregou o rosto da garota, e então eles viram o Ego de volta ao corpo dela. Ela abriu os olhos e olhou para a Auxiliar Invisível. “Obrigada, querido Anjo”, disse ela. “Eu sempre vou orar por você.”
A enfermeira entrou e logo viu que a menina havia recuperado a consciência. “Oh, querida criança!”, ela exclamou. “Você voltou a si.”
“Sim”, a garota respondeu. “O Anjo ali me curou.”
A enfermeira não viu nenhum Anjo e disse à menina que fosse dormir, e ela se sentiria melhor pela manhã. Então a enfermeira saiu. A menina pediu sua mãe e sua irmã, e a Auxiliar Invisível disse-lhe para ir dormir, e eles estariam lá para vê-la na tarde seguinte. A menina se virou e foi dormir.
No dia seguinte, um dos Auxiliares Invisíveis voltou para ver essa garota. Ele a encontrou acordada. Ela reconheceu o Auxiliar Invisível imediatamente e ficou muito feliz em vê-lo. Ele disse a ela para não contar a ninguém, exceto sua mãe, como ela havia sido curada, porque as pessoas pensariam que ela estava louca e não acreditariam nela de maneira alguma.
Lembremo-nos de que não somos apenas filhos de Deus, mas que estamos renascendo na Terra de novo e de novo para que possamos finalmente alcançar a perfeição e conquistar a libertação. Todos temos muitas dívidas de Destino Maduro para pagar, e a maneira mais fácil de pagá-las é viver uma vida inofensiva e servir a humanidade da melhor maneira possível.
Não estamos aqui para uma vida agradável sozinhos. Estamos aqui para experimentar. É possível que todos nós nos tornemos Auxiliares Invisíveis e participemos do trabalho de cura espiritual que é realizado todas as noites.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um lugar ao longo da costa de um dos países europeus. Eles foram para o norte, para uma aldeia onde viviam muitos pescadores. Muitas das pessoas lá tinham algum tipo estranho de doença de pele. A membrana mucosa em suas bocas foi afetada, e seus braços e mãos estavam cheios de feridas.
O médico não sabia o que fazer por eles, e as pessoas oraram pedindo ajuda. O tempo estava frio, e as pessoas eram pobres e duramente pressionadas para viver. Eles não estavam recebendo uma variedade suficiente de alimentos para nutrir seus corpos adequadamente.
O Auxiliar Invisível pediu permissão para curar as pessoas imediatamente e foi informado de como fazê-lo. O Auxiliar Invisível então mandou que todas as pessoas doentes fossem ao consultório médico às nove horas da manhã seguinte, e ele as curaria gratuitamente.
Na hora marcada, os Auxiliares Invisíveis foram novamente a essa aldeia e encontraram muitas pessoas esperando por eles. Alguns foram com bebês doentes em seus braços. Os Auxiliares Invisíveis foram trabalhar neles e todos foram ajudados. Alguns foram completamente curados.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma menina de cerca de dezoito anos que tinha essa doença e estava em péssimas condições. Ela já foi uma linda garota, mas esteve doente durante todo o inverno.
“Você não vai, por favor, me ajudar?”, ela perguntou para um dos Auxiliares Invisíveis.
Ela tinha um belo Corpo-Alma, mas não podia ver ou ouvir espiritualmente. Ela era naturalmente boa e gentil. Ela era amada por toda a aldeia, porque ajudava a todos que podia.
“Eu realmente vou ajudá-la de muitas maneiras”, disse o Auxiliar Invisível.
“Eu serei como uma irmã para vocês dois”, respondeu a garota.
“Leve-nos para sua casa”, disse a Auxiliar Invisível calmamente.
A garota foi na frente deles em direção à casa dela, e os três saíram. Eles desceram por um caminho escuro que era muito esburacado. “Tenha cuidado para não cair”, disse a garota olhando para trás enquanto caminhavam. Ela não sabia que os Auxiliares Invisíveis estavam em corpos materializados e não podiam ser feridos.
Quando as três pessoas chegaram à casa da menina, os pais estavam dormindo. “Vá buscar água e fubá”, disse um Auxiliar Invisível à garota.
Ela trouxe uma xícara cheia de fubá, e o Auxiliar Invisível disse: “Não é suficiente”.
“Isso é tudo o que temos em casa”, a garota disse a ele.
O Auxiliar Invisível comunicou-se com uma Irmã Leiga de alto nível espiritual por meio do pensamento e perguntou-lhe se poderia aumentar a quantidade de fubá, e ela lhe deu permissão para fazê-lo. Ele disse a ela que não tinha dinheiro, mas que receberia na segunda-feira seguinte, e eles poderiam tirar algum dinheiro de seu pagamento para pagar o fubá.
O Auxiliar Invisível virou-se para a garota e pediu que ela lhe mostrasse onde guardavam o fubá. Ela lhe mostrou uma caixa que continha metade de um barril. Ele se aproximou e colocou a xícara de fubá na caixa e pediu que a caixa fosse enchida. Então ele disse à garota para ir até a caixa e ela a viu cheia de farinha, e gritou de surpresa.
Seus pais acordaram e vieram correndo para a cozinha para ver o que havia de errado.
“Este homem me pediu para pegar um pouco de farinha, e então ele colocou de volta na caixa e a fechou”, disse ela aos pais. “Então ele me disse para pegar um pouco de fubá e, quando abri, a caixa estava cheia.”
“Você deve estar na presença dos Anjos, e você deve ser sempre boa”, disse a mãe à filha.
“Mamãe, estou bem”, respondeu a menina.
“Seus pensamentos são sempre bons?”, a mãe perguntou.
“Não, mamãe, e eu sinto muito”, disse a menina.
O Auxiliar Invisível então pegou um prato de fubá e água e fez uma pasta. Ele disse para a garota se deitar. Então ele espalhou a pasta sobre sua boca, rosto e braços e deixou secar. Então, lenta e cuidadosamente, ele a pegou enquanto os pais dela observavam.
Depois que a pasta foi retirada, seus braços, rosto e boca estavam completamente curados e não havia mais cicatrizes. Sua pele era branca e bonita. A mãe fez o sinal da cruz cerca de seis vezes em sua excitação.
“Eu te encarrego de ajudar todas as pessoas, ricas e pobres igualmente”, disse o Auxiliar Invisível para a menina feliz. “Primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Dê atenção especial às crianças, mas não faça cobranças. Nem mesmo insinue cobranças, mas se as pessoas quiserem lhe dar algo, você pode pegar. Tudo o que você precisa fazer é colocar as mãos nelas. se elas pedirem para você ajudá-las.”
O Auxiliar Invisível explicou a ela o que dizer a si mesma. “Você terá essa capacidade de curar os outros desde que seja boa de Coração, Mente e Corpo”, disse ele.
A menina queria que os Auxiliares Invisíveis fossem como um irmão e uma irmã para ela e que viessem frequentemente vê-la. Um Auxiliar Invisível disse a ela que eles moravam a vários milhares de quilômetros de distância e não podiam vê-la com frequência. Os Auxiliares Invisíveis disseram “Adeus” às pessoas e foram embora.
O Auxiliar Invisível foi instruído a dar a essa garota o desejo de ir ajudar os outros e servir como Auxiliar Invisível, porque ela era boa e poderia se qualificar para esse trabalho. Os Auxiliares Invisíveis são muito necessários nestes tempos difíceis, quando há tanta agitação, desemprego, tristeza e sofrimento em praticamente todos os países.
Aqui está outra história em que os Auxiliares Invisíveis usaram a cura espiritual. Dessa vez, um homem foi ajudado.
Numa sexta-feira à noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem preso em uma armadilha de aço. As garras da armadilha estavam presas acima e abaixo de uma articulação do joelho, e ele não conseguia se mover. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, havia quatro lobos prontos para rasgá-lo em pedaços.
Os Auxiliares Invisíveis libertaram o homem e mandaram os lobos embora.
O pobre disse que tinha armado a armadilha para pegar um urso que estava atacando seu milharal. Mais tarde, ele descobriu que algo havia tirado a isca sem abrir a armadilha.
Quando ele estava prestes a reiniciar a armadilha, ele escorregou, e seu joelho atingiu a armadilha de tal forma que ele ficou preso nela. Ele estava a quatro quilômetros de casa e a quatrocentos metros da estrada.
Ele estava lá há dois dias e três noites. Sua perna estava preta e muito inchada.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem ferido para casa e lavaram seus ferimentos com água morna e sal. Eles foram capazes de restaurar a circulação em seu corpo e curar parcialmente sua perna. O Auxiliar Invisível disse à família do homem para chamar um médico para cuidar dele.
“Nunca mais usarei uma dessas armadilhas, pois sei como um animal deve sofrer antes de morrer”, disse o homem. “Em meu sofrimento, pensei em todas as coisas que já fiz, e vi toda a minha vida de volta à infância. Então vi todos os tipos de coisas passando pelo ar. Vi pessoas ou Anjos passando. Também vi uma coisa muito hedionda que veio e parou diante de mim. Ele rangeu seus dentes longos e disse: ‘Não vai demorar muito’. Então ele rangeu os dentes e foi embora. Parecia um lobo ou um cachorro grande no começo, e então parecia um homem selvagem.”
“Orei e prometi a Deus que, se me salvasse, não usaria esta ou qualquer outra armadilha para pegar animais”, continuou o homem. “Então você veio, e quando você me soltou, eu desmaiei de dor, fome e exaustão.”
“Um Auxiliar Invisível disse a ele que as pessoas que ele tinha visto poderiam ser humanos ou Anjos, pois ambos podem viajar no ar em seus Corpos de Desejos. “Nós somos seres humanos que ajudam as pessoas e todas as coisas vivas.”
Não, vocês são Anjos”, disse o homem, “pois eu vi vocês dois passarem por cima de mim. Ela tocou seu braço e disse algo para você, e então vocês dois se viraram e voltaram para mim.
Os Auxiliares Invisíveis estavam indo juntos quando a Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu o homem na armadilha e os lobos próximos e ela disse ao seu companheiro: “Há um homem e quatro lobos. Vamos ver qual é o problema”.
Eles voltaram e o salvaram e, então, continuaram com seu trabalho. O homem delirou por estar faminto e com dor intensa, e então a entidade veio atormentá-lo. Os lobos o encontraram e estavam prestes a matá-lo e comê-lo. A entidade foi feita por seus próprios pensamentos e ações. A menos que esse homem vire uma nova página e se torne muito melhor, ele encontrará essa entidade quando morrer e sofrerá um grande susto. A entidade se tornará um Corpo de Pecado e crescerá de vida em vida.
Certamente salvar a vida daquele homem foi um trabalho muito prático e útil. Esperemos que agora ele seja gentil com todas as coisas vivas e tente restituir alguns dos erros que cometeu. Ele estava tão perto da morte que viu o panorama de sua vida passar diante dele.
Se este homem tiver a oportunidade de contatar os ensinamentos verdadeiramente úteis de alguma autêntica Escola de Mistérios, saberá que eles são legítimos, pois ele viu seres humanos no ar e entidades também. Ele viu os Auxiliares Invisíveis se materializarem e sabe que deve a sua vida a eles. Ele também sabe que as orações são respondidas quando vêm de um coração sincero e contrito. Ele sabe que uma pessoa pode ver todo o panorama de sua vida se desenrolar diante de si e então ser salva da morte por um milagre, por assim dizer.
Certo dia um Auxiliar Invisível se retirou para o seu quarto e foi dormir. Ele deixou seu corpo e foi para um dos estados do sul para ver uma senhora que ele havia ajudado. Ele a conheceu quando caminhava por um parque com sua filha e seu cachorro. Volta e meia eles se viam. Um dia essa senhora pediu ao Auxiliar Invisível que a acompanhasse até a casa de uma pessoa idosa doente que morava no bairro. Ele consentiu, e foram ao local e encontraram uma senhora que estava bastante doente.
“Por que você não chamou um médico?”, o Auxiliar Invisível perguntou à senhora.
“Achei que poderia ajudá-la se a esfregasse e desse banho nela”, ela respondeu.
Você vê que esta senhora estava tentando ser uma Auxiliar Visível durante o dia para que ela pudesse se qualificar como uma Auxiliar Invisível à noite, e ela não havia alcançado o nível em que poderia fazer cura espiritual enquanto estava em seu corpo.
“Sua fé é boa, mas você não é boa o suficiente para fazer o que deseja”, disse o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível virou-se para a senhora doente: “Talvez eu possa ajudá-la se você me der uma chance”, disse a ela.
A senhora doente chamou o marido e o filho e contou-lhes o que o estranho havia dito.
“Deixe o homem fazer o que puder, pois eu quero você bem”, disse o marido.
O Auxiliar Invisível disse aos homens que saíssem e manteve somente a senhora conhecida lá.
“Qual é o seu problema?” perguntou à senhora doente.
“Meus intestinos e parte inferior das costas doem muito”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível disse à senhora doente que tirasse todas as suas roupas.
A senhora conhecida ajudou a doente a despir-se, a deitar-se na cama e a cobriu com alguns lençóis que havia ali.
Então o Auxiliar Invisível puxou a paciente para a beirada da cama e sentou-se com as mãos sob os lençóis. Ele começou a trabalhar em seu estômago. Ele disse que ela precisava de melhorar a alimentação, e passou para ela o que deveria comer.
“Você está com as mãos no meu estômago no ponto dolorido”, disse a senhora doente de repente. “Agora você removeu o peso que estava lá.”
Ele havia materializado uma mão dentro de seu estômago e havia resolvido o problema por meio da cura espiritual, mas sabia que seria inútil contar a ela. Em vez disso, ele riu e disse: “É melhor você olhar embaixo do lençol. Talvez eu tenha aberto você”, e se virou.
Ambas as mulheres olharam, e então se entreolharam maravilhadas. “Eu me pergunto o que foi!”, a senhora doente alegou.
Então o Auxiliar Invisível trabalhou nos rins da senhora. Ele disse a ela que ela não deveria se permitir ficar com raiva e depois guardar rancor contra alguém no futuro. “Você tem feito isso”, disse ele, “e isso reagiu em você e causou a formação de pedras nos rins em seu corpo. De quem você fica com raiva?”
“Estava zangada com a vizinha”, admitiu ela, “porque ela tinha tudo na vida e eu estava muito infeliz. Mas não me sinto assim hoje. O sentimento acabou.”
“As consequências estão aqui, e lhe deu pedras nos rins que devem sair”, o Auxiliar Invisível disse a ela claramente.
Ele disse à vizinha para ir buscar o marido e o filho da senhora e trazê-los para ajudar. Eles entraram, e o Auxiliar Invisível disse ao marido que segurasse as mãos de sua esposa ao lado do corpo, e disse ao menino que segurasse os pés dela. Ele disse à vizinha para segurar a cabeça dela. O Auxiliar Invisível sentou-se e começou a quebrar as pedras, e as empurrou até a bexiga, e elas foram expelidas.
As pessoas viram as pedras nos rins e ficaram muito surpresas. Então o Auxiliar Invisível trabalhou em seu trato intestinal e o colocou em ação, e os resíduos foram completamente eliminados.
“Oh, eu me sinto tão bem”, disse a senhora. “Sinto-me como uma nova mulher. Não tenho dor nenhuma.”
Todos os membros da família ficaram felizes e agradeceram ao Auxiliar Invisível e à vizinha que o trouxera até lá.
Certa vez, um Auxiliar Invisível foi enviado para ajudar uma garota cega que morava em um dos estados do sul. Ele foi até a casa, materializou-se, e caminhou até a varanda da frente onde viu uma jovem sentada em uma cadeira de balanço. Para atrair sua atenção, ele pediu-lhe um copo com água. A menina disse: “Sou cega e não posso lhe mostrar onde fica o poço”. Sua irmã veio até a porta e viu o estranho.
“O que você está fazendo na minha porta da frente?”, ela perguntou.
“Pedi à senhora um copo de água”, respondeu ele.
“O poço está na parte de trás da casa”, disse ela.
Ele foi buscar água e fingiu beber. Ele então voltou e começou a falar com a garota cega. “Há quanto tempo você está cega?”, ele perguntou.
“Sou cega desde os dez anos de idade”, ela disse a ele. “Um dia, enquanto eu brincava, um galho de uma árvore me atingiu nos olhos e em pouco tempo fiquei cega.”
“Posso ver seus olhos?”, ele perguntou, e ela disse: “Sim”.
Ele olhou para os olhos dela e viu uma pele sobre eles que era do tamanho de um pequeno lápis. Parecia que essa pele poderia ser retirada. Ele perguntou a uma Irmã Leiga por meio do pensamento se ele poderia remover esses crescimentos anormais dos olhos da menina, e ela disse: “Sim”.
“Eu posso ajudá-la se você estiver disposta”, disse ele à garota.
A menina chamou sua irmã, e ela veio. Quando ela viu que o estranho ainda estava lá, ela pareceu surpresa. “Por que você não foi embora?”, ela perguntou. “Eu vou pegar minha espingarda.”
“Quero ajudar sua irmã a recuperar a visão, mas vá e pegue sua arma”, disse o Auxiliar Invisível à irmã desconfiada.
Ela pegou sua arma e ficou na porta e observou o que aconteceu. O Auxiliar Invisível trabalhou no olho direito da garota e removeu o crescimento de pele anormal. “Ah, isso me machuca”, disse ela. Em seguida, ele removeu o crescimento de pele do olho esquerdo da menina.
“Oh, eu posso ver, mas a luz me machuca”, disse a garota.
“Amarre um lenço sobre seus olhos e use óculos escuros por uma semana ou duas, e você ficará bem”, disse o Auxiliar Invisível.
A irmã deixou cair a arma em sua surpresa e espanto.
“Meu Deus ela está vendo novamente!”, ela exclamou.
“Sim, mas tenha cuidado como você larga as armas”, disse ele. “Elas podem disparar acidentalmente.”
“Oh, eu tinha esquecido tudo sobre isso”, disse ela enquanto pegava a espingarda.
“Agora eu posso ir para o norte para a escola e ver as cidades bonitas”, disse a menina. “Onde estão as melhores escolas?”
O Auxiliar Invisível nomeou várias. A garota abraçou e beijou o Auxiliar Invisível antes que ele soubesse o que ela pretendia fazer. Então ela agradeceu a ele por ajudá-la.
“Você vê aquela pequena nuvem?”, ele perguntou à irmã com a arma.
“Sim”, ela respondeu.
“Olhe para mim, vou até lá”, observou ele. Ele gradualmente subiu em direção a essa nuvem, acenou para ela e desapareceu. Ele havia suspendido a gravidade para subir. O Auxiliar Invisível foi instruído a fazer isso para que as pessoas não saíssem caçando para encontrá-lo.
Depois eles só puderam dizer que o homem se ergueu no ar e desapareceu.
A menina recuperou a visão por meio da cura espiritual. Ela recebeu ajuda porque ganhou o direito a essa ajuda e porque orou longa e sinceramente a Deus para ajudá-la a ver novamente. Sua vida será totalmente diferente a partir de agora.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis, que passavam parte do tempo em um hospital, observaram quando uma mulher entrou correndo e pediu que um médico fosse até sua casa, pois seu irmão estava muito doente ou morto. O funcionário do consultório chamou o médico-chefe, e ele mandou um médico com ordens de acompanhar a mulher até a casa dela.
A funcionária ligou para o Auxiliar Invisível e disse que achava que ele deveria saber sobre esse caso. O Auxiliar Invisível disse que iria junto, e ele chamou uma Auxiliar Invisível e pediu que ela os acompanhasse.
Todos os quatro caminharam três quarteirões até a casa da mulher. Quando chegaram ao local, o homem estava inconsciente e parecia estar morto. Estava muito pálido.
O médico o examinou e disse: “Ele está morto”.
“Não, ele não está”, declarou o Auxiliar Invisível.
“Sim, ele está morto”, insistiu o médico.
O Auxiliar Invisível não disse mais nada, mas procurou a chama que brilha na base da cabeça do homem e a chama que brilha em seu coração e as viu ali.
Enquanto o Auxiliar Invisível estava fazendo isso, a Auxiliar Invisível ficou um pouco impaciente. “Faça algo por ele”, disse ela. “Não fique aí parado olhando para o pobre homem.”
“Não há nada a ser feito”, observou o médico.
Então o Auxiliar Invisível puxou o corpo do homem para a beirada da cama e começou a massagear seu corpo ao redor do coração. Logo a palidez começou a sumir e o rosto dele, então, voltou à cor normal, e o Auxiliar Invisível o levou para tomar um banho que o revigorou. Ele abriu os olhos e viu as pessoas lá.
“Oh, Senhor, tenha piedade de mim!”, ele exclamou. “Aquelas dores eram muito intensas. Eu não podia suportá-las.”
“Você vai ficar bem, mas você deve ter calma”, disse o Auxiliar Invisível. “Se você não for cuidadoso, pode ter outro ataque.” Ele trabalhou no Corpo Vital e no Corpo Denso do homem e o deixou confortável.
O Auxiliar Invisível perguntou à irmã do homem como o problema começou.
“Ele chegou em casa do trabalho e reclamou de dor no lado esquerdo e no braço”, disse ela. “Ele jantou e foi se deitar, e quando as dores pioraram, ele me ligou. Fui ao hospital pedir ajuda, pois não temos dinheiro para pagar um médico.”
O Auxiliar Invisível disse à irmã que seu irmão teve um ataque de angina de peito, que muitas vezes é fatal se não for dada ajuda imediata. “Em tal ataque há uma dor da região do coração que se estende para baixo do braço esquerdo”, explicou a ela. “Dependendo da intensidade da dor, a pessoa perde a consciência e pode chegar ao óbito.”
No caso desse homem, ele ficou inconsciente até que o Auxiliar Invisível massageou seu coração, e então ele voltou a si. O Auxiliar Invisível disse à irmã que seu irmão teria que ir com mais calma e não ficar preocupado ou zangado, ou poderia provocar outro ataque que poderia ser fatal.
O médico ficou muito surpreso e perguntou ao Auxiliar Invisível o que ele havia feito para devolver a vida ao homem.
“Uma vez que uma pessoa está morta, não há como voltar à vida”, respondeu o Auxiliar Invisível. “É verdade que muitas pessoas parecem mortas, mas não estão e, portanto, são trazidas de volta.”
“Isso parece razoável”, disse o médico. “Pensei que você não fosse médico, mas vejo agora que você é mais do que um médico.”
“Não, eu não sou realmente um bom médico, pois não sei o suficiente”, respondeu o Auxiliar Invisível.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis e o médico voltaram ao hospital e relataram o caso.
Quando Cristo disse a seus Discípulos que ressuscitassem os mortos, ele queria que eles tirassem as pessoas das condições de transe semelhantes a esta em que o homem teria desmaiado se não tivesse recebido a ajuda que o Auxiliar Invisível estava disposto e capaz de lhe dar.
Alguns casos de doença do sono são realmente casos de obsessão. Nesses casos, as entidades obsessoras nunca tiveram Corpos Densos e, portanto, não sabem usá-los adequadamente.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de uma senhora para ver seu filhinho, que estava dormindo há três semanas. Ele parecia um boneco dormindo. Um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mãe o que havia acontecido com seu filho.
“Um dia ele me disse que algo o queria, e ele não queria ir”, disse a mãe. “Eu disse a ele que nada iria incomodá-lo e continuei meu trabalho. Logo depois disso eu o ouvi gritar e o ouvi chutando o chão como se estivesse lutando contra alguma coisa. Então ele ficou imóvel, e eu pensei que ele estava morto e liguei para o médico que veio e o examinou e disse que ele tinha a doença do sono. Agora ele está de cama há três semanas e não sei o que fazer para ajudá-lo.”
O Auxiliar Invisível viu o verdadeiro dono do corpo da criança de pé ao lado de seu corpo, que havia sido levado por uma entidade que não sabia cuidar de um corpo humano. O Auxiliar Invisível falou com o menino:
“Eu quero meu corpo”, disse o menino. “Ele me empurrou para fora, e eu quero meu corpo. Depois disso eu estarei bem.”
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram a um Irmão Leigo por meio do pensamento se eles poderiam ajudar essa criança, e eles receberam permissão para fazê-lo. O Auxiliar Invisível cruzou a entidade três vezes, e uma entidade horrível saiu do corpo do menino e ficou parada por alguns segundos. Então ela correu em direção ao Auxiliar Invisível, que o atravessou novamente. Logo o cheiro de enxofre encheu a sala.
A entidade teve que ir para o Mundo do Desejo. Quando a entidade saiu do corpo do menino, ela o torceu em todos os tipos de formas.
Sua mãe chorou e quis pegá-lo. O Auxiliar Invisível persuadiu o Ego do menino a entrar de volta no seu corpo, e ele acordou chamando: “Mamãe”.
O Auxiliar Invisível disse à mãe para alimentar o menino. “Ele vai estar bem agora”, o Auxiliar Invisível disse a ela.
A mãe era uma mulher muito feliz e agradeceu calorosamente aos visitantes. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram embora em silêncio.
Aqui está uma história sobre uma garota que foi curada de pneumonia dupla por uma Auxiliar Invisível. Certa vez, três Auxiliares Invisíveis foram a uma casa no nordeste dos Estados Unidos, perto do Oceano Atlântico, onde viviam muitas pessoas abastadas. Eles foram ver uma garotinha que tinha cerca de sete anos. Ela teve pneumonia dupla e estava morrendo. Eles foram atraídos para lá pela oração da garota. Alguns outros membros de um grupo de Auxiliares Invisíveis estavam lá e alguns outros Irmãos Leigos e Irmãs Leigas.
A criança estava orando a Deus pedindo para salvá-la para que ela pudesse ficar junto a seus pais. Esses Auxiliares Invisíveis que estavam presentes descobriram que essa garotinha era uma criança indesejada. Seu pai forçou sua mãe a criá-la e amamentá-la, e isso causou uma ruptura entre os pais. A mãe da criança queria viver uma intensa vida social e a filha atrapalhava. O pai não queria filhos, mas desde que veio a menina, resolveu criá-la.
A mãe expôs a criança a todo tipo de clima no esforço de deixá-la doente para que ela morresse. A criança sobreviveu, apesar das condições desfavoráveis. Um dia, a mãe levou a garotinha para a praia e a fez entrar na água. A água estava muito fria e a criança desenvolveu pneumonia.
Quando a criança percebeu que ia morrer, ela começou a orar muito e fervorosamente para ser poupada. Ela disse a Deus que sua mãe a odiava e seu pai a tolerava. Ela contou a Deus tudo sobre como sua mãe a tratou e como ela a forçou a entrar na água fria em diferentes momentos e como uma senhora veio e a manteve aquecida. “Querido Senhor, eu os amo do mesmo jeito, pois eles não sabem”, disse a criança.
Os Auxiliares Invisíveis tentaram ouvir a criança orar e observaram suas orações serem elevadas. Ela pretendia alcançar o próprio Deus. Os Auxiliares Invisíveis estavam esperando para ver se receberiam permissão para ajudar essa criança.
“Bem, Senhor, eu desisto de morrer, eu não quero morrer”, disse finalmente a criança. Depois disso, ela ficou muito quieta. Sua mãe ficou com a consciência abalada e foi até a cama da menina, chamou-a pelo nome e disse: “Eu não tenho sido uma boa mãe para você, mas serei se você for curada”.
O pai foi até a criança, chorou e disse: “Senhor, devolva-a para mim. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas saberei de agora em diante”.
“Mamãe, eu vou viver. Há uma senhora aqui que veio e me curou”, disse a criança doente. “Ela diz que eu posso me sentar amanhã.”
Um Auxiliar Invisível perguntou à Auxiliar Invisível, que havia curado a criança, quem era a menininha, e foi-lhe dito que essa criança é um Iniciado que veio fazer algum trabalho bem definido naquele ambiente. “Uma Irmã Leiga veio e me autorizou a curar a menininha”.
Os Auxiliares Invisíveis viram essa Irmã Leiga chegar e admiraram sua bela aura. As cores estavam mudando constantemente de uma posição para outra enquanto ela trabalhava na criança.
A criança era uma criança avançada, e ela tinha um grande e belo Corpo Mental e um grande Corpo-Alma.
Aqui está a história de uma mulher cuja vida foi salva em resposta à sua oração por ajuda depois que ela foi esfaqueada no abdômen com um longo alfinete de chapéu.
Certa vez, uma garota se casou contra a vontade de sua mãe e, quando seus pais a repudiaram, ela foi viver com o marido. Ela orou por vários anos por uma reconciliação com seus pais. Ela aguentou a separação o máximo que pôde e depois conversou com o marido sobre isso.
Ele era muito mais velho do que ela, e a amava muito. Ele concordou em ir com ela para ver os pais dela. Quando ela chegou em sua antiga casa, sua mãe ficou feliz em vê-la, e eles começaram a conversar. O marido saiu com o sogro.
Com o passar do dia, a mulher e a mãe começaram a brigar e tiveram um sério desentendimento. Finalmente, a mulher foi para a cama e adormeceu. Pouco tempo depois, o marido e o pai da moça voltaram para casa e foram para a sala conversar.
A mãe entrou no quarto da filha e enfiou um alfinete comprido no abdômen da mulher. Atravessou seus intestinos e outras partes de seu corpo e penetrou nas roupas de cama e no colchão, prendendo a pobre mulher na cama. Ela acordou em grande terror e orou desesperadamente por ajuda.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a ela, e eles chegaram rapidamente. Eles viram o que tinha acontecido e se materializaram. A Auxiliar Invisível ficou surpresa com o que havia acontecido com a pobre mulher.
Ela puxou o alfinete e viu o sangue no lençol e no colchão, que precisavam ser trocados. A Auxiliar Invisível disse a alguém para trocar a roupa de cama e a senhora o fez.
O Auxiliar Invisível trabalhou no Corpo Vital da mulher para curar seu Corpo Denso. Em pouco tempo ela foi curada e conseguiu se levantar e se vestir. O Auxiliar Invisível disse a essa mulher para ir imediatamente para a sala. A mulher chorou por causa do que sua mãe havia feito com ela.
Os homens entraram quando a mulher gritava de dor, mas nenhum deles fez nada e não falaram uma palavra.
Os Auxiliares Invisíveis trabalharam tão rápido que as pessoas ficaram surpresas demais para falar.
Quando a mãe da mulher se recuperou de sua surpresa, ela foi até a Auxiliadora. “Como você entrou nesta casa?”, ela perguntou com uma voz muito zangada. “Por que você está se intrometendo no meu negócio?”. Ela então segurou o braço da Auxiliar Invisível para sacudi-la.
“Sente-se,” o Auxiliar Invisível disse com uma voz firme, e ela o fez.
Então o Auxiliar Invisível disse a ela o que ela estava prestes a fazer e quais seriam as consequências. O Auxiliar Invisível disse a mãe que sua filha nunca mais a incomodaria. Não havia nada que os Auxiliares Invisíveis pudessem fazer com a mãe, pois ela estava determinada em seu propósito de matar a filha. O Auxiliar Invisível removeu todos os pensamentos sobre sua mãe da Mente da mulher.
A jovem e o marido moravam no Centro-Oeste e tinham uma loja de delicatessen. Os pais da mulher moravam no sul e viviam em condições confortáveis. A mãe tinha outros planos para a filha, mas a filha desobedeceu e se casou com alguém que a mãe não gostava.
A jovem ficou muito surpresa por ser curada tão fácil e rapidamente. Ela continuou apalpando seu abdômen para ter certeza de que estava realmente curada. “Você está bem”, a Auxiliar Invisível disse a ela.
Ela agradeceu aos Auxiliares Invisíveis repetidamente. Os Auxiliares Invisíveis foram com a mulher e seu marido até a estação, onde esperaram um trem para levá-los embora. Então os Auxiliares Invisíveis foram embora. Na manhã seguinte, os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente do que havia acontecido.
Aqui está como um homem com pneumonia foi curado pela cura espiritual. Um Auxiliar Invisível foi enviado a uma casa para ajudar um homem que estava muito doente com pneumonia. A esposa tinha dois médicos e duas enfermeiras para cuidar dele.
O Auxiliar Invisível tocou a campainha e a esposa atendeu.
O Auxiliar Invisível disse a ela que havia sido enviado para ver o marido dela.
“Entre”, disse ela, e o convidou para entrar na sala da casa.
“Meu marido está muito doente e os médicos proibiram qualquer pessoa de vê-lo. Eles só me permitem vê-lo duas vezes por dia.”, disse a esposa.
“Posso vê-lo e fazer o que puder por ele?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim”, ela disse, “apenas os dois médicos estão aqui agora.”
“Tudo bem”, respondeu o Auxiliar Invisível. Subiu, então, para o quarto do doente e entrou. “Boa noite a todos”, disse ele. “Como está o doente?”
“Saia. Ninguém pode entrar aqui”, disse um dos médicos. “O paciente está muito doente para falar.”
“Eu irei mais tarde. Preciso ver o que posso fazer pelo meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível. Ele foi até o homem doente e olhou para ele.
Ele viu que o homem estava muito mal e foi trabalhar nele imediatamente. Ele disse à enfermeira que lhe trouxesse uma comadre. Ele tirou o casaco do homem doente e começou a trabalhar em um de seus pulmões. Ele o fez vomitar o muco e depois trabalhou do outro lado do corpo.
“Oh, eu me sinto muito melhor”, disse o homem doente. “Eu tinha desistido e esperava morrer, pois a dor era muito grande.”
Enquanto isso acontecia, os dois médicos ficaram horrorizados e olhavam para o Auxiliar Invisível enquanto ele trabalhava. Eles queriam saber o que ele fez para ajudar o homem doente.
“Eu fiz algo que vocês não são capazes de fazer,” o Auxiliar Invisível disse a eles.
“Estou com fome”, disse o doente.
“Faça uma boa sopa de legumes para ele”, disse o Auxiliar Invisível. “Coloque os legumes primeiro em um moedor e, depois de cozidos, passe a sopa por uma peneira e dê a ele.”
Ele se virou para o paciente e disse: “Se você sentir vontade de se levantar, levante-se um pouco, todos os dias. Fique com a enfermeira por mais duas semanas, até recuperar as forças”.
“Gostaria que você viesse ao hospital, pois tenho duas pacientes muito ricas que gostaria que você as visse”, disse um dos médicos ao Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível disse que iria vê-los e que o médico fosse adiante e lhes dissesse no hospital que ele estaria lá. O Auxiliar Invisível desceu e disse à esposa que seu marido estava melhor e que ficaria bom.
“Eu não tenho filhos, e a vida é tão solitária sem eles”, disse ela. “Eles são problemáticos, mas é melhor tê-los. Sempre quis dois ou três, e agora estou com quarenta e sete anos. Acho que estou velha demais agora.”
“Você gostaria de ter um ou dois se pudesse tê-los?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, eu gostaria deles”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível a fez se levantar, e ele olhou para ela e viu o que era o problema e o consertou imediatamente. Ele disse-lhe que ela teria os bebês em breve e que ela poderia ir ver o marido a qualquer momento. “Você não precisa dos médicos agora, mas mantenha a enfermeira por mais duas semanas.”
O Auxiliar Invisível então foi ao hospital e encontrou o médico, eles foram ver a senhora e conversaram com ela. “Você tem um bom médico aqui. Seja paciente, e ele a ajudará a ficar boa”, disse o Auxiliar Invisível para encorajá-la a agradar o médico.
Puxaram a cama para o centro do quarto, e a enfermeira preparou a paciente e colocou um lençol sobre ela. O Auxiliar Invisível soube imediatamente o que tinha que ser feito, mas passou pelos movimentos de um exame abdominal. O cólon transverso do paciente tinha uma torção que precisava ser corrigida.
O Auxiliar Invisível colocou as mãos sob o lençol, desmaterializou-as, colocou-as em seu abdômen e materializou alguns dedos e trabalhou nessa dobra até que ele a puxou para fora.
O paciente gritou e disse: “Ele me cortou e está arrancando meus intestinos”.
O Auxiliar Invisível então puxou o lençol e disse para ela olhar.
Ela olhou por si mesma e disse: “Parecia.”
O Auxiliar Invisível disse ao médico para lhe dar um laxante suave e que sua paciente ficaria bem.
O Auxiliar Invisível foi até a segunda paciente e viu que ela tinha um tubo de pus em um de seus ovários. Ele disse ao médico qual era o problema e disse que poderia tirá-lo sem uma cirurgia, mas que seria doloroso. Ele perguntou ao médico se ele queria que ele removesse, e ele disse: “Sim”.
O Auxiliar Invisível disse ao médico para levar a paciente ao vestiário, e então eles poderiam trabalhar nela. Ela estava com muita dor e não se importou com o que foi feito, só para ser ajudada. Eles amarraram os braços e as pernas da paciente para baixo. O Auxiliar Invisível materializou uma de suas mãos dentro do corpo da mulher e dentro do tubo doente e a quebrou por dentro enquanto segurava a outra mão em seu abdômen. Ele espremeu o pus e o médico o lavou.
A mulher gritou no início, mas logo ficou aliviada.
Depois que ela foi colocada de volta em sua cama, caiu em um sono reparador.
O Auxiliar Invisível sabia que iria machucar a paciente por alguns minutos ao fazer isso, mas que era melhor curá-la desse jeito do que colocá-la para dormir.
“Quanto você cobra pelo trabalho?” perguntou o doutor satisfeito.
“Nada”, disse o Auxiliar Invisível. “Apenas ajude algumas pessoas pobres com seu conhecimento.”
O médico prometeu que faria isso, e o Auxiliar Invisível foi embora assim que pôde.
Os Auxiliares Invisíveis precisam estar juntos dos trabalhadores, pois vão para as casas e precisam saber cozinhar e fazer pequenos reparos, além de serem bons enfermeiros. Por exemplo, certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma família de quatro pessoas que não falavam muito bem o inglês, pois eram de outro país. Elas estavam todos doentes com gripe ou resfriados severos e só podiam se locomover, ainda com dificuldade. Um deles tinha feito mingau de aveia, mas ninguém tinha apetite.
Os Auxiliares Invisíveis trabalharam em seus Corpos Vitais e aplicaram a força de cura que vem de Deus, e logo ficaram muito melhores. A Auxiliar Invisível sabia que eles precisavam de um bom café da manhã, então perguntou que tipo de comida eles tinham em casa.
“Temos pão, manteiga, carne e ovos”, disse a mãe.
O pão estava duro, mas o Auxiliar Invisível sugeriu ovos escalfados com torradas, café e biscoitos, e eles disseram que gostariam de alguns. O Auxiliar Invisível preparou um bom café da manhã em poucos minutos e serviu a eles e distribuiu um saco de biscoitos.
As pessoas queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e lhes contaram sobre seu trabalho.
“Que estranho!”, uma pessoa disse. “Parece um conto de fadas. Vocês são americanos?”
“Sim”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Como você aprendeu nossa língua tão bem?” outra pessoa perguntou.
Os Auxiliares Invisíveis usam o que é chamado de linguagem da alma quando estão fora de seus Corpos Densos durante o sono e trabalhando. Eles podem, então, entender as pessoas de todas as nações e podem falar com elas e serem entendidos perfeitamente. Isso é algo que parece mais notável para os Auxiliares Invisíveis quando eles começam a se lembrar do que fazem quando estão dormindo.
Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ver um homem que estava orando por ajuda. Ele tinha uma lasca de madeira em seu olho, e isso estava causando muita dor.
Quando os Auxiliares Invisíveis o viram, disseram-lhe para se deitar para que pudessem remover a farpa do olho ferido. O homem deitou-se em sua cama e sua esposa ficou por perto.
“Por favor, salve o olho dele”, ela disse. “O médico disse que ele poderia perder a visão neste olho. Você acha que ele vai?”
“Não, acho que não”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Olhe e veja onde está a farpa e empurre-a para fora”, disse o Auxiliar Invisível à sua companheira.
Ela colocou o dedo no olho do homem, o materializou e empurrou um pouco a farpa. Então o Auxiliar Invisível a pegou e a puxou.
“Oh, querida”, disse o homem à esposa, “ela está com o dedo no meu olho, e eu vou perder a visão desse olho.”
A esposa começou a chorar e dirigiu-se à Auxiliar Invisível.
“Fique onde está, Senhora”, disse o Auxiliar Invisível, “ou piorará as coisas.”
O Auxiliar Invisível começou a massagear o olho do homem e o ferimento foi curado.
“Meu olho está bem agora, e posso ver bem. Muito obrigado”, disse o homem. “Você colocou o dedo dentro do meu olho, e eu senti você empurrar a lasca para fora, e ele puxou o resto na saída. Como você fez isso? Então como você fez meu olho parar de doer? Quem é você? Há algo estranho em você. Você é humano? Sim, acho que sim, pois vocês dois se parecem com isso.”
“Sim, ela é humana”, disse o Auxiliar Invisível. “Seja bom e agradeça a Deus pela ajuda que recebeu”, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram deles.
Aqui está como uma senhora com um abscesso no ouvido direito foi curada por meio da cura espiritual. Ela estava na cama sofrendo muito e pedindo ao Senhor que tivesse misericórdia dela. Os Auxiliares Invisíveis a encontraram sozinha em um quarto escuro.
“Minha querida amiga”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “nós viemos para ajudá-la, se assim o desejar.”
“Ah, quem é?”, ela perguntou e estendeu a mão para a luz.
“Não acenda a luz. Podemos ver bem o suficiente”, disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível disse a sua companheira para pegar uma toalha e amarrar os longos cabelos da senhora na cabeça. Ela fez isso, e então ela segurou as mãos da senhora enquanto o outro Auxiliar Invisível manteve a cabeça da senhora ao lado da cama. Ele então passou a mão no ouvido dela e arrancou todo o Éter doente. Quando o pus saiu, ela disse: “Oh, isso é tão bom, e meu ouvido parou de doer”.
“Deite desse lado e deixe escorrer, e vai ficar bom em um ou dois dias”, disse o Auxiliar Invisível.
A senhora pediu aos estranhos que acendessem a luz, e um deles o fez.
“Por favor, diga-me como você entrou em nossa casa”, a senhora perguntou.
“Nós entramos, porque ouvimos seus apelos”, o Auxiliar Invisível respondeu. “Nós ouvimos suas orações por ajuda. e viemos ajudá-la, se pudéssemos.”
“Oh, muito obrigada, eu quero ligar para meus pais para que eles possam conhecê-los”, disse ela.
“Não, não os acorde, pois devemos ir”, disse o Auxiliar Invisível.
“Adeus”, e eles foram embora.
Certa noite, uma senhora foi encaminhada a uma Auxiliar Invisível quando estava dormindo para que a ajudasse, pois havia sofrido um segundo derrame e estava gradualmente perdendo o uso de uma perna e um braço. Seu rosto foi puxado para um lado.
“Quero que alguém me ajude”, disse ela.
Essa Auxiliar Invisível pediu ao seu companheiro para ajudar essa senhora.
“Vá para casa e veremos o que podemos fazer para ajudá-la”, disse ele.
Quando o Auxiliar Invisível chegou à casa dessa senhora na parte leste dos Estados Unidos, ele a encontrou na cama acordada. Ela parecia ter cerca de quarenta e cinco anos, mas parecia muito mais velha, por causa de seu rosto tenso e expressão aterrorizada.
“Sou seu amigo”, disse o Auxiliar Invisível. “Não se assuste.”
“Sinto que você vê meus dois amigos”, disse a senhora. “Este é o segundo derrame que tenho e tenho medo de ficar indefesa e não ser capaz de cuidar de mim mesma. Você vai me ajudar? Estou sozinha. Sonhei que pedi a um Anjo para me ajudar, e ela me disse que viria um homem para me ajudar, e eu acordei.”
“Eu sou o homem, e foi ela quem me disse para ajudá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
“Então vocês são Anjos”, disse ela.
Enquanto o Auxiliar Invisível falava com ela, ele a esfregava e massageava sua cabeça. Então a Auxiliar Invisível, que tinha chegado, começou a agir de forma esquisita.
“Qual é o seu problema?”, ele perguntou.
“Eu não posso andar direito, e minha boca parece unilateral”, ela respondeu.
“Bem, você não será capaz de falar tanto agora ou fuçar tanto,” ele disse a ela para provocá-la.
“Ajude-me”, disse ela.
“Quando você vai lembrar que está fora do seu corpo e parar de assumir as condições das pessoas?”, ele perguntou.
“Oh, eu esqueci!”, ela exclamou, e então ela estava bem.
O Auxiliar Invisível disse à senhora que precisava que ela se levantasse. Ela o fez, e ela podia andar tão bem quanto antes. Ela agradeceu-lhes pela ajuda. Disseram-lhe o que comer e que continuasse a rezar e que essa atitude a ajudaria a encontrar o caminho para ela melhorar tanto física como espiritualmente.
Agora vou falar de dois homens que alguns Auxiliares Invisíveis visitaram uma noite há alguns anos. Uma Irmã Leiga muito elevada espiritualmente mostrou aos Auxiliares Invisíveis dois homens que tentaram se matar alguns anos antes. Ambos tinham tubos na garganta. Um tinha um tubo de vidro e o outro tinha um tubo de borracha, por meio do qual eles podiam se alimentar.
Um homem se arrependeu de seu ato, mas o outro se tornou muito mau. A Irmã Leiga disse aos Auxiliares Invisíveis para avisar um e ajudar o outro. Eles foram ver o homem mau primeiro. Eles descobriram que ele governava uma tribo de árabes que vivia em uma pequena cidade e que era muito cruel com o povo e injusto em suas relações com os outros.
Esse homem fazia com que as pessoas fossem amarradas ao sol quente e, em seguida, água fria de nascente derramada sobre elas. Isso fazia com que eles ficassem mais quentes e morressem de insolação. Ele tinha uma jovem amarrada a um poste, e um homem estava prestes a derramar água sobre ela quando a Auxiliar Invisível o parou. O governante ficou zangado com essa interferência, cuspiu na Auxiliar Invisível e deu um tapa em seu rosto.
Ela ficou surpresa no início. Então ela o segurou com cuidado e pegou vários copos de água fria e derramou na cabeça dele.
“Sinto muito, mas você mesmo provocou isso”, disse a Auxiliar Invisível ao homem surpreso.
O homem uivou e tentou se soltar. Quando o fez, correu para sua tenda.
“Matem-na”, ele gritou para seus homens.
Os homens tentaram atirar nela, mas suas armas não dispararam. O outro Auxiliar Invisível disse às Salamandras para ficarem quietas, e assim suas armas não funcionariam. Os homens pareciam bastante consternados.
“Se você não tratar melhor seu povo, perderá sua chefia”, disse o Auxiliar Invisível a esse líder cruel. “Você se tornará um andarilho e morrerá sozinho no deserto.”
O homem prometeu fazer melhor. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram dele. Eles foram informados de que ele faria melhor no futuro.
Os Auxiliares Invisíveis então correram para a América do Sul para ver o homem que tentou se matar bebendo veneno pela garganta. Ele estava apaixonado por uma garota, e quando ela rejeitou seu amor, ele decidiu acabar com a própria vida. Sua vida foi salva, e ele se arrependeu grandemente de seu ato precipitado.
Finalmente, ele se tornou um homem rico. O corte havia paralisado seu esôfago e ele não conseguia engolir a não ser através de um tubo de borracha. Um pouco do veneno que ele havia ingerido havia se depositado na parte inferior de seu trato intestinal e causado constipação severa.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a esse homem, ele estava com soluços há quatro dias, e seu corpo estava entupido todo esse tempo.
Seu médico não pôde fazer nada para aliviá-lo, e ele estava com muita dor. Seu estômago estava muito distendido e ele estava com febre alta.
O doente estava com medo de morrer. Ele vinha orando desde que tivera a última doença de natureza semelhante. Quando esse pobre homem viu os Auxiliares Invisíveis, ele apelou para eles por ajuda.
“Por favor, me ajudem”, ele implorou. “Eu não quero morrer. Eu amo minha esposa e minha família, e quero cuidar deles. Oh, estou com medo de morrer. Ajude-me, Senhor! Tenha misericórdia de mim.”
O Auxiliar Invisível disse aos membros da família que o deixassem a sós com ele. O homem tinha dois filhos gêmeos de cerca de doze a treze anos. Um menino e uma menina.
“Por favor, deixe-nos ficar”, disseram eles. “Nós amamos nosso papai, e ele é um verdadeiro amigo para nós.”
“Não, queridos filhos. Vocês devem sair”, disse o Auxiliar Invisível.
Eles saíram, e ele trancou a porta e começou a trabalhar no doente. Ele massageou o corpo do homem e o limpou.
Então ele começou a apresentar movimentos peristálticos. Depois disso, ele tirou o tubo de borracha da garganta do homem e o curou por meio de cura espiritual.
Depois disso, o Auxiliar Invisível pegou um copo de leite e deu ao homem, e ele bebeu com facilidade.
“Esta é a primeira bebida que tomo em quinze anos”, disse ele. O Auxiliar Invisível fez o homem tomar um banho e depois voltar para a cama por um curto período para recuperar as forças.
“O que aconteceu com a mulher que você amou?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Ela está na cidade, mas eu nunca mais a vi”, respondeu o homem. “Minha esposa era minha enfermeira no hospital, e eu me casei com ela dois anos depois de ficar bom.”
O Auxiliar Invisível chamou a família do homem e contou-lhes sobre a Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito.
“Terei que enfrentar esse sofrimento novamente quando eu morrer?”, o homem perguntou.
“Não, acabou agora, e você é um homem saudável”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Nunca mais coma carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar ou afins). Você pode comer todos os vegetais e frutas, leite, ovos, mel, etc. que quiser.”
A menina gêmea era uma criança muito cativante. Ela ficou perto da Auxiliar Invisível e mostrou-lhe que gostava dela, e a Auxiliar Invisível a beijou. “Oh, um Anjo me beijou,” ela disse alegremente. “Agora beije meu irmão.”
A Auxiliar Invisível fez isso, e então ela reuniu os gêmeos e colocou os braços em volta deles e soltou sua aura.
Então ambos os Auxiliares Invisíveis desapareceram deixando a família feliz para se alegrar com a cura do marido e pai.
Sim, a cura espiritual é possível, mas nem sempre pode ser usada.
Há momentos em que os Auxiliares Invisíveis encontram pessoas que precisam de ajuda, mas elas não conquistaram o direito a ela e não a pedem, e por isso não podem ser curadas ou ajudadas. Os Senhores do Destino, também chamados de Anjos do Destino ou Anjos Relatores, não dão algo por nada.
Muitas pessoas doentes podem ser curadas por médicos, médicas ou profissionais de saúde ou utilizando tratamentos elétricos ou de raios-x. Quando estamos doentes, espera-se que usemos primeiro todos os meios materiais. Se não podemos nos curar com o tipo certo de comida, ou com remédios caseiros, devemos ir a um médico ou a uma médica. Se necessário, devemos ir a um hospital para tratamento.
É melhor orar por ajuda também, mas devemos nos ajudar o máximo que pudermos.
Há casos que a ciência médica não pode curar. Por exemplo, quando um homem paralisa a garganta, dificilmente pode esperar ser curado pelos meios comuns. Todas as coisas são possíveis com Deus.
Não diga apressadamente que as ilustrações deste livro não são reais.
Pense nisso e leia sua Bíblia com cuidado, e você pode se surpreender com o que encontrará lá.
Os dias de milagres não acabaram. Eles estão acontecendo ao mesmo tempo, mas muito pouco é dito sobre eles. Muitas pessoas que oraram pedindo ajuda foram curadas por meio de cura espiritual. Alguns viram os Auxiliares Invisíveis que vieram para ajudá-los; outros os ouviram falar e conversaram com eles da mesma forma que conversam com seus amigos. Outros sentiram sua presença.
Ouvi falar de muitos casos em que pessoas doentes entraram em contato com Auxiliares Invisíveis e falaram sobre isso.
Auxiliares Invisíveis encontram muitas pessoas e veem coisas estranhas que acontecem.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma jovem que havia sido envenenada por sua mãe. Seu rosto e braços estavam cobertos de feridas, e sua língua estava quase branca. Ela estava muito assustada e desesperada. Essa jovem sofria de envenenamento por arsênico.
Parece que eles estavam pagando uma apólice de seguro de cinco mil dólares que foi feita em favor da mãe.
A mãe queria o dinheiro, então colocou arsênico na caixa de maquiagem da filha para matá-la. A jovem usou-o no rosto e nas mãos, e teria morrido se não lhe tivessem ajudado.
O Auxiliar Invisível pegou um pouco de fubá e leite e fez cataplasmas e colocou no rosto e nos braços da jovem para tirar o veneno. Ela logo estava fora de perigo. O Auxiliar Invisível disse a essa jovem que se mudasse o mais rápido possível e deixasse sua mãe sozinha. Ela disse que iria porque tinha medo dela e suspeitava que eles tinham alguns planos malignos a seu respeito.
A vida é muito estranha. Alguns pais vão acabar com seus próprios filhos por dinheiro, enquanto outros arriscam suas próprias vidas para salvá-los. São necessários todos os tipos de pessoas para fazer um mundo”
No caso dessa menina, ela não merecia tal morte, e assim suas orações foram atendidas.
Aqui está o que aconteceu uma vez: dois Auxiliares Invisíveis foram para as selvas da África e perceberam que estava muito quente lá.
Alguns nativos estavam na floresta colhendo frutas, e uma grande cobra cuspideira veio até eles e jogou seu veneno em um homem e uma criança. Eles começaram a coçar, e o veneno logo teria entrado em suas correntes sanguíneas e depois morreriam se não tivessem ajudado imediatamente.
A Auxiliar Invisível pegou a criança, e o Auxiliar Invisível pegou o homem, e juntos eles os carregaram até um pequeno riacho de água. Eles lavaram o veneno da cobra e retiraram o Éter infectado de suas mãos, rostos e pernas; e logo eles estavam bem.
Quando os Auxiliares Invisíveis partiram, encontraram uma mulher em apuros. Ela foi picada por uma cobra, e as pessoas fugiram e a deixaram para morrer. Os Auxiliares Invisíveis encontraram um pedaço do dente da cobra na carne dela. Eles o tiraram, examinaram e encontraram um buraco nele. Pode ter sido a tampa sobre o dente que continha o veneno no dente da cobra.
Um Auxiliar Invisível chupou o veneno da ferida enquanto o outro Auxiliar Invisível removeu o Éter infectado de sua perna. A mulher abriu os olhos e tentou ajoelhar-se diante dos Auxiliares Invisíveis para prestar-lhes homenagem porque achava que eram Anjos. Por mais estranho que pareça, a maioria das pessoas conhecem os Anjos, mesmo que não os tenham visto, mas poucos parecem saber dos Auxiliares Invisíveis que têm Corpos Densos que podem deixar em casa adormecidos enquanto viajam em seus Corpos-Almas e Corpos de Desejos.
Os Auxiliares Invisíveis levaram a mulher para a casa dela e disseram aos nativos que todos os três feridos ficariam bem e que iriam cuidar bem deles. As pessoas ficaram encantadas ao ver os Auxiliares Invisíveis e agradecidas por sua ajuda.
As matas onde cresciam as bagas e as frutas estavam infestadas de cobras, e era perigoso ir até lá. Os Auxiliares Invisíveis viram muitos ossos humanos entre os arbustos espessos próximos.
Os Auxiliares Invisíveis então trabalharam em dois dos nativos que estavam doentes.
Enquanto eles estavam naquele lugar, os Auxiliares Invisíveis viram o feiticeiro nativo e viram muitos elementais ao redor dele.
“Você pode curar picadas de cobra?”, um Auxiliar Invisível perguntou a esse curador nativo.
“Não”, disse ele, “nenhum humano pode curar uma picada de cobra venenosa”.
“Sim, eles podem”, disse o Auxiliar Invisível. “De onde viemos, os médicos podem curar picadas de cobra.”
“Então você deve vir do Deus Sol, onde todas as coisas podem ser feitas”, respondeu o curador nativo.
O Auxiliar Invisível foi instruído a dizer a esse homem que, se ele fosse justo e gentil com todas as pessoas lá e nas aldeias próximas e os ajudasse a fazer melhor, ele receberia poder sobre as cobras e os animais selvagens. O homem prometeu que faria isso.
“Se você não fizer o que prometeu”, disse o Auxiliar Invisível, “algo na selva certamente o matará”.
“Vou ser bom e ajudar as pessoas”, prometeu novamente.
Os Auxiliares Invisíveis afastaram os elementais dele e então lhe disseram para segui-los. Eles foram para os arbustos e encontraram uma cobra grande, e um Auxiliar Invisível disse ao nativo para pegar a cabeça da cobra. Ele o fez, e a cobra não o machucou.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para o Mundo do Desejo e encontraram os Espíritos-Grupo das cobras e feras. Disseram-lhes que esse homem era um amigo e que eles evitassem para sempre que suas acusações o prejudicassem. Eles pediram a esses Espírito-Grupos para dar ao homem conhecimento para curar aqueles que foram picados ou feridos, desde que ele cumprisse a promessa dele. Os Espíritos-Grupo disseram que fariam isso. O homem viu e ouviu o que aconteceu e se tornou um homem muito mudado.
Os Auxiliares Invisíveis disseram a esse curador nativo que seu povo nem sempre faria o que ele mandasse, mas ele deveria ter paciência com eles.
Ele disse que sim, e os Auxiliares Invisíveis o deixaram e continuaram seu trabalho. Mais tarde, eles voltaram e encontraram esse homem novamente, e descobriram que ele estava indo muito bem. Ele estava ajudando os nativos de muitas maneiras.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram ajudar uma linda bebê que estava doente. Antes de irem até ela, eles viram uma menininha de cerca de um ano deitada na cama ao lado de sua mãe. A bebê era tão delicada e bonita quanto uma pequena fada. Ela tinha pele clara, olhos azuis e cabelos cacheados.
Essa bebê teve um resfriado no peito que rapidamente se transformou em pneumonia. Sua mãe ignorava a verdadeira condição da sua filha, mas antes de dormir, ela havia pedido a Deus que ajudasse sua filha.
A líder do trabalho de cura mostrou essa bebê a uma das Auxiliares Invisíveis para que ela o atraísse para si, e ela correu para o bebê. Quando o bebê a viu, ela ergueu as mãos, e o amor do Auxiliar Invisível atraiu a bebê para seus braços. Nesse caso, o amor causou a suspensão da gravidade e atraiu a pequeno para a Auxiliar Invisível.
A Auxiliar Invisível pediu que a bebê fosse curada, e então ela colocou a linda criança no chão, e ela sorriu quando ela saiu do quarto. A mãe continuou dormindo, inconsciente do que estava acontecendo com sua bebê.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis viram um homem todo encolhido em uma pista de bonde e foram até ele. Ele esteve na casa de um amigo jogando pôquer e tinha uma grande soma de dinheiro. Depois do jogo, foram servidos refrescos, e ele tinha comido algo e dado um último gole antes de ir para casa.
Alguém da casa tinha colocado algo em seu sanduíche para fazê-lo dormir para que pudessem roubá-lo quando ele saísse na rua. O uísque que havia bebido teve um efeito estimulante sobre ele e o manteve acordado. Cólicas fortes começaram, e o homem caiu e se encolheu nos trilhos do bonde, atrapalhando o tráfego.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram o homem e assumiram sua condição.
“Parece que há um nó em seus intestinos?”, o Auxiliar Invisível inquiriu o homem doente.
“Sim”, respondeu o homem assustado. “Por favor, me ajude.”
O Auxiliar Invisível esfregou os nós dos intestinos dele para que pudessem ser desfeitos, e então o homem se recuperou e pôde ir para casa.
“As pessoas para onde você foi não são seus amigos”, o Auxiliar Invisível disse a ele. “É melhor você ficar longe de lá de agora em diante.”
Aqui está como uma senhora aleijada foi ajudada. À noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram ver uma senhora que tinha cerca de trinta e cinco anos de idade.
Dez anos antes, ela contraiu reumatismo, e isso a deixou aleijada. Ela tinha um marido que ganhava bem e proporcionava um bom lar para ela. Ela tinha dois filhos, que tinham cerca de quatorze e quinze anos de idade, respectivamente.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram essa senhora sentada em uma cadeira de rodas em sua varanda, e começaram a conversar com ela. Ela disse a eles que tinha lido a Bíblia quatro vezes e sabia quase tudo de cor. Ela disse que não conseguia entender a Bíblia do jeito que os pregadores e padres entendem.
“Acredito que há um significado mais profundo para a Bíblia”, disse ela. “Quem são as pessoas que recebem os dons de que fala? Como eles os obtêm? Como as pessoas podem deixar Deus saber que eles os querem? Eu fiz o que a Bíblia diz sobre orar e pedir coisas, mas não recebi resposta alguma. O pregador não pôde me responder. A quem devo ir agora?”
“Você deve mudar sua maneira de pensar”, disse o Auxiliar Invisível. “Você deve erradicar todo o preconceito contra tudo e tratar todos com justiça. Você deve parar de comer carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins). Em vez disso, você deve comer vegetais, frutas, sucos de frutas, ovos, leite, mel e pão integral.”
“Eu vou fazer isso”, respondeu a senhora.
“Podemos entrar?”, o Auxiliar Invisível perguntou agradavelmente.
“Você vai me machucar?”, ela perguntou.
“Não, eu não vou machucá-la, e talvez eu possa ajudá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
Ela deixou os estranhos entrarem e pediu que se sentassem e falou sobre o clima quente.
“Venha, levante-se e tente andar”, disse o Auxiliar Invisível. “Deus pode já ter curado você, mas você não tentou andar.”
“Ah, sim, eu tentei muitas vezes, mas não tentei hoje”, disse a senhora.
Ele a ajudou, e ela se levantou.
“Oh, eu senti um choque quando você me tocou!”, ela exclamou.
“Traga-me um copo d’água, por favor”, o Auxiliar Invisível disse a ela de repente.
A senhora foi buscar a água e esqueceu-se de si mesma. Quando ela voltou, o Auxiliar Invisível explicou a Bíblia e seus ensinamentos e depois contou a ela sobre o trabalho deles de ajudar os outros.
Quando os Auxiliares Invisíveis se prepararam para partir, apertaram a mão da senhora.
“Esta é a melhor visita que tive na minha vida, e você respondeu a todas as minhas perguntas”, disse ela com uma voz feliz, e caminhou até o portão com os estranhos.
“Veja, Deus curou você, e você não sabia disso”, o Auxiliar Invisível disse a ela.
A senhora ficou muito assustada, ficou em silêncio por alguns segundos, e então ela disse: “Oh, eu esqueci tudo sobre a cadeira, e fui buscar a água também. Muito obrigada por sua ajuda.”
[1] N.T.: Abide with me (Fique comigo) é um hino Cristão criado pelo escocês anglicano Henry Francis Lyte. Lyte escreveu o poema em 1847 e o musicou enquanto morria de tuberculose. Ele sobreviveu apenas mais três semanas após a sua conclusão. O hino é parte do legado musical cristão e tradicional nos países de língua inglesa, tendo sido frequentemente usado em produções de cinema e TV, além de eventos públicos. Em julho de 2012 foi cantada pela escocesa Emeli Sandé na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres.
Capítulo XIII
Os Animais estão sujeitos à Influência Espiritual?
Os animais são nossos irmãos mais novos ou nossas irmãs menores e estão evoluindo assim como nós. Os Arcanjos, na sua função de Espíritos-Grupo da Onda de Vida animal, estão cuidando deles e eles sentem o impulso espiritual que vem do Espírito da Terra, que fica confinado a este Planeta durante seis meses do ano.
A influência espiritual está em ação entre os animais e está quebrando o antagonismo entre as diferentes espécies do reino animal. Os jornais diários publicam muitas histórias interessantes de animais muito diferentes que se tornam amigos e amigos íntimos. Mencionarei apenas algumas dessas histórias de animais amigáveis que salvei por causa de seu interesse humano.
Todas as histórias são ilustradas com fotografias interessantes.
Uma mostra um leão e uma galinha na jaula do leão. Eles foram companheiros constantes por três meses. Quando eles foram separados, o leão morreu de coração partido.
Outra foto mostra uma leoa e um rato branco juntos em uma gaiola. Eles estavam vivendo juntos, em harmonia, na Inglaterra.
Outra mostra um lindo gato preto e branco com um tordo empoleirado na cabeça. A história dizia que existia uma grande amizade entre essas duas criaturas muito diferentes.
Outra foto mostra um cachorro e um cervo com seus narizes juntos. Abaixo da foto está o seguinte: “Este cervo órfão saiu da floresta ao longo da fronteira oeste do Parque Nacional Glacier, em Montana, e escolheu um amigo incomum, o cão lobo de um colono. Agora eles são inseparáveis”.
Uma égua branca e um veado tímido são bons companheiros em uma fazenda na Inglaterra. O veado ficou manco quando foi, então, até o cavalo e fez amigos e encontrou um protetor.
Tenho uma foto de um gato sentado com um canário empoleirado entre as patas. Eles eram amigos e gostavam de ficar juntos.
Ainda outra foto mostra um cão segurando um gato em suas patas. Na cabeça do cachorro há um canário descansando. A história diz que esses animais de estimação são os melhores amigos uns com os outros e comem do mesmo prato.
Existem muitos animais avançados agora no mundo e os Espíritos-Grupo das diferentes espécies estão influenciando-os a serem amigáveis uns com os outros.
As pessoas que amam animais de estimação gostam de ter animais amigáveis e, quando conseguem animais avançados, ficam muito apegados a eles. Quando essas pessoas dão a esses animais os devidos cuidados e são gentis com eles, estão ajudando muito em sua evolução, e os Espíritos-Grupo lhes darão sua bênção, que ajudará as pessoas, quer percebam ou não.
Os Auxiliares Invisíveis geralmente trabalham com os Espíritos-Grupo na obtenção de lares para os animais.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos pelo Espírito-Grupo dos esquilos a irem buscar dois esquilos que um homem ia matar. Esse homem temia que esses belos animais se multiplicassem e destruíssem seu belo jardim. Ele os tinha em uma gaiola parecida com uma cesta. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao homem que os levariam se ele não os quisesse.
“Eu não os quero porque tenho medo de que eles se tornem um incômodo e comam os vegetais do meu jardim”, disse ele, e de bom grado deu os esquilos aos Auxiliares Invisíveis.
Um deles começou a abrir a porta da gaiola e tirar os jovens esquilos. O homem ficou surpreso com isso. “Senhora, não tire essas criaturas”, disse ele. “Ora, o relâmpago não poderia pegá-los. Eles são tão selvagens quanto coelhos.”
“Eles são meus amigos e vão se importar comigo”, disse ela.
“Não, nenhum esquilo é manso à vista”, disse o homem. “Ora, eu estava uma semana tentando pegá-los.”
A Auxiliar Invisível abriu a porta e tirou um esquilo e segurou-o nos braços e acariciou-o, admirou-o e conversou com ele, e o esquilo ficou quieto e tranquilo. O homem ficou de boca aberta e olhou para ela.
“Bem, uma dessas criaturas tentou me morder”, disse ele, “e aqui está você adorando e fazendo com que pareça”.
Uma senhora veio até onde o Auxiliar Invisível e o homem estavam e ela queria acariciar o esquilo, mas o Auxiliar Invisível lhe disse para ter muito cuidado, pois os esquilos iriam morder de repente, então ela não tentou. O homem deu a gaiola aos Auxiliares Invisíveis e eles pegaram os esquilos na gaiola e foram embora.
Quando eles saíram de vista do homem, os Auxiliares Invisíveis desmaterializaram a maior parte de seus corpos. Um Auxiliar Invisível carregou a gaiola com os esquilos por cerca de sessenta quilômetros pelo ar e os deu a um menino de cerca de doze anos que adorava animais de estimação. Esse menino disse que seria gentil com eles. Os Auxiliares Invisíveis ficaram encantados com o lugar onde o menino morava, pois nele havia muitos belos carvalhos. Os Auxiliares Invisíveis então caminharam um pouco da casa da fazenda e atravessaram uma ponte sobre um riacho, e então subiram no ar e olharam para baixo.
A fazenda do pai do menino era um lugar lindo, e sua casa foi construída sobre uma pequena colina com vista para sua grande fazenda. Então eles procuraram o Espírito-Grupo dos esquilos, o viram e ele agradeceu de coração por sua ajuda.
Depois disso, o Espírito-Grupo dos gatos pediu aos Auxiliares Invisíveis que levassem dois gatos para uma casa que ele lhes mostrou por meio da Consciência Jupiteriana. Os Auxiliares Invisíveis pegaram os dois gatos meio crescidos, que eram moradores de rua, e os levou para a casa que o Espírito-Grupo lhes mostrou. As pessoas eram fazendeiras e estavam ordenhando as vacas.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram os gatos na varanda da frente e então a Auxiliar Invisível bateu na porta e uma garotinha deixou os Auxiliares Invisíveis entrarem.
Um Auxiliar Invisível contou a ela sobre os dois gatos e disse que eles seriam lindos animais de estimação para ela. “Você quer eles?” ela perguntou.
“Oh, deixe-os entrar. Estou feliz em recebê-los”, disse a criança.
O Auxiliar Invisível foi até a porta para pegar os gatos. “Ah, Rover vai afugentá-los”, disse a garota, mas abriu a porta de tela.
“Kitty, gatinho”, chamou o Auxiliar Invisível e o gato entrou lentamente, mas o outro gato se conteve.
Então o Auxiliar Invisível ficou atrás da tímida gata e gentilmente a empurrou para dentro. “Diga, gata, você não quer um bom lar?”, ele perguntou e então ela entrou. A garota aceitou os dois gatos e os Auxiliares Invisíveis ficaram satisfeitos. Um Auxiliar Invisível disse à garotinha para ir buscar o cachorro, e ela o chamou.
O cachorro entrou e os gatos se levantaram para lutar. O Auxiliar Invisível juntou os três animais e conversou com eles. “Quero que vocês três sejam bons amigos e não briguem”, disse ele.
O cachorro se deitou e os gatos se deitaram entre suas pernas.
“O que você acha daquilo?”, a menina disse. “Ora, ele mataria todos os gatos que visse se tivesse uma chance.” A criança ficou muito feliz ao pensar que o cachorro seria amigável com seus novos animais de estimação.
O Espírito-Grupo dos gatos agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e disse: “Esse serviço nunca ficará sem recompensa”.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um cabrito que estava prestes a ser morto. Umas pessoas tinham uma fazenda em algum lugar em Illinois, e nela havia alguns caminhões; eram muito pobres. Eles decidiram matar o cabrito de estimação de seu filho para comer, enquanto o menino dormia.
O menino gostava muito de seu animal de estimação e permitia que ele entrasse na casa. Era um cabrito de uns dez meses de idade. Era tão carinhoso quanto um cachorro e seguia o menino por toda parte e entendia o que ele dizia.
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com as pessoas e imploraram pela vida do cabrito. Um Auxiliar Invisível disse a eles que as condições seriam melhores para eles em poucos dias e que a criança só faria uma única boa refeição de qualquer maneira. As pessoas prometeram que não matariam o cabrito, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram deles. Eles ficaram surpresos com isso, e os Auxiliares Invisíveis sabiam que isso teria um bom efeito sobre eles, pois os faria cumprir sua promessa.
Mais uma vez, a Auxiliar Invisível procurou o Espírito-Grupo dos caprinos, e ele fez sinal para que ela fosse até onde ele estava. Ela foi até lá e colocou os braços em volta desse lindo Espírito-Grupo e ele soltou sua aura, que a envolveu e se estendeu por uma grande distância. O outro Auxiliar Invisível viu apenas a aura brilhante do Espírito-Grupo por um momento. A Auxiliar Invisível era uma pessoa muito feliz no final da noite. Na manhã seguinte, ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente de ajudar esses animais e de ter entrado em contato com o Espírito-Grupo.
Os Espíritos-Grupo se encarregam dos animais e enviam impulsos para guiar seus encarregados e influenciá-los a fazer o que for melhor para eles. Os impulsos espirituais são alimentados pelos Espíritos-Grupo e eles, por sua vez, enviam impulsos aos animais para tentar fazê-los melhorar. Assim, os animais são guiados de fora, como éramos há muito tempo antes de nossos egos se tornarem totalmente internos nos nossos Corpos e veículos.
Os Espíritos-Grupo são seres muito sábios que pertencem a uma evolução diferente da nossa. Eles são Arcanjos, e quando estão na função de Espíritos-Grupo eles têm cabeças que se assemelham aos animais que estão sob seus cuidados. Esses Espíritos-Grupo funcionam em corpos espirituais que são seus veículos inferiores. Os Espíritos-Grupo que se encarregam dos pássaros reúnem seus bandos de pássaros no outono e os obrigam a migrar para o sul nem cedo demais, nem tarde demais para escapar do frio do inverno. Eles direcionam seu retorno na primavera, fazendo com que voem na altitude adequada, o que difere para as diferentes espécies.
O Espírito-Grupo do castor ensina seus pupilos a construir suas represas através dos córregos no ângulo correto. As abelhas são ensinadas, por seu Espírito-Grupo, a construir suas células hexagonais para armazenar seu mel, e os caracóis são ensinados a moldar suas casas em uma espiral precisa e bonita por seu Espírito-Grupo.
Os animais parecem estar mostrando os efeitos da grande influência espiritual que está operando no mundo. Aqui está uma história que ilustra isso. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na Ásia e conheceram uma garotinha mongol que tinha alguns animais de estimação muito incomuns. Ela tinha um gato angorá, um lobo da pradaria, quatro coelhos e uma cobra de estimação com cerca de dois metros e meio de comprimento. Eles estavam todos brincando juntos e fizeram uma imagem muito estranha e inusitada.
Os Auxiliares Invisíveis pararam e conversaram com a garotinha, que tinha cerca de dez anos. Eles perguntaram onde ela conseguiu seus animais de estimação. Ela disse que encontrou o lobo quando ele era um bebê e o carregou para casa, o alimentou e o criou e agora ele atua como um guarda para ela. Um dia ela encontrou a cobra, conversou com ela, e a cobra a seguiu até a sua casa e ficou lá desde então.
“Uma senhora me deu o gato quando era um filhote”, disse a garotinha. “Um dia brigaram o gato, o lobo e a cobra, mas eu disse para eles serem bons com o gato e a briga parou e agora eles são amigos. Os coelhos foram deixados pelo papai e pela mamãe coelho.”
“Eu mantenho meus animais de estimação todos no galpão e eles não brigam mais, mas não permitem que ninguém entre em nosso jardim à noite.”
A garotinha continuou dizendo que uma coisa que ela gostava em seus bichinhos era que eles não deixavam a mamãe bater nela se ela pudesse pegá-los primeiro, pois eles sempre tomam parte dela em qualquer problema.
“Uma vez, quando minha mãe estava me batendo por algo que eu tinha feito”, ela disse, “eu chamei o lobo, e ele pulou pela janela e foi em direção à minha mãe. Eu tive que implorar muito pela vida do meu animal de estimação, pois meu pai queria matá-lo. Foi minha culpa e eu disse a eles, e eles finalmente consentiram em deixá-lo em paz, e eu estava feliz novamente.”
A criança disse aos Auxiliares Invisíveis que quando as outras crianças brigam com ela, ela chama o gato ou a cobra e eles os afugentam.
Um Auxiliar Invisível perguntou à garotinha se ela não gostava de bonecas.
“Sim, mas meus companheiros vêm em primeiro lugar porque posso fazê-los fazer truques”, disse ela. Então ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis interessados o que seus animais de estimação podiam fazer. Ela subiu nas costas do lobo e o montou pelo quintal. Ela fez a cobra se levantar, assobiar como as cobras e se enrolar. Então ela chamou o gato angorá e fez o gato se sentar, andar sobre três patas, pular etc. Ela até fez os coelhos executarem truques. Ela os fez lutar, boxear e pular uma corda.
Um Auxiliar Invisível perguntou à garotinha se ela não tinha medo de seus animais de estimação, e ela foi até o lobo e começou a coçar sua cabeça e ele se deitou, se esticou e ficou perfeitamente satisfeito.
Ela esfregou a grande cobra em seguida, ela se enrolou e se endireitou como se estivesse satisfeita. Parecia que ela estava sorrindo.
Então o Auxiliar Invisível viu as presas da cobra e soube que ela era uma cobra muito venenosa. O gato veio para ser acariciado, e então os coelhos vieram cobrar sua parcela de atenção.
Os pais da criança saíram e os Auxiliares Invisíveis conversaram com eles sobre a criança e os animais de estimação dela. O pai e a mãe disseram que tinham que vigiá-la na hora de dormir para que ela não levasse nenhum de seus animais de estimação para a cama como companhia. Uma vez encontraram o lobo em sua cama, e outra vez encontraram a cobra lá, e isso assustou a mãe. A mãe disse que tinha medo do lobo e da cobra e temia que essas criaturas se voltassem contra a filha e a machucassem.
Um Auxiliar Invisível entrou em contato com o Espírito-Grupo do lobo e perguntou sobre esses animais de estimação. O Espírito-Grupo disse que o lobo e a cobra não fariam mal a ninguém da família se fossem bem tratados. “A única desvantagem é que a cobra e o lobo podem um dia buscar parceiros e trazê-los aqui e ter suas famílias”, disse ele, “e então as pessoas teriam que se livrar dos recém-chegados.”
Acho que você concordará comigo que essa criança tem uma variedade incomum
Aqui está um caso em que uma criancinha os está conduzindo exatamente como Isaías predisse centenas de anos atrás.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma senhora que morava no norte dos Estados Unidos para ajudá-la, pois ela estava orando muito fervorosamente para que alguém viesse ajudá-la.
O tempo estava extremamente frio, e ela estava doente na cama e não conseguia se levantar, e seu marido estava em um acampamento trabalhando na extração de madeira.
A senhora doente contou aos Auxiliares Invisíveis seus problemas e suas preocupações. Ela disse que havia enviado sua filhinha de seis anos aos vizinhos para pedir que eles viessem ajudá-la. A menina tinha partido por volta das 8 horas da noite e eram então cerca de 3 horas da manhã e ela não tinha voltado para casa, e sua mãe estava quase louca de medo.
Os Auxiliares Invisíveis viram quatro lobos uivando na porta da casa. Passaram correndo por eles para encontrar a mãe, que havia se arrastado para fora da cama e tentava se vestir para poder ir procurar a filha, pois grande é o amor de mãe e, nessa hora, ela não reconhece o perigo.
Quando a mãe viu os Auxiliares Invisíveis em sua casa, seu primeiro pensamento foi na filha. “Vá buscar minha filha antes que eu morra”, ela se engasgou, “porque se os lobos a pegarem, eu não me perdoarei e quererei morrer”.
Os Auxiliares Invisíveis então perguntaram à mãe onde estava sua filha, e ela lhes disse para onde a havia enviado por volta das 8 horas daquela noite. Um Auxiliar Invisível atiçou o fogo, que estava fraco, colocou mais lenha que o fez mais forte. Ele colocou a mulher doente de volta em sua cama e disse à Auxiliar Invisível que ficasse lá até ele encontrar a criança.
“Não, eu quero ir com você”, ela disse, “Aqueles lobos podem lhe pegar e se você precisar eu lhe ajudo”. Você vê que ela esqueceu que quando os Auxiliares Invisíveis estão fora de seus Corpos Densos nada pode machucá-los. Os Auxiliares Invisíveis levam muito tempo para aprender isso.
O Auxiliar Invisível viu que sua companheira estava determinada a ir junto, então enrolou a mulher na cama, de modo que ela não pudesse sair e, em seguida, os Auxiliares Invisíveis saíram para procurar a criança.
Eles foram a uma casa a cerca de um quilômetro e meio de distância, acordaram as pessoas que moravam lá e falaram sobre a mulher doente e a criança perdida. As pessoas disseram que não tinham visto a criança.
Os dois homens se levantaram, se vestiram, pegaram seus rifles e foram procurar a criança. Uma mulher foi à casa da senhora doente para ajudá-la. Os Auxiliares Invisíveis contaram às pessoas sobre os quatro lobos que estavam rondando a casa quando eles foram buscar ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e subiram no ar para que pudessem ver melhor, e logo viram dois grandes ursos pretos e muito fortes.
Eles desceram para ajudá-los porque pensaram que estavam em uma armadilha. Eles encontraram a criança entre eles dormindo profundamente.
Os ursos também estavam dormindo. Eles estavam com as patas dianteiras juntas sobre a cabeça da criança e as patas traseiras nos pés da criança e estavam perto dela para mantê-la aquecida.
O Auxiliar Invisível tocou em um dos ursos. “Sr. Urso, acorde”, disse ele, e o urso rosnou. “Ouça, Sr. Urso, eu não quero nenhum problema”, continuou o Auxiliar Invisível, “apenas me deixe pegar a criança e acordá-la”, disse ele.
O urso se virou, olhou para o Auxiliar Invisível, rosnou ferozmente e se levantou abruptamente. Esse movimento súbito despertou o outro urso e a criança, e o segundo urso rosnou.
“Sra. Urso”, disse o Auxiliar Invisível dando um passo para trás, “é melhor você fazer seu marido ficar quieto porque eu não quero que ele cause nenhum problema. Eu sou amigo dele e estou dizendo isso a ele”.
A ursa ganiu alguma coisa, e o urso ficou entre a criança e o Auxiliar Invisível. O Auxiliar Invisível disse para ele sair da frente, mas ele não o fez. A Auxiliar Invisível tentou pegar a criança, mas a ursa não a deixou, e a criança se aproximou da ursa para se aquecer, pois estava uma noite muito fria e ela ainda estava com muito sono.
O Auxiliar Invisível viu imediatamente que eles teriam problemas em pegar a criança a menos que recebessem ajuda. Ele chamou o Espírito-Grupo dos ursos e pediu-lhe para ajudá-los.
Se o Auxiliar Invisível pudesse ter levado a criança sem acordar os ursos, ele o teria feito. Ele não podia porque ela estava presa entre eles e ao agarrá-la suas garras teriam machucado gravemente a criança.
O Espírito-Grupo explicou por que os ursos roubaram a criança. Ele disse que os ursos queriam filhos e não podiam ter nenhum por que em sua vida anterior eles haviam matado seus filhotes. Então, eles pegaram a menina até para que ela não fosse morta por outros animais ou morresse de fome ou, ainda, fosse congelada até a morte.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a criança a cerca de 800 metros da casa dela. Os ursos seguiram os Auxiliares Invisíveis quando levaram a criança para sua casa. Quando chegaram lá, os Auxiliares Invisíveis deixaram os ursos entrar na casa e os trancaram na cozinha. Um Auxiliar Invisível saiu para o pátio e tocou um sino bem alto para chamar os buscadores, como haviam prometido fazer.
Quando os homens chegaram, um dos Auxiliares Invisíveis contou-lhes sobre os ursos, disse-lhes que os ursos não os machucariam e que não deveriam incomodar os ursos. Os homens pareceram muito surpresos e disseram que deixariam os ursos em paz. “Eu atirei em quatro lobos, e receberei a recompensa por ter matado todos eles”, disse um dos homens.
Um Auxiliar Invisível perguntou à criança onde ela conheceu os ursos.
“Eu estava indo para a casa dos vizinhos, os dois ursos vieram até mim e um me pegou e me carregou para a floresta”, disse ela.
“Eu tentei fugir, mas depois fiquei cansada, acabei adormecendo e, então, você veio e me pegou.
“Que estranho”, disse um dos vizinhos.
Um Auxiliar Invisível disse às pessoas que os ursos ficariam lá, ficariam perto da garotinha, não fariam mal a ninguém que não os incomodasse, que se tornariam animais de estimação da criança, a seguiriam, e cuidariam para que nenhum mal acontecesse a ela.
A mãe da criança escondeu que estava com um resfriado muito forte e febre e quase chegando a uma pneumonia. Ela tinha uma boa casa, mas não tinha remédios caseiros para cuidar de si mesma. Ela tinha dinheiro, muita comida e muita lenha em casa. Os Auxiliares Invisíveis trabalharam nela para restabelecer a sua saúde, e um deles disse que ela ficaria bem em um ou dois dias.
“Quero que meu marido volte para casa”, disse a senhora doente.
“Ele estará em casa para o Natal”, o Auxiliar Invisível assegurou a ela.
Ele então pegou a mão da senhora e enviou um pensamento para o marido dela voltar para casa. Depois disso, ele disse à senhora que o marido estaria em casa no domingo ou na manhã de segunda-feira.
As pessoas queriam saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e de onde vinham, e o Auxiliar Invisível contou a eles sobre seu trabalho e como eles ajudam as pessoas.
“Que estranho!” alguém disse novamente.
Então a Auxiliar Invisível abriu a porta e chamou os dois ursos e lhes disse para serem bons e não prejudicarem ninguém nem nada e obedecerem sempre às pessoas que moram naquela casa.
A criança foi até a casa dos ursos e eles se deitaram, mansos como cordeiros. O Auxiliar Invisível pediu à mãe da criança que fosse até eles e ela o fez, e eles a olharam de maneira amigável e se levantaram. Ela os acariciou enquanto eles se deitavam novamente. O Auxiliar Invisível disse à mãe que esses ursos não fariam mal a ela ou a sua família ou a seus vizinhos gentis, mas que outros animais na floresta os fariam mal. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram embora e continuaram com seu trabalho.
Três dias depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver a senhora doente onde haviam deixado os dois ursos. O marido dela estava em casa e ficou muito feliz em ver os Auxiliares Invisíveis que ajudaram sua família.
“Vou construir uma casa para os ursos no quintal”, disse ele. “Um dia os ursos foram embora e minha filhinha chorou porque tinha medo de que eles não voltassem; mas eles voltaram antes de escurecer, arranharam a porta dos fundos e eu os deixei entrar na cozinha.”
A esposa pediu que os ursos ficassem na varanda dos fundos até que eles pudessem fazer uma casa para eles.
“Como devemos alimentar os ursos?”, ela perguntou aos Auxiliares Invisíveis.
“Atualmente, deixe-os obter sua própria comida, mas gradualmente dê a eles o que você come”, disse ele, “só que não lhes dê carne. Eles vão comer pão, bolo, batatas, milho e outros vegetais, etc.”
O marido agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e eles foram embora.
Um dia, dois Auxiliares Invisíveis foram à Nova Zelândia para ver um bebê que eles ajudaram a vir ao mundo. A mãe e o bebê estavam bem. A senhora mostrou aos Auxiliares Invisíveis os animais de estimação dela. Ela tinha vários coelhos grandes. Cada um dos Auxiliares Invisíveis pegou um coelho e o acariciou.
O cachorro da família fez amizade com um gambá, e ambos eram animais de estimação. Um Auxiliar Invisível perguntou à dona como o cachorro começou a se relacionar com o gambá.
“Acho que o cachorro ficou solitário”, disse ela, “e foi até onde o gambá estava e fez amizade com ele. Então meu marido fez um lugar para todos eles. Todos dormem sob o mesmo teto, mas em compartimentos diferentes, e nunca brigaram. Eles não permitem que nenhum outro animal se aproxime e me seguem pela cidade, se eu permitir”.
Quando os Auxiliares Invisíveis saíram, eles observaram o cachorro e o gambá de cima por um tempo. Eles estavam andando por um caminho todos como bons companheiros. O gambá parecia muito com um gato preto com um pouco de branco em volta da cabeça. O cachorro era quase todo branco e tinha pelo curto. Ele era muito maior que o gambá, mas era fácil ver que eles eram bons amigos.
Aqui está uma das histórias mais marcantes que já ouvi sobre uma criança e animais selvagens, e você perceberá o que pode ser feito no futuro.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram para a parte norte da América do Sul para ajudar algumas pessoas que viviam em um posto avançado em uma guarnição à beira das selvas. O tempo estava muito quente e as crianças brincavam dentro do quintal que tinha luz elétrica. Era de manhã cedo e as pessoas estavam acordadas.
Uma das crianças tinha uma onça macho e estava brincando com ele. Uma criança tinha um macaco de estimação, outra tinha um cachorro.
A quarta criança tinha um animal estranho que os Auxiliares Invisíveis não conseguiram identificar. Esse animal era do tamanho de um cão policial.
As crianças e os animais brincavam todos juntos. O macaco montava nas costas de todos eles. Um dos Auxiliares Invisíveis ficou tão surpreso com esses animais que teve que dar uma boa olhada para ter certeza do que estava acontecendo, pois ficou muito surpreso.
Ele pediu à garota que estava com a onça macho para que o animal virasse para que a garota pudesse coçar a barriga da onça.
“Ah, fazemos isso o tempo todo”, disse ela, “enquanto brincamos de soldados. Eles são a cavalaria”. Ela chamou cada animal pelo nome, e eles vieram até ela. “Nós vamos brincar de soldados, então vocês se alinhem”, ela disse a eles.
Os animais fizeram fila e o macaco ficou na frente como um capitão. “Marcha em frente!”, a menina disse, e eles foram em frente. “Trote”, ela disse, e eles trotaram junto. “Quebrar fileiras”, ela ordenou, e eles caminharam em todas as direções, mas se mantiveram próximos um do outro. “Atenção, avante, marche!”, a menina disse, e os animais obedeceram perfeitamente.
“Onde você aprendeu tudo isso?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Aprendi com meu pai, que é o capitão aqui e com outro homem que treina os homens aqui”, ela respondeu.
O pai da criança chegou para conhecer os estranhos, e o Auxiliar Invisível lhe perguntou onde ele conseguiu tal variedade de companheiros para as crianças.
“Isso não é nada estranho”, respondeu o homem. “As pessoas nas selvas têm todos os tipos de animais de estimação, de cobras a macacos. A maioria deles quer onças e gatos do mato ou pumas. Eu levaria vocês para a casa do chefe, mas é perigoso entrar lá no escuro e com certeza seríamos mortos”.
Os Auxiliares Invisíveis conversaram com esse homem, e ele lhes disse exatamente onde estavam e qual era seu trabalho. “Onde podemos encontrar o chefe índio nativo?”, um deles perguntou.
O homem disse aos Auxiliares Invisíveis onde encontrá-lo e então lhes disse para esperarem até o amanhecer, pois ele tinha um destacamento indo até ele naquela manhã. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao capitão que não podiam esperar e tiveram que ir. O capitão foi muito amigável e contou aos Auxiliares Invisíveis mais sobre as crianças. “Quase todas as crianças têm algum tipo de animal selvagem como animal de estimação e eles as protegem quando saem. Ninguém aqui mata os animais selvagens a menos que eles ataquem primeiro, mas as selvas são perigosas o tempo todo.”
“Não saia do caminho para pegar um atalho”, disse o capitão, “pois você pode entrar em um buraco ou armadilha nativa e ser morto”.
“Tudo bem, muito obrigado”, disseram os Auxiliares Invisíveis e partiram.
Quando saíram do portão, se desmaterializaram e foram para a cabana do chefe. Eles o encontraram bebendo chá e fumando. Eles falaram com ele, e ele grunhiu uma saudação para eles.
O Auxiliar Invisível lhe disse para que eles tinham vindo.
Você acha que vou chamar meus filhos para mostrar que eles vão se importar comigo? – perguntou o chefe.
“Não me refiro aos seus filhos ou aos filhos de qualquer outra pessoa”, disse o Auxiliar Invisível. “Quero dizer, os animais.”
“Hum!” exclamou o chefe. “Os animais não são nossos irmãos mais novos?”, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Você não foi informado de que eu sou o chefe?”, e o Auxiliar Invisível disse: “Sim”.
“Então os animais são meus filhos”, disse o chefe.
A voz do chefe acordou a filha e ela entrou na sala vestida com um pijama muito bonito e parecia ter cerca de vinte e cinco anos. Ela falou com os estranhos em excelente inglês.
Os Auxiliares Invisíveis disseram a ela o que queriam, e ela pediu ao pai que chamasse os animais para que os estranhos pudessem ver que eles obedecem. O chefe soltou dois gritos e parecia que todas as feras e répteis da selva vieram até ele. Havia até jacarés e crocodilos entre eles. O chefe disse aos animais e répteis que formassem um semicírculo com o maior nas costas, e os animais fizeram exatamente o que lhes foi dito. Nesse momento, a filha do chefe começou a balançar de um lado para o outro, como se estivesse prestes a cair.
Então um Auxiliar Invisível saltou e a pegou.
“Ah, desde que eu fui para a escola nos Estados Unidos, essas coisas me assustam.”, disse ela. “Por favor, diga ao meu pai para mandá-los embora. Achei que ele só ia ligar para um ou dois. As crianças têm alguns dos piores animais de estimação e ficam muito felizes em me assustar com eles.”
“Por que você não mora na cidade em vez de aqui?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu amo meus pais”, disse a filha do chefe, “e estou ensinando as crianças e os adultos e amo meu trabalho”. “Os animais ou répteis nunca me incomodam, mas eles me seguem se eu não os afugentar.”
Havia muitas espécies diferentes de animais perto do chefe.
A Auxiliar Invisível mantinha-se perto de seu companheiro, pois também tinha medo dos animais. “Vá entre eles e faça amizade com eles”, ele sugeriu, e ela apenas olhou para ele. “Você não precisa ir a menos que queira”, ele disse. Ela não quis ir e ficou lá.
O Auxiliar Invisível aproximou-se de um animal curioso com o qual não estava familiarizado e o examinou cuidadosamente. Parecia ter uma cauda em ambas as extremidades do corpo. Ele perguntou ao chefe o que era.
“Ele come formigas e insetos e é inofensivo”, disse o chefe. “Nada o machuca, pois ele come formigas de qualquer coisa. Nós o chamamos de benfeitor dos animais, mas o homem tem outro nome para ele.”
Quando o Auxiliar Invisível começou a se aproximar dos animais, a Auxiliar Invisível o chamou de volta.
“Vão dormir”, disse o chefe aos animais. “Me desculpe por ter acordado vocês. Sejam bons.” Os animais então foram embora.
“Homens brancos alguma vez entram na selva?”, o Auxiliar Invisível perguntou à filha do chefe.
“Sim, às vezes um viajante tenta atravessar a selva sozinho, mas nunca sai, pois é morto por alguns dos animais ou cobras”, respondeu ela. “Os nativos não perturbam os animais a menos que façam algo com eles.”
Os Auxiliares Invisíveis não conheceram a mãe da menina. “Venham nos visitar novamente”, disse o chefe, e continuou fumando seu cachimbo.
“Adeus,” disseram os Auxiliares Invisíveis e foram embora.
Essa história nos dá uma visão melhor sobre o que está acontecendo em lugares estranhos na Terra. Há coisas que não podemos compreender. Parece que não percebemos alguns dos fatos fundamentais da vida. Os animais são nossos irmãos mais novos e estão evoluindo assim como nós. Os Anjos e os Espíritos-Grupo estão cuidando deles e os animais sentem o impulso espiritual que está irradiando da Terra.
Nós respondemos um pouco, mas devemos responder muito mais do que o fazemos atualmente. Uma razão pela qual nossos corpos não são mais sensibilizados para que possamos entrar em contato com os Mundos internos, e uma das causas de não sermos mais receptivos aos Ensinamentos Rosacruzes é porque comemos carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins). Comemos nossos irmãos mais novos.
A maioria das pessoas não gosta de ser aconselhada e se ressente de conselhos amigáveis. Não estão dispostos a desistir de comer carne animal, e dos hábitos de tomar bebidas alcoólicas e fumar tabacos e outras drogas que formaram descuidadamente.
Eles são muito preconceituosos e odiosos para os outros. Quando descobrem que renascerão repetidas vezes, dizem a si mesmos: “Não terei pressa em estudar uma filosofia que exige que eu abdique de meus prazeres. Vou me divertir mais um pouco e em outra ocasião farei melhor”.
Uma noite, um Espírito-Grupo dirigiu dois Auxiliares Invisíveis a um cavalo que havia tropeçado e quebrado a perna. Os Auxiliares Invisíveis se perguntaram onde o dono morava e o Espírito-Grupo lhes contou.
Eles foram, chamara o homem e o levaram até o pobre cavalo e, ele atirou nele, pois não havia como o cavalo ficar bom e era melhor sacrificá-lo.
Os Auxiliares Invisíveis então levaram o cavalo em seu Corpo de Desejos para o Mundo do Desejo e o Espírito-Grupo agradeceu-lhes por sua ajuda. O Espírito-Grupo do cavalo tem um corpo humano e uma cabeça de cavalo. Quando os Auxiliares Invisíveis olharam para ele de perto, puderam ver o corpo do cavalo estendendo-se para trás de seus ombros e a parte do homem parecia desaparecer, e parecia estar olhando para um cavalo de verdade.
Quando a Auxiliar Invisível se lembrou disso na manhã seguinte, ela se lembrou de seu grande espanto, pois parecia que ela viu um lindo cavalo marrom e que ele subiu os degraus da porta da casa e conversou com eles. O que realmente aconteceu foi que sua visão espiritual foi estendida enquanto ela estava fora de seu corpo, durante o sono, e parecia que o Espírito-Grupo do cavalo estava com eles.
Os Espíritos-Grupo são muito interessantes. O Espírito-Grupo de um gato tem a mesma atitude que o gato tem. Ele parece e age como um gato. O Espírito-Grupo da cobra encapuzada tem um corpo humano e uma cabeça de cobra. O Espírito-Grupo do canário é do tamanho de um ser humano e tem uma cabeça que se parece com a cabeça de um canário, e sua disposição é gentil e amigável.
Sabemos que a águia é um pássaro orgulhoso. Bem, o Espírito-Grupo que controla as águias também está orgulhoso. A sobrevivência do mais apto é a regra do mundo animal, e o Espírito-Grupo de cada espécie faz o possível para cuidar dos seus encarregados.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis conversaram com um desses Espíritos-Grupo que é amigo, e perguntaram-lhe sobre os outros Espíritos-Grupo.
Ele disse que os mais cruéis e mortais dos animais são os mais baixos em evolução e os mais distantes do ser humano, mas todos podem ser controlados pelo ser humano. Os animais domésticos estão sob a influência do ser humano há séculos e se tornaram muito parecidos com ele em seus modos. Alguns deles chegaram ao ponto em que permanecem no Mundo do Desejo, ajudando o Espírito-Grupo da espécie, em virtude de terem alcançado um grau de individualização que todos os demais da espécie somente alcançarão no Período de Júpiter. “Esses animais avançados dormem durante esse longo período?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Oh não. Eles estão trabalhando em seus futuros corpos e nos futuros corpos de outros na mesma espécie”, disse o Espírito-Grupo. “A razão pela qual o ser humano não consegue domar muitas espécies selvagens é porque ele nunca teve uma convivência em número dessas espécies o suficiente para substituir um pouco a influência do Espírito-Grupo sobre elas e inserir sua própria influência. É a boa influência e a bondade do ser humano que doma e ajuda os animais a progredir, e é a má influência emanada do ser humano que, inconscientemente, inicia o impulso que faz com que os animais ataquem o ser humano, pois o ser humano é propenso a matar.”
“Depois que as mudanças ocorrerem na Terra”, disse o Espírito-Grupo, “animais de todos os tipos e espécies serão domados pelo ser humano. Os animais que sobrarem estarão em pares de todos os tipos, e pessoas diferentes terão diferentes tipos de animais de estimação. Por exemplo, uma criança pode ter um par de leões. Outra criança pode ter um par de cobras, ou pítons, ou tigres, etc. Esses animais sempre serão capazes de cuidar de si mesmos.”
Os Auxiliares Invisíveis então olharam para vários Espíritos-Grupo e notaram especialmente aqueles que eles contataram no decorrer de seu trabalho.
Eles viram os Espíritos-Grupo que se encarregam das pítons, dos tigres, dos leões e dos ursos polares. O Espírito-Grupo do urso polar agiu de forma cruel e olhou fixamente para os Auxiliares Invisíveis. Sempre que eles se moviam, ele se movia até que um dos Auxiliares Invisíveis falava e, então, ele e os outros Espíritos-Grupo se tornaram amigos. Os Auxiliares Invisíveis prometeram que ajudariam seus protegidos sempre que pudessem.
Os Espíritos-Grupo das aves menores, como o tordo, a pomba, o pardal e o canário, eram especialmente amigáveis, mas o encarregado do urubu não era. O Espírito-Grupo é como os animais que ele governa em ação, disposição, etc. Esses Espíritos-Grupo certamente são os seres mais notáveis e, às vezes, dão aos Auxiliares Invisíveis grande alegria em contatá-los e trabalhar com eles.
Os pássaros pertencem ao Reino animal, e o amor e o cuidado os ajudarão muito em sua evolução.
Aqui está a história de um corvo muito experto que alguns Auxiliares Invisíveis, uma vez, viram na Índia. Ele era de propriedade de uma senhora idosa que morava em uma casa perto de um resort de verão. Ela e sua família eram inglesas e ela trouxe o corvo com ela quando veio para essa cidade. Era um pássaro jovem. Ela o tratou como uma criança, e ele respondeu ao seu amor e carinho e quase podia falar!
Essa senhora dava dois shows todos os dias, e três aos domingos, com seu corvo e cobrava quinze centavos do dinheiro daquele país. Os Auxiliares Invisíveis estiveram presentes em um desses programas e ficaram surpresos com o que esse corvo de estimação era capaz de fazer.
Ele podia contar, somar, subtrair e resolver problemas simples de aritmética. Ele podia pular, pular em um pé só, deitar-se de costas, ir para a cama e puxar o cobertor com o bico. A senhora tinha um pequeno estojo no qual o carregava por segurança, e ele ficava perfeitamente quieto nele.
A Auxiliar Invisível ficou encantada com esse corvo e começou a falar com ele, e ele respondeu o melhor que pôde em seu jeito de falar. Ela perguntou à dona se podia colocar o corvo na cama e recebeu permissão, mas ele fez tanto barulho que o Auxiliar Invisível disse para ele ir até ela. Ele voou no ombro direito dela e ficou lá até os Auxiliares Invisíveis partirem. O Auxiliar Invisível também segurou esse corvo em suas mãos e conversou com ele e ele respondeu o melhor que pôde.
“Seu corvo não precisará voltar novamente como corvo”, disse a Auxiliar Invisível. “Você o desenvolveu até o ponto em que ele não precisará mais de um corpo de corvo.”
A dona ficou satisfeita com o que a Auxiliar Invisível lhe disse. “Prefiro ter o corvo comigo do que meus filhos”, disse ela. “Sinto-me descansada quando estou abraçando-o e amando-o.”
Então o Auxiliar Invisível olhou para cima e viu o Espírito-Grupo do corvo. Ele parecia um homem muito bonito com o Corpo de Desejos de um corvo atrás dele. Ele agradeceu ao Auxiliar Invisível por dar à senhora mais instruções sobre como cuidar do corvo e como alimentá-lo para dar os retoques finais em seu desenvolvimento.
Esse Espírito-Grupo disse que todos eles espalharam suas bênçãos sobre todos que, de alguma forma, ajudaram em suas responsabilidades, ele deu a essa senhora sua bênção e a deixou extremamente feliz.
A senhora tinha vários parentes que haviam perdido seu dinheiro e dependiam dela. Ela sustentava toda a família com o dinheiro que ganhava exibindo seu corvo.
No início do show, uma mulher entrou e comprou doze ingressos e deu a ela um punhado de moedas de metal e ela ficou muito agradecida. Depois que viu o que o corvo podia fazer, a mulher mudou os seus modos. Então ela voltou e foi até a senhora que possuía o corvo e disse: “Qualquer um que demore tanto tempo quanto você para ensinar um corvo deve ser bom e precisa de ajuda”. Ela então tirou um saquinho de dinheiro da frente de seu vestido e deu para a senhora. A senhora agradeceu alegremente por sua grande bondade.
Os Auxiliares Invisíveis foram para casa com a senhora para protegê-la e conversar com ela. Entraram em sua casinha e viram a família reunida na sala de jantar esperando por ela. A Auxiliar Invisível ajudou-a a servir o jantar e levou um pouco de carne para a mesa. A senhora não comia carne, mas a família sim.
A senhora queria saber quem eram os Auxiliares Invisíveis e de onde vinham. Eles lhe contaram sobre seu trabalho e seus ensinamentos, e ela aceitou as novas ideias imediatamente. Ela disse que muitos falsários foram até ela para comprar seu corvo e alguns deles tentaram roubá-lo, mas que ela sempre conseguiu mantê-lo.
“Nunca venda seu animal de estimação e ninguém jamais o tirará de você”, disse o Auxiliar Invisível, “embora eles possam tentar”.
A senhora pediu aos Auxiliares Invisíveis que viessem vê-la sempre que pudessem, e ela lhes disse seu nome.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um urso polar doente no extremo norte. Primeiro, eles viram a família que consistia do pai e da mãe urso e quatro filhotes. Dois dos filhotes eram muito maiores que os outros dois. Os jovens ursos gordos eram filhos daquele ano, enquanto os outros dois filhotes haviam nascido no ano anterior, mas ainda estavam sendo cuidados pelos pais.
O pai urso estava doente. Ele estava se movendo, mas estava fraco e incapaz de caçar comida. Os Auxiliares Invisíveis massagearam o estômago dele e em pouco tempo ele ficou bastante brincalhão. A mãe ursa rosnou e os Auxiliares Invisíveis lhe disseram para sair e procurar alguma comida para comer e ela se afastou. A família dos ursos estava em uma caverna natural no gelo.
Então, os Auxiliares Invisíveis procuraram o Espírito-Grupo dos ursos polares e viram um homem corpulento de tamanho médio com um corpo bem formado e uma cabeça e rosto de urso. Ele tinha um lindo Corpo de Desejos de urso polar atrás dele. Ele conversou com os Auxiliares Invisíveis e foi muito gentil com eles. Ele agradeceu a eles por toda a ajuda que haviam dado às suas necessidades no passado. Ele lhes disse que há muito a ser aprendido sobre os Espíritos-Grupo dos animais.
Eles dirigem seus cargos e têm acesso direto ao Mundo do Espírito de Vida, onde podem obter todo o conhecimento de que precisam.
Então, o Espírito-Grupo dos ursos polares colocou a mão sobre a Auxiliar Invisível e disse a ela: “Bem-aventurados aqueles que ajudam seus irmãos mais novos, pois sua recompensa é grande”.
Parece-me que, se todos os seres humanos percebessem isso, seriam mais gentis com os animais selvagens que encontram no campo e na floresta. No entanto, estamos vivendo em uma época em que a caça esportiva ainda é praticada por seres humanos que pouco percebem o sofrimento que estão causando aos animais e aos Espíritos-Grupo que deles se encarregam. Eles também estão reduzindo seus sentimentos, suas emoções e seus desejos superiores e acumulando Destino Maduro para si mesmos, que terão de ser resolvidos em algum momento no futuro.
Numa noite de inverno, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para uma casa onde um pequeno canário havia sido queimado por seu dono. A mulher era uma pessoa irritável e nervosa. A gaiola do pássaro estava pendurada no teto e o passarinho tinha vontade de cantar. A mulher ficou zangada e nervosa, e disse ao pássaro para ficar quieto e, como ele não o fez, ela pegou uma xícara de água fervente e jogou sobre ele e foi se deitar.
O Espírito-Grupo disse aos Auxiliares Invisíveis que levassem o pássaro ferido e mostrou-lhes para onde levá-lo. Um Auxiliar Invisível abriu a porta da gaiola e tirou o pobre pássaro. Ele estava prestes a cair de seu poleiro e teria morrido devido aos seus ferimentos se não tivesse sido curado pelos Auxiliares Invisíveis. Eles receberam essa habilidade quando foram enviados para ajudar todos em apuros. Algumas das penas do canário caíram.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o pequeno canário para a próxima cidade e foram direcionados para uma determinada casa. Eles bateram na porta, e uma senhora veio até a porta. “Você gostaria de um passarinho?”, a Auxiliar Invisível disse a ela.
“Sim, sim, me dê”, disse a senhora. “Oh! Ele foi ferido.
Os Auxiliares Invisíveis contaram a ela o que havia acontecido com o canário e disseram que ele ficaria bem. A senhora o pegou e o colocou em uma gaiola onde já havia outro passarinho fêmea e eles se tornaram amigos imediatamente. “Eu tenho desejado poder ter um pequeno companheiro para o meu pássaro”, ela disse aos estranhos.
A senhora ficou encantada por tê-lo e agradeceu aos Auxiliares Invisíveis, que foram embora felizes porque salvaram a vida do pequeno canário e encontraram um lar para ele com uma senhora que realmente amava os pássaros.
Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram disso claramente na manhã seguinte e ficaram emocionados com a ideia de ver o Espírito-Grupo dos canários. Seu Corpo de Desejos tinha a forma de um pássaro e se estendia além do que parecia ser o Corpo Denso de um ser humano.
Vários meses depois, esses mesmos Auxiliares Invisíveis pararam na casa dessa senhora para ver esse canário. Eles descobriram que a senhora havia criado seis canários jovens e que três deles eram cantores. Quando os Auxiliares Invisíveis subiram para ver o papai e a mamãe pássaros, os pássaros e sua família fizeram tanto barulho que a dona e seu marido levantaram da cama para ver qual era o problema.
Quando viram os Auxiliares Invisíveis, ajoelharam-se e baixaram a cabeça, pensando que estavam na presença de Anjos.
Um Auxiliar Invisível disse às pessoas para se levantarem e explicou seu trabalho para elas. Eles queriam saber por que ela era tão brilhante e parecia um Anjo e como eles entraram na casa. A Auxiliar Invisível contou-lhes sobre o Corpo-Alma e como desenvolvê-lo.
As pessoas ficaram muito interessadas e disseram que gostariam de poder ajudar também. Eles convidaram os Auxiliares Invisíveis para vê-los com frequência.
Durante algumas inundações no sul, alguns Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando para ajudar as pessoas a conseguir alimento. Eles viram algumas vacas e porcos em uma pequena colina cercada por água. Esses animais estavam com muita fome, e os Auxiliares Invisíveis estavam ansiosos para levá-los ao continente para que pudessem comer alguma coisa.
Eles descobriram que era difícil fazê-los se mover, então eles chamaram ambos os Espíritos-Grupo e pediram que eles dessem a esses animais o impulso de segui-los. Eles prometeram que levariam os animais famintos para terra firme.
“Sim, faremos o que pudermos, mas eles estão muito fracos e podem se afogar”, disse o Espírito-Grupo.
Os Auxiliares Invisíveis juntaram as vacas e um deles disse-lhes para seguirem a Auxiliar Invisível. Ela, então, foi atrás das vacas, e elas conseguiram atravessar a água com segurança. Uma das vacas ficou exausta e a Auxiliar Invisível segurou sua cabeça acima da água e a carregou para terra. Os Auxiliares Invisíveis pegaram comida para as vacas famintas e as deixaram comendo e voltaram para pegar os porcos.
Eles tiveram muitos problemas com os porcos, pois eram maus nadadores. Finalmente, eles colocaram todos os porcos na água.
O Espírito-Grupo dos porcos então disse que poderia cuidar deles agora que estavam perto da comida, e eles correram para encontrar a comida.
O Espírito-Grupo dos porcos parecia um homem com cabeça de porco, e o Espírito-Grupo das vacas tinha uma cabeça igual à de uma vaca, mas um corpo como o de um homem. Eles foram gentis com os Auxiliares Invisíveis.
“As vacas estão progredindo muito lentamente agora”, disse o Espírito-Grupo das vacas. “As vacas não adquirem muita experiência em uma encarnação, e os touros não aprendem tanto agora como antigamente, quando o ser humano os colocava para trabalhar. As vacas e os porcos permanecem apenas cerca de um ano no Mundo do Desejo, após a morte e, então, são autorizados a retornar em um novo corpo para que possam obter novas experiências para avançar em sua evolução.”
Um desses Espíritos-Grupo disse aos Auxiliares Invisíveis que seus pupilos tiveram muita experiência no passado e que seu tempo está quase acabando. Os cavalos são animais muito avançados. “Em pouco tempo o ser humano não precisará mais deles, e eles serão mantidos fora do Ciclo de Nascimentos e Mortes na Região Química do Mundo Físico até que os mamíferos atinjam o estágio humano. As pessoas estarão então um passo à frente e funcionarão em Corpos Vitais em vez de Corpos Densos; pelo menos, aqueles que não estiverem atrasados nesse Esquema de Evolução.”.
Alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo e viram um menino e um cachorro na margem de um lago. Estavam encharcados, pois o menino havia caído no lago e seu cachorro o resgatou da morte na água gelada. Era um dia frio, e eles estavam com muito frio e todos cansados.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o menino para casa, e um Auxiliar Invisível ajudou a mãe dele, enquanto ela trocava as roupas dele para evitar que ficasse resfriado. A Auxiliar Invisível levou o cachorro para a cozinha e o enxugou com alguns trapos limpos que a mãe do menino lhe deu.
Ela, então, levou as sacolas e as toalhas de banho para fora e as pendurou em um varal para secar no frio.
O Espírito-Grupo do cachorro agradeceu aos Auxiliares Invisíveis pelo que haviam feito. Ele parecia um belo cão grande com cabelo castanho curto. Ele tinha um rosto de uma aparência muito inteligente. Ele estava acima da Auxiliar Invisível e estendeu a mão para ela e ela o abraçou e o acariciou. Ela estava muito animada e encantada, além das palavras, por entrar em contato com esse maravilhoso Espírito-Grupo. Ele era como um Arcanjo com uma bela cabeça de cachorro do tamanho de um ser humano. Os Auxiliares Invisíveis já haviam encontrado esse Espírito-Grupo antes em seu trabalho e ele a reconheceu. Esse amigável Espírito-Grupo também abençoou essa Auxiliar Invisível, e isso a deixou muito feliz.
A mãe do menino perguntou ao Auxiliar Invisível quem era a senhora, e ele contou a ela sobre a Auxiliar Invisível e seu trabalho com pessoas e animais.
“Eu gostaria de ser como ela”, disse a senhora. “Minha vida monótona é muito ruim. Meu marido sai de casa antes do amanhecer e chega em casa por volta das três horas da tarde. Nós vamos para a cama cedo e a vida é triste para todos nós. Meu marido tem medo de desistir, pois é difícil encontrar trabalho”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram a essa senhora sobre seus ensinamentos e onde obter informações. Ela anotou e disse que escreveria. “Meu garotinho tem seis anos”, disse a senhora. “Ele sempre se levanta quando fazemos isso e leva seu cachorro e caminha um pouco com o pai todos os dias”.
Eles tiveram que passar por um lago naquela manhã, e o menino simplesmente teve que deslizar no gelo; o gelo cedeu com o peso dele, e ele caiu na água gelada. Seu cão devotado conseguiu rebocá-lo para a margem do lago. O menino tinha bebido um copo de chá de limão bem quente e estava dormindo a essa altura e o cachorro estava quente e seco e dormindo ao lado do fogão.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram a mãe muito feliz.
O Espírito-Grupo dos cães tinha um Corpo de Desejos de cachorro saindo atrás dele, e o Auxiliar Invisível o viu com sua visão espiritual.
Esse corpo começou no ponto em que sua cabeça se juntou ao corpo. Todos os Espíritos-Grupo têm o Corpo de Desejos da espécie que governam.
Todos os animais estão sujeitos a influências espirituais, pois todos são guiados por seus Espíritos-Grupo e pelos Anjos que os supervisionam. A maioria dos animais tem uma consciência de imagem interna como o estado de sonho no ser humano.
No livro Conceito Rosacruz do Cosmos lemos o seguinte: “Quando um animal encara um objeto, percebe imediatamente dentro de si uma imagem, acompanhada de uma forte impressão de malefício ou benefício para ele. Se o sentimento é de medo, associa-se a uma sugestão do Espírito-Grupo de como escapar ao perigo iminente. Esse estado de consciência negativo facilita ao Espírito-Grupo guiar, por sugestão, os Corpos Densos das espécies a seu cargo, já que os animais não têm vontade própria”.
Enquanto alguns Iniciados estavam participando de uma aula na Região Etérica do Mundo Físico, um deles perguntou ao professor se um cachorro vê um panorama de sua vida quando morre como os seres humanos.
“Sim”, disse ele. “Todas as coisas vivas têm esse panorama e são julgadas de acordo.” Os Iniciados puderam ver alguns acontecimentos na Memória da Natureza, que é o Livro da Vida.
Aqui eles viram a vida de dois cachorros, um cachorro que tinha um tutor e um outro cachorro de rua.
O cachorro que tinha um tutor foi indagado primeiro. Ele foi questionado sobre o que ele fez para seu progresso e avanço espiritual.
“Nada”, disse ele. “Minha dona me mantinha em casa e só me deixava sair quando me levava para passear, e eu estava preso a uma corrente. Eu não podia correr como os outros cães fazem. Ela me deu uma boa cama e boa comida. Eu gostava disso. Eu não conseguia esconder nada. Quando eu mastigava as cadeiras ou as pernas da mesa para afiar os dentes, ela me espancava.”
“Ela me dava banho três vezes por semana. Ela me ensinou a sentar nas patas traseiras e latir. Ela não me deixava morder ninguém ou perseguir gatos. Eu dormia a maior parte do tempo e nunca me senti bem.”
“De vez em quando, minha patroa me levava a um homem que me apalpava e dizia que eu estava constipado. Ele me forçava a tomar um pouco de água desagradável em minha boca. Depois de um tempo eu me sentiria bem por um tempo. Quando minha patroa ia embora, eu ficaria terrivelmente solitário.”
“Um dia, ela me levou a esse homem novamente. Eu me senti tão mal que não me importei para onde ela me levou ou o que foi feito. O homem enfiou algo em mim e me colocou na cama. A cama não era como a que eu tinha em casa, pois não conseguia sair. Aí eu vim para cá.”
“Você quer voltar lá?”, perguntou o Espírito-Grupo desse cachorro.
“Não”, disse o cachorro, e a cena se encerrou.
Então os Iniciados viram a vida de um cachorro de rua que havia sido morto por um automóvel. Depois que esse cão viu sua vida, o Espírito-Grupo perguntou-lhe o que ele havia feito para seu avanço.
“Não sei”, disse o cachorro. “Fui tirado de minha mãe quando era muito jovem e carregado tão longe que não consegui encontrar o caminho de volta para ela. Eu então tive que cuidar de mim o melhor que pude. Muitas noites fui dormir com fome e sonhei que tinha muitos ossos bonitos e que consegui pegar alguns deles.”
“Um dia eu estava descendo um beco e vi uma pessoa toda vestida (uma mulher) colocando em uma coisa redonda algo que cheirava a comida. Depois que ela se foi, subi e cheirei.”
“Eu queria pegar a comida, mas a lata era muito grande. Então eu pulei na lata e comi tudo que eu queria. Então tentei sair.”
“Toda vez que eu pulava, eu caía de novo. Fiquei com medo, pois não sabia quando sairia. Então eu me perguntei se eu ficaria como alguns outros como eu que eu tinha visto em diferentes lugares que não podiam se mover, mas cheiravam mal.”
“Fiquei na coisa redonda até não poder mais ver, e fui dormir e sonhei com muitas coisas. Então eu pude ver novamente, e uma pessoa veio e me viu. Ela me bateu e empurrou a coisa redonda e eu fugi chorando do ferimento que eu tinha recebido. Eu sabia que não deveria entrar nas coisas redondas porque eu era muito pequena para sair e que deveria encontrar uma maneira de colocar as coisas redondas no chão. Então eu poderia entrar e sair como vi muitos outros cães fazerem.”
“Vi muitos pequeninos (meninos) com as pernas livres, e eles jogaram coisas duras (pedras) em mim e me machucaram. Eu me mantive longe deles. As pessoas cujas pernas estavam cobertas (mulheres) geralmente eram legais comigo. Eu vi uma pessoinha toda coberta (bebê) rastejando em um lugar (estrada) onde aquelas coisas que correm muito rápido com aquela coisa malcheirosa vindo da parte de trás (auto). Um veio em direção a ela, e eu corri e puxei para fora do caminho (Ele salvou a vida do bebê). Uma pessoa grande coberta começou a chorar alto e eu fiquei com medo e fugi, mas, com a pequena pessoa estava tudo bem.”
“Então eu conheci um grande cachorro como eu e nos tornamos amigos e ele me ensinou muitas coisas. Ele me disse como entrar nas coisas redondas (latas de lixo). Ele me disse a diferença entre um homem, uma mulher e uma criança e como distinguir os maus dos bons. Ele me disse que eu tinha que lutar para viver. Ele também me disse que cachorros sem nome e sem amigos eram chamados de cachorros de rua.”
“Ele me disse que alguns cachorros eram grandes demais para eu lutar e que, se eu tentasse, ficaria gravemente ferido. Eu nunca quis machucar nada.”
“Então meu amigo me falou sobre gatos e me mostrou um e me disse para ficar longe de suas patas dianteiras, pois eles poderiam machucar muito um. Um dia meu amigo me mostrou uma coisa comprida (cobra) que parecia deslizar no chão. Começou a chegar perto de mim, e eu fugi. Meu amigo correu até ela, a agarrou e a sacudiu até que ela parasse de se mover. Voltei e olhei para ela e me senti engraçado.”
“Perguntei o que era e ele disse que era uma cobra. Ele me disse para ficar longe delas se fossem grandes e a menos que eu sentisse que poderia fazê-los ficar quietas.”
“A vida então começou a ser muito feliz para mim, pois meu amigo me protegia de outros cachorros muito maiores do que eu e que queriam me bater. Um dia meu amigo comeu alguma coisa e me disse que estava se sentindo mal e queria um pouco de água. Achamos e bebemos. Ele me disse para cuidar de tudo, e ele foi dormir (morreu). Então eu o vi duas vezes no mesmo lugar. Eu podia ver através de um de seus corpos, mas não podia ver o outro.”
“Então, muitas pessoas vieram e disseram: ‘Nós o pegamos’. Eu fugi e nunca mais o vi. Então minha vida ficou mais difícil, mas eu poderia cuidar de mim e dizer a outros cães o que fazer.”
“Um dia alguns meninos me encontraram e jogaram pedras em mim. Corri para a rua e uma dessas coisas (automóveis) me atropelou e vim aqui depois de ver tudo o que já fiz na minha vida.”
O Espírito-Grupo perguntou a esse cão se ele gostaria de viver a vida novamente.
“Sim”, disse ele. “Não quero ser como alguns cães que vi com correntes e com as pessoas.”
“Muito bem”, disse o Espírito-Grupo, e a cena mudou.
Os animais foram colocados na Terra para obter experiências e estão sendo ajudados tanto quanto nós. O Espírito-Grupo guia os movimentos de cada animal e o ajuda a prover comida para si e para os outros.
O Espírito-Grupo faz tudo ao seu alcance para proteger o animal. Quando o animal está ferido ou doente, o Espírito-Grupo sofre. Quando um animal é morto ou queimado em um incêndio florestal, o Espírito-Grupo sofre.
Agora vou contar como alguns Auxiliares Invisíveis entraram em contato com o Espírito-Grupo de um lindo e grande gato angorá amarelo. No decorrer do trabalho deles, os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma menina que estava sendo maltratada por sua família. Essa família tinha uma senhora pensionista hospedada com eles e ela tinha um belo gato grande. Houve problemas com esse gato porque ele fez com que todos o respeitassem. Era tempo chuvoso e a senhora queria mantê-lo em seu quarto com ela para que ele se mantivesse limpo. Alguém da família o colocou para fora e ele ficou com o pelo todo sujo andando na lama, mas andava com a dignidade de sempre. A senhora chamou-o e deu-lhe um banho num grande balde de água morna e secou cuidadosamente o pelo dele. Então ele estava limpo e belo.
Os Auxiliares Invisíveis conheceram a dona da gata e foram informados de seus problemas. A Auxiliar Invisível sugeriu que ela pagasse à dona da casa um dólar extra por mês pela comida do gato, e a senhora disse que faria isso. O Auxiliar Invisível conversou com o gato e disse que ele deveria ir até a porta e arranhá-la quando quisesse sair.
A Auxiliar Invisível pediu ao Espírito-Grupo para orientar o gato a fazer isso e ele disse que o gato entendia e faria o que ela dissesse. O Espírito-Grupo tinha um corpo como um ser humano e uma cabeça como um lindo gato amarelo. Ele também tinha outro corpo superior que se estendia além do corpo do ser humano que parecia um gato. Foi interessante para os Auxiliares Invisíveis ver o Espírito-Grupo desse gato e o gato ao mesmo tempo.
A família foi informada de que receberia um dólar por mês pela comida do gato, e eles ficaram muito satisfeitos, e prometeram tratar bem o gato a partir de então.
Certa noite, alguns anos atrás, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando pela parte norte da América do Norte e viram dois ursos polares meio crescidos presos em uma armadilha. Suas patas traseiras estavam muito inchadas, mas quando os Auxiliares Invisíveis foram até eles para soltá-los, eles ficaram muito bravos.
Os Auxiliares Invisíveis chamaram o Espírito-Grupo e pediram que ele acalmasse os ursos para que eles pudessem ajudá-los. Os ursos ficaram muito gentis, os Auxiliares Invisíveis os soltaram e esfregaram suas pernas para baixo. Eles se levantaram e começaram a andar. Eles tentaram lamber as mãos dos Auxiliares Invisíveis e se esfregaram neles de maneira amigável, enquanto os Auxiliares Invisíveis brincavam com eles. Os Auxiliares Invisíveis olharam para cima e puderam ver o Espírito-Grupo do urso e ele ficou satisfeito e disse: “Obrigado”. Sua cabeça parecia a de um gentil urso branco.
Ele contou aos Auxiliares Invisíveis sobre um homem que foi pego em sua própria armadilha e estava lá há seis horas. “Se vocês se apressarem, vocês podem salvá-lo”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis correram para encontrar o homem, e os ursos os seguiram o mais rápido que puderam. O homem na armadilha estava a cerca de um quilômetro e meio de distância de onde os ursos foram presos. Quando os ursos jovens viram o homem, eles ficaram muito ferozes e queriam chegar até ele, mas os Auxiliares Invisíveis os acalmaram. Eles tiraram o homem da armadilha e descobriram que sua mão esquerda estava quebrada no pulso, e a mão estava tão congelada que ele poderia perdê-la.
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram ao caçador onde ele morava, e ele disse que morava a cerca de oito quilômetros de distância. Os Auxiliares Invisíveis tentaram fazer com que os ursos carregassem o homem, mas não conseguiram, então tiveram que ajudá-lo a voltar para casa. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a casa carregando o homem e seguidos pelos dois jovens ursos polares, os homens da casa queriam atirar nos ursos, mas os Auxiliares Invisíveis não permitiram.
Um Auxiliar Invisível chamou as Salamandras, ou Espíritos da Natureza do fogo, e disse a elas para ficarem longe das balas até que os caçadores desistissem de tentar atirar.
Os ursos seguiram os Auxiliares Invisíveis até a casa e a Auxiliar Invisível os fez sentar em um canto enquanto ela e seu parceiro trabalhavam no homem ferido, que havia perdido a consciência. Todos ficaram fora da sala onde os ursos estavam. Eles simplesmente não conseguiam entender como os Auxiliares Invisíveis conseguiam lidar com os ursos, tornando-os obedientes a eles.
Um caçador entrou enquanto os Auxiliares Invisíveis estavam lá e, quando viu os ursos, tentou levantar a arma, mas tremia tanto de medo que a arma caiu no chão. Então a Auxiliar Invisível foi até os ursos e sentou-se entre eles e disse ao homem para pegar sua arma e guardá-la, pois seus amigos não iriam machucá-lo.
Então os Auxiliares Invisíveis explicaram seus ensinamentos para o povo, e um homem disse que era bom conhecer a filosofia, pois assim se poderia pegar todos os ursos e focas que se quisesse e, desse modo, ficar rico. Os Auxiliares Invisíveis disseram a eles que não funcionava assim e que os animais são nossos irmãos mais novos, e que o homem deveria protegê-los e ajudá-los em vez de matá-los por ganho material. Então os Auxiliares Invisíveis foram embora, e os ursos os seguiram e, finalmente, os Auxiliares Invisíveis desapareceram deles e seguiram seu caminho.
Alguns dias depois, esses mesmos Auxiliares Invisíveis voltaram para ver o homem que ficou com a mão presa na armadilha. Eles descobriram que ele estava muito melhor, mas a pele estava descascando de suas mãos, pés e rosto, locais do corpo em que ele havia sofrido congelamento. O Auxiliar Invisível disse ao homem para untar sua pele com vaselina ou gordura de ganso.
As pessoas estavam todas muito interessadas na Auxiliar Invisível e perguntaram onde estavam seus animais de estimação. “Oh, eles estão na floresta em algum lugar,” ela disse.
Um homem então falou e disse que tinha um urso em uma gaiola que ela não podia acariciar. “O urso está com a pata dianteira quebrada”, disse ele. “Você pode consertá-lo ou fazer qualquer coisa que puder por isso?”
Os Auxiliares Invisíveis foram vê-lo e a Auxiliar Invisível viu o pé do pobre urso todo inchado e flácido. Ela ficou com raiva e foi até a jaula e pediu ao homem para destrancar a porta, pois o urso não faria mal a ninguém.
“Você é louca”, disse o homem. “Posso conseguir quinhentos dólares por ele.”
“São quinhentos dólares que você não vai conseguir”, disse ela. “Se você não abrir a porta, eu vou arrombá-la.”
“Vá em frente”, disse o homem, pois ele não achava que ela tentaria.
Ela subiu e arrancou a fechadura e ele ergueu a arma.
O Auxiliar Invisível disse a esse homem para abaixar sua arma, pois ela não iria disparar. Ele tentou cinco vezes e não disparou.
A Auxiliar Invisível então abriu a porta da jaula, entrou e disse ao urso que ela tinha vindo para curar seu pé e libertá-lo.
Esse urso era um urso polar adulto, e ele tinha um pelo branco. Quando a Auxiliar Invisível virou o pé para colocá-lo no lugar, o urso gemeu. Ela disse a ele que terminaria em alguns minutos.
Depois que a Auxiliar Invisível colocou o pé no lugar, um raio de luz foi dela para o pé do urso, ele lambeu sua mão e as pessoas assistiram com admiração e espanto. Ela, então, quebrou a corrente do pescoço do urso e ela e o urso saíram da jaula. O Espírito-Grupo dos ursos polares agradeceu à Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível foi para dentro da casa e o urso a seguiu e ela disse ao urso que queria que ele se comportasse, e o Espírito-Grupo disse que o urso o faria.
Já dentro da casa, a Auxiliar Invisível disse às pessoas que o urso não iria machucá-las. Ela disse a ele para se sentar em um canto e ele obedeceu, e ela disse a todas as pessoas que se eles deveriam prender ursos e focas, eles deveriam matar todos os animais que se machucassem, a menos que eles pudessem ajudá-los, e assim poupar-lhes mais sofrimento.
“Se você não fizer isso, nunca mais pegará outro”, disse ela.
“Eu quero meu urso,” o homem disse a ela.
“Não,” ela disse. “Se você tivesse consertado o pé do urso, eu o teria deixado sozinho; mas, já que você o deixou sofrer, eu o libertarei.” Então ela se aproximou, se sentou na frente do urso e deu um tapinha na cabeça dele, e ele esfregou a cabeça contra ela. As pessoas ficaram espantadas com ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram embora com o urso, levaram-no para longe e depois desapareceram dele. Ele parou desanimado e olhou em volta como se dissesse: “Bem!”, e então ele se afastou.
Essas histórias são experiências reais e ilustram o tipo de trabalho que está sendo feito pelos Auxiliares Invisíveis em cooperação com os Seres Superiores e os Espíritos-Grupo que guiam e dirigem os animais.
Há uma ilha no Oceano Pacífico em algum lugar onde os nativos mantêm uma enorme cobra com a qual testam os recém-chegados. Se a cobra picar o estranho, ele não recebe proteção, mas se a cobra obedecer ao recém-chegado, eles se curvarão diante do estranho e o aceitarão como um Deus ou rei.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a essa ilha em uma segunda visita. Durante a primeira visita, os Auxiliares Invisíveis foram trazidos diante dessa enorme cobra e ela os obedeceu, e as pessoas ficaram encantadas. Eles deram à Auxiliar Invisível o nome de Senhora Pomba dos Mares do Sul.
Quando os Auxiliares Invisíveis foram até onde os nativos, esses levaram a Auxiliar Invisível, colocaram-na no trono e trouxeram a grande cobra novamente. A cobra se preparou para dar o bote e, então, desistiu, se arrastou até ela e deitou a cabeça em seu colo. Depois disso, a Auxiliar Invisível se levantou e olhou para a cobra gentilmente.
A Auxiliar Invisível chamou seu companheiro, e ele foi até ela e ambos viram o Espírito-Grupo dessa cobra. Ele era um ser de aparência muito feroz. “A paz esteja convosco, meus amigos”, disse ele. “Você pode comandar todas as cobras das quais sou o Espírito-Grupo. Seja gentil com elas.”
“Quantas espécies diferentes você tem?” ela perguntou.
“Estou encarregado de sete”, respondeu ele.
“Posso soltar essa cobra?”, ela perguntou ao Espírito-Grupo.
“Sim”, disse ele, “mas coloque-a de volta antes de ir.”
O Auxiliar Invisível desceu de seu assento e disse à cobra que a seguisse e ela assim o fez. Quando ela saiu de sua longa caixa, ela começou a ir atrás de duas ou três pessoas e a Auxiliar Invisível a chamou de volta. A cobra ficou em pé e deitou-se e rolou várias vezes. O Auxiliar Invisível disse-lhe para se comportar e seguir a Auxiliar Invisível.
Os adultos ficaram com medo e se mantiveram à distância, mas as crianças se aproximaram do Auxiliar Invisível e acariciaram a cobra. O Auxiliar Invisível visitou vários doentes e apertou a mão de todos eles. A Auxiliar Invisível perguntou ao governante da tribo se ele poderia lidar com a cobra.
“Não”, ele disse, e se afastou dos Auxiliares Invisíveis.
“Então você não deveria ser rei”, ela disse a ele. “Se nós lhe dermos o governo sobre todas as cobras na ilha, você será bom e gentil com todas as pessoas e as tratará com justiça e deixará as meninas e mulheres em paz?”.
“Não sei, mas vou tentar”, prometeu.
Uma garota de pele muito escura com cerca de dezoito anos então se aproximou e disse à Auxiliar Invisível: “Senhora Pomba dos Mares do Sul, farei o que você pedir. Eu governarei o povo com sabedoria e justiça, se você me ensinar. Ele não vai fazer isso.”
“Minha filha”, disse a senhora Auxiliar Invisível, “você vai fazer isso, mas primeiro preciso obter permissão de um amigo”. Ela chamou uma Irmã Leiga, e ela logo veio e trouxe um Irmão Leigo mais elevado espiritualmente. Os dois perguntaram a essa menina morena se ela tinha medo da cobra ou do rei.
“Não tenho medo de homem, animal e nem de nada”, disse ela.
“Você vai servir,” disse a Irmã Leiga, e ela chamou o rei e tirou a coroa de sua cabeça e colocou-a na garota. Ela, então, fez a menina rainha das quatro ilhas. A Irmã Leiga falou em voz alta e todos na ilha a ouviram e viram a menina pela Consciência Jupiteriana. As pessoas foram informadas de que o homem não era mais rei e que todas as pessoas deveriam obedecer à nova rainha e que essa ordem se aplicava aos animais, répteis e pássaros, bem como ao povo.
A Irmã Leiga colocou a mão na cabeça da garota. “Graças a Deus, agora eu sei quem eu sou”, disse a garota. Naquele instante, ela recebeu de volta sua visão e audição espirituais. Essa menina, em sua vida anterior, tinha sido uma Iniciada que alcançara a sétima Iniciação Menor. Ela concordou em vir e ajudar essas pessoas e em breve ela as conduzirá no caminho ascendente.
A menina chamou a cobra, e ela foi até ela; a cobra se sentou e colocou a cabeça no colo dela. Então os Auxiliares Invisíveis caminharam com ela até o trono e a Auxiliar Invisível disse à cobra para voltar para sua caixa e ela o fez. Os zeladores abriram a extremidade da caixa, a cobra saiu e rastejou até a Auxiliar Invisível e colocou a cabeça no colo dela novamente e, depois, voltou para a caixa.
Os Auxiliares Invisíveis disseram ao antigo rei para deixar a nova rainha em paz e todas as outras mulheres nas ilhas e cuidar de sua família. Ele foi avisado de que, se não fizesse isso, encontraria uma morte prematura.
A nova rainha ordenou que todos os escravos e prisioneiros fossem libertados. Ela disse às pessoas que todos eram irmãos e irmãs em espírito. Ela disse que no futuro não haveria casamentos forçados de qualquer tipo. “Vou visitar as ilhas todos os dias para ver se minhas ordens são obedecidas”, disse ela.
Alguns homens escreviam suas ordens em peles e depois iam às quatro ilhas para lê-las. Ela gerou muita felicidade no povo, antes de descer de seu trono. Enquanto ela descia, ela viu uma pequena cobra prestes a picar uma criança e ela disse a cobra para não fazer isso. Ela pegou a cobra e acariciou sua cabeça e a mandou embora.
“Ela é realmente uma rainha como as rainhas de antigamente”, disse alguém. A menina rainha sabia que os Auxiliares Invisíveis estavam fora de seus corpos. Essa garota foi um homem em sua vida passada, viveu e morreu em um grande país há quase cinquenta anos. Durante essa vida ele esteve naquela ilha tanto no corpo e fora dele, pois era um homem do mar. Ele conhecia muitas das pessoas mais velhas que eram crianças na época.
Dois Auxiliares Invisíveis, uma vez, viram o Espírito-Grupo dos tubarões. Eles estavam em outra ilha no Oceano Pacífico. Alguns nativos estavam na água nadando com pranchas largas e uma lancha. Era de manhã cedo e eles estavam se divertindo.
Um cardume de tubarões famintos se interpôs entre as pessoas e a costa e começou a atacá-los quando os Auxiliares Invisíveis chegaram. Uma das Auxiliares Invisíveis chamou o Espírito-Grupo dos tubarões e pediu a ele para fazer os tubarões obedecerem a ela. Ela então entrou na água e chamou os tubarões para ela. Cerca de quarenta ou cinquenta tubarões vieram ao redor dela e fizeram um piso com o dorso deles para ela poder ficar de pé na água. Essa Auxiliar Invisível chamou os nativos e disse-lhes que fossem para a praia.
O Auxiliar Invisível encontrou uma mulher que estava exausta. Ela tinha nadado para tão longe que não conseguia voltar e estava prestes a afundar. Esse Auxiliar Invisível a carregou e então ele não conseguia se livrar dela. Ela lhe disse que quando um homem salvava uma mulher, ou uma mulher salvava um homem, quem foi salvo pertencia àquela pessoa. Era a tradição da tribo.
O Auxiliar Invisível disse a ela que ele tinha uma esposa. Então ela se ofereceu para ser sua serva até que ele lhe desse a liberdade com um anel de liberdade.
“Vá e pegue um,” o Auxiliar Invisível disse a ela.
“Eu não posso, mas você pode”, ela disse a ele e então ela o levou para um homem, e eles receberam um anel. Então o Auxiliar Invisível disse a essa nativa que tipo de vida ela deveria viver e o que ela deveria fazer para ganhar sua completa liberdade. Ela prometeu que viveria uma vida de serviço.
Então eles voltaram para a Auxiliar Invisível que estava segurando os tubarões. Ela estava sentada nas costas de um tubarão e brincava com todos que estavam ao seu redor. Ela estava conversando com eles e com o Espírito-Grupo.
O Auxiliar Invisível que salvou a mulher perguntou a essa se ela queria ir até lá, e ela ficou assustada e disse: “Não!”.
“Eles não vão machucá-la”, disse ele.
Havia cerca de cem pessoas na praia observando a Auxiliar Invisível e os tubarões. O Auxiliar Invisível chamou sua companheira e disse-lhe que voltasse para a praia. Ela o fez e os tubarões a seguirem até onde puderam e, então, ela se despediu e eles nadaram para longe.
O Espírito-Grupo dos tubarões era de uma cor branca avermelhada no estômago, ou seja, na parte frontal do homem, e tinha um Corpo de Desejos de tubarão no pescoço. Ele parecia muito feroz, mas era amigável com os Auxiliares Invisíveis. Ele disse que estava encarregado da maioria das criaturas mais ferozes do oceano. “Existem algumas criaturas que são tão ferozes que ninguém, exceto os Iniciados, podem lidar com elas”, disse ele. Todos os Espíritos-Grupo são da mesma cor das espécies pelas quais são responsáveis.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram duas Irmãs Leigas e elas disseram que iam levá-los ao Espírito-Grupo, dar-lhes algumas instruções e algumas informações sobre a Memória da Natureza.
“Através dos tempos, o ser humano adquiriu muito conhecimento útil para o benefício das plantas, dos animais e dos próprios seres humanos”, disse uma das Irmãs Leigas. Esse conhecimento está armazenado na Região mais elevada do Mundo do Espírito de Vida, na verdadeira Memória da Natureza. Quem pode ir até lá, ou ler naquela Região, pode saber tudo o que deseja, pois esse conhecimento é usado para as três Ondas de Vida. Os Espíritos-Grupo têm livre uso desse conhecimento para os seres pelos quais são encarregados. Assim, eles são capazes de guiá-los com sabedoria que confunde o ser humano.
O cérebro do ser humano é como um filtro. Quando está limpo pelo viver correto, pela ação correta, pelo pensamento correto e pelo serviço à humanidade e aos seus irmãos mais novos – as plantas e os animais – ele extrai tudo que precisa desse depósito do conhecimento. Ele obtém as informações de que precisa dessa maneira até que tenha alcançado a visão espiritual e seja ensinado a ler na Memória da Natureza. Então ele pode fazer um trabalho mais eficaz e mais completo.
Os desejos inferiores e o egoísmo do ser humano obstruíram sua planta filtrante (razão) e ele deve sofrer dor e tristeza até que aprenda a mantê-la limpa e a pensar e fazer o bem apenas pelo simples prazer de fazer o bem.
Todos foram para o local onde estavam os Espíritos-Grupo. A Irmã Leiga contou a vários dos Espíritos-Grupo, com mais visões, que os estranhos eram amigos dela.
A Auxiliar Invisível perguntou onde eram guardados os registros da vida das pessoas, e a Irmã Leiga mostrou-lhes a fronteira do Mundo do Espírito de Vida. “Os Senhores do Destino ficam aqui”, ela disse, “Os registros das pessoas são mantidos na quinta Região.”
Os Auxiliares Invisíveis tiveram um vislumbre daqueles Seres Poderosos e viram hostes de Anjos ali. Eles viram os registros de vários Egos. Alguns desses registos eram grandes e outros pequenos. Quanto menores os registros, mais avançados são os Egos: é preciso ver essa Região para entender como os registros de vida são mantidos. É muito interessante e maravilhoso poder ver e funcionar nos Mundos internos, os Mundos invisíveis.
Aqui está como foi ajudado um homem que amava cães. Esse homem orou a Deus pedindo ajuda, e dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a ele com ordens para fazerem tudo o que pudessem para ajudá-lo.
Eles foram até a casa do homem, se materializaram e bateram à porta. O homem convidou-os a entrar e disse-lhes qual era o seu problema. Ele era agricultor e planejava vender sua fazenda e trabalhar para outra pessoa. “Vou guardar meus móveis, mas não sei o que fazer com meu cachorro”, disse ele. “Tenho um canil e crio cachorros da raça spaniels. Eu só os vendo para pessoas que são capazes de cuidar deles e serem gentis com eles.”
O homem levou os Auxiliares Invisíveis para onde seus cães estavam. Os Auxiliares Invisíveis entraram em contato com o Espírito-Grupo dos cachorros spaniels. “Esse homem treina seus cães ao mais alto grau antes de vendê-los”, disse o Espírito-Grupo. “Esses animais são muito queridos para mim e eu quero que eles sejam bem cuidados, pois esta é a última vez deles na terra como cães e eu não quero que eles voltem.”
Os Auxiliares Invisíveis admiraram muito esses cachorros spaniels verdadeiramente lindos e disseram ao homem para não se desfazer de sua casa, pois as condições melhorariam em poucos dias e eles ficariam bem.
O Espírito-Grupo pediu à Auxiliar Invisível para dizer isso ao homem. Chegou ao local um homem que queria comprar a fazenda.
“Não, você não pode fazer isso”, a Auxiliar Invisível disse.
“Esse homem me deve algum dinheiro e eu quero”, objetou o homem que queria comprar a fazenda.
“Você conseguirá pagar suas dívidas em alguns dias”, ela disse ao proprietário, e o homem que queria comprar a fazenda foi embora.
A Auxiliar Invisível disse ao dono da fazenda para ir ver um certo homem que ela conhecia e disse que esse homem lhe emprestaria o dinheiro que ele precisava para pagar suas dívidas, e que esse amigo lhe daria muito tempo para pagá-lo, e que ele cobraria apenas uma pequena quantia de juros sobre o empréstimo.
“Por favor, espere enquanto eu ligo para meu amigo, a Auxiliar Invisível disse a ele. Ela se levantou e ligou para o amigo, e o homem disse que lhe emprestaria o dinheiro e que ele poderia obtê-lo no dia seguinte.
O dono da fazenda havia ajudado, em uma vida anterior, o homem que queria emprestar o dinheiro e, por isso, esse último foi influenciado a ajudar o fazendeiro em seu tempo de preocupação e problemas. Nesse caso, os Auxiliares Invisíveis puderam ajudar um homem e sua família, vários cães lindos e o Espírito-Grupo dos cães, que os queria bem cuidados.
Certa manhã, uma Auxiliar Invisível acordou chorando amargamente porque ela se lembrou de como tentara ajudar um lindo cervo, mas ele havia morrido em seus braços e ela o havia carregado para o Mundo do Desejo.
Os Auxiliares Invisíveis estavam indo na parte norte da América do Norte e chegaram a uma casa onde viram três animais de estimação incomuns. A família era composta por um pai, uma mãe, dois filhos e uma filha. Eles tinham uma raposa, um veado e um urso pardo como animais de estimação.
A mãe estava tomando café da manhã e mandou a menina ir ao porão pegar uma jarra de calda para as panquecas. A menina cometeu um erro e pegou o jarro de xarope errado e sua mãe a repreendeu severamente. A garotinha começou a chorar e depois não quis tomar café da manhã porque estava muito chateada.
Essa menina acordava cedo todas as manhãs e fazia tudo o que podia para ajudar, mas sua mãe nunca estava satisfeita. A mãe queria se mudar para o sul, onde o clima é mais quente, mas seu marido estava tendo uma vida razoavelmente boa e achou que deveria permanecer onde estava. Um dos Auxiliares Invisíveis aconselhou essa mulher a tentar se contentar e fazer o melhor que pudesse.
As pessoas mostraram seus animais de estimação aos Auxiliares Invisíveis e contaram como eles os conseguiram. O cervo havia se perdido do rebanho quando uma matilha de lobos famintos foi atrás dos animais. A comida era escassa e os lobos estavam com muita fome. Uma segunda matilha de lobos perseguiu os veados até essa casa de fazenda e as pessoas os colocaram em seu porão, que tinha uma porta externa. As pessoas tinham pouca comida que o veado comia, pois estava frio. O confinamento, solidão e medo de um urso pardo, que também foi mantido no porão, fez com que o cervo ficasse cada vez mais fraco.
O urso pardo era bem grande. Ele havia sido criado desde filhote. Quando o urso viu a Auxiliar Invisível, ele quis segui-la pelas escadas do porão, mas ela lhe disse para voltar e ele voltou.
A raposa era um amiguinho querido que tinha a liberdade da casa. A família o pegou quando ele era pequeno e o domou, e ele era tão gentil e amigável quanto um cachorro. As pessoas eram boas e gentis com os animais, mas não tinham muito o que fazer.
Quando os Auxiliares Invisíveis foram ao porão para ver o adorável cervo, a menina foi até ele e quando o Auxiliar Invisível colocou o braço em volta do cervo, esse desmaiou de tão fraco. Então o Auxiliar Invisível pediu ao Espírito-Grupo para ajudá-lo a salvar o cervo.
“Meu amigo, é tarde demais, pois o cervo logo virá até mim”, disse ele, e o cervo morreu.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram tarde demais para ajudar a salvar o cervo. Não havia lugar para levar o cervo onde ele pudesse obter comida e cuidados adequados. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse cervo tinha sete anos. Ele era um dos animais mais bonitos que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto, e o Espírito-Grupo era um ser maravilhoso com uma bela aura que se estendia por uma longa distância. Veja, os Auxiliares Invisíveis viram mais do que apenas o Corpo Denso do cervo.
O Espírito-Grupo do urso pediu ao Auxiliar Invisível para dizer às pessoas para que soltassem o urso, pois ele iria embora e não faria mal a ninguém, pois eles o haviam domado e ele os amava.
A Auxiliar Invisível recolheu o Corpo de Desejos do cervo. Então o Auxiliar Invisível levou embora o adorável cervo e o colocou aos pés do Espírito-Grupo. A Auxiliar Invisível chorou como se o cervo fosse um filho dela. O Espírito-Grupo deu um leve toque na cabeça da Auxiliar Invisível, ela desapareceu, foi para casa e acordou chorando porque o cervo não pôde ser salvo.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis estavam nessa casa, o menino mais novo foi enviado para carregar alguns arbustos para a fazenda de seu tio nas proximidades. A mãe amarrou os arbustos em cachos para que eles se escondessem e fizessem pegadas na neve para que pudessem rastreá-lo caso ele se perdesse, ou se os lobos o perseguissem.
A raposa e o veado eram os animais de estimação do menino mais novo. Esse menino tinha um pouco de medo do urso pardo, embora fosse amigável com ele. A raposa e o veado eram animais muito avançados, e os Auxiliares Invisíveis foram informados pelo Espírito-Grupo que só reencarnariam mais duas vezes em corpos de animais.
Esse menino era mais avançado do que os outros da família, e todos o amavam muito, e ele estava sempre disposto a fazer por todos eles.
Aqui está uma história sobre como uma foca foi levada para casa. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam atravessando o Oceano Atlântico uma noite e viram muitos peixes no oceano. A atenção de uma das Auxiliares Invisíveis foi atraída para um certo lugar onde ela ouviu algo batendo na água. “Veja!”, ela disse a seu companheiro. “Há uma foca em um buraco no gelo. Vamos pegá-la.”
“Ela está em um bolsão de gelo e flutuou do norte neste iceberg”, disse ela ao amigo. “Pegue-a se você a quiser.”
A foca não conseguia sair do bolsão porque o gelo estava reto e bem acima dela. Não havia muita água no bolsão, que parecia uma caverna escura. A Auxiliar Invisível foi até onde estava a foca e a pegou. Ela a pegou nos braços e ela foi de boa vontade.
Ela carregou a foca até a praia e o mostrou a alguns pescadores que a queriam. Um homem disse que compraria a foca e faria um casaco de pele para uma menina. “Não, você não pode ficar com ela”, disse a Auxiliar Invisível e ela entrou em contato com o Espírito-Grupo que a tinha sob seus cuidados. Esse Espírito-Grupo disse à Auxiliar Invisível para subir acima de Terra Nova e colocá-la na água lá.
“Se você a colocar na água aqui, ela nunca chegará em casa, pois os habitantes do oceano a matarão”, disse ele.
Essa foca cinzenta tinha uma magnífica pelagem macia e bigodes finos e grossos e era muito valiosa. Quando a Auxiliar Invisível pegou a foca novamente, ela lhe disse que ia levá-la para casa, e ela se acomodou em seus braços como um bebê. A Auxiliar Invisível desmaterializou a maior parte de seu corpo e partiu para o norte. Ela voou bastante sobre o Oceano Atlântico. Ao chegar ao local indicado pelo Espírito-Grupo, ela deixou a foca entrar na água.
Ela se sacudiu um pouco e gorjeou algumas vezes como se agradecesse à Auxiliar Invisível e desapareceu de vista. A Auxiliar Invisível suspirou de contentamento.
O Espírito-Grupo agradeceu e eles continuaram felizes depois de ajudar essa foca. Na manhã seguinte, ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram do que aconteceu e um deles ficou muito satisfeito e feliz. Agora, tenho certeza de que se você já se lembrou de uma experiência tão agradável, ficaria difícil continuar gostando de comer seus irmãos mais novos, os animais, ou se envolver em seus casacos macios, que foram arrancados mediante o assassinato de pobres animais indefesos.
Capítulo XIV
Os Pensamentos das Crianças moldam as Vidas Futuras delas Próprias
Várias pessoas interessadas nos Ensinamentos Rosacruzes têm feito algum trabalho de pesquisa sobre o Destino Maduro e seus efeitos sobre as crianças de nossos dias, e descobriram que os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras em grande medida.
Poucos de nós percebem que muitos dos nossos sonhos ajudam a moldar nossas vidas futuras. Algumas crianças sonham com coisas que fizeram em vidas passadas. Outras crianças flutuam no Mundo do Desejo e encontram entidades e pensamentos-formas malignos que as aterrorizam. Depois, há crianças que sonham em conhecer Fadas e Gnomos e brincar com eles. Algumas crianças vão, durante a noite, à Escola no Mundo Celeste e sonham com o que fazem e veem lá.
O seguinte caso é o que uma menina escreveu sobre um sonho muito vívido que ela teve uma noite:
“Uma vez sonhei que era uma mergulhadora campeã. Um dia eu ia mergulhar para algumas pessoas. Na primeira vez eu caí, e na segunda vez fiquei com medo. Então eu disse às pessoas: ‘Eu desisto’.
“Eles riram e disseram: ‘Que campeã você é!’
“Eu olhei para eles e fiquei com raiva e disse: ‘Vou largar isso e tudo mais’, e as pessoas começaram a ir para casa.
“Um homem disse algumas palavras feias.
“Eu disse a ele, ‘Volte aqui. Eu vou mergulhar para você’. Mergulhei na água e bati em uma pedra e me machuquei.
“Nesse momento minha mãe me deu um tapinha na cabeça e disse: ‘Levante-se. É hora da escola!’”.
A Memória da Natureza revelou que em sua última vida, quando era homem, ela era uma mergulhadora de pérolas e acumulou grande riqueza por seu trabalho perigoso. Finalmente, alguns outros homens planejaram obter essa riqueza, e eles armaram uma armadilha para ela e causaram sua morte.
Depois disso, eles roubaram a riqueza dela e a mantiveram. Seus amigos eram limitados naquela vida.
Esse mesmo Ego renasceu nos Estados Unidos, e seus pais são os amigos mais próximos que ela teve em sua vida passada, quando era uma mergulhadora de pérolas. Ela é uma criança brilhante e está fazendo o melhor que pode nesta vida para se preparar para a vida.
Aqui está o relato dos sonhos de três crianças que sonharam com as condições do Mundo do Desejo. Um menino escreveu o seguinte:
“Uma noite sonhei que estava na selva. Havia cerca de vinte e cinco leões e vinte e cinco tigres lá. Um dia perguntei a um tigre se eu poderia dar uma volta em suas costas, e ele disse: ‘Sim’.
“Ele me deu uma carona, e depois me jogou para um leão. O leão me jogou para um tigre, e assim foi até eu ser jogado em um tigre cego. Claro que ele não podia ver, então caímos na água, e eu despenquei de suas costas. Nesse momento apareceu um peixe-espada e tivemos uma batalha. Quando acordei, vi que era um sonho.”
Isso é o que realmente aconteceu. Algumas entidades se faziam parecer leões e tigres e brincavam com esse menino quando ele estava fora de seu corpo à noite e no Mundo do Desejo.
No Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, na página 247, lemos o seguinte:
“Neste mundo material todas as formas são estáveis e não mudam facilmente. O Mundo do Desejo é muito diferente a esse respeito. Os contos de fadas, como a metamorfose dos ratos da Cinderela, etc., são fatos reais no Mundo do Desejo, pois as formas mudam à vontade da vida com alma com uma rapidez relâmpago, o que é muito desconcertante para quem entra no mundo, como neófito.”
Aqui está o que uma garotinha sonhou e escreveu para uma amiga dela interessada no significado dos sonhos:
“Um dia sonhei que estava na floresta. Enquanto eu estava lá, um leão pulou em frente de mim. Então, ele me pegou por um pé e me jogou na água. Eu pulei para fora da água e corri para casa. Acordei e me encontrei no chão.”
Essa criança tinha sido assustada por uma entidade no Mundo do Desejo que se divertiu aparecendo na forma de um leão e depois a perseguiu até sua casa. Ela entrou em seu Corpo Denso tão de repente que caiu da cama.
Outra menina sonhou que viu uma pequena piscina e que o irmão dela e ela foram até lá, entraram na piscina e começaram a nadar. De repente, ela viu a água subir e quase afogar o irmão. Ela saiu da água e começou a chamar pelo irmão. Então o irmão apareceu, e ele estava chorando por sua mãe. Então, eles pareciam estar indo para um passeio em um carro. Aí ela foi para o lugar onde ela estava durante as férias de verão, e ela viu a mãe dela lá.
Essa também foi uma experiência do Mundo do Desejo. A criança se lembrava tão bem que poderia escrever sobre seus dias depois. Devemos lembrar que o Mundo do Desejo é um lugar onde as luzes e as cores mudam constantemente e onde as forças do animal e do ser humano se misturam com as forças de inúmeras Hierarquias Criadoras e de seres espirituais que não aparecem no Mundo Físico em que vivemos.
Uma certa garotinha sonhava com uma festa emocionante. Aqui estão as palavras exatas dela: “Uma noite eu estava na minha varanda e disse: ‘Eu gostaria de ser uma Fada para poder ajudar alguém’. Assim como eu disse que eu tinha um par de asas nas minhas costas e uma varinha na minha mão. Então para cima, para cima, eu fui para o ar, e vi mais duas Fadas, e todos nós voamos para o País das Fadas”.
Essa era uma condição do Mundo do Desejo que ela se lembrava quando acordou na manhã seguinte.
Uma garotinha lembrou-se de uma ocorrência estranha que aconteceu em uma noite e relatou como um sonho mais tarde. Aqui está o que realmente aconteceu: certa vez, uma mulher morreu e o marido dela decidiu enterrar as economias deles no caixão dela para mantê-las seguras. Ele havia convertido suas economias em moedas de ouro e, quando tudo estava organizado para o enterro da esposa dele, ele discretamente colocou uma bolsa contendo vários milhares de dólares em ouro no caixão dela. Assim, o dinheiro foi enterrado com ela.
Vários anos depois, o então viúvo encontrou reveses e precisava do dinheiro que tinha enterrado junto com o caixão da esposa. Ele foi ao cemitério, desenterrou o caixão, pegou o dinheiro e o levou para casa. A criança passou flutuando em seus veículos mais sutis e o viu desenterrar o caixão e tirar o dinheiro.
Ela não se lembrava direito, mas se saiu muito bem.
A criança escreveu o seguinte: “Ontem à noite sonhei que havia uma família morando em uma casa. Uma noite a mulher ficou doente e foi para o hospital, e ela tinha que ter um braço de ouro. Então uma noite ela morreu e o marido dela a enterrou. Outra noite o marido dela disse a si mesmo: “Vou pegar o braço de ouro. Vale muito dinheiro”.
“Então ele foi ao cemitério e encontrou a sepultura. Ele pegou uma pá e começou a desenterrar o caixão. Então ele puxou o braço dourado (Esse era o saco de dinheiro de ouro.). Naquela noite, ele ouviu uma voz dizer: ‘Devolva-me meu braço de ouro.’
Eu estava com tanto medo que pulei da cama e corri para o quarto da minha mãe.”
De acordo com a Memória da Natureza, o homem desenterrou o caixão, mas não tirou nenhum braço de ouro. Em vez disso, ele tirou um grande saco de dinheiro que a criança confundiu com o braço da mulher, que ela pensou ser feito de ouro.
Outra criança disse que sonhou que estava vestida de Fada e tinha muitas coisas boas para comer, como sorvete, doces e outras guloseimas, e que tinha muito dinheiro e vestidos de todos os tipos. Quando a mãe dela a acordou, ela estava zangada, porque estava se divertindo.
Essa criança amou muito os prazeres da vida na vida passada dela, e agora a Mente dela se concentra nos prazeres e nas coisas boas desta vida, e ela os buscará o que provocará muita tristeza para ela. Dinheiro e mais dinheiro são o ápice da ambição dela!
Em uma vida de mil anos atrás, um certo menino, que era então uma menina, tinha um pai chinês e uma mãe judia. Nenhum de seus pais nesta vida é chinês, mas seus olhos se assemelham aos dos chineses (“olhos puxados”), e ele tem certas maneiras de fazer as coisas que trouxe da última vida dele. Se você observar as pessoas com cuidado, muitas vezes poderá dizer pelos rostos delas de quais raças puxaram.
Uma Estudante Rosacruz conhece uma senhora que tem olhos que lembram os de um japonês. Um dia, ela perguntou a essa conhecida se ela possuía algum parente japonês, e ela disse que uma das avós dela era japonesa.
Em outra ocasião, essa Estudante Rosacruz encontrou duas pessoas interessantes, e ela ficou impressionada com a aparência do homem, pois ele parecia muito com um chinês. Por fim, essa Estudante Rosacruz perguntou à senhora se o marido dela já havia morado na China em alguma vida passada.
“Sim, ele morou, e eu também!”, ela comentou sorrindo.
Quando o marido chegou, a senhora contou-lhe a conversa, e ele lhe narrou alguns incidentes interessantes de si mesmo quando criança, que mostraram como os pensamentos das pessoas moldam suas vidas futuras. Na China, o principal alimento do povo é o arroz. Esse homem disse que quando era criança nesta vida, gostava especialmente de comer arroz. Quando ele tinha cinco anos, recebia muitos presentes na época do Natal. A mãe dele lembrou-se do grande interesse dele por arroz; então, ela colocou um saquinho de arroz entre os presentes dele perto da árvore de Natal.
O pai dele estava ausente no momento. Quando voltou para casa, pegou o filho no colo e perguntou o que o Papai Noel havia trazido para ele. O menino contou ao pai tudo sobre seus presentes e sobre o saquinho de arroz, que o havia agradado.
Quando essa criança tinha cerca de dez anos, a família tinha uma bela horta e cultivava mais tomates do que precisava.
Finalmente, um dia o menino e a mãe dele conversaram sobre a ideia de vender alguns tomates para uma das mercearias. Ele pegou uma pequena carroça cheia de tomates bem maduros. A mãe dele lhe disse que ele deveria receber dez centavos em troca dos tomates. Ela disse-lhe que ele poderia comprar o que quisesse.
Ele foi à loja e voltou com um saquinho de arroz que havia recebido em troca dos tomates. A mãe dele ficou muito impressionada com isso e muitas vezes voltou a falar sobre esse fato. Você vê que os pensamentos dele de uma vida passada influenciaram sua escolha de comida na presente.
A própria Estudante Rosacruz lembra que seu pai adorava navios e guardava recortes de barcos de todos os tipos em um álbum de recortes. Ele, muitas vezes, expressava o desejo de ter um barco. Ele até fez um modelo de veleiro que ele gostava para essa Estudante Rosacruz brincar. Ele teve uma casa-barco uma vez, mas ficou doente, e o homem que supervisionava a casa-barco a roubou. O pai dela nunca teve seu desejo de um navio realizado nessa vida.
Essa Estudante Rosacruz descobriu, depois, que o pai dela tinha sido capitão do mar duas vidas antes. Quando ele renasceu nesta vida, ele possuía uma disposição inquieta e um forte desejo de possuir um barco e estar na água. Ele também adorava ler histórias do mar. Ele trouxe seus desejos de vida em um navio e de pesca de uma vida anterior quando seus pensamentos estavam centrados nessas coisas.
Muitas crianças sonham com esqueletos e fantasmas. Aqui está o que uma garotinha sonhou em um dia de novembro. Ela escreveu o seguinte: “Sonhei que estava em Detroit e tinha que dormir. Quando fui dormir, sonhei que via duas mãos feias. Fiquei com tanto medo que pulei pela janela. Mais tarde, quando eu estava fora, vi um fantasma. Era o mesmo que eu tinha visto na cama. Fiquei mais assustada do que quando estava na cama. Subi as escadas correndo e me deitei na cama novamente. Foi terrível. Cerca de uma hora depois ouvi um barulho muito alto. Acordei e me vi no chão com meu travesseiro e cobertas. O barulho alto foi quando eu caí”.
Aqui está o que realmente aconteceu. Depois que ela adormeceu, ela saiu do Corpo Denso dela e flutuou para uma casa onde havia uma pensamento-forma se desintegrando. Ela pensou que era um fantasma e começou a correr. Isso causou um vácuo atrás dela. Esse vácuo atraiu a pensamento-forma sem vida atrás dela, e ela pensou que o fantasma a estava perseguindo. Ela entrou em seu Corpo Denso tão de repente que caiu da cama.
Agora vou contar um sonho que um menino narrou um dia. A Memória da Natureza revelou que esse menino foi cruel com os animais no passado, e nesta atual vida ele ainda é cruel com os animais. Ele pode morrer de um ataque de um animal, a menos que tenha muito cuidado. O menino contou o seguinte:
“Uma noite sonhei que era um domador de leões de um circo que viajava de cidade em cidade. Uma de minhas experiências incomuns ocorreu quando tive que fazer um tigre subir nas costas de um elefante. O tigre tinha acabado de ser capturado e era muito selvagem. Quando dei o sinal, o tigre foi solto. Ele pulou para mim, mas eu me afastei e o chicoteei. Ele se virou e pulou nas costas do elefante. Quando o elefante estava girando novamente, o tigre saltou para mim. Achei que ia morrer. Só então eu acordei e me encontrei no chão.”
Parece que esse menino está sendo avisado à noite de um perigo futuro. Nesse caso, o menino voltou ao seu Corpo Denso tão repentinamente que o jogou no chão.
Aqui está um sonho que uma garotinha muito quieta relatou um dia. “Fui para o campo em uma viagem. No caminho vi um fantasma, e fiquei com medo. Veio uma tempestade e vi um fantasma e alguns esqueletos. Eles estavam de pé quando os vi. Comecei a chorar. Enquanto eu estava chorando, eu vi Frankenstein com eles. Então eu virei minha cabeça e vi um Elfo. Ele disse que eu não deveria ter medo. Quando eu vim para o campo eu me senti melhor. Então minha mãe disse: ‘Levante-se’. Quando me levantei, vi que estava no chão!”
A explicação é essa: quando adormecida, essa garotinha flutuava no Mundo do Desejo, e ela viu um pensamento-forma em desintegração que ela pensou ser um fantasma. Então, ela viu algumas entidades que pareciam esqueletos. Outra entidade entrou que se assemelhava ao mal sendo chamado de Frankenstein nos filmes. Um pequeno Gnomo viu o susto dela e a acalmou. Gnomos e Fadas costumam fazer amizade e proteger as crianças.
Os próximos eventos lançam suas sombras antes. Quando as crianças têm sonhos horríveis e horripilantes, elas estão apenas passando pelos eventos que ocorreram nas vidas delas e estão sendo avisadas do que está por vir. Nos pensamentos e ações, certas crianças estão alimentando e influenciando os Corpos de Pecado que criaram muitas vidas atrás. Esses Corpos de Pecado, por sua vez, ao serem revividos, exercem uma influência prejudicial sobre as vítimas deles. Eles fazem com que essas vítimas sejam atraídas para o Mundo do Desejo inferior, onde eles veem todos esses espectros desagradáveis.
Agora, se essas crianças que veem entidades à noite no Mundo do Desejo inferior são, intelectualmente brilhantes e perspicazes, elas cessarão os modos atuais delas, resistirão às imagens que veem lá e se esforçarão para fazer o melhor que puderem. A resolução deve vir de dentro. Então, essas crianças podem ser estimuladas pelo cuidado amoroso dos pais ou responsáveis. Isso as fortalecerá para lutar contra essas entidades invisíveis, Corpos de Pecado, vampiros, etc.
Aqui está um exemplo de uma criança que acumulou muito Destino Maduro. Um certo menino sonhou o seguinte: “Um dia, quando eu estava brincando com a minha fantasia de índio, minha mãe me chamou para ir para a cama. Depois fui dormir. Enquanto dormia, sonhei que os índios estavam me perseguindo. Os índios me pegaram, me levaram para suas barracas, depois me amarraram em uma árvore, colocaram lenha ao meu redor, acenderam a lenha e ela começou a queimar. Então acordei e me encontrei perto de um aquecedor quente. Era só um sonho”.
A Memória da Natureza revelou que essa criança nasceu três vezes desde 1492. Ele fez muito mal às pessoas das raças vermelha e negra usando o fogo, e ele encontrará o mesmo destino nessa vida. Em outras palavras, ele queimou outras pessoas na fogueira, e nesta vida ele deve colher como semeou. Isso parece muito triste, mas todos nós devemos pagar caro pelo Destino Maduro que fizemos no passado e pelo que estamos fazendo agora.
A seguir, consideraremos o sonho de um menino que conheceu um vampiro uma noite e viu o corpo de uma das vítimas dele. Ele disse: “Um dia sonhei que estava em uma colina alta. Um homem morto estava deitado no topo da colina e senti um cheiro terrível. O pescoço do homem estava quebrado e seus dentes estavam no chão. visão terrível, e eu senti vontade de vomitar. De repente um homem saiu de uma caverna. Ele disse: ‘O que você está fazendo?’ Eu estava com muito medo. Ele me pegou pela mão e disse: ‘Venha comigo’. De repente, acordei e me vi pendurado nas costas de uma cadeira. Minha mãe estava me chamando”.
Esse menino havia encontrado um corpo humano muito deteriorado, e o vampiro, que havia tomado os veículos superiores do ser humano que havia morrido, saiu de sua caverna e tentou controlar o menino. Se o menino estivesse em seu Corpo Denso, ele poderia ter assumido o controle e levado os veículos superiores do menino. O menino chegou em casa muito assustado. Esperemos que esse vampiro não continue a incomodar o menino, pois ele pode influenciá-lo a ir para onde esse corpo está em algum momento futuro enquanto estiver acordado, então absorver sua vitalidade, tomar seus veículos superiores e causar ao menino muita tristeza e sofrimento.
Aqui está um sonho muito estranho que foi contado por uma garota: “Um dia uma bruxa poderosa e velha veio à noite. Eu sonhei que era a bruxa. Algo quebrou perto da porta, e ela se abriu e entrou a bruxa. Corri e peguei minhas roupas e fui para um canto e dormi lá. A bruxa me sentou em uma vassoura, e ela subiu. Quando ela desceu, desceu, eu caí da vassoura e me encontrei no chão. Então minha mãe me acordou para me arrumar para a escola”.
Disseram-me que há cinco vidas essa menina era uma bruxa em um lugar chamado Equador, na América do Sul. Essa menina tem um Corpo de Pecado que está tentando se apoderar dela. À medida que envelhece, o antigo Corpo de Pecado dela exercerá cada vez mais influência sobre ela, e se ela for extremamente cuidadosa e boa, isso a obsidiará e ela passará pelo sofrimento que sofreu cinco vidas atrás.
Se ela pudesse ser colocada em uma família onde as pessoas derramassem amor e carinho sobre ela, seria uma ajuda maravilhosa para fortalecê-la para levar uma vida melhor e continuar no caminho reto do bem.
As condições em casa eram muito desfavoráveis para ela na época em que escreveu sobre esse sonho. Ela naturalmente parecia antagonizar com os colegas de escola. Os pais dela eram pobres e não a vestiam com zelo e não cuidavam dela como deveriam ter feito. Ela mostrava uma natureza interior vingativa.
A maioria de nós não percebe como os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras. Quando as crianças têm sonhos encantadores, podemos saber que elas não vão para o Mundo do Desejo inferior, mas se associam com espíritos superiores no Céu das Crianças. Eles podem encontrar Gnomos e Fadas aqui na Terra. Eles influenciam as crianças a serem boas.
Uma noite, uma boa garotinha teve um sonho interessante que ela assim narrou: “Ontem à noite eu fui a uma festa de Halloween, e eles deram uns apitos. Bem, eu peguei um que emitia um som bem intenso e logo fui para casa. Quando cheguei em casa, eram dez horas da noite, e a minha mãe me mandou para a cama. Logo adormeci e senti algo me tocar e acordei. Na minha cama vi a menor senhora que já vi na minha vida. Ela era uma Fada, e muitas outras Fadas estavam com ela. Ela era uma rainha das Fadas e muito bonita. Então, ela começou a cantar para mim. Sua voz era como sinos de prata. Logo as outras Fadas se juntaram a ela, e todas possuíam vozes doces também.”
Essa criança foi a um lugar onde viu essas Fadas e elas a entretiveram por um tempo, mas ela não respondeu o suficiente para ficar muito tempo com elas.
Outra boa menina contou seu sonho. “Ontem à noite sonhei que era uma Fada e podia voar. Eu vi um menino chorando e lhe dei uma moeda de ouro. Então eu voei e cheguei a uma casa. Entrei e vi um menino dormindo. Você deveria ter visto a casa. Havia muitos esqueletos ao seu redor. Peguei minha varinha e os transformei em pássaros, e eles voaram para fora da casa. Então eu mudei a casa em uma linda casa de campo. A cama era feita de ouro. A sala da frente era feita de ouro, prata e outras coisas bonitas. Então, voei para o castelo do rei e contei a ele sobre o menino e os esqueletos e a peça de ouro. Depois disso voei para casa.”
Eu aprendi que essa menina em sua vida anterior era um menino. Naquela vida, ela foi associada a Fadas e Gnomos e aos venenosos Espíritos da Natureza que parecem esqueletos. Ela costumava viajar com eles e se tornou um Auxiliar Invisível e fez os venenosos Espíritos da Natureza que parecem esqueletos fazerem o bem. Isso os levou a fazer um bom trabalho para ela.
A doação de ouro significa a doação de bons e nobres pensamentos e ideias, mostra como alguém pode fazer de seu corpo uma bela casa para se viver. Nos Ensinamentos Rosacruzes, os Estudantes Rosacruzes são ensinados a construir os Corpos-Almas deles, que são maravilhosamente belos quando bem-desenvolvidos.
Aqui está um sonho que foi escrito por uma garotinha que era popular entre seus companheiros. Ela disse: “Sonhei que estava andando na floresta. De repente, um elfo saiu da floresta. Perguntei a ele se ele seria meu animal de estimação. Ele disse: ‘Sim, eu serei seu animal de estimação’. Perguntei-lhe qual era o seu nome, e ele disse, ‘Dan.’. Eu o levei para casa comigo, e todas as crianças da minha rua gostavam de brincar com ele”.
Essa garotinha tinha um Gnomo, e ele brincava com ela todas as noites. Como seria bom se todas as crianças tivessem a mesma sorte que ela!
Uma garotinha muito confiável e conscienciosa teve essa experiência, e ela escreveu como uma composição: “Uma noite eu fui ao parque com minha mãe, e ela carregava um cobertor. Ela pegou o cobertor e nos deitamos. Logo adormeci e sonhei que estava cavalgando. No nariz do cavalo havia uma Fada que me disse: ‘Você gostaria de ser uma Fada e voar pelos ares comigo?’. Sim, eu disse. Então eu tinha um par de asas nas minhas costas, e logo estávamos voando no ar quando vi a Terra das Fadas, e paramos lá.. Havia uma casa mal-assombrada em algum lugar, e eu entrei nela. Eu vi um piano lá e me sentei para tocar. Enquanto eu tocava, um monte de esqueletos saiu do armário. Fiquei com tanto medo que corri e corri até cair”.
Essa criança viu algumas Fadas e brincou com elas. Ela também viu algumas entidades que a assustaram. Ela costumava brincar com Fadas.
Algumas crianças se lembram de cenas de vidas passadas na forma de sonhos.
Uma menininha escreveu o seguinte relato interessante de um sonho que tivera: “Sonhei que estava em um barco. Tive medo de que o barco afundasse e fiquei apavorada demais para dormir. Liguei para minha mãe, e ela disse que o barco não iria afundar, então eu fui dormir. Quando acordei, ouvi todo mundo gritando, então pulei da cama. Parecia que o barco estava afundando, então corri para contar à minha mãe. Ela se foi, e com que problema eu estava! Eu não sabia para onde correr. O navio afundava cada vez mais rápido. Eu estava com muito medo. Minha mãe me acordou e descobri que estava toda enrolada no cobertor”.
A Memória da Natureza revelou que essa criança afundou em um barco cerca de vinte anos antes dessa época. Ela era então um menino e tinha pais diferentes. Todos no navio afundaram e morreram. Sendo uma criança, ela foi levada para o Céu das Crianças e renasceu em poucos anos. Essas crianças são muito mais propensas a lembrar de cenas de suas vidas passadas.
Certa noite, um garotinho teve um sonho incomum, e este é um breve relato dele:
“Sonhei com meu avô. Ele saiu de seu túmulo e conversou com minha mãe e disse: ‘Estou vivo novamente.’ Então ele voltou para a sepultura.”
Essa criança realmente viu isso. A mãe estava de luto, silenciosamente, pelo pai. Esse menino seguia a mãe dele constantemente à noite enquanto estava fora de seu Corpo Denso, durante o sono. Aparentemente, eles vagaram por um cemitério feito de coisas de desejo no Mundo do Desejo. O avô da criança parecia sair do túmulo e falar com a mãe. Ele disse a ela que ainda estava vivo. Isso ajudou a reconciliá-la e acalmou sua dor.
Na realidade, a mãe e o menino foram ao Mundo do Desejo, e o avô falou diretamente com eles. São experiências como essa que fazem com que as pessoas de repente parem de sofrer por seus entes queridos. Eles podem não ser capazes de dizer por que seus sentimentos mudaram.
Os pensamentos dessa criança sobre esse chamado sonho certamente terão alguma influência em sua vida a partir de agora.
Aqui está a história de outro menino acerca de um sonho que ele teve. Ele disse: “Uma noite sonhei que era um guerreiro e, quando abri a porta da minha casa, vi cinco esqueletos. Um estava na sala da frente, outro no meu quarto e outro no quarto do meu irmão. O último estava no quarto dos meus pais, onde estava minha arma. Tentei ir ao quarto da minha mãe, mas os esqueletos me jogaram no chão. Quando acordei de manhã, me encontrei no chão”.
Esse menino viu os pensamentos-formas de cinco homens que ele havia matado na guerra em uma vida passada. Eles estão em sua Mente subconsciente e estão renascendo. Ele os vê como um sonho, e eles o assustam. Normalmente, um soldado em uma guerra não se incomoda com homens que são mortos na guerra. No entanto, esse Ego, quando era um homem, maliciosamente matou esses homens, e os pensamentos deles o assombraram e ainda o assombram.
Um menino relembrando de como morreu em um renascimento
Aqui está um relato ainda mais incomum da experiência de uma criança. Ela escreveu o seguinte relato de seu sonho: “Uma noite sonhei que era um grande guerreiro, e fomos para a guerra. Eles me pegaram, mas consegui escapar e voltei para o meu país. Uma noite eles armaram uma armadilha para nós, e fomos todos capturados. Descobrimos que cada homem teria que lutar com outro homem em uma corda, e embaixo haveria fogo. O que caísse morreria no fogo, e o adversário obteria sua liberdade. Então, chegou a minha vez, e eu lutei, e lutei, e então caí no fogo e gritei. Então, acordei e me encontrei no chão. Contei tudo à minha irmã, e ela riu”.
Esse garotinho era um Centurião Romano há duas vidas. Ele e outros soldados foram capturados pelos gauleses e obrigados a lutar entre si. Os gauleses fizeram uma fogueira em uma cova e colocaram uma grelha sobre ela.
Essa grelha tinha grandes aberturas. Os homens tiveram que ficar na grelha quente. Quando um homem ganhou, ele foi liberado, mas o outro homem foi queimado. Esse Ego, naquele renascimento, teve seu Corpo Denso totalmente queimado e, em consequência, morreu.
Aqui está o sonho de outro menino que sonhou com uma vida passada. Ele contou a seguinte história sobre isso:
“Um dia, meu pai levou meu irmão e eu para a Feira Mundial. Fomos em um navio a vapor e fizemos um belo passeio. Naquela noite, quando fui para a cama, sonhei que era o capitão de um grande navio a vapor. Uma noite o navio pegou fogo e todos se afogaram, menos eu. Nadei por meia hora. Logo cheguei a uma pequena ilha. Eu não tinha comida, água; e estava sem abrigo. Encontrei uma pequena palmeira que pensei que me daria abrigo por alguns dias, mas não tinha folhas nela. Bem, aqui estava eu em uma ilha deserta sem comida e sem abrigo. Rasguei minha camisa e encontrei alguns gravetos. Amarrei os pedaços da minha camisa nos gravetos e joguei ao mar. Um navio logo viu os gravetos com os pedaços da minha camisa neles. O capitão enviou alguns botes salva-vidas para me resgatar. Os marinheiros nos botes me salvaram e me levaram de volta ao navio.”
Aqui está a explicação: em uma vida passada esse menino foi um explorador. Ele pegou alguns nativos e fez uma viagem pela fronteira de um deserto. Ele se afastou muito da trilha batida para evitar encontrar bandidos. Seu suprimento de água começou a se esgotar e os nativos queriam que ele saísse do deserto. Ele se recusou a fazer isso, então uma noite eles o amarraram. Eles não queriam que ele morresse de fome, mas queriam que ele tivesse dificuldade em se soltar. Isso lhes deu tempo para fugir. Eles deixaram um pouco de água e um pouco de comida para ele, mas levaram seu cavalo.
Depois que o homem se soltou, ele partiu para o assentamento e se perdeu. Ele vagou pelo deserto e finalmente encontrou o mar. Então ele rasgou sua camisa e a esticou em um coqueiro bem alto. Lá ele ficou esperando que alguém em um navio visse a camisa ao vento ou até o visse. Ele ficou lá muitos dias, comendo ervas e outras coisas que pôde encontrar e, gradualmente, foi ficando muito fraco. Por fim, os marinheiros de um navio o avistaram, viram sua camisa, foram até ele e o levaram a bordo, mas já era tarde demais, pois ele já estava moribundo. Ele contou sua história sobre como havia sido roubado pelos nativos em sua caravana e abandonado. Ele morreu e foi jogado ao mar. Nessa vida presente, ele sempre tinha medo de lugares arenosos, por causa dessa experiência infeliz.
Centrar nossos pensamentos em comer carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, frutos do mar e afins) nessa vida pode nos fazer renascer em um lugar onde comer carne é uma necessidade terrível e não um prazer.
Agora vou contar uma história verdadeira sobre um bebê esquimó que renasceu no extremo norte para aprender certas lições que o ajudaram a promover seu próprio desenvolvimento. Em uma noite de inverno, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para um lugar no norte extremo do Canadá para ajudar alguns esquimós que estavam doentes.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, encontraram ali um ministro de uma igreja, um médico e um policial da Polícia Montada do Canadá. O Auxiliar Invisível entrou na casa que era feita de toras de madeira e encontrou uma família de quatro pessoas doentes: um pai, uma mãe e dois filhos. O médico disse que os esquimós estavam doentes demais para serem transferidos e que ele não tinha os meios necessários para ajudá-los.
“Você não pode curar essas pessoas doentes?”, um dos Auxiliares Invisíveis perguntou ao ministro de uma igreja. “Você deveria ser capaz disso em uma hora dessas, não?”
“É a vontade de Deus que eles fiquem doentes”, respondeu o ministro.
“Você está falando de algo que você não sabe, não é?”, disse o Auxiliar Invisível.
O ministro ficou zangado e forçou o Auxiliar Invisível para ele sair de dentro da casa.
“Se eu for, você terá que ir também”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não há mais nada que eu ou qualquer um possa fazer”, disse o médico.
“Ah, sim, há”, disse o Auxiliar Invisível, e apontou para a Auxiliar Invisível que estava por perto.
“Senhora, se você pode fazer alguma coisa, por favor, faça”, disse o médico.
A Auxiliar Invisível olhou para uma das crianças e disse-lhe que fosse até ela. A criança se levantou, mas caiu para trás. A Auxiliar Invisível foi e pegou a criança, abraçou-a e começou a sorrir. A outra criança levantou as mãos para que a senhora a pegasse, e ela o fez. Em pouco tempo, ela também começou a sorrir e abraçar a Auxiliar Invisível. As crianças pareciam ter cerca de seis e sete anos de idade, respectivamente. A Auxiliar Invisível colocou as crianças no chão e elas começaram a brincar, pois haviam sido curadas de sua doença.
A Auxiliar Invisível foi até a mulher e olhou para ela. Então ela chamou o outro Auxiliar Invisível. Os Auxiliares Invisíveis viram que a esquimó estava prestes a se tornar mãe. Eles a ajudaram a tirar o traje de peles e arrumaram a cama dela a fim de ficar mais apropriada possível para um trabalho de parto.
Não muito depois disso, o bebê nasceu. A Auxiliar Invisível o segurou em suas mãos e depois o colocou ao lado de sua mãe, enquanto arrumavam a cama e os panos utilizados. O menino deu seu primeiro choro às 3h30 da manhã. Os Auxiliares Invisíveis perguntaram qual era a latitude e longitude do local e, depois, quando despertaram se lembraram do local.
O médico viu o bebê e ficou surpreso. O ministro e o policial ficaram ao lado do fogão e observaram os Auxiliares Invisíveis trabalharem.
“O que você está olhando?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis ao médico. “É um bebê.”
“Eu não sei qual foi o problema com ela”, admitiu o médico. “Ela tinha tantas peles, e eu não examinei nenhuma das pessoas.”
Um Auxiliar Invisível disse ao policial para fazer um relatório completo do caso, acrescentando que ele também faria um relatório.
O Auxiliar Invisível disse ao médico que seu trabalho entre os esquimós havia terminado. “Eles precisam de cuidados, assim como o resto das pessoas no mundo precisam”, disse ele.
O ministro foi instruído a procurar outro emprego, pois não estava fazendo nenhum bem em seu trabalho atual.
Os Auxiliares Invisíveis então trabalharam para curar o homem, e ele rapidamente foi melhorando. Quando os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para partir, toda a família ficou feliz. A Auxiliar Invisível disse à mãe esquimó que enviaria uma senhora esquimó que ela conhecia para cuidar dela e do bebê.
Os Auxiliares Invisíveis foram ao Alasca (que era perto dali) para a casa dessa senhora esquimó e a acordaram. Ela ficou feliz em ver seus amigos e disse que iria à família esquimó à tarde e à noite.
“Você pode sair do seu corpo à vontade?”, perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
“Não, mas estou totalmente consciente e posso dormir facilmente, quando, então, eu consigo fazer isso”, respondeu essa senhora esquimó, que trabalha como Auxiliar Invisível.
Não muito depois disso, esses mesmos Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ver o bebê esquimó. Eles foram e encontraram a família toda na cama. O fogo estava baixo, mas o Auxiliar Invisível o fez ficar mais forte e perguntou aos esquimós como eles estavam indo. A mãe disse que o bebê estava resfriado.
A Auxiliar Invisível o pegou, o carregou até perto do fogo e o esfregou cuidadosamente. Ele logo começou a se movimentar e começou a sorrir. O bebê fez coco duas vezes, tossiu um pouco, expelindo um pouco de muco e estava bem novamente.
A mãe disse que o policial tinha estado lá várias vezes para vê-los e que o ministro nunca mais tinha voltado, mas um novo tinha estado lá. Ela disse que o novo ministro tinha sido muito gentil com todos eles. Antes de partirem, os Auxiliares Invisíveis olharam para as outras duas crianças e viram que estavam bem.
Mais tarde, os Auxiliares Invisíveis foram ver o bebê esquimó novamente e descobriram que ele estava bem, engordado e crescendo, e sua mãe estava bem.
Uma Estudante Rosacruz levantou um horóscopo para esse bebê esquimó. Ela se perguntou por que esse Ego teve que renascer naquele lugar, onde as pessoas lutam tanto para viver. Foi dito a ela o seguinte:
Duas vidas atrás, esse menino viveu na Itália, ou o que é chamado de Itália agora. Ele tinha pais ricos e muitas vantagens. Ele cresceu e se tornou um homem amante do prazer que morava com seus pais. Ele ansiava por muita carne animal e outros tipos de boa comida. A família matava um porco e era comida em duas refeições! Tudo o que esse homem queria era comer carne animal e se divertir com as mulheres bonitas que ele conhecia. Finalmente, ele ficou doente e morreu.
Ele renasceu na Alemanha em uma família que achava uma honra comer muita carne animal e engordar. Esse Ego era, então, uma mulher, e ela cresceu e engordou muito e foi considerada a mais bonita daquele lugar, para os padrões de beleza da época. Ela chegou ao estágio em que poderia comer um porco meio crescido sozinha. Ela chegou a um ponto que não queria nada mais além de carne animal para comer. Ela pegou um resfriado um dia e morreu dois dias depois de pneumonia. Seu peso era, então, entre duzentos e noventa e trezentos quilos.
Esse mesmo Ego renasceu no extremo norte com pais esquimós que eram muito pobres e sem instrução. Esse Ego teve os mesmos pais ao longo dessas três vidas, e eles tiveram as mesmas lições a aprender. Sua mãe atual era sua mãe três vidas atrás em algum lugar na Itália. Seu pai era sua mãe na Alemanha, na vida imediatamente anterior a esta.
Nesta vida, a vida deste Ego será muito difícil depois que ele atingir a idade de dezesseis anos, pois ele sofrerá de problemas estomacais e intestinais. Ele aprenderá que a carne animal não é tudo que existe na vida. Ele terá uma tendência a ficar doente por toda a vida. Ele tem muitos aspectos bons em seu horóscopo que mostram que ele pode combater suas tendências de fazer o mal e pode se tornar um homem útil entre seu povo. A história nos mostra que os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras. Também mostra como funciona o Destino Maduro e por que algumas pessoas nascem nas terras frias e áridas das várias partes da nossa Terra.
Vejamos, agora, como os pensamentos das crianças sobre o trabalho da vida delas as afetaram e as afetarão quando crescerem. Muitas vezes, as crianças decidem seu trabalho de vida ainda cedo e seguem seus planos apesar da oposição. Um médico uma vez me disse que estava interessado em primeiros socorros quando criança. Mais tarde, ele fugiu de casa e ficou sete anos e voltou como médico e tem feito esse trabalho útil de ajudar os doentes, desde então.
Outro médico tomou sua decisão muito jovem e foi viajar com seu pai, que era médico. Ele ajudou o pai no trabalho dele e ganhou recursos financeiros para estudar em uma faculdade de medicina tocando em uma orquestra. Depois de terminar sua preparação, ele praticou a medicina por um longo tempo.
Gustave Dor era um bom artista quando criança. Ele ilustrou livros muito cedo e sustentou sua família por muitos anos por meio de sua arte. Ele nunca teve uma aula de desenho. Muitos dos grandes artistas sabiam o que queriam fazer quando eram crianças, e seus pensamentos estavam quase constantemente voltados para a realização de suas ambições.
Uma aluna me contou sobre um jovem judeu que ela conhecia que era o artista mais inteligente que ela já tinha visto. Ela se interessou por ele e o encorajou a fazer muitos desenhos interessantes que encantaram todos os jovens amigos dela. Ele podia ilustrar qualquer coisa e nunca precisou de uma borracha. Ele trabalhou com grande rapidez, completando cada objeto à medida que avançava. Algumas pessoas diziam que esse menino era um gênio e previam que ele se tornaria famoso por seu trabalho.
A Memória da Natureza revelou o motivo da habilidade dele em desenhar tão habilmente. Duas vidas atrás, quando esse Ego era um menino antes, ele estudou arte, música e a língua grega, mas não atingiu seu objetivo. Ele, então, vivia em Memphis, Egito.
Ele morreu e renasceu como uma mulher em uma família abastada em Roma. Ela estudou artes com alguns dos melhores pintores que viviam em Roma naquela época. Ela abandonou tudo para pintar e desenhar. Um dos antigos pintores a tomou como aluna, e ela deu passos rápidos. Ela faleceu antes de se tornar conhecida nacionalmente.
Como o desenvolvimento dela foi tão unilateral, ela renasceu como um menino em uma família cujos meios não são tão adequados quanto eram no passado. Ele deve aprender que todas as coisas cooperam para o bem, e que não podemos abandonar tudo por uma coisa.
Consideraremos algumas crianças modernas com capacidades comuns de aprendizagem. Aqui está o que um garotinho escreveu que queria fazer quando crescesse: “Quando eu crescer, vou ser advogado. Eu quero defender pessoas que não são culpadas. Não vou tentar libertar pessoas que são culpadas. Vou tentar ser bom para as pessoas, e então elas serão boas para mim, e eu vou conseguir um bom dinheiro. Farei um bom trabalho e ajudarei as pessoas que forem presas injustamente a se libertarem.”
Agora, acho que esse menino teve pensamentos muito incomuns sobre o trabalho de sua vida futura, e espero que ele tenha sucesso. Foi-me dito por que ele decidiu ser um advogado. Em uma vida anterior, quando era mulher, esse Ego foi aprisionado injustamente e morreu na prisão. Antes disso, ela desejava ser advogada para poder ajudar pessoas inocentes a saírem da prisão.
Esse desejo era tão forte que ele o trouxe do passado e decidiu se tornar advogado para poder realizar os desejos que sente com tanta força. Ele provavelmente será capaz de fazer isso em sua vida atual.
Outra menina disse o seguinte: “Quando eu crescer, quero ser como Florence Nightingale. Gostaria de ajudar os feridos. Eu também quero ser famosa. Eu gostaria de ter um berçário e cuidar de bebês. Meu irmão vai ser médico e eu gostaria de ajudá-lo.”.
Foi-me dito que ambas as crianças alcançarão seu objetivo. Essa garota é extraordinariamente persistente, e essa persistência a ajudará a obter o treinamento necessário para a enfermagem.
Aqui está um desejo bastante incomum de um menino simpático que é rápido, mental e fisicamente. Ele escreveu o seguinte: “Quando eu crescer, quero ser corredor porque amo correr. Toda vez que corro com um menino, sempre ganho. Há alguns dias, fiz uma corrida com um menino grande e venci a corrida, acredito que poderia ser campeão se tentasse. Eu quero correr para as pessoas e mostrar a elas como os campeões correm. Eu quero ser um corredor e muito rápido”.
Por mais estranho que pareça, a Memória da Natureza revelou que esse menino em uma vida passada foi um dos primeiros corredores romanos. Podemos ver por que ele ainda está interessado em correr, pois em cada nova vida retomamos nossas vidas onde as deixamos na vida anterior e seguimos as mesmas inclinações.
Aqui está o que uma garotinha disse que queria fazer. “Quando eu crescer, quero ser artista, porque meus amigos e minha família dizem que eu sei desenhar bem. Meu pai quer que eu seja enfermeira, mas eu não quero porque não gosto de cheiro de remédio. O que eu gosto é de ir aos meus amigos e mostrar-lhes os desenhos que faço. Gosto de desenhar todos os tipos de coisas. Gosto de desenhar crianças altas e bonitas e belas casas e lugares e muitas outras coisas.”
É interessante saber que essa criança em um vida passada foi um artista na Espanha. Ela praticou pintura por seis anos antes da morte dela.
Ela está sendo influenciada por pensamentos em uma vida passada, como todos nós estamos, conscientes disso ou não.
Uma menina de nove anos disse o seguinte: “Quando eu crescer, quero ser artista. Vou estudar arte nesse inverno. No verão passado, perto de Michigan City, assisti ao pôr do sol todas as noites.
Uma tarde minha mãe me comprou um conjunto de tintas para que eu pudesse desenhar e colorir o céu à noite. Quando eu for para a faculdade, eu quero saber desenhar. Espero ser uma artista algum dia, porque gostaria de desenhar como Michelangelo fez em sua vida”.
Já me disseram que essa criança também é uma artista renascida. Ela tem dezessete anos de experiência. Ela conhecia muitos dos pintores antigos e trabalhou com os de seu tempo. Ela também vai fazer o bem.
Outra criança, um menino, que é um pouco lento na escola, disse que queria ser artista. Ele gosta de desenhar pessoas fazendo coisas.
Disseram-me que há duas vidas ele era um bom desenhista mecânico e trabalhava com alguns professores gregos.
Os pensamentos das crianças fazem muito para moldar suas vidas futuras.
Você já pensou nas razões místicas para nascimentos múltiplos? Vamos investigar esse assunto e ver se podemos descobrir por que alguns Egos retornam ao renascimento como gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e até mesmo como quíntuplos. Os nascimentos múltiplos de pessoas não acontecem por acaso. Eles são amigos íntimos do passado renascidos.
De tempos em tempos, vemos fotos de múltiplos Egos nos jornais. As pessoas se perguntam sobre eles e porque eles nascem como são, quando a maioria de nós vem sozinho. Os Estudantes Rosacruzes que acreditam no renascimento sabem que a verdadeira causa pode ser encontrada na Memória da Natureza, que revela fatos que são obscuros à observação humana comum.
Na história bíblica, lemos sobre gêmeos. Jacó e Esaú eram gêmeos, assim como Perez e Zara, filhos de Judá, netos de Jacó. Sabemos que existem gêmeos desde tempos muito remotos.
Quem já teve contato com gêmeos sabe que geralmente há uma forte semelhança entre eles, e geralmente querem estar sempre juntos. Geralmente, um gêmeo será mais brilhante mentalmente que o outro. Devemos lembrar que cada um de nós é um Ego separado e, embora possamos nascer quase ao mesmo tempo e viver vidas semelhantes, sempre há diferenças.
Durante nossas muitas vidas passadas, desenvolvemos certos talentos e capacidades e negligenciamos outros. Assim, não há dois seres humanos exatamente iguais ou idênticos. Sempre há algumas diferenças.
Gêmeos geralmente desejam se vestir iguais e preferem estar sempre na companhia um do outro quando crianças. Eles podem superar esse desejo mais tarde na vida.
Certa vez, conheci duas jovens que eram gêmeas. Elas foram para a escola e se formaram no ensino médio juntas. Elas frequentavam a mesma igreja e escola dominical, onde uma tocava piano e a outra tocava violino em ocasiões especiais. Tornaram-se boas musicistas e preparadas para ensinar música. Uma era mais bonita que a outra e tinha uma saúde melhor, mas elas tiveram um casamento duplo quando se casaram.
Uma vez encontrei essas garotas na rua, e uma delas mencionou que havia perdido as luvas no caminho. Eu brinquei sobre isso e disse: “Agora, você não está vestida exatamente igual.”
“Ah, eu estou usando uma luva, e a irmã está usando a outra”, disse a garota, e elas mostraram as mãos. Com certeza, elas estavam vestidas iguais até com luvas, e fiquei muito surpreso. Muitos gêmeos são tão parecidos que amigos e parentes dificilmente conseguem diferenciá-los.
Era uma vez duas irmãs gêmeas. Elas se pareciam muito quando eram crianças, e apenas a mãe poderia realmente distinguir uma da outra quando eram muito pequenas.
Mais tarde, elas perderam a semelhança, mas estranhos muitas vezes cometiam erros quando as encontravam.
Essas gêmeas nasceram em 1835 com cerca de vinte e cinco minutos de intervalo, mas tinham o mesmo Ascendente no momento do nascimento.
Elas tinham uma casa confortável e se formaram no ensino médio.
Mais tarde, elas se casaram mais ou menos na mesma época. Uma irmã foi morar numa cidade vizinha, enquanto a outra foi morar a cerca de 800 quilômetros de distância. Elas foram separadas para o resto de suas vidas, exceto por visitas frequentes de ida e volta.
A Memória da Natureza revelou a razão pela qual esses Egos renasceram como gêmeas. Quatro vidas atrás elas estavam em corpos de judeus e viviam em um país onde a Palestina é agora. Elas não eram parentes, então. Dificuldades e sofrimento as uniram quando jovens. Ambos se casaram com judeus e viveram em casas lado a lado.
A amizade delas cresceu ao longo dos anos, porque elas prometeram sempre ser amigas e ficar juntas.
Mais tarde, essas duas amigas foram capturados pelos persas, que invadiram o país. Os maridos foram mortos pelos persas, e as esposas foram levadas para a Grécia e revendidas. As amigas eram ambas de propriedade do mesmo mestre, e elas trabalharam até a morte. Essas mulheres morreram com três dias de intervalo, agarradas uma à outra até o último momento.
Esses Egos renasceram mais tarde como gêmeos no território onde a Grécia está agora. Eles viveram lá e cresceram como cidadãos gregos de bom caráter. Eles se casaram e ambos tiveram filhos. Eles eram parceiros como mercadores marítimos e viviam em circunstâncias confortáveis.
Então, eles morreram e renasceram em Roma como gêmeas. Elas estavam confortavelmente bem. Nessa vida a amizade delas ficou um pouco tensa porque uma irmã era muito mais bonita que a outra.
A irmã gêmea de aparência mais comum tendia a ser preguiçosa; consequentemente, ela não tinha tantos namorados quanto sua irmã bonita. Ela também não se divertia muito. Ela ficou com ciúmes de sua irmã mais popular. Ainda assim, ambas se divertiram nessa vida até aos vinte e cinco e trinta anos.
Naquela época, Roma foi invadida e as gêmeas foram mortas. Elas renasceram pela terceira vez como gêmeos na Inglaterra, e se tornaram comerciantes marítimos naquela vida. As condições forçaram esses dois homens a permanecerem juntos, pois era um caso de sobrevivência do mais apto. Eles tinham que viver usando a inteligência deles. Ambos se casaram e tiveram famílias, e todos moravam no mesmo navio.
Esses Egos não foram separados naquela vida. Eles renovaram seus votos de permanecerem sempre juntos como haviam feito em vidas anteriores.
Naqueles primeiros tempos, homens e mulheres se juravam juntos como amigos para que pudessem ter companheirismo, porque a vida era tão incerta e as pessoas não eram confiáveis.
Eles sentiram a necessidade de um amigo para ajudá-los a viver, pois uma pessoa estava quase indefesa sozinha. Foram necessários dois para cuidar de seus interesses.
Caso contrário, eles poderiam ser roubados e mortos por qualquer coisa que possuíssem de valor.
Esses dois Egos morreram de morte natural quando tinham cerca de cinquenta anos. O tempo de vida era mais curto naqueles tempos.
Esses dois Egos renasceram como gêmeas pela quarta vez em 1855. Essas meninas nasceram nos Estados Unidos, mas viveram separadas por muitos anos e perderam o desejo de estarem juntas. Uma irmã casou-se com o Ego que fora sua esposa quando era homem na Inglaterra e viveu mais de oitenta anos.
A outra irmã se casou com um homem que ela não conhecia antes. Cerca de quarenta anos depois, eles se separaram. Disseram-me que essas irmãs não voltarão como gêmeas na próxima vida, pois as lições que precisavam aprender juntas, por via da amizade, já tinham sido aprendidas. Uma irmã morreu treze meses depois da outra.
Essas gêmeas não eram muito religiosas. Isso porque foram duramente perseguidas por sua Religião quando moravam na Grécia e depois quando moravam em outros corpos em Roma. Nesta vida elas foram mais ou menos indiferentes à Religião, embora seu pai tenha sido superintendente da Escola Dominical em uma pequena igreja metodista por muitos anos.
Assim, você vê como as amizades sobrevivem à morte e quantos Egos podem jurar permanecer sempre juntos e voltar várias vezes como gêmeos.
Para nossa próxima ilustração, tomaremos duas gêmeas siamesas que agora estão “grudadas”. Onde uma vai, a outra tem que ir. Elas nasceram unidas e não podem ser separadas, exceto pela morte. Essas garotas são muito atraentes e amigáveis, e se parecem muito.
Todo mundo que vê essas gêmeas certamente se pergunta por que elas estão nessa situação. Algumas pessoas pensam que foi uma aberração da natureza ou um acidente, mas os Estudantes Rosacruzes sabem que não são esses os casos. As pessoas que acreditam no Renascimento percebem que essa é uma condição que resulta de vidas passadas, que suas vidas devem ter sido intimamente entrelaçadas e que os Senhores do Destino tinham alguma razão para permitir que elas nascessem “unidas”.
Isso é verdade, pois a Memória da Natureza revelou a causa. Essa condição começou duas vidas atrás, quando esses Egos eram meninas. Elas pertenciam a famílias diferentes e viviam com tribos vizinhas ao longo da borda do deserto do Saara. Elas eram o que hoje chamamos de ciganos. Essas meninas eram companheiras de brincadeiras e cresceram juntas. Eles prometeram sua amizade para sempre.
Quando seus grupos se separaram depois de um ano e começaram a seguir em direções diferentes, uma garota entrou na caravana da outra garota e se escondeu. A outra garota cuidou dela e trouxe comida, água e outras necessidades por duas semanas antes que qualquer um dos adultos do grupo soubesse que ela estava com eles.
Quando as pessoas descobriram, não sabiam o que fazer, porque desconheciam onde os pais da menina estavam naquela época. Eles queriam abandoná-la na cidade onde estavam, mas a menina dessa tribo disse ao pai dela que a menina, que era da outra tribo, era sua melhor amiga e que elas queriam ficar sempre juntas.
O pai da menina então silenciosamente levou a amiga de sua filha para a cidade. Em vez de abandoná-la, ele a vendeu como escrava. Ele então foi para casa. Quando sua filha lhe perguntou o que ele havia feito com sua amiga, ele, rindo, disse a ela que a havia vendido como escrava.
“Você não vai se incomodar mais com ela”, disse o pai. “A caravana partirá essa noite e está indo para o leste. Você não verá sua amiga novamente.”
Naqueles dias os ciganos sabiam ver as horas pelo Sol. Quando a menina estimou que eram quatro horas da tarde, ela roubou o cavalo mais rápido de seu pai e cavalgou para ultrapassar a tribo que havia comprado a escrava, ou seja, que estava com sua amiga. Quando a encontrou, juntou-se a ela. “Qualquer destino servirá desde que eu esteja com você”, disse ela.
A vida dessas meninas era muito dura, pois trabalhavam desde cedo até a tarde. Elas foram vendidos e revendidos várias vezes. O último mestre as explorou até a morte. Elas morreram mais ou menos na mesma época, quando tinham cerca de trinta e cinco anos.
O pai da menina lamentou profundamente o ato dela precipitado, pois sabia que vida uma menina teria desprotegida naquela parte do mundo. Ele não sabia onde procurar sua filha e nunca mais a viu naquela vida. Mais tarde, ele disse que, se tivesse percebido o quão profunda era a amizade delas, teria mantido as duas juntas.
Esse homem nunca superou a perda de sua filha. Ele se preocupava com ela constantemente. Ele disse que ela o assombrava. Assim, aconteceu que a vida de todos eles se entristeceu por um ato cruel.
Hoje os seres humanos ainda arruínam suas vidas e as vidas de outros por algum ato impensado, e então clamam a Deus por ajuda.
Na vida seguinte, essas duas amigas renasceram em corpos masculinos.
Eles viviam mais ou menos no mesmo país novamente. Eles renasceram como gêmeos com pais diferentes daqueles que tiveram anteriormente.
Eles viveram boas vidas e fizeram o melhor que podiam. Eles gostavam muito um do outro e excluíam os demais da afeição deles. Eles não se casaram. E eram pastores e viviam bem.
Permaneceram com os pais, mas se opunham a qualquer tipo de autoridade. Eles próprios eram homens, mas odiavam os homens em geral. Isso porque quando tinham corpos femininos, foram muito maltratadas pelos homens. O ódio pairava como resultado das vidas anteriores.
Na vida em que eram pastores tiveram a oportunidade de conhecer o pai da menina que vendeu a outra menina como escrava.
Eles também conheceram o último dono de escravos, que lhes causou tanta miséria e sofrimento. Ele realmente tinha sido a causa de suas mortes precoces. Eles conheceram esses dois Egos que eram, então, mulheres e estavam perambulando na estrada. Elas estavam perdidas e à mercê de qualquer criatura selvagem que passasse (e à noite, em especial, tinham muitos animais selvagens). Essas duas meninas pertenciam a uma tribo de ciganos errantes. Elas ficaram na cidade depois que a tribo partiu. Elas eram as favoritos da tribo e tinham muitos privilégios. Elas queriam ter uma última aventura na cidade e, depois, encontrar sua tribo.
Essas garotas tinham cavalos árabes velozes e esperavam alcançar a caravana. Elas finalmente deixaram a cidade e pegaram a estrada a fim de alcançar a caravana dos ciganos. Depois de terem percorrido cerca de dezesseis quilômetros, um cavalo tropeçou e quebrou a perna; o outro cavalo caiu sobre ele, quebrou o pescoço e morreu. Estava anoitecendo quando elas deixaram a cidade, e as meninas não podiam ver o caminho muito bem. Depois que o acidente ocorreu, elas não puderam continuar. Tentaram ir à pé e alcançar a caravana, mas não conseguiram.
Esses dois Egos, que causaram tanta tristeza no passado, se meteram em uma situação perigosa. Eram garotas solitárias, desprotegidas em um país selvagem e quase desolado e, ainda, à noite. Elas foram recebidos pelos dois irmãos a quem elas haviam feito tanto sofrer em uma vida anterior. Esses irmãos pensaram primeiro em matá-las, pois o ódio existia desde o passado, ainda que inconsciente.
Em vez disso, levaram as duas meninas com eles para casa deles e lhes deram comida e abrigo até de manhã. No dia seguinte, deram a cada menina um cavalo e algumas provisões e as deixaram partir em paz. Por essa bondade, eles fizeram uma boa ação e não criaram nenhum Destino Maduro para si mesmos. Fizeram o papel de “bons samaritanos” e não cederam à tentação de fazer o mal.
Uma das moças queria ficar, pois se sentia atraída por um desses dois homens. Ela era aquela que tinha sido o pai em uma vida anterior de um dos gêmeos. Essa menina implorou para ficar e se ofereceu para ser uma empregada ou até mesmo uma escrava. Os homens lhe disseram que não precisavam de nenhuma empregada e nem de escrava e que ela deveria ir com a outra menina.
Por outro lado, a outra garota, por algum medo desconhecido, queria fugir o mais rápido possível. Ela ficou feliz em ir, mas a outra jovem chorou e saiu com relutância. Assim, elas se separaram dos dois homens, e esses quatro Egos não se encontraram mais naquela vida.
Os pais desses filhos, quando eram gêmeos, são os pais que esses Egos têm na vida atual. Elas estão juntos novamente como gêmeas siameses e permanecerão assim até que a morte chegue até elas.
Quando eles eram irmãos, cerca de mil anos atrás, eles eram tão gentis e obedientes com seus pais que os receberam de volta nesta vida. Naquela vida, esses Egos se uniram por um juramento de amizade. Eles juraram que nada além da morte deveria separá-los.
Quando persistimos em qualquer linha por muito tempo, tornamo-nos cristalizados. Nesse caso, teria sido melhor que não se desejassem um ao outro tão intensamente, pois então poderiam ter corpos normais. Esses Egos deveriam se ligar uns aos outros para viver entre as pessoas e ganhar a experiência necessária. Eles renasceram nessa vida ao mesmo tempo e tiveram o mesmo grau de Ascendente em Câncer. Eles são os chamados gêmeos idênticos. Eles se parecem muito com sua mãe, que também é do tipo Câncer.
Essas meninas estão presas, uma à outra, pelos quadris e pela parte inferior da coluna vertebral. Isso faz com que elas sejam mais curtas do que seriam se fossem separadas. Essas meninas serão solitárias e dependerão uma das outra para companheirismo. Elas se amam, mas não pensam da mesma forma. Os pais são muito apegados a essas meninas e dedicarão suas vidas aos cuidados delas. É bem provável que o forte apego se esgote nessa vida e, quando renascerem, não sejam gêmeos novamente.
Para minha próxima ilustração, temos a história de dois Egos que também estão em uma situação estranha. É um dos casos mais estranhos de gêmeos de que já ouvi falar.
Um dia, eu vi um bebê com quatro pernas e três braços. Perguntei ao pai quando a criança tinha nascido, e ele me disse. Mais tarde montei seu horóscopo, e alguns amigos deram as seguintes informações sobre esse Ego e outro Ego que está habitando o mesmo Corpo Denso.
Esses Egos foram amigos íntimos no passado e cometeram o erro de dedicar muito tempo um ao outro.
Ao voltar ao passado dessa criança, teremos que voltar duas vidas a partir desta para encontrar a causa do problema. Esse bebê era, então, um Ego em um corpo masculino. Ele era um tipo uraniano.
Ele tinha ideias originais e era considerado excêntrico. Ele estava interessado em almas gêmeas e amor platônico. Amava uma certa senhora profundamente. Esse amor foi correspondido, e eles finalmente juraram que estariam sempre juntos e não se separariam em nenhuma vida. Eles não sabiam que a severa lei do universo proíbe ligações tão longas, porque elas retardam o progresso de tais pessoas nesse caminho de evolução.
Naquela vida, esses Egos eram bons amigos, mas não se casavam. Cada um deles tinha uma boa casa e eram respeitados na comunidade, mas não queriam o trabalho de criar uma família. Eles viviam vidas como solteiros. Eles faleceram sozinhos e perderam muitas lições necessárias naquela vida. Eles se dedicaram um ao outro durante toda essa vida, mas negligenciaram seu bem-estar espiritual e não deram oportunidade ou renascimento a Egos que estão na fila do lado de lá e que necessitam tanto renascer aqui. Eles não se esforçaram para melhorar suas condições materiais.
Na vida um pouco antes desta, esses dois amigos voltaram como gêmeos. Eles estavam felizes na presença um do outro e dedicaram suas vidas inteiras um ao outro. As condições das casas deles eram muito mais pobres do que na vida anterior. Isso porque eles não ganharam um lar melhor mantendo o equilíbrio no anterior. Eles renasceram em uma família que tinha vários filhos. Eles eram desajustados para com os pais. Com o tempo, os pais se separaram, o lar foi desfeito, e eles vagaram e tiveram uma vida difícil, mas aprenderam muitas lições necessárias.
Naquela vida, eles não se separariam e se agarrariam um ao outro, acontecesse o que acontecesse. Eles não se casaram naquela vida, mas fizeram um novo voto de permanecerem juntos. Eram pessoas refinadas e de boa aparência, mas não assumiam os deveres e responsabilidades da vida além de se sustentarem.
Eles viveram cerca de mil anos atrás em uma das colônias francesas e eram pardos.
Eles se tornaram proeminentes em sua localidade, mas suas ideias e visões eram diferentes da ordem estabelecida da sociedade. Eles estavam em posições de autoridade, mas abusavam dela e não eram benevolentes. Falharam em fazer justiça e assim acumularam muito Destino Maduro. Eles perseguiam secretamente as pessoas por causa de suas crenças religiosas, pensando que estavam certos e os outros errados. Tinham visões distorcidas sobre Religião. Por causa de sua falta de benevolência para com o público, eles fizeram inimigos secretos e poderosos e não puderam ter um lar estabelecido. Eles se mudavam de um lugar para outro, quando as coisas se tornavam muito perigosas para eles. Mesmo isso não esfriou o apego que tinham um pelo outro. Apenas os ligava mais intimamente.
O Ego em que estamos mais interessados morreu primeiro, e o outro veio logo depois porque ficou muito aflito e desolado. Isso nos traz à vida presente e a esses dois Egos que estiveram tão intimamente associados em vidas passadas. O destino os uniu em um Corpo Denso nessa vida – o menino com a menina “submersa”. O menino era um menino perfeito.
A garota tem duas pernas e um braço saindo da parte da frente de seu corpo, mas sem cabeça. A cabeça etérica e os outros órgãos da menina estão dentro do Corpo Denso do menino. As duas pernas físicas e o braço não podem ser cortados sem causar a morte de ambos. O Ego da menina não pode entrar completamente no Corpo Denso dela por causa da falta de uma cabeça física, e ela fica do lado de fora do Corpo Denso. Ela agora percebe o erro dela. Ficará “amarrada” ao Corpo Denso desse menino até a morte física dela.
Se o menino se concentrar nesse outro Ego preso ao Corpo Denso e conseguir que ela mova as pernas e o braço em reconhecimento consciente de seus pensamentos mentais, então eles podem rever sua lealdade um ao outro e frustrar o destino novamente. Então eles teriam que ser trazidos de volta ao renascimento em diferentes períodos de tempo.
Se esse menino perceber seu erro, de alguma forma ele receberá o conhecimento para entender a causa de sua situação. Então, em uma vida futura, ele retornará como uma mulher normal.
Isso nos mostra duas vidas desperdiçadas e nos ajuda a entender a razão mística dos nascimentos múltiplos. Nem sempre podemos obter e reter as coisas que pensamos que queremos sem pagar um grande preço. Cada Ego é colocado aqui na Terra para aprender as lições necessárias de que necessita. Ele não pode desobedecer ou negligenciar suas oportunidades sem sofrer as consequências.
Quando eu vi essa criança alguns anos atrás, as duas pernas extras e um braço eram apenas cerca de metade do tamanho das pernas e braços normais. Eles estavam presos à parte frontal do corpo do bebê.
Se não crescerem mais, ele poderá viver por aqui por um bom tempo. Mas se eles crescerem e se desenvolverem, o menino ficará em uma condição terrível e será um fardo para a sociedade.
É uma história triste, mas podemos aprender com os erros de outras pessoas, pois a experiência é uma professora querida.
Se os Egos estão intimamente ligados por motivos egoístas, o relacionamento é rompido mais cedo ou mais tarde, mas se os Egos são pessoas devotas que são úteis a todos ao seu redor, o vínculo de amizade pode durar muitas vidas, e ambos os Egos se beneficiarão com isso pelo relacionamento próximo entre eles.
Os Auxiliares Invisíveis sabem que reconhecem facilmente seus amigos à noite, quando estão fora dos Corpos Densos durante o sono. Eles também vão ao Mundo do Desejo e entram em contato com seus amigos e parentes, e não têm dificuldade em reconhecê-los. Quando tais amigos se encontram, eles podem conversar e se fazer entender por meio da linguagem da alma. Corpos Densos não são necessários em tais casos. A amizade sobrevive à morte.
Muitas pessoas sonham em conhecer seus entes queridos que já faleceram e se lembram do que foi dito e de como ficaram felizes ao ver seus amigos. Muitos desses chamados sonhos são acontecimentos reais, como sabem os Auxiliares Invisíveis.
Aqui está a história de uma amizade que sobreviveu à morte.
Alguns anos atrás, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem de cerca de cinquenta anos. Ele era bem conhecido dos Auxiliares Invisíveis. Ele adoeceu e morreu em menos de uma semana, e sua parceira e namorada o seguiram imediatamente. Isso nos mostra o que o amor fará. Mesmo os Anjos do Destino não podem separar Egos que se amam profundamente.
A senhora tinha quarenta e sete anos e era muito bonita. Seus pais eram ricos. Os pais do homem eram pobres e ele tinha muito trabalho a fazer, mesmo quando era um menino que ia para a escola. Quando eram alunos da oitava série, eles se apaixonaram um pelo outro. Este amor durou toda a vida. Eles fizeram o ensino médio juntos e se formaram na mesma turma. A menina foi para a faculdade, e ele foi trabalhar para juntar dinheiro para ir para a faculdade.
Antes da menina sair de casa para cursar a faculdade, sua mãe a fez prometer que não se casaria até que desse seu consentimento. A mãe sabia que a filha amava aquele jovem e esperava que ela o esquecesse depois de passar quatro anos longe de casa. A mãe se opôs a ele porque ele era pobre; ela queria que sua filha se casasse com um homem rico.
A menina não se esqueceu de seu bom amigo, e eles se comunicavam por carta regularmente e eram fiéis um ao outro. Quando a menina se formou na faculdade, ela voltou para casa. Ela disse à mãe que queria se casar com esse antigo colega de escola dela.
Sua mãe se recusou a dar seu consentimento. A menina disse à mãe que eles estavam noivos há cinco anos e mostrou à mãe seu anel de diamante.
Sua mãe ficou extremamente zangada e pegou o anel e o devolveu ao jovem, dizendo-lhe para nunca mais ver sua filha. A mãe disse à filha que se ela fugisse com ele, a deserdaria.
Então os amigos se encontraram na rua e trocaram cartas. Um dia, em uma de suas cartas, a menina pediu a seu querido amigo que lhe fizesse um favor. Ele prometeu que faria qualquer coisa por ela. Ela então deu a ele dois mil dólares e disse-lhe para ir para a faculdade, estudar e obter o diploma de engenheiro.
O homem foi para a escola e se formou com honras. Os amigos trocaram cartas como antes. A jovem alugou uma caixa postal, pois não podia receber suas correspondências em casa, por causa de sua mãe. Mais tarde, o homem obteve o cargo de engenheiro-chefe de minas e tornou-se proeminente e próspero.
O homem novamente a pediu em casamento, e sua mãe disse: “Não”. Ele voltou ao trabalho e um dia escreveu para sua namorada e pediu-lhe que se sentasse todas as noites às sete horas e se concentrasse nele e lhe enviasse uma mensagem, e ele enviaria a mesma mensagem para ela.
“John, eu te amo”, foi sua primeira mensagem, e “Mary, eu te amo”, foi sua primeira mensagem. Depois de alguns meses, eles desenvolveram telepatia mental e a usaram até o momento em que ele morreu.
Quando o homem soube que seu fim estava próximo, chamou sua amada e disse a ela que fosse até ele. Ele estava então na casa de seus pais na mesma cidade onde ela morava. Ele disse a ela para dizer a sua mãe onde ela estava indo. Sua mãe a proibiu de ir. A moça disse a ele por meio do pensamento, e ele disse: “Venha de qualquer maneira”, e ela foi.
Muito tempo antes disso, enquanto este homem estava na mina onde trabalhava, um homem se machucou. O engenheiro foi muito gentil com ele e eles se tornaram amigos. Este homem disse ao mineiro por que ele nunca havia se casado, e o mineiro lhe disse para orar a Deus para que Ele pudesse ajudá-lo. “Pelo menos você pode tentar a oração”, disse ele ao engenheiro, e deu-lhe exemplares de dois livros que explicam os Ensinamentos Rosacruzes.
O engenheiro escreveu e disse a seu amigo para obter cópias desses livros, e ela o fez. Depois disso, esses amigos dedicaram suas vidas a aprender os Ensinamentos Rosacruzes, e o conhecimento lhes deu muita felicidade. Uma noite, eles se encontraram no Templo e desde então estão conscientes na Região Etérica do Mundo Físico. Eles se tornaram Iniciados juntos, se encontraram todas as noites e trabalharam como Auxiliares Invisíveis.
Os Auxiliares Invisíveis estavam no quarto do doente quando sua namorada chegou. Ela foi para o quarto dele e o abraçou. “Por favor, não me deixe”, disse ela. “Se você deve ir, me leve.
“Não”, ele respondeu. “Você tem mais trabalho aqui para fazer.”
“Quando você for embora”, ela disse, “meu trabalho no corpo está feito.”
Como a moça conhecia e praticava, também, os Ensinamentos Rosacruzes, ela invocou os Senhores do Destino para poupar seu amigo, ou para levá-la também. “Eu sofri muito”, disse ela, “e se você o levar, minha vida acabou.”
Nesse momento, sua mãe entrou e exigiu que sua filha voltasse para casa imediatamente.
“Não podemos fazer algo para evitá-la?”, a Auxiliar Invisível perguntou a sua companheira.
“Sim”, ele respondeu. “Apareça diante dela e diga-lhe para ficar quieta. Diga-lhe que ela teve sua filha com ela por quarenta e sete anos e lhe causou muita tristeza e infelicidade, e agora ela deve deixá-la ter alguns momentos de paz.”
“Quando a mãe viu a Auxiliar Invisível e a ouviu falar, ela recuou surpresa e ficou quieta até que tudo acabasse. A filha orou em voz alta a Deus. “Querido Senhor”, ela disse: “Eu o conheço e o amo há quatro vidas e não me separarei dele. Leve-o e leve-me também.”
O moribundo implorou a ela, mas seu pedido caiu em ouvidos surdos. “Adeus”, ele disse a ela, e ele se foi.
“Oh, Deus, ele se foi!”, ela disse, com uma voz cheia de tristeza, e ela caiu sobre o corpo dele e morreu.
Quando o homem se formou fora de seu Corpo Denso, sua amada assumiu sua forma também em seu Corpo de Desejos e o agarrou. “Eu vou com você”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis podiam ver o que estava acontecendo, enquanto ficavam parados ao lado da cama em corpos materializados observando. As pessoas na sala pegaram o corpo da mulher, a deitaram no sofá e chamaram o médico. Quando ele veio, ele disse que ambos estavam mortos.
A mãe da senhora desabou e chorou. “Oh, estou sozinha. O que devo fazer?” ela perguntou.
“É melhor você fazer as pazes com Deus pelo mal que você fez a essas duas belas almas”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Pode levar muitas vidas antes de você atingir o estado de consciência deles. O que você dividiu em vida, a morte juntou para um trabalho maior para a humanidade.”
Este Auxiliar Invisível tinha este pensamento em mente. “Essa senhora morreu de morte natural ou ela quis morrer? Se sim, haverá algum Destino Maduro por causa disso?”
Os Auxiliares Invisíveis disseram aos pais do homem para colocarem os amigos lado a lado na sala e não os embalsamarem. Eles disseram que não o embalsamaria, pois seu filho havia contado tudo sobre o embalsamamento. Eles disseram que também acreditavam nos Ensinamentos Rosacruzes.
Enquanto isso acontecia, a mãe da senhora estava sentada na sala ao lado, observando a Auxiliar Invisível. “Oi, moça”, disse ela finalmente, “eu percebo o mal que fiz. Posso ser perdoada?”
“Sim, se você orar por perdão e dedicar o resto de sua vida ao serviço da humanidade”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“Tenho sessenta e cinco anos e sempre amei o dinheiro e a riqueza”, disse a mãe. “Eu queria que minha filha se casasse com um homem muito rico, mas ela não quis, e todas as minhas investidas contra ela não adiantaram. Eu a fiz manter sua promessa, embora ela implorasse muito para que eu a libertasse. Ela não disse nenhuma palavra sobre isso por dez anos. Ela foi muito gentil comigo e parecia conhecer todos os meus desejos e vontades, e agora vou sentir falta dela. Você pode me levar para o quarto e me deixar vê-la antes de ir para casa? Sinto-me tão fraca agora.”
A Auxiliar Invisível levou a mãe para o quarto. O corpo da moça já estava deitado e coberto com um lençol. A Auxiliar Invisível levantou o lençol e eles olharam para o rosto da moça. Ela tinha um sorriso doce.
“Oh, Deus”, disse a mãe em voz alta, “ela tem seu sorriso de menina. Tenha piedade de mim!”, e ela chamou a filha pelo nome e pediu-lhe que a perdoasse.
“Sim, querida mãe, nós dois perdoamos você”, disse a filha.
“Leia meus livros. Leia primeiro o Conceito Rosacruz do Cosmos e depois leia os dois livros de Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas. Depois disso, leia os outros livros Rosacruzes que estão lá. Adeus.”
Você pode se perguntar como a moça conseguiu falar depois de sua morte e fazer com que sua mãe a ouvisse. A moça que havia morrido já tinha alcançado a Iniciação e ela materializou o suficiente de seu Corpo para poder falar e depois se desmaterializou novamente. Ela recebeu permissão para fazer isso.
Depois de tudo feito, os Auxiliares Invisíveis foram com os amantes unidos para a entrada do Purgatório. Eles não tiveram nenhuma experiência purgatorial para passar. Lá disseram aos dois recém-falecidos que eles poderiam trabalhar até que estivessem prontos para o Segundo Céu. Os Egos recém-partidos disseram que não queriam ir para o Primeiro Céu e então continuaram com seu trabalho. Eles agora são Auxiliares Invisíveis que podem trabalhar vinte e quatro horas por dia ajudando as pessoas e os animais.
Um Auxiliar Invisível questionou a pessoa que disse isso aos dois: “Você pode me dizer o que eu quero saber?”, ele disse. “Esta moça morreu de morte natural ou não?”
“Não, eu não posso lhe dizer”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível entrou em contato com um Irmão Leigo que ele conhecia e lhe perguntou sobre isso.
“Venham a mim”, disse o Irmão Leigo, e os Auxiliares Invisíveis foram até onde ele estava. Quatro outros Seres Superiores estavam lá na época.
“Ela morreu de morte natural”, disse o Irmão Leigo. “Foi previsto pelos Senhores do Destino o que ela faria, então seu Arquétipo foi definido para aquela época.” (Quando nossos Arquétipos se esgotam, morremos.)
Esse Irmão Leigo mostrou aos Auxiliares Invisíveis a vida desses dois amigos durante quatro vidas. Eles se amavam profundamente. Duas vezes eles foram gêmeos, e uma vez eles foram marido e mulher. Na última vida, eles teriam sido marido e mulher para equilibrar as coisas, se a mãe não tivesse interferido. Os Senhores do Destino não punem ninguém cujo amor é tão puro quanto o deles. Essa história mostra que os pensamentos das crianças moldam suas vidas futuras e que a amizade sobrevive à morte.
Aqui está outra história que ilustra as mesmas verdades. Alguns Auxiliares Invisíveis ajudavam em um determinado hospital em outro país. Uma noite, eles visitaram uma senhora muito doente em uma enfermaria. Ela parecia ter cerca de cinquenta anos.
“Você é humano?”, ela perguntou à Auxiliar Invisível que estava vestida como uma enfermeira.
A pergunta surpreendeu a Auxiliar Invisível. “Ora, sim”, disse ela.
“Eu posso ver através de você”, respondeu a senhora doente. “Venha aqui e deixe-me sentir você.”
A Auxiliar Invisível foi até ela e permitiu que ela a tocasse.
“Ora, isso é estranho”, disse a senhora. “Eu posso sentir seus ossos e carne.”
“Como você pode ver através de mim?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Enfermeira, é uma longa história e começou há mais de trinta anos”, continuou a senhora.
“Espere um momento até que eu possa chamar alguém”, disse a Auxiliar Invisível, e ela ligou para outra Auxiliar Invisível que trabalha com ela. Ela veio e disse: “Esta paciente tem uma história estranha para nos contar sobre a vida dela. Você não pode movê-la para um lugar onde ela possa ficar quieta?”
Foi então providenciada a transferência da paciente para um quarto privado. Então ela contou a estranha história dela para as Auxiliares Invisíveis que a escutavam.
“Cerca de trinta anos atrás eu era uma jovem pobre. Ainda sou pobre, aliás. Eu trabalhava como babá em uma família rica. Cuidava de duas crianças de nove e dez anos de idade. O filho mais velho estava na escola. Ele voltou para casa em junho seguinte e eu o vi pela primeira vez. Quando coloquei os olhos nele, desmaiei. Agora, eu tinha visto sua foto várias vezes, mas não teve efeito em mim.
“Enquanto eu estava fora do meu corpo desmaiada, eu estava bem acordada. Eu o vi me pegar, me carregar para o meu quarto, me colocar na cama e me beijar nos lábios. Eu me via como homem e ele como mulher. Nós nos comprometemos a sempre amar e estar um com o outro. Não houve casamento, mas éramos namorados. Eu era uma mulher e ele era um homem. Eu não conseguia entender o que isso significava. Todas as noites, depois disso, eu encontrava esse jovem quando ia dormir e íamos a lugares diferentes. Depois de terminar a escola, ele se tornou advogado e queria se casar comigo. A mãe dele não quis e me expulsou de casa com um mês de salário. Esse homem tornou-se um advogado muito inteligente, mas não se ausentou das noites familiares. Em vez disso, foi para a cama cedo e nos encontramos à noite. Ele sempre parecia tão jovem quanto quando o conheci. Ele morreu cinco anos atrás, e agora só o vejo em longos intervalos. Você pode me explicar isso?”
A Auxiliar Invisível olhou para sua companheira.
“Explique nossos ensinamentos para ela”, ela disse. “Conte a ela tudo sobre a Lei do Renascimento.”
A Auxiliar Invisível fez isso, e a pobre senhora doente ouviu muito atentamente.
“Oh, eu o verei, e ele realmente se juntará a mim?” a senhora perguntou.
“Sim, talvez vocês se encontrem a tempo”, respondeu a Auxiliar Invisível.
“Vocês dois deveriam ter usado o tempo para ajudar as pessoas em todo o mundo. Então suas vidas teriam sido muito mais felizes.”
“Se eu me lembrar e puder falar depois de morrer, eu o farei”, disse ela. “Você poderia, por favor, me trazer um copo de leite?”
A Auxiliar Invisível tocou a campainha e pediu a uma enfermeira que o trouxesse.
“Ela vai desmaiar depois de beber”, disse calmamente a Auxiliar Invisível.
A enfermeira trouxe o leite e deu para a paciente. Ela bebeu e disse: “Oh, está tão frio e bom. Que Deus abençoe a todos. Adeus”. Então ela faleceu.
Depois que a senhora deixou o seu Corpo Denso e moldou o seu Corpo de Desejos no formato do seu Corpo Denso, seu querido amigo veio atrás dela. A Auxiliar Invisível contou a ele como ele poderia trabalhar no Mundo do Desejo. Ele disse que ficaria feliz em ajudar se alguém lhe mostrasse o que fazer.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego da senhora recém-falecida para a entrada do Purgatório. As Irmãs Leigas de lá disseram que ela tinha muito pouco Destino Maduro para purgar.
Essa pobre mulher não tinha parentes, então os pais de seu namorado disseram que pagariam as despesas do enterro dela.
Vou contar mais um caso em que a amizade sobreviveu à morte. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram à casa de alguns ciganos onde uma jovem estava doente. Ela parecia ter cerca de vinte anos. Ela tinha pele escura e olhos escuros. Ela era psíquica e era a melhor entre o grupo de ciganos de quarenta ou cinquenta que viviam naquela vizinhança. Eles a consideravam a rainha.
Quando os Auxiliares Invisíveis entraram em seu quarto, ela mandou os outros saírem e disse que queria ficar sozinha. “Vocês são amigos ou inimigos?”, perguntou a doente.
“Nós somos amigos. Por quê?”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Já fui incomodada por pessoas de quinze centímetros de altura até o tamanho de adultos, e eles não vieram me ajudar”, disse ela.
“Qual é o seu problema?”, perguntou um dos Auxiliares.
“Meu peito e a parte inferior das costas me doem”, disse a menina.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para ela e viram que seus pulmões e rins estavam afetados.
“Quero que você me explique algo que me incomoda há cinco anos”, disse a garota. “Tentei parar e chorei por causa disso, mas não adiantou. Em uma pequena cidade do oeste onde passamos alguns dias, conheci um homem. Ficamos sem palavras à primeira vista, e então nós dois dissemos ao mesmo tempo: ‘Bem, eu encontrei você’. Eu soube imediatamente que estava disposta a me casar com ele e deixar a tribo, mas sabia que se fugisse, minha tribo iria me caçar e me matar. Pedi ao homem para ir conosco, e ele foi por um curto período. Os mais velhos se reuniram e decidiram que ele não poderia entrar no grupo. Meu novo amigo e eu choramos, mas ele teve que me deixar. Fiquei acorrentada em casa ou em um carro por mais de um ano. Por fim, prometi para não fugir. Eu olhava e via onde estava meu amigo e ligava para ele, e ele me atendia. Ele me disse onde morava, e eu escrevi uma carta para ele dizendo-lhe que se sentasse todas as noites às oito horas e me enviasse pensamentos por vinte minutos. Ele fez isso e conseguimos conversar a qualquer momento. (Isso é chamado de transferência de pensamento ou telepatia mental.). Finalmente, uma noite me encontrei com ele e fomos a lugares, mas não conseguimos fazer ninguém nos ver. Eu voltava para casa quando minha mãe me acordava. Pedi a meu amigo que viesse para casa comigo, e ele veio. Em pouco tempo descobrimos a verdadeira natureza de todos no grupo. A única verdadeira era minha mãe. Descobri que se eu fugisse, eles matariam minha mãe depois de acusá-la de ter me ajudado a fugir. Decidi ficar porque eu não suportaria ser a causa da morte dela. Eu contei ao meu amor, e ele conseguiu um bom emprego e começou a economizar seu dinheiro. Ele está esperando por mim agora. Ele é bem-educado e está disposto a levar o caso ao tribunal e libertar minha mãe e eu. Eu não tenho concordado com isso, mas ele ainda vem à noite, só mais tarde, quero me casar com ele e ter uma família. Diga-me, querida senhora. O que está errado. Qual é o problema? Eu nunca prejudiquei uma alma. Estou amaldiçoada?”
“Não, você não está amaldiçoada, mas tem uma bênção disfarçada,” disse a Auxiliar Invisível. E explicou, então, a condição dela para ela de forma muito clara e completa.
“Eu entendo sobre isso agora”, a garota finalmente disse.
A Auxiliar Invisível contou a essa garota sobre a vida passada dela, e como eles se comprometeram a ficar juntos, e como eles seguiram um ao outro como pássaros. Eles nunca se casaram nessa vida. Agora eles renasceram novamente e se encontraram e amaram novamente.
Desta vez, as condições foram dificultadas.
A menina sentou-se na cama com os olhos e a boca abertos, pois ela via o que a Auxiliar Invisível falava. Quando a Auxiliar Invisível parou de falar, ela disse: “Oh, eu sinto que o que você disse é verdade. Senhora Anjo, o que você pode fazer para me ajudar a ir até ele, pois sem ele, a vida é muito obscura.”
Nesse momento, os Auxiliares Invisíveis viram seu amigo entrar. “Vim ver minha namorada, pois esta é a única maneira de vê-la”, disse ele. “Você não pode nos ajudar a nos casar?”
“Vou tentar”, respondeu a Auxiliar Invisível. Ela ligou para uma elevada Irmã Leiga e enviou uma amiga que parecia muito radiante e feliz.
“Primeiro, faça algo pela menina”, disse a Irmã Leiga. Ela disse à garota para vir até ela, e a garota saiu de seu corpo e foi até ela. A Irmã Leiga disse aos dois Auxiliares Invisíveis para trabalhar nos pulmões e rins da menina.
Um Auxiliar Invisível começou a retirar o Éter miasmático – doente – e a garota correu de volta para a Auxiliar Invisível. “Oh, você está me machucando”, disse ela.
“Oh, quem é? Parece que sou duas pessoas. Por favor, diga-me se estou morta ou sonhando?”
A garota ligou para o amigo e ele ficou surpreso com o que havia acontecido. “Eu não sei, querida”, disse ele. “Veja o que aquele Anjo está tirando de você. (Aquele era o Éter doente que a deixou doente.) “Eles devem ser Anjos”.
A garota pensou em si mesma e correu de volta para a Auxiliar Invisível.
“Senhora Anjo”, ela disse, “não me rasgue em pedaços. Você me machucou. Vá embora e me deixe em paz. Não, esse corpo não sou eu, mas me dói do mesmo jeito.”
A Auxiliar Invisível explicou o que São Paulo quis dizer quando falou: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
“Eu não sabia que havia duas de mim”, disse a garota.
Quando a Auxiliar Invisível terminou de trabalhar no corpo da menina, ela disse à Irmã Leiga para dizer à menina para ir para a cama, e ela foi.
Quando ela acordou, disse que toda a sua dor havia passado.
“Jovem, você ama essa garota?”, perguntou a Irmã Leiga ao rapaz.
“Sim, eu gostaria de me casar com ela”, respondeu ele imediatamente.
“Então você pode ficar com ela esta noite”, disse ela. Ela então disse aos Auxiliares Invisíveis para se materializarem, e ela materializou o homem. Ela disse à garota para convocar os Anciãos do grupo dos ciganos. A garota ligou e algumas pessoas correram para o quarto dela.
Quando os ciganos viram os estranhos, eles recuaram surpresos.
“Chame os Anciãos”, a garota ordenou.
Os homens logo chegaram e a Irmã Leiga falou com eles. “Esta garota deseja se casar com este homem, e ela só quer que o Conselho de Anciãos saiba disso para que eles possam dar-lhes sua bênção. Aquele sem pecado se posicione contra isso, e isso será interrompido.”
Ninguém disse uma palavra. “Onde estão seus acusadores?”, perguntou a Irmã Leiga à moça.
“Eu não tenho nenhum”, respondeu a garota surpresa.
As Irmãs Leigas pediram um religioso de uma igreja, e um homem deu um passo à frente. “Case-os”, ela pediu. O homem realizou a cerimônia imediatamente.
A Irmã Leiga virou-se para o homem que acabara de se casar. “Amanhã vai e case-se com ela de novo e tenha seu casamento registrado”, disse ela, “e ninguém vai, jamais, incomodá-lo”.
A Irmã Leiga tirou todo o antagonismo do povo contra a menina e o marido dela, e assim removeu todos os obstáculos.
Ela disse aos jovens o que eles deveriam fazer. Ela contou a eles sobre os Ensinamentos Rosacruzes e onde obter as informações que desejavam. Depois disso, ela disse ao homem que ele poderia ir para casa e que sua esposa o seguiria no dia seguinte. O homem beijou a esposa e desapareceu.
A Irmã Leiga disse às pessoas que a menina estava bem. “Você nunca mais a verão, mas a mãe dela passará seus últimos dias com ela e seus filhos”, disse ela. As Irmãs Leigas pegaram duas das crianças na sala. Então o resto a chamou, e em poucos minutos ela os deixou todos felizes.
Uma das Auxiliares Invisíveis disse à noiva que ela poderia se levantar. Ela aceitou e ficou muito feliz. Os Auxiliares Invisíveis saíram e desapareceram.
Assim, você vê que fizemos amigos em nossas vidas passadas e que são eles que podem nos fazer felizes agora. Se formos amigos e cultivarmos amizades nesta vida, as encontraremos quando voltarmos. Então nossas vidas serão mais felizes e ricas, pois a verdadeira amizade sobrevive à morte e nossos pensamentos moldam nossas vidas futuras.
Capítulo XV
Como o Místico explica o que é um Gênio
Vamos ver o que podemos descobrir sobre a genialidade e como ela funciona na vida de algumas pessoas. Nos vários livros da Fraternidade Rosacruz, é-nos dito muito sobre o gênio e o porquê de algumas crianças mostrarem habilidades marcantes em algumas linhas desde tenra idade.
Todas as boas qualidades que possuímos agora, os lugares que ocupamos na sociedade e tudo o que temos são resultados de nossas próprias ações em vidas passadas. O que nos falta em termos físicos, morais ou mentais poderá ser obtido por nós no futuro, se fizermos o esforço necessário.
Todas as manhãs retomamos nossas vidas onde as deixamos na noite anterior. Nós criamos as condições atuais, sob as quais vivemos e trabalhamos, pelo trabalho que fizemos em vidas anteriores. No momento presente, estamos construindo as condições de nossas vidas futuras. Não devemos lamentar nossa falta de habilidade em várias linhas de empreendimento, mas devemos começar a trabalhar para adquirir as habilidades que desejamos ter.
Quando você encontra uma criança que é capaz de tocar algum instrumento musical habilmente com muito pouco esforço para aprender, enquanto outra criança toca mal, mesmo depois de meses de esforço persistente, você pode ter certeza de que aquela criança se esforçou muito em uma vida anterior para adquirir esta proficiência. A outra criança pode estar estudando música pela primeira vez agora e fará um progresso lento por algum tempo. Ainda assim, se a criança mais lenta persistir, ela pode se tornar tão habilidosa quanto a primeira criança, e pode até superá-la em habilidade, a menos que a primeira criança continue a melhorar.
Vamos a algumas definições para palavra “gênio” que podemos encontrar fazendo algumas pesquisas: “Um gênio é um poder mental muito natural”; “um gênio é uma pessoa que possui grande poder intelectual e muita capacidade criativa”; “um gênio tem grande aptidão para alguma atividade especial, como arte, música, escultura ou algum tipo de mecânica”; “um gênio geralmente é uma pessoa com habilidade extraordinária para fazer uma ou mais coisas”.
No Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, de Max Heindel-Fraternidade Rosacruz lemos o seguinte:
“O gênio é um indício da Alma avançada que, por meio de duro esforço em muitas vidas anteriores, desenvolveu em si mesmo algo mais além das realizações normais da Raça. Ele revela um vislumbre do grau de realização que será posse comum da Raça futura. Ele não pode ser explicado pela hereditariedade, pois essa se relaciona apenas parcialmente com o Corpo Denso, não com as qualidades anímicas.”
Consideremos algumas crianças prodígios que mostram ter uma habilidade excepcional. Já ouvi falar de muitas dessas crianças.
Certa vez, vi uma garotinha de cinco anos tocar muito bem em seu pequeno violino. Levava o trabalho muito a sério e tocava sem nervosismo. Sua atuação agradou muito a uma plateia de crianças que a ouviram com muita atenção. Ela fez um trabalho excepcional na escola mais tarde e amava sua música.
De tempos em tempos, há notícias de alguma nova criança-prodígio, capaz, desde cedo, de realizar proezas musicais, matemáticas, de memória ou qualquer outra coisa que iguale ou supere as habilidades dos adultos que estudaram essas matérias por muitos anos.
Fiquei sabendo de uma garotinha na Rússia que era uma maravilhosa regente de orquestra quando tinha apenas nove anos de idade.
Eu li sobre uma criança negra que morava no estado de Nova York e que foi bem-educada em geografia, ortografia, desenho e outras disciplinas quando tinha três anos de idade.
Uma garotinha de nove anos tocava tão bem um violoncelo que alguns críticos competentes a descreveram como uma das violoncelistas mais brilhantes do mundo.
Uma certa criança de quatro anos fez um exame de história, geografia e ciências populares e recebeu uma nota alta.
As perguntas teriam sido muito difíceis para a grande maioria dos adultos responder.
Dr. Thaddeus Bolton, um educador, disse o seguinte sobre uma criança notável: “Uma das coisas que parece acontecer com frequência às crianças-prodígios é a morte prematura. Um exemplo foi o filho de John Everly, cujo famoso diário é um dos tesouros da literatura inglesa e da história. Com a idade de dois anos e meio, esse menino podia escrever palavras em inglês, latim, francês e gótico. Aos quatro anos, ele traduzia latim e grego para o inglês e conhecia perfeitamente as gramáticas do inglês, francês e latim. Proposições da geometria de Euclides foram lidas para ele para sua diversão. Ele morreu com a idade de cinco anos e três meses”.
Os místicos sabem que essa criança era um estudioso renascido com visão e audição clarividentes. Ele poderia usar sua visão e audição espirituais para fazer essas coisas incomuns. Essa criança pode ter sido morta em batalha, então teve que renascer em um espaço de tempo de um a vinte anos, e, então, teve que morrer como uma criança.
Tal criança recebe treinamento na escola infantil no Primeiro Céu e renasce cerca de mil anos depois. Essa criança, em particular, pode retornar com esses mesmos poderes espirituais, mas, então, ela não estará tão à frente de seu tempo como estava antes. Tal conhecimento será possuído por muitos Egos naquela Era, que estarão muito à frente da nossa Era (a Era de Peixes).
Aqui está uma história de como alguns Auxiliares Invisíveis conheceram uma criança que tinha grande habilidade como artista. Uma noite, esses Auxiliares Invisíveis viram uma garotinha artista que tinha então doze anos de idade. Ela estava ocupada pintando em uma grande sala. Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir vê-la. Eles correram para a casa dela e a encontraram em seu estúdio. Muitas de suas telas estavam no chão e havia algumas pinturas penduradas nas paredes da sala.
A menina estava pintando os retratos de seus cinco irmãos e irmãs em uma grande tela. Ela arrumou as cinco cadeiras em uma fileira, começando com seu irmão, que tinha cerca de onze anos, e terminando com o bebê em uma cadeira alta na outra extremidade. As crianças sentaram-se muito quietas e observaram-na, enquanto ela pintava rapidamente.
Quando os Auxiliares Invisíveis a visitaram, a pequena artista mandou-os entrar e começou a desenhar os rostos das cinco crianças na tela que estava à frente dela e aplicar a primeira demão de tinta. Ela estava pronta para colocar as luzes e sombras mais pesadas. As semelhanças eram excelentes, embora a imagem estivesse apenas pela metade. Ela tinha apenas começado naquela manhã de sábado.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram maravilhados com a habilidade dessa criança e admiraram muito a pintura dela. Eles saíram, se materializaram e tocaram a campainha. A mãe atendeu e um dos Auxiliares Invisíveis perguntou se podiam ver as pinturas da filha dela. Ela os convidou a entrar e mostrou o que a filha dela havia feito.
A mãe é uma boa mulher, mas não é uma Iniciada. A menina é uma alta Iniciada renascida, mas sua família não sabe disso. Eles acham que ela é uma criança talentosa.
Um Auxiliar Invisível perguntou à mãe se a filha dela tinha tido aulas de pintura.
“Não”, ela respondeu, “ela apenas começou a desenhar. Depois usou aquarelas e depois tintas a óleo. Agora ela desenha e pinta para todo mundo”.
Um pouco mais tarde, a Auxiliar Invisível abraçou a pequena artista. “Você me conhece?”, ela perguntou à menina quando eles estavam conversando.
“Sim, eu conheço vocês dois “, disse a criança.
“Então você é uma Irmã Leiga?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
A menina olhou em volta para ver se eles estavam sozinhos e, então, disse: “Sim, voltei para terminar minha pintura”.
“Você sabe onde você morava antes?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim”, disse ela, “vivi na Itália há mais de trezentos anos e conheci todos os grandes pintores. Fui aluna de Michelangelo e Rafael”.
A garotinha não contava quem ela era e se os outros haviam voltado para renascer. Ela tinha todos os tipos de fotos de animais, como tigres, leões, gatos etc. Havia retratos de pessoas que os Auxiliares Invisíveis nunca tinham visto e muitas pinturas de Anjos e Fadas.
Uma elevada Irmã Leiga disse que essa menina havia estudado por muito tempo com os antigos mestres e estava trabalhando sob as instruções de um à noite e que ela se tornaria uma pintora famosa.
A mãe da menina disse aos Auxiliares Invisíveis que sua filha lidera a família com uma mão firme, mas gentil, e nunca deu problemas. “Todo o tempo em que ela era um bebê e uma criança pequena, ela parecia brincar com alguém que eu não podia ver”, disse a mãe. “Depois que meu filho mais velho nasceu, eles se tornaram companheiros e parecem conversar um com o outro sem falar em voz alta.”
“Você tem muita sorte de ter filhos tão bons”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, eu reconheço isso e sou grata”, respondeu a mãe, “e amo minha família”.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o menino mais velho também é um Iniciado renascido, e que ele e a sua irmã saem juntos e trabalham como Auxiliares Invisíveis durante o sono.
Os Auxiliares Invisíveis visitantes não podiam ficar até que a jovem artista terminasse o quadro. Mais tarde, eles voltaram e viram a foto completa e foi adorável. Pense em uma menina de doze anos que poderia pintar os retratos de seus cinco irmãos e irmãs em uma tela em um dia! Eu acho que foi uma coisa incrível para qualquer um fazer. Uma criança tão talentosa é o que o mundo chama de gênio. Essa criança é uma artista agora porque se especializou em arte em vidas anteriores e dedicou muito tempo e esforço à pintura.
Os Auxiliares Invisíveis, muitas vezes, entram em contato com crianças avançadas que foram músicos, artistas, inventores ou qualquer outra coisa importante em vidas anteriores. Por exemplo, certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam caminhando à noite e viram uma casa em que a luz de um dos quartos estava acesa. Uma criança estava sentada sozinha pintando em alguns tipos de placa.
Os Auxiliares Invisíveis entraram e viram que ela era uma pequena artista e era uma boa pintora. A sala estava cheia de fotos que ela havia feito. Parecia que ela cobria tudo o que tinha com todos os tipos de fotos. Havia fotos de Anjos, Fadas e Gnomos. Essa criança levantou-se à noite e pintou o que ela lembrava de ter visto, quando estava fora de seu corpo durante o sono. Os Auxiliares Invisíveis a viram assim que ela completou as imagens de uma segunda placa. As duas telas tinham Fadas e Anjos nelas.
Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a conversar com os pais dela e explicar sobre a criança para que eles a entendessem melhor e não interferissem na pintura dela. Os Auxiliares Invisíveis saíram e um deles se materializou e bateu à porta.
Os pais acordaram e deixaram a Auxiliar Invisível entrar. A Auxiliar Invisível contou ao pai e à mãe da criança sobre sua filhinha.
“Minha filha parece ser diferente das outras crianças”, disse a mãe. “Ela se levanta à noite, senta e pinta quadros. Tenho me perguntado o que fazer com ela.”
“Sua filha é uma criança avançada e ficará bem quando crescer”, disse a Auxiliar Invisível aos pais.
“Temos um artista morando conosco”, continuou a mãe. “Nossa filhinha ia pegar as tintas dele e usá-las à noite. Quando ele descobriu como ela pintava bem, ele nos disse para deixá-la usar as tintas e pincéis dele. Ele disse que estava perfeitamente disposto porque ela poderia fazer tão bem e tinha tanto talento natural. Ela adora pintar em telas brancas.”
“Você deve deixá-la em paz e permitir que ela se desenvolva normalmente e pinte o que quiser”, disse o Auxiliar Invisível. “Sua filha é uma Iniciada renascida. Ela tem pintado as coisas maravilhosas que ela viu. Ela tem um desejo interior de se expressar e pode fazer isso melhor por meio das pinturas. Quando ela acorda e se lembra de ter visto lindos Espíritos da Natureza e Anjos, ela só precisa se levantar à noite e desenhar, ou pintar o que ela se lembra.”
Os pais ficaram muito aliviados ao ouvir isso e satisfeitos em saber da real capacidade da sua filha. Algum dia os vizinhos vão dizer que essa criança é um gênio por causa de seu trabalho artístico inteligente. Dirão que ela tem capacidade criativa e grande imaginação. Eles podem nunca saber que essa garota viu tudo o que ela pintou.
Essa história também é uma prova de renascimento, pois sabemos que nem todas as crianças se levantam à noite e desenham Anjos e Fadas que são lindos e parecem reais.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram um garotinho caminhando em um campo perto de uma casa de fazenda. Ele disse que se levantava cedo para ir brincar com as criancinhas que via em certos lugares.
Ele quis dizer os Gnomos e Fadas. Certas crianças veem Fadas e têm companheiros invisíveis. Conheço dois bebês que podem ver pessoas e Espíritos da Natureza que a maioria das pessoas não pode ver. Já vi esses bebês deitados na cama, erguendo as mãos, olhando para alguma coisa, conversando e arrulhando como se estivessem se divertindo muito. Eles sorriem e agem como se alguém os estivesse entretendo de alguma forma.
É bastante claro que esses bebês veem alguém de quem gostam e em quem confiam perfeitamente.
Eu li que todas as crianças são clarividentes, pelo menos durante o primeiro ano de suas vidas, e que depende da espiritualidade das crianças quanto tempo elas manterão essa visão ampliada. A atitude dos pais tem algo a ver com isso.
Quando os pais zombam do que os filhos dizem que veem, isso os magoa, e eles logo aprendem a excluir as cenas das quais seus pais riem e se recusam a acreditar, ou aprendem que é melhor guardar todas essas experiências para si mesmos; nesse último caso eles vivem mais dentro de si mesmos. Então os pais perdem muita alegria que de outra forma experimentariam.
Em um certo jornal de domingo apareceram quatro fotos de uma garotinha que tinha alguns animais de estimação estranhos. Na primeira foto essa criança tinha um ano de idade. Ela é mostrada sentada em uma cadeira alta brincando com uma grande cobra que cobre a maior parte da bandeja da cadeira.
A segunda foto mostra a mesma criança quando ela tinha seis anos. Ela está sentada em uma cadeira com uma grande cobra no colo.
Ela está segurando a cobra com a mão direita pelo pescoço e apontando um dedo da mão esquerda para a boca aberta da cobra. Ela está sorrindo e parece estar gostando de brincar com seu animal de estimação incomum.
Na terceira foto, a garotinha está na calçada com a mesma cobra grande enrolada duas vezes no pescoço e pendurada com a cabeça e o rabo quase até os joelhos. Ela está segurando seu gambá de estimação por uma coleira. O gambá parece estar com pressa para continuar a caminhada que foi interrompida pelo fotógrafo.
Na quarta foto a criança está sentada em uma caixa coberta com arame. Essa é provavelmente a gaiola em que ela mantém um de seus animais de estimação estranhos. Ela está segurando uma linda raposa de estimação em seus braços.
Há uma história interessante sobre ela que não saiu no jornal. A Memória da Natureza revelou o seguinte sobre essa criança. Quando ela era um menino em uma vida anterior, ela morava perto da parte superior do Rio Nilo. Um dia ela viu duas cobras brigando. Sem saber do perigo, ela subiu e as impediu de lutar. Ela fez amizade com as cobras, as levou para casa e expulsou todos de casa. A família logo viu que as cobras não machucariam o menino e então os deixaram em paz. Essas cobras não incomodariam o menino, sua família ou seus amigos.
Essas cobras seguiram esse menino por toda parte e tomaram parte na floresta contra outras coisas que tentaram prejudicá-lo.
Com a ajuda dos Espíritos-Grupo, ele conseguiu fazer amizade com tudo na selva ao seu redor, desde a menor coisa até a maior criatura da selva.
O menino lutava por seus amigos, quando alguém tentava machucá-los ou matá-los. Até os pássaros se tornaram seus amigos.
Agora, se ela conseguir fazer tanto nesta vida, as pessoas dirão que ela é um gênio. Dependerá de seus pais se ela recuperará seu poder sobre os animais e pássaros nesta vida e fará progresso espiritual.
Esta é a história de um bebezinho que conseguia pronunciar seu nome. Um dia, um artigo incomum apareceu em um jornal diário. No topo apareciam estas palavras: “Três dias de idade e pronuncia seu nome. Enfermeiras atestam isso”.
O artigo era o seguinte: “As enfermeiras do hospital St. Luke recomendaram hoje que todas as outras crianças prodígios ficassem em segundo plano”.
“Elas falaram de uma menina de três dias, capaz de pronunciar o próprio nome. E elas se ofereceram para dar provas auditivas a todos os céticos.”
“A criança notável é filha de ————.”
Alguns Auxiliares invisíveis viram esse artigo e uma noite foram ver o bebê que fala. Quando chegaram lá, o bebê estava dormindo. Eles o acordaram e disseram a ele para dizer seu nome.
O bebezinho disse seu nome muito claramente e os dois puderam entender.
Os Auxiliares Invisíveis foram informados de que esse bebê é uma criança muito avançada que renasceu. Eles viram que ela tinha um Corpo-Alma totalmente desenvolvido. Essa criança pode ser muito talentosa quando crescer, e o mundo pode chamá-la de gênio.
Três anos atrás, vi a foto de uma criança em um jornal de domingo que me interessou muito. A história em conexão com a foto fala sobre uma garota que fez de uma grande cobra píton o animal de estimação dela.
Um dia, um membro de uma expedição científica encontrou essa garotinha e seu animal de estimação enquanto ele passava por uma aldeia Moro no arquipélago de Sulu. O homem viu que a enorme cobra píton estava enrolada em volta da criança e tinha a cabeça apoiada no ombro dela e disse que a visão lhe deu arrepios.
O pai da menina disse a ele que seus medos eram desnecessários, pois a cobra píton e sua filhinha eram grandes amigas. Ele passou a dizer ao homem que elas brincavam juntos desde que a criança tinha cerca de dois anos de idade. Naquela época, ela estava cambaleando no quintal sob uma árvore frondosa na frente de sua casa. Ela se firmou contra o que parecia ser uma grande videira pendurada em um galho da árvore.
Isso despertou a cobra píton que estava suspensa na árvore, e ela imediatamente se enrolou em volta da criança. Algumas mulheres viram o que havia acontecido e gritaram pelo pai da criança. O pai saiu correndo e ficou surpreso ao ver que a cobra píton estava sonolenta e tranquila e que sua filha tagarelava alegremente e esmurrava a cobra com os dois punhos. Ele disse à mulher assustada que era a vontade de Alá. Ele não tentou desalojar a cobra por medo de hostilizá-la e fazer com que ela esmagasse e matasse seu bebê.
A cobra parecia ter um carinho real pela criança e voltava tantas vezes para visitá-la que os moradores já se acostumaram a vê-las juntas. A visão é suficiente para arrepiar os cabelos de um estranho e fazê-lo fugir daquele lugar.
Lemos sobre muitas amizades estranhas entre seres humanos e membros dos reinos animais, e entre animais que geralmente são antagônicos entre si, mas a amizade entre uma criança e uma píton de seis metros é realmente incomum.
O escritor disse: “A serpente é tão afetuosa quanto um gatinho com sua dona de olhos puxados e cabelos pretos”.
Alguns Auxiliares Invisíveis queriam ver essa garotinha e sua cobra e então uma noite eles foram vê-la. Eles a encontraram acariciando a cobra. O Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para ir até a cobra. Ela estava com medo no começo, mas ela foi até lá. Quando a cobra a viu, se endireitou, veio ao encontro dela e abriu a boca mostrando a língua. A cobra parou aos pés da Auxiliar Invisível e ela se sentou. Ela colocou a cabeça no colo da Auxiliar Invisível que a acariciou suavemente. A cobra se enrolou em torno da Auxiliar Invisível e deitou a cabeça no peito dela. Ela certamente era uma pessoa elevada espiritualmente!
A garotinha logo chamou a cobra para perto de si, e saíram juntas e os Auxiliares Invisíveis continuaram. Parece estranho que essa cobra e a criança sejam companheiras de brincadeiras, mas a amizade pode ser explicada. As cobras pítons estão sob um Espírito-Grupo que é muito sábio. Esse Espírito-Grupo pode ler na Memória da Natureza. Ele devia saber que essa criança não merecia uma morte violenta e influenciou sua pupila a ser amigável com ela. Sem dúvida, essa criança foi gentil com os animais em suas vidas passadas e os Espíritos-Grupo de todos os animais irão ajudá-la, influenciando seus pupilos a serem amigáveis com ela.
Os Auxiliares Invisíveis foram posteriormente informados de que essa criança é um Iniciado e tem um Corpo-Alma desenvolvido e pode trabalhar como Auxiliar Invisível à noite.
É bem provável que ela tenha algum trabalho importante a fazer com seu povo naquela terra distante.
Agora vou falar sobre um homem que foi um verdadeiro gênio em sua vida passada. Dizem que ele nunca foi à escola. Ainda assim, ele dominava o hebraico, o grego, o sânscrito, o cuneiforme assírio e os hieróglifos egípcios. Esse homem interessante tornou-se um mestre autodidata dessas línguas difíceis.
Esse homem era filho de um camponês pobre que não tinha dinheiro para mandá-lo para a escola. No entanto, ele obteve uma educação maravilhosa e se tornou um filósofo conhecido. Ele também foi poeta e publicou alguns volumes de poesia.
Ele nasceu em um momento muito favorável para ser bem-sucedido no trabalho que faria.
Esse homem tinha um grande desejo de conhecimento oculto e místico e queria se tornar um melhor servo de Deus e assim ajudar os outros. Ele desejava transmitir seu conhecimento a seus amigos e ao público, mas, como era de se esperar, o público se recusou a ouvir.
Agora, vamos dar uma olhada na Memória da Natureza e ver o que aconteceu no passado distante. Cerca de dois mil anos atrás, vivia um homem na Europa Central que era muito propenso a negligenciar suas oportunidades de autoaperfeiçoamento. Ele teve uma boa oportunidade de se tornar altamente educado e poderia ter sido um bom professor. Ele também era capaz de ser um favorito social e se divertir. Ele adotou a linha de menor resistência e aproveitou a vida ao máximo. Então, ele perdeu a oportunidade de desenvolver suas faculdades mentais. Mais tarde na vida, ele percebeu seu grande erro, mas era tarde demais para começar e terminar qualquer coisa nova, e ele logo faleceu com dúvidas e arrependimento.
Na vida seguinte, esse Ego renasceu como uma mulher com Ascendente em Câncer. Ela amava seu lar e queria ficar nele. Como ela havia negligenciado suas oportunidades de progresso, tanto mental quanto material na vida anterior, ela renasceu em uma família pobre para que pudesse aprender as lições necessárias que havia negligenciado. Essas lições deveriam agora ser aprendidas em circunstâncias difíceis.
O lar dela era simples e seus pais eram bons para ela. Eles foram rígidos com ela e lhe deram a entender que ela tinha que ganhar tudo o que ela queria ou precisava. Isso, por sua vez, desenvolveu sua vontade. Também a fez pensar e prestar atenção nos oprimidos, sem instrução, mutilados e aflitos. Também nasceu nela um grande desejo de educar todos os que cruzavam seu caminho. Ela tinha uma educação escassa e pouco dinheiro. Ainda assim, ela tentou ajudar tudo o que pôde.
Seus pais poderiam tê-la ajudado mais, porém estavam ansiosos para que ela desenvolvesse autossuficiência. Eles queriam que ela dependesse dos seus próprios recursos. Eles não acreditavam que castigos corporais a educariam como precisasse. Eles perceberam que os desejos dela precisavam ser refreados e que sua energia deveria ser direcionada para caminhos úteis. Por causa dessa disciplina rígida e do trabalho exigido dela por seus pais, ela cresceu com uma educação limitada. Sua educação prática desenvolveu um Coração e uma Mente compreensivos que provaram ser de grande valor para ela na próxima vida, quando ela renasceu como homem.
Mais uma vez, ela renasceu mais ou menos na mesma parte da Europa. Ela teve como pais alguns de seus companheiros da segunda vida anterior, quando ela dedicou toda a sua vida ao prazer. Esses pais tiveram que aprender as mesmas lições que ela e eram extremamente pobres. Eles não tinham nada para dar a ela, exceto um Corpo Denso, amor e bondade. A família estava feliz em sua casa simples. Não havia luxos para ninguém ali. Eles tinham uma casinha de quatro cômodos com algumas flores na frente.
O pai fazia qualquer trabalho que encontrava, mas ganhava pouco dinheiro. Ele tinha bons amigos, mas eram tão pobres quanto ele e não podiam ajudá-lo financeiramente. Ele estava esperançoso e tentou incutir esperança na família. A mãe fez tudo o que pôde pela família com o que tinha.
Em sua última vida, este homem tinha uma Mente que poderia ser desenvolvida além de seus sonhos mais loucos, e ele foi capaz de reter o que aprendeu e transmiti-lo aos outros de maneira clara e concisa.
Diz-se que esse homem era capaz de dominar cinco línguas antigas. Como ele fez isso? Seu mapa astrológico mostra que ele nasceu em uma época muito favorável e tinha um Corpo Denso e uma Mente muito desenvolvidos. Isso mostra que ele receberia muita ajuda de outros.
Ele tinha a habilidade de pronunciar as palavras difíceis de línguas estrangeiras e um amor pela realização. Ele tinha uma boa memória retentiva e a capacidade de transmitir seu conhecimento aos outros.
Ele era ativo e enérgico e tinha a persistência necessária para levar seus projetos a uma conclusão bem-sucedida.
Como esse Ego aprendeu hebraico, grego, sânscrito, cuneiforme assírio e hieróglifos egípcios? Na vida anterior, ele viu a necessidade das pessoas serem ensinadas em sua língua materna e decidiu realizar suas ideias e ensinou-as em sua própria língua. No renascimento, quando escolheu uma vida de prazer, aprendeu que ela lhe proporcionava apenas uma felicidade temporária. Então, em sua última vida ele dirigiu sua energia em linhas construtivas e viveu de acordo com os Aspectos benéficos em seu horóscopo.
Em certo sentido, ele “governou suas estrelas”. Exerceu sua vontade de superar tendências adversas e conseguiu tão bem que se tornou um verdadeiro gênio, um mestre de línguas, autodidata. Acredito que em vidas passadas esse homem viveu nos países onde essas línguas eram faladas e estudou línguas.
Se não acreditássemos no renascimento, não poderíamos explicar a habilidade desse homem. É provável que esse homem tenha passado muito tempo viajando pela Palestina, Egito, Grécia e outros países.
Ele era um estudante consciente dos Mistérios daquela parte do mundo. Ele era um Auxiliar Invisível e aprendeu muito em suas viagens, de seu corpo. Como ele tinha visão espiritual, ele poderia facilmente ser ajudado pelos Irmãos e Irmãs Leigos que o ajudavam a progredir. Como ele tinha audição espiritual, ele podia entender o significado de palavras e sinais desconhecidos. Assim, ele poderia continuar seus estudos sozinho e progredir rapidamente.
Ao viajar pessoalmente em terras estrangeiras, ele foi bem-recebido pelas pessoas em posição de autoridade. Sem dúvida, foram mostrados a ele documentos e registros antigos que o ajudaram em seus estudos.
Ele conhecia a psicometria e quando pegava ou tocava essas coisas, podia descobrir o que havia acontecido no momento em que foram escritas e sobre as pessoas que as escreveram.
Ele ensinou publicamente e em particular e transmitiu seu conhecimento livremente aos outros. Dessa forma, ele se preparou para receber mais e mais instruções. Esse homem era um Ego avançado que havia se desenvolvido a um estado elevado por esforço persistente em muitas vidas anteriores e, assim, em sua última vida ele realizou uma tarefa aparentemente impossível e fez muito para ajudar a humanidade.
Certo dia, li um artigo em um jornal sobre um menino que foi ordenado evangelista aos sete anos de idade. Alegou-se que esse menino poderia pregar em sete idiomas. Um amigo investigou e descobriu que esse menino tem uma habilidade incomum.
É provável que esse menino será original e independente, enérgico, ambicioso e engenhoso. É provável que ele se beneficie de amigos influentes que estarão em posição de ajudá-lo. Ele deve ter capacidade executiva e ser bem-sucedido na vida pública. Essa criança deve ser bem-sucedida como oradora pública, pois são indicadas habilidade oratória e um bom fluxo de linguagem.
Essa criança pode se tornar um orador inspirador com habilidade profética que o ajudará a realizar o trabalho de sua vida, seja ele qual for.
Disseram-me que esse Ego estava vivo durante o tempo em que Jesus andou na Terra e que ele foi um profeta naquela vida quando era homem. Na vida seguinte, ele era uma mulher que vivia na Inglaterra no ano 1.000, pouco antes do duque da Normandia ir para lá. Esse Ego renasceu como um garotinho em nosso tempo, e ele é uma criança avançada que será capaz de falar muitas línguas regulares com o tempo.
Certa manhã, um homem estava sentado olhando para um jornal e ouvindo uma doce música que estava sendo tocada em algum lugar.
Essa música suave era como aquela tocada nos tempos antigos. Alguém disse ao homem por meio do pensamento que essa música era obra de um gênio.
Então ele viu a atividade de um gênio do mal que tem trabalhado para prejudicar as pessoas por várias vidas. Ele viu devastação e desolação em terras da Irlanda ao Egito. Ele viu alguns frades andando pelo país ajudando os caídos que estavam vagando. O homem pensou que esse estado de coisas havia sido causado por algum tipo de selvageria. “Oh, que pena de tudo isso”, disse ele. “O que é gênio e como os gênios são feitos e quem os faz?”, ele perguntou.
Então ele viu um homem que parecia ter vivido cerca de três mil anos atrás. Esse homem estava em uma cabana tentando cozinhar alguma coisa. Ele tinha um olhar muito cruel e selvagem em seu rosto. Ele saiu e experimentou o que estava cozinhando em uma multidão de pessoas e todos caíram mortos por causa do que ele lhes deu para comer. Ele parecia estar feliz com o sucesso de seus esforços para causar a morte dessas pessoas. Ele sumiu de cena e depois voltou em tempos mais recentes.
Na segunda série de imagens da Memória da Natureza, esse Ego tinha um laboratório simples. Ele estava fazendo algum tipo de gás em forma de pó em seu laboratório. Ele experimentou em vacas e porcos e qualquer coisa que estivesse viva e se movesse. Ele pegou um pouco de sua coisa em pó e colocou em uma tigela de barro e cobriu.
Ele então acendeu uma fogueira sob a tigela e ela explodiu. Ele entrou em estado de êxtase com seu experimento. Em seguida, seguiram-se cenas de destruição e morte em todos os lugares, devido à sua invenção mortífera. Naquela vida, esse Ego maligno renasceu na raça chinesa.
Houve um branco de alguns minutos que indicava a passagem do tempo. Depois disso, o homem que estava vendo essas cenas viu o mesmo Ego em um laboratório moderno com muitos homens ao seu redor fazendo todos os tipos de produtos químicos. Ele os viu colocando o composto em projéteis, aviões, barcos, etc. Esse homem estava em algum país em um laboratório químico preparando-se para um tipo de guerra mais mortal. Podemos ter certeza de que a Lei de Causa e Efeito cuidará desse homem no devido tempo e ele terá que pagar caro por seu trabalho.
Existem mais gênios bons que fazem o bem para a humanidade do que gênios maus que fazem o mal. Se isso não fosse verdade, o mundo já teria sido destruído há muito tempo. O verdadeiro gênio é uma pessoa que faz seu trabalho filantrópico para a humanidade discretamente, sem pensar em recompensa alguma imediata por seu trabalho. Algumas dessas pessoas nunca são ouvidas até muito depois de terem morrido. A história nos dá muitos exemplos de tais pessoas. Alguns dos melhores pintores e músicos fizeram seu trabalho em circunstâncias muito difíceis. Alguns deles quase morreram de fome enquanto faziam seu melhor trabalho. Eles foram desvalorizados enquanto viveram e agora o mundo busca honrar sua memória. Existem gênios de várias linhas que estão ajudando o ser humano em sua evolução.
Disseram-me que os prodígios são, na maioria das vezes, Egos que quase gastaram seus dons. Eles morrem ou seus dons especiais desaparecem. Isso se deve ao Ego descansando sobre os louros. Tal pessoa recebe sua recompensa pelo esforço que colocou em seu trabalho para merecer qualquer dom que possa ter.
Por outro lado, existem alguns Egos que continuam seu trabalho com maior esforço e se tornam verdadeiramente grandes. Eles dão à humanidade algumas de suas maiores bênçãos. Deixam de ser prodígios e passam a ser servos de Deus e da humanidade. O conhecimento dos Mundos espirituais torna-se sua herança. Então eles trilham o caminho da santidade, e o mundo se torna seu lar e todas as pessoas são seus irmãos e suas irmãs.
É sábio e bom que o ser humano deveria se tornar um gênio, pois então ele pode se tornar verdadeiramente um servo de Deus. Ninguém precisa sentir pena de si mesmo, pois qualquer um pode se tornar grande aos olhos de Deus e dos seres humanos, se fizer o esforço adequado e tiver fé em si mesmo. Sem esforço e fé nada pode ser realizado.
Capítulo XVI
A Vida de um Auxiliar Invisível é Alegre ou Triste?
A vida de um Auxiliar Invisível é ao mesmo tempo alegre e triste. Quando os Auxiliares Invisíveis são enviados em missão para curar ou socorrer os enfermos ou doentes, eles ficam satisfeitos e felizes quando conseguem realizar seu trabalho satisfatoriamente. Eles ficam satisfeitos com a gratidão das pessoas a quem ajudam. Eles vão a muitos lugares interessantes, encontram outros Auxiliares Invisíveis e os veem trabalhando. Frequentemente visitam Irmãos e Irmãs Leigos e recebem muitos conselhos úteis para si e para os outros.
O encorajamento e a ajuda que recebem os sustentam em sua vida diária e os ajudam a redobrar seus esforços para fazer progresso espiritual.
Os Auxiliares Invisíveis ficam tristes quando veem pessoas que se envolveram em atividades que foram a ruína delas. Eles ficam tristes quando veem pessoas na prisão ou em algum lugar de confinamento e não conquistaram o direito de serem ajudados por eles. Os Auxiliares Invisíveis ficam tristes ao conhecer pessoas que escolheram seguir outros em modos de vida errados. Os Auxiliares Invisíveis sentem compaixão das pessoas que perderam os entes queridos delas e se sentem tristes e sozinhas.
Faz com que os Auxiliares Invisíveis se sintam mal ao ver os animais sofrerem com a falta de comida, água, cuidados e consideração adequados. Eles sentem grande tristeza pelos animais que são mutilados e passam fome em cruéis armadilhas, que são sacrificados para servirem de alimentos ao ser humano e de outras maneiras. Eles sentem compaixão dos Espíritos-Grupos dos animais que são levados a morrer em incêndios, explosões, em campos de batalha e em outros lugares.
Em primeiro lugar, contarei a vocês um encorajamento que um Auxiliar Invisível recebeu um dia de um bom amigo a quem foi visitar.
“Você tem uma filosofia, ou ideal, que eu gosto, e ela irá sustentá-lo enquanto você se apegar a ela”, disse o Irmão Leigo ao Auxiliar Invisível.
“Qual é essa filosofia ou ideal que nem eu sei que tenho?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Você é muito frugal consigo mesmo e muito liberal com os outros”, respondeu o Irmão Leigo. “É da natureza do ser humano querer o que não tem e desejar estar onde não está. Esse desejo produz progresso, inspira esforço e é a mola mestra de muitas realizações úteis.”
“Afortunado é o ser humano que pode criar para si um mundo de utilidade que nutre ambições exaltadas. É essa utilidade aliada à capacidade de trabalho e ao entusiasmo que, se motivada pelo conhecimento dos verdadeiros valores humanos, tende a alargar o nosso horizonte para empreendimentos proveitosos. Eles estimulam nossos interesses em atividades valiosas que inevitavelmente levam a uma vida totalmente ocupada, e uma vida ocupada significa segurança, progresso e felicidade contra estagnação, carência e decadência.”
“No peito humano existem esperanças e aspirações cristalizadas que anseiam por serem satisfeitas, tentando encontrar expressão, como poderosos riachos surgindo e buscando saídas para o vasto mar azul. É esse anseio incessante por algo bom, algo melhor, algo positivo, o que nos mantém trabalhando, sem desviar o olhar, até atingirmos os fatores que acreditamos que poderiam melhorar nossa sorte.”
“É esse desejo inato de progredir que nos impulsiona para o nosso objetivo, a realização de ambições acalentadas, quer alcancemos ou não o nosso objetivo final, porque existem tantas probabilidades contra nós e tantos obstáculos que temos de vencer. A chama interior atua como uma influência natural e energizante que nos leva adiante nas estradas e atalhos da vida, buscando infinitamente, buscando pacientemente por algo real, algo belo, algo que possa trazer alegria duradoura.”
“O romance da vida e o negócio de viver, com todas as suas complexidades, requer uma filosofia sólida e prática, bem como uma filosofia bela e inspiradora. Uma filosofia boa e profunda pela qual alguém se propõe a viver tem uma tremenda influência na formação de suas ideias e de seus ideais. Seu afeto é profundamente a própria existência. Se esse tipo de filosofia é mantido constantemente diante de nós, deve servir como uma força motivadora que normaliza toda a nossa conduta e comportamento. Ele nos dá uma perspectiva mais clara que nos faz olhar para o mundo em uma luz mais gentil, que nos dá uma visão otimista da vida, que transmite o toque humano.”
“É esse ideal ou filosofia que nos permite suportar os fardos da vida e entender os problemas desconcertantes da vida.”
“Isso nos fornece uma visão mais sensata e uma compreensão mais ampla em seu tratamento e solução. Essa filosofia nos proporciona um espírito mais amplo de caridade e tolerância com nossos semelhantes.”
“Fornece-nos uma compreensão aguda das manifestações da natureza humana. Ele tempera nossa disposição. Permite-nos ajustar-nos às diversas circunstâncias da vida.”
“Isso nos fornece a coragem e força moral para enfrentar as duras realidades e incertezas da vida. Em outras palavras, essa filosofia nos fornece um senso de proporção, equanimidade e uma atitude reconfortante tão necessária e vital neste mundo turbulento.”
“Quando essa filosofia for enriquecida pelo conhecimento e pela sabedoria, e quando for criada em uma experiência humana mais abundante e variada, ela deverá revelar o fundamento mais desejável e duradouro para uma vida boa, uma vida mais ampla e mais rica, se você quiser, que é sã, inteligente, alegre e feliz.”
Depois que esse amigo deu ao Auxiliar Invisível sua palestra inspiradora sobre a filosofia pela qual ele estava tentando viver, o Auxiliar Invisível pediu permissão para escrevê-la para um amigo dele. A permissão foi dada e o amigo a recebeu um ou dois dias depois.
O Auxiliar Invisível viu vários outros amigos seus enquanto estava naquele lugar e voltou para casa encorajado e inspirado por essa palestra útil.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis ficaram tristes com uma tragédia que não puderam evitar. Uma lancha saiu de um pequeno ancoradouro onde várias pessoas vieram se despedir de alguns amigos. As pessoas na lancha estavam atravessando um grande lago. O vento soprava forte e a água estava muito agitada.
De repente, o motor parou e o barco balançava fortemente. As cinco pessoas que estavam no barco ficaram muito assustadas e começaram a pedir ajuda. Quando o pai de uma das moças do barco viu o perigo que sua filha corria, pareceu perder a razão, pois compreendia o terrível perigo em que corriam as pessoas. Ele pegou seu rifle e apontou para sua filha apavorada. Parece que ele pretendia matá-la para abreviar seus sofrimentos. Em vez disso, ele abriu um buraco na lateral do barco e esse afundou rapidamente. Todos a bordo morreram afogados. Então o pai nadou o mais longe que pôde enquanto tentava pegar sua filha; por fim ele afundou e se afogou, também.
Os Auxiliares Invisíveis viram tudo o que aconteceu, mas não puderam dar nenhuma ajuda, pois essas pessoas tinham que seguir esse caminho. Depois que tudo acabou, os Auxiliares Invisíveis foram para a água, pegaram os corpos das pessoas, os carregaram para a margem e os colocaram enfileirados no chão. Os Egos ficaram ao lado de seus corpos e se perguntaram o que havia acontecido com eles e por que não podiam voltar para seus corpos. Uma das Auxiliares Invisíveis disse a essas pobres vítimas do mar para se recuperarem da sensação de asfixia. Eles fizeram e disseram que se sentiram muito melhor.
Uma Auxiliar Invisível falou às pessoas que se reuniram sobre os corpos dos mortos: “Os Egos dessas pessoas estão aqui ao lado de seus corpos”, disse ela. Ela apontou para eles, e as pessoas surpresas também os viram.
A outra Auxiliar Invisível havia pedido que essas pessoas pudessem vê-los, para que acreditassem no que a Auxiliar Invisível estava lhes dizendo. A Auxiliar Invisível disse a essas pessoas por que os que estavam na lancha não puderam ser resgatados. Eles tinham algumas dívidas de Destino Maduro para saldar nessa vida. Ela explicou sobre o que é Destino Maduro e contou a eles o que essas pessoas fizeram em alguma vida passada para merecer esse tipo de destino. Parecia difícil para esses jovens morrer dessa maneira. Alguns minutos antes, eles estavam despreocupados e alegres. Agora, seus corpos sem vida estavam frios e molhados estendidos no chão.
Uma dessas Auxiliares Invisíveis estava tão aflita com o destino desses pobres viajantes que voltou ao seu corpo logo depois disso e acordou. Ela ficou acordada por um tempo revirando os eventos em sua Mente. Se as pessoas não ganharam assistência, elas não podem ser salvas. Auxiliares Invisíveis podem ser enviados para levar os Egos das chamadas pessoas “mortas” para o Mundo do Desejo e podem chegar lá a tempo de ver como eles encontram a morte, mas não têm permissão para resgatá-los.
Aqui está a história de algum outro trabalho que deixou dois Auxiliares Invisíveis tristes. Uma noite, ao passar por um campo de refugiados que já exista há vários anos, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram uma idosa chinesa de cerca de oitenta anos. Os Auxiliares Invisíveis ouviram um leve chamado de socorro e foram até uma tenda e encontraram uma mulher que estava doente e sozinha. Ela estava morrendo de fome e sede. Ela pedia comida e água e não parava de dizer: “Onde está Wen?”
Os Auxiliares Invisíveis foram buscar um pouco de comida e um pouco de água e levaram para ela. Então ela contou a eles a história dela.
“Eu já fui rica e tive cinco filhos. Então os japoneses vieram e levaram tudo o que tínhamos, e meu marido e eu tivemos que fugir para salvar nossas vidas. Viemos para este acampamento e meu marido foi buscar comida para mim no local onde eles distribuem na hora das refeições. Ele tem oitenta e cinco anos e está muito debilitado. Ele saiu ontem e não voltou e estou muito preocupada com ele.”
“Vamos tentar encontrá-lo”, um dos Auxiliares Invisíveis prometeu a ela.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esse homem saiu para buscar comida para sua esposa doente e, por estar fraco, foi empurrado e pisoteado. Ele foi pego e jogado em uma vala, onde morreu. Os Auxiliares Invisíveis o encontraram parado ao lado de seu corpo, imaginando o que havia acontecido com ele.
“Você está morto”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou”, disse o pobre homem, “mas preciso pegar a comida de Wen, ou ela vai morrer de fome”.
“Ela não precisará de comida agora, pois logo estará como você”, respondeu o Auxiliar Invisível.
O corpo do pobre homem estava nu, pois alguém o havia despojado de todas as suas roupas. Os Auxiliares Invisíveis viram alguns abutres por perto esperando a oportunidade de comer o corpo do homem. Os Auxiliares Invisíveis viram os esqueletos brancos de outras pessoas próximas que haviam morrido.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego do pobre chinês de volta para sua esposa. Ela o viu, porque a fome e a privação abriram sua visão espiritual. Ela chamou o marido e ele foi até ela para tomá-la nos braços. Seus braços passaram por ela, e ele se perguntou o que estava errado.
“Um missionário americano me disse que eu nunca morreria e que minha esposa iria para o céu comigo”, disse o homem.
“Você não vai morrer de verdade, mas vai trocar este velho corpo por um mais leve para descansar, até voltar à Terra novamente”, assegurou-lhe o Auxiliar Invisível.
“Eu não quero voltar aqui onde eles brigam o tempo todo, e onde alguém vem e leva tudo que você tem”, disse o homem. “Gosto da paz e não da guerra.”
“A maneira como você viveu e tratou outras pessoas determinará onde você renascerá e quais serão suas circunstâncias”, disse o Auxiliar Invisível.
“Não gosto da Raça chinesa porque as pessoas são muito lentas e atrasadas”, disse o homem. “Eu quero pegar Wen e ir embora daqui.”
“Você superou sua Raça e renascerá em outro povo.”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
Isso agradou ao chinês e ele disse: “Não gosto nada daqui. Espero que possamos ir para um lugar melhor”.
Nesse momento, a Auxiliar Invisível disse ao companheiro que a esposa havia falecido. Depois que ela se formou ao lado de seu corpo, ela abraçou o marido e disse: “Oh, eu me sinto tão diferente, mas pesada e fraca”.
“Trate-se bem e você ficará bem”, disse o Auxiliar Invisível.
Ela fez isso e se animou. Então ele disse a ela para acompanhá-los, pois eles iriam levá-los para longe daquele lugar. Os Auxiliares Invisíveis levaram os idosos para a entrada do Purgatório e os entregaram à Irmã Leiga responsável. Os Auxiliares Invisíveis notaram que os Corpos-Almas deles estavam muito bem desenvolvidos e pensaram que não precisariam passar nenhum tempo no Purgatório, pois haviam sido boas pessoas e haviam passado por muito sofrimento.
Aqui está outra história que deixou dois Auxiliares Invisíveis muito tristes. Vários anos atrás, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis trabalhavam no sudoeste da Europa, eles encontraram uma garotinha que estava muito fraca devido ao frio e à fome. Ela era uma criança muito bonita, de pele morena, com cerca de sete anos de idade. Ela disse aos Auxiliares Invisíveis que seu pai e sua mãe estavam mortos e que ela não tinha nenhum parente que ela conhecesse. Um Auxiliar Invisível pensou que gostaria de levá-la para casa e cuidar dela. Ele viu que o Corpo-Alma dela era tão brilhante que ela era uma chama de luz. Ele perguntou a uma Irmã Leiga à distância por meio do pensamento se ele poderia levar essa criança para sua casa.
“Não, pois ela logo se juntará à mãe”, respondeu a Irmã leiga.
“Quem é ela?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Ela é uma Auxiliar Invisível”, disse-lhe a Irmã Leiga.
A criança pediu um copo de água. Os Auxiliares Invisíveis não viram água perto deles, mas viram alguns soldados a cerca de dezesseis quilômetros de distância.
“Vá e pegue um dos cantis do soldado e traga-o aqui”, disse o Auxiliar Invisível a sua companheira. “Então mais tarde você pode levá-lo de volta.”
“Vou buscar, e você fica aqui cuidando dela”, disse a Auxiliar Invisível.
Ela saiu e materializou as mãos, tirou um cantil de um dos cintos do soldado e levantou-se com ele antes que alguém pudesse dizer ou fazer qualquer coisa. O Auxiliar Invisível deu de beber à moribunda e ela agradeceu-lhe e disse: “Adeus. Eles vieram buscar-me”.
Os Auxiliares Invisíveis olharam em volta e viram duas lindas Auxiliares Invisíveis por perto. Uma delas estendeu as mãos e a criança saiu de seu corpo e foi para seus braços. A criança acenou para os Auxiliares Invisíveis, enquanto era carregada por suas amigas que vieram para levá-la ao Paraíso das Crianças.
Quando os Auxiliares Invisíveis conseguem confortar e ajudar as pessoas, eles se sentem felizes. Aqui está a história de como uma senhora recuperou a visão há cerca de um ano. Certa vez, um Auxiliar Invisível encontrou uma senhora que era cega e aleijada. Ela estava fazendo um passeio matinal com o cachorro dela antes que o tráfego ficasse pesado.
“Bom dia, senhora”, disse o Auxiliar Invisível agradavelmente. “Está um pouco frio esta manhã, não é?”
“Sim, está”, disse ela.
“Há quanto tempo você está assim?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Vinte anos”, ela respondeu. “Eu tinha dez anos quando ouvi uma voz dizer: ‘Agora você deve pagar sua dívida pelo que fez centenas de anos atrás’, e então fiquei cega. Eu estava indo para a escola e pensei que de repente tinha escurecido e comecei a voltar para casa. Ao atravessar a rua, fui atropelada por uma carroça e fiquei aleijada. De alguma forma, consegui terminar a escola e a faculdade e tenho meu diploma de bacharel.”
“Você é Cristã?”, perguntou o Auxiliar Invisível, e ela disse: “Sim”.
“Você orou e pediu para descobrir o que você fez para causar seus problemas?”, perguntou o Auxiliar.
“Sim”, ela disse, “eu era uma mulher grega, e fiz uma mulher ficar cega porque eu estava com ciúmes dela. Essa mulher foi ferida enquanto tentava andar cega e ela ficou aleijada. Depois que eu vi o que eu tinha feito, sentia muito por ela e por mim mesmo, pois nunca consegui me casar de qualquer maneira. Secretamente, fiz muito para ajudar a mulher a quem prejudiquei. Agora estou cega e aleijada como ela estava. Ninguém acreditou na minha história e por isso eu me voltei para Deus”.
“Eu vim para ajudá-la”, disse o Auxiliar Invisível.
Então, ele colocou a mão na cabeça dela e depois nela e moveu o nervo óptico. Depois disso, a senhora começou a ver e ficou ereta. Quando ela viu o Auxiliar Invisível, ela ficou feliz. “Sua voz soou tão suave e doce para mim”, disse ela. “Quem é você?”
“Apenas um Auxiliar para toda a humanidade”, respondeu ele.
“Você virá à minha casa para que minha família possa vê-lo?”, ela perguntou.
“O que você vai fazer com seu cachorro agora que pode andar sozinha?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Vou devolvê-lo ao lugar onde o peguei”, disse ela.
“Se eu o mantivesse, ele esqueceria seu treinamento para liderar pessoas.”
O Auxiliar Invisível se despediu da feliz senhora e continuou, feliz por ter sido enviado para curá-la.
Aqui está uma história incomum de como uma jovem foi salva da morte. Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam passando por cima de um prédio alto e viram uma mulher pendurada na beirada de um prédio de vinte andares. Eles notaram que a beirada estava muito dobrada sob o peso dela. Havia muitas pessoas na rua lá embaixo olhando para cima. Havia também alguns homens no topo do prédio.
Os Auxiliares Invisíveis pararam e, por meio do pensamento, perguntaram a um Irmão Leigo à distância se a mulher deveria ser salva. Eles foram instruídos a salvá-la e punir o homem que a havia colocado naquela situação.
“Você deseja salvá-la?”, o Auxiliar Invisível perguntou à sua parceira.
“Pode fazer você”, disse ela, pois não tinha muita certeza de sua capacidade em casos como esse, em que é necessário raciocínio rápido.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram no telhado do prédio e caminharam até onde os homens estavam. O Auxiliar Invisível escalou a borda e escorregou até onde a garota estava pendurada aterrorizada.
Ela estava mentalmente rezando por ajuda. “Pelo amor de Deus, me ajude”, disse ela.
“Fique quieta e eu vou até você”, o Auxiliar Invisível prometeu.
Ele se abaixou, segurou firme as pernas dela e começou a puxá-la para trás.
“Estou presa”, disse ela.
O Auxiliar Invisível então se abaixou, pegou-a pela cintura e a soltou. Ele se endireitou e a entregou para a Auxiliar Invisível, que, então, a levou para cima da borda do prédio e ela foi salva. Nesse momento, a beirada cedeu e caiu na rua.
“Como aconteceu de você estar nessas condições?”, o Auxiliar Invisível perguntou à mulher.
Então a garota contou a ele sua história. Ela disse que o homem para quem ela trabalhava havia pedido que ela subisse no topo do prédio, onde o ar era fresco, para que pudessem conversar. Depois que ela subiu ao telhado, ele se aproximou dela e não a deixou descer. Por fim, ela escalou até a beirada do prédio pensando que ele iria embora e a deixaria em paz. De repente, ela escorregou e caiu. Seu corpo se prendeu em alguma coisa e lá estava ela, suspensa no ar acima da rua. Ela descreveu seus sentimentos para os estranhos que salvaram sua vida.
“Enquanto eu estava pendurada lá”, disse ela, “vi tudo o que já fiz e, de agora em diante, pretendo viver uma boa vida Cristã”.
“O homem que a incomodou está presente?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, ele está ao seu lado”, disse ela.
A Auxiliar Invisível agarrou o homem pelos ombros, sacudiu-o e lhe deu uma chamada dura até que ele implorou por misericórdia. A essa altura, a polícia e alguns bombeiros já haviam chegado ao local. A Auxiliar Invisível contou a eles o que havia acontecido e eles prenderam o homem. A garota, de repente, desmaiou enquanto isso acontecia.
O Auxiliar Invisível olhou para ela e viu que ela havia sido ferida. Ele rasgou a frente do vestido dela para ver o que havia acontecido com ela. Ao deslizar para baixo, um prego se prendeu em seu osso pélvico. Se ela tivesse se mexido, teria caído de cabeça no chão. Ela tinha um corte no abdômen de cerca de 15 centímetros. Quase atingiu a parte interior do corpo. O Auxiliar Invisível aconselhou os policiais a levá-la a um hospital e eles o fizeram. Eles queriam saber quem eram as pessoas que salvaram a vida da menina e perguntaram seus nomes. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e continuaram com seu trabalho.
Quando os Auxiliares Invisíveis são capazes de curar pessoas que correm grande perigo de morrer, eles se regozijam e ficam felizes. Logo depois que a garota foi salva desse prédio de vinte andares, os Auxiliares Invisíveis foram enviados para algum lugar nas montanhas do leste para ajudar uma senhora doente que tinha trismo.
Eles a encontraram orando muito para que pudesse viver e criar seus três filhinhos. Quando os Auxiliares Invisíveis entraram na casa, a pobre senhora fez movimentos frenéticos para pegar lápis e papel.
Quando esses foram trazidos a ela, ela escreveu: “Um Anjo da morte e outro Anjo vieram me buscar e eu não quero morrer. Por favor, diga a eles para me pouparem”.
As pessoas na sala não podiam ver os Auxiliares Invisíveis, mas ela sim, pois sua aflição e fome haviam aberto sua visão espiritual.
“Viemos ajudá-la porque você tem sido uma boa esposa e mãe”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
Então, ele começou a trabalhar no pé dela, onde um prego havia cravado. Os Auxiliares Invisíveis puderam ver a linha de infecção estendendo-se pela perna dela. “Você trabalha no rosto e no maxilar inferior dela”, disse ele à Auxiliar Invisível.
Logo a senhora abriu a boca e disse: “Graças a Deus e abençoe os Anjos.”
As pessoas na sala ficaram assustadas e surpresas ao ouvir o que ela disse. Então a mulher mostrou-lhes as pernas e elas eram, ambas brancas. Pouco antes, sua perna direita estava preta e azulada e muito inchada.
“Onde estão os Anjos?”, perguntou uma das pessoas na sala.
Um Auxiliar Invisível disse ao outro para aparecer diante deles. Ela foi atrás deles e disse: “Aqui estou.”
As pessoas se viraram rapidamente e caíram de joelhos.
“Levante-se”, disse o Auxiliar Invisível, “eu sou humano, assim como você”.
“Como você pode ser?”, uma senhora perguntou. “Conte-nos sobre isso.”
Então a Auxiliar Invisível contou-lhes sobre seus ensinamentos. Eles não podiam acreditar que alguém pudesse viver uma vida boa o suficiente para fazer o que os estranhos estavam fazendo. Alguém disse que se todos fizessem o que os Auxiliares Invisíveis estavam fazendo, o mundo seria um lugar feliz para se viver.
“Agradecemos sua ajuda, mas ainda acreditamos que vocês são Anjos”, disse a mesma senhora.
Um dos Auxiliares Invisíveis disse à senhora para se levantar e se vestir e que ela não precisaria mais do médico, pois havia sido curada por sua fé em Deus. A senhora, feliz, abraçou a Auxiliar Invisível e apertou a mão do Auxiliar Invisível.
“Seja gentil com todos os seres humanos, independentemente de raça, do credo ou da cor da pele”, disse ele.
“Farei isso por toda a minha vida”, ela prometeu.
Os Auxiliares Invisíveis então desapareceram e foram para suas respectivas casas.
Agora vou falar sobre uma maneira incomum de ajudar as pessoas. Um homem foi levado para a casa dele por Auxiliares Invisíveis. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem que estava parado na esquina de uma rua. Ele disse que não tinha dinheiro o suficiente para ir para casa tomando um trem ou ônibus. Ele tentou de todos os meios que pôde porque queria chegar em casa antes que a esposa dele morresse.
Quando os Auxiliares Invisíveis souberam disso, um deles disse ao homem para voltar ao local onde estava hospedado e pegar um cobertor. Ele voltou, pegou um cobertor e deu aos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível enrolou o homem nele e o colocou para dormir. Ele então ficou ao lado do corpo dele e os Auxiliares Invisíveis inverteram a lei da Gravidade e o carregaram para uma cidade em um dos estados centrais e então o despertaram. A princípio, o homem ficou muito confuso. Um Auxiliar Invisível disse-lhe onde ele estava e ele correu para casa, levando os Auxiliares Invisíveis com ele.
Eles encontraram a esposa do homem muito doente. Eles aliviaram sua respiração, mas sabiam que ela morreria em breve. O homem queria saber quem eram os estranhos e como eles vieram até ele e eles lhe contaram. Ele disse que foi para a cama, e alguém lhe disse para se levantar, ir para a esquina e esperar, que alguém o ajudaria a chegar em casa para que ele pudesse ver a esposa dele por alguns dias antes que ela falecesse.
A Auxiliar Invisível disse-lhe o que fazer depois que a esposa dele morresse. “Não mande embalsamar o corpo dela”, disse ela, “mas mantenha-o quieto por três dias e meio e depois o enterre ou faça a cremação”. Ela explicou por que isso deveria ser feito e o marido prometeu que seguiria suas instruções.
Algumas noites depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver como estava a esposa do homem. Ao chegarem a casa, descobriram que a esposa havia falecido e que o corpo dela havia sido enterrado naquele dia, três dias e meio após a morte. O homem que eles levaram para casa estava atordoado. Um Auxiliar Invisível o tocou e ele se levantou e viu os Auxiliares Invisíveis diante dele.
“Graças a Deus! Minhas orações foram atendidas”, disse ele. “Eu tenho rezado todos os dias desde que você me trouxe para casa para que você volte para mim. Agora estou livre. Diga-me como posso me tornar como vocês dois, se vocês não são Anjos.”
Os Auxiliares Invisíveis contaram a ele e ele escreveu tudo. “Posso descansar agora”, disse ele, “mas não podia antes, pois temia que você não voltasse”.
Esse homem cumpriu sua promessa e não mandou embalsamar o corpo da esposa dele. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembraram claramente de como ajudaram esse homem e a esposa dele, e se alegraram porque o homem desejava ser um Auxiliar Invisível e participar desta grande obra.
Aqui está uma história que ouvi sobre uma Irmã Leiga muito importante. Ela passa a maior parte do tempo trabalhando fora do corpo. Ela vive como as outras pessoas, pois tem que cuidar de seu Corpo Denso e alimentá-lo, prover a água e fazer exercícios.
Às vezes, esses elevados Iniciados promovem encontros, se reúnem e se divertem. Um dia, enquanto essa Auxiliar Invisível participava de um desses encontros, ela ouviu um grito de angústia ao qual não pôde resistir. Ela foi ao encontro de onde vinha esses gritos com suas roupas e voltou em farrapos.
Ela disse que enquanto comia ouviu um choro. Ela olhou para ver de onde vinha e viu um bando de porcos selvagens atacando alguns turistas. Era noite quando ela saiu de casa, suspendeu a gravidade, ergueu-se no ar e foi até eles para ajudá-los. A essa altura, as três mulheres já estavam quase loucas de medo. Eles correram para ela e, esquivando-se, quase rasgaram as roupas dela.
Quando essa Irmã Leiga chegou lá, ela disse aos porcos selvagens para irem embora e eles partiram. Ela podia se comunicar com o Espírito-Grupo que governa esses animais, e eles a obedeciam.
Dois homens ficaram gravemente feridos e ela teve que ajudá-los depois de afastar os porcos. Os turistas viajavam de carro. Depois que ela salvou a vidas deles e os colocou de volta no caminho que estavam percorrendo, ela teve que pedir dinheiro emprestado para chegar à casa dela, a quase cinquenta quilômetros de distância. Talvez você se pergunte por que ela não conseguiu suspender a gravidade e voltar para casa do jeito que foi. Isso seria contra a lei espiritual, pois não é permitido que os Iniciados usem poderes espirituais para se salvarem. Eles podem salvar os outros, mas não podem salvar a si mesmos.
Cristo poderia curar os enfermos e devolver a visão aos cegos, e expulsar as entidades dos obsessores, mas não se salvaria da morte na Cruz. A Bíblia nos diz que Jesus Cristo teve que sofrer muitas tentações, enquanto caminhava sobre a Terra ajudando os outros.
Agora, se esta Irmã Leiga estivesse dormindo, ela poderia ter salvado essas pessoas mais facilmente, e ela poderia retornar ao Corpo Denso dela em alguns segundos. Se ela estivesse em casa, poderia ter se deitado e deixado o Corpo Denso dela, conscientemente. Então ela poderia ter ido até esses turistas e voltar sem dificuldade.
Os Auxiliares Invisíveis que não são Iniciados devem esperar até que adormeçam e depois são enviados para fazer certas coisas. Este é o único caso que conheço em que uma Auxiliar Invisível não deixou o Corpo Denso dela para fazer um trabalho como esse. É muito incomum.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa em que as pessoas estavam famintas e doentes. Um deles bateu à porta e a mulher que abriu perguntou o que o estranho queria.
“Não há alguém doente aqui?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sim, entre”, convidou a dona da casa.
Os dois Auxiliares Invisíveis então entraram na casa e conversaram um pouco com as pessoas. Então um dos Auxiliares Invisíveis virou-se para o homem e disse: “Você é o homem que tem rezado para morrer?”
“Sim”, disse o homem. “Estou com dor e sofrendo há algum tempo. Acho que vou morrer.”
“Bem, acho que podemos levar você conosco quando formos”, disse o Auxiliar Invisível com uma voz despreocupada.
“Gostaria que alguém me levasse”, respondeu o homem.
“Não há dor ou tristeza no céu e primeiro terei que expulsar as dores de você”, disse o Auxiliar Invisível e começou a esfregar o corpo do homem. Ele trabalhou no Corpo Vital do homem e esse disse que se sentia melhor.
O homem perguntou aos Auxiliares Invisíveis de onde eles vieram e eles lhe contaram, e explicaram que vão a todos os lugares e ajudam a todos que estão com problemas.
“Você é humano?”, perguntou o homem.
“Não nos parecemos com seres humanos?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim e não”, o homem respondeu lentamente.
“Agora vou levar você comigo”, disse o Auxiliar Invisível, levantando-se para sair.
O homem ficou assustado e chamou a esposa que havia saído do quarto. Ele disse a ela para trazer suas roupas, pois queria se levantar.
“Você não está doente?”, perguntou o Auxiliar Invisível, fingindo estar surpreso.
“Não, você me curou”, disse o homem.
“Você não deve orar e pedir a Deus para levá-lo para o céu quando você não deseja ir”, disse o Auxiliar Invisível.
Veja, o homem não queria morrer depois de ter sido curado da doença dele. O homem pensou que os Auxiliares Invisíveis deviam ser Anjos, pois sabia que as pessoas comuns não podem curar os outros tão rapidamente, e disse isso. O Auxiliar Invisível disse a ele que eles não eram Anjos, mas poderiam levá-lo para “o céu ou para o inferno” se ele morresse.
O homem riu e eles desapareceram dele, pois haviam sido totalmente materializados. “Eu me pergunto quem eles eram”, disse ele à esposa. “Eles certamente me fizeram bem.”
Os Auxiliares Invisíveis voltaram e o homem ficou tão assustado que tremeu de medo. Os Auxiliares Invisíveis conversaram mais um pouco com ele e depois foram embora. O homem estava muito confuso para entender o que eles disseram a ele.
Certa manhã, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na América do Sul e viram alguns meninos e meninas gravando suas iniciais em uma grande árvore. Um Auxiliar Invisível foi até eles. “Por favor, pare de machucar a árvore”, disse ele. “Você não apenas feriu a árvore, mas feriu o Espírito-Grupo da árvore.”
Os jovens riram do Auxiliar Invisível porque pensaram que ele não sabia do que estava falando. “Venham até mim e formem um círculo ao nosso redor e veremos se podemos ver o Espírito-Grupo”, disse o Auxiliar Invisível. Eles deram as mãos aos Auxiliares Invisíveis no centro. O Auxiliar Invisível pediu que os jovens pudessem ver o Espírito-Grupo da árvore e saber quem eles eram e o que faziam.
Então, no futuro, eles poderiam impedir que outros meninos e meninas cortassem as árvores. Os Auxiliares Invisíveis os viram enrijecer e então ele ouviu o choro das meninas. “Oh, sinto muito por ter lhe machucado”, disse um deles. “Por favor, perdoe-me e tentarei evitar que todos machuquem as árvores.”
O Auxiliar Invisível disse a esses meninos e meninas que tudo que cresce e se move tem um Espírito-Grupo e que qualquer malfeito a eles fere o Espírito-Grupo.
O Espírito-Grupo desta árvore mostrava dor e sofrimento em seu rosto. Ele tem um corpo de Anjo e um rosto lindo. O cabelo de sua cabeça é muito fino e tem galhos delicados como uma árvore com folhas finas e bem modeladas. As marcas que os meninos e meninas fizeram apareceram no corpo do Espírito-Grupo onde eles podiam vê-las.
O Auxiliar Invisível disse aos jovens que era o começo do outono naquela parte do mundo e a seiva estava se reduzindo na árvore. Ele disse que a seiva escorria das árvores pelos cortes profundos na casca e as fazia morrer, se não fossem cobertas. Os meninos e meninas pegaram lama e cobriram as parte da árvores que machucaram. Eles começaram a fazer perguntas e o Auxiliar Invisível e as duas Auxiliares Invisíveis responderam.
“Que estranho que essas coisas possam ser verdade!”, exclamou uma garota. “Quem acreditará que vimos essas coisas quando as contarmos?”.
“Há muitas coisas que vocês podem fazer para ajudar a floresta se todos vocês se unirem para o bem de todas as coisas que crescem.”, continuou o Auxiliar Invisível.
Os meninos e as meninas decidiram trabalhar juntos, e o Auxiliar Invisível disse-lhes que escolhessem um líder. Eles escolheram uma garota que nunca havia gravado o nome dela em uma árvore.
Cada tipo de árvore e planta tem um Espírito-Grupo. Todos eles parecem pessoas bonitas e têm auras maravilhosas. Os Espíritos-Grupo são muito parecidos com os Anjos, cujos corpos inferiores são feitos de matéria etéricas, ou seja, composto de Éteres da Região Etérica do Mundo Físico.
Esses Espíritos-Grupos podem ser distinguidos por seus cabelos, que se assemelham a folhas, frutas, flores ou vegetais em miniatura, de acordo com as espécies que têm sob sua responsabilidade. Ao olhar para a cabeça do Espírito-Grupo, um Auxiliar Invisível pode dizer o que ele governa.
O Espírito-Grupo encarregado das laranjeiras tem um chapéu de cabelo que se parece com a folhagem de uma laranjeira e parece haver pequenas laranjas maduras nele.
O Espírito-Grupo da rosa branca tem cabelos que parecem pequenas roseiras com rosas brancas. O Espírito-Grupo do lírio d’água tem cabelos que lembram as folhas e caules do nenúfar, e há pequenas flores brancas nos caules verdes.
Esses Auxiliares Invisíveis ficaram tristes ao pensar que o Espírito-Grupo dessas árvores tinha que sofrer por causa dos ferimentos infligidos às árvores por esses jovens. Eles sabem que as pessoas geralmente não sabem que estão causando dor quando ferem as árvores.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram contentes por poderem instruir esses jovens e fazê-los construir ao invés de destruir. Ficaram muito contentes com a informação de como identificar os Espíritos-Grupo que se encarregam das plantas e árvores. A Terra é realmente um lugar maravilhoso, e há muito a ser aprendido sobre ela e com ela. Mas ainda devemos desenvolver nossos Corpos invisíveis aos olhos físicos (Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) para podermos encontrar os membros de outras Ondas de Vida que estão trabalhando para o avanço da humanidade.
Os animais são nossos irmãos mais novos e, também, são ajudados por Auxiliares Invisíveis. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ajudar uma baleia doente. Por meio da consciência de Júpiter, eles viram a baleia e a encontraram no Oceano Atlântico acerca de uns 800 quilômetros de Nova York.
O corpo da baleia estava inchado com cerca de duas vezes seu tamanho normal. Ela havia comido um pouco de carne podre, e isso a fez inchar com os gases formado em seu trato intestinal. A baleia não conseguia eliminar esses gases de seu corpo e não conseguia vomitá-lo. Era uma baleia muito doente, de fato. Quando os Auxiliares Invisíveis desceram à superfície da água onde estava, ela não demonstrou susto nem tentou fugir.
Um dos Auxiliares Invisíveis esfregou a cabeça e o pescoço da baleia que estavam acima da água. Então a baleia levantou o dorso e ela o esfregou, e ela começou a se recuperar imediatamente. Ela foi capaz de eliminar a carne apodrecida de seu trato intestinal e se livrou dos gases que se formou em seu corpo. Em seguida, tornou-se brincalhona e aproximou sua cabeça da mão da Auxiliar Invisível para esfrega-la. A Auxiliar Invisível a acariciou um pouco e então procurou o Espírito-Grupo das baleias. Ela viu um homem muito bom e bem constituído com uma cabeça de baleia e um Corpo de Desejos de baleia atrás dele. Ele tinha olhos muito gentis e os Auxiliares Invisíveis gostaram dele imediatamente. O Espírito-Grupo das baleias agradeceu a gentileza para com um de seus pupilos e ela ficou muito satisfeita e feliz.
Este Espírito-Grupo disse que a comida é escassa e as baleias têm dificuldade em obter o suficiente para comer, porque o fundo do oceano é tão vasto que as baleias não têm o alcance que costumavam ter. Ele também disse que as baleias não estão nascendo tanto quanto antes. Muitas das baleias ficarão retidas no Mundo do Desejo até que ocorram as próximas mudanças na superfície da Terra.
Algumas pessoas hoje têm ideias estranhas sobre os animais. Alguns pensam que Deus criou os animais apenas para alimentar o ser humano e satisfazer seus desejos de caça. Esquecem-se de que os animais também são filhos de Deus. Talvez, se os caçadores soubessem que um Arcanjo se entristece toda vez que um animal é baleado ou morto em uma armadilha, pensariam duas vezes antes de prosseguir com a matança dos inocentes. Para cada espécie de animal tem um Arcanjo a seu cargo. Também como acontece com o_ nascimento e morte de um ser humano, há um Anjo presente no nascimento e na morte de tudo que vive, que se move e que respira.
Nossa próxima história é sobre um Auxiliar Invisível que viu dois homens morrerem e assumiu os sentimentos deles. Esta história lhe dará uma ideia de porque a vida de um Auxiliar Invisível, às vezes, é triste e, às vezes, alegre.
Numa noite de sexta-feira, dois Auxiliares Invisíveis estavam trabalhando e um deles teve a experiência de ver e sentir a morte de dois homens. Um homem era um pecador e o outro um bom estudante de ocultismo. Os dois Auxiliares Invisíveis ficaram ao lado da cama do moribundo, que não tinha vivido uma vida voltada para o lado espiritual, e olharam para ele. Um sentimento terrível tomou conta de um dos Auxiliares Invisíveis e ele disse a si mesmo: “Estou morrendo?”.
O medo tomou conta dele, e ele podia sentir um encolhimento interior.
“Veja se há algo de errado com meu corpo”, disse ele ao parceiro, por meio do pensamento.
“Não, seu corpo está bem”, disse ela depois de olhar para ele.
“Está escurecendo e não consigo enxergar bem”, continuou ele.
Não passou por sua Mente orar, mas ele estava se perguntando para onde estava indo. “Onde estou?” perguntou ele à Auxiliar Invisível. “Não consigo ver e está tão escuro que tenho medo de me mexer.”
“Bobagem, está leve como sempre”, disse ela. “O que você vai fazer? O homem está morto”.
“H-mm, eu certamente não quero mais esse sentimento”, disse ele.
“De que sentimento você está falando?”, ela perguntou.
“Assumi os sentimentos do moribundo”, explicou-lhe.
Então a Auxiliar Invisível ficou animada e quis ir embora.
“Fique calmo”, disse ele. “Eu estava apenas tendo uma nova experiência que era real demais para ser agradável. Venha conosco”, disse ele, voltando-se para o morto.
“Estou com medo”, disse este homem. “Não consigo ver para onde estou indo e posso cair em alguma coisa.”
“Vai ver e você verá o caminho”, disse o Auxiliar Invisível e começou a levá-lo para a a entrada do Purgatório.
“Será que o Diabo vai me pegar?”, o homem assustado perguntou.
“Não há demônio senão você mesmo para puni-lo”, disse o Auxiliar Invisível. “Você vai sofrer pelo mal que fez aos outros.”
“Sinto muito”, disse o homem, “pois não tenho sido muito bom para as outras pessoas”.
“Bem, você aprenderá melhor antes de voltar,” disse o Auxiliar Invisível ao deixar o homem no Mundo do Desejo.
Este homem morreu em um hospital sozinho, exceto pela enfermeira e pelo médico. Os Auxiliares Invisíveis ouviram a enfermeira dizer: “Não estou com medo, mas tive a sensação de que outras pessoas estavam presentes quando o homem morreu. Será que havia outras pessoas aqui?”.
Na noite seguinte, o Auxiliar Invisível viu a enfermeira novamente e disse a ela que havia dois Auxiliares Invisíveis presentes quando o homem morreu.
Depois que esse homem morreu, os Auxiliares Invisíveis correram para junto da cama de um estudante de ocultismo que estava morrendo. O Auxiliar Invisível assumiu seus sentimentos de calma, paz e felicidade. Tudo estava claro e ele podia sentir o cheiro doce das rosas.
“Uma vida bem vivida, mas difícil”, foi o pensamento que surgiu na Mente do Auxiliar Invisível. Ele viu crianças e adultos e todos cantavam: “Muito bem”, enquanto o homem partia desse mundo.
Um sorriso surgiu em seu rosto e ele pareceu ficar mais leve.
A música ficou mais clara e ele pôde ver para onde estava indo.
Sua casa no Primeiro Céu era um bangalô com muitas flores ao redor. Havia pássaros cantando e abelhas indo de flor em flor. O jardim era grande, com grama bem verde cortada uniformemente.
“Eu não quero ir para o céu agora”, disse o homem. “Quero ajudar meus semelhantes. Sei que tenho esta casa. Minha esposa e filhos podem esperar até que eu chegue.” Ele pensou que uma bela mulher apareceu na grande varanda e acenou e disse: “Vamos esperar, papai”.
Veja, este bom homem construiu um lar no Primeiro Céu e o povoou com pensamentos-formas de sua esposa e filhos. Eles ainda estavam vivos quando ele morreu e os deixou. Ele queria continuar como Auxiliar Invisível e não ir para a vida celestial para desfrutar de seu merecido descanso. Então ficou escuro por um segundo.
“Ele faleceu”, disse a Auxiliar Invisível.
“Por que você me acordou?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu pensei que você estava olhando para Vênus ou Vulcano”, ela respondeu.
“Você parecia tão concentrado no que estava vendo”.
“Eu estava vendo e experimentando o que esse homem estava passando”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
Os Auxiliares Invisíveis perguntaram ao morto se ele queria ficar para o funeral e ele disse: “Não”. A esposa ficou ao lado da cama do marido recém-falecido e conversou com os Auxiliares Invisíveis. “Ele não parece a imagem da paz?”, ela perguntou. “John, não demorarei muito em segui-lo e então poderemos trabalhar juntos”.
“Não me procure, mas cuide das crianças”, disse ele e a beijou.
Então os Auxiliares Invisíveis levaram este homem para o Purgatório. O Irmão Leigo que estava na entrada lhe perguntou se queria trabalhar ou descansar. Ele disse que queria trabalhar. Ele ganhou um novo parceiro e deixou os Auxiliares Invisíveis com um sorriso feliz no rosto.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma senhora a quem foi dito que tinha desenvolvido a visão espiritual negativa (ver quando não quer ver e quando vê não tem nada o que fazer) e que estava com problemas.
Ela teve sucesso em seus esforços e três dias antes disso descobriu que as três regiões inferiores do Mundo do Desejo haviam se aberto para ela, ou seja, ela podia ver o que acontecia naquelas regiões. O que ela viu ali a assustou tanto que ela estava quase destroçada.
Ela estava orando a Deus de todo o coração para que alguém afastasse dela as grandes entidades inferiores que ela via constantemente.
Os Auxiliares Invisíveis viram a entidade que ela viu naquele momento, e tal entidade era uma criatura de aparência horrível. Eles falaram com a entidade, e ela se virou e olhou para eles, fez uma cara terrível para eles e mudou sua forma.
Os Auxiliares Invisíveis então falaram com a senhora e contaram quem eram e por que vieram até ela. Ela pediu que a salvassem e disse que nunca mais praticaria aqueles exercícios espirituais negativos. Um Auxiliar Invisível disse à entidade para ir embora e ele partiu.
Os Auxiliares Invisíveis acalmaram a senhora assustada e conversaram com ela até que alguns de seus familiares chegaram com um médico. O médico examinou a senhora e constatou que ela estava bem. Os Auxiliares Invisíveis disseram a ela para estudar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental e que ela estaria segura.
Certa vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam descendo algumas montanhas na parte noroeste dos Estados Unidos quando ouviram alguém orando por ajuda. Eles olharam para baixo e viram vários homens e mulheres descendo a encosta da montanha, rindo e conversando.
Então eles viram uma mulher que havia chegado muito perto da borda e escorregado. Ela se agarrou a algumas raízes de uma árvore e ficou suspensa sobre um precipício. Em seu terror, ela orou desesperadamente.
Um dos homens que estava no grupo a viu naquele momento. Ele carregava uma corda, mas estava com muito medo de usá-la e ficou parado como se tivesse ficado paralisado de medo.
Um dos Auxiliares Invisíveis viu que a mulher estava enfraquecendo e prestes a soltar as raízes que segurava. Ele se abaixou, a segurou e a trouxe para cima com segurança. Ela agradeceu ao Auxiliar Invisível e desmaiou. As pessoas ficaram tão assustadas com o acidente que começaram a fugir, mas o Auxiliar Invisível as chamou de volta. Eles então se encarregaram da mulher e os Auxiliares Invisíveis desapareceram. Um dos Auxiliares Invisíveis assumiu o sentimento de medo e terror da mulher e lembrou-se claramente pela manhã do que havia acontecido e como seu companheiro a resgatou. O Auxiliar Invisível ficou feliz porque salvou a vida da mulher.
Agora, vou lhe contar sobre as orações de um homem que não foram respondidas, e você também saberá por quê.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis ouviram um homem orando e desceram para ajudá-lo. O homem estava sozinho na floresta, caçando, e havia escalado uma cerca que havia sido erguida ao redor do pântano para manter o gado e os cavalos afastados. Ele começou a atravessar o campo pantanoso e caiu em um antigo poço de mina que não era usado há séculos.
Estava, então, cheio de água, como estivera centenas de anos antes, quando outra pessoa foi empurrada para dentro e deixada para morrer.
O poço da mina estava em um local afastado e tinha ervas daninhas crescendo ao redor, o que o mantinha escondido da vista. Ele era um homem forte no auge da vida e ficou no poço por quatro ou cinco horas lutando por sua vida. Ele estava enviando orações a Deus pedindo ajuda para ser salvo. Os Auxiliares Invisíveis pararam na beirada e olharam para baixo. Eles queriam descer e pegar o homem e levá-lo para fora, mas foram impedidos de fazê-lo por um Irmão Leigo que disse que esse homem devia colher o que plantou.
“Em breve você poderá levá-lo ao Mundo do Desejo, se desejar”, disse o Irmão Leigo.
Um Auxiliar Invisível protestou e eles viram a vida passada do homem na qual ele havia gerado esse Destino Maduro. Ele era uma mulher na época e empurrou um homem para o mesmo buraco, ocasionando a morte dele. Não havia nada que os Auxiliares Invisíveis pudessem fazer a não ser esperar que o homem morresse. Em poucos minutos, o Ego surgiu e os Auxiliares Invisíveis o levaram para o Mundo do Desejo. Ele já havia visto a vida atual e a anterior dele e sabia por que nenhuma ajuda lhe foi dada. Ele pagou a dívida de Destino Maduro que havia feito no passado distante.
Os Auxiliares Invisíveis adoram ajudar e ficam muito tristes quando precisam ficar parados e ver pessoas morrerem porque não conquistaram o direito de receber ajuda.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram instruídos a ir ao Oceano Atlântico Norte e ajudar um barco de pesca que estava prestes a ser sugado por um redemoinho na costa da Irlanda. Eles correram para lá e encontraram os marinheiros e os homens trabalhando duro para desviar o barco da correnteza que o estava levando para o redemoinho.
Quando os homens viram os Auxiliares Invisíveis que já haviam materializado os corpos, eles pediram e rezaram para que os salvassem. Os Auxiliares Invisíveis amarraram uma longa corda na proa do barco e então partiram no ar acima da água e puxaram o barco para fora da corrente.
O velho barco rangeu, mas os Auxiliares Invisíveis conseguiram puxá-lo para um lugar seguro.
Os homens pensavam que os estranhos eram Anjos e eram muito respeitosos. Os Auxiliares Invisíveis disseram a eles que eram seres humanos e que seus corpos estavam em casa. Os homens queriam saber como os Auxiliares Invisíveis conseguiam atravessar o ar. Os Auxiliares Invisíveis tentaram explicar como podiam deixar seus corpos e ir a todos os lugares ajudando as pessoas. Os sete homens não entenderam e acreditaram que eram Anjos. Os Auxiliares Invisíveis então os deixaram e continuaram com seu trabalho.
Você pode muito bem acreditar que aqueles homens sabem que suas orações foram respondidas e que ninguém pode abalar sua fé no poder de Deus para ajudar seus filhos em tempos de angústia e necessidade desesperada.
Aqui está uma história que conta algo que aconteceu na Ásia. Uma mulher estava em uma cadeira de dentista e o dentista estava arrancando os dentes dela sem haver lhe dado nada para parar a dor. Ela rezou pedindo ajuda e quando os Auxiliares Invisíveis a alcançaram ela gritava de dor.
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram, entraram, pararam o dentista e o fizeram dar algo para a mulher por sua dor intensa, e então a deixaram ir para casa.
Um Auxiliar Invisível disse ao dentista que ele deveria arrancar os dentes e deixá-lo ver como se sentia e ficou com medo.
Esperamos que seja uma lição para ele, e que ele não volte a ser tão cruel e insensível, especialmente com os pobres.
Um dos Auxiliares Invisíveis sentiu a dor e o terror da mulher e lembrou-se vividamente na manhã seguinte, quando ela acordou do sono. Cenas como essa deixam os Auxiliares Invisíveis muito tristes.
Aqui está uma história em que um Auxiliar Invisível salvou uma garotinha da morte e salvou um urso e uma píton que estavam em um buraco. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam na Índia e encontraram um urso muito mau e cruel que estava atacando os nativos. As pessoas tentavam fazer o urso ir embora e ele estava lutando contra todos que via. Ele havia ferido gravemente um homem e uma mulher.
Uma Auxiliar Invisível não quis chegar perto do urso, pois havia esquecido que o urso não poderia machucá-la quando ela estivesse em seu Corpo de Desejos. O Auxiliar Invisível viu uma garotinha se aproximando. Quando o urso a viu, começou a persegui-la, mas o Auxiliar Invisível correu até a garotinha e a tirou do caminho. O urso então correu para o Auxiliar Invisível e apareceu na frente dele. Ele estava prestes a golpeá-lo quando o Auxiliar Invisível deu um passo para o lado.
O urso perdeu o equilíbrio e rolou no que o Auxiliar Invisível pensou ser grama. Em vez disso, era uma cova que os nativos cavaram para prender ursos, tigres e leões. O urso caiu e logo os Auxiliares Invisíveis ouviram uma grande comoção na cova. Uma grande cobra píton havia rastejado para dentro do poço, em algum tempo antes disso. Ela, provavelmente, estava lá para sair do sol quente.
Os nativos ouviram o rosnado na cova, vieram e arrancaram a grama. Eles olharam para baixo e viram o urso e a cobra lutando. O Auxiliar Invisível não queria que a cobra matasse o urso. Ele também não queria que o urso matasse a cobra, então ele desceu à cova e os deteve. O urso estava de um lado e a cobra do outro lado da cova. A Auxiliar Invisível ficou encantada ao pensar que seu amigo poderia acabar com o problema.
O Auxiliar Invisível saiu do fosso para falar com a Auxiliar Invisível e a luta recomeçou. Ele voltou para a cova e chamou a outra Auxiliar Invisível, e ela veio e desceu e permaneceu lá. Ele saiu e a cobra e o urso continuaram quietos.
Depois disso, o Auxiliar Invisível disse à cobra para rastejar para fora e ela foi. Ele disse à cobra píton para ir embora e não machucar ninguém até chegar à selva. Os nativos correram freneticamente para sair do caminho da enorme cobra. Em seguida, o Auxiliar Invisível pegou alguns troncos e os colocou no buraco e disse ao urso para sair. Ele fez isso rapidamente e a Auxiliar Invisível saiu, e o urso começou a segui-la. Os nativos ficaram a uma distância segura e observaram para ver o que aconteceria a seguir. Uma garotinha foi até os Auxiliares Invisíveis e não deu atenção ao urso. Ele apenas olhou para ela e ficou quieto ao lado da Auxiliar Invisível. O outro Auxiliar Invisível colocou a criança nas costas do urso e a carregou.
Uma Irmã Leiga elevada veio e fez algo no Corpos Vital da criança. “Agora, nada fará mal a esta criança”, disse ela, “e todas as criaturas a obedecerão até que ela atinja a idade de quatorze anos. Ela será capaz de proteger os nativos que foram duramente pressionados por cobras e feras selvagens”.
Então a Irmã Leiga levou o urso embora e os Auxiliares Invisíveis foram até os nativos feridos. O homem, que foi ferido pelo urso, sangrou até a morte devido aos ferimentos e seu Ego se foi. O Auxiliar Invisível disse aos nativos que enterrassem seu corpo imediatamente.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a mulher ferida e trataram de seus ferimentos. Eles entenderam que ela sobreviveria. Depois de terem feito tudo o que podiam por ela, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.
Em outra noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a um antigo mosteiro na Europa que havia sido bombardeado. Assim que chegaram ao local, uma senhora entrou com um bebê nos braços e levando duas crianças pequenas. Essa mulher havia deixado sua cidade natal a uns trinta quilômetros de distância e estava tentando chegar ao mosteiro. Seu marido foi morto e sua casa foi destruída. Eles estavam em circunstâncias confortáveis antes da guerra.
Ela teve que fugir para salvar a vida dela e estava na estrada há quatro dias. Muitas vezes ela se escondeu de soldados e ladrões. Todos pegaram resfriados e, sem comida e abrigo, desenvolveram pneumonia. O bebê em seus braços levou toda a força da mãe. A mãe e seus três filhos caíram e morreram a cerca de 12 metros das ruínas do antigo mosteiro.
A mãe estava delirando antes de morrer, e ela só tinha um pensamento. Ela queria chegar ao mosteiro e morreu sem saber que o prédio estava deserto. Quando a mãe morta viu a Auxiliar Invisível, pensou que ela era uma freira e deu-lhe a menina e o menino. O Auxiliar Invisível colocou-os em um banco e sentou-se ao lado deles.
“Oh, estou tão feliz que você vai cuidar deles”, disse a pobre senhora, e desapareceu.
A mãe e seus filhos estavam bem-vestidos e tinham auras muito brilhantes sobre eles. Os Auxiliares Invisíveis colocaram a menina no colo e ela logo caiu inconsciente. O garotinho que estava encostado no Auxiliar Invisível logo caiu na inconsciência também. Enquanto isso acontecia, a Auxiliar Invisível falou com seu companheiro. “Eles estão doentes. Qual é o problema com eles?”
“Eles estão todos mortos”, ele respondeu tristemente. “Seus corpos devem estar próximos.”
Ele foi até a porta e viu os quatro corpos a cerca de 12 metros de distância. Então, os Auxiliares Invisíveis deixaram as crianças mortas dormindo no banco do antigo mosteiro e foram até os quatro corpos.
A mãe estava de pé ao lado de seu corpo se perguntando o que havia acontecido. Ela estava segurando seu bebê.
“Por favor, ajude-nos”, disse ela. “Aconteceu alguma coisa. Não sei o que é. Aqui estou eu e aqui está o bebê; mas existem nossos corpos ou nós. O que aconteceu? Oh, meu peito dói. Mal consigo respirar. Quero ir ao mosteiro para levar meus filhos mais velhos para lá.”
“Senhora, você está morta, como as pessoas dizem quando alguém está nesse estado”, disse o Auxiliar Invisível. “Você levou o menino e a menina para o mosteiro. Você deve estar bem.”
A mãe fez isso e se sentiu melhor. Então ela contou a seus novos amigos como os soldados encontraram seu marido no campo e o mataram. Ela levou seus filhos para a frente com o que eles tinham e começou. Estava frio e chovendo e eles pegaram um resfriado. “Tínhamos apenas água e algumas nozes para comer durante esses quatro dias que estivemos no caminho.”
“Venha conosco e nós a levaremos a um lugar onde você possa descansar um pouco”, disse o Auxiliar Invisível.
“Por favor, carregue o bebê porque me sinto muito fraca”, disse ela ao Auxiliar Invisível.
“Siga-nos”, disse esse Auxiliar Invisível enquanto pegava o bebê.
A mãe fez isso e logo ficou inconsciente. Os Auxiliares Invisíveis primeiro carregaram as duas crianças para o Mundo Celestial. Em seguida, voltaram para pegar a mãe e seu bebê. Eles pararam na entrada do Purgatório com a mãe, e a senhora responsável disse que a mãe teria apenas uma curta estadia lá, pois ela era uma boa mulher. Os Auxiliares Invisíveis foram para o Céu das Crianças com o bebê e ele ficou muito vivo e começou a brincar com o irmão e a irmã que estavam lá, acordados e bem.
Você se pergunta que um desses Auxiliares Invisíveis chorou pelo triste destino dessa pequena família? As guerras causam tristeza e dor sem fim. Digo sem fim, pois os sentimentos de ódio gerados em uma vida são transferidos para a próxima e outra guerra resulta. Basta voltar na história e tentar contar as guerras que aconteceram. A perda de vidas é terrível. A humanidade acumulou tanto Destino Maduro que a carga parece assombrosa. Se as pessoas parassem e considerassem o custo, muitos problemas poderiam ser evitados, mas a maioria das pessoas não pararia. Eles se recusam a acreditar na Lei do Renascimento e na Lei da Consequência. Para eles, tudo isso é conversa fiada. Eles fecham os ouvidos e seguem em frente, cometendo todos os tipos de erros que só lhes causarão problemas.
Muitos médicos viveram vidas úteis e prestativas. Paracelso foi um dos mais famosos médicos de seu tempo. Ele foi misericordioso e dedicou toda a sua vida a curar os enfermos e doentes, independentemente de eles poderem pagar ou não. Ele juntou as ervas, folhas, bagas e cascas das árvores e plantas da floresta e fez seu próprio remédio e foi maravilhosamente bem-sucedido.
Os Auxiliares Invisíveis passam muito tempo ajudando os enfermos. Eles ajudam todas as pessoas a quem são enviados, independentemente de quem sejam.
Nossa próxima história fala de algum trabalho feito em um dos estados do norte dos EUA. Numa noite de outubro, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma reserva indígena. Havia cerca de cinquenta indígenas doentes ali, homens, mulheres e crianças.
Os Auxiliares Invisíveis foram de um lugar para outro fazendo o que podiam por eles. Quando os outros indígenas descobriram a presença deles, muitos vinham até o barraco onde estavam os Auxiliares Invisíveis e os observavam.
Uma jovem indígena foi embora e voltou com um bebê muito doente enrolado em um cobertor. Os outros indígenas se afastaram dela como se tivessem medo do bebê. Um indígena tentou fazê-la sair e ela chamou a Auxiliar Invisível que fez o homem parar.
“Por favor, ajude meu filho”, disse a mãe indígena à Auxiliar Invisível.
“Eu sei que você não é humano, e se você o tocar, ele ficará bom.”
Ela descobriu o bebê, e seu rosto e corpo estavam cobertos por uma camada de feridas. O bebê também teve pneumonia.
“Oh, que bebezinho fofo”, disse a Auxiliar Invisível enquanto o tomava nos braços. “Querido Senhor, eu sei, mas eles não. Por favor, ajude esta criança, se for da sua vontade.”
Enquanto ela orava pedindo ajuda para o bebê, o Auxiliar Invisível pediu um balde de terra e dois litros de leite. Isso foi trazido a ele. O bebê estava tão fraco que a Auxiliar Invisível disse: “Acho que o bebê faleceu.”
O outro Auxiliar Invisível olhou atentamente e viu que ele ainda estava vivo. “Leve o bebê para casa”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis foram para casa com a mãe e descobriram que não era lugar nem para o bebê nem para a mãe. “Você tem pais?”, ele perguntou.
“Sim, mas eles me expulsaram”, disse a mãe.
“Você deve me levar até eles”, disse o Auxiliar Invisível com firmeza.
A mãe abriu o caminho e os Auxiliares Invisíveis entraram. “Quero um lugar para esta mãe e seu filho”, disse ele aos pais.
Eles foram amigáveis e deram-lhes um quarto quente sem dizer uma palavra. A Auxiliar Invisível sentou-se e segurou o bebê no colo.
O outro Auxiliar Invisível misturou a terra e o leite em uma pasta e colocou no bebê e deixou secar na criança enquanto o bebê era enrolado no cobertor e posto diante do fogo. Ele pediu um pouco de gordura e foi trazido. Depois de um tempo a Auxiliar Invisível tirou a sujeira – da mistura de leite com as cascas das feridas – e untou o corpinho da criança e deu para a mãe índia que os vigiava. O bebê começou a se contorcer e chorar. Então, o Auxiliar Invisível o pegou novamente e ele parou de chorar.
Um grande indígena disse: “Hm-mm, vamos vê-lo sem roupas. Veja se as feridas desapareceram”.
O Auxiliar Invisível tirou o cobertor de cima do bebê e ergueu-o para que todos vissem que estava curado. A pasta que foi colocada sobre ele foi usada apenas como um meio para a força de cura que vem de Deus. Era o bebê indígena cor de cobre mais bonito que os Auxiliares Invisíveis já tinham visto. Não havia cicatriz ou mancha alguma no corpo dele.
Os indígenas ficaram surpresos ao ver a mudança no bebê.
“Você é casada?”, perguntou a Auxiliar Invisível voltando-se para a mãe.
“Sim”, disse a mãe indígena. “O pai foi embora quando o bebê ficou doente e cheio de feridas e não voltou.”
“Ele está aqui?”, perguntou o Auxiliar.
“Sim, lá está ele”, disse ela, e apontou para ele.
O Auxiliar Invisível foi até ele e lhe disse que, enquanto vivesse, deveria cuidar daquela criança até que se tornasse adulto, e que não deveria tocar ou incomodar sua esposa, a menos que ela desejasse.
“Eu não o quero. Ele não é bom”, disse a esposa.
O indígena correu na direção dela, mas o Auxiliar Invisível o deteve.
“Se você a incomodar ou levar o menino embora, ou ao menos tentar, nunca mais vai andar ou falar”, disse o Auxiliar Invisível.
O indígena pareceu muito assustado quando ouviu isso.
“O que você queria dizer?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não vou machucá-la ou levar o menino. Eu ajudo o menino”, disse ele. Ele quis dizer que queria ajudar o bebê.
O Auxiliar Invisível questionou a indígena para saber se ela tinha estado doente ou tinha alguma doença e ela disse: “Não”, a todas as suas perguntas.
“Quem você pensa que nós somos?”, perguntou-lhe o Auxiliar Invisível.
“Ela é o Anjo”, disse e apontou para a Auxiliar Invisível, “e você é um guarda para ela”.
Era inútil explicar que os estranhos não eram Anjos.
Os indígenas queriam dar missangas e outras coisas aos estranhos, mas os Auxiliares Invisíveis apenas agradeceram e disseram que não poderiam levar os presentes. Os Auxiliares Invisíveis visitaram todos os indígenas doentes do local e a mãe indígena foi com eles.
“Você teve muitos problemas, não teve?”, disse o Auxiliar Invisível à mãe indígena. “Por que não ser uma boa menina e ajudar seu povo e todos os outros que puder?”
“Eu vou, mas as pessoas aqui me evitam”, disse ela, e então começou a chorar.
“Venha aqui, querida criança”, disse ele. “Eu não vou evitá-la. Eu a admiro, porque você é tão corajosa, forte e boa.”
O Auxiliar Invisível estava de pé e a mãe indígena veio e deitou a cabeça em seu ombro e disse: “Oh, estou tão sozinha e triste. Rezei ao Deus do homem branco para me ajudar e ele enviou seu Anjo e você. Eu serei boa”.
Enquanto ela falava, o Auxiliar Invisível acariciava sua cabeça e pedia que ela recebesse poder para ajudar os outros, se ela permanecesse boa, e inconscientemente para manter seu bebê bem e para que ela pudesse curar todos a quem tocasse. Ele então disse a ela para apertar a mão de todas as pessoas que ela tivesse contato e que estivessem doentes, e para ir ver todos os que estavam doentes, não importando qual fosse o problema com eles. Ele disse a ela que todos gostariam dela, a partir de então.
Deve haver um núcleo de bons Cristãos em todos os lugares para a Era de Aquário. Os indígenas seguiam os estranhos aonde quer que fossem. Finalmente, os Auxiliares Invisíveis ergueram-se no ar e os deixaram.
Alguns dias depois, os Auxiliares Invisíveis voltaram para ver a indígena e ela estava feliz na casa de seus pais. O bebê estava bem e dormindo em um berço ao lado da cama de sua mãe. Os Auxiliares Invisíveis a acordaram e ela beijou a Auxiliar Invisível, e eles seguiram seu caminho sabendo que não eram mais necessários ali.
Os Auxiliares Invisíveis ficam felizes quando podem ajudar crianças e animais. A maioria das crianças adora animais, e toda criança deveria ter um animal de estimação e ser ensinada a cuidar dele adequadamente. Em minha experiência, descobri que as crianças que amam os animais geralmente são as melhores e mais obedientes. Aqueles que não amam os animais devem ser ensinados a respeitar os direitos deles e não os maltratar. Se você quer que seu filho ou sua filha cresça e seja altruísta, ensine-o ou ensine-a a compartilhar o que tem com as pessoas e com seus animais de estimação.
A próxima história é sobre uma garotinha que foi atraída por um filhote de urso na floresta e como ela foi salva do ataque da mãe ursa, e como os ursos ganharam um lar na fazenda.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma garotinha de cerca de seis anos. Um dia ela havia se afastado da fazenda em que morava e seus pais não sentiram a falta dela. Ela entrou em uma floresta e lá encontrou um filhote de urso muito jovem e começou a brincar com ele. Tudo correu bem até que a mãe ursa viu a criança e veio correndo pelos arbustos em sua direção. Essa ursa teria machucado a criança se os Auxiliares Invisíveis não tivessem aparecido naquele momento e a impedido.
Um Auxiliar Invisível começou a falar com a mãe ursa para acalmá-la.
“Ouça, Sra. Urso, fique calma. Ninguém quer o seu filhote. Moro a centenas de quilômetros dessas florestas do Maine e não poderia levá-lo para casa. Esta garotinha pode querer agora por ser ele pequeno; mas ela não vai querê-lo depois que crescer. Venha, vamos levar a criança para casa e ninguém vai machucar você.”
A ursa seguiu os Auxiliares Invisíveis até que eles chegaram à beira da floresta, então ela parou e chamou seu filhote. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para chamar o filhote e ela o fez. O filhote foi até o Auxiliar Invisível e ursa rosnou e mostrou os dentes.
“Eu sei que você tem bons dentes”, disse-lhe o Auxiliar Invisível. “Eu quero me dar bem com você, então vamos lá.”
Então a mãe ursa foi andando como se estivesse andando em arbustos.
Depois que os Auxiliares Invisíveis pegaram a estrada, a criança e o filhote seguiram em frente, correndo e brincando, e a grande ursa preta veio devagar pela estrada entre os Auxiliares Invisíveis. Quando a criança chegou ao portão do quintal da casa, ela correu chamando a mãe dela que estava no celeiro.
A mãe saiu e quando viu os ursos ela gritou e dois homens saíram correndo com espingardas e apontaram para o filhote. A mãe ursa colocou uma pata em um dos braços do Auxiliar Invisível e investigou seu rosto como se dissesse: “Por favor, não deixe que eles matem meu filho. Eu nunca teria vindo se não fosse por você”.
Isso tudo aconteceu num piscar de olhos, mas o Auxiliar Invisível já havia dito às Salamandras para ficarem quietas, então as armas não dispararam. Os homens largaram as armas e correram para o celeiro, mas a mãe ursa foi até o filhote. O Auxiliar Invisível disse à mãe da menina que nem o filhote nem a mãe ursa machucariam a criança.
“Senhor, aquele urso é selvagem”, disse a mãe da criança.
“Eu sei, mas somos amigos”, disse ele. “Você vê que o Espírito-Grupo estava cooperando com os Auxiliares Invisíveis, porque ele queria que as vidas de seus protegidos fossem salvas.”
“Espere até eu amarrar meus cachorros”, disse ela, “ou eles vão matar o filhote e o urso.”
“Não, você não precisa fazer isso porque os cachorros e os ursos não vão brigar”, disse o Auxiliar Invisível. “Eles serão amigos.”
Nesse momento, os cachorros saíram do celeiro e foram em direção aos estranhos. O Auxiliar Invisível falou com eles. “Ouça, eu não quero nada de encrenca com vocês. Vocês devem apenas ser amigáveis com os ursos.”
Os cachorros olharam para o filhote e sua mãe ursa e foram embora. Os dois homens e a mulher ficaram surpresos com a maneira como agiram.
“Como isso aconteceu?”, um deles perguntou.
“Aconteceu porque pedi que assim fosse”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Como você fez isso?” questionou o homem.
“Pedi que fossem amigos”, disse-lhe o Auxiliar Invisível.
O Espírito-Grupo dos cachorros ajudava tornando os cachorros amigáveis às investidas do Espírito-Grupo dos ursos, mas nós, pessoas, não sabíamos nada sobre os Espíritos-Grupo.
“Isso é tolice”, disse o homem.
“Sua arma recusou-se a disparar”, disse o Auxiliar Invisível. “Os cachorros não brigariam. Suponho que isso seja tolice. Quero um lar para esta mãe ursa e seu filhote. Eles serão bons e a mãe irá embora em breve, mas o filhote ficará e será bom enquanto você não o maltratar.”
“Nessas condições, eu os levarei, mas e o pai?”, perguntou o homem.
“Se ele vier, vai se comportar”, disse o Auxiliar Invisível. O Auxiliar Invisível chamou os cachorros para perto dos ursos e disse-lhes para serem amigos dos ursos na fazenda e fora dela, e cuidar bem do filhote. Ele disse aos ursos que essa fazenda era para ser a casa deles e que eles poderiam ir e vir quando quisessem. O filhote seguiu os cachorros até o celeiro. O Auxiliar Invisível observou e os viu irem para o local onde os cães dormem. Ele não tinha certeza, mas parecia que um cachorro disse aos outros: “O filhote pode dormir aqui sem problemas, mas se a mãe vier, ela ocupará todo o quarto. Ela deveria arrumar outro lugar.”
Então o Auxiliar Invisível disse ao fazendeiro para fazer um lugar para a mãe ursa perto de onde os cachorros dormiam no celeiro.
“Ora, eu não posso colocar aquele urso no celeiro! Ora, os cavalos vão debandar”, disse o fazendeiro com uma voz surpresa.
“Não, tudo nesta fazenda será amigável para os ursos. Vá buscar um cavalo, uma vaca e um porco e veremos o que acontece”, disse o Auxiliar Invisível.
O fazendeiro trouxe esses animais, um a um, e não houve problema. O suor escorria na testa do fazendeiro, pois ele estava muito excitado. “O que aconteceu?”, ele perguntou. “O mundo está acabando?”.
“Não”, respondeu o Auxiliar Invisível, “mas a influência espiritual está operando em todos os animais, tornando-os amigos e ainda não pode influenciar o ser humano, mas o fará com o tempo.”
“Quem é você e onde você mora?”, perguntou o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis lhe contaram sobre seu trabalho, e ele ficou muito interessado.
“Vocês são Anjos?”, ele perguntou, e o Auxiliar Invisível disse: “Não.”
“Então você deve ser muito bom”, comentou o fazendeiro.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram para casa quando o despertador de um deles tocou, avisando-o de que era hora de ele se levantar.
Aqui está uma história sobre como um menino e uma pantera foram ajudados por meio de cura espiritual. Numa noite de sábado, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um menino no coração das selvas da África. O menino estava sentado em uma árvore caída com uma imagem de seu deus na frente dele. Ele estava orando para que o seu deus o ajudasse. Ele saiu sozinho porque seus pais o rejeitaram, uma vez que o braço queimado dele cheirava mal.
Os Auxiliares Invisíveis desceram do ar, materializando-se na frente dele. O menino os viu e se ajoelhou e implorou que o ajudassem ou o levassem com eles. Ele era um menino muito inteligente, muito acima da média de seu povo.
Os Auxiliares Invisíveis viram o que deveria ser feito, mas não tiveram nada a ver com isso. Eram cerca de quase vinte quilômetros até o acampamento missionário mais próximo. O Auxiliar Invisível enviou a Auxiliar Invisível àquele acampamento para obter curativos, pomadas, etc. A Auxiliar Invisível foi, mas as pessoas se recusaram a dar-lhe qualquer coisa pelo menino e ela voltou.
“Fique aqui até eu voltar”, disse o Auxiliar Invisível, e ele foi embora e voltou com um kit de primeiros socorros. Ele viu que seu parceiro estava tentando fazer amizade com uma pantera negra com um pé dolorido. Ela era um animal incomumente grande para sua espécie.
O Auxiliar Invisível chamou a pantera e disse-lhe para se sentar. Ele então pediu ao Espírito-Grupo da pantera para mantê-lo quieto até que ele tivesse curado o menino, e então ele faria um curativo na perna da pantera. O Espírito-Grupo disse que ficaria feliz em fazer isso.
Os Auxiliares Invisíveis limparam o pus do braço do menino e o lavaram cuidadosamente, colocaram um pouco de pomada e fizeram um curativo. Então eles disseram ao menino para ficar perto deles.
O Auxiliar Invisível voltou-se para o animal ferido. “Sr. Pantera”, disse ele, “você tem um pé afetado aí. Caso se comporte como um cavalheiro, cuidarei dele para você”.
A pantera abriu bem a boca e mostrou quatro grandes dentes brancos e afiados.
“Eu sei que você tem dentes afiados”, disse o Auxiliar Invisível, “mas não tenho o suficiente aqui para você fazer uma refeição.”
Depois de dizer isso, o Auxiliar Invisível pegou a pata dianteira da pantera e viu que estava muito inchada de pus. Ele pegou a faca no kit e disse à Auxiliar Invisível para tirar a atenção da pantera de seu pé enquanto ele o cortava. Ela obedeceu, e o Auxiliar Invisível fez um corte na pele inchada. A pantera soltou um uivo feroz e saltou e derrubou a Auxiliar Invisível. Ela gritou e o menino fugiu. O Auxiliar Invisível teve que parar e ir buscar o menino para evitar que ele se machucasse na selva.
Depois que a Auxiliar Invisível se recuperou de seu susto momentâneo, ela deu um tapa na pantera e ela ficou mansa como um cordeiro. Ela espremeu todo o pus do pé e a pantera lambia a mão dela, quando o Auxiliar Invisível voltou com o menino. Ele então lavou o pé da pantera e fez um curativo e a pantera ficou perto de seus novos amigos.
O Auxiliar Invisível então pediu que o menino tivesse alguma proteção contra as feras da selva até que se tornasse um homem. Os Auxiliares Invisíveis foram instruídos a apresentar ao menino as coisas da selva. Eles encontraram algumas cobras grandes, um leão e vários outros animais na selva e fizeram o menino ir até eles e tocá-los, ordenando-lhes que cumprissem suas ordens. Os Auxiliares Invisíveis disseram ao menino que, se ele fosse bom, nada o machucaria e que ele seria capaz de curar outras pessoas. Disseram-lhe para ajudar as coisas na selva e voltar para casa, e que sua família ficaria feliz em recebê-lo.
“Eu não quero voltar”, disse o menino. “Eu quero ficar com você.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram o menino para casa e continuaram seu trabalho, felizes por terem conseguido ajudar tanto o menino quanto a pantera.
Disseram-me que os Espíritos-Grupo que se encarregam dos animais relacionam-se com eles por meio de um cordão fino e brilhante, invisível ao olho físico, assim como nós estamos conectados com Deus. Esses Espíritos-Grupo são belos Seres de grande inteligência e sabedoria. O Espírito-Grupo do leão parecia um homem bem formado com a cabeça de um leão e um Corpo de Desejos de leão estendendo-se além do corpo que é como o corpo de um homem. Imagine um lindo Arcanjo com cabeça de leão e com luzes brilhantes irradiando dele e você terá uma ideia de como o Espírito-Grupo dos leões parece aos Auxiliares Invisíveis, que fazem amizade com seus pupilos. Esses Espíritos-Grupos podem ver o Mundo do Espírito da Vida, onde está localizada a verdadeira Memória da Natureza. Os Espíritos-Grupo muitas vezes ajudam crianças e animais, direcionando Auxiliares Invisíveis para eles.
Em seguida, você lerá sobre uma garotinha que gostava de brincar com cobras. Esta história é um tanto divertida para os Auxiliares Invisíveis que conheceram a mãe dessa criança. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo para a América do Sul quando viram alguns homens e mulheres correndo em direção a uma casa. Eles pararam para ver qual era o problema.
A mãe da criança ficou muito assustada porque descobriu que sua filhinha estava no porão da casa cercada por várias cobras grandes. A mãe disse que daria metade do que possuía para quem resgatasse sua filha.
“Se alguém for buscar a criança”, disse um homem, “as cobras picarão a criança e o socorrista também”.
“Pegue minha filha para que eu possa falar com ela antes que ela morra”, implorou a mãe emocionada.
“Você realmente confirma o que disse sobre dar metade de sua propriedade para qualquer um que salve sua filha?”, perguntou a Auxiliar Invisível.
“Sim”, disse a mãe da criança.
“Vou buscá-la para você”, prometeu a Auxiliar Invisível e desceu ao porão e foi até a criança e disse-lhe que sua mãe a queria. Ela então a pegou e voltou para cima. As cinco cobras grandes as seguiram e as pessoas começaram a se espalhar. Um homem estava prestes a atirar nas cobras.
“Não faça isso,” disse o Auxiliar Invisível que sabia que a arma dele não iria disparar, porque ele havia dito aos Espíritos da Natureza para ficarem quietos.
A Auxiliar Invisível parou as cobras e levou a criança para a mãe dela e disse que estava pronta para receber sua metade da propriedade conforme promessa da senhora. A Auxiliar Invisível queria testar a sinceridade dela. Então a senhora quis desistir e não cumprir sua promessa.
“Você pode me dar agora ou em sua próxima vida”, disse a Auxiliar Invisível. “Isso não importa para mim.”
“Eu não vou viver de novo”, disse a senhora.
A Auxiliar Invisível então explicou as Leis do Renascimento e Consequência para ela e mostrou à senhora sua vida passada e ela viu como ela trabalhou duro para conseguir propriedades e dinheiro.
“Deixe-me pensar por alguns dias”, disse ela. “Quero conversar sobre isso com meu marido.”
A Auxiliar Invisível disse às cobras para segui-la e ela as conduziu para fora. Ela brincou com as cobras por algum tempo e as pegou uma de cada vez. As pessoas queriam saber quem ela era. Eles deram a ela muito espaço para brincar com as cobras. Em pouco tempo, a Auxiliar Invisível despachou as cobras.
Algumas noites depois, os mesmos Auxiliares Invisíveis pararam novamente na casa da senhora e conversaram com ela. A senhora queria fazer um acordo com a Auxiliar Invisível por quinhentos dólares. Sua oferta foi recusada e ela ofereceu mil dólares. A Auxiliar Invisível disse que queria metade de tudo o que a proprietária tinha ou nada. A senhora ficou com raiva e disse-lhe que ela não conseguiria nada e ordenou-lhe para sair da casa.
“Você não deve fazer promessas que não pretende cumprir”, disse o Auxiliar Invisível. “Você terá que aprender a manter suas promessas.”
A querida garotinha veio até a Auxiliar Invisível, que se sentou e segurou-a no colo e admirou seus lindos cabelos cacheados.
“Você vai trazer minhas cobras de volta?”, perguntou a criança, “Eu brinco com elas há muito tempo.”
A senhora questionou a filha e descobriu que ela brincava com essas cobras venenosas há cerca de nove meses e nunca havia se machucado.
“Essas cobras nunca mais voltarão, mas algumas outras sim”, respondeu o Auxiliar Invisível.
A mãe ficou mortalmente pálida, mas ela não iria ceder e manter sua promessa. Mais tarde, o Auxiliar Invisível perguntou à sua companheira se ela teria ficado com metade dos bens da senhora.
“Não, claro que não”, ela respondeu, “mas se ela tivesse oferecido para mim, teria provado que ela era sincera e honesta.”
Outra noite, os Auxiliares Invisíveis foram ver essa senhora que havia prometido metade de sua propriedade para quem resgatasse a filha dela quando essa estava cercada por cobras perigosas. Um dos Auxiliares Invisíveis bateu à porta e eles deixaram-no entrar e encontraram a senhora muito doente. A criança estava na cama no mesmo quarto que a mãe.
“Tenho medo de que algo aconteça com minha filha porque ela é muito destemida”, disse a mãe ao Auxiliar Invisível.
“Sua filha ficará bem”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Deixe-a brincar lá fora e pare de se preocupar com ela, fique boa e seja uma boa mãe para ela.”
“Estou pronta para cumprir minha promessa a você”, disse a senhora.
A Auxiliar Invisível esfregou as mãos e fingiu estar muito satisfeita. Ela pediu as escrituras e a senhora as pegou e as deu ao Auxiliar Invisível e então desmaiou. Os Auxiliares Invisíveis levantaram-na e então a Auxiliar Invisível devolveu as escrituras à senhora.
“Agora está tudo acertado”, disse ela.
Isso deixou a senhora feliz novamente, e os Auxiliares Invisíveis deixaram-na em um estado de espírito feliz.
Nossa próxima história é sobre uma criança esquimó que foi salva por Auxiliares Invisíveis. Em conexão com esta história, quero enfatizar um ponto muito importante que muitos Estudantes Rosacruzes não entendem. Quando as pessoas são enviadas em missões de misericórdia, elas devem ajudar a todos. Algumas pessoas de Mente estreita são preconceituosas e não estão dispostas a ajudar pessoas de outras raças. Eles se sentem superiores às pessoas de cor, aos chineses, aos japoneses, aos esquimós, aos indianos ou a alguma outra raça, e não desejam ajudá-los.
Foi-me dito que um Estudante Rosacruz fez um bom trabalho por um tempo quando estava fora de seu corpo à noite, mas uma noite ele se recusou a ajudar um indígena doente e por isso não era mais adequado para ser um servo dos Irmãos Maiores. Anos se passaram desde então e ele não se qualificou para ser novamente admitido como trabalhador em um grupo de Auxiliares Invisíveis. Ele ainda é preconceituoso e tacanho.
Se você aspira a ser um trabalhador em um grupo de Auxiliares Invisíveis dirigidos por Irmãos Leigos ou Irmãs Leigas da Ordem Rosacruz, você deve considerar as pessoas de todas as raças como seus irmãos e suas irmãs e estar disposto a ajudar a todos que puder. Isso não é conversa fiada; é um requisito necessário para o avanço.
Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados ao extremo norte para salvar um menino esquimó de cerca de oito anos. Ele havia sido enviado para um médico e ficou atolado na neve profunda e não podia continuar. Os Auxiliares Invisíveis o encontraram inconsciente na neve com um bilhete na mão. Eles o pegaram e o levaram para a estação avançada mais próxima. O responsável leu o bilhete e disse que os pais do menino estavam doentes e precisavam de ajuda e que moravam a oito quilômetros de distância. Ele disse ao médico para se preparar e ir vê-los.
O médico examinou o menino e disse: “Seu rosto e uma das mãos estão congelados e ele pode perder os dedos e uma orelha”.
A Auxiliar Invisível começou a chorar e pediu ao companheiro que ajudasse a criança imediatamente. O Auxiliar Invisível pediu ao encarregado do posto avançado que colocasse o menino na cama e disse que cuidaria dele.
“Não tenho cama exceto a minha”, disse o homem.
“Coloque-o lá dentro”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem consentiu e a Auxiliar Invisível despiu o pequenino, vestiu-o com uma camisola e deitou-o na cama. “Segure-o”, disse ele para a Auxiliar Invisível.
Ela pegou o menino nos braços e o cobriu com sua aura.
Ele era uma criança atraente, fofa e gordinha. A Auxiliar Invisível sentiu muita pena dela e estava ansiosa para ajudá-la em tudo o que pudesse para que ela ficasse boa.
Os homens no posto ficaram surpresos com a compaixão e piedade demonstradas por essa Auxiliar Invisível. Eles também viram a aura da Auxiliar Invisível.
“Ela deve ser um Anjo, pois nenhum ser humano pode fazer isso”, disse um dos policiais.
“Não a perturbe”, disse o Auxiliar Invisível ao encarregado, “exceto para alimentá-la e cuidar de suas necessidades, para que não sinta dor. Mantenha-a aqui até que sua pele se solte. Se você vir que esta criança está gentilmente tratado, muito bem virá para você.”
“Eu vou”‘, prometeu o homem.
“Leve sua maleta com você e nós o encontraremos na casa do menino”, disse o Auxiliar Invisível ao médico.
“Vou levar a senhora comigo no trenó”, disse o médico, “mas não posso levar vocês dois porque meus cachorros não podem puxar três pessoas.”
“Não queremos nos separar e não precisamos que ninguém nos leve”, respondeu um dos Auxiliares Invisíveis.
O médico então partiu para a casa dos esquimós. Os Auxiliares Invisíveis chamaram o homem encarregado do lado de fora e novamente lhe disseram para ter certeza e cuidar do menino, e então ele desapareceu. Os Auxiliares Invisíveis chegaram à casa do menino muito antes do médico e descobriram que os pais estavam muito doentes e com pouca comida. Por meio do pensamento, um dos Auxiliares Invisíveis perguntou a alguém à distância se poderia ajudá-lo.”
“Sim, mas espere até o médico chegar”, disse a pessoa.
Quando o médico chegou, ficou surpreso ao ver os Auxiliares Invisíveis novamente e começou a tremer de nervosismo.
“Acalme-se”, disse o Auxiliar Invisível ao médico. Ele se virou para sua parceira e pediu que ela cuidasse da mulher, enquanto ele cuidava do homem.
Os esquimós tinham febre ártica e, devido à escassez de alimentos, eram mal alimentados. Os Auxiliares Invisíveis logo fizeram os esquimós se sentirem melhor. O Auxiliar Invisível disse ao médico para enviar um suprimento de comida para essas pessoas e para cuidar do menino.
O médico implorou aos Auxiliares Invisíveis que lhe dissessem quem eram. Eles lhe contaram sobre seu trabalho e que eram Auxiliares Invisíveis e seres humanos. Ele não acreditou nisso e insistiu que eles eram Anjos. Os Auxiliares Invisíveis seguiram seu caminho.
Aqui está uma pequena história acerca de quatro filhotes de urso que foram salvos de um caçador. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram alguns filhotes de urso em uma velha cabana em algum lugar da floresta. Os bichinhos pareciam ter apenas três ou quatro dias de vida. Um caçador os encontrou e queria levá-los embora e vendê-los.
“Deixe-os em paz e deixe-os crescer”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Somos amigos deles e desejamos que sejam deixados em paz.”
O caçador ficou tão assustado com a aparição repentina dos estranhos, que decidiu não caçar mais naquele dia.
“Vai demorar muito até que ele volte a caçar”, disse um Auxiliar Invisível ao outro por meio do pensamento.
O caçador olhou para os estranhos como se dissesse: “Eles são malucos”, e então se dirigiu para a porta e foi embora.
“Adeus”, disseram-lhe os Auxiliares Invisíveis enquanto ele se afastava apressado.
Depois que ele se foi, a Auxiliar Invisível pegou os filhotes e os examinou, fez a cama deles mais macia e confortável e os colocou de volta nela.
“Espere um momento, os seus pais estão chegando”, disse o Auxiliar Invisível quando eles estavam saindo.
O pai e a mãe ursos apareceram e pararam. O pai urso ergueu uma pata, cheirou-a e disse algo à mãe ursa. Então ele se dirigiu para a cabana enquanto ela esperava, escolhendo o caminho até lá com cuidado. Quando chegou à porta, olhou para dentro e virou-se para ela. Então ela veio com pressa e foi para seus bebês.
Parecia que ela disse: “Alguém esteve aqui e fez uma bela cama para meus filhos, e estou feliz por eles não os terem levado embora.”
O pai urso empurrou os filhotes para acordá-los e os Auxiliares Invisíveis os deixaram todos felizes. Esse trabalho deixa lembranças felizes.
Capítulo XVII
Histórias Diversas sobre Atividades dos Auxiliares Invisíveis
Nesse capítulo vou relatar várias histórias que lhe darão mais informações sobre as diversas atividades dos Auxiliares Invisíveis que são enviados em missões úteis pelos Irmãos Leigos, Irmãs Leigas e Adeptos.
Esses Seres Superiores, com a ajuda de muitos seres inferiores, estão fazendo tudo o que podem para ajudar as pessoas deste Planeta em sua evolução. A humanidade foi colocada na Terra para aprender pela experiência, e cada ser humano deve traçar seu próprio destino. O ser humano percorreu parte de sua jornada evolutiva, mas ainda tem muito trabalho a fazer em seus vários veículos antes que possa esperar ganhar a libertação dessa roda de nascimentos e mortes aqui. Deve aprender a progredir ajudando os outros no caminho da realização espiritual. Todos devem algum dia ganhar unidade consciente com o Deus Pai.
Muitas pessoas recebem ajuda por causa de suas orações a Deus. Aqui está a história de um homem cujas orações foram atendidas. Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar um homem no sudoeste dos Estados Unidos. Esse homem estava apavorado porque estava sob o poder de outro homem. Ele era um bom homem e trabalhava duro para viver. Ele tinha mulher e dois filhos, ganhava bem e vivia bem. Ele era bem-visto na comunidade onde morava.
Ele conheceu um homem em uma taverna e esse homem o enganou. Ele o envolveu em uma quadrilha de sequestro e o estava forçando a entregar todas as suas economias para ele. O homem mau o forçou a ajudar a gangue. Quase foi morto duas vezes e uma vez foi preso. Ele estava terrivelmente assustado, e sua esposa estava preocupada com sua condição de perturbação. Ela pensou que ele tinha feito algo errado onde trabalhava.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram esse homem com o líder da gangue. A gangue de ladrões planejava fazer um trabalho e queria que ele ajudasse. Quando o Auxiliar Invisível se aproximou do homem preocupado e perguntou qual era o problema, ele disse que o outro homem havia tirado cinco mil dólares dele. A Auxiliar Invisível disse ao líder da gangue para devolver o dinheiro ao homem e deixá-lo em paz. Ela disse que haveria problemas se ele não o fizesse.
O líder disse que ela era esperta demais para viver, sacou a arma e apontou para o coração dela e atirou nela duas vezes. A Auxiliar Invisível estava funcionando por meio do Corpo de Desejos dela e no Corpo-Alma e, é claro, que ela não poderia ser ferida. A arma não fazia barulho. O Auxiliar Invisível estendeu a mão, pegou a arma e a quebrou. O homem correu, mas o Auxiliar Invisível foi atrás dele e logo o alcançou. Ele o sacudiu com muita força para trazê-lo de volta aos seus sentidos.
“Vou devolver o dinheiro e deixar o homem em paz”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis foram com o homem até a casa do líder da quadrilha, que não ficava longe dali, e viram o homem pegar o dinheiro de volta.
Eles levaram o trabalhador para casa e disseram-lhe para não se envolver com estranhos novamente. O homem perguntou aos Auxiliares Invisíveis quem eram e de onde vinham, e eles lhe contaram. Ele os agradeceu calorosamente por sua ajuda e os Auxiliares Invisíveis continuaram a lida deles.
Em outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma mulher que havia sido jogada de um navio por dois homens. O navio estava na costa da América do Sul. Os Auxiliares Invisíveis desceram ao oceano e a resgataram para fora da água, colocaram uma tela feita de material de desejo ao redor dela e a levaram para a praia.
A mulher disse, então aos Auxiliares Invisíveis que os homens haviam roubado dela oitocentos dólares e dois anéis de diamante. Ela contou onde morava em um dos estados do sul. Ela estava em uma viagem de férias que duraria vinte e cinco dias.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram a mulher em um local seguro e foram para o navio e encontraram os homens em uma cabine dividindo o dinheiro e os anéis que haviam roubado da mulher. O Auxiliar Invisível materializou sua mão e pegou o dinheiro e os anéis e foi até a janela e desapareceu. “Dinheiro roubado não é bom para você”, disse ele, virando-se.
Os homens recuaram com o choque e os Auxiliares Invisíveis deixaram o navio. Eles foram até a mulher e deram o dinheiro e os anéis para ela.
“Vá para casa”, disse o Auxiliar Invisível, “e não fale tanto sobre seu dinheiro e sobre ser rica”.
Os Auxiliares Invisíveis foram com essa mulher até um cais, onde ela poderia pegar um navio e voltar para casa. Ela descobriu que poderia embarcar em um navio em dois dias. Os Auxiliares Invisíveis, então, foram com ela para um hotel onde ela alugou um quarto para ficar até o navio zarpar.
“Quem salvou minha vida?” a mulher perguntou.
“Nós”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Como você saiu no oceano?”, ela perguntou. “Não conseguimos ver as luzes na praia porque estávamos muito longe e é uma noite clara.”
“É uma longa história e não temos tempo para contar”, respondeu ele.
“Minha vida pertence a você”, disse ela. “Não sei como recompensá-los, a menos que você aceite, posso lhe dar uma recompensa.”
“A única recompensa que queremos é que você seja gentil e boa com todos”, disse ele. Há bons e maus em todos os lugares, você sabe.”
A mulher agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e prometeu que ajudaria os outros; os Auxiliares Invisíveis a deixaram e foram continuar o trabalho de ajudar alguém necessitado.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis estavam no campo e viram alguma coisa caída na neve em uma estrada. Eles voltaram para ver o que era. Eles descobriram que era uma mulher que havia caído de um trenó ou carroça. Um Auxiliar Invisível olhou para ver se ela havia morrido. Ele descobriu que ela estava viva, mas estava com febre e inconsciente.
Os Auxiliares Invisíveis pegaram a mulher e a levaram para o hospital mais próximo. Algumas pessoas estavam levando a enferma para esse hospital, mas quando chegaram, descobriram que a haviam perdido em algum lugar da estrada e voltaram correndo para procurá-la.
A mulher parecia ter cerca de quarenta a quarenta e cinco anos. Ela não era bonita, nos padrões de beleza vigente, mas tinha um belo Corpo-Alma. Ela tinha calos nas mãos devido ao trabalho duro e seus pés estavam pretos devido ao congelamento. O médico logo a reanimou e ela perguntou pela filha. “Minha vida acabou”, disse ela.
“Dá-me o teu recado e direi à tua filha”, prometeu o Auxiliar Invisível.
“Diga a ela para seguir meus passos e ela verá Deus e os Anjos”, disse ela.
“Onde sua filha mora e quantos anos ela tem?” perguntou o Auxiliar Invisível.
A mulher disse que a filha tinha vinte anos e contou onde morava. Ela então virou a cabeça para o lado, sorriu e seguiu em frente. Em poucos minutos ela ficou ao lado de seu corpo em seus veículos superiores.
“Quantos filhos você teve?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu tive quatro”, ela respondeu. “Tive uma vida muito difícil, mas doce. Muitas noites frias caminhei e conversei com os Anjos.”
O Auxiliar Invisível disse depois que a maioria dos Anjos que ela viu e com quem conversou eram Auxiliares Invisíveis, mas que ela tinha visto muitos Anjos na clara luz da Lua. Ele disse que ela só havia falado com um Anjo, que estava tentando ajudá-la em tudo o que podia.
“Oh, estou tão quente e seca”, disse a mulher morta.
“Calma que você ficará bem”, disse ele.
Ela fez isso e então se sentiu muito melhor. “Quero ir para o Céu e descansar”, disse ela, “e depois quero ajudar os Anjos. Oh, eu me sinto bem agora. Vamos até lá”.
“Você não pode ir lá agora, mas depois você poderá”, disse o Auxiliar Invisível. “Venha conosco.
Os Auxiliares Invisíveis a levaram para a entrada do Purgatório. A Irmã Leiga que estava na entrada perguntou se ela queria descansar ou continuar seu trabalho.
“Quero trabalhar”, disse ela imediatamente.
Essa Irmã Leiga ligou para alguém e disse-lhe para trabalhar com ela. Ela então disse à mulher que acabara de morrer que ela poderia ir e ajudar toda a humanidade.
Os Auxiliares Invisíveis foram até a casa da mulher e encontraram sua filha. O Auxiliar Invisível disse a ela que sua mãe havia falecido e que ela deveria seguir seus passos.
“Eu farei isso”, disse a filha. “Devo continuar a viver onde estou?”
“Você tem uma boa educação e algum dinheiro?”, perguntou o Auxiliar Invisível. – “Sim, eu tenho”, ela respondeu, e mostrou sua caderneta e seu dinheiro.
“Eu não posso lhe dizer agora, mas eu vou deixar você saber mais tarde”, disse ele.
Disseram à Auxiliar Invisível que havia um fino veio de ouro no lugar onde a menina morava e que a filha poderia obter o suficiente para suas três vidas, mas ela não sabia de nada. A mãe era uma Auxiliar Invisível nata desde uma vida passada. Dessa menina nascerá uma linhagem que durará até que sua mãe renasça novamente e então ela obterá as riquezas da mina de ouro.
Disseram-me que em qualquer país onde o ar esteja livre de fumaça, uma pessoa com visão espiritual pode frequentemente, em uma noite clara ou de luar, ver uma faixa prateada ou dourada passando pelo ar. Essas listras brilhantes são Anjos à distância. Normal e naturalmente os Anjos são mais brilhantes que os Auxiliares Invisíveis.
É fácil para as pessoas fora de seus Corpos Densos distinguir os Egos bons dos maus, quando estão voando. Aqui está um exemplo do que quero dizer. Certa vez, uma Auxiliar Invisível fechou os olhos e foram mostrados a ela dois egos distantes.
A aura de um dos Egos parecia um pequeno oval que era de um lindo azul brilhante. Estava se afastando no ar. Depois de alguns segundos, desapareceu de sua vista. Então, a Auxiliar Invisível viu algo, do mesmo tamanho, que era vermelho brilhante com uma borda preta ao redor. Depois de um tempo, a parte vermelha ficou menor e o objeto ficou totalmente preto. Em seguida, também desapareceu.
Foi dito a essa Auxiliar Invisível que o que ela viu primeiro foi a aura de um Iniciado ou de uma pessoa altamente desenvolvida espiritualmente; enquanto a segunda aura foi a de uma pessoa má procurando algo para influenciar.
Enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam em um grupo de Auxiliares Invisíveis no Mundo do Desejo, eles encontraram um homem e uma mulher que eram parceiros. Eles pareciam estar muito interessados um no outro.
Um Auxiliar Invisível perguntou-lhes onde moravam e um deles disse: “Já falecemos há algum tempo”.
“Vocês eram Auxiliares Invisíveis antes de morrer?” perguntou um Auxiliar.
“Sim, éramos Auxiliares Invisíveis e morávamos nos Estados Unidos”, respondeu a senhora.
“Você passou algum tempo no Purgatório?” perguntou o Auxiliar Invisível.
“Sim, passei cerca de cinco minutos no Purgatório, e pareceu uma eternidade e a dor foi muito forte”, disse ela. “Na minha última vida eu não estava completamente livre de preconceito. No momento em que fiquei livre para continuar e deixar o Purgatório, pedi permissão para continuar meu trabalho. Então perdi a consciência de dor e choque e desmaiei. Quando acordei, estava na entrada do Purgatório e disseram que estava livre para trabalhar vinte e quatro horas por dia, e tenho estado ocupada desde então. Duas vezes fui chamada para passar meu tempo no Primeiro Céu, mas, todas as vezes, implorei para poder trabalhar, pois não queria ir para o Primeiro Céu. Muito recentemente me disseram que se eu trabalhasse muito mais, acharia muito difícil conseguir pais que pudessem me trazer ao renascimento e me dar o tipo de Corpo Denso que precisarei para avançar. Eu disse a meus amigos que eu não preciso de pais, pois estou trabalhando e posso aparecer na Terra quando quiser. Acostumei-me a trabalhar o tempo todo como Auxiliar Invisível e amo muito o trabalho. Vivi o equivalente a duas vidas terrenas desde que morri.”
“Há quanto tempo você está aí?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não sei, mas venha e descobrirei”, disse a senhora.
Os Auxiliares Invisíveis foram todos para a região superior do Mundo do Desejo e essa senhora mostrou-se aos Auxiliares Invisíveis visitantes na Memória da Natureza. Eles viram essa senhora, então uma mulher doente na cama durante o inverno. Eles a viram sair de seu corpo e ficar ao lado dele. Eles viram seus amigos lavarem e deitarem seu corpo. Dois dias depois, eles fizeram um funeral e a enterraram. Eles a viram ascender à entrada do Purgatório com alguns Auxiliares Invisíveis e depois ascender às Regiões superiores do Mundo do Desejo. Eles a viram ali gritando de dor. Ela voltou para a entrada do Purgatório chorando: “Por favor, deixe-me trabalhar.” Os Auxiliares Invisíveis olharam e viram que era 10 de janeiro de 1885, em uma pequena cidade do leste.
“Que efeito isso teve em seu Corpo-Alma?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não tive nenhum, pois o Mundo do Desejo não tem efeito sobre o Corpo-Alma, pois é feito dos dois Éteres superiores da Região Etérica do Mundo Físico”, disse a senhora.
Então o Auxiliar Invisível perguntou ao homem há quanto tempo ele estava no Mundo do Desejo, e ele disse que estava lá há trinta e cinco anos. “Passei cerca de um dia do seu tempo no Purgatório”, disse ele.
A senhora disse que também estava bem quando chegou à entrada do Purgatório, mas o choque da experiência foi demais para seus sensíveis corpos superiores. “A grande vantagem de ter um Corpo-Alma um tanto desenvolvido é que com ele se pode ir a qualquer lugar”, disse ela. “Uma pessoa cujo Corpo-Alma não está desenvolvido não pode ir a lugar nenhum. Todo mundo tem um Corpo-Alma, ou o esboço de um a ser preenchido.”
O Auxiliar Invisível estava ansioso por conhecimento com o propósito de ajudar os outros, então perguntou-lhe como ela poderia materializar um corpo quando ela tinha que usar um Corpo Denso.
“Eu fui ensinada a atrair os Éteres da Terra a fim de me fazer parecer sólida, e como liberar esse corpo quando eu terminar”, ela respondeu.
Essas pessoas maravilhosas fora dos Corpos Densos foram muito amigáveis com os Auxiliares Invisíveis, que lhes agradeceram por suas informações e, então, continuaram seu trabalho.
Numa noite de sexta-feira, dois Auxiliares Invisíveis foram convidados a um mosteiro onde um homem altamente desenvolvido estava morrendo, e dois Irmãos Maiores iam conectar um Ego no Corpo assim que o homem falecesse. O homem morreu logo depois que os Auxiliares Invisíveis chegaram lá. Eles viram os Irmãos Maiores desconectando o Cordão Prateado e conectando o segmento do Corpo Prateado dos Corpos do novo Ego no Corpo do homem que acabara de falecer. Ele passou primeiro pelos pés do corpo e depois deslizou para baixo em seu novo corpo.
Depois que o Ego estava no corpo do homem que falecera, ele se sacudiu como se estivesse se ajustando ao corpo. Em pouco tempo o corpo ficou muito brilhante. Os homens do mosteiro levantaram as mãos e começaram a gritar e louvar a Deus. Eles pegaram o homem e o chamaram para um novo quarto e o deitaram na cama. Todos pareciam conhecê-lo e ficaram felizes com o sucesso da mudança.
Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes com a experiência. Eles testemunharam uma grande visão que poucas pessoas veem. O homem que estava conectado no corpo tinha alcançado dez ou mais Iniciações.
No terceiro capítulo do Livro do Apocalipse, versículo 12, lemos o seguinte: “Quanto ao vencedor, farei dele uma coluna no templo do meu Deus, e daí nunca mais sairá. Escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da Cidade do meu Deus — a nova Jerusalém, que desce do céu, de junto do meu Deus — e o meu novo nome”.
Então, no versículo 21 lemos as palavras: “Ao vencedor concederei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu também venci e estou sentado com meu Pai em seu trono”.
O que isso significa e quem são os pilares de Deus de que nos fala São João, o Divino? Primeiro, o templo mencionado significa o templo de Deus, o Arquiteto de nosso Sistema Solar. Está no sétimo Mundo, o Mundo de Deus.
Quando alguém se torna um pilar de Deus, ele se torna um servo de Deus que provou ser digno de encontrar seu Deus face a face e falar com ele. Então ele volta para a Terra para ajudar o resto da humanidade ou vai para algum outro Planeta para trabalhar.
As palavras “Ele não sairá mais dela” significam que o Ego alcançou a liberação da roda do Renascimento. Ele pode falar a palavra criadora e construir para si um novo Corpo que durará um longo período. Esses Corpos geralmente duram centenas de anos. Ele então construirá outro Corpo e entrará no novo. Ele não precisa renascer como um bebê e passar longos anos adquirindo educação. O novo nome refere-se à libertação. Esses Seres Elevados também são chamados de Filhos e Filhas da Solidão.
“Ao vencedor concederei sentar-se comigo no meu trono”, significa que os Liberados se tornam colaboradores de Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, e que poderão conversar com Ele à vontade;
“assim como eu também venci”, diz-nos que Deus alcançou Seu lugar apenas como resultado de um longo período de esforço sincero e serviço de autoesquecimento. Sabemos que Deus alcançou sua alta posição por meio do trabalho em algum outro Sistema Solar, e então veio a um determinado lugar no espaço e criou nosso Sistema Solar, conforme relatado no primeiro capítulo do Livro do Gênesis: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”.
No segundo capítulo do Livro do Apocalipse, versículo 7, lemos o seguinte:
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: ao vencedor, conceder-lhe-ei comer da árvore da vida que está no paraíso de Deus”.
“Comer da árvore da vida” significa o segredo de como perpetuamente vitalizar o Corpo. Sabemos que nossos Corpos Densos não são perfeitos hoje. Quando alcançarmos a liberação, nossos Corpos estarão perfeitos e poderemos renovar nossos Corpos Vitais à vontade.
Então nos tornaremos imortais e cooperadores de Deus. Mas, esse é um caminho longo e difícil de percorrer. Muitas decepções devem ser enfrentadas e muitas dificuldades terão que ser superadas e vencidas antes de atingirmos nosso objetivo.
Max Heindel nos diz no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” que “A queda na geração foi necessária à construção do cérebro, que é um meio indireto de adquirir conhecimento. Será sucedido pelo contato direto com a Sabedoria da Natureza. Então, sem cooperação alguma, o ser humano poderá utilizar essa Sabedoria na geração de novos Corpos. A laringe falará novamente a ‘Palavra perdida’, ou ‘Fiat Criador’ outrora empregada pelos antigos lemurianos sob a direção dos grandes instrutores, para criar vegetais e animais. Será um criador de verdade, e não na forma relativa e convencional do presente. Empregando a palavra apropriada ou a fórmula mágica poderá criar um Corpo novo”.
O “Fiat Criador” se refere à criação do nosso Sistema Solar por Deus no primeiro capítulo do Gênesis.
No versículo 17 do segundo capítulo de Apocalipse lemos o seguinte: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: ao vencedor darei do maná escondido, e lhe darei também uma pedrinha branca, uma pedrinha na qual está escrito um nome novo, que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.”
– “ao vencedor” significa os Liberados que pagaram todo o seu Destino Maduro e superaram todos os seus maus desejos e maus hábitos, e desenvolveram maravilhosos e brilhantes Corpos-Almas que estão além de qualquer coisa que possamos conceber.
– “darei do maná escondido” significa que os Liberados são sustentados pelo maná, ou força vital que flui de Deus.
– “e lhe darei também uma pedrinha branca”, refere-se ao seu Corpo-Alma, que também é chamado de “Pedra Filosofal”. Esse Corpo-Alma deve ser parcialmente construído antes que o Ego possa sair de seu Corpo à noite durante o sono e trabalhar como um Auxiliar Invisível.
No quinto capítulo de São Mateus, versículo 48, encontramos o seguinte: “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Aqui nos é dito para nos tornarmos perfeitos, e é possível para nós fazê-lo. Como pode ser feito? O caminho que leva à perfeição é um caminho longo e difícil que começa com o Estudante. Isso leva em torno de dois anos. A segunda etapa é o grau de Probacionista, um período em torno de cinco anos.
Ao final desse período, supõe-se que o Ego tenha desenvolvido a luz interior, de modo que possa ver seu caminho sozinho nos Mundos internos. Então, segue o período de Discipulado que depende inteiramente do desenvolvimento do Ego. Então, segue o período que leva a pessoa ao grau de Irmão Leigo ou Irmã Leiga e, naturalmente, à primeira Iniciação Menor. O tempo necessário depende do Ego. Quando a primeira Iniciação é alcançada, é mostrado ao candidato como deixar seu Corpo conscientemente. Então, o Ego deve trabalhar seu caminho para cima e para frente. Uma Iniciação após a outra é alcançada até que todos as nove Iniciações Menores tenham sido alcançadas. Quando ele atinge a primeira Iniciação Maior ele alcança o grau de Adepto. E assim vai até alcançar a quarta Iniciação Maior. Depois dessa ele se torna um Irmão Maior. Ele é um ser humano que vive aqui na Terra trabalhando entre nós como os outros seres humanos. Para a grande maioria, exceto para um outro Irmão Maior, ele sempre será um ilustre desconhecido.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram levados a algum lugar por uma Irmã Leiga. Eles foram primeiro colocados para dormir e depois levados para um grande salão. O salão tinha um teto alto. Uma parede estava totalmente coberta pelo que parecia ser um vidro fosco que se estendia do chão ao teto.
A plataforma do orador ficava de um lado para que o ele pudesse ver o vidro enquanto falava. Para uma audiência de Estudantes admirados, este orador mostrou uma série de imagens por meio da Consciência de Júpiter. Esses quadros apareceram na parede de vidro fosco. Esses quadros mostravam algumas atividades de seres humanos que alcançavam Iniciações cada vez maiores, até quanto podia ser mostrado.
Também foi mostrado um exemplo de um maravilhoso Corpo-Alma.
Então, o orador mostrou ao público como se retorna ao nosso planeta Terra muitos anos depois, construindo um corpo para si mesmo e como foi trabalhar com a humanidade.
Em outra noite, alguns Auxiliares Invisíveis encontraram uma mulher que tinha alcançado o grau de Adepto, enquanto estavam fora dos seus Corpos Densos.
Então, ela os levou para a casa dela e entrou no Corpo Denso e os acordou.
“Você come comida?”, perguntou o Irmão Leigo, que também é um Auxiliar Invisível.
“Sim, às vezes eu faço”, ela respondeu. “Eu também como quando tenho companhia. Faço questão de visitar meus amigos quando não é hora de comer.”
“Por favor, conte-nos como você vive”, disse o Auxiliar Invisível.
“Sou livre e conheço todas as leis e sou sustentada pelo maná, ou força vital, que flui de Deus. Quando há algum trabalho que preciso encarnar, construo os Corpos necessários para me expressar aqui na Região Química do Mundo Físico”, disse a senhora.
Os Auxiliares Invisíveis puderam ver que ela tinha um corpo humano real, um Corpo Denso. Quando ela estava falando sobre o trabalho de um Adepto, ela disse que o trabalho deles ajudar onde há mais necessidades, focando nas Regiões superiores do Mundo do Desejo e na Região do Pensamento. Eles ajudam a todas as Ondas de Vida nessas regiões superiores. No entanto, às vezes, há a necessidade de se trabalhar no Mundo do Desejo inferior e até na Região Química do Mundo Físico. Alguns gastam todo o seu tempo ajudando a humanidade em tudo o que podem.
Os Adeptos, quando estão com um Corpo Denso, vivem onde não são incomodados porque saem e deixam seus corpos em casa por dias, ou mesmo meses. As pessoas da casa não perturbam seus corpos nessas horas. Quando eles retornam, encontram seus corpos em perfeita forma.
“Quando eu saio do meu corpo para deixá-lo”, disse ela, “eu paro suas emanações e desacelero meu coração.”
O Auxiliar Invisível perguntou a ela sobre os fluidos e excrementos no corpo. Ela disse que qualquer comida que coma é pura e não prejudica seu corpo enquanto ela estiver fora dele. “Eu como vegetais como verduras, frutas e legumes”, disse ela.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram levados para o Mundo do Desejo superior e depois para o Mundo do Pensamento por uma Irmã Leiga.
Então eles viram exemplos de como se ensina música, desenho e pintura usando material de desejos e de pensamentos.
Um Auxiliar Invisível lembrou-se de ter visto essa classe duas vezes antes. Certa vez, ela foi autorizada a entrar em uma sala onde alguns músicos estavam aprendendo a escrever as harmonias da Música das Esferas. A reunião estava sendo realizada na casa de uma senhora Adepta. Havia oito homens na classe, e todos eram Iniciados. O professor era um Adepto. Ele estava ensinando a seus alunos como captar os tons das harmonias celestiais e anotá-los como notas em papel pautado feito de material de desejo. Eles estavam escrevendo uma sinfonia.
Os alunos estavam todos em seus Corpos-Alma, mas pareciam tão naturais como se estivessem em seus corpos físicos e trabalhando em uma aula de harmonia. Escrever a harmonia no papel indelevelmente imprimiu a música em seus corpos físicos, de modo que, quando voltassem a seus corpos, pudessem se sentar e tocar o que tinham ouvido. Os músicos que frequentam essas aulas podem não apenas tocar o que ouviram, mas também colocar a música no papel, e as sinfonias estão prontas para serem usadas para encantar os amantes da música. Esta é uma das maneiras que nossos grandes compositores foram capazes de trazer até nós a música divina das esferas, estivessem eles conscientes disso ou não.
Os Adeptos ajudam a humanidade assim como nós, apenas com perfeita compreensão e maravilhosa eficiência. Eles não influenciam as pessoas contra seus desejos, mas fortalecem o bem sempre que ele é encontrado. Eles são colocados onde melhor se adaptam ao trabalho. Outros vivem com elevados Iniciados que podem vê-los e conversar com eles enquanto estão juntos ou à distância. Alguns assumem corpos físicos e outros não.
Teremos agora mais algumas histórias de trabalho feito por Auxiliares Invisíveis aqui na Terra. Uma noite, três Auxiliares Invisíveis foram enviados para atender às orações de uma menina. Eles correram para a casa dela e lá encontraram uma garota bonita orando desesperadamente por ajuda para salvar sua vida. Um homem tinha acabado de atirar e matar seu namorado e pretendia matá-la e depois se matar.
Dois dos Auxiliares Invisíveis foram até a garota e se materializaram e o terceiro ficou perto do homem morto. Quando o assaltante viu os Auxiliares Invisíveis, largou a arma e começou a correr. Um Auxiliar Invisível bloqueou seu caminho.
“Segure-o! Segure-o!”, gritou a garota em voz muito alta, e o Auxiliar Invisível o segurou com firmeza.
O homem tentou lutar para se soltar, mas o Auxiliar Invisível não permitiu que ele escapasse.
A menina chamou a polícia e depois desmaiou.
O Auxiliar Invisível se materializou e a reviveu. Ele então olhou para o homem morto que havia se formado e estava de pé ao lado de seu corpo.
“O que aconteceu e por que ele atirou em mim?”, perguntou o chamado homem morto. Eu nunca fiz nada para ele. Estou morto ou inconsciente?”
“Você está morto como se diz quando estamos encarnados aqui”, respondeu o Auxiliar Invisível.
“Oh, eu não queria morrer”, disse o homem. “Eu queria viver, casar com ela e ter uma família grande. Economizei meu dinheiro e íamos nos casar em maio. Como posso dar a ela meu dinheiro que eu economizei? Por favor, pegue minha carteira e dê a ela.”
O Auxiliar Invisível disse ao seu companheiro para escrever uma declaração dando à garota o dinheiro de seu noivo que ele tinha no banco, e pediu à Irmã Leiga que veio com eles para materializar o homem que acabara de morrer para que ele pudesse assiná-lo. Um Auxiliar Invisível escreveu a declaração e logo a deixou pronta. A Irmã Leiga obteve permissão para materializar o homem e assim o fez. O homem pegou a garota e a abraçou e beijou e assinou o bilhete. Os três Auxiliares Invisíveis assinaram como testemunhas e então o homem desapareceu.
O assassino viu o que havia acontecido e ficou tão assustado que não conseguia se mexer. A polícia veio e prendeu o homem que atirou no noivo da garota e moveu o corpo do morto.
“O que devo fazer agora?”, a garota gritou depois que os homens a deixaram com os três Auxiliares Invisíveis. “Tenho medo de ficar em casa sozinha agora.”
A Irmã Leiga aproximou-se dela, colocou a mão na cabeça dela e disse-lhe que ela deveria ser corajosa e que nada a machucaria.
“Vá para a cama e tenha bons sonhos”, disse a Irmã Leiga.
“Eu vou”, respondeu a garota. “Quero agradecer a todos vocês pelas coisas maravilhosas que fizeram por mim.”
Então os Auxiliares Invisíveis a deixaram e seguiram em frente. Esta foi uma ajuda muito incomum, mas mostra o que pode ser feito por alguns Auxiliares Invisíveis.
Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem negro para ajudá-lo. Ele tinha acabado de morrer e estava se perguntando o que havia acontecido com ele. Ele tinha noventa anos e viveu no sul do país toda a sua vida. Ele havia sido escravo por muitos anos e passou por muitas dificuldades. Ele era Cristão desde jovem.
Ele se casou e teve quatro filhos e todos eles morreram. Sua esposa havia morrido cerca de trinta anos antes. Na época de sua morte, esse velho vivia com um bisneto. Ele vivia de sua pensão, pois havia servido na Guerra Civil.
Quando o velho viu a Auxiliar Invisível, ele se animou.
“Senhora, você é o Anjo que veio me levar para o céu?”, ele perguntou. Eu vi muitos Anjos no meu dia. Uma vez veio um e impediu meu mestre de me bater. Era uma mulher como você. Ela me disse para ser sempre boa e Deus cuidaria de mim e me ajudaria. Mas, às vezes, Deus demorava muito para me alcançar. Quando pedi a Deus para deixar a minha esposa Sally ficar aqui comigo até que eu tivesse que ir, uma senhora veio e disse que o tempo de Sally havia acabado e que ela teria que ir.
Então Deus levou meus filhos, um por um, e minha vida tem sido muito solitária. Todas as pessoas que conheci quando era jovem agora estão mortas. Senhora, eu costumava sentar-se no meu quintal à noite e ver Anjos passarem, e eles eram brancos. Eu me perguntei se existem anjos coloridos.
Senhora, você é a primeira pessoa com quem pude falar desde que estou assim. Eles me lavaram e me colocaram neste quarto e disseram que iam me enterrar amanhã de manhã.
Não deixe que façam isso porque não estou morto, embora algo esteja errado. Eu pensei que quando eu morresse, minha esposa, filhos e um Anjo viriam e me levariam para o céu. Eles não estão aqui, então acho que não estou morto, mas o que você está fazendo aqui, caro Anjo? Todos os Anjos usam anéis e relógios?”
Então a Auxiliar Invisível disse ao idoso para deixá-la falar. Ela disse a ele que ele estava morto, como é chamado esse estado pelas pessoas, e que ele só tinha visto um Anjo real. Então os olhos do velho se arregalaram e ele começou a tremer de medo. A Auxiliar Invisível disse a ele que ela era uma Auxiliar Invisível e que ajudava a todos que podia.
Ela disse a ele que o corpo dele estava a centenas de quilômetros de distância e que ninguém poderia vê-lo em condições normais.
“Eu vim para levá-lo ao céu para sua esposa e talvez para seus filhos”, disse ela.
“Onde está o céu e eu estou morto?”, perguntou o idoso. “Pensei que não saberia de nada até chegar ao céu.”
A Auxiliar Invisível teve dificuldade em explicar seus ensinamentos para ele.
Quando ele finalmente entendeu do que ela estava falando, ele disse: “Talvez Sally tenha sentido falta de ir para o céu.”
“Não, ela não sentiu falta de ir para o Céu”, disse o Auxiliar Invisível. “Ela foi para lá, e você irá para lá também.”
“Bem, vamos porque estou velho e cansado”, disse ele, “mas não posso andar rápido porque estou muito fraco.”
“Eu o carregarei, meu amigo”, disse a Auxiliar Invisível, e ela estendeu a mão, pegou-o no colo e foi em direção à parede.
“Essa é a parede e você não pode atravessá-la”, disse ele.
No entanto, os Auxiliares Invisíveis e o velho em seu Corpo de Desejos atravessaram a parede.
“Bem, devo estar morto, pois não poderia fazer isso quando estava em meu corpo!”, exclamou o idoso surpreso. “Senhora, estou com sono”, disse ele enquanto avançavam pelo ar.
“Vá dormir,” ela disse e ele dormiu.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o idos para a entrada do Purgatório e uma Irmã Leiga olhou para sua aura. “Leve-o para sua esposa no céu”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que esta família havia construído uma linda mansão no Céu. Foi feito através de lágrimas, tristeza, amor, dificuldades e fé em Deus. O velho encontrou sua esposa e seus quatro filhos lá e eles tiveram um grande reencontro. “Sally, estou aqui”, disse ele, “Glória a Deus.”. “John,” ela disse e correu para ele.
Os Auxiliares Invisíveis os deixaram em seu merecido descanso e alegria. Eles eram boas pessoas e gentis com todos. Este é um caso em que o Ego não precisou ir para o Purgatório.
O homem da história a seguir teve que ir para o Purgatório porque não viveu uma vida boa. Uma noite, um homem morreu e dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudá-lo. O homem ficou muito surpreso ao ver um dos Auxiliares Invisíveis, pois ele o conhecera ligeiramente durante sua vida.
Este homem havia bebido muito durante toda a sua vida e morreu de delirium tremens. Ele estava parado ao lado de seu corpo imaginando o que estava acontecendo. Quando ele viu o Auxiliar Invisível, ele disse: “Você é como eu? Estou morto? O que aconteceu? Se eles tivessem me dado o uísque que eu queria, eu não estaria assim.”
“Você está morto, homem”, disse o homem Invisível, “e não provará mais uísque por cerca de mil anos.”
“Cara, você é louco”, disse o homem. “Já fui assim muitas vezes e depois fiquei bem, mas não vejo as coisas que corriam atrás de mim e tentavam entrar no meu corpo. O médico costumava injetar remédio no meu braço e eu ficava bem em alguns dias”.
“Sim, mas o que este último homem, o agente funerário, colocou em seu braço não vai curá-lo”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Levará muitas centenas de anos para você voltar e ficar bem. O agente funerário colocou algo em seu corpo, e você sentiu calor e agora sente frio. Você não começou a ver as coisas que fazia enquanto estavam bem?”
“Sim, cara, pensei que aquele cara estava tentando me queimar por dentro”, disse o homem, “e as fotos das coisas que eu fazia pararam quando eu era um menino de doze anos. Então comecei a congelar.”
Só então o homem teve um de seus ataques de uísque e disse: “Ha, ha”, e fez todos os tipos de caretas engraçadas. Então ele viu a Auxiliar Invisível pela primeira vez. “Mocinha,” este não é lugar para você” ele gritou. “É melhor você ir antes que essas cobras e outras coisas te peguem. Há, há. Olhe para aquele!
Faça isso ir embora. “Hm-mm, quase me pegou dessa vez. Cuidado! Cuidado! Ah, ah.”
Isso deixou a Auxiliar Invisível nervosa e ela se aproximou o mais que pôde de seu parceiro. “Faça algo por ele ou leve-o para a entrada do Purgatório”, disse ela. “Vou esperar por você até que você volte.”
Então o Auxiliar Invisível foi até o pobre homem e o acalmou.
“Você quer ver o seu funeral?”, ele perguntou ao homem.
“Quem viu seu próprio funeral!” o homem disse, depois de ter rido da ideia. “É melhor esperar até que eu morra.”
“Vamos”, chamou o Auxiliar Invisível.
“Não, não estou morto, e o diabo pode me pegar se eu sair daqui”, disse o homem. “Há muitas cobras e outras coisas aqui para irmos a qualquer lugar. É melhor você correr.”
Por meio do pensamento, o Auxiliar Invisível perguntou a um Adepto se ele deveria levar o homem para a entrada do Purgatório e foi-lhe dito para fazê-lo. O Auxiliar Invisível tocou a cabeça do homem, que ficou quieto e seguiu os dois Auxiliares Invisíveis até a entrada do Purgatório.
Quando chegaram a entrada do Purgatório, uma Irmã Leiga falou com o Auxiliar Invisível responsável pelo homem. “Leve-o para sua casa, mas deixe seu parceiro comigo.”
“Não, deixe-me ir com ele,” insistiu a Auxiliar Invisível.
“Não, pois o que você verá pode assustá-lo”, disse a Irmã Leiga.
A Auxiliar Invisível implorou para ir, e a Irmã Leiga deu-lhe permissão. “Amarre-a a você”, disse ela ao Auxiliar Invisível, e ele o fez.
Então eles desceram ao Purgatório com o homem. Ele se tornou indisciplinado e tentou se apossar dos Auxiliares Invisíveis e a Auxiliar Invisível ficou com medo e disse que queria ir para casa.
Finalmente, os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para sua casa, e ele começou a delirar e pedir uísque. Os Auxiliares Invisíveis podiam sentir claramente o cheiro de uísque e podiam ver sua fumaça subindo.
Os Auxiliares Invisíveis viram muitos homens e mulheres loucos por bebida. Alguns carregavam barris e alguns tinham garrafas de uísque do desejo, que tentavam beber, mas não conseguiam. A Auxiliar Invisível ficou muito assustado e começou a lutar contra as pessoas, pois elas estavam seguindo os Auxiliares Invisíveis.
Eles viram uma mulher que já foi uma mulher inteligente e próspera. A Auxiliar Invisível disse a ela que ela estava naquele lugar para ensiná-la que beber não faz bem a ninguém. “Quanto mais cedo você desistir do desejo de beber, mais cedo o seu sofrimento vai acabar”, disse a Auxiliar Invisível.
“Como posso desistir?”, a mulher perguntou.
“Jogue fora sua garrafa e ore a Deus para ajudá-la e diga a Ele que você não vai beber mais se Ele lhe der outra chance”, aconselhou-a a Auxiliar Invisível.
“Será que Deus vai fazer isso? Não vou ter que ficar aqui para sempre?”, ela perguntou.
“Sim, Ele fará isso e você sairá daqui”, disse a Auxiliar Invisível.
A pobre mulher jogou fora sua garrafa e começou a rezar. A Auxiliar Invisível a viu afundar em um sono leve e soube que suas preces haviam sido atendidas.
Uma Irmã Leiga disse a esses Auxiliares Invisíveis que esta mulher esteve no local onde os bêbados são mantidos algum tempo. O único mal que ela fez foi a si mesma bebendo. Ela pagou a dívida com juros. O homem sofrerá muito porque tinha sessenta e três anos e era mau com todos, e causou a própria morte.
Aqui estão algumas informações que eu acho que vão interessá-lo nesta conexão. À certa Estudante Rosacruz foi mostrado o corpo de um Iniciado à distância, e ela deu uma boa olhada no Corpo Vital dele enquanto ele interpenetrava seu Corpo Denso. Seu Corpo Vital era de um lindo rosa e permanecia simétrico como de uma boneca, só que era muito brilhante.
Agora, é diferente com o Corpo Vital de uma pessoa morta. Quando uma pessoa morre e é embalsamada em pouco tempo ou o mais rápido possível todo o sangue é removido, o Corpo Denso fica pálido, cinza claro ou escuro.
Em todo caso, não é tão branco como geralmente é quando a vida está no corpo. Isso também é verdade em relação ao Corpo Vital após a morte. Se há vida nele, ele tem sua cor natural.
Quando o Ego deixa o Corpo Denso e se desfaz do Corpo Vital, esse fica cinza e ondulado como uma névoa diante do vento quando está saindo de uma cidade ou de um porto.
Se a pessoa for embalsamada e mantida no estado por sete a dez dias, o Ego descarta o Corpo Vital, que volta e flutua sobre o Corpo Denso. Em alguns casos, o Corpo de Desejos também retorna, mas não com frequência, pois pertence ao Mundo do Desejo. Quando isso acontece, é porque o Corpo Vital se tornou tão interligado com o Corpo de Desejos que deve ser desfeito.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam fora do seu Corpo Denso e viram algumas pessoas realizando um serviço fúnebre para um homem; eles pararam e observaram. Eles viram o Corpo Vital do homem flutuando sobre o caixão. Parecia um pano cinza esfarrapado movendo-se lentamente para cima e para baixo sobre o caixão.
“Todos os Corpos Vitais se parecem com isso?”, perguntou a Auxiliar Invisível a uma elevada Irmã Leiga que estava com eles.
“Sim”, respondeu a Irmã Leiga.
Ela então mostrou ao Auxiliar Invisível como o Corpo Vital de seu avô flutuava sobre o caixão da mesma maneira. Em seguida, ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis os Corpos Vitais de duas pessoas materialistas, que morreram há muitos anos. Eles pareciam uma substância cinza semelhante a um véu flutuando sobre os caixões nos quais estavam os Corpos Densos.
Um Corpo Vital mergulhou no Corpo Denso e então se ergueu novamente. A Auxiliar Invisível lembrava-se claramente disso quando acordou na manhã seguinte. Ela ficou muito surpresa por não ter tido provas disso antes. Os Corpos Vitais dos últimos três Egos foram vistos por meio da Memória da Natureza onde todos os eventos são preservados para referência futura.
A maioria de nós tem pouca noção do universo maravilhoso em que vivemos, pois passamos a vida vendo tão pouco. Somos um pouco como os cavalos com antolhos que obstruem sua visão.
Sempre que alimentamos maus pensamentos sobre outra pessoa e sentimos inveja do que ela tem, corremos o risco de ter esses pensamentos soltos e nos levar a fazer coisas das quais sempre nos arrependeremos. Aqui está uma história que ilustra o que quero dizer.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma senhora idosa em um estado do oeste, em resposta às suas orações. Eles foram ao quarto dela e a acordaram espiritualmente e conversaram com ela. A senhora disse aos Auxiliares Invisíveis que seus parentes queriam se livrar dela e de seu irmão. Ela disse que tinha oitenta anos e ele tinha oitenta e cinco anos.
Ela podia ver que esses parentes estavam estudando uma maneira de se livrar deles sem causar problemas, para que pudessem se apossar de seu dinheiro e propriedades.
“Nós dois estamos bem de vida”, disse a velha senhora, “mas nossas vidas são entristecidas pelo pensamento de que nossos próprios parentes querem nos matar silenciosamente para que possam desfrutar de nossa riqueza”.
“Vamos cuidar de você”, prometeu um dos Auxiliares Invisíveis.
Esses Auxiliares foram informados sobre o que fazer por uma Irmã Leiga à distância. Eles foram e viram a líder dos parentes. Ela tinha cerca de quarenta anos. Naquela época, ela estava dormindo e seu Ego estava fora de seu corpo no quarto ao lado de sua cama. Um Auxiliar Invisível disse a ela para não incomodar esses idosos e disse-lhe quais seriam as consequências se eles acabassem com os dois.
Ao mesmo tempo, tudo isso foi mostrado à mulher por meio da consciência pictórica jupteriana. Ela ficou assustada durante o sono e acordou gritando. Quando sua família entrou na sala, ela contou a eles o que o Auxiliar Invisível havia dito a ela. Ela disse que viu para onde todos iriam se matassem os dois idosos. A mulher foi curada e assim os dois idosos ficaram a salvo.
A família provavelmente já tinha esse enredo em mente há muito tempo e havia pensado tanto nele que transparecia em seus rostos e em suas ações. Os idosos podiam ver claramente seus maus desejos em relação a eles. Esse foi um caso estranho em que os maus pensamentos das pessoas estavam prestes a mergulhá-las em atos muito graves de maldade. Sem dúvida, houve muitos outros casos semelhantes a este em que os Irmãos Leigos evitaram a tragédia por métodos semelhantes. A história registra numerosos casos em que as más ações foram cometidas e os malfeitores sofreram por seus crimes antes da morte. Eles sempre sofrem depois da morte também. Às vezes, o remorso é um castigador poderoso.
Ouvi uma história de alguns Auxiliares Invisíveis que encontraram uma mulher enterrando o corpo de outra mulher na areia. Ela disse que as duas viveram juntos em um lugar solitário. Uma mulher ficou inquieta e quis partir, voltar e viver entre as pessoas.
Por causa disso, a outra mulher a empurrou para o mar e ela se afogou. Seu corpo flutuou na praia e a outra mulher o enterrou secretamente para se salvar.
Outro Auxiliar Invisível disse a esses dois Auxiliares Invisíveis que conheceram essa mulher que ela sofreria terrivelmente com o remorso e a solidão. Então sabemos que ela será punida no Purgatório. A justiça pode ser suspensa por um tempo, mas colhemos conforme plantamos, sempre!
Aqui está uma história que conta como uma velha rixa foi resolvida. Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a um dos estados do sul, para um lugar onde dois fazendeiros e suas famílias viviam lado a lado, mas não se falavam por causa de ressentimentos. Cada um deles tinha uma grande fazenda e continuavam a trabalhar a terra. Nenhum dos fazendeiros permitiria a ajuda do outro e nem para falar com as pessoas que trabalhavam na fazenda vizinha. Se algum deles fosse pego conversando enquanto estava na fazenda, era dispensado.
A rixa começou nos tempos da Grécia antiga pelos direitos à terra e um filho e uma filha foram mortos porque um membro de uma família não gostava de um membro de outra família. Essas pessoas renasceram e viveram em Roma como mulheres e se odiaram. Eles estavam no mesmo círculo social e causavam muitos problemas entre seus amigos.
Eles renasceram nos Estados Unidos, pois seus avós se estabeleceram no sul. Os problemas surgiram novamente sobre os direitos de propriedade e os pais ficaram zangados um com o outro e os filhos começaram a briga. Eles decidiram construir uma cerca de tábuas de dois metros de altura e vários metros de comprimento entre suas grandes fazendas onde suas casas foram construídas. Ficou combinado que, se um cavalo, uma vaca, um porco ou uma galinha se perdesse na outra propriedade, seria morto ou recolhido como se fosse da propriedade.
Quando os Auxiliares Invisíveis encontraram esses homens, eles não trocaram uma palavra por quinze anos e eram inimigos ferrenhos. O homem que era realmente o culpado pelo problema dos direitos de propriedade descobriu que suas coisas continuavam indo para o outro lado da cerca. Esse homem tinha uma filha de vinte anos que era a menina dos seus olhos. Ele disse a ela que atiraria nela se ela se casasse ou fizesse companhia ao filho de seu inimigo. Eles estavam secretamente apaixonados um pelo outro.
Essa garota criou alguns patos e eles se desviaram para o lado da cerca de seu namorado, e seu gato preto os levou porque seus gatinhos morreram. Os Auxiliares Invisíveis viram a gata cuidando dos patinhos. Eles acharam muito divertido ver um gato tentando cuidar de patinhos e ela estava fazendo um bom trabalho. Esse jovem disse à menina que ele tinha nove de seus patos premiados e ela contou a seu pai sobre isso. O pai escreveu ao filho do inimigo e pediu-lhe que mandasse os patos da filha de volta para casa.
O jovem ignorou a carta e a menina decidiu ir buscá-los ela mesma. Quando ela foi lá, o cachorro do jovem foi atrás dela e ela gritou de medo. Ambos os pais se levantaram e saíram correndo com suas armas. Eles viram os Auxiliares Invisíveis que foram enviados para lá para evitar um assassinato. Os homens começaram a discutir e, enquanto discutiam, o menino e a menina conversavam nos braços um do outro.
“Por quantas vidas vocês vão continuar com essa rivalidade de matar?”, perguntou o Auxiliar Invisível aos fazendeiros furiosos. “Agora olhem para trás enquanto eu lhes digo há quanto tempo isso está acontecendo. Começou nos tempos gregos, quando vocês eram homens e discordavam sobre os direitos de propriedade. Havia um ódio intenso entre vocês quando eram mulheres em Roma e agora nesta vida vocês estão prontos para matar um ao outro, enquanto seus filhos estão enamorados um com o outro. Olhe para eles. A gata perdeu seus filhotes na morte e os patos se voltaram para ela. Em vez de comê-los, ela decidiu cuidar deles e está cumprindo bem sua tarefa autodenominada. Certamente vocês podem derrubar essa cerca alta e colocar uma cerca de arame e serem bons vizinhos, e deixar os filhos se casarem e serem felizes. Se vocês não fizerem isso, eles vão fugir a tempo de qualquer maneira, e vocês nunca mais os verão.”
Os homens decidiram ser amigos e derrubaram a cerca de despeito e colocaram uma de arame. Um dos homens notou a Auxiliar Invisível que estava brincando com os patos. “Ela é minha assistente”, disse o Auxiliar Invisível, e ele a chamou e pediu que ela viesse até eles. Ela veio e começou a falar com os homens. “Espero que vocês sejam mais desenvolvidos do que o gato”, ela disse a eles.
“Sim, estamos agora, mas levamos muito tempo para aprender melhor”, disse um dos homens.
Os Auxiliares Invisíveis deixaram todo mundo feliz quando foram embora. Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembravam claramente deste trabalho quando acordaram na manhã seguinte e pensaram que era uma experiência interessante.
Certa noite, uma Auxiliar Invisível foi à uma prisão onde havia uma mulher que orava muito por outra mulher, prisioneira há dez anos, que estava moribunda. Ela disse à Auxiliar Invisível que na época em que conheceu a mulher moribunda essa havia sido incriminada por seu marido para se livrar dela quando o filho deles nascesse, filho esse que ela não via desde o nascimento dele.
A Auxiliar Invisível viu que a mulher moribunda ia morrer e que ela não podia fazer o que ela queria, então chamou uma Irmã Leiga muito desenvolvida. Quando a Irmã Leiga chegou, a Auxiliar Invisível conversou com a prisioneira moribunda.
“Fui presa por falsificação há dez anos e condenada”, disse a prisioneira. “Agora quero meu nome limpo antes de morrer. Meus pais eram ricos, mas não adiantou e me trouxeram para cá.”
Por meio do pensamento, a Irmã Leiga chamou o diretor, o médico da prisão e o marido da mulher moribunda. O diretor e o médico vieram imediatamente e ela os fez anotar o depoimento da prisioneira moribunda. Quando isso foi feito, o marido da mulher já estava lá com o filho deles. Eles foram deixados entrar e a criança correu para os braços da mãe. Ela abraçou e beijou o filho. Quando o marido foi questionado sobre a armação, ele admitiu, assinou uma confissão e ali mesmo já foi preso.
A moribunda pediu que soltassem o marido e entregassem o filho à mãe dela, que a visitava todos os meses há dez anos. Ela havia sido condenada a vinte anos.
“Quem é você?”, perguntou o diretor à Irmã Leiga.
“Eu vim para ver a justiça ser feita”, ela respondeu calmamente.
“Oh, por favor, leve-me para o Céu”, disse a enferma moribunda à bela Irmã Leiga. “Estou tão cansada e preocupada.”
“Sim, filha, com certeza irei levá-la até lá”, disse a Auxiliar Invisível e sua aura desvaneceu-se de alegria, e todos os presentes caíram de joelhos. A Auxiliar Invisível disse depois que essa Irmã Leiga parecia um Anjo.
A moribunda levantou as mãos e desmaiou. O menino chorou e pediu ao carcereiro que o levasse até sua avó, e o homem prometeu que o faria. A Irmã Leiga levou o Ego da mulher até o Primeiro Céu, pois ela não precisou ir para o Purgatório, como a maioria das pessoas.
Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis estavam no Mundo do Desejo com um grupo de Auxiliares Invisíveis. Uma Irmã leiga disse que queria um casal muito corajoso para fazer um trabalho muito sério que envolvia grande perigo. Um Auxiliar Invisível disse que iria, pois, seu parceiro gostava de emoção.
Por meio da consciência jupteriana, a Irmã Leiga mostrou a esse casal de Auxiliares Invisíveis uma multidão de pessoas se formando para expulsar um homem e sua esposa da cidade, porque a esposa teve um bebê cerca de vinte anos antes e não se casou até depois que o bebê nasceu e agora a filha iria se casar com o filho de um homem muito rico.
Algum homem na cidade que desejava essa mulher há vinte anos vinha circulando a história sobre a criança. Os ricos pais do jovem que ia se casar ouviram a história e queriam que a garota retirasse a promessa que fizera de se casar com o filho deles e ela se recusou a fazê-lo. Eles procuraram os pais da menina e eles recusaram.
Em seguida, os pais do jovem pediram às pessoas que os expulsassem da cidade e destruíssem sua casa.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram ao local quando começaram a expulsar as três pessoas da cidade. A Auxiliar Invisível surgiu no ar como um clarão de luz e parou diante deles e disse-lhes para pararem. Ela disse a eles que a mulher havia pagado sua dívida com a sociedade vinte anos antes e que a filha dela tinha o direito de se casar com quem ela quisesse.
“Nenhum Anjo pode nos parar”, disse o homem que começou o problema. Ele sacou a arma e disparou cinco tiros contra ela, e todas as balas a atingiram e caíram no chão. Então ele teve um derrame e caiu inconsciente no chão.
O Auxiliar Invisível desceu até o chão e foi até o homem, sua esposa e filha. “Por favor, ajude-nos. Não fizemos nada de errado”, disse o outro.
“Onde está o homem com quem sua filha vai se casar?”, o Auxiliar Invisível perguntou à mãe.
“Aqui estou”, disse um jovem, e ela viu que a cabeça dele estava sangrando. “Por favor, ajude-nos, senhora”, disse ele. “Eu amo minha futura esposa. Eles estão levando-a e sua família para fora da cidade e eu vou com eles. Meus pais e outro homem causaram todos os problemas.”
O Auxiliar Invisível disse à multidão para deixar a família em paz.
Ela disse à família para voltar para casa. Ao chegarem lá, descobriram que a casa havia sido saqueada e a maior parte das vidraças do primeiro andar quebradas.
O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para reunir a família e juntar suas mãos e então enviar um forte pensamento para os pais do homem irem até lá. Ela fez isso e eles vieram com pressa.
“Seu filho tem vinte e um anos?”, o Auxiliar Invisível perguntou aos pais.
“Sim”, respondeu a mãe, “mas temos um certo padrão que devemos manter e não podemos ter filhos ilegítimos na família ou isso prejudicaria nossa posição social. Se ele se casar com ela, nós o deserdaremos.”
“Você quer se casar com essa garota de qualquer maneira?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao jovem e ele disse: “Sim”.
“Quem é o pregador que iria casar vocês?”, a Auxiliar Invisível perguntou, e o homem disse a ela.
Então ela enviou um pensamento ao pregador, e ele veio. O Auxiliar Invisível pediu-lhe que casasse essas pessoas e ele o fez. Quando ele os declarou marido e mulher, a mãe do jovem desmaiou. “Oh,” ela disse, “eu não aguento mais. Meu filho, não me deixe”.
“Vocês dois não tem pecados?”, perguntou o Auxiliar Invisível, e a mãe do homem disse: “Não”.
“Quero que consertem esta casa imediatamente”, disse o Auxiliar Invisível.
“Faremos isso”, prometeram os pais do jovem.
A seguir, o Auxiliar Invisível mandou pensamentos para que as pessoas trouxessem de volta o que haviam levado de casa e, em poucos minutos, voltaram, em duplas e trios, carregando os bens que haviam roubado.
A Auxiliar Invisível saiu para a varanda da frente e disse à multidão que queria que eles fizessem uma coleta para ajudar a pagar os danos que haviam sido causados àquela casa. Uma grande arrecadação foi feita para eles no dia seguinte.
A mãe da menina fora uma boa mãe e ajudara muita gente na cidade. Eles pertenciam à classe média alta e viviam bem. O pai deles havia perdido o emprego por causa do problema, mas depois o recuperou.
A Auxiliar Invisível disse às pessoas que seu parceiro estava lá e tinha algo a lhes dizer. “Vocês poderiam se desviar por um momento?”, disse ela. Eles o fizeram e o Auxiliar Invisível apareceu, e eles ficaram surpresos ao vê-lo.
“Você tem sido uma boa mãe e esposa e ajudou muitas pobres almas”, disse ela à mãe da menina. “Eu lhe darei algo que o ajudará enquanto você for bom para toda a humanidade. Lembre-se de não se tornar excessivamente confiante e não ficar com raiva dos outros. Venha até mim.”
Ela foi até o Auxiliar Invisível, e ele colocou a mão em sua cabeça e disse que toda a cidade seria amiga dela e de sua família. “O homem que caluniou você agora vai ajudá-lo e será amigo de sua família”, disse ele. “Agora devemos ir vê-lo.”
“Senhor, você é um Anjo?”, perguntou a garota.
“Sim, meu doce e corajoso”, disse ele. “Sou um Anjo para muitos, e meu doce Anjo aqui é o Anjo mais doce de todos para mim.” A Auxiliar Invisível corou lindamente.
“Por que você não brilha como ela?”, a garota perguntou.
“É porque você não pode me ver”, disse ele. Ele soltou sua aura e eles ficaram muito surpresos com seu brilho. Os Auxiliares Invisíveis então desapareceram deles e foram embora.
Alguns anos atrás, um grupo de pessoas estava indo, de carro, acampar na floresta e dirigia à noite. Chegaram a uma ponte estreita, subiram nela e começaram a atravessá-la. A ponte ficou mais estreita e eles ficaram com muito medo e não sabiam o que fazer. Eles não podiam recuar e não podiam sair do carro porque não havia espaço para caminhar. No carro estavam cinco pessoas. A pessoa mais idosa no carro começou a rezar, pois não queria morrer.
Dois Auxiliares Invisíveis vieram, os viram e souberam imediatamente qual era o problema deles. Eles desceram e subiram até as pessoas do carro e o homem pediu que os ajudassem.
“Mova-se e eu o conduzirei”, disse o Auxiliar Invisível que havia materializado o que parecia ser um Corpo Denso. Ele entrou no carro, diminuiu a velocidade, suspendeu a gravidade e atravessou a ponte estreita que tinha cerca de um quarteirão de comprimento. Era uma ponte para pedestres construída sobre um riacho em um dos estados do leste e não se destinava a automóveis ou carroças. Havia uma placa que dizia: “Somente para andar”, e o homem achou que isso significava que os motoristas deveriam ir devagar.
As pessoas no carro ficaram muito emocionadas, pois viram que nunca poderiam ter chegado ao outro lado ou voltado para a estrada principal sem ajuda. Eles ficaram muito gratos e agradeceram aos Auxiliares Invisíveis repetidas vezes.
Aqui está uma história muito estranha de uma senhora que foi salva pelos Auxiliares Invisíveis depois de deitar-se em seu caixão. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma senhora que sofria de uma doença crônica que a tornara inválida. Ela estava confortavelmente bem de vida, mas não rica. Seu marido havia morrido e ela tinha um filho. Este menino tinha permissão para seguir seu próprio caminho e não se importaria com ninguém. Os parentes da senhora a queriam fora do caminho para conseguirem o que ela tinha.
Ela frequentemente tinha crises de depressão e teve uma no dia anterior. Seus parentes pensaram que ela estava morta e a colocaram em um caixão. Talvez eles quisessem ter certeza de que ela realmente estava morta antes de enterrá-la, pois fizeram uma coisa muito estranha. Eles tiraram todos os brinquedos de uma gaveta embutida na cômoda da parede e descobriram que era grande o suficiente para conter o caixão, pois ela era uma mulher pequena. Colocaram o caixão com a senhora na gaveta e verificaram que fechava com facilidade. Eles fizeram isso sem que o menino soubesse.
Esta era a gaveta onde o menino guardava seus brinquedos. Naquela noite, esse menino, que tinha cerca de dez anos, entrou neste quarto no escuro para colocar seus brinquedos na gaveta. Sem saber que sua mãe havia sido “internada”, ele colocou um monte de coisas na cabeça dela e fechou a gaveta.
Os Auxiliares Invisíveis chegaram quando o menino estava fazendo isso, e a Auxiliar Invisível entrou em ação, pois sabia que a senhora estava prestes a morrer por falta de ar. Os Auxiliares Invisíveis puxaram a gaveta e tiraram as coisas da cabeça da senhora. “Meu Deus”, disse um deles, “ela está morta ou sufocada?”
O Auxiliar Invisível sacudiu o caixão para acordar a senhora, pois sabia que ela não estava morta.
Os familiares ficaram assustados e muito nervosos quando viram que a senhora estava viva e havia sido salva por alguns estranhos.
Os Auxiliares Invisíveis puderam ver o Corpo Vital rosado da senhora. Ele estava pendurado no começo, mas depois que eles a colocaram de volta em seu corpo e a fortaleceram, começou a se destacar. Os Auxiliares Invisíveis procuraram a chama azul em seu coração e a luz em sua cabeça. Eles estavam com uma luminosidade muito baixa. Eles viram seu coração bombeando sangue em suas veias. O Auxiliar Invisível sabia que eles tinham uma chance de salvá-la se trabalhassem rápido e o fizeram.
A primeira coisa que o Auxiliar Invisível fez foi massagear bem o corpo dela e aumentar a circulação e depois trabalhou no trato intestinal e limpou-o. Ele deu a ela parte de um limão em um pouco de água para dar-lhe apetite e equilibrar seu organismo. Depois disso, a senhora parecia muito melhor.
Quando os parentes chegaram, encontraram a senhora sentada em seu caixão. O Auxiliar Invisível levou-a para fora e colocou-a na cama e disse-lhes que mandassem chamar um médico para lhe dar um remédio para aumentar suas forças, pois a haviam curado de sua doença. Os parentes saíram da sala.
O Auxiliar Invisível aconselhou à senhora: “Você afaste os seus parentes de sua casa”, e, “cuide do seu filho com muito cuidado.”
“Eu farei isso”, disse a senhora, “pois quando eu estava ao lado do meu corpo, ouvi-os planejando pegar tudo o que tenho e colocar meu filho em um orfanato. Rezei muito para viver, pois quero cuidar do meu menino. Eu decidi me livrar deles se minha vida fosse salva, eu sabia que eles não queriam que eu ficasse boa.”
A Auxiliar Invisível assumiu os sentimentos de terror e desespero da senhora e lembrou-se claramente do que havia acontecido quando ela acordou na manhã seguinte.
Nossa próxima história é sobre uma senhora idosa que foi curada aos oitenta anos de idade. Certa vez, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar uma mulher que estava aleijada há quarenta anos. Ela disse que não dormia em uma cama há trinta anos e tinha então oitenta anos. Ela havia sido ferida durante o parto de seu filho mais novo, quarenta anos antes, e piorara constantemente. Ela tinha coluna invertida (ou seja: sofria de hipolordose cervical e lombar, também conhecida como costas retas ou pescoço reto, que ocorre quando a coluna não apresenta a quantidade normal de curvatura que deveria) e regulação reversa do calor do corpo (ou seja, sofria de uma disfunção na termorregulação do calor no corpo, o que lhe provocava hipertermia – definida como uma temperatura central de > 40,5°C – apresentando sudorese, rubor, taquicardia, fadiga, tontura, dor de cabeça e parestesia, e já estava progredindo para fraqueza, cãibras musculares, oligúria, náusea, agitação, hipotensão, síncope, confusão, delirium, convulsões e a levava ao coma).
Como o calor de seu corpo estava fora de controle, seu corpo encolheu.
Ela era a pessoa de aparência mais estranha que um dos Auxiliares Invisíveis já vira. Ela estava toda fora de forma e estava deitada em uma cama feita no chão em um canto da sala.
Essa mulher tinha uma vontade forte e muita fé em Deus. Se não fosse por sua força de vontade, ela já estaria morta há muito tempo.
“Tenho orado por vinte anos para ficar boa”, ela disse. “Eu queria ficar boa antes de morrer. Cerca de vinte anos atrás eu sonhei que um lindo Anjo veio uma noite com um homem e me curou, e eu tenho procurado por eles desde então. Uma noite tive um sonho estranho. Eu pensei que era um homem e machuquei uma mulher por descuido. Eu tinha pele morena e parecia um egípcio. O sonho ficou comigo até que comecei a orar pela mulher e dizer que estava arrependido de ter feito isso. Depois disso, o sonho foi embora e eu me perguntei o que tudo aquilo significava. Você pode me dizer, senhora?”
“Por favor, explique isso a ela”, disse a Auxiliar Invisível ao seu companheiro.
Ele pediu para ser mostrado para que pudesse ver e explicar o sonho para a mulher. À medida que sua vida retrocedeu quatro vidas, eles viram que a mulher aleijada era, então, um rico médico egípcio da época. Ele foi chamado para ajudar uma mulher de poucos recursos e ele não queria deixar sua bela esposa sozinha (Essa esposa era então o marido da mulher aleijada que estava vendo essas cenas que aconteceram em uma vida passada. Ele tinha então oitenta e um anos.) Ele correu para a mulher e, ajudando-a a dar à luz uma criança, ele feriu a pélvis dela e a deixou gravemente aleijada e a mulher nunca mais recuperou a saúde dela.
Enquanto os Auxiliares Invisíveis e a aleijada olhavam para o passado de uma vida inteira, a mulher aleijada disse: “Oh, Senhor, agora eu entendo! Tem misericórdia de mim! Sinto muito e perdoo o homem que me feriu. Ele morreu há muito tempo.”
O médico que a feriu era a mesma mulher que ela havia ferido quatro vidas antes. Depois que as imagens sumiram, os Auxiliares Invisíveis começaram a trabalhar na mulher aleijada. O Auxiliar Invisível disse a sua parceira para segurar os pés da mulher e ele segurou seus ombros e os puxou até que seus ossos estalassem e, então, ela se endireitou. Depois disso, ele esfregou suas costas e ombros. Ele torceu sua pélvis e deu-lhe uma massagem geral.
“Oh, eu me sinto tão bem”, disse ela. “Obrigado, querido Senhor, por enviar ajuda para mim.”
“Vista a roupa para não pegar resfriado”, aconselhou a Auxiliar Invisível.
“Não sinto frio há vinte anos”, disse ela. “Sempre senti muito calor, mesmo no inverno. Fico com frio no verão.”
O Auxiliar Invisível a pegou no colo, colocou-a na cama e disse para ela ficar lá. Os dois filhos dela e, também, a filha dela estavam lá com suas famílias e observaram o trabalho dos Auxiliares Invisíveis.
Eles ficaram sem palavras enquanto os Auxiliares Invisíveis curavam sua mãe e sua avó.
“Agora posso morrer em paz”, disse a mulher, “pois sei que minhas orações foram atendidas. Não saio de casa há dez anos.
“Vocês são Anjos?”, um de seus filhos perguntou e uma Auxiliar Invisível disse “Sim”, pois ela sabia que nada mais os satisfaria.
A Auxiliar Invisível então esfregou a mulher novamente para lhe dar força e eles foram embora. Mas, na noite seguinte os mesmos Auxiliares Invisíveis pararam novamente para ver a mulher e ela estava dormindo pacificamente no chão. O Auxiliar Invisível a acordou e disse para ela ficar na cama porque ela era uma mulher saudável e se ela dormisse no chão, ela pegaria um resfriado e morreria. Ela se levantou e foi para a cama. “A cama é muito macia e isso me sufoca”, disse ela, pois não estava acostumada. Mas, aos poucos, se acomodou.
Aqui está uma história interessante sobre como um Ego avançado morreu.
Numa noite de junho, dois Auxiliares Invisíveis foram à casa de um homem para ajudar uma criança que estava muito doente. O homem que morava lá havia morrido dois dias antes e agora sua neta estava muito doente por causa da morte dele e os pais estavam orando por ajuda para ela, pois a vida dela estava desesperada.
O homem que morreu estava muito avançado espiritualmente. Ele tinha uma neta que gostava muito dele. Todas as noites ela ia até ele para escutar uma história contada por ele. Depois da história ele a colocava na cama. Ela tinha sete anos. Na noite de 29 de junho, ela veio para escutar mais uma história, como sempre.
“Vou lhe contar uma boa história esta noite”, disse o homem. “Vou chamá-la de última Retrospecção.
Ela subiu em seu colo e ele começou sua história sobre um homem (ele mesmo): “Havia uma criança que tinha pais muito gentis e bons que lhe ensinaram o caminho para Deus”, disse o homem. “Quando esse menino tinha dezesseis anos, ele costumava ir à casa de seus pais à noite e eles saíam ajudando pessoas de todo o mundo. Ele chegou a ponto de não querer sair com outros meninos e meninas. Finalmente, sua mãe lhe disse que ele deveria se misturar com as pessoas e que ele deveria se casar e trazer outras pessoas ao mundo.”
“Oh, vovô, era você”, disse a garotinha. “Agora eu vejo mamãe.”
“Espere, minha filha”, disse ele. “Temos que nos apressar, pois não tenho muito tempo. Fui para a faculdade e lá conheci minha esposa, uma moça simpática e meiga. Casamo-nos depois que terminei a faculdade. Tivemos dificuldade para começar. Aí veio uma filha, e ela era uma criança meiga. Uma noite a encontramos nos seguindo e depois a levamos conosco. Quando ela estava pronta para a faculdade, queríamos que ela fosse embora. Foi muito difícil para essa filha deixar a sua mãe e ir para a faculdade e a mãe teve que levá-la para lá.”
“Quando ela voltou para casa, depois que seus dias de faculdade terminaram, ela conheceu um jovem, eles se casaram e então uma garotinha veio até eles. Depois disso, seu avô se apaixonou por essa criança e contava histórias para ela todas as noites. Ele fazia isso todas as noites mesmo depois que a criança cresceu o suficiente para saber o que eram essas histórias. Ele ensinou a essa criança como repassar sua vida todas as noites antes de dormir, para que ela pudesse sair com sua mãe como uma Auxiliar Invisível.”
A essa altura, a criança estava dormindo. “Querido Senhor, tentei fazer bem o meu trabalho e tentei instruir meus filhos”, disse o avô. “Agora meu tempo acabou. Eu gostaria de ser poupado um pouco mais, pelo menos até que esta criança cresça.”
Então ele silenciosamente saiu de seu corpo e junto com o Ego da criança adormecida saíram de casa e foram para a entrada do Purgatório. Lá, disseram-lhe que estava livre para trabalhar vinte e quatro horas por dia. A menina queria ir com ele e quando ele a mandou para casa na manhã seguinte, ela começou a chorar muito por ele e acordou toda a família.
Os pais encontraram o avô da criança morto em sua cadeira e ela em seu colo chorando, e ninguém a consolou.
Ela chorou até ficar doente e, finalmente, os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudar os pais preocupados.
Os Auxiliares Invisíveis encontraram a garotinha chamando pelo avô.
“Meu avô se foi”, disse ela, “e não quer mais me contar histórias nem me levar com ele à noite.”
A Auxiliar Invisível a pegou no colo e começou a conversar com ela.
“Anjo! Querido Anjo!”, a criança exclamou. “Leve-me até ele. Eu sei que ele quer me ver. Você não pode ir buscá-lo e trazê-lo para mim, Anjo? Tenho sido uma boa menina, não tenho, mamãe e papai? Por favor, diga a este Anjo que eu tenho sido boa.”
“Agora você vai dormir, e vamos tentar ver o seu avô”, disse a Auxiliar Invisível. O Auxiliar Invisível disse à Auxiliar Invisível para esfregar a testa da criança. Ela fez isso e a criança logo foi dormir e foi para a Escola Celestial.
Então a mãe contou aos Auxiliares Invisíveis como seu pai sempre contava histórias para a criança até ela dormir, e que no domingo à noite ele havia morrido enquanto a criança dormia em seu colo. O Auxiliar Invisível disse à mãe que eles levariam a criança para o avô depois que a escola terminasse e a trariam para casa mais tarde.
“Ela vai ficar quieta, mas muito estudiosa e mais gentil do que nunca”, disse ele.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o Ego da criança para seu avô, que encontraram no Mundo do Desejo. O encontro entre os dois foi muito emocionante. O homem disse aos Auxiliares Invisíveis que sabia que iria falecer e fez sua última Retrospecção, sua última história para a criança e terminou quando ela foi dormir.
Então ele a levou com ele para a entrada do Purgatório e depois foi com ele em seu trabalho.
“Eu sempre fui para casa com ela antes”, disse o homem, “mas desta vez eu a mandei para casa e ela chorou.”
O avô passou a mão na cabeça da criança. “Ela não vai mais chorar”, disse ele aos Auxiliares Invisíveis. “Ela será uma boa criança e virá me ver todas as noites.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram a querida menina de volta para casa e ela acordou feliz. Os membros da família eram pessoas avançadas e um dos Auxiliares Invisíveis disse acreditar que todos eram Iniciados, mas eles não iriam admitir isso. A filha do homem sofreu muito com a morte do pai e chorou. “Não estou chorando por meu pai”, disse ela, “mas você não sabe o que perdi. Sei onde ele está, mas não posso trazê-lo de volta. É muito difícil, pois ele era muito querido por todos de nós.”
“Você pode vê-lo à noite”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Sim, eu sei, mas não é como tê-lo aqui”, ela respondeu.
Um pouco mais tarde a mãe disse: “Eu segui você quando você levou a criança para o avô dela, e vi e ouvi tudo. Estou muito agradecida pelo que você fez por nós.”
Essa linda história ilustra algumas das alegrias de uma vida boa e bem vivida.
Nesse caso, o homem teve uma morte pacífica e feliz. Ele não precisou passar nenhum tempo no Purgatório e conquistou o direito de ser um Auxiliar Invisível vinte e quatro horas por dia. Esse é um privilégio maravilhoso para um Ego que adora ajudar pessoas e animais.
Esse homem estava feliz por renunciar à sua vida no Céu, que ele havia conquistado por uma vida e serviço corretos. Sua família poderá encontrá-lo fora de seus corpos durante o sono. Quando todos renascerem em outra vida, eles serão amigos novamente e continuarão sua bela amizade.
Isso não é algo para se trabalhar e uma história tão adorável não tira o medo da morte? É claro que não queremos morrer, mas lembremo-nos de que a morte não acaba com tudo. É apenas uma transição para outro mundo e, se formos bons, podemos passar desta vida direto para o Primeiro Céu e evitar completamente o Purgatório. Podemos continuar nosso trabalho como Auxiliares Invisíveis, se nos prepararmos adequadamente. Esse é o objetivo de todos os verdadeiros e fiéis Estudantes Rosacruzes.
Capítulo XVIII
Os Anjos são Reais?
Os Anjos são tão reais em sua esfera quanto nós somos na nossa. Seus corpos são feitos de Éter e, portanto, são invisíveis à visão física comum, mas podem ser vistos por Egos que estão fora de seus Corpos Densos à noite.
Ou seja, os Anjos funcionam em corpos compostos de material da Região Etérica do Mundo Físico, e o veículo mais inferior que eles possuem é o Corpo Vital. Eles são sustentados pela força vital do Espírito do Mundo da Vida, que interpenetra os Astros (Sol, Lua e Planetas) do nosso Sistema Solar até que seu período de vida termine. Os Anjos têm todas as cores do espectro, exceto o preto, em suas auras e são muito bonitos de se ver.
A casa dos Anjos é na Lua. A Lua já foi parte da Terra. Parte posterior da Terra foi jogada fora, e a atual Lua foi formada a partir dela. Os retardatários na evolução foram jogados fora com essa porção da Terra. A Lua atua como um depósito para os Egos que perderam todos os quatro Átomos-sementes e, nesse Esquema de Evolução, perderam toda a chance de evoluir, tendo que aguardar um próximo Dia de Manifestação, ou seja, não conseguiram acompanhar os outros Egos da Terra.
Os Anjos estudam da mesma forma que os humanos. Eles têm escolas que, no entanto, estão em uma escala muito maior do que a nossa.
Os Anjos constroem suas casas pela palavra falada. Eles podem controlar seus pensamentos na medida em que, quando fazem uma casa ou planejam qualquer coisa, podem planejar nos mínimos detalhes. Eles podem criar uma casa e logo deixá-la pronta para ser ocupada.
Os Arcanjos funcionam em corpos compostos de material do Mundo do Desejo, e o veículo mais inferior que eles possuem é o Corpo de Desejos. Eles pertencem a uma Onda de Vida acima dos Anjos e duas Ondas de Vida acima da nossa. Os Arcanjos vivem no Sol.
Tanto os Anjos quanto os Arcanjos podem ser encontrados na Lua.
Anjos e Arcanjos não sentem calor ou frio por causa de suas altas vibrações. Seus corpos são muito leves e eles não se cansam como nós porque não têm corpos pesados para arrastar e alimentar com comida material como nós. Durante nossas horas de sono, podemos escapar de nossos Corpos Densos por meio da cabeça. Então podemos ficar do lado de fora em nossos Corpos de Desejos e, se não tivermos medo, podemos sair e agir exatamente como os Anjos fazem, sem nos cansarmos e chegarmos revigorados e felizes.
Os Anjos se movem pelo poder do pensamento e podem ir a qualquer lugar em nosso Sistema Solar. Eles podem viajar mais rápido do que o nosso pensamento. Sua velocidade é governada por seus pensamentos e desejos.
Eles têm uma força de vontade muito forte que está sob controle perfeito.
Os Anjos se divertem tanto quanto nós aqui na Terra.
Os Anjos não envelhecem na aparência. Todos eles têm corpos jovens e são muito graciosos e parecem pessoas de cerca de vinte anos de idade. Os Anjos ficam mais brilhantes e mais bonitos à medida que se desenvolvem através dos tempos.
Os Anjos riem e choram quando surge a ocasião. Quando a carga de um Anjo está com problemas ou sendo perseguida, eles choram e oram. Há grande regozijo quando uma carga passa com sucesso em um teste, e então os Anjos riem e cantam.
Os bebês Anjos nascem de maneira semelhante e são criados com muito cuidado. Eles são sustentados pelo poder da mãe até atingirem a idade em que podem se sustentar por meio da força vital do Mundo do Espírito de Vida. Sua comida é a mesma que a nossa em aparência, mas não é matéria densa, embora seja densa na Região Etérica do Mundo Físico, em que vivem. A comida é criada pelo poder do pensamento do indivíduo que a deseja.
Como nada é tangível, exceto para quem tem olhos para ver, podemos entender por que os cientistas não veem evidências de seres vivendo em outros Planetas.
Assim como os jovens seres humanos são cuidados pelo corpo macrocósmico da Terra, também os bebês Anjos são cuidados pelo corpo macrocósmico da Lua em que vivem. A mãe tem a mesma função de supervisionar e ensinar seus bebês Anjos que a mãe Terra tem de cuidar de sua prole.
Antes que um Anjo bebê possa andar, ele anda nas costas da mãe ou do pai. Com o tempo, esse Anjo pode voar tão rápido quanto seus pais. Quando um Anjo, pai ou mãe, leva seu bebê para fora, ele o instrui a concentrar sua Mente em seu voo para que ele possa acompanhá-lo, e esses ensinamentos são colocados antes que o Corpo-Alma do bebê nasça. O Corpo Vital toma o lugar do nosso Corpo Denso, pois o corpo mais denso do Anjo é o seu Corpo Vital. Teremos os mesmos corpos no Período de Júpiter, apenas nossos Corpos Densos serão etéreos e seremos angélicos. Como esses ensinamentos são colocados antes do nascimento do Corpo-Alma, o bebê Anjo torna-se muito proficiente no voo quando seu Corpo-Alma nasce e, assim, pode acompanhar tudo na onda de vida angélica.
Isso explica o fato de que algumas pessoas podem ver Anjos bebês ao redor de santos e pessoas santas quando estão tocando música doce, pois a boa música atrai os Anjos bebês. Esses anjinhos podem ouvir belas músicas na Terra, assim como os Senhores do Destino podem ouvir nossas orações quando oramos. Em seguida, os anjinhos perguntam às mães se podem descer e apreciar a música. Às vezes, um anjinho pode ir sozinho ou um bando deles pode ir e apreciar a doce música, e a influência dele ou deles abençoará o músico e, se ele os vir, sua alegria será grande demais para descrever.
Os bebês Anjos reconhecem seus pais da mesma forma que os bebês humanos, só que são muito mais inteligentes e podem localizar seus pais em qualquer grupo e sob quaisquer condições.
Os bebês Anjos nunca estão, sob nenhuma condição, sujeitos à influência dos demônios e forças do mal que estão nas regiões superiores ao redor da Lua.
Certa vez, um Estudante Rosacruz perguntou a um Irmão Leigo porque as pessoas são tão indiferentes em relação à vida, aos hábitos e aos métodos de voo dos Anjos.
“As pessoas não podem ser indiferentes a uma coisa que elas não conhecem”, disse ele. “As pessoas gastam o tempo delas onde estão seus interesses. Quando o ser humano tiver amplas provas da existência dos Anjos ou de qualquer coisa além de seus sentidos atuais, seu interesse se desenvolverá a tal ponto que ele desejará investigar ao máximo. Lamento dizer que o ser humano ainda não está pronto para abrir mão cegamente de suas ações atuais e viver de tal maneira que se torne consciente dessas coisas. No entanto, hoje, desde a antiguidade, milhares de crianças levarão o ser humano a saber que existem Anjos e outros seres que povoam a Terra, os quais o ser humano não pode ver ou conhecer. Se o ser humano prestasse atenção ao que as crianças dizem, logo saberia que há algo mais que ele precisa aprender a investigar para encontrar suas realidades.”
Os Anjos não podem ser vistos com a visão comum, mas as pessoas com visão espiritual etérica podem vê-los, assim como os Auxiliares Invisíveis quando estão fora de seus corpos à noite.
Um grupo de Auxiliares Invisíveis foi levado à Lua por uma Irmã Leiga para ver que tipo de lares os Anjos têm, e um deles lembrou-se de sua viagem e contou o seguinte.
Os Anjos mais elevados têm auras que são brancas brilhantes com tons de ouro. Os Arcanjos têm todas as cores mais bonitas irradiando deles. Tanto os Anjos quanto os Arcanjos parecem pessoas bonitas. Os artistas geralmente retratam os Anjos como belos seres humanos com asas. Na verdade, os Anjos não têm asas, mas são Seres radiantes que passam como raios de luz brilhante.
Para que você possa visualizar melhor os Anjos, darei descrições de dois que foram vistos por uma Auxiliar Invisível. Ela conheceu esses Anjos enquanto dormia e estava fora de seu corpo e foi capaz de lembrar quando acordou. Ela estava em algum lugar na atmosfera da Terra e contatou um Anjo por algum meio que ela não entende.
Ela olhou para cima e viu um amplo feixe de luz dourada que se estendia para cima e para a esquerda por uma grande distância. Ela viu um Anjo olhando pela janela de sua casa. O Anjo estava olhando para ela com um olhar muito atento, no qual grande curiosidade e interesse eram claramente demonstrados.
Ela olhou para o Anjo com sentimentos de alegria, êxtase e admiração. O Anjo tinha um lindo rosto. Ele tinha olhos castanhos e algo que parecia cabelos escuros e ondulados que caíam pelas costas e amarrados no pescoço. Parecia como uma humana jovem e extremamente bonita. Ela só podia ver sua cabeça e ombros e não se lembrava de ter visto nenhuma cor em sua aura, exceto o longo feixe de luz dourada que tornava o Anjo tão claramente visível. Ele parecia focar sua aura na Auxiliar Invisível.
Mais tarde, essa mesma Auxiliar Invisível acordou uma manhã cheia de grande entusiasmo e deleite, pois ela se lembrava de ter tido uma visão notável enquanto dormia fora de seu corpo. Ela sabia que tinha visto um Anjo, e ele era um ser tão maravilhoso que nenhuma palavra pode descrever adequadamente sua aparência.
A Auxiliar Invisível lembrou-se de estar suspensa no ar em posição vertical, olhando para o Anjo, que estava acima dela e se afastando rapidamente. A Auxiliar Invisível o seguiu o mais rápido que pôde, mantendo o tempo todo os olhos fixos no Anjo até que ela desaparecesse.
O Anjo era como uma bela dama no ar, e ele voava pelo ar como um pássaro com o corpo na posição horizontal. Ele tinha o rosto mais doce que a Auxiliar Invisível já tinha visto, e sua expressão era adorável demais para descrever com palavras. Ele parecia ter uma linda pele branca creme, olhos claros e bochechas rosadas. Algo como cabelo que era de cor creme e cacheado.
Esse Anjo parecia estar vestido com algo parecido a um longo manto que cobria seu corpo, mas seus braços estavam nus. Havia uma luz brilhante com tons delicados de ouro e rosa e azul que fluía dela em todas as direções. Esses não eram constantes ou intermitentes, como um sinal elétrico feito pelo ser humano, como vemos em nossas cidades, mas eram autogerados e brilhavam e cintilavam em todas as direções.
Essa Auxiliar Invisível foi informada mais tarde que esse Ser Superior era sim um Arcanjo e que é líder de um grupo de Anjos que frequentemente auxiliam os grupos de Auxiliares Invisíveis nos processos de cura.
Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis viram um grupo de Anjos e ouviram um Anjo cantar a letra desta canção:
“Ensina-me, ensina-me, Espírito Santo;
Ser mais gentil a cada dia
Ser sempre semelhante a Cristo, gentil,
Não importa o que os mortais possam fazer ou dizer.
Ensina-me sabedoria, Espírito Santo,
Pacientemente as faltas para suportar,
Consciente de Tua Santa Presença,
Alegre, livre de preocupações ansiosas.”
Depois que alguns Auxiliares Invisíveis salvaram uma mulher certa noite, eles viram um grupo de Anjos, e esses acenaram para eles.
Os Auxiliares Invisíveis olharam para os Anjos enquanto avançavam, e um deles disse ao outro. “Olha! Eles parecem ter asas.”
Os Anjos estavam quase em formação em V, e eles eram uma bela visão com suas auras multicoloridas. Os Auxiliares Invisíveis ficaram incrivelmente felizes em vê-los passar.
Certa noite, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis vinham para os Estados Unidos, encontraram quatro Anjos.
“Posso fazer algumas perguntas para o meu amigo aqui?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo.
“Sim.”, ele disse em uma voz muito agradável.
“Quanto tempo vive um Anjo? Para onde vão quando morrem? Até onde se estendem suas auras? Como comem?”.
“Os Anjos vivem como os seres humanos vivem na Terra, apenas em uma escala superior”, respondeu o Anjo. Sua comida é criada por eles, e apenas o suficiente é criado para essa refeição, para que nada seja desperdiçado. Seus lares são criados de acordo com sua capacidade de planejar suas necessidades. Os corpos dos Anjos parecem ter contornos perfeitos. Não há pesos pesados entre eles, e eles nunca envelhecem.
“Você poderia nos mostrar uma escola para Anjos?”, perguntou o Auxiliar Invisível.
“Olhe e veja”, disse o Anjo.
Os Auxiliares Invisíveis viram uma escola imensa e cheia de alunos.
Uma professora estava instruindo os Anjos lá por Júpiter em Consciência, e os alunos estavam recitando suas lições da mesma maneira. As auréolas ao redor de suas cabeças formavam uma bela imagem, e os Auxiliares Invisíveis ficaram encantados com a visão.
“Não há doença ou tristeza na Lua onde os Anjos vivem, pois não há pecado lá”, continuou o Anjo, “mas os Anjos sentem-se tristes por causa de seus encargos na Terra. Quando um Anjo comete um erro, sua punição é rápida e certa, e o Anjo é mais cuidadoso no futuro.”
Os Auxiliares descobriram que os Anjos parecem pessoas muito bonitas e são muito superiores às pessoas da nossa Terra.
Os Anjos trabalham com o reino vegetal, em particular. Alguns Anjos trabalham com animais e alguns trabalham com seres humanos.
Alguns transferem a influência e a luz do Sol para a Lua e depois para a Terra sob a direção dos Arcanjos que trabalham com os Anjos do Destino.
A história a seguir ilustra como os Auxiliares Invisíveis e os Anjos trabalham juntos para ajudar os pássaros.
Certa manhã, durante uma época em que a terra ao longo dos rios Ohio e Mississippi estava muito inundada, dois Auxiliares Invisíveis estavam examinando a área inundada. De repente, eles ouviram um grito de águia. Eles olharam e a viram voando sobre a água. Ela tinha dois filhotes de águia nas costas e parecia ter se perdido ou ficado confusa.
“Vamos salvá-la e às jovens águias”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Ela quer viver e salvar seus filhos. Não há luz nela agora.”
“Não sei nada sobre isso”, respondeu o Auxiliar Invisível. “Ela é a rainha do ar e pode ficar muito tempo lá em cima.”
“Olha, ela está descendo!” exclamou a Auxiliar Invisível.
A mãe águia deu um grito alto e deslizou em direção à água que se movia rapidamente, e os Auxiliares Invisíveis correram para ajudá-la.
“Você tira os bebês das costas dela”, disse o Auxiliar Invisível, “e eu pego a mãe.”
Os Auxiliares Invisíveis foram até a águia e, a princípio, ela tentou lutar, mas não conseguiu. Um Auxiliar Invisível falou com ela para acalmar seus medos.
“Ouça, dona Águia! Viemos para salvar você e seus filhos. Sei que você e seus bebês não querem morrer. Vou levá-los para casa.”
Os Auxiliares Invisíveis se materializaram e suspenderam a gravidade, a águia desceu lentamente, e o Auxiliar Invisível a tomou em seus braços. A Auxiliar Invisível pegou os bebês quase crescidos. A mãe dobrou as asas e parecia que deu um suspiro de alívio.
Os bebês águia se aconchegaram nos braços da Auxiliar Invisível e colocaram suas cabeças sob seus braços.
“O que vamos fazer com eles agora?”, ela perguntou a seu parceiro.
Ele perguntou ao Espírito-Grupo das águias onde essas águias viviam e ele mostrou aos Auxiliares Invisíveis o lar delas em algumas montanhas distantes. Eles viram o papai sentado perto do ninho.
Os Auxiliares Invisíveis ergueram-se no ar e partiram para o ninho da águia e logo chegaram ao local. O papai águia levantou-se e soltou um chamado e foi ao encontro dos Auxiliares Invisíveis. O Auxiliar Invisível disse a seu parceiro para ficar atrás dele e não correr ou deixar cair os bebês.
O papai águia demonstrou intenção de lutar; então o Auxiliar Invisível falou com ele: “Sr. Águia, está uma bela manhã! Sua esposa e filhos se perderam e estamos trazendo-os para casa. Espero que não se arrependa.”
A águia bateu as asas e soltou um grito alto e partiu para seu ninho. Os Auxiliares Invisíveis pousaram em um pico alto. Lá, um Auxiliar Invisível colocou a mãe águia no chão e o outro Auxiliar Invisível colocou os bebês no chão. A mãe rolou e a Auxiliar Invisível foi até ela, olhou para ela e esfregou suas penas.
“Oh, ela está ferida!” ela exclamou.
O outro Auxiliar Invisível olhou para ela e disse: “Alguém atirou no lado dela.” Então ele pediu que ela fosse curada por causa de seu bebê. Ele disse à Auxiliar Invisível para esfregar suavemente o local ferido. Ela fez isso, e logo a mãe águia começou a se mover, e em poucos minutos ela parecia estar quase bem.
Então, ela chamou seus bebês e eles correram sob ela. Ela disse algo ao papai, e ele se aproximou dela e disse algo. Acho que ela estava contando a ele sobre sua proximidade com a morte.
Então, ela disse outra coisa e olhou para seus bebês. Ele esfregou o pescoço dela com o bico e depois caminhou até a beira do penhasco. A mãe águia disse algo mais para ele, e ele respondeu e voou.
“O que ela disse?” perguntou a Auxiliar Invisível.
“Não entendo a linguagem das águias”, respondeu ele, “mas acho que ela lhe disse para ter cuidado.”
Os Auxiliares Invisíveis fizeram um carinho na cabeça da mãe”, e ela olhou para eles com muita gentileza e disse algo. Talvez ela tenha dito: “Obrigada por me trazer para casa e por me curar”.
Os Auxiliares Invisíveis então deixaram as águias e continuaram com seu trabalho.
Na noite seguinte, os mesmos Auxiliares Invisíveis conheceram um Anjo. Ele correu para os Auxiliares Invisíveis e disse: “Por favor, se apressem! Uma pequena águia está muito doente. Não posso fazer o que quero, mas posso ajudá-los e vocês podem me ajudar”.
“Vocês salvaram a águia e seus dois filhos e os levaram para casa ontem. Venha, um dos filhotes da águia está doente.”
Os Auxiliares Invisíveis foram com o Anjo, e logo alcançaram as águias. Um dos pequeninos estava todo encolhido.
“Qual deles está doente?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo.
Ele mostrou a ele, e ele falou com a mãe águia.
“Sra. Águia, bom dia. Vim ajudar seu filhote. Quer me dar licença?”
A mãe águia saiu de seu ninho e a Auxiliar Invisível ajudou a pegar o filhote doente. Os Auxiliares Invisíveis trabalharam nisso, e logo estava tudo bem. Estava constipado.
Então o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo por que a águia tinha que mostrar toda essa ferocidade.
“As águias, assim como o restante dos animais selvagens, precisam ser ferozes para que sejam respeitadas pelo ser humano”, disse ela. “Eles devem ser ferozes para se proteger. O ser humano é tão desumano com seus irmãos mais novos!”
Então, ele disse “Adeus”, e foi embora. Esse encontro deixou os Auxiliares Invisíveis muito felizes.
Aqui está outra história de como alguns Auxiliares Invisíveis trabalharam com alguns Anjos. Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis trabalharam com um grupo de Anjos e fizeram um trabalho que era novo para eles.
Os Auxiliares Invisíveis trabalharam com pessoas de fábricas na América do Sul e no sul da Austrália. Os Anjos também mostraram aos Auxiliares Invisíveis como trabalhar nos Corpos Vitais de várias pessoas que eles foram ver.
Um homem estava doente na cama com reumatismo muscular, e os Anjos mostraram aos Auxiliares Invisíveis como despojar seu Corpo Vital. O homem chamou sua esposa, e ela foi até ele. “Sinto a presença de alguém nesta sala”, disse ele. “Alguém está fazendo algo com meu corpo e me fazendo cócegas. Estou suando como se alguém estivesse jogando água em mim. Posso dobrar minhas pernas e virar, e isso não me machuca. Oh, Deus seja louvado! Eu Te agradeço por sua ajuda. Eu sabia que o Senhor me ajudaria se eu tivesse fé e orasse. Contarei sobre as Tuas boas bênçãos onde quer que eu vá.”
O líder do grupo de Anjos disse a um Auxiliar Invisível para aparecer diante do homem e dizer-lhe para ser bom para todas as pessoas e para todos os animais e para lembrá-lo de que ele nem sempre foi tão gentil quanto deveria.
A Auxiliar Invisível se materializou e o homem pulou da cama e caiu aos pés dela e beijou a bainha do vestido e a mão dela. Ela disse a ele para ser mais gentil com todas as pessoas e animais e depois desapareceu.
A esposa do homem também viu o Auxiliar Invisível e ficou sem palavras, com a boca e os olhos bem abertos. Os Auxiliares Invisíveis sabiam que essa experiência faria deles pessoas melhores.
Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam indo e conheceram um lindo Anjo, e ele os pediu para irem ajudar uma criança na Terra.
“Tudo bem, meu amigo, mostre o caminho, mas não vá muito rápido”, disse um dos Auxiliares Invisíveis. “Eu não posso me locomover no ar do jeito como você faz.”
O Anjo e os Auxiliares seguiram rapidamente, e logo chegaram a uma casa-barco em algum lugar da Ásia.
Na casa estava uma menina muito doente. Suas pernas eram uma massa de feridas quase até os quadris e ela estava com febre alta. “Ela estava nadando”, disse um menino, “e alguma coisa a mordeu. Ela coçou e o problema se espalhou para ambas as pernas. O feiticeiro queria matá-la porque não sabia como curá-la.”
O feiticeiro estava na sala e os Auxiliares Invisíveis olharam para ele. “Doutor, você tem algo aí com o qual não consegue lidar”, disse o Auxiliar Invisível.
“Hmm-mm, o espírito maligno a pegou”, disse o feiticeiro. “Eu os mato, mas o homem da guerra não me deixa.”
O Auxiliar Invisível disse ao homem para pegar um pouco de terra, e ele conseguiu.
“Olhe, ele está derramando algo nele.” disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível mandou o homem de volta três vezes depois da sujeira, e na última vez disse a ele para não colocar nada nela.
“Eu mato eles”, disse o feiticeiro.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que o feiticeiro tinha veneno de cobra na garrafa. Ele sabia que se esse veneno entrasse em uma ferida aberta, mataria uma pessoa ou animal. Ele pretendia matar a criança doente com esse veneno. Quando soube que o Auxiliar Invisível suspeitava do que ele pretendia fazer, ficou com raiva e tentou esfaqueá-lo. O Auxiliar Invisível fez a faca desaparecer da mão dele.
Isso o assustou muito e gotas de suor rolaram do rosto dele.
O Auxiliar Invisível disse ao feiticeiro para ficar parado, e, em seguida, fez uma pasta de lama que passou nas pernas da menina e deixou secar.
Em poucos minutos os Auxiliares Invisíveis tiraram a pasta de lama e as pernas dela estavam bem. A cura não foi efetuada pela própria lama. Foi meramente usada como um meio para a força de cura que vem de Deus.
“Esta menina é uma boa criança?”, o Auxiliar Invisível perguntou ao Anjo.
“Sim, é uma criança maravilhosa”, disse ele.
“Torne-a sábia”, disse o Auxiliar Invisível, “para que ela possa se proteger do médico nativo.”
“Não há necessidade, pois ele morrerá em breve”, disse o Anjo. “Ele é mau e já matou muitas pessoas.”
O Auxiliar Invisível disse ao médico nativo para ir ver a criança.
Quando ele a viu, soltou um grito de gelar o sangue e correu para a selva. Os Auxiliares Invisíveis o ouviram gritar e, quando chegaram lá, descobriram que uma cobra píton o havia apertado até a morte.
Os Auxiliares Invisíveis pediram ao Anjo para fazer da menina a médica da tribo. Ele disse que não poderia fazer isso, mas que arranjaria outra pessoa e saiu imediatamente.
O Anjo trouxe de volta um homem que os Auxiliares Invisíveis nunca tinham visto antes. Esse homem reuniu todos os membros da tribo e disse-lhes que a menina seria sua médica e que ela curaria todos os que viessem a ela e todos os que ela visitasse. Ele disse: “Nada deve prejudicá-la, enquanto ela for uma boa menina.”. Ele se virou para a garota e disse a ela que todas as coisas na selva e no mar a obedeceriam.
Então, o homem apertou a mão dos Auxiliares Invisíveis, agradeceu e disse: “Tenham bom ânimo”, e ele e o menino Angel desapareceram.
Aqui está uma história sobre um Anjo e uma criança doente. Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis estavam em um hospital com a finalidade de ajudar alguns enfermos. Enquanto eles estavam descendo um corredor para um elevador, eles encontraram um Anjo que caminhava com a cabeça baixa.
“Olha!”, disse o Auxiliar Invisível ao seu companheiro.
“Ah, ele está com algum problema”, disse a Auxiliar Invisível. “Vamos ajudá-lo.”
“Olá, o que está preocupando você?”, perguntou a Auxiliar Invisível. “Podemos ajudá-lo?”
“Oh, por favor, façam isso”, respondeu o Anjo. “Há uma criança aqui que está extremamente doente e não posso convencer o médico sobre o que fazer por ele e o menino não me conhece mais. “
“Leve-nos até ele”, disse o Auxiliar Invisível, “mas não vá rápido demais.”
O Anjo levou os Auxiliares Invisíveis para a enfermaria infantil, onde um menino de cerca de dez anos estava deitado em uma cama. A criança era um menino bonito com um corpo bem construído. Ele estava inconsciente naquele momento. Seus pais estavam lá, e sua mãe estava chorando e orando para que seu filho fosse poupado para ela, se fosse a vontade de Deus.
O Auxiliar Invisível perguntou a um Adepto à distância, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar esse menino, e ele recebeu permissão para fazer tudo o que pudesse por ele.
“Há quanto tempo esse menino está nessa condição?”, perguntou o Auxiliar Invisível à enfermeira.
“Desde às duas horas”, ela respondeu.
O Auxiliar Invisível perguntou à mãe qual era o nome do filho dela e então falou com ele para despertá-lo de seu estado de fraqueza.
“Robert! Robert! Seu querido está aqui. Acorde.”
O menino virou-se e murmurou alguma coisa, e o Auxiliar Invisível chamou-o novamente e disse-lhe que seu amigo estava lá.
O menino abriu os olhos e disse: “Onde?”, e então ele estendeu os braços para ele. “Oh, você está aqui!”, ele disse, e abraçou alegremente o Anjo.
Os outros ao lado de sua cama olharam para ele surpresos, pois pensaram que ele estava abraçando o ar.
O Auxiliar Invisível pegou uma maca e levou o menino para uma sala e o massageou minuciosamente da cabeça aos pés, enquanto a Auxiliar Invisível segurava a mão do menino.
“Não o machuque”, disse Anjo que era amigo do menino.
“Eu não vou machucar a criança,” o Auxiliar Invisível disse brincando.
Esse Anjo realmente amava aquele menino, e era por ele amado. A criança era um Ego avançado e tinha um belo Corpo-Alma.
Os Auxiliares Invisíveis colocaram o menino na cama, e o Auxiliar Invisível ordenou que lhe dessem um pouco de comida líquida e assinou o prontuário. Ele conversou com a mãe dizendo a ela para não questionar o filho, mas deixá-lo em paz e ele logo ficaria bom para que eles pudessem ir para casa.
Depois disso, os Auxiliares Invisíveis foram ajudar outra pessoa.
Aqui está uma história de como um Auxiliar Invisível viu um Anjo.
Um dia, um Auxiliar Invisível descia uma avenida da cidade onde mora e viu um tordo que havia sido atropelado por um carro. O tordo ferido estava esvoaçando na sarjeta.
O Auxiliar Invisível viu um lindo Anjo brilhando ao sol nas proximidades. Ele estava tentando acalmar o pássaro.
O Auxiliar Invisível foi até o tordo, pegou-o e descobriu que uma das asas estava quebrada e que o osso que estava saindo estava sujo. Ele levou o tordo para uma casa próxima e perguntou à senhora se ele poderia lavar a asa do tordo em sua casa. Ela olhou para o estranho e pensou consigo mesma: “Aquele homem está louco ou está tramando alguma coisa?”
“Não, senhora”, disse o homem. “Eu só quero ajudar este pássaro.”
Ela então mostrou a ele o banheiro, e ele lavou a sujeira da asa do tordo e puxou o osso sob a pele enquanto a senhora segurava o tordo. O Auxiliar Invisível orou e pediu que a ferida fosse curada pela força curadora que vem de Deus.
“Ora, ele ficará sujo de novo e será morto”, disse ela.
“Não, está tudo bem”, disse o Auxiliar Invisível.
“Deixe-me ver”, ela disse com uma voz surpresa. Quando ela viu que o osso estava unido, ela mal podia acreditar em seus olhos.
“Meu Senhor”, disse ela, “a asa está curada. O que a curou?”
“Qualquer um pode fazer coisas como essa, desde que esteja limpo de Coração e Mente.” ele disse.
“Você está limpo?”, a senhora perguntou.
“Não, mas estou tentando ser”, ele disse a ela, e então estendeu o tordo para que o Anjo pudesse vê-lo. Depois disso, o homem tocou a mulher e ela viu o adorável Anjo. Quando ela percebeu que estava realmente vendo um Anjo, ela ficou animada.
“Meu Senhor, um Anjo!” ela exclamou.
O homem levou o tordo para fora e disse-lhe para ir e ter mais cuidado, e o tordo e o Anjo foram embora.
“Tenho uma criança doente lá em cima”, disse a senhora ao homem. “Por favor, coloque sua mão sobre ela. Talvez você possa ajudá-la.”
“Sua fé a curou”, disse o homem. “Vá vesti-la e alimentá-la com vegetais e frutas. Dê-lhe apenas um pouco de ovo, leite e mel. Seja gentil e bom com ela.” E então o homem foi embora.
Aqui está como um tigre foi salvo da morte por alguns Auxiliares Invisíveis que viram o Anjo perto do tigre.
Dois Auxiliares Invisíveis foram para a África e, enquanto percorriam as selvas, ouviram um grito de angústia de um animal. Eles desceram mais tarde e viram um tigre preso em uma trepadeira. Trepadeira pegajosa é uma planta tropical muito perigosa, pois quando alguma coisa entra nela, a planta se fecha sobre a vítima, causando-lhe a morte.
O tigre saltou para trás para escapar de uma cobra e ficou enredado na forte trepadeira. A trepadeira estava apertando o tigre e ele gritava de dor.
“Vamos libertá-lo”, disse um dos Auxiliares Invisíveis e, imediatamente, livraram o tigre da trepadeira. O tigre, então, se deitou para descansar, pois estava quase exausto de suas lutas. A cobra correu em direção ao tigre e começou a se enrolar no corpo dele. O tigre não podia lutar muito, então um Auxiliar Invisível fez a cobra ir embora.
O Auxiliar Invisível foi até o tigre, acariciou-o e sentou-se ao lado dele. O tigre deitou a cabeça no colo do homem.
“Venha acariciar o tigre”, disse ele à companheira, e ela o fez lentamente. Logo ela se tornou corajosa e os dois esfregaram a cabeça e os ombros do tigre e conversaram com ele. O tigre levantou-se, espreguiçou-se e lambeu as mãos do Auxiliar Invisível.
Um dos Auxiliares olhou para ver se havia algum Anjo por perto e viu um, magnífico, parado perto deles. Esse lindo Anjo agradeceu aos Auxiliares por salvarem o tigre. Quando os Auxiliares Invisíveis começaram a sair dali o tigre os seguiu, e os Auxiliares Invisíveis olharam em volta para ter certeza de que a cobra havia ido embora antes de deixar o tigre.
Quando os Auxiliares Invisíveis esfregaram o tigre, deram-lhe força renovada, e logo ele ficou bom novamente. Em poucos minutos, os Auxiliares Invisíveis alcançaram uma clareira na selva ou perto dela e desapareceram.
Sabemos que os Anjos trabalham com o ser humano, animais e plantas.
Em outra noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um Anjo durante seu trabalho. Alguns Auxiliares Invisíveis foram até o leito de uma mulher que estava prestes a morrer e foram instruídos a vigiá-la. Eles não foram materializados, mas estavam em seus veículos superiores.
A mulher não viu os Auxiliares Invisíveis, pois estava consciente até o fim. Ela era uma mulher comum que não queria morrer e era solteira. Ela parecia ter entre vinte e cinco e trinta anos. Ela tinha úlceras estomacais por comer demais e por não usar o bom senso em relação à comida.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram lá, encontraram essa mulher doente conversando com a mãe, o pai e o irmão. Ela estava dizendo a eles que se pudesse viver sua vida de novo, ela viveria muito melhor e se casaria e teria uma família. “Eu odiei crianças”, disse ela, “pois pensei que elas estariam no meu caminho e me impediriam de ter prazer.”
“Ora, você está doente há dois anos”, disse a mãe.
“Sim, eu sei”, disse a doente, “e nesses dois anos sonhei com muitas coisas estranhas sobre a vida. Pensei ter visto minha vida desde o nascimento até a morte, ou um Anjo, disse a um homem e uma mulher e a um Anjo para me levar para o Purgatório, e eu acordei gritando. Você veio correndo para o meu quarto, e eu disse que tive um sonho estranho. Muitas vezes me perguntei se isso é assim que as pessoas fazem quando morrem.”
“Eu não sei, mas ore por ajuda”, disse a mãe.
“Tenho rezado tanto quanto sei, mas de pouco adiantou”, respondeu a enferma.
Ela falou sobre coisas comuns por um tempo. “Eu me pergunto onde todos os meus amigos estão nesta noite,” ela disse finalmente. “Eu tive muitos desde meus tempos de escola até agora. Eu me pergunto o que aconteceu com John! Oh!” e ela colocou a mão sobre o coração e se engasgou.
“Mãe, estou morrendo”, disse ela. “Diga a John que eu o amava e que ele era meu único amor. Beijem-me, todos vocês, e desejem-me boa sorte”, e ela partiu.
Enquanto isso acontecia, a Auxiliar Invisível de repente agarrou seu parceiro. “Olha!” ela disse em um tom de voz assustado e ficou atrás dele.
“Oh, uma dor atingiu meu coração”, disse a mulher doente. Então uma sombra de medo passou por seu rosto. “Estou morrendo”, disse ela.
O Anjo cumprimentou os Auxiliares Invisíveis com a cabeça e continuou. A Auxiliar Invisível não estava ansiosa para estar com esse Anjo, mas ela o observou até que sumisse de vista.
Então a Auxiliar Invisível recuperou a compostura. A mulher morta havia retomado a consciência após a morte a essa altura e ela viu os estranhos.
“Você é um Anjo?” ela perguntou à Auxiliar Invisível, “e você veio me levar para onde estou indo?”
“Não, não somos Anjos”, respondeu a Auxiliar Invisível, “mas viemos para levá-la ao lugar a que você pertence.”
Os Auxiliares Invisíveis levaram a mulher para a entrada do Purgatório.
A mulher gemeu e começou a gritar e chamou a mãe.
“Vá na frente com ela, e eu ficarei aqui esperando por você”, disse o Auxiliar Invisível à sua companheira.
“Sim”, disse humildemente a Auxiliar Invisível, e ela seguiu o Auxiliar Invisível e a mulher.
“Eu deveria levá-la por todo este lugar”, disse ele para provocá-la.
“Faça o que tem que fazer e sairemos daqui”, respondeu ela.
“Tudo bem”, disse ele. Eles instruíram a mulher que acabara de morrer e lhe disseram o que fazer e a deixaram no Purgatório.
Aqui está outra história muito interessante. Por volta das seis horas da tarde de um dia, um homem estava conversando com outro homem, contando-lhe seus problemas e o medo que tinha de morrer, quando de repente ele ficou alarmado.
“Olha!”, ele exclamou.
O segundo homem, que trabalha como Auxiliar Invisível, olhou atentamente e viu um Anjo vindo em sua direção, e sentiu-se enjoado e com frio.
O primeiro homem, que achou que ia morrer, colocou-se atrás do Auxiliar Invisível e tremeu como uma folha. “Oh, eu não estou pronto para morrer”, disse ele. “Me salve.”
O Anjo viu que o Auxiliar Invisível estava com medo de que fosse morrer e falou para aliviar sua Mente. Ele lhe disse: “Você ainda tem muitos anos de vida”. “Apenas seja fiel.”
Como os Anjos nunca tiveram Corpos Densos – pois o Corpo mais inferior que eles podem construir é um Corpo Vital – eles não podem materializar partes nem, muito menos, um Corpo Denso inteiro e ajudar alguém que precise ser carregado, puxado ou com dificuldades de locomoção. Nesses casos eles chamam os Auxiliares Invisíveis da Onda de Vida humana e muitos são salvos dessa maneira.
Como os Anjos nunca tiveram Corpos Densos – pois o Corpo mais inferior que eles podem construir é um Corpo Vital – eles não podem materializar partes nem, muito menos, um Corpo Denso inteiro e ajudar alguém que precise ser carregado, puxado ou que esteja com dificuldades de locomoção. Nesses casos, eles chamam os Auxiliares Invisíveis da Onda de Vida humana e muitos são salvos dessa maneira.
Uma noite, enquanto dois Auxiliares Invisíveis estavam voando, eles encontraram um Anjo que lhes pediu para ajudar uma senhora de cerca de trinta anos que havia escorregado e caído e estava presa em um obstáculo.
Ela estava prestes a se afogar nas águas do rio Hudson.
Os Auxiliares Invisíveis correram para resgatá-la, carregando-a para a margem; então, ela lhes contou a história dela.
Ela disse que morava no alto do morro e que gostava de descer ao rio, à noite, e estudar enquanto caminhava pela beira do rio.
“Sobre o que você estuda?”, um Auxiliar Invisível perguntou a ela.
“Penso no meu marido e no meu filho que se afogaram há dez anos”, respondeu ela.
O Auxiliar Invisível disse-lhe que ela havia desperdiçado dez bons anos, pois seu marido demoraria mil anos para voltar e que o melhor que ela poderia fazer seria arranjar alguém para substituí-lo e ter mais filhos. Continuando, ele disse-lhe que ela poderia ter seu filho de volta. O Auxiliar Invisível explicou seus ensinamentos para ela e ela ficou muito interessada.
“Você abriu uma nova vida para mim”, disse a senhora, “e você me contou coisas que eu nunca soube. Farei o que você sugere.”
Agora vou falar um pouco mais sobre os Anjos por meio de quatro perguntas e respostas.
Antes de um bebê ser enviado para o renascimento, Anjos, com a função de Senhores do Destino ou Senhores Relatores, colocam a matriz do Corpo Vital do bebê no útero da mãe?
Sim. Quando um Ego escolhe seus pais, os Anjos do Destino ou Senhores do Destino colocam a matriz do Corpo Vital do bebê no útero da mãe.
E quem coloca o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide do pai que fecundará o óvulo no útero da mãe?
Os mesmos Anjos do Destino ou Senhores do Destino colocam o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide do pai que fecundará o óvulo no útero da mãe. Qualquer Iniciado, que ainda precise nascer como bebê, quando está no Terceiro Céu e está prestes para começar a descida para renascer aqui, escolhe um pai e uma mãe que lhe deem condições para continuar o seu trabalho.
O Ego que está prestes a nascer participa do desenvolvimento do embrião e do feto antes do nascimento?
O Ego, auxiliado pelos Anjos do Destino e pela mãe, ajuda nas atividades da construção do seu próximo Corpo Denso de fora e na seleção do material adequado para entrar nele. Todo o material necessário é escolhido considerando as influências astrais que vão se formando até o nascimento. E tudo isso de acordo com o Arquétipo criado nos Mundos celestiais.
Qual é o trabalho da mãe e do Ego uma vez ocorrida a fecundação do óvulo?
Fecundado o óvulo, o Corpo de Desejos da mãe trabalha sobre ele durante um período de dezoito a vinte e um dias. Até esse momento o Ego permanece fora, em seu Corpo de Desejos e sua Mente, embora em íntimo contato com a mãe. Terminado esse tempo o Ego entra no Corpo materno. Os veículos em forma de sino se juntam, então, sobre a cabeça do Corpo Vital, e o “sino” se fecha pela parte inferior. Daí em diante o Ego paira sobre seu futuro instrumento até o nascimento da criança e uma nova vida terrestre do Ego renascido começa.
Sim, Anjos e Arcanjos são reais, e quando uma pessoa vê alguns deles, ela sabe por si mesma de sua realidade.
Não importa que outras pessoas não acreditem que esses seres maravilhosos estão vivos e ativos. Algum dia, se forem gentis e bons com os outros, obterão a prova para si mesmos.
Esses Anjos e Arcanjos estão sempre prontos para ajudar no que puderem.
Uma noite, enquanto três Auxiliares Invisíveis estavam fora do Corpo Denso deles, ou seja, estavam funcionando no Corpo-Alma, um Anjo veio até eles. “Por favor, venham e ajudem uma família que está em apuros”, disse ele. “Eles estão em um buraco e não posso fazer nada por eles. Tive que esperar até encontrar alguém vindo por aqui.”
“Sim, nós iremos com você”, disse um dos Auxiliares Invisíveis, “mas você não deve ir muito rápido, pois você está em seu elemento natural, que é o seu Corpo Vital, e nós não.”
O Anjo não foi muito rápido, mas os Auxiliares Invisíveis perceberam que ele queria que eles se apressassem. Os Auxiliares Invisíveis foram o mais rápido que puderam.
Seu colega de trabalho era outro Anjo. Suas vozes soavam como vozes doces à distância cantando uma linda canção.
Quando os três Auxiliares Invisíveis chegaram ao local, encontraram uma família em uma grande casa que havia afundado cerca de trinta metros abaixo da superfície da terra ao redor, e não conseguiram sair.
O Auxiliar Invisível disse às pessoas para pegarem tudo o que precisassem, como papéis, escrituras, dinheiro e roupas. O homem tinha um baú cheio de dinheiro em prata e ouro. O Auxiliar Invisível tirou primeiro o dinheiro, depois os Auxiliares Invisíveis retiraram todas as outras coisas e, finalmente, levaram as duas crianças, o homem e sua esposa. Tudo o mais se perdeu, pois a casa balançou um pouco e começou a afundar, e então a água veio e cobriu tudo.
A casa ficava sobre um riacho subterrâneo, e a terra, que vinha desmoronando há anos, finalmente afundou a casa totalmente. A casa de pedra parecia ter cerca de cem anos. Quando a casa afundou, a água a cobriu até a profundidade de uns duzentos metros!
O Anjo agradeceu muito aos dois Auxiliares Invisíveis, e então os dois Anjos partiram com um farfalhar suave, deixando um cheiro doce onde eles estavam.
O Auxiliar Invisível aconselhou o homem a levar sua família e ir para a parte noroeste dos Estados Unidos e se estabelecer lá.
Certa vez, enquanto alguns Auxiliares Invisíveis estavam ajudando as pessoas, eles foram chamados por um Anjo que estava tentando influenciar uma criança a se manter longe do fogo para que ela não se machucasse com as chamas com as quais ela brincava.
A criança estava a alguma distância da casa dela. O Anjo nada pôde fazer, então chamou os Auxiliares Invisíveis, que foram imediatamente e se materializaram. A essa altura, as roupas da criança haviam pegado fogo e suas pernas, abdômen e braços estavam começando a se queimar. Os Auxiliares extinguiram as chamas e, com a ajuda do Anjo, conseguiram curar instantaneamente a pele e a carne queimadas da criança. O Anjo dirigiu o trabalho de cura de uma maneira maravilhosamente eficiente.
Os Auxiliares Invisíveis levaram a criança para casa e contaram à mãe o que havia acontecido. A mãe desmaiou com o choque e os Auxiliares Invisíveis a reanimaram. Ela não acreditou nas histórias dos Auxiliares Invisíveis até ver as cicatrizes recentes no corpo da criança. Se a criança não tivesse recebido essa ajuda, ela ficaria ferida para o resto da vida, pois nunca poderia ter um filho quando chegasse à idade adulta.
O pai da criança voltou para casa, agradeceu aos Auxiliares Invisíveis e pensou que eram Anjos. Um Auxiliar Invisível explicou seu trabalho aos pais da criança e eles desapareceram.
De lá, os Auxiliares Invisíveis foram para a Holanda para ver um homem muito doente e fazer o que pudessem por ele. Eles foram enviados em resposta a uma oração, pois ele era um homem bom em todos os sentidos. O doente tinha úlceras nas pernas e problemas estomacais. Seus ferimentos na perna foram causados por uma contusão que ele sofreu quando estava no exército. Seu problema estomacal foi causado pela comida que ingeriu enquanto era soldado.
Os Auxiliares Invisíveis que estavam presentes nesse momento se lembraram de como o homem parecia e como ele foi curado quando acordaram na manhã seguinte. Ele tinha cabelos, olhos e bigodes pretos e parecia muito magro e fraco.
Os Auxiliares Invisíveis primeiro lavaram a perna direita do homem na altura da panturrilha, e a carne solta saiu em pedaços. Então eles trabalharam na outra perna. Eles chamaram o Anjo que cuidava desse pobre homem e pediram a ele que direcionasse a força de cura para ele. Ele fez isso, e as pessoas que estavam presentes olharam maravilhadas.
Seus olhos se arregalaram quando observaram o semblante do homem mudar, e a cor surgir em seu rosto.
“Certamente eles são Anjos”, disse uma das pessoas.
O povo se ajoelhou e deu graças a Deus. O homem estava em coma há dois dias e a casa estava cheia de parentes e amigos que esperavam que ele morresse a qualquer momento.
Depois de um tempo, o homem voltou a si e pediu suas roupas. Os Auxiliares Invisíveis olharam para as pernas dele, e a carne quase havia fechado os buracos originados pelo ferimento. O homem disse que estava com fome. O Auxiliar Invisível disse à família para lhe dar uma dieta semilíquida por alguns dias e depois dar-lhe comida normal.
O homem se vestiu e caminhou um pouco, mas descobriu que estava fraco. E não é de admirar, pois ele não andava há quatro anos. Seu Destino Maduro havia sido pago e ele estava pronto para receber uma cura permanente. Os Auxiliares Invisíveis fizeram a parte material, e o Anjo, a parte espiritual.
Espero ter impressionado você com novas ideias e que você pense sobre as coisas que leu aqui e pense em como tais coisas são verdadeiras. Todas as Ondas de Vida dependem umas das outras. Há muitas coisas em nosso Sistema Solar das quais não sabemos por observação pessoal.
Muitos de nós nunca estiveram na Europa, mas acreditamos nos relatos daqueles que estiveram lá.
Muitas pessoas estão ficando cada vez mais preocupadas com o destino das pessoas da atual civilização. Eles estão se perguntando por que há tantas guerras e rumores de guerras.
As guerras são causadas pelos ódios de vidas passadas que são trazidos de volta como centelhas de ressentimento. Esse ressentimento é incendiado pelas várias emoções dos indivíduos. Os pensamentos-formas criados pelos medos, aborrecimentos, preconceitos e ódios dos indivíduos aumentam de tamanho e, finalmente, levam as pessoas a culpar outras por coisas e condições que elas mesmas causaram por seu próprio pensamento. Dessa forma, os problemas começam e se transformam em distúrbios de todos os tipos. Esses distúrbios geralmente fazem com que as pessoas de diferentes nações entrem em guerra umas com as outras.
As forças malignas existentes no mundo fazem o que podem para infundir vida nos pensamentos-formas de pessoas e nações e causar mais problemas. Se não houvesse boas forças para combater essas más tendências, toda a vida na Terra cessaria. O bem triunfará no final, pois com o tempo o bem vencerá o mal. Todos nós podemos ajudar essas boas forças se fizermos o esforço necessário.
Nós nos limitamos por nossa própria falta de crença na Bíblia e em Deus. Pessoas que acreditam na Bíblia e em Cristo devem ser capazes de aceitar a verdade de que existem Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados, e que eles trabalham para o bem da humanidade.
Se não for assim, por que os escritores que nos deram nossa Bíblia nos contaram sobre como Jeová trabalhou com os Egos renascidos na Terra antes e depois do dilúvio; e como ele tentou por todos os meios possíveis levá-los a viver de tal maneira que avançassem? Jeová orientou os Egos mais avançados e eles se esforçaram para conduzir seus irmãos e suas irmãs atrasados com vidas inteiramente dedicadas a seu serviço. A vida desses líderes inspiradores é como pérolas preciosas amarradas em uma corrente de ouro unida por boas ações e pensamentos de amor pelos outros.
Na Bíblia, lemos como os Anjos ajudaram esses Egos avançados que mereciam mais encorajamento do que outros. O grande Anjo Gabriel apareceu a Zacarias, o pai de João Batista, e contou sobre a vinda de seu filho e Gabriel apareceu para a Virgem Maria e contou a ela sobre a vinda de seu filho Jesus. Outros Anjos anunciaram o nascimento de outras crianças avançadas de tempos em tempos.
As histórias bíblicas de Anjos são verdadeiras, embora alguns dos seres chamados de Anjos fossem, na verdade, Auxiliares Invisíveis, que eram membros da Onda de Vida humana. Esses Auxiliares Invisíveis podem funcionar da mesma forma que os Anjos, apenas podem materializar Corpos Densos formados de sólidos, líquidos e gases – materiais da Região Química do Mundo Físico –, enquanto os Anjos não podem fazer isso, pois nunca habitaram Corpos Densos como os que estamos usando agora.
Leia sua Bíblia com o pensamento de que as leis de Renascimento e Causa e Efeito, ou de Consequência, são verdadeiras e veja se os ensinamentos da Bíblia não têm um novo significado para você. Se você acredita nesse grande livro, deve reconhecer que os Anjos, Arcanjos e outros Seres Elevados trabalharam conosco desde os primeiros tempos. Se isso é verdade, por que, então, esses seres não podem estar trabalhando conosco neste momento atual? A necessidade é tão grande como sempre foi, porque somos todos atrasados neste Esquema de Evolução (pois senão já estaríamos vivendo conscientemente em um Corpo Vital com um Corpo Denso “eterificado”) e precisamos ser encorajados e inspirados para alcançarmos a Evolução que deveríamos ter.
Uma vez que os Anjos e outros Seres Elevados existem, como muitas pessoas sabem porque os viram, então por que a humanidade não pode ser instruída a trabalhar com eles como Auxiliares Invisíveis? Parece razoável que seja assim; pois nos é dito que todas as coisas são possíveis para Deus. Lembremo-nos de que Cristo é a luz do mundo. Busque-O diligentemente, confie totalmente n’Ele e tente ser como Ele todos os dias, ou seja, procure sempre imitá-Lo. Se você orar e pedir a Ele para ajudar você, Ele lhe mostrará o caminho para uma vida feliz e melhor.
Cristo Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo: quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8:12).
Preparando-se para a Era de Aquário: como está a sua preparação?
Nós, Estudantes Rosacruzes, a despeito dos quadros não muito animadores que o mundo nos oferece, mantemos inabalável a fé no futuro da humanidade.
Quando instituições, dogmas e estruturas das mais diversas parecem encontrar-se a beira de um colapso, prestes a fundirem-se num caos total, nossa maneira de encarar as coisas, por mais paradoxal que possa parecer, é otimista.
Nossa visão dos fatos não é apocalíptica no sentido exotérico do termo. Cremos estar próximos ao fim, não do mundo, mas de uma Era, de um estado de coisas.
Toda essa confusão prenuncia o desabamento de estruturas obsoletas, de sectarismos, de preconceitos. Esse sofrimento vivido na época atual compelirá o ser humano a desapegar-se, de uma vez por todas, de um estilo de vida já inadequado as suas necessidades evolutivas.
“Eis que as coisas se farão novas”. Você percebeu que nos encontramos em fase de transição? Você está consciente do significado dessas transformações?
Em 1918 Max Heindel escreveu: “O trabalho de preparação para a Era de Aquário já se iniciou. Como se trata de um Signo de Ar, científico, intelectual, depreende-se que a nova Religião deverá alicerçar-se em bases racionais, sendo capaz de resolver o enigma da vida e da morte de tal forma a satisfazer tanto a Mente como o Coração”.
Abriu-se, então, o caminho para o alvorecer da Era de Aquário. Sobre os escombros da Era atual florescerão um ideário mais avançado, estruturas mais dinâmicas, e, consequentemente, uma nova humanidade.
Lembramos, também, que dia a dia surgem condições favoráveis ao desenvolvimento das faculdades latentes do espírito. O gradativo crescimento de quantidade de Éter no Planeta está afetando as pessoas mais sensíveis. Não constitui exagero afirmar que a própria ciência já se encontra no umbral da Região Etérica.
Desde longínquas eras viemos desenvolvendo os cinco sentidos, através dos quais nos foi possível contatar e conhecer a Região Química do Mundo Físico. Da mesma forma, futuramente, a humanidade desenvolverá outro sentido, que deverá capacitá-la a perceber a Região Etérica, seus habitantes, inclusive aqueles entes queridos já desencarnados e que permanecem no Éter e no Mundo do Desejo, durante os estágios iniciais nos planos internos. As pessoas mais evoluídas já estão, mesmo que tênue e esporadicamente, ensinando seus primeiros passos no Éter.
O dilúvio, responsável pela submersão da Atlântida, tornou mais seca a atmosfera, fazendo baixar sua umidade para o mar. Quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrar em Aquário, a eliminação da umidade será bem maior. As vibrações mais facilmente transmissíveis através do Éter serão mais intensas, gerando condições para a sensibilização do nervo ótico, requisito necessário para a abertura de nossa visão à Região Etérica.
Mesmo não tendo concluído suas pesquisas sobre os Éteres, Max Heindel legou-nos conhecimentos notáveis a respeito desse elemento. Em verdade, estamos próximos a grandes transformações, principalmente no campo das ideias. Cabe-nos, portanto, mantermo-nos atentos às mudanças que se operarão, preparando-nos para interpretá-las e, posteriormente a elas, nos integrarmos.
Os Irmãos Maiores da Rosacruz não limitam suas atividades aos Estudantes e Probacionistas, nem a nenhum outro grupo específico. Trabalham também através dos cientistas, embora estes nem sempre estejam conscientes disso. Seu propósito é estabelecer a Fraternidade Universal. Sendo assim, seu campo de ação é de uma amplitude inimaginável.
Max Heindel afirmou certa vez, num círculo mais íntimo, que na aurora da Era de Aquário – dentro de uns seiscentos anos, ou talvez até antes – aparecerá um novo instrutor. Será o reaparecimento do grande Ego outrora conhecido na Europa como Christian Rosenkreuz e como Conde Saint Germain.
Além desse grande instrutor será enviado um mensageiro, como ocorre a cada cem anos, pelo ”Governo Invisível do Mundo”, conhecido no ocultismo como “A Grande Loja Branca”.
Segundo Augusta Foss Heindel, “a nova Era mostrará a verdade indiscutível do espaço interestelar, novas aventuras cósmicas para o Espírito Humano e uma Filosofia Cósmica mais perfeita”.
Você está cultivando uma sincera e verdadeira afinidade com o ideal aquariano?
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Aqui está a ótima obra de um trabalho histórico-jornalista que demandou 50 anos (com algumas pausas) de pesquisa, organização, datilografia e digitação feita por um Probacionista holandês, Ger Westenberg, que nos enviou os originais em holandês dessa 2ª EDIÇÃO e nos autorizou a tradução para o português e a publicação.
Nessa 2ª EDIÇÃO há complementos, correções e revisões que enriquecem de sobremaneira a 1ª EDIÇÃO.
Trata-se da história da Fraternidade Rosacruz, desde seus primórdios, ainda no século XIII, até os tempos de Max Heindel, o representante da Ordem Rosacruz do Século 20, focando aqui na sua biografia desde o seu nascimento.
O nome Rosacruzes parece mexer com a imaginação de muitas pessoas. Existem muitos grupos que utilizam esse nome em seu brasão para grande confusão dos forasteiros. Portanto, dediquei um capítulo à história da Ordem Rosacruz e um resumo das organizações mais importantes onde o nome Rosacruzes aparece de uma ou outra forma, com no final uma visão esquemática de onde se originaram. E porque a Fraternidade Rosacruz é a única que leva à Ordem Rosacruz, na Região Etérica do Mundo Físico.
A Ordem Rosacruz é uma das 7 Escolas de Mistérios Menores de Iniciação que foi especialmente desenvolvida para os Ocidentais com Religião Cristã.
Há 4 meios de você acessar esse Livro:
1. Em formato PDF (para download):
2. Em forma audiobook ou audiolivro:
Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz – por Ger Westenberg – 2ª Edição – audiobook
3. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/@fraternidaderosacruzcampinasbr/featured
aqui:
Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz – por Ger Westenberg – 2ª Edição – videobook
4. Para estudar no próprio site:
MAX HEINDEL E A FRATERNIDADE ROSACRUZ
2ª EDIÇÃO
Por Ger Westenberg
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido do holandês e Revisado de acordo com:
MAX HEINDEL EN THE ROSICRUCIAN FELLOWSHIP
DOOR: Ger Westenberg
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Com autorização do Autor: Ger Westenberg, que nos enviou os originais.
www.fraternidaderosacruz.com
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Por GER WESTENBERG
Escrever esta biografia sobre Max Heindel, que era o representante da Ordem Rosacruz do Século 20, não foi um trabalho simples.
A primeira tentativa foi difícil: datilografar 133 páginas em formato A4 no ano de 1968, divulgado por meio de 120 cópias. Faltavam, ainda, muitas informações como, por exemplo, sobre sua juventude. Nos arquivos de Copenhagen não encontrei informações, nem mesmo que ele havia morado lá. Isto mudou quando o Mapa Natal de Max Heindel foi refeito e percebido que a posição da Lua não se encontrava na latitude norte de Copenhagen, mas, situava-se na região de Aarhus.
Sr. Rickelt, o arquivista da Prefeitura de Aarhus, durante seu tempo livre, fez muitas pesquisas sobre a adolescência de Max Heindel, cujos resultados estão contidos no capítulo 2. Com essas informações também foi possível continuar a pesquisa na Escócia. A filha mais velha de Max Heindel, Wilhelmina Grasshoff, nos passou informações complementares e forneceu 3 fotos do pai, mãe e 4 filhos. Nos arquivos de Berlim haviam poucas informações porque durante a guerra de 1940-45 com os bombardeios na cidade, se perdeu muito material arquivado. Nos EUA a busca foi difícil, porque sem uma informação específica é difícil conseguir achar alguma coisa. Porém, mesmo assim, consegui juntar informações, graças à ajuda benevolente de pessoas de lá.
Sou muito agradecido às pessoas que tinham informações autênticas e que me passaram; como a sobrinha da Sra. Augusta Foss Heindel, Sra. Olga Borsum Crellin, que me forneceu um relatório curto, mas completo da família Foss, juntamente com algumas fotos. O Sr. George Schwenk de Ojai, que por muitos anos foi amigo da Sra. Augusta Foss Heindel, me passou muitas informações em primeira mão, como também o Sr. e Sra. Barkhurst, que por volta de 1920 se afiliaram à Fraternidade Rosacruz, e em 1982 não só me passaram informações como também um material exclusivo sobre os exercícios espirituais e também uma cópia datilografada de “Memoirs of Max Heindel and the Rosicrucian Fellowship” da qual possuíam o original, escritos pela Sra. Augusta Foss Heindel em 1941. Ela mesma publicou uma versão simplificada no Echoes em 1948 com o título “The Early History of the Rosicrucian Fellowship”.
O manuscrito original foi doado pela família Barkhust pouco antes de morrer, à Fraternidade, que em 1997 publicou sob o título “Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacuz”.
Nesses 50 anos, com algumas pausas, trabalhando nesta biografia, muitas outras pessoas me forneceram informações e dados importantes. Seus nomes estão nas notas de Rodapé juntamente com o material onde aparecem.
Sobre o desenvolvimento Rosacruz na Holanda recebi muitas informações do Sr. Jaap Kwikkel que foi um dos primeiros afiliados da Holanda e testemunha de muitos acontecimentos. Também conheci a Sra. A. van Warendorp, que introduziu os estudos na Holanda, mas infelizmente já não estava mais acessível (intelectualmente).
Os últimos anos dediquei-me a fazer um esboço do movimento Teosófico na Alemanha, quando Heindel em 1907/08, passou 5 meses por lá.
Também relatei a relação entre Steiner e Heindel, e o desenvolvimento espiritual de Steiner até 1912, e naturalmente sobre algumas concordâncias e diferenças em suas visualizações que em primeira instância poderiam ter sido negligenciados, mas que são muito importantes; bem como encontrar a passagem em que Steiner numa Palestra em 11/10/1915 em Dornach cita, pessoalmente, não ser um representante dos Rosacruzes, onde a ideia de alguns de que a Antroposofia era uma metamorfose do ensinamento Rosacruzes se demonstrou errônea.
O nome Rosacruzes parece mexer com a imaginação de muitas pessoas. Existem muitos grupos que utilizam esse nome em seu brasão para grande confusão dos forasteiros. Portanto, dediquei um capítulo à história da Ordem Rosacruz e no Adendo 13 tem um resumo das organizações mais importantes onde o nome Rosacruzes aparece de uma ou outra forma, com no final uma visão esquemática de onde se originaram.
No início de 1600 os manifestos dos Rosacruzes de Fama Fraternitus R.C., de Confessio Fraternitatis R.C. e o Assertio Fraternitatis R.C., trouxeram muita comoção. No Adendo 1 traduzi novamente para o Holandês.
A Ordem Rosacruz é uma das 7 Escolas de Mistérios Menores de Iniciação que foi especialmente desenvolvida para os Ocidentais com Religião Cristã. O último capítulo foi dedicado à preparação e ao processo de Iniciação.
Laag-Soeren, julho 2003
Sumário
PREFÁCIO DA SEGUNDA EDIÇÃO.. 7
Capítulo 1 – A Origem da Ordem Rosacruz.. 8
Capítulo 2 – De Carl Grasshoff à Max Heindel.. 47
Capítulo 3 – A Teosofia na Alemanha nos idos de 1900. 62
Capítulo 4 – Max Heindel na Alemanha.. 67
Capítulo 5 – Mensageiro dos Rosacruzes. 81
Capítulo 6 – Expansão da Fraternidade Rosacruz.. 90
Capítulo 7 – Aquisição de um Terreno para a Sede Central.. 106
Capítulo 8 – Construtor – Material e Espiritual.. 124
Capítulo 9 – Mais Atividades de Construção.. 136
Capítulo 10 – Ainda Mais Atividades de Construção.. 151
Capítulo 11 – Destaques Espirituais e o Falecimento de Max Heindel 162
Capítulo 12 – Augusta Foss Heindel como Sucessora de Max Heindel.. 180
Capítulo 13 – Disputa pelo Poder.. 200
Capítulo 14 – Finalmente Paz.. 217
Capítulo 15 – Em Direção a um Novo Ciclo.. 232
Capítulo 16 – Método Ocidental de Iniciação.. 250
ADENDO 1 – OS MANIFESTOS ROSACRUZES: FAMA, CONFESSIO e ASSERTIO.. 277
FAMA FRATERNITATIS R. C. ou os rumores da Fraternidade, da muito louvável Ordem Rosa Cruz 277
CONFESSIO FRATERNITATIS R.C. – Confissão a Fraternidade Rosacruz aos Estudiosos da Europa 299
Adendo 3 – FLORENCE MAY HOLBROOK.. 323
Adendo 4 – Carta de Max Heindel para C.W. Leadbeater, 1904. 327
Adendo 5 – A Família FOSS. 331
Adendo 6 – ALMA VON BRANDIS. 336
Adendo 7 – Rudolf Steiner.. 339
Adendo 8 – DIFERENÇAS IMPORTANTES ENTRE OS ENSINAMENTOS DE MAX HEINDEL E DE RUDOLF STEINER.. 353
Adendo 9 – Troca de cartas entre Max Heindel, Laura Bauer e Hugo Vollrath 368
Adendo 13 – Rosacruzes e “Rosacruzes”. 455
BIBLIOGRAFIA: LIVROS ESCRITOS. 485
COMPOSTOS DOS TRABALHOS DE MAX HEINDEL.. 494
POR AUGUSTA FOSS HEINDEL.. 499
DE OUTROS ESCRITORES E DE ASTROLOGIA ROSACRUZ.. 501
OUTRAS PUBLICAÇÕES DA FRATERNIDADE ROSACRUZ.. 503
Desde a primeira edição de 2003 consegui juntar à biografia muitas imagens e informações. Por exemplo, informações sobre a chegada de Max Heindel em Nova York; seu segundo casamento; sua estadia em Boston e muitos outros detalhes foram introduzidos no texto.
Também foram acrescentadas mais fotos como uma foto da adolescência de Max Heindel com seu irmão e mãe; da casa onde Max Heindel e sua segunda esposa, Louisa Anna Petterson, moravam em Roxbury[1] e uma foto da Alma Von Brandis que pagou a viagem de Max Heindel para a Alemanha.
Fiz uma revisão nos Aspectos astrológicos. Também recalculei todos os mapas natais e onde necessário fiz correções e, portanto, posso encerrar essa biografia.
Sou agradecido a todas as pessoas que me forneceram informações e fotos. Seus nomes aparecem nos rodapés das biografias.
Laag-Soeren, abril de 2.014
A Fraternidade Rosacruz foi fundada em 1911 por Max Heindel – nome que foi usado por Carl Louis Fredrik Grasshoff, nos Estados Unidos. Ele foi incumbido, por um dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, de tornar público parte de seus ensinamentos, que antes eram conhecidos e divulgados apenas num círculo fechado e de forma simbólica. Para entendermos melhor é conveniente contarmos a história e o objetivo da Ordem Rosacruz.
A origem da Ordem Rosacruz, conforme Max Heindel, se inicia no passado distante, no início da Era Terrestre, mas seu arquétipo já se manifesta 3 períodos antes do nosso Período Terrestre[2].
No início do nosso desenvolvimento, no Período de Saturno, o “calor” era o único elemento e a humanidade, que naquela época tinha uma consciência semelhante aos minerais, formavam uma unidade.
No Período Solar, formou-se mais um elemento: o “ar” que se juntou ao elemento fogo do Período anterior. Isto se revelou, então, como chamas e o mundo escuro se transformou numa bola flamejante. A humanidade tinha uma consciência semelhante à das plantas, atualmente, e ainda formava uma unidade.
No Período Lunar a bola flamejante tocou no espaço frio e se desenvolveu o vapor: “água”. Uma parte dos Anjos atuais, que eram a humanidade daquele período, tinham preferência pela água, enquanto outra parte dava preferência ao fogo. A constante mudança em evaporação e condensação da humidade que envolvia o núcleo quente, formou uma crosta em volta do núcleo. Era intensão de Jeová formar esta “terra vermelha”, que na Bíblia foi chamado de “ADAM”, em formas que pudessem encarcerar e extinguir os espíritos no fogo. Para este fim, Ele pronunciou o fiat criador, e os protótipos do peixe, da ave e de todo o ser vivente apareceram, incluindo mesmo a primitiva forma humana. Ele queria que todos os seres viventes obedecessem à sua vontade. Contudo, uma parte dos Anjos se rebelou contra esta ideia. Eles tinham uma preferência muito grande pelo fogo para aceitarem a água e se recusaram a criarem formas. Portanto, privaram-se de uma oportunidade de evoluir através das linhas convencionais e se tornaram atrasados.
Porque se recusaram a obedecer a Jeová, eles precisavam tentar encontrar o desenvolvimento por conta própria; para isto escolheram como líder Lúcifer.
No início do Período Terrestre, quando vários Planetas foram formados para dar oportunidade de desenvolvimento aos diversos grupos de Espíritos Virginais, os Anjos trabalharam, juntamente com Jeová, nos diversos Planetas e Luas, enquanto os Espíritos Lucíferos, também denominados Anjos Caídos, ficaram no Planeta Marte.
O representante dos Anjos da Lua na Terra, que estão sob a liderança de Jeová, é o Anjo Gabriel. O Anjo Samael é o representante dos Anjos que estão sob a liderança de Lúcifer.
Desta forma surgiu, naquele fraco início do dia cósmico, uma rixa entre as Hierarquias do fogo e as Hierarquias da água; entre os descendentes de Caim e os de Abel, respectivamente, Seth.
A Maçonaria nos mostra – ainda conforme Max Heindel – que existem pontos comuns e pontos divergentes com a história da Bíblia. Esta tradição conta que Jeová criou Eva. Que o Anjo lucífero Samael se juntou a ela, mas foi expulso por Jeová e forçado a abandoná-la antes do nascimento de seu filho Caim, que se tornou o Filho da Viúva. Depois Jeová criou Adão para se tornar o esposo de Eva. Desta união nasceu Abel.
Desde o início deste Período Terrestre já existiram 2 tipos de seres humanos. O primeiro, meio divino, gerado pelo Anjo lucífero Samael, repleto da força condutora marciana; batalhador, inovador e possuidor da força da iniciativa, relutante à coerção e autoridade, tanto da humanidade quanto da divindade. O segundo, gerado por seres humanos com pais humanos, vive pela fé e não por ação, eles não sentem urgência ou inquietação. São mansos e dóceis, uma postura que agradou muito a Jeová, porque ele vigia escrupulosamente o seu direito de criador. Por isto a oferta de Abel que foi conseguida sem dificuldade ou iniciativa própria foi aceita por ele, com satisfação, e a oferta de Caim foi desdenhada, porque foi feita por ele por seu caráter divino como criador, relacionado ao de Jeová.
Então Caim matou Abel. Contudo, com isto ele não destruiu a linhagem obediente de Jeová. Porque na Bíblia está escrito que Adão conheceu novamente a Eva e ela gerou Seth, que tinha as mesmas características de Abel.
Por se dedicarem com zelo aos assuntos terrenos os filhos de Caim se espalharam pelo mundo e, desta maneira conquistaram, o poder. Eles são os líderes da indústria e os mestres da política.
Os filhos de Seth, que buscam a liderança de Deus, se tornaram o portal para a sabedoria divina e espiritual; eles formam o Sacerdócio.
Jeová deu a Salomão, um descendente de Seth, a ordem para construir um Templo conforme o plano dado a Davi. Contudo, Salomão não tinha a capacidade de transformar o plano divino em formas físicas e por isso solicitou ajuda ao Rei de Tiro, um descendente de Caim, que se chamava Hiram Abiff, o filho da Viúva. Nele todas as artes e ofícios dos filhos de Caim afloraram completamente. Ele sobrepujava todos os outros no manejo com o trabalho na matéria. Sem Hiram Abiff, o Mestre de Obras, o plano de Jeová teria permanecido um sonho. Para a construção do Templo, a perspicácia dos filhos de Caim era tão necessária quanto o projeto espiritual dos filhos de Seth. Portanto, ambos os grupos juntaram todas as suas forças durante a construção do Templo.
Esta foi a primeira tentativa de unificar as duas linhagens. Contudo, por traição dos filhos Seth esse plano divino de reconciliação frustrou. Eles tentaram abafar o fogo usado por Hiram Abiff com sua arma natural a água. Quase obtiveram sucesso.
O Templo de Salomão era a coroação de ambos os lados, uma personificação da espiritualidade elevada dos ideais desses líderes, os filhos de Seth, unido às habilidades excepcionais dos seres humanos de ação, os filhos de Caim.
Salomão estava satisfeito, mas a mente de Hiram não estava. Ele havia feito uma peça de inigualável habilidade, mas o projeto não estava em suas mãos. Ele foi apenas o mestre de obras do arquiteto invisível Jeová, que trabalhava por intermédio de Salomão. Ele foi impelido por uma força esmagadora a incluir algo no Templo que sobrepujaria em beleza e importância a todo o resto. Por este esforço espiritual nasceu o desejo de construir o Mar Fundido.
Quando Hiram havia quase terminado de construir o Templo, ele começou a fundir os vasos. O ponto principal era o grande lavatório, o lavabo da purificação onde todos os sacerdotes deveriam mergulhar, antes de poderem servir a Deus. Este lavatório, juntamente com todas as outras embarcações menores, Hiram fundiu com bom resultado.
Mas existe uma grande diferença entre o lavatório e o Mar Fundido, que deveria ser inserido conforme o plano de Hiram. Se não fosse fundido corretamente o lavatório não funcionaria para a operação de limpeza. Esse trabalho deveria ser a Obra de Arte de Hiram.
Se ele tivesse sido bem-sucedido nessa empreitada, este trabalho estaria acima da humanidade e ele seria considerado divino, assim como Elohim Jeová. Porque seu pai divino Samael havia garantido a Eva, que ela se tornaria igual a Deus se ela comesse da árvore do conhecimento.
Por séculos seus ancestrais trabalharam no mundo e pela sua experiência conseguiram construir uma obra, onde Jeová se escondia atrás do Véu e só conversava com seus sacerdotes, os filhos de Seth. Os filhos de Caim eram proibidos de entrar no Templo, que eles mesmos construíram. Da mesma forma que seu pai Caim foi expulso do Jardim do Éden, o Paraíso.
Hiram sentia tudo isto como um escândalo e injusto, e buscava um meio de que os filhos de Caim pudessem rasgar o Véu do Templo para abrir caminho para todos. Para atingir este objetivo enviou mensageiros para todas as partes do mundo para juntarem todos os tipos de metais existentes. Com seu martelo ele pulverizou todos os metais e os colocou num forno incandescente, para tirar todo o conhecimento possível, durante o processo alquímico. Desta forma o conhecimento de cada metal impuro iria se juntar e formar o conhecimento de sublimação espiritual e de incomparável força. Como esta sublimação seria totalmente pura e transparente, se pareceria com um mar de vidro. Todos que ali se banhassem teriam juventude eterna. Nenhum filósofo poderia se igualar a ele em sabedoria. Esse conhecimento faria com que ele conseguisse levantar o Véu invisível e contatar as Hierarquias superiores, pessoalmente.
Contudo, os trabalhadores inaptos, que Hiram fora incapaz de iniciar nos graus superiores, conspiraram para deitar Água no recipiente moldado para receber o Mar, porque eles sabiam que os filhos do fogo não sabiam lidar com esse elemento aquoso. Desta forma, frustrando o acalentado projeto de Hiram e estragando sua Obra-prima, eles aspiravam vingar-se do Mestre.
Quando Hiram, com toda a confiança, tirou o tampão do cadinho, o fogo líquido escorreu e se encontrou com a água. Enquanto os dois elementos cozinhavam e lutavam entre si houve um estrondo trovejante que estremeceu Céus e Terra.
Todos, exceto Hiram, esconderam seus rostos da devastação medonha. Então Hiram ouviu do meio do fogo furioso um chamado do seu antepassado Tubal Caim, que implorou que ele pulasse dentro do Mar Fundido. Hiram mergulhou cheio de confiança e enquanto ele foi submergindo pelo fundo dissolvido do lavabo, foi conduzido pelas nove camadas da Terra até o Centro onde se encontrou com seu antepassado que o instruiu em como misturar água com fogo e entregou um novo martelo e uma nova palavra que o ajudaria a atingir este objetivo. Caim disse a Hiram que ele estava destinado a morrer sem realizar suas expectativas. Contudo, que nasceriam muitos filhos da Viúva que iriam manter seus feitos vivos na memória. Finalmente viria um que seria maior que ele. Hiram não iria acordar até que o Leão de Judá o despertasse com sua garra poderosa. Caim também falou que ele teve agora o batismo de fogo, mas que Ele, o Cristo, iria batizá-lo com água e espírito; ele e todo filho da Viúva que vier até Ele. Este, maior que Salomão, irá construir uma nova cidade e um novo Templo onde o povo da Terra poderá adorá-Lo. Os filhos de Caim e de Seth irão encontrar lá o mar de vidro.
Quando Hiram retornou novamente à superfície da Terra e queria ir embora, os traidores o atacaram e feriram mortalmente. Entretanto, antes de morrer ele guardou o martelo e o disco onde havia escrito a palavra. Ele ficou dormindo até que renasceu como Lázaro, o filho da Viúva de Naim.
Neste mesmo período Salomão renasceu como Jesus de Nazaré para se tornar a ferramenta do altruísta, unificador Espírito de Cristo. O batismo de água que João, em sua capacidade de representante de Jeová, O fez passar, libertou-O. Naquele momento ele (Jesus) entregou seu corpo para que o Espírito de Cristo descesse nele e se reagrupou ao lado do novo Líder, Cristo, com o objetivo de terminar com a divisão entre os filhos de Seth e os filhos de Caim.
De Jesus foi dito que ele era um tekton[3], um filho de Deus, o grande Arche Tekton, o construtor primal.
Quando Lázaro é despertado da morte pela garra do Leão – o Leão de Judá, Cristo – o disco foi reencontrado e também o novo martelo, na forma de uma cruz, enquanto no disco havia o símbolo misterioso de uma rosa. Nestes dois símbolos se encontram o grande mistério da vida, a mistura do fogo e da água, como é demonstrado pelo fino líquido que nasce do solo e sobe pela haste e o cálice virado para cima, que se transforma nas cores fulgurantes das pétalas que surgiram na pureza da luz do sol, mas que até hoje são protegidas pelos espinhos dos Espíritos Lucíferos de Marte. Por esta razão Hiram toma seu lugar entre os imortais, sob o novo nome simbólico de
CHRISTIAN ROSENKREUZ
No final do século XIII Christian Rosenkreuz fundou a Ordem Rosacruz. O local onde está a Ordem não pode ser revelado publicamente, para que curiosos não atrapalhem o trabalho realizado lá. O que pode ser dito é que o Templo, como é chamado este local, fica na Erzgebirge (Montanhas de Erz), em Saksen, na Alemanha[4].
Max Heindel fala que a “casa”, onde os Irmãos Maiores moram, faz pensar em pessoas abastadas, mas discretas. Na cidade onde vivem parecem ter uma posição importante, mas utilizam essa posição apenas como disfarce, para justificar sua presença e para não despertar perguntas sobre quem ou o que eles são, ou que tenha algo incomum com eles.
Fora daquela casa e por dentro daquela casa fica o que eles chamam de Templo. Este é etérico e difere das nossas construções comuns. Este Templo pode ser comparado com a Aura do Templo de Cura de Oceanside[5] que é etérico e bem maior que o prédio em si.
Este Templo dos Rosacruzes sobrepõe tudo e não pode ser comparado a nenhuma outra coisa, mas circula e penetra a casa onde os Irmãos Maiores moram. A casa é tão permeada por espiritualidade que a maioria das pessoas não se sentiria confortável[6].
Assim como as outras Escolas de Mistérios, a dos Rosacruzes também se formou em base etérica. Assim como precisamos de 12 esferas para cobrir uma décima terceira, de mesmo tamanho, para esta não ser vista, existem 12 Signos do Zodíaco que circundam nosso Sistema Solar, 12 tons e semitons que formam a oitava, assim também é na Ordem Rosacruz que tem 12 Irmãos Maiores mais um décimo terceiro, que é a Cabeça da Ordem e fica invisível aos olhos da humanidade. Mesmo as Irmãs e Irmãos Leigos nunca o veem, mas nos serviços noturnos no Templo todos sentem sua presença quando ele entra no Templo, que é o sinal para o início da cerimônia[7].
Os números: 1, 5 e 7 também têm um significado cósmico. Assim existem 7 Escolas de Mistérios Menores, no qual os Rosacruzes fazem parte, e 5 de Mistérios Maiores. Todas fazem parte de um cabeça central que é chamado “O Libertador”.
A Ordem Rosacruz é destinada para os Ocidentais, enquanto as outras 6 escolas são destinadas para as raças do Sul e do Oriente. As 5 Escolas de Mistérios Maiores são constituídas pelos graduados nas Escolas Menores.
Dos 12 Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz – todos possuem Corpo Denso, o corpo físico – existem 7 que saem ao mundo quando houver necessidade, atuando como pessoas entre as pessoas, ou em seus veículos invisíveis. Os outros 5 Irmãos Maiores nunca abandonam o Templo. Embora eles tenham um Corpo Denso, todo seu trabalho é feito nos Mundos Suprafísicos. Os 12 Irmãos Maiores são ajudados em seu trabalho por Irmãs e Irmãos Leigos, pessoas estas que moram em diversos lugares no mundo ocidental, mas que conseguem deixar seus corpos físicos de forma consciente, acompanhar os Serviços no Templo e participar das Atividades Espirituais no Templo, porque eles, cada um de uma forma especial, foram instruídos na Iniciação por um dos Irmãos Maiores[8].
Ficará claro que isto só poderá ser confirmado por alguém que consegue ler na “Memória da Natureza”, que fica na quarta Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento[9], onde existe um registro de tudo o que aconteceu na Terra, e para isto só estão aptos os Iniciados das Escolas Menores. Este historiador, que não é um Iniciado, terá que se orientar pelo que está escrito nos arquivos e nas bibliotecas.
A seguir faço um resumo da história dos Rosacruzes que pode ser lida por completo nas obras citadas. Embora não seja um seguidor da Ordem, Simon Studion é citado, visto a grande influência de seu livro Naometria sobre Tobias Hess.
Simon Studion nasceu em 6 de março de 1543 entre 6 e 7 horas da manhã em Urach[10]. Em 1561 ele foi inscrito como estudante de teologia em Tubingen. Seu professor de ética M.S. Heyland não era apenas um excelente matemático, mas também era conhecido como astrônomo e astrólogo. Studion estudou com ele, também, cálculo místico. Em 14 de fevereiro de 1565 ele se formou Teólogo e teve a triste notícia de que não poderia ser Teólogo porque gaguejava[11]. Dois meses depois em 14 de abril de 1565 ele conseguiu um emprego no internato de Stuttgart. Em fevereiro de 1572 ele se tornou Professor na Escola Latina em Marbach, próximo a Neckar onde ficou até se aposentar em 1605.
Em janeiro de 1566 ele se casou com Anna Dietrich e tiveram 5 filhos. A partir de 1570 ele foi reconhecido como Poeta de Latim, e em Württenberg, considerado o fundador do Museu de História Antiga Romana que começou em Marbach. Ele mesmo juntou peças antigas em 2 carroças cheias que formaram a base da coleção de antiguidades de Stuttgart. Studion também escreveu um livro sobre seus achados com gravuras e fez um calendário histórico para Württenberg. O propósito de seu material histórico era destinado para o que ele considerava seu trabalho de vida, um livro com teses e previsões no qual havia começado em 1592. Os boatos sobre este fato chegaram de forma mutilada à corte de Stuttgart, onde foi dito que ele estava escrevendo um livro contra o Papa. Por esta razão em janeiro de 1593 ele foi chamado para uma audiência pela Igreja. Mesmo que sua declaração não tenha sido convincente, ele não foi mais incomodado.
O sucessor de Ludwig, Duque Friedrich, tinha uma grande preferência por ocultismo e alquimia e Studion esperava que se interessasse muito por seu trabalho, que ele chamou Naometria, ou seja: geometria do templo. Por volta de 1600 havia na Alemanha muitas previsões de final dos tempos, que trazia muita angústia. Studion queria, com seu livro, trazer um baluarte aos sinais, demonstrando uma solução e prenunciando a salvação.
Studion sabia de um grupo que se chamava “Crucesignati”, que havia se reunido em 1586 em Luneburg e havia inaugurado a Fraternidade Evangélica. Studion queria organizar um encontro em Konstanz, seguindo este exemplo, como um concílio de reforma. Ali se tomariam precauções para o esperado julgamento divino. Studion esperava que o reino dos mil anos chegaria em 1621. Contudo, antes disso, iriam nascer 3 testemunhas, dos quais o primeiro nasceu em 1483 que, naturalmente, foi Martin Luther; a segunda testemunha viria em 1543, que era ele; e em 1593 Elias Artista, o alquimista, iria aparecer como o grande Anticristo.
Studion baseava seus cálculos nos do abade Joachim de Fiore que viveu de 1130 a 1202. Ele o chama, constantemente, de testemunha chave.
A Naometria atraiu a atenção do Duque Friedrich, principalmente porque continha material histórico e profecias, proveitosas favoráveis a si. De qualquer forma o trabalho circulava e também caiu nas mãos de estudantes em Tübingen.
A entrega do manuscrito ao Duque Friedrich ocorreu num período ruim, por causa da má experiência com o falso fabricante de ouro Georg Honauer, que foi preso e executado em 1597.
O Duque perguntou ao Studion se ele, com seu conhecimento de história, poderia escrever a história de Württemberg. Assim foi escrita a história, enquanto o seu filho o substituiu na escola.
Para ter a atenção do Duque para o seu ideal, Studion escreveu, no Prefácio do seu livro de história que se chamava Ratio Nominis, uma dedicatória copiosa onde ele lembrava o Duque de seu livro principal, que o havia entregue na primavera de 1596.
O Conde Palatino Phillip Ludwig Von Neuberg ficou muito interessado na Naometria, e pretendia imprimir com gravuras de cobre. Talvez Studion tenha entendido, durante a negociação, que seu trabalho estava confuso em vários pontos. Portanto está justificado que em 1601 ele foi liberado pelo Duque de dar aulas para reescrever sua obra, o que durou até 1604. A dedicatória de 205 páginas ao Duque Friedrich, do livro de 1790 páginas, foi datada de 9 de novembro de 1604. O novo Naometria é uma melhoria muito importante pela divisão em capítulos e uma tabela de conteúdo, mas apesar disso os cálculos e a profecia obscureciam o real propósito do trabalho.
Em 19 de fevereiro de 1605, o Duque Friedrich mandou que Studion e sua esposa se mudassem para Maulbronn e que ele ganharia uma aposentadoria. O seu filho também foi realocado. Studion também ganhou um valor de 30 florins dos cofres da Igreja, que demonstra que o Duque não se esqueceu do seu trabalho de historiador. Pouco depois, Studion deve ter falecido, uma vez que era conhecido como beberrão, ficava doente e tinha um caráter difícil. Seu mapa se encontra no Adendo 12.
Max Heindel nos informa, em dois lugares diferentes, que a Ordem Rosacruz foi fundada no século XIII[12].
O famoso historiador holandês Dr. Adolf Santing escreve que o Epitáfio de Christian Rosenkreuz no Fama foi escrito em Latim do século XIII[13].
As tentativas de Luther em 1517 de limpar a Igreja Católica Romana de abuso, na verdade, só causaram uma separação, sem de fato mudar algo. Assim, no início do século XVII, as Igrejas ainda eram soberanas e estavam divididas em 2 grupos: católicos e protestantes. Este último, os Luteranos e Calvinistas, eram tão intolerantes ao pensamento divergente quanto os católicos.
Também, quanto à ciência, as Igrejas só aceitavam aquilo que encaixasse no interesse delas. Pesquisadores científicos eram forçados a rever sua forma de pensar, sendo ameaçados de prisão e várias vezes eram proibidos de publicar algo[14].
Um grupo de pessoas, em torno de Tobias Hess (1568-1614), fizeram um chamado em nome dos Rosacruzes aos líderes, clero e estudiosos da Europa, para fazerem uma reforma completa no campo da religião, política e ciência. Por volta de 1610 seu manuscrito chamado Fama Fraternitatis Roseae Crucis circulava com um chamado à reação.
A primeira resposta veio do Austríaco Adam Haslmayr (1562 – depois de 1630) que publicou, em 1612, uma resposta ao exemplar que ele leu em 1610, nomeado Antwort an die lobwurdige bruderschaft der Theosophen Von Rosencreutz[15].
Adam Haslmayr nasceu no dia 10 de novembro de 1562, em Bozen, Tyrol[16]. De profissão era organista, contador imperial e Professor de Latim na Escola Paroquial.
Depois da Primeira Guerra Mundial (1919/20) o sul do Tirol se tornou território Italiano e o nome de Bozen trocado para Bolzano. Veja seu horóscopo no Adendo 12.
No início de 1585 ele se casa com Anna Pruckhreiter de Bozen[17]. Em Bozen tiveram 5 filhos e 2 filhas, dos quais o primeiro foi Christoph Sigismund que nasceu em 10 de outubro de 1591.
Ele foi professor de latim em St. Pauls-Eppan até que, em 23 de março de 1588, ele se torna professor em Bozen.
Em 1592 foi publicado em Ausburg o livro Newe Teutsche Gesang – um canto de 4 a 6 vozes do qual existe um exemplar no museu britânico[18].
Um ano depois, em 15 de agosto de 1593, o Arquiduque Ferdinand entregou-lhe uma carta dizendo que ele podia usar um brasão de família – um galo bravo voador ou uma pequena galinha do bosque com um ramo de aveleira no bico – e foi assim que se tornou nobre[19].
Em 1586, Haslmayr ganhou um livro de Paracelsus, Philosophia Sagax do seu amigo Lorenz Lutz. Esse livro impressionou o católico Haslmayr, despertou seu ultraje, mas também iniciou um lento processo de transformação. Assim ele escreveu que em 1594, 6 anos depois, ele se converteu à nova religião Paracelsista “Sancta Theophrastica”.
Por consequência disto, em 1603 ele escreve seu primeiro de muitos tratados, com várias ideias paracelsistas que iam contra a Igreja Católica e que ele entregou ao Arqueduque Maximilian de Tirol. Por causa disso foi chamado a depor em Imsbruck e, como consequência, foi demitido da Escola Paroquial de Bozen em 10 de setembro, do qual ele ganhou uma pequena aposentadoria.
Depois de 15 anos como professor e contador imperial, e muitos anos de organista, ele se muda com sua família, da qual só 3 filhos ainda estavam vivos, para Schwaz, onde ele sobrevive como contador, tradutor de textos sobre alquimia, químico e médico espagírico.
Em 1610 ele se muda para Heiligen Kreuz, uma cidadezinha na região de Salbad Hall, um pouco ao ocidente de Imsbruck onde trabalha como contador imperial, traduz alguns livros do latim para o Alemão para o Prefeito e dá aulas de espagiria[20] (18) para seus filhos.
Em 1611 ele entra em dificuldades novamente porque o médico da cidade de Solbad Hall, Hippolytus Guarinoni (1571-1654) o denuncia às autoridades em Imsbruck. Ele recebe em 28 de janeiro de 1611 uma notificação por escrito. Assim surgiu no final de janeiro, início de fevereiro seu “Unterthemige Verantwortung” onde Haslmayr cita o Fama Fraternitatis R.C. pela primeira vez e também é o documento mais antigo arquivado que menciona os Rosacruzes.
Em 1611 Haslmayr escreve uma carta, juntamente com seu amigo Benedictus Figulus (1567-1624?), que conhece desde 1607, ao médico Dr. Karl Widemann (1555-1637)[21].
Em seguida Widemann convida Haslmayr para visitá-lo em Augsburg. Esta visita ocorreu no início de julho de 1611 e é o início de uma amizade para uma vida inteira.
Guarinoni havia escrito um livro impressionante Die Greuel der Verwustung menschlichen Geschlechts[22] (Ingolstad, 1610), onde ele liquida com Paracelsus e seus seguidores. Haslmayr não resistiu em difamar este livro sempre que tivesse oportunidade e em outubro de 1611 escreveu Apologia em defesa de Paracelsus contra o “médico fajuto, enganador e fazedor de bebidas” Guarinoni, onde ele cita textos do Fama Fraternitatis mais de uma vez e também os Rosacruzes com textos como: O que os teósofos do R.C. não irão dizer no futuro sobre textos tão anticristãos, ridículos e criminosos?
Como dito antes por Adam Aslmayr que havia lido um exemplar de Fama Fraternitatis e formulou sua resposta[23], e enviou, em dezembro de 1611, juntamente com uma cópia do Fama, através do Widermann para o Sr. August Von Anhalt (1572-1653) em Zerbst, que publicou, em pequena escala, o Antwort an die lobwurdige Bruderschafft der Theosophen Von Rosen Creutz NN de Haslmayr, em março de 1612. É a primeira reação ao Fama, e o primeiro documento onde aparece o nome: Fraternidade Rosacruz. Haslmayr estava consciente que com a publicação de sua “resposta” iria causar muita irritação e esta publicação não ficou sem consequências.
Apesar de ter sido avisado por Widemann e de ter conversado sobre algumas rotas de fuga, Haslmayr não o ouviu. Erradamente ele achou que o Arqueduque Maximilian de Tirol ainda o protegeria e entregou sua Epístola da oratória (Epístola de exortação) para a corte de Tirol, na esperança de ser autorizado a ir para França, na região de Montpellier, à procura de uma Rosacruz. Contudo, as coisas ocorreram de forma muito diferente. Maximilian já havia dado ordens de prendê-lo no Presídio. Assim ele foi detido por acusação de ter ideias perniciosas e heréticas e concepções perigosas e que espalhava escritos maliciosos e venenosos[24].
Ele foi transferido para Gênova, Itália, onde, no dia 31/10/1612, exatamente no seu 50º aniversário, foi entregue ao alemão Adrian Von Sittinghause, que, conforme o próprio Haslmayr, o prendeu no Presídio de St. George. “Aqui tive que tirar todas as minhas roupas, rasparam a barba e o cabelo, tive que colocar as roupas de presidiário e me colocaram uma corrente no tornozelo, o que me fez sentir um cachorro acorrentado”[25].
Apesar dos apelos da esposa e dos amigos não conseguiram liberá-lo. Contudo, com o auxílio do Diretor Adrian Von Sittinghause, em Gênova, ele conseguiu antecipar sua soltura, depois de 4 anos e meio, no dia 1º de junho de 1617. Ele foi para a casa do amigo Dr. Karl Widemann, o médico de Ausburg, que o recebeu em sua casa. Durante sua estada na prisão, Widemann havia sustentado sua família.
Após seu retorno da Itália e sua mudança para Ausburg, no início de 1618, Haslmayr participou de uma furiosa controvérsia Rosacruz e escreveu vários tratados que, na maioria, se perderam. Em 1615 sua esposa faleceu. O último sinal de vida dele foi um comentário de Widemann: “abril 1618, quando ele estava aqui”[26].
Fora o conhecido manuscrito da Fama, que fazia parte da Biblioteca de Christoph Besold, e que hoje se encontra na Biblioteca de Salzburg, o Dr. Gilly conseguiu encontrar mais 3 manuscritos da Fama[27]. Na capa do exemplar de Besold está escrito: Fama Fraternitatis oder Bruderschafft dess Hochloblichen Ordens Roseae Crucis. An die Haupter, Stande und Gelehrten Europae. Neste manuscrito não aparecem os erros dos outros 3 e nem da primeira impressão de Kassel em 1614. O manuscrito também contém frases, que tanto os outros copiadores quanto a impressão de Kassel, não perceberam. Este não só ampliou as passagens, mas também os tornou legíveis. Infelizmente faltam algumas páginas neste manuscrito.
Tobias Hess foi batizado no sábado dia 10/02/1568 em Neurenberg e faleceu em 4 de dezembro de 1614 em Tubingen[28]. Ele estudou direito em Erfurt, Jena, Altdorf e Tubingen, onde se formou doutor em direito público e privado em 1592. Na sexta-feira 21/10/158 ele se casou com Agnes Kienlin (19/2/1568 – 8/1/1632) e depois no 20º domingo da trindade em 1588[29] foi celebrada a cerimônia religiosa do matrimônio. Esta união foi abençoada com 12 filhos[30], dos quais o primogênito foi Johan Conrad, nascido em 9 de junho de 1591.
Hess praticou por um tempo a advocacia, mas depois se ocupou com a arte da cura conforme Paracelso, botânica e alquimia. Ao seu grupo de amigos íntimos pertenciam o nobre Austríaco Abraham Holzel, o Pastor Emérito Johann Vischer, o futuro Teólogo Johann Valentin Andreae, o irmão deste Johann Ludwig Andreae e o jurista Christoph Besold[31]. O Johann Valentin Andreae já conhecia Hess a muito tempo, pois este visitava os pais dele juntamente com seu pai, que faleceu em 1601, para fazer experimentos de alquimia. Também conheceu em 1606 fora ele e Johann Ludwig a irmã Margarethe. Mais tarde foi o único que conseguiu curar o Andreae de um problema no joelho.
Em 1605 a Faculdade de Teologia de Tubingen resolveu ouvir a opinião de Hess, que tinha uma grande predileção pela Naometria de Simon Studion, sobre Quiliasmo[32], e sobre a propagação da nova ideia sobre “tertio século” – o terceiro período do espírito, que começaria depois da queda, que se aproximava, do papado[33].
Neste círculo surgiu por volta de 1608[34], no primeiro decênio do século 17[35], o Fama e também o Confessio, que é citado 3 vezes no Fama[36]. Que Hess era a força motriz por trás disto e que Johann Valentin Andreae fazia parte deste grupo não era segredo nem para os que apoiavam ou eram contra o movimento.
No ano do falecimento de Hess, 1614 o Conde Moritz Von Hessen-Kassel (1572-1632) autorizou a impressão em Kassel do Fama[37], onde inclusive o “Antwort” de Haslmayr estava incluso, com o aviso que este foi aprisionado pelos Jesuítas (pelo médico da cidade de Hall, Hippolytus Guarinoni (1571-1654)), onde ficou por 4 anos e meio. Para uma história da vida deste primeiro manifestante das ideias dos Rosacruzes e seus fiéis seguidores indico sua biografia[38].
Johann Valentin Andreae (1586-1654) era de uma família tradicional de Teólogos Luteranos e nasceu em Herrenberg. Ele tinha uma saúde fraca. Seu pai faleceu no dia 19 de agosto de 1601[39]. E três semanas depois a família decidiu se mudar para Tubingen; Andreae tentou saltar da carruagem e caiu fazendo suas pernas entraram pelos raios de uma das rodas. A consequência disto foi que suas pernas torceram e pelo resto de sua vida ele andou manco. Ele entrou para a Faculdade de Artes de Tubingen em 1602 juntamente com seus dois irmãos, iniciando uma temporada extralonga de estudos, que foram interrompidas diversas vezes por investigações pessoais e devido as suas longas viagens. Ele só terminaria seus estudos em 1614.
No período de 1608 e 1612 ele conheceu o estudante de Direito Besold que deixou sua Biblioteca de 3870 livros[40] à sua disposição e também fez um contato mais próximo de Tobias Hess, que antigamente, já fazia experimentos de alquimia juntamente com o pai de Andreae. Os amigos sempre foram muito importantes para Andreae. De cada visita e encontro ele fazia anotações considerando que mantinha contato por carta com 300 pessoas. Bem cedo já ficou claro sua predileção por línguas e suas qualidades literárias. De seus muitos trabalhos o “Scheikundig huwelijk: Christiani Rosencreutz. Anno 1459”[41], que foi publicado de forma anônima em 1616, foi seu trabalho mais conhecido. Sua vida inteira ele, por medo, como mostra claramente seu horóscopo[42], tentou se manter afastado dos Rosacruzes, e até os menosprezava publicamente. Em 25 de fevereiro de 1614 ele começou sua profissão como ajudante de Pastor em Vaihingen perto de Stuttgart. Em 12 de agosto de 1614 ele se casa com Agnes Elisabeth Groniger com a qual teve nove filhos. Em 1618 começou a Guerra dos 30 anos. Por causa da Guerra sua casa queimou, primeiramente, em 19 de outubro de 1618 e depois em 20 de setembro 1634, onde se perdeu muitas obras de arte e manuscritos. Em 7 de outubro de 1641 Andreae se tornou doutor em Teologia. Após um infarto cerebral em 22 de maio ele chegou a falecer em Stuttgart no dia 7 de julho de 1654.
O Fama Fraternitatis R.C. e o Confessio Fraternitatis R.C. surgiram anonimamente. Trouxeram grande agitação porque entre 1614 e 1623 apareceram mais de 300 publicações tanto contra quanto a favor dos Rosacruzes.
Quanto aos autores do Fama e do Confessio circulavam todos os tipos de boatos e suposições. O Filólogo Prof. Dr. Richard Kinast (1892-1976) está convencido que há indícios de serem dois autores diferentes, mas não o Johann Valentin Andreae[43]. Andreae também não diz ter escrito nem o Fama nem o Confessio. Em sua biografia apenas diz ter escrito Chymische Hochzeit (Casamento Químico), mas este último trabalho não é considerado Rosacruzes pelos companheiros de época e também não o é conforme Van Dulmen e outros[44]. A ideia de que é um trabalho Rosacruz só surgiu séculos mais tarde[45].
Gilly diz em seu Cimelia Rhodostaurotica: “Apenas em seu “Indiculus Librorum de 1642” Andreae reconhece que foi o único autor do Theca e diz isso no Vita com as seguintes palavras: ‘Prodiere simul Axiomata Besoldi theologica, mihi inscripta, cum Theca gladii Spiritus, Hesso imputata, plane mea’”. (Ao mesmo tempo surgiu o Axioma theologica de Besold, atribuído a mim, com o Theca gladii spiritus (Bainha da espada espiritual), atribuído a Hess, mas é de minha plena autoria).
A publicação conjunta contém dois conjuntos de frases, dos quais o primeiro escrito por Besold foi atribuído à Andreae, e o segundo considerado um trabalho de Tobias Hess, mas que na verdade era de Andreae. Com esta última confissão Andreae não só assume ter escrito Theca, mas se implica como autor do Confessio Fraternitatis R.C.[46].
Em 1616 apareceu anonimamente em Strasburgo a obra Theca gladii spiritus: sententias quasdam breves, vereque philosophicas continens (Bainha da espada espiritual: contendo alguns breves e verdadeiros aforismos filosóficos) e começa com: Saudações ao leitor. Das anotações de Tobias Hess – um homem piedoso e muito dotado de todas as literaturas, que agora tem seu domicílio entre os santos – retiramos estes aforismos[47]. Este trabalho que consiste 800 em aforismos, contém 20 (nr 177-197) frases do Confessio, mas nenhuma, conforme Martin Brecht, do Fama, mas sim de livros posteriores de Andreae[48]. Porque no Theca aparecem 20 frases que também estão no Confessio, assim considera Brecht, e Gilly[49] concorda com isto, o Confessio foi escrito do Andreae.
Em 1610 já circulavam cópias do Fama, que foi impresso em 1614. Como já foi dito tem três referências ao Confessio que também já circulavam manuscritos[50] e foi impresso em 1615. Andreae diz que os 800 aforismos que estão no Theca vieram de anotações do Hess, porém mais tarde em seu Vita escreve que o Theca é de sua autoria.[51] Para mim isto não é uma prova convincente de que Andreae escreveu o Confessio, uma opinião que Van Dulmen também compartilha. ‘Porque’, assim diz ele, ‘não é certeza que Theca é um trabalho de Andreae; em minha opinião a ideia principal partiu de Hess, e também é conhecido que Andreae em outros escritos cita abundantemente outros autores. Usando como base a construção de Brecht acredito ser Hess o autor, a quem também o Confessio corresponde mais do que ao Andreae[52].
Sobre o fato que Andreae não pode ter sido o autor do Confessio, o Wolf-Dieter Otte diz o seguinte: ‘Pelo seu (de Andreae) tom positivo sobre a mística teologia e de pansofia de Gutmann, Khunrath e Sperber quando ele escreveu Mythologia Christiana (1619) e posteriores, que não existe dúvida. Permanece a divergência entre a pansofia Khunrath na Mythologia Christiana e o negativismo ‘Amphistheatralischen Histrio’ do Confessio. Ambos os escritos simplesmente não podem pertencer ao mesmo autor. Quem ainda considerar Johann Valentin Andreae como autor de Confessio terá se explicar esta controvérsia de forma convincente[53].
Van Dulmen escreve: ‘Para Andreae o Fama Fraternitatis era uma farsa, a Fraternidade Rosacruz uma invenção e todo o movimento Rosacruz uma baboseira’. E mais a frente: “Em seu trabalho De curiositatis pernicie syntagma (1620) Andreae chama a Fraternidade Rosacruz um pequeno truque de magia para os curiosos de seu tempo, uma armadilha e uma rasteira para os incautos”[54].
Como exemplo da riqueza de citações de Andreae de seus outros trabalhos como o Casamento Químico, veja a dissertação de Regine Frey-Jaun[55].
Outra publicação que pode ser considerado um terceiro trabalho dos Rosacruzes[56] é o Assertio Fraternitatis R.C. que surgiu em setembro de 1614, em Hagenau, escrito em versos em Latim e que consistia de 8 páginas não numeradas. Apareceu em 1614 em Frankfurt, assinado com B.M.I.
Deste surgiu uma tradução em alemão escrito em proza, em 1616 em Danzig. Também em 1616 o Assertio foi publicado na edição do Fama de Kassel (pág. 284-296) por um impressor anônimo, mas em outro dialeto.
Em 1618 foi publicado uma versão em rimas em Neuenstadt com o titulo Ara Feideris Theraphici F.R.C. der Assertio Fraternitatis R.C. etc.
Como o Assertio Fraternitatis R.C. também apareceu anonimamente muitos seguidores de Gerst, um arquivista de Ulm, que faleceu no século XIX, considera um trabalho do professor Suíço de Teologia Raphael Egli (1559-1622) sem terem qualquer prova a este respeito[57].
Resumindo podemos dizer que é certeza que o Fama e o Confessio foram concebidos no círculo íntimo de Tobias Hess e que praticamente certo é o autor de ambos; também é certo que Andreae, apesar de que em 1610 ter apenas 24 anos, pertencia a este grupo, mas considerando as controvérsias não é o autor do Fama nem do Confessio. Também é certo que Andreae escreveu o Casamento Químico, mas este não foi considerado um trabalho dos Rosacruzes pelos seus contemporâneos. Quem foi o autor de Assertio, com a iniciais B.M.I. , não é conhecido, mas estudando seu conteúdo percebemos que era alguém que sabia do que estava falando.
Para não interromper o texto de nossa história, estes três manuscritos – o Fama, Confessio e Asserio – estão no Adendo 1[58]. Quanto ao horóscopo de Johann Valentin Andreae veja adendo 12[59]. A história continua com a descrição de alguns, muito conhecidos e ligados aos Rosacruzes.
Daniel Mogling (1596-1635) – alias Theophilus Schweighardt en Valentinus de Valentia – descende de uma família de eruditos de Wurttemberg[60]. O seu avô a quem foi nomeado, nasceu em Tubingen em 1546. Era prof. Dr. em Medicina. Seu filho mais velho Johann Rudolf, nascido em 15-11-1570 em Tubingen, que também era Dr. em Medicina e médico da cidade de Boblingen, é o pai do nosso Daniel Mogling[61] o terceiro com o mesmo nome.
Seu pai faleceu em 03-01-1597 em consequência de uma infecção que pegou enquanto combatia uma epidemia em Boblingen. A mãe de Daniel, Anna Maria, que perdeu dois maridos no período de 3 anos, se casou logo depois, em 18 de junho de 1597 pela terceira vez, com Ludwig Baltz. Neste mesmo ano seu avô foi nomeado seu tutor e com seu falecimento seu filho mais velho Johann Ludwig, que também era Prof. Dr. em Medicina.
Em Abril de 1611 Daniel se inscreveu na universidade de Tubingen e em 1616 foi estudar medicina em Altdorf. Em 1617 ele estava muito ocupado com sua ‘pansophica studia’, o que quer dizer medicina, matemática, astronomia; e o problema da máquina do movimento perpétuo (moto-contínuo, ou perpetuum móbile) e a alquimia. O aparecimento do Fama Fraternitatis R.C. e do Confessio Fraternitatis R.C. em 1614 e 1615 trouxe grande agitação no mundo científico e Daniel também se sentiu chamado a entrar neste debate literário.
Mogling era conhecido de Andreae e Besold. Em sua publicação Pandora sextae aetatis em 1617 sob o pseudônimo Theophilus Schweighardt, Mogling observa que desde muito gostaria de ter enviado uma carta à Fraternidade, instigado pelo Fama. Em 1618 aparece seu Rosa Florescensens sob o pseudônimo Florentinus de Valentia, como reação aos escritos de zombaria de F.C. Menapius, ou Irenaeus Agnostus, pseudônimos de um colega de Altdorf, de Mogling, chamado Friedrich Grick. Pelo que sabemos ele descende de Wesel, pertencente ao município de Kleef e ganhava seu sustento entre outros como professor particular dos filhos patrícios de Nuremberg, Hieronymus e Christian Scheurl[62]. No Rosa Florescenses o Mogling usou pela primeira vez a palavra ‘pansophie’, antes do que Comenius: ‘Eis o Ergon Fratrum, o trabalho preliminar do Regnum Dei e da ciência superior, por eles (os Rosacruzes) chamada pansofia’[63]. Como complemento ao seu Pandora ele escreve em meio período, no início de março de 1617, para Caspar Tradel, Dr. em Direito, seu Speculium Sophicum Rhodostauroticum[64], sob o pseudônimo Theophilus Schweighardt. Neste trabalho aparecem umas 3 gravuras, das quais duas do Templo dos Rosacruzes. Para a descrição desta gravura veja Adendo 10[65].
Grick continuou atacando Mogling, apesar deste não reagir mais aos seus escritos. Por isto Grick decidiu na Páscoa de 1619 dar uma resposta ele mesmo sob o pseudônimo de F.G. Menapius[66].
No dia 1 de janeiro de 1619 Mogling se inscreveu novamente na Universidade e em 8 de março de 1621 se formou Dr. em Medicina. Em 2 de junho ele foi admitido como médico em Butzbach com a referência que seria útil também em matemática, especialmente em observações astronômicas. Um ano depois, no dia 30 de maio de 1622, ele se casa com Susanna Peszler, em Neurenberg, com a qual teve pelo menos 3 filhos. Ele faleceu no dia 29 de agosto de 1635 em Butzbach por conta de uma peste, apenas 2 meses antes de seu melhor amigo, Wilhelm Schickard (1592-1635) matemático e orientalista em Tubingen.
O Estadista Inglês Francis Bacon, que ao final de sua carreira foi nomeado Barão de Verulam e Visconde de Albans, parece ter estudado muito bem o Fama e o Confessio. A impressão que estes escritos tiveram sobre ele aparece em seu New Atlantis, escrito entre 1622 e 1624. A primeira frase: ‘Saímos navegando do Peru’, também aparece no Confessio[67]. A primeira das seis regras do Fama é curar os enfermos de forma gratuita, aparece também na casa dos estrangeiros em New Atlantis.
A informação, que mensageiros eram enviados a Bensalem para viajar pelo mundo e se informar sobre o desenvolvimento das ciências, corre de forma paralela ao Fama, onde os Irmãos, após terem se informado o suficiente, se separavam e iam para diversos Países fazer contato com os estudiosos. A descrição de Bacon sobre os estudiosos da casa de Salomão, é uma explanação sobre um esboço sobre o estudo da Fraternidade Rosacruz e do Fama. Onde a Fraternidade se estabeleceu, não é dito. No Confessio é citado no capítulo V: ‘Com sua nuvem Ele nos encobriu, que não poderá ser feito mal algum a seus servos. Por esta razão não podemos mais ser vistos por olhos humanos, a não ser aqueles que tem olhar de águia’. E no final do Fama está escrito: ‘Também o nosso edifício, mesmo que milhares de pessoas o tenham visto de perto, se manterá virgem, intacta, despercebida e totalmente escondida’. Também Bacon diz no final de seu trabalho de Tirsan de Salomão: ‘porque aqui estamos no seio de Deus, um país desconhecido’[68].
Michael Maier (1568-1622), nasceu no verão de 1568, numa família luterana de Kiel, na Província de Sleeswijk-Holstein, então dinamarquês e hoje território alemão[69]. Seu pai Peter foi um próspero bordador de ouro à serviço do cavaleiro real e governador dinamarquês Heinrich Von Rantzau (1526-1598). Por causa de sua inteligência o menino foi para a escola aos cinco anos. Por volta de 1584, quando Michael tinha 16 anos seu pai faleceu, mas com ajuda financeira ele conseguiu terminar seus estudos.
Após dois anos de ensino médio na cidade de Kiel ele se inscreveu, em fevereiro de 1587, na universidade de Rostock. Ele estudou principalmente Ciências, matemática, astronomia, grego e latim. Michael voltou, provavelmente por falta de dinheiro, sem o diploma para casa de sua mãe Anna e sua irmã em 1591, onde por um ano inteiro se dedicou à alquimia. Provavelmente com o conselho e ajuda financeira do amigo Matthias Canaris e sua família, ele decidiu, no verão de 1592, voltar a estudar na universidade de Frankfurt, no Oder. No dia 12 de outubro o jovem de 24 anos se formou doutor em Física[70]. Ele ficou um ano em Frankfurt e depois voltou para casa para, sistematicamente, estudar alquimia. Depois ele viajou para Danzig, Riga, Dorpat e algumas ilhas no Mar Báltico para, finalmente, chegar na Rússia. Após retornar a Kiel ele imediatamente iniciou uma viagem para Pádua, onde se inscreveu como estudante de Medicina no dia 4 de dezembro de 1595. Aqui foi coroado poeta laureatus caesareus [poeta imperial laureado] e visitou Bologna, Florence, Siena e Roma.
Em julho 1596 aconteceu em Pádua um incidente desagradável quando Maier entrou em conflito com um colega de Hamburgo e este se feriu seriamente. Ele foi a julgamento pelo Conselho dos Estudiosos alemães e foi condenado a pagar os custos e pedir desculpas. No dia seguinte ele fugiu escondido de Pádua para Bazel na Suíça. Aqui ele continuou seus estudos e se formou em 4 de novembro de 1596 como doutor em Medicina escrevendo uma tese sobre epilepsia. Depois retornou a sua casa.
Novamente ele viajou para os estados Bálticos e, provavelmente, abriu um consultório médico em Danzig. Aqui ele encontrou alojamento na casa de um anfitrião interessado em química e entrou em contato com alquimistas. Ele ficou rico quando encontrou um hipocondríaco asmático incurável que o empregou. Quando Danzig foi atingido pela epidemia da peste, eles fugiram para uma fazenda do anfitrião, onde eles fizeram experimentos de alquimia e Maier pode estudar a biblioteca de seu empregador por dois anos. O motivo do retorno dele para casa deve ter sido porque seu anfitrião recebeu um talco amarelo, que foi preparado por um Inglês alguns anos antes, e graças ao qual os sintomas desapareceram como por encanto. É quase certo que ele tenha recebido uma amostra do “aureum potabile”, ouro bebível, produzido pelo médico alquimista londrino Francis Anthony (1550-1623).
Em 1609 Maier entrou em contato com o Imperador Rudolf II (1552-1612), em Praga, um centro de alquimia. Em 19 de setembro 1609 ele se tornou médico da corte e em 29 de setembro ganhou o título de nobreza como Conde, mas a falta de dinheiro e o atraso nos pagamentos do seu salário o forçaram a partir. Ele viajou de Leipzig para Kassel e lá ofereceu seus serviços ao Conde Moritz van Hessel-Kassel, mas foi em vão.
No final de 1611 ele viajou para a Inglaterra, onde ficou por quatro anos. Aqui ele se dedicou, como anteriormente, à alquimia. Ele trabalhou junto com o médico alquimista Francis Anthony. Em 1613 Maier ouviu, pela primeira vez, sobre a existência da secreta fraternidade, uma tal de ‘fraternitas R.C.’ onde viu a personificação de seus ideais e expectativas da história natural. Que Maier encontrou o representante Inglês da Ordem Rosacruz Robert Fludd, como alguns escritores sugerem, mas não comprovam, é muito improvável. Em 1616 ele volta à terra firme da Europa novamente e viajou, via Colônia, para Frankfurt onde chegou em torno de agosto.
Seu livro, Jocus Severus (1617), escrito na Inglaterra, ele dedicou, durante sua viagem da Inglaterra para Boemia, “aos verdadeiros amantes da alquimia na Alemanha, conhecidos e desconhecidos, e em especial à Ordem Alemã que até agora se manteve secreta e que, com base no Fama Fraternitatis e no Confessio, pudemos admirar e ter em grande estima”.
Em Frankfurt ele ficou doente com a febre quartã (malária), que ele provavelmente pegou na Itália. Por isto teve a oportunidade de visitar a feira bienal do livro onde aprendeu mais sobre os Rosacruzes. Lá ele morou perto dos editores Johann Theodor de Bry e Lucas Jennis, que publicaram a maioria de suas obras até sua morte. No passado ele se dedicou à alquimia e a partir daqui ele se tornou um defensor da Ordem Rosacruz.
No verão de 1617 Maier se casou e em abril de 1618 ele diz que sua esposa pode dar à luz a qualquer momento. O nome de sua esposa não foi mencionado, nem se o parto correu bem.
Logo depois de abril de 1618 Maier foi trabalhar para o Conde Moritz van Hessel-Kassel (1572-1632), também chamado por Moritz, o sábio, como “médico e alquimista por nascimento”. Maier faleceu em Magdeburg no verão de 1622 de malária.
No seu Silentium post clamores (Silêncio após a tormenta) de 1617 Maier explica porque a Ordem obriga ao silêncio àqueles que a ela se candidatam. Que a Ordem é uma escola de mistérios, como na antiguidade as de Eleusis e Órfis. Que o Fama e o Confessio ‘não contêm nada contrário à razão, contra a natureza, a experiência ou da possibilidade das coisas’. Que os Irmãos seguravam a Rosa como um prêmio futuro, mas que eles impunham a todos que ingressassem a cruz. E da mesma forma que os Pitagóricos e os Egípcios, os Rosacruzes exigem um voto de silêncio e segredo. Os ignorantes a consideram-na uma fantasia, mas isto veio dos cinco anos de provas onde eles desenvolvem os iniciantes, antes de serem admitidos aos mistérios maiores[71].
Seu Themis Aurea de 1616, explica as seis leis áureas ou regras da Fraternidade que são citados no Fama[72]. Nesse livro Maier menciona que a medicina composta, que os Rosacruzes administram aos doentes é, como de fato era, a medula do grande mundo (macrocosmo). É o fogo que Prometeu roubou do Sol. Contudo, é necessário um fogo quádruplo para levar esta medicina à perfeição. Os Irmãos, contudo, são da opinião que existe uma força natural e uma predestinação, que é influenciada pelos corpos celestes.
Robert Fludd (1574-1637) – nascido no início de janeiro de 1574 em Milgate House, na província de Bearsted, no condado de Kent (Inglaterra). Após obter seu título em letras, dos 24 aos 30 anos estudou medicina. Depois viajou pela França, Espanha, Itália e Alemanha[73]. Fludd escreveu muitos livros, preenchidos com maravilhosas gravuras alquímicas. Em 1616 ele publicou em Leiden, na Holanda, sua Apologia Compendiária.
“Fraternitatem de Rosea Cruce suspiciones et infamiae maculis aspersam, veritas quasi Fluctibus abluens et abstergens”, uma pequena defesa da Fraternidade, que um ano depois também em Leiden foi publicado em formato mais completo com o título “Tractatus apologeticus integritatem Societatis de Rosea Cruce defendens”. Fludd viveu a vida inteira de forma casta porque considerava o desejo sexual a queda do ser humano.
Aos 22 anos Fludd era perito em astrologia natal e horária. Assim lemos em seu Utrisque Cosmi Historia, Tractatus Secundus o seguinte:
“Enquanto eu trabalhava na fase final do meu tratado de música não deixei o meu quarto por praticamente uma semana. Numa terça veio um rapaz de Magdalen me fazer uma visita e jantou comigo no meu quarto. No domingo seguinte fui convidado por um amigo da cidade para jantar. Enquanto me trocava para a ocasião não consegui encontrar o meu precioso cinto e bainha de espada, avaliados em 10 moedas de ouro francesas. Perguntei a todos na universidade se haviam visto meu cinto. Portanto, fiz um mapa da hora em que percebi sua falta, e me levou a observar, pela posição de Mercúrio e outros Aspectos, que o ladrão seria um jovem, morador do leste, enquanto o objeto roubado devia estar agora no sul. Enquanto pensava sobre isto lembrei da visita da terça, cujo prédio universitário ficava à leste de St. John. Depois enviei meu criado para conversar com o jovem que havia acompanhado meu visitante da terça-feira. Com palavras severas e ameaças ele conseguiu que o jovem confessasse que roubou os objetos e levou para um local que eu conhecia, nas redondezas da Igreja de Cristo, onde as pessoas ouvem música e se relacionam com mulheres. Isto confirmou minhas suspeitas que o local estava ao sul de St. John. E porque Mercúrio estava na Casa de Vênus, isto confirmou que estava associado à música e mulheres. Logo após, este jovem foi levado à presença de seu companheiro e ele se jogou ao chão. Ele jurou que cometeu o crime e implorou ao meu criado para não dizer nada. Ele prometeu devolver o cinto e a espada no dia seguinte. Ele cumpriu o prometido e recebi meus bens de volta, embrulhados em dois belos pergaminhos. Acontece que a casa de música perto da Igreja de Cristo era o lar de um receptador de bens roubados que tinha saqueado muitos estudantes corruptos, que se perdem com glutonaria e mulheres. Meu amigo me implorou para parar com o estudo de astrologia e disse que eu não poderia resolver este crime sem o auxílio de forças demoníacas. Eu agradeci seu conselho”[74].
Jacob Böhme[75] (1575-1624) nasceu na região de Alt-Seidenberg perto de Gorlitz, filho de agricultores simples e pobres. Não consegui descobrir a data de seu nascimento.
Não existe nenhum retrato feito de Jacob Böhme durante sua vida, a não ser uma descrição de seu amigo e pupilo Abraham Von Frankenberg. A sua condição física era fraca e ele parecia doente, ele era baixo de estatura e sua testa era curta, têmporas fundas, nariz encurvado, olhos cinzas quase azul celeste, uma barba curta e fina, uma voz tímida e carinhosa, ele era moderado nos gestos, modesto com as palavras, de conduta dócil, paciente e bondoso[76].
Aos 24 anos ele se casa e adquire direitos civis em Gorlitz onde se estabeleceu como sapateiro. Entre 1600 e 1606 o casal ganhou 5 filhos. Em 1612 ele escreveu Aurora do amanhecer avermelhado. Deste foram espalhadas cópias. Ele usava o nome ‘Philosophus Teutonicus’ e também era conhecido como ‘vidente’. A partir de então sua vida foi dificultada pelo pastor luterano Gregor Richter.
Em 1613, aos 38 anos, ele vendeu sua sapataria e inicia com a esposa uma loja de linhas. Naquele mesmo ano ele é proibido de escrever. Contudo, em 1619 ele volta a escrever. Mesmo em seu leito de morte ele precisou responder umas perguntas sobre sua fé para um clérigo. Este pastor se recusou a enterrá-lo, e só o fez após ser obrigado pelo administrador da cidade.
Joachim Morsius (1593-1644) que idolatrava os Rosacruzes conheceu o alquimista Balthasar Walter, o qual lhe falou do extraordinário mestre sapateiro de Gorlitz que entendia todas as artes (conhecimentos) dos Rosacruzes[77].
Johann Georg Gichtel (1638-1710)[78], nasceu em Regensburg, Alemanha, era um grande admirador e seguidor de Böhme. Ele estudou teologia e direito e trabalhava como advogado. Mais tarde quando conheceu os mundos espirituais ele fundou um movimento esotérico. Por volta de 1670 ele foi banido da igreja e sua propriedade foi confiscada e ele se refugiou na Holanda onde permaneceu os 40 anos restantes de sua vida. Sua notoriedade se deve ao fato de ter sido o primeiro a editar uma coletânea dos escritos de Böhme em 1682, em Amsterdam. As cartas de Gichtel aos amigos foi publicado em 5 volumes. De interesse especial é seu pequeno livro publicado: Theosophia practica, que foi compilado em 1696 pelo seu amigo Johann Georg Graber que completou com comentários sobre as ilustrações especiais. Em 1722 foi ampliado. O livro contém 5 gravuras coloridas, da qual a segunda ilustra os centros do Corpo de Desejos. Gichtel manteve estas gravuras em segredo desde 1695 até sua morte, e somente 10 anos após sua morte em 1723, elas foram publicadas. O teosófo C. W. Leadbeater (1854-1934) conhecia estas gravuras e insere uma gravura retirada de uma edição francesa em seu livro The Chakras[79].
O médico holandês Joannes Baptista van Helmont (1579?-1644) foi batizado no dia 22/01/1579 em Bruxelas como o mais novo de sete filhos de uma família nobre e católica romana[80].
Ele tinha 15 anos quando termina seus estudos de filosofia em Leuven e 20 quando se formou doutor em medicina. Em 1609 ele se casa com a aristocrata Marguerite van Ranst. Eles se mudam para Vilvoorde onde constituem uma família com 3 filhos. O do meio é um rapaz, Franciscus Mercurius, que após o falecimento do pai em 30 de dezembro de 1644, publica seus escritos.
Van Helmont foi o primeiro que descobriu a interligação do estômago com os outros órgãos.
Na história da química ele é considerado o descobridor dos gases. Em seu Ortus Medicinae – publicado em Amsterdam em 1648 – ele escreve em seu 14º tratado, pág. 73, parágrafo 29: ‘Este vapor, que eu chamei de gás, não está longe do Caos, sobre o qual os antigos falavam’ e no 20º tratado, pág. 106, parágrafo 14 ele escreve: ‘Ele até hoje desconhecido espírito eu chamei de gás’[81]. No Conceito Rosacruz do Cosmos, cap 11, Max Heindel explica que o Caos é considerado o Espírito de Deus, que penetra e permeia todas as partes do infinito. Tal como a antiga máxima: ‘O Caos é a sementeira do Cosmos’.
Também van Helmont teve dificuldades porque ele apoiou Rudolf Goclenius de Jonge (1572-1621) que foi acusado de idolatria e magia. Goclenius foi contratado por Moritz Von Hessen-Kassel como professor de química, matemática e medicina em Marburg. Defendia os ensinamentos de Paracelso e também se dedicava à cabala. Van Helmont escreveu um folheto em defesa do seu amigo Goclenius que foi publicado sem o seu conhecimento. Seguiu então uma investigação e em 1623 os membros da faculdade de medicina de Leuven designaram este trabalho como um panfleto monstruoso. A Inquisição espanhola em 1625 considerou 27 declarações com suspeita de feitiçaria. O tribunal eclesiástico católico romano de Mechelen decidiu processá-lo em 1627 e o intimou a repetir suas alegações em público no que ele concordou. Durante uma audiência em março de 1634, referente as anotações dele, Van Helmont também foi questionado sobre os Rosacruzes; se ele ao usar os termos “Irmãos” se referia aos Irmãos da Rosacruz. Ele respondeu que não os conhecia, e os considerava uma alucinação. Acima de tudo ele se declarava Católico Romano. Ele ficou com tanto medo que negava tudo e todos que antes havia defendido[82].
Jan Amos Komensky (1592-1670), melhor conhecido sob seu nome latinizado Iohannes Amos Comenius, nasceu no dia 28 de março em Nivnicky (Nivnice) na Moravia do Oeste, na República Tcheca[83].
Era membro da Comunidade dos Irmãos Morávios, e mais tarde bispo, um movimento dissidente dos Hussitas, e tornou-se conhecido como um dos grandes pedagogos do seu tempo. Por causa do controle que os Habsburgos (Católico Romano) tinham sobre a República Tcheca ele foi obrigado a fugir. De seus muitos livros aqui é interessante mencionar o livro: Het labyrint der wereld en Het paradijs des harten (O labirinto dos mundos e o paraíso dos corações)[84]. Foi escrito em 1623 e publicado pela primeira vez na Polônia em 1631. Conta a história de um peregrino que encontra diversos tipos de pessoas. Assim é o Cap. 13: ‘O peregrino conhece os Rosacruzes’. Na margem está escrito: “Fama fraternitatis anno 1612, latine AC germanice edita”, no latim (incorreto) e publicado na Alemanha.
Portanto ele também tinha um manuscrito do Fama publicado em 1614. Comenius faleceu no dia 25 de novembro de 1670, em Amsterdam.
No Cap. III e no Cap. XI do Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel cita Johann Wolfgang Von Goethe (1749-1832) como um Iniciado.
Sua ligação com os Rosacruzes aparece de forma especial em seu poema Die Geheimnisse, ein Fragment que foi escrito em 1784/85 e publicado em 1816. O poema, que ao todo contém 44 versos, cada um com 8 linhas, devem ter mais 2 ou provavelmente 3 versos a serem incluídos[85]. O poema conta a história de um candidato à iniciação, chamado Marcus. Goethe resumiu o poema da seguinte forma: Um jovem neófito, perdido numa região montanhosa, descobriu por fim, em um vale encantador, um belo edifício que o leva a suspeitar ser a residência de homens devotos e misteriosos. Encontrou aí doze cavaleiros, que após terem suportado uma vida tumultuada, na qual os problemas, o sofrimento e o perigo se sucederam uns aos outros, tomaram sobre si o dever de, por fim, viver aqui e servir a Deus secretamente. O décimo terceiro, que eles consideram seu líder, está a ponto de partir: de que maneira, permanece oculto. Contudo, durante os últimos dias começou a contar a história de sua vida, à qual o, recém-chegado, neófito faz uma breve alusão em termos calorosos. Uma misteriosa aparição noturna, de jovens festivos, que se apressam a iluminar o jardim com tochas indicam o final[86]. O nono verso deste poema, onde o irmão Marcus está diante da porta olhando o emblema dos Rosacruzes, diz:
Er fuhlet, was dort fur Heil entsprungen,
Den Glauben fuhlt er einer halben Welt;
Doch von ganz neuem Sinn wird er durchdrungen,
Wie sich das Bild ihm hier Augen stellt:
Es steht das Kreuz mit Rosen dicht umschlungen,
Wer bat dem Kreuze Rosen zugestellt?
Es schwillt der Kranz, um recht von allen Seiten
Das schroffe Holz mit Weichheit zu begleiten.
“De novo sente a redenção que daí irrompeu,
E sente em si próprio a fé de meio mundo;
Mas eis que um novo sentido lhe invade a alma,
Perante a cena que aos seus olhos se oferece:
Rosas abraçam em profusão a cruz!
Quem terá à cruz rosas acrescentado?
A coroa parece vicejar de todos os lados
Como que a trazer brandura ao rude madeiro”[87].
Max Heindel cita o Conde Saint Germain, que no século 18 mantinha relações diplomáticas com o Governo Francês com o objetivo de impedir a Revolução Francesa (1789-1794), uma reencarnação de Cristian Rosenkreuz[88].
A primeira prova de sua presença é uma carta que apareceu em Haia em 1735, que ele enviou de lá em 22 de novembro para o físico britânico Hans Sloane (1660-1753), cuja carta está no Museu Britânico, onde contém uma cópia no livro de Cooper-Oakley[89]. Sobre ele foi dito: ‘M. de St. Germain não comia carne, não bebia vinho e vivia conforme regras de vida muito rígidas’[90]. E mais: ‘ Ele parece ter 50 anos, não é gordo nem magro, tem um belo semblante intelectual, veste-se de forma simples, mas com bom gosto; ele usa os diamantes mais lindos em caixa de rapé, relógio e fivelas’[91]. Sua personalidade é envolvida em muitas anedotas. No registro da Igreja de Eckernforde no norte da Alemanha está escrito o seguinte: ‘Falecido em 27 de fevereiro, enterrado em 2 de março de 1784 o assim chamado Conde de St. Germain, um túmulo situado na Igreja Nicolai na sepultura nº 1; 30 anos de tempo para consumpção completa: 10 Reichsthaler[92], para abertura do mesmo: 2 Reichsthaler, no total: 12 Reichsthaler[93].
No início do século XX a Ordem Rosacruz estava procurando um candidato ideal para divulgar uma parte de seu conhecimento com o objetivo de parar o crescimento do materialismo. Para isto foi escolhido o dinamarquês Carl Louis Fredrik Grasshoff, que se mudou para a América e lá assumiu o nome de Max Heindel e cuja vida e trabalho serão descritos nos próximos capítulos.
Vamos descrever a vida e trabalho de Carl Louis Fredrick Grasshoff que mais tarde, quando emigra aos Estados Unidos, muda seu nome para Max Heindel. Nasceu no início da manhã no domingo de 23 de julho às 4:32 AM em Aarhus na Dinamarca[94]. Seu pai, Frantz Louis Grasshoff, que em 1838 vislumbrou a luz da vida em Berlim, Alemanha, provavelmente veio para a Dinamarca com o exército Prussiano durante a guerra Alemã-Dinamarquesa em 1864[95]. Ali ele conheceu a dinamarquesa Anna Sorine Withen, filha do tamanqueiro Chresten Petersen Bregnetfeld Withen e sua esposa Mette Kirstine Petersen. Anna nasceu no dia 7 de fevereiro de 1842 em Frederiksgae em Aarhus. Frantz L. Grasshoff casou com ela no dia 7 de março de 1865 na Catedral de Aarhus[96].
A menos de cinquenta metros da Catedral de Aarhus, o padeiro mestre Grasshoff tinha uma padaria Vienense. Esta ficava na rua Kannikegade 2, naquele tempo também chamado de Kjodtorvet. Para aquisição desta padaria ele teve ajuda financeira do seu padrasto Volker[97] de Berlim. No andar superior da mesma ficava uma moradia de madeira. Neste endereço nasceu Carl Louis Fredrik, batizado no dia 15 de outubro de 1865 na Catedral Luterana e seu irmão, Louis Julius August no dia 20 de junho de 1867[98].
Depois de um período difícil nesta padaria – porque em 13 de setembro de 1866 foi concedido uma moratória no pagamento da hipoteca, o que normalmente significa a fase anterior de uma falência – parece que mais tarde as coisas começaram a melhorar. Porque não somente em 16 de novembro é retirada a moratória de pagamento, mas também Grasshoff abre uma segunda padaria no dia 1 de abril de 1868, em Horsens, uma cidadezinha a uns 42 km ao sul de Aarhus[99]. No dia 8 de abril acontece um acidente. Quando ele estava trabalhando com um aprendiz, logo cedo, próximo de uma caldeira à vapor, esta explodiu. Ele foi ferido, não apenas pelos fragmentos que voaram por toda a padaria, como atravessaram a porta de um estabelecimento do outro lado da rua, mas também teve sérias queimaduras, sendo levado às pressas ao hospital. O aprendiz apenas queimou os dois braços[100]. Naquela mesma tarde, após sofrer por 10 horas, Frantz Grasshoff faleceu de seus ferimentos, na jovem idade de 30 anos. Na terça-feira, dia 14 de abril, às 12 horas ele foi enterrado em Aarhus, onde o decano Boesen fez uma cerimônia de despedida consoladora[101].
A jovem viúva Grasshoff e seus dois filhos entram num período bem difícil. Ao repassar a Padaria de Horsens e vender a de Aarhus, eles são obrigados a se mudarem. No início de 1869 eles foram morar na rua Frekeriksgade 9, onde a Sra. Grasshoff sustenta a casa higienizando luvas quimicamente. No final daquele ano a família se muda para Sonder Allee 21, trabalhando como cabelereira para sustentar a casa. No dia 22 de novembro de 1870 eles mudam, novamente, para Mejgade 9 e dentro de seis meses houve nova mudança para Badstuegade 11[102].
Um ano e meio depois, no dia 6 de novembro de 1872, a família deixa Aarhus – provavelmente pelo nascimento eminente de Anna Emilie Larsen, que nasceu 3 semanas depois, no dia 26 de novembro de 1972 – eles se mudam para a Paróquia de Frederiksberg em Kopenhagen. Esta menina mais tarde se tornará uma atriz de teatro famosa e faleceu no dia 20 de janeiro de 1955[103].
Muitos anos depois Anna Grasshoff conheceu seu segundo marido, Fritz Nicolaj Povelsen, com quem se casou em 15 de junho de 1886[104].
Muito rápido depois da mudança para Copenhague, quando Carl tinha, aproximadamente, oito anos, ele teve um acidente quando estava indo com uns amigos a caminho da escola. Naquele tempo em Copenhague existiam muitos canais com beiradas altas de madeira que canalizavam a água para diversas partes da cidade. Os meninos gostavam de saltar esses canais, mas em determinadas partes estes canais eram ligeiramente largos. O jovem Carl sempre queria conseguir tudo um pouquinho melhor que os amigos, mesmo que estes fossem mais velhos. Quando chegaram numa destas partes mais largas, o Carl também ia saltar, quando com seu pé esquerdo atingiu o solo do outro lado com seu calcanhar virado ao contrário. Com isto seu pé torceu e causou uma dor muito intensa. Mesmo atrasado ele foi à escola e lá ficou com dor o dia inteiro. Naquela noite ele também teve muita dor, mas, não teve coragem de contar à sua mãe porque no dia anterior ao acorrido ele havia matado a aula com os amigos. No dia seguinte ele desmaiou na escola e seu pé estava tão inchado que tiveram de cortar seu sapato para tirá-lo.
Como consequência deste acidente ele ficou dezesseis meses acamado. Cirurgiões retiraram vários estilhaços de osso de seu pé, furaram seu calcanhar e inseriram canudos para retirar a enorme quantidade de pus que se formou lá dentro.
Quando ele, finalmente, foi autorizado a sair da cama, ele ainda precisou usar as muletas por seis meses e, por dez anos após o incidente, ele usou uma bota especial com tiras de aço para apoiar sua perna. Somente depois disso teve força suficiente, em seu pé, para andar sem estes apoios. Contudo, de um lado do pé o ferimento não sarava; lá ficou um ponto dolorido e com abertura de aproximadamente 20 cm de comprimento e 1,5 cm de largura, que o Carl tinha, de manhã e à noite, que fazer o curativo. Somente após trinta anos, depois que ele já tinha adotado o vegetarianismo há 6 meses é que o ferimento se curou[105].
A vida em casa se tornou difícil e, por isto, Carl decidiu deixar sua família e tentar a sorte na Inglaterra. Ele partiu de navio para Glasgow, onde desembarcou por volta de 1884[106]. Aqui ele encontrou um emprego numa tabacaria e morava na rua Argyle Street 438[107].
Tempos depois ele conhece sua futura esposa, Catharine Dorothy Luetjens Wallace, que trabalhava numa litografia. Ela nasceu em 4 de janeiro de 1869 em Glasgow e era filha ilegítima do construtor de caldeiras James Barr e Mary Anne Wallace[108]. Carl Grasshoff mal havia completado vinte anos quando, em 15 de dezembro de 1885, casou-se com a jovem de dezesseis anos[109]. Logo após eles deixam Glasgow e se mudam para Liverpool.
Deve ter sido neste período que o Carl comprou um exemplar da revista London Light e leu o poema ‘uma oração’ de Florence Holbrook[110]. Este poema o influenciou tanto que nunca mais o esqueceu.
Provavelmente influenciado pelo padrasto de Cathy, Henry Robinson, marinheiro mercante, Carl resolveu seguir a mesma profissão[111]. Durante o nascimento de sua primeira filha, Wilhelmina Catherine Anna, no dia 5 de novembro de 1886, falecida em 1 de abril de 1980 em Sudbury, Massachussets, ele já trabalhava na marinha mercante[112].
Dois anos depois, no dia 6 de novembro de 1888 nasceu a segunda filha, Louisa Charlotte[113]. Ela faleceu no dia 9 de julho 1960 em Reading, Massachussets. Após o nascimento dela, Carl decidiu voltar com sua família para Copenhague onde, em 5 de novembro de 1889, nasceu sua terceira filha, Nellie[114].
Uma quarta criança, desta vez um menino chamado Frank, nasceu em 15 de janeiro de 1891[115]. Durante a segunda Guerra mundial ele mudou seu nome para Frank Gordon[116].
Sobre o tempo em que Carl Grasshoff viveu em Copenhague a sua filha Wilhelmina me contou o seguinte:
“Eu me lembro que meu pai trabalhava com seu irmão Louis numa empresa de importação. Quando éramos crianças, nós vivíamos muito bem. Na Dinamarca nós tínhamos uma casa grande e empregados na casa, possuíamos telefone pelo qual eu, como criança, tinha muito interesse. Nós também tínhamos um macaco que tinha seu próprio quarto. Também tínhamos o nosso quarto de brinquedos.
O irmão do meu pai era casado. O nome da sua esposa era Yrsa. Eles tiveram um filho, Alexander, que se mudou para os EUA logo antes da primeira guerra mundial.
Tia Anna casou-se com Jorgen. Eles tiveram dois filhos, Edith e Sigaard. Sigaard faleceu na primeira guerra mundial. Tia Anna era atriz e morava na Dinamarca.
No período que meu pai esteve ausente, sua mãe, nossa avó, cuidou de nós. Para nossos cuidados ele deixou um dinheiro com ela e o que restou do dinheiro foi enviado de volta a ele quando nós fomos para os EUA”[117].
O casamento com Cathy ficou atribulado de tal forma que Carl e ela decidiram se separar. Cathy foi morar num quarto alugado, em Copenhague mesmo, e Carl queria ir para os EUA para construir um novo futuro lá[118]. Os quatro filhos ficaram, temporariamente, em Copenhague, e foram cuidados pela sua avó paterna. Foi em 1893 que Carl partiu para os EUA[119].
A primeira exigência era encontrar um trabalho, que ele acabou encontrando como corretor de seguros e, mais tarde, como mecânico da Companhia de Eletricidade de Nova York. Alguns anos mais tarde Max Heindel morava em Somerville, Massachusetts, em uma cidade próxima a Boston[120]. Lá ele trabalhava como corretor de seguros e mais tarde como mecânico em uma cervejaria[121]. Em 10 de abril de 1895 ele se casa novamente com uma dinamarquesa oito anos mais velha que ele, chamada Louisa Anna Peterson. Ela tinha quatro filhos de um casamento anterior, três filhas e um filho, dos quais o mais velho era casado[122]. Apenas o caçula tinha idade próxima a dos filhos de Max Heindel.
No dia 7 de setembro de 1898 os quatro filhos de Max Heindel partem de Copenhague com o S. S. Island para USA e se juntaram a seu pai com sua segunda esposa[123].
Também este segundo casamento não satisfez as expectativas do Max Heindel, portanto, se seguiu outra separação. Max e seus filhos se mudaram para Hillside Street 156 em Roxbury, também próximo de Boston, mas ao sul[124]. O trabalho também não estava fácil. Assim corre a história que ele trabalhou por um tempo como engenheiro num navio a vapor que navegava nos grandes rios. Seu último navio afundou, mas Max Heindel conseguiu nadar até a margem. Após este incidente ele parou de navegar e foi trabalhar como engenheiro consultor para aquecimento e refrigeração.
Neste período ele, provavelmente, se associou a Sociedade Quakers[125]. No início do século vinte a Califórnia era vista como o Eldorado, porque foi encontrado ouro lá. Também Carl Louis Fredrik Grasshoff, usando seu novo nome Max Heindel, resolveu tentar a sorte[126].
Em 1903, ele partiu para Los Angeles, enquanto seus filhos permaneciam em Roxbury. Ali ele trabalhou, por um tempo, como engenheiro, mas a adversidade o seguiu e a fome e privações eram seus companheiros diários. Quando ele caminhava, tristemente, pelas ruas de Los Angeles, em dezembro de 1903, ele viu o anúncio de uma palestra sobre reencarnação, que seria proferida pelo teósofo Charles W. Leadbeater[127]. Para passar o tempo, que para ele pesava como chumbo em seus ombros, e atraído pela promessa que qualquer pessoa possuía capacidade de clarividência, Max Heindel decide assistir a palestra. Na porta estava Augusta Foss, que na época já fazia parte da Sociedade Teosófica, a quatro anos. Ela o leva para um lugar e observa que ele é manco de uma perna. Na tarde seguinte Max Heindel vai para a biblioteca da Sociedade com o objetivo de emprestar um livro do Leadbeater, chamado “Plano Astral”. Lá ele encontra novamente a Augusta Foss, que estava ajudando a bibliotecária recebendo os novatos que viessem por causa da Palestra da noite anterior. O livro desejado não se encontrava lá e por isto ele emprestou os livros “Carma” e “Reencarnação” de Annie Besant.
Durante uma conversa com a Augusta Foss, ela percebe que ele, Heindel, mora perto da casa onde ela mora com a mãe. Ela o convida para visitá-la, o que Max Heindel aceita. A consequência disto é que ele passa diariamente na casa dela, formando uma amizade muito forte entre ele, Augusta Foss e a mãe inválida, que também se interessa por assuntos esotéricos.
Max Heindel escreve, no dia 15 de janeiro de 1904, uma carta ao Sr. Leadbeater, dizendo que ele, no início, queria ser clarividente por questões pessoais, mas lendo o livro da Sra. Besant ele aprendeu, que os poderes ocultos devem ser usados em prol da humanidade[128]. Após participar da segunda de uma série de Palestras do Sr. Leadbeater, Max Heindel, figurativamente, devora a Teosofia e ele também a coloca em prática. Ele para de fumar, não bebe mais álcool e se torna vegetariano. Ele também tenta dominar seus pensamentos e desejos mundanos e sempre falar a verdade. Ele fez uma transformação radical.
Augusta Foss era filha de William Foss e Anna Right e nasceu no dia 27 de janeiro de 1865 às 17:15 h, 18 km ao sul de Mansfield, Ohio[129]. William Foss era de Mogendorf, a este de Koblenz, Alemanha, onde nasceu no dia 6 de março de 1853 e, aos 22 anos se mudou para EUA. Seu nome era escrito Voss. Anna Marie Right nasceu em Neuwied, no dia 4 de junho de 1827, ao norte de Koblenz. Eles se casaram no dia 6 de junho de 1855 e tiveram sete filhos, todos nascidos perto de Mansfield. Augusta era a penúltima. A família Foss se mudou para Los Angeles nos anos oitenta e construíram uma casa em cima do morro em 1885, na South Bunkerhill Avenue, 315.
Augusta Foss, de família luterana, começou a estudar ocultismo e astrologia em 1898. O Sr. Hansen escreveu na Revista Rays from Rose Cross sobre este último, o seguinte: ‘Em 1898 ela se interessou pela primeira vez sobre astrologia e pagou 10 dólares por um curso de um tal de professor Baker. O bom senhor com certeza dominava o assunto, mas, assim diz a Sra. Augusta Foss Heindel: “Ele tinha Vênus na primeira Casa e tudo que recebemos pelos nossos 10 dólares foi um período legal e uma lista de Planetas com suas divisões em Sextis e Quadraturas[130].
Inicialmente ela foi membro dos Hermetistas e, aproximadamente, dois anos dos Teosofistas. Lá ela era ativa como recepcionista e depois como assistente da biblioteca.
Rapidamente Max Heindel também se associou à Loja Teosófica, onde por três anos foi um membro bem ativo; nos anos de 1904 e 1905 era vice-presidente. No tempo em que Max Heindel foi associado muitos membros demonstraram interesse por astrologia, inclusive Max Heindel. Augusta Foss os ajudou nos estudos.
Neste período ele apresentou duas Palestras pela Sociedade Teosófica em Los Angeles sobre a Madame Blavatsky e a Doutrina Secreta. Essas anotações foram, posteriormente, transformadas em livro pelo Sr. Manly Palmer Hall e publicado pela primeira vez em 1933 pela imprensa Phoenix Press em Los Angeles[131]. Também em outros lugares ele profere palestras e o Sr. Jinarãjadãsa escreve o seguinte: ‘Eu devo muito ao Max Heindel. Quando eu o conheci em Tacoma, Washington, ele era palestrante da Sociedade Teosófica e ele me contou que apresentava as palestras com uso de slides. Isto para mim era uma novidade e por solicitação minha e para me informar melhor, ele me levou ao seu quarto e me mostrou os slides e como ele com sua lanterna mágica ou projetor de slides fazia com que aparecessem numa tela branca em formato maior. Eu vi novas possibilidades de demonstrar diagramas e na minha volta para Chicago desenvolvi diversos diagramas que ficaram maravilhosos para transformar em slides. Estes diagramas, juntamente com outros retirados de livros, formaram o trabalho “First Principles of Theosophy”[132].
Pelo intenso trabalho que Max Heindel fazia para desenvolver seu imenso desejo de conhecimento oculto, ele acabou ficando muito doente no verão de 1905. Sua cardiopatia foi tão intensa que por meses sua vida ficou por um fio. Por ter ficado, algumas vezes, por até dois dias sem comer nada o seu corpo estava totalmente debilitado.
Na Sociedade Teosófica Max Heindel conheceu uma senhora pela qual ele desenvolveu sentimentos especiais. Ela se chamava Alma Von Brandis[133]. Ela nasceu em Chicago, no dia 24 de julho de 1859, era filha de um osteopata e morava em Los Angeles. Ela tinha planos de ir para a Europa para visitar sua família. No momento que o navio partiu, Max Heindel teve sua primeira experiência fora do corpo, que ele descreve da seguinte forma: “Quando falo de experiência espirituais, talvez não seja errado dizer que uma vez foi capturado por uma câmera fotográfica. Este fato ocorreu quando eu estava numa cama de hospital, me recuperando de uma cardiopatia provocada por um longo período de estudos fervorosos e muito trabalho. Antes deste momento nunca havia tido experiências psíquicas, mas numa manhã de domingo, quando minha querida amiga [Alma Von Brandis] partiu para a Europa, eu me vi em pé ao lado da cama, vendo meu corpo deitado que estava relaxado e dormindo. Contudo, eu não tive medo; parecia que estava tudo em ordem.
Depois, estimulado pelo desejo de ver minha amiga, que foi o motivo de minha libertação de meu corpo, percorri os 32 km até ao Porto de San Pedro, onde me encontrei com minha amiga a bordo do navio. O navio estava ao ponto de partir e neste momento um amigo em comum tirou uma foto. Quando o filme foi revelado, meu rosto estava claramente visível com uma barba de algumas semanas, que eu havia adquirido no hospital”[134].
Max Heindel continua: “Meus estudos, aspirações e um exercício praticado por um longo tempo, que eu imaginava ter inventado, mas que percebi, depois, que havia trazido do passado; isto tudo fez com que fosse possível, durante esta doença, por um curto período, sair do meu corpo e depois retornar novamente. Eu não sabia como havia feito, e não estava em estado de fazer novamente por espontânea vontade. Um ano mais tarde fiz, por coincidência, novamente”[135].
Após esta doença severa, no outono de 1905, Max Heindel deixou a Sociedade Teosófica e, em abril de 1906 ele iniciava seu primeiro ciclo de palestras. Em sua viagem ao Norte, onde proferia palestras sobre Cristianismo Místico e Astrologia, ele acabou chegando em São Francisco, onde ele acreditava ter um grande terreno a ser trabalhado. Contudo, algo dentro dele dizia para não ficar. Ele decidiu obedecer à esta intuição e partiu. No dia seguinte de sua partida, em 18 de abril de 1906, São Francisco sofreu um imenso abalo sísmico e um incêndio que devastou parte da cidade. Daqui Max Heindel foi para Seattle.
Max Heindel conta um fato onde não somente demonstra seu estado físico, mas também o que um estilo de vida vegetariano pode trazer como consequência. “Numa manhã, aproximadamente três anos após passar para uma vida vegetariana, tive um acidente e perdi uma unha pela raiz. Se isto tivesse acontecido quando eu ainda não era vegetariano teria sangrado muito, porque então meu sangue não coagulava e qualquer simples machucado sangrava longamente. Nesta ocasião perdi somente algumas gotas de sangue que coagularam rapidamente e, portanto, só necessitei de um pequeno curativo, que foi retirado mais tarde para não atrapalhar na datilografia. Normalmente quando perdemos uma unha o local infecciona, mas isto não aconteceu. A pele sarou dentro de alguns dias e durante os seis meses que levou para crescer uma nova unha, excetuando as primeiras horas, eu consegui usar meu dedo normalmente[136].
Após uma série de Palestras em Seattle, Max Heindel precisou ficar, novamente, um tempo hospitalizado, devido a uma falha nas válvulas cardíacas. Depois disto ele foi para Duluth, onde conseguiu muito sucesso com seus cursos.
Durante sua viagem pela Europa a Sra. Alma Von Brandis assistiu a palestras do Dr. Rudolf Steiner. Steiner, que no início de 1902 se tornou membro da Sociedade Teosófica e mais tarde naquele ano se tornou Secretário Nacional da Alemanha, se declarava ser um iniciado da Ordem Rosacruz[137]. Ela se tornou membro junto de Steiner e insistiu para que Heindel fosse para Viena para ouvir uma Palestra de Steiner. Contudo, devido à sua doença em Seattle ele não estava em condições de responder, e nem estava disposto a abandonar sua turnê de sucesso. Também não tinha condições financeiras para empreender uma viagem destas.
No outono de 1907 Dra. Alma Von Brandis retornou aos EUA e se encontrou com Max Heindel em Duluth. Porque ela já estava a meses tentando convencer Max Heindel, por escrito, a ir para a Europa desta vez veio tentar pessoalmente. Pela oferta dela, de pagar os custos da viagem, ela, finalmente, conseguiu convencê-lo. Com esta oportunidade, Max Heindel aproveitou para primeiro visitar sua família na Dinamarca e, depois, foi para Berlim.
Para colocar os acontecimentos da Alemanha no devido lugar devemos, primeiro, detalhar a organização do Movimento Teosófico, assim como a posição de Rudolf Steiner. Não é tarefa simples porque a organização do Movimento Teosófico na Alemanha, no início do século vinte, era muito complicada.
O início disto tudo ocorreu em 17 de novembro de 1875, em Nova York, quando Sra. H. P. Blavatsky, H. S. Olcott, W.Q. Judge e outros treze fundaram o Movimento Teosófico em Nova York. O objetivo do Movimento era: formar o Centro de uma Fraternidade Universal, sem diferenciar: raça, crença, sexo, casta ou cor de pele; estudar as religiões antigas e modernas, filosofias e ciências e pesquisar as inexplicáveis leis da natureza e os poderes psíquicos do ser humano[138]. Ela foi a escritora de Isis sem Véu (1877) e A Doutrina Secreta (1888). Em 1879 a Sede Central se mudou de Nova York para a Índia, em Bombay; em 1882 foi adquirido uma propriedade em Adyar, uma cidade perto de Madras e lá foi construída a Sede definitiva do Movimento Teosófico ‘Adyar Theosophical Society’[139].
No dia 27 de julho de 1884, à noite, às 19:06 horas, na cidade de Elberfeld na Alemanha, sob supervisão do Coronel H. S. Olcott, foi fundada a ‘Theosophischen Sozietat Germania’, com dr. Wilhem Hubbe Schleiden (1846-1916) como presidente. Contudo, após dois anos e meio, no dia 31 de dezembro de 1886, ela foi novamente extinguida[140]. Contudo, Hubbe Schleiden continuou trabalhando no mesmo espírito que o Movimento Teosófico, e em 1886 fundou a revista Sphinx. Quando ele percebeu que grupos em diversas cidades começavam a se formar ele decidiu fundar em 1892 a Sociedade Teosófica em Berlim e no dia 3 de novembro de 1893 a primeira ‘Roda Esotérica’[141]. Como constantemente surgiam novos associados, decidiram formar uma estrutura oficial e na presença de Olcott no dia 29 de junho de 1894 fundaram a ‘Sociedade Alemã de Teosofia’ como ramo da Teosofia Europeia[142]. O Presidente era Hugo Goring e logo depois Julius Engel que, em 1899, foi substituído por Sophie, Condessa Von Brockdorff[143]. A Presidência Nacional era de Hubbe Schleiden e Theodor Reuss (1855-1923). Com o decorrer do tempo a Condessa assumiu a dianteira, ao lado do Movimento Teosófico Alemão, apesar de Berlim ser apenas uma loja Teosófica, mesmo tempo muitos associados. Julius Engel sentiu isto como uma limitação inibidora de sua atividade que ele se retirou da Presidência Nacional e em 1899 fundou a loja de Charlottenburg. Também em outras cidades alemãs surgiram lojas depois de 1894.
O rompimento com a Sede Mundial trouxe consequências na Alemanha[144]. Katherine Augusta Tingley (1851-1926), a substituta de William Quan Judge (1851-1896) que rompeu com Adyar, viajava por sua tournée Teosófica em 1896, também pela Europa. Por sua influência, Paul Raatz fundou em 24 de junho de 1896 uma ramificação dela em Berlim com o médico Dr. Franz Hartmann (1838-1912) como Presidente. Este, por sua vez se afastou de Tingley e no dia 3 de setembro de 1897 fundou em Munique a ‘Fraternidade Internacional Teosófica’[145] que se apresentava como ‘Sociedade Teosófica Alemã’[146] e em 1898 estabeleceu sua Sede Central em Leipzig[147].
Em meados de setembro de 1900 o quase quarentão Steiner foi convidado a palestrar na casa do Conde e da Condessa Von Brockdorff em Berlim, sobre o recém falecido Nietzsche. No Adendo 7, referente Steiner, será explicado profundamente como Steiner se filiou à Teosofia. Aqui relato a relação de Steiner com os outros Teósofos.
Steiner se associou ao Movimento Teosófico no dia 11 de janeiro de 1902 e no dia 17 de janeiro se tornou Presidente da Loja de Berlim; no dia 20 de outubro se tornou Secretário Geral da Alemanha e no dia 23 de outubro se inscreveu na Escola Esotérica (Steiner tinha planos de fundar uma Roda Secreta de Rosacruzes). Klatt escreve o seguinte sobre isto: ‘Ele [Steiner] introduziu a escola ocultista dos Rosacruzes dentro do ramo alemão do Movimento Teosófico, e com isto semeou a base da ruptura que ocorreu em 1912/13. Na verdade … já era conhecido este interesse extraordinário de Steiner pelo Rosacruzes antes mesmo dele ser Secretário Geral do Movimento Teosófico da Alemanha. Prova disto é uma carta dele datada de 14 de agosto de 1902 para Hubbe Schleiden. Com ele, Steiner também havia conversado pessoalmente sobre o Rosacruzes como mostram anotações de Hubbe Schleiden para Deinhard. Neste exemplo iriam formar uma roda secreta dentro do ramo da Alemanha. Sobre isto Hubbe Schleiden escreve em sua carta, datada de 15 de outubro de 1903 para Deinhard: Precisam ser pessoas refinadas e muito cultas – uma roda silenciosa de ‘Rosacruzes’, para os de fora, desconhecidos, e sem serem reconhecidos, trabalhando em prol da humanidade e espalhando sementes’[148].
Muitos associados reclamam que Steiner não cita suas fontes de informação, porque isto era uma regra entre os Teósofos. Assim escreve, por exemplo, Max Gysi (1874-1946) no dia 14 de setembro de 1904 para Hubbe Schleiden: ‘O Sr. pode esclarecer em que tradição secreta o Dr. Steiner se baseia para fazer afirmações nas três últimas edições do Luzifer-Gnosis sobre: Como adquirir consciência nos mundos superiores? ’. Uma resposta para esta pergunta Klatt encontrou entre os pertences de Hubbe Schleiden numa carta de Georg Bruno Haucks para Felix Knoll datada de 26 de abril de 1915[149]. Lá ele escreve sobre Steiner e sua revista Luzifer: ‘Ele foi o primeiro a escrever na revista sobre “como adquirir consciência nos mundos superiores” e com isto penetrou nos ensinamentos de Blavatsky/Besant, sem informar as fontes de referência. Tudo o que ele disse e escreveu podemos ler nos escritos de ambos de forma mais clara, simples e bonita’.
Haucks, que ouviu Steiner em Berlim, escreve no dia 8 de fevereiro de 1914 para Hubbe Schleiden: ‘Eu vi como o Dr. Steiner explica as doutrinas antigas, como se fossem descobertas por ele, sem citar as fontes da literatura teosófica; e os pesquisadores como Leadbeater, Besant, etc. são ignorados de forma angustiante; nunca mencionando hierarquias ocultas e se vangloriando que é o “Místico Alemão e descobridor dos mundos espirituais”[150].
Para finalizar uma carta de Hubbe Schleiden datada de 22 de fevereiro de 1907 para seu amigo Ludwig Deinhard (1847-1917): ‘O que nos vinte anos atrás aprendemos, na verdade não era melhor do que ele [Steiner] agora ensina. Na verdade, ninguém sabe de onde ele tira sua sabedoria, que não é indiana, porque o específico Cristianismo Germânico se opõe, e não é Rosacruciana Cabalística, porque mistura as ideias indianas da teosofia moderna, enquanto ‘Sfinx’ [Sra. Blavatsky] cita sempre suas fontes[151].
Hugo Von Gizycki escreve no dia 11 de janeiro de 1909, entre outros, para Hubbe Schleiden: ‘Eu só ouvi Steiner três ou quatro vezes, mas desisti de suas Palestras. Aquilo que ele trazia só podia ter sido visto por um clarividente e com certeza por clarividência. Contudo, não vi nele um clarividente, porque ele não trazia nada além do que eu já sabia, que já me havia sido ensinado pela doutrina oculta indiana, de H.P.B. [H. P. Blavatsky]. E o público que observei eram pessoas ignorantes e sem discernimento, mas principalmente totalmente ignorantes no sentido espiritual. Steiner não dava as fontes de onde tirava suas informações, portanto o público adorava-o cegamente e o considerava um profeta’[152].
Assim estavam as condições e a situação em que Heindel encontrou a Alemanha, descrito por seus contemporâneos.
Quando Max Heindel chegou em Berlim, em novembro de 1907, e encontrou moradia foi necessário se inscrever na polícia, mesmo sendo tempos de paz. Isto significa que precisou entregar seus documentos e responder uma enorme lista de perguntas pessoais a funcionários que pareciam não amistosos[153]. Seu objetivo era, por cinco meses, estudar intensivamente os ensinamentos de Steiner, apoiado por Alma Von Brandis. Ela se filiou à linha Teosófica de Steiner em 1906. Steiner, apesar de ser Representante Superior do Movimento Teosófico de Adyar na Alemanha, também dizia ser dos Rosacruzes. Justamente este último era o motivo de Max Heindel ter ido para a Alemanha, novamente sob seu nome de nascimento, Grasshoff. Assim como Steiner, Heindel também esteve associado ao Movimento Teosófico de Adyar[154] e, como associado, foi Vice-Presidente da loja de Los Angeles e estudou a teosofia profundamente. Para saber o que era especificamente os ensinamentos dos Rosacruzes, nas informações de Steiner que estavam disponíveis, existiam uns sete livros, complementados com dois estudos, que surgiram mais tarde e eram considerados da Escola Esotérica; pelo que Max Heindel conseguiu se informar na época[155]. Nada mais lógico que Max Heindel fosse assistir suas palestras e participasse das duas turmas da Escola Esotérica de Steiner. Assim escreve Paula[156] para seu pai adotivo dr. Wilhelm Hubbe Schleiden, jurista e empresário (1846-1916) no dia 5 de janeiro de 1911: ‘No número de outubro do Hochland eu li o artigo contra Steiner. Driessen[157] deve ter te entregado. Eu achei interessante, o americano, que na verdade se chama Grasshoff, se saiu muito bem. Ele se inscreveu no mesmo período que eu. Ele, na verdade, é um traidor, não é mesmo? Porque ele tornou público muitas informações que ele deveria ter mantido em segredo’[158].
Pelas indicações dadas nas cartas de Gunther Wagner[159], assim menciona Klatt, podemos deduzir, que Steiner deve ter sido admitido ao Serviço Misraim, na segunda seção da Escola Esotérica no outono de 1907[160]. Steiner diz que os símbolos utilizados em seu Serviço Misraim também são encontrados na maçonaria, mas que estes não conseguem entender e explicar a profundidade destes símbolos porque os mesmos não podem ser compreendidos fora dos templos ocultistas[161]. Por este motivo, Steiner aboliu o nome FM (freemason) ou maçonaria do seu templo e diz que este ritual oculto deveria ser indicado com as letras MD (Mizraim Dienst)[162]. Por este mesmo motivo Max Heindel também diz que ele não era maçom[163].
Na carta de 11 de janeiro de 1911, portanto, três dias depois, Paula escreve para seu pai adotivo: ‘Grasshoff é americano, não o considerei judeu, mas é insuportável. Você leu seu livro? Muitas vezes ele palestrou aqui em inglês sobre Astrologia e se baseava, principalmente, na Doutrina Secreta de Blavatsky. Também já fazia Palestras na América e era muito amigo da Alma Von Brandis’[164].
Max Heindel diz que por cinco meses, do início de novembro de 1907 até final de maio de 1908, acompanhou intensivamente os ensinamentos de Steiner que naquele período esteve raramente em Berlim[165]. Max Heindel esteve pessoalmente com Steiner umas seis vezes e em três ocasiões ele pede explicações sobre: a) discrepâncias em seu livro Theosophie; b) discrepâncias em seu livro Alaska Chronik; c) o desconhecimento fisiológico de Steiner durante uma palestra em que ele apontou na parte de trás da cabeça quando falava da hipófise, que deveria estar localizada lá – uma divergência que sua clarividência deveria ter revelada para ele[166]. Em todas as ocasiões Steiner se desculpava e dava razão aos comentários de Max Heindel na presença de testemunhas. Durante sua última conversa com Steiner, Max Heindel contou que estava escrevendo um livro sobre ocultismo; um compêndio sobre os ensinamentos do Oriente e do Ocidente. Neste momento Steiner diz a Max Heindel que se fosse utilizar ensinamentos que foram trazidos por ele deveria citá-lo como fonte de informação; Max Heindel concorda com isto.
Em 1906 Alma Von Brandis se associou a Steiner. Trazendo Max Heindel até a Alemanha, ela esperava conseguir convencê-lo a ser o representante de Steiner na América[167]. Max Heindel, por outro lado, tinha esperanças que Steiner o pudesse auxiliar a seguir o caminho da espiritualidade. Contudo, concluiu que isto não seria o caso e Max Heindel ficou desanimado. Em desespero ele contou a Alma Von Brandis que queria voltar à América. Quando ele disse a ela que considerava sua ida à Alemanha como perda de tempo, surgiu uma discussão acalorada entre os dois, que fez com que seus caminhos se afastassem, definitivamente.
Depois Heindel retornou a seu quarto de hotel, abatido e desencorajado. Com a sensação de ter ido para a Europa e deixado um terreno frutífero nos Estados Unidos da América; somente para descobrir que não havia encontrado o que procurava. Entretanto preparou seu retorno aos Estados Unidos da América. Em suas próprias palavras: “Quando me sentei em uma cadeira, avaliando meu desapontamento, tive a sensação que havia mais alguém presente e que vinha em minha direção. Olhei para cima e contemplei Aquele que, a partir deste momento, se tornou meu Mestre. Lembro-me envergonhado, de como rispidamente lhe perguntei quem o havia enviado e o que queria, porque estava muito decepcionado e hesitei bastante antes de aceitar seu auxílio sobre os pontos que me trouxeram à Europa. Durante os dias seguintes meu novo amigo apareceu várias vezes em meu quarto, enquanto respondia minhas perguntas e me ajudava a resolver os problemas que anteriormente me deixavam intrigado. Contudo, porque minha clarividência não estava bem desenvolvida e nem sempre sob meu controle, eu estava bem cético a tudo isto. Não poderia ser ilusão? Eu falei sobre esta questão com um amigo. As respostas às minhas perguntas, conforme eram dadas pela visão, eram claras, concisas e muito lógicas. Eram diretas e muito além de qualquer concepção que eu fosse capaz de imaginar, daí concluímos que a experiência deveria ser real”.
Alguns dias depois meu novo amigo me contou que a Ordem da qual ele fazia parte tinha uma solução completa para o enigma do Universo, muito mais completa do que qualquer outro ensinamento. Que gostariam de compartilhar este ensinamento comigo, na condição que eu a guardaria como um segredo absoluto. Neste momento me virei com raiva dele e disse: ‘Agora vejo sua intenção real. Não, se tu possuis o que dizes e se isto é a verdade, será bom que todos o saibam. A Bíblia nos proíbe esconder a Luz, e não desejo beber da fonte enquanto tantas pessoas estão famintas para solucionar seus problemas, como eu agora’. Após isto meu visitante partiu e permaneceu ausente. Deduzi que ele era um representante dos Irmãos das Trevas.
Aproximadamente um mês depois, eu estava convencido que não encontraria mais iluminação na Alemanha e reservei a passagem no navio de retorno à Nova York. Como estava muito cheio, eu precisaria esperar mais um mês para poder partir.
Quando retornei ao meu quarto, após ter comprado a passagem, estava lá meu desprezado Mestre e novamente me propôs o ensinamento na condição de mantê-la em segredo. Desta vez minha recusa deve ter sido mais enfática do que da primeira vez, mas ele não partiu. Em vez disto ele me disse: ‘Fico feliz em ouvir sua recusa, meu irmão, e espero que sempre seja tão enfático em divulgar nossos ensinamentos, sem nenhum temor nem parcialidade, como foi nesta recusa. Esta é a real condição para receber os ensinamentos’.
Pouco importa como me foram dadas indicações de qual trem e em que estação deveria tomar para ir a um local do qual nunca havia ouvido antes. Lá encontrei o Irmão Maior em seu Corpo Denso, fui levado ao Templo e recebi as principais indicações dos conhecimentos contidos em nossa literatura. O que importa, é que se eu tivesse concordado em manter segredo, eu logicamente seria desconsiderado como propagador dos Irmãos Maiores e eles teriam que procurar outro candidato[168].
Foi durante o mês de abril e início de maio de 1908 que Max Heindel passou por esta prova. Apenas mais tarde foi contado a ele que o candidato que eles haviam considerado primeiramente era Dr. Rudolf Steiner, que estava em treinamento durante alguns anos, mas não havia passado na prova porque ele não poderia ser um líder para os Ensinamentos Ocidentais, e nem tão pouco para os Orientais. Max Heindel também estava sendo observado por alguns anos pelos Irmãos Maiores da Rosacruz como próximo candidato, se o primeiro falhasse. Depois foi contado a ele que os Ensinamentos deveriam ser divulgados antes de finalizar o primeiro decênio [9 de abril de 1910][169].
Ele foi informado como chegar ao Templo onde receberia suas instruções. Max Heindel escreve sobre isto: ‘Para chegar naquele lugar me foi orientado ir a uma determinada Estação de Berlim na manhã seguinte e comprar uma passagem para um lugar da qual eu nunca havia ouvido antes, pegar o trem que partiria numa determinada hora. Portanto, na manhã seguinte fui àquela determinada Estação e comprei a passagem e percebi que o trem partia exatamente no horário que meu visitante havia mencionado. Após chegar ao meu destino[170] me encontrei com o Irmão Maior[171], em seu Corpo Denso, e fui levado por Ele para o local onde o Templo se localiza, mas não materialmente e sim etericamente, e, portanto, invisível para as pessoas na redondeza, que não estão conscientes que a Grande Escola de Mistérios Ocidental se encontra em seu meio. No momento que o Irmão Maior estava no meu quarto e me deu as instruções de como chegar lá eu não estava dormindo e, também, não estava em condições de controlar minha visão espiritual ou de deixar meu Corpo Denso, conscientemente. Estas habilidades foram despertadas durante minha primeira Iniciação, que aconteceu pouco depois no Templo. Contudo, nestes momentos o Irmão Maior se materializava de tal forma que eu o pudesse ver’[172].
Max Heindel permanece no Templo pouco mais de um mês, em contato direto com e sob a supervisão do Irmão Maior que o transmite a maior parte dos ensinamentos que estão no Conceito Rosacruz do Cosmos.
A primeira versão do livro, que foi escrita enquanto ele estava no Templo, foi escrita em alemão. O Mestre o informou que eram apenas linhas gerais. A atmosfera pesada da Alemanha era boa o suficiente para transmitir as ideias esotéricas na consciência do candidato. Contudo, foi dito a ele que o manuscrito de 350 páginas não o satisfaria mais quando chegasse na atmosfera elétrica da América e que ele iria reescrever o livro inteiramente[173].
Em seu entusiasmo ele duvidou disto. E considerava que possuía uma mensagem maravilhosa e completa. Contudo, as previsões do Irmão Maior se confirmariam.
Finalizando, Max Heindel diz: ‘Ao deixar o Templo, os Irmãos Maiores me deram um aviso na despedida: tente nunca atrair dinheiro, nem mesmo para a construção da Ecclesia ou do Centro de Cura. Prédios são mortos, mesmo que sejam lindos. Portanto, se empenhe em conseguir o apoio de homens e mulheres íntegros para que este trabalho possa recompensar suas vidas. Porque somente desta forma poderá ser uma parte viva neste mundo. Se se mantiver a estas regras, aparecerão no momento certo, quando for necessário, os prédios nas condições necessárias. Contudo, se você fizer este ensinamento servir o Mamon, a Luz irá sumir e o movimento irá falhar’[174].
Quando Max Heindel recebeu a maior parte do conhecimento do Irmão Maior, que se tornou o Conceito Rosacruz do Cosmos, ele destruiu o manuscrito inacabado do livro que havia comentado com Dr. Steiner. Contudo, porque o Conceito Rosacruz do Cosmos confirmava os ensinamentos de Steiner, Heindel considerou que deveria fazer uma dedicatória a Steiner ao invés de ser um plagiador. Havia pouco perigo, porque um plagiador sempre tem menos informação do que o autor do qual rouba suas ideias. Em comparações com trabalhos publicados anteriormente demonstra que o Conceito Rosacruz do Cosmos contém muito mais informações[175].
O Conceito Rosacruz do Cosmos também foi recebido pelos Teósofos com muito entusiasmo. Também encontrou seu caminho para a Sra. Laura Bauer-Ficker (1874-1934), professora numa escola primária em Viena. No dia 30 de novembro de 1910 ela escreveu uma carta para Max Heindel onde solicita permissão para traduzir o livro para o Alemão, que foi concedido a ela[176].
Na carta de 14/16 de outubro de 1911 Heindel solicita que ela deixe um espaço em branco na parte “Uma palavra ao Sábio” para que ele possa incluir um agradecimento a ela. Neste texto parece que ela utilizou o pseudônimo S. Von der Wiesen. Quando a tradução estava finalizada foi oferecida ao Max Altmann, em Leipzig, para publicação. Porque ele publicava os livros de Steiner, então, escreveu uma carta ao mesmo, que por sua vez no dia 29 de janeiro de 1911, de seu quarto do Royal Hotel de Dusseldorf escreve para Marie Von Sievers: ‘… Altmann escreveu, que foi oferecido a ele publicar o livro de Heindel’[177]. Contudo, ele conseguiu convencer Altmann a não publicar o livro de Heindel. Portanto, Vollrath, também de Leipzig, teve a proposta de publicar o livro como: O Conceito Rosacruz do Cosmos; em dez lições escritas, pelo preço de 12 marcos[178].
Hugo Vollrath (1877-1943), que também era chamado por Walter Heilmann ou dr. Johannes Walther, tinha uma reputação péssima. Desta forma escreveu Deinhard em uma carta para Driessen no dia 31/08/1916: ‘Considero Vollrath um caso patológico de alguém que está sempre reclamando’[179]. Quando Vollrath foi destituído do cargo de secretário da Ordem da Estrela em novembro de 1911, ele considerava-se, ainda, secretário do que ele chamava de a Estrela da União, e distribuía cartões de sociedade com a assinatura falsa de Krishnamurti[180]. Antes de 1914 ele sempre se nomeou doutor, o que foi comprovado ser errôneo. Dr. Korsch[181] (173), um advogado de Dusseldorf, conseguiu provar após anos de pesquisa, que os papéis, que comprovariam isto, eram falsificados[182]. Portanto, é muito compreensível que Max Heindel, com um editor deste calibre, fosse confrontado com surpresas desagradáveis.
A base dos ensinamentos de Steiner era: a Teosofia de Adyar e os elementos ocidentais, que foram ensinados a ele por um Irmão Maior da Ordem Rosacruz. A base de Max Heindel também era: a Teosofia de Adyar, um estudo intensivo de cinco meses do ensinamento de Steiner e o conhecimento direto que recebeu do Irmão Maior e escreveu em um manuscrito de 350 páginas.
Chegando aos Estados Unidos da América ele quis reescrever o manuscrito. Max Heindel ainda estava convencido que Steiner divulgava os ensinamentos Rosacruzes aos alemães e que ele, Max Heindel, havia recebido os ensinamentos para divulgar aos que falavam inglês[183].
Onde era apropriado em seu livro, Max Heindel usava, com consciência tranquila, os exemplos e citações de Steiner. E porque não; se partiam da mesma fonte e eram utilizadas para o mesmo fim? Max Heindel havia prometido a Steiner que iria divulgá-lo como fonte.
Isto Max Heindel fez dedicando seu livro a Steiner. Porque ele tinha plena convicção que ambos estavam em posição de igualdade e enviou a Steiner uma cópia assinada e esperava por uma reação positiva de Steiner, que nunca veio. Max Heindel deve ter perguntado ao seu Mestre, o Irmão Maior, qual era a real posição de Steiner e recebeu como resposta que ele havia sido escolhido como o mensageiro, mas não foi considerado digno porque ele misturava o ocultismo do Oriente com o do Ocidente. Steiner deve ter compreendido, após receber o livro de Heindel, que este foi escolhido como representante da Ordem Rosacruz. Max Heindel compreendeu, após ter sido informado pelo Mestre da real posição de Steiner, que sua dedicatória a Steiner havia sido um erro e tentou em sua 2ª Edição em 1910 corrigir isto. Abaixo podemos ver a dedicatória do manuscrito em inglês, a dedicatória da primeira edição e a re-dedicatória da segunda edição[184].
No manuscrito:
Dedicated to my esteemed teacher and valued friend Dr. Rudolf Steiner and to my more than friend Dr. Alma von Brandis, in grateful recognition of the inestimable for soul-growth they have exercised in my life.
Na 1ª Edição novembro de 1908:
To my valued friend, DR. RUDOLF STEINER, in grateful recognition, of much valuable information received; and to my friend DR. ALMA VON BRANDIS, in heartfelt appreciation of the inestimable influence for soul-growth she has exercised in my life.
Na 2ª Edição, de 1910:
IN RE DEDICATION
From the beginning of November 1907, to the end of March 1908, the writer devoted his time to the investigation of the teachings of Dr. Steiner, who was absent from Berlin nearly all the time. In the last of about six personal interviews with Dr. S. the writer mentioned that he had commenced a book along occult lines; a compendium of the teachings of the East and the West.
Dr. S. then urged that, if any of the teachings promulgated by him were used he ought to be mentioned as authority and source of information. In consequence the writer agreed to dedicate the work of Dr. Steiner.
During January, February and March 1908, the Elder Brother, whom the writer now knows and reveres as Teacher, came at times clothed in his vital body and enlightened the writer on various points. In April and May, after unwittingly passing a test, the writer was invited to journey to the estate on which is found the Temple of the Rosy Cross.
There he met the Elder Brother in his dense body; there he was given the far-reaching, synthetic philosophy embodied in the present work – which in the opinion of many old students in England, on the Continent and in America, embodies everything that has been taught in public of esoterically in the past, besides much more that has never before been printed.
Therefore, the unfinished manuscript for the book mentioned to Dr. Steiner was destroyed, but as the later and more complete teaching given by the Elder Brother corroborated the teachings of Dr. S. along main lines, it was thought better to dedicate the book to Dr. S. than seem a plagiarist invariably gives less than the authority from whom he steals, and it will be found that in any case where previous works are compared with the present, this book will in all cases give more information.
The dedication has therefore been mistake; it has led many people who merely glanced at the book to infer that it embodies the teachings of Dr. S. and that he is responsible for the statements made herein. Such inference is obviously unfair to Dr. S. and a careful perusal of pages 8 and 9 will show that it was never intended to convey such an idea. The writer does not see how to convey the true idea in a dedicatory sentence, hence has decided to withdraw the same, with an apology to Dr. S. for any annoyance he may be caused by the hasty conclusion concerning his responsibility for the Rosicrucian Cosmo-Conception[185].
Ainda preciso comentar o seguinte: além do exemplar enviado por Max Heindel[186] do Conceito Rosacruz do Cosmos, ao qual Steiner nunca reagiu, ele também possuía uma segunda edição[187] que, a propósito, é praticamente igual à primeira edição, excetuando pequenas alterações, e uma adição sobre Iniciação começando na pág. 519 até pág. 529, onde as páginas 519 até 523 da primeira edição foram incluídas. Na primeira edição esta parte foi ampliada em mais 10 páginas e incluída um registro. Steiner reagiu detalhadamente ao surgimento do livro – em cinco momentos diferentes[188] – entre 1913 e 1922. Seu tom ficou cada vez mais amargo, porque Rudolf Steiner deve ter percebido que ele não poderia ser o representante da Teosofia, nem dos Rosacruzes; em 2 de fevereiro de 1913 fundou a Sociedade Antroposófica, um movimento, que conforme Rudolf Steiner, “era muito mais abrangente que os Rosacruzes e que toda a Teosofia”[189].
Max Heindel chegou à cidade de Nova York com pouquíssimo dinheiro, mas com muita motivação. Ele alugou um pequeno quarto no sétimo e último andar de uma pensão. Quando ele já estava a algumas semanas na cidade percebeu que o Irmão Maior tinha razão. O estilo da escrita do livro já não o agradava mais e ele começou a reescrevê-lo. Durante os meses mais quentes do verão de 1908, ele ficou neste quarto quente escrevendo em sua máquina de escrever Blickensderfer, das 7 horas da manhã até 9 ou 10 horas da noite sem sair para fora, nem mesmo para comer. Toda manhã o leiteiro colocava um litro de leite na porta de seu quarto. Isto, com um pouco de bolachas de trigo quebradas, era seu alimento até 9 horas da noite. Nesta hora ele saía para comer, uma refeição que normalmente era composta apenas de verduras. Após uma pequena caminhada pelas ruas quentes de Nova York, ele retornava ao seu trabalho até depois da meia noite. Com o tempo o calor ficou insuportável e ele decidiu se mudar para Buffalo, ainda no Estado de Nova York, onde ele finalizou a datilografia no dia 24 de agosto de 1908[190]. O próximo problema era a impressão de seu livro e onde encontrar os meios financeiros para tanto.
Por causa do calor ele teve dificuldades para fazer Palestras ou Cursos em Buffalo e resolveu se mudar para Columbus, Ohio, onde ele, na noite de 14 de novembro 1908, fez sua primeira Palestra e um tempo depois fundou seu primeiro Centro. Mary E. Rath Merill, artista plástica, e a filha dela, Allene, o ajudaram com os desenhos dos diagramas para o Conceito. Aqui ele começou a espalhar o ensinamento usando um Stereopticon[191]: um par de projetores usados simultaneamente, fazendo uma imagem sumir enquanto a outra é formada.
Depois de cada Palestra ele distribuía aos ouvintes, gratuitamente, das vinte apresentações do Cristianismo Rosacruz, para que pudessem estudar em casa. Ele mesmo ficava até altas horas da noite passando no mimeógrafo[192] estas apresentações.
Armado de martelo, um pacote de pregos no bolso e uma pilha de folhetos de propaganda de 20 por 25 cm, embaixo do braço, ele andava, diariamente, quilômetros para afixar a propaganda onde aparecessem aos olhos do público. Ele escrevia seus próprios artigos para jornais e levava aos editores que muitas vezes reagiam de forma preconceituosa em relação a este novo ensinamento. Contudo, por sua personalidade cativante ele normalmente vencia suas objeções e, às vezes, conseguia até uma página inteira para seu artigo.
A maior preocupação de Max Heindel era como ele poderia publicar o Conceito Rosacruz do Cosmos. A pequena colaboração que ele recebia pelas Palestras mal dava para alimentá-lo e providenciar um abrigo.
Finalmente, ele conseguiu guardar o suficiente para ir a Seattle, no estado de Washington, onde havia feito muitos amigos desde 1906. Após o final da última das 20 palestras em Columbus, ele se mudou para Seattle, com dinheiro suficiente para um assento no trem, porque uma acomodação para dormir era muito cara.
Max Heindel tinha uma grande amiga em Portland, Oregon, a Mildred Kyle, para quem ele havia enviado uma cópia do livro. Ela estava entusiasmada sobre este trabalho maravilhoso e começou a dar aulas, utilizando este conhecimento. Quando ela recebeu a cópia ela contatou dois corretores experientes para ajudá-la na leitura e correção. Ela encorajou-o a voltar para a Costa Oeste. Ela também prometeu a Max Heindel que quando ele finalizasse o trabalho, ela encontraria dez amigas que se interessariam em doar cem dólares cada uma para a publicação.
Um dos amigos que Max Heindel tinha em Seattle era o Corretor de Imóveis William M. Patterson. No verão de 1906 Max Heindel havia prenunciado um acidente de trem. ‘Vi que ele faria uma viagem por diversão em agosto de 1909 e que teria um acidente durante esta viagem, mas que ele não se machucaria neste acidente. Contudo, também vi que um mês depois – em setembro de 1909 – faria uma longa viagem em consequência de um evento literário importante. Naquele tempo eu não poderia nem suspeitar o quanto eu estaria envolvido com esta questão. Neste meio tempo eu fui para a Alemanha, onde ganhei a encomenda de divulgar os ensinamentos dos Rosacruzes no mundo Ocidental. Após escrever o Conceito Rosacruz do Cosmos e as vinte Palestras[193], fui novamente para Seattle, durante a Exposição Alaska Yukon Pacific em 1909. Lá encontrei novamente o Senhor Patterson; em agosto, quando terminei a sessão de Palestras, ele me convidou para ir ao Parque Yellowstone. Após esta viagem agradável e uma pausa para descanso, ele sugeriu ir para Chicago para lá publicar o Conceito Rosacruz do Cosmos. Eu estava totalmente tomado pelo trabalho literário e recusei o convite de ir ao Parque Yellowstone, portanto o senhor Patterson foi sozinho. Entre Gardner Junction e o Parque, o trem descarrilou e todos os passageiros caíram de seus assentos, mas ninguém se machucou.
Após seu retorno, fomos juntos para Chicago, onde o Conceito Rosacruz do Cosmos foi publicado. O prenúncio de três anos antes foi correto. Preciso comentar que ambos havíamos esquecido o prenúncio, até que depois, quando o Senhor Patterson estava buscando alguns papéis e encontrou o horóscopo com o prenúncio’.[194]
O senhor Patterson ajudou não só com a mediação e financiamento da impressão, mas também foi revisor, juntamente com a Sra. Jessie Brewster e Kingsmill Commander.
Quando o Sr. Patterson leu o manuscrito, seu primeiro pensamento foi que o conteúdo seria muito avançado para aquela época. Ele aconselhou Max Heindel a esperar uns vinte anos para que o mundo estivesse maduro para a mensagem. Contudo, quando ele ouviu os planos das pessoas de Portland, ele imediatamente se prontificou a financiar a impressão e também de levar Max Heindel até Chicago. Isto aconteceu quando o Sr. Patterson retornou de sua viagem em outubro. Contudo, Max Heindel precisava primeiro terminar suas apresentações em Seattle. Ele estava muito ocupado porque a Exposição atraía muitas pessoas para a cidade. Max Heindel realizou vinte Palestras no Evergreen Hall do Prédio Arcade e também deu alguns cursos. Dr. George Bush manobrava o Stereopticon.
Durante sua última Palestra Max Heindel anunciou que no dia 8 de agosto de 1909 haveria um encontro especial. Naquela tarde haviam muitas pessoas e foram feitas muitas perguntas entusiasmadas, e Max Heindel solicitou aos presentes que se juntassem a ele para divulgar os ensinamentos. Quase todo mundo concordou, Max Heindel tirou seu relógio do bolso e anotou a hora, 15:00 horas, e comentou que naquele momento estava inaugurando a “Fraternidade Rosacruz”, ou palavras neste contexto[195]. Sobre isto o Sr. Moe me escreveu: ‘Oh, nós estávamos com aproximadamente cinquenta pessoas e o Sr. Heindel fundou um bom Centro para nós. O Sr. Heindel nos deixou logo em seguida. Um ano depois ele retornou e nos deu novo ânimo. Dois anos depois o Sr. Heindel retornou novamente com a Sra. Augusta Foss Heindel’.[196]
O escritório central da Fraternidade Rosacruz, que era chamado na época de Rosicrucian Fellowship Auditorium, ficava na 812 Sixth Avenue em Seattle. Durante sua estadia em Seattle, Max Heindel escreveu seu terceiro livro, Astrologia Científica Simplificada, uma brochura de 40 páginas.
Quando as Palestras de Seattle terminaram, Max Heindel e seu amigo William Patterson foram para Chicago, com a Versão datilografada do Conceito Rosacruz do Cosmos e as vinte apresentações do Cristianismo Rosacruz. Eles ficaram algum tempo em Chicago, enquanto M. A. Donahue & Co, imprimisse 2500 exemplares do Conceito Rosacruz do Cosmos.
Mas antes que o manuscrito pudesse ser entregue para publicação, Max Heindel precisava datilografar de novo tudo porque este exemplar estava repleto de anotações com quatro cores diferentes de lápis, que os corretores haviam colocado. Isto foi feito na pequena e velha máquina Blickensderfer. Jessie Brewster e Kingsmill Commander também ajudaram na correção.
Sobre este acontecimento Max Heindel diz o seguinte: ‘O Conceito Rosacruz do Cosmos foi publicado no final de novembro de 1909, aproximadamente quatro meses antes do início do novo decênio [9 de abril de 1910]. Amigos ajudaram a deixá-lo pronto para impressão e fizeram um ótimo trabalho. Contudo, eu precisava, naturalmente, corrigir tudo antes de entregá-lo para impressão. Depois lia as provas de impressão, os corrigia e devolvia e relia quando os erros haviam sido corrigidos. Eu li depois de serem colocados nas páginas e dava orientações aos grafistas onde deveriam colocar as imagens, e assim por diante. Todas estas semanas, levantava de manhã às seis horas e batalhava até meia noite, uma, duas ou três da madrugada, em meio ao barulhento e movimentado Chicago, até ao limite que meus nervos aguentavam. Mesmo assim consegui manter-me concentrado e ainda consegui inserir novos pontos dentro do Conceito Rosacruz do Cosmos. Contudo, sem o apoio dos Irmãos Maiores eu, com certeza, teria esmorecido. Era o trabalho deles e eles me ajudaram em todo o processo. Mesmo assim eu estava um caco quando finalizamos esta tarefa’.[197]
Depois deixamos todos os exemplares (2500 livros) do Conceito Rosacruz do Cosmos – excetuando 500 exemplares que levamos para Seattle – na casa de uma Sra. que comandava uma editora de livros da Teosofia, chamada Independent Book Co., na rua E. van Burenstreet 18-26. Esta mulher tinha dívidas, e ela utilizou os exemplares do Conceito para liquidar estas dívidas com outras editoras. Quando, aproximadamente, meio ano depois veio o pedido de enviar mais livros para Seattle, perceberam que a primeira edição já estava esgotada. Foi solicitada uma segunda edição com urgência na gráfica, mas o financiamento era um grande problema. Augusta Foss conseguiu dar uma pequena entrada. A demanda era tão grande que durante a impressão já havia encomendas de duas livrarias.
O Senhor Heindel escreveu em uma carta no dia 23 de dezembro de 1910 para a Sra. L. Bauer em Veneza: ‘Acabo de finalizar um registro de 64 páginas, que será impresso no próximo mês e vendido separadamente para aqueles que compraram a primeira e segunda edição do C.R.C.’[198]. A terceira edição possuía este índex da pág. 543 até 597, portanto 54 páginas. Na página não numerada 543 da primeira e segunda edições está escrito: ‘The Rosicrucian Cosmo Conception, 544 páginas, 12mo, com 25 diagramas e ilustrações, algumas em quatro cores; uma linda capa com o Símbolo (em vermelho, preto e dourado). Bordas douradas sobre vermelho. Encadernação superforte e durável, publicado sem lucro para o escritor … $ 1,00 e frete de $ 0,15’.
E aqui também: The Rosicrucian Christianity Series. O preço destas [20] Palestras é, cada, $ 5 cents acrescido de $ 1 cent de frete’.
Na próxima página desta segunda edição: ‘Simplified, Scientific Astrology, primeira parte, de Max Heindel: ‘Este é um manual completo. Contém todas as tabelas que são necessárias para aprender a calcular um horóscopo; mais 20 ilustrações. Preço 35 c. com frete 40 c.
Estava escrito, junto, que estes livros poderiam ser comprados na Rosicrucian Fellowship, P.O. Postal 1802, Seattle, Washington; 202 East Beck Street, Columbus, Ohio; Blanchard Hall, Los Angeles, Califórnia.
Pode parecer uma catástrofe perder 2000 livros para alguém que tinha poucos meios, isto se confirmou não ser o caso. Ao contrário, porque esta senhora já estava ligada aos novos pensamentos por muitos anos, Teosofia e outros movimentos similares, e distribuía livros entre eles que ela retirava de grandes Editoras. Ela os convenceu a pegar o Conceito que naquele tempo ainda era desconhecido. Desta forma ela formou uma demanda que fez distribuir os Ensinamentos Rosacruzes por muitas partes do mundo.
Max Heindel partiu de Chicago e foi para Seattle; logo depois já saiu de lá em direção a Yakima, no estado de Washington, onde fez Palestras e fundou um Centro. Um dos que estavam lá presentes era Bessie Boyle Campbell, e conta o seguinte: ‘Me lembro do Max Heindel quando o encontrei pela primeira vez na porta de uma sala de Conferências … Quando lá cheguei estavam o Sr. e a Sra. Swigart e o Sr. Heindel. Eu achei que ele se parecia muito com um Padre, apesar de estar vestido como um homem de negócios. Depois pensei que sua grande personalidade me fez pensar que era um Padre. Mais tarde, numa aula em círculo menor, ele nos contou que ele foi um Padre Católico Romano uns 300 anos antes, quando encarnado na França, … na sala velha onde ele deu sua primeira Palestra, os ouvintes eram alguns mendigos, que por causa do frio e neve entraram … Durante suas Palestras ele, às vezes, contava piadas, mas em outros momentos ele era muito sério. Ele tinha grande compaixão por todos que sofriam’.[199]
Em um dos livrinhos de anotações da Sra. Warendorp[200], uma irmã holandesa, estava escrito o seguinte: ‘ Em sua vida anterior Max Heindel era um monge que escrevia livros sobre misticismo. Aqueles trabalhos não agradavam a ordem da qual fazia parte e a consequência foi inimizade com os irmãos. A Senhora Heindel era filha de um Italiano rico, que deixou sua família e foi ajudar os pobres e doentes com ervas. Ela leu os livros do monge e o aconselhou a fugir porque sua vida corria perigo. Ela arrumou um cavalo com o qual o monge fugiu. A Ordem enviou cães sangrentos atrás do monge, que o trucidaram. Durante esta vida, Max Heindel tinha muito medo de cachorros’.
Para concluir uma passagem da carta do Sr. George Schwenk: ‘Senhora Heindel me contou que o Sr. Heindel acreditava que todos os que estavam ativos com a Fraternidade Rosacruz, também estiveram ativos com ele na Igreja Católica 300 anos atrás’.[201]
Depois de Yakima, Heindel foi para Portland, onde também deu Palestras e fundou um Centro.
Em novembro de 1909, Max Heindel deixou Seattle[202] para continuar seu trabalho em Los Angeles. Naturalmente ele fez, primeiro, uma visita a Augusta Foss que, depois que ele havia deixado Seattle e partido para suas palestras ao norte (isso antes de sua viagem à Berlim) não havia visto mais Max Heindel por dois anos, e estava com medo que ele a tivesse esquecido. Ela ficou muito surpresa quando ele apareceu. Max Heindel contou para ela que agora ele representava a Ordem Rosacruz, que havia escrito um livro e que se preparava para fazer apresentações em Los Angeles. Ela contou que teve uma gravíssima pneumonia dupla, como consequência de uma pesada gripe que pegou no dia 21 de janeiro de 1909[203]. Isto levou-a à beira da morte, no dia 28 do mesmo mês. À 1:00 hora da madrugada, ela saiu de seu corpo e se viu deitada na cama, onde os gritos das enfermeiras que a tentavam reanimar fizeram com que voltasse à vida. A doença fez com que sua resistência caísse e, com os pulmões afetados, ela não tinha mais condições de sair de casa à noite. Por este motivo deixou de frequentar o Movimento Teosófico.
Mas quando ela ouviu que Max Heindel pretendia dar palestras, imediatamente ofereceu sua ajuda. Algumas casas adiante da casa dela, Max Heindel alugou um quarto. E após aceitar a proposta de ajuda da senhorita Augusta Foss, seu estoque de livros e outros materiais de estudos foram colocados na garagem da casa dela.
Max Heindel alugou o grande Blanchard Hall, o mesmo salão onde em 1903 ele havia ouvido o ciclo de Palestras de Leadbeater. Havia lugar para 1300 pessoas. Aí veio para ela a grande surpresa. Antes de conhecer Max Heindel, ela havia estudado Astrologia por quatro anos. Quando ele passou uma tarde inteira na casa dela, ele perguntou a ela se no mapa dele mostrava se ele seria bom palestrante. Naquele tempo ele ainda falava com um forte sotaque dinamarquês, e ela acreditava que isto seria um grande obstáculo. Então ela respondeu que ele poderia ser um ótimo autor, mas que fazer palestras talvez não fosse seu ponto forte. Contudo, o conhecimento que ele trazia à luz do dia e as perguntas que ele respondia de improviso foram uma surpresa total para ela. Ele era outra pessoa.
Três noites por semana Max Heindel dava Palestra para 800 pessoas ou mais, e nas outras duas noites ele dava cursos tanto dos Ensinamentos Rosacruzes quanto de astrologia. Sua primeira turma de astrologia, em Los Angeles, era de 125 alunos. No dia 27 de fevereiro de 1910, um grupo muito entusiasmado formou o Centro. Max Heindel preparou professores que estavam em condições de dar continuidade aos ensinamentos quando ele partisse, porque ele havia prometido aos amigos de Portland[204] e Seattle que retornaria, assim que seu trabalho em Los Angeles tivesse terminado.
Para economizar os altos custos de propaganda e dar o máximo de divulgação possível, Max Heindel encomendou centenas de cartazes do tamanho de 20 por 25 cm e mandou imprimir neles os endereços das salas, datas e títulos das Palestras. Como havia feito em Columbus[205], saía toda manhã, armado de martelo, pregos e, embaixo do braço, os cartazes que espalhava por diversas regiões da cidade. O dia inteiro ele caminhava com sua perna esquerda manca e machucada, por vários quilômetros, para a noite estar no palco ou na sala de aula. Contudo, isto parece que teve sucesso, porque em pouco tempo, as salas estavam repletas, principalmente após sua primeira Palestra[206]. Amigos levavam amigos, fazendo com que faltasse lugar para sentar. Por isso ele começou a entregar cartões a todos que entravam. Estes cartões davam a garantia de ter lugar para sentar na próxima Palestra. O grande interesse fez com que Max Heindel também fizesse Palestras e aulas aos domingos à tarde. Isto continuou até 17 de março de 1910. No dia seguinte ele queria partir para Seattle e Portland para lá dar algumas aulas de novo. Na noite anterior à sua partida, ele orientou a Sra. Clara Gidding a dar continuidade nos Ensinamentos Rosacruzes, uma amiga que já havia trabalhado com ele em anos anteriores, em Los Angeles. Na noite seguinte ele anunciou que a senhorita Augusta Foss iria continuar com as aulas de Astrologia, dizendo que ela havia sido a professora dele neste quesito. Para estes cursos haviam 125 alunos inscritos.
Na manhã seguinte ele ficou muito doente, em consequência de seus problemas cardíacos e foi levado ao Hospital Angelus[207]. Aqui ele permaneceu beirando a morte por algumas semanas. Durante esta doença, Max Heindel alcançou sua segunda Iniciação e conta o seguinte sobre isto: “Na noite de 9 de abril, quando a Lua Nova estava em Áries, meu Mestre entrou em meu quarto e disse que naquela noite iniciava-se o novo decênio”[208], e que seria meu privilégio conhecer um novo método de Cura durante os próximos 10 anos. A Fraternidade iria providenciar os ajudantes para este novo trabalho. Esta foi a primeira indicação que recebi de que um serviço desta forma era planejado. “Na noite anterior, o meu trabalho, com o recém-inaugurado Centro de Los Angeles, havia terminado. Seis das sete noites eu havia caminhado e dado Palestras e, também, várias tardes, desde a minha experiência em Chicago. Eu fiquei doente e havia me retirado para me recuperar. Eu sabia quão perigoso é deixar o corpo conscientemente quando se está doente, porque o Corpo Vital está extremamente enfraquecido, e o Cordão Prateado pode ser rompido mais facilmente. Em tais situações a morte provocaria as mesmas consequências que o suicídio, por isto o Auxiliar Invisível é aconselhado a permanecer com seu Corpo Denso quando está adoecido. Contudo, por solicitação do meu Mestre, eu estava em condições de deixar meu Corpo Denso e fazer uma viagem astral para o Templo. Foi deixado um guarda para cuidar de meu corpo adoecido.
Como já foi dito anteriormente em nossa literatura, são 9 os graus de Mistérios Menores de qualquer Escola na Terra, e a Ordem Rosacruz não é exceção. A primeira Iniciação é equivalente ao Período de Saturno, e os exercícios relacionados a ela são realizados à meia noite dos sábados. A segunda Iniciação é equivalente ao Período Solar, e o Rito especial é realizado à meia noite dos domingos. A terceira Iniciação é relacionada ao Período Lunar, e é realizado à meia noite da segunda-feira e, assim, sucessivamente com as primeiras sete Iniciações. Cada Iniciação equivale a um Período e seu rito é realizado no dia específico. A oitava Iniciação é realizada nas noites de Lua Cheia e Lua Nova, e a nona Iniciação tem seu ritual nas noites dos Solstícios de Dezembro e Junho. Quando um Discípulo se torna Irmão ou Irmã Leigo (a), ele (a) recebe o convite para participar do Rito que acontece aos sábados à meia noite. A próxima Iniciação lhes dá o direito de participar dos Ritos que acontecem aos domingos e, assim, sucessivamente. Devo salientar que embora todos os Irmãos e Irmãs Leigos (as) tenham livre acesso ao Templo em seu Corpo Vital, em qualquer dia, eles serão impedidos de participar dos Rituais aos quais ainda não fazem parte. Não há um guarda visível na porta e que pede a Palavra Chave para cada um que chegar. Contudo, em volta do Templo existe um muro invisível, mas impenetrável para aqueles que não receberam a Palavra de Passe. Este muro é diferente a cada noite, para que um estudante que por acidente ou por esquecimento, tente entrar no Templo quando estiver ocorrendo um Rito acima de seu grau de Iniciação, irá experimentar como se batesse com a cabeça contra uma muralha espiritual e que esta experiência é tudo, menos agradável.
Como eu falei, a oitava Iniciação tem seus Ritos nas noites de Lua Nova e Lua Cheia, e todos, inclusive eu, que ainda não chegaram nesta Iniciação, são impedidos de participar do Rito da Meia Noite. Porque não são Ritos Simbólicos, onde qualquer um que pagar algumas peças de dinheiro possa participar. Eles exigem um desenvolvimento espiritual, muito acima do meu atualmente, um desenvolvimento que em algumas vidas ainda não atingirei, mesmo que não me falte esforço, vontade e aspiração.
Está claro que naquela noite de Lua Nova em 1910, quando meu Mestre veio me buscar, não foi para me levar àquele Rito da Oitava Iniciação, mas para uma reunião diferente. Mesmo que esta reunião fosse realizada quando na Califórnia já era noite, o Rito com a diferença horária com a Alemanha, já havia ocorrido horas antes, tanto, que quando cheguei ao Templo com o meu Mestre, o sol já estava alto no céu.
Quando entramos no Templo tive primeiro uma reunião somente com o meu Mestre, onde ele explicou o trabalho da Fraternidade, conforme os Irmãos Maiores gostariam que isto fosse desenvolvido.
A base desta conversa foi me desonerar o máximo possível quanto a organização, ou pelo menos deixá-la o mais simples possível. Foi comentado que por melhor que fosse a intenção no começo, a vaidade das pessoas é atingida, e para a maioria, a tentação fica muito grande e acaba acontecendo disputa por posições e poder. Quando a livre iniciativa dos associados é ferida ou influenciada aí o objetivo da Ordem Rosacruz – que é criar independência e autoconfiança – será perdido. Leis e regras são restritivos e, portanto, devem ser mínimos. O Mestre pensava que seria possível fazer tudo sem regra nenhuma.
Foi conforme esta linha de pensamento que imprimi em nosso papel carta o cabeçalho: ‘Uma Associação Internacional de Cristãos Místicos’. Pois existe uma diferença enorme em uma associação que é totalmente voluntária e uma organização que prende seus sócios por juramentos, promessas e coisas do tipo. Os Probacionistas sabem que a promessa que fazem é uma promessa a eles mesmos e não à Ordem Rosacruz. A mesma preocupação da total liberdade pessoal é encontrada em toda a Escola de Mistérios do Ocidente. Nós não temos Mestres; eles são nossos amigos e Professores e nunca exigem – sob nenhuma condição – obediência a qualquer regra que seja. No máximo eles nos advertem, nos deixando livres para seguir ou não tal conselho.
Posso dizer aqui, que a linha geral de não organizar, foi seguida nos Centros de: Columbus, Seattle e Los Angeles. Contudo, desde então continuei nesta linha tentando passar os ensinamentos a pessoas diversas de um Centro Mundial, preferencialmente do que fundar Centros em diversos estados. Em alguns lugares, grupos de estudantes demonstraram interesse em se juntar para estudar ou formar um elo espiritual. Para este fim toda a ajuda é disponibilizada. Contudo, como foi dito, não fiz mais esforços para formar Centros de Estudos; deixo aos estudantes fazerem aquilo pelo qual se sentem chamados.
O novo Trabalho de Cura, do qual falarei mais à frente, exigiria um local fixo para a Sede Central. Porque vivemos num mundo físico, sob condições materiais, me parece necessário que a Sede Central seja uma Pessoa Jurídica reconhecida conforme as leis do país onde for constituída, para que aquilo que seja necessário ao trabalho, permaneça disponível para a humanidade, após os atuais líderes terem deixado esta vida terrena. Com uma Sede Central não poderemos deixar de ter regras e uma organização. Contudo, a Fraternidade, em geral, deve permanecer livre de regras para que o crescimento anímico possa perdurar pelo maior tempo possível. Na verdade, é triste imaginar que enquanto isto são minhas intenções, a Fraternidade Rosacruz seguirá o caminho de todas as outras Instituições. Irá se prender a regras e terá disputas de poder que irão cristalizá-la e fará com que caia em pedaços. Contudo, aí teremos o consolo de que nos destroços dela irá nascer algo maior e melhor, como nasceu em cima de construções que já responderam ao seu destino e, agora, estão no caminho da decadência.
Após a reunião citada acima, entramos no Templo, onde os doze Irmãos Maiores estavam reunidos. Estava arranjado de forma diferente que da outra vez, mas por falta de espaço[209] não me permite uma explicação mais detalhada. Eu mencionarei apenas três esferas ou bolas que estava ao centro do Templo, penduradas uma acima da outra, a bola do meio, aproximadamente, a meia distância do chão e do teto. Esta esfera era bem maior do que as outras duas penduradas acima e abaixo da mesma[210].
Dentro da esfera maior havia um pequeno recipiente, que continha alguns pacotes preenchidos por uma substância, onde o Espírito Universal poderia ser misturado tão facilmente quanto uma quantidade de amoníaco com água. Quando os Irmãos Maiores se posicionaram de uma determinada forma, e após a harmonia de uma determinada música ter preenchido o ambiente, as três esferas, de repente, começaram a fluir nas três cores primárias: azul, amarelo e vermelho. Para minha concepção ficou claro que após dizer a palavra mágica, o recipiente com os pacotes foi preenchido por uma essência espiritual que fez as esferas brilharem. Alguns pacotes foram utilizados com muito sucesso pelos Irmãos Maiores. Como por encanto, as partes cristalizadas que preenchiam o centro do Corpo Vital do paciente, se partiam e o doente acordava com a consciência de estar saudável e bem”[211].
“Além da visão física, há outras formas de visão: a visão etérica ou raio-X; a visão da cor, que nos abre o Mundo do Desejo, a visão tonal que revela a Região do Pensamento Concreto, conforme é explanado detalhadamente no livro ‘Os Mistérios Rosacruzes’. Meu desenvolvimento da visão espiritual da última região mencionada era, naquele momento, muito insuficiente. De fato, quanto melhor for a nossa saúde, mais firmes estamos ancorados em nosso Corpo Denso e maior dificuldade teremos de entrar em contato com os reinos espirituais. Pessoas que dizem que nunca em suas vidas ficaram doentes revelam, desta forma, que estão muito bem sintonizadas com o mundo material e, portanto, menos capacitadas para ingressar nos reinos espirituais. Isto era para mim, também, o caso até 1905, apesar de ter sofrido dores atrozes minha vida inteira, como consequência de uma cirurgia realizada na perna esquerda na minha infância. A ferida só cicatrizou quando passei a viver uma vida vegetariana e a dor passou. Contudo, em todos os anos anteriores minha saúde era de tal forma, que ninguém poderia ver em meu rosto que eu sentia dor. No geral gozava de boa saúde. É importante comentar que quando eu sofria algum acidente, do corte saía muito sangue e não coagulava, e, portanto, eu perdia sempre muito sangue. Contudo, dois anos de alimentação sem carne a perda de uma unha inteira numa manhã, mal fez perder algumas gotas de sangue. Naquela mesma tarde eu já estava em condições de datilografar normalmente. Quando a unha nova nasceu não houve nenhuma ulceração.
O crescimento do meu lado espiritual causou uma desarmonia em meu Corpo Denso: ficou mais sensível para as condições do ambiente. O resultado foi um esgotamento. Isto foi mais intensificado por minha, já citada, persistência, que me manteve de pé por meses a mais do que se eu tivesse me dado o direito de descansar. Com a consequência que a morte esteve perto. Porque a morte é a permanente ruptura do elo entre o Corpo Denso e o Corpo Vital. Na aproximação desse estado especial de transição, na iminência de ocorrer o desligamento da matéria, podemos receber instruções sobre a ciência de retirar-se do corpo. Goethe, o grande poeta alemão, recebeu sua primeira Iniciação quando seu corpo se achava debilitado e à beira da morte.
Eu ainda não havia progredido o suficiente no caminho espiritual. Contudo, a dedicação aos estudos, aspirações e um exercício praticado por muito tempo, e que naquela época acreditava tê-lo inventado, mas agora já sei, vem de tempos remotos, contribuíram para que pudesse abandonar o meu corpo, por um curto espaço de tempo e regressar logo em seguida. Não sei como fazia isso, e nem podia fazê-lo voluntariamente. Contudo isto não vem ao caso.
Um ponto relevante que quero ressaltar é que uma perturbação de uma perfeita saúde é necessária antes que seja possível permanecer em balanço nos Mundos Espirituais. Quanto mais forte e vigoroso for o Corpo Denso, mais drástico terá de ser o método para debilitá-lo. Depois seguem-se anos de saúde oscilante até que se tenha condições de viver bem, tanto no Mundo Físico com saúde, enquanto adquire a capacidade de atuar nos reinos superiores.
Assim aconteceu comigo. A sobrecarga de trabalho tanto físico como mental, sem trégua até hoje, tem deixado o meu Corpo Denso longe de um estado saudável. Amigos me alertaram e tenho tentado considerar suas preocupações. Contudo, o trabalho precisa ser feito. Até que venha ajuda, eu preciso continuar trabalhando, sem me preocupar com a saúde. A Sra. Augusta Foss Heindel, como em tudo, também me apoia neste ponto. Nesta condição precária de saúde desenvolvi uma capacidade crescente de funcionar no mundo espiritual.
Como já afirmei, minha visão tonal era mediana e, principalmente, limitada às subdivisões inferiores da Região do Pensamento Concreto. Uma pequena ajuda dos Irmãos Maiores, naquela noite, permitiu-me entrar em contato com a quarta região, o lar dos Arquétipos. Lá aprendi e compreendi as lições relativas ao mais alto elevado ideal da Fraternidade Rosacruz e também sobre sua missão na Terra.
Vi nossa Sede Mundial, e uma multidão de pessoas vindas de todas as partes do mundo para receber os ensinamentos. E vi muitos partirem de lá para levar alento aos sofredores. Enquanto neste mundo é necessário fazer investigações para descobrir alguma coisa, lá o tom, que cada arquétipo possui quando tocado com o conhecimento espiritual, dá a característica do que representa. Portanto, naquela noite, adquiri uma visão que não consigo descrever em palavras, porque o mundo em que vivemos é baseada no tempo, enquanto no reino superior dos Arquétipos, tudo é um eterno AGORA”[212].
Durante esta segunda Iniciação, os Irmãos Maiores disseram à Heindel que deveria ser construído uma Sede Central e uma Ecclesia ou Templo, onde se alcançaria uma panaceia espiritual. Dois ingredientes foram revelados ao Max Heindel, mas o terceiro deveria ser formado conforme a vida dos Probacionistas, pois era de conteúdo espiritual.
Max Heindel, ainda no hospital, deveria pedir auxílio de um médico para obedecer aos regulamentos do hospital. Contanto que sua doença estivesse alcançando uma crise, ele não se desesperou. Ele sabia que sua situação não se alteraria até que viesse a Lua Nova. Ele estava tranquilamente esperando, porque sua Mente estava tão exaurida que não conseguiria trabalhar. Ele acreditava que a Lua faria tudo acontecer na hora certa.
Mas os médicos não estavam satisfeitos sobre sua condição física, e três deles estavam em volta de sua cama conversando sobre sua situação, acreditando que seu paciente estivesse fora de consciência. Contudo, ele ouviu que os três médicos acreditavam que ele não alcançaria a manhã do dia seguinte. Quando Max Heindel ouviu isto, começou a trabalhar nele mesmo a tal ponto, que o edema que estava alcançando seu coração, dentro de poucas horas, desapareceu. Quando, como de costume, Augusta Foss veio lhe fazer uma visita à 1 hora da tarde, ele perguntou se ela poderia levá-lo numa cadeira de rodas ao jardim, para tomar um pouco de ar fresco. Quando eles estavam lá sentados, numa sombra embaixo de uma maravilhosa magnólia em flor, ele ficou bem melhor. Dois médicos que passavam ficaram surpreendidos de ver seu paciente sorridente e em boa saúde.
Max Heindel pediu a Augusta Foss para alugar um quarto para ele perto da casa dela, porque ele poderia deixar o hospital dentro de alguns dias. Ela morava onde na época era conhecido como Bunker Hill District, de Los Angeles.
Após deixar o hospital e seguir de bonde até seu novo quarto, ele publicou um anúncio no jornal para um estenógrafo[213] com a intenção de utilizar o espaço da Fraternidade, que ficava a algumas quadras abaixo, para ditar um livro. Ele mesmo viu que não seria possível assim surpreender seus amigos e alunos desta forma. Portanto solicitou a Augusta se ela teria um quarto livre na casa que ele poderia usar para ditar o seu livro.
Um antigo colega de quarto de Max Heindel, Carl Oscar Borg, que depois se tornou um conhecido pintor de quadros de paisagens, havia alugado o quarto da frente da casa dela. Naquele momento ele estava numa turnê para se inspirar, portanto Max Heindel conseguiu consentimento para usar aquele quarto. Então, Heindel comprou uma máquina de escrever e contratou um estenógrafo.
Enquanto dava suas Palestras, ele reuniu perguntas de seus ouvintes por escrito e com estes no bolso, ele andava pelo quarto de um lado a outro, ditando as respostas sem consultar qualquer trabalho ou fazer qualquer pesquisa. Esse quarto ficava a uns três metros da calçada e por sua voz alta e forte, muitas vezes, atraía várias pessoas que ficavam ali, parados ouvindo. Uma das ouvintes era a idosa mãe de Augusta Foss, que tinha a idade de 84 anos e gostava de sentar na varanda para poder ouvir Max Heindel. O livro que o Max Heindel ditou foi a primeira parte do “ Perguntas e Respostas”. Quando o livro estava finalizando, Max Heindel fez planos para fazer uma viagem ao Norte, que ele foi obrigado a adiar por causa de sua doença.
Neste meio tempo a segunda edição do Conceito Rosacruz do Cosmos estava pronto, e o manuscrito do “Perguntas e Respostas” [214], um livro com 428 páginas, estava nas mãos da gráfica.
O dia anterior à sua partida aconteceu um maravilhoso evento. No dia 10 de agosto de 1910, Max Heindel se casa pela terceira vez em Santa Ana, desta vez com Augusta Foss[215].
Ela estava com medo de deixar sua mãe idosa, que já havia tido um pequeno derrame, por isto o casamento foi feito em segredo. No dia seguinte Max Heindel partiu para Seattle, de barco, enquanto a Sra. Augusta Foss Heindel permaneceu em Los Angeles. Após ter se despedido de seu marido no porto, ela alugou um carro para retornar a Los Angeles. Aos poucos ela foi se conscientizando onde havia se metido e que agora o trabalho dele também se tornou o dela. Portanto ela parou numa loja e comprou uma máquina de escrever Underwood de segunda mão. No dia seguinte ela escreveu uma carta para seu marido nesta máquina e não conseguia encontrar uma única letra maiúscula.
Quando Heindel desceu do navio recebeu a carta dela. Quanto ele não riu dela! Em sua carta expressa que ela recebeu no dia seguinte, ele explicou como ela fazia para encontrar as letras maiúsculas.
Max Heindel não havia consultado seu Mestre quanto ao fato de seu casamento, e não sabia como isto influenciaria os planos dos Irmãos Maiores. Contudo, durante sua viagem, o Mestre veio sorridente até ele, e aqui trazemos a carta de Max Heindel datada de 21 de agosto de 1910 para sua esposa[216]: “O Mestre me parabenizou, e disse que ele gostaria de algum dia também receber você no Templo como filha. Ele me chamou de filho, o que nunca havia feito antes, e Ele estava mais carinhoso do que nunca”.
No dia do trabalho (1 de setembro de 1910), ele escreveu para sua esposa: “Eu me senti tão entusiasmado com o que meu Mestre falou, que ele gostaria de te receber como filha no Templo. É o meu maior desejo poder ver este dia, quando pudermos estar juntos lá e receber a benção dos Irmãos Maiores”[217].
O Mestre contou a ele que sua esposa esteve por alguns anos sob a observação e orientação deles, mesmo que ela não soubesse disso; e que este casamento espiritualmente iria se confirmar muito útil, e serviria como uma garantia para sua saúde física.
Max Heindel estava planejando viajar para os Estados do Norte e depois seguir pela rota para o Oeste. Contudo, após ter estado por seis semanas em Seattle, Yakima[218] e Portland dando Palestras, ele novamente teve problemas com seu coração e foi obrigado a interromper sua viagem.
A Sra. Augusta Foss Heindel preparou uma de suas casas de praia de Ocean Park[219] para aguardar o retorno de seu marido adoentado. A sua mãe idosa foi deixada aos cuidados de outra filha.
Por volta de 22 de novembro, Max Heindel chegou tão adoentado nesta casa de três cômodos, que ele desmaiou. Durante três meses ele foi cuidado por sua esposa dia e noite.
Em Seattle, Max Heindel havia comprado uma pequena impressora de segunda mão. Esta impressora estava pronta para uso e a Sra. Augusta Foss Heindel recebeu de seu marido – enquanto este estava apoiado por travesseiros em sua cama – orientações de como manejá-la. Apesar da Sra. Augusta Foss Heindel ser habilidosa por natureza, não foi fácil para ela. As letras devem ser colocadas de forma espelhada para que no papel apareça de forma correta. Após as corretas instruções, ela estava em condições de, ainda em novembro, imprimir a primeira Carta aos Estudantes nesta máquina.
Antes de Heindel deixar Seattle para retornar ao sul, o Secretário, William M. Patterson, havia falado aos amigos de Columbus, Seattle, Yakima, Duluth, Portland e Los Angeles, que Max Heindel iria começar um Curso por escrito a partir da Sede Central de Ocean Park, Caixa Postal 866. Com esta informação houveram muitas reações. Pode se concluir que a Sra. Augusta Foss Heindel esteve bem ocupada neste período. Ela cuidava de seu marido doente, tinha que limpar a casa, cuidar da comida, colocar as letras, imprimir as folhas, escrever todos os envelopes aos cursistas e estudantes e, ainda, responder muitas cartas.
Neste período a Fraternidade Rosacruz foi denominada: “Uma Associação Internacional de Cristãos Místicos”, e o lema: “Mente pura, coração nobre e corpo são” foi inserido.
O médico disse à Sra. Augusta Foss Heindel, após visitar seu marido, que ele provavelmente não alcançaria o final do ano seguinte. Contudo, esta notícia desencorajadora ela não aceitou, porque ela sentia que esta doença era mais uma lição que seu marido deveria passar. Ele estava a ponto de passar por sua terceira Iniciação.
Apesar de Heindel estar doente por três meses, também havia dias em que ele, vestido de roupão, conseguia se sentar e escrever algumas coisas. Levado por um espírito indomável, ele fazia planos de escrever seu quinto livro: Os Mistérios dos Rosacruzes[220]. Também, agora, ele colocou no jornal uma vaga para estenógrafo a quem ele ditaria o livro.
Até este momento ninguém estava ciente da presença de Max Heindel em Ocean Park. Contudo, sua voz alta e forte chamou a atenção de várias pessoas que passavam por ali e também dos vizinhos. Ao lado de Max Heindel morava um médico que, após ter lido o Conceito Rosacruz do Cosmos, procurou estreitar relacionamentos, apesar de que ele tinha pouquíssimo tempo disponível para contatos sociais.
Em meados de fevereiro de 1911, Max Heindel recebeu a visita do seu amigo do peito William M. Patterson e esposa, que insistiram em fazer a compra de um terreno para uma futura Sede Central. Também desta vez, como no momento da publicação do Conceito Rosacruz do Cosmos e dos 20 folhetos do Cristianismo Rosacruz, ele estava disposto a ajudar financeiramente.
Após um tempo de procura, encontraram um pedaço de terra de 16 hectares num morro, ao norte de Los Angeles, entre Brentwood Park e Hollywood. Um lugar muito lindo com vista sobre todo o vale e o mar. O Sr. Patterson sugeriu comprar esta terra; ele queria doar 4 hectares para a Sede Central e manter o resto para si, como um investimento imobiliário, para poder vender para associados.
Após assinarem o contrato de compra e venda e terem pago um valor de US$ 100,00, como adiantamento, descobriram que era exigido a assinatura dos quatro herdeiros antes de registrarem no cartório. Demorou dois meses para que o herdeiro, que morava na Europa, respondesse.
Nesse meio tempo chegou aos ouvidos do corretor de imóveis de que havia planos de se construir um Centro de Cura neste local, fazendo com que por milhas em torno do terreno, os preços das terras duplicassem. Isto chegou aos ouvidos dos dois herdeiros que moravam nos estados do Leste, que então se recusaram a vender, não sabendo que a subida dos preços se devia ao fato da provável venda da terra deles para a Fraternidade Rosacruz. Após isso se tornou impossível comprar um pedaço de terra na região de Los Angeles, sem que os corretores percebessem e por conta disto subissem o preço.
Quando em maio retomaram a busca por uma terra, foi decidido entrar na próxima cidade de forma discreta e comprar a terra de forma incógnita. Sra. Augusta Foss Heindel sugeriu irem para San Diego, pois ela, anos atrás, ficou admirada pelas lindas árvores e pelo ambiente. Quando compraram as passagens, o Sr. e a Sra. Patterson pediram para fazer conexão em San Juan Capistrano, onde ficava uma velha missão, e em Oceanside. Queriam procurar um pedaço de terra nestas duas cidades. Fazer conexão em San Juan Caprino não era possível, mas em Oceanside não havia restrições.
Quando, numa manhã de domingo, chegaram na Estação de Trem de Oceanside foram recebidos por um menino pequeno e cheio de sardas de aproximadamente 10 anos, chamado Tommy Draper. Além dele não havia ninguém na Estação. ‘Olá, o que os senhores querem? ’, foi seu comprimento sorridente. Max Heindel, que tinha um apreço por crianças, respondeu a este pequeno escoteiro, que ele gostaria de comprar um pedaço de terra, e perguntou se ele poderia vender algum. A resposta surpreendente foi um dedo apontando para um homem grisalho, que estava do outro lado da Estação saindo de um lote vazio, dizendo: ‘Lá vem o homem que pode vendê-lo ao senhor’.
Descobriram que o Sr. Chauncey Hayes era o único corretor de imóveis daquela cidadezinha[221]. Após terem contado a ele o que procuravam, ele acenou para um homem que não estava longe na abertura da porta de um estábulo, chamado Couts. Quando este homem chegou perto, foi perguntado a ele se poderia acompanhar o grupo à terra da ‘Reserva’. O Dr. Couts se retirou e voltou um pouco depois com uma carruagem puxada por dois cavalos, chamado “surrey”. Após uns vinte minutos chegaram ao topo do morro, que dava uma vista maravilhosa sobre o vale San Luis Rey.
Eles estavam num terreno plano coberto de Artemísia, uma verdadeira selva, com uma área de 16 hectares. Apesar de ao norte se destacarem dois reservatórios de água feios, que forneciam a água de Oceanside, a vista era muito linda. Ao Nordeste montanhas e ao sudeste o oceano, assim como os Irmãos Maiores haviam mostrado à Max Heindel. “Este é o lugar” exclamou Max Heindel.
Em 1886 a Califórnia viveu um período que ficou conhecido como ‘o boom do papel’. O fato era que muitos terrenos mudavam de dono no papel, mas nunca em realidade, porque em alguns anos os preços implodiram e os compradores podiam pagar um pouco mais do que a entrada.
A terra que eles resolveram comprar era um desses terrenos de papel, onde haviam estradas, mas não existiam casas e que o banco havia tomado por falta de pagamento. Oceanside estava morto e não tinha meios financeiros para vender este terreno por falta de água potável; o distrito inteiro tinha paralisado. A Sra. Augusta Foss Heindel viu imediatamente a segurança desta escolha, e percebeu que ninguém iria comprar uma terra numa cidadezinha tão morta e seca – onde não existia mercado ou algo que pudesse ser produzido nesta terra.
Os Heindel tomaram o trem da tarde para San Diego e a Sra. Augusta Foss Heindel convenceu o marido a ir ao cinema para se distraírem à noite. Durante o filme Heindel falou: ‘Estou preocupado se o terreno ainda não foi vendido’ e ‘devíamos ter dado uma entrada para ter certeza que não será vendido’.
Na segunda de manhã eles tomaram o primeiro trem para Oceanside e pagaram cem dólares para segurar a compra, até que os papéis estivessem prontos. Max Heindel fez isso porque tinha prometido ao seu amigo William Patterson que iria ajudar na compra do terreno. A compra foi efetivada no dia 3 de maio de 1911, às 15h30m, quando o Sr. Patterson pagou os primeiros mil dólares, e deu ordens para assinar os documentos. Os outros quatro mil dólares seriam pagos em quatro parcelas anuais.
Para termos uma visão justa de Mount Ecclesia – assim foi batizada por Max Heindel, como uma logo marca indicando o local na Alemanha onde o Templo está localizado – segue aqui uma descrição transcrita do Echoes. ‘Com o objetivo de tornar prático ao público nossos ensinamentos e cura, compramos um pedaço de 16 h hectares de terras, na cidadezinha de Oceanside, 145 km ao sul de Los Angeles. É um dos lugares mais lindos no ensolarado sul da Califórnia, situada numa planície alta. De Mount Ecclesia, como chamamos a nossa Sede Central, temos uma vista sem obstáculos sobre o maravilhoso e azul Oceano Pacífico. A oeste fica, a 120 km a ilha San Clemente. Com frequência vemos ao horizonte a silhueta de navios passando. A 46 km ao sul aparece La Jolla, uma cidade vizinha de San Diego, a cidade mais ao sul do espaçoso reino do Tio Sam.
129 km ao norte de Mount Ecclesia vemos a querida ilha Catalina com sua água cristalina, e seus maravilhosos jardins submarinos, tão estranhos e fantásticos que sobrepõe nossa imaginação e contos de fadas.
Exatamente abaixo de Mount Ecclesia fica o sorridente vale de San Luis Rey, com seus frutíferos campos verdes, sua histórica e velha Missão. Um pouco a frente ficam os morros com suas milagrosas brincadeiras de sombra e luz. Depois as montanhas com seus contornos acidentados. Mais ao Oeste vemos os picos cobertos de neve das montanhas San Bernardino, Greyback e San Jacinto. O primeiro fica a 160 km, e o último a 120 km da costa.
Portanto a nossa vista de Mount Ecclesia tem 240 km de leste a oeste, da montanha de San Jacinto até a ilha San Clemente, e 190 km de norte a sul, de Catalina à La Jolla.
O clima é tão agradável quanto a vista, e inacreditável para aqueles que nunca moraram aqui. Durante o inverno podemos usar roupas leves e arejadas. E apesar de a água de nosso tanque aquecido pelo sol ficar tão quente que quebraria um copo, nós não chegamos a transpirar nos dias mais quentes do verão, porque a brisa do mar que vem todos os dias das 10 h às 17 h sobre Mount Ecclesia, resfriando a atmosfera e preenchendo nossos pulmões com fortalecedor ozônio, refrescante do peito arfante do Oceano Pacífico. É um elixir de vida frutífero. Por isto este local nos dá condições extraordinárias para a cura que provavelmente não tenha outro igual’[222].
Em setembro de 1911, Max Heindel e sua esposa fizeram uma tournée pela costa Oeste, onde Heindel fez palestras em San Francisco, Sacramento, Seattle e Yakima. Ele estava feliz em poder dizer no palco, que a Fraternidade havia adquirido um pedaço de terra em Oceanside para construir a Sede Central.
Aproximadamente um mês após esta viagem, a Sra. Augusta Foss Heindel recebeu visitas em Ocean Park enquanto seu marido estava em Los Angeles, aproximadamente 30 km de distância. Eram duas damas e um cavalheiro que tinham interesse pela casa de praia e queriam comprá-la. Para a Sra. Augusta Foss Heindel esta casinha, onde agora era a Sede Central – com uma casinha menor aos fundos – representava uma fonte de renda e ela não estava disposta a vendê-la. Talvez porque ela não soubesse aonde ir com todos os livros e manuscritos, que a 11 meses estavam guardados lá. A oferta era muito tentadora e tão acima do que ela achava que a casa valia, que ela pediu aos visitantes um tempo para poder pensar no assunto, e conversar com seu marido porque não iria vender sem o consentimento dele.
Dentro de uma hora Max Heindel chegou em casa, e a primeira coisa que ele disse foi: ‘Oi, você tem a chance de vender esta casa e qual é a oferta? ’ Quando ele ouviu o valor atraente ele respondeu: ‘Bem-querida, esta é a oportunidade que estávamos esperando. Irá nos trazer aquilo que precisamos para construir em Oceanside!’.
A venda foi fechada e os compradores pagaram $ 2.000 à vista, enquanto para o resto foi fechado uma hipoteca, com a condição de que os Heindel iriam sair da casa em 10 dias e entregar as chaves.
Com a ajuda da Estenógrafa e uma dama que havia chegado a poucos dias em Portland – Sra. Ruth Beach e Rachel Cunningham – imediatamente começaram a empacotar as coisas e preparar toda a mudança para Oceanside. Enquanto isto Max Heindel foi para Oceanside alugar uma casa.
Na manhã de 27 de outubro de 1911, eles partiram da casinha na praia para Oceanside. As senhoras Beach e Cunningham, foram de trem, enquanto o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel seguiram num carro pequeno de dois lugares, um Franklin, que eles reformaram[223]. Este carro foi comprado por $ 300, um valor que foi pago com o dinheiro da venda das casinhas. O carro estava supercarregado na parte traseira com máquinas de escrever e malas. No início da manhã, às 5:00 h, o Sr. e Sra. Augusta Foss Heindel estavam prontos para partir.
Quando eles chegaram em Whittier, uma cidadezinha a 50 km de Los Angeles, caiu uma tremenda chuva. Como o carro era aberto por cima, eles ficaram felizes em encontrar uma palmeira grande onde podiam se abrigar. Depois de finalizada a tempestade, ligaram novamente o carro. Entretanto já era início de tarde. O azar era que a estrada entre Whittier e Fullerton havia sido recém plainada e não havia outra estrada. Então eles foram obrigados a seguir com um carro muito pesado por uma estrada de terra solta que com a chuva tinha virado um barreiro. Quando com muito custo eles haviam andado alguns km, Bedelia[224], como Max Heindel havia apelidado o carro, se recusava a continuar. Não havia como conseguir movimento no veículo, de tal maneira que não sobrou alternativa aos Heindel de ir buscar ajuda. Quando a Sra. Augusta Foss Heindel havia caminhado por volta de 1,5 km ela viu uma fazenda. Após explicar a situação, o fazendeiro estava disposto a puxar o carro até Fullerton contra um certo pagamento. O pequeno carro dos Heindel foi acoplado ao carro do fazendeiro, que os arrastou até Fullerton, onde colocaram o carro defeituoso numa oficina. Eles precisavam alcançar Oceanside decididamente naquele dia, pois havia sido comunicado aos associados que no dia seguinte, sábado 28 de outubro de 1911, às 12h40, a terra da nova Sede Central seria inaugurada. Correndo eles pegaram em cima da hora, o trem que já estava a ponto de partir. Você pode imaginar o que um dia assim significa para um homem com problemas no coração.
Quando eles estavam no trem, Heindel mostrou à sua esposa um lindíssimo arco-íris duplo, que estava do lado oeste, e a extremidade ao sul parecia estar exatamente sobre Oceanside[225]. ‘Olhe’, falou Max Heindel, ‘o que o futuro nos reserva, apesar deste dia cheio de dificuldades!’.
Após o anoitecer eles chegaram em Oceanside, uma cidade com aproximadamente 600 habitantes. Heindel havia alugado alguns dias antes, uma casa de quatro cômodos. Estava mobiliado de forma simples. No chão haviam esteiras e tinha camas de beliches. Pelo fato da casa ter estado vazia por uns tempos, os Heindel foram recebidos por pulgas e ratos.
No dia seguinte, sábado, 28 de outubro, o Sr. e Sra. Augusta Foss Heindel estavam acompanhados das Sras. Beach e Cunningham, na Estação de Oceanside, e aguardavam os associados que chegariam no trem das 12h00. Quando o trem finalmente chegou à Estação, desceram dele os três associados de Los Angeles: Rudolf Miller, John Adams e George Cramer; William Patterson de Seattle e Annie R. Atwood de San Diego. Usando duas carruagens da única estalagem que havia em Oceanside, partiram nove pessoas para a ‘planície’ para inaugurar a terra. Para este fim trouxeram de Ocean Park uma pá e uma cruz preta onde nos três braços superiores haviam pintado com letras douradas: C.R.C., as iniciais de Christian Rosenkreuz.
Exatamente às 12h40 horário do Pacífico, iniciou-se a Cerimônia. Max Heindel descreveu este acontecimento em sua 12ª Carta aos Estudantes, e na aula de estudantes de novembro de 1911 da seguinte forma: ‘Era nossa intenção não fazermos nenhuma demonstração ou formalidade. Queríamos economizar cada gasto inútil, porque nossas fontes nem agora são suficientes para terminar a parte interna dos prédios. E por hora devemos deixar isto inacabado, até que as condições melhorem. Era meu plano ir lá sozinho e em pensamento fazer uma cerimônia. Contudo, não ter a companhia de nenhum amigo nesta solenidade para poder se alegrar comigo, nem mesmo minha querida companheira de vida, Sra. Augusta Foss Heindel, me pareceu tão frio, triste e solitário.
Por ser um evento tão importante para a Fraternidade Rosacruz, achei melhor convidar os membros para que pudessem estar presentes. Este pensamento se tornou cada vez mais forte, portanto resolvi questionar o Mestre a respeito. Como ele concordou de forma calorosa, resolvemos organizar o evento de forma simples, mas também apropriada, e comunicamos os amigos das redondezas. Fizemos uma grande cruz [aprox. 2,75 m] no formato do nosso emblema e pintamos em letras douradas C.R.C. nos três braços superiores. Os senhores sabem que estas três letras simbolizam o nome do nosso Maior representante, e nosso emblema significa ‘Cristão Rosa Cruz’, que inclui um pensamento de beleza e vida superior, tão diferente da melancolia da morte, pela qual a cruz preta normalmente é associada.
Decidimos colocar esta cruz juntamente com uma trepadeira de rosa no chão, no mesmo momento em que colocávamos a primeira pedra para a construção, para que ambas simbolizassem a verdejante vida dos diferentes reinos, que se encaminham às esferas superiores pelo caminho em espiral de evolução.
No dia 27 de outubro, minha esposa e eu, partimos para Oceanside, cansados do trabalho extenuante de empacotar tudo para a viagem. Começou a primeira chuva da estação e nós estávamos preocupados com a consequência disto na Cerimônia. Contudo, quando olhamos para as montanhas que se escondiam atrás das nuvens ao oeste, vimos o maior e mais lindo Arco-íris duplo que jamais vimos antes e cuja extremidade sul finalizava exatamente sobre Mount Ecclesia.
Nossa responsabilidade em auxiliar milhares de corações exaustos, a carregarem suas dificuldades de forma mais corajosa e com mais força, parecia muitas vezes superar nossas forças. Mesmo assim sempre foram renovadas por olharmos internamente; e desta vez parecia que toda a natureza queria nos animar dizendo: ‘Mantenha-se firme, lembre-se que não é seu o trabalho, mas sim de Deus. Confie plenamente N´Ele; Ele vos mostrará o caminho. ’
Portanto juntamos nossas mãos e renovamos nossa coragem, para com forças novas darmos continuidade ao belíssimo trabalho, de onde Mount Ecclesia será o ponto central.
O dia em que a Cerimônia foi realizada, era um dia ideal na Califórnia; o sol brilhava num céu sem nuvens. Para onde nós olhássemos de Mount Ecclesia, parecia que mar, vales e montanhas estavam sorrindo. Tanto os cooperadores como os sócios presentes estavam extasiados pela beleza deslumbrante do local da Sede. Os presentes eram: Annie R. Atwood de San Diego, Ruth E. Beach de Portland, Rachel M. Cunningham, Rudolph Miller e John Adams de Los Angeles, George Cramer de Pittsburg, William M. Patterson de Seattle, minha esposa e eu.
No momento estipulado, eu coloquei a primeira pedra no chão. Todos ajudaram a fazer o buraco para a cruz, que foi colocada por William Patterson[226]. Minha esposa plantou a roseira, que foi irrigada por todos os presentes. Que ela possa crescer e florescer para enfeitar a simplicidade da cruz, e possa inspirar a pureza da vida que irá apagar todos os pecados passados, não importa quão obscura a vida possa ter sido. ’
Discurso de Max Heindel quando colocou ao solo a primeira pedra da construção de Mount Ecclesia:
‘Cristo disse: “Onde dois ou mais estiverem presentes em Meu nome, Eu estarei no meio deles”. Essa declaração era a expressão da mais profunda sabedoria divina, assim como todos os Seus ensinamentos. Ela se apoia sobre uma lei da natureza, tão imutável como o próprio Deus.
Quando os pensamentos de dois ou três focalizam-se sobre qualquer objeto ou pessoa determinada, gera-se um poderoso pensamento-forma. Resultado da bem definida projeção de suas mentes conjuntamente ajustadas para o propósito almejado. Seus efeitos ulteriores, dependerão da afinidade entre os pensamentos e a natureza do alvo que os recebe. Pois, para gerar uma correspondência vibratória sobre a nota soada por um diapasão, é necessário outro diapasão afinado no mesmo tom.
Se forem projetados pensamentos e preces de natureza inferior e egoísta, apenas criaturas inferiores e egoístas responderão a eles. Essa espécie de oração nunca chegará até Cristo, como a água não pode subir montanha acima. Ela gravita em torno de demônios ou elementais; criaturas totalmente indiferentes às sublimes aspirações manifestadas pelos que estão reunidos em nome de Cristo.
Estamos aqui reunidos hoje, neste lugar, com a finalidade de assentar a pedra fundamental para a construção da Sede de uma Associação Cristã. Tão certo como a gravidade atrai uma rocha em direção ao centro da terra, o fervor de nossas unidas aspirações atrairá a atenção do Fundador de nossa fé (Cristo). Estamos confiantes que Ele está entre nós. Com a mesma certeza na qual diapasões com a mesma afinação vibram em uníssono, também o augusto Cabeça da Ordem Rosacruz (Christian Rosenkreuz) empresta sua presença nessa solene ocasião, quando a Sede da Fraternidade Rosacruz está tendo início.
O Irmão Maior inspirador deste movimento está presente e visível, pelo menos para alguns de nós. Somando o número dos presentes nesta maravilhosa ocasião, todos diretamente engajados no projeto, temos como resultado o número perfeito, 12. Isto é, há três Guias Invisíveis que estão além do estágio da humanidade comum, e nove membros da Fraternidade Rosacruz. Nove é o número de Adão, ou humanidade. Destes nove membros, cinco (número ímpar masculino) são homens, e quatro (número par feminino) são mulheres. O número três, relativo aos Guias Invisíveis, apropriadamente representa a Divindade assexuada.
O número dos que atenderam ao convite não foi programado pelo orador. Os convites para tomar parte desta cerimônia foram enviados a muitas pessoas, mas apenas nove compareceram. E, como não acreditamos no acaso, a presença deve ter sido conduzida de acordo com os desígnios de nossos Guias Invisíveis.
Esse sincronismo também revela a força espiritual por trás deste movimento. Como prova evidente desse argumento, observemos a extraordinária expansão dos Ensinamentos Rosacruzes. Nos últimos anos disseminaram-se por todas as nações da Terra. Despertam aprovação, admiração e amor nos corações das pessoas das mais variadas classes e condições, especialmente entre os homens.
Enfatizamos isto por ser um fato notável. Todas as outras organizações religiosas compõem-se majoritariamente por mulheres. Entretanto, os homens são maioria entre os membros da Fraternidade Rosacruz. Também é significativo que os membros da área médica sejam mais numerosos em relação às demais profissões, e em seguida encontram-se os Ministros das igrejas. Isso demonstra a crescente conscientização da estreita relação entre desenvolvimento espiritual e saúde. A fraqueza do corpo reflete a fraqueza da alma. Muitos estão se esforçando para compreender essas relações e, assim, garantir melhor assistência aos enfermos.
Demonstra que os orientadores espirituais, cuja tarefa consiste em zelar pela saúde das almas, estão também empenhados em socorrer mentes exigentes e inquiridoras. Dessa forma podem recuperar o vigor da fé, por vezes já muito empobrecida, das mentes inquietas que anseiam por explicações consistentes sobre os mistérios espirituais.
Explicações não sustentadas pela razão, que apelam para máximas inquestionáveis e dogmas inflexíveis, abrem totalmente as comportas para o mar agitado do ceticismo. Afastam aqueles que procuram a luz através do porto seguro da Igreja. Lamentavelmente arrasta-os para a escuridão do desespero materialista.
A Fraternidade Rosacruz recebeu o abençoado privilégio de poder atender às necessidades dos irmãos que buscam sinceramente a verdade. Com entusiasmo procuram a luz, guiados pelo intelecto. São incapazes de acreditar por imposição e aceitar explicações incompatíveis com a razão. Contudo, quando podem compreender que o conjunto de dogmas e doutrinas apresentadas pela Igreja, está em fundamental harmonia com as leis da natureza, então, muitos retornam mais fortalecidos à sua congregação. Enriquecidos pela luz, convertem-se nos melhores e mais ativos membros. Compartilham alegria e entusiasmo com seus companheiros.
Qualquer movimento para perdurar deve possuir três qualidades divinas: Sabedoria, Beleza e Força.
Ciência, arte e religião, cada um possui, por sua natureza, uma dessas correspondentes qualidades. O objetivo da Fraternidade Rosacruz é uni-las em um conjunto harmonioso. A religião deve ser tanto científica como artística. Todas as Igrejas devem se unir numa só grande Irmandade Cristã. Presentemente, o relógio do destino, marca um momento auspicioso para o início das atividades da construção da Sede. Então, vamos erigir um centro visível de onde os Ensinamentos Rosacruzes possam irradiar uma benéfica influência. Seu propósito é elevar o bem-estar de todos que estão físicas, mental e moralmente enfermos.
Agora, cavemos a primeira pá de terra no local da construção, acompanhada de uma prece de Sabedoria, para guiar esta grande escola no caminho certo. Cavemos o solo uma segunda vez, com uma súplica ao Mestre Artista, pelo direito de introduzir aqui, a Beleza da vida superior, de tal maneira a torná-la atrativa para toda humanidade. Rasguemos o solo pela terceira e última vez, nesta cerimônia, suspirando uma prece pela Força; para que assim, com serenidade e diligência, sejamos dignos de prosseguir no bom e perseverante trabalho de converter este lugar num prodigioso fator de elevação espiritual, superando o resultado dos seus antecessores.
Já escavado o local do primeiro prédio, continuemos agora plantando o maravilhoso símbolo da Vida e do Ser, o emblema da Escola de Mistérios Ocidentais. Agora descreveremos seu simbolismo. A cruz representa a matéria. As rosas envolvendo e rodeando o tronco, sugerem a vida em evolução subindo cada vez mais alto através da cruz.
Cada um de nós, os nove membros, participará deste trabalho de escavação, para este primeiro e mais importante elemento distintivo de Mount Ecclesia. Vamos fixá-lo numa posição onde os braços apontem um para Leste e outro para Oeste, enquanto o Sol meridional projeta-o inteiramente em direção Norte. Assim, ele estará alinhado com as correntes espirituais que vitalizam as formas dos quatro reinos de vida: mineral, vegetal, animal e humano.
Sobre os braços, na parte superior da cruz, podemos divisar três letras douradas, “C.R.C.”, Christian Rosenkreuz, as iniciais do Augusto Chefe da Ordem.
O simbolismo da cruz está parcialmente elucidado aqui como também em nossa literatura. Contudo, seriam necessários volumes para dar uma explicação completa. Vamos lançar o olhar para adiante, vejamos o significado da lição oferecida por este maravilhoso emblema.
Quando vivíamos na densa atmosfera aquosa da antiga Atlântida, estávamos submetidos a leis completamente diferentes das que vigoram hoje. Quando deixávamos o corpo, não o percebíamos, pois, nossa consciência estava mais focalizada no mundo espiritual do que nas densas condições da matéria. Nossa vida não sofria quebras de continuidade: ‘Não percebíamos nem o nascimento nem a morte’.
Ao emergirmos para as condições aéreas da Época Ária, o mundo atual, nossa consciência do mundo espiritual desvaneceu-se, e a percepção da forma tornou-se mais proeminente. Teve início uma existência dupla. Cada fase bem delimitada e diferenciada. O nascimento e a morte demarcavam seus limites. Numa etapa o espírito vivia em liberdade no reino celestial. Na outra encontrava-se aprisionado no corpo terrestre. Essa etapa pode ser considerada como a morte virtual do Espírito. Assim está também simbolizado na mitologia grega, nas figuras de Castor e Pólux, os gêmeos celestiais.
Já foi elucidado em diversos pontos de nossa literatura, como o espírito livre ficou emaranhado na matéria pelas maquinações dos Espíritos Lucíferos. Cristo classificou-os de falsas luzes. Isso ocorreu na ígnea Lemúrica. Portanto, Lúcifer pode ser chamado o Gênio da Lemúrica.
O efeito da intervenção dos Anjos Lucíferos ganhou maior transparência na Época de Noé, abrangendo o final da Época Atlante e o início da presente Época Ária.
O arco-íris não podia ganhar forma sob as condições atmosféricas da Lemúrica. Entretanto, inaugurou o céu cristalino da Época de Noé, coloriu o fundo azul e elevou-se acima das nuvens. Imprimiu nas alturas uma inscrição mística proclamando o início dos ciclos alternantes, enchente e vazante, verão e inverno, nascimento e morte. Durante a vigência desta era, o espírito perdeu sua ampla liberdade e devia permanecer confiando num corpo mortal.
Agora os corpos são gerados sob a influência da paixão satânica engendrada por Lúcifer. O espírito empreende repetidas tentativas de regresso à Casa Paterna, no anseio de permanecer no seu verdadeiro lar celestial. Contudo, é frustrado pela lei dos ciclos alternantes, pois, ao livrar-se de um corpo pela morte será novamente conduzido ao renascimento quando o ciclo se completar.
Engano e ilusão não podem perdurar eternamente. Nasceu entre nós, então, o Redentor para purificar o sangue cheio de paixão e para pregar a verdade, que nos libertará deste corpo de morte. Veio para instaurar a Imaculada Concepção, em harmonia com a evolução dos conhecimentos sobre a ciência genética e a erradicação das deformações físicas. Profetizou uma nova era, um novo Céu e uma nova Terra, onde Ele, a verdadeira Luz, será o novo Gênio. A humanidade encontrará a plena realização de seus anseios nessa nova era onde florescerão a virtude e o amor.
Tudo o que dissemos e o nosso caminho evolutivo, estão representados na cruz de rosas diante de nós. Na rosa a seiva de vida está inativa no inverno e ativa no verão. Ela bem ilustra o efeito da lei dos ciclos alternantes. A tonalidade da flor e seus órgãos reprodutores, lembram o nosso sangue. No entanto, sua seiva flui com pureza e sua semente é gerada imaculadamente, sem paixões.
Quando também alcançarmos tal pureza, tão bem simbolizada, estaremos libertos da cruz da matéria. As futuras condições etéricas do novo milênio já estarão presentes.
A aspiração da Fraternidade Rosacruz é abreviar os dias para celebrarmos a chegada desse feliz momento, quando a tristeza, a dor, o pecado e a morte desaparecerão. Estaremos, enfim, redimidos das fascinantes, porém escravizantes, ilusões da matéria. Despertaremos para a suprema verdade da realidade do Espírito. Que Deus frutifique nossos esforços e antecipe esse dia[227].
Após esta cerimônia todos voltaram para a casa em Oceanside, onde consumiram um almoço leve e depois os convidados logo foram embora.
Anos depois, em 1917, Jim Heath, um repórter de San Diego Union, contou a Max Heindel, que ele esteve presente na Cerimônia de Inauguração da terra e do plantio da cruz, e que parecia como se estivessem plantando um pedaço de madeira no deserto[228].
Na segunda-feira, 30 de outubro de 1911, Max Heindel se deixou levar, pelo cocheiro, juntamente com alguns marceneiros para a Fraternidade, a uns 2 km de distância[229].
No dia seguinte apareceu, como primeiro membro para ajudar, Rollo Smith, que esteve, por um tempo, na lista de cura[230]. Um tempo depois, Charles Warmholz também se ofereceu para ajudar na construção.
Enquanto os homens passavam o dia inteiro no campo, as três mulheres se concentravam na casinha sobre as muitas cartas e encomendas. Enquanto isso, vieram de Ocean Park as cartas com as encomendas da primeira edição do livro Os Mistérios dos Rosacruzes e da terceira edição do Conceito Rosacruz do Cosmos. Como houve atrasos na publicação dos mesmos havia se acumulado encomendas por três meses.
Era um quebra cabeça guardar os quatro mil exemplares na casinha de quatro cômodos, ainda mais porque lá também moravam quatro pessoas. As caixas pesadas contendo os livros foram guardadas num ranchinho que era acoplado a casa através de um corredor. Uma a uma as caixas foram abertas pelas damas e os livros amontoados e preparados para envio. Quando uma grande parte já estava empacotada, foram levados por uma carroça, puxada por um cavalo já bem velho e sarnento, para o escritório de expressos do correio que ficava junto ao correio normal. A Sra. Augusta Foss Heindel se sentava ao lado do cocheiro num assento alto da carroça para ajudar a descarregar os pacotes no escritório do correio na Estação de Santa Fé.
As pessoas de Oceanside não estavam acostumadas a ver esta quantidade de pacotes que chegavam e saíam pelo correio e, curiosas, foram pesquisar. Em Oceanside moravam poucos estranhos e os que moravam lá não eram bem-vindos. A cidadezinha foi fundada por duas famílias que se casavam entre si, e todos que não faziam parte de uma destas duas famílias não eram bem-vindos. Seu estado de espírito foi tipificado pela resposta de um dos donos da loja mais importante da cidade quando foi perguntado: ‘E, senhor X, o senhor não acha bom que venham estranhos para se fixarem na cidade?’. O empresário respondeu: ‘Ah, não. Não desejamos estranhos em nosso meio. É tão bom quando todo mundo conhece todo mundo; isto nos dá a sensação de sermos uma grande família’.
Neste meio tempo Bedelia ficou arrumada, e Max Heindel, vestido com seu conjunto Manchester marrom de US$ 10, acompanhado de Rollo Smith, com seus lanches do almoço no bolso, foram buscá-la e voltaram para Mount Ecclesia. Rollo Smith fez a maioria dos móveis. Assim ele fez as mesas e cadeiras para o escritório e as mesas do refeitório; todas de madeira vermelha. A mesa do quarto do Sr. e Sra. Augusta Foss Heindel também foi feito desta madeira vermelha de árvore de sequoia.
Dentro de 28 dias o primeiro prédio estava parcialmente pronto para moradia, portanto no sábado dia 25 de novembro, mas eles já se mudaram no dia 22 de novembro. O madeiramento ainda não estava pintado e só tinha janelas nos quartos de dormir, o resto do prédio ainda estava aberto, sem portas ou janelas. Quando à noite, a lua brilhava por entre as janelas sem cortinas, os coiotes ou lobos da planície faziam a sua serenata. Às vezes, eram de 15 a 20 que entoavam sua melodia chorosa em direção à lua. Apesar destes animais dificilmente atacarem um humano davam um prejuízo enorme entre os animais pequenos.
O Sr. Smith conseguiu ficar tempo suficiente para terminar as obras mais urgentes, mas rapidamente foi solicitado a voltar para casa, pois sua esposa havia adoecido.
Sobre Rollo Smith lemos na carta aos estudantes de 1º de maio de 1938 o seguinte: “Ele [Smith] era um Probacionista avançado que desde o primeiro início se envolveu com o trabalho da construção. Quando o prédio estava quase pronto, pode ficar em um dos quartos do andar superior. Uma certa manhã, durante o café da manhã, ele estava muito perturbado, e quando perguntado se ele estava doente, ele respondeu que durante toda a noite ele passou um tempo horrível com um demônio que não o deixava dormir. Ele estava com muito medo e brigou com todas as forças contra ele. Ele achou que era um elemental. Max Heindel imediatamente tomou a palavra e contou que era o Guardião do Umbral, e que ele, Max Heindel, tentou chamar sua atenção para dizer para não ter medo, mas o Smith por temor estava cego para qualquer tipo de ajuda. Então Smith perguntou quais eram as consequências de seu temor, de sua luta e de não querer reconhecer seu Guardião. O Sr. Heindel respondeu que ele havia deixado passar a oportunidade de enfrentar seu Guardião e que nesta vida ele não o incomodaria mais[231].
Todas as portas e janelas foram colocadas e, das sobras da madeira vermelha, ainda foram feitos alguns móveis simples para a cozinha e sala de jantar.
O prédio estava dividido da seguinte forma: na parte Oeste estavam dois quartos separados por grandes guarda-roupas. As camas foram feitas de tal forma que ficavam em cima de pés de 10 cm que dobráveis tinham rodinhas de dois lados e, durante o dia, podiam ser empurrados para dentro do armário. À noite estes quartos eram usados pelo Sr. e Sra. Augusta Foss Heindel como quartos de dormir e durante o dia eram sua sala de estar e onde recebiam os visitantes e realizavam seus trabalhos de escrita. Para se tomar um banho precisavam, primeiro, esquentar a água num fogão à gasolina, pois nesta região ainda não havia gás ou eletricidade. Na parte do meio do prédio ficavam a sala de jantar e a cozinha. Por fim, em cima ficavam mais cinco quartos que continham cada um uma cama, uma mesa de lavar e uma pia. O Sr. Smith havia feito todos os móveis da madeira da sequoia vermelha.
Os móveis foram pintados de marrom com a sobra da tinta que foi usada no lado de fora da casa.
Quando na segunda-feira seguinte iria ser dado início na colocação dos postes de telefone, houve um problema. A telefônica havia sido solicitada a colocar uma ligação telefônica lá, mas isto só seria possível com uma ligação rural. Eles mesmos deveriam colocar os postes e comprar a fiação, que depois seriam ligados a uma linha que seria dividida com outros quatro produtores rurais. Um dos produtores se recusou a deixar a Fraternidade fazer uso desta linha. Contudo, no final conseguiram tirar suas preocupações e fazer a ligação da linha telefônica.
E, novamente a Bedelia, o carro, estava em manutenção. O que causava muitos incômodos, pois, por exemplo, o verdureiro se recusava a fazer entrega em local tão distante.
O prédio que foi construído numa encosta, tinha do lado inferior um espaço ideal para armazenagem e assim foi decidido deixar a Bedelia embaixo do prédio. O carro não tinha motor de partida e para o coração de Heindel não era ideal ter de fazer a ligação manual. Não sobrava alternativa para a Sra. Augusta Foss Heindel do que caminhar até Oceanside e fazer suas compras no verdureiro. Por 10 cents de dólar o motorista do correio estava disposto a levar as compras dela no carro quando fosse levar o correio. Podiam buscar leite num vizinho. Conseguir o alimento certo que fosse vegetal não era muito fácil. Portanto a Sra. Augusta Foss Heindel decidiu comprar sementes de melão, pepinos e outros vegetais, que ela plantou em um espaço sombreado onde a umidade não diminuísse tão rápido. Na Califórnia chove bastante no inverno, mas no inverno de 1911/12 a Califórnia sofreu com uma seca. Por meses não caiu uma gota de água, com a consequência que aquela safra falhou.
À nordeste de Mount Ecclesia haviam dois tanques (reservatórios) que continham a água de Oceanside. Contudo, por causa da seca estes tanques estavam bem vazios, portanto Mount Ecclesia não tinha agua para encher um balde, quando se abria a torneira. Para terminar com esta situação de carência Max Heindel, após pensar alguns dias sobre o problema, decidiu colocar um tanque de 50 galões, aproximadamente 190 litros, que ficava ligado por canos ao registro central. Tendo um tanque no piso inferior, que através de uma bomba levava a outro tanque no piso superior.
Na primavera quando já havia chovido algumas vezes, a Sra. Augusta Foss Heindel semeou novamente tomates e cenouras, onde a terra era mais produtiva. Quando as sementes brotaram parecia que as ervas daninhas queriam sufocá-las, obrigando a Sra. Augusta Foss Heindel a limpar os canteiros. Porque a mão direita dela estava inchada, e quase sem forças por causa do trabalho de datilografia, embrulhar pacotes e fazer faxina, ela só conseguia usar a mão esquerda. Quando Max Heindel passou por lá não aguentou o que viu e resolveu oferecer ajuda. Como morador de cidade que nunca viu uma horta primeiramente foi necessário explicar a ele o que era tomate e cenouras e o que eram as ervas daninhas. Por causa de seu coração ele não podia arquear muito para frente e por isto resolveu sentar numa caixa. Contudo, ele arrancava mais cenouras e tomates do que ervas daninhas e ele mesmo chegou à conclusão que ele mais atrapalhava do que ajudava e que era melhor parar com isso. Contudo, felizmente chegou outra ajuda.
O Secretário Charles Swigert, de Yakima, veio fazer uma visita e tirou todas as ervas daninhas. Depois as plantinhas teriam que ser replantadas (espaçadas).
Um vizinho foi contratado que preparou um pedaço de terra num lugar onde a encosta era bem íngreme. Depois as plantinhas foram replantadas e irrigadas. Contudo, uma decepção os aguardava na manhã seguinte: só havia duas cenouras solitárias sobrando, o resto havia sido comido por coelhos. Para proteção, colocaram um alambrado de aproximadamente 90 cm de altura.
A falta de água foi resolvida plantando na beira da encosta para que durante a noite a água fosse descendo devagar por entre as leiras. O resultado foi uma boa safra de verduras.
Do quarto do Sr. Heindel podia se ver o jardim e o Vale de San Luis Rey. Quando numa manhã ele estava se vestindo, ele chamou sua esposa em seu quarto para olhar pela janela. Eles viram uma enorme lebre, chamado Jack Rabbit, que é muito visto no Norte dos Estados Unidos, sentado no jardim. A lebre é muito maior que os coelhos selvagens, e também não é comum e, portanto, não esperavam esta visita. Novamente as cenouras foram comidas. A Sra. Augusta Foss Heindel desceu as escadas rapidamente, pegou uma lasca de madeira embaixo da casa para espantar a lebre. A lebre estava assustada demais para pular por cima do alambrado e levou uma baita surra. Deduziram que ela havia aprendido a lição, mas não, na manhã seguinte ela estava novamente na horta. Para acabar de vez com esta praga decidiram arrumar um cachorro que protegeria a horta.
Dois sobrinhos da Sra. Augusta Foss Heindel pegaram um cachorro na rua em Los Angeles. Era um cãozinho branco muito simpático com um olhar que fazia derreter qualquer coração. Ele foi chamado ‘Smart’, esperto, e este nome tinha tudo a ver com ele. Ele perseguia os coelhos morro abaixo no meio do matagal, mas nunca pegava nenhum. Depois retornava cheio de picões que ele não conseguia tirar. Por isto a Sra. Augusta Foss Heindel precisava tirá-los e dar banho nele. Sua maior alegria, que ele nunca deixava passar, era o passeio noturno com seus donos. Mais tarde Smart acabou se tornando uma praga ao invés de uma ajuda, por isto em 1913 ele foi adotado por uma das estudantes do curso de verão, Sra. Kittie Skdmore Cowen e foi levado para Mountain Home, em Idaho.
No dia antes da Páscoa as duas ajudantes deixaram a Sede Central, portanto o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel ficaram sozinhos. Foi um dia lindo e ensolarado de Páscoa. Após a cerimônia religiosa passaram o resto da manhã pintando e lixando os móveis e, à tarde, se dedicaram as pendências do escritório.
Em março de 1912 contrataram um jardineiro para que Mount Ecclesia pudesse ficar autossuficiente em frutas e verduras. O jardineiro formou um pomar e começou a cuidar do jardim. Foram plantadas uvas e rosas. Também começou o plantio de uma fileira de eucaliptos, para dar uma visão mais amigável.
Diversos tipos de flores começaram a enfeitar os caminhos e também o círculo onde se encontrava o emblema da inauguração. Uma fileira de gerânios floriu rapidamente, porque na Califórnia os gerânios crescem como ervas daninhas. Os tomates também cresceram bem e deram uma grande safra.
Os Probacionistas de Seattle, Washington, fizeram, em 1912, um emblema iluminado que foi enviado por trem para a Sede Central.
No final do outono o Mestre solicitou que Heindel iniciasse, no verão de 1913, uma escola de verão. Visto que só havia um prédio, com no total sete quartos, precisaria ser feito muita coisa para realizar o evento.
Neste meio tempo, já era 13 de dezembro de 1912, O Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel haviam decidido formar uma pessoa jurídica para dar uma segurança nas propriedades e dar continuidade à Mount Ecclesia. Para esta finalidade o advogado Payne, com três assistentes, veio de San Diego para elaborar o Contrato Social. Desta forma foi decidido que o nome seria ‘The Rosicrucian Fellowship’ e o objeto social um colégio ou escola para os estudos da Filosofia Rosacruz.
Neste período foram colhidos os tomates maduros e também os verdes e cuidadosamente colocados num banco embaixo da casa. Na horta havia verduras suficientes para passar o inverno. Contudo, mais uma travessura os aguardava.
No dia 2 de janeiro de 1913 a temperatura caiu tanto que a Califórnia viveu sua noite mais fria, desde 1848. Os canos de água congelaram tanto do banheiro quanto das pias e também todas as verduras na horta, excetuando uma fileira de ervilhas que ficou em flor. As videiras, roseiras, e gerânios também morreram todas, e os tomates embaixo da casa viraram pedras de gelo. Tudo deveria ser plantado novamente e porque havia pouca água, isto foi uma situação desanimadora. Contudo, logo após esta geada se seguiram algumas boas chuvas que deixaram o solo pronto para novo plantio.
No mês de janeiro também foi impressa a primeira lição do curso de astrologia.
De Oceanside chegou a notícia que a única gráfica e editora da cidade não poderia mais imprimir as lições, porque o dobrar e grampear tomava muito tempo. Por isto Max Heindel decidiu assumir ele mesmo esta parte. Primeiramente foi utilizado a impressora velha para isto, mas porque era um método muito ultrapassado, o Sr. e Sra. Augusta Foss Heindel foram para Los Angeles e compraram, em parcelas, uma pequena impressora Gordon que funcionava com pedais.
Quando, alguns meses mais tarde, a impressora chegou perceberam que ela não passava pela porta. De qualquer forma que Heindel e o rapaz da entrega tentassem, eles não conseguiram fazê-la entrar e, portanto, por falta de opção, ficou do lado de fora.
Na manhã seguinte Max Heindel estava sentado na varanda pensando em como conseguir colocar a máquina para dentro, enquanto sua esposa cuidava do café da manhã. A única solução seria deixar vir de Oceanside um marceneiro que tirasse a porta do lugar, para poder colocar a impressora. Enquanto Max Heindel pensava na solução chegou da estrada um mendigo e perguntou se havia algo para ele comer lá. Quando ele foi convidado a esperar pelo café da manhã na varanda ele olhou atentamente para a impressora. ‘Nossa, o Sr. tem uma Gordon novinha. Já trabalhei na fábrica dessa impressora’. Então, Max Heindel contou sua dificuldade e o homem sorriu. ‘Mas isto é simples’, ele disse, ‘se soltar este parafuso e tirar aquela alavanca, ela entrará facilmente pela porta’. Após o café da manhã o homem ajudou a colocar a impressora no lugar e deixá-la pronta para funcionar.
O fato de preparar a impressão, imprimir, dobrar e grampear as lições mensais e carta aos estudantes dava muito trabalho. Isto, também, porque usavam a impressora para imprimir outros folhetos e literaturas da Fraternidade.
Após terem trabalhado alguns meses com essa impressora apareceu em Mount Ecclesia um rapaz que gostaria de ajudar, por alguns meses, em troca de moradia e comida. Martin Hill, assim era seu nome, e Max Heindel decidiram colocar um motor embaixo da impressora, no andar de baixo. Fizeram um buraco no chão, por onde o fio passava para a impressora. Para fazer funcionar a impressora, agora, só precisava ligar o motor no andar inferior.
Quando, num certo dia, os dois homens estavam trabalhando no andar inferior, Max Heindel chamou sua esposa para ver se ela também queria ver o gato lindo que estava lá. O gato lindo era, na verdade, um gambá que ainda não havia espalhado seu perfume pelo local. Quando os homens ouviram da Sra. Augusta Foss Heindel que aquele gato era um gambá, eles não sabiam quão rápido sumir de lá. Nos primeiros anos estes gambás, que durante a noite ficavam na parte inferior da casa, eram realmente uma praga.
‘Bedelia’, que estava embaixo da casa, precisava de uma revisão completa, e também de um motor de partida. Para fazer este trabalho na Sede Central precisaram chamar um mecânico. Após alguns dias ele foi substituído por um colega de Los Angeles e o serviço foi finalizado, rapidamente.
No dia seguinte, logo cedo, os Heindel saíram com seu carro novinho para Los Angeles, para poderem fazer as compras. Contudo, pela centésima vez o mecanismo deu defeito, fazendo com que passassem a maior parte do dia na beira da estrada. Precisamos pensar que naquele tempo entre Los Angeles e San Diego ainda não havia asfalto e a estrada era poeirenta e tão estreita que dois carros mal podiam se ultrapassar. No final da tarde chegaram em Los Angeles.
Após uma noite de descanso, fizeram as compras na manhã seguinte e a viagem de volta iniciou às 14 horas. O carro estava carregado com temperos, verduras e pequenas coisas para a impressão do material. Contudo, a sessenta e cinco km de Mount Ecclesia, a Bedelia começou a reclamar de novo e parou. Tentativas de Max Heindel de encontrar o defeito falharam; o motor não ligou mais. Um carro grande, tipo perua, para turistas parou e ofereceu para puxá-los por uma corda. Após prender a corda no carro, partiram. Max Heindel estava atrás do volante. O motorista da perua não percebeu que o carro pequeno não conseguia fazer todas as curvas na mesma velocidade que a dele, com a consequência que Bedelia saiu da estrada e se prendeu entre dois morrinhos. Pelo fato da parte superior do carro ser aberta, Max Heindel foi arremessado para fora e caiu em cima de um monte de feno que aliviou sua queda. Por meia hora ele esteve lá, inconsciente. Quando Max Heindel acordou, ele conseguiu ir rapidamente em direção à Perua. Ao anoitecer chegaram em Mount Ecclesia, agradecidos de estarem vivos. O braço do Max Heindel estava luxado e ele precisou ficar alguns dias acamado para se recuperar da queda. No dia seguinte a Sra. Augusta Foss Heindel tomou o trem até Capistrano para dar fim aos destroços da Bedelia.
No capítulo anterior foi dito que os Irmãos Maiores da Rosacruz falaram a Max Heindel em novembro para fazer uma Escola de Verão. Na Carta aos Estudantes de março de 1913 este plano foi pronunciado aos membros, e que aqueles que tivessem interesse iriam receber um prospecto com mais detalhes, se assim o solicitassem. No prospecto estava escrito que no dia 4 de junho de 1913 iria abrir a Escola de Verão e todos que gostariam de participar deveriam se inscrever imediatamente e pagar uma taxa de inscrição de US $ 5. Informando que ficariam alojados em barracas.
Quarenta e um estudantes responderam pelo correio. Dentre eles, Rollo Smith foi o primeiro que se propôs a vir antes e ajudar gratuitamente na construção. Contudo, a compra do material era um quebra-cabeças. No banco só havia US $ 85, acrescentado de US $ 205 pago pelos estudantes. Com este dinheiro precisavam comprar: barracas, camas de acampamento, colchões e roupas de cama. Também precisariam de uma cozinha.
Sra. Augusta Foss Heindel tinha um parente que trabalhava como vendedor numa empresa de barracas em Los Angeles e ele estava disposto a garantir o pagamento junto à empresa que trabalhava, se dessem um crédito de 60 dias para a compra de 20 barracas, 40 camas de exército com colchões e 50 cadeiras dobráveis.
Com a ajuda de uma amiga, que coordenava o setor de entregas de um supermercado grande, também conseguiram um crédito de 60 dias para a compra de lençóis, fronhas e cobertores. Neste supermercado também compraram as mesas e material de cozinha. Alguns membros de Los Angeles fizeram os acolchoados no escritório. Antes disso tudo era pago à vista, mas agora tudo dependia do pagamento de US $ 25 que cada participante teria que pagar para alojamento e alimentação.
O primeiro e único prédio estava construído numa encosta e possuía um grande espaço abaixo da construção, onde Bedelia ficava. Este espaço, Rollo Smith transformou em cozinha. As paredes e piso foram feitos de madeira rústica. Compraram um fogão à óleo de segunda mão onde fariam a comida dos 46 presentes. Foi muito agradável que, Fred Carter, um jovem enfermeiro que fez um curso de culinária vegetariana no Centro de Saúde de Battle Creek, se ofereceu para cozinhar de graça. Assim tudo foi se encaixando da melhor forma.
Mount Ecclesia fica a aproximadamente 2 km de Oceanside. Porém, o gás, eletricidade e gelo faltavam. Para a iluminação utilizaram gasolina crua e para o fogão, purificada. Tudo ficou pronto para a Escola de Verão.
No dia 25 de maio[232], exatamente uma semana antes da abertura da Escola de Verão, Max Heindel disse a sua esposa que o Mestre lhe contou que precisariam iniciar com encontros de Probacionistas, e perguntou se ela naquela noite conseguiria fazer um emblema. Um marceneiro havia feito duas cruzes. Um deles ela pintou de preto de um lado e do outro lado branco com uma borda preta. Contudo, Max Heindel disse que agora precisaria ser inteiramente branco, com sete rosas vermelhas e algumas brancas. Portanto ela pintou a outra cruz de branco e pegou três rosas brancas. No escritório dela, que também servia como quarto e como sala de visitas, seria, então, a reunião às 20:00 horas. Ela colocou a cruz branca sobre uma estrela dourada que ela pintou numa cortina azul. Heindel sugeriu colocar as três rosas brancas por dentro do círculo de rosas vermelhas artificiais que vieram de Los Angeles.
O nome “The Rosicrucian Fellowship” numerologicamente dá nove e assim como na inauguração do solo, também esta noite, havia nove pessoas presentes. Dessas nove pessoas algumas estavam lá para ajudar na Escola de Verão: M. Mason, Alice Gurney, Sr. Phillip Grell, Flora Kyle, Rollo Smith, Fred Carter, Eugene Miller e o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel. Eles estavam sentados em um círculo em volta do emblema. Após uma pequena concentração as três rosas brancas começaram a se mexer. Uma escorregou um pouco para baixo, mas durante a descida foi segurada por uma folha da segunda. Aí esta segunda rosa começou a mexer como se um dedo invisível a tocasse, até que esta ficou pendurada a uma folha da terceira rosa. Assim ficou a mais bonita das rosas brancas no centro do emblema e sobre a cruz.
As duas rosas brancas que escorregaram, não caíram na mesa, mas ficaram alguns centímetros abaixo dos braços da cruz. A vibração no quarto ficou tão forte que alguns ficaram paralisados. Max Heindel queria se levantar para falar, mas estava tão emocionado que a voz o abandonou e as lágrimas saltaram em seus olhos. Todos os presentes estavam convencidos que o décimo terceiro Irmão Maior, Christian Rosenkreuz, estava presente em seu Corpo Vital. Após algumas palavras de Max Heindel todos se retiraram em silêncio.
Em junho de 1913 iniciou a edição de uma revista nova, chamada Echoes from Mount Ecclesia. Na primeira edição, que continha 700 palavras aproximadamente, Heindel escreveu o porquê do nome “Echoes from Mount Ecclesia”: “Apesar dos estudantes estarem espalhados pelo mundo todo, não estão ligados por um juramento ou promessa no que se refere a seu envolvimento com a Fraternidade Rosacruz, todos se unem numa força imensa de querer construir um Templo da alma ‘sem o ruído de um martelo’, que é a verdadeira Ecclesia (Igreja). Portanto, olham para Mount Ecclesia como um foco físico que leva todos a desejarem ser iguais ao Cristo, o amigo dos seres humanos. Todos desejam ter notícias da Sede Central, principalmente no que se refere ao Curso em desenvolvimento para a Filosofia e a Cura, que está a ponto de começar. As cartas e lições mal tem espaço para os ensinamentos, por isso, esta revista será para as notícias. Guarde-as! Depois de alguns anos, quando tivermos grandes jornais e Revistas, será uma lembrança valiosa dos primeiros tempos.
Muitos acreditam que aqueles que se dedicam às coisas espirituais são parasitas, que não fazem nada, além de meditarem e levitarem nos mundos espirituais. Se estas pessoas pudessem ouvir os barulhos de nossas máquinas – o bater das prensas, os toques das máquinas de escrever, onde ainda se acrescenta o barulho dos martelos dos marceneiros – iriam perceber logo que a parte terrena de construir um Templo é o oposto tanto da preguiça como do silêncio. Para um sonhador preguiçoso, Mount Ecclesia é o último lugar na Terra. A todos, de Max Heindel até o mais recém-chegado aguarda aqui trabalho duro, do nascer ao pôr do sol. Trabalhamos fisicamente e espiritualmente e não conseguimos fugir do ‘barulho’ e, portanto, chamamos esta revista de Echoes. Algum dia poderá ser uma ferramenta muito útil no crescimento espiritual do mundo, porque o Sr. H. (Heindel) pretende publicar um jornal diário que contenha notícias do mundo todo, tanto boas quanto ruins, com a ‘lição espiritual’ que cada notícia contém, mas sem a ‘etiqueta’ de pregação, que é tão repugnante. Pensamos que vestindo o ponto de vista do bom senso, podemos soar o Eco em milhares de corações. Para realizar este plano será exigido tantas pessoas, quanto tempo e dinheiro, mas será realizado”[233].
Pouco antes de abrir a Escola de Verão, Max Heindel passou por dificuldades com alguns visitantes. Após eles partirem ele teve um forte ataque cardíaco. De princípio sua esposa pensou que ele a deixaria de vez. Contudo, após um tempo em que ela cuidou muito bem dele, se recuperou. A primeira reação dela para ele foi: ‘Amor, o que eu teria feito se você tivesse me deixado? ’. Ele a olhou com um sorriso carinhoso e respondeu: ‘Amor, se eu tivesse partido você teria continuado, mas se você me deixasse; sem você eu não conseguiria dar conta’[234]. Este ataque cardíaco foi o precedente para sua quarta Iniciação que aconteceu por volta de 6 de julho de 1913.
Na quarta-feira, 4 de junho de 1913, a primeira Escola de Verão se iniciou. Os 41 integrantes foram alojados em barracas. Cada barraca continha duas camas, um tapete de grama e uma pequena penteadeira com um espelho. Um lampião e duas cadeiras de acampamento completavam o mobiliário. Para tomar um banho precisavam caminhar 2 km por uma estrada empoeirada até o oceano.
À tarde e à noite eram dados os cursos. Alice Gurney ajudava Max Heindel a ministrar as aulas de Filosofia; senhorita Elizabeth MacDuffee de Filadélfia dava aula de anatomia; e Sra. Fannie Rockwell orientava no curso de iniciação de Astrologia. Max Heindel dava aulas de Filosofia e de Astrologia avançada e dava um curso onde respondia perguntas. Todas as aulas eram ministradas na grande Tenda-Refeitório. Para cada curso arrastavam as mesas de fabricação própria para os cantos. A lona fina, que protegia o refeitório, refletia a intensa luminosidade do sol californiano nos olhos. A brisa do oceano, que iniciava por volta das 11:00 horas, era tão intensa que fazia a lona bater e fazia tanto barulho que teriam que fazer um telhado de verdade. Rollo Smith fez uma esquadria e os voluntários martelaram as tábuas contra ela; assim o sofrimento acabou logo!
Mas no mês quente de julho surgiu outra dificuldade: ao norte de Mount Ecclesia ficavam dois reservatórios de água de Oceanside. Contudo, toda vez que precisavam de água em Mount Ecclesia, seja para cozinhar ou para molhar as plantas, esta água parava de chegar. Após muitas solicitações, a Prefeitura de Oceanside ainda se recusava a encher os tanques em volume suficiente para que também a Fraternidade Rosacruz ganhasse sua parte. Portanto, num certo dia, 40 estudantes foram juntamente com um advogado participar da reunião da Câmara para dar seu voto por mais água. O pedido teve sucesso reprimido; o antagonismo geral contra estranhos não diminuiu.
A falta de água forçou Mount Ecclesia a providenciar sua própria reserva. O Probacionista F. H. Kennedy, que era diretor do ‘Moline Plow Company’ em Stockton na Costa do Pacífico, doou uma instalação que conseguia bombear 30 litros de água por minuto do poço. Heindel encontrou um homem, Frank English, que estava disposto a cavar um poço. No vale, 72 m abaixo, em um terreno de 6.100 m², o poço foi construído no canto. Para alegria de todos foi encontrado água a uma profundidade de 12 m. No topo do morro foi feito um reservatório, com muros de cimento. Depois deveriam transferir a água deste reservatório para outro tanque, que ficaria a 6 m de altura para poder dar pressão suficiente para abastecer a cozinha e o banheiro. Naturalmente que esta construção foi pesada para a situação financeira, mas agora eles tinham água.
Às vezes, Max Heindel precisava percorrer esses 72 m de descida íngreme e difícil acesso por três vezes no dia para inspecionar a bomba.
A alegria de ter uma instalação própria de água durou pouco. Pela pouca profundidade do poço e a proximidade do oceano, a água tinha alto teor alcalino, portanto o crescimento das plantas estava difícil. Em poucos meses os morangos, alfaces e todas as plantas sensíveis morreram. A água era inadequada para consumo e só poderia ser utilizada para regar as plantas mais fortes e tomar banho. Portanto, solicitaram novamente ao Conselho da Câmara para melhorar o abastecimento de água da cidade. Esta questão trouxe um problema sério com a Prefeitura. A Prefeitura exigia que os acessos aos reservatórios da cidade continuassem livres. Porque por esta estrada precisava passar todos os dias um velho em sua carroça puxado por um cavalo para verificar o nível da água. Max Heindel queria fechar esse acesso porque o gado que pastava no vale passava pelo terreno da Fraternidade e destruía as verduras e plantas. Contudo, todas as manhãs o velho deixava a passagem aberta, nem se importando com a solicitação de fechar. Esse problema perdurou até novembro de 1918, mas sobre isso falarei depois.
Como dito anteriormente, Max Heindel tinha planos de construir um Centro de Cura desde 1911. Um projeto desses exigia muito capital e funcionários de nível profissional. Portanto, para alcançar este objetivo Max Heindel desenvolveu o seguinte projeto. No Echoes de 10 de agosto de 1913 está escrito o seguinte sobre o projeto:
“No dia 6 de agosto [1913 às 14:00 horas] colocamos a base para nosso Centro de Cura. Max Heindel disse nesta ocasião: ‘Se falamos do Centro de Cura do qual eu sonhei, fica difícil nos soltarmos da ideia de prédios imponentes, contendo todas as facilidades modernas. Um dia este sonho se tornará realidade, mas enquanto isto a humanidade sofre e fisicamente não fazemos nada para cuidar dos doentes. Isto não me veio à mente até que o Irmão Maior me aconselhou a construir umas casinhas pequenas, começar pequeno e seguir a mesma forma que foi tão bem-sucedida no início da Fraternidade Rosacruz, portanto, remar com os remos que temos, ao invés de esperar por aquilo que pensamos que precisamos ou desejamos. Desta forma poderemos começar ajudando alguns pacientes. Quando os tivermos ajudado, eles seguirão seu caminho, e contentes irão contar a outros que estão sofrendo, que a seu tempo virão e nos dará o privilégio de ajudar a seguir a Vontade de Cristo … Ajudando os doentes a recobrarem a saúde e por ensiná-los a viver em harmonia com as leis da natureza, apressamos o dia da volta do Cristo. Que Deus abençoe nossas tentativas e fortaleça nossas mãos pelo trabalho realizado’[235].
Seguindo o conselho do Irmão Maior descrito acima, no dia 4 de julho de 1914, construíram três casinhas. Estas foram usadas por algum tempo como um Centro de Cura. Mais tarde houve a necessidade de oferecer estadia aos trabalhadores e a ideia do Centro de Cura foi temporariamente posta de lado.
Após a Escola de Verão havia vários estudantes que gostariam de ficar. E para alocar estas pessoas foram construídas algumas casas.
Nas barracas fizeram piso de madeira no lugar das lonas para proteger os integrantes da Escola de Verão do frio. Max Heindel decidiu usar estes pisos de, aproximadamente, 3,65 por 5,25 metros para piso das casinhas. Com a ajuda dos estudantes colocaram as fundações e depois carregaram estes pisos pelos morros e colocaram no lugar. Colocaram dois pisos encostados e com a ajuda de Rollo Smith fizeram três casinhas, cada um com dois quartos.
Em junho de 1913 Mount Ecclesia possuía abelhas e uma vaca, chamada Josie. Contudo, como aumento da população houve a necessidade de adquirir mais uma vaca. Em Oceanside as vacas eram escassas, portanto o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel alugaram uma charrete com cavalo e percorreram a vizinhança para achar uma boa vaca, e finalmente encontraram uma “holstein”[236] que estava à venda. O animal, que era o preferido da fazendeira, não queria ir com eles, portanto colocaram feno na parte traseira da charrete para atrair a vaca a segui-los até em casa. Após percorrerem a metade dos 19 km da estrada, a vaca se recusou a continuar andando porque o feno havia acabado. O pesado animal ficava berrando alto fazendo o cavalo parar. Por isso, Max Heindel ficou na charrete conduzindo o cavalo e a Sra. Augusta Foss Heindel andava atrás tocando a vaca. Exaustos da viagem chegaram ao anoitecer em Mount Ecclesia. Ela foi chamada Josefine homenageando a grande, famosa vaca leiteira do ‘State Agriculture College’ do Missouri, na esperança que ela a igualasse. Também em julho, o Sr. Joel Hawkins comprou a terceira vaca no vale de San Luis Rey, chamada Bessie, uma vaca já premiada mais de uma vez.
Até aquele momento os rituais eram feitos na parte frontal do prédio que servia como refeitório. Este quarto, de 3,65 por 4,25 metros, ficou muito pequeno e por conselho do Mestre decidiram construir outro prédio que servisse exclusivamente para os rituais. Um dos membros de Nova York, senhorita Frances Lyon, que tinha alguma experiência em desenho artístico e arquitetônico, se ofereceu para assumir os custos por sua conta. Ela também comprou nas redondezas terras e construiu uma casa para ela e a mãe, viúva de um Pastor Episcopal. Esta pequena senhora era totalmente contra que a filha quisesse se mudar para Mount Ecclesia. Para protegê-la decidiu ir junto. Contudo, depois de um mês esta senhora se tornou uma entusiástica seguidora do Ensino Rosacruz, não apenas disposta, mas desejando passar o resto de sua vida em Mount Ecclesia.
O plano de construir uma capela estava apenas sendo vinculado quando um construtor, o Probacionista William Koening, apareceu. Ele era o homem que iria comandar a construção da Pequena Capela.
No dia 27 de novembro de 1913 iniciaram as obras da Pro Ecclesia[237]. Se tornou uma construção pequena, aproximadamente 5 por 11 metros, dando lugar para 75 pessoas, construída no estilo Mourisco-Espanhol. O esboço era de Max Heindel, e Frances Lyon desenvolveu o desenho. Ela e o Sr. Stewart Louis Vogt fizeram os enfeites de dentro e pintaram o emblema.
Por US $ 23 compraram um órgão de segunda mão e numa noite de Natal, 24 de dezembro de 1913, a Capela estava pronta para ser inaugurada.
Na inauguração estavam presentes 36 membros, cabalisticamente novamente o número 9, e Max Heindel disse o seguinte: ‘Estamos aqui reunidos para inaugurar a primeira construção, que será exclusivamente para Deus, conforme o ensinamento Rosacruz. Esta construção será de auxílio inestimável pelo qual não conseguiremos agradecer o suficiente. Mesmo que nossos corações se derretam a Deus com amor e agradecimento por esta capela, tão linda por sua simplicidade, não podemos esquecer as palavras ditas quando colocada a primeira pedra. Porque é um amontoado de pedras mortas e madeira sem vida. Deus não mora em prédios feitos pelas mãos humanas. Caso queiramos encontrar a Deus, precisamos fazer dentro e em volta deste local, o Templo invisível e espiritual que tão lindamente foi pintado por Kennedy no The Servant in the House[238]. Assim como Manson diz: ‘Algumas pessoas nunca conseguirão ver’. Contudo, é algo vivo, e somente em algo vivo assim pode a fé viva – se precisamos viver neste mundo – morar e fazer parte no trabalho do Cristo; que por nós está, agora, gemendo e labutando, esperando nossa manifestação como Filhos de Deus.
‘Quando entramos’, diz Manson, ‘ouve-se o ruído de uma linda canção …, se tiver ouvidos’. Para os sensitivos espirituais todos os Templos têm um som vibrante, uma harmonia espiritual que se espalha por uma grande área, fortalecendo tudo de bom em todos que a circundam. Contudo, apenas quando aprendemos a cantar músicas de amor em nosso coração, e não somente com os lábios, será ouvida esta poesia de Mount Ecclesia. Portanto, é necessário que todos aprendamos a cantar de tal forma – se um dia pudermos nós mesmos ouvir esta música – que ela possa se espalhar pelo mundo e reconfortar as almas sofredoras, sem que elas percebam de onde está vindo.
‘Em breve você mesmo verá a Igreja, um mistério iminente de muitas formas e sombras que do nada pulam do piso ao teto… Não é obra de um construtor comum’, diz Manson, e mais à frente: ‘Ainda assim é construção’.
Isso é a verdade. Porque mesmo vendo a construção física acabada, que chamamos Casa de Deus, como terminamos a construção deste Prédio, a obra do verdadeiro Templo, que não é construída pelas mãos, mas, por diversas obras de amor e amizade, deve ser trabalhada constantemente.
Este monte de material físico, que juntamos aqui, já começa a se deteriorar. Contudo, a Igreja invisível, construída por obras imortais, cresce sem ruído, pois dia a dia juntamos novas ações de amor àquelas que já existem.
Não nos deixemos enganar; este trabalho não é apenas alegria. Da mesma forma que Manson fala: ‘Às vezes o trabalho entra em escuridão profunda e às vezes sob luz tão intensa que cega. Agora sob uma inexprimível angústia, depois com um grande gargalhada e aclamações heroicas como o grito do trovão’.
Existem tantos dias como noites da alma. Não é sempre Domingo de Ramos, quando o mundo aclama o portador das boas novas; mas cada um tem, de tempos em tempos, seu próprio Getsemani. O que tiraríamos de crédito se trabalhássemos duramente sempre rodeados com os sorrisos de aprovação. Ou quando sentimos dentro de nós a maravilhosa sensação de paz, que acontece quando fazemos o trabalho de Deus com grandes passos e com vigor inquebrantável, satisfeitos e contentes, guiados por um estimulante impulso interior?
Mas não podemos esperar que estejamos vivendo sempre em tais circunstâncias. E é durante a noite que a crucificação surge para nós, quando os amigos próximos parecem ter nos abandonados, nos deixando no jardim do Getsemani, que devemos nos demonstrar trabalhadores fiéis, olhar para o Pai, preparados para qualquer oferta que Ele nos peça e dizer: “Que seja feita a Vossa vontade”.
É uma característica para esta noite da Alma que a força interior ao trabalho geralmente falha. Portanto, não sentimos o desejo de servir a Deus, mas somos inclinados a seguir pelo caminho mais largo. Devemos pensar que por sermos fiéis até o final, nós estaremos em condições de um dia dizer: “Está consumado”. Que cada um de nós possamos ser Auxiliares Visíveis e construtores de Templos, para que, quando tivermos esgotado as possibilidades do nosso ambiente atual, possamos merecer uma esfera mais ampla de sermos úteis como Auxiliares Invisíveis da Humanidade’[239].
O texto a seguir foi ditado por Max Heindel e copiado no Echoes de janeiro de 1914:
‘A Pro Ecclesia foi construída no chamado Estilo Missão, com três sinos acima da entrada, assim como em diversas Missões da Califórnia. O telhado também tem a bonita telha curva das Missões, e as janelas são num desenho de losango muito artístico. Como está situada no ponto mais alto de Mount Ecclesia, pode ser vista a quilômetros de distância e é notada por todos os que passam. Pela Mission Avenue, a Avenida que passa pela nossa Sede Central, passa muitos carros, pois, é uma das rodovias principais da Califórnia.
A acústica da Pro Ecclesia é muito boa. Cada palavra pronunciada, mesmo em tom silencioso, pode ser bem ouvida por todos. A ressonância do órgão é de tal forma que deve ser ouvida atentamente para que se possa dar o devido valor. O teto é pintado de um tom bem claro de creme, e todo o madeiramento foi acabado com uma cor natural. Portanto o esquema de cores é muito bonito e discreto e, portanto, um calmante para os nervos.
A iluminação é indireta. A luz entra pelo teto e reflete até no salão, se espalhando suavemente sem o efeito brilhante, que incomoda tanto na luz artificial. O púlpito está situado a oeste. Um nicho no meio da parede do lado oeste onde fica o emblema Rosacruz, que foi feito com uma linda estrela num fundo azul e uma cruz branca com sua beirada preta e as rosas vermelhas-sangue. Este emblema é aberto somente durante os rituais e está sempre coberta por uma cortina. Esta cortina tem o seguinte ditado: ‘Deus é Luz; quando andamos na Luz como Ele na Luz está, seremos fraternais uns com os outros’.
Durante os rituais a luz do corredor fica apagada e o Emblema é iluminado por todos os lados com luz indireta.
Em frente desta cortina tem um aparador com uma linda Bíblia, que nos foi cedida por um estudante. Acima deste nicho tem a inscrição ‘Christian Rose Cross’. Ao lado esquerdo deste nicho tem uma cópia da pintura de Hofman do Cristo jovem, feito de forma muito artística pela Gertrude Jarret, uma de nossas muito apreciadas auxiliares de escritório. Acima desta imagem está escrito: ‘Vós sois meus amigos’. Ao lado direito também tem uma imagem do Cristo, ajoelhado no Getsemani, no início de sua Paixão. Acima desta imagem tem a inscrição: ‘Aguardando o dia da libertação’. Esta linda imagem é de Stewart Vogt, um artista famoso, membro da Fraternidade. Ambas as imagens demonstram o amor dos estudantes. Também preciso mencionar que muitas atividades de construção foram feitas pelos estudantes na sede Central.
Portanto, este prédio foi feito com amor, na forma mais ampla da palavra, e é por esta razão que o valor é inestimável, do que quando o trabalho é feito apenas por trabalhadores em base comercial. Naturalmente será mais fácil construir o Templo invisível e espiritual, desta forma’[240].
Em dezembro foi construída uma estrada principal chamada ‘Ecclesia Drive’. O Sr. Stewart Louis Vogt, um membro de Cincinnati, Ohio – a mesma pessoa que ajudou a enfeitar a Pro Ecclesia – fez o projeto desta estrada e comprou as primeiras quatro palmeiras. Pouco tempo depois o Sr. E.W. Ogden de Knoxville, Tennessee, veio fazer uma visita a Mount Ecclesia e ofereceu 74 lindas palmeiras. Para plantar estas palmeiras, que mediam entre 1,80 m e 3 m de altura, precisavam fazer buracos com dinamite. Contudo, no dia 9 de dezembro estavam 78 palmeiras lindamente plantadas ao lado desta estrada, dando um novo visual ao terreno’.
Em janeiro de 1914 foi construída, em Mount Ecclesia, uma casinha de três quartos. Era destinada para Dr. Partridge, sua esposa, filho e filha.
Porque o Sr. Dean Rockwell havia sido escolhido como membro do Conselho Administrativo e devia cuidar de serviços organizacionais, fizeram para o Max Heindel um escritório no andar de cima, para poder trabalhar sem ser interrompido. Nos meses de fevereiro e março Max Heindel estava ocupado com a correção da brochura escrita pela Sra. Annet C. Rich de Seattle com o título: “Cristo ou Buda? ”. Ao mesmo tempo estava corrigindo “Os sete raios do Rosacruz”, que fala sobre “Maçonaria e Catolicismo”, o qual, naquele momento, havia se esgotado a primeira edição. Uma Palestra que ele havia dado no Centro de Los Angeles também estava sendo reescrita e ganhou o título de: “Como reconheceremos Cristo quando Ele Voltar? ”.
Nestes meses o membro William Koenig, arquiteto de San Francisco, desenvolveu um projeto para um prédio onde pudessem ter exposições de literatura, teatro e música. O projeto era de tal forma que poderia ser ampliado futuramente. No projeto deveria constar um salão que tivesse lugar para cento e cinquenta pessoas, uma biblioteca e uma sala de aulas. A sala de aula era construída de tal forma que com algumas movimentações poderia se transformar num palco.
Como era difícil contratar um estenógrafo compraram, no dia 1º de março, alguns ditafones[241]. Eram aparelhos que funcionavam manualmente, mas em contrapartida ficavam disponíveis dia e noite.
Antes do amanhecer do dia 12 de abril os membros da redondeza chegaram de carro para participar da primeira celebração de Páscoa em Mount Ecclesia. A descrição foi transcrita do Echoes de maio de 1914:
Celebração de Páscoa em Mount Ecclesia
“Na manhã de Páscoa era importante para todos nós em Mount Ecclesia levantarmos antes do nascer do sol. Depois fomos para a Pro Ecclesia onde tivemos a Cerimônia da manhã. A leitura, que estava programada para esta ocasião, era a história da Bíblia que narrava a Ressureição.
Após a cerimônia nos juntamos diante do círculo que ficava em frente à Administração, onde três anos antes havia sido plantada a cruz, antes de começar qualquer outra coisa em Mount Ecclesia. A cruz havia sido pintada novamente e estava linda em sua nova roupagem. Também havia rosas recém-colhidas do jardim das abelhas que foram trançadas em uma linda coroa e foi pendurada em volta do símbolo. A estrela de cinco pontas dentro do círculo estava resplandecente com as margaridas do Egito, que formavam o fundo amarelo para completar o símbolo. A roseira, que foi plantada juntamente com a Cruz, estava também em flor. Para esta ocasião estava tudo preparado para que pudéssemos começar imediatamente a reimplantar a cruz, que havia sido retirada do local para ser pintada.
Quando a cerimônia havia terminado, Max Heindel falou o seguinte: ‘Conforme a lenda, Adão levou três estacas da Árvore da Vida com ele, quando teve que sair do Paraíso. Seth, seu filho, plantou estas três estacas e elas cresceram. Mais tarde uma delas foi usada para fazer o cajado de Aarão, com o qual ele fez milagres perante o Faraó. O outro foi levado ao Templo de Salomão com o objetivo de fazer um pilar com ele, ou usar para alguma outra coisa. Contudo, não conseguiram encontrar um lugar para o mesmo; não se encaixava em nenhum lugar e por isto foi usado como ponte sobre um riacho que ficava do lado de fora do Templo. A terceira estaca foi usada para fazer a Cruz de Cristo, na qual Ele sofreu por nós e foi libertado, entrou na Terra e se tornou o Espírito do nosso Planeta, onde Ele ainda suspira e sofre até o dia da libertação. Nesta lenda se esconde um profundo significado.
A primeira estaca representa a força espiritual, desempenhada pelas Hierarquias Divinas nos dias em que a humanidade vivia sua infância e, para seu benefício, era dominada por outros.
A segunda estaca seria utilizada no Templo de Salomão. Ninguém sabia avaliar seu valor, excetuando a Rainha de Sabá. Para ela não foi encontrada um lugar adequado, porque o Templo de Salomão era a perfeição da arte e do ofício e num ambiente materialista não se dá valor às coisas espirituais. Os filhos de Caim conquistam sua evolução pelas obras e não conseguem utilizar forças espirituais. Portanto foi utilizada como uma ponte sobre um riacho. Sempre existem almas, os verdadeiros maçons místicos, que tinham condições de transformar esta ponte – que ia do visível ao invisível. Que conseguiam atravessar esta ponte para regressar ao Jardim do Éden, ao Paraíso.
Foi a terceira estaca da árvore que formou a Cruz do Cristo. Ao subir nesta Cruz, Ele se libertou da existência física e entrou em esferas superiores. Da mesma forma que nós também desenvolveremos nossa força espiritual – quando tomarmos a nossa cruz e O seguirmos – e entraremos em uma esfera de maior de utilidade nos mundos invisíveis.
Possamos todos nós almejar para que dia a dia possamos ser encontrados ajoelhados, subjugados e unidos à cruz de Cristo; para que um dia, não muito distante, possamos subir em nossa própria cruz e conquistar a nossa gloriosa libertação, a Ressurreição da vida da qual Cristo foi e é o primeiro fruto.
Esta é a verdadeira mensagem da Páscoa. Todos devemos perceber que somos Cristos em formação, se o Cristo realmente nasceu dentro de nós, Ele nos mostrará o caminho para a Cruz onde poderemos alcançar e avançar da Árvore do Conhecimento, que trouxe a morte, até a Árvore da Vida no Corpo Vital que trouxe a imortalidade. ”’
No dia 1º de junho de 1914 iniciou a segunda Escola de Verão. Também desta vez foram ministradas palestras sobre a Filosofia Rosacruz, astrologia, expressão, anatomia e oratória, e também sobre as peças de Wagner e Goethe. Havia 300 slides para ilustrar os cursos de Astrologia, anatomia e os grandes mestres.
Na terça-feira dia 23 de junho, quando a Lua estava no Signo de Câncer, fizeram o primeiro Ritual de Cura e, assim, sucessivamente quando a Lua entrava num Signo Cardinal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio).
A cozinha e refeitório, improvisados, estavam em estado deplorável e, portanto, em outubro começaram a construção de um restaurante, que continha uma cozinha e um refeitório. Era um prédio térreo, sem piso superior, à prova de fogo e com lugar para 100 pessoas. A ideia era um restaurante tipo “self-service”, onde as pessoas podiam pegar uma bandeja com a comida numa abertura de janela e após consumir a comida devolvia a bandeja com o prato e talheres em outra janela.
No dia 26 de novembro este prédio estava pronto e foi inaugurado. Esta data é especial porque neste dia também foi feita a pedra fundamental da futura Ecclesia ou Templo e também foi hasteada a bandeira com o Símbolo da Fraternidade, que foi oferecida pelos membros do Centro de Los Angeles. O texto a seguir foi retirado do Echoes de dezembro de 1914:
“Era um dia bonito e às 11:00 horas nos juntamos em frente ao novo refeitório, preparados para hastear a bandeira com o Símbolo da Fraternidade e Max Heindel disse:
‘Apesar de sermos poucos em quantidade, muitos olhos estão voltados nesta direção esta manhã e um acontecimento muito importante está para acontecer. Seiscentos anos antes do Cristianismo iniciou-se uma onda de esforço espiritual na costa da Ásia. O Confucionismo começou a iluminar os problemas das pessoas que ali viviam naquela época. Para eles era o primeiro passo para mais conhecimento, pois este era destinado para a raça asiática. Então, de outra forma, esse esforço espiritual se moveu em direção a Leste sobre a Península do Hindustão[242] e a Pérsia para a Galileia, onde vestiu o robe do Cristianismo atual e foi difundida sobre o mundo ocidental. Contudo, toda religião teve sempre seu lado escondido. Leite para os fracos e alimento sólido para os fortes era e ainda é a regra em todo lugar. Os símbolos místicos que estes ensinamentos mais profundos davam seguiram seu fluxo em seu caminho ao Ocidente. Seiscentos anos atrás o mais avançado ponto de Mistérios ao Leste foi fixado na Alemanha. A Ordem Rosacruz começou a ensinar aos poucos que, então, estavam maduros para isto. Agora, o então implantado posto da Ordem, quase terminou seu trabalho, para o quanto é possível avançar naquele ponto. Eles enviaram um ponto mais avançado para a costa do Oceano Pacífico. Aqui no ponto mais ocidental do nosso continente foi constituída a Fraternidade Rosacruz como um centro exotérico para preparar o caminho para a Ordem Rosacruz. E em certo dia, nós não sabemos quando, mas talvez seja quando o Sol, por Precessão, entrar no Signo de Aquário [em torno de 2600 D.C.] a Irmandade irá nos seguir e se estabelecer por aqui. Esta é a última mudança no continente atual. Qual movimento espiritual também possa se instalar, terá seu início em um novo ciclo e em outro continente, para de lá seguir para o Leste e Sul. Portanto, estamos agora ao final do ciclo e ao início de um novo ciclo.
Chegamos ao momento de hastear a bandeira da Fraternidade Rosacruz, que é o símbolo mais alto e mais espiritual na terra: a linda cruz branca com suas rosas vermelhas, sua estrela dourada e o fundo azul celeste. As cores primárias em seu incomparável relacionamento – representando o Pai, o Filho e o Espírito Santo – irão tremular até que seu trabalho tenha terminado e uma forma mais alta se inicie. Que Deus permita que uma multidão possa se apoiar na bandeira e lutar contra as forças mais inferiores, e almejar a vida mais elevada, para trazer luz e cura ao mundo daqueles que agora gemem de dor e sofrimento’. Então a bandeira foi hasteada”.
Em Mount Ecclesia já haviam chegado algumas pequenas doações para construir o Centro de Cura. O Sr. George Wiggs, um membro de Chicago, iniciou um fundo. Como reação a isto, Max Heindel decidiu colocar a pedra fundamental. Ele continua seu discurso neste mesmo dia 26 de novembro da seguinte forma:
“Bem, apesar de confiarmos que um dia a escuridão, a tristeza e o sofrimento irão acabar e que chegará o glorioso reino de mil anos, o Reino do Cristo do qual a Bíblia fala e que na realidade a fé sem obras é morta. Nós, construtores de Templos, devemos realizar nosso trabalho para que estes ideais, pelo qual nós esperamos, se realizem. Por isto, nos reunimos hoje para um acontecimento importante: colocar a pedra fundamental, o primeiro pedaço de cimento, para que o último Templo material possa ser construído neste continente, que agora é povoado pela humanidade. Preste atenção no que digo: o último Templo material. Porque para a nossa atual condição de desenvolvimento é necessário ter um Templo que seja palpável, antes de construirmos o verdadeiro Templo em volta, feito dos corações humanos do qual já falamos tantas vezes antes. Um dia, como dito anteriormente, quando o Sol por precessão atingir Aquário [em torno de 2600 D.C.], a Ordem Rosacruz irá seguir. Eles também construirão um Templo aqui, um Templo com uma força muito maior do que nós esperamos um dia poder construir. Neste local o trabalho dos Rosacruzes irá continuar o que agora acontece no Templo na Alemanha. Talvez o Templo seja transportado para cá. Não tenho certeza disso. Contudo, aquela construção é inteiramente etérica.
Nós que não temos condições de ver a Igreja como ela aparece para a espiritualidade somos obrigados, primeiro, a formar uma construção material como moldura para o verdadeiro prédio espiritual que depois se torna uma força para o mundo. Se nós construirmos este prédio palpável de forma bonita e inspiradora, a inspiração que tirarmos deste prédio servirá de espelho para o prédio invisível e espiritual. Assim o prédio físico servirá para formar o prédio espiritual.
Se nós compreendêssemos as regras das forças cósmicas estaríamos em condições de ver como os Irmãos Maiores, e não seria necessário primeiro construir um prédio material e esperar um tempo para que a matéria seja alocada em suas posições. Contudo, poderíamos começar imediatamente a trabalhar construindo da forma correta. Iríamos ser imediatamente uma força poderosa para o bem no mundo para a rápida libertação do Cristo. Na verdade, como não conseguimos fazer isto, devemos nos empenhar ao máximo para fazer tudo o que é possível. Isto é, colocar linhas e princípios cósmicos em forma material para que todos que entrarem em seus portais sejam inspirados. Assim cada um de nós irá ajudar a formar o Templo Vivo e invisível, que é a verdadeira Igreja.
Nesta manhã nos reunimos para implantar a primeira pedra, a pedra que representa todas as cartas e todos os documentos, juntamente com os escritos e a literatura que temos até hoje aqui na Fraternidade Rosacruz. Mais tarde isto será a motivação para a construção deste prédio e o porquê de permanecer em pé. Permita Deus que esta pedra logo possa ser seguida por muitas outras. Que logo possamos começar e estar em condições de construir a verdadeira Sede Central de Mount Ecclesia.
A Bíblia nos conta da visita dos Reis Magos ao nosso Libertador. A lenda nos complementa dizendo que Gaspar, Belquior e Baltasar – os nomes destes sábios – pertencem às três raças que existiam na Terra. É muito interessante dizer isto, porque neste momento importante também estão presentes representantes das raças Lemúrica, Atlante e Ária.
A presença das diferentes raças no nascimento de Jesus foi esclarecedora para não ter preconceitos e provar que a Religião que Ele veio trazer é Universal. Como agora, inesperadamente e até o momento presente não foi notado a presença das três grandes raças em Mount Ecclesia, para prenunciar que este grande movimento também será universal, trazendo uma mensagem alegre, de uma compreensão melhor e uma sensação justa de fraternidade a todos que vivem na Terra.
Os membros foram, então, para um lugar onde havia areia e cimento e todos juntos, homens e mulheres, ajudaram a misturar o cimento e trazer a uma forma que estava enfeitada com folhas de palmeira e fizeram uma pedra que deverá ser o canto da Ecclesia quando nela for começada”.
A Companhia Elétrica de Oceanside era uma central pequena de energia e fornecia energia de baixa tensão para Mount Ecclesia três vezes ao dia. Isto era uma situação complicada, pois trazia muitos custos extras com ela. Assim a iluminação era feita por lâmpadas de óleo, os ditafones tinham motores que eram ligados de forma manual e a impressora era abastecida por um motor a gasolina. Contudo, em novembro de 1914 isto mudou. O Sr. F. H. Kennedy, o doador da bomba da água, ofereceu a Mount Ecclesia um motor à dínamo, para que pudessem construir uma própria central de energia. Max Heindel era um engenheiro experiente que, no início de 1900 quando chegou, trabalhou na Central Elétrica de Nova York. A instalação foi feita na parte subterrânea onde durante a primeira Escola de Verão serviu como refeitório, mas naquele momento estava sendo usado como depósito. Foi feito um quadro central com portas laterais. Max Heindel mesmo colocou os fios, porque em Oceanside morava apenas um eletricista amador e não havia dinheiro para chamar um profissional de San Diego.
Em dezembro as lâmpadas de óleo foram substituídas por lâmpadas elétricas e os ditafones, que deviam ser ligados manualmente, foram substituídos por aparelhos mais modernos. No dia 24 de dezembro Mount Ecclesia tinha um mar de luzes com energia da própria central.
Em fevereiro de 1915 não podiam mais ser colocadas as letras em Los Angeles para serem impressas em Mount Ecclesia. Era impossível fazer este serviço manualmente na Sede Central e, portanto, compraram uma máquina de composição.
A pequena revista Echoes from Mount Ecclesia, que estava sendo distribuída gratuitamente a dois anos, se tornou maior, mas os custos altos de postagem que se seguiram se tornaram um peso muito grande. Portanto, na edição de maio, como experimento, saiu um comunicado que a assinatura anual custaria US$ 1,00. A revista continha 43 páginas numeradas e o nome mudou para Rays from the Rose Cross.
Por causa do barulho a impressora foi transferida para a área sob a casa, e em junho compraram também uma prensa cilíndrica.
Durante a primeira Guerra Mundial (1914-1918) não houve Escolas de Verão em Mount Ecclesia e também não houve atividades para fora. Contudo, foram dadas aulas e Palestras aos soldados que estavam em Kamp Kearny – aproximadamente 32 km de Oceanside – e depois alguns soldados se tornaram membros da Fraternidade.
Durante os anos de Guerra, Mount Ecclesia teve dificuldades financeiras. Na Europa muitos estudantes foram obrigados a parar com a ajuda financeira, a venda dos livros diminuiu e os preços subiram.
Mesmo assim no dia 4 de julho houve festa. A última parcela de US$ 1000,00 havia sido paga e no dia 4 de julho o documento da hipoteca foi queimado, enquanto Max Heindel fazia a seguinte palestra intitulada: “Nossa Associação, seu progresso e florescimento”.
A casa onde os Heindel moravam era muito barulhenta e atrapalhava Max Heindel em seus afazeres. Ao mesmo tempo era de fácil acesso aos visitantes. Por isso fizeram uma casinha de três quartos ao pé do morro onde Max Heindel podia trabalhar sem ser incomodado.
Do livro ‘Mensagem das Estrelas’, que era pequeno e costurado, havia aparecido duas publicações. Contudo, nesta casinha ao pé do morro este trabalho foi revisto e ampliado. À noite, quando a Sra. Augusta Foss Heindel se juntava ao marido – após passar o dia recebendo os visitantes, fazendo os trabalhos de escritório, orientado os cozinheiros e jardineiros – ela ouvia o que seu marido havia colocado no ditafone. Isto era então discutido e a Sra. Augusta Foss Heindel depois complementava com seu conhecimento. O resultado foi um livro de 700 páginas.
Um dos trabalhadores que se juntou à Fraternidade Rosacruz através de uma agência de empregos foi Alfred Adams. Um homem de meia idade com uma saúde fraca, mas simpático, agradável e eficiente. Com o tempo melhorou sua saúde e ele se interessou mais pelos ensinamentos. Apesar de ter sido admitido para fazer a administração geral ele acabou ficando em Mount Ecclesia. De contador e estenógrafo ele chegou a gerente em 1919, quando Max Heindel faleceu. Neste tempo ele se tornou um grande apoio para a Sra. Augusta Foss Heindel até 17 de março de 1931, quando ele faleceu de um problema cardíaco aos 72 anos. Com o passar dos anos havia 8 funcionários no escritório. Eles não sabiam dos ensinamentos Rosacruzes e a maior parte do dia era usada para instruir e gerenciar estas pessoas.
Após reescrever o “Mensagem das Estrelas”, o livro “Astrologia Científica Simplificada” foi revisto. Este livrinho pequeno e costurado, Max Heindel havia escrito em 1909 quando estava morando em Seattle. Após a conclusão o livro ficou com 198 páginas e foi impresso em 1916.
No dia 13 de março a mãe de Max Heindel faleceu[243]. Ele escreve o seguinte sobre isto: “Alguns meses atrás, quando minha mãe – que morava em Copenhague, Dinamarca – faleceu, recebi cartas, do meu irmão e da minha irmã cartas, cheias de dor pela ‘perda’. Para mim ocorreu exatamente o oposto”.
“Eu a visitava, algumas vezes por ano, em meu Corpo Vital, por alguns instantes, mas eu não tinha coragem de me materializar ou de falar com ela, pois, poderia produzir um choque; que poderia resultar na morte, como consequência deste encontro. Além do mais, o uso tão egoísta dessa faculdade é estritamente proibido. Ou seja: eu estava longe da minha mãe, enquanto meu irmão e minha irmã estavam sempre convivendo com ela. Quando a morte veio, isto mudou: ela não estava mais em condições de se mostrar presente para eles; não podia conversar com eles ou confortá-los e dizer que não estava ‘morta’, como eles acreditavam. Contudo, ela aprendeu logo que bastava um simples PENSAR em mim, que já levava a vir para a Califórnia; e depois que ensinei a ela um determinado sinal, ela tinha acesso imediato a mim, a qualquer momento. Agora que ela está morta para o meu irmão e a minha irmã, ela está viva para mim, que tenho o privilégio de ajudá-la nesta difícil transição, mesmo vivendo ainda neste mundo. Por isto eu não sinto a dor da perda”[244].
Mas o falecimento se torna difícil se as pessoas que estão em volta o impedem, e isto foi provocado pela meia irmã de Max Heindel. Max Heindel nos conta o seguinte a respeito disto: “Esta classe [pessoas falecidas onde seu Corpo Vital e seu Corpo de Desejos estão tão interlaçados devido a sua maldade que são forçados a permanecerem nas regiões inferiores dos mundos invisíveis] pode ser encontrada por muitos anos após seu falecimento. É um fato curioso que essas pessoas, às vezes, são procuradas por antigos amigos, que já faleceram, porque necessitam de ajuda para entrar em contato com o Mundo do Físico. Eu lembro de um caso assim, que aconteceu alguns anos atrás, quando uma parente idosa [a mãe de Max Heindel] estava a ponto de falecer. Ela queria muito ver seu [2º] marido que tinha falecido alguns anos antes. Contudo, ele já alcançara o Primeiro Céu, seus membros e seu corpo já se haviam dissipado, ficando apenas a cabeça. Portanto, dificilmente ele poderia mostrar-se a ela quando da sua chegada, e muito menos influir nas condições de seu passamento, que não eram inteiramente do seu agrado. Certas coisas estavam sendo feitas a fim de retardar a separação do Espirito e da carne, o que ocasionou uma tremenda angustia à pessoa moribunda. Em sua ansiedade como marido, ele apelou para um amigo cuja união entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos permitia manifestar-se mais facilmente. Este Espírito pegou uma pesada bengala num canto do quarto e com um forte golpe arrancou um livro das mãos da filha da agonizante, o que apavorou de tal forma os presentes, que estes pararam com as lamentações, permitindo que a mãe passasse para o além”[245].
Na primavera de 1916 a antiga máquina de impressão foi substituída por uma mais moderna. Desta forma foi permitido dar um formato maior à revista Rays from the Rose Cross. À princípio Max Heindel tinha a ideia de escrever um jornal diário Rosacruz, mas, devido à Guerra muitos membros foram enviados para lá, onde alguns morreram. Também subiram os preços dos maquinários, papéis e similares, enquanto os salários dos tipógrafos eram muito altos. E como não havia membros que pudessem assumir esta função, este desejo ficou sem ser realizado.
Na última página da edição de maio de 1916 Max Heindel escreveu: “Contestando o Simbolismo! No lado interno da capa se encontra um símbolo antigo dos Rosacruzes que os Irmãos Maiores chamam de CADINHO. Usando a imagem, durante a meditação, poderá entender-se o seu significado … Quando publicarmos as descrições que merecerem prêmio, eu escreverei mais sobre este símbolo”.
Esta imagem também aparece nas edições de junho até outubro. Contudo, poucas pessoas parecem ter reagido ao convite, pois Max Heindel escreve na edição de setembro de 1916 na página 160: “Eu me pergunto se os estudantes perceberam o convite para a contestação de ‘símbolos’, pois, só recebemos algumas respostas e a data final de 1º de agosto já passou”.
Na edição de outubro de 1916, na página 169, Max Heindel escreve o seguinte: “A seguinte explicação do símbolo Rosacruz da contracapa feita por um estudante é, até o momento, a mais valiosa tentativa que recebemos. Eu confio que possa incentivar outros a cavar na mina dos mistérios escondidos e encontrar mais tesouros”. Para não interromper a biografia, esta explicação está no Adendo 10. Parece que Max Heindel não achou necessário ele mesmo escrever sobre o assunto como havia anunciado.
No vale San Luis Rey, aproximadamente uns 60 metros abaixo de Mount Ecclesia, fica a linha do trem de Santa Fé, que vai de Fallbrook até Bonsall. O vale tinha uma plantação de beterrabas do tipo para fazer açúcar que quando colhidas eram transportadas até os vagões, por trilhos laterais, e depois transportados até a fábrica de açúcar. Contudo, como consequência de uma enchente os trilhos, com suas ramificações, foram levados pelas águas, assim como fazendas, árvores e vegetação. Era horrível ver como barracões, galinheiros, cavalos, vacas e casas foram levados pelas águas turbulentas. Todas as pontes entre Los Angeles e San Diego foram levadas pela água. Oceanside parecia uma ilha e ninguém conseguia chegar até ela. Também não era possível enviar uma mensagem, pois todas as linhas telefônicas e de telegrama foram rompidas. Cinco pessoas faleceram com esta enchente e demorou três semanas para que Mount Ecclesia recebesse correspondência de novo.
Houve necessidade de um curso por escrito da Filosofia Rosacruz, porém, devido a muitas atividades Max Heindel não conseguia encontrar uma chance de iniciar o curso. Portanto ele se dirigiu a Sra. Kittie Skidmore Cowen que morava em Montana Home, em Idaho, que escrevia artigos baseado no Cosmo[246] para a revista Rays. Ele pediu que montasse um curso de 12 lições com perguntas. No início de 1917 este curso, introdutório no ensinamento Rosacruz, ficou pronto.
Para se tornar membro o aspirante deve primeiro terminar este curso, para que a pessoa saiba onde está se associando.
Em março de 1917 a poetisa Ella Wheeler Wilcox visitou Mount Ecclesia. Na Rays de maio de 1917 Max Heindel escreveu o seguinte:
“Autora Encontrada!
Em sua visita a Mount Ecclesia, ela me contou em uma conversa que era a autora deste maravilhoso poema:
Um barco navega para leste e outro para oeste,
Empurrados pelo mesmo vento;
É a posição das velas e não o sopro do vento
Que determina a direção em que eles vão.
Assim como os ventos do mar, são os caminhos do destino,
Onde o sol reaparece após a tempestade.
É a ação da alma que determina a meta
E não a calmaria nem a luta.
Alguns anos atrás encontrei esta poesia sem que o autor estivesse mencionado. Eu o citei com frequência, e muitas vezes me desculpando por não saber quem era o autor. Portanto, fiquei muito feliz em saber quem era o autor e a Sra. Wilcox também me contou a história de como chegou a ideia do poema. Ela contou que estava velejando de Nova York para Boston e enquanto estava sentada ao deck com o marido este comentou: ‘Não é interessante Ella, que vemos os barcos indos para as duas direções e todos são impulsionados pelo mesmo vento? ’. E a Sra. Wilcox reagiu, dizendo: ‘Oh, Robert, que tema interessante para um poema! Dê-me rápido um pedaço de papel para que eu possa escrever’. E em dez minutinhos ela escreveu este poema. ‘Isto’, assim falou ela, ‘aconteceu aproximadamente uns 20 anos atrás e foi publicada pela primeira vez no Munsey´s Magazine’.
Também é interessante saber que o Sr. Wilcox é o ‘pai’ de várias ideias espirituais que a Sra. Wilcox tão lindamente transformou em poemas.
Conforme disse ela, o casamento deles era a união perfeita, uma amizade forte entre duas almas, que somente aqueles que tiveram o privilégio de vivenciar podem apreciar. Não é uma pena que uma união ideal assim seja uma exceção e não uma regra? Talvez fosse interessante saber que a Sra. Wilcox há alguns anos estuda os ensinamentos Rosacruzes e aprecia muito o Conceito Rosacruz do Cosmos. Ela contou que combinou com o marido algum tempo antes dele falecer de ler um capítulo do livro todas as noites antes de irem dormir. Contudo, devido partida dele, este plano nunca foi realizado. O que a deixou com remorsos, porque esses ensinamentos seriam de maravilhoso proveito para o seu o marido na vida post-mortem”.
Pouco antes da Sra. Wilcox falecer, em 1919, foi publicado seu livro: “The Worlds and I”. Aqui está escrito que ela nasceu em 1855 em uma fazenda no Wisconsin, como a caçula de quatro filhos. A condição física dela na adolescência deixava a desejar, mas o desenvolvimento mental, emocional e espiritual era satisfatório. Em idade bem jovem ela começou a escrever poemas. Quando obteve seu diploma do ensino médio ela já era conhecida como poetisa em sua cidade natal. Com aproximadamente 28 anos ela se casou com Robert Wilcox. Eles tiveram um filho, que faleceu logo após o nascimento. Após o casamento entraram em contato com a Teosofia e já aderiram ao movimento. Durante toda a sua vida mantiveram interesse por assuntos psíquicos e espirituais. Pouco depois do casamento prometeram um ao outro que aquele que falecesse primeiro iria tentar voltar para se comunicar com o outro – se isto fosse possível; mas eles não duvidavam desta possibilidade. Em 1916 Robert Wilcox faleceu, após 30 anos de união e companheirismo com sua esposa. Ela sofreu muito, e esse sofrimento ficou cada vez mais forte conforme as semanas iam passando e ela não recebia uma mensagem dele. Ela visitou médiuns famosos em todo o país e alguns “sábios” de várias religiões e filosofias. Ela ficou em um retiro Teosófico e isto ajudou a acalmar, enquanto bons amigos a aconselharam a não confiar cegamente no espiritismo. Neste período ela foi para a Califórnia, porque havia ouvido dizer que lá as energias espirituais são mais fortes. Ainda em busca de ajuda em sua tristeza, fez uma visita a Max Heindel, não entendendo porque ainda não havia tido um contato do Robert. Ela descreve o encontro com Heindel da seguinte forma: “Durante uma conversa com Max Heindel, um líder da Filosofia Rosacruz na Califórnia, ele deixou claro para mim as consequências do meu sofrimento. Ele me garantiu que encontraria com o espírito do meu marido assim que aprendesse a controlar meu sofrimento. Eu respondi que me parecia estranho que o Todo Poderoso Deus não enviasse uma luz a uma alma sofredora para confortá-la quando mais precisava. Max Heindel me perguntou: ‘Você já esteve perto de um lago transparente e viu as árvores refletidas na água? E você já jogou uma pedra naquela água e viu como ficou turbulenta e deixou de refletir a imagem? Mesmo assim acima da água esperavam a luz e as árvores para se refletirem novamente, quando a água se acalmasse. Desta mesma forma Deus e a alma do seu marido estão esperando você se acalmar para poderem se mostrar a você’”.
Depois desta conversa ela retornou para casa e passou horas em oração e meditação. Após alguns meses as palavras de Max Heindel se tornaram em realidade’[247].
Os escritórios ficaram tão lotados, que foi necessário fazer um prédio separado para esta atividade. No dia 13 de março de 1917, às 14:00 horas (02:00 PM), após uma pequena cerimônia feita por nove Probacionistas, foi dado início à construção. Contudo, na metade perceberam que financeiramente não conseguiriam continuar e isto só seria possível se conseguissem arrumar uns mil dólares.
Em San Diego não foi possível fazer um empréstimo diretamente. A Sra. Augusta Foss Heindel, que fazia a administração financeira para sua mãe, esperava poder fazer um empréstimo dando os bens dela em garantia, mas para isto necessitava da autorização de sua irmã. Este foi concedido, resolvendo, assim, este problema e o prédio da administração pode ser finalizado.
O prédio da administração foi feito em alvenaria. Quando ficasse pronto teria um andar superior com uma área de 446 m². A intenção era colocar a sala de impressão no piso inferior e os escritórios em cima. Neste andar superior também iria ficar um quarto grande – separado em dois por meio de um biombo – para servir como quarto de dormir para o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel. Isto para que Max Heindel não precisasse mais se cansar subindo e descendo para o bangalô ao pé do morro. Neste quarto não havia água, mas se fossem até à recepção havia uma torneira. Para tomar um banho precisavam ir por fora, até a torneira no refeitório. Quando o prédio ficou pronto Max Heindel conseguia chegar na sala de impressão, ao refeitório e comparecer aos rituais na capela, descendo apenas alguns lances de escada, o que antes custava um esforço enorme para ele.
Em maio o Sr. F. H. Kennedy veio fazer uma visita em Mount Ecclesia. Quando chegou à porta de entrada do escritório perguntou por Max Heindel. O pessoal o encaminhou à sala de impressão. Como de costume a máquina de linotipo estava quebrada. O Sr. Kennedy entrou na sala de impressão, que ainda estava na parte inferior do primeiro prédio. Lá ele viu Max Heindel deitado sob a máquina, enquanto o suor banhava seu rosto. O Sr. Kennedy cumprimentou seu amigo com um sorriso e um olhar de compaixão.
Após conversarem um tempinho, o Sr. Kennedy voltou para o escritório da Sra. Augusta Foss Heindel. Ela disse que nunca havia visto o rosto de alguém tão transtornado como o do Sr. Kennedy naquele momento. As lágrimas brilhavam em seus olhos pelo jeito que havia visto Max Heindel, e doía nele o fato de um homem tão culto ser forçado a deitar embaixo de uma máquina para fazer a manutenção necessária. Havia um rapaz mais jovem, mas ele não tinha o menor conhecimento de encaixar as letras e muito menos de fazer a manutenção. O Sr. Kennedy perguntou à Sra. Augusta Foss Heindel o endereço de alguém que fosse membro e que pudesse vir para Mount Ecclesia para ajudar na impressão. Ela conhecia apenas uma pessoa que tinha um pequeno conhecimento de tipografia. Contudo, era um homem pobre, pai de família com cinco filhos. Seu endereço foi anotado e o Sr. Kennedy tomou imediatas providências para trazer este homem com sua família para lá. Contudo, para que isto fosse possível precisava primeiro mandar construir uma casa [que mais tarde foi chamada de Ecclesia Cottage] e garantir um salário de um ano para ele.
Em junho de 1917 o novo prédio administrativo estava pronto. O Sr. Phillip Grell e a família vieram justamente em tempo de ajudar na mudança e instalar as máquinas na sala de impressão. Seu conhecimento, de fato, do trabalho e da manutenção das máquinas era muito pouco. E também não entregava um trabalho muito limpo. Após oito meses a família Grell deixou Mount Ecclesia e Max Heindel deitava novamente embaixo das máquinas.
Como agora havia mais espaço na sala de impressão compraram uma impressora maior e foi possível aumentar o tamanho da revista mensal. Tinham salas de depósito onde os livros ficavam bem guardados, sem ficarem misturados e amontoados. Portanto, eles mesmos começaram a encapar, em pequena escala, os livros.
Durante os anos da guerra [1914-1918] era muito difícil conseguir funcionários. O Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel iam pessoalmente para Los Angeles para procurar cozinheiros, ajudantes de cozinha, estenógrafos, jardineiros e auxiliares de impressão. Financeiramente isto também era inviável porque as viagens para Los Angeles aconteciam de uma a duas vezes por quinzena e eram caras no transporte e estadia em hotel. As pessoas que vinham desta forma nunca ficavam muito tempo, porque a vida no campo para eles era muito chata e o vegetarianismo não era desejável. Praticamente a cada três meses tinha um cozinheiro novo, que primeiro devia ser ensinado no vegetarianismo e logo depois partia. O mesmo problema acontecia com os ajudantes de impressão, que ou levavam bebida forte e perdiam o controle ou não se adaptavam a vida fora da cidade.
No dia 15 de julho de 1917 o casal Heindel saiu de férias[248]. Esta foi a primeira vez desde que a Fraternidade foi fundada há sete anos. Eles partiram no domingo à noite após o ritual no Pro Ecclesia. Eles entraram no ‘Carita’, um carro modelo Overland. Com este carro foram pelas estradas, que já haviam percorrido em outra ocasião. Pela linda San Luis Rey, passando pela velha Missão Franciscana, por sobre o Red Mountain e pelo lago Elsinore. Contudo, esta estrada não era a mesma de antes. Havia paz e alegria no ar, calma e sossego, um bálsamo para seus corpos e mentes cansados. Algo, interiormente, tinha mudado: eles se sentiam jovens, riam, brincavam e cantavam como crianças.
De Elsinor, sobre o asfalto lisinho, fizeram o percurso até Colton, a fonte principal de cimento da Califórnia. Depois para Riverside com seus laranjais imensos, onde o ar ficava impregnado com o cheiro de sua florada que ficava ao lado das frutas douradas. Isto é com toda a certeza uma região de muita beleza. Isto não era por causa das construções, apesar de serem em sua maioria muito artísticas e bonitas, mas pela natureza. Porque toda esta região do Sul da Califórnia é por direito um paraíso frutífero com suas lindas palmeiras, belíssimas magnólias, laranjeiras douradas e a profusão de flores variadas que alegravam à vista para onde se olhasse.
Cinquenta anos antes [aproximadamente 1870] não havia nenhuma árvore nesta região. A região entre Los Angeles e San Bernardino tinha o nome The Sixty Mile Desert [o deserto de 90 km], um terreno de caça para os colonizadores que moravam na redondeza.
De Riverside não fica longe ir para Redlands, uma cidadezinha turística. Aqui eles passaram pela famosa ‘smily heights’ situada numa montanha fina a uma altura de 150 m, que divide a região em dois vales amplos rodeados por montanhas de todos os lados. Quando se passa por esta costa, que tem vários pedaços com apenas 60 m de largura, não precisavam sair do carro para ter uma vista ampla sobre os dois vales com suas laranjeiras e outros pomares frutíferos, que se espalhavam até a encosta da montanha.
Eles visitaram San Bernardino, a cidade mais antiga da região, e um centro mineiro. Contudo, bastante desapontados, retornaram à costa procurando um pouco de ar mais fresco.
Neste ponto a Califórnia é única, pois mesmo sabendo onde se está pode se encontrar todas as temperaturas que desejar, tanto no verão como no inverno, e também não precisa ir longe para isso. Em Mount Ecclesia, por exemplo, é agradavelmente refrescante. Se quiser um lugar mais quente basta ir para o lago Elsenore a uns 70 km de Oceanside. Para brincar de jogar bolas de neve pode se ir, numa manhã de inverno, saindo de Los Angeles com um carrinho elétrico, para Mount Lowe a 1800 m acima do nível do mar. Ou, na volta, passar por Pasadena onde chapéu de palha e camisetas são o traje do dia. Ou para Venice-by-the-Sea, onde o oceano é azul, o sol brilha na praia e o visitante é convidado a dar um mergulho refrescante.
O retorno foi por Los Angeles e um de seus distritos mais belos, Hollywood. Depois subiram por Cohengue e logo já passavam pelo vale frutífero de San Fernando para as montanhas que os afastavam da costa. Universal City foi o primeiro ponto que chamou a atenção deles. Lá eles viram como os artistas faziam as filmagens. Imitações de castelos antigos espalhados pelas colinas para dar cor às histórias do tempo dos cavaleiros. Um contraste imenso entre o mundo velho e o novo formavam os caubóis que cavalgavam entre as colinas e o gado. Seguindo em frente passaram pelas cidades floridas como Lankershim, Van Nuys e Owensmouth do seu lado direito, aquecidas ao sol entre os bosques com frutas.
No princípio foi o ouro que atraiu as pessoas até Califórnia. Apesar de nesta região ter muitos minerais, isto se anula com a abundância dos grãos dourados, que é produzida nas grandes fazendas. Ou das frutas douradas: laranjas, limões e toranjas; ou o petróleo, que tem mais valor que o ouro.
A caminho de Santa Bárbara eles passaram por uma estrada longa, íngreme e cheia de curvas – chamada Conejo Grade – em direção à costa, onde, após um tempo, alcançaram Ventura, uma cidade importante do petróleo. Saindo de lá, seguiram pela rodovia, num comprimento de 38 km beirando o oceano. Neste trecho o ponto mais interessante para eles foi Summerland, assim chamado por ter sido um refúgio espiritual. Depois encontraram petróleo. Ao invés de subirem a região etérica dos Anjos, as pessoas foram cavar, com ganância e mãos pretas, no reino de Plutão para trazerem a substância viscosa para cima e alimentarem as fábricas.
Em Santa Barbara eles procuraram um lugar para ficar, pois queriam ficar um tempo lá, porque tinham ouvido falar muito desta redondeza.
A sobrinha deles, Olga [Borsum Crellin], os acompanhou nesta viagem e queria ser a motorista. Ela já havia tido algumas aulas no Maxwell que era usado para levar as correspondências para o correio de Oceanside. Rapidamente ela descobriu os segredos para dirigir a Carita, e Max Heindel achava isso cada vez mais fácil. Entre os trajetos curtos e longos períodos de descanso os dias passaram voando, proporcionando nova energia para voltar a Oceanside.
Em 1917 era impossível, para os astrólogos, conseguirem a Efemérides Inglesa, sendo que muitos fizeram essa queixa em Mount Ecclesia. Num dia quando Max Heindel e sua esposa estavam passando pelos trabalhos diários como de costume, Max Heindel disse a ela: “Bem, querida, o que mais nos falta? Será que você e eu, com nosso conhecimento de astrologia e matemática e nossa gráfica, não poderíamos fazer uma Efemérides Americana? ”.
Com este objetivo adquiriram o Nautical Almanac americano e francês e passaram as noites calculando as Efemérides. Max Heindel calculava as longitudes e sua esposa as declinações. Na revista de fevereiro de 1918 foi comunicado que as Efemérides tinham sido impressas; e no dia 10 de fevereiro que a Tabela de Casas para as longitudes de 47-48 e 49-60 graus estavam prontas, e iriam calcular as Efemérides a partir de 1860.
Com a publicação das Efemérides e da Tabela de Casas houve uma procura maior pelo livrinho Astrologia Científica Simplificada e cresceu o interesse pelo estudo de astrologia.
Em maio de 1918 Max Heindel tinha planos de instalar uma encadernadora de livros e começou a comprar as máquinas necessárias. O plano era ir de carro para San Francisco e lá visitar as lojas com máquinas de segunda mão. Depois de Bedelia, eles tinham comprado outro carro de segunda mão, um Paige de 7 lugares, espaçoso e grande. Para esta viagem convidaram duas senhoras, Dra. Ruth Woods e Sra. Mary L. Lyon. Max Heindel dirigia o carro, pois ele tinha medo que sua esposa fizesse estragos no mesmo. Depois de uma semana eles retornaram a Mount Ecclesia, após conseguirem encontrar uma máquina a custo muito reduzido. O casal Heindel e o Sr. Grell instalaram a máquina, e logo depois o Sr. Grell e família deixaram Mount Ecclesia.
Depois de algum tempo o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel conseguiram encontrar um homem e uma mulher para a sala de impressão, por meio da agência de empregos, que já vieram imediatamente com eles no retorno para Mount Ecclesia. Eram ótimos funcionários que entendiam muito bem do tipógrafo e da máquina de encadernação. Infelizmente o homem era um alcoólatra e depois de alguns meses deixaram Mount Ecclesia.
Novamente, colocaram um anúncio para um tipógrafo. Neste anúncio foi colocado o endereço da irmã da Sra. Augusta Foss Heindel, que morava em Los Angeles. Neste endereço Max Heindel encontrou um tipógrafo de confiança, o Sr. N. W. Caswell. Juntamente com a jovem senhora Ethel Lanning deram seguimento ao trabalho na sala de impressão. Após alguns anos eles se casaram, e permaneceram trabalhando na sala de impressão.
Como mencionado anteriormente, em 1913, começaram os problemas com o fornecimento da água. Os problemas se complicaram com o não fechamento do portão para os reservatórios, fazendo com que o gado que pastava no vale, se espalhasse por Mount Ecclesia e acabava com a plantação lá. Max Heindel não queria começar uma disputa jurídica. E somente em 1918 a Administração conseguiu uma intimação judicial proibindo Max Heindel de fechar o portão e impedir a passagem. A intimação veio num sábado à tarde e ordenava o comparecimento ao tribunal na segunda-feira seguinte pela manhã. Max Heindel ligou para o advogado em San Diego solicitando que o defendesse.
Naquela segunda às 10:00 horas o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel estavam no tribunal, mas o advogado não apareceu. Max Heindel precisou ir ao escritório dele para chamá-lo. Quando ele lá chegou ouviu a voz do seu conselheiro na sala ao lado. A secretária disse que o Sr. Adam Thompson havia saído da cidade. Ouvindo isto Max Heindel retornou ao tribunal, onde sua esposa o encorajou que ele mesmo fizesse sua defesa. O Juiz estava ciente que o Sr. Thompson havia saído da cidade e quando sua causa veio à tona pareceu estar a favor de Max Heindel, que venceu o processo contra a cidade de Oceanside. O Juiz não gostava da Administração, porque deram a entender que haviam comprado o advogado.
O fechamento das estradas que estava no terreno como o caminho que dava para os reservatórios ainda não havia totalmente finalizado quando chegou o Sr. Graves no escritório para trabalhar lá. Hiram Graves tinha sido detetive e tinha vários amigos em Oceanside e logo deixou perceber que muitas coisas, no que se referia à Administração da Cidade, não estavam em ordem. Ele juntou provas e os trouxe à tona, fazendo com que fossem obrigados a se retirar. Com isto escolheram novos representantes que estava muito disposto a compensar as falhas do passado, fazendo com que este caso finalmente se resolvesse em novembro de 1918.
Na sala de impressão também se trabalhava à noite para prepararem vários anos de Efemérides. Também foi empenhado muito trabalho nos escritos do Livro Mensagem das Estrelas,pois estava escrito na revista que já estava disponível.
Sem conversar antes sobre isto com sua esposa, Max Heindel foi até o advogado em San Diego em novembro e passou os direitos autorais dos livros e gravuras que estavam em seu nome para os de sua esposa.
Numa noite, no início de dezembro de 1918, durante os cálculos das Efemérides de 1920, Max Heindel insistiu com sua esposa que ela fizesse todos os cálculos da Efeméride sozinha. Ela estranhou isto, pois era costume que ela calculava as declinações e ele as longitudes. Então, ela perguntou: “Querido, porque você quer que eu faça todo o trabalho sozinha? Você está pensando em me abandonar? ”. Max Heindel respondeu: “Que nada querida, apenas quero poder dizer para as pessoas que você fez o cálculo totalmente sozinha. Quero que se orgulhem de você”. Isto a preocupou, porque ele também começou a organizar todos os seus papéis.
Depois que a família Grell havia deixado a Sede Central houve um período difícil, e não sobrou alternativa para Max Heindel a não ser ele mesmo fazer a manutenção. Ele estudou a encadernadora até conhecer minuciosamente o mecanismo. Para ter mais experiência ele mesmo manuseou a máquina no final de novembro.
Max Heindel estava começando a se animar, novamente, com o assunto da impressão, quando a impressora quebrou e, por isso, teve que procurar um profissional que entendesse disso. Parecia que todos os homens habilidosos tinham falecido na guerra. Por isto o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel foram, numa quarta-feira dia 1º de janeiro em seu Paige, chamado Carita, para Los Angeles na tentativa de encontrar um novo tipógrafo. Eles conseguiram encontrar um casal. O homem era um experiente tipógrafo e a mulher tinha conhecimento na encadernadora.
Na sexta, dia 3 de janeiro às 5:00 horas da manhã, eles partiram de Los Angeles para parar no mercado e comprar verduras. Com o bagageiro lotado com verduras e outras coisas que já haviam comprado antes, chegaram ao final da tarde, famintos e cansados, na Sede Central.
No sábado, dia 4 de janeiro, tinha festa em Mount Ecclesia; festejaram o “Ano Novo” atrasado. Alguns amigos da redondeza também estavam lá, portanto, a biblioteca estava repleta de rostos felizes. Max Heindel também estava bem animado e cantou com sua voz forte, profunda e melodiosa algumas canções. Uma música que ele gostava bastante se chamava Ben Bolt[249]. Ele também cantou uma música conhecida dos marinheiros, Where are you going, my pretty maid, uma balada antiga que ele regia gesticulando[250]. Ele contou histórias e acontecimentos engraçados e surpreendeu os presentes com sorvete e bolo que havia comprado em Oceanside.
Domingo dia 5 de janeiro Max Heindel estava silencioso e pensativo, mas estava em bom estado de saúde. Sua atenção estava voltada para as lições dos estudantes. À noite ele fez uma palestra na Pro Ecclesia.
Também, na segunda-feira dia 6 de janeiro ele estava silencioso, mas em paz e feliz. Ele organizou os papéis em sua escrivaninha e fez anotações referente ao estoque da sala de impressão. Ele também queria que sua esposa estivesse com ele em seu escritório e, muitas vezes, pediu a ela para se sentar e conversar com ele. Quando ela disse que não queria atrapalhá-lo em seu trabalho ele respondeu: “Eu acho muito gostoso ter você aqui comigo e quando você me visita”.
Por volta das 16:00 horas Max Heindel havia escrito uma carta para a agência de correios para que entregassem uma vez ao dia as correspondências em Mount Ecclesia. Com esta carta ele foi ao escritório de sua esposa para mostrar a ela. Por volta de 16:30 horas, enquanto sua esposa lia a carta, ele estava se apoiando na escrivaninha dela com uma mão e, de repente, caiu ao chão, atacado por um mal súbito. Foi um tombo estranho, pois parecia que mãos invisíveis o seguravam e suavemente o colocavam no tapete. Quando a Sra. Augusta Foss Heindel se inclinou sobre ele, ouviu suas últimas palavras: “Comigo está tudo bem, querida”.
Ele perdeu a consciência e foi carregado ao seu quarto, que era ao lado do escritório da Sra. Augusta Foss Heindel. Enquanto ela ficou com ele, os funcionários foram para a Pro Ecclesia fazer o Ritual de Cura, para ele. Às 20:25 horas ele ainda abriu seus olhos e sorriu para sua esposa e, logo depois, faleceu.
Seu corpo foi deixado, durante três dias e meio, sem gelo e sem embalsamar, no escritório. Misteriosamente o corpo não demonstrava mudanças externas, e as bochechas mantinha sua cor natural, rosada como se em vida. Alguns amigos acreditavam que Max Heindel não tinha falecido. Sra. Augusta Foss Heindel tomou a decisão de que se não houvesse mudança até chegaram ao crematório de San Diego, ela deixaria o corpo por mais alguns dias no porão. Contudo, isto não foi necessário, porque quando fizeram o ritual na Pro Ecclesia, Max Heindel apareceu para sua esposa e garantiu a ela que tudo estava em ordem. Depois, o corpo foi cremado e suas cinzas enterradas junto às raízes da roseira, ao pé da Cruz.
Podemos comparar as pessoas com as ondas do mar: quando no mar uma onda se quebra e retorna, sempre se segue outra para tomar o seu lugar. Não faz diferença se a pessoa é ou não importante, sempre haverá outra pessoa que tome seu lugar para que o trabalho continue fluindo. Assim após o falecimento de Max Heindel sua esposa ganhou a liderança e foi apoiada pelo Sr. Alfred Adams.
Em novembro de 1918 Max Heindel tinha ido para San Diego para passar os direitos autorais dos livros e gravuras para sua esposa por meio de uma doação judicial. Quando após o falecimento de Max seu testamento foi oficialmente reconhecido, ficou claro que ele havia comprado a terra antes da Fraternidade se tornar uma pessoa jurídica. No documento estava escrito que ele administrava a terra para a Fraternidade. Contudo, quando este foi analisado e o testamento legitimado, o Juiz declarou que as terras da Fraternidade pertenciam a Sra. Augusta Foss Heindel, como herdeira, usando o fato que quando o testamento foi assinado a Fraternidade ainda não era uma Pessoa Jurídica.
Na primavera de 1919 vieram algumas pessoas, que já eram membros há algum tempo, para Mount Ecclesia. Eram: o Sr. W. J. Darrow, Contador, membro do Centro de Nova York, que ajudou na construção de um tanque de compostagem – mais tarde ele ajudou no escritório e na revista mensal; Sra. Netty Lytle, de Seattle: ajudou no setor da cozinha e mais tarde se tornou secretária esotérica; Sra. Mary B. Roberts, de Nova York: cuidou das atividades domésticas; Sra. Margareth Wolff: ficou com liderança do Setor de Cura e após seu falecimento foi substituída pela Sra. Roberts; um rapaz, Joseph Hoheisel, membro de Chicago e bom mecânico de automóveis – era o único que conseguia dirigir e fazer a manutenção da Paige; e Sam Erret[251] – ele, em especial, foi um achado que por muitos anos cuidou da sala de impressão, em particular da nova máquina de encadernação, a de dobrar e costurar livros que dava muitos problemas. Em Oceanside não havia ninguém que soubesse lidar com máquinas tão complicadas. Contudo, com a chegada do Sr. Erret isto ficou em ordem. Ele era quem deixava as coisas rodando.
O cachorrinho branco, chamado Smart, que Max Heindel havia adquirido em 1913 para espantar os coelhos da horta e mais tarde foi adotado pela Sra. Kitty Skidmore Cohen, uma estudante que veio na primeira Escola de Verão, voltou para Mount Ecclesia em 1919. A Sra. Cohen ficou viúva e decidiu retornar para permanecer na Sede Central e trouxe Smart com ela[252]. Ele dividia seu tempo entre os dois quartos, da Sra. Cohen e da Sra. Augusta Foss Heindel. Ele sempre permaneceu fiel à sua primeira dona, principalmente depois de uma experiência que ele teve quando a Sra. Cohen ficou umas semanas fora. Um vizinho tinha um buldogue muito agressivo que ficava acorrentado em seu quintal e onde Smart o atacou para pegar um pouco de ração. Após essa briga com o animal maior o Smart saiu muito machucado, e foi levado como uma massa sangrenta para o quarto da Sra. Augusta Foss Heindel. Uma enfermeira que estava de visita ajudou a cuidar dos ferimentos do pobre coitado, e enfaixar sua pata traseira quebrada. Depois disso a Sra. Augusta Foss Heindel cuidou dele; ele até podia ficar num cesto ao lado da cama dela durante a noite. Numa manhã ele estava andando sobre duas patas pelo quarto dela e foi engraçado de ver. Em pouco tempo ele ficou bom de novo. Smart ainda ficou alguns anos com eles e de repente sumiu.
Em novembro de 1919 mais um livro foi publicado. Foi a nova edição do livrinho: Astrologia Científica Simplificada.
A terra que foi comprada por Heindel consistia em 40 acres, aproximadamente 16 hectares, mas não chegava até a rodovia. Por volta de 1920 veio um novo fazendeiro como vizinho, que estava com problemas financeiros. Ele vendeu um pedaço de suas terras à Fraternidade que ficava exatamente entre rodovia e a Fraternidade. Assim a Fraternidade ganhou uma estrada diretamente até a ‘Highway to the Stars’, que vai até o famoso observatório Mount Palomar.
Após a compra deste pedaço de terra, alguns membros do conselho insistiram com a Sra. Augusta Foss Heindel para passar os 16 hectares que estavam no nome dela para o nome da Fraternidade. Mesmo o advogado desaconselhando, ela consentiu.
Em maio de 1920, Max Heindel apareceu para sua esposa e disse que, conforme solicitado pelo Mestre, era tempo de construir a Ecclesia ou Templo[253]. Enquanto Max Heindel vivia, alguns estudantes já haviam iniciado um fundo para a construção do Templo. Contudo, após juntarem alguns mil dólares, a maioria parou de contribuir. Quando em maio foi anunciado esta mensagem, o dinheiro começou a fluir de novo. Com isto o Sr. Lester Cramer, um arquiteto de Nova York, foi convidado a vir para Oceanside. Alguns anos antes ele também já havia estado em Mount Ecclesia e havia feito o desenho para o Templo, conforme indicações de Max Heindel.
No dia 29 de junho de 1920, numa quinta-feira bem cedo pela manhã, as pessoas começaram a chegar de carro de San Diego, Los Angeles e até da longínqua Sacramento. Alguns convidados já haviam chegado domingo e segunda-feira. Como não havia moradia suficiente, eles foram colocados em barracas.
No total eram 65 pessoas que, às 11:45 horas, se juntaram no ‘Ecclesia Point’ para inaugurar o terreno do Templo. Após cantar o hino de abertura, a Sra. Augusta Foss Heindel deu uma pequena introdução, dando ênfase a este sagrado passo.
Exatamente às 12:00 horas a Sra. Augusta Foss Heindel, os Discípulos, Probacionistas e Estudantes retiraram, cada um, uma pá de terra do local.
Após esta cerimônia a Sra. Augusta Foss Heindel falou sobre a construção do Templo de Cura que deveria ser construído em volta do Templo Simbólico, a Ecclesia.
As semanas que seguiram a inauguração do terreno foram de intensa atividade cavando buracos, preenchendo com concreto – misturando cimento, pedras, areia e água – até fazerem a fundação. Quase um mês depois, no dia do aniversário de Max Heindel, dia 23 de julho, exatamente ao meio dia, colocaram a pedra fundamental do Templo. Max Heindel já tinha feito a pedra no dia 26 de novembro de 1914. Na pedra foi colocada uma caixa com dizeres da Fraternidade. A Sra. Augusta Foss Heindel proferiu as seguintes palavras:
“Amigos, hoje estamos reunidos para dar continuidade ao que nosso querido líder, Max Heindel, começou no dia 26 de novembro de 1914. Naquele momento nos reunimos para fazer a pedra fundamental que hoje colocamos no lugar. O Templo é um símbolo físico que, quando nós entrarmos nele, nos dará um exemplo do que nós, como construtores do Templo Divino, tentamos alcançar. Nós conhecemos o uso simbólico do instrumento de construção. O pedreiro é descrito como aquele que mistura o cimento, coloca os tijolos e trabalha com as ferramentas que são de sua profissão. Dessa forma o prédio se constrói.
Nós também somos pedreiros (phree messen), usando outro material. Nós construímos com o material que os Irmãos Maiores nos fornecem e que nós acabamos de colocar nesta caixa, a gloriosa mensagem que nos foi passada pelos Irmãos Maiores por meio desse grande espírito cujo aniversário homenageamos hoje: nasceu em 23 de julho de 1865 e que era predestinado a dar uma visão mais ampla ao mundo, e que jamais foi transmitida anteriormente, dos ensinamentos de Cristo. Uma religião que será a pedra angular da nova raça que surgirá na Era de Aquário. Esse mensageiro nos contou que este será o último Templo Físico a ser construído sob orientação dos Irmãos Maiores.
A humanidade irá chegar a um estado de desenvolvimento, e, agora, está trabalhando com o objetivo de alcançá-lo, para que possa adorar no Templo verdadeiro: o Templo de Deus, não feito por mãos humanas, eterno nos Céus, que não foi feito com pedras, tijolos e argamassa, mas de corações amorosos, e com a sublimação de nossas naturezas inferiores para sermos pedras vivas.
É um privilégio ser um dos trabalhadores, ser uma das pedras vivas, escolhidos a obedecer aos últimos mandamentos do Cristo: ‘Pregar o Evangelho e curar os enfermos’. Este último mandamento já foi esquecido pela humanidade a muitos, muitos anos. Nós anunciamos o Evangelho, mas fizemos [com isto] apenas a primeira parte do mandamento que Ele deu a seus Discípulos. Na Igreja fracassamos em curar os enfermos. Havia uma divisão entre a ciência e a religião. Esta divisão originou o materialismo atual. Restabelecer esta divisão, a reaproximação da ciência com a religião é o que nós, trabalhadores e seguidores dos ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, tentamos colocar em prática. Nós colocamos a pedra angular de um enorme e futuro trabalho. Os poucos de nós que agora aqui estão mal percebem o que isto vai significar para a humanidade. Muitos anos após nós termos abandonado estes corpos mortais, o conteúdo desta caixa continuará existindo. As vibrações que serão construídas junto com este prédio serão sentidas até os confins do mundo.
Dizem que quando Salomão construiu o Templo de Jerusalém, as vibrações de toda a cidade se purificaram e mudaram. Nós estamos nas mãos de Saturno, num ambiente cristalizado. Para nós era importante aprendermos nossas lições, porque nos encontramos neste mundo cristalizado e, portanto, necessitamos usar de cimento visível. Contudo, com este trabalho atingimos um estado onde será inútil lutarmos por mais tempo, pois o fundamento está colocado. Hoje colocamos esta pedra fundamental, que com seu conteúdo permanecerá intacto por muitos anos.
Amigos, vamos sair hoje daqui, novamente imbuídos de nos tornarmos instrumentos mais puros, melhores e limpos, onde possamos transmitir os Ensinamentos dos Rosacruzes ao mundo.
Nós estamos aqui, porque fomos escolhidos neste imenso trabalho de Cristo. Estamos aqui para prepararmos este Templo Invisível, usando o Templo visível apenas como instrumento de trabalho. Nós ainda não deixamos nossos corpos físicos, mas estamos nos preparando para encontrar o Cristo. Porque Ele prometeu que em seu retorno ‘Iremos encontrá-lo no Céu’. O que isto significa? Que precisamos preparar o ‘Traje Dourado de Bodas’, o Corpo-Alma onde todos nós possamos encontrar o Cristo em seu retorno.
Amigos, vamos cada um com uma pá cobrir esta pedra de cimento, com uma prece de agradecimento e pedir por forças, pureza e conhecimento para que possamos ser instrumentos para dar continuidade neste trabalho e podermos divulgar ao mundo a mensagem da Fraternidade, sabendo que Cristo é a verdadeira Pedra Angular”[254].
Rollo Smith também estava, novamente, presente na construção do Templo. Durante a construção as doações eram frequentes, o que garantia que os salários dos pedreiros fossem pagos à vista; conclusão: o trabalho fluiu rapidamente. O objetivo era terminar o templo antes do início do segundo decênio [18 de abril de 1920].
Para alojar os trabalhadores extras, compraram barracas de exército. Neles foram colocados pisos de madeira para que pudessem ser habitados durante todo o inverno.
Também foram ministrados cursos: Sra. Arline D. Cramer dava aulas da Filosofia Rosacruz e Sra. Margaret Wolff curso de Astrodiagnose. Também havia aulas de Astrologia e Expressão.
No Echoes de novembro está escrito que 5500 exemplares do Conceito Rosacruz do Cosmos, 5000 exemplares de Astrologia Científica Simplificada e 4000 exemplares de A teia do Destino foram impressos e encadernados.
As lições mensais que Max Heindel havia enviado aos estudantes, também, foram impressos em forma de livro, com os títulos: A Teia do Destino e Interpretação Mística do Natal, enquanto que o Livro Maçonaria e Catolicismo estava pronto para ser impresso.
Financeiramente, 1920 foi um ano difícil, pois em comparação a 1918 os preços triplicaram. Em 1918, por exemplo, a capa de um livro custava 7 centavos de dólar e uma resma de papel 11³/4 de centavos; e em 1920 a capa do livro custava 20 centavos e uma resma de papel 31¹/4 de centavos.
No dia 24 de dezembro os Discípulos e Probacionistas se reuniram no Templo às 22:30 horas para a inauguração do Templo e o Ritual da Lua Cheia. Depois disto o coral cantou, às 23:45 horas, ‘Venham todos reunidos’ enquanto os membros e visitantes saíam da Pro Ecclesia em direção ao Templo.
A Sra. Frances Ray tocou no pequeno harmônio[255] – pois não havia dinheiro para comprar um órgão grande – Parsifal, ‘a Marcha dos Cavaleiros do Graal’. Depois as pessoas cantaram ‘Noite Feliz’ com as palavras que Max Heindel colocou nesta melodia, onde se seguiu a história bíblica desta noite. Durante a leitura foram mostrados slides por cima do harmônio, em sua maioria reproduções dos grandes mestres. Depois a Sra. Louise D´Artell cantou com uma voz linda de contralto[256] ‘Abram as portas do Templo’. Logo após a Sra. Augusta Foss Heindel falou sobre o objetivo do trabalho e a necessidade de envolvimento pessoal; seguida por uma maravilhosa seleção musical na flauta pelo Sr. Moro, onde todos se prepararam para a prece silenciosa que foi acompanhada pelo solo na cítara de Eugene Miller. Depois disto todos cantaram ‘Oh, pequena cidade de Belém’, seguido da palavra de fechamento da Sra. Augusta Foss Heindel e as pessoas se retiraram em silêncio, enquanto a organista tocava suavemente.
O Templo ainda não estava inteiramente pronto, porque a encomenda das janelas, que já havia sido feita em setembro, ainda não tinha sido entregue. Contudo, chegou alguns dias após o Natal. Então foram colocados os lindos vitrais, e também a iluminação central de teto.
O Sr. Camille Lambert, um artista de Lille, França, enviou doze quadros a óleo para Mount Ecclesia para serem colocadas nas doze paredes acima dos vitrais. Estes quadros representam os doze Signos do Zodíaco. O Signo de Leão, que foi colocado acima do Altar, é um maravilhoso nascer do Sol com um esplêndido e pacífico leão que está deitado vigiando atentamente. Touro tem um lindo touro numa pastagem com árvores a florir na primavera. O Signo de Aquário, o aguadeiro, fica acima da porta de entrada.
Os bancos são de um branco puro. Nas extremidades laterais e no centro está o símbolo de um Signo em dourado. Cada Probacionista ou Discípulo deve se sentar no banco onde marca seu Signo solar. Estes bancos devem manter o mesmo lugar enquanto estiverem dentro do Templo. A grande cadeira de braços, onde a pessoa que vai fazer a leitura se senta, tem acima no encosto, um leão pintado de dourado. O piso é pintado de linóleo verde e o tapete marrom fica no piso do altar.
Alguns homens que ajudaram na construção do Templo ficaram tão entusiasmados com Mount Ecclesia que queriam permanecer lá. Contudo, havia uma falta grande de acomodações, tanto para funcionários como para visitantes, e também não havia dinheiro para construir mais. Havia sobras de madeira das estalagens que foram usadas para fazer o teto da Ecclesia. Por isto foi decidido que na casa “Ecclesia Cottage”, onde primeiramente a família Grell havia morado, iria ser construído mais um andar. O piso e a fundação eram firmes o bastante para tal.
Este andar foi finalizado pelo lado de dentro com painéis de madeira e na parte exterior com telhas que cobriam a maioria das tábuas reutilizadas. Depois ligaram o encanamento da água e assim esta casa tinha, no andar de baixo, seis quartos para os cavalheiros e no andar de cima sete quartos para as damas.
Nesse meio tempo o trabalho continuava, mas um ponto fraco que permanecia eram as acomodações. Como os funcionários aumentavam em número e a quantidade de visitantes, também, aumentava constantemente, precisava ser feito alguma coisa para fornecer a estas pessoas uma acomodação decente. Novamente foi solicitado o auxílio do Sr. Lester A. Cramer, que desenvolveu um alojamento moderno com vinte quartos, dos quais oito tinham banheira no quarto. A construção de um prédio assim demandava altos custos e, também, existia o medo de não se conseguir finalizar a obra. Felizmente o banco de Oceanside estava disposto a emprestar US$ 7.000,00, que foram liquidados em dois anos.
Em julho de 1922, a Sra. Maria Lange, de Los Angeles, faleceu com a idade de sessenta e oito anos. Devido a sua saúde ela tinha se mudado para Mount Ecclesia no início de 1920, onde permaneceu até falecer; ela trabalhava nas atividades domésticas[257].
Na quinta-feira, dia 7 de agosto de 1923 às 16:24 horas, foi inaugurado o terreno ao lado do Ecclesia Cottage. O Prédio – de princípio denominado ‘dormitório’, depois Guest Hall e por fim Rose Cross Lodge – foi construído de forma simples, ‘estilo missionário’ e tinha as medidas de 10,67 por 25 metros. Tinha um andar superior e foi feito com tijolos vazados que foram rebocados do lado de dentro e de fora. O custo total foi de US$ 15.000,00. No primeiro andar foi construído uma marquise, que por causa do tamanho serviria como sala de reunião para os encontros. Antes disso o refeitório era utilizado para este fim, mas parecia atrapalhar aqueles que trabalhavam na cozinha.
Neste período Mount Ecclesia recebia a eletricidade, gás e água da ‘San Diego Gas and Electric Company’ e as dificuldades neste setor ficaram para sempre no passado. Também o fornecedor de gelo, o verdureiro e padeiro estavam dispostos a entregar os produtos em Mount Ecclesia. Uma outra melhoria foi a estrada que, da Rodovia, vinha até a Sede Central.
Neste mesmo ano de 1923, o vizinho do lado leste do terreno vendeu alguns pedaços de terra. Para proteger Mount Ecclesia daquele lado, de outros vizinhos, conseguiram comprar, por um preço bem baixo, um lindo bosque de eucaliptos com o tamanho de 4 acres e meio.
No mesmo tempo foi construído do lado nordeste do Templo uma casa-germinada, cada uma com três quartos e uma garagem embaixo. Ganhou o nome de ‘Temple Cottage’ e era destinada aos casais: Swigart e Wilson. O Sr. Swigart e sua esposa Perl vinham de Yakima, Washington. Ele se tornou diretor geral, enquanto sua esposa ajudava no setor de cura.
Alguns meses antes o Sr. e Sra. Wilson chegaram. Harry Wilson, no setor financeiro, e Vera como secretária central. Após o falecimento do Sr. Swigart, em 1929, ele foi substituído pelo Sr. Wilson, que faleceu em 1939.
Em 1923, a Sra. Lida West, membro do Centro de Long Beach, começou a transcrever todos os livros da Fraternidade para o Braille, que foi oferecida de forma gratuita para os cegos e deficientes visuais dos Estados Unidos da América.
Em 1924, foi comprado uma nova impressora. Era uma impressora Stonemetz, com a finalidade especial de imprimir o Rays from the Rose Cross.
Também, em 1924, o Sr. Charles D. Cooper escreveu para a Sede Central uma carta onde incluía um cheque no valor de US$ 100,00, com o objetivo de comprar um órgão de tubos para o Templo. A chegada desta carta foi anunciada na revista de novembro, com a solicitação do mesmo para que os membros e amigos se juntassem a este projeto.
Um ano depois, em setembro de 1925, a Sra. Augusta Foss Heindel foi para vinte grandes cidades ao norte, leste e oeste, para dar cursos e Palestras. Pouco antes de sua partida, Max Heindel apareceu para ela e disse que assim que fosse financeiramente possível precisavam começar a construção de uma escola infantil, para que fosse inaugurada antes de 1930[258].
Em 1925, aumentou mais um pouco o terreno de Mount Ecclesia. Este se ligava ao pedaço adquirido em 1923, do bosque de eucaliptos. Neste mesmo ano foi montado – devido a intenso pedido – um curso complementar de 14 lições dos Ensinamentos Rosacruzes; alguns anos depois ainda foram acrescidos mais 7 lições neste curso.
Alguns anos antes já haviam iniciada a impressão das lições que, mensalmente, Max Heindel enviava aos estudantes. Estas lições foram compiladas em cinco livros diferentes, a saber: A Teia do Destino [1920]; Ensinamentos de um Iniciado [1927]; Coletâneas de um Místico [1922]; Os Mistérios das Grandes Óperas [1921]; Maçonaria e Catolicismo [1914], e uma brochura: A Interpretação Mística do Natal [1920].
Na revista de janeiro de 1926 foi anunciado que o Livro Cartas aos Estudantes também iria ser publicado no formato de livro, enquanto uma brochura de 24 páginas, das mãos da Sra. Augusta Foss Heindel, chamado: Evolução no ponto de vista Rosacruz, também publicado.
Na primavera de 1926 o Sr. E. W. Ogden doou à Sede Central um canteiro de cactos que foi comprado por ele e o Sr. Charles Swigard, em Pasadena.
Devido ao fato do Sr. Heindel ter aparecido para sua esposa em agosto de 1925 com a solicitação de que a Escola infantil fosse construída assim que fosse financeiramente possível, ela procurou os meios para conseguir isto[259]. Uma doação do casal J. C. Jenssen fez com que a construção fosse possível. Em setembro de 1926 a Escola Infantil foi inaugurada e oferecia lugar para vinte crianças entre a idade de quatro e sete anos. No início havia tanto interesse, que foi feita uma lista de espera, mas depois, quando no início da década de trinta chegou a crise, o interesse diminuiu; por este motivo a Escola foi fechada em 31 de março de 1931. Pouco depois da inauguração da escola a Sra. Augusta Foss Heindel partiu por dez meses, até 21 de julho de 1927, para dar cursos e palestras em diversos centros da América do Norte.
Na primavera de 1927 foram construídas duas casinhas para acomodar estudantes que vinham para Mount Ecclesia durante a Escola de Verão, oferecendo acomodação mais barata que na Rose Cross Lodge. Essas casinhas foram construídas ao longo de uma estradinha lateral que saía da Ecclesia Drive e circundava o jardim. Naquele tempo tinham incluindo as construções grandes e pequenas, construídas desde a inauguração, um total de trinta e dois prédios.
Um dos membros, o Sr. J. C. Stroebel, diretor da Estação de Rádio W. W. V. A. em West Virginia, ofereceu, na primavera de 1928, um tempo gratuito para a Fraternidade, para dar conhecimento aos ensinamentos em escala maior. O Presidente do Centro de Nova York, o Sr. Theodore Heline, deu uma apresentação na rádio do dia 15 a 19 de abril às 12:00 horas e às 19:30 horas. Era o mesmo Heline que depois se casou com uma membra da Fraternidade Rosacruz: Corinne Smith Dunklee[260]. Durante a vida de Max Heindel essa jovem senhora escreveu lindos artigos bíblicos. Por conselho de Max Heindel ela escreveu, mais tarde, com ajuda do marido, um curso bíblico sistemático em formato de livro[261].
No dia 23 de julho de 1965, em homenagem ao centenário do nascimento de Max Heindel, foi feito um banquete em Mount Ecclesia, onde a Sra. Heline fez uma homenagem a Max Heindel. Aqui segue a maior parte de seu discurso: “Prezados amigos, meu coração canta porque posso estar com vocês aqui hoje neste evento e posso fazer minha pequena homenagem ao nosso querido Max Heindel. Eu quero contar a vocês sobre o primeiro dia que estive com esse homem maravilhoso. Para contar isso preciso brevemente contar a minha história. Talvez vocês já desconfiaram que, devido ao meu sotaque, nasci no interior do Sul e sempre vivi lá. Eu era filha única e em minha juventude adorava a minha querida mãe. Ela sempre foi a minha fada-princesa. Ela era muito fraca e eu sempre tive medo de perdê-la um dia. Por isto eu tomei a decisão que se ela se fosse, eu tiraria a minha vida e a seguiria. Vocês entendem que eu não sabia nada sobre Renascimento e da Lei de Causa e Consequência. Eu procurava por respostas as perguntas que não sabia formular. Eu não sabia exatamente o que estava procurando e, portanto, não tinha a menor ideia de onde encontrar a resposta. Como vocês sabem o Sul é muito ortodoxo e conservador. Contudo, eu sabia que em algum lugar encontraria respostas mais corretas sobre as perguntas da vida e morte, do que a ortodoxia me dava, e estava convencida a encontrar estas respostas. Neste meio tempo minha mãe foi ficando cada vez mais fraca e eu tinha um medo constante de perdê-la. Alguns meses antes da sua última doença uma amiga me ligou e contou que havia encontrado um novo livro maravilhoso e estava convencida que era exatamente o que eu estava procurando todo esse tempo. Naquela mesma tarde fui à casa dela, e como vocês devem desconfiar, o livro era ‘O Conceito Rosacruz do Cosmos’.
Quando vi a imagem da Rosacruz na capa e li que nós mesmos, pela nossa vida pessoal, devemos aprender a transformar a rosa vermelha em branca, eu sabia que finalmente havia encontrado a mim mesma. Naquela noite, antes de ir dormir, a encomenda para este livro maravilhoso estava na caixa do correio, a caminho de Oceanside. Contei os dias para a chegada da encomenda e justamente neste período o médico veio dizer que minha mãe deveria fazer uma operação muito perigosa. Por isto eu vivia todos os dias com este livro. Eu dormia com ele embaixo do meu travesseiro, pois este livro parecia ser o único consolo que eu encontrava nesta vida.
Após a cirurgia o médico me contou que não havia mais esperança; que ela viveria mais alguns meses.
Eu permaneci fiel a meu livro. Então veio num certo dia um pensamento estranho em minha cabeça. Eu deveria tirar a minha vida e seguir a minha mãe, como eu havia planejado todos esses anos, ou deveria ir para Oceanside e dedicar a minha vida aos ensinamentos de Max Heindel? A pergunta já continha sua resposta. Eu tomei a decisão e dez dias após o falecimento da minha mãe eu tomei o trem, ‘O Conceito Rosacruz do Cosmos’ embaixo do meu braço, a caminho da Califórnia e de Max Heindel. Ele parecia ser o único consolo na face da terra para a minha tristeza.
Oh! Eu gostaria de descrevê-lo de forma justa de como eu o vi naquele primeiro dia aqui em Mount Ecclesia. Ele veio de braços abertos em minha direção e seu rosto atraente estava iluminado de ternura, simpatia e compaixão. Vocês devem saber que eu nunca havia tido contato pessoal com ele. Eu só o conhecia através do seu livro. Vocês conseguem entender minha surpresa e perplexidade quando ele pegou minhas mãos e ternamente disse: ‘Minha criança, estive muitas vezes com você, tanto durante o dia quanto à noite, durante esta prova tão difícil que você acabou de deixar para trás. Eu sabia que quando terminasse, você viria até mim. De agora em diante você sempre trabalhará neste meu projeto’.
Isto, amigos, foi um dia muito importante na minha vida. Este foi o dia que me entreguei inteiramente à vida espiritual e ao Ensinamento Rosacruz. Era meu direito conhecer este homem tão sábio e ser instruída sob sua liderança. Eu sempre considerei estes cinco anos como os mais bonitos e espiritualmente frutíferos anos da minha vida. Eu gostaria de estar em condições de descrever este homem maravilhoso, como eu o conheci. Quando penso em suas qualidades admiráveis; a qualidade que eu mais admirava nele era sua total humildade. Enquanto ele sempre, onde possível, queria ajudar e ser útil, ele sempre manteve a pessoa de Max Heindel apagada. Enquanto eu observava esta sua total dedicação a uma vida simples, eu pensava muito nas palavras de Cristo: ‘De mim mesmo eu nada sou; é o Pai que faz as obras! ’.
Queridos amigos, eu acredito que Max Heindel demonstrava a simbiose perfeita do místico e do prático. As tarefas menos importantes e mais simples ele realizava com tanto entusiasmo e alegria. Se fosse necessário ele descia e ia até no estábulo para ordenhar a vaca; porque, como vocês sabem, nós tínhamos naquele tempo em Mount Ecclesia somente um estábulo e uma vaca. Ele colhia o mel, porque nós tínhamos abelhas. Ele subia nos postes de telefone para consertar um fio quebrado. Ele plantava flores no jardim, tirava ervas daninhas e buscava as verduras. Ele fazia todas as coisas simples com a mesma atenção e espírito do que quando ia para o escritório, a sala de aula ou suas Palestras, para lá partilhar sua sabedoria. Ou talvez quando ia ao encontro de seu Mestre que o orientava em seu grande trabalho.
Normalmente era seu hábito aos sábados à noite ir à biblioteca para ter um encontro de “Perguntas e Respostas”. Lá tinha uma mesa enorme que ocupava toda a largura da sala e os estudantes se amontoavam naquela mesa, com Max Heindel, em pé em frente, respondendo às perguntas. Cada estudante podia fazer uma pergunta e devia ser por escrito. Então, Max Heindel juntava as perguntas e ia respondendo uma por uma. Por observá-lo atentamente me parecia que ele sempre sabia intuitivamente quem havia feito a pergunta e ele falava diretamente para a pessoa que havia feito a pergunta. No período que eu participei desses encontros maravilhosos ele nunca fez um erro quanto a identificação da identidade de quem fez a pergunta. Ele era sempre cuidadoso e atencioso para nunca ir a pergunta seguinte sem ter certeza que aquele que fez a pergunta estava totalmente satisfeito com a resposta. Foi durante um desses encontros esclarecedores, que eu percebi, pela primeira vez, a importância que as cores e a música iriam tomar no mundo, para preparar a chegada da nova Era. Max Heindel havia anunciado que estes encontros de perguntas e respostas iriam durar uma hora. Esta hora se estendia muitas vezes para duas, duas e meia, às vezes, três horas. Eram horas tão estimulantes, que parecia que o tempo voava.
Amigos, eu gostaria de poder dizer a vocês o que Mount Ecclesia significava para Max Heindel, do jeito que eu o conheci. Quanto ele amava este lugar. Ele conhecia o destino que estava planejado para seu trabalho. Em seu tempo havia um banco embaixo do Emblema Rosacruz iluminado. Era seu costume ir lá todas as noites antes de se deitar, ficar sentado lá por alguns minutos ou uma hora em meditação ou oração, espalhando amor e bênçãos e agradecendo este solo sagrado, e a todos que aqui moravam e tão fielmente cumpriam seu trabalho.
Eu gostaria de poder descrever o alívio em seu iluminado rosto quando ele olhava com tanta dedicação e admiração para o Emblema Rosacruz iluminado, que significava tanto para ele. Nunca o incomodava o fato de nos contar as coisas maravilhosas que estão predestinadas à Mount Ecclesia.
Muitas vezes ele falava da panaceia, da qual os Irmãos da Rosacruz são os guardiões da fórmula, que discípulos merecedores poderão utilizar para curar e confortar muitos que virão do mundo todo para este local.
Ele nos contava sobre seu sonho de um lindo teatro Grego, em pensamento construído no vale abaixo da Capela, onde poderão ser apresentadas obras com mensagens espirituais e verdades ocultas como as grandes obras de Shakespeare e outros inspiradores clássicos.
Ele também via o tempo em que Mount Ecclesia teria sua própria orquestra, de estudantes que ficariam aqui. E que neste mesmo teatro iriam apresentar obras dos mestres compositores, em especial Beethoven e Wagner, pois ele sabia que eram grandes Iniciados musicais. Ele também falou que aqui teriam aulas de Iniciação Musical.
Max Heindel gostava de falar dos Irmãos Maiores e de como eles, estudando a Memória da Natureza, podiam ver séculos atrás e ver como era o mundo. Foi por esta razão, como vocês sabem, que O Conceito Rosacruz do Cosmos foi divulgado”[262].
Em 1928 o harmônio, que era o órgão utilizado no Templo, estava difícil de ser tocado, por estar muito velho. O assim chamado ‘fundo do órgão’, que foi iniciado pelo Sr. Charles D. Cooper em novembro de 1924, tinha US$ 3.800,00, e, portanto, foi decidido comprar outro órgão com este dinheiro. No início de março foi comprado por US$ 4.000,00, em Santa Monica, na “Artcraft Organ Co.” um órgão, que o organista Francis Ray indicou. Demorou quatro semanas para o órgão ser montado no local e na Sexta-feira Santa, dia 6 de abril de 1928, o órgão estava pronto para ser inaugurado.
Em agosto de 1928 surgiu o livro ‘Astrodiagnose, um guia para a Cura’ escrito por Max Heindel e sua esposa. Max Heindel também foi mencionado nesta obra como autor, porque o livro foi escrito baseado em material diagnosticado por ele. Sua esposa preencheu apenas com o conhecimento dela do horóscopo, que ela utilizava para este fim. O ‘Conceito Rosacruz do Cosmos’, que logo após seu surgimento já extrapolou as divisas dos Estados Unidos da América foi, ao correr dos anos, traduzido para vários idiomas, assim como outras obras da Fraternidade. Isto teve como consequência que em Mount Ecclesia chegavam com frequência solicitações de cursos por escrito tanto da Filosofia quanto de Astrologia na língua do solicitante. Por este motivo foram contratadas secretárias internacionais e em 1925 eram cinco: duas espanholas, uma holandesa, uma alemã e uma francesa.
[1] N.T.: Boston, EUA
[2] N.T.: Trecho dos primeiros 4 capítulos do Livro Maçonaria e Catolicismo de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
[3] N.T.: Mt 13:55 e Mc 6:3 – tekton na Bíblia é traduzido como carpinteiro.
[4] Essa conclusão foi tirada do Assertio Fraternitatis R.C. quam Rosae vocant a quodam fraternitatis eius sócio carmine expressa, assinado por B.M.I. Frankfurt 1.614, dados que aparecem nas anotações de Max Heindel e pesquisa própria.
[5] N.T.: Fraternidade Rosacruz em Oceanside, Califórnia, chamado Mount Ecclesia.
[6] N.T.: Max Heindel – Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. 2 – Pergunta nº 134
[7] N.T.: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Cap. XIX.
[8] N.T.: Do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – “O Cristão Rosacruz” – Max Heindel
[9] N.T.: Do Diagrama 2 do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel
[10] Todas as informações são de Walter Hagen, “Magister Simon Studion”, em Max Miller e Robert Uhland – Schwabische debensbiderband 6, Stuttgart 1.957, pág. 86-100.
[11] A interdição do acesso às ordens sacerdotais a quem tenha certos defeitos físicos é comum tanto às principais Igrejas Cristãs como à Maçonaria. As antigas Constituições desta última, em língua francesa, enumeram os sete interditos da letra B, ou as sete categorias de pessoas que não são passíveis de Iniciação: (1) Gago; (2) Bastardo; (3) Zarolho; (4) Estrábico; (5) Coxo; (6) Corcunda; (7) Libertino, devasso.
[12] N.T.: Veja os Livros: Filosofia Rosacruz Perguntas e Respostas – Volume 1 – Pergunta nº 126 e Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIX.
[13] A.A. Santing. “De historische Rozenkruisers en hun verband met de vrymetselary” (NT: A história dos Rosacruzes e sua relação com a Maçonaria) uma revista trimestral de 5 de abril de 1930 até 1932. Depois impresso em forma de livro com o título: De historische Rozenkruisers per A.A. W Santing, Amsterdam sem ano pág. 108.
[14] Para uma visão completa daquele tempo veja: Die Utopie einer Christlichen Gesellschaft; Johann Valentin Andreae (1586-1654) parte 1. Stuttgart – Bad Canmstatt 1978, pág. 15-22. Também G.H.S. Snoek. De Rosenkruisers in Nederland; principalmente no início do século 17, pág. 5-8.
[15] Gilly, Carlos. Adam Haslmayr; Der erste Verkunder der Manifeste der Resenkreuze (NT: o primeiro manifesto dos Rosacruzes conhecido), Amsterdam: em de Pelikaan, 1994, pág. 32. Ver também: Cimelia Rodostanrotica; Der Rosenkreuzer im Spiegelder zwischen 1610 und 1660 enstandenen Handschriften und Drucke, catálogo de uma exposição da Biblioteca Philosophica Hermetica, Amsterdam e a Duke August Library in Wolfenbuttel: em de Pelikaan, 1995. Isso foi arranjado por Dr. Carlos Gilly, bibliotecário da primeira biblioteca mencionada, que desde 1985 trabalha numa “Bibliografia dos Rosacruzes”, multipartida, que compreenderá cerca de 1700 títulos, e este catálogo pode ser considerado o seu precursor.
[16] O próprio Haslmayr diz que no seu quinquagésimo aniversário ele se tornou presidiário do Presídio de St. Georgii. Isto foi no dia 31 de outubro de 1612, portanto, ele nasceu no dia 31/10/1562, conforme o calendário Juliano, o sistema antigo. Veja Gilly, Cimelia Rhodostaurotica, pág. 34. Conforme o novo sistema, o Calendário Gregoriano, o sistema atual era 10 dias depois, portanto, em 10 de novembro de 1562. A Áustria começou a utilizar o novo sistema por volta de 1584. Veja C.C. de Glopper-Zijderland, In tijd gemeten; Inleiding tot de chronologie (NT: A medição do tempo; Prefácio até cronologia), Den Haag 1999, pág. 17.
[17] Estas informações adicionais são de Schneider, Walter. “Der Schlern”, I. Innsbruck, 1996, Adam Haslmayr, ein Bozener Schulmeister, Musiker und Theosoph, PP. 42-51.
[18] Britisch Museum, London NR 19 JY 62
[19] J. Siebmachers großes und allgemeines Wappenbuch, IV, 5, rewritten by A. von Starkenfels, Nuremberg: 1904, pág. 105.
[20] N.T.: A arte espagiria significa: arte hermética, alquimia, arte de separar e unificar.
[21] Veja uma biografia curta em: Paulus, Julian “Alchemie und Paracelsus um 1600, Siebzig Portrats” em Telle, Joachim. Analecta Paracelsica, Stuttgart: Franz Steiner, 1994, PP. 335-342. Ainda: Hoppe, Gunther. “Zwischen Ausburg und Anhalt. Der rosenkreuzerische Briefwechsel dês Augsburger Stadtarztes Carl Wiedemann mit dem Plotzkauer Fursten August Von Anhalt” in Historische Verein fur Schwaben, Band 90, Augsburg 1997, pp. 125-157.
[22] N.T.: A abominação da devastada raça humana
[23] Antwort an die lobwurdige Bruderschafft der Theosophen Von Rosen Creutz N.N. von Adam Haslmayr – Resposta muito apreciada à Fraternidade de Teosóficos dos Rosacruzes.
[24] Gilly, Adam Haslmayr. Pág. 60
[25] Gilly, Adam Haslmayr. Pág. 34
[26] Gilly, Adam Haslmayr. Pág. 159
[27] Biblioteca Universitária Salzburg, MS MI 463, pág. 1-35, numa coletânea de informações R.C. das antigas possessões do advogado Christoph Besold. Como dito acima, infelizmente, faltam algumas páginas do manuscrito que, comparados com a primeira impressão da versão do Fama de 1615 de Kassel, correspondem às págs. 8 (parcialmente), 9-12 e 13 (parcialmente) e 33 (parcialmente) até 38 (parcialmente). Este texto contém frases e a forma correta de se escrever algumas palavras, conforme Gilly, Johann Valentim Andreae 1586-1986, catálogo de uma apresentação na Biblioteca Philosophica Hermetica, Amsterdam 1986, pág. 25-29. Veja, também, Pleun van der Kooij, Fama Fraternitatis. Het oudste manifest der Rozenkruisers Broderschap, bewerkt aan de hand van teruggevonden manuscripten, ontstaan voor 1614 (NT: o manifesto mais antigo da Fraternidade Rosacruz, trabalhado conforme manuscritos antigos encontrados e escritos antes de 1614), Haarlem 1998, pág. 11.
[28] Veja Julian Paulus, “Alchemie und Paracelsismus um 1600, Siebzig Portrats” in Joachim Telle, Analecta Paracelsica, Stuttgart 1994, pag 364. Também: Gilly, Cimelia Rhodostaurotica, pag 46-47. Também: Richard van Dulmen, Die Utopie einer christlichen Gesellschaft, Johann Valentin Andreae (1586-1654), Stuttgart-Bad Cannstatt 1978, pag 56-58. E Pleun van der Kooij, Fama Fraternitatis, pag 19. A Igreja Católica Romana no Sul da Alemanha começou a seguir o calendário Gregoriano à partir de 14/11/1583. O novo sistema ou calendário atual. Os protestantes somente em 15/11/1699. Hess, Andreae e Mogling eram luteranos. As datas do século 16 e 17 devem ser considerados 10 dias depois. Para evitar confusões todas as datas foram transpostas para o calendário atual.
[29] O 20º domingo da trindade é o 20º domingo após Pentecostes e coincide com 11 de outubro (respectivamente 21 de outubro no sistema atual) veja C.C. de Glopper-Zuiderland, In tijd gemeten (N.T.: Medindo no tempo), pág. 66-72.
[30] Julian Paulus, Alchemie und Paracelsismus um 1600, pag. 364 fala “funf sohne und funf tochter” (N.T.: cinco filhos e cinco filhas), portanto, 10 crianças. Aqui ele cita a certidão de óbito de Tobias Hess. Contudo, numa página do arquivo da Biblioteca Universitária de Tubingen que me foi fornecida pelo Dr. Gilly em 9/1/2000 com a constituição familiar de Hess, são citados 12 filhos com nome e datas de nascimento e falecimento, 6 rapazes e 6 garotas.
[31] Hans Schick, Die Geheime Geschichte der Rosenkreuzer, Ansata-Verlag, Schwarzenburg, Suíça 1980, pág. 107. É uma tese defendida em Estrasburgo em março de 1942, publicado em Berlim com o título Das altere Rosenkreuzertum; ein Beitrag zur Entstehungsgeschichte der Freimaurerei. Em 1984 apareceu uma edição fac-símile em Bremen-Huchting. Veja também, Utopie einer christlichen Gesellschafft pág. 56-59 e Paulus, Alchemie und Paracelsismus um 1600, pág. 364.
[32] N.T.: Quiliasmo: o mesmo que “milenarismo”. É a crença de que haverá no futuro, de acordo com o Apocalipse, um período dourado de 1000 anos que será regido por um governo divino.
[33] Brecht, Martin “Quiliasmus in Wurttenberg im 17, Jahrhundert” In Augsgewahlte Aufsatze, Band 2: Pietismus, Stuttgart: Calwer Verlag 1997, pág. 124 em diante.
[34] Gilly, Cimelia Rhodostaurotica, pág. 1
[35] Max Heindel precisava divulgar o conhecimento da Filosofia Rosacruz dentro do primeiro decênio do século 20. Veja Heindel, Leeringen van een Ingewijde (N.T.: Ensinamentos de um Iniciado), Haarlem 1931, pág. 115, 117.
[36] Fama Fraternitatis R.C., Kassel 1615, in Adolf Santing. De manifesten der Rozenkreusers, Amesfoort 1930, pág. 22, 26 e 29.
[37] Heiner Borggrefe, “Moritz der Gelehrte als Rosenkreuzer und die General-reformation der gantzen Welt” em: Moritz der Gelehrte; Ein Renaissancefurst in Europa. Begleitpublikation aus Anlass der Ausstellung in Lemgo, 1997 und Kassel 1998, pág. 339-344. Heiner Borggrefe, “Die Rosenkreuzer und ihr Umfeld” em: Moritz, etc. pág. 345-356. Bruce Th Moran, “Moritz von Hessen und die Alchemie” em: Moritz etc. pág. 357-360. Heiner Borggrefe, “Alchemie und Medizin” em: Moritz etc. pág. 361-369.
[38] Gilly, Adam Haslmayr. Veja também: Gilly, Cimelia Rhodostaurotica, pág. 30-39. Veja para a biografia de Guaranoni: Anton Dorrer, Franz Grass, Gustav Sauser und Karl Schadelbauer, “Hippolytus Guarinonius (1571-1654). Zur 300 Wiederkehr seines Todestag, Mit 17 Abbildungen” em: Schlern-Schriften, nr. 126, Herausgeber R. Klebelsberg, Innsbruck 1954.
[39] Da mesma forma que ocorreu com Tobias Hess também com Andreae e todas as outras datas foram transpostas para o Calendário Gregoriano, o novo estilo ou calendário atual.
[40] R. van Dulmen, Utopie, pág. 59
[41] N.T.: Casamento químico: Cristian Rosenkreuz. Ano 1459
[42] Veja o Adendo 12, Mapas Natais
[43] R. Kienast, Johann Valentin Amdreae und die vier echten Rosenkreutzer-Schriften, Leipzig 1926, pág. 139-142.
[44] R. Dulmen, Utopie. Pág. 65. Veja para melhor análise de Chymische Hochzeit: Regine Frey-Jaun, Die Berufung dês Turbutters, Zur “Chymische Hochzeit Christiani Rosencreutz” vom Johann Valentin Andreae (1586-1654), Bern 1989 e Heleen M. E. de Jong. ‘The Chymical Wedding in the Tradition of Alchemy’ em Das Erbe dês Christian Rosenkreutz, Johann Vanlentin Andreae 1586-1986 und Manifeste der Rosenkreuzerbruderschaft 1614-1616, Vortrage gehalten anlasslich des Amsterdamer Symposiums 18-20 November 1986, Amsterdam 1988, pág. 115-142.
[45] Em 1781 F. Nicolai de Berlim publicou uma coletânea com o Fama, Confessio e Chymische Hochzeit. ‘Nicolai escreve em seu Versuch uber die Beschuldigungen, welche dem Tempelherrn-Orden gemacht worden, und uber dessen Geheimniss, etc. (Berlim 1782) que Andreae é o autor de Allgemeine Reformation, o Fama e o Chymische Hochzeit e quando em 1799 apareceu a tradução em alemão feita por Seybold do Vita (autobiografia) de Andreae, onde reconhece que foi o autor de Chymische Hochzeit, confirmando assim as suposições de Nicolai. Veja Santing, Historische Rozenkruisers, pág. 95. A partir daí o Chymische Hochzeit também é considerado um manifesto dos Rosacruzes.
[46] Gilly, Cimelia Rhodostaurotica, pág. 49
[47] Tradução em holandês do original em Latim retirado da Biblioteca Philosophica Hermetica de Amsterdam.
[48] Martin Brecht, ‘Recht und Programm eines Reformes zwischen Reformation um Moderne’ em: Ausgewahlte Aufsatze, Band 2, Pietismus, Stuttgart 1979, pág. 47-48 e as notas 44-48 pág. 105: Conforme o livro de Andreae: De Christiani Cosmoxeni genitura Judicium, 1615, em 2 e 705-733. Seu Invitationes Fraternitatis Christi, parte 1, 1617 pág. 475-501 e 2, 1618, pág. 117-167. Seu Menippus, 1617, na última parte ‘Institutio mágico pro curiosis’ pag 237-279, no Theca pag 518-560, e também no seu Veri christianismi solidaeque philosophiae libertas, 1618, pág. 367-452.
[49] Gilly, Cimelia Rhodostaurotica, pág. 49.
[50] Gilly, Cimelia, pág. 73 diz que August Von Anhalt recebeu de Karl Widemann uma cópia do manuscrito do Confessio em agosto de 1614 que pertencia a M.L.H. Borggrefe, ‘Moritz der Gelehrte als Rosenkreuzer und die Generalreformation der gantzen weiten Welt’ ´prova na pág. 341 que M.L.H. também M.L.z.H. são as iniciais de ‘Moritz Landgravius Hassus’, Moritz Von Hessen, também chamado de Moritz o sábio. A conclusão que o Confessio circulava como manuscrito, foi deduzido por Santing em Manifesten, pág. 25-26, pelo fato que Gotthardus Arthusius de Danzig, mestre no Gymnasium (Escola Secundária) de Frankfurt escreveu seu ‘Antwort’ (NT: Resposta) datado do ‘finais de novembro de 1614’. Contudo, também pode ser, como diz Santing, o que naquele tempo acontecia, que o ano seguinte era registrado na página de título ou que Arthusius viu as provas de impressão do Kassel de 1915.
[51] Gylli, Cimelia, pág. 49
[52] R.van Dulmen, Utopie, pág. 224, anotação 16.
[53] Wolf-Dieter Otte, ‘Ein Einwand gegen Johann Valentinn Andreaes Verfasserschaft der Confessio Fraternitatis R.C.’ in Wolfenbutteler Beitrage; Aus den Schatzen der Herzog August Bibliothek, Herausgegeben Von Paul Raabe, Band 3, Frankfurt am Main 1978, pág. 103.
[54] R. van Dulmen, Utopie, pág. 93
[55] Regine Frey-Jaun, Die Berufung der Turbuters. Zur ‘Chymischen Hochzeit Crhiani Rosencreutz’ von Johann Valentin Andreae (1586-1654), Bern 1989.
[56] Adolf Santing diz no De historische Rozenkruisers, pág. 99-100, que o Assertio é um verdadeiro manuscrito dos Rosacruzes
[57] As informações sobre o Assertio vieram de: Santing, De Historische Rozenkruizers, pág. 267-270. Veja para Raphael Egli(nus): Manuel Bachmann e Thomas Hofmeier, Geheimniste der Alchemie, Bazel/ Muttenz 1999, pág. 233-242. Catálogo com o mesmo nome guardado em Basel, St. Gallen e Amsterdam na Biblioteca Philosophica Hermetica.
[58] Veja Adendo 1: Fama Fraternitatis R.C., Confessio Fraternitatis R.C. e Assertio Fraternitatis R.C.
[59] Veja Adendo 12: Mapas Natais, o mapa natal de Andreae.
[60] As informações bibliográficas vieram de Ulrich Neumann, ‘Olim, da die Rosen-Creutzerij noch florist, Theophilus Schweighart gennant, Wilhelm Schickards Freund und Briefpartner Daniel Mogling (1696-1635) em Friedrich Seck, Heraugsgeber, Zum 400. Geburtstag von Wilhelm Schickard, Sigmaringen 1995, pág. 93-115. Veja também Neue Deutsche Biographie, Band 7, pág. 613-614.
[61] Daniel foi batizado em 4 de maio de 1596. Também aqui todas as datas foram atualizadas pelo sistema atual, ou seja, calendário gregoriano.
[62] Neumann, Daniel Mogling, pág. 103,104
[63] R. van Dulmen, Utopie, pág. 227, anotação 21
[64] Neumann, Daniel Mogling, pág. 104
[65] Adendo 10, Símbolos, veja: a Het Collegium Fraternitatis
[66] [Pseudo] Theophilus Schweighardt [Friedrich Grick] Menapius, Rosae Crucis, Das ist Bedencken […], Z. pl. [Nurnberg] 1619. Veja Neumann, Olim, da die RosenCreutzerij noch florist, Theophilus Schweigart genannt, pág. 107.
[67] Confessio, Kassel 1615, pág. 80
[68] Francis Bacon, Het Nieuwe Atlantis. Traduzido, introduzido e providenciado com anotações por A.S.C.A. Muijer, Baarn 1988. Veja Santing, De historische Rozenkruisers, pág. 76 e Frances A. Yates, The Rosicrucian Enlightenment, Londres e Boston 1972, pág. 125-129.
[69] Karin Figala, Ulrich Neumann, ‘Ein Fruher Brief Michael Maiers (1568-1622) an Heinrich Rantzau (1526-1598), Einfuhrung, lateinischer Originaltext und deutsche Ubersetzing’ in Festschrift fur Helmut Gericke (Reihe ‘Boethius’, Band 2) Stuttgart 1985, pág. 327-357. Veja também Neue Deutsche Biographie, Dl. 15, pág. 703-704 e K. Figala e U. Neumann, ‘Author, cui nome Hermes Malavici. New Light on the bibliography of Michael Maier (1569-1622)
[70] Maier era luterano, portanto protestante. Como Maier circulava tanto em ambiente protestante como católico não ficou claro qual o calendário utilizado por ele. Portanto as datas, neste caso, não foram alteradas.
[71] J.B. Craven, Count Michael Maier, Dortor of Philosophy and of Medicine, Alchimist, Rosicrucian Mystic, 1568-1622. Life and Writings, Kirkwall 1910, reprinted 1968, London, pág. 65-67.
[72] Michael Maier, Laws of the Fraternity of the Rosie Crosse (Themis Aureae), Fac-símile reimpresso do original em inglês da edição de 1656, Los Angeles 1976; Craven, M. Maier, pág. 98-104.
[73] William H. Huffman, Robert Fludd and the end of the Renaissance, London en New York 1988, pág. 4-14. Veja também J. B. Craven, Dotor Robert Fludd (Robert du Fluctibus), The English Rosicrucian, Life and Writtings, Kirkwall 1902, reprint z.p. [Amsterdam] z.j.
[74] Robert Fludd, alias de Fluctibus, Utrisque Cosmi Historia , Tractatus secundus, DE NATURAE SIMIA SEU Technica macrocosmi historia. Oppenheim, 1618. Tratado 2, capítulo 6, parte 1. O texto em inglês pode ser encontrado em: Jocelyn Godwin, Robert Fludd, Boulder 1979, pag 6. A tradução francesa da segunda edição é de Pierre Piobb, Robert Fludd, Etude Du Macrocosme, Traite d´Astrologie Generale (De Astrologia), Paris 1907, onde o texto se encontra no livro 6, pág. 258-260.
[75] N.T.: por vezes grafado como Jacob Boehme
[76] Abraham Von Frankenberg, ‘Ausfuhrlicher Bericht’, em J. Böhme, Samtliche Schriften, Band 10, Stuttgart 1961, pág. 20-21, 27
[77] Will-Erich Peuckert, Die Rosenkreuzer, Jena 1928, pág. 288. Para uma descrição completa e documentada veja: Ernst-Heinz Lemper, Jakob Bohme, Leben und Werk, Berlim 1976. Também Gerhard Wehr, Jakob Bohme, Rohwohlt, Reinbek perto de Hamburgo 1971.
[78] Johann Georg Gichtel, Theosophia Practica (1º edição 1696), Swarzenburg 1979, com um prefácio de Agnes Klein. Prefácio pag 7-8. Veja também: Bernard Gorceix, Johann Georg Gichtel, Theosophe d´Amsterdam, Bordeaux 1974.
[79] C. W. Leadbeater, De chakra´s, Amsterdam z.j., pág. 40
[80] Seu batismo foi registrado, mas seu nascimento é incerto. Veja: Le Folklore Brabançon, 13º ano, nr 75-76. Dez 1933 e fev 1934. Número dublo inteiramente devotado a J.B. Helmont. Paul Neve de Mevergnies, Jean Baptiste van Helmont, philosophe par Le feu. Faculte de Philosophie et Lettres, Luik 1935.
[81] J.B. Helmont, Ortus Medicinae, Amsterdam 1648
[82] Snoek, Rozenkruisers, pag 96-100. Outra literatura consultada: M. Louis Stroobant, M. Nauwelars, M. Behaeghel, “J. B. van Helmont”, em Le Folklore Brabançon, dezembro 1933 e fevereiro 1934. Walter Pagel, Jo. Bapt. Von Helmont, Einfubrung in die philosophische Medizin dês Barocks, Berlim 1930. Paul Neve de Mevergnies, Jean-Baptiste von Helmont; Philosophe par le feu, Paris e Luik 1935.
[83] Veja para as datas: Milada Blekastad, Comenius Versuch eines Umrisses vom Leben, Werk und Schicksal des Jan Amos Komensky. Oslo 1969, pág. 16.
[84] Rozekruis Pers, Haarlem 1993. Literatura consultada: Milada Blekastad, Comenius.
[85] Ver a edição de Weimar, 1980, volume 16, pág. 436-437.
[86] Sammtlichte Werke de Goethe, em quarenta volumes. Segundo volume. Stuttgart e Augsburg: F. G. Cotta, 1855, pág. 360-363.
[87] A tradução portuguesa segue a tradução direta do alemão feita por Raul Guerreiro, um dos fundadores do Centro Rosacruz da Fraternidade Rosacruz em São Paulo, SP, Brasil.
[88] Max Heindel, Conceito – Cap. XIX – Existem várias biografias do Conde de St. Germain, como: Isabel Cooper-Oakley, The Comte de St. Germain, Londres, 1912, reeditado em 1927. Gustav Berthold Volz, Der Graf Von Saint-Germain, Paris, 1982. Jean Overton Fuller, The Comte de Saint Germain; last Scion of the House of Rakockzy, Londres, 1988.
[89] Cooper-Oakley, após a introdução
[90] Idem, pág. 5
[91] Idem, pág. 7
[92] N.T.: moeda padrão do antigo Sacro Império Romano-Germânico
[93] Idem, pág. 135
[94] Cartas do Sr. Peter Litrup, 6/11/1972 e 12/03/1975, funcionário do arquivo de Aarhus – Landsarkivet for Norrejylland, te Viborg – Arquivo de nascimentos da Catedral Luterana de Aarjus. Veja mais no livro “Mensagem das Estrelas, horóscopo nº 3 e Adendo nº 2” de Max Heindel.
[95] Landsarkivet for Norrejylland te Viborg. Não havia mais informações em: Geheimes Staatsarchiv Preussischer Kulturbesitz em Berlim; het Evangelisches Zentralarchiv em Berlim; e no Berliner Stadt Bibliothek em Berlim.
[96] Veja nota 96.
[97] Veja nota 97
[98] Veja nota 96. Ele faleceu em 18 de janeiro de 1929 em Copenhague, na Aboulevarden 29.
[99] Veja nota 96.
[100] Veja nota 96.
[101] Veja nota 97.
[102] Veja nota 97.
[103] Carta de Staden Kobenhavns statistiske kontor, folkeregistret, Kobenhavn. O último endereço de Anna Emilie foi Godshabsvej 83, Kopenhagen.
[104] Veja nota 18. Sra. Grasshoff faleceu em 13 de março de 1916 em Kopenhagen.
[105] Revista: Rays from the Rose Cross, março de 1966, pág. 38. Ensinamentos de um Iniciado, Londres 1955, pág. 153. Manuscrito da Sra. Heindel: Memoirs of Max Heindel and the Rosicrucian Fellowship, Oceanside, 1941.
[106] Veja nota 105. A data precisa não foi encontrada.
[107] The Corporation of Glasgow, Registration of births, deaths and marriages, Glasgow. Certidão retirada do cartório de Registros, datada de 22 de outubro de 1970, do casamento entre Charles Grasshoff e Catharine Wallace.
[108] Veja nota 109. Certidão retirada do cartório de Registros datada de 21 de outubro de 1970. O nascimento da Cathy foi às 9 horas da manhã.
[109] Veja nota 109.
[110] Veja Adendo 3: Florence Holbrook.
[111] Veja nota 100: – Cunard Line Limited, Southampton, England, carta de 12 de julho de 1968. ‘Nós pesquisamos todos os nossos arquivos, mas não encontramos nenhum homem comestes dois nomes [Grasshoff/Heindel] que serviu esta companhia como engenheiro conforme descrito pelo senhor. Uma das regras de nossa companhia é que os oficiais devem ser britânicos e, portanto, pode ser o caso de o Sr. Grasshoff/Heindel ter mudado seu nome para assumir a nacionalidade britânica, isto seria necessário se fosse trabalhar em nossa empresa na categoria de Engenheiro ou Eletricista Chefe. Provavelmente encontrará mais informações sobre este homem escrevendo para Summerset House em Londres’.
– Home Office, Londres, datado de 16 de agosto de 1968. ‘Fizemos uma busca profunda nas informações de naturalização, mas uma busca pelo nome britânico de uma pessoa sob o nome de [Grasshoff/Heindel] entre os anos de 1844-1914 não trouxe nenhuma informação.
– Board of Trade, General Register and Record Office of Shipping and Seaman, Cardiff, England. Carta de 17 de novembro de 1967. ‘Sentimos muito informar que não encontramos dados sobre Carl Louis von Grasshoff em nossos registros de Oficiais Engenheiros Certificados’.
– E uma carta de 14 de junho de 1968. Nossos registros de Oficiais Certificados foram pesquisados e infelizmente não encontramos nenhuma informação sobre Max Heindel’.
[112] Superintendent Registrar´s Office, Liverpool. Certidão datada de 8 de outubro de 1970 do nascimento de Wilhelmina Catherina Anna Grasshoff.
[113] Veja nota 109 para o nascimento de Louisa Charlotte Grasshoff. Ela faleceu em 9 de julho de 1960 em Reading, por trombose no cérebro, conforme informações do Reading Public Library, Massachusetts, USA datado de 2 de janeiro de 1970.
[114] Veja nota 14 para este nascimento. Nellie faleceu em 26 de fevereiro de 1951, em Reading, devido a um entupimento da artéria coronária, conforme um escritor do Reading Public Library, datado de 2 de janeiro de 1970.
[115] Veja nota 14 para informações das certidões de nascimento.
[116] Cartas da Sra. Wilhelmina Grasshoff e do Sr. Frank Crawford Reed, de Sudbury, Massachusetts, datado de 19 de junho de 1970 e dezembro de 1971.
[117] Veja nota 118.
[118] Lansarkivet for Sjaelland m.m., Kobenhavn; o arquivista Niels Rickelt comunicou no dia 1 de novembro de 1968 o seguinte: ‘Cathy Grasshoff, nascida Wallace, nasceu no dia 4 de janeiro de 1869 em Glasgow. Em 1897 aparece seu nome pela primeira vez como ‘esposa abandonada’. Seus endereços em Copenhague foram: 1897 1-9 de Korsgade 47 para Bangertsgade 5 em Sorensen. 1897 18-7 para Mollegade 3º andar a direita com Ruttgers. 1898 1-11 Jaegergade 10. Ela faleceu no dia 14 de outubro de 1902 no Hospital Frederiks com o endereço Jaegergade 10. A divisão da herança está no registro de heranças de Copenhague sob o nº 1900-2 afd K prot. 1ª pág. 529 nr. 912 e pág. 311. ‘A falecida morava junto com um trabalhador Carl Larsen, que, após o falecimento, saiu do apartamento. Ele pagou os custos do funeral e por isto ficou com os poucos móveis e a poupança no valor de 25 Kronen. No final do relatório consta o seguinte: (traduzido): O companheiro (Carl Larsen) acredita que o marido da falecida, Carl Grasshoff, está nos EUA’.
[119] The Boston Public Library, Census 1900 para Carl Grasshoff, via Sr. Ricardo Bianca de Mello do Brasil.
[120] Veja também nota 120, Engineering Societies Library, New York, 26 de agosto de 1968: ‘Sentimos muito dizer que não possuímos nenhuma informação a este respeito’. – Sra. Heindel; “The Birth of the Rosicrucian Fellowship; The History of Its Inception, Oceanside, dezembro de 1923, pág. 4. ‘ Entre os anos de 1895 e 1901 ele trabalhou como engenheiro consultor na cidade de Nova York’. [A primeira publicação surgiu em 1 de dezembro de 1923 e foi reeditada no Echoes de maio de 1952 até janeiro de 1953. As citações nas primeiras páginas contêm muitos erros, conforme consta de fontes oficiais].
[121] Veja nota 118.
[122] The Boston Public Library, Casamentos 10 de abril de 1895; e Censo de 1 de junho de 1900, via Sr. Ricardo Bianca de Mello, Brasil. Veja, também, nota 118.
[123] Veja nota 14. “The above children [Wilhelmina, Louisa, Nellie and Frank] went to New York on the S. S. (Significa Steam Schip; navio a vapor) Island the 7th of September 1898”.
[124] Veja nota 118.
[125] Conforme informações do Sr. J. Darrow e do próprio Max Heindel. O Sr. Theodore Heline escreveu isto em novembro de 1970.
[126] Clerk of San Diego County, San Diego, C.A., Deputy Clerk Barbara J. Kiya informou no dia 6 de novembro de 1969, cópia do testamento de Max Heindel e Augusta Foss Heindel onde se encontra esta informação.
[127] Sra. Augusta Foss Heindel, ‘The early History of the Rosicrucian Fellowship’, em Echoes from Mount Ecclesia, 1 de janeiro de 1948 até 1 fevereiro 1952.
[128] C. Jinarãjadãsa, ‘How Max Heindel came to Theosophy’, in The Theosophist Vol. 70, Nº 7, april 1949, pag 17 – “Letter from Max Heindel to Mr. C. W. Leadbeater on January 15, 1904”. Veja, também, Adendo 4: Carta de Max Heindel para Leadbeater, 1904.
[129] Carta da Sra. Olga Borsum Crellin, Venice, Califórnia em 9 de janeiro de 1970 – Veja também Adendo 5 – Sobre a casa da família Foss; veja: Leo Politi, Bunker Hill, Los Angeles; reminiscences of bygone days; Best West Publications, Palm Desert, Califórnia 1969 [3ª impressão], pág. não numerada. O livro contém outra foto da casa com uma curta descrição. O comentário que Max Heindel tenha escrito sobre astronomia é incorreta.
[130] Thomas G. Hansen, ‘Zodiacal Hierarchies’ na Rays from the Rose Cross, fevereiro 1981, pág. 72.
[131] Max Heindel, Blavatsky and The Secret Doctrine, Including an introduction by Mandy P. Hall, and a Biographical Skets of Max Heindel. 2nd ed., Santa Monica, Califórnia 1972.
[132] Veja nota 130. O Sr. Jinarãjadãsa palestrava em Chicago em 1909. A primeira edição de seu livro foi em 1921.
[133] Veja Adendo 6: Alma Von Brandis.
[134] Revista: Rays from Rose Cross, janeiro de 1916, pág. 18. Max Heindel fala aqui na terceira pessoa, que foi modificado na primeira pessoa do singular. Assim será todas as vezes subsequentes.
[135] Max Heindel, Livro: Teachings of an Iniciate, Oceanside 1955, pág. 154.
[136] Revista Rays from the Rose Cross, março de 1916, pág. 38,39.
[137] Veja capítulo 4.
[138] Sylvia Cranston & Carey Williams, assistente de pesquisa: A vida extraordinária e a influência de HELENA BLAVATSKY fundadora do movimento moderno teosófico. Den Haag 1995, pág. 28
[139] Idem, pág. 195 e 224.
[140] Norbert Klatt, Theosophie und Anthroposophie, Neue Aspekte zu ihre Geschichte, oGottingen 1993, pág. 61-64
[141] Klatt, pág. 64.
[142] Deutsche Theosophische Gesellschaft, (D.T.G.)
[143] Klatt, pág. 65.
[144] Klatt, pág. 66.
[145] Internationale Theosophische Verburderung, (I.T.V.)
[146] Theosophische Gesellschaft in Deutschland, (T.G.in D.)
[147] Veja descrição completa em Klatt, 61-67.
[148] Klatt, pág. 71-72.
[149] Klatt, pág. 83. Veja, também, The Inner Group Teachings of H.P. Blavatsky, Compiled and Annotated by Henk J. Spierenburg, San Diego 1995.
[150] Klatt, pág. 84.
[151] Klatt, pág. 87-88.
[152] Klatt, pág. 83-84.
[153] Max Heindel, do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume II.
[154] Emmet A. Greenwalt, California Utopia, Point Loma 1897-1942. San Diego 1978, pág. 121.
[155] Veja Adendo 7: Rudolf Steiner.
[156] Pauline Martha Styczek, (1868-1945), professora de ensino para crianças. Ela foi adotada como filha por Hubbe Schleiden, em 1908.
[157] Clemens Heinrich Ferdinand Driessen, (1857-1941), Juiz de Aalten (Holanda), advogado em Schenklengsfeld e, a partir de 1901, em Witzenhausen.
[158] Norbert Klatt: Theosophie und Anthroposophie, Neue Aspekte zur ihre Geschichte, Gottingen 1993, pág. 111, anotação 422.
[159] Gunther Karl Wagner, 1842-1930, químico, fundador da Pelikan Werke em Hannover.
[160] Klatt, pág. 11, nota 422.
[161] Zur Geschichte und aus den Inhalten der erkenntniskultischen Abteilung der Esoterischen Schule Von 1904, [GA 265], Dornach 1987, pág. 93/94.
[163] Max Heindel, Livro Maçonaria e Catolicismo.
[164] Klatt, pág. 111, note 422.
[165] Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmos 2ª Edição, Chicago 1910 na re-dedicatória. Para verificação ver: Christoph Lindenberg, Rudolf Steiner, Eine Chronik, 1861-1925, Verlag Freies Geistesleben, Stuttgart 1988; pág. 263-269, novembro 1907 a março 1908.
[166] Carta de Max Heindel para Sra. Laura Bauer, datada de 14/16 de outubro de 1911. Veja Adendo 9: Troca de cartas entre Max Heindel, Laura Bauer e Hugo Vollrath.
[167] Informações recebidas oralmente de Irene Murray e Gene Sande, em abril de 1984.
[168] Max Heindel, Livro Ensinamentos de um Iniciado, Capítulo XX.
[169] Max Heindel, Livro Ensinamentos de um Iniciado, Capítulo XX.
[170] A tradição oral diz que uma carruagem aguardava Heindel na Estação. Informado por telefone pelo Sr. Harry Gelbfarb, no início de outubro de 2000.
[171] Ann Barkhurst, que em 1920 chegou à Fraternidade e que é muito bem informada, fala na Revista Rays from the Rose Cross, de abril de 1963, pág. 190-191 que o Irmão Maior que orientou Max Heindel se chamava George.
[172] Revista Rays from the Rose Cross, janeiro 1916, pág. 17.
[173] Boletim Echoes de Mount Ecclesia – The Rosicrucian Fellowship, junho 1914.
[174] Boletim Echoes de Mount Ecclesia – The Rosicrucian Fellowship, julho 1913.
[175] Veja re-dedicatória nas páginas adiante.
[176] Veja Adendo 9: Troca de cartas entre Heindel, Laura Bauer e Hugo Vollrath.
[177] Steiner, Marie, Rudolf Steiner, Marie Von Sivers, Briefwechsel und Dokumente, 1901-1925, [GA 262], Dornach 1967, pág. 123.
[178] Veja entre outros: Dr. Franz Hartmann, Ein Abenteuer unter Rosenkreuzern, Leipzig, a última (advertência) pág.: ‘Die Weltanschauung der Rosenkreuzer. In zehn Unterrichtsbriefe Von Max Heindel. Preis M. 12’
[179] Klatt, pág. 109.
[180] Klatt, pág. 113.
[181] Hans Hinrich Taeger, (Hrsg): Internationales Horoskope Lexikon, Freiburg i. Br. 1992, Band 2, pág. 873: ‘Hubert Korsch, 1883-1943, jurista, astrólogo, editor. Zenith (1930-1938)’
[182] Ellic Howe, Urania´s Children. The Strange World of the Astrologers, Londres 1967, pág. 115
[183] Max Heindel, Livro Coletâneas de um Místico, Capítulo I
[184] De fotocópia do texto original escrito à mão em Inglês. O original está na The Rosicrucian Fellowship
Headquarters, em Oceanside, CA, USA.
[185] N.T.: (traduzido para o português)
No manuscrito:
Dedicado ao meu estimado professor e valioso amigo, Dr. Rudolf Steiner e à minha mais que amiga, Dra. Alma Von Brandis, com reconhecida gratidão pela inestimável influência de crescimento anímico que exerceram na minha vida.
Na 1ª Edição: de novembro de 1909:
Ao estimado amigo, DR RUDOLF STEINER, com reconhecida gratidão pela valiosa informação recebida; e à minha amiga, Dra. Alma Von Brandis, com sentido agradecimento pela inestimável influência de crescimento anímico que exerceu na minha vida.
Na Re-dedicatória da 2ª Edição em 1910:
EM RE DEDICATÓRIA
“Do início de novembro de 1907 até final de marco de 1908, o escritor dedicou seu tempo à investigação dos ensinamentos do Dr. Steiner, que esteve ausente de Berlim praticamente todo o período. No último de seis contatos pessoais com Dr. S. o escritor mencionou que havia começado um livro sobre ocultismo; um compêndio sobre os ensinamentos do Oriente e do Ocidente.
Dr. S. exigiu que se algum dos ensinamentos por ele divulgados fosse usado, ele teria que ser mencionado como autoridade e fonte de informação. Consequentemente o escritor concordou em dedicar seu trabalho ao Dr. Steiner.
Durante janeiro, fevereiro e março de 1908, o Irmão Maior, a quem o escritor agora conhece e reverência como Mestre, apareceu algumas vezes em seu Corpo Vital e iluminou o escritor em vários pontos. Em abril e maio, após passar num teste – sem ter conhecimento do fato – o escritor foi convidado a viajar a um lugar onde se encontra o Templo da Ordem Rosacruz.
Lá ele encontrou o Irmão Maior em Corpo Denso, lá o conhecimento mais abrangente, filosófico sintético, presente neste livro – que na opinião de muitos estudantes da Inglaterra, do Continente e da América, engloba tudo o que foi ensinado publicamente sobre esoterismo no passado, além disso, muitos ensinamentos nunca antes publicados.
Portanto o manuscrito mencionado ao Dr. Steiner foi destruído, mas como o ensinamento mais completo dado pelo Irmão Maior complementa os ensinamentos do Dr. S. em muitas linhas, foi considerado melhor dedicar o livro ao Dr. S. do que parecer um plagiador. Para tanto havia pouco perigo porque um plagiador sempre tem menos informação do que o autor do qual rouba suas ideias, e será demonstrado que em comparação com trabalhos publicados anteriormente, este livro contém muito mais informações.
A dedicatória foi, portanto, um erro; induziu muitas pessoas que meramente lhe deram uma vista de olhos a deduzir que continha os ensinamentos do Dr. S., e, que este era o responsável pelo que aí estava escrito. Esta conclusão é obviamente injusta para o Dr. S. e uma leitura cuidadosa das páginas 8 e 9, demonstram que nunca houve a intenção de transmitir esta ideia. “O escritor não vê como transmitir em uma dedicatória a ideia real, portanto, decidiu retirar a mesma, com um pedido de desculpas ao Dr. S. por qualquer inconveniente que lhe possa ser causado pelas conclusões precipitadas relativamente à sua responsabilidade no Conceito Rosacruz do Cosmos”.
[186] Veja Adendo 9: a carta a Sra. Bauer datada de 14/16 de outubro de 1911.
[187] Isto se deduz do que Rudolf Steiner escreveu na pág. 305 em Die Verantwortung des Menschen fur die Weltentwicklung, Dornach, 1989. Veja também Adendo 7: Rudolf Steiner.
[188] Veja Adendo 7: Rudolf Steiner.
[189] Rudolf Steiner, Von Jesus zu Christus, [GA 131] Karlsruhe 6-10-1911, Dornach 1988.
[190] Nas anotações não publicadas de Max Heindel lemos o seguinte: ‘Na Alemanha e no navio, atravessando o Oceano Atlântico, fiz um esquema do Conceito Rosacruz do Cosmos. Em Nova York comecei a escrever, com a intenção de lá permanecer até finalizar o trabalho e encontrar um editor, para poder permanecer lá enquanto estivesse sendo impresso. O barulho desta cidade me forçou a sair de Nova York e me mudar para os arredores silenciosos dos Pitorescos Parques Nacionais em Buffalo. Lá terminei de escrever no dia 24 de agosto de 1908 e enviei cópias para diversos editores. A Broadway Publishing Co., de Nova York, se propôs a fazer a impressão. A proposta era mais do que satisfatória, mas o valor da venda estava muito alto. Portanto solicitei uma qualidade mais econômica’.
[191] Um projetor de slides que tem 2 lentes, normalmente uma em cima da outra. Apareceu em meados no século XIX.
[192] Equipamento que produz cópias a partir de matriz perfurada (estêncil) afixada em torno de pequena bobina de entintamento interno e acionada por tração manual ou mecânica.
[193] Max Heindel, Livro Cristianismo Rosacruz. Oceanside, CA, 1939.
[194] Boletim Echoes de Mount Ecclesia – The Rosicrucian Fellowship, setembro 1956, pág. 35.
[195] Veja para o Horóscopo da Constituição no Adendo 12, horóscopos.
[196] Carta do Sr. Edwin Moe de Seattle, datada de 7 de setembro de 1959.
[197] Max Heindel, do Livro Ensinamentos de um Iniciado, cap. 20.
[198] Veja Adendo 9: Cartas entre Max Heindel, Laura Bauer e Hugo Vollrath.
[199] Revista: Rays from the Rose Cross, outubro de 1955, pág. 482.
[200] Agatha Zegwaard (1882-1970), professora de Inglês, casada com o professor de matemática Martinus van Warendorp; começou a estudar os ensinamentos Rosacruzes em 1 de outubro de 1916. Por volta de 1920 ela inaugurou o primeiro Centro em Amsterdam – Holanda. Veja mais informações no Adendo 12.
[201] O Senhor George Schwenk (1896-1972) Sr., Ojai, CA numa carta datada de 15 de junho de 1968.
[202] N.R.: cidade portuária e sede do Condado de King, no estado norte-americano de Washington
[203] Max Heindel e Augusta Foss: Livro Astrodiagnose e Astroterapia, um guia de saúde. Cap. XI – uma lição como guia.
[204] N.R.: Cidade no noroeste dos Estados Unidos, no estado do Oregon.
[205] N.R.: Columbus é a capital do estado norte-americano do Ohio.
[206] 29 de novembro 1909.
[207] N.R.: em Los Angeles
[208] Max Heindel, Livro Ensinamentos de um Iniciado, cap. 20.
[209] ‘Falta de espaço’ logicamente não faz sentido. Max Heindel não queria ou não podia dar maiores explicações a respeito.
[210] Max Heindel, Livro Ensinamentos de um Iniciado, cap. 20 e 21.
[211] Max Heindel, Livro Ensinamentos de um Iniciado, cap. 22.
[212] Max Heindel, Livro Ensinamentos de um Iniciado, cap. 21
[213] N.T.: indivíduo que sabe estenografia ou que a pratica profissionalmente; taquígrafo, braquígrafo, logógrafo
[214] Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – de Max Heindel.
[215] Na certidão de casamento está escrito segundo casamento; mas foi considerado o segundo casamento como Max Heindel, na América.
[216] Boletim Echoes de Mount Ecclesia – The Rosicrucian Fellowship, março 1948.
[217] Boletim Echoes de Mount Ecclesia – The Rosicrucian Fellowship, abril 1948.
[218] Cidade localizada no estado norte-americano de Washington
[219] Região censo-designada localizada no estado norte-americano de Washington
[220] Livro Mistérios Rosacruzes – Primeira Edição, Chicago, 1911.
[221] Retirado do livro Oceanside, Crest of the Wave, Oceanside 1988, pág. 29 e 30 de Langdon Sullly e Taryn Bigelows. ‘Juiz J. Chauncey Hayes nasceu em Los Angeles em 1 de junho de 1852. Ele se mudou para San Luis Rey quando tinha 15 anos e, interrompendo apenas no período que estudou no Colégio de Santa Clara, passou os próximos 66 anos estimulando e desenvolvendo San Diego Country. Como único corretor de imóveis na região de Oceanside, ele vendia as parcelas de terras. Tinha pouca coisa que Hayes não sabia fazer. Ele era corretor de imóveis e A. J. Meyers o fundador da cidade. Anos depois ele foi banqueiro, editor do jornal local, agente cartorário, secretário geral da cidade, advogado, fornecedor de água e, por vinte anos, Juiz de Paz. Ele faleceu entre 1933/34 ’.
[222] Echoes from Mount Ecclesia, 10 de janeiro de 1914, nº 8, pág. 1 e 2.
[223] O Sr. A.H. Amick, o redator de Air Cooled News, a revista de Clube H.H. Franklin, escreveu para mim em 1972 que o modelo 1903 era o único que não tinha motor de partida. Pela amigável ajuda do Sr. Amick, recebi do médico Dr. George S. Boyer de Allentown, Pensilvânia, também sócio do Clube H. H. Franklin, no dia 15 de maio de 1972 a foto do carro dele de 1903 restaurado.
[224] O Sr. Heindel tinha n o costume de dar nomes de campeões para as coisas. As vacas foram nomeadas com nomes de vacas famosas, e o Franklin foi chamado de ‘Bedelia’ um carro francês de três rodas leves. Duas ‘Bedelias’ conquistaram o primeiro lugar em sua classe no Grand Prix em Le Mans, França, em 1912. A velocidade máxima era 110 km/h conforme Hans Kuipers em Old Racers, parte 2, Deventer 1967.
[225] Os Americanos consideram ver um Arco-íris como um sinal de sorte.
[226] Veja figura 62. Atrás da foto não tem os nomes. O Sr. Charles Weber escreveu em uma carta datada de 17 de maio de 2002, que a Sra. Marie-José Clerc contou a ele, que ela soube que o homem com o aparelho auditivo devia ter sido o Sr. Patterson e este está ao lado de Heindel. Com a ajuda de um mapa astrológico, indica que é o segundo homem depois de Heindel, o qual aparece a cabeça por cima da cruz.
[227] Max Heindel, do Livro: Ensinamentos de um Iniciado, Cap. 19
[228] Veja também a página de capa do Jornal San Diego Union, de 30 de outubro de 1911, seção 2, pág. 1, coluna 1, de Union-Tribune Publishing Co, San Diego.
[229] N.T.: Esses textos também podem ser encontrados no livro: Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz de Augusta Foss Heindel
[230] Veja seu horóscopo no Adendo 12.
[231] Título: Anjo ou Satanás?
[232] Esta data provavelmente não está correta. A Escola de Verão foi iniciada em 4 de junho; uma semana antes seria dia 28. Contudo, os encontros de Probacionistas são sempre na véspera da Lua Cheia ou Nova. A Lua Nova era no dia 4 de junho, portanto, a Reunião deve ter sido no dia 3 de junho.
[233] Echoes from Mount Ecclesia, 10 de junho de 1913, nr 1, pág. 1-2.
[234] Echoes, janeiro 1951.
[235] Echoes, 10 de agosto de 1913, nº 3, pág. 4.
[236] N.T.: também referido como Holstein-Frísia e popularmente conhecido como Gado Holandês, é uma raça de gado bovino.
[237] Echoes dezembro de 1913
[238] Charles Rann Kennedy: O Servo na Casa, uma peça em 5 atos, Amsterdam 1926.
[239] Echoes, janeiro de 1914, pág. 3-4
[240] Echoes, janeiro 1914, pág. 1-2.
[241] N.T.: é um aparelho fonográfico com fins comerciais, inventado por Thomas Edison, que grava em tubos de cera o ditado de cartas, que devem ser reproduzidas por datilografia.
[242] N.T.: região peninsular do Sul da Ásia onde se situam os estados da Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal e Butão. Esta região do sul da Ásia foi historicamente conhecida por Hindustão ou Indostão, nomenclatura hoje apenas utilizada no contexto da história da relação entre os povos europeus e o subcontinente.
[243] Staden Kobenhavns Statistiske Kontor, Folkeregistret, numa carta de 14 de outubro de 1970.
[244] Revista: Rays from the Rose Cross, julho 1916, pág. 73-74.
[245] Max Heindel do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Parte I; pergunta 47.
[246] Cosmo: na abreviação do Livro The Rosicrucian Cosmo-Conception; em Português: O Conceito Rosacruz do Cosmos.
[247] Revista: Rays from the Rose Cross, julho 1959, pág. 11. Ela nasceu no dia 5 de novembro de 1850 e faleceu de câncer no dia 30 de outubro de 1919.
[248] Veja: Revista Rays de setembro 1917, pág. 198 e seguintes.
[249] N.T.: O poema Ben Bolt foi composto por Thomas Dunn English (1819-1902) em 1842, de Filadélfia. Foi musicado, em 1848, por Nelson Kneass (1823-1868 ou 1869), um compositor de Filadélfia.
[250] Veja o Adendo 11.
[251] O Sr. Paul R. Grell, filho de Phillip Grell escreveu para o autor em 1989 que o havia conhecido pessoalmente e que seu nome se escrevia Erret e não Ehret. Veja a Revista Echoes, fevereiro de 1951, pág. 2.
[252] Ela faleceu no dia 16 de abril de 1951 após uma doença que durou por meses, está escrito na Rays de junho de 1951, pág. 243-245. Seu nascimento não é conhecido.
[253] Revista Rays, abril de 1931, pág. 222
[254] Que o leitor entenda que foi traduzido diretamente do texto em inglês. Que o texto é confuso, provavelmente, devido às emoções da Sra. Heindel, no dia do aniversário de seu marido recém-falecido.
[255] N.T.: Um harmônio ou harmónio é um instrumento musical de teclas, cujo funcionamento é muito similar ao de um órgão, mas sem os tubos que caracterizam este último.
[256] N.T.: Tipo de voz feminina mais baixo e pesado, com menor tessitura e também a mais rara.
[257] Veja: Rays setembro de 1922, pág. 199
[258] Veja: Rays from the Rose Cross, abril de 1931, pág. 222.
[259] Veja: Rays from the Rose Cross, abril de 1931, pág. 222
[260] Corinne Smith nasceu no dia 13 de agosto de 1882 às 15:15 L.M.T. em Atlanta, Fulton County, Georgia 33.44.56 N; 84.23.17 W. Os dados do nascimento me foram fornecidos pelo Sr. e Sra. Barkhurst.
[261] Estes seis livros, denominados New Age Bible Interpretation, estão disponíveis na Sede Central.
[262] Revista Rays from the Rose Cross, outubro de 1965, pág. 435 e seguintes
Antes mesmo da construção da Sede Central, Max Heindel tinha intenção de construir um Sanitarium[1]. No dia 6 de agosto de 1913 este plano foi iniciado em pequena escala. Com este objetivo foram construídas três casinhas, cada uma com dois quartos. Contudo, logo estas casinhas tiveram que servir para alojar pessoas que trabalhavam em Mount Ecclesia. Demorou até abril de 1929 para que, sob direção da Sra. Augusta Foss Heindel, e pelo Membros da Curadoria[2], fosse nomeado um comitê para avaliar a possibilidade de construir um Sanitarium.
O desenho mostra uma parte central com espaço para o escritório de administração, uma recepção, quatro quartos de tratamento, uma cozinha, um refeitório e no andar superior acomodação para os enfermeiros. Esta ala central continha em ambos os lados os alojamentos para pacientes, tendo oito quartos privativos e quatro quartos coletivos com capacidade para quatro camas cada. Cada ala era circundada por terraços em três lados. O desenho continha a primeira parte onde poderiam ficar vinte e quatro pacientes. Esta primeira parte foi desenhada de tal forma que facilmente poderia ser ampliada, se as condições assim exigissem.
Era intenção que o Sanitarium fosse administrado conforme as terapias naturais com atenção especial para fisioterapia, hidroterapia, luz e eletroterapia e massagem. Contudo, também osteopatia e tratamentos quiropráticos, banhos de sol, etc. Tudo isto baseado no método Rosacruz de Cura.
Um instituto que segue estas regras é, comparativamente falando, mais barato que um Sanitarium que tenha setor cirúrgico e médicos caros no quadro de funcionários. Foi feita uma estimativa que com a construção e a garantia de funcionamento pelo primeiro ano seria necessário um valor de US$ 50.000,00. A comissão acreditava que não seria ajuizado começar com menos da metade deste capital em mãos.
O local que planejavam construir o Sanitarium era entre Carey Road e Ecclesia Drive, onde também havia espaço para crescer de ambos os lados, conforme mostra o desenho[3].
No dia 11 de dezembro de 1929, às 10:46 horas, fizeram a pedra angular para o Sanitarium. Como é mostrado no desenho seria um bloco de cimento de aproximadamente 60 cm de comprimento, 40 cm de largura e 40 cm de altura. Visto por cima haveria uma abertura no centro de aproximadamente 40 cm de comprimento, 30 cm de largura e 18 cm de profundidade. Esse espaço era destinado a colocar uma caixinha de cobre onde ficariam as informações sobre o Sanitarium. No ato de fazer esta pedra estavam presentes 99 pessoas, que, durante a Cerimônia, ouviram o discurso do Sr. Prentiss Tucker.
Em janeiro de 1931 foi editado um pequeno jornal mensal chamado The Mount Ecclesia Herald. Os membros recebiam o jornal gratuitamente e os não membros podiam se abonar no jornal por um valor de 50 centavos de dólar ao ano. Foi considerado um jornal familiar onde todas as notícias que não cabiam na Rays seriam publicadas. Apesar de todo o entusiasmo o Herald [Heraut] teve vida curta. No número de dezembro de 1932 está escrito que o jornal existe pela graça dos leitores e que os meios financeiros acabaram, e que também os funcionários diminuíram pela metade. Provavelmente em março de 1933 foi publicado o último número. Abaixo do nome do jornal está escrito: ‘Quando tivermos alguma informação importante, especialmente para os estudantes, faremos pelo Herald. Ainda não estamos em condições de fazer o Herald [Heraut] ser publicado regularmente, mas faremos isso de tempos em tempos, conforme as circunstâncias assim pedirem’.
Na Rays from the Rose Cross está escrito que no dia 6 de janeiro de 1932 iniciaram as obras do Sanitarium. Contudo, que devido à falta de dinheiro, começaram apenas na primeira parte.
“No domingo à tarde do dia 7 de fevereiro de 1932 às 12:00 horas, a Pedra Fundamental foi colocada. Estavam presentes mais de 125 pessoas, entre os quais o Prefeito Martin e outros notáveis de Oceanside, e alguns maçons. O Diretor da Fraternidade, Juiz Carl A. Davis, liderou o encontro e fez a abertura. Depois houve diversos discursos pelas seguintes pessoas: Mary Roberts, a líder do Setor de Cura, Dr. J. A. Balsey, do Centro de Los Angeles e o Sr. William Albert, do Centro de San Diego. Logo após o arquiteto, Lester A. Cramer, ajudado por alguns maçons, colocou a pedra fundamental, que depois foi cimentada”.
Através dos jornais Rays e do Herald de 1932 vemos que a construção seguia rapidamente. Na Rays de julho de 1932, pág. 389, tem uma imagem do prédio quase acabado. Abaixo está escrito: “Em reunião extraordinária do Conselho de Mount Ecclesia realizada em 4 de junho, foi definido que a abertura oficial do Sanitarium será em dezembro. Esperamos que até lá e talvez antes disto, toda a mobília, com todos os equipamentos, incluindo funcionários, estejam concluídos. O prédio está praticamente pronto. Os terraços foram deixados para depois, pois não são necessários no início. Dentro de algumas semanas o acabamento será feito, incluindo o plantio do jardim. O prédio está bonito tanto por dentro como por fora. O lado de fora foi rebocado e pintado com tinta branca, a entrada principal de pedra artificial com pilares; arquitrave, friso e cornija. Os instrumentos e artigos hospitalares mais modernos serão adquiridos. Tem um sistema elétrico de chamada para os enfermeiros, e postos de enfermagem, uma cozinha hospitalar, etc.
O setor de obstetrícia ainda não está pronto, porque foi projetado para o futuro quando o médico e a enfermeira-chefe assim decidirem que é o momento. Na construção do prédio usamos US$ 21.000 e temos, aproximadamente, US$ 5.000 para o mobiliário, aparelhos fisioterápicos e reserva.
O médico e a enfermeira-chefe que irão assumir o comando já foram escolhidos; seus nomes serão divulgados em futuro próximo. Esperamos que alguns Centros queiram mobiliar um quarto específico. Estes quartos serão nomeados aos doadores. Também pensamos que alguns Centros queiram instalar as ‘camas de caridade’, pois virão pessoas que não possuem as possibilidades financeiras de pagarem seu tratamento e devemos tomar providências para isto. O Instituto inicia com uma reserva mínima e, portanto, não poderá dar tratamento gratuito, pelo menos, no começo, a não ser que isto seja possibilitado por meio de doações. Solicitamos a nossos membros e amigos, bem como aqueles não ligados a algum Centro, que façam agora e até o dia da inauguração, em dezembro, suas orações e meditações em direção ao Centro para que o arquétipo da inauguração possa ser realizado, o que será uma ajuda muito grande para fazer deste Instituto um sucesso após sua abertura. Por favor, não se esqueçam disto, porque é muito importante.
O material de propaganda, incluindo os preços para internação, tratamento e etc., ficarão prontos no verão e no outono serão enviadas informações a todos os estudantes, que tenham endereços de contato, para que possam se envolver, seja no encaminhamento de pacientes. Essas atitudes são muito apreciadas e necessárias de fato. A Instituição deverá se sustentar sozinha, pois não poderá ser financiado pelas doações que são utilizados para o trabalho em geral da Fraternidade.
As reservas atuais não serão suficientes, a não ser que seja complementada com doações, ou que nós consigamos pacientes suficientes para cobrir os custos e manter a Instituição funcionando. Por isso solicitamos a colaboração de todos, tanto por orações como por apoio material”.
Provavelmente foi devido à crise mundial e também o esgotamento das reservas, o motivo para que o Sanitarium não fosse inaugurado na data prevista em dezembro. Somente no Natal de 1938, portanto, sete anos depois, houve a inauguração, mas sobre isto escreverei mais à frente.
Além das dificuldades financeiras em Mount Ecclesia também havia dificuldades espirituais que, em 1931, chegaram a um clímax. Para dar a imagem completa da situação retornaremos a 1910. Naquele momento Max Heindel foi avisado pelo seu Mestre que: “por mais que as intenções sejam boas no início, assim que houver posições e poder, a vaidade das pessoas será tocada e, para muitos, a tentação será demais”[4].
Ainda durante a vida de Max Heindel já havia pessoas de olho nos direitos autorais dos livros dele. Por este motivo ele fez o testamento. Quando este foi aberto em 1919 apareceu que a Sra. Augusta Foss Heindel era a herdeira dele, também das terras da Fraternidade. Alguns membros do conselho insistiram com ela de fazer uma doação do terreno para a Fraternidade. Apesar do advogado da Sra. Augusta Foss Heindel aconselhá-la a manter o terreno em seu nome enquanto ela vivesse, ela aceitou fazer a doação, porque ela tinha toda a confiança no conselho.
No dia 10 de janeiro de 1913 Max Heindel fundou uma Corporação, conforme as leis da Califórnia, pois ele considerava que seria a melhor forma de proteger os direitos autorais e posses materiais da Fraternidade contra os apelos da família de sua primeira esposa. Os Membros da Curadoria[5] tinham o controle e seus sucessores eram nomeados por ELES MESMOS e não por VOTAÇÃO. Eles não tinham responsabilidade nenhuma de seus atos perante os outros Membros. Se ocorresse cristalização, ou Membros duvidosos entrassem nesse comitê, não poderiam ser removidos por Probacionistas. Sra. Augusta Foss Heindel se arrependeu logo de não ter seguido o conselho de seu advogado.
Após o falecimento de Max Heindel, o Sr. Alfred Adams estava ao lado da Sra. Augusta Foss Heindel no comitê. Após o falecimento do Sr. Kennedy e da Sra. Lyon, ambos Membros da Curadoria, empossaram dois novos em seus lugares. Após a escolha destes novos Membros houve desarmonia em Mount Ecclesia. Numa tentativa de retornar a harmonia acrescentaram mais dois Membros, para dar um total de sete. Contudo, a harmonia não se restabeleceu.
Em 1926 foi construída a Escola Infantil, e alguns dos Membros da Curadoria não concordavam com isto. Eles queriam primeiro construir o Sanitarium. Sra. Augusta Foss Heindel escreveu sobre isto em uma carta aberta datada de 13 de maio de 1931:
“Naquele tempo o espírito de trabalho contrário se mostrou de forma brutal. Desde outubro de 1929 um Membro da Curadoria [Pearl Williams] ganhou uma influência dominante sobre dois outros Membros. Apesar de ser um Membro fiel e eu mesma tentar impedir, foi feita uma autorização de US$ 50.000 para a construção do Sanitarium. Eu fui contra devido ao fato que o mundo todo estava atravessando uma crise financeira. Além disso, eu sabia que somente alguns doentes poderiam tirar proveito disto, enquanto em todos os lugares havia uma falta de professores e palestrantes. Para podermos instruí-los necessitávamos de mais salas de aula, assim como espaço no escritório e quartos para que pudéssemos alojá-los aqui na Sede Central. Assim surgiu uma divisão na Curadoria e desde este momento três Membros fizeram de tudo que estivesse em seu poder para me oprimir”.
Numa carta escrita em 1930, pelo Juiz Carl A. Davis e o Sr. Starret, Membros da Curadoria, foi oferecida à Sra. Augusta Foss Heindel um valor anual de US$ 2.500,00, mas ela não aceitou esta oferta.
No dia 17 de março de 1931 o Sr. Alfred Adams faleceu com a idade de 72 anos, o Membro de confiança que apoiou a Sra. Augusta Foss Heindel, após o falecimento de seu marido. A partir deste momento as dificuldades ficaram maiores. Um mês depois, em abril de 1931, a Sra. Augusta Foss Heindel declarou, na reunião da Curadoria, que ela não enviaria mais suas cartas e lições de Mount Ecclesia, e também não teria mais nenhuma participação ativa nos trabalhos. Ela iria continuar da Curadoria, mas agora não mais como Presidente e também não ficaria mais morando em Mount Ecclesia. A função de presidência foi assumida por Carl A. Davis.
Provavelmente, em maio a Sra. Augusta Foss Heindel ficou doente. Tão doente, que por quatro dias esteve entre a vida e a morte. No mês que ela se restabeleceu, em junho de 1931 ela decidiu não retornar a Mount Ecclesia. Ela alugou uma casa em Oceanside, onde a Associação por ela fundou e estabeleceu o Centro: Max Heindel’s Rose Cross Philosophies.
No dia 13 de julho de 1931 a Sra. Augusta Foss Heindel denunciou a Fraternidade perante a Justiça Federal de San Diego por usarem os direitos autorais sem permissão. O resultado disto foi que em outubro eles assinaram um contrato para regularizar esta controvérsia sobre os direitos autorais. Aqui ficou definido que ambos os lados discordavam sobre quem tinha os direitos autorais e que a Sra. Augusta Foss Heindel já havia constituído outra Associação para divulgar os ensinamentos. Foi decidido que a Fraternidade teria uma licença “irrefutável, irrevogável direito e autorização” para publicar, vender, etc. todos os livros, e que a Sra. Augusta Foss Heindel, durante sua vida, seria a proprietária dos escritos, e após o falecimento dela seriam de posse da Fraternidade. Nenhum dos dois lados poderia dar procuração para outra instituição, sem a autorização do outro. Com a exceção que a Sra. Augusta Foss Heindel poderia dar uma procuração a uma instituição fundada por ela mesma. A Fraternidade deveria pagar um valor de US$ 125,00 por mês, de forma vitalícia, para a Sra. Augusta Foss Heindel. Se ela terminasse o litígio com a Fraternidade, antes de 15 de janeiro de 1934, o valor subiria para US$ 208,33 por mês. Após isto foram tomadas medidas para mediação e foi avisado a todos os membros da Fraternidade que a questão estava solucionada.
Em 9 de outubro de 1934 foi assinado um outro acordo entre ambos os lados, no qual foram mantidos vários pontos do contrato de 1931: Que a Sra. Augusta Foss Heindel formou uma Associação chamada de ‘Max Heindel Rose Cross Philosophies’ que distribui os ensinamentos e tem 2050 membros; que a Fraternidade, após a ruptura, continua suas atividades com 4500 membros; que cada qual tem ativos; que a Sra. Augusta Foss Heindel e seus membros estão convidados a retornarem à Fraternidade. Isto foi aceito e ambas as partes decidiram se unirem novamente, e por consideração pagaram US$ 1,00 um ao outro, para compensar os prejuízos. Ficou decidido que a Sra. Augusta Foss Heindel transferia seus livros e outros equipamentos para a Fraternidade, por um valor acordado.
O contrato de 1931 foi prorrogado, com a exceção que a Sra. Augusta Foss Heindel não poderia mais ceder os direitos autorais a nenhuma outra instituição. O valor mensal pago para a Sra. Augusta Foss Heindel ficou estipulado em US$ 125,00 por mês. Além disso, ela teria direito a morar em Mount Ecclesia, sem custo, e seria a Presidente do Conselho e Editor Chefe da Revista mensal, e, ainda, assinaria todas as lições e cartas em nome da Fraternidade.
Também foi divulgado que: ‘Todas as partes têm o mesmo pensamento sobre a questão, que a separação foi um grande equívoco por uma grande parte das pessoas, que prejudicou e atrasou o andamento do trabalho. Para todos os envolvidos ficou claro que a repetição das condições desta separação deveria ser evitada no futuro devido ao fato de que Max Heindel foi escolhido pelos Irmãos Maiores da Ordem, para passar estas lições à humanidade e que a Sra. Augusta Foss Heindel dedicou anos de sua vida ajudando com a construção desta instituição. A ela foi garantido, com este acordo, que se ela não fizesse mais parte do trabalho no futuro e se retirasse desta responsabilidade seria ainda ‘Presidente Emérita’ e que o pagamento mensal, sua estadia e manutenção iria continuar enquanto ela vivesse. Que ela iria trabalhar juntamente com a Fraternidade para que os ensinamentos possam ser divulgados por todo o mundo da melhor forma”.
No dia 25 de dezembro, em homenagem ao retorno da Sra. Augusta Foss Heindel à Mount Ecclesia foi feita uma festa ‘encontro de boas-vindas e retorno a casa’. Depois a Sra. Augusta Foss Heindel foi nomeada Chairman e o Juiz Carl A. Davis manteve sua posição de Diretor e Presidente.
Não apenas na Sede Central, mas em outros lugares do mundo os membros tentaram chegar ao poder. Contudo, não iremos nos aprofundar nisto.
Quando Mary Hanscom, a pequena ajudante da Sra. Augusta Foss Heindel, caminhava pelo terreno num dia de 1935, ela encontrou um animal que se comportava de forma muito estranha. Era um cachorro, que estava petrificado, no meio do caminho. Seus olhos estavam marejados de sangue e seu corpo tenso de medo. Mary precisou conversar docemente com ele várias vezes até que ele teve coragem de reagir ao seu chamado amigável. Ele foi levado para os fundos do refeitório e alimentado. Ele devorava a comida, pois, o animal estava faminto. Após lhe darem um banho e escovarem, ele aparentou ser um cachorro bonito, e parecia com um misto de cão policial e airedale terrier[6]. Contudo, o cão estava doente e precisava ser operado de uma hérnia, o que foi realizado em 1936. Os custos desta cirurgia foram divididos entre os funcionários. Este querido cão de guarda foi chamado Plato, pois era muito esperto, bastava um pensamento para fazê-lo entender. Ele faleceu nos anos quarenta.
Mary Hanscom era artista. Ela pintou a figura do “auxiliar invisível”. Os rostinhos foram tirados de fotos de bebês de funcionários de Mount Ecclesia. Ela também esculpiu os dois painéis da porta do Templo. Ela faleceu no início dos anos oitenta.
No dia 5 de setembro de 1936 a Sra. Gertrude Smith, de Canandaigua, Nova York, perdeu a vida dela num acidente de carro e deixou para a Fraternidade um valor considerável, que deveria ser utilizado integralmente para o Sanitarium. O Setor de Cura havia trazido muito alívio para ela e em agradecimento ela queria concretizar o ideal de Max Heindel, e construir um grande Sanitarium. Demorou mais de um ano para que o dinheiro fosse repassado à Fraternidade.
Em março de 1937 deram início ao curso Bíblico, que quando finalizou continha 28 lições. É um curso por escrito baseado nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental.
Quando a Sra. Augusta Foss Heindel, no final de 1934, saiu de Oceanside e retornou para Mount Ecclesia, ela foi morar na casinha no pé do morro, conhecida como ‘The Heindel Cottage’, onde já havia morado com seu marido. Contudo, em 1937, a então saudável e ativa Sra. Augusta Foss Heindel de 72 anos, tornou-se um tanto difícil para ela subir e descer algumas vezes a ladeira que a separava do escritório e do refeitório. Por isso ela deixou construir, com suas economias, ao leste de Rose Cross Lodge, uma casinha branca. Esta casinha tinha quatro quartos e uma sala de estar grande. Em junho de 1937 esta casinha ficou pronta e, então, se mudou para lá. Com a inauguração ela ganhou dos trabalhadores de Mount Ecclesia um conjunto de persianas que ela desejava. Sua antiga moradia serviu para outros trabalhadores.
Em março de 1938 compraram uma nova impressora. Era um equipamento caro, o mais novo Heidelberg com injeção de tinta automático. Também em 1938 foi publicado: Princípios Ocultos de Saúde e de Cura, de Max Heindel.
Além do Sanitarium também havia necessidade de um Departamento de Cura, um espaço separado onde as cartas e solicitações dos pacientes pudessem ser recebidos e organizados por Signo Solar. Em abril foi iniciado a construção do mesmo. Contudo, também fizeram os preparativos para a construção do Sanitarium, do qual a grande maioria já havia sido construída em 1932. O primeiro passo foi reformar o prédio agradável que ficava no canto do terreno, que antes era a Escola Infantil, como alojamentos para os enfermeiros, que trabalhariam para o Sanitarium.
No dia 6 de julho de 1938 foi reiniciado a construção do prédio do Sanitarium que foi possibilitado pelo legado da Sra. Gertrude Smith. Agora havia dois prédios a serem construídos, sendo que o Departamento de Cura deveria ser o primeiro a ficar pronto. Isto se tornou possível em agosto. No sábado, dia 27 às 11 horas, houve a abertura oficial e os membros podiam visitar o prédio.
O Departamento de Cura foi construído no formato de uma cruz. No centro, onde os braços se encontram tem uma pequena capela redonda e no telhado foi inserido um vitral, com o desenho da estrela de cinco pontas, e no centro dela tem cinco rosas vermelhas. Composta de doze salas para as secretárias, e cada uma representa um Signo do Zodíaco. Os pedidos de cura e as cartas dos pacientes são separados por signo solar.
Também foi trabalhado com muito empenho no Sanitarium e as pessoas esperavam poder inaugurá-lo em dezembro. Realmente isto pareceu possível, e no domingo dia 25 de dezembro de 1938, de manhã às 10:00 horas, depois de terem se passado sete anos do início da obra, o Sanitarium foi inaugurado. Na Rays de 1938 e 1939 está escrito o seguinte sobre o prédio: “O Sanitarium é um prédio de um andar. A parte que foi construída em 1932, mas não finalizada e que tem o formato de uma cruz, foi ampliada. Pelo fato das leis estaduais não permitirem que em ambos os lados de Hospitais e Sanatórios tenha um declive, não será possível fazermos as asas da cruz como havíamos planejado. Mesmo assim seguiremos o desenho original da paisagem.
No piso térreo são os escritórios para recebimento e administração, as salas de tratamento – como de hidroterapia, massagem, música e cor, e ultravioleta, e o setor de coordenação física e a sala de Raio X, um laboratório de metabolismo e laboratório geral. Também há uma Capela onde poderá ter os rituais diários; um refeitório para os pacientes e também visitantes, e uma cozinha para o preparo das dietas. Os setores para diagnóstico médico e Astrodiagnose também ficam no piso inferior.
O piso superior tem quartos individuais e de duas pessoas para os pacientes, alguns com chuveiro, outros com banheira. Esses quartos olham para o oceano ao sul e ao norte para as montanhas de San Jacinto. Neste andar também tem uma biblioteca para os pacientes. Os três terraços com tetos solares são confortáveis e tem vista para Oeste, Sul e Leste”[7].
Durante a inauguração a Sra. Augusta Foss Heindel fez um discurso. Depois a Sra. Dorothy Whitelock descreveu as coisas práticas e o Juiz Carl A. Davis finalizou com uma prece. Dr. L. B. Rogers foi nomeado diretor do Sanitarium. Antes disto ele havia sido, por seis anos, diretor do Hospital de Hollywood e, antes ainda do Hospital São Francisco em São Francisco. Contudo, ele ficou apenas até julho de 1938, por meio ano, e depois o casal Patton-Sheppard ganhou a direção. Dr. Charles Sheppard, e sua esposa Dra. Elsa Patton Sheppard eram cirurgiões e haviam trabalhado em Portland, Oregon.
No dia 29 de janeiro de 1939 a Sra. Mary B. Roberts, que por dez anos havia trabalhado no setor de Cura, faleceu. Alguns dias depois o Sr. Stewart Louis Vogt, de Cincinnati, Ohio, que depois foi morar em Oceanside, também faleceu de ataque cardíaco no hospital local. Este homem era um artista que desenhou o ‘Ecclesia Drive’, o caminho que vai para o Templo, ele também ajudou a pintar o interior do Pro-Ecclesia e fez a pintura do que fica do lado direito: ‘Cristo ajoelhado no Getsemani’.
Durante a Escola de Verão o Sr. Lynn Vivian doou para a Sede Central 100 pés de laranja e toranja, que foi plantado por um dos estudantes da Escola de Verão, o Sr. Karl Stebbinger.
Em 1939 o refeitório também foi restaurado e aumentado e foram comprados novos equipamentos, entre os quais um refrigerador.
Em 1940 os estatutos foram modificados, para poder incluir que a associação seria regida conforme as leis de associações – “non-profit college incorporation Law” – o que significa que a associação não tiraria proveito financeiro de sua constituição. O nome, que em 1935 tinha mudado para ‘The Rosicrucian College’ voltou a ser ‘The Rosicrucian Fellowship’ e, novamente, foi tomada a decisão de ser uma igreja ou organização religiosa que divulga os ensinamentos Rosacruzes.
Um dos desejos de Max Heindel era ter sua própria orquestra. Este desejo também se realizou porque em novembro de 1940 Mount Ecclesia tinha sua própria orquestra, da qual Ernst R. George era o dirigente.
Em dezembro de 1940, o Sr. Charles D. Cooper, que foi membro da fraternidade por 42 anos, faleceu. Ele conheceu Max Heindel pessoalmente e assistia suas Palestras. Ele iniciou, em 1924, o fundo para o órgão de tubos e a tela de projeção.
No dia 28 de fevereiro de 1941, o Dr. Leon Patrick foi recepcionado com uma festa juntamente com sua esposa, porque a partir de 1º de março ele seria o novo diretor do Sanitarium. O Dr. Patrick tinha graduação de M.D. do ‘Californisch Eclectic Medical College’ de Los Angeles e uma graduação de D. O. no ‘Los Angeles College of Osteopathic Physicians and Surgeons’. No ‘Los Angeles Country Hospital’ ele era assistente cirurgião. Ele tinha vinte anos de experiência em Orange, Califórnia, e fez uma boa reputação como médico, nutrólogo e escritor.
Quando, em fevereiro de 1942, a Sra. Augusta Foss Heindel se afastou da posição de Presidente do Conselho houve novamente divisão e as dificuldades retornaram. No dia 16 de abril os membros de Non-sectarian Church, Weaver, Munson e Grow, começaram um processo judicial em San Diego. O processo era contra a Fraternidade Rosacruz. Eles representavam quinhentos membros e queriam uma explicação, que eles e outros membros tinham o direito de participar da escolha dos Membros da Curadoria e tentavam conseguir uma devolução de US$ 41.936,56, dizendo que os Membros da Curadoria[8] desfalcaram do Sanitarium no período de 1939-1942. O Juiz declarou que eles, como seguidores da “Fellowship”, tinham o direito de verificar a contabilidade, mas devido ao fato de não serem membros da ‘The Rosicrucian Fellowship’ não poderiam participar das eleições da Curadoria, e que o afastamento da Sra. Augusta Foss Heindel como Presidente era um ato legal.
Entre os dois partidos não existia divergência de opiniões sobre a melhor forma de divulgar os ensinamentos. A questão era somente sobre quem tinha o direito de usar a propriedade e ensinar a filosofia. Juntamente com o direito de usar a propriedade estão os direitos de incluir novos membros, receber as colaborações destes membros e da venda dos livros.
Em janeiro, alguns seguidores da Sra. Augusta Foss Heindel queriam constituir uma Organização Religiosa, o que foi realizada em 6 de julho de 1944. Então, a Sra. Augusta Foss Heindel fundou a “The Rosicrucian Fellowship Non-Sectarian Church”. Três meses depois, no dia 7 de outubro, a Sra. Augusta Foss Heindel declarou que o contrato, mencionado anteriormente, com “The Rosicrucian Fellowship” havia sido cancelado.
No dia 12 de janeiro de 1946 Mount Ecclesia ganhou uma linha de ônibus para Oceanside. O ônibus passava a cada quarenta e cinco minutos das seis da manhã até à meia noite. Isto foi uma grande melhoria, pois os visitantes não dependiam mais somente de táxis e os moradores de Mount Ecclesia também conseguiam chegar mais facilmente na cidade.
Em muitos aspectos a Sra. Augusta Foss Heindel passou por um período de adversidades. Assim no dia 21 de maio de 1943 ela teve um sério acidente de carro e ficou por três semanas no hospital, enquanto alguns membros assumiram a tarefa esotérica dela.
Apesar de não haver melhoramentos no relacionamento, a Sra. Augusta Foss Heindel continuou vivendo em Mount Ecclesia. Não apenas nas condições emocionais, mas também nas físicas ela tinha dificuldades, pois após o acidente não houve uma melhora completa e ela vivia com dor constante no ferimento dos quadris. Por isto ela caminhava com dificuldade e ela se movimentava em Mount Ecclesia com o auxílio de uma cadeira motorizada. A dor permaneceu até seu falecimento, em 9 de maio de 1949.
No Echoes de junho de 1949 lemos o seguinte: “Mais de quarenta anos esta alma corajosa direcionou todos os seus pensamentos e ações à divulgação dos ensinamentos. Nós, que ficamos para trás, não podemos lamentar egoisticamente sobre a sua libertação de um corpo que no correr dos anos foi se tornando flagelado pela dor, apesar de estarmos tristes de perder seus sábios conselhos, seu toque suave, e a coragem intrépida da nossa ‘mãe’ Heindel”.
Após a cremação, em San Diego, as cinzas foram enterradas ao pé da Cruz do Fundador em Mount Ecclesia.
Após a partida da Sra. Augusta Foss Heindel, no dia 9 de maio de 1949, a liderança ficou com os Discípulos e Probacionistas. Isto significa que nada mudou e que as controvérsias continuavam existindo.
No dia 20 de junho de 1952, após 7 anos, o Juiz se pronunciou sobre o caso que foi iniciado em 1945. A deliberação foi que a ‘Non-Sectarian Church’ teria o direito de:
Ambas as partes, que tinham plena convicção de estarem agindo corretamente, pareciam, no verão de 1952, estarem dispostos a iniciar negociações para uma fusão. As chances pareciam favoráveis. Contudo, quando, em agosto, um dos antigos membros da Curadoria [Pearl Williams], que era um dos instigadores contra a Sra. Augusta Foss Heindel, reapareceu, as esperanças foram por água abaixo. Ela tenta convencer o Conselho a reabrir o processo judicial. Contudo, isso não é feito.
Porque os membros americanos não viam como chegar a um acordo, os Centros Europeus, no inverno de 1952, decidiram enviar o Sr. Lachambre, Presidente do Centro de Paris, para a Sede Central, como representante deles com o objetivo de ajudar a encontrar a união. O Sr. Lachambre era advogado e conhecia as Leis da França e também as da Califórnia. No início de março de 1953 o Sr. Lachambre partir em direção a Mount Ecclesia para permanecer lá por quinze dias. Após sua chegada solicitou um encontro com ambas as partes, que ficou marcada para dia 8 de março. No início desta importante reunião o Sr. Lachambre pediu o auxílio dos Irmãos Maiores da Rosacruz. As vibrações eram tão fortes que ele não conseguiu proferir nenhuma palavra, e por isto, iniciaram com um minuto de silêncio.
Sua proposta era dissolver os dois grupos, determinar uma comissão de arbitragem que daria seguimento às questões em andamento e depois constituir uma nova Fellowship. Desta forma a confusão que o nome ‘Church’ [Igreja] iria se desfazer e a palavra ‘Corporation’ [Corporação] que provocou as complicações, também iria se desfazer.
Foi instituída uma comissão de arbitragem sendo: 2 integrantes da Corporação, o senhor Omar D. Dodson e a senhorita Perl Williams; 2 integrantes da Non-Sectarian Church, senhora Helen E. Cash e o senhor L. Johnson e como 5º integrante: o senhor Lachambre. O relatório da comissão de arbitragem foi elaborado no dia 15 de março em reunião geral dos Discípulos e Probacionistas [somente os que tinham direito a voto], 34 no total, que foram desta forma: 28 votos a favor, 1 contra (a presidente da Corporação, Perl Williams) e 5 abstinências.
Depois disso enviaram uma carta para todos os Discípulos e Probacionistas solicitando seu voto. Enquanto isto o senhor Lachambre voltou a Europa e pessoalmente comunicou aos Centros Europeus o ocorrido.
Infelizmente, pelo menos por enquanto, a fusão não se concretizou. Novamente a Corporação solicitou a revisão ao Juiz, mas este se recusou a rever sua decisão.
Neste meio tempo foi contratado um novo diretor para o Sanitarium, Dr. Raymond H. Houser D.C. Seu nome aparece pela primeira vez na Rays de julho de 1954, portanto sua contratação deve ter ocorrido em maio de 1954.
Aproximadamente dois anos após a tentativa de unificação do Sr. Lachambre, parece que em agosto de 1955 que ambas as partes manifestaram desejo de se reunificar, pelo menos conforme anunciado no Echoes de novembro de 1955. Parece que o primeiro passo foi dado pela Non-Sectarian Church. No Echoes de março de 1956 está escrito que um avanço positivo da reunificação com a Corporação estava agendado.
E no Echoes de abril de 1956 foi notificado que em 25 de março de 1956, às 12:00 horas, seria a assinatura da fusão. A Corporação seria fechada e a Non-Sectarian Church continuaria existindo enquanto seu nome se modificaria para: “The Rosicrucian Fellowship”.
No Echoes de maio foi reimpresso um artigo do jornal de Oceanside, o ‘Blade-Tribune’, e a última página do Echoes citado foi dedicado aos acontecimentos deste 25 de março:
“No domingo, dia 25 de março de 1956 às 11:00, horas iniciou-se o encontro dos administradores da Corporation, os administradores do Non-Sectarian Church e os advogados de ambos os grupos. Havia muitos membros presentes, que se encontravam no Sanitarium, na recepção e perto das janelas do lado de fora para tentar ver e ouvir o desenrolar dos fatos. O Sr. Dodson, presidente da Corporação, abriu o evento e logo passou a palavra para o Sr. Frank Bowman, Presidente da Non-Sectarian Church. Senhorita Pearl Williams fez a cerimônia de abertura e logo após o Sr. Bowman solicitou que cada integrante do Conselho da Corporação e da Non-Sectarian Church falasse umas palavras. Cada um disse o seu ponto de vista sobre a importância da assinatura dos papéis da unificação.
Astrologicamente, o melhor horário para a assinatura era exatamente às 11:57 horas. Conforme esta hora se aproximava a tensão aumentava. O horário foi observado com todo o cuidado e exatamente às 11:57 horas as assinaturas se iniciaram. Os Senhores Bowman e Dodson assinaram os primeiros papéis que depois foram entregues a Sra. Scarborough e o Sr. Robinson, os secretários dos respectivos grupos, que acrescentaram suas assinaturas. Também era necessário assinarem todas as cópias necessárias o que foi feito o mais rapidamente possível. As assinaturas tomaram exatamente dois minutos e finalizaram às 11:59 horas.
O Prefeito de Oceanside, o Sr. Richardson, fez um pronunciamento aos presentes. Ele fez uma bela explanação do relacionamento de Oceanside com a Rosicrucian Fellowship. Logo após o evento foi finalizado.
Após um almoço na Cafeteria [antes chamada de Refeitório] houve um momento de confraternização onde todos participaram. Foi servido sorvete com bolo apreciado por todos. Na lateral da Cafeteria tem uma torre onde fica pendurado o sino. Todos se reuniram lá e o primeiro de dois atos simbólicos foi realizado. Foi o enterro do machado. Fizeram um buraco fundo onde colocaram um machado, que foi muito bem enterrado lá no fundo. A ideia era, futuramente, fazer uma placa de reconhecimento, para marcar para sempre que as dificuldades na Sede Central fazem parte do passado[9].
Logo depois foi realizado o segundo ato simbólico. Na entrada do terreno, abaixo da placa do ‘The Rosicrucian Fellowship’ tem duas estátuas, representando leões, cada um de um lado da entrada. O Sr. Bowman colocou suas roupas de trabalho e começou a pintar os leões. Ele declarou que estava fazendo este ato simbólico para mostrar que ninguém é bom demais para trabalhar, pois estamos aqui todos juntos com o mesmo objetivo: trabalhar pela Fraternidade para dar ao mundo um verdadeiro conceito espiritual, e fazer que a visão de Max Heindel tenha um final bem-sucedido. Os leões ficaram bem mais bonitos; que eles nunca mais fiquem maculados.
Isto fechou os acontecimentos do dia. Um dia que nunca mais esqueceremos, um dia de valor histórico na história da Fraternidade”.
Aqui a controvérsia duradoura chegou ao final definitivo, que devem ter custado, para ambas as partes, mais de US$ 100.000,00, em custos processuais.
Em dezembro de 1957 foi colocado um órgão novo na Pro-Ecclesia, pois o antigo estava em tal estado que necessitava ser substituído. Não era um órgão de tubos, mas era um Hammond[10], um órgão elétrico no valor de US$ 1360,00. Foi pago US$ 600,00 à vista e o restante em valores mensais.
Para irrigar para os gramados, flores, arbustos e árvores compraram uma nova tubulação. Esta tem um comprimento de 120 m, saindo do ponto central. Esta tubulação foi uma doação dos amigos de Porto Rico.
Após esta ligação da tubulação de água foi colocada uma rede de esgotos saindo da parte que foi comprada de 1,2 ha do bosque de eucaliptos, na parte baixa do terreno, que ainda não fazia parte quando Heindel comprou o terreno. Esta rede de esgotos vai do Centro de Cura, para o Cottage do Templo até Carey Road. O cano tem um diâmetro de 20 cm. Os custos foram orçados por US$ 4000,00 e a mão de obra ficaria US$ 300,00. Em 1961, quando o trabalho foi finalizado, constataram que os custos totais ficaram em US$ 7.500,00. Praticamente todos os prédios foram ligados a esta rede de esgotos, exceto Heindel Cottage, a biblioteca e cinco casinhas, que estavam construídas num nível do terreno muito baixo.
Também, em janeiro, uma das estudantes aposentadas doou um ônibus de 12 lugares para substituir o velho. Isto em homenagem ao seu falecido marido.
No Echoes de junho de 1960 foi anunciado que Heindel Cottage, a casinha onde o Sr. e a Sra. Augusta Foss Heindel moraram um tempo, não estava mais em condições de moradia, mas seria reformado para servir de museu. Nesta casinha Heindel escreveu as lições aos Estudantes, que mais tarde formaram alguns livros.
O museu iria conter a escrivaninha de Heindel e outros objetos que lembravam ele e a esposa. Assim que fosse possível a casa e os arredores seriam reformados. No Echoes de março de 1962 está citado que Heindel Cottage foi demolida em fevereiro, apesar da dor no peito e algumas lágrimas de antigos funcionários.
Após a fusão houve um período tranquilo no que se refere à parte espiritual, mas financeiramente estava muito difícil. Em primeiro lugar havia uma dívida muito alta perante a justiça. Em segundo lugar era necessário muito dinheiro para fazer a manutenção dos prédios e terrenos. Em terceiro lugar havia o aumento constante do material, maquinário para a impressão e distribuição; e por último os custos de impostos que subiram muito. Por estas razões, em novembro de 1959, foi enviado aos membros com direito a voto uma solicitação de autorização para arrendar alguns acres de terra, um pouco mais de um hectare. A maioria votou a favor.
Em 1960, a Califórnia necessitou de um pedaço de terra para duplicar a Mission Avenue e a Fraternidade receberia uma compensação pelo Estado. Juntamente com isto veio a notícia que Mount Ecclesia ficaria isenta do pagamento de impostos sobre o patrimônio.
Mas em meados de 1961 a Fraternidade recebeu o comunicado que todos os prédios deveriam seguir as normas do “Oceanside Code Requirement”, as leis orgânicas de Oceanside às quais novos e velhos prédios construídos deveriam seguir. Isto significava um valor considerável em manutenção e reformas, pois antes desta Lei Mount Ecclesia tinha controle próprio sobre seus prédios, esgoto, eletricidade etc. Agora não podiam mais fazer tudo sozinhos, pois deveriam ser feitos por empreiteiras registradas ou pessoas diplomadas.
Devido à falta de moradia o Conselho de Mount Ecclesia, no dia 14 de outubro de 1961, decidiu que qualquer Probacionista que assim quisesse poderia construir (no máximo cinco) casinha, atrás do Edifício da Biblioteca – que era o primeiro prédio. Com a construção destas casinhas seria demolida Ecclesia Cottage.
Depois de ter sido feito a rede de esgoto no bosque dos eucaliptos e alguns membros se prepararem para construir algumas casinhas lá, a cidade de Oceanside recusou a autorizar qualquer nova construção, enquanto não estivessem todos os outros prédios de Mount Ecclesia conforme a nova Lei do Município e do Estado; ou que fossem demolidos. Rapidamente ficou claro que isto traria um enorme gasto. Contudo, antes desta proibição já tinham começado as obras. Com a ajuda de boas doações e empréstimos de associados puderam fazer os pagamentos.
Mas em junho de 1962 ficou claro que – para fazer as devidas restaurações, incluindo a demolição e reconstrução de alguns prédios – seria necessária mais ajuda financeira. Novamente, veio a ideia de arrendar os 3 acres, 1,2 hectare de terra no canto onde Carey Road e Mission Avenue se cruzam. Após uma pesquisa descobriram que se arrendassem este pedaço de terra iriam perder o direito de não pagar o Imposto sobre Patrimônio, enquanto que se fosse vendido isto não aconteceria. Portanto foi enviado aos associados, com direito a voto, uma carta explicativa e solicitando seu voto, onde mais da metade se manifestou favorável. O advogado de Mount Ecclesia recebeu a ordem do Conselho para conseguir autorização do Supremo Tribunal para negociar com uma refinadora uma área de 1.350 m² para construção de um Posto de Abastecimento e 3 acres ao lado de Carey Road para empreiteiros locais.
A venda de 1.350 m² ao Hancock Oil Co., rendeu US$ 35.000,00 menos 10% de comissão. No contrato de compra e venda tinha uma cláusula que o posto de gasolina não poderia ter uma oficina de conserto junto. Os empreiteiros compraram 2 acres pelo valor de US$ 30.000,00.
No dia 13 de janeiro de 1962 a Sra. Ethel Caswell, que foi funcionária da gráfica e setor de redação por muitos anos, faleceu. Ela ajudou Heindel a tipografar o Livro “Mensagem das Estrelas” e vários outros livros. Ela era casada com Ned Caswell, que conheceu em Mount Ecclesia. Com alguns intervalos, eles moraram por anos seguidos em Mount Ecclesia.
Alguns dias depois, no dia 18 de janeiro de 1962, Esther Kristina Kjellberg faleceu. Em 1927 ela foi diretora da Escola Infantil e em 1932 ela se tornou estudante. Mais tarde ela foi secretária dos departamentos: sueco, alemão e francês.
Nem todos os prédios podiam ser restaurados a ponto de satisfazerem a Lei, ou os custos eram tão altos, que economicamente era inviável. Por esta razão, em fevereiro de 1962, Heindel Cottage foi demolida, a casinha que Heindel e sua esposa haviam morado. Em julho de 1962 a biblioteca, o primeiro prédio construído em Mount Ecclesia, também foi demolido.
No dia 26 de janeiro de 1963 o Conselho decidiu destinar a parte ao norte da Guest House[11] e ao leste do – logo depois demolido – Temple Cottage para construção de casas. Seria permitido a alguns Probacionistas construírem neste local, mas após seu falecimento as casas seriam de propriedade de Mount Ecclesia para servir de moradia aos funcionários.
Também seria definida, pelo Estado, a parte do terreno que ficaria disponível para a duplicação da Rodovia. Esta linha vai de um determinado ponto na entrada da Carey Road, até o caminho que vai até o bosque dos eucaliptos e a antiga entrada. Amic Street, o antigo caminho que vai até o bosque de eucaliptos, deveria permanecer, mas seria prolongada até onde agora é terreno da Fraternidade. A Rodovia seria duplicada, o que significa que seria construída uma nova entrada.
No dia 1º de junho de 1963 o Conselho decidiu parar de usar o ônibus. Com isto houve uma economia anual de US$ 500,00 em seguro e manutenção. Após ser avaliado por um corretor local o ônibus foi vendido para um dos funcionários.
Em meados de 1963, Ecclesia Cottage foi demolida. Em setembro de 1964 a impressora Stonemetz foi substituída por uma Kelly de segunda mão. A partir de outubro até final de dezembro de 1964 a Fraternidade produziu uma série de doze “quinze minutos” de emissão de rádio na estação XEMO[12]. As emissões eram aos domingos, às 15:45 horas. No futuro esperavam também aparecer na TV.
No dia 7 de novembro de 1964 o Conselho se reuniu, principalmente para decidir sobre a oferta de US$ 35.345,00 feita pelo Departamento Estadual de Rodovias pelo pedaço de terras de Mount Ecclesia, que o departamento necessitava para duplicar a Mission Avenue. O caso já estava nas mãos do advogado da Fraternidade, que já havia feito uma cotação por um corretor de imóveis para definir se o preço estava de acordo com o mercado. Apesar do contrato ainda não estar assinado, o Conselho estava de acordo que o máximo possível do valor deveria ser utilizado para construir uma nova biblioteca, pois a antiga deveria ser demolida. O novo prédio seria de um único piso e teria espaço para a biblioteca, local para aulas e local para Palestras. Um prédio assim seria usado durante o ano todo, mas em especial para as Escolas de Verão e em ocasiões especiais, como, por exemplo, encontros de música ou apresentações.
Na reunião de 9 de janeiro de 1965 foi decidido aceitar a oferta de US$ 35.345,00 do Departamento Estadual de Rodovias. Também foi aceita a oferta de vender os livros do New Age sobre a Bíblia, escritos pela Sra. Corinne Smith Heline. Seria feito um acordo com o Sr. e Sra. Heline, da New Age Press, onde a Fraternidade se comprometia, no futuro, imprimir e distribuir estes livros juntamente com os da Fraternidade. Como na Fraternidade as interpretações da Bíblia tomam um lugar tão importante, isto foi considerado um acordo muito favorável e teve grande apoio. Durante cinco anos a Sra. Heline foi uma das estudantes de Max Heindel e suas interpretações das leituras sagradas eram baseadas no Conceito Rosacruz do Cosmos e outros livros escritos por Max Heindel. São três livros sobre o Antigo Testamento, três livros sobre o Novo Testamento e um sétimo livro: “Os Mistérios de Cristos”.
No final de 1964, início de 1965, foram construídas cinco casinhas para membros. No lugar onde antes estava Valley View Lodge, beirando o bosque dos eucaliptos, foi construído uma casinha com quatro quartos para quatro pessoas, com uma garagem no andar inferior.
Logo seria construído, onde antes havia casinhas, perto da Cafeteria, três alojamentos para solteiros, contendo: quarto, banheiro, chuveiro e cozinha. Entre a Cafeteria e estes alojamentos ainda tinha lugar para, no futuro, se construir mais casinhas, que teriam, como vantagem, a bela vista para o Templo e para as montanhas de San Jacinto.
Na primavera de 1966 o Estado começou a duplicar a Mission Avenue. No pedaço de terra que foi vendido as árvores foram leiloadas e as moitas removidas. A entrada também seria demolida, pois não era possível removê-la. Já havia desenhos para a nova entrada aproximadamente no mesmo local, mas um pouco mais distante da Avenida. Para aqueles que visitam o terreno ficaria praticamente igual ao que quando Max Heindel lá vivia, com o Prédio da Administração à esquerda e à direita o Emblema da Fraternidade iluminada. A nova entrada ficou pronta em janeiro de 1967.
No Echoes de setembro de 1967 está escrito que no outono os desenhos do novo Auditório ficariam prontos. O prédio seria destinado, principalmente, para apresentações musicais, teatrais e para recepções, etc.
Em fevereiro de 1968 a casinha atrás do Rose Cross Lodge, onde a Sra. Augusta Foss Heindel viveu seus últimos anos, foi demolida. Um incêndio na cozinha, provavelmente ocasionado por um curto circuito, destruiu parte da casinha e a parte sanitária já deixava a desejar há algum tempo. Por conselho da Seguradora o Conselho decidiu que era melhor demolir, pois reformá-la, conforme as leis atuais, seria muito caro.
No lugar onde esteve Templo Cottage foi construída uma casa nova. Num futuro próximo pretendiam construir mais uma casa ao lado. Também iriam começar logo com a plantação de uma cerca viva de oleandros[13] beirando Amick Street e Mission Avenue.
Mas o plantio foi adiado até aproximadamente abril de 1970, pois deveria primeiro ser colocados tubos, para irrigar esta área. Foi definido por plantar uma espécie de Pittosporum[14], porque formam uma cerca fechada e tem flores com um cheiro que lembra as laranjeiras.
Por volta de fevereiro de 1968 foi adquirida uma nova impressora, chamada ‘kwickprint’. Foi uma doação de dois Probacionistas. Desta forma ficou mais barato para imprimir em cores, os panfletos e outros materiais.
No Echoes de agosto de 1968 foi anunciado um novo livro com o título: O Cordão Prateado e o Átomo-semente. Este livrinho de 50 páginas é uma compilação das lições dos estudantes baseados nos escritos de Max Heindel. Contém algumas ilustrações interessantes, feitas de slides que foram usadas por Max Heindel e seus estudantes, antigamente.
Aproximadamente um ano depois, em julho de 1969, dois novos livros ficaram prontos para distribuição gratuita: A Força do Pensamento, uma compilação retirada de livros de Max Heindel. O segundo se chamava O Planeta Plutão.
Apesar das brochuras divergirem em cor e tamanho, todos os livros da Fraternidade são costurados com fios verdes e impressos com o emblema e letras nas cores vermelho e dourado. Este era um plano do Max Heindel. Dois livros com exatamente o mesmo formato, costura e emblema irão chamar mais atenção e interesse. Uma fileira inteira desta forma iria chamar mais atenção ainda. Sobre o significado dos símbolos nos livros, a Sra. Lizzie Graham escreveu na Rays de janeiro de 1919, na página 358[15].
No Echoes de março de 1971 foi anunciado uma nova publicação: é um livro contendo 100 páginas com horóscopos interpretados por Max Heindel, que foram publicados primeiramente na Rays. Estas explanações não haviam sido publicadas antes.
Na segunda-feira dia 15 de fevereiro de 1971, às 6:00 horas um dos antigos Probacionistas e colaboradores, Theodore Heline, foi libertado de seu corpo mortal.
Naquele momento ele estava internado no Hospital de Oceanside, onde estava internado a alguns dias.
Ele nasceu em 1883 em Marcus, Iowa, onde ele cresceu e se tornou ator de peças de Shakespeare. Já na juventude ele se interessou por assuntos ocultistas e em 1921, quando morava em Nova York, ele conheceu os Ensinamentos Rosacruzes. Em 1922 se tornou estudante e numa visita à Sede Central conheceu Corinne Smith Dunklee, Kitty Cowen, Mary Roberts e outros que lá trabalhavam ativamente. Em 1925 ele se tornou Probacionista e dedicou alguns anos dando aulas no Centro da Fraternidade, palestrando e dando entrevista em estações de Rádio. Em 1932 ele voltou a visitar a Sede Central, e iniciando com a edição de agosto ele foi, por um ano, redator da Revista: Rays from the Rose Cross. Neste período ele fez amizade com Corinne Smith, que trabalhava como assistente na redação, e logo depois se casaram. Após se mudarem para Los Angeles, ambos dedicaram seu tempo a escrever, fazer palestras, divulgar e publicar os livros da “New Age Bible Interpretation”. Em 1965 eles se mudaram para Oceanside onde viveram até o falecimento do Sr. Heline em 1971. Logo depois a Sra. Heline se mudou para Glendale, na Califórnia, e de lá para Santa Monica, onde faleceu em 26 de julho de 1975.
Os escritos de Theodore Heline descrevem sobre a explicação das peças de Shakespeare e sobre a visão ocultista sobre os negócios do Mundo e outros assuntos; dão um testemunho de sua habilidade como escritor, a sua intensa aproximação aos mistérios ocultos, e a sua dedicação como aspirante espiritual.
Em 1971 e 1972 foram divulgadas mais algumas publicações, como um cartão gráfico que dava as posições de: Saturno, Urano, Netuno e Plutão entre os anos de 1800 e 2000. Uma série de desenhos dos Signos do Zodíaco, em preto e branco. Um panfleto para distribuição gratuita com o título: Retrospecção e Concentração. Um livro de, aproximadamente, 60 páginas que contém todos os diagramas do Conceito, e uma brochura com quarenta e uma páginas com o título: A Morte e a Vida depois Dela e uma brochura com o título: Retardamento Mental.
Em 1972 surgiram mais publicações, onde a principal delas é o Conceito em Braille.
Em junho de 1972 adquiriram uma impressora offset. Para dar uma dimensão da quantidade de livros vendidos naquele ano, seguem aqui alguns números: The Rosicrucian Cosmo Conception: 4.646 exemplares; New Age Vegetarian Cookbook: 4.437 exemplares; Tables of Houses: 15.947 exemplares; Ephemerides: 4.437 exemplares e formulários de horóscopos: 286.000 exemplares.
De tempos em tempos são necessários concertos e manutenções. Assim, na primavera de 1971 pintaram, novamente, a Cafeteria e fizeram as manutenções necessárias na Entrada Principal. No verão de 1973, no Prédio da Administração e, em outubro de 1974, o antigo Sanitarium, que virou Casa de Hóspedes. Contudo, o acontecimento maior foi na quinta-feira dia 12 de novembro de 1974, às 12:45 horas, quando colocaram a primeira pá no chão para a construção do novo Prédio da Administração, exatamente a oeste do anterior que foi construído em 1917. Em tempo recorde de três meses, no dia 18 de fevereiro de 1975, ele foi inaugurado.
No prédio inteiro tem carpete em tons de azul, enquanto os funcionários podiam escolher a cor das paredes e cortinas. Principalmente tons pastel entre o verde claro e amarelo.
No Echoes de maio de 1975 está escrito: “O Conselho de Administração tomou a decisão de um dos passos mais importantes para a Fraternidade desde a compra desta terra feita por Max Heindel. Foi enviado à Comissão de Planejamento da Cidade de Oceanside um plano de desenvolvimento geral. Tudo o que o Conselho de Administração sugeriu foi aceito. Isto significa que todas as construções no futuro podem continuar sem serem bloqueadas pelo Município.
Cada centímetro do terreno tem um plano para que qualquer desenvolvimento ocorra de forma ordenada e estética. O plano será executado nos próximos dez a quinze anos.
Já estamos felizes com o novo prédio da administração, e agora, que ainda cheira a novo e estamos mobiliando, já começamos com a construção dos apartamentos dos funcionários. Deve ser uma construção com um andar superior, com seis quartos individuais, quitinetes e um banheiro. Terá um terraço ao norte onde poderão se sentar e observar a paisagem”.
O novo prédio da administração foi uma doação do Sr. Gene Franzman. O Sr. David Johnson me escreveu: “Este prédio foi uma doação de um amigo meu, o Sr. Gene Franzman. Ele era Probacionista e participava do Conselho de Administração, morava em Mount Ecclesia e trabalhava na Biblioteca da Fraternidade Rosacruz. Ele doou milhares de dólares para construir este prédio e morava dentro dele até que se mudar para San Diego. Ele era músico de profissão e empregou seu dinheiro da aposentadoria neste prédio para os funcionários. Ele tinha 90 anos quando faleceu em San Diego. Nos anos 70 e 80 ele trabalhava na Sede Central. Eu o conheci em Tucson, quando nós seguíamos os cursos do Rosacruz nos anos de 1967-1969. Ele se interessou tanto pelos ensinamentos que ele comprou uma igreja velha e a doou ao Centro, até que em 1970 ele deixou o Arizona. Como o número de estudantes diminuiu a igreja voltou para Gene, que a vendeu por volta de 1971. Naquele tempo ele se mudou para a Sede Central levando com ele o dinheiro da venda para construir este prédio”[16].
O Echoes de maio de 1975 continua: “Com o tempo será construído mais um prédio para os funcionários. Também tem espaço para mais trinta e duas casas ou chalés. Finalmente será construída uma nova biblioteca, um prédio para educação, uma de uso multifuncional – que poderá servir como local de aulas – e cafeteria ou uma combinação de ambas com portas dobráveis que quando necessário poderá aumentar o tamanho. Pense que tudo isto já está autorizado pelo Município e o alvará de construção já foi concedido. O Município solicitou que colocássemos encanamentos para água com 15 cm de diâmetro para melhorar a defesa contra incêndios. Logicamente faremos isto com prazer. Também foi decidido fazer uma nova entrada.
A parte exterior não foi esquecida. Com este plano que prevê todas as obras futuras, assim como onde se localizarão estradas e prédios, também é possível determinar o local de todas as árvores e o paisagismo. Incluindo aqui um parque para meditação, onde as pessoas podem ir para curtir a tranquilidade e a natureza. Também haverá, para os que tiverem mais disposição, um centro de recreação, uma quadra de tênis e basquete”.
Numa determinada noite, perto do final de abril de 1975, houve um incêndio no depósito, separado da grande parte central no prédio antigo da administração. Os bombeiros cobriram todas as máquinas de impressão e papéis para evitar danos de inundação. Isso foi feito com sucesso, como ficou claro na manhã seguinte quando todas as máquinas funcionaram normalmente. Felizmente todos os escritórios já haviam mudado para o prédio novo quando este incêndio aconteceu. É preciso pouca imaginação para saber o que aconteceria se ainda estivessem no prédio antigo.
Em março de 1976 foi construído um prédio anexo ao norte da Administração, porque a encadernadora e expedição necessitavam de mais espaço, e também para a estocagem dos livros.
Em 1963 Oceanside havia declarado que Rose Cross Lodge estava inabitável e depois disto foi se deteriorando cada vez mais, portanto, no verão de 1977 tomou-se a decisão de demolir o prédio. Em outubro as estradas asfaltadas no terreno ganharam uma nova camada de asfalto conforme as normas.
No Echoes de fevereiro de 1982 foi declarado que no quarto escuro da gráfica havia sido instalado uma nova câmera vertical. Este aparelho moderno permitia imprimir fotos tanto em preto e branco, quanto coloridas na Rays. Esta nova câmera podia fazer fotos de 7,5 cm até 50 X 60 cm.
Em setembro de 1981 iniciou em Mount Ecclesia o período do computador. Todos os dados dos membros efetivos, simpatizantes, doadores e os que compravam livros foram inseridos num computador de dez milhões de bytes.
No sábado, dia 2 de setembro de 1978, faleceu um rico senhor de Portland, Oregon, aos 92 anos, chamado Fred Meyer. O Sr. Meyer, que conheceu Max Heindel em meados de 1909, sempre fez doações para a Sede Central e após seu falecimento ele deixou US$ 200.000,00 para a Fraternidade, o valor mais alto do seu testamento. Conforme os dados do tribunal ele deixou um milhão de dólares para sua família e funcionários enquanto os outros US$ 48 milhões eram para formar um fundo de caridade. Este fundo era para fins religiosos, caridade, pesquisa, literatura e educacionais e dos quais uma parte era dirigida à Fraternidade Rosacruz. A Fraternidade não tinha conhecimento disto, até que um repórter do Blade-Tribune, no sábado dia 9, os comunicou disto, pois não haviam sido comunicados pelo executor do testamento de Oregon.
Em junho de 1982 veio uma doação de US$ 100.000,00 que deveria ser aplicada conforme algumas condições em um documento anexo que foi enviado no dia 14 de junho. A Associação Beneficente de Fred Meyer informou a Fraternidade Rosacruz que poderia haver uma doação regular para financiar projetos, prioritariamente no noroeste dos Estados Unidos.
Após analisarem cuidadosamente diversas ideias o Conselho de Administração decidiu aplicar os US$ 100.000,00 da seguinte forma:
No Echoes de fevereiro de 1983 foi anunciado que: “este ano, durante o encontro da Escola de Inverno, abriremos o ‘The Rosicrucian Fellowship Museum’ distribuído por três recintos na Casa de Hóspedes. Durante muitos anos juntamos várias peças utilizadas pelo Sr. e Sra. Augusta Foss Heindel e de outros pioneiros que trabalharam em Mount Ecclesia. Contudo, até pouco tempo não havia espaço para montar um Museu. Agora isto ficou possível. O Museu será aberto para membros e amigos da Fraternidade”.
Em fevereiro de 1983 foi colocada uma nova placa perto da entrada, que era vista a distância por quem caminhava e pelos carros que passavam na rodovia.
Em março a Fraternidade ganhou de presente da Jackson & Perkins Company de Medford, Oregon, 180 roseiras. Estas foram plantadas perto do Templo e do Departamento de Cura.
Em junho de 1983 decidiram publicar um ‘jornal de visão e introvisão espiritual’, chamado Mystic Light. Foi pensado em um jornal de qualidade com oito páginas, que conteria um artigo de Max Heindel, um artigo sobre astrologia e outros artigos que seriam para estimular tanto a Mente quanto o Coração. O preço da anuidade era US$ 10,00 e para dois anos US$ 18,00. Era intenção que uma parte desta publicação do Mystic Light fosse enviado pelo computador para milhares de pessoas que tivessem interesse em receber desse modo.
Isto durou até dezembro de 1983. Por questões financeiras e técnicas precisaram parar com a publicação. Contudo, Rays from the Rose Cross, que desde janeiro de 1982 era publicado a cada dois meses, voltou a ser mensal e encadernado em formato novo e chamativo.
No início de 1984 foram escritos alguns livros para crianças: O Horóscopo da Sua Criança – parte 1 e 2, de Max Heindel, e Histórias Aquarianas para Crianças.
Uma nova jardinagem, desenvolvida por paisagista, incluindo projeto de irrigação, foi colocada na primavera de 1986, em frente à Casa de Hóspedes. Todo este trabalho foi realizado pelos membros e funcionários da Fraternidade.
No outono de 1986 a Fraternidade ganhou outra doação de US$ 100.000,00 do Fundo Fred Meyer de Portland. Esta doação foi utilizada para fazer um novo sistema de distribuição de água.
No verão de 1987 o Centro New Age Bible de Santa Barbara ponderou sobre o fato de deixar a Fraternidade imprimir os livros de Corinne Heine. Aceitaram a oferta, porque a Sra. Heline havia sido estudante de Max Heindel.
Em janeiro de 1989 foi anunciado um novo livro. Foi escrito por Robert Lewis e o título era: “The Sacred Word and its Creative Overtones”. O escritor tenta, com a ajuda da música, colocar uma conexão entre a religião e a ciência através da música. Em abril foram impressos 1500 exemplares.
Na primavera de 1987 faleceram algumas pessoas que eram membros por muitos anos. Eram: Hede Deen, que foi secretária de Alemão por dezesseis anos e que era membro ativo no Centro de Nova York antes de se mudar para a Sede Central em 1960.
Pearl Williams veio em 1928 para a Sede Central e alguns anos depois retornou e permaneceu lá o resto de sua vida. Em verdade ela cobriu todas as funções em Mount Ecclesia. Senhorita Williams começou como secretária de Espanhol e por muitos anos foi redatora da Rays, Presidente e mais tarde Membro do Conselho.
Richard Parson se associou a Fraternidade Rosacruz no início dos anos trinta e trabalhou lá por vários anos. Ele e sua esposa Roma voltaram para a região de Oceanside em 1974. Richard Parson esteve no Conselho, fazia palestras durante as Escolas de Inverno e Verão e era tesoureiro, quando faleceu no início da manhã de Páscoa.
Um ano depois em maio de 1988, Hans Mader faleceu, deixando sua esposa Frieda. Por mais de quinze anos foi funcionário em Mount Ecclesia.
No verão de 1987 a sala da História, situada na ala norte da Casa de Hóspedes, ficou totalmente pronta. Esta sala continha muitas fotos, livros, manuscritos e artigos sobre o crescimento de Mount Ecclesia durante os anos que se passaram.
O jornal mensal Rays from the Rose Cross voltou a ser bimestral em janeiro-fevereiro de 1988. O conteúdo mudou de 48 para 64 páginas.
Em 1988 Oceanside comemorou seu centenário. Em homenagem a esta festa, a Historical Society de Oceanside fez um lindo livro de capa dura. Neste livro tem uma página inteira sobre a história de Mount Ecclesia e uma página dupla com a foto colorida do Templo de Cura.
A Cruz original, que foi plantada no dia 28 de outubro de 1911, foi totalmente renovada na primavera de 1991. Também o emblema iluminado – que foi inicialmente doado por Probacionistas de Seattle, Washington, transportado por trem em 1912 para a Sede Central – foi lindamente reproduzido, colocaram lâmpadas novas e uma estrela reluzente.
Também o topo do Templo de Cura foi trazido abaixo. Ele praticamente caiu em pedaços quando foi colocado na mesa que estava pronta para sua reforma. Após estudo cuidadoso e de olho no desenho original, este também foi substituído e colocado novamente em cima do Templo. Simbolicamente este emblema representa a Terra na próxima Era. Com suas nove luzes circundantes representam a condição do ser humano com o Traje de Bodas desenvolvido e substituindo o Cristo como espírito planetário.
A Cidade de Oceanside fez uma nova lei no dia 24 de abril de 1991 sobre terremotos, com o objetivo de proteger os moradores e propriedades de Oceanside. Relatórios científicos sobre possíveis terremotos na Califórnia de amplitude catastrófica originaram esta nova Lei.
A Prefeitura declarou que três prédios de Mount Ecclesia eram inseguros. Para contestar até que ponto a Prefeitura tinha razão os proprietários poderiam fazer seu próprio relatório. Isto significava que a Sede Central, assim como vários moradores de Oceanside, deveria contratar um engenheiro e os serviços de laboratório, para fazerem os relatórios que demonstravam que os prédios já continham aço suficiente em suas construções para contestar as exigências da Prefeitura. Se a Sede Central não fizesse isto dentro do tempo determinado teria apenas duas opções: ou demolir os prédios ou conseguir o valor necessário para deixar os prédios em condições adequadas conforme as exigências da Lei de Terremotos. Um engenheiro, que tinha as qualificações exigidas, fez um orçamento de US$ 11.000,00 para fazer os testes nestes prédios.
Foi comunicado aos membros em março-abril de 1992 que um pedaço das terras conhecido como ‘the Carpenter Property’ havia sido vendida. Era localizada na parte do pé do morro onde se localiza Mount Ecclesia. Este pedaço já estava arrendado a muito tempo para um Ferro Velho e estava na lista de impostos de patrimônio. O Conselho nunca considerou este pedaço de terra como pertencente a Mount Ecclesia.
No Echoes de março-abril de 1993 foi anunciado que a Sede Central adquiriu um sistema de Computador no valor de US$ 12.000,00 para substituir o velho sistema Micro V.
No Echoes de julho-agosto de 1994 foi anunciado que a restauração do Templo ficou pronta, com uma nova cúpula e topo. Os profissionais que trabalharam na reconstrução do metal contaram que perceberam que saía uma energia “elétrica” dela o que eles acharam muito interessante e incomum.
A Capela e a Cafeteria também ganharam nova pintura. Em dezembro também ficaram prontas as novas instalações de irrigação e o asfalto das estradas.
Em fevereiro de 1995 foi concedido o direito de inscrever o Templo de Mount Ecclesia como Monumento Histórico dos Registros Estaduais da Califórnia. O Templo foi construído em 1920, portanto, setenta e cinco anos antes.
Em julho de 1997 foi anunciado um novo livro chamado “Memoirs about Max Heindel and The Rosicrucian Fellowship”. Augusta Foss Heindel escreveu este livro em 1941 e foi, mais ou menos, publicado em quarenta e nove edições no Echoes, iniciando em 01 de janeiro de 1948. A publicação foi possibilitada por uma doação. O livro contém 125 páginas e com noventa fotos preto-branco e oito fotos coloridas.
Novo também era o livro Echoes from Mount Ecclesia 1913-1919, que foi possibilitado por uma doação em fevereiro de 1998. O Echoes tem 608 páginas e cinquenta e uma fotos históricas em preto-branco; à maioria diferente das que estão no Memoirs.
Em março de 2001 o administrador do website da Fraternidade começou com a publicação dos relatórios das reuniões da Curadoria, tanto o Executivo quanto o Esotérico que se tornou uma fonte de muita informação, incluindo os livros de Max Heindel e os panfletos da Fraternidade Rosacruz. Na reunião de março de 2002 foi decidido que estes relatórios seriam disponibilizados para os que tivessem a senha, mas os documentos legais, como o Estatuto e regulamento interno estariam disponibilizados para todos. Também foi decidido publicar no Echoes um relatório periódico da situação financeira. Para economizar nos custos de correio o Conselho decidiu diminuir o tamanho do Echoes, que continha oito páginas e também fotos coloridas.
No dia 13 de julho de 2002 Kenneth Ray deixou de ser o paisagista do terreno para se dedicar a um jardim especial como memória de Max e Augusta Heindel.
No verão de 2002 houve nova crise econômica que também foi sentida por Mount Ecclesia. No Echoes foi anunciado que no dia 15 de julho o Conselho enviaria uma carta para os 7000 membros dizendo que apesar de todas as tentativas de diminuir os custos ainda seria obrigado a vender ou arrendar uma parte das terras compradas (1,8 ha) em 1928. Por insistência dos Irmãos Maiores a Fraternidade nunca pediu dinheiro para se associar, fornecer informações ou promover o ensino. Tudo é financiado com doações, legados ou no lucro da venda dos livros, o aluguel dos quartos para funcionários ou visitantes, e a receita do Restaurante. A Fraternidade sempre ficou na beira do sustento, de modo que uma crise econômica causa consequências catastróficas para uma instituição que nunca focou no material.
No Echoes de jan-fev 2003 está escrito que do total de 5527 membros apenas 13% moram nos EUA. Mais adiante que 25% dos membros falam inglês e que do total de membros apenas 20% fazem aportes mensais.
No outono de 2003 Elizabeth Ray e seu marido Kenneth deixaram suas funções como secretária esotérica e jardineiro e se mudaram para Wisconsin.
Vemos pelo mundo que existem três grandes tentações que a maioria das pessoas consegue resistir com dificuldade: dinheiro, poder e sexo. Durante a candidatura da Curadoria em 2003 o Sr. Francisco Nacher de Madri, Espanha, conseguiu convencer uns vinte Probacionistas do Centro de Los Angeles para votarem nele. O resultado foi catastrófico. Dentro de pouquíssimo tempo aquela Curadoria demitiu alguns trabalhadores eficientes e confiáveis e em seu lugar colocaram outras pessoas. A Curadoria demitiu Charles Weber sem aviso prévio, suspendeu-o de ser membro pelo prazo mínimo de 5 anos e tirou-o da casa onde morava, acusando-o de “injúria e difamação de Max e Augusta Heindel”.Pelo fato de demitir Charles Weber a revista Rays from the Rose Cross deixou de ser publicada. Pela primeira vez em 91 anos desde que Max Heindel em junho de 1913 publicou seu primeiro Echoes from Mount Ecclesia, a Fraternidade Rosacruz não tinha mais jornal periódico dos Ensinamentos Ocidentais Ocultos. As flores e plantas tropicais do jardim secaram e morreram e o mato tomou conta. Pouco depois Mary Reed, da contabilidade, foi demitida e ninguém a substituiu.
Quando a situação foi comunicada aos membros através de e-mail, estes expressaram sua indignação parando com as contribuições voluntárias. Para obter dinheiro a Curadoria vendeu, em junho de 2004, quatro palmeiras enormes. Mais tarde estas palmeiras foram reconhecidas sendo plantadas ao longo da Rodovia. Em 2007 foi comunicado que todas estas palmeiras que vieram das Ilhas Canárias sofriam de uma doença incurável e que iriam sucumbir a isto.
Como consequência da insatisfação, Nadine de Galzain entregou uma petição ao Tribunal no dia 29 de abril de 2004, por má administração. No dia 1º de junho de 2004 o Tribunal enviou o Juiz aposentado David Moon para montar uma Comissão de arbitragem em Mount Ecclesia. Por força da Lei a Curadoria vigente foi desfeita e uma nova Curadoria temporária foi instituída com três membros de cada lado, para dar continuidade até que um definitivo fosse escolhido, o que aconteceria em 25 de fevereiro de 2005. O prazo de início da nova Curadoria seria dia 09 de abril de 2005.
Conforme o julgamento do Tribunal no dia 1º de junho de 2004, que entrou em vigor no dia 1º de julho de 2004, foi definido o seguinte: Os três escolhidos que tiverem mais votos ficarão na Curadoria por três anos. Os três que se seguirem em número de votos ficarão por dois anos na Curadoria e o restante permanecerá por um ano.
Esta Curadoria Temporária assinou um acordo em dezembro de 2004 que o Projetista Dan Jensen teria o direito de arrendar uma parte do terreno por 99 anos e lá construir um condomínio de flats.
No Echoes de abril de 2005 tem a boa notícia que a Fraternidade recebeu uma doação de US$ 13.000,00 em debêntures. Em um e-mail datado de 29 de dezembro de 2005 para a Curadoria está escrito: “Doação para a Fraternidade Rosacruz no valor de US$ 15.000,00.
Na carta tem, entre outros, o seguinte:
“É bom recebermos, mas, agora temos que dar. A Sede Central foi novamente atacada por Marie José Clerc, que fez um processo contra a Fraternidade e a maioria da Curadoria de 2004, e que neste ano em julho iniciou mais uma vez entrou com uma ação contra a Fraternidade e sete dos Membros da Curadoria. Como consequência destas ações na justiça foi e está sendo dispendido muito tempo e dinheiro em custas judiciais.
O objetivo principal de ambas as ações é destituir a Curadoria escolhida legalmente com base em tecnicidades obscuras e de menor importância.
…. Ainda que a Fraternidade possa usar esta doação onde melhor lhe convier, é desejo do doador que seja considerado preferencialmente o uso do dinheiro como se segue:
Sinceramente, um doador anônimo”.
Também foi anunciado neste Echoes de abril de 2005 que em janeiro de 2005 foi recebido um legado de uma herança de um velho membro no valor de US$ 93.000,00, o que significava que teria dinheiro suficiente para pagar todas as dívidas.
Charles Weber colocou de julho a dezembro 52 números do Rays from the Rose Cross que ele mesmo havia editado em seu website. No final de dezembro foi enviado a ele uma carta do advogado da Curadoria, ordenando que fossem retirados imediatamente esses Rays do seu website e que também não poderia utilizar o emblema Rosacruzes, consequentemente estes números foram retirados.
Na reunião extraordinária de 22 de outubro de 2006, Renate Shoemacker foi escolhida como Presidente substituindo Virgilio Rodriguez; Louis Blanco ficou Vice-Presidente, no lugar de Danielle Chavalarias, e Alexandra Porter substituiu a Danielle Chavalarias, como Presidente da Curadoria; com isso duas pessoas malquistas nesta história saíram de cena. Elas foram os líderes que tentaram vender uma grande parte das terras de Mount Ecclesia e ofereceram um contrato de arrendamento para um empreiteiro por 99 anos para construir flats. Montaram um contrato, sem o conhecimento dos membros da Fraternidade. Membros das famílias Chavalarias, Rodriguez e Manimat foram intimados a deixar suas moradias até 31 de dezembro. Daniella Chavalarias e Virgilio Rodriguez mantiveram suas posições como Membros da Curadoria. No outono de 2006 haviam apenas dez funcionários pagos trabalhando em Mount Ecclesia, dos quais três não eram membros, e mais cinco voluntários, dos quais quatro não eram membros. Dois voluntários eram pagos por um programa de subsídio para funcionários antigos de entidades sem fins lucrativos. Em janeiro de 2007 os funcionários registrados em Mount Ecclesia recebiam US$ 8,00 por hora, o salário mínimo da Califórnia.
O autor recebeu uma notícia de Marie-José Clerc, que no dia 5 de dezembro de 2006 ela ouviu o seguinte:
“- Que o caso judicial só seria finalizado quando ela assinasse os últimos documentos que foram enviados por e-mail.
– O acordo foi assinado e enviado para San Diego para ser registrado. Portanto, atingi meu objetivo principal: defender as terras da Fraternidade.
– Até este momento a ação judicial custou US$ 16.000,00. Ainda assim, terei de pagar os custos do Tribunal, mais alguns mil dólares”.
No Echoes de julho-setembro de 2007, Alexandra Porter, a Presidente da Curadoria, cita alguns pontos financeiros que estão programados. Como segundo ponto ela comenta a doença das palmeiras das Ilhas Canárias. Ela escreve que trinta Palmeiras das Ilhas Canárias estão infectadas desde 2004, e das quais sete já morreram. A Curadoria decide vender a maioria das palmeiras para a Junglescape Company, que também retiraria as palmeiras doentes para cobrir os custos. No início de novembro Ken Ray manda uma reação à Curadoria, por e-mail, com cópia a vários membros, que nos últimos quatro a cinco anos só morreram 5 palmeiras devido a doença Fusarium Wilt. Que não existe remédio contra esta doença, mas que com um cuidado especial poderia prolongar a vida das palmeiras infectadas por vários anos. Um membro havia deixado um especialista inspecionar as palmeiras e este não havia encontrado sinais da doença. Todas as árvores retiradas, excetuando as cinco mortas, foram vendidas. O empreiteiro que retirou as plantas comentou com um membro que elas não estavam doentes. Se conforme o Membro da Curadoria, Luis Blanco, foram retiradas 62 palmeiras, das quais cinco estavam mortas, significa que foram vendidas 57 por um preço médio de US$ 3.500,00 significando uma receita de US$ 199.500,00, descontando os custos das árvores mortas. Em julho foram vendidas mais, no mínimo, dez árvores.
No Echoes de julho-setembro de 2008 tem um demonstrativo financeiro do último trimestre, de março-maio 2008. Aqui aparece que a Sede Central finalmente gastou menos, US$ 50.819,00, do que arrecadou: US$ 67.846,08. Isto parece uma notícia muito boa, mas é realmente assim?
Por alguns anos já estava economizando o máximo. Está se trabalhando com falta de funcionários, não fazem mais cursos e também não estão mais imprimindo livros em Inglês ou Espanhol. Sob a liderança de Alexandra Porter vários membros americanos foram expulsos com uma atitude positiva. Cursos e Escolas de Verão não são mais organizados. No tempo de Max Heindel os Probacionistas e Estudantes recebiam lições mensais com uma carta anexa. Sra. Augusta Foss Heindel deu continuidade a isto. Mais tarde só havia uma carta mensal aos Probacionistas e Estudantes. Desde 2006 estas cartas se tornaram trimestrais. Portanto, não há motivo nenhum para contentamento. No dia 5 de julho de 2008 foi escolhido um novo Conselho com o Sr. Edgar Anderson como Presidente, o Sr. Jim Noel como Vice-Presidente, Sra. Madeline Burgess como tesoureira e o Sr. Jean de Galzain como secretário. A Srta. Alexandra Porter foi forçada a deixar a Sede Central e não poderá mais exercer nenhuma função lá. Com esta alteração chegou ao fim vários anos de má administração e podemos esperar que 2009 será um ano festivo para relembrar que um século atrás – no dia 8 de agosto de 1909 – The Rosicrucian Fellowship foi fundada e em novembro deste mesmo ano The Rosicrucian Cosmo Conception foi publicado.
Para os membros americanos da Fraternidade a situação sempre foi totalmente diferente do que dos outros membros. Muito rapidamente após a fundação da The Rosicrucian Fellowship os livros em Inglês de Max Heindel foram traduzidos para holandês, francês, alemão, italiano, português, espanhol e outras línguas e nos diversos Centros vendidos aos membros que tivessem interesse. Por este motivo, e porque os interessados podiam conseguir as lições em sua própria língua, a relação com Mount Ecclesia era mais uma formalidade do que uma necessidade.
Nos Estados Unidos os livros eram impressos e distribuídos pela Sede Central e que também poderiam ser comprados em livrarias. Apesar dos Centros nos Estados Unidos, a Sede Central permaneceu realizando uma função central. A forma como os americanos consideram Mount Ecclesia é, portanto, totalmente diferente do que, por exemplo, os europeus a veem. De fato, os Centros Europeus são autônomos e independentes da Sede Central, e por isso se sentem, financeiramente falando, menos responsáveis do que pelo próprio Centro. Também estão menos interessados pelo que acontece na Sede Central, porque também não tem a visão sobre o que acontece. Com a vinda do computador muita coisa mudou. Pela internet os trabalhos de Max Heindel foram traduzidos para muitas línguas, entre as quais: inglês e espanhol, ficando disponíveis para muitas pessoas. Membros e interessados começaram a trocar informações e também os membros americanos foram estimulados a fazerem sua parte. Além dos livros de Heindel em inglês, que se encontram na Internet, nove membros se dedicaram a redigitar a revista Rays from the Rose Cross e o jornal Echoes from Mount Ecclesia, que foram escritos sob a orientação de Max Heindel, fizeram um novo formato, mas tentaram manter o mais próximo possível do original. Para isto podemos agradecer, citando em ordem alfabética: Antonio Ferreira, Jamis Lopez, Margie Petit, Alexandra Porter, Elizabeth Ray, Jorge Rey e Lynne Ross que digitaram os textos e Allen Edwall pela informação técnica e Charles Weber pela formatação. Max Heindel considerava o Rays como um meio muito importante para divulgar os Ensinamentos Ocultos do Ocidente. A este desejo foi dado ouvidos através da Internet. Sem dúvida alguma, muitas outras iniciativas neste sentido serão tomadas no futuro. Até que ponto a Sede Central pode e quer dar sua colaboração para isto está fora de perspectiva. Ela é apenas um auxílio que tem o direito de existir enquanto cumprir com a sua função. As pessoas não devem se apoiar nisto. Max Heindel mesmo disse: “A Fraternidade Rosacruz não é apoiada e nem animada pelos Irmãos Maiores. Eles me deram os ensinamentos, com a condição que eu os espalharia com os meus melhores meios. Eles declararam que iriam também ajudar outros que se prontificaram a este objetivo. Pesquisadores destes ensinamentos se juntaram para um bem comum. Contudo, não existe nenhuma linha totalmente definida, nem organização fixa, e também não há intenção de formar uma, mas as pessoas podem adquirir este conhecimento onde acharem melhor”[17]. A Sede Central também não é uma obrigatoriedade para os membros e cada um faz as coisas à sua maneira, e aquilo que está ao seu alcance, de uma forma que no passar dos séculos, sempre foi trabalhado. Uma instituição como a Sede Central não pode funcionar sem regras, prédios e pessoas e para isto necessita de dinheiro. Contudo, aqui também estão suas restrições. Max Heindel também fala: “Nós não podemos deixar de ter uma organização na Sede Central. Contudo, a sociedade deve se manter livre disto, para que possamos ter o maior crescimento anímico possível e uma longa existência possa ser assegurada. É triste pensar que mesmo sendo este nosso ideal, a Fraternidade Rosacruz irá seguir o mesmo caminho que qualquer outra organização. Ela irá se prender a leis e abuso de poder irá fazer com que cristalize e caia em pedaços. Temos como consolo que em seus destroços algo maior e melhor irá nascer como em outras construções que já atingiram seus objetivos e agora estão em estado de declínio”[18].
Mas Heindel também nos diz que “um dia … no futuro, provavelmente quando o Sol estiver em Aquário[19], a Ordem Rosacruz nos seguirá. Ela também irá construir um Templo aqui, muito mais influente que nós um dia esperamos conseguir construir. O trabalho que agora é feito no Templo dos Rosacruzes, que está situado na Alemanha, irá prosseguir; talvez este Templo será realocado. O escritor [Heindel] não sabe com certeza, mas aquela estrutura é totalmente etérica”[20].
O futuro distante irá determinar onde será este lugar. Talvez seja no lugar que tenha o mesmo nome onde o Templo que hoje está na Montanha de minério, em Saksen, na Alemanha.
Mount Ecclesia fica a aproximadamente 3,5 km de Oceanside. Saindo da Estação deve se andar pela Main Street que se torna a State Highway 76. Antigamente esta estrada se chamava Mission Avenue. Perto da entrada tem uma bifurcação. A antiga Mission Avenue agora se chama Amick Street. A partir da entrada principal, ao lado de 2, 7 e 8 fica a Ecclesia Drive. A parte curta e reta a seguir se chama Temple Drive. A parte entre Ecclesia Drive e Temple Drive, onde tem algumas casas, se chama Melody Lane. O pinheiro em frente a 10 e 12 foi plantado por Max Heindel.
Na Figura 102, o mapa de Oceanside, pode se ver quase acima olhando da esquerda para a direita uma linha preta escura; esta é a Rodovia 76. Onde a curva dobra para baixo fica ao norte, nesta curva da Rodovia, Mount Ecclesia.
A maioria das pessoas pensa na “Iniciação” como uma cerimônia específica, muitas vezes pagando um valor expressivo, de uma ou outra Sociedade. Aqui não é assim. Aqui queremos dizer algo bem diferente, uma experiência interna com consciência absoluta que o candidato adquire a capacidade de entrar nos mundos espirituais conscientemente, em qualquer momento que ele ou ela desejar.
Max Heindel descreve a Iniciação da seguinte forma: “Quando chega o momento [da Iniciação] o candidato esteve cultivando internamente certas faculdades, acumulando certos poderes para servir e ajudar, dos quais é quase sempre inconsciente ou não sabe como usar corretamente. A tarefa do iniciador é, então, muito simples: mostra ao candidato as faculdades latentes, os poderes adormecidos, e inicia-o no seu uso, explicando-lhe ou demonstrando-lhe, pela primeira vez, como o candidato pode despertar essa energia estática, convertendo-a em poder dinâmico”[21].
Iniciação, portanto, é o resultado final de um processo espiritual curto ou longo no qual o ser humano com sua própria força entra nos mundos espirituais com a mesma consciência que se vive no Mundo Físico; também o candidato desenvolve a clarividência, mesmo que este último ainda não esteja sob seu controle.
Faz muita diferença se o candidato seguir o Método Ocidental da Escola de Pensamento Rosacruz ou de uma das outras seis Escolas dos Mistérios Menores. O Método Ocidental de Iniciação é baseado no Cristianismo e ensina o candidato desde o princípio a ficar sobre seus próprios pés e ser independente de outros. O candidato tem um Mestre que é mais considerado como um amigo, um orientador. Esse método também é para construir o Corpo Vital. Este Corpo Vital é uma cópia exata do Corpo Denso, que o interpenetra, mas estende-se uns 4 cm do Corpo Denso. O Corpo Vital tem em sua composição material da Região Etérica e é constituído por 4 Éteres:
Éter Refletor – memória
Éter de Luz – percepção sensorial
Éter de Vida – propagação
Éter Químico – assimilação e eliminação
O método oriental de Iniciação é baseado no Hinduísmo ou Budismo. O candidato tem um Mestre a quem deve obediência sem questionamento. Por eles o Corpo Vital é visto como algo insignificante, pois eles consideram que não pode ser desenvolvido como um corpo de consciência. Eles acreditam que devem desenvolver o Corpo de Desejos. O Corpo de Desejos tem o formato de um ovoide e interpenetra o Corpo Denso e estende-se em uns 40 a 50 cm. Não contém órgãos como o Corpo Vital. O Corpo de Desejos é composto de vórtices e ainda está em um estágio rudimentar[22].
Em seu livro Maçonaria e Catolicismo, Max Heindel descreve o caminho do Ocultismo Cristão ou Esotérico[23], guiado pelo seu conhecimento, em contrapartida do Cristão Místico[24] que é guiado pela sua fé. Ambas as formas são unilaterais e um dia terão de ser unificadas. Por este motivo a Fraternidade Rosacruz aconselha fortemente e tenta equilibrar o pensar e sentir e unificá-los.
Existem sete Escolas de Mistérios Menores que correspondem aos sete raios em que a humanidade está dividida. Cada Escola ou Ordem corresponde a um destes sete raios que podem ser comparados às sete cores do espectro. De fato, é nossa “Estrela-Pai”[25] que nos faz escolher de nosso interior para uma determinada forma de desenvolvimento pelo qual Max Heindel observa: ‘Em geral podemos dizer que todas as pessoas do Ocidente pertencem a Escola do Ocidente dos Rosacruzes e que elas cometem um engano quando vão a outra Escola – que pertence ou se orienta em base do Ensinamento Oriental[26]. As Escolas de Mistérios de cada Religião contêm as necessidades de seus membros pela raça ou povo que consideram elas como um ensinamento maior para levar seus praticantes para uma esfera maior, pelo menos se elas viverem a vida com esse intuito.
Todas estas sete Escolas dos Mistérios Menores compõem-se de doze irmãos, chamados Irmãos Maiores, e um décimo terceiro, que é o “cabeça”, e um número não determinado de Irmãos e Irmãs Leigos. Cada uma destas escolas tem nove graus. Se o Irmão ou Irmã Leigo passou pelas nove Iniciações ele (a) pode ser admitido em uma das cinco Escolas de Mistérios Maiores. Após a primeira das quatro Iniciações Maiores o candidato passa a ser chamado de Adepto. Após o Adepto ter passado as quatro Iniciações Maiores ele se encontra com o “Cabeça Central”, também chamado de “O Libertador”. Então o Adepto se torna um Irmão Maior.
Os “Cabeças” das sete Escolas de Mistérios Menores formam a Loja Branca enquanto os Hierofantes das 5 Escolas de Mistérios Maiores formam o Conselho Central[27].
Vamos descrever agora como a Fraternidade Rosacruz, como escola representante da Ordem Rosacruz, trabalha. Quando Max Heindel fala do ‘Mestre’ ele quer dizer um dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz que tem uma atenção especial para a Fraternidade Rosacruz. A Fraternidade Rosacruz é formada por todos os membros, que moram espalhados por todo o mundo. A Sede Central em Oceanside foi chamada à vida para espalhar o Ensinamento por meio de livros e lições. Não é um organismo que tenha autoridade sobre seus membros.
Após a fundação da Ordem, no final do século XIII, potenciais Iniciados foram inspirados pessoalmente pelos Irmãos Maiores. Os Iniciados a seu modo indicavam outros que liam seus escritos de como seguir o caminho. Pelo fato da Igreja Católica Romana, e depois as outras Igrejas Cristãs, não aceitarem outra opinião que não fosse a sua, como foi escrito no Capítulo 1, era perigoso demais falar publicamente a sua opinião. Por esta razão isto ocorria às escondidas, através de símbolos alquímicos. Apesar de serem homens que escreviam estes textos, não significa que não havia mulheres que eram iniciadas. Contudo, o Iniciado que puder escolher virá em corpo feminino ou masculino, e é inclinado a escolher este último; pois aí terá um Corpo Denso positivo e um Corpo Vital negativo.
No início de 1600 o tempo parecia maduro para dar mais conhecimento à Ordem e seus Ensinamentos, e a partir de 1900 parecia necessário que se espalhasse de forma aberta e clara. Desde aquele momento Max Heindel falou, de forma clara, o que este ensinamento abrange e todo aquele que tiver interesse pode se associar para aprendê-lo, apesar de que é também possível através de auto estudo adquirir este conhecimento.
Quando o candidato decide se associar é preciso completar doze lições[28], baseadas no Conceito Rosacruz do Cosmos. O objetivo é que aí o candidato tenha conhecimento dos objetivos e metas da Fraternidade antes de dar o próximo passo.
Quando estas doze lições foram finalizadas o candidato pode se cadastrar como Estudante Regular. Neste período, que dura dois anos, é esperado que ele se aprofunde mais nos Ensinamentos Rosacruzes. Se houver interesse após estes dois anos o candidato pode se candidatar a Probacionista.
Este é o primeiro momento que o candidato à Iniciação, mesmo sendo inconsciente, entra em contato com um dos Irmãos Maiores. Um deles era o Mestre, que Max Heindel comenta. Para o momento do compromisso de Probacionista o candidato mesmo faz uma escolha entre duas até quatro opções de horário que são calculados astrologicamente a partir de seu mapa natal.
Depois de ter escolhido o momento mais propício, o futuro Probacionista, na presença do (não visível) Irmão Maior, faz um juramento a SI MESMO, NÃO à Ordem Rosacruz. Esta promessa inclui se tornar vegetariano (inclui aqui não comer carne animais: mamíferos, aves, peixes ou outros tipos quaisquer), não usar couro, penas e nem peles animais ou qualquer outra parte dos corpos de animais, bebidas alcóolicas, cigarros, qualquer tipo de fumo ou drogas lícitas ou ilícitas; e tentar viver a vida de acordo com os princípios promulgados pela Religião Cristã. No exato momento em que o candidato lê o juramento em voz alta, na privacidade de seu quarto, o Irmão Maior está presente, embora invisível para o candidato. O Irmão Maior não só atua como testemunha, mas durante a leitura do juramento a mão direita do Mestre está sobre a do candidato, fazendo com que os seus Éteres se misturem, e permitindo a este, até certo ponto, vibrar de acordo com aquele simultaneamente. Se o Probacionista efetua fielmente os seus exercícios diários, mantém a sua ligação com o Mestre, por meio do seu relatório mensal que dever ser feito a tinta permanente – não esferográfica – o que ajuda a manter este vínculo.
Também aqueles que não são membros, mas conscientemente buscam viver a vida superior, ou aqueles que inconscientemente o fazem, como, por exemplo, os eruditos, os comerciantes, ou aqueles que administram um empreendimento, estão no caminho do desenvolvimento espiritual e encontrarão o caminho para o Templo, conforme diz Max Heindel. Pois, apesar da Fraternidade Rosacruz ser um instrumento especial da Ordem Rosacruz para o crescimento anímico e um dos Irmãos Maiores dedicar atenção especial a ela, a Fraternidade não tem a exclusividade, conforme diz Max Heindel.
Depois segue um período de no mínimo cinco anos onde o candidato deve continuar se desenvolvendo e que também será provado. As provas são necessárias para dar a chance de melhorar seus pontos fracos. Sobre estes cinco anos de provas que o Michael Maier já falava em 1617[29].
O candidato deve tentar levantar seu nível vibratório e isto acontece através de purificação de seu Corpo Vital. Para auxiliá-lo nesta tarefa o Probacionista é aconselhado a fazer dois exercícios que no Conceito Rosacruz do Cosmos estão descritos como Retrospecção e Concentração[30].
O exercício de Retrospecção, que Pitágoras[31] já conhecia, é feito antes de dormir. É uma retrospectiva em ordem contrária dos acontecimentos do dia que passou. Aqui o candidato se julga a si mesmo. Sentindo arrependimento ou alegria sobre os acontecimentos, vivendo assim aqui na terra o Purgatório e o Primeiro Céu. Desta forma, após a morte sobra mais tempo para se trabalhar nos mundos espirituais.
O exercício de Concentração é realizado ao acordar. Sem fazer movimentos desnecessários, inicia-se fazendo uma meditação sobre algum assunto, que pode ter como consequência o aparecimento de imagens do Mundo do Desejo e assim aumentar a compreensão deste determinado objeto: uma visão clarividente, pode-se dizer.
O próximo passo é separar os dois Éteres superiores dos dois Éteres snferiores[32]. Os dois Éteres inferiores são necessários para manter o Corpo Denso e por isso devem permanecer sempre com o Corpo Denso, senão traria a morte como consequência. Os dois Éteres superiores – por São Paulo chamados de Corpo-Alma[33], e no Evangelho Segundo São Mateus 22:11-12 de Traje de Bodas – servem como veículo nos Mundos espirituais. Após cinco anos o candidato pode pessoalmente pedir este exercício ao Irmão Maior. Quando Max Heindel era vivo, este questionamento era feito a ele, e Max Heindel, por sua vez, pedia ao Irmão Maior. O Sr. e a Sra. Barkhurst se filiaram à Fraternidade em 1922 e guardaram tudo sobre o discipulado do que ouviram nestes longos anos. Em 1984 eles me passaram estas informações. Neste dossiê do casal Barkhurst eu acrescentei uma carta da Sra. Juanita M. Owen de Los Angeles para o Sr. F.H.C. Kreiken de Den Haag, datada de 28 de agosto de 1960. Nesta carta tem o seguinte: ‘Uma pessoa que recebeu seu exercício de discipulado de Max Heindel em Seattle me contou como aconteceu. Ele tinha dois quartos num hotel e levava uma pessoa de cada vez para seu quarto. Ali ele fazia o mapa natal e enquanto fazia a estrela ele a virava para o Mestre e conversava em voz alta com ele. Este o mostrava como fazer a estrela de cinco pontas, iniciando num ponto determinado e não voltando neste ponto até que a estrela estivesse completa. Ela mesma não conseguia naturalmente ver o Mestre, já que este estava em seu Corpo Vital, mas Max Heindel se virava para ele e falava em voz alta’.
Quando em 1911 a Fraternidade Rosacruz tinha sua própria Sede Central os Discípulos recebiam suas lições em casa. Um exemplo disto é uma carta que Max Heindel escreveu para o Sr. J. H. M. Laurenze, 812, South Figueroa Street, Los Angeles. Max Heindel já tinha contato com ele há muito tempo e avisou o Sr. Laurenze de um acidente de trem que ele não seria ferido. Veja mais informação: Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. 16; Cristianismo Rosacruz, Cap. 10; Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I, pergunta 153; Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II, pergunta 117:
“Oceanside, Califórnia, 8 de dezembro de 1908.
Prezado Sr. Laurenze,
Recebi seu pedido para instrução individual, e verifico que já enviou os doze boletins mensais requeridos. Por isto estou feliz em repassar ao Irmão Maior, depois que você fizer o que Ele solicita.
Durante o último ano você foi ensinado, por meio dos exercícios noturnos, a julgar a si mesmo e eu espero que em seu comportamento tenha mais a elogiar do que a censurar. Para testar seu julgamento o Mestre quer que você lhe escreva uma carta na qual irá contar de forma sincera o que você acha de seus atos. Você deve se julgar por cada ato de louvor de ajuda ao próximo e pelo seu crescimento espiritual no último ano, e também se censurar onde foi negligente.
Não tenha escrúpulos para falar de suas boas ações, e deixe a modéstia à parte. Também não deve se julgar mais pesadamente do que seus defeitos o merecem. Escreva como se estivesse falando de outra pessoa, totalmente imparcial. Pois, o objetivo não é informar o Mestre, Ele já sabe, mas ele quer lhe testar até que ponto seu julgamento pessoal tem pré-julgamentos. Ele terá o mesmo tratamento se você diminuir seus louvores ou se supervalorizar seus defeitos.
O Mestre tem dois motivos para este julgamento de si mesmo. O primeiro é que o Mundo do Desejo é extremamente enganador. Portanto é necessária uma percepção absoluta da verdade. Se pudermos AQUI julgar-nos o nosso envolvimento com outros, LÁ teremos menos problemas com desilusões.
Se o Irmão Maior nos inicia nos mundos invisíveis é para nos dar mais possibilidades de ajudar outras pessoas do que quando estamos confinados pelas nossas condições atuais. É lógico que, se não utilizarmos nossas chances AQUI, provavelmente também não sejamos úteis LÁ. Se AQUI não ajudamos e sermos atenciosos com os outros, provavelmente LÁ também nós esqueceremos de ajudar. A carta que nós escrevemos ao Mestre irá nos mostrar em quais pontos podemos melhorar.
Quando escrevo sobre “ajudar outros” quero dizer, principalmente, por meio de serviço. Quem é rico pode escrever um cheque volumoso para a caridade, e ainda assim ser um cidadão indesejado. Um pobre pode ajudar um vizinho com algumas moedas e conquistar grandes tesouros no céu. O tamanho da doação não importa. O que importa é se damos de uma carteira recheada ou de um coração recheado, pois com a mesma medida que nós medimos seremos medidos.
Outra pergunta que devemos responder, se conseguimos diminuir nossas faltas: somos menos impacientes em relação à nossa família? Somos melhores pais e mães que antes? Somos menos exigentes tanto no trabalho quanto em casa? Somos mais leais em relação ao nosso patrão? Etc.
Nos assuntos espirituais nós nos sentimos realmente interessados nas coisas superiores? Realmente abandonamos a satisfação dos desejos inferiores? Alguns param de comer carne por motivos egoístas de saúde; isto deve ser para o Discípulo algo de pouca importância. Ele deve parar esta prática por compaixão as pobres criaturas que são torturadas, e depois sacrificadas, para satisfazer as necessidades dos comedores de carne. Os estimulantes têm um efeito degenerativo ao nosso sistema nervoso: Você já os superou?
Quanto ao trabalho para a Fraternidade Rosacruz: você colaborou com uma pedrinha para a causa? Nós não queremos dizer apenas em dinheiro – cada um que se dedica de coração não irá esquecer esta parte – mas também com ajuda pessoal. O que você fez para espalhar o conhecimento dos Rosacruzes? Você ainda é uma pessoa que consegue se desenvolver independentemente, que não está presa a alguma outra ordem?
Da mesma forma que um navio é preparado para navegar os oceanos soltando as cordas que o prendem ao cais, assim também o Discípulo é preparado a soltar as amarras físicas por meio de um exercício que será dado pelo Mestre. Se um capitão inexperiente conduzir o navio irá bater nos rochedos. Apenas quando o candidato estiver em condições de conduzir seu próprio navio, ele terá menos chance de naufragar nas ilusões do Mundo do Desejo. O capitão será testado para ter certeza que é alguém de confiança para conduzir o navio e, provavelmente, não se tornar uma ameaça para outros navios. O (a) candidato (a) também é questionado a provar que é uma pessoa de confiança antes que o Irmão Maior confie a deixá-lo (a) navegar sozinho (a), desimpedido pelo Corpo Denso.
Queira, por favor, ler esta carta diariamente, até o dia 22 de dezembro. Naquele dia escreva sua carta ao Mestre. Conte a ele o que tem feito para merecer instruções individuais. Não se sinta intimidado, pois não é esperado que sejas um santo, mas sim que mostre que tem feito o melhor que pode.
Escreva sua carta em duplicidade, mantenha uma cópia consigo e guarde esta carta consigo para que possa ler várias vezes o que escreveu. Mande o original, num envelope selado para mim. Eu o enviarei ao Mestre. A resposta poderá levar meses para ser enviada pois se espera o momento mais propício astrologicamente. Portanto, mantenha a tranquilidade, continue seus exercícios. Assim que eu receber instruções eu o encaminharei para você.
Sinceramente,
Max Heindel”
Após o falecimento de Max Heindel a Sra. Augusta Foss Heindel assumiu esta função. Ela não era iniciada e por aconselhamento de outros fez algumas alterações e mesmo assim, consequências danosas não deixaram de acontecer. Sobre o exercício do Discípulo, Max Heindel fala o seguinte: “Os raios de Sol são absorvidos pelo espírito humano, que tem seu acento na parte central da testa; os dos Astros são absorvidos pelo cérebro e pela medula espinhal, enquanto os raios da Lua penetram nosso corpo através do baço. Estes raios são tricolores. Nos raios da Lua que nos fornece a força vital, é o feixe azul a vida do Pai, que causa a germinação; o raio amarelo é a vida do Filho, que é o princípio ativo da nutrição e crescimento, e o raio vermelho é a vida do Espírito Santo que estimula à ação, e espalha a energia que foi acumulada pelo raio amarelo. Este princípio é principalmente ativo na propagação.
Os vários reinos absorvem esta força vital de forma diferente, conforme sua constituição. Os animais têm 28 nervos espinhais[34]. Eles estão sintonizados com o mês lunar de 28 dias e são dependentes do Espírito-Grupo, que lhes infunde os raios dos Astros necessários para desenvolver a consciência. Eles [os animais] não têm a menor capacidade de absorver os raios solares diretamente.
O ser humano está num estado de transição: tem 31 pares de nervos espinhais[35] que o sintonizam com o mês solar. Contudo, os nervos da cauda equina (literalmente cauda de cavalo), ao final da nossa espinha, ainda são muito subdesenvolvidos para servir como entrada do raio espiritual solar. Na medida em que desenvolvemos nossa força criadora, elevando nossos pensamentos, desenvolvemos estes nervos e despertamos os poderes do espírito. Sem a liderança de um Mestre é perigoso experimentar este desenvolvimento. O leitor é aconselhado a não tentar seguir alguma instrução em livros publicados ou métodos conseguidos em troca de dinheiro, porque estes exercícios normalmente levam à demência”.
Max Heindel diz que nunca devemos temer que o Mestre se esqueça de alguém, e isto ficou claro para mim quando na manhã do dia 10 de julho de 1987 às 7:00 horas o Mestre em seu Corpo Vital me mostrou o exercício no meu corpo.
Nas últimas duas páginas de Iniciação Antiga e Moderna, Max Heindel resume o exercício do discipulado da seguinte forma: “Este estágio do desenvolvimento do místico, exige uma reversão do percurso normalmente seguido pela força criadora, que é descendente, para a dirigir no sentido inverso, fazendo-a ascender. Fluirá então para cima, ao longo da medula espinhal, cujos três segmentos são regidos, respectivamente, pela Lua, Marte e Mercúrio. Na medula espinhal onde os raios de Netuno ascendem o fogo regenerador espiritual, que fará vibrar a glândula pituitária e a glândula pineal, levando-as a uma vibração maior. Esta vibração fará despertar a visão Etérica. E, repercutindo nos seios da face queima a ligação com o Corpo Denso. O sagrado fogo espiritual que desperta este centro da sua milenar letargia, começa a vibrar em direção aos outros centros da estrela estigmatizada de cinco pontas, que são a cabeça, as mãos e os pés. Também eles são vitalizados, e todos os veículos se iluminam [separando os dois Éteres superiores, o Corpo-Alma] o “Dourado Manto Nupcial”. Então num esforço final, o grande vórtice do Corpo de Desejos, localizado no fígado, liberta-se da energia marciana contida nesse veículo e impulsiona para cima o veículo sideral, que se projeta através do crânio (Gólgota) e ascende, então, para as esferas mais sublimes”[36].
Após ter passado por uma prova que acontece de forma inconsciente, o Irmão Maior faz o exercício no corpo do candidato para o discipulado, numa manhã, logo ao acordar. Esse exercício deve ser feito todas as manhãs uma ou mais vezes, conforme o tempo disponível, a partir de então. Pois, da mesma forma que um esportista treina e alimenta seu corpo regularmente, o candidato à Iniciação faz os exercícios espirituais e cuida para que tanto seu corpo espiritual quanto seu Corpo Denso ganhem a alimentação necessária.
Após um determinado tempo, e também após passar por uma determinada prova que para cada pessoa é diferente[37], chega o momento em que o candidato pode ser iniciado no primeiro grau dos Mistérios Menores. Contudo, antes que esta Iniciação possa ocorrer, o candidato encontra, no Umbral dos Mundos Espirituais, um demônio, construído por ele mesmo, e chamado “Guardião do Umbral”. Esta criatura é a somatória de todas as más ações cometidas nas vidas passadas e ainda não redimidas. O candidato deve primeiro reconhecer que este monstro é parte dele (a) mesmo (a) e prometer dissolvê-lo o mais rápido possível. Para um homem este monstro tem a forma de uma mulher, e para uma mulher a de um homem. Bulwer Lytton dá uma boa descrição das características físicas deste Guardião do Umbral em seu romance Zanoni[38]. Max Heindel dá uma explicação bem detalhada do significado esotérico do Guardião do Umbral no terceiro capítulo do livro A Teia do Destino, onde cita o seguinte: “O verdadeiro Guardião do Umbral é um ser Elemental que é a soma de todos os maus pensamentos e ações durante toda a nossa evolução. Este Guardião guarda a entrada para os mundos invisíveis e desafia o nosso direito de entrar neles. Este Elemental deve ser redimido ou transmutado. Nós devemos gerar a força de vontade de tal forma que possamos enfrentá-lo e dominá-lo antes de podermos entrar nos Mundos Invisíveis de forma consciente[39].
Apenas uma vez na vida o candidato tem a chance de ver e enfrentar este Elemental. Se isto, por qualquer razão, não for conseguido, deverá esperar uma próxima vida antes de ter a chance de enfrentá-lo novamente. Um exemplo disto já foi mencionado no capítulo oito, quando Rollo Smith encontrou este Guardião e não conseguiu enfrentá-lo. Aqui segue novamente o texto deste acontecimento que está descrito na lição dos Estudantes de maio de 1938: “Ele, Smith, era um Probacionista bem desenvolvido que desde o início ajudou nas construções. Quando o primeiro prédio estava quase pronto [por volta de novembro de 1911] ele podia ocupar um quarto no andar superior. Numa certa manhã, durante o café da manhã, ele estava muito abatido. Quando perguntaram se ele estava doente Smith respondeu que havia passado uma noite terrível com um demônio que não o queria deixar dormir. Ele estava com muito medo e brigou com o monstro com todas as suas forças. Ele achou que era um Elemental. Max Heindel então falou que era seu Guardião do Umbral e que ele, Max Heindel, tentou chamar sua atenção para dizer para não ter medo, mas que Smith ficou cego pelo medo e não aceitou sua ajuda. Então Smith perguntou quais eram as consequências de seu medo, por ter lutado e se recusado a reconhecer o Guardião. O Sr. Heindel respondeu, que ele perdeu a chance de vencer o Guardião e que nesta vida não o incomodaria mais”[40].
Até aqui, em grandes linhas, a descrição de um processo que leva vários anos, às vezes uma vida ou até mais, antes do candidato chegar ao momento de sua primeira Iniciação, que depende do desejo do candidato e do destino que lhe é reservado para esta vida. Assim como diz na Bíblia: “São muitos os convidados, mas poucos os escolhidos” (Mt 22:14).
No final, todos chegaremos à perfeição[41], e todos, estando conscientes disto ou não, seguimos o caminho em espiral para cima. Aqueles que querem ir mais rápido tentam encurtar o caminho, procurando um atalho. Desta forma o candidato segue um caminho íngreme para cima, que é bem difícil de seguir. As qualidades que devemos adquirir nos mostra Cristo Jesus por sua forma de viver. As duas qualidades principais são altruísmo e serviço. Contudo, se a pessoa auxilia alguém e pensa em depois ser retribuído, já não existe mais o altruísmo. Outro seria se a pessoa se sentir ofendida porque aquele que ajudou não a agradece. Isto significa que o candidato irá cair muitas vezes, mas na mesma quantidade de vezes terá que se levantar para seguir adiante, e isto requer coragem e persistência. Max Heindel descreve, em seu trabalho, vários dilemas nos quais o candidato irá confrontar, e conforme for seguindo o caminho ficarão cada vez mais sutis. Também parece que o candidato será colocado em prova cada vez mais e de forma inconsciente antes de dar o próximo passo. Cada pessoa ganhou o livre arbítrio e precisa usá-lo. Max Heindel diz, com insistência, que o Irmão Maior desde o princípio faz questão de deixar o candidato em seus próprios pés. Por isto todos os exercícios são feitos de forma individual e nunca em grupo. Os resultados conquistados desta forma são também pessoais que podem ser utilizados a qualquer momento.
Quando o candidato alcança um ponto é uma arte não retroceder e esta chance existe; daqui a pouco mostrarei um triste exemplo disto.
O que Max Heindel fala sobre Iniciação está descrito em seus livros, principalmente nos capítulos 16 e 17 do Conceito Rosacruz do Cosmos. É impossível dar todas as facetas disto em uma biografia. Contudo, algumas questões serão iluminadas, que conforme o tempo vai passando ficarão mais difíceis de acessar ou poderão se perder.
Max Heindel tentou verificar se determinados pontos teriam uma chave astrológica. Algumas vezes ele as encontrava, mas outras vezes não[42]. Já foi falado que para determinar o momento em que o candidato faz seu juramento de Probacionista é calculado com base em seu Mapa Natal. São dados, ao Candidato, duas ou até quatro datas propícias onde ele (a) possa escolher o que for mais conveniente para fazer o juramento a si próprio, na presença do Mestre, que está invisível, mas, às vezes, perceptível. Aqui se procura uma posição da Lua em graus e minutos e sua correspondência com o Sol do Mapa Natal. Muitas vezes a Lua encontra-se no mesmo Signo do Sol, na sua Triplicidade, ou então em um Signo pelo qual existe afinidade. Assim um Signo de Fogo tem afinidade com Signos de Ar, também com um de Terra, mas nunca com um de Água. O horário é arredondado para quinze minutos e pela luz, pelo menos no que se refere à Europa, entre 6:00 e 22:30 horas, horário do Meio da Europa. Se a Lua está no seu fluxo lunar negativo ou positivo não importa. Dois de meus conhecidos fizeram uma escolha num horário que foi calculado de forma errada. Um deles fez um procedimento errado durante o processo e foi corrigido pelo Mestre. Podemos nos perguntar se faz sentido o cálculo do melhor horário. A resposta me parece confirmatória. O que transparece é que do cálculo da progressão do candidato o MC[43] estava harmônico com o Sol, ao Regente da 8ª Casa ou do co-Regente da 8ª Casa. Caso o Ascendente primário não faça Aspecto, pode ser que esteja em desarmonia com o Sol ou Marte. O Sol progredido está harmônico com Saturno, ou o Regente da 8ª Casa. O Astro progredido da 8ª Casa está harmônico com o Ascendente, ou o Regente do Ascendente ou com a Lua. O Astro progredido da 8ª Casa estava em harmonia com um Astro da 12ª Casa, ou do Sol, ou não fazia Aspecto.
A solicitação para o discipulado, no tempo de Max Heindel, sempre acontecia perto do Natal, mas o momento que o candidato podia começar com os exercícios acontecia em qualquer dia do ano conforme mostram as informações[44]. Porque a Sra. Augusta Foss Heindel trouxe algumas mudanças nos exercícios, e eu apenas tenho as informações da Sra. Barkhurst e minha própria data, não consigo tirar nenhuma regra geral. Foi encontrado que o Ascendente primário fazia um Aspecto harmônico com o Sol, o Sol Progredido fazia um Aspecto harmônico com a cúspide da 8ª Casa e também Aspecto harmônico com o Ascendente e o Regente da 8ª Casa, às vezes, harmônico com a cúspide da 12ª Casa.
Encontrar os dados sobre Rollo Smith (oficialmente Ralph) não foi uma tarefa fácil. Nos EUA, Rollo não é um nome raro, e Smith é um sobrenome muito comum. Felizmente obtive ajuda de Norman Schwenk nesta busca. Primeiramente parecia que moravam dois Rollo Smith em Los Angeles. Em sua Certidão de Casamento[45], datada de 17 de junho de 1903, o procurado Smith diz que naquele momento estava com 35 anos e que nasceu em Ohio; e sua esposa Pearl Blythe, que ela tinha 21 anos e nasceu em Texas. Daqui tiramos que ele nasceu por volta de 1867/68. Durante o Censo de 1910[46] foi declarado que Rollo Smith tinha 41 anos, Pearl 28 anos, que estavam casados há seis anos e não tinham filhos. Conforme esta informação Rollo Smith também devia ter nascido por volta de 1867/68.
No ‘The Hemet News’ de 10 de janeiro de 1930 tem a seguinte notícia:
ANÚNCIO DE FUNERAL DE RALPH SMITH
No domingo às 11:45 horas será realizado na Capela do Kingham Funeral Company uma cerimônia para Ralph Smith, 68 anos, que faleceu quinta-feira às 10:30 horas em sua casa na North Franklin Street. O Sr. Smith já sofria de tuberculose a mais de 20 anos. Por 19 anos ele foi um fiel membro da Fraternidade Rosacruz. A Cerimônia será ministrada por J. H. Exon.
Quando faleceu, em 9 de janeiro de 1930, ele, conforme o jornal, tinha 68 anos. Portanto ele deveria ter nascido por volta de 1862 e ser cinco anos mais velho do que considerado anteriormente, conforme sua certidão de óbito[47]. Um conhecido, do qual não é possível ler o nome e endereço na Certidão de Óbito, declarou que Rollo Smith nasceu em 9 de novembro de 1862 em Clarkville, no Município de Clinton em Ohio. Que ele era divorciado, seu pai se chamava Sidney e sua mãe Saun, que era comerciante de profissão e faleceu de tuberculose.
No livro Mensagem das Estrelas e Astrodiagnose não encontramos seu horóscopo. Foi questionado diversas vezes, durante vários anos para a Sede Central em Oceanside, onde poderia encontrar seu horóscopo, sem resultado.
Na foto de grupo vemos que Smith é alto, magro o que faz pensar em um Ascendente de Aquário ou Gêmeos. No Adendo 12 o Mapa Natal é o resultado usando as progressões de sua data de casamento e de óbito.
Na Revista Rays from the Rose Cross de maio de 1916 na página 9 e 10 tem uma pergunta que está no Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, volume II, pergunta 138[48] e cuja história também se encontra no Livro Princípios Ocultos de Saúde e Cura, capítulo 7. Na citado Rays de maio de 1916 tem, nas páginas 16 e 17, a descrição de dois mapas de um casal, onde após pesquisas chega-se à conclusão que o Sr. X é a mesma pessoa que o Dr. W. Seu Mapa também está no Adendo 12. Deixamos agora o próprio Max Heindel falar e fazemos um resumo do que está escrito nas fontes acima:
“Uma vez um Estudante e Irmão Leigo de uma Escola de Mistérios, sempre será Estudante e Irmão Leigo”. Falarei de um caso que demonstra isto. Muitos anos atrás vi numa reunião de ocultismo [Teosofia] na Costa do Oceano Pacífico [Los Angeles] um homem que chamarei de X. Ele era visivelmente rico e importante, enquanto eu era pobre e insignificante, portanto, habitávamos lugares diferentes e não nos conhecíamos. Anos depois, quando fui levado para o Templo, na Alemanha, após minha Iniciação, eu encontrei alguns Irmãos Leigos, dentre os quais o Sr. X. Conversamos por um tempo sobre assunto de interesse de ambos. Ele me contou onde morava e que gostaria de me receber, como convidado, o que também era do meu interesse. Quando voltei à América eu estava bem ansioso para encontrá-lo em seu Corpo Denso, já que ele poderia ensinar a mim e explicar muitas coisas, já que eu, um jovem neófito, ainda não tinha condições de trazer para minha consciência física as minhas experiências espirituais.
Quando um ano depois eu cheguei à cidade do Sr. X, amigos em comum me contaram que ele me aguardava e desejava muito me conhecer. Imagine que eu conhecia o Sr. X, mas ele, o Sr. X, nunca havia se encontrado comigo fisicamente. Quando nos encontramos caminhamos um em direção ao outro, como velhos amigos, e nos cumprimentamos. Ele parecia também me reconhecer e me chamou pelo nome. Tudo mostrava que ele sabia o que havia acontecido quando ambos estávamos fora do corpo. Pois, no Templo ele havia me contado que ele se lembrava de tudo o que acontecia com ele fora do corpo. Isto eu acreditei logicamente, pois ele tinha um grau muito mais elevado do que eu, que havia chegado ao primeiro há pouco. Algum tempo depois eu disse algo que fez ele me olhar interrogativamente, pois eu havia mencionado algo que aconteceu enquanto estávamos no Templo. Ele deixou claro que não sabia do que eu estava falando. Eu já havia dito tanto, que deveria contar o resto para não ser considerado um louco. Eu contei então que ele garantiu que se lembrava de tudo, o que ele negou.
No final de nossa conversa ele me pediu para com urgência descobrir que se ele era um Irmão Leigo da Ordem Rosacruz, porque ele não se lembrava do que acontecia fora do corpo.
Eu sabia que ele estava presente em vários Rituais do Templo; ele havia participado. Ainda assim em seu Corpo Denso ele não se lembrava de absolutamente nada do que acontecia fora do seu corpo.
Um tempo depois de perguntar e pesquisar descobriu-se que em uma vida anterior ele havia conquistado a admissão ao Templo. Contudo, o uso dos cigarros, álcool e uso de drogas nesta vida haviam adormecido tanto seus sentidos que para ele era impossível trazer à consciência física as experiências dos mundos invisíveis.
Quando estava de novo em meu Corpo Denso e contei isto a ele, ele fez um esforço grande para se livrar destes maus hábitos. Após um tempo ele percebeu que não conseguia ficar sem os cigarros, álcool e as drogas.
Fora de seu corpo ele ainda pode ir e vir para onde quiser e ainda participar junto com os outros Iniciados da Ordem. Contudo, em seu corpo ele está debilitado devido a seu cérebro doentio. Parece-me que levará várias vidas vivendo da forma correta para que ele esteja novamente em estado de formar um cérebro sensitivo que permita as transmissões espirituais”.
No mesmo exemplar da Rays de maio de 1916[49] tem a descrição do mapa do Sr. X, que é chamado de Sr. W, e sua esposa. Acima do artigo tem os dois mapas com o título ‘O laço que une’. Que aqui se fala da mesma pessoa fica claro rapidamente pela descrição de Max Heindel sobre o mapa. Assim ele diz o seguinte:
“O homem tem tanto a fisionomia de Libra quanto de Escorpião. Marte e Mercúrio o fazem maior do que um típico escorpiano e Mercúrio faz a fronte mais escura. A Oposição de Netuno e Marte faz sua pele ser flácida. Todo o Signo de Sagitário está na 2ª Casa, portanto Júpiter é seu Regente, que está em Trígono com o Sol. Também Vênus está na 2ª Casa e este é um dos Aspectos mais favoráveis no que se refere às finanças em todo o Zodíaco. Podemos, portanto, considerar que, quaisquer que sejam os problemas nesta família, a causa não será a falta de dinheiro, o que em muitas vezes é a questão. A profissão deste homem é dada pelo Ascendente Escorpião com o Sol e Marte nele. Marte é o Regente da 6ª Casa, que dá o tipo de trabalho. Ele é médico, cirurgião, mas é estranho um homem de uma profissão tão estudada com os dois indicadores da Mente – isto quer dizer a Lua e Mercúrio – sem Aspectos. Quanto à Mente tem que haver alguma coisa errada e este é o fato. Isto mostra que a Mente vai para esta direção [da doença]. Fora isto, a Quadratura de Urano e Vênus mostra que ele tem um caráter muito nervoso e Netuno em Touro, o Regente da garganta, mostra que ele toma seu próprio remédio… algo que todos os médicos sabem ser muito perigoso. Ele, portanto, é viciado em morfina. Ele já foi internado algumas vezes em uma clínica, mas nesta parte ele é doente mental”.
Este homem nasceu em 1882. Quando Max Heindel o conheceu na Teosofia, em 1904, ele tinha aproximadamente 22 anos, em 1908, 26 anos.
Aqui o resultado, ao que se refere à Iniciação que foram tirados dos Mapas, está no Adendo 12. O momento da prova ou o momento em que a Iniciação ocorre, ou não, logo depois, é possível verificar em várias pessoas. Assim Steiner falhou quando colocou a Teosofia acima dos Ensinamentos Rosacruzes, e isto foi em 20 de outubro de 1902[50]. Max Heindel diz, ele mesmo, que foi ‘provado’ em abril e maio de 1908[51]. E também cita e descreve a data e os acontecimentos onde ele recebeu suas Iniciações. O momento da prova de Rollo Smith foi aproximadamente 25 de novembro de 1911.
Após analisar as progressões no que se refere à Iniciação destes mapas, podemos concluir o seguinte:
Rudolf Steiner: Prova por volta de 20-10-1902, quando ele se tornou Secretário Geral da Sociedade Teosófica da Alemanha. Mercúrio progredido a 149:58 do MC (Meio do Céu ou 10ª Casa); Vênus progredido 149:40 do Ascendente (ASC); Marte progredido 105:09 de Vênus; Urano progredido 72:24 do MC (vai para 72) e 72:26 no ponto médio de Mercúrio/Netuno. Saturno progredido, a 156:29 de Mercúrio, é o Guardião do Umbral, o provador, e Mercúrio, que é o Regente da 8ª Casa da Iniciação, e Netuno é o Planeta dos Mundos espirituais e da Iniciação.
Rollo Smith: esteve diante de seu Guardião do Umbral, que impede a passagem para os Mundos Espirituais, um dos últimos dias em que ajudava Max Heindel na sua primeira construção. Isto deve ter acontecido por volta de 24 de novembro de 1911. Naquela data havia as seguintes progressões: o Ascendente primário, Touro 12:04:16 estava, então, 40:16 da Lua e 139:51 de Saturno. Saturno progredido em Sagitário 5:16:00 estava no Ascendente, que deve ser considerado de forma bem ampla, mas o Sol progredido em Sagitário 6:53:21 estava a 84:29 de Netuno e 90:06 de Marte, portanto praticamente em Quadratura (desarmônico).
Max Heindel:
1ª Iniciação, aproximadamente, em 20 de maio de 1908: Arco primário 2:41:40; Hora Sideral primária 3:17:24. Ascendente primário Virgem 3:11:45 em Semi-Sextil (harmônico) com o ponto médio Ascendente/Sol em 3:27. A cúspide da 8ª Casa, Áries, 4:02:35 está a 40:09 de Plutão. Os Planetas Progredidos: Sol em Virgem 11.25.18 estava a 35.51 da Lua. A Lua 18.55.10 estava a 167.13 do ponto médio da Lua/Ascendente; Mercúrio Progredido em Virgem 18:05:27, retrógrado, estava a 44:38 do ponto médio do Sol/Ascendente e 12:15 de Marte. Vênus Progredido em Leão 1:05:26 estava a 19:53 de Mercúrio. Marte Progredido 2:56:27 estava em Sextil exato (harmônico) com o ponto médio Sol/Lua.
2ª Iniciação em 9 de abril de 1910: Arco primário 2:48:18; Hora Sideral primária 3:24:02. O MC primário de Touro 23:23:58 está 71:57 da Lua. O Ascendente Virgem 4:19:59 estava a 143:43 de Netuno. Cúspide da 8ª casa Áries 5:17:25 estava a 119:43 da Lua e 105:15 de Júpiter. Os Astros Progredidos: O Sol em Virgem 13:15:05, nada. A Lua em Peixes 17:20:36, nada. Mercúrio em Virgem 16:16:15 estava a 74:46 de Urano e 155:42 de Netuno. Vênus Progredido em Leão 3:15:42 estava em Conjunção com o ponto médio Sol/Ascendente (está 3:27) e 17:42 de Mercúrio. Marte Progredido em Libra 4:09:50 estava a 20:01 de Saturno.
3ª Iniciação, aproximadamente, 22 de novembro de 1910: (portanto apenas 7 meses depois da 2ª Iniciação); Arco primário 2:50:33; Hora Sideral 3:26:17. O Ascendente primário Virgem 4:39:11, estava então 79:55 de Vênus e 144:05 de Netuno. A Cúspide da 8ª casa, Áries 5:42:52 estava em Trígono (harmônico) com a Lua 5:34:23 em Leão. O Sol Progredido 13:51:17 em Virgem estava 20:40 de Saturno e 96:11 de Júpiter. A Lua Progredida 26:18:56 em Peixes estava 159:31 de Marte e 96:17 de Júpiter. Vênus Progredido 3:58:43 em Leão estava então a 80:12 de Saturno e 79:50 de Plutão. Marte Progredido 4:34:03 em Balança estava, portanto a 140:26 de Plutão.
4ª Iniciação, aproximadamente, 6 de julho de 1913: Arco primário 2:59:59; Hora Sideral 3:35:43. Ascendente Primário, Virgem 6:11:56, estava então 47:59 de Saturno. A Cúspide da 6ª casa, Sagitário 28:31, estava 72:03 de Netuno. O Sol Progredido, 15:24:01 Virgem, estava 39:43 do Ascendente em 75 graus de Urano. Urano Progredido, Câncer 3:30:46, estava então no ponto médio Sol/Ascendente, Leão 3:28:03, enquanto o Saturno em trânsito estava a 54:26 do Ascendente, 83:34 de Marte e 47:59 da Lua.
No que se refere às provas, que antecedem a primeira Iniciação serão citados aqui somente as Progressões que se aplicam a situação:
STEINER: Regente da 8ª Casa, Mercúrio, está desarmônico com a 10ª Casa. Vênus, Regente da 12ª Casa está desarmônico com o Ascendente. Marte, Regente do Ascendente, está desarmônico com Vênus que é Regente da 12ª Casa. Urano que é Regente da 4ª Casa, está harmônico com a 10ª Casa e harmônico com o ponto médio entre Mercúrio e Netuno. Saturno, o provador, está harmônico com o ponto médio de Mercúrio e Netuno.
SMITH: O Ascendente primário está harmônico com Saturno, o provador. O Sol, que está na 8ª Casa, está harmônico com Netuno, e desarmônico com Marte, que é o Regente da 8ª Casa.
MAX HEINDEL: Seu Ascendente está harmônico com o ponto médio Ascendente/Sol. A cúspide da 8ª Casa está harmônico com Plutão, que é o Regente da 10ª Casa. O Sol está harmônico com o ponto médio entre Lua e Ascendente. Mercúrio está desarmônico com o Sol e o ponto médio entre Sol e o Ascendente. Mercúrio, do Ascendente está harmônico com Marte. Vênus, que é Regente da 4ª Casa, está harmônico com Mercúrio. Marte, por fim está harmônico com o ponto médio entre Sol e Lua.
REGRA: A 8ª Casa simboliza o Mundo espiritual; a 12ª Casa a Iniciação, assim como Netuno. O Ascendente significa o Corpo Denso e a 10ª Casa também está envolvido com o desenvolvimento Espiritual. Pode ser que isto seja apenas com Steiner e Max Heindel, pois iria significar uma manifestação pública. Pode se concluir que sempre faz parte: o Regente da 8ª Casa ou Astro ali localizado, ou a Cúspide da 8ª Casa. Aspectos com a 10ª Casa ou Netuno. A 12ª Casa, ou Astro na 12ª Casa com o Ascendente. O Ascendente, o Regente do Ascendente ou o Astro no Ascendente com Saturno.
Sempre tem uma relação com o Ascendente, a 8ª Casa e 12ª Casa, talvez também com a 10ª Casa, e com Saturno, o provador. Isto também é visto na 2ª e 3ª Iniciação de Max Heindel.
Aos Líderes, classes[53] e estudiosos da Europa.
Nós, Irmãos da Ordem Rosacruz, oferecemos a todos que leem este, nosso Fama em mente Cristã, nosso cumprimento, amor e oração.
O único sábio e misericordioso Deus nestes últimos dias derramou abundantemente a Sua graça e clemência sobre a Humanidade, conduzindo-nos cada vez mais ao conhecimento perfeito de Seu Filho, Jesus Cristo, e da natureza, para que possamos justificadamente bendizer o tempo venturoso em que vivemos. Não só nos revelou a metade até então desconhecida e oculta do mundo, mas também muitas obras e criaturas da natureza, jamais vislumbradas anteriormente. Além disto, favoreceu a emergência de seres humanos de grande sabedoria para renovar, transformar e aperfeiçoar todas as artes (tão maculadas e imperfeitas de nossa época)[54], para que o ser humano possa finalmente compreender sua própria nobreza e dignidade, e por que é chamado de Microcosmos, e até onde se estende seu conhecimento da natureza.
O mundo inculto não ficará muito satisfeito com isto, preferindo zombar e escarnecer. Também o orgulho e a vaidade dos eruditos são tão grandes que não conseguirão entrar em acordo. Se pudessem se reunir e examinar a multiplicidade de revelações brindadas ao nosso século, poderiam compilar um Livro sobre a Natureza ou um método perfeito de todas as Artes. Porém, tamanha é a oposição entre eles que se mantêm ao curso antigo e temem abandoná-lo, estimando ao Papa, a Aristóteles e Galeno; se tais autores que tinham apenas uma pequena amostra de conhecimentos em lugar da clara e manifestada Luz e Verdade estivessem vivos, agora deixariam com alegria suas falsas doutrinas. Porém, aqui há demasiada debilidade para semelhante grande obra. Ainda que em teologia, física e matemática a verdade se manifeste por si mesma, o velho inimigo se mostra com sutileza e artimanhas, quando obstaculiza todo bom propósito com seus instrumentos e criaturas vacilantes.
Visando uma reforma geral, o muito piedoso e altamente iluminado Pai, nosso Irmão C.R.C., um alemão, o chefe e fundador da nossa Fraternidade, trabalhou muito durante muito tempo para realizar uma reforma tão grande.
Devido a sua pobreza (embora descendesse de pais nobres), aos cinco anos de idade foi posto em um convento, onde aprendeu os idiomas: grego e latim. Ainda em sua fase de crescimento, por seu próprio desejo e pedido, se associou a um Irmão P. a. L., que decidira viajar para a Terra Santa.
Apesar do Irmão P.a. L. jamais ter chegado a Jerusalém, pois faleceu na Ilha de Chipre, nosso Irmão C.R.C., também não retornou, mas continuou sua viagem e seguiu para Damasco, com a intenção de alcançar Jerusalém.
Todavia, devido a fadiga do corpo provocada pela longa viagem, prolongou a sua estada naquela cidade e, graças à sua perícia em Medicina, foi bem acolhido entre os turcos.
Por acaso, ele ouviu falar dos sábios de Damcar[55] na Arábia, das maravilhas de que eles eram capazes, e das revelações que lhes haviam sido feitas sobre toda a natureza. Tal notícia despertou o espírito nobre e culto do Irmão C.R.C., que se interessou, bem menos por Jerusalém do que por Damcar. Também não conseguiu refrear seu desejo, e se colocou ao serviço dos mestres árabes, sendo negociada uma determinada soma para conduzi-lo a Damcar.
Chegou a Damcar com apenas 16 anos, e tinha uma estatura característica da Alemanha. Como ele mesmo testemunha, os sábios o receberam não como um desconhecido, mas como alguém que há muito era esperado. Chamaram-no pelo seu nome, e revelaram-lhe certos segredos do seu período no Monastério, sobre os quais ele só podia ter conjeturado e isto o surpreendeu. Ali ele aprendeu melhor o idioma árabe; e, assim, no ano seguinte, traduziu o Livro M. para o latim clássico, que depois carregou consigo. Nesta cidade desenvolveu sua Medicina e sua Matemática, de que o mundo teria justo motivo para se alegrar, se houvesse mais amor e menos inveja.
Decorridos três anos, tornou a embarcar com a devida aprovação, no Sinus Arabicus para o Egito, onde apesar de não permanecer por muito tempo, aprendeu algo mais sobre plantas e criaturas. Depois navegou todo o Mar Mediterrâneo e chegou a Fez, no Marrocos, para onde os árabes o tinham enviado.
Deveríamos nos envergonhar diante da atitude benevolente desses homens sábios, que ainda que distantes compartilhavam as mesmas ideias, desprezando todos os libelos, e compartilhando a sua ciência benevolentemente através do selo do segredo.
Anualmente, os árabes e os africanos enviam emissários uns aos outros, procurando compartilhar uns com os outros as suas artes, e conhecer seus resultados; se tivessem a felicidade de descobrir coisas melhores, ou então, suas experiências teriam enfraquecido suas razões. A cada ano algo era esclarecido, pelo qual a Matemática, a Medicina e a Magia (na qual os de Fez, no Marrocos, eram muito hábeis) eram corrigidas.
Atualmente, a Alemanha não carece de homens eruditos, magos, cabalista, médicos e filósofos, mas falta amor e bondade entre eles, e a grande maioria monopoliza tais segredos em proveito próprio.
Na cidade de Fez, nosso Irmão C.R.C. entrou em contato com os chamados Habitantes Elementares, que lhe revelaram muitos de seus segredos. Igualmente poderíamos nós os seres humanos recolher muitas coisas se houvesse uma unidade semelhante, e um desejo de investigar e compartilhar os segredos existentes em redor de nós e dentro de nós mesmos.
Sobre Fez, ele confessava frequentemente; que a magia por eles praticada não era, todavia, pura e que sua Cabala fora profanada por sua religião; porém apesar disto ele sabia como fazer um bom uso dos conhecimentos que eles possuíam e encontrou ainda um melhor fundamento para sua fé; em tudo de acordo com a harmonia do mundo e maravilhosamente dentro dele em todos os períodos do tempo.
Por isso ele reconhecia que em cada semente de qualquer classe existe interiormente uma árvore inteira e boa, ou então frutos; assim de forma semelhante está incluído dentro do pequeno corpo do ser humano um grande e completo mundo cuja religião, saúde, partes do corpo, natureza, linguagem, palavras e trabalhos estão de acordo, simpatizando, em igual melodia com DEUS, o Céu e Terra. Aquilo que não está de acordo com isto é erro, falsidade e do Diabo, que é a única causa primeira, média e última de hostilidades, cegueira e obscuridade no mundo. Também alguém pode examinar várias e até mesmo todas as pessoas sobre a face da terra e descobrir que o bom e o justo está sempre em harmonia consigo mesmo, porém que tudo o resto é manchado por milhares de equivocadas falsidades.
Após dois anos em FEZ, nosso Irmão C.R.C. viajou em um veleiro com muitas coisas valiosas para a Espanha, alimentando a esperança de poder compartilhar as experiências proveitosas de suas viagens com os ilustres homens da Europa, que o acolheriam com alegria, e passariam a ordenar e dirigir seus estudos de acordo com aquelas bases firmes e eficazes. Por conseguinte, debateu com os alumbrados eruditos da Espanha, mostrando-lhes os erros de suas Artes, como deveriam ser corrigidos, e de onde colheriam o verdadeiro indício do erro no futuro, e em que ponto deveria concordar com as fontes do passado; e também como os erros da Igreja e de toda a Philosophia Moralis deveriam ser reformadas. Ele lhes mostrou ainda novas plantas, novos frutos e animais, os quais estavam de acordo com o que ensinava a filosofia antiga e propôs para eles, uma nova axiomática[56], com a qual tudo podia ajustar-se completamente.
Porém, para eles tudo isso era motivo de zombaria. E por ser algo novo para eles, temiam que, se agora tivessem que aprender coisas novas e reconhecer seus muitos anos de erros, aos quais já estavam acostumados e com os quais havia ganho tanto dinheiro, sua fama de sábio poderia sucumbir-se. Aqueles que amam a inquietude poderiam muito bem responder.
Ouvia sempre a mesma antífona que lhe era entoada também por outras nações, e sua emoção foi tanto maior porque ocorria ao contrário de suas expectativas e por estar disposto a comunicar graciosamente todas as suas artes e segredos aos eruditos; se pelo menos aspirassem empenhar-se para haurir no conjunto das faculdades, das ciências, das artes, em toda a natureza, uma axiomática precisa e infalível. Tal axiomática, como um globo, devia orientar-se de acordo com um centro único, e seria utilizada pelos sábios, como era costume entre os árabes, como uma regra. Deveria existir na Europa uma sociedade que possuísse bastante ouro e pedras preciosas que poderia conceder aos reis, para suas utilidades imprescindíveis e objetivos lícitos. Tal sociedade também se encarregaria da educação dos príncipes, que aprenderiam tudo o que Deus concedeu aos humanos de saber, a fim de habilitá-los, em todas as ocasiões de necessidade, a dar um conselho àqueles que dele precisassem, tal qual os oráculos pagãos.
Na verdade, devemos reconhecer que o mundo já estava gerando uma grande reviravolta, e sentia as dores do parto. Engendrava também gloriosos e virtuosos homens que rompiam com as trevas e a barbárie, deixando-nos um rastro a seguir. Eram a ponta do triângulo de fogo[57], o brilho de cujas chamas não cessam de aumentar e que, indubitavelmente, iluminará o último incêndio que abrasará o mundo.
Outrossim, um destes Theophrastus[58] (Paracelso), o fora por tendência e vocação, embora não tivesse aderido à nossa Fraternidade, lera zelosamente o livro M, iluminando e aguçando sua genialidade. Também foi interceptado em sua marcha por uma multidão confusa de homens eruditos e pseudo-sábios. Nunca pode transmitir em paz sua meditação sobre a natureza, precisando consagrar mais espaço em suas obras para desacreditar os imprudentes do que para revelar-se em toda a sua completude. Todavia, encontramos, nele, profundamente, a harmonia que comentamos. Indubitavelmente, teria comunicado aos homens de ciência, se fossem mais dignos, uma arte superior às sutis vexações. Assim buscou uma vida livre e reservada, distante dos prazeres e da insensatez mundana.
Porém, não esqueçamos nosso Amado Pai, Irmão C.R.C. que após duras e penosas viagens, constatando que suas verdadeiras instruções não foram aceitas, regressou à Alemanha, país que amava cordialmente. Neste país, ainda que pudesse ter se vangloriado com sua arte, especialmente com a transmutação dos metais[59], estimava muito mais o Céu, seus habitantes e a humanidade, do que glórias e pompas mundanas.
Entretanto, construiu para si uma confortável morada onde meditava e refletia sobre Filosofia e suas viagens, sintetizando tudo num verdadeiro memorial. Nesta casa envolveu-se por muito tempo com pesquisas matemáticas e construiu muitos instrumentos de precisão, dos quais poucos foram para nós conservados, conforme compreenderão mais adiante.
Após cinco anos, tornou a aspirar a reforma nas artes e nas ciências. Duvidando da possibilidade de qualquer outra ajuda e de qualquer outro apoio, de espírito assíduo, pronto e perseverante, ele decidiu empreendê-la por sua conta, na companhia de um pequeno número de adjuntos e colaboradores. Para lograr este fim convidou três Irmãos de seu antigo convento (que ele amava tanto); o Irmão G.V., o Irmão J.A. e o Irmão J.O., cujos conhecimentos, ultrapassavam o saber daquela época. Tais Irmãos prestaram um juramento supremo de fidelidade, diligência e silêncio, rogando-lhes que registrassem cuidadosamente por escrito todas as instruções que lhes transmitisse, a fim de que os futuros membros, cuja admissão deveria efetuar-se depois graças a uma revelação particular, não se equivocassem a respeito de uma letra sequer.
Desta maneira teve início a Fraternidade dos Rosacruzes, com apenas quatro pessoas, que desenvolveram a linguagem e escrita mágicas, com um grande dicionário, o qual ainda usamos diariamente para louvar e glorificar a Deus, extraindo daí uma grande sabedoria. Escreveram também a primeira parte do Livro Mysterium. Porém, devido ao seu trabalho ser excessivamente árduo, a grande afluência de enfermos em busca de cura começava a estorvá-los e ainda que seu novo edifício (chamado Sancti Spiritus) já estava concluído, resolveram ampliar sua confraria e para este fim foram escolhidos como novos membros o primo-irmão do Fra. Rosa-Cruz, um pintor de talento, Fr. B., seus secretários, G.G. e P.D., todos de nacionalidade alemã, com exceção de I.A.; no total, oito membros, todos virgens que fizeram o voto do celibato. Eles deviam escrever um livro onde deviam registrar todas as aspirações, desejos e esperanças que a humanidade jamais foi susceptível de alimentar.
Ainda que livremente reconheçamos que o mundo tenha evoluído bastante nos últimos cem anos, estamos seguros que nossa axiomática não será superada até o final do mundo e que também o mundo em suas eras futuras não verá nada diferente, porque nossa rota[60] abarca tanto o dia em que Deus pronunciou “Fiat” (Faça-se) quanto o dia em que Ele pronunciou pereat (Pereça). Por isto não precisamos nos preocupar com o Diabo. O relógio de Deus marca com precisão cada minuto, quando nossos relógios escassamente marcam as horas precisas.
Também cremos firmemente que nossos irmãos e nossos pais se houvessem vivido nesta época haveriam tratado com mais rigor ao Papa, a Mahomet (Islam), e aos escritores, artistas e sofistas; não simplesmente com suspiros desejando o fim da miséria.
Estes oito Irmãos catalogaram e ordenaram todas as coisas de forma harmônica. Não se demandava então outro trabalho de grande vulto. Cada qual havia sido bem instruído, estando qualificado para ministrar os segredos de sua arte e filosofia. Ainda que desejassem compartilhar por mais tempo a companhia uns dos outros, haviam combinado, a princípio, que deveriam separar-se e dirigir-se a vários países distintos; não apenas para compartilhar sua axiomática com outros homens ilustres, senão para que eles próprios, noutros países, observassem algo ou algum equívoco, devendo comunicá-los uns aos outros.
Seu acordo era o seguinte:
Comprometeram-se mutuamente a observar esses seis artigos. Cinco Irmãos partiram para diversas partes. Somente permaneceram os Irmãos B. e D. com o Pai, Fra. R.C. durante um ano inteiro. Quando, ao cabo de um ano, eles também partiram, J.O. e seu primo ficaram junto dele, para que assim em todos os dias de sua vida tivesse a companhia de dois de seus Irmãos.
E, por mais maculada que estivesse a Igreja, sabemos que os Irmãos nela pensavam e aspiravam profundamente pela purificação da mesma.
Todos os anos se reuniam com alegria e faziam uma coletânea completa do que haviam feito. Havia um grande júbilo entre eles, em compartilhar o relato verídico e sem artifícios de todas as maravilhas e milagres que Deus não cessou de espalhar pelo mundo. Todos podem estar certos que pessoas como estas, cujo encontro era obra da máquina celeste, escolhidas pelo espírito mais sábio que viveu em séculos, viveram entre eles e em sociedade na mais perfeita concórdia, na mais total discrição, o mais caridosamente possível.
Vivendo tal estilo de vida, ainda que suas existências transcorressem livres de dores e enfermidades não podiam viver por mais tempo que o determinado por Deus.
O primeiro Irmão desta augusta Fraternidade que morreu, e isto ocorreu na Inglaterra, foi o Irmão J.O., tal como o Irmão C. há tempos havia-lhe predito. Ele era muito culto e conhecia com profundidade a Cabala, como demonstra o livro H., de sua autoria. Na Inglaterra era muito famoso, pois havia curado o jovem Conde Earl de Norfolk que sofria de lepra. Os Irmãos decidiram que o lugar de seus enterros devia permanecer secreto, até onde fosse possível. Atualmente não sabemos nada do que sucedeu a alguns deles, mas, o posto que desempenhado por eles era ocupado por um sucessor competente. Porém, confessaremos publicamente por essas dádivas para a glória de Deus, que seja qual for o segredo que tenhamos aprendido no livro M. (ainda que nossos olhos contemplem a imagem e configuração de todo o mundo), não nos foram revelados nossos infortúnios, nem a hora da morte, que somente é conhecida pelo próprio Deus, o qual desta maneira nos conservaria num estado contínuo de preparação. Esta questão será tratada mais explicitamente em nosso Confessio na qual também enunciaremos as 37 causas pelas quais revelamos agora nossa Fraternidade, fazendo a oferta livre, espontânea e gratuita de mistérios tão profundos, e a promessa de mais ouro do que o fornecido pelas duas Índias ao rei da Espanha: porque a Europa está grávida, e ela vai dar à luz um robusto rebento que seus padrinhos cobrirão de ouro.
Após a morte do Irmão J.O., o Irmão R.C. não cessou suas atividades, e assim que pôde convocou os demais Irmãos, e supomos que foi nesta época que foi feita a sua tumba. Embora nós, os mais jovens, ignorássemos até então, absolutamente, a data da morte do nosso bem-amado Pai R.C., e não estivéssemos de posse a não ser dos nomes dos fundadores e de todos aqueles que os sucederam até nós, soubemos, todavia, guardar em memória um mistério que A., o sucessor de D., o último representante da segunda geração, que viveu com muitos dentre nós, confiou a nós, representantes da terceira geração, num misterioso discurso sobre os cento e vinte anos.
Confessamos, aliás, que após a morte de A. nenhum de nós conseguiu o menor detalhe a respeito de R.C. e sobre seus primeiros irmãos, exceto o que é relatado em nossa Biblioteca Filosófica, entre outras, nossa Axiomática, obra capital para nós, o Rota Mundi, a obra mais sábia, e Proteus[61], a mais útil. Não sabemos, portanto, com certeza se os representantes da segunda geração possuíam a mesma sabedoria que os da primeira, e se tiveram acesso a todos os mistérios.
Contudo, lembremos ainda ao atento leitor que foi Deus quem preparou, aprovou e ordenou o que aprendemos aqui mesmo, sobre a sepultura de Fr.C., e que proclamamos agora publicamente. Nós lhe somos tão fielmente dedicados que não tememos a revelação, numa obra impressa, de nossos nomes de batismo, de nossos pseudônimos, de nossas assembleias, de tudo o que se deseja saber de nós, contando que, em contrapartida, as pessoas se dirijam a nós, com modéstia, e que as respostas sejam cristãs.
Agora vem o verdadeiro e fundamental relato do altamente iluminado homem de Deus, Fra. C.R.C., que é o seguinte:
Após a morte física de A., na Gallia Narbonensis[62], sucedeu-o nosso amado Irmão N.N., que adotou seu nome, após vir a nosso encontro para fazer o solene juramento de fidelidade e segredo, nos informando confidencialmente que A. lhe havia assegurado, que esta Fraternidade não permaneceria tão oculta, mas que seria benéfica, útil e recomendável a toda a nação alemã; que de forma alguma envergonhava-se de seu estado[63].
No ano seguinte após N.N. haver concluído seu aprendizado, planejou viajar, munido de tão respeitável viático e da bolsa de um Fortunato, todavia, sendo um bom arquiteto idealizou restaurar e modernizar esta morada para torná-la mais adequada aos propósitos da Irmandade. Nesta reforma, interessou-se por uma placa memorial que havia sido fundida em bronze (messing)[64] e sobre a qual estava inscrito os nomes dos primeiros membros da Ordem e algumas outras inscrições. Pretendia deslocá-la para uma câmara mais conveniente, pois onde ou quando Fra. C.R.C., nosso amado pai e fundador havia morrido ou em que país fora enterrado fora conservado em segredo pelos Irmãos que nos antecederam sendo por nós desconhecido.
Na placa mencionada estava cravado um grande prego, maior que os outros; assim quando foi arrancada com força, trouxe consigo uma grande pedra proveniente da parede fina, o rebote de uma porta escondida, destapando-a. Então derrubamos com alegria e esperanças o resto da parede, desobstruindo a porta. Sobre a porta estava escrito em caracteres de grande formato: post 120 annos patebo (após 120 anos serei aberto), seguido da data antiga.
Demos graças a Deus e, aspirando consultar em primeiro lugar, a Rota, nossa obra sobre os Ciclos, detivemos nosso trabalho.
Mas tornamos a nos referir à nossa Confessio Fraternitatis[65], pois o que aqui publicamos é para auxiliar aqueles que são dignos, contudo para os indignos (segundo a vontade de Deus) ela terá pouca utilidade. Da mesma forma como nossa porta se abriu de modo maravilhoso ao cabo de tantos anos, na Europa, uma porta também deverá se abrir, logo que o muro de tijolos seja afastado: ela já é visível; são muitos os que as esperam com intensidade.
Na manhã seguinte abrimos a porta, e aos nossos olhos surgiu uma galeria abobadada de sete lados e cantos, cada um deles medindo, aproximadamente, 1,5 metros de largura por 2,5 metros de altura. Embora o Sol jamais brilhasse dentro dela, estava iluminada com uma outra luz, a qual aprendera a fazê-lo com o próprio Sol, e estava situada na parte superior e no centro do teto. No meio, e em vez de lápide, havia um altar redondo coberto por uma chapa de bronze, tendo nela gravado: A.C.R.C hoc universi compendium vivus mihi sepulcrum feci (Este compêndio do universo, construí durante minha existência para ser meu túmulo).
A volta do primeiro círculo, ou borda, constava: Jesus mihu omnia (Jesus é meu tudo). No centro viam-se quatro figuras encerradas em círculos, cujas inscrições eram as seguintes:
Estava tudo claro e resplandecente como também os sete lados e os dois heptágonos; então, reunidos, ajoelhamo-nos e rendemos graças ao único, sábio e poderoso Deus, que nos ensinara mais do que poderia haver descoberto todas as mentes humanas e então glorificamos seu Santo Nome.
A galeria foi dividida em três partes: a superior ou teto, a parede ou lado e o piso ou chão. Em relação ao teto, não nos deteremos muito por enquanto, porém estava dividido em triângulos, dispostos nos sete lados até o centro luminoso, porém o que nele estava contido , vós, se de acordo com a vontade de Deus aspireis pertencer a nossa Fraternidade, contemplareis com seus próprios olhos; contudo cada lado ou parede estava subdividido em dez figuras, cada qual com suas várias estampas e sentenças particulares, conforme fielmente exibido e explicado no Concentratum (Compendium) , aqui em nosso livro.
O piso também estava dividido em triângulos, porém devido estar descrito nele o poder e a regência dos governantes inferiores (os Astros) não podemos descrever isto por recear o abuso de um mundo cheio de maldade e afastado de Deus. Porém, aqueles que estão previstos e têm o antídoto celestial, que sem medo pisam e destroem a cabeça da velha e maligna serpente que nos nossos dias está muito presente.
Cada lado ou parede possuía uma porta ou armário onde estavam diversos objetos especialmente todos os nossos livros que de todas as formas já possuímos. Entre eles estava o Vocabulário de THEOP: PAR.HO. (Teofrastus Paracelsus de Hohenheim) e com os quais, sem artifícios, estudamos diariamente. Também encontramos o Itinerariom e Vitam (O livro de viagem e Biografia de C.R.C.), dos quais muito deste relato é baseado. Em outro armário estavam espelhos de várias virtudes, como noutro lugar havia pequenos sinos, lâmpadas acesas e mais que tudo havia maravilhosos cantos artificiais que foram construídos com o objetivo de que se algo chegasse a suceder com a Ordem ou a Fraternidade, acabando-se depois de centenas de anos, poderia tudo restaurar-se novamente por meio desta única abóbada.
Como até aquele momento ainda não havíamos percebido os restos mortais do corpo de nosso cuidadoso e sábio pai, removemos o altar a um dos lados e levantamos uma forte placa de bronze. Encontramos um corpo perfeitamente conservado, intacto e sem deterioração alguma. Artificiosamente parecia como se estivesse vivo com todos seus ornamentos. Em sua mão portava um livro de pergaminho, com letras douradas, chamado T (296), que depois da Bíblia, é nosso maior tesouro e compreensivelmente não está sujeito ao julgamento do mundo. Ao final deste livro acha-se o seguinte:
Elogium: Granum Pectori Jesus Insitum
C. Ros. C. ex nobili atque splendida Germaniae R.C. familia oriundus, vir sui seculi divinis revelationibus subtilissimis imaginationibus, indefessis laboribus ad coelestia, atque humana mysteria ; arcanave admissus postquam suam (quam Arabico, & Africano itineribus Collegerat) plusquam regiam, atque imperatoriam Gazam suo seculo nondum convenientem, posteritati eruendam custo divisset et jam suarum Artium, ut et nominis, fides acconjunctissimos herides instituisset, mundum minutum omnibus motibus magno illi respondentem fabricasset hocque tandem preteritarum, praesentium, et futurarum, rerum compendio extracto, centenario major non morbo (quem ipse nunquam corpore expertus erat, nunquam alios infestare sinebat) ullo pellente sed spiritu Dei evocante, illuminatam animam (inter Fratrum amplexus et ultima oscula) fidelissimo creatori Deo reddidisset, Pater dilectissimus, Fra: suavissimus, praeceptor fidelissimus amicus integerimus, a suis ad 120 annos hic absconditus est.
Tradução:
Uma semente foi plantada no peito de Jesus
C. Ros. C. originou-se na nobre e famosa família alemã da R.C.; um homem aceito nos mistérios e segredos do céu e da terra através das revelações divinas, cogitações sutis e da persistente labuta de sua vida. Em suas viagens pela Arábia e África, reuniu um tesouro ultrapassando o dos Reis e Imperadores; não o achando, porém, adequado para a sua época, conservou-o secreto para ser descoberto pela posterioridade, e nomeou os herdeiros leais e fiéis de suas artes, e também de seu nome. Edificou um microcosmo correlacionado em todos os movimentos ao macrocosmo, e finalmente redigiu este compêndio das coisas passadas, presentes e futuras. Em seguida, tendo já ultrapassado um centenário, embora não atribulado por nenhuma enfermidade, que jamais sofrera em seu próprio corpo e tampouco permitirá que outros a sofressem, mas chamado pelo Espírito de Deus, entre os últimos amplexos de seus irmãos, entregou sua alma iluminada a Deus seu Criador. Um pai amado, um Irmão afetuoso, um Mestre leal, um Amigo sincero, aqui permaneceu oculto por seus discípulos durante 120 anos.
Haviam assinado, logo abaixo:
Secundi Circuli. (Do segundo círculo):
Ao final estava escrito o seguinte:
Ex Deo Nacimur, in Jesu Morimur, per Spiritum Sanctum Reviviscimus
(De Deus nascemos, em Jesus morremos, pelo Espírito Santo revivemos)
O Irmão C.R.C. nasceu em 1378 e viveu 106 anos. Assim, morreu em 1484. Sua tumba foi descoberta 120 anos depois, ou seja, no ano 1604.
Nessa época já havia morrido os Irmãos O. e D., porém, onde se encontrará o lugar de suas sepulturas? Não duvidamos que o mais velho dos irmãos, no instante de seu sepultamento, foi objeto de cuidados especiais e que também teria tido uma sepultura secreta.
Também esperamos que o nosso exemplo estimulará outros irmãos, a procurar com mais cuidado pelos nomes que revelamos com tal finalidade, e a encontrar o local de suas tumbas. Célebres e apreciados, geralmente, por sua arte médica, nas mais antigas gerações, eles podem talvez, com efeito, contribuir para ampliar nosso Gaza[66], ou pelo menos para compreendê-lo melhor.
Quanto ao Minutum Mundom (pequeno mundo), nós o encontramos conservado noutro pequeno altar. Realmente mais admirável do que possa ser imaginado por qualquer homem de discernimento. Todavia nós não o descreveremos enquanto não tiver creditado um voto de confiança a nossa Fama Fraternitatis. Em seguida tornamos a cobrir o túmulo com as placas, e sobre elas colocamos o altar e tornamos a fechar a porta, fechando todos os nossos selos, antes de decifrar algumas obras, baseando-nos nas diretrizes de nossa Rota – nosso tratado sobre os ciclos – (entre outros, sobre o livro M. Hoh[67], cujo autor é o doce M.P., e que é útil como um tratado de atividades domésticas). Em seguida, segundo o nosso costume, separamo-nos novamente, deixando nossas joias a seus herdeiros naturais. E assim aguardamos a resposta e julgamento dos eruditos e dos não eruditos sobre as nossas revelações.
Ainda que conheçamos a amplitude de uma reforma geral divina e humana que contentará tanto os nossos desejos quanto as esperanças de todos os seres humanos, não é mau, com efeito, que o Sol, antes de seu despertar, projete no céu uma luminosidade mais clara ou escura; que alguns se anunciem e se reúnam para promover nossa irmandade pelo seu número e pelo prestígio do cânon filosófico idealizado e ditado pelo nosso Pai C., ou mesmo para deleitar-se com humildade e amor de nossos alienáveis tesouros, curando as misérias deste mundo e não lidando com tanta cegueira com as maravilhas divinas.
Porém, para que cada Cristão também possa apreciar a nossa piedade e probidade, professamos publicamente o conhecimento de Jesus Cristo nos termos claros e nítidos em que Ele, nesta época tem sido proclamado na Alemanha e onde certas províncias famosas o mantêm e o proclamam atualmente contra todos os entusiastas, heréticos e falsos profetas. Nós também celebramos os Sacramentos instituídos pela primeira Igreja reformada, com as mesmas fórmulas e cerimônias.
Na política reconhecemos o Império Romano e a IV Monarquia[68], como nosso regente e como regente dos cristãos.
Apesar do conhecimento que possuímos em relação às mudanças que irão ocorrer e de nossa profunda aspiração em divulgá-las àqueles que são instruídos por Deus, eis nosso manuscrito, que está em nosso poder. Nenhum ser humano nos colocará fora da lei, nem nos entregará aos indignos, sem a permissão do Deus único.
Colaboraremos secretamente com esta causa benéfica segundo a Vontade divina. Porque nosso ouro não é cego como acreditam e profetizam os pagãos, porém, Ele é a joia da Igreja e a Honra do Templo.
Nossa filosofia não é tampouco nenhuma novidade: ela é conforme a que herdou Adão após a queda e que foi praticada por Moisés e Salomão. Ela não questiona ou refuta diferentes teorias porque a verdade é única, sucinta, sempre idêntica a ela própria, pois, adequando-se a Jesus em todas as suas partes e em todos os seus membros, ela é a imagem do Pai como Jesus é seu retrato, é um equívoco dizer que o que é verdadeiro em Filosofia é falso em Teologia. O que Platão, Aristóteles e Pitágoras estabeleceram, o que Enoch, Abraão, Moisés e Salomão confirmaram, naquilo que está em concordância com a Bíblia, o grande livro das maravilhas, corresponde e descreve uma esfera, ou um globo em que todas as partes estão equidistantes do centro, ciência em que trataremos mais profundamente na Conferencia Cristã.
Quanto ao que se refere em nossa época ao enorme sucesso da arte ímpia e maldita dos fazedores de ouro, que incita de forma muito singular uma multidão de lisonjeadores evadidos das prisões e maduros para o cadafalso a cometer grandes vilezas abusando da boa-fé e da ingenuidade de muitos indivíduos, a ponto de alguns acreditarem em sua probidade, que a transmutação metálica é o ápice e o cimo da Filosofia, que é necessário dedicar-se completamente a ela e que a fabricação de massas e de lingotes de ouro agrada de forma especial a Deus – mediante preces irrefletidas, mediante expressões doentias e inúteis, eles esperam conquistar um Deus cuja onisciência penetra em todos os corações, eis o que proclamamos publicamente: tais concepções são falsas. Testificamos que para os verdadeiros filósofos, a fabricação de ouro não é senão um “parergon”, um trabalho preliminar, de pouca importância, um entre milhares de outros tantos os que têm em seu repertório, e que são muito mais importantes.
Assim afirmamos as palavras de nosso bem-amado Pai C.R.C.: phy:aurum nici quantum aurum (Oh! Ouro, nada mais do que ouro!). Aquele a cujos olhos toda a natureza se revela não se deleita por poder fabricar ouro e domesticar demônios, mas segundo as palavras de Cristo: se alegra por contemplar o céu abrir-se, os Anjos do Senhor subir e descer, e seu nome inscrito no Livro da Vida.
Também testificamos que sob o nome de Chymia (Alquimia) foram apresentados muitos livros e ilustrações no Contumeliam Gloriae Dei (para a Glória de Deus), como os denominaremos em sua devida época, dando aos puros de coração um Catálogo, ou registro deles.
E rogamos a todos os homens de ciência que redobrem sua prudência à leitura destes livros: o inimigo não cessa de semear seu joio, até encontrar alguém mais forte que os extirpe.
Assim, de acordo com a vontade e pensamentos do nosso Pai C.R.C., nós seus Irmãos pedimos novamente aos sábios e eruditos de toda a Europa que leiam estas nossas Fama, traduzidos em cinco idiomas, y Confessio, em latim, e que, se lhes aprouver, poderão deliberar considerando essa nossa oferta, e julgarem a época atual com todo o desvelo, e declararem a sua opinião por impresso, seja como uma Communicatio consilio, ou sigulatim (conjuntamente ou isoladamente).
Ainda que neste momento não tenhamos mencionado nossos nomes e reuniões, as opiniões de todos, não importa a língua que professem, chegarão com certeza até as nossas mãos. E todos aqueles que indicarem seu nome receberão uma resposta de alguma forma, ou pessoalmente ou, se tiverem algum problema com isto, por escrito. Proclamamos que aquele que nutra a nosso respeito seriedade e cordialidade, ao dirigir-se a nós será por isso beneficiado em corpo e alma; todavia aquele que seja falso em seu coração, ou os ambiciosos de riquezas, não nos causará nenhum mal, mas atrairá para si a ruína e a destruição absoluta.
Em relação a nossa morada, ainda que cem mil pessoas tenham dela se aproximado e quase a contemplado de perto, permanecerá para sempre intocável, indestrutível e oculta para o mundo perverso. Sub Umbra Alarum Tuarum Jehova (À sombra de Tuas Asas, oh! Jeová).
OS IRMÃOS DA FRATERNIDADE ROSACRUZ
Estimado leitor,
Aqui, caro leitor, deverá encontrar, incorporado em nossa Confessio, trinta e sete razões sobre o nosso propósito e intenção, as quais, se for de teu agrado, poderá procurá-las e compará-las em conjunto, levando em conta dentro de ti mesmo se elas são suficientes para te atrair. Em verdade, é nossa maior preocupação induzir qualquer pessoa a acreditar naquilo que ainda não é aparente, mas quando isso for revelado no total resplendor do dia, suponho que estaremos envergonhados de tais questionamentos.
Como agora, de fato, podemos chamar o Papa de anticristo, sem receio de punição capital, assim, certamente, sabemos que o que aqui mantemos secreto, no futuro será trovejado em alta voz. Deseje conosco, caro leitor, de todo coração, que isso ocorrerá rapidamente.
A Fraternidade da Rosacruz
Capítulo 1
Não considere apressadamente, ó mortais, o que vocês tenham ouvidos sobre à nossa do Fama R.C. sobre nossa Fraternidade; não acredite, nem obstinadamente duvide. É Jeová quem, vendo como o mundo está desabando em ruínas, e perto de seu fim, de fato o apressou novamente para seu início, invertendo o curso da Natureza e, assim, o que até aqui tem sido buscado com grande esforço e com trabalho diário Ele deverá deixar exposto para aqueles que não pensam em tal coisa, oferecendo-o ao desejoso e forçando-o ao relutante, para que ele possa se tornar para os bons aquilo que suavizará os problemas da vida humana e romperá a violência dos golpes inesperados da Fortuna, mas para o ímpio se tornará aquilo que aumentará seus pecados e suas punições.
Nós acreditamos que tenhamos suficientemente revelado para você no Fama a natureza de nossa Ordem, na qual seguimos a vontade de nosso mais excelente Pai, nem possamos ser por qualquer pessoa suspeita de heresia, nem de qualquer tentativa contra a comunidade, nós, por meio disto, de fato condenamos o Oriente e o Ocidente (significando o Papa e Maomé) por suas blasfêmias contra Nosso Senhor Jesus Cristo, e oferecemos ao chefe principal do Império Romano nossas preces, segredos e grandes tesouros de ouro. Contudo, por causa dos eruditos, pensamos melhor em adicionar algo mais a isto, e dar uma melhor explanação, se houver qualquer coisa demasiadamente profunda, oculta e assentada na obscuridade no Fama, ou por alguma razão não conseguiu ser traduzido adequadamente em alguma língua, por meio do que esperamos que os eruditos estejam mais afeitos a nós, e mais dispostos a aprovar nosso desígnio.
Capítulo 2
Concernente ao aperfeiçoamento e acréscimos da filosofia temos – tanto quanto no momento é necessário – declarado que a mesma está doente; ou melhor, embora muitos (não sei como) debatem que ela esteja sadia e forte; para nós é certo que ela dá seu último suspiro.
Mas, como usualmente, até no mesmo lugar onde surge uma nova doença, a Natureza descobre um remédio contra a mesma, assim, em meio a tantas enfermidades da filosofia, de fato aparecem os meios corretos, e que são para nossa Pátria, suficientemente oferecidos, pelos quais ela poderá se tornar sadia novamente, e poderá parecer nova ou renovada para um mundo renovado.
Não existe para nós, entretanto, nenhuma outra filosofia daquela que é a mais importante de todas as faculdades, ciências e artes, a qual (se contemplarmos nossa época) contém muito da Teologia e da Medicina, mas pouco da Jurisprudência; a qual pesquisa o Céu e a Terra através de primorosa análise, ou, para dela falar com brevidade, a qual de fato manifesta suficientemente o ser humano Microcosmos, a respeito do que, se alguns dos mais bem dispostos na multidão dos eruditos responderem ao nosso fraternal convite, deverão encontrar dentre nós muitas outras e maiores maravilhas do que aquelas em que de fato até agora acreditavam, se maravilhavam e professavam.
Capítulo 3
Se nós declaramos brevemente nosso propósito acerca disso significa que devemos trabalhar cuidadosamente para que a surpresa de nosso desafio possa lhe ser tomada, para mostrar claramente que tais segredos não são frivolamente estimados por nós, e para não propagar amplamente uma opinião entre os incultos de que a narrativa que diz respeito a esses segredos é uma tolice. Pois não é absurdo supor que muitos estejam confundidos pelo conflito de pensamentos que é ocasionado por nossa inesperada afabilidade, para os quais (até agora) são desconhecidas as maravilhas da Sexta Época, ou que, em razão do curso retrógrado do mundo[70], não conseguem ver nem o futuro e nem o passado. Preenchidos pelas preocupações de seu tempo vivem de nenhuma outra maneira no mundo a não ser como pessoas cegas, que, à luz, nada discernem a não ser o que podem tocar.
Capítulo 4
Nossa opinião, sobre a primeira parte, é que as meditações de nosso pai Cristian acerca de todos os assuntos que a partir da criação do mundo foram inventados, produzidos e propagados pela engenhosidade humana, através da revelação de Deus, ou através do serviço dos Anjos ou dos Espíritos, ou através da sagacidade do entendimento, ou através da experiência da longa observação são tão grandes, que se todos os livros perecessem, e pelo consentimento de Deus todo-poderoso todos os escritos e todo saber se perdessem, ainda assim, a posteridade seria capaz de lançar uma nova base para as ciências e de erigir uma nova cidadela pelo arco triunfal da verdade; o que talvez seja fácil de fazer, como se alguém começasse a lançar abaixo e destruir o velho edifício em ruínas, e então aumentar o pátio de entrada, trazendo depois luz para dentro dos aposentos privativos, mudando então as portas, as escadarias e outras coisas de acordo com nossa intenção.
Como conceitos tão exaltados poderiam parecer a nós tão humildes? Não nos foram oferecidas para apenas tomarmos conhecimento? Não foram intencionadas como ornamento de seu tempo? Não gostaríamos de encontrar a Paz, na única verdade, que os mortais tanto buscam por caminhos tortuosos ou labirintos, se Deus realmente quisesse que o sexto candelabro acendesse apenas para nós? Não nos seria suficiente não temer nem a fome, pobreza, doenças, nem a idade? Não seria algo excelente sempre viver como se você tivesse vivido desde o começo do mundo, e fosse ainda viver até o fim dele? Viver igualmente em um lugar em que nem os povos que habitam além do Ganges pudessem ocultar qualquer coisa, nem aqueles que vivem no Peru pudessem ser capazes de manter seus desígnios em segredo de ti? Igualmente ler em um único livro para discernir, compreender e lembrar de tudo o que em outros livros (que até aqui existiram, existem agora, e daqui para frente deverão surgir) esteve, está e deverá ser aprendido a partir deles? Igualmente tocar e cantar de forma que em vez de pedras rochosas você pudesse extrair pérolas, em vez de animais selvagens, espíritos, e em vez de Plutão[71], você pudesse acalmar os poderosos príncipes do mundo?
Ó mortais, os desígnios de Deus são diferentes e também é diferente seu benefício. Em benefício de vós foi decretado que se aumentasse e se expandisse o número de nossa Fraternidade neste tempo, o que com muita alegria empreendemos, pois obtivemos até aqui este grande tesouro sem nossos méritos, sim, sem qualquer esperança ou expectativa. O mesmo, pretendemos com tal fidelidade colocar em prática, de forma que nem a compaixão, nem a piedade por nossos próprios filhos (que alguns de nós na Fraternidade, tem) deverão nos mover, uma vez que sabemos que estas coisas boas inesperadas não podem ser herdadas, nem promiscuamente conferidas.
Capítulo 5
Se, agora, houver alguém que, por outro lado, reclame de nossa discrição – considerando a segunda parte, [da primeira frase do capítulo 3] – de que oferecemos nossos tesouros tão espontânea e indiscriminadamente, e de que em vez disso não damos maior consideração aos devotos, aos sábios ou às pessoas principescas do que às pessoas comuns, com ele não estamos de nenhuma maneira zangados. Pois, a acusação não é sem importância, mas, além disso, afirmamos que de nenhuma forma fizemos de nossos segredos propriedade comum, ainda que eles ressoem em cinco línguas dentro dos ouvidos dos incultos. Tanto porque, como bem sabemos, eles não farão juízos grosseiros, como também porque o valor daqueles que deverão ser aceitos em nossa Fraternidade não será medido por sua curiosidade, mas pela regra e padrão de nossas revelações.
Mil vezes os indignos poderão clamar, mil vezes se apresentarem, contudo, Deus ordenou a nossos ouvidos que eles não ouvissem nenhum deles, e circundou a nós, Seus servidores, de tal forma com Suas nuvens, que contra nós nenhuma violência pode ser feita; pelo que agora não mais somos contemplados por olhos humanos a menos que tenham recebido força emprestada de uma águia.
O Fama tinha que ser publicado na língua mãe de todos, para que estes não fossem privados do conhecimento dele, os quais (embora sejam iletrados) Deus não excluiu da felicidade desta Fraternidade, que é dividida em graus; como aqueles que vivem em Damcar, que têm uma ordem política muito diferente dos outros árabes; pois lá de fato governam apenas pessoas de discernimento, os quais, com a permissão do rei, fazem leis particulares, de acordo com cujo exemplo o governo também deverá ser instituído na Europa (de acordo com a descrição estabelecida por nosso Pai Cristian), quando ocorrerá aquilo que deve preceder.
Quando nossa Trombeta ressoar a plena voz e com nenhuma prevaricação de significado; quando, a saber, aquelas coisas sobre as quais alguns poucos agora sussurram e obscurecem com enigmas, abertamente preencherão a Terra, mesmo como após muitos secretos aborrecimentos de pessoas pias contra a tirania do papa, e após tímida reprovação, ele com grande violência e através de uma grande investida foi derrubado de seu assento e pisoteado copiosamente; cuja queda final está reservada para uma época em que ele deverá ser rasgado em pedaços com garras, e um gemido final deverá encerrar seu zurro de jumento, o que, como sabemos, já está manifesto para muitos homens eruditos na Alemanha, conforme as suas indicações e secretas congratulações prestam testemunho.
Capítulo 6
Vale a pena relatar e proclamar o que aconteceu durante todo o tempo desde o ano de 1378, o ano quando nosso Pai Cristian nasceu, até agora, quais alterações no mundo ele viu nesses cento e seis anos de sua vida, o que ele deixou para ser empreendido por nossos Pais e por nós após sua feliz morte.
A brevidade, que de fato observamos, não permitirá neste momento fazer um relato detalhado disso; é suficiente para aqueles que não desprezam nossa proclamação, termos tocado nisso, para desta forma preparar o caminho para sua maior associação e união conosco. Verdadeiramente, para quem é permitido contemplar, ler e a partir daí ensinar a si mesmo aqueles grandes caracteres que o Senhor Deus inscreveu no mecanismo do mundo, e que Ele repete através das mutações dos Impérios, e com base neste conhecimento, se desenvolve, sem sombra de dúvida, mesmo não estando consciente disto, já é um dos nossos. E como sabemos que ele não negligenciará nosso convite, assim, de maneira semelhante, juramos de nosso lado que ele não será iludido. Prometemos ainda que a retidão e as esperanças de nenhum ser humano deverão enganar aquele que se fizer conhecido para nós sob o selo do sigilo e desejar nossa familiaridade. Contudo, para o falso e para os impostores, e para aqueles que buscam outras coisas que não a sabedoria, testemunhamos publicamente por estas dádivas, não podemos, em nosso prejuízo, ser a eles revelados, nem sermos por eles conhecidos sem a vontade de Deus, mas eles deverão certamente ser participantes daquela terrível cominação mencionada no Fama, e seus desígnios ímpios deverão cair para trás sobre suas próprias cabeças, enquanto nossos tesouros deverão permanecer intocados, até que o Leão surja e os reclame como seu direito, receba-os e os empregue para o estabelecimento de seu reino.
Capítulo 7
Então, nós mortais devemos estar seguros de uma coisa: Deus decretou para o mundo antes de seu fim, o que atualmente em consequência disso deverá suceder, um influxo de verdade, luz, e grandeza tal como Ele ordenou que deveria acompanhar Adão ao partir do Paraíso e abrandar a miséria do ser humano. Pelo que deverá cessar toda falsidade, escuridão e escravidão que pouco a pouco, com a revolução do grande globo, se infiltrou nas artes, nas obras e na governança dos seres humanos, obscurecendo a maior parte delas.
De lá surgiu essa inumerável diversidade de opiniões, falsidades e heresias que tornam a escolha difícil para os seres mais sábios, vendo que por um lado, foram estorvados pela reputação dos filósofos e por outro, a verdade das descobertas os colocam em dúvida. Se, portanto, todas estas coisas, como cremos, puderem ser definitivamente removidas, e em vez delas uma única e mesma regra for instituída, então, realmente restarão agradecimentos para eles que se esforçaram nisso, mas o resultado de tão grande obra deverá ser atribuído à bem-aventurança de nossa época.
Como agora confessamos que as muitas elevadas inteligências através de seus escritos serão um grande auxílio para esta Reforma que está por vir, assim de maneira nenhuma arrogamos a nós esta glória, como se tal obra fosse somente imposta a nós, mas testemunhamos com nosso Cristo Salvador que tão logo as pedras se ergam e ofereçam seu serviço, não haverá então falta de executores do desígnio de Deus.
Capítulo 8
Para fazê-Lo conhecido, Deus enviou mensageiros à frente que deveriam testemunhar Sua vontade, a saber, algumas novas estrelas que apareceram em Serpentarius e Cygnus[72] (303), cujos poderosos sinais de um grande Conselho demonstraram como para todas as coisas que a engenhosidade humana descobre, Deus invoca seu conhecimento oculto. Igualmente o Livro da Natureza, que embora permaneça aberto verdadeiramente diante de nossos olhos, pode ser lido somente por muito poucos, menos ainda compreendido.
Como na cabeça humana há dois órgãos de audição, dois de visão e dois de olfato, mas apenas um de fala, e sendo inútil esperar a fala a partir dos ouvidos, ou a audição a partir dos olhos, assim existiram épocas que o ser humano via, outras que ouvia, outras ainda que sentia o cheiro e o sabor. Agora, resta que em um curto tempo que se aproxima velozmente, distinção deva igualmente ser dada à língua, para que o que anteriormente viu, ouviu e sentiu o cheiro deva finalmente falar, depois que o mundo tiver superado a intoxicação de seu envenenado e entorpecido cálice, e com um coração aberto, de cabeça descoberta e pés descalços vá feliz e alegremente adiante para encontrar o sol se erguendo pela manhã.
Capítulo 9
Do mesmo modo que Deus espalha esses caracteres e letras, em Suas Sagradas Escrituras, igualmente Ele os imprime muitíssimo manifestadamente na maravilhosa obra da criação, nos Céus, na Terra, e em todos os animais, da mesma forma que o matemático prevê os eclipses, nós prognosticamos os obscurecimentos da igreja, e quanto tempo eles deverão durar.
Tomamos emprestado dessas letras nossa escrita mágica e, por conseguinte construímos para nós mesmos uma nova linguagem, na qual a natureza das coisas também é expressa. De forma que não é de se admirar que não sejamos tão eloquentes em outras línguas, muito menos neste latim. Pois sabemos que de maneira nenhuma estão em conformidade com aquela de Adão e Enoch, mas que foi contaminado pela confusão de Babel.
Capítulo 10
Nós não podemos de mencionar que, embora ainda existam algumas penas de águia[73] em nosso caminho, as quais de fato obstruem nosso propósito, de fato exortamos ao exclusivo, único, assíduo e contínuo estudo das Sagradas Escrituras. Aquele que extrai todo seu prazer desta forma, deverá saber que preparou para si mesmo uma excelente maneira de entrar em nossa Fraternidade. Pois este é o teor total de nossas Leis, que como não há nenhum aspecto naquele grande milagre do mundo que não esteja relacionado à memória, assim estão mais próximos e são mais parecidos conosco aqueles que de fato fazem da Bíblia a regra de sua vida, o fim de todos os seus estudos e o compêndio do mundo universal.
Destas pessoas exigimos não que isso devesse estar continuamente em sua boca, mas que deveriam apropriadamente aplicar sua verdadeira interpretação a todas as épocas do mundo. Não é nosso costume assim depreciar o oráculo divino, pois, embora haja inumeráveis comentadores do mesmo, alguns aderem às opiniões de seu grupo, alguns zombam da Escritura como se ela fosse um tablete de cera, para ser utilizado indiferentemente pelos teólogos, filósofos, doutores e matemáticos.
Em vez disso, somos testemunhas que desde o começo do mundo não foi oferecido ao ser humano um mais excelente, admirável e benéfico livro do que a Bíblia Sagrada. Abençoado é aquele que a possui, mais abençoado é aquele que a lê, mais abençoado de todos é aquele que verdadeiramente a estuda profundamente e a compreende, pois está mais relacionado com Deus aquele que tanto a compreende quanto a obedece.
Capítulo 11
O que nós dizemos com horror, devido à aversão aos impostores, contra a transmutação dos metais e a medicina suprema do mundo, desejamos ser assim compreendidos que esta tão grande dádiva de Deus, nós de nenhuma maneira desprezamos, mas como ela nem sempre traz consigo o conhecimento da Natureza, embora esse conhecimento produza tanto isso quanto um número infinito de outros milagres naturais, é correto que estejamos antes determinados a obter o conhecimento da filosofia, nem tentemos obter excelente aptidão com a tintura dos metais antes de obtê-la com a observação da natureza.
Deve necessariamente ser insaciável aquele que nem a pobreza, nem a doença, nem o perigo podem mais alcançar, que, como alguém elevado acima de todos os humanos, dominou aquilo que de fato angustia, aflige e atormenta os outros. Alguém assim, contudo se voltará novamente para coisas vãs, construirá prédios, fará guerras e tiranizará, porque possui suficiente ouro e uma fonte inesgotável de prata.
Deus julga de uma maneira completamente diferente, exaltando o humilde e lançando o orgulhoso na obscuridade; ao silente ele envia seus Anjos para com eles conversar, mas, os tagarelas ele os dirige ao deserto, que é o julgamento devido ao impostor romano que agora despeja suas blasfêmias de boca aberta contra Cristo, e que não ainda em plena luz do dia, através do que a Alemanha detectou suas cavernas e passagens subterrâneas, não para de mentir, para que por meio disso possa completar a medida de seu pecado e ser considerado digno do machado.
Portanto, um dia ocorrerá que a boca dessa víbora deverá ser cerrada, e sua tripla coroa deverá ser reduzida a nada, acerca dessas coisas trataremos mais completamente quando nos encontrarmos.
Capítulo 12
Concluindo nosso Confessio, devemos seriamente adverti-lo que descarte, se não todos, pelo menos a maioria dos livros imprestáveis de pseudo-alquimistas. Para eles é um jogo de abuso da Santíssima Trindade a coisas vãs, ou enganar os seres humanos com símbolos e enigmas monstruosos, ou lucrar com a curiosidade dos crédulos. Nossa época de fato produz muitos desses, um dos maiores sendo um ator de palco[74], um homem com suficiente engenhosidade para a fraude.
O inimigo da felicidade humana se mistura com a boa semente, para desta forma, tornar a verdade mais difícil de ser acreditada, que em si mesma é simples e despojada, enquanto a falsidade é orgulhosa, arrogante e colorida com um brilho de aparente sabedoria divina e humana.
Fuja dessas coisas, você que é sábio, e recorra a nós, que não buscamos seu dinheiro, mas o oferecemos de muito boa vontade nossos grandes tesouros. Não andamos a caça de seus bens com tinturas mentirosas inventadas, mas desejamos torná-lo coparticipante de nossos bens. Não rejeitamos as parábolas, mas o convidamos às simples e claras explicações de todos os segredos. Não buscamos ser recebidos por você, mas o convidamos para nossas casas e palácios mais do que majestosos. Através de nenhum impulso próprio, mas (para que você não desconheça) como que forçados a isto pelo Espírito de Deus, comandados pelo testamento de nosso mais excelente Pai, e impelidos pela ocasião deste momento presente.
Capítulo 13
Vocês, mortais, para quem Deus irradia uma luz similar àquela que Ele gera e vendo que sinceramente reconhecemos Cristo, execramos o papa, nos entregamos à verdadeira filosofia, levamos uma vida digna, e diariamente chamamos, suplicamos, e convidamos muitos mais para nossa Fraternidade, para os quais a mesma Luz de Deus igualmente se mostrou?
Não considera que, tendo ponderado acerca dos dons que estão em você, tendo medido sua compreensão da Palavra de Deus, e tendo avaliado as imperfeições e inconsistências de todas as artes, poderá finalmente no futuro deliberar conosco acerca da remediação delas, cooperar na obra de Deus e ser útil para a constituição de sua época?
Em cuja obra estes proveitos se seguirão, de forma que todos esses bens que a Natureza dispôs em todas as partes da Terra deverão totalmente em algum momento lhe serão dados, como ponto central entre o Sol e a Lua. Então deverá ser você capaz de expulsar do mundo todas aquelas coisas que obscurecem o conhecimento humano e retarda a ação, tal como descrito pelo caminho circular[75].
Capítulo 14
Você, contudo, para quem é suficiente ser útil apenas por curiosidade de qualquer prática, ou que está deslumbrado com o brilho do ouro, ou que embora agora íntegro, poderia ser desviado por inesperadas grandes riquezas para uma vida efeminada, ociosa, luxuosa e pomposa, não disturbe nosso silêncio sagrado com o seu clamor.
Mas, pense que embora haja um remédio que poderia curar totalmente todas as doenças, aqueles que, contudo, Deus deseja testar ou punir não deverão ser favorecidos com tal oportunidade, de forma que se fôssemos capazes de enriquecer e instruir o mundo todo, e liberá-lo de inumeráveis tribulações, nós, contudo, nunca nos manifestaríamos para qualquer ser humano, a menos que a Deus isso favorecesse. Isto estará tão longínquo daquele que contra a vontade de Deus pensa em ser um coparticipante de nossas riquezas, que mais rapidamente perderá sua vida nos buscando, do que atingirá a felicidade por nos encontrar.
FRATERNIDADE ROSACRUZ
Ao leitor: Quem quer que seja você, que duvida da Ordem dos Irmãos da Rosacruz; leia isto, e que lendo este poema[77] ficará convencido.
Frankfurt[78], da gráfica de Johannes Bringer, 1614
Muitos duvidam da existência dos Irmãos da Rosacruz. Eles não querem acreditar no Fama, que foi espalhado por toda a Terra e assim torna conhecido o trabalho de nossos irmãos por toda a parte. Contudo, aquele que não quer acreditar na pura verdade não poderá ver, apesar de ser uma tarde ensolarada. Veja, eu que estou escrevendo sou um dos Irmãos. Eu faço parte, apesar de pequena, desta piedosa Irmandade. Nossa Ordem existe escondida, no interior da Alemanha, mas também é conhecida no exterior. Esta Ordem é recentemente – muito poucos a formavam inicialmente – formada por dez homens, grandes em conhecimento e habilidades. Porque a Ordem tem novas regras e por isso, você poderia dizer que é uma nova Ordem. Muitos querem participar da nossa comunidade, mas poucos o conseguem, e ainda com dificuldade. Nós escolhemos apenas aqueles, que passaram por um longo período de provas, aqueles que passaram pela sua própria justiça. A Ordem os prende por fortes disposições, para que sempre cumpram suas promessas com fidelidade. Um amigo pode, se quiser, ser nosso companheiro, sendo ele merecer de nossa amizade. Nós vivemos em um convento. E quando nosso Pai o fundou há muito tempo lhe deu o nome de ‘Espírito Santo’. Com o passar dos anos ela mudou, mas ainda assim nossas memórias o guardam bem. Aqui vivemos juntos com vestes sagradas. A autoridade do Papa já não repousa mais sobre nós, como antigamente. Somos rodeados por bosques e propriedades: um rio conhecido corre lentamente perto de nossa propriedade. Não longe de nós fica uma cidade conhecida que nos fornece tudo que necessitamos. Com toda a liberdade vivemos aqui, em nosso terreno. Mesmo assim nós não somos totalmente conhecidos, nem pelos vizinhos. Apesar de diariamente pessoas virem à nossa porta para mendigar, todos, sempre, partem com uma rica esmola; sim, mesmo aqueles que sofrem com uma doença séria são, muitas vezes, ajudados com nossa assistência médica. Por este motivo toda a redondeza nos quer bem e ninguém iria danificar nossas posses. Quase citei o lugar onde vivemos, mas por motivos óbvios não irei traí-lo. Para que não fiquemos desconhecidos do mundo, viajamos muito pelas regiões do mundo e retornamos. Acabei de concluir minha terceira viagem e permaneço na não insignificante Hagenau[79].
Chuva e neblina me mantiveram aqui, portanto, não consigo prosseguir minha viagem planejada. Dentro de um ano terei completado esta viagem, a mim atribuída, onde visitarei determinados povos e regiões. Neste meio tempo serão enviadas várias cartas aos Irmãos, em sinais secretos, contando o que descobrimos, nos diversos lugares. Quando viajamos não incomodamos ninguém. Aqueles, dos quais podemos utilizar de sua hospitalidade por uma noite, compensamos sempre com muita gratidão, com presentes e dinheiro, para que bons anfitriões sempre queiram fazer algo mais por nós. Ricos quiseram carregar este fardo e também pobres, que são recompensados com a devida assistência, até que os Irmãos enfim, por razões fundadas, mereçam o descanso para em seguida continuarem sua vida em paz.
Nós gostamos de aprender. Para adquirirmos conhecimento procuramos, secretamente, por tudo o que há de bom. Assim não acontece nada na Europa que nossos olhos não vejam claramente. Todos os novos livros, que possam ser publicados, onde quer que seja, chegam por meio dos vendedores de livros em nossas mãos. Nós executamos vários tipos de artes, tanto para nossa aprendizagem, como para transformar o ócio em: pensar, falar e escrever. Também temos bastante tempo para aprender línguas; sim, gostamos de ouvir uma língua diferente. Com os franceses, italianos, espanhóis, poloneses e outros povos conversamos em sua própria língua. Acima de tudo deixamos nos guiar por observar atenciosamente a natureza, que nos ensina muito, também porque fazemos experiências. O que uma cabeça inteligente descobre é observado minuciosamente pelos nossos Irmãos. Temos muito em nossa posse, que foi obtido de antepassados em árduo trabalho, que se poderia exceder a compreensão dos outros. Às vezes me inspiro na antiga arte da poesia e incluo, para me manter ocupado, mais palavras. Vivemos conforme regras acordadas entre nós, e uma paz abençoada nos une em amor fraternal. Somos todos, um em espírito e um em vontade, e nossos corações batem em unanimidade piedosa. Se ninguém sabe algo, mas logo os outros sabem, nenhum entende isso como sua propriedade exclusiva. Diariamente o nosso líder nos chama em determinada hora e diz que cada um de nós deve trazer uma ideia ao centro. Sobre isso rapidamente são discutidos os prós e os contras; o que é bom e imediatamente é reforçado por todos e o que é mau, rejeitado. Então, cada um conta o que viu, leu, pensou e ouviu, sendo um de cada vez, para depois registrar, minuciosamente, em um livro para que os descendentes possam tomar conhecimento. O Pai reconhece uma competência específica para um determinado trabalho que precisa ser feito. Aí um irmão vai executar o trabalho com zelo e obedientemente o que foi especificado para ele. Contudo, aos outros Irmãos eles podem pedir conselho; que não os deixam na mão, mas os ajudam tanto quanto podem com palavras e ações. Sim, também tem para eles uma biblioteca muito bem equipada disponível e que contém milhares de livros. Nenhum esforço, por mais pesado e cuidadoso que possa ser, nos cansa. Cada um realiza a tarefa que lhe foi incumbida. Não nos falta nada, tudo está disponível em abundância, porque nós nos satisfazemos com muito pouco, cuidamos de nosso corpo de uma forma consistente com a natureza. Por isto somos saudáveis e temos uma vida longa. No entanto, se as condições e desgaste nos forçarem a uma questão legítima, você verá que tudo será resolvido de uma forma discreta e digna. Ah, se todas as pessoas que desejam viver em comunidade se portassem de forma semelhante. Com certeza iriam melhorar em benevolência e amor. Não iriam mais cometer tantos erros e nem ações vergonhosas. Nós criticamos de forma injusta, e o que falamos, mesmo sendo bom, é compreendido de forma errônea. Por todos os lados somos caluniados. Nós sabemos isto, mas deixamos de lado. Ele, quem disse a todos os cantos sobre as nossas artes mágicas, se enganam e não sabem nada sobre nossa vida. Eu não nego que, às vezes, fazemos coisas que surpreende as pessoas, mas tudo isto acontece conforme as leis da natureza. Por exemplo, o que fazemos com a química é estudado por nós todos os dias. Se alguém pensa que isto se dá com a ajuda do diabo, ai! Quanto ele se engana com isto. Pois esta forma [de trabalhar] é, para nós, limpeza da alma e das mãos, de preferência, que possa servir, solenemente, à Deus. Nós vivemos uma vida cheia de respeito à Deus; somos obedientes a todas as pessoas. O que mais você quer? Nosso colégio é uma forma de academia, com desejo à ciência, repleto de santa piedade. Virá um tempo em que a utilidade de nossa Ordem será consciente, em todos os lugares da Terra onde o povo de Deus está. Nós fazemos grandes coisas que, no tempo certo, serão admiradas, e que apenas pela sua utilidade irão provar sua confiança. Nós não somos gastrônomos ou nuvens imóveis, mas em nosso descanso nos reforçamos trabalhando duro. E este trabalho tem como objetivo o bem comum e serve no mais alto grau em louvor ao Cristo. Contudo, não quero esconder que abusaram do nome de nossos Irmãos, e divulgaram algumas coisas, dizendo que é de nossa autoria; mas nós negamos isto. Quem ler estes textos atenciosamente logo perceberá o engano, pois não correspondem com o nosso Fama. Talvez alguém tenha se dito um Irmão, enquanto não faz parte de nosso círculo. Assim, há algum tempo um impostor em Neurenberg[80] disse muitas coisas falsas perante a população, até que foi desmascarado como ladrão e enganador; foi pendurado, como uma carga triste, a uma cruz. Um outro exemplo: em Augsburg prenderam um vagabundo, que foi flagelado e lhe tiraram as orelhas. Aqui também acrescento que o povo fala mal dos Rosacruzes, pois assim nos chamamos, homenageando nosso primeiro Pai, e dizem que é uma seita. Com que nome ele, nosso primeiro Pai era chamado, nós queremos manter em segredo – e temos motivos para isto – e não vamos traí-lo. Quem também invente fábulas sobre nosso nome, não se fazem por merecer. Parem de perturbar aqueles que moram em outros lugares; as falsidades são trazidas à luz, com pequenas indicações com grandes prejuízos para os falsários. Seja cuidadoso ao acreditar o que se fala sobre nós, se não quiser ser enganado. Porque, afinal, quem não sabe que tudo está cheio de astúcia e que um enganador coloca em todos os lugares seus males. Também a Ordem Jesuíta nos coloca emboscadas e espreita dia e noite por nossa moradia. Quando conseguimos escapar a estes olhares sanguinários destes lobos, precisamos nos manter por dias a fio cautelosamente escondidos. Santo Deus proteja e preserve nosso grupo enquanto eles O adoram corretamente e faz o trabalho ficar agradável. Afastam de nós os inimigos ferozes e furiosos, para que eles não consigam prejudicar os muito bons. Realmente, queremos ficar conhecidos no mundo todo e esperamos que isto possa ser realizado em breve. Contudo, muitas coisas impedem este desejo. Por enquanto é aconselhável continuar sendo desconhecidos, mas que aqui e lá tenhamos muitos amigos entre os quais nossa virtude e confiabilidade sejam conhecidas. Assim nós, enquanto eles não nos conhecem, entramos em contato com os estudiosos. Filósofos, médicos, teólogos e que fazem a química, os conhecem bem. Se eu divulgar seus nomes, ah! Qual valor teria o meu livro. Enquanto você não quer ser acusado por um veredito mais pesado, negando a mim e meus amados do Rosacruz. Contudo, o que eu faço? Para que as pessoas não digam que fiz algo não permitido, coloco aqui minha caneta e levanto minha mão da mesa. B.M.I. o mais novo Irmão da Rosacruz escreveu isto, enquanto ele estava em Hagenau, onde permaneceu alguns dias devido a chuva constante, 22 de setembro no ano de Cristo 1614.
Adendo 2 – Certidão de Nascimento de Max Heindel
Max Heindel escreve, no Livro Cristianismo Rosacruz, Conferência nº 17 – O Mistério do Santo Graal: ‘O verso a seguir apareceu alguns anos atrás na Revista London Light, e foram guardados por mim como um tesouro’. Com a ajuda da: British Library, in Londres, Biblioteca da Universidade de Washington, Seattle, e Biblioteca da Universidade de Chicago, Illinois, foi possível encontrar a autora do Poema abaixo e sua biografia.
Florence May Holbrook nasceu em 1860 em Peru, no Estado Illinois, EUA, sendo filha de um Juiz Edmund S. Holbrook e de Anna Case Holbrook. Ele foi um dos pioneiros na região de Peru e fez parte do desenvolvimento da Cidade. Ele recebeu muito dinheiro como Corretor de Imóveis, igualmente seus dois irmãos que também eram pioneiros em Peru. Entre 1862 e 1865 a família se mudou de Peru.
Florence teve sua educação em Peru, Joliet e Chicago, incluindo um curso na Universidade de Chicago onde se formou em Literatura em 1879. Foi professora entre 1879 e 1889 na Escola Secundária de Oakland em Chicago, onde, nos últimos três anos, foi diretora. Também foi Diretora da Escola Primária Forestville, em Chicago, de 1889 a 1924, onde tinha um grupo de 27 professores e tinham mais de mil e trezentos alunos; e, por algum tempo, no Colégio de Phillips Junior, em Chicago. Como Pacifista ela foi uma das integrantes em 1917 do Navio da Paz de Henry Ford que viajou à Europa. Também insistiu com os Americanos que quando encontrasse alguém pronunciar a palavra ‘paz’ ao invés do coloquial “hello” ou “howdy”.
Após a Primeira Guerra Mundial ela viajou à Europa e, em 1929, ela foi à Rússia em viagem de estudos, juntamente com a Comissão John Dewey.
Ela era muito conhecida na Literatura Educacional em seus dias. Seus trabalhos mais conhecidos são: Book of Nature´s Mith; Round the year in Mith and Song; Northland Heroes; Elementary Geography; The Hiawatha Alphabet e uma dramatização de Hiawatha. Após uma doença de vários meses ela faleceu em casa, em Chicago, no dia 30 de setembro de 1932.
O Poema: A PRAYER, tem 6 estrofes. Pode ser encontrado em Al Bryants Sourcebook of Poetry, Zondervan Publishing House, Grand Rapids 1968, pág. 547, mas faltam as estrofes 4 e 6.
O mesmo Poema, mas com outro título: Understanding (Compreensão), foi publicado anonimamente em Poems that Touch the Heart, por A. L. Alexander (compilador), 1956, pág. 372. Contudo, aí faltam as estrofes 5 e 6.
O texto completo foi publicado por Max Heindel no livro mencionado acima, e diz o seguinte:
A PRAYER
Not more of light I ask, O God,
But eyes to see what is:
Not sweeter songs, but ears to hear
The present melodies:
Not more of strength, but how to use
The power that I possess:
Not more of love, but skill to turn
A frown to a caress:
Not more of joy, but how to feel
Its kindling presence near,
To give to others all I have
Of courage and of cheer.
Not other gifts, dear God, I ask,
But only sense to see
How best these precious gifts to use
Thou hast bestowed on me.
Give me all fears to dominate,
All holy joys to know;
To be the friend I wish to be,
To speak the truth I know.
To love the pure, to seek the good,
To lift with all my might
All souls to dwell in harmony,
In freedom´s perfect light.
ORAÇÃO ROSACRUZ
Não te pedimos mais luz, ó Deus.
Senão olhos para ver a luz que já existe;
Não te pedimos canções mais doces,
Senão ouvidos para ouvir as presentes melodias;
Não te pedimos mais força,
Senão o modo de usar o poder que já possuímos;
Não mais Amor, senão habilidade
Para transformar a cólera em ternura;
Não mais alegria, senão como sentir
Mais próxima essa inefável presença,
Para dar aos outros tudo o que já temos
De entusiasmo e coragem.
Não te pedimos mais dons, amado Deus,
Mas apenas senso para perceber
E melhor usar os dons preciosos
Que já recebemos de Ti.
Faze que dominemos todos os temores,
Que conheçamos todas as santas alegrias,
Para que sejamos os Amigos que desejamos ser,
Para transmitir a Verdade que conhecemos;
Para que amemos a pureza,
Para que busquemos o Bem,
E, com todo o nosso poder, possamos elevar
Todas as Almas, a fim de que vivam em
Harmonia e na Luz de uma Perfeita Liberdade.
A foto de Florence May Holbrook – fornecida pela Universidade de Washington Libraries, Seattle, Washington, EUA – é originalmente do Educational History of Illinois, enviada por John Williston Cook: The Henry O Shepard Company, Illinois 1912.
As informações vieram de:
The British Library escreveu para o autor em 8 de fevereiro de 1983: “O Periódico chamado London Light, nº 1, volume 1, de 28 de agosto de 1880, tem como subtítulo: ‘Um período ilustrado sobre: política, teatro, música, comédia, esporte e sociedade’”.
O exemplar de posse da Biblioteca do Jornal tem doze páginas, que contém assuntos de interesse comum ao público em geral. Relatórios sobre a sociedade, militares e casamentos, juntamente com histórias curtas. Os editores eram as Sras. Allingham & Holloway, 108 Shoe Lane, Fleet Street, London, E.C.
| Tradução em português: Los Angeles, Califórnia, 15 de janeiro de 1904. Ao Sr. C. W. Leadbeater Prezado Sr.: Antes que o Sr. deixe a Califórnia, gostaria de agradecê-lo pelas suas Palestras, pois tirei muito proveito de todas elas. Curiosidade me levou a assistir a primeira palestra; sua declaração de que todo ser humano tem dentro de si o poder da clarividência – que, assim eu pensava, poderia ser de grande utilidade para mim – me fez ir assisti-la. A segunda Palestra assisti na esperança de conseguir alguma informação de como desenvolver essa capacidade tão desejada. Contudo, quando o Sr. disse, em sua segunda Palestra, que este poder não poderia ser usado para benefício próprio – eu falei internamente – que bem faria a um ser humano se não puder tirar proveito próprio disto. No dia seguinte pedi na biblioteca o livro Astral Plane, este era o plano que eu queria descobrir para onde as pessoas poderiam ir, para com vantagem para elas mesmas, poder descobrir os segredos dos outros. Não consegui este livro. A bibliotecária não tinha um, nem para empréstimo e nem para venda. Mas consegui o Karma e o Reincarnation com a Sra. Besant. Quando terminei de ler estes trabalhos, entendi porque as qualidades ocultas devem ser utilizadas com respeito, como meio de ajudar a humanidade e não para ganhos pessoais. Eu vi que tinha um lugar neste grande plano cósmico, e isto tudo se tornou tão real para mim, que não necessitava de mais nenhuma prova. Acreditei em cada palavra que li. Estava, então, totalmente mudado quanto a forma de mentalidade do que nas duas primeiras Palestras, quando assisti sua Palestra sobre Reencarnação. Desde então, eu literalmente devorei a Teosofia. E também a coloquei em prática na minha vida parando de usar álcool e tabaco, apesar de até pouco tempo não saber, que era uma das prescrições de Buda, mas pior que isto; eu era um sensualista e um mentiroso. E eu nunca tomei consciência de que poderia fazer algo a respeito. E que meus pensamentos poderiam causar danos e que eu poderia bani-los. Contudo, quando descobri que poderia controlar meus pensamentos, comecei com um objetivo claro à minha frente. E me alegro em dizer que em minhas horas de vigília estou praticamente livre destes pensamentos. Quando puder dizer o mesmo de minhas horas de sono estarei realmente feliz. Contudo, não duvido, que com a persistência, isto tudo será eliminado. Especialmente porque a alguns dias iniciei a prática de viver com alimentação vegetariana, após ter lido seus argumentos em Glimpses of Occultism. Espero que minha longa carta não o tenha entediado. Pois, apesar do tamanho não contém um décimo do que gostaria de dizer, se eu pudesse encontrar as palavras para me expressar. É maravilhoso, que mal posso realizar, que eu pensava ser apenas um verme vivendo hoje e, como eu acreditava estaria morto para toda a eternidade quando viesse a falecer, que viverei eternamente. Pode imaginar que eu me sinto grato e sinto a necessidade de expressar a minha gratidão a você que abriu meus olhos para o alto e nobre destino à minha frente? Quero agradecer novamente e desejar uma boa viagem. Sinceramente, Max Heindel | Original em Inglês: Los Angeles, Cal., Jan. 15. 1904 Mr. C.W. Leadbeater: Dear Sir. Before you leave California I desire to thank you for your lectures, all of which I have attended with great benefit to myself. Curiosity drew me to hear your first lecture; your statement that every man had in him clairvoyant faculties – which I reasoned would benefit me personally – prompted me to attend. Your 2nd lecture, in the hope of getting some information on how to develop this much desired and desirable power and when in your 2nd lecture you said that this faculty should not be used for selfish purposes. – I sneered inwardly – what good would it do a man if he did not use it to his own interests. The next day I applied for the Astral Plane at the library, that was the plane I wanted to find out about where one could go and, with advantage to himself, learn other people’s secrets. However, I did not get it – the librarian had none to loan or for sale; they were all out. But I got Mrs Besant’s Karma and Reincarnation and when I had read them I understood why occult powers must be used reverently as a help to humanity and not for personal gain. I saw that I had a place in this great cosmic scheme and it seemed all so real to me that I needed no argument. I believed every word I read and it was in a frame of mind very different indeed from what it had been at the first two lectures that I presented myself at your lecture on Reincarnation. I have since then been literally devouring Theosophy and I have put in practice in my life by discontinuing the use of intoxicants and tobacco, though I did not know until the other day that that was one of the Buddha’s precepts, but worse than that I was a sensualist and a liar and I never had any idea that I could help it or that my thoughts did any harm or that I could banish them, but when I found out that I could control my thoughts I set out with a steady purpose and rejoice to say that my waking hours are very nearly free from obscene thoughts; if I could but say the same of my sleeping hours I would be happy indeed but I have no doubt that by persistent effort I shall soon have it entirely obliterated, specially as I have started a few days ago to live on a vegetable diet after reading your argument in Glimpses of Occultism. I hope my long letter has not tired you, for long as it is it does not cover a tenth of what I would like to say if I could find words to express myself. It is wonderful I can scarcely realize it that I who thought myself a mere earthworm living today and as I believed dead for all eternity when I died, that I am to live forever. Do you wonder that I feel grateful and feel the need of expressing my gratitude to you who opened my eyes to the high and noble destiny in front of me? Once more, I thank you and wish you god speed. Yours truly Max Heindel |
Retirado de: The Theosophist, ano 70, nº 7, abril de 1949, pág. 17 até 19.
Solicitado uma cópia da carta original ao arquivo da Sociedade Teosófica de Adyar, Madras em 1983 e novamente em 1991, e também à Sociedade Teosófica da Austrália, em Sydney, em 1996, infelizmente não trouxeram resultados. A carta não foi encontrada.
[Traduzido do Inglês]
Sra. Olga B. Crellin
822 Pacific Avenue
Venice, California 90291
9 de janeiro 1970.
Ao Sr. Ger Westenberg
Galjoenstraat 51
Zaandam, Nederland
Prezado Sr. Westenberg,
Eu sou Olga Borsum Crellin, a sobrinha da Sra. Augusta Foss Heindel, e moro em 822 Pacific Avenue, Venice, California.
Augusta Foss Heindel nasceu em Mansfield, Ohio, no dia 27 de janeiro de 1865, às 20:35 horas. Ela se casou com Max Heindel no dia 10 de agosto de 1910. Ela faleceu no dia 9 de maio de 1949, em Oceanside. Ela era filha de William e Anna Richt Foss. Ela tinha cinco irmãs e um irmão. Eles eram:
Anna Marie (nascida em 24 de maio de 1857; falecida em 16 de janeiro de 1859).
Henriette Foss Knoth (nascida em 8 de março de 1859; falecida em 20 de outubro de 1914).
Catherine Foss Borsum (nascida em 19 de janeiro de 1861; falecida em 30 de janeiro de 1949).
Anna Magdaline Foss (nascida em 21 de setembro de 1862; falecida em 14 de junho de 1946).
John Henry Foss (nascido em 8 de julho de 1867; falecido em 2 de agosto de 1933).
Louisa Foss Brockway (nascida em 28 de novembro de 1869; falecida em 19 de junho de 1946).
Todos nasceram em Mansfield, Ohio. Nos anos de 1880 se mudaram para Califórnia.
O pai da Sra. Augusta Foss Heindel nasceu em Morgendorf [81], Nassau, na Alemanha. Ele nasceu no dia 6 de março de 1831 e faleceu no dia 18 de janeiro de 1896, em Los Angeles. Ele se mudou para a América em 1853, quando tinha 22 anos. Seu nome era escrito inicialmente como Voss[82]. A mãe dela nasceu no dia 4 de junho de 1827, como Anna Marie Richt, em Neuwid[83] Alemanha. Ela faleceu em 2 de maio de 1912 em Los Angeles. Se casou com William Foss em 6 de julho de 1855.
Anna Foss faleceu em Los Angeles; Henriette Knoth e Henry Foss em Santa Monica; Augusta Heindel em Oceanside; Catherine Borsum, em Venice e Louisa Brockway, em Los Angeles. A primeira Anna Marie faleceu como criança em Mansfield, Ohio.
A casa da família ficava em 315 South Bunker Hill Avenue, em Los Angeles, Califórnia. William e Anna moraram lá até o falecimento, assim como sua filha Anna Magdaline. Uma foto e pintura da casa estão no livro de Leo Politis ‘Bunker Hill Los Angeles’, juntamente com uma descrição: reminiscences of bygone days [lembranças de dias passados], publicado por Desert-Southwest, Inc. em 1964. Uma segunda edição deste livro, em maio de 1965, tem uma descrição corrigida da casa de William Foss.
Espero que isto o possa ajudar.
Atenciosamente,
Olga Borsum Crellin
Artigo do jornal: ‘Town and Country Review’, [data desconhecida], “Biographical Sketches” [página 30]: “A vida de Augusta Foss Heindel (Sra. Max Heindel) ”, do arquivo de Harry Gelbfarb. O Oceanside Public Library informou no dia 4 de abril de 2007 que eles não possuíam o jornal, mas que no New York Public Library havia uma microfilmagem do mesmo.
“A dezoito quilômetros ao sul da cidade de Mansfield, Ohio, havia uma cabana feita de toras, abandonada por vários anos, à venda. Esta cabana ficava no meio de um pomar de macieiras numa fazenda afastada. Ninguém queria comprar ou alugar a propriedade porque as pessoas falavam que havia fantasmas que a assombravam. Em 1860 um casal corajoso comprou a fazenda. William Foss e sua esposa Anna Marie Right e seus três filhos pequenos não tinham medo de fantasmas. A saúde precária dele moveu estas pessoas da cidade para a vida no campo. No ano após o início da Guerra Civil, para estes dois inexperientes era muito difícil assumir esta responsabilidade de agricultores. Para manter a pobreza longe o marido trabalhava numa ferraria nas proximidades e, às vezes, passava dias fora de casa para trabalhar em sua profissão de veterinário, enquanto sua esposa, de temperamento forte e enérgica, ficava sozinha cuidando da fazenda. Anna Foss nunca reclamava sobre a vizinhança, pois em tudo ela via a beleza. Quando terminava sua longa jornada diurna ela passava suas noites solitárias sentada na varanda olhando as estrelas ou lendo, à luz de uma vela feita por ela mesma, no único livro que possuía: a Bíblia. Para ela parecia que o livro e as estrelas traziam uma mensagem misteriosa.
No dia 27 de janeiro de 1865 nasceu sua quarta filha. Como um raio de sol Augusta Foss entrou nesta família. Ela estava sempre feliz, saudável e personalidade adorável. Era uma criança incomum, esta filha, que nasceu nestas condições. Ela cresceu com uma ânsia incomum para pesquisar o mistério da vida e da existência. Na escola se destacava em todas as classes. Seu pai, de origem alemã, achou que sua filha era inteligente demais e dava importância demais a seus livros para ser uma boa dona de casa. Por isto, aos catorze anos foi tirada da escola para ajudar sua mãe com o preparo da comida e a limpeza da casa. Quando ela completou vinte anos a saúde do pai dela piorou drasticamente o que fez a família decidir se mudar para a Califórnia. Lá a vida se abriu para a Augusta quando foi trabalhar no comércio para sustentar a si e seus pais. Durante o dia ela trabalhava como vendedora e à noite ela se fazia perguntas como: porque estamos aqui? De onde viemos? E para onde vamos? Isto fez com que se associasse ao Hermetismo, onde conheceu a astrologia e a teosofia.
Augusta Foss era ativa na comunidade de Oceanside, onde morou desde 1911. Ela era membro do comitê de Planejamento, Presidente do Clube de Beleza, membro de honra do Clube de Senhoras do Comércio, o Clube das Senhoras de Oceanside, da liga dos escritores do Ocidente, o Bosque de Peter Pan e escrevia muitos artigos para revistas de astrologia e ocultismo”.
De seu testamento sabemos que Alma Von Brandis nasceu no dia 24 de julho de 1859, em Chicago, Illinois. Por causa de um incêndio que devastou Chicago em 1871, o Chicago Historical Society não pode fornecer o momento exato de seu nascimento, mas sim por outra fonte de informação dos registros da Igreja. Fora a foto que me foi enviada em fevereiro de 2012, o genealogista Chris Aprato de Los Angeles me forneceu vários documentos em 2003, onde consta que o nome de solteira dela era Wunsche (Wuensche).
O pai dela era o farmacêutico Charles Wunsche, que nasceu em 1826, em Saksen, Alemanha. Lá ele se casou com Dorotte, nascida em 1816 em Hannover. Eles tiveram um filho, August O., que foi eletricista em Chicago e uma filha, chamada Alma. Alma se casou no dia 4 de maio de 1886 em Los Angeles com Gottfried Von Brandis, que nasceu na Alemanha em 1852. Ele era comerciante que tinha uma bicicletaria, por um tempo teve um varejo em artigos de decorações de interiores e era vendedor de seguros. Ele faleceu em 18 de fevereiro de 1904, aos 52 anos, em South Pasadena, de nefrite crônica.
A Faculdade Estadual de Qualidade da Competência Médica [The California State Board of Medical Quality Assurance] confirmou que ela era uma osteopata reconhecida em 1905, na Califórnia. Alma Von Brandis se tornou membro da Sociedade Teosófica de Los Angeles em 1904. No verão de 1905 ela foi à Europa e assistiu palestras do Dr. Steiner. Ela ficou muito impressionada pelos ensinamentos de Steiner, que naquele tempo dizia fazer parte da Ordem Rosacruz, e insistiu para que Heindel fosse para Viena conhecê-lo. Contudo, devido a seu problema no coração e falta de interesse, Max Heindel não se interessou. Em 1907 ela voltou à América e conseguiu convencê-lo. Pagou sua viagem e ambos partiram para a Europa. Em 1908 esta amizade sincera foi desfeita.
Seu testamento foi feito em 12 de setembro de 1946 em Los Angeles. Ela declarou ser viúva e não ter filhos, irmãos, irmãs ou outros parentes próximos. Faith Verhaar, proprietária da casa e amiga, iria cuidar do serviço de funeral e cremação. O Security-First National Bank de Los Angeles era o responsável para executar o testamento. Seus escritos deveriam ser entregues para a Sra. Steiner-von Sievers, em Dornach.
O Sr. Norman Macbeth de Springfield Valley, no estado de New York, que a conheceu pela primeira vez em 1945, me informou por carta datada em 15 de setembro de 1983, o seguinte: ‘Por volta de 1948 ela contratou o Sr. Arnold Wadler para trabalharem juntos nas anotações que ela fazia, enquanto trabalhava com Rudolf Steiner. Ele chegou a conclusão que os papéis estavam terrivelmente misturados e na maioria ilegíveis, e ela também não tinha mais lucidez o suficiente para contar-lhe algo confiável. Ela tinha uma amizade com um ou dois membros da Sociedade Antroposófica de Los Angeles, mas nunca participava de reuniões. Por volta de 1948, a Sra. Brandis fez seu testamento deixando tudo para a Sociedade. Entretanto, pouco depois ela refez o testamento deixando tudo para a dona da casa. Quando ela faleceu seus pertences foram avaliados em poucos mil dólares, que foi dividido ao meio, em comum acordo entre a Sociedade e a dona da casa. Seus papéis não foram guardados e pelo que entendi poucos anos antes de sua morte se perderam ou foram destruídos’. Ela faleceu em 16 de novembro de 1950, aos 91 anos de idade de pneumonia, em Los Angeles.
No nr. 264 da coletânea de trabalhos de Rudolf Steiner: Zur Geschichte und aus den Inhalten der ersten Abteilung der Esoterische Schule 1904-1914 [sobre a história e o conteúdo da primeira parte da Escola Esotérica 1904-1914], Dornach 1984, lemos na pág. 449: ‘Alma Von Brandis (data de nascimento e morte desconhecidos). Membro da Sociedade Alemã desde 1906 e estudante esotérica de Rudolf Steiner. Morou primeiramente em Berlim e depois na América e por um tempo também em Dornach. No ano de 1919 ela doou, juntamente com amigos americanos, um valor considerável em dinheiro para a continuação dos trabalhos do grupo de plásticos e madeiras’.
Aqui segue a dedicatória de um dos livros de capa vermelha de primeira edição do The Rosicrucian Cosmo-Conception, feita por Max Heindel, oferecida a Alma Von Brandis. Depois este livro foi do Sr. Ernst Esch, morador de Amorbach, Alemanha. Ele faleceu em 1968. Sua viúva deu o livro em 2004 ao marido de sua sobrinha, Ronald R. Kistner de Kirchhain, Alemanha, que a seu tempo doou o livro para a Sra. Elizabeth C. Ray, moradora de Sun Prrie, Wisconsin, USA.
Tradução:
À
Minha querida amiga
Dra. Alma Von Brandis
Uma oferta de agradecimento
Thanksgiving 1909 [Dia Nacional de Ação de Graças, na 4ª quinta-feira de novembro]
Max Heindel.
Rudolf Joseph Lorenz Steiner nasceu no dia 25 de fevereiro de 1861, em Donji-Kraljevec. Naquele tempo ficava na Hungria; agora na Croácia. No dia 27 ele foi batizado; ele faleceu em 30 de março de 1925, em Dornach na Suíça. Ele era doutor em filosofia e estudou Goethe e Nietzsche.
Ele estudou em Viena e conheceu, durante suas viagens para lá, um homem chamado Felix Koguzki (1833-1909). Este colecionava ervas nas montanhas que desidratava e vendia aos farmacêuticos de Viena. Ele era correto, possuía um ‘quarto repleto de literatura de misticismo-ocultismo’, e possuía, conforme Steiner, um ‘conhecimento dos tempos primitivos’, que ele passou para Steiner[84]. Com ele aprendeu muitos segredos da natureza. Ele é considerado o que auxiliou, inicialmente, o desenvolvimento ocultista de Steiner; naquele tempo Steiner devia ter uns 19 anos.
Por volta dos seus 21 anos, próximo do inverno de 1881/82, ele conheceu a pessoa que ele considera seu mestre. Sobre a identidade desta pessoa Steiner é muito reservado. Apenas em cinco[85] locais é feito um comentário, de forma resumida, que sintetizou assim: ‘Felix foi de certa forma apenas o precursor de outra pessoa, que funcionou como um agente intermediário para atingir a alma do jovem [Steiner] – que já tinha pé firme no mundo espiritual – que ativou as coisas regulares e sistemáticas, que as pessoas devem conhecer do mundo espiritual. Ele utilizou os trabalhos de Fichte para dar forma a algumas reflexões, de onde resultou a semente do livro De Wetenschap van de geheimen der ziel[86], que ele [Steiner] escreveu posteriormente… ‘e todas as coisas que cresceram para o De Wetenschap van de geheimen der ziel foram, naquele tempo, discutidos em conexão com as proposições de Fichtes. Um homem de profissão incomum e considerado tão insignificante quanto Felix … Era um desses homens poderosos que, desconhecidos para o mundo, vivem sob uma ou outra profissão para cumprirem com uma missão’. Para a pergunta do jovem Steiner de como devemos espiritualizar as coisas materiais, ele respondeu que para vencer o inimigo devemos primeiro compreendê-lo’.
Em Viena havia uma loja da Sociedade Teosófica, onde Steiner passou algum tempo no verão de 1880 para conhecer seus ensinamentos; ele tinha então 19 anos.
No verão de 1882, com 21 anos, Steiner ganhou a incumbência de publicar os escritos científicos de Goethe; em 1886 foi procurado, pela Editora Weimar, para fazer a publicação dos trabalhos completos de Goethe. No dia 30 de setembro de 1890 ele se torna funcionário do Goethe e Arquivo de Pintores, em Weimar.
Em 1891 ele se torna Doutor em Filosofia com a Tese: Die Grundfrage der Erkenntnistheorie mit besonderer Rucksicht auf Fichtes Wissenschaftslehre [A questão básica da epistemologia com especial referência à teoria da ciência de Fichte].
No verão de 1892, quando tinha 31 anos, ele se mudou de um lugar sombrio de dois quartos, onde morou por dois anos, para o piso térreo da casa de uma viúva chamada Eunike e seus cinco filhos, para auxiliá-la na educação. Rapidamente surgiu uma amizade profunda com uma mulher, oito anos mais velha que ele, Anna Eunike Schultz (1853-1911). No dia 31 de outubro de 1899 os dois se casaram[87].
Na primavera de 1894 Steiner tinha 33 anos, quando, então, ele fez contato com a irmã de Friedrich Nietzsche, Elisabeth Forster-Nietzsche, para escutar a opinião dele, o que resultou em um livro no ano seguinte, Friedrich Nietzsche, ein Kampfer gegen seine Zeit (Friedrich Nietzsche, um lutador contra o tempo).
Em 1896 finaliza o trabalho de Steiner na obra de Goethe e Arquivo de Pintores; no ano seguinte ele deixa Weimar e se muda para Berlim.
Em meados de setembro de 1900, Steiner tem, então, quase 40 anos, quando, por incumbência dos Teósofos de Berlim, foi solicitado pela Sra. Swiebs para fazer uma Palestra sobre Nietzsche, no dia 22 de setembro, falecido em 25 de agosto, na casa do Conde e Condessa von Brockdorff, na rua Kaiser Friedrichstrasse 54ª, onde também ficava a Biblioteca da Teosofia. Daqui originou uma série de Palestras no inverno, que prosseguiram nos invernos de 1901/02. Isto levou a ser convidado a assumir a liderança da Sociedade Teosófica de Berlim no final de 1901. Após aceitarem sua condição de que Marie von Sivers[88] estivesse a seu lado, Steiner também se associou à Sociedade Teosófica em Adyar[89], no dia 11 de janeiro de 1902. No dia 17 de janeiro de 1902 ele assumiu a presidência da Sociedade de Berlim.
Em 1902, na Alemanha, havia várias cidades onde existiam Lojas da Sociedade Teosófica em Adyar: Tingley e de Franz Hartmann, principalmente em Leipzig. Então Richard Bresch, um membro da Loja de Leipzig, sugeriu ao Conde Von Brockdorff o seguinte: ‘Agora que Dr. Steiner é Presidente do Centro de Berlim, ele também pode ser o Secretário Geral da Alemanha’. Steiner aceitou esta oferta e assim foi fundado, no dia 20 de outubro de 1902, a filial da Alemanha com cem integrantes e com ele como Secretário Geral[90]. Em comemoração à essa ocasião Annie Besant veio para Berlim, Rudolf Steiner e Marie von Sivers foram inscritos, por ela, no dia 23 de outubro de 1902 como alunos na Escola Esotérica[91]. Rapidamente[92] após a fundação, mas antes de ser oficialmente Diretor, em maio de 1904[93], Steiner foi solicitado a dar aulas de Esoterismo, para pessoas que já estavam inscritas na EST (Escola Esotérica de Teosofia). Steiner acreditava[94]que deveria trabalhar com simbolismo-cultual, isto como um meio prático para adquirir confiança no mundo astral ou de desejo. Marie von Sivers diz, em seu ensaio Era Rudolf Steiner Maçom[95], sobre uma pessoa, que tinha dado a impressão à Steiner, que ele sabia das coisas espirituais mais do que todos os Maçons. Particularmente, ela disse que se tratava de um tcheco. Que esta pessoa era ligada ao Memphis-Mizraim-Maçonaria fica claro no Mein Lebensgang. ‘Se a oferta, a partir da Sociedade, foi retraída, então, eu obtive o fornecimento do simbolismo-cultual, sem um ponto de conexão histórico’. Esta oferta deve ter ocorrido por volta de 1903/04, pois a partir de maio de 1904, iniciou-se uma forma de trabalhar com simbolismo-cultual por meio de suas Palestras[96].
Steiner afirma, enfaticamente, que não existe outra maneira de entrar nos mundos superiores a não ser pelas representações simbólicas. Literalmente ele diz: ‘Nas diversas correntes de ocultismo contemporâneas permanece, frequentemente, a opinião, como se houvesse em nosso tempo outro modo de atingir os mundos superiores além da utilização do imaginário e do simbólico[97].
Que Steiner escolhe a Maçonaria Egípcia de Yarker (1833-1913) não é surpreendente, porque Yarker participou da inauguração da Sociedade Teosófica em 1875 e a Sra. Blavatsky o nomeia Membro Honorário. Ele, por seu lado, a nomeia o mais alto grau da Maçonaria Egípcia, em homenagem ao livro dela Isis Ontsluierd (Isis revelada) em 1877. Também houve negociações conjuntas para instalar um ritual para a Sociedade Teosófica, mas este plano não se materializou[98].
No dia 24 de novembro de 1905 tanto Steiner como Marie von Sivers se associaram, pagando 45 Marcos, cada um, à Ordem John Yarkers Memphis e Mizraim[99]. O representante para a Alemanha era Theodor Reuss (1855-1923). No dia 3 de janeiro de 1906 Steiner fechou um acordo com ele sobre ‘as modalidades para formar uma oficina de trabalho independente’[100]. Esse acordo incluía, entre outros, que Steiner era aquele que determinaria quem poderia participar da Mystica Aeterna Kapittel; que Steiner deveria pagar para Reuss 40 marcos por cada novo integrante; que após o pagamento do 100º membro, Steiner ganharia a jurisdição sobre toda a Ordem[101]. O 100º membro se associou no final de maio de 1907 e, no dia 24 de junho a liderança do Rito Mizraim, na Alemanha, passou para Steiner. Isto durou até agosto de 1914, quando houve a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Numa carta para A. W. Sellin, datada de 15 de agosto de 1906, em Berlim, Steiner diz entre outros: ‘Este ritual não é outro, do que um espelho do que é o Mundo Superior. Este ritual não é outro do que é reconhecido pelo ocultismo desde 2300 anos e que foi preparado pelos Mestres da Rosacruz para os Europeus. Minhas fontes são apenas o ocultismo e o Mestre’.
Assim surgiu, na Escola Esotérica, uma segunda divisão, onde todos os membros pertenciam à primeira divisão, mas não o contrário. E também tinha uma terceira divisão na Escola Esotérica do qual temos conhecimento que lá só tinham doze estudantes provados (que passaram por provas) de Steiner[102].
O que Steiner entendia por Iniciação ele diz no Philosophie und Anthroposophie: ‘Iniciação significa nada menos que a habilidade da pessoa para subir cada vez mais degraus de conhecimento e por meio disto adquirir uma visão mais profunda da essência do Ser no Mundo’[103].
Assim como foi descrito no Capítulo 3, alguns membros da Teosofia estavam bastante críticos em relação ao que Steiner divulgava, pois isso não era nem teosófico e nem dos Rosacruzes, mas uma mistura. Também o fato de não informar suas fontes não foi bem aceito. Aqui também se acrescenta que, em 1909, apareceu o livro The Rosicrucian Cosmo Conception (O Conceito Rosacruz do Cosmos) de Max Heindel, que deixou Steiner irado, atestado nos cinco comentários citados detalhadamente de Steiner logo a seguir. Parece que este incidente, vendo seus comentários em 1913, 1914, 1917, 1918 e 1921, o perseguiu sua vida inteira – Steiner faleceu em 1925 – e o deixou amargurado. Steiner se conscientizou que não poderia ser representante nem da Teosofia e nem dos Rosacruzes e fica claro, primeiramente, quando ele funda a ‘Sociedade Antroposófica’, e em segundo com seu comentário: ‘Nosso movimento, que inclui uma área muito mais ampla que a dos Rosacruzes, deve simplesmente ser caracterizado como o espírito de comunidade do século XX’[104]. E em terceiro e último, um comentário que Steiner fez em uma Palestra, feita em Dornach no dia 11 de outubro de 1915: ‘Também me aconteceu que uma fraternidade ocultista, um dia, me fez uma proposta de me envolver com a propagação de uma mensagem ocultista tipo Rosacruciana; eu a deixei sem resposta, apesar de ser um movimento Ocultista muito respeitado. Preciso dizer isto para demonstrar que conosco existe um caminho independente que encaixa nos tempos atuais’[105].
O Rito Mizraim, que foi proibido em agosto de 1914 devido à Primeira Guerra Mundial, provavelmente não teve o efeito que Steiner esperava, porque depois da Guerra, em 1918, não voltou a ser praticado.
Abaixo segue os cinco comentários, citados anteriormente, de Steiner:
“Houve… um anúncio de uma livraria com as seguintes palavras: ‘Dr. Steiner já deu um início na Alemanha, mas por sua representação com direção plutocrática e autocrática devido a sua unilateralidade não é possível desenvolver seu progresso social e mental. Por isto foi necessário encontrar uma forma mais moderna e popular, que torna possível, estes tesouros antigos, ficarem menos dogmáticos, de livre acesso e sem tutela clerical, se tornarem acessíveis para a opinião geral. Estas aulas escritas da Pesquisa dos Rosacruzes dão uma visão geral dos Ensinamentos Rosacruzes e do Conceito Rosacruz do Cosmos. A origem de seu surgimento se deu em solo alemão. Por ter uma atmosfera muito mais propícia, os Ensinamentos Rosacruzes foram elaborados na Califórnia’.
É necessário que fiquem atentos, que abram os olhos e como teosóficos não fiquem dormindo. Aqui se aconselha para ver o que realmente foi elaborado na Califórnia. Que se possa, se assim quiser, fazer um julgamento justo, enquanto eu leio aqui uma carta de alguém que abriu seus olhos.
‘Prezado Senhor. Posso me atrever a me dirigir ao Senhor com uma, ou talvez mais perguntas? Primeiramente quero comunicar, que estou aqui por pouco tempo e minha moradia é Salina, Kansas, USA. Lá, duas amigas e eu deixamos, um tempo atrás, nos enviar um livro recomendado pela uma biblioteca esotérica de Washington, DC, que se chama: Rosicrucian Cosmo-Conception or Christian Occult Science, de Max Heindel. Na introdução, nos chamou a atenção pela forma notável que o Sr. Max Heindel se refere ao nome Rudolf Steiner, qual ensinamento, em linhas gerais, se compara ao seu ensinamento, etc., etc. Em resumo, a introdução me deu, e também às minhas amigas, indicação para ler seu livro Teosofia e Iniciação e seus resultados. É um mistério para nós que algumas frases inteiras do Cosmo-Conception, quase palavra por palavra, com frases que se encontram em seu livro. Assim, nos veio a seguinte ideia: O Sr. Heindel por acaso tirou do Sr. os ensinamentos que ele tenta divulgar na América, especificamente na Califórnia? ’.
Esta é uma carta de alguém que pesquisa os fatos e chega a uma conclusão. Isto deve ser respondido por mim com o fato que o Max Heindel, sob outro nome, como Grashoff, esteve entre nós, acompanhou e anotou tudo de muitas das minhas palestras. E realmente é assim, que iniciou na Alemanha uma direção, e depois de uma forma notável foi encontrada por Max Heindel uma forma mais moderna…
Depois esta pessoa foi embora e de seu modo, transformou as minhas palestras, e a trouxe como algo novo a público.
Nós passamos por coisas excêntricas. Nosso trabalho é considerado plutocrático, autocrático e é proposto que a atmosfera etérica da Califórnia as fez amadurecer, e ser transmitida de uma forma totalmente diferente. Provavelmente irão traduzir este livro de Max Heindel para o Alemão e me enfrentar com palavras que são minhas; por isto, solicito que pesquisem as coisas de forma mais profunda”.
“Mas com isto também veio à luz, partindo de um lugar, de onde as pessoas ficaram muito ferozes contra o encolhido, errado, repreensivo, e nosso ensinamento foi falsificado sem nosso conhecimento. Um homem, que veio da América, após várias semanas e meses, tomou conhecimento dos nossos ensinamentos, copiou-os e depois, em forma diluída, levou para a America e lá divulgou uma Teosofia Rosacruciana, que copiou de nós. Ele mesmo disse, que aprendeu muito conosco, depois foi chamado ao encontro do Mestre e aprendeu mais com ele. Este profundo conhecimento, que ele aprendeu nas não publicadas palestras, ocultou a informação que aprendeu de nós. Que algo assim aconteça na América … as pessoas podem ficar como o velho Hillel[107] e ser indulgente; não podemos nos despojar disto, mesmo que isto volte para a Europa. Num lugar onde as pessoas mais se viraram contra nós, foi feita uma tradução, e sem o nosso conhecimento foi levado para a América. E esta tradução foi introduzida da seguinte forma: ‘É verdade, uma filosofia Rosacruz foi trazida à luz na Europa, mas de uma maneira intolerante, jesuítica. E isso só poderia prosperar, ainda mais, no ar puro da Califórnia’”.
“Isto me faz pensar em outra situação, isto [o acontecido] é apenas uma miniatura daquilo. O fato mais genial é este, que um senhor, que vivia na América, mas é um bom Europeu, e foi chamado por um velho membro para vir à Alemanha e por aqui ficou e assistiu todas as possíveis palestras, ainda com todo o zelo, tentou pegar todas as anotações possíveis de palestras anteriores, pedindo para este e aquele. Após ter guardado bem tudo o que conseguiu juntar partiu para a América. Lá ele disse, que esteve aqui, que me conheceu, mas que não conseguiu satisfazer suas perguntas e queria se aprofundar mais. Por isto pode se encontrar com ele mais coisas, que ainda não existe em meus livros. Pois quando ele havia esgotado tudo o que conseguiu adquirir comigo, ele foi chamado por um Mestre, que mora em algum lugar dos Alpes da Transilvânia. Este deve ter ensinado muito a ele, que ele acrescentou a seu livro. Na verdade, tudo o que ele acrescentou a seu livro veio do que ele ouviu e copiou das minhas palestras! Então, o livro foi denominado O Conceito Rosacruz do Cosmos. Surgiu na América e chamou muito a atenção; este livro, que era um resumo de tudo que ele ouviu de mim, e daquilo que o Mestre dos Alpes da Transilvânia o contou. As pessoas não precisavam controlar o que era meu; não poderiam, pois foi falado em nossas palestras mais restritas. Não foi suficiente que este livro surgiu em inglês-americano, mas também houve uma Editora Alemã que traduziu este livro e publicou como Weltanschauung der Resonkreuzer. O editor é dr. Vollrath”.
“Em nossa Sociedade se junto um certo Sr. Grasshoff. Ele seguiu, por um tempo longo, nossas palestras em várias cidades: estava presente em todas. Pode se levantar a pergunta de porque este homem foi aceito. Veja bem, não é possível excluir determinadas pessoas, ainda mais quando são apresentadas por pessoas de confiança. Deveria se poder antecipar os tempos! Imagine que entra um Sr. Grasshoff, e eu diria: ‘Não podemos aceitá-lo. Contudo, porque não? Bem, porque você no futuro irá trair nossa Sociedade’. Isso não pode ser dito assim, pois, isto só aconteceria no futuro, e ainda não aconteceu. – Portanto estas pessoas são aceitas na Sociedade; isto fala por si.
Este Sr. Grasshoff assistiu todas as palestras que ele conseguiu assistir. Ele emprestava todas as anotações que foram feitas pelos membros. Ele copiava tudo. O que as pessoas não queriam emprestá-lo ele conseguia através de sua pessoa de confiança [Alma von Brandis] que o introduziu. Depois, passado algum tempo, ele voltou para a América, de onde veio e escreveu um lindo livro. Neste livro ele colocou tudo em seu devido lugar o que ele havia ouvido em todas as palestras, e o que havia encontrado nos livros; também o que havia compilado das palestras restritas. Contudo, não foi isto que ele disse. Ele escreveu uma introdução para o livro onde explicou tudo: Eu ouvi isto do Dr. Steiner, mas senti que ainda não estava pronto. Então recebi a incumbência de visitar um Mestre nos Alpes da Transilvânia e este Mestre, então, me ensinou o mais profundo, o que ainda me faltava. Contudo, como já disse, antes de tudo, o que contém neste livro saiu de minhas palestras e livros e, também, das anotações que outros membros forneceram a ele.
Este livro surgiu na América. Contudo, o que aconteceu? Este livro – tinha o título Rosicrucian Cosmo-Conception, até o título era roubado! – Surgiu na América. Agora, as pessoas podem dizer: ‘Ah, isto é a América; as pessoas não podem esperar algo diferente de lá longe’. Contudo, apareceu uma Editora aqui na Alemanha, dirigida por alguém chamado Hugo Vollrath. Este estava disposto a traduzir o livro para o alemão e publicar em lições diversas. E acrescentaram uma introdução, que uma parte do conteúdo também veio à luz na Alemanha, mas, necessitava amadurecer na América, mais precisamente na atmosfera da Califórnia! Um escândalo desses não seria possível na vida literária daqui. Eu contei estas coisas em palestras públicas. É um escândalo que deveria ser publicado em todos os lugares, se tivesse sido examinado com o devido cuidado que deveria ter sido. Eu gostaria de juntar o nome das pessoas que sabem disto! Poucos se interessam por isto. Desta forma, na verdade estes fatos podem voltar a se repetir”.
“Assim, por exemplo, viveu entre nós uma pessoa… boa, como ele se chamava naquele tempo? Em seus livros ele dizia ser Max Heindel, mas aqui tinha outro nome, Grasshoff ele se chamava. Este homem copiou tudo que podia de minhas palestras e dos livros. Disto ele escreveu algo místico, um livro Rosicrucian Cosmo-Conception. Depois ele incluiu numa segunda edição, também o que estava em meu ciclo de palestras e que ele havia copiado como anteriormente. Então ele contou a seus compatriotas lá na América, que ele realmente havia adquirido o primeiro nível aqui, mas para atingir o segundo, ele esteve nas profundezas da Hungria, com um Mestre. Dele, ele declarou então, recebeu o conhecimento, que na realidade apenas foi copiado do ciclo de palestras que ele conseguiu, pela astúcia e que é puro plágio! Alguns de vocês deve se lembrar que, então, aconteceu algo engraçado, que isto foi retraduzido para o alemão, com a observação que algo parecido poderia ter na Europa também, mas que era melhor recebido quando surge embaixo do sol da América”.
Para finalizar uma citação de uma carta de Steiner, provavelmente no final de fevereiro de 1911, enviada para Eduard Selander em Helsinki:
“Pois, existem realmente motivos para perigo, quando [publicar ao mundo exterior o que foi divulgado em um ciclo de Palestras] isto não pode acontecer. Eu só relato este perigo devido ao que aconteceu nos últimos tempos, do lado americano, uma grande parte de minhas comunicações teosóficas foram publicadas, simplesmente de forma inédita e não autorizada. Isto não é um problema, apesar de ser plágio. Isto me deixa indiferente, por mim as pessoas podem plagiar tanto quanto quiserem. No que se refere à teosofia, nem chega perto. O que realmente incomoda, é que minhas comunicações foram de tal maneira modificadas e a visão tão distorcida que é escandaloso. Se eu não puder publicar as coisas como realmente devem ser, então sim, será uma grande perda. Também fica a dúvida, que nem todos os nossos teósofos conseguem discernir e que na Europa Ocidental tenham teósofos que consideram verdadeira esta forma distorcida”[108].
Antes de Max Heindel ir para a Alemanha, por causa de sua fome espiritual, por seu longo vínculo com a Sociedade Teosófica e por seu afinco nos estudos dos escritos Teosóficos, ele tinha conhecimento profundo de seus ensinamentos. Da mesma forma que as pessoas citadas no capítulo 3 tinham conhecimento para formarem uma opinião, o próprio Max Heindel também estava em condições de formar sua opinião. Esta opinião ele deu a Alma von Brandis quando disse que sua ida à Alemanha para conhecer os ensinamentos de Rudolf Steiner havia sido sem êxito.
Max Heindel foi abençoado com um ótimo raciocínio e uma memória excelente. Seu intuito de escrever um livro sobre o ocultismo do Oriente e do Ocidente fez com que juntasse a maior quantidade de material possível. Uma comparação do livro Conceito Rosacruz do Cosmos de Heindel com os trabalhos e palestras de Steiner até maio de 1908 – uma pesquisa feita pelo Senhor Charles Weber[109] – demonstra que existem várias passagens que também tem nos escritos de Steiner – literalmente ou similarmente. Contudo, são passagem dos escritos de Steiner que não são de Steiner. Alguns exemplos: A lenda dos Maçons – a história de Hiram Abiff e a construção do Templo de Salomão – Max Heindel descreve em Maçonaria e Catolicismo; Steiner em Die Tempellegende und die Goldene Legende [GA 93]. Esta história pode ser encontrada na Bíblia [IICr 2-9]; na maçonaria, e nos trabalhos de Charles William Heckethorn Secret Societies of All Ages and Contries[110], London, 1875. A versão em alemão surgiu em Leipzig em 1900[111]. Aqui também tem a descrição dos mistérios escandinavos e dos Druidas. Steiner possuía este livro. Em GA 93, na pág. 358 está escrito: ‘O livro, que se encontra na biblioteca de Rudolf Steiner, possuía anotações feitas por ele, e provavelmente foi utilizado por ele em suas palestras’.
Max Heindel diferencia Estudantes, Probacionistas e Discípulos. Esta divisão também se encontra em Steiner. Sua origem está na Teosofia, entre outros no The Inner Groupteachings of H. P. Blavatsky to her personal pupils[112] (1890-1891), Henk J. Spierenburg, San Diego, 2ª Edição de 1995.
E quanto ao exercício noturno – que é encontrado tanto em Max Heindel e Steiner – este se origina de Pitágoras. Em 1904 foi Florence M. Firth, que depois surgiu sob o pseudônimo de Dion Fortune, e editou novamente o De Gulden Verzen van Pythagoras[113], com uma introdução de Annie Besant. Versos 40 até 46: ‘Não deixe que o sono sele seus olhos após ter se deitado, até que tenha revisado todos os seus atos do dia. Onde agi de forma errada? O que eu fiz? O que deixei de fazer? Se durante esta pesquisa descobrir o que fez de errado, se repreenda seriamente sobre isto. E se tiver feito algo de bom, então, se rejubile. Faça todas estas coisas de forma rigorosa, meditem bem sobre elas; você deve se amar de todo o seu coração. Elas te levarão ao caminho da virtude piedosa’[114]. Existe uma grande diferença, na verdade. Os Rosacruzes fazem o exercício de trás para frente – da noite para o amanhecer – para que a pessoa veja, primeiramente, as consequências e depois a causa.
Devemos ter em mente que tanto Steiner quanto Max Heindel se baseiam na literatura Teosófica; que Steiner tinha informações sobre o Rosacruzes por meio do seu contato com o Irmão Leigo que ele chama de ‘Mestre’; e que Max Heindel também teve acesso à fonte dos Rosacruzes por meio do Irmão Maior no Templo, que fica ao pé das Montanhas Erz. Estas informações, colocadas de forma organizada na América, parecem, quando olhadas de forma superficial, com os ensinamentos de Steiner; o próprio Max Heindel diz isso em sua 2ª Edição do Conceito Rosacruz do Cosmos. Estudando minuciosamente observa-se que existem grandes diferenças[115].
Se for correto, como Max Heindel diz, que Steiner não poderia ser representante da Ordem Rosacruz, porque ele misturava as orientações Oriental e Ocidental e que Max Heindel foi aceito, devem aparecer provas sobre isto[116]. Neste ponto teria sido mais fácil se as anotações feitas em Alemão do Manuscrito que Max Heindel escreveu no Templo estivessem disponíveis.
Como apologia, seguem aqui alguns exemplos:
“Eu”, a primeira pessoa do singular, a persona, vem da palavra Grega egó e do Latim ego, como está descrito no Groot Woordenboek der Nederlandse Taal[117]. O Filósofo alemão Gotlieb Fichte (1762-1814) partiu de uma ‘consciência’, o eu consciente, o ego. Contudo, aqui não considera como sinônimo de ‘pensamento’, a ‘inteligência’. No The Theosophie des Rosenkreuzers[118] de Steiner está descrito os sete aspectos e nove estágios da pessoa. Abaixo traduzidos, com as denominações dadas por Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos[119]. Observe que a Constituição do Ser Humano, por Max Heindel, utiliza sete e dez!
| Rudolf Steiner | Max Heindel | Rudolf Steiner | Max Heindel |
| 1 Corpo Físico | Corpo Denso | 10 ——— | Mente |
| 2 Corpo Etérico/Vital | Corpo Vital | 9 Homem Espiritual | Espírito Divino |
| 3 Corpo Astral | Corpo de Desejos | 8 Espírito de Vida | Espírito de Vida |
| 4 o EU | Mente | 7 Próprio Espírito | Espírito Humano |
| 5 Próprio Espírito | Espírito Humano | 6 Alma Consciente | Alma Consciente |
| 6 Espírito de Vida | Espírito de Vida | 5 Alma Intelectual | Alma Intelectual |
| 7 Homem Espiritual | Espírito Divino | 4 Alma Emocional | Alma Emocional |
| 3 Corpo Astral | Corpo de Desejos | ||
| 2 Corpo Vital | Corpo Vital | ||
| 1 Corpo Físico | Corpo Denso |
Sobre isto Steiner ainda cita o seguinte: “O ‘Eu’ fica no Espírito, só depois começa o trabalho nos corpos”.
Max Heindel considera a Mente como um elo, um foco ou um espelho do Triplo Espírito, o EGO. No Diagrama 5[120] Max Heindel ainda escreve: ‘O ser humano é um Espírito Tríplice que possui uma Mente, com o qual governa um Tríplice Corpo, que emanou de si mesmo, para adquirir experiência. Este Tríplice Corpo se transmuta em uma Tríplice Alma da qual se alimenta, elevando-se, por esta forma, da impotência à onipotência’.
No livro citado[121] Steiner diz sobre o caminho Rosacruz: ‘Este é um caminho que foi indicado pelo fundador do movimento esotérico Rosacruz, denominado, exteriormente, como Christian Rosenkreuz. Este não é um caminho não-Cristão; é apenas um caminho Cristão conforme as relações modernas, que fica, na verdade, entre o Cristão e o caminho da Yoga. … O caminho puramente Cristão é um caminho difícil para o ser humano atual; por isto este caminho dos Rosacruzes foi instituído para este ser humano, que precisa viver nos tempos atuais’[122].
Em sua Palestra de 1907 Steiner diz o seguinte: ‘Mas o estudante Rosacruz ganhou e continua ganhando suas determinadas instruções, e ele tinha que respirar de uma determinada maneira, em um determinado ritmo e ter formas bem detalhada de pensamento. Assim, seu modo de respirar é modificado’[123].
Max Heindel diz o seguinte: ‘O método [da Fraternidade Rosacruz] é definido, cientifico e religioso. Eles foram pensados pela Escola Ocidental da Ordem Rosacruz e por isto são particularmente adequados para os ocidentais’[124].
Max Heindel, em seu livro Cristianismo Rosacruz publicado em 1909, avisa exatamente dos perigos de exercícios respiratórios para o desenvolvimento espiritual[125].
No Capítulo 18 do Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel explana sobre os dez estratos da Terra; isto quer dizer: o coração da Terra e nove estratos em volta dele. Além de falar de cada um dos nove estratos, que envolvem o coração ou o centro da Terra, Max Heindel também conecta esses nove estratos às nove Iniciações de Mistérios Menores. E tem mais quatro Iniciações nos Mistérios Maiores, que também são descritas no Capítulo 18.
No Vor dem Tore der Theosophie de 1906, Steiner dá uma exposição da constituição da Terra. Ele dá uma constituição de nove camadas, da qual a nona é chamada de Centro da Terra. Portanto, uma camada a menos do que a de Max Heindel. Apesar de ambos darem praticamente o mesmo nome a cada camada e também o mesmo significado, Steiner fala da nona camada, que ele chama de Centro: ‘O Centro da Terra: é essencialmente o que, pela influência dele nasce a magia negra na Terra. Daqui sai o espírito do mal’[126].
Max Heindel fala do décimo estrato, o Centro: ‘O Centro do Ser do Espírito da Terra: nada mais pode ser dito presentemente a respeito, salvo que é a semente primeira e última de tudo quanto existe tanto dentro como sobre a Terra, e corresponde ao Absoluto’[127].
Max Heindel fala que o fogo espiritual sobe através da espinha, faz com que a hipófise e a epífise entrem em vibração originando, assim, a clarividência, e atingindo o seio frontal queima a conexão com o Corpo Denso e depois atinge os centros das mãos e dos pés. Depois, com um último impulso, quando a grande espiral do Corpo de Desejos no fígado for liberada, a energia marciana, que a continha, empurra o veículo sideral através do crânio para cima, para sair para os Mundos Invisíveis.
O Cordão Prateado, diz Max Heindel, prende o Espírito ao seu Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente por meio de seu Átomo-semente que fica no coração, plexo solar, fígado e seio da face, respectivamente. Se este Cordão se romper na ponta do coração, este cessa de bater. Assim que o panorama da vida passada for gravado no Corpo de Desejos o Cordão Prateado irá se romper no ponto dos dois seis. A parte inferior do Corpo Vital voltará ao Corpo Denso, e só depois disto o ser humano estará realmente morto[128].
Steiner diz, em sua Palestra de 29 de dezembro de 1903, em Berlim: ‘O que prende o Corpo Astral com o Corpo Físico e seus órgãos, e o que os conduz novamente de volta? Existe um tipo de ligação, que é uma união entre o material físico e astral. Isto é chamado de fogo kundalini[129]. Se você tiver uma pessoa dormindo, então consegue seguir no Mundo Astral este Corpo Astral. Você tem uma conexão de Luz para lá, que é onde fica o Corpo Astral. Assim este lugar sempre será encontrado. Se o Corpo Astral se afasta, então o fogo kundalini ficará cada vez mais fino’[130].
Destas palavras tiramos que Steiner apelida o Cordão Prateado como um fogo espinhal. Conforme o antropósofo Sr. A. Dooyes de Bussum, que me indicou este texto, é a única vez que Steiner cita o Cordão Prateado.
Em 1911 Steiner diz: ‘Em sentido mais restrito o movimento Rosacruz teve seu início no Século XIII. Então, esses poderes trabalhavam com muita força e desde aquele tempo existe uma corrente que diz que Christian Rosenkreuz continua trabalhando nos mundos espirituais. … isto agora aparece no movimento Teosófico. Em sua última discussão exotérica o próprio Christian Rosenkreuz disse isto’[131].
Na mesma Palestra: ‘Assim vem do Corpo Vital de Christian Rosenkreuz uma grande força que pode trabalhar em nossa alma e em nosso espírito. É nossa função conhecer esta força. E como Rosacruzes nós apelamos a esses poderes[132]’.
Também em 1911 Steiner diz: ‘Nosso movimento, que é muito mais amplo que o Rosacruzes, deve simplesmente ser a Ciência Espiritual do Presente, como ciência com orientação Antroposófica do Século Vinte’[133].
Devido à grande procura pelo Conceito Rosacruz do Cosmos na América, a 3ª Edição surgiu em novembro de 1911 com um índice e uma revisão ampliada do capítulo 19. Onde está escrito: ‘No Século XIII surgiu, na Europa, um Mestre muito elevado cujo nome simbólico é Christian Rosenkreuz – Cristão; Rosa; Cruz’.
Max Heindel diz: ‘[J.B.] van Helmont não se intitulou um Rosacruz; nenhum verdadeiro Irmão faz isto publicamente’[134].
Ele continua nas páginas 429/430: ‘Para evitar más interpretações desejamos esclarecer aos estudantes que não somos Rosacruzes pelo fato de estudarmos seus ensinamentos, nem tampouco nossa admissão ao Templo qualifica-nos a adotarmos esse título … Os graduados nas várias escolas de Mistérios Menores escalam as cinco escolas de Mistérios Maiores. … Os Irmãos da Rosacruz estão entre estes compassivos seres, de modo que é um sacrilégio arrastar o nome Rosacruz no lodo, usando-o como título próprio, quando nada mais somos do que estudantes de suas elevadas doutrinas’.
Max Heindel continua: ‘Os Irmãos Maiores aprendem que Christian Rosenkreuz tem um Corpo Denso … apesar do escritor [Max Heindel] ter conversado pessoalmente com os Irmãos Leigos de alto grau, nunca um deles disse que viu Christian Rosenkreuz. Nós todos sabemos que ele é o 13º integrante da Ordem e com sua entrada no Templo a sua presença é sentida, mas não se vê ou o ouve, isto conforme informaram as pessoas às quais o escritor teve a coragem de perguntar’[135].
Para concluir, Max Heindel diz em 1915: ‘A Fraternidade Rosacruz é a precursora da Era de Aquário. Ela divulga a Sabedoria da Religião Ocidental conforme formulado pelos Irmãos Maiores da Rosacruz e editado por Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos’[136].
Steiner separa dois Guardiões do Umbral, a saber: um pequeno e um grande Guardião[137]. O pequeno Guardião que se encontra na porta do Mundo Espiritual, conforme Steiner, nosso sósia, também chamado o ‘sétimo ser’. Também o encontramos quando morremos fisicamente. Ele também se manifesta entre a morte e o novo nascimento, mas aí não consegue afligir o ser humano. Sua função é cuidar para que a pessoa não seja extraviada no Mundo Espiritual. Após o encontro com o pequeno Guardião, encontramos o Grande Guardião no Umbral. Este impulsiona o estudante a continuar a trabalhar energicamente. Ele se torna um exemplo para ser seguido e se transforma finalmente na figura do Cristo.
Max Heindel diz: ‘O verdadeiro Guardião do Umbral é um ser elemental que é uma composição de todos os nossos pensamentos e ações negativas, de toda a nossa evolução, que não transmutamos e criamos nas regiões invisíveis’[138]. E em outro lugar: ‘Este sempre aparece como um ser do outro sexo, porque todas as nossas tentações e o mal que fazemos, tudo o que é condenável, do nosso lado escondido vem de nós’[139].
Em Aus der Akasha Forschung. Das Funfte Evangelium[140], Steiner dá sua orientação sobre Jesus. Ele distingue um Jesus do Evangelho de Lucas, o assim chamado Jesus de Nathan, uma alma primordial que viveu apenas uma única vez na Terra e teve como pais José e Maria[141]. E, outro Jesus do Evangelho de Mateus, o assim chamado Jesus de Salomão que viveu mais vezes na Terra e também teve como pais José e Maria. Neste último Jesus, o ‘EU’ de Zaratustra estava encarnado, por isto quando tinha aproximadamente doze anos rapidamente conseguia absorver tudo o que os outros à sua volta sabiam. A mãe deste Jesus de Salomão faleceu, assim como o pai do Jesus de Nathan, quando este tinha 24 anos. Os José e Maria que permaneceram se casaram e os dois Jesus se fundiram em um Jesus que, por volta dos trinta anos, recebeu o Espírito de Cristo.
No Capítulo 15 e 19 do Conceito Rosacruz do Cosmos Max Heindel escreve que Jesus pertence à nossa onda de vida, por volta do tempo que é descrito nos Evangelhos, foi filho único de José e Maria, após muitas vidas na Terra, foi regenerado e é o mais elevado de nossa humanidade. Próximo em estatura espiritual é Lázaro, que no final do Século XIII nasceu como Christian Rosenkreuz. Durante o batismo no Jordão Cristo desceu ao corpo de Jesus e trabalhou por aproximadamente três anos em seu corpo como Cristo Jesus. Por isto Jesus se tornou o mais alto Iniciado da onda de vida humana e depois vem Lázaro que foi Iniciado por Cristo quando ‘ressuscitou dos mortos’.
Para finalizar esta somatória: Steiner distingue dois lugares onde fica a ‘Memória da Natureza’, que ele chama de ‘Akashico’. Ele diz: ‘Enquanto o Akashico é encontrado no devachan [Região Divina] ele se estica para baixo até o Mundo Astral [Desejos], fazendo com que aqui, frequentemente, tenha imagens do Akashico como um tipo de fata Morgana espelhado. Contudo, estas imagens são muitas vezes inconsistentes e pouco confiáveis…’[142].
Max Heindel diz que há três lugares onde se encontra a ‘Memória da Natureza’[143]. A primeira na 7ª Região do Mundo Físico, o Éter Refletor, onde os médiuns e iniciantes ‘veem’. A 2ª Região fica na 4ª Região do Mundo do Pensamento Concreto. Aqui os Iniciados ‘veem’. A 3ª encontra-se na 7ª Região do Mundo do Espírito de Vida. Aqui só os Adeptos e Irmãos Maiores conseguem ‘ver’. Veja o diagrama 2 para ter uma visão sobre estas regiões[144].
No Adendo 7 foram transcritas cinco citações onde Steiner se refere à Max Heindel. Embora eles falem por si, mais alguns comentários: ‘O Templo dos Rosacruzes se encontra na Alemanha, ao pé das Montanhas Erz. Max Heindel, portanto, não saiu da Alemanha. Como Steiner chega aos Alpes da Transilvânia, que fica no meio da Romênia, é desconhecido’.
O Conceito Rosacruz do Cosmos nunca teve grandes alterações. Na segunda edição apenas em um lugar, no capítulo 19, foram acrescentadas seis páginas – sobre atuação na Iniciação. Em três lugares na terceira edição onde no subtítulo foi alterado de ‘Ciência Oculta Cristã’ para ‘Cristianismo Místico’ e ‘pesquise todas as coisas – Paulo’ foi alterado para ‘Sua Mensagem e Missão: Mente Pura, Coração Nobre e Corpo São’; o último capítulo foi novamente ampliado com 4 páginas; e foi acrescentado um índice. Max Heindel nunca, como Steiner reivindica, acrescentou coisas depois que foram ensinadas em sua Escola Esotérica. O que foi ensinado lá para Max Heindel em seu período na Alemanha pode ser lido em dois livros[145].
Steiner diz que até o título ele copiou dele. Aqui ele quer dizer seu livro chamado Kosmogonie, em Inglês seria ‘Cosmogony’ o que é bem diferente de ‘Cosmo-Conception’.
Em três lugares Max Heindel diz que Steiner não foi escolhido como mensageiro da Ordem Rosacruz.
Primeiramente: ‘Um mensageiro provou em 1905 que não era de confiança’[146].
Em Segundo: ‘Para divulgar os ensinamentos, composto de tal forma que satisfaz tanto a Mente quanto o Coração, deveria ser encontrado e preparado um mensageiro. Deveria possuir algumas qualidades especiais. O primeiro escolhido falhou ao passar por uma prova após terem sido investidos vários anos em seu preparo para um determinado serviço…. Sua segunda escolha para um enviado recaiu sobre o escritor [Max Heindel], apesar dele mesmo não saber disto… Três anos depois quando ele foi para a Alemanha… os Irmãos da Ordem Rosacruz o colocaram à prova para ver se ele seria um mensageiro de confiança para divulgar os ensinamentos que eles estavam dispostos a confiá-lo’[147].
E em sua carta para a Sra. Bauer, datada de 14/16 de outubro de 1911: ‘Desde que o Dr. Steiner se tornou Secretário Geral da Sociedade Teosófica[148], ele deixou de ter relacionamento com os Rosacruzes. Antes deste tempo ele recebia algumas orientações de um Irmão Leigo, assim como eu desde então, e ele nunca teve contato direto com os Irmãos Maiores e nesta vida ele nunca terá este contato…’[149].
Que Steiner não irá conseguir isto nesta vida, vem do fato que a pessoa só passa pela prova uma vez a cada vida, e respectivamente se encontra com o Guardião do Umbral. Para maiores informações veja o último capítulo deste livro: MÉTODO OCIDENTAL DE INICIAÇÃO.
Em suas primeiras Lições aos Estudantes parece que Max Heindel ainda não sabia nem da posição de Steiner e nem da dele mesmo. Diz ele – isto se passou quando ele no verão de 1908 deixou o Templo na Alemanha: ‘A este respeito [não desperdiçar os dons espirituais para ganhos materiais] recebi dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz a Missão Especial de Mensageiro ao Mundo da Língua Inglesa’[150]. Então, ele ainda devia ver Steiner como o mensageiro para os que falavam Alemão[151]. Somente depois ele recebeu informações sobre isto. Inicialmente foi dito a ele que os Irmãos já o observavam há alguns anos como possível mensageiro, caso o primeiro falhasse. Max Heindel considerou alguns anos literalmente e achou que era em 1907, o ano em que foi para a Alemanha. Contudo, algum tempo depois ele ouviu como realmente foi. Que Steiner não foi considerado ineficaz em 1905, mas quando foi escolhido como Secretário Geral da Teosofia, e isto ocorreu em 20 de outubro de 1902.
[O original está em inglês]
Viena, 30 de novembro de 1910.
The Rosicrucian Fellowship
Seattle, Washington, USA
PO Box 105
Prezados Srs.
Há vários anos sou muito interessada no tema dos Rosacruzes. A, aproximadamente, uma semana recebi um comunicado sobre o anúncio do livro Conceito Rosacruz do Cosmos de Max Heindel. Eu foquei no título e solicitei à minha livraria para encomendar o livro. Dentro de alguns dias devo recebê-lo. Contudo, eu gostaria de poder traduzir este livro para o alemão, para que meus compatriotas possam aproveitar esta informação. Por esta razão solicito as condições para poder traduzi-lo, na esperança de que suas condições sejam admissíveis para a publicação na Alemanha.
Aguardo sua resposta favorável o mais rápido possível.
Atenciosamente,
Laura Bauer
Viena, XIX/I. Iglaseegasse 13, Áustria
Laura Bauer
Iglasseegasse 13
Viena
[O original está em Inglês]
20 de dezembro de 1910.
Cara Senhora,
Sua carta do dia 30, com a solicitação de traduzir o Conceito Rosacruz do Cosmos para o alemão, chegou às minhas mãos. Esta autorização eu a dou com prazer, mas com a condição de que me seja enviada uma cópia do manuscrito, para que eu possa fazer sugestões de algumas denominações. Por exemplo: O Corpo Vital deve ser traduzido como ‘Lebensleib’ e o Éter Vital como ‘Lebensether’.
Quanto aos direitos de publicação; eu não estou interessado no dinheiro, como a senhora pode perceber comparando o livro com o seu preço. Eu aceito um diminuto valor do lucro, mas a Editora deve aceitar publicar um livro bom por um preço razoável para que possa ser acessível às pessoas de baixa renda. Se o livro for muito caro, muitas almas famintas ficarão sem e, então, o seu trabalho e o meu não farão todo o bem que poderia.
Acabo de fazer um registro de 64 páginas, que será publicado no próximo mês e poderá ser vendido separadamente para aqueles que já adquiriram a primeira ou segunda edição do Conceito Rosacruz do Cosmos. Solicitarei uma terceira edição, onde acrescentarei um índice. Portanto será possível para a senhora fazer a primeira edição no alemão, igual à terceira do americano, traduzindo cada página numa folha separada. A Página 20 será igual nas duas línguas e terá, nos dois livros, as mesmas palavras e a paginação será na mesma sequência tanto no índice americano quanto no alemão, para que, quando em trabalhos futuros indicar uma determinada página, um estudante alemão possa buscar, na versão alemã do Conceito Rosacruz do Cosmos, a mesma página mencionada que foi sugerida no artigo.
Eu confio que se fizer o trabalho que pretende realizar, estas orientações lhe serão úteis.
Seu, em fraternidade,
Max Heindel
[O original é em inglês]
Viena, 26 de janeiro de 1911.
Prezado Senhor,
Antes que minha segunda carta pudesse chegar até você, já havia recebido sua resposta amigável. Fiquei muito feliz com o conteúdo. Esta é a língua de um verdadeiro Rosacruz; sua carta e seu trabalho confirma isto, quanto mais eu leio, mais valioso se torna para mim. Eu quero traduzi-lo. Eu já havia conversado com um Editor alemão[153] antes de escrevê-lo a primeira carta. Eu contei então que havia enviado uma carta ao senhor e coloquei as minhas condições para aceitar. Ontem recebi a resposta dele de que não está interessado em publicar o livro porque temia os custos. Na mesma noite escrevi para o meu Editor[154], com quem eu sempre faço parceria, e ofereci minha tradução. Nosso preço acordado é 16 páginas por 25 marcos.
O trabalho que inclui 542 páginas, sem o índice (na qual o senhor agora está trabalhando) totaliza, sem a diagramação, 850 marcos. Como gostaria de seguir seu exemplo ofereci minha tradução por 650 marcos, incluindo os diagramas, que eu mesma posso desenhar, porque tenho boas habilidades em desenho. Não sei como é o mercado americano e se este preço é razoável para um Editor americano.
Como escrevi ontem só receberei a resposta dentro de alguns dias. Contudo, não gostaria de deixá-lo esperando por tanto tempo. Eu gostaria de pedir, prezado senhor, se o meu Editor alemão também estiver apreensivo quanto aos custos, se o senhor conseguiria encontrar um Editor para publicar a versão em alemão, pois tenho certeza que aí, também, devem existir editores alemães. Talvez o senhor possa cuidar disso já que eu não conheço o mercado americano.
Então gostaria de fazer mais uma proposta. Não seria mais fácil para o senhor me dar o direito de traduzir todos os seus trabalhos? Pelo fato de estar tão interessada em todos os seus trabalhos penso que poderemos, de forma excelente e proveitosa, trabalhar juntos, já que há diferenças no modo e nos sentimentos quando suas obras são apresentadas em alemão.
Espero, prezado senhor, que o senhor não encontre muitos problemas com a minha tradução, e que a enviarei sem falta. Se meu próprio conhecimento for falho, eu tenho um conhecido próximo que, tem conhecimento e tem habilidade com estes termos.
Eu mal posso contar como me sinto feliz que, por meio do seu trabalho, eu possa estar em condições de trabalhar com algo da linha dos Rosacruzes. Dentro de alguns dias enviarei a resposta do meu Editor.
Espero ter conseguido expressar em inglês o que quero dizer,
Sua, muito devotadamente,
Laura Bauer.
[PS] Meu primeiro Editor solicitou o valor exato que o senhor deseja receber. Provavelmente, o segundo Editor também irá questionar isto. Por gentileza, poderia me passar esta informação?
Laura Bauer, Viena, XIX/1, Iglaseegasse 13.
Em agosto de 1911 a Sra. Bauer enviou as primeiras cem páginas de sua tradução para Max Heindel, que ele recebeu na primeira semana de outubro. Algumas semanas depois, no dia 19 de setembro de 1911, ela enviou uma segunda remessa, acompanhada de uma carta, onde consta o seguinte, entre outros: ‘De um estudante do Dr. Rudolf Steiner ouvi uma objeção, feita contra o emblema da rosa cruz, na parte superior do seu trabalho, o mesmo que está no cabeçalho das cartas enviadas pelo senhor; que a grinalda de rosas está de cabeça para baixo, e que as pessoas dizem que a ponta apontando para baixo é sinal de magia negra. Para dirimir diferenças de opinião sobre o assunto, quando fizermos a publicação em alemão, espero que o senhor não tenha objeção se virarmos a grinalda e colocarmos a rosa no lado de cima’.
A resposta de Max Heindel para ela foi a seguinte:
14 de outubro de 1911.
16 de outubro de 1911.
Prezada Sra. Bauer,
As primeiras 100 páginas do manuscrito eu recebi uma semana atrás e nesta manhã terminei a revisão. Por meio desta envio-as de volta. Hoje já chegou a segunda remessa e a retornarei o mais breve possível, mas estou muito ocupado com o início das construções de nossa nova sede e outras atividades, portanto é difícil encontrar tempo para fazer tudo o que deve ser feito.
Deixe-me parabenizá-la com a tradução. Achei que a senhora o fez de forma brilhante, em especial quanto ao poema de Sir Launfal[155]. Eu solicito que a última frase da página 9 e todas as da página 10 a senhora deixe sem traduzir. Então usarei esta página para fazer uma declaração de reconhecimento pelo seu trabalho, pois sou da opinião que os alemães precisam saber que eles devem muito agradecer o seu trabalho.
Quando escrevi o livro[156], era meu objetivo usar apenas as palavras mais simples do inglês e sempre usar a mesma palavra para o mesmo significado. A mesma ideia eu gostaria que fosse utilizada com o idioma alemão e fiz melhoramentos neste sentido, com a qual eu espero que a senhora seja gentil de aceitar. A senhora sabe que não é a ‘letra’ que importa e sim o espírito ou significado da frase. Pelo resto percebi que os cristãos aceitam melhor ‘Wiedergeburt’[157] do que ‘Reinkarnation’[158]. Shakespeare diz: ‘Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume’. Eu sou do tipo que me adapto aos costumes gerais, pelo menos enquanto não forem contra os meus princípios. Por favor, utilize ‘Wiedergeburt’, onde isto for possível.
‘Samenatom’[159] é bom, mas me parece que ‘Keimatom’[160] expressa melhor a ideia de ‘Sprießungsfähigkeit’[161], e que é o princípio básico.
‘Leib’, ‘Träger’ e ‘Körper’[162] são preferíveis do que ‘Vehikel’[163], pelo fato desta denominação ser mais compreensível para as pessoas.
‘Bildende Urkräfte’[164], conforme a senhora usou duas vezes, é uma ótima tradução para Forças Arquetípicas; por favor, utilize em todos os lugares onde aparecem.
Nós falamos de ‘Floresta Virgem’ quando a senhora escreve ‘Ur-wald’[165] e da mesma forma dizemos ‘Espíritos Virginais’ como ‘Ur-geister’.
Sua expressão ‘Äther-Zone’[166] é realmente uma expressão melhor do que ‘Äther-region’[167]; mas a não ser que utilizemos em todo o contexto e retiremos totalmente a palavra ‘Region’, eu acredito que é melhor não alterar, para não confundir a forma de pensar do estudante utilizando duas expressões.
Sua expressão ‘Verstand’[168] é talvez a melhor forma de expressar ‘mind’, mas, então, devemos traduzir ‘Intellectual Soul’ como ‘Verstandes-seele’[169] para evitar confusão.
Na página 63 do livro fiz uma correção, pois emitia uma alegação negativa à profissão médica e soava negativamente sobre sua elaboração. A senhora perceberá que na 3ª Edição foi colocado a mesma ideia, mas com outras palavras que irão atrair o apoio e a benevolência dos médicos.
Em relação ao que o aluno do Dr. Rudolf Steiner disse: não me importo nem um pouco! Desde que ele se tornou Secretário Geral da Teosofia o Dr. Rudolf Steiner não tem mais relação nenhuma com os Rosacruzes[170]. Antes deste tempo, ele recebia alguma orientação de um Irmão Leigo, assim como eu tenho recebido; desde então ele nunca esteve em contato com os Irmãos Maiores e nunca mais irá conseguir isto durante esta vida, porque seu desejo excessivo à posição e poder o fez abandonar os ensinamentos ocidentais e a largar o trabalho pioneiro que eu estou fazendo agora para destituir da Sra. Besant – que apenas no nome é cabeça de uma organização e absolutamente não tem controle sobre sua ‘escola interna’. Quando publiquei a primeira edição do Conceito, ainda não tinha total conhecimento de sua posição, e seu ciúme fez com que esquecesse totalmente das normas gerais de cortesia de um cavalheiro. Pois ele nunca me agradeceu pela versão autografada do livro que enviei a ele.
Portanto não aceitarei nenhuma alteração no símbolo, em especial dar uma concessão às ideias de um homem que absolutamente não tem conhecimento da Ordem da qual ele, falsamente, se diz membro. ‘Ninguém pode servir a dois senhores’, disse Cristo, e quando ele [Dr. Rudolf Steiner] aceitou o ensinamento hindus da Teosofia, e tentou misturá-la com o conhecimento superficial da Sabedoria Ocidental, que ele havia aprendido do Irmão Leigo citado anteriormente, ele se lançou no oceano da especulação. Em três ocasiões em que eu pude questionar sobre: 1º, sobre contradições em seu livro Theosofie; em 2º, em uma contradição sobre seu Akasha Kroniek e; em 3º, sobre seu desconhecimento de fisiologia comum, que foi repetido várias vezes numa palestra onde ele apontava para a parte de trás da cabeça toda vez que falava da hipófise, como se ficasse lá, sendo que sua clarividência deveria mostrar a ele este equívoco. Em todas estas ocasiões ele se desculpou perante mim diante de várias pessoas por seu equívoco, confirmando sua absoluta inconfiabilidade. Acima disso ele avisou a mim e a outros que ele não é responsável pelo que seus estudantes dizem. Se o símbolo for modificado por causa do que um de seus estudantes disse, o Dr. Rudolf Steiner, provavelmente, iria declarar que está incorreto e por isso repito que não aceitarei nenhuma alteração.
Eu acredito que não teremos problemas em conseguir a autorização para traduzir o poema de Lowell e fico feliz que queira traduzir tudo isto. Eu irei verificar tudo o mais rápido possível. Se eu esquecer, por favor, lembre-me novamente.
Ao que se refere a traduzir outros trabalhos, penso que provavelmente deixarei a seus cuidados, mas vamos primeiro terminar este livro, para que eu possa ver como o Editor irá fazer seu trabalho.
Com os melhores cumprimentos,
Max Heindel
A primeira versão de Die Weltanschauung der Rosenkreuzer foi publicada pelo ‘Theosophisches Verlagshaus’ em Leipzig, Alemanha. Sem data, mas foi em outubro de 1912. No final da Introdução ‘Aan de goed verstaander’[171] traduzido erradamente como ‘Ein Wort na den Weisen’[172] Max Heindel escreveu na pág. 10: ‘Para finalizar esta introdução, aproveito para apreciar o trabalho de tradução, que eu corrigi e melhorei no aspecto dos termos técnicos, para que fossem usados os mesmos termos que os Irmãos Maiores – a quem devo todo o meu conhecimento – me ensinaram originalmente na Alemanha. Eu sinto a necessidade de agradecer a maravilhosa tradução dos poemas; ela conseguiu manter o espírito, quanto as palavras e o ritmo, uma obra de arte de difícil realização’.
Max Heindel
Abaixo do ‘Credo ou Cristo’ do Die Weltanschauung der Rosenkreuzers lemos o pseudônimo da Sra. Bauer: S. von Wiesen; em holandês S. van der Weiden. Não muito distante do próprio nome que significa Agricultor.
Laura Bauer-Ficker nasceu no dia 27 de janeiro de 1874, em Viena, Áustria. Ela era Católica Romana, separada e mãe de ‘alguns’ filhos e trabalhava como professora em uma escola primária. Faleceu no dia 6 de fevereiro de 1934, aos 60 anos, de edema pulmonar e encefalomalacia. No dia 9 de fevereiro de 1934 ela foi enterrada em Dobling em Viena em sepultura própria[173].
Hugo Vollrath era proprietário do ‘Theosophisches Verlagshaus’ [Editora Teosófica] em Leipzig, Alemanha. Ele se tinha dado um título de Doutor ilegalmente e se chamava Walter Heilmann e Dr. Johannes Walther. Ele adquiriu uma má reputação por causa de falsificação e fraude.
A partir do primeiro momento que ele foi indicado para publicar o Conceito Rosacruz do Cosmos em alemão, ele começa a pechinchar o preço. Primeiramente a Sra. Bauer pediu 25 marcos pela tradução das 16 páginas, o que para 542 páginas chegava a 850 marcos, sem incluir os diagramas. Contudo, ela acaba concordando com 650 marcos e Vollrath tenta tirar mais 50 marcos de Max Heindel, mas não consegue.
Da Editora Inglesa Fowler & Co, assim como da Francesa e Holandesa, Max Heindel recebe, como royalty, 50 exemplares por 1000 livros publicados, e ainda 45% de desconto.
Após ter conseguido permissão de Max Heindel, na carta datada de 23 de dezembro de 1910, para traduzir o Conceito para o alemão, a Sra. Bauer pergunta em sua próxima carta, datada de 26 de janeiro de 1911, se pode ter o direito de traduzir os próximos livros, mas Max Heindel ainda quer esperar um pouco mais.
No dia 30 de janeiro de 1912 a Sra. Augusta Foss Heindel escreve para a Sra. Bauer que no dia 2 de junho de 1911 Max Heindel tinha recebido uma carta do Sr. Vollrath onde ele pergunta se ele pode publicar o livro Conceito Rosacruz do Cosmos. É dada a autorização à Vollrath para publicar 2000 exemplares, entretanto: a execução, o preço e a data de publicação deveriam ser acertados com a Sra. Bauer. No entanto, eles ainda não haviam recebido nenhum exemplar como prova de que havia sido publicado. Max Heindel tinha direito a um royalty de 100 exemplares, mas Vollrath só queria enviar 10. E também queria dividir o livro em 10 partes, vendendo por 1 marco cada parte, ou todo o livro por 10 marcos, o que deixou Max Heindel furioso. A situação piorou quando Vollrath alegou que tinha até 25 de março de 1912, para lançar o livro no mercado e enviar à Max Heindel os 10 exemplares.
Quando a Sra. Augusta Foss Heindel, em sua carta datada de 19 de julho de 1912 à Vollrath, ameaça procurar outro Editor – que já havia demonstrado interesse – se Vollrath não publicar os livros imediatamente. Ele responde em 5 de agosto de 1912 que a Sra. Bauer já está corrigindo a prova do livro, e que é esperado que o Conceito seja publicado em novembro, o que parece ter acontecido no final de outubro de 1912. Contudo, Max Heindel não recebe nenhum exemplar como prova disto.
Em sua carta para Max Heindel, Vollrath reclama constantemente que não apenas a Sociedade Antroposófica, mas também ambas as organizações Teosóficas na Alemanha, reagiram de forma fulminante contra o livro e que ele mal consegue vender um exemplar.
Em sua carta de 9 de outubro de 1912, de Vollrath para Max Heindel, ele mostra um seu outro lado. Em uma carta em separado, fechada Vollrath diz que Heilmann tinha estabelecido um “Rosenkreuzer Gesellschaft” (Fraternidade Rosacruz), de acordo com o exemplo da Fraternidade Rosacruz. Também pergunta sob quais as condições para que membros possam se associar à Fraternidade. Ele também solicita o envio de outros livros de Max Heindel, para que ele possa traduzi-los. Ainda escreve que ele, Heilmann, fez um acordo com Vollrath para que as pessoas que não consigam pagar possam adquirir o Conceito por um preço reduzido.
No dia 29 de janeiro de 1913 a Sra. Augusta Foss Heindel escreve para Vollrath que se antes de 25 de março de 1913 ele não enviar exemplares, como prova de que o livro foi publicado, eles irão tomar medidas para bloquear o direito dele de publicar o Conceito.
Como prova que realmente foi publicado, Max Heindel finalmente recebe no dia 1º de março de 1913 os 10 exemplares prometidos. Contudo, não eram livros encadernados, conforme combinado. Vollrath havia separado o Die Weltanschauung der Rosenkreusers em 10 livrinhos separados, com capa de papel. Estes, ele vendia a 1,50 marcos cada, ou todos os 10 por 15 marcos. Em comparação: 15 marcos era equivalente a $ 4 dólares. Enquanto um livro encadernado americano (3ª edição) custava $ 1,50.
Em sua carta de 8 de abril de 1913, Max Heindel confirma o recebimento e conta que um estudante já traduziu, gratuitamente, alguns capítulos do livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas e, dentro de alguns meses, esperava estar completa toda a tradução. Ele oferece a Vollrath a autorização para publicar 2000 exemplares, encadernados conforme o modelo americano, que deveriam estar prontos dentro de um ano e que não poderiam custar mais do que $2 cada, e que deveria enviar 100 exemplares gratuitamente, sem custos de transporte.
Em sua carta datada de 29 de abril de 1915, Vollrath reclama pela enésima vez que o Conceito na Alemanha tem uma venda péssima e solicita autorização para publicar uma versão mais ‘popular’ e barata pelo preço de 6 marcos. Ele promete dar a Heindel 40% de desconto. Posteriormente fica claro que estes livros já haviam sido publicados fazia muito tempo e estavam sendo vendidos de forma completa.
Mais duas vezes ouvimos a Sra. Bauer: numa carta datada de 7 de maio de 1920 ela pede dinheiro à Sra. Augusta Foss Heindel para os filhos dela e para ela mesma. Sra. Augusta Foss Heindel a envia um cheque de $ 50 para auxílio.
Pela última vez, ouvimos dela em uma carta da Sra. Augusta Foss Heindel datada de 2 de fevereiro de 1921 onde ela responde a Sra. Bauer que assim como na Europa, também na América a situação econômica havia piorado. Que ela sentia muito que não poderia mais ajudá-la financeiramente porque a doação anterior havia sido feita de uma propriedade pessoal em Los Angeles, que agora ela não possuía mais. E que ela não poderia fazer uma doação do dinheiro recebido como auxílio voluntário dos membros. Para finalizar, Augusta Foss escreve que ela esperava que Vollrath fosse imprimir os outros livros de Heindel, apesar dele não ter sido correto em relação a eles. Excetuando a segunda edição do Conceito Rosacruz do Cosmos e A Mensagem das Estrelas, que já haviam sido traduzidos gratuitamente por um membro, e que já estavam nas mãos de outra Editora.
Como complemento ao seu Pandora, Mögling escreveu ‘no período de meio dia’, no início de março de 1617, para Caspar Tradel, Dr. em Direito, seu Speculum Sophicum Rhodostauroticum, sob o codinome Theophilus Schweighardt[174]. Neste trabalho tem três gravuras, dos quais dois representam o Templo dos Rosacruzes. A descrição do simbolismo destas gravuras foi descrita em sua maior parte por Wilhelm Begemann[175] e em parte por Peter Huijs[176].
No meio da parte superior está escrito ‘oriens’, o Leste, o lugar onde o sol nasce. Abaixo, numa nuvem com asas as letras hebraicas HVHJ para Jeová, sob quais asas a Fraternidade fica à sombra. Desta nuvem sai uma mão segurando uma corda, fixa em um prédio quadrado sobre quatro rodas, o Templo, no Fama denominado como ‘Sancti Spiritus’[177]. Entre duas rodas tem a palavra ‘moveamur’, que significa: vamos continuar. Do lado esquerdo da porta tem o desenho de uma rosa e do lado direito uma cruz. Acima das duas janelas redondas, encontram-se duas janelas quadradas, encostadas ao lado uma da outra. Na janela da esquerda encontra-se um homem apontando, com seu dedo indicador direito, para um globo. Desta janela saiu um pássaro com uma carta com a inscrição ‘ad I.D.C.’ que significa ‘Julianus de Campis’. Na janela da direita pode se ver alguns utensílios alquímicos. Desta janela também partiu um pássaro com uma inscrição ‘Nostro T.S.’, ‘Nosso Theophilus Schweighardt’, que parece ter sido aceito pela Ordem. Acima das duas janelas está escrito ‘Jesus nobis omnia’, Jesus é nosso tudo.
Do lado esquerdo das duas janelas quadradas tem uma janela redonda da qual se projeta um braço direito segurando uma espada. Acima da espada tem a palavra ‘cavete’, cuidado. Abaixo do braço está escrito: ‘Jul. de Campi.’, Julianus de Campis escreveu em 1615 uma Sendbrief oder Berricht An alle welche von der Neuen Bruderschafft des Ordens vom Rosen Creutz genannt, etwas gelesen, oder von andern per modum discursus der sachen beschaffenheit, vernommen, portanto uma ‘Carta ou recado para todos os que leram ou ouviram de outros por meio de uma conversa sobre a Nova Fraternidade, nominada Ordem Rosacruz, ou da natureza da coisa’.
Do lado direito do prédio tem uma ponte levadiça erguida pela metade. Abaixo dela está escrito ‘SI DIIS PLACET’, por favor Deus. A porta está aberta com uma brecha e acima dela está escrito ‘VENITE DIGNI’ ‘entrem quem são dignos’. Projetado de uma janela redonda do lado direito tem uma trombeta ressoa abaixo as letras C.R.F., Christian Rosenkreuz Frater, Irmão Cristão Rosacruz.
Nas torres nos cantos tem homens com uma folha de palmeira na mão direita; na antiguidade clássica significava vitória, e na mão esquerda um escudo com as letras hebraicas de Jeová.
No telhado tem uma cúpula oitavada guarnecida de asas. Acima dela tem um campanário, com um sino pendurado dentro dela.
Acima do Templo tem escrito ‘Collegium Fraternitatis’ e o ano 1618. Collegium significa um grupo de pessoas com as mesmas intenções ou interesses e que para isto formam um corpo, que aqui se chama ‘Fraternidade’.
Nos dois cantos superiores brilham as estrelas em Serpentarius, a Serpente, e Cygna, o Cisne, e abaixo escrito ‘VIDEAMINI’, mostre-se agora. A Constelação da Serpente tem o ano de 1604. Naquele ano Kepler descobriu uma nova estrela no extremo inferior da Serpente, que faz parte desta Constelação; em 1602 já haviam descoberto uma estrela nova na Constelação do Cisne. Conforme a predição no Fama, 1604 também foi o ano em que o túmulo de Christian Rosenkreuz foi encontrado pelos Irmãos, descrito na pág. 114 da primeira edição.
No meio da parte inferior tem a palavra ‘occidens’, o Oeste ou terra da noite onde ficam aqueles a quem o Fama se dirige. Estes são os Chefes de Estado e estudiosos da Europa, dos quais a maioria não vê e nem compreende do que se trata. Assim anda o poder do mundo, na forma de um soldado, diante do edifício. O cavaleiro nobre tem a cabeça totalmente virada. O caminhante estudioso ou mascate à esquerda, com seu conhecimento como sobrecarga em suas costas, tem seu chapéu de tal forma na cabeça que não consegue ver o edifício.
Apenas três pessoas percebem o edifício. A pessoa em baixo ajoelhada, à direita, e tem sua esperança, sua âncora, fincada em Deus. Ele vê o edifício como complemento de sua viagem à sua frente. Toda a presunção está longe dele, porque ele diz: ‘ignorantiam meam agnosco’, eu reconheço minha ignorância. E ele implora: ‘Juva Pater’, ajude-me Pai.
A segunda pessoa que percebe o edifício é o homem, abaixo à esquerda, que está segurando uma corda e sendo puxado para cima do ‘puteus opinionum’, poço das opiniões, onde ‘per multa discrimina rerum’, ele caiu devido a várias causas.
A terceira pessoa que percebe o edifício é o homem, à direita, onde está escrito ‘Festina Lente’, apresse-se lentamente, tenha calma, mas jogou este aviso ao vento e caiu.
Do lado esquerdo no meio tem a Arca de Noé em cima do monte Ararat, conforme descrito na Bíblia, no Livro do Gênese, Capítulo 8, de onde voam duas pombas. No texto do livro mostra que aqui há uma comparação. Assim como Noé deixou voar as pombas para receber o recado, assim também o candidato para Iniciação deve enviar sua carta e esperar até que ele ou ela receba a resposta.
De ‘septentrio’, o Norte, à esquerda, um pássaro voa em direção aos Irmãos e também de ‘meridies’, o Sul, à direita, com cartas e inscrições ‘Ad Fratres’, aos Irmãos, e ‘Fratri’ Irmãos.
Do lado esquerdo do Templo tem uma casa, com as letras maiúsculas escritas ‘NOTA’. Esta palavra tem muitos significados. Assim como ‘colocar sua atenção em algo’, ou como ‘indicação’. Contudo, também significa ‘criptografia’. Talvez aqui signifique o que Max Heindel disse, a saber, que ‘os Irmãos moram em uma casa, mas fora desta casa e dentro desta casa e através desta casa, tem o que as pessoas chamam de Templo’[178].
O templo fica perto de uma cidade, circundada por bosques, e à esquerda do Templo corre um rio, que está descrito no Assertio.
A figura 109 é um símbolo antigo dos Rosacruzes que os Irmãos Maiores chamam de ‘O Cadinho’. Nas publicações de maio até outubro de 1916 da revista Rays from the Rose Cross este símbolo estava no lado interno da capa. Era o assunto de uma competição para explicar seu significado. Em outubro foi publicada a explicação, fornecida por um dos estudantes.
A declaração significativa de ‘O Cadinho’ – um verdadeiro recipiente para derretimentos – parece advir de uma máxima antiga: ‘Per ignem ad lucem’ (através do fogo à luz). O significado deste velho símbolo Rosacruz é tanto microcósmico como macrocósmico, assim como demonstra a junção das estrelas de cinco e seis pontas. A junção de cinco e seis mostra o décimo primeiro Signo do Zodíaco, que representa Era de Aquário, e uma junção dos Estados Unidos da América que mostra a transição para uma nova Era.
As sete pontas do Cadinho podem simbolizar os Períodos; a constituição Setenária do ser humano; o espectro de cores visíveis; a escala musical; ou as Sete Hierarquias que estavam presentes no início do Período Terrestre e que estão descritas no Conceito Rosacruz do Cosmos (diagrama 9).
Quando nós somamos a estas sete (7) pontas piramidais, os dois (2) triângulos internos, lembrando das 2 Hierarquias sem nome, temos o total de nove (9) ou o ‘número da humanidade (144), que é o número dos Anjos’ da revelação, que em hebreu significa ADM ou Adão; e na tradução grega do Velho Testamento, o Septuaginta, dos 12 vezes 6 tradutores tribais e os 72 dias necessários para fazer a tradução. O número da humanidade também é encontrado no total das linhas de divisórias internas.
Um bom nome para ‘O Cadinho’, considerando numericamente, é “Acre de Deus”[179]. Um olhar sobre as figuras que compõem esta medida de superfície em varas quadradas (160) e os pés quadrados (43.560) abre o resultado de 7 e 9. E o título não é enterrado na terra para alcançar o seu renascimento.
Como o pentagrama, ‘O Cadinho’ também é um esboço do ser humano – braços cruzados e pernas aqui manifestando o Andrógino para o espírito – uma reconciliação das leis opostas, ou paz na unidade. Observe o seu lugar no círculo celeste com a cabeça em Áries, o ombro esquerdo e direito em Touro-Peixes, as mãos em Câncer-Capricórnio, e os pés em Virgem-Escorpião. Como um todo, que é indicação para Aquário como indicado pela sua estrutura serrilhada.
A rosa selvagem perfumada, com suas potências mágicas, substituiu a espada flamejante do Jardim do Éden. A flor pode denotar a Rosa de Natal (Helleborus Niger), às vezes, chamada da erva de Cristo, que mais tarde dá lugar à Pasque Flower[180], ou a Estrela de Lírio de Belém, formas de plantas que não são apenas significativas no nome, mas cuja disposição das partes florais segue a ordem do cinco e seis. Ou, se preferir, deixe a flor aberta com o seu coração virado para o sol, símbolo da flor do casamento místico sobre a Árvore da Vida (prenúncio de frutos de ouro), não muito diferente daquele emblema da pureza da flor de laranjeira, um primo da rosa.
Referindo-se ao recinto delimitado pelo hexágono, no centro da qual está colocado o coração cruzado no cálice; sua forma não faz recordar uma das celas do grupo dos favos formado por aquela criatura do ar, Hymenopterous[181], Apis mellifica[182]? Estas denominações clássicas da abelha doméstica pareceram interessante em conexão com a orientação do regente de Touro [Vênus] e a Lua na oitava esfera em Escorpião, marcando as fases do passado e condições atuais que devem ser substituídas pelos ideais de serviços Mercúrio-Júpiter, intuitivamente percebido por muitos. Dentro da área do Número Seis Perfeito, os elementos carbonizados tornam-se o cristal tingido de azul – ou rosa diamante – e os metais mais básicos submetidos a uma sublimação similar. Os desejos naturais e emoções conflitantes são transmutadas na unificação do amor Crístico. O tronco ereto é o estandarte[183], o alcance da chama que indica para o céu.
Ao estudar este símbolo, lembra-se do Caduceu na sua polaridade eletromagnética. Podemos identificar ainda mais a tocha ou vara, com a vara de Aarão que floresceu.
Agora, por um momento, virando a figura de cabeça para baixo, você vai discernir a cabeça de bode como do Sátiro[184] e seu atributo Tirso[185] da equipe de Baco. Nesta posição, a planta é invertida, a tocha virada, revelando o ser humano em seu estado não regenerado – um deus caído.
Novamente na posição vertical – a partir de ângulos diversos – ‘O Cadinho’ apresenta várias superfícies refletoras ou espéculos como exemplificado quando o pássaro de Júpiter quer ver sua imagem no espelho. Marte como um reflexo para trás e fase inferior de Vênus, com o ideal de Saturno espelhado em Júpiter, um planeta por sua vez que aumenta a energia dinâmica e bruta de Marte para a maior motivação do que Vênus eleva e ilumina as sombras de Saturno. A Mente incipiente (Saturno) e a luz da razão (Mercúrio) têm uma relação, como também os símbolos generativos Marte e da Lua. Marte-Mercúrio mostra o ponto que a divisão do Período Terrestre mais definitivamente indicado no Caduceu – um processo emancipador do animal para a alma intelectual – de servidão a autodomínio, como explicado na Filosofia Rosacruz. Mercúrio e a Lua (significadores da Mente) estão em proximidade. E a Lua (a Mente inferior instintiva) representa uma revolução com o mesmo nome, na última parte do qual, a humanidade do Período de Saturno dotado da parte superior do Corpo de Desejos do ser humano em formação com o núcleo de uma personalidade separada. A Lua reflete os raios do Sol (sua oitava) e Mercúrio executa um serviço semelhante que está sendo designado como o Sol físico portador da Luz.
Além dos Astros em vista, Urano e Netuno são, respectivamente, simbolizados pelo coração crucificado da Terra (afeição altruísta) e a tocha acesa (consciência cósmica) ou Divindade. O deus da guerra, semeador discordante no espaço, e o Ceifador Cronos ou TEMPO, são a ocasião em ambos os lados da câmara de aço desse vaso alquímico, caso contrário o campo hexagonal de simpatia e antipatia correlacionada com o Sexto Estrato da Terra (Veja Conceito Rosacruz do Cosmos – Diagrama 18).
O Mensageiro dos Deuses, Mercúrio e nosso satélite que vagueia, a Lua, estão devidamente posicionados nos instrumentos de movimento, os pés. As luzes caídas na figura são obviamente o Astro Lucífero (Marte) e a oitava esfera (Lua), enquanto o refletor mais exaltado é Mercúrio apesar da sua posição serviente.
Misturando as auras nesta atmosfera ensanguentada (ou ar), vemos os Espíritos Lucíferos marciais (reforçados pelas Forças das Trevas) dispostos contra as Legiões Lunares sob a Deus de Raça Jeovístico, e dentro da esfera de influência dos Mercurianos (Iniciadores): promovendo a mais importante ajuda para permitir ao Ego a aliar-se à sua natureza superior e, assim, manter o equilíbrio de poder.
Os Astros que difundem mais luz do Sol em nosso ser – o amor (Vênus) e a benevolência (Júpiter) – estão perto do trono da estrela do dia: radiante Vênus e com proporções generosas Júpiter, cujos nomes são dados para os próximos Períodos evolutivos – Júpiter seguinte ao Terrestre. Como focos, eles transmitem à humanidade receptiva, as ondas de sabedoria radioativas, e são liberadas enfrentando um pentágono (o caldeireiro do Cadinho) correspondente na terminologia Rosacruz ao Quinto ou Estrato Germinal da Terra (a Região do Pensamento Abstrato) em que queima a chama do criativo Espírito Humano – uma chama que é alimentada e vitalizada pelo altar – ou óleo essencial da planta.
Preeminente, acima de todos, o Sol, uma expressão física do Deus Trino no nosso Sistema Solar, acelerando em seu curso em espiral, a própria evolução e uma emanação de V-U-L-C-A-N-O (como os místicos dizem), a fonte invisível de vida – e LUZ.
[1] N.T.: Ou Sanatorium: se refere a um centro médico para tratamento de doenças diversas não contagiosas.
[2] N.T.: Board of Trustees
[3] Retirado do Rays from the Rose Cross, dezembro de 1929, pág. 598.
[4] Max Heindel no Livro Ensinamentos de um Iniciado, Cap. II
[5] N.T.: Board of Trustees
[6] N.T.: airedale terrier, oriunda do Reino Unido, é a maior raça entre os cães do tipo terrier.
[7] Rays, novembro 1938, pág. 515; fevereiro 1939, pág. 92.
[8] N.T.: Board of Trustees
[9] Nunca foi feito esta placa de reconhecimento
[10] Órgão eletromecânico desenvolvido e construído por Laurens Hammond.
[11] O antigo Sanitarium
[12] XEMO, que se designava a si própria como: “O grande farol Cristão da costa do Pacífico”, uma estação de Rádio que tinha orientação religiosa, que alcançava de Tijuana, Baja Califórnia, México e todo o sul da Califórnia.
[13] O oleandro (Nerium oleander), também conhecido como loendro, loandro, aloendro, loandroda-índia, alandro, loureiro-rosa, adelfa, espirradeira, cevadilha ou flor-de-são-josé, é uma planta ornamental extremamente tóxica. Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas. É uma planta pouco exigente se tratando de temperatura e umidade.
[14] Gênero que agrupa cerca de 200 espécies de fanerógamas da família Pittosporaceae. São árvores e arbustos que crescem de 2–30 m de altura.
[15] Veja o Adendo 10: O Símbolo da Capa dos Livros.
[16] Esta informação me foi passada por e-mail no dia 27 de janeiro de 2007 pelo Sr. David B. Johnson.
[17] Do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I, pergunta 180 – Max Heindel.
[18] Do Livro Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo XXI – Max Heindel.
[19] Conforme cálculos de Max Heindel, no Livro Astrologia Cientifica Simplificada, a Era de Peixes começou aproximadamente a 498 A.c. e a Era de Aquário iniciará aproximadamente 2.156 anos depois, portanto, por volta de 2.654. Esta data foi calculada pela International Astronomical Union em 1929 em Leiden – Holanda, também por volta de 2600.
[20] Echoes, dezembro de 1914
[21] N.T.: Do Capítulo XIX, Iniciação do Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos de Max Heindel
[22] O desenvolvimento e características do Corpo Vital e do Corpo de Desejos estão explicados em dois livros de Max Heindel: The Vital Body (O Corpo Vital) e The Desire Body (O Corpo de Desejos).
[23] Na primeira e segunda edição do ‘Conceito Rosacruz do Cosmos’ tem o título The Rosicrucian Cosmo Conception or Occult Christianity (1909 e 1910) e 3ª (1911) e outras edições como subtítulo: Mystic Christianity. De fato, a última é errônea, mas foi escolhida a palavra Mística porque naquele tempo, e hoje ainda, com a palavra ocultismo imediatamente se pensa em espiritismo, uma forma negativa de desenvolvimento. Por isto aqui utilizo a palavra ‘esotérico’ como sinônimo de ocultismo.
[24] Max Heindel, no Livro: Iniciação Antiga e Moderna, Parte 2 – Capítulo: 1 e 7.
[25] Max Heindel, no Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Volume II – Pergunta 156.
[26] Idem, pág. 441
[27] Veja capítulos 18 e 19 do Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos para mais detalhes.
[28] NT: é o Curso Preliminar de Filosofia
[29] Michael Maier, Silentium post Clamores etc., Frankfrut 1617, citado por J. B. Craven em Count Michael Maier, Kirkwall 1910, pág. 67. “Igualmente aos Pitagóricos, os Rosacruzes também pedem um juramento de silêncio e segredo. Os ignorantes consideram isto uma ficção; mas isto vem dos cinco anos de provas onde aqueles, mesmo que candidatos especiais, são submetidos antes de serem admitidos aos mistérios maiores …”.
[30] Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmos. Veja também de Max Heindel, Cristianismo Rosacruz, Conferência 11.
[31] Dion Fortune [sinônimo de Florence M. Firth]: Os versos dourados de Pitágoras, vers. 40-46; veja Adendo 8.
[32] Max Heindel, do Livro: Coletâneas de um Místico, Capítulo 1.
[33] I Coríntios 15:44-46
[34] ‘O número de nervos espinhais nos mamíferos é muito variável’. Escreveu o Prof. Dr. Wensing do Grupo de Investigadores de Morfologia de Utrecht, Holanda em junho de 1983. ‘Todos os mamíferos têm sete vértebras cervicais e oito nervos cervicais, a quantidade de vértebras torácicas e, portanto, os nervos torácicos variam muito. O cavalo, por exemplo, tem 18 nervos torácicos enquanto muitos outros animais têm 13 e o ser humano tem 12. Também a quantidade de nervos lombares e sagrados varia. Assim os carnívoros têm 7, o cavalo e o bovino 6, e o ser humano tem 5 nervos lombares. O número de nervos e ossos do sacro é 5 no ser humano, 4 nos bovinos e cavalos e 3 nos carnívoros. A quantidade de nervos e ossos da cauda é considerável em muitos animais. Conclusão: no ser humano o número de nervos raquidianos não é notavelmente grande. Outros mamíferos têm mais de 31-33 (dependendo das vértebras do cóccix) nervos raquidianos do que encontrados nos seres humanos. O cavalo, por exemplo, tem mais de 40 nervos espinhais’.
[35] Max Heindel, no Livro: Os Mistérios Rosacruzes
[36] O mesmo texto é encontrado no Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume II, pergunta 78.
[37] Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume II
[38] Sir Edward Bulwer Lytton, Zanoni, Amsterdam, 1924, pág. 249-250.
[39] Max Heindel, no Livro: A Teia do Destino.
[40] Chamado: Anjo ou demônio?
[41] Max Heindel, no Livro Cristianismo Rosacruz, Conferência nº 9, primeira página
[42] Max Heindel, no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume II
[44] O dossiê do Sr. e Sra. Barkhurst.
[45] Mariage License of the County of Los Angeles; datada de 23 de junho de 1903.
[46] Thirteenth Census of the United States: 1910 – Population; for the township or other division of county: ‘San Antonio Township’, district 336, Location 522, number of family 528. (2 de maio de 1910).
[47] Certification of Vital Record; State of California; Department of Health Service; County of Riverside, City Hemet certificate 80-001120, local registered No 4 Full Name: Rollo Smith.
[48] A pergunta 25 é sobre o mesmo assunto.
[49] Rays from the Rose Cross, May 1916, páginas: 16 e 17. “The tie that binds”.
[50] Veja Adendo 9 a carta para Sra. Bauer, datada de 14-16 de outubro de 1911. ‘Desde que ele assumiu como Secretário Geral da Sociedade Teosófica perdeu sua relação com os Rosacruzes’.
[51] Livro Conceito Rosacruz do Cosmos, 2ª Edição, 1910
[52] Traduzido da versão de Kassel 1615: foi utilizado a tradução para Holandês de 1617, ambos impressos por Adolf Santing, Os Manifestos dos Rosacruzes, Amersfoort 1930; a versão revisada e acrescentada do texto em Alemão de Kassel 1914 com tradução para o Holandês por Pleun van der Kooij em: Fama Fraternitaties, Haarlem 1998.
[53] Naquela época havia 4 ‘classes’: nobreza, clero, burgueses e camponeses.
[54] Toda a Ciência naquela época era chamada de ‘arte’.
[55] R. Kienast escreve em seu livro: Johann Valentin Adreae und die vier echten Rosenkreutzer-Schriften, Leipzig 1926, pág 113,114, que Damcar, naquela época era escrito como Damar, fica em Iémen, um pouco ao sul de Sana e perto de Orthelius na Carta 113 e Carta Mercator 3c [duas cartas do início do século 17]. Adolf Santing no De Manifesten der Rozenkruisers, Amersfoort 1930, pag 58, acrescenta que Ortelius é um pseudônimo de Abraham Wortels e Mercator de Gerard Kremer. Gilly em Cimelia Rhodostaurotica, pág 80, acrescenta que uma famosa Carta Marina de Martin Waldseemuller, Strassburg 1516, tem escrito a palavra Damar. ‘Em tempos depois’, fala Santing, ‘o nome se muda para Dsemar, Dsimar e Damar’. Agora, 2009, se chama Dhamar, situado no Iémen, 14.33.03 N. Br. e 44.23.31 O.I.
[56] Pode ser traduzido como máximas.
[57] Os Signos do Zodíaco podem ser divididos pela Astrologia em 4 grupos de 3 Signos, denominados: Fogo, Terra, Ar e Água. Aqui se fala da Conjunção de Júpiter e Saturno no triângulo de fogo que são os Signos de: Áries, Leão e Sagitário.
[58] Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus Von Hohenheim (1493-1541) que se nomeou depois Paracelsus. Assim, Paracelso ou Paracelsus é o pseudônimo de Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim; ele foi um médico, alquimista, físico, astrólogo e ocultista suíço-alemão.
[59] Através da alquimia podia transmutar um metal nobre em, por exemplo, ouro.
[60] Rota Mundi, a roda do Mundo; uma cronologia harmoniosa do mundo em forma de uma tabela do tempo artística na qual todos os fatos históricos ocorridos estavam desenhados como também as profecias das que ainda virão. Isto foi descrito pela primeira vez por Raimundus Lullis (1235-1315) em seu Ars Magna.
[61] Deus Grego que conhecia o futuro, mas só revelava seu conhecimento se fosse forçado a isto.
[62] Gallia Narbonensis era uma província Romana no Sudeste da França. Narbona é hoje a cidade Narbonne.
[63] N.T.: A Alemanha, naquela época, era protestante e sofria o ataque dos exércitos católicos que vinham do Sul da Europa.
[64] Messing é uma junção de cobre e zinco. Quando tem de 30-40% de zinco é chamado de cobre amarelo; com no máximo 15% é chamado de cobre vermelho.
[65] No Fama o Confessio é mencionado três vezes; essa é a segunda vez.
[66] ‘Tesouro’, conforme a tradução holandesa de 1617. Veja Santing, De Manifesten der Rozenkruizers, pág. 228, linha 10 de cima.
[67] Mystische Hochzeit, O casamento místico.
[68] A IV Monarquia, era na época a Alemanha, Borgondia, Lombardia e Sicília com a liderança pelo Ksar Alemão, conforme Ir. A. A. W. Santing, com uma nota pessoal na pág. 121 em seu livro: De Manifesten der Rozenkruizers, Amersfoort 1930.
[69] Traduzido da Edição em Latim de Kassel 1615. Aqui foi usado: 1- A tradução em Holandês do Latim de E. Tinga, 1953/54; 2- A tradução em Alemão do Latim de Dr. F. Sander 1955; 3- A tradução em Alemão do Latim de K. Wurffel, 1978; 4- A tradução em Alemão do Latim de Karl Krane, 1978; todos conhecidos do Sr. P. van der Kooij. 5- A compilação em Holandês de P. van der Kooij, 1984.
[70] Precessão dos Equinócios; na Astrologia elas determinam as Eras, por exemplo, a próxima será a Era de Aquário em 2.360.
[71] Aqui, o senhor das profundezas
[72] A Serpente e o Cisne – A constelação de Serpentarius e Cygnus. Em 1602 foi encontrada uma nova estrela no Cisne e em 1604, Kepler descobriu uma nova estrela no pé da Serpente.
[73] Gilly diz em Joh. Valentin Andreae, Katalog einer Ausstellung, Amsterdam 1986, pág. 61: ‘As penas de águia, escritas no Confessio Fraternitatis, simbolizam naturalmente a Dinastia Austríaca, o que quer dizer principalmente a Monarquia Espanhola, como único e último pilar de apoio ao papado decadente. Veja também o livro apócrifo Ezra IV, capítulo 11 e 12.
[74] Aqui se refere ao médico Alemão de Hannover, Heinrich Khunrath (1560-1605) e seu livro: Amphiteatrum Sapientiae Solius Verae, Christiano-Kabbalisticum, Divino-Magicum, nec non Physico-Chymicum, que em 1609 apareceu em Hanau.
[75] Epiciclos e excêntricos (astronômicos).
[76] Traduzido da versão em Latim de Frankfort 1614. Aqui foi usada a tradução em holandês do Latim de A. A. W. Santing de seu De historische Rozenkruisers, Amsterdam [1977]. 2 Tradução do alemão Assertio oder Betatigung der Fraternitat R.C., Danzig 1616.
[77] O Assertio foi escrito originalmente como um poema em Latim.
[78] Frankfurt am Main, Frankfurt sobre o Meno ou Francoforte do Meno, mais conhecida simplesmente como Frankfurt ou Francoforte, é uma cidade alemã
[79] Aproximadamente 30 km ao norte de Strasbourg ou Estrasburgo, agora francesa, antigamente território alemão.
[80] Nurenberg, Nuremberga ou Nurembergue é uma cidade independente alemã.
[81] Morgendorf perto de Koblenz 50.29 N.B., 7.46.30 O.L. Nassau perto de Koblenz 50.18 N.B., 7.36 O.L.
[82] N.T.: Aquele S esquisito do alemão que parece um B.
[83] Neuwied perto de Koblenz 50.26 N. Br., 7.28 O.L.
[84] Rudolf Steiner, Beelden uit mijn jeugd (Imagens da minha adolescência), Zeist 1991, pág. 23. Rudolf Steiner, Mein Lebensgang (Minha jornada de vida) [GA 28] Dornach 1982, pág. 61.
[85] F. Rittelmeyer, Mein lebensbegegnung mit Rudolf Steiner (Início da minha vida com Rudolf Steiner), 1928, 10ª edição, 1983, pág. 103; Rudolf Steiner/Marie Steiner-von Sievers, Briefwechsel und Dokumente (Rudolf Steiner/Marie Steiner-von Sievers, troca de cartas e documentos) 1901-1925 [GA 262], Dornach 1967, Aufzeichnungen Rudolf Steiners geschrieben fur Edouard Schrure in Barr im Elsass, setembro de 1907, pág. 7, 8; Beitrage zur Rudolf Steiner Gesamtausgabe. Zur Kindheit und Jugend Rudolf Steiner. (Contribuições para despesas totais de Rudolf Steiner. Para a infância e juventude Rudolf Steiner) Nº 83/84, Dornach, Ostern 1984; Rudolf Steiner, Beelden uit mijn jeugd, (Imagens da minha juventude) Zeist 1991, pág. 23, 24; Rudolf Steiner, Briefe Band II (Rudolf Steiner, Coletânea de cartas) 1890-1925, Dornach 1987, pág. 50, carta nr. 269 para Friedrich Eckstein, Weimar, [fim] novembro 1890; Rudolf Steiner, Het Kristendom als mystiek feit (O Cristianismo como fato místico) e De mysterien van de oudheid (Os mistérios da antiguidade), com introdução de Eduard Schuré, Amsterdam 1912, página da introdução XV.
[86] Die Geheimwissenschaft im Umriss (A Ciência Secreta em esboço), Leipzig 1910, GA 13.
[87] O trabalho cooperativo intenso entre Steiner e Marie von Sivers foi o motivo dela se afastar de Steiner, na primavera de 1904, mas não se divorciou dele. Veja Christoph Lindenberg: Rudolf Steiner, Reinbek [rororo], 3ª edição 1994, edição de bolso, pág. 62.
[88] Marie von Sivers, também escrito como Sievers (1867-1948). Steiner se casa com ela no dia 24 de dezembro de 1914. Ela faleceu no dia 27 de dezembro de 1948.
[89] Norbert Klatt, Theosophie und Anthroposophie (Teosofia e Antroposofia), pág. 75.
[90] Hella Wiesberger, Rudolf Steiner esoterische Lehrtatigkeit (Ensinamento Esotérico de Rudolf Steiner), Dornach 1997, pág. 10 e 107.
[91] Rudolf Steiner, Mein Lebensgang (Minha jornada de vida), [GA 28], Dornach 1982, Capítulo 32, pág. 103.
[92] Wiesberger, pág. 11 e 107.
[93] Wiesberger, pág. 108.
[94] Wiesberger, pág. 239.
[95] Citado de Wiesberger, pág. 169.
[96] Veja Rudolf Steiner, Die Tempellegende und die Goldene Legende (A legenda do Templo e a legenda Dourada), [GA 93] Dornach 1982, 9 de dezembro de 1904, pág. 91 e seguintes.
[97] Rudolf Steiner: Mythen und Sagen. Okkulte Zeichen und Symbole (Mitos e Lendas. Sinais e Símbolos Ocultos), [GA 101], Keulen 29-12-1907, Dornach 1987, pág. 242.
[98] Wiesberger, pág. 170/1 e 280/1.
[99] Em: Zur Geschichte und aus den Inhalten der Erkenntniskultischen Abteilung der Esoterischen Schule (Sobre a história e os conteúdos da Escola Esotérica de conhecimento – Departamento de culto) 1904-1914, [GA 265], Dornach 1987, tem na pág. 79 uma cópia do recibo.
[100] Wiesberger, pág. 169.
[101] Zur Geschichte, etc., pág. 68.
[102] Wiesberger, pág. 23.
[103] Philosophie und Anthroposophie, GA 35, 24-10-1908.
[104] Rudolf Steiner, Von Jesus zu Christus (De Jesus para Cristo), [GA 11], Karlsruhe 6-10-1911, Dornach 12, pág. 58.
[105] Rudolf Steiner, Die okkulte Bewegung im neunzehnten Jahrundert, mit ihre Beziehung zur Weltkultur. (O movimento oculto no século XIX, com a sua relação com a cultura mundial.) [GA 254] Treze Palestras ministradas em Dornach entre 10 de outubro a 7 de novembro de 1915, Dornach 1986, pág. 49.
[106] N.T.: Rudolf Steiner, a partir da pesquisa Akasha. O Quinto Evangelho. Dezoito palestras, ou realizadas entre 1913-1914 em vários Estados, Dornach, 1922)
[107] N.T.: O ancião
[108] Rudolf Steiner/Marie Sivers, Briefwechsel und Dokumente (NT: Rudolf Steiner/Marie Sivers, Troca de cartas e documentos) 1901-1925, [GA 262] Dornach 1967, pág. 302.
[109] Charles Weber, The Heindel-Steiner Connection (N.T.: A Conexão Max Heindel-Steiner), Oceanside, California, 2ª Edição 2000.
[110] N.T.: Sociedades Secretas de todas as Épocas e Países
[111] C.W.Heckethorn, Geheime Gesllschaften, Geheimbund und Geheimlehren (N.T.: Sociedades secretas, estados secretos e ensinamentos secretos), Leipzig 1900; em 1997 surgiu uma réplica da edição de 1900, em Stuttgart.
[112] N.T.: Os Ensinamentos de grupos internos de H. P. Blavatsky para seus alunos pessoais
[113] N.T.: Os versos dourados de Pitágoras
[114] De Gulden Verzen van Pythagoras en andere Pythagoreesche fragmenten, uitgezocht em gerangschikt door Florence M. Firth, Amsterdam 1921, pág. 9. Título original The Golden Verses of Pythagoras and other Pythagorean Fragments, selected and translated by Florence M. Firth, London 1905. (N.T.: Os versos dourados de Pitágoras e outros fragmentos Pitagóricos, selecionados e organizados por Florence M. Firth).
[115] Os leitores aqui interessados são indicados ao trabalho de H. J. Spierenburg, um Teósofo de Den Haag, que fez uma pesquisa muito ampla entre outros sobre as denominações das Regiões Cósmicas e Hierarquias com as denominações feitas por A.A. Bailey, Dr. A. Besant, H.P. Blavatsky, F.L. Gardner, M. Heindel, C. Jinarajadasa, Dr. G. de Purucker, A.P. Sinnet, Dr. R. Steiner, K. Tingley e os cabalistas. Veja mais em três artigos dele: Dr. Steiner over Helena Petrovna Blavatsky, em Teosofia de outubro de 1985; Dr. Rudolf Steiner over de Mahatma´s, parte I e parte II, em Teosofia, de maio 1986 e agosto 1986. E Dieter Ruggeberger, Theosophie und Anthroposophie im Licht der Hermetik (N.T.: Teosofia e Antroposofia na luz da Hermética), Wuppertal 1999.
[116] Max Heindel, Leeringen van een Ingewijde (N.T.: Ensinamentos de um Iniciado), Haarlem 1931, pág. 115. E na carta à Sra. Bauer datada de 14/16 de outubro de 1991; veja: Adendo 9. Veja também: Rudolf Steiner, Vor dem Tore der Theosophie (N.T.: Ante os Portões da Teosofia), [Tb 659 & GA 95]. Dornach 1991 – Edição de bolso – pág. 49.
[117] Van Dale, Groot woordenboek der Nederlandse Taal (N.T.: O Grande Dicionário da Língua Holandesa), Utrecht 1999.
[118] Rudolf Steiner, Die Theosophie des Rosenkreuzers, Vierzehn Vortrage, gehalte in Munchen vom 22. Mai bis 6. Juni 1907 (N.T.: Teosofia dos Rosacruzes, catorze palestras; realizou-se em Munique de 22 de maio até 06 de junho de 1907), [GA 90], Dornach 1962, pág. 30-31.
[119] Diagramas 4 e 5 (em todas as Edições) do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Fraternidade Rosacruz.
[120] N.T.: do Livro: O Conceito Rosacruz do Cosmos – Fraternidade Rosacruz
[121] N.T.: Die Theosophie des Rosenkreuzers
[122] Rudolf Steiner, Die Theosophie des Rosenkreuzers, pág. 151
[123] Rudolf Steiner, Die Erkenntnis des Ubersinnlichen in unserer Zeit und deren Bedeutung fur das heutige Leben. (N.T.: O conhecimento do suprassensível em nosso tempo e sua importância para a vida contemporânea) [GA 55], Dornach 1959, pág. 199
[124] Max Heindel, Sprokkelingen van een mysticus (N.T.: Livro Coletâneas de um Místico), Haarlem 1934, pág. 219.
[125] Max Heindel, Rozekruiserschristendom (N.T.: Cristianismo Rosacruz), Rotterdam mesmo ano, introdução 11, pág. 4-7.
[126] Na 14ª Palestra, Stuttgart, 4 de setembro de 1906. Edição de bolso nº 659, 1991, pág. 147. Em uma Palestra, dada quatro meses antes, no dia 21 de abril de 1906 em Munique, sobre ‘o interior da Terra’, Steiner explica primeiro as sete camadas da Terra. Quando ele as explicou, em relação às sete Iniciações (nos Mistérios Menores), ele fala que existem mais duas camadas. A 8ª ‘fragmentada’. ‘Nesta região é onde está todas as coisas que são discordantes, tudo o que é imoral, todo o descontentamento. Tudo lá se separa. É o oposto do amor. Se o Mago Negro consegue entrar lá – e do que está dentro de seu alcance – então, o mal nele ficará ainda maior … A nona e última camada é, como se fosse, a moradia do Espírito Planetário’ – R. Steiner, Das christlische Mysterium (Os Mistérios Cristãos), [GA 97], Dornach 1981, pág. 279-282.
[127] Livro: O Conceito Rosacruz do Cosmos, Capítulo 18.
[128] Veja: Iniciação Antiga e Moderna, as últimas duas páginas; Conceito Rosacruz do Cosmos, Capítulo III e Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Parte I, pergunta nº 113 – Max Heindel, O Cordão Prateado e o Átomo-semente, Capítulo 4.
[129] N.T.: Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica, concentrada na base da coluna; O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e com pronúncia longa no í final. Muitos por a considerarem sagrada, grafam o nome com “K” maiúsculo.
[130] Uber die astrale Welt und das Devachan (Sobre o mundo astral e o Devachan), [GA 88], Dornach 1999, pág. 237-238.
[131] Rudolf Steiner, Das esoterische Christentum und die geistige Fuhrung der Menschheit (N.T.: Cristianismo Esotérico e a liderança espiritual da humanidade), [GA 130], Dreiundzwanzig Einzelvortrage aus dem Jahren 1911 und 1912, gehalten in verschiedenen Stadten (N.T.: Vinte e três palestras individuais a partir de 1911 e 1912, realizada em diferentes cidades), Dornach 1995, Das rosenkreuzerische Christentum (O Cristianismo Rosacruz), Neuchatel, 27 de setembro de 1911, pág. 58.
[132] A mesma fonte citada no item anterior, pág. 57.
[133] Em: Rudolf Steiner, Von Jesus zu Christus (N.T.: De Jesus para Cristo), [GA 131], Ein Zyklus von zehn Vortragen mit einem vorangehenden offentlichen Vortrag gehalte in Karlsruhe vom 4. bis 14. Oktober 1911 (N.T.: Um ciclo de dez palestras com uma palestra pública anterior realizada em Karlsruhe outubro 04-14, 1911), pág. 58.
[134] Max Heindel, De Wereldbeschouwing der Rozenkruisers (N.T.: Conceito Rosacruz do Cosmos), Den Haag 2000, pág. 209.
[135] Max Heindel, De Wijsbegeerte der Rozenkruisers in Vragen en Antwoorden deel 2 (NT: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, volume 2), Den Haag 1990, pág. 201.
[136] Max Heindel, De Wijsbegeerte der Rozenkruisers in Vragen en Antwoorden deel 2 (NT: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, volume 2), Den Haag 1990, pág. 410.
[137] Rudolf Steiner, Wie erlangt man Erkenntnisse der hoheren Welten (N.T.: Como saber o conhecimento dos mundos superiores). [GA 10] 1903/04. Os últimos dois capítulos. E Rudolf Steiner, De wetenschap van de geheimen der ziel (N.T.: A Ciência dos segredos da Alma), [Tb 601] Capítulo 5.
[138] Max Heindel, Het web van het lot (N.T.: A Teia do Destino), Amsterdam 1928, Capítulo 3, pág. 21.
[139] Max Heindel, Vragen en Antwoorden (N.T.: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas), Volume 2, pág. 404.
[140] N.T.: A partir de pesquisas Akasha. O Quinto Evangelho
[141] Palestras dadas em 1913, em Kristiana [GA 148]
[142] Die Theosophie des Rosenkreuzers, Pág. 43.
[143] Max Heindel, Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume 2, pergunta 66.
[144] No Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos.
[145] Rudolf Steiner, Zur Geschikte und aus den Inhalten der ersten Abteilung der Esoterische Schule, 1904-1914. (N.T.: Sobre a história e os conteúdos da Escola Esotérica, 1904-1914 Primeira Divisão) [GA 264] Dornach 1984. E: Zur Geschikte und aus den Inhalten der erkenntniskultischen Abteilung der Esoterische Schule, 1904-1914. (N.T.: Sobre a história e os conteúdos da Escola Esotérica, 1904-1914 de conhecimento Departamento de culto) [GA 265], Dornach 1987.
[146] Do Livro Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel.
[147] Max Heindel, De mysterien van het Rozenkruis (N.T.: Os Mistérios Rosacruzes), Amsterdam 1926, pág. 6.
[148] Isto foi em 20 de outubro de 1902.
[149] Veja esta carta no Adendo 9 – Troca de cartas entre Max Heindel, Laura Bauer e Hugo Vollrath.
[150] Max Heindel, Sprokkelingen van een mysticus (N.T.: Coletâneas de um Místico), Haarlem 1934, pág. 13.
[151] Veja Adendo 9, a carta para a Sra. Bauer, datada de 14/16 de outubro de 1911
[152] Uma cópia das 2 cartas datadas 23-12-1910 e 14/16-10-1911 já estavam em meu poder, mas no dia 24-12-2002 recebi do Sr. Charles Weber, de Oceanside, cópias da troca completa de cartas.
[153] Max Altmann em Leipzig, o editor de Steiner que, após conversar com Steiner sobre isto, foi obrigado a se retirar. Veja capítulo 4 para mais informações.
[154] Hugo Vollrath, em Leipzig.
[155] N.T.: Escrito por James Russell Lowell (1819-1891) foi um poeta romântico, crítico, satírico, escritor, diplomata e abolicionista dos Estados Unidos da América.
[156] The Rosicrucian Cosmo-Conception, ou O Conceito Rosacruz do Cosmos.
[157] N.T.: Renascimento
[158] N.T.: Reencarnação
[159] N.T.: Átomo-semente
[160] N.T.: Átomo de germe
[161] N.T.: habilidade de brotar
[162] N.T.: Carne, Transporte, Corpo
[163] N.T.: Veículo
[164] N.T.: Forças Construtoras
[165] N.T.: Selva
[169] N.T.: Alma Intelectual
[170] No dia 20 de outubro de 1902
[171] N.T.: Ao bom entendedor
[172] N.T.: Uma Palavra ao Sábio
[173] Uma cópia dos dados originais me foi dada pelo Sr. A. G. Gstaltner, Jr. de Viena.
[174] U. Neumann, Daniel Mogling, pág. 104.
[175] W. Begemann, ‘Bemerkungen zu einigen Rosenkreuzerschriften’ in Felix Seckt (Herausgeber), Zirkelcorrespondenz unter den Johannis-Logenmeister der Grossen Landesloge der Freimaurer von Deutschland, (N.T.: ‘Comentários sobre alguns escritos Rosacruzes’ em Felix Seckt (Editor), Correspondência circular entre Johannis- Mestre da Loja do Grande National Lodge dos Maçons da Alemanha), Berlin 1896, Heft 4, pág. 249-299.
[176] P. F. W. Huijs, ‘Compêndio dos Escritos Rosacruzes em Imagens’, uma introdução, de John van Schaik, De Rozekruisers ontsluierd, (N.T.: Rosacruzes desvendados) Zeist 1994, pág. 88-91.
[177] Fama Fraternitatis R.C. etc, Kassel 1615, pág. 102.
[178] Veja: Max Heindel, no Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas parte II, pergunta 134.
[179] N.T.: Acre de Deus é um termo em Inglês para um cemitério, especificamente terra de enterro. A palavra vem do Alemão Gottesacker (Campo de Deus) uma designação antiga para um cemitério. A utilização de “acre” não está relacionada com a unidade de medição “acre” e pode ser de qualquer tamanho. No início do século 17, o termo foi usado como uma tradução do alemão, mas até o final do século, ela foi aceita como um termo em Inglês.
[180] N.T.: nome comum de flores pertencentes à família da Pulsatilla.
[181] N.T.: A ordem Hymenoptera é um dos maiores grupos dentre os insetos, compreendendo as vespas, abelhas e formigas.
[182] N.T.: a abelha-europeia
[183] N.T.: Labarum: a bandeira de Constantino o Grande, com a coroa, a cruz e o nome de Jesus enfeitado.
[184] N.T.: Sátiro na mitologia grega, era um ser da natureza com o corpo metade humano e metade bode. Equivale ao fauno da mitologia romana.
[185] N.T.: Um tirso era um bastão envolvido em hera e ramos de videira e encimado por uma pinha.
“Quando investigamos o significado de qualquer mito, lenda ou símbolo de valor oculto é absolutamente necessário entendermos que, assim como todo objeto do mundo tridimensional deve ser examinado de todos os ângulos para dele obtermos uma compreensão completa, igualmente todos os símbolos têm também certo número de aspectos. Cada ponto de vista revela uma fase diferente das demais, e todas merecem igual consideração.
“Visto em toda sua plenitude, este maravilhoso símbolo contém a chave da evolução passada do ser humano, sua presente constituição e desenvolvimento futuro, mais o método de sua obtenção. Quando ele se apresenta com uma só rosa no centro simboliza o espírito irradiando de si mesmo os quatro veículos: os Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente significando que o espírito entrou em seus instrumentos, convertendo-se em Espírito Humano interno. Contudo, houve um tempo em que essa condição ainda não havia sido alcançada, um tempo em que o Tríplice Espírito pairava acima dos seus veículos, incapaz de neles entrar. Então a cruz erguia-se sem a rosa, simbolizando as condições prevalecentes no começo da terça parte da Época Atlante. Houve também um tempo em que faltava o madeiro superior da cruz. A constituição humana era, pois, representada pela Tau (T), isto na Época Lemúrica, quando o ser humano só dispunha dos Corpos Denso, Vital e de Desejos e carecia da Mente. O que predominava, então, era a natureza animal. O ser humano seguia os seus desejos sem reserva. Anteriormente ainda, na Época Hiperbórea, só possuía os Corpos Denso e Vital, faltando o de Desejos. Então o ser humano, em formação, era análogo às plantas: casto e sem desejos. Nesse tempo sua constituição não podia ser representada por uma cruz; era simbolizada por uma coluna reta, um pilar (I).
“Este símbolo foi considerado fálico, indicando a libertinagem do povo que o venerava. Por certo é um emblema de geração, mas geração não é absolutamente sinônimo de degradação. Longe disso. O pilar é o madeiro inferior da cruz, símbolo do ser humano em formação, quando era análogo às plantas. A planta é inconsciente de toda paixão ou desejo e inocente do mal. Gera e perpetua sua espécie de modo tão puro, tão casto, que propriamente compreendida, é um exemplo para a decaída e luxuriosa humanidade, a qual deveria venerá-la como um ideal. Aliás, o símbolo foi dado às raças primitivas com esse objetivo. O Falo e o Yona, empregados nos Templos de Mistério da Grécia, foram dados pelos Hierofantes com esse espírito. No frontispício do templo colocavam-se as enigmáticas palavras: “Ser humano, conhece a ti mesmo”. Este lema, bem compreendido, é análogo ao da Rosacruz, pois mostra as razões da queda do ser humano no desejo, na paixão e no pecado, e dá a chave de sua liberação do mesmo modo que as rosas sobre a cruz indicam o caminho da libertação.
“A planta é inocente, porém, não virtuosa. Não tem desejos nem livre escolha. O ser humano tem ambas as coisas. Pode seguir seus desejos ou não, conforme queira, para aprender a dominar-se.
“Enquanto foi como as plantas, um hermafrodita, ele podia gerar por si, sem cooperação de outrem; mas ainda que fosse tão inocente e tão casto como as plantas, ele era também como elas: inconsciente e inerte. Para poder avançar, necessitava que os desejos o estimulassem e uma Mente o guiasse. Por isso, a metade de sua força criadora foi retida com o propósito de construir um cérebro e uma laringe. Naquele tempo o ser humano tinha a forma arredondada. Era curvado para dentro, semelhante a um embrião, e a laringe atual era, então, uma parte do órgão criador, aderiu à cabeça quando o corpo tomou a forma ereta. A relação entre as duas metades pode-se ver ainda hoje na mudança de voz do rapaz, expressão do polo positivo da força geradora, ao alcançar a puberdade. A mesma força que constrói outro corpo, quando se exterioriza, constrói o cérebro quando retida. Compreende-se isso claramente ao sabermos que o excesso sexual conduz à loucura. O pensador profundo sente pouquíssima inclinação para as práticas amorosas, de modo que emprega toda sua força geradora na criação de pensamentos, ao invés de desperdiçá-la na gratificação dos sentidos.
“Quando o ser humano começou a reter a metade de sua força criadora para o fim já mencionado, sua consciência foi dirigida para dentro, para construir órgãos. Ele podia ver esses órgãos, e empregou a mesma força criadora, então sob a direção das Hierarquias Criadoras, para planejar e executar os projetos dos órgãos, assim como agora a emprega no mundo externo para construir aeroplanos, casas, automóveis, telefones, etc. Naquele tempo o ser humano era inconsciente de como a metade daquela força criadora se exteriorizava na geração de outro corpo.
“A geração efetuava-se sob a direção dos Anjos, que em certas épocas do ano, agrupavam os humanos aptos em grandes templos, onde se realizava o ato criador. O ser humano era inconsciente desse fato. Seus olhos ainda não tinham sido abertos, e embora fosse necessária a colaboração de uma parceira, que tivesse a outra metade ou o outro polo da força criadora indispensável à geração, cuja metade ele retinha para construir órgãos internos, em princípio não conhecia sua esposa. Na vida ordinária o ser humano estava encerrado dentro de si, pelo menos no que tangia ao Mundo Físico. Isto, porém, começou a mudar quando foi posto em íntimo contato, como acontece no ato gerador. Então, por um momento, o espírito rasgou o véu da carne e Adão conheceu sua esposa. Deixou de conhecer-se a si mesmo, quando sua consciência se concentrou mais e mais no mundo externo, perdendo ele sua percepção interna, a qual não poderá ser readquirida plenamente enquanto necessitar da cooperação de outro ser para criar, e não tenha alcançado o desenvolvimento que lhe permita utilizar, de novo e voluntariamente, toda sua força criadora. Então voltará a conhecer-se a si mesmo, como no tempo em que atravessava o estágio análogo ao vegetal, mas com esta importantíssima diferença: usará sua faculdade criadora conscientemente, e não será restringido a empregá-la só na procriação de sua espécie, mas poderá criar o que quiser. Outrossim, não usará os seus atuais órgãos de geração: a laringe, dirigida pelo espírito, falará a palavra criadora através do mecanismo coordenador do cérebro. Assim, os dois órgãos, formados pela metade da força criadora, serão os meios pelos quais o ser humano se converterá finalmente em um criador independente e autoconsciente.
“Mesmo presentemente, o ser humano já modela a matéria pela voz e pelo pensamento ao mesmo tempo, como vimos nas experiências científicas em que os pensamentos criaram imagens em placas fotográficas, e noutras em que a voz humana criou figuras geométricas na areia (em cima de uma placa de vidro), etc. Em proporção direta ao altruísmo que demonstre, o ser humano poderá exteriorizar a força criadora que retiver. Isto lhe dará maior poder mental e o capacitará a utilizar-se de tal poder na elevação dos demais, ao invés de tentar degradá-los e sujeitá-los à sua vontade. Aprendendo a dominar-se, cessará de tentar dominar aos outros, salvo quando o fizer temporariamente para o bem deles, jamais para fins egoísticos. Somente aquele que se domina está qualificado para orientar aos demais e, quando necessário, é competente para julgá-los no modo que melhor lhes convenha.
“Vemos, portanto, que, a seu devido tempo, o atual modo passional de geração será substituído por um método mais puro e mais eficiente que o atual. Isto também está simbolizado pela Rosacruz, em que a rosa se situa no centro, entre os quatro braços. O madeiro mais comprido representa o corpo; os dois horizontais, os dois braços; e o madeiro curto superior representa a cabeça. A rosa está colocada no lugar da laringe.
“Como qualquer outra flor, a rosa é o órgão gerador da planta. Seu caule verde leva o sangue vegetal, incolor e sem paixão. A rosa de cor vermelho-sangue mostra a paixão que inunda o sangue da raça humana, embora na rosa propriamente dita o fluido vital não seja sensual, mas sim casto e puro. Ela é, por conseguinte, excelente símbolo dos órgãos geradores em seu estado puríssimo e santo, estado que o ser humano alcançará quando haja purificado e limpo seu sangue de todo desejo, quando se tenha tornado casto e puro, análogo a Cristo.
“Por isso os Rosacruzes esperam, ardentemente, o dia em que as rosas floresçam na cruz da humanidade; por isso os Irmãos Maiores saúdam a alma aspirante com as palavras de saudação Rosacruz: “Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz”; e é por este motivo que essa saudação é usada nas reuniões dos Núcleos da Fraternidade pelo dirigente, ocasião em que os Estudantes, Probacionistas e Discípulos presentes respondem à saudação dizendo: “E na vossa também”.
“Ao falar de sua purificação, São João (IJo 3: 9) diz que aquele que nasce de Deus não pode pecar, porque guarda dentro de si a sua semente. Para progredir é absolutamente necessário que o aspirante seja casto. Todavia, deve-se ter bem presente que a castidade absoluta não é exigida enquanto o ser humano não tenha alcançado o ponto em que esteja apto para as Grandes Iniciações, e que a perpetuação da raça é um dever que temos para com o todo. Se estivermos aptos: mentalmente, moralmente, fisicamente e financeiramente, podemos executar o ato da geração, não para gratificar a sensualidade, mas como um santo sacrifício oferecido no altar da humanidade. Tampouco deve ser realizado austeramente, em repulsiva disposição mental, mas sim numa feliz entrega de si mesmo, pelo privilégio de oferecer a algum amigo que esteja desejando renascer, um corpo e ambiente apropriados ao seu desenvolvimento. Desse modo estaremos também o ajudando a cultivar o florescimento das rosas em sua cruz”[2].
Sobre os símbolos nos livros, a senhorita Lizzie Graham escreveu, na Rays de janeiro de 1919 na página 358, o seguinte: “Quantas vezes não olhamos para a capa do Conceito Rosacruz do Cosmos e as outras publicações e percebemos que é um bom projeto e bem singular. E nos perguntamos quem o desenvolveu e se tem algum significado. O que segue são os pensamentos de alguém que, por várias vezes, tentou interpretá-lo.
Do lado inferior da capa tem duas flores-de-lis, simbolizando a Trindade Divina: Pai, Filho e Espírito Santo. Contudo, como na Época aqui proposta somente o Pai e o Espírito Santo estavam ativos, temos apenas duas folhas da flor pintadas de vermelho e, portanto, indicando energia.
Vemos os seres criados como duas linhas subindo, por um tempo, com dois Corpos ativos, os Corpos Denso e Vital. Contudo, depois de um tempo o Corpo de Desejos é acrescentado, representado pelo vermelho das linhas que sobem[3].
Apesar das linhas parecerem iguais, elas são totalmente diferentes. A do lado esquerdo, em nossa literatura conhecidos como os filhos de Caim, estão repletos de energia positiva e são os artesãos no mundo, os maçons, que abrem o seu caminho através da vida ultrapassando os obstáculos, pois sabem que isso reforça o caráter. Eles trabalham com o intelecto, demonstrado pela lâmpada que tem nove raios saindo da chama, que escolheram o caminho positivo, por meio do estudo esotérico.
O outro lado desenvolve o lado coração da vida. A chama divina tem apenas oito raios, um caminho negativo (passivo). Eles, que seguem este caminho, querem um líder, alguém para seguir, alguém para adorar. Eles são as pessoas da Igreja e que obedecem aos ensinamentos de seus líderes.
As linhas de vida seguem para cima, lado a lado, até que chega um ponto em que os sábios e os amorosos que lideram a nossa evolução decidem que, para continuar esta evolução, é necessário unir as duas linhas, e tem o plano de conseguir isto por meio da construção de um Templo, para os crentes, pelos artesãos e que as duas linhas irão se unir em um místico mar fundido. Podemos ver este impulso maravilhoso pelo cálice que em ambos os lados sobe, preenchido com o vermelho do vinho da vida. Pode se ler esta história na construção do Templo do Rei Salomão. Este plano foi frustrado pela traição dos filhos de Seth que ficam do lado direito. A seguir eles se afastaram um do outro mais do que em qualquer tempo antes.
Um estado grave é demonstrado pelo fato de alguns caírem no materialismo. Contudo, a raça humana continua vivendo e progredindo, o crente e o cientista, o místico e o ocultista, cada um seguindo seu caminho, independente do outro, até que foi atingido um estado tal de materialismo que os líderes espirituais viram um grande perigo para o futuro. Para impedir que o plano de desenvolvimento fosse frustrado, foi permitido a destruição em massa de corpos dos seres humanos. Veja a ruptura em ambos os lados. Contudo, este desastre tem o efeito desejado; vemos, agora, uma grande força e ambos os lados se viram novamente em direção um do outro, onde logo conseguirão se unir.
Embaixo vemos mais um símbolo, tão pequeno que pode ser negligenciado facilmente. Aqui está uma cruz preta pequena, que representa o Corpo Denso. Numa ampliação da cabeça da cruz vemos um coração. Coração e Cabeça se reconciliaram, e a consequência pode ser vista no feixe de propagação, no Corpo-Alma resultante.
Mas, outro símbolo está bem no meio, a Rosacruz. O braço inferior representa a vida vegetal, que recebe o alimento pela raiz. Um dia, fomos como as plantas. Os braços que cruzam são o símbolo de nossa passagem pelo estágio animal, com sua espinha horizontal. O braço superior representa a Mente que é a característica do ser humano, e a linda estrela simboliza o Dourado Manto Nupcial que nos tornará divinos”.
Como a Sede Central recebeu algumas perguntas de porque a rosa branca não está desenhada na versão do Emblema da Fraternidade que aparecem nos livros, cartas, envelopes e etc., foi explicado na edição do Echoes de julho de 1985: “A rosa branca simboliza pureza de coração e também a laringe com a qual o ser humano, quando estiver puro, falará a palavra criadora; é a parte mais sagrada do emblema. Ela atrai e emite uma força que deve ser admirada com muito respeito. Por esta razão consideramos inadequado imprimir a rosa branca na versão do emblema que é utilizado em produtos materiais, comerciais e anexos dos trabalhos da Fraternidade. O emblema que permanece na Capela e no Templo em Mount Ecclesia, que contém a rosa branca, é coberto por uma cortina que a tira da vista, e apenas durante algumas ocasiões como nos rituais do templo e de cura. O emblema na Capela do Setor de Cura, que também contém uma rosa branca, está constantemente descoberto. Contudo, esta capela é visitada apenas por pessoas que sinceramente e conscientemente rezam pela sua cura, ou por aqueles que urgentemente pedem por auxílio espiritual”.
Where are you going my pretty Maid?[4]
Celebrated
English Ditty
Of the olden time
With
New symphony & accompaniment
By
R. Gaythorne
London composed by I. Nathan.
W. Marshall & Co.
7 Prince St.
Oxford Circus. W.
‘Where are you going, my pretty maid?
Where are you going, my pretty maid?’
‘I´m going a milking’, ‘sir’, she said,
‘sir’, she said, ‘sir’, she said.
‘I´m going a milking’, ‘sir’ she said.
‘Shall I come with you, my pretty maid?
Shall I come with you, my pretty maid?’
‘Oh, yes, if you please’, kind ‘sir’, she said.
‘sir’, she said, ‘sir’, she said.
‘Oh, yes, if you please’, kind ‘sir’, she said.
‘What is your father, my pretty maid?
What is your father, my pretty maid?’
‘My father ´s a farmer’, ‘sir’, she said.
‘sir’, she said, ‘sir’, she said.
‘My father ´s a farmer’, ‘sir’, she said.
‘Shall I marry you, my pretty maid?
Shall I marry you, my pretty maid?’
‘Oh, yes, if you please, kind sir’, she said.
‘sir’, she said, ‘sir’, she said.
‘Oh, yes, if you please, kind sir’, she said.
‘And what is your fortune, my pretty maid?
And what is your fortune, my pretty maid?’
‘My face is my fortune, sir’, she said,
‘sir’, she said, ‘sir’, she said.
‘My face is my fortune, sir’, she said.
‘Then I can´t marry you, my pretty maid,
Then I can´t marry you, my pretty maid.’
‘Nobody axed you, sir’, she said,
‘sir’, she said, ‘sir’, she said.
‘Nobody axed you, sir’, she said.
TRADUÇÃO
Para onde está indo, minha querida menina?
“Para onde está indo, minha querida menina?”
“Para onde está indo, minha querida menina?”
“Eu vou tirar leite, senhor”, disse ela.
“Senhor”, ela disse, “senhor”, ela disse
“Posso ir com você, minha querida menina?
Posso ir com você, minha querida menina?”
Claro, se o senhor assim quiser, senhor, disse ela.
O que o seu pai faz, minha querida menina?
Meu pai é fazendeiro, senhor, disse ela.
Posso me casar com você, minha querida menina?
Com certeza, se o senhor assim quiser, senhor, disse ela.
E qual é a sua fortuna, minha querida menina?
Meu rosto é a minha fortuna, senhor, disse ela.
Então não poderei me casar com você, minha querida menina.
Ninguém pediu isto, senhor, disse ela.
BEN BOLT[5] Or Oh! Don´t you remember
A
Ballad
Ent. Sta. Hall
London
Published by R. Mills,
140 New Bond St.
Oh! Don´t you remember sweet Alice, Ben Bolt,
Sweet Alice with hair so brown;
She wept with delight when you gave her a smile,
And trembled with fear at your frown:
In the old churchyard, in the valley, Ben Bolt,
In a corner obscure and alone,
They have fitted a slab of granite so grey,
And sweet Alice lies under the stone.
Oh! Don´t you remember the wood, Ben Bolt,
Near the green sunny slope of the hill;
Where oft we have sung ‘neath its wide spreading shade,
And kept time to the click of the mill:
The mill has gone to decay, Ben Bolt,
And a quiet now reigns all around,
See the old rustic porch with it roses so sweet,
Lies scatter´d and fallen to the ground.
Oh! Don´t you remember the school, Ben Bolt,
And the master so kind and true;
And the little nook by the clear running brook,
Where we gather´d the flow´rs as they grew:
On the master´s grave grows the grass, Ben Bolt,
And the running little brook is now dry,
And of all the friends, who were school mates then,
There remain Ben, but you and I.
TRADUÇÃO
BEN BOLT
Ou
Oh, você não se lembra?
Uma balada
Oh, você não se lembra da doce Alice, Ben Bolt,
A doce Alice dos cabelos castanhos?
Ela chorou de alegria quando você lhe deu um sorriso,
E tremia de medo de seu olhar severo:
No antigo cemitério, no vale, Ben Bolt,
Em um canto escuro e sozinho,
Colocaram uma laje de granito tão cinza,
E Alice se encontra sob aquele granito.
Oh! Você não se lembra do bosque, Ben Bolt,
Perto da encosta verde da colina ensolarada;
Onde várias vezes cantamos em sua sombra tão ampla,
E marcávamos o tempo com o clique do moinho:
O moinho está em decadência, Ben Bolt,
E agora domina o silêncio por toda parte,
O antigo portão rústico com suas rosas
Agora está caído no chão.
Oh! Você não se lembra da escola, Ben Bolt,
E o mestre tão amável e sincero
E o pequeno recanto junto ao rio de águas límpidas
Onde nós colhíamos as flores, que cresciam lá?
Na sepultura do mestre cresce a grama, Ben Bolt,
E o riozinho agora está seco
E de todos os amigos, que foram colegas de escola,
Somos nós Ben, os únicos que sobramos.
Aqui segue alguns mapas natais de pessoas e acontecimentos presentes nesta biografia, pelo que eu primeiramente focalizo ao leitor que é conhecedor de Astrologia[6].
Deve se notar que foi utilizado o sistema de Casas de Campanus, que Plutão é conhecido como pertencente à Áries, e é utilizado 35 Aspectos, onde o funcionamento é demonstrado da melhor forma possível. Estes Aspectos estão fundados no trabalho de Johannes Kepler ‘A Harmonia do Mundo’, livro 4, capítulo 5[7].
A Lua foi calculada para sua posição exata (eliminação da paralaxe); os Mapas de: Studion, Hess, Haslmayr, Andreae e Fludd foram calculados com o ajuste do tempo, o que é necessário para aquele período, e as datas foram transformadas para o calendário gregoriano ou tempo moderno.
Na tabela acima estão exibidos: os graus, símbolos, operação + ou – e a órbita. Os símbolos dos Aspectos, para os que não existiam, foram desenvolvidos por mim. As progressões e eventuais correções do momento do nascimento foram calculados pela chave: 1 ano tropical ou solar é igual a 1 dia solar.
Adendo 12 – Mapas Natais: Simon Studion
Simon Studion nasceu, pelo calendário antigo, no dia 6 de março de 1543, entre 6 e 7 horas em Urach, 48.30.00 N.Br. e 9.24.12 O.L. Conforme nosso tempo moderno isto foi 10 dias depois, portanto, no dia 16 de março de 1543. Oficialmente o calendário antigo ou Juliano terminou em 15 de outubro de 1582. Então entrou o calendário gregoriano, ou moderno, porque o antigo estava 10 dias atrasado. Embora nem todos os países fizesse a mudança para o calendário moderno, todos os programas de computador calculam automaticamente os nascidos antes de 15 de outubro de 1582 para o calendário moderno. Isto significa que para Simon Studion devemos inserir a data conforme o calendário antigo, e também suas progressões.
Para calcular a data exata do nascimento foram utilizadas as seguintes informações:
Adendo 12 – Mapas Natais: Tobias Hess
Em seu elogio a Tobias Hess – um homem sem igual-imortal[12] – Johann Valentin Andreae escreveu sobre seu amigo Tobias Hess: ‘É preciso imaginar um homem de postura ereta, com uma testa sem rugas, olhos vivos, nariz afilado, um rosto amigável, mãos delicadas, membros poderosos e sempre cheio de movimento’. Ele nasceu em 10 de fevereiro de 1568[13], em Neurenberg. Seu pai era Frederik Hess, senador em Neurenberg. Ele estudou direito e seguiu esta profissão por um tempo. Ele também aprendeu Hebreu, Grego e Latim e se dedicava à poesia, história, mecânica e matemática. Ele também tentou construir um movimento perpétuo. Sua mãe despertou nele o interesse pela medicina, por meio de seu farmacêutico. Ele também se tornou um excelente teólogo. Ele tinha uma memória louvável e citava páginas inteiras da Bíblia, tanto em Alemão quanto em Latim. ‘Nesse meio tempo sua Casa se tornou bem povoada, graças à fertilidade de sua esposa’, conforme Andreae, pois ele teve 12 filhos. Ele tinha diversos problemas com as autoridades, tanto por suas ideias quanto pelas práticas ilegais dos métodos de cura de Paracelso. Apesar de até o fim estar bem mentalmente, ele fica acamado. Ele permanece muito tempo doente, se definha totalmente e acaba falecendo no dia 4 de dezembro de 1614.
O Senhor Gilly fez todo o possível para descobrir se em algum lugar estava mencionado o horário de nascimento, infelizmente não conseguiu descobrir. Ele conseguiu me enviar as informações sobre Hess e sua família que se encontravam nos arquivos da Biblioteca da Universidade de Tübingen.
Não foi encontrada nenhuma gravura de Tobias Hess; a descrição acima de Andreae faz pensar em um Ascendente de Signo de Ar. De seu casamento é falado que não era feliz. Tendo Aquário como Ascendente tem o regente da Casa 7 na 1, o que indica uma esposa dominante. Tentamos corrigir seu mapa com auxílio dos acontecimentos. Isto parece especulativo para os céticos, mas os Astros e seus Aspectos sugerem muito sobre este homem especial. Tendo Sagitário no MC com Júpiter nele demonstra seu interesse em estudar direito, enquanto o regente (naquela época co-regente) de Aquário em Virgem demonstra interesse em medicina; e com Marte na 6ª Casa, a prática para isso. O Sol na primeira Casa demonstra que ele não tinha medo. A 9ª Casa é a dos processos, ações judiciais. O regente desta, Marte na 6ª Casa (160 graus) está harmônico com o Ascendente demonstrando que ele como advogado estava pronto para lutar. Também mostra que por meio de seu trabalho, praticar a medicina sem autorização, também teria problemas com a justiça.
Andreae descreve Hess como uma pessoa muito pacífica, sempre disposto a ajudar outras pessoas e tido como alguém que perdoava seus oponentes. Aqui acrescentamos Netuno harmônico ao Ascendente que traz a ideia de que ele era um Irmão Leigo da Ordem Rosacruz e, igualmente a Max Heindel, tinha uma mensagem a trazer por meio do Fama Fraternitatis RC e do Confessio Fraternitatis RC. Se Hess escreveu totalmente sozinho ou com a ajuda de Andreae e outros, sobre isto os historiadores não são unânimes. Contudo, o que todos concordam é que Hess era o ponto central em todo caso.
Tobias Hess nasceu no dia 10 de fevereiro de 1568 em Neurenberg, que fica 49:47:10 LN e 11:04:40 LE. O horário do nascimento é desconhecido. Conforme as descrições pessoais de Andreae, Aquário pode ser seu Ascendente. Então Sagitário estaria no MC o que encaixa muito bem, tanto para um advogado quanto um médico. Se isto é certo vai aparecer nas Progressões. Como o tempo, naquela época, era determinado por meio de um relógio de sol, devemos aplicar corretores de horário. Considerando um nascimento às 7:12:04 LMT encontramos as seguintes Progressões para umas quatro ocasiões onde as datas são conhecidas:
Após encontrar estas progressões seu nascimento deve ter sido às 7:12:04 LMT, gerando o Mapa Natal acima. Isto coincide com um GMT de 6:27:46 e uma Hora Sideral de 16:29:16.
Adendo 12 – Mapas Natais: Adam Haslmayr
Adam Haslmayr nasceu no dia 31 de outubro de 1562, conforme o calendário antigo em Bozen no Tirol, que hoje se chama Bolzano, 46.29.13 NL e 11.23.09 LL Conforme nosso calendário o nascimento foi 10 dias depois, portanto, em 10 de novembro de 1562, Áustria, onde o Sul do Tirol pertencia então, mudou para o calendário novo por volta de 1584.
Encontrar o horário do nascimento de Haslmayr é dificultado porque não existe nenhuma gravura dele, e também não há uma descrição de sua personalidade. Apenas sabemos que ele foi organista por profissão, professor, contador e praticava o método de cura de Paracelso.
Para determinar o horário do nascimento foram usados os seguintes dados:
Adendo 12 – Mapas Natais: Johann Valentin Andreae
Johann Valentin Andreae nasceu, conforme nosso tempo atual ou calendário Gregoriano, no dia 27 de agosto de 1586, em Herrenberg 48.35.25 NL, 8.52.15 EL. Conforme sua autobiografia Vita, foi entre as 6 e 7 horas. Este mesmo horário encontramos na Bíblia da Família e no registro do Batismo. Schick diz que Andreae tinha contato por escrito com Johannes Kepler[14]. O desenho do Mapa Natal no Collectaneorum mathematicum de Andreae foi, provavelmente, calculado por Kepler, e, portanto, para 6:30 h[15].
Para determinar a hora correta foram utilizados os seguintes acontecimentos, todos calculados conforme o calendário Gregoriano, que são dez dias depois porque Württemberg só mudou para o Calendário Gregoriano em 1700.
Mais duas considerações:
Adendo 12 – Mapas Natais: Carl Louis Fredrik Grasshoff (Max Heindel)
Conforme o registro do batismo de Aarhus na Dinamarca, Carl Grasshoff – que na América mudou seu nome para Max Heindel – nasceu no dia 23 de julho de 1865. Não foi indicado um horário, mas isto pode ser tirado de seu próprio cálculo de Mapa Natal, que se encontra no Mensagem das Estrelas, traduzido para o holandês com o título Astrologiehandkboek; de boodschap der sterren[16] e também Handboek voor astrologie[17], mapa natal número 3. Para o correto cálculo de suas três Iniciações, foi utilizado, primeiramente, as informações dos acontecimentos abaixo para o cálculo da hora exata de seu nascimento. Para tanto foram utilizados:
O resultado destas correções dá a hora de nascimento em 4:32:08 LMT, 3:51:20 GMT e 00:35:44 ST; uma hora que é praticamente a mesma que o próprio Max Heindel utilizou. Seu Mapa Natal é o demonstrado acima.
Baseado neste Mapa, acertado pelo horário, segue então o cálculo das progressões durante suas Iniciações, dos quais infelizmente nem todas as datas são conhecidas.
1ª Iniciação: aproximadamente em 20 de maio de 1908 – Arco primário: 2:41:40; Hora Sideral (ST) progredida: 3:17:24; Ascendente primário Virgem 3:11:45 Semisextil Ascendente/Sol = 3:27; Cúspide 8: Áries 4:02:35 estava 40:09 em Plutão. Os Astros progredidos: Sol em Virgem 11:25:18, estava 35:51 com a Lua. A Lua 18:55:10 estava 167:13 de Lua/Ascendente; Mercúrio progredido em Virgem 18:05:27, Retrógrado, estava 44:38 Sol/Ascendente e 12:15 de Marte. Vênus progredido em Leão 1:05:26 estava 19:53 de Mercúrio. Marte progredido 2:56:27 estava em exato Sextil de Sol/Lua.
2ª Iniciação: aproximadamente, em 19 de abril de 1910 – Arco primário 2:48:18; Hora Sideral (ST) progredida 3:24:02. O MC primário em Touro 23:23:58, estava 71:57 com a Lua. O Ascendente Virgem 4:16:59, estava 143:43 com Netuno. Cúspide 8, Áries 5:17:25 estava 119:43 com Lua e 105:15 com Júpiter. Os Astros progredidos: Sol em Virgem 13:15:05, nada. Lua em Peixes 17:20:36, nada. Mercúrio em Virgem 16:16:15, estava 74:46 com Urano e 155:42 com Netuno. Vênus primário em Leão 3:15:42 estava em Conjunção com Sol/Ascendente. (3:27) e 17:42 Mercúrio. Marte primário em Libra 4:09:50 estava 20:01 com Saturno.
3ª Iniciação: aproximadamente 22 novembro de 1910 (portanto apenas 7 meses após a 2ª Iniciação) – Arco primário: 2:50:33; Hora Sideral (ST): 3:26:17. O Ascendente primário em Virgem, 4:39:11, estava a 79:55 de Vênus e 144:05 de Netuno. A Cúspide da 8ª Casa, Áries 5:42:52, estava em Trígono com a Lua (5:34:23 Leão. O Sol primário (13:51:17 Virgem) estava 20:40 de Saturno e 96:11 de Júpiter. A Lua primária (26:18:56 Peixes) estava 159:31 de Marte e 96:17 de Júpiter. Vênus primário (3:58:43 Leão) estava 80:12 de Saturno e 79:50 de Plutão. Marte primário, finalmente, estava 4:34:03 Libra, portanto 140:26 de Plutão.
4ª Iniciação: aproximadamente 6 de julho de 1913 – Arco primário: 2:59:59; Hora Sideral (ST): 3:35:43. O Ascendente primário: Virgem 6:11:56, estava 47:56 Saturno. A cúspide da 6ª Casa, Capricórnio 28:31, estava 72:03 de Netuno. O Sol primário, 16:24:01 Virgem, estava 39:43 com o Ascendente e 75 graus com Urano. Urano primário, Peixes 3:30:46, estava Semisextil com o ponto médio de Sol/Ascendente (Leão 3:28:03), enquanto Saturno, em trânsito, estava 54:26 com Ascendente, 83:34 com Marte e 47.59 com a Lua.
Adendo 12 – Mapas Natais: Cathy Wallace
Conforme o ‘Registro de Nascimentos do Distrito de Clyde’ Cathy Wallace nasceu no dia 4 de janeiro de 1869, às 9:00 h GMT na Carrick Street 63, em Glasgow, 55:51:29 NL; 4:15:58 WL. Como de conhecimento geral, naquele tempo, os horários de nascimento eram arredondados e muito duvidosos. Por este motivo corrigimos o Mapa Natal dela utilizando as seguintes informações:
Adendo 12 – Mapas Natais: Augusta Foss
Ela nasceu no dia 27 de janeiro de 1865, às 17:15:37 LMT (Hora Local), 22:45:40 GMT e 1:44:29 Hora Sideral, a 18 km ao Sul de Mansfield (Bellville?), no Estado de Ohio (40:37:12 N.L. e 82:30:39 W.L.. O Mapa Natal dela está no Livro Astrodiagnose e Astroterapia, Capítulo XI. Neste capítulo a Sra. Heindel, como se chama posteriormente, descreve as progressões de um resfriado que ela pegou e que se tornou uma pneumonia dupla. Uma situação muito crítica, dado que o médico britânico Dr. Alexander Fleming ainda tinha que descobrir a penicilina em 1929. Ela cita como causa disto a progressão da Lua em Virgem (28:26) em Quadratura com Urano (25:55) em Gêmeos, em uma órbita bem ampla. Como a Lua caminhava quase 11:49 por ano, ou 1 grau por mês, a duração foi, aproximadamente, de 2 meses e meio. Depois ela cita Marte Progredido 21:01 em Gêmeos em Quadratura com Vênus em Peixes à 22:32. Marte, então, caminhava 1 grau por ano, o que significa uma duração de 1 ano e meio. O Mapa também não está calculado de forma correta; por exemplo: Mercúrio está conforme os cálculos dela em Capricórnio à 13:44, que deveria ser 13:09. Por isto o Mapa será corrigido considerando os seguintes acontecimentos.
Adendo 12 – Mapas Natais: Rudolf Joseph Lorenz Steiner
Rudolf Steiner nasceu no dia 25[18] de fevereiro de 1861 em Donji-Kraljevec, antigamente na Hungria, hoje na Croácia em 45:59:02 L.N. e 15.43.37 L.E. Allan Leo publicou em A Thousand and One Notable Nativities[19] os dados no nascimento de Steiner e cita Marie von Sivers como fonte de informação. Na Croácia tem três cidades com o nome Kraljevec, mas a revista Rudolf, da Antroposofia de junho de 2011, fornece na pág. 14 seu local de nascimento e também a casa. Em 1861 valia o LMT (Hora Local). O Mapa Natal foi corrigido utilizando os seguintes acontecimentos e Aspectos.
Os seis acontecimentos descritos foram utilizados para calcular a hora exata do nascimento, o que confirma ser 23:15:00 LMT, com 22:08:24 GMT e ST 9:37:59. O que dá o Mapa Natal acima.
Ainda uma sucinta explicação: Anna Eunike, a primeira esposa, é indicada por Vênus. O Ascendente e Vênus indicam o casamento. Vênus Progredido em Quincúncio com o MC mostra que o casamento, com uma mulher mais velha naquele tempo, deve ter dado um rebuliço. O segundo casamento com Marie von Sievers é indicado pelo Ascendente Progredido, Sagitário 107:57 com Mercúrio, que está na 5ª Casa, namoro, e é Regente da 7ª Casa, casamento. A destruição com o incêndio no Réveillon é demonstrada bem significativamente por MC Progredido 167:42 com Marte, fogo. Para o falecimento olhamos para a 8ª Casa, com seus Regentes Mercúrio e Lua. Naquele momento Marte, Regente do Ascendente, estava em Quadratura com Lua; o Ascendente Progredido em Quadratura com Mercúrio/Netuno. Steiner falou que ele foi envenenado3. De qualquer forma, Netuno simboliza o secreto e o veneno.
Os Irmãos Maiores da Rosacruz provaram Steiner. Max Heindel diz que Steiner falhou na prova quando ele escolheu ser o Secretário Geral da Sociedade Teosófica na Alemanha, e isto aconteceu em 20 de outubro de 19024. Naquele dia haviam muitos Aspectos progredidos ativos, mas se destaca o Aspecto Ascendente Progredido 105:45 de Mercúrio e 108:45 de Netuno. Vênus em Quincúncio com Ascendente, mas principalmente Saturno Progredido (Virgem 3:14:33 R) 106:45 com o ponto médio de Mercúrio e Netuno. Saturno é o Guardião do Umbral, o provador, e Mercúrio, que pertence a 8ª Casa do ocultismo, e Netuno é o Astro dos Mundos Espirituais e da Iniciação.
Adendo 12 – Mapais Natais: Fraternidade Rosacruz – SEDE MUNDIAL – Fundação da Fraternidade Rosacruz
A Fraternidade Rosacruz foi fundada durante uma Palestra de Max Heindel no domingo à tarde, 8 de agosto de 1909, às 15.00.00 PST em Seattle, WA, EUA, 47:36:23 N. L., 122:19:51 O.L. A GMT era então 23:00:00 e a ST 11:57:54.
Adendo 12 – Mapais Natais: Fraternidade Rosacruz – Compra do Terreno, em Oceanside, Califórnia, EUA
O terreno, onde pouco tempo depois se encontraria a Sede Central da Fraternidade Rosacruz, Mount Ecclesia, foi comprada no dia 3 de maio de 1911 às 15:30 horas PST, que é 23:30:00 GMT e ST 6:23:27; no banco de Oceanside, 33:11:45 N. L. e 117:22:43 W.L.
Adendo 12 – Mapais Natais: Fraternidade Rosacruz – Cerimônia de Inauguração de Mount Ecclesia
No dia 28 de outubro de 1911 às 12:40 PST (20:40:00 GMT e 15:14:55 ST) o terreno foi inaugurado ficando uma Cruz. Mount Ecclesia fica à 33:11:45 N.L. e 117:22:43 W.L.
Adendo 12 – Mapas Natais: Rollo Smith
Conforme sua certidão de óbito[20], Ralph Smith nasceu no dia 9 de novembro de 1862 em Clarksville, no Município de Clinton, em Ohio (39:24:05 N.L e 83:58:53 O.L.). Naquele tempo não havia o costume de se anotar o horário do nascimento. Na foto de grupo, Rollo se destaca bem acima das outras pessoas. Ele era bem comprido e magro, sofreu por mais de 20 anos de tuberculose, do que faleceu no dia 9 de janeiro de 1930. De resto era de conhecimento que ele tinha a profissão de marceneiro; mais tarde se tornou empresário e que se casou no dia 17 de junho de 1903. Seu Mapa Natal não aparece nem na Mensagem das Estrelas e nem no Astrodiagnose e também não consta dos arquivos de Mount Ecclesia. Para o cálculo de seu horário de nascimento existem apenas dois eventos conhecidos.
O Resultado dá o Mapa acima com uma LMT de 13:00:00, GMT de 18:35:56 e Hora Sideral de 16:14:42.
Rollo Smith enfrentou seu Guardião do Umbral, que barra o acesso aos Mundos Espirituais, em um dos últimos dias em que ajudava Max Heindel com a construção do primeiro Prédio. O que deve ter sido por volta de 24 de novembro de 1911. Arco Primário 3:31:15. Então estavam ativas as seguintes progressões: Ascendente Primário, Touro, em 12:04:16, estava então a 40:16 da Lua e 139:51 de Saturno. Saturno Progredido, Libra 5:16:00, estava 132:34 do Ascendente, o que deve ser considerado de forma ampla, mas o Sol Progredido em Capricórnio 6:53:21 estava 84:29 de Netuno e 90:06, portanto quase exato em Quadratura com Marte.
Adendo 12 – Mapas Natais: Sr. X, alias Dr. W
Este Mapa, com sua descrição, está publicado na Rays from Rose Cross de maio de 1916, nas páginas 16 e 17. Com o recálculo aparecem alguns erros de distração. Quando o Mapa é calculado para 38 N.L, e 94 O.L. às 6:00 LMT, dá uma GMT de 12:16:00 e uma Hora Sideral de 8:26:57, e aparece que no cálculo feito na Rays from Rose Cross houve um erro de soma na posição da Lua que foi arredondado não para 00:41 e sim para 00:51, e com Marte não com 17:20, mas está 17:30. Na 11ª e 12ª Casas, conforme o sistema de Placidus, nunca pode ter 0 grau com a Hora Sideral e Latitude Norte. Arredondando deveria ser na 7 Virgem na 11ª Casa (Libra) e na 12ª Casa.
Calculando o Mapa novamente conforme Campanus e corrigindo a Lua para Parallax fica conforme acima. A posição geográfica mostra que ele nasceu na região de Hutchinson, Kansas, EUA, que fica ao norte de Wichita.
No Ascendente está 29:46 Libra, com o Regente Vênus. Este faz um Aspecto (harmônico) de 165 graus com Júpiter, que está em Câncer. Júpiter, por sua vez, está em Trígono com o Ascendente, o que demonstra o interesse, entre outros, pela profissão de médico. Contudo, também Escorpião está no Ascendente, com seu Regente Marte nele e o Sol, o que demonstra interesse em cirurgias. O Aspecto harmônico (164:53) entre Vênus e Júpiter, que está em Câncer, faz com que a pessoa goste de comer bem, portanto este homem tinha uma postura “rechonchuda”, conforme Max Heindel escreve. Contudo, este Aspecto também dá, com Vênus, que está na 2ª Casa, a das Finanças, com o Sol também harmônico, que o homem tinha abundância em dinheiro.
Netuno é o Astro que simboliza os Mundos espirituais. Netuno harmônico com Mercúrio (156 graus) demonstra poder espiritual neste homem. Netuno está adverso com o Ascendente, o que demonstra seu vício em estimulantes e anestésicos fazendo com que ele não conseguisse lembrar o que acontecia à noite, quando ele deixava seu Corpo. Netuno também está em Oposição à Marte, o Regente do Ascendente. Uma Oposição é um aspecto de escolha entre o bem e o mal. Se Netuno estivesse em Quadratura com Marte, com certeza, este homem teria se sentido atraído para a magia negra. Por sorte, este não é o caso, mas sim é um sinal de que este homem precisa tomar muito cuidado para não escorregar para este lado.
Adendo 12 – Mapas Natais: um Guardião do Umbral
Este Horóscopo número 2, do Livro Mensagem das Estrelas, considerando o assunto único, merece ser comentado aqui. Resumidamente Max Heindel diz: “Este Horóscopo demonstra um dos estados mentais mais marcantes que eu já encontrei. No outono de 1910 um amigo me contou uma história triste de um jovem que estava entravado em sua cama, ficava deitado de bruços e apoiado nos cotovelos, olhando fixamente para um canto de seu quarto, como que hipnotizado enquanto seu corpo tremia e ele soluçava e gemia. Atendendo ao pedido do meu amigo fui visitar o infeliz jovem e vi que o objeto que atraía tanto sua atenção, com a mesma força que uma serpente enfeitiça um pássaro para depois devorá-lo, era um elemental, tão terrível, como nunca havia visto antes. Parecia uma massa gelatinosa e disforme, com vários pontos onde havia olhos verdes enormes. Em intervalos de alguns segundos saía algo pontiagudo de pontos inesperados, parecendo espadas, que perfuravam o jovem. Depois, mesmo o monstro não tendo boca para poder rir, parecia convulsionar de prazer pela dor e pavor que provocava. Em outro momento parecia que um dos olhos se transformava em uma tromba que se aproximava do jovem e fixava seu olhar com uma força vinculativa e intensidade aterrorizante”.
“De pé ao lado da cama, enviei uma corrente de força para a base do crânio da pobre vítima e o atraí para mim com muita força para tentar quebrar o encantamento. Contudo, o demônio tinha a consciência do jovem tão forte em seu poder que havia o risco de romper a ligação entre a alma e o Corpo. Por isto parei com a minha tentativa de ajudá-lo, apoiado pela minha inexperiência de lutar com o elemental em seu próprio terreno. Contudo, naquela noite os Irmãos Maiores me aconselharam a ser cuidadoso e pesquisar primeiro a natureza do monstro antes de tomar qualquer ação. Pesquisando na ‘Memória da Natureza’ trouxe à luz que numa vida anterior o espírito do jovem havia sido um Iniciado da Ordem Jesuíta. Que então ele era um fanático fervoroso, muito cruel e insensível, mas muito impessoal, com nenhum outro objetivo em sua vida a não ser servir à Ordem. Sacrificava, sem qualquer escrúpulo, a saúde, a riqueza, a reputação ou a vida de outros para que a Ordem fosse beneficiada. Ele mesmo teria se imolado de livre vontade, pois era sincero até o âmago de sua alma. O amor era tão estranho à sua natureza quanto o ódio, mas o sexo tinha um poder desmedido sobre ele. Isto dilacerava sua alma forte, embora nunca o tenha dominado. Era demasiado orgulhoso para mostrar sua paixão, mesmo para quem o pudesse satisfazê-la. E assim desenvolveu o vício secreto. Não se deve pensar que ele se tornou um escravo daquele vício. Ele, o espírito imortal, lutava contra sua natureza inferior com preces, castigos, jejuns e todos os outros meios concebíveis. Às vezes, achava que havia dominado, porém, quando menos esperava, o animal dentro dele se reanimava e a guerra se travava mais violenta do que nunca. Muitas vezes ele ficou tentado a mutilar-se, mas desprezava este método por considerá-lo indigno de um homem, especialmente quando esse homem havia tomado os votos do sacerdócio. Finalmente sucumbiu ao esforço. O vigor da virilidade foi seguido do período da meia-idade, com saúde delicada. Dores constantes aumentavam seu sofrimento mental, e a compaixão surgiu do sofrimento. Não era mais indiferente às torturas das vítimas do Santo Ofício. Sendo por natureza fanática e entusiasta em qualquer sentido que despendesse energias, o pêndulo logo oscilou para o outro extremo. À semelhança de São Paulo, lutou para proteger aqueles a quem ele próprio havia perseguido anteriormente, o que lhe valeu reprovação do Santo Ofício. Finalmente, com o corpo alquebrado, mas com o espírito corajoso, caiu vítima da tortura que infligira a muita gente”.
“Pela sinceridade de sua natureza, e pela última parte de sua vida, ele conquistou o direito de ser admitido em uma Escola de Mistérios, e preparou-se para o privilégio de trabalhar como Auxiliar Invisível em vidas futuras. A Lei de Associação levou-o a renascer no seio de uma família americana, de que antes fora amigo, dela recebendo uma constituição nervosa adequada ao elevado grau vibratório requerido para sua experiência. Ele se tornou vítima da corporificação demoníaca de seus antigos atos, a terrível criatura conhecida pelos místicos como ‘Guardião do Umbral’. Pelo qual o neófito deve passar para poder entrar conscientemente nos Mundos invisíveis. Esta pavorosa forma extraiu o seu ser dos atos cruéis cometidos pelo homem em sua vida passada. Alimentou-se das maldições de suas vítimas torturadas e saturou-se com o odor do sangue e suor delas, como é costume dos elementais. Era um monstro, no pleno sentido da palavra. A morte de seu progenitor deixou-o latente, mas, no novo horóscopo estava marcado o tempo para retribuição no relógio do destino”.
Para finalizar Heindel diz: “Com tantos bons Aspectos [em seu horóscopo] para ajudá-lo, é provável que ele não sucumba, de forma que quando o Sol progredido alcançar o Aspecto de Conjunção com Júpiter radical no horóscopo, e quando a Lua tiver saído da Quadratura com o Sol radical, uma condição evidentemente melhor pode ser esperada. Entretanto, o jovem deverá lutar sozinho contra o demônio criado por ele mesmo. Se o vício secreto não tivesse exaurido a vitalidade em sua vida anterior, o nascimento sob um Signo mais forte ter-lhe-ia proporcionado maior poder de resistência física e vitória mais certa”[22].
Então, este jovem de dezessete anos, nasceu no dia 3 de abril de 1893, às 9:00 CTS, o que resulta em uma GMT de 14:57:00 e uma Hora Sideral de 21:45:38. Ele nasceu em 43:00 N. L. e 90.50 W. L., o que confere com Dodgeville, um pouco ao leste de Madison, no Estado do Wisconsin.
Adendo 12 – Mapas Natais: Agatha van Warendorp-Zegwaard
Agatha Zegwaard nasceu, conforme a Certidão, no dia 24 de agosto de 1882 às 21:00 horas LMT em Nieuwer-Amstel, então chamada de Amstelveen, localizada em 52:18:24 N. L e 4:51:16 L.L. Isto dá um GMT de 20:40:35 e Hora Sideral de 19:12:04.
Ela era professora de inglês e se casou no dia 25 de julho de 1907, em Amsterdam, com Marinus van Warendorp que era professor de matemática e nascido em 21 de junho de 1877, às 2:00 horas LMT, em ´s-Gravendeel. Conforme era costume na época de um casal de professores, apenas um deles poderia continuar lecionando.
No dia 1 de setembro de 1910 a Senhora Van Warendorp se tornou vegetariana. Juntamente com uma amiga ela lia livros em inglês, mas queria parar com isso. O último livro em inglês que decidiram ler juntas, iniciando no dia 1 de outubro de 1916, foi O Conceito Rosacruz do Cosmos. Um ano depois a Senhora Van Warendorp se tornou membro da Rosicrucian Fellowship; no dia 2 de junho de 1919 ela se tornou Estudante Regular e adquiriu o direito de iniciar um Centro de Estudos[23].
Em 1913, quatro anos após o surgimento na América, a holandesa e teosofista, Senhorita A.J.J. Hattinga Raven, já havia traduzido o The Rosicrucian Cosmo-Conception para o holandês[24]. Apesar de já terem holandeses como membros da Sede Central, ainda não existia um Centro de Estudos[25].
Por volta de 1920, a data exata não é conhecida, ela iniciou um Grupo de Estudos em Amsterdam. Este Grupo de Estudos, que mais tarde se tornou um Centro, ficava na Overtoom 534. Senhora Van Warendorp liderava, com o apoio de seu marido. A relação com os membros era muito amigável; eles as chamavam de ‘moeke en onkel’ (NT: mãezinha e tio). Os primeiros membros da Holanda foram: André Peters, Klaas Wout e Jaap Kwikkel e o alemão Hugo Petzold, que em 1921 se filiou ao Centro de Amsterdam. Lá ele seguia as lições em holandês[26]. Em 1925 ele retornou a Dusseldorf e junto com Adolf Brinkmeyer – que até então era o único membro da Alemanha – Wilhelm Teich e Ernst Huser, fundaram o primeiro Centro da Alemanha.
No dia 14 de fevereiro de 1955 o Sr. Van Warendorp faleceu de leucemia. No início dos anos vinte a Senhora Van Warendorp começou com experimentos de contemplação de cristais o que resultou em uma confusão mental e ataques epiléticos. Quando eu a conheci em 1956, onde ela morava com a família Brohm na Vogelenzangstraat 45 em Amsterdam, não era mais possível ter uma conversa normal com ela. Ela faleceu no dia 14 de janeiro de 1970.
Por volta de abril/maio de 1924 os irmãos Jan e Wim Leene, que moravam em Haarlem, se filiaram para estudarem os Ensinamentos Rosacruzes sob a liderança da Sra. Van Warendorp. O mais velho Zwier Willem Leene nasceu no dia 7 de maio de 1892 às 15:30 horas em Haarlem; ele faleceu no dia 9 de março de 1938 de um ataque cardíaco. Seu irmão mais novo Jan Leene, também nasceu em Haarlem, no dia 16 de outubro de 1896, às 20:00 horas; ele faleceu no dia 17 de julho de 1968 por atrofiamento das forças. O pai deles, Hendrik Leene, que era comissionário, e sua mãe, Elsina Arp, moravam então em Korte Heerenstraat 18 em Haarlem[27].
A quantidade de associados do Centro de Amsterdam, tanto quanto dos outros Centros pelo País, cresceu rapidamente. Por isto foi decidido em 1925 fazer uma Editora com uma Livraria anexa, que ficava na Alberdingk Thijmstraat 4, em Amsterdam. No dia 15 de fevereiro de 1928 esta deixou de existir. Em seu lugar surgiu, na mesma data, a ‘Publicatie-Bureau van het Rozekruisersgenootschap’ (NT: Serviço das Publicações da Fraternidade Rosacruz), situado na Engelszstraat 11, em Haarlem. O segundo departamento era a Redação da Revista mensal, iniciada em dezembro de 1927: Het Rozekuis. Este departamento ficava em Kleverlaan 90, em Haarlem. Como terceiro departamento o ‘Abonnement em Advertentie administratie HET ROZEKRUIS’ (NT: Administração de Assinaturas e Anúncios da ROSACRUZ), situada em Kweektuinstraat 18, em Haarlem. Neste tempo havia na Holanda quatro Centros: Amsterdam, Haia, Haarlem (por volta de 1927, Kleverlaan 90, sob liderança de Jan Leene e seu irmão Wim[28]) e Baarn.
Em dezembro de 1929 a Senhora Van Warendorp precisou ser internada no hospital por causa de uma infecção nos rins e os irmãos Leene assumiram a liderança do Centro de Amsterdam, em 1930. Quando a Senhora Van Warendorp, após algumas semanas, retornou do hospital, os irmãos se recusaram em devolver a administração, que havia levado para Haarlem. Sobre esta questão a Sra. Augusta Foss Heindel foi questionada e esta deu seu apoio aos irmãos Leene.
Como dito anteriormente, havia um Centro em Haarlem, situado na Kleverlaan 90, depois na Hedastraat 36 e em 31 de agosto de 1929 na Bakenessergracht 13, onde mais tarde foram adquiridos mais prédios na Bakenessergracht, onde hoje ainda existe a Lectorium Rosicrucianum.
Pelo trabalho intenso que isto trazia consigo e porque o atacado em têxtil, que os irmãos haviam herdado do pai, não rendia mais, Jan Leene e, mais tarde, também o Wim, decidiram se dedicar exclusivamente ao trabalho da Fraternidade e também se sustentavam através dela. As propriedades no Centro de Haarlem e os planos de ampliação fizeram com que se formasse uma empresa jurídica. Assim em 1933 foi que surgiu a ‘Max Heindel Stichting’ (NT: Fundação Max Heindel).
Em 1919, logo após o falecimento de Max Heindel, que foi sucedido por sua esposa, surgiram dificuldades na Sede Central da Rosicrucian Fellowship e se formaram dois partidos. Cada um dos partidos tentava convencer os membros, tanto nos Estados Unidos da América quanto fora dela, que tinham o direito tanto à distribuição quanto à literatura. Em outubro de 1934 houve uma tentativa de finalizar a questão, pois, se esse problema realmente piorasse, implicaria em dificuldades para o quase autônomo Centro de Haarlem. Portanto foi decidido pelos membros que o Sr. Damme, Presidente do Centro de Haia, como representante da Holanda, fosse aos Estados Unidos da América.
Da Sede Central de Oceanside foi enviada uma carta no dia 25 de janeiro de 1935 para todos os Estudantes, Probacionistas e Discípulos da Holanda e também àqueles que seguiam o Curso Preliminar[29]. Nesta continha, entre outros, o seguinte:
“O Sr. C.L.J. Damme, Presidente do Centro de Haia, que neste momento visita a Sede Central, nos trouxe um relatório verbal e por escrito da situação atual da Holanda e ele nos deixa levando as seguintes instruções:
É desejo da Sede Central e do Conselho Administrativo, que o Sr. C.L.J. Damme leve um relatório completo da situação atual da Sede Central.
O Conselho Administrativo também o incumbiu de fazer uma Reunião Geral onde ele pode repassar o Relatório da Sede Central. Nós solicitamos a todos os nossos amigos a ouvirem este convite e colocar de lado todos os sentimentos de divisão. Isto se refere a todos os Estudantes, Probacionistas e Discípulos[30]. Nesta grande reunião que será no Centro de Haarlem na Bakenessergracht 13, o Sr. Damme tem a incumbência de trazer a solicitação da Sede Central e nos relatar a reação dos presentes.
Nós definimos o dia 5 de abril de 1935, às 8 horas, para esta Conferência no local citado acima.
Ao Sr. Damme foi passada uma lista completa de todos os membros da língua holandesa para que ele possa enviar uma cópia desta carta para todos os amigos que tem amor pelos nossos ensinamentos”.
O Centro de Haarlem também enviou, em janeiro de 1935, a todos os membros de língua holandesa do Rosicrucian Fellowship onde estava escrito, entre outros, o seguinte:
“Dando ouvidos a uma solicitação interna por volta do Natal [1934], anunciamos que a Fundação da Sede Central da Fraternidade Rosacruz da Holanda como primeiro passo decidiu se decentralizar definitivamente da The Rosicrucian Fellowship”.
As três figuras líderes deste ato foram os senhores J. Leene, seu irmão Z.W. Leene e o Sr. C.L.L. Damme. Numa carta aos membros datada de 27 de março de 1935 escreveram, entre outros, o seguinte:
“À Sede Central da Holanda foi solicitado uma ajuda internacional para salvar a Fellowship de uma queda. Cada Estudante e Probacionista deve se filiar a nós sem demora para o serviço de limpeza, que se tornou possível pelo mandato que o Conselho Holandês da Ordem Rosacruz na qual a liderança esotérica será temporariamente concentrada na Holanda”.
Algumas semanas antes, no dia 11 de março, a Fellowship dirigiu uma carta aos membros de língua holandesa onde estava escrito que o Centro de Haarlem NÃO a representava e que agia por iniciativa própria e, provavelmente, estavam iniciando um movimento separatista, o que se tornou fato. Pois, no dia 25 de setembro de 1935 o Centro de Haarlem ganhou, por Decreto Real, o reconhecimento de seus estatutos e, portanto, direitos reconhecidos. Os membros que permaneceram fiéis à Fellowship queriam tomar medidas para brigar juridicamente contra o nome ‘Fraternidade Rosacruz’ – que Jan Leene continuou usando – mas a Sra. Augusta Foss Heindel os desaconselhou a fazê-lo. Portanto existiam dois movimentos na Holanda: The Rosicrucian Fellowship e separada dela ‘Rozekruisers genootschap’ (NT: Fraternidade Rosacruz).
Jan Leene, alias John Twine, Jan van Rijckenborgh
Conforme o Registro Civil Jan Leene nasceu no dia 16-10-1896, às 20 horas AMT em Haarlem, 52:22:54 N. L. e 4:38:00 L.L. O Ascendente estava então em Gêmeos, 29:51, no limite com Câncer. A hora do nascimento foi corrigida utilizando os seguintes acontecimentos:
O nome ‘Rosacruzes’ não é protegido. Ele teve um poder de atração irresistível sobre muitas pessoas e ainda tem. Existem, portanto, várias organizações que utilizaram o nome ‘Rosacruzes’. Para alguém de fora fica difícil saber a qual tipo de movimento ele se refere. Por esta razão segue aqui um pequeno resumo das principais organizações que utilizam o nome Rosacruzes em seu brasão.
Esta é a Escola de Mistérios Ocidental da Rosacruz, que foi fundada por CHRISTIAN ROSENKREUZ por volta de 1290 no centro da Alemanha, que após ter trabalhado em silêncio por três séculos, divulgou mundialmente sua existência por volta de 1600 através do Fama Fraternitatis R.C., o Confessio Fraternitatis R.C. e o Assertio Fraternitatis R.C., conforme descrito detalhadamente no Capítulo 1.
Max Heindel escreve: “No século XIII um elevado instrutor espiritual, usando o simbólico nome Christian Rosenkreuz – Cristão Rosacruz – apareceu na Europa para iniciar esse trabalho. Fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes objetivando lançar uma luz oculta sobre a mal-entendida Religião Cristã, e para explicar o mistério da Vida e do Ser do ponto de vista científico, em harmonia com a Religião.
Muitos séculos decorreram desde o seu nascimento como Christian Rosenkreuz, o Fundador da Escola de Mistérios Rosacruzes, cuja existência é, por muitos, considerada um mito. Todavia, seu nascimento como Christian Rosenkreuz marcou o princípio de uma nova era na vida espiritual do mundo ocidental. Esse Ego excepcional tem estado, desde então, em contínuas existências físicas, num ou noutro dos países europeus. Toda vez que seus sucessivos veículos perdem sua utilidade, ou as circunstâncias tornam necessária uma mudança de campo em suas atividades, toma um novo Corpo. Ainda mais, hoje em dia está encarnado. É um Iniciado de grau superior, ativo e potente fator em todos os assuntos do Ocidente, se bem que desconhecido para o mundo.
Trabalhou com os alquimistas séculos antes do advento da ciência moderna. Foi ele que, por um intermediário, inspiraram as, agora mutiladas, obras de Bacon[31]. Jacob Boehme[32] e outros receberam dele a inspiração que tão espiritualmente iluminou suas obras. Nos trabalhos do imortal Goethe[33] e nas obras-primas de Wagner[34] encontramos a mesma influência. Todos os espíritos intrépidos, que se recusam subordinar-se a qualquer ciência ou religião ortodoxa, que fogem das escravidões e procuram penetrar nos domínios espirituais sem pretensões de glória ou de vaidade, tiram sua inspiração da mesma fonte, como fez e faz o grande espírito que animou Christian Rosenkreuz.
Seu próprio nome é a Corporificação da maneira e dos meios pelos quais o ser humano atual é transformado em Divino ‘Super Ser Humano’”[35].
Uma organização de alquimistas. Também eles se tornaram conhecidos do público através de um livro intitulado: Die Warhaffte und volkommene Bereitung des Philosophischen Steins, Der Bruderschaft aus dem Orden des Gülden – und Rosen-Creutzes, etc.[36], Breslau 1710 (2ª Edição 1714), por S. R. uma abreviação do nome de ordem de Sincerus Renatus [o renascido sincero], pseudônimo do pastor Silesiano Samuel Richter de Hattmoansdorf, perto de Landshut, na Alemanha, que era seguidor de Paracelsus e Boëhme. O livro não foi escrito pelo próprio Richter, mas por um ‘Professor de Arte’ como ele o chama, mas que permanece anônimo. Carlos Gilly descobriu que os estatutos, contidos ali, são uma tradução de um manuscrito datado de 1678 de Andreas Segura, Osservationi inviolabili da osservarsi dalli Fratelli dell’ Aurea Croce o vero dell” Aurea Rosa Precedeni La solita professione. Eles não são de origem alemã, mas sim italiana[37]. Os Rosacruzes Dourados consideram sua origem dos antigos alquimistas, que, conforme eles, já se reuniam em algum tipo de associação. Entre eles era obrigatório o sigilo. A posição social dos candidatos não era relevante, apesar de procurarem um maior respeito. Eles tinham nove graus e 52 regras. O livro é um tratado da alquimia. Eles queriam continuar em silêncio, individualmente, com o objetivo de conseguir “a fabricação do pó vermelho de projeção”, ou a chamada “pedra da sabedoria”. Isto através do êxtase ou pesquisa experimental. Na liderança estava um imperador ou czar, e os membros estavam divididos entre estudantes-herdeiros e irmãos[38].
A História de sua Ordem está impressa no prefácio do Compass der Weisen, Berlim, 1779. Este inicia com Adão e continua com Noé, Enoc, Moisés, Hermes, etc., da qual a Constitutions (1723) de James Andersons (Pastor e Maçom 1678-1739) utilizou como exemplo. O Prefácio fala da história dos Rosacruzes e de Christian Rosenkreuz: ‘Todos os meus Irmãos mais velhos sabem, que Christian Rosenkreuz é na verdade um de nossos mais importantes irmãos, mas não era o fundador de nossa ordem. Esta já foi fundada há milhares de anos antes de Rosenkreuz nascer’.
À cabeça estava o Superior Desconhecido. A célula matriz era denominada ‘o círculo’, que era constituído de 9 membros. Seus membros eram divididos em nove graus. O objetivo era fazer ouro e eles trabalhavam em grupos. Eles desenvolviam receitas alquímicas que vieram do Superior Desconhecido[39].
Em sua juventude iniciou a escrita de seus poemas, peças de teatro e romances. Em 1797 fundou uma revista política, L´Invisible, que sobreviveu por 107 números, graças a um anel mágico, conforme d´Olivet, que o fazia ficar invisível para observar o trabalho do legislador e as intrigas do palácio real. Em 1800 ele se apaixonou, mas dois anos depois a jovem senhorita faleceu. Ele pensou em suicídio, até que recebeu a visita de sua falecida amada. Em seu manuscrito ele relata como este choque o levou a buscar o ocultismo. Em 1805 ele se casou com a diretora da escola de meninas que tinha três filhos. Contudo, parece que o espírito da primeira amada assombrava este casamento. Em 1811 ele curou, por meio da hipnose, Rodolpho Grival que em sua vida inteira havia sido surdo-mudo. Em 1813 ele publicou sua tradução de “Os Versos Dourados” de Pitágoras, e acrescentou comentários. Outro trabalho dele é denominado A Recuperação da Língua Hebraica, onde ele desenvolveu suas ideias sobra a língua original. Em 1824 ele escreveu sua obra prima, Histoire philosophique du genre humain [História Filosófica do Gênero Humano].
Finalmente Fabre d´Olivet se ‘reconectou’ com o espírito de sua amada, e inspirado por ela ele funda em 1824 o Universal Theodoxical Cult, uma ordem com ritos próprios, graus e parâmetros.
Em 19 de outubro de 1824 ele declarou, em um de suas reuniões, que sua amada Julie havia renascido e estava no corpo de uma menina de doze anos e passou o resto de sua vida procurando por ela[40]. Seus livros inspiraram Josephin Péladan[41].
Ele fundou, em 1858, na Philadelphia, a Ordem Templária dos Rosacruzes. Randolph pode ter sido filho de uma dançarina negra e de um médico branco da Virgínia. Contudo, também existe a história que seu pai era um empresário importante que se casou com uma linda mulher de Madagascar e que pertencia à família Real de Madagascar. E outra história que ele era um filho ilegítimo de um aventureiro branco da Virgínia e da mais bonita do que virtuosa negra. Seu verdadeiro pai nunca se identificou. Com cinco anos ele se tornou órfão e foi criado por sua meia irmã. Ele gostava do mar; primeiro ele foi camareiro num navio, mais tarde se tornou proprietário de um navio. Ele fez longas viagens. Ele escreveu alguns romances, entre os quais Master Passion e Asrotis. Em 1840 ele se filiou à ‘Hermetic Brotherhood of Luxor’, defensores do espiritismo, que então se difundia na América. Na Guerra Civil ele se aliou ao Norte. Seus dados heroicos chamaram a atenção até de Abraham Lincoln. Após algumas viagens pela França, Eliphas Levi lhe concedeu o mais alto grau do Fraternitas Rosae Crucis. Por esse meio, ele se relacionou com Papus. Randolph fundou o Hermetic Brotherhood of Light na América. Em 1868 ele se desligou e fundou seu próprio círculo mágico Eulis Brotherhood, que foi fortemente influenciado pelo O.T.O. [OrdoTempli Orientis; Ordem Templária do Oriente][42] e logo atraiu muitos seguidores. Excetuando a influência por Levi e Kenneth R. Mackenzie, ele também foi influenciado pelo romance Rosacruciano The Salamandrine, de Charles Mackay, que foi publicado em 1852. Suas visualizações ele descreveu no manuscrito Magia Sexualis, que somente em 1931 foi traduzido para o francês, e em 1972 surgiu uma impressão em holandês. Conforme o título sugere o assunto é magia sexual. Sobre sua morte em 1875 existem duas versões: a primeira que durante um experimento mágico ele teve um choque de retorno (o que quer que isso possa significar); a outra é que ele tentou, através de uma maneira mágica, atirar em sua inimiga mortal Sra. Blavatsky, o que com o conhecimento dela teve um efeito contrário e provocou sua própria morte[43].
Podia haver no máximo 144 membros e todos deveriam ser maçons. Membros Honorários eram, entre outros, Kenneth R. H. Mackenzie, Hargrave Jennings (1817-1890), Edward Bulwer Lytton (1813-1873)[45], escritor de Zanoni (1842); Eliphas Levi, pseudônimo do ex-padre Alphonse Beverly Constant (1810-1875), escritor de livros sobre magia, Pascal Beverly Randolph[46], praticante de magia sexual; Arthur Edward Waite (1857-1942); Dr. med. William Wynn Wetscott (1848-1925), F. Leigh Gardner (1857-19?); Theodor Reuss (1855-1923).
Um grupo de alemães Rosacruzes fictício, sob a liderança de Anna Sprengel, que forneceu todo o material para ele. Os membros eram: Dr. med. William Robert Woodman (1828-1891), Samuel Liddell MacGregor Mathers (1856-1918), o poeta William Butler Yeates (1865-1939), Aleister Crowley (1875-1947), praticante de magia negra; Arthur Machen (1863-1947), poeta e escritor de histórias de fantasmas; Bram Stoker (1847-1912), escritor de Drácula[48].
Kellner nasceu em Viena, onde tinha uma enorme fábrica de químicos. Ele pesquisava principalmente a celulose, um produto que extraído da lignina[49], chamado lignosulfato, era usado para tratamento de tuberculose. Seu amigo Franz Hartmann utilizava em sua clínica. Kellner era membro de várias vertentes. Provavelmente também da Hermetic Brotherhood of Luxor e ele deve ter sido iniciado no lado “esquerdo” (magia negra) do tantrismo. Sua morte prematura em 1905 em seu laboratório, em casa, é atribuída às práticas mágicas e alquímicas. Nos anos de 1890 ele planejou, juntamente com alguns amigos (entre eles Franz Hartmann e Theodor Reuss), formar uma organização secreta conforme a ideia da tradição mágica dos rosacruzes e dos maçons místicos. Assim, em segredo, no dia 1 de setembro de 1901 fundaram a Ordem dos Templários Oriental. Parece que até o dia de sua morte ele foi o líder da Ordem. Ele também cuidou da base financeira. E para a ordem externa Reuss e Hartmann devem ter utilizado, para este fim, o Memphis-Mizraim-Ritus de Yarker da Grã-Bretanha, de forma ampliada. Kellner também entrou neste Rito e atingiu o mais alto grau (90º ou 95º). Primeiramente após o falecimento de Kellner e após Reuss assumir o O.T.O., este se tornou público em 1906. Kellner foi sucedido por Carl Albert Theodor Reuss (1855-1923), com o pseudônimo de Merlin Peregrinus[50]. Ele nasceu em Augsburg, onde seu pai era negociante, depois de ter gerenciado uma loja de miudezas. Reuss finalizou seu curso de farmacêutico, mas se tornou cantor de ópera e deve ter conhecido Richard Wagner e suas crenças místicas em 1873 e, através de Wagner, deve ter sido apresentado a Ludwig II, o Rei de Beieren (sobre isto faltam comprovações históricas). Por razões desconhecidas Reuss perdeu sua voz (provavelmente por falta de talento) e ele se tornou jornalista, político e escritor.
Aos 21 anos, durante sua estadia em Londres, ele se tornou maçom da Pilger Loge, mas pela sua linha política de esquerda, foi expulso quatro anos depois, com idade de 25. Ele trabalhou (não durante a Guerra de 1914-18) como correspondente externo e redator de diversos jornais ingleses e alemães. Excetuando seu interesse na linha esquerda radical ele tinha interesse em movimentos esotéricos – e igualmente a Annie Besant, da Inglaterra, que também era da Esquerda Radical – ele se tornou membro da Teosofia em 1885, após um encontro com a Sra. Blavatsky. Em 1896 ele esteve presente na inauguração do Movimento Teosófico na Alemanha, sob liderança de Franz Hartmann como Vice-Presidente. Reuss fez renascer nos anos 1890 a Ordem dos Illuminaty do Século 18 e tentava reunir todas as direções, inclusive Rosacruzes sob o mesmo teto e fundou, com auxílio de amigos, em 1901, a Grosse Freimaurerloge von Deutschland des Illuminaten-Ordens. Na virada do século Reuss havia se tornado membro na Inglaterra da Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA), e maçom de alto grau (Royal-Arch) no sistema do John Yarker (1833-1913), cujos ritos Reuss incluiu no OTO. Existem muitas conexões cruzadas invisíveis. Por exemplo: Yarker e o Movimento Teosófico. Yarker conheceu a Sra. Blavatsky na América, em 1879. Quando ela tornou Yarker Membro Honorário (Honorary Fellow) da Associação dela, Yarker em contrapartida deu a ela, após Isis Revelada, o título de ‘princesa coroada’, o grau mais elevado para membros femininos do Memphis-Mizraim-Ritus. Por volta de 1905 Steiner se tornou membro. Alguns outros membros eram Crowley, Papus e Spencer Lewis.
Esse havia lido livros de Eliphas Levi e o Le vice suprême de Péladan e sua aproximação com o ocultismo era para ele uma revelação. Ele conheceu Péladan e seu irmão, o médico Adrien, que tinha contato com os Hermetistas em Toulouse, que se auto denominavam um grupo Rosacruz. Juntamente com seu secretário Oswald Wirth ele adquiriu uma maravilhosa coleção de livros esotéricos e manuscritos. Para ‘abrir’ seu espírito ele usava morfina e cocaína e desta forma entrou no ‘caminho da esquerda’ da magia negra, sobre a qual ele escreveu vários livros.
Na direção desta organização tinha um conselho com doze membros onde, entre outros, o Papus (pseudônimo de Gérard Analect Vincent Encausse, 1865-1919), J. Péladan e, mais tarde, Marc Haven (pseudônimo do médico Dr. Emmanuel Lalande, 1868-1926) e Paul Sédir (pseudônimo de Yvon Le Loup, 1871-1926) fizeram parte. Eles tinham graus universitários e títulos de doutor[51].
Ele se distanciou dela em 1890 porque ele achava o grupo muito oriental, anticatólico Romano e de magia negra, e fundou, juntamente com seus seguidores em março de 1892, a Ordre de La Rose-Croix Du Temple et Du Gral, de onde surgiu a Ordre de La Rose-Croix Catholique. Péladan se tornou o Imperador. Uma organização parecida foi apareceu pelo médico alquimista Lapasse em Toulouse em 1850. O Salão Rosacruz, estabelecido por Péladan, em Paris, em março de 1892, se tornou um ponto de encontro de escritores e artistas, como o compositor Erik Satie (1866-1925), que se distanciou do grupo mais tarde. Péladan escreveu alguns livros onde tentou juntar, em um único ensinamento, as ideias cabalísticas, bramânicas, islamíticas, cristãs e filosóficas. Ele era um admirador de Wagner, praticava magia sexual e, em 1908, se entregou para o Catolicismo Místico[53].
Ele recebe instruções de um Irmão Leigo da Ordem até o período de outubro de 1902, mas decidiu no dia 20 de outubro de 1902 se tornar Secretário Geral da Alemanha do Movimento Teosófico, pelo qual a Ordem se distanciou dele e decidiram testar outro candidato. Contudo, também a Teosofia mostrou sua mistura dos ensinamentos Orientais com os Ocidentais. Por este motivo Steiner fundou, em 1913, o Movimento Antroposófico. Através do símbolo dos Maçons da Ordem Memphis-Mizraïm de John Yarker, e com Theodor Reuss (1855-1923), como representante na Alemanha, Steiner tinha a ideia, em 1903/4, que os membros podiam atingir a Iniciação e fez um acordo com Reuss, em 1906. Contudo, este método aparentava não trazer resultado, porque após a Guerra (1918), o Rito Mizraïm, que foi proibido durante a Guerra, não foi mais reintroduzido[54].
Baseado em: Fratres Roseae et Aureae Crucis ou Rosacruzes Dourado de 1710 e a Escola de Mistérios do Egito (aprox. 1500 a.C., o período de Tutmosis III); o O.T.O., uma iniciação no ‘Grupo Rosacruz’ de Toulouse; graus adquiridos no Rito Escocês (Maçonaria), o Teósofo Dr. Harvey Spencer Lewis (1883-1936) fundou, em 1916, o Antiquus Arcanus Ordo Rosae Rubeae et Aureae Crucis (Ancient Mystical Order Rosae Crucis; AMORC), em San José, Califórnia, de onde ele foi o primeiro Imperador[55]. Este é um movimento humanitário que tenta dar ao ser humano, enquanto encarnado, saúde, felicidade e paz. Tenta passar conhecimento sobre psicologia e ciências naturais.
Reuben Swinburne Clymer (1878-1966) fundou em, aproximadamente, 1920, perto de Quakertown o grupo: Fraternitas Rosae Crucis (FRC) de Rosicrucian Fraternity na America.
Ele tirou seu sistema de Pascal Beverly Randolph[56].
No dia 25 de setembro de 1935 o Centro da Fraternidade Rosacruz de Haarlem conquistou por Decreto Real reconhecimento de seu Estatuto e também seu direito de existência e, assim, Jan Leene (pseudônimo John Twine e Jan van Rijckenborgh), seu irmão Zwier Wim Leene e o Sr. C.L.J. Damme fundaram Het Rozekruisers Genootschap. Este nome era utilizado pela Fraternidade na língua holandesa desde seu início, mas nunca haviam registrado. Foi cogitado brigar na justiça pelo nome, mas por conselho da Sra. Augusta Foss Heindel desistiram da ideia. Com o passar do tempo este nome teve alterações: em 1936 ‘Orde der Manicheeën’ (Ordem dos Maniqueus); em 1941 Jacob Boëhme gezelschap (Companhia de Jacob Boëhme); em 1946 Lectorium Rosicrucianum, Geestesschool van het Gouden Rozekruis (Escola Espiritual da Rosacruz Dourada).
Jan Leene trabalhava junto com Hendrikje Huizer (Sra. Henry Stok-Huyzer), que nasceu às 3:00 horas (a.m.) no dia 5 de fevereiro de 1902 em Rotterdam na Slotboomstraat[57]. Ela usava o pseudônimo Catharose de Petri. À procura de vestígios restantes de Katharen ela viajou diversas vezes para o Sul da França. Em 1956 Jan van Rijckenborgh e Catharose de Petri encontraram o Sr. Antonin Gadal, que se auto denominava último patriarca dos Katharen através dos séculos que mantinham a sequência em segredo. O Sr. Gadal passou a mestria ao Sr. Van Rijkenborgh e o Diaconato a Sra. De Petri[58]. Após o falecimento do Sr. Jan Leene/Jan van Rijkenborgh, no dia 17 de julho de 1968, a liderança espiritual passou a ser da Sra. Stok/Catharose de Petri, o que durou até seu falecimento no dia 10-09-1990. Desde 22 de março de 1970 a administração diária está numa ‘Liderança Espiritual Internacional’ de sete senhores de diversos países Europeus, juntamente com a Sra. E.T. Hamelink-Leene, a filha do Sr. Jan Leene.
Jan Leene vem de uma família de Protestantes; seu pai era de uma vertente de protestantes e sua mãe de outra[59]. O Teólogo Prof. Dr. A. H. de Hartog teve grande influência sobre ele, o pai do escritor Jan de Hartog. Este era um pensador livre e através dele conheceu os trabalhos de Jacob Boëhme. Os Ensinamentos Rosacruzes de Max Heindel também o atraíram. Ele pensava, entretanto, que devia ir além. Ele foi muito influenciado pela Hermetismo e abraçou os trabalhos da teósofa Alice Ann Bailey (1880-1949). Os ensinamentos dos Katharen já foram mencionados, mas também os Gnósticos estão misturados em seus ensinamentos. Jan Leene faleceu em 1968[60].
| 1865 | 23/julho | Nascimento de Carl Louis Grasshoff em Aarhus |
| 15/outubro | Batizado na Catedral Luterana de Aarhus | |
| 1867 | 20/julho | Nascimento de Louis Julius August, irmão de Carl |
| 1868 | 8/abril | Falecimento do seu pai por uma explosão na padaria |
| 1872 | 6/novembro | Mudança para Copenhague |
| 26/novembro | Nascimento de Anna Emilie, meia-irmã de Carl | |
| 1873 | aproximadamente | Acidente quando pulava por sobre uma calha |
| 1884 | aproximadamente | Mudança para Glasgow, Escócia, trabalhando em loja de tabaco |
| 1885 | 15/dezembro | Casamento com Cathy Wallace, nascida em 4/1/1868; mudança para Liverpool |
| 1886 | 15/junho | Sra. Grasshoff casa com Fritz Povelsen |
| 5/novembro | Nascimento da filha Wilhelmina; Carl se torna marinheiro | |
| 1888 | 6/novembro | Nascimento da filha Louise |
| aproximadamente dezembro | Mudança para Copenhague | |
| 1889 | 5/novembro | Nascimento da filha Nelly |
| 1891 | 15/janeiro | Nascimento do filho Frank |
| 1893 | Carl se muda sozinho para a América e começa trabalhando em uma Central Elétrica em Nova York. Depois se muda para Somerville perto de Boston onde primeiro é corretor de seguros e mais tarde mecânico de uma cervejaria | |
| 1895 | 10/abril | Carl se casa com Louisa Anna Peterson que é oito anos mais velha, dinamarquesa e com quatro filhos |
| 1898 | 7/setembro | Seus quatro filhos partem de Copenhague em direção à América. |
| 1899 | aproximadamente | Separação; Carl se muda com os quatro filhos para Roxbury |
| 1903 | Carl vai para Los Angeles em busca de emprego e muda seu nome para Max Heindel | |
| dezembro | Assiste palestras de Leadbeater em Los Angeles; se torna membro do Movimento Teosófico; se torna vegetariano; amizade com Augusta Foss, nascida em 27/01/1865 em Mansfield, Ohio | |
| 1904/5 | Vice-Presidente do Movimento Teosófico em Los Angeles | |
| 1905 | Verão | Ficou muito doente; amiga Alma von Brandis vai para Europa |
| Após se recuperar da doença Heindel deixa o Movimento Teosófico | ||
| 1906 | abril | Própria tournée de palestras sobre Cristianismo Místico e Astrologia |
| 1907 | Outono | Max Heindel vai junto com Alma von Brandis para a Europa |
| 1908 | abril | Briga com Alma von Brandis |
| abril/maio | Max Heindel passa por sua prova pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz | |
| Primeira Iniciação; escreve o Conceito Rosacruz do Cosmos | ||
| Verão | Retorno à América e reescreve o manuscrito do Conceito | |
| setembro | Max Heindel se muda para Buffalo e termina o seu manuscrito | |
| novembro | Fundação do Primeiro Centro Rosacruz em Buffalo | |
| 1909 | Verão | Viagem por Seattle |
| 8/agosto | Fundação da ‘The Rosicrucian Fellowship’ às 15:00 horas. | |
| Max Heindel e William Patterson vão para Chicago para impressão do Conceito e Cristianismo Rosacruz | ||
| novembro | Publicação do The Rosicrucian Cosmo-Conception e as Palestras de Cristianismo Rosacruz. Palestras, e fundação do Centro em Yakima | |
| 1910 | Impressão de Astrologia Científica Simplificada | |
| Viagem para Portland, Palestras e Fundação de um Centro | ||
| fevereiro | Viagem a Los Angeles; visita a Augusta Foss | |
| 27/fevereiro | Fundação do Centro de Los Angeles | |
| abril | Max Heindel fica seriamente doente; 2ª Iniciação em 9/abril. Escreve Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I | |
| 10/agosto | 3º Casamento com Augusta Foss em Santa Ana. Max Heindel escreve Os Mistérios dos Rosacruzes | |
| novembro | Estabelecimento da Sede Central em Ocean Park. Heindel fica seriamente doente. Aproximadamente em 22/novembro tem a 3ª Iniciação | |
| 1911 | fevereiro | Planeja a aquisição de um terreno para Sede Permanente em Los Angeles |
| 3/maio | Aquisição de 40 acres (16 ha) às 15:30 horas em Oceanside | |
| Os Mistérios dos Rosacruzes de Max Heindel é publicado | ||
| 28/outubro | Primeira estaca no solo às 12:40 horas e plantaram a Cruz. | |
| 30/outubro | Início das obras no primeiro prédio | |
| 1912 | Primavera | Instalação própria de água. |
| Probacionistas de Seattle, Washington, fazem um emblema iluminado para a sinalização e transportam por trem para a Sede Central. | ||
| 13/dezembro | The Rosicrucian Fellowship se torna Pessoa Jurídica | |
| 1913 | 3/junho | Primeiro Encontro de Probacionistas (Não em 25/maio?) |
| Mudança da Cruz de preta para branca | ||
| 4/junho | Primeira Escola de Verão | |
| Junho | Início da Publicação do Echoes | |
| aproximadamente 6/julho | Max Heindel tem a 4ª Iniciação. | |
| 6/agosto | Fabricada a pedra fundamental do Sanatório (Centro de Cura) | |
| 27/novembro | Início da obra da Pro-Ecclesia; esta fica pronto em 24/dezembro. | |
| 24/dezembro | Inauguração da Pro-Ecclesia | |
| 1914 | 12/abril | Primeira Celebração de Páscoa em Mount Ecclesia |
| 23/junho | Primeiro Ritual de Cura. Publicação de: “Como reconheceremos Cristo em seu retorno?” e “Maçonaria e Catolicismo” | |
| 26/novembro | Inauguração do Restaurante; Colocação da Pedra Fundamental da Ecclesia ou Centro de Cura; Central de energia própria | |
| 1915 | julho | Pagamento da última parcela da hipoteca do terreno |
| Verão | Construção do Heindel’s Cottage. Nova Edição de Mensagem das Estrelas e Astrologia Científica Simplificada; Publicada em 1916 | |
| 1916 | 13/março | Falecimento da mãe de Max Heindel. |
| maio | Início da publicação de Rays from the Rose Cross | |
| 1917 | março | Max Heindel se encontra com a poetisa Ella Wheeler Wilcox |
| 13/março | Início da construção da nova administração. Finalizado em junho | |
| maio | Início da construção da Ecclesia Cottage | |
| 15/julho | Viagem de Férias. Cálculo das Efemérides e das Tabelas de Casas. | |
| 1918 | maio | Planejamento de Instalações de Encadernadora de livros. Na Rays é Publicado As últimas horas de um espião. |
| 1919 | 6/janeiro | Max Heindel faleceu de ataque cardíaco às 20:25 horas. Sra. Augusta Foss Heindel é a sucessora. |
| 1920 | 29/janeiro | Às 11:45 horas a primeira estaca colocada no chão do Centro de Cura. |
| Publicado O Significado Místico do Natal e A Teia do Destino. | ||
| 23/julho | Colocação da Pedra Angular feita por Max Heindel em 25/11/1914. | |
| 1921 | Impresso Os Mistérios das Grandes Óperas | |
| 1922 | 24/dezembro | Inauguração do Templo. Publicação de Contos de um místico. |
| 1923 | 7/agosto | Início da construção da Rose Cross Lodge; aquisição de 4,5 acres (20 ha) terras de um vizinho |
| 1/dezembro | Publicado o livro da Sra. Augusta Foss Heindel O surgimento da Fraternidade Rosacruz, em inglês. | |
| 1924 | março/abril | Novo sistema de eletricidade |
| novembro | Aquisição de um órgão para o Templo | |
| 1925 | Planejamento de construção de uma escola para crianças; ficou pronto em setembro/1926 e fechou em março de 1931. Depois o prédio se chamou West Hall. | |
| setembro | Sra. Augusta Foss Heindel faz uma tournée de palestras em 20 grandes capitais nos Estados do Nordeste e Oeste. Aquisição de mais um pedaço de terra. | |
| 1926 | janeiro | Publicação de Evolução sob o ponto de vista de um Rosacruzes da Sra. Augusta Foss Heindel. Em inglês e holandês: Cartas aos Probacionistas de Max Heindel e em inglês Ensinamentos de um Iniciado. |
| 1928 | agosto | Astro-diagnose da Sra. Augusta Foss Heindel é publicado em inglês e o livro de Max Heindel Princípios ocultos de saúde e cura. |
| 1929 | 11/dezembro | Colocada a pedra fundamental do Sanatório. |
| 1931 | abril | Sra. Augusta Foss Heindel se retira da função de Presidente e se muda para Oceanside. Publicado em inglês Iniciação Antiga e Moderna de Max Heindel. |
| maio | Sra. Augusta Foss Heindel fica muito doente. | |
| junho | Sra. Augusta Foss Heindel funda a ‘Max Heindel Rose Cross Fellowship’. | |
| 1932 | 6/janeiro | Início da construção do Sanatório; a abertura foi no Natal de 1938. |
| 1933 | Duas Palestras de Max Heindel de 1905 publicadas: Sra. Blavatsky e o Ensinamento Oculto e Explicação Mística da Páscoa. | |
| 1934 | 25/dezembro | As partes fazer as pazes e a Sra. Augusta Foss Heindel volta para a Sede Central |
| Ela manda construir uma casa que fica pronta em junho de 1937. | ||
| 1937 | Da coletânea de trabalhos de Max Heindel surge Espíritos e Forças Naturais. | |
| 1938 | abril | Início da construção do Setor de Cura |
| Retomada da construção do Sanatório que foi iniciado em 1932. | ||
| 27/agosto | Inauguração do Setor de Cura | |
| 25/dezembro | Inauguração do Sanatório | |
| 1939 | Pela primeira vez publicado, em inglês, e em forma de livro as Palestras sobre Cristianismo Rosacruz de Max Heindel. | |
| 1940 | Da coletânea de trabalhos de Max Heindel surge Os Mistérios das Glândulas endócrinas. | |
| 1941 | Sra. Augusta Foss Heindel escreve Lembranças de Max Heindel e da Fraternidade Rosacruz, que foi publicado em 1997. | |
| 1942 | fevereiro | Sra. Augusta Foss Heindel foi retirada de suas funções. |
| 1943 | 21/maio | Sra. Augusta Foss Heindel tem um acidente de automóvel e se torna cadeirante. |
| 1944 | 6/julho | ‘The Rosicrucian Fellowship Non-Sectarian Church’ fundada por Sra. Augusta Foss Heindel e seus seguidores em janeiro de 1943 foi reconhecida como Pessoa Jurídica. |
| 1947 | Publicado o Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Volume II | |
| 1949 | 9/maio | Falecimento da Sra. Augusta Foss Heindel |
| 1950 | Da coletânea de trabalhos de Max Heindel surge o Corpo Vital e Arquétipos. | |
| 1951 | Entre 1951 e 1971 foram publicadas sete partes de Histórias Aquarianas para crianças. | |
| 1953 | Da coletânea de trabalhos de Max Heindel surge o Corpo de Desejos. | |
| 1956 | 25/março | Final do conflito; às 12:00 horas é enterrado o machado de luta. |
| 1959 | janeiro | Doação de um ônibus para 12 lugares para a Sede Central |
| 1960 | A Sede Central é isentada de pagar o IPTU | |
| 1961 | Membros podem construir casas no terreno da Sede Central | |
| 1962 | fevereiro | A Heindel’s Cottage é demolida. |
| Verão | Venda de 2,3 acres de terra | |
| 1963 | Existem planos de duplicar a rodovia e fazer uma nova entrada, que fica pronta entre 1965/67. | |
| Verão | Demolida a Ecclesia Cottage | |
| 1964 | novembro | Construção de 5 casas |
| 1965 | Da coletânea de trabalhos de Max Heindel surge Visão Etérica e o que Ela revela. | |
| 1968 | Da coletânea de trabalhos de Max Heindel surge Cordão Prateado e Átomo-semente. | |
| 1968/72 | São publicados diversos livros. | |
| 1971 | Falecimento de Theodore Heline aos 87 anos | |
| Publicação de O Horóscopo de seu filho, de Max Heindel, em duas partes e A morte e a vida após. | ||
| 1974 | 12/novembro | Início da construção do prédio da Administração, finalizada em 18/2/75. |
| 1975 | 26/junho | Falecimento da Sra. Corinne Heline. |
| 1976 | março | O prédio da Administração é ampliado. |
| 1978 | 2/setembro | Doação do Sr. Fred Meyer de Portland no valor de $ 200.000. |
| 1982 | Verão | Instalação de três painéis solares para aquecimento da água |
| Aquisição do primeiro computador | ||
| 1983 | janeiro | Abertura do ‘Museu Rosicrucian Fellowship’ |
| fevereiro | Colocado uma nova placa na entrada. | |
| junho | Surge o primeiro número do jornal Mystic Light, mas em dezembro do mesmo ano parou de ser editado por dificuldade financeira. | |
| 1986 | abril | Impresso o livro de Robert C. Lewis: The Sacred World and its Creative Overtones |
| Outono | Mais uma doação do Fred Meyers Fonds no valor de $100.000 para Nova tubulação de água. | |
| 1987 | Verão | A Fellowship decide publicar os livros de Corinne Heline |
| Também o Quarto de ‘Antiguidades’ ficou pronto. | ||
| 1988 | A cidade de Oceanside comemora seu centenário. | |
| 1991 | 24/abril | Oceanside emite uma Lei de Terremotos; Mount Ecclesia deve demolir três prédios devido esta Lei e realizar algumas obras de manutenção de alto custo. |
| 1992 | abril | Venda de um terreno situado na baixada |
| 1993 | Primavera | Substituição do computador velho. |
| 1994 | Verão | A restauração do Centro de Cura ficou pronto. |
| 1995 | fevereiro | Oceanside declara o prédio de 75 anos do Centro de Cura como Monumento Histórico |
| 1997 | Verão | Publicação de Memórias de Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz, escrito pela Sra. Augusta Foss Heindel em 1941, que contém 90 fotos históricas. |
| Os livros de Max Heindel também são colocados em CD-ROM e também um programa de astrologia e as efemérides de 1900-2000. | ||
| 1998 | fevereiro | Publicado Echoes from Mount Ecclesia de 1913-1919 que contém 51 fotos do passado. |
| 2001 | março | O administrador da website começou a publicar num site oficial os Relatórios das Reuniões e também os livros de Max Heindel e panfletos. |
| 2002 | 7/março | A diretoria decide proteger os Relatórios por uma senha de proteção, mas os documentos legais como Ata de Constituição e Regulamentos Internos ficaram disponíveis. Também é decidido publicar um resumo Financeiro regularmente. |
| 2/abril | A diretoria decide economizar nos custos de correio e decide diminuir o Echoes de oito para no máximo quatro páginas. | |
| 13/julho | Kenneth Ray decide deixar de ser jardineiro para dedicar todo o seu Tempo desenvolvendo um jardim em homenagem a Max e Augusta Heindel. | |
| Verão | Devido a problemas financeiros são implementadas medidas drásticas de economia. A diretoria analisa a possibilidade de vender ou alugar 1.8 ha de terras adquiridas em 1925. | |
| 2003 | outubro | Kenneth e Elizabeth Ray se demitem das funções de jardineiro e Secretária esotérica. |
| Outono | Um golpe do espanhol Francisco Nacher resultou em demissão imediata e expulsão de Charles Weber no dia 24/novembro, que durante 9 anos havia sido o redator da Rays e também responsável pela manutenção do jardim. Também foram retiradas mais dez pessoas de suas funções e a publicação da Rays foi descontinuada. | |
| junho | Nadine de Galzain entra com um processo contra a Fraternidade. | |
| Diretoria foi dissolvida legalmente e foi nomeado um Juiz para fazer mediação; foi nomeada uma comissão intermediária. A Diretoria vendeu quatro grandes palmeiras que foram retiradas em 8/6. | ||
| julho | Por maioria dos votos os membros aprovaram o novo regulamento. | |
| dezembro | Mount Ecclesia recebe uma doação de $ 12.000. | |
| 2005 | janeiro | Mount Ecclesia recebe uma herança de $ 93.800. |
| fevereiro | No dia 28/fevereiro é escolhida uma nova Diretoria que assumiria a função em abril. O prazo é de um, dois ou três anos, dependendo da quantidade de votos. | |
| dezembro | Entre julho e dezembro Charles Weber publica as 52 edições da Rays, editados por ele em seu Site pessoal. No final de dezembro a Diretoria ordenou que fosse imediatamente retirado do site e que ele deixasse de usar a logomarca, o que ele obedeceu. | |
| 2006 | julho | Alguns membros digitam o Echoes e a Rays de 1913-1919 e publicam na Internet. |
| 22/outubro | A Diretoria retira Danielle Chavalarias e Virgilio Rodriguez de suas funções de Presidente e Vice-Presidente. Membros das famílias Chavalarias, Rodriguez e Manimat são retirados de suas funções e solicitados a deixar suas moradias até dezembro. D. Chavalarias e V. Rodriguez permaneceram membros da Diretoria. | |
| Outono | A equipe de Mount Ecclesia era de 10 funcionários pagos (dos quais 3 não eram membros) e 5 voluntários, dos quais 2 recebem subsídio. | |
| 5/dezembro | Marie-José Clerc declarou que a ação contra a Diretoria não foi receptiva e que ela atingiu seu objetivo assinando um acordo, a saber a proteção das terras contra arrendamento ou venda. | |
| 2007 | Verão | A presidente Alexandra Porter e a Comissão decidem vender as 5 palmeiras que estavam mortas por causa de Fusarium Wilt para cobrir as despesas com a retirada delas. |
| 2008 | Primavera | A Presidente demite alguns funcionários de confiança, se recusa a fazer a Escola de Verão e proíbe alguns membros a fazerem cursos ou Palestras em Mount Ecclesia. A constante contenção de custos faz com que tenham poucos funcionários, não conseguem mais dar cursos e acaba o estoque de livros em Inglês e Espanhol para vender. |
| 5/julho | É escolhida uma nova Diretoria onde, entre outros, Edgar Anderson é Presidente e Jim Noel Vice-Presidente enquanto Alexandra Porter é mandada embora, fazendo com que um novo caminho seja trilhado. | |
| N.T.: | ||
| 2009 | Comemorado o Centenário da The Rosicrucian Fellowship | |
| 2011 | 3/17 julho | Comemorado o Centenário de Mount Ecclesia, celebrado de três modos: 1.) A Aquisição do terreno, em 3 de maio de 2011; 2.) O Centenário da Escola de Verão, em julho de 2011; 3.) A Centésima Consagração das terras à Grande Obra dos Irmãos Maiores da Rosa Cruz, de 28 a 30 de outubro de 2011. Reconsagraremos as terras pelos próximos cem anos à Grande Obra de promover os Ensinamentos Rosacruzes para ajudar no desenvolvimento espiritual da humanidade. |
| 2011 | 28 outubro | Comemorado o Centenário do Dia do Fundador: plantação de 2 palmeiras em frente à Casa de Hóspedes |
| 2012 | 28 outubro | Dia do Fundador: plantação de 28 palmeiras, 16 árvores frutíferas e vários arbustos |
| 2013 | Comemoração dos 700 anos de fundação da Ordem Rosacruz. Max Heindel nos disse em uma palestra proferida em 10 de dezembro de 1914 (Echoes 19) que uma onda de desenvolvimento espiritual foi iniciada na Ásia Oriental cerca de 600 anos antes de Cristo, influenciando todas as religiões, antes de chegar à Galileia onde tomou a forma presente da Religião Cristã, que se espalhou no Mundo Ocidental para prover os símbolos místicos que explicariam seus mistérios mais profundos aos pioneiros que estão trilhando o caminho em direção ao oeste. Cerca de 700 anos atrás, um posto avançado dos Mistérios Cristãos foi então fixado nos Éteres sobre a Alemanha, onde a Ordem da Rosa Cruz foi fundada em 1313, e começou a ensinar aos pioneiros que já estavam prontos. Quando Max Heindel hasteou a Bandeira Rosacruz sobre Mount Ecclesia, na fronteira mais ocidental do Novo Mundo (Costa do Pacífico), ele compartilhou a notícia que a Fraternidade Rosacruz tinha sido criada como o Centro Exotérico encarregado de preparar a transferência da Ordem Rosacruz em direção ao oeste. Ele disse que quando o Sol atingisse Aquário, em cerca de 480 anos, a própria Ordem realocar-se-ia em algum ponto da vizinhança. À medida que lemos sobre outros movimentos Rosacruzes e grupos metafísicos, podemos reconhecer a influência da Ordem a partir do início dos anos 1300. Contudo, a Fraternidade Rosacruz é a única associação com a missão específica de preparar pioneiros para o trabalho do Pai, do Filho e do Espírito Santo e para a Iniciação à Vida Eterna. | |
| 2013 | 27 fevereiro | O Centro Rosacruz de Los Angeles, EUA, celebra 100 anos. O Centro de Los Angeles teve início em 27 de fevereiro de 1913. Foi o primeiro Centro na Califórnia onde Max Heindel, ele mesmo, fez várias conferências antes de fundar Mount Ecclesia. Os Irmãos Maiores lhe disseram que ali não seria a Sede da Associação, embora suas conferências fossem sempre assistidas por um auditório cheio. Desde então, nesse magnífico Centro, muitos seguidores continuaram esse grande trabalho, por meio de serviços, aulas e oficinas, sempre se esforçando em disseminar os Ensinamentos |
| 2013 | junho | O Echoes From Mount Ecclesia celebra 100 anos. Em junho de 1913, Max Heindel fez o primeiro registro dos acontecimentos em Mount Ecclesia nas páginas do boletim que ele denominou “The Echoes From Mount Ecclesia”. Essa tradição de compartilhar as notícias da Sede e do mundo com nossos membros continuou ininterrupta até os dias de hoje. Lembremos as palavras de Max Heindel: “Embora o corpo de estudantes da FR esteja espalhado pelo mundo, livre de juramentos ou promessas no que diz respeito à sua vinculação com a Fraternidade, a força titânica de uma ardente aspiração nos une em um mesmo propósito: construir, sem o ruído de martelos, o Templo da Alma que é a verdadeira Igreja. Por conseguinte, todos olham para Mount Ecclesia como o foco físico das forças que objetivam elevar todos à estatura de Cristo, o “Amigo do Homem”, e todos estão ansiosos por notícias sobre as atividades da Sede, particularmente em relação à Escola de Filosofia e de Cura pronta a ser aberta. Há pouco espaço nas cartas e lições para conter os Ensinamentos. Portanto, este boletim será dedicado a notícias”. |
| 2014 | junho | Substituição da linha principal de gás, de 70 anos atrás, que se rompeu. |
| 2015 | dezembro | Novos Estatutos foram votados. |
| 2016 | agosto | Construída a sala que foi batizada como Sala de Conferências Max Heindel (sala multiuso, adicionando duas portas e uma parede, para uso em cursos, oficinas, seminários e aulas e também como um local para atividades de levantamento de fundos, venda de livros usados e outras), depois que o canto noroeste de nossa Loja de Livros de 4.000 pés quadrados foi esmagado por um antigo pinheiro, que foi arrancado do solo por uma violenta ventania. |
Senhora Blavatsky e a Doutrina Secreta
Cartas aos Probacionistas
Cartas aos Estudantes
Como reconheceremos Cristo em seu retorno?
As últimas horas de um espião
Ensinamentos de um Iniciado
Mistérios das Grandes Óperas
Os Mistérios dos Rosacruzes
Significação Mística do Natal
Iniciação Antiga e Moderna
Palestras do Cristianismo Rosacruz
A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas 1
A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas 2
Ensinamentos de um Iniciado
Maçonaria e Catolicismo
Algumas questões da primeira parte do Conceito Rosacruz do Cosmos de Max Heindel
Visão Etérica e o que ela revela
O Mistério das Glândulas Endócrinas
Interpretação Mística da Páscoa
Espíritos e Forças da Natureza
Princípios Ocultos de Saúde e Cura
Arquétipos
Princípios dos Rosacruzes para a Educação Infantil
A Escala Musical e o Esquema de Evolução
A Missão de Nosso Senhor Jesus Cristo
O Cordão Prateado e os Átomos-sementes
Aprisionados à Terra
Evolução sob o Ponto de Vista dos Rosacruzes
O Surgimento da Fraternidade Rosacruz
Memórias de Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz
Histórias Aquarianas para Crianças
Na Terra dos Mortos que Vivem
Rex e Zendah
Echoes de Mount Ecclesia 1913-1919
Manual dos Rituais da Fraternidade Rosacruz
Cantos de Luz
Livro de Culinária Vegetariana da Nova Era
Rays from the Rose Cross [Raios da Rosacruz]
Saladas e Menus Vegetarianos
Registro total dos livros de Max Heindel
Anotações Científicas
Lições da Escola Dominical da Fraternidade Rosacruz
Rituais de Solstícios e Equinócios
ASTROLOGIA
Astrodiagnose, um Manual de Cura
Astrologia e as Glândulas Endócrinas
Ajudas Astrológicas
A Mensagem das Estrelas
O Horóscopo de seu Filho, parte 1
O Horóscopo de seu Filho, parte 2
Sistema de Palavras-Chave
Estudos de Astrologia
Astrologia Científica Simplificada
Efemérides Científica Simplificada
Tabela de Casas Científica Simplificada
F I M
[1] Com um fundo de azul celeste, na parede ocidental, encontra-se uma estrela dourada de cinco pontas, e cada ponta contém treze raios. Nela está fixada uma cruz branca, com uma guirlanda contendo sete rosas vermelhas. No centro da cruz, uma rosa branca. Somente durante os rituais o emblema é aberto. Em outros momentos é mantido coberto por uma cortina.
[2] Texto Retirado do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos, O Simbolismo da Rosacruz, de Max Heindel.
[3] Algumas palavras nestes parágrafos foram escritas no singular e foram alteradas para o plural.
[4] N.T.: Canção popular tradicional ou canção de ninar conhecida no Reino Unido. De acordo com o Dicionário Oxford de Citações (5º ed. 1999), uma impressão inicial do texto está contida em Archaeoligica Cornu-Britannica (1790) por William Pryce. O cenário musical por Isaac Nathan, da melodia habitual para esta canção, antecede 1864, o ano da sua morte. É possível que Nathan tenha composto a melodia, no entanto, poderia ser um arranjo de uma melodia preexistente.
[5] N.T: Escrita pelo americano Nathaniel Parker Willis (1806-1867) e musicada pelo americano Thomas Dunn English (1819-1902).
[6] Os cálculos astrológicos foram executados com o auxílio do programa Astrolab 3.008 de Ole Eshuis, Amsterdam.
[7] Este livro surgiu primeiramente em latim com o título Harmonice Mundi em Linz em 1619. Uma tradução para o Alemão feita por Max Caspar surgiu em 1940 como banda 6 do Gesammelte Werken von Johannes Kepler. Uma re-edição surgiu com o título: Was die Welt im Innersten Zusammenhalt. Antworten aus Kepler Schriften. Mit einer Einleitung, Erlauterungen und Glossar. Herausgegeben von Fritz Krafft, Wiesbaden 2005 [ISBN 3-86539-015-3]. Uma tradução em inglês surgiu como: The Harmony of the World, by Johannes Kepler, traduzido por E.J. Aiton; A.M. Duncan; J.V. Field; em Philadelphia em 1997 [ISBN 0-87169-209-0]. É o quarto livro, capítulo 5 denominado: ‘Sobre os efeitos dos aspectos influentes e seus graus em número e ordem de influência’.
[8] N.T.: Meio do Céu – cúspide da 10ª Casa
[9] N.T.: Naometria (“medição do templo”) é um livro de profecias atribuídas a Simon Studion e publicado em 1604. Suas duas mil páginas cobrem previsões baseadas em numerologia que incluem a destruição do Papado. Foi dedicado a Frederico I, duque de Württemberg.
[10] N.T.: LMT (Local Mean Time) – Tempo Médio Local é uma forma de tempo solar que corrige as variações de tempo aparente local; a formação de uma escala de tempo uniforme a uma longitude específica. Esta medição do tempo foi utilizada, para o uso diário, durante o século 19, antes de que os fusos horários fossem introduzidos, a partir do final do século 19; ele ainda tem alguns usos na astronomia e navegação.
[11] N.T.: GMT ou TMG é um acrônimo para Greenwich Mean Time, que, em português, significa Hora Média de Greenwich (mais comumente chamado de Hora de Greenwich), e que é conhecido como o marcador oficial de tempo. O fuso horário é contabilizado a partir do meridiano de Greenwich: para oeste, o fuso é negativo; para leste, será positivo.
Assim, num lugar do planeta onde o fuso-horário é GMT-02:00, o horário GMT será diminuído de 2 horas. Desta forma, 17h GMT numa região GMT-02:00 será 15h no horário local desta região. No dia 1 de Janeiro de 1972, o GMT foi substituído pelo UTC, como referencial de tempo universal.
[12] Johann Valentin Andreae, Memorialia, benevolentium honori, amori et condolentiae data. Argentorati, sumptibus haeredum Lazari Zetneri, Anno M.DC.XIX. Tobiae Hessi, viri incomparabilis, immortalitas, MDCXIX. A tradução em holandês foi fornecida pela Bibliotheca Philosophica Hermetica em Amsterdam.
[13] Isto é conforme o calendário Gregoriano ou atual; conforme o calendário Juliano é 10 dias antes. Isto também vale para o século XVII.
[14] Hans Schick, Die geheime Geschichte der Rosenkreuzer (A História Secreta dos Rosacruzes), Schwarzenberg CH 1980, pág. 116.
[15] J.V. Andreae, Collectaneorum mathematicum decades XI, Tubingen 1614, figura 42 (e não 36 como J.W.. Montgomery em Cross and Crucible, Den Haag 1973, escreveu em sua nota de rodapé 120 da pág. 51).
[16] N.T.: Manual de Astrologia: A Mensagem das Estrelas
[17] N.T.: Manual de Astrologia
[18] Steiner não nasceu no dia 27, neste dia ele foi batizado. Veja entre outros: Christoph Lindenberg; Rudolf Steiner, Rowohlt pocket, nr. 1090, Stutgart 1988, pág. 8.
[19] Londres, mesmo ano, 3ª Edição, pág. 42 sob o nr. 753. Leo informa que recebeu o momento do nascimento de von Sievers e também referência seu livro How to judge a Nativity, parte 2, 388 e 247. Este livro mais tarde foi intitulado como The Art of Synthesis, Londres 1912. Na pág. 206-211 tem o Mapa de Steiner e descrição, calculado para 27 de fevereiro de 1861.
[20] Do Estado da Califórnia, departamento de Health and Services, County of Riverside, ato 3355 (Com agradecimentos a Norman Schwenk).
[21] Do Estado da Califórnia, County of Los Angeles, Marriage License nr 1337 (Com agradecimentos a Norman Schwenk).
[22] Do Livro Mensagem das Estrelas, horóscopo número 2, de Max Heindel e Augusta Foss Heindel. Veja também o livro A Teia do Destino, parte 3 e 4, de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.
[23] As informações sobre Martinus van Warendorp são do Registro de Cidadãos de Amsterdam, do Registro de Cidadãos de s-Gravendeel e do Serviço Central de Genealogia em Haia. As informações de Agatha Zegwaard são, para o nascimento e falecimento, do Cartório de Amstelveen e Bussum. A data em que se tornou vegetariana, associação, etc. foram retirados de seu caderno de anotações, que estavam na posse de Jaap Kwikkel, que eu recebi posteriormente ao seu falecimento e que depois foram doados à Biblioteca Philosophica Hermetica em Amsterdam. Muitos dados eu recebi do Sr. Jaap Kwikkel e também retirei de sua biografia denominada Herinneringen (NT: Lembranças), escrito em Nijverdal de 1986-1988. Datilografado em 442 páginas em formato A4 e distribuído com algumas cópias somente para os filhos. Seu filho Michel me permitiu fazer uma cópia. Aqui são importantes: páginas 141-153: Membro dos Rosacruzes; pág. 208-215: As intrigas de Jan Leene; páginas 308-310: Senhora Van Warendorp. Jaap Kwikkel nasceu em 23-03-1896 às 1:15 horas conforme sua mãe, às 4:00 horas conforme os dados do Registro e conforme ele mesmo às 3:00 horas em Zaandam, onde ele possuía uma loja de ervas. Ele faleceu no dia 1-12-1990 no meio da tarde em Nijverdal.
[24] O título era: Rozenkruizers Cosmologie, of Mystiek Christendom (NT: Cosmologia dos Rosacruzes ou Cristianismo Místico) traduzido do Inglês por A. J. J. Hattinga Raven, editado em 1913 por: N.V. Editora Teosófica, Amsteldijk 79, Amsterdam. A 2ª Edição de 1924 foi publicada pela mesma Editora, mas se chamava então “Gnosis”, situada em Celebesstraat 65, em Amsterdam. O proprietário era o Sr. W. Symons. Mais tarde a Editora se mudou para o Voltaplein 1.
[25] Quando o Centro da The Rosicrucian Fellowship de Amsterdam se tornou um charter (com certificado de reconhecimento) não é conhecido. Existiam alguns pequenos grupos que se denominavam “The Rosicrucian Fellowship”, mas não eram filiados e tiveram uma existência curta. Veja Ferdinand Maack, “Das Rosenkreuz”, A. A. W. Santing, Notities bij de geschiedenis der R + Cr beweging in de 20e eeuw (NT: Anotações da história de R + Cr no início do Século 20), Hamburg 1923, pág. 15-16. Jaap Kwikkel, Herinneringen, Nijverdaal 1988, pág. 142, 153. Rays from the Rose Cross, julho de 1921, pág. 119.
[26] Veja também: 1927-1967, 40 Jahre Rosenkreuzer-Bewegung in Deutschland (NT: 1927-1967, 40 anos do Movimento Rosacruzes na Alemanha). Eine Denkschrift der Rosenkreuzer-Gemeinschaft, Deutsche Zentralstelle Darmstadt, Fruhjahr 1967 (NT: um pensamento da Comunidade Rosacruz, Central Alemã em Darmstad, no ano de 1967), Pág. 3.
[27] Dados de nascimento fornecidos pelo Cartório de Registros de Haarlem. Veja também a genealogia Leene/Leenties, levantada por Jan Jans Leenties, 25 de março de 2002 na internet.
[28] Jan e Wim foram, em 1924, seguir as lições, o que durou meio ano. Após terem feito isto se tornaram “Estudantes Regulares” o que durou 2 anos. Depois puderam se tornar Probacionistas. Isto deve ter ocorrido por volta de 1927/28. Como Probacionista pode iniciar um Centro de Estudos.
[29] Todas as cartas sobre esta questão estão em meu arquivo pessoal.
[30] O fato de citar os Estudantes é uma exceção, porque apenas os Probacionistas e Discípulos têm direito a voto.
[31] N.T.: Francis Bacon (1561-1626) – político, filósofo e ensaísta inglês.
[32] N.T.: por vezes grafado como Jacob Boëhme (1575-1624) – filósofo e místico luterano alemão
[33] N.T.: Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) – autor e estadista alemão que também fez incursões pelo campo da ciência natural
[34] N.T.: Wilhelm Richard Wagner (1813-1883) – maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão
[35] Max Heindel, no Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. XIX
[36] NT: O Warhaffte e preparação perfeita da Pedra Filosofal, A Irmandade da Ordem do florim – e Rosa Cruzes, etc.
[37] Catálogo da Exposição Magia, alchemia, scienza dal ‘400 al ‘700 L´influsso di Ermete Trismegisto em maio de 2002 em Veneza, parte 2, págs. 225-228. Este manuscrito (BN codex XII – E – 30 ff. 226r-242v), que se encontra na Bibliotheca Nazionale em Nápoles, é descrito por Gilly no mesmo catálogo sob o número 87, pág. 221-224.
[38] Adolf A.W. Santing, ‘Os Rosacruzes históricos e sua conexão com os maçons’ em Bouwstenen, ano 5, nr. 1, abril de 1930 até ano 7, nr. 4, julho de 1932. Também foi reeditado sob o título: ‘Os Rosacruzes Históricos’, pela Editora W.N. Schors, Amsterdam mesmo ano [1977], pág. 130-162.
[39] Idib, pág. 195-254. Veja também Karl R. H. Frick, Die Erleuchleten, Graz 1973, pág. 419-424.
[40] Karl R.H. Frick, Licht und Finsternis II, pág. 402-404, 429-430.
[41] Veja item 10.
[42] Veja item 9.
[43] Frick, Licht und Finsternis II, Pág. 429-437.
[44] Frick, Licht und Finsternis II, pág. 346.
[45] No que se refere a Bulwer Lytton não existe arquivo histórico de filiação à maçonaria e nem a qualquer grupo de Rosacruzes. Parece não ter tido nada contra ser membro honorário da SRIA. Veja Frick, Licht und Finsternis II, Pág. 350.
[46] Veja item 5.
[47] Frick, Licht und Finsternis II, pág. 355.
[48] Literatura: Licht und Finsternis II, pág. 452-355; Ellic Howe, The Magicians of the Golden Dawn, Oxford 1972; R.A. Gilbert, The Golden Dawn; Twilight of the Magicians, Welling-borough, Northamptonshire 1983 e R.A. Gilbert, The Golden Dawn Scrapbook; The Rise and Fall of a Magical Order, York Beach 1997.
[49] N.T.: A lignina é uma macromolécula tridimensional amorfa encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose.
[50] Literatura: Helmut Moller e Ellic Howe, Merlin Peregrinus; Von Untergrund des Abendlandes, Wurzburg 1986. Karl R.H. Frick, Licht und Finsternis II, pág. 462-475.
[51] Frick, Licht und Finsternis II, pág. 391, 393.
[52] Veja item 10.
[53] Frick, Licht und Finsternis II, pág. 393.
[54] Veja para uma explicação completa Adendo 7.
[55] H. Spencer Lewis, Rosicrucian Questions and Answers; with complete history of the Rosicrucian Order, San Jose 1954, Capítulo 8. A Ordem foi fundada no Canadá.
[56] Christopher McIntosch, The Rosicrucians, Northamptonshire 1987, pág. 135.
[57] Dados de nascimento adquiridos no Registro Civil de Rotterdam, com agradecimentos ao Sr. F. Vermeulen.
[58] Konrad Dietzfelbinger, Die Geistesschule des Goldenen Rosenkreuzes – Lectorium Rosicrucianum; eine spirituelle Gemeinschaft der Gegenwart (A escola de pensamento do Rosacruz Dourado – Lectorium Rosicrucianum; uma comunidade espiritual da presença), Andechs 1999, pág. 96 e Antonin Gadal, Op Weg naar de heilige Graal (A Caminho do Santo Graal), Haarlem 1960, pág. 148.
[59] Entrevista com Henk Leene, o filho de Jan Leene, em 24 de agosto de 1998 em Oz, França por Frans Smit.
[60] Veja também o Adendo 12 ‘Agatha van Warendorp-Zegwaard’.
FRATERNIDADE ROSACRUZ
Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Setembro
“Queridos irmãos e irmãs:
Que as rosas floresçam em vossa cruz”
4. Todos respondem: “E na vossa também.”
5. Todos se sentam, menos o Oficiante.
6. Em seguida, o Oficiante começa a leitura do texto do Ritual:
“Deus É Luz”
Todas as vezes que nós nos absorvemos profundamente nessas três palavras, nos banhamos numa fonte espiritual inesgotável; e a cada vez que repetimos ressoa em nós mais completamente a profundidade divina e nos aproximamos mais do nosso Pai, que está nos Céus.
Para entrarmos em contato mais próximo com esse assunto, agora que a Luz de Cristo está começando a permear à Terra, vamos retroceder no tempo, para nos orientar e fornecer a direção da nossa futura linha de progresso.
A primeira vez que a nossa consciência foi dirigida para a Luz foi imediatamente depois de nós nos tornarmos dotados da Mente e entrarmos, definitivamente, na nossa evolução como seres humanos, na Atlântida, a terra da névoa, no fundo das depressões da Terra, onde a névoa quente emitida do resfriamento da Terra pairava como uma densa névoa sobre a sua superfície. Nessa situação as alturas estreladas do universo nunca eram vistas, nem poderia a luz prateada da Lua penetrar na densa e enevoada atmosfera que pairava sobre aquela antiga terra. Mesmo o ígneo esplendor do Sol estava quase totalmente extinto, pois quando vemos na Memória da Natureza os fatos relativos àquele tempo, verificamos que a atmosfera da Terra era excessivamente opaca, tendo uma aura de várias cores, muito semelhante àquela que podemos observar em torno do foco luminoso das lâmpadas incandescentes, quando há neblina.
Mas essa luz tinha um fascínio. Os antigos Atlantes foram ensinados, pelas Hierarquias Divinas que viviam entre eles, a aspirar pela luz e, como a luz espiritual estava, então, em declínio, eles aspiravam ainda mais ardentemente pela nova luz, pois temiam a escuridão da qual se tornaram conscientes quando adquiriram a Mente.
Então, chegou o inevitável dilúvio, quando a névoa se esfriou e se condensou. A atmosfera clareou e o “povo escolhido” foi salvo. Aqueles que trabalharam dentro de si mesmos e aprenderam a construir os órgãos necessários, requeridos para respirar numa atmosfera como a que possuímos hoje, sobreviveram e vieram para a luz. Essa escolha não foi arbitrária; o trabalho do passado consistiu na construção do corpo. Aqueles que apenas possuíam fendas parecidas com brânquias, semelhantes às que o embrião humano ainda utiliza no seu desenvolvimento pré-natal, não estavam fisiologicamente adaptados para entrar na nova Era, como o embrião humano não poderia viver, depois de nascido, se negligenciasse em construir os pulmões; morreria, como aquele antigo povo morreu quando a atmosfera mais rarefeita tornou fendas parecidas com brânquias inúteis.
Desde o dia em que emigramos da antiga Atlântida, nossos Corpos estão praticamente completo, mas desde aquele tempo e a partir de agora aqueles que quiserem acompanhar a Luz deverão se empenhar pelo crescimento da alma. Os Corpos que nós cristalizamos em nós deverão ser dissolvidos, e a quintessência da experiência extraída, que como “alma” pode ser amalgamada com o espírito para promover o seu crescimento da impotência à omnipotência. Assim, o Tabernáculo no Deserto foi proporcionado aos antigos e a Luz de Deus desceu sobre o Altar dos Sacrifícios. Isso é de grande significância: o Ego desceu e entrou no seu tabernáculo, o Corpo Denso. Todos conhecemos a tendência do instinto primitivo para o egoísmo e se estudamos a ética superior, também sabemos quão subversiva do bem é a indulgência para a tendência egotista; dessa forma, imediatamente Deus colocou, diante da Humanidade, a Luz Divina sobre o Altar dos Sacrifícios.
Sobre esse Altar os seres humanos foram forçados, pela extrema necessidade, a oferecer suas posses mais queridas por cada transgressão, parecendo-lhes Deus um duro Senhor em cujo descontentamento era perigoso incorrer. Mas a Luz ainda os atraía. Eles sabiam, então, que era inútil tentar escapar das mãos de Deus. Eles jamais tinham ouvido as palavras de São João: “Deus é Luz”, mas já haviam aprendidos dos Céus, em certa medida, o significado do infinito, medido pelo reino da luz, pois ouvimos Davi exclamar: “Para onde ir, longe do Teu sopro? Para onde fugir, longe da Tua presença? … Se tomo as asas da alvorada para habitar nos limites do mar, mesmo lá é Tua mão que me conduz, e Tua mão direita me sustenta…. mesmo a treva não é treva para ti, tanto a noite como o dia iluminam.”[1]
O próximo passo no trabalho de Deus para conosco consistiu em tornar permanente essa condição de estar na Luz, que culminou com o nascimento de Cristo que, como a presença corporal do Pai, continuou tendo em Si mesmo aquela Luz, pois a Luz veio ao mundo para todo aquele que cresse em Cristo não perecesse, mas que tivesse a vida eterna[2]. Ele disse: “Eu sou a Luz do Mundo”[3]. O Altar no Tabernáculo ilustrava o princípio do sacrifício como o meio da regeneração e por isso disse Cristo aos Seus Discípulos: “Ninguém tem maior amor do que esse: o de dar sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos”[4]. A partir daí Ele começou um sacrifício, sacrifício esse que não se consumou nas poucas horas de sofrimento físico sobre uma cruz material, mas que é tão perpétuo como o foram os sacrifícios feitos no Altar no Tabernáculo no Deserto, pois impõe uma descida anual às condições na Terra que deve significar muito a esse grande Espírito.
Isso deve continuar até que um número suficiente de seres humanos tenha evoluído o suficiente para carregar o fardo dessa massa informe densa de escuridão, que chamamos de Terra, e que pende como uma pedra de moinho sobre o pescoço da Humanidade constituindo um empecilho para o posterior crescimento espiritual. Essa é a tarefa com que nos defrontamos.
Estamos, agora, na passagem equinocial em que o Sol deixa o hemisfério norte, depois de prover todas as necessidades da vida, para o próximo ano; e a onda espiritual que conduz, em sua crista, a vida que encontrará expressão física no ano que se inicia está, agora, se aproximando da nossa Terra. O meio ano que temos pela frente é a parte santa do ano. Desde a festa da Imaculada Conceição até ao Nascimento Místico do Natal (enquanto essa onda penetra em nossa Terra) e desde o Natal até ao tempo da Páscoa (enquanto a onda está saindo da nossa Terra) uma canção harmoniosa, rítmica e vibrante, tão bem descrita na lenda do Nascimento Místico como uma “Hosana”, cantada por um coro de Anjos, enche a atmosfera planetária e age sobre todos como um impulso para a aspiração espiritual.
Conhecemos a analogia entre o ser humano – que penetra nos seus veículos durante o dia, neles vive e por meio deles trabalha, e que à noite é um Espírito livre, livre dos grilhões do Corpo Denso – e o Espírito de Cristo que habita nossa Terra durante parte do ano. Todos sabemos que esse Corpo é um grilhão, é uma prisão, como somos torturados pelas doenças e pelos sofrimentos, pois não há um de nós que esteja sempre com perfeita saúde, de modo que jamais sinta o látego da dor; pelo menos ninguém que esteja no caminho à vida superior.
O mesmo acontece com o Cristo Cósmico, que dirige Sua atenção para a nossa pequena Terra, focalizando Sua consciência nesse Planeta a fim de que possa ter vida. Ele tem que vivificar essa massa morta (que nós cristalizamos fora do Sol) anualmente; e isso constitui um grilhão, uma obstrução e uma prisão para Ele; assim os nossos corações deveriam ficar voltados para Ele, nesse tempo, em gratidão pelo sacrifício que Ele faz por nossa causa, desde meados de dezembro até meados de março, permeando esse Planeta com a Sua vida para despertá-lo do seu sono, no qual permaneceria se Ele não nascesse no seu interior para vivificá-lo.
Sem essa infusão anual de Vida e Energia Divinas todas as coisas vivas sobre a nossa Terra pereceriam imediatamente e todo o progresso ordenado seria frustrado, pelo menos no que diz respeito à nossa linha atual de desenvolvimento. É a “queda” do Raio Espiritual do Sol, desde 23 de setembro até 21 de dezembro, que causam a retomada das atividades mentais e espirituais desde 21 de dezembro até 21 de março. A mesma força germinadora que ativa a semente na Terra e a prepara para produzir sua espécie em quantidade, também agita a Mente humana e promove as atividades altruístas que tornam o mundo melhor.
Assim é que as poderosas vibrações espirituais da onda Crística, doadora de vida, estão na atmosfera terrestre durante os meses que temos pela frente e podem ser usadas por nós com muito maior proveito se soubermos disso e se redobrarmos nossos esforços, o que não faríamos se desconhecêssemos esse fato. O Cristo ainda está gemendo e sofrendo as dores de parto[5], esperando pelo dia da libertação, pela “manifestação dos Filhos de Deus”[6]; e realmente apressamos esse dia cada vez que comemos e bebemos como alimentos para os nossos veículos superiores simbolizados pelo pão e vinho místicos.
Todas as vezes que nos damos a nós mesmos no serviço aos outros, contribuímos para o brilho de luz interna dos nossos Corpos-Almas que são constituídos dos Éteres superiores. Atualmente, é o Éter Crístico que faz flutuar essa nossa esfera, porém, vamos nos lembrar que se desejamos apressar o dia de Sua libertação, devemos desenvolver em número suficiente nossos próprios Corpos-Almas até ao ponto em que eles possam manter a Terra flutuando. Dessa forma, nós poderemos assumir a Sua carga e poupá-Lo da dor da existência física. Que cada um de nós aproveite as vibrações espirituais, com as quais seremos banhados durante os próximos meses, para que o próximo Equinócio de Setembro nos encontre mais próximos do Dia da Libertação.
Agora nos concentremos sobre o Amor Divino e o Serviço.
7. O período de concentração deve se prolongar por uns 5 minutos
8. Terminada a Concentração, o Oficiante cobre o Símbolo Rosacruz e acende as luzes
9. O Oficiante convida todos a se levantarem e a cantarem o Hino Rosacruz de Encerramento
10. O Oficiante profere a seguinte exortação de despedida:
“E agora, queridos irmãos e irmãs, que vamos partir de volta ao mundo material levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que dia a dia nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes na obra benfeitora dos Irmãos Maiores, à serviço da Humanidade”.
“QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ”
11. Apaga-se a luz do Templo
(todos devem se retirar do Templo em silêncio)
[1] N.T.: Sl 139:7-12
[2] N.T.: Jo 3:15
[3] N.T.: Jo 8:12
[4] N.T.: Jo 15:13
[5] N.T.: Rm 8:22
[6] N.T.: Rm 8:19