Câncer é um dos Signos do Elemento Água. O trânsito do Sol, devido ao movimento de Precessão dos Equinócios, pelo Signo aquoso de Câncer com seu oposto, Capricórnio, designa a primeira parte da Época Atlante, que decorreu quase em estado aquoso, posto que a totalidade da Terra estava coberta por densa neblina, abrumadora. Os Niebelungos ou “filhos da névoa” viviam então, nas concavidades da Terra. Nessa época Câncer não tinha a mesma simbologia atual. Nos tempos antigos tinha a figura de um escaravelho, que era o símbolo da alma para os ocultistas. De fato, nesse estágio, a humanidade era muito mais alma que corpo.
A parte “peixe” do símbolo de Capricórnio, oposto do Signo de Câncer, também contribui para reafirmar a circunstância de ambos se referirem àquele estado, sob as águas.
A Lua, Regente de Câncer, o Astro da fecundação, nos indica misticamente esse período de germinação, quando a humanidade começou a exercer ignorantemente a função sexual criadora, sob a influência dos desejos infundidos pelos Espíritos de Lúcifer. Deste modo a humanidade abriu a porta da vida física, por influência de Câncer. Mas no Signo oposto, Capricórnio, regido por Saturno, o Planeta da morte, encontrou a gadanha, para ceifar a vida que se encurtava pelo abuso da força sexual criadora, como também achou o sofrimento, a experiência amarga da liberdade mal-usada, pois o “salário do pecado é a morte” (Rm 6:23) e a dor.
Mas, por outro lado, Capricórnio, a cabra que sobe os montes, inspira a Câncer o ideal de redenção. Mostra, igualmente, a transição pela qual passou a humanidade quando deixou os vales da Terra, da Época Atlante para viver nas mesetas e planaltos do globo terrestre.
As pessoas com Ascendente em Câncer, genericamente, gostam muito do lar e de suas comodidades. Mas são indolentes, instáveis e sonhadoras. Com o passar dos anos, amantes que são de boa comida ficam com o ventre avantajado e, por pouco afeitos a exercícios, passam a ter grandes prejuízos sobre a digestão.
Todavia, é necessário examinar o tema no conjunto para determinar as tendências individuais e a força de cada tendência nos diversos departamentos da vida, para uma orientação segura de como prevenir-se e de como corrigi-las, usando as qualidades positivas.
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – junho/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Pensando sobre os “Fogos de São João”, apresentam-se vários aspectos sobre o tema, como de símbolos, de uma história verídica e, também, mística, em que a pessoa que chamamos São João, o Batista, está envolvida. A humanidade está intimamente ligada a essa pessoa, eminentemente desenvolvida, através dos milênios do passado.
Pela história bíblica sabemos que São João, o Batista, era o último dos Profetas em Israel, filho do sumo sacerdote Zacarias e de sua esposa Isabel. Isso consta nos Evangelhos. Max Heindel informa em seus estudos, como Elias, Profeta que existiu 700 anos antes da Era Cristã, como João Batista, era capacitado de dotes espirituais poderosos em vidas anteriores, por haver formado em si o Verbo Divino, a Vida Divina no ser humano.
Podemos ver essa afirmativa no segundo Capítulo 2, versículo 5, do Segundo Livro dos Reis, que diz o seguinte: “Os irmãos profetas que moravam em Jericó aproximaram-se de Eliseu e lhe disseram: ‘Sabes que hoje Iahweh vai levar teu mestre por sobre tua cabeça?’. Ele respondeu: ‘Sei; calai-vos’”.
Por essa conversa íntima entre os filhos dos Profetas (veja todo o segundo Capítulo[1]) a respeito de Elias (João Batista) com o Profeta Eliseu, podemos avaliar a sua educação espiritual. Eliseu, como discípulo de Elias, tinha conhecimentos sobre o afastamento de Elias da Terra num turbilhão de Fogo (“carro e cavalos em fogo”, versículo 11[2]) que separou o Mestre de seu Discípulo. Elias afasta-se em um redemoinho de fogo da Terra.
Os fatos acima tiveram relação fundamental na Anunciação do nascimento, vida e morte de São João Batista. A Anunciação da Concepção com Isabel foi feita em circunstâncias de ‘Fogos espirituais’, pois o Anunciador, o Anjo Gabriel, do plano do Espírito Santo, foi escolhido para essa sublime missão; foi o mesmo, que mais tarde, meses após, anunciaria a Maria a Concepção de seu filho Jesus. Zacarias e Isabel, como também José e Maria, em relação à Anunciação, ensinam que as personagens tinham Iniciações dos planos do Espírito de Vida, pois se aproximava a eles o Anjo Gabriel. Os Corpos Densos e suprafísicos deles mesmos tinham alcançado qualidades, onde a esfera Angelical os tangia.
O que nos importa nesses acontecimentos, puramente esotéricos, é sabermos a respeito de Elias em sua “ascensão fogosa” 700 anos A.C. e se manifestando mais tarde, no tempo de Cristo, como de anunciador d’Ele num fulgor de Verbo espiritual, anunciando a vinda “Daquele que havia de vir”, a quem prepararia o caminho, pregando as sábias palavras do arrependimento. Pois, clamava, que sem o arrependimento não haveria acesso do Salvador para suas almas. Disse que não haveria mais perdão por meio dos sacrifícios dos animais.
Sabemos perfeitamente, como Estudantes Rosacruzes, que o arrependimento resulta em nossos Corpos de Desejos, onde reside o fogo inferior dos desejos e da nossa Mente inferior, o limite para a ascensão aos planos de Deus. Os fogos inferiores dos Corpos de Desejos, com o meio do arrependimento, devem-se dar a purificação, resultando a ascensão para os “fogos espirituais do Espírito de Vida de Cristo, e de Seu Pai”.
Pensando sobre símbolos, mesmo tratando-se de datas, que se apresentam ao Estudante Rosacruz, no fato de Isabel concebendo João Batista (Elias), seis meses antes de Maria conceber a do Jesus, espírito que guiava o Rei Salomão, e antes de 3000 anos da Era Cristã, o guia espiritual da antiga Índia denominado Krishina, mostra por meio destes acontecimentos históricos-religiosos-espirituais, o valor que representam na evolução humana.
Colocando as datas calendários a nossa frente, dia 21 de junho para o nascimento de São João Batista, e Jesus no dia 24 de dezembro verificamos, em linha reta, a oposição dos Signos Zodiacais com os seus devidos Regentes. Encontramos o Signo de Câncer com o seu Regente, a Lua, para João Batista-Elias, e o Signo de Capricórnio, Regente de Saturno, para Jesus. Essa linha aparentemente oposta trata do equilíbrio dentro do Sistema Solar. Não é uma oposição cósmica, pelo contrário, uma harmonia perfeita, Água-Terra; sabemos que o Sol deriva do Período Saturno do Pai, e entra em seu avanço evolutivo ao Período Lunar. Mostra-se a Trindade. Havemos o perfeito equilíbrio, Sol em Câncer e em Capricórnio. Saturno-Sol-Lua. No plano Solar entra em função os Solstícios nas datas acima. As forças solares interligam-se às condições gerais da Terra.
Procurando a ligação entre os eminentes personagens em foco, Jesus-João Batista, verificamos que eles foram, pela Hierarquia, escolhidos para serem utilizados como conciliadores entre os seres humanos da Terra e os demais exaltados elementos celestiais.
Podemos também pensar, com base nos estudos, que eles não tinham mais necessidade de renascer por causa de sua Ressurreição em tempos passados, como dito, em um redemoinho de fogo. Para Jesus-Salomão seria o mesmo sentido de aplicar. Os Solstícios coincidem com seus renascimentos constantes em planos de revoluções solares, os quais incitam os tempos propícios para as Iniciações dos seres humanos da Terra.
Voltando para explicar a nossa preocupação a respeito da salvação da humanidade, verificamos, ainda, fora das palavras do arrependimento, as sábias palavras de São João Batista, que dizem, “Eu batizo com água. No meio de vós, está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, do qual não sou digno de desatar a correia da sandália” (Jo 1:26-27), e Ele batiza com fogo.
Percebemos, nisso, que a divisa seria o Batismo do Fogo e do Espírito resultante do arrependimento. Mais logo haveria o batismo da Água e do Fogo, da água da Vida-do Corpo de Cristo ligado ao Espírito Santo. Cristo bem disse à Samaritana na fonte quando solicitava água que, se Ele ofereceria água, nunca mais sentiria sede, e haveria alcançado a Vida Eterna (a longa vida dos alquímicos, a Pedra Filosofal, que é o Cristo). Por meio do arrependimento assegura-se a mutação, a transfiguração do ser humano, a sua incorruptibilidade no corpo de Cristo.
(de F. PH. Preuss – Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro/1984 – Fraternidade Rosacruz – SP)
(Pintura: John Baptist Birth – de Bartolomé-Esteban Murillo)
[1] N.T.: Segundo Capítulo do Segundo Livro dos Reis: 1Eis o que aconteceu quando Iahweh arrebatou Elias ao céu no turbilhão: Elias e Eliseu partiram de Guilgal, 2e Elias disse a Eliseu: “Fica aqui, pois Iahweh me enviou até Betel”; mas Eliseu respondeu: “Tão certo como Iahweh vive e tu vives, não te deixarei!”. e desceram a Betel. 3Os irmãos profetas que moravam em Betel foram ao encontro de Eliseu e disseram-lhe: “Sabes que hoje Iahweh vai levar teu mestre por sobre tua cabeça?”. Ele respondeu: “Sei; calai-vos”. 4Elias lhe disse: “Eliseu, fica aqui, pois Iahweh me envia só até Jericó”; mas ele respondeu: “Tão certo como Iahweh vive e tu vives, não te deixarei!”. E foram para Jericó. 5Os irmãos profetas que moravam em Jericó aproximaram-se de Eliseu e lhe disseram: “Sabes que hoje Iahweh vai levar teu mestre por sobre tua cabeça?”. Ele respondeu: “Sei; calai-vos”. 6Elias lhe disse: “Fica aqui, pois Iahweh me envia só até o Jordão”; mas ele respondeu: “Tão certo como Iahweh vive e tu vives, não te deixarei!”. E partiram os dois juntos. 7Cinquenta irmãos profetas foram também e ficaram parados a distância, ao longe, enquanto eles dois se detinham à beira do Jordão. 8Então Elias tomou seu manto, enrolou-o e bateu com ele nas águas, que se dividiram de um lado e de outro, de modo que ambos passaram a pé enxuto. 9Depois que passaram, Elias disse a Eliseu: “Pede o que queres que eu faça por ti antes de ser arrebatado da tua presença”. E Eliseu respondeu: “Que me seja dada uma dupla porção do teu espírito!”. 10Elias respondeu: “Pedes uma coisa difícil: todavia, se me vires ao ser arrebatado da tua presença, isso te será concedido; caso contrário, isso não te será dado”. 11E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, eis que um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no turbilhão. 12Eliseu olhava e gritava: “Meu pai! Meu pai! Carro e cavalaria de Israel!”. Depois não mais o viu e, tomando suas vestes, rasgou-as em duas. 13Apanhou o manto de Elias, que havia caído, e voltou para a beira do Jordão, onde ficou. 14Tomou o manto de Elias e bateu com ele nas águas, dizendo: “Onde está Iahweh, o Deus de Elias?”. Bateu nas águas, que se dividiram de um lado e de outro, e Eliseu atravessou o rio. 15Os irmãos profetas viram-no a distância e disseram: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu!”.; vieram ao seu encontro e se prostraram por terra, diante dele. 16Disseram-lhe: “Há aqui com teus servos cinquenta homens valentes. Permite que saiam à procura de teu mestre; talvez o Espírito de Iahweh o tenha arrebatado e lançado sobre algum monte ou em algum vale”. Mas ele respondeu: “Não mandeis ninguém”. 17Mas eles o importunaram a ponto de aborrecê-lo, e, então, disse: “Mandai!”. Mandaram, pois, cinquenta homens, que procuraram Elias durante três dias, sem encontrá-lo. 18Voltaram para junto de Eliseu, que tinha ficado em Jericó, o qual lhes disse: “Não vos dissera eu que não fôsseis?” 19Os homens da cidade disseram a Eliseu: “A cidade tem um ambiente agradável, como bem pode ver, o meu senhor, mas suas águas são ruins e tornam o país estéril”. 20Disse ele: “Trazei-me um prato novo e ponde nele sal”; e eles lho trouxeram. 21Ele foi à fonte das águas, lançou-lhe sal e disse: “Assim fala Iahweh: Eu saneio estas águas e elas não mais causarão nem morte nem esterilidade”. 22E as águas se tornaram sadias até hoje, segundo a palavra que Eliseu pronunciara. 23De lá subiu a Betel; ao subir pelo caminho, uns rapazinhos que saíram da cidade zombaram dele, dizendo: “Sobe, careca! Sobe, careca!”. 24Eliseu virou-se, olhou para eles e os amaldiçoou em nome de Iahweh. Então saíram do bosque duas ursas e despedaçaram quarenta e dois deles. 25Dali foi para o monte Carmelo e depois voltou para Samaria.
[2] N.T.: “11E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, eis que um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no turbilhão.”
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior:
1. Para acessá-lo (formatado e com as figuras) com as seguintes atividades que desenvolvemos em novembro, com as seguintes sessões:
CLIQUE AQUI: ECOS nº 67 – Dezembro de 2021
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras):
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.
Informação
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Dezembro/2021:
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https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e
https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas
Oficiação dos Rituais Devocionais (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Encerramento)
JANEIRO – Sol transitando pelo Signo de Capricórnio (dezembro-janeiro)
Quando o Sol entra em Capricórnio (Signo regido por Saturno, daí os Saturnália) em 21 de dezembro, os poderes das trevas, de certo modo, tomam conta do “Dador da Vida”, mas dá-se o renascimento após os três dias de “paragem” (sol-stitium = sol + sistere, suster, parar), ou seja, o dia 25 marca o termo do “ciclo solsticial”. A partir do dia 26 de dezembro inicia-se um Segundo ciclo de especial significado Iniciático: entre o dia 26 de dezembro (1.º Dia Sagrado) e o dia 6 de janeiro (12.º Dia Sagrado) ocorria a preparação ritual dos catecúmenos que eram batizados no Dia de Reis (Primeira Iniciação). Estes “Doze Dias Sagrados”, que acompanham a fase inicial do renascimento do “Sol Invencível”, eram como que um resumo do ano zodiacal seguinte, e, tal como já se referiu, estavam sob a proteção das Hierarquias Celestes que tradicionalmente regem os 12 Signos do Zodíaco.
A observância para janeiro começa, justamente, quando o Sol passa pelo Signo de Capricórnio na noite do Solstício de Dezembro. Como já foram observadas, as energias liberadas a cada Cerimonial continuam inundando nossa Terra durante a época em que o Sol transita em cada Signo, em particular no caso de Capricórnio. O Cerimonial acha-se relacionado com esse sagrado acontecimento: a Natividade.
Jesus nasceu numa manjedoura onde os animais se alimentavam. Da mesma maneira, o nascimento do Cristo no ser humano tem que acontecer numa manjedoura – isto é, em sua natureza inferior. Ainda não há lugar na hospedaria para Ele nascer, pois a hospedaria está na cabeça.
O primeiro trabalho de um Aspirante no Caminho é a purificação e espiritualização de sua natureza inferior. Por isso, o próprio Cristo sempre nasce numa manjedoura.
Durante o mês de Capricórnio, hostes de Anjos mandam poderosas correntes de purificação e cura, aproximam-se e cantam sem parar, “Que o Cristo nasça em você!” Isso gera e irradia um imenso poder. Quão pouca percepção nós temos das benéficas emanações que são continuamente irradiadas para nós vindas dos planos internos!
Exatamente oitocentos anos após a Natividade, os orgulhosos romanos que crucificaram Cristo ajoelharam-se perante Ele em homenagem – pois quando o soberano Carlos Magno foi coroado Imperador do Oeste no Dia de Natal em 800 D.C., abriu-se o caminho para o estabelecimento da Cristandade na Europa. Duzentos anos depois, numa Noite de Natal, Guilherme, o Conquistador, foi coroado e as Ilhas Britânicas ficaram sob a influência dos ensinamentos Cristãos. Um ano após, novamente no Natal, foi inaugurado o primeiro parlamento de “homens livres” que o mundo jamais havia visto.
Poucas pessoas percebem o prodigioso poder espiritual que inunda a Terra na época do Santo Natal. Os Sábios usam todas as oportunidades e canais para fazer frutificar o Plano Divino na Terra.
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIII – Retorno à Bíblia
Nos 4 Evangelhos:
Nos 4 evangelhos:
Segundo Corinne Heline, grande Discípula de Max Heindel, os Quatro Evangelhos, não são somente relatos da vida de um indivíduo, escritos por quatro pessoas diferentes, são símbolos de distintas Iniciações.
Os quatro Evangelhos foram escritos de tal maneira que somente aqueles que tenham o direito de saber, podem descobrir o seu verdadeiro significado, e compreender os fatos subjacentes. Cada um que está desenvolvendo o espírito de Cristo em seu interior, um dia atravessará os quatro períodos descritos nos quatro Evangelhos.
Sabemos que durante as Épocas Polar, Hiperbórea e Lemúrica, o seres humanos ainda não tinha a Mente, portanto, eram guiados e era tarefa fácil guiar a humanidade. Na Época Atlante, com o recebimento do germe da Mente e o início do nosso trabalho com ela, guiar a humanidade ficou bem mais difícil. Por quê?
Ao obter a Mente, durante a primeira parte da Época Atlante, o ser humano passou a desenvolver a astúcia, e isso se tornou um grande problema, pois ele passa a utilizá-la para gratificar e justificar seus desejos. Exercendo assim, seu livre arbítrio.
Como definimos astúcia?
Se procurarmos no dicionário a pessoa astuta é definida como a pessoa que sabe agir de maneira a angariar para si vantagens e a não se deixar enganar; hábil para fazer maldades, que busca enganar outros, velhaco, age na maldade.
Portanto, a astúcia é a sutileza que se emprega em fazer dano e fraudar; é a dissimulação, o dolo, a má índole, é o egoísmo empregado para ter vantagens. Ela se torna um vício, um defeito, um mau hábito.
Quando unimos a astúcia ao desejo, não levamos em consideração se o ato é bom ou mau, se vai trazer alegria ou dor.
Quem foi a Raça dos Semitas Originais?
A Quinta e mais importante das Sete Raças Atlantes da Época Atlante.
Os Semitas Originais constituíram um “povo escolhido”, o “povo eleito”, ou seja, converteram-se na “semente da Raça”, destinados a levar essa faculdade germinal a tal ponto de maturação que impregnasse, completamente, seus descendentes, para se converterem em uma Nova Raça.
Ou seja, Jeová, o Deus de Raça, escolheu os Semitas Originais, para que, transformando a astúcia em razão, fosse a “semente de Raça” para as 7 Raças Árias.
Quais as consequências aos Semitas Originais que não seguiam no caminho da transmutação da astúcia em razão e insistiam em tirar vantagens, acumular e conquistar, a gastar a força sexual
Passaram a sentir as limitações da sua liberdade, ainda que, muitas vezes, tentassem escapar das medidas tomadas para mantê-los na linha de evolução.
Mas se os Semitas caíram na astúcia, como puderam ser a semente das 7 Raças da nossa Época Ária.
Porque um pequeno grupo que se manteve fiel:
e, assim, serviram como sementes das 7 Raças da nossa Época Ária. Portanto, esse é o “povo eleito” ou o “povo escolhido”. Escolhido pela sua capacidade de fundar um novo estágio da evolução humana, pela condição de desenvolver novas faculdades adequadas a uma mais perfeita expressão do espírito que nos habita.
É a herança dos Semitas Originais, o “povo eleito”. A Terra após passar grandes modificações, submergidas por inundações, deslocadas e modificadas por erupções vulcânicas e terremotos, passaria a ser novo Campo de Evolução.
Como podemos conceituar “povo escolhido” ou o “povo eleito”:
É a primeira Raça que:
Qual a tendência do processo evolutivo, no que se refere a Raça?
Teremos que abandonar o sentimento de apego à Raça; de fazer caridade exclusivamente dentro de um povo específico; de aderir demasiadamente, pelos Espíritos de Raça, aos caracteres raciais.
Precisamos voltarmos para a nossa natureza espiritual interna, caminhando para a nova Terra de amor e perdão; onde reconhecemos que somos todos irmãos, e que a desgraça de um será realmente sentida por todos
Qual seria essa nova Terra?
A Nova Galileia – na sexta Época:
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV Análise oculta da Gênesis – Limitações da Bíblia
Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de dezembro:
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz como criar uma “Aura Protetora”, um escudo para a Alma, a Mente e o Corpo contra más influências a nós dirigidas, conscientemente ou não.
Essa Aura Protetora proporciona um simples, mas poderoso e eficiente meio de proteção contra todas as influências psíquicas adversas, entidades negativas, magnetismo mental malicioso, magia negra, etc. pois baseia-se na criação de uma luz harmoniosa, da radiação branca do Espírito.
Nada pode atacar a Luz!
É também um escudo efetivo contra vampirismo psíquico e qualquer tentativa de drenar sua resistência magnética.
Formar a Aura Protetora é bem simples. Consiste meramente na formação de uma imagem mental de você mesmo (acompanhada de um comando de sua vontade espiritual) sendo envolvido por uma aura de pura e deslumbrante Luz Branca – o símbolo e poder do Espírito.
Uma pequena prática o capacitará realmente a sentir a presença e o poder dessa aura.
Quando se sentir triste ou afetado negativamente, feche os olhos e imagine uma esfera de luz clara e radiante a envolvê-lo, cheia de intensidade a rodeá-lo de proteção.
A Luz Branca é a radiação do Espírito e o Espírito é o Mestre de todas as coisas. É a armadura do espírito!
Essa luz branca jamais deve ser utilizada para atacar, ou para fins pessoais.
Pode ser usada a qualquer momento com fé sempre que seja necessário.
Também o fogo da presença de Cristo pode ajudá-lo, ela tem infinito poder!
Invoque esse auxílio sempre que sentir presenças indesejáveis, pedindo ao Cristo vivo que o rodeie com o Seu fogo, com a Sua luz!
Natal Cósmico
Há um Natal humano, esse natalício marcado por nosso aparecimento num Corpo, quando voltamos a este mundo, através do ventre materno, e que consta oficialmente no “registro de nascimento”. Refere-se ao Corpo.
Há outro Natal, interno, quando nascemos para nova esfera, espiritual, quando nossa consciência humana recebe o “batismo de fogo”.
O primeiro natal, do Corpo, é o mesmo que do ovo que a galinha bota; depois se vai formando algo novo dentro do ovo e (após 21 dias ou 3 x 7) um dia um pintinho rompe a casca e sai para uma esfera mais ampla de viver: é o Segundo nascimento, o novo nascido ou o novo início ou Iniciação: o Natal da consciência.
O nascimento do Corpo é a lagarta que se encerra no casulo de uma forma material, na qual luta, aspira e forma algo novo: a borboleta que sai voando para a imensidão do espaço de Deus.
Nós, o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida Humana, não tem natal. Somos imortais, eternos, sem princípio nem fim. Somos uma centelha de Deus e temos as mesmas características imortais, tal como a gota do oceano tem as mesmas propriedades do oceano.
Mas há outro Natal, grandioso, macrocósmico, que deverá ocorrer para o “ovo” de nossa Terra: o Natal cósmico.
Quando o Iniciado investiga na “Memória da Natureza” pode encontrar os renascimentos passadas do homem Jesus, nosso Irmão Maior, porque ele pertence à nossa onda evolutiva (humana). O mesmo não sucede com o Cristo. D’Ele só podemos encontrar um único nascimento aqui.
É Lei cósmica: nenhum ser, por elevado que seja, jamais pode funcionar num certo plano do Universo, se não tem um veículo formado com material ou substância daquele plano. Exemplo: para agirmos neste Mundo, devemos nos revestir de um Corpo Denso, formado de sólidos, líquidos e gases (os conhecidos elementos da química). Caso contrário, não poderíamos manipular o material deste mundo e ao mesmo tempo seríamos “fantasmas”, invisíveis aos humanos.
Cristo, como Arcanjo, jamais passou por uma evolução igual à nossa, num Corpo Denso. Portanto, não aprendeu a construir veículos desta natureza.
Quando nossa Terra (como os demais Planetas irmãos) foi expulsa do Sol porque já não podíamos resistir à temperatura, lá ficaram os Arcanjos, cujos Corpos mais inferiores são Corpos de Desejos e não sofrem influência da alta temperatura. Ao contrário, distanciados do Sol, nossa Terra se esfriou, nossos Corpos se foram condensando.
Cristo, o mais elevado Iniciado dos Arcanjos, o mais perfeito canal de expressão para os atributos de Amor-Sabedoria, do FILHO, em nosso Sistema Solar, devia vir à Terra para salvá-la da destruição. E os mais elevados seres humanos, Iniciados com Iniciações Maiores, que estão em contato com as Hierarquias Divinas, sabiam disso. Eles mesmos não tinham poder para tão gigantesca tarefa.
Então prepararam, durante vidas, a vinda do Cristo à Terra. É por isso que os Iniciados fundadores das grandes religiões apontavam “alguém que devia vir do Sol”. Por isso, por exemplo, Isaias profetizou a vinda do Salvador. E, como instrumento físico, para manifestação de Cristo na Terra, devia ser preparado um Corpo puro e perfeito. Foi o que realizaram os dois grandes Iniciados conhecidos por José e Maria.
Um Planeta não é um Corpo morto como julgamos. Na verdade, é o Corpo de um grande Espírito Planetário e possui também Corpos espirituais, Mental, de Desejos, Vital e Denso. Do macrocósmico Corpo da Terra é que retiramos, em quantidade e qualidade requeridas por nosso particular grau de evolução, o material mental, emocional, etérico e químico, para formação de nossos Corpos, em cada renascimento. E, como Corpo vivo que é, a Terra grava, em seus estratos, todos os pensamentos, sentimentos e atos humanos. Ora, desde a queda, a humanidade estava comprometendo seriamente esses “arquivos” da Terra, com transgressões às leis da natureza. Nosso Planeta estava se cristalizando e ameaçava desintegrar-se no Caos, quando as Hierarquias Divinas resolveram interferir para salvá-lo.
Quando Jesus nasceu, os Iniciados com as Iniciações Maiores sabiam que ele teria os corpos necessários para que Cristo pudesse se manifestar aqui no Mundo Físico. Jesus mesmo tinha plena consciência disso. Pessoalmente trabalhou sobre seus Corpos para dotá-los de elevada vibração. No Egito recebeu a contribuição do Templo Essênio de Heliópolis. Dali foi para Nazaré onde maravilha os doutores do Templo com sua sabedoria. Dos 12 aos 30 anos (período omitido pelos evangelhos) ele esteve num mosteiro essênio da Pérsia no qual havia a mais completa biblioteca de rolos secretos, onde gravou em seu novo cérebro, as conquistas Iniciáticas de vidas anteriores.
Assim, plenamente preparado, vem Jesus, adulto, de novo para o Jordão, onde o grande Iniciado João Batista, seu primo (relutante, em face de sua elevada evolução) consentiu por fim em batizá-lo.
Nesse momento, na forma de pomba, desceu o Espírito de Cristo aos veículos físicos de Jesus. Este se retirou do Corpo, conscientemente e o entregou a Cristo, acompanhando de fora o Seu ministério de 3 anos. Daí por diante não é mais Jesus, senão: Jesus-Cristo.
Se perguntamos a um sacerdote se Jesus e Cristo eram uma só pessoa, ele responderá: “Não; Jesus é a parte humana; Cristo é a parte divina”. Mas não irá além disso: é mistério. Aí está o nascimento de Cristo aqui, que usou seus próprios veículos Mente e seu Corpo de Desejos, mas teve que tomar emprestados os Corpos Denso e Vital de Jesus, para aparecer “COMO UM HOMEM ENTRE OS HOMENS”.
Notamos, pelos Evangelhos, que o Cristo muitas vezes se afastava do povo e se isolava. Assim fazia para entregar os veículos físicos de Jesus aos Iniciados essênios, a fim de que eles recompusessem seu tônus vibratório celular, porque a elevada vibração dos veículos Crísticos ameaçava desintegrar o Corpo de Jesus (apesar de ser o mais puro e refinado Corpo humano jamais concebido). Por essa razão é que, após a crucifixão, sem essa providência dos Iniciados essênios, o Corpo Denso de Jesus se desintegrou no túmulo.
Logicamente, pela clarividência, os Iniciados essênios sabiam da presença de Cristo nos veículos físicos de Jesus. Nas Bodas de Caná, Maria não estranha a resposta de Cristo: “mulher, que tenho eu contigo?”. Era o Cristo dirigindo-se a uma Iniciada humana (embora ocupando os veículos que ela gerou). As 3 tentações pelas quais passou, no Corpo de Jesus, tinham por finalidade fazê-lo conhecer a natureza humana.
Com o derramamento do sangue de Jesus, no Gólgota, Cristo penetrou no Globo Terráqueo (através do sangue, elemento misterioso em que se firma o espírito) e do centro de nosso Planeta expandiu toda a Sua imensa força espiritual, lavando a Terra de todas as transgressões passadas. Daí a citação do João Batista, usada na Páscoa: “Eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (não dos homens). Cristo permaneceu 3 dias no centro da Terra.
Depois da destruição do Corpo Denso de Jesus, Cristo apareceu entre os Discípulos em Corpo Vital, no qual funcionou durante algum tempo. Depois subiu ao Seu mundo, de onde, anualmente, desce, pelo Natal, para dar mais um impulso espiritual ao nosso Globo (que continua sendo comprometido com nossas transgressões) e à humanidade, até que um número suficiente de seres humanos elevados possa manter o Planeta na própria levitação e o Cristo seja libertado da cruz da Terra (pois Ele disse: estarei convosco até a consumação dos séculos).
Os Estudantes Rosacruzes têm uma comemoração especial no Natal. Desde o Equinócio de Setembro vão se preparando para a vinda do Cristo e, da entrada do Sol em Capricórnio, mais 3 dias, permanecem em oração, meditação etc., a fim de estarem em sintonia vibratória para receberem a ajuda espiritual do Cristo.
Infelizmente o Cristianismo popular perdeu de vista essas verdades esotéricas, agora reservadas “aos de casa”. Só na Era de Aquário a humanidade estará em condições de receber amplamente essas verdades que temos o privilégio de conhecer. Oxalá possamos vivenciá-las e aproveitá-las devidamente, valorizando a rara oportunidade que nos oferecem.
Assim como nascemos humanamente, assim como despertamos a consciência para um “novo nascimento”, assim nossa Terra nasceu materialmente quando se separou da matriz solar. Mas terá que nascer de novo, pela perfeita sintonia Vibratória ao Centro Espiritual do Sistema Solar. Eis o NATAL CÓSMICO!
Saudação: “Que as rosas floresçam em vossa cruz”
Por que quando estamos oficiando um Ritual Devocional na Fraternidade Rosacruz, saudamos os presentes dizendo: “Que as rosas floresçam em vossa cruz”?
Como em qualquer outra flor, a rosa é o órgão gerador da planta.
Seu caule verde leva o sangue vegetal (a seiva), incolor e sem paixão.
As rosas de cor vermelha (que estão no Símbolo Rosacruz), mostram a paixão que inunda o sangue da Onda de Vida Humana, embora na rosa propriamente dita, o fluido vital não seja sensual, mas sim casto e puro. Elas são, por conseguinte, excelente símbolo dos órgãos geradores em seu estado puro e santo, estado este que alcançaremos quando hajamos purificado e limpo o nosso sangue de todo o desejo, quando os tenhamos tornados castos e puros, como Cristo Jesus nos ensinou em Sua primeira vinda.
Por isso, os Rosacruzes esperam, ardentemente, o dia em que as “rosas floresçam” na cruz da humanidade; é por isso que os Irmãos Maiores saúdam a alma Aspirante com as palavras de saudação: “Que as rosas floresçam em vossa cruz”.
É exatamente por esse motivo que essa saudação é também usada nas reuniões de núcleos da Fraternidade Rosacruz pelo oficiante, ocasião em que os Estudantes, Probacionistas e Discípulos Rosacruzes presentes respondem à saudação dizendo: “E na vossa também”.
É o desejo de que desabrochem as faculdades latentes em cada um de nós.
“QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ!!!
O que é o Serviço
Como Estudantes Rosacruzes somos motivados a evoluir no conceito de “o que é o serviço?”, pois essa é uma pergunta que oferece alimento para uma meditação proveitosa e uma análise da matéria poderá nos beneficiar a cada vez que nos dediquemos a compreender e praticar.
É notório que a maioria das pessoas só quer servir quando lucra algo com isso. Procuram um proveito material, e esta é a maneira sutil pela qual as forças ocultas as incitam à ação. Estão evoluindo inconscientemente até alcançarem gradualmente um maior estado de desenvolvimento anímico. Porém, não podemos esperar que esta mudança aconteça da noite para o dia; não há transformações súbitas na natureza.
Quando se rompe a casca do ovo e o pintinho sai, ou quando o casulo estala e a borboleta inicia seu voo por entre as flores, sabemos muito bem que a magia da natureza não forjou tudo isto num simples momento. Antes da mudança externa, houve um processo de reparação interna.
Este processo é o mesmo no desenvolvimento espiritual; procede do interior e precisa de tempo.
Cada um de nós pode servir com muito mais eficiência se a linha de serviços for paralela às nossas habilidades naturais e nos encorajamos para procurar oportunidades de servir onde nos sentirmos mais aptos.
O serviço pode ser definido como o melhor uso que fizermos dos nossas talentos. Devemos colocar os nossos talentos para serem utilizados em todos os casos de necessidade imediata, independentemente de nossa preferência, em benefício de todos.
Se nos empenharmos em assim proceder, o nosso crescimento anímico aumentará correspondentemente ao alegre e fraternal esforço de seguirmos os passos do Senhor Cristo quando então, um dia, serviremos pelo amor de servir.
Nascimento de Jesus
Por várias e amplas razões muitos ainda não percebem que o tempo de nascimento de Jesus é uma estação de grande regozijo tanto nos planos internos como no externo.
A encarnação física de Jesus foi feita com o propósito de auxiliar, no ser humano, o nascimento de seu próprio Cristo Interno, assim, deste modo, ele também poderá vir a conhecer, pessoalmente, a sublime experiência da Noite Santa.
Este é o trabalho da Nova Dispensação Cristã.
Os portais desta Nova Era foram abertos na noite do nascimento do Irmão Maior Jesus.
A Terra, então, respondeu a um novo ritmo que era estabelecido pelos Anjos que proclamaram: “Paz na terra e boa vontade entre os homens” (Lc 2:14).
Faça o Natal acontecer todos os dias
É Natal:
Cada vez que duas pessoas se entendem e se perdoam.
Cada vez que você mostra paciência com quem convive.
Cada vez que você ajuda uma pessoa.
Cada vez que você decide ser honesto em tudo o que faz.
Cada vez que nasce uma criança.
Cada vez que se respeita e se auxilia um idoso.
Cada vez que duas pessoas se amam com um amor limpo, profundo e sincero.
Cada vez que você olha para alguém com os olhos do coração, sem julgamentos ou críticas.
Cada vez socorre e devolve a dignidade a um animal.
Cada vez que você divide o pão da sua mesa.
Cada vez que se demonstra amor ao próximo.
Cada vez que você faz uma reforma íntima e procura dar conteúdo novo à sua vida.
Que o Natal nos traga o brilho no olhar, a firmeza nos passos e a sabedoria nas decisões.
Faça o NATAL acontecer todos os dias!!!
Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes
Resposta: Não ficam em coma até o instante em que sua vida devesse acabar naturalmente, conforme programado no Terceiro Céu. Morrem e seguem o seu caminho naturalmente. Se tiver que passar pelo Purgatório, passará e depois pelo Primeiro Céu e assim por diante. O motivo? É porque no horóscopo do assassino e do assassinado estava a tendência de tal ocorrência. Se o assassino comete, caiu na tentação (não aprendendo a lição, o ensino não será suspenso e em uma próxima vida será lhe apresentada novamente a lição, com um grau a mais de dificuldade e não necessariamente tendo o outro lado esse mesmo irmão (ã) assassinado (a)); agora se o assassinado perdoar o assassino (durante o tempo em que rompe o seu Cordão Prateado e a sua entrada no Purgatório/Primeiro Céu) ao invés de ficar “apegado à Terra” promovendo a vingança no assassinado, então ele aprendeu a lição e não passará por ela novamente. Se não perdoar, então, o ensino não será suspenso e em uma próxima vida será lhe apresentada novamente a lição, com um grau a mais de dificuldade e não necessariamente tendo o outro lado esse mesmo irmão (ã) assassino (a) que será lhe apresentado como potencial assassinado (a).
Resposta: A pena de morte deve ser evitada porque quem julga e quem determina não tem a capacidade de ver todo o cenário (a relação causa-efeito de outras vidas). E mesmo que tivesse tal capacidade jamais faria isso com o irmão ou irmã, pois entenderia a importância do respeito ao livre arbítrio. Veja, diante das nossas limitações, o correto é privar o irmão ou irmã da liberdade de viver em sociedade e ajudá-lo, ainda que recluso, a se arrepender, se reforma intimamente e buscar o perdão e dar uma diretriz totalmente diferente a sua vida (quantos exemplos já temos disso, mesmo nas condições longe da perfeita que irmãos e irmãs são submetidos. Afinal, quem não errou nessa e nas outras vidas que já viveu que “atire a primeira pedra”.
Resposta: “Beleza física e saúde” fazem parte dos instrumentos que escolhemos no Terceiro Céu para cumprir a aprendizagem das lições que escolhemos. “Pessoas maravilhosas e cheias de saúde” é um conceito subjetivo e na realidade muito difícil de perceber, estão mais para “sepulcros caiados de branco por fora e bolorentos por dentro”. As reais “pessoas maravilhosas e cheias de saúde” são seres humanos que já pagaram todas as suas dívidas, não geram mais nenhum, se libertaram da roda de nascimentos de mortes e constroem um Corpo Denso quando precisam e para o tempo que necessitam. São os Adeptos e Irmãos Maiores. A pessoa que vem com boas tendências para ser bela, ter saúde e ser “maravilhosa” e utilizam isso para imoralidade e prazer sexual caíram na tentação, geram destino maduro, não aprenderam a lição e escolhem vidas futuras com corpos feios, problemas de saúde e nada maravilhosas para tentarem aprender as lições com essas “ferramentas”.
Resposta: O objetivo do momento da Concentração no Ritual do Serviço de Cura é você conseguir criar pensamentos-formas (não influenciado pelo seu desejo, sua emoção ou seu sentimento) sobre a Cura como é feita pela Fraternidade Rosacruz. Quanto mais impessoal, quanto mais universal, quanto mais não focado em uma ou em outra pessoa, melhor será a sua geração desses pensamentos-formas que serão utilizados pelos Irmãos Maiores no seu trabalho de elaboração da panaceia espiritual todos os dias à meia-noite. Como formar esses pensamentos-formas? A Cura Rosacruz se baseia em 3 fatores únicos, cada um indispensáveis para a Cura ocorrer no irmão ou irmã que está doente ou enfermo: 1) o Poder curador de Deus Pai, sempre presente e abundante, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; 2) O irmão ou irmã, selecionado Segundo 2 Leis Divinas: Receptividade e Reciprocidade – ele ou ela é que fornecerá o eflúvio vital para refazer a parte do Corpo Vital do irmão ou irmã doente ou enferma; 3) o irmão ou irmã paciente: ativo, participativo, cooperador, munido de muita fé racional, pronto para auxiliar os outros, oficiando também os 2 Rituais, com o objetivo de cumprir a máxima: “dai e recebei”. No princípio procure alternar o assunto de Cura, focando em uma de cada um dos fatores acima. Procure criar pensamentos-formas do que seria cada um desses fatores na prática e como você entende que seja. É nisso que deve ser baseado os seus 5 minutos de concentração durante a oficiação do Ritual Devocional do Serviço de Cura.
Resposta: Não existe a acaso! Tudo está relacionado em funções de causa e efeito, função da Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito). Todas as nossas emoções advêm de nós, por meio do nosso Corpo de Desejos, selecionar o material do Mundo do Desejo que queremos especializar dentro do nosso Corpo de Desejos, ou seja, criamos e vivemos no nosso microcosmo Mundo do Desejo. Assim, as emoções que sentimos é efeito do material que escolhemos utilizar. Por isso que na Fraternidade Rosacruz é nos ensinado técnicas para o autocontrole e lições para mantermos o nosso Corpo de Desejos alimentado somente com materiais das 3 Regiões superiores do Mundo do Desejo e entendermos como funciona as 2 forças atração e repulsão e o interesse e indiferença. Sem isso, vivemos como uma “folha ao vento”, sugestionado pelas emoções do nosso entorno.
Assuntos veiculados na Mídia visto pelos olhos dos Ensinamentos Rosacruzes
Artigo: Por que sentir gratidão faz bem à saúde
O artigo em referência foi escrito por Michael Mosley, fazendo parte da série “Just One Thing”, da BBC, de 11 julho 2021
link para o Artigo: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57767232)
Na Fraternidade Rosacruz, aprendemos o quanto é importante expressarmos a Gratidão, pois ela produz crescimento anímico, ou seja, o crescimento da Alma. Portanto, devemos ser gratos por tudo que recebemos.
A Gratidão é um atributo de sabedoria e uma base importante de evolução. Pois no Primeiro Céu, após a nossa morte (morte desse Corpo Denso) ao chegarmos às cenas em que ajudamos outros, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos. Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos fizeram. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.
Vemos também que os exercícios indicados por Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos, como a oração, a observação e a retrospecção, são práticas que nos ajudam a cultivar a gratidão.
A maior parte da nossa vida, atravessamos quase às cegas – “têm olhos e não veem… têm ouvidos e não ouvem”, andamos no automático, sem nem observar o que está acontecendo a nossa volta. O exercício de Observação consiste em colocar a atenção em todas as coisas e pessoas no nosso dia a dia, sem tirar conclusões dos fatos a elas relacionadas. É sair do modo automático e se concentrar naquilo que estamos vivendo naquele momento, olhar ao redor se atentando aos pormenores. Esse exercício nos possibilita ver a grandiosidade do amor Divino operando para que todo o Universo funcione em harmonia, e sentir-se grato a isso.
A ciência reconhece, através da prática de Mindfullness (Plena Atenção), a importância do estado de qualidade da Mente, do estar presente, do viver momento a momento; como um modo de reconhecer e acessar níveis mais elevados de consciência.
Outra prática é a Oração. Orar é agir com a Mente e com o Coração ao mesmo tempo, em comunhão com as coisas superiores: é elevar a alma aos planos superiores, num movimento de aproximação. A oração é um trabalho interno, de grande valor, porque é a concentração de forças espirituais no sentido de um entendimento com espíritos que estão em planos muito mais elevados. Ela é um ato de Fé e de Confiança em Deus, é a nossa demonstração de Amor e Gratidão a Deus.
A nossa oração diária, é um momento de íntima conversa com o Cristo interno e deste com o Pai. Esse é um bom momento para agradecer por tudo que recebemos; pelos nossos cinco sentidos que nos permitem observar e aprender e pela nossa saúde que nos adverte sempre que nos desviamos do nosso caminho
Outro exercício é a Retrospecção que nos ensina a rever nossa atitude moral em relação aos atos que praticamos no nosso dia, e assim julgarmos a nós mesmos, censurando-nos, por nossos erros e louvando nossos acertos. Dessa forma vivemos aqui nosso purgatório e nosso Primeiro Céu (explicado acima) todas as noites, introduzindo assim no Espírito, como sentimento correto, a essência das experiências diárias.
Mas voltando ao tema do artigo, há razões ocultas para exercitarmos a Gratidão. Quando somos gratos a alguém, envolvemos o pensamento de gratidão com o sentimento correspondente e o enviamos ao nosso benfeitor, fazendo espontaneamente uma imagem mental dessa pessoa. Essa força vai até ele, lhe circunda a aura e a penetra, gravando-se em seu átomo-semente através do éter do ar que lhe penetra os pulmões e dali passa ao coração. Esse é o processo oculto-científico. E como tudo que vai, volta, pela lei de consequência, o ato que produziu bem-estar no outro, volta acrescido pelo sentimento de gratidão que o outro emitiu a nosso favor.
Como disse Whitman: “Vede! Não me limito a dar. Ser grato é avaliar o que se recebe e o que se dá. Só o amor não basta. É preciso o entendimento. Os dois, mutuamente se ajudando, produzem o Amor-Sabedoria, a tônica do Filho, do Cristo, em nós. Isso, sem esmolas ou conferências. Dou-me a mim mesmo!”.
Outro ponto importante é o colocado pela pesquisadora Fuschia Sirois, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, que estuda a gratidão, a compaixão e o papel de ambas em nossa saúde e bem-estar, afirma: “Muitas das pesquisas que fiz sobre a gratidão examinam os benefícios potenciais da gratidão em situações de estresse contínuo – especificamente em pessoas que vivem com condições de saúde crônicas. Quem vive com uma condição de saúde crônica, muitas vezes vive um estresse contínuo, com muita dor e limitações funcionais”.
Considerando o Lema da Fraternidade Rosacruz: Mente pura, coração nobre, corpo são, entendemos que a saúde é a consequência de nossos pensamentos que são expressos por nossas palavras e ações. Conforme nossos pensamentos e atos assim são nossos dias. Pensamentos e sentimentos de bondade e tolerância, gratidão, de fé, confiança, serviço, amor, alegria, otimismo e desejos de nos tornarmos úteis e prestativos, nos conduz as regiões mais elevadas do Mundo do Desejo, nos colocando em harmonia com as leis do progresso e da evolução do homem.
Podemos então afirmar, que a saúde brota da Gratidão, Um ponto alto entre as leis que asseguram nosso bem-estar físico e espiritual, destaca-se o sentimento de gratidão, a capacidade sentimental de avaliar, de ver e sentir todas as bênçãos e manifestar seu reconhecimento pela generosidade de Deus.
A atitude de gratidão estabelece uma vibração que automaticamente nos atrai a atenção e assistência dos planos superiores. O coração grato está espiritualmente sintonizado à “onda divina” e mantém, desse modo, seu físico, os demais corpos e todos os assuntos na harmonia cósmica, em perfeita normalidade.
O artigo fala também em escrever um “diário da gratidão”, olhando essa recomendação pela ótica Rosacruz, sabemos que a repetição de bons atos, é que forma uma virtude. A repetição é essencial para o desenvolvimento e a espiritualização do Corpo Vital. Como disse Max Heindel: “A nota-chave do Corpo Vital é a repetição”.
Quando adquirimos o hábito diário de agradecer, estamos trabalhando no nosso Corpo Vital, e consequentemente trabalhando para o crescimento da nossa alma, de forma lenta e com segurança.
Muitos acham esses exercícios monótonos, mas devemos lembrar, que quem busca algo novo, diariamente, é o nosso Corpo de Desejos, a nossa natureza emocional. Mas esse novo, é puramente temporário e suas naturezas emocionais se renderão ao próximo atrativo que substituirá o estado de devoção com sentimentos completamente diferentes. O efeito repetitivo de sentir gratidão, trabalha no nosso Corpo Vital, de forma duradouro.
Lembremos: à medida que progredimos espiritualmente e equilibramos os nossos veículos superiores, eliminamos as congestões que resultaram em doenças, e vamos despertando a força latente ilimitada que devemos em nosso interior, na nossa essência.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Janeiro: 02, 08, 16, 23, 30
“ O Senhor o susterá em seu leito de enfermidade, e da doença o restaurará” – Salmos 41:3
Cada uma das Ondas de Vida pertencente ao nosso Sistema Solar: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes tem sua própria nota-chave.
A nota-chave de Áries é Réb Maior, que tem 5 bemóis, a saber, Sib, Mib, Lab, Reb, Solb (N.R.: grafamos no pentagrama nas claves de Sol e de Fá):

A nota-chave de Touro é Mib Maior, que tem 3 bemóis, a saber, Sib, Mib. Lab:

A nota-chave de Gêmeos é Fa# Maior, que tem 6 sustenidos, a saber, Fa#, Do#, Sol#. Re#, La#, Mi#:

A nota-chave de Câncer é Sol# Maior, que tem 6 sustenidos e um dobrado sustenido, a saber, Fa##, La#, Si#, Do#, Re#, Mi#, Sol#. Musicalmente usado, Lab Maior com 4 bemóis: Sib , Mib , Lab, Reb:

A nota-chave de Leão é La# Maior, que tem 4 sustenidos e 3 sustenidos dobrados a saber, La#, Si#, Re#, Mi#, e Do##, Fa##, Sol##. Musicalmente usado: Sib Maior com 2 bemóis: Sib , Mib:

A nota-chave de Virgem é Do natural Maior e não tem nenhum sustenido nem bemol.
A nota-chave de Libra é Re Maior, e tem 2 sustenidos, a saber, Fa# e Do#:

A nota-chave de Escorpião é Mi Maior, e tem 4 sustenidos, a saber, Fa#, Do#, Sol#, Re#:

A nota-chave de Sagitário é Fa Maior e tem 1 bemol, a saber, Sib:

A nota-chave de Capricórnio é Sol Maior, e tem 1 sustenido, a saber, Fa#:

A nota-chave de Aquário é La Maior, e tem 3 sustenidos, a saber, Fa#, Do#, Sol#:

A nota-chave de Peixes é Si Maior, e tem 5 sustenidos, a saber, Fa#, Do#, Sol#, Re#, La#. (Mi e Si são as únicas notas não sustenidas):

(leia mais no Livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)
(*) Advertências muito importantes:
A descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (de 10º até 20º)
Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela.
Astros nas Casas:
Em tais casos o Estudante Rosacruz dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)
O irreprimível fogo vibrante da vida (Áries) saiu do caos quando o desejo ardente de viver, de movimentar-se e a consciência divina recém-desperta, penetraram nas centelhas dinâmicas de Deus, que hoje representam a onda da vida humana.
A harmonia criativa do amor (Touro) respondeu ao apelo para a vida. Força sobre força (Gêmeos, Câncer e Leão) foi acrescentado à consciência do ser humano à medida que os canais cósmicos estimulavam os Espíritos que estavam sendo bem-vindos nessa onda de manifestação.
Compreendemos, muito superficialmente, a magnitude desta força unificada que constantemente atende às necessidades de um esquema em evolução.
No tempo devido, a constante atenção dessas Hierarquias Criadoras foi retirada para permitir ao Espírito jovem um desenvolvimento maior, mais consciente e abrangente. Enquanto o Espírito permanecia na casa do Pai, o progresso e a força da alma, gerados da experiência, eram desconhecidos. Portanto, as Hierarquias que se sucediam aumentaram a visão material da consciência do ser humano e forças maiores foram utilizadas para o esclarecimento consciente da divindade. Virgem, Libra e Escorpião formam canais de criações sensíveis à visão e à amplitude das forças celestes. Sagitário está ligado à Terra, enquanto aspira o Céu (reunião com a Fonte).
Capricórnio, porém, a décima Hierarquia Criadora, é o grande construtor de templos, o criador de formas, que constrói para que o Espírito possa ser contido e estar seguro. Dentro dos templos de Capricórnio estão a escuridão e o silêncio. Aqueles que entram nesses templos precisam trazer sua própria luz. A Divina Virgem castiga suavemente o Espírito quando alerta: “O caminho é curvar-se em reverência. A humildade é minha doce virtude”. Libra pesa e equilibra os atributos do Espírito antes de jogar as balanças da vida nas profundidades de Escorpião. Uma vez que o aspirante atravesse a ponte (Libra) da vida e entra na passagem escura (Escorpião) à procura de regeneração e liberdade, encontra uma passagem larga, depois mais estreita e, então, tão reta quanto uma flecha.
O Espírito desperto vai voar com sua escuridão e silêncio, nesta atmosfera sombria. É aqui que se encontra o desafio de Capricórnio. Ele precisa iluminar os caminhos da noite escura. A presença Todo-poderosa acena e clama: “Procure aquele ‘que faz as Plêiades e Orion e transforma a sombra da noite em manhã. Procure aquele que pega as águas do mar e as despeja sobre a face da Terra’: o Senhor (Saturno) é seu nome” (Amós 5:8). Há uma grande semelhança nas crianças de Capricórnio, ou melhor: semelhança com todos os impulsos do Espírito que estão ligados, temporariamente, a forma. Cada um de nós temos alguns templos similares (o corpo é o templo vital) e todos os templos (corpos) são construídos do mesmo material, mas a luz que brilha no seu interior varia com a capacidade de radiação de cada indivíduo. Vemos, assim, que Capricórnio está, na verdade, imbuído de luz, embora algumas vezes se apresente fraca e escura, mas sempre aumentando de intensidade em sua ascensão para os céus.
Capricórnio é forma. Está presente em todas as construções da Natureza que representem adoração como nas grandes árvores, colunas, monumentos, mausoléus, cavernas, tanto no cimo das montanhas quanto no fundo dos mares. Capricórnio é de dois mundos e pode viver em ambos. É normalmente representado com duas pernas e um rabo, mas pode subir picos rochosos assim como nadar nas profundezas submarinas.
Capricórnio gosta de cores, quando a Humanidade se dirige pelos caminhos da Vida, Luz e do Amor. Imaginem onde estaríamos hoje se o amor sincero se manifestasse nos corações dos seres humanos!
Capricórnio induz todos a virem para seu templo e orar em silêncio, escuridão e solidão. De sua pedra fria recebemos calor, vida e sabedoria, nascidas da Luz Divina. Saturno é bondoso, reverente, dedicado e se parece, às vezes, inflexível, talvez nos ame mais do que sabemos. Nossa vida sob seus cuidados nos trará uma visão mais ampla com propósitos profundos e elevados. Capricórnio, sombra do destino, regente da sorte, não procura só no alto a sua medida de Luz, mas busca o refúgio e a paz tanto no alto quanto em baixo, para todos os seres humanos.
Esta Hierarquia Criadora estimula seres humanos de força. No seu interior está o poder da criação. Devemos aceitar sua justiça e seu amor, pois seu toque é a mão do Senhor tanto para o rico quanto para o pobre; para ele são todos iguais. Ele compreende exatamente aquilo que merece ser compreendido. Não dá mais do que aquilo a que se fez jus. Até que cheguemos muito próximo, sua Luz está encoberta com o manto da noite. A Luz e a Escuridão são muito semelhantes: ambos contêm forças derradeiras, embora expressas através de polos opostos. Aqueles que chegam a um grau de desenvolvimento avançado ou equilibrado, muitas vezes, possuem uma força maior para ação, do que aqueles que não estão seguindo caminhos superiores em busca da Verdade.
Capricórnio é o da ambição e esta pessoa está inclinada a mostrar um desejo pelo poder que, frequentemente, pode gerar antagonismos. Estas pessoas são dominadoras e ativas (Capricórnio é um ativo) e não admitem obstáculos em seus caminhos, uma vez que tenham se proposto a alcançar algum objetivo.
Quando Capricórnio alcança uma posição de força pessoal e notoriedade, quer tenha lutado por ela ou não, precisa reconhecer suas tendências dominadoras e fazer seu trabalho, sem aceitar maiores recompensas do que aquelas a que tem direito. Esta é uma das grandes lições a aprender. Embora Capricórnio tenha um forte sentimento de respeito e liberdade (ou domínio), não reconhece a glória que é dada aos outros. Capricórnio deve aprender a reconhecer a satisfação inerente em cada realização dos outros, e apreciar as aspirações que devem ser alcançadas por todos os Espíritos em evolução.
Capricórnio reconhece a consciência de Deus e a força inata que cada ser possui e sabe enfatizar as oportunidades oferecidas ao aspirante. Um sentimento de exibição é importante para Capricórnio. Agindo inconsciente ou deliberadamente sobre a premissa de que muitos indivíduos não reagem, a menos que sejam atraídos por algo que os faça sair da sua casca, Capricórnio é capaz de exercer um excelente e bem-sucedido apelo magnético.
Religião ou – como alguns a encarem – compreensão dos objetivos da vida, não é apenas uma teoria para ser aceita; é uma vida para ser vivida. A pessoa religiosa procura conhecimentos mais elevados, de modo que possa viver uma vida mais útil.
Quando nos esforçamos para seguir os princípios superiores, estamos, naturalmente, sendo testados de todas as maneiras. Para Capricórnio, o primeiro desafio é, muitas vezes, a disputa com o desejo do poder, e é necessário que ele supere todos os traços de egoísmo pessoal, antes que seja merecedor da atenção daqueles capazes de proporcionar-lhe ajuda material e/ou espiritual, assim como o sucesso num determinado caminho. Frequentemente tidos como egoístas e interesseiros, estas pessoas são, na realidade, doadores – embora sua maneira de dar possa não ser prontamente aceita pelos outros. Os capricornianos não querem parecer exigentes ou antagônicos, mas dão esta impressão. Têm um interesse profundo pela Humanidade e dominarão suas provas e tentações, mas, muito frequentemente, exibem um desnecessário complexo de mártir.
Independência pessoal e liberdade são as notas chaves de suas vidas. Quando atingem uma compreensão mística (místico refere-se àquele que procura a verdade de acordo com o coração através do caminho da fé) combinada com um conhecimento oculto (poder do intelecto dirigido para o uso científico da lei cósmica na vida cotidiana) os Capricornianos apreciam e conhecem as realidades das coisas visíveis e invisíveis.
A evolução deste é fundamentada em três linhas de esforços. Capricórnio expressa suas fases no escravo, no condutor de escravos e no redentor. Falando tudo que lhe vem à mente, é honesto. As pessoas de Capricórnio não hesitam em admitir que nas suas experiências passadas possam existir atividades inconvenientes. Mas, uma vez que Capricórnio entre em sintonia com a tecla da pureza regeneradora, o aspirante caminha do desespero para a luz (a viagem de Virgem através de Sagitário). A escuridão procura envolver o Espírito no ser humano à medida que Capricórnio bloqueia o caminho para a liberdade. O espírito está sujeito à escravidão (escravo), daí a habilidade que é acrescentada à forma e as capacidades executivas (condutor de escravos) aumentam, até que a desenvoltura do Espírito se manifeste na religiosidade (redentor) essencial para o domínio de si mesmo. Aí, então, Capricórnio está pronto para andar pela Terra como o Filho de Deus: Redentor e Salvador.
Capricórnio deve lutar pela regeneração espiritual para poder dar uma consciência viva e abençoada a todos que se aproximam de sua esfera de influência. A tolerância, nascida da experiência, garante a harmonia necessária para alimentar potencialidades latentes para o fogo dinâmico da expressão Criadora. Enquanto Capricórnio, muitas vezes, pode se irritar diante da falta de resultados, todo pensamento consciente e seriamente dirigido para a ajuda ao próximo, tende a levar estes indivíduos a maiores aspirações.
Frequentemente pessoas são postas juntas com o objetivo de liquidar débitos do destino. Tais pessoas, sendo rebeldes e antagônicas entre si, serão colocadas juntas, muitas e muitas vezes, até que seu relacionamento se transforme em amor e fique liberto da amargura e do ódio. Amor é a única força que cicatriza as feridas do passado.
Capricórnio é um elo entre o velho (Saturno) e o novo (Urano); e a perseverança produzirá a harmonia tão essencial para o crescimento e desenvolvimento comunitário. Capricórnio possui uma visão interior e do caos virá a Vida, a Luz e o Amor. Dos espaços sem limite nasceram as formas. Aqui estão representados o começo e o fim da manifestação. Capricórnio exibe os justos direitos dos seres humanos; Saturno é seu mestre. Cada Espírito que aspire independência e liberdade precisa, em primeiro lugar, pagar inteiramente seus débitos.
Amanhã festejaremos com os Deuses, mas hoje servimos e fazemos penitência por todos os dias passados. O caminho de Capricórnio é seguro. Se parecer obscuro, o amor é a luz que ilumina o caminho e sua radiação interior glorifica Deus no Céu. A sempre vigilante presença de Deus acena para você. Estas coisas e outras maiores Ele deverá mostrar-lhe, à medida que você corresponder ao chamado do amor de Saturno, guardião divino da noite.
A intenção básica de Saturno é dar as boas-vindas a você nos braços da Vida, da Luz e do Amor – o porto do repouso eterno de Capricórnio.
(de Thomas G. Hansen – com prefácio da Fraternidade Rosacruz de Campinas – SP – Traduzido do original inglês: Zodiacal Hierarchies de Thomas G. Hansen e publicado na revista Rays from the Rose Cross da The Rosicrucian Fellowship, no período de abril de 1980 a março de 1981 – publicada na Revista Serviço Rosacruz da Fraternidade Rosacruz em janeiro de 1982)
A Bíblia é um dos maiores livro de Mistérios de todos os tempos. Há poucos que se dão conta de suas insondáveis profundidades. Cristo disse: “a fim de que vendo, vejam e não percebam; e ouvindo, ouçam e não entendam” (Mc 4:12).
Na mais antiga simbologia a palavra “barco” se referia à alma, e a palavra “mar” se referia às correntes psíquicas. Diz-se que Cristo Jesus se sentou em uma barca e ensinava o povo que estava na margem. Isso significa que ensinava aos que estavam nos planos internos e aos que estavam nos planos externos, posto que sua missão era instruir tanto os encarnados como os desencarnados.
Quando Cristo terminou de expor a Parábola do Semeador, disse: “Quem tem ouvidos, ouça”. O semeador é o Mestre; as sementes são as verdades que vai disseminando. Os Estudantes e os Discípulos, que são a terra, as recebem de acordo com sua capacidade de compreensão e, de acordo com ela, usam os ensinamentos. Também disse o Senhor que alguns receberam (e produziram) trinta ou, em outras palavras, só puderam aceitar uma interpretação literal. Outros receberam (e produziram) sessenta e são os que alcançaram os significados mais profundos. O compreender que a Bíblia é o livro de texto supremo da vida há de ser uma das primeiras conquistas do verdadeiro Discípulo Cristão.

Depois Ele acrescentou que houve outros que receberam (e produziram) cem; esses são os Iniciados, que captaram as verdades em sua totalidade. Eles são a boa terra, na qual as sementes caem, crescem e produzem fruto. Algumas sementes, no entanto, caem sobre o caminho e são devoradas pelos pássaros, ou seja, são captadas pelos emocionalmente inseguros e, por isso, não lhes puderam proporcionar um porto seguro espiritual.
Aconselha-se a todo Discípulo que aprenda a contatar com seu próprio ser interior e, por meio da oração e meditação, a despertar e a incrementar seus poderes. Um Aspirante capaz converte esse centro (interno) no ponto focal a partir do qual trabalha para atrair o bom, o verdadeiro e o formoso. Há de ter cuidado, no entanto, de não se ver circunscrito pela estreiteza do pensamento ou o fanatismo da interpretação. Esse centro, o mais recôndito de si mesmo, se não for cultivado com persistência e perseverança, a pessoa tenderá a ter que enfrentar a decepção e a desilusão. Quando isso sucede, o neófito não só abandona as coisas do espírito, mas também obstrui o caminho para os outros. A advertência bíblica no Evangelho Segundo São Lucas em 9:62 ratifica isso: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”.
De acordo com a parábola, outras sementes caíram entre as rochas e morreram por falta de umidade. Esse é o símbolo da pessoa puramente mental, aquela cujo coração ainda não foi despertado. A Mente, só, nunca poderá resolver os problemas da vida, nem ensinar a outros como fazê-lo, porque isso só se pode conseguir por meio do amor de um coração espiritualizado.
Algumas das sementes caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e as afogaram. Os espinhos representam os desejos inferiores. Desde os dias da antiga Atlântida, a Mente humana está mais intimamente ligada à natureza de desejo do que ao espírito, o que contrário ao plano divino. Por isso, em uma grande maioria, a humanidade é mais motivada pelo desejo do que pela razão. Essa motivação egoísta deu origem a atual situação caótica do mundo: as raças, as nações e os indivíduos estão tão desgarrados pela dissenção e confusão que a humanidade se aproxima de um estado geral de pânico e desespero.
Um dos objetivos principais das sucessivas vidas sobre a Terra é que o ser humano liberte sua Mente dos laços de sua natureza de desejos para que a Mente se converta em um instrumento do espírito. Há de voltar uma e outra vez até que tenha aprendido a lição. As pessoas cujas vidas estão mais motivadas pela razão que pelo desejo são exceções e, entre elas, as que se guiam pelo intelecto espiritualmente iluminado são extremamente raras.
Por fim, parte das sementes caíram em terra boa e frutificaram produzindo cem por um. Isso se refere aos poucos que alcançaram o equilíbrio entre o Coração e a Mente, estado superior que é o ideal Crístico para toda a humanidade. Quando um Aspirante aprende a equilibrar essas duas forças, é digno de receber e disseminar os Mistérios do Reino de Deus.
O Corpo Denso da Terra (a Região Química do Mundo Físico) alcança sua maior taxa vibratória quando o Sol entra em Capricórnio.
O símbolo pictórico desse Signo é uma cabra (lembrando que os ovinos (ovelhas) e os caprinos (cabras) fazem parte da mesma família, a Bovidae. Há quatro milhões de anos as ovelhas ainda eram cabras, não eram separadas geneticamente como uma espécie diferente como é hoje, descobriram os pesquisadores); e a cabra era o animal sacrificial durante a Era de Áries, quando o Solstício de Dezembro caía na constelação de Capricórnio. Esses antigos sacrifícios foram sublimados até seus equivalentes espirituais, mas o seu significado esotérico, a significação conhecida pelos candidatos à Iniciação, foi sempre o mesmo. Para os antigos, uma cabra simbolizava sabedoria porque, geralmente, se reconhecia que o êxito no Caminho de Preparação e Iniciação só podia ser obtido por meio do sacrifício.

Misticamente falando, há dois “portais”, através dos quais os Egos entram em um renascimento aqui e dele terminam (quando se morre aqui).
Cosmicamente, essas portas são as de Câncer e Capricórnio. Os Egos se cobrem de “vestimentas de carne” por meio das forças de Câncer e da Lua, pois Câncer é o Signo da Virgem Cósmica e a Lua é seu Regente. Por meio das forças do Signo oposto do Zodíaco, Capricórnio, que é regido por Saturno, o colhedor, ocorre a dissolução do Corpo mortal dos Egos e sua liberação para que possam voltar aos planos superiores. Essa corrente de almas, ascendendo e descendendo, através dessas duas portas celestiais, é a realidade cósmica que Jacó contemplou em sua visão.
O dia 21 de dezembro, a nota-chave planetária troca de Sagitário para Capricórnio. A chave de Sagitário é o êxtase divino, expresso na fraternidade que regozija, na repentina crescente de cores claríssimas e na harmonia da estação do Advento (período do ano que antecede o nascimento do Cristo Cósmico no centro da nossa Terra todos os anos). A nota-chave de Capricórnio é a consumação divina.
A Terra está submergida na luz branca da consagração, quando as correntes de vida planetárias se invertem, e a força do Cristo Cósmico começa a subir para o Sol. Essas forças vão crescendo do dia 21 de dezembro até a meia-noite do dia 24, no qual adquirem sua máxima potência, mas não declinam logo. As poderosas radiações solsticiais da força espiritual envolvem a Terra até a décima segunda noite seguinte, um intervalo considerado pelos primeiros Cristãos e destinado a ser revivido hoje.
O cântico dos Anjos, enquanto o Sol se dirige para o sul, está expresso em tons menores. À meia-noite do dia 24 de dezembro, a Noite Santa, seus coros se transportam a tonalidades maiores, quando entoam, cheios de regozijos, a nota-chave da Terra: “Glória a Deus nas alturas, e paz na Terra aos homens de boa vontade”.

SIGNO: Capricórnio, “cabra aquática”
QUALIDADE: Cardinal; ou vigorosa consciência dirigida ativa e dinamicamente para o interesse em objetivos específicos. Mas, a realimentação constante é necessária para manter a energia fluindo.
ELEMENTO: Terra; ou Corpo.
NATUREZA ESSENCIAL: Posição
ANALOGIA FÍSICA: rochas, pedras, cristais.
ASTRO REGENTE: Saturno
CASA CORRESPONDENTE: a 10ª Casa
ANATOMIA ESOTÉRICA: representa o Corpo Denso.
ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: joelhos, vesícula biliar e medula das glândulas suprarrenais. Geral: pele; ossos, esqueleto, tecido conectivo, tecido epitelial, cabelo, dentes, baço, minerais carregados no sangue e todos os minerais depositados no corpo, ligamentos, tendões, cartilagens, juntas e articulações.
FISIOLOGIA: Saturno governa todos os processos no corpo que tem a haver com a cristalização, endurecimento, decaimento e decomposição. Rege os processos de catabolismo, formação da bile e formação da ureia. Fornece os minerais necessários para a formação dos ossos e do esqueleto e também fornece a estrutura do corpo. Saturno tem influência considerável no sistema nervoso parassimpático, especialmente no nervo vago (pneumogástrico).
TABERNÁCULO NO DESERTO: simboliza a Arca da Aliança, contendo o Pote de Ouro do Maná, a Vara de Aarão e as Tábuas da Lei. Isso, por sua vez, é o símbolo de um Corpo Denso perfeito.
MITOLOGIA GREGA: Saturno é, inicialmente, simbolizado por Chronus e Caos. Caos foi o primeiro deus, sendo criado antes de todos os outros deuses. Isso é o símbolo do Período de Saturno, a primeira manifestação de vida em substância após sua emersão da precedente Noite Cósmica. Chronus é o “Pai Tempo”, uma manifestação primária no Mundo Físico. A estória de Chronus comendo suas crianças é um símbolo de como uma atitude materialista pode sufocar as inclinações espirituais. Entretanto, o triunfo de Zeus sobre Chronus mostra o triunfo do espírito sobre a matéria.
CRISTIANIDADE CÓSMICA: Cristo nasce novamente na véspera de Natal, quando o Sol está em Capricórnio. A passagem do Sol através de Capricórnio marca um tempo de provas. Enquanto o ano novo começa nós somos testados para ver se nós aplicaremos os princípios espirituais, dados no tempo do Natal, no nosso dia a dia. Ao mesmo tempo, nós devemos nos esforçar para sobrepujar as tentações do mundo material, transformando o mal em bem. Nós devemos aprender a “tentar todas as coisas e reter somente o que é bom”.
(traduzido da Revista: Rays from the Rose Cross – janeiro/1976 e janeiro/1978 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Mês de Dezembro: Senhor Cristo chega ao Coração do Planeta Terra
As radiações do Amor de Cristo penetram gradualmente as várias camadas do Planeta até que na ocasião do Solstício de Dezembro elas alcançam seu poder máximo e esplendor no coração da Terra.
Poucas pessoas percebem o prodigioso poder espiritual que inunda a Terra na época do Santo Natal. Os Sábios usam todas as oportunidades e canais para fazer frutificar o Plano Divino na Terra.
É por isso que no Natal somos banhados por vibrações de paz e boa-vontade. Essa imensa onda que irradia Amor Cósmico tem sua culminância em dezembro. Sem essa presença espiritual não haveria suficiente entusiasmo em nossos corações. Não sentiríamos tanta felicidade nem tanto desejo de proporcionar mais felicidade aos outros. O costume universal de dar presentes no Natal empalideceria. Todos seriam drasticamente afetados.
A Estação do Advento se estende pelo mês de dezembro e é anunciada como uma Festividade de Luz. O impulso espiritual da estação prepara a humanidade para o derramamento das forças celestiais acompanhando o renascimento do Cristo Cósmico em nossa esfera terrestre. Esse período é seguido pela estação do Solstício de Dezembro que se estende de 21 de dezembro à 24 de dezembro e culmina com o dia seguinte, o 25 de dezembro, no Natal, o dia mais profundamente reverenciado em toda a Cristandade. A observância da festividade dessa estação santa nunca cessará para os aspirantes, até que o Cristo tenha nascido dentro de nossas próprias almas. O quanto desse êxtase o discípulo tenha experimentado nesse momento depende do degrau que ele tenha alcançado, e o regozijo pela sua participação cada vez mais crescente da mistura nessa estação entre o terreno e o divino é sentido com uma intensidade nunca alcançada em outro momento do ano.
Durante dezembro, os tons do filantrópico Sagitário, nota chave Fá maior, regido pelo otimista e benevolente Planeta Júpiter, cuja palavra-chave é idealismo e o quieto, metódico Capricórnio, nota chave Sol maior, regido pelo conservador e perseverante Saturno, cuja palavra-chave é obstrução com suas sistemáticas atividades construtivas, preparam a Terra para receber o raio do amor de Cristo e nutri-la até que esteja preparada para a liberação no centro da Terra. Então, começa sua viagem para fora, em direção à periferia da Terra, alcançando a na época do Equinócio de Março. Quando os dias são mais curtos e as noites mais longas, na Noite Santa, o raio do Espírito de Cristo alcança o centro da Terra. Aqui, Ele permanece três dias e três noites, libertando de Si mesmo a germinante força do Espírito Santo que, lentamente, vai permear a Terra e frutificá-la para outro ano.
Ou seja: Ele chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de Dezembro. Aí Ele fica três dias e depois começa a voltar.
Em dezembro, durante as longas noites de inverno, a força física solar está adormecida e as forças espirituais alcançam seu grau máximo de intensidade (no hemisfério norte).
A noite entre 24 e 25 de dezembro é, em todo o ano, a Noite Santa por excelência. O Signo zodiacal da imaculada Virgem Celestial está sobre o horizonte oriental à meia-noite, e o Sol do ano novo nasce e começa sua jornada do ponto mais austral, em direção ao hemisfério norte, para (fisicamente) salvar essa parte da humanidade da obscuridade e da fome inevitáveis, caso permanecesse sempre abaixo do Equador.
À meia-noite de 24 de dezembro, para os povos do hemisfério norte, onde nasceram todas as religiões atuais, o Sol está diretamente abaixo da Terra e as influências espirituais são fortíssimas.
Em tal momento, nessa noite, aos que desejassem, pela primeira vez, dar um passo na Iniciação, seria muitíssimo mais fácil porem-se em contato consciente com o Sol Espiritual.
Por esse motivo, nos antigos templos, os Discípulos preparados para a Iniciação eram levados pelas mãos dos Hierofantes dos Mistérios e, por meio de cerimônias que se realizavam no Templo, eram elevados a um estado de exaltação, no qual transcendiam toda condição física. A Terra tornava-se transparente à sua visão espiritual e eles viam o Sol da meia-noite: a “Estrela”! Não era o Sol físico, seu Salvador físico, o que viam com os seus olhos espirituais, mas o Espírito do Sol, o Cristo, seu Salvador Espiritual.
Essa Estrela que brilhou na Santa Noite ainda brilha para o místico na obscuridade da noite. Quando o ruído cessa e a confusão da atividade física se aquieta, então ele entra em seu interior e procura o caminho que conduz ao Reino da Paz. A brilhante Estrela está sempre ali para guiá-lo e sua alma ouve a canção profética: “Paz na terra e boa vontade entre os homens“.
Paz e boa vontade a todos, sem exceção, não excluindo nem os inimigos. É de admirar que custe muito a educar a humanidade para este tão elevado tipo de moral? Há algum meio melhor para demonstrar a beleza e a necessidade da paz, da boa vontade e do amor do que compará-los com o estado atual de guerras, egoísmos e ódios?
Quanto mais forte é a luz, tanto mais profunda é a sombra que projeta. Quanto mais altos os ideais, mais claramente podemos ver nossos defeitos.
(Você pode ter mais material para estudos em: Cap. XII – Ensinamentos de um Iniciado; O Cristo Cósmico – Interpretação Mística da Páscoa; Cap. I – Interpretação Mística do Natal; A Estrela de Belém – Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel; A Escala Musical e o Esquema de Evolução – compilado por um Estudante da Fraternidade Rosacruz; A Festa da Natividade – Ao Longo do Ano com Maria; O Maravilhoso Livro das Épocas – Vol. VI – Vol. VII – Vol. X – Corinne Heline)
Cristo Planetário – é um Arcanjo glorioso, supremo entre a Hoste Arcangélica.
O Mistério de Cristo é tão sublime e tão poderoso em Sua importância que transcende qualquer definição humana. Tão profundo é o Seu significado que nunca pode ser dosado ou expresso por meras palavras; só pode ser sentido no silêncio da contemplação espiritual.
A Hierarquia de Capricórnio é o lar dos Arcanjos; mas durante o período de Sua missão nesse Planeta, Cristo e Seus ministros Arcangélicos faz Seus lares no revestimento espiritual do Sol – pois cada corpo celestial tem um revestimento espiritual estendendo além do espaço da sua parte visível. Do mesmo modo, cada ser humano tem uma extensão espiritual, além do seu veículo físico.