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porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Purgatório e os Seus Resultados Benéficos

Como bem explicado no Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, o Mundo do Desejo é formado por sete Regiões, sendo três Regiões superiores, uma Central e três Regiões inferiores. Após a morte alguns irmãos ou algumas irmãs chegam a Região Central e dado a seus interesses, bons ou maus, é que determina em que direção irá seguir podendo ficar na Região Central (onde está localizada a Região Limítrofe) ou seguir para as Regiões inferiores ou superiores do Mundo do Desejo; porque as forças que prevalecem nesta Região Central – Interesse e Indiferença – são as palavras chaves desta Região para determinar o rumo de cada um de nós.

Não existe o sofrimento nessa Região Limítrofe, como o há nas Regiões inferiores; porém este é o lugar de expiação dos apáticos, aqueles que deliberadamente não foram maus nesta vida; fizeram o bem e foram moralmente irrepreensíveis e gentis, mas sem sentimentos de devoção alguma e, também, sem guardar verdadeira aspiração para a vida espiritual. Para eles o Mundo do Desejo é um estado da mais indescritível monotonia. Pode-se ouvi-los exclamar com o mais profundo desespero: “Quando acabará isto? Quando acabará isto?”. Mas, chega um determinado momento em que o Ego é acometido por apatia e tédio, dada a situação que se encontra. Até que surge nele um desejo para a vida anímica superior; é quando está pronto para passar ao Purgatório e Primeiro Céu.

Mas, nenhum Ego deve temer o Purgatório, uma vez que todo o sofrimento que irá enfrentar foi gerado por ele mesmo, no último renascimento aqui. Ali as pessoas moralmente enfermas recebem o cuidado necessário para restaurar a saúde espiritual. Certamente que neste cuidado pode incluir uma espécie de “cirurgia” que será dolorosa para o Ego, já que é realizada, mediante a ação da força de Repulsão; força esta que domina no chamado Mundo do Desejo inferior. No Purgatório, somente as cenas onde o Ego errou (por omissão ou por comissão) são revividas, e ele se vê no lugar daquele ou daquela que prejudicou e sofre como sofreram aqueles e aquelas que ele fez sofrer na vida terrena recém-finda.

Quando o Ego aprende as lições do Purgatório e a quintessência das experiências adquiridas pela dor e sofrimento – que será a consciência na próxima vida – são gravadas no Átomo-semente do Corpo de Desejos como fruto da vida passada, então está pronto para se elevar ao Primeiro Céu, que é a chamada parte superior do Mundo do Desejo.

À medida que o Ego arranca de si os desejos inferiores e começa a pensar de maneira construtiva ou espiritualmente, seus sonhos, suas esperanças e seus desejos serão melhorados, começando a elevar-se até o Primeiro Céu, de onde a Lei de Atração dominante produz um mundo de beleza e de ordem para o Ego.

Mas existe uma maneira de encurtar a existência no Purgatório, que é pela prática diária do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. Este é um grande benefício que o Ego tem como ajuda ao desenvolvimento da visão espiritual. Este processo consiste em: “ao se deitar rever os acontecimentos do dia em ordem inversa, isto é, da noite para manhã, considerando os erros cometidos, buscando o sincero arrependimento e a decisão de se reformar intimamente, prometendo a si mesmo fazer o melhor para retificá-los quando a oportunidade surgir, e ela sempre surgirá devido a estamos sob ‘espirais dentro de espirais’”. Se proceder assim erradicará os pecados cometidos nesta vida e se tornará uma pessoa melhor e certamente os pecados que deveriam ser expurgados no Purgatório já foram eliminados durante a vida, e a existência será encurtada. Podendo assim passar menos tempo lá e depois subir ao Primeiro Céu.

(Publicado na: Rays From The Rose Cross – maio/1916 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Purgatório visto como a “cura da alma”

Ninguém deve temer o Purgatório, já que ele é um “hospital para alma”. Nele as pessoas moralmente enfermas recebem o cuidado necessário para “restaurar a saúde”. Certamente que nesse cuidado pode incluir uma espécie de “cirurgia” que frequentemente é dolorosa para o Ego – que ainda está revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente da vida terrestre recém terminada –, já que é realizada, mediante a ação da Força de Repulsão; força essa que predomina nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo, onde se localiza o Purgatório.

Os fabricantes de instrumentos da maldade devem aprender a se elevar acima de seus desejos; já que a escravidão dos apetites físicos é vencida pela completa impossibilidade de gratificá-los. Os “demônios” da crença ortodoxa são vistos no Purgatório como uma força inferior da Onda de Vida comparada à dos insetos e répteis do Mundo Físico, porém menos perigosos devido ao fato de que são mais dóceis à vontade do Ego e às forças psíquicas. Um simples ato de determinação, uma elevação de consciência mediante a oração, não de caráter angustioso, suplício (ainda que essa também tenha seu poder), mas da oração tranquila que nasce de uma Mente elevada afasta rapidamente esses elementais, enquanto o corpo doente não é tão facilmente dissipado.

A base da vida no Purgatório são as cenas em que o Ego errou e são revividas, e ele se vê no lugar daquele que prejudicou e sofre como sofreram aqueles que ele lesou na vida terrena, da mesma forma que a base da vida enquanto encarnados neste Mundo Físico é o Panorama da Vida que escolhemos no Terceiro Céu. Mesmo porque no Purgatório vivemos, em média, um terço do tempo vivido aqui e nesse período temos muito que compensar por meio do arrependimento e da reforma íntima.

O que ocorre, às vezes, é os Auxiliares Invisíveis encontrarem pessoas que estão no Purgatório e que lhe pedem que vá as suas famílias para dizer-lhes para viver vidas retas e bondosas e fazer o seu melhor para não ter que sofrer depois que eles passarem pela morte. E, obviamente, eles não vão porque de nada adiantaria (como não adianta, na maioria das vezes, a gente ser testemunhas oculares das mazelas dos nossos pais, familiares e entes próximos e, mesmo assim, a gente continua fazendo o que é errado!).

Vamos falar um pouco sobre como é o processo da experiência purgatorial, quanto à sua constância em sentirmos os sofrimentos e as dores purgantes encadeando um sofrimento após o outro durante toda a nossa existência nesse lugar. Usemos a Lei de Analogia para entendermos como funciona lá, estudando como funciona aqui. Suponhamos que uma pessoa que sofre intensamente, por um curto período de tempo, geralmente sente a dor muito agudamente. Agora uma outra pessoa que sofre durante anos sucessivos, embora a dor infligida possa ser igualmente intensa, não parece senti-la na mesma proporção que a primeira pessoa. Isso ocorre porque a segunda pessoa se acostumou a ela e, de certa forma, o seu Corpo Denso se adaptou à dor; por isso, o sofrimento não é tão intensamente sentido nesse caso quanto no primeiro.

A mesma coisa ocorre na experiência purgatorial: se uma pessoa foi muito dura, cruel, indiferente quanto aos demais, egocêntrica, causadora de muita dor e muitos sofrimentos nos outros, então o seu sofrimento no Purgatório será muito rigoroso e intensificado pelo fato de que a experiência purgatorial seja de menor duração do que a vida vivida na Terra; mas a dor é intensificada proporcionalmente. Comparando com o caso acima se a experiência dessa pessoa fosse contínua ou a dor gerada por um ato fosse imediatamente seguida por outra, grande parte do sofrimento seria perdido para a pessoa, pois não seria sentida em toda a sua intensidade. Por esse motivo, às experiências lhe chegam em ondas, com períodos de descanso, para que o sofrimento seguinte possa ser profundamente sentido. Alguns podem achar que isso é cruel e que a dor infligida, ao utilizar-se desse artifício para intensificar o sofrimento, seja desnecessária. Porém não é assim. Esse sofrimento resultará um bem maior, pois Deus nunca busca desforra ou vingança, mas apenas almeja ensinar a pessoa pecadora a não mais reincidir no erro. Por isso, ela deve expiar todos os pecados cometidos. Isso irá ensiná-la a respeitar, em vidas futuras, os sentimentos alheios e a ser misericordiosa com todos. Portanto, é necessário que a dor seja altamente sentida para a conservação da energia e para que a pessoa possa se purificar e se tornar melhor, o que não aconteceria, caso a dor fosse contínua e o sofrimento, correspondentemente amenizado.

As experiências do Purgatório são gravadas no Átomo-semente do Corpo de Desejos como fruto da vida passada e depois na forma de um sentido moral purificado que o Ego leva consigo e conduz depois ao próximo renascimento para atuar como consciência e estimular o desenvolvimento das virtudes ao conceito de justiça e misericórdia.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Resultados de uma Morte em Circunstâncias Fatídicas

Quando uma pessoa passa ao outro Mundo em virtude de circunstâncias fatídicas, tais como incêndio, desastre, subitamente pela queda de um edifício ou de uma montanha, numa batalha, ou quando em certos níveis de lamentações dos parentes ao redor de um morto recente se tornam impossível a pessoa recém-falecida se concentrar no Panorama da Vida recém-finda, então a fixação dos eventos nesse Panorama nos dois Éteres Superiores, o Éter Luminoso e o Éter Refletor, e a gravação desse Panorama no Átomo-semente no Corpo de Desejos não se efetua ou se efetua em uma qualidade tão baixa que não servirá para nada. Nesses casos a pessoa não perde a consciência. A colheita da vida perdeu-se.

Bem diferente de quando uma pessoa passa ao outro Mundo em circunstâncias comuns. Nesses casos o Átomo-semente do Corpo Denso é removido do coração e o Cordão Prateado rompido, e vem um período de inconsciência que dura até três dias e meio, e durante esse período o Panorama da Vida recém-findada é gravado totalmente e com ótima qualidade no Átomo-semente do Corpo de Desejos.

Na imensa maioria das vezes, quando uma pessoa passa ao outro Mundo em virtude das circunstâncias fatídicas detalhadas acima, não houve fixação dos eventos do Panorama da Vida recém-finda nos veículos mais sutis, como acontece normalmente; assim a pessoa não passa pelo Purgatório; isto é, não colhe o que semeou, não há sofrimento em consequência de seus erros, e não há sentimentos de alegria e amor em vista do bem que praticou, no Primeiro Céu. Repetindo: a colheita da vida perdeu-se!

Para contrabalançar este grande desastre, o Ego, ao entrar em sua próxima vida terrena, é forçado a morrer na infância (no que se refere ao Corpo Denso) – eis aqui uma das razões da mortalidade infantil. Porém, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente (que normalmente não nascem senão quando o Corpo Denso tem sete, quatorze e vinte e um anos, respectivamente) permanecem com o Ego em transição, pois, o que não foi vivificado não pode morrer; o Ego permanece então no Segundo Céu de um a vinte anos, recebendo instruções e lições objetivas tais como lhes seriam ensinadas pelo Panorama de sua Vida passada, se não tivesse sido interrompido por uma circunstância fatídica. Desse modo renasce pronto a tomar seu lugar correto no Caminho de Evolução.

Há nessas considerações grandes soma de alimento espiritual. A grande percentagem de mortalidade infantil de nossos dias tem suas raízes, por exemplo, nas guerras de épocas anteriores. As perdas de vida foram relativamente pequenas, embora as mortes decorrentes de guerras patrióticas tivessem seu número bastante aumentado por duelos, rixas e querelas comuns, onde armas mortais foram usadas naqueles tempos. Não obstante a soma total dessas ocorrências parece insignificante, quando comparada à espantosa carnificina de nossos dias. E se isso tiver de ser corrigido da mesma maneira, as futuras gerações terão uma colheita de lágrimas. Mas, como já deixamos bem claro em outras ocasiões, cada lágrima derramada por alguém a quem amamos, está dissolvendo a crosta que recobre nossos olhos, até o dia em que possamos ver com bastante clareza a fim de penetrar o véu que agora nos separa daqueles a quem chamamos erradamente de mortos. Virá então a vitória sobre a morte, e estaremos aptos a exclamar: “Ó, Morte, onde está teu aguilhão? Ó Túmulo, onde está tua vitória?[1].

(Publicado na Revista “Rays from the Rose Cross” de fevereiro/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)


[1] N.T.: ICor 15:55

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático – Cordão Prateado no trabalho intrauterino e depois na vida terrestre

Pergunta: Como posso definir o Cordão Prateado que nós possuímos?

Resposta: O Cordão Prateado é algo mais do que um “elo” entre nós, o Ego, e os nossos três Corpos e o nosso veículo Mente. É também o canal para as forças especiais que emanam de nós, sem os quais os nossos Corpos e o veículo Mente não de desenvolveriam e nem cresceriam.

Pergunta: O Cordão Prateado que nós possuímos é único durante todo o Esquema de Evolução?

Resposta: Não. O Cordão Prateado é único em cada existência aqui na Terra.

Pergunta: Em que momento nasce e morre o Cordão Prateado?

Resposta: Ele nasce durante o período de gestação e se rompe depois que todo o panorama da vida passada, contido no Corpo Vital, foi contemplado e gravado no Átomo-semente do Corpo de Desejos.

Pergunta: Se nasce durante o período uterino, teria como saber em que tempo?

Resposta: Nos primeiros 20 dias de gestação o sangue do feto é nucleado pela vida da mãe, que regula o processo de construção do corpo. Neste tempo o Ego começa a trabalhar de fora, sobre o feto, mas somente após o quarto mês que nós, o Espírito individual, começamos a penetrar no feto e, gradualmente vamos tomando posse do Corpo Denso em formação. É nesse momento que o Cordão Prateado começa a nascer.

Pergunta: Como se dá o surgimento do Cordão Prateado?

Resposta: O Cordão Prateado é formado por segmentos. O primeiro segmento do Cordão Prateado nasce a partir do Átomo-semente do Corpo Denso – e é composto de Éter – – e o segundo segmento nasce a partir do Átomo-semente do Corpo de Desejos – e é composto de matéria de Desejos. Ambos vão em direção ao local referencial onde está o Átomo-semente do Corpo Vital. Esses dois segmentos irão se unir no local referencial onde está o Átomo-semente do Corpo Vital.

Pergunta: E o que acontece com os dois segmentos detalhados anteriormente do Cordão Prateado no Átomo-semente do Corpo Vital?

Resposta: O Átomo-semente do Corpo Vital se localiza em um ponto referencial do nosso Corpo Denso chamado de Plexo Celíaco (Plexo Solar ou, vulgarmente, “boca do estômago”), formado pelos dois Éteres inferiores (Químico e de Vida) e é a raiz daquela parte do Corpo Vital em que se dá a morte a cada renascimento. Quando os dois segmentos anteriormente descritos chegam no Átomo-semente do Corpo Vital ele se unem resultado em um formato de dois números “seis” invertidos, um situado verticalmente e outro horizontalmente, ambos ligados pelas extremidades curvas.  

Essa união dos dois segmentos do Cordão Prateado (do Corpo Denso e Corpo de Desejos) em desenvolvimento, no Átomo-semente do Corpo Vital resulta na união dos veículos inferiores e superiores e é esse fato que produzirá o despertar do feto.

Pergunta: O terceiro segmento que é a parte do Cordão Prateado feito de matéria mental também nasce na vida intrauterina do feto?

Resposta: Não.

Pergunta: Pode explicar melhor?

Resposta: O terceiro segmento do Cordão Prateado é a parte feita de matéria mental, o qual se desenvolve no Átomo-semente da Mente, localizado na posição referencial do seio frontal do Corpo Denso, e se junta ao Átomo-semente do Corpo de Desejos da posição referencial do fígado do Corpo Denso, bem no grande vórtice do Corpo de Desejos. Ele não está presente na vida intrauterina e nem no nascimento, mas existe com ou no Átomo-semente da Mente como uma raiz ou broto (pois a criança tem o elo da Mente, mas pouca atividade individual de expressão do pensamento).

Pergunta: Quando, então, que este Cordão Prateado começa seu desenvolvimento?

Resposta: O terceiro segmento do Cordão Prateado vai se desenvolvendo lentamente durante todo o período da infância e da adolescência, entretanto, seu crescimento é especialmente notado durante o terceiro período setenário, dos entornos dos quatorze anos até o entorno dos vinte e um anos de idade.

Pergunta: Quando dá sua junção do terceiro segmento do Cordão Prateado com o Átomo-semente do Corpo de Desejos?

Resposta: Esse evento ocorre em torno dos vinte e um anos de idade, quando nasce a Mente.

Pergunta: Podemos dizer que os demais segmentos têm o seu período de amadurecimento?

Resposta: Sim. O nascimento do Corpo Vital, por volta dos sete anos de idade, marca o fim da idade propriamente infantil. O desenvolvimento do segmento do Cordão Prateado entre o Átomo-semente do Corpo Denso, na posição referencial do ápice do ventrículo esquerdo do coração no Corpo Denso, e o Átomo-semente do Corpo Vital, na posição referencial do Plexo Celíaco no Corpo Denso, tem uma importante relação com o mistério da infância. E durante os sete anos seguintes (do entorno dos sete anos de idade até o entorno de quatorze anos de idade) o desenvolvimento do segundo segmento do Cordão Prateado entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos, na posição referencial do Fígado no Corpo Denso, e o Átomo-semente do Corpo Vital, na posição referencial do Plexo Celíaco no Corpo Denso, contribui para a adolescência. O nascimento do Corpo de Desejos ocorre entorno dos quatorze anos de idade. O terceiro segmento, feito de matéria mental, do Cordão Prateado, que se desenvolve desde o Átomo-semente da Mente, que está na posição referencial do seio frontal no Corpo Denso, em direção ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, que se localiza na posição referencial do Fígado no Corpo Denso, amadurecendo-se desenvolve no terceiro período setenário, dos quatorze aos vinte e um anos de idade. A junção desse segmento no Átomo-semente do Corpo de Desejos marca o início da fase adulta, quando dizemos que a Mente nasce, entorno dos vinte e um anos de idade.

Pergunta: Qual a relação do Cordão Prateado com a cremação do Corpo Denso?

Resposta: Esta relação é muito importante! Durante três dias e meio após a morte o Corpo Denso deve ser mantido em um lugar onde o Ego possa ter a oportunidade de conseguir passar todo o Panorama da Vida recém-finda que está gravado no Átomo-semente do Corpo Denso para o Átomo-semente do Corpo de Desejos, utilizando para isso o Cordão Prateado. Quando o Panorama acabar, rompe-se o Cordão Prateado na junção dos dois números “seis”, como mostrado acima. Assim, qualquer perturbação no Corpo Denso durante esses três dias e meio (cremação, embalsamento, esquartejamento) atrapalhará a nitidez dessa gravação, podendo ocorrer até a não gravação total, ou seja: o Ego perder a base que serviria para a vida celestial no Mundo do Desejo!

Pergunta: Além da cremação o que mais deve ser evitado para não atrapalhar a gravação do panorama da vida no Átomo-semente do Corpo de Desejos?

Resposta: Além da cremação e de incisos cortantes no Corpo Denso é um grande crime contra o irmão ou a irmã que parte, se entregarem às lamentações e manifestações de sofrimento. Isso justamente porque naquele momento ele está entregue a um ato de suprema importância, já que o valor de sua vida passada depende, em grande parte, da atenção que o irmão ou a irmã possa prestar a esse ato.

Pergunta: Foi dito que o Átomo-semente do Corpo Vital é formado pelos dois Éteres inferiores (Éter Químico e Éter de Vida). Gostaria de saber se os dois Éteres superiores do Corpo Vital (Éter Luminoso e Éter Refletor) não tem Átomo-semente?

Resposta: Não há Átomo-semente dos dois Éteres superiores do Corpo Vital, primeiro porque eles não estão envolvidos diretamente com a formação do feto e por outro lado eles são a parte imortal ou a parte capaz de se tornar imortal do Ego.

Pergunta: Qual seria a composição do Cordão Prateado em seus segmentos?

Resposta: O Cordão Prateado é composto de Éter, matéria de desejos e matéria mental. O primeiro e o segundo segmentos se unem em um formato parecido a dois números “seis” invertidos, um situado verticalmente e o outro horizontalmente, ambos ligados pelas extremidades curvas na posição relativa ao Plexo Celíaco do Corpo Denso. O terceiro segmento se estende do Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente da Mente.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Fonte da Verdade: desenvolvimento da “voz intuitiva” por meio do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção

O Ancião ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior alegria do que essa, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.” (IIIJo 1:4).

Nestes versículos o Apóstolo do Amor realça a diferença entre o regime Jeovístico e a Nova Dispensação Cristã. Contrastando com os meios externos de se encontrar a verdade, próprios da Dispensação Mosaica, hoje existe a “lei da liberdade”, ou seja, a lei “inserida” no nosso coração por intermédio de Cristo. A voz da verdade (a intuição) ecoa desde o coração, proporcionalmente ao desenvolvimento do princípio do Amor-Sabedoria. A Filosofia Rosacruz esclarece cientificamente o processo por meio do qual a inspiração intuitiva opera e como ela pode ser cultivada. A intuição é uma faculdade espiritual – a faculdade do Espírito de Vida – inerente a todos nós, mas expressando-se melhor quando o Corpo Vital é positivo.

O sangue, ao passar pelo coração, ciclo após ciclo, hora após hora, durante toda a vida, grava as recordações no Átomo-semente do Corpo Denso, enquanto permanecem frescas. Prepara um arquivo fidelíssimo da vida que, depois na existência post-mortem, se imprimirá indelevelmente no Átomo-semente do Corpo de Desejos, base para a nossa vida no Purgatório e Primeiro Céu. O coração está permanentemente em estreito contato com o Espírito de Vida, o espírito do amor e da unidade, o que o torna, o foco do amor altruísta.

Depois das recordações passarem ao Mundo do Espírito de Vida, em que se encontra a verdadeira Memória da Natureza, não volta através dos lentos sentidos físicos, mas diretamente através do quarto Éter (Éter Refletor) contido no ar que respiramos. O Espírito de Vida pode ver muito mais claramente no seu Mundo do que nos Mundos mais densos. No elevado Plano, que lhe é próprio, está em contato com a Sabedoria Cósmica e, em qualquer situação, sabendo imediatamente o que há de fazer, envia sua mensagem de orientação e de ação ao coração. Esse logo a retransmite ao cérebro por meio do nervo pneumogástrico ou nervo vago. Assim se formam as “primeiras impressões”, os impulsos intuitivos, sempre bons porque emanam diretamente da fonte de Amor e Sabedoria Cósmica.

A fonte da verdade que “está dentro de nós” é o Princípio do Espírito de Amor-Sabedoria. A manifestação dessa “voz interna” demanda pureza de vida e serviço amoroso prestado aos demais. Isto atrai o Éter Refletor do Corpo Vital por meio do qual a mensagem intuitiva é impressa, nos tornando mais sensível a sua influência.

Max Heindel afirma que o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é de grande valia para o desenvolvimento da “voz intuitiva”, porque nesse julgamento imparcial de si mesmo, noite após noite, o Aspirante à vida superior consegue discernir entre a verdade e o erro, o que não seria possível por outro meio.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1969 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta. Você poderia explicar o que aconteceu com o Cordão Prateado de Jesus, quando o Espírito de Cristo tomou posse do Corpo Denso e do Corpo Vital dele?

Resposta. O Cordão Prateado permaneceu conectado com os veículos superiores de Jesus, que são a Mente e o Corpo de Desejos, e Jesus continuou trabalhando no Mundo do Desejo, até a crucificação de Cristo-Jesus, pois quando o Cordão Prateado é rompido, o influxo de vida aqui na Região Química do Mundo Físico cessa e o Corpo Denso morre. Não é possível transferir a conexão do Cordão Prateado dos veículos superiores de uma pessoa para os de outra. Assim, Jesus esteve conectado com seu Corpo de Desejos pelo Cordão Prateado durante todo o tempo em que Cristo usou o Corpo Denso dele. Isso, no entanto, não prejudicou os movimentos de Jesus, pois o Cordão Prateado, no seguimento entre o Átomo-semente do Corpo Vital e o Átomo-semente do Corpo de Desejos é capaz de extensão ilimitada. Na crucificação ou logo depois dela, o Cordão Prateado foi rompido e a morte do Corpo Denso ocorreu. Então Jesus foi liberado no Mundo do Desejo, levando consigo os Átomos-sementes de todos os seus veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente), e Cristo entrou na Terra e Se tornou o Espírito Planetário dela, função que persiste até hoje.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de março/1926 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Cremação do nosso Corpo Denso, depois da morte, afeta de alguma forma a nossa evolução, resultado de mais uma vida aqui recém findada?

Resposta: Durante a vida aqui, no estado de Consciência de Vigília, os nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) se mantem todos juntos, concentricamente. Mas, ao morrer, nós – o Ego, ou seja, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui –, envolto na Mente e no Corpo de Desejos, nos retiramos do nosso Corpo Denso. Como as funções vitais terminaram, então o nosso Corpo Vital também se retira do nosso Corpo Denso, deixando-o inanimado sobre o lugar em que ele se encontra. Nós levamos conosco o Átomo-semente do Corpo Denso que está na posição referencial do ápice do ventrículo esquerdo do coração. O Corpo Denso passa a se desintegrar. Então, se inicia um processo sobremaneira importante e os que assistem o defunto devem tratar zelosamente para que reine a maior quietude em toda a casa ou no velório, porque, então ocorre a revisão do Panorama da Vida que recém terminou. As imagens de mais uma vida aqui que acaba de terminar e que se achavam impressas no Átomo-semente do Corpo Denso, começam a passar como um filme, ante os “olhos do Espírito”, em progressão lenta e ordenada, porém, no sentido inverso, ou seja, do momento da morte para trás, passando pela senilidade, maturidade, juventude, infância, até o nascimento. Esse Panorama da Vida que recém terminou dura entre algumas horas até três dias e meio, segundo: a evolução do Ego, as circunstâncias da morte, o ambiente em que se acha o Corpo Denso e a capacidade de concentração do Ego naquele momento. Mas, o principal fator de duração é a força vital do Corpo Vital, que determina o tempo que o Ego poderá se manter desperto, assistindo ao Panorama da Vida que recém terminou. Mesmo em vida, algumas pessoas podem se manter ativas e despertas durante sessenta ou mais horas, antes de ficarem exaustas. Todavia, outras só permanecem despertas umas poucas horas.

A razão por que se torna necessário a quietude no velório ou onde o Corpo Denso fica depois da morte, até três dias e meio (logicamente para que não se decomponha nesse tempo, o Corpo Denso deve ficar em um refrigerador mortuário, também chamado de caixa de congelamento de armazenamento frio de cadáveres – que se encontram, normalmente, em hospitais), decorre do processo panorâmico: as cenas da vida devem se imprimir sobre o Átomo-semente do Corpo de Desejos, que será o nosso (Ego) veículo, no Mundo do Desejo, em cujas Regiões inferiores poderemos ter que passar, onde fica o Purgatório – onde formamos a consciência resultante dos atos, das ações e obras que fizemos de errado ou que prejudicamos alguém –, e em cujas Regiões superiores também poderemos ter que passar, onde fica o Primeiro Céu – onde assimilará o bem realizado resultante dos atos, das ações e obras que fizemos de correto ou reto ou que ajudamos alguém.

Quando a vida recém terminada foi muito intensa (para o “bem ou para o mal”) e o Corpo Vital é forte em sua composição etérica, o tempo do Panorama da Vida será mais longo do que se a vida não foi tão intensa e o Corpo Vital é débil. Durante o Panorama da Vida o Corpo Denso está conectado aos veículos superiores por meio do Tríplice Cordão Prateado, mais precisamente, por meio do primeiro seguimento, o etérico, entre o Átomo-semento do Corpo Denso e o Átomo-semente do Corpo Vital que fica na posição referencial do Plexo Celíaco (ou Plexo Solar ou, popularmente, a “boca do estômago”). E através dessa ligação, nós (o Ego) sentiremos, até certo ponto, os incômodos físicos, químicos e vibrações, bem como quaisquer danos causados ao nosso Corpo Denso. Assim, o embalsamento, as autópsias, a cremação, feitos dentro desse período de três dias e meio após a morte clínica do Corpo Denso serão sentidos dolorosamente por nós. Daí que não devam ser feitos durante esse período.

Após os três dias e meio o Panorama da Vida já foi transferido para o Átomo-semente do Corpo de Desejos. Então, o Cordão Prateado se rompe primeiro seguimento. O Corpo Vital (especialmente os dois Éteres inferiores) é atraído para o Corpo Denso para se decompor sincronicamente com ele. Toda conexão entre nós e o nosso Corpo Denso fica definitivamente rompida. Seguimos nós, o Ego, livremente, para iniciar mais uma Vida Celeste, se assim desejarmos.

Quando se enterra um Corpo Denso, o Corpo Vital permanece sobre a tumba. O Clarividente pode vê-lo, decompondo-se sincronicamente com o Corpo Denso. Por exemplo, quando o braço enterrado já se decompôs, o etérico também se desfaz e desaparece, até que desapareça o último vestígio do Corpo Denso. Mas quando se realiza a cremação, o Corpo Vital se desintegra imediatamente. Esse veículo é o que conserva as imagens das experiências da vida acabada de terminar. Essas imagens precisam ser transferidas para o Átomo-semente do Corpo de Desejos pelo processo do Panorama da Vida recém terminada já mencionado, a fim de formar a base da vida no Purgatório e no Primeiro Céu; assim, seria grandemente prejudicial que a cremação se efetuasse dentro dos três dias e meio após a morte clínica do Corpo Denso.

Perde-se algo quando ocorre a cremação logo após a morte, antes do Cordão Prateado se romper por si só. A impressão sobre o Átomo-semente do Corpo de Desejos não é, então, tão profunda como deveria ser. Isso tem efeito nas vidas posteriores, porque, quanta mais forte for a impressão, tanto mais agudos são os sofrimentos no Purgatório, pelo “mal realizado”, e tanto mais intensos serão os regozijos no Primeiro Céu, resultantes das “boas obras” da vida passada. São estes sofrimentos e regozijos os que nos formam a chamada consciência. Quando perdemos a advertência do sofrimento, perdemos, também, na formação da conduta, porque a purificação purgatorial nos adverte contra a repetição do mal, em vidas posteriores, ao se apresentarem de novo as tentações que antes nos vitimaram. Portanto, os efeitos da cremação prematura devem ser levados em muita conta. Triste é dizê-lo: temos a Ciência do Nascimento, com o concurso de médicos obstétricos, parteiras experimentadas, antissépticos e todo o necessário para o conforto e segurança da criança que vai nascer e de sua mãe, mas nos falta a Ciência da Morte que nos permita despedir, convenientemente, dos nossos amigos deste mundo e nos preparar para mais um nascimento nos Mundos Celestes. 

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – novembro/1975 – Fraternidade Rosacruz SP)

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