Categoria Livros

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Teia do Destino – como Tece e Destece

Para compreender como se tece e destece a “Teia do Destino” será necessário que partamos do seu início; para perceber que os primeiros fatos fundamentais da existência são a continuidade da vida e que a ação é a expressão desta mesma vida em manifestação.

No momento exato em que o espírito executa sua primeira ação ele gera uma causa que, forçosamente, há de produzir um efeito correspondente.

Isso é uma absoluta necessidade a fim de que o equilíbrio do Universo possa ser mantido.

Para que se possa efetuar investigações necessárias com o objetivo de compreender como se tece e destece a “Teia do Destino”, é necessário possuir a faculdade de sair, por livre e espontânea vontade própria, do Corpo físico e funcionar fora dele, no Corpo-Alma, formado pelos dois Éteres superiores, estando também revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente.

Vamos ver, nesse livro, como isso se dá e como há outras condições na teia do destino.

Há 4 meios de você acessar esse Livro:

1. Em formato PDF (para download):

A Teia do Destino – como se Tece e Destece – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

2. Em forma audiobook ou audiolivro:

A Teia do Destino – Como se Tece e Destece – Max Heindel – audiobook

3. Em forma de videobook ou videolivro no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas/featured

aqui:

A Teia do Destino – Como se Tece e Destece – Max Heindel – videobook

4. Para estudar no próprio site:

Como se tece e destece

Também:

O Efeito Oculto das Nossas Emoções

A Oração – uma Invocação Mágica

Métodos Práticos de se Alcançar o Sucesso

Por

Max Heindel

(1865-1919)

Uma Série de Lições sobre o Lado Oculto da Vida, Mostrando as Forças Ocultas que Moldam o Nosso Destino

Fraternidade Rosacruz

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, editada por Augusta Foss Heindel, em 1920

1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz Rio de Janeiro – Guanabara – Brasil

2ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO

A série de dezessete lições impressas nesse volume é parte das noventa e nove lições mensais enviadas pelo autor a seus Estudantes, durante os últimos anos de sua vida no corpo. Elas são, agora, publicadas pela primeira vez em forma de livro.

Uma série já foi publicada sob o título “Maçonaria e Catolicismo”, como é visto por trás do cenário.

Esses livros contêm os tesouros inestimáveis das últimas investigações desse grande místico, e levam uma mensagem de amor Cristão impregnada de sabedoria divina, que somente um Iniciado nos mais profundos mistérios poderia nos transmitir.

Esperamos que essas lições sejam o meio de reintegrar muitas pessoas de volta à Deus e de fortalecer sua reverência e seu amor por Cristo.

Os Santos Sacramentos, Cristo e Sua Missão, A Significância Oculta das Óperas de Wagner e outros assuntos muito interessantes serão publicados mais tarde.

Augusta Foss Heindel

ÍNDICE

PREFÁCIO DA SEGUNDA EDIÇÃO DE 1920. 3

A TEIA DO DESTINO.. 6

PARTE I – INVESTIGAÇÃO ESPIRITUAL – O CORPO-ALMA.. 6

PARTE II – CRISTO INTERNO – A MEMÓRIA DA NATUREZA.. 12

PARTE III – “O GUARDIÃO DO UMBRAL” – ESPÍRITOS APEGADOS À TERRA.. 19

PARTE IV – “O CORPO DO PECADO” – POSSESSÃO POR DEMÔNIOS AUTOCRIADOS – ELEMENTAIS. 27

PARTE V – OBSESSÃO DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS. 32

PARTE VI – A CRIAÇÃO DO AMBIENTE – GÊNESE DAS DEFICIÊNCIAS MENTAIS E FÍSICAS. 37

PARTE VII – A CAUSA DA ENFERMIDADE – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA.. 42

PARTE VIII – OS RAIOS DE CRISTO CONSTITUEM O “IMPULSO INTERNO” – VISÃO ETÉRICA – DESTINO COLETIVO.. 47

OS EFEITOS OCULTOS DAS NOSSAS EMOÇÕES. 52

PARTE I – A FUNÇÃO DO DESEJO.. 52

PARTE II – OS EFEITOS DA COR DA EMOÇÃO NAS REUNIÕES DAS PESSOAS – O EFEITO ISOLANTE DA PREOCUPAÇÃO.. 57

PARTE III – EFEITOS DA GUERRA SOBRE O CORPO DE DESEJOS – O CORPO VITAL AFETADO PELAS DETONAÇÕES DOS GRANDES CANHÕES. 62

PARTE IV – A NATUREZA DOS ÁTOMOS ETÉRICOS – A NECESSIDADE DA ESTABILIDADE.. 68

PARTE V – OS EFEITOS DO REMORSO OS PERIGOS DO EXCESSO DE BANHOS. 73

A ORAÇÃO: UMA INVOCAÇÃO MÁGICA.. 79

PARTE I – A NATUREZA DA ORAÇÃO E A PREPARAÇÃO PARA A ORAR.. 79

Preparação para a Oração – Ora et Labora. 80

PARTE II – AS ASAS E O PODER – A INVOCAÇÃO – O CLÍMAX.. 85

As Asas e o Poder 86

A Posição do Corpo. 86

A Invocação. 87

O Clímax Final 88

MÉTODOS PRÁTICOS PARA ALCANÇAR O SUCESSO BASEADOS NA CONSERVAÇÃO DA FORÇA SEXUAL.. 90

A TEIA DO DESTINO

PARTE I – INVESTIGAÇÃO ESPIRITUAL – O CORPO-ALMA

Embora muitos esclarecimentos e muita informação foram fornecidos sobre esse assunto no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e em outras nossas obras, temos recebido muitas cartas de Estudantes nos pedindo mais esclarecimentos sobre alguns pontos, tais como obsessão, mediunidade, insanidade, condições anormais do caráter, etc. Isso tem dado ao autor uma motivação para investigar o assunto mais profundamente que antes. A máxima que diz que “a prática leva à perfeição” pode se aplicar, com a mesma propriedade, tanto aos reinos espirituais como para as coisas físicas. Assim, esperamos que a luz derramada sobre estes assuntos, nas páginas que se seguem, possa ajudar o Estudante a perceber, com mais clareza, as causas que produzem os efeitos observados nessa vida.

A fim de que possamos compreender perfeitamente o problema, será necessário que partamos do seu início; para perceber que os primeiros fatos fundamentais da existência são a continuidade da vida e que a ação é a expressão desta mesma vida em manifestação. No momento exato em que o Espírito executa sua primeira ação ele gera uma causa que, forçosamente, há de produzir um efeito correspondente. Isso é uma absoluta necessidade a fim de que o equilíbrio do Universo possa ser mantido. Se esta ação for física, isto é, realizada pelo Espírito em um Corpo Denso, a reação deverá ser, forçosamente, também física. Se é assim de fato, é evidente que devemos renascer neste Mundo, de tempos em tempos, pois é um fato comprovado que, quando geramos causas nesse Mundo, na existência diária, e essas causas não apresentam uma reação adequada, e, também, quando não nos é possível colher o que tivermos semeado, devemos necessariamente voltar em um Corpo novo; do contrário, a lei seria invalidada. Se a Lei de Causa e Efeito é verdadeira, então o renascimento periódico é uma consequência lógica de absoluta necessidade. Assim, pois, tanto se o compreendermos ou não, tanto se nos agrade ou não, estamos encerrados dentro de um círculo e, devido as nossas próprias ações do passado, constrangidos a que estas ajam e reajam sobre nós, até que desenvolvamos uma força superior à que agora nos subjuga. O que é esta força, Goethe, o grande místico alemão, nos revela em poucas palavras:

“De todas as forças que encadeiam o mundo,

 o ser humano se liberta quando adquire o domínio de si mesmo”.

E, como o conhecimento é poder, é evidente que quanto mais completo seja o nosso conhecimento, em relação a cada detalhe e não superficial ou parcial, de como operam as leis gêmeas de Consequência e do Renascimento, mais facilmente encontraremos o caminho da libertação, mais facilmente nós encontraremos o caminho da libertação, e também melhor saberemos como ajudar aos demais.

A ciência deve ser muito elogiada pelo talento, pela paciência e a persistência que ela exibe na invenção de instrumentos para descobrir os segredos da natureza. Porém, enquanto isso se consegue com êxito no que concerne à matéria, os segredos da vida e do Espírito são um livro fechado para o sábio, segundo diz Mefistófeles, com fina ironia ao Estudante que bate à porta de Fausto, solicitando admissão a sua escola:

“Qualquer pessoa que quiser conhecer e tratar com alguma coisa viva,

Busque, primeiro, o Espírito vital que a anima.

Pois tem somente em suas mãos fragmentos inertes,

A ele falta, ai!, o alento do Espírito vital”.

Há somente um instrumento adequado para investigar as coisas do Espírito, e este, é o próprio Espírito. Assim como é necessário preparar um ser humano para a pesquisa científica aqui no mundo material, também é necessário um longo e lento processo para adaptá-lo às investigações do Mundo espiritual. Do mesmo modo como o cientista deve pagar o preço de seu conhecimento com meses e anos de trabalho constante e tenaz, o investigador místico também deve sacrificar muitos anos de sua vida para compreender e se capacitar a respeito das suas investigações espirituais.

Como você sabe, o que agora é o nosso Corpo Denso foi o primeiro veículo que o ser humano adquiriu como pensamento-forma, tendo sobre si um imenso período de evolução e organização até chegar ao que é agora, ou seja, o esplêndido instrumento que tão bem lhe serve conquanto seja pesado, difíci1 de governar e de agir com ele. O veículo adquirido logo após, foi o Corpo Vital, que também atravessou um longo período de desenvo1vimento, até se condensar e tomar consistência etérica. O terceiro veículo, o Corpo de Desejos, foi adquirido, relativamente, muito mais tarde, achando-se ainda em estado fluídico. Por último, o ser humano tomou posse da Mente, que é apenas uma nuvem informe e não merece ainda o nome de veículo, servindo, entretanto, de união ou de laço entre os três veículos mencionados e o Espírito.

Estes três veículos, o Corpo Denso (o físico), o Corpo Vital e o de Desejos ligados à Mente, são os instrumentos do Espírito em sua evolução. E, ao contrário da crença geral, a habilidade do Espírito para investigar os planos superiores, não depende tanto dos Corpos mais sutis, como depende do mais denso de todos. A prova dessa asserção é evidente e está ao alcance de nossas mãos, e, sem dúvida alguma, todo aquele que quiser tentar com seriedade, poderá confirmá-la por si mesmo. E terá resultados imediatos se seguir certas determinações para mudar as condições de sua Mente. Suponhamos que uma pessoa formou certos hábitos de pensamento que ele não gosta. Talvez, após uma experiência religiosa, ele percebe que, a despeito de todos seus desejos, esses hábitos de pensamentos não o deixam. Porém, se ele decidir limpar completamente a Mente de forma que só contenha pensamentos bons e puros, ele poderá conseguir o que pretende simplesmente recusando admitir pensamentos impuros. Notará então que, depois de uma ou duas semanas de esforços, sua Mente está, notadamente, mais pura do que quando começou tal esforço; que isso se mantém se preferir e procurar gerar pensamentos de caráter religioso nela. Até uma Mente a mais anormal ou degenerada pode ser totalmente purificada em poucos meses de esforço. Este resultado já foi comprovado por muitos que fizeram isso, e, qualquer pessoa que o deseja e seja suficientemente tenaz para tentá-lo pode ter a mesma experiência e gozará de uma Mente pura e limpa, em muito pouco tempo.

Entretanto, enquanto os nossos pensamentos purificados nos fazem avançar consideravelmente no caminho da perfeição, as emoções e os desejos do nosso Corpo de Desejos não são dominados com tanta facilidade, por ser este veículo muito mais desenvolvido do que a Mente. Enquanto a Mente regenerada está pronta a aceitar a ideia de que devemos amar a nossos inimigos, a natureza passional e emocional do Corpo de Desejos anseia pela vingança, com todas as suas forças, aferrando-se ao “olho por olho e dente por dente”. Algumas vezes até depois de anos e anos de luta, quando supomos que a serpente adormecida foi realmente dominada e que nós temos, finalmente, obtido o domínio sobre isso e, que isso não poderá mais transtornar a nossa paz, inesperadamente ela desperta, desvanecendo as nossas esperanças; e, arrebatada por um acesso de raiva, pode morder-nos, clamando vingança por qualquer agravo real ou imaginário. Então, será necessário empregar todo o poder da natureza superior para dominar esta parte rebelde do nosso ser. Isso, acha o escritor, é o espinho da carne sobre o qual São Paulo suplicou ao Senhor três vezes e recebeu a resposta: “Minha graça é suficiente para ti”[1]. Certamente se necessita toda a graça que se possa conceber, para vencer e, como uma vigilância permanente é o preço da segurança, vamos “vigiar e orar”[2].

O Corpo de Desejos é o responsável por todas as nossas ações, quer sejam boas, más ou indiferentes. Por esta razão, os filósofos orientais prescreveram algumas instruções a seus discípulos com o objetivo de matar o desejo, ensinando-os a se absterem de agir, bem ou mal, dentro do possível, com o objetivo de se libertarem da lei do nascimento e da morte. Porém, esses mesmos arroubos que constituem tão séria ameaça quando nos dominam, podem ser muito eficazes para o serviço, se forem conduzidos sob nossa própria orientação. Jamais pensaríamos em tirar o gume de uma faca, pois ela nada cortaria. O temperamento do Corpo de Desejos deve ser controlado, mas nunca, de nenhum modo, ser morto. O poder dinâmico do movimento e da ação nos Mundos invisíveis está armazenado no Corpo de Desejos e, a menos que este permaneça intacto não podemos nos controlar, do mesmo modo que um transatlântico, cujas máquinas estiverem funcionando mal, não poderia enfrentar os embates numa tempestade. Existem certas sociedades que ensinam métodos negativos de desenvolvimento, e uma de suas primeiras instruções para o aluno é afrouxar o maxilar e se tornar perfeitamente negativo. Qualquer pessoa que se dirigir do Mundo material ao Mundo espiritual equipada com tais métodos estará como uma tábua abandonada em pleno oceano, ao sabor das ondas, joguete de toda a espécie de correntes. E, como acontece aqui, existem, nos Mundos internos, seres que nada tem de bondosos e que estão dispostos a se aproveitarem de quem se aventure ao seu Mundo sem estar devidamente preparado para se proteger deles. Vemos, assim, que é de primordial importância sujeitar nossos desejos ao domínio do Espírito aqui nesse mundo e reforçar o Corpo de Desejos antes de tentarmos penetrar nos Mundos internos. Aqui está, em grande medida, mantido sob controle pelo fato de que ele é interpolado dentro do Corpo Denso e, portanto, não pode nos jogar de um lado para outro, da mesma forma quando se liberta da prisão física.

Porém, ainda assim, o governo do Corpo de Desejos, mesmo sendo difícil de conseguir, não servirá para tornar o ser humano consciente nos Mundos invisíveis. Isso porque o Corpo de Desejos ainda não evoluiu até o ponto em que possa servir como um instrumento de consciência. Na grande maioria dos seres humanos se encontra, ainda, em estado informe e nebuloso. Existem nele somente uma quantidade de vórtices como centros de sentidos ou centros de consciência; esses não estão suficientemente desenvolvidos para que possam servir a um propósito, sem qualquer ajuda extra. Portanto, é necessário trabalhar sobre e educar o Corpo Vital para que possa ser utilizado nos voos da alma. Este veículo, como já sabemos, é composto de quatro Éteres. É pela ação deste Corpo que podemos manipular o mais denso dos nossos veículos, o Corpo Denso, que geralmente supomos constituir o ser humano, como um todo. Os Éteres Químico e de Vida formam a matriz dos nossos Corpos físicos. Cada molécula do Corpo Denso está submersa numa rede de Éter que a interpenetra e lhe infunde vida. É por meio destes Éteres que as funções do corpo, tais como a respiração e outras, se realizam, e, a consistência e densidade destas matrizes de Éter determinam o estado da nossa saúde. Porém, a parte do Corpo Vital formada pelos dois Éteres Superiores, o Éter Luminoso e o Refletor, constituem o que em nossa doutrina denominamos de CORPO-ALMA; isto é: é mais intimamente ligado com o Corpo de Desejos e com a Mente e é mais sensível ao contato espiritual do que os dois Éteres inferiores. É o veículo do intelecto, responsável por tudo o que faz o ser humano verdadeiramente um ser humano. Nossas observações, aspirações, caráter, etc., são devidos ao trabalho do Espírito sobre os Éteres Superiores que se tornam mais ou menos luminosos de acordo com a natureza de nosso caráter e de nossos hábitos. Assim como o Corpo Denso assimila partículas de alimento, ganhando sustância física, os Éteres Superiores também assimilam as boas ações durante a vida, aumentando, consequentemente, de volume. Desta forma, em harmonia com os nossos atos durante a vida terrestre, aumentamos ou diminuímos a bagagem que trazemos ao nascer. Se tivermos nascido com um caráter doce, expressado pelos Éteres Superiores, não nos será fácil mudar esta condição, porque o Corpo Vital já se consolidou durante os milhares de anos em que tem durado a sua evolução. Por outro lado, se temos sido preguiçosos e negligentes, se fomos muito indulgentes com os hábitos considerados prejudiciais, se formamos um mau caráter em nossas vidas passadas, também nos será muito difícil dominar devido à natureza do Corpo Vital, e serão necessários vários anos de esforço constante. Para mudar a sua estrutura. Esta é a razão dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental afirmarem que todo desenvolvimento místico começa com o Corpo Vital.

PARTE II – CRISTO INTERNO – A MEMÓRIA DA NATUREZA

Há muitas pessoas que associam espiritualidade com um grande show de emocionalismo, mas, como vimos no capítulo anterior, esta ideia não tem nenhum fundamento; ao contrário, o tipo de espiritualidade que é desenvolvida e associada à natureza emocional do Corpo de Desejos é extremamente enganadora; esse é um dos tipos que é gerada em reuniões de revivificação, onde o emocionalismo é elevado ao seu mais alto grau, provocando em uma pessoa grande fervor religioso, que logo se desfaz e a deixa exatamente como era antes, para desconsolo dos revivalistas e outras pessoas empenhadas nos trabalhos evangélicos. Mas, o que mais podiam esperar? Eles se propõem a salvar as almas ao som de tambores e cornetas, com cânticos rítmicos revivificantes, com invocações feitas em um tom de voz que se eleva e abaixa em ondas harmônicas, e que têm sobre o Corpo de Desejos o mesmo poder efetivo das tormentas que encrespam o mar e depois se acalmam. O Corpo Vital é muito mais consistente, e ele é afetado somente quando a conversão se firma e permanece no homem ou na mulher durante toda a vida. Aqueles que possuem verdadeira espiritualidade não se consideram salvos em um só dia, nem se sentem no sétimo céu de êxtase, para, em seguida, se sentirem deprimidos e miseráveis pecadores incapazes de serem perdoados; isso porque a sua religião não está apoiada sobre a natureza emocional que provoca tais reações, mas sim enraizada no Corpo Vital, que é o veículo da razão, sempre firme e persistente no caminho escolhido. Assim como as formas novas são propagadas por meio do segundo Éter do Corpo Vital, o “EU SUPERIOR”, o CRISTO INTERNO é formado por intermédio desse mesmo veículo de geração, o Corpo Vital, em seus aspectos mais elevados, incorporados nos dois Éteres superiores.

No entanto, da mesma forma que uma criança necessita de nutrição ao nascer neste mundo, assim também o Cristo, que nasce internamente, é como uma bebê e precisa ser nutrido para que alcance o desenvolvimento característico de adulto. E como o Corpo Denso cresce mediante a assimilação contínua de matérias pertencentes à Região Química – sólidos, líquidos e gases – assim também, à medida que o Cristo cresce, os dois Éteres superiores aumentam em volume e formam uma nuvem luminosa em torno do homem ou da mulher suficientemente esclarecidos, que olham em direção do céu; isso revestirá o peregrino com uma luz tão brilhante, que ele, na verdade, “caminha na luz”. Por meio dos exercícios dados pela Escola Ocidental de Mistérios dos Rosacruzes, se torna possível, com o tempo, separar os dois Éteres superiores e, então, o ser humano poderá sair de seu Corpo Denso, deixando-o momentaneamente revestido e vitalizado somente pelos dois Éteres inferiores; ele é, então, o que nós chamamos de um Auxiliar Invisível.

Há vários graus de visão espiritual. Um deles habilita o ser humano a ver o Éter, normalmente invisível, com as miríades de seres que habitam esse reino. Outros e mais elevados graus lhe proporcionam a faculdade de ver o Mundo do Desejo e até o Mundo do Pensamento, permanecendo, não obstante, no seu Corpo Denso. Entretanto, essas faculdades, ainda que valiosas quando se exercem sob o controle da vontade humana, não são suficientes para se ler na “Memória da Natureza” com absoluta exatidão. Para que isto seja possível e, também, para que se possa efetuar investigações necessárias com o objetivo de compreender como se tece e destece a “Teia do Destino”, é necessário possuir a faculdade de sair, por livre e espontânea vontade própria, do Corpo Denso e funcionar fora dele, no Corpo-Alma, o qual já dissemos é formado pelos dois Éteres superiores, estando também revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente. Desse modo, o investigador se achará na posse total de suas faculdades; ele sabe tudo que conheceu no Mundo Físico e tem a habilidade de trazer novamente à consciência física, as coisas que aprendeu fora. Quando ele obtém essa capacidade, deve aprender também a se examinar, para compreender as coisas que vê do lado de fora, para que fica claro o seguinte: não é suficiente ser capaz de abandonar o Corpo para entrar em outro mundo e ver o que lá existe; nós não nos tornamos oniscientes por esse fato, nem sabemos o uso de tudo, ou como tudo funciona aqui nesse mundo físico, só porque vivemos aqui, dia após dia, ano após ano. Necessita-se de muito estudo e aplicação para se familiarizar com os fatos dos Mundos invisíveis, da mesma maneira que com os fatos do mundo em que estamos vivendo com nossos Corpos físicos. Por isso, o livro, a “Memória da Natureza”, não é fácil de ser lido à primeira ou à segunda tentativa, porque, da mesma forma que uma criança necessita empregar muito tempo para aprender a ler nos livros escolares, muito esforço e tempo são necessários para aprender a decifrar essa maravilhosa película.

É um fato conhecido, por todos Estudantes de ciência, que a história da Terra está escrita em caracteres inconfundíveis sobre as rochas e geleiras; sobre cada pedra se encontra algum sinal que guia o investigador treinado a decifrar sua mensagem concernente ao desenvolvimento da Terra nas épocas passadas e é maravilhoso ler nos livros que tratam deste assunto, o modo como os investigadores científicos são capazes de reconstruir a história, se valendo desses muitos indícios. Da mesma forma, é sabido que cada movimento individual que fazemos, deixamos, atrás de nós, vestígios que podem ser reconhecidos, ainda que sejam invisíveis a nós mesmos. A grande capacidade dos índios em perseguir e descobrir amigos ou inimigos através da selva virgem, guiados por arbustos quebrados etc., segundo citações de Fenimore Cooper[3] e de outros, é superada extraordinariamente pelos cientistas atuais, os quais são capazes de identificar criminosos pelas impressões digitais. As façanhas aparentemente fantásticas de Sherlock Holmes estão comprovadas mediante as atuais experiências de averiguação criminal. Os movimentos da humanidade de hoje podem ser reproduzidos, graças à câmara cinematográfica, mesmo depois que se tenham transcorridos muitos anos da morte de seus verdadeiros atores; e, assim, iluminados pelas últimas descobertas, podemos preparar nossas Mentes para aceitar a ideia de que existe um registro automático de cada vida humana e também das vidas de comunidades, preservado, no que podemos chamar, por falta de melhor denominação, na Memória da Natureza. Essa nos mostra os estados de evolução alcançados por todos os seres viventes e proporciona aos ministros de Deus, os Anjos Relatores, a perspectiva necessária de nos ajudar no esforço para alcançarmos a sabedoria, o conhecimento e o poder; eis os motivos pelos quais estas lições são necessárias para nosso avanço no Caminho. No que se refere ao indivíduo, este registro começa no momento exato em que ele emite sua primeira respiração, prosseguindo até que o último sopro de vida tenha esvaziado as artérias do sangue. Nós sabemos que todo o universo vibra com vida, que cada objeto emite, constantemente, ondas vibratórias que revelam sua natureza e sua presença. Também sabemos que, quando um recém-nascido efetua sua primeira respiração, as condições fisiológicas do coração se modificam, o forame oval é fechado e o sangue é forçado a circular através do coração e dos pulmões. Dessa forma, entra em contato com o ar que tem a imagem do ambiente que o cerca. Então, o sangue, que é o veículo do Ego, absorve pelos pulmões essa imagem completa do mundo exterior. Quando passa através do ventrículo esquerdo do coração, imprime os acontecimentos sobre o diminuto Átomo-semente situado no ápice, o que corresponde a um filme da câmera fotográfica. Não devemos duvidar de ser possível se imprimir tão grande quantidade de imagens sobre uma superfície tão pequena. Quando consideramos que a imagem da Lua, que vemos em nossa retina, é menor do que cinco centésimas partes de cada centímetro de diâmetro, concluímos que uma pequena imagem pode ser muito clara, pois mesmo dentro desse pequeno espaço notamos na Lua, a olho nu, grande número de montanhas e vales. A imagem de um homem, à distância de trinta e um metros, segundo fonte autorizada, não chega à centésima parte de um centímetro e, no entanto, nessa diminuta imagem podemos distinguir a expressão do rosto, o traje do homem, etc. Analogamente, existe sobre esse pequeno Átomo-semente uma imagem de todas as ações realizadas, de todas as cenas em que tomamos parte durante a nossa vida, desde o nascimento até a morte. George du Maurier[4] e Jack London[5] descrevem em “Peter Ibbetson” e em “The Star Rover”, como um prisioneiro pode reviver as ocorrências de sua infância, se vendo a si mesmo, a seus companheiros de brinquedo, a seus pais, a todo o seu ambiente pela reprodução do registro etérico de sua vida infantil, e até de vidas passadas. Qualquer um que conheça o segredo de como se colocar em contato com tais imagens, pode encontrar e ler a vida das pessoas com as quais mantém contato, como está provado pelos médiuns. Porém, enquanto se pode ler os acontecimentos recentes e atuais com relativa facilidade, se torna, gradualmente, mais difícil fazê-lo à medida que retrocedem. Isso porque os registros gravados no Éter são pouco nítidos, quando comparados com os que se encontram nos planos superiores, e, por isso, se desvanecem gradualmente.

Quando um vidente observa uma pessoa que está para adoecer, percebe que o Corpo Vital vai se tornando mais tênue, e quando este atinge um ponto de fragilidade em que já não é possível sustentar o Corpo Denso, os sintomas da enfermidade começam a se manifestar. Da mesma forma, antes de se constatar o restabelecimento físico, o Corpo Vital começa a adquirir mais densidade, e aí começa o período de convalescença. Sabemos que as vítimas de acidentes não sofrem tanto quando acabam de ser acidentadas, como vão sofrer logo depois; isso acontece porque o Corpo Vital, no momento do acidente, permanece ileso e, portanto, o efeito total não se nota até que esse veículo se tenha tornado mais tênue e incapaz de manter o processo vital. Assim, podemos ver que existem mudanças no Éter de um ser humano e, de acordo com o axioma místico “Como é em cima, assim é embaixo” e vice-versa, existem também mudanças no Éter planetário, que constitui o Corpo Vital do Espírito Terrestre. Como a Memória consciente dos acontecimentos recentes, que é intensa no ser humano, esmaece gradualmente, assim também o registro etérico, que é o aspecto mais inferior da Memória da Natureza, esmaece com o tempo.

Na subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto, justamente na linha divisória entre o Espírito puro e a matéria, se efetua uma impressão das coisas e dos acontecimentos deste mundo mais límpida e duradoura que a do registro etérico; porque, enquanto as ocorrências inscritas nesse registro etérico se desvanecem em manchas no decurso de algumas centenas de anos, e até os acontecimentos importantes podem durar somente mil ou dois mil anos, o registro impresso na subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto permanece durante o Período Terrestre. Enquanto as imagens gravadas no Éter Refletor podem ser lidas por alguém destituído de treinamento, mas que possui um pouco de visão espiritual, é necessário passar por várias Iniciações antes que seja possível, a quem quer que seja, ler as imagens conservadas na elevada Região citada acima. Compreenderemos facilmente a relação que existe entre este registro e o impresso no Éter e, também, entre as recordações absolutamente permanentes inscritas no Mundo do Espírito de Vida, se examinarmos o Diagrama N° 1 do “Conceito Rosacruz do Cosmos[6].

Paracelso chama o registro feito no Éter de Luz Sideral, e Eliphas Levi, o grande cabalista, fala dessas gravações como as que estão conservadas na Luz Astral. Esta é uma definição verídica, pois, mesmo que não tenha nada a ver com as estrelas, como se poderia interpretar pelo seu nome, as impressões se acham na Região Etérica, fora da atmosfera da Terra. O médium ou a vítima hipnótica, que abandona o corpo por um método negativo sob controle alheio, levita por essas regiões tão naturalmente como nosso Corpo Denso gravita na Terra.

Como já dissemos no “Conceito Rosacruz do Cosmos” com referência à constituição de nosso Planeta, o caminho da Iniciação passa através da Terra, da periferia ao centro, um estrato de cada vez, e, mesmo que nossos Corpos físicos sejam impelidos naquela direção pela força de gravidade, sua densidade evita que a trespassemos, assim como eficazmente faz a força de levitação que repele a classe despreparada, citada acima, dos recintos sagrados. Somente quando, pelo poder de nosso próprio Espírito, nós tenhamos deixado o nosso Corpo Denso, instruídos por, e em consequência da reta maneira de viver, seremos capazes de ler o registro etérico com proveito. Em um ponto mais avançado do progresso, o “estrato aquoso” da Terra será aberto ao Iniciado, que se colocará num estado conveniente para ler o registro dos acontecimentos passados, impressos permanentemente na substância vivente da Região das Forças Arquetípicas[7], onde o tempo e espaço praticamente não existem, e onde tudo é um eterno Aqui e Agora.

PARTE III – “O GUARDIÃO DO UMBRAL” – ESPÍRITOS APEGADOS À TERRA

Enquanto estivermos estudando este Livro “A Teia do Destino, Como se Tece e Destece”, será conveniente dedicarmos alguma atenção ao misterioso “Guardião do Umbral”, um assunto que é tão mal compreendido. Nossas investigações sobre as vidas passadas de um grupo de pessoas que solicitaram auxílio da Fraternidade Rosacruz para se livrar da assim chamada obsessão, provaram que seus problemas são devidos a uma fase que foi chamada, equivocadamente por investigadores anteriores, de “O Guardião do Umbral”. Quando esses casos são examinados simplesmente por meio da visão espiritual ou pela leitura dos registros etéricos, se pode cair, facilmente, em semelhante erro, ou seja, confundir tal aparição com o verdadeiro Guardião do Umbral. Porém, assim que analisamos esses casos nos registros imperecíveis que se encontram na Região das Forças Arquetípicas[8], o assunto se esclarece imediatamente, e as conclusões tiradas dessas investigações podem ser assim resumidas:

No momento da morte, quando o Átomo-semente no coração é interrompido, e que contém todas as experiências da vida que acaba de findar em um quadro panorâmico, o Espírito abandona o Corpo Denso, levando consigo os veículos mais sutis. Ele flutua, então, sobre o Corpo Denso, que agora está morto, como assim dizemos, por um período de tempo que varia de algumas horas até três dias e meio. O fator determinante desta variação de tempo é o vigor do Corpo Vital, o veículo que constitui o Corpo-Alma[9] de que fala a Bíblia. Há, em seguida, uma reprodução pictórica da vida, um panorama em ordem inversa, desde a morte até o nascimento, e as imagens são impressas sobre o Corpo de Desejos, por meio do Éter Refletor neste Corpo Vital. Durante esse tempo a consciência do Espírito está concentrada no Corpo Vital, ou pelo menos deveria ser assim, e por isso nada sente deste processo. A imagem que foi impressa sobre o veículo do sentimento e da emoção, o Corpo de Desejos, é a base do subsequente sofrimento no Purgatório, em consequência das más ações, e também a base do regozijo que sentiremos no Primeiro Céu, em virtude do bem praticado na vida passada.

Esses foram os pontos principais que o autor pôde observar pessoalmente acerca da morte, na época em que lhe foi dado conhecer os primeiros ensinamentos, e quando foi levado, com a ajuda do Mestre, a presenciar as reproduções panorâmicas das vidas de pessoas que estavam atravessando as portas da morte, mas investigações posteriores vieram revelar um fato adicional, isto é, que existe outro processo em ação nos dias importantes que se seguem à morte. Uma divisão se realiza no Corpo Vital, semelhante à do processo de Iniciação. Uma grande parte deste veículo, que pode ser chamado “alma”, se une aos veículos superiores e forma a base da consciência nos Mundos invisíveis, depois da morte. A parte inferior, que é descartada, volta ao Corpo Denso e flutua sobre a tumba, na maioria dos casos, como já foi explicado no “Conceito Rosacruz do Cosmos”. Essa separação do Corpo Vital não é a mesma em todas as pessoas, mas depende da natureza da vida vivida e do caráter de quem estiver passando para o além. Em casos extremos, essa divisão varia muitíssimo dos considerados casos normais. Esse ponto importante nos levou a pensar, em muitos casos que foram investigados pela Sede Mundial, em suposta obsessão de Espíritos; de fato, foram esses casos que desenvolveram descobertas assombrosas e de alcance extraordinário, efetuadas em nossas investigações mais recentes, relativas à natureza da obsessão sofrida pelas pessoas que nos procuraram. Como seria esperado, logicamente, a divisão, em tais casos, indicou uma preponderância do mal; efetuaram-se, então, grandes esforços para descobrir se havia outra classe de pessoas com uma divisão diferente, em que se manifestasse a preponderância do bem. É uma satisfação reconhecer que assim acontece e, depois de analisarmos os casos descobertos e confrontá-los uns com os outros, podemos fazer uma descrição correta das condições observadas e suas razões:

O Corpo Vital procura sempre construir o Corpo Denso, ao passo que os nossos desejos e emoções o destroem. É a luta entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos que produz a consciência no Mundo Físico e que endurece os tecidos, de modo que o Corpo tenro da criança vai se tornando, com os anos, cada vez mais rígido e encolhe na velhice, seguindo-se a morte. A moralidade ou imoralidade dos nossos desejos e emoções atuam de maneira semelhante sobre o Corpo Vital. Quando a devoção aos ideais elevados é a mola principal de ação, onde a natureza devocional pôde se manifestar durante anos, livre e frequentemente, e, sobretudo, quando isso foi acompanhado dos exercícios científicos indicados aos Probacionistas da Fraternidade Rosacruz, há uma diminuição gradual da quantidade dos Éteres Químicos e de Vida, à medida que os apetites animais desaparecem, e se manifesta um aumento progressivo dos Éteres Luminoso e Refletor. Como consequência, a saúde física não é tão robusta entre os que seguem o caminho superior, como entre aqueles em que a satisfação das paixões inferiores atrai os Éteres Químico e o de Vida, conforme a extensão e a natureza dos vícios, com exclusão parcial ou total dos dois Éteres superiores.

Várias consequências muito importantes relacionadas com a morte acompanham esse acontecimento. Como é o Éter Químico que consolida as moléculas do Corpo Denso, para que permaneçam em seus respectivos lugares e as conservam nele durante toda a vida, quando existe somente um mínimo desse material, a desintegração do veículo físico, depois da morte, com certeza é muito rápida. Isso o autor não pôde comprovar porque foi muito difícil encontrar seres humanos de vocação espiritual elevada que tivessem falecido na ocasião, mas parece que deve ser assim pelo fato registrado na Bíblia referente ao Corpo de Cristo, que não foi achado na tumba quando o povo foi buscá-Lo. Como já dissemos em relação a este assunto, Cristo espiritualizou o Corpo de Jesus tão altamente, tornando-o tão vibrante, que lhe era quase impossível conservar as partículas no lugar durante o seu ministério. Esse fato já era do conhecimento do autor por meio dos ensinamentos dos Irmãos Maiores e das investigações feitas, por ele mesmo, na Memória da Natureza, porém, a conexão desse fato sobre a morte e a existência “post-mortem”, não era, até então, do seu conhecimento, até recentemente.

O verdadeiro “Guardião do Umbral” é uma entidade elemental criada nos planos invisíveis por todos os maus pensamentos e obras que não se transmutaram durante todo o período passado de nossa evolução. Este “guardião” está guardando a entrada dos Mundos invisíveis e desafia nosso direito para neles penetrar. Esta entidade deve ser, finalmente, redimida ou transmutada. De nossa parte, devemos gerar equilíbrio e força de vontade suficientes para enfrentá-lo, antes que possamos entrar, conscientemente, nos Mundos suprafísicos.

Como já dissemos, uma vida mundana aumenta a proporção dos Éteres inferiores do Corpo Vital, em prejuízo dos mais elevados. Da mesma forma, uma pessoa que leva unicamente uma assim chamada “vida pura” e sem excessos, tem uma saúde melhor do que a do Aspirante à vida superior, pois as atitudes do último constroem um Corpo Vital composto, principalmente, dos Éteres superiores. Ele ama o “pão da vida” mais do que o sustento físico e, portanto, o seu instrumento se torna cada vez mais flexível, nervoso e delicado, uma condição sensível que, gradualmente, impulsiona para as coisas do Espírito, mas que se torna uma tarefa difícil, do ponto de vista físico.

Na maior parte das pessoas há uma tal preponderância de egoísmo e um desejo de extrair o máximo da vida que, ou estão empenhados em afastar as adversidades de sua porta ou se acham acumulando posses e cuidando delas, e assim elas têm muito pouco tempo ou inclinação para se dedicarem à cultura da alma, tão necessária ao verdadeiro sucesso na vida. Muitas vezes, o autor as ouvia dizerem que se elas pagassem o ministro para estudar a Bíblia durante os seis dias e no sétimo dia lhes fazer um resumo, então teriam tudo que é necessário para adquirirem um bilhete para o céu. Elas se filiam às igrejas, fazem as coisas normalmente consideradas nobres e retas; no resto do tempo se divertem. Consequentemente, é tão pouco os que persistem, em cada vida, e a evolução é tão desesperadamente lenta que, até que possam ver o ato da morte das regiões superiores do Mundo do Pensamento Concreto e, por assim dizer, olhar para baixo, parece que nada se salva do Corpo Vital. Esse Corpo parece que retorna completo ao Corpo Denso, flutuando sobre a tumba até se desintegrar simultaneamente com o último. Na verdade, uma grande parte adere aos veículos superiores e segue com eles até o Mundo do Desejo, onde formará a base da consciência, durante a passagem pelo Purgatório e pelo Primeiro Céu, geralmente permanecendo aí até que o ser humano entre no Segundo Céu e se una às forças da natureza, no esforço de criar, para si mesmo, um novo ambiente. Nessa ocasião, já foi absorvido ou quase totalmente absorvido pelo Espírito, e qualquer coisa que ali permaneça, de natureza material, desaparecerá rapidamente. Desse modo, a personalidade da vida passada se desvanece e o Espírito não voltará a encontrá-la em suas vidas futuras nessa Terra.

Entretanto, existem pessoas de natureza tão perversa que apreciam a vida gasta em vícios e práticas degeneradas, vidas brutais, e até se deleitam em fazer sofrer. Algumas vezes, chegam a cultivar artes ocultas com propósitos malignos, para poderem ter maior domínio sobre suas vítimas. Suas artes demoníacas, suas práticas imorais resultam no endurecimento do seu Corpo Vital.

Em tais casos extremos, em que a vida animal predominou; quando na vida terrena precedente não houve expressão de alma, a divisão do Corpo Vital, de que falamos antes, não pode ocorrer com a morte, uma vez que não existe linha divisória. Assim, se o Corpo Vital gravitasse de volta ao Corpo Denso e ali se desintegrasse gradualmente, o efeito de uma vida perversa não teria consequências tão sérias, mas, infelizmente, em tais casos existe uma algema interna entre os Corpos Vital e o de Desejos, que evita a separação. Temos observado que quando um ser humano vive quase exclusivamente uma vida superior, seus veículos espirituais são alimentados em detrimento do inferior. Pelo contrário, quando sua consciência está enfocada nos veículos inferiores, ele os fortalece imensamente. Devíamos entender que a vida do Corpo de Desejos não se acaba com a partida do Espírito, pois permanece um resíduo de vida e de consciência. O Corpo Vital também é capaz de sentir levemente as coisas durante alguns dias após a morte (daí o sofrimento causado pelo embalsamento, pelas autópsias etc. logo após a morte), porém, quando uma vida grosseira o endureceu e o robusteceu grandemente, ele possui uma tenacidade para se aferrar à vida, e uma habilidade para se nutrir dos odores dos alimentos e das bebidas alcoólicas. Algumas vezes, tal como um parasita, se alimenta das pessoas com quem se põe em contato, como se fosse um vampiro.

Assim, um ser humano que é mau pode viver, invisivelmente, entre nós durante muitos e muitos anos, e tão junto que estará mais perto do que nossas mãos e nossos pés. Ele é muito mais perigoso do que um criminoso em Corpo Denso, porque tem meios para impelir outras pessoas a praticarem atos puníveis, degenerados e criminosos, sem que tenha medo de ser detido e castigado pela lei.

Semelhantes seres são, portanto, uma das maiores ameaças para a sociedade. São culpados de terem causado a prisão de muitos, de dissolver muitos lares e do haver provocado uma quantidade incrível de infelicidades. Sempre abandonam as suas vítimas quando estas caem nas garras da justiça. Saboreiam a dor e a desgraça delas, constituindo isso parte do seu esquema diabólico. Há outras classes que se deleitam em adotar uma postura “angélica” nas sessões espíritas. Eles também encontram vítimas lá e ensinam a elas práticas imorais. Os denominados “Poltergeist”[10], que se comprazem em quebrar pratos, derrubar mesas, levantar os chapéus das cabeças de uma plateia que se deleita, e fazer outras brincadeiras dessa natureza, também estão incluídos nesta classe. A força e a densidade do Corpo Vital de tais seres lhes facilitam essas manifestações físicas muito mais do que para aqueles que ultrapassaram o Mundo do Desejo; de fato, os Corpos Vitais desta classe de Espíritos são tão densos que quase se aproximam do estado físico, e constitui um mistério para o autor que as pessoas que foram enganadas por tais entidades não as tenham visto. Se pudessem ver seus rostos perversos e assustadores, a ilusão de que fossem anjos logo se dissiparia.

Existe ainda outra classe de Espíritos que pertencem a esta mesma categoria e que se apegam às pessoas que procuram desenvolvimento espiritual fora da linha espiritualista, sugerindo serem mestres individuais, e dão às suas vítimas uma série de ensinamentos tolos e sem sentido. Eles jogam com a credulidade de suas vítimas de uma maneira inacreditável e, mesmo que guardem suas intenções secretas durante anos, algum dia se mostrarão com sua verdadeira aparência. Por conseguinte, nunca será demais repetir que não devemos aceitar de ninguém, seja visível ou invisível, ensinamentos que não se amoldem, ainda que no grau mais sutil, à nossa mais elevada concepção de ética. É muito perigoso confiarmos em pessoas deste mundo e lhes dar nossa total confiança; nós sabemos disso por experiência e agimos de acordo com nossos princípios. Portanto, nós devemos ser mais cuidadosos quando a questão se refere aos assuntos da alma e não confiar tão importante matéria, como é o nosso bem-estar espiritual, às mãos de alguém que não podemos, pelo menor, ver ou julgar, adequadamente. Há muitos Espíritos que não têm aptidão para fazer grande mal às suas vítimas, se contentando em rondá-las durante anos, sem resultados particularmente nefastos. Contudo, a autoconfiança é a virtude essencial a ser cultivada neste estágio de nossa evolução; a máxima mística: “Se és Cristo, ajuda-te”, deve ressoar constantemente nos ouvidos daqueles que desejam encontrar e seguir o verdadeiro caminho. Por isso, devemos conduzir sempre a nossa vida sem medo e sem ajuda de qualquer Espírito.

Quando se pesquisa o passado na Memória da Natureza é espantoso encontrar o quanto tem prevalecido, através de séculos e de milênios, esta ligação dos Corpos Vital e o de Desejos. Nós percebemos, logicamente, de uma forma abstrata, que quanto mais regredimos na história dos seres humanos, mais selvagens os encontramos, contudo, na própria história atual, a selvageria tem sido tão comum e tão brutal que seu poder tem representado a medida indiscutível do que seja o certo, e essa verificação constitui para o autor uma experiência chocante. Já disse que o egoísmo e o desejo foram decididamente estimulados, sob o regime de Jeová, para dar incentivo à ação. Isso com o transcurso do tempo endureceu de tal modo o Corpo de Desejos que, quando o advento de Cristo aconteceu, não existia quase ideia da vida celestial no seio da humanidade daquela época, mas o autor, pessoalmente, não havia percebido o significado desse fato, até que deu início às recentes investigações da “A Teia do Destino”.

Os povos antigos não se contentavam em fazer somente todo o mal possível na vida e seguir adiante, mas eles tinham também que matar seus cavalos de guerra, colocar suas armas em seus esquifes, fazendo tudo para que se conservassem ali, porque o Éter desses instrumentos de guerra que lhes havia pertencido durante a vida, exercia uma atração sobre eles e era um meio de mantê-los presos à esfera terrestre. Isso os permitia assombrar, porque, na verdade, eles vagavam pelos castelos por muitos e muitos anos e, logicamente, essas entidades não pertenciam somente à classe dos ricos ou de guerreiros, mas de outras classes também. Em caso de brigas sangrentas, nas quais as pessoas se matavam uns aos outros, os fantasmas incitavam seus familiares vivos para que os vingassem, permanecendo a seu lado e os ajudando a finalizar os feitos sangrentos. Dessa forma, se perpetuava a maldade, e o mundo permanecia em constante agitação, com sangue e luta; ainda essa condição não se dissipou, inteiramente, em nossos dias, no chamado tempo moderno. Quando morre uma pessoa que manteve em seu coração ódio e maldade, estes sentimentos entrelaçam os Corpos de Desejos e o Vital, a convertendo numa séria ameaça para a comunidade que ninguém que não investigou pode imaginar. Portanto, mesmo que não houvesse outras razões, a pena de morte devia ser abolida, para que não se mantivessem sobre a comunidade essas entidades de características tão perigosas, capazes de incitar os seres humanos moralmente fracos, a seguir as suas pegadas.

PARTE IV – “O CORPO DE PECADO” – POSSESSÃO POR DEMÔNIOS AUTOCRIADOS – ELEMENTAIS

Os Espíritos apegados à Terra, como já foi dito, gravitam nas regiões inferiores do Mundo do Desejo, o qual interpenetra o Éter, e ficam em constante e estreito contato com pessoas da Terra que estão em situação mais semelhantes para ajudá-los nos seus maus desígnios. Permanecem nessa situação durante cinquenta, sessenta ou setenta e cinco anos, porém, têm-se visto casos extremos em que tais pessoas permanecem assim durante séculos. Com referência às descobertas do autor até o presente, parece que não há limite para o que eles possam fazer, ou quando deixarão de fazê-lo. Porém, vão amontoando sobre si uma carga horrorosa de pecados, a qual não poderão escapar sem sofrimento, pois o Corpo Vital reflete e grava profundamente no Corpo de Desejos um registro de tais maldades, e quando, finalmente, abandonam a vida errática e entram na existência purgatorial, eles encontram a retribuição e o castigo que merecem. O seu sofrimento será, naturalmente, de uma duração proporcional ao tempo em que permaneceram em suas práticas perniciosas depois da morte do Corpo Denso – o que vem provar mais uma vez que, “os moinhos de Deus moem devagar, mas moem extraordinariamente bem”.

Quando o Espírito abandonou o Corpo de Pecado, como chamaremos este veículo para contrastá-lo com o Corpo-Alma, a fim de ascender ao Segundo Céu, ele não se desintegra tão rapidamente como acontece com o invólucro deixado para trás, como acontece, normalmente, com as pessoas; isso porque, nele, a consciência se acha aumentada por uma dupla composição, isto é, sendo composto de um Corpo Vital e de um Corpo de Desejos tem uma consciência individual ou pessoal muito marcante. Não pode raciocinar, mas existe uma astúcia inferior que faz com que pareça ter o aspecto de um Espírito, um Ego, e isso lhe facilita viver uma vida separada por muitos séculos. Entretanto, o Espírito que partiu entra no Segundo Céu, porém, não tendo efetuado nenhum trabalho na Terra que o faça merecer uma prolongada estada ali ou no Terceiro Céu, permanece nesses lugares somente o tempo suficiente para criar um novo ambiente para si e, então, renasce muito antes do tempo normal, para satisfazer seu desejo de coisas materiais que tão intensamente o atraem.

Quando o Espírito retorna à Terra, seu Corpo de Pecado é atraído, naturalmente, para ele e, geralmente, permanece a seu lado toda a sua vida, como um demônio. As investigações demonstraram que esta classe de criaturas sem alma existiu em abundância nos tempos bíblicos e foi a elas que o nosso Salvador se referia como demônios, sendo a causa de diversas obsessões e enfermidades corporais a que se refere a Bíblia. A palavra grega “daimon” os descreve com precisão. Ainda hoje, numa parte do sul da Europa e do Oriente, eles perturbam, sendo que esta situação aflitiva se encontra mais agravada na Sicília, Córsega e Sardenha. Tribos inteiras da África, nas quais prevalece a prática da magia Vodu, têm esses espectros horrorosos; os indígenas dos Estados Unidos da América e os negros do Sul desse país estão, também, sujeitos a eles.

Infelizmente, o mal não está só confinado a essas chamadas raças inferiores ou atrasadas. Mesmo aqui, entre os habitantes que chamamos de países civilizados, no norte da Europa e nas Américas do Norte e do Sul, vemos que possessões demoníacas estão longes de não ser frequentes, mesmo que, logicamente, sua forma não seja de natureza tão miserável como nos casos acima citados, em que a ação demoníaca é acompanhada, frequentemente, de práticas abomináveis e repulsivas.

Em certa época, o autor esteve muito apreensivo com o efeito que a guerra poderia ter no entrelaçamento do Corpo Vital e o de Desejos, pensando que pudesse produzir o nascimento de legiões de monstros que afligiriam as futuras gerações. No entanto, é com grande alegria que reafirmo que não devemos temer por isso. Somente quando o ser humano é, premeditadamente, mau e vingativo, e persistentemente nutrem esse desejo, sentimento e propósito focado em alguém; somente quando tais desejos e emoções são cultivados, estimulados e mantidos é que produzem o endurecimento do Corpo Vital e criam uma ligação interna entre esses veículos. Sabemos, pelos registros da grande guerra, que as tropas não alimentam tais sentimentos umas contra as outras, contudo os adversários se relacionam como amigos, entrando, muitas vezes, em contato e se confraternizando. Ainda que a guerra seja responsável por uma tremenda mortalidade, e, em consequência, acarretando uma deplorável mortalidade infantil em idade futura, não pode ser acusada pelas doenças terríveis engendradas pela obsessão, nem pelos crimes sugeridos por esses demoníacos Corpos de Pecado.

Os Corpos de Pecado abandonados, a que nos referimos anteriormente, habitam, de preferência, as regiões mais inferiores do Éter e se condensam muito próximo à linha da visão física. Algumas vezes, podem fazer uso de alguns constituintes do ar, tornando-se perfeitamente visíveis para as pessoas a quem costumam molestar, embora suas vítimas tenham sempre muito cuidado para evitar que alguém perceba essa presença demoníaca à sua volta, isto é, pelo menos no mundo ocidental; parece não haver tal sutileza na parte sul da Europa.

Seguindo investigações anteriores, o autor tentou várias experiências com Espíritos que se encontravam nos reinos superiores do Éter e que acabavam de morrer e, também com pessoas que haviam estado no Mundo do Desejo, por um tempo curto ou longo, e que estavam quase prontos para passar para o Primeiro Céu. Muitos Espíritos que haviam partido desta vida procuraram cooperar, bondosamente, sobre o assunto. O objetivo destas experiências era determinar até que ponto lhes seria possível se revestirem nos materiais das regiões etéricas inferiores e mesmo das regiões gasosas. Foi comprovado que aqueles que acabavam de morrer podiam aguentar facilmente as vibrações etéricas inferiores, e, embora sendo seres de bom caráter, não se sentiam satisfeitos em lá permanecer mais tempo do que o necessário, pois aquela situação lhes era desconfortável. Porém, ao fazer a experiência com Espíritos vindos das sucessivas regiões superiores do Mundo de Desejo e do Primeiro Céu, notamos que se tornou cada vez mais difícil para eles se envolverem no Éter ou penetrar nele. A opinião geral foi que sentiram uma sensação semelhante a descida ao interior de um poço profundo, chegando até à asfixia. Também se comprovou que foi absolutamente impossível às pessoas do Mundo Físico avistá-los. Tentamos, por todos os meios de sugestão, dar uma sensação da nossa presença às pessoas congregadas em salões que visitávamos, mas não percebemos resposta às nossas manifestações, embora, em alguns casos, as formas que condensamos parecessem ao autor tão escuras como as das pessoas físicas cuja atenção desejávamos atrair. Colocamos nossos elementos experimentais entre as pessoas físicas e a luz, mas, mesmo assim, não obtivemos nenhum êxito, tanto com aqueles que procediam das regiões superiores, como com os que acabavam de morrer e podiam permanecer, durante um tempo considerável, na posição e na densidade que lhes foram dadas.

Além disso, entre as entidades já mencionadas anteriormente, e que moram em um Corpo de Pecado construído por elas mesmas e, por isso, sofrem intensamente durante o período de expiação, encontramos duas classes que, em certo sentido, são iguais entre si, embora, em outros, sejam completamente diferentes. Além das Hierarquias Divinas e das quatro ondas de vida dos Espíritos que se acham agora evoluindo no Mundo Físico, por meio dos reinos mineral, vegetal, animal e humano, existem outras ondas de vida que se manifestam nos vários Mundos invisíveis. Entre elas há certa classe de Espíritos sub-humanos que são chamados elementais. Ocorre, algumas vezes, que um desses elementais se apossa do Corpo de Pecado de alguém de uma tribo selvagem, e, deste modo, acrescenta a tal ser, uma inteligência extra. No renascimento daquele Espírito que gerou esse Corpo de Pecado, a atração natural os une; porém, devido ao elemental que anima o Corpo de Pecado, o Espírito se torna diferente dos outros membros da tribo e daí o vermos atuando entre os seus como curandeiro ou outras ocupações semelhantes. Estes Espíritos elementais que animam os Corpos de Pecado dos indígenas, também atuam como Espíritos de controle sobre o médium e, alcançando poder sobre ele durante a vida, quando este morre, estes Espíritos de controle elementais expulsam-no dos veículos que contém a sua experiência de vida e, como consequência, o Espírito do médium pode se atrasar em sua evolução durante eras, porque não há poder capaz de obrigar os elementais a abandonar suas presas sobre quem obtiveram total controle. Portanto, mesmo que a mediunidade não produza efeito maléfico visível no curso de uma vida, existe um grande perigo, depois da morte, para a pessoa que permitiu que seu corpo fosse assim possuído. O espiritismo prestou ao mundo um serviço necessário. Foi provavelmente o principal meio para provar o materialismo absoluto da ciência, e trouxe consolo a milhares de almas sofredoras que lamentavam a perda de seus entes queridos; fez, também, com que muitos céticos acreditassem numa existência superior. Não temos intenção de menosprezar os militantes deste credo, mas não podemos deixar de emitir nossa advertência, pois acreditamos ser um dever apontar o enorme perigo em que se encontram aqueles que, habitualmente, permitem ser controlados por Espíritos que não podem ver e de quem absolutamente nada sabem.

PARTE V – OBSESSÃO DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS

É um fato curioso como os elementais sub-humanos, algumas vezes, agregam-se a determinadas pessoas, a uma família ou até as sociedades religiosas; mas em tais casos, tem-se visto que os veículos usados por eles não consistem em um Corpo de Pecado endurecido, composto pela ligação dos Corpos Vital e de Desejos, mas tais veículos são obtidos por meio da mediunidade praticada por uma pessoa normalmente de bom caráter, e o Éter desse veículo estava em estado de desintegração. Para preservar e prolongar o seu domínio sobre tal veículo, pedem àquele a quem servem, que lhes ofereçam regularmente alimento e lhes queimem incenso; ainda que não possam, naturalmente, assimilar o alimento físico, podem e vivem dos vapores e do cheiro que eles exalam, assim como da fumaça do incenso.

Essa é mais uma ilustração de que os motivos, por mais puros que sejam, não nos protegerão quando agimos contra as leis de Deus, assim como não podemos deixar de queimar as mãos se as pusermos no fogo, não importa a razão porque o fizemos. Entretanto, temos observado que quando um médium se deixa dominar por motivos puros ou por uma elevada devoção religiosa, é muito difícil a essas entidades malignas sustentarem a possessão do Corpo Vital por muito tempo; cansam-se depressa do esforço e vão procurar outra vítima mais de acordo com a sua natureza. Sabe-se que no sul da Europa e no Oriente distante existem elementais que se apossam dos Corpos Vitais de uma família por gerações seguidas, deixando um Corpo por outro, realizando certos serviços para a família, como compensação pelo alimento que lhes é dado regularmente. Alguns desses elementais são demasiado malignos para se satisfazerem com simples alimentos e exigem sangue, até sangue humano, sendo responsáveis por tribos como as dos caçadores de cabeças das Filipinas e a dos estranguladores da Índia, que cometem assassinatos como um rito religioso. Isso, também, é a base do Culto aos Antepassados no Oriente.

Estes elementais, assim como os corpos de pecado que não são animados por uma inteligência externa, são denominados “OS GUARDIÃES DO UMBRAL”, devido ao fato de que quando a pessoa, por quem este demônio foi originalmente gerado, renasce esse demônio se agrega a ela e se torna um tentador e um Espírito do mal para ele em toda sua vida. Frequentemente se verifica que uma pessoa, que em uma vida gerou tal demônio, mas aprendeu as lições na existência purgatorial, e quando renasce se esforça com o máximo empenho para viver uma vida pura, honesta e decente, ainda assim encontrará ao seu lado esse Corpo de Pecado para atrapalhá-la. Muitas pessoas torturadas desse modo eram tão sinceras em seus desejos de reforma que entraram para mosteiros e praticaram mortificações severas em seus Corpos, acreditando que o demônio que as rodeava e de cuja presença estavam conscientes, era o próprio diabo ou um dos seus emissários.

Diz-se, na verdade, que o menino é o pai do homem. Similarmente, nossas existências anteriores são progenitoras de nossa vida presente e futura. E é muito certo que, pelo menos nesse sentido, “os pecados dos pais recaiam sobre os filhos”. Não podemos negar a justiça desse fato, pois, as crueldades praticadas pelas pessoas que deram origem a formação dos corpos de pecado foram, geralmente, da natureza mais atroz que se possa imaginar.

Você, provavelmente, já ouviu falar que quando um cachorro buldogue prende uma vítima com seus dentes, não quer largá-la. Isso implica em dizer que o animal tem o poder de fazer o que quiser. O mesmo não acontece com uma cobra; seus dentes são virados para o fundo da boca e, uma vez que os tenha enterrado na carne de sua vítima, não pode desprendê-los e terá, forçosamente, que engolir a presa. Por curioso que nos pareça, acontece algo semelhante com a obsessão.

Lembram-se que o autor tem dito sempre que os Espíritos de controle estão do lado de fora do Corpo de sua vítima e por detrás dela, manipulando o órgão da voz ou todo o Corpo, segundo o caso, através do cerebelo e da medula oblongada, onde a chama da vida arde com um som duplo e sibilante, composto de dois tons que indicam a resistência do Corpo às manipulações do intruso. Nossas últimas investigações, entretanto, revelaram o fato de que o Espírito de controle que atua pelo lado de fora da vítima, é da classe dos argutos que se acautelam para não serem apanhados numa armadilha. Enquanto estão fora podem abandonar a presa a qualquer momento, e permitem que suas vítimas sigam a própria vida como desejarem, como eles também o fazem. Porém, existem outros Espíritos que não são tão sagazes, que são talvez mais arrojados ou que estão ansiosos por penetrar no mundo material e por isso põem de lado qualquer precaução. Penetrando no Corpo de suas vítimas, acham-se quase na mesma situação de uma presa nos dentes de uma cobra; o Corpo de suas vítimas os mantêm firmemente presos e não podem se livrar em circunstâncias normais. Nesses casos, a obsessão se torna permanente e a personalidade da vítima se transforma totalmente.

Se o Espírito obsessor for uma entidade elemental ou sub-humana, que não é capaz de usar a Mente ou a laringe, uma vez que esses órgãos foram as últimas aquisições humanas, a pessoa assim obsidiado se converte num lunático irremediável, não raro de natureza perversa, cuja faculdade de linguagem frequentemente se torna danificada. É quase impossível desalojar tal entidade, uma vez que ela tenha entrado. Investigações de vidas anteriores indicam que tal aflição é geralmente o resultado de um desejo de fugir às experiências da vida, pois, aqueles que estão obsidiados, frequentemente, foram suicidas em uma existência anterior. Tiveram um Corpo que desprezaram e, em uma vida posterior, a mentalidade se debilitou como resultado de alguma doença física, de um grande choque ou mesmo de uma obsessão. Em quaisquer desses casos, o Espírito foi expulso do seu Corpo, pairando à sua volta ansioso por possuí-lo, mas incapaz de fazê-lo devido à falta da Mente, por meio da qual poderia focar o pensamento sobre o cérebro, ou devido à obsessão de uma entidade alheia.

A dor e o desapontamento são causas frequentes do suicídio, e, muitas vezes, uma grande tristeza foi o motivo para arruinar a Mente; entretanto, o Espírito é capaz de compreender e enfrentar a situação, ainda que não seja capaz de usar seus veículos devido ao escasso foco da Mente. Porém, no caso que se tenha desejado fugir da situação pelo suicídio, o indivíduo aprende, pela maneira já descrita, a conhecer o valor de um Corpo e de suas ligações, não havendo no futuro causa suficiente para decidi-lo a romper o Cordão Prateado. Algumas vezes, a dor vem para tentar uma pessoa que cometeu suicídio em vida anterior; e, quando ele resiste à prova, mostra que já está imune à tentação. Sob o mesmo princípio, o alcoólatra de vidas anteriores é tentado a beber para testar sua estabilidade de caráter, ao rejeitar conscientemente a bebida.

É curioso como a perpetração do suicídio em uma vida e consequente sofrimento post-mortem ao tempo em que ainda existe o arquétipo, frequentemente gera no suicida um medo mórbido da morte na próxima vida, assim, quando a morte chega, no decurso normal, os suicidas parecem frenéticos depois de abandonar o Corpo e tão ansiosos de voltar ao mundo material que, com frequência, cometem o crime da obsessão da forma mais tola e irrefletida. Entretanto, como nem sempre há pessoas negativas sujeitas à obsessão (e ainda que as houvesse, não é fácil à pessoa que acaba de morrer, e que procura uma oportunidade de voltar, encontrar alguém que a possa abrigar), uma coisa estranha e horrível acontece: o Espírito expulsa o verdadeiro possuidor de um Corpo animal e passa a animar este veículo. Acha-se, assim, na horrorosa contingência de viver uma existência pura e simplesmente animal. Se o animal está sujeito a crueldades por parte do dono, o Espírito humano obsessor sofre como sofreria o Espírito animal; se o animal é sacrificado para prover alimento, o ser humano, dentro dele, vê e compreende os preparativos para o abate, vendo-se obrigado a passar pelas horrorosas experiências relacionadas com isso. Casos dessa natureza não são tão raros como se poderia supor; ao contrário, ocorrem frequentemente, como uma visita a alguns dos grandes matadouros da América do Norte, onde o autor tomou conhecimento disso; e compreendeu a situação, chegando à mais dolorosa convicção da necessidade de educar o ser humano com respeito à grande verdade de que a morte, assim como o nascimento, é somente um acontecimento frequente na vida eterna do Espírito imortal.

Uma fé total nessa doutrina eliminaria incontáveis misérias da humanidade, e devemos fazer tudo que esteja ao nosso alcance para ajudar a divulgar este Evangelho de Vida.

Algumas vezes, também, um ser humano perverso incorpora um animal feroz e sente um prazer diabólico em aterrorizar uma comunidade. Quando Cristo andou na Terra, casos de obsessão animal por Espíritos humanos aconteciam diariamente, e os exemplos registrados na Bíblia não são, em absoluto, mitos ou loucuras para aqueles que são dotados de visão espiritual e capazes de ler na Memória da Natureza, pois veem que essas coisas ocorreram realmente; com efeito, os antigos videntes que observaram essa entrada de pessoas de caráter baixo e vil nos Corpos de animais, ao abandonarem seu próprio Corpo na morte, pensavam que isso era o curso normal da natureza, ao invés de ser uma condição anormal. Daí terem formulado a doutrina da Transmigração.

PARTE VI – A CRIAÇÃO DO AMBIENTE – GÊNESE DAS DEFICIÊNCIAS MENTAIS E FÍSICAS

É um fato evidente, depois de uma simples observação, que enquanto os animais atuam de modo semelhante, sob as mesmas circunstâncias, por estarem sendo guiados por um Espírito-Grupo, o ser humano não age assim. Na humanidade há tantas espécies quantos são os indivíduos, sendo que cada um é uma lei em si mesmo; e ninguém pode predizer as ações de um ser humano, ou como um outro agirá em circunstâncias análogas; o mesmo indivíduo pode agir distintamente, e provavelmente o fará, diante de condições idênticas e em ocasiões diferentes. Por essa razão, é muito difícil tratar ou elucidar devidamente um assunto como o da “A Teia do Destino”, quando nós, seres humanos, ainda possuímos Mentes presentemente com capacidade reduzida. Para compreender totalmente esse assunto precisaríamos da sabedoria de grandes seres como são os Anjos do Destino, que têm a seu cargo este intrincado departamento da vida.

No entanto, não se deve pensar que o autor esteja dando, nesse livro, uma ideia superficial de como se faz ou desfaz o destino. Cada ato de cada indivíduo produz uma determinada vibração no universo, que incide sobre ele e sobre os outros ao seu redor; e simples Mente humana não pode ver ou calcular os resultados dessas ações e reações que se produzem em poucos meses, anos ou vidas. Tivemos a oportunidade de ver, graças ao quadro geral impresso em nossa Mente quando desenvolvíamos este tema, o modo de classificar as causas geradas no passado, segundo se nos apresentam, e seus efeitos na vida atual. No decurso desse estudo investigamos centenas de pessoas e, em alguns casos, retrocedemos três, quatro e até mais vidas, com o objetivo de chegar à raiz da questão e determinar como as ações do passado reagem para criar as atuais condições de nossas vidas presentes. Embora tenhamos feito o melhor possível, pedimos aos Estudantes que não considerem isso como uma conclusão definitiva sobre o assunto, mas antes como um início, que confiamos possa ajudá-los a resolver determinados problemas.

No que concerne ao ambiente, parece-nos que as pessoas que são de natureza difícil de conviver com outras e que têm diante de si uma vida árdua, nascem frequentemente entre estranhos, dos quais não receberão simpatia e onde seus sofrimentos não despertarão, nas pessoas do mesmo sangue, nenhum sentimento de apoio apreciável; às vezes, ficam órfãs, ou são abandonadas pelos pais, ou fogem de casa na tenra idade. Quando é esse o caso, essa alma, muitas vezes, anseia pelo afeto que ela recusou dar aos outros em vidas anteriores. Também vimos casos em que determinados indivíduos cometeram atrocidades no passado e levaram a desonra e a vergonha a seus familiares, os quais sofreram muito devido ao grande amor que dedicavam a esses depravados. Quando tal alma errante se dispõe a se emendar e purgar os erros do passado, encontrar-se-á em um ambiente totalmente hostil, com fome e sede por um amor que desprezou anteriormente; então isso lhe causa agora uma vida tão difícil. Se o ser humano não aprendeu a lição em uma só vida, muitas outras vidas com experiências semelhantes lhe ensinarão a ser amável com aqueles que o amam, bem como a agir correta e honestamente com os outros.

Também observamos que, muitas vezes, uma alma que viveu erradamente em vidas passadas, não teve uma assistência bondosa por parte de sua família, que lhe devia ter dado atenção, apoio e amor. Naturalmente, a falta deste ambiente afetivo não foi uma justificativa para os seus erros perante a lei, e a pessoa foi obrigada a expiá-los em vidas posteriores. No entanto, em tais casos, os papéis foram, normalmente, trocados; a família, que em vidas passadas a repudiou, agora a amou profundamente e, então, sentiu intensamente toda a mágoa e todo sofrimento que ela teve que passar por conta de seu passado. Assim, a família também expiou suas ações do passado dando a pessoa o que faltou em simpatia e bondade.

Esses são casos extremos, e, naturalmente, não podemos tirar conclusões definitivas de casos pouco nítidos, pois quanto mais nebulosos eles forem, mais fácil será tabulá-los. A lei aplicada nos casos extremos também se aplica aos de menor importância, com as modificações necessárias às diferenças de ambiente.

Os fatos relatados acima indicam, de forma clara, que somos realmente os guardiães de nossos irmãos e que convém que todos nós exteriorizemos muita simpatia e bondade aos desafortunados, tanto da nossa família como aos demais. Mesmo que vendo as coisas superficialmente e olhando a vida somente sob o ponto de vista da nossa encarnação atual, pode parecer que não temos responsabilidade alguma pelas ações de nossos infelizes familiares; no entanto, se pudéssemos ver mais amplamente o sentido da vida, ver por trás do véu, provavelmente descobriríamos que nós mesmos os ajudamos a se afundarem na degradação.

Frequentemente ouvimos a expressão que uma pessoa é o “pesadelo” em uma certa família; e nós podemos, muito de perto, sempre considerarmos que essa pobre alma é uma estranha entre gente estranha, devendo estar ali por algum desajuste praticado no passado. O “sangue é mais espesso que a água”, diz um velho provérbio; na verdade, o laço de sangue não traz consequências, a menos que as pessoas de uma família estejam unidas entre si pelo amor ou pelo ódio do passado, os quais determinam as verdadeiras relações da vida atual. Uma alma pode nascer em determinada família, pode se sentar à sua mesa, ter o direito legítimo de herança e ser, entretanto, tão estranha a ela como qualquer mendigo que lhe chegue à porta pedindo um prato de comida. Recordemos que Cristo disse: “Eu estava faminto e vós Me destes de comer; Eu estava sedento e Me destes de beber; Eu era um estranho e Me admitistes ao vosso lado”[11]. Depois: “Tudo o que fizestes em favor do menor de meus irmãos, a Mim mesmo o fizestes”[12]. Quando nós encontrarmos tal tipo de alma, “estranha”, solitária e estrangeira em seu meio ambiente, é nosso dever, como cristãos, imitar o exemplo de nosso Senhor; nós devemos nos esforçar para que essa alma estrangeira se sinta em casa e aplique seus conhecimentos pelo amor de Cristo, sem tomar em conta suas excentricidades.

As deficiências que afetam a humanidade podem ser divididas em duas grandes classes: mentais e físicas. As perturbações mentais, quando congênitas, são especialmente consequências do abuso da força criadora, com uma só exceção que veremos depois. Pode-se incluir no caso as debilidades dos órgãos vocais. Isso é lógico e compreensível. O cérebro e a laringe foram construídos com a metade da força criadora pelos Anjos, assim, o ser humano, que antes da aquisição desses órgãos era bissexual e capaz de criar por si mesmo, sozinho, perdeu essa faculdade quando esses órgãos foram criados e, agora, depende da cooperação de alguém do outro sexo ou polaridade oposta, a fim de gerar um veículo novo para um Espírito que renasce.

Quando usamos a visão espiritual para observar um ser humano na Memória da Natureza, durante a época em que ainda estava em formação, vemos que, onde quer que agora exista um nervo, existia antes uma corrente de desejos; que pelo próprio cérebro foi feito, de início, de substância de desejos, bem como a laringe. Foi o desejo que primeiramente enviou um impulso motivador por meio do cérebro e criou tais correntes nervosas para que o Corpo pudesse se mover e dar ao Espírito qualquer gratificação que fosse indicada pelo desejo. A linguagem, da mesma forma, é utilizada com o propósito de obter um objeto ou alcançar uma finalidade desejada. Por meio dessas faculdades, o ser humano alcançou certo domínio sobre o mundo e, se pudesse voar de um Corpo a outro, não teria fim o abuso de seu poder para satisfazer qualquer capricho ou desejo. Porém, sob a Lei de Consequência, ele leva com ele, em um Corpo novo, as faculdades e órgãos semelhantes àqueles que utilizou em Corpos precedentes.

Quando a paixão arruinou o Corpo em uma vida, isso fica gravado no Átomo-semente. Na descida para o próximo renascimento é impossível para este Espírito juntar material puro com o qual possa organizar um cérebro de construção estável. Nesse caso, renasce geralmente sob um dos Signos Comuns[13] e, muitas vezes, os quatro Signos Comuns se acham nos ângulos; porque, através de tais Signos, o desejo passional encontra dificuldade para se manifestar. Em consequência, este poderoso impulso que anteriormente regeu seu cérebro e que poderia ser usado agora com o propósito de renovação, acha-se ausente; ele tem falta de incentivo na vida e, com isso, se converte em um inútil, uma tábua sobre o oceano da vida, e, frequentemente, um insano.

Porém, o Espírito não é insano; ele vê, conhece e tem um desejo veemente de utilizar seu Corpo, embora ser uma impossibilidade, pois, muitas vezes, não pode nem sequer enviar um impulso adequado aos seus nervos. Os músculos do rosto e do corpo não estão sob o controle de sua vontade. Isso é devido à falta de coordenação que faz com que o maníaco tenha tão lamentável aspecto. Assim, o Espírito aprende uma das mais duras lições da vida, pois é muito pior do que a morte se achar sujeito a um Corpo vivo e ser incapaz de se expressar por meio dele. Isso porque a força de desejos necessária para realizar o pensar, o falar e o se mover, foi arruinada em uma vida de depravação no passado, deixando o Espírito sem a energia necessária para manipular seu atual instrumento.

PARTE VII – A CAUSA DA ENFERMIDADE – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA

Ainda que as incapacidades mentais, quando congênitas, sejam em geral produzidas pelo abuso da função criadora em vidas passadas, há uma notável exceção a essa regra, como nos casos mencionados no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e em outras partes de nossa literatura, e descritos a seguir: quando um Espírito que tem diante de si uma vida particularmente penosa está prestes a renascer, e sente, no momento de entrar no útero materno, que o panorama da vida futura que lhe é exibido naquele momento marca uma existência dura e infeliz demais para ser suportada, algumas vezes tenta fugir à escola da vida. Nessa ocasião, os Anjos do Destino, ou seus agentes, já fizeram no feto em formação as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro; portanto, o esforço do Espírito para fugir do útero materno é frustrado, mas, o deslocamento produzido pela torção dada pelo Ego, altera a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos, daí o Corpo Vital não ficar em posição concêntrica com o físico, fazendo com que a cabeça etérica sobressaia do crânio físico. Resulta disto a impossibilidade do Espírito usar seu veículo denso, achando-se ligado a um corpo sem Mente que não poderá utilizar, e o renascimento será inútil.

Temos casos em que uma grande comoção durante a vida faz com que o Espírito tente escapar do Corpo com os veículos invisíveis. Como consequência da torção, se produzem emoções iguais nos centros sensoriais etéricos do cérebro e esse choque desorganiza a expressão mental. Provavelmente todos já devem ter experimentado uma sensação semelhante ao receber um susto; há uma agitação como se algo se esforçasse para escapar do Corpo Denso; se trata do Corpo de Desejos e do Corpo Vital, que são tão velozes em seus movimentos, que um trem expresso comparado a eles pareceria uma lesma. Estes Corpos sentem o perigo e se enchem de temor antes que o medo se transmita ao inerte e lento Corpo Denso, ao qual estão ligados e do qual não podem fugir em condições normais.

Às vezes, como já dissemos, o susto e o choque são suficientemente fortes e podem atuar com tal impulso que os centros sensoriais etéricos se desorganizam. Isso ocorre mais frequentemente com as pessoas que nasceram sob Signos Comuns, que são os mais fracos do Zodíaco. Tal como um ligamento que foi distendido e rompido pode recuperar gradualmente uma relativa elasticidade, assim também é mais fácil restaurar as faculdades mentais nesses casos do que naqueles onde a insanidade congênita, acarretada por vidas passadas, ocasionou uma conexão indevida.

Comprovou-se que a histeria, a epilepsia, a tuberculose e o câncer são o resultado de tendências errôneas de uma vida passada. Observou-se que muitos indivíduos, que haviam sido quase maníacos na satisfação de sua lascívia em vidas anteriores, possuíam ao mesmo tempo uma natureza altamente devota e religiosa; e em tais casos, parece que o Corpo Denso gerado na vida presente era de saúde normal, havendo unicamente incapacidade mental; enquanto que em outros casos onde a indulgência com a natureza passional estava unida a um caráter maligno e a um grande desrespeito aos semelhantes, a epilepsia, o raquitismo, a histeria e uma deformação corporal foram os resultados desses erros, assim como o câncer, em especial no fígado e no seio.

Nessa conexão, entretanto, sentimos o dever de advertir os Estudantes que não tirem conclusões apressadas de que as manifestações citadas anteriormente representem regras fixas e inflexíveis. As muitas investigações levadas a efeito, embora tenham sido árduas para um só investigador, são ainda escassas para que sejam conclusivas e onde estão envolvidos milhões de seres humanos. De qualquer modo, estão em harmonia com os ensinamentos contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmos” ministrados pelos Irmãos Maiores, que exemplificaram os efeitos do materialismo como produtor do raquitismo, isto é, o amolecimento de uma parte do corpo que deveria ser dura e da tuberculose que endurece tecidos que deviam permanecer moles e flexíveis. O câncer é essencialmente semelhante em seus efeitos; e quando consideramos que o signo de Câncer é regido pela Lua, o Astro da geração, estando a esfera lunar sob o controle de Jeová, o Deus da reprodução, cujos Anjos anunciam e presidem o nascimento, como nos casos de Isaac, Samuel, João Batista e Jesus, nós compreendemos facilmente que o abuso das funções geradoras pode causar tanto o câncer como a insanidade nas mais variadas formas.

Portanto, com respeito às anormalidades e deformidades físicas, parece ser regra geral que, assim como a indulgência física com as paixões atua sobre o estado mental, os abusos dos poderes mentais em uma vida conduzem à incapacidade física em existências posteriores. Uma máxima oculta diz que “uma mentira é ao mesmo tempo assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os ensinamentos dos Irmãos Maiores, contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, explicam que sempre que um incidente ocorre, um determinado pensamento-forma gerado no Mundos invisíveis registra o acontecimento. Cada vez que se fala e se comenta o caso, cria-se uma nova forma de pensamento que se funde com o original e o robustece, desde que ambos possuam a mesma vibração. Se não se diz a verdade acerca do sucedido, então as vibrações do original e da reprodução não serão idênticas e o resultado é que investem uma contra a outra, destruindo-se mutuamente. Se o pensamento-forma verdadeiro e bom for suficientemente forte, conseguirá o domínio da situação e aniquilará os pensamentos-forma baseados na mentira; consequentemente, o bem vencerá o mal. Ao contrário, se os mais fortes forem os pensamentos mentirosos e maliciosos, estes podem vencer o pensamento-forma verdadeiro, destruindo-o. Depois haverá discórdia entre eles e, um a um, todos serão aniquilados.

Deste modo, a pessoa que leva uma vida pura, se esforçando por obedecer às leis de Deus e lutando ardentemente pela verdade e pela justiça criará pensamentos-forma de natureza semelhante; sua Mente trilhará caminhos em harmonia com a verdade; e quando chegar o momento de criar seu próprio arquétipo para a vida futura, essa pessoa, pela força do hábito adquirido em sua vida terrestre anterior, estará pronta, e, intuitivamente, colocar-se-á com as forças da retidão e da verdade. Tais linhas, uma vez somadas ao seu Corpo, criarão harmonia nos novos veículos e a saúde será a consequência natural em sua próxima vida. Por outro lado, aqueles que formaram uma visão distorcida das coisas em suas vidas anteriores, que desprezaram a verdade, exercitando a astúcia, o egoísmo exagerado e a desconsideração pelo bem-estar dos outros, se acham impelidos, no Segundo Céu, a ver também as coisas de modo oblíquo, já que este é o seu habitual modo de pensar. Consequentemente, o arquétipo construído por eles incorporará linhas de erro e de falsidade; e, consequentemente, ao renascer, vários órgãos de seu Corpo serão fracos, quando não todo o seu organismo.

Novamente advertimos aos leitores que não tirem conclusões apressadas destas regras experimentais. Não é nossa intenção insinuar que todo aquele que possua um Corpo aparentemente sadio tenha sido um exemplo de virtude em sua vida passada, nem que aquele que sofre alguma anomalia ou incapacidade física foi um crápula ou um inútil. Nenhum de nós está capacitado atualmente para dizer “a verdade completa e nada mais que a verdade”. Podemos nos enganar porque nossos sentidos são ilusórios. Uma rua longa aparenta ser mais estreita à distância, quando em realidade tem a mesma largura, tanto no lugar onde estamos colocados como a um quilômetro de distância. O Sol e a Lua parecem muito maiores quando estão próximos do horizonte do que quando se encontram no zênite, porém, nós sabemos que, na realidade, não aumentam de tamanho ao descer no horizonte, nem diminuem chegar no zênite. Na verdade, estamos sempre retificando e corrigindo a ilusão de nossos sentidos e também em referência a muitas outras coisas do mundo. O que nos parece certo nem sempre o será, e o que hoje é verdade com respeito às condições da vida, poderá mudar amanhã. É impossível conhecermos a verdade final sob as condições evanescentes e ilusórias da existência física.

Somente quando entramos nos reinos superiores, especialmente na Região do Pensamento Concreto, é que nos apercebemos das verdades eternas; eis porque é natural que uma ou outra vez nos equivoquemos, apesar de nossos mais sinceros esforços em colocar-nos sempre em condições de conhecer e dizer só a verdade. Por tal razão, nos é impossível construir um veículo totalmente harmonioso. Se fosse possível, tal Corpo seria realmente imortal, e nós sabemos que a imortalidade na carne não é o desígnio de Deus, pois segundo São Paulo: “A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus[14].

Contudo, nós sabemos que, atualmente, apenas um número muito reduzido de pessoas está disposto a viver em harmonia com a verdade, a confessá-la e professá-la diante dos outros, por meio do serviço e de uma vida inofensiva e reta. Nós, também, entendemos que isso aconteceu com muito poucos ao retrocedermos na história, quando o ser humano não havia ainda desenvolvido o altruísmo iniciado em nosso Planeta com o advento de nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus. Nesse tempo, os padrões de moralidade eram muito inferiores e o amor à verdade quase insignificante, para a maior parte da humanidade, a qual estava focada em acumular riquezas e adquirir tanto poder e prestígio quanto fosse possível. Eles desconsideravam os interesses dos demais e dizer uma mentira não parecia um ato censurável, pelo contrário, muitas vezes era admitida como meritória. Consequentemente, os arquétipos estavam cheios de fraquezas, e as funções orgânicas do Corpo atual estão prejudicadas em um grau bastante elevado, porque, particularmente, os Corpos ocidentais estão se tornando mais sensíveis à dor devido ao crescimento da consciência do Espírito.

PARTE VIII – OS RAIOS DE CRISTO CONSTITUEM O “IMPULSO INTERNO” – VISÃO ETÉRICA – DESTINO COLETIVO

A assimilação dos frutos de cada vida passada acontece antes que o Espírito renasça e, consequentemente, o caráter gerado é totalmente formado e se expressa de imediato na sutil e móvel matéria mental da Região do Pensamento Concreto, onde o arquétipo do Corpo Denso é construído. Se o Espírito que procura renascer é amante da música, tentará construir um ouvido perfeito, com os canais semicirculares devidamente situados e com o tímpano mais delgado e sensível à vibração; tentará construir dedos compridos e finos com os quais possa executar os acordes celestes captados por seus ouvidos. Se não aprecia a música, e, em sua vida anterior fechou os ouvidos aos acordes da alegria ou ao pranto da dor, e desejou se afastar da companhia dos demais, isto fará com que se esqueça de construir o arquétipo de seu ouvido e, como consequência, esse órgão será defeituoso em proporção ao grau de negligência exercida em sua existência anterior.

De maneira similar ocorre com os outros sentidos; aquele que bebe de uma fonte de conhecimento e se esforça em compartilhar seu saber com os que o rodeiam, estabelece as bases para adquirir a faculdade da oratória em sua vida futura, porque o desejo de comunicar seu conhecimento vai induzi-lo a prestar atenção especial à formação e fortalecimento de seu órgão vocal, quando estiver construindo o arquétipo de seu futuro corpo. Por outro lado, aqueles que se esforçam para ganhar acesso aos mistérios da vida por simples curiosidade ou para satisfazer o orgulho de seu próprio intelecto, deixam de construir o órgão adequado para sua expressão e ficam sujeitos a debilidades na voz ou a impedimentos da palavra. Deste modo, vem-lhes o reconhecimento de que a expressão é um bem valioso. Embora o cérebro de um indivíduo, assim afligido, não possa compreender a lição, o Espírito aprende que somos considerados somente pelo uso que fazemos de nossos talentos e que devemos pagar a dívida, algum dia, em algum lugar, se descuidarmos de transmitir a palavra de Vida para iluminar nossos irmãos e irmãs no caminho, sempre que estivermos, pelo conhecimento, qualificados para isso.

Com respeito à cegueira ou distúrbios do órgão da visão, é de longa data que os investigadores sabem que é o efeito de extrema crueldade praticada em vidas passadas. Investigações recentes vieram demonstrar que muitas afecções dos olhos, agora comum entre os seres humanos, são devidas ao fato de que nossos olhos estão mudando; esses órgãos, de fato, estão se tornando mais sensíveis a uma oitava superior da visão, porque o Éter que rodeia a Terra está se tornando mais denso e o ar mais rarefeito. Isto é verdade principalmente como o sul da Califórnia e outros certos lugares do mundo. É digno de nota saber que a Aurora Boreal está se tornando cada vez mais frequente e seus efeitos mais poderosos sobre a Terra. Nos primórdios da Era Cristã, esse fenômeno era quase desconhecido, mas, com o decorrer do tempo, com a onda de Cristo descendo para o interior da Terra durante uma parte do ano, infundindo mais e mais Sua própria vida na amortecida e pesada massa terrestre, os Raios Etéricos Vitais vão se tornando cada vez mais visíveis. Posteriormente, eles se tornaram mais e mais numerosos e, agora, já começam a interferir com as atividades elétricas, especialmente com o telégrafo que, por vezes, não funciona bem, devido a essas correntes de irradiação.

É, também, digno de se observar que tais distúrbios estão limitados aos fios que vão para leste e oeste. Se o leitor quiser recorrer ao “Conceito Rosacruz do Cosmos”, no capítulo II – Os Quatro Reinos[15], poderá entender que existem raios ou linhas de força dos Espíritos-Grupo dos vegetais que irradiam em todas as direções desde o centro da Terra até a periferia e depois para fora, passando através das plantas ou árvores, subindo até suas copas.

Já as correntes de força dos Espíritos-Grupo animais, por outro lado, rodeiam a Terra. As correntes relativamente fracas e invisíveis geradas pelos Espíritos-Grupo dos vegetais e os poderosos raios de força gerados pelo Espírito de Cristo, agora se tornando visíveis como a Aurora Boreal, têm sido até aqui quase da mesma natureza que a eletricidade estática, enquanto as correntes, geradas pelos Espíritos-Grupo animais que circundam a Terra, podem ser comparadas à eletricidade dinâmica que deu à Terra seu poder de movimento em épocas passadas. Atualmente, as correntes de Cristo estão se tornando cada vez mais poderosas e sua eletricidade estática está sendo liberada. O impulso etérico que elas dão inaugurará uma nova era, e os órgãos dos sentidos que o ser humano possui hoje deverão se adaptar à tal mudança. Em lugar dos raios etéricos que emanam de um objeto trazerem à retina a imagem refletida, o chamado “ponto cego” será sensibilizado e veremos através do olho diretamente sobre a própria imagem, em vez desta se refletir sobre a nossa retina. Assim, não somente veremos a superfície do objeto, como também seremos capazes de ver através dele, da mesma forma que fazem os que já têm cultivada a visão etérica.

À medida que o tempo passa e Cristo, com Seus benéficos ensinamentos, atrai cada vez mais e mais Éter interplanetário para a Terra, tornando o Corpo Vital da Terra mais luminoso, nós estaremos caminhando como se andássemos sobre um mar de luz e quando aprendermos a abandonar nossos modos egoístas e egotistas, por meio do constante contato com estas vibrações benéficas de Cristo, também nós nos tornaremos luminosos. Então, o olho, tal como está constituído atualmente, não nos será de utilidade alguma, assim é que está começando a mudar e estamos experimentando os incômodos inerentes a toda reconstrução. Com referência à Aurora e aos seus efeitos sobre nós, podemos dizer que estes raios são irradiados para todas as partes da Terra, a qual é o Corpo de Cristo, desde o centro a periferia, mas, nos pontos povoados do mundo, tais raios são absorvidos pela humanidade, da mesma forma que os raios dos Espíritos-Grupo dos vegetais são absorvidos pela flor. Estes raios constituem o “impulso interno”, que está lenta, mas seguramente impelindo a humanidade a adotar uma atitude altruísta. São os raios fecundantes que fertilizam a nossa alma e, algum dia, se manifestará a Imaculada Concepção e o Cristo nascerá dentro de cada um de nós. Quando todos estivermos perfeitamente impregnados por esses raios, a luz de Cristo começará a se irradiar de nós. Então, caminharemos na luz como Ele na Luz está, e seremos fraternais uns com os outros.

Para terminar estas lições, diremos algumas palavras sobre o destino coletivo:

Além do destino individual gerado por nós mesmos em cada vida, existe também um destino coletivo, ao qual estamos sujeitos por sermos membros de uma comunidade ou nação. É bem sabido que as comunidades, algumas vezes, atuam como um todo, tanto para o bem como para o mal, e é compreensível que estas ações coletivas tenham também um efeito coletivo em vidas futuras sobre os membros de tais comunidades ou nações que tomaram parte nelas. Observou-se que, quando tais atos são maus, a dívida assim contraída é geralmente liquidada no curso dos chamados acidentes de grandes proporções. Também já se explicou que não existem acidentes, salvo nos casos em que o ser humano, que tem prerrogativa divina de iniciar causas novas, intervenha na vida de outros, produzindo mudanças em suas condições, ou quando, por negligência, tira a vida de um semelhante. Isso sim, em muitos casos, constitui um acidente. Porém, os grandes cataclismos como os que presenciamos na Sicília, o terremoto em São Francisco, a Grande Guerra Europeia, etc. não são acidentes, mas atos causais da comunidade envolvida ou o resultado de tais atos em vidas anteriores. Conhecendo a lei de mortalidade infantil, podemos compreender por que centenas de milhares de pessoas, vítimas da Grande Guerra, ao passarem dos campos de batalha para o além, não puderam gravar o panorama da vida que findou e, por isso, precisam morrer durante a infância na próxima existência, e como poderá acontecer esta espantosa mortalidade de crianças no futuro, senão por meio de alguma epidemia ou algum cataclismo? Baseados em tal hipótese, podemos ver no terremoto da Sicília, na destruição de São Francisco, na “epidemia” de fome da Irlanda e da Índia e em outras catástrofes nacionais similares a ação do destino vinda do passado, trazendo, à cada nação, os frutos de suas vidas ações passadas, como uma comunidade.

O que foi dito é simplesmente uma indicação de como se faz e desfaz o destino. Por favor, lembremos que as poucas centenas de casos examinados não podem dar base adequada para um ponto de vista geral da ação da Lei, e o Estudante está exposto a encontrar incongruências em casos individuais acerca do que foi dito. Algumas questões indubitavelmente se apresentarão em relação a esse, àquele ou a outro caso específico, e enquanto é relativamente fácil investigar casos individuais e especificar que causas em uma vida produziram certos efeitos em outra vida da mesma pessoa, é diferente quando procuramos estabelecer uma lei geral, como vimos tentando fazer nessa obra. Para desempenhar essa missão de forma perfeita, são necessários conhecimentos e sabedoria super-humanos, e o presente esforço pode talvez ser considerado um caso de ímpeto tolo, onde até os Anjos teriam medo de pôr as mãos. Pessoalmente, o autor conquistou mais conhecimentos do que tem sido capaz de comunicar e confia que estas revelações possam servir de alguma utilidade ao Estudante, no que se refere ao grande mistério da vida.

Que esses estudos na “Teia do Destino” possam suscitar em cada Estudante um intenso desejo de viver, dia após dia, de modo a contribuir para que haja mais paz na Terra e boa vontade entre os seres humanos.

OS EFEITOS OCULTOS DAS NOSSAS EMOÇÕES

PARTE I – A FUNÇÃO DO DESEJO

Aqueles que estão familiarizados com o estudo deste assunto, conhecem os desastrosos efeitos que um sentimento agudo de medo ou de ansiedade que produz sobre o Corpo Denso. Sabemos como essas emoções alteram a digestão, interferem no metabolismo, na eliminação dos detritos e, em suma, transtornam todo o sistema, com o resultado que, em alguns casos, a pessoa se vê forçada a ficar de cama por maior ou menor espaço de tempo, conforme a importância da crise e do poder de resistência de sua constituição. Contudo, existe um efeito oculto que pode ser tão sério ou até pior, e que geralmente não é compreendido, e, portanto, pode ser um benefício considerável estudar o efeito oculto do equilíbrio e da paixão, da ira e do amor, do pessimismo e otimismo.

Do estudo do “Conceito Rosacruz do Cosmos”, aprendemos que nosso Corpo de Desejos foi gerado no Período Lunar. Se você deseja obter uma imagem mental do modo que as coisas se pareciam, veja a figura do feto, como mostrado em qualquer livro de anatomia. Nele há três partes principais: a placenta, que está cheia do sangue da mãe; o cordão umbilical, que conduz esta corrente vital, e o feto, que é nutrido, desde o estado embrionário até o amadurecimento, por aquela corrente. Imagine, agora, naqueles tempos idos, o firmamento com uma imensa placenta da qual pendiam bilhões de cordões umbilicais, cada um com seu apêndice fetal. Por toda a família humana, então em formação, circulava a única essência universal do desejo e da emoção, gerando em todos, os impulsos necessários para a ação, que agora se manifesta em todas as fases do trabalho do mundo. Estes cordões umbilicais e apêndices fetais eram moldados de uma úmida substância de desejos pelas emoções dos Anjos Lunares, enquanto as correntes ígneas de desejos que se esforçavam em animar a vida latente da Humanidade, então em formação, eram geradas pelos ígneos e marcianos Espíritos Lucíferos. A cor da primeira e lenta vibração que eles puseram em movimento, naquela matéria emocional de desejos, foi o vermelho.

Enquanto aquela coloração de movimento (pois assim é realmente esta corrente constante, esta eterna intranquilidade que, sem pausa e sem paz, impulsiona os seres humanos) se achava circulando em nosso interior, o Planeta em que nós habitávamos também circundava um sol, que não deve ser confundido com o atual dador da luz, mas compreendido como uma passada encarnação da substância que compõe nosso atual universo solar, e nós, por sua vez, circundávamos o globo sobre o qual morávamos, da luz às trevas, do calor ao frio. Deste modo, éramos trabalhados por fora e por dentro, num esforço para excitar nossa consciência adormecida. E houve uma resposta, pois, ainda que nenhum dos Espíritos parcialmente separados, habitando uma bolsa fetal individual, pudessem sentir aqueles impactos, apesar de serem muito fortes, as sensações acumuladas de bilhões de Espíritos semelhantes eram sentidas como um som do universo, um grito cósmico – a primeira nota da harmonia das esferas – tocada em uma única corda. Entretanto, foi bastante expressiva e adequada aos impulsos latentes e às aspirações da incipiente raça humana daqueles dias distantes.

Desde então, esta natureza de desejos tem evoluído; o ígneo e marciano substrato de paixão e as bases aquosas lunares da emoção se tornaram capazes de numerosas combinações. Da mesma forma que o pensamento sulca o cérebro com circunvoluções e o rosto com linhas, também as paixões, os desejos e as emoções vêm mudando a matéria móvel de desejos em linhas curvas, em espirais, redemoinhos, corredeiras e vórtices que parecem uma torrente no momento em que essa se acha na maior agitação – sendo muito raro ficarem num descanso relativo. Essa matéria de desejos, em sucessivos períodos de sua evolução, foi respondendo a cada uma das sete vibrações astrais emanadas do Sol, de Vênus, de Mercúrio, da Lua, de Saturno, de Júpiter e Marte. Durante aquele tempo, cada Corpo de Desejos individual tem sido tecido sob um único modelo e, como a lançadeira do tempo corre incessantemente de um lado para outro sobre o tear do destino, este modelo está sendo aumentado, embelezado e melhorado, mesmo que não possamos percebê-lo. Assim como o tecelão realiza seu trabalho no avesso do tapete, estamos também tecendo o desenho supremo, sem compreender realmente e sem ver a sublime beleza do mesmo, porque ainda se encontra oposto a nós o lado oculto da natureza.

Porém, para que possamos compreender melhor, tomemos alguns destes emaranhados fios de paixão e emoção para vermos o efeito que têm neste modelo que Deus, o Mestre Fiandeiro, deseja que teçamos.

Os mitos antigos sempre espalham um brilho luminoso sobre os problemas da alma e nós podemos, com proveito, levar em consideração certa parte da lenda maçônica. Os maçons são uma sociedade de construtores, “tektons” em grego – a mesma sociedade a que pertenciam José e Jesus, pois a eles a Bíblia grega chamava de “tektons” – construtores – e não carpinteiros, segundo a versão ortodoxa. Os maçons, sob Salomão, foram os construtores deste templo místico projetado por Deus, o Grande Archetekton ou Mestre Construtor, construído sem ruído de martelo, a respeito do qual o personagem Manson fala na maravilhosa peça “O Servente da Casa”[16]. Este nos diz que “o templo não é um monte de pedras mortas e vigas insignificantes, mas é uma coisa vivente. Quando você entra nele, ouve um som, um som como o de um vigoroso poema cantado, isto é, se você tem ouvidos; se você tem olhos, poderá agora ver o próprio templo, um mistério de formas e sombras indistintas, projetando-se verticalmente do solo à cúpula. Ele está ainda sendo construído e reconstruído; às vezes, a obra segue sob escuridão profunda, outras vezes, sob luz ofuscante”. Todo verdadeiro maçom sabe o que significa esse templo e se esforça por construí-lo. A antiga lenda maçônica nos conta que quando Hiram Abiff, o mestre de obras encarregado da construção do templo de Salomão, um edifício de Deus construído sem ruído de martelo, estava terminando os preparativos para executar sua obra mestra, o “mar fundido”, ele reuniu material de todos os recantos da Terra, pondo-os em um forno ardente, porque era um descendente de Caim, um filho do fogo, o qual, por sua vez, era um filho de Lúcifer, o Espírito do fogo. Hiram se propunha a fazer uma liga de metais de claridade cristalina, capaz de refletir toda a sabedoria do mundo. Porém, segundo diz a história, houve entre os trabalhadores alguns traidores – espiões do Filhos de Seth – os quais, por meio de Adão e Eva, eram descendentes do Deus lunar Jeová, que tinha afinidade pela água e odiava o fogo. Esses traidores jogaram água na matriz no qual o mar fundido, a Pedra Filosofal, ia ser moldado. No momento do encontro do fogo com a água se produziu uma grande explosão. Hiram Abiff, o mestre de obras, sendo incapaz de harmonizar os elementos em luta, assistiu com indescritível aflição a erupção destruidora de sua obra mestra. Enquanto se achava observando a luta dos Espíritos da água e do fogo, Tubal Caim, seu antecessor, apareceu e o convidou a se atirar na massa fervente. Foi, então, levado ao centro da Terra, onde encontrou seu primeiro antecessor, Caim, que lhe deu uma palavra nova e um novo martelo que o tornariam capaz, uma vez que se tornasse proficiente no seu uso, de misturar os elementos antagônicos e extrair deles a Pedra Filosofal, a mais alta aquisição humana possível.

Há nessa história simbólica mais sabedoria do que a que podemos obter em livros que dizem respeito ao desenvolvimento da alma humana. Se o Estudante ler nas entrelinhas e meditar sobre as diversas expressões simbólicas, ganhará muito mais do que podemos dizer, uma vez que a verdadeira sabedoria é gerada interiormente e a missão dos livros é apenas dar um indício.

Desde aqueles dias distantes, os Anjos lunares se encarregaram, principalmente, do aquoso e úmido Corpo Vital, composto dos quatro Éteres e que se relaciona com a propagação e nutrição das espécies, enquanto os Espíritos de Lúcifer se encarregaram, especialmente, do seco e ígneo veículo de desejos. A função do Corpo Vital é a de construir e manter o Corpo Denso, enquanto que a do Corpo de Desejos envolve a destruição dos tecidos. Assim, há uma guerra constante entre os Corpos de Desejos e Vital, e é essa guerra no céu que produz a nossa consciência física na Terra. Durante inumeráveis vidas temos atuado em todos os tipos de climas e de lugares e, de cada vida, extraímos certa quantidade de experiência, reunida e armazenada como força vibratória nos Átomos-sementes de nossos diversos veículos. Por conseguinte, cada um de nós é um construtor, construindo o templo do Espírito imortal sem ruído de martelo; cada um de nós é um Hiram Abiff reunindo material para o desenvolvimento da alma e jogando-o no forno da experiência de nossa própria vida, para ali manipulá-lo mediante o fogo da paixão e do desejo. Devagar, mas seguramente bem feito, todo o material está sendo expurgado em cada existência purgatorial e a quintessência do crescimento da alma está sendo extraída através de muitas vidas. Dessa maneira, cada um de nós está se preparando para a Iniciação – nos preparando, quer o saibamos ou não, a aprender a amalgamar as paixões do fogo com as mais suaves e gentis emoções. O novo martelo, com o qual o mestre trabalhador dirige seus subordinados, é agora uma cruz de sofrimento e a nova palavra é o autocontrole.

PARTE II – OS EFEITOS DA COR DA EMOÇÃO NAS REUNIÕES DAS PESSOAS – O EFEITO ISOLANTE DA PREOCUPAÇÃO

Vejamos agora como o Corpo de Desejos se modifica sob a ação de variados sentimentos, desejos, paixões e emoções, para que possamos aprender a construir, sabiamente e bem, o templo místico que vamos habitar.

Ao estudarmos uma das ciências físicas, seja anatomia ou arquitetura, que tratam de coisas tangíveis, nossa tarefa é facilitada pelo fato de termos palavras com que descrever as coisas de que tratamos, mas ainda assim, o quadro mental que envolve o significado de uma palavra é diferente para cada indivíduo. Ao falar de uma “ponte”, alguém pode mentalizar uma ponte construída em ferro no valor de um milhão de dólares e outra pessoa pensará numa simples prancha atravessando um córrego. A dificuldade que sentimos em produzir impressões adequadas do que queremos dizer, aumenta logo que tentamos exprimir ideias referentes às forças intangíveis da natureza, tal como a eletricidade. Medimos a intensidade da corrente em volts, o volume em ampères e a resistência dos condutores em ohms, porém, na realidade, tais termos servem somente para encobrir a nossa ignorância sobre a matéria. Todos sabemos o que é um quilo de café, porém, os maiores cientistas do mundo não têm uma concepção mais acurada do que sejam os volts, ampères e ohms – sobre os quais tão sabiamente discorrem – do que a de um Estudante de uma escola que escuta esses termos pela primeira vez.

Não nos surpreendemos quando os assuntos suprafísicos são frequentemente descritos em termos vagos e desorientadores, pois não possuímos palavras, em qualquer linguagem física, para descrever claramente esses assuntos, e temos de confessar a nossa impotência e perplexidade por não encontrarmos termos adequados para expressar-nos a respeito deles. Se fosse possível projetar sobre uma tela cinematográfica, os quadros em cores do Corpo de Desejos e mostrar como esse incansável veículo muda de contorno e de cor conforme as emoções, nem assim seria compreensível para aquele que não é capaz de ver essas coisas por si mesmo. Isso porque os veículos de qualquer ser humano diferem dos demais na medida em que respondem a certas emoções. Aquilo que induz alguém a sentir um intenso amor, ódio, raiva, medo ou qualquer outra emoção, pode deixar um outro absolutamente insensível.

Inúmeras vezes, o autor observou as multidões para estabelecer comparações a este respeito, e encontrou sempre algo surpreendentemente novo e diferente do que havia observado antes. Certa ocasião, um demagogo se esforçava em incitar um sindicato de trabalhadores à greve; ele mesmo se achava vivamente exaltado e, ainda que a cor básica laranja escuro fosse perceptível naquele momento, estava quase obscurecida por uma cor escarlate de matiz mais brilhante e o contorno de seu Corpo de Desejos era quase como o de um porco-espinho com as pontas eriçadas. Existia um potente elemento de oposição naquela reunião e, à medida que falava, podia-se distinguir claramente as duas facções pelas cores de suas respectivas auras. Um grupo de homens mostrava o escarlate da raiva, porém, no outro grupo, esta cor estava mesclada com o cinza, a cor do medo. Era também digno de nota o fato de que, ainda que os homens da cor cinza estivessem em maioria, os outros eram ressaltados, porque cada medroso se acreditava sozinho ou pelo menos com poucos defensores e, por conseguinte, temia defender sua própria opinião. Se alguém que pudesse perceber esta condição estivesse presente, e tivesse se dirigido a cada um que manifestava em sua aura os sinais de dissensão, e assegurado que eles eram a maioria, o curso das coisas caminharia em direção oposta. Muitas vezes isso acontece nos assuntos humanos, já que, atualmente, a maioria das pessoas é incapaz de ver além da superfície do Corpo Denso e, desta maneira, perceber a verdadeira condição de pensamentos e de sentimentos dos demais.

Noutra ocasião, o autor foi a uma reunião de revivificação, onde milhares de espectadores estavam presentes para ouvir um orador de reputação nacional. No princípio da reunião era evidente, pelo estado das auras das pessoas, que a maior parte delas tinha vindo com o único propósito de passar alguns momentos agradáveis e ver algo divertido. Os pensamentos, sentimentos e emoções da vida comum de cada um eram plenamente visíveis, se bem que, em alguns, a cor azul escuro revelasse uma atitude de preocupação; era como se tivessem sofrido alguma desilusão na vida e estivessem muito apreensivos. Ao aparecer o orador, deu-se um curioso fenômeno: sabemos que os Corpos de Desejos estão usualmente num estado de movimento constante, porém, naquele momento, toda aquela vasta audiência reteve a respiração em atitude de expectativa, e as cores variadas dos Corpos de Desejos individuais cessaram, e uma cor básica, laranja, foi perfeitamente perceptível, por alguns momentos; logo depois, cada um voltou às suas atividades emocionais anteriores, enquanto o prelúdio estava sendo tocado. Em seguida, começou o cântico de hinos e esse fato revelou o valor e o efeito da música, pois todos se uniram, cantando as mesmas palavras e no mesmo tom, e pareciam ser envolvidos pelas mesmas vibrações rítmicas em seus Corpos de Desejos, tornando-os, momentaneamente, quase um ser único. Um bom número deles estava sentado em atitude céptica, se recusando a cantar e a se unir aos demais. À visão espiritual pareciam como homens de aço, vestindo uma armadura daquela cor, e, de cada um deles, sem exceção, desprendia-se uma vibração que expressava mais do que poderiam dizer por palavras: “Deixem-me em paz, vocês não me comoverão”. Algo interior os havia arrastado até ali, porém sentiam-se mortalmente amedrontados de entregar-se e, por conseguinte, toda a sua aura expressava a cor acinzentada do medo, que é uma armadura da alma contra interferências externas.

Terminado o primeiro canto, a unidade de cor e a vibração desapareceram quase imediatamente e cada um revestiu-se de sua atmosfera habitual de pensamentos e, se nada mais tivesse sido feito, cada pessoa teria voltado à sua vida interior habitual. Porém, o evangelista, ainda que incapaz de ver isso, por experiência sabia que seu auditório ainda não estava preparado, e, por conseguinte, uma sucessão de cânticos se elevaram com acompanhamento de palmas, bater tambores e gesticulações do líder, ajudado por um coral treinado. Isso reuniu outra vez as almas dispersas em um laço de harmonia; gradualmente, as pessoas foram dominadas pelo fervor religioso e se estabeleceu a unidade necessária para o trabalho seguinte. Pela música, pelas palmas do regente e pelo apelo dos cânticos, aquela vasta audiência se havia transformado em uma só. Os homens de aço, os céticos de tom cinzento, que se acreditavam demasiado sábios para serem enganados (quando, em realidade, sua emoção era realmente medo) eram agora uma parte insignificante naquela vasta congregação. Todos os outros estavam afinados, da mesma forma que as diversas cordas de um grande instrumento, e o evangelista que se erguia diante deles era um soberbo artista tocando com as emoções. Incitava-os do riso às lágrimas, do pesar à vergonha. Grandes ondas de cores correspondentes pareciam cobrir toda a assistência em um quadro magnífico e assombroso. Vieram, a seguir, as invocações de costume: “Levantai para receber Jesus”; a solicitação para os “que se lamentam”, etc., e cada um desses chamados extraía de toda a audiência uma resposta emocional determinada, mostrada plenamente nas cores dourada e azul. Seguiram-se mais cânticos, mais palmas e gesticulações que, momentaneamente, trouxeram a unidade e deram àquela assembleia uma experiência parecida com o sentimento de fraternidade universal e a realidade da Paternidade de Deus. As únicas pessoas sobre quem a música não surtiu efeito foram os indivíduos revestidos da armadura azul de aço do medo. Esta cor parece ser impenetrável a qualquer emoção e, ainda que o sentimento experimentado pela grande maioria fosse relativamente fugaz, as pessoas se beneficiaram com a revivificação, excetuando aqueles homens de aço.

Pelo que o autor pôde aprender, a sensação interna do medo de se render à emoção – o medo é saturnino em seus efeitos e irmão gêmeo da preocupação – parece exigir um choque, o qual afastará de seu ambiente aquela pessoa que o experimentar e o transportará para um novo lugar, em novas condições, antes que as antigas condições possam ser dominadas.

A preocupação é uma condição na qual as correntes de desejos não circulam em grandes linhas curvas em alguma parte do Corpo de Desejos, porque o veículo está cheio de redemoinhos – só redemoinhos, em casos extremos. A pessoa assim afetada não se esforça por atuar em coisa alguma; vê calamidades onde não existem e, em vez de gerar correntes que a levem à ação para evitar o que lhe produz medo, alimenta pensamentos inquietantes que produzem um redemoinho em seu Corpo de Desejos e, em consequência, ela nada faz. Essa condição de preocupação no Corpo de Desejos pode ser comparada à água que está próxima do congelamento sob uma temperatura baixa; o medo, que se expressa como ceticismo, cinismo e pessimismo, pode ser comparado a esta mesma água quando já congelada, porque o Corpo de Desejos dessas pessoas está quase sem movimento e nada do que se possa dizer ou fazer terá poder de alterar essa condição. Para usar uma expressão comum que traduz exatamente essa condição, diremos que estão “presos em uma concha” e essa concha saturnina deverá ser rompida antes que se possa chegar a esses indivíduos e ajudá-los em seu deplorável estado.

Essas emoções saturninas de medo e de preocupação são comumente causadas pela apreensão dos que sofrem dificuldades econômicas ou sociais. “Talvez tenha prejuízo nesse investimento que acabo de fazer, pois pode baixar a cotação ou até desvalorizar-se totalmente; posso perder meu emprego e me encontrar subitamente na miséria; tudo o que empreendo parece dar errado; meus vizinhos falam mal de mim e tratam de prejudicar minha posição social; meu marido (ou esposa) não se preocupa mais comigo; meus filhos se mostram displicentes comigo”; e uma centenas de outras sugestões parecidas se apresentam sempre à sua Mente. Ele deveria se lembrar que, cada vez que um desses pensamentos é gerado e introduzido em seu interior, estará ajudando a congelar as correntes de seu Corpo de Desejos e a construir ao seu redor, uma concha de aço de cor azul em que pessoa, que habitualmente alimenta o medo e a preocupação, se encontrará, algum dia, encerrada e isolada do amor, da simpatia e da ajuda de todos. Por conseguinte, devemos nos esforçar por ser alegres, ainda que em circunstâncias adversas, a menos que queiramos correr o risco de permanecer em tristes condições aqui e na vida futura.

“É muito fácil estar contente

Quando a vida flui como uma canção,

Mas o ser humano digno e valente

É aquele que sorri,

Quando tudo é provação”[17].

PARTE III – EFEITOS DA GUERRA SOBRE O CORPO DE DESEJOS – O CORPO VITAL AFETADO PELAS DETONAÇÕES DOS GRANDES CANHÕES

No início da Grande Guerra[18] as emoções na Europa foram se tornando horríveis, primeiro entre os chamados “vivos” e depois entre os que foram mortos – quando despertavam. Esse despertar levava muito tempo devido às detonações dos grandes canhões e, conforme a Guerra corria, mais tempo ainda. Toda a atmosfera dos países envolvidos fervia em correntes de ira e ódio, igual a uma nuvem vermelha-escura que pairasse sobre os seres humanos e sobre a região. Depois, apareceram faixas negras semelhantes a mortalhas, que parecem se gerar sempre em crises de desastres súbitos, quando a razão não trabalha e o desespero domina o coração. Isso, sem dúvida, ocorreu quando os povos envolvidos perceberam que aquela catástrofe era de tal magnitude, que eles não eram capazes de compreender o que estava acontecendo. Os Corpos de Desejos da maioria giravam em alta velocidade, em grandes ondas de pulsações rítmicas que falavam mais alto do que as palavras: “Matar, matar, matar”. Quando dois ou três indivíduos ou uma multidão se encontravam e começavam a discutir sobre a guerra, as pulsações rítmicas, indicando o firme propósito de agir e desafiar, cessavam e os pensamentos e sensações de excitação gerados pela discussão ou conversa tomavam a forma de projeções cônicas, que rapidamente cresciam a uma altura de quinze a vinte centímetros, então, estouravam e emitiam uma língua de fogo. Alguns indivíduos geravam grande número dessas estruturas vulcânicas de uma só vez, outros geravam uma ou duas ao mesmo tempo. Enquanto prosseguia a discussão e quando uma dessas bolhas estourava, aparecia outra em alguma parte do Corpo de Desejos, e as chamas que delas emergiam iam colorir de escarlate a nuvem sobre a região entorno. Quando uma multidão se desagregava ou os amigos se separavam, depois de uma discussão, o borbulhar e as erupções diminuíam e se tornavam menos frequentes, cessando, finalmente, para dar lugar de novo às grandes pulsações rítmicas acima mencionadas.

Essas condições são agora muito raras, se é que são vistas ainda; a ira explosiva para com o inimigo, conforme foi demonstrado, já é uma coisa do passado, pelo menos no que concerne à grande maioria. A cor alaranjada básica da aura dos povos ocidentais é novamente visível, e tanto os oficiais como os seres humanos parecem que se fixaram na guerra como se fosse um jogo; cada um anseia superar o outro e excedê-lo em astúcia. A guerra não é mais do que um canal para a sua habilidade; porém, alguns dos Irmãos Leigos da Ordem Rosacruz creem que a condição de ira voltará a aparecer em uma forma modificada, quando cessarem as hostilidades ativas e começarem as negociações de paz.

A esta forma de emoção podemos chamar de ira abstrata e difere amplamente do que se observa no caso de duas pessoas que se enraivecem entre si, na vida privada, quer comecem a brigar fisicamente ou não. Vistas do lado oculto da natureza, há hostilidades antes que os golpes sejam desferidos. Formas de desejos, em formatos de adagas pontudas, se projetam umas contra as outras como lanças, até que a fúria que as gerou se esgote. Nos casos de ira envolvendo o patriotismo não existem um inimigo pessoal e, por conseguinte, as formas de desejos são mais bruscas e explodem sem abandonar o indivíduo que as gerou.

Os “homens de aço”, tão comuns na vida privada, onde a preocupação por mil e uma coisas, que nunca ocorrem, cristalizam uma armadura ao seu redor, permitindo que o velho Saturno os aprisione, estavam e estão totalmente ausentes. No entanto, o autor crê na hipótese de que a tensão de seu meio-ambiente os forçou a se alistarem e o choque deve ter rompido a concha; então, a familiaridade com o perigo chegou a agradá-los. É certo que essas pessoas se beneficiaram grandemente com a guerra, pois nenhum estado é tão obstrutor para o desenvolvimento da alma do que o medo e a preocupação constante. É um fato igualmente notável que, embora os seres humanos arrastados pela guerra sofram pavorosas privações, a maior parte deles está cultivando um matiz azul celeste pálido que significa esperança, otimismo e um nascente sentimento religioso, dando um toque altruísta ao caráter. Isso vem indicar que aquele sentimento de fraternidade universal, que não reconhece distinção de credo, cor ou nação, está crescendo no coração humano.

No começo da guerra, os Corpos de Desejos dos combatentes giravam a uma espantosa velocidade, e se notava que, enquanto as pessoas que morriam por enfermidade, velhice ou acidentes comuns recobravam sua consciência em curto lapso de tempo, variando de poucos minutos a alguns dias, os mortos na guerra permaneciam na inconsciência por várias semanas e, ainda que pareça estranho, os que foram estraçalhados despertavam muito mais depressa do que os milhares que sofreram somente ferimentos insignificantes. Esse enigma não foi decifrado por muitos meses. Antes de estudarmos as causas que motivavam esse fenômeno, devemos nos recordar que nos primeiros tempos de guerra, quando as pessoas que morriam cheias de ira e despertavam nos Mundos invisíveis, queriam reiniciar suas pelejas com o inimigo, e até que o grande trabalho educativo iniciado pelos Irmãos Maiores e seus Auxiliares Invisíveis produzisse frutos, essas pessoas peregrinavam errantes pelo espaço com seus corpos mutilados e cheios de amargura, sentindo a falta dos seres queridos deixados para trás. Agora, tais acontecimentos são extremamente raros e prontamente solucionados, pois todos aprenderam que o pensamento criará um novo braço, membro ou rosto; o ódio patriótico desapareceu e os “inimigos” que sabem falar a língua do outro, frequentemente, se confraternizam, com proveito para ambos. A nuvem vermelha de ódio está desaparecendo, o véu negro do desespero acabou; não há explosões vulcânicas de paixão, nem nos vivos nem nos mortos, e, até onde o autor pôde ler os sinais dos tempos na aura das nações, existe um propósito determinado por fim a esse jogo. Mesmo nos lares despojados de vários membros, isso parece ser aceito. Existe uma saudade profunda pelos amigos que foram para o além, mas não há ódio pelos inimigos terrenos. Essa saudade é compartilhada pelos amigos invisíveis, e muitos estão atravessando o véu, pois a intensidade de sua saudade desperta no “morto” o poder de se manifestar, atraindo uma quantidade de Éter e gás que, frequentemente, é extraída do Corpo Vital de um amigo “sensitivo”, da mesma maneira que os Espíritos materializantes usam o Corpo Vital de um médium em transe. Deste modo, os olhos cegos pelas lágrimas são, muitas vezes, abertos por um coração saudoso, de maneira que os seres queridos, agora no Mundo espiritual, são vistos novamente face a face, coração a coração. Este é um método da natureza para cultivar o sexto sentido que, futuramente, capacitará todos a saber que o ser humano é um Espírito imortal e que a continuidade da vida é um fato na natureza.

Para compreender a lentidão com que os mortos durante a guerra recobravam a consciência no Mundo espiritual, devemos antes de tudo empreender um estudo mais apurado dos quatro Éteres, como descrito no “Conceito Rosacruz do Cosmos”.

Os átomos dos Éteres Químico e de Vida, reunidos em torno do núcleo do Átomo-semente[19], situado no Plexo Celíaco, têm a forma de prismas. Todos estão situados de tal maneira que, quando a energia solar penetra em nosso Corpo, através do baço, o raio refratado é vermelho. Essa é a cor do aspecto criador da Trindade, chamado Jeová, o Espírito Santo, que rege a Lua, o Astro da fecundação. Por conseguinte, o fluido vital que vem do Sol e que penetra no corpo humano por meio do baço, toma a cor rosa pálida, frequentemente notado pelos videntes, quando o fluído corre ao longo dos nervos, como a eletricidade corre pelos fios de um sistema elétrico. Assim carregados, os Éteres Químico e de Vida são as avenidas da assimilação, que preservam o indivíduo, e da fecundação, que perpetuam a raça.

Durante a vida, cada átomo vital prismático penetra em um átomo físico e o faz vibrar. Para se ter uma ideia dessa combinação, imaginemos um cesto de arame em forma de pera, cujas paredes de arame torcido em espiral correm obliquamente de polo a polo. Esse é o átomo físico; sua forma é aproximadamente a da nossa Terra; e o átomo vital prismático se introduz por cima, o qual é a parte mais larga e corresponde ao polo norte da Terra. Desta maneira, a ponta do prisma penetra no átomo físico pelo seu ponto mais estreito, que corresponde ao polo Sul de nossa Terra, e o todo se parece a um pião girando, balançando e vibrando. Desse modo, nosso Corpo adquire vida e é capaz de se movimentar (É conveniente notar que nossa Terra é, de modo semelhante, permeada por um corpo cósmico de Éter, e que aquelas manifestações a que chamamos Aurora Boreal e Aurora Austral são correntes etéricas circundando a Terra, do polo ao Equador, como fazem as correntes dos átomos físicos).

Os Éteres de Luz e Refletor são avenidas de consciência e de memória. São um pouco atenuados nos indivíduos comuns e ainda não tomaram uma forma definida; interpenetram o átomo como o ar interpenetra uma esponja, e formam uma ligeira atmosfera áurica no exterior de cada átomo.

Com a morte acontece uma separação; o Átomo-semente[20] se retira do ápice do coração ao longo do nervo saturnino pneumogástrico, através dos ventrículos, saindo pelo crânio (Gólgota). Todos átomos do Corpo Vital ficam libertos da cruz do Corpo Denso, pelo mesmo movimento em espiral que desprende cada átomo prismático de Éter do seu envoltório físico.

Esse processo se verifica com maior ou menor violência, conforme a causa da morte. Uma pessoa de idade, cuja vitalidade declinou lentamente, pode dormir e, ao despertar se achar do outro lado do véu sem a menor consciência de como ocorreu a mudança; uma pessoa devota e religiosa, que se preparou pela oração e meditação para ingressar no além, poderá se desligar facilmente; aqueles que morrem de frio encontram o que o autor acredita ser a mais fácil das mortes por acidente, seguindo-se à do afogado.

Porém, quando um indivíduo é jovem e saudável, especialmente se inclinado ao ateísmo e irreligiosidade, o átomo etérico prismático se acha tão estreitamente envolvido pelo átomo físico, que requer um puxão considerável para se separar do Corpo Vital. Quando a separação do Corpo Denso dos veículos superiores foi efetuada e o indivíduo morre, como dissemos, os Éteres de Luz e Refletor são separados dos átomos prismáticos. É essa matéria, como se descreve no “Conceito”, que molda as imagens da vida passada e as grava no Corpo de Desejos, o qual, então, começa a sentir tudo que havia de dor ou prazer na vida. A parte do Corpo Vital composta de átomos prismáticos dos Éteres Químico e de Vida retorna ao Corpo Denso, flutuando sobre a sepultura e se desintegrando sincronicamente com ele.

Agora chegamos ao âmago da nossa explanação. O Éter é matéria física e enquanto os que morreram por armas menores em combates de menor importância podem, algumas vezes, serem vistos perambulando, aturdidos, mas conscientes, as aterradoras detonações dos grandes canhões, tão extensamente usados, têm o efeito de transformar inteiramente os átomos etéricos prismáticos e destroçar (não esparramar) o invólucro áurico dos Éteres de Luz e Refletor, que são a base do sentido da percepção e da memória. Até que isto seja explicado dentro da sua relatividade original, o ser humano permanece aturdido, numa condição comatosa que perdura, muitas vezes, por semanas. Sob tais condições, essa matéria sutil etérica não pode ser utilizada para a formação das imagens da vida passada – em sua grande parte está congelada.

PARTE IV – A NATUREZA DOS ÁTOMOS ETÉRICOS – A NECESSIDADE DA ESTABILIDADE

Quando o Ego caminha para o renascimento através da Região do Pensamento Concreto, do Mundo do Desejo e da Região Etérica, toma certa quantidade de material de cada uma delas. A qualidade desse material é determinada pelo Átomo-semente, baseado no princípio de que o “semelhante atrai o semelhante”. A quantidade depende do volume da matéria necessária pelo arquétipo construído por nós mesmos no Segundo Céu. Os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica utilizando a quantidade de átomos etéricos prismáticos apropriados por um determinado Espírito, que, então, é colocada no útero da mãe e, gradualmente, envolvida de matéria física, formando o Corpo visível da criança recém-nascida.

Somente uma pequena porção de Éter apropriado para um determinado Ego é assim utilizada, e o restante do Corpo Vital da criança, ou melhor dizendo, o material com o qual este veículo será posteriormente feito, fica fora do Corpo Denso. Por esta razão, o Corpo Vital de uma criança sobressai da periferia do Corpo Denso muito mais do que o do adulto. Durante o período do crescimento, essa reserva de átomos etéricos é aplicada para vitalizar os acréscimos dentro do Corpo, até que, quando for atingida a idade adulta, o Corpo Vital sobressai somente 2,5 a 4 centímetros da periferia do Corpo Denso.

A ciência física confirmou que os átomos em nosso Corpo Denso estão mudando constantemente, de maneira que todo o material que compõe nosso veículo no presente desaparecerá dentro de poucos anos; contudo, é um fato conhecido que as cicatrizes e outras manchas de nascença se mantêm da infância à velhice. A razão disso é que os átomos etéricos prismáticos, que compõem nosso Corpo Vital, permanecem imutáveis do berço ao túmulo. Estão sempre na mesma posição relativa – isto é, os átomos etéricos prismáticos que fazem vibrar os átomos físicos nos dedos dos pés ou das mãos nunca chegam às mãos, às pernas ou a qualquer outra parte do Corpo, pois permanecem exatamente no mesmo lugar em que foram colocados a princípio. Uma lesão nos átomos físicos implica numa impressão idêntica nos átomos etéricos prismáticos. A nova matéria física, modelada sobre eles, continua a tomar forma e textura semelhantes à que possuíam originalmente.

As observações precedentes se aplicam somente aos átomos etéricos prismáticos, que correspondem aos sólidos e aos líquidos no Mundo Físico, pelo fato de adotarem uma certa forma definida que eles preservam. Além disso, cada ser humano nesse estado de evolução possui também determinada quantidade de Éteres de Luz e Refletor, que são os veículos dos sentidos da percepção e da memória, mesclados em seu Corpo Vital. Podemos dizer que o Éter de Luz corresponde aos gases de nosso Mundo Físico; talvez a melhor descrição que podemos fazer do Éter Refletor é lhe dar o nome de hiper-etérico. É uma substância vazia, de cor azulada, semelhante em aparência ao núcleo azul de uma chama de gás. Parece transparente, como se revelasse tudo o que contém dentro dele, entretanto, esconde todos os segredos da natureza e da humanidade. Nele está contido um registro da Memória da Natureza. Os Éteres de Luz e Refletor são de natureza exatamente opostas aos estacionários átomos etéricos prismáticos. São voláteis e migratórios. Uma pessoa pode possuir pouco ou muito desse material, no entanto, ele constituirá sempre um fator de crescimento, como resultado de suas experiências na vida. Dentro do Corpo se mistura com a corrente sanguínea e, à medida que cresce por meio do serviço e do sacrifício da pessoa na escola da vida, e já não pode quase ser contido no Corpo, é visto do lado de fora como um Corpo-Alma azul e dourado. O azul revela o tipo mais elevado de espiritualidade e, por conseguinte, é o menor em volume e pode ser comparado ao núcleo azul de uma chama de gás, enquanto que a matiz dourada forma a maior parte e corresponde à luz amarela que circunda o núcleo da chama de gás. A cor azul não aparece no exterior do Corpo Denso, salvo nos casos dos maiores santos – somente o amarelo é geralmente observado nele. Com a morte essa parte do Corpo Vital é gravada no Corpo de Desejos com o panorama da vida que ela contém. A quintessência de toda a nossa experiência de vida se imprime, então, no Átomo-semente como consciência ou virtude, que nos levará a evitar o mal e a fazer o bem na próxima vida terrestre. É assim que se altera a qualidade do Átomo-semente de uma vida a outra. A quintessência do bem, extraída da parte migratória do Corpo Vital numa vida, determina a qualidade dos átomos etéricos prismáticos estacionários na próxima vida terrestre. O mais elevado em uma vida será o mais baixo na seguinte e, assim, gradualmente, nós nos elevamos pela escada da evolução até a divindade.

Do que foi dito, se torna evidente que o Corpo Vital é um veículo de hábitos; todos os pais deveriam saber que durante os sete primeiros anos da infância, quando esse veículo está sendo gestado, é que as crianças adquirem um hábito atrás do outro. A repetição é a nota-chave do Corpo Vital, assim como os hábitos dependem dessa repetição. Isto é diferente em relação ao Corpo de Desejos, pois ele é o veículo dos sentimentos e das emoções que estão variando constantemente; mesmo que se diga que o Éter que forma nosso Corpo-Alma está em constante movimento e se mistura com a corrente sanguínea, esse movimento é relativamente lento comparado com a rapidez das correntes do Corpo de Desejos; podemos até afirmar que o Éter se move como um caracol, comparado com a luz.

O que dissemos anteriormente pode ser assim resumido:

  • A matéria de desejos se move com rapidez inconcebível, comparável somente com a luz.
  • Os dois Éteres superiores viajam também com grande velocidade, embora mais lentamente do que a matéria de desejos.
  • Os átomos etéricos prismáticos que entram na composição dos Éteres inferiores são estacionários, mas possuem um alto grau de movimento vibratório.
  • Os átomos densos permanecem tão estacionários como o cristal na rocha.

Não importa o que as pessoas falem de nós ou para nós; suas palavras carecem de poder intrínseco para ferir – é nossa própria atitude mental com relação ao que elas disseram que determina o efeito de suas palavras sobre nós, para o bem ou para o mal. São Paulo, ao se defrontar com a perseguição e calúnia, afirmou que “nenhuma destas coisas me comove”. Todos que esperam avançar espiritualmente, devem cultivar um estado de equilíbrio, pois, sem ele, o Corpo de Desejos correrá desenfreado ou se congelará, conforme a natureza das emoções geradas pelas relações com os demais, seja preocupação, raiva ou medo. Sabemos que o Corpo Denso é o nosso veículo de ação, que o Corpo Vital dá a ele o poder para agir, que o Corpo de Desejos fornece o incentivo para a ação e que a Mente foi dada como um freio para os impulsos. Aprendemos no Livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos” que os pensamentos-forma, dentro e fora do nosso Corpo, estão sendo projetados continuamente sobre o Corpo de Desejos, em um esforço para despertar o sentimento que conduzirá à ação, e que a razão deve reger a natureza inferior, deixando que o Ego superior alcance a expressão de suas tendências divinas. Sabemos igualmente que um pensamento habitual tem o poder de modelar inclusive a matéria física, pois a natureza do sensualista é tão facilmente perceptível em seus aspectos vulgares e grosseiros, como são delicados e finos os de uma Mente espiritualizada. O poder do pensamento é ainda maior em sua potência para modelar as vestimentas mais sutis. Acabamos de ver como os pensamentos de medo e preocupação congelam o Corpo de Desejos da pessoa que seja indulgente com esse hábito, e é igualmente certo que cultivando um estado mental otimista, sob qualquer circunstância, podemos sintonizar nossos Corpos de Desejos a qualquer posição que quisermos. Depois de um tempo isto se tornará um hábito. Admitimos que é difícil sujeitar o Corpo de Desejos sob uma linha definida, porém, pode ser conseguido e essa tentativa deve ser feita por todos os que aspirem o avanço espiritual.

Quanto ao efeito dessa polarização, sob o ponto de vista oculto, podemos aprender muito sobre certos costumes das chamadas sociedades secretas. Como sabemos, tais organizações colocam sempre à porta um guardião com instruções para proibir a entrada daquele que não saiba a palavra-passe e os sinais, e isto surte muito bom efeito até com as pessoas que funcionam unicamente em seus Corpos físicos. No entanto, os chamados segredos dessas organizações não são, em hipótese alguma, segredos para aqueles que são capazes de entrar nesses lugares de reunião em seus Corpos Vitais. De forma muito diversa ocorre numa verdadeira ordem esotérica como, por exemplo, a dos Rosacruzes. Nenhum guardião impede a entrada ao Templo quando é celebrada a Missa Mística da Meia-noite, todas as noites da semana. A porta está escancarada para todos aqueles que aprenderam a pronunciar o “abre-te-sésamo”. Porém, esta não é uma senha falada; o Iniciado que deseja comparecer deve saber como sintonizar seu Corpo-Alma ao grau de vibração particular mantido naquela noite. No entanto, essa vibração difere todas as noites da semana, de maneira que aqueles que aprenderam a se harmonizar com a vibração mantida aos sábados à noite, quando se reúne o primeiro grau, tem sua entrada efetivamente barrada ao Templo quando se reúnem aqueles que executam seu trabalho aos domingos, na segunda-feira, na terça-feira etc., como qualquer outra pessoa comum.

A lei cósmica, sob a qual atua o que foi dito, tem também sua aplicação para o controle e efeito de nossos pensamentos, sentimentos e emoções. Bem disse São Paulo quando manifestou que nós somos o templo do Deus vivo (nosso “Eu Superior”). Também criamos uma aura sutil em torno de nós sob a salvaguarda das Divinas Hierarquias que regem os sete Astros: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno e Júpiter. O Universo, ou o grande mundo, é chamado misticamente a lira de sete cordas de Apolo. Nosso organismo individual, ou microcosmo, é uma réplica ou imagem de Deus, e devemos despertar em nós um eco dessa música das esferas. Muitos de nós aprendemos a responder bastante às vibrações saturninas de pesar, tristeza, medo e preocupação que congelam nossos Corpos de Desejos e seria um benefício duradouro se tratássemos de cultivar as vibrações espirituais do Sol, enchendo nossas vidas de otimismo e de luz solar que dissipariam a tristeza e o desalento saturninos, impedindo que tais pensamentos penetrassem em nossa aura no futuro.

A primeira necessidade para o adiantamento é o estado de equilíbrio. Todos os que aspiram devem adotar o lema de São Paulo: “Nenhuma dessas coisas me comove”.

PARTE V – OS EFEITOS DO REMORSO OS PERIGOS DO EXCESSO DE BANHOS

Como existem muitos Estudantes Rosacruzes que praticam os exercícios aconselhados pelos Irmãos Maiores para o desenvolvimento progressivo da alma, mas que ainda não se sentiram inclinados a penetrar no Caminho, nos parece conveniente considerar o efeito oculto das emoções geradas por esses exercícios.

No exercício de Retrospecção quando o Aspirante à vida superior revê os acontecimentos do dia em ordem inversa e chega a um incidente no qual injuriou alguém, deixou de ajudar outro ou não se comportou como crê ser o ideal de conduta, ele aprende a cultivar um intenso remorso pelo que fez de mal, com o objetivo de erradicar esse registro do Átomo-semente do coração, onde ficou impresso aquele ato e onde permanecerá até ser apagado pelo sofrimento no Purgatório, a menos que, previamente, tenha sido eliminado por outros meios, sendo um desses meios esse exercício de Retrospecção.

No Purgatório, o processo de purificação é efetuado pela força centrífuga da repulsão que arrasta e destroça a matéria de desejos, na qual o quadro é formado por cima de sua matriz de Éter, fora do Corpo de Desejos. Nessa ocasião, a alma sofre como fez sofrer os outros, por causa da condição própria das regiões inferiores do Mundo do Desejo, onde está localizado o Purgatório. Alguns videntes, incapazes de contatar as regiões superiores, falam do Mundo do Desejo como ilusório, e estão certos no tocante às regiões inferiores, porque ali todas as coisas aparecem invertidas como nós as vemos em um espelho. Essa particularidade não foi feita sem propósito – nada no Reino de Deus o é; todas as coisas servem a um fim sábio. Essa inversão coloca a alma daquele que errou na posição de sua vítima, de maneira que, quando se desenrola na tela uma cena da sua vida passada, em que fez mal a alguém, a alma não permanece apenas como simples espectadora contemplando a cena representada, mas se torna, naquele momento, a vítima do erro, sentindo a dor do injuriado, já que a força centrífuga de repulsão exercida para destruir o quadro do Corpo de Desejos do pecador, deve, ao menos, igualar ao ódio e à raiva da vítima que imprimiu a cena sobre o Átomo-semente no momento da ocorrência.

Durante a Retrospecção, o Aspirante se esforça por reproduzir essas condições; experimenta visualizar as cenas em que fez algo de errado, e o remorso que procura sentir deve, pelo menos, se igualar ao ressentimento sofrido por aquele que prejudicou. Produz-se, então, o mesmo efeito do apagar o registro da ofensa, como o faz a força centrífuga de repulsão que efetua a erradicação do mal no Purgatório, com o propósito de extrair dali a qualidade de alma que conhecemos com o nome de Consciência, e que age como um dissuasivo na hora da tentação. Assim usada, a emoção do remorso limpa profundamente e purifica o Corpo de Desejos das ervas daninhas e do joio, deixando livre o terreno e favorecendo o desenvolvimento de todas as virtudes que florescem no avanço espiritual e oferecem as maiores oportunidades para o serviço na vinha do Senhor.

Contudo, assim como a força latente da pólvora e substâncias explosivas similares podem ser utilizadas para impulsionar os maiores objetivos da civilização ou para levar a efeito os piores atos de barbarismo, também a emoção do remorso pode ser utilizada de tal maneira que passa a ser um obstáculo e um prejuízo para a alma, em vez de constituir um auxílio. Quando nos entregamos ao remorso diariamente e de hora em hora, estamos desperdiçando um poder imenso que pode ser utilizado para os mais nobres objetivos da vida, já que uma constante mania de se lastimar afeta o Corpo de Desejos, em uma maneira similar à que causam os banhos excessivos no Corpo Denso, como já descrevemos em “Vício de Excessiva Limpeza”, um artigo publicado em nossa revista “Rays from the Rose Cross”. Afirmou-se nesse artigo que a água tem grande afinidade com o Éter, absorvendo-o avidamente como se demonstrou em vários exemplos; afirmou-se também que ao tomar um banho em condições normais, expulsamos boa quantidade de Éteres venenosos e miasmáticos de nosso Corpo Vital, desde que permaneçamos na água por pouco tempo. Depois de um banho, o Corpo Vital enfraquece ligeiramente e, por conseguinte, sentimos uma sensação de fraqueza, mas, se gozamos de boa saúde e não permanecemos demasiado tempo na água, aquela deficiência se modifica imediatamente em uma corrente de força que flui para o nosso Corpo por meio do baço. Quando esse influxo de Éter fresco tiver substituído a substância prejudicial levada pela água, sentimos novo vigor que atribuímos ao banho, sem nos darmos conta dos fatos como são detalhados aqui.

Entretanto, quando uma pessoa que não goze de perfeita saúde e adquire o hábito de se banhar todos os dias, inclusive duas ou três vezes por dia, extrai de seu Corpo Vital um excesso de Éter. A provisão que entra pelo baço diminui igualmente pela falta de tonificação do Átomo-semente colocado no plexo solar e pelo enfraquecimento do Corpo Vital. Dessa maneira, é impossível a tal pessoa se recuperar entre tão repetidas abluções e, em consequência, a saúde do Corpo Denso sofre; perde continuamente as forças e se predispõe a ser um inválido.

“Como é em cima assim é em baixo, e como é em baixo assim é em cima”, diz o aforismo hermético, explicando a grande lei da analogia que é a chave mestra de todos os mistérios. Ao utilizar a força centrífuga do remorso, durante o exercício noturno de Retrospecção, para erradicar de nossos corações as faltas cometidas, o efeito é semelhante à ação da água que remove o venenoso Éter miasmático de nossos Corpos Vitais durante o banho, deixando lugar para um influxo de Éter puro e saudável. Depois de queimarmos os erros cometidos no sacrifício do fogo do remorso, a substância tóxica assim extirpada deixa lugar para um influxo de matéria de desejos, que moralmente é mais saudável, e deixa terreno mais propício para praticarmos as ações nobres. Quanto mais exaustivamente nos purguemos pelo remorso, tanto maior será o vazio produzido e melhor será o grau de material novo que atrairemos para os nossos veículos mais sutis.

Contudo, por outro lado, se nos entregarmos ao remorso e aos pesares durante as horas de vigília, como fazem alguns, excederemos o nosso Purgatório e, ainda que esse tempo seja dedicado à extirpação do mal, a consciência de cada quadro volta, e este já foi extirpado pela força de repulsão. Aqui, devido a conexão entre os Corpos de Desejos e Vital, podemos reviver o quadro mentalmente tantas vezes quanto o desejarmos e, enquanto o Corpo de Desejos se dissolve gradualmente no Purgatório pela expurgação do panorama da vida, uma porção determinada é acrescida durante a existência no Mundo Físico para substituir a que se expulsou por meio do remorso. Quando nos entregamos ao remorso e ao pesar excessivos, se produz o mesmo efeito sobre o Corpo de Desejos que o banho excessivo sobre o Corpo Vital. Ambos os veículos ficam destituídos de força devido a excessiva limpeza profunda e, por esta razão, é tão perigoso para a saúde moral e espiritual se entregar, indiscriminadamente, aos sentimentos de pesar e remorso, como é fatal ao bem-estar físico o se banhar demasiado. O discernimento deve imperar em ambos os casos. 

Quando nós praticamos o exercício de Retrospecção, devemos nos entregar ao sentimento de pesar e remorso com toda a nossa alma; devemos procurar verter lágrimas de fogo que queimem até o mais íntimo de nosso ser; devemos fazer o processo purificador da maneira mais profunda e completa possível, com o objetivo de poder crescer em graça até ao máximo possível. Porém, uma vez terminado o exercício, devemos fazer o mesmo que se faz no Purgatório – considerar os incidentes do dia liquidados e esquecê-los completamente, salvo em casos que necessitem restituição, desculpas ou atos subsequentes que a consciência nos aponte. Resgatada assim a dívida, nossa atitude deve ser de um inquebrantável otimismo. “Ainda que vossos pecados sejam escarlates, tornar-se-ão tão brancos como a neve[21]. “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?[22]. Por aquela atitude morremos diariamente para a vida passada, para renascer a cada dia para caminhar em uma nova vida espiritual, já que nossos Corpos de Desejos são assim renovados e preparados para servir a um fim mais elevado na vida, do que o do dia anterior.

E porquanto nós discutimos sobre o pesar e o remorso aplicados ao problema do crescimento da alma, com seu efeito sobre os nossos Corpos sutis, podemos, vantajosamente, também mencionar o efeito do pesar voltado para outras direções. Há pessoas que vivem com o pesar como um companheiro agradável, levam-no para a cama a noite e despertam com ele pela manhã; levam-no ao trabalho, às compras ou à igreja; sentam-se com ele à mesa e tratam-no com cuidado como se fosse a coisa mais preciosa que possuíssem, e deixariam até de viver, mas não de manifestar seu pesar por essa, aquela ou outra coisa.

Como um vampiro que suga o Éter do Corpo Vital de sua vítima e se alimenta dele, os pensamentos perpétuos de pesar e de remorso, concernentes a determinados fatos, se tornam um elemental de desejo que age como um vampiro e extrai a vida da pobre alma a quem deu forma, e, em virtude da atração do semelhante pelo semelhante, alimenta a continuidade desse mórbido hábito de pesar.

Não será com nossos remorsos que ajudaremos os seres queridos que partiram dessa vida e, embora pensemos que os ajudamos com nossa fidelidade, na verdade, estamos prejudicando-os. Eles abandonaram a esfera atual de experiência e seguem adiante para outros reinos, onde existem outras lições a aprender, e nós os detemos em seu caminho com nossos pensamentos, porque eles nos sentem mais profundamente depois que passaram para o além, e nós temos que considerar um dever lhes dirigir pensamentos de carinho e amor, em lugar do pesar egoísta que os prejudica tanto quanto a nós. O pesar é destrutivo para o desenvolvimento espiritual, porque, enquanto o assim criado pensamento elemental permanece agarrado a nós como um vampiro, não podemos nos elevar pelo escarpado caminho.

Repugnantes como o abutre, que se alimenta de restos decompostos e hediondos dos mortos, são os vãos remorsos que vivem na mórbida contemplação do passado e de seus erros. É nosso dever expulsá-los de nosso ambiente mental como expulsaríamos de nosso lar o primeiro abutre que nele tentasse penetrar.

Ao invés disso, cultivemos sempre e em tudo, uma atitude de otimismo, pois todas as coisas trabalham juntas para o bem – Deus está no leme e nada pode sair realmente errado, e tudo sairá certo, dentro do tempo de Deus.

A ORAÇÃO: UMA INVOCAÇÃO MÁGICA

PARTE I – A NATUREZA DA ORAÇÃO E A PREPARAÇÃO PARA A ORAR

O assunto Oração deve merecer uma profunda atenção e estudo por todos aqueles que aspiram à espiritualidade, e confiamos que as explicações que se seguem possam ajudar nossos estudantes em seus esforços neste sentido.

Há uma só força no Universo, nomeada o Poder de Deus, que Ele enviou através do espaço em forma de uma Palavra; não uma simples palavra, mas o fiat criador, cuja vibração sonora amalgamou milhões de átomos caóticos em uma infinidade de figuras e de formas, desde a estrela do mar à estrela do firmamento, do micróbio ao ser humano, tudo o que constitui e habita o Universo. À medida que as sílabas e os sons dessa Palavra Criadora foram sendo emitidos, uns após outros no transcurso dos tempos, espécies foram sendo criadas e as mais antigas desenvolvidas, tudo de acordo com o pensamento e o plano concebido pela Mente Divina, antes que a força dinâmica da energia criadora fosse enviada para fora, para o abismo do espaço.

Isso, então, é a única fonte de poder na qual real, verdadeira e literalmente vivemos, nos movemos e temos o nosso ser, tão certo como os peixes vivem na água. Não podemos escapar ou nos afastar de Deus, do mesmo modo que o peixe não pode viver e nadar na terra seca. Não era um mero sentimento poético quando o salmista disse: “Para onde ir, longe do teu sopro? Para onde fugir, longe da tua presença? Se subo aos céus, tu lá estás; se me deito no túmulo, aí te encontro. Se tomo as asas da alvorada para habitar nos limites do mar, mesmo lá é tua mão que me conduz, e tua mão direita me sustenta.”[23].

Deus é Luz, e nem mesmo o mais potente telescópio moderno, que pode alcançar milhões de quilômetros no espaço, conseguiu descobrir os limites da luz. Contudo, nós sabemos que, se não tivéssemos olhos para perceber a luz e ouvidos que registrassem as vibrações do som, caminharíamos pela Terra em eterna escuridão e silêncio; similarmente, para perceber a Luz Divina, que sozinha pode iluminar nossa escuridão espiritual, e para ouvir a voz do silêncio, que é a única voz que poderá nos guiar, devemos cultivar nossa visão e audição espirituais; e a oração, a verdadeira oração científica, é um dos métodos mais poderosos e eficazes para encontrar graça diante de nosso Pai, e receber a imersão na luz espiritual, que transforma alquimicamente o pecador em santo e o envolve com o Dourado Manto Nupcial de Luz, o luminoso Corpo-Alma.

Preparação para a Oração – Ora et Labora

Devemos estar cientes de que a oração por si só não pode efetuar essa transformação. A menos que nossa vida inteira, tanto despertos como em sono, seja uma oração para a iluminação e santificação, nossas preces jamais penetrarão na Divina Presença, e nem trarão até nós um batismo do Seu Poder. “Ora et labora” – ora e trabalha – é um preceito oculto a que todos os aspirantes devem obedecer ou terão sucesso muito pequeno. Nesse sentido, uma antiga lenda de São Francisco de Assis confirmará o que dissemos. Ela demonstra a luz derramada sobre alguém cuja vida foi inteiramente consagrada ao serviço de Deus.

Um dia, São Francisco se aproximou de um jovem monge no mosteiro, com o convite: “Vem, irmão, vamos à cidade e a pregar ao povo”. O jovem monge aceitou o convite com entusiasmo, radiante com a perspectiva de um passeio com o santo padre, pois sabia que fonte de elevação espiritual isto seria. Caminharam para a vila, subindo e descendo por várias ruas e praças, absorvidos o tempo todo em uma interessante conversa espiritual, e finalmente regressaram ao mosteiro. Só então o jovem monge percebeu que haviam estado tão profundamente absorvidos na conversa que esqueceram por completo o objetivo de sua ida à vila. Delicadamente lembrou a omissão a São Francisco, ao que esse respondeu:  “Filho, enquanto estávamos caminhando pelas ruas da vila, as pessoas nos observavam, ouvindo trechos da nossa conversa e constatando que falávamos do Amor de Deus e de Seu Filho querido, nosso Salvador; eles notaram nossas carinhosas saudações e as palavras de ânimo e de consolo aos aflitos que encontrávamos, e até o nosso traje lhes falava a linguagem e o chamado à religião; assim, estivemos pregando durante todo o tempo de nossa presença entre eles, de um modo mais efetivo do que se lhes tivéssemos discursado horas e horas em praça pública”. São Francisco não tinha outro pensamento senão Deus e fazer o bem em Seu nome, portanto, estava em grande harmonia com a vibração divina, e não nos devemos surpreender que quando ele fazia suas orações regulares se tornava um poderoso ímã para a Vida e Luz divinas, que se difundiam por todo o seu ser.

Nós que estamos empenhados no trabalho secular do mundo e forçados a fazer coisas que nos parecem mesquinhas, muitas vezes sentimos que estamos afastados e impedidos de sentir a Luz Divina; porém, se “fizermos todas as coisas como se fossem para o Senhor” e “formos fiéis nas coisas pequenas” veremos que, com o tempo, se apresentarão oportunidades como jamais havíamos sonhado. Assim como a agulha magnética, momentaneamente afastada do Norte por uma pressão externa, volta instantaneamente e ansiosamente à sua posição natural quando se liberta da pressão, também nós devemos cultivar tal anseio por nosso Pai, que fará com que nossos pensamentos se voltem imediatamente para Ele ao terminarmos nosso trabalho diário no mundo e ficarmos livres para agir segundo nossa própria inclinação. Devemos cultivar um sentimento similar ao que anima os jovens enamorados quando, depois de uma ausência, voltam a se encontrar e correm para se abraçarem em um êxtase de felicidade. Essa é uma preparação absolutamente essencial para a oração e, se voarmos em direção ao nosso Pai da maneira indicada, a Luz de Sua presença e a doçura de Sua voz nos ensinarão e nos animarão muito além de nossas mais ardentes esperanças.

O próximo ponto que requer consideração se refere ao lugar da oração, e isso é de vital importância por uma razão geralmente desconhecida, até mesmo pelos estudantes de ocultismo. Toda oração, quer falada ou não, todo canto de louvor e toda leitura das passagens da Sagrada Escritura que ensinam ou exortam, se são feitas por um leitor cuidadosamente preparado, que ama e vive o que lê, derrama e difunde a graça do Espírito tanto sobre aquele que ora, quanto sobre o lugar da oração. Desse modo, com o tempo, se constrói uma igreja invisível em torno da estrutura física, a qual, no caso de uma congregação de devotos se torna tão bela que transcende toda imaginação e dispensa descrição. O personagem Manson no livro “Servente da Casa”[24] nos dá um sutil vislumbre do que é isso, quando ele diz ao velho Bispo:

“Eu receio que você não considere esse templo de grande importância. Ele deve ser visto de certo modo e sob determinadas condições. Algumas pessoas nunca o veem na sua totalidade. Você deve compreender que ele não é um monte de pedras mortas e vigas insignificantes, mas é uma Coisa Vivente. Quando você entra nele, ouve um som, um som como o de um vigoroso poema cantado. Escute-o bem, e você aprenderá que esse som é feito pelo palpitar de corações humanos, de música não nominadas das almas dos seres humanos, isto é, se você tem ouvidos para ouvir. Se você tem olhos, logo verá o próprio templo, um enorme mistério de muitas formas e imagens, projetando-se verticalmente do solo à cúpula, a obra de um extraordinário construtor. Suas colunas se levantam como vigorosos troncos de heróis; a delicada matéria humana de homens e mulheres é modelada em torno de seus fortes e inexpugnáveis baluartes. Em cada pedra fundamental, rostos sorridentes de crianças; seus espantosos vãos e arcos são as mãos unidas dos companheiros e; em cima, nas alturas e espaços, acham-se inscritas as inumeráveis meditações de todos os idealistas do mundo. Ele se acha ainda em construção e a construção continua. Às vezes, a obra segue sob escuridão profunda – outras vezes, sob luz ofuscante – ora, sob o peso de indizível angústia, ora, com a música de sonoras risadas e aclamações heroicas como o ribombar do trovão. Às vezes, no silêncio da noite, se pode ouvir o suave martelar dos companheiros trabalhando na cúpula, os companheiros que chegaram no alto”.

Contudo, esse edifício invisível não é um lugar meramente fascinante como um castelo de fadas no sonho de um poeta; é, como disse Manson, uma coisa vivente, vibrante com a força divina de imensa ajuda para os fiéis, porque os auxilia no ajuste das caóticas vibrações do mundo que permeiam sua aura quando eles entram em uma verdadeira “Casa de Deus”, em atitude apropriada de oração. Desse modo, são ajudados a se elevarem em aspiração ao trono da graça divina, para oferecer ali seu louvor e adoração, solicitando do Pai uma nova efusão espiritual e recebendo a amorosa resposta: “Este é meu Filho amado em quem Me comprazo”[25].

Tal lugar de adoração é essencial ao crescimento espiritual pela oração científica, e aqueles que são tão afortunados para ter acesso a tal templo deveriam sempre ocupar o mesmo lugar nele, porque este fica impregnado com suas vibrações individuais e eles se adaptam àquele ambiente mais facilmente do que em qualquer outra parte e, consequentemente, lograrão melhores resultados.

No entanto, tais lugares são raros, porque para a oração científica é necessário um verdadeiro santuário. Não deve haver nele, nem em suas proximidades, qualquer rumor ou conversa profana, porque esses fatos alteram as vibrações; as vozes devem ser contidas e as atitudes reverentes; cada um deve ter em mente que está em um lugar sagrado e agir de acordo com ele. Por esta razão, nenhum lugar aberto ao público será apropriado.

Além disso, o poder da oração aumenta imensamente com cada nova pessoa que ali ora. O crescimento pode ser comparado a uma progressão geométrica, se os que ali oram estiverem devidamente harmonizados e habituados à oração coletiva; acontecendo exatamente o contrário se não o estiverem.

Talvez o seguinte exemplo esclareça esse princípio. Suponhamos que um certo número de músicos que jamais tenham tocado com juntos e que não possuam ainda domínio suficiente do seu instrumento fossem solicitados para tocar em um concerto; não é necessária uma imaginação perspicaz para compreender que seu primeiro esforço seria marcado por muita desarmonia, e o mesmo aconteceria se um amador se dispusesse a tocar com eles, ou mesmo com uma orquestra já formada, não importando quão sério e intenso fosse seu desejo, ele, inevitavelmente, estragaria a música. Idênticas condições científicas governam a prece coletiva; para que seja eficaz, os participantes devem estar igualmente preparados, como já explicamos no capítulo anterior; devem ter as mesmas influências harmoniosas em seus horóscopos. Quando um aspecto adverso em um tema astrológico se encontra no Ascendente do outro, estes dois seres não poderão tirar nenhum proveito da oração em comum; eles devem dominar seus Astros e viver em paz, se são almas evoluídas, mas carecem da harmonia básica, que é absolutamente essencial para a oração coletiva. Só a Iniciação remove esse obstáculo.

PARTE II – AS ASAS E O PODER – A INVOCAÇÃO – O CLÍMAX

Ficou claro na primeira parte eu há determinadas razões ocultas que não aconselham a oração coletiva, exceto em circunstâncias especiais.

O conhecimento dessas dificuldades foi que levou Cristo a advertir seus Discípulos para que não fizessem suas preces diante de outras pessoas e os aconselhou que, quando necessitassem ou quisessem orar, se recolhessem a seus aposentos. Não podemos ter, individualmente, um edifício bonito e grande para as nossas devoções, nem o necessitamos; com muita frequência, a pompa e a exibição fazem com que afastemos os nossos corações de Deus. Porém, a maioria de nós pode, perfeitamente, dedicar uma pequena parte de nosso aposento para a devoção, o separando com uma cortina ou com um biombo do resto da habitação, ou ainda podemos transformar um cômodo em um santuário completo. Não importa o tipo das paredes que o separem; é a separação e a invisível Casa de Deus que construímos com nossas orações, e a graça divina que recebemos como resposta de nosso Pai que são importantes. Pode-se colocar na parede uma imagem de Cristo e o símbolo da Rosacruz, se o desejarmos, porém isso não é o essencial. O Olho que Tudo Vê é o preferido por alguns ocultistas avançados que conhecemos, como um símbolo do Pai. Porém, recordemos as palavras de Cristo: “O Pai e Eu somos um”, e mesmo não tendo uma imagem autêntica de Cristo, podemos utilizar a que tivermos, já que sabemos que os nossos pensamentos não se perderão por falta de autenticidade. Cristo é o Senhor dessa era; mais tarde, naturalmente, o Pai tomará este lugar, mas agora Cristo é o mediador dos povos.

Cremos ser desnecessário dizer que não importam as dimensões do lugar de oração, pois qualquer cômodo ou habitação do aspirante fiel acha-se compenetrado por uma atmosfera de santidade, pois todos os pensamentos que ele gerou legitimamente, depois de haver cumprido religiosamente suas obrigações com o mundo, provêm do Pai Celestial, assim que o lugar reservado ao santuário logo se encherá de supremas vibrações espirituais; entretanto, qualquer aspirante que pretenda seguir o método científico de oração deve procurar, antes de tudo, um lugar permanente de residência, porque, se se mudar de um lugar para outro, sofrerá uma perda importante e terá que voltar a formar as mesmas vibrações. O templo invisível que ele constrói se desintegra gradualmente quando a adoração cessa.

As Asas e o Poder

É uma máxima mística que “todo o desenvolvimento espiritual começa no Corpo Vital”. Esse é o mais próximo em densidade ao nosso Corpo Denso, sua nota-chave é a repetição, e é o veículo dos hábitos, sendo assim difícil de modificá-lo ou influenciá-lo, mas, uma vez que alguma mudança se tenha operado e um hábito tenha sido adquirido pela repetição, sua atuação se torna, até certo ponto, automática. Essa característica é boa e má com respeito a oração, porque a impressão registrada nos Éteres desse veículo impulsionará o aspirante ao fiel cumprimento de suas devoções nas datas marcadas, ainda que possa ter perdido o interesse no exercício e suas preces sejam meras fórmulas. Se não fosse por esse hábito formando tendências no Corpo Vital, os aspirantes não se fariam conscientes do perigo no momento exato em que o verdadeiro amor começasse a diminuir e não seria fácil recuperar a perda e permanecer no Caminho. Portanto, o aspirante deve se examinar cuidadosamente, de tempos em tempos, para ver se ainda possui as asas e o poder com os quais possa se elevar segura e rapidamente ao nosso Pai que está nos Céus. As asas são duas: Amor e Aspiração são seus nomes, e a força irresistível que as move é um intenso anseio. Sem eles e uma compreensão inteligente para dirigir a invocação, a prece é uma tagarelice, enquanto que bem realizada é o mais poderoso método conhecido para o crescimento da alma.

A Posição do Corpo

A posição do corpo importa pouco para a oração individual; a melhor é aquela que nos proporciona a concentração mais completa; mas, na oração coletiva, os ocultistas experientes têm o costume de permanecerem com a cabeça inclinada e as mãos enlaçadas de maneira apropriada. Isso forma um circuito magnético que une todos espiritualmente, desde o princípio dos exercícios. Em comunidades não tão avançadas, se observa que o canto de hinos feitos de pé, da maneira acima mencionada, produz um grande benefício, desde que todos participem.

A Invocação

Oração é uma palavra da qual se tem abusado tanto, que já não expressa, realmente, o exercício espiritual a que nos referimos. Como já dissemos, sempre que formos ao nosso santuário devemos ir como o amante que vai ao encontro de sua amada; nosso Espírito deve voar à frente de nosso lento corpo, em ansiosa antecipação das delícias que nos estão reservadas, e devemos esquecer tudo o mais para só dar lugar aos pensamentos de adoração que nos ocorrem no caminho. Isso é literalmente verdadeiro; o sentimento necessário para alcançar bons resultados é unicamente comparável àquele que impele o amante para a sua amada. “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus!”[26] é uma experiência real daquele que verdadeiramente é amante de Deus. Se não tivermos esse Espírito, podemos cultivá-lo por meio da oração, e uma das mais autênticas orações que deveríamos pronunciar constantemente, é a seguinte: “Aumenta meu amor por Ti, ó Deus, para que eu possa servir-Te melhor cada dia que passa. Faze que as palavras da minha boca e as meditações do meu coração sejam agradáveis à Tua presença, ó Senhor, minha Força e meu Redentor”[27].

As invocações usadas para pedir coisas temporais são magia negra; pois temos a promessa de: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”[28]. Cristo nos indicou o limite a que podíamos aspirar no Pai Nosso, quando ensinou Seus discípulos a dizer: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Tanto no que diz respeito a nós mesmos como aos demais, devemos nos resguardar de ultrapassar esse limite na invocação científica. Mesmo quando oramos por bênçãos espirituais, devemos evitar que se manifeste qualquer sentimento egoísta, o que destruiria o nosso crescimento anímico. Todos os santos nos testemunharam seus dias de obscuridade, e a consequente depressão, quando o divino Amante oculta a Sua face. Isso depende da natureza e da força da nossa devoção: amamos a Deus por Ele mesmo ou O amamos pelas alegrias que experimentamos na doce comunhão com Ele? Se for somente por este último motivo, nosso afeto é essencialmente tão egoísta como os sentimentos da multidão que O seguia pelo alimento que Ele havia fornecido, e agora, como naquele tempo, é necessário que Ele oculte de nós a manifestação de Seu terno amor e solicitude para que nos ajoelhemos envergonhados e arrependidos. Felizes somos nós se vencermos os defeitos de nosso caráter e aprendermos a lição de uma fidelidade firme, tal como a agulha magnética que aponta para o Norte sem vacilar, embora chova, haja tormenta ou o céu esteja coberto de nuvens negras que ocultam a visão da sua amada estrela.

Dissemos que não devemos orar por coisas temporais e que devemos ter muito cuidado até em nossas orações por dádivas espirituais; portanto, é autêntica esta pergunta: Qual deve ser o objetivo da nossa invocação? E a resposta é, geralmente, louvar e adorar. Devemos abandonar a ideia de que toda vez que nos dirigimos a nosso Pai Celestial devemos Lhe pedir alguma coisa. Não ficaríamos contrariados se os nossos filhos estivessem a todo momento nos pedindo coisas? Entretanto, não podemos imaginar que Deus se desgoste por nossas importunas petições, nem devemos esperar que Ele nos conceda tudo o que pedimos porque, muitas vezes, nos prejudicaria. Por outro lado, quando oferecemos ações de graças e orações, estamos nos colocando em situação favorável com a Lei de Atração, estamos em um estado receptivo no qual poderemos receber uma nova descida do Espírito do Amor e da Luz e, deste modo, ficaremos mais perto do nosso ideal adorado.

O Clímax Final

Não é necessário que a invocação, audível ou não, seja mantida durante todo o tempo da oração. Quando nas asas do Amor e da Aspiração, impelidos pela intensidade de nosso zelo, aproximamo-nos do Trono do nosso Pai, chegará o momento da doce, mas silenciosa comunhão, mais deliciosa do que qualquer outro estado ou condição; é algo análogo ao contentamento dos enamorados que ficam sentados horas e horas, um ao lado do outro, sem romper o silêncio, pois se acham em um estado que transcende, em muito, o estágio onde precisam da fala para se entreterem. Assim também é no clímax final, quando a alma descansa em Deus, com todos os desejos satisfeitos pela sensação de comunhão expressa pelas palavras de Cristo: “Meu Pai e Eu somos Um”[29]. Quando atingimos este clímax, a alma terá provado a quintessência da alegria, e não importa quão sórdido possa parecer o mundo ou quão triste seja o destino que tenhamos de enfrentar, o amor de Deus, que sobrepassa toda a compreensão, é uma panaceia para tudo.

Entretanto, este clímax final só é obtido em toda a sua plenitude em intervalos muito raros. Pressupõe não somente a intensidade de propósito, para se elevar ao divino, como também um fundo de reserva para permanecer fixo naquele ponto, o que a maioria de nós nem sempre consegue. É muito conhecido o ditado de que nada de valor se alcança sem esforço. Tudo o que o ser humano fez, o ser humano poderá fazer, e se começarmos a cultivar o poder da invocação ao longo de linhas científicas aqui especificadas, dia chegará em que colheremos resultados com os quais nem sequer sonhamos.

Que Deus nos Céus abençoe os nossos esforços!

MÉTODOS PRÁTICOS PARA ALCANÇAR O SUCESSO BASEADOS NA CONSERVAÇÃO DA FORÇA SEXUAL

É tão impossível alcançar um sucesso verdadeiro e duradouro sem viver em harmonia com as leis da vida, como é para o criminoso viver em paz na sociedade cujas leis ele desrespeitou. E, da mesma forma que ele é castigado, encarcerado e reprimido devido a seus hábitos predatórios, a natureza também nos castiga, encarcera e restringe quando desobedecemos às suas leis. Essa restrição se chama doença e é inimiga da felicidade, pois ninguém pode ser feliz, não importa quão rico seja ou que posição ocupe no mundo, quando se encontra fisicamente enfermo. Então, é preciso termos em conta que uma das condições vitais que deve ser adquirida pelo homem ou pela mulher que aspira a felicidade e o êxito na vida, em sua plenitude, é a saúde, incluindo o vigor, pois somente com boa saúde poderemos ser, suficientemente, otimistas, alegres e vigorosos para alcançar o sucesso que procuramos.

A Bíblia nos diz que a morte e a enfermidade vieram ao mundo por termos comido da “Árvore do Conhecimento” e ainda que, sob o ponto de vista materialista, isso possa parecer pueril, não desprezemos a história sem a estudarmos profundamente. Poderemos comprovar que se acha em perfeita harmonia com os fatos científicos mostrados atualmente. Consideremos, em primeiro lugar, o significado da Árvore do Conhecimento, por meio dos seguintes princípios: “Adão conheceu sua esposa e essa deu à luz a Abel”; “Adão conheceu sua esposa e essa deu à luz a Seth”, e as palavras de Maria ao Anjo: “Como poderei conceber, se não conheço nenhum homem?”. Por essas e por muitas outras observações semelhantes, se conclui evidentemente que a Árvore do Conhecimento era uma expressão simbólica do ato gerador. A humanidade foi, como diz a Bíblia, concebida em pecado e, portanto, sujeita à morte da qual não haveria maneira de escapar.

Devemos relembrar que a evolução é uma realidade na natureza; que o ser humano atual é o resultado de um passado distante e que o presente estado não é o ponto final de uma meta de perfeição, mas que existem maiores alturas à nossa frente. Assim, todos estamos em um estado de desenvolvimento perpétuo; não existem paradas ou descansos, pois o caminho é tão ilimitado como a idade do Espírito. O que somos hoje é o resultado do que fomos ontem, portanto, o que seremos amanhã, dependerá do modo como utilizarmos, atualmente, as nossas faculdades. Examinemos, pois, o passado, para que, ao conhecermos o que temos sido, alcancemos um vislumbre do que haveremos de ser.

De acordo com a Bíblia, a humanidade foi hermafrodita antes de ser separada em dois sexos distintos como homem e mulher. Ainda temos entre nós hermafroditas que, como pensamos atualmente, têm essa formação anormal para provar a verdade dessa afirmação Bíblica; e fisiologicamente, o órgão do sexo oposto se acha latente em todos nós. Durante o período em que o ser humano esteve assim constituído, a fecundação devia ocorrer dentro de si mesmo; isto não difere muito do que sucede com muitas plantas hoje em dia.

Vejamos, segundo nos diz a Bíblia, qual o efeito da autofecundação nos dias primitivos. Existem dois fatos principais que são muito significativos: o primeiro, havia gigantes na Terra naqueles dias; o segundo, os patriarcas viveram centenas de anos; e essas duas características, grande desenvolvimento físico e longevidade, muitas plantas as possuem atualmente. O tamanho das árvores e a duração de suas vidas são fatos maravilhosos; elas vivem séculos, enquanto o ser humano vive um número reduzido de anos. Daí nos ocorre perguntar:  qual a razão da vida efêmera do ser humano e qual o remédio? Examinemos primeiro os motivos desta razão, e o remédio aparecerá.

É bem sabido pelos horticultores que as plantas param de crescer durante um florescimento muito prolífero. Uma roseira, ao florescer intensamente, pode morrer; por essa razão, o jardineiro sábio poda os brotos da planta para que a força se manifeste, parcialmente, em crescimento, em vez de dar somente flores. Desse modo, conservando a semente dentro de si mesma, guarda a força necessária para o crescimento e a longevidade. Esse é o segredo da altura e da longa vida das raças primitivas, como também é o segredo do tamanho e da longevidade das plantas atuais.

Que a essência criadora na semente é uma substância espiritual é evidente, quando comparamos a intrepidez e impetuosidade do touro e do garanhão, com a docilidade do boi e dos animais castrados. Além disso, sabemos que os libertinos e os degenerados se convertem em estéreis e fracos. Quando esses fatos se fixam em nossa consciência, não nos é difícil entender a verdade da Bíblia quando diz que o fruto da carne, que nos põe sob a lei do pecado e da morte, é antes de tudo e principalmente a fornicação, enquanto os frutos do Espírito, que conduzem à imortalidade, ainda segundo a Bíblia, são especialmente a continência e a castidade.

Consideremos também a criança e como a força criadora empregada internamente e para ela própria, produz um extraordinário desenvolvimento durante os primeiros anos, mas, na puberdade, o nascimento da paixão começa a dominar o desenvolvimento; então a força vital produz a semente com objetivo de alcançar o desenvolvimento e a expressão em outra direção, sendo que, desde aquele momento, termina o crescimento. Se continuássemos crescendo, como acontece na infância, seríamos gigantes, como o foram os divinos hermafroditas do passado.

A força espiritual gerada desde a puberdade e através da vida, pode ser usada com três propósitos: geração, degeneração ou regeneração. Depende de nós qual dos três métodos escolheremos; mas a escolha que fizermos terá uma influência importante sobre toda nossa vida, porque o uso dessa força não está confinado ao momento ou à ocasião em que é empregada. Abrange todos os momentos de nossa existência e determina a nossa atitude em cada uma das fases da vida entre nossos semelhantes; com a forma de como enfrentaremos os problemas da vida; se seremos capazes de agarrar as oportunidades ou as deixarmos escapar; se seremos saudáveis ou doentes; e se nós vivemos nossa vida com um propósito satisfatório; tudo isso depende da forma de usar nossa força vital. Esta força é a fonte de toda a existência, o elixir da vida.

A parte da força criadora que é legitimamente sacrificada, sobre o altar da paternidade e maternidade, é tão pequena que pode ser completamente desprezada nessas considerações. Não há razão, sob o ponto de vista espiritual ou físico, para que deva ser imposto o celibato em uma ordem religiosa, e nem essa imposição se encontra em qualquer passagem da Bíblia. A mera supressão da atração sexual não é virtude em si mesma; de fato pode até ser um vício muito sério, pois não há dúvida que milhares de pessoas que foram proibidas ou impedidas de buscar a satisfação natural, acabem caindo nos vícios mais inconfessáveis. Ainda que se abstenham do ato sexual, seus pensamentos serão de tal índole que as converterão em sepulcros caiados, horríveis por dentro, mesmo que externamente possam parecer puros e brancos. O próprio São Paulo, embora não na condição mencionada, disse: “É preferível se casar do que se abrasar”; essa expressão natural é, de longe, preferível ao estado acima descrito.

Embora existam poucas pessoas que defendam o abuso da função geradora, existem muitos indivíduos que, mesmo seguindo os preceitos espirituais em outros aspectos, mantém a crença de que a frequente satisfação dos desejos nos prazeres sexuais não é prejudicial; e existem outros que julgam que esse ato é tão necessário como qualquer outra função orgânica. Isso está errado por duas razões: primeiro, cada ato criador exige e consome uma certa dose de força e o organismo deve ser reabastecido com uma quantidade extra de alimento. Isso fortalece e aumenta o Éter Químico. Segundo, como a força propagadora atua por meio do Éter de Vida, esse constituinte do Corpo Vital também aumenta a cada gratificação dos sentidos. Deste modo, os dois Éteres inferiores do Corpo Vital se fortificam dirigindo a força criadora para baixo, para satisfazer o nosso prazer; e as ligações assim formadas e que oprimem os dois Éteres superiores que formam o Corpo-Alma, vão se tornando mais compactas e mais poderosas com o tempo. Como a evolução dos poderes anímicos e a faculdade de viajar em nossos veículos mais sutis dependem da separação que se efetua entre os Éteres inferiores e o Corpo-Alma, é evidente que frustramos o objetivo que temos em vista, retardando o desenvolvimento pela satisfação da natureza inferior.

Se dirigirmos novamente nossa atenção para o jardim, obteremos uma demonstração palpável e luminosa dos resultados em seguir o conselho do Apóstolo, quando disse: “guardai a semente dentro”, considerando as qualidades das diversas variedades de frutas sem semente. As frutas sem semente são maiores e de um sabor mais agradável do que as que possuem sementes, porque naquelas toda a seiva é empregada com o único propósito de tornar a fruta deliciosa e suculenta. Similarmente, se nós, em vez de desperdiçarmos nossa substância, vivermos castamente e dirigirmos a nossa força criadora para a regeneração, refinaremos e eterizaremos nossos Corpos físicos, ao mesmo tempo que fortaleceremos nosso Corpo-Alma. Desse modo, poderemos materialmente prolongar a nossa vida e, como consequência, aumentar nossas oportunidades para o crescimento anímico e avançar no Caminho de forma mais marcante.

Quando tivermos compreendido que o sucesso não consiste em acumulação de riquezas, mas no desenvolvimento anímico, se tornará evidente que a continência é um fator importante para o êxito na vida.

F I M


[1] N.T.: IICor 12:9

[2] N.T.: Mt 26:41

[3] N.T.: James Fenimore Cooper (1789-1851) foi um político e popular escritor dos Estados Unidos do início do século XIX.

[4] N.T.: George du Maurier (1834-1896) – cartunista e autor franco-britânico.

[5] N.T.: Jack London foi o pseudônimo de John Griffith Chaney (1876-1916), autor, jornalista e ativista social norte-americano, pioneiro no que era, então, o novo mundo das revistas comerciais de ficção.

[6] N.T.:

Diagrama 1 – O Mundo Material: um reflexo reverso dos Mundos Espirituais

[7] N.T.: nome da quarta divisão ou Região do Pensamento Concreto.

[8] N.T.: Quarta Região do Mundo do Pensamento

[9] N.T.: Também chamado de: Vestes de Bodas; Vestidos de Bodas, Veste Nupcial, Traje Nupcial. São Paulo chama de soma psuchicon (ICor 15:44).

[10] N.T.: do alemão: poltern (barulho), e geist (fantasma), também chamado por alguns parapsicólogos como Psicocinesia Recorrente Espontânea (em inglês: Recurrent Spontaneous Psychokinesis, RSPK), é um tipo de evento paranormal que se manifesta em um ambiente no qual existem ocorrências físicas, tais quais, chuva de pedras, movimentação, aparecimento e desaparecimento de objetos, sons, pirogenia, luzes, entre outras. Pode envolver até ataques físicos.

[11] N.T.: Mt 25:25

[12] N.T.: Mt 25:40

[13] N.T.: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes

[14] N.T.: ICor 15:50

[15] N.T.: Leia a partir da seguinte sentença: “As relações das plantas, dos animais e do ser humano com as correntes de vida na atmosfera terrestre são representadas simbolicamente pela cruz…”

[16] N.T.: de Charles Rann Kennedy (1871-1950): foi um escritor anglo-americano.

[17] N.T.: do poema: Worth While de Ella Wheeler Wilcox (1850-1919), escritora e poeta estadunidense.

[18] N.T.: Refere-se à Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

[19] N.T.: Átomo-semente do Corpo Vital.

[20] N.T.: Átomo-semente do Corpo Denso.

[21] N.T.: Is 1:18

[22] N.T.: Rm 8:31

[23] N.T.: Sl 139:7-10

[24] N.T.: do livro: The Servant in the House por Charles Rann Kennedy

[25] Mt 3:17

[26] N.T.: Sl 42:2

[27] N.T.: Oração do Estudante Rosacruz

[28] N.T.: Mt 6:33

[29] N.T.: Jo 10:30

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Casa do Nosso Pai – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

Aqui temos uma pequena, mais rica, explicação sobre o sétimo Plano Cósmico, onde nos encontramos no nosso Sistema Solar, o Reino de Deus, focando nos Astros que estão contidos nele e depois em outros sóis que compõe outros Sistemas Solares nesse Plano Cósmico.

Isso nada mais é do que o que Cristo nos ensinou: “Na casa do meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2).

1. Para fazer download ou imprimir:

A Casa do Nosso Pai – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

2. Para estudar no próprio site:


A Casa do Nosso Pai

Por um Estudante

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido, Compilado e Revisado de acordo com:

Eulogy of Love

1ª Edição em Inglês, 1916, in The Rays from The Rose Cross – The Rosicrucian Fellowship

pelos Irmãos e pelas Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

Sumário

PRÓLOGO.. 4

INTRODUÇÃO.. 6

UMA VIAGEM CELESTIAL.. 8

NOSSA ESTAÇÃO INICIAL.. 10

UMA PEQUENA ESTAÇÃO DE INTERESSe.. 12

NOSSO GRANDE VIZINHO PRÓXIMO.. 14

OS MEMBROS DISTANTES DE NOSSA FAMÍLIA.. 16

APENAS UM VISLUMBRE ATÉ AGORa.. 21

em espaços muito distantes. 22

UMA COMPARAÇÃO ENTRE O NOSSO SISTEMA SOLAR O SOL MAIS PRÓXIMO, ALPHA CENTAURI. 24

UMA VIAGEM PELO UNIVERSO: EXISTE UM LIMITE?. 26

QUANTOS? COMO?. 28

SUA TERRÍVEL INFINITUDE.. 30

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PRÓLOGO

No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz estudamos o Diagrama 6 que nos mostram os sete Planos Cósmicos e os Mundos do sétimo Plano Cósmico, o mais denso.

No Diagrama, vemos que o sétimo Plano Cósmico é representado como sendo o maior de todos os outros Planos Cósmico. Isso assim parece porque é o Plano Cósmico com que estamos mais relacionados e, também, para indicar suas principais subdivisões, ou seja, os Mundos que o compõe.

Na realidade o sétimo Plano Cósmico ocupa menos espaço do que qualquer um dos outros seis Planos Cósmicos.

No entanto, não pensemos que ele tem dimensões mensuráveis por nós! Ao contrário, o sétimo Plano Cósmico é incomensuravelmente vasto!

Seu tamanho envolve milhões de Sistemas Solares semelhantes ao nosso, que são os Campos de Evolução de muitas categorias de seres, cujas condições são aproximadamente idênticas às nossas.

Perceba que no sétimo Plano Cósmico vemos Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, Fonte e Meta da nossa existência, que está na mais elevada divisão desse Plano. É o Seu Mundo, o Mundo de Deus.

Assim, o Reino de Deus inclui os sistemas de evolução que se processam em todos os Planetas do nosso Sistema Solar – Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, bem como seus satélites.

E o que vemos com os olhos físicos desses Planetas, nada mais são do que os Corpos Densos de grandes Inteligências Espirituais designadas Espíritos Planetários, que guiam essas evoluções. Eles são também chamados “os Sete Espíritos diante do Trono”. São Ministros de Deus, cada qual presidindo um determinado departamento do Reino de Deus – o nosso Sistema Solar, um “cômodo da Casa do Nosso Pai”.

Já o Sol é também o Campo de Evolução dos mais exaltados Seres do nosso Sistema Solar. Unicamente eles podem suportar as tremendas vibrações solares, e por meio delas progredir. O Sol é o mais aproximado símbolo visível de Deus de que dispomos, ainda que não seja senão um véu para Aquele que está por trás. O que seja esse “Aquele”, publicamente não se pode dizê-lo. Na figura abaixo temos o Diagrama 6, destacando o sétimo Plano Cósmico.

image-2 A Casa do Nosso Pai - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Os céus declaram a glória de Deus; e o firmamento mostra a obra de Suas mãos.” (Sl 19:1). “Na casa do meu Pai há muitas moradas.” (Jo 14:2). A versão revisada admite a seguinte leitura: “Na casa do meu Pai há muitos lugares de morada”. Continuando este versículo, Cristo nos ensina: “Vou preparar um lugar para vocês”. O sentido do texto é que na Casa de Deus – isto é, no Universo de Deus – estão as “mansões” ou “lugares de habitação” nos quais devemos habitar, se formos considerados dignos de morar com Deus.

Este texto pode ser considerado astronômico; e como muitos outros, quanto maior for o nosso conhecimento da estrutura do universo, mais claramente veremos e compreenderemos o seu significado. Embora o próprio astrônomo compreenda apenas vagamente a esmagadora grandeza da Casa do Nosso Pai, sua concepção está muito acima da ideia do observador casual.

Embora ele fosse de fato um astrônomo ousado, que não se esquivaria da tarefa de explicar este e outros textos semelhantes, ainda assim ele pode, com algum grau de inteligência, direcionar a Mente do buscador sincero para caminhos que estão resplandecentes com a glória de Deus.

Pergunte a um astrônomo, que acredita em Deus, qual é o tamanho da Casa do Nosso Pai. Instantaneamente ele verá em sua imaginação incontáveis milhões de mundos, sistemas, constelações, aglomerados e agregações em nosso universo; ou melhor, no universo visível aos olhos físicos; e ele está razoavelmente certo de que, além deste, outros universos existem, universo após universo, infinito após infinito, indescritíveis em dimensões e duração, estendem-se por um espaço insondável e infinito… Faria isso até que sua imaginação ficasse atordoada e sua Mente cambaleante gritassem: “Pare!”. Pois a Mente finita encontra aqui o incompreensível e a vastidão impensável da Natureza que desafiam o astrônomo.

Muitas vezes ouvimos a palavra “universo”. Qual é o significado dessa palavra? Evidentemente de algo muito grande, pois geralmente é o grande ponto final, algo vasto e ilimitado. O que é o universo? Podemos entender isso? Examinemos este assunto e vejamos se podemos saber alguma coisa sobre a Casa do Nosso Pai, pois certamente é conveniente usar a Mente que Deus nos deu a graça de possuir para aumentar nosso conhecimento sobre a Sua glória. Além disso, não é um pecado não usarmos nossa inteligência para conhecer tudo que pudermos sobre o grande Mestre Construtor e Suas obras, que Ele tão convidativamente espalhou diante de nós?

UMA VIAGEM CELESTIAL

Façamos na imaginação uma viagem de observação e vejamos por nós mesmos um pouco da Casa do Nosso Pai com seus muitos “lugares de morada”. Não temos tempo para detalhes, mas selecionamos imediatamente um ponto de partida. Para isso o astrônomo naturalmente se volta para o Sol, que é o grande centro de onde recebemos a luz e o calor que tornam o nosso Planeta Terra habitável para esse Mundo Físico que temos.

A questão da velocidade com que devemos viajar é mais difícil; mas assumindo que temos escolha neste assunto, em breve resolveremos este ponto tão importante. A velocidade da ferrovia, de um quilômetro por minuto, está totalmente fora de cogitação, pois nosso tempo é curto e a viagem é longa; além disso, queremos voltar a tempo de contar algo do que veremos. Existe a bala de canhão; ela viaja aproximadamente a trinta quilômetros por minuto! Mas isso também é muito lento. Temos luz? Sim, temos!

Viajaremos na velocidade inconcebível da própria luz; pois devemos viajar com velocidade infinita em uma jornada infinita e a luz viaja a 299.792.458 metros em um único segundo de tempo. Isso equivale a aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo.

Temendo que o nosso desempenho incomum produza excitação indevida nos mundos que estamos prestes a visitar, enviaremos um mensageiro para anunciar a nossa vinda. Selecionaremos para esse propósito uma bala de canhão que viaja a uma velocidade de mais de 64.373,76 km por dia; e para que tenha bastante tempo, daremos um início de cem anos para ela. Como queremos ser perfeitamente justos em tudo o que fazemos nesta maravilhosa jornada, inclusive “começar de forma justa”, não partiremos do Sol, mas, sim, do centro desse vasto globo.

Enquanto estivermos em uma posição tão cômoda, descobriremos algo sobre as enormes dimensões do Sol. Ele é quase cento e dez vezes maior que a nossa Terra. Seu diâmetro é tão vasto que, se ele fosse uma concha, a Terra poderia ser colocada no centro e a Lua poderia viajar em sua órbita habitual; então estaria apenas a meio caminho entre a Terra e a superfície da nossa gigantesca estrela, sendo o seu diâmetro de, aproximadamente, 1.392.684 km.

NOSSA ESTAÇÃO INICIAL

A partir do centro do Sol nós direcionaremos a nossa excursão para a estrela fixa mais próxima, assumindo que todos os Planetas estão nessa direção; veremos quais serão as nossas experiências. Agora, então, tudo pronto, vamos!

Na prodigiosa velocidade em que estamos avançando, menos de três batidas do relógio e já nos encontraremos totalmente longe do Sol, a milhares de quilômetros em nosso caminho até o Planeta mais próximo, Mercúrio; em aproximadamente três minutos nós o alcançaremos. Mercúrio está a uma distância aproximada de 57.936.384 km do Sol e tem aproximadamente 4.828,032 km de diâmetro. Seu ano é igual a oitenta e oito dos nossos dias; portanto, suas estações duram apenas vinte e dois dias, se é que ele tem alguma estação; pois você deve lembrar que ele recebe uma grande quantidade de calor e luz do Sol, que para os mercurianos é duas vezes e meia maior do que é para nós, da Terra. Nossa tremenda velocidade nos transporta pelo “Mensageiro dos Deuses” tão rapidamente que não temos tempo de examiná-lo de perto; em menos de três minutos cruzaremos a órbita de Vênus!

Aqui encontraremos um mundo surpreendentemente semelhante ao nosso, em muitos aspectos. Vênus está apenas a 41.842.944 km mais perto do Sol do que nós; e como estamos a 149.668.992 km de distância, esta “mansão”, com mudanças muito moderadas nas condições de sua atmosfera, talvez seja tão habitável quanto a Terra para a vida que conhecemos.

Vênus tem apenas 321.869 km de diâmetro a menos do que a Terra (todas as distâncias aqui e dimensões são dadas em forma de números inteiros) e seu ano é igual a duzentos e vinte e cinco dos nossos dias; até onde os astrônomos sabem, a vida é tão provável em Vênus como no nosso Planeta. Mas se descobrirmos muito sobre ele, devemos contar aos astrônomos; pois estão muito ansiosos para saber mais sobre a condição de todos os Planetas.

Num instante Vênus fica para trás; olhando para trás, notamos que o Sol está ficando menor, enquanto à frente vemos duas estrelas brilhantes — ou o que aparenta ser estrelas —, uma das quais é maravilhosamente cintilante e a outra está próxima dela. Nós nos aproximamos delas com a velocidade da luz e elas logo fizeram uma oferta justa para rivalizar com o próprio Sol em brilho, pois a essa distância ele tem menos da metade do tamanho que o vimos em Mercúrio e nos dá menos de um quarto da luz e do calor que ele derrama naquele Planeta.

Em pouco mais de dois minutos alcançamos nossas duas estrelas e descobrimos que esse objeto maravilhoso é a Terra e que a estrela companheira é a Lua. Devemos ter cuidado aqui, pois se nos aproximarmos demais poderemos ser atraídos para sua superfície, como muitos meteoritos aventureiros (popularmente chamados de “estrelas cadentes”) que se aproximam demais. Mas nossa velocidade é nossa segurança. Podemos nos aproximar da superfície e a gravitação não será capaz de superar uma velocidade como a nossa.

UMA PEQUENA ESTAÇÃO DE INTERESSE

Um sentimento de admiração reverencial toma conta de nós à medida que nos aproximamos deste pequeno ponto no grande Universo de Deus, ponto que chamamos de Terra. Aqui está um pequeno mundo, talvez o único em toda a Casa do Nosso Pai onde o pecado esteja fortalecido. Acredito que seja absolutamente único neste aspecto, em toda a extensão do Seu domínio. Acreditar no contrário é duvidar da sabedoria e do amor de Deus. Mas o pecado está aqui porque veio algum dia de alguma forma; mas ele é como uma planta que deve ser “arrancada pela raiz”, pois “não foi plantada pelo Pai[1]. Então o Grande Sacrifício foi feito para que a Terra fosse reabastecida com seres dignos de serem chamados de filhos do grande Criador para que a Casa do Nosso Pai pudesse, novamente, se tornar limpa e o Universo pudesse ser restaurado como era quando veio das mãos do Grande Arquiteto. É difícil para mim acreditar que toda a Onda de Vida humana fosse digna de tal sacrifício; mas um Universo limpo é digno desse sacrifício.

Passamos pela Terra com relutância, pois aqui temos a história da vida e das provações do Filho de Deus; temos Sua promessa, Seu ensino, Seu exemplo; temos tudo que o coração do Cristão possa desejar. Aqui também está sendo encenado o grande drama do pecado e da justiça, da vida e da morte. Vemos a luta dos santos e nos perguntamos por que o julgamento demora tanto. Mas nem tudo o que vemos é negro e triste; pois Deus tem um povo aqui neste pequeno mundo. Os santos estão aqui; aqui estão aqueles que guardam todos os Mandamentos de Deus.

Os oito minutos em que nos é permitido ir do Sol à Terra já passaram e devemos partir rapidamente, se quisermos ver as dimensões gloriosas da Casa do Nosso Pai. Uma estrela brilhante surge à frente e em menos de quatro minutos nos encontramos em Marte. Nossa (aparente) estrela é o pequeno Planeta Marte, com duas pequenas luas de, aproximadamente, 8 e 11 quilômetros de diâmetro — na verdade, são pequenas mansões.

Encontramos um mundo com 6.437,376 km de diâmetro e os grandes telescópios, que deixamos para trás, podem mostrar claramente seu alto mar e continentes, seus polos nevados e suas regiões equatoriais nas quais a neve nunca aparece — tal como na nossa Terra. O dia marcial é um pouco mais longo que o nosso, mas seu ano é tão longo quanto seiscentos e oitenta e sete dos nossos dias. O Sol parece consideravelmente menor e a sua luz e calor são aproximadamente a metade que a Terra recebe, de acordo com os dados do nosso Planeta e nos quais devemos basear as nossas conclusões.

Depois de observarmos apressadamente os fatos acima, passamos pelo Planeta avermelhado e logo estamos percorrendo um grande número de pequenos mundos chamados asteroides. Aproximadamente setecentos foram descobertos desde o primeiro dia do século XIX e pode haver outros milhares que escaparam dos perspicazes astrônomos da Terra. Seu diâmetro médio é, provavelmente, inferior a quarenta quilômetros — mais mansões para bebês!

Acompanhar esses pequenos mundos tornou-se uma tarefa pesada e um grande incômodo para os astrônomos, que passam por várias dificuldades e colocar a atenção em cada um deles para entender o que é cada um, como se comportam, do que são feitos. Podemos ter a certeza de que esses “pequenos Planetas” fazem parte do grande Plano de Deus, caso contrário não estariam onde estão.

NOSSO GRANDE VIZINHO PRÓXIMO

Não temos tempo, contudo, para procurar novos asteroides, pois estamos agora prestes a visitar o “gigante do Sistema Solar”, Júpiter. Levaremos mais de meia hora para alcançá-lo vindos de Marte, ou aproximadamente quarenta e quatro minutos desde o Sol. Teremos um pouco de tempo para procurar cometas, pois podemos encontrar um a qualquer momento na jornada dele de ida ao Sol ou de volta. No entanto, os cometas não são muito importantes e apenas foram mencionados para mostrar que não nos esquecemos desses visitantes terríveis. Mas Júpiter é digno da nossa maior admiração.

Balançando em uma órbita majestosa, exigindo doze dos nossos anos para um dos seus, ele segue seu caminho majestoso, um verdadeiro gigante. Seu diâmetro médio é de aproximadamente 140.012,93 km e ele tem o tamanho de mil, trezentos e nove mundos como o nosso, juntos. Ele tem oito luas[2], três das quais são maiores que a nossa; na verdade, uma delas é maior que Mercúrio e rivaliza com Marte em tamanho.

Também notamos que uma grande mudança ocorreu em nosso Sol; ele parece ter apenas um quinto do diâmetro, ou um vigésimo quinto da área, que tinha quando nós o vimos da Terra; ele fornece apenas um vigésimo quinto da quantidade de luz e calor para os jupiterianos, em relação a quanto recebemos na Terra.

Poderíamos encontrar aqui muitas coisas interessantes, se tivéssemos tempo de parar; mas a nossa tremenda velocidade nos faz percorrer Júpiter em um piscar de olhos; assim, antes de perceber nós já estamos atravessando o enorme abismo de mais de 650 milhões de quilômetros que separa as órbitas de Júpiter e do seu irmão mais velho, Saturno — a nossa próxima estação.

OS MEMBROS DISTANTES DE NOSSA FAMÍLIA

Saturno é o Planeta mais distante e facilmente visível a olho nu. Suas dimensões rivalizam com as de Júpiter. Seu diâmetro médio é de aproximadamente 119.091,46 km.

Embora seu dia e sua noite tenham apenas dez horas de duração, seu período (ano) é de vinte e nove e meio dos nossos anos, e seu volume é setecentas vezes maior que o da Terra. Ele tem nove luas[3] para lhe fazer companhia em sua vasta órbita, além do seu enorme sistema de anéis, cujo anel externo tem aproximadamente 273.588,48 km de diâmetro.

Não há algo parecido com ele no Sistema Solar presidido por aquele grande autocrata, o Sol, nem no universo, até onde sabemos; ele é ao mesmo tempo a maravilha e a admiração dos astrônomos. O Sol agora parece alarmantemente pequeno, enquanto a luz que ele envia para cá é de, aproximadamente, um octogésimo daquela recebida pela Terra. Não podemos demorar, por mais interessante que seja este “lugar de permanência”: iremos nos apressar para Urano.

Uma distância de quase 2.414.016 km separa esses dois Planetas e será necessária mais de uma hora e um quarto para nos levar até Urano, enterrado no espaço como está, a quase 2.896.819.200 km do Sol, do qual nos separamos recentemente.  Vamos simplesmente nos acomodar confortavelmente para nosso voo através desta extensão poderosa.

Ué! O que é que foi isso? Ora, é o nosso mensageiro, a bala de canhão! Ela deixou o Sol há cem anos, embora tenha passado menos de uma hora e meia desde que partimos nas asas da luz. Isso é muito surpreendente — para qualquer um que seja um astrônomo. Em uma única batida do relógio do nosso mensageiro está 299.337,984 km atrás de nós e de agora em diante devemos passar despercebidos.

Quando tivermos cruzado esse grande abismo, descobriremos que Urano tem 51.499,008 km de diâmetro e é tão grande quanto sessenta e cinco Terras. Seu dia e sua noite têm em torno de 17 horas de duração Ele tem quatro luas[4] e são necessários oitenta e quatro dos nossos anos para ver sua idade aumentar um único ano. Não temos tempo para estudar a rotação axial maravilhosamente peculiar desse Planeta distante — para nosso pesar e o dos astrônomos na Terra, que estão tão interessados nele e sabem tão pouco sobre.

Outro mergulho poderoso e encontraremos a sentinela — o outro guarda, por assim dizer — Netuno. Descansaríamos aqui por alguns minutos se pudéssemos, pois estamos na fronteira do grande esquema de mundos.

Encontramos Netuno e vemos que ele é oitenta e cinco vezes maior que a Terra; são necessários cento e sessenta e quatro dos nossos anos para ter um dos anos dele. Ele tem apenas uma lua[5]. Sua vasta órbita tem 8.986.576.896 km de diâmetro.

Não queremos desencorajar o nosso amigo e mensageiro, a bala de canhão, mas ele levaria duzentos anos para cruzar a tremenda distância do Sol até Netuno; um trem viajando a 1,609 km por minuto — sem paradas — demoraria dez mil anos para percorrer essa órbita poderosa.

O astrônomo mostra pelo telescópio que Netuno existe e pensa ter provado que a Religião não sabe do que fala quando afirma que há sete Planetas no Sistema Solar.

O Místico, no entanto, aponta para a Lei de Bode (do astrônomo alemão Johann Elert Bode) como justificativa de sua afirmação de que Netuno não pertence realmente ao nosso Sistema Solar.

A Lei de Bode em astronomia não é mais que uma lei de números, uma lei das relações numéricas que existem entre os Planetas e o Sol do nosso Sistema Solar, pela qual as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida.

Max Heindel comenta a Lei de Bode no livro Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Escrevemos em uma Tabela as colunas com o nome de todos os Planetas (incluindo Netuno).

Escrevemos na primeira linha uma Progressão geométrica de razão 2, começando com Zero em Mercúrio e assim por diante.

Escrevemos na segunda linha o resultado da multiplicação de cada parcela da primeira linha por 3.

Escrevemos na terceira linha uma constante “4”, começando com 4 em Mercúrio.

Escrevemos na quarta linha o resultado da soma da segunda linha com a terceira linha.

Por fim, Escrevemos na quinta linha o resultado obtido na quarta linha dividido por 10.

Agora vamos ver qual é a distância entre o Planeta e o Sol medida pela ciência em Unidades Astronômicas (que é um padrão adotado pela ciência, sendo que Uma Unidade Astronômica é a distância entre a Terra e o Sol, ou seja: 150 bilhões de metros):

Colocamos, de novo, o nome dos Planetas; em seguida a distância de cada Planeta ao Sol, medida em Unidades Astronômicas.

E, finalmente, a distância de cada Planeta ao Sol segundo a Lei de Bode. Veja que para os Planetas de Mercúrio a Urano os 2 valores batem. E comparando com a Lei de Bode vemos que só para Netuno que os valores não batem.

Netuno pertence a um Sistema Solar vizinho ao nosso! Tanto que suas influências são sentidas apenas por pessoas já com um nível de desenvolvimento Crístico elevado. Para as demais pessoas o que sobra é uma dificuldade enorme em não cair na tentação pelas influências adversas que esse Planeta propõe.

Depois de deixarmos Netuno, encontramos mais um Planeta, Plutão. Vemos que ele é cinco vezes menor que a Terra em diâmetro; são necessários cerca de duzentos e quarenta e oito dos nossos anos para ter um dos anos dele. Ele tem cinco luas.

Também aqui, o astrônomo mostra pelo telescópio que Plutão existe e pensa ter provado que a Religião não sabe do que fala quando afirma que há sete Planetas no Sistema Solar.

O Místico, no entanto, aponta para a Lei de Bode (do astrônomo alemão Johann Elert Bode) como justificativa de sua afirmação de que Plutão também não pertence realmente ao nosso Sistema Solar.

Como vimos acima, a Lei de Bode enuncia que “as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida.”

Assim se fizermos uma Tabela com essas dimensões e compararmos essa Tabela com uma outra que mostra a distância entre o Planeta e o Sol medida pela Ciência em Unidades Astronômicas (UA):

Fica fácil que como Netuno, para Plutão os valores não batem! Assim, como Netuno, Plutão pertence a um Sistema Solar vizinho ao nosso! Tanto que suas influências são sentidas apenas por pessoas já com um nível de desenvolvimento Crístico elevado. Para as demais pessoas o que sobra é uma dificuldade enorme em não cair na tentação pelas influências adversas que esse Planeta propõe.

Depois de deixarmos Plutão teremos passado pelo último dos Planetas, até onde sabemos; no máximo podemos apenas esperar encontrar um desses andarilhos celestes, um cometa, fazendo sua peregrinação regular, vindo do Sol ou indo para ele — pois todos os cometas periódicos devem visitá-lo em períodos regulares para relatar, por assim dizer, que ainda são fiéis e não o abandonaram por um dos seus poderosos vizinhos.

Ficamos completamente perplexos ao lidar com essas vastas dimensões; elas deixam de ter um significado e, para que não esqueçamos, ao lidar com as magnitudes gigantescas dos Planetas, é bom lembrar que o Sol é mais de setecentas vezes maior do que todos eles juntos. Nosso Sol agora nos causa preocupação, pois ele não nos mostra mais um disco, sendo apenas um ponto de luz; como Sol não o conhecemos.

Claro que ele é muito mais brilhante do que qualquer estrela que possamos ver, mas sua luz e calor são apenas uma nona centésima parte do que recebemos na Terra. Nesse ritmo, tememos perdê-lo completamente. Aproximadamente quatro horas e um quarto se passaram desde que deixamos o Sol e estamos tão longe que já começamos a ficar solitários!

APENAS UM VISLUMBRE ATÉ AGORA

Talvez, leitor, tenhamos viajado rápido demais para você. Talvez você se arrependa, pensando que viu a Casa de Deus. O quê! Esta é a Casa de Deus? Diremos que isso é digno d’Ele? — Não, não. Pois na Casa do Nosso Pai há “muitas moradas” e neste ponto ainda estamos na nossa soleira.

Vamos parar por um momento no membro mais externo da grande família do nosso Sol, antes de voarmos através do vasto abismo que nos separa do vizinho mais próximo do nosso Sol, Alpha Centauri[6], uma estrela que está apenas a metade da distância dos nossos quatro vizinhos mais próximos.

Olhando para trás, a Mente humana é sobrecarregada pela imensa magnitude dos Mundos pelos quais passamos; as enormes distâncias que se encontram entre eles são incompreensíveis para a Mente humana e nós nos encolhemos diante da eternidade do espaço diante de nós. Vasto como é o sistema compreendido dentro da órbita de Netuno e Plutão, eles são apenas como um grão de areia na costa deste oceano da eternidade no qual agora nós nos lançaremos.

Até agora temos contado o tempo da nossa jornada, voando na velocidade da luz como estamos, em segundos, minutos e horas. Mas agora isso não basta; precisamos lidar com dias, semanas, meses e anos, pois o nosso próximo ponto de parada exigirá mais de quatro anos para ser alcançado, enquanto as estrelas mais remotas exigirão séculos ou até milênios.

EM ESPAÇOS MUITO DISTANTE

O Sistema Solar por si só já basta para declarar a glória de Deus e despertar nossos pensamentos lentos para contemplar Seu poder e Sua sabedoria onipotentes. Mas nenhum limite pode ser imposto à Casa do nosso Pai: a imponente grandeza, as incríveis agregações de milhares e milhares e milhões de sóis (pois cada estrela é um Sol), dispostos em pares, grupos e aglomerados, mantidos em seus lugares pelas grandes Leis de Deus, todos se movendo na mais perfeita harmonia, todos em seus lugares designados, não em estado de repouso, de estagnação, pois toda a natureza está em ação — pois as estrelas estão voando em seus caminhos designados com uma velocidade surpreendente. Nossa própria estrela, o Sol, está se movendo a cerca de 19 quilômetros por segundo em direção a um determinado ponto no céu, enquanto outras são conhecidas por terem velocidades de até 320 quilômetros ou mais em um único segundo.

Algumas se aproximam, outras se afastam, e outras ainda se movem em outras direções; contudo, tão vasto é o abismo entre nós que centenas, talvez milhares de anos, devem transcorrer antes que possamos detectar o menor aumento ou diminuição de sua luz a olho nu.

A olho nu, mesmo nas condições mais favoráveis, não conseguimos ver mais de cinco mil estrelas em todo o céu; mas nunca conseguimos ver mais da metade do céu de uma só vez, e nunca vemos as estrelas mais tênues perto do horizonte, de modo que talvez nunca vejamos duas mil ao mesmo tempo. Um bom binóculo aumentará esse número a um grau surpreendente, enquanto um bom telescópio — digamos, com um diâmetro de cinco polegadas ou mais — revelará milhões de estrelas das profundezas do espaço.

Na constelação de Hércules, há um pequeno ponto de luz, quase invisível até para o olho mais atento, aparentemente apenas um décimo do tamanho da Lua, e ainda assim, esse pequeno ponto é um aglomerado que Keeler[7] estimou conter quarenta mil sóis! Esses sóis podem ser menores ou mais fracos que o seu, mas podem superá-lo em tamanho e esplendor. Os astrônomos não podem afirmar nada a respeito neste caso, mas existem estrelas que são reconhecidamente muito mais brilhantes que a nossa, enquanto outras não são nem de perto tão grandes. Acredita-se que o nosso Sol não seja menor que a média das estrelas em tamanho e brilho.

Os astrônomos costumam lidar com distâncias incompreensíveis comparando a velocidade de trens, balas de canhão e coisas do gênero; mas, embora essas comparações possam nos dar alguma ideia do Sistema Solar, elas são inúteis quando lidamos com o espaço estelar.

UMA COMPARAÇÃO ENTRE O NOSSO SISTEMA SOLAR O SOL MAIS PRÓXIMO, ALPHA CENTAURI

Tentarei fazer uma comparação que possa nos trazer à mente, de forma clara, um desses vastos intervalos entre as estrelas — o que separa nossa estrela, o Sol, de nossa vizinha, Alfa Centauri. Essa estrela, embora seja a mais próxima de todas, está a cerca de quarenta milhões de quilômetros de distância. Imagine uma ferrovia ligando a Terra a essa estrela.

Sabemos que há uma estimativa que o total de ouro e prata em circulação no mundo é inferior a onze bilhões de dólares. À taxa de vinte quilômetros por centavo, essa quantia não nos levaria nem a milhares de milhões de milhões de quilômetros dessa estrela. Isso é absolutamente sem sentido para a Mente do leigo ou do astrônomo. A Mente humana falha nesse ponto tão completamente como se a distância fosse mil vezes maior. Podemos entender, mas não podemos compreendê-lo.

Para ilustrar, imaginemos o nosso Sol reduzido de um vasto globo com 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro para uma esfera com 2,7 metros de diâmetro. Em seguida, imaginemos que todos os Planetas e todo o espaço se reduzissem exatamente às mesmas proporções; então a nossa Terra estaria a menos de 305 metros do Sol e teria apenas uma 2,6 centímetros de diâmetro, enquanto o nosso vizinho mais próximo, Alpha Centauri, estaria, nesta mesma escala, a quase 81 mil quilômetros de distância!

Outra forma de expressar o mesmo pensamento seria dizer que a distância do nosso Sol (ou da Terra) à estrela mais próxima é tantas vezes 81 mil quilômetros quanto o tamanho da nossa Terra em comparação com uma bola de gude de bom tamanho; ou, para cada bola de gude necessária para formar um Mundo tão grande quanto o nosso, Alpha Centauri está a 81 mil quilômetros de distância. Será que os céus começam a mostrar a Glória de Deus quando contemplamos o Seu tesouro?

Continuaremos nossa jornada agora, e novamente nas asas da luz estamos nos afastando a uma velocidade de 1,1 bilhão de quilômetros por hora. Algumas horas, e o último Planeta do Sistema Solar terá desaparecido de vista. Vemos apenas o nosso Sol, e neste ponto ele brilha mais do que qualquer outro corpo em todo o universo visível. Em cerca de dois anos e um quarto, estaremos no ponto intermediário, e então, se o nosso Sol e Alpha Centauri tiverem o mesmo tamanho e brilho, ambos parecerão iguais. A estrela brilhante Sirius, e todas as outras estrelas, parecerão mais ou menos como são vistas da Terra. Em pouco mais de quatro anos (medidas recentes indicam uma distância um pouco maior), estaremos no meio do sistema de Alpha Centauri.

Veríamos o nosso Sol como uma estrela de primeira magnitude, mas os Planetas seriam completamente invisíveis, mesmo no telescópio mais poderoso já construído pelo ser humano. Provavelmente, seria necessário um telescópio com 7,3 metros de diâmetro (e cerca de 152 metros de comprimento) para mostrar até mesmo o gigante Júpiter a essa distância. Sendo assim, podemos facilmente entender por que não conseguimos ver os Planetas orbitando seus sóis centrais.

Se a pergunta for feita, como então os astrônomos sabem da existência de outros mundos ao redor de outros sóis? Não posso dar uma explicação aqui, mas eles sabem disso sem vê-los! De fato, os companheiros de Sirius e Procyon foram descobertos anos antes de serem vistos, pelos movimentos (perturbações, como os astrônomos os chamam) de suas estrelas primárias brilhantes, e até mesmo as posições desses companheiros até então invisíveis foram calculadas corretamente!

Se continuássemos nossa jornada, veríamos o nosso Sol diminuir até se tornar um mero ponto de luz cintilante e, finalmente, desaparecer por completo.

UMA VIAGEM PELO UNIVERSO: EXISTE UM LIMITE?

Há uma crença crescente de que o Universo que vemos tem limites! Os astrônomos sempre defenderam que cada aumento na potência e na duração da exposição dos telescópios fotográficos acrescentasse muitas novas estrelas às já conhecidas; mas parece que em certas regiões as exposições longas acrescentam poucas estrelas e há muitos astrônomos muito eminentes acreditando que, em algumas direções, os telescópios fotográficos praticamente penetraram, se não realmente, no espaço vazio! Assim, o lamentoso Simon Newcomb[8] disse: “Essa coleção de estrelas que chamamos de Universo é limitada em extensão”.

Isso perturba completamente a antiga crença de um Universo contínuo e ininterrupto. Sabemos que o tempo nunca começou e nunca terminará; o mesmo deve ser verdade para o espaço. É impensável, então, que a “coleção de estrelas” que vemos ou quase podemos ver, por mais vasta que seja, inclua todo o espaço que está ocupado; não importa quão grande possamos conceber que essa “coleção” seja, ela é nada para o espaço, esteja ele ocupado ou desocupado.

Isso naturalmente nos leva à alta probabilidade, quando não há certeza, de outras agregações que não foram enumeradas e podem estar além dos números — um número infinito no espaço infinito, como um oásis no deserto. Isso não parece ser totalmente irracional; pois vemos entre as estrelas que conhecemos uma forte tendência a se aglomerar ou formar grupos. Observamos a olho nu as Plêiades[9], Orion[10] e outros grupos, enquanto o telescópio revela aglomerados e muitos enxames de estrelas em todas as direções. A Via Láctea é um exemplo em escala colossal.

A recente descoberta de Kapteyn[11] mostra que a grande maioria das estrelas tem uma forte preferência por se moverem em duas grandes correntes, em direção a e a partir de duas regiões quase opostas. Isso foi confirmado por vários outros astrônomos, utilizando materiais diferentes como movimentos estelares, mas obtendo resultados praticamente idênticos; e é geralmente aceito pelos astrônomos, o que parece confirmar a teoria de agrupamento sugerida acima.

Resumidamente e com efeito, é como se dois grandes aglomerados, que estão além do nosso poder de numeração, estivessem viajando no espaço “na estrada do Rei” e se encontrassem; as estrelas individuais de um grupo passam entre os membros do outro grupo e ambos os grupos, como um só, ocupam a mesma parte do espaço. Que encontro! Que passagem! Que possibilidades! Imediatamente imaginamos colisões, destruição e caos; mas quando pensamos que Deus está no comando o medo desaparece.

Voando em seus percursos ilimitados a muitos quilômetros em cada segundo de tempo, esses incontáveis milhões de sóis com seus Mundos[12] acompanhantes são milhões de anos desconhecidos passando entre si e além uns dos outros, em seu progresso majestoso — a marcha das eras. E depois? Irão eles vagar por outros aglomerados como os navios navegam no mar, ou através de outros grupos desconhecidos para nós, durante uma eternidade, indo para regiões do espaço e para distâncias nunca sonhadas pelo ser humano mortal? Deus está no comando.

QUANTOS? COMO?

Os astrônomos são frequentemente questionados sobre quantas estrelas existem no céu. Eles não sabem. Um eminente astrônomo inglês muito recentemente, em um discurso presidencial, disse sobre este assunto: “Talvez não seja excessivo imaginar que ainda hoje se possam contar mil milhões”. Um astrônomo e matemático francês, assumindo que um décimo da luz que recebemos à noite vem das estrelas (e podemos enxergar bem o suficiente para seguir estradas e distinguir objetos à noite sem a ajuda da Lua e, claro, pela luz das estrelas), por meio de cálculos, mostra que recebemos essa luz de nada menos do que 66 bilhões (66 mil milhões) de estrelas, não contando aquelas mais fracas do que a 17ª magnitude e nossos maiores telescópios nos mostrarão estrelas até a 18ª magnitude ou até menos. Há muito tempo o Senhor disse a Abraão: “Olha agora para o céu e conte as estrelas, se puder[13]. O desafio ainda está aberto; mas “Ele conta o número das estrelas; Ele chama todas pelos seus nomes[14]. Na verdade, “os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos[15]; é só o tolo quem “diz no seu coração: Deus não existe”. Outros mundos são habitados? Os astrônomos não sabem; mas “vinde agora e raciocinemos juntos”. Sabemos que a Lua não tem atmosfera e que todos os seres vivos, tanto vegetais como animais, precisem de ar. O dia e a noite lá duram duas semanas e não há atmosfera para proteção contra o Sol escaldante, nem nuvens durante o dia que poderiam reter o calor e proteger do frio intenso da longa noite lunar. A vida como a conhecemos não pode existir na Lua. Em alguns Planetas isso nos parece problemático; Júpiter, por exemplo. Mas com os milhares de milhões de Mundos em mente, criados para algum propósito, devemos concluir que: ou a vida é natural e universal ou a vida na Terra é uma aberração fantástica. Mas isso é inconsistente com o bom senso. É um absurdo. Se esses inúmeros mundos não servem para algum tipo de vida, para que servem?

Nossos sonhos e concepções mais loucas do poder do Criador nos envergonham com sua insignificância. A realidade nos oprime, nossas Mentes e Corações adoecem com o conhecimento dessa infinidade de grandeza. Eis que este é o Deus do astrônomo! Totalmente atordoados e oprimidos pela grandeza e imensidão da Casa de nosso Pai, perplexos e desesperadamente abatidos pelo pensamento de nosso nada, lemos com nova compreensão as palavras do poeta hebreu.

Quando considero os céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que ordenaste; o que é o ser humano, para que Te lembres dele? E o Filho do Homem, para que o visites?” (Sl 8:3-5). Mas que conforto é saber que nem mesmo um pardal pode cair na terra sem o Seu conhecimento (Mt 10:29-30), e que somos mais do que muitos pardais! Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos; e depois dos pensamentos com os quais temos lidado, talvez percebamos mais plenamente o que significa quando Deus nos diz: “‘Os meus pensamentos não são os seus pensamentos, nem os seus caminhos são os Meus caminhos’, diz o Senhor. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos’” (Is 55:8-9).

Quão estranho parece que aos seres humanos a quem Deus dotou com uma Mente para compreender esses poderosos problemas, possam ignorar levianamente ou desconsiderar completamente as Leis do Criador e o Sacrifício do Seu Filho pela frivolidade e pelo pecado que nos cercam em toda parte! Eles são loucos. “Pai, perdoe-os; porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

SUA TERRÍVEL INFINITUDE

Não posso fazer melhor do que citar as palavras do poeta alemão Richter, em seus pensamentos sublimes sobre esse assunto. “Deus chamou dos sonhos um homem no vestíbulo do Céu, dizendo: ‘Venha cá e veja a glória da Minha Casa’. E para os servos que estavam ao redor do Seu Trono, Ele disse: ‘Peguem-no e retirem dele suas vestes de carne; limpem sua visão e coloque um novo fôlego em suas narinas; toquem seu coração humano — o coração que chora e treme’. Foi feito; e com um poderoso Anjo para seu guia o ser humano estava pronto para sua viagem infinita; e dos terraços do Céu, sem som ou despedida, eles se afastaram para o espaço sem fim. Às vezes, com o voo solene da asa do Anjo, eles fugiam pela escuridão através do deserto da morte, que divide os mundos da vida; às vezes, eles varriam as fronteiras que estavam acelerando sob os movimentos proféticos de Deus. Então, a uma distância que é contada apenas no Céu, a luz ocorreu por um tempo através de um filme sonolento; por ritmo inalterável a luz varreu-lhes, eles, por ritmo inalterável, para a luz. Em um momento, a corrida dos Planetas estava com eles; em um momento, o arremesso de sóis estava ao seu redor.

“Então vieram eternidades de crepúsculo que revelaram, mas não foram reveladas. À direita e à esquerda, em direção a constelações poderosas que, por autorrepetições e respostas de longe, por contraposições construídas por portas triunfais cujas arquitraves e arcadas — horizontais e verticais — repousavam, elas, as eternidades subiam em altura — isso parecia fantasmagórico desde o infinito. Sem medida eram as arquitraves, além dos números eram as arcadas, além da memória, os portões. Dentro havia escadas que escalavam as eternidades abaixo; acima estava abaixo e abaixo estava acima para o ser humano despojado do corpo gravitacional; a profundidade foi engolida por uma altura intransponível, a altura foi engolida por uma profundidade insondável. De repente, enquanto rolavam do infinito ao infinito; de repente, enquanto se inclinavam sobre mundos abismais, um grito poderoso surgiu — que sistemas mais misteriosos, que mundos mais ondulados! — outras alturas e outras profundezas estavam chegando, estavam se aproximando, estavam próximas…

“Então o ser humano suspirou e parou, estremeceu e chorou. Seu coração sobrecarregado se pronunciou em lágrimas, e ele disse: ‘Anjo, não irei mais longe, pois o espírito do ser humano sofre com sua infinidade. Insuportável é a glória de Deus. Deixe-me deitar-se na sepultura e me esconder da perseguição do Infinito; pois o fim, eu vejo, não existe’. E de todas as estrelas ouvintes que brilhavam ao redor surgiu uma voz em coral: ‘O ser humano fala a verdade; final não há qualquer um do qual já tenhamos ouvido falar’. ‘Fim, não há um?’, o Anjo exigiu solenemente. ‘Será que realmente não há fim? É essa a tristeza que te mata?’. Mas nenhuma voz respondeu, para que ele mesmo pudesse responder. Então o Anjo ergueu suas mãos gloriosas para o Céu dos céus, dizendo: ‘Não há fim para o universo de Deus. Eis que também não há começo!”.

Terminemos a nossa jornada. Não estivemos longe. Não tive a intenção de ir muito além das nossas portas, por assim dizer; então, retornemos ao nosso pequeno lar atual que chamamos de Terra e deixemos que as lindas e cintilantes estrelas — as estrelas gentis, amáveis ​​e amorosas, parecem-me, com seus mundos que as acompanham — girem e brilhem em espaço sem limites, enquanto uma nova luz — a luz do universo de Deus — brilha sobre Sua palavra e nos leva de volta ao tempo em que “no princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1:1) ou quando as “estrelas da manhã cantam juntas” (Jo 38:7); assim, avançamos para o tempo em que haverá um “novo Céu e uma nova Terra” ( Ap 21:1) e os vencedores herdarão o Reino. Afinal: “Na casa do Meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2)

FIM


[1] N.T.: Mt 15:13

[2] N.T.: em 1916

[3] N.T.: em 1916. Em 2025: 145 luas conhecidas

[4] N.T.: em 1916. Em 2025: 27 luas conhecidas

[5] N.T.: Em 2025: 14 luas conhecidas

[6] N.T.: Alpha Centauri (α Centauri, α Cen) é o sistema estelar mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de 4,37 anos-luz (1,34 parsecs) do Sol. Consiste de três estrelas unidas gravitacionalmente: o par Alpha Centauri A (também conhecida como Rigil Kentaurus) e Alpha Centauri B (também conhecida como Toliman), duas estrelas brilhantes e próximas no céu, e uma anã vermelha pequena mais afastada, Alpha Centauri C (também chamada de Proxima Centauri). A olho nu, os dois componentes principais são vistos como um ponto único de luz com magnitude aparente visual de -0,27, formando a estrela mais brilhante da constelação de Centaurus e a terceira mais brilhante do céu noturno, superada apenas por Sirius e Canopus. É visível de todo hemisfério sul, sendo circumpolar a sul do paralelo 29 S.

[7] N.T.: James Edward Keeler (1857-1900) foi um astrônomo estadunidense. Foi o primeiro a descobrir um pulsar, em 1899.

[8] N.T.: (1835-1909) foi um astrônomo e matemático americano-canadiano. Escreveu sobre economia e estatística, além de ser o autor de um livro de ficção-científica.

[9] N.T.: As Plêiades (Messier 45), conhecidas popularmente como sete-estrelo e sete-cabrinhas, são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) M45, são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades têm vários significados em diferentes culturas e tradições.

[10] N.T.: Orion ou Oríon é uma das oitenta e oito constelações modernas. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Orionis. Está localizada no equador celeste e, por este motivo, é visível em praticamente todas as regiões habitadas da Terra. A época mais favorável para sua observação se dá principalmente nas noites de verão no hemisfério sul, ou inverno no hemisfério norte, em dezembro e janeiro.

[11] N.T.: A Estrela de Kapteyn é uma anã vermelha a cerca de 12,83 anos-luz (3,93 pc) da Terra na constelação austral de Pictor. Com uma magnitude aparente visual de 8,85, é visível somente através de binóculos ou telescópios. É a estrela do halo galáctico mais próxima conhecida e, também, a segunda estrela com o maior movimento próprio de todo o céu, atrás da Estrela de Barnard. Em 2014, foi anunciada a descoberta de dois planetas orbitando a Estrela de Kapteyn.

[12] N.T.: Por exemplo: Mundo Físico, Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento, Mundo do Espírito de Vida, como é o caso do nosso Sistema Solar.

[13] N.T.: Gn 15:5

[14] N.T.: Sl 147:4

[15] N.T.: Sl 19:1

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Max Heindel, considerado por alguns o maior espiritualista ocidental do século XX, oferece um método simples e prático de levantar horóscopo utilizando a Astrologia Rosacruz, que traz a arte e o ofício para o domínio de qualquer pessoa que saiba fazer matemática básica. Você vai aprender a interpretar as Casas do Zodíaco, a lidar com fusos horários, a entender os Signos Ascendentes, a calcular as posições dos Astros, etc.

Há 2 meios de você acessar esse Livro:

1.Em formato PDF (para download):

Astrologia Científica e Simplificada – Introdução – O Valor Prático da Astrologia 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo I – Os Planetas – Os Sete Espíritos diante do Trono – Parte 1 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo I – Os Planetas – Os Sete Espíritos diante do Trono – Parte 2 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo II – O Tempo e o Lugar como Fatores no Cálculo do Horóscopo – Parte 1 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo II – O Tempo e o Lugar como Fatores no Cálculo do Horóscopo – Parte 2 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo III – Os Signos e as Casas – Parte 1

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo III – Os Signos e as Casas – Parte 2

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo IV – O Signo Ascendente e as Doze Casas – Parte 1

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo IV – O Signo Ascendente e as Doze Casas – Parte 2

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo IV – O Signo Ascendente e as Doze Casas – Parte 3

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 1

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 2

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 3

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 4

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 5

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 6

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 7

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo VI – Os Aspectos

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo VII – Como fazer o Índice

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INTRODUÇÃO – O VALOR PRÁTICO DA ASTROLOGIA

Há um lado da Lua que nunca vemos; contudo, essa metade oculta é um fator tão poderoso em causar o fluxo e refluxo das marés da Terra, tanto quanto o é a parte visível da Lua. De maneira análoga, há uma parte invisível do ser humano que exerce uma poderosa influência na vida, e como as marés são medidas pelo movimento do Sol e da Lua, assim também, as possibilidades da existência são medidas pelos Astros que circulam, podendo, portanto, serem chamados de “Relógio do Destino”, e a importância desse conhecimento é de um poder imenso, pois para o astrólogo competente o horóscopo revela todos os segredos da vida.

Por conseguinte, quando você entrega a um astrólogo a data do seu nascimento, você deu a ele a chave do mais íntimo da sua alma, e não há segredo que ele não possa desvendar, pesquisando cuidadosamente. Esse conhecimento pode ser usado tanto para o bem como para o mal, tanto para ajudar como para prejudicar, de acordo com a natureza do astrólogo. Somente a um amigo considerado bom, fiel e experimentado deve ser confiado essa chave da sua alma, e nunca deve ser entregue a alguém que tenha condições suficientes para prostituir uma ciência espiritual por meio de ganhos materiais.

Para um ou uma profissional de saúde, a Astrologia Rosacruz é de valor inestimável no diagnóstico de doenças ou enfermidades e na prescrição de remédios, pois, ela revela a causa oculta de todos os distúrbios do corpo ou de todas as doenças e enfermidades. Essa fase da ciência é abordada no livro “A Mensagem das Estrelas”, que fornece muitos horóscopos para demonstrar como as indicações de várias doenças e enfermidades aparecem na escrita astral. O autor diagnostica, infalivelmente, por esse método, os distúrbios do corpo, as doenças e enfermidades dos pacientes de várias partes do mundo e o amor também iluminará o caminho para todos aqueles que almejam seguir os passos de Cristo como curadores dos enfermos e dos doentes.

Se você é um pai, uma mãe ou um responsável por uma criança, o horóscopo irá lhe ajudar a identificar o mal latente na criança e lhe ensinar a aplicar as medidas preventivas. Também lhe mostrará os aspectos bons, para que você possa ajudar essa criança, que foi confiada aos seus cuidados, a ser uma pessoa melhor. Revelará as fraquezas do organismo dela e habilitará você a preservar a saúde da criança; mostrará que talentos ela possui e como a vida pode ser vivida em sua plenitude. Portanto, a mensagem dos Astros em movimento é de máxima importância e, pelo que temos demonstrado sobre o grande perigo de se fornecer os dados de nascimento a qualquer pessoa, só nos resta uma saída: cada um de nós estudar pessoalmente essa ciência.

Esse livro e o método simplificado que ele contém para levantar um horóscopo, de maneira completamente científica, é publicado para possibilitar que qualquer pessoa que saiba somar e subtrair possa fazer todos os cálculos e atividades sozinha, em vez de confiá-los a outra pessoa. Desse modo, a pessoa obterá um conhecimento mais profundo das causas que atuam em sua vida, ao invés de confiar naquilo que qualquer astrólogo profissional desconhecido possa lhe oferecer.

CAPÍTULO I

OS PLANETAS:  OS SETE ESPÍRITOS DIANTE DO TRONO

A Teoria Nebular explica com uma maravilhosa engenhosidade, do ponto de vista material, de como um Sistema Solar constituído do Sol e dos Astros pode ser formado a partir de uma névoa ígnea central, desde que essa névoa ígnea seja posta em movimento. Para alguém que não conhece sobre a névoa ígnea, pode julgá-la desnecessária como início de tudo, no entanto, como demonstrado por Herbert Spencer, que rejeitou a teoria nebular porque implica um Argumento da causa primeira[1], porém, não foi capaz de enunciar uma hipótese além dessa que é uma imperfeição questionável que reduz ou dificulta o convencimento, segundo ele. Assim, a teoria científica da origem de um Sistema Solar coincide com o ensino religioso de um Argumento da causa primeira, chame-a de Deus ou de qualquer outro nome, que é a inteligência superior que ordena o caminho das esferas em movimento, visando um fim e um objetivo definido. Talvez, nós não sejamos ainda capazes de perceber totalmente esse fim, mas em nosso planeta e a nossa volta, se observarmos não podemos deixar de notar que um desenvolvimento ordenado de todas as coisas rumo à perfeição, e pode se inferir que um processo semelhante de evolução deve estar em andamento em todos os demais Planetas, naturalmente variando em consonância com as diversas condições existentes em cada um deles.

O ensinamento místico sobre a formação de um Sistema Solar está de acordo com a Teoria Nebular que afirma que os anéis foram lançados da massa central do Sol formando, em sucessão, os vários Planetas, sendo que os mais distantes do Sol foram os primeiros a serem formados, enquanto Vênus e Mercúrio, os mais próximos do Sol, foram formados por último.

Por trás de cada ato existe um pensamento, e por trás de cada fenômeno visível há uma causa invisível. Portanto, na formação dos Planetas em um Sistema Solar, há uma razão espiritual para formação deles, bem como uma explicação material.

Podemos considerar a névoa ígnea central como a primeira manifestação visível do Deus Trino, o Senhor dos Exércitos[2], em Quem contém dentro de Seu Ser uma multidão de outros seres em diferentes estágios de desenvolvimento. As diversas necessidades desses seres exigem diferentes ambientes externos. Com a finalidade de proporcionar as condições apropriadas, vários Planetas foram lançados da massa central, sendo cada um diferentemente constituído e cada um tendo uma condição climática diferente dos demais. Contudo, eles estão todos no Reino de Deus, o Sistema Solar. “N’Ele vivem, se movem e têm o seu ser” no sentido mais literal, pois todo o Sistema Solar pode ser considerado como o corpo de Deus e os Planetas como os órgãos naquele corpo, animados por Sua Vida, movendo-se em Sua Força e de acordo com Sua Vontade.

Cada Planeta visível é a incorporação de uma grande e exaltada inteligência espiritual; essa é o ministro de Deus naquele departamento de Seu Reino, se esforçando para cumprir a Sua Vontade, focando no bem supremo[3], apesar do mal temporário.

Esses Espíritos Planetários exercem uma influência particular sobre os seres que evoluem no Planeta, que é a incorporação d’Eles, mas também exercem uma influência sobre os seres em evolução em outros Planetas, de acordo com o desenvolvimento alcançado por tais seres. Quanto mais baixo um ser se encontra na escala evolutiva, mais poderosos são os efeitos das influências planetárias; e quanto mais elevado, mais sábio e mais individualizado for um ser, mais capacitado estará em moldar o seu próprio curso e estará menos sujeitos às vibrações astrais. É por isso que a Astrologia Rosacruz nos ajuda, quando aplicada diariamente a nossa vida. Ela nos fornece um conhecimento das nossas fraquezas e as tendências para o mal em nossa natureza; ela nos mostra forças nossas qualidades ou nosso estado de ser forte, seja na capacidade de esforço ou na resistência e os momentos na nossa vida aqui mais propícios para o desenvolvimento de maior potência para o bem. Em todas as Religiões ouvimos falar dos Sete Gênios Planetários: o Hindu fala de Sete Rishi, a Persia de Sete Ameshapentas, o Maometano de Sete Arcanjos e a nossa Religião Cristã tem os seus Sete Espíritos diante do Trono.


[1] N.T.: O Argumento da causa primeira ou Argumento cosmológico é um raciocínio filosófico que visa buscar uma causa primeira (ou uma causa sem causa) para o Universo. Por extensão, esse argumento é frequentemente utilizado para a existência de um ser incondicionado e supremo, identificado como Deus.

A premissa básica é que, já que há um universo em vez de nenhum, ele deve ter sido causado por algo ou alguém além dele mesmo. E essa primeira causa deve ser Deus. Esse raciocínio baseia-se na lei da causalidade, que diz que toda coisa finita ou contingente é causada agora por algo além de si mesma.

Esse argumento é tradicionalmente conhecido como argumento a partir da causalidade universal, argumento da causa primeira, argumento causal ou o argumento da existência. Qualquer que seja o termo empregado, há três variantes básicas do argumento cosmológico, cada uma com distinções sutis, mas importantes: os argumentos da causa (causalidade), da essência (essencialidade), do devir (tornando-se), além do argumento da contingência. Esse raciocínio tem sido utilizado por vários teólogos e filósofos ao longo dos séculos, desde a Grécia Antiga com Platão e Aristóteles, passando pela Idade Média com São Tomás de Aquino.

[2] N.T.: Designação de Deus no Antigo Testamento (por exemplo em ISm 1:3)

[3] N.T.: o único bem que é desejável por si mesmo (como um fim em si mesmo) e não por causa de outra coisa (como um meio para algum outro fim).

O astrônomo moderno separa o aspecto espiritual da ciência celestial, a Astrologia, que ele expressa o seu desprezo como “uma superstição notória”, da fase material, a Astronomia, considerando oito Planetas iniciais[1] em nosso Sistema Solar – Netuno, Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus, Mercúrio. Ele demostra, por meio do telescópio, que os Planetas existem e com isso ele pensa que conseguiu provar que a Religião nada sabe a esse respeito quando afirma que existem sete Planetas no Sistema Solar. No entanto, o Místico ressalta a Lei de Bode[2] como que justificando a sua afirmação de que Netuno não pertence realmente ao nosso Sistema Solar[3].

A Lei é a seguinte: se escrevermos uma série de 4 e somamos 3 ao segundo, 6 ao terceiro, 12 ao quarto, etc., toda vez sempre dobrando o número adicionado, a série de números resultante será uma aproximação bem próxima às distâncias relativas dos Planetas ao Sol, com exceção de Netuno[4]. Assim, segue a ilustração:

MERCÚRIOVÊNUSTERRAMARTEASTERÓIDESJÚPITERSATURNOURANONETUNO
444444444
3612244896192384
4710162852100196388

Se dividirmos essa série por 10 (dez) obtemos “1” para a distância da Terra ao Sol e, os outros números representam as distâncias dos outros Planetas em termos da distância da Terra. A proximidade com que essa lei simples estabelece a distância é mostrada da seguinte forma: sendo a coluna intitulada “Bode”, mostra as distâncias de acordo com essa Lei, enquanto a coluna intitulada “Distância” fornece os valores exatos em termos de distâncias da Terra.

BodeDistância BodeDistância
Mercúrio0,40,4Júpiter5,25,2
Vênus0,70,7Saturno10,09,5
Terra1,01,0Urano19,619,2
Marte1,61,5Netuno38,830,0
Asteroides2,82,6Plutão40,077,2

Assim, podemos ver que, com exceção dos valores encontrados para o caso de Netuno[5], os números representam, muito próximos, as distâncias proporcionais relativas do Sol, dos sete Planetas e até da camada de asteroides[6] que estão dentro de nosso Sistema Solar, mas falham definidamente quando aplicados a Netuno[7], sendo esse a externalização de um Grande Espírito das Hierarquias Criadoras que normalmente nos influenciam a partir do Zodíaco. Esse gênio planetário trabalha, especificamente, com aqueles que estão se preparando para a Iniciação[8] e, parcialmente, com aqueles que estudam Astrologia e a praticam em suas vidas diariamente, pois estes também estão se preparando para o caminho da realização espiritual. As cintilações das estrelas fixas que estão fora do nosso Sistema Solar são as pulsações dos impulsos espirituais enviados pelos guardiões dos Mistérios Maiores[9]; e os Mercurianos, os Deuses da Sabedoria, enviam impulsos similares referentes aos Mistérios Menores[10], razão pela qual, Mercúrio cintila como uma estrela fixa.

Os Planetas orbitam em torno do Sol[11] em variadas taxas de velocidades, os Planetas menores, que são os mais próximos do Sol, movem-se muito mais rapidamente do que os maiores que, além disso, descrevem círculos mais amplos.

Mercúrio faz um período orbital[12] em torno do Sol em88 dias
Vênus faz um período orbital em torno do Sol em224,5 dias
Terra faz um período orbital em torno do Sol em365,25 dias
Marte faz um período orbital em torno do Sol em1 ano/322 dias
Júpiter faz um período orbital em torno do Sol em12 anos
Saturno faz um período orbital em torno do Sol em29,5 anos
Urano faz um período orbital em torno do Sol em84 anos
Netuno faz um período orbital em torno do Sol em165 anos
Plutão faz um período orbital em torno do Sol em248 anos

A velocidade horária dos Planetas em suas órbitas é a seguinte:

quilômetros por hora
Mercúrio172.000
Vênus124.000
Terra105.000
Marte85.000
Júpiter47.000
Saturno34.000
Urano24.000
Netuno19.000
Plutão17.000

Além de girarem em suas órbitas ao redor do Sol, os Planetas também giram sobre seus eixos na mesma direção em que giram em suas órbitas; isto é, de Oeste para Leste. Esse movimento é chamado de rotação diurna[13].

O tempo estimado pela rotação diurna dos Planetas é o seguinte:

Horas
Mercúrio24,25
Vênus23,5
Terra24,0
Marte24,5
Júpiter10,0
Saturno10,5
Urano11,0*[14]
Netuno16,0*[15]

O Sol também gira em torno de um eixo, mas requer cerca de 608 horas ou 25 dias e 1/3 do dia para completar uma rotação.

O eixo de um Planeta pode ser perpendicular ou oblíquo à sua órbita. As atuais inclinações aproximadas dos eixos são as seguintes:[16]

Graus
Júpiter3,0
Terra23,5
Marte25,0
Saturno27,0
Vênus177,0
Mercúrio0,1
Urano98,0
Netuno30,0
Plutão120,0

A inclinação do eixo do Sol ao plano da eclíptica é de cerca de 7,5 graus.

As inclinações dos eixos acima não coincidem em todos os casos com os números determinados pela ciência física, nem endossamos seu ponto de vista de que essas inclinações permanecem praticamente inalteradas, salvo por um leve movimento oscilatório chamado Nutação[17]. Há um terceiro movimento extremamente lento dos Planetas, pelo qual, o atual Polo Norte da Terra, no futuro, como fez no passado, apontará diretamente para o Sol. Mais tarde estará na posição onde agora está o Polo Sul, e no devido tempo alcançará novamente a sua posição atual. Assim, o clima tropical e as épocas glaciais se sucedem em todos os pontos de cada Planeta.

Além disso, esse movimento gradual de, aproximadamente, de 50 segundos de espaço por século, pelo qual uma volta ao eixo da Terra se completa em, aproximadamente, dois milhões e meio de anos, também ocorreram mudanças repentinas numa época em que o que é agora o Polo Norte apontava diretamente para o Sol. O hemisfério sul se encontrava, então, continuamente na escuridão e frio.

As condições resultantes causaram, na última vez, uma melhoria muito grande e súbita em todo o nosso globo. Entretanto, desde essa época o Espírito, que anteriormente guiava a Terra de fora, penetrou dentro de sua esfera e tal acontecimento será impossível no futuro.

O Sr. Pierre Bezian, um mecânico francês, construiu um aparelho que demonstrava esse terceiro movimento. Ele disse ter recebido essa ideia de um estudo dos ensinamentos promulgados entre vários povos antigos, por meio de sacerdotes, que eram dotados de conhecimento místico, particularmente os Egípcios. Ele demonstrou como esse terceiro movimento explicava a flora e a fauna tropicais encontradas no gelado do norte, que não podem ser explicados de outra forma. Ele, também, demonstrou que durante o curso desse terceiro movimento, a inclinação do eixo de um Planeta se torna maior que os 90 graus e seu Polo Norte começa a apontar em direção ao sul, os satélites desse Planeta parecerão girar na direção oposta à dos satélites de outros Planetas, como é o caso dos satélites de Urano e Netuno; um fato que deixa os astrônomos perplexos e em busca de uma explicação.

Em relação a Urano e Netuno, o Sol também nasce no oeste e se põe no leste pela mesma razão: a inversão de seus polos.

Como uma última diferença entre os ensinamentos da ciência moderna e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes, podemos observar que os astrônomos de hoje falam de Vênus e Mercúrio como Planetas inferiores, porque aparecem sempre próximos ao Sol; Vênus é visto apenas como uma “estrela da manhã ou da tarde”; Mercúrio raramente é visto, pois está muito próximo do Sol.

Os outros Planetas são chamados superiores, porque são vistos de todas as distâncias do Sol, mesmo se posicionando no ponto oposto do horizonte do Sol.

Essa denominação de inferior e superior, o místico teria um ponto de vista oposto, pois para ele é evidente que o Sol é a externalização da mais alta inteligência espiritual em nosso Sistema Solar. No início de nossa atual fase evolutiva, tudo o que está agora fora do Sol, estava dentro, mas nem todos os seres podiam continuar vibrar na elevadíssima taxa de vibração  que era estabelecida ali; alguns ficaram para trás, cristalizaram-se e, com o tempo, tornaram-se um empecilho para outras classes. Com a cristalização, eles se dirigiram para os polos, onde o movimento é lento, mas gradualmente com o aumento da densidade deles, foram impelidos para o equador, onde o movimento é mais rápido e, consequentemente, foram expelidos do Sol pela força centrífuga.

Mais tarde, outros seres também não conseguiram se manter nesse movimento vibratório, ficando para trás e foram expelidos a uma distância apropriada para que as vibrações solares pudessem lhes fornecer a rapidez necessária ao desenvolvimento deles.

Os Espíritos mais avançados permaneceram mais tempo no Sol e, consequentemente, se a denominação inferior e superior é para ser  aplicada, deveria ser usada de maneira inversa.

A fim de evitar qualquer mal-entendido, pode-se dizer que Júpiter foi expelido com um enorme volume de substância ígnea, porque os jupterianos alcançaram um grau elevadíssimo de desenvolvimento, onde precisavam tanto de altas vibrações como de autonomia. Júpiter é, portanto, em alguns aspectos, uma exceção à regra; um caso em que uma lei superior prevalece sobre uma inferior.

Concluindo, nós reiteramos que os Planetas do nosso Sistema Solar são externalizações visíveis dos Sete Espíritos diante do Trono de Deus, o Sol, e assim como nos é possível transmitir por telégrafo sem fio a força que move a chave do telégrafo, que acende uma lâmpada, que puxa uma alavanca, etc., assim também esses Grandes Espíritos exercem uma influência sobre os seres humanos, numa proporção ao nosso grau de individualidade. Se almejamos agir em harmonia com as Leis do Deus, nos elevemos acima de todas as leis e nos tornemos uma lei em nós mesmo; colaboradores de Deus e auxiliares na natureza. Isso é nosso privilégio, mas se deixarmos de viver de acordo com nossas mais elevadas possibilidades, isso será o nosso fracasso.

Esforcemo-nos, portanto, em saber o que podemos fazer e, acima de tudo, tomemos cuidado para não prostituir a Ciência dos Astros, colocando-a como mera adivinhação. O Ouro de Mamon[18] pode ser nosso se lutarmos por isto, mas a “paz de Deus que excede todo o entendimento[19] nos trará um regozijo duradouro, se usarmos nosso conhecimento no serviço altruísta aos outros.


[1] N.T.: e Plutão depois de 1930.

[2] N.T.: A lei de Titius-Bode (às vezes denominado de Lei de Bode) é uma lei matemática que define, muito aproximadamente, as distâncias planetárias. Foi desenvolvida em 1766 por Johan Daniel Tietz (1729–1796), mais conhecido por seu nome latinizado Titius (pronuncia-se Tícius) e muito divulgada pelo astrônomo alemão Johann Elert Bode (1747–1826), diretor do Observatório de Berlim, que acabou definindo a sequência final, que hoje conhecemos como Lei de Titius-Bode.

[3] N.T.: e nem Plutão, depois de descoberto em 1930

[4] N.T.: e, também, de Plutão, depois de 1930.

[5] N.T.: e Plutão, depois de 1930.

[6] N.T.: situados entre a órbita do Planeta Marte e do Planeta Júpiter.

[7] N.T..: e a Plutão, depois de 1930.

[8] N.T.: no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz são os Estudantes Rosacruzes que estão, no mínimo, no grau de Discípulo.

[9] N.T.: Também denominadas Iniciações Maiores ou Iniciações Cristãs.

[10] N.T.: Também denominadas Iniciações Menores.

[11] N.T.: Conhecido como movimento de translação em torno do Sol.

[12] N.T.: O período orbital (também conhecido como período de revolução) é o tempo que um determinado objeto astronômico leva para completar uma órbita em torno de outro objeto e se aplica em astronomia geralmente a Planetas ou asteroides orbitando o Sol, para o nosso Sistema Solar. Depois de 1930, consideremos Plutão que faz um período orbital em torno do Sol de 248 anos.

[13] N.T.: O movimento diurno (ou rotação diurna) é um termo astronômico que se refere ao movimento aparente do Sol ao redor de um Planeta – no nosso Sistema Solar -, ou mais precisamente, movimento em torno dos dois polos celestes, ao longo de um dia. É causado pela rotação do Planeta em torno de seu eixo. Isso também resulta em observarmos que quase todas as estrelas parecem seguir um caminho de arco circular chamado círculo diurno.

[14] N.T.: Últimas observações científicas feitas através dos satélites artificiais na década de 90, pela NASA

[15] N.T.: Últimas observações científicas feitas através dos satélites artificiais na década de 90, pela NASA

[16] N.T.:

[17] N.T.: A Nutação é, na astronomia, uma pequena oscilação periódica do eixo de rotação da Terra com um ciclo de 18,6 anos, sendo causada pela força gravitacional da Lua sobre a Terra.

[18] N.T.: Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.

[19] N.T.: Fp 4:7

CAPÍTULO II

O TEMPO E O LUGAR COMO FATORES NO CÁLCULO DO HORÓSCOPO

Parte 1

Um horóscopo é simplesmente um mapa dos céus mostrando uma determinada posição dos Astros[1] e Signos Zodiacais em relação entre si e em relação à Terra. As constelações permanecem na mesma posição uma em relação à outra e, portanto, são chamadas de “estrelas fixas”, mas a Terra e os outros Astros mudam suas posições constantemente. Eles não retornam à mesma posição relativa antes de decorridos, aproximadamente, vinte e seis mil anos. Assim, todo horóscopo calculado de forma cientifica é absolutamente individual e mostra uma influência astral diferente daquela experimentada em qualquer outra vida iniciada numa época diferente. Por causa da rotação da Terra sobre o seu próprio eixo é acrescido um novo grau ao Zodíaco, a cada quatro minutos percorridos, assim mesmo os horóscopos de gêmeos podem diferir consideravelmente. Por isso, o Estudante Rosacruz deve perceber a importância da Hora como um fator preponderante em um horóscopo. Há, contudo, vários métodos para determinar a hora e erigir um horóscopo correto para quem não sabe a hora exata de seu nascimento, mas esse assunto pertence a um nível mais avançado deste estudo.

No entanto, a hora não é a mesma em todo o mundo. Quando o Sol nasce onde vivemos, ele se põe em outro lugar, e isso estabelece outra diferença nos horóscopos mesmo se calculados para crianças nascidas no mesmo horário, mas em lugares opostos do globo, pois se for meio-dia no local de nascimento de uma delas, o Sol estará elevado nos céus acima no globo terrestre, e no local de nascimento de outra criança seria meia-noite, mas com o Sol diretamente abaixo no globo terrestre. Sabemos que o efeito químico do raio solar tem variação de acordo com sua posição, de maneira que, quando a mudança é fisicamente perceptível, o efeito espiritual também deve diferir. Portanto, é evidente que a hora e o lugar são fatores básicos no cálculo de um horóscopo. Mas, primeiro mostraremos como determinar o lugar de nascimento e depois abordaremos a questão da hora.

O LUGAR

Geograficamente, a Terra está dividida por dois conjuntos imaginários de círculos. Um círculo que corre de leste para o oeste, a meio caminho entre os polos norte e sul, como ilustrado nos gráficos abaixo, é chamado de Equador.

Outros círculos, chamados Paralelos de Latitude, são imaginados, estendendo-se paralelamente ao Equador, sendo utilizados para medir a distância de qualquer lugar ao Norte ou ao Sul do Equador. Agora tomemos um atlas e olhemos o mapa da América do Norte. Ao longo das bordas direita e esquerda, você verá ver alguns números. Note que uma linha curva se estende desde o número 50 à direita até o número 50 à esquerda no mapa. Esse é o Paralelo 50 graus de latitude. Todas as cidades situadas ao longo dessa linha, na América, Europa ou Ásia estão equidistantes do Equador e, assim, podemos dizer que estão localizadas na “Latitude 50 graus Norte”.

Outra linha se estende do número 40 do lado esquerdo até o número 40 do lado direito. Podemos observar algumas das principais cidades sobre essa linha ou próximas a ela. São Francisco está um pouco mais ao sul; Denver está em cima da linha; Chicago e Nova York um pouco ao norte. Agora, tomemos o mapa da Europa. Há os números da direita e da esquerda, cujos círculos de conexão também são latitudes, e no número 40 você verá Lisboa (um pouco para baixo) e Madri (quase em cima). Prosseguindo para leste, Roma e Istambul aparecem um pouco ao norte (ou para cima) dessa linha.

Pode-se dizer, para fins de ensino elementar, que esses lugares estão no mesmo grau de latitude e, portanto, outro determinador deve ser usado para diferenciar a localização de cada um dos lugares.

Isso é feito dividindo a Terra longitudinalmente, de polo a polo, por outro conjunto de círculos imaginários chamados Meridianos de Longitude e que são mostrados na figura abaixo.

Todos os lugares ao longo desses círculos têm o meio-dia igual para todos, independentemente de quão distantes possam estar do Equador, ou de quão perto estejam do Polo Norte ou Sul.

Agora, olhemos novamente para o mapa da Europa. Lá você verá linhas numeradas traçadas da parte superior até a parte inferior do mapa. Essas são as linhas de longitude. Uma é numerada como “0”. Se você seguir essa linha, encontrará Londres e, perto dela, um lugar chamado Greenwich. Essa é a localização do maior observatório do mundo[2] e, para fins de cálculo astronômico, todos os pontos da Terra são considerados como sendo tantos graus a oeste ou a leste de Greenwich[3].

Assim, por Latitude obtemos a localização de um determinado lugar ao norte ou ao sul do Equador.

Por Longitude, designamos sua posição se é a leste ou a oeste de Greenwich.

Quando a localização de um ponto é estabelecida em termos de latitude e longitude, isso estabelece um determinado ponto fora de qualquer possibilidade de confusão com qualquer outro lugar e fornece ao astrólogo um dos fatores primordiais que são necessários para calcular um horóscopo científico: o lugar[4].

A latitude é o principal fator na localização dos Signos do Zodíaco por meio das “Tabelas das Casas”[5], as quais se aplicam a todos os lugares em um determinado grau de latitude. Essas tabelas são praticamente imutáveis como o são as estrelas fixas às quais se aplicam; elas permanecem as mesmas de ano para ano, e sua alteração é tão pequena que não é significativa no decorrer de toda uma vida.

A longitude é o fator principal em todos os cálculos relacionados aos Astros móveis. Para calcular suas posições no momento do nascimento de uma pessoa é necessário ter um almanaque astronômico do ano de nascimento. Esse recebe o nome de Efemérides pois registra a posição efêmera ou transitória dos Astros, conforme vistos pelo observatório de Greenwich diariamente ao meio-dia[6].


[1] N.T.: Sol, Lua e os Planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão)

[2] N.T.: O autor se refere no início do século XX.

[3] N.T.: a oeste (ou seja, à sua esquerda – olhando o mapa de frente para você) ou a leste (ou seja, à sua direita)

[4] N.T.: Por exemplo: um lugar situado à 38º53’ de Latitude Norte e 77º de Longitude Oeste. Atualmente é mais fácil consultar na internet. É só pesquisar no seu navegador (Google Chrome, Mozilla Firefox, Safari e Microsoft Edge) colocando: o nome da cidade, estado e/ou país e acrescentar as palavras: latitude e longitude (para a Astrologia Rosacruz escolha sempre os valores expressos em graus, minutos e segundos – exe: 23º32’19” – e não expressos em pontos decimais depois dos graus – exe: 23,0256).

[5] N.T.: Aqui já há muitas cidades com suas respectivas latitudes e longitudes: Tabelas das Casas Científica e Simplificada – Latitude 1 a 66 Graus – The Rosicrucian Fellowship

[6] N.T.: para facilitar temos as Efemérides Rosacruzes, já levantadas para serem utilizadas na Astrologia Rosacruz. Aqui alguns exemplos: Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para Meio-dia (Noon) Greenwich

A HORA

Um Dia Solar é o período de tempo que o Sol leva para se mover de um determinado Meridiano de longitude até retornar ao mesmo Meridiano no dia seguinte. Devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e da obliquidade da eclíptica, o caminho do Sol, os dias solares não tem todos a mesma duração, mas como o propósito da vida social e civil necessitam de uma divisão uniforme, uma média foi adotada para todos os dias solares do ano, e isso leva o nome de Dia Solar Médio. Esse começa à meia-noite, quando o Sol está no nadir. Os relógios são regulados para mostrar seu início, seu fim e, também, suas divisões em 24 horas diárias. Há, portanto, uma diferença entre a hora Solar e a hora do relógio[1].

A partir do momento que o Sol se encontra mais perto da Terra (Periélio) – por volta de catorze dias após o Solstício de Dezembro (próximo do dia 4 de janeiro –, até o momento em que se encontra o mais distante da Terra (Afélio) – por volta do dia 4 de julho –, a hora do relógio está adiantada em relação à hora Solar. De 21 de junho a 24 de dezembro, o Sol está adiantado em relação ao relógio, ocorrendo a diferença maior, de 16 minutos, no início de novembro.

Quando o movimento desigual da Terra em sua órbita e a obliquidade da eclíptica atuam juntas, a diferença entre a hora Solar e a hora do relógio é a maior; mas, quatro vezes ao ano elas se igualam: 15 de abril, 15 de junho, 1º de setembro e 24 de dezembro.

Um Dia Sideral é o tempo que decorre entre a saída de uma estrela fixa, a um certo grau de longitude, até que ela retorne ao mesmo ponto no dia seguinte. Esse é o tempo exato de uma revolução[2] completa da Terra sobre seu eixo; e é o único movimento absolutamente uniforme observado nos céus, não tendo sofrido nenhuma alteração desde as primeiras observações registradas.

Devido ao movimento da Terra em sua órbita[3] em torno do Sol, um Dia Solar é mais longo do que um Dia Sideral, pois como o Sol se adianta mais para o leste durante o período de rotação diária da Terra sobre seu eixo, a Terra precisa girar um pouco mais em seu eixo para que um certo Meridiano se alinhe com o Sol. O Dia Solar é, portanto, cerca de quatro minutos mais longo que o Dia Sideral, porém, devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e à obliquidade da eclíptica mencionada anteriormente, essa diferença também varia a cada dia.

Antigamente, a hora dos relógios de cada cidade ou cada pequena vila se diferenciavam das horas dos relógios de todos os outros lugares, uma vez que todos eles eram ajustados para a Hora Local, porém, isso causava muita confusão para as pessoas que viajavam; portanto, em 18 de novembro de 1883, a América adotou o que conhecemos por Hora Padrão[4]. Para as pessoas nascidas após aquela data é necessário se fazer uma correção, em que se converte a hora indicada pelos relógios em Hora Local Exata, pois essa é a hora utilizada para calcular um horóscopo. O diagrama ajudará os Estudantes Rosacruzes a entenderem o que é a Hora Padrão, como desfazer quaisquer confusões e como é elaborada a correção mencionada anteriormente.

Foi sugerido que, se o país fosse dividido em zonas horárias[5], em que cada uma teria cerca 15 graus de longitude de largura (por ser essa a distância que o Sol viaja em uma hora), e sendo todos os relógios de cada divisão acertados para uma hora uniforme, estabelecido por um Meridiano localizado no centro da zona horária correspondente, a confusão para os viajantes seria evitada.

Consequentemente, os Estados Unidos da América foi dividido em quatro dessas zonas por três linhas imaginárias, conforme está ilustrado no diagrama.

Na Zona Horária do Leste, os relógios são ajustados seguindo o Meridiano 75 graus, com 5 horas a menos da Hora de Greenwich.

Na Zona Horária Central, a hora é regulado pelo Meridiano 90 graus, que é 6 horas a menos da Hora de Greenwich.

Na Zona Horária das Montanhas, os relógios são regulados de acordo com o Meridiano 105 graus, que é 7 horas a menos da Hora de Greenwich.

Na Zona Horária do Pacífico, o horário é regulado para o Meridiano 120 graus, que é 8 horas a menos da Hora de Greenwich.

(Há uma quinta zona no extremo leste, compreendendo Maine, Nova Escócia, etc. Essa zona foi omitida para que nosso diagrama pudesse abranger um espaço maior.).[6]

Em todas as cidades localizadas no mesmo Meridiano padrão (veja o diagrama), tais como Filadélfia e Denver, a Hora Padrão é também a Hora Local Exata e nenhuma correção de horário é necessária para o cálculo dos horóscopos. Mas Detroit[7], que está posicionado na linha divisória entre a Zona Leste e a Zona Central, e que está a 7 graus a leste do Meridiano 90º e, portanto, seus relógios estão 28 minutos atrasados, pois quando assinalam meio-dia, de acordo com o Meridiano Padrão de 90º, a Hora Local Exata é de 28 minutos depois do meio-dia (12h28 P.M.[8]). Você verá que Chicago está um pouco a leste do Meridiano de 90 graus (em torno de 2 graus). Quando os relógios assinalam meio-dia, na verdade são 12h08 P.M. Os relógios de São Francisco assinalam meio-dia quando a Hora Local Exata é ainda 11h50 A.M., porque essa cidade está 2 graus e 30 minutos (2º30’) a oeste do Meridiano Padrão 120º. Assim, a correção se faz necessária.

A regra para obter a Hora Local Exata é a seguinte:

Para o Horário do Meridiano Padrão mais próximo:

  • some quatro minutos para cada grau quando o lugar de nascimento estiver a leste do Meridiano correspondente àquele horário.
  • se o lugar de nascimento estiver a oeste daquele Meridiano, subtraia quatro minutos para cada grau.

Quando uma criança nasce, deve-se notar o momento exato em que ela respira pela primeira vez, já que este momento, e não a hora do parto, é a hora do nascimento do ponto de vista do astrólogo.

A razão pela qual se toma a hora da primeira inspiração que vem, geralmente, acompanhada de um choro, como o momento do nascimento se deve à condição química da atmosfera que muda a cada momento à medida que mudam as vibrações astrais. Notamos tal mudança na atmosfera de acordo com a posição do Sol no céu durante as diferentes horas do dia ou da noite. O ar noturno é diferente da atmosfera ao meio-dia. Essas não são mudanças repentinas, mas são provocadas por e para nós em níveis imperceptíveis. Nós, que somos mais insensíveis às mudanças contínuas, não as sentimos, mas a forma pouco sensível de uma criança recém-nascida é eminentemente suscetível à irrupção dessa primeira carga de ar em seus pulmões e, à medida que o oxigênio contido nessa carga se espalha por todo o corpo, em virtude  da mistura com o sangue, cada átomo recebe uma impressão peculiar que se mantém ao longo da vida, embora os átomos mudem, da mesma forma que uma cicatriz se perpetua no corpo, apesar da mudança de átomos. Essa primeira impressão é a base física das idiossincrasias e características instáveis que fazem com que cada um de nós aja diferentemente sob as mesmas condições astrais; é a base das tendências da nossa natureza física e está em harmonia com nosso estágio de realização, conforme estabelecido pela Lei de Causa e Efeito, que nos proporciona em cada vida as faculdades desenvolvidas durante todas as nossas existências anteriores. Assim, não temos um determinado destino porque nascemos em um determinado momento, mas nascemos no momento em que os raios astrais nos fornecem as tendências para cumprir o destino gerado em vidas passadas.

Essa distinção é muito importante, pois marca a diferença entre o ponto de vista do astrólogo materialista e o conceito religioso da Astrologia.

Em março de 1918, o governo dos EUA aprovou o “Daylight Saving Act” (“horário de verão”), pelo qual todos os relógios deveriam ser adiantados uma hora à meia-noite anterior ao último domingo do mês de março, e depois atrasados uma hora à meia-noite anterior ao último domingo do mês de outubro. Esse Ato vigorou somente em 1918 e 1919. Portanto, todas as datas de nascimento registradas nesse período devem ter uma hora subtraída para obter a Hora Padrão.


[1] N.T.: a hora do relógio é também chamada de hora legal.

[2] N.T.: também chamada de rotação: cada giro da Terra em torno do seu próprio eixo define um dia.

[3] N.T.: Movimento de Translação

[4] N.T.: Embora se use também a expressão “Hora Padrão”, a denominação mais consagrada aqui no Brasil é “Hora Legal”.

[5] N.T.: As zonas horárias ou fusos horários são cada uma das vinte e quatro áreas em que se divide a Terra e que seguem a mesma definição de tempo

[6] N.T.: Note com bastante atenção, então, que os Meridianos padrões para o Estados Unidos são: 60o, 75o, 90o, 105o e 120o

Já no Brasil os Meridianos padrões são: 30o, 45o, 60o e 75o

[7] N.T.: Detroit adotou a Hora Padrão Leste a 15 de maio de 1915.

[8] N.T.: Em grande parte dos países de língua inglesa é costume especificar as horas do dia de um a doze, seguidas de AM ou PM conforme o período. Nesses países é necessário informar sempre o período a que se refere a hora indicada. Por exemplo, 15h corresponde a 3:00 PM.

AM e PM (podendo ser escrita em maiúsculas ou minúsculas, com ou sem pontos a seguir às letras) são duas siglas com origem no latim utilizadas para referir cada um dos dois períodos de 12 horas em que está dividido o dia: AM (Ante Meridiem) significa “antes do meio-dia” e PM (Post Meridiem) significa “após o meio-dia”.

AM é o período com início à meia-noite (00:00) e término às 11:59; PM é o período com início ao meio-dia (12:00) e término às 23:59. Assim, meio-dia se escreve como 12:00 PM e meia-noite se escreve como 12:00 AM.

CAPÍTULO 3 – OS SIGNOS E AS CASAS

Os-Signos-do-Zodiaco Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
Os-Astros Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
Os-Aspectos-Astrologicos Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Embora estejamos muitos milhões de quilômetros mais próximos do Sol[1] durante os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, seus raios transmitem menos calor do que nos meses de junho, julho, agosto e setembro, quando nos encontramos mais afastados dele[2] ; por conseguinte, é evidente que a distância não influência na transmissão dos raios de calor, mas à medida que o Sol se eleva ao nascer em direção ao zênite, seja no verão ou no inverno, o calor aumenta, sendo o máximo alcançado no meio do verão, quando os raios solares estão mais próximos do ângulo perpendicular, ocasião em que, consequentemente, se registram as temperaturas mais elevadas. Por isso, é evidente que o ângulo do raio[3] é o único fator determinante de sua influência.

A Astrologia trata com ângulos astrais e os efeitos deles observados na humanidade; e para determinar esses ângulos e tabular essas considerações, as estrelas fixas, ao longo da trajetória do Sol, foram divididas em grupos ou constelações, e a Terra, como vista a partir do lugar do nascimento de uma criança foi dividida em Casas. A grande maioria dos novos Estudantes Rosacruzes muitas vezes se confundem em diferenciar o que são Signos e o que são Casas, mas se memorizarem que os Signos são divisões dos Céus, e as Casas são divisões da Terra, não haverá nenhuma dificuldade. Os Signos influenciam determinadas partes do Corpo Denso; as Casas governam as condições da vida.

Como em qualquer outro círculo[4], o Zodíaco é dividido em 360 graus, de modo que cada um dos doze Signos tem 30 graus[5]. Os nomes e os símbolos deles são mostrados no diagrama acima. As partes do Corpo Denso governadas por esses Signos são as seguintes[6]:

SignoParte do Corpo Denso
ÁriesCabeça
TouroCerebelo e Pescoço
GêmeosBraços e Pulmões
CâncerEstômago
LeãoCoração e Medula Espinhal
VirgemIntestinos
LibraRins
EscorpiãoÓrgãos Sexuais e Reto
SagitárioQuadris e Coxas
CapricórnioJoelhos
AquárioTornozelos
PeixesPés

Essas doze constelações constituem o Zodíaco Natural e estão sempre nas mesmas posições relativas, mas devido ao movimento dos polos da Terra, o Sol cruza o equador num ponto ligeiramente diferente a cada ano no Equinócio de Março, e esse ponto de mudança é considerado na Astrologia como sendo o primeiro grau de Áries, o início do que chamamos de Zodíaco Intelectual. Esse Zodíaco muda a uma taxa, em média, de 50,1 segundos de ano para ano, 1 grau em 72 anos, 1 Signo em 2.156 anos, completando o círculo de 12 Signos em, aproximadamente, 25.868 anos. Esse movimento retrógrado é chamado de “Precessão dos Equinócios”.

Do ponto de vista materialista, parece não haver razão para essa alteração do Zodíaco, mas do ponto de vista do místico não é de modo algum arbitrária, ao contrário, é necessária e está em harmonia com o caminho espiral da evolução, seguido tanto pela estrela fixa quanto pela estrela do mar, observável em toda a natureza. Após a conclusão de cada ciclo, os Zodíacos Intelectual e Natural se ajustam (a última vez aconteceu em 498 d.C.), então começa um novo período mundial, uma nova fase de evolução, um ciclo da espiral mais elevado em que estamos sempre caminhando em direção a Deus. Mesmo sob o ponto de vista material é evidente que o caminho em espiral do Sistema Solar, observado pelos astrônomos, deve mudar o ângulo de incidência dos raios luminosos das estrelas fixas, e como o ângulo de incidência dos raios do Sol sobre nossa Terra possui o efeito de produzir as mudanças climáticas de verão e inverno, é razoável que uma mudança semelhante deve suceder-se à nossa mudança de posição em relação às estrelas fixas, o que pode ser responsável por mudanças graduais de condições, tais como estações de inverno menos frios e estações de verão menos quentes em algumas partes do mundo.


[1] N.T.: em torno de 147,1 milhões de quilômetros, atingindo o periélio por volta de catorze dias após o solstício de dezembro, próximo do dia 4 de janeiro.

[2] N.T.: em torno de 152,1 milhões de quilômetros, atingindo o afélio por volta de catorze dias após o solstício de junho, próximo do dia 4 de julho.

[3] N.T.: inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol – 23,5 graus. Graças a ela, os raios solares incidem de forma diferente ao longo do ano.

[4] N.T.: como estudamos na geometria

[5] N.T.: invariavelmente

[6] N.T.: aqui são listadas somente a parte principal regida por cada Signo. Para uma lista completa consultar o Livro Astrodiagnose e Astroterapia.

Além do mais, observou-se que as condições climáticas dispõem de um impacto nítido em nossas características ou inclinações habituais ou, ainda, no nosso modo de responder às emoções – nos sentimos de maneira diferente tanto no verão como no inverno – e não pode essa mudança lenta em relação às estrelas fixas ser a causa dessa mudança na humanidade, que conhecemos por evolução? O místico afirma que sim. Assim como os raios do Sol, pela mudança do ângulo de incidência, suscitam as folhas e flores da planta em determinado momento, e em outro as fazem murchar, assim também os raios das estrelas fixas suscitam e produzem as maiores mudanças na flora e fauna; eles são responsáveis pela ascensão e queda das nações e pela mudança marcada pela sensibilidade excessiva e alterações de humor impulsivas que chamamos de civilização.

Indo mais longe com a analogia, o Zodíaco Natural é composto pelas constelações que são vistas nos céus, e o Zodíaco Intelectual começa sua mudança no exato ponto onde o Sol cruza o Equador no Equinócio de Março. Essa é a época em que a Natureza faz nascer tudo aquilo que ela germinou no ventre dela no inverno anterior. Assim, o horóscopo do mundo muda de ano para ano. “Como em cima, assim embaixo”, é a Lei da Analogia e os mesmos pontos salientes são observáveis na evolução do ser humano, do micróbio, da estrela do céu e da estrela do mar.

No mapa natal do ser humano temos, também, o que pode ser chamado de horóscopo natural, que é o mapa levantado e calculado segundo as regras da Astrologia, em que qualquer Signo pode estar no Ascendente ou na Primeira Casa. A mudança do Equinócio de Março corresponde ao primeiro grau de Áries, no Zodíaco Intelectual, assim, o Ascendente no horóscopo de qualquer ser humano também tem uma influência correspondente a esse grau. A Segunda Casa corresponde a Touro, a Terceira Casa a Gêmeos, e assim por diante, formando a contraparte do Zodíaco Intelectual no horóscopo do ser humano.

Assim como os raios do Sol se intensificam quando focalizados através de uma lente, do mesmo modo ocorre com a vida espiritual do Sol quando focalizada através das duas Casas de Marte[1] para trazer uma vida a partir dos Mundos invisíveis.

Câncer, o primeiro dos Signos de Água, era representado como um escaravelho (besouro) entre os antigos Egípcios, que era o emblema deles da alma, e os ocultistas sabem que o Átomo-semente do Corpo é implantado[2] quando o Sol da Vida (o Ego) está em Câncer, a esfera da Lua, o Astro da fecundação.

Quatro meses depois, quando o Sol da Vida passa pelo segundo Signos de Água, Escorpião, que está sob a regência de Marte, o Planeta da paixão e da emoção, o Cordão Prateado está vinculado, ligando o Corpo de Desejos aos veículos inferiores[3], e temos a ‘vivificação’ quando o feto principia a mostrar vida senciente. A essa altura, o Ego já dissolveu os corpúsculos sanguíneos nucleados através dos quais a vida da mãe já se manifestou naquele organismo crescente, e então pode começar a funcionar no fluido vital e manifestar sinais de vida separada no Corpo até que o Sol da Vida tenha completado o ciclo de vida dele e, novamente, alcance a mística Oitava Casa.

Oito meses depois que o Átomo-semente foi introduzido naquele ambiente apropriado, o Sol da Vida, o Espírito, entra em Peixes, o último dos Signos de Água do Zodíaco místico, o qual está sob o expansivo e benéfico raio de Júpiter. Sob essa benévola influência, as águas do parto se avolumam e rompem as paredes distendidas do útero, quando se completam, mais ou menos, os nove meses de gestação, lançando a alma recém-nascida no Oceano da Vida ao primeiro ponto de Áries, onde é aquecida e animada pela combinação dos raios de Marte, como Regente do Signo de Áries, e do Sol no Signo de Áries, onde o Sol está em Exaltação. Assim, ele é preparado para a batalha da existência pelo energético deus da guerra, e sua fonte de vida, seja ela grande ou pequena, é totalmente preenchida pelo Sol, do grande reservatório cósmico de energia vital.

AS CASAS

Num horóscopo o lugar do nascimento é sempre suposto estar no ponto mais alto da Terra. Ele é indicado por uma seta na figura abaixo e o ponto bem acima dele no céu é chamado de Meio-do-Céu. Como um observador no hemisfério norte precisa sempre olhar na direção sul para ver o Sol do meio-dia, segue que o leste fica à sua esquerda e o oeste à sua direita. Os astrólogos chamam o horizonte oriental de Ascendente, porque nesse ponto as estrelas nascem ou ascendem em direção ao Meio-do-Céu, e pela razão inversa chamam o horizonte ocidental de Descendente. Os raios de estrelas localizadas nesses pontos extremos incidem no lugar do nascimento em diferentes ângulos, portanto, a influência deles pode variar e, também, pode haver uma diferença considerável do efeito nos pontos intermediários entre o horizonte e o Meio-do-Céu, além do que, os Astros posicionados abaixo da Terra também exercem a capacidade de influenciar, embora não na mesma proporção de quando posicionados acima do lugar do nascimento. A influência dos Astros nos vários departamentos da vida tem sido observada como se segue:

Assunto-com-Palavra-Principal-que-cada-Casa-trata Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
1ª Casaa condição física do Corpo como um todo ou das suas partes; a forma física do Corpo; o ambiente durante a infância; o lar na infância
2ª Casaas finanças
3ª Casaa literatura; as habilidades e os métodos de assuntos práticos (tecnologia, manufatura e artesanato); a inteligência prática (a capacidade de aplicar, usar e implementar o que a pessoa sabe); as jornadas de curta duração (viagens, processos curtos de aprendizagem ou de autodescoberta); irmãos e irmãs
4ª Casao lar e as condições na fase de senilidade (quando estamos experimentando o processo patológico de envelhecimento) dessa vida
5ª Casaos meios de se divertir ou se entreter; os namoros; os filhos; as especulações (formar uma teoria ou conjectura sem evidência firme)
6ª Casaa saúde; empregados (as) ou funcionários (as); o trabalho que produz valor de uso (servir) e não somente valor de troca
7ª Casaas parcerias e sociedades; os casamentos e as uniões conjugais; as belas-artes (como pintura, escultura ou música) focadas, principalmente, com a criação de belos objetos; o público
8ª Casaas heranças (de coisas tangíveis: recursos financeiros, bens físicos, propriedades e coisas afins); a morte
9ª Casaa Religião; a filantropia; o idealismo; a justiça; as jornadas de longa duração (viagens, processos longos de aprendizagem ou de autodescoberta)
10ª Casaa profissão; a posição social (a posição da pessoa em uma dada sociedade ou cultura); a ambição (o desejo de alcançar um determinado fim e que requer determinação e árduo trabalho)
11ª Casaos amigos; as esperanças; os desejos
12ª Casaas prisões e os aprisionamentos; os hospitais; as angústias profundas, as tristezas, os arrependimentos; os problemas, as dificuldades

[1] N.T.: que são a Primeira Casa (Áries) e Oitava Casa (Escorpião) num horóscopo natural.

[2] N.T.: O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na cabeça do espermatozoide do papai que irá fecundar o óvulo e o Átomo-semente do Corpo Vital é colocado no útero da futura mamãe.

[3] N.T.: Corpo Denso e Corpo Vital.

CAPÍTULO 4 – O SIGNO ASCENDENTE E AS DOZE CASAS

Para ilustrar como se levanta um horóscopo, nós, primeiro, levantaremos quatro horóscopos de quatro pessoas nascidas na cidade de Chicago – Estado de Illinois, EUA – em 2 de agosto de 1909, uma às 2h15 A.M., outra às 8h15 A.M., outra às 2h15 P.M e a última às 8h15 P.M., até o ponto de encontrarmos e inserirmos os Signos nas Cúspides das Casas. As Cúspides são as linhas divisórias entre duas Casas.

Localizando a cidade de Chicago no mapa[1], notamos que ela está situada próximo aos 42 graus de latitude norte e próximo dos 88 graus de longitude oeste de Greenwich.

Nosso primeiro passo é calcular a Hora Local Exata do Nascimento. Primeiramente, retornemos à  regra fornecida no Capítulo 2 que diz: “para o Horário do Meridiano Padrão mais próximo, some quatro minutos para cada grau quando o lugar de nascimento estiver a leste do Meridiano correspondente a esse horário.

Se o lugar de nascimento estiver a oeste desse Meridiano, subtraia quatro minutos para cada grau em que estiver a oeste dele”.

A Hora do Meridiano Padrão mais próxima é a Hora Central aferida pelo meridiano 90 graus. Chicago localizada a 88 graus de longitude oeste, se encontra a 2 graus a leste do Meridiano 90 graus. Portanto, somamos duas vezes quatro, ou oito minutos, ao horário mostrado pelo relógio a fim de encontrar a Hora Local Exata. No caso do primeiro horário do nascimento, quando o relógio marcava 2h15 A.M., em 2 de agosto, a Hora Local Exata é, portanto, 2h23 A.M. Essa Hora Local Exata do Nascimento será usada em todos os cálculos subsequentes do horóscopo. Observe, no entanto, que essa correção da Hora Padrão para a Hora Local se aplica aos Estados Unidos da América para datas posteriores a 18 de novembro de 1883, quando a Hora Padrão foi adotada[2].

Agora procederemos para encontrar a Hora Sideral (abreviatura: H.S.[3]) do lugar e da hora do nascimento. Como ponto de partida para nossos cálculos tomemos a H.S. (Hora Sideral) de Greenwich ao meio-dia. A partir disso, podemos calcular a Hora Sideral no lugar e na hora de nascimento pela seguinte regra:

À Hora Sideral (H.S.) do meio-dia anterior à Hora Local Exata do nascimento (encontrado nas Efemérides) some:

Primeiro: 10 segundos de correção para cada 15 graus de longitude, se o lugar de nascimento ficar a oeste de Greenwich.

Segundo: intervalo entre o meio-dia anterior e o nascimento.

Terceiro: correção de 10 segundos para cada hora desse intervalo.

Seguindo a regra acima, consultemos novamente a Efemérides do ano de 1909, em que encontraremos a coluna intitulada Sideral Time (S.T. ou Hora Sideral). Como nossa primeira hora de nascimento é 2 de agosto com a Hora Local Exata de 2:23 A.M., notamos que o meio-dia anterior é 1º de agosto. Ao lado dessa data, encontramos a Hora Sideral (S.T.), como sendo 8 horas e 37 minutos, que colocamos assim:

HORA SIDERAL – H.S.HH MM SS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento08:37:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste do Lugar de nascimento (SOMAR)00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior (1º de agosto) e a Hora Local Exata do nascimento (2 de agosto às 2:23 A.M.)14:23:00
Correção de 10 segundos por hora de intervalo entre o meio-dia anterior e a H.L.E. (2:23 A.M.) que é igual a 144 segundos ou 2 minutos e 24 segundos00:02:24
Hora Sideral (H.S.) no lugar e hora do nascimento23:03:23

Quando o lugar de nascimento se encontra na longitude leste, a correção da longitude é subtraída. Se a criança tivesse nascido em 2 de agosto às 2:15 A.M., nos 42 graus de latitude norte, mas à 88 graus de longitude leste, a Hora Sideral seria calculada da seguinte forma:

HORA SIDERAL – H.S.HH MM SS
H.S em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento08:37:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Leste do Lugar de nascimento (SUBTRAIR)00:00:59
Resultado parcial08:36:01
Intervalo entre o meio-dia anterior (1º de agosto) e a Hora Local Exata do nascimento (2 de agosto às 2:23 A.M.)14:23:00
Correção de 10 segundos por hora de intervalo entre o meio-dia anterior e a H.L.E. (2:23 A.M.) que é igual a 144 segundos ou 2 minutos e 24 segundos00:02:24
Hora Sideral (H.S.) no lugar e hora do nascimento23:01:25

Como as Casas são regulamentadas pela latitude, usa-se a mesma Tabela de Casas para a criança que nasce em Chicago.

Com o cálculo dessa Hora Sideral, voltamos à Tabela de Casas e procuremos a latitude do lugar de nascimento, 42 graus. Lá encontraremos uma coluna com o título SIDERAL TIME que é a nossa Hora Sideral (H.S.) para o nascimento de 23:03:23. E o mais próximo dessa hora é 23:04:46. De acordo com essa Hora Sideral encontraremos os vários graus dos Signos a serem colocados em nosso horóscopo.

Na primeira coluna sob a latitude 42º N acompanhamos até encontrar o número 15 que se encontra na mesma linha que corresponde à Hora Sideral que encontramos de 23:04:46s; e no topo da coluna encontramos o Signo de Peixes, e acima dele o número 10, significando que os 15º graus de Peixes devem ser colocados na Cúspide da 10ª Casa, conforme mostra o horóscopo abaixo:

Na coluna seguinte, seguindo a mesma linha da nossa Hora Sideral (Sideral Time), encontramos o número 20, seguindo a coluna para cima encontramos o Signo de Áries, e no topo está o número 11, significando que os 20 graus de Áries devem ser colocados na Cúspide da 11ª Casa.

Na terceira coluna, de acordo com a nossa Hora Sideral (Sideral Time), está o número 1, seguindo a coluna para cima encontramos o Signo de Gêmeos, e no topo está o número 12, significando que o 1º grau de Gêmeos deve ser colocado na Cúspide da 12ª Casa.

A coluna mais larga, que vem a seguir marca o Ascendente (ASC). Nela encontramos os algarismos 8:10 alinhados com a nossa Hora Sideral (H.S.), e o Signo de Gêmeos no topo, mas desconsideramos esse Signo porque o Signo de Câncer está colocado entre nossa linha e o topo e sempre pegamos o primeiro Signo acima de nossa linha. Assim, colocamos os 8 graus e 10 minutos de Câncer no Ascendente.

Prosseguindo em nossa linha, vemos o próximo número 27 na primeira coluna logo depois da coluna do ASC. No topo está o Signo de Câncer, novamente, e o número 2. Assim, colocamos os 27 graus de Câncer na Cúspide da 2ª Casa.

Na coluna da extrema direita encontramos o número 19, o Signo de Leão e o número 3 no topo da coluna. Portanto, vamos colocar os 19 graus de Leão na Cúspide da 3ª Casa.

Obtivemos, assim, números para seis de nossas Casas; agora nas seis Casas opostas colocamos os Signos e graus opostos das seis já encontradas.

Tendo os 15 graus de Peixes na 10ª Casa, colocamos os mesmos 15 graus no Signo oposto de Virgem, na Cúspide da 4ª Casa, que é oposta à 10ª Casa.

Áries nos 20 graus na 11ª Casa é o oposto de Libra nos 20 graus colocado na Cúspide da 5ª Casa.

Sagitário no 1º grau colocado na Cúspide da 6ª Casa, forma exatamente o oposto de Gêmeos em 1º grau da 12ª Casa.

O Ascendente é sempre oposto à 7ª Casa e Capricórnio colocado no Ascendente é o oposto de Câncer a 8º10’ na 7ª Casa.

Os 27 graus de Câncer na 2ª Casa serão apropriadamente opostos aos 27 graus de Capricórnio na 8ª Casa, e os 19 graus de Aquário colocado na 9ª Casa está em oposição aos 19 graus de Leão na 3ª Casa.

Assim, todas as cúspides das Casas estão preenchidas, mas devido à inclinação do eixo da Terra, alguns dos Signos podem estar Interceptados entre duas Cúspides, portanto, é necessário verificar se todos os doze Signos estão em nosso horóscopo antes de prosseguirmos. Começando por Áries, depois vemos Gêmeos a seguir. Notamos que Touro está ausente e, portanto, o colocamos em sua devida posição entre Áries e Gêmeos.

Quando um determinado Signo é interceptado, seu oposto também estará ausente. Portanto, podemos de imediato colocar Escorpião em sua devida posição entre Libra e Sagitário.

Constatamos, agora, que todos os doze Signos estão colocados em nosso horóscopo, dos quais Câncer e Capricórnio estão ocupando, cada um, duas Cúspides. Ao colocarmos, assim, os Signos em suas devidas posições em relação às Casas, aqui finalizamos essa parte, completando-a, e deixemo-la de lado, por enquanto, uma vez que este é o ponto até onde pretendíamos tratar do assunto no momento.


[1] N.T.: atualmente é mais fácil encontrar diretamente tanto a latitude como a longitude de uma localidade na internet, por meio de uma simples pesquisa.

[2] N.T.: Para os outros países há que consultar a partir de que data a Hora Padrão foi adotada. Por exemplo, no Brasil a Hora Padrão foi adotada em 1º de janeiro de 1914.

[3] N.T.: em inglês S.T. ou ST.

CAPÍTULO 4 – O SIGNO ASCENDENTE E AS DOZE CASAS

Calcularemos, agora, outro para uma pessoa nascida no mesmo dia e lugar, porém, seis horas mais tarde: em Chicago, na data de 2 de agosto, às 8h15 da manhã (A.M.).

Primeiro, nós precisamos calcular a Hora Local Exata do Nascimento (H.L.E.). Conforme visto acima, acrescentamos oito minutos à hora indicada pelo relógio, ou seja, 8h15 A.M. Isso resulta em 8h23, que é a Hora Local Exata do Nascimento.

Nossa regra para encontrar a Hora Sideral (H.S.) na hora e local do nascimento requer que observemos o seguinte:

HORA SIDERAL – H.S.HHMMSS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento (1º de agosto), conforme indicado nas Efemérides08:37:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste no local de nascimento (Chicago, 88º O)00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior (1º de agosto) e a hora do nascimento (2 de agosto as 8:23 A.M.)20:23:00
Correção de 10 segundos para cada hora de intervalo (20:23) que é igual a 204 segundos ou 3 minutos e 24 segundos00:03:24
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento29:04:23
Subtrair um ciclo de 24 horas-24:00:00
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento05:04:23

Como um dia só pode ter 24 horas, então devemos subtrair 24 quando necessário e trabalhamos com o restante, nesse caso 05:04:23 que é a Hora Sideral em Chicago na data do nascimento. Procuremos no livro Tabela de Casas para a latitude de Chicago, que é 42º N, essa hora encontrada ou a mais próxima dela.

A hora mais próxima é 05:03:30, e seguindo a mesma linha encontramos os graus para as várias cúspides das nossas Casas. Na primeira coluna da latitude de 42º N seguindo a linha da Hora Sideral (H.S.) está o número 17. No topo da coluna está o Signo de Touro e o número 10. Mas, veja que entre o número 17 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Gêmeos. Assim, colocamos os 17 graus de Gêmeos na cúspide da 10ª Casa.

Na próxima coluna à direita está o número 21. No topo da coluna, o Signo de Gêmeos e o número 11. Mas, veja que entre o número 21 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Câncer, então colocamos os 21 graus de Câncer na cúspide da 11ª Casa.

A próxima coluna da direita tem o número 22. Logo no topo encontramos o Signo de Câncer e o número 12. Mas, veja que entre o número 22 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Leão, assim, colocamos os 22 graus de Leão na cúspide da 12ª Casa.

A grande coluna marcada com Ascendente (ASC) tem o Signo de Leão no topo e na linha da Hora Sideral o número 18:56, então colocamos 18 graus e 56 minutos (18:56). Mas, veja que entre o número 18:56 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Virgem; assim colocamos no Ascendente ou na 1ª Casa os 18:56 de Virgem do nosso horóscopo.

Ao lado da coluna do Ascendente na sua direita, veremos o número 14. Logo no topo encontramos o Signo de Virgem e o número 2. Mas, veja que entre o número 14 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Libra, assim, colocamos os 14 graus de Libra na cúspide da 2ª Casa.

Na coluna da extrema direita encontramos o número 13. Logo no topo encontramos o Signo de Libra e o número 3. Mas, veja que entre o número 13 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Escorpião, assim, colocamos os 13 graus de Escorpião na cúspide da 3ª Casa.

Já colocamos os seis Signos em suas respectivas Casas, agora podemos colocar os seis Signos opostos nas Casas opostas restantes como fizemos antes: veja que na cúspide da 10ª Casa temos Gêmeos a 17 graus, portanto, seu oposto é a 4ª Casa em Sagitário, onde colocaremos também os 17 graus. Seguindo, na cúspide da 11ª Casa temos Câncer a 21 graus, em seu oposto está a 5ª Casa em Capricórnio a 21 graus. Na cúspide da 12ª Casa está Leão a 22 graus e no seu oposto colocamos Aquário a 22 graus na 6ª Casa. Na próxima temos no Ascendente o Signo de Virgem a 18:56 e no seu oposto colocamos Peixes a 18:56 na cúspide da 7ª Casa. Na cúspide da 2ª Casa está Libra a 14 graus e em seu oposto na 8ª Casa vamos colocar Áries a 14 graus e, na cúspide da 3ª Casa temos Escorpião a 13 graus, portanto, no seu oposto vamos colocar Touro a 13 graus na 9ª Casa.

Agora todas as cúspides do horóscopo estão preenchidas e, a seguir contemos os Signos para sabermos se todos estão presentes ou se é necessário colocar algum que pode estar interceptado. Começamos por Áries e descobrimos que todos os doze Signos estão representados. Portanto, estando esta parte concluída, deixamo-la de lado, por enquanto.

Vamos, agora, erigir o horóscopo de uma pessoa nascida em Chicago em 2 de agosto às 2:15 P.M. A Hora Local Exata do nascimento é 8 minutos mais tarde, ou seja, 2:23 P.M. Vemos que o meio-dia anterior é de 2 de agosto e, assim, começamos nossos cálculos da seguinte forma:

HORA SIDERAL – H.S.HHMMSS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento (2 de agosto)08:4:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste no local de nascimento (88º O)00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior e a hora do nascimento (meio-dia às 2:23 P.M.)02:23:00
Correção de 10 segundos para cada hora de intervalo00:00:24
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento11:05:23

Voltando à nossa Tabela de Casas para a latitude 42ºNorte, verificando a H.S. mais próxima de 11:05:23 será de 11:04:45.

Seguindo a linha da Hora Sideral, na coluna da latitude 42º N. está o número 15, colocando o dedo em cima desse número e correndo o dedo para cima veremos o Signo de Virgem e no topo da coluna está o número 10. Portanto, os 15 graus de Virgem vamos colocar na cúspide da 10ª Casa.

Na segunda coluna temos o número 16, colocando o dedo em cima desse número e correndo o dedo para cima veremos o Signo de Libra e no topo o número 11, assim, os 16 graus de Libra devem ser colocados na cúspide da 11ª Casa.

O número 10 está na terceira coluna, e logo acima o Signo de Escorpião e chegando ao topo observamos o número 12e colocamos os 10 graus de Escorpião na cúspide da 12ª Casa.

Na coluna mais larga vemos o número 29:16, e no topo encontramos o Ascendente (ASC) e, assim, colocamos no Ascendente o Signo de Escorpião.

Na coluna à direita da do Ascendente vemos o número 1 e acima dele está o Signo de Capricórnio e, no topo vemos o número 2. Portanto, colocamos 1 grau do Signo de Capricórnio na cúspide da 2ª Casa.

A coluna da extrema direita mostra o número 8 e um pouco acima encontramos o Signo de Aquário e no topo da coluna o número 3. Assim, colocamos 8 graus de Aquário na cúspide da 3ª Casa.

Agora, com as seis das nossas cúspides preenchidas, passemos a colocação dos Signos opostos e graus nas outras seis cúspides, conforme demonstrado detalhadamente nos dois primeiros horóscopos. Quando isso tenha sido feito, contamos os nossos Signos a partir de Áries para ver se todos estão representados dentro do horóscopo. Notamos o fato da ausência de Gêmeos e Sagitário, portanto, vamos inseri-los em seus devidos lugares – Gêmeos entre Touro e Câncer, Sagitário entre Escorpião e Capricórnio. Assim, completamos nosso horóscopo no que tange aos Signos e Casas, mas vamos parar por aqui para erigir a última de nossas quatro datas de exemplos para uma pessoa nascida em Chicago, 2 de agosto de 1909, às 8:15 P.M. A Hora Local Exata do lugar de nascimento é de 8 minutos mais tarde ao horário de nascimento, ou 8:23 P.M.

   Como antes, notamos o:

HORA SIDERAL – H.S.HHMMSS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento (2 de agosto)08:41:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste no local de nascimento00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior e a hora do nascimento08:23:00
Correção de 10 segundos para cada hora de intervalo entre o meio-dia anterior e o nascimento00:01:24
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento17:06:00

Com esta Hora Sideral, voltamos às Tabelas de Casas para a latitude do local de nascimento, 42º N, e encontramos a H.S..S.H. mais próxima de 17:06:00 que é 17:07:49.

Na primeira coluna sob latitude 42º N, encontramos o número 18. No topo dessa coluna está Sagitário e o número 10, portanto, vamos colocar os 18 graus de Sagitário na Cúspide da 10ª Casa.

Na segunda coluna encontramos o número 9. Capricórnio está logo acima e no topo da coluna está o número 11, dessa maneira, colocamos os 9 graus de Capricórnio na Cúspide da 11ª Casa.

A terceira coluna estreita tem o número 2 com o Signo de Aquário logo acima e no topo da coluna temos o número 12, assim, encontramos os 2 graus de Aquário que pode ser colocado na cúspide da 12ª Casa.

Na coluna mais larga está o número 7:8 do Signo de Peixes acima e no topo está o ASC (Ascendente), então colocamos 7:8 (7/8 sete graus e oito minutos) de Peixes na cúspide do Ascendente.

À direita da coluna larga encontramos o número 25; logo acima está Áries e no topo da coluna está o número 2, assim, podemos colocar 25 graus de Áries na cúspide da 2ª Casa.

A coluna da extrema direita tem o número 26 e o Signo de Touro está logo acima na coluna e no topo encontramos o número 3. Dessa maneira, vamos completar colocando os 26 graus de Touro na cúspide da 3ª Casa.

Havendo completado as seis cúspides, passemos ao preenchimento das seis cúspides opostas com os seus respectivos Signos.

Assim, temos 18 graus de Gêmeos na 4ª Casa em oposição a 18 graus de Sagitário na 10ª Casa. Temos 9 graus de Câncer na 5ª Casa em oposição a 9 graus de Capricórnio na 11ª Casa, e assim por diante. Quando todas as cúspides estiverem preenchidas, contamos os Signos para ver se todos os doze estão presentes; dessa maneira, verificamos que nosso horóscopo alcançou o mesmo estágio que o dos demais calculados anteriormente. 

CAPÍTULO 4 – O SIGNO ASCENDENTE E AS DOZE CASAS

aaa-1 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Esses horóscopos das quatro crianças nascidas na mesma cidade (Chicago), no mesmo dia e no mesmo ano (2 de agosto de 1909), mas, em horas diferentes, mostram graficamente que as pessoas podem nascer e nascem, sob a influência de todos os doze Signos em qualquer lugar, dia e ano.

Quando nós comparamos os quatro horóscopos que levantamos, podemos aprender várias lições importantes. Em primeiro lugar, podemos ver a inutilidade das afirmações que tantas vezes ouvimos: “Nasci no Signo de Touro” ou “Nasci no Signo de Escorpião”, o que simplesmente significa que a pessoa nasceu em maio ou novembro, quando o Sol transitava nesses Signos. Tal declaração expõe, ao mesmo tempo, que a pessoa se mostra ignorante da ciência da Astrologia e revela o fato de que, se ela tem o seu horóscopo em mãos, esse foi levantado por um astrólogo incompetente. Essas são, às vezes, as propagandas para atrair a atenção de quem quer ter um horóscopo seu: “adivinhamos tudo desde o seu berço até o seu túmulo” por uma quantia muito pequena. Mas, um Astrólogo consciencioso não pode dar um simples delineamento de caráter sem gastar, pelo menos, uma hora em cálculo e concentração focada e, fazer previsões que abrangem uma vida inteira exigiria vários dias de trabalho árduo. O Astrólogo científico pode afirmar que uma pessoa tem Touro ou Escorpião no Ascendente e, essa afirmação imediatamente mostra que foram feitos cálculos levando em consideração ano, mês, dia, hora e local do nascimento, o que torna o horóscopo absolutamente individual; enquanto o outro tipo de horóscopo (?) é determinado unicamente pelo mês em que a pessoa nasceu, sem levar em conta o dia, a hora ou até mesmo o ano.

Se um horóscopo pudesse ser levantado por tal método, ou melhor, sem nenhum método, certamente haveria na Terra somente doze tipos de pessoas e todas as nascidas no mesmo mês teriam o mesmo destino. Tal coisa, definitivamente, não é o caso; de fato, não há duas pessoas cujas experiências sejam exatamente iguais, e uma Astrologia que não faça tal distinção não pode ser uma ciência verdadeira.

O astrólogo científico solicita primeiro o ano de nascimento porque sabe que os Astros não entram nas mesmas posições relativas mais de uma vez em um Grande Ano Sideral[1]; assim, o horóscopo de uma criança levantado para 1909 não poderá ser duplicado por 25868 anos. Depois disso, ele pergunta o mês, porque disso dependerá a posição do Sol, que está em um Signo diferente a cada mês do ano.

O dia determina, particularmente, a posição da Lua, que transita de um Signo para outro a cada dois dias e meio; e a hora também é algo necessário para fixar a posição da Lua, já que ela se move, aproximadamente, 12 graus por dia.

Mesmo com todos esses dados, o horóscopo careceria de individualidade, pois se uma criança nascesse a cada segundo, isso significaria que 3600 pessoas nasceriam na mesma hora. Se pudermos reduzir esses dados para caber em dez minutos da hora real do nascimento, teríamos meios para calcular as posições relativa dos Astros, de tal modo que caberia apenas 600 das pessoas na Terra. Se acrescentarmos o último dado, o lugar de nascimento, que nos permite calcular o Signo Ascendente e o grau dele, então, teremos um horóscopo absolutamente individual, pois, de fato, raramente duas pessoas nascem no mesmo lugar, na mesma hora e no mesmo minuto. Mesmo os gêmeos nascem com intervalos de vinte minutos a várias horas e, podemos, prontamente, compreender que um dos gêmeos teria um grau diferente em seu Ascendente. E quando o final de um Signo é Ascendente para um dos gêmeos, geralmente, o outro nascerá sob o Signo seguinte como Ascendente. Como o Signo Ascendente é um dos principais significadores na moldagem do Corpo Denso, a aparência do segundo gêmeo pode ser totalmente diferente da do primeiro gêmeo.

Uma comparação dos Signos Ascendentes mostra uma aparente falta de uniformidade no movimento diurno da Terra. Às 2h15 A.M., o Signo de Câncer está ascendendo a 8º10’, enquanto, doze horas depois temos Escorpião no Ascendente a 29º16’, mostrando que o local de nascimento avançou apenas cerca de 141 graus nessas doze horas. Porém, para completar a volta toda no círculo ele deve percorrer 219 graus nas doze horas restantes. Mas, como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa, enquanto seus opostos são chamados de Signos de Ascensão Curta. Ficará evidente que a maioria das pessoas nascem sob os Signos de Ascensão Longa – Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário no Hemisfério Norte, e seus opostos no Hemisfério Sul.


[1] N.T: Ano Sideral é contado por meio do aparente movimento do Sol na abóbada celeste, em relação às 12 constelações zodiacais. O Sol percorre todo o Zodíaco em cerca de 25.868 anos.

CAPÍTULO 5 – COMO CALCULAR A POSIÇÃO DOS ASTROS

Como as Efemérides Rosacruzes são calculadas para Greenwich e para o momento em que o relógio do Observatório de Greenwich marca 12 horas (meio-dia), é necessário fazer correções para outros horários e lugares a leste ou oeste daquele ponto quando se deseja calcular os dados de um horóscopo.

Acrescentando-se à Hora Local Exata do nascimento quatro minutos por cada grau de longitude, se o local do nascimento fica a oeste de Greenwich, nós obtemos a Hora Média de Greenwich, como marcada pelo relógio do Observatório. Esse horário se escreve apenas pelas suas iniciais: H.M.G.

Podemos aplicar essa regra para calcular a H.M.G. para o horóscopo de 2 de agosto, às 8:15 A.M. em Chicago (EUA), que se situa nos 88 graus de longitude oeste:

 HH MM SS 
Hora Local Exata do nascimento (como calculamos anteriormente)08:23:00 AMDe 2 de agosto
Correção de 4 minutos que vezes 88 graus é igual a 352 minutos05:52:00 
Hora Média de Greenwich (H.M.G.)02:15:00 PMDe 2 de agosto

Observe: multiplicando-se os graus de longitude oeste de Chicago (88 graus) por 4 minutos temos 352 minutos, que dividimos por 60, porque cada hora tem 60 minutos. Obtemos assim 5 horas e 52 minutos, que somamos à Hora Local Exata do nascimento, 8 horas e 23 minutos da manhã, e o resultado é 2 horas e 15 minutos da tarde, a qual é a H.M.G.

Isto quer dizer que no mesmo momento em que a criança nascia e os relógios de Chicago marcavam 8:15 da manhã (AM), o relógio do Observatório de Greenwich marcava 2:15 da tarde (PM).

Esse último horário é o que se deve usar para calcular as posições dos Astros (Sol, Lua e Planetas) e, para que se tenha em mente tão somente o mínimo indispensável de fatores, sugerimos que o principiante esqueça a Hora Local do nascimento, uma vez calculada a H.M.G.

Nas longitudes ocidentais a H.M.G. pode avançar no dia seguinte ao do nascimento, em virtude da soma dos 4 minutos por cada grau de longitude. Nos casos em que a longitude do lugar do nascimento é a leste de Greenwich, os 4 minutos por cada grau de longitude são subtraídos e, portanto, a H.M.G. pode retroceder para o dia que antecede ao do nascimento. Desse modo não falemos de data ou horário de nascimento, mas de data e horário H.M.G. [1]

O que precisamos fazer agora é achar o movimento dos Astros no dia H.M.G., que vai do meio-dia anterior à H.M.G. até ao meio-dia posterior à H.M.G. As posições dos Astros são fornecidas pelas Efemérides Rosacruzes[2].

Como a nossa H.M.G. é 2:15 A.M. do dia 2 de agosto de 1909, se queremos calcular o percurso diário do Sol anotamos a longitude dele ao meio-dia de 2 de agosto (meio-dia anterior à H.M.G.) e a do dia 3 de agosto (meio-dia posterior à H.M.G.). Como vamos subtrair, escrevamos em cima a posição do Astro no meio-dia seguinte, pois isso facilita a operação.

 HH MM SS
A longitude do Sol ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)10:28
A longitude do Sol ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)09:31
Percurso do Sol no dia da H.M.G.00:57

O passo seguinte é achar o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo, pois isto também é uma base para a nossa correção. No horóscopo que estamos utilizando a H.M.G. é 2:15 P.M. de 2 de agosto. O meio-dia mais próximo é, obviamente, às 12 horas A.M. do mesmo dia 2 de agosto, e o intervalo entre as 12:00 A.M. e as 2:15 P.M. é, assim, 2 horas e 15 minutos[3].

Tendo encontrado o percurso do Astro no dia H.M.G. e o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo, nosso problema pode ser posto assim:

Se o Sol percorre 57 minutos de espaço em 24 horas, quanto ele percorre em 2 horas e 15 minutos? A resposta é: 5 minutos[4].

Esse método de trabalhar com correções pela simples proporção pode ser utilizado com vantagem quando o percurso do Astro é menor que 1 grau; nos casos de Vênus, Mercúrio e, particularmente, no caso da Lua, é muito mais rápido, muito mais seguro e muito mais exato fazer as correções por meio dos logaritmos. Nas últimas páginas das Efemérides Rosacruzes de qualquer ano se encontra uma Tabela de Logaritmos, que também pode ser encontrada no apêndice desse livro e seu uso é extremamente simples.

No alto dessa Tabela há uma sequência de números, de 0 a 23. Esses números tanto são para nos fornecer as horas como para nos fornecer os graus (já que ambos são divididos em 60 minutos); no lado esquerdo há uma coluna que nos fornecem os minutos (tanto para as horas como para os graus) com números de 0 a 59.

Se queremos achar o logaritmo de certo número que está em horas e minutos (ou em graus e minutos), simplesmente pomos nosso dedo indicador no número correspondente ao de horas (ou graus) desejados, daí descendo pela coluna até alcançarmos a linha correspondente aos minutos dados. No ponto em que a linha de minutos intercepta a coluna de horas (ou graus) temos o valor do logaritmo procurado.

Por exemplo, o percurso diário do Sol no horóscopo que estamos calculando é de 0 grau e 57 minutos. Pomos nosso indicador na coluna com o “0” no topo. Corremos o dedo página abaixo até alcançarmos a linha com o número “57” que representa os minutos. No ponto em que essa linha intercepta ou encontra a coluna do “0” vemos o número 1.4025, que é o logaritmo do percurso do Sol no dia H.M.G., que vai do meio-dia de 2 de agosto ao meio-dia de 3 de agosto.

De modo semelhante podemos achar o logaritmo do intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo. Neste caso, como calculamos acima, o intervalo é de 2 horas e 15 minutos. Corremos nosso indicador de cima para baixo na coluna encabeçada pelo número “2” e achamos o número 1.0280 na linha com o número “15”, na coluna dos minutos. Este é o logaritmo do intervalo: 1.0280.

O movimento diário de cada Astro difere do movimento diário de todos os outros Astros. Portanto, o percurso de cada um deles precisa ser calculado separadamente e o respectivo logaritmo precisa ser encontrado, mas o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo se aplica igualmente no cálculo de todos os Astros, de forma que, uma vez determinado o intervalo, seu logaritmo pode ser usado no cálculo das posições de todos os Astros.


[1] N.T.: Exemplo: 1) uma pessoa que nasceu na data de 2 de agosto de 1909, às 8:15 P.M. em Chicago (EUA), que se situa nos 88 graus de longitude oeste. Calculando veremos que a HLE será 8:23 PM. E a HMG será 8:23 PM + 5:52 = 2:15 AM do dia 3 de agosto de 1909.

2) uma pessoa que nasceu na data de 31 de dezembro de 1909, às 8:15 P.M. em Chicago (EUA), que se situa nos 88 graus de longitude oeste. Calculando veremos que a HLE será 8:23 PM. E a HMG será 8:23 PM + 5:52 = 2:15 AM do dia 1 de janeiro de 1910.

[2] N.T.: Aqui a página com as Efemérides para o mês de agosto de 1909 com as longitudes dos Astros:

image-743x1024 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

[3] N.T.: já que 02:15 PM é o mesmo que 14:15, pensemos assim, talvez facilite: 14:15 – 12:00 = 02:15.

[4] N.T.: é só aplicar a “regra de 3 simples”: 57 -> 60 então 5 -> x; x = 5,2 ou arredondando 5 minutos.

Continuando nossos cálculos:

 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso do Sol no dia da H.M.G. (00:57)1.4025
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pelo Sol durante o Intervalo2.4305

O valor desse logaritmo em graus e minutos é determinado ao achar o mesmo valor na Tabela dos Logaritmos Proporcionais, ou o que seja mais próximo do Logaritmo da Distância Percorrida pelo Sol durante o Intervalo, calculado acima. No exemplo acima o logaritmo mais próximo é 2,4594[1]. Esse número está na coluna encabeçada pelo grau 0, e na mesma linha que tem o número 5 na coluna dos minutos, que é a primeira da esquerda. Por conseguinte, o valor correspondente do logaritmo é 0 grau e 5 minutos que é o Incremento de Correção. E assim obtemos o mesmo resultado para o nosso problema (Quando o Sol percorre 57 minutos em 24 horas, quanto percorrerá em 2 horas e 15 minutos?), tanto usando logaritmos quanto o método proporcional. Esse último pode parecer mais fácil ao principiante, mas uma vez determinado o Logaritmo do Intervalo, o método logarítmico será considerado mais fácil, rápido e mais preciso, pois as respostas obtidas pelos dois métodos nem sempre coincidem perfeitamente e, particularmente, no caso da Lua o método logarítmico deve ser usado.

Tendo encontrado a distância percorrida pelo Astro durante o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo, para achar a posição do Astro na H.M.G. (que é o fim e objetivo de todos os nossos cálculos) devemos somar esse Incremento de Correção à longitude do Astro no meio-dia mais próximo ao dia H.M.G. Se essa H.M.G. for P.M., é porque neste caso o Astro foi além da posição mostrada nas Efemérides Rosacruzes.

Se, por outro lado, a H.M.G. for anterior ao meio-dia (A.M.) o Astro ainda não alcançou a posição indicada pelas Efemérides ao meio-dia, pelo que se faz necessário subtrair a distância percorrida no intervalo – o Incremento de Correção – da longitude do Astro dado pelas Efemérides no meio-dia mais próximo à H.M.G.

No caso presente a H.M.G. é posterior ao meio-dia (P.M.), portanto, nós somamos:

 SIGNOGG MM
Longitude do Sol no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Leão09:31
SOMA-SE ao Incremento de Correção 00:05
Resultado é a Longitude do Sol à H.M.G.Leão09:36

Essa é a posição do Sol que deve ser inserida no horóscopo.

Para conveniência do Estudante nós, agora, enunciaremos os passos da regra para encontrar as posições dos Astros, na devida ordem de cálculo:

  1. Determine a H.M.G. somando à Hora Local Exata do nascimento o produto de 4 minutos para cada grau de longitude do lugar do nascimento, se este ficar a oeste de Greenwich (se a longitude do lugar de nascimento for leste, então subtraia).[2]
  2. Determine o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo (em horas e minutos); com esse valor entre na Tabela de Logaritmos Proporcionais e ache o Logaritmo do Intervalo.[3]
  3. Determine o percurso do Astro no dia H.M.G., desde o meio-dia anterior à H.M.G. até ao meio-dia seguinte à H.M.G.; entre na Tabela de Logaritmos Proporcionais e ache o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Dia H.M.G.[4].
  4. Some o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Dia H.M.G. ao Logaritmo do Intervalo. O resultado dessa soma é o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo[5].
  5. Determine o valor do Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo em graus e minutos. Esse é o Incremento de Correção[6].

6.a) Quando a H.M.G. é anterior ao meio-dia (A.M.), subtraia o Incremento de Correção da Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

6.b) Quando a H.M.G. é posterior ao meio-dia (P.M.), some o Incremento de Correção à Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

NOTA IMPORTANTE: Quando o Astro está Retrógrado, inverta-se as condições do item 6[7].

O resultado, em qualquer um dos casos acima, será a posição exata do Astro na H.M.G, e deve ser inserido no horóscopo, no seu devido lugar.

Essas regras são aplicadas no cálculo da posição de um Astro – o Sol –, mas como a H.M.G. (no caso, 2:15 P.M. de 2 de agosto) e o Logaritmo do Intervalo (1.0280) são os mesmos para todos os Astros, nós não precisamos calculá-los (nem a H.M.G e nem o Logaritmo do Intervalo), como vimos nos itens 1) e 2) acima.  Assim, vamos começar nossos cálculos sobre a Lua e outros Planetas a partir do item 3) acima:

 SIGNOHH MM SS
A longitude da Lua ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Peixes02:39
A longitude da Lua ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Aquário17:55
Percurso da Lua no dia da H.M.G. 14:44

O Estudante deve se lembrar que cada Signo tem 30 graus e que cada grau tem 60 minutos. Na subtração acima foi necessário tomar emprestado 1 grau[8] e somar seus 60 minutos aos 39, pois somente assim podemos tirar 55 do total de 99 minutos, conforme exigia a operação, sobrando ainda 44 minutos[9]. De modo semelhante, tomamos emprestado um Signo inteiro (30 graus) para acrescentá-lo ao 1 grau que sobrou de Peixes após tomar dele 1 grau para efetuar a subtração de minutos[10]. Portanto, subtraímos 31 de 17 graus, o que deixa um resto de 14 graus.

De acordo com o item 4) da nossa regra, fazemos:

 HH MM SS
Logaritmo do Percurso da Lua no dia da H.M.G. (14:44)0.2119
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pela Lua durante o Intervalo1.2399

Aplicando a regra no seu item 5) que nos diz como achar o valor desse logaritmo, e em nossa Tabela de Logaritmos Proporcionais podemos verificar como o valor mais próximo o 1.2393. Acima dele, no topo da coluna, vemos o número 1, na extremidade esquerda está o número 23, significando isso que a Lua se deslocou 1 grau e 23 minutos durante o intervalo (entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo). Esse é, pois, o Incremento de Correção.

O item 6.b acima diz que devemos somar esse Incremento de Correção à Longitude da Luz no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides de agosto de 1909:

 SIGNOGG MM
Longitude da Lua no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Aquário17:55
SOMA-SE ao Incremento de Correção 01:23
Resultado é a Longitude do Sol à H.M.G.Aquário19:18

[1] N.T.: pois 2.4594 – 2.4305 = 0.0289 e 2.4305 – 2.3802 = 0.1503; assim 2.4594 está mais próximo de 2.4305 e esse que deve ser utilizado.

[2] N.T.: suponhamos que a longitude do lugar de nascimento é 88 graus oeste e a H.L.E. é 8:23 AM de 2 de agosto: Então, façamos 4 x 88 = 352 minutos ou 05:52. Como a longitude do lugar de nascimento é oeste, então somemos: 8:23 + 5:52 = 2:15 P.M de 2 de agosto. Esse é o valor da H.M.G.

[3] N.T.: se a H.M.G. é 2:15, então o valor do Logaritmo do Intervalo será, consultando a Tabela, de 1.0280.

[4] N.T.: Por exemplo, se o percurso do Astro no dia H.M.G. foi de 0 grau e 57 minutos, então vamos à Tabela de Logaritmos Proporcionais com esse valor e encontramos: 1.405 que é o Logaritmo do Percurso do Astro durante o dia H.M.G.

[5] N.T.: Se o Logaritmo do Percurso do Astro durante o dia H.M.G. é 1.405 e o Logaritmo do Intervalo é 1.0280, então o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo é 2.4305.

[6] N.T.: Se o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo é de 2.4305, então, vamos à Tabela de Logaritmos Proporcionais com esse valor e encontramos: 0 grau e 5 minutos (00:05).

[7] N.T.: 6.a) Quando a H.M.G. é anterior ao meio-dia (A.M.), SOME o Incremento de Correção da Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

6.b) Quando a H.M.G. é posterior ao meio-dia (P.M.), SUBTRAIA o Incremento de Correção à Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

[8] N.T. …do valor 02:39 e, assim, os 2 graus viraram 1 grau e os 39 minutos viraram 60 + 39 = 99 minutos. Com isso podemos escrever os 02:39 como 01:99.

[9] N.T.: fizemos a primeira parte da conta, começando pelos minutos: 99 – 55 = 44 minutos.

[10] N.T.: pois após a operação com os minutos, ao invés de 2 graus de Peixes, ficamos com 1 grau de Peixes. Tomando 30 graus emprestados, ficamos com 31 graus.

O movimento de Netuno, Urano, Saturno e Júpiter no dia H.M.G. do meio-dia de 2 de agosto ao meio-dia de 3 de agosto pode se ver numa consulta às Efemérides de agosto de 1909[1], em poucos minutos. Consequentemente, a distância que eles percorreram no intervalo é insignificante, pelo que se escreve no horóscopo as posições que eles têm no meio-dia mais próximo à H.M.G. de 2 agosto. Marte se moveu 15 minutos no dia H.M.G., portanto, podemos acrescentar 1 minuto para o deslocamento durante o intervalo à longitude (ou posição) dele em 2 de agosto, como mostrado nas Efemérides; assim, anotamos no horóscopo a posição de Marte como estando em Áries 03:58 (ou 3º58’).

Vênus precisará da correção logarítmica[2]:

 SIGNOHH MM SS
A longitude de Vênus ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem06:21
A longitude de Vênus ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem05:09
Percurso de Vênus no dia da H.M.G. 01:12
 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso de Vênus no dia da H.M.G. (01:12)1.3010
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Vênus durante o Intervalo2.3290

O Incremento de Correção (o valor do logaritmo 2.3290 ou do valor mais próximo encontrado na Tabela de Logaritmos Proporcionais, que neste caso é 2.3133) é 00:07 (ou 00º07’).

 SIGNOGG MM
Longitude de Vênus no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Virgem05:09
SOMA-SE ao Incremento de Correção 00:07
Resultado é a Longitude de Vênus à H.M.G. (e que será inserido no horóscopo)Virgem05:16

Mercúrio também se moveu o suficiente para exigir cálculo de sua posição exata na H.M.G. do nascimento por meio da correção logarítmica:

 SIGNOHH MM SS
A longitude de Mercúrio ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 – após a H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão09:22
A longitude de Mercúrio ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 – antes da H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão07:17
Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. 02:05
 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. (02:05)1.0614
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Mercúrio durante o Intervalo2.0894

O Incremento de Correção (o valor do logaritmo 2.0894 ou do valor mais próximo encontrado na Tabela de Logaritmos Proporcionais, que neste caso é 2.0792) é 00:12 (ou 00º12’).

 SIGNOGG MM
Longitude de Mercúrio no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Leão07:17
SOMA-SE ao Incremento de Correção 00:12
Resultado é a Longitude de Mercúrio à H.M.G. (e que será inserido no horóscopo)Leão07:29

[1] N.T.: Efemérides de agosto de 1909, para o meio-dia, com as longitudes dos Astros:

[2] N.T.: A Tabela de Logaritmos Proporcionais:

Agora, vamos encontrar as posições da Cabeça do Dragão, ou Nodo Lunar, e da Cauda do Dragão. A longitude da Cabeça do Dragão em 2 de agosto, ao meio-dia mais próximo da H.M.G., encontrada na Efemérides de agosto de 1909, está em Gêmeos 13:47 (ou 13º47’). A Cauda do Dragão ocupa o ponto oposto, ou seja: Sagitário 13:47 (ou 13º47’). Essas posições devem ser anotadas no horóscopo.

Ainda resta outro fator para completar o horóscopo: a Parte da Fortuna[1],um ponto imaginário calculado a partir das longitudes do Sol, da Lua e do Ascendente. A conceituação da Parte da Fortuna está em saber que o corpo humano é produzido pelas forças lunares. No momento da concepção[2] pode ser matematicamente demonstrado que a Lua se encontrava no mesmo grau do Ascendente no nascimento, ainda que na ocasião do nascimento ela esteja numa longitude diferente. Pode-se dizer que numa dessas posições a Lua magnetizou o polo positivo, e em outra, magnetizou o polo negativo do Átomo-semente[3], o qual, à semelhança de um ímã, atrai para si as substâncias químicas que formam o Corpo Denso. As forças solares vitalizam o Corpo Denso, mas como esse sofre um processo constante de deterioramento, se faz necessário uma suspensão ou solução de nutrientes em estado adequado para absorção – um pábulo – a fim de reparar as perdas. Esse tipo de associação de nutrientes e todas as posses materiais são, portanto, astrologicamente falando, derivadas das influências combinadas do Sol e das duas posições da Lua mencionadas acima. Quando os Aspectos relativos à Parte da Fortuna com os outros Astros são benéficos, o sucesso e a prosperidade materiais são favorecidos; quando são adversos, podem ser esperadas dificuldades ao lidar com assuntos materiais. A natureza do Astro que está com algum Aspecto com a Parte da Fortuna, bem como o Signo e a Casa em que a Parte da Fortuna se encontra, são as fontes das quais podemos esperar uma coisa ou outra, nos mostrando, assim, para onde direcionar as nossas energias ou o que devemos evitar.

Os Signos do Zodíaco são contados a partir de Áries, que é o primeiro Signo, e são assim numerados:

NomeNúmero Equivalente NomeNúmero Equivalente
Áries1 Libra7
Touro2 Escorpião8
Gêmeos3 Sagitário9
Câncer4 Capricórnio10
Leão5 Aquário11
Virgem6 Peixes12

Para encontrarmos a posição da Parte de Fortuna:

Some: a longitude do Ascendente (Signo, Grau e Minutos) com a longitude da Lua (Signo, Grau e Minutos);

Dessa soma, subtraia a longitude do Sol (Signo, Grau e Minutos);

O resultado é a longitude de Parte da Fortuna (Signo, Grau e Minutos).

Aplicando essa regra ao horóscopo que estamos levantando, anotamos os fatores envolvidos no cálculo da seguinte forma:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
A longitude do AscendenteVirgem618:56
A longitude do SolLeão509:36
A longitude da LuaAquário1119:18

Seguindo as regras acima, somamos:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
A longitude da LuaAquário1119:18
A longitude do AscendenteVirgem618:56
RESULTADO DA SOMA 1808:14

E, em seguida, subtrair:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
RESULTADO DA SOMA 1808:14
A longitude do SolLeão509:36
Longitude da Parte da FortunaPeixes1228:38

O 12º Signo é Peixes, portanto, a longitude da Parte da Fortuna no horóscopo é: Peixes em 28:38 (ou 28º38’).

No exemplo acima, o Estudante perceberá que quando somamos os graus da Lua e do Ascendente: 19 + 18 e mais 1 grau, tomado da soma dos minutos, o resultado foi “38”, mas como só existem 30 graus num Signo, então um Signo foi levado e somados aos outros Signos, do mesmo modo como somamos 60 minutos aos graus ou às horas.

Se, depois da subtração da longitude do Sol, houver mais que 12 signos, subtraímos o círculo total de 12 e ficamos com o que sobrar.

Também pode acontecer que a longitude do Signo onde está o Sol exceda as longitudes da Lua e a do Ascendente, sendo impossível se efetuar a subtração. Por exemplo, se a:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
A longitude do AscendenteÁries125:55
A longitude da LuaÁries125:50
RESULTADO DA SOMA 321:45

Se o Sol está em Capricórnio, o 10º Signo, não podemos subtrair 10 de 3, portanto, somamos um ciclo de 12 Signos:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
RESULTADO DA SOMA321:45
Ciclo de 12 Signos1200:00
RESULTADO DA SOMA 1521:45

Então, podemos subtrair da Longitude do Sol:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
RESULTADO DA SOMA 1521:45
A longitude do SolCapricórnio1029:55
Longitude da Parte da FortunaCâncer421:50

Assim, o 4º Signo é Câncer, portanto, a longitude da Parte da Fortuna no horóscopo seria: Câncer em 21:50 (ou 21º50’).

Na subtração acima: 45 minutos menos 55, tomamos “emprestado” 1 grau, ou 60 minutos, e adicionamos aos 45 minutos e, então, dessa soma, 105 minutos, subtraímos os 55, restando, portanto, 50 minutos.

Vamos continuar a operação: repare que depois da operação acima não temos mais 21 graus (do RESULTADO DA SOMA), mas sim 20 graus, pois tomamos “emprestado” 1 grau para a subtração dos minutos. Assim, para subtrairmos 29 graus dos 20 graus, também tomamos “emprestado” 1 Signo dos 15 (do RESULTADO DA SOMA). Os 30 graus desse Signo somamos aos 20 graus, o que totaliza 50 graus. Agora sim, destes 50 graus subtraímos os 29 graus, restando 21 graus. Como dos 15 tomamos “emprestado” 1 Signo, sobraram 14 e, assim, subtraindo 10 desses 14 restaram 4. O 4º Signo é Câncer, por conseguinte, a longitude da Parte da Fortuna é Câncer 21:50 (ou 21º50’).


[1] N.T.: ou Roda da Fortuna

[2] N.T.: Na concepção, o óvulo maduro é fertilizado por um espermatozoide. A fertilização acontece quando o espermatozoide atinge o óvulo e consegue perfurar com sucesso a membrana externa dele.

[3] N.T.: Átomo-semente do Corpo Denso.

Agora faremos uma lista das Longitudes dos Astros como nós temos calculado, antes de inseri-los no horóscopo:

Nome do AstroSignoLongitude
GrauMinutos
SolLeão936
LuaAquário1918
NetunoCâncer1742
UranoCapricórnio1815 M
SaturnoÁries2313
JúpiterVirgem1510
MarteÁries358
VênusVirgem516
MercúrioLeão729
Parte da FortunaPeixes2838
Cabeça do DragãoGêmeos1347
Cauda do DragãoSagitário1347

Os Astros podem ser inseridos no horóscopo.

Ao inserir os Astros, o Estudante Rosacruz deve considerar, de modo especial, dois pontos:

Primeiro – Que os Astros são inseridos nas próprias Casas onde calculamos e na devida ordem. Os Signos e os respectivos graus do Zodíaco seguem na direção indicada na ordem natural deles; consequentemente, começando por Áries 0º (que deve estar na 7ª Casa, já que Áries nos 14º está na cúspide da 8ª Casa), vemos que Marte está em Áries 3:58, portanto colocamo-lo na 7ª Casa mais próximo à cúspide da 8ª Casa do que da 7ª Casa. Como Áries nos 14º está na cúspide ou na linha que assinala a entrada na 8ª Casa, e Saturno está em Áries a 23:13, colocamos esse na 8ª Casa, e mais perto da cúspide dessa Casa do que da 9ª Casa. Assim, ambos os Planetas estão em relação adequada um com o outro e com as Casas, e eles estão colocados de tal maneira que, vendo-os não podemos nos enganar quanto ao Signo em que se encontram. Se Marte fosse colocado mais perto da cúspide da 7ª Casa, à primeira vista pareceria estar em Peixes, e Saturno posto mais perto da cúspide da 9ª Casa pareceria estar em Touro. Isso causaria um erro na leitura, o qual pode ser evitado com um cuidado mínimo. Se o Estudante observar cuidadosamente o método aqui utilizado para colocação dos Astros nesse horóscopo, nunca terá dúvidas quanto aos Signos em que os Astros estão ocupando.

image-16 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Segundo – As posições dos Astros devem ser legíveis sem a necessidade de virar ou inclinar a Folha do Horóscopo, o que contraria as condições para uma boa concentração. Se as posições dos Astros nas 3ª, 4ª, 9ª e 10ª Casas forem anotadas conforme anotamos as de Netuno e Urano, tal inconveniente não existirá.

O horóscopo agora está levantado e está completo. A maioria dos astrólogos, agora, começa a interpretá-lo, mas que essa interpretação seja mais completa é necessário fazer um índice, tal como apresentamos no último capítulo desta parte.

Com o objetivo de familiarizar bem o Estudante com o modo de levantar um horóscopo, primeiramente vamos completar o horóscopo que levantamos parcialmente da data de 2 agosto às 8:15 P.M.[1], pois esse horóscopo oferece certas peculiaridades que vale a pena darmos atenção, conforme exporemos a seguir.

Para determinar a H.M.G. de 2 de agosto, somamos à Hora Local Exata de Nascimento (08:23:00 P.M.) os 4 minutos por cada um dos 88 graus (4 x 88) de Longitude oeste de Greenwich em que se situa o lugar do nascimento, que convertido temos 05:52:00, resultado a H.M.G que já cai no dia seguinte, 3 de agosto no horário de 02:15:00 A.M.

Colocando em uma tabela:

 HH MM SS 
Hora Local Exata do nascimento (como calculamos anteriormente)08:23:00 PMDe 2 de agosto
Correção de 4 minutos que vezes 88 graus é igual a 352 minutos05:52:00 
Hora Média de Greenwich (H.M.G.)02:15:00 AMDe 3 de agosto

Aqui está um ponto importante. Quando acrescentamos 5 horas e 52 minutos às 08:23:00 P.M. levamos a H.M.G para o dia seguinte; isso significa que no mesmo instante em que essa criança nascia em Chicago, com os relógios marcando 8:15 da noite de 2 de agosto, o relógio do Observatório de Greenwich marcava 2:15 da madrugada de 3 de agosto. Assim, o meio-dia de 3 de agosto é o mais próximo da H.M.G., e o intervalo entre a H.M.G. (2:15 A.M.) e o meio-dia mais próximo é, portanto, 9 horas e 45 minutos, cujo logaritmo é 0,3912.

Executemos, agora, os cálculos e as operações matemáticas prescritas no início deste Capítulo V:

 HH MM
A longitude do Sol ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)10:28
A longitude do Sol ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)09:31
Percurso do Sol no dia da H.M.G.00:57
 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso do Sol no dia da H.M.G. (00:57)1,4025
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pelo Sol durante o Intervalo1,7937

O valor do logaritmo 1,7937, ou seja, o Incremento de Correção é 0 grau e 23 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude do Sol no meio-dia mais próximo da H.M.G.Leão10:28
SUBTRAIA do Incremento de Correção 00:23
Resultado é a Longitude do Sol à H.M.G.Leão10:05

Essa é a posição em que inserimos para o Sol no horóscopo, ou seja: 10 graus e 5 minutos do Signo de Leão.

Observe que no horóscopo anterior (o de 2 agosto às 8:15 A.M., em Chicago (EUA)) nós somamos o Incremento de Correção à longitude de cada Astro (Sol, Lua e Planetas), porque a H.M.G. era após ao meio-dia. No atual horóscopo (o de 2 agosto às 8:15 P.M., em Chicago (EUA)) a H.M.G. é antes do meio-dia, assim subtraímos do Incremento de Correção da longitude de cada Astro no meio-dia mais próximo da H.M.G., conforme determina o item 6.b da regra que usamos para calcular a posição exata do Astro na H.M.G.[2].

 SIGNOHH MM
A longitude da Lua ao meio-dia após à H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Peixes02:39
A longitude da Lua ao meio-dia antes da H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Aquário17:55
Percurso da Lua no dia da H.M.G. 14:44
 HH MM
Logaritmo do Percurso da Lua no dia da H.M.G. (14:44)0,2119
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pela Lua durante o Intervalo0,6031

O valor do logaritmo 0,6031, ou seja, o Incremento de Correção é 5 graus e 59 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude da Lua no meio-dia mais próximo da H.M.G.Peixes02:39
SUBTRAIA do Incremento de Correção 05:59
Resultado é a Longitude da Lua à H.M.G.Aquário26:40[3]

Conforme fizemos no primeiro horóscopo, neste também podemos dispensar cálculos para as posições de Netuno, Urano e Saturno sem a correção (fornecida por meio do Incremento de Correção), e apenas anotando as longitudes de cada um deles no meio-dia mais próximo à H.M.G. O percurso de Marte no dia H.M.G. é de 15 minutos, e seu percurso durante o intervalo de 9 horas e 45 minutos[4] deve, portanto, ser aproximadamente 6 minutos[5]. subtraindo 6 minutos da posição de Marte em 3 de agosto (no meio-dia mais próximo à H.M.G.), a posição de Marte no horóscopo será Áries 04:06. Do mesmo modo, Júpiter requer uma correção de 4 minutos[6], ficando sua posição em Virgem 15:17.


[1] N.T.: Atente bem que no início do Capítulo V nós calculamos os dados para um horóscopo que levantamos parcialmente da data de 2 agosto às 8:15 A.M., em Chicago (EUA).

[2] N.T.: veja no início desse Capítulo V

[3] N.T.: Uma maneira prática de fazer essa conta de subtração (quanto a parcela superior é menor do que a parcela inferior). Repare que estamos em uma circunferência e lá medimos as distâncias em graus e minutos. Sabemos, também que cada Signo tem 30 graus (sempre). E aqui sabemos que depois de Aquário vem Peixes, ou, antes de Peixes vem Aquário:

Outro modo: considerando uma reta de 0º a 360º, segmentada de 30 em 30 graus (o tamanho invariável de cada Signo), e sabendo que Aquário vem depois de Peixes, podemos considerar o ponto 2:39º de Peixes como se fosse o ponto 32:39 de Aquário. Agora se fizermos a subtração 32:39 – 05:59 = 31:99 – 05:59 = 26:40.

[4] N.T.: que é o intervalo de tempo entre a H.M.G., que é 2h15 AM de 3 de agosto, e o meio-dia mais próximo da H.M.G., que é o meio-dia do próprio 3 de agosto: 12:00 – 02:15 = 11:60 – 02:15 = 9:45.

[5] N.T.: ou seja: entre o meio-dia mais próximo à H.M.G. e a própria H.M.G (intervalo de 9 horas e 45 minutos). Ora se Marte se movimenta 15 minutos de 2 a 3 de agosto (portanto, 24 horas), então quanto ele se deslocou em 9 horas e 45 minutos? Apliquemos a Regra de Três simples: 15 m – > 24 h assim como x <- 9h45m, ou seja: 9h45m x 15m = 9,75h x 15m = 146,3 e 146,3/24 = 6,1 minutos, arredondando para baixo: 6 minutos!

[6] N.T.: O percurso de Júpiter no dia H.M.G. é de 11 minutos. Assim, entre o meio-dia mais próximo à H.M.G. e a própria H.M.G, ou seja, o intervalo de 9 horas e 45 minutos. Ora se Júpiter se movimenta 11 minutos de 2 a 3 de agosto (portanto, 24 horas), então quanto ele se deslocou em 9 horas e 45 minutos? Apliquemos a Regra de Três simples: 11 m – > 24 h assim como x <- 9h45m, ou seja: 9h45m x 11m = 9,75h x 11m = 107 e 107/24 = 4,4 minutos, arredondando para baixo: 4 minutos!

                                                       

 SIGNOHH MM
A longitude de Vênus ao meio-dia após à H.M.G. – 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem06:21
A longitude de Vênus ao meio-dia antes à H.M.G. – 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem05:09
Percurso de Vênus no dia da H.M.G. 01:12
 HH MM
Logaritmo do Percurso de Vênus no dia da H.M.G. (01:12)1,3010
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Vênus durante o Intervalo1,6922

O valor do logaritmo 1,6922, ou seja, o Incremento de Correção é 0 graus e 29 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude de Vênus no meio-dia mais próximo da H.M.G.Virgem06:21
SUBTRAIA do Incremento de Correção 00:29
Resultado é a Longitude de Vênus à H.M.G.Virgem05:52[1]

Mercúrio é o último Planeta que temos que calcular:

 SIGNOHH MM
A longitude de Mercúrio ao meio-dia após à H.M.G. – 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão09:22
A longitude de Mercúrio ao meio-dia antes à H.M.G. – 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão07:17
Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. 02:05
 HH MM
Logaritmo do Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. (01:12)1,0614
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Mercúrio durante o Intervalo1,4526

O valor do logaritmo 1,4526, ou seja, o Incremento de Correção é 0 graus e 51 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude de Mercúrio no meio-dia mais próximo da H.M.G.Leão09:22
SUBTRAIA do Incremento de Correção 00:51
Resultado é a Longitude de Mercúrio à H.M.G.Virgem08:31[2]

As posições da Cabeça do Dragão (<), ou Nodo Lunar, e da Cauda do Dragão (>) também precisam ser encontradas. Segundo as Efemérides, no dia 3 de agosto, o meio-dia mais próximo da H.M.G., a Cabeça do Dragão está em Gêmeos 13:44[3]. A Cauda do Dragão ocupa o ponto oposto, ou seja, de Sagitário 13:44.

Agora só resta calcular a Parte da Fortuna (ou Roda da Fortuna), e para tal dispomos os fatores do cálculo como segue:

 SIGNOGG MM
Longitude do Ascendente no 12º SignoPeixes07:08
Longitude do Sol no 5º SignoLeão10:05
Longitude da Lua no 11º SignoAquário26:40

Procedemos de acordo com a regra fornecida:

 Nº do SIGNOGG MM
Longitude do Ascendente no 12º Signo1207:08
Longitude da Lua no 11º Signo1126:40
SOMANDO OS DOIS2333:48
MENOS:
Longitude do Sol no 5º Signo510:05
RESULTADO1823:43
Como passou de 12 (o máximo número de Signos, então SUBTRAIMOS:12 
RESULTADO: Posição da Parte da Fortuna623:43

Ou: a Longitude da Parte da Fortuna é: Virgem em 23:43                                                                                                                 

Agora, façamos uma lista dos Astros (Sol, Lua e Planetas) e os Elementos astrológicos calculados, a fim de inseri-los no horóscopo:

ASTRO ou ELEMENTO ASTROLÓGICOSIGNOGG MM
SolLeão10:05
LuaAquário26:40
NetunoCâncer17:44
UranoCapricórnio18:13M
SaturnoÁries23:14
JúpiterVirgem15:17
MarteÁries04:06
VênusVirgem05:52
MercúrioLeão08:31
Parte da FortunaVirgem23:43
Cabeça do DragãoGêmeos13:44
Cauda do DragãoSagitário13:44

Acabamos de erigir dois horóscopos, e uma comparação entre ambos revela o fato de que, embora sejam de duas pessoas nascidas na mesma cidade e no mesmo dia e ano, as características de uma pessoa são inteiramente opostas às da outra e, uma vez que o caráter é o determinador do destino, as vidas dessas duas pessoas deverão ser totalmente opostas.

Antes de podermos interpretar esses dois horóscopos é necessário que nós obtenhamos uma clara concepção das relações dos Astros (Sol, Lua e Planetas) entre si, dos Astros com os Signos do zodíaco, e dos Astros com as Casas, conforme se encontram em cada um dos dois horóscopos, e com esta finalidade nós faremos um índice que deve revelar esses relacionamentos num relance, de maneira que nossas mentes não possam ser embaraçadas pela matemática no momento de interpretarmos o horóscopo, mas sejam livres e concentradas no significado dos diferentes Aspectos astrológicos e nas posições dos Signos, Astros e Elementos astrológicos.

RETROGRADAÇÃO

Na página das Efemérides Rosacruzes, que tem uma amostra nesse livro[4], você encontrará nas colunas de Saturno, Urano e Marte uma letra “R” em maiúsculo. Esse símbolo tem o seguinte significado:

Os Planetas do nosso Sistema Solar se movem em uma única direção, do oeste para leste, mas suas órbitas em torno do Sol têm amplitudes variáveis, a mesma coisa se dando com as suas velocidades. A Terra desloca-se a uma velocidade de, aproximadamente, 108.000 quilômetros por hora e, ainda, sua circunferência da órbita – em torno do Sol – é tão grande que requer em torno de 365 dias para que ela contorne o Sol. Mercúrio descreve uma circunferência da órbita bem menor em volta do Sol, mas se desloca a uma velocidade de, aproximadamente, 180.000 quilômetros por hora, de modo que completa sua revolução em torno de 88 dias. A velocidade de Urano é de apenas, aproximadamente, 27.000 quilômetros por hora, mas sua órbita é tão grande que requer em torno de 84 anos para completá-la. Os demais Planetas mostram semelhantes variações de velocidade. Se eles se deslocassem em linha reta, os menores e mais rápidos logo deixariam para trás os mais pesados e mais lentos, mas como se movem em círculos, eles cruzam um ponto de observação repetidas vezes. Se tal ponto fosse central e estacionário, esse constante movimento para a frente dos Planetas, em suas respectivas órbitas, seria perceptível a todos os observadores, mas essa é a questão, não há ponto estacionário; toda partícula de Júpiter, o gigante do nosso Sistema Solar, à menor partícula de “poeira”, se move incessantemente em torno de um centro comum e, por conseguinte, às vezes um Planeta se desloca quase transversalmente ao curso de outro corpo em movimento, e isso fica parecendo, por algum tempo, que ele fica parado em sua órbita. Os astrônomos dizem que tal Planeta está Estacionário. Outras vezes, esse movimento oblíquo dos Planetas, em relação à posição da Terra em sua órbita, os faz parecer se moverem para trás no Zodíaco, e a esse movimento chamamos Retrógrado. Nas Efemérides vemos um símbolo parecendo com um “R” maiúsculo na linha do dia em que o Planeta começa, aparentemente, a retroceder, e essa retrogradação continua até onde se encontra um “D” maiúsculo, o qual indica que volta a se observar o movimento do Planeta para a frente.

Embora esse movimento retrógrado de um Planeta seja apenas aparente, ele tem um efeito muito real no que tange à influência exercida por tal Planeta, pois é o ângulo do seu raio que determina a influência de um Planeta. Os Planetas são focos que transmitem e intensificam as propriedades das estrelas fixas, de tal maneira que nos afetam em um grau muito maior do que quando não se acham focalizados sobre o ponto de observação, o lugar do nascimento.

Vamos supor que no momento do nascimento de uma criança observamos Saturno e por detrás dele, diretamente em linha com o nosso ponto de observação, vemos a estrela fixa Antares, que se acha próxima aos 8 graus de Sagitário; a criança então está propensa a sofrer afecções nos olhos, as quais são suficientemente graves mesmo que o Planeta se mova “direto” em sua órbita, como geralmente acontece, pois então Antares sairá de foco gradativamente, e Saturno não voltará a formar a Conjunção adversa com Antares antes de completar sua revolução em torno do Sol (que leva cerca de 29 anos). Se, por outro lado, vemos que no dia seguinte ao nascimento Saturno retrograda um pouco e ainda mais no dia seguinte, e desse modo por uma ou duas semanas, então também nesse caso Antares sai fora de foco, mas há essa diferença importante, que em vez de demorar 29 anos para formar a Conjunção adversa seguinte, Saturno pode se voltar a ficar “direto”, e forma a segunda Conjunção adversa com Antares, dentro de poucas semanas após o nascimento, e essa repetição do raio adverso pode agravar o defeito inato a tal ponto que a criança poderá se tornar cega. Assim, nós reiteramos que, mesmo sendo apenas aparente, o movimento retrógrado de um Planeta exerce uma influência muito real sobre os interesses humanos.


[1] N.T.: 06:21 – 00:29 = 05:81 – 00:29 = 05:52

[2] N.T.: 09:22 – 00:51 = 08:82 – 00:51 = 08:31

[3] N.T. Efemérides de Agosto de 1909 – Longitude dos Astros

[4] N.T.:

image-1 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

CAPÍTULO 6 – OS ASPECTOS

O círculo do Zodíaco, como qualquer outro círculo, é dividido em 360 graus. Dentro desse círculo os corpos celestes do nosso Sistema Solar se movem, ainda que seus movimentos estejam longe de ser uniformes, como mostrado no primeiro capítulo. Portanto, aqueles Astros que se deslocam mais lentamente são alcançados, ultrapassados e novamente ultrapassados pelos Astros mais rápidos.

Quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) se encontra a certo número de graus de outro Astro dizemos que estão em Aspecto[1]:

Tabela de Aspectos
A Oposiçãoos Astros estão a 180 graus um do outro.
A Quadraturaos Astros estão a 90 graus um do outro.
O Sextilos Astros estão a 60 graus um do outro.
O Trígonoos Astros estão a 120 graus um do outro.
A Conjunçãoos Astros estão a 0 graus um do outro.

O Aspecto Paralelo acontece quando dois Astros têm o mesmo grau de Declinação, não importando que um esteja ao norte (Declinação Norte) e outro ao sul (Declinação Sul) do Equador Terrestre. Isto será esclarecido nos cálculos que se seguirão mais tarde.

Dos Aspectos mencionados na Tabela anterior, a Oposição e a Quadratura dizemos que são adversos; o Sextil e o Trígono dizemos que são benéficos, enquanto a Conjunção e o Paralelo se classificam como indeterminados (benéficos ou adversos); se a Conjunção ou o Paralelo ocorrem entre os chamados Astros benéficos, eles possuem uma influência benéfica, mas se ocorrem entre os chamados Astros adversos, eles possuem uma influência adversa. Um horóscopo é considerado como trazendo alguma coisa boa não prevista como certa (ou seja: é um horóscopo auspicioso) se nele há mais Sextis e Trígonos do que Quadraturas e Oposições. Um horóscopo é considerado como não auspicioso se nele há mais Quadraturas e Oposições do que Sextis e Trígonos.

Tal ponto de vista é errado. No Reino do Pai não há o “mal”. O que parece ser “mal” é apenas o “bem” em formação. Quando um lapidador de joias lapida uma pedra preciosa, ele aplica o esmeril a cada um dos lados da pedra bruta, e a cada esmerilhada nós podemos ouvir um grito alto da pedra, como se estivesse sentindo uma dor. Entretanto, gradualmente, como consequência do processo de esmerilhamento rigoroso, a pedra preciosa adquire uma superfície lindamente polida, com inúmeras facetas capazes de receber, refletir e refratar a luz solar brilhante.

Deus e Seus Ministros — os Sete Espíritos Planetários diante do Trono — são os lapidários, e nós somos um diamante bruto. Para polir e revelar sua natureza espiritual são necessárias várias experiências. Tais experiências podem ser agradáveis ou não, conforme indiquem os comumente chamados Aspectos benéficos ou adversos. Mas, pode se dizer com segurança que as experiências adversas que nos chegam sob os chamados Aspectos adversos são tão potentes desenvolvedores de músculos espirituais, removendo muito do nosso egoísmo, servindo para nos tornar mais tolerantes e compassivos, do mesmo modo que o duro esmeril serve para remover a crosta áspera do diamante. Embora um horóscopo repleto de Quadraturas e Oposições possa indicar o que normalmente é chamado de uma vida difícil, tal horóscopo é infinitamente preferível (sob o ponto de vista espiritual) àquele que só tenha Aspectos “benéficos”, pois, enquanto esse último proporciona apenas uma existência insípida, o horóscopo “ruim” proporciona ação e uma qualidade agradavelmente excitante à vida em uma ou outra direção.

Além disso, como as “estrelas” não obrigam, mas apenas proporcionam tendências, cabe a nós, em grande medida, afirmar nossa Individualidade e transmutar o “mal” presente em “bem” futuro. Assim, trabalharemos em harmonia com as “estrelas” e as regemos pela obediência à Lei Cósmica.

A influência de um Aspecto entre os Planetas[2] no nascimento é sentida mesmo que eles não estejam exatamente a 0, 60, 90, 120 ou 180 graus um do outro; admite-se uma “Órbita de Influência”, por assim dizer, de 6 graus.

No horóscopo que serve de exemplo, abaixo, Saturno e Júpiter estão dentro da “Órbita de Influência”, porque um está a 1 grau de Áries e o outro está a 7 graus do mesmo Signo, Áries. Saturno estando a 1 grau de Áries, também está dentro “Órbita de Influência” dos Aspectos com Marte (3 graus) e Mercúrio (5 graus), mas não dentro da “Órbita de Influência” do Aspecto com o Sol, ou com a Lua e nem com Vênus, pois há mais de 6 graus de 1 grau (de Saturno) a 10, 12 e 14 graus do Sol, da Lua e de Vênus, respectivamente[3].

A razão espiritual para essa “Órbita de Influência” é a seguinte: além do corpo visível percebido por nossos sentidos[4], também possuímos veículos invisíveis chamados por S. Paulo de corpos espirituais, sendo que nós somos Espíritos. Quando tivermos desenvolvido a faculdade da visão espiritual, faculdade essa latente em todos nós, poderemos ver esses Corpos mais sutis[5] sobressaindo muito além do Corpo Denso que está localizado no centro dessa “aura”[6], do mesmo modo que a gema de um ovo está no centro desse ovo, rodeada de clara por todos os lados.

Antes que dois seres humanos entrem em contato físico próximos, suas “auras” se interpenetram; essa é a razão pela qual “sentimos a presença do outro”, às vezes antes de o percebermos por meio de nossos sentidos comuns[7].

“Como é em cima, assim é embaixo”. Somos feitos à imagem de Deus e de Seus Ministros, os Anjos-estelares. Cada Planeta tem Seus Mundos invisíveis[8] que sobressaem no espaço, além da esfera densa visível e perceptível pelo olho físico[9]. Quando essas “auras” planetárias entram em Aspecto, uma influência é sentida, embora ainda possam faltar 6 graus na formação de um Aspecto ou eles podem ter ultrapassado os 6 graus do Aspecto.

Para determinar rapidamente qual é o Aspecto que os Planetas formam entre si em um horóscopo, quando dentro das Órbitas de Influência, observemos as divisões dos Signos do Zodíaco:

Os Planetas em Signos Cardeais estão em Conjunção, Quadratura ou Oposição, se dentro da Órbita de Influência. Os Planetas em Signos Fixos também estão em Conjunção, Quadratura ou Oposição se dentro dessa Órbita de Influência, e o mesmo acontece com os Planetas em Signos Comuns. Uma rápida olhada no horóscopo revelará qual dos três Aspectos está formado.

Outra divisão do Zodíaco é: Signos de Fogo, Signos de Terra, Signos de Ar e Signos de Água:

Os Planetas em Signos de Fogo estão em Conjunção ou Trígono, se dentro da Órbita de Influência. Os Planetas em Signos de Terra estão em Trígono ou Conjunção; assim também estão os Planetas em Signos de Ar e de Água, conforme se vê no diagrama acima.

Essencialmente Dignificados e em Exaltação:

Diz-se que o Planeta “rege” ou está “Essencialmente Dignificado” em certos Signos onde a natureza essencial tanto do Planeta quanto do Signo concorda. Quando estão em Signos opostos – àqueles que estão Essencialmente Dignificados – diz-se que eles estão em “Detrimento” e, portanto, em desarmonia com o ambiente.

Os Planetas são mais poderosos em certos Signos do que em outros, pelo que se diz estarem “em Exaltação” quando colocados em tais Signos. Quando ocupam os Signos Opostos – àqueles que estão em Exaltação – eles estão em “Queda” e, portanto, comparativamente fracos.

A Tabela de Potências Astrais a seguir mostrará os Astros e os Signos nos quais eles são fortes ou fracos, de acordo com o exposto acima. Note-se que cada um dos Planetas, exceto Urano e Netuno, rege dois Signos, ao passo que o Sol e a Lua regem apenas um cada. Observe também que Urano e Saturno são co-Regentes de Aquário, e que Netuno e Júpiter são co-Regentes de Peixes.

Tabela-de-Potencias-Astrais Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Tabela de Potências Astrais

Graus Críticos:

A Tabela de Graus Críticos dos Signos a seguir mostra certos graus do Zodíaco que são designados como “Graus Críticos”. Quando um Astro se encontra dentro da Órbita de Influência de três graus de quaisquer desses pontos[10], tal Astro exercerá uma influência muito mais forte na vida do que de outra forma. Essa influência tenderá a aumentar a intensidade de uma “Exaltação”, como também a compensar a fraqueza resultante de um Astro estar “em Queda” ou “em Detrimento”. Também aumentará a força dos Aspectos desse Astro.

Signos CardinaisSignos FixosSignos Comuns
1O 13O 26O9O 21O4O 17O
ÁriesTouroGêmeos
CâncerLeãoVirgem
LibraEscorpiãoSagitário
CapricórnioAquárioPeixes

Tabela de Graus Críticos dos Signos

Elevação:

Diz-se estar “Elevado” o Astro que está na 9ª ou 10ª Casa ou próximo a elas. Quanto mais próximo do Meio-do-Céu, mais Elevado se encontra. O Astro Elevado é muito mais poderoso, tanto quando está com Aspecto benéfico ou quando está com Aspecto adverso, do que quando colocado em um local mais baixo.

Ângulos:

Quando os Astros se encontram nos “Ângulos” do horóscopo (primeira, quarta, sétima e décima Casas), diz-se que estão Angulares ou Acidentalmente Dignificados. Quando assim posicionados, eles exercem uma influência maior tanto quando está com Aspecto benéfico ou quando está com Aspecto adverso do que quando localizados nas outras Casas.

Quando o Estudante tiver assimilado as informações acima, ele deve prosseguir para fazer uma Tabela ou um Índice de Relacionamento dos Astros, conforme o exemplo abaixo:

Tabela-ou-um-Indice-de-Relacionamento-dos-Astros-823x1024 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Tabela ou um Índice de Relacionamento dos Astros


[1] N.T.: São somente esses Aspectos astrológicos que a Astrologia Rosacruz considera como necessários e suficientes para uma completa interpretação astrológica utilizando o método da Astrologia Rosacruz. O motivo disso, o próprio Max Heindel e a própria Augusta Foss Heindel nos fornecem a explicação no Livro “A Mensagem das Estrelas”, que replicamos aqui: … uma galáxia completa de Aspectos que envolva bi-Quintil, Sesquiquadratura e outras insensatezes altissonantes e absurdas forem incluídas também, certamente o Astrólogo se perderá no labirinto matemático de tal modo que será incapaz de ler uma única sílaba da “mensagem das estrelas”. Durante o primeiro ano de seus estudos astrológicos, um dos autores, originalmente de natureza matemática, tinha o hábito de levantar horóscopos e tabular os Aspectos de forma tão maravilhosa e ousada que tais tabulações superavam o proverbial “enigma chinês”; eram verdadeiros “Nós Górdios”, pelos quais o destino de um ser humano ficava tão emaranhado em cada mapa que nem o autor daquela abominação, nem outra qualquer pessoa poderiam esperar desembaraçar dele a pobre alma envolvida. Possa ele ser perdoado, pois já se corrigiu e agora é extremamente cuidadoso no eliminar do horóscopo tudo o que não seja essencial, mas como estava envolvido pelo labirinto da matemática, sua experiência deve servir como uma advertência. Nossas Mentes, no melhor dos casos, são instrumentos frágeis para compreender o destino e, certamente, teremos uma grande oportunidade de ser bem-sucedidos se aplicarmos nosso conhecimento a fatores mais importantes e esses, geralmente, são os mais simples.

[2] N.T.: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.

[3] N.T.: 8, 11 e 13 graus, respectivamente.

[4] N.T.: o Corpo Denso.

[5] N.T.: Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente.

[6] N.T.: Corpo Vital e Corpo de Desejos.

[7] N.T.: visão, audição, olfato, paladar e tato.

[8] N.T.: Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.

[9] N.T.: o Corpo Denso dele que nada mais é do que a Região Química do Mundo Físico.

[10] N.T.: Sol no 15o de Áries está em “Grau Crítico”, pois está a 2 graus da culminação do “Grau Crítico” 13 graus de Áries (15 – 13 = 2 graus), portanto dentro da “Órbita de Influência” de 3 graus.

CAPÍTULO 7 – COMO FAZER O ÍNDICE

image-3 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Olhando para o horóscopo levantado para as 8:15 P.M., notamos que Saturno e Marte estão em Áries, um Signo Cardinal. Assim sendo, pomo-los no Índice na linha dos Signos Cardinais. Netuno está em Câncer, que é o Signo Cardinal seguinte, portanto, esse também vai para a linha dos Signos Cardinais. Libra, o terceiro Signos Cardinais, não tem Astro algum. Capricórnio é o último dos Signos Cardinais; Urano está em Capricórnio e quando o inseridos no Índice, nós completamos a lista dos Astros que, nesse horóscopo, estão situados nos Signos Cardinais.

O Signos Fixos são Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Em Touro não há Astros. O Sol e Mercúrio estão em Leão, assim, os colocamos no Índice, na linha dos “Signos Fixos”. Em Escorpião não há Astros, mas a Lua está em Aquário. Ela é, então, inserida no Índice na linha dos “Signos Fixos”.

Nesse horóscopo os Signos Comuns de Gêmeos, Sagitário e Peixes não têm Astros, mas Virgem, outro Signo Comum, tem Júpiter e Vênus, os quais pomos na linha dos Signos Comuns, juntamente com a Parte da Fortuna.

Isso completa a nossa classificação dos Astros no que tange ao temperamento, e, para nos certificarmos de que pusemos todos no Índice, devemos contá-los: quatro estão em Signos Cardinais; três estão classificados como Signos Fixos e dois como Signos Comuns, perfazendo um total de nove Astros, além da Parte da Fortuna.

Está correto; então, vamos prosseguir do mesmo modo anotando os Astros nos Signos de Fogo. Colocamo-los no Índice. A seguir os de Signos de Terra, os Signos de Ar e os Signos de Água. Temos, portanto, nossa classificação de acordo com os Elementos e, novamente, para nos certificarmos de que anotamos todos os Astros, contamo-los de novo. Quatro estão em Signos de Fogo; três estão em Signos de Terra; um está em Signo de Ar e um em Signo de Água. O total perfaz nove, que está correto!

Em seguida anotamos os Astros que estão em Exaltação, etc.[1], conforme exige o Índice.

Agora estamos preparados para notar os Aspectos, e solicitamos de modo especial ao Estudante para seguirem o sistema que esboçamos aqui; pois ele não permite a omissão de nenhum Aspecto.

Ponha o dedo indicador da mão esquerda sobre o primeiro Astro à esquerda, na linha dos Signos Cardinais do Índice (nesse caso, Marte). Com a mão direita, ponha a ponta do lápis sobre o próximo Astro à direita, na mesma linha dos Signos Cardinais (nesse caso, Saturno). Observe no horóscopo se estes dois Astros estão dentro das esferas ou Órbitas de Influência um do outro (6 graus). A resposta aqui é não. Um está no 4º grau, o outro está no 23º grau. Portanto, eles não estão formando um Aspecto. Mantenha o dedo indicador da mão esquerda no mesmo lugar, mas desloque a ponta do lápis para a direita, até o Astro seguinte (aqui Netuno), e verifique igualmente se estão dentro das esferas ou Órbitas de Influência um do outro (6 graus) – novamente a resposta é não. Desloque, novamente, a ponta do lápis para a direita, até o último Astro na linha dos Signos Cardinais (Urano); examinando se ambos os Planetas, o do dedo indicador da mão esquerda e o da ponta do lápis na mão direita, formam aspecto entre si. Constatamos que não.

Assim, concluímos que o Planeta sob o nosso indicador esquerdo (Marte), não forma Aspectos com nenhum outro Astros em Signos Cardinais. Agora, então, movimentamos nosso indicador da mão esquerda para uma posição à direita (para Saturno), pomos a ponta do lápis sobre o próximo Planeta à direita daquele (em Netuno aqui) e, novamente, repetimos a pergunta: os dois Planetas, o do indicador da mão esquerda e o da ponta do lápis à direita (aqui Saturno e Netuno) estão dentro da Órbita de Influência de algum Aspecto? Uma olhada ao horóscopo mostra que eles formam; um está no 17º grau e o outro no 23º grau. Assim, eles estão em Aspecto. Nossa regra estabelece que os Astros em Signos Cardinais, Fixos ou Comuns podem formar Conjunções, Quadraturas ou Oposições, se estiverem em Órbita de Influência.

Uma olhada nas posições de Saturno e Netuno mostra que ambos não estão em Conjunção, nem estão em Oposição; devem, então, estarem em Quadratura um com outro. Assim sendo, desenhamos a figura de um quadrado e o símbolo de Saturno na linha de Netuno, no Índice; também desenhamos a figura de um quadrado e o símbolo de Netuno na linha de Saturno. Temos assim anotado este Aspecto.

Deixamos nosso indicador da mão esquerda sobre Saturno, mas movimentemos a ponta do lápis para a direita, até Urano. E repetimos a nossa questão: Estão ou não dentro da Órbita de Influência um do outro? A resposta é sim, e suas posições indicam que o Aspecto é uma Quadratura. Isso é anotado nas linhas de Saturno e Urano, conforme o fizemos no caso anterior. Temos, então, anotados todos os Aspectos de Saturno aos Astros a sua direita, e agora movemos o indicador da nossa mão esquerda para a direita (para Netuno e Urano) e repetimos a nossa questão se estão em Órbita de Influência. A resposta é sim. Netuno e Urano estão dentro da Órbita de Influência um do outro formando, assim, uma Oposição. Esse Aspecto é também anotado no Índice e completa os Aspectos de Netuno.

E assim anotamos, de um modo completo e sistemático, todos os Aspectos entre os Astros na linha Cardinal. O mesmo modo de proceder nós empregaremos com os Astros nas outras linhas, percorrendo invariavelmente cada linha da esquerda para a direita. Se esse método for seguido, nenhum Aspecto poderá ser esquecido de ser anotado.

Em se tratando de Astros em Signos de Fogo, de Ar, de Terra e de Água, lembramo-nos, naturalmente, que eles formam Trígonos ou Conjunções, se estiverem dentro da Órbita de Influência.

Para se obter os Sextis é necessário usar um método diferente. Comecemos com Marte (aqui no 4º grau de Áries), somemos 60 graus, o que resulta em 4 graus de Gêmeos[2]. Faça a pergunta: há algum Astro dentro da Órbita de Influência do 4º de Gêmeos? A resposta é não. Passemos o indicador da mão esquerda ao Planeta seguinte no horóscopo (Saturno). Ele está em 23º de Áries; somando 60 graus esses 23 graus, temos o 23º de Gêmeos. Aqui também não existe nenhum Astro dentro da Órbita de Influência. O indicador a mão esquerda é passado para o Astro seguinte (Netuno) no 17º de Câncer. Nós somando 60 graus, temos o 17º de Virgem. Façamos nossa pergunta: há algum Astro na Órbita de Influência neste ponto? A resposta é sim – Júpiter no 15º de Virgem. Então, Netuno e Júpiter estão em Sextil e anotamos no Índice, nas linhas de ambos os Astros.

Prosseguindo, movimentamos o indicador da mão esquerda por cada Astro no horóscopo; somando 60 graus e repetindo a nossa pergunta. Quando completarmos a volta ao círculo, teremos também anotado todos os Sextis, sem omitirmos nenhum.

A Cabeça do Dragão e a Cauda do Dragão exercem uma influência no horóscopo somente quando em Conjunção com um Astro ou com o Ascendente. Uma Órbita de Influência de apenas 2 graus ou, no máximo, até 3 graus, é permitida. A Cabeça do Dragão é considerada benéfica, sendo sua influência análoga à daquela do Sol em Áries, e seu efeito jupiteriano. A Cauda do Dragão é considerada adversa, sendo saturnina em qualidade e tendo uma influência semelhante à de Saturno em Libra. No caso presente, nem a Cabeça nem a Cauda do Dragão estão em Conjunção com algum Astro, pelo que não há Aspectos a anotar no Índice.

Mas ainda restam os Paralelos. Para determiná-los, precisamos consultar a página das Efemérides[3] para o mês do nascimento (no caso, agosto), que se encontra no fim desse livro[4]. No topo da página nós temos os nomes dos Astros: Netuno, Urano, Saturno, etc., embaixo de cada um deles sua Declinação para os dias do mês, que constam na coluna à esquerda.

Como nossa H.M.G. é na parte da manhã do dia 3 de agosto, anotamos no Índice as Declinações de 3 de agosto, ao lado de cada Astro.

Uma exceção é a Declinação da Lua, que requer uma correção logarítmica de acordo com a H.M.G. Essa correção é feita pelo mesmo método usado para se obter a Longitude (ou posição) da Lua. Assim, nós achamos a Declinação da Lua como 17 graus e 02 minutos (17:02).

A Declinação da Parte da Fortuna é a mesma do Sol quando esse se encontra no mesmo Signo e no mesmo Grau.

Aqui a Parte da Fortuna está em Virgem 23:43. Tome uma Efemérides de qualquer ano e veja quando o Sol passa ali. A data é 17 de setembro, e a Declinação do Sol nessa data é 2:25 (Efemérides de 1909). Esta é, pois, a Declinação da Parte da Fortuna. Caso se queira, as Declinações do Meio-do-Céu e do Ascendente podem ser determinadas do mesmo modo.

Anotadas todas as Declinações no Índice, ponha o indicador da mão esquerda sobre a Declinação de Netuno lá embaixo; a ponta do lápis sobre a Declinação mais próxima acima (Urano); se pergunte se elas estão dentro da Órbita de Influência de 1 grau e meio (01:30). A resposta é sim e, portanto, anote-as na coluna dos Aspectos Paralelos. Movimente a ponta do lápis para cima, notando, a cada passo, se as Declinações dos Astros sob o indicador da mão esquerda e a ponta do lápis estão dentro da Órbita de Influência (um grau e meio). Quando a ponta do lápis alcançar o topo da coluna, todos os Paralelos sob o dedo indicador da mão esquerda terão sido verificados e anotados. Então, movimente o indicador da mão esquerda para o Astro seguinte acima (Urano), e a ponta do lápis para a Declinação do próximo Astro sobre aquele; note se estão em Paralelo; movimente a ponta do lápis para cima para a Declinação seguinte, passo a passo, seguindo o mesmo método de partir debaixo para cima para achar a Declinação, do mesmo modo seguindo pela movimentação do dedo indicador da mão esquerda e da ponta do lápis da esquerda para a direita, para determinar as Conjunções, Quadraturas, Trígonos e Oposições.

Quando os Paralelos tiverem sido anotados, o Índice estará terminado; e se colocado abaixo do horóscopo, numa folha de papel, conforme mostrado na ilustração abaixo, o estudante terá, prontamente, à mão todos os meios para interpretar o Horóscopo sem precisar desviar sua atenção para o cálculo dos Aspectos. Desse modo se consegue uma maior concentração mental. Tampouco o processo de fazer o Índice é tão complicado quanto o processo de descrevê-lo; de fato, em si mesmo ele é simples, já que não envolve cálculos matemáticos, mas apenas o uso metódico e adequado do indicador da mão esquerda e a movimentação da ponta de um lápis para a direita ou para cima com a pergunta: os Astros na ponta do dedo indicador da mão esquerda e da ponta do lápis estão dentro da Órbita de Influência? Seguindo esse método o estudante nunca omitirá um Aspecto e será capaz de fazer um Índice completo entre 15 e 20 minutos.

image-1 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Figura: Índice do Horóscopo de 2 de agosto de 1909, às 8:15 PM

Para um melhor desempenho, o estudante deve se esforçar por fazer o Índice do horóscopo levantado para 2 de agosto, 8:15:00 A.M.

Aspectos formados com o Ascendente, que representa o Corpo Denso, influem sobre a saúde. Aspectos formados com o Meio-do-Céu indicam a natureza das oportunidades que a pessoa pode ter para o avanço espiritual. Mas desde que raramente se conhece a hora exata do nascimento, e já que um pequeno erro nessa resulta em vários graus de diferença no Ascendente e no Meio-do-Céu, previsões baseadas nos Aspectos formados com esses pontos não são, provavelmente, dignas de confiança. Por isso deixamos de anotá-los no Índice.

___________

NOTA: Uma observação muito importante ao que foi exposto acima: Planetas nos últimos 6 graus de qualquer Signo devem ser comparados com todos os Planetas nos primeiros 6 graus dos outros Signos, pois esses podem formar Aspectos entre si, mesmo sem estarem enquadrados em qualquer das regras precedentes. Aqui alguns exemplos desses casos:

Marte em Áries 24:30 está em Conjunção com Vênus em Touro 00:30; Mercúrio em Touro 26:00 está em Sextil com Júpiter em Leão 02:00; Saturno em Gêmeos 27:00 está em Quadratura com Urano em Libra 02:00; Netuno em Câncer 28:00 está em Trígono com Marte em Sagitário 03:00; Vênus em Leão 29:30 está em Oposição a Mercúrio com Peixes 05:30.

OBSERVAÇÃO AOS ESTUDANTES:

Os capítulos precedentes descrevem as bases da Astrologia e ilustram, em detalhes, o método de erigir horóscopos. Indicam, também, os elementos da Ciência de interpretar um horóscopo. Uma grande quantidade de informações adicionais nesse sentido é fornecida na Enciclopédia Filosófica que vem a seguir. Mas o próximo volume dessa série, o livro A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz, é o livro-texto da Fraternidade Rosacruz sobre a Ciência da Interpretação Astrológica e da aplicação da Astrologia em nossa vida diária. Ele contém uma exposição completa dos métodos usados na interpretação do horóscopo radical, também usada na progressão de um horóscopo e nas previsões a partir desta. A Astrologia Médica e o Diagnóstico de Doenças são abordados de modo compreensível, como também o são o papel da Astrologia na evolução, na Natureza em geral e nos efeitos das vibrações astrais. Recomendamos esse livro a todos os que desejam se a


[1] N.T.: Essencialmente Dignificado (no Regente), Angulares, Graus Críticos e quem é o Regente do horóscopo.

[2] N.T.: Fica mais fácil se você olhar a roda astrológica dada no início desse Capítulo: se estamos em 4 graus de Áries e somarmos 30 graus, alcançaremos os 4 graus de Touro. Agora, se somarmos mais 30 graus, alcançaremos os 4 graus de Gêmeos.

[3] N.T.: que se refere às “Declinações dos Planetas”

[4] N.T.: e, também, aqui:

image-2 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

II PARTE

ENCICLOPÉDIA FILOSÓFICA DE ASTROLOGIA

Aflição:

Um Astro (Sol, Lua ou Planetas) está afligido quando está em Paralelo, em algumas Conjunções com, em Quadratura com ou em Oposição a: Marte, Saturno, Urano ou Netuno, ou quando em Quadratura ou Oposição a quaisquer outros Astros (veja Combustão).

Angular:

Diz-se que um Astro é angular quando ele está nos Ângulos de um horóscopo. Essa posição fortalece consideravelmente a influência do Astro para “o bem ou para o mal”, dependendo da natureza desse Astro e de seus Aspectos.

Ângulos:

É uma denominação que se dá às: 1ª Casa, 4ª Casa, 7ª Casa e 10ª Casa.

O Ângulo oriental com Áries, onde Marte é o Regente, sugere o Sol nascendo para as atividades materiais do dia. Como o Sol, significador do Espírito, está sob a cruz, significadora da matéria, mas ascendendo para ela, isso significa o começo da Vida no mundo material, e Marte, o Regente, representa a natureza do desejo, que atrai o Espírito para a existência material a fim de que ele possa conquistar a matéria.

O Ângulo meridional com Capricórnio, onde Saturno é o Regente, sugere o Sol cruzando o meridiano, como o faz ao meio-dia. O Sol percorreu metade da sua jornada prescrita pelo céu, portanto o semicírculo é omitido e o outro semicírculo é retido sob a cruz, no símbolo de Saturno. Portanto, Saturno denota persistência, habilidade mecânica, etc., e a 10ª Casa significa as realizações mundanas do ser humano.

O Ângulo ocidental com Libra em equilíbrio e onde as atividades materiais se voltam para o âmbito espiritual, divide o dia da noite, o movimentado verão do inativo inverno. Transforma as horas de vigília dedicadas à vida material ativa, na noite onde o ser humano contata os Mundos invisíveis. Portanto, o círculo – Espírito – está acima da cruz da matéria, a natureza do desejo foi conquistada, e o símbolo de Marte virado de cabeça para baixo, de tal maneira que se torna o símbolo de Vênus, o Planeta do amor que rege essa Casa, a qual é, também, a casa das uniões, das parcerias, a Casa que denota o mais próximo e querido para nós.

O Ângulo setentrional, com o Signo de Câncer, marca o momento em que o Sol está no seu ponto mais baixo. O Signo é simbolizado por dois sóis, com linhas de força projetando-se de cada um, mas em direções opostas. A linha do Sol que aponta para o leste indica a direção em que o Sol físico se move. O Sol cuja linha aponta para oeste indica o caminho para o qual se voltam as influências espirituais após o Sol físico haver cessado suas atividades. Esse Ângulo, portanto, é o Ângulo de mistério, do ocultismo e do lado obscuro e invisível da natureza humana; portanto, tem como seu Regente o luminar da noite: a Lua.

Ano Sideral:

É o período de tempo que decorre entre uma Conjunção do Sol com qualquer estrela fixa e seu retorno, outra vez, à mesma Conjunção.

Antares:

Ver “Estrelas fixas”.

Aparência Física:

O tipo físico é determinado por quatro fatores principais. Esses são: pelo Ascendente ou Signo Ascendente, que representa o Corpo Denso, pelo Regente do Ascendente, pelos Astros no Ascendente, ou seja, pelos Astros na 1ª Casa, particularmente quando estão no Signo que ocupa a cúspide dessa Casa, e pelo Signo onde está o Sol. Note-se, porém, que o Sol deve ter alguma Força Astral em questão de posição (p. exe.: Regente, Exaltado) e de Aspectos para evidencias as características físicas do seu Signo. Os elementos acima são organizados pela ordem de sua importância. Sua combinação determina se a uma pessoa tende a ser alta ou baixa, clara ou escura, e assim com todas as demais peculiaridades físicas. Para maiores detalhes sobre o assunto veja o livro “A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz”.

Ascelli:

Ver “Estrelas Fixas”.

Ascendente:

É o grau do Zodíaco que está no horizonte oriental em um determinado momento do tempo. Um novo grau desponta a cada quatro minutos, um novo Signo a cada duas horas aproximadamente, e os doze Signos despontam em todos os lugares da Terra a cada vinte e quatro horas. Qualquer que seja o Signo no Ascendente, é chamado Signo Ascendente. Ver “Hyleg”.

Ascensão:

Sob esse título podem ser agrupados: Signos de Ascensão Longa, Signos de Ascensão Curta, de Ascensão Reta e de Ascensão Oblíqua.

Os Signos de Ascensão Longa são: Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário.

Os Signos de Ascensão Curta são: Capricórnio, Aquário, Peixes, Áries, Touro e Gêmeos.

São assim chamados porque os Signos de Ascensão Longa se elevam lentamente nas latitudes setentrionais, despendendo muito mais tempo que as duas horas necessárias, se todos os doze Signos se elevassem a uma velocidade uniforme durante as vinte e quatro horas. Leão leva cerca de duas horas e quarenta e cinco minutos na Latitude 40 Norte, onde se situa Nova York-EUA, e Peixes e Áries, dois Signos de Ascensão Curta, levam somente uma hora e dez minutos. O motivo reside na obliquidade da Eclíptica[1]. O efeito disso é que, no Hemisfério norte, a maioria das pessoas nasce sob os Signos de Ascensão Longa.

No Hemisfério sul os Signos relacionados acima como de Ascensão Curta são Signos de Ascensão Longa, pelo que a maioria das pessoas deste hemisfério nascem sob os mesmos, enquanto os Signos setentrionais de Ascensão Longa elevam-se rapidamente no sul, sendo, portanto, relativamente poucas as pessoas que nascem sob os mesmos. Assim, as pessoas de hemisférios opostos são também opostas em suas naturezas internas, apresentando características diferentes.

A Ascensão Reta e a Ascensão Oblíqua são usadas no sistema astrológico geralmente em voga, exceto no cálculo das Casas, coisa com que a média dos Estudantes não se preocupa. A longitude é medida sobre a Eclíptica — ou caminho do Sol —, desde o primeiro grau de Áries, mas a Ascensão Reta é medida sobre o Equador equinocial ou Equador celestial.


[1] N.T.: Vamos a um exemplo para ajudar na compreensão: uma comparação dos Signos Ascendentes mostra uma aparente falta de uniformidade no movimento diurno da Terra. Por exemplo, às 2h15 A.M., o Signo de Câncer está ascendendo a 8º10’, enquanto, doze horas depois temos Escorpião no Ascendente a 29º16’, mostrando que o local de nascimento avançou apenas cerca de 141 graus nessas doze horas. Porém, para completar a volta toda no círculo ele deve percorrer 219 graus nas doze horas restantes. Mas, como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa, enquanto seus opostos são chamados de Signos de Ascensão Curta. Ficará evidente que a maioria das pessoas nascem sob os Signos de Ascensão Longa – Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário no Hemisfério norte, e seus opostos no Hemisfério sul.

Ascensão Curta:

Os Signos de Ascensão Curta são: Capricórnio, Aquário, Peixes, Áries, Touro e Gêmeos.

Assim, Peixes e Áries, dois Signos de Ascensão Curta, levam somente uma hora e dez minutos. O motivo reside na obliquidade da Eclíptica (para entendermos esse conceito. Vamos a um exemplo para ajudar na compreensão: uma comparação dos Signos Ascendentes mostra uma aparente falta de uniformidade no movimento diurno da Terra. Por exemplo, às 2h15 A.M., o Signo de Câncer está ascendendo a 8º10’, enquanto, doze horas depois temos Escorpião no Ascendente a 29º16’, mostrando que o local de nascimento avançou apenas cerca de 141 graus nessas doze horas. Porém, para completar a volta toda no círculo ele deve percorrer 219 graus nas doze horas restantes. Mas, como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa, enquanto seus opostos são chamados de Signos de Ascensão Curta. Ficará evidente que a maioria das pessoas nascem sob os Signos de Ascensão Longa – Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário no Hemisfério norte, e seus opostos no Hemisfério sul). O efeito disso é que, no Hemisfério norte, a maioria das pessoas nasce sob os Signos de Ascensão Longa.

No Hemisfério sul os Signos relacionados acima como de Ascensão Curta são Signos de Ascensão Longa, pelo que a maioria das pessoas deste hemisfério nascem sob os mesmos, enquanto os Signos setentrionais de Ascensão Longa elevam-se rapidamente no sul, sendo, portanto, relativamente poucas as pessoas que nascem sob os mesmos. Assim, as pessoas de hemisférios opostos são também opostas em suas naturezas internas, apresentando características diferentes.

Ascensão Longa:

Os Signos de Ascensão Longa são: Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário. São assim chamados porque os Signos de Ascensão Longa se elevam lentamente nas latitudes setentrionais, despendendo muito mais tempo que as duas horas necessárias, se todos os doze Signos se elevassem a uma velocidade uniforme durante as vinte e quatro horas. Leão leva cerca de duas horas e quarenta e cinco minutos na Latitude 40 Norte, onde se situa Nova York-EUA.

A razão disso é porque como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa.

Ascensão Oblíqua:

É quando a longitude é medida sobre a Eclíptica — ou caminho do Sol —, desde o primeiro grau de Áries.[1]

Ascensão Reta:

A Ascensão Reta é medida sobre o Equador equinocial ou Equador celestial.[2]

Aspectos:

A distância entre os Astros (Sol, Lua e Planetas) e que determinam se a influência deles será benéfica ou adversa.

A Quadratura tem 90 graus de distância entre dois Astros e a Oposição tem 180 graus. Estes Aspectos são chamados adversos.

O Sextil tem 60 graus e o Trígono tem 120 graus. Estes Aspectos são chamados benéficos.

A Conjunção ocorre quando dois Astros se encontram no mesmo grau do Zodíaco, enquanto o Paralelo é a posição de dois Astros no mesmo grau de Declinação, não importa se estejam ambos ao norte ou ao sul do Equador, ou mesmo um ao norte e o outro ao sul em termos de Declinação.

Tanto o Aspecto Conjunção como Paralelo são variáveis em suas influências benéficas ou adversas. Se ocorrem entre dois Astros benéficos (Sol, Vênus, Júpiter), então são Aspectos benéficos; ou se os Astros envolvidos são natureza variável (Lua e Mercúrio) que forma um Aspecto de Conjunção ou Paralelo com os Astros benéficos (Sol, Vênus, Júpiter), então a Conjunção ou o Paralelo também é benéfico; mas se o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus ou Júpiter formam Conjunção ou Paralelo com um dos Planetas adversos (Marte, Saturno, Urano ou Netuno[3]), então o Aspecto de Conjunção ou Paralelo é adverso; a Conjunção entre dois Planetas adversos (Marte, Saturno, Urano ou Netuno[4]) tem uma influência adversa mais forte, mas o Paralelo entre os dois Planetas adversos é extremamente forte em sua influência prejudicial. Por outro lado, é claro, que o Aspecto Paralelo entre dois Astros benéficos (Sol, Vênus, Júpiter) é extraordinariamente forte e afortunado.

Astrologia Heliocêntrica:

É um sistema introduzido por certos astrólogos modernos, em um esforço de adaptação ao conceito copernicano do Sistema Solar, que estabelece o Sol como centro desse Sistema. Isso, contudo, não é satisfatório, pois enquanto aqueles que praticam a Astrologia geocêntrica dispõem dos dados e das observações das épocas passadas para guiá-los, os partidários do sistema Astrologia Heliocêntrica dispõem principalmente de especulações.

Astrologia Horária:

É a ciência de interpretar como determinado assunto se manifestará, a partir de um horóscopo levantado para o momento no tempo em que a pergunta foi feita. A explicação disso, ou seja, a filosofia envolvida, é que a mesma influência astral que torna uma pessoa bastante ardentemente ou sinceramente desejosa para fazer a pergunta, também contém a resposta.

Portanto, se a pessoa que quer saber é o astrólogo, esse levanta um horóscopo para o momento em que pensou pela primeira vez em consultar os Astros. Se uma pessoa que não sabe fazer horóscopos se dirige pessoalmente para um astrólogo, esse levanta o horóscopo para o momento em que a pergunta lhe foi feita; e se a pergunta chega as suas mãos através do correio, ele levanta o horóscopo para o momento em que realmente leu a pergunta na carta. Isso é muito importante, pois se o horóscopo for erigido para um momento errado, a interpretação, certamente, será errada. Às vezes acontece que o assunto, que é objeto da pergunta, ainda não alcançou o amadurecimento necessário tal que a pergunta seja resolvida e uma resposta definitiva possa ser dada. Por conseguinte, a primeira coisa a fazer, após o horóscopo ser levantado, é verificar se o horóscopo é “radical” e se pode ser interpretado.

Se no Ascendente estiver algum Signo em seu 1º ou 2º graus ou se um dos três últimos graus de qualquer Signo estiver no Ascendente ou, ainda, se a Lua estiver nos últimos três graus de quaisquer Signo — ou fora de curso — a interpretação não será aconselhável, mas o interessado deve aguardar um momento mais favorável para fazer a pergunta novamente.

Quando Saturno está no Ascendente ou na 1ª Casa, ele sempre obstrui o assunto, e se ele estiver na 7ª Casa, o astrólogo falha na interpretação.

Se nenhum desses inconvenientes interferem, o horóscopo pode ser interpretado pelo seguinte método:

O Regente do Ascendente, os Astros na 1ª Casa, se houver, e a Lua representam a pessoa que perguntou. Em seguida, determine qual Casa rege o assunto da pergunta e, então, verifique se o Regente da Casa está com Aspecto (s) benéfico (s) com o Regente do Ascendente, com os Astros na 1ª Casa e com a Lua. Se estiver, o assunto chegará a uma resposta favorável, mas se os significadores acima estiverem com Aspectos adversos (Conjunções adversas, Quadraturas ou Oposições), ou não haverá resposta ou a resposta é muito superficial para ser considerada.

Mas, se outra pessoa vier até você com uma proposta, e você levantar um horóscopo para ajudá-la a formar uma ideia do que fazer, lembre-se que ELA é o motivo principal da questão e que, portanto, a Lua, o Ascendente e a 1ª Casa são seus significadores, ao passo que você é representado pela 7ª Casa e pelo Regente dessa Casa. Não importa que você mesmo faça a pergunta, a indagação sobre a qual você pergunta é dela; e a falta desse conhecimento tem sido uma pedra de tropeço para muitos que interpretaram erradamente.

A seguir, damos um resumo dos assuntos significados pelas Casas:

1ª Casa — Assuntos íntimos de natureza pessoal.

2ª Casa — Ganhos financeiros.

3ª Casa — Assuntos relativos a irmãos e irmãs, e as viagens curtas.

4ª Casa — Casas e terras, patrimônios e mudanças.

5ª Casa — Filhos, mensageiros e meios de comunicação.

6ª Casa — Empregados e doenças ou enfermidades.

7ª Casa — Casamento, parcerias, sociedades, ações jurídicas.

8ª Casa — Heranças e Legados.

9ª Casa — Viagens longas, condições e capacidades mentais.

10ª Casa — Posição social.

11ª Casa — Amigos, esperanças e desejos.

12ª Casa — Inimigos e dificuldades ou adversidades.

Os Astros que estão com Aspectos benéficos os seus significadores mostram onde você pode encontrar ajuda para obter o seu desejo, ao passo que os Astros que estão com Aspectos adversos indicam quais os obstáculos, e ao misturar esses augúrios você pode ficar sabendo o que esperar e como proceder. Estude essas regras cuidadosamente e preste a máxima atenção nelas. Então saberá como responder a todas as perguntas que possam ser feitas.

A Astrologia Horária também pode ser usada para se determinar o momento favorável para o início de um empreendimento importante, pois o ponto de partida de um empreendimento é seu nascimento, e as influências que então prevalecem serão determinantes poderosos de seu sucesso ou fracasso. Diz-se que o Astrônomo Real que lançou a pedra fundamental do Observatório de Greenwich se serviu desse método, e por certo essa Instituição tem sido muito útil e bem-sucedida.

A esse processo de se determinar o momento para o início de um empreendimento chamam “eleger”.


[1] N.T.: é um termo astronômico que se refere ao arco do equador que se encontra entre o ponto no Equinócio de Março e o ponto do equador que está no horizonte no mesmo momento que o Astro.

[2] N.T.: Ou seja: a Ascensão Reta é medida sobre o plano do equador e é o ângulo entre o plano do meridiano do Astro e o plano do meridiano do Equinócio de Março.

[3] N.T.: E, agora, também Plutão.

[4] N.T.: E, agora, também Plutão.

Benefícios:

O Sol, Vênus e Júpiter. Para um melhor esclarecimento dos termos “benéfico” e “adverso”, ver “Bem e Mal” (verbete abaixo). Lemos no “Capítulo VI – Os Aspectos” que a Oposição e a Quadratura dizemos que são adversos; o Sextil e o Trígono dizemos que são benéficos, enquanto a Conjunção e o Paralelo se classificam como indeterminados (benéficos ou adversos); se a Conjunção ou o Paralelo ocorrem entre os chamados Astros benéficos, eles possuem uma influência benéfica, mas se ocorrem entre os chamados Astros adversos, eles possuem uma influência adversa. Um horóscopo é considerado como trazendo alguma coisa boa não prevista como certa (ou seja: é um horóscopo auspicioso) se nele há mais Sextis e Trígonos do que Quadraturas e Oposições. Um horóscopo é considerado como não auspicioso se nele há mais Quadraturas e Oposições do que Sextis e Trígonos. Tal ponto de vista é errado. No Reino do Pai não há o “mal”. O que parece ser “mal” é apenas o “bem” em formação. Quando um lapidador de joias lapida uma pedra preciosa, ele aplica o esmeril a cada um dos lados da pedra bruta, e a cada esmerilhada nós podemos ouvir um grito alto da pedra, como se estivesse sentindo uma dor. Entretanto, gradualmente, como consequência do processo de esmerilhamento rigoroso, a pedra preciosa adquire uma superfície lindamente polida, com inúmeras facetas capazes de receber, refletir e refratar a luz solar brilhante. Deus e Seus Ministros — os Sete Espíritos Planetários diante do Trono — são os lapidários, e nós somos um diamante bruto. Para polir e revelar sua natureza espiritual são necessárias várias experiências. Tais experiências podem ser agradáveis ou não, conforme indiquem os comumente chamados Aspectos benéficos ou adversos. Mas, pode se dizer com segurança que as experiências adversas que nos chegam sob os chamados Aspectos adversos são tão potentes desenvolvedores de músculos espirituais, removendo muito do nosso egoísmo, servindo para nos tornar mais tolerantes e compassivos, do mesmo modo que o duro esmeril serve para remover a crosta áspera do diamante. Embora um horóscopo repleto de Quadraturas e Oposições possa indicar o que normalmente é chamado de uma vida difícil, tal horóscopo é infinitamente preferível (sob o ponto de vista espiritual) àquele que só tenha Aspectos “benéficos”, pois, enquanto esse último proporciona apenas uma existência insípida, o horóscopo “ruim” proporciona ação e uma qualidade agradavelmente excitante à vida em uma ou outra direção. Além disso, como as “estrelas” não obrigam, mas apenas proporcionam tendências, cabe a nós, em grande medida, afirmar nossa Individualidade e transmutar o “mal” presente em “bem” futuro. Assim, trabalharemos em harmonia com as “estrelas” e as regemos pela obediência à Lei Cósmica.

Bom e Mal:

“Bom” e “Mal” são termos que vemos aplicados, muitas vezes, aos Horóscopos, Aspectos e Astros, portanto nos parece necessário enfatizar que na realidade tudo é BOM. No Reino do Pai, o Universo, não pode haver nada permanentemente “mau”, e aquilo a que assim chamamos é, realmente, apenas o bem em formação ou bem em gestação.

Também pode-se dizer que um horóscopo não é necessariamente bom porque os Aspectos entre os Astros são Trígonos e Sextis. Às vezes é exatamente o contrário, pois é na luta da vida aqui que desenvolvemos a fortaleza; muito poucos são fortes o suficiente para suportar a prosperidade. É provável que em um horóscopo cheio de Aspectos benéficos esconda a armadilha da indolência, de modo que a pessoa não se esforça, e se torna como um pedaço de madeira à deriva no oceano da vida, ao passo que outra pessoa que tem o que chamamos de um horóscopo com muitos Aspectos adversos é despertada pelas condições adversas geradas pelas Quadraturas e Oposições, de tal modo que, por pura força de vontade conquista seus Astros e comanda o seu destino. Em tais casos, e há muitos, o horóscopo “mau” é certamente uma benção maior que um “bom”. De nada vale termos um automóvel se somos preguiçosos demais para conservá-lo lubrificado e limpo, pois ele nos causará uma série de problemas e, a menos que mantenhamos as rodas do destino lubrificadas por uma atenção constante às oportunidades da vida, o horóscopo não nos poderá ajudar, não importa quão “bom” seja. Mas se possuímos aquilo a que se chama um horóscopo “bom”, e fizermos a nossa parte, então ele se mostrará como uma carruagem triunfal[1] a nos conduzir pela estrada real da vida. E o melhor lubrificante se chama disponibilidade e seus sinônimos: ser solícito, ser amável, ser prestativo, ser agradável, ser útil. Quanto mais carregado de pessoas necessitadas e cansadas estiverem em seu automóvel, mais facilmente ele correrá.

E Saturno! Sim, é verdade que ele é responsável pela maioria dos golpes do destino, mas ele não pode nos dar nada que não tenhamos merecido, e o propósito dele não é a vingança, mas educação ou ensino. A partir do momento em que percebermos, do fundo do nosso coração, deixaremos de reclamar e perguntaremos: “Por que isso está acontecendo comigo, o que eu fiz para merecer isso?”. Então, buscando em espírito de oração a razão, para que possamos aprender a corrigir nossa conduta a esse respeito e assim escapar de provações semelhantes no futuro, nos aproximaremos mais do nosso Deus-Pai e aprenderemos a beijar a cruz. Assim, em vez de ser um mal consumado, as visitas de Saturno são oportunidades para corrigirmos nossos procedimentos errôneos e alcançarmos a Sabedoria.

Isso é semelhante com os outros chamados Planetas adversos. Presentemente, a influência deles nos parece má porque ainda não aprendemos a trabalhar em harmonia com eles, visando um bem mais elevado.

Mas mesmo hoje, os Aspectos de Saturno com a Lua e com Mercúrio fornecem profundidade à Mente e um poder de concentração, atributos decididamente bons. Marte em Aspecto com esses Planetas energiza a Mente e a torna mais alerta; Urano em Aspecto com eles fornece uma percepção espiritual àqueles que podem expressar essa faculdade, mas essas pessoas são muito poucas.

Por outro lado, os assim chamados Astros benéficos podem ser decididamente prejudiciais ao promoverem a autoindulgência – ou seja, aquela tendência de uma pessoa em desculpar os seus erros ou aceitar os seus defeitos com facilidade; assim é um comportamento que pode se tornar um vício e prejudicar a vida de quem o pratica – e, portanto, a denominação de “bom” ou “mau” é ambígua. O verdadeiro Estudante esotérico ou ocultista cultivará, cuidadosamente, esse modo de pensar em relação aos fatores da Astrologia, e sempre baseará sua interpretação e julgamento nessa concepção dos Astros e de seus Aspectos.

Um Planeta adverso bem-posicionado e com Aspectos pode ser de maior ajuda que um Astro benéfico fraco e com Aspectos adversos.


[1] N.T.: é um veículo usado em uma procissão triunfal, que é uma celebração de uma vitória ou conquista. Carruagens triunfais eram frequentemente retratadas na arte, como xilogravuras e gravuras.

Cadentes:

É o nome como é chamada a 3ª Casa, 6ª Casa, 9ª Casa e 12ª Casa e os Astros (Sol, Lua e Planetas) situados nessas Casas são, também, chamados de Cadentes. Essa posição enfraquece as influências desses Astros, assim que os benéficos não ajudam tanto e as adversidades não são tão danosas quando tais Astros estão situados em Casas Cadentes.

Casas:

As Casas são divisões da Terra, assim como os Signos são divisões dos Céus. O Zodíaco parece se mover à razão de 1 grau a cada 4 minutos, mas as Casas são consideradas estacionárias em relação ao lugar de nascimento.

O lugar de nascimento de uma pessoa é sempre considerado o ponto mais elevado na Terra. E daquele ponto partem quatro linhas imaginárias que são traçadas para os quatro pontos Cardeais — norte, sul, leste e oeste. Imagine uma linha traçada do lugar do seu nascimento para o ponto diretamente acima de sua cabeça, o ponto em que o Sol se encontra ao meio-dia. Este ponto seria exatamente o sul, e essa linha é considerada a cúspide da 10ª Casa, razão pela qual chama-se Meio-do-Céu. Se essa linha é prolongada através do centro da Terra, para o outro lado e daí pelo espaço afora, esta parte inferior apontaria para o ponto norte e formaria a cúspide da 4ª Casa, chamada Nadir, que é oposta à 10ª Casa.

Esses dois pontos são abrangidos pelos mesmos graus do Zodíaco em qualquer tempo, não importando se o lugar de nascimento está perto do polo ou do Equador. No último caso, podemos também imaginar uma linha traçada em ângulos retos – ou perpendicularmente – ao Meridiano (que é o nome que se dá à linha que vai do Meio-do-Céu ao Nadir), de leste a oeste, a qual formaria as cúspides das 1ª Casa e da 7ª Casa. Dividindo em três cada uma das quatro secções, teríamos doze compartimentos de igual tamanho, isto é, de 30 graus cada um.

Mas nem todos os lugares de nascimento estão no Equador, e devido à forma esférica da Terra e à inclinação do eixo da Terra, os tamanhos das Casas variam cada vez mais à medida que nos aproximamos dos polos, de tal forma que algumas Casas podem ter apenas 12 ou 15 graus enquanto outras podem ter mais de 60. No Capítulo 4, quando levantamos um horóscopo para um nascimento em Chicago, na data de 2 de agosto, às 8h15 da manhã (A.M.), obtivemos a seguinte divisão das Casas:

image-4-300x282 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Vamos a alguns exemplos: 2ª Casa tem um tamanho de 29 graus. Já a 4ª Casa tem um tamanho de 34 graus. Já a 1ª Casa tem um tamanho de 26 graus e 4 minutos.

A razão desta divisão da Terra em Casas pode ser compreendida quando consideramos que os raios do Sol nos afetam de forma diferente pela manhã, ao meio-dia e à noite e, também, no verão e no inverno; e se estudamos a causa, veremos facilmente que é o ângulo em que o raio nos atinge ou atinge a Terra que produz as diferenças nos efeitos. Da mesma forma ocorre com os raios dos outros Astros: os Astrólogos observaram que uma criança nascida por volta do meio-dia, quando os raios solares incidem sobre o lugar do nascimento, a partir da 10ª Casa, tem mais oportunidade de progredir na vida – mantendo-se tudo o mais constante – do que uma criança nascida após o pôr-do-sol, pois essa última, geralmente, permanece subalterna. Por isso dizem que a 10ª Casa determina as honrarias e a posição social de uma pessoa, mas que a 6ª Casa, situada logo abaixo do horizonte ocidental, rege o serviço e os empregos. Por meio de observações e tabulações semelhantes, se descobriu que outros raios astrais afetam os diversos departamentos da vida, quando o raio é projetado através das outras Casas e, portanto, se diz que cada Casa “rege” determinados assuntos. Aqui está uma Tabela com os principais Assuntos regidos por cada Casa:

1ª Casaa condição física do Corpo como um todo ou das suas partes; a forma física do Corpo; o ambiente durante a infância; o lar na infância
2ª Casaas finanças
3ª Casaa literatura; as habilidades e os métodos de assuntos práticos (tecnologia, manufatura e artesanato); a inteligência prática (a capacidade de aplicar, usar e implementar o que a pessoa sabe); as jornadas de curta duração (viagens, processos curtos de aprendizagem ou de autodescoberta); irmãos e irmãs
4ª Casao lar e as condições na fase de senilidade (quando estamos experimentando o processo patológico de envelhecimento) dessa vida
5ª Casaos meios de se divertir ou se entreter; os namoros; os filhos; as especulações (formar uma teoria ou conjectura sem evidência firme)
6ª Casaa saúde; empregados (as) ou funcionários (as); o trabalho que produz valor de uso (servir) e não somente valor de troca
7ª Casaas parcerias e sociedades; os casamentos e as uniões conjugais; as belas-artes (como pintura, escultura ou música) focadas, principalmente, com a criação de belos objetos; o público
8ª Casaas heranças (de coisas tangíveis: recursos financeiros, bens físicos, propriedades e coisas afins); a morte
9ª Casaa Religião; a filantropia; o idealismo; a justiça; as jornadas de longa duração (viagens, processos longos de aprendizagem ou de autodescoberta)
10ª Casaa profissão; a posição social (a posição da pessoa em uma dada sociedade ou cultura); a ambição (o desejo de alcançar um determinado fim e que requer determinação e árduo trabalho)
11ª Casaos amigos; as esperanças; os desejos
12ª Casaas prisões e os aprisionamentos; os hospitais; as angústias profundas, as tristezas, os arrependimentos; os problemas, as dificuldades

As divisões chamadas Casas são, às vezes, chamadas também de “Casas mundanas” para enfatizar que são divisões da Terra; e os Signos do Zodíaco também são vagamente chamados de “Casas” ou “Domicílios” dos Astros que os regem, como por exemplo: Virgem é a “Casa” de Mercúrio, Capricórnio é o “domicílio” de Saturno.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.5

Casas Mundanas:

As divisões chamadas Casas são, às vezes, chamadas também de “Casas mundanas” para enfatizar que são divisões da Terra.

Casas Sucedentes:

As 2ª, 5º, 8ª e 11ª Casas são chamadas Casas Sucedentes, uma vez que elas “sucedem” ou se seguem aos “Ângulos”.

Cauda do Dragão:

É o Nodo Sul da Lua. Os Nodos são pontos na órbita de um Planeta onde ele cruza a eclíptica ou o curso do Sol. O ponto no qual ele cruza do sul para o norte é chamado Nodo ascendente ou Nodo Norte; o outro ponto em que ele cruza do norte para o sul é chamado Nodo descendente ou Nodo Sul.

Quando o Sol está a leste e cruza o Equador celeste do sul para o norte, em Setembro, Saturno (Satã) ou o adversário se ergue no Signo que está em Exaltação, Libra, pronto para dominar com sua mão fria e viscosa o dador de vida, o Sol, e conduzi-lo ao seu Nodo descendente, deixando o hemisfério norte em lamentações e morte. Portanto, o Nodo Sul[1] da Lua, chamado de Cauda do Dragão, é considerado saturnino em seus efeitos, e obstruí todas as coisas às quais esteja conectada.

Mas, quando o Sol está a leste e cruza o Equador celeste do sul para o norte, o Sol entra no Signo marciano, onde está em Exaltação, Áries, como um rei conquistador no Equinócio de Março, e toda a Natureza desperta para a vida, para o amor e para a atividades de outro ano. Por conseguinte, o ponto em que Lua cruza e entra na Declinação Norte[2] também está sujeita à benigna influência do dador de vida, o que se atribui à Cabeça do Dragão, que estimula e promove todas as coisas sob sua influência.

Combustão:

Qualquer Astro dentro de três graus de distância angular[3] do Sol é dito estar em combustão, ou queimado pelos raios do Sol. Se Mercúrio ou a Lua estiverem assim posicionados, isso enfraquece a Mente; se for Vênus ou Júpiter, os benéficos desses Planetas enfraquecem tanto que nem são sentidos; e se for um dos Planetas adversos (Marte, Saturno, Urano ou Netuno[4]), isso acentua o nível de adversidades.

Conjunção:

É o Aspecto em que dois Planetas estão dentro de uma Órbita de Influência de 6 graus um do outro e se o Sol ou a Lua estiverem envolvidos, dentro de uma Órbita de Influência de 8 graus um do outro.

Culminação:

Quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) alcança o Zênite[5], dizemos que ele culmina, pois então alcança sua maior altitude e começa a descer para o Nodo Ocidental. Essa expressão também é usada quanto aos Aspectos. Quando um Astro entra na Órbita de Influência de outro, a princípio é fraco em sua influência; mas à medida que o Astro recorrente se aproxima do Aspecto exato[6], torna-se cada vez mais forte em sua influência até culminar no Aspecto exato, momento em que alcança sua potência de influência máxima. Daí em diante, quando os Astros começam a se afastar e o Aspecto vai, gradativamente, se dissolvendo, a influência correspondente vai enfraquecendo e, finalmente, cessa.

Cúspide:

É o grau em que uma Casa começa e é, também, o zero grau de um Signo. Quando o Sol deixa o trigésimo grau de Câncer e entra no zero grau e um minuto do Signo de Leão, diz-se que ele está na cúspide de Leão, o mesmo acontecendo em relação aos outros Signos. Se Áries a 10 graus está no Meio-do-Céu, ou seja, dividindo a linha entre a 9ª e 10ª Casas, e Netuno está em Áries a 9 graus e 55 minutos, então ele se posiciona na 9ª Casa sobre a cúspide da 10ª Casa. Se ele se posicionasse a 10 graus e 5 minutos de Áries, aí estaria na 10ª Casa e sobre a cúspide da 10ª Casa.

Como a influência dos Astros de movimento direto é sempre para frente no Zodíaco, o Astro sobre a cúspide de uma Casa sempre terá uma influência mais forte nos assuntos significados por essa Casa do que o Astro posicionado nos últimos graus dessa Casa.

Declinação:

É a distância de um Astro (Sol, Lua e Planetas) ao norte ou ao sul do Equador Celestial. A máxima Declinação Norte do Sol é 23 graus e 27 minutos, que ele alcança no Solstício de Junho, sendo que no Solstício de Dezembro o Sol alcança o grau correspondente, 23 graus e 27 minutos de máxima Declinação Sul. Marte, Mercúrio e a Lua alcançam 27 graus de Declinações Norte e, em raras ocasiões, Vênus alcança 28 graus, mas os outros Planetas (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno[7]) alcançam, aproximadamente, as mesmas Declinações Norte e Sul como as do Sol.

A Astronomia ensina que a Declinação do Sol é devido à inclinação do eixo da Terra.

Descendente:

É o Oposto do Ascendente[8], o ponto do horizonte ocidental onde o Sol e os Planetas se põem, por assim dizer, porque a partir daí os corpos celestes começam sua “descida” rumo ao nadir da esfera celeste.

Desventurosos ou Adversos:

São chamados os Planetas: Marte, Saturno, Urano e Netuno[9]. Esses Planetas que chamamos de adversos, presentemente, porque a influência deles nos parece “má”, pois, ainda não aprendemos a trabalhar em harmonia com eles, visando um bem mais elevado.

Mas mesmo hoje, os Aspectos de Saturno com a Lua e com Mercúrio fornecem profundidade à Mente e um poder de concentração, atributos decididamente bons. Marte em Aspecto com esses Planetas energiza a Mente e a torna mais alerta; Urano em Aspecto com eles fornece uma percepção espiritual àqueles que podem expressar essa faculdade, mas essas pessoas são muito poucas.

Outro exemplo é Saturno! Sim, é verdade que ele é responsável pela maioria dos golpes do destino, mas ele não pode nos dar nada que não tenhamos merecido, e o propósito dele não é a vingança, mas educação ou ensino. A partir do momento em que percebermos, do fundo do nosso coração, deixaremos de reclamar e perguntaremos: “Por que isso está acontecendo comigo, o que eu fiz para merecer isso?”. Então, buscando em espírito de oração a razão, para que possamos aprender a corrigir nossa conduta a esse respeito e assim escapar de provações semelhantes no futuro, nos aproximaremos mais do nosso Deus-Pai e aprenderemos a beijar a cruz. Assim, em vez de ser um mal consumado, as visitas de Saturno são oportunidades para corrigirmos nossos procedimentos errôneos e alcançarmos a Sabedoria.

Um Planeta adverso bem-posicionado e com Aspectos pode ser de maior ajuda que um Astro benéfico fraco e com Aspectos adversos.

Detrimento:

É o oposto de “Dignificação”.

Assim, se o Sol está Essencialmente Dignificado em Leão, então ele estará “em Detrimento” quando estiver em Aquário.

Já a Lua que está Essencialmente Dignificada no Signo de Câncer, estará “em Detrimento” quando estiver em Capricórnio.

Saturno que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Capricórnio e Aquário, estará “em Detrimento” quando estiver em Câncer ou em Leão.

Júpiter que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Sagitário e Peixes, estará “em Detrimento” quando estiver em Gêmeos ou em Virgem.

Marte que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Áries e Escorpião, estará “em Detrimento” quando estiver em Libra ou em Touro.

Agora, Vênus que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Touro e Libra, estará “em Detrimento” quando estiver em Escorpião ou em Áries.

E Mercúrio que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Gêmeos e Virgem, estará “em Detrimento” quando estiver em Sagitário ou em Peixes.[10]

Dia Sideral:

É o tempo que decorre entre duas passagens sucessivas de uma estrela fixa sobre o meridiano de determinado lugar. Esse é o tempo exato de uma revolução[11] completa da Terra sobre seu eixo; e é o único movimento absolutamente uniforme observado nos céus, não tendo sofrido nenhuma alteração desde as primeiras observações registradas. Devido ao movimento da Terra em sua órbita[12] em torno do Sol, um Dia Solar é mais longo do que um Dia Sideral, pois como o Sol se adianta mais para o leste durante o período de rotação diária da Terra sobre seu eixo, a Terra precisa girar um pouco mais em seu eixo para que um certo Meridiano se alinhe com o Sol. O Dia Solar é, portanto, cerca de quatro minutos mais longo que o Dia Sideral, porém, devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e à obliquidade da eclíptica mencionada anteriormente, essa diferença também varia a cada dia.

Dia solar:

É o tempo que o Sol leva para se mover de um determinado Meridiano de longitude até retornar ao mesmo Meridiano no dia seguinte. Devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e da obliquidade da eclíptica, o caminho do Sol, os dias solares não têm todos a mesma duração, mas como o propósito da vida social e civil necessitam de uma divisão uniforme, uma média foi adotada para todos os dias solares do ano, e isso leva o nome de Dia Solar Médio. Esse começa à meia-noite, quando o Sol está no nadir. Os relógios são regulados para mostrar seu início, seu fim e, também, suas divisões em 24 horas diárias. Há, portanto, uma diferença entre a hora Solar e a hora do relógio[13]. Devido ao movimento da Terra em sua órbita[14] em torno do Sol, um Dia Solar é mais longo do que um Dia Sideral, pois como o Sol se adianta mais para o leste durante o período de rotação diária da Terra sobre seu eixo, a Terra precisa girar um pouco mais em seu eixo para que um certo Meridiano se alinhe com o Sol. O Dia Solar é, portanto, cerca de quatro minutos mais longo que o Dia Sideral, porém, devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e à obliquidade da eclíptica mencionada anteriormente, essa diferença também varia a cada dia.

Dignidade Acidental:

Quando um Astro está posicionado em uma Casa Angular, seu efeito é muito mais poderoso do que quando se posiciona em Casas Sucedentes ou Cadentes. Nesse sentido, uma posição na 10ª Casa é mais forte em virtude da Elevação, a seguir a 1ª Casa, depois a 7ª Casa. A 4ª Casa é a mais fraca.

Dignificação

Diz-se que um Astro (Sol, Lua e Planetas) está em sua Dignificação, ou está “Essencialmente Dignificado”, ou está no Signo que rege – está no “Regente” –, quando ele está em certos Signos que concordam com ele em natureza, porque então o poder ou energia do Signo e o poder ou energia do Astro estão combinados. A influência do Astro se torna assim fortalecida. Inversamente, diz-se que um Astro está em Detrimento quando ele se encontra no Signo oposto ao que ele rege, pois então a natureza do Signo e a natureza do Astro são incompatíveis e antagônicos, resultando disso que a influência do Astro é enfraquecida em intensidade.

A Tabela abaixo mostra a Regência dos Astros nos vários Signos, de modo que um estudo dela trará o conhecimento do sistema e da filosofia envolvidos:

Tabela-com-as-Forcas-dos-Astros-Regente-Essencialmente-Dignificado-Detrimento-Queda-Exaltacao Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

O Sol é centro de nosso Sistema Solar, o dador de vida e calor, e a Lua é (apenas no que tange à nossa Terra) a coletora e refletora dos vitalizantes raios solares. O Sol, sendo o dador de vida e calor, concorda essencialmente com a natureza do Signo de Leão. Assim, Leão, sendo um signo masculino de natureza ígnea, concorda essencialmente com a natureza do Sol, ao qual ajuda a dignificar e fortalecer, ou seja: o Sol está Essencialmente Dignificado em Leão.

O efeito da feminina Lua sobre as marés da Terra mostra sua inerente afinidade com a água, o que a faz concordar essencialmente com o Signo aquático e feminino de Câncer. Por causa disso o Signo Câncer é regido pela Lua, pelo que nele está a sua maior fortaleza, ou seja, a Lua está Essencialmente Dignificada no Signo de Câncer.

A palavra-chave do Sol é Vida, e a da Lua é Fecundação. O germe de vida, que emana do Sol, é plantado e regado pela Lua, que regula o período de gestação e faz nascer todas as coisas aqui. Saturno é o Planeta da obstrução e da deterioração, o ceifador com a ampulheta e a foice, que ceifa a vida dada pelo Sol e sustentada pela Lua, quando seu relógio indica o tempo em que os frutos das experiências da vida estão prontos para serem colhidos. Então, ele é o Planeta da morte aqui, circulando numa órbita situada nos limites do Sistema Solar, que é a fronteira do Caos, onde todas as coisas são dissolvidas e transmutadas, por alquimia espiritual, em texturas cada vez mais refinadas.

Portanto, Saturno concorda essencialmente com os Signos de Capricórnio e Aquário[15], os Signos ocupados pelo Sol durante os meses de dezembro e janeiro. Quando posicionado nesses Signos, a mão viscosa e fria de Saturno se faz sentir como uma poderosa força que esmaga a vida e a alegria, que cobre a vida com a sombra da morte.

Entre a órbita de Saturno e a órbita do Sol estão as órbitas dos outros Planetas, e quando postas na ordem de suas distâncias do Sol, com os Signos do Zodíaco colocados de tal modo que Leão e Câncer fiquem no centro com seus Regentes — Sol e Lua — e os Signos que Saturno rege, Capricórnio e Aquário, um em cada extremidade, então mostram que Júpiter, cuja órbita fica por dentro da órbita de Saturno, rege os dois Signos vizinhos aos Signos de Saturno, isto é: Sagitário e Peixes[16].

A órbita de Marte fica por dentro da órbita de Júpiter, portanto, ele rege, os signos vizinhos aos signos de Júpiter, ou seja: Áries e Escorpião[17].

A órbita de Vênus fica por dentro da órbita de Marte, portanto, ele está dignificado nos Signos vizinhos aos Signos de Marte, a saber: Touro e Libra[18].

Mercúrio, o Planeta mais próximo do Sol, rege os Signos situados entre os de Vênus e do Sol, a saber: Gêmeos e Virgem[19].


[1] N.T.: ou seja: quando a Lua entra na Declinação Norte (cruza o Equador celeste do norte para o sul).

[2] N.T.: cruza o Equador celeste do sul para o norte.

[3] N.T.: repare que está na Órbita de Influência do Aspecto Conjunção.

[4] N.T.: e, agora, também Plutão.

[5] N.T.: Também chamado Meio-do-Céu, é o ponto mais alto da abóbada celeste acima do lugar de nascimento, onde o Sol se encontra ao meio-dia.

[6] N.T.: 0 grau de separação entre os dois Astros envolvidos para a Conjunção; 60 graus para o Sextil; 90 graus para a Quadratura; 120 graus para o Trígono; 180 graus para a Oposição.

[7] N.T.: e, agora, também Plutão.

[8] N.T.: ou seja: cúspide da 7ª Casa.

[9] N.T.: e, agora, também Plutão.

[10] N.T.: Veja a Tabela que está no item “Dignificação” para ter uma visão completa.

[11] N.T.: também chamada de rotação: cada giro da Terra em torno do seu próprio eixo define um dia.

[12] N.T.: Movimento de Translação

[13] N.T.: a hora do relógio é também chamada de hora legal.

[14] N.T.: Movimento de Translação

[15] N.T.: Assim, Saturno está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Capricórnio, como no Signo de Aquário.

[16] N.T.: Assim, Júpiter está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Sagitário, como no Signo de Peixes.

[17] N.T.: Assim, Marte está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Áries, como no Signo de Escorpião.

[18] N.T.: Assim, Vênus está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Touro, como no Signo de Libra.

[19] N.T.: Assim, Mercúrio está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Gêmeos, como no Signo de Virgem.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.6

Direções:

Quando uma criança nasce, ela é imersa em uma atmosfera carregada com vibrações astrais próprias daquele momento, as quais são impressas em cada átomo do organismo sensível pelo ar inalado da primeira respiração. Este batismo astral é a causa básica de todas as características e idiossincrasias da criança; ele proporciona certas tendências que permanecem por toda vida. Este é o Horóscopo Radical ou Radix que carregamos em nossos Corpos e, quer o saibamos ou não, é a raiz de todos os acontecimentos ou eventos da vida.

Mas os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) não permanecem estacionados nas posições que ocupavam no momento do nosso nascimento; o progresso deles é eterno, assim como o é do nosso Pai Celestial, e com o tempo eles formam outros Aspectos diferentes dos que formavam por ocasião do nascimento. Essas configurações progredidas são chamadas de Direções e marcam o momento na vida em que os acontecimentos ou eventos estão prestes a ocorrer.

As Direções são de dois tipos: Primárias e Secundárias.

As Direções Primárias são aquelas formadas entre os Astros progredidos e suas posições ao nascimento.

Se, por exemplo, o Sol estava em “0” grau de Áries e Júpiter estava nos 25 graus de Leão, por ocasião do nascimento de um indivíduo, então, como o Sol se desloca para frente do Zodíaco à razão de um grau por dia, ele estará em Trígono com Júpiter cerca de vinte e cinco dias após o nascimento.

O sistema de medição do tempo da Progressão astral em geral considera cada dia após o nascimento igual a um ano de vida. Assim sendo, um acontecimento muito afortunado ocorrerá a esse indivíduo no vigésimo quinto ano de sua vida.

Aspectos também podem ser formados entre dois Astros progredidos; para seguir o exemplo dado no último parágrafo, Júpiter progrediria um ou dois graus nos vinte e cinco dias. Estaria, então, em 26 ou 27 graus de Leão, de maneira que, e depois que o Sol tivesse passado pelo Trígono com Júpiter Radical, chegaria ao Trígono com Júpiter progredido, o que prolongaria a influência afortunada por vários anos, embora se deva ter em mente que os efeitos dos Aspectos entre dois Astros progredidos não são tão fortes quanto os das configurações entre um Astro progredido e outro Radical.

As Direções Secundárias são aquelas formadas pela Progressão da Lua em Aspectos com os Astros, especialmente os Astros Radicais. Esses Aspectos lunares são de vital importância, pois, a não ser que as Direções Primárias sejam apoiadas por Aspectos da Lua Progredida que sejam de natureza semelhante, não há influência alguma. Para ilustrar, sirvamo-nos do exemplo do Sol em Trígono com Júpiter. Se no momento em que esse Trígono culminou, a Lua Progredida estivesse nos 25 graus de Gêmeos, portanto em Sextil com o Sol e com Júpiter, isso teria proporcionado um impulso maravilhosamente favorável ao acontecimento significado pela Direção, mas se a Lua estivesse nos 25 graus de Touro, portanto em Quadratura com Júpiter, isso teria impedido o acontecimento e até causado problemas. Se não houvesse uma Direção Secundária lunar no momento, o acontecimento teria permanecido latente até que o próximo Aspecto da Lua Progredida o despertasse ou o debilitasse.

As Lunações (Luas Novas) também são os fatores poderosos no fortalecimento das Direções, especialmente se forem Eclipses (Veja “Lunações”, “Eclipses” e, também, “Trânsitos”).

Direções Primárias: (Ver “Direções e Trânsitos”.)

Direções Secundárias: (Ver “Direções e Trânsitos”.)

Direto:

Quando os Planetas se deslocam na ordem dos Signos (de Áries a Touro, etc.) eles são considerados que estão em movimento Direto, mas quando parecem se deslocar em sentido contrário à ordem dos Signos (de Áries para Peixes, etc.) eles são considerados que estão em movimento Retrógrados. Nas Efemérides, um “R” maiúsculo é posto no alto da página do mês, com os graus e minutos de Longitude do Planeta, no dia em que ele começa o movimento Retrógrado, e no topo de sua coluna quando esse movimento prossegue. Quando o Planeta volta a seu deslocamento em sentido direto, isso é indicado por um “D” maiúsculo, mas nas Efemérides não há “D’s” nos topos das colunas para indicar que os Planetas estão em movimento “direto”, pois este é o seu deslocamento natural. Os “R’s” são usados apenas para marcar que o movimento a que se referem é uma anomalia.

O Sol e a Lua estão sempre em movimento Diretos, eles nunca são Estacionários ou Retrógrados. Veja-se o verbete sobre Retrogradação.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.7

Eclipses: (Ver “Lunações”)

Eclíptica:

O caminho ou trajetória do Sol por entre constelações do firmamento[1].

Efemérides:

Uma efeméride[2] é irmã gêmea do “almanaque” e fornece as longitudes e declinações geocêntricas do ano corrente. É absolutamente necessária em cálculos astrológicos. Mas assim como é necessário obter um novo “almanaque” para cada ano para ver quando a Lua é Nova e Cheia, quando é Páscoa ou Natal, etc., também é necessário ter uma efeméride para cada ano quando queremos levantar horóscopos para as pessoas. É verdade que os Planetas circulam em torno do Sol[3], mas cada um tem sua velocidade específica e não assumem a mesma posição relativa entre si que tinham enquanto você lia isto, até que um período chamado Grande Ano Sideral (25.868 anos comuns) tenha decorrido. Portanto, todos os horóscopos, até mesmo os horóscopos de gêmeos, diferem entre si, e é necessário ter uma Efeméride para o ano de nascimento de qualquer pessoa antes de poder levantar o horóscopo dela.

Eixo:

Se atravessarmos uma maçã pelo seu centro com uma agulha de tricô, esse seria o eixo da maçã, e sobre esse eixo a maçã poderia girar. O eixo da Terra é uma linha imaginária ao longo da qual a Terra gira, sendo que esse movimento da Terra, em seu eixo, produz os fenômenos conhecidos como dia e noite. O eixo da Terra sempre aponta para uma certa estrela na constelação da Ursa Menor, a qual por isso é chamada Estrela Polar[4]; a única no céu que parece nunca se mover. Contudo, ela não é completamente estacionária, mas possui um movimento vibratório excessivamente lento chamado Nutação[5], que faz com que a Estrela Polar mude ao longo dos milênios.

Elevação:

O zênite, o ponto ocupado pelo Sol ao meio-dia, é o ponto mais elevado no céu. Quanto mais perto desse ponto estiver um Astro (Sol, Lua e Planetas), mais elevado se diz que ele está. Assim, um Astro na 11ª Casa está mais elevado que outro que se situe na 12ª Casa, e o Astro que se encontre na 10ª Casa está acima de todos os outros Astros.

A Elevação é muito importante, pois aumenta consideravelmente a influência de um Astro seja beneficamente, seja adversamente. Se Marte, o Planeta da energia dinâmica, estiver Elevado no Signo em que é Regente, Áries, proporcionará a pessoa de um reservatório quase inesgotável de energia e de uma coragem indomável, o que será considerado insuficiente se Marte estiver em um Signo e posição fracas, tais como em Virgem e a 6ª Casa. O mesmo raciocínio e análise ocorre com os demais Signos e Astros.

Equador:

O Equador terrestre é uma linha imaginária em um plano, em ângulos retos ao eixo da Terra e na metade da distância entre os polos norte e sul. Assim, o Equador divide o globo terrestre em dois hemisférios: o norte e o sul. Se uma viga com centenas de milhões de quilômetros de comprimento fosse cravada na Terra, da linha do Equador em direção ao centro da Terra, a extremidade externa descreveria uma linha no firmamento, quando a Terra realiza seu movimento de rotação ao redor do seu eixo; esta linha imaginária é chamada Equador celeste, ou Equinocial. Esse último nome é dado porque quando o Sol alcança o ponto onde a Eclíptica ou a trajetória do próprio Sol cruza o Equador celeste temos os Equinócios, os períodos em que os dias têm a mesma duração das noites.

Equinocial: (ver sobre “Equador”)

Equinócio:

Os Equinócios ocorrem a 20 ou 21 de março, quando o Sol entra em Áries, e a 22 ou 23 de setembro, quando o Sol entra em Libra. Nessas ocasiões, os dias têm a mesma duração das noites em toda a Terra. Veja-se “Equador” e “Precessão dos Equinócios”.

Essencialmente Dignificado:

Um Astro está fortalecido ou está Essencialmente Dignificado quando ele está no Signo que concorda com sua própria natureza. Isso é completamente esclarecido no verbete “Dignificação”.

Estacionário:

Às vezes, os Planetas se movem obliquamente em relação à órbita da Terra, e de tal maneira que parecem estacionários, embora estejam, na verdade, sempre em movimento (ver sobre “Retrogradação”).

Estrelas Fixas:

As doze constelações do Zodíaco são compostas por um grande número de estrelas, e por todo o firmamento vemos aglomerados de corpos luminosos que parecem preservar a mesma posição em relação uns aos outros, diferindo nesse aspecto do Sol, da Lua e dos Planetas, que vemos se movendo entre os aglomerados de estrelas. Portanto, os aglomerados de estrelas que compõem as constelações zodiacais são chamados “Estrelas Fixas”. É sabido, contudo, que sua imobilidade só é aparente, em razão da grande distância que as separa de nós e que, na realidade, elas se deslocam no espaço a velocidades enormes.

Na Astrologia lidamos principalmente com as doze constelações de Estrelas Fixas que compõem o Zodíaco. Não há dúvida de que outras Estrelas Fixas exercem influência sobre os assuntos humanos, mas nossas Mentes ainda são muito fracas para compreender o significado completo dos Signos zodiacais, dos Astros e das Casas em todas as suas múltiplas combinações, de modo que, se tentarmos misturar isso com as outras Estrelas Fixas e seus Aspectos, certamente nos perderemos num labirinto. Recomenda-se ao Estudante considerar apenas as seguintes Estrelas Fixas: Plêiades, localizada nos 29º de Touro; Ascelli, nos 6º de Leão; e Antares, nos 8º de Sagitário. Observou-se que essas Estrelas Fixas exercem um efeito decididamente prejudicial aos olhos. Quando o Sol ou a Lua se estão num desses graus, e afligidos por um dos Planetas adversos[6], ou quando um dos adversos está num desses graus, e o Sol ou a Lua afligidos em qualquer parte do horóscopo, o resultado são problemas com os olhos.


[1][1] N.T.:

[2] N.T.: Nomeadamente, “efemérides astronômicas” é o termo usado por astrônomos e astrólogos um conjunto de tabelas que indicam a posição dos Astros para cada dia do ano.

[3] N.T.: Em um movimento chamado de Translação.

[4] N.T.: para o hemisfério norte.

[5] N.T.: A Nutação é, na astronomia, uma pequena oscilação periódica do eixo de rotação da Terra com um ciclo de 18,6 anos, sendo causada pela força gravitacional da Lua sobre a Terra.

[6] N.T.: Marte, Saturno, Urano, Netuno e Plutão

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.8

Exaltação:

No item “Dignificação” é explicado que, quando um Astro está em um Signo de natureza similar, ele está fortalecido ou Dignificado, mas quando um outro Astro da mesma natureza do Regente entra naquele Signo combina as suas próprias qualidades com aquelas do Regente e do Signo, e se torna em Exaltação ou poderosamente fortalecido. Por exemplo, Áries é um Signo seco, ígneo. É regido por Marte, um Planeta seco, ígneo e quando o Sol, a fonte de calor e o provedor de Vida entra naquele Signo ele está em Exaltação a um grau superlativo de poder, e imediatamente a Vida começa a se manifestar em todos os departamentos da Natureza. O que se precisa sempre lembrado a respeito do que constitui em Exaltação é que ela necessita a combinação de três naturezas semelhantes. Escorpião é também um Signo marcial, mas é um Signo de Água e não em total concordância com a natureza do Sol, como Áries está; portanto, o Sol não poderia estar em Exaltação em Escorpião, como está em Áries.

Assim como o “Senhor da Vida e do calor”, o Sol, sempre se opõe a Saturno na Regência de seus Signos – Leão e Aquário –, assim também o frio e mortal Saturno se opõe ao Sol desde o seu Signo em Exaltação, Libra. Vênus e Marte são os Planetas da atração, sob o ponto de vista sexual e, como tudo que é gerado pelo sexo está sob o domínio da morte, Marte tem, portanto, uma Regência correta sobre Escorpião, o Signo da 8ª Casa, significadora da morte; ele também está adequadamente em Exaltação no Signo saturnino de Capricórnio, e Saturno, o “Senhor da Morte”, é justamente atribuído o estar em Exaltação em Libra, o Signo masculino cardeal de Vênus.

Câncer, o Signo úmido e feminino signo regido pela Lua, é vizinho a Leão, o Signo quente e seco regido pelo Sol. Portanto, é exigido pela Lei da Analogia que o Signo em Exaltação da Lua seja vizinho ao Signo em Exaltação do Sol, isto é, Touro. Vênus, o Planeta do Amor, oferece um caminho para a expressão das forças lunares da fecundação, e o Signo feminino e frutífero de Touro concorda inteiramente com essas tendências; portanto, esse Signo oferece a mais poderosa expressão das forças que atuam através da Lua, pela qual é tido corretamente como em Exaltação em Touro. Vênus nos une em laços de amor para a perpetuação da Onda de Vida humana, portanto, esse amor é essencialmente egoísta e, portanto, produtor do sofrimento e da angústia profundos. Quem muito amou, muito sofreu, daí Vênus, manchado de lágrimas, estar em Exaltação no Signo de Água da 12ª Casa, Peixes, o Signo do sofrimento e da angústia profundos. Aqui, pelo efeito purificador da dor profunda, o amor terreno e sensual é transmutado em Altruísmo sob o raio benéfico de Júpiter, o Regente desse Signo, pois não é a vontade de nosso Pai que soframos além do que podemos suportar, mas Ele, em cada tentação, proporcionará uma maneira de escapar.

No antigo Zodíaco egípcio, Câncer era simbolizado por um besouro ou escaravelho[1], o que para eles era o emblema da alma, e é uma verdade esotérica que todas as almas entram na vida terrestre através da esfera da Lua, Câncer. A concepção depende da posição da Lua e do ângulo dos raios dela. Sagitário – o Centauro – é o símbolo da aspiração, um homem sobressaindo do animal e apontando seu arco para o céu. Esse Signo é regido por Júpiter, o Planeta da benevolência, que agora é a sementeira onde nosso futuro lar está sendo preparado, e onde vamos morar algum dia, quando houvermos aprendido as lições do Período Terrestre e estivermos prontos para assumir um trabalho mais elevado do Período de Júpiter, conforme ensina o Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Por conseguinte, assim como as forças solares refletidas através de Câncer e da Lua resultam em geração, do mesmo modo o raio espiritual do Sol refletido através de Câncer e Júpiter atua como um poder regenerador que fortalece a natureza psíquica e religiosa e, portanto, Júpiter é verdadeiramente considerado em Exaltação em Câncer.

Mercúrio é um Planeta de natureza variável; ele toma a cor e adota as características de qualquer Signo ou Astro (Sol, Lua e Planetas) com que esteja configurado; portanto, não tem afinidade particular com qualquer dos outros Astros ou Signos regidos pelos outros Astros e por isso deve buscar Exaltação em seus próprios Signos. E como Gêmeos é masculino, ele não está tão em harmonia com Mercúrio quanto o apático Signo negativo de Virgem, pelo que esse vem a ser o Signo de Exaltação de Mercúrio.[2]

Grande Ano Sideral: (Veja “Zodíaco Intelectual”)

Grau:

Um grau é a 360ª parte de um círculo. Cada um dos doze Signos do Zodíaco compreende 30 graus, e o movimento dos Astros (Sol, Lua e Planetas) através desses Signos é medido em graus e minutos de longitude[3], começando no primeiro grau de Áries.

O curso do Sol é chamado de eclíptica, sendo esta considerada a linha padrão do movimento celeste apenas no que diz respeito ao nosso Sistema Solar. O ziguezague dos Planetas ao longo da eclíptica vai, às vezes, um pouco ao norte do curso do Sol, outras vezes um pouco ao sul do curso do Sol. A distância de um Planeta ao norte ou ao sul do curso do Sol é chamada Latitude, sendo medida também em termos de graus e minutos.

Para um melhor esclarecimento acerca de graus de declinação, veja sobre “Declinação” e para o uso dos graus para medir a Ascensão Reta, veja: “Meio-do-Céu”.

O exposto acima estabelece o uso dos graus como uma unidade de medida para fixar as posições dos Astros na esfera celeste que contém as estrelas fixas; mas os graus também são usados em geografia para determinar a posição exata de cidades ou lugares na superfície da Terra[4]. Nesse caso, a Latitude é o que se conta em graus a partir do Equador da Terra, que é o grau 0, até os polos, que estão, respectivamente, a 90 graus norte e sul de Latitude.

A Longitude é a medida ao longo do Equador terrestre, 180 graus leste e 180 graus oeste a partir do Meridiano de Greenwich, o qual foi aceito como ponto inicial em 1884 pelos delegados de todas as principais nações, menos a França.

Para o efeito das distâncias, medidas em termos de Longitude na influência dos Astros, veja-se “Aspectos”.

Para a influência da Latitude e Declinação, no efeito dos Aspectos astrais “Latitude”.


[1] N.T.: Escaravelho é o nome comum, dado às várias espécies de insetos que pertence a um tipo de besouro.

[2] N.T: Segue uma Tabela com o Signo em que cada Astro está em Exaltação:

[3] N.T.: Longitude é uma das coordenadas geográficas, junto com a Latitude.

[4] N.T.: Assim, a Longitude e a Latitude são utilizadas para localizar qualquer ponto na superfície da Terra, juntamente com a Latitude, ou seja: a combinação da Latitude e Longitude permite determinar a localização exata de qualquer ponto na Terra, utilizando um sistema de coordenadas geográficas.  Com o Planeta Terra é quase uma circunferência, você consegue identificar qualquer ponto por meio do par Longitude-Latitude. A Longitude vai de Leste a Oeste (de 0º a 180º de cada lado), considerando o grau 0 de Longitude o Meridiano de Greenwich, por convenção. Para facilitar a localização, utiliza-se a convenção de que a Longitude leste é positiva e a Longitude oeste é negativa. A Longitude também é fundamental para a determinação dos fusos horários, pois cada faixa de 15° de Longitude corresponde a uma hora de diferença no horário civil. A Latitude vai de Norte a Sul (0 a 90 graus (norte ou sul) de cada lado), considerando o grau 0 de Latitude o Equador terrestre, por convenção. Um exemplo: a cidade de São Paulo-SP-Brasil tem as coordenadas geográficas, na notação graus e minutos decimais: 23,5558° S, 46,6396° W, ou seja: a Latitude é 23.5558° S, onde “S” quer dizer Sul (abaixo do equador) e a Longitude é 46.6396° W, onde “W” quer dizer Oeste (em inglês) (à esquerda do Meridiano de Greenwich), ou ainda na notação graus, minutos e segundos: Latitude é 23º33’01” S, onde “S” quer dizer Sul (abaixo do equador) e a Longitude é 46º38’02” W, onde “W” quer dizer Oeste (em inglês) (à esquerda do Meridiano de Greenwich).

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.9

Graus Críticos:

A Tabela de Graus Críticos dos Signos a seguir mostra certos graus do Zodíaco que são designados como “Graus Críticos”:

Signos CardinaisSignos FixosSignos Comuns
1O 13O 26O9O 21O4O 17O
ÁriesTouroGêmeos
CâncerLeãoVirgem
LibraEscorpiãoSagitário
CapricórnioAquárioPeixes

Esses graus marcam, aproximadamente, o fim do percurso diário da Lua pelos doze Signos. A Lua gasta cerca de 27 dias e meio para percorrer todo o Zodíaco, numa média de 13 graus por dia, aproximadamente. Assim, começando no primeiro grau de Áries, o primeiro dia de percurso terminará no 13º grau desse Signo, o segundo terminará no 26º grau, assim por diante. Por conseguinte, os Graus Críticos são: o 1º, o 13º e o 26º dos Signos Cardeais; o 9º e o 21º dos Signos Fixos; o 4º e o 17º dos Signos Comuns[1].

Horas Planetárias:

Os Rosacruzes ensinam que os Planetas, o Sol e a Lua exercem domínio sobre os dias da semana, que representam os sete dias da criação (os Períodos desse Esquema de Evolução).

Sábado é o dia de Saturno e corresponde ao Período de Saturno.

Domingo é o dia do Sol e corresponde ao Período Solar.

Segunda é o dia da Lua e corresponde ao Período Lunar.

Terça é o dia do deus da guerra nórdica, Tyr, e corresponde à metade marciana do Período Terrestre.

Quarta é o dia do Mercúrio nórdico, Wotan, e corresponde à metade mercurial do Período Terrestre.

Quinta é o dia de Thor, o Júpiter nórdico, e corresponde ao Período de Júpiter.

Sexta é o dia de Freia, a Vênus nórdica, e corresponde ao Período de Vênus.

Além de regerem os dias da semana, os Astros (Planetas, Sol e Lua) também regem, ordenadamente, as horas do dia, e o sistema subjacente — a ordem e a ligação entre as regências dos dias e das horas — torna-se claro quando se nota que: o mesmo Astro que rege o dia é o que rege a primeira hora que se segue ao nascer do Sol nesse dia.

Começando pelo horário do nascer do Sol de domingo, que é regido pelo Sol, o horário seguinte é atribuído a Vênus, o terceiro a Mercúrio. A seguir vêm os horários da Lua, de Saturno, Júpiter e Marte. Então voltam novamente os horários regidos pelo Sol, por Vênus e pelos demais Astros na ordem acima: Sol, Vênus, Mercúrio, Lua, Saturno, Júpiter, Marte. Essa sucessão continua em sequência ininterrupta até a manhã do domingo seguinte, quando Marte rege o último horário da semana em sua própria ordem e o Sol abre a nova semana com seus raios benéficos.

Nessa disposição sucessiva iniciada no nascer do Sol do dia de domingo, a Lua rege o primeiro horário de segunda-feira, cujo horário é o vigésimo quinto desde o horário do Sol, que regeu o amanhecer de domingo.

Marte rege o primeiro horário de terça-feira, o qual é o vigésimo quinto horário da Lua, que regeu o amanhecer da segunda-feira.

É assim por diante, através dos outros dias da semana. Isso mostra como o método de denominar os dias pelos nomes dos Espíritos Planetários, que exercem domínio sobre eles, encaixa-se no sistema das “Horas Planetárias”, sendo que ambos se fundamentam no conhecimento esotérico.

Quando falamos em “Horas Planetárias” deve ficar entendido que essas horas nem sempre têm sessenta minutos de duração, mas que variam em grande medida com a época do ano e com o lugar em que se reside. Perto do Equador, a diferença é mínima; e ela aumenta à medida que avançamos para o norte, porque uma “Hora Planetária” é igual a um doze avos do período de tempo entre o pôr do sol de determinado dia e o nascer do Sol da manhã seguinte, ou é igual a um doze avos de determinado dia que começa ao nascer do sol e termina no pôr do sol.

Nos Equinócios, quando o dia e a noite têm igual duração, as “Horas Planetárias” também têm sessenta minutos, mas em pleno verão (no hemisfério norte) e na latitude 60 graus, onde o Sol nasce às 3.00 AM e põe-se às 8.00 PM. e que resulta num dia de 17 horas e numa noite de apenas 7 horas, as horas do dia têm 92 minutos, enquanto as horas da noite têm 27. Isso se inverte em dezembro, pois então o Sol não sai antes das 9:15 AM na latitude 60 graus norte e se põe às 2:45 PM., resultando disso que as “Horas Planetárias” do dia têm 27 minutos de duração, enquanto as horas da noite têm 92 minutos.

Para conveniência dos Estudantes, fornecemos no final desse livro seis tabelas, cada uma para dois meses do ano, e destinadas a todos os que vivem nas latitudes de 25 a 55 graus norte ou sul, que abrange praticamente todo o mundo civilizado. Elas são permanentes, e podem ser usadas por toda vida.

Para achar o Astro que rege determinado horário, olhe o relógio e consulte a tabela do mês seguinte em curso. Corra o dedo indicador na coluna da latitude desejada. Pare quando alcançar o primeiro horário posterior ao horário indicado pelo seu relógio. Volte o dedo uma linha acima. O número encontrado aí indica que o Regente Astral começa a reger nesse momento e continua a regência até o horário em que você parou o dedo inicialmente.

Os Regentes horários se encontram na intersecção da linha, que contém o horário que começam a reger, com a coluna daquele dia da semana.

Por exemplo, se queremos saber qual o Astro que, na latitude 40 e no mês de dezembro, rege as 2.00 PM de uma quinta-feira, corremos o dedo pela coluna do meio de latitude na tabela de dezembro, parando nas 2:18 PM, que é o primeiro horário depois daquela que desejamos. Então, retrocedemos uma linha para 1:32 PM, e daí para a esquerda, parando na coluna de quinta-feira. E aí encontraremos Marte, sabendo que esse Planeta rege das 1h32 às 2h18 PM, às quintas-feiras, durante dezembro e janeiro, nas latitudes de 35 a 45 graus.

A respeito do uso das “Horas Planetárias”, qualquer pessoa que tenha estudado a natureza e a influência dos vários Astros nos assuntos da vida pode de imediato formar uma opinião. As experiências e a observação tornarão qualquer pessoa eficiente na escolha do melhor horário para realizar o que deseja, com as melhores oportunidades de êxito. Muitas pessoas enlameiam a Ciência Divina da Astrologia pelo uso pervertido da influência desta para fins egoístas, esforçando-se para conseguir assim uma vantagem indevida, mas os Estudantes Rosacruzes não poderão encontrar nada na literatura Rosacruz sobre como proceder para tal propósito. Não estudamos o assunto sob esse ângulo, e ainda que soubéssemos o procedimento não o ensinaríamos. Mas, em certas ocasiões, as “Horas Planetárias” podem ser usadas de forma justa e benéfica; por isso tentaremos indicar aqui como elas podem ser úteis.

Suponha que queiramos ajudar um amigo a conseguir um emprego, e sabemos de um lugar apropriado para ele. Lembremo-nos de que o Sol é o significador dos que possuem autoridade, pelo que os horários do Sol favorecem transações com tais pessoas e pedidos de favores às mesmas; e você terá melhores chances de êxito se se candidatar nesses horários.

Mas, também é importante recordar que o Astro regente do primeiro horário de determinado dia é o principal Regente de todo esse dia, sendo os demais Astros apenas Regentes subsidiários com o Regente do dia. Tais Astros são enfraquecidos ou fortalecidos na proporção em que suas naturezas concordem ou discordem da natureza do Regente do dia. Portanto, se você selecionar um horário do Sol em um sábado, que é matizado com a obstrutiva influência de Saturno, suas chances de êxito não são tão boas quanto se você selecionar um horário do Sol em uma quinta-feira, que é toda matizada com o benevolente raio de Júpiter, o Regente do dia.

Ou, se você tiver a oportunidade, por dever, de argumentar com alguém que tem um temperamento exaltado, e que, você sabe, tende a se ressentir e dizer ou fazer algo que ambos desejam evitar, use o frio e úmido cobertor do horário de Saturno, se possível, para quebrantar e extinguir o espírito marcial. O risco de uma ruptura será então minimizado em grande medida, e ambos provavelmente se perguntarão, com a agradável lembrança, como tudo correu bem.

Ou, se for necessário estimular alguém que se tenha habituado à preguiça ou ociosidade e que, por isso mesmo, faz os outros sofrerem, e se parecer necessário, por assim dizer, acender uma fogueira debaixo dele para fazê-lo se movimentar, combine o fogo e a energia de Marte como Regente do dia com a influência dele como Regente do horário, conversando com a pessoa numa terça-feira. Se conseguir fazê-la dar o primeiro passo, é bem possível que ela o atenda.

Ao usar as “Horas Planetárias” nas linhas aqui apresentadas, e com o propósito do serviço altruísta, você pode proporcionar uma abundância de bênçãos aos outros e acumular para si mesmo muitos tesouros no céu, onde “nem a traça nem o mofo poderão estragá-lo[2]; e vale a pena se lembrar que, por mais vantagem material que você possa obter com esse conhecimento, o ganho material, o poder, a posição, o dinheiro e todas as outras coisas pertinentes a este mundo são deixados para trás por ocasião da sua morte, e que somente nossas boas ações nos acompanham nessa hora. Portanto, não zombe, mas se quiser utilizar as influências astrais, use-as de tal modo que as mesmas só lhe tragam ganhos perenes e não apenas temporários.


[1] N.T.: Quando um Astro se encontra dentro da Órbita de Influência de três graus de quaisquer desses pontos (Sol no 15º de Áries está em “Grau Crítico”, pois está a 2 graus da culminação do “Grau Crítico” 13 graus de Áries (15 – 13 = 2 graus), portanto dentro da “Órbita de Influência” de 3 graus), tal Astro exercerá uma influência muito mais forte na vida do que de outra forma. Essa influência tenderá a aumentar a intensidade de uma “Exaltação”, como também a compensar a fraqueza resultante de um Astro estar “em Queda” ou “em Detrimento”. Também aumentará a força dos Aspectos desse Astro.

[2] N.T.: Mt 6:19-21: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões arrombam e roubam; mas acumulai para vós outros tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. 

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.10

Horizonte:

Na Astrologia o lugar do nascimento sempre é considerado o ponto mais elevado da Terra, e o círculo principal visto dali é o horizonte. Esse pode ser sensível ou racional.

O horizonte sensível é o círculo que limita nossa visão, onde o céu e a terra parecem se encontrar.

O horizonte racional é aquele abaixo do horizonte sensível, no plano do centro da Terra.

Hyleg:

Um termo usado pelos antigos astrólogos árabes para designar os pontos do horóscopo onde se encontram os principais focos de vitalidade e saúde, ou seja: o Sol, a Lua e o Ascendente.

É preciso pouca argumentação para mostrar que o grande e glorioso reservatório de vida que chamamos de Sol é um fator importante no assunto saúde, e que o luminar menor, a Lua, também domina o assunto, pois ela coleta e reflete os raios solares. E é de conhecimento geral que ela está ligada de algum modo à gestação e ao parto; portanto, a Lua é a principal significadora de saúde no horóscopo de uma mulher, ao passo que o Sol exerce a mais forte influência no horóscopo de um homem. No entanto, ambos são importantes, pois se, no horóscopo de um homem, Saturno está em Quadratura com a Lua, ele sentirá as influências desse Aspecto, mas se a mesma configuração ocorre no horóscopo de uma mulher, ela sentirá as influências desse Aspecto muito mais; e, inversamente, Saturno em Quadratura com o Sol no horóscopo de uma mulher afetará sua saúde, mas não no mesmo grau que a de um homem, se tal Aspecto ocorrer no horóscopo dele.

A razão pela qual o Ascendente é considerado um fator de saúde e vitalidade não é tão evidente à primeira vista, mas quando percebemos que o Ascendente no nascimento é a posição da Lua no momento da concepção, então a razão se torna óbvia, pois a Lua é o Astro da fecundação, o foco e refletor das forças vitais do Sol e, se no momento da concepção, quando o Átomo-semente do Corpo Vital foi implantado, a Lua estava em um Signo fraco como Virgem, há uma carência fundamental de energia e vitalidade já no começo da vida terrestre, e uma consequente lassidão que afeta o indivíduo em todos os anos nessa sua existência terrestre.

Resumindo, o Sol, a Lua e Ascendente são todos importantes significadores de saúde e vitalidade para ambos os sexos, mas a posição e os Aspectos da Lua são mais importantes que os do Sol e do Ascendente para a mulher, enquanto a posição e os Aspectos do Sol são mais vitais para a saúde do homem do que os outros dois fatores.

Nos tempos modernos a palavra “Hyleg”, bem como a designação das partes vitais do horóscopo como locais “hylégicos”, de modo geral, não são mais utilizadas. O autor sempre se refere a essas partes como “significadores de saúde”, o que todos entendem, parecendo-nos insensato velar o assunto com termos misteriosos quando um bom e simples vocabulário pode transmitir muito melhor aquilo que queremos significar. Também deve ser entendido que para se interpretar qualquer assunto, seja ele saúde, riqueza, júbilo, dor, sofrimento, tristeza, ou qualquer outra coisa que possa acontecer, os significadores especiais fornecem apenas uma quantidade limitada de informações. Para obter um conhecimento realmente abrangente do horóscopo, cada assunto deve ser interpretado a partir de horóscopo como um todo.

Inclinação do Eixo:

Os eixos de todos os Planetas são inclinados em relação às suas órbitas. O eixo de um Planeta pode ser perpendicular ou oblíquo à sua órbita. As atuais inclinações aproximadas dos eixos são as seguintes[1]:

image-2 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

As inclinações dos eixos acima não coincidem em todos os casos com os números determinados pela ciência física, nem endossamos seu ponto de vista de que essas inclinações permanecem praticamente inalteradas, salvo por um leve movimento oscilatório chamado Nutação. Há um terceiro movimento extremamente lento dos Planetas, pelo qual, o atual Polo Norte da Terra, no futuro, como fez no passado, apontará diretamente para o Sol. Mais tarde estará na posição onde agora está o Polo Sul, e no devido tempo alcançará novamente a sua posição atual. Assim, o clima tropical e as épocas glaciais se sucedem em todos os pontos de cada Planeta.

Além disso, esse movimento gradual de, aproximadamente, de 50 segundos de espaço por século, pelo qual uma volta ao eixo da Terra se completa em, aproximadamente, dois milhões e meio de anos, também ocorreram mudanças repentinas numa época em que o que é agora o Polo Norte apontava diretamente para o Sol. O hemisfério sul se encontrava, então, continuamente na escuridão e frio.

Interceptado

Veja-se o tópico “Casas” antes de ler a definição de “Interceptado”. No item “Casas” afirma-se que, devido à forma quase esférica da Terra e à inclinação do eixo terrestre, algumas das Casas Mundanas nas latitudes do extremo norte têm apenas 12 ou 15 graus, enquanto outras têm 40, 50 e até 60 graus de tamanho. Mas, os Signos do Zodíaco têm sempre trinta graus e, portanto, nos casos em que uma Casa Mundana é muito grande em tamanho, um ou mesmo dois Signos inteiros podem estar incluídos dentro da amplitude de suas cúspides. No horóscopo de Erman C., nascido a 25 de janeiro de 1912 às 3:00 A.M., em Ogden, Iowa, EUA[2], temos o 24º grau de Sagitário na cúspide da 2ª Casa e o 11º grau de Aquário na cúspide da 3ª Casa. Assim, a 2ª Casa tem 47 graus de tamanho e inclui o todo o Signo de Capricórnio, com os Planetas Mercúrio e Urano, pelo que um astrólogo descreveria a situação dizendo que Capricórnio está “interceptado” na 2ª Casa. Ao falar dos Planetas nesse Signo interceptado, ele dirá que Mercúrio e Urano estão interceptados em Capricórnio na 2ª Casa.

Quando um Signo está interceptado em uma casa, o Signo oposto também o está na Casa oposta; consequentemente, vemos Câncer interceptado na 8ª Casa, com Netuno nessa Casa, no horóscopo citado.

A respeito da influência da Interceptação, descobrimos que, quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) se encontra em algum Signo interceptado, sua influência é mantida em suspenso ou em estado latente até que, por Progressão, ele saia do Signo interceptado. Essa tendência pode ser em certa medida modificada por um Aspecto forte, ou por uma porção de outros Aspectos menores ou mais fracos, mas um Astro interceptado nunca tem o mesmo poder sobre a vida do que um Astro que não está em um Signo interceptado.


 

[2] N.T.: Do Livro: O Horóscopo de Sua Criança – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

image-3 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.11

Latitude:

Em astronomia, é a distância ao norte ou ao sul da Eclíptica – o caminho do Sol.

Em geografia, é a distância a que a cidade ou lugar se situa ao norte ou ao sul do Equador[1].

Nota – A distância dos corpos celestes ao norte ou ao sul do Equador celeste não é chamada latitude, mas sim DECLINAÇÃO. Quando o Sol está em seu extremo ponto ao norte, no Trópico de Câncer, não dizemos que ele está a 23 graus de Latitude norte, mas sim a 23 graus de Declinação norte. (Veja mais detalhes no verbete: “Declinação”.)

Logaritmos:

Foram originalmente inventados por Lord Napier para facilitar os cálculos aritméticos. Mais tarde, eles foram adaptados ao sistema decimal, sendo usados pelos astrônomos no cálculo das direções por arco[2]. Mas, para calcular as posições dos Astros pela Longitude e em relação ao dia de vinte e quatro horas faz-se necessário o uso de uma tabela especial que se encontra ao final de nossas Efemérides. No seu uso, a multiplicação é efetuada por soma e a divisão por subtração.

Longitude:

Em geografia, a Longitude é medida em termos de “a leste” ou “a oeste” do Meridiano de Greenwich, no Equador.[3]

Em astronomia, a Longitude dos Astros (Sol, Lua e Planetas) é medida sobre a Eclíptica – ou caminho do Sol –, partindo-se do primeiro ponto de Áries no Equinócio de Março. Quando a distância é calculada sobre o Equador celeste ou equinocial, então é chamada de Ascensão Reta.

Luminares:

São assim chamados o Sol e a Lua.

Lunação:

Uma Lunação é a Conjunção do Sol com a Lua, uma “Lua Nova”. Em nossas Efemérides, todas as Luas Novas, Luas Cheias e Eclipses são registrados claramente no topo das páginas.

Quando uma Lunação cai dentro dos 3 graus de um Aspecto de quaisquer dos Astros ou de outros pontos vitais do horóscopo Radical, isso tem efeito marcante nos acontecimentos durante o mês em curso, e poderá facilmente assumir a posição de um Aspecto da Lua Progredida que é necessário para frutificar as indicações astrais então em evidência. Mesmo independentemente das Direções Primárias, se uma Lua Nova ocorre em uma Conjunção fechada com um Planeta adverso, produzirá dificuldades em assuntos secundários e, inversamente, uma Lunação que acontece no lugar onde está Júpiter ou Vênus tornará as coisas agradáveis.

Quando uma Lua Nova resulta em um Eclipse solar, ela produz primeiramente o efeito costumeiro de uma Lunação durante o mês em curso, se estiver em Aspecto com qualquer dos Astros radicais e, secundariamente, efeitos semelhantes durante todos os meses do ano seguinte, sempre que os Aspectos da mesma natureza se formem com o local do Eclipse. Por exemplo, se o Eclipse ocorresse na 12ª Casa onde está o Signo de Leão, formando uma Quadratura com Marte em Escorpião, na 3ª Casa, então ele produziria inimizade entre irmãos e irmãs durante o mês de agosto, mês em que se deu o Eclipse. Em novembro, quando a Lunação ocorre em Escorpião, mais combustível será acrescentado ao fogo pela Quadratura com o lugar do Eclipse. Em fevereiro, quando o Sol formar uma Oposição ao lugar do Eclipse, mais problemas surgirão na mesma área e, também, em maio, quando ocorrer a última Quadratura. Por outro lado, se o Aspecto inicial do Eclipse é benéfico, mais benefícios serão experimentados durante os meses em que se formarem os Sextis e Trígonos.

O ciclo de Lunações é de dezenove anos; por exemplo: a 26 de julho de 1900 ocorreu uma Lunação no 3º grau de Leão, e no dia 26 de julho de 1919 ocorrerá uma outro lunação também no 3º grau de Leão. Assim sendo, o Estudante pode calcular as Lunações dos anos futuros com bastante exatidão para todos os propósitos práticos.

Os Eclipses também podem ser calculados, grosso modo, para os anos futuros, e de uma maneira semelhante, fácil e rápida, se o Estudante dispõe das Efemérides dos anos passados.

Durante seu curso mensal, a Lua ziguezagueia pela Eclíptica, de forma que nas Conjunções ou Luas Novas, geralmente, ela está alguns graus fora da Eclíptica. Sob tais condições temos apenas uma Lua Nova comum. Para haver um Eclipse solar total, a Lua precisa estar diretamente no caminho do Sol, conforme vista da Terra, e a Declinação do Sol e da Lua precisa ser praticamente a mesma; também a Lua não deve ter praticamente nenhuma Latitude.

Nunca ocorrem menos de dois Eclipses por ano, e eles são solares, nem acontecem mais de sete, mas esses números extremos acontecem muito raramente. O número usual de Eclipses é quatro: dois solares e dois lunares, e eles ocorrem geralmente aos pares de seis em seis meses. A Lua Cheia que antecede ou se segue a um Eclipse solar, normalmente, é um Eclipse lunar. Também se um par de Eclipses ocorre em fevereiro, espera-se outro par em agosto.

Considerando o que foi exposto acima, os Eclipses em qualquer ano podem ser determinados com bastante êxito pelas seguintes regras simples:

1) Do ano para o qual os Eclipses estão sendo calculados, subtraia 18. O ano resultante pode ser chamado “Ano Eclipse”.

2) Procure no “Ano Eclipse” as Luas Novas e Luas Cheias que sejam Eclipses. Anote apenas suas datas.

3) No ano anterior ao “Ano Eclipse”, anote as datas e posições zodiacais das Lunações que ocorrem cerca de onze dias após as datas obtidas no “Ano Eclipse”. Essas são as datas e os locais dos Eclipses no ano desejado.

Para comprovarmos essas regras simples e práticas aqui fornecidas, vamos imaginar que estamos no ano de 1910, e que queremos determinar o primeiro Eclipse solar a ocorrer em 1915. Servindo-se de uma Efemérides para o ano de 1897, que é dezoito anos anterior a 1915, nela procuramos o primeiro Eclipse solar.

Nós achamos um Eclipse solar em 1º de fevereiro de 1897.

Para determinar a data e o grau do Zodíaco no qual esse Eclipse irá cair em 1915, nós olhamos as informações das Efemérides para 1896, que é o ano anterior ao nosso “Ano Eclipse”, que é no caso 1897.

Nessas Efemérides verificamos que a primeira Lua Nova que ocorreu depois de 1º de fevereiro caiu na tarde de 13 de fevereiro, a 24 graus e 19 minutos de Aquário e, por isso, deduzimos que haverá um Eclipse solar no dia 13 de fevereiro de 1915, a 24 graus e 19 minutos de Aquário.

Concluídos nossos cálculos, ponhamos de lado nosso faz-de-conta de viver em 1910 e tomemos as Efemérides de 1915 para verificar se nossas regras deram o resultado correto; e verificamos que um Eclipse solar ocorreu na manhã de 14 de fevereiro de 1915, a 24 graus e 42 minutos de Aquário, comprovando que as regras deram um resultado essencialmente correto (Veja mais no verbete: “Trânsitos”).

Meio-do-Céu ou Zênite:

E o ponto no céu situado diretamente sobre a nossa cabeça. Ao meio-dia o Sol está no Meio-do-Céu, que geralmente se escreve M.C. (Veja o verbete: “Casas”).

Meridiano:

É um círculo imaginário traçado sobre a face da Terra entre os polos norte e sul. Como essa linha se estende diretamente do norte ao sul, todos os lugares nela situados têm o mesmo meio-dia (Veja o verbete: “Casas”).

Nadir ou Immum Coeli, escrito geralmente I.C.:

É o ponto no céu situado diretamente abaixo do local do nascimento e oposto a esse, no outro lado da Terra. É o ponto oposto ao Meio-do-Céu, e onde o Sol se encontra à meia-noite (Veja os verbetes: “Meio-do-Céu” e “Casas”).

Natividade:

O mesmo que “Horóscopo” e “Radix”; um mapa dos céus levantado para o momento do nascimento (Veja o verbete: “Diagrama”).

Nebulosa:

São grupamentos nebulosos de Astros, mundos em formação. Três deles são conhecidos por exercerem efeitos maléficos sobre a visão (V. “Estrelas fixas”).

Nodos: (Veja o verbete: “Cabeça do Dragão”)

Nutação:

Um movimento vibratório do eixo da Terra responsável pela Precessão dos Equinócios (Veja o verbete: “Zodíaco Intelectual”).


[1] N.T.: Um exemplo de Latitude é a do Rio de Janeiro, aproximadamente 22,9° S, que indica a sua posição 22,9 graus ao sul da Linha do Equador. Outros exemplos incluem a Latitude do Equador (0°), o Trópico de Capricórnio (23° 27′ S) e o Polo Norte (90° N).

[2] N.T.: Os logaritmos são uma ferramenta matemática fundamental usada até hoje em várias disciplinas, como álgebra, cálculo e física. Embora hoje sejam comuns em cálculos diários, sua invenção e aplicação tiveram um grande impacto na evolução da matemática e das ciências. A história dos logaritmos é fascinante, cheia de descobertas e inovações que transformaram a maneira como os cientistas e matemáticos abordaram problemas complexos.

Os logaritmos foram introduzidos por John Napier, um matemático escocês, no início do século XVII. Napier publicou seu trabalho “Mirifici Logarithmorum Canonis Descriptio” em 1614, onde descreveu uma nova forma de simplificar cálculos envolvendo multiplicação e divisão. A principal motivação de Napier era encontrar uma maneira de tornar os cálculos astronômicos mais rápidos e precisos, algo que era extremamente difícil de fazer manualmente na época, especialmente devido à limitação das ferramentas de cálculo.

Napier criou uma tabela de logaritmos, que permitia transformar multiplicações em somas e divisões em subtrações. Isso facilitava muito o trabalho de astrônomos, engenheiros e matemáticos, pois as operações aritméticas mais simples podiam ser feitas rapidamente com a ajuda dessas tabelas.

Embora Napier tenha sido o responsável por introduzir a ideia de logaritmos, foi outro matemático, Henry Briggs, um inglês, quem fez os primeiros ajustes significativos no conceito. Briggs, após conhecer o trabalho de Napier, percebeu que uma base mais conveniente para os logaritmos seria 10, ao invés da base “e” – chamado de logaritmo natural, que é uma operação matemática inversa da exponenciação que usa a constante matemática “e” (aproximadamente 2,71828) como base. É representado pela notação ln (por exemplo, ln(x)), que foi adotada mais tarde. Ele então propôs o logaritmo decimal, conhecido como logaritmos de base 10, uma abordagem que facilitava ainda mais os cálculos.

Com essa mudança, surgiram as tabelas de logaritmos decimais, que se tornaram extremamente populares entre os cientistas e engenheiros durante os séculos XVII e XVIII. Elas eram usadas para resolver equações, fazer cálculos astronômicos, entre outras aplicações.

A aplicação dos logaritmos começou a se expandir rapidamente após o trabalho de Napier e Briggs. No campo da astronomia, os logaritmos foram usados para simplificar cálculos relacionados ao movimento dos Planetas e das estrelas, além de facilitar a resolução de problemas sobre o tempo e a posição dos corpos celestes.

Na engenharia, os logaritmos ajudaram a realizar cálculos mais rápidos e precisos para a construção de máquinas, pontes e edifícios, onde as operações de multiplicação e divisão eram necessárias com frequência. A matemática financeira também se beneficiou com os logaritmos, pois eles permitiram cálculos mais rápidos e precisos de juros compostos, que eram essenciais para a economia da época.

Além disso, os logaritmos desempenharam um papel significativo no desenvolvimento do cálculo. Ao permitir que as equações exponenciais e as funções complexas fossem simplificadas, os logaritmos ajudaram matemáticos a avançar em áreas como a análise de séries e a integração.

Hoje em dia, os logaritmos continuam sendo uma ferramenta crucial na matemática, ciência e tecnologia. O desenvolvimento do logaritmo natural, que usa a base “e”, tornou-se uma das bases mais importantes para o cálculo e análise matemática, especialmente no estudo de funções exponenciais e em áreas como a física e a biologia.

O conceito de logaritmos também se estendeu para outros campos da ciência, como a informática, onde são usados para medir a complexidade de algoritmos, e na economia, para modelar crescimento e decaimento exponenciais.

[3] N.T.: Um exemplo de Longitude é a da cidade de São Paulo-SP, que é aproximadamente 46,6090° O (Oeste), indicando sua posição 46,6090 graus a oeste do Meridiano de Greenwich. Note, então, que a Longitude mede a distância de um ponto em relação a essa linha imaginária, variando de 0° a 180° para leste (E) ou para oeste (O).

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.12

Ocidentais:

Quando o Sol ou os Planetas passam do Zênite, do Meio-do-Céu ou da marca do Meio-Dia, eles começam a se pôr em direção ao horizonte ocidental; portanto, os Astros na 9ª, 8ª e 7ª Casas do horóscopo são chamados “Ocidentais”, ao passo que os Astros nas 12ª, 11ª e 10ª Casas, que se elevam ou estão ascendendo do horizonte oriental até o Meio-do-Céu, como o Sol faz pela manhã, são chamados “orientais”.

Mas quando o Sol se põe no lugar em que vivemos, ele desponta na outra parte do mundo representada pelas 6ª, 5ª ,4ª, 3ª, 2ª, e 1ª Casas do horóscopo, período em que é também oriental e ocidental em relação ao Meio-do-Céu de lá, que corresponde ao nosso Nadir. Quando o Sol desponta naquele horizonte oriental, que é nosso descendente, e cruza as 6ª, 5ª e 4ª Casas, é chamado oriental, e quando gradativamente declina em direção àquele horizonte ocidental, que vem a ser o nosso Ascendente, é chamado ocidental.

Portanto, os Astros nas 12ª, 11ª ,10ª, 6ª, 5ª e 4ª Casas são chamados orientais, enquanto os Astros nas outras seis Casas são chamados ocidentais.

Oposição:

Quando dois Astros (Sol, Lua e Planetas) estão no mesmo grau de Signos opostos, se diz que estão em “Oposição” (Veja os verbetes: “Aspectos” e “Órbita de Influência”).

Órbita:

O caminho de um Planeta em volta do Sol.

Órbita de Influência:

Os Astros formam Aspectos que influenciam os assuntos humanos quando estão no mesmo grau do Zodíaco, ou a um certo número de graus de distância. Mas descobriu-se que a influência é sentida mesmo quando os Astros não estão exatamente no número necessário de graus de distância. Assim, um Astro tem uma esfera sutil que o torna efetivo antes que um Aspecto exato seja formado e depois que ele se dissolve, e isso é chamado de “Órbita de Influência”.

(Veja mais nos verbetes: “Conjunção”, “Culminação”, “Graus Críticos”)

Oriental:

Veja o verbete: “Ocidental” para maiores detalhes.

Paralelo:

É o Aspecto formado entre dois Astros quando estão no mesmo grau de Declinação, seja ao Norte ou ao Sul do Equador celeste.

O Aspecto Paralelo se classifica como indeterminados (benéficos ou adversos); se o Paralelo ocorrer entre os chamados Astros benéficos, eles possuem uma influência benéfica, mas se ocorrem entre os chamados Astros adversos, eles possuem uma influência adversa.

Parte da Fortuna:

Também chamado de “Roda da Fortuna”. É um ponto no horóscopo que se opõe ou favorece as condições financeiras, de acordo com os Aspectos que receba dos Astros. Para comprovar se a “Parte da Fortuna” foi calculada corretamente, verifique se a distância do Sol à Lua é igual à distância do Ascendente à “Parte da Fortuna”.

A conceituação da Parte da Fortuna está em saber que o corpo humano é produzido pelas forças lunares. No momento da concepção[1] pode ser matematicamente demonstrado que a Lua se encontrava no mesmo grau do Ascendente no nascimento, ainda que na ocasião do nascimento ela esteja numa longitude diferente. Pode-se dizer que numa dessas posições a Lua magnetizou o polo positivo, e em outra magnetizou o polo negativo do Átomo-semente[2], o qual, a semelhança de um ímã, atrai para si as substâncias químicas que formam o Corpo Denso. Às forças solares vitalizam o Corpo Denso, mas como esse sofre um processo constante de deterioramento, se faz necessário uma suspensão ou solução de nutrientes em estado adequado para absorção – um pábulo – a fim de reparar as perdas. Esse tipo de nutrientes e todas as posses materiais são, portanto, astrologicamente falando, derivadas das influências combinadas do Sol e das duas posições da Lua mencionadas acima. Quando os Aspectos com a Parte da Fortuna com os outros Astros são benéficos, o sucesso e a prosperidade materiais são favorecidos. Quando os Aspectos com a Parte da Fortuna com os outros Astros são adversos, pode ser esperado dificuldades ao lidar com assuntos materiais. A natureza do Astro que está com algum Aspecto com a Parte da Fortuna, bem como o Signo e a Casa em que a Parte da Fortuna se encontra, são as fontes de onde podemos esperar uma coisa ou outra, nos mostrando onde dirigir as nossas energias ou o que devemos evitar.

Planetas:

São os corpos celestes dos Embaixadores de Deus, os quais circulam em torno do Sol.

Assim como o ser humano é feito à imagem de Deus, que é tríplice em manifestação, astrologicamente, o “Eu Superior” é representado por um círculo com um ponto central significando o aspecto espiritual mais elevado, o Espírito Divino, cuja faculdade é a Vontade. Portanto, o Sol se posiciona no horóscopo como a expressão mais elevada do “eu” individual. Ele denota a influência positiva que se manifesta no ser humano, seu caráter no mais elevado sentido da palavra.

O símbolo do Planeta Vênus é um círculo sobre uma cruz. Ele denota sabedoria, que não é mera intelectualidade, mas sim intuição e imaginação. Portanto, a natureza de Vênus é essencialmente amor, e é a influência consolidadora e que une na vida pela qual somos atraídos pelos outros para benefício mútuo; embora Vênus em si e por si não diga respeito a benefícios mútuos, é sua natureza atrair os outros, e o bem que vem através dele é apenas um incidente.

O Planeta Júpiter é simbolizado por um semicírculo sobre uma cruz. Ele denota o Espírito Humano, cuja faculdade é o pensamento abstrato. Portanto, o Planeta Júpiter representa a Mente superior, a Mente que não se atém às coisas materiais, e se expressa em pensamentos abstratos, como a Religião, a Filosofia e as Ciências Superiores.

Marte é o oposto de Vênus. É simbolizado por uma cruz sobre um círculo, de maneira que, enquanto é da natureza de Vênus o amor desinteressadamente e se doar aos outros, é da natureza de Marte o desejar para fins egoístas. Portanto, Marte denota a toda a energia emanada da natureza inferior, do Corpo de Desejos, do aspecto passional e emocional do ser humano, que leva a agir externamente no mundo, a superar obstáculos e a adquirir experiência.

Saturno é o oposto de Júpiter, tendo a cruz da matéria sobre o semicírculo, e denotando a mente “cerebral”. É ele quem fornece persistência aos impulsos de Marte, e simboliza a parte relativamente permanente da natureza inferior, aquela que foi avaliada e considerada útil. É, portanto, o símbolo dos Átomos-semente dos veículos inferiores do ser humano, onde estão armazenadas as experiências de todas as vidas passadas. Assim, Saturno denota a habilidade mecânica, castidade e justiça; a perseverança e as conquistas materiais que se converteram em virtudes pela sua influência purgadora. Saturno se apresenta como o ceifeiro das coisas que foram semeadas no Corpo e, como tal, surge frequentemente na vida para nos castigar pelo mal que cometemos; não de modo vandálico, mas para que possamos aprender as lições de como agir corretamente.

A Lua é o reflexo do Sol. Isso, juntamente com o Ascendente, denota a formação do Corpo Denso, ainda que particularmente ela simbolize o Corpo Vital, e o Ascendente seja o significador do Corpo Denso. Portanto, esses dois representam aquilo que é a ferramenta do ser humano em ação; a parte mais próxima da perfeição de sua natureza, mas que, ao mesmo tempo, a mais evanescente. A Lua é, portanto, a própria antítese do Sol. Esse último é uma estrela fixa, ao passo que a Lua é o mais migratório dos corpos celestes.

Os três últimos Astros acima nomeados são os significadores da natureza inferior do ser humano – a Personalidade –, em oposição à Individualidade, que é simbolizada pelo três primeiros Astros mencionados primeiro; e esses dois triângulos são conectados pelo Planeta significador da Mente concreta ou inferior, ou seja, Mercúrio. O símbolo desse Planeta contém em si todos os três constituintes do simbolismo planetário – o círculo, o semicírculo e a cruz –, demonstrando com isso que ele não possui natureza própria, mas sim que é um veículo para a expressão dos outros Astros.

Quando Mercúrio está com Aspectos benéficos em relação a Vênus, temos o tipo de Mente artística, poética, musical e literária. Pois é de Vênus que vêm as vibrações que se expressam em toda a arte.

Quando Mercúrio está com Aspectos benéficos em relação a Júpiter, temos a Mente filosófica e científica, o governante e o legislador, tanto na Igreja quanto no Estado, que trabalha para o bem de todos. Quando Mercúrio está com Aspectos benéficos em relação a Marte, temos o ser humano de ação; o ser humano que visa o desenvolvimento material dos recursos do mundo, de forma pequena ou grande, como o comerciante, o negociante, o intermediário, e todas as outras formas pelas quais os outros são explorados para benefício pessoal, pois Marte é, como já foi dito, a antítese de Vênus e a personificação do desejo egoísta.

Mercúrio com Aspectos com a Lua não tem importância, pois a própria Lua é um refletor; exceto quando está em um Aspecto adverso vindo de um Signo Cardinal ou quando está Elevado. Nesse caso, é capaz de produzir insanidade.

No exposto, apenas as naturezas essenciais dos Astros foram apresentadas. Quando com Aspectos benéficos por outro Astro, essas características naturais são realçadas no que diz respeito aos Astros benéficos, mas quando com Aspectos adversos, a natureza de Vênus, que é sabedoria, amor e ritmo, se tornará tolice, licenciosidade e preguiça; a filosofia, as tendências cumpridoras da lei, a misericórdia e as aspirações elevadas de Júpiter se transformarão em ilegalidade, desconsideração pelos outros e buscas inferiores; a espiritualidade elevada do Sol se expressará em si mesma como espíritos animalescos e na saúde física. Em relação aos Astros da natureza inferior, Aspectos benéficos com Marte direcionam os desejos para objetos construtivos e atividades bem reguladas, enquanto os Aspectos adversos são responsáveis ​​pela expressão destrutiva da natureza do desejo. Saturno, quando com Aspectos benéficos, confere a habilidade mecânica e executiva capaz de direcionar a natureza do desejo. Mostra o ser humano inteligente e perseverante, capaz de lidar e conquistar obstáculos materiais; o organizador e promotor; o investigador científico, que segue as linhas materiais. Como é a antítese de Júpiter, será facilmente visto que, assim como Júpiter, com Aspectos benéficos, denota o filósofo de Mente elevada, o legislador digno, o sacerdote sincero e fervoroso, na verdade, todos os que têm aspirações elevadas e sublimes, Saturno, quando com Aspectos adversos, denota o sectário de Mente estreita e preso a credos, o materialista, o anarquista e o inimigo da sociedade, sejam da Igreja ou do Estado. Assim como Júpiter proporciona uma Mente elevada, expansiva e benevolente, Saturno, com Aspectos adversos, proporciona tendências sarcásticas, concretas e estreitas.

Urano: Além dos sete Astros já mencionados, dois outros estão nos influenciando, Urano, do nosso Sistema Solar, e Netuno. Pode-se dizer que Urano é a oitava superior de Vênus, tendo sua natureza em um grau muito mais sutil; suas atrações são tão espirituais que não podem ser sentidas pelo ser humano comum da maneira adequada e, portanto, ele responde mais prontamente ao lado adverso de Urano. É o Planeta que rege o Éter e, quando em Aspecto com Mercúrio, ou no Ascendente, ou com a Lua, produz um contato com a força que conhecemos como eletricidade. Suas operações são sempre muito repentinas e, à medida que a Humanidade responde ao seu lado adverso, como já foi dito, esses efeitos se manifestam particularmente na forma de desastre.

Netuno é a oitava superior de Mercúrio. Assim como Mercúrio é o portador da luz do Sol físico, Netuno é o portador da luz do Sol espiritual, chamado Vulcano entre os ocultistas, que é visto por trás do Sol visível. Naturalmente, portanto, ainda menos pessoas entre a Humanidade são capazes de responder as suas influências, exceto que produz um estado mental caótico quando forma Aspectos adversos. Quando está nas Casas Angulares e, particularmente, Elevado próximo ao Meio-do-Céu, produz Ocultistas e Místicos da mais alta qualidade; mas quando colocado em Casas Cadentes, traz a Clarividência involuntária ou negativa, na melhor das hipóteses, e frequentemente a insanidade. É a corda mais aguda da lira da alma de Deus e, portanto, a menos usada e a que desafina mais facilmente. Astrólogos são os mais afetados por ele, assim como os músicos que usam instrumentos de corda.


[1] N.T.: Na concepção, o seu óvulo maduro é fertilizado por um espermatozoide. A fertilização acontece quando o espermatozoide atinge o óvulo e consegue perfurar com sucesso a sua membrana externa.

[2] N.T.: Átomo-semente do Corpo Denso.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.13

Planetas Inferiores:

Os astrônomos designam Vênus e Mercúrio dessa forma porque eles sempre permanecem muito próximos do Sol e nunca são vistos em partes do céu opostas a ele. A ideia, para os astrônomos, parece ser que esses Planetas estão em cordas condutoras, por assim dizer.

Aqui há uma última diferença entre os ensinamentos da ciência moderna e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes sobre a causa de Vênus e Mercúrio serem denominados Planetas inferiores.

Essa denominação de inferior e superior, o místico teria um ponto de vista oposto, pois para ele é evidente que o Sol é a externalização da mais alta inteligência espiritual em nosso Sistema Solar. No início de nossa atual fase evolutiva, tudo o que está agora fora do Sol, estava dentro, mas nem todos os seres podiam continuar vibrando na elevadíssima taxa de vibração que era estabelecida ali; alguns ficaram para trás, cristalizaram-se e, com o tempo, tornaram-se um empecilho para outras classes. Com a cristalização, eles se dirigiram para os polos, onde o movimento é lento, mas gradualmente com o aumento da densidade deles, foram impelidos para o equador, onde o movimento é mais rápido e, consequentemente, foram expelidos do Sol pela força centrífuga.

Mais tarde, outros seres também não conseguiram se manter nesse movimento vibratório, ficando para trás e foram expelidos a uma distância apropriada para que as vibrações solares pudessem lhes fornecer a rapidez necessária ao desenvolvimento deles.

Os Espíritos mais avançados permaneceram mais tempo no Sol e, consequentemente, se a denominação inferior e superior é para ser aplicada, deveria ser usada de maneira inversa.

A fim de evitar qualquer mal-entendido, pode-se dizer que Júpiter foi expelido com um enorme volume de substância ígnea, porque os jupiterianos alcançaram um grau elevadíssimo de desenvolvimento, onde precisavam tanto de altas vibrações como de autonomia. Júpiter é, portanto, em alguns aspectos, uma exceção à regra; um caso em que uma lei superior prevalece sobre uma inferior.

Concluindo, nós reiteramos que os Planetas do nosso Sistema Solar são externalizações visíveis dos Sete Espíritos diante do Trono de Deus, o Sol, e assim como nos é possível transmitir por telégrafo sem fio a força que move a chave do telégrafo, que acende uma lâmpada, que puxa uma alavanca, etc., assim também esses Grandes Espíritos exercem uma influência sobre os seres humanos, numa proporção ao nosso grau de individualidade. Se almejamos agir em harmonia com as Leis do Deus, nos elevemos acima de todas as leis e nos tornemos uma lei em nós mesmos; colaboradores de Deus e auxiliares na natureza. Isso é nosso privilégio, mas se deixarmos de viver de acordo com nossas mais elevadas possibilidades, isso será o nosso fracasso.

Esforcemo-nos, portanto, em saber o que podemos fazer e, acima de tudo, tomemos cuidado para não prostituir a Ciência dos Astros, colocando-a como mera adivinhação. O Ouro de Mamon[1] pode ser nosso se lutarmos por isto, mas a “paz de Deus que excede todo o entendimento” (Fp 4:7) nos trará um regozijo duradouro, se usarmos nosso conhecimento no serviço altruísta aos outros.

Planetas Superiores:

Os Planetas Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são assim chamados pelos astrônomos porque se movem em órbitas que os levam a partes do céu distantes do Sol. O termo é usado em contraste com o de “planetas inferiores”, aplicado a Vênus e Mercúrio, que sempre permanecem próximos do Sol.

Do mesmo modo que aprendemos sobre “Planetas Inferiores” aqui, também, há uma última diferença entre os ensinamentos da ciência moderna e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes sobre a causa de Vênus e Mercúrio serem denominados Planetas inferiores.

Essa denominação de inferior e superior, o místico teria um ponto de vista oposto, pois para ele é evidente que o Sol é a externalização da mais alta inteligência espiritual em nosso Sistema Solar. No início de nossa atual fase evolutiva, tudo o que está agora fora do Sol, estava dentro, mas nem todos os seres podiam continuar vibrando na elevadíssima taxa de vibração que era estabelecida ali; alguns ficaram para trás, cristalizaram-se e, com o tempo, tornaram-se um empecilho para outras classes. Com a cristalização, eles se dirigiram para os polos, onde o movimento é lento, mas gradualmente com o aumento da densidade deles, foram impelidos para o equador, onde o movimento é mais rápido e, consequentemente, foram expelidos do Sol pela força centrífuga.

Mais tarde, outros seres também não conseguiram se manter nesse movimento vibratório, ficando para trás e foram expelidos a uma distância apropriada para que as vibrações solares pudessem lhes fornecer a rapidez necessária ao desenvolvimento deles.

Os Espíritos mais avançados permaneceram mais tempo no Sol e, consequentemente, se a denominação inferior e superior é para ser aplicada, deveria ser usada de maneira inversa.

A fim de evitar qualquer mal-entendido, pode-se dizer que Júpiter foi expelido com um enorme volume de substância ígnea, porque os jupiterianos alcançaram um grau elevadíssimo de desenvolvimento, onde precisavam tanto de altas vibrações como de autonomia. Júpiter é, portanto, em alguns aspectos, uma exceção à regra; um caso em que uma lei superior prevalece sobre uma inferior.

Concluindo, nós reiteramos que os Planetas do nosso Sistema Solar são externalizações visíveis dos Sete Espíritos diante do Trono de Deus, o Sol, e assim como nos é possível transmitir por telégrafo sem fio a força que move a chave do telégrafo, que acende uma lâmpada, que puxa uma alavanca, etc., assim também esses Grandes Espíritos exercem uma influência sobre os seres humanos, numa proporção ao nosso grau de individualidade. Se almejamos agir em harmonia com as Leis do Deus, nos elevemos acima de todas as leis e nos tornemos uma lei em nós mesmo; colaboradores de Deus e auxiliares na natureza. Isso é nosso privilégio, mas se deixarmos de viver de acordo com nossas mais elevadas possibilidades, isso será o nosso fracasso.

Esforcemo-nos, portanto, em saber o que podemos fazer e, acima de tudo, tomemos cuidado para não prostituir a Ciência dos Astros, colocando-a como mera adivinhação. O Ouro de Mamon[2] pode ser nosso se lutarmos por isto, mas a “paz de Deus que excede todo o entendimento” (Fp 4:7) nos trará um regozijo duradouro, se usarmos nosso conhecimento no serviço altruísta aos outros.

Plêiades:

Na Astrologia lidamos principalmente com as doze constelações de Estrelas Fixas que compõem o Zodíaco. Não há dúvida de que outras Estrelas Fixas exercem influência sobre os assuntos humanos, mas nossas Mentes ainda são muito fracas para compreender o significado completo dos Signos zodiacais, dos Astros e das Casas em todas as suas múltiplas combinações, de modo que, se tentarmos misturar isso com as outras Estrelas Fixas e seus Aspectos, certamente nos perderemos num labirinto. Recomenda-se ao Estudante considerar apenas as seguintes Estrelas Fixas: Plêiades, localizada nos 29º de Touro; Ascelli, nos 6º de Leão; e Antares, nos 8º de Sagitário. Observou-se que essas Estrelas Fixas exercem um efeito decididamente prejudicial aos olhos. Quando o Sol ou a Lua estão num desses graus, e afligidos por um dos Planetas adversos[3], ou quando um dos adversos está num desses graus, e o Sol ou a Lua afligidos em qualquer parte do horóscopo, o resultado são problemas com os olhos.

Precessão:

Um movimento retrógrado do Equinócio de Março, que é um fator muito importante nos assuntos humanos. Veja o verbete “Zodíaco Intelectual”.


[1] N.T.: Mamon ou Mamom é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.

[2] N.T.: Mamon ou Mamom é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.

[3] N.T.: Marte, Saturno, Urano, Netuno e Plutão

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.14

Quadratura:

Quando dois Astros estão a 90 graus de distância um do outro, diz-se que estão em Quadratura ou a um quarto, porque 90 graus correspondem um quarto do círculo. Este Aspecto é considerado “adverso”, já que os raios astrais se chocam em ângulo reto e, portanto, por assim dizer, tem objetivos “contrários” (Veja o verbete: “Aspectos”).

Queda:

Quando um Astro está no Signo oposto ao do Signo em que ele está em Exaltação, diz-se que está “em queda”, pois tal Signo, seu Regente e seu Astro em Exaltação são de natureza exatamente oposta. Assim, quando o glorioso Sol, que está em Exaltação em Áries, está no Signo oposto, Libra, onde domina o frio e sombrio Saturno, ele fica enfraquecido e, desse modo, afligido. Inversamente, quando Saturno está no Signo de Áries, o Signo onde o Sol está em Exaltação, ele se encolhe e se contraí sob os raios de calor. Quando o benéfico e amável Júpiter, em Exaltação em Câncer, está no Signo oposto de Capricórnio, Signo do mal-humorado Saturno e o Signo em que Marte está em Exaltação, certamente está afligido e em Queda. O mesmo ocorre com os outros Astros.

Radical:

Refere-se ao horóscopo ao nascimento (Veja verbete “Trânsitos”).

Radix:

Refere-se ao horóscopo ao nascimento (Veja verbete “Trânsitos”).

Recepção Mútua

Os Astros estão em “Recepção Mútua” quando cada um deles ocupa a Casa regida pelo outro, como Vênus em Áries e Marte em Touro. O efeito depende da harmonia ou concordância que exista entre as naturezas dos Astros. Quando Marte está nos Signos mercuriais Gêmeos ou Virgem, e Mercúrio nos Signos marciais Áries ou Escorpião, a energia dinâmica de Marte é infundida na organização mental da pessoa que, por isso mesmo, torna-se mentalmente mais alerta. Se esse estado de alerta vai se manifestar erraticamente ou de modo ordenado, isso naturalmente vai depender dos Aspectos; tudo o que a “Recepção Mútua” faz é fornecer energia. Se Saturno está em um dos Signos mercuriais, Gêmeos ou Virgem, e Mercúrio num dos Signos saturninos, Capricórnio ou Aquário, a mão restritiva de Saturno pousa sobre o volátil Mercúrio, resultando disso que a Mente ganha em profundidade e poder de concentração, mas se essa capacidade mental será usada para o bem ou vai ser usada para o mal, isso vai depender dos Aspectos, como no caso de Marte. Quando Vênus e Júpiter estão em “Recepção Mútua” e com Aspectos benéficos, isso suaviza maravilhosamente a estrada da vida. Em todos os lugares, a pessoa com essa configuração encontrará outras pessoas dispostas a ajudá-la, como também fará muitos amigos. Por outro lado, quando Saturno e Marte estão em “Recepção Mútua” e afligidos, essa pessoa infeliz encontrará por toda parte recusa, má acolhida e inimizade.

Não se deve jamais esquecer, porém, que nosso horóscopo mostra o que nos tornamos em vidas passadas, de maneira que a pessoa que possui uma configuração que atrai amigos deve ter sido gentil e prestativo, ao passo que aquele que revela o lado mesquinho da natureza humana e cria inimigos é, em si mesmo, egoísta e hostil. Mas se ele se esforçar para modificar seus maus hábitos e fizer algum sacrifício pelos outros, com o tempo ele também superará os aspectos indesejáveis, pois os Anjos Estelares não têm a intenção maliciosa de afligir ninguém. O aparente castigo é a Lei de Causa e Efeito atuando apenas para que dominemos e corrijamos nossas falhas, tornando-nos melhores. Algum dia todos seremos amorosos e amáveis e, então, não haverá mais influências adversas sobre nós.

Recorrer[1]:

Quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele recorre a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro. Como o Astro recorrente deve ser mais veloz que aquele a quem recorre, é evidente que a Lua recorre seguidamente a Aspectos de todos os outros Astros a cada mês que percorre o Zodíaco, ao passo que Saturno, que leva 30 anos para completar o círculo, só pode recorrer a Urano, que leva 84 anos para completar o círculo, e a Netuno, que faz o mesmo em 165 anos.

Essa regra é válida quando os Astros se movem diretos no Zodíaco (de Áries para Touro, etc.), mas se o Astro de movimento mais lento estiver Retrógrado (movendo-se de Touro para Áries, etc.), ambos os Astros podem ser recorrentes ao Aspecto (Veja verbete: “Direto e Retrógrado”).

A influência dos Astros é sempre mais forte quando estão recorrendo, do que quando estão se separando.

Regente:

O Regente de um horóscopo é o Astro (Sol, Lua e Planetas) que exerce maior domínio e influência sobre a vida e ao qual o nativo responde mais prontamente. Normalmente, quando os demais fatores se igualam, o Senhor do Ascendente é o Regente. Mas se outro Astro for mais forte em termos de Elevação, Dignidade ou Exaltação, ou posicionamento em Ângulos e Aspectos, então, esse Astro é que deve ser considerado o Regente. Mas, para que isso seja válido, os Aspectos precisam ser próximos (ou fechados) e fortes, a despeito de serem benéficos ou adversos. Os Aspectos benéficos fornecerão um bom Regente, enquanto os Aspectos adversos fornecerão um Regente que trará dificuldades, sem que quaisquer dos casos afete o fato da regência. Quando dois Astros têm quase o mesmo poder e a mesma posição, eles devem ser classificados como Corregentes.

No caso de uma Casa, o Regente é o Senhor do Signo que está na cúspide dessa Casa. Quando há um Signo interceptado, o Senhor desse Signo também exerce regência parcial sobre a Casa, embora a esse respeito ele seja inferior ao Astro que rege o Signo na cúspide. Essa regência de um Signo interceptado é latente e só se manifesta quando, pela Progressão dos Ângulos, o Signo interceptado alcança a cúspide da Casa. Os Astros em sua Casa, se estiverem com Aspectos, normalmente exercem maior influência sobre os seus assuntos do que os Regentes dos Signos mencionados acima. Neste caso, tais Astros podem ser chamados Corregentes da Casa.

Retrogradação

Na página das Efemérides Rosacruzes, que tem uma amostra nesse livro[2], você encontrará nas colunas de Saturno, Urano e Marte uma letra “R”[3] em maiúsculo. Esse símbolo tem o seguinte significado:

Os Planetas do nosso Sistema Solar se movem em uma única direção, do oeste para leste, mas suas órbitas em torno do Sol têm amplitudes variáveis, a mesma coisa se dando com as suas velocidades. A Terra desloca-se a uma velocidade de, aproximadamente, 108.000 quilômetros por hora e, ainda, sua circunferência da órbita – em torno do Sol – é tão grande que requer em torno de 365 dias para que ela contorne o Sol. Mercúrio descreve uma circunferência da órbita bem menor em volta do Sol, mas se desloca a uma velocidade de, aproximadamente, 180.000 quilômetros por hora, de modo que completa sua revolução em torno de 88 dias. A velocidade de Urano é de apenas, aproximadamente, 27.000 quilômetros por hora, mas sua órbita é tão grande que requer em torno de 84 anos para completá-la. Os demais Planetas mostram semelhantes variações de velocidade. Se eles se deslocassem em linha reta, os menores e mais rápidos logo deixariam para trás os mais pesados e mais lentos, mas como se movem em círculos, eles cruzam um ponto de observação repetidas vezes. Se tal ponto fosse central e estacionário, esse constante movimento para a frente dos Planetas, em suas respectivas órbitas, seria perceptível a todos os observadores, mas essa é a questão, não há ponto estacionário; toda partícula de Júpiter, o gigante do nosso Sistema Solar, à menor partícula de “poeira”, se move incessantemente em torno de um centro comum e, por conseguinte, às vezes um Planeta se desloca quase transversalmente ao curso de outro corpo em movimento, e isso fica parecendo, por algum tempo, que ele fica parado em sua órbita. Os astrônomos dizem que tal Planeta está Estacionário. Outras vezes, esse movimento oblíquo dos Planetas, em relação à posição da Terra em sua órbita, os faz parecer se moverem para trás no Zodíaco, e a esse movimento chamamos Retrógrado. Nas Efemérides vemos um símbolo parecendo com um “R” maiúsculo na linha do dia em que o Planeta começa, aparentemente, a retroceder, e essa retrogradação continua até onde se encontra um “D” maiúsculo, o qual indica que volta a se observar o movimento do Planeta para a frente.

Embora esse movimento retrógrado de um Planeta seja apenas aparente, ele tem um efeito muito real no que tange à influência exercida por tal Planeta, pois é o ângulo do seu raio que determina a influência de um Planeta. Os Planetas são focos que transmitem e intensificam as propriedades das estrelas fixas, de tal maneira que nos afetam em um grau muito maior do que quando não se acham focalizados sobre o ponto de observação, o lugar do nascimento.

Vamos supor que no momento do nascimento de uma criança observamos Saturno e por detrás dele, diretamente em linha com o nosso ponto de observação, vemos a estrela fixa Antares, que se acha próxima aos 8 graus de Sagitário; a criança então está propensa a sofrer afecções nos olhos, as quais são suficientemente graves mesmo que o Planeta se mova “direto” em sua órbita, como geralmente acontece, pois então Antares sairá de foco gradativamente, e Saturno não voltará a formar a Conjunção adversa com Antares antes de completar sua revolução em torno do Sol (que leva cerca de 29 anos). Se, por outro lado, vemos que no dia seguinte ao nascimento Saturno retrograda um pouco e ainda mais no dia seguinte, e desse modo por uma ou duas semanas, então também nesse caso Antares sai fora de foco, mas há essa diferença importante, que em vez de demorar 29 anos para formar a Conjunção adversa seguinte, Saturno pode voltar a ficar “direto”, e forma a segunda Conjunção adversa com Antares, dentro de poucas semanas após o nascimento, e essa repetição do raio adverso pode agravar o defeito inato a tal ponto que a criança poderá se tornar cega. Assim, nós reiteramos que, mesmo sendo apenas aparente, o movimento retrógrado de um Planeta exerce uma influência muito real sobre os interesses humanos.


[1] N.T.: Também chamado de “aplicar” ou “aplicativo”; ou seja: Quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele se aplica a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro.

[2] N.T.:

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[3] N.T.: essa letra pode ser substituída por um símbolo:  M

…Em Publicação


Revolução Orbital:

É a revolução de um Planeta em sua órbita ao redor do Sol. Os Planetas orbitam em torno do Sol[1] em variadas taxas de velocidades, os Planetas menores, que são os mais próximos do Sol, movem-se muito mais rapidamente do que os maiores que, além disso, descrevem círculos mais amplos.

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__________

[1] N.T.: O período orbital (também conhecido como período de revolução) é o tempo que um determinado objeto astronômico leva para completar uma órbita em torno de outro objeto e se aplica em astronomia geralmente a Planetas ou asteroides orbitando o Sol, para o nosso Sistema Solar. Depois de 1930, consideremos Plutão que faz um período orbital em torno do Sol de 248 anos.

Senhor:

Diz-se que um Astro é “Senhor” dos Signos que rege, como por exemplo: Marte é o “Senhor” de Áries e de Escorpião; Vênus é a “Senhora” de Touro e Libra. A Tabela abaixo mostra os “Senhores” de cada Signo:

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Separação:

Quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) que formava um Aspecto com outro se move para a frente e, assim, vai desfazendo esse Aspecto, diz-se que está se separando daquele Aspecto.

Note que é o oposto de Recorrer[3] que é quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele recorre a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro.

Sextil:

Quando dois Astros estão a 60 graus de separação um do outro se diz que estão em Sextil, e o termo se deve a que 60 graus constituem uma sexta parte do círculo que tem 360 graus. É considerado um Aspecto benéfico.

Significador:

Os Astros (Sol, Lua e Planetas), o Ascendente, o Meio-do-Céu, a Parte da Fortuna (ou Roda da Fortuna), a Cabeça e a Cauda do Dragão são chamados “Significadores”. Isso porque suas posições e seus Aspectos no horóscopo têm uma certa significância em relação com os assuntos da vida.

Signos:

Os Signos do Zodíaco são divisões dos céus, a partir do Equinócio de Março. Assim, os primeiros 30 graus são chamados Áries, os seguintes 30 graus Touro, depois Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Como dissemos, esses Signos são medidos a partir do Equinócio de Março, um ponto variável, e não devem ser confundidos com as doze constelações de estrelas fixas do mesmo nome, tampouco devem ser confundidos com as doze Casas do horóscopo, as quais são divisões da Terra. (Veja os verbetes: “Zodíaco Intelectual” e “Casas”).

Signos de Água:

São assim chamados os Signos de: Câncer, Escorpião e Peixes. A água é o Solvente Universal e o Coagulante Universal no laboratório alquímico da Natureza.

Relembremos como o Sol da Vida, o Ego, atravessa as águas do parto nos três estágios simbolizados pelos Signos de Água: Câncer, o primeiro dos Signos de Água, era representado como um escaravelho (besouro) entre os antigos Egípcios, que era o emblema deles da alma, e os ocultistas sabem que o Átomo-semente do Corpo é implantado[4] quando o Sol da Vida (o Ego) está em Câncer, a esfera da Lua, o Astro da fecundação. Quatro meses depois, quando o Sol da Vida passa pelo segundo Signos de Água, Escorpião, que está sob a regência de Marte, o Planeta da paixão e da emoção, o Cordão Prateado está vinculado, ligando o Corpo de Desejos aos veículos inferiores[5], e temos a ‘vivificação’ quando o feto principia a mostrar vida senciente. A essa altura, o Ego já dissolveu os corpúsculos sanguíneos nucleados através dos quais a vida da mãe já se manifestou naquele organismo crescente, e então pode começar a funcionar no fluido vital e manifestar sinais de vida separada no Corpo até que o Sol da Vida tenha completado o ciclo de vida dele e, novamente, alcance a mística Oitava Casa. Oito meses depois que o Átomo-semente foi introduzido naquele ambiente apropriado, o Sol da Vida, o Espírito, entra em Peixes, o último dos Signos de Água do Zodíaco místico, o qual está sob o expansivo e benéfico raio de Júpiter. Sob essa benévola influência, as águas do parto se avolumam e rompem as paredes distendidas do útero, quando se completam, mais ou menos, os nove meses de gestação, lançando a alma recém-nascida no Oceano da Vida ao primeiro ponto de Áries, onde é aquecida e animada pela combinação dos raios de Marte, como Regente do Signo de Áries, e do Sol no Signo de Áries, onde o Sol está em Exaltação. Assim, ele é preparado para a batalha da existência pelo energético deus da guerra, e sua fonte de vida, seja ela grande ou pequena, é totalmente preenchida pelo Sol, do grande reservatório cósmico de energia vital.

Quando o Sol está no ponto máximo de sua declinação, no Signo psíquico de Água Câncer, denominado pelos antigos sacerdotes egípcios de a esfera da alma à espera de renascimento, ele está de fato no Trono do Pai, a Fonte da Vida. Ali ele extrai dessa fonte inexaurível novos suprimentos do elixir de vida para o próximo ano, começando imediatamente sua descida para trazer o tesouro ao mundo que o espera.

Mas para isso, ele deve atravessar primeiro o fogo do Signo que rege, Leão, e misturar o fogo com a água. Toda a vida manifestada depende do sucesso dessa façanha alquímica.

Em outubro, o Sol entra no segundo Signo de Água, Escorpião, onde os energéticos Espíritos Luciféricos de Marte se esforçam para amalgamar os dois elementos antagônicos, mas sem sucesso completo, pois o fogo da paixão e as águas da emoção fervilham, borbulham e espumam em guerra e conflito. Assim, a essência pura da vida recebida do nosso Pai Celestial se torna contaminada pela paixão ao ser arrastada pela influência de Escorpião, e para compensar essa contaminação ela é banhada no fogo da aspiração, quando o Sol alcança o Signo de Fogo Sagitário, pelo Natal.

Em março, a passagem do Sol pelo último dos Signos de Água,

Peixes, eleva a seiva das árvores e infla as sementes e os botões das flores, com o raio expansivo de Júpiter, até que estejam prontos para irromperem e desabrocharem, e quando o Sol da Vida entra em Exaltação de poder no Signo de Fogo Áries, ele emite o fiat criador, e toda a natureza irrompe em glorioso esplendor. A Chama da Vida Divina, germinada e gestada no ventre aquoso da Natureza, manifesta-se no mundo.

Signos de Ar:

São chamados Signos de Ar os Signos de: Gêmeos, Libra e Aquário. As influências deles são, sobretudo, mentais e intelectuais.

Signos Cardeais ou Cardinais:

Áries, o Signo oriental em que o Sol entra no Equinócio de Março; Câncer, onde o Sol atinge seu mais alto grau de Declinação Norte, no Solstício de Junho; Libra, o Signo ocidental onde o Sol entra na Declinação Sul, no Equinócio de Setembro; e Capricórnio, onde o Sol atinge a sua menor Declinação Sul, no Solstício de Dezembro.

Os Signos Cardeais são fomentadores, impulsionando a atividade em tudo o que é realizado sob as influências deles.

Signos Comuns:

São os Signos de: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes. Estes Signos são flexíveis e vacilantes por natureza.

Signos de Corpos Duplos:

São assim chamados os Signos de: Gêmeos, Sagitário e Peixes. Assim chamados porque no Zodíaco pictórico Gêmeos é representado por um par de gêmeos, Sagitário por um Centauro (parte homem e parte cavalo) e Peixes é representado por dois peixes. Eles são de natureza dupla, vacilante, e é fato notório que os acontecimentos nas vidas das pessoas influenciadas preponderantemente por esses Signos se repetem. Essas pessoas tendem a se casarem várias vezes, as desgraças para elas nunca chegam sozinhas, mas as possibilidades de êxito também se repetem.

Signos de Fogo:

São os Signos de: Áries, Leão e Sagitário.

Signos de Terra:

São os Signos de: Touro, Virgem e Capricórnio.

Signos do Sul ou Meridionais:

Os Signos de: Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes são chamados Signos de Sul, porque quando o Sol transita por eles, eles se encontram ao sul do Equador celeste e, como um resultado, quem vive no Hemisfério Norte está na estação do inverno.

Signos Estéreis ou Infrutíferos:

São os Signos de: Gêmeos, Leão e Virgem.

Signos Femininos:

Os Signos femininos compreendem os seis Signos de números pares: Touro, o segundo Signo; Câncer, o quarto Signo, etc. Isso inclui os Signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) e os Signos de Água (Câncer, Escorpião e Peixes). Terra e Água são os dois atributos da “Mãe” Natureza. Com eles, ela é capaz de gerar, e por isso, os Signos que têm afinidade com esses elementos essenciais podem muito bem ser chamados “femininos”. Mesmo Virgem, essencialmente estéril, é talvez o mais importante dos Signos femininos, pois quando o Sol o cruza em setembro, a onda espiritual de vida rejuvenescente começa sua descida à Terra, onde se concentra no Natal para então começar a irradiar a vida germinal que brota e floresce na Páscoa.

Signos Férteis ou Frutíferos:

Câncer, Escorpião e Peixes, Signos que compreendem a Triplicidade da Água, são os veículos particulares da função fertilizante na Natureza. Quando a Lua está em algum desses Signos, ela despeja em especial prodigalidade a Água da Vida, o princípio fecundante, e é uma questão de observação: as sementes plantadas quando a Lua está nesses Signos frutificam mais abundantemente do que quando plantadas em condições menos favoráveis.

Signos Fixos:

Touro, Escorpião, Leão e Aquário são chamados de Signos “Fixos” porque, quando estão nos ângulos de um horóscopo e com muitos Astros neles, tendem a tornar a pessoa muito determinada e lhe proporcionam uma perseverança incomum, de modo que essa pessoa quase sempre pode conseguir fazer o que se propuser, desde que humanamente possível.

Signos Masculinos:

Áries, Gêmeos, Leão, Libra, Sagitário e Aquário são considerados Signos Masculinos. Tais Signos constituem a Triplicidade do Fogo (Áries, Leão e Sagitário) e a Triplicidade do Ar (Gêmeos, Libra e Aquário). Os Signos femininos constituem as Triplicidades da Terra e a Triplicidade da Água.

A Terra e Água são negativas e inertes, mas são influenciadas pelos elementos positivos. Os ventos agitam as águas dos oceanos e os fogos vulcânicos sacodem a Terra. Por isso, os Signos de Fogo e Signos de Ar são chamados masculinos (Veja o verbete: “Signos Femininos”).

Signos Móveis:

São os Signos: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio (Veja o verbete: “Signos Cardeais ou Cardinais”).

Signos do Norte ou Setentrionais: São os Signos de: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. São assim chamados porque o Sol está neles quando ele está acima da linha do Equador, durante os meses de março, abril, maio


[1] N.T.: Conhecido como movimento de translação em torno do Sol.

[2] N.T.: O período orbital (também conhecido como período de revolução) é o tempo que um determinado objeto astronômico leva para completar uma órbita em torno de outro objeto e se aplica em astronomia geralmente a Planetas ou asteroides orbitando o Sol, para o nosso Sistema Solar. Depois de 1930, consideremos Plutão que faz um período orbital em torno do Sol de 248 anos.

[3] N.T.: Também chamado de “aplicar” ou “aplicativo”; ou seja: Quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele se aplica a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro.

[4] N.T.: O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na cabeça do espermatozoide do papai que irá fecundar o óvulo e o Átomo-semente do Corpo Vital é colocado no útero da futura mamãe.

[5] N.T.: Corpo Denso e Corpo Vital.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.16

Símbolos:

Nos símbolos dos Astros é bom notar que eles são constituídos de um círculo, de um semicírculo e de uma cruz, agrupados de maneiras diferentes.

image-7 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

O círculo é o símbolo do Espírito, o semicírculo é o símbolo da Alma e a cruz representa a Matéria (o Corpo). Deste modo, os elementos da constituição humana – Espírito, Alma e Corpo – estão contidos nas partes componentes dos símbolos Astrais para mostrar ao Místico sua missão relativa à Humanidade. Essas partes simbólicas são agrupadas de diversas maneiras para indicar a natureza do Astro que elas representam e sua função na Grande Escola da Vida, escola em que Deus nos coloca sob a tutela dos Espíritos Planetários, que se esforçam para nos educar na Sabedoria Divina.

O Sol, conforme indica o seu símbolo, é o centro de todas as faculdades espirituais, a fonte de toda vida.

O símbolo da Lua é um semicírculo, mostrando que já completamos o arco da Involução[1], onde nossos Corpos foram construídos, e que agora a essência da experiência extraída desses veículos precisa ser transmutada em qualidades espirituais pela alquimia do crescimento anímico, de modo que possamos galgar o arco da Evolução[2].

O símbolo de Marte é a cruz acima do círculo, mostrando o ser humano não regenerado, em que a cruz da Personalidade[3] se sobrepõe ao círculo do Espírito. Contudo, ao subjugar a natureza superior, o caráter marciano gera a guerra e o conflito, durante os quais o ser humano necessariamente sofre, mesmo quando sai vitorioso. Assim, por meio das rejeições de uma maneira abrupta ou não suave, a natureza é suavizada gradualmente.

Vênus: quando a natureza marciana já tiver sofrido suficientemente, o círculo do Espírito se sobrepõe, gradualmente, à cruz da Personalidade e, então se torna o símbolo de Vênus, o Planeta do amor.

Saturno e Júpiter têm símbolos que são similarmente indicativos da maneira pela qual o crescimento anímico é fomentado. No símbolo de Saturno, a cruz da Personalidade está exaltada acima da marca da Alma, o semicírculo. O crescimento anímico é alcançado pelo serviço amoroso e desinteressado, mas o símbolo de Saturno mostra claramente que a pessoa sob sua regência está mais disposta a ser servida do que a servir, sendo egoísta e obstruindo o bem comum. Naturalmente, os outros se ressentem desse traço de caráter e, portanto, Saturno traz sofrimento e angústias profundas, dificuldades, apreensões e desapontamentos, tudo para nos ensinar que nunca poderemos realmente servir a nós mesmos pelo egoísmo, mas somente pelo sacrifício. 

Júpiter: quando através de muito sofrimento e angústia profunda, compreendemos gradualmente que o egoísmo é como uma casca que envolve a Alma e nos isola dos outros, e começamos lentamente a cultivar a qualidade da benevolência e, aos poucos o semicírculo da Alma se eleva acima da cruz da matéria e se torna o símbolo de Júpiter, o filantropo e amigo do ser humano. E, então, significa alguém que ama a todos, alguém que é igualmente favorito dos deuses e dos seres humanos.

Mercúrio: embora sendo o menor no Reino de Deus, o Sistema Solar, não obstante Mercúrio é da maior importância em virtude de sua influência sobre o Corpo, a Alma e o Espírito, o que é mostrado no fato de que seu símbolo contém todas as partes componentes do simbolismo Astral, ou seja, o círculo, o semicírculo e a cruz. Isso é assim porque na Mente todos em conjunto estão ligados num único organismo físico espiritual chamado ser humano Sem Mercúrio isso não seria possível.

Mercúrio, contudo, é neutro, e depende de um Ego interno, representado pelo círculo colocado no centro, quer esse Ego use seus atributos divinos de escolha e livre arbítrio para aspirar os céus, em busca do crescimento anímico, simbolizado pelo emblema da Alma, o semicírculo, colocado acima do círculo do Espírito, ou se ele se curvará à cruz da Personalidade debaixo do círculo e se afundará no lamaçal do mundanismo. Nenhuma criatura tem tantas possibilidades divinas quanto o ser humano, nenhuma pode aspirar mais ao mais elevado e, inversamente, nenhuma pode cair tão baixo. Essa luta entre as naturezas superior e inferior pela supremacia, simbolizada pelo semicírculo e pela cruz, colocados acima e abaixo do círculo no símbolo de Mercúrio, foi muito bem interpretada por Goethe nos versos do seu imortal “Fausto”, onde o herói diz:

Tu, por um único impulso, foste possuído,

permaneces inconsciente do outro.

Duas almas, infelizmente, residem em meu peito,

e lutam ali por um reinado indivisível.

Uma se lança à Terra, com desejo apaixonado,

e seus órgãos ainda se apegam a ela,

a outra aspira acima das névoas,

com ardor sagrado a esferas mais puras”.

Sistema Geocêntrico de Astrologia:

Quando Copérnico provou que a Terra e os outros Planetas giravam em torno do Sol, escarnecedores e céticos disseram que ele havia desacreditado o sistema da Astrologia, que considera a Terra como o centro em torno do qual o Sol, à Lua e os Planetas orbitam. Essa é uma ideia errada, que talvez possa ser demonstrada por uma ilustração. Continuamos a dizer que o Sol nasce, mesmo sabendo que é a Terra que se move, enquanto o Sol permanece estacionário; mas quer o Sol se mova em círculo ao redor da Terra, iluminando a seu tempo cada parte da sua superfície, quer a Terra gire em seu eixo e, assim, exponha uma após a outra suas partes aos raios do Sol estacionário, o efeito sobre a Terra é o mesmo, ou seja, recebemos a luz do Sol durante parte das vinte e quatro horas. Similarmente como ocorre com os outros Planetas, a Astrologia interpreta seus efeitos quando se encontram em determinadas posições em relação à Terra, independentemente de como chegaram lá. Além disso, é muito mais conveniente falar do ponto de vista geocêntrico e dizer: “O Sol nasce às seis”, do que dizer: “a rotação axial da Terra nos alinhará com os raios solares amanhã às seis horas”. Até mesmo o mais arrogante crítico contra a assim chamada falácia geocêntrica, provavelmente, se recusaria a aceitar seu próprio remédio desse modo.


[1] N.T.: É a primeira parte desse Esquema de Evolução, quando os Espíritos Virginais, descem até à matéria, por meio da cristalização dos nossos veículos (que se transformam em Corpos). O período de tempo dedicado à aquisição da autoconsciência, de si mesmo e à construção dos veículos através dos quais o espírito do ser humano se manifesta é denominado Involução. É a parte onde obtemos e construímos, inconscientemente e sob a orientação das Hierarquias Criadoras, os nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente). Vai desde o início do Período de Saturno até a metade do Período Terrestre. Durante os Períodos Saturno, Solar e Lunar, e na última metade do atual Período Terrestre, os Espíritos Virginais construíram inconscientemente seus diferentes veículos sob a direção de Seres exaltados que guiaram seu Progresso e os despertaram gradativamente até adquirirem seu atual estado de consciência de vigília. Este período é denominado “Involução”.

[2] N.T.: Dentro de um Esquema de Evolução é a parte durante o qual nós desenvolvemos nossa própria consciência até alcançar o nível de onisciência divina. É a segunda parte desse Esquema de Evolução. Quando os Espíritos Virginais, se libertam da matéria, por meio da espiritualização dos Corpos e conversão deles em Almas. É a parte onde aperfeiçoamos nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente).

Desde os tempos atuais, até o final do Período de Vulcano, os Espíritos Virginais, que agora formam a nossa humanidade, aperfeiçoarão seus veículos e expandirão sua consciência para os cinco Mundos por seus próprios esforços. Este período é chamado de “Evolução”.

[3] N.T.: É a imagem refletida do Espírito, e a Mente é o espelho ou foco. Compõe-se do Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso.

No nosso estado atual de desenvolvimento, o Corpo de Desejos dirige a Personalidade muito mais do que nós, o Espírito.

Criamos uma Personalidade a cada novo renascimento aqui. A “persona”, o conjunto enganoso, provisório e em constante mudança formado pelas nossas sensações, emoções, sentimentos e modo de pensar. São os laços de sangue, as tradições, os elos do mundo, essas coisas mais fortes que algemas de aço, tudo a que o Cristo simbolicamente chamava de “o reino dos mortos”. A Personalidade é a nossa expressão aqui, de baixo para cima, o “homem invertido”, os valores instintivos, colorindo desordenadamente nosso modo de ser; é o amordaçamento de nós, o Espírito, e o nosso condicionamento às conveniências instintivas.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A importância das Glândulas Pineal e Pituitária para o Estudante Rosacruz

A Glândula Pineal e o Corpo Pituitário são dois órgãos que não tiveram de sofrer mudanças extensivas até o presente estágio.

A Glândula Pineal da pessoa sensual, que dissipa seus fluidos vitais, é muito pequena, enquanto que na criança e no adulto que leva uma vida pura e limpa, esse órgão é grande.

Para o Estudante Rosacruz, o desenvolvimento espiritual passa pelo funcionamento dessas duas Glândulas, resultado de um persistente, fiel e constante Treinamento Esotérico.

Esse livro você pode:

  1. Ler no próprio site
  2. Fazer Download do Livro em formato Digital
  3. Escutar o Livro em forma de Audio-book
  4. Ou “Assistir” esse Livro em forma de Video-book

Veja mais detalhes aqui: As Glândulas Endócrinas Pineal e Pituitária: a história, como funcionam, para que servem e o desenvolvimento espiritual

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

Todos nós estamos percorrendo o “Ciclo de Vida e Morte”, vivendo parte do tempo no Mundo visível (Região Química do Mundo Físico) e parte nos Mundos invisíveis (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento).

Ouvimos, muitas vezes, alguém dizer após ouvir esta doutrina pela primeira vez: “Oh! Mas eu não quero voltar”. Tal protesto parte só do cansado e extenuado Corpo Denso como consequência de uma vida árdua. Contudo, tão logo as experiências desta vida tenham sido assimiladas nos céus, a Lei de Consequência ou a Lei de Causa e Efeito e o desejo de novos conhecimentos atraem o Ego de volta à Terra, do mesmo modo que um ímã atrai uma agulha. Então, o Ego começa outra vez a contemplar seu renascimento.

Aqui, novamente a Lei de Consequência é o fator determinante: o novo nascimento está condicionado pelas nossas vidas passadas. Tendo vivido muitas vidas, é evidente que tenhamos conhecido muitas e diferentes pessoas, ligando-nos a elas nas mais variadas relações, afetando-as para o bem ou para o mal ou sendo assim por elas afetados. Causas foram então geradas entre elas e nós, e assim muitas dívidas – impossíveis de serem logo liquidadas por um ou outro motivo – ficaram pendentes.

1. Para fazer download ou imprimir:

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Introdução – C.1- Nossa Estada no Segundo Céu

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.2- Nossa Estada no Terceiro Céu

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.3- Preparativos para o Renascimento

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.4- A Entrada no Corpo Materno

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.5- O Nascimento de um Corpo Denso (Físico)

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.6- O Nascimento de um Corpo Vital

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.7- O Nascimento de um Corpo de Desejos

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.8- O Nascimento de uma Mente

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.9- Dos 21 aos 28 anos

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.10- Dos 28 aos 35 anos

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.11- Dos 35 aos 42 anos

Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez – Por Um Estudante – Fraternidade Rosacruz – C.12- Dos 42 aos 49 anos

2. Para estudar no próprio site:

Nosso Trabalho para Renascer Aqui mais uma vez

Por um Estudante

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Editado e Revisado

pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

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INTRODUÇÃO

Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que todos nós estamos inseridos no Ciclo de Nascimentos e Mortes durante esse Esquema de Evolução, pelo menos durante esse momento evolutivo, entorno do ponto chamado Nadir da Materialidade.

E esse Ciclo é que nos leva a: morte aqui, no Mundo visível, então nascimento lá, nos Mundos invisíveis; assim como: morte lá, nos Mundos invisíveis, nascimento aqui no Mundo visível.

Assim, da mesma forma que temos uma “Ciência do Nascimento” aqui, deveríamos ter uma “Ciência da Morte” aqui.

Nesse livreto, vamos ver um Ciclo completo que cada um de nós fazemos, saibamos ou não. Que isso nos ajude a aprender com os mínimos detalhes, a fim de que possamos compreender cada fase e, assim, aproveitar para vivenciá-la transformando cada evento em um alimento para a nossa Alma, o que resultará no Crescimento Anímico de cada um de nós.

Aprendemos, também, que aqueles que seguem a Cristo e alcançam, por mérito e prática dos Ensinamentos Cristão, o mais elevado objetivo proposto se libertam do ciclo de nascimentos mortais aqui; eles estão livres do Ciclo de Nascimentos e Mortes. “Não saem mais”.

Isso significa que tais seres humanos não tem mais lições a aprender aqui, as “dívidas do destino” estão pagas e todos os vínculos terrestres deles são desfeitos. Tais seres humanos são conhecidos como Seres Compassivos, os Irmãos Maiores da Onda de Vida humana que não mais necessitam de lições terrestres.

Eles estão livres para passar para uma existência gloriosa. Entretanto, esses grandes Seres podem retornar, por livre vontade, e em obediência ao preceito de que aquele que ama deve servir melhor, frequentemente eles desistem dessas oportunidades bem-aventuradas daquele plano divino, para servir os seres humanos menos evoluídos que estão, ainda, lutando nas labutas com seus próprios destinos maduros. Humildade, obediência e serviço são as notas chaves de suas vidas.

Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil

NOSSA ESTADA NO SEGUNDO CÉU

Tudo que agora vivemos, todo ambiente em nosso redor, todas as pessoas que nos cercam, todas as nossas idiossincrasias, boa parte de tudo que nos acontece foi previamente escolhido e construído antes de habitarmos esses Corpos atuais. Antes, mesmo, de construir esses Corpos!

Tudo começa no Segundo Céu, que se encontra na Região do Pensamento Concreto – ou Região Concreta do Mundo do Pensamento, a Região do Mundo do Pensamento onde existem os Arquétipos, ou modelos viventes – de tudo aquilo que existe no nosso Planeta Terra.

Mas o que é um Arquétipo? É o produto do trabalho de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes. Esses seres se chamam Forças Arquetípicas. E o seu lar é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto no Mundo do Pensamento. Tal Arquétipo é um molde oco vibratório que emite um som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria.

Podemos ter uma ligeira ideia se fizermos a seguinte experiência: tomemos uma placa de vidro. Coloquemos um pouco de areia em cima dessa placa. Passemos um arco de violino na borda dessa placa de vidro. As vibrações formam figuras geométricas que se formam quando o som muda.

Portanto, um Arquétipo não é um modelo de uma forma física que vemos em torno de nós. Ele é que modela a forma a sua própria imagem. E dá a essa forma um tom, sua nota-chave, que vibra sempre, enquanto o Arquétipo existir. Quando essa nota-chave cessa de vibrar, o Arquétipo deixa de existir e a forma morre. Portanto, todas as formas que agora aqui existem foram criadas primeiro o Arquétipo. E, se essas formas ainda existem é porque o Arquétipo vibra, cada um com a nota-chave própria e exclusiva de cada forma.

De tudo que falamos, se deduz, logicamente, que o material que é formado no Segundo Céu é mental. E, como o Mundo Mental – ou Mundo do Pensamento – compenetra todo nosso Planeta desde o centro até além da atmosfera, estendendo no espaço do Mundo Físico e do Mundo do Desejo, o Segundo Céu também o faz.

Com isso, os Egos que nele se encontram podem nos visitar. Entretanto, as condições e pensamentos gerados por nós aqui obstruem o trabalho deles e, também, a evolução deles, por isso tais Egos preferem ficar na região externa do Segundo Céu, onde as egoístas correntes mentais geradas por nós não os atingem, devido a qualidade inferior de matéria mental que são formados.

Todos nós passamos pelo Segundo Céu. Isso ocorre após morrermos aqui. Antes de chegarmos lá, já descartamos o Corpo Denso da presente vida, o Corpo Vital e, também, o atual Corpo de Desejos.

Portanto, entramos no Segundo Céu apenas com os Átomos-sementes do Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, que formarão a base, ou o núcleo, dos nossos próximos Corpos nas nossas próximas vidas aqui. Ainda possuímos a Mente, da última vida finda aqui.

E é com esse veículo – a Mente – que funcionamos no Segundo Céu. Neste ponto, iniciamos nossa atividade criadora. Ela será tão criadora quanto foram nossas aspirações mentais durante a última existência aqui na Terra. E não poderia ser de outra forma.

Estamos destinados a nos transformar em Inteligências Criadoras. Somos filhos de Deus, criador de tudo que existe, Deus do nosso Sistema Solar.

Então, temos que nos tornar especialistas em construções mentais, também. Do mesmo modo que os Anjos são especialistas em matéria Etérica e os Arcanjos em matéria de Desejos. Portanto: criamos esses Arquétipos no Segundo Céu e experimentamos sua eficiência durante a nossa existência terrestre, aqui na Região Química do Mundo Físico.

Desde que deixamos o Mundo dos Espíritos Virginais – antes do início do Período de Saturno – para iniciarmos o processo de construção de veículos para a nossa expressão como Ego, o Segundo Céu tornou-se nosso verdadeiro lar. Aqui permanecemos durante séculos!

Vejamos, agora, o que produzimos lá: a matéria que utilizamos para executar o nosso trabalho no Segundo Céu é o som, assim como a matéria química é o instrumento que utilizamos enquanto renascidos aqui na Terra. Mas o som do Segundo Céu não é como o som disponível aqui quando renascidos. O som do Segundo Céu possui frequência – ou vibrações por segundo – muito acima do que estamos acostumados. E essa vibração harmoniosa e sonora nos ajuda na mais intensa e importante atividade, preparando-nos para a nossa próxima vida.

E lembram-se, daquela classe de seres compostos de inteligência de graus muito diferentes e que se chamam Forças Arquetípicas?

Então, quando estamos no Segundo Céu, fazemos parte dessas Forças Arquetípicas. E não deveria ser de outra forma já que estamos destinados a nos converter em uma grande Inteligência Criadora, em algum tempo futuro, e se não houvesse ambiente onde pudéssemos, gradualmente, aprender a criar, não seria possível nos adiantarmos, porque nada na Natureza – que é Deus em manifestação – é feito repentinamente.

Tais Inteligências Criadoras dirigem os Arquétipos, ou os modelos vivos de tudo que existe no nosso Planeta Terra: os continentes, as ilhas, a fauna, a flora, as terras, o clima, o ar, os Éteres e, ainda: os desejos, os sentimentos e as emoções.

Enquanto os Arquétipos não são modificados, também não há modificação aqui no Planeta Terra, que é reflexo do Mundo do Pensamento. Assim, preparamos o nosso próximo ambiente, as condições terrestres para a nossa existência física, o próximo passo no caminho do progresso, ou seja: modificamos e transformamos o Planeta Terra.

Mas essa realização ocorre obedecendo o grau de aspirações e uso de materiais mentais que empregamos em nossa última vida objetiva na Terra. Sob a Lei de Causa e Efeito, que observamos em todos os Reinos, colhemos na nossa existência nos Mundos Superiores – como por exemplo, no Segundo Céu exatamente o que semeamos aqui no Planeta Terra e vice-versa.

Se somos ativos durante a nossa existência objetiva, se trabalhamos para melhorar o ambiente e as condições que vivemos, construímos, nesse Segundo Céu, uma terra melhor, fértil, cheia de recursos onde poderemos obter maiores frutos com menor trabalho.

Se, ao contrário, perdemos o nosso tempo durante essa existência, passando os nossos dias sonhando ou discutindo condições metafísicas, descuidando das nossas condições materiais, continuaremos isso no Segundo Céu e, consequentemente, negligenciando nosso trabalho para o futuro, construiremos uma terra árida e estéril, difícil de se sobreviver.

Assim, como aprendemos quando estudamos o livro Conceito Rosacruz do Cosmos: “O mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente temos feito e, será tal qual o fizermos”. Assim crescemos lenta, mas persistentemente e, avançamos continuamente.

Além de aprendermos a alterar o nosso Planeta Terra, também nos ocupamos em aprender a construir um Corpo que tenha os melhores meios de expressão. Não só os nossos próximos Corpos, mas também os dos outros. Portanto, o que chamamos de mortos são realmente os que nos ajudam a viver aqui na Terra. E, assim, aprendemos conscientemente a construir: o nosso Corpo Denso, o nosso Corpo Vital, o nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, bem como todos os outros Corpos dos outros. Obviamente que no Segundo Céu construiremos o Arquétipo de cada um desses Corpos pois, lá, lidamos somente com a matéria mental.

Cada Arquétipo de cada Corpo tem uma “nota-chave”, um som característico que o distingue de qualquer outro, que cria e mantém o Arquétipo e, consequentemente, o Corpo. É o seu tom. Assim, todas as formas em torno de nós são figuras cristalizadas dos sons produzidos pelas forças dos Arquétipos do Segundo Céu. Quando essa “nota-chave” cessa, o Corpo morre, a força desaparece.

Agora, podemos entender o porquê: “ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir”. E isso porque construímos todos os nossos Corpos sobre os nossos Átomos-sementes que nos dá a base para essa construção.

Além disso nada melhor para avaliar uma ferramenta senão utilizando-a! Desta maneira, utilizando os Corpos que construímos percebemos os defeitos e aprendemos a corrigi-los.

Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros a construir cada um dos nossos Corpos apropriados à nossa manifestação objetiva aqui no Mundo Físico, estamos quase prontos a entrar no Terceiro Céu em nosso trabalho para renascer mais uma vez aqui!

NOSSA ESTADA NO TERCEIRO CÉU

Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado os Arquétipos que constituirão a aparência futura do Planeta Terra, a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir um Corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico, estamos quase preparados para entrar no Terceiro Céu.

O Terceiro Céu se situa na Região Abstrata do Mundo do Pensamento – ou Região do Pensamento Abstrato. Essa Região é o local mais elevado que atingimos a cada Ciclo de Vida e Morte, no nosso atual estado de desenvolvimento, ou seja: aqui é o local que trabalhamos com a matéria mais sutil que somos capazes de lidar, no nosso presente estágio de desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.

E que matéria que é esta? Matéria Mental Abstrata. Nessa Região é que surgem as nossas Ideias.

Tais Ideias são apenas pensamentos embrionários. Concebidas por uma Mente sã, se tornam pensamentos racionais e servem de base a todo o progresso material, moral e mental. Nesta Região, a Verdade não está obscurecida pela Matéria; ela é evidente por si mesma.

Daqui mergulhamos novamente para Mundos de Matérias mais densas.

Entramos no Terceiro Céu após abandonarmos os Corpos: Denso ao morrer; o Vital, logo em seguida; o de Desejos ao deixarmos o Purgatório e o Primeiro Céu; e, por último, a Mente ao deixarmos o Segundo Céu e entrarmos no Terceiro Céu.

Basicamente nosso trabalho no Terceiro Céu se resume a duas etapas bem definidas:

  1. Incorporarmos em nós mesmos – absorvendo em nós – a essência da Mente, de como pensar retamente, ou seja, a retidão do pensamento e a essência de como sentir retamente, isto é, a retidão do sentimento, que formarão base para as nossas ações futuras, tanto no pensar como no sentir;
  2. Prepararmos um novo nascimento ou existência objetiva, provocado pela nossa vontade incorruptível de adquirirmos novas experiências e de retirar, mais eficientemente, a quintessência do nosso trabalho em nossos Corpos, que se traduz como crescimento anímico ou crescimento das nossas almas.

Entramos no Terceiro Céu sem nenhum dos nossos veículos. Destes, só possuímos seus Átomos-sementes. Em outras palavras, subsistimos em um estado isento de nossa Personalidade (o “eu inferior”) e permanecemos em estado de Espírito puro.

Permanecemos por algum tempo neste Terceiro Céu, que é um verdadeiro reservatório espiritual de força. Aqui fortificamo-nos para o próximo renascimento nessa vida física. Infelizmente para a maioria de nós tudo isso não é tão consciente. E, como não estamos conscientes não conseguimos trazer, na próxima existência, as lições que aprendemos lá aplicando-as no nosso dia a dia. E por quê? Porque a maioria de nós não consegue pensar abstratamente e, portanto, carece de consciência no Terceiro Céu.

O modo pelo qual podemos melhor aproveitar a passagem no Terceiro Céu, e assim potencializar a aplicação das lições que lá aprendemos, durante a existência aqui na Terra, é pela dedicação de nosso tempo e esforço a pensamentos abstratos que não se relacionam com tempo ou espaço.

Pensar no “Amor”, logo o associamos a alguém. Pensar na “Verdade”, logo a associamos a alguma coisa que conhecemos.

Técnicas que podemos utilizar enquanto renascidos aqui para desenvolver o pensamento abstrato (alimentando, assim, a nossa Mente abstrata, ao invés de utilizar somente a Mente concreta): estudar nosso Esquema de Evolução; estudar Astrologia Rosacruz; ouvir músicas de cunho elevado (exemplo: clássica ou erudita) e/ou estudar Matemática.

Muitos dizem que a Matemática é árida, sem emoção. Não há sentimento quando se diz que dois mais dois são quatro. Não há emoção quando se diz que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos em um triângulo retângulo. E é nisso que está o seu valor!

Porque quando nos elevamos acima dos sentimentos, nossos “pré-conceitos” limitantes ficam para trás, e a Verdade se revela imediatamente.

Ou seja: a Verdade é evidente por si mesma e não há nenhum sentimento envolvido no assunto. Este é o motivo pelo qual Pitágoras exigia que seus discípulos estudassem matemática para entrarem em contato com os ensinamentos ocultos. Pois ele sabia o efeito edificante da matemática para elevar as Mentes acima da esfera das emoções que os teria sujeitado a percepções ilusórias, quando fossem conduzidos a Região do Pensamento Abstrato.

Como a maioria de nós ainda não alcançou o estágio de progredir por meio de linhas lógicas, práticas e sequenciais, capazes de examinar e distinguir a verdade sem prevenção, o Terceiro Céu acaba por ser um lugar de espera e de pouca produção para o aprimoramento do Ego.

Lá ficamos inconscientes – como durante o nosso sono – até a oportunidade de um novo nascimento nesse Mundo Físico.

Entretanto, aqueles que buscam aqui, durante a atual existência física, meios de aplicar as suas ideias para melhoria de vida nesse Mundo – os inventores – trazem do Terceiro Céu as ideias originais para a aplicação na próxima existência.

Já aqueles que, durante essa existência se ocuparam em descobrir como melhor utilizar seus talentos a serviço de quem precisa, amorosa e desinteressadamente – os filantropos – obtêm uma visão mais clara de como realizar seus sonhos utópicos na próxima existência.

Como estamos:

– no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;

– lá certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;

– lá “ansiosos” para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai;

– conscientemente envergonhados de si mesmo recebendo a ajuda de tantos seres ao nosso redor insistimos aqui em sermos egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes e nasce de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de:

-voltar de renascer nesse Mundo Físico;

-obter novas experiências;

– mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu, que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.

E é aí que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como os Anjos do Destino ou Anjos Relatores ou Anjos Arquivadores ou, ainda, Senhores do Destino que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência. Estamos nos aprontando para voltar!

PREPARATIVOS PARA NOVO RENASCIMENTO

Depois de termos:

-Assimilado tudo que podíamos dos aspectos morais relacionados a vida passada, durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu;

-Trabalhado sobre os Arquétipos que alterarão a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena;

-Aprendido, pelo trabalho nos Corpos dos outros a construir um Corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico durante a nossa estada no Segundo Céu.

-Depois de estarmos no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. E, com isso, estamos certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos. Estarmos lá ansiosos para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai. Estarmos conscientemente envergonhados de, mesmo recebendo a ajuda de tantos seres, insistirmos aqui em sermos: egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes, nasce de dentro do nosso íntimo a Vontade sincera e honesta de renascer; de obter novas experiências de mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.

É neste ponto que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como: os Anjos do Destino ou os Anjos Relatores, ou os Senhores do Destino ou os Anjos Arquivadores que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência.

Tais Seres estão acima de todo erro que, no nosso atual estágio de desenvolvimento, podemos cometer e nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento.

E como se dá esta escolha? Lembrem-se, no Terceiro Céu estamos:

-Sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;

-Certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;

-Ansiosos para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus;

-Conscientemente envergonhados de, mesmo recebendo a ajuda de tantos seres, insistimos aqui com o nosso egoísmo, ignorância, hipocrisia e negligência;

-Ansiosos para desenvolver as potencialidades latentes que herdamos de nosso Pai, para sermos mais úteis e efetivos no Plano Divino.

Portanto a vontade que nasce de dentro do nosso íntimo sincero e honesto de voltar a renascer nesse Mundo Físico só pode estar impregnada de fortes sentimentos de obter novas experiências, de mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições assimiladas nesses Mundos Superiores.

É por estes motivos que escolhemos “melhor vida” para ser vivida no novo renascimento. E agora? O conceito de “melhor vida” neste contexto (do ponto de vista espiritual) é muito diferente do conceito de melhor vida aqui?

Digamos que, para muitos, tais conceitos são diametralmente opostos. Com a nossa própria decisão de querer aprender mais e colaborar mais fica mais fácil escolher a próxima vida.

Afinal, já tivemos por aqui renascidos no Mundo Físico inúmeras vezes. Construímos relações; fortalecemos laços; afrouxamos outros; fugimos de algumas relações; outras completamos totalmente, através do amor, aliás, único modo de se realizar uma relação.

Enfim, temos uma teia completa e complexa de relações para escolher como nosso próximo renascimento.

Com a nossa vontade e, portanto, respeitando nosso livre arbítrio, os Anjos do Destino elaboram vários Panoramas de Vida, onde constam os principais acontecimentos que teremos que passar durante o próximo renascimento.

Mostram-nos as causas principais que poremos em movimento, desde o nascimento até a morte. Note que o Panorama de Vida nos é mostrado no sentido inverso aquele mostrado quando morremos. Por quê? Porque aqui o objetivo é nos mostrar como determinadas causas geram certos efeitos.

Com isso fechamos completamente nossa aprendizagem da Lei de Causa e Efeito: quando morremos e passamos pelo Purgatório e Primeiro Céu, o Panorama de Vida nos é apresentado desde o momento da morte até o nosso nascimento: como cada efeito foi gerado por uma determinada causa, posta em movimento por nós. Já quando estamos prestes a renascer, partindo do Terceiro Céu, o Panorama de Vida nos é apresentado desde o momento do nosso próximo nascimento até a nossa próxima morte: como cada causa, posta em movimento por nós, gera um determinado efeito.

Observe: somente as causas e acontecimentos principais, em termos de conceitos e linhas gerais nos são apresentados. Ou seja: os detalhes ou modos de expressão ocorrem por nossa conta. Ou seja, podemos colocar novas causas em movimento!

Nesse clima tão maravilhoso não é difícil olharmos o nosso Destino Maduro e querermos ser provados nele, a fim de “pagar a dívida”. Não é difícil vermos uma causa complicada ser nos apresentada e nós com grande disposição para enfrentá-la, para gerar efeitos construtivos e mostrar nossa aprendizagem.

Obviamente, que os Anjos do Destino nos orientam e nos aconselhando a escolher, comentando a nossa escolha. Mas, no final, a decisão é nossa.

Esse Panorama de Vida mostra qual a parte das nossas dívidas passadas liquidaremos e o que aprenderemos.

Estamos quase prontos para mergulhar, mais uma vez, nos Mundos inferiores e renascer aqui, com um novo Corpo Denso, um novo Corpo Vital, um novo Corpo de Desejos e uma nova Mente.

O que temos para construí-los? O Átomo-semente de cada um deles. E o que contém o Átomo-semente de cada um deles? A quintessência de tudo que aprendemos utilizando esses nossos veículos, desde quando obtivemos esses Átomos-sementes das Hierarquias Criadoras no Período de Saturno, no Período Solar, no Período Lunar e na Época Atlante do nosso atual Período Terrestre até a nossa última existência.

Vejam, então, que temos material de sobra para construir veículos que contemplem as necessidades e as características que precisaremos para essa existência recém-escolhida.

Outra coisa a se notar é que somente os nossos veículos são novos. Então, pode surgir a pergunta: e a Alma? Nascemos com Almas novas? Já que os Corpos são novos e as Almas são a quintessência do trabalho do Espírito sobre os Corpos, então as Almas não são novas. Não criamos novas Almas só porque os Corpos são novos. Lembrando que durante a nossa existência terrestre e até o descarte de cada Corpo nos Mundos superiores, após a nossa morte, nós, Egos (Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado como um Tríplice Espírito), trabalhamos sobre e no nosso Tríplice Corpo (Denso, Vital e de Desejos), através do nosso veículo Mente. Esse trabalho traz à existência a Tríplice Alma que é o produto espiritualizado dos Corpos. Assim:

– A Alma Consciente é o produto do trabalho do Espírito Divino sobre o Corpo Denso;

– A Alma Intelectual é o produto do trabalho do Espírito de Vida sobre o Corpo Vital;

– E a Alma Emocional é o produto do trabalho do Espírito Humano sobre o Corpo de Desejos.

Ou seja, cada Alma aumenta a consciência, o poder e a eficiência do Espírito no trabalho nesses Mundos Físicos, de Desejo e do Pensamento. Portanto, a Alma é a mesma. Representa o controle que nós, o Ego, teremos sobre nossos novos Corpos: quão eficientemente utilizaremos o nosso Corpo de Desejos; quanto poder teremos sobre o nosso Corpo Vital e quão consciente estaremos no nosso Corpo Denso.

Uma vez revisto isso, estamos prontos para renascer, mais uma vez, aqui!

A ENTRADA NO CORPO MATERNO

Depois de:

1-Assimilarmos tudo que podíamos da vida passada, durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu.

2-Alterarmos a aparência arquetípica do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena e aprendermos, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir Corpos para funcionarmos nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento, durante a nossa estada no Segundo Céu.

3-Permanecermos no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece a certeza do verdadeiro propósito da existência física.

4-E, lá no Terceiro Céu, compreendermos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos e para evoluirmos mais em direção à nossa meta real: “tornarmos perfeitos, como perfeito é o nosso criador, Deus.” (Mt 5:48).

5-E, ainda, depois de nascer em nosso íntimo uma vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico; de obter novas experiências; de fazer algo novo, original, criativo como colaborador consciente no Plano de nosso Deus Pai.

6-Depois de contarmos com a ajuda de grandes Seres de incomensurável Sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino ou os Anjos Relatores, ou os Senhores do Destino ou os Anjos Arquivadores, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.

E que por terem esta função, nos ajudam a escolher o melhor Panorama de Vida para a nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber:

a- sermos testados nas lições que aprendemos;

b- adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais;

7-Depois de escolhermos o sexo que nasceremos; pela Lei das Alternações, que diz que em uma vida física viemos como ser masculino e na próxima como ser feminino (isso para termos a experiência dos dois polos sexuais, durante o tempo em que o Sol transita, por Precessão dos Equinócios, num determinado Signo Zodiacal); ou modificando essa lei em virtude de circunstâncias específicas e individuais para cumprir a próxima vida que escolhemos.

Pela utilização das duas Leis Cósmicas, quais sejam: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo; e “semelhante atrai semelhante” e, através delas, partirmos para construir os veículos.

8-Depois de mergulharmos no Mundo do Pensamento e construirmos uma nova Mente, pronta para fazer parte do conjunto dos 3 Corpos e um veículo necessários para essa nova peregrinação. Uma Mente que sintetiza tudo que aprendemos até aqui de como lidar com a matéria mental e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese; aquela capacidade típica de um Espírito Virginal e inaugurar uma coisa completamente nova e não uma simples escolha entre dois cursos de ação. E, que, portanto, torna a nossa Mente com aquele algo a mais e a composição do passado.

9-Depois de mergulharmos no Mundo do Desejo e construirmos um novo Corpo de Desejos. Um Corpo de Desejos que reúne tudo que aprendemos até aqui de como lidar com a matéria de desejos e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese em termos de sentimentos, emoções e desejos originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, torna o nosso Corpo de Desejos com aquele algo a mais da composição do passado.

E então, estamos no seguinte ponto de constituição: nós, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado) com os veículos Espírito Humano, Espírito de Vida, Espírito Divino, Mente e com o Corpo de Desejos. Sendo que os últimos, a Mente e o Corpo de Desejos, ainda não assumiram sua forma final.

Ainda estão sob uma forma semelhante ao de um sino com duas camadas, aberto embaixo e tendo em sua cúspide o Átomo-semente da Mente pelo lado externo; e o Átomo-semente do Corpo de Desejos pelo lado interno.

A composição de cada um desses dois veículos recém confeccionados: a Mente e o Corpo de Desejos são de materiais existentes até a última existência material, menos o mal expurgado no Purgatório mais a quintessência do bem praticado assimilado no Primeiro Céu.

10-Continuando na nossa jornada de preparação para um novo aparecimento nesse Mundo Físico partimos para a confecção de um novo Corpo Vital. Entretanto, devido ao nível de organização do nosso Corpo Vital, comparado com o da Mente e do Corpo de Desejos, o processo não é tão simples como foi a confecção desses dois.

A aquisição do material obedece ao mesmo princípio: atração e semelhança, mas a construção e organização dos materiais dentro do Corpo Vital é muito diferente.

Uma vez deixada a Região mais inferior do Mundo do Desejo, a Região das Paixões e Desejos Inferiores, mergulhamos na subdivisão mais elevada da Região Etérica do Mundo Físico, conhecida como a sétima Região, ou Região do Éter Refletor. As forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que tenha afinidade.

O nosso Corpo Vital é construído pelos Anjos do Destino, pelos habitantes que estão no Segundo Céu e pelos Espíritos Elementais. É esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Ou seja: o nosso Corpo Denso é átomo a átomo cópia do nosso Corpo Vital. Obviamente, formado por Sólidos, Líquidos e Gases (materiais da Região Química do Mundo Físico), enquanto o Corpo Vital é formado pelos Éteres (materiais da Região Etérica do Mundo Físico).

O que nós agregamos de novo no nosso Corpo Vital, já que ele é construído por outros seres, lembrando a regra de formação de novos Corpos: “composto dos materiais existentes até a última existência material, menos o mal expurgado no Purgatório mais a quintessência do bem praticado assimilado no Primeiro Céu”. E mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e que nos garante a nossa Epigênese em termos a capacidade de lidar com a matéria Etérica, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, torna o nosso Corpo Vital com aquele algo a mais da composição do passado.

De uma parte da matéria etérica atraída pelo Ego, os Anjos do Destino fazem uma matriz ou modelo etérico que servirá como molde para o novo Corpo Denso e depositam tal modelo no útero materno.

Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sémen paterno o Átomo-semente do Corpo Denso. Somente esse espermatozoide possibilita a fertilização. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produzirá resultados.

Lembremos que o nosso sexo já está determinado quando escolhemos a nossa próxima existência. Assim, se escolhemos vir como sexo feminino essa matriz etérica colocada no útero materno é feita unicamente de átomos etéricos positivos. Esses átomos etéricos positivos atrairão, infalivelmente, átomos físicos negativos e o Corpo Denso torna-se feminino. Agora, se escolhemos vir como sexo masculino a matriz colocada no útero materno é composta de átomos etéricos negativos e, assim, atrairá átomos físicos positivos, resultando em um Corpo Denso masculino.

Assim que o Corpo Vital é depositado, nós, envolto no nosso Corpo de Desejos, nossa Mente (ambos ainda em forma de sino), Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe terrestre.

image Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Essa nossa futura mãe terrestre, através do seu Corpo de Desejos, trabalha sozinha na construção do nosso próximo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias após a fertilização. Após esse período entramos no corpo materno.

O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO DENSO (FÍSICO)

Se iniciamos mais uma volta na roda de nascimentos e mortes com a fase de desencarnação, então passamos pelas fases onde:

1-Assimilamos tudo que podíamos da vida passada durante a nossa estada no Purgatório e Primeiro Céu.

2-Alteramos a aparência arquetípica do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena e aprendemos, pelo trabalho nos Corpos dos outros, a construir Corpos para funcionarmos nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento, durante a nossa estada no Segundo Céu.

3-Permanecemos no Terceiro Céu, sem nenhum véu que nos obscurecesse de ver o verdadeiro propósito dessa existência física.

4-E, é lá no Terceiro Céu que compreendemos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos e para evoluirmos mais em direção à nossa meta real: “tornarmos perfeitos, como perfeito é o nosso criador, Deus” (Mt 5:48).

Até aqui, utilizando da Força centrífuga de Repulsão, nos livramos do nosso Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e do nosso veículo Mente. Depois nasceu de dentro do nosso íntimo uma vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico, de obter novas experiências, utilizando a Força centrípeta de Atração.

Foi então que contamos com a ajuda de Grandes Seres de incomensurável Sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.

E que por terem esta função, nos ajudam a escolher o melhor tipo para a nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber:

1ª-sermos testados nas lições que aprendemos

2ª-adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais

Até aqui podemos ter passado, se considerarmos o tempo terrestre, até 1000 anos nessa nossa existência celestial, tempo este que é o que geralmente ocorre. Podendo até ser abreviado em algumas centenas de anos, se já tivermos evoluído bastante, aprendido rapidamente, e com isso já termos condições de trabalhar nos Mundos invisíveis não precisando passar tanto tempo nos Mundos celestes, afinal o baluarte da nossa evolução é aqui, na Região Química do Mundo Físico!

Depois escolhemos o sexo que nasceremos, utilizando a Lei das Alternâncias, uma vez no sexo masculino, outra vez no sexo feminino, ou modificando essa Lei em virtude de circunstâncias específicas.

E, assim, utilizando duas das Leis Cósmicas:

– “qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo” e

-a Lei de Atração, popularmente conhecida como “Semelhante atrai semelhante”

Utilizando essas duas Leis Cósmicas partirmos para construir os novos veículos que utilizaremos na próxima existência aqui na Terra.

Mergulhamos no Mundo do Pensamento e construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo e construímos um novo Corpo de Desejos. Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital que, devido ao seu alto nível de organização, comparado com o do nosso Corpo de Desejos e com a Mente, tem um processo mais complexo de construção: a aquisição do material é igual ao do Corpo de Desejos e da Mente, ou seja, através da: atração e semelhança, mas a construção e organização de tais materiais são de um modo muito diferente. 

E que se processa assim: as forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que haja afinidade. Mas somente os materiais dos dois Éteres inferiores: Éter Químico e o Éter de Vida.

Lembrem-se: os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado para com nossos irmãos e nossas irmãs.

Assim, é esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso, átomo por átomo!

Com a parte da matéria etérica atraída por nós, os Anjos do Destino fazem essa matriz e a depositam no útero materno.

Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno o Átomo-semente do Corpo Denso. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produz resultado.

Então, envolto nos nossos veículos, ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe. Ela, por meio de seu Corpo de Desejos, trabalha sozinha, na construção do nosso próximo Corpo Denso entre os primeiros dezoito e vinte e um dias após a fertilização. Ela controla nosso Corpo Denso por meio das moléculas nucleadas que compõem o nosso sangue.

Após esse período entramos no útero do Corpo Denso materno. Daqui para frente vamos dissolvendo os núcleos das moléculas do nosso sangue de forma a assumir o controle do nosso incipiente Corpo Denso.

A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso. A nossa Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso.

Esses Corpos reúnem tudo que aprendemos até aqui, de como lidar com a matéria mental, de desejos, etérica e física e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e, que nos garante a nossa Epigênese em termos de ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, palavras, atos, obras e ações originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, tornam os nossos Corpos com aquele algo mais da composição do passado.

E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal envolto nos seguintes veículos:

1-o veículo Espírito Divino

2-o veículo Espírito de Vida

3-o veículo Espírito Humano

4-o veículo uma nova Mente

5-o novo Corpo de Desejos

6-o novo Corpo Vital

7-o novo Corpo Denso

E tudo isso acrescido da quintessência de todo serviço amoroso e desinteressado prestado aos nossos irmãos e as nossas irmãs (onde esquecemos os defeitos deles e focamos exclusivamente na Divina Essência de cada um, que é a base da Fraternidade) em nossas peregrinações passadas e, que formam a base para continuarmos a construir o Corpo-Alma.

Encarcerado, mais uma vez, na casa-prisão do Corpo Denso. O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado no ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.

O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou, popularmente, “boca do estômago”.

Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do fígado e está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.

E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).

Esses Átomos-sementes estão conectados através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico.

Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso. Uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto.

Aqui a última molécula de sangue nucleada (com núcleo) se desintegra e definitivamente assumimos o controle do nosso Corpo Denso. Essa posse é a nossa expressão mais elevada e sagrada do nosso direito, respeitada e resguardada por todas as forças do bem. O Ego, nós (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana), é o amo do seu veículo!

Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente, mas somente os eventos principais (mormente, relacionados com os eventos principais das vidas anteriores onde, nelas não aprendemos as lições que devíamos ter aprendido).

Lembrem-se que esse Panorama da Vida foi impresso naquela matriz do Corpo Vital pelos Anjos do Destino.

Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos. De modo a entendermos por que cada causa, que iremos colocar em movimento, determina sempre o mesmo efeito.

Nós o observamos através do polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital. Entretanto, envolto que estamos em todos os nossos Corpos não conseguimos visualizar o objetivo real dessa existência física, com aquela mesma clareza que visualizamos no Terceiro Céu, quando escolhemos o tipo ou molde dessa nova existência física, com todas as circunstâncias, situações necessárias para liquidar com as causas maduras de aprendizagem. Então, pode acontecer, que quando visualizamos uma vida muita dura, penosa, com muitas provas, demais para poder resistir, nos assustamos, nos apavoramos e tentamos escapar. Porém, nesse ponto, os Anjos do Destino que já fizeram as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro no feto e, portanto, o nosso esforço para fugir do renascimento é frustrado. Mas, ao forçarmos impulsionado pela fuga, podemos desequilibrar a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos resultando daí que o Corpo Vital e o Corpo Denso não fiquem concêntricos podendo fazer com que a cabeça do Corpo Vital se sobressaia para cima da cabeça do Corpo Denso. Com isso podemos estar impossibilitados de utilizar nosso Corpo Denso e ficar conectados a um Corpo Denso sem a Mente que não se pode utilizar. Assim, tal renascimento será praticamente inútil. Nasce um idiota congênito.

Depois de rever o Panorama da Vida partimos para, definitivamente, focarmos nesse Mundo Físico. Ainda como embrião, a nossa Glândula Pineal se sobressai através do cérebro e o nosso Corpo Pituitário forma uma abertura em direção a nossa boca conectando-se, também com a cavidade espinhal.

Através dessa cavidade estamos com um íntimo contato com os Mundos superiores enquanto o Corpo Denso vai se tornando mais endurecido. Então, outras aberturas do Corpo Denso vão se fechando. Aos poucos a cavidade que existe no lugar do umbigo vai se fechando, desviando a corrente fetal que passava por ele, para os centros de percepção espiritual na cabeça o sangue é impulsionado ao pulmão através dos ventrículos do coração e ali é refletido o Mundo Físico. Esses centros são obstruídos e então, a visão espiritual é diminuída e a consciência gradualmente é enfocada no Mundo Físico.

Então, a redução do fornecimento de sangue, quando se corta a conexão com a mãe no parto, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.

Assim, nasce o novo Corpo Denso.

image-1 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento. Mas e os outros Corpos? Também estão prontos? Não. Apenas as forças que atuam pelos polos negativos de alguns desses Corpos já se pronunciam.

O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO VITAL

Estamos percorrendo todo um Ciclo de Vida, desde uma morte no Mundo Físico até um novo Renascimento. Entendendo cada etapa podemos vivê-la de maneira mais eficiente e dar a ela a devida importância.

Utilizando da Força Centrífuga de Repulsão, nos livramos do nosso Corpo Denso (Físico) levando conosco somente o seu Átomo-semente.

Começamos no Purgatório, onde através da dor e do sofrimento, assimilamos nossas lições geradas pelas nossas maldades.

Em seguida, no Primeiro Céu, onde através do regozijo, da gratidão e da alegria, assimilamos mais lições, geradas pelo seu serviço amoroso e desinteressado prestado, que foram prestados aos nossos irmãos e irmãs, indistintamente.

Depois no Segundo Céu, onde dedicamos todo o nosso tempo construindo Corpos e formando o meio ambiente para nossa vida futura, moldando a terra e o mar, provendo as condições da flora e da fauna, geralmente dando forma às coisas que nos darão um campo propício para a nossa próxima vida. Mas, isso depende profundamente de como fomos aqui na Terra. Se fomos preguiçosos e negligentes, criamos um ambiente precário, escasso e feio. Se fomos criativos e esforçados, criamos um paraíso para a nossa próxima existência.

De lá seguimos para o Terceiro Céu, sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. Somente com os Átomos-sementes dos nossos passados; Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente. E, aqui, compreendemos quanto erramos e o que fazer para corrigirmos. Depois nasceu de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de voltar a renascer nesse Mundo Físico, de obter novas experiências, utilizando a Força Centrípeta de Atração.

Foi então que contamos com a ajuda de quatro grandes seres de incomensurável sabedoria, conhecidos, na Religião Cristã, como os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis.

E que por terem essa função, nos ajudam a escolher o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber: sermos testados nas lições que aprendemos e adquirirmos maiores experiências nas nossas relações interpessoais.

Até aqui podemos ter passado, se considerarmos o tempo terrestre, até 1000 anos nessa nossa existência celestial, tempo este que é o que geralmente ocorre. Podendo até ser abreviado em algumas centenas de anos, se já tivermos evoluído bastante, aprendido rapidamente, e com isso já termos condições de trabalhar nos Mundos invisíveis, não precisando passar tanto tempo nos Mundos celestiais, afinal o baluarte da nossa evolução é aqui, no Mundo Físico.

Depois escolhemos o sexo que nasceremos utilizando a Lei das Alternâncias; uma vez no sexo masculino, outra vez no sexo feminino. Ou, ainda, modificando essa Lei em virtude de circunstâncias específicas.

E, assim, utilizando duas das Leis Cósmicas: “qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo”, e “semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.

Mergulhamos no Mundo do Pensamento, e construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo e construímos um novo Corpo de Desejos. Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital que, devido ao seu alto nível de organização, comparado com o da nossa Mente e do Corpo de Desejos, tem um processo mais complexo de construção; a aquisição do material é igual ao da Mente e do Corpo de Desejos, ou seja, através da atração e semelhança, mas a construção e organização de tais materiais são de um modo muito diferente.

E que se processa assim: as forças do Átomo-semente do Corpo Vital entram em ação atraindo todo o material que haja afinidade. Mas somente os materiais dos dois Éteres inferiores, Éter Químico e de Vida. Lembrem-se: os materiais dos Éteres superiores, Luminoso e Refletor, são atraídos pelas forças que compõem o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o “Corpo Alma”. Forças essas que são compostas pela quinta essência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado para com os nossos irmãos e irmãs.

Assim, é esse Corpo Vital, modelado pelos Anjos do Destino, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Parte da matéria etérica atraída por nós, os Anjos do Destino fazem essa matriz e a depositam no útero materno.

Nesse mesmo momento, os Anjos do Destino depositam na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno, o Átomo-semente do Corpo Denso. Sem a presença desses dois fatores nenhuma união sexual produz resultado. Então, envolto nos nossos veículos, ficamos orbitando em volta da nossa futura próxima mãe terrestre.

Essa nossa futura próxima mãe terrestre, através do seu Corpo de Desejos, trabalha, sozinha, na construção do nosso próximo Corpo Denso nos primeiros dezoito a vinte e um dias após a fertilização. Ela controla nosso Corpo Denso através das moléculas nucleadas que compõem o nosso sangue. Após esse período entramos no útero do Corpo Denso materno.

Daqui para frente vamos dissolvendo os núcleos das moléculas do nosso sangue de forma a assumir o controle do nosso incipiente Corpo Denso. A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso. A nova Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso. Esses Corpos reúnem tudo que aprendemos até aqui, ou seja, de como lidar com a matéria mental, de desejos, etérica e física, e mais uma expressão individual original, não determinada pelas ações passadas e, que nos garante a nossa Epigênese para termos ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, hábitos e ações originais, nada tendo a ver com o passado. E, que, portanto, tornando os nossos Corpos com aquele algo mais da composição do passado.

E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal envolto nos seguintes corpos: o veículo Espírito Humano, o veículo Espírito de Vida, o veículo Espírito Divino, a Mente, o novo Corpo de Desejos, o novo Corpo Vital, o novo Corpo Denso, e a quinta essência de todo serviço amoroso e desinteressado prestado aos nossos irmãos e irmãs em nossas peregrinações passadas e, que formam a base para continuarmos a construir o nosso Corpo-Alma.

Encarcerado mais uma vez na casa-prisão do Corpo Denso, o Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.

O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição referencial no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”.

Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição referencial no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do Fígado e onde está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.

E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição referencial no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).

Esses Átomos-sementes estão conectados através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico. Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso, uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto.

Aqui a última molécula de sangue nucleada (com núcleo) se desintegra e definitivamente assumimos o controle do nosso Corpo Denso. Essa posse é a expressão mais elevada e sagrada do direito do ser humano, respeitada e resguardada por todas as forças do bem. O Ego é o “amo” do seu veículo.

Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Lembrem-se que esse Panorama foi impresso naquela matriz do Corpo Vital pelos Anjos do Destino. Esse Panorama nos é apresentado na ordem direta, ou seja, primeiro as causas e depois os efeitos, de modo a entendermos por que cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito. Nós o observamos através do polo negativo do Éter Refletor do nosso Corpo Vital. Entretanto, envolto que estamos em todos os nossos Corpos, não conseguimos visualizar o objetivo real dessa existência física, com aquela clareza que visualizamos no Terceiro Céu quando escolhemos o tipo dessa nova existência física, com todas as circunstâncias, e situações necessárias para liquidar com as causas maduras de aprendizagem.

Então, pode acontecer, que quando visualizamos uma vida muita dura, penosa, com muitas provas, demais para podermos resistir, nos assustamos, nos apavoramos e tentamos escapar.

Porém, nesse ponto, os Anjos do Destino já fizeram as conexões necessárias entre o Corpo Vital e os centros sensoriais do cérebro no feto e, portanto, o nosso esforço para fugir é frustrado. Mas, ao forçarmos impulsionados pela fuga, podemos desequilibrar a conexão entre os centros sensoriais etéricos e físicos, resultando daí que o Corpo Vital e o Corpo Denso não fiquem concêntricos podendo fazer com que a cabeça do Corpo Vital se sobressaia para cima da cabeça do Corpo Denso. Com isso podemos estar impossibilitados de utilizar nosso Corpo Denso, podemos estar conectados a um Corpo Denso sem Mente que não se pode utilizar. Assim, tal renascimento será praticamente inútil. Nasce um idiota congênito.

Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para definitivamente focarmos nesse Mundo Físico.

Ainda como embrião, a nossa Glândula Pineal se sobressai através do cérebro, e o nosso Corpo Pituitário forma uma abertura em direção a nossa boca, conectando-se, também com a cavidade espinhal. Através dessa cavidade estamos com um íntimo contato com os Mundos Superiores, enquanto o Corpo Denso vai se tornando mais denso.

Então, outras aberturas do Corpo Denso vão se fechando. Aos poucos a cavidade que existe no lugar do umbigo vai se fechando, desviando a corrente fetal que passava por ele, para os centros de percepção espiritual na cabeça, o sangue é impulsionado ao pulmão através dos ventrículos do coração e ali é refletido o Mundo Físico.

Esses centros são obstruídos e então, a visão espiritual é diminuída, e a consciência gradualmente é enfocada no Mundo Físico.

Então, a redução do fornecimento de sangue, quando se corta a conexão com a mãe no parto, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.

Assim, nasce o Corpo Denso. À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento.

As forças que atuam pelos polos negativos dos outros Corpos e da Mente já se pronunciam:

-a excreção dos sólidos (polo negativo do Éter Químico)

-a excreção dos líquidos (polo negativo do Éter de Vida)

-as funções passivas dos sentidos (polo negativo do Éter Luminoso)

-a Clarividência negativa (polo negativo do Éter Refletor)

-a sensação de dor física (polo negativo do Corpo de Desejos)

-a função imitadora e ensinadora (polo negativo da Mente)

As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos e da Mente, ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos, que nada mais são do que a Região Etérica do Mundo Físico (Corpo Vital Macrocósmico); Mundo do Desejo (Corpo de Desejos Macrocósmico) e o Mundo do Pensamento (Corpo Mental Macrocósmico).

Do 0 aos 7 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso no Coração ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco, vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário.

Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo. Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce, formado de átomos prismáticos que vitalizam cada átomo do Corpo Denso.

O Corpo Vital macrocósmico diminui a sua atuação e o nosso novo Corpo Vital começa a se manifestar.

Aos poucos vai tomando a forma definitiva de extensão de mais ou menos 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso. O baço etérico, que é a porta de entrada das forças solares que vitalizam o Corpo Vital, vai transmutando tal força em um fluído vital, cor de rosa pálido se espalhando por todo o nosso Sistema Nervoso, irradiando o excesso para fora, irradiando saúde.

Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas:

•A assimilação (polo positivo do Éter Químico)

•O calor do corpo e a circulação do sangue (polo positivo do Éter Luminoso)

•A retenção da imagem de todo acontecimento (polo positivo do Éter Refletor)

image-2 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas:

•Para os pais: exemplo

•Para os filhos: imitação

O NASCIMENTO DE UM NOVO CORPO DE DESEJOS

Um Ciclo da nossa existência nessa presente escala de evolução, desde uma Morte no Mundo Físico até um novo Renascimento, envolve quatro grandes etapas:

1-Descarte dos nossos Corpos usados;

2-Assimilação de todas as lições aprendidas;

3-Escolha da nova existência;

4-Construção dos nossos novos Corpos.

5-Utilizamos várias Forças e Leis do Universo.

Começamos nos livrando desse Corpo Denso, fazendo uso da força centrífuga de repulsão. Dele, apenas seu Átomo-semente é levado.

Entramos no Purgatório. O tempo aqui depende diretamente de quão eficiente fomos à execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. É claro que vivendo nosso Purgatório diariamente diminuiremos drasticamente o tempo gasto ali.

De qualquer modo, por meio da dor e do sofrimento, assimilamos as lições geradas pelas nossas maldades (por omissão ou por comissão).

Passado tal tempo, somos compelidos ao Primeiro Céu. Novamente o tempo de presença ali depende diretamente de quão eficiente fomos à execução do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.

De qualquer modo, através do regozijo, da gratidão e da alegria assimilamos mais lições, geradas pelo seu serviço amoroso e desinteressado prestado.

Depois ao Segundo Céu onde dedicamos todo o nosso tempo: construindo Corpos e formando o novo ambiente para nossa vida futura.

De lá seguimos para o Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física. Somente com os Átomos-sementes dos nossos últimos Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e do veículo Mente.

A compreensão de quanto erramos e o que devemos fazer para corrigir os erros alcança seu ápice. Dessa consciência e compreensão, juntamente com a Força Centrípeta de Atração, nasce de dentro do nosso íntimo a vontade sincera e honesta de voltar a renascer nesse Mundo Físico. Contando com a ajuda inestimável dos Seres conhecidos na Religião Cristã como Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis, escolhemos o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas a saber: teste nas lições que aprendemos e aquisição de maiores experiências nas nossas relações interpessoais.

Aqui utilizamos duas Leis Cósmicas: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo e “Semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.

Mergulhamos no Mundo do Pensamento construímos uma nova Mente. Mergulhamos no Mundo do Desejo, construímos um novo Corpo de Desejos.

Mergulhamos na Região Etérica do Mundo Físico e partimos para a confecção de um novo Corpo Vital. Adquirimos o material através da: atração e semelhança, o construímos e o organizamos atraindo materiais dos dois Éteres inferiores: Éter Químico e de Vida. Já os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o serviço amoroso e desinteressado que prestamos para com outros.

Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso.

A Mente e o Corpo de Desejos se juntam sobre a cabeça do Corpo Vital. O nosso novo Corpo de Desejos assume a sua forma de ovoide envolvendo o nosso novo Corpo Vital e o nosso, ainda disforme, Corpo Denso.

A nossa nova Mente toma a sua forma de nuvem envolvendo onde ficará a cabeça e o pescoço do nosso futuro Corpo Denso.

E assim, cá estamos, nós, Espírito Virginal da Onda de Vida humana, nos manifestamos mais uma vez aqui com os seguintes veículos:

– veículo Espírito Humano

– veículo Espírito de Vida

– veículo Espírito Divino

– a nova Mente

– o novo Corpo de Desejos

– o novo Corpo Vital

– o novo Corpo Denso

– e a quintessência de todo serviço amoroso e desinteressado (portanto, mais anônimos possível), focado na Divina Essência oculta em cada um, para com o irmão e/ou a irmã, nosso próximo ou nosso semelhante.

O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. E nele contendo todos os registros dos ciclos de nossas existências anteriores, desde o princípio de tudo.

O Átomo-semente do Corpo Vital é colocado na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco (ou Plexo Solar ou “boca do estômago”).

Já o Átomo-semente do Corpo de Desejos é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado e onde está também o grande vórtice do Corpo de Desejos.

E o Átomo-semente da Mente é colocado na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal, na testa.

Esses Átomos-sementes estão conectados através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado e que nasce em cada nosso novo renascimento aqui no Mundo Físico. Esse Cordão é Tríplice em formação e conexão: entre o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital; entre o Átomo-semente do Corpo Vital e do Corpo de Desejos; e entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos e o da Mente.

Detalhando as duas primeiras partes: uma parte desse Cordão nasce composto de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso; uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. E aí se dá o despertar do feto. Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos.

De modo a entendermos o porquê cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito.

Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para focarmos definitivamente nesse Mundo Físico. Então, a redução do fornecimento de sangue, cortando o cordão umbilical, serve para emparedar-nos mais ainda em nossa nova prisão terrestre.

Assim, nasce o Corpo Denso (Denso). À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento.

As forças que atuam pelos polos negativos desses corpos já se pronunciam:

– a excreção dos sólidos (polo negativo do Éter Químico);

– a excreção dos líquidos (polo negativo do Éter de Vida);

– as funções passivas dos sentidos (polo negativo do Éter Luminoso)

– a Clarividência negativa (polo negativo do Éter Refletor)

– a sensação de dor física ou psicossomatização (polo negativo do Corpo de Desejos)

– a função imitadora e ensinadora (polo negativo da Mente)

As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos que nada mais são do que:

Região Etérica do Mundo Físico (Corpo Vital Macrocósmico)

Mundo do Desejo (Corpo de Desejos Macrocósmico)

Mundo do Pensamento (Corpo Mental Macrocósmico)

Dos 0 aos 7 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso no Coração ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário. Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo.

Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce, formado de átomos prismáticos que vitalizam cada átomo do Corpo Denso.

O Corpo Vital macrocósmico diminui a sua atuação e o nosso novo Corpo Vital começa a se manifestar.

Aos poucos vai tomando a forma definitiva de extensão de mais ou menos 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso.

O baço etérico, que é a porta de entrada das forças solares que vitalizam o Corpo Vital vai transmutando tal força em um fluído vital, cor de rosa pálido se espalhando por todo o nosso Sistema Nervoso, irradiando o excesso para fora irradiando saúde.

Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas:

– A assimilação (polo positivo do Éter Químico)

– O calor do corpo e a circulação do sangue (polo positivo do Éter Luminoso)

– A retenção da imagem de todo acontecimento (polo positivo do Éter Refletor)

Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais: exemplo e para os filhos: imitação.

Entramos no segundo período setenário.

Dos 7 aos 14 anos, a porção do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo de Desejos no Fígado ao Átomo-semente do Corpo Vital no Plexo Celíaco vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de adolescência.

Os centros de percepção do Corpo de Desejos, os vórtices, ainda que incipientes, começam a se manifestar. Começamos a sentir emoções, sentimentos e desejos mais duradouros.

Nesse segundo período setenário a assimilação excessiva armazena certa quantidade de força que, fica acumulada nos nossos órgãos sexuais.

Por volta dos 14 anos nasce o nosso Corpo de Desejos.

image-3 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Toda essa força acumulada nos nossos órgãos sexuais está pronta para agir.

Começa a luta entre o nosso Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o nosso Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico.

O polo positivo do Éter de Vida, responsável pela propagação, amadurece por completo.

Até aqui quem nos forneceu a maioria dos nossos corpúsculos sanguíneos foi a Glândula Timo. Essa Glândula armazena certa quantidade de corpúsculos sanguíneos fornecidos pela mãe. Por isso que até mais ou menos essa idade não nos vemos muito como um indivíduo como um “eu” separado.

Quando próximo dos 14 anos a nossa medula óssea como a formar os nossos corpúsculos sanguíneos e a Glândula Timo vai se atrofiando o nosso sentimento de “eu” separado, de indivíduo, começa a se expressar completamente. O nosso Corpo de Desejos assume seu papel de ação nos nervos voluntários e músculos.

Do grande vórtice do fígado sai um fluxo contínuo que se irradia para a periferia do Corpo de Desejos retornando ao centro por meio de muitos outros vórtices.

Começamos a manifestar as cores no nosso Corpo de Desejos:

– Cinza quando estamos, por exemplo: com medo

– Vermelho quando estamos, por exemplo: com raiva

– Azul quando estamos, por exemplo: calmo

Ele se estende de 40 a 50 cm além do nosso Corpo Denso.

Nesse segundo período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais, autoridade; para os filhos, discipulado.

Somos ensinados por meio de lições que aceitamos, baseadas na autoridade dos nossos pais e professores. Somos, portanto, eminentemente ensináveis.

Aproveitemos aqui para ensinar coisas superiores e positivas para as nossas crianças unindo bons hábitos a desejos superiores.

Com a memória pronta para guardar tudo que ensinamos ajudamo-la a encher com bons hábitos, bons exemplos e bom caráter.

Aproveitemos essa oportunidade para ajudá-la a expressar mais habitualmente as características positivas e superiores de sua Personalidade.

O NASCIMENTO DE UMA NOVA MENTE

Atualmente passamos por três Mundos todas as vezes que morremos e voltamos a existência física, em um novo renascimento: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.

Mundo-Fisico-do-Desejo-do-Pensamento Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Em outras palavras: nosso atual Campo de Evolução é composto por esses três Mundos.

A partir do momento em que as experiências que podemos adquirir em nosso ambiente atual esgotam-se, a existência aqui nesse Mundo Físico termina. A este fato denominamos Morte aqui. Em verdade, esse acontecimento nada mais é do que um novo renascimento nos Mundos suprafísicos, Mundos espirituais. Nesse processo de retorno aos Mundos espirituais, a Força de Repulsão, que é centrífuga, permite nos livrar do nosso Corpo Denso, levando dele apenas seu Átomo-semente, que contém os registros de tudo aquilo que vivemos.

Começa o processo de transferência de tudo que passamos nessa existência recém-terminada, e que está gravado no Corpo Vital, para o Corpo de Desejos, o assento do sentimento. Este processo será a base da nossa existência no Mundo do Desejo.

Após está gravação desse Panorama da Vida recém-finca, abandonamos o nosso Corpo Vital, também levando dele seu Átomo-semente.

Assim, despertamos no Mundo do Desejo com o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital. Temos uma sensação de alívio, como se tivéssemos nos livrado de um fardo pesado. Entramos no Purgatório que está nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Utilizando novamente a Força de Repulsão, que é centrífuga, expelimos toda matéria inferior de desejos que alimentamos durante a última vida, isto é, nossas paixões, desejos inferiores e ilusões. Esse processo de eliminação de material de desejo gera dor e sofrimento. O extrato do sofrimento se converte em consciência.

Depois disso somos compelidos ao Primeiro Céu, que está nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Utilizando da Força de Atração, que é centrípeta, colhemos todo o material superior de desejos que cultivamos na última vida, ou seja, toda a gratidão que provocamos e recebemos todo sentimento que geramos relacionado aos bons ideais e reto agir. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo.

Daí nos livramos do nosso Corpo de Desejos e entramos no Segundo Céu. Também levamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos. Unimo-nos as Forças da Natureza e iniciamos a nossa atividade criadora: novos Corpos, novos ambientes, novas criações. Em outras palavras, trabalhamos no arquétipo de todas as coisas que irão compor a Terra física em muitos anos precedentes. Após o que, nos livramos da nossa Mente e seguimos para Terceiro Céu sem nenhum veículo.

Somente com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente.

A compreensão de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos alcança seu ápice. Dessa consciência e compreensão e utilizando da Força de Atração centrípeta nasce de dentro do nosso íntimo a vontade sincera e honesta de voltar a renascer no Mundo Físico, contando com a ajuda inestimável dos conhecidos, na Religião Cristã, os Anjos do Destino, que trabalham arduamente para que cada um de nós tenha a maior quantidade de experiências possíveis, escolhemos o melhor tipo da nova existência terrestre, existência esta que nos proporcione duas coisas, a saber: teste nas lições que aprendemos e aquisição de maiores experiências nas nossas relações interpessoais.

Conscientes das duas Leis Cósmicas que agem nesse momento: qualquer ser só pode funcionar em um Mundo se tiver um veículo composto de material desse Mundo, e “Semelhante atrai semelhante” partirmos para construir os veículos.

Mergulhamos nos três Mundos que compõe nosso atual Campo de Evolução. Do Mundo do Pensamento colhemos materiais afins para construir uma nova Mente. Do Mundo do Desejo colhemos materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos. Da Região Etérica do Mundo Físico colhemos materiais afins de Éteres Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital. Lembrando que os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o Dourado Vestido de Bodas”, o Corpo-Alma. Forças essas que são compostas pela quintessência de todo o nosso serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) prestado aos nossos irmãos e nossas irmãs, esquecendo os defeitos deles e focado na Divina Essência oculta em cada um de nós, que é a base da Fraternidade.

Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. E assim, cá estamos nós de volta (o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) envolto nos seguintes nossos veículos para mais uma vida terrestre: um veículo Espírito Humano, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Divino, uma nova Mente, (utilizada como freio sobre os impulsos, que dá propósito à ação), um novo Corpo de Desejos (de onde parte o desejo e/ou a emoção que impele à ação), um novo Corpo Vital (que vitaliza o Corpo Denso e que torna possível a ação), um novo Corpo Denso (que é o instrumento da ação aqui).

image-1 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Os nossos Átomos-sementes são colocados nas suas posições de recepção dos ensinamentos que adquiriremos: o Átomo-semente do Corpo Denso na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração; o Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso conhecido como Plexo Celíaco,  Plexo Solar ou “boca do estômago”; o Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o lóbulo superior do Fígado; o Átomo-semente da nossa Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (no meio da testa).

image-2 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Um tríplice Cordão Prateado entra em formação para conectar por meio dos seguintes segmentos: entre o Átomo-semente do Corpo Denso e do Corpo Vital; entre o Átomo-semente do Corpo Vital e do Corpo de Desejos; e entre o Átomo-semente do Corpo de Desejos e o da Mente.

Detalhando as duas primeiras partes: uma parte desse Cordão nasce composta de Éter Químico e de Éter de Vida e conecta o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente do Corpo Denso; uma outra parte desse Cordão nasce composto de material de Desejos e conecta o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital. A terceira ponta se desenvolverá oportunamente. E aí se dá o nosso despertar como um feto.

image-3 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

Nesse importante momento, contemplamos o Panorama da Vida que temos pela frente. Esse Panorama da Vida nos é apresentado na ordem direta, ou seja: primeiro as causas e depois os efeitos. De modo a entendermos o porquê cada causa que iremos colocar em movimento determina sempre o mesmo efeito. Depois de rever o Panorama da Vida, partimos para começarmos a focar a nossa consciência no Mundo Físico.

A redução do fornecimento de sangue, cortando o cordão umbilical, é utilizada para focarmos definitivamente nossa consciência no Mundo Físico. Assim, nasce o nosso Corpo Denso. À primeira inspiração de ar aos nossos pulmões, damos início a mais um renascimento aqui. As forças que atuam pelos polos negativos desses Corpos já se pronunciam: a excreção dos sólidos (Éter Químico), a excreção dos líquidos (Éter de Vida), as funções passivas dos sentidos (Éter Luminoso), a clarividência negativa (Éter Refletor), a sensação de dor física (Corpo de Desejos ligado ao sistema físico cérebro-espinhal), a função imitadora e ensinadora (Mente).

As forças que atuam pelos polos positivos desses Corpos ainda estão latentes e são acionadas pelos chamados Corpos Macrocósmicos: a Região Etérica do Mundo Físico, o Mundo do Desejo e o Mundo do Pensamento.

Do 0 aos 7 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Denso ao Átomo-semente do Corpo Vital vai se desenvolvendo e tem fundamental importância nesse primeiro período setenário. Nesse período o Corpo Vital vai crescendo e amadurecendo. Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Algumas forças que atuam pelo polo positivo dos Éteres começam a ser utilizadas: a assimilação (Éter Químico), o calor do corpo e a circulação do sangue (Éter Luminoso), a retenção da imagem de todo acontecimento (Éter Refletor). Nesse primeiro período setenário há duas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – exemplo; para os filhos – imitação. Nesse período aprendemos o que são as coisas não se importando com o seu significado, a não ser aquilo que entendemos do nosso jeito.

Entramos no segundo período setenário. Dos 7 aos 14 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo de Desejos ao Átomo-semente do Corpo Vital vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de adolescência. Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Toda essa força acumulada nos nossos órgãos sexuais está pronta para agir. Começa a luta entre: nosso Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o nosso Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência mais focada no Mundo Físico. O polo positivo do Éter de Vida, responsável pela propagação, amadurece por completo. Nesse segundo período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – autoridade; para os filhos – discipulado. Aqui aprendemos o que as coisas significam, guardamos na nossa memória as explicações e definições que nos ensinam.

Entramos no terceiro período setenário. Dos 14 aos 21 anos, a ponta do Cordão Prateado que liga o Átomo-semente do Corpo Vital ao Átomo-semente da Mente vai se desenvolvendo e tem fundamental importância para o que chamamos de maioridade. Nesse período torna-se mais intensa a atração pelo sexo oposto, perturbadora e desenfreada. Porque no terceiro período setenário, que vai dos 14 aos 21 anos, marca o início da necessidade de autoafirmação de cada um de nós e se não aproveitarmos os dois primeiros períodos setenários: o primeiro, do 0 aos 7 anos, utilizando o exemplo e a imitação, e o segundo, dos 7 aos 14 anos, utilizando a autoridade e o discipulado teremos sérios problemas em nosso trabalho de ajudar um irmão ou uma irmã a evoluir nessa vida como nosso filho ou filha. Nesse terceiro período setenário há duas novas normas fundamentais para serem aplicadas: para os pais – conselho; para os filhos – ver o exemplo. A nossa tolerância e a nossa simpatia para com quem é nosso filho ou nossa filha torna-se imprescindível. Procuremos estimular os filhos a pesquisar cuidadosamente antes de julgar. Nossa Mente, nutrida pela Mente macrocósmica, começa a desenvolver suas potencialidades latentes.

É nesse terceiro período setenário que o Éter Luminoso, responsável pela produção do nosso sangue quente, se desenvolve e governa o nosso coração de modo que o nosso Corpo não esteja demasiado frio nem demasiado quente. Enquanto não está totalmente ativo, nos vemos em situações onde ora o sangue está demasiadamente quente e expressamos a ira, a paixão, a ansiedade e não conseguimos dominar nosso corpo pela força refreadora do pensamento, ora o sangue está demasiado frio e expressamos o medo, a sonolência, o desânimo e não conseguimos utilizar o nosso corpo, e o pensamento paralisa-se. Somente por volta dos 21 anos é que tomamos posse completa de todos os nossos veículos, utilizando para isso a produção própria do nosso sangue e o calor desse mesmo sangue. É a partir daqui que podemos manter o nosso sangue nem demasiado quente, nem demasiado frio, que podemos ser ativos, mental e fisicamente. Que conseguimos dirigir o nosso sangue para o cérebro, quando necessitamos utilizar esse instrumento para ter informações para pensar ou para os órgãos digestivos quando precisamos digerir uma alimentação.

E é por volta dos 21 anos que nasce a nossa Mente.

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Começa a luta entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o Mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: essa nossa busca incessante do equilíbrio entre “cabeça e coração”, “razão e devoção”. Só a Mente ampla e um grande Coração podem nos proporcionar este conhecimento! Estamos equipados para tomarmos a rédea dessa nossa existência!

A FASE DOS 21 AOS 28 ANOS

Durante nossa existência terrestre estamos vivendo alternativamente nesse Mundo Físico, ou seja, estamos sob a Lei dos Ciclos Alternados a qual decreta a sucessão de fluxo e refluxo, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vigília e do sono.

Aqui semeamos as ações e ganhamos experiências com respeito ao nosso horóscopo.

Dispomos dos seguintes instrumentos: um veículo Espírito Divino, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Humano, um veículo Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso.

E, atualmente, nosso Campo de Evolução se resume em trabalharmos somente em 3 Mundos: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.

Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico, nascemos nos Mundos espirituais. Então, estamos prontos a assimilar os frutos da nossa existência terrestre e incorporá-los como nossos poderes nos Mundos espirituais.

Portanto, daqui nós já concluímos que nascimento e morte nessa vida terrestre não são mais do que passagens de uma fase da nossa vida para outra e mais: a vida que agora nós vivemos não é mais do que uma das muitas da série.

É aqui que nos livramos do nosso Corpo Denso, levando conosco o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos. Nesse momento tudo que passamos nessa existência recém-terminada, e que está gravado no Átomo-semente do Corpo Denso, transferimos para o Átomo-semente Corpo de Desejos.

Terminada essa transferência nos livramos do nosso Corpo Vital, levando conosco o seu Átomo-semente.

Despertamos no Mundo do Desejo. Entramos no Purgatório, que se localiza nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Repudiamos todos os desejos e as emoções inferiores, que resultaram em ações ou não e que resultaram em sofrimentos e dores aos outros, sentindo triplamente todo o mal que ocasionamos. A resultado dessa atividade é chamada de consciência.

Após o que entramos no nosso Primeiro Céu, que se localiza nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Assimilamos toda a gratidão, resultado de desejos e emoções superiores, que resultaram em ações ou não e que resultaram em alegrias, gratidões e regozijos dos outros, sentindo triplamente todo o bem que ocasionamos. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo.

Depois nos livramos do nosso Corpo de Desejos, levando conosco somente o seu Átomo-semente. Entramos no Segundo Céu, que se localiza na Região Concreta do Mundo do Pensamento.  Exercemos nosso poder criador em toda sua plenitude. Ajudamos a criar novos Corpos, novos ambientes, nova flora e fauna para as vidas futuras terrestres nossa e de outros seres humanos.

Em seguida, nos livramos da Mente levando conosco somente o Átomo-semente.

Ultrapassamos a Região central do Mundo do Pensamento, a conhecida Região das Forças Arquetípicas.

Entramos no Terceiro Céu, que se localiza Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Estamos sem nenhum dos Corpos e sem a Mente. Estamos Uno com Deus. A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível. Estamos ávidos para cumprir as promessas que fizemos a nossos amigos ou inimigos; para colher a alegria ou sofrer a dor, que são os frutos de nossas existências anteriores nesse Planeta Terra devido a lições (que nada mais é do que como cumprir com as Leis de Deus aqui). Quando nos aparece uma possível oportunidade, com a vontade que temos para renascer, começamos o processo de mais um renascimento aqui. Os Anjos do Destino nos fornecem uma indispensável e necessária ajuda: “como escolher a vida terrestre?”, “o que fazer para renascer?” e “como não nos deixar desistir quando estivermos cegos para os Mundos espirituais?”

Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir uma nova Mente. Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos.

Da Região Etérica do Mundo Físico, nós utilizamos o Átomo-semente do Corpo Vital, colhendo materiais afins de Éteres: Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital. Os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo Alma.

Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Colocam o Átomo-semente do nosso Corpo Denso na cabeça do espermatozóide que fecundará o óvulo. E a matriz do novo Corpo Vital no útero da futura mãe.

E estamos de volta, manifestados com os nossos veículos: um veículo Espírito Divino, um veículo Espírito de Vida, um veículo Espírito Humano, um veículo Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso.

Essa é a nossa constituição conhecida como sétupla.

Os Átomos-sementes estão nas suas posições de recepção dos ensinamentos que adquiriremos: o Átomo-semente do Corpo Denso na posição relativa no ápice do ventrículo esquerdo do coração; o Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso, conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”; o Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado; o Átomo-semente da Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal.

Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um Cordão, conhecido como Cordão Prateado, tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Inicia-se a Infância, primeiro período setenário (0-7). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo Denso, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito Divino no nosso Corpo Denso extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Consciente. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse primeiro período setenário: para os pais ou responsáveis, através do exemplo; estimulando os filhos a imitação.

Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. A pressão normal do ar retém o nosso Corpo Vital dentro do nosso Corpo Denso mais do que nunca, cada um dos átomos prismáticos que compõe os Éteres Inferiores do nosso Corpo Vital Irradiam de si mesmos as linhas de força que fazem voltear os átomos físicos em que estão inseridos, provendo a vitalidade do nosso Corpo Denso. Quando estamos bem de saúde, a direção dessas linhas de força estende-se além da periferia do nosso Corpo Denso (por volta de 4 cm). Inicia-se a Puberdade, o segundo período setenário (7-14). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo Vital, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito de Vida no nosso Corpo Vital extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Intelectual. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse segundo período setenário: para os pais ou responsáveis, autoridade; estimulando em os filhos o discipulado.

Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21). Aqui, timidamente, começa a continuação do nosso trabalho de espiritualização do nosso Corpo de Desejos, ou seja: trabalhamos através do nosso veículo Espírito Humano no nosso Corpo de Desejos extraindo a quintessência desse trabalho construindo, assim, mais um pouquinho da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, entre: o Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e o Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico. Não esqueçamos das duas palavras-chaves que devemos praticar, como educadores, ou exemplos, para os nossos irmãos (filhos naturais ou espirituais) nesse terceiro período setenário: para os pais ou responsáveis, pelo conselho (ou sugestão); estimulando os filhos a valorizar o exemplo.

Até aqui nossa Mente não nasceu, está latente. Todos os nossos pensamentos e ideias são nutridos por material mental fornecido pela Mente Macrocósmica que nada mais é do que a Região Concreta do Mundo do Pensamento. Em torno dos 21 anos nasce a Mente, e se atinge a maioridade, pois até a lei também reconhece esta como a idade mínima para a maioridade do indivíduo, e para que esse possa exercer as suas prerrogativas de cidadão.

É importante notar que o calor apropriado para a nossa (nós, Ego) expressão real não se manifesta enquanto a Mente não tenha nascido da Mente Concreta macrocósmica, quando não atingimos, aproximadamente, vinte e um anos.

Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, entre: a Mente, voando de uma descoberta material para outra, ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o Coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: a busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.

Com o foco despertado – a Mente, o foco pelo qual nós, Egos, trabalhamos sobre as ferramentas, os nossos Corpos – o nosso trabalho de espiritualização dos nossos três Corpos se torna mais efetivo e eficiente: pela Observação e da ação reta e, com isso, da experiência, cresce a nossa Alma Consciente; pelo Discernimento (distinguir aquilo que é essencial daquilo que não tem importância) e do cultivo de bons hábitos cresce a nossa Alma Intelectual; e pela devoção a ideais elevados (que nos ajuda a restringir os nossos instintos animais) expressando somente desejos superiores, crescer nossa Alma Emocional.

Se até aos 21 anos temos a desculpa de ainda sermos manipulados exteriormente devido a algum veículo ainda latente, ou algum polo de algum veículo ainda inativo agora não temos mais. Mais do que nunca, daqui para frente, estamos sob a Lei da Consequência. A partir daqui somos um ser com todos os instrumentos ativos, prontos para serem utilizados. Cabe a nós, a nossa vontade, utilizarmos bem ou não tais instrumentos.

Se todos os cuidados que apontamos nos três períodos setenários anteriores foram tomados torna-se mais fácil atuarmos nesse quarto período setenário, no tocante aos cuidados com os nossos veículos para melhor utilizá-los como instrumentos de aprendizagem nessa existência.

image-5 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

A FASE DOS 28 AOS 35 ANOS

Recapitulando, vimos que ao nascer, após o primeiro suspiro (primeira respiração) iniciamos nossa jornada na Vida Terrestre. A cada 7 anos, aproximadamente, temos o “nascimento” dos Corpos:

– em torno dos 7 anos – Corpo Vital;

– em torno dos 14 anos – Corpo de Desejos;

– em torno dos 21 anos – Mente;

E daqui para frente a cada 7 anos temos uma mudança de fase na nossa vida (quer façamos ou não): até os 28 anos – Início da Seriedade de Vida;

Agora, vamos descrever resumidamente, a fase da nossa vida aqui que vai do Princípio da Vida Sensata (por volta dos 28 anos) até o Início do Segundo Crescimento (por volta dos 35 anos).

Durante nossa existência terrestre estamos vivendo alternativamente nesse Mundo Físico, ou seja, estamos sob a Lei dos Ciclos Alternados a qual decreta a sucessão de fluxo e refluxo, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vigília e do sono.

Nesse período setenário atingimos o nosso Nadir da Materialidade (por volta dos 28 anos).

Chegamos ao ponto perigoso de ficarmos demasiadamente aderidos a nossa família e, com isso, cristalizarmos e degenerarmos essa nossa existência.

Lembremos, aqui, as palavras de Cristo: “Se alguém vem a Mim e não abandona seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26).

Isso não quer dizer que devemos deixar ou desprezar os laços familiares, mas que devemos elevar-nos acima deles.

Pai, mãe, irmão, irmã, primos, primas, tios, tias, avôs, avós são “corpos” e todas as relações são questões de família, pertencentes à forma.

Devemos reconhecer, e praticar, que não somos corpos, nem famílias, mas sim Egos, ou Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui, lutando para buscar o crescimento espiritual a fim de podermos nos desenvolver ao ponto de funcionarmos conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, a partir do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e a irmã ao nosso lado, esquecendo os defeitos deles e focando na Divina Essência oculta em cada um de nós, pois isso é a base da Fraternidade.

Se se esquecemos disso e nos identificamos com a nossa família – aderindo a ela com fanático apego – é o mesmo que nos fossilizar, negando-se a cumprir as experiências que escolhemos lá no Terceiro Céu, com a ajuda dos Anjos do Destino.

Passado essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário (28-35). Estamos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.

Alcançamos a nossa máxima eficiência em:

– Investigar as coisas por conta própria a fim de aprendermos a formar nossas opiniões individuais;

– Pesquisar cuidadosamente antes de julgar;

– Conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis;

– Em saber que ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes com nossos deveres para com a família e para com os nossos irmãos.

Caso insistamos em negar nossos deveres cotidianos com o objetivo de só dedicarmos à vida superior, com certeza seremos coagidos a voltar para caminho do nosso dever pela Lei.

Não podemos escapar sem que tenhamos aprendido a lição. Agindo assim estamos cultivando a nossa faculdade fundamental: o dever.

E é por aqui que avançaremos rápido e, com muito menos tempo, despertaremos a chamada para a vida superior; afinal: “quando estamos pronto, o Mestre aparece”.

E, com isso, as nossas condições financeiras, sociais, psíquicas e materiais viram uma mera consequência, aquelas que vêm “por acréscimo”.

Se nós temos condições físicas, financeiras, sociais e de destino para nos casarmos, que o façamos. Tanto como gratidão pelos que nos ajudaram, como por serviço para com milhares de irmãos que buscam uma oportunidade saudável e boa para renascer nesse Mundo Físico.

Afinal, do ponto de vista da ciência oculta, os irmãos e as irmãs que tenham Corpos e Mentes saudáveis tem o dever e, ao mesmo tempo, privilégio de criar veículos para os irmãos que necessitam renascer nesse Mundo Físico.

Lembremos que o nosso atual Esquema de Evolução, com a separação dos sexos, há a necessidade de se ter um ser de cada sexo para a procriação.

Mas há também a facilidade de se ter um ser de cada sexo para melhor aproveitar-se das lições a serem aprendidas nessa existência. Portanto, o encontro do nosso parceiro de matrimônio é uma benção, como acelerador para a evolução de ambos. Ou, em linguagem astrológica, aquele companheiro que está mais próximo do nosso Eu, sinalizado pela 7ª Casa, e que, assim, nos complementa, forma a associação completa para: aguentarmos os revezes dessa existência e para compartilharmos as alegrias que provocamos.

Trabalho-para-renascer-dos-28-aos-35-anos Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

A FASE DOS 35 AOS 42 ANOS

Aqui é a fase do Máximo de Vitalidade até o Início da Mudança de Vida

Recapitulando, os veículos, ou se preferir, instrumentos ou, ainda, ferramentas que nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, dispomos para trabalhar, enquanto renascidos aqui são: nosso veículo Espírito Divino, nosso veículo Espírito de Vida, nosso veículo Espírito Humano, nossa Mente, nosso Corpo de Desejos, nosso Corpo Vital e nosso Corpo Denso. Ou seja, 7 veículos no total.

E desses veículos, utilizamos enquanto renascidos aqui somente os veículos necessários para trabalharmos nos seguintes Mundos e respectivas Regiões: Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento. Ou seja: somente em três dos sete Mundos (ou sete estados de Matéria) que se divide o Universo. Este trabalho é ininterrupto. Ora estamos trabalhando aqui, focado no Mundo Físico. Ora estamos trabalhando lá, focado nos Mundos Espirituais ou Suprafísicos.

Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico, nascemos nos Mundos Espirituais, por meio da conhecida Morte. Mas, por outro lado, todas as vezes que morremos nos Mundos Espirituais nascemos neste Mundo Físico. Fato conhecido como Nascimento.

Todas as vezes que morremos neste Mundo Físico estamos prontos para assimilar os frutos da nossa existência terrestre e incorporá-los como nossos poderes nos Mundos Espirituais. Portanto, daqui já concluímos que nascimento e morte, nessa vida terrestre, não são mais do que passagens de uma fase da nossa vida para outra. É aqui que nos livramos do nosso Corpo Denso. E o que se leva de tudo isso?

O Átomo-semente de cada um dos três Corpos e da Mente, que possui gravado dentro de si o resumo de tudo o que aprendemos nesta e em outras vidas. No momento que sucede a Morte, transferimos tudo que está gravado no nosso Corpo Vital, assento da nossa Memória, para o Corpo de Desejos, o assento do Desejo, Sentimento e Emoção. Terminada essa transferência nos livramos do nosso Corpo Vital. E o que levamos dele? Somente o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ele.

Já sem esse Corpo Denso e sem esse Corpo Vital e funcionando nesse Corpo de Desejos, despertamos nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Em geral, o tempo que se vive no Mundo do Desejo é três vezes mais rápido do que se vive nesse Mundo Físico. Explicando: se se vive 60 anos aqui, se viveria, os mesmos fatos e experiências, em 20 anos lá.

Despertamos no nosso Purgatório. Nosso trabalho aqui: repudiar todos os desejos inferiores (ódio, inveja, egoísmo, raiva, cobiça, preguiça, entre outros.), corrigir as nossas debilidades e vícios, sentindo todo o mal que ocasionamos. A quintessência do sofrimento se converte em consciência, que utilizaremos nas vidas futuras.

Deixamos o Purgatório para trás e entramos nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo: o nosso Primeiro Céu. Nosso trabalho aqui: assimilar toda a gratidão emitida por quem ajudamos, sentir novamente toda a gratidão que externamos. Daqui conclui-se que a gratidão produz crescimento anímico. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo, que utilizaremos em vidas futuras.

Concluído esse trabalho nos livramos do nosso Corpo de Desejos. E o que levamos dele? Somente o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ele.

Já sem os Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, da vida que acabou de passar e, neste ponto, funcionando apenas com a Mente (único veículo que restou da vida passada), entramos na Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, o Segundo Céu. Criamos e trabalhamos sobre arquétipos: de novos Corpos – dos nossos irmãos que estão prestes a nascer, de novos ambientes, de nova flora e de nova fauna.

Terminada essa fase, nos livramos da nossa Mente. E o que levamos dela? Somente seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos com ela. Note que possuímos quatro Átomos-semente, um para cada veículo.

Ultrapassamos a Região central do Mundo do Pensamento, a conhecida Região das Forças Arquetípicas. Entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento, Terceiro Céu. Estamos sem nenhum dos quatro veículos que usamos na nossa última vida terrestre. Somente nós, o Espírito Virginal, com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente. A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível.

E é por isso que mergulhamos para mais um renascimento. Os Anjos do Destino nos fornecem uma indispensável e necessária ajuda: como escolher a vida terrestre (dentre de um número finito de possibilidades), o que fazer para renascer, como não nos deixar desistir quando estivermos cegos para os Mundos Espirituais.

Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir um nova Mente. Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos. Da Região Etérica do Mundo Físico, utilizamos o Átomo-semente do Corpo Vital, colhendo materiais afins de Éteres Químico e de Vida para o nosso Corpo Vital.

Os materiais dos Éteres superiores: Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo-Alma. Os Anjos do Destino modelam o nosso Corpo Vital, que dará a forma ao nosso Corpo Denso. Colocam: o Átomo-semente do nosso Corpo Denso na cabeça do espermatozoide que fecundará o óvulo e o Átomo-semente do nosso Corpo Vital no útero da mãe.

E, assim, estamos de volta para um novo nascimento nesse Mundo Físico, com: o veículo Espírito Humano, o veículo Espírito de Vida, o veículo Espírito Divino, uma nova Mente, um novo Corpo de Desejos, um novo Corpo Vital, um novo Corpo Denso.

E onde se estacionam os Átomos-sementes? Exatamente nas posições mais adequadas para as lições neles serem gravadas: Átomo-semente do Corpo Denso na posição referencial do ápice situado no ventrículo esquerdo do coração. Átomo-semente do Corpo Vital na posição relativa no Corpo Denso conhecida como Plexo Celíaco, Plexo Solar ou “boca do estômago”. Átomo-semente do Corpo de Desejos na posição relativa no Corpo Denso onde está o Fígado. Átomo-semente do nossa Mente na posição relativa no Corpo Denso onde está o seio frontal (meio da testa).

Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado, tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Um Corpo Denso tenro, denso e sólido composto de sólidos, líquidos e gases.

Inicia-se: a infância, primeiro período setenário (0-7); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Consciente. Aqui aprendemos observando o exemplo dos nossos pais e os imitando.

Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Inicia-se: a Puberdade, segundo período setenário (7-14); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Intelectual. Aqui aprendemos através da autoridade exercida pelos nossos pais e deles sendo discípulos.

Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se: a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, entre os nossos: Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico. A manutenção do Corpo Denso tem como objetivo nos preparar para atrair o sexo oposto para procriar. É aqui que vemos homens, se importando em buscar corpos “sarados”, ou, pelo menos, evidenciar seus dotes físicos. As mulheres, se importando em buscar corpos curvilíneos, ou, pelo menos, evidenciar sua suavidade. Ao mesmo tempo que se busca a sua destruição com descontrole das emoções adolescentes. Aqui aprendemos através dos conselhos do nossos pais e sendo estimulados por eles a valorizar o exemplo.

Em torno dos 21 anos nasce a nossa Mente: atingimos a Maioridade. Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: para alguns é essa busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.

Estamos completos para uma total manifestação nesses Mundos: o Tríplice Espírito (Divino, de Vida e Humano) trabalhando sobre o Tríplice Corpo (Denso, Vital e de Desejos) através da Mente, tendo como produto desse trabalho a Tríplice Alma (Consciente, Intelectual e Emocional). Ou seja: crescimento anímico através das experiências que passamos.

Por volta dos 28 anos atingimos o nosso Nadir da Materialidade e, tal como ocorre com a nossa evolução quando nos apegamos a raça, ocorre conosco por volta dessa idade. É o axioma hermético “como é em cima, é também em baixo”. O perigo do apego as coisas materiais atinge o seu ápice. Apego a: bens materiais, afetos egoístas, corporativismo separatistas (família, grupo, raça).

O perigo de cristalizarmos e, com isso, nos atrasar na evolução, se faz mais presente. Devemos relembrar que estamos aqui para adquirir experiências e não para se realizar com os bens materiais. Devemos nos lembrar de que os bens que temos não são nossos, são talentos que tivemos a graça de Deus como privilégio para os administrar. E seremos cobrados por essa administração, tal qual nos diz a Bíblia na parábola dos talentos. Devemos reconhecer, e praticar, que não somos corpos, nem famílias, mas sim Espíritos lutando pela perfeição.

Passando essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. (28-35). Aqui presenciamos uma bifurcação decisiva nessa nossa existência terrestre: se não houver sequelas do perigo do apego aos bens materiais e afetos do período setenário anterior, então: nos sentimos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material sob a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Consequência, sendo levados de um lado para outro pela corrente da vida. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material nos enganando, arranjando desculpas pelas nossas condições, circunstâncias e atitudes. E, assim, criando mais destinos maduros para existências materiais futuras. Mas, suponhamos que não tenhamos sequelas. Que decidimos buscar o domínio de nós mesmos. Que decidimos viver a vida espiritual e buscar o domínio de nós mesmos. Que decidimos nadar contra a corrente da vida material.

Com isso, ao alcançar o Máximo da vitalidade, o nosso Segundo Crescimento, por volta dos 35 anos, que deve ser o Crescimento em Sabedoria. Atingimos a nossa máxima eficiência em: investigar as coisas por conta própria a fim de aprendermos a formar nossas opiniões individuais; pesquisar cuidadosamente antes de julgar; conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis; em saber que ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes com nossos deveres para com a família e para com os nossos irmãos.

E daí, por volta dos 35 anos inicia-se o sexto período setenário, que vai até os 42 anos. Se optamos: por buscar o domínio de nós próprios; por cumprir com o nosso dever (que nada mais é do que passar pelas experiências que escolhemos no Terceiro Céu); por aspirar a realização espiritual através da vivência dos ensinamentos ocultos então, tiraremos o máximo desse período. Apararemos arestas.

Com um grau de certeza sobre o nosso objetivo nessa existência física o suficiente para nos satisfazer, a vida física torna-se mais fácil.

Os esforços mais concentrados. As tarefas mais interessantes. A aprendizagem mais completa. E o apetite para estender mais essa existência terrestre maior.

A preocupação pela manutenção dos corpos se torna muito mais para poder utilizá-los com a maior eficiência possível do que para fins egoístas.

Buscamos manter o Corpo Denso saudável porque temos a consciência dele ser o Corpo mais perfeito que já pudemos construir, e porque temos a consciência que o baluarte da nossa evolução é aqui na Região Química do Mundo Físico e que precisamos desse Corpo Denso e todos os demais Corpos nas mais perfeitas condições de saúde para aproveitar tal evolução.

Por volta dos 42 anos inicia-se a nossa Mudança de Vida.

Notem uma coisa muito importante: “a messe é grande e os operários são poucos” e “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”. O nosso desenvolvimento setenário, enquanto renascidos aqui, é um caminho que facilita a nossa atenção em cada um desses períodos setenários a adquirir, com mais facilidade, aquelas experiências e aprendizagens específicas para cada um deles. Entretanto, o fato de não termos conseguido, não deve ser motivo de desânimo, de desistência ou de sofrimento. Nosso destino foi traçado por nós mesmos no Terceiro Céu. Sabemos das nossas dificuldades e porque escolhemos, muitas vezes, o caminho mais duro, pedregoso e de buscar aprender as lições não necessariamente no momento em que a aprendizagem era mais fácil. O importante sempre é que estejamos dispostos a aprender essas lições e praticá-las no nosso dia a dia. Agora, o fato de saber o que cada período setenário nos fornece como facilidades para aprendizagem deve nos encher de ânimo em saber que esse conhecimento nos ajudará a auxiliar os outros, os que vêm após a nós e assim, praticar o serviço amoroso e desinteressado para com os outros, afinal esse é o “caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que conduz a Deus”.

image-7 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

DOS 42 AOS 49 ANOS

Com o intuito de percorrermos um Ciclo completo de Vida, nesse atual Esquema Evolutivo, comecemos exatamente pela parte que se mostra invisível para nossos olhos físicos. Ou seja: comecemos quando ocorre a Morte no Mundo Físico.

Ao fim do nosso último suspiro, começamos a nos livrar de nosso Corpo Denso. De tudo aquilo que possuímos no Mundo Material, levamos apenas o Seu Átomo-semente, que contém a essência de tudo que aprendemos.

Com o objetivo de nos livrarmos também do Corpo Vital, que também pertence ao Mundo Físico, mas não perdermos tudo o que aprendemos nessa nossa existência, transferimos tudo que está gravado no nosso Corpo Vital, que é o assento da nossa Memória, para o Corpo de Desejos, que é o assento do nosso Sentimento.

Esse será o material com o qual trabalharemos no Purgatório e no Primeiro Céu. Ou seja: a memória dos pensamentos, sentimentos, palavras e atos que colocamos em movimento durante essa existência terrestre.

Ao fim dessa gravação da memória do primeiro pensamento nos livramos do nosso Corpo Vital, só levamos o seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos.

Funcionando em nosso Corpo de Desejos, despertamos para a vivência purgatorial. Esta vivência se dá nas 3 Regiões Inferiores do Mundo do Desejo.

Nosso trabalho aqui: repudiar todos os desejos inferiores, maldosos e corrigir as nossas debilidades e vícios, sentindo todo o mal que ocasionamos. A quintessência do sofrimento se converte em consciência, que utilizaremos nas vidas futuras.

Seguindo o caminho ascendente, entramos no nosso Primeiro Céu. Estamos vivendo, agora, nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo. Nosso trabalho aqui: assimilar toda a gratidão emitida por quem ajudamos e sentir novamente toda a gratidão que externamos. A quintessência do bem se transforma em benevolência e altruísmo, que utilizaremos em vidas futuras.

Concluído esse trabalho nos livramos do nosso Corpo de Desejos. De tudo isso aqui, só levamos o Seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos. Funcionando nessa Mente, entramos na Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, o Segundo Céu. Criamos arquétipos: de novos corpos, de novos ambientes, de nova flora e de nova fauna.

Terminada essa fase, nos livramos da nossa Mente. E o que levamos dela? De tudo isso aqui, só levamos o Seu Átomo-semente, resumo de tudo que aprendemos.

Entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento, Terceiro Céu. Estamos sem nenhum veículo. Somente nós, o Ego, com os Átomos-sementes dos nossos passados: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.

A consciência de que o objetivo dessas existências terrestres é a aquisição de experiências é a mais completa possível. E é por isso que mergulhamos para mais um renascimento.

Do Mundo do Pensamento, utilizamos o Átomo-semente da Mente, colhendo materiais afins para construir uma nova Mente.

Do Mundo do Desejo, utilizamos o Átomo-semente do Corpo de Desejos colhendo materiais afins para construir um novo Corpo de Desejos.

Já esse novo Corpo Vital utilizamos dois métodos para construí-lo: os Éteres Químico e de Vida atraímos Região Etérica do Mundo Físico pelas forças do Átomo-semente; já os Éteres Luminoso e Refletor são atraídos pelas forças que compõe o nosso próximo principal Corpo, “o dourado vestido de bodas”, o Corpo-Alma.

O nosso novo Corpo Denso é formado com a ajuda da nossa mãe através do molde do Corpo Vital devidamente colocado pelos Anjos do Destino.

E, assim, estamos de volta para um novo nascimento nesse Mundo Físico, com: o veículo Espírito Humano; o veículo Espírito de Vida; o veículo Espírito Divino; uma nova Mente, e seu Átomo-semente; um novo Corpo de Desejos, e seu Átomo-semente; um novo Corpo Vital, e seu Átomo-semente; um novo Corpo Denso, e seu Átomo-semente.

Conectamos os nossos Átomos-sementes através de um cordão, conhecido como Cordão Prateado, Tríplice em sua constituição. Assim, nasce o Corpo Denso. Um Corpo Denso tenro, denso e sólido composto de sólidos, líquidos e gases.

Inicia-se: a Infância, primeiro período setenário (0-7); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Consciente. Aprendemos observando o exemplo dos nossos pais e os imitando.

Por volta dos 7 anos o nosso novo Corpo Vital nasce. Inicia-se: a Puberdade, segundo período setenário (7-14); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Intelectual. Aprendemos através da autoridade exercida pelos nossos pais e deles sendo discípulos.

Por volta dos 14 anos, nasce o nosso Corpo de Desejos. Inicia-se: a Adolescência, o terceiro período setenário (14-21); a continuação do desenvolvimento da nossa Alma Emocional. Começa a primeira luta interna, que se arrastará por toda nossa existência terrestre, entre os nossos: Corpo Vital (construindo o Corpo Denso) e Corpo de Desejos (destruindo o Corpo Denso). Resultado disso: consciência no Mundo Físico.

A manutenção do Corpo Denso tem como objetivo nos preparar para atrair o sexo oposto para procriar. Os homens buscam corpos “sarados”, ou, pelo menos, evidenciar seus dotes físicos. As mulheres buscam corpos curvilíneos, ou, pelo menos, evidenciar sua suavidade. Ao mesmo tempo em que se busca a sua destruição com descontrole das emoções adolescentes. Aprendemos através dos conselhos dos nossos pais e sendo estimulados por eles a valorizar o exemplo.

Em torno dos 21 anos nasce a nossa Mente, atingimos a Maioridade. Inicia-se o quarto período setenário (21-28). Começa a segunda luta interna, que, também se arrastará por toda nossa existência terrestre entre: nossa Mente, voando de uma descoberta material para outra ansiosa, satisfazendo apenas com explicações materialmente demonstráveis sobre o mundo e o nosso coração, que sente, instintivamente, que algo de maior existe e, aspira aquilo que pressente como verdade. Resultado disso: essa nossa busca incessante do equilíbrio entre cabeça e coração.

Que se, para muitos não é objetivo da vida terrestre, pelo menos perturba muito como consciência. Estamos completos: O Tríplice Espírito despertado (Divino, de Vida e Humano) trabalhando sobre o Tríplice Corpo ativo (Físico, Vital e de Desejos) através da Mente, tendo como produto desse trabalho a Tríplice Alma (Consciente, Intelectual e Emocional). Ou seja: crescimento anímico através das experiências que passamos.

Por volta dos 28 anos atingimos o nosso Nadir da Materialidade e, tal como ocorre com a nossa evolução quando nos apegamos a raça, ocorre conosco por volta dessa idade. É o axioma hermético “como é em cima, é também em baixo”. O perigo do apego as coisas e afetos materiais atingem o seu ápice. O perigo de cristalizarmos e, com isso, nos atrasar na evolução, se faz mais presente. Nessa fase, como em nenhuma outra, oremos desse modo: “Eu não sou meu Corpo Denso, senão o Ego que o usa…Eu não sou meus desejos, senão o Ego que os controla…Eu não sou meus pensamentos, senão o Ego que os cria…Essas coisas não são senão expressões temporais de mim, o Ego, o Eu eterno”.

Passando essa fase, atingimos o Princípio da Nossa Vida Sensata, início do quinto período setenário. (28-35) Aqui presenciamos uma bifurcação decisiva em nossa existência terrestre: se não houver sequelas do perigo do apego aos bens materiais e afetos do período setenário anterior, então: sentimo-nos aptos a dar tudo de nós para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios. Se houver tais sequelas passaremos o resto dessa nossa existência material sob a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Consequência: ou sendo levados de um lado para outro pela corrente da vida, ou lutando bravamente para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.

Ou seja: se houver tais sequelas: ou passaremos o resto dessa nossa existência material nos enganando, arranjando desculpas pelas nossas condições, circunstâncias e atitudes (criando mais destinos maduros para existências materiais futuras), ou lutando bravamente para tentarmos alcançar o domínio de nós próprios.

Mas, suponhamos que não tenhamos sequelas ou que decidimos viver a vida espiritual e buscar o domínio de nós mesmos, a nadar contra a corrente da vida.

Com isso, ao alcançar o Máximo da Vitalidade, o nosso Segundo Crescimento, por volta dos 35 anos, que deve ser o Crescimento em Sabedoria. Atingimos a nossa máxima eficiência em: investigar as coisas por conta própria; a pesquisar cuidadosamente antes de julgar; a conservar nossas opiniões mais fluídicas possíveis; e, principalmente, a entender o que é o Dever, a força motriz substituta do Interesse e Indiferença, os sentimentos gêmeos que, atualmente, movem esse nosso Mundo.

E daí, por volta dos 35 anos inicia-se o sexto período setenário, que vai até os 42 anos. Se optamos: por buscar o domínio de nós próprios, por cumprir com o nosso dever (que nada mais é do que passar pelas experiências que escolhemos no Terceiro Céu), por aspirar a realização espiritual através da vivência dos ensinamentos ocultos, então, tiraremos o máximo desse período.

Com um grau de certeza sobre o nosso objetivo nessa existência física a vida física torna-se mais fácil, não por conformarmos com ela, mas sim porque nossos esforços se tornam mais eficientes nossas tarefas mais interessantes e, consequentemente, nossa aprendizagem mais completa. E o apetite para estender mais essa existência terrestre maior.

A preocupação pela manutenção dos corpos se torna muito mais para poder utilizá-los com a maior eficiência possível do que para fins egoístas.

Buscamos manter o Corpo Denso saudável porque temos a consciência dele ser o Corpo mais perfeito que já pudemos construir, e porque temos a consciência que o baluarte da nossa evolução é aqui na Região Química do Mundo Físico e que precisamos desse Corpo Denso e todos os demais Corpos nas mais perfeitas condições de saúde para aproveitar tal evolução.

Por volta dos 42 anos inicia-se a nossa Mudança de Vida. Se vivemos uma existência puramente material, a Mudança de Vida começa com a fase de decepção ao descobrir que, por mais estáveis que estamos nessa existência uma insatisfação inexplicável nos incomoda e toma todo o nosso tempo até o fim dessa nossa existência, e como diz Raul Seixas em uma de suas músicas: “sentado na sala, com a boca escancarada de dentes esperando a Morte chegar…”.

Mas se nos dedicamos a vida espiritual e cuidamos dos nossos Corpos, estamos iniciando a fase da qual mais nos realizamos. Afinal: após construirmos todos os nossos Corpos, após aprendermos a utilizá-los da maneira mais eficiente que podemos, após cumprir com nossos deveres de criarmos nossos filhos naturais ou espirituais, após contribuirmos para tornar esse Planeta melhor possível, após criarmos o nosso espaço, o nosso mundo, com boas vizinhanças e condições de convivência, ou seja: após criarmos todas as condições para absorvermos o máximo das experiências (causas e efeitos) que obtivermos estamos prontos para desenvolver conscientemente nossos poderes latentes transformando-os em poderes dinâmicos dando mais um grande passo para nos tornarmos Auxiliar Invisível Consciente trabalhando 24 horas nesse Plano Evolutivo.

Oportunidades de servir abundarão porque os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, regozijados pela nossa postura e dedicação, e sabendo que estamos prontos nos oferecerão maiores tarefas para auxiliarmos e, consequentemente, crescermos espiritualmente.

Os Exercícios Esotéricos do Método Rosacruz para o Conhecimento Direto crescerão em eficiência, atingindo o máximo de eficiência por volta dos 49 anos, quando se inicia o nosso Máximo de Mentalidade.

Lembremos sempre: “a messe é grande e os operários são poucos[1] e “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos[2]. O nosso desenvolvimento, enquanto renascidos aqui, é um caminho que facilita a nossa atenção em cada um desses períodos setenários a adquirir, com mais facilidade, aquelas experiências e aprendizagens específicas para cada um deles. Entretanto, o fato de não termos conseguido, não deve ser motivo de desânimo, de desistência ou de sofrimento. Nosso destino foi traçado por nós mesmos no Terceiro Céu. Sabemos das nossas dificuldades e porque escolhemos, muitas vezes, o caminho mais duro, pedregoso e de buscar aprender as lições não necessariamente no momento em que a aprendizagem era mais fácil.

O importante sempre é que estejamos dispostos a aprender essas lições e praticá-las no nosso dia a dia. Agora, o fato de saber o que cada período setenário nos fornece como facilidades para aprendizagem deve nos encher de ânimo em saber que esse conhecimento nos ajudará a auxiliar os outros, os que vêm após a nós e assim, praticar o serviço amoroso e desinteressado para com os outros, afinal esse é o “caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que conduz a Deus.


[1] Mt 9:37 e Lc 10:2

[2] Mt 20:16

image-6 Nosso Trabalho para Renascer Aqui Mais Uma Vez - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

…Em publicação

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Por um Estudante

A vocação e a saúde, como todos os outros assuntos, devem ser interpretadas a partir do horóscopo como um todo, mas há algumas regras gerais que devem ser aplicadas a fim de se ter uma primeira visão.

São elas:

  • Quando a maioria dos Astros está com Aspectos benéficos e acima da Terra (entre a 7ª e a 12ª Casas), ou quando o Sol está com Aspectos benéficos com a Lua e Marte, geralmente é fácil para a pessoa obter um ocupação profissional e, quando o Sol está com Aspectos benéficos com Júpiter proporciona possibilidades de uma ocupação lucrativa. Contudo, quando a maioria dos Astros está debaixo da Terra (entre a 1ª e a 6ª Casas), fraca e afligida, ou quando o Sol está com Aspectos adversos com a Lua, Marte ou Júpiter, normalmente, é difícil para a pessoa encontrar condições para ter um emprego remunerado. Para encontrar condições para ter um emprego remunerado, no qual a pessoa provavelmente será bem-sucedida, considere a natureza e o significado das Casas e dos Signos que contêm a maioria dos Astros.
  • Quando a maioria dos Astros está em Signos de Fogo: Áries, Leão e Sagitário, indica como rentáveis as ocupações em que os metais e o fogo desempenham um papel proeminente, tais como operadores ou operadoras de máquinas (especialmente ferramentais); projetistas, desenhistas, planejadores ou planejadoras, designers, construtores ou construtoras que envolvam atividades de engenharia de estradas, rodovias, ruas, pontes, máquinas, etc.; motoristas; criadores ou criadoras, construtores ou construtoras e reparadores ou reparadoras de coisas feitas com metais; criadores ou criadoras, construtores ou construtoras e reparadores ou reparadoras de artigos de cutelaria; barbeiros ou barbeiras e cabelereiros ou cabelereiras; cirurgiões; soldados; e outros tipos de trabalhos perigosos (especialmente para a saúde e segurança da pessoa) e que envolvam altos riscos ou que, potencialmente, podem causar problemas, mas que pessoa se sente realizada e satisfeita.
  • Se a maioria dos Astros está em Signos de Terra: Touro, Virgem e Capricórnio, indica sucesso em atividades envolvendo agricultura, horticultura, jardinagem, terras, minas, madeiramentos para construção e para móveis e utensílios; materiais de construção e como empreiteiros ou empreiteiras para construções; casas e comércios de gêneros alimentícios, tanto crus quanto cozidos, tais como venda de alimentos e outras coisas de utilidades domésticas, para restaurantes; ou como compra e venda de grãos, de produtos químicos, etc.; também negócios envolvendo a fabricação de tecidos adequados para roupas leves para mulheres e vestuários; em resumo,  tudo que venha da Terra para nutrir, vestir e abrigar o Corpo Denso.
  • Se a maioria dos Astros está em Signos de Ar: Gêmeos, Libra e Aquário, indica êxito em carreiras de administrador ou administradoras ou auxiliar em escritórios, literárias ou artísticas; ocupações que envolvam, principalmente, o cérebro ou viagens como: as de contadores, em áreas de contas a pagar e a receber, representantes de negócios de uma pessoa ou de empresa, profissionais responsáveis por enviar e receber informações, atividades que envolvam o acondicionamento, gerenciamento e a garantia da entrega de qualquer coisa, arquitetos ou arquitetas, engenheiros ou engenheiras civis, desenhistas mecânicos (como máquinas, estruturas, esboços, com habilidades para traduzir tais ideias) e projetistas mecânicos (cria projetos para dispositivos e equipamentos mecânicos; melhora sistemas e processos de fabricação); palestrante ou conferencistas; cientistas; eletricistas; aviadores ou aviadoras; inventores ou inventoras e todas as ocupações semelhantes em que a Mente é um fator principal.
  • Se a maioria dos Astros está em Signos de Água: Câncer, Escorpião e Peixes, a pessoa deveria procurar ocupações em que os fluídos fossem proeminentes, tais como as de: marinheiro ou marinheira, construtor ou construtora naval e armador ou armadora, engenheiro ou engenheira naval ou outra ocupação que envolva embarcações fluviais ou marítimas; fabricante ou negociante de bebidas, etc.

Por outro lado sempre o assunto saúde é que determinará muito de o que realizaremos em uma vida.

Afinal, sabemos que já nascemos com os problemas de saúde que podemos ter latentes. Alguns já se manifestam, pois fazem parte da porção destino maduro que temos que aprender pela dor. Os demais, só aprenderemos pela dor se quisermos. Sabendo das tendências e de quais estão latentes temos a oportunidade de nos emendar antes, de não cair na tentação e de aprendermos a lição que nos reservar por amor. Até os de destino maduro podem ser atenuados se se voltarmos para o nosso desenvolvimento espiritual e utilizando a Astrologia Rosacruz buscar “conhecer a nós mesmos” e desenvolver o autocontrole.

Nesse assunto também temos as regras gerais:

  • Os principais indicadores de saúde e doença são o Sol, a Lua e o Ascendente, juntamente com os Astros na 1ª Casa ou imediatamente acima do Ascendente. Os doze Signos do Zodíaco conferem uma vitalidade em diferentes graus, e quando não há Astros perto do Signo que está no Ascendente, esse tem uma importância muito maior do que quando há Astros perto do Signo que está no Ascendente.
  • Tanto o Sol quanto a Lua afetam a saúde em qualquer horóscopo, mas o Sol é, particularmente, o indicador de saúde para os homens e a Lua tem a mesma função no horóscopo das mulheres. Portanto, se um menino nasce em uma Lua Nova, com um Eclipse total, terá muito poucas possibilidades de sobreviver. O mesmo pode ser dito de uma menina que nasça em uma Lua Cheia, quando há um eclipse.
  • As aflições dos Signos Cardeais: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio indicam doenças agudas que, geralmente, seguem seus cursos e não deixam nenhum traço particular.
  • As aflições dos Signos Fixos: Touro, Leão, Escorpião e Aquário indicam tendências orgânicas ou hereditárias que são difíceis de combater e que, geralmente, se tornam crônicas.
  • As enfermidades indicadas pelos Signos Comuns: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes são conversíveis. Podem ser totalmente vencidas ou seguir seu curso até que se tornem crônicas, conforme o temperamento mental da pessoa em cujo horóscopo se encontram. As posições dos Planetas adversos: Saturno, Marte, Urano e Netuno sempre indicam os pontos fracos na anatomia, sendo que a posição de Saturno é particularmente sensível, não importa se ele está ou não afligido, é sempre um ponto de perigo. Conhecendo-se as partes do corpo que são regidas pelos diferentes Signos é fácil encontrar onde os elos fracos da corrente da saúde humana estão localizados.

Além delas, cada horóscopo tem as suas particularidades, especialmente quando estamos falando em horóscopo de crianças.

Max Heindel nos mostra muitos exemplos nesse livreto:

1. Para fazer download ou imprimir:

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Enid D’Arcy G.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Hiram W.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Mary G.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Ruby Eldean B.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Avolvi S.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Senhorita J. I. W.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Martha V.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Marie D.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Frank Glenwood C.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Anne E

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Donald A. T.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Virginia W.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Robert P. A.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Selma L. Norway

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Raymond Patrick P.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Oliver A. E.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Ramona B.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Mary Louise B.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Lillian M.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Harold Ernest T.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Hans B.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Gladys M. R.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Stephen Leonard K.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Roy S.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Thelver Barton H.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Leslie Warren G.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Gladyz B. P.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Gerneaux H.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Elsie L.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Elma K.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Dolores A.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Carl S.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Edmund K.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Manley H.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Russel Laverne P.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de David A. G. L.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Irene L. Susie

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Leslie Ralph W.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Carlos S. Jr.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Viola E.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Albert B.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de James Fraser S.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Carl M. T.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Donald Pirie G.

Por um Estudante – Interpretações Astrológicas: Vocação e Saúde – Horóscopo de Frederick L. G.

Em publicação…

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Audiobook – A Astrologia e as Glândulas Endócrinas – Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz

Capa-A-Astrologia-e-as-Glandulas-Endocrinas-1024x576 Audiobook - A Astrologia e as Glândulas Endócrinas - Augusta Foss Heindel - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.

O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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Audiobook – A Astrologia e as Glândulas Endócrinas – Augusta Foss Heindel – Introdução
Audiobook – A Astrologia e as Glândulas Endócrinas – Augusta Foss Heindel – Capítulo 1 – A Época Polar
Audiobook – A Astrologia e as Glândulas Endócrinas – Augusta Foss Heindel – Capítulo 2 – Do Jardim do Éden
Audiobook – A Astrologia e as Glândulas Endócrinas – Augusta Foss Heindel – Capítulo 3 – Duas Glândulas Endócrinas
Audiobook – A Astrologia e as Glândulas Endócrinas – Augusta Foss Heindel – Capítulo 4 – O Gás Espinhal

FIM

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Audiobook – O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Capa-1024x576 Audiobook - O Enigma da Vida e da Morte - Dos Escritos de Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.

O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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Audiobook – O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – Introdução
Audiobook – O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.1-As Três Teorias
Audiobook – O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.2-A Teoria Materialista
Audiobook – O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.3-A Teoria Teológica
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.4-A Doutrina da Reencarnação
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.5-O Progresso em Espiral
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.6-A Lei dos Ciclos Alternantes
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.7-Explicando as Tendências Morais
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.8-A Lei de Consequência
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.9-A Escola da Vida
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.10-Nós Somos os Mestres dos Nossos Destinos
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.11-Recordando Vidas Passadas
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.12-Frequência do Renascimento
O Enigma da Vida e da Morte – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil – C.13-A Solução para o Enigma

Em publicação…

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Audiobook – Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz

Capa-IMN-1024x576 Audiobook - Interpretação Mística do Natal - Max Heindel e Augusta Foss Heindel - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.
  • O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz – Prefácio
Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz – Cap. 1 – A Significância Cósmica do Natal
Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz -Cap. 2 – Luz Espiritual – O Novo Elemento e a Nova Substância
Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz – Cap. 3 – O Sacrifício Anual de Cristo
Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz – Cap. 4 – O Místico Sol da Meia-noite
Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz – Cap. 5 – A Missão do Cristo e o Festival das Fadas
Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz – Cap. 6 – O Cristo Recém-nascido

FIM

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Os Arquétipos – Dos Escritos de Max Heindel-Fraternidade Rosacruz

Os Arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto.

Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade.

Quando o Arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada.

Quando o Arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.

Há 3 meios de você acessar esse Livro:

1. Em formato PDF (para download):

Arquétipos – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

2. Em forma audiobook ou audiolivro:

Audiobook – Arquétipos – Dos Escritos de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

3. Para estudar no próprio site (ou para fazer download ou imprimir):

ARQUÉTIPOS

 Dos Escritos de

Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

 Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1950, Archetypes, editada por The Rosicrucian Fellowship

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

SUMÁRIO

PREÂMBULO.. 3

INTRODUÇÃO.. 4

A PERMANÊNCIA DO ARQUÉTIPO.. 6

EFEITOS NO ARQUÉTIPO.. 8

FORMAÇÃO DOS ARQUÉTIPOS QUANDO RENASCEMOS AQUI. 10

ALTERAÇÕES NOS ARQUÉTIPOS. 12

A EVOLUÇÃO DOS ARQUÉTIPOS DOS NOSSOS CORPOS. 15

A EVOLUÇÃO DOS ARQUÉTIPOS A PARTIR DA VINDA DE CRISTO.. 19

SITUAÇÕES DOS ARQUÉTIPOS DE ALGUMAS CLASSES DE PESSOAS. 23

ONDE SE ENCONTRAM OS ARQUÉTIPOS. 25

OS ARCHE TEKTON.. 30

AS FORÇAS ARQUETÍPICAS. 33

O ENVOLVIMENTO DOS ARQUÉTIPOS QUANDO MORREMOS E QUANDO ESTAMOS NOS PREPARANDO PARA RENASCER.. 34

                                                      

A PERMANÊNCIA DO ARQUÉTIPO

Não há palavras adequadas para exprimir o que o Espírito sente quando se encontra diante dessa presença, muito acima deste Mundo, onde o véu da carne esconde as realidades vivas debaixo de uma máscara; e muito além do Mundo do Desejo e da ilusão, onde formas fantásticas e ilusórias nos levam a acreditar que elas são algo muito diferentes do que são na realidade. Somente na Região do Pensamento Concreto, onde os Arquétipos de todas as coisas se unem no grande coro celestial, ao qual Pitágoras referiu-se como a “harmonia das esferas”, é que nós encontramos a verdade revelada em toda a sua beleza.  

(Do Livro: Capítulo XII – Do Livro Mistérios das Grandes Óperas-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Se não nos aplicarmos ao trabalho da vida, ou se nós persistentemente seguirmos um caminho que é subversivo ao crescimento da alma, nossa vida destruirá o Arquétipo. O renascimento em um ambiente alterado, então, nos dará a chance de recuperar as oportunidades que foram negligenciadas. Por outro lado, quando vivemos em harmonia com o plano da vida inscrito no Arquétipo de nosso Corpo Denso, há uma consonância construtiva em suas vibrações que prolonga a vida do Arquétipo e, consequentemente, também a vida do Corpo Denso.

Quando percebemos que a nossa vida na Terra é o tempo de semear, e que o valor de nossa existência post-mortem está em relação direta ao incremento que ganhamos em nossos talentos, será imediatamente evidente como sumamente importante que nossas faculdades devem ser utilizadas na direção correta. Embora esta lei se aplique a toda Humanidade, é insuperavelmente vital para as almas aspirantes, pois quando nós trabalhamos para o BEM com toda a nossa força e poder e a cada ano a mais vivido incrementa enormemente nosso tesouro celestial. A cada ano a mais vivido ganhamos maior eficácia no progresso da alma, e os frutos alcançados nos últimos anos podem, facilmente, superar os adquiridos na primeira parte da vida.

(Carta nº 33 – Do Livro: Carta aos Estudantes-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

EFEITOS NO ARQUÉTIPO

Os objetos no Mundo Físico ocultam sempre suas construções ou naturezas internas; nós vemos somente a superfície. No Mundo do Desejo vemos os objetos fora e dentro de nós mesmos, mas eles nada nos dizem deles mesmos, nem da vida que os anima. Na Região Arquetípica[1] parece não haver circunferência, mas, para onde quer que dirijamos nossa atenção, ali está o centro de tudo, e a nossa consciência, instantaneamente, se enche do conhecimento em relação ao ser ou à coisa que estivermos olhando. É mais fácil gravar num fonógrafo[2] o tom que nos chega do céu, do que mencionar as experiências que passamos naquele reino, pois não há palavras adequadas para expressá-las; tudo o que podemos fazer é tentar vivê-las.

(Carta nº 40 – Do Livro: Carta aos Estudantes-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

De acordo com isso, nós devemos perceber que cada ato de cada ser humano produz um efeito direto nos Arquétipos do corpo. Se o ato está em harmonia com a lei da vida e da evolução, fortalece o Arquétipo e possibilita um prolongamento da vida, na qual o indivíduo alcançará o máximo de experiência e obterá um crescimento anímico proporcional, de acordo com seu estado evolutivo e sua capacidade de aprendizagem. Deste modo, menos encarnações serão necessárias para ele chegar à perfeição comparado com um outro que desperdiça a corrente vital e tudo faz para escapar de seu destino ou com outro, ainda, que aplica sua força destrutivamente. Neste caso, o Arquétipo esgota-se e romper cedo. Aqueles, cujos atos são contrários à lei, encurtam as suas vidas e têm que renascer mais vezes que as pessoas que vivem em harmonia com a lei. Este é outro exemplo de que a Bíblia é exata quando nos exorta a fazer o bem para que possamos ter uma vida mais longa aqui.

Esta lei é aplicada a todos sem exceção, mas tem maior significado na vida dos que estão trabalhando, conscientemente, com a lei da evolução do que aqueles que não o fazem. O conhecimento destes fatos deve aumentar dez ou cem vezes o nosso zelo e interesse pelo bem. Mesmo que comecemos, como se costuma dizer, “tarde na vida” podemos facilmente acumular um “tesouro” maior nos últimos anos do que o obtivemos em algumas vidas anteriores. Acima de tudo, nós estamos conquistando a admissão para um começo mais cedo nas próximas vidas.

(Carta nº 96 – Do Livro: Carta aos Estudantes-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

FORMAÇÃO DOS ARQUÉTIPOS QUANDO RENASCEMOS AQUI

No momento em que o Ego está vindo para renascer, ele forma o Arquétipo criador de sua forma física no Segundo Céu com a ajuda das Hierarquias Criadoras. Esse Arquétipo é uma coisa sonora, vibrante, que é posta em vibração pelo Ego, com uma certa força que é proporcional à duração do tempo a ser vivido na Terra, e até que o Arquétipo cesse de vibrar, a forma, que é construída dos elementos químicos da Terra, continuará a existir.

Quando o Ego está descendo para o renascimento, ele desce através do Segundo Céu. Lá será ajudado pelas Hierarquias Criadoras na construção do Arquétipo do seu próximo Corpo Denso, e instila nesse Arquétipo uma vida que durará certo número de anos. Esses Arquétipos são espaços ocos e eles têm um som ou movimento vibratório que atrai o material do Mundo Físico e coloca todos os átomos no Corpo para vibrar em sintonia com um pequeno átomo que está no coração, chamado de Átomo-semente, que como um diapasão dá uma afinação a todo o resto do material do corpo. No momento em que a plena vida seja vivida na Terra, as vibrações no Arquétipo cessam e o Átomo-semente é retirado, o Corpo Denso se decompõe e o Corpo de Desejos, no qual o Ego vai funcionar no Purgatório e Primeiro Céu, assume a forma do Corpo Denso. Então, o ser humano começa seu trabalho de expiar seus maus hábitos e atos no Purgatório, assimilando o que é bom de sua vida no Primeiro Céu.

Os parágrafos anteriores descrevem as condições normais, quando o curso da Natureza não é perturbado, mas o caso do suicídio é diferente. Nesse o ser humano tirou o Átomo-semente, mas o Arquétipo oco ou vazio, ainda continua vibrando. Ele se sente como se estivesse vazio e experimenta um sentimento corroendo por dentro que pode ser comparado às dores de uma fome intensa. O material para construção de um Corpo Denso está ao seu redor, mas tendo em vista que não possui o medidor do Átomo-semente, é impossível para ele assimilar essa matéria e construí-la num Corpo. Esse terrível sentimento de vazio dura o tempo que deveria durar sua última vida terrestre.

(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Pergunta Nº 47-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

A Lei de Causa e Efeito é o árbitro que determinará como a vida deve ser vivida, e como algumas oportunidades de crescimento espiritual serão colocadas diante do Ego em vários momentos de sua vida terrestre. Se essas oportunidades forem aproveitadas, a vida continuará pelo caminho reto, mas se for ao contrário, será divergida, por assim dizer, para um beco sem saída, onde a vida será findada pelas Hierarquias Criadoras, que destruirão o Arquétipo no Mundo celestial. Assim podemos dizer que a duração de uma vida terrena poderá ser abreviada se negligenciarmos as oportunidades. Há também a possibilidade, no caso de algumas pessoas, quando a vida foi vivida intensamente, e onde a pessoa se esforçou de todas as maneiras para viver de acordo com as oportunidades dadas, de adicionar mais vida no Arquétipo e, assim a existência poderá ser prolongada, mas como foi dito, somente em casos excepcionais.

(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Pergunta Nº 47 – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

ALTERAÇÕES NOS ARQUÉTIPOS

O ser humano, devido à sua natureza divina, é o único ser que possui a prerrogativa de desordenar o esquema do seu desenvolvimento e da mesma forma que pode pôr fim à sua vida usando a própria vontade, assim também, pode pôr um fim à vida do seu próximo antes que o tempo dele tenha findado. O sofrimento do suicida seria também o sofrimento das vítimas do assassinato, pois o Arquétipo do seu corpo estaria juntando material que lhe seja impossível assimilar. Mas, no seu caso, a intervenção de outras entidades impede esse sofrimento (dos assassinados) e ele será encontrado vagueando aqui e ali no seu Corpo de Desejos, num estado letárgico, pelo período que normalmente teria vivido.

(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Pergunta Nº 60-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Como já afirmei, a minha visão tonal e a capacidade de funcionar na Região do Pensamento Concreto era indiferente e principalmente limitada às subdivisões inferiores, mas uma pequena ajuda dos Irmãos naquela noite me permitiu entrar em contato com a quarta Região, onde se encontram os Arquétipos, e lá recebi os ensinamentos e a compreensão do que é contemplado como o mais elevado ideal e a missão da Fraternidade Rosacruz.

Vi nossa sede e uma multidão de pessoas, vindo de todas as partes do mundo para receber os ensinamentos. Vi-os saindo dali para levar bálsamo aos aflitos próximos e distantes. Ao passo que neste mundo é necessário investigar, a fim de descobrir alguma coisa; lá, a voz de cada Arquétipo traz consigo, como ao mesmo tempo, que impressiona a consciência espiritual, o conhecimento do que esse Arquétipo representa. Assim, naquela noite, recebi um entendimento que está muito além do que minhas palavras podiam expressar; pois o mundo em que vivemos se baseia no princípio do tempo, enquanto no reino superior dos Arquétipos tudo é um eterno agora. Esses Arquétipos não revelam sua história como esta é narrada, mas produzem sobre a consciência uma concepção instantânea de toda a ideia, muito mais clara do que poderia ser transmitida em palavras.

 (Do Livro: Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo XXI – Parte II-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

A Região do Pensamento Concreto, como você deve se lembrar de nossos outros ensinamentos, é o reino do som, onde a harmonia das esferas, a música celestial, que penetra tudo que existe, da mesma forma que a atmosfera da Terra circunda e envolve tudo o que é terreno. Pode-se dizer que nessa região tudo está envolto e permeado de música. Vive e cresce pela música. Lá, a palavra de Deus soa adiante e forma todos os vários modelos que mais tarde se cristalizam nas coisas que nós contemplamos no mundo terrestre.

No piano, cinco teclas escuras e sete brancas formam a oitava. Além dos 7 Globos nos quais evoluímos durante um Dia de Manifestação, há cinco Globos escuros que atravessamos durante as Noites Cósmicas. Em cada ciclo de vida, o Ego retira-se por um tempo para o mais denso desses cinco, isto é, o Caos, o mundo sem forma onde nada permanece salvo, a não ser os centros de força conhecidos como átomos-semente. No início de um novo ciclo de vida, o Ego desce novamente na Região do Pensamento Concreto, onde a “música das esferas” imediatamente faz vibrar os Átomos-semente.

Há sete esferas; os Planetas de nosso Sistema Solar. Cada um tem sua nota-chave e emite um som diferente de todos os outros Planetas. Um ou outro, dentre eles, vibra em particular sincronia com o Átomo-semente do Ego, que então busca a encarnação. Então, esse Planeta corresponde à “tônica” da escala musical e, embora os tons de todos os Planetas sejam necessários para construir um organismo completo, cada um é modificado e feito para adaptar-se ao impacto básico dado pelo Planeta mais harmonioso, que é, portanto, o regente dessa vida, sua Estrela do Pai. Assim, como na música terrestre, também na celestial existem harmonias e dissonâncias, e todos influenciam sobre o Átomo-semente e ajudam a construir o Arquétipo. Assim as linhas vibratórias de força são formadas, que mais tarde atraem e organizam partículas físicas, como acontece com esporos ou areias que formam figuras geométricas sobre uma placa de bronze à vibração de um arco de violino.

Mais tarde, ao longo dessas linhas arquetípicas de vibração, o Corpo Denso é formado e se expressa com precisão à harmonia das esferas como era tocada durante o período de construção. Esse período, entretanto, é muito mais longo do que o período atual da gestação, e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pela vida que busca a manifestação física. Tampouco é contínuo o processo de construção do Arquétipo, pois sob os aspectos dos Planetas que emitem notas, às quais as forças vibratórias do Átomo-semente não podem responder, ele simplesmente sussurra sobre as que já aprenderam, e assim, engajado, espera por um novo som que possa usar na construção de organismo que se deseja para se expressar.

Portanto, sabendo que o organismo terrestre, que cada um de nós habita, é formado segundo linhas vibratórias produzidas pela música das esferas, nós podemos entender que as dissonâncias que se manifestam como enfermidades são produzidas primeiramente pela desarmonia espiritual interna. Torna-se mais evidente que, se pudermos obter conhecimentos precisos sobre a causa direta da desarmonia e saná-la, a manifestação física da doença logo desaparecerá. É essa a informação dada pelo tema astrológico da pessoa, pois nele cada Astro em sua Casa e Signo expressam harmonia ou discórdia, saúde ou doença. Portanto, todos os métodos de cura são adequados apenas na proporção em que levam em consideração as harmonias e discordâncias astrais manifestadas na roda da vida – o horóscopo.

(Do Livro: Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo XXII – Parte III-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

A EVOLUÇÃO DOS ARQUÉTIPOS DOS NOSSOS CORPOS

Nos Mundos celestes há imagens de modelos-Arquétipos. Na língua grega a palavra “apxn” significa “no princípio”, isto é, no início. O Cristo disse de Si mesmo, ou melhor, o Iniciado que já compreendeu Sua própria divindade diz: “Eu sou o princípio (apxn) e o fim”. Há nessa palavra “princípio” (apxn) o núcleo gerador de tudo que temos aqui.

No Templo (Tabernáculo) foi colocada uma Arca, a Arca de Aliança. Foi disposta de tal modo que suas hastes não poderiam ser removidas. Durante toda a viagem através do deserto as hastes deveriam permanecer imóveis. De fato, jamais foram removidas enquanto a arca peregrinava até ser conduzida ao Templo de Salomão. Temos aqui uma condição, onde um determinado símbolo, um Arquétipo, algo transportado desde o princípio, é elaborado de tal modo que possa ser reativado em determinadas ocasiões e reconduzido mais adiante. Nessa arca estava o núcleo ao redor do qual todas as coisas gravitavam. Havia o Cajado de Aarão, o Pote do Maná e, também, as duas Tábuas da Lei.

Nós acabamos de descrever o símbolo perfeito da verdadeira constituição do ser humano, pois, enquanto ele atravessa o vale da matéria e transita continuamente de um lugar a outro, as hastes, sob nenhuma hipótese, podem ser removidas. Elas permanecerão intactas até que chegue à condição simbólica descrita no Apocalipse. Onde se diz: “Aquele que triunfar, eu o farei um pilar no templo de meu Deus; e dali nunca mais sairá”.

Durante o transcorrer do tempo, desde o momento no qual o ser humano começou sua viagem através da matéria, ele possui esse espírito de peregrinação. Nunca ficou parado. Algumas vezes, o templo (Tabernáculo) era conduzido, assim como a Arca para um novo lugar. Assim também o ser humano está sempre sendo impelido de um lugar para outro, de um ambiente para outro, de uma condição para outra. Não é uma jornada sem objetivo, pois tem como meta a Terra prometida, a Nova Jerusalém, onde haverá paz. Mas, enquanto o ser humano estiver nesta jornada, deve estar ciente de que não haverá descanso e nem paz.

(Do Livro: Ensinamentos de um Iniciado, Capítulo XXVI – A Jornada Através do Deserto-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Como está escrito no Livro “Conceito Rosacruz do Cosmo”, com referência à constituição do nosso Planeta, o caminho da Iniciação passa através da Terra, da periferia ao centro, um estrato de cada vez e, embora nossos corpos físicos sejam delineados dessa forma pela força da gravitação, sua densidade evita que a traspassemos, tão eficazmente quanto a força de levitação que repele a classe despreparada mencionada nos recintos sagrados. Somente quando, pelo poder de nosso próprio Espírito deixamos nosso Corpo Denso instruído por e em consequência da maneira reta de viver, seremos capazes de ler o registro etérico com melhor proveito. Em um ponto mais avançado do progresso, o “estrato aquoso” da Terra será aberto ao Iniciado, que, então, estará num estado de desenvolvimento apropriado para ler o registro dos acontecimentos passados, impressos permanentemente na substância viva da Região das Forças Arquetípicas, onde o tempo e espaço são praticamente inexistentes, e onde tudo é um eterno Aqui e Agora.

(Do Livro: A Teia do Destino – Segunda Parte – O Cristo Interno – A Memória da Natureza-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

É curioso como a perpetração do suicídio em uma vida e o consequente sofrimento post-mortem, no tempo em que ainda existe o Arquétipo, muitas vezes gera nestas pessoas um medo mórbido da morte na próxima vida; de modo que, quando a morte ocorre naturalmente no curso normal da vida, os suicidas parecem frenéticos depois de abandonar o corpo e tão ansiosos em voltar ao Mundo Físico que, frequentemente, cometem o crime da obsessão da forma mais tola e impensada.

(Do Livro:  A Teia do Destino – Quinta Parte – Obsessão do Ser Humano e dos Animais-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Uma máxima ocultista diz que “uma mentira é ao mesmo tempo assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os ensinamentos dos Irmãos Maiores, contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmo” explicam que sempre que ocorrer um incidente, um pensamento-forma gerado nos Mundos invisíveis faz o registro deste acontecimento. Toda vez que se fala ou se comenta deste acontecimento cria-se uma nova forma de pensamento que se funde com o original e o fortalece, desde que ambos sejam verdadeiros e possuam a mesma vibração. Mas se uma mentira é contada sobre o ocorrido, então as vibrações do original e da reprodução não serão idênticas; eles se chocam e o atrito entre eles acaba destruindo-se mutuamente. Se o pensamento-forma verdadeiro e bom for suficientemente forte, conseguirá o domínio da situação e destruirá os pensamentos-forma baseados na mentira; consequentemente o bem vencerá o mal, mas se os pensamentos maliciosos e mentirosos forem mais fortes, estes podem vencer o pensamento-forma verdadeiro e, assim, destruí-lo. Depois, haverá discórdia entre eles e todos, por sua vez, serão aniquilados.

Assim, uma pessoa que vive uma vida pura, esforçando-se para obedecer às leis de Deus e lutando fervorosamente pela verdade e pela justiça, criará pensamentos-forma de natureza semelhante; sua Mente trilhará caminhos em harmonia com a verdade e quando chegar o momento, no Segundo Céu, de criar o seu Arquétipo para a vida futura, ele prontamente e intuitivamente, pela força do hábito adquirido na vida passada, alinhar-se-á com as forças da retidão e da verdade. Estas linhas, formadas em seu corpo, criarão harmonia nos novos veículos, e, portanto, a saúde será a consequência natural em sua próxima vida. Aqueles que formaram em vidas anteriores uma visão distorcida das coisas, que desprezaram a verdade, exercitando a astúcia, o egoísmo exagerado e a desconsideração pelo bem-estar dos outros, acham-se obrigados, no Segundo Céu, a ver as coisas de um modo oblíquo, porque este é o seu habitual modo de pensar. Portanto, o Arquétipo construído por eles incorporará linhas de erro e de falsidade; e consequentemente, ao renascer, ele terá uma fraqueza em vários órgãos, quando não em todo o ser.

(Do Livro: A Teia do Destino – Sétima Parte – A Causa das Enfermidades – Esforços do Ego para escapar do Corpo – Efeitos da Lascívia-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

A EVOLUÇÃO DOS ARQUÉTIPOS A PARTIR DA VINDA DE CRISTO

Somente quando entramos nos reinos mais elevados, e particularmente na Região do Pensamento Concreto, é que as verdades eternas são percebidas. Por isso, devemos, necessariamente, cometer erros uma vez ou outra, apesar dos nossos mais sinceros esforços em procurar conhecer e dizer a verdade. Portanto, é impossível para nós construir um veículo totalmente harmonioso. Se isso fosse possível, tal Corpo seria realmente imortal, e nós sabemos que a imortalidade da carne não é o desígnio de Deus; pois segundo São Paulo: “A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus[3].

Contudo, sabemos que, atualmente, apenas uma pequena porcentagem de pessoas está disposta a viver em harmonia com a verdade, para confessá-la e professá-la diante dos seres humanos por meio do serviço e da vida reta e que não faz o mal. Sabemos, também, que isto aconteceu com muito poucos ao retrocedermos na história, quando o ser humano não havia desenvolvido o altruísmo que começou no nosso Planeta com o advento do Nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus. Nesse tempo, os padrões de moralidade eram muito inferiores e o amor à verdade quase desprezível para a maioria da Humanidade, que se encontrava absorvida em seus esforços para acumular riquezas e adquirir poder ou prestígio, quanto fosse possível. Portanto, as pessoas estavam, naturalmente, inclinadas a ignorar os interesses dos demais, e contar uma mentira não parecia, de modo algum, um ato repreensível, pelo contrário, muitas vezes era tida como mérito. Consequentemente, os Arquétipos estavam, constantemente, cheios de fraquezas, e as funções orgânicas do Corpo, atualmente, estão prejudicadas em um grau bastante elevado, particularmente os Corpos ocidentais porque estão se tornando cada vez mais forte e mais sensível à dor, devido ao crescimento da consciência do Espírito.

(Do Livro:  A Teia do Destino – Sétima Parte – A Causa das Enfermidades – Esforços do Ego para Escapar do Corpo – Efeitos da Lascívia-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

A assimilação dos frutos de cada vida passada acontece antes que o Espírito desça para o renascimento e, consequentemente, o caráter gerado é totalmente formado e se expressa na sutil e móvel matéria mental da Região do Pensamento Concreto, onde o Arquétipo do Corpo Denso é construído. Se o Espírito que procura renascer é amante da música, procurará construir um ouvido perfeito, com os canais semicirculares devidamente situados e com o tímpano mais delgado e sensível à vibração; tentará formar dedos compridos e finos para executar os acordes celestes captados por seus ouvidos. Mas, se não apreciava a música em vidas passadas, fechava seus ouvidos aos acordes da alegria ou da tristeza, o desejo de se afastar da companhia dos demais, então formado, causaria a negligenciar a construir o ouvido, quando construísse o Arquétipo e, como consequência, esse órgão seria defeituoso em um grau proporcional à negligência causada, pelo seu caráter, em sua existência anterior.

Da mesma forma acontece com os outros sentidos; quem bebe de uma fonte de conhecimento e se esforça para compartilhar seu conhecimento com os que o rodeiam estabelece as bases para adquirir a faculdade de oratória em uma vida futura, porque o desejo de comunicar seu conhecimento o fará prestar uma atenção especial na formação e fortalecimento de seu órgão vocal, quando estiver construindo o Arquétipo de futuro Corpo. Por outro lado, aqueles que se esforçam por acessar os mistérios da vida por simples curiosidade ou satisfazer o orgulho de seu próprio intelecto negligenciam na construção de um órgão adequado para sua expressão e, ficam sujeitos à debilidade na voz ou ao impedimento na expressão da palavra. Dessa forma, vêm-lhes o reconhecimento de que a expressão é um bem valiosíssimo. Embora o cérebro de um indivíduo, assim aflito, não possa compreender a lição, o Espírito aprende que somos estritamente responsáveis pelo uso que fazemos de nossos talentos, e que devemos assumir nossas dívidas algum dia se negligenciamos em transmitir a palavra de Vida para Iluminar nossos irmãos ou irmãs no caminho, sempre, naturalmente que estejamos preparados para isso.

(Do Livro:  A Teia do Destino – Oitava Parte – Os Raios de Cristo Constituem o “Impulso Interno” – Visão EtéricaDestino Coletivo-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Quando o Ego está a caminho do renascimento passando pela Região do Pensamento Concreto, pelo Mundo do Desejo e pela Região Etérica, toma de cada uma delas certa quantidade de material. A qualidade deste material é determinada pelo Átomo-semente, baseado no princípio de que semelhante atrai semelhante. A quantidade depende do quanto de matéria será necessário e requerido pelo Arquétipo na construção feita por nós mesmos no Segundo céu. A partir da quantidade de átomos etéricos prismáticos apropriados para determinado Espírito, os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica que, então, é colocada no útero da mãe e, gradualmente, envolvida de matéria física formando o corpo visível da criança recém-nascida.

(Do Livro: A Teia do Destino – Quarta Parte – A Natureza dos Átomos Etéricos – A Necessidade de Equilíbrio-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Nas três regiões inferiores da Região do Pensamento Concreto se encontram os Arquétipos de tudo o que vemos no Mundo Físico, como minerais, vegetais, animais e humano, Arquétipos dos continentes, rios e oceanos; e aqui o Clarividente exercitado, cuja faculdade o capacita a alcançar esses planos mais elevados, vê também o oceano universal da vida fluente, em que todas as formas estão imersas; vê o mesmo impulso vital movendo-se de forma a forma em ciclos rítmicos, sustentando a forma especializada pelo Ego humano ou pelo Espírito-Grupo do animal e do vegetal.

Esses Arquétipos não são meramente modelos no sentido geral do termo, algo assim como uma coisa em miniatura, ou de material mais refinado. São Arquétipos criadores, modelando todas as formas visíveis, como vemos no mundo, à sua própria imagem e semelhança, ou melhor, às suas próprias semelhanças, porque frequentemente muitos Arquétipos trabalham juntos para formarem certas espécies, cada um dando parte de si mesmo para construírem a determinada forma. Eles são dominados e dirigidos pelas “Forças Arquetípicas” que são encontradas na quarta região. É da substância das quatro regiões inferiores que nossa Mente é formada, capacitando também ao ser humano a formar pensamentos e criar imagens que depois possa reproduzir no ferro, na pedra ou na madeira, de modo que por meio da Mente obtida desse Mundo, o ser humano se torna um criador no Mundo Físico, de modo análogo às Forças Arquetípicas.

Mas, o que é que dirige a Mente, assim como as Forças Arquetípicas dirigem os Arquétipos? É o Ego, o qual obtém suas vestimentas das três regiões superiores, que formam a chamada Região de Pensamento Abstrato, ou Região das Ideias.

(Do Livro: Cristianismo Rosacruz – Conferência III – Visão Espiritual e Mundos Espirituais – Mundo do Pensamento-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

SITUAÇÕES DOS ARQUÉTIPOS DE ALGUMAS CLASSES DE PESSOAS

Há duas classes de pessoas para quem o processo purgatorial não começa de imediato: os suicidas e as vítimas de assassinato. No caso do suicida o processo não se inicia até que se complete o tempo em que o corpo deveria morrer no decurso natural, mas, nesse ínterim, ele sofre por seu ato de uma maneira tão terrível quanto peculiar. Ele tem a sensação de estar oco, por assim dizer, e de habitar num doloroso vazio, uma vez que o Arquétipo de sua forma contínua ativo na Região do Pensamento Concreto.

No caso de pessoas, jovens ou idosas, que morrem naturalmente ou por acidente, cessam as atividades arquetípicas; os veículos superiores sofrem, então, uma modificação na morte, de modo que a perda do Corpo Denso em si não produz nenhuma sensação de desconforto. Contudo, o suicida não experimenta tal mudança até que o Arquétipo de seu Corpo deixe de funcionar, no momento em que a morte teria ocorrido naturalmente. O espaço onde seu Corpo Denso deveria ocupar está vazio, porque o Arquétipo é oco, e isto o faz sofrer indescritivelmente. Assim, ele também aprende que não é possível ausentar da escola da vida sem causar consequências desagradáveis, e em vidas futuras, quando o caminho lhe parecer difícil, ele recordará em sua alma, que a tentativa covarde de fugir pelo suicídio só pode acrescentar-lhe maiores sofrimentos.

Há pessoas que se suicidam por razões altruístas, para livrar outros de um fardo, e estes naturalmente, são recompensados de outra maneira, mas não escapam do sofrimento do suicida, da mesma maneira que aquela pessoa que entra num edifício em chamas para salvar outros não está imune de se queimar.

A vítima do assassinato escapa a esse sofrimento porque, via de regra, fica em estado de coma até o tempo em que a morte natural deveria ocorrer, e neste caso deve-se ter o mesmo cuidado que se tem com as vítimas dos chamados acidentes, só que estas vítimas ficam conscientes imediatamente ou pouco depois da morte. Se o assassino for executado entre a época do crime e aquela em que sua vítima deveria morrer em circunstâncias naturais, o Corpo de Desejos comatoso deste é atraído magneticamente ao seu matador, seguindo-o aonde ele vá, sem um momento de trégua. A cena do assassinato passa, então, a apresentar-se sempre diante dele, causando-lhe os dolorosos sofrimentos e angústias que inevitavelmente deve acompanhá-lo com esta incessante repetição de seu crime em todos os horríveis detalhes. Isso continua por um tempo que correspondente ao período de vida do qual privou sua vítima. Se o assassino escapou da forca, de modo que sua vítima tenha passado além do Purgatório antes de morrer, o “cascão ou coscorão” da sua vítima subsiste para representar a parte de Nêmesis[4] no drama do crime revivido.

(Do Livro: Cristianismo Rosacruz – Conferência V – MorteVida no Purgatório-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

ONDE SE ENCONTRAM OS ARQUÉTIPOS

Assim, o cientista oculto atribui todas as causas à Região do Pensamento Concreto e nos diz como elas são geradas ali pelos Espíritos humanos e super-humanos.

Recordando que os Arquétipos criadores de todas as coisas que vemos no Mundo visível encontram-se no Mundo do Pensamento, que é o reino do som, estamos preparados para compreender que as Forças Arquetípicas estão constantemente agindo por meio desses Arquétipos que, então, emitem certo tom, ou, quando vários deles se agrupam para criar uma espécie de forma vegetal, animal ou humana, momento em que os diferentes sons se fundem em um grande coro. Esse tom ou coro é, conforme o caso, a nota-chave da forma assim criada, e enquanto isso vibra a forma ou a espécie perdura; quando ela cessar, também a única forma morre ou a espécie desaparece.

Uma confusão de sons não é música, do mesmo modo que muitas palavras juntas ao acaso não formam uma sentença, mas o som rítmico ordenado é o construtor de tudo o que existe, conforme diz São João nos primeiros versículos de seu Evangelho: “No princípio era o verbo… e sem Ele nada foi feito”; também diz que “o Verbo se fez carne”.

Vemos assim que o som é o criador e o mantenedor de todas as formas, pelo que, no Segundo Céu, o Ego se torna UM com as Forças da Natureza. Com elas trabalha sobre os Arquétipos da Terra e do mar, na flora e na fauna, provocando mudanças que gradualmente alteram a aparência e a condição da Terra, e assim proporciona um novo ambiente, feito por si mesmo, quando poderá colher nova experiência.

Nesse trabalho, o Ego é dirigido por grandes instrutores pertencentes às Hierarquias Criadoras, que são chamados Anjos, Arcanjos e outros nomes, constituindo-se Ministros de Deus. Eles instruem, de modo consciente, na divina arte da criação, tanto no mundo como em sua matéria existente. Eles ensinam como construir uma forma para si mesmo, dando-lhe os chamados “Espíritos da Natureza” como auxiliares, e dessa maneira, todas as vezes que o ser humano passa pelo Segundo Céu está servindo e aprendendo a se tornar um Criador. Ali ele constrói o Arquétipo da forma que posteriormente exteriorizará ao renascer.

 (Do Livro: O Cristianismo Rosacruz – Conferência VI – Vida e Atividade no Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Examinando mais minuciosamente as diversas divisões da Região do Pensamento Concreto, constatamos que os Arquétipos das formas físicas – não importam a qual Reino elas pertençam – encontram-se na sua subdivisão mais inferior, ou seja, na “Região Continental”. Nessa Região Continental estão também os Arquétipos dos continentes e das ilhas do mundo, os quais são moldados de acordo com esses Arquétipos. As modificações da crosta terrestre devem produzir-se primeiramente na Região Continental. Enquanto o Arquétipo-modelo não for modificado, as Inteligências, que para encobrir a nossa ignorância denominamos “Leis da Natureza”, não podem produzir as condições físicas que alteram a conformação da Terra e que são determinadas pelas Hierarquias que dirigem a evolução. Essas planejam as mudanças como o arquiteto projeta as alterações num edifício, antes que os operários lhe deem expressão concreta. Da mesma forma efetuam-se mudanças na flora e na fauna, devido às metamorfoses dos respectivos Arquétipos.

Quando falamos dos Arquétipos de todas as diferentes formas do Mundo Físico, não devemos julgar que esses Arquétipos sejam simples modelos, no mesmo sentido em que falamos de um objeto feito em miniatura ou feito de outro material diferente do apropriado ao seu uso final. Não são simples semelhanças nem modelos das formas que vemos em torno de nós, mas são Arquétipos criadores, isto é, modelam as formas do Mundo Físico à sua própria semelhança ou semelhanças, porque, frequentemente, muitos trabalham em conjunto para produzir certa espécie, cada Arquétipo dando de si mesmo a parte necessária para a construção da forma requerida.

A segunda subdivisão da Região do Pensamento Concreto denomina-se “Região Oceânica”. Poderia ser mais bem descrita como vitalidade fluente e pulsante. Todas as Forças que atuam pelos quatro Éteres que constituem a Região Etérica são vistas aqui como Arquétipos. É uma corrente de vida que flui através de todas as formas, assim como o sangue circula pelo corpo – a mesma vida em todas as formas. Nessa Região o clarividente treinado pode comprovar quanto é verdade que “toda vida é una”.

A “Região Aérea” é a terceira divisão da Região do Pensamento Concreto. Aqui encontramos os Arquétipos dos desejos, das paixões, dos sentimentos e das emoções, tais como os que experimentamos no Mundo do Desejo. Aqui todas as atividades do Mundo do Desejo parecem condições atmosféricas. Os sentimentos de prazer e de alegria chegam aos sentidos do clarividente como o beijo das brisas estivais. As aspirações da alma assemelham-se à canção do vento na ramaria do arvoredo, e as paixões das nações em guerra aos lampejos dos relâmpagos. Nessa atmosfera da Região do Pensamento Concreto encontram-se também as imagens das emoções do ser humano e dos animais.

A “Região das Forças Arquetípicas” é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto. É a Região Central e a mais importante dos cinco mundos onde se efetua a evolução total do ser humano. De um lado dessa Região estão as três regiões superiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Espírito de Vida e o Mundo do Espírito Divino. No lado oposto dessa Região de Forças Arquetípicas estão as três regiões inferiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. Portanto essa região torna-se uma espécie de “cruz”, limitada de um lado pelos Reinos do Espírito e do outro pelos Mundos da Forma. E o ponto focal por onde o Espírito se reflete na matéria.

Como seu nome indica, essa Região é o lar das Forças Arquetípicas que dirigem a atividade dos Arquétipos na Região do Pensamento Concreto. Dessa Região é que o Espírito trabalha na matéria de maneira formativa. O Diagrama 1 demonstra essa ideia em forma esquemática: as formas, nos mundos inferiores, sendo reflexos do Espírito nos Mundos superiores.

aaaaaaaaaaaaaa Os Arquétipos - Dos Escritos de Max Heindel-Fraternidade Rosacruz

Diagrama 1 – O Mundo Material: um reflexo reverso dos Mundos espirituais

A quinta Região que é a mais próxima do ponto focal pelo lado do Espírito, reflete-se na terceira Região, a mais próxima do ponto focal pelo lado da Forma. A sexta Região reflete-se na segunda, e a sétima na primeira.

(Do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos: Os Mundos Visível e Invisíveis – O Mundo do Pensamento-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

O suicida, que procurou fugir da vida, apenas descobre que está mais vivo do que nunca, e que se encontra na mais lastimável condição. É capaz de observar aqueles a quem, com seu ato, talvez tenha prejudicado e, pior que tudo, tem uma inexplicável sensação de estar “oco”. A parte da aura ovoide, que geralmente contém o Corpo Denso, está vazia e, ainda que o Corpo de Desejos tenha tomado a forma do Corpo Denso descartado, ele se sente como uma concha vazia, pois o Arquétipo criador do corpo persiste, por assim dizer, como um molde vazio na Região do Pensamento Concreto por tanto tempo quanto deveria viver o Corpo Denso. Quando uma pessoa morre de morte natural, mesmo no vigor da vida, a atividade do Arquétipo cessa e o Corpo de Desejos por si mesmo se ajusta para ocupar toda a forma. Mas no caso do suicida, o horrível sentimento de “vazio” permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural

(Do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – O Ser Humano e o Método de EvoluçãoMorte e Purgatório-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Estrato Aquoso: nesse estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as Forças Arquetípicas que se ocultam atrás dos Espíritos-Grupo, como também as Forças Arquetípicas dos minerais, porque essa é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.

(Do Livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Constituições da Terra e Erupções Vulcânicas – Número da Besta-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

OS ARCHE TEKTON

Diz-se que Jesus era o filho de um carpinteiro, mas a palavra grega é tekton e significa construtor; ARCHE é o nome grego de matéria primordial. Diz-se que Jesus era também um carpinteiro (tekton). É verdade, ele era um tekton, construtor ou maçom, um Filho de Deus, o Grande Archetekton. Com a idade de trinta e três anos, quando havia recebido os três vezes três (9) graus da Maçonaria Mística, Ele desceu ao centro da Terra. A mesma coisa faz qualquer outro tekton, maçom ou Phree Messen (filho da luz), como os Egípcios os chamavam que desce através dos nove estratos da Terra em forma de arco. Encontraremos, na época do primeiro advento de Cristo, tanto Hiram Abiff, o Filho de Caim, quanto Salomão, o Filho de Seth, renascidos para receber d’Ele a grande Iniciação dos Mistérios Cristãos.

(Do Livro: Maçonaria e Catolicismo – Parte VIII – O Caminho da Iniciação-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Diz-se na Bíblia que José foi um carpinteiro, mas a palavra grega “tekton”deve ser traduzida por “construtor”. Na Maçonaria Mística, Deus é chamado O Grande Arquiteto.

Archeem grego significa a substância primordial e um tektoné um construtor. Assim, Deus é o Grande Mestre Construtor, o qual moldou o mundo com a matéria primordial preparando um campo evolutivo para vários graus de seres. Ele usa no Seu universo muitos tektonsou construtores de vários graus. Qualquer um que siga a Senda do desenvolvimento espiritual, esforçando-se por trabalhar construtivamente com as leis da natureza – como um servo da Humanidade – é um tektonou construtor, no sentido que se acha qualificado para ajudar e dar nascimento a uma grande alma. É por isso que se diz que Jesus era um carpinteiro e filho de um carpinteiro, e entendemos que ambos eram tektonsou construtores numa linhagem cósmica.

(Do Livro: Iniciação Antiga e Moderna – Capítulo I – A Iniciação Mística Cristã-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Goethe, o grande místico, finaliza, apropriadamente, sua versão (de Fausto) com o mais místico de todos os versos encontrados em qualquer literatura:

“Tudo que é perecível,

É somente uma ilusão.

O inatingível,

É aqui consumação.

O indescritível,

Aqui ele está pronto.

O Eterno Feminino,

É para nós uma atração.”

Esta estrofe confunde todos os que não são capazes de penetrar nos reinos onde ela é cantada, isto é, no céu.

Ele fala de tudo o que é ser perecível, mas somente uma ilusão, isto é, as formas materiais que estão sujeitas à morte e à transmutação são apenas uma ilusão do Arquétipo visto no céu. “O inatingível aqui é realizado” o que parecia impossível na Terra é realizado no céu. Ninguém sabe disso melhor do que quem é capaz de funcionar nesse reino, pois toda aspiração elevada e sublime se concretiza. Os indescritíveis anseios, ideias e experiências da alma, que mesmo não podendo se expressar, são claramente definidos no céu. O Eterno Feminino, a grande Força Criadora na Natureza, o Deus Mãe, que nos conduz pelo caminho da evolução, torna-se uma realidade. Assim, o mito de Fausto conta a história do Templo do Mundo, que as duas classes de pessoas estão construindo, e que serão finalmente o Novo Céu e a Nova Terra profetizados no Livro dos Livros.

(Do Livro: Mistérios das Grandes Óperas – Cap. VI – O Preço do Pecado e Os Caminhos da Salvação-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

O som gerado num vácuo não pode ser ouvido no Mundo Físico, mas a harmonia que procede da cavidade vazia de um Arquétipo celestial é a “Voz do Silêncio”, e essa se faz audível quando todos os sons terrestres cessam. Elias não a ouvia, enquanto a tormenta rugia, nem podia percebê-la durante a turbulência do terremoto, nem no ruído do fogo crepitante; mas quando os sons destrutivos e dissonantes deste Mundo se fundiram no silêncio, então “a pequena voz silenciosa” enviava suas ordens para salvar a vida de Elias (IReis 19).

(Do Livro: Mistérios RosacruzesMundo do PensamentoRegião do Pensamento Concreto-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

AS FORÇAS ARQUETÍPICAS

A outra classe de seres que devemos mencionar é a que a Escola de Ocultismo Ocidental chama de Forças Arquetípicas. Elas dirigem as energias dos Arquétipos Criadores, originados nesse plano: trata-se de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes e há um estágio na jornada cíclica do Espírito Humano do qual ele faz parte o qual e, também, trabalha. Porque, como o Espírito Humano também está destinado a converter-se em uma grande inteligência Criadora, em algum tempo futuro e se não houvesse ambiente em que pudesse gradualmente aprender a criar, não lhe seria possível adiantar-se, porque nada na natureza é feito repentinamente. Uma semente de carvalho plantada no solo não se converte numa árvore majestosa da noite para o dia, pois requer muitos anos de lento e persistente crescimento antes de alcançar a altura que tem esses gigantes das florestas.

(Do Livro: Mistérios Rosacruzes – Capítulo: III – O Mundo do PensamentoRegião do Pensamento Concreto-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Aprendemos anteriormente, ao estudar o Mundo do Pensamento, que cada forma desses Mundos invisíveis tem o seu Arquétipo, um molde oco vibratório, que emite certo som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria física em formas muito semelhantes às figuras geométricas que se formam numa placa de vidro cheia de areia, cujas bordas sejam postas em vibração por meio de um arco de violino; a areia modela-se em diferentes figuras geométricas, que mudam de forma quando o som muda.

O ENVOLVIMENTO DOS ARQUÉTIPOS QUANDO MORREMOS E QUANDO ESTAMOS NOS PREPARANDO PARA RENASCER

O pequeno Átomo-semente do Corpo Denso no coração é a amostra e o centro em torno do qual se agrupam os átomos do nosso Corpo. Quando esse Átomo-semente é forçado a retirar-se do Corpo na morte voluntária, aquele centro fica vazio, mesmo que o Arquétipo continue vibrando até o limite desta vida, como explicamos anteriormente, não pode atrair nenhuma matéria para esse molde oco do Arquétipo. Por esta razão, o suicida sente uma temível dor que corrói uma sensação de vazio que só poderia ser comparada a angústia da fome.

Neste caso, o intenso sofrimento continuará exatamente durante tantos anos quantos o indivíduo deveria viver em seu Corpo Denso. Ao expirar esse tempo, o Arquétipo sofre o colapso, tal como no caso da morte natural. Então cessa a dor do suicida e começa o seu período de purgação, como acontece com aqueles que morrem de morte natural. Contudo, a memória dos sofrimentos experimentados em consequência do suicídio permanecerá com ele em vidas futuras, e isso o refreará no caso de tentar repetir o mesmo erro.

(Do Livro:  Mistérios Rosacruzes – Capítulo V – Primeiro Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Depois que o Espírito fez sua escolha, desce ao Segundo Céu, onde é instruído pelos Anjos e Arcanjos sobre como construir um Arquétipo do Corpo que mais tarde habitará na Terra. Aqui também notamos a manifestação da grande lei da justiça, que decreta que devemos colher o que semeamos. Se os nossos gostos são grosseiros e sensuais, construiremos um Arquétipo que expressará esses defeitos; se, pelo contrário, somos de gostos refinados e estéticos, construiremos um Arquétipo de um refinamento correspondente, mas ninguém pode obter um Corpo mais perfeito do que aquele que é capaz de construir. Então, assim como um arquiteto que constrói uma casa, na qual há de viver depois, sofrerá incômodos se se descuidar de providenciar uma ventilação apropriada, assim também o Espírito se sentirá mal num Corpo construído deficientemente. Como o arquiteto aprende a evitar os erros e as imperfeições anteriores quando constrói uma nova casa, assim também o Espírito que sofre devido aos defeitos do Corpo que construiu para si próprio aprende, com o passar do tempo, a construir veículos cada vez mais eficientes.

(Do Livro:  Mistérios Rosacruzes – Capítulo V – Terceiro Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Na Região do Pensamento Concreto, o Espírito também atrai para si os materiais da sua nova Mente. Assim como um imã atrai a limalha de ferro, deixando de lado as outras substâncias, do mesmo modo cada Espírito atrai somente a espécie de matéria mental que usou em sua vida anterior e mais aquela que tenha aprendido a usar em sua vida post-mortem. Depois disso, ele desce ao Mundo do Desejo, onde reúne o material para seu novo Corpo de Desejos, de natureza tal que possa expressar adequadamente as suas características morais. Em seguida, atrai certa quantidade de éter, que se incorpora ao molde do Arquétipo construído no Segundo Céu e que age como argamassa entre os materiais sólidos, líquidos e gasosos recebidos dos Corpos dos pais, que formam assim o Corpo Denso da criança, que renascerá no devido tempo.

(Do Livro:  Mistérios Rosacruzes – Capítulo V – Terceiro Céu-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Na Região do Pensamento Concreto todos os objetos sólidos aparecem como cavidades vazias de onde uma nota chave básica é continuamente tocada, assim, quem os vê, também houve dele a história completa de sua existência. Pensamentos-forma que não se cristalizara, ainda em ação concreta ou ser físico, não se apresentam ao observador como uma cavidade, mas ali, os pensamentos não são silenciosos. Ele fala uma linguagem inconfundível e transmitem, de uma forma muito mais precisa do que as palavras, a sua intenção, até que a energia dispendida pelo seu criador se esgote. Como vibram no tom peculiar à pessoa que lhes deu origem, é comparativamente fácil para o ocultista treinado investigar sua fonte.

(Do Livro:  Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 64-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Por outro lado, o que realmente causa a morte é o colapso do Arquétipo do Corpo Denso.

(Do Livro:  Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 105-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

O local em que crescerá esta parte do Cordão Prateado está indicado no Arquétipo, mas são necessários aproximadamente vinte e um anos para que a junção se complete.

(Do Livro:  Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 137-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Este Corpo Denso é formado de acordo com um molde invisível chamado Arquétipo e, enquanto este Arquétipo persistir, o nosso Corpo Denso permanecerá vivo. Quando a morte é decorrente de causas naturais, ou mesmo nos chamados acidentes (que geralmente não são realmente acidentes, mas acontecimentos surgindo para pôr fim a uma vida conforme o plano dos guardiões invisíveis dos assuntos humanos), o Arquétipo é destruído e o Espírito fica liberto.

Um suicídio, no entanto, é diferente. Neste caso, o Arquétipo persiste após a morte durante vários anos até o momento em que ocorreria a morte de acordo com os acontecimentos naturais, portanto, sendo incapaz de afastar de si os átomos físicos, o suicida terá durante esses anos de existência “post-mortem”, uma contínua sensação de dor, semelhante ao suplício da fome, ou a uma dor de dente indefinida, mas excessivamente dolorosa.

(Do Livro:  Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 152-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

Ao mesmo tempo, ele vê um Arquétipo em fase de construção, que mostra a forma que terá a Terra nessa região quando um cataclismo ou uma série de cataclismos tiver destruído a atual configuração desse continente e do oceano adjacente. Talvez seja arriscado determinar quando começará essa remodelação da Terra, mas o Arquétipo ou matriz moldada em matéria mental e representando o pensamento criador do Grande Arquétipo e de Seus construtores estão tão próximo de conclusão que, ao julgar pelo progresso realizado durante os anos em que o autor observou a sua construção, parece seguro dizer que até a metade do século atual (1950), senão antes, as elevações se terão iniciado.

(Do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 155-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

F I M


[1] N.T.: Quarta Região do Mundo do Pensamento

[2] N.T.: Fonógrafo é um aparelho inventado em 1877 por Thomas Edison para a gravação e reprodução de sons através de um cilindro. É o precursor dos equipamentos eletrônicos que gravam atualmente.

[3] N.T.: ICor 15:50

[4] N.T.: Nêmesis é um substantivo masculino com origem no grego, que indica vingança ou indignação justificada.

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