Muitos seres superiores que nos ajudam, embora a maioria não os vejamos, começaram a evoluir antes do nosso atual Esquema de Evolução. Dentre essas ondas de vida estão os Arcanjos.
Sabemos que o propósito da evolução de uma Onda de Vida é torná-la completamente consciente e capaz de dominar a matéria de uma quantidade de Mundos. Observamos que tudo que existe tende a se desenvolver lenta e persistentemente, procurando alcançar estados cada vez mais elevados, buscando a perfeição.
Primeiro, a Onda de Vida busca alcançar a consciência individual, do “Eu”, e a construção dos veículos por cujo intermédio ele se manifestará nos Mundos. Esse período é conhecido como Involução.
Em seguida, a Onda de Vida busca desenvolver essa consciência individual até a Divina Onisciência. A esse período dá-se o nome de Evolução. Isso também ocorre com a Onda de Vida dos Arcanjos.
Os Arcanjos alcançaram o estado similar ao humano, ou seja, ao estado de consciência individual, num tempo em que nós, Espíritos Virginais da nossa Onda de Vida, éramos similares às plantas. Similares no estado de consciência – sonos sem sonhos – e na constituição: tínhamos só os Corpos Denso e Vital. Esse tempo é o conhecido como Período Solar. Nesse Período, também começou a evolução dos Espíritos Virginais da Onda de Vida animal. De lá para cá já avançamos dois estados: um no qual fomos semelhantes aos animais, e o outro no qual somos seres humanos.
Da mesma forma os Arcanjos já avançaram dois estados: um no qual foram semelhantes aos Anjos e outro no qual são o que denominamos Arcanjos.
No longínquo tempo que chamamos de Período Solar o campo mais inferior de evolução estava no Mundo de Desejo, ou seja, o Globo mais denso era composto de matéria dos desejos. Agora, o campo mais denso de evolução está na Região Química do Mundo Físico, ou seja, o Globo mais denso é composto de matéria física.
Como os Arcanjos eram semelhantes ao que somos nós hoje, eles tinham e, agora, também têm, o Corpo de Desejos como veículo mais inferior. Portanto, o veículo mais inferior que um Arcanjo pode construir é um Corpo de Desejos. Como nós temos o nosso Corpo Denso, o físico, como tal, ou seja, não podemos construir um Corpo mais inferior que o Corpo Denso. Por isso eles se tornaram especialistas em matéria de desejos. Para isso trabalharam, exercitaram e utilizaram como material de aprendizagem a Onda de Vida que tinha começando a se manifestar naquele tempo, ou seja, a que hoje conhecemos como os animais. Da mesma forma que nós utilizamos como material de aprendizagem, para nos tornarmos especialistas em matéria da Região Química do Mundo Físico, a Onda de Vida que começou sua evolução neste Período Terrestre, ou seja, os Espíritos Virginais da Onda de Vida mineral, os minerais.
Com isso os Arcanjos se tornaram responsáveis pela evolução dos animais ajudando-os e os dirigindo até o ponto que for preciso. E com isso, também, como são especialistas em matéria de desejos, auxiliam e ensinam a todos os seres que possuem Corpos de Desejos separados e, que precisam manipular a matéria desse Mundo. No caso do nosso presente estado evolutivo nós, os seres humanos, e os animais são os que possuem Corpos de Desejos separados e que precisam aprender a usá-los. Por isso é que se diz que os Arcanjos trabalham só com os seres humanos e com os animais.
Os veículos que um Arcanjo utiliza são formados dos seguintes materiais: o mais inferior formado de matéria do Mundo do Desejo, o segundo subsequente formado de matéria da Região do Pensamento Concreto, o terceiro é formado de matéria da Região do Pensamento Abstrato e o quarto de matéria do Mundo do Espírito de Vida. Seu campo atual de evolução é o Sol.
Os Arcanjos nos ajudam desde há muito tempo. A primeira ajuda ocorreu num tempo conhecido como Revolução Lunar do Período Terrestre. Esse foi o momento em que estávamos em condições de desenvolver o nosso Corpo de Desejos com o objetivo de prepará-lo para termos desejos, emoções e sentimentos individuais. Os Arcanjos separaram o nosso Corpo de Desejos em duas partes: a superior, na qual seria implantada a consciência da personalidade separada, e a inferior, na qual os Arcanjos nos deram desejos, sentimentos e emoções inferiores, animalescos. Foi graças a essa divisão que hoje podemos controlar as nossas paixões, emoções, nossos sentimentos e desejos inferiores. Pois, se quisermos tê-los é só envolver o nosso desejo, sentimento ou nossa emoção de matéria das regiões inferiores do Mundo do Desejo.
Por outro lado, se quisermos ter somente desejos, sentimentos ou emoções superiores, é só envolvê-los de matéria das regiões superiores do Mundo do Desejo. Sabemos fazer isso hoje, graças a ajuda dos Arcanjos.
Mais tarde voltaram os Arcanjos para nos ajudar a modificar o Corpo de Desejos a fim de acomodá-lo à Mente, que iríamos adquirir. Estávamos numa época conhecida como Época Lemúrica, a terceira Época. Uma vez adquirido os veículos, tínhamos que aprender a utilizá-los, ou seja, como funcionar neles e como dominá-los com a nossa vontade. Os Arcanjos nos ajudaram e continuam nos ajudando no que diz respeito ao Corpo de Desejos.
Inicialmente foram e, alguns ainda são, os Espíritos de Raças. Como Espíritos de Raças eles auxiliam a Jeová, o Anjo mais elevado – o Espírito Santo – e autor de todas as Religiões de Raça. Nos primeiros tempos em que adquirimos os nossos corpos e precisávamos usá-los, éramos débeis, impotentes e completamente incapazes de guiar esses veículos; hoje, ainda não somos o suficientemente fortes para isso. Ainda hoje, o Corpo de Desejos dirige a nossa personalidade muito mais do que nós, o Ego. Contudo, naquele tempo, era pior; se fossemos abandonados teríamos nos tornados completamente impotentes para dirigir nossos veículos.
Para nos ajudar, Jeová criou as Religiões de Raça. Cada Religião de Raça tem um Espírito de Raça, que é um Arcanjo. Cada um tem o domínio sobre um povo, uma nação. Para guiar as raças, os Espíritos de Raça agem sobre o sangue. Para ter esse acesso, o Espírito de Raça entra no sangue através do ar inspirado. Por isso, São Paulo fala dos Arcanjos como “Príncipe do Poder do Ar”. O Arcanjo, como Espírito de Raça, envolve e compenetra toda a atmosfera da Terra habitada pelo povo que está sob o seu domínio. Assim se formaram todos os povos e nações.
Uma pessoa pertencente a um povo que está fortemente subjugado à influência do Espírito de Raça sofre a mais terrível depressão quando sai do seu país ou respira o ar de outro Espírito de Raça. Quando mais baixo um povo se encontra na escala da evolução, mais ele mostra as suas características raciais. Isso é por causa da ação do Espírito de Raça.
Um dos sentimentos emanados dos Espíritos de Raça é o patriotismo. Atualmente está sendo substituído pelo altruísmo.
A influência do Espírito de Raça numa pessoa faz com que ela pense nela mesmo, primeiro como pertencente a certa raça. A pessoa não era “David”, mas sim “Filho de Abraão”, nem “José”, mas “Filho de David”. Vemos na Bíblia que a maior honra dos judeus era ser “a semente de Abraão”. Esse sentimento de ter orgulho de pertencer a determinada raça é dado pelos Espíritos de Raça. Daqui já podemos perceber que os Arcanjos são os responsáveis pela elevação e queda das nações. Dão exatamente aquilo que melhor sirva aos interesses do povo que cada um deles rege: ou a vitória ou a derrota; ou a paz ou a guerra.
Em Daniel Cap. 10, vers.13, lemos: “E o príncipe do reino dos persas me resistiu por vinte e um dias; e eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes”, e no vers. 20: “acaso sabes tu por que vim a ti? E agora voltarei a pelejar contra o príncipe dos persas: quando eu saí, apareceu o príncipe dos Gregos, que entrava (…) e em todas essas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe”.
O Arcanjo Miguel é o Espírito da Raça judia. Em Daniel 12: lemos: “Naquele tempo se levantará o grande príncipe Miguel, que é o protetor dos filhos do teu povo”. Portanto um Arcanjo, como Espírito de Raça, evolui à medida que a raça que está dirigindo evolui.
Como Espírito de Raça, o trabalho de um Arcanjo é muito maior do que nos ensinar como utilizar o nosso Corpo de Desejos.
Sabemos que a Terra foi arrojado do Sol porque não podíamos suportar os tremendos impulsos físicos e espirituais que lá existem. Entretanto, precisamos deles. Por outro lado, os Arcanjos são espíritos solares comuns, ou seja, convivem e evoluem com os impulsos solares.
Mesmo a Terra estando a tão grande distância, ainda assim não suportaríamos tais impulsos, especialmente os espirituais que estimulam o crescimento da alma em todo o canto do nosso Planeta.
A solução foi enviar esses impulsos espirituais para a Lua onde Jeová, o Regente da Lua, auxiliado por um certo número de Arcanjos – que são os Espíritos de Raça – pudesse preparar para refletir tais impulsos para a Terra. Esses impulsos são refletidos em forma de Religiões de Raça. Com isso os Arcanjos podem trabalhar com a humanidade e prepará-la para receber os impulsos espirituais diretamente do Sol, sem intervenção da Lua.
Quanto mais avançada é uma nação, mais liberdade tem o indivíduo, mais ele responde aos impulsos espirituais direto do Sol.
Quanto mais nos harmonizamos com a lei do amor, mais nos libertamos do Espírito de Raça.
A América não tem um Espírito de Raça, ainda. É um lugar onde todas as raças estão se misturando para extrair a semente da nova raça.
Essa nova raça está começando a aparecer. Seus membros são reconhecidos pelos longos braços, corpos elásticos, cabeças compridas, testas retangulares. Em mais algumas gerações essa nova raça poderá estar a cargo de um Arcanjo que a unirá.
Um Arcanjo não possui asas, como são mostradas nas figuras. O que sai das suas costas são correntes de força que podem ser dirigidas para qualquer lado, da mesma forma que nos dirigem os nossos pés ou nossas mãos, seja para alcançar algo ou para mudarmos de direção. Entretanto, o Arcanjo não utiliza essa corrente de força para voar ou se movimentar. Ele a utiliza para, por exemplo, imbuir um povo de medo e o outro de coragem, quando há a necessidade de luta entre eles.
Todo Arcanjo sabe que a Religião dada por eles – a Religião de Raça – baseada na lei, é insuficiente e produz o pecado que acarreta a morte, a dor e a tristeza.
Eles compreendem que suas Religiões são, tão somente, passos necessários para atingir algo melhor. Todas as Religiões de Raça indicam alguém que virá. E esse alguém é o Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, o Arcanjo mais evoluído, Regente do Sol e, portanto, guia de todos os Arcanjos. Que se tornou Regente da Terra e guia da humanidade a partir do gólgota, da sua crucifixão.
Enquanto um Arcanjo comum funciona normalmente num Corpo de Desejos, o Cristo funciona num corpo composto de matéria do Mundo do Espírito de Vida, o primeiro mundo de baixo para cima onde cessa toda a separabilidade, o Mundo da Fraternidade Universal.
Portanto, sua Religião – o Cristianismo, a Religião do Filho – é fundamentalmente unificante, baseada no amor e na Fraternidade Universal. Portanto, a lei cederá lugar ao amor; as raças e facções deverão se unir numa Fraternidade Universal.
Entre os seres humanos há vários graus de inteligência. Alguns são qualificados para determinadas posições em que se exige uma habilidade específica. Outros para posições em que não se exige tanta habilidade. Da mesma forma ocorre com os Arcanjos. Nem todos são capazes de governar uma nação e o seu destino. Então, a esses Arcanjos é dado um outro trabalho, o de ser os Espírito-Grupo dos animais.
Cada espécie animal é dirigida por um Espírito-Grupo. Como o animal não está tão individualizado como o ser humano, suas características físicas e comportamentais são iguais entre membros da mesma espécie.
O trabalho de um Arcanjo como Espírito-Grupo é levar todos os membros da espécie que ele dirige a um grau de individualização similar ao nosso. Ele dirige a sua espécie “de fora”, atuando como orientador, p. ex. o “instinto no animal” é tão somente a resposta do animal à sugestão do Espírito-Grupo.
Como todo Arcanjo, o Espírito-Grupo vive no Mundo do Desejo. Tais figuras com corpo semelhante ao nosso e cabeça de animal podem ser vistas, pode-se falar com elas e, ainda, verificar que são mais inteligentes que o nível médio dos seres humanos.
Aos Arcanjos cabe dirigir a Onda de Vida dos animais até atingirem a perfeição. Para isso, os Arcanjos também terão atingido a perfeição. Do mesmo modo que nós dirigiremos a Onda de Vida mineral até atingir a perfeição.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
A Liberdade Espiritual
A maioria das pessoas preocupa-se com a liberdade humana – quer dizer, liberdade da palavra, livre imprensa, liberdade religiosa, liberdade econômica, liberdade corporal. Agora tratemos da liberdade espiritual origem daquelas outras.
Que é liberdade? Liberdade é Vida a fluir livremente através de nós. Liberdade é o canto da alma, o sonho do sonhador. Liberdade é SER. O ser humano cuja vida está em Cristo, é livre. EU SOU livre e TU ÉS livre, mas não enquanto estivermos amarrados a roda dos pensamentos humanos, das idéias estabelecidas; não, enquanto estivermos subordinando o governo da alma às concepções humanas.
Liberdade não é uma condição governamental, mas uma condição anímica, interna. Há pessoas que permaneceram livres, embora encadeados; há pessoas que permaneceram livres, mesmo sob escravidão e opressão. Há pessoas que souberam prosperar sob condições depressivas e de pânico e seres humanos que sobreviveram às guerras, inundações e fomes. Quando a Alma do individuo é livre, ela o conduz incólume através do Mar Vermelho, das experiências do Deserto, até a Terra Prometida de Paz espiritual. Quando nos voltamos ao Reino Interno do Eu, encontramos ao mesmo tempo o Poder Divino no Mundo Exterior. Quando buscamos a paz dentro de nós, achamos a Harmonia lá fora. Quando buscamos a liberdade da Alma, experimentamos a liberdade da Graça. O que nos impede vivenciar a expressão mais elevada de harmonia, de saúde e de abundância? Que nos impede usufruir todas as coisas boas que o mundo nos oferece? Existe algum poder que nos impõe e decreta a pobreza, a doença e a morte? Existe alguma lei de carência e de limitação encadeando-nos a roda de escravidão, provas e trabalhos pesados? Se assim é, de onde emanam? O mundo tem buscado a liberdade, a paz e a plenitude, mas essa procura se tem orientado pelos esforços mentais e normas estabelecidas. A Mente humana: formada com muitas falhas através dos séculos, contem em si todos os medos e fracassos da raça humana. Toda a angústia oriunda de paixões, luxúria, ganância, ambição, medo e prepotência, encontram-se nos arquivos do pensamento humano e isso tem levado a humanidade à posse desregrada e a aquisição voraz. O resultado não é liberdade, mas escravidão dos sentidos.
A simples decisão de repentinamente deixarmos de resistir a essa luta, com ajuda de nossos melhores recursos mentais, em busca da liberdade, já nos vai descerrando a Alma para a revelação de um Poder Incognoscível, Interno, Invisível, que nos vai provendo com o Pão descido dos céus e preenchendo totalmente nossas necessidades mentais, físicas e financeiras. E, com a remoção gradativa de nossas limitações mentais, vamos adquirindo uma visão destemerosa e ampla de nossa liberdade individual e atávica.
Onde, a não ser numa compreensão maior, pode o ser humano achar a infinitude de seu bem? Onde, a não ser na amplitude da consciência do Ser Imortal, pode o ser humano beber da Água Viva da qual, bebendo jamais terá sede de água comum? Onde, a não ser na amplitude maior da consciência, pode o individuo achar a Carne espiritual que põe fim a grande fome que acumulou, em razão de desejos insatisfeitos? Só essa abertura de consciência nos pode libertar a Mente das solicitações inebriantes do mundo exterior.
Liberdade é uma qualidade de pensamento e condição experimentada somente quando se quebra o apego às aparências e valores externos. Acima e além de toda sedução sensorial vibra a Vida Divina onde podemos entrar na herança de nossa liberdade autêntica, de modo a viver no mundo livre da escravidão e apego formais; gozar da amizade sem ser-lhe dependente; saudar a dinheiro que chega e bem empregá-lo, sem avareza; trabalhar pela alegria que o trabalho nos dá e não pelo dever de mera manutenção. Experimentem aprimorar o seu trabalho e achar melhores meios de realizar sua tarefa e verão como isso e libertador! Livra-los-á, certamente, do enfado que as rotinas provocam pela motivação aperfeiçoadora, pelo prazer que deem ao espírito de criar inovações nas atividades. Por acréscimo, também os libertará da carência e da limitação.
Gozemos da liberdade de amar nossos familiares e amigos, sem nos desiludirmos com suas falhas nem nos envaidecermos com seus êxitos. Mantenhamo-nos intimamente apartados do mundo como espectadores, vendo seus êxitos e insucessos, amores e ódios, mas vigiando para que eles não nos contagiem e envolvam: ISSO É LIBERDADE!
Como disse São Paulo apóstolo: “nada dessas coisas me comove!“. E Cristo “Meu Reino não é deste mundo; nele vivo, mas não lhe pertenço“. E ainda São Pedro: “Somos Peregrinos na Terra“.
(Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de 5/72)
Os Espíritos de Raça e a Nova Raça
Outubro de 1915
Como há grande número de Estudantes que não assinam a Revista[1], e como há um artigo muito importante sendo publicado tratando sobre o lado oculto da guerra[2], creio que seja oportuno dedicar a carta mensal a um resumo dos fatos, e confio que isso também beneficiará a todos aqueles que possuem a Revista; por isso não pretendo fazer uma cópia da matéria, mas abordarei o assunto de improviso e, com certeza, novos pontos serão ressaltados.
Você se lembra de como cada um dos países envolvido nesse triste episódio se esforçou para se isentar de qualquer tipo de responsabilidade desde o princípio. Em certo sentido estão corretos, pois embora todos tenham culpa em decorrência do arrogância do coração, – e como Davi[3], quando contou a quantidade de pessoas que havia com ele em Israel, tendo pondo a sua confiança na enorme quantidade de seus homens, navios e armamentos – nenhuma guerra poderia ser declarada sem que fosse permitida pelos Espíritos de Raças. O Espírito de Raça guia os que estão sob a sua responsabilidade pelo caminho da evolução e, como Jeová, luta por eles ou permite que outras nações os conquistem, quando for necessário para que aprendam as lições necessárias para seu progresso.
Quando examinado pela visão espiritual, o Espírito de Raça aparece como uma nuvem cobrindo uma nação, e é insuflada no pulmão dessas pessoas a cada inspiração de ar que fazem. Nele, elas vivem, se movem e têm seu ser como um fato real. Por meio desse processo ficam imbuídos do sentimento nacionalista a que chamamos “patriotismo” o qual, em tempos de guerra, é tão poderosamente intenso e produtor de poderosas emoções que todos se sentem compromissados com tal questão e estão dispostos a sacrificar tudo por seu país.
A América não tem Espírito de Raça, até agora. É o cadinho onde diferentes nações estão sendo amalgamadas para extrair a semente para uma nova raça, portanto, é impossível despertar um sentimento universal que fará com que todos se movam como um só em qualquer assunto. No entanto, essa nova raça está começando a aparecer. Você pode reconhecê-la nas pessoas com seus braços longos e pernas longas, seu corpo jovial, saudável, atraente e capaz de se mover e se curva com extrema agilidade, sua cabeça longa e um tanto estreita, a parte superior do seu crânio ou da sua cabeça alta e sua testa quase retangular. Dentro de poucas gerações, imagino que sejam entregues a responsabilidade de um Arcanjo, que começará a unificá-los. Isso por si só levará algumas gerações, pois, embora as imagens originalmente estampadas nos corpos da velha raça tenham desaparecido atualmente, devido o advento dos casamentos entre nações, povos e raças, elas ainda influenciam a ponto de produzirem resultados, e as conexões familiares da América com a Europa podem ser rastreadas na Memória da Natureza, cujo reflexo temos no Éter Refletor. Até que esse registro não seja apagado, o vínculo com o país ancestral não está totalmente rompido, e as colônias de italianos, escoceses, alemães, ingleses etc., existentes em diversas partes desse país, retardam a evolução da nova raça. É provável que a Era de Aquário chegue antes que essa condição seja totalmente superada e a raça americana totalmente estabelecida.
Se você olhar para os acontecimentos durante os últimos 60 ou 70 anos, ficará evidente que essa foi uma época de ceticismo, dúvida e crítica aos assuntos religiosos.
As igrejas têm ficado cada vez mais vazias e as pessoas, muitas vezes, abandonam a adoração a Deus e se voltam para a busca do prazer. Essa tendência estava aumentando na Europa até o início dessa guerra, e ainda continua sendo uma vergonha para muitas cidades e centros do pensamento científico da América. Como um resultado dessa atitude mental mundial, promovida pelos Irmãos da Sombra com a permissão dos Espíritos de Raça, assim, como Jó[4] foi tentado por Satanás na lenda, uma catarata espiritual vedou os olhos do mundo ocidental e deve ser removida antes que a evolução possa prosseguir. Como isso está sendo feito será o assunto da próxima carta.
(Do Livro: Carta nº 59 do Livro Cartas aos Estudantes)
[1] N.T.: Na época se refere à Revista Rays from the Rose Cross.
[2] N.T.: refere-se à Primeira Guerra Mundial
[3] N.T.: Cr 21:1-17
[4] N.T.: Veja o Livro de Jó na Bíblia para ter um panorama completo.
Pergunta: De acordo com um artigo publicado recentemente em uma revista médica, os recém-nascidos do sexo feminino parecem resistir melhor às influências adversas que acometem as crianças nos primeiros anos de vida. Esse artigo afirma: “Falando de modo geral, pode-se dizer que o menino reage à doença de modo mais violento que a menina, é fragilizado mais facilmente que ela, não se recupera tão rapidamente quando a doença parece regredir e não oferece tanta resistência quando sofre de enfermidades crónicas”. Poderiam explicar isso?
Resposta: Para o ocultista versado nos Ensinamentos Rosacruzes sobre a polaridade do Corpo Vital, a anomalia aparente é facilmente explicada, assim como muitos outros fatos conhecidos pela medicina, mas não justificados por ela.
O homem, cujo Corpo Denso é positivo, tem um Corpo Vital negativo. Consequentemente, ele não tem tanta resistência à doença quanto a mulher, que possui um Corpo Denso negativo, mas um veículo Vital positivo. Por essa razão, a mulher é capaz de enfrentar uma doença que mataria um homem, mesmo que esse tenha o dobro do peso dela e aparente vitalidade. Ela sofre mais intensamente do que o homem, mas suporta a dor com maior firmeza. Quando o restabelecimento se processa, o seu Corpo Vital, positivamente polarizado, parece sugar, como se fosse formado por um milhão de bocas, a energia solar. Ele dilata-se e começa quase que imediatamente a irradiar emanações características de saúde, resultando a recuperação rápida do corpo físico.
Por outro lado, quando um homem é profundamente atingido pela doença e começa a recuperar-se, o seu Corpo Vital, negativamente polarizado, é semelhante a uma esponja. Absorverá toda a energia solar que puder obter, mas a avidez perceptível no Corpo Vital da mulher não estará nele. Portanto, padecerá por muito tempo às sombras da morte e, como é mais fácil entregar-se do que lutar, mais frequentemente sucumbirá.
Existe também outra razão para a maior mortalidade entre os recém-nascidos do sexo masculino. Os estudantes da Filosofia Rosacruz estão familiarizados com a Lei que governa a mortalidade infantil. Sabem que quando o Ego é muito perturbado, seja pelas lamentações agudas e histéricas dos parentes ou pela morte decorrente de acidentes ferroviários, incêndios, guerras ou causas similares, ele não consegue concentrar a sua atenção no panorama da vida que se desenrola diante dele, semelhante a um filme projetado em uma tela.
Esse panorama deverá ser gravado no Corpo de Desejos para formar a base dos sentimentos de dor ou prazer que serão experimentados no Purgatório e no Primeiro Céu, respectivamente, quando a dor será transmutada em consciência para advertir o Ego a não cometer no futuro os erros do passado e o prazer sentido pelas boas ações praticadas gerará virtudes que estimularão o Ego a aperfeiçoar-se nas próximas vidas. Quando o Ego é seriamente perturbado em sua concentração no panorama da vida, a gravação não atua sobre os sentimentos como deveria. Por isso, a experiência de vida se perderia, se as Forças Superiores não intervissem, deixando-o morrer na fase de infância do próximo renascimento. Os veículos sutis não nascem simultaneamente com o corpo físico. Os frutos da vida anterior serão, então, incorporados neles após a morte na infância. Em alguns anos, o Ego procurará um novo renascimento e viverá o seu período normal de vida na Terra.
Baseados neste sistema, podemos afirmar que um grande número de crianças esteja predestinado a morrer durante a infância, pois as guerras e os velórios, com suas lamentações, privaram milhões de Egos da paz necessária no momento da morte. Esta guerra atual (1916) acrescentará mais alguns milhões. Deste modo, a mortalidade infantil continuará a golpear-nos até que aprendamos a ciência da morte e a como ajudar o Ego que morre a se desligar da matéria, da mesma forma que aprendemos a cuidar de um recém-nascido. Nós, com as nossas pequenas e finitas mentes, já aprendemos a usar as linhas de menor resistência para alcançar os nossos fins. Estudamos a conservação de energia e podemos ter certeza de que as grandes Hierarquias Divinas encarregadas da evolução fazem uso de métodos similares com maior eficiência. Consequentemente, já que os recém-nascidos devem morrer pelas razões mencionadas, o que há de mais natural do que deixá-los assumir um corpo masculino com um Corpo Vital negativo, que irá sucumbir mais facilmente aos rigores da existência física?
Contudo, não negamos que muitas mortes ocorridas na infância sejam devidas à falta de compreensão da complexa constituição do ser humano, que inclui veículos mais sutis do que aquele perceptível pelos nossos sentidos e que se acredita geralmente constituir o organismo todo. Embora o Corpo Vital de uma criança esteja ainda comparativamente desorganizado na ocasião do nascimento, o Éter a ser usado para completá-lo está dentro da aura, pronto a ser assimilado e, se alguém ao redor do recém-nascido estiver debilitado ou anêmico, um vampiro inconsciente, sugará parte da reserva do Éter não assimilado da criança muito mais facilmente que o de um adulto cujo Corpo Vital esteja totalmente estruturado. Naturalmente, a pessoa fraca sugará mais facilmente o Éter negativamente polarizado, como ocorre no corpo de um menino, do que o Éter positivo de uma menina. Assim, justifica-se a maior taxa de mortalidade das crianças do sexo masculino, embora muitas mortes não aconteçam devido à Lei mencionada.
Se isso fosse conhecido e aceito, um grande passo seria dado no sentido de salvar os recém-nascidos, porque certas precauções poderiam ser tomadas. Em primeiro lugar, deveriam dormir em um berço que ficasse afastado da mãe, embora sempre ao seu alcance, para que a aura dela não se misturasse com a da criança. Uma mãe fraca não deveria alimentar o seu filho, mas conseguir, se possível, leite fresco e tépido de vacas sadias e bem alimentadas ou, melhor ainda, de cabras. Esse leite fresco está sobrecarregado de Éter do animal e possui uma energia vital não apreciada pelo químico, que se limita a fazer somente a análise física dos seus componentes químicos. Por último, mas nem por isso menos importante, uma massagem no baço e um estímulo dos nervos esplênicos, cautelosa e moderadamente aplicados, ajudarão a contraparte etérica desse órgão na sua atividade de especializar a energia solar, da qual os processos vitais dependem tanto quanto os pulmões dependem do ar.
(Pergunta nº 28 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Repostas – Volume 2 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
O Conde de Saint Germain
A vida inteira desta extraordinária e misteriosa figura, conhecida como Conde de Saint Germain, está intimamente ligada à mudança político-social do mundo que foi operada pela Revolução Francesa. Tratando-se de um Ego excepcional que previu o que iria acontecer à França, empenhou-se titanicamente e durante algumas décadas, entre a nobreza, procurando convencê-la da necessidade de modificar as diretrizes de Governo a fim de se realizar a imprescindível alteração do ambiente político e social sem, contudo, que o país fosse ensanguentado. Por intermédio da condessa d’Adheniar, pessoa de amizade da rainha, o Conde se pôs em contato com ela que, tendo gostado muito de ouvi-lo, encaminhou-o para falar com Luís XVI. Expôs ele ao rei, minuciosamente, todos os problemas do seu reinado, inclusive os mais delicados, acrescido de sábia orientação para resolvê-los. No entanto, apesar de Sua Alteza ter percebido que Saint Germain havia dito importantes verdades, chamou os guardas e mandou prendê-lo. Contudo, quando eles entraram, o Conde desapareceu, como por encanto, no meio deles. Se quiséssemos usar linguagem popular, diríamos que eles “ficaram falando sozinhos”. Determina Sua Majestade que seja procurado, destacando para tantos detetives especializados que se entregaram a intenso trabalho de investigação, no transcurso de dois anos consecutivos, sem que conseguissem colher a mínima notícia, não só na França e na Europa, mas em qualquer parte da Terra. Desanimaram.
Decorridos oito anos, Maria Antonieta se lamentava, certo dia, pelo desaparecimento do Conde, dizendo estar acontecendo tudo o que ele dissera e que precisava muito, por isso mesmo, falar com ele. No dia seguinte, às oito horas da manhã, alguém bateu à porta da sua residência e a governante foi atender; era Saint Germain, a quem fez entrar. A rainha ficou sobremaneira satisfeita. Depois dos cumprimentos, fez todas as perguntas que desejava, tendo obtido, com precisão, as respostas do ilustre personagem que, despedindo-se, partiu. Sua Majestade transmite ao primeiro Ministro, Sr. Maurepas, tudo aquilo que ouvira do Conde; ele não gostou, alegando que ela tinha escutado coisas sem sentido, porque quem disse, ele afirmou, não passava de um charlatão. Mal acabou de falar, a porta abriu automaticamente, entrou Saint Germain e se dirigiu ao desconcertado Maurepas por meio das seguintes palavras: “Sim, fui eu quem disse à Rainha tudo que me era permitido dizer… E as revelações ao Rei teriam sido muito mais completas. É lamentável que vos tenhais interposto entre S. A. e mim. Nada me recriminarei quando a terrível anarquia devastar a França inteira! Quanto a tais calamidades, vós não as vereis, mas o fato de as terdes inconscientemente preparado será suficiente para a vossa memória… Não espereis homenagem alguma da posteridade, ministro frívolo e incapaz! Sereis incluído entre aqueles que fazem a ruína dos Impérios!”. Dito isso, o Conde encaminhou-se para a porta, fechou-a e desapareceu para sempre. Desnecessário é, sem dúvida, esclarecer que todos os esforços tendo em vista encontrá-lo foram totalmente inúteis.
Todos os documentos que se achavam no arquivo do Estado, escritos por Saint Germain, principalmente os que diziam respeito à França, foram, por determinação do Imperador, recolhidos e levados à Chefia de Polícia com a finalidade de fazer-se um trabalho em conjunto, mas desapareceram no incêndio do Edifício, durante a Comuna, em 1871.
Voltaire, tido por todos como filósofo cético, via em Saint Germain um homem de sabedoria universal. Tinha ele grande admiração pelo Conde. Era conhecidíssimo pela Maçonaria da época como “O Rosacruz”. E, assim, ainda hoje a referida sociedade secreta o considera. Certa vez defrontou-se o Conde de Cagliostro com Saint Germain, ocasião em que esse lhe dissera — “Cuidado, Cagliostro, senão você porá fogo na França”, ao que ele respondeu: “A Lei quer que a humanidade atinja determinado grau evolutivo e, como ela não quer atingir pelo amor, alcançará pela dor; ateio fogo e a Providência Divina sabe o que deve queimar e o que não deve”. É que, enquanto o Conde de Cagliostro encarnava a face do rigor, o Conde de Saint Germain representava a face do amor. Permanecia em um lugar somente o tempo necessário à realização do seu trabalho. Como Iniciado de grau superior, está sempre em atividade em alguma parte do mundo. No século XIII, na Alemanha, fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes. Junto a esse Ser, em sua jornada, sentimo-nos em companhia de quem tudo pode. Não há obstáculo que não vença com seu amor e sabedoria. Diríamos tratar-se de um verdadeiro alquimista das forças cósmicas. Todavia, quase nada dissemos ainda a respeito do Conde de Saint Germain, pois esse Ser é um manancial infinito…
(Por Hélio de Paula Coimbra publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1964)
Fraternidade Rosacruz ligando o Estudante à Ordem Rosacruz
É, como diz “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, a Fraternidade Rosacruz que, cuidando de orientar o preparo dos Estudantes, vai ligá-los à Ordem Rosacruz. É nela que todo Estudante encontra o que necessita a fim de que possa chegar oportunamente à Ordem. Felizes, pois, os que assim trilham a senda. Encurtam de maneira extraordinária o caminho a percorrer. Contudo, além de encurtar, tornam o jugo suave e o fardo, leve. Foi, como todos sabem, a Escola Rosacruz fundada pelo mensageiro da Ordem, Max Heindel, nos Estados Unidos da América do Norte, em Oceanside, em 1909. Destina-se ela especificamente ao Mundo Ocidental, em virtude do adiantamento dos habitantes desta parte do globo terrestre. O alto grau de individualização do ser humano ocidental revela seguramente o seu nível de amadurecimento interno. E por causa desse nível ser bom é que o ser humano ocidental tem, indiscutivelmente, dificuldade de se adaptar ao preparo coletivo, para Iniciação Coletiva usada pelos orientais. Por isso, os exercícios dados por esses não servem para os ocidentais. Quem desejar inteirar-se profundamente sobre o que acabamos de falar, que leia a obra básica dos ensinamentos Rosacruzes, à que já nos referimos, intitulada “O Conceito Rosacruz do Cosmos”.
Como é do conhecimento de todos, não há escola que não tenha o seu regulamento ou método. E, nesse particular, a Escola Rosacruz nos apresenta um Método que é diferente, em um ponto capital, dos métodos adotados pelas demais escolas — objetiva ele partir dos primeiros passos do Estudante e emancipá-lo gradativamente de toda e qualquer dependência dos outros até atingir o mais alto grau de confiança em si mesmo, o que lhe possibilita permanecer só, não importando as circunstâncias e más condições para lutar. Nesta altura, é claro, a segurança do Estudante é total; portanto, não mais está sujeito a entusiasmar-se de tal forma que venha a cometer deslize de equilíbrio. Permanece tranquilo e firmemente como se fosse uma rocha. Considera as pessoas e coisas em seus devidos lugares: não comete excessos. Não vê líder ou mestre, a não ser no Cristo Interno. Seu único ideal e guia é, então, Cristo-Jesus. Assim, libertou-se das vozes enganosas, vindas do exterior, partam de onde partir.
Como se vê, o Método Rosacruz de Desenvolvimento conduz o Discípulo, que rigorosamente o observa, à Iniciação real cujo valor é também real em qualquer plano ou mundo do Universo onde se apresentar o portador dela. É tão diferente das chamadas iniciações coletivas ou dependentes de guru como a água o é do vinho. Basta dizer que esse tipo de preparação e Iniciação dão ao ser humano uma realização parcial, apenas. Pelo Método Rosacruz, ao contrário, a realização do ser humano é completa e total, portanto, alcança-se, deste modo, tal sublimidade que é difícil descrever, dado a pobreza de vocabulário. É necessário que se experimente para poder compreender plenamente a amplitude da coisa. Diz Max Heindel, na obra citada, que se fosse possível obter com dinheiro, ninguém veria problema em gastar soma abundante. Entretanto, a impossibilidade é total de se obtê-la assim e por qualquer outro meio que não seja o mérito. Só esse vale. É o único caminho que existe. Percorramo-lo, pois, trabalhando incansavelmente. Só assim iremos galgando os degraus. É uma conquista sublime! Desdobra-se vitória sobre vitória e, por outro lado, descortinam-se horizontes. Sente-se, de perto, não só a grandiosidade de Deus, mas especialmente a Sua presença em tudo que existe na Natureza. Percebe-se agora que o espírito deve buscar exercer, de maneira crescente, o mais completo domínio sobre os seus veículos, conhecidos também como suas ferramentas. Essas são transitórias, enquanto ele é eterno.
Poderá o prezado leitor que pretenda conhecer bem o Método Rosacruz de Desenvolvimento ler o referido “Conceito Rosacruz do Cosmos”. É, portanto, de fácil consulta. É obra importante não apenas para os Estudantes Rosacruzes, mas interessa a todos os estudiosos, sem excetuar os mestres; ou melhor, os que se consideram assim, porque Mestre mesmo é somente Cristo-Jesus. Os outros, quando portadores de bons conhecimentos, não passam de companheiros mais experimentados que, sendo modestos, poderão prestar valiosa ajuda com a sua experiência.
(Por Hélio de Paula Coimbra publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1964)
O Estudante mediano está familiarizado com a escala diatônica de sete tons e com a escala cromática de doze tons na música.
Ele também está familiarizado com a escala de cores de sete tons conhecida como espectro.
Poucas pessoas, no entanto, sabem que à medida que a visão humana se sensibiliza e se desenvolvem instrumentos mais refinados para a investigação, uma escala de cores de doze tons será revelada.
Aqueles que possuem capacidade de explorar reinos internos veem neles muitas cores bonitas que são, atualmente, invisíveis para os olhos físicos comuns, algumas delas muito requintadas para descrição.
1. Para fazer download ou imprimir:
Luz, mais Luz – Corinne Heline
2. Para estudar no próprio site:
LUZ, MAIS LUZ
Por
Corinne Heline
Fraternidade Rosacruz
Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido de acordo com:
1ª Edição em Inglês, 1962, Light, more Light – Issued by New Age Interpreter
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP
www.fraternidaderosacruz.com
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
LUZ, MAIS LUZ
No começo, no alvorecer de um novo Dia de manifestação, Deus disse: “Haja Luz”[1]. Esse foi o primeiro decreto criador. Foi a ação inicial tomada pelo Ser Divino, ao entrar em outro dos ciclos cósmicos, externos e eternamente recorrentes.
O aparecimento da luz foi, portanto, fundamental para todo o processo criativo do período extremamente longo que se seguiu. A reativação da luminosidade no coração de Deus, a nova liberação da Luz Divina, pôs em movimento a Substância Raiz Cósmica do espaço circundante, dentro de uma extensão específica e limitada pela vontade de Deus. Então, uma nova criação foi lançada no espaço sideral.
A luz que emergiu no começo, como registrada no Gênesis, também é a luz que prevalecerá no final deste Dia de Manifestação, conforme relatado por São João no Livro final das Escrituras Cristãs[2]. Quando São João foi elevado em espírito a um ponto de iluminação em que estava “na luz como Ele está na luz”[3], ele viu a Nova Jerusalém, a cidade em que “não havia noite”[4]. “Lá”, relata o Revelador, “não havia mais a necessidade do Sol ou da Lua para brilhar nela”, pois o “Cordeiro é a sua luz”[5].
Deus é luz. Ele é tudo em tudo. Ele é o começo e o fim, o Alfa e o Ômega da existência. É n’Ele que todas as coisas criadas vivem, se movem e têm o seu ser. Nos estágios evolutivos anteriores, todos os elementos da natureza e todas as criaturas vivas gravitavam natural e instintivamente em direção a essa luz. Numa fase posterior, com o surgimento do quarto reino, o humano, o instinto deu lugar à inteligência e a obediência, até então inconsciente da Lei cósmica, foi substituída pela consciência da individualidade, tendo a prerrogativa divina da liberdade para escolher o caminho a seguir. A partir de então poderia continuar seu curso em direção à Luz da qual surgiu ou se aventurar por um curso oposto e escuro. Essa é a condição do ser humano em seu atual estado de evolução. Ele está no ponto médio da sua jornada evolutiva. Nessa posição é livre para escolher a estrada superior ou a inferior e pode viajar na direção da luz ou reverter para a escuridão.
No Esquema de Evolução setenário o ser humano está evoluindo na metade, no quarto dos sete Períodos de tempo extremamente longo. Ele também está na quarta posição, a média, entre sete Reinos. Abaixo dele estão os Reinos mineral, vegetal e animal, representando etapas da consciência atravessadas no passado, enquanto acima estão os três reinos dos: Anjos, Arcanjos e Senhores da Mente, com os quais ele se relaciona diretamente em sua atual constituição sétupla e dos quais a exaltação ele está destinado a atingir, nas eras que se avizinham. Então, novamente encontramos o ser humano ocupando uma posição intermediária, momento em que o caminho escolhido determinará a direção futura da alma.
Aproximando-se da experiência atual, o ser humano agora se encontra em um período histórico e crucial para o futuro destino da onda de vida. Não é um apelo ocioso que os evangelistas ortodoxos estão fazendo, ao enfatizar essa época como “o tempo aceito”. Tampouco a afirmação de muitos e diversos observadores da cena atual de que o presente conturbado e instável seja um fatídico Tempo de Decisão.
Algo de suprema importância ocorreu, sem dúvida, na primeira metade do século XX. As guerras mundiais levaram o conflito secular entre forças opostas ao clímax. Embora essa disputa não tenha terminado com a inauguração do Milênio ou da Era de Ouro, ela derrotou um terrível mal que ameaçava varrer a humanidade para debaixo do seu domínio sinistro. As forças que se voltaram mais para o caminho da direita que para a esquerda seguiram a ascensão. Resta agora determinar se a vantagem obtida pode ser mantida e fortalecida, mesmo contra as poderosas forças materialistas empenhadas em manter o ser humano ligado ao cérebro e à Terra.
A Percepção e Utilização da Luz pelo Ser humano
Após a descida do Ego humano à encarnação física, seu ambiente externo se tornou cada vez mais claro e aberto à medida que a autoconsciência se desenvolvia e se tornava mais nítida no mundo exterior. Os primeiros lemurianos[6] perceberam pouco com seus olhos pequenos e piscantes, enquanto os atlantes[7] posteriores viviam em uma atmosfera cheia de neblina. A luz brilhante do Sol nunca foi vista. Ao entrar na Época Ária, a Época atual, quando a consciência se firmou decididamente na existência física, o ar se purificou e o ser humano começou a viver à luz do sol.
Contudo, ainda havia a escuridão da noite, exceto por alguma luz que brilhasse no céu estrelado. O ser humano primitivo esperou muito tempo pela luz de sua própria criação. Outros séculos se seguiram com a luz estando limitada a velas tremeluzentes, tochas acesas e fogueiras. No entanto, o espírito sempre apalpador do ser humano, em busca de luz e mais luz, levou-o, ao longo do tempo, à produção artificial de luz por gás e ainda mais tarde, em nossos dias, à conversão da energia elétrica em um iluminante universalmente disponível.
Essa tremenda mudança nas condições externas sob as quais a onda de vida humana vive hoje ocorreu em um breve momento, em relação aos milhões de anos em que o ser humano tem evoluído neste Planeta. Ele se desenvolveu com uma rapidez incrível, mesmo em termos de tempo histórico. Apenas tão recente quanto a virada do século, a iluminação elétrica para ruas, prédios públicos e casas ainda estava em sua infância. Hoje, essa luz baniu literalmente a escuridão da noite de nossas cidades e, agora, está a caminho de também iluminar os amplos espaços abertos do campo.
No entanto, tudo isso provou ser apenas um prelúdio para a apresentação de desenvolvimentos. Com a liberação da energia atômica, o ser humano deu mais um passo para levantar o véu da refulgência ofuscante da própria Deidade manifesta.
O ser humano transforma seu ambiente externo na medida em que estende seus poderes potenciais no âmbito físico, psíquico e espiritual. Ele constrói o olho físico para perceber a luz externa. Ele desenvolve a visão espiritual para perceber as atividades do Plano interior. À medida que a consciência se torna mais clara e forte, mais alta e ampla, a luz interior assume um brilho crescente que encontra sua contraparte no ambiente externo em que vive.
Até que ponto discernimos a luz que brilha nas trevas depende do nosso poder de visão. O que é luz para nós é escuridão para alguns insetos e a luz do Clarividente enxerga iluminação onde o olho normal percebe apenas escuridão.
Em nossa própria vida, a expansão da consciência, que vem com o advento da Era Espacial e segundo a grande aceleração em todos os aspectos da vida, o chamado é mais claro e alto do que nunca para luz, mais luz. Testemunhe as catedrais mal iluminadas do passado e as igrejas iluminadas do presente ou mesmo o edifício de vidro recém-construído na costa da Califórnia, em Palos Verdes. Também deve ser notado o rápido aumento do uso de vidro na construção de residências, escolas, edifícios comerciais e fábricas que podem ser vistos na cidade, na vila ou no campo. Em todos os lugares, o desejo de viver na luz está manifesto. É uma aspiração interior que encontra expressão externa.
O Segredo da Luz
Em 1947, surgiu um livro intitulado “O Segredo da Luz”. É de Walter Russell, eminente artista, cientista e filósofo. Dedicado “Ao Deus Único, o Universal” e endereçado “Para aqueles que buscam inspiração, conhecimento e poder mediante maior compreensão da Luz”.
O Sr. Russell equipara Luz a Deus. É um tratado profundamente científico e religioso. Escreve o Sr. Russell no prefácio: “Cristo Jesus disse: ‘Deus é Luz’; mas, nenhum ser humano daquela época entendeu o que Ele quis dizer. Chegou o dia em que todos os homens devam entender o que Cristo Jesus quis dizer, quando disse ‘Deus é luz’. Pois dentro do segredo da Luz há um vasto conhecimento ainda não revelado ao ser humano. A Luz é tudo o que existe; é tudo com o que temos de lidar, mas ainda não sabemos o que ela é. O objetivo desta mensagem é dizer o que ela é”.
Russell, em seguida, enumera uma longa lista de perguntas referentes aos mistérios da vida e às quais ainda não há respostas. Porém ele acrescenta: “Dentro do segredo da Luz está a resposta para todas essas perguntas, até agora não respondidas, e muitas outras que as eras ainda não resolveram. Essa revelação da natureza da Luz será a herança do ser humano nesta Nova Era, a Era de Aquário, vindoura e de maior compreensão. Seu desenvolvimento provará a existência de Deus por métodos e padrões aceitáveis pela ciência e pela religião. Estabelecerá um fundamento espiritual sob a presente base material da ciência. Os dois maiores elementos da civilização, a religião e a ciência, encontrarão então a unidade em seu casamento. Da mesma forma, as relações humanas se tornarão mais equilibradas por causa do maior conhecimento sobre a Lei universal que está por trás de todos os processos que a Luz usa para entrelaçar as formas padronizadas desse Universo de ondas elétricas”.
“Todos os departamentos da vida serão profundamente afetados por esse novo conhecimento da natureza da Luz: da universidade ao laboratório, do governo à indústria, de nação a nação”.
Esse novo conhecimento está agora literalmente caindo sobre nós. Os cientistas que trabalham nesse campo altamente especializado confessam que mesmo para eles a pesquisa está avançando tão rapidamente que é quase impossível mantê-la atualizada. O que pensar do leigo, então!
Em uma transmissão de rádio feita no dia oito de março, a Universidade da Califórnia, apresentando o “Explorador Universitário”, narrou a fabulosa história da invenção de um dispositivo que revolucionará o uso da luz. O assunto foi tratado novamente pelo mesmo patrocinador em 20 de maio, tendo em vista a enorme importância atribuída a essa descoberta e o amplo interesse que despertou em todas as regiões.
Uma Invenção Maravilhosa
“O incrível LASER” foi o título dado a esses relatórios. Laser é o nome dado ao novo dispositivo, e as letras são a abreviação de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation” (Amplificação de Luz por Emissão Estimulada de Radiação). Tem relação com a própria geração da luz. Antes dessa descoberta, disseram-nos, havia muito que pudéssemos fazer para iluminar, mas relativamente pouco podíamos fazer com a fonte de luz propriamente dita. Agora, “no ano histórico de 1900”, há uma ruptura na manipulação e no domínio do fenômeno da própria geração de luz.
O laser é descrito como uma haste de rubi não maior do que um lápis, ao redor da qual se anexa uma lâmpada espiral de flash. Os elétrons no cristal são ativados e acionam a lâmpada. Por meio desse pequeno e aparentemente simples dispositivo, um feixe de luz fraco pode ser intensificado e ampliado em grau aparentemente incrível. Ele gera um calor várias vezes maior que o Sol. A luz assim gerada não irradia em todas as direções, fluindo ao longo de linhas paralelas. É fortemente centralizada, tendo pouca difusão. Dizem que um feixe direcionado a uma tela que esteja a aproximadamente 1,60 km de distância produziria um ponto com apenas uns 30 centímetros de diâmetro e aumentaria em não mais de 16 km, quando chegasse à Lua, a 384.417,5 km de distância. Essa luz nunca foi gerada antes.
As possibilidades criativas que isso coloca nas mãos do ser humano são inimagináveis. Com isso, os chamados milagres já estão sendo realizados. Considere apenas a sua aplicação no campo da arte de curar. De acordo com o “Explorador Universitário”, um raio laser pode passar através de uma lente, penetrar no tecido do corpo e ser focalizado em um ponto predeterminado para realizar cortes delicados, costuras finas de ferida através da fusão da pele, esterilização ou cauterização de áreas extremamente pequenas ou ainda para radioterapia profunda. Que tudo isso nos dê uma pausa para refletir, profunda e reverentemente. Até esse dia de graça, as curas efetuadas pela realização de cirurgias internas e sem a ajuda de agentes físicos ou evidência externa do que estava sendo realizado eram possíveis apenas para o Grande Médico, o Pai das Luzes. Agora, o ser humano começa a seguir Seus passos adotando procedimentos semelhantes. A utilização de um agente não-material para realizar uma cura que antes exigisse operação interna agora substitui em grau importante o uso da instrumentação física.
Nesta aplicação das energias livres e disponíveis no armazém ilimitado da Natureza para fins de cura, temos uma contrapartida científica sobre o poder da oração e a ativação das energias divinas por meio da imaginação e da fé criativa. No primeiro caso, estamos lidando com a luz que pode ser vista com o olho físico; no segundo, com a luz percebida apenas pelo olho do espírito. Ambas emanam da mesma fonte divina, pois Deus é luz. Temos aqui um desenvolvimento que cumpre a afirmação de Walter Russell de alguns anos atrás, como citado anteriormente, de que, à medida que o ser humano penetra mais profundamente nos segredos da Luz, será revelada a ele a própria existência de Deus de forma possível “por métodos e padrões aceitáveis pela ciência e pela religião”. Além disso, estabelecerá um fundamento espiritual sob a presente base material da ciência, unindo assim “os dois maiores elementos da civilização, a religião e a ciência”.
Dessa maneira, pode-se dizer com segurança e sem exagero que neste domínio do fenômeno da luz outro estágio da época foi alcançado na ascensão progressiva do ser humano em direção à Luz e a um estado de cooperação consciente, inteligente e intencional com os Divinos Poderes, na criação do “Grande Homem”.
Assim, a intenção centralizada e voluntária das almas propositalmente dedicadas ao Caminho Iluminado prossegue simultaneamente nos Planos interno e externo do ser. Fora dessa ação focalizada e causadora das Mentes criativas, efeitos momentâneos no Plano da manifestação externa são inevitáveis. Evidências desse tipo já são discerníveis para o observador perceptivo, entre as quais temos boas razões para incluir o dispositivo que amplifica a luz em grau enorme e que multiplica sua aplicabilidade às necessidades e desejos humanos até então inimagináveis. Em outras palavras, a amplificação inimaginável da intensidade e luminosidade de um fraco feixe de luz nos promete que a consciência relativamente fraca que o ser humano agora possui da Luz universal em que está imerso esteja se aproximando de uma condição que penetrará realmente o véu da materialidade, revelando a Luz Divina onipresente e dissipando a ilusão de separação em que vivemos hoje.
O Esplendor do Período de Tempo centrado no Solstício de Junho
O progresso no caminho da luz pode ser grandemente acelerado pela devida observância dos tempos e estações do ano. A qualidade do tempo não é uniforme, como todos sabem por experiência. Há períodos planos e momentos exaltados. Muitos indivíduos viveram à luz de uma revelação ou pela inspiração de alguma verdade esclarecedora e libertadora que surgiu na consciência em um instante fugaz.
O Solstício de Junho, que agora está sobre nós, acima de todas as outras épocas do ano é a estação da luz para nós no hemisfério norte. Nesse Solstício, que ocorre 20, 21 ou 22 de junho (depende do ano), o Sol atinge sua maior ascensão norte. Toda a natureza se alegra em sua refulgência radiante. As marés da vida correm alto. Enquanto elas persuadem os que não pensam nem observam a permanecer sonhadores, despertam rapidamente as almas para aproveitar a vantagem que oferecem para subirmos mais alto.
Como um dos principais pontos de virada do ano, as condições astrais são especialmente propícias para acender a luz interior. A comunicação entre o Céu e a Terra, entre os Mundos visível e invisíveis e a luz externa e interna é mais favorável do que em qualquer outro momento. É como se os portões entre o Mundo interior e o exterior se abrissem.
Nesses pontos cruciais do ano, os processos que conduzem à eterificação final do nosso denso mundo material estão especialmente ativos. Há modificação na estrutura atômica da Terra. Algo dessa natureza ocorre em cada um dos pontos de virada sazonais; ou seja, durante os Solstícios de Junho e Dezembro e Equinócios de Março e Setembro. A Terra é, então, carregada com uma luz adicional. Isso continuará até que nosso Planeta se torne, em uma Era à frente, portanto, um balão de luz incandescente e dourada igual até mesmo ao Sol, seu e nosso Pai. Pelos fatos anteriores, agora é possível apreender melhor o que se tornou possível ao ser humano fazer com o laser que, lembrem-se, obtém sua incrível amplificação de luz como resultado da alteração da estrutura atômica do pequeno cristal que forma seu núcleo.
O Solstício de Junho inicia um verdadeiro festival de luz. No passado remoto, quando o ser humano ainda vivia em forte consciência psíquica com os Mundos espirituais, de onde veio, a resplandecente iluminação dos céus no Solstício de Junho despertou um desejo instintivo de parte do ser humano de participar desse fenômeno celestial de alguma maneira. Isso, ele fez ao acender fogueiras na mais alta eminência, em seu ambiente imediato. Esse tipo de celebração do Solstício de Junho sobreviveu ao longo dos séculos, com alguns vestígios que ainda permanecem em partes da Europa, onde o misticismo da antiguidade ainda não desapareceu completamente.
A luz, luz sobrenatural, é a base da estação do verão e esse fato concorda com os harmônicos divinos, em relação aos Dez Mandamentos[8] e o Sermão da Montanha[9], que foram dados na estação do Solstício de Junho. Cada um deles foi entregue em uma montanha. Eles vieram do alto. Para o povo da Antiga Dispensação, a luz suprema no caminho em direção à Luz foi a Lei emitida por Moisés. Para o da Nova Dispensação veio a luz adicional contida nos preceitos dados por Cristo, no Sermão da Montanha.
Agora, em nosso tempo, novas correntes de luz estão entrando na consciência humana e fornecerão ao mesmo tempo o poder e o entendimento de como viver melhor segundo o que esses dois grandes lançamentos que a Lei e o Amor nos trouxeram. A Sabedoria Antiga e os Mistérios Cristãos estão voltando silenciosa e discretamente à Luz. Dessas fontes virá um entendimento mais profundo e um reconhecimento mais claro do fundamento científico e religioso da orientação dada por Moisés, em termos de lei, e por Cristo, referente ao amor. Isso, por sua vez, dará força às almas aspirantes, moldando suas vidas de acordo com esses guias de conduta humana divinamente inspirados.
A Era da Luz
Estamos vivendo um tempo explosivo e expansivo. É a Era Atômica, a Era Espacial, a Era da Velocidade. É também a Era da Luz.
A última denominação não demorará muito para encontrar também uma adoção universal. A luz pode muito bem assumir o aspecto mais distinto do novo mundo transformador, agora no emocionante estágio do seu amanhecer luminoso.
O surgimento dessa nova era da luz não acontece apenas neste momento. Chega com hora marcada. Definitivamente, é inaugurada pelo Arcanjo Miguel, cujo semblante é descrito como sendo o do Sol e o esplendor fica próximo apenas ao do Cristo, o próprio Espírito do Sol.
Miguel é um dos sete Arcanjos que supervisionam o destino humano por um período que dura de duzentos a trezentos anos. O mais recente comando de Miguel nessa função foi iniciado no último quarto do século XIX. Desde então, uma luz intensificada tem sido focalizada na Terra por esse radiante Ser celestial. O fato de estar causando seu impacto na consciência humana é amplamente evidente e deve ser considerado, esotericamente, um fator importante no atual desenvolvimento científico da geração de luz mais abundante.
A última era de Miguel ocorreu nos séculos que inauguraram o período Cristão. Nas trevas espirituais que então prevaleciam, Miguel iluminou o caminho para a vinda da Luz do Mundo. Agora, em nossos dias, Sua regência é de importância semelhante. Ele está iluminando o caminho para o reaparecimento do Cristo.
Em Sua primeira vinda, o Cristo manifestou-Se à vista física. Na segunda, Ele aparecerá apenas à visão etérica. No momento, não é mais necessário que Ele volte à forma física, porque Sua obra redentora, através da encarnação terrena, tornou possível ao ser humano subir parte da escada do Ser e contatá-Lo visivelmente no próximo nível mais elevado da vida, o etérico.
Como observado anteriormente, os olhos humanos foram criados para que o espírito interno pudesse observar a luz circundante. Para poder enxergar a vida no plano etérico essa visão está agora em processo de apuração pela sensibilização. É com essa visão superior que o ser humano contemplará o retorno do Cristo e não como antes, na forma física; mas, em Seu traje etérico de Luz. Como São Paulo escreveu na sua Epístola aos Tessalonicenses, nós O encontraremos “no ar”[10]; isto é, nos Éteres luminosos.
Dias maravilhosos são esses em que vivemos! Porém com certeza nem tudo é doçura e luz na Terra. À medida que a luz penetre cada vez mais profundamente na escuridão, traz à tona antigos males ocultos que serão dissipados e transmutados. Que isso não seja motivo de desespero. É um desafio a ser cumprido, uma condição a ser corrigida, uma vitória a ser conquistada, uma promoção a ser ganha. O Cristo pronunciou a palavra consoladora e testificadora para um tempo trágico e conturbado como o nosso. Ele previu a aproximação inevitável desses males. Quando eles chegarem, disse Ele, então “olhem para cima, porque sua redenção estará próxima”[11].
Hoje, a humanidade está à beira de uma mudança histórica. Vastas possibilidades estão bem à frente para toda a raça humana. Eventos que têm a força suficiente para elevar a humanidade a um nível superior. Há uma grande tensão. Crises seguem crises, assim como oportunidades surgem após oportunidades. A partir dos planos internos, os eventos são projetados para criar um centro de forças favorável que servirá para elevar e libertar o espírito humano. Um novo princípio está sendo acelerado no ser humano, um que traz novas percepções das realidades eternas. A consciência de massa está sendo elevada por um processo que leva a nada menos que uma Iniciação planetária.
A jornada à frente está voltada para o leste. Em direção à luz. Ela nos leva ao Senhor Cristo, a Luz do Mundo, e através da Sua mediação, leva-nos à união com o Pai, o Deus da Luz. Verdadeiramente, “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entraram no coração do ser humano as coisas que o Deus da Luz preparou para aqueles que O amam”[12].
[1] N.T.: Gn 1:3
[2] N.T.: Livro da Revelação ou Apocalipse
[3] N.T.: 1Jo 1:7
[4] N.T.: Apo 21:25
[5] N.T.: Apo 21:23
[6] N.T.: nós, quando vivemos na Época Lemúrica
[7] N.T.: nós, quando vivemos na Época Atlante
[8] N.T.: Ex 20:1-17
[9] N.T.: Mt 5 e Mt 7
[11] N.T.: Lc 21:28
Algumas partes da Bíblia foram escritas simbolicamente porque, na época em que essa obra foi escrita, a humanidade em geral não estava preparada para entender as verdades escondidas nos símbolos. O Apocalipse, também conhecido como o Livro da Revelação ( também chamado de Apocalipse de São João Evangelista) é uma dessas partes.
1. Para fazer download ou imprimir:
Elsa M. Glover – Uma Interpretação da Revelação de São João
2. Para estudar no próprio site:
UMA INTERPRETAÇÃO DA REVELAÇÃO DE SÃO JOÃO
por
Elsa M. Glover
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de acordo com:
An Interpretation of the Revelation to John
1ª Edição em Inglês, 1977
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
Uma Interpretação da Revelação de São João
Algumas partes da Bíblia foram escritas simbolicamente porque, na época em que essa obra foi escrita, a humanidade em geral não estava preparada para entender as verdades escondidas nos símbolos. A Revelação é uma dessas partes.
Para aqueles que conseguem ler os símbolos, no entanto, o Apocalipse descreve o caminho da Iniciação e as coisas que o iniciado pode investigar nos mundos superiores, como as Hierarquias Criadoras, o passado, o presente e o futuro da evolução do ser humano e a história da disputa entre Jeová e os Espíritos Lucíferos.
O Capítulo 1 do Apocalipse é de natureza introdutória, expressando as circunstâncias em que São João recebeu a Revelação. Os Capítulos 2 e 3 descrevem o Caminho da Iniciação. As sete igrejas descritas são os sete passos no caminho da Iniciação.
Diferentes pessoas podem desenvolver as qualidades necessárias à Iniciação em ordem diversa e é possível que algumas qualidades necessárias possam ser trabalhadas simultaneamente. Portanto, as sete etapas descritas não correspondem necessariamente à ordem em que devem ser tomadas.
A igreja de Éfeso representa a dedicação da força criadora à espiritualidade e não à paixão. Ao Aspirante (Ap 2:5) é dito para se lembrar que caiu, que se arrepende e que já fez isso anteriormente. Na Época Lemúrica, o ser humano caiu no uso apaixonado de sua força criadora (descrita no Livro do Gênesis, Capítulo 2).
No entanto, aqueles que obtêm sucesso podem comer da Árvore da Vida (Ap 2:7). A Árvore da Vida simboliza a energia que dá a alguém a capacidade de viver na Terra tanto quanto desejar. É a energia cujo poder curativo mantém o Corpo Denso indefinidamente. Assim, quem conseguir usar a força criadora de forma regeneradora ganhará o poder de curar.
A Igreja de Esmirna representa a superação das tentações associadas à riqueza material. Quem tem pobreza material, mas riqueza espiritual, pode ser ridicularizado pelas Mentes mundanas (Ap 2:9). O Aspirante pode ser jogado na prisão pelo demônio para ser testado (Ap 2:10).
Isso significa que o Aspirante pode necessitar viver em condições de restrição material por um tempo para demonstrar que considera algumas coisas mais importantes do que conforto ou prosperidade. Quem vencer essa tentação, não será derrotado pela segunda morte (Ap 2:11). A primeira morte é a elevação da consciência acima do material, de modo que o material não tenha valor intrínseco. A segunda morte é a morte do Corpo Denso. A consciência espiritualizada não se importa com a morte física.
A igreja de Pérgamon representa a condução da força criadora para cima com a intensidade necessária para que as Glândulas Pituitária e Pineal comecem a vibrar resultando em visão espiritual. As correntes da energia criadora residem no trono de Satanás (Ap 2:13). Satanás representa os Espíritos Lucíferos cujo trono é a medula espinhal, onde trabalham para estimular as paixões, o egoísmo e a imoralidade (ou o uso indevido da força criadora).
Aqueles que não se arrependem permanecem em conflito com aquele que tem sua espada na boca (Ap 2:16). A espada simboliza a justiça divina de acordo com a Lei. Portanto, aqueles que falharem diante das tentações dos Espíritos Lucíferos terão sua retribuição segundo a Lei da Causa e do Efeito.
Contudo, os que vencerem as tentações receberão uma pedra branca e um novo nome (Ap 2:17). A pedra branca é o corpo daquele que conseguiu elevar a força criadora (chamada pedra filosofal). Um novo nome representa um novo estado de consciência, ou seja, a percepção dos Mundos superiores.
A igreja em Tiátira representa o controle das emoções e sentimentos. As emoções elevadas se expressam como amor, fé, serviço e paciência em suportar. (Ap 2:19). As emoções básicas podem levar os servidores a praticar a imoralidade e a comer alimentos sacrificados aos ídolos (Ap 2:20). Os servidores são as faculdades que possuem. A comida sacrificada aos ídolos representa o dar e, em seguida, o tomar o que foi dado, ou dar apenas onde se pode obter algo em troca.
Aqueles que não se arrependem podem adoecer e sofrer atribulação, e seus filhos podem inclusive morrer (Ap 2:22-23). Paixões e emoções egoístas causam conflitos, doenças, sofrimento e destruição. As crianças representam pensamentos e desejos produzidos pela natureza apaixonada. Crianças mortas comunicam a necessidade de eliminar os pensamentos e desejos egoístas mais cedo ou mais tarde.
A quem conquista, é dado poder sobre as nações, que irá governar com uma vara de ferro (Ap 2:26-27). As nações são as faculdades do ser humano. Quem controla suas emoções tem o controle de si mesmo. O ferro é o metal regido por Marte, o lar dos Espíritos Lucíferos. Portanto, governar com uma barra de ferro significa controlar as energias de Marte e a habilidade de suportar as tentações implantadas pelos Espíritos Lucíferos.
A igreja em Sardis representa a construção do Corpo-Alma. Aqueles que nominalmente estão vivos, mas na verdade já estão mortos (Ap 3:1) são aqueles que têm um Corpo Denso com o qual funcionam no Mundo Físico (e, portanto, estão fisicamente vivos), mas que não têm uma alma capaz de funcionar nos Mundos superiores (e, portanto, estão mortos para os Mundos superiores). As obras dos que não possuem Corpo-Alma não foram perfeitas aos olhos de Deus (Ap 3:2). Considere que um bom trabalho (serviço) é necessário para construir o Corpo-Alma.
A segunda vinda de Cristo será em algum momento desconhecido (Ap 3:3), e ele virá nas nuvens (Ap 1:7), ou seja, no Corpo-Alma. Aqueles que não desenvolverem seus Corpos-Alma não poderão segui-lo nesse momento. Aquele que conquista, será coberto por roupas brancas (Ap 3:5). A roupa branca se refere ao Corpo-Alma (às vezes chamada de Vestimenta Dourada das Bodas).
A igreja na Filadélfia representa a separação do Corpo-Alma (que são os dois Éteres superiores do Corpo Vital) e da parte superior do Corpo de Desejos do Corpo Denso, dos dois Éteres inferiores do Corpo Vital e da parte inferior do Corpo de Desejos. Essa separação torna possível os voos anímicos. Cristo colocou diante do Aspirante uma porta aberta, que ninguém pode fechar (Ap 3:8).
Antes da crucificação, apenas alguns escolhidos receberam o treinamento e as condições necessárias para se preparar para os voos anímicos. Na Crucificação, o espírito de Cristo mudou as condições etéricas da Terra de tal maneira que depois disso qualquer um pode se preparar e aprender a alcançar a separação necessária, a fim de poder ser capaz de voos anímicos. Assim, Cristo abriu a porta dos Mundos superiores para todos.
Aqueles que entrarem pela porta aberta nos Mundos mais elevados serão mantidos a partir daquela hora em uma provação, que surge em todo o Mundo (Ap 3:10). Quando alguém entra nos Mundos superiores se encontra com o Guardião do Umbral, que é a soma de todos os seus atos passados não redimidos.
Alguns, então, assumem conscientemente a responsabilidade de pagar suas dívidas para com o mundo e, assim, apagar esses registros. “Quanto ao vencedor, farei dele uma coluna no templo do meu Deus, e daí nunca mais sairá. Escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da Cidade do meu Deus — a nova Jerusalém, que desce do céu, de junto do meu Deus — e o meu novo nome.” (Ap 3:12). Tornar-se um pilar no templo de Deus representa o fim da necessidade de renascer na Terra. Com o nome de Deus inscrito em si representa ter alcançado a consciência de Deus. A palavra “Jerusalém” significa “morada da paz”. Ter o nome da nova Jerusalém inscrito em si significa ter alcançado um estado de paz interior.
A igreja de Laodiceia representa o desenvolvimento da vontade necessária para tomar o caminho. Pessoas que não esquentam nem esfriam são jogadas pela boca de Cristo (Ap 3:15-16). Aqueles que não querem ou não fazem nenhum esforço não são conduzidos pelo caminho da Iniciação, mas são autorizados a tomar o caminho mais longo, escolhido pela humanidade em geral. Aqueles que não sentem a necessidade do ouro refinado pelo fogo (o Corpo espiritualizado, a Pedra Filosofal) ou da vestimenta branca (Corpo-Alma) ou do unguento para os olhos (que proporciona a visão espiritual) não trabalharão para eles e nem os alcançarão (Ap 3:17-18). Cristo está chamando à porta (da consciência do ser humano), e se o Aspirante abrir a porta, o Espírito de Cristo entrará nele (Ap 3:20).
Quando o Aspirante chega à Iniciação, obtém a capacidade de ver nos Mundos superiores.
Em primeiro lugar, São João indica os poderes criadores que podem ser contatados nos Mundos superiores (Ap 4). Quem São João viu sentado no trono central representa Deus. Os vinte e quatro anciãos ao seu redor representam os polos positivos e negativos dos doze Signos do Zodíaco.
As sete tochas representam os sete Espíritos Planetários (os Espíritos de Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano). O mar de vidro representa toda a sabedoria, a Mente Cósmica. Esse é igual ao Mar Fundido por Hiram Abiff na Lenda Maçônica. Os quatro seres vivos, que são as representações simbólicas dos quatro Signos Fixos do Zodíaco, podem ser associados aos quatro elementos, aos quatro estados de matéria ligados a esses elementos e aos seres que trabalham nesses estados de matéria. Assim, o leão (Leão, Fogo, Região Etérica) representa os Anjos; o boi (Touro, Terra, Região Química) representa o ser humano; o homem (Aquário, Ar, Mundo do Pensamento) representa os Senhores da Mente; e a águia (Escorpião, Água, Mundo do Desejo) representa os Arcanjos.
Um nível alternativo de interpretação da visão de São João sobre Hierarquias Criadoras é possível. Para cada poder criador no universo há uma parte desse poder criador dentro do ser humano. Assim, sob a perspectiva do microcosmos, alguém no trono central pode ser interpretado como o Deus interior (Ego); os anciãos e as tochas como as forças zodiacais e planetárias dentro do ser humano; e os quatro seres vivos como os Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente do ser humano.
Nos Mundos superiores, é possível ver a evolução passada do ser humano, a vida e as atividades cotidianas após a morte e a evolução pretendida do ser humano. São João descreve de forma simbólica isso (Ap 5:11). O Capítulo 5 fala de um pergaminho fechado com sete selos, que apenas um Cordeiro morto é digno de abrir. O Cordeiro representa a Consciência Crística. O pergaminho representa a sabedoria que pode ser alcançada nos Mundos mais elevados. No Capítulo 6, São João diz que viu um cavalo branco com um cavaleiro com um arco, partindo para conquistas, o que representa o ser humano no início de sua evolução. O cavalo branco indica inocência e o arco, as aspirações. Então aparece um cavalo vermelho e um cavaleiro, que leva embora a paz da Terra. Isso representa o ser humano agindo sob paixões egoístas. Em seguida, surge um cavalo preto e um cavaleiro com uma balança de pratos na mão. Essa cena representa o ser humano envolvido na materialidade (obscuridade espiritual). A balança indica que o ser humano nesse estado deve ser regido pelas leis. Acrescenta-se que o azeite e o vinho não devem ser danificados. O azeite é o óleo para a lâmpada da vida, que é a alma. O vinho é a força da vida. As leis devem guiar o ser humano de tal maneira que ele não vai deter o crescimento de sua alma e não usará indevidamente a força da vida.
Por último, um cavalo pálido aparece, cujo cavaleiro é a morte. Finalmente todos os seres humanos morrem fisicamente. Em Apocalipse 6:12-17 é descrito o processo de morrer. A partir de um nível microcósmico da interpretação, o Sol e a Lua representam as forças solares e lunares dentro do corpo, e os reis da Terra representam as forças que governam as diferentes partes do corpo.
As estrelas que despencam do céu para a Terra representam as forças cósmicas que tomam o corpo quando o espírito o abandona. O céu desaparecendo em um redemoinho que o envolve se relaciona com o movimento espiral pelo qual saem os Corpos Vital, de Desejos e a Mente, quando abandonam o Corpo Denso.
A consciência de São João, então, entra no Mundo do Desejo e vê o que acontece com os seres humanos no Purgatório e no Primeiro Céu. Em Apocalipse 8:1-5, São João descreve um Anjo com um incensário e a fumaça que se mistura com as orações dos Santos. Então o Anjo pega o incensário, enche de fogo e o atira sobre a Terra. O incenso retrata os sentimentos feridos de pessoas inocentes. Os incensários cheios de fogo e jogados sobre a Terra indicam que, na mesma medida que uma pessoa faz os outros sofrerem, ela sofrerá o mesmo, e assim a Terra (ou o aspecto inferior de sua natureza) será queimada (ou expurgada). Em Apocalipse 8:6-9, 19 descreve com mais detalhes o processo no Purgatório. Os quatro Anjos mencionados em 9:15 são os quatro Anjos do Destino ou Arquivistas que monitoram o funcionamento da Lei de Causa e Efeito. Em Apocalipse 9:20, ele cita “Os outros homens, que não foram mortos por estes flagelos, não renunciaram sequer às obras de suas mãos”. Essas partes de nossa natureza inferior, que não forem erradicadas na experiência do Purgatório, ainda estarão presentes em nossa natureza em nossa próxima vida. Não é possível aprender todas as lições em uma só existência.
Em Apocalipse 7:1-17, São João descreve as experiências do ser humano no Primeiro Céu. Os quatro Anjos mencionados em 7:1 são novamente os quatro Anjos Arquivistas ou do Destino. Eles alertam para não prejudicar as 144.000 pessoas que foram seladas como servos de Deus. De acordo com os procedimentos da simbologia numérica, 144.000 é igual a (somando os dígitos) 9, que representa o número do ser humano. Isso indica que praticamente todos os seres humanos (depois de passarem pelo Purgatório) alcançam o Primeiro Céu. Essa interpretação é comprovada em 7:9 que descreve que: “uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas”. Em 7:14-17, ele ainda observa que “nunca mais terão fome, nem sede, … e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos.”. A grande tribulação (em um nível microcósmico de interpretação) é o Purgatório. As vestes brancas indicam que o sofrimento no Purgatório limpou os Corpos de Desejos. “Eles não terão mais fome e sede” indica que o que eles desejarem na Terra (de natureza edificante) ali será realizado.
Quando o ser humano entra no Segundo Céu, passa algum tempo avaliando e assimilando as experiências de sua vida passada. Isso é descrito no Ap 10:8, 11, 2. São João conta como um Anjo lhe deu um rolo para comer que era doce em sua boca, mas amargo em sua barriga. O pergaminho representa sabedoria. Comer o pergaminho representa trazer sabedoria à consciência. Ser doce na boca representa ver a beleza ou a justiça de alguma parte da sabedoria. Ser amargo em seu ventre indica que quando chega a hora de usar a sabedoria e fazer o que você sabe que é certo (depois de retomar a vida na Terra) nem sempre é fácil ou agradável. A medição do Templo de Deus indica a avaliação das estruturas de seu Corpo Denso, seus hábitos, desejos e pensamentos da vida anterior. A São João foi dito para não medir o quintal. Isso indica que não se deve avaliar seus semelhantes e culpá-los por qualquer uma de suas falhas.
Já Ap 11:4-19 descreve, brevemente, a direção planejada para a evolução do ser humano. As duas oliveiras e os apoios de duas lâmpadas são as fontes de direção divina para o ser humano e as oportunidades para o crescimento da alma que chegam aos seres humanos (lembre-se que o azeite usado nas lâmpadas da vida representa a alma). A besta que se ergue do abismo pode travar uma guerra contra os profetas e matá-los. A besta é a paixão egoísta. A paixão pode tentar o ser humano a não seguir a direção divina e pode alcançar seu objetivo.
Contudo, os profetas voltam à vida. Embora a luz divina possa ser ignorada por um tempo, ela não pode ser extinta e retorna à consciência do ser humano. Finalmente, o Reino do mundo se converte no Reino de Cristo. Esta seção termina com a Arca da Aliança, vista no céu. A Arca é a representação simbólica do Iniciado (a arca continha as Tábuas da Lei, o Pote Dourado do Maná e a Vara de Aarão, que representam o Iniciado com a lei dentro do seu coração, o Corpo-Alma e os fluxos da força criadora espiritualizados).
Em Ap 12-22 temos a descrição da luta (no processo evolutivo) entre Jeová e os espíritos de Lúcifer. São João descreve ter visto uma mulher vestida com o Sol, com a Lua sob seus pés, que trouxe à luz uma criança. Um dragão que se sentou para devorar a criança, mas a criança foi elevada até Deus e a mulher fugiu para o deserto (Ap 12:1-6). A mulher simboliza as forças da criatividade física dirigidas pelo Deus lunar, Jeová. A criança que nasce é a humanidade. O dragão representa os espíritos de Lúcifer. O dragão, impedido de devorar a criança levada à Deus indica que durante a Involução, quando a consciência do ser humano estava nos Mundos superiores, o ser humano tinha pouca consciência e não podia ser induzido a atos de paixão e egoísmo pelos espíritos de Lúcifer, mas ao invés disso seguia docilmente a Jeová. O deserto é algo que está longe da ação diária do ser humano. A mulher fugindo para o deserto indica que o ser humano não era geralmente consciente do ato procriador em tal época.
Miguel e seus Anjos lutaram com o dragão e seus Anjos, e o dragão e seus Anjos foram expulsos do céu. Então o dragão foi para a Terra e perseguiu a mulher. A mulher recebeu as duas asas da grande águia para que ela pudesse voar para o deserto, longe do dragão. O dragão derrama água de sua boca atrás da mulher, mas a Terra engole o rio (Ap 12:7-17). O dragão e seus Anjos lançados do céu referem-se ao fato de que os espíritos de Lúcifer estavam ficando para trás na onda de vida angélica e necessitavam para sua evolução de um ambiente mais denso do que o dos Anjos. O dragão perseguindo a mulher na Terra indica que os espíritos lucíferos tentaram fazer com que o ser humano usasse suas forças criadoras para servir seus interesses. Como os espíritos de Lúcifer precisavam de conhecimento físico para sua evolução, os seres humanos tinham que deixar de confiar na sabedoria orientadora de Jeová e agir por iniciativa própria (independentemente das suas ações serem imprudentes). Ao ser humano foram dados dois meios para resistir às insinuações dos espíritos de Lúcifer. Um é representado pelas duas asas da grande águia, que representam as asas da oração, que ajudam o ser humano a colocar sua consciência em contato com o divino. O outro é representado pela Terra engolindo o rio que jorra da boca do dragão da Terra. O rio que jorra da boca do dragão indica os desejos egoístas com os quais os espíritos de Lúcifer tentam o ser humano. A Terra que engoliu esse rio indica que as restrições físicas podem colocar limitações em desejos egoístas (pois o ser humano não tende a parar de querer o que é fisicamente impossível de realizar).
Uma besta saiu do mar. A besta tinha uma ferida mortal, que foi curada. “Os homens adoravam a besta.” (Ap 13:1-10). O mar é a paixão. A besta é a parte inferior da natureza onde se constrói a paixão. A besta se recuperar de uma ferida mortal indica que quando acreditamos que eliminamos alguma falha de nossa personalidade, ela ainda pode surgir novamente.
“Homens adorando a besta” indicam o ser humano que falha na luta contra sua natureza inferior, decide aceitá-la como natural e, portanto, que é bom seguir seus ditames. Uma besta também se levantou da Terra. Ela fez grandes sinais e decepcionou aqueles que habitaram na Terra e deu poder à imagem da besta da água que havia enganado. O número dessa besta era 666 (um número humano) e estava marcado na mão direita ou na testa de todos (Ap 13:11-18). A besta que surgiu da Terra é o materialismo. O materialismo pode fazer maravilhas, como evidenciado pelas conquistas da ciência atual. Contudo, o materialismo também pode enganar aqueles que habitam na Terra. Pode levar as pessoas à crença de que tudo pode ser feito fisicamente e que não há poderes mais além do físico. O materialismo também fortalece a imagem da besta da água. Isso significa que promove o egoísmo e a paixão. Somando os dígitos do número da besta, temos 18 e, portanto, 9, simbolicamente o número do ser humano. Assim, a besta é fabricada pelo ser humano.
Ap 14-18 descreve como aqueles que seguem a besta trazem sofrimento para si mesmos e como a parte maligna de sua natureza é reduzida e eliminada. A Cidade da Babilônia representa a falta de sabedoria e a resultante confusão associada à existência material (a palavra “Babilônia” significa “lugar de confusão”), e ela é vencida. Finalmente, a fumaça da prostituta (da Babilônia) sobe (Ap 19:3), o que significa que a força criadora sobe e supera a paixão egoísta.
Ap 19:6-8 conta como o som do poderoso trovão de muitas vozes foi ouvido quando o casamento do Cordeiro ocorreu. A Noiva tinha preparado para si mesma roupas em linho fino, brilhante e puro, que são as boas ações dos Santos. A Noiva é a humanidade. A roupa de linho fino da noiva é o Corpo-Alma (que é concebido pelo serviço). Os trovões são vibrações atmosféricas que ocorrerão na segunda vinda de Cristo e que libertarão o Corpo-Alma (daqueles que têm um) do Corpo Denso e permitirão que essas pessoas vivam na Região Etérica do Mundo Físico. O casamento do Cordeiro indica a unificação da consciência do ser humano com a consciência de Cristo.
Ap 19:11-16 dá uma descrição simbólica de um Iniciado. Seus olhos como chama indicam que ele tem uma visão interna. Seu manto de sangue indica que o que ele conseguiu foi através do sofrimento. A espada em sua boca com a qual ele governa as nações indica que ele governa suas próprias ações e as mantém alinhadas com a Lei Cósmica. Governar com uma barra de ferro significa que ele tem domínio sobre a paixão.
Em Ap 19:17-18, os pássaros são descritos alimentando-se da carne de reis, capitães, homens e cavalos. Os pássaros simbolizam a alma, e sua alimentação da carne representa que a alma cresce como resultado da experiência física.
Ap 21-22 descreve a próxima Era. Que “a morada de Deus estará com os homens” implica que os seres humanos terão a consciência de Deus. Que não haverá mais dor significa que quando os seres humanos tiverem a consciência de Deus, eles não criarão mais as desarmonias que resultam em dor. Essa sede será saciada pela água da vida, indicando que os seres humanos terão o poder de cura. A Árvore da Vida na Nova Jerusalém também indica a posse do poder criador. A cidade de Jerusalém que vem de Deus aponta que a paz de espírito está associada à consciência de Deus. Que a Nova Jerusalém não terá Templo ou necessidade do Sol ou da Lua representa que o Deus interior (Ego) será capaz de dirigir seus próprios corpos e que um Deus externo não será necessário para a direção. O objetivo de um Livro como o Livro da Revelação, que descreve o caminho evolutivo do ser humano, é inspirar os seres humanos a trabalhar em harmonia com os Seres que guiam sua evolução. Todos nós podemos aprender a perceber que somos pobres, cegos e nus e, então, decidirmos comprar o ouro refinado pelo fogo, o unguento para ungir nossos olhos e as roupas brancas para vestir nossos corpos.
FIM
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.
Para acessar somente os textos:
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas, edita o informativo: Ecos.
Informação
Em julho retomamos nossas reuniões semanais virtualmente, estando assim de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19). As atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas por tempo indeterminado.
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Julho:
Trânsito do Sol pelo Signo de Câncer, em agosto
Em agosto Cristo no Mundo do Espírito Divino, denominado o Trono do Pai, o lar do Deus desse Sistema Solar.
Deus é Amor e Deus é Luz. Amor e Luz são as notas-chaves da Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama.
Sob a supervisão dos Senhores da Chama e junto aos poderes do Pai, o Primeiro Aspecto da Trindade, Cristo trabalha com o poder supremo do amor, a força estabilizadora da Terra.
Para isso, se converte no canal da força, graças à qual a Terra gira em torno do seu eixo e em torno do Sol.
Esse poder do amor é traspassado pela Hierarquia de Leão ao seu Signo oposto, Aquário: por isso é que esse será o poder que animará a nova Era de Aquário.
Durante essa época, o Discípulo deve se esforçar para converter o amor na força motivadora de sua vida.
Ele deve aspirar a embelezar cada uma das suas palavras, pensamentos e obras com a sua magia.
O décimo terceiro capítulo da Segunda Epístola de São Paulo aos Coríntios, um dos maiores cantos da alma ao amor, é o mantra perfeito, tanto para a meditação como para o esforço, durante o período em que o Sol transita pelo Signo real de Leão.
Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:
Simbologia da Capa do Conceito Rosacruz do Cosmos
A capa do Conceito Rosacruz traz um Símbolo.
Símbolo é a representação de uma verdade espiritual, e que precisa ser estudado para que possa ser compreendido com certa profundidade. Eles encontram eco no nosso interior, provocam reações, é como se no íntimo reconhecêssemos algo familiar. Os verdadeiros símbolos têm raiz espiritual e só podem ser transmitidos por um Iniciado.
Vamos agora detalhar o símbolo da capa, começando pela Flor de Lis
O que representam essas duas flores de lis?
Por que temos apenas duas folhas da flor pintadas de vermelho?
O que representam as 2 Linhas Subindo?
Os sábios e os amorosos que lideram a nossa evolução sabem que para continuar esta evolução era necessário alcançar a união cabeça-coração: unir as duas linhas. A tentativa de união se deu através da construção de um Templo, para os crentes, pelos artesãos – Templo do Rei Salomão. Era a obra prima das duas linhagens.
De um lado, tínhamos Salomão representando os Filho de Seth – o mais sábio dos homens, capacitado para conceber e projetar o maravilhoso Templo segundo o plano de seu Criador, Jeová. E de outro lado tínhamos Hiram Abiff, o hábil artífice, possuía a concentrada quintessência do conhecimento material adquirido pelos Filhos de Caim.
Tínhamos então a sublime espiritualidade dos sacerdotes, os Filhos de Seth, com a superlativa habilidade dos artífices, os Filhos de Caim.
As duas linhas deveriam se unir em um místico Mar Fundido, representando o processo de purificação para entrar ao serviço do Senhor. Hiram era o único conhecedor da fórmula da Purificação que seria utilizada na construção do mar Fundido. Porém, houve uma traição nesse processo, onde os artesãos (filhos de Seth – lado direito) conspiraram e colocaram Água no recipiente moldado para receber o Mar Fundido, porque sabiam que o Filho do Fogo (Hiram) não era treinado na manipulação do elemento aquoso e não poderia combiná-lo com sua maravilhosa liga.
A seguir Hiram e Salomão se afastaram um do outro mais do que em qualquer tempo antes. E só se reencontram quando Hiram Abiff renasce como Lázaro e Salomão como Jesus.
Hoje, ainda não conseguimos fazer a união cabeça-coração. A Filosofia Rosacruz busca eliminar o abismo criado entre a Mente e o Coração, harmonizando e equilibrando as forças do lado místico e do lado ocultista. A união somente ocorrerá quando tivermos atingido o equilíbrio Mente e Coração.
Na parte de baixo da capa, encontramos mais um símbolo, onde a Cruz preta pequena representa o Corpo Denso, o físico. Na cabeça da cruz vemos um coração, simbolizando que Coração e Cabeça se reconciliarão. A consequência pode ser vista no feixe de propagação, no Corpo-Alma resultante.
No centro da capa, vemos o Símbolo Rosacruz, que visto na sua plenitude representa: A evolução passada do ser humano; sua constituição atual e desenvolvimento futuro juntamente com o método de realização.
No centro vemos a cruz branca, onde:
Temos ainda, a estrela dourada, que simboliza o dourado manto nupcial (Corpo-Alma) que nos tornará divinos; as rosas vermelhas que representam o sangue purificado e a rosa branca que é o símbolo do coração do Auxiliar Invisível. Simboliza a quintessência que é o Corpo Vital desabrochado, ou seja, o Corpo-Alma. A estrela contém 5 pontas, representando as 5 Hierarquias Criadoras que já alcançaram o grau de criadores ou a libertação.
Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes.
Os Anjos possuem o corpo com maior densidade de matéria formada dos 4 Éteres da Região Etérica do Mundo Físico, sendo que em sua composição natural, 80% formado pelos Éteres superiores: Éter de Luz e Éter Refletor. Além desse Corpo eles possuem outros Corpos (como nós e quaisquer outro ser em evolução nesse Esquema de Evolução).
Lembra da questão da Árvore do Conhecimento e da Árvore da Vida? Comemos o fruto da Árvore do Conhecimento e, assim, ficamos conhecendo o que é o bem e o que é o mal.
E se comêssemos da Árvore da Vida, o que teria acontecido? A imortalidade!
E por que? Porque saberíamos manter o Corpo Denso eternamente, renovando-o sempre via os Éteres da Região Etérica do Mundo Físico.
Pois bem, os Anjos vivem nessa Região, assim, os Anjos não têm “duração média de vida”. Seus corpos são eternos, pois não estão a mercê da “roda de nascimentos e mortes”, como nós. Passaram por essa fase na metade da quarta Revolução do Globo D do Período Lunar. Agora já estão mais evoluídos que não precisam desse expediente para evoluir.
O mesmo se dá com Arcanjos, Senhores da Mente, Senhores da Forma, Senhores da Sabedoria e Senhores da Individualidade.
É só aprender a sublimar essas características dele, canalizando para o lado construtivo e não se deixar levar pelos desejos, emoções e sentimentos que esse lado sugere e que arrasta para o gosto em mudar constantemente, não tolerar a rotina e em nunca se satisfazer em ter situações novas. E focar na resposta as suas influências para utilizarmos os seus conceitos em assuntos literários, nos dualismos dessa vida, em fraternidade universal, na intelectualidade, na aplicação da lealdade, na facilidade em trabalhos manuais e no uso da versatilidade.
Os nossos irmãos menores animais não têm uma evolução consciente como nós, os seres humanos, nesse momento. A responsabilidade pela sua evolução cabe aos Espíritos-Grupo de cada espécie, que é uma das inúmeras funções da onda de vida dos Arcanjos. Já os maus tratos que sofrem são de responsabilidades de cada ser humano e, como lemos no Conceito Rosacruz do Cosmos, cada ato de mau trato será devidamente pago por cada pessoa que o fez, mormente nas próximas vidas. Lembremos que comer carne (mamífero, ave, peixe, réptil, anfíbio, inseto, etc.) ou utilizar quaisquer coisas, peças, artefatos, produtos feitos de partes desses animais também é um mau trato e, com certeza, muito maior do que “bater em um cachorrinho ou um gatinho”. Agora, da mesma forma que ainda há irmãos e irmãs que maltratam, graças à Deus, há outros que bem-tratam, com carinho e amor. E aqui também há um limite e qual é? Tratar o irmão menor animal como animal, respeitando os direitos de ser do seu reino, o reino animal. Tratá-lo de “filhinho”, “filhinha”, “netinho”, “netinha”, ou seja, como um ser humano também não é correto e está infringindo os direitos de um irmão menor.
E na visão dos Rosacruzes e clarividentes, qual é o mais recomendado: a cremação ou o sepultamento?
Aprendemos na Filosofia Rosacruz que para se ter toda a segurança de que nenhuma lição foi perdida nessa vida, após a morte, devemos guardar o corpo (sem ninguém mexer e nada dele for retirado) durante 3 dias e meio. Após esse período ele poderá ser mexido, bem como cremado, que é o modo mais higiênico e que mais ajuda o irmão ou irmã que acabou de desencarnar.
Todas elas têm a mesma origem: falta de autocontrole. Algumas vezes, soma-se a isso a falta de fé em Deus ou, ainda, uma fé infantil que entende que Deus é um dador de tudo (sem a contrapartida da pessoa). Quem, de fato, é um Estudante de uma Escola Esotérica, como a Fraternidade Rosacruz, nunca terá esse tipo de problema. Se tem, então é melhor rever a situação de Estudante Rosacruz. Também quem é, de fato, um Cristão autêntico também nunca terá. Se tem, então é melhor rever a situação de ser Cristão. Somente com a compreensão da Lei de Causa e Efeito (Lei da Consequência) já se pode evitar que tais problemas se manifestem na vida, né?
Os remédios atualmente utilizados cumprem a sua função: remediam, mas não curam. Sua função é criar um ambiente a partir do qual a pessoa sofredora possa tomar as suas decisões e buscar a cura. Infelizmente a grande maioria prefere se estacionar nos remédios e assim viver, ora com, ora sem crises.
Sobre o destino maduro, há 2 causas claras ensinadas pela Fraternidade Rosacruz:
1) Pecados cometidos em vidas passadas que não podem ser expiados (via a doutrina do Perdão dos Pecados). Um exemplo desse pecado: o pecado contra o Espírito Santo (gasto absurdo, constante e desgastante da força sexual criadora para gratificação dos sentidos, um erotomano, um pedófilo, um (a) prostituto (a) – “profissional do sexo”). E nessa vida o Ego, corajosamente, escolhe no seu Panorama da vida, ainda no Terceiro Céu, uma vida para purgar esse destino maduro, por meio do sofrimento, da limitação, da dor e das obstruções.
2) Aprendemos na Astrologia Rosacruz como se processa as oportunidades na nossa vida, seja para manifestar os nossos bons hábitos, qualidades positivas e virtudes, seja para sublimar os nossos maus hábitos, qualidades negativas e vícios. A Progressão astrológica bem como os Trânsitos mostram, na vida, quando as oportunidades se apresentarão para tal e, também, quando elas terminarão de se apresentarem. Acontece que algumas vezes jogamos fora ou nem percebemos ou desviamos ou fugimos ou não damos a menor bola quando aparecem as oportunidades para sublimar um determinado mau hábito, uma qualidade negativa ou um vício. Vamos postergando, procrastinando essa transmutação que temos que fazer do mau hábito para o bom, da qualidade negativa para a positiva, do vício para a virtude. Isso pode se tornar tão arraigado no nosso ser, que mesmo passando pelo Purgatório e sofrendo dores atrozes que deixam marcas profundas na nossa consciência, ainda assim, vida após vida, continuamos a postergar, a procrastinar. E isso com as limitações, obstruções, as cristalizações, os bloqueios e as dificuldades que são escolhidas por nós mesmos no Terceiro Céu para que, aqui renascido, lembremos do sofrimento e do objetivo de sublimar tais deficiências. O estrago que fazemos é tão grande na teia do destino (ou seja, na vida de tantas pessoas!) que chega um momento que não há mais como postergar ou procrastinar: temos que pagar via destino maduro! Agora o mais importante: NÓS escolhemos isso. Nós mesmos é que selecionamos o gatilho para que, quando renascidos aqui, insistirmos em não nos corrigir, que tenhamos o sofrimento, a limitação, a dor e a limitação que nos fará corrigir. Com certeza, muitas das qualidades positivas, bons hábitos e virtudes que temos devemos as essas escolhas de pagar via destino maduro, sem poder utilizar o Perdão dos Pecados.
Lembre-se: tanto em 1) como em 2): nós escolhemos!!
Primeiro vamos alinhar o conhecimento: em seu tratado de arquitetura, Vitrúvio expôs suas teorias sobre as proporções humanas, que afirma que a proporção ideal de uma figura humana deve entrar em um círculo e em um quadrado.
“Se um homem fica de costas, com as mãos e pés estendidos e um par de compassos centrados em seu umbigo, os dedos de seus dois pés e das mãos tocarão a circunferência do círculo desenhado”, disse Vitrúvio.
“E assim como o corpo humano produz um contorno circular, também será possível encontrar uma figura quadrada a partir dele.”
Da Vinci, no entanto, acomodou cientificamente o ponto central do círculo fora do umbigo para assegurar que a teoria funcionasse.
Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe saiu corretamente perfeito dentro dos padrões matemáticos esperados.
É interessante observar que a área total do círculo é idêntica à área total do quadrado (quadratura do círculo) e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (aproximadamente 1,618).
O que é o número Phi ou número áureo? Este número está envolvido com a natureza do crescimento e está associado ao significado da perfeição, que pode ser encontrado em vários exemplos de seres vivos: crescimento de plantas, população de abelhas, escamas de peixes, presas de elefantes, flor de girassol, entre outros. E em espirais de galáxias. Na matemática, o número Phi é encontrado de várias formas: Figuras Geométricas, Retângulo Dourado, Série de Frações, Série de Raízes e a Série de Fibonacci.
O número áureo pode ser aproximado pela divisão do enésimo termo da Série de Fibonacci (0, 1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,…, na qual cada número é a soma dos dois números imediatamente anteriores na própria série) pelo termo anterior. Essa divisão converge para o número áureo conforme tomamos cada vez maior. Podemos ver um exemplo dessa convergência a seguir, em que a série de Fibonacci está escrita até seu oitavo termo [0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13]: 2/1 = 2 …. 3/2 = 1,5 …. 5/3 = 1,666…… 8/5 = 1,6 …… 13/8 = 1,625 – Muitos estudos e muitas pesquisas já se fizeram e continuarão a ser feitos desvendando os mistérios do número Phi. Repare: a descrição se restringe somente às “medidas ideais” e suas diversas proporcionalidades quando comparadas partes por partes. Nesse sentido, sem dúvida alguma, essas seria as medidas de um Corpo Denso, o físico, perfeitas que deveríamos nos ater quando estamos construindo o arquétipo do nosso próximo Corpo Denso, nos Mundos suprafísicos, no intervalo entre 2 mortes aqui na Região Química do Mundo Físico, como parte para o renascimento seguinte. Se nos medirmos, repararemos quanto nos falta ainda! Por outro lado, como parte do nosso desenvolvimento espiritual é importantíssimo sabermos disso, pois esse conhecimento levamos conosco e podemos utilizar quando dos preparativos para um próximo renascimento (logicamente, se além do conhecimento, tivermos alcançado, meritoriamente, a competência em utilizá-lo na construção do arquétipo).
Por 2 motivos: sendo ele um veículo que evolui por meio da repetição, temos aqui um meio inesgotável de tentativas para um dia aprendermos as lições que devemos para dominar nossa natureza inferior (conquistando o domínio do Coração – vide Coração é uma Anomalia); segundo motivo: porque a próxima Região que temos que aprender a viver CONSCIENTEMENTE é a Região Etérica do Mundo Físico – da mesma forma que HOJE vivemos na Região Química do Mundo Físico – e nessa Região só conseguimos funcionar com o Corpo Vital (se não o dominarmos e aprendermos a viver conscientemente por meio dele, jamais daremos o próximo passo ainda aqui no Período Terrestre).
Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Junho:
– A importância da Adaptabilidade
Nessa única palavra: “Adaptabilidade”, temos o grande segredo do atraso ou do progresso de qualquer um de nós!
Todo adiantamento depende da nossa flexibilidade e adaptabilidade para evoluir, de ser capaz de nos acomodarmos, por nós mesmos, a novas condições ou estacionar e nos cristalizar, nos tornando incapaz de toda transformação.
A adaptação é a qualidade que faz progredir, estejamos em grau superior ou inferior de evolução.
A falta de adaptação é a causa de atraso para nós e de retrocesso para a forma que criamos.
Isso se aplica ao passado, ao presente e ao futuro, e a qualificação ou desqualificação é feita exata e impessoalmente, com toda justiça, pela Lei de Consequência! Nunca houve nem haverá uma distinção arbitrária entre as “ovelhas” e as “cabras” como lemos, se bem-entendemos, em Mt 25:31-46.
– A Nossa Felicidade no Céu
Quando morremos atestamos um fato muito importante que é que a nossa felicidade no “céu” (na nossa vida post-mortem) depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós, aqui durante essa nossa vida, no nosso dia a dia.
Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico, o crescimento da alma.
Deve-se sempre recordar que o poder de dar não pertence exclusivamente ao ser humano rico.
Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal!
É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais.
Um olhar carinhoso, expressões de confiança, uma simpática e amorosa ajuda são coisas que todos podem dar, seja qual for a fortuna de cada um.
Todavia devemos ajudar o necessitado de maneira que ele possa ajudar a si próprio, seja física, financeira, moral ou mentalmente, para que não dependa mais de nós nem dos outros.
– Exercício Esotérico da Retrospecção
Pela fiel execução do Exercício Esotérico da Retrospecção apagamos, dia após dia, as ocorrências indesejáveis da nossa memória subconsciente, de modo que nossos pecados, que podem ser submetidos à doutrina cristã do Perdão dos Pecados, são apagados!
Esse exercício noturno é mais valioso do que qualquer outro método para adiantar o aspirante no caminho da realização.
Seu efeito é tão profundo que capacita a quem o pratica a aprender presentemente, não apenas as lições desta vida, mas também lições que normalmente estar-lhe-iam reservadas para vidas futuras.
Após deitar-se, à noite, relaxe o corpo. Em seguida comece a rever as cenas do dia em ordem inversa, iniciando com os acontecimentos da noite, passando às ocorrências da tarde, e depois às da manhã. Procure rever as cenas com a maior fidelidade possível: reproduza diante do seu olhar mental tudo o que aconteceu em cada cena, sob revisão, com o propósito de julgar suas ações, de certificar-se se suas palavras transmitiram o significado pretendido ou se deram uma falsa impressão, ou se exagerou ou atenuou as experiências relatadas aos outros. Reveja sua atitude moral em relação a cada cena. Durante as refeições, comeu para viver, ou viveu para comer, para agradar ao paladar? Julgue-se a si mesmo, censure-se onde houver culpa, e louve-se onde houver mérito.
Algumas pessoas não conseguem permanecer acordadas até o fim do exercício. Em tais casos é permitido sentar-se no leito, até ser possível seguir-se o método regular.
O valor da Retrospecção é enorme – ultrapassa a imaginação.
Em primeiro lugar, efetuamos o trabalho de restauração da harmonia conscientemente, e em menor tempo do que é necessário ao Corpo de Desejos para realizá-lo durante o sono. Fica, assim, uma maior parte da noite disponível para o trabalho externo, o que não seria possível de outra maneira.
Em segundo lugar, vivemos o nosso Purgatório e o Primeiro Céu todas as noites, introduzindo assim no Espírito, como sentimento correto, a essência das experiências diárias. Por conseguinte, escapamos do Purgatório após a morte e também economizamos o tempo de permanência no Primeiro Céu.
Por último, mas não menos importante, tendo extraído diariamente a essência das experiências que dão crescimento anímico, e tendo-as amalgamado ao espírito, passamos a vivenciar realmente uma atitude mental e a nos desenvolver por linhas que ordinariamente nos estariam reservadas para vidas futuras.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Agosto: 1, 8, 15, 22, 28
Ele enviou a sua palavra e os curou,e os livrou da morte.
palavra e os curou,e os livrou da morte. (Sl 107:20)